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Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 27-04-2019 em todas áreas

  1. 11 pontos
    ...ou as 5 coisas mais estúpidas que eu fiz em 5 dias na Nicaragua. porque dica do que fazer todo mundo dá. tudo é lindo nas fotos, nos textão. quero ver compartilhar as cagadas. só vou relembrar porque eu me prometo e tá escrito: NUNCA mais fazer umas cagadas dessas. (((até a proxima viagem))) 1. Naufragar de Kayak i love the smell of vai dar ruim in the morning. na minha última manhã em granada acordei cedo com siricutico e fui pro centro da cidade procurar um passeio pra ser o gran finale da estadia. já não bastava ter nadado em cratera de vulcão e cheirado enxofre do outro cuspindo lava, não. tinha que ter mais emoção, isso, tinha que ter mais aventura. tinha mesmo é que ter ficado quieta no meu canto mas... cheguei no centrinho e tava tudo fechado, a cidade só acorda 8h30. povo esperto esse povo da nicaragua, temos muito a aprender com eles. tudo aquilo que o sol toca, simba, é menos trouxa que você e só acorda as 8h30 da manhã bom, não vou esperar 1h sentada aqui no banco da praça né? volto pro hostel e arrumo as coisas, afinal, tenho que pegar um ônibus meio dia pra outra cidade. o universo sempre se comunica comigo. e eu devo falar aramaico. aproveitei o tempo ocioso pra conversar com a familia e tirar fotos da cidade vazia. tava tão vazia que rolou até um pau de selfie sem walk of shame. fechei um passeio de kayak pelas isletas e, como eu não sabia que ia andar de kayak quando acordei, tava com a minha sandalia que ocupa + espaço na mala, aquelas de gladiador romano. vocês acharem cafona é problema de vocês. na nicaragua faz sucesso. o motorista se ofereceu pra passar no meu hostel pra trocar. mas eu não queria fazer as outras 4 pessoas me esperarem. fora que minha malinha é organizada com o método tetris, se abrir tem que chamar esquadrão anti bomba pq pula roupa pelo quarto inteiro. então recusei. já que ia ficar dentro do kayak, não tinha pq me preocupar com sapato. (((nessa hora consigo mentalizar o universo, lá de longe, acenando negativamente em um facepalm))) o briefing antes de sairmos pro mar incluiu uma pergunta importantíssima de um alemão: "pq colete salva vidas? algum kayak já virou?" a resposta ficou marcada pra sempre em mim "apenas procedimento padrão de segurança pra não sermos multados. olha, posso te garantir, fizemos cerca de 600 tours e nunca aconteceu nada" tinhamos duas opções de kayak: duplo e individual. obviamente os 4 pegaram os duplos e eu sobrei ¯\_(ツ)_/¯ o kayak individual é bem mais punk que o duplo, ele é pesado e ruim de jogo, além de ser todo fechado. enquanto o duplo é aberto e de plastico (olha eu tentando dar desculpinha pra tentar justificar a cena rrrrrrridicula que vai se passar comigo alguns paragrafos abaixo) kayak nutella. duplo. molezinha. pra americano no spring break kayak raiz. individual. senhor com 35 anos de experiencia em alpinismo e sobrevivente de ataque de tubarão em moçambique além disso, começávamos o percurso na areia e pra chegar nas isletas, precisava passar a rebentação. isso ninguém te avisa antes de pegar seus dolares suadinhos. estava ventando. bastante. isso quer dizer que as ondas tavam boas. não pra nós,claramente. mas tinha gente surfando no lago. eu podia ter desistido nessa hora. mas não. a certeza que ia dar ruim eu já tinha, agora eu ia atrás da humilação REAL. e fui. o programa que acontece todos os dias nos mais de 600 tours é mais ou menos o seguinte: 9h - chegada na marina e briefing 9h15 - todo mundo com o kayak na areia rumo as isletas 9h50 - chegada as isletas 10h40 - visita ao forte 11h - retorno pra marina 11h30 - fim e agora uma imagem aérea de onde eu estava as 10:00 eu não conseguia, de jeito nenhum, quebrar as ondas e tava sendo jogada pras pedras. a cada estourada, entrava mais água no kayak (lembra que era fechadão? pois é). eu já tava com os braços e as pernas doloridas e o sol tava ardendo. tinha esquecido capa a prova dágua e meu celular tava em um ziplock de pão, agarrado no meu colete sendo submerso. olhei pro céu. alguém devia tá rindo de mim. lembrei dos mais de 3 mil kayaks que já tinham passado por ali e nunca tinham afundado, enquanto ia sentindo o meu ficando cada vez mais pesado, no nivel da água.tava a poucos minutos de virar estatística, podia sentir. eu ia mudar o curso da resposta pra pergunta do colete. parece triste, mas o pessoal do meu grupo que já tava no rio calmo, ria com respeito de mim e tentava gritar alguma coisa pra me ajudar. o guia, um nicaraguense de 19 anos, só falava frases de motivação tipo treinador de crossfit. as ondas vinham rasgando pra cima de mim. até que eu vi ela, e ela me viu. a onda veio e eu nem tentei lutar. o kayak virou, e eu, em câmera lenta com as duas perninhas arreganhadas pra cima, tentando segurar o celular com a boca tomei um caldo épico. se tivesse trilha sonora, seria a nona de beethoven (6:46 do video, mais precisamente), mas como não tinha, foi um grunhido sem graça e um "fuck i think i sank". o guia explodiu de rir. boiei até chegar o resgate. me trouxeram um novo kayak. um de criança. se fosse poesia terminaria com a foto do inicio do post como não é, termina com uma queimadura de sol de primeiro grau nas canelas com a silhueta da danada da sandalia de gladiador que eu não quis trocar amaldiçoados sejam os romanos. 2. Descer um vulcão a 75km/h... e quase morrer por isso Na lista das coisas que eu deixei nesse país, além de um pedaço do meu coração e da dignidade pós naufrágio de kayak, está um estão alguns tecos da minha perna e, surpreendentemente, nada além disso. A CNN colocou a descida do Cerro Negro na lista das 50 Coisas Mais Desafiadoras Que Você Pode Fazer Viajando. Está em segundo lugar, atrás apenas de pilotar um avião caça. Só pra entender, muito atrás, lá em oitavo lugar está pular de paraquedas no Everest.Achei bonito pra por no currículo. Fui. Depois de sobreviver a um rola que a minha cabeça quicou 7 vezes a 75km/h, olhando pro céu com medo de me mexer, ter fraturado alguma coisa (provavelmente tudo) e na tentativa de levantar, simplesmente me desmontar, decidi ficar afundadinha ali nas cinzas do vulcão por algum tempo agradecendo por estar viva. Será que eu tava viva mesmo??? Dos meus últimos momentos, lembrava de ter descido sem afobação, ganhando velocidade aos poucos até que sim, drummond, porra, tinha um caralho de uma pedra no meio do caminho. Que fez meu board voar. Interrompendo meu devaneio, surgiu uma cabeça entre o meu rosto e o sol: era o médico da cruz vermelha querendo falar comigo. Com aquela cara coberta de guerrilheiro, definitivamente não era São Pedro. Já que não tava no céu, resolvi levantar. O homem ficou assustado, como se tivesse vendo defunto ressuscitando. Queria saber se eu queria ajuda, falei que não uuuu ariana forte independente e logo me arrependi. Vi meu board a uns 5m ladeira acima e lembrei da regra suprema que o guia tinha frisado: "não importa o que aconteça, seu board é sua responsabilidade". No topo do vulcão é tranquilo andar, mas ali no meio a parada fica sinistra, a cada passo, a perna afunda até o joelho de pedra e cinza QUENTE. Num sol de 35º com um macacão de sarja de manga comprida do pescoço até o pé. tá feito o cozido de Mari al Bafo. no tutorial de make de hoje vamo ensinar a nunca arrastar a cara em cinza de vulcão Nessas horas lembrei da minha mãe falando pra eu não me meter em roubada que o seguro saúde não cobria. PQP mãe, eu sei que você avisou. Pra não dar o braço a torcer, apesar da vontade de ligar pra mamai e chorar, me prometi que só ia contar a história depois de ter ido embora de Leon. Quando cheguei no pé do vulcão tava geral incrédulo me cumprimentando, querendo saber se eu tava bem. Eu falava que sim, fingindo costume de aventureira, mas por dentro tava toda estrupiada. vocês tem apenas uma tentativa pra localizar o irlandês marrento Tinha um irlandês marrentinho que tava enchendo o saco desde o início do krl do tour que seria o mais rápido. O tempo dele tinha sido 72 km/h. Eu tava tão zureta que nem perguntei o meu. Na verdade, eu sentia que nem tinha ido tão rápido assim. Me falaram que fizeram um bolão porque acharam que eu tinha sido mais rápida. Hm, interessante... Perguntei. O cara com o velocímetro "You?" com o zoião e um sorrisão no rosto "Look - apontou pro tempo - 75, mas rapida" Senti aquele orgulho alheio. Só que era eu mesma. Krl como assim, tudo isso? E o pessoal que tava em volta ainda adicionou que os 75km foram graças a esse rola que me impediu de acelerar mais, porque ia passar de 80km/h tranquilo. imagina a merda que ia dar. #semfreio #quasesemfreio #cabeçaABS agora, papo sério: adrenalina é muito maneiro. me amarro, mas ser inconsequente não é legal. nós não somos intocáveis. não acontece só com os outros. E se serviu de alguma coisa essa história? Além de ter virado lenda na cidade por um dia e bio do tinder (é de cair o c da bunda o tanto de homem que prefere uma boa história no lugar de umas boas fotos) eu que antes não tinha medo de nada, comecei a ser mais consciente dos piriiigos que a gente se mete sem pensar duas vezes, o "só se vive uma vez". Agora até pra pular trampolim fico calculando onde que minha cabeça pode bater e dar ruim. Traumatico, não recomendo. cheia de bolha do remo do dia anterior, imagina como não ficou inflamadinho cheio de cinzas 😇 Apesar de tudo, a frase que encerra o artigo da CNN sobre o Cerro Negro consegue me levar de volta praquela boleia do caminhão na estrada rumo a Leon, a 5 mil km de casa, na selva, bebendo cerveja, cantando a todo pulmão as musicas do rádio com 30 estranhos que já tinham virado meus melhores amigos. sangrando, toda suja de terra e cinzas, eu só tinha a agradecer. "On the ride back to Leon I give silent thanks to the inspired people of the world: the ones whose minds run off on all manner of daring tangents, like the flanks of Cerro Negro. The ones who admire not just the aesthetics of the wilds, but the possibilities too. And most of all the ones who stare up at active volcanoes and think: "I wonder if I could ride my fridge down that?" e dá pra reclamar? 3. Fazer happy hour de rum... ...e conhecer a famigerada invalidez. na sexta, cheguei no hostel depois do vulcão e fui pesquisar sintomas de traumatismo craniano. Tinha que ir pra outra cidade no dia seguinte - san juan del sur - mais ""rústica"" fodida ainda, mas enjoada e com dor de cabeça, boa coisa essa viagem não ia dar. achei um artigo médico que descrevia o seguinte: Se a resposta for "sim" para alguma dessa questões, é necessário levar a vítima da batida ao pronto-atendimento. a minha era positiva pras perguntas 2 e 3. a 4 já veio de nascença. o pessoal tava preocupado, mas a real é que eu tinha duas opções: - passar a noite num hospital duvidoso na nicaragua e muito provavelmente voltar pra casa com diagnostico de virose. - aproveitar o happy hour e encher a a cara de cachaça pra esquecer a dor de cabeça. quantas doses de rum o corpo humano consegue aguentar? multiplica por 2. resumindo, ia rolar uma festa na praia las peñitas que foi cancelada, o gerente ficou maluco e resolveu compensar em león mesmo. 2 copos de rum com coca pelo preço de um. as vezes três copos, dependendo do humor do bar. (recomendações: fique o mais longe possivel de drinks que contenham as letras R U M, especialmente se do lado você encontrar essa formula matemática 2 X 1) como você tem que pegar todos os copos de uma vez, pra socializar pra não esquentar, muita gente te oferece o segundo. acabei ganhando alguns da carmelita*, minha amiga de quarto, outros muitos dos irlandeses malucos, algum por sobreviver ao capote, outro on the bar........... qualquer motivo era motivo. mas, se ainda faltava alguma desculpa: TOMA. lá pra algumas muitas da noite começou a final de rugby entre lions (da irlanda) e all blacks. É A FINAL DA COPA DO MUNDO ENTRE BRASIL E ARGENTINA. o hostel foi abaixo. eram cerca de 40 irlandeses. muitos litros de cerveja e rum foram misturados nesse intervalo de tempo e você não precisa ser professor de química pra saber que essa mistura heterogênea é mais danosa pro fígado e pra cabeça que ingerir ácido. não sei quem ganhou, mas lembro que nas comemorações, tinha uma menina pelada dançando em cima do balcão do bar. nada mais fazia sentido. resolvi deitar pra dormir. tava muito difícil sair da cadeira do balcão. era daquelas altas, sabe? nesse momento da noite, olhando pra baixo, parecia que eu tava a uns 2 metros do chão. blackout. evidências da noite anterior no rolo da câmera acordei 2 da tarde no dia seguinte, hora que o pessoal que foi descer o cerro negro no sábado tava voltando e fazendo festa. mal imaginam o que vai acontecer daqui umas horas. brace yourselves kids. tradição depois do vulcão é tomar um shot de pimenta. acordei no sábado com uma situação parecida com essa. pelo menos eu tava sem dor de cabeça, o que não fazia sentido nenhum. olhei pro lado e vi a carmelita na outra cama em estado de putrefação também. depois que eu fui dormir, ela emendou uma balada. evidências da noite anterior no instagram lembrando dos arrependimentos acontecimentos da noite com a carmelita, ela me fez reviver meus últimos momentos acordada da madrugada de sexta pra sábado.começava comigo tentando sair da cadeira. na primeira tentativa de levantar, o juan* um anjo que deus o abençoe e o tenha por me aguentar perguntou se eu precisava de ajuda. respondi queclaramente pfvr mim ajude não, conseguia me virar sozinha. na segunda, o gerente do hostel, o pablo*, pediu pro juan me acompanhar, porque eu já não sabia o que tava falando. pablo já tinha tomado pelo menos uns 20 copos de rum e tava se achando com moral. pablito ensinando irlandês beber na terceira eu decidi que ia, era meu momento, ia provar que tava certa caminhando sobriamente pra ir pro quarto. já tinha até ensaiado a cara de turn down for what. apoiei as duas palmas da mão nos cantos redondos do banco e fiz pressão pra dar equilíbrio pra tomar o impulso e sair. a pressão foi tanta que acabei fazendo peso na parte da frente do banco. se eu tivesse numa sala de primeira série, tinham gritado madeeeeeira. caí que nem bosta, de cara no chão. segurando os lados do banquinho com força. apaguei. a pancada deve ter sido exatamente do lado contrário da batida do vulcão pra equilibrar os chakras da cabeça. por isso que eu tava sem dor. pablo, juan e carmelita me ajudaram a ir pro quarto. ainda bem que eu não vou ver ninguém nunca mais. volta pra 2 da tarde de sábado porque eu e carmelita estamos famintas e precisamos procurar comida. primeira pessoa que encontro saindo do quarto, sentado lendo: juaniiito. "e aí bela adormecida, pensei que ia pra san juan hoje" EU TINHA ESQUECIDO DO KRL DA VIAGEM trajeto que eu tinha que fazer perguntei se eu ainda conseguia pegar um chicken bus a tempo. "esquece, 6h de até lá e vai ter que fazer baldeação sozinha a noite" bugou tudo. não sei direito o que aconteceu mas começamos a caminhar sem rumo pra achar comida e, por inércia, entramos na principal atração turística da cidade: A Catedral de Leon. eu tava sem celular. saí só com a roupa do corpo. tava num estado parecia que tinha tomado chá de fita cassete. triste, vendo scar matar mufasa num looping eterno. escorando em qualquer canto e pensando q q to fazendo com a minha vida na volta, experimentei a sensação de falência múltipla em vida: corpo, mente e bolso em estado irrecuperável. deitei no sofá e encarei o teto por tanto tempo, mas não vi passar. sabe quando a gente se irrita porque quer descansar e a cabeça não para de pensar? nesse momento eu não. eu só existia. eu o teto e mais nada. agora sei como vivem as amebas. a diferença é dentro do protoplasma delas você consegue encontrar o núcleo, dentro de mim, o cérebro tava boiando no rum. morri mas passo bem mal a pessoa que tá de ressaca, descalça, sem pentear o cabelo há 10 dias não quer guerra com ninguém * o nomes na história foram trocados pra preservar a integridade e dignidade de todos os envolvidos kkk menos a minha 4. Chegar em San Juan no domingo direto pro Sunday Funday... ...e quase perder a festa. por causa da lástima do item anterior, resolvi que ia pra san juan no domingo no shuttle do hostel - pra não ter nenhum problema com chicken bus e chegar a tempo. chicken bus são esses ônibus iradíssimos com tecnologia de primeira classe que garante que cinco corpos ocupem o mesmo lugar. sempre custam alguns centavos de dolar, e pelo que oferecem, posso te garantir que ainda tá caro minha ideia inicial era ficar no pachamama em san juan, onde começa o sunday funday ou no naked tiger, onde termina, mas obviamente eles tavam esgotados. os amigo do bigfoot, hostel que eu tava em leon, ficaram tudo compadecido com a minha situação e ligaram pro casa de olas, que é do lado do naked tiger, onde eles tinham ficado por duas semanas e acharam 10 x melhor. pelo menos lugar pra dormir e como chegar eu tinha agora. atualização: é mesmo 10 x melhor. tinha só um porém: o shuttle estava programado pra chegar as 3:30 em sjds.exatamente o mesmo horário que sai o ultimo carro pro sunday funday. já que o shuttle deixa na porta do hostel, é fazível né? antes de entrar no shuttle, o motorista pergunta a cidade e o hostel de destino de cada um. finalmente podia descansar antes do furacão em san juan. a viagem foi tranquila, fui vegetando. ressaca de 2 dias, já teve? já ouviu falar? paramos em todos esses lugares que fala aí no mapa de cima e eu não lembro de nada. só lembro do motorista encostando no meio da estrada e "NAKED TIGER, CASA DE OLAS" olhei pros lados, só mato. o motorista deve ter se confundido. continuei deitada fingindo que não era comigo. ele abriu a porta da van. "você! chegou! tem mala?" antes de achar que é tranquilo, lembre-se jove, olhe o tamaninho do ponto brancoque podia ser meu carro, pra comparação. depois entenda que o google maps da nicaragua tá em 2d ainda, essa estradinha que liga onde eu tava e o lugar que eu tinha que tá sobe uns 458 mil metros acima do mar. é um morrão, que no estado que eu tava, parecia o kilimanjaro pois é... tá vendo aquele asterisco ali embaixo de san juan del sur no roteiro do shuttle?"AT ANY HOSTEL*" eu era o asterisco. o motorista me explicou que como esses dois hostels estão fora de san juan e em cima de uma montanha com uma estradinha de terra, a van não passava. aquele era o lugar mais perto que ele conseguiria me deixar. já que não tinha alternativa, catei minha mochila e comecei a peregrinação morro acima. no pasa nada. literalmente nada passa nessa estrada. Deus me proteja. dava pra ouvir os grilinhos na mata. espero eu que sejam os grilos. depois de uns 10 min começo a ouvir um barulho de carro vindo. gelo. o barulho vai se aproximando e ficando muito mais alto. o carro para do meu lado. uma caminhonete com dois caras no banco da frente me oferece carona. já vi filmes de terror o suficiente pra saber onde isso ia acabar. recuso, fico em pânico e eles arrancam. um alívio. continuo subindo. nem sei quanto tempo se passa, e em alguns momentos da subida eu começo a duvidar que to no caminho certo. quando eu chego no meu limite do cansaço com a mochila nas costas, vejo o naked tiger. ALELUIA. procurando imagens da estradinha de terra pra escrever esse monte de bobagem, achei essa recomendação no site oficial do naked tiger. DO NOT WALK UP THE ROAD. kkkkk -rindo de nervoso cheguei finalmente no casa. estava estranhamente silencioso e só tinham três pessoas em volta da piscina. três hippies chapados. com cara de quem vai te dar um golpinho. a menina levanta e pergunta se eu quero fazer check in. ela explica que é voluntária no hostel. acho suspeito. falo que sim e que to atrasada pro sunday funday. ela muda de expressão na hora e começa a dizer pra eu deixar meu passaporte, meus cartões e minha mochila com ela e CORRER pro naked tiger porque eu não tenho mais tempo. eu entro num estado de pânico e não sei se devo confiar todas as minhas coisas nessa mina chapada. começo a tatear meus cartões e coloco na minha doleira pra levar comigo. ela se irrita a cada coisa que eu tento pegar e fica repetindo pra eu deixar com ela que ela vai cuidar. "YOU WONT NEED IT, GO". a tentação de não ir pro sunday funday e ficar no casa é grande apesar das suspeitas, deixei meu passaporte válido com ela, mas levei meu antigo comigo e todo meu dinheiro. fui pro naked tiger pagar o ticket. um dos donos do sunday funday tava lá, já travado. e aposto bastante que não tinha nem bebido ainda. ele falou que eu tinha muita sorte porque todos os carros já tinham saído, mas um voltou pra buscar uns israelenses e tava só me esperando agora. saí da recepção e vi a caminhonete que tinha passado por mim na estrada, com os dois caras no banco da frete. e os israelenses na caçamba. andei meia hora com peso nas costas a toa. agora eu precisava dos caras que poucos minutos antes me apavoraram sem intenção na estrada. eles só queriam ajudar. olhei pro céu. ri de nervoso. eles acabaram de salvar meu dia. irônica a vida. 5. Ficar sem dinheiro... ...e quase não conseguir voltar pra casa. precisei de um dia inteiro pra me recuperar do sunday funday. piscina do casa: dependendo do ângulo parece que você tá num barco em alto mar. não é exatamente o que o homem de ressaca procura, então fiquei nesse ângulo seguro aqui até que no casa, não é muito difícil a missão de caminhar de volta pro seu estado humano. o dono do lugar, um australiano que vive na nicaragua há uns 7 anos, parece o pai de todos. fred acorda cedo tomando umas pra ficar rindo da cara dos marmanjo jogado pelos cantos. conversa com todo mundo. todo mundo quer falar com ele. o cara tem muita história. e de quebra coleciona histórias de outros que passaram por lá. alguns highlander acordam 7 da manhã pra beber na piscina. na verdade, não sei nem se dormem. fui conferir minhas finanças na doleira. um susto. só sobraram 20 dolares e o hostel não aceita cartão. preciso ir pra cidade sacar dinheiro e comer. casa de olas, segunda, 7am. esse sujeito na piscina é um dos que passaram super bonder na mão e grudaram na latinha de cerveja. enquanto to me arrumando, alguém gira a roleta e ganha um drink. o fred avisa que vai fazer almoço pra todo mundo por conta da casa. SERIA UM SONHO??????? o café da manhã eu já tinha garantido, agora o almoço. Deus realmente abençoa os mochileiros depois de me entupir de comida, lá pras 3 da tarde desci pra cidade. parecia outra. o furacão insano de lotado do dia anterior, agora era uma silenciosa vila de pescador. ainda tem um ou outro gringo bêbado nas sarjetas. fico pensando no mal que o sunday funday causa pra quem mora lá. todo domingo a mesma história. vejo as lojinhas na rua e penso que talvez, no fim, seja bom. talvez eu esteja me enganando pra justificar. tem 3 caixas eletrônicos na cidade. vou que nem barata tonta de um pro outro. tão sem dinheiro. chamo um policial que tá sentado numa cadeira de plástico cochilando perto do banco. ele explica que é normal, as pessoas sacam muito dinheiro no domingo e geralmente segunda as máquinas ficam sem. memes brasileiro: maior produto de exportação. enzo já chegou na nicaragua me fodi. meu voo pro brasil é as 14h do dia seguinte saindo de managua e não apresento nenhuma condição de pegar chicken bus pra lá. alguns lugares oferecem shuttle por $25 pro aeroporto mas nenhum aceita cartão. fico desnorteada entrando de vendinha em vendinha perguntando, até que eu acho um surfshop de um francês, que cobra 10% pra passar cartão. a shuttle sai as 9:30 de san juan e a previsão de chegada é 13:00 no aeroporto internacional de managua. com a graça de Deus espero que dê tempo. não tenho outra opção. surfshop do francês amor que aceita cartão volto pro casa cabisbaixa e conto pro fred sobre os caixas eletrônicos. faltam $10 em dinheiro pra eu conseguir pagar minhas diárias. digo que posso transferir na hora via paypal, com juros. história do casa: and a lot of times a lot of guidance 😂 ele não quer. diz que eu sou a primeira brasileira que passa no casa e que eu era uma "menina boa" - vulgo não corri pelada em volta da piscina no dia anterior com as australianas - e me pede um favor em troca dos 10 dólares: que eu volte pra lá outra vez e traga mais amigos do brasil pra "pagar minha dívida". quando eu cheguei não entendi o social media free zone depois das 5:30. depois que vi o bicho pegando quando o sol baixa, fiz um ATA quase choro. agora que já passei por tanto nervoso pra conseguir o bendito do shuttle,não quero mais ir embora. outra regra que esqueceram de escrever nesse quadro é não se apegar. tem gente que vai passar 2 dias no casa, como eu, e fica dois meses. mas a maior regra de todas: não depender do krl do capitalismo eletrônico nas segundas. marx tava certo: ele vai te decepcionar. ---- é isso pessoal. se você tiver um pouquinho de noção que seja, não faça essas coisas todas aí quando chegar na nicaragua. se fizer, escreve uns post bem grandão pra gente dar risada de você... ...antes de ir pra lá e querer repetir mais uma vez as mesmas cagadas.
