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Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 21-04-2019 em todas áreas

  1. 8 pontos
    ...ou as 5 coisas mais estúpidas que eu fiz em 5 dias na Nicaragua. porque dica do que fazer todo mundo dá. tudo é lindo nas fotos, nos textão. quero ver compartilhar as cagadas. só vou relembrar porque eu me prometo e tá escrito: NUNCA mais fazer umas cagadas dessas. (((até a proxima viagem))) 1. Naufragar de Kayak i love the smell of vai dar ruim in the morning. na minha última manhã em granada acordei cedo com siricutico e fui pro centro da cidade procurar um passeio pra ser o gran finale da estadia. já não bastava ter nadado em cratera de vulcão e cheirado enxofre do outro cuspindo lava, não. tinha que ter mais emoção, isso, tinha que ter mais aventura. tinha mesmo é que ter ficado quieta no meu canto mas... cheguei no centrinho e tava tudo fechado, a cidade só acorda 8h30. povo esperto esse povo da nicaragua, temos muito a aprender com eles. tudo aquilo que o sol toca, simba, é menos trouxa que você e só acorda as 8h30 da manhã bom, não vou esperar 1h sentada aqui no banco da praça né? volto pro hostel e arrumo as coisas, afinal, tenho que pegar um ônibus meio dia pra outra cidade. o universo sempre se comunica comigo. e eu devo falar aramaico. aproveitei o tempo ocioso pra conversar com a familia e tirar fotos da cidade vazia. tava tão vazia que rolou até um pau de selfie sem walk of shame. fechei um passeio de kayak pelas isletas e, como eu não sabia que ia andar de kayak quando acordei, tava com a minha sandalia que ocupa + espaço na mala, aquelas de gladiador romano. vocês acharem cafona é problema de vocês. na nicaragua faz sucesso. o motorista se ofereceu pra passar no meu hostel pra trocar. mas eu não queria fazer as outras 4 pessoas me esperarem. fora que minha malinha é organizada com o método tetris, se abrir tem que chamar esquadrão anti bomba pq pula roupa pelo quarto inteiro. então recusei. já que ia ficar dentro do kayak, não tinha pq me preocupar com sapato. (((nessa hora consigo mentalizar o universo, lá de longe, acenando negativamente em um facepalm))) o briefing antes de sairmos pro mar incluiu uma pergunta importantíssima de um alemão: "pq colete salva vidas? algum kayak já virou?" a resposta ficou marcada pra sempre em mim "apenas procedimento padrão de segurança pra não sermos multados. olha, posso te garantir, fizemos cerca de 600 tours e nunca aconteceu nada" tinhamos duas opções de kayak: duplo e individual. obviamente os 4 pegaram os duplos e eu sobrei ¯\_(ツ)_/¯ o kayak individual é bem mais punk que o duplo, ele é pesado e ruim de jogo, além de ser todo fechado. enquanto o duplo é aberto e de plastico (olha eu tentando dar desculpinha pra tentar justificar a cena rrrrrrridicula que vai se passar comigo alguns paragrafos abaixo) kayak nutella. duplo. molezinha. pra americano no spring break kayak raiz. individual. senhor com 35 anos de experiencia em alpinismo e sobrevivente de ataque de tubarão em moçambique além disso, começávamos o percurso na areia e pra chegar nas isletas, precisava passar a rebentação. isso ninguém te avisa antes de pegar seus dolares suadinhos. estava ventando. bastante. isso quer dizer que as ondas tavam boas. não pra nós,claramente. mas tinha gente surfando no lago. eu podia ter desistido nessa hora. mas não. a certeza que ia dar ruim eu já tinha, agora eu ia atrás da humilação REAL. e fui. o programa que acontece todos os dias nos mais de 600 tours é mais ou menos o seguinte: 9h - chegada na marina e briefing 9h15 - todo mundo com o kayak na areia rumo as isletas 9h50 - chegada as isletas 10h40 - visita ao forte 11h - retorno pra marina 11h30 - fim e agora uma imagem aérea de onde eu estava as 10:00 eu não conseguia, de jeito nenhum, quebrar as ondas e tava sendo jogada pras pedras. a cada estourada, entrava mais água no kayak (lembra que era fechadão? pois é). eu já tava com os braços e as pernas doloridas e o sol tava ardendo. tinha esquecido capa a prova dágua e meu celular tava em um ziplock de pão, agarrado no meu colete sendo submerso. olhei pro céu. alguém devia tá rindo de mim. lembrei dos mais de 3 mil kayaks que já tinham passado por ali e nunca tinham afundado, enquanto ia sentindo o meu ficando cada vez mais pesado, no nivel da água.tava a poucos minutos de virar estatística, podia sentir. eu ia mudar o curso da resposta pra pergunta do colete. parece triste, mas o pessoal do meu grupo que já tava no rio calmo, ria com respeito de mim e tentava gritar alguma coisa pra me ajudar. o guia, um nicaraguense de 19 anos, só falava frases de motivação tipo treinador de crossfit. as ondas vinham rasgando pra cima de mim. até que eu vi ela, e ela me viu. a onda veio e eu nem tentei lutar. o kayak virou, e eu, em câmera lenta com as duas perninhas arreganhadas pra cima, tentando segurar o celular com a boca tomei um caldo épico. se tivesse trilha sonora, seria a nona de beethoven (6:46 do video, mais precisamente), mas como não tinha, foi um grunhido sem graça e um "fuck i think i sank". o guia explodiu de rir. boiei até chegar o resgate. me trouxeram um novo kayak. um de criança. se fosse poesia terminaria com a foto do inicio do post como não é, termina com uma queimadura de sol de primeiro grau nas canelas com a silhueta da danada da sandalia de gladiador que eu não quis trocar amaldiçoados sejam os romanos. 2. Descer um vulcão a 75km/h... e quase morrer por isso Na lista das coisas que eu deixei nesse país, além de um pedaço do meu coração e da dignidade pós naufrágio de kayak, está um estão alguns tecos da minha perna e, surpreendentemente, nada além disso. A CNN colocou a descida do Cerro Negro na lista das 50 Coisas Mais Desafiadoras Que Você Pode Fazer Viajando. Está em segundo lugar, atrás apenas de pilotar um avião caça. Só pra entender, muito atrás, lá em oitavo lugar está pular de paraquedas no Everest.Achei bonito pra por no currículo. Fui. Depois de sobreviver a um rola que a minha cabeça quicou 7 vezes a 75km/h, olhando pro céu com medo de me mexer, ter fraturado alguma coisa (provavelmente tudo) e na tentativa de levantar, simplesmente me desmontar, decidi ficar afundadinha ali nas cinzas do vulcão por algum tempo agradecendo por estar viva. Será que eu tava viva mesmo??? Dos meus últimos momentos, lembrava de ter descido sem afobação, ganhando velocidade aos poucos até que sim, drummond, porra, tinha um caralho de uma pedra no meio do caminho. Que fez meu board voar. Interrompendo meu devaneio, surgiu uma cabeça entre o meu rosto e o sol: era o médico da cruz vermelha querendo falar comigo. Com aquela cara coberta de guerrilheiro, definitivamente não era São Pedro. Já que não tava no céu, resolvi levantar. O homem ficou assustado, como se tivesse vendo defunto ressuscitando. Queria saber se eu queria ajuda, falei que não uuuu ariana forte independente e logo me arrependi. Vi meu board a uns 5m ladeira acima e lembrei da regra suprema que o guia tinha frisado: "não importa o que aconteça, seu board é sua responsabilidade". No topo do vulcão é tranquilo andar, mas ali no meio a parada fica sinistra, a cada passo, a perna afunda até o joelho de pedra e cinza QUENTE. Num sol de 35º com um macacão de sarja de manga comprida do pescoço até o pé. tá feito o cozido de Mari al Bafo. no tutorial de make de hoje vamo ensinar a nunca arrastar a cara em cinza de vulcão Nessas horas lembrei da minha mãe falando pra eu não me meter em roubada que o seguro saúde não cobria. PQP mãe, eu sei que você avisou. Pra não dar o braço a torcer, apesar da vontade de ligar pra mamai e chorar, me prometi que só ia contar a história depois de ter ido embora de Leon. Quando cheguei no pé do vulcão tava geral incrédulo me cumprimentando, querendo saber se eu tava bem. Eu falava que sim, fingindo costume de aventureira, mas por dentro tava toda estrupiada. vocês tem apenas uma tentativa pra localizar o irlandês marrento Tinha um irlandês marrentinho que tava enchendo o saco desde o início do krl do tour que seria o mais rápido. O tempo dele tinha sido 72 km/h. Eu tava tão zureta que nem perguntei o meu. Na verdade, eu sentia que nem tinha ido tão rápido assim. Me falaram que fizeram um bolão porque acharam que eu tinha sido mais rápida. Hm, interessante... Perguntei. O cara com o velocímetro "You?" com o zoião e um sorrisão no rosto "Look - apontou pro tempo - 75, mas rapida" Senti aquele orgulho alheio. Só que era eu mesma. Krl como assim, tudo isso? E o pessoal que tava em volta ainda adicionou que os 75km foram graças a esse rola que me impediu de acelerar mais, porque ia passar de 80km/h tranquilo. imagina a merda que ia dar. #semfreio #quasesemfreio #cabeçaABS agora, papo sério: adrenalina é muito maneiro. me amarro, mas ser inconsequente não é legal. nós não somos intocáveis. não acontece só com os outros. E se serviu de alguma coisa essa história? Além de ter virado lenda na cidade por um dia e bio do tinder (é de cair o c da bunda o tanto de homem que prefere uma boa história no lugar de umas boas fotos) eu que antes não tinha medo de nada, comecei a ser mais consciente dos piriiigos que a gente se mete sem pensar duas vezes, o "só se vive uma vez". Agora até pra pular trampolim fico calculando onde que minha cabeça pode bater e dar ruim. Traumatico, não recomendo. cheia de bolha do remo do dia anterior, imagina como não ficou inflamadinho cheio de cinzas 😇 Apesar de tudo, a frase que encerra o artigo da CNN sobre o Cerro Negro consegue me levar de volta praquela boleia do caminhão na estrada rumo a Leon, a 5 mil km de casa, na selva, bebendo cerveja, cantando a todo pulmão as musicas do rádio com 30 estranhos que já tinham virado meus melhores amigos. sangrando, toda suja de terra e cinzas, eu só tinha a agradecer. "On the ride back to Leon I give silent thanks to the inspired people of the world: the ones whose minds run off on all manner of daring tangents, like the flanks of Cerro Negro. The ones who admire not just the aesthetics of the wilds, but the possibilities too. And most of all the ones who stare up at active volcanoes and think: "I wonder if I could ride my fridge down that?" e dá pra reclamar? 3. Fazer happy hour de rum... ...e conhecer a famigerada invalidez. na sexta, cheguei no hostel depois do vulcão e fui pesquisar sintomas de traumatismo craniano. Tinha que ir pra outra cidade no dia seguinte - san juan del sur - mais ""rústica"" fodida ainda, mas enjoada e com dor de cabeça, boa coisa essa viagem não ia dar. achei um artigo médico que descrevia o seguinte: Se a resposta for "sim" para alguma dessa questões, é necessário levar a vítima da batida ao pronto-atendimento. a minha era positiva pras perguntas 2 e 3. a 4 já veio de nascença. o pessoal tava preocupado, mas a real é que eu tinha duas opções: - passar a noite num hospital duvidoso na nicaragua e muito provavelmente voltar pra casa com diagnostico de virose. - aproveitar o happy hour e encher a a cara de cachaça pra esquecer a dor de cabeça. quantas doses de rum o corpo humano consegue aguentar? multiplica por 2. resumindo, ia rolar uma festa na praia las peñitas que foi cancelada, o gerente ficou maluco e resolveu compensar em león mesmo. 2 copos de rum com coca pelo preço de um. as vezes três copos, dependendo do humor do bar. (recomendações: fique o mais longe possivel de drinks que contenham as letras R U M, especialmente se do lado você encontrar essa formula matemática 2 X 1) como você tem que pegar todos os copos de uma vez, pra socializar pra não esquentar, muita gente te oferece o segundo. acabei ganhando alguns da carmelita*, minha amiga de quarto, outros muitos dos irlandeses malucos, algum por sobreviver ao capote, outro on the bar........... qualquer motivo era motivo. mas, se ainda faltava alguma desculpa: TOMA. lá pra algumas muitas da noite começou a final de rugby entre lions (da irlanda) e all blacks. É A FINAL DA COPA DO MUNDO ENTRE BRASIL E ARGENTINA. o hostel foi abaixo. eram cerca de 40 irlandeses. muitos litros de cerveja e rum foram misturados nesse intervalo de tempo e você não precisa ser professor de química pra saber que essa mistura heterogênea é mais danosa pro fígado e pra cabeça que ingerir ácido. não sei quem ganhou, mas lembro que nas comemorações, tinha uma menina pelada dançando em cima do balcão do bar. nada mais fazia sentido. resolvi deitar pra dormir. tava muito difícil sair da cadeira do balcão. era daquelas altas, sabe? nesse momento da noite, olhando pra baixo, parecia que eu tava a uns 2 metros do chão. blackout. evidências da noite anterior no rolo da câmera acordei 2 da tarde no dia seguinte, hora que o pessoal que foi descer o cerro negro no sábado tava voltando e fazendo festa. mal imaginam o que vai acontecer daqui umas horas. brace yourselves kids. tradição depois do vulcão é tomar um shot de pimenta. acordei no sábado com uma situação parecida com essa. pelo menos eu tava sem dor de cabeça, o que não fazia sentido nenhum. olhei pro lado e vi a carmelita na outra cama em estado de putrefação também. depois que eu fui dormir, ela emendou uma balada. evidências da noite anterior no instagram lembrando dos arrependimentos acontecimentos da noite com a carmelita, ela me fez reviver meus últimos momentos acordada da madrugada de sexta pra sábado.começava comigo tentando sair da cadeira. na primeira tentativa de levantar, o juan* um anjo que deus o abençoe e o tenha por me aguentar perguntou se eu precisava de ajuda. respondi queclaramente pfvr mim ajude não, conseguia me virar sozinha. na segunda, o gerente do hostel, o pablo*, pediu pro juan me acompanhar, porque eu já não sabia o que tava falando. pablo já tinha tomado pelo menos uns 20 copos de rum e tava se achando com moral. pablito ensinando irlandês beber na terceira eu decidi que ia, era meu momento, ia provar que tava certa caminhando sobriamente pra ir pro quarto. já tinha até ensaiado a cara de turn down for what. apoiei as duas palmas da mão nos cantos redondos do banco e fiz pressão pra dar equilíbrio pra tomar o impulso e sair. a pressão foi tanta que acabei fazendo peso na parte da frente do banco. se eu tivesse numa sala de primeira série, tinham gritado madeeeeeira. caí que nem bosta, de cara no chão. segurando os lados do banquinho com força. apaguei. a pancada deve ter sido exatamente do lado contrário da batida do vulcão pra equilibrar os chakras da cabeça. por isso que eu tava sem dor. pablo, juan e carmelita me ajudaram a ir pro quarto. ainda bem que eu não vou ver ninguém nunca mais. volta pra 2 da tarde de sábado porque eu e carmelita estamos famintas e precisamos procurar comida. primeira pessoa que encontro saindo do quarto, sentado lendo: juaniiito. "e aí bela adormecida, pensei que ia pra san juan hoje" EU TINHA ESQUECIDO DO KRL DA VIAGEM trajeto que eu tinha que fazer perguntei se eu ainda conseguia pegar um chicken bus a tempo. "esquece, 6h de até lá e vai ter que fazer baldeação sozinha a noite" bugou tudo. não sei direito o que aconteceu mas começamos a caminhar sem rumo pra achar comida e, por inércia, entramos na principal atração turística da cidade: A Catedral de Leon. eu tava sem celular. saí só com a roupa do corpo. tava num estado parecia que tinha tomado chá de fita cassete. triste, vendo scar matar mufasa num looping eterno. escorando em qualquer canto e pensando q q to fazendo com a minha vida na volta, experimentei a sensação de falência múltipla em vida: corpo, mente e bolso em estado irrecuperável. deitei no sofá e encarei o teto por tanto tempo, mas não vi passar. sabe quando a gente se irrita porque quer descansar e a cabeça não para de pensar? nesse momento eu não. eu só existia. eu o teto e mais nada. agora sei como vivem as amebas. a diferença é dentro do protoplasma delas você consegue encontrar o núcleo, dentro de mim, o cérebro tava boiando no rum. morri mas passo bem mal a pessoa que tá de ressaca, descalça, sem pentear o cabelo há 10 dias não quer guerra com ninguém * o nomes na história foram trocados pra preservar a integridade e dignidade de todos os envolvidos kkk menos a minha 4. Chegar em San Juan no domingo direto pro Sunday Funday... ...e quase perder a festa. por causa da lástima do item anterior, resolvi que ia pra san juan no domingo no shuttle do hostel - pra não ter nenhum problema com chicken bus e chegar a tempo. chicken bus são esses ônibus iradíssimos com tecnologia de primeira classe que garante que cinco corpos ocupem o mesmo lugar. sempre custam alguns centavos de dolar, e pelo que oferecem, posso te garantir que ainda tá caro minha ideia inicial era ficar no pachamama em san juan, onde começa o sunday funday ou no naked tiger, onde termina, mas obviamente eles tavam esgotados. os amigo do bigfoot, hostel que eu tava em leon, ficaram tudo compadecido com a minha situação e ligaram pro casa de olas, que é do lado do naked tiger, onde eles tinham ficado por duas semanas e acharam 10 x melhor. pelo menos lugar pra dormir e como chegar eu tinha agora. atualização: é mesmo 10 x melhor. tinha só um porém: o shuttle estava programado pra chegar as 3:30 em sjds.exatamente o mesmo horário que sai o ultimo carro pro sunday funday. já que o shuttle deixa na porta do hostel, é fazível né? antes de entrar no shuttle, o motorista pergunta a cidade e o hostel de destino de cada um. finalmente podia descansar antes do furacão em san juan. a viagem foi tranquila, fui vegetando. ressaca de 2 dias, já teve? já ouviu falar? paramos em todos esses lugares que fala aí no mapa de cima e eu não lembro de nada. só lembro do motorista encostando no meio da estrada e "NAKED TIGER, CASA DE OLAS" olhei pros lados, só mato. o motorista deve ter se confundido. continuei deitada fingindo que não era comigo. ele abriu a porta da van. "você! chegou! tem mala?" antes de achar que é tranquilo, lembre-se jove, olhe o tamaninho do ponto brancoque podia ser meu carro, pra comparação. depois entenda que o google maps da nicaragua tá em 2d ainda, essa estradinha que liga onde eu tava e o lugar que eu tinha que tá sobe uns 458 mil metros acima do mar. é um morrão, que no estado que eu tava, parecia o kilimanjaro pois é... tá vendo aquele asterisco ali embaixo de san juan del sur no roteiro do shuttle?"AT ANY HOSTEL*" eu era o asterisco. o motorista me explicou que como esses dois hostels estão fora de san juan e em cima de uma montanha com uma estradinha de terra, a van não passava. aquele era o lugar mais perto que ele conseguiria me deixar. já que não tinha alternativa, catei minha mochila e comecei a peregrinação morro acima. no pasa nada. literalmente nada passa nessa estrada. Deus me proteja. dava pra ouvir os grilinhos na mata. espero eu que sejam os grilos. depois de uns 10 min começo a ouvir um barulho de carro vindo. gelo. o barulho vai se aproximando e ficando muito mais alto. o carro para do meu lado. uma caminhonete com dois caras no banco da frente me oferece carona. já vi filmes de terror o suficiente pra saber onde isso ia acabar. recuso, fico em pânico e eles arrancam. um alívio. continuo subindo. nem sei quanto tempo se passa, e em alguns momentos da subida eu começo a duvidar que to no caminho certo. quando eu chego no meu limite do cansaço com a mochila nas costas, vejo o naked tiger. ALELUIA. procurando imagens da estradinha de terra pra escrever esse monte de bobagem, achei essa recomendação no site oficial do naked tiger. DO NOT WALK UP THE ROAD. kkkkk -rindo de nervoso cheguei finalmente no casa. estava estranhamente silencioso e só tinham três pessoas em volta da piscina. três hippies chapados. com cara de quem vai te dar um golpinho. a menina levanta e pergunta se eu quero fazer check in. ela explica que é voluntária no hostel. acho suspeito. falo que sim e que to atrasada pro sunday funday. ela muda de expressão na hora e começa a dizer pra eu deixar meu passaporte, meus cartões e minha mochila com ela e CORRER pro naked tiger porque eu não tenho mais tempo. eu entro num estado de pânico e não sei se devo confiar todas as minhas coisas nessa mina chapada. começo a tatear meus cartões e coloco na minha doleira pra levar comigo. ela se irrita a cada coisa que eu tento pegar e fica repetindo pra eu deixar com ela que ela vai cuidar. "YOU WONT NEED IT, GO". a tentação de não ir pro sunday funday e ficar no casa é grande apesar das suspeitas, deixei meu passaporte válido com ela, mas levei meu antigo comigo e todo meu dinheiro. fui pro naked tiger pagar o ticket. um dos donos do sunday funday tava lá, já travado. e aposto bastante que não tinha nem bebido ainda. ele falou que eu tinha muita sorte porque todos os carros já tinham saído, mas um voltou pra buscar uns israelenses e tava só me esperando agora. saí da recepção e vi a caminhonete que tinha passado por mim na estrada, com os dois caras no banco da frete. e os israelenses na caçamba. andei meia hora com peso nas costas a toa. agora eu precisava dos caras que poucos minutos antes me apavoraram sem intenção na estrada. eles só queriam ajudar. olhei pro céu. ri de nervoso. eles acabaram de salvar meu dia. irônica a vida. 5. Ficar sem dinheiro... ...e quase não conseguir voltar pra casa. precisei de um dia inteiro pra me recuperar do sunday funday. piscina do casa: dependendo do ângulo parece que você tá num barco em alto mar. não é exatamente o que o homem de ressaca procura, então fiquei nesse ângulo seguro aqui até que no casa, não é muito difícil a missão de caminhar de volta pro seu estado humano. o dono do lugar, um australiano que vive na nicaragua há uns 7 anos, parece o pai de todos. fred acorda cedo tomando umas pra ficar rindo da cara dos marmanjo jogado pelos cantos. conversa com todo mundo. todo mundo quer falar com ele. o cara tem muita história. e de quebra coleciona histórias de outros que passaram por lá. alguns highlander acordam 7 da manhã pra beber na piscina. na verdade, não sei nem se dormem. fui conferir minhas finanças na doleira. um susto. só sobraram 20 dolares e o hostel não aceita cartão. preciso ir pra cidade sacar dinheiro e comer. casa de olas, segunda, 7am. esse sujeito na piscina é um dos que passaram super bonder na mão e grudaram na latinha de cerveja. enquanto to me arrumando, alguém gira a roleta e ganha um drink. o fred avisa que vai fazer almoço pra todo mundo por conta da casa. SERIA UM SONHO??????? o café da manhã eu já tinha garantido, agora o almoço. Deus realmente abençoa os mochileiros depois de me entupir de comida, lá pras 3 da tarde desci pra cidade. parecia outra. o furacão insano de lotado do dia anterior, agora era uma silenciosa vila de pescador. ainda tem um ou outro gringo bêbado nas sarjetas. fico pensando no mal que o sunday funday causa pra quem mora lá. todo domingo a mesma história. vejo as lojinhas na rua e penso que talvez, no fim, seja bom. talvez eu esteja me enganando pra justificar. tem 3 caixas eletrônicos na cidade. vou que nem barata tonta de um pro outro. tão sem dinheiro. chamo um policial que tá sentado numa cadeira de plástico cochilando perto do banco. ele explica que é normal, as pessoas sacam muito dinheiro no domingo e geralmente segunda as máquinas ficam sem. memes brasileiro: maior produto de exportação. enzo já chegou na nicaragua me fodi. meu voo pro brasil é as 14h do dia seguinte saindo de managua e não apresento nenhuma condição de pegar chicken bus pra lá. alguns lugares oferecem shuttle por $25 pro aeroporto mas nenhum aceita cartão. fico desnorteada entrando de vendinha em vendinha perguntando, até que eu acho um surfshop de um francês, que cobra 10% pra passar cartão. a shuttle sai as 9:30 de san juan e a previsão de chegada é 13:00 no aeroporto internacional de managua. com a graça de Deus espero que dê tempo. não tenho outra opção. surfshop do francês amor que aceita cartão volto pro casa cabisbaixa e conto pro fred sobre os caixas eletrônicos. faltam $10 em dinheiro pra eu conseguir pagar minhas diárias. digo que posso transferir na hora via paypal, com juros. história do casa: and a lot of times a lot of guidance 😂 ele não quer. diz que eu sou a primeira brasileira que passa no casa e que eu era uma "menina boa" - vulgo não corri pelada em volta da piscina no dia anterior com as australianas - e me pede um favor em troca dos 10 dólares: que eu volte pra lá outra vez e traga mais amigos do brasil pra "pagar minha dívida". quando eu cheguei não entendi o social media free zone depois das 5:30. depois que vi o bicho pegando quando o sol baixa, fiz um ATA quase choro. agora que já passei por tanto nervoso pra conseguir o bendito do shuttle,não quero mais ir embora. outra regra que esqueceram de escrever nesse quadro é não se apegar. tem gente que vai passar 2 dias no casa, como eu, e fica dois meses. mas a maior regra de todas: não depender do krl do capitalismo eletrônico nas segundas. marx tava certo: ele vai te decepcionar. ---- é isso pessoal. se você tiver um pouquinho de noção que seja, não faça essas coisas todas aí quando chegar na nicaragua. se fizer, escreve uns post bem grandão pra gente dar risada de você... ...antes de ir pra lá e querer repetir mais uma vez as mesmas cagadas.
  2. 8 pontos
    Só um comentário, "filhadaputagem" é o pessoal embarcar com malas e mochilas enormes, fora do padrão, ocupar todo o espaço e depois os últimos passageiros se f.. por que não tem mais espaço dentro do avião. Ai começa toda a confusão, demora para os passageiros se acomodarem, tem tirar bagagens do avião e despachar no porão, o que por sua vez só causa mais confusão, brigas e atrasos. Então antes de chamar de "filhadaputagem", parem de pensar no seu próprio umbigo, atitudes como estas, tentar ficar burlando as regras, só prejudicam todos os demais passageiros, que estão viajando com a sua mala/mochila dentro dos limites e que querem que o seu voo saia na hora sem que seja atrasado por que meia-duzia de "f.d.p." resolveu levar uma mochilas enormes dentro do avião e está atrapalhando um monte de gente com a sua mochila enorme e fora dos limites permitidos.
