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Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 19-05-2019 em todas áreas

  1. 8 pontos
    Iniciando a Trip 4 de maio de 2019, Bolívia e Peru TODOS OS VALORES EM DÓLAR. Não colocarei os valores ainda no Brasil, vou me concentrar em valores nesses 2 países apenas, para você ter uma ideia que quanto irá precisar para fazer a sua. Vou postar em dólares para facilitar, no dia que você decidir a ir nesse locais. Amanhã, será o início, já deixo a parte inicial do Tópico, pois irei postar diariamente, todos os finais dos dias. Pretendo ficar 24 dias, se não der para fazer todo o roteiro, poderei ficar mais uns dias para completar. Roteiro que tenho em mente, posso mudar, conforme o andamento da carruagem: Santa Cruz de La Sierra > Sucre > Uyuni > Salar > La Paz > Puno > Arequipa > Copacabana > Samaipata > Santa Cruz de La Sierra. SANTA CRUZ DE LA SIERRA. Compre o chip Tigo, funciona 100% aqui na Bolivia. Dicas: Tem 2 bancas que vendem os chips. Uma delas a U$ 1,45 e a outra a U$ 2,17. Uma em frente a outra. Outra dica: Peça para a moça configurar seu chip, é um pouco chato. U$ 8,68 o taxi do aeropuerto ao centro U$ 2,17 de centro ao terminal com muito choro. Aprendi a chorar kkkkkkk. Não encontrei a moça que iria conosco. Ela já tinha ido com uns Brazucas para Sucre. Se deu mal, pois o Soroche a atacou, fui saber disso, bem depois e por cima, ela esqueceu o celular em Santa Cruz. Então segue o roteiro, somente minha esposa e eu. Hospedagem em Santa Cruz de La Sierra, valor para casal: U$ 10, usando ora o AIRBNB ou BOOKING. SEGURO VIAGEM, usei sempre esses do links ou aplicativos. Ajudou bastante para comparar os valores.
  2. 8 pontos
    Informações gerais: Sobre este relato de viagem: demorei muito tempo para terminar de escrever esse relato. Acho que demorei a digerir a viagem. Mas eu amo escrever relatos, porque é uma maneira de ajudar outras pessoas e serve como um diário pessoal. Olhando para trás, vejo que a viagem foi inesquecível. Longe de ter sido um mar de rosas, mas a experiência foi riquíssima. Se você tem curiosidade de conhecer a China, vá! Nada do que você ler aqui vai estar à altura de uma cultura tão rica e uma experiência singular que é se perder nesse país. O relato está todo dividido em tópicos, o que facilita a leitura dos pontos de interesse. Período da Viagem: 29/12/2018 à 21/01/2019 Vale a pena viajar no inverno? Amo o frio e sempre tento não ficar janeiro no calorão do Rio de Janeiro. Adoro a paisagem de inverno, gosto das roupas de inverno e acho bem romântico (na China nem tanto...). Mas, além disso, há algumas vantagens de ir para a China nessa época. Os locais estão menos cheios, é baixa temporada. As coisas são mais baratas, como hotéis e entradas. Entretanto, cuidado! O ano novo chinês ocorre entre janeiro e fevereiro, e nesse período de 1 semana fica tudo caro e cheio porque eles têm folga e tal. O frio estava tranquilo, Pequim é mais gelado, e tinha mínima de uns 3 graus negativos. Durante o dia, apesar do frio, céu azul. Hong Kong é quente, fazia uns 22 graus durante o dia. Por que viajar para a China: sou geógrafa e amo cultura, adoro sair da minha zona de conforto, amo sentir sabores diferentes, paisagens, sons, espaço construído, tudo isso. Então, a China com a sua cultura milenar sempre foi um local que me despertou curiosidade. Por acaso, vi na TV uma série de reportagens sobre o Rio Yangtsé. Esse é o maior rio da Ásia, cruza diversos locais importantes e desagua em Shanghai. Fiquei encantada com a contradição da China, o milenar dividindo espaço com tanta modernidade. Teve uma questão de Geografia do Vestibular da UERJ que mostrava o avanço do metrô em Shanghai: em 1993 simplesmente não existia metrô, hoje possui umas 15 linhas de metrô, mais o trem, mais o trem de levitação magnética, o mais rápido do mundo, que anda a mais de 400 km/h. Nos anos 1990, a China não era nada e teve esse avanço tão rápido. Essas coisas foram me despertando muita curiosidade. E como é a China: É um local para abrir a mente. É um choque cultural muito pesado. É engraçado, porque a paisagem dos prédios gigantes e toda aquela modernidade nos ilude. Por esse ângulo, parece que a China está muito ocidentalizada, está como nós. Mas, na verdade, somos muito diferentes. Gostei muito do país, é muito bonito, paisagens naturais absurdas de lindas, locais históricos incríveis, mas o “way of life” deles é bem diferente do nosso. Acho que eu teria muita dificuldade de morar na China, de se adaptar. Mas para quem gosta de conhecer cultura, de se defrontar com o diferente, é um ótimo lugar. Curiosidades / Informações importantes da China (MINHAS impressões): governo socialista: quando cheguei em Shanghai fiquei muito impressionada. Nunca tinha visto uma densidade tão grande de lojas caras juntas. Nas ruas, em qualquer shopping, qualquer lugar, tem uma loja da Michael Kors, Rolex, Gucci, Louis Vuiton, Dolce e Gabana, e por aí. Coisa que aqui no Rio, pelo menos, não tem essas lojas na rua (apesar de que tudo fugiu para os shoppings), mas mesmo em Shopping você só vai achar em um único shopping (pesquisei aqui, para ver se eu não tava exagerando e só tem no Village Mall mesmo). Eu sei que eles têm uma economia aberta, mas eu não sabia que eles estavam tão inseridos no capitalismo consumista / financeiro. Somado à isso, toda aquela tecnologia, modernidade, foi me questionando: “qual a diferença daqui para os Estados Unidos?”, “onde está esse socialismo, ou o tal lado “perverso” da implantação do socialismo?”