  2. 8 pontos
    Salve Mochileiros, Estou aqui para descrever, relatar, contar, sei lá 😁um pouco ou tudo da minha experiência que tive nessa viagem incrível quem sabe até poder ajudar algumas pessoas que pensam em fazer essa trip. Estava relutante, com muitas duvidas se eu deveria escrever esse relato, mas no final acho que vale a pena contar um pouco das experiências que tive e quem sabe incentivar alguém a começar. Antes de iniciar, tenho apenas que repetir uma coisa que praticamente a maioria das pessoas que finaliza essa trip diz que é: TODO MUNDO TEM QUE FAZER UMA VIAGEM DESSA , , porque é muito foda, você conhece tanta gente, uns lugares de tirar o fôlego, vê umas coisa maluca que as pessoas chamam acho eu de choque cultural, são tantas sensações que senti nessa viagem, todo dia eu estava feliz, a única parte triste foi a despedida, porque o resto foi foda. Então vamos iniciar esse relato cambada!! Esse mochilão teve inicio no dia 01/04/2019. Roteiro Santa cruz de La Sierra Sucre Uyuni San Pedro De Atacama Arica Tacna Arequipa Ica Huacachina Paracas Lima Huaraz Cusco Copacabana La Paz Santa cruz de La Sierra Gastos Nessa vou ter que pedir desculpas para vocês, acho que não vou conseguir dar muitos detalhes, sei que eu gastei 4885 reais pois comprei as passagens aéreas antecipados tudo por 840 e uma passagem de ônibus de Sucre a Uyuni por 45 reais , o que sobrou foi apenas 4000 reais a qual levei comigo no meu Money Belt do começo ao fim da viagem, mas falo para vocês só sei que quando estava no ultimo dia la em Santa Cruz de La sierra eu estava muito pobre, muito mesmo, para vocês terem uma noção tive que pechinchar até comida de 15 BOL(consegui por 10) mas não se preocupe ainda lembro os preços dos tours, vou dar algumas dicas de comer barato e acomodação barata também. OBS: Se eu perdesse o Money belt ou fosse roubado estava muito ferrado, pois não levei nenhum cartão de credito ou debito hahahahah (maluco de BR hahahahah ) Desabafo: Estava com esse mochilão na cabeça dês de 2016, planejando fazer sozinho mesmo(uma coisa quase praticamente impossível de fazer), li apenas alguns relatos como o mais famoso do rodrigovix e da maryana teles , arrumei minha mochila com poucas coisas mesmo e fui, melhor decisão que já tomei em toda a minha vida. Dês de moleque sempre quis largar tudo e viajar o mundo todo, sem data de volta, porem necessitava e necessito de experiência, por conta disso planejei esse mochilão clássico para confirmar se conseguia me virar e ver com meus próprios olhos se era verdade mesmo se tinha como viajar o mundo com pouco dinheiro ou quase nada e depois que terminei, pelas pessoas que conheci e experiências que vivi posso dizer que é possível. Preparativos: Como eu disse anteriormente, comprei antecipadamente apenas as passagens aéreas e a passagem de ônibus(essa de Uyuni se não planeja fica em sucre recomendo comprar com antecedência). São Paulo a Santa Cruz de la Sierra – R$ 680 Santa Cruz de la Sierra a Sucre – R$ 160 Ônibus de Sucre a Uyuni - R$ 45 No meu mochilão não foi muita coisa apenas: 7 camisetas 2 shorts 8 cuecas 8 meias 2 calças jeans 1 calça de trekking 1 calça térmica 1 fleece (furtada) 1 jaqueta corta vento 1 blusa termina 1 chinelo 1 calça velha (para dormir) 1 camiseta velha (para dormir) 1 bastão de trekking (furtado, merecido, pois nem usei, totalmente desnecessário) Mochila de ataque foi apenas: Pasta de documentos Carregador de celular 2 Power bank Dicas: Vai no relato da @Maryana teles pois de começo nada mudou, seguro é importante(não usei mesmo comendo nas boca de porco) , carteira de vacina é importante mas eles nunca pedem, mas bom levar nunca se sabe e de resto tranqüilo. Inicio do Relato 01/04 - Guarulhos x Santa Cruz de La Sierra x Sucre Episodio 1 – O primeiro choque cultural a gente nunca esquece. Chegou o grande dia, coração a mil, ansiedade tomando conta, sai até cedo de casa, cheguei no aeroporto as 19h30, já estava lá pronto para embarcar , porem meu voo saia só as 00:05 ou seja ficaria por quase 5 horas coçando, nesse período de tempo conheci dois amigos um casal super gente fina e humilde demais que iriam iniciar sua jornada também Felipe e Fernanda. Mal sabia eu que essas desgraças iriam me acompanhar praticamente até metade do caminho hahahah Obs: Vocês perceberam que estamos com a mesma mochila e o rodrigovix também tem a mesma mochila e se duvidar até você tem essa mochila, sabe por que isso? Porque nos é pobre e essa é a mochila mais barata da decathlon. Chegamos em Santa Cruz as 3h00 da manhã, ficamos lá coçando no tédio e esperando nosso voo para Sucre que sairia as 9h00 Nesse período de tempo novamente conhecemos um brasileiro muito louco, sabe porque louco? ele foi de ônibus até sucre ou seja 13 horas em um ônibus pelas estradas mais perigosas da Bolívia (ele morreu hahahha mentira) e ainda fez o salkantay (4 dias caminhando) muito louco esse cara! Passaram algum tempo e a gente precisava realizar o cambio, para pagar ônibus e comida la em sucre então combinamos em trocar 50 reais cada um porem na hora do cambio aconteceu uma coisa que eu achei engraçada e preciso compartilhar com vocês e isso ainda aconteceu comigo(tinha que ser) vou contar. Estava lá eu indo trocar o dinheiro, porem não tinha ninguém para me atender , então resolvi esperar, nessa hora veio um cara parecia aquele índio do pica pau, veio falando espanhol com mandarim e um pouco de Frances que eu não entendi quase nada mas pelo pouco que entendi, vou tentar descrever essa conversa(estávamos tentando falar em espanhol): Gringo: Você cambio? Eu: Sim, quantos está o cambio? Gringo: Dólar! Eu: Não só tenho real, 50 quero trocar!Quanto cambio? Gringo pegou a carteira e sacou 50 dólares para me dar porem eu disse: Eu: não, quero BOL Gringo: Você fala inglês? Eu: Sim Gringo: Cambia para mim? Eu: Cambia você para mim? Gringo: você faz cambio? Eu: não e você? Gringo: também não, desculpa! Foi essa confusão 😂😂foi uma situação engraçada, mas depois disso fui trocar o dinheiro, quando à mulher chegou acabei trocando meio que obrigado 100 reais em uma cotação horrível pois ela não aceitava menos que 100 e não tinha nenhuma outra casa de cambio aberta. Enfim chegou o horário do voo e partiu Sucre Chegamos no aeroporto de Sucre as 11h00 da manhã , um aeroporto bem minúsculo. Assim que chegamos ao aeroporto perguntamos o preço do táxi 60 BOL muito caro! Vimos uma van, pechinchamos e conseguimos por 10 BOL para levar ate o terminal de bus essa van cheio de boliviano e apenas nos três de brasileiros e lá vamos nós. Uma dica para quem quer economizar: NUNCA VÁ DE TÁXI SEMPRE ESCOLHA O MEIO DE TRASPORTE PUBLICO (A não ser que não tenha transporte publico), alem de economizar uma baita de uma grana você terá uma imersão cultural maior. Enfim chegamos vivos ao terminal de ônibus. Nosso ônibus para Uyuni sairia apenas as 20h00 então íamos precisa comer, decidimos ir ao lugar mais barato, encontramos um restaurante local que estava cobrando 10 Bol com sopa e prato principal muito barato porem.. Confessar uma coisa para vocês foi uma das piores sopas que já comi em toda a minha vida, descobri que a culinária não é um ponto forte dos bolivianos, terminamos de comer e fomos andando mesmo até o centro e praça principal para cambiamos dinheiro e conhecer um pouco da cidade. Trânsito na Bolívia é uma loucuraaaaa!!!! Cambiamos 550 reais em uma cotação boa para pagar o tour do Uyuni e comprar alguma coisa para comer, em seguida fomos para a praça principal Depois fomos a uma praça cheia de pombo, tinha mais pombo que Osasco (quem já foi sabe que Osasco tem bastante pombo) o engraçado é que as pessoas alimentavam o pombo, tinha gente vendendo comida para alimentar os pombos tinham as crianças que abraçavam o pombo e juro que eu vi uma criança beijando a merda do pombo, outro choque cultural que tive, provavelmente se eu ficasse mais um dia naquela cidade eu ia ter mais choques culturais 😂, mas não, vai por mim, aquilo já estava bom hahaha queria chegar logo em Uyuni. Depois fomos para um mercadinho comprar umas coisas para levar no Uyuni e comer no caminho (não compramos nada, pois estava tudo caro para os nosso padrões ). Nesse mercadinho eu acabei vendo uma coisa que não queria, então, vou contar, dentro desse mercadinho tinha uma lan house onde tinha uns adolescentes, acreditem em mim eles estavam juro, assistindo filmes pornográficos como se tivesse assistindo Peppa Pig, dentro do mercadinho manooo foi ai que pensei, temos que ir embora logo dessa cidade já vi coisa demais por um dia, porem não tinha como, pois estava cedo e ainda a gente tinha que ir no mercado central comprar as coisas para não morrer de fome e lá fomos nós, chegando nesse mercado e mano me surpreendi muito, tão limpinho segue as imagens: Esses frangos estavam expostos ali acho eu uma semana, mas enfim compramos as coisas e partimos para o mirador da cidade, fomos andando novamente (esqueci de falar que o meio mais econômico de transporte são as pernas), andamos por uns 40 minutos até chegar no mirador, cheio de subida, resumindo cheguei lá em cima morto. Seguimos para o terminal de buses, fomos de ônibus publico e mano louco eu nunca tinha visto coisa parecida eu estou acostumado, como moro em São Paulo a andar com ônibus grande e tem sinal de parada, ponto de ônibus, lá não tem essas coisas não, totalmente diferente, vocês tem que saber onde vai descer, tem que falar para o motorista ”vou descer aqui” ele só ”para” e você desce, ônibus minúsculo, muito louco paguei 1 BOL. Chegamos no terminal faltando umas duas horas para o ônibus partir, tivemos que esperar, mas antes meus amigos foram em um restaurante jantar, eu não jantei por vários motivos primeiro estava sem fome, a sopa me traumatizo, não queria gastar , ansiedade e queria apenas entrar no ônibus para dormir (dois dias sem dormir é osso)😂😂😂 enfim entramos no ônibus e partimos para Uyuni onde eu tive um dos melhores momentos da minha vida, conheci umas pessoas incríveis e minha primeira paixão de viagem. O próximo capitulo será: A primeira paixão de viagem a gente nunca esquece.
  3. 8 pontos
    Iniciando a Trip 4 de maio de 2019, Bolívia e Peru TODOS OS VALORES EM DÓLAR. Não colocarei os valores ainda no Brasil, vou me concentrar em valores nesses 2 países apenas, para você ter uma ideia que quanto irá precisar para fazer a sua. Vou postar em dólares para facilitar, no dia que você decidir a ri nesse locais. Amanhã, será o início, já deixo a parte inicial do Tópico, pois irei postar diariamente, todos os finais dos dias. Pretendo ficar 24 dias, se não der para fazer todo o roteiro, poderei ficar mais uns dias para completar. Roteiro que tenho em mente, posso mudar, conforme o andamento da carruagem: Santa Cruz de La Sierra > Sucre > Uyuni > Salar > La Paz > Puno > Arequipa > Copacabana > Samaipata > Santa Cruz de La Sierra. SANTA CRUZ DE LA SIERRA. Compre o chip Tigo, funciona 100% aqui na Bolivia. Dicas: Tem 2 bancas que vendem os chips. Uma delas a U$ 1,45 e a outra a U$ 2,17. Uma em frente a outra. Outra dica: Peça para a moça configurar seu chip, é um pouco chato. U$ 8,68 o taxi do aeropuerto ao centro U$ 2,17 de centro ao terminal com muito choro. Aprendi a chorar kkkkkkk. Não encontrei a moça que iria conosco. Ela já tinha ido com uns Brazucas para Sucre. Se deu mal, pois o Soroche a atacou, fui saber disso, bem depois e por cima, ela esqueceu o celular em Santa Cruz. Então segue o roteiro, somente minha esposa e eu. Hospedagem em Santa Cruz de La Sierra, valor para casal: U$ 10, usando ora o AIRBNB ou BOOKING. SEGURO VIAGEM, usei sempre esses do links ou aplicativos. Ajudou bastante para comparar os valores.
  4. 6 pontos
    Oii gente! Nunca fiz nenhum tipo de mochilao, mas quero muito fazer um mochilao pela América do Sul. Não tenho nenhuma experiência, e tenho pouquissima grana. Não tenho roteiro definido, mas quero passar por Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile. Não tenho data pra voltar. Sou de Minas Gerais e gostaria de dicas e companhia 😊
  5. 5 pontos
    Formar grupo de whatssap para viajantes solteiros
  6. 5 pontos
    como muitos aqui, uso o mochileiros desde 2012 mas nunca tinha feito um relato. vergonhaaaa. esse forum já me ajudou demais e espero contribuir. obs: escrevo tudo em minusculo porque estou acostumada a fazer assim no trabalho, se tiver ruim de ler, avisem que eu tento melhorar. SOBRE A VIAGEM fui só pras ilhas de honduras. gostaria de ter conhecido copan, mas era muito fora de mão. não sei muito bem se posso dizer que "conheci" o país porque a realidade do continente é bem diferente do que você vai ver nas ilhas. a moeda oficial é a lempira mas todos os lugares aceitam dolar na cotação $1 = 24 lempiras (em maio/2019) baleadas. baleada é barata ($1) baleada é bem servida. comam baleadas o jeito mais barato de chegar é pela avianca, e é o mais longo também: são pelo menos duas conexões. uma em algum país da américa do sul e outra obrigatoriamente em são salvador. minha viagem era bem no meio da falência da avianca brasil e mudaram meu voo no trecho GRU-BOG pra mais cedo pq cancelaram todos os outros horários, e acabei tendo que passar um dia na colômbia. SOBRE UTILA apesar de ter lido em muitos lugares que utila só serve pra quem vai mergulhar, discordo. vou colocar no relato (dia 24/4) as praias incríveis que tem por lá também. mas, fora isso, a cidade respira mergulho. você vai dormir e acordar falando sobre o último e o próximo, vai fazer amigos em lugares improváveis só de ouvir eles contarem alguma história, vai ter invejinha de algumas e vai se orgulhar de outras próprias < 3 então, estando lá, por que não fazer? importante: todas as escolas em utila dão dois fun dives de presente pra quem faz o curso, em roatan não SOBRE CAYOS COCHINOS quase todas as ilhas lá são privadas, pelo que entendi conversando com o pessoal local, só existe uma ilha pública (minuscula) que é onde toda a população mora. elas ficam bem próximas do continente e longe das outras ilhas maiores. tem pouquíssimas informações sobre lá e isso foi o que mais me motivou a escrever o relato. tudo que encontrei era day tour. de roatan custa $180 (!!!) e nunca é garantido, por causa da distancia e do mar bravo, a viagem pode ser cancelada a qualquer minuto. de sambo creek, $39, é mais garantido mas pra ir e voltar de lá, você precisa estar no continente e cada perna do ferry das ilhas pra la ceiba custa $30. o day tour sai as 8h da manhã, volta as 15h e visita a ilha pública. a alternativa que encontrei foi me hospedar em uma das ilhas privadas, por incríveis $50 a diária, pra duas pessoas, em um bungalow por cima das águas (!!!). conversei com o proprietário da ilha e, com os contatos dele, conseguimos organizar toda a logística pra chegar lá. adianto: é puxado (literalmente - tivemos que desencalhar o barco da areia no meio do caminho). precisa ter disposição pra perrengue & grana. nunca paguei tão caro por um perrengue. mas quando você chega lá, esquece de tudo, prometo. só lembrei agora pra contar pra vocês 😂 ao todo gastamos, por pessoa pra ficar lá: hospedagem 2 noites: $50 ferry ida e volta: $64 taxi la ceiba: $37 barco cayos cochinos ida e volta: $80 passei duas noites e três dias. pensei que ia ser o lugar pra relaxar e que ficaria até entediada depois de tanto tempo sem "fazer nada". mas estava enganada, passaria mais uns dias lá tranquilamente. até porque se soubesse que gastaria tanto de transporte só pra chegar, teria estendido a estadia com certeza. SOBRE ROATAN igual que nem uma ilha na flórida 😂 tem muito gringo e é uma das maiores cidades do país cerca de 10% da população mora lá mas ainda tem a vibe tranquila de ilha (antes das 10h da manhã as ruas ficam praticamente vazias). ficamos em west end depois de pesquisar bastante, chegando lá tive certeza que escolhi certo (pelo menos, pra mim). tem tudo bem pertinho: restaurantes, dive shops, bares, mercados e farmácias. as distancias em roatan são graaaaaandes, então o lugar que você se hospeda vai otimizar o tempo que você estaria no transporte ao invés de curtir a praia, acredite! SOBRE O CURSO DE MERGULHO vou contar mais detalhado no relato diário, mas já pra adiantar: optei pela utila dive center ($350 - transferência de $200 pra garantir sua vaga antes e $150 em dinheiro quando chega lá), que é um pouco mais cara que as outras da ilha ($300) pelo nível de profissionalismo deles. sério, experimenta fazer uma cotação pelo site. respondem rápido e detalhadamente todas as duvidas mais esdruxulas. além disso, a hospedagem deles é no mango inn, tipo um resort com piscina (tenho um sentimento meio contraditório sobre o hotel), a estrutura deles é a melhor da ilha: tem 4 barcos e isso faz toda diferença na hora de agendar os seus fun dives, sempre tem espaço pra você. a localização também é excelente, bem no meio da rua principal de utila. acabei de tirar minha carteirinha padi então não sou nenhuma profissional kkk mas a impressão geral que eu tive, é que o utila dive center é o lugar mais respeitado, com os instrutores mais qualificados (meu instrutor era um biólogo marinho que já tinha morado desde as maldivas, até na antártica!!), e as outras são boas, mas é meio pra americano no spring break. uma opção boa se não couber no orçamento os $50 mais caro que o udc cobra, seria o underwater vision, que fica literalmente colado na parede do udc. mas enfim, como eu disse, só passei nas outras, não fiz o curso lá, então vou parar de opinar. ROTEIRO 18/04 - VOO GRU - BOG 19/04 - VOO BOG - SAL - RTB + Ferry Utila + Inicio Curso de Mergulho 20/04 - Dia 1 PADI Open Water - Utila Dive Center - Teoria 21/04 - Dia 2 PADI Open Water - Utila Dive Center - Prática + Bando Beach Game of Thrones 22/04 - Dia 3 PADI Open Water - Utila Dive Center - prova física + Mergulhos Treinamento 23/04 - Dia 4 PADI Open Water - Utila Dive Center - Mergulhos Treinamento Fun Dive 24/04 - Praia Pública + Neptunes Coral Beach + Fun Dives Extra 25/04 - Ferry La Ceiba + Taxi Nueva Armenia + Barco Cayos Cochinos + Cayo Chachahuate 26/04 - Mergulho El Avion e Pelican Town 27/04 - Barco Sambo Creek + Taxi La Ceiba + Ferry Roatan 28/04 - Snorkel Half Moon Bay em West End + Lands End + Sundowners Game of Thrones 29/04 - Mergulho + Festa Coconut Tree Divers West Bay 30/04 - Ressaca + Teste de Subblue + Roatan Chocolate Factory 01/05 - Voo RTB - SAL - LIM - GRU
  7. 5 pontos
    Ontem (23/05) em Santa Cruz de la Sierra, nas casas de câmbio localizadas próximo da plaza 24 de Septiembre a cotação estava 1,77 bol para 1 real. Na fronteira em Puerto Quijarro estava algo em torno de 1,67 / 1,70.
  8. 5 pontos
    Já retorne, logo mais, iniciarei as postagens de cada local e qt gastei.
  9. 5 pontos
    Vários amigos e familiares nos indagavam sobre nossas travessias, segundo eles, tudo era muito repetitivo(as fotos eram parecidas, repetimos várias vezes os mesmos caminhos, até pela falta de outros. Até tem, mas caminho particular, não faremos mais). De certa forma eles têm razão, visto que a visão do picos e montanhas não tem comparação com fotos de estradas e, tem um detalhe mais importante: as principais atrações das cidades(tirando algumas) não estão dentro delas, mas nos arredores (cachoeiras, picos, morros. ..). Nesses 2 meses, caminhamos mais de 900 quilômetros é quase 10.000 kms de carro. Conhecemos pessoas maravilhosas por onde passamos, experimentamos emoções que nunca tivemos, comidas deliciosas, não tivemos nenhum problema mais sério, tudo muito tranquilo. O BRASIL É SIMPLESMENTE SENSACIONAL! E mais bonito visto de cima. Diante disso e, até para comemorar meus 60 anos de vida (ingressei na melhor idade), neste verão resolvemos fazer algo um pouco diferente : fomos conhecer e rever alguns parques nacionais /estaduais /municipais e privados, subir alguns picos/montanhas e alguns circuitos desses locais, região de cachoeiras, e Brumadinho(Inhotim), poderíamos estar no dia do rompimento da barragem, para nossa sorte desistimos em cima da hora. LOCAIS VISITADOS: Extrema - Mg (subida as base dos pico do lopo e do lobo) Munhoz - Mg(subida ao pico da antenas, caminhos) São Bento do Sapucaí - Sp(pedra do baú e roteiro) Marmelopolis -Mg(subida ao morro do careca, mirantes, pedra montada, roteiros e subida ao pico Marinzinho) Aiuruoca - Mg(subida ao pico do papagaio, matutu, cachoeiras) Visconde de Mauá-Rj - (subida a Pedra Selada) PN Ibitipoca - Mg (Janela do céu, pico, circuito das águas e grutas) São Tomé das Letras - Mg (cachoeiras e roteiros) Carrancas - Mg(cachoeiras e circuito serra de carrancas) Ouro Preto - Mg (centro histórico e subida ao pico do Itacolomi) Mariana-Mg: Bento Rodrigues, local destruído por outro rompimento de barragem da Vale. Serra do Cipó - Mg(todos circuitos dentro do parque e travessão) Conceição do Mato Dentro - Mg: cachoeira do Tabuleiro (base e mirante) Lapinha da Serra - Mg(subida aos picos da Lapinha e Breu, cachoeira Bicame e Lajeado, parte travessia Lapinha x Tabuleiro) Brumadinho - Mg(Inhotim) PN de Itatiaia - parte alta - Mg(base do pico das agulhas Negras e prateleiras, cachoeira Aiuruoca, circuito 5 lagos, subida ao pico do couto) Piquete - Sp(subida ao pico dos Marins) Infelizmente, por excesso de chuvas, não fizemos os picos do Itaguaré e da Mina( motivação da viagem). Entrou uma frente fria na semana que antecedeu o carnaval, tivemos que abortar por questão de segurança, pois não utilizamos guias e fazemos somente Bate/volta - fica para a próxima. As surpresas da viagem: Inhotim, Lapinha da Serra e Serra do Cipó. Pois não conhecia nenhuma delas. Algumas fotos Subida ao pico dos Marins - SP Pico do Itacolomi - Ouro Preto - Mg Cachoeira Bigame - Lapinha da Serra-Mg Subida para pico do Breu e Lapinha - Lapinha da Serra-Mg Vista desde o pico da Lapinha Cachoeira do espelho - travessão - Serra do Cipó -Mg A incrível JANELA DO CÉU flora exuberante
  10. 5 pontos
    Sái do Rio de Janeiro no dia 2 num voo com conexoes em Guarulhos, Santiago pra chegar finalmente em Mendoza, Argentina, fiquei dois dias lá começar a cicloviagem, fiquei no hostel internacional na rua Espanha, pagando cerca de 50,00 reais por diária com café da manha. Mendoza é uma cidade linda, com ruas amplas, muito limpa e muito arborizada Um passeio muito indicado e o parque general San Martin ele é imenso e tem o Cerro de La Gloria, lá eu conhecí o Dario um brasileiro que mora em Mendoza (pena não tirei foto com ele) mas me deu dicas ótimas de como sair da cidade com segurança e o melhor caminho até Potrerillos que era seguir pela rota 82, muito mais bonita. No dia 04/05/2019 comecei a cicloviagem de fato, saí do Hostel as 10:00 da manha com destino a Potrerillos até lá 54 km, fazia 15ºc vestia uma calça de ciclismo, segunda pele e corta vento e seguia devagar me acostumando com o peso dos alforges na bike. Ponte em Cacheuta na Rota 82 Um dos inúmeros oratórios em homenagem a Defunta Correa O caminho até Potrerillos é lindo, tem uma parte que vc passa um tunel e na saída dá de cara com esse lago é lindo uma água azul turquesa que abastece Mendoza o caminho é bem tranquilo com duas subidas mais íngremes que fizeram quebrar um raio, no caminho encontrei um grupo de argentinos gente boa que me acompanharam até Potrerillos. Chegando em Potrerillos uma 15:00 fui em busca do Hostel que tinha combinado um dia antes e pra minha surpresa estava fechado, aliás tudo estava fechado e ninguém nas ruas, não sei se por ser baixa temporada ou se era a hora da siesta, de qualquer forma parei no único comécio que estava aberto uma especie de restaurante/padaria/acougue/lanchonete e mercado, comi duas empanadas com uma taça de vinho, fui indicado a procurar o Pablo que estava começando com um Hostel cheguei lá e depois de um tempo de espera fiquei lá por 350 pesos (uns 30 reais), acabei ficando sozinho no quarto, depois de um banho quente voltei no restaurante e jantei duas empanadas e taça de vinho. Dia 02: 05/05/2019 Acordei umas 08:00 e saí pela Ruta 7 em direção a Uspallata, até lá uns 50km, saí sem cafe da manhã na esperança de achar alguma coisa no caminho pra comer algo, sorte que tinha duas tortillas compradas a 10 pesos cada (0,8 real) e dois salames que tinha do dia anterior ( comprei três do tamanho de uma linguiça paio por 100 pesos, cerca de 8,0 reais), não achei uma viva alma no caminho. Nas fotos acima: O rio Mendoza que nos vai acompanhar por toda viagem e um dos inúmeros tuneis que se passa, o susto é grande quando se cruza um caminhão dentro do túnel. O caminho Poterrillos x Uspallata é bem fácil a ruta 7 tem pouco trafego e os caminhões que passam respeitam e invadem o outro lado da pista pra desviar de voce, pelo menos foi o que senti, na foto acima um vento leve fazia as folhas das arvores caírem um visual lindo das árvores parecerem estar derretendo Cheguei em Uspallata cedo umas 14:00 e com energia pra pedalar mais um pouco, mas a proxima cidade com hospedagem certa seria Punta de Vacas mais 53 km, chegaria lá de noite e eu estava sem lanterna, a bike também não estava muito confiável por causa do raio quebrado, melhor dormir por Uspallata mesmo. Parei pra almoçar (220 pesos, uns 20 contos brazucas) num restaurante de posto de gasolina e almocei de verdade, no dia anterior tinha sido só empanadas todo dia não dá né. Fui procurar um Hostel e achei o ótimo Samadi (450 pesos, uns 40 reais) que é limpo, tem um café da manhã legal e a noite acenderam uma lareira que não me deu com vontade de sair. Quando cheguei no hostel e me indicaram o Cerro 7 colores a 10 km de distância, era tudo que queria pra matar a fome de pedal, tirei os alforges e fui, foi saboroso sentir a bike de novo sem os alforges o caminho é irado tem montanha de todas as cores e o Cerro (foto abaixo) é a mistura de todas elas. Dia 03: 06/05/2019 Saí de Uspallata umas 09:00 sem saber até onde ia hospedar, já tinha acordado a muito tempo mas demora a clarear, fazia frio e vesti o fleece embaixo do corta vento, comecei devagar e preocupado, uma pela bike que a marcha pulava e o raio quebrado (até vi por uma bicicletaria em Uspallata era domingo estava fechada) a outra pelo frio tudo que tinha de roupa de frio ja estava usando Difícil escolher a parte do caminho mais bonita, montanhas imponentes de cores nunca antes vista, natureza de forma mais crua e selvagem, silencio total, só quebrado por um caminhão que passa uma vez ou outra. Na foto acima Polvaredas. Pouco antes dessa foto com uns 60 km parei no Hostel refugio de montaña mundo perdido, que tem um mercadinho na frente, entrei (não sabia se teria mais algum comercio pela frente), não tinha ninguém pra atender escolhi um biscoito recheado deixei o dinheiro com um bilhete pro dono e na saída o dono chegou e me pegou com o biscoito na mão, mostrei pro dono ele foi super simpático me deu várias dicas que me tranquilizou com as distâncias que faltavam e eu segui a viagem feliz. Depois de pouco mais de 70 km pedalados em Puente del Inca por volta das 15:30 mais uma vez poderia ir mais um pouco mais, mas chegaria de noite na próxima cidade pra procurar hospedagem, além da marcha da bici estar pulando muito (descobri que era o cassete e não a roda torta por causa do raio quebrado) e ter começado um vento frio contra. Em Puente del Inca tem uma feirinha de artesanato e perguntando sobre hospedagem um dos atendentes me mostrou o hostel de seu primo que ficava alí do lado, fechei com ele por 500 pesos (uns 45 reais), como era baixa temporada só tinha eu de hóspede, a noite o cara que trabalha na feirinha fez um jantar, apareceu o amigo dele, rolou uns vinhos umas cervejas com musica foi uma noite muito agradável Dia 04: 07/05/2019 - Nevou durante a noite e fazia muito frio as 8:30 quando saí, os vinhos da noite anterior pesavam na cabeça mas o dia prometia tinha 13 km pra chegar a Las Cuevas subir o Cristo e bom ....ver o que ia rolar Frio do cacete, comprei uma camisa do Racing em Mendoza, era barata e na promoção vinha esse "cachecol" (tem outro nome que não sei) na hora pensei: "pra que vou querer isso moro no litoral um calor danado, vou dar pra minha cachorrinha" Cara isso foi tudo!! pense: um frio danado, nas decidas as orelhas e o nariz queimam de frio o cachecol do Racing me salvou. Pouco depois o Sol apareceu e amenizou o frio, nunca elogiei tanto o sol, já sentia cansaço creio que pela altitude estava pedalando a mais de 3000 metros de altitude. Pena que não se consegue passar por fotos a magnitude do lugar. Cheguei em Las Cuevas que era um localidade bem simpática e me pareceu bem turística, parei numa lanchonete na base da montanha, tomei um café e perguntei se podia deixar os alforges e fui, segundo info eram 8 km até lá o Cristo Redentor de los Andes. A subida tem 8 km bem medidos, pensei em desistir várias vezes, mas as vans com os turistas batiam palmas e dando tchauzinho um excelente incentivo, uns policiais passaram por mim de caminhonete e perguntaram se estava bem e também me incentivaram, era dificílimo pedalar, mesmo sem os alforges, voce puxa mas o oxigênio não vem empurrei a bike várias vezes Mas finalmente cheguei la em cima, foi uma festa as vans buzinaram os turistas batiam palmas foi incrível!! estaria triste se tivesse desistido. Cristo Redentor de Los Andes 8830 metros de altitude, divisa Argentina x Chile Fiquei lá no maximo uns 15 minutos, fazia muito frio, mas estava muito feliz, subí alí com minhas próprias pernas, com meu esforço as fotos pra mim tem um sabor todo especial depois desci em alta velocidade e parei na lanchonete pra descançar um pouco e tentar entender tudo aquilo que estava acontecendo, alguns turistas que me viram la encima vieram me perguntar sobre a cicloviagem, mas tinha que decidir rápido eram 15:45 e não sabia se ficava alí ou tentava ir mais adiante fui num hostel que tinha vagas o atendente foi super simpático e me deu todas as informaçoes: até o túnel eram 2km até aduana 5km e até Los Andes 65km, mas daqui adiante era só descida. Resolvi arriscar e segui. No Tunel que divide Argentina x Chile não se atravessa pedalando, vem essa picape da concessionária te atravessar Passei na Aduana e foi engraçado a atendente me dar um formulário pra preencher achando que estivesse de carro, de ver guichês pra ônibus, carros e caminhões e você uma linha fora da curva de BICICLETA rsrsrsrs. Na foto acima Los Caracoles Desci a cordilhera no lado do Chile em alta velocidade, fazia altas velocidades, tinha 60 km pela frente até Los Andes, que cheguei já a noite, detalhe sem pesos chilenos e sem lugar pra dormir, mas explodindo de felicidade, a adrenalina corria nas veias pela descida e por tudo que tinha acontecido. Los Andes achei tudo bem caro deve ser uma mineradora que tem na cidade e movimenta grana lá, no Chile o fuso horário é uma hora a menos, encontrei uma bicicletaria aberta perguntei se podiam mexer na bike pre repor o raio partido e ver o cassete me informaram que só podiam ver no dia seguinte, deixei pra lá o pior já tinha passado sobre a estadia achei um modesto hotel que me cobraram 20.000 pesos (uns 110 reais) não tinha ideia de quanto era isso na hora, mas deixaram pagar no dia seguinte, quando trocasse o dinheiro, estava cansado e na hora aceitei, foi aestadia mais cara que paguei na viagem. Las cuevas, no centro da foto o portal que tem a subida até o Cristo Redentor. No 5º dia pedalei uns 80 km até Santiago, nem tirei fotos depois de toda exuberância que tinha passado na cordilheira, um sentimento de dever comprido, tentando processar tudo que tinha passado nesses dias. Algumas considerações: o caminho é fácil não tem subidas muito íngremes e as cidades não são tão distantes, não é preciso ser o super homem da bike pra fazer
  11. 5 pontos
    A maioria das pessoas passa por isto, e se você tem vontade de largar tudo e sair, faça, mas faça isto de forma planejada. E também não pense que é só alegria largar tudo e sair por ai, sem um bom planejamento e se você não tiver uma cabeça muito boa, é quase certeza que você vai acabar numa sarjeta da vida, sem dinheiro, sem emprego, sem saber fazer nada, todas as noites as marquises das grandes cidades ficam cheias de gente que estava de saco cheio da rotina cansativa e que resolverem largar tudo para sair por ai, ou então numa cadeia super-lotada de um pais qualquer por que se envolveu em coisa ilegal. Então se quiser largar tudo, planeje as coisas, faça uma avaliação bem crítica e realista de você mesma, para ver se você tem cabeça no lugar para uma vida destas, e se na primeira dificuldade que você tiver, você não vai entrar em crise ou se enfiar coisa que não deveria... Veja se você tem alguém que lhe possa apoiar financeiramente quando as coisas realente ficarem feias e você não tiver lugar para dormir e muito menos para comer, cansei de ver mochileiro que largou tudo, sem um tostão furado no bolso, sem lugar para dormir e nem o que comer, mendigando um prato de comida e um lugar para dormir lá na pousada que meus pais tinham... Ou seja, uma vida assim não é aquela maravilha que a maioria das pessoas idealiza nas suas cabeças, é cheia de dificuldades e perrengues. Mas se você quiser se jogar, planeje as coisas, veja se tem quem possa lhe apoiar nos momentos de dificuldade e se você tem psicológico para aguentar uma vida destas.