  3. 6 pontos
    Salve Mochileiros, Estou aqui para descrever, relatar, contar, sei lá 😁um pouco ou tudo da minha experiência que tive nessa viagem incrível quem sabe até poder ajudar algumas pessoas que pensam em fazer essa trip. Estava relutante, com muitas duvidas se eu deveria escrever esse relato, mas no final acho que vale a pena contar um pouco das experiências que tive e quem sabe incentivar alguém a começar. Antes de iniciar, tenho apenas que repetir uma coisa que praticamente a maioria das pessoas que finaliza essa trip diz que é: TODO MUNDO TEM QUE FAZER UMA VIAGEM DESSA , , porque é muito foda, você conhece tanta gente, uns lugares de tirar o fôlego, vê umas coisa maluca que as pessoas chamam acho eu de choque cultural, são tantas sensações que senti nessa viagem, todo dia eu estava feliz, a única parte triste foi a despedida, porque o resto foi foda. Então vamos iniciar esse relato cambada!! Esse mochilão teve inicio no dia 01/04/2019. Roteiro Santa cruz de La Sierra Sucre Uyuni San Pedro De Atacama Arica Tacna Arequipa Ica Huacachina Paracas Lima Huaraz Cusco Copacabana La Paz Santa cruz de La Sierra Gastos Nessa vou ter que pedir desculpas para vocês, acho que não vou conseguir dar muitos detalhes, sei que eu gastei 4885 reais pois comprei as passagens aéreas antecipados tudo por 840 e uma passagem de ônibus de Sucre a Uyuni por 45 reais , o que sobrou foi apenas 4000 reais a qual levei comigo no meu Money Belt do começo ao fim da viagem, mas falo para vocês só sei que quando estava no ultimo dia la em Santa Cruz de La sierra eu estava muito pobre, muito mesmo, para vocês terem uma noção tive que pechinchar até comida de 15 BOL(consegui por 10) mas não se preocupe ainda lembro os preços dos tours, vou dar algumas dicas de comer barato e acomodação barata também. OBS: Se eu perdesse o Money belt ou fosse roubado estava muito ferrado, pois não levei nenhum cartão de credito ou debito hahahahah (maluco de BR hahahahah ) Desabafo: Estava com esse mochilão na cabeça dês de 2016, planejando fazer sozinho mesmo(uma coisa quase praticamente impossível de fazer), li apenas alguns relatos como o mais famoso do rodrigovix e da maryana teles , arrumei minha mochila com poucas coisas mesmo e fui, melhor decisão que já tomei em toda a minha vida. Dês de moleque sempre quis largar tudo e viajar o mundo todo, sem data de volta, porem necessitava e necessito de experiência, por conta disso planejei esse mochilão clássico para confirmar se conseguia me virar e ver com meus próprios olhos se era verdade mesmo se tinha como viajar o mundo com pouco dinheiro ou quase nada e depois que terminei, pelas pessoas que conheci e experiências que vivi posso dizer que é possível. Preparativos: Como eu disse anteriormente, comprei antecipadamente apenas as passagens aéreas e a passagem de ônibus(essa de Uyuni se não planeja fica em sucre recomendo comprar com antecedência). São Paulo a Santa Cruz de la Sierra – R$ 680 Santa Cruz de la Sierra a Sucre – R$ 160 Ônibus de Sucre a Uyuni - R$ 45 No meu mochilão não foi muita coisa apenas: 7 camisetas 2 shorts 8 cuecas 8 meias 2 calças jeans 1 calça de trekking 1 calça térmica 1 fleece (furtada) 1 jaqueta corta vento 1 blusa termina 1 chinelo 1 calça velha (para dormir) 1 camiseta velha (para dormir) 1 bastão de trekking (furtado, merecido, pois nem usei, totalmente desnecessário) Mochila de ataque foi apenas: Pasta de documentos Carregador de celular 2 Power bank Dicas: Vai no relato da @Maryana teles pois de começo nada mudou, seguro é importante(não usei mesmo comendo nas boca de porco) , carteira de vacina é importante mas eles nunca pedem, mas bom levar nunca se sabe e de resto tranqüilo. Inicio do Relato 01/04 - Guarulhos x Santa Cruz de La Sierra x Sucre Episodio 1 – O primeiro choque cultural a gente nunca esquece. Chegou o grande dia, coração a mil, ansiedade tomando conta, sai até cedo de casa, cheguei no aeroporto as 19h30, já estava lá pronto para embarcar , porem meu voo saia só as 00:05 ou seja ficaria por quase 5 horas coçando, nesse período de tempo conheci dois amigos um casal super gente fina e humilde demais que iriam iniciar sua jornada também Felipe e Fernanda. Mal sabia eu que essas desgraças iriam me acompanhar praticamente até metade do caminho hahahah Obs: Vocês perceberam que estamos com a mesma mochila e o rodrigovix também tem a mesma mochila e se duvidar até você tem essa mochila, sabe por que isso? Porque nos é pobre e essa é a mochila mais barata da decathlon. Chegamos em Santa Cruz as 3h00 da manhã, ficamos lá coçando no tédio e esperando nosso voo para Sucre que sairia as 9h00 Nesse período de tempo novamente conhecemos um brasileiro muito louco, sabe porque louco? ele foi de ônibus até sucre ou seja 13 horas em um ônibus pelas estradas mais perigosas da Bolívia (ele morreu hahahha mentira) e ainda fez o salkantay (4 dias caminhando) muito louco esse cara! Passaram algum tempo e a gente precisava realizar o cambio, para pagar ônibus e comida la em sucre então combinamos em trocar 50 reais cada um porem na hora do cambio aconteceu uma coisa que eu achei engraçada e preciso compartilhar com vocês e isso ainda aconteceu comigo(tinha que ser) vou contar. Estava lá eu indo trocar o dinheiro, porem não tinha ninguém para me atender , então resolvi esperar, nessa hora veio um cara parecia aquele índio do pica pau, veio falando espanhol com mandarim e um pouco de Frances que eu não entendi quase nada mas pelo pouco que entendi, vou tentar descrever essa conversa(estávamos tentando falar em espanhol): Gringo: Você cambio? Eu: Sim, quantos está o cambio? Gringo: Dólar! Eu: Não só tenho real, 50 quero trocar!Quanto cambio? Gringo pegou a carteira e sacou 50 dólares para me dar porem eu disse: Eu: não, quero BOL Gringo: Você fala inglês? Eu: Sim Gringo: Cambia para mim? Eu: Cambia você para mim? Gringo: você faz cambio? Eu: não e você? Gringo: também não, desculpa! Foi essa confusão 😂😂foi uma situação engraçada, mas depois disso fui trocar o dinheiro, quando à mulher chegou acabei trocando meio que obrigado 100 reais em uma cotação horrível pois ela não aceitava menos que 100 e não tinha nenhuma outra casa de cambio aberta. Enfim chegou o horário do voo e partiu Sucre Chegamos no aeroporto de Sucre as 11h00 da manhã , um aeroporto bem minúsculo. Assim que chegamos ao aeroporto perguntamos o preço do táxi 60 BOL muito caro! Vimos uma van, pechinchamos e conseguimos por 10 BOL para levar ate o terminal de bus essa van cheio de boliviano e apenas nos três de brasileiros e lá vamos nós. Uma dica para quem quer economizar: NUNCA VÁ DE TÁXI SEMPRE ESCOLHA O MEIO DE TRASPORTE PUBLICO (A não ser que não tenha transporte publico), alem de economizar uma baita de uma grana você terá uma imersão cultural maior. Enfim chegamos vivos ao terminal de ônibus. Nosso ônibus para Uyuni sairia apenas as 20h00 então íamos precisa comer, decidimos ir ao lugar mais barato, encontramos um restaurante local que estava cobrando 10 Bol com sopa e prato principal muito barato porem.. Confessar uma coisa para vocês foi uma das piores sopas que já comi em toda a minha vida, descobri que a culinária não é um ponto forte dos bolivianos, terminamos de comer e fomos andando mesmo até o centro e praça principal para cambiamos dinheiro e conhecer um pouco da cidade. Trânsito na Bolívia é uma loucuraaaaa!!!! Cambiamos 550 reais em uma cotação boa para pagar o tour do Uyuni e comprar alguma coisa para comer, em seguida fomos para a praça principal Depois fomos a uma praça cheia de pombo, tinha mais pombo que Osasco (quem já foi sabe que Osasco tem bastante pombo) o engraçado é que as pessoas alimentavam o pombo, tinha gente vendendo comida para alimentar os pombos tinham as crianças que abraçavam o pombo e juro que eu vi uma criança beijando a merda do pombo, outro choque cultural que tive, provavelmente se eu ficasse mais um dia naquela cidade eu ia ter mais choques culturais 😂, mas não, vai por mim, aquilo já estava bom hahaha queria chegar logo em Uyuni. Depois fomos para um mercadinho comprar umas coisas para levar no Uyuni e comer no caminho (não compramos nada, pois estava tudo caro para os nosso padrões ). Nesse mercadinho eu acabei vendo uma coisa que não queria, então, vou contar, dentro desse mercadinho tinha uma lan house onde tinha uns adolescentes, acreditem em mim eles estavam juro, assistindo filmes pornográficos como se tivesse assistindo Peppa Pig, dentro do mercadinho manooo foi ai que pensei, temos que ir embora logo dessa cidade já vi coisa demais por um dia, porem não tinha como, pois estava cedo e ainda a gente tinha que ir no mercado central comprar as coisas para não morrer de fome e lá fomos nós, chegando nesse mercado e mano me surpreendi muito, tão limpinho segue as imagens: Esses frangos estavam expostos ali acho eu uma semana, mas enfim compramos as coisas e partimos para o mirador da cidade, fomos andando novamente (esqueci de falar que o meio mais econômico de transporte são as pernas), andamos por uns 40 minutos até chegar no mirador, cheio de subida, resumindo cheguei lá em cima morto. Seguimos para o terminal de buses, fomos de ônibus publico e mano louco eu nunca tinha visto coisa parecida eu estou acostumado, como moro em São Paulo a andar com ônibus grande e tem sinal de parada, ponto de ônibus, lá não tem essas coisas não, totalmente diferente, vocês tem que saber onde vai descer, tem que falar para o motorista ”vou descer aqui” ele só ”para” e você desce, ônibus minúsculo, muito louco paguei 1 BOL. Chegamos no terminal faltando umas duas horas para o ônibus partir, tivemos que esperar, mas antes meus amigos foram em um restaurante jantar, eu não jantei por vários motivos primeiro estava sem fome, a sopa me traumatizo, não queria gastar , ansiedade e queria apenas entrar no ônibus para dormir (dois dias sem dormir é osso)😂😂😂 enfim entramos no ônibus e partimos para Uyuni onde eu tive um dos melhores momentos da minha vida, conheci umas pessoas incríveis e minha primeira paixão de viagem. O próximo capitulo será: A primeira paixão de viagem a gente nunca esquece.
  4. 6 pontos
    Oii gente! Nunca fiz nenhum tipo de mochilao, mas quero muito fazer um mochilao pela América do Sul. Não tenho nenhuma experiência, e tenho pouquissima grana. Não tenho roteiro definido, mas quero passar por Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile. Não tenho data pra voltar. Sou de Minas Gerais e gostaria de dicas e companhia 😊
  5. 5 pontos
    Vários amigos e familiares nos indagavam sobre nossas travessias, segundo eles, tudo era muito repetitivo(as fotos eram parecidas, repetimos várias vezes os mesmos caminhos, até pela falta de outros. Até tem, mas caminho particular, não faremos mais). De certa forma eles têm razão, visto que a visão do picos e montanhas não tem comparação com fotos de estradas e, tem um detalhe mais importante: as principais atrações das cidades(tirando algumas) não estão dentro delas, mas nos arredores (cachoeiras, picos, morros. ..). Nesses 2 meses, caminhamos mais de 900 quilômetros é quase 10.000 kms de carro. Conhecemos pessoas maravilhosas por onde passamos, experimentamos emoções que nunca tivemos, comidas deliciosas, não tivemos nenhum problema mais sério, tudo muito tranquilo. O BRASIL É SIMPLESMENTE SENSACIONAL! E mais bonito visto de cima. Diante disso e, até para comemorar meus 60 anos de vida (ingressei na melhor idade), neste verão resolvemos fazer algo um pouco diferente : fomos conhecer e rever alguns parques nacionais /estaduais /municipais e privados, subir alguns picos/montanhas e alguns circuitos desses locais, região de cachoeiras, e Brumadinho(Inhotim), poderíamos estar no dia do rompimento da barragem, para nossa sorte desistimos em cima da hora. LOCAIS VISITADOS: Extrema - Mg (subida as base dos pico do lopo e do lobo) Munhoz - Mg(subida ao pico da antenas, caminhos) São Bento do Sapucaí - Sp(pedra do baú e roteiro) Marmelopolis -Mg(subida ao morro do careca, mirantes, pedra montada, roteiros e subida ao pico Marinzinho) Aiuruoca - Mg(subida ao pico do papagaio, matutu, cachoeiras) Visconde de Mauá-Rj - (subida a Pedra Selada) PN Ibitipoca - Mg (Janela do céu, pico, circuito das águas e grutas) São Tomé das Letras - Mg (cachoeiras e roteiros) Carrancas - Mg(cachoeiras e circuito serra de carrancas) Ouro Preto - Mg (centro histórico e subida ao pico do Itacolomi) Mariana-Mg: Bento Rodrigues, local destruído por outro rompimento de barragem da Vale. Serra do Cipó - Mg(todos circuitos dentro do parque e travessão) Conceição do Mato Dentro - Mg: cachoeira do Tabuleiro (base e mirante) Lapinha da Serra - Mg(subida aos picos da Lapinha e Breu, cachoeira Bicame e Lajeado, parte travessia Lapinha x Tabuleiro) Brumadinho - Mg(Inhotim) PN de Itatiaia - parte alta - Mg(base do pico das agulhas Negras e prateleiras, cachoeira Aiuruoca, circuito 5 lagos, subida ao pico do couto) Piquete - Sp(subida ao pico dos Marins) Infelizmente, por excesso de chuvas, não fizemos os picos do Itaguaré e da Mina( motivação da viagem). Entrou uma frente fria na semana que antecedeu o carnaval, tivemos que abortar por questão de segurança, pois não utilizamos guias e fazemos somente Bate/volta - fica para a próxima. As surpresas da viagem: Inhotim, Lapinha da Serra e Serra do Cipó. Pois não conhecia nenhuma delas. Algumas fotos Subida ao pico dos Marins - SP Pico do Itacolomi - Ouro Preto - Mg Cachoeira Bigame - Lapinha da Serra-Mg Subida para pico do Breu e Lapinha - Lapinha da Serra-Mg Vista desde o pico da Lapinha Cachoeira do espelho - travessão - Serra do Cipó -Mg A incrível JANELA DO CÉU flora exuberante
  6. 5 pontos
    Salve mochileiros!!!🤙 Aqui de novo pra relatar mais uma viagem, dessa vez pela parte sul da terra do Chaves, Chapolin, Maná, Maria del Barrio, Catrina, mariachis, tequila, mezcal, pimenta, enchiladas, marquesitas, esquites, micheladas e tantas outras cositas más... Os objetivos desse relato são ajudar viajantes a planejar suas viagens, por isso procuro colocar os preços dos passeios, transporte, hospedagens, alguns pontos positivos e negativos de alguma coisa e minhas impressões pessoais; e também documentar minha viagem, como se fosse um diário de bordo, para que daqui a um tempo, quando bater saudade da viagem eu possa voltar aqui e lembrar os lugares onde passei, as coisas que fiz e as pessoas que conheci, por isso costumo colocar nomes das pessoas que conheci pelo caminho. Escrever um relato é também uma forma de agradecer aos que fizeram seus relatos e assim me inspiraram a viajar. Então aqui estou tentando escrever um relato bem detalhado no melhor estilo novela mexicana e contribuir para o crescimento dessa magnífica rede de solidariedade que é o Mochileiros.com ROTEIRO: Ciudad de México, Puebla, Oaxaca, San Cristóbal de Las Casas, Palenque, Valladolid, Bacalar, Tulum, Playa del Carmen, Isla Mujeres e Ciudad de México de novo [emoji28] CUSTO: Não fiz um cálculo certo, mas estimo por volta de 6 mil reais. Claro que isso varia de pessoa pra pessoa. Os gastos com alimentação, bebedeiras e presentinhos/lembranças/quinquilharias são coisas muito pessoais. No relato vou focar mais nos valores dos gastos com hospedagens, passeios, ingressos e transportes que são mais comuns a todo mundo. A passagem BH-CDMX eu comprei ida e volta por 1800 reais e o voo Cancun-CDMX comprei por 190 reais. Esse voo de Cancun pra Cidade do México eu queria comprar pro final da viagem e assim voltar de Cancun já pro Brasil mas os voos na Semana Santa estavam absurdamente caros a partir da quinta-feira então acabei comprando na quarta-feira e alterei meu roteiro que seria ficar os 4 primeiros dias na Cidade do México pra ficar 2 dias no inicio e 2 no final. Levei 4 mil reais que troquei tudo no aeroporto da Cidade do México. Aí você me pergunta: MAS VC LEVOU REAIS PRO MÉXICO??? Sim, e digo que valeu a pena. Por que? As casas de cambio estavam com o dólar em torno de 18 pesos mexicanos e o real entre 4 e 4,20 mas tinha uma casa de câmbio no aeroporto que tava trocando reais a 4,50. Aí foi a felicidade!!! Se você fizer a conta da razão de 18 por 4,50 dá exatamente 4, ou seja, vale levar dólar se você comprar dólar aqui no Brasil a menos de 4 reais, o que ultimamente não era possível. Eu levei também 300 dólares que eu tinha comprado aqui por 4,09. Esses dólares voltaram comigo porque eles foram só por precaução, assim como o cartão do banco pra saque, pois eu ia viajar pelo interior do México e se eu fosse roubado ou meu dinheiro acabasse eu não ia conseguir fazer NADA com reais por lá. O único lugar que vi trocar reais no México é no aeroporto da Cidade do México e eu até achei boa a cotação de 4,50 então se você for levar reais, procure o melhor cambio no aeroporto e troque TUDO lá. Também usei cartão de crédito pra pagar as hospedagens que aceitavam cartão sem adicional por isso e algumas passagens de ônibus também. A cotação no cartão de crédito já com IOF ficou muito perto dos 4,50, geralmente entre 4,45 e 4,48 Vou colocar no relato os valores em pesos mexicanos, pra converter pra real é só dividir por 4,50. Como eu não ia andar o dia todo com o celular na mão fazendo contas (nem você vai fazer enquanto lê) eu dividia por 5 e pensava que era um pouquinho mais do que o resultado. Se algo era 50 pesos, era pouco mais de 10 reais e assim por diante… HOSPEDAGEM: fiquei toda a viagem em hostel, que eu reservava pelo Booking ou Hostelworld, pois se tem uma coisa que não combina comigo é chegar num lugar e ficar caçando onde ficar, gosto de já ir direto ao ponto [emoji38] Então no dia anterior quando eu decidia que realmente ali já deu e tava na hora de partir pra outro lugar eu entrava no app e reservava um hostel na próxima cidade. Ao longo do relato vou dizendo onde fiquei e o que achei. SEGURANÇA: O México parece um pouco com o Brasil, sempre saem notícias de grupo de narcotraficantes tacando o terror em algum lugar, existem sim lugares perigosos...mas pra mim a sensação foi de tranquilidade. Me senti sempre como se eu estive na minha cidade, que é uma cidade do interior “relativamente” tranquila. Claro que eu passei pelos pontos mais turísticos e obviamente mais policiados. Creio que você deve andar com a cautela comum que você deve ter em qualquer lugar do mundo, aquela velha história de não ostentar nada e observar ao seu redor. No mais aproveite o México que eu achei bem de boa. CLIMA: Taí uma coisa a ser observada sempre. Uma boa época pode ajudar bastante nos seus planos, então manda um Google no mês que você vai pra saber se não é uma furada. Parece que o pior é a época mais chuvosa entre junho e outubro. Agora em abril tava perfeito. Cidade do México, Puebla e Oaxaca com tempo seco e certo friozinho pela manhã, entre 12 e 15 graus e calor de tarde entre 25 e 30 graus e interessante que nessa região o povo adora um agasalho, tudo bem que até faz um friozinho de manhã mas no calor do meio da tarde eles não tiram o agasalho E adoram vestir um coletinho também[emoji1] Peninsula de Yucatan com o tempo abafado de sempre, temperaturas entre 20 e 30 graus. Vi apenas duas chuvas nesses 22 dias, quase sempre muito ensolarado, é um mês bem aproveitável. [emoji41]
  7. 5 pontos
    A maioria das pessoas passa por isto, e se você tem vontade de largar tudo e sair, faça, mas faça isto de forma planejada. E também não pense que é só alegria largar tudo e sair por ai, sem um bom planejamento e se você não tiver uma cabeça muito boa, é quase certeza que você vai acabar numa sarjeta da vida, sem dinheiro, sem emprego, sem saber fazer nada, todas as noites as marquises das grandes cidades ficam cheias de gente que estava de saco cheio da rotina cansativa e que resolverem largar tudo para sair por ai, ou então numa cadeia super-lotada de um pais qualquer por que se envolveu em coisa ilegal. Então se quiser largar tudo, planeje as coisas, faça uma avaliação bem crítica e realista de você mesma, para ver se você tem cabeça no lugar para uma vida destas, e se na primeira dificuldade que você tiver, você não vai entrar em crise ou se enfiar coisa que não deveria... Veja se você tem alguém que lhe possa apoiar financeiramente quando as coisas realente ficarem feias e você não tiver lugar para dormir e muito menos para comer, cansei de ver mochileiro que largou tudo, sem um tostão furado no bolso, sem lugar para dormir e nem o que comer, mendigando um prato de comida e um lugar para dormir lá na pousada que meus pais tinham... Ou seja, uma vida assim não é aquela maravilha que a maioria das pessoas idealiza nas suas cabeças, é cheia de dificuldades e perrengues. Mas se você quiser se jogar, planeje as coisas, veja se tem quem possa lhe apoiar nos momentos de dificuldade e se você tem psicológico para aguentar uma vida destas.
  8. 5 pontos
    Olá pessoal, fui para Bolívia mês passado (março 2019), país que me muito me surpreendeu e me encantou, não vou relatar o dia a dia da viagem, dos passeios, essas coisas, pois acaba ficando muito parecido com os relatos que já temos na web, e que nos motivam a ir a esse país tão espetacular, agradeço muito a quem o faz! Por causa de relatos detalhados como estes que acabei indo e me apaixonando pela Bolívia e pelos bolivianos. Trago algumas dicas que acho importante compartilhar com quem pretende ir à Bolívia. Eu fiz a viagem com um pouco mais de “frescurinhas” (por ex. tour privado no Uyuni, hospedagem em hotéis, fui com a hermana e a mamys, que já não é tão moça assim... (66anos), tem saúde e disposição ótimas, e artrose nos joelhos =/ ... ela não merece passar aperto né?!... por isso tour privado e hotéis, então, vejam, tiozões e tiazonas de plantão, podem ir tranquilis que não passarão perrengue! Eu garanto! Ou então vcs, que assim como eu e minha irmã, nos propusemos a uma vez por ano (as vzs duas qdo dá), garantir boas recordações e aventuras junto com a pessoa mais importante da vida e que tanto se dedicou a nós, podem levar sua mãe, seu pai, tios ou até avós para a Bolívia, garanto que vão adorar! Bom, vamos lá! Ficamos 15 dias na Bolívia = La Paz-Copacabana-Isla del Sol-Uyuni. Vôo: Fomos com a Boliviana de Aviación - BoA, estatal boliviana e maior companhia aérea do país, site esquisito, não funciona direito, não consegui comprar pelo site com cartão de crédito, acabei comprando por telefone/email e depósito em conta, enviam no corpo do email o que seria o cartão de embarque todo mal formatado. Estranho?!... Muito!... Mas funciona bem. Pelas minhas pesquisas foi o melhor preço, e principalmente, menor tempo para chegar a La Paz, pois com as outras companhias aéreas que partem do Brasil teríamos de fazer longas conexões no Chile ou Peru e um tempo ridículo para chegar até LP (14h...18h). Não tem entretenimento a bordo, nem o app funciona. Tem lanchinho (pão com presunto e queijo, refris, suco, etc. snacks de frutas secas). Equipe atenciosa e muito rigorosa com relação à segurança, se vc se sentar na saída de emergência, será alertado de como agir em caso de acidente, não deixam que coloque nada nos assentos e chão nessa parte do avião, se vc tirar a blusa, imediatamente a equipe de bordo guardam no compartimento de mala de mão. Ou então, eles te convidam a se retirar desse assento. No meu vôo de volta havia chineses que não entendiam espanhol, a equipe retirou os chineses da saída de emergência, realocaram em outro assento, eu nunca tinha visto isso em outros voos. Achei muito prudente. Aeronave antiga, com espaço maior do que as comuns do Brasil. Pontual. E praticamente só tinha boliviano voando. Preço: Pagamos em torno de R$1300 por pessoa. São Paulo – Cochabamba- La Paz (El Alto). Tempo: São Paulo – Cochabamba: voo aprox.3horas, é o aeroporto internacional onde vc faz a imigração.(imigr.+espera = +-1h) Cochabamba – La Paz (aeroporto em El Alto, distrito de LP): voo 1hora. Táxi do aeroporto até centro de LP = 75 bolivianos (+ - R$35). Peguem os táxis oficiais na saída do aeroporto (táxi “Aeropuerto”). Câmbio: Havia lido que as casas de câmbio do centro de LP (região da Sagarnaga, Plaza San Francisco) eram melhores, sóquenão. Estavam com mesmo preço ou piores do que do aeroporto de El Alto. Casa de cambio do aeroporto R$ 1 : Bs 1,70, centro R$ 1 : Bs 1,60. Moeda: Fácil trocar Real, no aeroporto e no centro de LP. Levei Real para “viver”, e dólares para pagar o tour Uyuni (previamente contratado) e hotéis. Altitude: tema é sério. Não sou médica, não posso prescrever nada e nem me responsabilizo =]... Mas li e fiz o que li por conta e risco (já tínhamos tomado qdo fomos a Cusco e deu certo, então tomamos de novo). Tomamos Diamox, meio comprimido (250mg/2 = 125mg) a cada 8horas 2 dias antes de embarcar e por 3 dias depois que chegamos. É baratinho, +-R$15. Comprei pela net, mas qqr farmácia vende. Tem efeitos colaterais estranhos, formigamento na boca, dedos, pés... Sensação de borbulhamento...mutcho loko! Reitero que não me responsabilizo, nem estou recomendando. Só estou relatando o que fiz e deu certo. E deu certo mesmo, nenhuma de nós teve problemas sérios com a altitude, só uma leve falta de ar, leve dor de cabeça, leve cagan.., mas só após algum esforço maior, comer demais ou tipo carregar mochila pesada na subida correndo pra pegar buso, e lá tem subida hein! A altitude é foids mesmo! E sentimos essas coisas leves mesmo depois de estar um tempo “aclimatadas já” (8.. 10 dias..) E confesso que me preocupei com altitude, pois moramos no litoral na altitude zero, e de repente chegar no aeroporto de El Alto 4010m, LP 3640m e no tour do Uyuni 4900m!!dá medo de dar ruim né! Muita água, chá de coca (todo dia) e folhas de coca para mascar, ow plantinha milagrosa essa! Ficamos de boa! Nada atrapalhou a viagem, deu tudo certo! (ah minha mãe tem hipertensão, controlada com remédios e ficou bem! Até melhor que eu! Ela faz exercício regularmente, está com a saúde em dia). Hospedagem em La Paz: Ficamos no hotel Glória, no centro, bem pertinho da zona turística, tudo acessível a pé, de início a região pode assustar pq parece o Parque Dom Pedro/25 de março em sampa, mas muito mais seguro. Bom pq tem tudo perto. Hotel muito antigo, mas tudo funciona. Tem casa de câmbio no próprio hotel, que funciona horário comercial, mas não estavam aceitando real. Comida: Choripán da doña Elvira, Mercado Lanza,+ - Bs 8 = R$ +-4,00 popularzão, vc senta num banquinho baixinho no corredor ou nas mesinhas comunitárias grudando cotovelo com vizinho. O lanche é delicioso! E a experiência única!kakakaka Pollo Copacabana, frango frito delicioso, não lembro preço, mas sai barato. Levei uma caneca, jarra, leiteira, não sei como vc chama, e um “rabo quente”, que é aqueles ferros elétricos de ferver água, quebrou o galho pra fazer uns cupnoodles, chá de coca e ovo cozido. Nos salvou várias noites geladas! Ah, se for levar tb, não esqueça de levar uns 2 pregadores de madeira pra qdo vc tirar o troço quente da água, vc prender os pregadores de forma que o ferro quente não queime/rache a pia, mesa. Voltagem e tomadas: Bolívia é 220V e as tomadas são parecidas com as daqui, não tive problemas para carregar celular nem ligar o rabo quente. Elas são um pouco frouxas, mas com jeitinho funciona. Não usei os adaptadores que levei. Copacabana/Isla del Sol Ônibus La Paz – Copacabana: Li algumas pessoas indicarem comprar o buso para Copacabana com a Diana Tours na Calle Sagarnaga, pois ele passa pelos hotéis do centro e economizaríamos com taxi até rodoviária. Então fui até a agência ver (é uma subidinha essa Sagarnaga hein) e uma mulher muito chata nos atendeu, disse que seria Bs45 por pessoa. Como eu queria ver o buso para Oruro (já falarei sobre), fomos até a rodoviária (terminal de autobuses, calle Peru). Na rodoviária existe guichê Diana tours tb, e custa mais barato Bs30 e passa nos hotéis do centro tb! Só que Bs15 a menos que da mulher chata (pensa aí 15 x 3pessoas = 45, já mais do que uma passagem!). E a mulher era bem mais legal! Comprei, claro! Pode comprar antecipado. E deu tudo certo, foram nos buscar por volta das 7h30 em nosso hotel. Hospedagem em Copacabana: Ficamos no Hotel Las Olas (frescurinha hehehe mas já explico) lindo, arquitetura inovadora, não tem café da manhã, mas tem cozinha equipada, café, chá, sal, azeite, vinagre. É ótimo! E lindo! Eu sabia que minha mãe não conseguiria subir o Cerro Calvário, pois vi no streetview e é terrível, calvário mesmo!kk... Então um hotel legalzão com vista espetacular para o Titicaca, pra véia ficar lá curtindo enquanto eu e minha irmã subíamos. Eles dizem que a subida é uns 40min. Mas levamos umas 2horas kakaka... Pq tem que ficar parando pra descansar, por causa da altitude. Cheio de pedra, caminho irregular, escorrega um pouco dependendo do calçado. Mas é linda a vista! vale a pena! Se vc quiser ficar lá em cima até por do sol/escurecer, leve lanterna, lanterna de vdd, não do celular, pq na hora de descer, pra cair e meter o cel nas pedras é bem fácil. Isla del Sol Compramos os boletos para pegar o barco para Isla del Sol na hora mesmo, não precisa comprar antecipado. Mas claro, chegamos um pouco mais cedo. Os barcos saem 8h ou 8h30, não me lembro exatamente a hora... Ficamos hospedados logo aonde chegam os barcos, no Hostal Phaxsi. A maioria fala que vale a pena ficar hospedado em hotéis no topo da Isla para ver o por do sol e talz....mas achei mais negócio ficar embaixo na chegada/saída dos barcos, pq a gente podia deixar a mochila e subir leve até o topo, e no dia seguinte os barcos saem as 10h/10h30 para Copacabana, e o buso de Copacabana a LP sai as 13h30, e daí não teríamos que tomar café da manhã correndo e descer correndo para não perder o barco. A subida é tensa. Com a altitude cansa muito, tivemos de parar várias vezes para descansar. O caminho é de pedras, e de manhã ficam molhadas por causa da umidade, orvalho. E um detalhe, o transporte de mercadorias para os hotéis do topo é feito no final da tarde por burros, eles sobem e descem várias vezes com água, comida, etc para abastecer os hotéis e a comunidade. E aí que fica cheio de cocô de burro, meio escorregadio sabe? vendo isso, tive certeza que foi uma boa ideia ficar hospedado embaixo, pois minha mãe tem artrose nos joelhos e poderia levar uma eternidade para descer, e gente poderia não chegar a tempo de pegar o barco. Bom, então passamos o dia explorando a Isla, subimos tranquilamente leves, e descemos no nosso tempo para dormir no Hostal. A vista lá de cima é espetacularmente maravilhosa!! Detalhe, a intenção era almoçar no restaurante mto bem recomendado “Las Velas”, é difícil de achar, fica no meio da floresta qse no topo, puta sacrifício para chegar lá, e tava fechado. Era domingo. =/, no Google dizia estar aberto... Não almoçamos neste dia. Acabamos jantando no Hostal Phaxsi mesmo, mto boa comida! Lembrem-se que quase tudo na Isla del Sol, é gerido pela própria comunidade, então não seja chato e exigente demais! o hostal que fiquei, é de uma família e cada um exerce uma função lá, a mãe cozinha, a filha limpa, a neta serve, etc. Gostei muito! Uyuni – Bus até Oruro + trem até Uyuni Aqui foi a maior economia que fizemos e com esplendor! LP até Uyuni Vc já deve ter lido que tem voo desde LP até Uyuni, é caro mas chega em 1hora. Bus noturno desde LP a Uyuni, barateza, dizem que chacoalha demais, a estrada é horrível e parece que vai morrer kkk. E sai de LP de noite e chega 4h da manhã em Uyuni, frio da pêga! E bus+trem. Fui. Recomendo fortemente! Bus de LP até Oruro: Tinha lido recomendação da Trans Naser, então fomos nela. Sai da rodoviária de LP (terminal de autobuses), não vende antecipado, chega na hora e compra, tem saídas desde cedo, tirei uma fotinho. No terminal de autobuses, tem que pagar uma taxa de uso do terminal, acho que Bs1,50, existe guichê mas vem uma pessoa cobrar no ônibus o ticket de uso, qqr coisa dá pra pagar pra essa pessoa tb. O bus de LP a Oruro custa Bs20, R$+-10. Leva umas 4h. Pegamos das 7h30 chegamos em Oruro por volta das 11h30. Daí pegamos taxi até a estação de trens de Oruro. Trem Expreso del Sur -Ferroviaria Andina, de Oruro a Uyuni Existem 2 trens que vão e voltam de Oruro até Uyuni em dias distintos, Wara Wara e Expreso del Sur. Li recomendações boas do Expreso del Sur, então fomos com ele. Expreso del Sur: sai de Oruro de terça feira, às 14h30, chega em Uyuni 21h20/Sai de Uyuni de sábado 23h52, chega em Oruro 7h00. Preço: Fui na classe executiva, Bs120 (+- R$60), (ida Bs120 + Bs120 volta). Comprei as passagens do Brasil através do site TicketsBolivia, funciona, deu tudo certo, respondem as dúvidas pelo whatsapp, mto simpáticos, um pouco antes da viagem solicitei, que os assentos fossem juntos e do lado esquerdo do trem, pois não bate sol na cara e vc pode desfrutar a paisagem sem ter de fechar janela. Fomos na classe executiva, que é a “chic”, tem classe mais barata que isso, mas acho que não vale a pena, pq a classe “chic” sai barato tb. Tem acesso ao vagão restaurante (almoçamos a preço bem justo, não me lembro, mas é barato), é climatizado, assento reclina bastante, ganha lanchinho, banheiro limpo, tv com filmes piratas rsrsrsrs...sério!.. de noite na volta, cobertor e travesseiro. Muito confortável! As paisagens ao longo da viagem, que é longa, são lindas! Vale muito a pena, vc vê todo o altiplano boliviano, plantações de quinoa de todas as cores, casas típicas dos agricultores bolivianos. Valeu muito a pena! Ainda mais pra nós brasileiros que não temos ferrovias para poder viajar! Muitos falam que as paisagens do trem que leva até Machu Picchu são lindas e talz, mas eu achei parecido com Brasil, florestas verdes e talz, além de ser o olho da cara né! Essa viagem de trem até Uyuni dá de 100 x 0! É muito bonita, barata, confortável, diferente! Já fica sendo um passeio, valeu a pena! Na volta, como o trem parte a noite, eles perguntam se queremos luz acesa ou descansar, todos quiseram dormir, nos deram cobertor, travesseiro e lanchinho, tem aquecimento. Dormi bem. Engraçado que SÓ tinha orientais, na maioria japoneses, temos descendência japa tb, então nos camuflamos com a galera kakakkaka...Mas fico pensando, tive dificuldade em achar informação aqui no Brasil nos blogs, sites de viagem sobre essa viagem de bus+ trem, mas vi que na Ásia parece ser bem difundido...ou será que asiáticos e descendentes que gostam desse tipo de viagem? Por isso eu tava lá tb? Rsrsrssrs... =D Tour Privado Uyuni Pesquisei muito sobre tour do Uyuni. Li vários relatos de perrengues em tours compartilhados, hospedagens desconfortáveis, sem água quente, 1 banheiro para 20 pessoas, camas sujas, 1 tomada só, roubo de celular enquanto recarregava bateria, motoristas bêbados, etc. Por ser um lugar de extremos e inóspito, descansar bem é fundamental para não passar mal, e o guia ser bacana faz a diferença, pq se passam 3 dias inteiros com ele né...Então decidi fazer o tour privado com conforto. Mandei email pra todas as agências que achei no Google. Dica, mande em espanhol, mesmo que seja do Google translate, eles respondem. Em português, sem sucesso. Poucas agências fazem o tour privado com hospedagens em hotéis bons, Luna Salada (hotel feito de sal Maravilhosohhhh) e Tayka del Desierto (hotel no meio do nada, a 4900m de alt., excelente!). Bom, contratei Jukil de los Andes, Hector é o dono, solicitei que ele mesmo fosse nosso guia, ele aceitou, aí não teria como dar ruim né! Troquei mtos e-mails, whatsapp com ele, até fechar, ele responde prontamente, mto atencioso! Meu sonho era ver o salar espelhado, então teria de ir no verão, época de chuvas. Mas vi que janeiro e fevereiro chovem demais, e as vzs não dá pra fazer o tour todo. Pedi para o Héctor dica da melhor época de ver o salar espelhado, e ele me indicou mês de março, do meio pro final, pq as chuvas são menos intensas e ainda tem uma quantidade legal de água para formar o espelho, mas como é natureza, corre o risco de não ser como o planejado. Meu sonho tb era ver o céu todo estrelado, que nem nas fotos do Google, mas, tive de escolher, no final de março seria lua cheia, o que ofusca as estrelas, mas era época de menos chuva, e tinha chance de ver o salar espelhado e poder fazer o tour completo de 3 dias e 2 noites. Então já sabia que não veria as estrelas todas, mas poderia ver uma lua gigante. AH!! detalhe, que eu quis fazer o tour astronômico tb, poucas agências fazem. As que faziam, quiseram me cobrar a parte. Jukil de los Andes, não acrescentou nenhum dólar a mais. Sobre o tour astronômico, Hector mandou outro guia para nos buscar no hotel Luna Salada (primeira noite) as 03h30 da manhã, para vermos o céu estrelado e nascer do sol. Ele iria dormir até mais tarde, e nos pegar as 9h da manhã para dar continuidade ao tour de 3D2N, precisava estar descansado para dirigir com atenção. Achei bastante cauteloso! Não vimos estrelas como nas fotos do Google, já sabia que ia ser assim =/, mas vimos o nascer do sol mais espetacular e inesquecível da vida! Com o salar espelhado, lindamente perfeito! Valeu mto a pena passar o friozasso de -5°C, -7°C, isso memo! Abaixo de zero, no verão! Foi lindo! Inesquecível!!! Banheiro durante o tour de 3D: acredito que por ter sido privado, o almoço era feito em comedores mantidos por alguma família como modo de subsistência, são casinhas no meio do deserto com mesa, cadeiras, banheiros pagos (Bs1, Bs 2), bem bonzinhos até! Já li relatos que as pessoas tinham de fazer as necessidades no modo natural... Não passamos aperto em nenhum momento. Bom e quanto custou? Tour privado, 3D2N, Hospedagens nos melhores hotéis da região (Luna Salada+Tayka), tour astronômico, todas as refeições inclusas, = U$1200 para as 3 pessoas. Achei bom o valor, foi o melhor que achei de todas as agências que faziam privado com hotéis de boa categoria. Reservei o tour com 3 meses de antecedência, pois os hotéis são bem concorridos, para isso tive de depositar 40% do valor total do tour. Fiz a transferência pelo app da Western Union para o Hector, a taxa era muuuuito mais barata do que se eu fosse em uma agência e bem fácil de fazer. E quanto gastamos no total da viagem? Bom foram 15 dias no total. (La Paz+Copacabana+Isla del Sol+Uyuni) Voo + Hospedagem em hotéis/hostal + Seguro viagem + tour privado Uyuni + dinheiro pra viver (alimentação, transporte, lembrancinhas mil) = R$5823 por pessoa. *Obs* R$5823 mas compramos mtas bobeirinhas, mtas mesmo, bolsas, mochilas, caderninhos, carteiras, chocolates...o artesanato é mto barato em La Paz, e dá vontade de comprar tudo, e de comprar para ajudar também, pq tem mtas senhorinhas idosas vendendo. Então se vc não for “das compras” dá pra ser bem menos o valor gasto. Isso aí pessoal! Se quiserem perguntar alguma coisa, deixo aqui meu ctto: (aproveitem enquanto eu ainda lembro kakakaka) [email protected] Abraço!e boa viagem!