. Mas, toda essa modernidade é só uma faceta de uma sociedade muito complexa que está se abrindo ao mercado, mas no âmbito cultural / ideológico está muito distante de nós. Em alguns lugares vi grupos tirando fotos com a bandeira vermelha, com a foice e o martelo. E pelas ruas se vê muito dessa bandeira, tão importante e respeitada quanto a própria bandeira do país. Nenhum problema das pessoas manifestarem seu apreço pelo comunismo, se elas também pudessem expressar o seu repúdio, ou se pudessem se manifestar a favor de outras ideias políticas. Não, não pode, é proibido. Aos poucos você vai vendo um país muito homogêneo. Gente, não é possível que 1,3 bilhões de pessoas pensem igual! Há uma massificação de ideias, onde não se pode contestar. câmera por todos os lados: por todos os lados mesmo. Acho que nada passa sem ser gravado. Deve ser um dos motivos para não ter problemas de violência. Reparei que no Banco não tem guarda armado, e nem porta com detector de metais. Eles não têm medo de assalto. Se a pessoa assalta, ela é rastreada e encontrada muito facilmente e tem pena de morte. não falam inglês: mesmo em hotéis, poucos falam inglês. Mas acho que isso deve mudar. Inglês é uma das disciplinas obrigatórias e mais importantes da escola. Eles estão investindo muito nisso para as próximas gerações. Inclusive, várias vezes que cruzamos um grupo de estudantes mais novinhos, eles sempre falavam “hello!” de forma muito simpática. Na muralha da China, uma menininha parou a gente e falou “ Hello! My name is Mandy, I have 7 years old” com um sorrisão, e prosseguimos num pequeno diálogo. Pode parecer bobagem estar lembrando disso, mas é que a gente levava tanto fora, que esses momentos eram marcantes. Teve uns momentos fofos desses com crianças chinesas tentando falar inglês com a gente. Motos: tem muita moto e elas não respeitam absolutamente nada; andam pelas calçadas, na contra mão, avançam o sinal, não usam capacete, colocam crianças sem segurança, colocam mais pessoas do que deveriam. Acredito que nem precisem tirar habilitação para ter uma moto. É muito poluído mesmo? Não senti diferença em respirar ou coisa assim em nenhum momento, em nenhuma cidade. Shanghai ficou todo os dias encobertos, não vi o céu em nenhum momento. Mas Pequim estava com céu azul todos os dias, céu totalmente limpo e azul. Como eu disse, a China tem muita moto, e uma coisa interessante é que a maioria delas é elétrica, é bom porque são bem silenciosas, mas não se enganem que elas são ecologicamente corretas. A maior parte da energia elétrica vem de termelétricas movidas à queima de carvão. Entretanto, eu vi muita área com geração de energia eólica, tanto no mar, quanto em terra. Parece que eles estão tentando poluir menos. 7 dias úteis por semana: Sim, tudo funciona normalmente todos os dias. E tudo fecha bem tarde. Até às 22h, tudo aberto. A gente precisou trocar dinheiro, a taxa de câmbio do hotel era bem ruim, a única opção era trocar no Bank of China (pelo o que entendi, um dos poucos lugares que pode trocar além do hotel). E… fomos em pleno domingo no banco. O banco funciona todos os dias, todos os bancos, tudo normal. Fiquei muito curiosa em saber se as pessoas trabalham todos os dias, como é o esquema de folga. Mas é muito difícil encontrar algum chinês que abra uma brecha para fazer perguntas. Som alto em todos os lugares. Não importa, avião, trem, ônibus. As pessoas usam o celular em volume alto, sem fone de ouvido. Beber água quente, quente mesmo, temperatura de chá. É muito normal chegar no restaurante e eles encherem seu copo com água quente. Às vezes, enchem com chá quente também. Na maioria dos lugares tem "bebedouro" de água com duas temperaturas: quente ou fervendo. A quente é para beber, e a fervendo para fazer cup noodles. Eles comem cup noodles em todos os lugares que você possa imaginar. Quando chegamos no aeroporto, fomos sedentos ao bebedouro. Bebedouro moderno, com a temperatura da água digital, as duas temperaturas eram 40 ou 90 graus. Sério. Cerveja quente. Até a cerveja é quente. Eu fui num Pub em Guilin e pedi para ser gelada, o cara trouxe um balde de gelo e estava prestes a colocar umas pedrinhas no meu copo. Eu coloquei a lata dentro do balde e esperei um pouquinho. Coca-Cola também é quente. Comer andando ou fazendo alguma coisa. Muito normal chegar em alguma loja e o vendedor estar comendo, e te atender com uma vasilha na mão e a boca cheia de arroz. Eles não têm esse “momento” de fazer uma refeição, de degustar a comida. Sei lá, eu amo comida. Comida une as pessoas, criam momentos de confraternização. Acho isso estranho. Nos restaurantes é normal dividir a mesa com alguém. Isso não seria nenhum problema se as pessoas não comessem de boca aberta. Eu não tô acostumada a ficar vendo a comida pulando da boca dos outros, mas depois você se acostuma. O Fabio disse que na outra vez que ele foi na China e ia jantar só com chineses, vinham as porções grandes de comida e cada pessoa ganhava seu pratinho. Sendo que para tirar a comida do prato grande, eles usam a sua própria colher que colocou na boca. Entenderam a logística? Você come junto com a saliva dos amiguinhos. Ele disse que depois se acostumou também. Macau e Hong Kong fazem só figuração na China. É China pero no mucho. Cada um tem a sua moeda própria, e um processo de imigração diferente. Os carros andam na mão inglesa. Fila não significa absolutamente nada. Vão furar fila na maior cara de pau sempre. Estão nem aí. Privadas no chão ainda são muito comuns, até no aeroporto. Ninguém se esforça para te ajudar. Ok, às vezes surge uma boa alma, mas, no geral, eles não estão muito afim, fogem de você. Barganhar preços - Que coisa chata! Nas lojas dos centros, os preços estão afixados. Mas em áreas mais do povão tem que barganhar! Não é um Aliexpress gigantesco, como a gente acha que vai encontrar. Inclusive, muitas coisas são bem mais caras que no Brasil. Muito produto importado. Engraçado, a gente vê tanta coisa made in China, e logo no China o que mais tem são coisas importadas. E é tudo que você possa imaginar, sucos, chocolates, shampoos. We chat - eles nem conhecem WhatsApp. A China está conectada pelo We Chat. Ele é mais do que um aplicativo de conversas. Ele tem função de cartão de crédito também, e você vai pagando as coisas com ele. Pagam tudo pelo celular. Nosso cartão de crédito é obsoleto aqui. Sério, em muitos lugares não é aceito. Só aceitam pagamento por qr code. Metrô e Ônibus também são pagos pelo celular, mas os turistas podem adquirir ticket para entrar. Detector de metais e segurança reforçada na entrada de todos os meios de transportes. Todas as estações de metrô tem raio x, você não consegue entrar com nada sem passar no raio x. No aeroporto você passa por umas 3 barreiras de raio x. KFC - tem em todas as esquinas. Uma febre pela China. Comer frango. Tem que ter cuidado ao pedir frango porque pode vir uma parte inusitada, tipo o pescoço ou o pé. Peito de frango é a parte mais barata e que eles mais desprezam. Iguaria é a parte com bastante pele, gordura. Juro! Tudo bem limpo. Você não vê um papelzinho no chão. Segurança - Bem seguro. Acho que nem existe assalto, tiroteio. Quase