  12. 5 pontos
    Algumas dicas das estradas de rípio que fizemos: - Ruta 40 entre Cafayate e Cachi Esta estrada tem aproximadamente 158km entre Cachi e Cafayate. O rípio começa após San Carlos, então são cerca de 133km de estrada sem pavimentação. Como fizemos a 68 pela manhã, na volta cortamos pela 44 (toda de rípio) e saímos já em San Carlos. (Almoçamos no restaurante El Molino). A estrada em rípio que segue após San Carlos e passa pela Quebrada de Las Flechas está em boas condições. Em alguns lugares antes da quebrada tem largura suficiente para passar 4 carros de uma vez só. Ela vai margeando sempre o rio Calchaqui, e na maioria dos kms está em condições boas. Um pouco antes de Molinos a estrada tem bastante curva fechada e tem que ter cuidado, fica bem estreita também. Em alguns lugares businamos nas curvas totalmente fechadas, pois não se tem visibilidade para ver algum carro vindo. Apesar de ser um longo trecho em rípio encontramos bastante movimentação de carros e pequenos caminhões ao longo do caminho (tem bastante produção de cebola e outros alimentos ao longo do vale do Calchaqui). Se faz todo o trajeto em 4x2 com tranquilidade. - Abra del Acay Considerado a ruta nacional mais alta fora da Ásia (sites Argentinos), foi o caminho mais emocionante, dramático e tenso de toda a viagem. São cerca de 145km ao total sendo que 127km de rípio, sendo apenas 5km asfaltado até Payogasta e mais 13km quando chegamos a 51 até SADLC. O trecho mais tenso e com chances maiores de ter que fazer a volta é a parte entre Cachi e a Abra del Acay. Explico: todos os badens e passagens de rios são feitos neste lado, o trecho mais estreito também e com maiores chances de desmoronamentos são deste lado. Então é mais sensato sair de Cachi para fazer o trecho, porque seriam menos kms para voltar. Imagina sair de SADLC, rodar 100km e chegar em um rio instransponível e ter que retonar até SADLC, melhor seria retonar 30 e poucos kms até Payogasta e seguir para Salta. Sem dúvidas com uma chuva mínima, os rios ficarão instransponíveis para carros pequenos. Já faziam dias que não chovia na região e a neve também já tinha tanta influência nos níveis de água e mesmo assim algumas pequenas travessias pareciam uma aventura para um carro 4x2 normal. Há uma grande movimentação e manutenção acontecendo no lado de cá (Cachi-Abra), então por isso talvez foi possível nossa travessia. A estrada é simplesmente espetacular. Nos trechos de subidade mais altos em alguns lugares tem uns 3 metros de largura, o retrovisor do lado esquerdo colado nas pedras e a roda direita muito perto do abismo do outro lado. Muita precaucção e baixa velocidade são necessários neste local. Em outro local tivemos que descer do carro para deslocar uma pedra grande que estava no meio do caminho e nos pareceu que enroscaria no fundo do carro. Levamos cerca de 4 horas e pouco para cumprir o trajeto e encontramos 5 carros (de turistas) ao longo do caminho. Encontramos també uma camioneta de locais perto de La Poma na qual pedimos informações e também algumas máquinas em trabalho na pista (tb pedimos informações a eles). O lado de Abra- SADLC já está muito bem cuidado. Com a via bem mais larga, mas ainda obviamente tendo cuidado pois as quedas são grandes, dá para apreciar um pouco melhor a vista e não ficar tão tenso por conta das condições da pista. Enfim, é uma aventura e creio que agora com estes melhoramentos será um trecho a ser cada vez mais explorado pelos aventureiros que percorrem a 40. Tirando os pontos de travessias de rios, as partes estreitas que se requer muitaaa atenção e as pedras de deslizamentos, a estrada em si apresenta condições boas, sem muita costela de vaca ou grandes buracos. (anda-se mais rápido lá do que o trecho “asfaltado” da 16 perto de monte quemado). - Paso Sico 132 km de rípio entre SADLC e o Paso Sico. Na divisa entre a argentina e chile até SPA está tudo asfaltado. Estrada de rípio com forte subida após SADLC e um pouco ruim, um pouco de costelas no começo, mas no altiplano ela fica boa para andar. Em alguns lugares deu para manter 80km/h com certa tranquilidade. Movimento de caminhões no sentido contrário e era necessário parar o carro pois a visibilidade ficava quase zero devido a grande quantidade de poeira (estava com pouco vento então demorava para dissipar). Visual da estrada é incrível, e diria com boas condições no geral. É preciso manter uma velocidade um pouco maior (altiplano com costelas), pois o carro pula por cima delas e não fica tão desconfortável. É difícil dizer uma velocidade ideal pois varia conforme o espaçamento das costelas. Ao mesmo tempo que na reta é bom manter uma velocidade maior, nas curvas tem que ter precaução pois pode perder a traseira... A aduana está agora em apenas um local (Argentina e Chile) e fica um pouco antes da divisa entre os dois países. Foi um tramite bem rápido e com muita simpatia por parte de todos os funcionários. - Geisers del Tatio Este trecho que é todo de rípio está muito bem cuidado (grande fluxo de vans e automóveis todos os dias). Como a saída se dá ainda de madrugada e está escuro, cuidar com as curvas fechadas até porque apesar de não estar vendo, tem alguns desfiladeiros grandes ao lado da pista. A temperatura fica negativa conforme vai subindo e tentar limpar os vidros com o esguicho de água pode não ser uma boa opção pelo congelamento. Em alguns trechos de reta se tiver boa experiência com rípio e estradas de chão (na volta já de dia) é possível andar a 80 - 90km/h com certa facilidade. O marcador do carro na ida chegou a -13 graus, e mais perto dos geisers, -7. - Lagunas escondidas de Baltinache Saindo da ruta 23, são aproximadamente 45km de rípio até as lagunas. Fizemos aproximadamente 10km de rípio e desistimos do passeio. Foi a pior estrada que rodamos com o carro, as costelas são muito separadas não consegui achar uma velocidade para minimizar o pula pula, você acaba caindo em todas elas inevitavelmente e a sensação é que o carro irá se desmontar. Tentamos murchar bastante os pneus também, mas não mudou muita coisa. Não por buracos ou por ficar atolado, mas acho viável fazer apenas com uma camioneta com pneus grandes por causa do desconforto. Abraços
  13. 5 pontos
    DIA 11 - Refuge La Flegere a Les Houches (16,2 km) Já estava acostumado em acordar cedo todos os dias, arrumar a mochila e caminhar. Mas o costume não torna a trilha fácil. Hoje foi uma prova disso. O dia começou nublado e com uma chuva leve. Na trilha, pouco se via à frente, devido à neblina. Me perdi algumas vezes, mas graças ao GPS achei o caminho novamente. Não dá para confiar somente na sinalização local. Logo no início, a trilha terminava de repente em um monte de pedras que haviam deslizado montanha abaixo. Subi por um caminho que contrariava o GPS, porém, lá em cima, consegui ver que a trilha continuava após as pedras. Retornei e encontrei uma passagem meio escondida no meio delas. Deixei uma marcação para quem passasse por ali posteriormente. O percurso seguia quase plano, com exceção de uma subida por encostas estreitas cruzadas muitas vezes com ajudas de correntes fixadas aos paredões. Após algum tempo, cheguei até a estação de teleféricos de Plan Praz. Alguns grupos guiados iniciavam a caminhada do dia por ali, tendo pernoitado provavelmente em Chamonix e subido por este transporte. Confesso que acelerei um pouco o passo, pois logo após a estação, uma trilha estreita e íngreme seguia para do passo do Brevént. E eu não queria ter a passagem fechada pelos lentos grupos de caminhantes guiados. O passo do Brevent é famoso por providenciar a vista mais bonita do Mont Blanc de todo o tour. Infelizmente o tempo fechado me negou esta experiência. Mas tudo bem, eu já havia recebido tantas outras tão espetaculares. E caminhar nesta trilha com mau tempo seria um desafio interessante à esta altura do campeonato. Aliás, este dia me pareceu mais como uma prova final de um curso. Tive um pouco de cada dia anterior. Subidas por bosques, por rochas, travessias em campos de neve, vias ferratas, tudo isso somado à chuva, o que tornava tudo um pouco mais difícil. Um teste à ferro e fogo (ou à gelo). Consegui cumprir os desafios utilizando as habilidades adquiridas nos dias anteriores. A neve, que me causava receio nos primeiros dias, hoje escorregava devido à chuva. Mas foi transposta com confiança e segurança (finalmente justificando o uso dos spikes em alguns trechos mais tensos). Alcancei o ponto mais alto do dia e lá parei para um breve descanso. O tempo estava tão fechado que não enxerguei a estação do Le Brevent, onde alguns caminhantes paravam para um café. Logo segui em frente, cruzando alguns campos de neve mais complicados. Muitos em descida, o que para mim era algo mais difícil. Caso eu enxergasse o final e a inclinação não fosse exagerada, não raro eu escorregava sentado, me divertindo um pouco. Após os campos de neve, uma longa descida pelas pedras até o refúgio de Bellachat. Mas passei batido por este também, provavelmente por algum desvio. O caminho a partir dali consistiu em uma longa e tediosa descida através de um bosque até Les Houches. Haviam muitas bifurcações, e a maioria indicava o mesmo destino (Chamonix ou Les Houches). Eu simplesmente escolhia aleatoriamente e continuava. Não vi mais nenhum caminhante a partir dali, o que me levantou dúvidas se estaria no caminho certo, apesar das placas. E nunca mais encontrei as pessoas que eu havia conhecido e divido uma cerveja em alguns momentos do tour. Ao fim da trilha pelo bosque, cheguei finalmente à área urbana de Les Houches. Após uma curta caminhada pelas ruas, alcancei finalmente o ponto que eu havia estabelecido como término do tour (que também havia sido o início do mesmo para mim), a oficina de turismo da cidade. Chegando lá, nenhuma recepção especial, nenhum aplauso, nem um marco oficial. Só uma selfie solitária em frente à oficina como lembrança. Mas a conquista interna estava estabelecida. E, como acontece com frequência em nossas vidas, se nos colocamos em ação apenas na esperança de reconhecimento externo, aplausos e recompensas, é certo que iremos nos desapontar. Quando encontramos a real motivação interior, o destino, com seus marcos e confetes, se torna secundário frente às grandes vivências e aprendizados do caminho em si. Grande abraço a quem teve paciência de ler até aqui! E até as próximas!
  14. 5 pontos
    DIA 3 - Refuge La Croix du Bonhomme a Rifugio Elisabetta (19,2 km) O dia amanheceu nublado. Um nevoeiro espesso pairava sobre o abrigo e tapava a vista das montanhas ao redor. Eu deveria decidir se seguiria a descida até Les Chapieux ou iria pela variante pelo passo des Fours. Esta variante encurtaria a distância até o refúgio Des Mottets, porém prometia ser tecnicamente difícil e, conforme falado pelo Saudita em Les Contamines, havia muita neve e estava fácil se perder ou mesmo cair por lá. Um francês que eu vinha encontrando pelo caminho me convenceu a seguir por Les Chapieux, por conta do tempo feio. Posteriormente, um casal de suecos que havia passado pela variante me disse que eu havia feito a escolha correta. Que cruzaram por lá com tranquilidade por conta da experiência prévia com a neve, algo que seria difícil para alguém sem tal habilidade. Não se passou muito tempo de caminhada e o tempo se abriu. Foi uma descida monótona através de caminhos rochosos. Em Les Chapieux, parei em um refúgio para um café. O caminho adiante seguia pelo asfalto, iniciando uma extensa subida pelo vale. A caminhada prometia ser fácil e monótona, mas é nessas horas de desatenção que a trilha cobra seu preço. Peguei um caminho errado e não cruzei o riacho que ladeava a estrada. Alguns quilômetros à frente o caminho terminava em uma pequena hidrelétrica. Eu teria 2 opções: voltar 30 minutos e subir novamente pelo outro lado, ou tentar cruzar o leito quase seco do riacho aos pés do paredão. Resolvi tentar a travessia. Havia uma escada de marinheiro na parede da margem onde eu me encontrava. Desci a mesma e cruzei pelo leito. Apesar de não haver grande volume de água, a mesma ultrapassava a altura das minhas canelas, então foi inevitável encharcar as botas. E o medo dos pés molhados causarem bolhas surgiu. Mas não podia voltar atrás na decisão e subi o barranco da outra margem, tomando finalmente a trilha correta. O caminho continuava pelas encostas das montanhas, sempre subindo pelo vale. Ao meio dia cheguei ao refúgio Des Mottets, onde fiz uma parada para uma cerveja e uma tentativa de secar as botas e trocar as meias. Pendurei as meias molhadas na mochila e passei a fazer paradas frequentes para trocá-las. Após alguns quilômetros de subida, alcancei o passo de la Seigne, onde se cruza a fronteira da França para a Itália. E naquela altitude, cruzei alguns campos de neve, algo que eu já havia me acostumado a fazer e não me gerava mais preocupação. Cruzado o passo, seguia-se uma descida leve e logo caminhava por uma planície rodeada por montanhas nevadas, cenário muito bonito. E alcancei assim o destino do dia, o Refúgio Elisabetta. O responsável pelo local, Davide, era um italiano que havia morado alguns anos em Salvador, portanto falava bem o português. Acomodei minha mochila no dormitório, onde experimentaria pela primeira vez a experiência das camas coletivas no tour: três andares de plataformas em madeira sustentavam colchões colados lado a lado. Um pesadelo para os mais frescos. Mas eu já estava naquele espírito de encarar o que viesse. Não seria um problema para mim. Banho ligeiro, jantar devorado, segui para a cama para descansar para a caminhada do dia seguinte.
  15. 5 pontos
    DIA 2 - Les Contamines a Refuge La Croix du Bonhomme (13,2 km) Na noite anterior, durante o jantar, um saudita que estava fazendo o tour em sentido oposto (horário) me disse que algumas variantes à minha frente estavam meio perigosas. Muito por conta da complicação em se orientar através grande quantidade de neve cobrindo as trilhas. Sabendo disso, tentaria me informar com detalhes sobre as condições da trilha antes de decidir seguir ou não por algum caminho. O caminho do dia seria uma subida constante até o passo du Bonhomme. Meu destino final seria um refúgio de mesmo nome, mais à frente. A trilha saindo de Les Contamines seguia ladeando um riacho, cuja água proveniente do degelo de verão já demonstrava certa força e volume. O dia estava claro, mas por um bom tempo caminhei sob as sombras das montanhas ao redor do vale. Não havia andado muito e passei pelo refúgio de Nant Borrant. Pensei em fazer uma parada para um café, mas não vi movimento e segui em frente. A partir dali o caminho seguia através pastos de gado, serpenteando pelo vale e subindo em direção às montanhas ainda cobertas de neve à frente. Aquela paisagem alpina ao meu redor me parecia saída de filmes. Apesar de viver em um estado montanhoso – Minas Gerais – estas eram de outra linhagem, inédita aos meus olhos. Várias pausas para fotos eram inevitáveis (e nem eram a famigerada desculpa para tomar aquele fôlego). Ao atingir determinada altitude, começaram as travessias de campos de neve. Neste dia eu estava disposto a testar a caminhada sem os spikes, depois do excesso de zelo do dia anterior. Foi mais tranquilo do que eu imaginara. A trilha de pegadas já escurecida se destacava na brancura da neve. E pisar nesta área já amaciada pelos passos dos pioneiros tornava a travessia bem mais fácil, somado ao fato de ser somente subida. Conheci um casal de brasileiros por ali (os únicos conterrâneos que vi durante todo o restante do tour). Após uma breve parada no passo para um descanso, seguimos para o Refúgio la Croix du Bonhomme. O caminho até lá, apesar de curto, foi um pouco mais complicado. Nos perdemos algumas vezes em trilhas não muito claras e cruzamos alguns campos de neve mais escorregadios. Mas chegamos com relativa tranquilidade. Já no refúgio, acomodei minhas coisas no quarto e fui tomar uma cerveja. Os brasileiros seguiriam caminho, pois planejavam completar o tour em 8 dias. Não havia forma de lavar roupa por ali, então apenas pendurei as peças do dia para tomar um sol. O banho quente estaria disponível às 17h, com um detalhe: apenas 2 minutos por pessoa (nestes refúgios a água quente é bem limitada, então os banhos têm que ser rápidos). Uma fila já se formava em frente aos banheiros alguns minutos antes (2 duchas para homens e 2 para mulheres). A cada pessoa que saía, já de banho tomado, uma salva de palmas se iniciava do corredor, tornando a espera um pouco mais divertida. O jantar foi servido às 19:30, e lá conheci algumas pessoas de diversas nacionalidades. A seleção brasileira jogaria contra a Sérvia pelas eliminatórias da Copa do Mundo, às 20. Mas não havia tvs por ali. E a internet 4g só funcionava em um ponto da varanda. Mas consegui acompanhar o placar. Após o jantar, fiquei lá fora, tomando uma cerveja e apreciando uma lua cheia que surgia por trás das montanhas geladas, enquanto a luz do dia se esvaía.
  16. 5 pontos
    Não sei nada da parte técnica, mas depois do textão explicando e defendendo as companhias eu quase fiquei com dó dos grandes conglomerados da aviação mundial. Mas no fim eu tenho dó é de nós brasileiros mesmo. E não tenho saudade de algo que nunca vivi, pq só viajei de avião a primeira vez em 2006, depois que os preços das passagens se tornaram possíveis para uma maior parcela da população. Antes era coisa de gente rica, e quando meu pai por um acaso raro do destino voava a trabalho ficávamos fascinados com os brindes que ele trazia das companhias. Reclamo agora (e possivelmente vou reclamar até morrer 😅) mas sei que hoje as coisas estão melhores. Embora as passagens e taxas ainda sejam incompatíveis com o salário mínimo do país. E essa discrepância só vai aumentar dos dois lados pelo visto.