  9. 5 pontos
    Algumas dicas das estradas de rípio que fizemos: - Ruta 40 entre Cafayate e Cachi Esta estrada tem aproximadamente 158km entre Cachi e Cafayate. O rípio começa após San Carlos, então são cerca de 133km de estrada sem pavimentação. Como fizemos a 68 pela manhã, na volta cortamos pela 44 (toda de rípio) e saímos já em San Carlos. (Almoçamos no restaurante El Molino). A estrada em rípio que segue após San Carlos e passa pela Quebrada de Las Flechas está em boas condições. Em alguns lugares antes da quebrada tem largura suficiente para passar 4 carros de uma vez só. Ela vai margeando sempre o rio Calchaqui, e na maioria dos kms está em condições boas. Um pouco antes de Molinos a estrada tem bastante curva fechada e tem que ter cuidado, fica bem estreita também. Em alguns lugares businamos nas curvas totalmente fechadas, pois não se tem visibilidade para ver algum carro vindo. Apesar de ser um longo trecho em rípio encontramos bastante movimentação de carros e pequenos caminhões ao longo do caminho (tem bastante produção de cebola e outros alimentos ao longo do vale do Calchaqui). Se faz todo o trajeto em 4x2 com tranquilidade. - Abra del Acay Considerado a ruta nacional mais alta fora da Ásia (sites Argentinos), foi o caminho mais emocionante, dramático e tenso de toda a viagem. São cerca de 145km ao total sendo que 127km de rípio, sendo apenas 5km asfaltado até Payogasta e mais 13km quando chegamos a 51 até SADLC. O trecho mais tenso e com chances maiores de ter que fazer a volta é a parte entre Cachi e a Abra del Acay. Explico: todos os badens e passagens de rios são feitos neste lado, o trecho mais estreito também e com maiores chances de desmoronamentos são deste lado. Então é mais sensato sair de Cachi para fazer o trecho, porque seriam menos kms para voltar. Imagina sair de SADLC, rodar 100km e chegar em um rio instransponível e ter que retonar até SADLC, melhor seria retonar 30 e poucos kms até Payogasta e seguir para Salta. Sem dúvidas com uma chuva mínima, os rios ficarão instransponíveis para carros pequenos. Já faziam dias que não chovia na região e a neve também já tinha tanta influência nos níveis de água e mesmo assim algumas pequenas travessias pareciam uma aventura para um carro 4x2 normal. Há uma grande movimentação e manutenção acontecendo no lado de cá (Cachi-Abra), então por isso talvez foi possível nossa travessia. A estrada é simplesmente espetacular. Nos trechos de subidade mais altos em alguns lugares tem uns 3 metros de largura, o retrovisor do lado esquerdo colado nas pedras e a roda direita muito perto do abismo do outro lado. Muita precaucção e baixa velocidade são necessários neste local. Em outro local tivemos que descer do carro para deslocar uma pedra grande que estava no meio do caminho e nos pareceu que enroscaria no fundo do carro. Levamos cerca de 4 horas e pouco para cumprir o trajeto e encontramos 5 carros (de turistas) ao longo do caminho. Encontramos també uma camioneta de locais perto de La Poma na qual pedimos informações e também algumas máquinas em trabalho na pista (tb pedimos informações a eles). O lado de Abra- SADLC já está muito bem cuidado. Com a via bem mais larga, mas ainda obviamente tendo cuidado pois as quedas são grandes, dá para apreciar um pouco melhor a vista e não ficar tão tenso por conta das condições da pista. Enfim, é uma aventura e creio que agora com estes melhoramentos será um trecho a ser cada vez mais explorado pelos aventureiros que percorrem a 40. Tirando os pontos de travessias de rios, as partes estreitas que se requer muitaaa atenção e as pedras de deslizamentos, a estrada em si apresenta condições boas, sem muita costela de vaca ou grandes buracos. (anda-se mais rápido lá do que o trecho “asfaltado” da 16 perto de monte quemado). - Paso Sico 132 km de rípio entre SADLC e o Paso Sico. Na divisa entre a argentina e chile até SPA está tudo asfaltado. Estrada de rípio com forte subida após SADLC e um pouco ruim, um pouco de costelas no começo, mas no altiplano ela fica boa para andar. Em alguns lugares deu para manter 80km/h com certa tranquilidade. Movimento de caminhões no sentido contrário e era necessário parar o carro pois a visibilidade ficava quase zero devido a grande quantidade de poeira (estava com pouco vento então demorava para dissipar). Visual da estrada é incrível, e diria com boas condições no geral. É preciso manter uma velocidade um pouco maior (altiplano com costelas), pois o carro pula por cima delas e não fica tão desconfortável. É difícil dizer uma velocidade ideal pois varia conforme o espaçamento das costelas. Ao mesmo tempo que na reta é bom manter uma velocidade maior, nas curvas tem que ter precaução pois pode perder a traseira... A aduana está agora em apenas um local (Argentina e Chile) e fica um pouco antes da divisa entre os dois países. Foi um tramite bem rápido e com muita simpatia por parte de todos os funcionários. - Geisers del Tatio Este trecho que é todo de rípio está muito bem cuidado (grande fluxo de vans e automóveis todos os dias). Como a saída se dá ainda de madrugada e está escuro, cuidar com as curvas fechadas até porque apesar de não estar vendo, tem alguns desfiladeiros grandes ao lado da pista. A temperatura fica negativa conforme vai subindo e tentar limpar os vidros com o esguicho de água pode não ser uma boa opção pelo congelamento. Em alguns trechos de reta se tiver boa experiência com rípio e estradas de chão (na volta já de dia) é possível andar a 80 - 90km/h com certa facilidade. O marcador do carro na ida chegou a -13 graus, e mais perto dos geisers, -7. - Lagunas escondidas de Baltinache Saindo da ruta 23, são aproximadamente 45km de rípio até as lagunas. Fizemos aproximadamente 10km de rípio e desistimos do passeio. Foi a pior estrada que rodamos com o carro, as costelas são muito separadas não consegui achar uma velocidade para minimizar o pula pula, você acaba caindo em todas elas inevitavelmente e a sensação é que o carro irá se desmontar. Tentamos murchar bastante os pneus também, mas não mudou muita coisa. Não por buracos ou por ficar atolado, mas acho viável fazer apenas com uma camioneta com pneus grandes por causa do desconforto. Abraços
  10. 5 pontos
    DIA 11 - Refuge La Flegere a Les Houches (16,2 km) Já estava acostumado em acordar cedo todos os dias, arrumar a mochila e caminhar. Mas o costume não torna a trilha fácil. Hoje foi uma prova disso. O dia começou nublado e com uma chuva leve. Na trilha, pouco se via à frente, devido à neblina. Me perdi algumas vezes, mas graças ao GPS achei o caminho novamente. Não dá para confiar somente na sinalização local. Logo no início, a trilha terminava de repente em um monte de pedras que haviam deslizado montanha abaixo. Subi por um caminho que contrariava o GPS, porém, lá em cima, consegui ver que a trilha continuava após as pedras. Retornei e encontrei uma passagem meio escondida no meio delas. Deixei uma marcação para quem passasse por ali posteriormente. O percurso seguia quase plano, com exceção de uma subida por encostas estreitas cruzadas muitas vezes com ajudas de correntes fixadas aos paredões. Após algum tempo, cheguei até a estação de teleféricos de Plan Praz. Alguns grupos guiados iniciavam a caminhada do dia por ali, tendo pernoitado provavelmente em Chamonix e subido por este transporte. Confesso que acelerei um pouco o passo, pois logo após a estação, uma trilha estreita e íngreme seguia para do passo do Brevént. E eu não queria ter a passagem fechada pelos lentos grupos de caminhantes guiados. O passo do Brevent é famoso por providenciar a vista mais bonita do Mont Blanc de todo o tour. Infelizmente o tempo fechado me negou esta experiência. Mas tudo bem, eu já havia recebido tantas outras tão espetaculares. E caminhar nesta trilha com mau tempo seria um desafio interessante à esta altura do campeonato. Aliás, este dia me pareceu mais como uma prova final de um curso. Tive um pouco de cada dia anterior. Subidas por bosques, por rochas, travessias em campos de neve, vias ferratas, tudo isso somado à chuva, o que tornava tudo um pouco mais difícil. Um teste à ferro e fogo (ou à gelo). Consegui cumprir os desafios utilizando as habilidades adquiridas nos dias anteriores. A neve, que me causava receio nos primeiros dias, hoje escorregava devido à chuva. Mas foi transposta com confiança e segurança (finalmente justificando o uso dos spikes em alguns trechos mais tensos). Alcancei o ponto mais alto do dia e lá parei para um breve descanso. O tempo estava tão fechado que não enxerguei a estação do Le Brevent, onde alguns caminhantes paravam para um café. Logo segui em frente, cruzando alguns campos de neve mais complicados. Muitos em descida, o que para mim era algo mais difícil. Caso eu enxergasse o final e a inclinação não fosse exagerada, não raro eu escorregava sentado, me divertindo um pouco. Após os campos de neve, uma longa descida pelas pedras até o refúgio de Bellachat. Mas passei batido por este também, provavelmente por algum desvio. O caminho a partir dali consistiu em uma longa e tediosa descida através de um bosque até Les Houches. Haviam muitas bifurcações, e a maioria indicava o mesmo destino (Chamonix ou Les Houches). Eu simplesmente escolhia aleatoriamente e continuava. Não vi mais nenhum caminhante a partir dali, o que me levantou dúvidas se estaria no caminho certo, apesar das placas. E nunca mais encontrei as pessoas que eu havia conhecido e divido uma cerveja em alguns momentos do tour. Ao fim da trilha pelo bosque, cheguei finalmente à área urbana de Les Houches. Após uma curta caminhada pelas ruas, alcancei finalmente o ponto que eu havia estabelecido como término do tour (que também havia sido o início do mesmo para mim), a oficina de turismo da cidade. Chegando lá, nenhuma recepção especial, nenhum aplauso, nem um marco oficial. Só uma selfie solitária em frente à oficina como lembrança. Mas a conquista interna estava estabelecida. E, como acontece com frequência em nossas vidas, se nos colocamos em ação apenas na esperança de reconhecimento externo, aplausos e recompensas, é certo que iremos nos desapontar. Quando encontramos a real motivação interior, o destino, com seus marcos e confetes, se torna secundário frente às grandes vivências e aprendizados do caminho em si. Grande abraço a quem teve paciência de ler até aqui! E até as próximas!
  11. 5 pontos
    DIA 3 - Refuge La Croix du Bonhomme a Rifugio Elisabetta (19,2 km) O dia amanheceu nublado. Um nevoeiro espesso pairava sobre o abrigo e tapava a vista das montanhas ao redor. Eu deveria decidir se seguiria a descida até Les Chapieux ou iria pela variante pelo passo des Fours. Esta variante encurtaria a distância até o refúgio Des Mottets, porém prometia ser tecnicamente difícil e, conforme falado pelo Saudita em Les Contamines, havia muita neve e estava fácil se perder ou mesmo cair por lá. Um francês que eu vinha encontrando pelo caminho me convenceu a seguir por Les Chapieux, por conta do tempo feio. Posteriormente, um casal de suecos que havia passado pela variante me disse que eu havia feito a escolha correta. Que cruzaram por lá com tranquilidade por conta da experiência prévia com a neve, algo que seria difícil para alguém sem tal habilidade. Não se passou muito tempo de caminhada e o tempo se abriu. Foi uma descida monótona através de caminhos rochosos. Em Les Chapieux, parei em um refúgio para um café. O caminho adiante seguia pelo asfalto, iniciando uma extensa subida pelo vale. A caminhada prometia ser fácil e monótona, mas é nessas horas de desatenção que a trilha cobra seu preço. Peguei um caminho errado e não cruzei o riacho que ladeava a estrada. Alguns quilômetros à frente o caminho terminava em uma pequena hidrelétrica. Eu teria 2 opções: voltar 30 minutos e subir novamente pelo outro lado, ou tentar cruzar o leito quase seco do riacho aos pés do paredão. Resolvi tentar a travessia. Havia uma escada de marinheiro na parede da margem onde eu me encontrava. Desci a mesma e cruzei pelo leito. Apesar de não haver grande volume de água, a mesma ultrapassava a altura das minhas canelas, então foi inevitável encharcar as botas. E o medo dos pés molhados causarem bolhas surgiu. Mas não podia voltar atrás na decisão e subi o barranco da outra margem, tomando finalmente a trilha correta. O caminho continuava pelas encostas das montanhas, sempre subindo pelo vale. Ao meio dia cheguei ao refúgio Des Mottets, onde fiz uma parada para uma cerveja e uma tentativa de secar as botas e trocar as meias. Pendurei as meias molhadas na mochila e passei a fazer paradas frequentes para trocá-las. Após alguns quilômetros de subida, alcancei o passo de la Seigne, onde se cruza a fronteira da França para a Itália. E naquela altitude, cruzei alguns campos de neve, algo que eu já havia me acostumado a fazer e não me gerava mais preocupação. Cruzado o passo, seguia-se uma descida leve e logo caminhava por uma planície rodeada por montanhas nevadas, cenário muito bonito. E alcancei assim o destino do dia, o Refúgio Elisabetta. O responsável pelo local, Davide, era um italiano que havia morado alguns anos em Salvador, portanto falava bem o português. Acomodei minha mochila no dormitório, onde experimentaria pela primeira vez a experiência das camas coletivas no tour: três andares de plataformas em madeira sustentavam colchões colados lado a lado. Um pesadelo para os mais frescos. Mas eu já estava naquele espírito de encarar o que viesse. Não seria um problema para mim. Banho ligeiro, jantar devorado, segui para a cama para descansar para a caminhada do dia seguinte.
  12. 5 pontos
    DIA 2 - Les Contamines a Refuge La Croix du Bonhomme (13,2 km) Na noite anterior, durante o jantar, um saudita que estava fazendo o tour em sentido oposto (horário) me disse que algumas variantes à minha frente estavam meio perigosas. Muito por conta da complicação em se orientar através grande quantidade de neve cobrindo as trilhas. Sabendo disso, tentaria me informar com detalhes sobre as condições da trilha antes de decidir seguir ou não por algum caminho. O caminho do dia seria uma subida constante até o passo du Bonhomme. Meu destino final seria um refúgio de mesmo nome, mais à frente. A trilha saindo de Les Contamines seguia ladeando um riacho, cuja água proveniente do degelo de verão já demonstrava certa força e volume. O dia estava claro, mas por um bom tempo caminhei sob as sombras das montanhas ao redor do vale. Não havia andado muito e passei pelo refúgio de Nant Borrant. Pensei em fazer uma parada para um café, mas não vi movimento e segui em frente. A partir dali o caminho seguia através pastos de gado, serpenteando pelo vale e subindo em direção às montanhas ainda cobertas de neve à frente. Aquela paisagem alpina ao meu redor me parecia saída de filmes. Apesar de viver em um estado montanhoso – Minas Gerais – estas eram de outra linhagem, inédita aos meus olhos. Várias pausas para fotos eram inevitáveis (e nem eram a famigerada desculpa para tomar aquele fôlego). Ao atingir determinada altitude, começaram as travessias de campos de neve. Neste dia eu estava disposto a testar a caminhada sem os spikes, depois do excesso de zelo do dia anterior. Foi mais tranquilo do que eu imaginara. A trilha de pegadas já escurecida se destacava na brancura da neve. E pisar nesta área já amaciada pelos passos dos pioneiros tornava a travessia bem mais fácil, somado ao fato de ser somente subida. Conheci um casal de brasileiros por ali (os únicos conterrâneos que vi durante todo o restante do tour). Após uma breve parada no passo para um descanso, seguimos para o Refúgio la Croix du Bonhomme. O caminho até lá, apesar de curto, foi um pouco mais complicado. Nos perdemos algumas vezes em trilhas não muito claras e cruzamos alguns campos de neve mais escorregadios. Mas chegamos com relativa tranquilidade. Já no refúgio, acomodei minhas coisas no quarto e fui tomar uma cerveja. Os brasileiros seguiriam caminho, pois planejavam completar o tour em 8 dias. Não havia forma de lavar roupa por ali, então apenas pendurei as peças do dia para tomar um sol. O banho quente estaria disponível às 17h, com um detalhe: apenas 2 minutos por pessoa (nestes refúgios a água quente é bem limitada, então os banhos têm que ser rápidos). Uma fila já se formava em frente aos banheiros alguns minutos antes (2 duchas para homens e 2 para mulheres). A cada pessoa que saía, já de banho tomado, uma salva de palmas se iniciava do corredor, tornando a espera um pouco mais divertida. O jantar foi servido às 19:30, e lá conheci algumas pessoas de diversas nacionalidades. A seleção brasileira jogaria contra a Sérvia pelas eliminatórias da Copa do Mundo, às 20. Mas não havia tvs por ali. E a internet 4g só funcionava em um ponto da varanda. Mas consegui acompanhar o placar. Após o jantar, fiquei lá fora, tomando uma cerveja e apreciando uma lua cheia que surgia por trás das montanhas geladas, enquanto a luz do dia se esvaía.
  13. 5 pontos
    Não sei nada da parte técnica, mas depois do textão explicando e defendendo as companhias eu quase fiquei com dó dos grandes conglomerados da aviação mundial. Mas no fim eu tenho dó é de nós brasileiros mesmo. E não tenho saudade de algo que nunca vivi, pq só viajei de avião a primeira vez em 2006, depois que os preços das passagens se tornaram possíveis para uma maior parcela da população. Antes era coisa de gente rica, e quando meu pai por um acaso raro do destino voava a trabalho ficávamos fascinados com os brindes que ele trazia das companhias. Reclamo agora (e possivelmente vou reclamar até morrer 😅) mas sei que hoje as coisas estão melhores. Embora as passagens e taxas ainda sejam incompatíveis com o salário mínimo do país. E essa discrepância só vai aumentar dos dois lados pelo visto.