não se vê policiais armados. Na verdade, quase não se vê policiais. E os chineses? São difíceis de lidar, o jeito deles se comportarem é muito diferente do que estamos acostumados. É claro que estou levando em conta o nosso padrão ocidental de “educação”. Eles arrotam e escarram à todo o momento, em todos os lugares. Eles falam gritando, de maneira grosseira, impositiva. Mas o pior de tudo é a dificuldade de diferenciar o público X privado. Eles não têm essa noção de respeito ao próximo. Todas as viagens que fizemos, de trem, avião, ônibus, sempre tinham pessoas ouvindo música ou assistindo vídeo sem fone de ouvido, com som super alto. A criança vai batendo com o pé atrás da sua poltrona e é isso aí. Fila é algo que não existe. Eles entram na sua frente descaradamente. No trânsito é a lei do mais forte. A China se abrindo ao consumismo... rs Comprando a passagem aérea: sempre pesquiso no site do Kayak (www.kayak.com). Na minha opinião, o melhor buscador. Voando para a China: A gente escolhe o que tá mais barato. Fomos de Iberia, sendo que 2 voos foram operados pela British Airways. A British comprou a Iberia, e, com certeza, a Iberia deu uma melhorada. Mas o serviço de bordo da British foi bem melhor. Os trechos foram assim: Rio X Madrid (29/01 - 11h de voo - Iberia) Madrid X Shanghai (30/01 - 13h de voo - Iberia) Pequim X Londres (22/01 - 13h de voo - British) Londres X Madrid (22/01 - 2h de voo - British) Madrid X Rio (25/01 -11h de voo - Iberia) Como podem ver, além do stopover, a cidade de chegada e de saída da China são diferentes. Às vezes, o valor sai muito caro quando fazemos isso. Mas, isso não é sempre. É só pesquisar bem que acha por um preço bem. A China é um país muito grande, seria muita perda de tempo voltar para Shanghai. Viajar dentro da China: A China tem a maior rede de trem bala do mundo. Então, é possível ir para praticamente qualquer lugar de trem. Mas, o país é imenso. Dependendo da distância, vale mais a pena pegar um voo. Todo mundo reclama muito que os voos atrasam. Fizemos dois voos. O primeiro foi Shanghai X Hong Kong e foi super pontual, não sei se foi porque o destino era Hong Kong. O segundo foi Guilin X Pequim e atrasou 2h, e chegamos umas 1h30 da manhã. Fomos no guichê da Air China pedir um taxi gratuito para o nosso hotel, já que nessa hora não tem mais transporte público e foram eles que atrasaram. Primeiro, o pessoal da Air China mandou a gente para 50 guichês diferentes. Segundo, ninguém entendia nada muito bem de inglês. No fim, das contas, quando o cara entendeu a nossa reclamação ele RIU da nossa cara. Achou um absurdo a gente reivindicar isso. Na cabeça deles, acho que o cidadão tem apenas deveres, ter “direitos” é algo muito abstrato para eles, sabe? O cara da Air China expulsou a gente e ficou por isso mesmo. Vai reclamar com quem? Onde comprar passagem de trem: existem alguns sites que revendem as passagens. Os preços são todos os mesmos. Eles cobram uma comissão por cada passagem emitida, mas vale a pena pois é um país muito grande, e as passagens podem se esgotar. Ah! depois que compra a passagem, eles vão pedir para você enviar cópia do passaporte. E quando você chega na China, precisa ir na estação para retirar os tickets. A retirada dos tickets deve ocorrer até 1 hora antes do embarque, entretanto, talvez seja bom ir antes por causa da reserva de assentos. Tivemos que ir em assentos separados por causa disso. E, quando fomos fazer um bate e volta em Suzhou, deixamos para comprar a passagem na hora. O resultado foi que só tinha mais um assento, o Fabio teve que ir em pé! Sim, existe passagem do tipo “standing”, que você vai em pé. Era um trecho de 30 minutos só, então foi tranquilo. Site que compramos: https://www.chinaticketonline.com/ Fazer Stopover: se você não tem grana para viajar de executiva, como nós, recomendo fortemente fazer uma parada pelo menos na volta. Amo a Ásia, mas é muito longe do Brasil. Sempre serão 2 voos de umas 12h cada. Já viajei para o Japão via EUA (Houston) indo pelo pacífico, e já viajei via Europa/Oriente Médio. Das duas formas é bem cansativo, principalmente na volta, em que você já está cansadérrimo da viagem. Eu não consigo dormir no avião, então é muito cansativo. Interessante é que normalmente acrescentando essa parada o valor final sai o mesmo. Eu faço a pesquisa no site do Kayak com a opção “múltiplos destinos” e vou colocando as datas de partida voo por voo. Nessa viagem, fizemos uma parada em Madrid na volta. Ficamos 4 noites em Madrid e foi maravilhoso. O impacto de ficar 3 semanas na China foi grande. Voltar ao mundo ocidental, e num lugar tão bacana como Madrid foi revigorante. Passamos esses dias tomando vinho, comendo queijo e tapas, e relembrando das histórias da China. Internet na china: a internet é bloqueada. Não funciona Whatsapp, Facebook, Instagram, Google. Precisa baixar um VPN, e é melhor baixar quando estiver no Brasil. Eu fiz um plano de celular na Claro que libera chamadas e internet no exterior. Isso foi fundamental para facilitar tudo. Seria muito difícil o dia a dia sem internet no celular para ajudar. Como eles não falam inglês, o Google Tradutor ajudou muito. Cuidado com o Google Maps! Ele não funciona direito na China e me levou para lugar errado várias vezes. Então, por exemplo, para chegar no hotel não jogue apenas o nome do hotel no mapa, coloque o endereço que consta. Ainda assim, há riscos de ir para o lugar errado. Golpe da casa de chá, muito cuidado! O Fabio esteve na China em 2009 e passou por isso em Pequim. Nós quase fomos pegos nesse golpe em Shanghai. Com o Fabio foi assim, ele estava andando perto de um ponto turístico e uma chinesa perguntou se ele queria que ela tirasse foto. Ele aceitou e ela começou a puxar conversa, disse que queria treinar o inglês. Depois disso, ela perguntou se ele já tinha ouvido falar na cerimônia do chá, e que eles poderiam ir juntos em uma casa de chá. Ele aceitou, tomaram o chá, e quando veio a conta, veio um valor surreal, papo de mais de mil reais! Ele nem tinha esse valor na carteira, deu parte do valor e foi embora. Em Shanghai, uma garota e um garoto perguntaram se queriam tirar foto nossa, nós aceitamos. A partir daí começaram a puxar assunto. Ela disse que morava em outra cidade da China e estava trazendo seu amigo para conhecer Shanghai, e disse que eles estavam indo para uma casa