  17. 4 pontos
    02/04 – UYUNI Capitulo 2 - A primeira paixão de viagem a gente nunca esquece. Enfim cheguei a Uyuni e olha a cara de felicidade: Chegamos em Uyuni as 4h00 da madrugada e o que todo mundo diz é verdade, assim que você desce do ônibus é um frio do caramba , de congelar a alma, não importa a época, no inverno não quero nem pensar o frio que deve fazer, estava tão frio que nem tive coragem de pegar o celular para tirar uma foto, mas segue uma foto de dia do local que a gente desceu e quase morreu congelado: Assim que eu desci do ônibus fui abordado por umas três senhoras, oferecendo um local para tomar um café e lógico fechar os tour, perguntavam se eu já tinha fechado com alguma agencia e lógico que eu dizia que sim e a agencia que eu tinha fechado era a esmeralda tours (mentira ainda não tinha fechado nada) até que uma dessas senhoras disse que era da empresa Esmeralda, então seguimos até o restaurante, boteco, sei lá que era dela, chegamos lá fomos recebidos com wi-fi, café e um lugar quentinho. Assim que terminamos o café ela veio com um panfleto para explicar sobre o tour, disse varias coisas que nem me lembro mais, porem uma das coisas que eu me recordo e que me deixou meio desconfiado, foi quando ela disse: - Retornamos no Salar a noite para ver as estrelas. Quando ela disse isso eu desconfiei, porque nunca tinha visto nenhuma agencia que fazia esse tipo de tour e também porque eu tinha perguntado para uma amiga boliviana antes o motivo de as agencias não fazerem isso, o que essa minha amiga me explicou foi que quando o salar está alagado e quando está de noite o sal se cristaliza e é ruim para o pneu do jeep(confirmem nos comentários essa informação), continuou explicando sobre o tour, falou sobre o valor, muito abaixo do eu esperava, estava cobrando 610 BOL com o transfer já incluso. Eu dei uma olhada no panfleto onde eu reparei que tinha uma coisa estranha, era o nome da agencia, ela disse que era da esmeralda porem no panfleto estava como Juliana tours (alguma coisa assim), dei uma pesquisada na Net sobre as referencia dessa empresa e só via gente falando mal até que eu resolvi perguntar: - Você não me disse que era da esmeralda? Porque aqui está como empresa Juliana? Ela disse: -A esmeralda e Juliana são parceiras, como se fosse e mesma empresa! Foi ai que eu respondi: - Vamos fazer o seguinte, eu vou até a agencia da esmeralda e vou confirmar se vocês realmente trabalham juntos, se eles me confirmarem eu volto e fecho com vocês, combinado? Ela disse - tudo bem! Ela foi embora e depois de uns 15 minutos eu vi um papel na bancada da recepção escrito à mão de caneta bic o nome da empresa “ESMERALDA” foi ai que saquei, não é nem ferrando a esmeralda😅😆. Segue minha cara de desconfiado na hora: Assim que deu umas 7h00 da manhã resolvemos sair e ir à esmeralda para fechar e confirmar a informação passada por aquela senhora. Assim que chegamos a agencia uma senhora muito simpática nos recebeu com aquele sorriso que eu me apaixonei (relaxem essa não foi à primeira paixão) ela começou a explicar sobre o tour de três dias, disse que a ilha Del Pescado a gente não iria visitar, pois estava alagada (70 BOL a menos). Teve uma discussão entre nosso grupo, pois ela disse que tinha duas opções que era a gente veria o por do sol no salar mas voltaria para uyuni ou não veríamos o por do sol e seguiríamos viagem para o hotel de sal, eu queria muito mesmo ver o por do sol porem todos os meus amigos que iriam me acompanhar nesse tour não queriam, no final a democracia venceu e eu não vi o por do sol no salar. Enfim fechamos o tour com a esmeralda, chorando muito, ameaçando ir embora, falando que realmente a gente não tinha muito dinheiro, ela percebeu que a gente era pobre e fechou o tour já com o transfer incluso por 770 BOL. Resolvemos confirmar se a Juliana realmente fazia parte da esmeralda foi ai que ela me disse que não, nem conhecia essa tal de Juliana Tours, no final escapamos de um problemão e agora só restava esperar pois nosso tour começava naquele mesmo dia as 10h00 da manhã. Nesse período de tempo eu nem acreditei o que aconteceu, reencontramos um amigo, o Klebão um cara super foda que conheci aqui no mochileiros a gente estava conversando sempre por whatsapp e enquanto estávamos viajando, ele estava a um dia na frente da gente, ele fez todo o percurso de ônibus de alagoas até Uyuni mas por uma coincidências nos encontramos por um curto tempo 15 minutos e eu nem sabia que seria a ultima vez que o veria. Te amo Klebão Faltando 10 minutos para iniciar o tour deu uma vontade de ir ao banheiro fui rápido e quando cheguei e olhei aquilo surgiu uma duvida a água da privada serve para lavar a mão? Não resolvi arriscar usei um lenço umedecido. Segue a imagem do banheiro: Mas enfim cheguei super atrasado e acho que perdemos um dos jeep que ia levar a gente, acabamos indo em outro onde agradeci muito, porque o outro tinha uns brasileiro muito chato, só tinha duas pessoas muito foda naquele jeep que era um casal onde era uma argentina e um francês eles estavam viajando um bom tempo a America do sul. O nosso jeep só tinha gente foda que fez esse tour, esse mochilão valer a pena, passei uns dos melhores momentos da minha vida com essas pessoas eram uma portuguesa aaaaaaah😍 o nome dela era tereza💕, Romano(frances) Sofia (argentina) que virou um dos meus melhores amigos a gente tinha até marcado de se encontrar em Cusco mas nem deu certo muito triste mas a gente ainda vai se encontrar nessas andanças. vocês nem vão acreditar quem era o Guia, O Emílio, puta guia foda o mesmo do rodrigovix Segue a imagem das pessoas mais fodas que conheci em toda essa viagem: E agora partiu entrei no jeep e quando eu vi a Tereza aaaaaaah☺️ 💕Tereza...mas enfim seguimos com o tour pois a primeira parada seria no cemitério de trens. Aaaah💕☺️ Tereza.... Depois do cemitério de trens seguimos para a parte foda do role que foi o Salar primeira parada no monumento do Dakar Depois fomos para a parte das bandeiras. Fomos almoçar e seguimos para a parte do Salar alagado e que lugar foda! Confessar uma coisa, quase choro, que lugar incrível, como nosso mundo é magnífico, eu ainda não acredito que consegui chega até ali com aquela vista de tirar o fôlego, todo o céu refletido naquele chão de sal, que experiência incrível, esse lugar ficou marcado em minha vida, pois foi ali que decidi e confirmei o que quero fazer da minha vida que é viajar o mundo. Depois disso fomos fazer as fotos em perspectiva que foi bem divertido. Seguimos viagem para o hotel de sal, foi um dia de muitas risadas, muitas paisagens fodas, naquele momento era o dia mais feliz da minha vida. Naquele momento eu estava apaixonado pela vida💕 e pela Tereza também😂😂 Não teve o por no sol no Salar mas teve dentro do jeep com direito a trilha sonora, estava tocando Queen “ Don´t Stop Me Now” Nesse momento todos estavam em uma vibe boa sabe, começando a jogar indireta para o Emílio tipo “como seria bom tomar uma cerveja agora a noite” e o Emílio “ então vamos tomar uma cerveja agora noite” e seguimos para tomar uma para finalizar o dia com estilo e finalizamos porque alem da cerveja tomamos até vinho na janta 😎. Todo mundo meio borracho e seguimos viagem para o hotel de sal. Chegando nesse hotel era meio que um hostel aonde cada quarto tinha duas camas de solteiro, foi nessa que o Emílio tentou me ajudar, ele me levou ate o quarto onde a Tereza estava até que o Emílio falou para a Tereza: - Quer dormir sozinha? Ai ela disse( eu cheio de esperança, pensando.. diga que não, diga que não🤞😞 - Sim, eu prefiro. Como tinha muitos quartos sobrando, fui eu dormir sozinho, meio borracho, coração partido, mas com uma puta ansiedade do que me aguardava para o dia seguinte. encerro esse capitulo mostrando como estava o meu estado😂: Próximo capitulo será: Capitulo 3 - O primeiro perrengue de muitos. Obs: Qualquer duvida me chamem no instagram: igormarque12
  18. 4 pontos
    Procuro companhia pra mochilão roots estilo Via enfinda e Eu vivo isso,acampar bastante,fazer dinheiro na estrada,inicialmente começar em Ilhabela-Sp e decidir junto com a pessoa ou pessoas o próximo destino. WhatsApp 14991393504
  19. 4 pontos
    Olá mochileiros! Mais uma vez esse fórum me ajudou muito e minha viagem de 10 dias pelo Chile foi excelente, graças às ótimas dicas adquiridas por aqui. Nada mais justo que retribuir escrevendo meu relato, não é mesmo? Vou tentar detalhar o máximo possível todas as informações, pois é sempre bom ter novas atualizações sobre como andam as coisas em terras chilenas. A viagem foi realizada entre os dias 19/04/2019 e 28/04/2019 e fomos em duas pessoas, então alguns gastos serão colocados de forma individual e outros para duas pessoas. Primeiramente, gostaria de agradecer aos membros que responderam minhas dúvidas em alguns tópicos que criei pedindo ajuda, e alguns relatos que foram fundamentais para ajudar na montagem do meu roteiro.Em especial @filiperocha, @karinerribeiro e @Elder Walker, muito obrigado, seus respectivos relatos ajudaram muito. A viagem não foi a mais econômica, mas também não foi a mais cara. Estou de férias e não estava disposto a abrir mão de alguns confortos e apreciar uma boa comida típica (adoro experimentar a gastronomia local dos lugares), então seria possível sim fazer uma viagem mais barata. Uma breve introdução, eu marquei minhas férias em novembro do ano passado para abril deste ano e já comecei a pesquisar um destino para ir. Geografia e História são duas coisas que me fascinam desde criança e durante o Black Friday surgiu uma promoção de passagens para Santiago. Pensei: Por que não conhecer o país mais sísmico do mundo, poder ir a Cordilheira dos Andes e esticar até o Deserto de Atacama, que é geografia pura? Não deu outra: Comprei duas passagens, para mim e meu companheiro. A partir daí, começou o planejamento de roteiro, busca a hospedagens, leitura de relatos e uma ansiedade total para chegar logo o dia da viagem. Dividi a quantidade de dias de maneira justa e foi ótimo, pois conseguimos aproveitar bem os locais de maneira plena. Vamos aos detalhes! PASSAGENS Paguei R$ 645,00 em cada passagem com taxas para o trecho SP - SANTIAGO - ida e volta, no Black Friday (antes disso estava por volta de R$ 800,00), com a GOL. As passagens para Calama preferi comprar a parte, pois a opção múltiplos destinos encarecia muito o valor total. Os trechos entre Santiago e Calama sairam por R$ 225,00 ida e volta (tinha mais baratos, até por R$ 145,00, mas não atendia aos horários que eu queria) com a Latam, ou LAN CHILE. DICA: Compre as passagens para Calama diretamente no site da Sky Airlines Chile ou da LAN CHILE, pois são mais baratos que se compradas nos sites brasileiros das companhias. A única diferença é que o cartão de crédito usado na compra deve ser internacional obrigatoriamente e não é possível parcelar. O valor é à vista. DOCUMENTOS Muita gente tem dúvida sobre a entrada nos países somente com RG. Bom, não levei passaporte, fui apenas com RG e deu tudo certo, mas uma coisa é fato: a foto tem que estar reconhecível. Na imigração em Santiago perguntaram apenas o motivo da minha ida ao Chile e o local da hospedagem em Santiago. De resto, não houve qualquer problema com RG, peguei voo interno somente com ele e foi tranquilo. HOSPEDAGENS As hospedagens em Santiago são bem caras. Cotei alguns hostels e hotéis antes e os preços estavam além do que eu estava disposto a pagar para duas pessoas. Eis que surge a ideia de pesquisar no Airbnb e fechamos um apartamento no centro, próximo a maioria dos pontos turísticos, casas de cambio, restaurantes e mercados. Saiu R$ 607,00 para duas pessoas por cinco dias (R$ 60,00 a diária p/p). Apartamento confortável, com utensílios básicos de cozinha, recepção 24 horas. RECOMENDO pesquisar Airbnb antes de fechar hotel em Santiago. Em San Pedro de Atacama ficamos no Hostal Mamatierra (indicação do Filipe aqui no fórum): RECOMENDO, tão bom que parece até hotel. Café da manhã bem servido, camas confortáveis, staff atencioso, água disponível o dia todo (uma grande economia no deserto), chuveiros quentes, limpeza nota 10. Ressalto que hospedagem no Atacama, assim como tudo por lá, é caro devido a localização em uma região bem inóspita. Não lembro o valor total da hospedagem, mas não foi dos mais baratos. SEGURANÇA Li muito antes de ir sobre os famosos furtos em Santiago e os golpes de taxistas. Não usei taxi em nenhum momento justamente para prevenir. Sobre os furtos, em nenhum momento de senti inseguro em Santiago. Lógico que estive sempre de olho em meus pertences, mochila na frente, dinheiro e documentos na doleira, enfim, o negócio é não dar bobeira. Santiago é uma cidade grande e não ter acontecido comigo, não quer dizer que não ocorram casos de furtos. San Pedro de Atacama é um sossego total, andavámos tarde da noite pelas ruas e não vimos nada suspeito. TRANSFER PARA O SAN PEDRO Outro tópico que me deixou em dúvida. Li muitas reclamações sobre as empresas de transfer em relação ao cumprimento de horários. Várias pessoas se queixando que a empresa não passou no horário combinado no retorno a Calama, ou simplesmente passou antes, enfim, fiquei bastante preocupado porque meu voo de volta para Santiago no dia 28 era bem cedo (08:15) e depois do almoço já tinha meu voo de volta para o Brasil também (14:20). Acabei fechando aqui no Brasil com a Transfer Pampa e RECOMENDO. Cumpriram os horários com pontualidade e as vans eram confortáveis. O QUE LEVEI? Em uma viagem para o Chile deve-se levar um pouco de tudo, principalmente por conta do clima. No Atacama é tudo muito extremo e muda muito rápido, o frio de manhã e a noite é grande e durante a tarde o sol queima com facilidade. Em Santiago o clima estava fresco, com manhãs frias e tardes agradáveis. Resumindo, usei casaco todos os dias (mas repare que estou falando do clima especificamente de outono. Para o Atacama creio que sirva para o ano todo). 1 casaco grosso (usei muito) 1 blusa de moletom 1 jaqueta (tipo aquelas pretas de motoqueiro, bom para usar em final de tarde no Atacama) 1 fleece (SUPER ÚTIL no passeio dos geiseres e lagunas antiplânicas) 2 calças jeans 1 calça de moletom 2 calças de tactel (SUPER ÚTEIS nos passeios com muita areia, como o Valle de La Luna ou algum trajeto de bike) 7 camisetas, sendo 3 dry fit (boas no deserto, pois são frescas) 2 bermudas (uma jeans, que nem usei, e uma de tactel, que usei para pedalar) Meias e cuecas (quantidade vai de cada um) Luvas, cachecol, touca Protetor de rosto (ÚTIL, pegamos uma ventania no Valle de La Luna e isso que nos protegeu da areia) Boné Pasta para documentos Bolsinha de remédios (sempre levo de prevenção, usei eparema e neosaldina apenas) Sorine ou Rinosoro (necessário, tanto Santiago quanto o Atacama estavam bem secos) Protetor Labial e protetor solar (MUITO necessários, até agora minha boca está ferrada por causa da secura) Colirio (levei e nem usei. Leve apenas se tiver problema com olho seco) Itens de higiene pessoal Garrafinha de água de 1 L (no mínimo) Adaptador universal (importante, pois o carregador da minha câmera era com entrada diferente e tive que procurar um adaptador lá) Doleira Bota (comprei uma da timberland e super me atendeu). SEGURO VIAGEM Fiz por prevenção, mas felizmente não precisamos usar. Mondial, R$ 199,00 para duas pessoas. AGÊNCIAS PARA PASSEIOS Outro ponto que me preocupou bastante. Acho que todo mundo que faz uma viagem para um lugar mais distante não quer passar por perrengue em passeios, então pesquisei bem as agências para evitar qualquer tipo de estresse. Contratei passeios em 3 agências em Santiago e no Atacama e todas foram ótimas. Ressalto que no Atacama priorizamos os passeios mais clássicos, e foi um acerto, pois saímos bem satisfeitos com tudo. O Salar de Tara gostariamos de ter feito, mas a agência foi bem clara ao dizer que ele estava fechado e o passeio não estava sendo feito de forma completa. As lagunas que flutuam não eram prioridades, apenas se sobrasse tempo. Segue feedback: SANTIAGO - AGÊNCIA 321 CHILE: Fizemos com eles o passeio Cajon del Maipo/Embalse el Yeso e RECOMENDO. Preço justo, bom guia, picnic completo. ATACAMA - AGÊNCIA 123 ANDES: Fizemos todos os passeios no Atacama com eles. Havia pesquisado algumas antes, lido avaliações no Trip Advisor, mas essa foi a melhor que nos atendeu. RECOMENDO. Bons guias, vans novas, preço justo, pontualidade, café da manhã e almoço bons. ATACAMA - AGÊNCIA TIME TRAVEL ATACAMA: Fizemos o tour astronômico com eles. Cheguei a pesquisar a SPACE, mas não tinha mais vagas. No mais, RECOMENDO MUITO a Time Travel. Ótimo tour astronômico, pontuais, vou detalhar mais a frente. Mas adianto que foi sem dúvida uma das melhores experiências que já tive na vida. ROTEIRO Depois de muitos ajustes, assim ficou o roteiro final: 19/04/2019 - Chegada a Santiago e conhecimento da área 20/04/2019 - Centro de Santiago e Cerro San Cristóbal 21/04/2019 - Vinícola Undurraga 22/04/2019 - Cajon del Maipo/Embalse el Yeso 23/04/2019 - Valparaíso e Viña del Mar (se arrependimento matasse, tinha ido para o Atacama nesse dia) 24/04/2019 - Ida ao Atacama e agendar passeios 25/04/2019 - Lagunas Antiplanicas/mirador Piedras Rojas/Salar de Atacama 26/04/2019 - Geisers del Tatio, Valle de La Luna/La Muerte, Tour Astronômico 27/04/2019 - Pukará de Quitor, descanso a tarde. 28/04/2019 - Retorno ao Brasil Agora sim, vamos ao relato!!! (Juro que vou tentar escrever um tópico por dia kkkkkkkkkkk)
  20. 4 pontos
    Prólogo Virou costume. Nas ocasiões sociais, volta e meia um amigo ou parente solta a frase: “E aí, qual sua próxima caminhada?”. Confesso que fico surpreso, pois fiz pouquíssimas trilhas até hoje. Inclusive não faz muito tempo eu ia de carro à padaria da rua de baixo. Porém, pelos caminhos sinuosos da vida, acabei me encontrando pelas trilhas afora. E nos últimos tempos a resposta para tal pergunta era: “vou caminhar em torno do Mont Blanc, cruzando as fronteiras da França, Itália e Suíça.” Fiquei ciente desta trilha através dos relatos do Elias, do portal Extremos. Antes de pesquisar mais detalhes, a primeira palavra que me vinha à cabeça relacionada ao Tour era “neve”. Ainda não a conhecia pessoalmente. Seria uma ótima oportunidade, somado ao desafio físico mais intenso que a trilha demandaria. Valeria a pena cruzar o oceano para isso. Iniciei então as pesquisas sobre o TMB. Destaco algumas informações interessantes: A trilha percorre cerca de 170 km (dependendo da rota e das variantes escolhidas, pode aumentar um pouco) em torno do Mont Blanc, atravessando 3 países: França, Itália e Suíça. O sentido pode ser horário e anti-horário, sendo o último o mais tradicional (e que eu optei). Não há um lugar oficial de início. Tradicionalmente a maioria das pessoas inicia em Les Houches. Optei por fazer o mesmo, apesar de vir pela Itália. Teoricamente seria mais prático iniciar por Courmayeur. Porém descobri que dessa forma, os últimos 4 ou 5 dias formariam a sequência mais dura do percurso. Iniciando por Les Houches, quebraria estes dias difíceis em 2 partes. A duração do Tour pode variar entre 8 e 12 dias, dependendo do preparo e disponibilidade de tempo. O período para se fazer a trilha é restrito ao verão (final de Junho até meados de Setembro) pois a neve e o mau tempo inviabilizam boa parte da rota no restante do ano. O inverno de 2018 na Europa fora rigoroso, então eu estava ciente de que poderiam haver algumas complicações na trilha por conta do degelo mais tardio em algumas rotas. Pode-se contratar agência com guia, autoguiada (sem o guia, mas com as hospedagens e orientações de rota providenciadas) ou seguir por conta própria, fazendo pessoalmente as reservas. Optei pela última opção, após descobrir que a trilha é bem sinalizada. Encaro o planejamento como uma parte interessante da aventura. As hospedagens variam entre hotéis e albergues nos vilarejos, e abrigos de montanhas nas partes mais isoladas. Muita gente segue acampando, porém é bom atentar que nem todo trecho possui permissão para camping. Voando do Brasil, as cidades mais práticas para se pousar são Genebra, Paris ou Milão. Fui por Milão pois faria um tour pela Itália após a caminhada.
  21. 4 pontos
    Fala aí, gente! Estou organizando uma viagem saindo do Rio seguindo até o México. Indo lento, fazendo voluntariado, carona, Couchsurfing e etc. Estou procurando companhia! A quem se interessar, se manifeste para cuidar dos detalhes! Valeu!!!
  22. 4 pontos
    "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas." - (Novos Baianos) Um novo olhar sobre o Mundo. Olá viajantes, Compartilharei com vocês meu mochilão que deu início em Dez/18. Irei compartilhar um pouco de como me organizei nos aproximadamente 45 dias antes do início da Trip, bem como, eu defini "roteiros", datas e claro, financeiramente a jornada. Já li diversos relatos, muitos serviram de inspiração, e um 'algo' que sempre tive em mente é fazer um mochilão roots - até também porque, no meu caso, a grana é curta. Pois bem, no final de Outubro de 2018 eu estava completamente saturado (como a maioria dos Brasileiros, penso.) Sempre busquei acampar e estar em contato com a natureza, afinal, faz longos 13 anos que sou escoteiro. E sempre a mesma coisa: "Eu saía total do clima tenso da cidade e do trabalho, passava dias perfeitos acampando e quando voltava, em menos de 1 dia na cidade já me saturava novamente." Após ler diversos relatos e de me senti, de certa forma, "preso" neste ciclo, decidi que realizaria um mochilão, sem data de retorno, sem destino final, somente uma bela ida e vivida pelo o tempo que for. Um dia, um semana, um mês, quiçá, em ano? Estava ansioso para descobrir. Por onde começar? - Questionei nas primeiras horas. - Até que comecei a levantar uma lista de possíveis lugares da América do sul e passei a linkar rotas, ver preços de deslocamentos, me joguei de cabeça na cultura Latino-americana. Foi aí que reparei como tudo hoje em dia é demasiadamente comercial, principalmente os valores. - Não posso procurar como se fosse um turista querendo férias, afinal, não sou um turista querendo férias. - Então a partir deste instante passei de fato a me portar e pensar como um Mochileiro. Passei a pesquisar as rotas de carona, pensar em acampar em qualquer lugar, maneiras de "salvar' dinheiro e como viajar sem grana. Resultado, Primeira semana de Novembro e eu já tinha todo um pré-roteiro definido: Sair do Brasil por foz, adentrar a Ruta 12 no início, caronar até chegar na Ruta 14, a rota que leva até Buenos Aires, tentaria levantar uma grana em Buenos Aires e continuar seguindo para o Sul sentido Patagonia, pois afinal, para voltar é só ir sentido Norte, subir pelo o Chile, cortando todo o País e continuar, Peru, Bolívia, Colômbia e por onde mais tiver de ser. Exatamente esse era meu ‘Pré-roteiro’ e confesso que não teve grandes alterações, pois ir caronando proporciona viver o local e a cultura, conhecer entre uma cidade e outra as histórias que há, bem como as belezas além - escondida do turismo comercial - e claro, salvar o máximo de dinheiro. Irei detalhar mais para vocês meu roteiro e planejamentos, principalmente a parte financeira, antes gostaria de deixar aqui um lembrete: 'Essa tem sido minha experiência na Trip e há diversas maneiras de mochilar, isso não diminui ou engrandece nenhum mochileiro. Somos da mesma família, portanto, iguais. Acredito que cada um viaja como pode e como o satisfaz, afinal, viajar é se conectar com pessoas e lugares, é viver experiências únicas e incríveis, além de fazer do viajante cada vez mais, um cidadão do Mundo, rompendo fronteiras, preconceitos e expandindo nossos ser. Respeito e Gratidão para todos Vocês! Dito isso. Valores! No pouco tempo que me restava até Dezembro, capitalizei para levar cerca de 1,2k. Sim, isso mesmo, Somente R$1.200,00. Não incluso nesse valor, eu gastei cerca de R$260,00 com uma passagem de ônibus da linha 'São Paulo - Foz do Iguaçu' e cerca de R$150,00 em Equipamentos que vou listar para vocês. Ou seja, sai do país com apenas R$1.200,00 e tive um custo total de R$1.610,00. Segunda semana de Novembro e eu ainda estava trabalhando, não havia comentado nada com ninguém, ninguém mesmo. Planejava e organizava que acabei não comentando com familiares e amigos com exceção do meu Brother de mesmo Nome, Gabriel, pois morávamos na mesma casa. Foi na última semana de novembro que sai do trabalho feliz da vida, afinal, estava agora indo terminar de arrumar a mochila e começar a viagem para me encontrar, pois é desse modo que visualizei tudo, preciso me encontrar e aqui vou, seja lá onde isso for. Após comunicar familiares e os amigos mais próximos sentia que de fato minha bagagem estava completa, com todas boas energias e incentivos, embora um ou outro tentou se opor à minha decisão, no final, nada puderam fazer e hoje gozo com felicidade. Mochila e Meus itens 1 Isolante Térmico 2 Calça corta vento 1 Calça Jeans 1 Blusa de lã top (homemade) 1 Blusa qualquer 5 Camisetas 1 Camisa 2 Regatas 3 Shorts 1 Touca 4 Meias (descobrir que pode ser pouca) 1 Par de Luvas 1 Par de Chinelo 1 Par de Tênis (Um para usar fora da estrada ou trekking, tênis comum) 1 Bota Caterpillar Preta (propaganda gratuita, mas é a bota de minha preferência e dinheiro.) 1 Toalha 1 Kit de higiene pessoal 1 Kit primeiro socorros ( faixa, antialérgico, anti-inflamatório, dor de cabeça, dor muscular, gripe, anticéptico e itens para curativo) 1 Canivete 12cm de Lamina 1 Prato e kit de talheres para acampamento 1 Garrafa de 1Lt para Aguá 1 Fogareiro boca unica 2 Lanterna 15M de corda para camping 2 Livros pequenos Meus materiais de trabalhos* ( Faço artesanato e algumas artes, vou descrever melhor no decorrer) Meus Trabalhos** 1 Pen-drive com documentos, arquivos pessoais, etc. 2 cadeados (2 mochilas) Tudo está dividido em 2 mochilas, sendo uma de 60 Lts + 5 e outra mochila de 15 Lts, as duas totalizavam 14 kg (atualmente até menos). Confesso que eu estava sempre com a sensação de estar esquecendo algo, mas no meu caso foi só a sensação mesmo, descobri que carreguei bagagem demais, e aos poucos me desfaço de algumas coisas deixando a mochila cada vez mais leve e apenas com o essencial. Aos poucos vou desapegando das coisas, tudo vem e tudo vai, e na maioria das vezes foi preciso algo ir para que pudesse vir um novo em seu lugar. Como um dos livros, que virou presente para uma simpática mulher enquanto conversávamos sobre literatura. Senti que ela precisava de ler, mas não tinha tempo de emprestar e pegar de volta, então eu simplesmente deixei o livro seguir seu caminho e fazer parte, agora, da história dela também. Ela nem ao menos falava português (nem eu o Espanhol) e foi numa conversa em Portunhol que tudo aconteceu, ela ficou muito feliz com o presente inesperado. Maravilhosa mulher, maravilhoso ser. Sai de São Paulo e depois de 17 horas estava em Foz do Iguaçu, a cidade é realmente linda, o Sul do Brasil é lindo, repleto de campos e montes. Fiquei por Foz mesmo pois já era quase 18:00 horas. No primeiro dia, acordei e fui para o Paraguai, lá terminei de adquirir alguns equipamentos que faltavam bem como: 1 Cobertor Camping (nunca fui chegado à saco de dormir, choices) 1 Tenda 1 Isolante Térmico 1 Cobertor Térmico (passar frio nunca, Paulista passa é calor) DICA: Tem muita coisa que é realmente muito barato no paraguai - a grande maioria de equipamentos, eletrônicos, bebidas e roupas - Se por acaso forem mochilar e porventura o Paraguai tiver em sua rota, vale a pena comprar alguns equipamentos lá, visto que o custo é menor dá pra economizar bem. Mas claro, só digo isso se o Paraguai estiver em seu roteiro, pois a grana que poderá economizar é incrível, como no meu caso. Pois comprei todos os itens acima, uma garrafa de vodka boa e uma bag 15Lts Waterproof, com apenas R$100,00. Aproveitei e deu uma bela andada pela cidade, no entanto Punta Del Este é uma cidade comercial e tem todo tipo de lojas e comerciantes possíveis, a mesma pessoa que te oferece 10 par de meias por R$10 também irá te oferecer drogas e armas. Pior que a 25 de Março em SP, cidade donde veio. Loucura aquele lugar. De volta a Foz ainda no primeiro dia, estive em um Hostel onde conheci uma Sul Coreana que marcou o início da viagem demonstrando ser uma pessoa incrível, com um Carioca doideira e, junto Tiago, um Brother BR (Ele merece um artigo só pra ele para contar brevemente algumas de nossas histórias roots). Passamos a noite tomando Caipirinha após um jantar Inteiramente BR, com feijão, arroz e farofa (primeira vez que a Sky Lee comia e bebia como brasileira) foi maravilhoso e ao mesmo tempo um tanto emocionante, pois aquela foi de fato minha última noite no Brasil. Segundo dia em Foz, Me levantei cedo e realizei o Check-out antes mesmo da hora. Precisava pegar a estrada o quanto antes. Peguei um ônibus para Puerto Iguazú (Na Argentina, cidade fronteira com Foz) por R$4,80 no lado de fora do terminal urbano de ônibus, esse ônibus para na imigração e aguarda enquanto você dá a entrada no país. Uma vez dentro da fronteira ele te leva até a rodoviária de Puerto Iguazu que fica logo no centro da cidade. Dei uma andada na cidade, mas já sabia que por ela eu só passaria, então fui para o outro lado da cidade onde se inicia a Ruta 12, rota onde começou as caronas. Foram 2h parado esperando carona com a plaquinha e o dedão um pouco adiante da saída de um posto da YPF, nada aconteceu, então fui andando no acostamento até que entrei na Reserva Nacional Argentina - era disso que eu estava falando - Oláaa natureza sua linda! Não foi muito tempo andando até que parei novamente e tentei a carona, cidade Wanda. Dessa vez em poucos minutos funcionou, primeira carona uhuuul. No entanto ele não iria para a cidade e me deixou mais a frente próximo à um posto policial onde disse ser mais fácil e melhor para caronar. Foi tão rápido que mal conversamos, mas agradeço novamente ao Senhor Érico! E não é que ele estava certo, menos de 10 minutos parou um caro com 2 garotos, homens jovens, e ofereceu a carona até Wanda. Foi maravilhoso a carona, e ainda iam contando histórias de como é acampar na reserva, inclusive pararam o carro na barragem da reserva para tirar foto, um deles disse: " faz 10 anos que passo por aqui sempre e nunca parei 2 minutos se quer para admirar a beleza, agora com você, é um prazer enorme fazer isso e contemplar essa beleza". Isso foi maravilhoso. Chegamos em Wanda, Gratidão total Hernan e Rafael. Wow, o dia está para acabar e não dá mais para pedir carona (por política pessoal, não pego carona de noite pois de longe é o melhor momento para isso) vou acampar na beira da estrada! Sim meu amigos, caros Viajantes. Acampei na beira da estrada, vendo a lua brilhar e ouvindo um silêncio maravilhoso que era quebrado apenas pelo som dos poucos carros que às vezes passavam, estava amando a experiência, de repente um cara, do nada, no escuro apareceu. Me deu um baita susto, mas era apenas um comerciante que viu minha chegada do outro lado da Ruta e queria saber se eu queria algo, um Mate, Chipas ou até mesmo Marijuana, pois ele teria ali. Sim, fiquei pasmo com o que ele falou e claro que ajudei o pobre comerciante, que por educação me convidou para desayunar com ele na manhã seguinte. . . Passei a noite feliz, dormir bem e acordei Pleno! Tudo isso apenas no primeiro Dia de Estrada. Nem imaginava as aventuras adiante, estava me sentindo livre, totalmente liberto das correntes do consumismo e da sociedade, estava livre dos estigmas alheios e finalmente me sentia no caminho para me encontrar, porque 1 dia na estrada nos ensina muita coisa, os dias são de fato aulas intensivas de viver. Dia seguinte, acordo na estrada, com o sol torrando a barraca logo cedo - Hora de começar o dia! - Cafe da manha com um panetone de chocolate que comprei com 15 pesos no dia anterior e não havia comido tudo. Bastante água, pois o nordeste argentino é bastante quente e úmido. Bora para estrada pois a próxima cidade é Eldorado. Foram longas horas debaixo do sol quente até conseguir. Mas valeu a pena, pois era 13h da tarde e já estava em Eldorado, foram mais de 100 Km tranquilos. Em Eldorado fiquei por 3 dias, fiquei na casa de um Senhorzinho que acolheu com muito carinho e foi muito hospitaleiro. Dale Sr. José, dono do cachorro Chiquitin muito fofo. A Cidade de Eldorado é maravilhosa! Uma cidade pequena, totalmente em meio à natureza (posteriormente fui saber que ela fica ainda na Reserva Nacional, e que essa se estende por muitos KM). Por volta das 18h as pessoas vão para a praça central da cidade tomar Mate e ficar de bobeira até umas 20h, ver aquela cena foi incrível, pois a cidade que até então era vazia e pacata se tornara por 2 horas uma cidade extremamente viva e movimentada. Como não tem muito o que fazer lá, os habitantes vão descontrair na praça, formando rodas de mate e deixando as crianças se divertirem. Conheci 2 Skatistas e destes não me recordo os nomes, pois foi uma conversa rápida mas muito rica, eles mostraram lugares para acampar e para ficar tranquilos na cidade, que o ponto forte deles é a natureza e calmaria. De fato, me rendeu 3 dias de pura paz. E assim passei o Natal, a data mais família do ano, Sozinho numa cidade pequena, sem a extravagância de fogos de artifícios ou um jantar farto e rico, e não senti falta disso. Foi maravilhoso sentir que eu estava finalmente entrando em sincronismo com o universo, sentindo a paz e vivendo o presente sem pensar no futuro ou passado. Estar na estrada mexeu comigo, pois até então eu sempre estive em um turbilhão de coisas e supostos deveres, no entanto, meu único dever passou a ser viver o momento. E a cada segundo uma nova descoberta, a prática da paciência e o autoconhecimento, guia a energia vital por todo o corpo, como resultado, um vigor infinito. Tudo passa a ser possível! Okay, depois de muito meditar e renovar as forças, hora de pegar a estrada, Gratidão Eldorado por ter me tocado a alma e por me fazer amar ainda mais a vida! Passei no mercado, comprei pão, doce de leite e uma proteína, e umas coisinhas pensando em 2 dias, não gastei quase nada, foi barato. 