  14. 5 pontos
    Oláá! 😛 Voltei pra contar dos meus primeiros dias em El Chaltén. Demorou um pouco, mas consegui escrever mais algumas coisas sobre a viagem. Se você for pra patagônia com o objetivo de fazer trilhas, não deixem de incluir El Chaltén no seu roteiro. ❤️ Essa cidade é fantástica, parece um vilarejo, com uma energia boa demais e trilhas pra todos os gostos. Lugar que mais me encantou e surpreendeu. Ali todo mundo quer a mesma coisa: Trilhar. Na rua se você não estiver com uma mochila nas costas, bastão de trekking, cheio de casacos e coberto de pó, vai se sentir um alienígena. 😂 31/12 – EL CHALTÉN – CERRO TORRE Primeiro dia na capital argentina do trekking. Reservei 5 dias pra conhecer essa pequena vila que tanto me falaram bem. Fui sem nada planejado, a única certeza era que iria subir o Fitz Roy em algum desses dias. Acordei no meu tempo, tomei café da manhã com calma, peguei um mapa da cidade para ver qual trilha iria fazer. Em quanto isso lá fora era chuva, vento e mais vento, até estava com medo de sair, pois a estrutura do hostel de madeira fazia barulho de tanto vento que fazia. Por fim decidi fazer o Cerro Torre, não sabia muito como era a trilha, apenas a quilometragem indicada no mapa, 18 km ao total. Confesso que estava cansada e pouco empolgada por conta do tempo, mas fui mais forte que a minha preguiça, pedi indicação pro Staff do hostel para qual direção deveria seguir e dei inicio a mais uma caminhada. Algumas quadras depois do hostel peguei uma rua que levava até o inicio da trilha. Andei mais um pouco por uma estrada de barro e dei de cara com uma subida já no começo. O vento estava cada vez mais forte, a chuva estava doendo ao bater no pouco do meu rosto que estava exposto, minha única vontade nesse momento era de correr para o hostel e me esconder embaixo das cobertas. Kkkkk Para minha alegria a subida não era extensa, logo comecei a descer e depois percorrer um caminho plano no meio das árvores. No meio da trilha encontrei os irmãos ingleses que estavam no mesmo quarto que eu e seguimos caminho juntos. O restante da trilha foi bem tranquila de fazer, não possui muitas fontes de água no começo, inicie essa trilha com a sua garrafinha cheia. A pequena El Chalten vista da primeira subida da trilha. O tempo virou milhares de vezes nesse dia, eu já nem sabia mais o que fazer com as minhas roupas. Tira e bota jaqueta, se deixava só o corta vento ficava frio, se colocava só o fleece e começava a chover, colocava os dois e ficava muito quente. Kkkkkk No dilema das roupas 😂 Pouca antes de chegar até o Cerro Torre, a esquerda está o Camping de Agostini, tem um “banheiro” caso precise usar. Seguimos a direita até encontrar o Lago Torre, e tempo estava fechado e não vi o Cerro Torre de jeito algum, quando você chega até o Lago, ainda há uma trilha de 2km que leva até um mirador para o Glaciar, como a visibilidade estava bem ruim, não avançamos. O tal do banheiro Esse é a trilha que segue para o próximo mirador Antes de descer até o Lago, procuramos um abrigo do vento entre as pedras para descansar e comer alguma coisa. A área aberta favorecia para o vento ser mais forte e às vezes até nos desequilibrar. Apesar de não conseguir ver o Cerro Torre, valeu a visita. O Lago Torre tem uma tonalidade marrom e nele havia alguns blocos de gelo bem azuis boiando, ao fundo conseguia ver um pouco do Glacial. A trilha em si também é bonita, passamos por bosques de lengas, pontes e um mirador. O bosque de lengas Laguna Torre e o Glacial ao fundo. Após contemplar a paisagem, tirar algumas fotos e curtir o lugar, iniciamos o nosso caminho de volta. Não sei dizer qual foi o tempo total da trilha, não marquei a hora que comecei e nem quando terminei, fizemos com calma, conversando bastante e várias paradas para tirar fotos. Chegamos no hostel, tomamos um banho e fomos para o restaurante que fica no próprio hostel. Como era dia 31/12 o lugar estava bem cheio, iria ter uma festinha ali. Na mesa ao lado havia um grupo de brasileiros, nos juntamos a eles, comemoramos a chegada de 2019, dançamos, bebemos e depois achamos outra festa para ir. Não esperava tudo isso para virada do ano, ainda mais em uma cidade pequena como El Chaltén, sinceramente achei que passaria dormindo. Foi divertido e uma experiência bem diferente passar o ano novo longe de casa, dos amigos, família e com pessoas que havia acabado de conhecer, mas a sintonia e energia daquele lugar tornou tudo especial e inesquecível. 01/01 – EL CHALTEN – CHORRILLO DEL SALTO Depois da virada, claro que dormi um pouquinho mais. O cansaço também estava aumentando conforme se aproximava o final da viagem. Conversei com as meninas que tinha conhecido na noite anterior e decidimos ir até o Chorrillo Del Salto. Uma caminhada mais tranquila, curtinha e sem elevação. Para ir até o Chorrillo del Salto basta seguir a rua principal até o final, você vai passar pelo inicio da trilha do Fitz Roy, é só seguir a estrada de barro e as placas indicativas, sem mistérios. Parte da caminhada é feita pela mesma estrada aonde passam os carros A caminhada até a cachoeira é de apenas 3 km. A primeira queda d’água é alta, com águas transparentes e verdinhas. Grande parte das pessoas para por ali mesmo e acaba ficando cheio. Eu sempre costumo explorar mais os lugares, então comecei a procurar se existia alguma trilha que daria acesso à parte de cima da cachoeira. A primeira cachoeira Vista de cima. Cuidado! Eu estava deitada nas pedras essa hora para olhá-la. Vista de quando começamos a subir as cachoeiras E tem! Não havia ninguém, tivemos uma visão da cachoeira de cima e depois fomos margeando o rio até encontrar um lugar para descer até as pedras e ficar ao lado do rio. Nessa parte tem outra queda d’água maravilhosa. Segunda cachoeira Achamos um lugar para comer, tomar um vinho e curtir a paz que esse lugar transmitia. Erámos só nos ali, barulho da água e muita conversa gostosa. Passamos o dia ali e voltamos quando começou a escurecer. Chegando na rua principal, procuramos um bar para jantar e beber um pouco hahah a quantidade de bares em El Chalten é proporcional à quantidade de trilhas. Adorava que todo mundo saia das trilhas, sujo, cheio de pó e ia beber alguma coisa. Lugarzinho escolhido para o nosso almoço/lanche da tarde Vista voltando da cachoeira. Parece um quadro 😍
  15. 4 pontos
    Olá mochileiros! Mais uma vez esse fórum me ajudou muito e minha viagem de 10 dias pelo Chile foi excelente, graças às ótimas dicas adquiridas por aqui. Nada mais justo que retribuir escrevendo meu relato, não é mesmo? Vou tentar detalhar o máximo possível todas as informações, pois é sempre bom ter novas atualizações sobre como andam as coisas em terras chilenas. A viagem foi realizada entre os dias 19/04/2019 e 28/04/2019 e fomos em duas pessoas, então alguns gastos serão colocados de forma individual e outros para duas pessoas. Primeiramente, gostaria de agradecer aos membros que responderam minhas dúvidas em alguns tópicos que criei pedindo ajuda, e alguns relatos que foram fundamentais para ajudar na montagem do meu roteiro.Em especial @filiperocha, @karinerribeiro e @Elder Walker, muito obrigado, seus respectivos relatos ajudaram muito. A viagem não foi a mais econômica, mas também não foi a mais cara. Estou de férias e não estava disposto a abrir mão de alguns confortos e apreciar uma boa comida típica (adoro experimentar a gastronomia local dos lugares), então seria possível sim fazer uma viagem mais barata. Uma breve introdução, eu marquei minhas férias em novembro do ano passado para abril deste ano e já comecei a pesquisar um destino para ir. Geografia e História são duas coisas que me fascinam desde criança e durante o Black Friday surgiu uma promoção de passagens para Santiago. Pensei: Por que não conhecer o país mais sísmico do mundo, poder ir a Cordilheira dos Andes e esticar até o Deserto de Atacama, que é geografia pura? Não deu outra: Comprei duas passagens, para mim e meu companheiro. A partir daí, começou o planejamento de roteiro, busca a hospedagens, leitura de relatos e uma ansiedade total para chegar logo o dia da viagem. Dividi a quantidade de dias de maneira justa e foi ótimo, pois conseguimos aproveitar bem os locais de maneira plena. Vamos aos detalhes! PASSAGENS Paguei R$ 645,00 em cada passagem com taxas para o trecho SP - SANTIAGO - ida e volta, no Black Friday (antes disso estava por volta de R$ 800,00), com a GOL. As passagens para Calama preferi comprar a parte, pois a opção múltiplos destinos encarecia muito o valor total. Os trechos entre Santiago e Calama sairam por R$ 225,00 ida e volta (tinha mais baratos, até por R$ 145,00, mas não atendia aos horários que eu queria) com a Latam, ou LAN CHILE. DICA: Compre as passagens para Calama diretamente no site da Sky Airlines Chile ou da LAN CHILE, pois são mais baratos que se compradas nos sites brasileiros das companhias. A única diferença é que o cartão de crédito usado na compra deve ser internacional obrigatoriamente e não é possível parcelar. O valor é à vista. DOCUMENTOS Muita gente tem dúvida sobre a entrada nos países somente com RG. Bom, não levei passaporte, fui apenas com RG e deu tudo certo, mas uma coisa é fato: a foto tem que estar reconhecível. Na imigração em Santiago perguntaram apenas o motivo da minha ida ao Chile e o local da hospedagem em Santiago. De resto, não houve qualquer problema com RG, peguei voo interno somente com ele e foi tranquilo. HOSPEDAGENS As hospedagens em Santiago são bem caras. Cotei alguns hostels e hotéis antes e os preços estavam além do que eu estava disposto a pagar para duas pessoas. Eis que surge a ideia de pesquisar no Airbnb e fechamos um apartamento no centro, próximo a maioria dos pontos turísticos, casas de cambio, restaurantes e mercados. Saiu R$ 607,00 para duas pessoas por cinco dias (R$ 60,00 a diária p/p). Apartamento confortável, com utensílios básicos de cozinha, recepção 24 horas. RECOMENDO pesquisar Airbnb antes de fechar hotel em Santiago. Em San Pedro de Atacama ficamos no Hostal Mamatierra (indicação do Filipe aqui no fórum): RECOMENDO, tão bom que parece até hotel. Café da manhã bem servido, camas confortáveis, staff atencioso, água disponível o dia todo (uma grande economia no deserto), chuveiros quentes, limpeza nota 10. Ressalto que hospedagem no Atacama, assim como tudo por lá, é caro devido a localização em uma região bem inóspita. Não lembro o valor total da hospedagem, mas não foi dos mais baratos. SEGURANÇA Li muito antes de ir sobre os famosos furtos em Santiago e os golpes de taxistas. Não usei taxi em nenhum momento justamente para prevenir. Sobre os furtos, em nenhum momento de senti inseguro em Santiago. Lógico que estive sempre de olho em meus pertences, mochila na frente, dinheiro e documentos na doleira, enfim, o negócio é não dar bobeira. Santiago é uma cidade grande e não ter acontecido comigo, não quer dizer que não ocorram casos de furtos. San Pedro de Atacama é um sossego total, andavámos tarde da noite pelas ruas e não vimos nada suspeito. TRANSFER PARA O SAN PEDRO Outro tópico que me deixou em dúvida. Li muitas reclamações sobre as empresas de transfer em relação ao cumprimento de horários. Várias pessoas se queixando que a empresa não passou no horário combinado no retorno a Calama, ou simplesmente passou antes, enfim, fiquei bastante preocupado porque meu voo de volta para Santiago no dia 28 era bem cedo (08:15) e depois do almoço já tinha meu voo de volta para o Brasil também (14:20). Acabei fechando aqui no Brasil com a Transfer Pampa e RECOMENDO. Cumpriram os horários com pontualidade e as vans eram confortáveis. O QUE LEVEI? Em uma viagem para o Chile deve-se levar um pouco de tudo, principalmente por conta do clima. No Atacama é tudo muito extremo e muda muito rápido, o frio de manhã e a noite é grande e durante a tarde o sol queima com facilidade. Em Santiago o clima estava fresco, com manhãs frias e tardes agradáveis. Resumindo, usei casaco todos os dias (mas repare que estou falando do clima especificamente de outono. Para o Atacama creio que sirva para o ano todo). 1 casaco grosso (usei muito) 1 blusa de moletom 1 jaqueta (tipo aquelas pretas de motoqueiro, bom para usar em final de tarde no Atacama) 1 fleece (SUPER ÚTIL no passeio dos geiseres e lagunas antiplânicas) 2 calças jeans 1 calça de moletom 2 calças de tactel (SUPER ÚTEIS nos passeios com muita areia, como o Valle de La Luna ou algum trajeto de bike) 7 camisetas, sendo 3 dry fit (boas no deserto, pois são frescas) 2 bermudas (uma jeans, que nem usei, e uma de tactel, que usei para pedalar) Meias e cuecas (quantidade vai de cada um) Luvas, cachecol, touca Protetor de rosto (ÚTIL, pegamos uma ventania no Valle de La Luna e isso que nos protegeu da areia) Boné Pasta para documentos Bolsinha de remédios (sempre levo de prevenção, usei eparema e neosaldina apenas) Sorine ou Rinosoro (necessário, tanto Santiago quanto o Atacama estavam bem secos) Protetor Labial e protetor solar (MUITO necessários, até agora minha boca está ferrada por causa da secura) Colirio (levei e nem usei. Leve apenas se tiver problema com olho seco) Itens de higiene pessoal Garrafinha de água de 1 L (no mínimo) Adaptador universal (importante, pois o carregador da minha câmera era com entrada diferente e tive que procurar um adaptador lá) Doleira Bota (comprei uma da timberland e super me atendeu). SEGURO VIAGEM Fiz por prevenção, mas felizmente não precisamos usar. Mondial, R$ 199,00 para duas pessoas. AGÊNCIAS PARA PASSEIOS Outro ponto que me preocupou bastante. Acho que todo mundo que faz uma viagem para um lugar mais distante não quer passar por perrengue em passeios, então pesquisei bem as agências para evitar qualquer tipo de estresse. Contratei passeios em 3 agências em Santiago e no Atacama e todas foram ótimas. Ressalto que no Atacama priorizamos os passeios mais clássicos, e foi um acerto, pois saímos bem satisfeitos com tudo. O Salar de Tara gostariamos de ter feito, mas a agência foi bem clara ao dizer que ele estava fechado e o passeio não estava sendo feito de forma completa. As lagunas que flutuam não eram prioridades, apenas se sobrasse tempo. Segue feedback: SANTIAGO - AGÊNCIA 321 CHILE: Fizemos com eles o passeio Cajon del Maipo/Embalse el Yeso e RECOMENDO. Preço justo, bom guia, picnic completo. ATACAMA - AGÊNCIA 123 ANDES: Fizemos todos os passeios no Atacama com eles. Havia pesquisado algumas antes, lido avaliações no Trip Advisor, mas essa foi a melhor que nos atendeu. RECOMENDO. Bons guias, vans novas, preço justo, pontualidade, café da manhã e almoço bons. ATACAMA - AGÊNCIA TIME TRAVEL ATACAMA: Fizemos o tour astronômico com eles. Cheguei a pesquisar a SPACE, mas não tinha mais vagas. No mais, RECOMENDO MUITO a Time Travel. Ótimo tour astronômico, pontuais, vou detalhar mais a frente. Mas adianto que foi sem dúvida uma das melhores experiências que já tive na vida. ROTEIRO Depois de muitos ajustes, assim ficou o roteiro final: 19/04/2019 - Chegada a Santiago e conhecimento da área 20/04/2019 - Centro de Santiago e Cerro San Cristóbal 21/04/2019 - Vinícola Undurraga 22/04/2019 - Cajon del Maipo/Embalse el Yeso 23/04/2019 - Valparaíso e Viña del Mar (se arrependimento matasse, tinha ido para o Atacama nesse dia) 24/04/2019 - Ida ao Atacama e agendar passeios 25/04/2019 - Lagunas Antiplanicas/mirador Piedras Rojas/Salar de Atacama 26/04/2019 - Geisers del Tatio, Valle de La Luna/La Muerte, Tour Astronômico 27/04/2019 - Pukará de Quitor, descanso a tarde. 28/04/2019 - Retorno ao Brasil Agora sim, vamos ao relato!!! (Juro que vou tentar escrever um tópico por dia kkkkkkkkkkk)
  16. 4 pontos
    Prólogo Virou costume. Nas ocasiões sociais, volta e meia um amigo ou parente solta a frase: “E aí, qual sua próxima caminhada?”. Confesso que fico surpreso, pois fiz pouquíssimas trilhas até hoje. Inclusive não faz muito tempo eu ia de carro à padaria da rua de baixo. Porém, pelos caminhos sinuosos da vida, acabei me encontrando pelas trilhas afora. E nos últimos tempos a resposta para tal pergunta era: “vou caminhar em torno do Mont Blanc, cruzando as fronteiras da França, Itália e Suíça.” Fiquei ciente desta trilha através dos relatos do Elias, do portal Extremos. Antes de pesquisar mais detalhes, a primeira palavra que me vinha à cabeça relacionada ao Tour era “neve”. Ainda não a conhecia pessoalmente. Seria uma ótima oportunidade, somado ao desafio físico mais intenso que a trilha demandaria. Valeria a pena cruzar o oceano para isso. Iniciei então as pesquisas sobre o TMB. Destaco algumas informações interessantes: A trilha percorre cerca de 170 km (dependendo da rota e das variantes escolhidas, pode aumentar um pouco) em torno do Mont Blanc, atravessando 3 países: França, Itália e Suíça. O sentido pode ser horário e anti-horário, sendo o último o mais tradicional (e que eu optei). Não há um lugar oficial de início. Tradicionalmente a maioria das pessoas inicia em Les Houches. Optei por fazer o mesmo, apesar de vir pela Itália. Teoricamente seria mais prático iniciar por Courmayeur. Porém descobri que dessa forma, os últimos 4 ou 5 dias formariam a sequência mais dura do percurso. Iniciando por Les Houches, quebraria estes dias difíceis em 2 partes. A duração do Tour pode variar entre 8 e 12 dias, dependendo do preparo e disponibilidade de tempo. O período para se fazer a trilha é restrito ao verão (final de Junho até meados de Setembro) pois a neve e o mau tempo inviabilizam boa parte da rota no restante do ano. O inverno de 2018 na Europa fora rigoroso, então eu estava ciente de que poderiam haver algumas complicações na trilha por conta do degelo mais tardio em algumas rotas. Pode-se contratar agência com guia, autoguiada (sem o guia, mas com as hospedagens e orientações de rota providenciadas) ou seguir por conta própria, fazendo pessoalmente as reservas. Optei pela última opção, após descobrir que a trilha é bem sinalizada. Encaro o planejamento como uma parte interessante da aventura. As hospedagens variam entre hotéis e albergues nos vilarejos, e abrigos de montanhas nas partes mais isoladas. Muita gente segue acampando, porém é bom atentar que nem todo trecho possui permissão para camping. Voando do Brasil, as cidades mais práticas para se pousar são Genebra, Paris ou Milão. Fui por Milão pois faria um tour pela Itália após a caminhada.
  17. 4 pontos
    Iniciando a Trip 4 de maio de 2019, Bolívia e Peru Não colocarei os valores ainda no Brasil, vou me concentrar em valores nesses 2 países apenas, para você ter uma ideia que quanto irá precisar para fazer a sua. Vou postar em dólares para facilitar, no dia que você decidir a ri nesse locais. Amanhã, será o início, já deixo a parte inicial do Tópico, pois irei postar diariamente, todos os finais dos dias. Pretendo ficar 24 dias, se não der para fazer todo o roteiro, poderei ficar mais uns dias para completar. Roteiro que tenho em mente, posso mudar, conforme o andamento da carruagem: Santa Cruz de La Sierra > Sucre > Uyuni > Salar > La Paz > Puno > Arequipa > Copacabana > Samaipata > Santa Cruz de La Sierra. SANTA CRUZ DE LA SIERRA. Compre o chip Tigo, funciona 100% aqui na Bolivia. Dicas: Tem 2 bancas que vendem os chips. Uma delas a 10 bol e a outra a 15 bol. Uma em frente a outra. Outra dica: Peça para a moça configurar seu chip, é um pouco chato. 60 bol o taxi do aeropuerto ao centro 15 bol de centro ao terminal com muito chora. Aprendi a chorar kkkkkkk. Não encontrei a moça que iria conosco. Ela já tinha ido com uns Brazucas para Sucre. Então segue o roteiro, somente minha esposae eu. Já estou em Sucre. Acabei de chegar do Parque Crustáceo. Darei os valores amanhã, estou super cansado. Viagem de Sucre a Uyuni, Empresa 26 de outubre. Cama 90 bol. Hospedagem em Uyuni, pois não aguento ir hoje ao Salar. 144 bol para casal, banheiro privativo. Hotel Salcay
  18. 4 pontos
    Procuro companhia pra mochilão roots estilo Via enfinda e Eu vivo isso,acampar bastante,fazer dinheiro na estrada,inicialmente começar em Ilhabela-Sp e decidir junto com a pessoa ou pessoas o próximo destino. WhatsApp 14991393504
  19. 4 pontos
    Fala aí, gente! Estou organizando uma viagem saindo do Rio seguindo até o México. Indo lento, fazendo voluntariado, carona, Couchsurfing e etc. Estou procurando companhia! A quem se interessar, se manifeste para cuidar dos detalhes! Valeu!!!
  20. 4 pontos
    "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas." - (Novos Baianos) Um novo olhar sobre o Mundo. Olá viajantes, Compartilharei com vocês meu mochilão que deu início em Dez/18. Irei compartilhar um pouco de como me organizei nos aproximadamente 45 dias antes do início da Trip, bem como, eu defini "roteiros", datas e claro, financeiramente a jornada. Já li diversos relatos, muitos serviram de inspiração, e um 'algo' que sempre tive em mente é fazer um mochilão roots - até também porque, no meu caso, a grana é curta. Pois bem, no final de Outubro de 2018 eu estava completamente saturado (como a maioria dos Brasileiros, penso.) Sempre busquei acampar e estar em contato com a natureza, afinal, faz longos 13 anos que sou escoteiro. E sempre a mesma coisa: "Eu saía total do clima tenso da cidade e do trabalho, passava dias perfeitos acampando e quando voltava, em menos de 1 dia na cidade já me saturava novamente." Após ler diversos relatos e de me senti, de certa forma, "preso" neste ciclo, decidi que realizaria um mochilão, sem data de retorno, sem destino final, somente uma bela ida e vivida pelo o tempo que for. Um dia, um semana, um mês, quiçá, em ano? Estava ansioso para descobrir. Por onde começar? - Questionei nas primeiras horas. - Até que comecei a levantar uma lista de possíveis lugares da América do sul e passei a linkar rotas, ver preços de deslocamentos, me joguei de cabeça na cultura Latino-americana. Foi aí que reparei como tudo hoje em dia é demasiadamente comercial, principalmente os valores. - Não posso procurar como se fosse um turista querendo férias, afinal, não sou um turista querendo férias. - Então a partir deste instante passei de fato a me portar e pensar como um Mochileiro. Passei a pesquisar as rotas de carona, pensar em acampar em qualquer lugar, maneiras de "salvar' dinheiro e como viajar sem grana. Resultado, Primeira semana de Novembro e eu já tinha todo um pré-roteiro definido: Sair do Brasil por foz, adentrar a Ruta 12 no início, caronar até chegar na Ruta 14, a rota que leva até Buenos Aires, tentaria levantar uma grana em Buenos Aires e continuar seguindo para o Sul sentido Patagonia, pois afinal, para voltar é só ir sentido Norte, subir pelo o Chile, cortando todo o País e continuar, Peru, Bolívia, Colômbia e por onde mais tiver de ser. Exatamente esse era meu ‘Pré-roteiro’ e confesso que não teve grandes alterações, pois ir caronando proporciona viver o local e a cultura, conhecer entre uma cidade e outra as histórias que há, bem como as belezas além - escondida do turismo comercial - e claro, salvar o máximo de dinheiro. Irei detalhar mais para vocês meu roteiro e planejamentos, principalmente a parte financeira, antes gostaria de deixar aqui um lembrete: 'Essa tem sido minha experiência na Trip e há diversas maneiras de mochilar, isso não diminui ou engrandece nenhum mochileiro. Somos da mesma família, portanto, iguais. Acredito que cada um viaja como pode e como o satisfaz, afinal, viajar é se conectar com pessoas e lugares, é viver experiências únicas e incríveis, além de fazer do viajante cada vez mais, um cidadão do Mundo, rompendo fronteiras, preconceitos e expandindo nossos ser. Respeito e Gratidão para todos Vocês! Dito isso. Valores! No pouco tempo que me restava até Dezembro, capitalizei para levar cerca de 1,2k. Sim, isso mesmo, Somente R$1.200,00. Não incluso nesse valor, eu gastei cerca de R$260,00 com uma passagem de ônibus da linha 'São Paulo - Foz do Iguaçu' e cerca de R$150,00 em Equipamentos que vou listar para vocês. Ou seja, sai do país com apenas R$1.200,00 e tive um custo total de R$1.610,00. Segunda semana de Novembro e eu ainda estava trabalhando, não havia comentado nada com ninguém, ninguém mesmo. Planejava e organizava que acabei não comentando com familiares e amigos com exceção do meu Brother de mesmo Nome, Gabriel, pois morávamos na mesma casa. Foi na última semana de novembro que sai do trabalho feliz da vida, afinal, estava agora indo terminar de arrumar a mochila e começar a viagem para me encontrar, pois é desse modo que visualizei tudo, preciso me encontrar e aqui vou, seja lá onde isso for. Após comunicar familiares e os amigos mais próximos sentia que de fato minha bagagem estava completa, com todas boas energias e incentivos, embora um ou outro tentou se opor à minha decisão, no final, nada puderam fazer e hoje gozo com felicidade. Mochila e Meus itens 1 Isolante Térmico 2 Calça corta vento 1 Calça Jeans 1 Blusa de lã top (homemade) 1 Blusa qualquer 5 Camisetas 1 Camisa 2 Regatas 3 Shorts 1 Touca 4 Meias (descobrir que pode ser pouca) 1 Par de Luvas 1 Par de Chinelo 1 Par de Tênis (Um para usar fora da estrada ou trekking, tênis comum) 1 Bota Caterpillar Preta (propaganda gratuita, mas é a bota de minha preferência e dinheiro.) 1 Toalha 1 Kit de higiene pessoal 1 Kit primeiro socorros ( faixa, antialérgico, anti-inflamatório, dor de cabeça, dor muscular, gripe, anticéptico e itens para curativo) 1 Canivete 12cm de Lamina 1 Prato e kit de talheres para acampamento 1 Garrafa de 1Lt para Aguá 1 Fogareiro boca unica 2 Lanterna 15M de corda para camping 2 Livros pequenos Meus materiais de trabalhos* ( Faço artesanato e algumas artes, vou descrever melhor no decorrer) Meus Trabalhos** 1 Pen-drive com documentos, arquivos pessoais, etc. 2 cadeados (2 mochilas) Tudo está dividido em 2 mochilas, sendo uma de 60 Lts + 5 e outra mochila de 15 Lts, as duas totalizavam 14 kg (atualmente até menos). Confesso que eu estava sempre com a sensação de estar esquecendo algo, mas no meu caso foi só a sensação mesmo, descobri que carreguei bagagem demais, e aos poucos me desfaço de algumas coisas deixando a mochila cada vez mais leve e apenas com o essencial. Aos poucos vou desapegando das coisas, tudo vem e tudo vai, e na maioria das vezes foi preciso algo ir para que pudesse vir um novo em seu lugar. Como um dos livros, que virou presente para uma simpática mulher enquanto conversávamos sobre literatura. Senti que ela precisava de ler, mas não tinha tempo de emprestar e pegar de volta, então eu simplesmente deixei o livro seguir seu caminho e fazer parte, agora, da história dela também. Ela nem ao menos falava português (nem eu o Espanhol) e foi numa conversa em Portunhol que tudo aconteceu, ela ficou muito feliz com o presente inesperado. Maravilhosa mulher, maravilhoso ser. Sai de São Paulo e depois de 17 horas estava em Foz do Iguaçu, a cidade é realmente linda, o Sul do Brasil é lindo, repleto de campos e montes. Fiquei por Foz mesmo pois já era quase 18:00 horas. No primeiro dia, acordei e fui para o Paraguai, lá terminei de adquirir alguns equipamentos que faltavam bem como: 1 Cobertor Camping (nunca fui chegado à saco de dormir, choices) 1 Tenda 1 Isolante Térmico 1 Cobertor Térmico (passar frio nunca, Paulista passa é calor) DICA: Tem muita coisa que é realmente muito barato no paraguai - a grande maioria de equipamentos, eletrônicos, bebidas e roupas - Se por acaso forem mochilar e porventura o Paraguai tiver em sua rota, vale a pena comprar alguns equipamentos lá, visto que o custo é menor dá pra economizar bem. Mas claro, só digo isso se o Paraguai estiver em seu roteiro, pois a grana que poderá economizar é incrível, como no meu caso. Pois comprei todos os itens acima, uma garrafa de vodka boa e uma bag 15Lts Waterproof, com apenas R$100,00. Aproveitei e deu uma bela andada pela cidade, no entanto Punta Del Este é uma cidade comercial e tem todo tipo de lojas e comerciantes possíveis, a mesma pessoa que te oferece 10 par de meias por R$10 também irá te oferecer drogas e armas. Pior que a 25 de Março em SP, cidade donde veio. Loucura aquele lugar. De volta a Foz ainda no primeiro dia, estive em um Hostel onde conheci uma Sul Coreana que marcou o início da viagem demonstrando ser uma pessoa incrível, com um Carioca doideira e, junto Tiago, um Brother BR (Ele merece um artigo só pra ele para contar brevemente algumas de nossas histórias roots). Passamos a noite tomando Caipirinha após um jantar Inteiramente BR, com feijão, arroz e farofa (primeira vez que a Sky Lee comia e bebia como brasileira) foi maravilhoso e ao mesmo tempo um tanto emocionante, pois aquela foi de fato minha última noite no Brasil. Segundo dia em Foz, Me levantei cedo e realizei o Check-out antes mesmo da hora. Precisava pegar a estrada o quanto antes. Peguei um ônibus para Puerto Iguazú (Na Argentina, cidade fronteira com Foz) por R$4,80 no lado de fora do terminal urbano de ônibus, esse ônibus para na imigração e aguarda enquanto você dá a entrada no país. Uma vez dentro da fronteira ele te leva até a rodoviária de Puerto Iguazu que fica logo no centro da cidade. Dei uma andada na cidade, mas já sabia que por ela eu só passaria, então fui para o outro lado da cidade onde se inicia a Ruta 12, rota onde começou as caronas. Foram 2h parado esperando carona com a plaquinha e o dedão um pouco adiante da saída de um posto da YPF, nada aconteceu, então fui andando no acostamento até que entrei na Reserva Nacional Argentina - era disso que eu estava falando - Oláaa natureza sua linda! Não foi muito tempo andando até que parei novamente e tentei a carona, cidade Wanda. Dessa vez em poucos minutos funcionou, primeira carona uhuuul. No entanto ele não iria para a cidade e me deixou mais a frente próximo à um posto policial onde disse ser mais fácil e melhor para caronar. Foi tão rápido que mal conversamos, mas agradeço novamente ao Senhor Érico! E não é que ele estava certo, menos de 10 minutos parou um caro com 2 garotos, homens jovens, e ofereceu a carona até Wanda. Foi maravilhoso a carona, e ainda iam contando histórias de como é acampar na reserva, inclusive pararam o carro na barragem da reserva para tirar foto, um deles disse: " faz 10 anos que passo por aqui sempre e nunca parei 2 minutos se quer para admirar a beleza, agora com você, é um prazer enorme fazer isso e contemplar essa beleza". Isso foi maravilhoso. Chegamos em Wanda, Gratidão total Hernan e Rafael. Wow, o dia está para acabar e não dá mais para pedir carona (por política pessoal, não pego carona de noite pois de longe é o melhor momento para isso) vou acampar na beira da estrada! Sim meu amigos, caros Viajantes. Acampei na beira da estrada, vendo a lua brilhar e ouvindo um silêncio maravilhoso que era quebrado apenas pelo som dos poucos carros que às vezes passavam, estava amando a experiência, de repente um cara, do nada, no escuro apareceu. Me deu um baita susto, mas era apenas um comerciante que viu minha chegada do outro lado da Ruta e queria saber se eu queria algo, um Mate, Chipas ou até mesmo Marijuana, pois ele teria ali. Sim, fiquei pasmo com o que ele falou e claro que ajudei o pobre comerciante, que por educação me convidou para desayunar com ele na manhã seguinte. . . Passei a noite feliz, dormir bem e acordei Pleno! Tudo isso apenas no primeiro Dia de Estrada. Nem imaginava as aventuras adiante, estava me sentindo livre, totalmente liberto das correntes do consumismo e da sociedade, estava livre dos estigmas alheios e finalmente me sentia no caminho para me encontrar, porque 1 dia na estrada nos ensina muita coisa, os dias são de fato aulas intensivas de viver. Dia seguinte, acordo na estrada, com o sol torrando a barraca logo cedo - Hora de começar o dia! - Cafe da manha com um panetone de chocolate que comprei com 15 pesos no dia anterior e não havia comido tudo. Bastante água, pois o nordeste argentino é bastante quente e úmido. Bora para estrada pois a próxima cidade é Eldorado. Foram longas horas debaixo do sol quente até conseguir. Mas valeu a pena, pois era 13h da tarde e já estava em Eldorado, foram mais de 100 Km tranquilos. Em Eldorado fiquei por 3 dias, fiquei na casa de um Senhorzinho que acolheu com muito carinho e foi muito hospitaleiro. Dale Sr. José, dono do cachorro Chiquitin muito fofo. A Cidade de Eldorado é maravilhosa! Uma cidade pequena, totalmente em meio à natureza (posteriormente fui saber que ela fica ainda na Reserva Nacional, e que essa se estende por muitos KM). Por volta das 18h as pessoas vão para a praça central da cidade tomar Mate e ficar de bobeira até umas 20h, ver aquela cena foi incrível, pois a cidade que até então era vazia e pacata se tornara por 2 horas uma cidade extremamente viva e movimentada. Como não tem muito o que fazer lá, os habitantes vão descontrair na praça, formando rodas de mate e deixando as crianças se divertirem. Conheci 2 Skatistas e destes não me recordo os nomes, pois foi uma conversa rápida mas muito rica, eles mostraram lugares para acampar e para ficar tranquilos na cidade, que o ponto forte deles é a natureza e calmaria. De fato, me rendeu 3 dias de pura paz. E assim passei o Natal, a data mais família do ano, Sozinho numa cidade pequena, sem a extravagância de fogos de artifícios ou um jantar farto e rico, e não senti falta disso. Foi maravilhoso sentir que eu estava finalmente entrando em sincronismo com o universo, sentindo a paz e vivendo o presente sem pensar no futuro ou passado. Estar na estrada mexeu comigo, pois até então eu sempre estive em um turbilhão de coisas e supostos deveres, no entanto, meu único dever passou a ser viver o momento. E a cada segundo uma nova descoberta, a prática da paciência e o autoconhecimento, guia a energia vital por todo o corpo, como resultado, um vigor infinito. Tudo passa a ser possível! Okay, depois de muito meditar e renovar as forças, hora de pegar a estrada, Gratidão Eldorado por ter me tocado a alma e por me fazer amar ainda mais a vida! Passei no mercado, comprei pão, doce de leite e uma proteína, e umas coisinhas pensando em 2 dias, não gastei quase nada, foi barato. 60 pesos tudo. (irei compilar algumas dicas úteis para alimentação na estrada) Agora na estrada sentido Oberá, porém, são 300 km de Eldorado até Oberá, então decidi fazer em 2 partes, Carona até Jardim America, trocar de rota e ir para a Ruta 7 (pois um moço disse ser mais viável para carona até Oberá). Foram umas 2 horas até pegar a primeira carona, José. Novamente um moço gentil ele falava muito rápido, não pude compreender muito do que falava, mas ele tbm não me entendia, então estava tudo bem, em meio as palavras tinha sempre nossos risos e sorrisos felizes de estar sob a companhia um do outro. Em questão de uns 50 minutos estávamos em Jardim America, pequena cidade. Caminhei até a Ruta 7, fica apenas uns 100m, e novamente na frente de um posto policial em poucos minutos a segunda carona, infelizmente não foi até oberá pois o Sr. Maurício não iria até lá. No entanto fiquei em apenas 1 cidade antes de oberá e faltava apenas 40 KM, insistir em caronar ainda pela Ruta 7 e logo veio a terceira carona do dia, desta vez, até oberá. Foi com o Daniel, um brother muito doido, fumava um cigarro atrás do outro, mas era incrível conversar com ele, durante 5 anos ele mochilou pela argentina e sempre dá carona para mochileiros. contou um pouco da história dele e quando chegamos no destino ele simplesmente me deu o maço de cigarro dele. Sem mais nem menos, tentei negar, mas foi um insulto, logo aceitei e partiu acampar, passar mais uma bela noite sob as luzes das estrelas e o lindo olhar do, quase vazio, Luar. Dessa vez, na cidade de Oberá! Até então tudo vem sendo muito simples, aprendendo um bocado sobre as coisas, e ainda mais sobre mim. Aprendendo a lidar com a saudade e aprendendo a se reinventar, pois somos cada dia versões melhores de nós mesmo, basta acreditar e querer evoluir. Antes de continuar a compartilhar, quero falar sobre meu sentimento em meio à tantas transformações, minhas influências e contar um pouco de como foi o processo de mudança e adaptação, afinal, eu estava em meio á outra(s) cultura(s) e vale lembrar que eu adentrei sem saber o Idioma. Começarei pelo idioma, eu pensava - Português e Espanhol são línguas parecidas - e por isso basta falar devagar que vamos nos entender e assim pouco a pouco vou aprendendo o idioma e sua variações. Certo? - Completamente errado! Eles simplesmente não me entendiam! Não importa o quão devagar eu falasse e quão parecido fosse algumas palavras, eles não entendiam! Foi necessário criar ‘regras’ de lógica linguística baseada nas que eu sei de Português, para começar a pensar mais claro em Espanhol, como por exemplo prático: Palavras no Português com ‘São’ como, Comissão; Televisão; Versão; Expressão, entre outras, eu substitui por ‘Sion’, como Comisión; Television; Version; Expression. Vou ser franco, para pegar a base e começar a se virar no idioma é muito útil fazer isso, costuma funcionar, como isso não é nenhuma regra de gramática não é aplicável em 100% dos casos, mas é aplicável suficiente para poder desenvolver o idioma e expandir o vocabulário. Logo pessoas começam a corrigir e com isso, tendo humildade para receber a informação, muito aprendizado se adquire, mas é fato que sempre faço comparação com o português para fixar as diferenças, criando diversas regras doidas que acaba sendo incrivelmente funcional pela sua simplicidade. Um outro exemplo são os ditongos, a grande maioria dos ditongos em Português que tem ‘o’ em Espanhol é ‘ue’ Como: Novo - Nuevo; Porto - Puerto; Conto - Cuento, e por aí vai. Isso tem dado muito certo, pois para uma pessoa que não tinha base nenhuma em Espanhol entender completamente diálogos e poder criar conversas com nativos, é maravilhoso! A estrada é divertido! Se no dia-a-dia são haver risos e sorrisos, a vida é difícil para qualquer um. Então estar em harmonia com o espírito ajuda a mente a manter-se alegre, a melhor maneira de isso acontecer é se divertindo. Deste modo, o dia-a-dia fica ainda mais leve ainda que seja passando algum perrengue. E por falar em perrengue, todo problema tem ao menos duas boas soluções, então manter-se leve e positivo é necessário, para que tudo flua da melhor maneira possível. “Nunca entre em pânico” Vamos falar de Saudade? - Neste caso, vou dizer como aprendi a lidar com meus sentimentos - Não foi fácil, e desde quando decidir sair de mochilão evitei pensar nisso, porque sabia que uma hora eu sentiria saudade de algumas pessoas, e teria que lidar com isso. Além disso, eu deveria aprender a me conectar mais com meus sentimentos, me ouvir, me conhecer e entender o que eu sinto, ao menos, um de meus objetivos é encontrar meu lugar em mim mesmo. Então antes de começar a entender onde fica esse lugar, tive que aprender a organizar onde fica o lugar de cada saudade, Mãe, Irmã, Irmão, Amigo que é mais que Irmão e as poucas pessoas que tenho conexão. Entender que por mais que seja grande a saudade é natural e deve ser sentida, não devemos sentir saudade como se fosse algo dolorido, temos sentir com orgulho de ter essas pessoas e poder contar com o amor delas, pois a maior virtude da vida é amar e ser amado. Aprendi isso na estrada somente, pois até então eu sentia um vazio quando sentia saudade, pois era a falta de algo que eu sentia, hoje, sinto saudade e sinto um preenchimento completo, pois vejo todos os motivos maravilhosos que tenho para sentir esse sentimento tão especial. Estrada vai, estrada vou. Oberá é uma das grandes cidades do nordeste Argentino. Conta com a presença do parque nacional Oberá, tornando-a ainda mais bela. No entanto não passei muito tempo pela cidade, estava já com a plaqueta feita e novamente seria L. N. Além, uns 120 Km de Oberá. Foram longas horas debaixo de um sol escaldante, quase não havia movimento na estrada sentido a próxima cidade, pois os poucos carros que passavam e fazia algum sinal de resposta diziam que entrar-ir-iam antes. Fazia muito calor, e como a cidade é bem arborizada e úmida, a sensação térmica estava a mil. Decidi que comeria algo e ficaria um pouco na sombra. Após comer e beber bastante água, voltei onde estava e o cenário não havia mudado, estava ainda com pouca movimentação de carros. Enquanto comia próximo ao terminal, não distante da Ruta 14, ouvi uma mulher falando que tem um ônibus para a cidade de São José muito barato, é basicamente um coletivo. Sendo ainda mais preciso, como um desses ônibus que vai de São Paulo até Diadema. Dei uma olhada no mapa para ver onde ficava essa cidade e achei interessante, pois seria mais de 40 km de coletivo, tranquilo. 60 Pesos e ainda tinha água quente no ônibus, pude encher a termo e toma mate. Agora começa ficar doida a coisa. Cheguei na cidade de São José. Chorei. A cidade é distante demais da Ruta 14, porém, não havia movimentação nenhuma. Só tinha um estabelecimento aberto além da rodoviária e da Polícia, uma Sorveteria. O restante fechado, pessoas em suas casas, ninguém na rua, um ou outro cachorro que passava, mas só. Não achei posto de Serviço próximo, afinal, era uma cidade de campos, aquele era apenas o centro minúsculo e que tudo se resumia em campos. O posto mais perto fica certa de 7 - 8 Km da cidade, ao menos é na intersecção de 2 Rutas, uma Ruta X que mal posso me lembrar e a Ruta 14, minha Ruta. Andar por uma estrada reta e no calor é péssimo, pior ainda é ficar sem água. Isso estava quase se tornando realidade, entre o posto e o ponto onde eu estava na estrada era mais ou menos uns 6 Km e havia apenas mais uma rua cruzando a rota até que seja apenas campos e estrada e por sua vez o posto, ou seja, eu precisava conseguir água naquela rua! Para minha sorte, em uma das casa no início da rua havia uma família tomando Tererê em frente ao portão. Fui com minha garrafa D'água vazia até eles. - boa tarde, tudo bem? Sou mochileiro e estou passando pela sua cidade, não achei nenhum estabelecimento ou posto de serviço próximo e estou sem água, vocês podem me ajudar com um pouco de água por favor? - Fui o mais educado, embora havia progredido bastante no Idioma, era claro meu acento e as diversas vezes que falava em Português pensando estar falando Espanhol, então eu entenderia se eles pedissem para repetir ou não tivessem entendido. Ao princípio ninguém falou nada, depois de ver que eu estava esperando alguma resposta, ou qualquer coisa, uma senhora simplesmente falou - Não. - eu olhei para os outros como quem diz “ Não, o que?”. Eles entenderam, afirmaram, não temos água. O garoto que melhor fez e colocou cerca de 200 ML da termo dele na garrafa. No entanto, nada disse, nada disseram, só existiram. Eu não entendi foi é nada. Preferir não pensar sobre e agradeci com um belo sorriso, embora pouco, eu tinha um pouco mais do que momentos antes, já é algo. Caminhei o restante da estrada focado, refletindo em todo momento. A paisagem se tornou uma parceria incrível, pois sempre se transforma em quadros belos de arte natural. Desta vez não foi diferente, não era nenhuma plantação ou campos agrícolas, era somente mato em um espaço loteado vazio, um não, dezenas. Depois de 4 km andando, a água definitivamente acabou. Até que durou - Pensei e gargalhei - Continuei cerca de 500m e pude ver ao meio dos campos próximo à estrada,uma casa pequena, na medida que aproximava passei a ver que tinha uma pessoa sentada, também tomando Tererê. Quando Cheguei na frente da casa, disse o mesmo que disse para a última família, nem foi preciso dizer mais nada, a senhora rapidamente entrou em casa e em alguns minutos voltou com 2 Jarras de água gelada perguntando se eu só tinha aquela garrafa ou tinha mais para encher. Ela encheu a termo e outra garrafa de um litro e ainda tomei uns ‘goles’ lá mesmo. Ela não falou muito, e claramente não era normal aparecer alguém por aquela parte da cidade andando na estrada. Agradeci a gentil senhora, que salvou lindamente minha vida, continuei o restante até o posto de serviço feliz da vida, como sempre. Devido à circunstância isolada da cidade, o pessoal do posto de serviço aconselhou a esperar um coletivo e ir para alguma outra cidade além, pois ali nada teria e que as pessoas trabalham em campos portanto, pouco circulam pela cidade, conversei também com alguns caminhoneiros que estavam lá, e todos estavam vindo de Buenos Aires indo para O extremo Nordeste quase Brasil, fazendo todo o caminho que até então eu havia feito. Segui o conselho do funcionário do posto e aguardei um coletivo. Foram 65 Pesos até a cidade de Santo Tomé, Fronteira com o Brasil. Nessa cidade tudo aconteceu! Info: Irei postar a continuação e compartilhar todo o relato com vocês, incluindo Fotos, apenas não tenho datas e prazos, pois já estamos em Maio e Muuuuita coisa aconteceu. Escrever é algo que sempre que dá eu faço, tenho muito material desta jornada, afinal, já passei até por Buenos Aires e além. Mas dependo das condições favoráveis e tempo livre na Internet - O que confesso não ter muita prioridade e disponibilidade, visto que tenho um mundo a descobrir - Darei meu melhor, cedo ou tarde postarei mais, espero que em breve. Gratidão por ler e de algum modo fazer parte da minha história.