de chá, se a gente não queria acompanhá-los. Eu já estava aceitando! Ela era tão fofa, tão simpática. Num local em que ninguém nos dá atenção, a gente fica animado em fazer amizade com um local. Mas o Fabio apertou meu braço e fomos embora. Fazer compras na China: acho que todo mundo fica na expectativa de ter tipo um “Aliexpress” gigante. Mas não é isso mesmo. Garimpando muito, achei uma coisa ou outra que valia a pena. No geral, é tudo do mesmo preço ou mais caro que no Brasil. Compras no Fake Market: Esse é o lugar para comprar coisas baratas. Tem muita marca falsificada, mas tem coisas legais, de boa qualidade também, é só saber garimpar. Nós fomos no Fake Market de Pequim e de Shanghai. O de Pequim é bem mais organizadinho, bonito, limpo e as pessoas mais educadas. Inclusive, compramos coisas mais baratas em Pequim. Mas, se tiver tempo, acho que vale a pena conhecer os dois. O de Shanghai tinha coisas diferentes do de Pequim. Nós passamos pouco tempo neles, fomos bem objetivos, acho que passamos apenas umas 2h dentro. Comprando celular na China: Se você comprar de uma marca chinesa, vale a pena sim. Eu comprei um celular da Xiaomi. Comprei o Mi 8 Lite por cerca de 900 reais (seria uns 2500 no Brasil). Os celulares da Mi são ótimos! Mas tem um problema, ele vem com a Rom Chinesa! Isso significa que ele vem totalmente bloqueado. Mesmo quando você chega no Brasil, não adianta, não dá para mexer em nada. Mas, e tiver paciência, isso é contornável. O primeiro passo é fazer uma solicitação pela internet para a Xiaomi para desbloquear o aparelho. Eles demoram cerca de 16 dias para autorizar (acho que é burocracia do governo chinês). Daí, você precisa deletar tudo e baixar uma rom internacional, com o auxílio de um notebook. Tem que baixar um tutorial e ter paciência. Mas dá certo. O celular tá funcionando perfeitamente. Tabela com o roteiro/hospedagem Overnight stay Daytime Date Day City Hotel City Activities 31/12 1 Shanghai Guxiang Hotel Shanghai - 01/01 2 Shanghai Guxiang Hotel Shanghai Shanghai 02/01 3 Shanghai Guxiang Hotel Shanghai Shanghai 03/01 4 Shanghai Guxiang Hotel Shanghai Suzhou Train: Shanghai X Suzhou X Shanghai 04/01 5 Shanghai Guxiang Hotel Shanghai Shanghai 05/01 6 Shanghai Guxiang Hotel Shanghai Shanghai 06/01 7 Hong Kong Airbnb Shanghai Flight: Shanghai X Hong Kong 18:30 - 21:25 - U$130 07/01 8 Hong Kong Airbnb Hong Kong 08/01 9 Hong Kong Airbnb Hong Kong 09/01 10 Hong Kong Airbnb Macau 10/01 11 Hong Kong Airbnb Hong Kong 11/01 12 Hong Kong Airbnb Hong Kong 12/01 13 Guilin Aroma Tea House Hong Kong Train: Hong Kong X Guangzhou (17:35) X Guilin (19:53) 13/01 14 Guilin Aroma Tea House Guilin 14/01 15 Guilin Aroma Tea House Yangshuo 15/01 16 Beijing Park Plaza Beijing Guilin Flight: Guilin X Beijing 21:40 - 00:30 16/01 17 Beijing Park Plaza Beijing Beijing 17/01 18 Beijing Park Plaza Beijing Beijing 18/01 19 Beijing Park Plaza Beijing Beijing 19/01 20 Beijing Park Plaza Beijing Beijing 20/01 21 Beijing Park Plaza Beijing Beijing 21/01 22 Madrid Hostal Met Madrid Madrid Flight: Beijing X Madrid 22/01 23 Madrid Hostal Met Madrid Madrid 23/01 24 Madrid Hostal Met Madrid Madrid 24/01 25 Madrid Hostal Met Madrid Madrid GASTOS POR PESSOA R$ USD Voo Rio X Shanghai / Pequim X Madrid / Madrid X Rio (Iberia) 5000 Visto 320 Voo: Shanghai X Hong Kong (Hong Kong Airlines) 568 142 Trem: Hong Kong X Guangzhou 128 32 Trem: Guangzhou X Guilin 64 16 Voo: Guilin X Beijing (Air China) 128 32 HOSPEDAGEM (para 2 pessoas) Cidade Hotel R$ USD Diárias Shanghai Guxiang Hotel Shanghai 2288 572 6 Hong Kong Airbnb 1804 6 Guilin Aroma Tea House 569 3 Beijing Park Plaza Beijing 2100 6 Total hospedagem para 2 pessoas 6761 Total hospedagem para 1 pessoa 3380,5 TOTALZÃO POR PESSOA 9588,5 Shanghai Quantos dias em Shanghai: Nós ficamos praticamente 6 dias inteiros em Shanghai e foi um exagero. É claro que isso é de cada um, pode ser que você chegue na cidade, ache incrível e queira passar 2 semanas lá, mas não foi o nosso caso. Acho que 2 dias são suficientes. Se for explorar museus, acrescente mais um dia, se for fazer bate e volta em cidades próximas, acrescente mais um dia para cada cidade. Se for na Disney de Shanghai, também acrescente mais um dia. O que achei de Shanghai: A cidade é linda, muito moderna, tudo funciona bem, tudo limpo e organizado, mas, sei lá, parece que falta alguma coisa. Teve coisa que senti falta em toda a China: lugares de socialização. Talvez esteja mal acostumada, aqui no Rio não importa a hora que eu saia na rua, vai ter botequim, bar, restaurante aberto, prostituta, evangélico, gente andando, vai ter vida. Sentia falta de cadeiras ao ar livre, na rua, para tomar uma cerveja ou um chá quente. E não dá para colocar culpa no frio, porque em diversos lugares frios isso é normal. Mas mesmo lugares fechados, indoor, não eram frequentes. Vou dar um exemplo: sair para jantar. Sobretudo quando estamos viajando (não todo dia porque não há grana para isso), acho legal sentar em um restaurante, beber algo antes, pedir uma entrada. Cara, isso não existe. O objetivo de um restaurante chinês é cumprir uma necessidade fisiológica de ingerir alimentos, não tem essa de “curtir o momento”, fazer as coisas devagar, conversar com calma. Tinha alguns restaurantes estrangeiros, pubs, mas muito caros. Fazíamos uma pausa às vezes no Starbucks, que é aquele ambiente de sempre, aconchegante mas muito caro, né. Hospedagem: a região do The Bund é a melhor para se hospedar. Tente ficar próximo da Nanjing road. Dinheiro: Trocar dinheiro no aeroporto porque o metrô não aceita cartão de crédito. A cotação do aeroporto era bem parecida com a da cidade. Traslado do aeroporto ao Centro: Shanghai tem mais de um aeroporto, mas os voos internacionais normalmente saem do “aeroporto internacional de Shanghai Pudong”. O outro aeroporto é o “aeroporto internacional de Shanghai Hongqiao”. Nós usamos o Hongqiao para voar para Hong Kong, ele é bem simples de sair/chegar, é só descer na estação que tem o nome do aeroporto. Para sair do Aeroporto de Pudong tem algumas combinações de transporte público. A gente ia descer na estação “people square” que fica bem central. Basicamente, tínhamos as duas opções abaixo: Opção 1) trem Maglev de levitação magnética até a estação Longyang - 8 min - $50 metrô: Longyang X People Square, linha 2 - 18 min - $3 à $9 Opção 2) metrô até Guanglan Road , (Subway Line 2 East Extension Line) - 43 min metrô Guanglan X People Square, linha 2 - 30 min Como podem ver o Maglev é o mais rápido, porém é caro e não vai até o Centro. Quando chegamos, estávamos muito cansados e queríamos chegar logo, então, optamos pelo Maglev. Fora isso, foi super legal a experiência de andar nesse trem. Dentro do aeroporto é tudo muito intuitivo para chegar no trem/metrô, tem bastante placas. No guichê para comprar o ticket do Maglev, tinha a combinação de maglev + metrô, e foi este que compramos. Primeiro dia / Reveillon na China: Chegamos na véspera do reveillon. Exploramos um pouco as cercanias do hotel, andamos pela Nanjing Road (andamos nessa rua todos os dias porque era praticamente na mesma rua que o hotel, da janela do quarto eu via se as lojas já tínham aberto e etc.). Descansamos um pouco no hotel porque queríamos guardar energia para a “noitada de reveillón”. Depois de muita pesquisa, de enviar e-mail para TODOS os restaurantes que têm vista para o Pudong (queria passar o reveillón vendo aquela vista maravilhosa), reservamos um restaurante italiano chamado Atto Primo. Todos os restaurantes eram bem caros, esse saia um pouco menos caro. Não tinha preço especial para aquela data, era o menu normal deles. Um drink custa uns 80 yuans, os pratos variavam de 150/300 yuans. Conseguimos uma mesa bem na janela com a vista do Pudong. A comida era boa, mas com muito pouco queijo. E quando deu 23:30, eles perguntaram se desejávamos alguma coisa a mais porque a cozinha estava fechando. Quando deu 00:00 foi meio sem graça, porque os prédios já estavam iluminados, eles só colocaram uns “happy new year”. O the bund estava abarrotado de gente, mas eles não festejaram, tudo bem normal. E o mais bizarro foi, quando deu 00:15 todas as luzes da cidade se apagaram. Acho que era um aviso “galera, vai pra casa!”. E assim, o the Bund se esvaziou, nós pedimos a conta e fomos embora. Óbvio que curtimos a noite, tomamos duas garrafas de champagne, e estávamos muito felizes de estarmos na China, uma viagem tão sonhada. Só estou contando os detalhes para ninguém ir passar revéillon em Shanghai achando que vai virar a madrugada na rua, que vai se juntar à uma multidão de pessoas festejando, porque não é assim. Reveillon no The Bund Mapa com os pontos turísticos: https://drive.google.com/open?id=1KPCWXcGxWqF51tqFebGLas3wmSnNnkrj&usp=sharing Sugestão de roteiro para Shanghai: Como disse, ficamos tempo de sobra, então fizemos as coisas com mais calma. Acordamos tarde, o que é um pecado em uma viagem, né. Você gasta uma grana para viajar, eu acho que tem que aproveitar o máximo, acordar cedo e aproveitar bem o dia. Então, vou colocar abaixo alguns locais interessantes de serem visitados. Região de Pudong -> Neste lado, há 3 construções famosas, altas, que você pode subir e curtir a vista da cidade. Não fui em nenhum dos 3, apesar de amar ver cidades do alto. Não fui porque em todo o tempo que estive em Shanghai a visibilidade estava baixíssima. Achei muito caro para não poder ver nada. As construções são: - Torre de Pérola: (Altura 468m, valor da entrada: ¥175) É o que mais me encanta. Adora essas torres, essa de Shanghai sempre foi um sonho conhecer. Mas, a partir dela é o único lugar onde você não a vê. Então, curti vê-la por fora. - Shanghai Tower: (Altura 632m, valor da entrada:¥160) É o segundo maior prédio do planeta. Ele é meio em espiral, é lindo e muito imponente. - Shanghai World Financial Center: (Altura 492m, valor da entrada: ¥140) É aquele prédio que parece um abridor de latas. Com certeza, esse é o que tem design mais diferente. Fake Market -> aproveite quando for ao Pudong para dar uma passada no Fake Market que fica na mesma direção. Nanjing road -> Andar nela de ponta a ponta, entrar nas dezenas de shoppings que têm, um mais chique que o outro. Essa rua é muito viva, é muito bom andar por ela. The Bund -> É a orla que fica do lado oposto do rio, onde você vê todos aqueles arranha-céus do Pudong. Tem que visitar de dia e de noite. Ver os prédios iluminados é uma experiência muito legal. A arquitetura dos prédios do The Bund é super diferente da outra margem do rio, é maravilhoso ver esses contrastes. Templo do buda de jade -> Olha, eu esperava mais desse templo. Não que ele não seja interessante, mas comparado à outros tempos budistas ele não é tão imponente. Ele fica pertinho de uma estação de metrô, se tiver tempo, inclua ele no roteiro. Templo Jing’an -> esse templo é bem bacana. Vale muito a pena ir. Talvez pegue um pouco de fila, mas vale a pena a espera. Parque Jing’an -> em frente ao templo de mesmo nome, tem um parque que vale a pena dar uma voltinha. French Concession -> são as áreas com resquícios da colonização europeia. Interessante de caminhar pelas ruas, ver a arquitetura. Sugiro ler esse artigo que explica bem direitinho: https://www.chinahighlights.com/shanghai/attraction/french-concession.htm Baker & Spice -> é uma rede de cafeteria estilo francesa bem aconchegante. Tem em vários lugares, fomos nela em Pequim também. People’s square ou Praça do Povo-> uma enorme área pública onde estão a Prefeitura da cidade, o Grande Teatro, um prédio de exibições e o Museu de Xangai. O parque nos domingos abriga a famosa “feira casamenteira” onde pais levam cartazes anunciando os filhos e tentando casá-los com alguém. Eu achei sensacional! Sério, era muita gente. Eu pensava que isso era zoação ou teria uma meia dúzia de pessoas, mas o negócio fica lotado. Eles colocam fotos e descrição das características dos filhos. É o tipo de coisa que só se vê na China (eu acho, rs). Nanjing road-> É uma rua apenas para pedestres que vai da People Square até o The bund. A rua tem muita loja de grife, você se sente pobre vendo aquelas coisa caríssimas. Mas também tem algumas lojas chinesas com produtos interessantes. Não comprei nada além de comida nessa rua, mas adorava ficar passeando por ela para ver as pessoas, o modo como elas andam apressado e etc. Fiquei hospedada em hotel em frente à Century Square, nessa praça, bem cedinho, tem uma galera fazendo Tai Chi Chuan na rua, muito legal. The Bund-> Ah! Que lugar maravilhoso! Meu lugar preferido na cidade. O contraste entre o moderno e o antigo é maravilhoso. Tem que visitar de dia e de noite. O the Bund fica nas margens do Rio e possui todos aqueles prédios de arquitetura europeia, e é a