60 pesos tudo. (irei compilar algumas dicas úteis para alimentação na estrada) Agora na estrada sentido Oberá, porém, são 300 km de Eldorado até Oberá, então decidi fazer em 2 partes, Carona até Jardim America, trocar de rota e ir para a Ruta 7 (pois um moço disse ser mais viável para carona até Oberá). Foram umas 2 horas até pegar a primeira carona, José. Novamente um moço gentil ele falava muito rápido, não pude compreender muito do que falava, mas ele tbm não me entendia, então estava tudo bem, em meio as palavras tinha sempre nossos risos e sorrisos felizes de estar sob a companhia um do outro. Em questão de uns 50 minutos estávamos em Jardim America, pequena cidade. Caminhei até a Ruta 7, fica apenas uns 100m, e novamente na frente de um posto policial em poucos minutos a segunda carona, infelizmente não foi até oberá pois o Sr. Maurício não iria até lá. No entanto fiquei em apenas 1 cidade antes de oberá e faltava apenas 40 KM, insistir em caronar ainda pela Ruta 7 e logo veio a terceira carona do dia, desta vez, até oberá. Foi com o Daniel, um brother muito doido, fumava um cigarro atrás do outro, mas era incrível conversar com ele, durante 5 anos ele mochilou pela argentina e sempre dá carona para mochileiros. contou um pouco da história dele e quando chegamos no destino ele simplesmente me deu o maço de cigarro dele. Sem mais nem menos, tentei negar, mas foi um insulto, logo aceitei e partiu acampar, passar mais uma bela noite sob as luzes das estrelas e o lindo olhar do, quase vazio, Luar. Dessa vez, na cidade de Oberá! Até então tudo vem sendo muito simples, aprendendo um bocado sobre as coisas, e ainda mais sobre mim. Aprendendo a lidar com a saudade e aprendendo a se reinventar, pois somos cada dia versões melhores de nós mesmo, basta acreditar e querer evoluir. Antes de continuar a compartilhar, quero falar sobre meu sentimento em meio à tantas transformações, minhas influências e contar um pouco de como foi o processo de mudança e adaptação, afinal, eu estava em meio á outra(s) cultura(s) e vale lembrar que eu adentrei sem saber o Idioma. Começarei pelo idioma, eu pensava - Português e Espanhol são línguas parecidas - e por isso basta falar devagar que vamos nos entender e assim pouco a pouco vou aprendendo o idioma e sua variações. Certo? - Completamente errado! Eles simplesmente não me entendiam! Não importa o quão devagar eu falasse e quão parecido fosse algumas palavras, eles não entendiam! Foi necessário criar ‘regras’ de lógica linguística baseada nas que eu sei de Português, para começar a pensar mais claro em Espanhol, como por exemplo prático: Palavras no Português com ‘São’ como, Comissão; Televisão; Versão; Expressão, entre outras, eu substitui por ‘Sion’, como Comisión; Television; Version; Expression. Vou ser franco, para pegar a base e começar a se virar no idioma é muito útil fazer isso, costuma funcionar, como isso não é nenhuma regra de gramática não é aplicável em 100% dos casos, mas é aplicável suficiente para poder desenvolver o idioma e expandir o vocabulário. Logo pessoas começam a corrigir e com isso, tendo humildade para receber a informação, muito aprendizado se adquire, mas é fato que sempre faço comparação com o português para fixar as diferenças, criando diversas regras doidas que acaba sendo incrivelmente funcional pela sua simplicidade. Um outro exemplo são os ditongos, a grande maioria dos ditongos em Português que tem ‘o’ em Espanhol é ‘ue’ Como: Novo - Nuevo; Porto - Puerto; Conto - Cuento, e por aí vai. Isso tem dado muito certo, pois para uma pessoa que não tinha base nenhuma em Espanhol entender completamente diálogos e poder criar conversas com nativos, é maravilhoso! A estrada é divertido! Se no dia-a-dia são haver risos e sorrisos, a vida é difícil para qualquer um. Então estar em harmonia com o espírito ajuda a mente a manter-se alegre, a melhor maneira de isso acontecer é se divertindo. Deste modo, o dia-a-dia fica ainda mais leve ainda que seja passando algum perrengue. E por falar em perrengue, todo problema tem ao menos duas boas soluções, então manter-se leve e positivo é necessário, para que tudo flua da melhor maneira possível. “Nunca entre em pânico” Vamos falar de Saudade? - Neste caso, vou dizer como aprendi a lidar com meus sentimentos - Não foi fácil, e desde quando decidir sair de mochilão evitei pensar nisso, porque sabia que uma hora eu sentiria saudade de algumas pessoas, e teria que lidar com isso. Além disso, eu deveria aprender a me conectar mais com meus sentimentos, me ouvir, me conhecer e entender o que eu sinto, ao menos, um de meus objetivos é encontrar meu lugar em mim mesmo. Então antes de começar a entender onde fica esse lugar, tive que aprender a organizar onde fica o lugar de cada saudade, Mãe, Irmã, Irmão, Amigo que é mais que Irmão e as poucas pessoas que tenho conexão. Entender que por mais que seja grande a saudade é natural e deve ser sentida, não devemos sentir saudade como se fosse algo dolorido, temos sentir com orgulho de ter essas pessoas e poder contar com o amor delas, pois a maior virtude da vida é amar e ser amado. Aprendi isso na estrada somente, pois até então eu sentia um vazio quando sentia saudade, pois era a falta de algo que eu sentia, hoje, sinto saudade e sinto um preenchimento completo, pois vejo todos os motivos maravilhosos que tenho para sentir esse sentimento tão especial. Estrada vai, estrada vou. Oberá é uma das grandes cidades do nordeste Argentino. Conta com a presença do parque nacional Oberá, tornando-a ainda mais bela. No entanto não passei muito tempo pela cidade, estava já com a plaqueta feita e novamente seria L. N. Além, uns 120 Km de Oberá. Foram longas horas debaixo de um sol escaldante, quase não havia movimento na estrada sentido a próxima cidade, pois os poucos carros que passavam e fazia algum sinal de resposta diziam que entrar-ir-iam antes. Fazia muito calor, e como a cidade é bem arborizada e úmida, a sensação térmica estava a mil. Decidi que comeria algo e ficaria um pouco na sombra. Após comer e beber bastante água, voltei onde estava e o cenário não havia mudado, estava ainda com pouca movimentação de carros. Enquanto comia próximo ao terminal, não distante da Ruta 14, ouvi uma mulher falando que tem um ônibus para a cidade de São José muito barato, é basicamente um coletivo. Sendo ainda mais preciso, como um desses ônibus que vai de São Paulo até Diadema. Dei uma olhada no mapa para ver onde ficava essa cidade e achei interessante, pois seria mais de 40 km de coletivo, tranquilo. 60 Pesos e ainda tinha água quente no ônibus, pude encher a termo e toma mate. Agora começa ficar doida a coisa. Cheguei na cidade de São José. Chorei. A cidade é distante demais da Ruta 14, porém, não havia movimentação nenhuma. Só tinha um estabelecimento aberto além da rodoviária e da Polícia, uma Sorveteria. O restante fechado, pessoas em suas casas, ninguém na rua, um ou outro cachorro que passava, mas só. Não achei posto de Serviço próximo, afinal, era uma cidade de campos, aquele era apenas o centro minúsculo e que tudo se resumia em campos. O posto mais perto fica certa de 7 - 8 Km da cidade, ao menos é na intersecção de 2 Rutas, uma Ruta X que mal posso me lembrar e a Ruta 14, minha Ruta. Andar por uma estrada reta e no calor é péssimo, pior ainda é ficar sem água. Isso estava quase se tornando realidade, entre o posto e o ponto onde eu estava na estrada era mais ou menos uns 6 Km e havia apenas mais uma rua cruzando a rota até que seja apenas campos e estrada e por sua vez o posto, ou seja, eu precisava conseguir água naquela rua! Para minha sorte, em uma das casa no início da rua havia uma família tomando Tererê em frente ao portão. Fui com minha garrafa D'água vazia até eles. - boa tarde, tudo bem? Sou mochileiro e estou passando pela sua cidade, não achei nenhum estabelecimento ou posto de serviço próximo e estou sem água, vocês podem me ajudar com um pouco de água por favor? - Fui o mais educado, embora havia progredido bastante no Idioma, era claro meu acento e as diversas vezes que falava em Português pensando estar falando Espanhol, então eu entenderia se eles pedissem para repetir ou não tivessem entendido. Ao princípio ninguém falou nada, depois de ver que eu estava esperando alguma resposta, ou qualquer coisa, uma senhora simplesmente falou - Não. - eu olhei para os outros como quem diz “ Não, o que?”. Eles entenderam, afirmaram, não temos água. O garoto que melhor fez e colocou cerca de 200 ML da termo dele na garrafa. No entanto, nada disse, nada disseram, só existiram. Eu não entendi foi é nada. Preferir não pensar sobre e agradeci com um belo sorriso, embora pouco, eu tinha um pouco mais do que momentos antes, já é algo. Caminhei o restante da estrada focado, refletindo em todo momento. A paisagem se tornou uma parceria incrível, pois sempre se transforma em quadros belos de arte natural. Desta vez não foi diferente, não era nenhuma plantação ou campos agrícolas, era somente mato em um espaço loteado vazio, um não, dezenas. Depois de 4 km andando, a água definitivamente acabou. Até que durou - Pensei e gargalhei - Continuei cerca de 500m e pude ver ao meio dos campos próximo à estrada,uma casa pequena, na medida que aproximava passei a ver que tinha uma pessoa sentada, também tomando Tererê. Quando Cheguei na frente da casa, disse o mesmo que disse para a última família, nem foi preciso dizer mais nada, a senhora rapidamente entrou em casa e em alguns minutos voltou com 2 Jarras de água gelada perguntando se eu só tinha aquela garrafa ou tinha mais para encher. Ela encheu a termo e outra garrafa de um litro e ainda tomei uns ‘goles’ lá mesmo. Ela não falou muito, e claramente não era normal aparecer alguém por aquela parte da cidade andando na estrada. Agradeci a gentil senhora, que salvou lindamente minha vida, continuei o restante até o posto de serviço feliz da vida, como sempre. Devido à circunstância isolada da cidade, o pessoal do posto de serviço aconselhou a esperar um coletivo e ir para alguma outra cidade além, pois ali nada teria e que as pessoas trabalham em campos portanto, pouco circulam pela cidade, conversei também com alguns caminhoneiros que estavam lá, e todos estavam vindo de Buenos Aires indo para O extremo Nordeste quase Brasil, fazendo todo o caminho que até então eu havia feito. Segui o conselho do funcionário do posto e aguardei um coletivo. Foram 65 Pesos até a cidade de Santo Tomé, Fronteira com o Brasil. Nessa cidade tudo aconteceu! Info: Irei postar a continuação e compartilhar todo o relato com vocês, incluindo Fotos, apenas não tenho datas e prazos, pois já estamos em Maio e Muuuuita coisa aconteceu. Escrever é algo que sempre que dá eu faço, tenho muito material desta jornada, afinal, já passei até por Buenos Aires e além. Mas dependo das condições favoráveis e tempo livre na Internet - O que confesso não ter muita prioridade e disponibilidade, visto que tenho um mundo a descobrir - Darei meu melhor, cedo ou tarde postarei mais, espero que em breve. Gratidão por ler e de algum modo fazer parte da minha história.
  23. 4 pontos
    "Essa história não começa aqui..." Confúcio 😜 Fala meus queridos padawans, resolvi dividir o relato em 2, a parte 1 que conta os percalços do Everest estava ficando muito grande. Então eis-me aqui para dar continuidade a viagem de 33 dias que fiz em março e abril de 2019. O foco aqui é a Índia! Quem quiser saber o que rolou antes, vou deixar o link no final procês. Luz, câmera, ação" Índia foi um acidente na minha jornada. Meu foco era chegar ao Acampamento Base do Everest, e os voos para o Nepal estavam absurdamente caros, então resolvi comprar um com destino a Deli sem nem ao menos pensar nas dificuldades que isso poderia me ocasionar. Comprei o voo pela Emirates, com stop over em Dubai de 4 dias e 29 dias na Índia. Resolvi reservar 12 dias para conhecer um pouquinho da índia. Pesquisa vai, pesquisa vem! Me dei conta que seria impossível fazer o tour da minha forma convencional. A índia me parecia ser um local perigoso demais para uma mochileira solitária. Era notícia de violência contra a mulher, relatos de extremo assédio sexual contra as estrangeiras, indicações de não se hospedar em hostel por lá, dentre outras cozitas...Então comecei a busca atrás de guias e/ou agências que me desses suporte nessa jornada. Ahhhh e não vão achando que sou fresquinha não. Sou mochileira raiz kkkkkkkk. Nas minhas buscas encontrei apenas um guia falante de português que me pareceu prepotente demais além de dispendioso. Por questões éticas prefiro não citá-lo, mas quem quiser experimentar me chama no privado. O jeito era partir para o espanhol. Que na maior parte das vezes é compreensível aos ouvidos brazucas. Um pequeno leque se abriu, fiz alguns orçamentos mas nenhum era acessível ao meu bolso. Resolvi buscar companhia. Coloquei "anúncio" aqui e no Facebook. Várias pessoas entraram em contato, mas a maioria eram de curiosos, que me faziam repetir inúmeras vezes as informações necessárias para embarcar nessa viagem. Já estava cansada disso! Até que um belo dia uma mulher entrou em contato e disse já fazer parte de um grupo de 4 pessoas que havia viajado juntos para o Egito e que sonhavam com a Índia há algum tempo. Fui apresentada ao grupo, todos com idade que variavam de 55 a 69 anos, mas logo percebi que eram todos joviais com mais energia que eu hj com 32 anos kkkkkkk. Apresentei toda a minha pesquisa aos membros, com valores, vantagens e desvantagens. Depois de árdua análise resolvemos optar pelo RAJ. Quem é o Raj?? Não, não é aquele que vc está pensando, do Caminho das Índias. Raj foi um achado! Estava eu serelepe e pimpona assistindo um vídeo no youtube de um brasileiro em Varanasi, ao fundo ouvi uma voz de guia em espanhol. Entrei em contato com o Afonso, dono do canal e perguntei quem era o guia. Ele me falou super bem e me deu o contato do Raj. Daí foi amor a primeira vista 🤩. Ele foi muito solicito, fez um roteiro que me agradou bastante, o espanhol dele era bastante compreensível e o preço era acessível se for levar em conta o tipo de serviço oferecido. Só havia um problema na escolha do Rajest Awasthi, ele não trabalhava para nenhuma agência e não encontrei referências dele aqui no mochileiros. Era apenas a palavra do Afonso, deveria confiar? Até em site gringo procurei, achei um equatoriano que havia viajado com ele e poucos brasileiros que ele próprio havia dado como referência. Além disso procurei o nome dele como guia e de fato havia registro na cidade de origem dele Khajuraho. Mirian, uma das integrantes do grupo resolveu ir em Búzios conversar pessoalmente com o Afonso, e finalmente se sentiu segura para fechar contrato com ele. obs.: Para a felicidade de todos, nesse interstício, o Raj acabou abrindo a agência dele. A VOCES INDIA - http://www.vocesindiatours.com/ . Vcs podem encontrá-lo tb no facebook e caso queiram o whatsapp fala comigo no privado ou manda um oi no meu zap 75 98874-5299, podem dizer que Aline e Grelhado que indicaram e peçam desconto (só não sei se ele vai dá kkkkk). Ops, lá vou eu falando desse mocinho que está nos braços do Raj, sem nem ao menos apresentá-lo: _ Grelhado - Leitores, Leitores - Grelhado. Nosso roteiro ficou assim: Dia 1 - Holi Festival em Delhi Dia 2 - Delhi - Jaipur Dia 3 - Jaipur Dia 4 - Jaipur - Agra via Fatehpur Sikri Dia 5 - Agra Dia 6 - Agra - Orchha Dia 7 - Orchha - Khajuraho Dia 8 - Khajuraho - Varanasi Dia 9 - Varanasi Dia 10 - Varanasi - Delhi Dia 11 - Delhi Dia 12 - Delhi - Dubai Dia 1 Então... saí de Kathmandu enquanto o restante do grupo estava vindo do Brasil. E casou direitinho a hora de chegada. Depois de 7 abraços e 7 "prazeres em conheceres" seguimos para a imigração. Foi tudo super rápida, afinal já havíamos emitido o visto eletronicamente. Então foi só apresentar o passaporte com mais de 6 meses de validade, o visto impresso e colocar os dedinhos no sensor. DicAline: O Visto pode ser tirado eletronicamente (e-visa). Basta entrar nesse site https://indianvisaonline.gov.in/ e seguir as instruções desse outro aqui https://casalwanderlust.com.br/como-solicitar-o-visto-para-a-india-atraves-da-internet-passo-a-passo/ , escrito pela Camila e que está bastante didático! Já reserve uma foto com fundo branco e uma cópia do passaporte em PDF. Hora de conhecer o Raj. Foi bem fácil encontrá-lo na multidão na saída do aeroporto de Delhi, ele é bem estiloso e usa um chapéu 🤠 que o difere dos demais. Depois de mais 8 abraços e 8 "prazeres em conheceres", seguimos para o veículo. O plano era ir direto para o hotel e do hotel já sair para comemorar o Holi Festival. DicAline: O Holi é um festival que acontece todos os anos na Índia. Sua data varia, mas está sempre situada entre os meses de fevereiro e março. A festa das cores, como também é conhecida, comemora o início da primavera. Então as pessoas festejam com música, bebida e comida além de tacar tinta coloridas umas nas outras. Quem leu a 1º parte do relato sabe que esse foi meu segundo dia de festival. E acreditem, o segundo superou o primeiro. Principalmente pela surpresa, não imaginei que fossemos comemorar a festa numa comunidade, o que deixou tudo mais autêntico e encantador. Quem não gosta de ser recebido com alegria? Aquele povo transbordava alegria. Foi incrível! Olha a carinha deles de curiosidade com a nossa chegada. Essa roupa branca foi um presentinho do Raj, usamos ela para que as cores ficassem mais evidentes e também para não perder nossa roupa "usual", pq algumas dessas tintas são difíceis de sair. Ahhh outra coisa que usamos foi óleo de coco na pele e até no cabelo, tb com objetivo de facilitar a retirada durante o banho. Ahhhh2 protejam as câmeras e tudo que vc não queria/possa sujar, geralmente a tinta é em pó, ela é tão fina que parece talco, ou seja, invade todos os orifícios (até esse que vc acabou de pensar 😅). Visitamos algumas casas, conhecemos o estilo de vida deles, tudo regado à cerveja (quente, parece ser costume lá). E foi assim que cheguei ao hotel. To be Continued
  24. 4 pontos
    DIA 10 - Le Tour a Refuge La Flegere (10,9 km) O dia amanheceu nublado. Depois de tanto tempo com o céu aberto e ensolarado, finalmente a chuva veio. A caminhada prometia ser curta em distância, porem tecnicamente difícil por conta das árduas subidas. É nesta etapa que estão instaladas as "vias ferratas", escadas de aço que transpõem subidas em rochas verticais. Quem tem medo de altura tem a opção de seguir por uma variante um pouco mais longa, que dá a volta pelos picos. Mas o único medo que eu tinha era da fatura do cartão que estava por vir. Então bora lá ativar um pouco de adrenalina. As escadas ficam em um passo de montanha bem alto, de onde se avista o vale e as cidades de Chamonix e arredores. O risco é claro: um vacilo e a queda será longa. Mas tendo cuidado e firmeza, é bem tranquilo de se fazer. Todos ali estavam mais preocupados em tirar fotos do processo. E são várias escadas para subir. Após a via ferrata, segui o caminho para o famoso Lac Blanc, um lago no topo de um passo de montanha. Até lá os campos de neve ainda dominavam a trilha. E eu estava atravessando um desses campos, uma subida inclinada e escorregadia, quando um grupo de uns 20 chineses (ou coreanos) surgiu em fila no topo, seguindo uma guia. Seguiam o caminho inverso, ou seja, iriam descer por onde eu estava subindo. A guia, em um momento de falta de noção, os estimula a descer esquiando/escorregando campo abaixo, sendo a primeira a fazê-lo como exemplo. O grupo, achando o procedimento divertido, começa com as tentativas de imitá-la. Porém, como estavam em fila atravessando o topo, o que aconteceu foi uma verdadeira avalanche de orientais escorregando de bunda ou rolando neve abaixo. E eu ali embaixo pensando: “me lasquei, vou ser derrubado e rolar morro abaixo, me machucando pra valer”. Por sorte, e alguma destreza, consegui desviar dos que vinham pra cima de mim. Outras 2 mulheres à minha frente também tiveram sucesso em não serem atingidas. Enquanto isso, eu praguejava tudo o que era possível, uma pena que não entenderiam o português. Enfim, após algumas subidas íngremes e escorregadias pela neve, cheguei até o refúgio do Lac Blanc. Mas este fora desativado alguns meses antes e estava fechado. E o lago ainda não havia se descongelado completamente. Somando com o tempo fechado e chuvoso, as expectativas de ser um dos locais mais bonitos do tour não foram cumpridas. O tempo frio e o vento não estimularam uma permanência prolongada. Sorte que justo hoje resolvi comprar um sanduíche e levar na mochila, então teria algo para comer por ali. Durante a subida até o Lac Blanc, não conseguia evitar a preocupação com o caminho de volta, caso ele fosse tão íngreme e escorregadio quanto a ida. Felizmente a descida seria por outro caminho, bem menos complicada que a subida. A partir dali a chuva foi aumentando de volume, nos últimos km até o destino do dia, o refúgio de La Flegere. E, quase chegando lá, ainda caminhei sob uma chuva de granizo. O refúgio fica anexo à uma estação de teleférico. Muitos terminam o TMB por ali, descendo por este transporte até Chamonix. Mas o meu objetivo era caminhar até o exato ponto de início da trilha no dia seguinte. O último dia no Tour du Mont Blanc.
  25. 4 pontos
    DIA 9 - Trient a Le Tour (14,1 km) "Ando devagar porque já tive pressa..." Logo pela manhã descobri o motivo da caminhada do dia anterior ter sido pesada para mim. Uma sombra que me derrubou no Caminho de Santiago e tentava novamente. Uma bolha. No mesmo pé, na mesma posição e com a dor familiar. Apareceu de vez hoje de manhã apesar de estar se manifestando a um tempo. Tenho convicção de que ela, como da vez anterior, surgiu por conta da pressa de chegar ao destino. A passada fica ruim e o suor completa o serviço. Talvez pelo tédio pelos intermináveis bosques de pinheiros, subindo e descendo através das montanhas suíças. Ou pela alimentação exagerada do ego ao ultrapassar os outros caminhantes. Queria chegar logo ao destino e corria. E o castigo veio. Então nesta manhã decidi andar devagar. Procurei mudar a pisada. E assim segui, pegando uma subida pesada logo de início até o passo de Balme. E, de repente, estava lá em cima, sem me cansar ou sentir dores. Assim como na vida, às vezes precisamos mudar a estratégia e recomeçar devagar para atravessar alguma adversidade. Após cruzar o passo, me despedi dos intermináveis bosques suíços e voltei para o território nevado e rochoso da França. Estava de bom humor e com energia. O clima do dia correspondia. A previsão de tempo nublado e possibilidade de chuva acabou não se concretizando, mas a frente fria trouxe uma brisa fresca para substituir os dias quentes e penosos que me torturava. Até o Mont Blanc, sempre cheio de nuvens cobrindo seu cume, aparecia limpo, imponente na vista durante boa parte do percurso. E, pelo alto da trilha, pude enxergar toda a extensão do vale onde as cidades de Argentiere, Chamonix e Les Houches se localizavam. Deixando o Refúgio de Balme, há algumas opções de caminho a se tomar: Uma descida direto à Le Tour ou Argentiere, descer via teleférico até estas cidades ou seguir a variante pelo pico Aiguilette des Posettes. Como eu estava me sentindo bem, decidi por esta última. Opção acertada, pois logo após a última subida do dia, alcancei um dos pontos mais bonitos do tour. Do pico, é possível avistar todo o vale, o Mont Blanc e glaciares em volta. Fiquei por ali por um bom tempo curtindo aquela visão. E depois segue-se uma longa descida até Le Tour. Somando a sorte do bom tempo com a mudança do modo de andar, a caminhada de hoje foi bastante agradável. E um exemplo de como um obstáculo pode te levar a novos aprendizados e vivências. E compreender que o que importa mesmo é ir tocando em frente....
  26. 4 pontos
    DIA 8 - Champex a Trient (15,5 km) O tempo nublado pela manhã ameaçava a caminhada com a possibilidade de chuva. Apesar dos cuidados extras com os equipamentos impermeáveis, até que ela seria bem-vinda. Um descanso para a pele já descamando sob o sol inclemente dos alpes. Andei pelos bosques de sempre, conversando com um grupo de israelenses que conheci nos dias anteriores. Mas logo já estava sozinho. Os diferentes ritmos de caminhada, somado à dificuldade técnica não favorecem socializações muito longas no Tour (algo que era muito comum no Caminho de Santiago em suas trilhas quase planas). Após uma descida suave, alcancei um vale com os seus típicos chalés rurais. A partir dali, uma longa e íngreme subida seguiria até a fazenda Alpage du Bovine. Sem problemas, pois a única subida que me amedrontava nesta viagem era a do Euro. Ali há um rústico chalé de pedra, onde os trilheiros podem descansar nas mesas externas, tomando um café com tortas variadas, enquanto curtem a vista do vale abaixo. Fiquei lá por quase uma hora, relaxando e batendo papo com alguns conhecidos. O sol continuava castigando, e o calor do meio dia chegava ao seu máximo. Não raro avistava algum coreano caminhando com sombrinhas. Para eles, o bronzeamento da pele é algo encarado de forma negativa. A descida após o Bovine prometia ser suave, de acordo com o gráfico de altitude. Mas acredito que a soma do calor, da longa subida anterior, e do peso da mochila, me causavam um certo incômodo nos pés naquele dia. E descidas, ao contrário do que se imagina pelo senso comum, não raro são mais penosas para o caminhante que as subidas, pois geram um impacto maior. Essa dor nos pés me era familiar e me gerava um pouco de apreensão pela sua causa. Algumas pessoas tinham como destino o albergue de Col de La Forclaz, quase no final do percurso. Para quem planeja fazer a variante do dia seguinte, é o local ideal para pernoitar, pois o caminho se divide por ali, obrigando a quem fica em Trient a retornar. Mas eu não tinha a intenção de fazer este caminho, devido ao inesperado cansaço que me abatera no dia. Desci então para o vilarejo, por uma trilha íngreme e com alguns trechos interditados por recentes desmoronamentos, obrigando a tomar alguns desvios. Passei o restante da tarde no albergue, pois não notei nada de muito interessante no vilarejo para se conhecer. Só a rotina de sempre mesmo: banho, lavar algumas roupas, uma cerveja, jantar e cama
  27. 4 pontos
    DIA 7 - La Fouly a Champex (16,9 km) Sr Park, o coreano que eu havia conhecido no primeiro albergue, estava no mesmo quarto que eu. E falava dormindo. Se fosse somente pelo barulho, não me incomodaria. Mas a entonação estava engraçada e eu segurava o riso, sem conseguir dormir. Outras pessoas no quarto tentaram acordá-lo, mas sem sucesso. No guia que usei como referência, o caminho de hoje era descrito como o mais fácil de todo o Tour. Comprovei a veracidade. A trilha não subiu para os usuais passos de montanhas, e sim seguiu cortando pelo vale, em meio aos intermináveis bosques de pinheiros suíços. E, no terço final, caminhei por outro desses típicos vilarejos suíços, com os já familiares chalés de madeira e seus paredões de lenha para o inverno. E claro, muitas flores enfeitando-os. Dali até Champex, o destino do dia, a trilha segue uma subida um pouco mais pesada, passando por um bosque onde esculturas de animais cavadas nos troncos de árvores cortadas, enfeitavam o bosque. O vilarejo localiza-se às margens do lago de mesmo nome. O dia estava bonito e ensolarado e as pessoas curtiam a tarde pescando ou praticando esportes aquáticos. Havia, porém, um pequeno problema no meu planejamento deste dia: havia reservado um abrigo 2 km após Champex, no caminho para a variante que seguia até o passo chamado Fenêtre d’Arpette. Mas, por conta de deslizamentos de encostas, a passagem por esta variante estava fechada. Eu teria que retornar ao vilarejo no dia seguinte para seguir pelo caminho oficial. Depois de uma subida pesada (os últimos km sempre parecem intermináveis e difíceis), cheguei cedo para o check-in do albergue, que só poderia ser feito dali a 1h. Mas me deixaram tomar banho e lavar minhas roupas, o que acabei adiantando. No decorrer da tarde vi algumas vans e ônibus trazendo grupos guiados para se hospedarem ali. Acho que eu era um dos poucos no local que fazia o caminho por conta própria. E é um pouco mais difícil interagir com as pessoas desses grupos já estabelecidos. No abrigo não havia tv ou sinal de internet. E haveria mais um jogo da seleção brasileira pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Não sou muito fã de futebol. Mas não havia nada para fazer naquele local. Mais cedo, um irlandês com o qual eu fizera amizade, havia me convidado para assistir ao jogo em um bar em Champex. Mas isso significava pegar uma trilha de 2 km até lá, e imediatamente após o jogo, voltar para chegar a tempo para o jantar. Mas deixei a preguiça de lado e resolvi encarar a caminhada bônus. Felizmente fui compensado pelo esforço com uma vitória da seleção. E claro, tomando uma boa cerveja. Subi rapidamente a trilha para o refúgio após o término da partida. Começara a chover e eu temia pelas roupas no varal. Felizmente consegui chegar a tempo de recolhê-las antes de um estrago maior. Após o jantar, fui dormir cedo, às 21h. E no dia seguinte, às 6h, despertaria para mais outro dia de caminhada.
  28. 4 pontos
    DIA 6 - Rifugio Bonatti a La Fouly (19,8 km) Depois do trajeto tranquilo do dia anterior, o mapa de altitude prometia um dia mais pesado para hoje. Um sobe-desce de respeito. Mas creio que o corpo já se acostumou, pois achei o percurso bem tranquilo. O único percalço, bem no início, foi uma ponte de gelo perigosamente fina, sobre um riacho. Optei por passar pela água (com bota molhada eu sei lidar, com risco de queda do gelo, não...). Os anos da adolescência jogando Super Mario se justificaram e consegui pular de pedra em pedra sem molhar os pés. Alguns corajosos arriscavam cruzar a ponte de gelo. Faziam um desvio para cima, na esperança da mesma estar menos fina. Mas não havia como se certificar. Era arriscado. A subida do dia foi bem íngreme. Mas subi com tranquilidade, tentando ultrapassar alguns grupos que caminhavam em fila. Uma cerveja no refúgio Elena, no meio do percurso, ajudou a dar um gás. Chegando ao passo Ferret, parei para ficar de bobeira e tirar fotos. Ali era também a fronteira entre Itália e Suíça. Continuando para o lado suíço, a trilha agora constituía em uma longa descida até o vilarejo de La Fouly. Logo no início, um campo de gelo que parecia assustadoramente íngreme se revelou como apenas uma ilusão de perspectiva. E eu já estava me acostumando com o caminhar no gelo. Fiquei tão confortável que levei o primeiro tombo, felizmente em uma parte sem perigo algum. Vi algumas pessoas mancando e descendo de lado, reclamando de dor nos joelhos. E eu com minhas joelheiras aposentadas, guardadas dentro da mochila. E apesar de estar andando por locais cercados por montanhas cobertas de neve, faz muito calor durante o dia e o sol está de rachar. Estou com queimaduras piores do que quando vou à praia, apesar de parar sempre para reaplicar protetor. Quem diria que sairia do Brasil para pegar um bronze nos Alpes. La Fouly é um vilarejo suíço bem característico, com chalés de madeira, flores coloridas nos jardins e varandas e claro, a cadeia de montanhas nevadas em volta. Há uma pequena estrutura com caixa eletrônico, mercado e uma loja de equipamento esportivo. Os dormitórios coletivos dos hotéis seguem o padrão dos refúgios, com colchões dispostos lado a lado, colados uns aos outros. Isso geralmente não representava problema para mim, até esta noite em especial.