  21. 4 pontos
    Oi, meus confrades Mochileiros de todo o Brasil. Pra mim é uma felicidade, uma enorme satisfação tá tendo a vontade de vir aqui novamente fazendo um post de uma aventura. A última vez que fiz isso foi em 2015, quando percorri a Bolívia de norte a sul. Hoje começo mais uma loucura de ir até Portugal e fazer o caminho de Santiago de Compostela...
  22. 4 pontos
    "Essa história não começa aqui..." Confúcio 😜 Fala meus queridos padawans, resolvi dividir o relato em 2, a parte 1 que conta os percalços do Everest estava ficando muito grande. Então eis-me aqui para dar continuidade a viagem de 33 dias que fiz em março e abril de 2019. O foco aqui é a Índia! Quem quiser saber o que rolou antes, vou deixar o link no final procês. Luz, câmera, ação" Índia foi um acidente na minha jornada. Meu foco era chegar ao Acampamento Base do Everest, e os voos para o Nepal estavam absurdamente caros, então resolvi comprar um com destino a Deli sem nem ao menos pensar nas dificuldades que isso poderia me ocasionar. Comprei o voo pela Emirates, com stop over em Dubai de 4 dias e 29 dias na Índia. Resolvi reservar 12 dias para conhecer um pouquinho da índia. Pesquisa vai, pesquisa vem! Me dei conta que seria impossível fazer o tour da minha forma convencional. A índia me parecia ser um local perigoso demais para uma mochileira solitária. Era notícia de violência contra a mulher, relatos de extremo assédio sexual contra as estrangeiras, indicações de não se hospedar em hostel por lá, dentre outras cozitas...Então comecei a busca atrás de guias e/ou agências que me desses suporte nessa jornada. Ahhhh e não vão achando que sou fresquinha não. Sou mochileira raiz kkkkkkkk. Nas minhas buscas encontrei apenas um guia falante de português que me pareceu prepotente demais além de dispendioso. Por questões éticas prefiro não citá-lo, mas quem quiser experimentar me chama no privado. O jeito era partir para o espanhol. Que na maior parte das vezes é compreensível aos ouvidos brazucas. Um pequeno leque se abriu, fiz alguns orçamentos mas nenhum era acessível ao meu bolso. Resolvi buscar companhia. Coloquei "anúncio" aqui e no Facebook. Várias pessoas entraram em contato, mas a maioria eram de curiosos, que me faziam repetir inúmeras vezes as informações necessárias para embarcar nessa viagem. Já estava cansada disso! Até que um belo dia uma mulher entrou em contato e disse já fazer parte de um grupo de 4 pessoas que havia viajado juntos para o Egito e que sonhavam com a Índia há algum tempo. Fui apresentada ao grupo, todos com idade que variavam de 55 a 69 anos, mas logo percebi que eram todos joviais com mais energia que eu hj com 32 anos kkkkkkk. Apresentei toda a minha pesquisa aos membros, com valores, vantagens e desvantagens. Depois de árdua análise resolvemos optar pelo RAJ. Quem é o Raj?? Não, não é aquele que vc está pensando, do Caminho das Índias. Raj foi um achado! Estava eu serelepe e pimpona assistindo um vídeo no youtube de um brasileiro em Varanasi, ao fundo ouvi uma voz de guia em espanhol. Entrei em contato com o Afonso, dono do canal e perguntei quem era o guia. Ele me falou super bem e me deu o contato do Raj. Daí foi amor a primeira vista 🤩. Ele foi muito solicito, fez um roteiro que me agradou bastante, o espanhol dele era bastante compreensível e o preço era acessível se for levar em conta o tipo de serviço oferecido. Só havia um problema na escolha do Rajest Awasthi, ele não trabalhava para nenhuma agência e não encontrei referências dele aqui no mochileiros. Era apenas a palavra do Afonso, deveria confiar? Até em site gringo procurei, achei um equatoriano que havia viajado com ele e poucos brasileiros que ele próprio havia dado como referência. Além disso procurei o nome dele como guia e de fato havia registro na cidade de origem dele Khajuraho. Mirian, uma das integrantes do grupo resolveu ir em Búzios conversar pessoalmente com o Afonso, e finalmente se sentiu segura para fechar contrato com ele. obs.: Para a felicidade de todos, nesse interstício, o Raj acabou abrindo a agência dele. A VOCES INDIA - http://www.vocesindiatours.com/ . Vcs podem encontrá-lo tb no facebook e caso queiram o whatsapp fala comigo no privado ou manda um oi no meu zap 75 98874-5299, podem dizer que Aline e Grelhado que indicaram e peçam desconto (só não sei se ele vai dá kkkkk). Ops, lá vou eu falando desse mocinho que está nos braços do Raj, sem nem ao menos apresentá-lo: _ Grelhado - Leitores, Leitores - Grelhado. Nosso roteiro ficou assim: Dia 1 - Holi Festival em Delhi Dia 2 - Delhi - Jaipur Dia 3 - Jaipur Dia 4 - Jaipur - Agra via Fatehpur Sikri Dia 5 - Agra Dia 6 - Agra - Orchha Dia 7 - Orchha - Khajuraho Dia 8 - Khajuraho - Varanasi Dia 9 - Varanasi Dia 10 - Varanasi - Delhi Dia 11 - Delhi Dia 12 - Delhi - Dubai Dia 1 Então... saí de Kathmandu enquanto o restante do grupo estava vindo do Brasil. E casou direitinho a hora de chegada. Depois de 7 abraços e 7 "prazeres em conheceres" seguimos para a imigração. Foi tudo super rápida, afinal já havíamos emitido o visto eletronicamente. Então foi só apresentar o passaporte com mais de 6 meses de validade, o visto impresso e colocar os dedinhos no sensor. DicAline: O Visto pode ser tirado eletronicamente (e-visa). Basta entrar nesse site https://indianvisaonline.gov.in/ e seguir as instruções desse outro aqui https://casalwanderlust.com.br/como-solicitar-o-visto-para-a-india-atraves-da-internet-passo-a-passo/ , escrito pela Camila e que está bastante didático! Já reserve uma foto com fundo branco e uma cópia do passaporte em PDF. Hora de conhecer o Raj. Foi bem fácil encontrá-lo na multidão na saída do aeroporto de Delhi, ele é bem estiloso e usa um chapéu 🤠 que o difere dos demais. Depois de mais 8 abraços e 8 "prazeres em conheceres", seguimos para o veículo. O plano era ir direto para o hotel e do hotel já sair para comemorar o Holi Festival. DicAline: O Holi é um festival que acontece todos os anos na Índia. Sua data varia, mas está sempre situada entre os meses de fevereiro e março. A festa das cores, como também é conhecida, comemora o início da primavera. Então as pessoas festejam com música, bebida e comida além de tacar tinta coloridas umas nas outras. Quem leu a 1º parte do relato sabe que esse foi meu segundo dia de festival. E acreditem, o segundo superou o primeiro. Principalmente pela surpresa, não imaginei que fossemos comemorar a festa numa comunidade, o que deixou tudo mais autêntico e encantador. Quem não gosta de ser recebido com alegria? Aquele povo transbordava alegria. Foi incrível! Olha a carinha deles de curiosidade com a nossa chegada. Essa roupa branca foi um presentinho do Raj, usamos ela para que as cores ficassem mais evidentes e também para não perder nossa roupa "usual", pq algumas dessas tintas são difíceis de sair. Ahhh outra coisa que usamos foi óleo de coco na pele e até no cabelo, tb com objetivo de facilitar a retirada durante o banho. Ahhhh2 protejam as câmeras e tudo que vc não queria/possa sujar, geralmente a tinta é em pó, ela é tão fina que parece talco, ou seja, invade todos os orifícios (até esse que vc acabou de pensar 😅). Visitamos algumas casas, conhecemos o estilo de vida deles, tudo regado à cerveja (quente, parece ser costume lá). E foi assim que cheguei ao hotel. To be Continued
  23. 4 pontos
    DIA 10 - Le Tour a Refuge La Flegere (10,9 km) O dia amanheceu nublado. Depois de tanto tempo com o céu aberto e ensolarado, finalmente a chuva veio. A caminhada prometia ser curta em distância, porem tecnicamente difícil por conta das árduas subidas. É nesta etapa que estão instaladas as "vias ferratas", escadas de aço que transpõem subidas em rochas verticais. Quem tem medo de altura tem a opção de seguir por uma variante um pouco mais longa, que dá a volta pelos picos. Mas o único medo que eu tinha era da fatura do cartão que estava por vir. Então bora lá ativar um pouco de adrenalina. As escadas ficam em um passo de montanha bem alto, de onde se avista o vale e as cidades de Chamonix e arredores. O risco é claro: um vacilo e a queda será longa. Mas tendo cuidado e firmeza, é bem tranquilo de se fazer. Todos ali estavam mais preocupados em tirar fotos do processo. E são várias escadas para subir. Após a via ferrata, segui o caminho para o famoso Lac Blanc, um lago no topo de um passo de montanha. Até lá os campos de neve ainda dominavam a trilha. E eu estava atravessando um desses campos, uma subida inclinada e escorregadia, quando um grupo de uns 20 chineses (ou coreanos) surgiu em fila no topo, seguindo uma guia. Seguiam o caminho inverso, ou seja, iriam descer por onde eu estava subindo. A guia, em um momento de falta de noção, os estimula a descer esquiando/escorregando campo abaixo, sendo a primeira a fazê-lo como exemplo. O grupo, achando o procedimento divertido, começa com as tentativas de imitá-la. Porém, como estavam em fila atravessando o topo, o que aconteceu foi uma verdadeira avalanche de orientais escorregando de bunda ou rolando neve abaixo. E eu ali embaixo pensando: “me lasquei, vou ser derrubado e rolar morro abaixo, me machucando pra valer”. Por sorte, e alguma destreza, consegui desviar dos que vinham pra cima de mim. Outras 2 mulheres à minha frente também tiveram sucesso em não serem atingidas. Enquanto isso, eu praguejava tudo o que era possível, uma pena que não entenderiam o português. Enfim, após algumas subidas íngremes e escorregadias pela neve, cheguei até o refúgio do Lac Blanc. Mas este fora desativado alguns meses antes e estava fechado. E o lago ainda não havia se descongelado completamente. Somando com o tempo fechado e chuvoso, as expectativas de ser um dos locais mais bonitos do tour não foram cumpridas. O tempo frio e o vento não estimularam uma permanência prolongada. Sorte que justo hoje resolvi comprar um sanduíche e levar na mochila, então teria algo para comer por ali. Durante a subida até o Lac Blanc, não conseguia evitar a preocupação com o caminho de volta, caso ele fosse tão íngreme e escorregadio quanto a ida. Felizmente a descida seria por outro caminho, bem menos complicada que a subida. A partir dali a chuva foi aumentando de volume, nos últimos km até o destino do dia, o refúgio de La Flegere. E, quase chegando lá, ainda caminhei sob uma chuva de granizo. O refúgio fica anexo à uma estação de teleférico. Muitos terminam o TMB por ali, descendo por este transporte até Chamonix. Mas o meu objetivo era caminhar até o exato ponto de início da trilha no dia seguinte. O último dia no Tour du Mont Blanc.
  24. 4 pontos
    DIA 9 - Trient a Le Tour (14,1 km) "Ando devagar porque já tive pressa..." Logo pela manhã descobri o motivo da caminhada do dia anterior ter sido pesada para mim. Uma sombra que me derrubou no Caminho de Santiago e tentava novamente. Uma bolha. No mesmo pé, na mesma posição e com a dor familiar. Apareceu de vez hoje de manhã apesar de estar se manifestando a um tempo. Tenho convicção de que ela, como da vez anterior, surgiu por conta da pressa de chegar ao destino. A passada fica ruim e o suor completa o serviço. Talvez pelo tédio pelos intermináveis bosques de pinheiros, subindo e descendo através das montanhas suíças. Ou pela alimentação exagerada do ego ao ultrapassar os outros caminhantes. Queria chegar logo ao destino e corria. E o castigo veio. Então nesta manhã decidi andar devagar. Procurei mudar a pisada. E assim segui, pegando uma subida pesada logo de início até o passo de Balme. E, de repente, estava lá em cima, sem me cansar ou sentir dores. Assim como na vida, às vezes precisamos mudar a estratégia e recomeçar devagar para atravessar alguma adversidade. Após cruzar o passo, me despedi dos intermináveis bosques suíços e voltei para o território nevado e rochoso da França. Estava de bom humor e com energia. O clima do dia correspondia. A previsão de tempo nublado e possibilidade de chuva acabou não se concretizando, mas a frente fria trouxe uma brisa fresca para substituir os dias quentes e penosos que me torturava. Até o Mont Blanc, sempre cheio de nuvens cobrindo seu cume, aparecia limpo, imponente na vista durante boa parte do percurso. E, pelo alto da trilha, pude enxergar toda a extensão do vale onde as cidades de Argentiere, Chamonix e Les Houches se localizavam. Deixando o Refúgio de Balme, há algumas opções de caminho a se tomar: Uma descida direto à Le Tour ou Argentiere, descer via teleférico até estas cidades ou seguir a variante pelo pico Aiguilette des Posettes. Como eu estava me sentindo bem, decidi por esta última. Opção acertada, pois logo após a última subida do dia, alcancei um dos pontos mais bonitos do tour. Do pico, é possível avistar todo o vale, o Mont Blanc e glaciares em volta. Fiquei por ali por um bom tempo curtindo aquela visão. E depois segue-se uma longa descida até Le Tour. Somando a sorte do bom tempo com a mudança do modo de andar, a caminhada de hoje foi bastante agradável. E um exemplo de como um obstáculo pode te levar a novos aprendizados e vivências. E compreender que o que importa mesmo é ir tocando em frente....
  25. 4 pontos
    DIA 8 - Champex a Trient (15,5 km) O tempo nublado pela manhã ameaçava a caminhada com a possibilidade de chuva. Apesar dos cuidados extras com os equipamentos impermeáveis, até que ela seria bem-vinda. Um descanso para a pele já descamando sob o sol inclemente dos alpes. Andei pelos bosques de sempre, conversando com um grupo de israelenses que conheci nos dias anteriores. Mas logo já estava sozinho. Os diferentes ritmos de caminhada, somado à dificuldade técnica não favorecem socializações muito longas no Tour (algo que era muito comum no Caminho de Santiago em suas trilhas quase planas). Após uma descida suave, alcancei um vale com os seus típicos chalés rurais. A partir dali, uma longa e íngreme subida seguiria até a fazenda Alpage du Bovine. Sem problemas, pois a única subida que me amedrontava nesta viagem era a do Euro. Ali há um rústico chalé de pedra, onde os trilheiros podem descansar nas mesas externas, tomando um café com tortas variadas, enquanto curtem a vista do vale abaixo. Fiquei lá por quase uma hora, relaxando e batendo papo com alguns conhecidos. O sol continuava castigando, e o calor do meio dia chegava ao seu máximo. Não raro avistava algum coreano caminhando com sombrinhas. Para eles, o bronzeamento da pele é algo encarado de forma negativa. A descida após o Bovine prometia ser suave, de acordo com o gráfico de altitude. Mas acredito que a soma do calor, da longa subida anterior, e do peso da mochila, me causavam um certo incômodo nos pés naquele dia. E descidas, ao contrário do que se imagina pelo senso comum, não raro são mais penosas para o caminhante que as subidas, pois geram um impacto maior. Essa dor nos pés me era familiar e me gerava um pouco de apreensão pela sua causa. Algumas pessoas tinham como destino o albergue de Col de La Forclaz, quase no final do percurso. Para quem planeja fazer a variante do dia seguinte, é o local ideal para pernoitar, pois o caminho se divide por ali, obrigando a quem fica em Trient a retornar. Mas eu não tinha a intenção de fazer este caminho, devido ao inesperado cansaço que me abatera no dia. Desci então para o vilarejo, por uma trilha íngreme e com alguns trechos interditados por recentes desmoronamentos, obrigando a tomar alguns desvios. Passei o restante da tarde no albergue, pois não notei nada de muito interessante no vilarejo para se conhecer. Só a rotina de sempre mesmo: banho, lavar algumas roupas, uma cerveja, jantar e cama
  26. 4 pontos
    DIA 7 - La Fouly a Champex (16,9 km) Sr Park, o coreano que eu havia conhecido no primeiro albergue, estava no mesmo quarto que eu. E falava dormindo. Se fosse somente pelo barulho, não me incomodaria. Mas a entonação estava engraçada e eu segurava o riso, sem conseguir dormir. Outras pessoas no quarto tentaram acordá-lo, mas sem sucesso. No guia que usei como referência, o caminho de hoje era descrito como o mais fácil de todo o Tour. Comprovei a veracidade. A trilha não subiu para os usuais passos de montanhas, e sim seguiu cortando pelo vale, em meio aos intermináveis bosques de pinheiros suíços. E, no terço final, caminhei por outro desses típicos vilarejos suíços, com os já familiares chalés de madeira e seus paredões de lenha para o inverno. E claro, muitas flores enfeitando-os. Dali até Champex, o destino do dia, a trilha segue uma subida um pouco mais pesada, passando por um bosque onde esculturas de animais cavadas nos troncos de árvores cortadas, enfeitavam o bosque. O vilarejo localiza-se às margens do lago de mesmo nome. O dia estava bonito e ensolarado e as pessoas curtiam a tarde pescando ou praticando esportes aquáticos. Havia, porém, um pequeno problema no meu planejamento deste dia: havia reservado um abrigo 2 km após Champex, no caminho para a variante que seguia até o passo chamado Fenêtre d’Arpette. Mas, por conta de deslizamentos de encostas, a passagem por esta variante estava fechada. Eu teria que retornar ao vilarejo no dia seguinte para seguir pelo caminho oficial. Depois de uma subida pesada (os últimos km sempre parecem intermináveis e difíceis), cheguei cedo para o check-in do albergue, que só poderia ser feito dali a 1h. Mas me deixaram tomar banho e lavar minhas roupas, o que acabei adiantando. No decorrer da tarde vi algumas vans e ônibus trazendo grupos guiados para se hospedarem ali. Acho que eu era um dos poucos no local que fazia o caminho por conta própria. E é um pouco mais difícil interagir com as pessoas desses grupos já estabelecidos. No abrigo não havia tv ou sinal de internet. E haveria mais um jogo da seleção brasileira pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Não sou muito fã de futebol. Mas não havia nada para fazer naquele local. Mais cedo, um irlandês com o qual eu fizera amizade, havia me convidado para assistir ao jogo em um bar em Champex. Mas isso significava pegar uma trilha de 2 km até lá, e imediatamente após o jogo, voltar para chegar a tempo para o jantar. Mas deixei a preguiça de lado e resolvi encarar a caminhada bônus. Felizmente fui compensado pelo esforço com uma vitória da seleção. E claro, tomando uma boa cerveja. Subi rapidamente a trilha para o refúgio após o término da partida. Começara a chover e eu temia pelas roupas no varal. Felizmente consegui chegar a tempo de recolhê-las antes de um estrago maior. Após o jantar, fui dormir cedo, às 21h. E no dia seguinte, às 6h, despertaria para mais outro dia de caminhada.
  27. 4 pontos
    DIA 6 - Rifugio Bonatti a La Fouly (19,8 km) Depois do trajeto tranquilo do dia anterior, o mapa de altitude prometia um dia mais pesado para hoje. Um sobe-desce de respeito. Mas creio que o corpo já se acostumou, pois achei o percurso bem tranquilo. O único percalço, bem no início, foi uma ponte de gelo perigosamente fina, sobre um riacho. Optei por passar pela água (com bota molhada eu sei lidar, com risco de queda do gelo, não...). Os anos da adolescência jogando Super Mario se justificaram e consegui pular de pedra em pedra sem molhar os pés. Alguns corajosos arriscavam cruzar a ponte de gelo. Faziam um desvio para cima, na esperança da mesma estar menos fina. Mas não havia como se certificar. Era arriscado. A subida do dia foi bem íngreme. Mas subi com tranquilidade, tentando ultrapassar alguns grupos que caminhavam em fila. Uma cerveja no refúgio Elena, no meio do percurso, ajudou a dar um gás. Chegando ao passo Ferret, parei para ficar de bobeira e tirar fotos. Ali era também a fronteira entre Itália e Suíça. Continuando para o lado suíço, a trilha agora constituía em uma longa descida até o vilarejo de La Fouly. Logo no início, um campo de gelo que parecia assustadoramente íngreme se revelou como apenas uma ilusão de perspectiva. E eu já estava me acostumando com o caminhar no gelo. Fiquei tão confortável que levei o primeiro tombo, felizmente em uma parte sem perigo algum. Vi algumas pessoas mancando e descendo de lado, reclamando de dor nos joelhos. E eu com minhas joelheiras aposentadas, guardadas dentro da mochila. E apesar de estar andando por locais cercados por montanhas cobertas de neve, faz muito calor durante o dia e o sol está de rachar. Estou com queimaduras piores do que quando vou à praia, apesar de parar sempre para reaplicar protetor. Quem diria que sairia do Brasil para pegar um bronze nos Alpes. La Fouly é um vilarejo suíço bem característico, com chalés de madeira, flores coloridas nos jardins e varandas e claro, a cadeia de montanhas nevadas em volta. Há uma pequena estrutura com caixa eletrônico, mercado e uma loja de equipamento esportivo. Os dormitórios coletivos dos hotéis seguem o padrão dos refúgios, com colchões dispostos lado a lado, colados uns aos outros. Isso geralmente não representava problema para mim, até esta noite em especial.