partir dele que você tem aquela vista espetacular de Shanghai. Waibadu Bridge-> É uma ponte de ferro que eu não fui, mas dizem que é legal. Cidade Velha de Xangai -> desça na estação de metrô Yuyuan Station, na volta fomos a pé pelo The Bund, uns 50 minutos. A cidade velha é super legal de sair andando, provar comida estranhas, entrar em lojinhas. Mas, além disso, tem duas atrações muito legais o Yu Garden, que é um jardim maravilhoso e o City God, que é um templo. Ambos são pagos. Pessoal fazer Tai Chi Chuan na Najing Road às 7h da manhã Feira dos filhos encalhados Suzhou Suzhou é uma cidade ótima para fazer um bate e volta a partir de Shanghai. Não compramos as passagens antecipadamente, mas super recomendo!!! Fomos para a estação de trem, e depois de muita gente empurrando, furando fila (fila não significa absolutamente nada), vimos que não tinha duas passagens sentadas. Na hora, a gente entendeu que não tinha duas passagens em assentos juntos, mas depois vimos que que uma passagem era sentada e a outra era para ir em pé. Muito difícil a comunicação, absolutamente tudo no ticket escrito em Mandarim. Não sei como, achamos o trem e o vagão, pelo menos. Trem super sofisticado, mas eles desconhecem a diferença do público/privado. Todos assistindo vídeos no celular com som altíssimo (a vontade era colocar Anitta no último volume do celular), comendo e arrotando (super normal). Tinha um assento vago na fileira atrás da minha, mas o cara do lado colocou uma bolsa em cima SÓ PARA NINGUÉM SENTAR! Depois, de um tempo, meu marido pediu na cara de pau, e sentou. Chegamos em Suzhou. Estação de trem gigante, super moderna, bonita, mas….Tudo escrito em Mandarim! Saímos da estação na esperança de ter alguma placa, alguma luz, mas nada. Fomos pedir informação em um hotel perto da estação. A funcionária não falava nada além de Mandarim, mas era esperta e nos ajudou com o tradutor do celular, assim conseguimos nos localizar. Eu já tinha visto que havia um ônibus meio que de turismo, que deixava nos pontos turísticos, tipo esses hop on hop off (que eu acho um sonífero, mas em uma situação dessas é conveniente), então consegui localizar onde pegá-lo. Site do ônibus que faz esse tour: http://www.0512hx.com/ É assim esquisito mesmo! está tudo em Mandarim, mas você pode pedir para o Google traduzir. Eu tenho o panfletinho, mas está todo em Mandarim também. O que dá para entender é que o ônibus sai de 30 em 30 minutos. Suzhou não é uma cidade grande para os padrões chineses mas tem uma infra-estrutura muito boa. A sensação é de que o governo colocou tudo abaixo e construiu tudo novinho há pouco tempo. Só a estação deve ser maior que o Galeão com trem-bala para toda a china, e se conecta com as 4 linhas de metrô novíssimas. Essas linhas passam meio longe dos pontos turísticos. A gente acabou pegando na volta (depois que entendemos onde ficava) mas tivemos que andar bastante. Ah! A cidade é linda. É patrimônio histórico e cultural da Unesco. Ela é famosa por ser cortada por muitos canais e por isso é chamada de "Veneza" da Ásia. Não concordo com o apelido, mas valeu a pena a viagem. Locais interessantes: Lion Grove Garden- Tiger Hill- Beisi Ta Pagoda Humble Administrator’s Garden Panmen Gate Guanqian Jie (uma rua de comércio) Lindos canais de Suzhou Tiger Hill (o prédio tá inclinadinho) Beisi Ta Pagoda Hong Kong Entrada em Hong Kong: se você estiver vindo do Brasil, sem passar pela China, não precisa de visto. Mas, quando você vem da China, tem uma fila específica, mas você passa pelo controle de passaporte na entrada e na saída. Muito importante! Se você for visitar China e Hong Kong tem que pedir o visto de dupla entrada na China. Como Hong Kong ficou no meio do roteiro, a gente levou dois carimbos de entrada na China. Hospedagem: sugiro se hospedar perto da Nathan Road. Ficamos próximos da estação ‘Tsim Sha Tsui” e foi perfeito. Fizemos praticamente tudo a pé. Mas, preparem os bolsos. Hospedagem em Hong Kong é um absurdo. Ficamos em um Airbnb, e mesmo assim não foi nada baratinho. Gente, o prédio do Airbnb era assustador, se eu não estivesse em um país que todos dizem que é mega seguro, eu não teria conseguido dormir lá. Era um prédio com lojas comerciais embaixo e “apartamentos” em cima. na verdade, são quartinhos. Mas depois descobri que no meio daquelas portinhas que levam à quartinhos tinha até vários hostels naquele prédio. Ou seja, o padrão de prédio é assim mesmo. Tudo muito apertado, muito cheio de gente. Os corredores eram muito feios também. O nosso quartinho não tinha nem janela, mas era limpinho. No fim, deu tudo certo. Traslado Aeroporto X Centro: tem a opção de ir de metrô ou de ônibus. Quando chegamos, já tinha um ônibus prestes a sair e a passagem era mais barata. Fomos de ônibus, aqueles ônibus estilo inglês, de dois andares, com wi-fi. Foi super tranquilo. Impressão de Hong Kong: é China, pero no mucho. Tirando a aparência das pessoas, não tem nenhuma semelhança com o resto da China. Isso foi muito curioso, não imaginava que o comportamento deles fosse tão diferente. Curiosidades: Mão inglesa Moeda: dólar de Hong Kong Internet boa e desbloqueada Ônibus de dois andares, estilo Londres Chocolate é muito barato. Compre Lindt! A densidade demográfica é absurda, os prédios são muuuuito altos. Eles aproveitam todos os espacinhos. Por exemplo, o shopping Elements está localizado nos 3 primeiros andares de um condomínio (8 torres, com uns 60 andares de apartamentos cada um), abaixo do shopping tem uma rodoviária, no subsolo uma estação de metrô, e no outro subsolo uma estação de trem-bala com trens para todo o país (não sei bem se é nessa ordem exata, mas é tudo isso no mesmo lugar) Ah, e nesse shopping fica a entrada para o sky 100, aquele prédio com observatório. Bom para comprar eletrônico (foi um erro meu comprar meu celular Xiaomi em Pequim, se tivesse comprado em Hong Kong teria vindo desbloqueado, o que facilita as coisas) Essa foto de cima é do Shopping Elements, com os edíficios, e têm o metrô, rodoviária, trem bala... Disneyland Hong Kong: podem me julgar, gastei um dia indo na disney siiiiimmmm!!!! : -) Eu sempre acho que isso é errado: ir para a Ásia, um lugar tão longe e caro, e gastar um dia em um parque que tem nos Estados Unidos, que é mais perto e acessível. Mas, não foi bem planejado. A gente andava meio estressado com os percalços da viagem