  29. 4 pontos
    DIA 5 - Courmayeur a Rifugio Bonatti (12,2 km) Acordei tarde para aproveitar o café da manhã do hotel. Tenho comido relativamente pouco se contar o esforço físico. As comidas dos refúgios sao bem regradas, e não é raro eu caminhar por 8 horas somente com o café da manhã no estômago. Hoje resolvi seguir a trilha comum, no lugar da variante. De Cormayeur, uma subida íngreme pelo bosque, que levou cerca de 2 horas, terminava no Refugio Bertone. De lá, o caminho bifurca para a trilha oficial ou para a variante pelos passos de montanha. O caminho que segui era praticamente plano a partir dali, seguindo pelas encostas das montanhas que cercavam o vale. Um cenário bem diferente do dia anterior, com muitos campos floridos, resquícios da primavera que mal terminara. A vista por todo o percurso era sensacional. Cruzei com muitos habitantes das cidades ao redor, que aproveitavam o bom tempo (me disseram por lá que uma sequência de dias de tempo aberto como aqueles era bem raro por ali) para subir a trilha e aproveitar o sol. Muita gente de roupa de banho lá em cima, deitados na grama ou fazendo piquenique. Também vi muitos corredores que treinavam para a ultramaratona que ocorre anualmente por ali. O ponto negativo da trilha mais “fácil” foi a presença massiva de grupos de caminhantes. Dá para diferenciá-los pelas roupas caras e muito limpas, mochilas pequenas e a tendência bizarra de andarem sempre em bando, colados uns aos outros, com velocidade reduzida. Isso causava um certo congestionamento no caminho, pois é difícil ultrapassá-los nas trilhas estreitas. Seria legal se as agências/guias reforçassem algumas boas práticas de trilha, como ceder passagem e não fazer tanto barulho. O caminho foi tão tranquilo que demorei a chegar ao destino do dia, pois ficava enrolando sentado curtindo a paisagem. Como esse semi-descanso poupei as minhas pernas, pois o dia seguinte prometia ser pesado. No refúgio Bonatti, onde pernoitei, novamente vi muitas pessoas que claramente eram habitantes dos vilarejos em ao redor, que faziam pequenos trechos em bate-volta para curtir o local. Este refúgio possui, na minha opinião, uma das mais espetaculares vistas da trilha, com um paredão de montanhas nevadas (incluindo o Mont Blanc) à frente. Pena que não me permitiam ficar do lado de fora depois das 22, pois eu pretendia tirar algumas fotos do céu estrelado e o dia estava muito propício. Paciência...
  30. 4 pontos
    DIA 4 - Rifugio Elisabetta a Courmayeur (15,7 km) A caminhada do dia prometia ser tranquila. Uma subida pesada, mas curta, se destacava na primeira metade, e o restante seria uma longa descida até a cidade de Courmayeur. Mas o destino se encarregaria de providenciar alguns obstáculos para acrescentar alguma emoção à trilha. Segui por alguns quilômetros um caminho praticamente plano até o lago Combal, onde uma bifurcação dividia a trilha para o caminho tradicional (pelo alto) e para a variante (pelo vale), que era recomendada em caso de mau tempo. Eu vinha caminhando nos últimos dias com 2 jovens singapurianos. Um deles estava com uma bolha infeccionada em um dos pés e andava com dificuldade. Resolveram por isso tomar a variante mais leve, enquanto eu seguiria por cima. Nunca mais os encontrei. Escutei rumores de que haviam abandonado a trilha posteriormente, mas não pude ter certeza. A subida, apesar de íngreme, foi sendo vencida com tranquilidade. Porém, logo no início, o primeiro desafio: pedaços de uma ponte de gelo sobre um riacho haviam desabado. Eu me deparei com duas escolhas: tentar cruzar o riacho pulando sobre algumas pedras emergentes, ou subir pela margem ainda coberta de neve e tentar achar outro ponto para cruzar. Porém essa subida era bem inclinada e o ponto de cruzamento, incerto. Resolvi arriscar pelas pedras. Fatalmente acabei pisando algumas vezes no leito do riacho e encharcando minhas botas. A partir dali, tomei o mesmo cuidado do dia anterior: paradas constantes para secar os pés e trocar as meias molhadas. Ao final da subida, alcancei o ponto mais alto do tour (2.430m). O tempo aberto e a posição proporcionavam uma vista espetacular das montanhas e glaciares e do próprio Mont Blanc. Fiquei ali por um tempo enquanto deixava as meias e botas ao sol para secar um pouco. Segui caminho, e logo no início da longa descida até Courmayeur, um campo de gelo que aparentava ter a mesma dificuldade de todos os anteriores, revelou-se bem mais perigoso. Estava bem escorregadio (neve ainda dura) e havia uma grande inclinação para baixo no trecho final. Qualquer passo em falso ou escorregada, seria uma queda montanha abaixo. Foi a primeira vez que fiquei com medo real no TMB. A cada vacilada, a sensação de "morri", caracterizada por uma corrente gelada que subia a espinha e só não arrepiava meus cabelos por conta da ausência dos mesmos... Passado o aperto, continuei a descida, que seguiu tranquila dali para frente. Fiz uma parada no refúgio Maison Vieille para almoçar. Depois, uma descida íngreme e monótona até Courmayeur, que colocaram meus joelhos à prova. Se não sentisse dor após esta, estaria 100% recuperado das dores que sentia nas descidas de trilhas anteriores. E não precisaria mais das incômodas joelheiras, que nessa altura, só ocupavam espaço na mochila. Aproveitei a estrutura de Courmayeur para lavar uma boa parte da roupa. É uma cidade cara, então a lavanderia custou mais caro que um bom jantar. Mas ter as roupas limpas é muito bom também. E nem sempre temos como lavar e secar as mesmas nos refúgios. Também fiquei em um hotel neste dia. Aproveitaria um pouco de privacidade, espaço e conforto para variar. Mas os dormitórios e camas coletivas não estavam sendo de nenhuma forma um problema para mim. Meus padrões de conforto mudaram muito nos últimos anos com estas experiências em trilhas. Desapego sendo aprendido e exercitado.
  31. 4 pontos
    DIA 0 – Les Houches Cheguei em Chamonix na parte da manhã, vindo de Courmayeur. Fui dar uma volta na cidade para matar o tempo até o horário de check-in no albergue de Les Houches, às 14h. A cultura de esportes outdoor e alpinos é exalada por todo o local, com diversas lojas de grandes marcas da área e turistas desfilando com suas roupas e mochilas técnicas. No início da tarde tomei um ônibus para Les Houches (há linhas de ônibus que circulam pela região – Le Tour, Argentiere, Chamonix, Les Houches, etc. Custam 2 euros o trecho ou 3 euros o ticket para o dia todo). A atmosfera do albergue (Gite Michel de Fagot) já me era familiarpor conta da experiência no Caminho de Santiago, 2 anos antes. No meu quarto, conheci uma figura com a qual eu conviveria (e que foi responsável por alguns momentos divertidos) por toda a trilha, Park, um coreano de 63 anos. Após o jantar coletivo, fui dormir e tentar descansar para o início do Tour no dia seguinte.
  32. 4 pontos
    DIA 19/04/2019 - CHEGADA A SANTIAGO E CONHECIMENTO DA ÁREA E chegou o grande dia da viagem. Saímos bem cedo do litoral de São Paulo rumo ao aeroporto de Guarulhos, pois nosso voo sairia as 10:15 da manhã. Chegamos ao aeroporto bem antes do horário, imprimimos as passagens e fomos tomar um café da manhã. Logo depois já fomos para a sala de embarque e o voo saiu pontualmente as 10:15. Assim que entramos no avião, já alteramos o relógio, pois o Chile está no que é chamado de "horário de inverno", em que os relógios são atrasados uma hora em relação ao Brasil. A Gol oferece um almoço em seus voos internacionais, no nosso caso foi arroz, frango (que estava cru 🤢), um pão com manteiga e uma sobremesa. Ah, um detalhe: Antes de embarcar, temos que passar pelo famoso raio-x. Eu não tinha me atentado que o frasco de protetor solar tinha 125ml, e o limite permitido era 100ml. O resultado é que o pessoal do raio-x simplesmente pegou o meu protetor solar que estava lacrado (foi o item mais caro de higiene pessoal kkkkkkkkk) e jogou fora. Fiquei reclamando o dia todo kkkkkk. Enfim, o voo foi tranquilo, faltando uns 40 minutos para pousar avista-se a Cordilheira dos Andes e seus picos nevados (maravilhosa) e chegamos em Santiago por volta das 13:20 (hora local). Nessa viagem não despachamos nenhuma bagagem, fomos na sorte com as mochilas e mala de mão e deu tudo certo. Desembarcamos, passamos na imigração tranquila e fomos direto para o portão 4. Quando ainda estava no Brasil, pesquisei opções para ir do aeroporto de Santiago para o apartamento. Táxi estava fora de cogitação e pensei no transfer da Transvip, mas foi aí que uma colega do serviço passou o contato de um motorista em Santiago que faz o trajeto pelo mesmo preço dos transfers. Entrei em contato com ele e combinei de encontra-lo no portão 4 após o desembarque. Se chama GERMAN e RECOMENDO. Cara honesto, gente boa, cobrou 32.000 pesos ida e volta para duas pessoas (mesma coisa da Trasnvip) e nos buscou no horário combinado. Quem quiser o contato dele depois, avisa por mensagem. Chegamos ao apartamento por volta das 14:40, o anfitrião nos recebeu muito bem e deu algumas dicas sobre restaurantes, acesso a alguns pontos e nos deixou bem a vontade. Depois de instalados, fomos fazer o primeiro conhecimento de área e ver o que tinha por perto, já que ainda estava claro. O apartamento ficava bem próximo a estação de metrô e era possível ir ao centro de Santiago a pé. Nossa primeira parada foi o Barrio Paris-Londres, local charmoso com arquitetura que realmente lembra a Europa, cheio de cafés, casarões e ruas de pedra. Bom local para fotos de álbuns. Registramos algumas imagens do local e fomos em direção ao Cerro Santa Lucía, local bem bonito e ideal para apreciar um bom pôr-do-sol em Santiago com uma vista ampla da cidade. Aliás, a capital possui vários locais bons para tal. Após o pôr do sol, passamos no mercado TOTTUS para comprar algumas coisas para deixar no apartamento. Aqui uma ressalva: comida foi o item que achamos mais caro no Chile. Muitos dias compramos coisas no mercado e cozinhamos no apartamento mesmo. Alguns dias que estávamos na rua procurávamos um restaurante que tivesse o "menú do dia", em que é oferecido a entrada + prato principal + sobremesa por um preço mais acessível. No Atacama só comemos em restaurantes mesmo, pois cozinhar lá era mais complicado (falo mais a frente). Depois do mercado voltamos ao apartamento, jantamos e descansamos para no dia seguinte começarmos a desbravar o Chile de vez.
  33. 4 pontos
    Oláá! 😛 Voltei pra contar dos meus primeiros dias em El Chaltén. Demorou um pouco, mas consegui escrever mais algumas coisas sobre a viagem. Se você for pra patagônia com o objetivo de fazer trilhas, não deixem de incluir El Chaltén no seu roteiro. ❤️ Essa cidade é fantástica, parece um vilarejo, com uma energia boa demais e trilhas pra todos os gostos. Lugar que mais me encantou e surpreendeu. Ali todo mundo quer a mesma coisa: Trilhar. Na rua se você não estiver com uma mochila nas costas, bastão de trekking, cheio de casacos e coberto de pó, vai se sentir um alienígena. 😂 31/12 – EL CHALTÉN – CERRO TORRE Primeiro dia na capital argentina do trekking. Reservei 5 dias pra conhecer essa pequena vila que tanto me falaram bem. Fui sem nada planejado, a única certeza era que iria subir o Fitz Roy em algum desses dias. Acordei no meu tempo, tomei café da manhã com calma, peguei um mapa da cidade para ver qual trilha iria fazer. Em quanto isso lá fora era chuva, vento e mais vento, até estava com medo de sair, pois a estrutura do hostel de madeira fazia barulho de tanto vento que fazia. Por fim decidi fazer o Cerro Torre, não sabia muito como era a trilha, apenas a quilometragem indicada no mapa, 18 km ao total. Confesso que estava cansada e pouco empolgada por conta do tempo, mas fui mais forte que a minha preguiça, pedi indicação pro Staff do hostel para qual direção deveria seguir e dei inicio a mais uma caminhada. Algumas quadras depois do hostel peguei uma rua que levava até o inicio da trilha. Andei mais um pouco por uma estrada de barro e dei de cara com uma subida já no começo. O vento estava cada vez mais forte, a chuva estava doendo ao bater no pouco do meu rosto que estava exposto, minha única vontade nesse momento era de correr para o hostel e me esconder embaixo das cobertas. Kkkkk Para minha alegria a subida não era extensa, logo comecei a descer e depois percorrer um caminho plano no meio das árvores. No meio da trilha encontrei os irmãos ingleses que estavam no mesmo quarto que eu e seguimos caminho juntos. O restante da trilha foi bem tranquila de fazer, não possui muitas fontes de água no começo, inicie essa trilha com a sua garrafinha cheia. A pequena El Chalten vista da primeira subida da trilha. O tempo virou milhares de vezes nesse dia, eu já nem sabia mais o que fazer com as minhas roupas. Tira e bota jaqueta, se deixava só o corta vento ficava frio, se colocava só o fleece e começava a chover, colocava os dois e ficava muito quente. Kkkkkk No dilema das roupas 😂 Pouca antes de chegar até o Cerro Torre, a esquerda está o Camping de Agostini, tem um “banheiro” caso precise usar. Seguimos a direita até encontrar o Lago Torre, e tempo estava fechado e não vi o Cerro Torre de jeito algum, quando você chega até o Lago, ainda há uma trilha de 2km que leva até um mirador para o Glaciar, como a visibilidade estava bem ruim, não avançamos. O tal do banheiro Esse é a trilha que segue para o próximo mirador Antes de descer até o Lago, procuramos um abrigo do vento entre as pedras para descansar e comer alguma coisa. A área aberta favorecia para o vento ser mais forte e às vezes até nos desequilibrar. Apesar de não conseguir ver o Cerro Torre, valeu a visita. O Lago Torre tem uma tonalidade marrom e nele havia alguns blocos de gelo bem azuis boiando, ao fundo conseguia ver um pouco do Glacial. A trilha em si também é bonita, passamos por bosques de lengas, pontes e um mirador. O bosque de lengas Laguna Torre e o Glacial ao fundo. Após contemplar a paisagem, tirar algumas fotos e curtir o lugar, iniciamos o nosso caminho de volta. Não sei dizer qual foi o tempo total da trilha, não marquei a hora que comecei e nem quando terminei, fizemos com calma, conversando bastante e várias paradas para tirar fotos. Chegamos no hostel, tomamos um banho e fomos para o restaurante que fica no próprio hostel. Como era dia 31/12 o lugar estava bem cheio, iria ter uma festinha ali. Na mesa ao lado havia um grupo de brasileiros, nos juntamos a eles, comemoramos a chegada de 2019, dançamos, bebemos e depois achamos outra festa para ir. Não esperava tudo isso para virada do ano, ainda mais em uma cidade pequena como El Chaltén, sinceramente achei que passaria dormindo. Foi divertido e uma experiência bem diferente passar o ano novo longe de casa, dos amigos, família e com pessoas que havia acabado de conhecer, mas a sintonia e energia daquele lugar tornou tudo especial e inesquecível. 01/01 – EL CHALTEN – CHORRILLO DEL SALTO Depois da virada, claro que dormi um pouquinho mais. O cansaço também estava aumentando conforme se aproximava o final da viagem. Conversei com as meninas que tinha conhecido na noite anterior e decidimos ir até o Chorrillo Del Salto. Uma caminhada mais tranquila, curtinha e sem elevação. Para ir até o Chorrillo del Salto basta seguir a rua principal até o final, você vai passar pelo inicio da trilha do Fitz Roy, é só seguir a estrada de barro e as placas indicativas, sem mistérios. Parte da caminhada é feita pela mesma estrada aonde passam os carros A caminhada até a cachoeira é de apenas 3 km. A primeira queda d’água é alta, com águas transparentes e verdinhas. Grande parte das pessoas para por ali mesmo e acaba ficando cheio. Eu sempre costumo explorar mais os lugares, então comecei a procurar se existia alguma trilha que daria acesso à parte de cima da cachoeira. A primeira cachoeira Vista de cima. Cuidado! Eu estava deitada nas pedras essa hora para olhá-la. Vista de quando começamos a subir as cachoeiras E tem! Não havia ninguém, tivemos uma visão da cachoeira de cima e depois fomos margeando o rio até encontrar um lugar para descer até as pedras e ficar ao lado do rio. Nessa parte tem outra queda d’água maravilhosa. Segunda cachoeira Achamos um lugar para comer, tomar um vinho e curtir a paz que esse lugar transmitia. Erámos só nos ali, barulho da água e muita conversa gostosa. Passamos o dia ali e voltamos quando começou a escurecer. Chegando na rua principal, procuramos um bar para jantar e beber um pouco hahah a quantidade de bares em El Chalten é proporcional à quantidade de trilhas. Adorava que todo mundo saia das trilhas, sujo, cheio de pó e ia beber alguma coisa. Lugarzinho escolhido para o nosso almoço/lanche da tarde Vista voltando da cachoeira. Parece um quadro 😍
  34. 3 pontos
    O que você tiver no momento. O melhor cambia, foi em Santa Cruz, diferença de 0,05 centavos, porém, dependendo da quantidade, faz uma boa diferença.
  35. 3 pontos
    Segunda, 15 de abril de 2019 – Playa del Carmen/Isla Mujeres Acordei animado pra ir embora de Playa 😆 Nem cogitei a possibilidade de ir pra Cozumel pois li que era um lugar mais pra quem curte mergulho e eu não sei nadar e tenho fobia de ficar embaixo dágua então não ia rolar, mas quem curte mergulho Cozumel parece ser bacana. Também descartei ficar em Cancun pois já pensava que a cidade não era meu estilo e pelo que provei em Playa (que dizem ser uma mini Cancun) percebi que não ia curtir Cancun também. Mas tava com ótimas expectativas pra Isla Mujeres. Tomei café e fui pegar uma van pra Cancun, que saem de uma garagem ao lado de onde desci vindo de Tulum e custam 42 pesos. Já tava saindo uma e completei a lotação. Menos de uma hora até Cancun e o ponto final é do outro lado da avenida em frente ao terminal da ADO. Pedi informação de como ir ao porto e me indicaram um ponto ali perto onde ia passar um ônibus escrito Puerto Juarez. Rapidinho ele apareceu, é a linha R-6 e custa 10 pesos. Leva uns 10 minutos até o terminal com direito a passar dentro de um bairro residencial ali perto. Comprei o ferry ida e volta por 300 pesos, não tem data marcada de volta então pode comprar mesmo que vá ficar uns dias na isla. Cheguei em Isla ao meio-dia e fui pro hostel Pocna. A diária custa 250 pesos e é um hostel sensacional, redes amarradas nos coqueiros, pé na areia, bar com festa até 3 da manhã, tudo que eu precisava 😀😎 Descobri lá com o recepcionista que o hostel sempre lota nos fins de semana e que nesse ele estava ainda mais lotado pois no dia seguinte seria aniversário da gerente e ela comemorou no fim de semana e vieram muitos amigos e conterrâneos dela...me disse que o nome dela era Vanessa e era brasileira. Fiz checkin e logo fui dar uma voltinha pra reconhecer o território... Depois passei a tarde nas redes do hostel, curtindo o sol e a brisa do Caribe, ouvindo o som das ondas ali do lado...perfeito...O hostel não dá acesso direto pra água por causa da cerca mas o mar tá ali, do ladinho e sem sargaço...perfeito...Anoiteceu e fui comer no hostel mesmo, a cozinha serve pratos com preços bons, no máximo 70 pesos. Vi os argentinos que estavam no hostel de Tulum chegando e como já estávamos enturmados fomos jogar sinuca. Tinha musica ao vivo, pensa num hostel com um ambiente top…é o Pocna!!! 11 da noite acaba o som na area da recepção e abre o beach bar ali do lado. A gente que chega pra primeira diária ganha um drink de boas vindas e depois se for continuar bebendo eles fazem tipo um happy hour com 2 copos pelo preço de 1 e eu dividia com os argentinos. A moça que trabalhava no bar começou a dançar quando tocaram funk então desconfiei que fosse a tal Vanessa. Fui conversar com ela e pensa numa mina gente boa... ela é gerente do hostel e ainda trabalha no bar quando falta funcionário e dança pra caramba😄 é baiana e o aniversário dela seria em poucos minutos mas a festa com brasileiros que lotou o hostel foi no fim de semana e todos os outros brasileiros já tinham ido embora e naquele momento só tinha nós, junto com metade da Argentina A festa foi seguindo com pop, reggaeton, luz da lua, brisa gostosa, coqueiros...Que lugar meus amigos, toda minha decepção com Playa del Carmen já tinha sido esquecida 😃 Curtindo demais até 3 da manhã… Terça, 16 de abril de 2019 – Isla Mujeres Nada, nada, nada...dia de não fazer nada a não ser curtir a praia, o sol, o mar, o Caribe...Rede, coqueiros, gaivotas passando…ficar num hostel pé de areia tem lá suas vantagens...e são muitas 😀 Fui também pra Playa Norte que mais parece uma piscininha cheia de peixinhos. Fiquei só naquela parte da ilha mesmo, muita gente aluga aqueles carrinhos de golfe pra rodar a ilha ou vai de bike mas eu tava afim de ficar de boa mesmo. Tinha ouvido falar que aquela parte da ilha era a mais bonita então nem quis ir pro outro lado. Um dia pra chamar de férias no sentido mais estrito da palavra 😎 se dava sede eu ia no meu vício chamado La Michoacana e pedia um vaso de uma água qualquer, horchata, sandia, tanta opção boa, por 25 pesos e vem aquele copo que cabe um litro Mais um pouco de rede e sol até o ultimo minuto possível. O sol se pos e no dia seguinte eu tinha voo pra Cidade do Mexico puxaaaa eu ficaria fácil mais um dia em Isla, ou uns… De noite a mesma coisa, jantei no hostel, chegaram mais umas argentinas, uruguaios, canadenses e fomos curtir o bar de novo até as 3 da manhã, olhando a lua entre as folhas dos coqueiros, sentindo o vento na cara, descalços na areia, nunca vou esquecer as festas do Pocna, adorei o ambiente do hostel e apesar de achar que figurinha repetida não completa álbum...Isla Mujeres bem que merece um replay… Quarta, 17 de abril de 2019 – Isla Mujeres/Ciudad de México Como disse no início do relato, quando vim pro México a única coisa que eu tinha já comprado era o voo pra Cidade do México. Nos próximos dias seria o feriado da Semana Santa e os preços estavam acima de 2000 pesos e consegui um voo por 860 pesos pra quarta, então tinha que ir embora…☹️ Tomei café assim que liberou às 8 horas, saí as 8:20 e do hostel até o porto são uns 7 minutos a pé. Já tinha comprado ida e volta então era só entrar na fila. Peguei o ferry das 8:30 e em meia hora cheguei em Cancun. Atravessei a passarela de saída e vi uma van no ponto escrito “Terminal ADO”. Custava 10 pesos igual os ônibus e rapidinho cheguei lá. Comprei passagem pro aeroporto às 9:30 por 90 pesos(tem de meia em meia hora). Cheguei no aeroporto às 10h e tinha uma fila grande pra despachar bagagem. Comprei pela Viva Aerobus, que é uma lowcost do México e no site deles tem 3 opções de passagem, uma só com bagagem de mão, outra pra despachar uma bagagem e outra com umas vantagens mais. Tinha comprado a intermediária que dá direito a uma bagagem despachada. Também tem que baixar o aplicativo deles pra mostrar o cartão de embarque ou já levar impresso, pois se for imprimir no aeroporto tem que pagar mais 100 pesos. Já encontrei alguns brasileiros no aeroporto e por coincidência eles eram meus vizinhos de assento no avião. Encontrei nesse voo mais brasileiros do que em 22 dias no México O voo de 2 horas passou rapidinho batendo papo com brasileiros depois de praticamente 2 semanas sem uma boa conversa com nenhum. Sobre a companhia aérea, a Viva é bem low cost mesmo, até a água é vendida no avião (35 pesos) 🙄 mas foi um voo de boa, é o que importa👍 Chegando em México City de novo, de volta onde tudo começou, fui pro metrô agora já sabendo tudo como era, repetindo o que já tinha feito há 19 dias atrás...Fui de novo pro Mundo Joven Catedral, com aquela sensação que tava voltando pra casa. Fui num restaurante chamado Sienra’s na avenida 20 de noviembre, aquela que fica em frente ao zócalo, pedi um menu del dia por 83 pesos e saí rolando de tanta comida 😅Voltei pro hostel e subi pro bar do terraço, como sempre a maioria eram pessoas da rua que iam lá pelo bar, mas uma menina me viu com pulseirinha do hostel e veio conversar comigo. Era a Daniela, uma peruana de Lima e ela também tava hospedada lá e, assim como eu, achava que era um bar do hostel mas era lotado de pessoas aleatórias e ela tava procurando outros viajantes pra interagir. Ficamos um tempinho trocando experiências de viagem e quando ela desceu e fiquei sozinho logo vieram umas mexicanas me abordar...aquela mesma coisa que eu falei no início do relato sobre a procura delas por estrangeiros no bar do hostel Depois que as mexicanas foram embora fui dar uma volta na Madero e no zócalo, sempre lindo e iluminado à noite porém sem a famosa bandeira do México que geralmente é recolhida ao anoitecer. Voltando pro hostel resolvi ir pra cozinha ao invés do bar, afinal lá deveria encontrar viajantes e não tantas pessoas aleatórias. Encontrei a Daniela lá conversando com o Alejandro, um mexicano que estava trabalhando de voluntário no hostel. Juntei na conversa e o Alejandro estava explicando sobre os toltecas, suas culturas e suas crenças, o papo passou por civilizações antigas, evolução cósmica, gírias da América Latina, enfim, de tudo um pouco...tava muito mais bacana que o tunt tunt do bar com um monte de gente nada a ver...às vezes é isso que a gente busca quando viaja, não é só bebida e festa, um bom papo cabeça com pessoas interessantes faz toda diferença...