  28. 4 pontos
    DIA 5 - Courmayeur a Rifugio Bonatti (12,2 km) Acordei tarde para aproveitar o café da manhã do hotel. Tenho comido relativamente pouco se contar o esforço físico. As comidas dos refúgios sao bem regradas, e não é raro eu caminhar por 8 horas somente com o café da manhã no estômago. Hoje resolvi seguir a trilha comum, no lugar da variante. De Cormayeur, uma subida íngreme pelo bosque, que levou cerca de 2 horas, terminava no Refugio Bertone. De lá, o caminho bifurca para a trilha oficial ou para a variante pelos passos de montanha. O caminho que segui era praticamente plano a partir dali, seguindo pelas encostas das montanhas que cercavam o vale. Um cenário bem diferente do dia anterior, com muitos campos floridos, resquícios da primavera que mal terminara. A vista por todo o percurso era sensacional. Cruzei com muitos habitantes das cidades ao redor, que aproveitavam o bom tempo (me disseram por lá que uma sequência de dias de tempo aberto como aqueles era bem raro por ali) para subir a trilha e aproveitar o sol. Muita gente de roupa de banho lá em cima, deitados na grama ou fazendo piquenique. Também vi muitos corredores que treinavam para a ultramaratona que ocorre anualmente por ali. O ponto negativo da trilha mais “fácil” foi a presença massiva de grupos de caminhantes. Dá para diferenciá-los pelas roupas caras e muito limpas, mochilas pequenas e a tendência bizarra de andarem sempre em bando, colados uns aos outros, com velocidade reduzida. Isso causava um certo congestionamento no caminho, pois é difícil ultrapassá-los nas trilhas estreitas. Seria legal se as agências/guias reforçassem algumas boas práticas de trilha, como ceder passagem e não fazer tanto barulho. O caminho foi tão tranquilo que demorei a chegar ao destino do dia, pois ficava enrolando sentado curtindo a paisagem. Como esse semi-descanso poupei as minhas pernas, pois o dia seguinte prometia ser pesado. No refúgio Bonatti, onde pernoitei, novamente vi muitas pessoas que claramente eram habitantes dos vilarejos em ao redor, que faziam pequenos trechos em bate-volta para curtir o local. Este refúgio possui, na minha opinião, uma das mais espetaculares vistas da trilha, com um paredão de montanhas nevadas (incluindo o Mont Blanc) à frente. Pena que não me permitiam ficar do lado de fora depois das 22, pois eu pretendia tirar algumas fotos do céu estrelado e o dia estava muito propício. Paciência...
  29. 4 pontos
    DIA 4 - Rifugio Elisabetta a Courmayeur (15,7 km) A caminhada do dia prometia ser tranquila. Uma subida pesada, mas curta, se destacava na primeira metade, e o restante seria uma longa descida até a cidade de Courmayeur. Mas o destino se encarregaria de providenciar alguns obstáculos para acrescentar alguma emoção à trilha. Segui por alguns quilômetros um caminho praticamente plano até o lago Combal, onde uma bifurcação dividia a trilha para o caminho tradicional (pelo alto) e para a variante (pelo vale), que era recomendada em caso de mau tempo. Eu vinha caminhando nos últimos dias com 2 jovens singapurianos. Um deles estava com uma bolha infeccionada em um dos pés e andava com dificuldade. Resolveram por isso tomar a variante mais leve, enquanto eu seguiria por cima. Nunca mais os encontrei. Escutei rumores de que haviam abandonado a trilha posteriormente, mas não pude ter certeza. A subida, apesar de íngreme, foi sendo vencida com tranquilidade. Porém, logo no início, o primeiro desafio: pedaços de uma ponte de gelo sobre um riacho haviam desabado. Eu me deparei com duas escolhas: tentar cruzar o riacho pulando sobre algumas pedras emergentes, ou subir pela margem ainda coberta de neve e tentar achar outro ponto para cruzar. Porém essa subida era bem inclinada e o ponto de cruzamento, incerto. Resolvi arriscar pelas pedras. Fatalmente acabei pisando algumas vezes no leito do riacho e encharcando minhas botas. A partir dali, tomei o mesmo cuidado do dia anterior: paradas constantes para secar os pés e trocar as meias molhadas. Ao final da subida, alcancei o ponto mais alto do tour (2.430m). O tempo aberto e a posição proporcionavam uma vista espetacular das montanhas e glaciares e do próprio Mont Blanc. Fiquei ali por um tempo enquanto deixava as meias e botas ao sol para secar um pouco. Segui caminho, e logo no início da longa descida até Courmayeur, um campo de gelo que aparentava ter a mesma dificuldade de todos os anteriores, revelou-se bem mais perigoso. Estava bem escorregadio (neve ainda dura) e havia uma grande inclinação para baixo no trecho final. Qualquer passo em falso ou escorregada, seria uma queda montanha abaixo. Foi a primeira vez que fiquei com medo real no TMB. A cada vacilada, a sensação de "morri", caracterizada por uma corrente gelada que subia a espinha e só não arrepiava meus cabelos por conta da ausência dos mesmos... Passado o aperto, continuei a descida, que seguiu tranquila dali para frente. Fiz uma parada no refúgio Maison Vieille para almoçar. Depois, uma descida íngreme e monótona até Courmayeur, que colocaram meus joelhos à prova. Se não sentisse dor após esta, estaria 100% recuperado das dores que sentia nas descidas de trilhas anteriores. E não precisaria mais das incômodas joelheiras, que nessa altura, só ocupavam espaço na mochila. Aproveitei a estrutura de Courmayeur para lavar uma boa parte da roupa. É uma cidade cara, então a lavanderia custou mais caro que um bom jantar. Mas ter as roupas limpas é muito bom também. E nem sempre temos como lavar e secar as mesmas nos refúgios. Também fiquei em um hotel neste dia. Aproveitaria um pouco de privacidade, espaço e conforto para variar. Mas os dormitórios e camas coletivas não estavam sendo de nenhuma forma um problema para mim. Meus padrões de conforto mudaram muito nos últimos anos com estas experiências em trilhas. Desapego sendo aprendido e exercitado.
  30. 4 pontos
    DIA 0 – Les Houches Cheguei em Chamonix na parte da manhã, vindo de Courmayeur. Fui dar uma volta na cidade para matar o tempo até o horário de check-in no albergue de Les Houches, às 14h. A cultura de esportes outdoor e alpinos é exalada por todo o local, com diversas lojas de grandes marcas da área e turistas desfilando com suas roupas e mochilas técnicas. No início da tarde tomei um ônibus para Les Houches (há linhas de ônibus que circulam pela região – Le Tour, Argentiere, Chamonix, Les Houches, etc. Custam 2 euros o trecho ou 3 euros o ticket para o dia todo). A atmosfera do albergue (Gite Michel de Fagot) já me era familiarpor conta da experiência no Caminho de Santiago, 2 anos antes. No meu quarto, conheci uma figura com a qual eu conviveria (e que foi responsável por alguns momentos divertidos) por toda a trilha, Park, um coreano de 63 anos. Após o jantar coletivo, fui dormir e tentar descansar para o início do Tour no dia seguinte.
  31. 4 pontos
    DIA 19/04/2019 - CHEGADA A SANTIAGO E CONHECIMENTO DA ÁREA E chegou o grande dia da viagem. Saímos bem cedo do litoral de São Paulo rumo ao aeroporto de Guarulhos, pois nosso voo sairia as 10:15 da manhã. Chegamos ao aeroporto bem antes do horário, imprimimos as passagens e fomos tomar um café da manhã. Logo depois já fomos para a sala de embarque e o voo saiu pontualmente as 10:15. Assim que entramos no avião, já alteramos o relógio, pois o Chile está no que é chamado de "horário de inverno", em que os relógios são atrasados uma hora em relação ao Brasil. A Gol oferece um almoço em seus voos internacionais, no nosso caso foi arroz, frango (que estava cru 🤢), um pão com manteiga e uma sobremesa. Ah, um detalhe: Antes de embarcar, temos que passar pelo famoso raio-x. Eu não tinha me atentado que o frasco de protetor solar tinha 125ml, e o limite permitido era 100ml. O resultado é que o pessoal do raio-x simplesmente pegou o meu protetor solar que estava lacrado (foi o item mais caro de higiene pessoal kkkkkkkkk) e jogou fora. Fiquei reclamando o dia todo kkkkkk. Enfim, o voo foi tranquilo, faltando uns 40 minutos para pousar avista-se a Cordilheira dos Andes e seus picos nevados (maravilhosa) e chegamos em Santiago por volta das 13:20 (hora local). Nessa viagem não despachamos nenhuma bagagem, fomos na sorte com as mochilas e mala de mão e deu tudo certo. Desembarcamos, passamos na imigração tranquila e fomos direto para o portão 4. Quando ainda estava no Brasil, pesquisei opções para ir do aeroporto de Santiago para o apartamento. Táxi estava fora de cogitação e pensei no transfer da Transvip, mas foi aí que uma colega do serviço passou o contato de um motorista em Santiago que faz o trajeto pelo mesmo preço dos transfers. Entrei em contato com ele e combinei de encontra-lo no portão 4 após o desembarque. Se chama GERMAN e RECOMENDO. Cara honesto, gente boa, cobrou 32.000 pesos ida e volta para duas pessoas (mesma coisa da Trasnvip) e nos buscou no horário combinado. Quem quiser o contato dele depois, avisa por mensagem. Chegamos ao apartamento por volta das 14:40, o anfitrião nos recebeu muito bem e deu algumas dicas sobre restaurantes, acesso a alguns pontos e nos deixou bem a vontade. Depois de instalados, fomos fazer o primeiro conhecimento de área e ver o que tinha por perto, já que ainda estava claro. O apartamento ficava bem próximo a estação de metrô e era possível ir ao centro de Santiago a pé. Nossa primeira parada foi o Barrio Paris-Londres, local charmoso com arquitetura que realmente lembra a Europa, cheio de cafés, casarões e ruas de pedra. Bom local para fotos de álbuns. Registramos algumas imagens do local e fomos em direção ao Cerro Santa Lucía, local bem bonito e ideal para apreciar um bom pôr-do-sol em Santiago com uma vista ampla da cidade. Aliás, a capital possui vários locais bons para tal. Após o pôr do sol, passamos no mercado TOTTUS para comprar algumas coisas para deixar no apartamento. Aqui uma ressalva: comida foi o item que achamos mais caro no Chile. Muitos dias compramos coisas no mercado e cozinhamos no apartamento mesmo. Alguns dias que estávamos na rua procurávamos um restaurante que tivesse o "menú do dia", em que é oferecido a entrada + prato principal + sobremesa por um preço mais acessível. No Atacama só comemos em restaurantes mesmo, pois cozinhar lá era mais complicado (falo mais a frente). Depois do mercado voltamos ao apartamento, jantamos e descansamos para no dia seguinte começarmos a desbravar o Chile de vez.
  32. 4 pontos
    Olááááá queridos viajantes e mochileiros.😁 Não iria escrever pois existem diversos relatos de viagem para este destino, maaaaaaaaaaas, fui encorajada e intimada a relatar os meus 25 dias para o famoso Bolívia, Chile e Peru tudo via terrestre (hehe), sim, sim, de BUSES, de terminal a terminal ou de rodoviária a rodoviária 🎒🚍 Não tenho planilha lindas e elaboradas pois a principio eu e mais dois parceiros aqui no grupo iriamos ir de carro, faltando 5 dias da data de partida um deles não pode ir, então eu resolvi ir sozinha, pois bem, o Roberto (de Pernambuco) que iria conosco de carro resolveu ir tbm, então ele pegou um avião de Recife para Campinas e iniciamos a viagem juntos. Vai ser um relato básico com valores e dicas para quem ira fazer o mesmo percurso. Saímos sem roteiro pronto, sabíamos por onde iriamos passar e iriamos decidir os dias e hospedagem no próprio local, arriscado né? Mas não, tudo sobre controle do destino 🕰️💝 Bora! 31/10 (Campinas/Corumbá) Saída de Campinas/SP (interior de SP) destino capital as 09:45 da manhã - Cometa Trans. R$35,20. Descemos em um ponto estratégico para ganhar tempo e pagamos R$5,65 cada (R$ 11,30 total) em um UBER até a Barra Funda. Na barra funda pegamos um ônibus extra disponível pela Andorinhas (DICA: verifique antes de existem ônibus extras, os bus para Corumbá só saem de noite, este ao meio dia foi um achado) o custo foi de R$321,86 com saída as 11:15 com chegada as 11:00 (+1 dia). Compramos lanches pois havíamos saído bem cedo, (como todos sabem, comida em rodoviárias é bem cara ) comprei um café da manha na casa do pão de queijo R$ 20,00. Na estrada paramos para almoçar, comi um salgado R$ 12,00. TRANSPORTE: R$ 362,71 COMIDA: R$ 32,00 TOTAL DO DIA R$ 394,71 BOLÍVIA 01/11 (Corumbá/SantaCruz) Chegamos em Corumbá as 11:00 fomos ao banco (caixa) pois eu precisava sacar o restante do moneimonei (devido as mudanças de planos da viagem) chegando la conhecemos o Ezequiel, um brasileiro que mora na Bolívia e nos ajudou com algumas informações e nos levou para a fronteira por R$ 30,00 *-* (normalmente os taxista cobram 50 temer nesta corrida). Fizemos a saída/entrada nos países e cambiamos um pequeno valor para os gastos iniciais. Câmbio (penúltima lojinha do lado esquerdo, loja verde, é da irmã do Ezequiel ) R$ 600 x 1,79 = 1.074,00 bs. Pegamos um táxi para Puerto Quijaro onde fica a rodoviária por 5 bolivianos cada (o Ezequiel quebrou mais essa, não se assustem, lá eles cobram por pessoas e não por corrida). Compramos as passagens para Santa Crus de La Sierra com a empresa Huracan (o Ezequiel nos ajudou nessa tbm, disse que era a mais barata, realmente, vimos em outros lugares por 120, 130 bs. Essa agencia fica do lado esquerdo, é a ultima "portinha"), com partida as 19:30. Ou seja, passamos o dia dentro da rodoviária pois ali na região não tem nada pra se fazer... alias dizem que tem um "shopping" perto, mas eu não quis ir shopping eu vou aqui no brasil né kkkk Saída do ônibus para Santa Cruz as 19:30 e chegamos as 5:45 ( não se assustem em chegar 2 horas antes do horário informado, isso é normal). BOLIVIANOS: 150 BS > (R$83,80) TRANSPORTE 105 BS ALIMENTAÇÃO 33 BS OUTROS 12 BS REAL/TRANSPORTE E CAMBIO: R$615,00 SALDO DA VIAGEM: R$ 1.093,51 02/11(SantaCruz/Sucre) Chegando lá aguardamos abrir as agencias para passagens para Sucre, encontramos por 100 bs com partida as 17:00, já que iriamos passar o dia lá guardamos as mochilas em um guarda volume( bem na entrada, no lado esquerdo) 10 bs o dia todo e fomos conhecer cidade, pegamos informações no ponto turístico da mesma e fomos de ônibus circular para a Plaza de Armas por apenas 2 bs. Conhecemos a praça, fomos em um mercadinho por perto para comprar lanches para a viagem, encontramos cambistas ao redor da praça com uma cotação melhor que na fronteira (R$1,00 = 1,82 BS) troquei mais 250 temer para completar com o que já tinha, almoçamos em um restaurante (decente kkkk) que encontramos pegamos uma super promoção de 10 bs por arroz, batata frita e frango J pegamos o buses e retornamos ao terminal. Embarcamos para Sucre as 17:00. BOLIVIANOS: 208,80 BS > (R$116,65) TRANSPORTE 106 BS ALIMENTAÇÃO 83,80 BS OUTROS 19 BS REAL/CAMBIO: R$250,00 SALDO DA VIAGEM: R$ 1.460,16 03/11 (Sucre/Potosi/Uyuni) Chegamos em Sucre as 04:00 (bem antes do informado como sempre), saímos pela esquerda e ja nos deparamos com as vans para Potosí. Logo de cara estavam cobrando 40 bs, chorei, recusei, me fiz de desentendida e saiu por 30 kkkkkk (como já havia visto em relatos, segui a risca as dicas) depois que lotou a van 05:30, partimos para o destino. Chegamos as 08:00 no meio do nada kkkk, sim, ele parou em uma rua onde não havia terminal então perguntamos onde era a saída para Uyuni e fomos andando (é “perto” porem com a altitude e os mochilão foi longe e cansativo, peguem um taxi!). A saída é de 15 em 15 minutos e tem o valor e 30 bs, pegamos o bus as 09:15 com chegada as 13:00, o ônibus é estilo os nossos circulares daqui, simples. Chegando no Uyuni cotamos o valor do passeio logo de cara e encontramos a Claritos Tuor com quem fechamos o passeio com transfer para San Pedro por 700 bs (incluso: 2 dias de hostel, transfer para San Pedro, 2 cafés da manhã, 2 almoços e 1 jantar), a principio tudo ok... maaaaaaaaaaaaaas, nem tudo é flores. Fomos para o hostel na mesma cidade onde iriamos passar a primeira noite, como chegamos cedo, o primeiro passeio (salar + cemitério de trens) ia ser no mesmo dia, no caso as 16:00. Tomamos banho e nos avisaram (as 14:45) que sairíamos as 15:00, saímos as pressas sem comer nada, sem nos preparamos mas fomos. 1º surpresa: deparamos-nos com um carro normal, um guia e um casal de bolivianos... fomos para o cemitério de trens, depois para o salar... Cada um por si, o casal tirando fotos engraçadas e românticas e eu e o Roberto lá olhando, tirando foto, contemplando o local. Sem fotos com dinossauros L, sem foto de perspectiva, sem galera, sem nada! E eu? E EU PASSANDO MTT MAL POR CONTA DA ALTITUDE KKKKK. Ok, primeiro passeio não foi como eu havia esperado, mas para compensar o guia nos levou em uma parte que estava alagada para ver o pôr do sol ❤️ baita presente já que eu nem esperava esse fenômeno nesta data. Voltamos, para o hostel as 19:30 na cidade msm, eu cai na cama passando mal e apaguei, enquanto isso o pessoal foi jantar. BOLIVIANOS: 785,50 BS > (R$472,28) TRANSPORTE 60 BS ALIMENTAÇÃO 15 BS PASSEIO/OUTROS 710,50 BS SALDO DA VIAGEM: R$ 1.932,44 04/11 (Uyuni) Acordamos, tomamos o café no hostel, arrumamos os mochilões e saímos para o local combinado as 10:00, ficamos aguardando chegar o pessoal que ira no carro 4x4 conosco.... saímos as 11:00 paramos para o almoço as 13:30. 2° surpresa: Não fomos ao Isla Incahuasi, devido ao atraso na saída. 3º surpresa: Chegamos na laguna colorada no pôr do sol, o que nos impossibilitou ver sua cor com nitidez. SIM, PAGUEI 150 BS NA ENTRADA DO PARQUE PARA NÃO VE-LA COM CLARESA. (l) 4º surpresa: Não ficamos no hotel de sal. Eu já estava PUTA da vida, estava um frio do ca$#¨&@, já tinha broxado por ter planejado tanto esse momento e não ter sido como eu esperava que eu queria pegar minha mochila e voltar para o Brasil. Mas resolvi ser good vibes e ignorar TODO O DESCONTENTAMENTO E DECEPÇÃO. Mal desci do carro para “ver” a laguna colorada (já que não dava pra ver a cor da água e estava um frio/vento absurdo) entrei no hostel deitei e dormi, estava passando mal, não quis comer, não quis socializar (ESTAVA MTT PUTA MESMO). BOLIVIANOS: 150 BS > (R$82,42) PASSEIO/OUTROS 150 BS SALDO DA VIAGEM: R$ 2.014,86 05/11(Uyuni/SanPedro) Acordamos, tomamos o café as 04:00 e saímos para a o deserto/fronteira as 04:30. Chegamos na fronteira as 09:30 saímos as 10:46 para San Pedro (tive que pagar a propina de 15 bs na fronteira) me fiz de louca mas não teve jeito. –‘ ** eu estava com o passaporte e tive que pagar a propina, já meu amigo Roberto estava apenas com o RG e não precisou pagar’’ BOLIVIANOS: 15 BS > (R$8,24) OUTROS 15 BS SALDO DA VIAGEM: R$ 2.029,86
  33. 4 pontos
    TIVE UMA IDEIA MALUCA Esse problema todo com a caça às bruxas da bagagem de mão está acabando comigo. Minha Forclaz 50L é um xodó. Foi minha primeira mochila de viagem E PASSEI BONS MOMENTOS COM ELA. Eu até nem me importo de perder ela num acidente ou emergência, essas coisas acontecem. Mas me apavora o fato de simplesmente deva deixá-la em casa e usar alguma outra mochila feia e sem graça na viagem que eu mais quero curtir. Pensando nisso, pensei em ME ARRISCAR E IR COM ELA NAS COSTAS. VOU LEVAR UM SACOLÃO, dentro da mochila... ela vai estar enxuta, bem magrinha, pra eles não reclamarem. MAAAAAAAAS se reclamarem, eu me recuso a pagar despacho. ALÍ, NA FRENTE DELES, eu tiro o sacolão(desses de plástico mesmo, de loja) coloco as roupas dentro, e aí com certeza vai passar na merda do gabarito deles. E A MOCHILA??? eu tiro o ferro que tem nas costas dela, ele sai facilmente, e assim você consegue dobrá-la no meio, como qualquer bolsa de tecido, ocupando quase nada de espaço. Eles não podem me proibir de passar com uma sacola de roupa, e nem impedir a passagem da mochila dobrada. Podem impedir de passar o ferro de sustentação??? Se eles quiserem inventar que aquilo "é uma arma", tudo bem, eu deixo o ferro de presente pra eles brincarem de espadinha, e chegando no conforto da minha casa, compro uma peça de reposição desse ferro na decathlon... O QUE ACHAM DA IDEIA??? pelo menos uma boa fanfic daria uhauahuaha
  34. 4 pontos
    Esta é uma questão pessoal e vou aqui dar apenas a minha opinião. Eu me pergunto muitas vezes estes tipos de coisa! Sou bióloga e me amarro em viagens com natureza, aventura, mas tento ao máximo causar o menor impacto possível e sou contra passeios que envolvem interação com animais, pois geralmente eles sofrem exploração. Isso vai desde a fotinha com a preguiça no Amazonas (ou a Lhama bebê, ou a foca não sei da onde), aos leões dopados da Argentina e estes passeios com elefantes. Evito zoológicos embora compreenda que eles tem uma outra função, o importante é de forma alguma patrocinar maus tratos. Nunca fui à Tailândia, e lá eles tem uma interação bem forte com elefantes, quase como se fossem cavalos né? Vi o episódio de "Pedro pelo Mundo" por lá e fiquei super triste com o trato dos elefantes. Mas pode ser que em determinado local tenha uma interação que seja mais light, tem que pesquisar bem. Quando fui ao Amazonas eu nadei com golfinhos... fui em um lugar bem longe de Manaus que é mantido pela AMPA (Associação Amigos do Peixe-boi), em que este tipo de atividade ocorre com orientação técnica e sem estressar ou explorar os bichos. Foi muito legal mas ainda não sei se faria de novo, mesmo com estes cuidados, ainda rola impacto. Na África fiz safari do tipo clássico, em que vc fica no carro e vê o bicho no habitat dele, sem interação. Não é de hoje que os animais fascinam a gente, mas acho que mais do que nunca é preciso pensar em diminuir impactos! Boa viagem!
  35. 4 pontos
    Ressalto que; esse texto à seguir foi publicado por mim mesmo no grupo do Mochileiros.com no Facebook. E segue o baile; Para Vocês que buscam aplicativos úteis para sua viagem/mochilão roots, segue a lista; 🌎Worldpackers - App para encontrar o seu work exchange(trabalho voluntário) em hostels, guesthouse's, ong's, ecovilas(e muito mais) e em troca recebe acomodação, um lanche, lavanderia e as vezes até almoço, super indico! E aproveita que o Mochileiros.com tem um código de desconto super bacana, basta inserir a palavra mochileiros no campo Código Promocional. 🏄‍♂️Couchsurfing - Funciona de forma similar ao worldpackers, é basicamente "uma rede social que faz a conexão entre viajante/mochileiro que quer hospedagem grátis durante uma viagem," em troca geralmente o hospede fornece uma ajudinha básica ou somente uma troca de conhecimentos/idiomas, e o CS pode ser utilizado de forma gratuita,. 🗺️MAPS.ME - Maaaaaaano do Céu, esse salva vidas quando não se tem internet hahaha! É simplesmente um app que funciona como GPS, podendo fazer o download do mapa da localidade para o lugar onde queres visitar/conhecer e utilizar. Detalhe; funciona em tempo real. - Se curtiram esse textinho, comentem abaixo! Ou compartilhem suas experiências. **precisando de uma ajudinha ou dica? É só me chamar no instagram.com/LCoteOficial
  36. 3 pontos
    Formar grupo de whatssap para viajantes solteiros
  37. 3 pontos
    @Nani84 Nem testaram minha mochila na caixa de medidas, estavam testando inúmeras malas de mão, só olharam e me mandaram seguir. Então, que fique registrado, Quechua Forclaz 50 modelo com zipper aprovada como bagagem de mão desde que não esteja lotada, estou indo com pouco mais de 6kg. Estava ainda carregando outra de 25 litros praticamente vazia, somente com uma jaqueta, carregador,alguns documentos e 1 livro.
  38. 3 pontos
    @Silnei "Alguns empregos no Brasil pagam menos que catar sucata na rua ou vender brigadeiro de porta em porta e não haverá um ser que diga pra vc não se empregar em uma vaga assim. " Você tem toda razão, vou contar uma das inúmeras histórias que conheci nas minhas viagens à pé : Estávamos atravessando a balsa em São Francisco do Sul-SC, nisso vi uma caminhonete com uma carretinha atrás com um montão de conjunto de bacias de plástico(essas que são usadas para lavar roupa e na cozinha). Desceram 4 homens enquanto a balsa atravessava, fomos conversar com eles, ver a história deles (eles não eram "mochileiros" mas vendedores). Contaram tudo, deveriam ter uns 500 jogos para vender. .. perguntei isso aí dá dinheiro, vcs vão ficar quantos meses para vender..., ....eles falaram: Meses, que meses.....isso tudo vamos vender em no máximo uma semana ..esperamos ganhar cada um, em média uns $2000 eu...como assim, vendendo bacias......kkkk A balsa atracou eles entraram na caminhonete e nós continuamos nossa jornada à pé. Depois de umas duas horas reencontramos eles num bairro vendendo as danadas das bacias.....e o tonto aqui perguntou, e aí já venderam alguma.....eles, já ganhamos $(não lembro, pois faz muito tempo, só sei que era mais de $100 cada) em 2 horas. Kkkkkkkk E os bonitoes dos escritórios, dos shoppings, ganhando $2 mil por mês ou menos..... com horário rigoroso para cumprir, alguns trabalham aos domingos, um monte de chefe estressado. .e alguns clientes chatos que tem que atender sorrindo... Na rua não, eles vendem para quem eles querem, se algum tratar mal eles simplesmente viram as costas e vão atrás de outros clientes mais gentis. ..