e vimos que tínhamos um diazinho de sobra. Pensamos em ir na Disney de Shanghai, que foi inaugurada a menos tempo, mas parece que ela fica bem mais lotada. Fora que Hong Kong é mais quente, então achamos que daria para aproveitar mais. Compramos os tickets na bilheteria, lá no mesmo dia, fomos dia de semana, acho que isso contribuiu para estar bem vazia. Foi muito legal, quase não tinha filas, deu para aproveitar muito os brinquedos. E é muito tranquilo de ir, tem uma linha de metrô que leva para o parque. Macau: fazer um bate e volta em Macau é super conveniente. Demora cerca de 50 min de ferry até Macau. Sugiro ir bem cedinho para aproveitar bem Macau. Lembrando que Macau tem uma moeda própria! Tem que trocar algum dinheiro no terminal. Adorei conhecer Macau. Os rastros da colonização portuguesa são muito fortes: placas escritas em português, avisos sonoros dos ônibus em português, pedras portuguesas nas ruas, pastel de nata. A gente se sentiu em casa, foi uma delícia. Mas não vai pensando que o povo fala português, porque ninguém fala! Na verdade, não entendi porque TODAS as placas têm tradução para a língua portuguesa se as pessoas não falam. Mas, de qualquer forma, é muito legal. Atividades legais em Hong Kong: Orla de Tsin Sha Tsui para ver o lindo pôr do sol e para ver o Symphony of lights , um espetáculo de luzes que ocorre todos os dias às 20h. The Peak - subir pelo funicular ( the peak tram) ver a cidade do alto. É legal de noite também. Andar pela Nathan Road - um monte de lojinha legal Hong Kong Park - fazer uma caminhada Shopping Elements - é o shopping todo integrado que falei sobre nas curiosidades Sky100 Observatory (o 4o prédio mais alto do mundo) - eles te dizem qual a visibilidade do dia. Infelizmente, estava muito baixa e decidimos não subir. Se der sorte de estar com boa visibilidade, deve ser legal. Garden of stars Parque Kowloon Canton Road Mercado Noturno da Temple Street Ilha de Lantau - é uma atividade de dia inteiro. Foi o passeio que mais curti em Hong Kong. Você tem que pegar um teleférico gigante para chegar lá. A pior parte foi a fila do teleférico que estava gigante. A dica é: compre antecipadamente! Outra coisa, se quiser economizar, leve um lanche porque comida na Ilha é bem cara! Uma parada maneira é ir de trilha, vi muita gente indo e acho que deve ser irado. Lá na ilha em o Buda sentado gigante, maravilhoso e o monastério Po Lin que é incrível Templo dos 10 mil Budas de Hong Kong - Não fui, mas parece ser muito interessante. Ilha de Lantau - O Grande buda sentado Vista da orla de Tsi Sha Tsum. O tempo ficou feio assim direto.... : -( Visto do The Peak - também tudo encoberto Guilin Gente, eu amei Guilin! Que cidadezinha maravilhosa! Vale muito a pena mesmo ficar uns dias em Guilin. Atrações de Guilin: Pagodas gêmeas (sun and moon): tem que ver de dia e de noite Montanha do elefante: é lindo, é legal ver de longe e ir até lá pertinho Bate e volta para Yangshuo - algumas pessoas pernoitam em Yangshuo, mas eu acho que um passeio bate e volta já é o suficiente. Fiz as contas para ver o quanto dava para ir por conta própria, mas conclui que valia mais a pena fechar com agência mesmo. Fechamos o passeio no hotel, acredito que todos os hoteis já possuam esses convênios com agência de turismo. O passeio dura o dia inteiro e funciona assim. Você vai de ônibus até um terminal de barco. Lá, pega um barco que vai passeando pelo rio Li. O rio Li é maravilhoso, a paisagem é muito linda mesmo. É nesse passeio de barco que você vai ver a paisagem que ilustra as notas de 20 yuans. É realmente um cenário único. No passeio, está incluso um almoço no barco. Eu não curti nada o sabor da comida, nem consegui comer tudo. Aí, chegamos em Yangshuo, e temos algumas horinhas para andar pela cidade. Depois, voltamos para Guilin de ônibus. A cidade de Yangshuo é bem bonita, eu imaginava algo mais rural, fiquei chocada quando vi Mc Donalds, KFC, Starbucks… rs Mas, o passeio é imperdível! Reed flute cave - fizemos por agência de turismo. Fizemos as contas, e não valia a pena pegar taxi e ir por conta própria. Não fica muito longe do Centro, e o tour dentro da caverna demora uns 40 minutos. Mas é maravilhoso! Eles têm um jogo de luzes dentro da caverna que com o reflexo da água, cria uma paisagem incrível. Eu amei esse passeio. Vai tomar umas 2 horinhas do seu dia apenas. Longji Rice Terraces - não fomos nos terraços de arroz pois não estava na época, mas dizem que é lindíssimo. Caverna - Reed Flute Cave Passeio de barco em Yangshuo Pequim Hospedagem: Na prática, qualquer lugar com um metrô perto pode ser interessante. Fiquei hospedada e gostei muita da região nos arredores da Cidade Proibida. Por ali, você consegue fazer muita coisa andando, tem metrô e muitas opções para comer. Indo para a Muralha da China: É a cereja do bolo, né? Como queria conhecer essa muralha! Não existe uma localização específica da muralha. Juntando todos os trechos, todas as ruínas, parece que tem a extensão da metade da circunferência da Terra. Impressionante. Em Pequim, existem dois trechos mais famosos Mutianyu e Badaling. Os dois possuem teleférico para subir. Fomos por Badaling, porque dava para ir por conta própria, de trem. Indo de por conta própria para Badaling / Muralha da China: além de ser absurdamente mais barato (economizamos uns 350 yuans cada, em relação ao preço que é cobrado pelas empresas de turismo), prefiro andar de metrô/trem do que de ônibus. Passo mal em ônibus, me dá enjoo. Fora o risco de pegar engarrafamento. E é bom fazer as coisas no nosso tempo. Se achamos legal, ficamos mais tempo, se não gostamos vamos embora. Como chegar na muralha de transporte público. - pegar o metrô e descer na estação Huoying da linha 13 (passagem 5 yuans). Do Centro de Pequim até esta estação demora uns 45 minutos. - na estação Huoying, procurar a saída G4 que vai para a estação de trem Hu da linha S2. (Passagem 6 yuans) Dica: quando sair da estação Huoying e chegar na rua, vire para a direita. Não prestamos atenção e viramos para a esquerda. Logo vieram muitas pessoas querendo nos oferecer taxi, ônibus para Badaling. Eles mentem, dizem que não tem mais trens, e te informam a direção errada da estação para te deixar perdido. Horário de saída dos trens: tente ajustar seu horário para coincidir com o horário de saída dos trens. No dia que fui (quinta) se eu perdesse