  36. 3 pontos
    Roteiro de cidades: Belo Horizonte - MG Alfenas – MG Botucatu – SP Prudentópolis – PR Serra do Rio do Rastro – SC Urubici – SC Cascata do Avencal – SC Morro da Igreja e Pedra Furada – SC Serra do Corvo Branco – SC Laguna – SC (Marco do Tratado das Tordesilhas e Pedra do Frade) Imbituba – SC Bombinhas – SC Blumenau – SC Cananéia – SP Ilha do Cardoso – SP Bertioga – SP São Sebastião – SP (Praia de Maresias) Ubatuba – SP (Praia da Enseada, Praia Vermelha do Centro e Praia do Cedro) Pindamonhangaba – SP Campos do Jordão – SP São João Del Rei – MG Rio Casca – MG Belo Horizonte – MG Total gastos com gasolina: R$1,623,72 Total gastos com pedágios: R$123,70 Total gastos com hospedagens: aproximadamente R$ 900,00 (sendo cerca de R$500,00 de estadia em Botucatu) Total gastos com passeios/guias: aproximadamente R$ 200,00 Total gastos com alimentação: aproximadamente R$ 800,00 Total gastos aproximado: R$ 3.650,00 Juntando as minhas férias e alguns dias de hora extra do trabalho, acumulei 39 dias de folga, que tirei entre os dias 23 de março a 5 de maio de 2019. Nesse período, passei os primeiros 25 dias em Botucatu (SP) fazendo um estágio na UNESP. Eu já fui de Belo Horizonte para Botucatu 3 vezes, sendo duas de carro, e sempre tento fazer caminhos diferentes para conhecer novas cidades em paradas (BH a Botucatu são mais de 800 Km e eu faço em 2 dias para não cansar muito). A primeira vez que eu fui de carro para Botucatu foi em janeiro de 2017 e desci de BH até Extrema - MG (que é uma cidade muito boa pois é um destino de aventuras, sendo cheia de cachoeiras, atividades de rafting, rapel, trekking, asa delta…), depois segui até Campinas (BR 381), onde peguei as Rodovias SP050 e 373 até Botucatu. Esse é o melhor e mais rápido caminho de BH a Botucatu. As estradas são duplicadas ou triplicadas, com acostamento, com asfalto impecável… mas tais benefícios custam muito. Eu não lembro por quantos postos de pedágios eu passei, mas gastei mais e 100 reais só de pedágios. Dessa vez, em 2019, eu fui de BH até Alfenas (MG), onde parei para descansar e conhecer a cidade, e de lá segui para Botucatu. Alfenas é uma cidade tranquila, mas que não tem muitas coisas para fazer ou conhecer, embora seja perto do lago sul de FURNAS. Esse caminho que fiz desta vez foi praticamente a mesma quilometragem da viagem anterior, mas muito mais demorado. Praticamente todas as estradas que peguei eram simples, sem acostamento, com asfalto bem ruim (alguns lugares eram PÉSSIMOS, com buracos demais), com muitas curvas perigosas. Embora eu tenha fugido de alguns pedágios (principalmente no Estado de São Paulo) e visto uns cenários lindos (passei por muitas serras e lagos), não sei se valeu a pena. O risco foi bem grande, o tempo de direção foi bem maior pois a velocidade é bem menor, além da possibilidade do carro estragar na buracaiada. 19/04/19 (sexta) - Depois de fazer muita balbúrdia na Universidade, eu saí de férias propriamente dita no dia 19 de abril. Saí de Botucatu por volta das 6 horas da manhã e parei em Prudentópolis (PR), terra conhecida como “cidade das cachoeiras gigantes”, por voltas das 14h. Cidadezinha linda! Pequena, organizada e limpa. Estava toda enfeitada com coelhinhos e ovos de páscoas gigantes por causa do feriado de páscoa. As cachoeiras de lá realmente são muito grandes (mais de 100 metros), porém elas são mais afastadas da área urbana e pra acessá-las você deve pegar estrada de chão de terra batida com alguns buracos. Um carro popular (eu tenho um Palio Attractive) passa tranquilamente, só precisa ir mais devagar por causa da trepidação. As cachoeiras ficam entre 10 a 40 Km da cidade. Eu visitei os Saltos Barão do Rio Branco, São Sebastião, São João e São Francisco. Haviam outros lugares para ir, mas eles ou estavam fechados ou não deu tempo. As quedas das águas são impressionantes. O Salto São Sebastião foi o que eu mais gostei por ser bastante diferente. São duas cachoeiras literalmente uma em frente a outra. Para acessar essa cachoeira, paguei R$10,00 (fica em uma propriedade particular) e tem que descer um barranco bem grande (cerca de 20 minutos de descida). É bastante cansativo e exige um esforço físico grande, pois muitas vezes você precisa usar cordas, seja para subir ou para descer. 20/04/19 (sábado) - Saí de Prudentópolis (8h) em direção a Serra do Rio Rastro (SC), na Serra Catarinense na cidade de Bom Jardim da Serra, chegando lá por volta das 17h. Lugar muito legal de se visitar e ver a estrada do alto da serra fazendo um super ziguezague. A região é muito movimentada e cheia de motoqueiros. Em frente ao mirante da Serra do Rio Rastro, tem uma propriedade particular (entrada R$10,00) que você vai praticamente de carro (1km da portaria) até umas torres de produção de energia eólica e também em um mirante do Cânion do Ronda. Lugar imperdível. Saí de lá já estava escuro para ir para Urubici, a cidade mais fria do Brasil. Cheguei em Urubici por volta das 20h e realmente lá é bem frio. Estava fazendo 14°C e segundo informações dos comerciantes da área, estava quente para aquele período do ano. Como era feriado de páscoa, a cidade estava lotada e não consegui nenhuma hospedagem barata. Acabei dormindo no carro para economizar uma grana. Além disso, eu tava tão cansada de dirigir naquele dia que nem percebi desconforto. O único problema foi o frio. Tive que vestir umas duas blusas de frio, mais o saco de dormir, pois a temperatura abaixou mais ainda durante a madrugada. 21/04/19 (domingo) - Fui para a Cachoeira do Avencal e para o Parque Nacional São Joaquim para visitar a Pedra Furada e o Morro da Igreja. O parque exige que você retire uma autorização de visita junto à sede do ICMBio na cidade. Lá eles te dão uma pulseirinha que permite a sua entrada no parque. Segundo informações do ICMBio o parque está ficando fechado para reformas pelo exército (o parque também é uma área controlada pelo exército e qualquer outra atividade lá dentro, como trilhas para trekking, tem que ter a autorização deles), mas como era feriado de páscoa, eles abriram para visitação. SORTE! (Eu basicamente fui para SC para visitar esse parque. Imagina se não tivesse conseguido?!). Isto é, com exceção de feriados, a visitação está fechada para a Pedra Furada e o Morro da Igreja (fica no mesmo lugar). Com a minha pulseirinha na mão, fui primeiro para a Cachoeira do Avencal (entrada RS12,00), que fica cerca de 15km de Urubici. A cachoeira é gigante também e não tem que andar para chegar no mirante. Você chega de carro até ele. Lá tem duas propriedades, que oferecem a mesma visão da queda. Mas a que eu fui, tinha uma infraestrutura melhor. Da Cachoeira do Avencal eu fui para o Parque Nacional São Joaquim. O número de veículos lá é controlado e só pode subir para as atrações 30 carros por vez. Ou seja, encheu as 30 vagas você tem que esperar alguém retornar para seu acesso ser liberado. Eu cheguei lá por volta das 9h e esperei cerca de 10 minutos na fila (3 carros na minha frente). A recomendação é que cada um não permaneça lá mais de 15 minutos, para que todos tenham acesso. O que é bem difícil, pois o lugar é bem bonito e dá vontade de ficar um tempão admirando a paisagem. Vá bem agasalhado pois lá venta muito e é bem gelado. Quando saí de lá a fila de carros já estava bem grande. Conversando com o soldado que controla a entrada e saída de veículos, ele disse que no dia anterior, no sábado de páscoa a fila chegou 2,5 Km e o tempo de espera de mais de 2 horas. Isto é. Chegue muito cedo. Não só para não pegar a fila de carros, mas também porque existe um limite por dia de pulseiras que o ICMBio distribui. A menina da padaria onde tomei café me disse que era 200, mas não confirmei essa informação no ICMBio. Depois que saí da Pedra Furada fui para o mirante da Serra do Corvo Branco. Lugar bem diferente! Dois paredões gigantes de pedras cercam uma parte da estrada, que tem um visual incrível e curvas que você acha que o carro não vai dar conta de fazer de tão fechadas. Bem no mirante da Serra do Corvo Branco tem uma propriedade particular (R$20,00) que você acessa a Serra pela parte de cima. Vale demais a visita. Primeiro pela aventura de subir com o carro lá. Tinha hora que ele mal saía do lugar em uma subidas extremamente íngremes de cascalho e com um desfiladeiro do lado! Hahaha! Segundo pelas paisagens. Tem umas trilhas lá em cima e dá pra ver alguns cânions e locais famosos. Infelizmente eu peguei muita nuvem, mas ainda assim foi surreal! Desci a Serra do Corvo Branco e fui para Laguna, minha primeira cidade do litoral, onde cheguei por volta das 16 horas. Laguna é uma cidade histórica e bem bonitinha. Dentre seus atrativos, eu fui na Pedra do Frade e no Marco do Tratado das Tordesilhas. Já a noite segui para Imbituba, onde dormi. 22/04/19 (segunda) – O dia amanheceu muito chuvoso e acabei tendo que mudar meus planos. A ideia seria curtir a praia de manhã e seguir para Florianópolis. Mas realmente estava chovendo muito e a estrada bastante congestionada. Um percurso de 2 horas e meia, gastei mais 5 horas. Acabei indo para Bombinhas, onde cheguei a tarde e fui direto para a praia. Mas a chuva continuava. Não deu nem para passear pelo centrinho da cidade, que aliás é bem charmoso. Porém as coisas eram extremamente caras. O centrinho me lembrou a vila da Praia do Forte, na Bahia. Acabei ficando só no hostel. 23/04/19 (terça) – O dia continuou chuvoso e acabei não indo para Balneário Camboriú, que seria minha próxima parada. Mas fui direto para Blumenau, que não estava no meu roteiro, e valeu a pena ter ido para lá. A cidade é boa, mas ela não é toda no estilo alemão, como eu imaginava. A arquitetura alemã basicamente está concentrada no Parque Vila Germânica (entada gratuita). Esse é o local onde ocorre a Oktoberfest e realmente o ambiente me fez sentir que estava no Centro de Munique, na Alemanha. Para quem aprecia cervejas, lá é o point. Da Vila Germânica fui para o centro da cidade conhecer alguns pontos turísticos, mas acabei não indo em alguns museus que eu queria. Estava de sentindo um pouco mal nesse dia e resolvi pegar estrada mais cedo. A ideia seria ir para o Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange para fazer uns trekkings, mas o tempo continuava ruim e vi alguns relatos na internet que as trilhas necessitavam de guia ou que estavam fechadas. Além disso, começaram aparecer notícias de que haveria uma nova paralisação dos caminhoneiros no domingo, dia 29. Daí fiquei muito receosa de nesse período tá longe demais de casa e ficar sem gasolina ou parada em algum lugar da estrada por tempo indeterminado. Assim, fui direto para Iporanga (SP), chegando na parte da tarde. Lá é uma das entradas com atrativos do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). Este parque é recheado de cavernas e trilhas. Praticamente todos os passeios no PETAR exigem guia, independente da cidade que esteja acessando o parque. Indo para a entrada do Parque, parei em um vilarejo em busca de um guia para me acompanhar ainda naquele dia e acabei conhecendo o Eduardo (contato: [email protected], (15) 99802.3308). Cara muito legal, guia credenciado, treinado e que têm todos os equipamentos de segurança necessários. Após uma choradinha no preço pra ele me acompanhar, paguei R$50,00 pelo serviço dele pois além de estar sozinha, não daria tempo de irmos em todas as áreas do parque pela a entrada por Iporanga, uma vez que era por volta das 15h e o parque fecharia às 18h. Além do valor do guia, também tive que pagar a entrada do Parque (não lembro o valor, mas se eu não me engano era R$15,00). Lá no PETAR o Eduardo primeiro me levou na Caverna do Santana (caverna super grande e sem iluminação artificial) e depois na Caverna Morro Preto (que é considerada um sítio arqueológico e tem vestígios lá). Saímos do parque por volta das 17h e eu segui em direção à Eldorado (SP), que é a cidade mais próxima da entrada da Caverna do Diabo. No meio do caminho, próximo a uma comunidade quilombola e já anoitecendo, ainda faltava, 48 Km para a cidade, mas eu estava somente a 5 Km da entrada do Parque. A estrada era de asfalto, mas uma das piores que eu já passei na minha vida, de tanto buraco. Acabei dormindo no carro de novo em frente à Escola da comunidade Quilombola. Se eu tivesse continuado para Eldorado, além da buracaida e gasolina, eu teria que dirigir os 48 km da ida para Eldorado, 53 Km de volta até à entrada do PETAR e retornar em direção à Eldorado novamente mais 53 Km para seguir viagem para Cananéia (SP). A noite foi bem difícil dentro do carro, pois como estava muito próxima ao PETAR, a umidade e o calor da Mata Atlântica da região deixou a noite bem complicada. 24/04/19 (quarta) – Logo cedo fui para a Caverna do Diabo, mas o parque só abria às 8h, então tive de esperar. A entrada custou R$30,00 já com o valor do guia incluso. Depois da Caverna do Diabo (ela é iluminada artificialmente e é bem bonita. A maior do Brasil até hoje das que eu já fui), subi até o Mirante do Governador. A maior parte da paisagem estava coberta, mas ainda assim valeu a pena a EXTENUANTE subida. No total gastei entre 2 a 2:30h entre a subida e descida e cerca de 800 degraus de rocha de diferentes tamanhos e dificuldades. Na parte da tarde eu segui para Cananéia (SP). O que valeu super a pena. Cananéia é um lugar pouco conhecido pelos turistas e é um local encantador. A cidade é cercada por ilhas, mangues e dois parques de Mata Atlântica conservada. Além disso, a cidade é super tranquila e parece mais uma vila de pescadores, do que uma cidade propriamente dita. Cheguei na cidade a tarde, passeei pelo centro e agendei meu transporte para a Ilha do Cardoso no dia seguinte. 25/04/19 (quinta) - O barco saiu por volta das 08:30h e demorou cerca de 20 minutos para chegar à Ilha do Cardoso. O dia estava um pouco nublado, mas quente e sem chuva. Quem fez o passeio comigo foi o pescador Ilso, um dos pescadores da região mais famosos e queridos pela população. E foi uma sorte conhecê-lo e recomendo demais ele. O passeio custou R$40,00. Junto comigo foi uma escola particular de ensino fundamental da região para passar o dia estudando o bioma marinho na Ilha do Cardoso, que é um Parque Estadual de conservação da Mata Atlântica. Antes de chegar na Ilha, durante o percurso, paramos em uma armadilha fixa de pesca sustentável da região e acabei escutando a explicação de um colega biólogo marinho que havia sido contratado para acompanhar a escola como monitor. E foi bem enriquecedor. Chegando na Ilha, conversando com o Ilso, perguntei dicas sobre as trilhas do Parque Estadual, mas recebi a triste notícia de que ele estava fechado/abandonado e que não tinha mais passeios (necessitam de guias). Mas por ser morador da ilha e ativista no Parque, ele me levou, juntamente com um outro cara que visitava também a ilha, até a sede do Parque, no manguezal e no museu de lá. Nos deu uma verdadeira aula sobre os animais e biomas de lá. Foi ótimo. O cara que estava visitando a ilha se chamava Belmiro e era um fotógrafo que mora em Cananéia (que aliás, faz um trabalho belíssimo! Recomendo muito o seu trabalho – Contato: José Belmiro, (13) 997503326 Vivo). Ele já havia ido à ilha do Cardoso algumas vezes, mas naquele dia ele tinha ido para fazer uma caminhada pela praia até um marco do descobrimento que tem lá. Acabei me juntando ao Belmiro e fomos caminhando (cerca de 14 km ida e volta, mas que pareceu ser mais pelo fato de tá andando na areia) até o marco. Tivemos a companhia de um cachorro comunitário da Ilha chamado Radar. Vira-lata animado aquele! Corria de um lado pro outro sem parar, nadava… aliás ele tem esse nome de Radar porque está sempre atento ao aparecimento de golfinhos na praia (que nadam bem perto da beira da água e você os vê toda hora com muita facilidade). Quando o Radar vê um golfinho, ele entra na água e fica nadando/brincando com bicho! O Ilso me disse que inclusive o golfinho de vez enquanto joga ele pra cima. A Ilha do Cardoso tem dois quiosques, que aceitam somente dinheiro. Passamos o dia todo na ilha e voltamos para Cananéia no final da tarde. O biólogo que eu conheci me deu uma dica que a noite teria uma apresentação de dança/música regional e tradicional em um dos restaurantes da cidade. Assim fui pra lá. A apresentação foi bem interessante, mas bastante inusitada. Tinha uma banda de senhores tocando uma música (que me lembrou Congado) e um outro grupo de diferentes faixas etárias fazendo uma dança com tamancos de madeira no pé em um tablado de madeira. Era tanto barulho dos tamancos que mal dava pra ouvir a música. Hahaha! 26/04/19 (sexta) – Na manhã seguinte fui para Bertioga (SP). Inicialmente eu iria dormir lá, mas ao chegar à praia desisti. A orla era arrumadinha, mas a água da praia suja, pois o esgoto descia na areia livremente. Tudo bem que eu fui na praia da área urbana, que geralmente não é recomendável em nenhum lugar. Mas as praias “boas” de Bertioga eram bem afastadas. Por conta disso, segui viagem. Fui para a praia de Maresias, em São Sebastião. Essa praia é famosa por ser o berço da maioria dos surfistas famosos do Brasil. A areia é bem clara e fininha, a água é mais clara, mas as ondas são muito grandes e fortes. Acabei nem entrando. No final da tarde segui para Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, onde passei na Praia da Enseada, antes de ir para o hostel onde dormi. De Cananéia até Ubatuba (passando pela BR101) são aproximadamente 470 Km, mas demorei cerca de 8 horas pra fazer caminho (sem considerar minhas paradas nas praias de Bertioga, Maresias e Enseada). Tem que ter uma paciência de Jó. A pista é simples, sem acostamento, LOTADA (e olha que era a tarde de uma sexta-feira de uma baixa temporada. Feriados e finais de semana fica impossível), com muitas serras e cheias de radares de 40 Km/h (que era a velocidade média). É um saco e tornou a viagem bem cansativa. Pelo menos o asfalto não é ruim. 27/04/19 (sábado) – Na noite anterior fiquei conversando com a galera que estava no hostel, que era muito gente boa. E como o mundo é pequeno, entre essas pessoas tinha um outro biólogo que foi orientado de um colaborador meu do doutorado (BH é um ovo!). Pela manhã (estava um sol de rachar!! Finalmente!) fui para o projeto TAMAR, para o aquário de Ubatuba e depois encontrei com o pessoal do hostel na praia. Inicialmente fomos para a Praia Vermelho do Centro e depois para a Praia do Cedro (que foi a minha preferida dentre todas as praias que passei desde Santa Catarina). Em Ubatuba a água é bem clara (nada comparado ao litoral de Alagoas, que para mim são as praias mais bonitas do Brasil) e com uma temperatura agradável (achei que ia ser super fria, como no Rio de Janeiro, mas não). A Praia Vermelha do Centro é maior e tem ondas mais fortes, mas a Praia do Cedro praticamente não tem onda. A noite fizemos um churrasco no hostel e ficamos papeando até de madrugada. 28/04/19 (domingo) – Queria ter ficado pelo menos mais um dia em Ubatuba, mas por conta da possibilidade da greve dos caminhoneiros fui embora, e segui para Pindamonhangaba (SP) para visitar um casal de amigos. Acabei dormindo na casa deles. 29/04/19 (segunda) – Saí cedo da casa dos meus amigos e fui para Campos do Jordão (SP), onde passei a manhã. A cidade é realmente bonitinha, mas sinceramente eu esperava bem mais pelo fato dela ser super famosa. Estava tendo uma festa lá em comemoração aos 145 anos da cidade e várias instituições e escolas estavam desfilando pela avenida central em um ato cívico. Dentre as opções de pontos turísticos, o único que me chamou atenção foi o passeios do Parque Amantikir, que é uma propriedade particular (R$40,00 a inteira. Doadores de sangue, professores, idosos e estudantes podem pagar meia) cheia de jardins com plantas de todo o mundo. O lugar é muito bem cuidado e o paisagismo é fantástico. Além disso, você tem uma visão exuberante de alguns pontos da Serra da Mantiqueira. Recomendo demais a visita. A tarde segui para São João Del Rei (MG). 30/04/19 (terça) – Na parte da manhã conheci São João Del Rei, a tarde fui para Tiradentes (me lembrou bastante Paraty – RJ) e voltei para São João. O centro histórico de São João é bem pequeno, assim como Tiradentes. Embora eu tenha adorado a visita a essas cidades, achei que as cidades eram maiores, como Ouro Preto (que dentre as cidades históricas do Brasil, continua sendo a minha preferida, disparadamente). A noite, junto com um pessoal que conheci no hostel, fui em uma apresentação de Jazz gratuita no Centro de Convenções da UFSJ e de lá seguimos para um barzinho. As igrejas de ambas as cidades históricas são bem bonitas e algumas pagam entre R$3 a 5. Mas de longe a Igreja mais bonita para mim era a Igreja Igreja do Pilar, que é gratuita e fica em São João. 01/05/19 (quarta) – De São João Del Rei segui para Rio Casca (MG), cidade da família do meu melhor amigo. Era aniversário da sobrinha dele de 1 aninho e fui comemorar com eles. Aproveitei e me empaturrei de docinhos! Rs! 02/05/19 (quinta) – Retorno para Belo Horizonte. No total rodei 5.500 Km cravados. E foi uma viagem linda, mas bastante cansativa, uma vez que bati volante sozinha o tempo inteiro e por muito tempo. Queria ter tido mais tempo em alguns lugares, pois foi tudo muito corrido e intenso. Mas conheci lugares incríveis que só poderiam ser acessados de carro. Muita gente até hoje se espanta com as minhas viagens sozinhas, principalmente de carro. E vejo muita gente com vontade de fazer o que eu faço: pegar o volante e sair por aí. Já tive experiências diversas no Brasil e algumas fora do Brasil. E eu digo que nada é mais libertador do que viajar sozinha, ainda mais de carro. Nessa viagem eu replanejei de última hora meu roteiro pelo menos umas 4 vezes. Muitos me perguntam se eu eu não fico com medo ou insegura. Claro que eu fico. Mas eu vou com medo mesmo. Porque eu não quero que nada me impeça de fazer aquilo que eu quero da minha vida. Principalmente que essa limitação seja interna. Se confrontar é um dos maiores desafios da vida e até agora sinto que estou no caminho certo. E você? O que te limita? Liberte-se.💪❤️ Alfenas - MG Avencal - SC Blumenau - SC Campos do Jordão - SP Campos do Jordão - SP Campos do Jordão - SP Campos do Jordão - SP Caverna do Diabo - PETAR, SP Caverna do Santana - PETAR, SP Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Marco do descobrimento, Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Pedra do Frade, Laguna - SC Praia do Cedro, Ubatuba - SP Prudentópolis - PR Prudentópolis - PR Prudentópolis - PR Serra do Rio Rastro - SC São João Del Rei - MG Tiradentes - MG Prudentópolis_(1).mp4 Prudentópolis - PR Cânion do Ronda - SC (não sei o motivo, mas não consigo desvirar essa foto de jeito nenhum...) Serra do Corvo Branco - SC Pedra Furada - Parque Nacional São Joaquim, SC
  37. 3 pontos
    Ruta 40, entre Cachi e SADLC, antes iniciar a subida para Abra del Acay
  38. 3 pontos
    "Apreciar o que há de melhor" é tudo o que queremos, porém tem que pensar o que vai fazer quando ocorrer "tudo que há de pior", também...
  39. 3 pontos
    @Valante como vai? Gravei esse video pra te responder: A parte das botas militares ficará pra outro video, ok? Me chama no zap q te explico. Abravos
  40. 3 pontos
    Primeiro vídeo da subida do Abra del Acay... https://youtu.be/G-IYthgR--E
  41. 3 pontos
    26/04/2019 - GEISERS DEL TATIO, VALLE DE LA LUNA E TOUR ASTRONÔMICO (INTENSIVÃO!) Acredito que chegamos no dia mais "hard" da viagem. Acordamos por volta das 04 da manhã, pois o passeio dos Geisers começa bem cedo para aproveitar o período de maior atividade do campo geotérmico (entre 06 e 07 da manhã). A van da 123 Andes passou por volta das 05:10 da manhã e partimos rumo ao Geisers del Tatio. O guia da vez foi o Gabriel, excelente pessoa. Ele explicou que o percurso até lá durava cerca de uma hora e quinze minutos e que como ainda estava escuro, só restava ao grupo dormir. Aqui também fomos alertados em relação a altitude, pois o passeio acontece a mais de 4300 m de altitude. Eu não consegui dormir e fui acordado durante todo o percurso, bebendo bastante água para não sofrer com o soroche (mesmo assim, nesse passeio me senti um pouco mal. No dia anterior a altitude foi a mesma e não senti absolutamente nada, mas creio que seja porque nas Lagunas Antiplânicas a subida é gradual, aqui vai de 2.500 para 4.300 praticamente de uma vez). Por volta das 06:30 chegamos aos Geisers. Pagamos a taxa de 10.000 pesos por pessoa na entrada, usamos os banheiros e o guia nos levou primeiramente aos geisers menores. É um fenômeno muito incrível! Há dezenas deles no local e o Gabriel explicou que cada um possui sua particularidade. A trilha para observar os geisers é bem demarcada e o guia sempre nos alerta para ter cuidado, pois já houve acidentes graves no local. Aqui foi onde senti mais frio também, estava -6 no dia, então é obrigatório ir bem agasalhado. Assim que o sol aparece, já começa a esquentar. Por volta das 07:30 o guia começou a preparar o café da manhã, e enquanto isso, pudemos aproveitar para conhecer os geisers maiores e quem quisesse poderia ir na piscina termal que há no local (não tive coragem). Tomamos mais um café da manhã excelente (com aquele doce de leite maravilhoso) e seguimos com o passeio. Por volta das 09 deixamos os Geisers e fizemos uma parada em um pântano chamado "Vado Putana". Aqui é possível observar várias espécies de animais e plantas típicas da região (vicunhas, raposa andina, viscacias) e também o vulcão Putana ao fundo com uma fumarola sempre presente na sua cratera. Segundo o guia, é um dos vulcões mais ativos da região junto do Lascar. Depois de algumas fotos, continuamos e paramos no Povoado Machuca. Trata-se de um vilarejo secular existente desde a época dos Incas e que abriga poucos moradores, pois as condições para vida não são as mais favoráveis. Por aqui é possível comer o famoso espetinho de lhama e visitar uma igreja muito charmosa e antiga. Ficamos cerca de uma hora no povoado (achei tempo demais, preferia ter ficado contemplano o vulcão Putana). Nossa última parada do passeio foi no Canyon de Guatin, onde é possível ter um panorama geral do Deserto de Atacama e da Cordilheira dos Andes. Chegamos por volta do 12:00 em San Pedro de Atacama e já passamos direto na Pica'da Del Indio para almoçar. Melhor restaurante! O prato principal do dia era atum ao molho de ervas. Devidamente almoçados, foi o tempo de irmos ao hostal, colocar uma roupa mais fresca e já partir para a agência, pois lá era o ponto de encontro para o passeio do Valle de La Luna. Por volta das 14:30 nossa van chegou e dessa vez o guia responsável foi o Ângelo, muito gente boa também! O nosso grupo era pequeno novamente e só havia mais uma brasileira, duas chilenas e um casal de Cingapura. Todos bem legais. Chegamos ao Valle de La Luna em menos de 15 minutos, pagamos a entrada de 3.000 pesos por pessoa e dali já era possível ver aquelas formações únicas. O guia que explicou que o nome "Valle de La Luna" foi dado por Gustavo Le Paige ao chegar por ali e achar que era parecido com o solo da lua. Subimos nas dunas e o guia foi explicando as formações do local, todas provenientes de atividade vulcânica. Um aviso: essa passeio venta DEMAIS! O chapéu de um dos integrantes do grupo voou para nunca mais ser visto. A próxima parada foi nas Três Marias, outra formação curiosa que (segundo o Gustavo Le Paige) parece a silhueta de três mulheres. Depois do Valle de La Luna, seguimos para o Valle de La Muerte. O guia preparou um coquetel e assistimos ao pôr do sol com vinho e queijos. Existe jeito melhor de terminar o dia? Existe sim e vou explicar daqui a pouco. Voltamos a San Pedro, jantamos novamente na Pica'da Del Indio (viramos praticamente clientes vip) e fomos tomar um banho no hostel, para esperar a van que nos levaria para o tour astronômico. Aqui um parenteses para explicar a minha escolha da agência para o tour: a Space é a mais conhecida para fazer o passeio em questão, mas as vagas são bem limitas e deve-se reservar com meses de antecedência. Não consegui e recebi a recomendação da Time Travel Atacama, e RECOMENDO de olhos fechados. Por volta das 23:10, a van da agência nos buscou no hostal e fomos literalmente para o meio do deserto, pois qualquer iluminação atrapalha a observação do céu. Lá conhecemos o guia Rodrigo e ele nos deu uma introdução de como seria a tour. Recebemos ponchos para nos aquecer (é bem frio) e sentamos em poltronas. O Rodrigo começou a explicar sobre como surgiu o universo e de como ele é, falar sobre astros, estrelas, explicar sobre os planetas, sobre o comportamento dos corpos celestes, enfim, foi uma verdadeira aula de astronomia. O melhor de tudo: Aqui é possível observar a olho nu. Vimos várias estrelas cadentes, Jupiter e Saturno estavam visíveis, a constelação de escorpião, foi um passeio literalmente mágico. Em certo momento da tour, o Rodrigo nos mostrou os planetas que citei no telescópio e pudemos observar estrelas mais de perto. Incrível demais! Finalizamos com uma foto oferecida pela agência. Esse sim foi o melhor jeito de terminar o dia e digo que foi uma das melhores experiências da minha vida. Chegamos ao hostal por volta das 02:00 encantados e plenamente realizados com tudo que havíamos vivido nesse dia.