  39. 3 pontos
    Olá pessoal. Acabei de voltar de um mochilão no nordeste, de ônibus e sozinha. Como há poucas informações sobre transportes e rolês sem sem agência, vou me ater às informações técnicas. Além disso, como ninguém fala sobre as vilas, falarei um pouco delas. Infos gerais _Data: 27/11/2018 a 28/12/2018 (32 dias e 31 noites) _Início: Salvador - BA _Fim: Natal - RN _Gastos com hospedagem (hostels, pousadinhas baratas ou airbnb): R$1624 (em média 52,5/noite) _Gastos com transporte intermunicipal: R$478 _Gastos gerais (sem passeios): R$1507 (em média 47/dia) Comentários gerais _Foi super tranquilo chegar nos lugares e fazer passeios por conta, embora as informações te direcionem pro contrário. _Só tive que pegar uma lotação entre Itanhi e Pontal (caminho para Mangue Seco). O resto tudo de ônibus ou van. _Alagoas foi o melhor lugar para viajar, pois eles possuem sistema de transporte complementar (vans) regulamentado. Os horários podem ser verificados no site: http://www.arsal.al.gov.br/servicos/transporte/quadro-de-horarios _Não peguei carona (só de barco em Mangue Seco). _Em relação a abusos, sofri apenas 1 explícito, em Mangue Seco. Tive mais 2 casos em que tive que ficar alerta, em Maragogi e em Tambaba. Explicarei depois. Dicas gerais _Se for pegar lotação (carros que param no meio da estrada para oferecer transporte/uber/carona): anote/fotografe a placa, na frente do motorista. Mande para alguém ou pelo menos finja que está combinando de encontrar alguém. Não passei nenhum perrengue em relação a isso, mas melhor se prevenir! _Se for viajar sozinho e não quiser gastar muito com comida: carregue uns 2 tapewares médios. Os PFs são muito grandes, e as vezes caros, então eu sempre pedia, comia um pouco e guardava o resto para os outros dias. Ou também quando fazia comida no hostel, fazia a mais e guardava pra depois. _Se sofrer algum tipo de assédio, fale que sua família está esperando logo ali. Não deixe claro que está sozinha. _Preferi usar calças e camisetas largas e confortáveis nos trajetos, tanto para não chamar a atenção, quanto para não grudar a perna no banco e para não machucar o ombro com a mochila. Linha Verde - BA (Praia do Forte e Imbassaí) _Transporte Salvador - Praia do Forte há ônibus da Linha Verde (LIS) saindo da rodoviária de Salvador, e passando pelo aeroporto. No aeroporto um passa 9h40 (mas não passa sempre) e outro às 13h40. Esses ônibus fazem sentido Sauípe, e param na maioria das entradas das cidades do caminho (mas não entram em todas). Acho que custa uns R$10 (não tenho certeza). há também vans da Linha Branca, que passam toda hora na frente do Shopping Salvador Norte. Custa R$8,40. Demora ~1h até a praia. (Para chegar ao ponto, é necessário pegar um ônibus convencional no aeroporto, por R$3,70, descer na frente do Shopping e atravessar a passarela. Nesse ponto também passam ônibus da LIS, em mais horários). os ônibus e as vans entram na Praia do Forte e param bem pertinho da rua principal. _Transporte Praia do Forte - Imbassaí pegar as mesmas vans ou ônibus que saem de Salvador e passam perto da rua principal de Praia do Forte quase toda hora. A van custa R$3 e demora ~0h30. eles não entram na cidade, param na estrada perto de um ponto de mototáxi, que custa R$5 até a vila. Eu acharia longe para ir a pé de mochila, mas é possível. _Transporte Imbassaí - Sauípe ou Conde (não fui) as vans que saem de Salvador em geral tem destino final em Sauípe, com as quais é possível fazer quase toda a Linha Verde. há apenas um ônibus (LIS) que vai para Itanhi, e passa na estrada de Imbassaí às 12h45. Entra em Sauípe e em Conde (o que peguei não foi até a praia de Conde, apenas até a vila, mas quando pedem ele vai até a praia). No restante das cidades só para na estrada. _Infos Praia do Forte Hostel Praia do Forte (Hi hostel) muito bom, com café ótimo, e dá entrada grátis ao Projeto Tamar. R$72/noite. vilazinha bem charmosa. Rua principal com muitas lojas chiques, mas também tem vida local, e algumas coisas não caras. Na rua ao lado já tem botecos e coisas mais simples. Dá pra passar horas caminhando ou sentando na rua, e super seguro. Há uns condomínios e hotel toscos que impedem o acesso a praia, mas pelo menos não são visualmente ofensivos. é possível fazer todas as praias a pé. para ir ao castelo, compensa alugar uma bike na vila (R$5/ 30 min). Tem ciclovia em todo o trajeto. _Infos Imbassaí Eco Hostel Imbassaí é legal, mas achei longe da cidade. Tem que passar por estrada de terra escura, com cobras e sapos, e por uma estrada meio erma, cheia de muros. Não dá pra ficar indo e voltando da cidade toda hora. Mas é perto de uma prainha do rio bem gostosinha. R$50/noite. vilazinha meio capenga de dia. A noite tem um pouco mais de vida na pracinha e na orla, mas não foi minha vila favorita. não gostei da praia, pois mar é bravo, não tem sombra e precisa ficar em bares. Mas orla do rio é bem bonita. restaurante Zôião, na beira do rio, é mara. Mangue Seco - BA e Pontal - SE _Transporte Imbassaí - Mangue Seco Imbassaí - Itanhi: ônibus LIS passa na estrada de Imbassaí às 12h45. Custa R$28,30. Demora 3h30. Itanhi - Indiaroba: van Coobase passa na estrada de Itanhi às 16h20. Custa R$5 (não peguei). Indiaroba - Pontal: há algumas vans, mas dizem que não passa aos domingos, e é necessário pegar táxi. (não peguei) quando eu estava na estrada de Itanhi passou uma lotação (carro particular) para Indiaroba por R$5. Peguei e comentei que estava indo para Pontal, e ele acabou me levando até lá por R$30. Demorou uns 0h30. Pontal - Mangue seco: há infinitos tipos e valores de barco. Aparentemente tem um de linha que custa uns R$15, mas não sei os horários. Sempre vão tentar te vender as lanchas caras (até R$130). Maaas tem várias famílias que fazem o trajeto todo dia (para trabalhar nos restaurantes) e dão carona de canoa R$0. _Transporte Mangue Seco - Aracaju Opção 1 - Mangue Seco - Pontal - Aracaju: há vans da Cooperbase que saem de Pontal e vão direto para Aracaju, pelo litoral, entrando em todas as cidades. Passam na Igreja de Pontal às 13h25 (parece que tem um às 5h30. e parece que as voltas de Aju - Pontal são às 9h e 17h. não tenho certeza!). Custa R$17. Tem opções para as 2 rodoviárias de Aju. Opção 2 - Mangue Seco - Ponta do Saco - Aracaju: é possível pegar a mesma van saindo da Ponta do Saco (deve passar umas 14h). Mas de Mangue para Pontal é necessário pegar lancha particular, e deve ser caro. Pelo que vi no caminho, não tem nada de interessante em Ponta do Saco, então acho que não vale a pena. (não fui) Opção 3 - Mangue Seco - Coqueirinho - Estância: há uma van para Estância que sai do vilarejo de Coqueirinho às 5h30. Para chegar em coqueirinhos é possível pegar o trator dos trabalhadores, que sai de Mangue no fim da tarde. Aparentemente há uma pousada em Coqueirinhos, mas ninguém soube informar. De Estância devem ter vários horários para Aju. (não fui) Opção 4 - Mangue Seco - Pontal - Estância: há vans da Cooperbase saindo de Pontal em alguns horários pela manhã. O último é 12h30. De Estância devem ter vários horários para Aju. (não fui) _Infos Pontal só tem a Pousada do Givaldo. Estava bem largada, e ele me cobrou R$60 sem café. Ele vai te dizer que só tem ônibus para Aracaju as 5h (pois assim vc terá que passar a noite lá), mas não é verdade! cheguei a noite em Pontal e não quis arriscar achar um barco para Mangue Seco, acabei pernoitando na cidade, mas se tiver como atravessar, não compensa ficar lá. vila é simplizinha e tem seu charme. Se resume em uma rua com vista linda para o rio e Mangue Seco, uma mercearia e uma igreja; e outra rua de casas. Pouca gente na rua. Na 'ponte' (cais) tem uns botecos e restaurantes, mas em geral só homens. Não tem caixa eletrônico. _Infos Mangue Seco Pousada Chão de Areia, na frente do rio, moças fofíssimas, super limpa, café ótimo. R$70/noite. vila muito charmosa, bem simples, com chão de areia e calçadão na frente do rio com golfinhos. eles vão tentar te vender passeio de buggy, mas é super tranquilo atravessar as dunas a pé. Com chapéu e protetor, claro. as infos dizem que não vale a pena pernoitar lá, mas eu adorei, e tem várias pousadinhas e hostel (estava fechado quando fui). Os restaurantes não são baratos, mas tem algumas opções de tapioca e pastel. Não tem caixa eletrônico e não vendem frutas no mercado. CUIDADO COM ASSÉDIO: fui bater perna pro lado do mangue, segui uma estradinha depois do Hotel Village Mangue Seco, com umas casinhas autoconstruídas, depois não tinha mais nada (era a estrada pra onde ficavam os quiosques antigamente). Quando percebi, um moleque que morava numa das casas (+-15 anos) começou a me seguir e a dizer coisas, eu não dei bola, e ele começou a gritar e se masturbar. Voltei rápido e falei que meus pais estavam me esperando. Aracaju - SE _Infos Aracaju: Aju Hostel (Hi hostel) muito bom, café sucessudo, quartos confortáveis e piscina. Perto da orla de atalaia e do terminal de ônibus. R$55/noite. Hóspedes do hostel tem acesso gratuito ao Projeto Tamar. possível fazer tudo de ônibus, tem bastante infos pelo App Moovit. tem um 'ônibus do forró' que sai às sextas (acho que 14h) da frente do Projeto Tamar, e faz o roteiro turístico, com paradas, e por R$0. Volta para o ponto de saída. (não peguei) tem 2 rodoviárias, uma no centro (antiga) e outra já na saída (nova). Em geral a nova tem mais opções para quem quer ir para São Cristóvão, Laranjeiras, e outros. (não fui) Penedo - AL e Piaçabuçu - SE (foz do Rio São Francisco) _Transporte Aracaju - Penedo: Opção 1 - Aracaju - Neópolis - Penedo: tem vans da Coopertalse para Neópolis saindo da Rodoviária Nova quase de hora em hora. Custa R$19, demora 3h. A van para no cais de onde saem barcos para Penedo R$3,5, demora 0h30. Ps: Se estiver com horário apertado e for de ônibus para a rodoviária, pode parar no ponto logo antes da rodo (fica do outro lado da pista, antes de ele fazer o retorno), pois a van passa lá também. Opção 2 - Aracaju - Penedo: tem ônibus da Águia Branca às 14h50, saindo da Rod. Nova. Não sei quanto custa e demora bem mais. _Transporte Penedo - Piaçabuçu: saem muitas vans ('transporte complementar') para Piaçabuçu. Em geral entram nas vilazinhas do caminho, bem simpáticas. Em Penedo as vans saem da rodoviária, mas param em alguns pontos do centro e da via principal (acho que Av. Getúlio Vargas).Custa R$4, demora 1h. _Transporte Penedo - Maceió: vans saem quase de hora em hora da rodoviária, entre 5h e 16h15. É possível pega-la de outros pontos da cidade, mas pode não conseguir ir sentado. O trajeto é pelo litoral, mas entra apenas em Piaçabuçu. Custa R$30, demora 3h30. _Transporte Penedo - Piranhas: meu plano inicial era ir margeando o rio São Francisco, mas não tem caminho direto. Teria que pegar uma van de Penedo para Arapiraca (tem muitos horários), e de lá outra para Piranhas. Como não tinha certeza dos horários de Arapiraca para Piranhas, preferi não arriscar, e fui via Maceió (com passadinha em Maragogi). _Infos Penedo Pousada do Lucena foi a mais barata que encontrei. É ainda no centro histórico, mas achei longinho dos principais pontos (pois a rua era meio vazia), então não dava pra ficar indo e voltando toda hora. A pousada é bem simples, não muito limpa, mas o cara é muito simpático e muito disposto a ajudar, fazendo várias comidas no café, disponibilizando frutas, sucos e pães ao longo do dia. Também usei a cozinha, como se estivesse num hostel, ele me deu inclusive ingredientes para usar. R$50/noite. a parte histórica é muito bem conservada, mas meio vazia durante o dia, e a prainha bem agitada. A noite fica bastante gente nas praças. Tem opções baratas de comida (R$12/kg). Depois do centro histórico a cidade é grande e normal. Não me empolguei de ficar lá. _Infos Piaçabuçu embora as fontes turísticas digam que não há hospedagem na cidade, eu vi uma na beira do rio, Pousada Santiago, mas não sei quanto custa. a orla é bonitinha, com restaurantes e botecos. Mas fora isso a cidade não tem nenhum charme, e não tive vontade de passar nenhum tempo lá. Não tinha nenhum movimento turístico na segunda-feira. Ruas asfaltadas, cheias e sem sombra. o passeio para a Foz custa entre R$70 e R$100. Eu não ia fazer, e nesse dia também não vi nenhum barco saindo. é possível pegar barco local até Brejo Grande - SE. O caminho é bem bonito (mas não tem nada de dunas, nada a vez com o passeio da Foz), e para em 3 cais, 2 deles bem bucólicos, e outro num restaurante, mas com uma micro prainha sombreada. O barco sai se tiver no mínimo 2 passageiros. Custa R$5 cada perna. Maragogi - AL _Transporte Maceió - Maragogi Opção 1 - Maceió - Maragogi: há vans saindo da rodoviária de Maceió às 5h30, 7h40, 11h20, 13h25, 16h30, 18h20. Custa R$22 e demora 3h30. Essa van vai pelo litoral só até certo ponto, e de lá sobe para Porto Calvo. Para a volta há vans saindo de Maragogi às 4h50, 5h50, 9h20, 12h, 14h40, 17h. Opção 2 - Maceió - Porto Calvo - Maragogi: há vans toda hora de Maceió para Porto Calvo e de lá para Maragogi. Custaria R$17 + R$7, mas se conversar eles fazem R$22 e te embarcam em Porto Calvo já na próxima van para Maragogi. Custa R$24 e demora 3h30. _Infos Maragogi Hostel da Praia bem simples, mas muito barato, pessoal muitíssimo simpático, café bom e à beira mar. R$35/noite. a vila é meio bagunçada fora da orla, e não tem charme, mas é super tranquilo caminhar por lá, tem comércios baratos, feiras, etc. Na orla estão todas as pousadas, lojas, restaurantes turísticos, mas também tem coisas bem baratas (self service por R$12). falam que não é possível ir da cidade para Antunes a pé, mas achei super viável. Demorou um pouco, mas o caminho é lindo. Necessário estar com maré baixa, pois tem uns pontos que não tem passagem, e tem um rio no caminho. tem várias vans saindo do centro que vão para as praias (Antunes, Xaréu...), custa R$3 e passa sempre. CUIDADO COM ASSEDIO, meninas: estava indo pra estrada, pela saída de Xaréu, pegar a van, não tinha mais ninguém por perto. Um cara de bike tinha acabado de passar de bike, e quando me viu sozinha, começou a voltar. Por sorte a van surgiu e ele 'desvoltou'. Então acho melhor pegar a van saindo de Antunes, que é mais movimentado, e não a noite. Piranhas - AL e Canindé - SE (Cânions do Xingó) _Transporte Maceió - Piranhas as informações dizem que há vans da rodoviária de Maceió para Piranhas às 11h30 e 12h40. Achei estranho, e no dia que fui (sábado) disseram que só tem o horário das 12h, e que de domingo não tem. É necessário, portanto, ligar para o Ricardo para combinar (82) 99986-6262. Custa R$49 e demora 5h30. Ela sai com destino 'Xingó'. em Piranhas a van deixa na porta do lugar em que você for ficar!!!! a van vai até Canindé - SE também, de onde saem os passeios para os Cânions. é possível também pegar a van para Delmiro Gouveia, descer no posto da entrada de Piranhas, e de lá pegar outra van ou mototaxi. _Transporte Aracaju - Canindé tem vans da Coopertalse de Aju para Canindé, mas não sei quanto custa e se vai para Piranhas também. _Transporte Piranhas - Recife Piranhas - Delmiro Gouveia: van sai de hora em hora, a partir das 6h até as 17h. Custa R$10 e demora 1h30. A van sai da rodoviária umas 6h30, mas ela passa de porta em porta buscando antes, necessário ligar para agendar (não tenho o número, pedir na hospedagem). Tem que pedir para entrar na rodoviária de Delmiro, que é bem na entrada da cidade. Delmiro Couveia - Recife: tem ônibus da viação Progresso às 7h50, 22h e 22h30 (leito). Custa R$99 e demora 7h. Esses ônibus saem de Paulo Afonso 1h antes, mas é mais longe de Piranhas. Eu fui de manhã, achando que a estrada seria mara, toda cheio de sertão, mas na verdade não tinha nada demais, então acho que compensa ir no da madrugada. _Infos Piranhas o hostel que vi era meio longe do centro, e bem caro (R$105/noite). preferi ficar num Airbnb (Aconchego Ramon e Alê), melhor lugar! Também longe do centro, mas perto dos mirantes, com quintal fofo, pessoas fofas, que estavam de férias e me levaram pros passeios, me mostraram coisas (pois além dos passeios turisticos, é bem dificil arranjar coisa pra fazer, necessário tem pessoas locais junto). R$65/noite, sem café. o centro histórico é muito bonito, mas não tem movimento nem serviço nenhum durante o dia, porque todo mundo sai para passeio. A prainha do centro é bem cheia de locais no fim de semana, e tem alguns restaurantes. não dá pra chegar na cidade histórica a pé (eu adoro andar a pé, mas é uma estrada sem acostamento e sem calçada). Então é necessário pegar mototáxi R$4. Tem sempre e dá pra chamar também. só tem caixa eletrônico na parte alta, e da caixa econômica. _Infos Canindé/ Cânions os passeios para os cânions saem de Canindé. Tem um que sai do Karranca's (R$110) e outro mais barato (R$90), mas este sai da praia da Dulce, e o táxi ia cobrar R$80 até lá. Para o Karrankas também é necessário pegar mototaxi, mas não sei quanto dá pois fui de carona. dei uma volta por Canindé (de carro com o pessoal da casa), mas não tinha nenhum charme. Tem serviços (bancos, lotéricas, etc), prainhas e botecos. vale tbm passar pelo mirante da hidrelétrica. possível também fazer visitas guiadas. um morador disse que é possível ir até a beira dos cânions de carro, mas não tenho certeza. João Pessoa e Conde/Jacumã - PB (Praias de Tambaba e Coqueiro) _Jacumã é um distrito do município de Conde. É onde ficam as praias. A sede de Conde não é no litoral. _Transporte Recife - Jacumã Recife-Conde: necessário pegar e pagar o ônibus até João Pessoa, que sai sempre, e custa R$44 e demora 2h30. Conde-Jacumã: dá para pedir para descer na entrada de Conde, mas é no meio da rodovia, e de lá entrar na outra estrada e pegar um ônibus (que sai de JP e vai para Jacumã). Os onibus de JP-Jacumã passam de hora em hora, já era noite, e preferi não arriscar, então dei uma passada em JP. Durante o dia ou acompanhado acho que é tranquilo. _Transporte João Pessoa - Jacumã tem um ônibus metropolitano 5301 que sai de trás da rodoviária de JP. Ele também passa pela lagoa e pela praça Evandro Neiva. Custa R$7,50 e dura 1h30. Desce no centro de Jacumã (perto da Praia do Amor). tem também um ônibus que sai do shopping Mangabeira. Este vai pela orla, mas eu só soube depois, e não peguei. para voltar para JP, no ponto do ônibus de Jacumã tem umas lotações, mas preferi não pegar. _Infos Jacumã/Tambaba Hostel Ruanda's bem simples, mas simpático e barato (pois todo o resto que vi era bem caro). Donos muito simpáticos. Achei longinho do centro, pois a rua é escura e deserta, mas é perto do maceiózinho. R$40/noite, sem café. Tem um tal de Pousada do Inglês, que é hostel, perto da praia do amor, mas não sei como é. o centrinho da cidade é fofo, mas o resto se resume a uma rodovia com pouco iluminada e meio erma. a praia do amor fica no centro, tem também uma prainha fofa com um maceiózinho, perto da cidade. O resto é tudo longe e necessário pegar mototáxi. é possível ir para Tambaba a pé, é bem longe e quente, mas o caminho é lindo. No dia que fui não tinha ninguém no caminho. Chegando na beira de tambaba parece que não tem saída, mas é só achar uma entradinha para uma micro trilha! voltei de Tambaba de mototáxi. O ideal é combinar antes, pois lá não tem sinal e eles não fazem ponto lá, mas consegui achar um. Cobram R$12. é possível ir e voltar de Tambaba também com um ônibus que vai as 6h e volta as 17h. CUIDADO COM ASSEDIO, meninas: em Tambaba, na praia de nudismo, a galera é bem tranquila, mas tem um funcionário do restaurante que ficou me cercando, me espiando e forçando para falar comigo. Me deu bebida, mas não convém aceitar, e fui embora antes de esvaziar e escurecer. _Infos João Pessoa fiquei aleatoreamente no Hostel Parahyba, numa casa muito linda, no Bessa. É perto da praia, mas muito ruim de serviços a noite (as 20h só consegui uma barraquinha de cachorro quente). Tem a praça do caju, com feira, mas não consegui chegar lá. Ruas desertas residenciais. R$40/noite. o ônibus 513 (e acho que o 510 também) é a alegria dos viajantes. Passa pelo Bessa e por Manaíra (onde ficam os hostels), pela parte turística (tambau, mercados), pela lagoa, pelo centro e pela rodoviária! Custa R$3,55. tentei descer do ônibus na lagoa e visitar o centro histórico de mochilão, mas as coisas são longe e tumultuadas, não consegui chegar. Tibau do Sul/Pipa - RN _Pipa é um distrito do município de Tibau do Sul. _Transporte João Pessoa - Pipa JP - Goianinha: necessário pegar e pagar ônibus da Viação Progresso para Natal. Custa R$35 e demora 2h até Goianinha. Outras empresas fazem também. São poucos horários. Goianinha - Pipa: descer em Goianinha, no meio da estrada. De lá, andar um tanto até a igreja (tem que ir pedindo informações sobre a van). Pegar a van para Pipa. Custa R$4,50 e demora 0h40. _Transporte Pipa - Natal Opção 1: Transfer Pipa - PontaNegra/Aeroporto: normalmente custa R$70, mas peguei promoção por R$35. Necessário agendar. São poucos horários (8h, 12h,18h e 22h). Demorou 2h30 até Ponta Negra e 3h30 até aeroporto. Pega na porta da hospedagem e deixa na porta da hospedagem ou do aeroporto. Pra quem não conhece Natal e vai pro aeroporto, a van é legal pois passa por toda a Ponta Negra, pelas dunas e por toda a orla! Opção 2: Pipa - Rodoviária de Natal: Tem alguns horários de vans de Pipa para a rodoviária de Natal, mas de lá tem que pegar outros ônibus para ir pra Ponta Negra ou para o Aeroporto. Deve custar uns R$15, não tenho certeza. Opção 3: Pipa - Goianinha - Natal: tem vans toda hora para Goianinha. Lá tem que andar até a estrada e pegar algum ônibus que esteja indo para Natal, ou alguma lotação. (não peguei) _Infos Pipa, Sibaúma e Tibau Hostel do Céu, muito bom, café maravilhoso, perto de tudo, piscina e lindo jardim. R$45/noite. a vila de Pipa é bem simpática, mas bem turística. Muitos comércios, vários preços de restaurantes (self service por R$16). Da pra ficar sassaricando com celular na mão, sem medo. aluguei uma bike (R$40) e fui para Sibaúma. Lá tem um rio, mas pouco charme nas construções, mas o caminho é lindo, dá pra ir pela praia (na maré baixa) e voltar pelas falésias. aconselho ir ao Santuário Ecológico. Ninguém fala dele, mas são trilhas muito bem cuidadas, com vistas maravilhosas para as praias e golfinhos, bem tranquilo, sem muvuca. Entrada custa R$15. Dá pra ir a pé ou de van (R$3). o parapente é maravilhoso, passa pelas falésias. É caro (R$200), mas vale a pena. A tenda fica perto do mirante de Cacimbinhas. vale a pena pegar van (R$3) para ir para Tibau. Vilazinha charmosinha e bem calma, com praia calma, sombra e piscinas naturais (à direita), rio e bares à esquerda, com por do sol maravilhoso. peguei uma balsa da praia do giz para o outro lado (dunas e caminho para Natal), mas não tinha nada, só vale pelo micro passeio no rio (R$8 cada trecho). Foi isso. Boas viagens.
  40. 3 pontos
    Putz, é por isso que odeio a máfia do turismo, vivem da mentira. Só contrato essa gente em ultissimo caso. Duvido que se seja real essa restrição. Em 2015(acho que foi nesse ano) também entrei de carro sem nenhum problema. Tentei encontrar o site oficial do local, mas não encontrei. Parece que é administrado por uma associação indígena. PS: Aquela estrada de Abra del Acay estava muito boa, claro que no vídeo não da para ter noção dos tamanhos da costeletas. @Juliana Champi Se você vai de carro, vai vai ter que cruzar a cordilheira.Eu acho, que se é para passar mal, já vai acontecer nesse momento. Todas as vezes que fui para locais altos, nem eu e nem que estava comigo tiveram maiores problemas com a altitude.
  41. 3 pontos
    27/04/2019 - PUKARÁ DE QUITOR E DESCANSO Depois do intensivão do dia anterior, resolvemos acordar um pouco mais tarde. Eu tinha reservado este quarto dia no Atacama para fazer o Salar de Tara, mas como eu disse no início, ele estava fechado na ocasião e com isso tivemos que apelar para o plano B. Acordamos por volta das 09:00, tomamos café no hostal e saímos pelas ruas em buscar de algum lugar para alugar bike. Explorar o deserto de bicicleta era uma ideia que já estava em mente e que queríamos fazer, porém apenas se tivesse tempo livre. Surgiu a oportunidade e fomos. Conseguimos alugar as bikes por 3.000 pesos pelo período de 6 horas (foi mais que suficiente). Para quem está acostumado a pedalar ao nível do mar, vai sentir bastante na hora de pedalar pelo deserto. O percurso que fizemos não foi muito longo e acabou por ser o passeio mais cansativo, justamente pela combinação secura + altitude (sorte que levamos muita água). Saímos de San Pedro em direção a Pukára de Quitor, que é uma antiga fortaleza construída pelo povo inca e fica a cerca de 3/4 km de San Pedro. A estrada é bem sinalizada e fácil de chegar lá. Já no parque de Pukará, deixamos as bikes no estacionamento e fomos pagar as entradas (3.000 pesos) por pessoa. O responsável nos deu um mapa com as trilhas disponíveis pelo local: Uma para o mirador geral e outra para as ruínas de Pukára de Quitor. Optamos pelo mirador. Começamos a subir, subir, subir e não chegava nunca ao topo 🤣 Demoramos cerca de uma hora para chegar lá. É uma caminhada de respeito, pois é toda em ziguezague, com muitos desníveis e vários pontos de descanso por ela. É possível avistar as ruínas de Pukára de Quitor por ela também. Mas toda a subida valeu a pena. Do topo é possível avisar San Pedro de Atacama, o Valle de La Luna, Valle de La Muerte e ainda um panorama dos principais vulcões da região: Licancabur, Lascar, Juriques, entre outros. Lindo demais! Ficamos no topo cerca de 1 hora, apenas contemplando a paisagem e saudando os turistas que passavam por lá. Não foram muitos, mas todos na mesma vibe de "carpe diem", aproveitar o momento. Por volta das 14:00 iniciamos a descida (na hora de descer todo santo ajuda) e por volta das 14:40 já estávamos pegando as bikes de novo. Voltamos rapidamente para San Pedro, pois logo já daria a hora de devolver as bicicicletas. Chegamos por volta das 15:30. Paramos para almoçar e adivinha onde? Na Pica'da Del Indio. 😂 Até procuramos outros restaurantes por lá para jantar neste último dia, mas os pratos da Pica'da eram irresistíveis! Voltamos para o hostal para tomar um banho, tirar todo o barro e sujeira que acumulamos de bike e começamos a organizar as malas, pois no dia seguinte já era o momento de retornar ao Brasil 😭
  42. 3 pontos
    26/04/2019 - GEISERS DEL TATIO, VALLE DE LA LUNA E TOUR ASTRONÔMICO (INTENSIVÃO!) Acredito que chegamos no dia mais "hard" da viagem. Acordamos por volta das 04 da manhã, pois o passeio dos Geisers começa bem cedo para aproveitar o período de maior atividade do campo geotérmico (entre 06 e 07 da manhã). A van da 123 Andes passou por volta das 05:10 da manhã e partimos rumo ao Geisers del Tatio. O guia da vez foi o Gabriel, excelente pessoa. Ele explicou que o percurso até lá durava cerca de uma hora e quinze minutos e que como ainda estava escuro, só restava ao grupo dormir. Aqui também fomos alertados em relação a altitude, pois o passeio acontece a mais de 4300 m de altitude. Eu não consegui dormir e fui acordado durante todo o percurso, bebendo bastante água para não sofrer com o soroche (mesmo assim, nesse passeio me senti um pouco mal. No dia anterior a altitude foi a mesma e não senti absolutamente nada, mas creio que seja porque nas Lagunas Antiplânicas a subida é gradual, aqui vai de 2.500 para 4.300 praticamente de uma vez). Por volta das 06:30 chegamos aos Geisers. Pagamos a taxa de 10.000 pesos por pessoa na entrada, usamos os banheiros e o guia nos levou primeiramente aos geisers menores. É um fenômeno muito incrível! Há dezenas deles no local e o Gabriel explicou que cada um possui sua particularidade. A trilha para observar os geisers é bem demarcada e o guia sempre nos alerta para ter cuidado, pois já houve acidentes graves no local. Aqui foi onde senti mais frio também, estava -6 no dia, então é obrigatório ir bem agasalhado. Assim que o sol aparece, já começa a esquentar. Por volta das 07:30 o guia começou a preparar o café da manhã, e enquanto isso, pudemos aproveitar para conhecer os geisers maiores e quem quisesse poderia ir na piscina termal que há no local (não tive coragem). Tomamos mais um café da manhã excelente (com aquele doce de leite maravilhoso) e seguimos com o passeio. Por volta das 09 deixamos os Geisers e fizemos uma parada em um pântano chamado "Vado Putana". Aqui é possível observar várias espécies de animais e plantas típicas da região (vicunhas, raposa andina, viscacias) e também o vulcão Putana ao fundo com uma fumarola sempre presente na sua cratera. Segundo o guia, é um dos vulcões mais ativos da região junto do Lascar. Depois de algumas fotos, continuamos e paramos no Povoado Machuca. Trata-se de um vilarejo secular existente desde a época dos Incas e que abriga poucos moradores, pois as condições para vida não são as mais favoráveis. Por aqui é possível comer o famoso espetinho de lhama e visitar uma igreja muito charmosa e antiga. Ficamos cerca de uma hora no povoado (achei tempo demais, preferia ter ficado contemplano o vulcão Putana). Nossa última parada do passeio foi no Canyon de Guatin, onde é possível ter um panorama geral do Deserto de Atacama e da Cordilheira dos Andes. Chegamos por volta do 12:00 em San Pedro de Atacama e já passamos direto na Pica'da Del Indio para almoçar. Melhor restaurante! O prato principal do dia era atum ao molho de ervas. Devidamente almoçados, foi o tempo de irmos ao hostal, colocar uma roupa mais fresca e já partir para a agência, pois lá era o ponto de encontro para o passeio do Valle de La Luna. Por volta das 14:30 nossa van chegou e dessa vez o guia responsável foi o Ângelo, muito gente boa também! O nosso grupo era pequeno novamente e só havia mais uma brasileira, duas chilenas e um casal de Cingapura. Todos bem legais. Chegamos ao Valle de La Luna em menos de 15 minutos, pagamos a entrada de 3.000 pesos por pessoa e dali já era possível ver aquelas formações únicas. O guia que explicou que o nome "Valle de La Luna" foi dado por Gustavo Le Paige ao chegar por ali e achar que era parecido com o solo da lua. Subimos nas dunas e o guia foi explicando as formações do local, todas provenientes de atividade vulcânica. Um aviso: essa passeio venta DEMAIS! O chapéu de um dos integrantes do grupo voou para nunca mais ser visto. A próxima parada foi nas Três Marias, outra formação curiosa que (segundo o Gustavo Le Paige) parece a silhueta de três mulheres. Depois do Valle de La Luna, seguimos para o Valle de La Muerte. O guia preparou um coquetel e assistimos ao pôr do sol com vinho e queijos. Existe jeito melhor de terminar o dia? Existe sim e vou explicar daqui a pouco. Voltamos a San Pedro, jantamos novamente na Pica'da Del Indio (viramos praticamente clientes vip) e fomos tomar um banho no hostel, para esperar a van que nos levaria para o tour astronômico. Aqui um parenteses para explicar a minha escolha da agência para o tour: a Space é a mais conhecida para fazer o passeio em questão, mas as vagas são bem limitas e deve-se reservar com meses de antecedência. Não consegui e recebi a recomendação da Time Travel Atacama, e RECOMENDO de olhos fechados. Por volta das 23:10, a van da agência nos buscou no hostal e fomos literalmente para o meio do deserto, pois qualquer iluminação atrapalha a observação do céu. Lá conhecemos o guia Rodrigo e ele nos deu uma introdução de como seria a tour. Recebemos ponchos para nos aquecer (é bem frio) e sentamos em poltronas. O Rodrigo começou a explicar sobre como surgiu o universo e de como ele é, falar sobre astros, estrelas, explicar sobre os planetas, sobre o comportamento dos corpos celestes, enfim, foi uma verdadeira aula de astronomia. O melhor de tudo: Aqui é possível observar a olho nu. Vimos várias estrelas cadentes, Jupiter e Saturno estavam visíveis, a constelação de escorpião, foi um passeio literalmente mágico. Em certo momento da tour, o Rodrigo nos mostrou os planetas que citei no telescópio e pudemos observar estrelas mais de perto. Incrível demais! Finalizamos com uma foto oferecida pela agência. Esse sim foi o melhor jeito de terminar o dia e digo que foi uma das melhores experiências da minha vida. Chegamos ao hostal por volta das 02:00 encantados e plenamente realizados com tudo que havíamos vivido nesse dia.
  43. 3 pontos
    Como a minha viagem foi 100% de carro, estou colocando um link aqui para o post criado na seção de relatos da Europa.
  44. 3 pontos
    Gosto do site, foi AQUI que perdi o medo a uns anos, de me "aventurar" em outras terras, sem agencias de turismo, foi aqui que sempre tive respostas as minhas dúvidas, foi aqui, que encontrei pessoas que já vieram em Manaus e eu fiz de tudo para passar o calor humano de minha cidade, mostrando vários pontos e dizendo como fazer, para pagar mais em conta, exatamente como me mostram aqui no site. Grato pelas explicações, agora estou tranquilo. E se por ventura, eu cometer um erro, me corrijam de imediato. Gosto de ler os Tópicos e postagens, pois assim vou aprendendo cada vez mais e salvando o que me interessa, como o Tópico de Santiago de Compostela, do amigo @Eriendson, que salvei TUDO, desde fotos, como salvei as dicas do Peru, quando precisei, dicas do Jalapão, que foram poucas, porém as que "peguei", me serviram muito e agora da Bolívia. Só tenho a agradecer ao site e aos membros.