  42. 3 pontos
    20/02 Para os três dias seguintes, optei por contratar um pacote de viagens com a empresa “Info de Ushuaia”. Paguei cerca de R$ 1000,00, individual, pelos três dias full de passeios. Nesse primeiro dia, logo pela manhã fomos até ao Parque do Fim do Mundo, com passeio pelo Trem do Fim do Mundo. Não desembolsamos mais nada, se não me falhe a memória. Renderam algumas fotos.. o passeio é monótono também. Cansa, mas a vista compensa. Depois, rodamos no ônibus em outros pontos turísticos. Fui sozinho, pois a chuva deu uma apertada. Prejudicou até o uso da câmera.. molhava a lente e era horrível pra limpar depois. Ai tirei umas pelo celular. Fomos até a Bahia Lapataia, ao lago Acigami e, por ultimo, na “agencia” dos correios do fim do mundo – aqui, vários brasileiros de moto chegando no local. Finalizamos pela manhã o passeio e fizemos uma rápida refeição no local chamado “MARCOPOLLO FREE LIFE”. Local barato, de comida leve. Depois, começaríamos talvez o passeio que mais me chamaria a atenção, porém o tempo não deu a devida colaboração. Por volta das 15h, entramos num catamarã rumo as Islas Lobo, Pajaro e Tierra del Fuego, além do farol do fim do mundo. Durou umas 04 horas de passeio e, mesmo com chuva, foi sensacional. Um frio de rasgar, ventando muito, mas o contato com a natureza daquele lugar foi top. Leões marinhos, aves nativas da região, pinguins e até uma baleia que deu o ar da graça bem próximo à orla, navegando lentamente há menos de 100 metros da embarcação. Mesmo com o mau tempo, iria de novo sem problema. Apreciamos tudo que pudemos. Ao desembarcarmos, fomos até a lanchonete MARCOPOLLO novamente. Preço bom, comida boa.. melhor alternativa hehe. Fizemos a janta por lá mesmo, e depois fomos para o hotel por volta das 21h30min. Pinguins de Madagascar? Intruso Kattegat ao fundo.
  43. 3 pontos
    Vou cruzar o brasil litoral sem money, vivendo na estrada e apreciando a vida. Quero aproveitar ao máximo tudo, meu objetivo é SP-BH pelo litoral, aproveitando tudo que tem de bom no brasil preciso de um louco'a' para ir comigo, afinal, sozinho somos sozinhos, paz<3
  44. 3 pontos
    Como a minha viagem foi 100% de carro, estou colocando um link aqui para o post criado na seção de relatos da Europa.
  45. 3 pontos
    Que problema tem falar inglês, aqui no Brasil mesmo, por no mínimo umas 10 vezes já fui atendido em inglês ou mesmo em espanhol em locais turísticos, respondia em inglês dizendo que era Brasileiro, depois me falavam que pensaram que era estrangeiro. Só pode ser doença este tipo de pensamento que se uma pessoa falar inglês é ser escravo dos Estados Unidos, o mundo todo fala inglês, já conversei com pessoas de dezenas de países graças a saber um pouco de inglês. No México recebem 45 milhões de turistas ao ano, enquanto no Brasil 7 milhões.
  46. 3 pontos
    DIA 1 - Les Houches a Les Contamines (18,4 km) Inaugurando a rotina dos abrigos de trilha, acordei cedo, tomei café, arrumei a mochila e parti para a caminhada do dia. Logo no início, descobri que uma boa parte das pessoas sobe ao primeiro passo de montanha (Col de Voza) pelo teleférico. Corta cerca de 5,5 km e uma subida quase 600m. Mas meu objetivo era caminhar 100% do tour. Subida cansativa para um início de trilha. E o caminho em si não era muito interessante. Chegado ao passe, tomei um café em um estabelecimento por lá. A partir dali há 2 opções de caminho. Uma mais tranquila, pelo vale, e outra mais pesada, pelos passos de montanhas. Neste dia peguei a trilha mais complicada. Queria as vistas dos topos das montanhas. A partir dali, a subida ficou bem pesada. Trilhas de terra em ziguezague sem uma parada para respirar. Quase no passo mais alto do dia (Col de Tricot), vejo que o caminho em frente estava coberto de neve. Era meu primeiro contato com ela, e seria complicado. Instalei os spikes que comprei para as botas e subi tranquilo, com velocidade, me achando. Então logo atrás me aparece um bando de adolescentes que seguiam sem os spikes. andando tranquilamente e sem escorregar, feito o Legolas do Senhor dos Anéis. Depois cruzei com outras pessoas também sem o equipamento. E eu era o único tonto com aquele aparato. Paciência... Pelo menos fui prudente. Não sabia andar na neve e tomei precauções por isso. Chegando ao Col de Tricot, me deparei com uma vista espetacular. Muitas pessoas paravam ali para comer e apreciar o local. Resolvi comer também um sanduíche que levava. Fiquei um bom tempo ali em cima até resolver continuar. Teria que encarar uma descida pesada. E meus joelhos sempre foram um problema nas trilhas. Mas depois de muito treino e uma perda considerável de peso corporal, o joelho não reclamou. Mas a descida acabou sendo um pouco complicada. A trilha beirava grandes barrancos, com muitas pedras soltas e em alguns pontos, pouco restava de um caminho desmoronado. Quase escorreguei algumas vezes. Ao final da descida, cheguei ao Refuge de Miage. Tomei uma cerveja, cuidei dos pés e segui em frente. Durante todo o trajeto até aqui o tempo manteve-se aberto e o sol rachando. Já eram 3 da tarde e segui para a segunda subida, mais curta que a anterior. Pena que o tempo fechou em torno do Mont Blanc e não pude avistá-lo durante a tarde. Logo, peguei a última descida até o local onde eu iria pernoitar. Foi relativamente tranquilo. Mas a medida que a cidade se aproximava, parecia que a trilha não acabava nunca. Enfim cheguei ao albergue. E ao procedimento de sempre: depois de caminhar 10 horas, tomar banho, lavar a roupa (com as costas reclamando) e jantar. E mais uma cerveja para fechar a noite. Foi a trilha mais difícil que fiz até hoje. Por enquanto, sem maiores dores ou cansaço. Mas teria mais 10 duros dias pela frente.
  47. 3 pontos
    @Pablo_Pelomundo, os 2 amigos já falaram o que provavelmente irá acontecer, o que terás pela frente. Já vivi e vi muitas coisas nesse mundo, afinal, já passei 10 anos do meio século ..... Se vais "ferir" a sua mãe, saindo de sua casa, saiba que seria a ÚNICA pessoa no mundo, que daria a vida por você, veja bem, nem lhe conheço e muito menos a sua mãe, porém é isso que as mães fazem por seus filhos. Se conselho fosse bom, não se dava, se vendia, como diz o ditado popular, porém já foi dado pelos amigos, nas postagens acima, você segue se quiser, a vida é sua .... Você cursa um dos melhores cursos da atualidade, um curso que o mundo todo precisa, então, te forma e pega teu diploma, coloca embaixo dos braços e some no mundo, pois terás emprego garantido em quase toda a parte que chegares, no mínimo, hospedagem e alimentação, fazendo ou reformulando sites, aplicativos, enfim, tudo que rola em TI. Meu filho mais velho, está com um pé nos EUA, tem mestrado em TI, não tem como não ganhar a vida em vários países do mundo. Sempre é bom ter uma grana no bolso, para comprar e se deliciar da comida que bem entender. Pense bem, pense no que os amigos escreveram acima e nos comentários que ainda virão.
  48. 3 pontos
    CAPITULO 1 – De Maringá-PR a San Ignácio Mini-AG Dia 06/01/2019 - 4hs – Madrugada de Sábado para Domingo. Agora vai. Saímos as 4hs de Maringá na maior empolgação. Tirei uma foto do painel do carro nos primeiros 10km. Por quê não sei. Seguimos para cidade de Barracão, fronteira do Paraná com a Argentina. O preço dos pedágios são de trincar os dentes, mas me ajudaram a espantar o sono porque a revolta é tanta pelo fato de custar tão caro e a maior parte do tempo é Pista simples. Escolhi entrar na Argentina por Barracão ao invés de Foz do Iguaçu. Li muito a respeito e decidi assim por dois motivos: -Primeiro por ser mais tranquilo. Por Foz do Iguaçu era bem mais burocrático, e demorava bem mais os trâmites pelo alto fluxo de pessoas. -Segundo porque li que eles costumam revistar todo o veículo e costumam pedir nota fiscal de equipamentos eletrônicos justamente pelo fato de a fronteira ser junto com a do Paraguai e com isso inibia um pouco o contrabando de mercadorias. Não sei se é verdade, mas na dúvida, resolvi não arriscar. Estava levando alguns equipamentos que não tinham nota fiscal. Comprei pelo OLX um drone que já era usado, mas que a pessoa havia comprado no Paraguai, portanto sem nota fiscal. Também estava levando uma câmera filmadora pequena tipo GoPro que havia comprado pelo Aliexpress e também uma câmera fotográfica grande mas que eu já tinha a mais de 4 anos. Chegamos em Barracão por volta das 11h da manhã. Abasteci a viatura e me informei no posto Ipiranga sobre Casas de Câmbio. Que azar. Era domingo e o frentista não sabia dizer se abriam hoje. Ué, e a propaganda do Posto Ipiranga ? Além de não ajudar, ele ainda piorou a situação, dizendo para não fazer câmbio do lado Argentino, pois muitas vezes os cambistas passavam notas falsas. Ai cagou hein. Mas seria o jeito. Seguimos em direção a fronteira, que mais parecia um posto de pedágio. Eu que já tava meio traumatizado com os pedágios até ali, o coração deu umas suspiradas. Parei antes em um mercadinho para pegar uma água e perguntei se ele sabia de alguma casa de Câmbio aberta no domingo. O dono do mercadinho que inclusive era quem atendia no caixa, disse que não tinha nenhuma casa de câmbio aberta mas que ele também fazia câmbio. Se por um lado ele caiu do céu, por outro é aquela coisa, né: Sem opção de cotar, vai saber se estou fazendo bom negócio ?? E se o cara me passa algumas notas falsas também ?? Brasileiro já não tem fama de santo, ainda mais em território fronteiriço ?? Ou será que preciso relaxar e pegar mais leve ?? Meus planos ali na fronteira seria trocar uns R$ 3.000,00 em pesos, dinheiro que achei ser suficiente para usar na Argentina pelos dias que ficasse por ali, pois queria ficar uns 4 dias na região de Salta e Jujuy (lê-se rurrui) antes de seguir para o Chile. Mas diante daquela situação, resolvi trocar somente R$ 1.000,00 e usaria o Cartão de Crédito se fosse necessário. Em Salta ou Jujuy trocaria mais dinheiro. OK, fiz isso. Troquei apenas Um Mil reais. Enquanto ele contava o dinheiro eu olhava pra ele com cara de mau pra ele achar que se me enrolasse, seria um CPF a menos. Dinheiro trocado, peguei aquela pacoteira de Pesos Argentinos que quase não cabiam no carro, e seguimos até a fronteira que estava a uns 200 metros a frente. Não tirei nenhuma foto, então peguei essa na internet pra vocês terem uma idéia de como é, mas no dia não tinha nenhuma fila de carros; Fizemos os trâmites em menos de 10 minutos. Não revistaram nada no carro muito menos olhar equipamentos e etc... Talvez o fato de ser uma família com crianças acredito que ajudou. Somente apresentamos os Rgs, o documento do Bartolomeu, e indicamos o destino, que no nosso caso era o Chile. Não foi muito fácil entender o espanhol argentino. O Atendente era bem rude e sem muita paciência. Tudo o que ele falava, eu pedia que repetisse, afinal meu processador é do século passado. No final vi que o mais prático seria concordar com tudo o que ele falava... -bla bla bla ? -Si -bla bla bla ? -Si -bla bla bla bla bla bla ? -Si, si. E eu achando que iria abafar no meu portunhol. Conseguimos o nosso Permisso. Era um papelzinho xinfrim que mais parecia a sua via de quando pagamos com cartão. Pegamos os tickets, até logo, forte abraço, Grácias. Quando entramos no carro, o Bartolomeu já estava rodeado de vários cambistas com as pochetes abarrotadas de dinheiro na cintura oferecendo Pesos Argentinos. -Câmbio ? -Câmbio ? -Câmbio ? E eu só respondendo, No , No. -Câmbio ? -Câmbio ? Resolvi perguntar pra um deles a cotação, e era a mesma que acabara de fazer a 15 minutos atrás no mercadinho do Brasil. Estavam pagando 10,50 Pesos para cada 1 Real. Pensei em cambiar mais uns trocados ali. Pois eu não fiquei muito seguro de ter trocado pouco dinheiro. Tava com aquela insegurança de que aqueles R$ 1.000,00 seria pouco. E eles continuavam insistindo; -Câmbio, Câmbio. Ai eu respondi ‘Câmbio Desligo’ para ver se paravam, mas pela cara deles, não entenderam. Sai acelerado, e fiquei olhando no retrovisor na esperança de ver algum deles correndo atrás do carro, igual no filme Jurassic Park. Não veio nenhum. Fiquei meio frustrado e seguimos viagem sentido Eldorado, que ficava a uns 130 KM dali. Olhando pelo Google Maps, Eldorado parecia ter uma estrutura razoável. Os planos era almoçar lá, ou talvez antes caso encontrasse algum lugar convidativo pelo caminho. Mas no caminho infelizmente nada era convidativo, muitos lugares com estrutura precária, já que é uma região bastante pobre da Argentina. Na estrada passávamos por motos e carros que nem sei como conseguiam andar, tinha carro sem porta, tinha moto sem banco, muitos sem nem placa. Todos em alta velocidade na rodovia. Passou uma moto por nós onde ia o Pai pilotando, uma criança sentada no tanque de combustível, outra agarrada nas costas do pai, sendo prensada pela mãe que ia quase caindo lá atrás, TODOS sem capacete. A mãe ainda levava uma mochila de tamanho acima da média. Uma bizarrice. Os pneus então, pareciam um mármore de tão liso. Apesar de bizarro, infelizmente é a realidade deles, falta de estrutura, emprego, qualidade de vida, políticas públicas. Mas quem sou eu para falar alguma coisa né. É quase que um problema geral da América do Sul. Chegamos em Eldorado por volta das 13:00h. Andamos um pouco a procura de onde comer. O fato de ser domingo em cidades pequenas é comum não abrir o comércio, inclusive vários ‘Comedouros’ como são chamados alguns restaurantes por lá. Não sei vocês, mas o nome ‘Comedouro’ soa tão estranho! Ainda no começo da cidade avistamos um restaurante pequeno que infelizmente não me lembro o nome, mas que apelidamos depois de Hermanos. Era um daqueles restaurantes que tem mesas na varanda beirando a rua. Estrutura antiga, toda em Madeira. Havia uma menina e uma mulher comendo numa das mesas de fora, mas imaginamos que provavelmente dentro teriam mais clientes. Minha esposa que desde o planejamento do roteiro estava um pouco apreensiva com as crianças e até mesmo conosco sobre as comidas que eventualmente teríamos que encarar foi quem deu a dica de comermos ali mesmo. Bom, se ela escolheu, OK né ? Entramos no restaurante e dentro não havia mesas, apenas um pequeno buffet onde poderíamos nos servir. O ambiente era um pouco escuro. Havia a opção por quilo ou a vontade. Não me recordo os valores mas resolvemos pegar por quilo. Haviam panquecas, saladas, Empanadas, arroz, macarrão, maionese, pizzas, frango e uma carne que parecia ser cozida. O dono era muito simpático e tinha outro que ficava na balança, também muito simpático, e ele foi nosso primeiro contato com argentinos depois da Fronteira. Eles se esforçavam muito no Portunhol e nós também. Pareciam irmãos, e por isso posteriormente apelidamos de Hermanos. Mas já vou logo estragando o suspense... foi H-O-R-R-Í-V-E-L. Assim que começamos a pegar a comida, começamos reparar melhor o ambiente. Não sei como não percebemos antes. Talvez pela pouca luz interna. Pratos sujos, moscas voando na comida. Eu que não gosto de criar problemas, não tive coragem de devolver a comida que as crianças já estavam se servido e sair. Bom, cada um pegou o que achava mais fácil de comer, mas tava difícil. A Aninha pegou uma pizza e uma empanada, a Josi pegou salada e frango assado, o Vitor Hugo pegou empanada e pizza, e eu peguei um macarrão tipo ravioli e frango assado. Gosto nada bom. Nem a pizza se salvava, a massa parecia aquela bolacha caseira feito à semanas, seca e dura. As empanadas eram recheadas com a mesma carne da panqueca. Pior foi quando minha esposa pegou um guardanapo na mesa, e parecia Papel Higiênico. Fui no banheiro, que era único pra Homem e Mulher. Jesus, sem brincadeira, era tanta sujeira que pareciam a de um matadouro de frigorífico. Acho que ele matava os bois ali para cozinhar. O dono era gente boa, atendia com simpatia e até se ofereceu para tirar uma foto nossa para levarmos de recordação. Ele disse alguma coisa como ‘Sorriam’ e todos nós saimos com aquele sorriso maroto, mentiroso, amarelado, bem maneiro. Abre aspas - minha camiseta estava com algum problema de alfaiataria, portanto aquela barriga ali não me pertence, taokei ? Se notarem ela em outras fotos, devo ter comprado camisetas com defeitos - fecha aspas Pedimos uma Coca e não estava gelada. Mas quem arriscaria pedir Gelo? Nada é tão ruim que não possa piorar, pensei. Rapidamente pagamos a conta sem comer de fato, e gastamos R$ 29.00. Se você já ouviu falar em ‘Custo benefício’ aqui posso dizer que o que mai se encaixa é ‘Pague para entrar, reze para sair”; se bem que não pagamos para entrar, mas não consegui pensar em algum título melhor, ou pior. O homem percebeu que não gostamos da comida, já que os pratos ficaram quase intactos. Tinha sobremesa, mas ele não ofereceu, e nós também não queríamos. Uma salada de frutas com cara de velha, e algo parecido com um Pudim de Pão mas sem aquele tradicional furo no meio. Adoro pudim, mas não de Pão. Ainda sem o furo do meio? Tá loco? Comemos uns petiscos que tínhamos no carro e seguimos. Meu sono chegou agora com os dois pés no peito. Eu já tava vendo estrelas. Pedi para a Josi dirigir para que eu pudesse dormir um pouco. Ela dirige bem na cidade, mas na estrada ela morre de medo. Fez aquela cara, e eu já esperava isso. Fingi uma rápida cochilada no volante e na mesma hora ela, assustada, pediu pra assumir a boleia. Afinal, era melhor ela dirigindo com medo mas acordada que eu dirigindo dormindo em sono profundo. Pelo GPS ainda faltava uns 150 KM até nosso Primeiro Destino que era San Ignácio. Dava tempo de eu dar um bom cochilo. Rapidinho passei pro lado passageiro, me ajeitei com um travesseiro e mesmo com as tagarelices das crianças atrás, apaguei. Acordei com aquele gosto de guarda-chuva na boca, cabeça doendo por ter dormido pouco e a Josi reclamando de um caminhão carregado de porcos que trafegava a passos de tartaruga atrapalhando nossa vida e exalando aquele cheirinho. Faltava apenas 10 Km até San Ignácio. Ufa, chegando. Entramos na pequena cidade e foi muito fácil encontrar o Hotel, o GPS é bom, uso o Maps Me. Eu havia feito a reserva antecipada em Novembro no hotel Montes Hosteria & Bar Cafe. Nota 9.6 no Bokking. Paguei U$ 20,00 Dólares na reserva, e pagaria o restante no CheckOut. Quando chegamos, olhei bem antes para não termos mais surpresas do tipo dos Hermanos... Mas o booking foi honesto. Estava tudo igual as fotos que já tinha visto pelo APP. O lugar era limpo, bonito, aconchegante e um atendimento de respeito. Eles tem poucos quartos, e os próprios donos te recebem. Se não me engano são 6 quartos de um lado e mais 6 do outro, com uma piscina no meio. UMA PISCINA, os olhos da Aninha brilharam. Fizemos o CheckIn, e olha, deu um trabalho daqueles. Não entendia nada do que a Mulher falava e ela também não. Sinal que o Duolingo não é lá essas coisas. Ou eu que não tenho mais capacidade de assimilar coisas novas. Descarregamos as malas e já fomos conhecer as Ruínas Jesuítas. Com protestos das crianças, claro. Quem em sã consciência, depois de 12 horas num carro, cansado, trocaria uma piscina com aquele azul turquesa, por paredes de pedras em decomposição que eram do tempo do Cabral? Ainda mais criança. -Ah, vamos na piscina, papai! -Não vai dar tempo filha, a gente vai conhecer AS RUÍNAS JESUÍTAAASS. Falei isso tentando parecer o lugar mais legal do mundo. Mas a cara das crianças permaneceram inalteradas e nada amigáveis. Confesso que até a minha vontade mesmo era de deitar e dormir até o sol Raiar e fazer este passeio amanhã. Mas como dizia Renato Russo ‘não temos tempo a perder’ e eu queria sair cedinho no outro dia, pois amanhã a essa hora, se tudo correr bem, estaremos a uns 600 km dali... se tudo correr bem... Se você leu duas vezes a parte ‘se tudo correr bem’ e ficou desconfiado que vai dar alguma merda em algum momento, não espere por Spoilers, OK ? Senta ai e vai lendo com calma. Quando saímos na rua, olhei para o céu, e o tempo estava estranho com bastante nuvens carregadas. Aff. -Não vai chover não – falei com aquela insegurança na voz, quase um soluço. O parque ficava a 2 Quadras dali, pertinho, então fomos a pé. Começamos a contorná-lo, procurando a entrada, enquanto passávamos por umas barraquinhas de artesanato quando PÁ... a chuva caiu. Forte e branca como a neve. Corremos para debaixo de uma marquise de uma sala comercial abandonada. Já eram mais de 4 da tarde. -Viu papai, falei pra gente ir pra piscina. -Na piscina também está chovendo – respondi já de forma a encerrar o assunto. Vendo meu reflexo pelo vidro daquela sala comercial, eu já tava com aquela cara de bunda. Não consigo disfarçar quando algo tão planejado dá errado. Mesmo estando abrigados, o vento fazia com que os respingos do chão molhasem os pés e canelas. Também não dava pra voltar ao Hotel. Mas a chuva durou apenas uns 10 minutos. E Cessou como um passe de mágica. Minha cara deve ter melhorado, pois as crianças já se aproximaram de mim. Chegamos até a portaria pulando as poças de água e a Josi praguejando com os pés molhados e sujos por causa daquele chinelinho baixo. Tem bota pra que ?? pensei... mas não falei pra não levar uma voadora no meio da rua. Há momentos em que o silêncio é sinal de sabedoria. Compramos os tickets das entradas com uma senhora que precisa urgente passar por um processo de educação e gentileza. Mais bruta e rústica que um Viking em dia de Guerra. Entramos e na primeira parte, tinha um Museu com inúmeras coisas da época. Pinturas, roupas, utensílios etc. Apesar de ser bem pequeno, confesso que não aproveitamos o que deveria do Museu. Isso porquê a parte que eu mais queria ver eram realmente as construções antigas que ficavam lá fora. E o fato de que poderia a qualquer momento cair outra chuva me deixava inquieto. Quando saímos do museu, seguimos por um caminho que dava em um tipo de bosque, e a frente já era possível ver as enormes paredes das ruínas e o gramado enorme, todo encharcado pela chuva. Muito bonito. Começamos a explorar as ruínas e falo que é uma experiência muito legal. O parque é lindo, mesmo no estado pós chuva torrencial que se encontrava. Em todos os lugares encontramos totens com alguns botões, cada qual com a bandeira da língua que quer ouvir, que você pressiona e uma voz começa a narras os acontecimentos ou formas de vivência do local. Mas novamente, como estávamos apressados pelo medo do tempo, não conseguimos aproveitar e ouvir de todos os totens, pois eram muitos. Eu estava com o Mutuca na Mochila, e voltei com o Vitor Hugo até a portaria falar com a Dona Fiona, perguntei se era possível voar com ele. Mutuca é o nome que demos ao Drone. Seu barulho quando voa lembra bem ao de uma Mosca irritante. Ela me olhou com aquela cara de tóba desentendida, e fez sinal que não poderia. Mas como o drone é bem pequeno, mostrei a ela com a esperança de ela achar ser apenas um brinquedo. Bom, acho que como o parque estava vazio devido as chuvas, deu certo, ela fez aquele sinal com os ombros de ‘há, tanto faz’ e voltamos ao grande gramado com nosso brinquedo e um sorriso de verdade. Consegui fazer algumas fotos aéreas e filmagens. Não exatamente como pensava mas deu pro gasto. Os pássaros ficaram muito agressivos com a presença do Drone. Voando em volta dele naquela algazarra, fiquei com medo de algum querer atacá-lo e se machucar ou derrubar o Mutuca. Tiravam cada fina que me gelava a espinha. Mas o tempo foi curto, pois o céu começou a fechar novamente, então guardei o Mutuca na mochila e tentamos nos esconder nos escombros das ruínas. O ‘abrigo’ deu pro gasto, pois já tínhamos aceitado conciliar a chuva com o passeio e ponto final. Voltamos pro hotel quando a chuva parou novamente, e fomos aproveitar o finalzinho do dia na piscina pra alegria geral da nação Maringaense que ali habitava. Nosso cansaço era nítido e nada melhor que se refrescar na piscina. Depois, um banho quente caiu maravilhosamente bem. No próprio hotel serviam comida, então ficamos por ali mesmo. Pedimos duas parmigianas que estavam boas, e as crianças pediram Hamburguesas, que nada mais é o nosso hambúrguer. Ficamos decepcionados com os hambúrguer pois a carne era daquela congelada de mercado. Pensando bem, a Argentina é famosa pelo seu churrasco e não por hambúrgueres, então molecada, come e fica quéto. Se quer hambúrguer de respeito ali não era o lugar. De acompanhamento vinham batatas. Tanto nas parmegianas como nos lanches. Batatas daquelas congeladas, nada daquelas rústicas caseiras, mas estavam boas e crocantes. Voltamos pro quarto, ajeitamos as malas, dei uma arrumada no carro, guardei no Bartolomeu o que já podia, e rapidinho apagamos. Precisávamos descansar. E bastante. Porque amanhã parceiro, amanhã tem muita estrada. E é o dia da marmota,,, o dia da merda. Merda das grandes. Daquelas que chega a espanar a válvula de saída, de machucar o esfincter, popularmente conhecida como cu.
  49. 3 pontos
    Fala pessoal, tudo certo?! Fizemos a travessia da Abra del acay hoje!!! Lugar mais tenso e emocionante que passei na minha vida!! Vou relatar está trip quando chegar para maiores informações aos amigos mochileiros. Oque posso adiantar que a parte mais ddifícil é o trecho cachi - abra, então ao meu ver seria o ideal de se fazer primeiro. Ali vc vai passar os rios que cortam a pista e a parte mais estreita r que está mais sujeito a deslizamentos. Pro lado de SADLC é mais tranquilo... Fizemos também o paso sico. Depois da divisa da Argentina/Chile, está tudo asfaltado até spa. Abraços
  50. 3 pontos
    RETORNO 21/11 (Lá Paz/ Santa Cruz) Cheguei em La Paz as 15:00 e já comprei a passagem para Santa Cruz com saída as 19:30 por 80 bolivianos. BOLIVIANOS 96,50 > (R$53,02) ALIMENTAÇÃO 16,50 bols PASSAGEM 80 bols SALDO DA VIAGEM: R$ 4.382,03 22/11 ( Santa Cruz/Puerto Quijarro) Cheguei as13:00 e já comprei a passagem para Puerto Quijarro por 70 bolivianos saída as 21:00. Fiquei andando pelas redondezas pra gastar tempo BOLIVIANOS 104 > (R$57,14) ALIMENTAÇÃO 29 bols PASSAGEM/TAXA 73 bols OUTROS 2 bols SALDO DA VIAGEM: R$ 4.439,17 23/11 (Puerto Quijarro/São Paulo) Cheguei em Puerto Quijarro as 07:00, comprei a passagem para SP com a Andorinhas saindo as 12:30 diretamente de la por 300,00 (promoção). Peguei um táxi ate a fronteira por 20 bols para dar saída do país e gastei o restante de dinheiro que eu tinha. BOLIVIANOS 46 > (R$26,28) REAIS 300,00 ALIMENTAÇÃO 15 bols PASSAGEM 300 reais TAXI/TAXA 26 bols OUTROS 5 bols SALDO DA VIAGEM: R$ 4.765,45 24/11 (São Paulo/Campinas) Cheguei por volta das 14:00 em SP peguei um uber até a Barra Funda e um ônibus para campinas, cheguei em casa as 16:30💓 Com a emoção de estar em minha terrinha esqueci de anotar o restante dos gastos até meu lar, mas não passou de 60,00 entre (10 de uber, 30 de lirabus e 10 de coooooooxinhaaaaaaaaa🤤🤤🤤). TOTALIZANDO MINHA VIAGEM EM 4.825,45 em 25 dias via terrestre. Lembrando que tive gastos desnecessários com mimos, jantando fora e tal (apesar de ter cozinhado várias vezes no hostel, me dei esse luxo tbm) então da sim para fazer essa trip com o valor ainda menor que o meu. Os gastos dessa viagem foram rigorosamente anotados para meu querido amigo Kleber, que não pode realizar a viagem comigo conforme planejado, mas que esta neste exato momento(18/04/19) esta em sua trip. Baseando-se em meu roteiro e anotações e podem acreditar meus amigos, ele conseguiu passagens e ate passeios ainda mais barato, então sim, é possível viajar ainda mais em conta do que fizemos. hehe 🙆‍♀️ Dúvidas, estou prontamente a disposição, beijos de luz amigos aventureiros.
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