  45. 3 pontos
    DIA 1 - Les Houches a Les Contamines (18,4 km) Inaugurando a rotina dos abrigos de trilha, acordei cedo, tomei café, arrumei a mochila e parti para a caminhada do dia. Logo no início, descobri que uma boa parte das pessoas sobe ao primeiro passo de montanha (Col de Voza) pelo teleférico. Corta cerca de 5,5 km e uma subida quase 600m. Mas meu objetivo era caminhar 100% do tour. Subida cansativa para um início de trilha. E o caminho em si não era muito interessante. Chegado ao passe, tomei um café em um estabelecimento por lá. A partir dali há 2 opções de caminho. Uma mais tranquila, pelo vale, e outra mais pesada, pelos passos de montanhas. Neste dia peguei a trilha mais complicada. Queria as vistas dos topos das montanhas. A partir dali, a subida ficou bem pesada. Trilhas de terra em ziguezague sem uma parada para respirar. Quase no passo mais alto do dia (Col de Tricot), vejo que o caminho em frente estava coberto de neve. Era meu primeiro contato com ela, e seria complicado. Instalei os spikes que comprei para as botas e subi tranquilo, com velocidade, me achando. Então logo atrás me aparece um bando de adolescentes que seguiam sem os spikes. andando tranquilamente e sem escorregar, feito o Legolas do Senhor dos Anéis. Depois cruzei com outras pessoas também sem o equipamento. E eu era o único tonto com aquele aparato. Paciência... Pelo menos fui prudente. Não sabia andar na neve e tomei precauções por isso. Chegando ao Col de Tricot, me deparei com uma vista espetacular. Muitas pessoas paravam ali para comer e apreciar o local. Resolvi comer também um sanduíche que levava. Fiquei um bom tempo ali em cima até resolver continuar. Teria que encarar uma descida pesada. E meus joelhos sempre foram um problema nas trilhas. Mas depois de muito treino e uma perda considerável de peso corporal, o joelho não reclamou. Mas a descida acabou sendo um pouco complicada. A trilha beirava grandes barrancos, com muitas pedras soltas e em alguns pontos, pouco restava de um caminho desmoronado. Quase escorreguei algumas vezes. Ao final da descida, cheguei ao Refuge de Miage. Tomei uma cerveja, cuidei dos pés e segui em frente. Durante todo o trajeto até aqui o tempo manteve-se aberto e o sol rachando. Já eram 3 da tarde e segui para a segunda subida, mais curta que a anterior. Pena que o tempo fechou em torno do Mont Blanc e não pude avistá-lo durante a tarde. Logo, peguei a última descida até o local onde eu iria pernoitar. Foi relativamente tranquilo. Mas a medida que a cidade se aproximava, parecia que a trilha não acabava nunca. Enfim cheguei ao albergue. E ao procedimento de sempre: depois de caminhar 10 horas, tomar banho, lavar a roupa (com as costas reclamando) e jantar. E mais uma cerveja para fechar a noite. Foi a trilha mais difícil que fiz até hoje. Por enquanto, sem maiores dores ou cansaço. Mas teria mais 10 duros dias pela frente.
  46. 3 pontos
    @Pablo_Pelomundo, os 2 amigos já falaram o que provavelmente irá acontecer, o que terás pela frente. Já vivi e vi muitas coisas nesse mundo, afinal, já passei 10 anos do meio século ..... Se vais "ferir" a sua mãe, saindo de sua casa, saiba que seria a ÚNICA pessoa no mundo, que daria a vida por você, veja bem, nem lhe conheço e muito menos a sua mãe, porém é isso que as mães fazem por seus filhos. Se conselho fosse bom, não se dava, se vendia, como diz o ditado popular, porém já foi dado pelos amigos, nas postagens acima, você segue se quiser, a vida é sua .... Você cursa um dos melhores cursos da atualidade, um curso que o mundo todo precisa, então, te forma e pega teu diploma, coloca embaixo dos braços e some no mundo, pois terás emprego garantido em quase toda a parte que chegares, no mínimo, hospedagem e alimentação, fazendo ou reformulando sites, aplicativos, enfim, tudo que rola em TI. Meu filho mais velho, está com um pé nos EUA, tem mestrado em TI, não tem como não ganhar a vida em vários países do mundo. Sempre é bom ter uma grana no bolso, para comprar e se deliciar da comida que bem entender. Pense bem, pense no que os amigos escreveram acima e nos comentários que ainda virão.
  47. 3 pontos
    Campo Base do Everest Algumas dicas e orientações para planejar seu trekking solo no Nepal MELHOR ÉPOCA . Outubro e novembro são o pico da temporada de trekking no Nepal. As chuvas trazidas pelas monções terminam em setembro e o céu fica mais limpo nesse período seguinte. Porém espere por trilhas e lodges lotados nos trekkings do Everest e Annapurna, os mais populares. Em dezembro, já perto do inverno, é possível fazer caminhadas também mas é melhor escolher altitudes mais baixas como o trekking do campo base do Annapurna. . Março e abril são o segundo período mais procurado. A grande atração desses meses é caminhar pelas florestas de rododendros em época de floração, o que deve ser um lindo espetáculo. HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO DURANTE O TREKKING Não há nenhuma necessidade de levar barraca para a grande maioria dos trekkings no Nepal. Ao longo do caminho dezenas de lodges e guest houses oferecem hospedagem simples e alimentação completa (café da manhã, almoço e janta). Para os trilheiros independentes é usual negociar o preço do quarto desde que se façam as refeições (café da manhã e janta) no próprio lodge, que sempre tem refeitório. Na maioria das vezes o quarto acaba saindo de graça (dependendo da negociação) uma vez que a comida custa duas ou três vezes o preço pago nas cidades. E o preço aumenta junto com a altitude e a distância das cidades. Para mostrar a variação de preços das refeições em cada povoado ao longo dos trekkings vou colocar nos relatos, ao final de cada dia, o preço do dal bhat e do veg chowmein, dois pratos bastante pedidos. Como referência esses pratos em Kathmandu custam por volta de Rs 250 (US$2,17) e Rs 160 (US$1,39), respectivamente. Em quase todos os vilarejos os moradores têm um pedaço de terra para trabalhar e cultivar os legumes e verduras para seu consumo e para suprir a demanda do restaurante. A dieta deles é basicamente vegetariana, inclusive pela dificuldade de armazenamento de qualquer tipo de carne. E para o trilheiro é bastante recomendável seguir essa dieta pensando no seguinte: os legumes são sempre frescos, a carne não. E ninguém quer ter uma infecção intestinal ou uma diarréia num lugar tão distante. Todos os lodges têm um caderno onde são anotados (pelo dono ou pelo hóspede) os pedidos para o jantar e café da manhã. Para o jantar costumam pedir que se anote até as 17h para eles se organizarem. Para o café da manhã geralmente pedem que se escreva o pedido no dia anterior, principalmente se houver necessidade de tomar o café muito cedo. Mesmo havendo refeição em todas as vilas do caminho é preciso ter algum lanche de trilha para os dias em que se sobe alguma montanha mais demorada (como o Tsergo Ri) ou se atravessa um passo de montanha, algo que leva bastante tempo e onde a distância entre os vilarejos é grande. CUSTOS DURANTE O TREKKING Os custos durante as caminhadas dependem diretamente do que se consome nos lodges pois a comida é bastante cara em comparação com o preço pago nas cidades, ao passo que a hospedagem pode ser negociada. Se você for econômico e pedir veg chowmein no café da manhã (você acostuma...), veg fried rice no almoço e dal bhat na janta, o custo diário com comida vai ser de US$8 a US$20 (o preço aumenta com a distância). Se for possível negociar o quarto sem custo, o valor acima vai ser a sua despesa diária durante o trekking. Um café da manhã completo com pão, geléia, omelete e café/chá vai aumentar bastante essa despesa. No meu trekking de 23 dias de Shivalaya ao Campo Base do Everest e Gokyo o custo total, seguindo o menu econômico acima e sempre barganhando o preço do quarto, foi de US$345. A média foi de US$15 por dia. Lembrando que eu não contratei nenhum serviço de guia ou carregador. Nessa conta entram apenas alimentação e hospedagem, não entram as permissões e as passagens de ônibus e avião. HOSPEDAGEM EM KATHMANDU O bairro mais conveniente para se hospedar em Kathmandu é o Thamel pois concentra todos os serviços que um trilheiro necessita: hotéis para todos os bolsos e exigências, restaurantes variados, casas de câmbio, padarias, mercadinhos, livrarias, farmácias, lavanderias, agências de trekking, lojas de equipamentos e roupas técnicas, etc. Além disso muitos atrativos turísticos da cidade estão a curta distância a pé a partir do Thamel. Mas prepare-se para dividir as ruas estreitas e sem calçada com muitas motos e carros buzinando o tempo todo. Sim, o Thamel é uma ilha da fantasia para turistas, repleta de lojinhas de todo tipo, e para ter a experiência de uma Kathmandu mais real vai ser preciso caminhar fora dali. Isso é verdade, mas o Thamel não deixa de ser o bairro mais conveniente para as necessidades de um viajante. Rua no Thamel ROUPAS E FRIO A temperatura interna durante a noite medida pelo meu termômetro chegou à mínima de -8,6ºC. Isso foi dentro do quarto em Gorak Shep. Normalmente ela está entre -3ºC e 3ºC à noite e de manhã dentro do quarto. Por isso é preciso ter um saco de dormir sempre na mochila pois o cobertor do lodge pode não ser suficiente. Eu levei um saco Marmot Helium (temperatura limite -9ºC) e usei em algumas noites apenas. Os quartos costumam ter duas camas com um cobertor bem grosso parecido com um edredom em cada uma. Como eu dormia sozinho no quarto podia pegar o outro cobertor e não precisava usar o saco de dormir. Para vestir recomendável levar uma blusa grossa de fleece, uma jaqueta de pluma (a única blusa que realmente esquenta naquele frio todo) e uma jaqueta impermeável que serve como corta-vento durante as caminhadas. Para as pernas importante levar uma calça de fleece ou ceroula térmica pois com frio nas pernas não se consegue dormir. Uma calça impermeável serve como corta-vento e eu usei em vários dias mesmo caminhando sob o sol pois o vento é gelado. Uma faixa para o pescoço que possa ser esticada para a boca e nariz também é fundamental para não expor tanto a garganta ao vento frio. Mesmo com isso eu tive infecção na garganta, tive que ir ao médico em Kathmandu e tomar antibiótico por 3 dias. Os lodges costumam ter um aquecedor no refeitório e esse é o único lugar para se refugiar do frio. Mas ele fica aceso somente do início da noite até os últimos hóspedes saírem do refeitório. Não é aceso de manhã, quando faz muito frio também (entre -3ºC e 3ºC, como disse). Para acender o aquecedor se usa lenha onde há árvores e esterco de iaque onde não há. O QUE PODE SER COMPRADO EM KATHMANDU Kathmandu tem ótimas livrarias onde se pode comprar mapas e guias de todos os trekkings do Nepal. E tem dezenas de lojas de equipamentos e roupas técnicas onde se deve pesquisar os preços pois variam muito de uma loja para outra. Há lojas de marcas famosas como The North Face e Mountain Hardwear que vendem produtos originais. Nas outras mil lojas vale o preço e não necessariamente a qualidade. Mas pelo que já li nos relatos é possível encontrar bons produtos a preços bem atrativos. Na hora da compra vale pechinchar também, e comprar vários itens na mesma loja (ao invés de um item em várias lojas) ajuda na negociação do valor total. Muitos itens podem ser alugados também. MAPAS Nas livrarias há mapas para todos os trekkings do Nepal, porém eu e outras pessoas encontramos muitos erros na marcação das altitudes, o que atrapalha um pouco o planejamento. Para ser mais prático, uma idéia é fotografar o mapa todo com o celular para ter acesso rápido a ele durante a caminhada sem ter que ficar dobrando e desdobrando o original toda hora. Dal bhat ACLIMATAÇÃO O Mal Agudo da Montanha (em inglês AMS, Acute Mountain Sickness) é um problema muito sério que não deve ser ignorado. Durante a caminhada do Everest eu soube que um japonês morreu em Gorak Shep porque não queria descer mesmo se sentindo mal em consequência da altitude (matéria aqui). É preciso ficar atento aos sinais do corpo e a melhor solução sempre é descer. Aconteceu comigo também. Fiquei quatro noites praticamente sem dormir, apesar de não ter nenhum outro sintoma, e precisei baixar dos 5160m aos 3800m para poder dormir, me recuperar do cansaço e dar um tempo maior para o meu corpo se adaptar à altitude. O Mal Agudo da Montanha atinge tanto atletas e esportistas de condição física perfeita quanto trilheiros de primeira viagem. E pode atingir também trilheiros já acostumados a caminhar na altitude. O processo de aclimatação é condição necessária para todos. Os sintomas mais leves a partir dos 3000m de altitude são dor de cabeça, tontura, náusea, perda de apetite, falta de ar, cansaço, irritabilidade e dificuldade para dormir. Nesse caso o corpo está dando sinais que não devem ser ignorados e o melhor é parar de subir, subir mais devagar (dormindo mais noites na mesma altitude) ou descer se não houver melhora. Do contrário pode-se desenvolver os sintomas mais graves do AMS. Os sintomas mais graves são perda de coordenação enquanto caminha e falta de ar mesmo em repouso. O primeiro sintoma pode levar a um edema cerebral e o segundo a um edema pulmonar. Nesse caso é preciso descer imediatamente. As regras básicas para que o organismo se adapte gradativamente à altitude (leia-se: aclimatação) acima dos 3000m são: . não dormir 500m acima do local onde se dormiu na noite anterior . fazer caminhadas de bate-volta até uma altitude superior àquela em que vai dormir (walk high, sleep low) . de preferência dormir duas (ou mais) noites na mesma altitude e fazer caminhadas a pontos mais altos durante o dia . beber no mínimo 3 litros de água por dia Por fim, a polêmica do Diamox. Alguns médicos são contra o uso desse medicamento para reduzir os sintomas da altitude, mas no Nepal quase todo mundo tem na mochila e até o médico em Kathmandu me receitou na consulta que fiz (sem eu pedir). Mas mesmo usando Diamox deve-se seguir as regras de aclimatação acima para não desenvolver os sintomas mais graves do mal de altitude. Muita gente faz uso mas não posso falar dos efeitos e benefícios porque não tomei. Quando tive quatro noites de insônia não tinha Diamox para testar se resolveria o meu problema. O que é consenso entre os médicos no caso de insônia é não tomar remédios para dormir. Máscara para enfrentar a poluição e poeira de Kathmandu TRATAMENTO DA ÁGUA A água mineral é vendida no Nepal em garrafas de 1 litro ou menores. Essa água, que custa Rs20 ou Rs30 em Kathmandu, chega a custar Rs450 em Gokyo. Além desse preço absurdo, o grande problema é a acumulação de garrafas pet nos lixões dos vilarejos e ao longo das trilhas. Comprar água mineral é a pior das soluções para matar a sede. O que fazer? Tratar a água de torneira dos vilarejos ou a água dos riachos, ambas abundantes e de fácil acesso em todos os trekkings. Há várias maneiras: 1. ferver a água . vantagem: o gosto não é alterado, custo muito baixo . desvantagem: não é tão prático e rápido, a água demora a ferver e a esfriar para colocar nas garrafas pet; quanto maior a altitude, menor a temperatura de ebulição da água, por isso é preciso ferver por mais de 5 minutos em altitudes mais elevadas 2. filtro Sawyer ou LifeStraw . vantagem: o gosto não é alterado, muito mais prático que ferver . desvantagem: filtra bactérias e protozoários, mas os vírus passam; não pode ficar exposto a temperaturas muito baixas 3. pastilha de cloro (Clorin) ou dióxido de cloro (Micropur) . vantagem: muito mais prático que ferver . desvantagem: o gosto é horrível, demora de 30 minutos a 4 horas para purificar completamente dependendo do tipo de pastilha 4. Steripen . vantagem: método muito prático e rápido (leva apenas 90 segundos para purificar 1 litro de água), o gosto não é alterado . desvantagem: custo alto, a água deve ser cristalina, dependência de um aparelho eletrônico (que dá bastante problema segundo as críticas no site amazon.com) 5. pastilha de iodo: não acho esse método recomendável pois não é eficaz contra o protozoário Cryptosporidium, não pode ser usado por um longo período (mais que 6 semanas) e não pode ser usado por pessoas com problema de tireóide Minha experiência: eu não tenho Steripen, então usei os 3 primeiros métodos sempre combinando dois deles. Levei um fogareiro e comprei cartuchos de gás em Kathmandu. Toda noite eu filtrava a água, depois fervia e esperava esfriar durante a noite. Ou eu filtrava e usava a pastilha de dióxido de cloro (Micropur), mas isso apenas se eu não pudesse ferver pois o gosto final era de sabão. Levei um filtro Sawyer Squeeze e nos lodges onde a temperatura no quarto poderia ser abaixo de 0ºC eu dormia com ele junto ao corpo. Conheci trilheiros que estavam tratando a água apenas com filtro Sawyer ou LifeStraw e não tiveram problema. Geralmente as pessoas usavam apenas um dos métodos que mencionei. É possível também comprar água fervida nos lodges, mas o custo ainda é alto. Vaquinhas sagradas TELEFONIA E INTERNET Vou colocar em cada relato de trekking no Nepal o nome das operadoras de celular que funcionam na maioria dos vilarejos. As mais comuns são NCell (www.ncell.axiata.com), NTC/Namaste, Sky e Smart (www.smarttel.com.np). A NCell tem lojas próprias em Kathmandu onde se pode comprar o chip e fazer a carga pelos preços oficiais, bem mais baixos que nas lojas turísticas do Thamel. A loja que eu ia fica na Durbar Marg, mas há outra perto da Praça Durbar (segundo o site). Para comprar o chip é preciso levar passaporte, uma foto 3x4 e preencher um formulário na loja. Para fazer a recarga não necessita de nada disso. Eles mesmos configuram o celular, mas é bom conferir se o chip está funcionando antes de sair da loja. Eu paguei Rs 100 (US$ 0,87) pelo chip e Rs 355 (US$ 3,08) pelo pacote de 1,3 GB por 30 dias (há muitos outros pacotes). Para as outras operadoras não vi lojas próprias, mas segundo o site a Smart possui lojas (esta é uma operadora que funciona em pouquíssimos lugares). Muitos lodges e cafés ao longo dos trekkings têm wifi mas é sempre pago e vale a mesma regra: o preço sobe junto com a altitude e distância das cidades. Para recarregar as baterias, alguns poucos lodges têm tomada no quarto, na maioria deles é preciso pagar pela carga. Levar alguns power banks a mais é uma boa idéia para não gastar muito com recargas. Lembrando que o frio descarrega as baterias mais rápido do que o habitual, por isso eu costumava colocar o power bank dentro da blusa na hora de usá-lo para recarregar o celular. No trekking do Everest há dois serviços de cartão pré-pago que dão acesso ao wifi dos lodges em diversas vilas: 1. Everest Link (www.everestlink.com.np) - custa Rs 1999 (US$ 17,35) por 10GB em um período de 30 dias (há outros pacotes); segundo o site funciona nas principais localidades ao norte de Lukla, inclusive no Kala Pattar e no Campo Base do Everest 2. Nepal Airlink (www.nepalairlink.com.np) - custa Rs 1260 (US$ 10,94) por um período de 30 dias (há outros pacotes); o site estava fora do ar quando publiquei esse relato mas pelo que pude entender o Nepal Airlink funciona apenas no trekking Shivalaya-Lukla e só no trecho entre as vilas de Junbesi e Kharte, e também em Phaplu. Não cheguei a usar nenhum desses dois serviços porque não sabia da existência e já tinha comprado o chip da NCell. PERMISSÕES A seguintes permissões podem ser obtidas no Tourist Service Center, próximo ao Ratna Park, em Kathmandu: 1. TIMS card - levar passaporte, 2 fotos 3x4 e preencher um formulário (importante: segundo a funcionária desde 16/11/2018 é obrigatório ter seguro-viagem para obter o TIMS card e deve-se fornecer o número da apólice no formulário). Valor: Rs2000 (US$17,36). O TIMS card é necessário para todos os trekkings exceto para o Everest (desde outubro de 2017) e válido apenas para um trekking específico, ou seja, no meu caso tive de pagar o TIMS para Langtang e depois para o Annapurna, num total de Rs4000 (US$34,72). Para o Everest o TIMS card foi substituído em out/2017 por uma permissão local que pode ser obtida em Lukla ou Monjo (não em Kathmandu) pelo valor de Rs2000 (US$17,36) e sem foto. 2. permissão de entrada do Parque Nacional Langtang - levar somente passaporte. Valor: Rs3400 (US$29,51) 3. permissão ACAP para o Annapurna Conservation Area - levar passaporte, 2 fotos 3x4 e preencher um formulário. Valor: Rs3000 (US$26,04) 4. permissão de entrada do Parque Nacional Sagarmatha - eu obtive essa permissão em Monjo, durante o trekking do Everest, mas há um balcão no Tourist Service Center em Kathmandu que a emite. Pediram apenas passaporte, nenhuma foto.Valor: Rs3000 (US$26,04) 5. permissão de entrada do Gaurishankar Conservation Area - eu obtive essa permissão em Shivalaya, durante o trekking do Everest, mas há um balcão no Tourist Service Center em Kathmandu que a emite. Pediram apenas passaporte, nenhuma foto.Valor: Rs3000 (US$26,04) Horário do Tourist Service Center em Kathmandu: . balcão Annapurna, Manaslu e Gaurishankar: diário das 9 às 13h e das 14h às 15h . balcão Everest e Langtang: de domingo a sexta-feira das 9h às 14h . balcão TIMS card: não havia horário afixado Esses horários mudam frequentemente. Banheiro ao estilo "limpo" (os outros melhor não publicar) BANHEIROS AO ESTILO OCIDENTAL E ORIENTAL Durante todos os trekkings é mais comum encontrar o banheiro ao estilo oriental, quer dizer, uma peça de louça no chão com um buraco no meio e lugares para colocar os pés nas laterais. A descarga quase sempre é com um balde ou caneca que fica ao lado. Quando raramente se encontra um vaso sanitário, a descarga normalmente é com o balde ou caneca mesmo. Nos lodges de maior altitude é preciso ter cuidado com a água congelada de manhã no piso do banheiro e ao redor do buraco. Vale dizer que durante todos os trekkings o banheiro é sempre compartilhado, não existe banheiro privativo, e costuma haver apenas um ou dois para todos os hóspedes. Papel higiênico deve ser comprado e levado sempre na mochila pois os nepaleses não usam e não se encontra em nenhum banheiro. Prefira comprar nas cidades pois nos lodges é bem mais caro. BANHO É possível tomar banho de ducha em muitos lodges durante os trekkings. Se não houver ducha eles preparam um banho de balde. Em ambos os casos é preciso pagar à parte e o preço aumenta à medida que se distancia mais das cidades. A água da ducha pode ser aquecida a gás ou por energia solar. Se for a gás o banho é ótimo, com a água bem quentinha. Se for com energia solar a água fica morna ou quase fria no fim da tarde ou em dias de céu encoberto. VACINAS Nenhuma vacina é obrigatória para entrar no Nepal porém é bastante recomendável tomar/atualizar as vacinas de febre tifóide e hepatite A pois a transmissão dessas doenças se dá por água e alimentos contaminados. Nenhuma das duas está disponível na rede pública no Brasil, é preciso pagar em um clínica particular. Eu aproveitei para atualizar todas as outras vacinas recomendáveis: tétano, difteria, hepatite B, gripe, antirrábica e febre amarela. EMPRESAS AÉREAS QUE FAZEM O TRAJETO KATHMANDU-LUKLA PARA O TREKKING DO CAMPO BASE DO EVEREST Somente essas quatro companhias aéreas fazem o trajeto entre Kathmandu e Lukla: 1. Nepal Airlines: www.nepalairlines.com.np (clique em Domestic Flight) 2. Tara Air: www.yetiairlines.com 3. Sita Air: sitaair.com.np 4. Summit Air: www.summitair.com.np VIAJANDO DE ÔNIBUS NO NEPAL Os ônibus em que viajei no Nepal eram genericamente chamados de "local bus". Parece que há os tipos express, super express, mas não sei dizer a diferença. Todos eram muito lentos, apertados e sem banheiro. A dica que quero dar aqui é sempre pedir um assento no meio do ônibus. Os bancos do fundo pulam demais por conta das estradas de terra cheias de buracos e pedras. O último banco é muito mais desconfortável que qualquer outro - evite! Os bancos da frente não são muito convenientes porque é um entra-e-sai constante de pessoas, bagagens, sacos, etc. São feitas algumas paradas para banheiro durante as longas viagens, mas é bom não tomar muito líquido para não passar aperto. Em todas as viagens a mochila sempre ia comigo, o que era também um transtorno. Ônibus para Jiri e Shivalaya no terminal do Ratna Park PEDINDO INFORMAÇÃO DURANTE O TREKKING Não quero generalizar sobre esse assunto mas vou falar da minha experiência. Concluí que não é muito útil pedir informação aos nepaleses durante a caminhada. Ao necessitar de informação sobre o caminho o melhor é perguntar aos trilheiros, melhor ainda aos trilheiros independentes pois estes estudaram os mapas e sabem o nome das vilas de onde vieram e para onde estão indo. Trilheiros com guia muitas vezes não sabem nada também. Por que não perguntar aos nepaleses já que vivem ali? Em geral eles são bem confusos na explicação, alguns dão informação errada, muitos não entendem a pergunta e falam qualquer coisa. Geralmente eles sabem só o inglês necessário para falar sobre o quarto e a comida, ao serem questionados sobre as condições do caminho não entendem e não sabem explicar. Além disso, nepaleses têm a tendência de responder sim a tudo por cortesia (um não pode ser considerado indelicado), portanto não se deve perguntar: o caminho para a próxima vila é este? pois eles provavelmente vão responder sim. É melhor perguntar: qual é o caminho para a próxima vila? nesse caso eles não podem responder simplesmente sim. Depois confira a informação com outras pessoas, não confie na primeira informação que obtiver. CALENDÁRIO O Nepal usa um calendário diferente chamado Sambat. Neste ano de 2018 do calendário gregoriano eles estão no ano 2075. Em algumas situações eles podem usar a data do calendário Sambat em lugar do gregoriano. Comigo aconteceu de preencherem uma passagem de ônibus com essa data. NAMASTÊ O cumprimento habitual no Nepal é a palavra namastê. Questionei algumas pessoas sobre o significado dessa palavra e eles respondem que é somente um olá. Mas namastê tem um significado mais espiritual e literalmente quer dizer: Eu saúdo o divino dentro de você, Eu me curvo ao divino em você, O sagrado em mim reconhece o sagrado em você, O divino em mim se curva ao divino dentro de você, entre outros significados. RELATOS DO NEPAL PUBLICADOS AQUI NO MOCHILEIROS . Trekking Langtang-Gosainkund-Helambu (Nepal) - out/18 . Trekking do Campo Base do Everest desde Shivalaya em 3 partes: .. Trekking Shivalaya-Namche Bazar (Nepal) - out/18 .. Trekking Namche Bazar-Campo Base do Everest (Nepal) - nov/18 .. Trekking Pheriche-Lukla (Nepal) - nov/18 . Trekking do Campo Base do Annapurna e Poon Hill (Nepal) - dez/18 Rafael Santiago dezembro/2018 https://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
  48. 3 pontos
    Fala pessoal, tudo certo?! Fizemos a travessia da Abra del acay hoje!!! Lugar mais tenso e emocionante que passei na minha vida!! Vou relatar está trip quando chegar para maiores informações aos amigos mochileiros. Oque posso adiantar que a parte mais ddifícil é o trecho cachi - abra, então ao meu ver seria o ideal de se fazer primeiro. Ali vc vai passar os rios que cortam a pista e a parte mais estreita r que está mais sujeito a deslizamentos. Pro lado de SADLC é mais tranquilo... Fizemos também o paso sico. Depois da divisa da Argentina/Chile, está tudo asfaltado até spa. Abraços
  49. 3 pontos
    @D FABIANO Isso, trabalheI com finanças uns 35 anos(por coincidência sou formado também), e nem por isso discuto sobre o assunto aqui, e como vc bem sabe pouquíssimos nesta aérea é foda né! Hoje muita gente é especialista em tudo, a Internet democratizou o conhecimento e muitos se acham doutores em assuntos que conhecem superficialmente, baseados em "estudos interneticos". Tem "viajantes interneticos" que numa saiu de sua casa é é especialista em "viagens".
  50. 3 pontos
    RETORNO 21/11 (Lá Paz/ Santa Cruz) Cheguei em La Paz as 15:00 e já comprei a passagem para Santa Cruz com saída as 19:30 por 80 bolivianos. BOLIVIANOS 96,50 > (R$53,02) ALIMENTAÇÃO 16,50 bols PASSAGEM 80 bols SALDO DA VIAGEM: R$ 4.382,03 22/11 ( Santa Cruz/Puerto Quijarro) Cheguei as13:00 e já comprei a passagem para Puerto Quijarro por 70 bolivianos saída as 21:00. Fiquei andando pelas redondezas pra gastar tempo BOLIVIANOS 104 > (R$57,14) ALIMENTAÇÃO 29 bols PASSAGEM/TAXA 73 bols OUTROS 2 bols SALDO DA VIAGEM: R$ 4.439,17 23/11 (Puerto Quijarro/São Paulo) Cheguei em Puerto Quijarro as 07:00, comprei a passagem para SP com a Andorinhas saindo as 12:30 diretamente de la por 300,00 (promoção). Peguei um táxi ate a fronteira por 20 bols para dar saída do país e gastei o restante de dinheiro que eu tinha. BOLIVIANOS 46 > (R$26,28) REAIS 300,00 ALIMENTAÇÃO 15 bols PASSAGEM 300 reais TAXI/TAXA 26 bols OUTROS 5 bols SALDO DA VIAGEM: R$ 4.765,45 24/11 (São Paulo/Campinas) Cheguei por volta das 14:00 em SP peguei um uber até a Barra Funda e um ônibus para campinas, cheguei em casa as 16:30💓 Com a emoção de estar em minha terrinha esqueci de anotar o restante dos gastos até meu lar, mas não passou de 60,00 entre (10 de uber, 30 de lirabus e 10 de coooooooxinhaaaaaaaaa🤤🤤🤤). TOTALIZANDO MINHA VIAGEM EM 4.825,45 em 25 dias via terrestre. Lembrando que tive gastos desnecessários com mimos, jantando fora e tal (apesar de ter cozinhado várias vezes no hostel, me dei esse luxo tbm) então da sim para fazer essa trip com o valor ainda menor que o meu. Os gastos dessa viagem foram rigorosamente anotados para meu querido amigo Kleber, que não pode realizar a viagem comigo conforme planejado, mas que esta neste exato momento(18/04/19) esta em sua trip. Baseando-se em meu roteiro e anotações e podem acreditar meus amigos, ele conseguiu passagens e ate passeios ainda mais barato, então sim, é possível viajar ainda mais em conta do que fizemos. hehe 🙆‍♀️ Dúvidas, estou prontamente a disposição, beijos de luz amigos aventureiros.
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


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