o trem das 09:09, teria que esperar o próximo até 11:32. Ou seja, não saem trens a toda hora. Dica: comprar o "smart card" do metrô. Ele custa 40 yuans, mas vem com crédito de 20 yuans. Parece que se devolver, você ganha os 20 yuans de volta. Ele é um cartão recarregável e serve para o metrô e para esse trem para Badaling. Vale muito a pena para não ter que ficar na fila enorme para comprar os tickets. Obs: isso foi em janeiro de 2019. Parece que os trens para Badaling saem da estação Beijing North. Não entendi se mudou definitivamente para a estação Huoying ou se está fazendo obras na estação Beijing North. Informe-se no hotel antes. Eu peguei informações nesse site aqui: https://www.tour-beijing.com/blog/beijing-travel/how-to-visit-great-wall-by-train Outros locais imperdíveis: Museu de História da China: Entrada gratuita! Gente, o museu é sinistro! Assim, é meio que para mostrar o quão “maravilhosos” eles são, e realmente conseguem nos deixar boquiabertos. Vale a pena a visita Praça da paz celestial Mausoléu do Mao Tse Tung Cidade Proibida - é gigante, lotado e muito interessante. Vá com calma. Parque Jingshan Parque Beihai Templo do céu. Palácio de verão Rua Wangfujing Pequim é linda e esse céu azul foi um presente! Repare que as últimas fotos foram com o celular chinês adquirido na viagem... rs
  3. 8 pontos
    02/04 – UYUNI Capitulo 2 - A primeira paixão de viagem a gente nunca esquece. Enfim cheguei a Uyuni e olha a cara de felicidade: Chegamos em Uyuni as 4h00 da madrugada e o que todo mundo diz é verdade, assim que você desce do ônibus é um frio do caramba , de congelar a alma, não importa a época, no inverno não quero nem pensar o frio que deve fazer, estava tão frio que nem tive coragem de pegar o celular para tirar uma foto, mas segue uma foto de dia do local que a gente desceu e quase morreu congelado: Assim que eu desci do ônibus fui abordado por umas três senhoras, oferecendo um local para tomar um café e lógico fechar os tour, perguntavam se eu já tinha fechado com alguma agencia e lógico que eu dizia que sim e a agencia que eu tinha fechado era a esmeralda tours (mentira ainda não tinha fechado nada) até que uma dessas senhoras disse que era da empresa Esmeralda, então seguimos até o restaurante, boteco, sei lá que era dela, chegamos lá fomos recebidos com wi-fi, café e um lugar quentinho. Assim que terminamos o café ela veio com um panfleto para explicar sobre o tour, disse varias coisas que nem me lembro mais, porem uma das coisas que eu me recordo e que me deixou meio desconfiado, foi quando ela disse: - Retornamos no Salar a noite para ver as estrelas. Quando ela disse isso eu desconfiei, porque nunca tinha visto nenhuma agencia que fazia esse tipo de tour e também porque eu tinha perguntado para uma amiga boliviana antes o motivo de as agencias não fazerem isso, o que essa minha amiga me explicou foi que quando o salar está alagado e quando está de noite o sal se cristaliza e é ruim para o pneu do jeep(confirmem nos comentários essa informação), continuou explicando sobre o tour, falou sobre o valor, muito abaixo do eu esperava, estava cobrando 610 BOL com o transfer já incluso. Eu dei uma olhada no panfleto onde eu reparei que tinha uma coisa estranha, era o nome da agencia, ela disse que era da esmeralda porem no panfleto estava como Juliana tours (alguma coisa assim), dei uma pesquisada na Net sobre as referencia dessa empresa e só via gente falando mal até que eu resolvi perguntar: - Você não me disse que era da esmeralda? Porque aqui está como empresa Juliana? Ela disse: -A esmeralda e Juliana são parceiras, como se fosse e mesma empresa! Foi ai que eu respondi: - Vamos fazer o seguinte, eu vou até a agencia da esmeralda e vou confirmar se vocês realmente trabalham juntos, se eles me confirmarem eu volto e fecho com vocês, combinado? Ela disse - tudo bem! Ela foi embora e depois de uns 15 minutos eu vi um papel na bancada da recepção escrito à mão de caneta bic o nome da empresa “ESMERALDA” foi ai que saquei, não é nem ferrando a esmeralda😅😆. Segue minha cara de desconfiado na hora: Assim que deu umas 7h00 da manhã resolvemos sair e ir à esmeralda para fechar e confirmar a informação passada por aquela senhora. Assim que chegamos a agencia uma senhora muito simpática nos recebeu com aquele sorriso que eu me apaixonei (relaxem essa não foi à primeira paixão) ela começou a explicar sobre o tour de três dias, disse que a ilha Del Pescado a gente não iria visitar, pois estava alagada (70 BOL a menos). Teve uma discussão entre nosso grupo, pois ela disse que tinha duas opções que era a gente veria o por do sol no salar mas voltaria para uyuni ou não veríamos o por do sol e seguiríamos viagem para o hotel de sal, eu queria muito mesmo ver o por do sol porem todos os meus amigos que iriam me acompanhar nesse tour não queriam, no final a democracia venceu e eu não vi o por do sol no salar. Enfim fechamos o tour com a esmeralda, chorando muito, ameaçando ir embora, falando que realmente a gente não tinha muito dinheiro, ela percebeu que a gente era pobre e fechou o tour já com o transfer incluso por 770 BOL. Resolvemos confirmar se a Juliana realmente fazia parte da esmeralda foi ai que ela me disse que não, nem conhecia essa tal de Juliana Tours, no final escapamos de um problemão e agora só restava esperar pois nosso tour começava naquele mesmo dia as 10h00 da manhã. Nesse período de tempo eu nem acreditei o que aconteceu, reencontramos um amigo, o Klebão um cara super foda que conheci aqui no mochileiros a gente estava conversando sempre por whatsapp e enquanto estávamos viajando, ele estava a um dia na frente da gente, ele fez todo o percurso de ônibus de alagoas até Uyuni mas por uma coincidências nos encontramos por um curto tempo 15 minutos e eu nem sabia que seria a ultima vez que o veria. Te amo Klebão Faltando 10 minutos para iniciar o tour deu uma vontade de ir ao banheiro fui rápido e quando cheguei e olhei aquilo surgiu uma duvida a água da privada serve para lavar a mão? Não resolvi arriscar usei um lenço umedecido. Segue a imagem do banheiro: Mas enfim cheguei super atrasado e acho que perdemos um dos jeep que ia levar a gente, acabamos indo em outro onde agradeci muito, porque o outro tinha uns brasileiro muito chato, só tinha duas pessoas muito foda naquele jeep que era um casal onde era uma argentina e um francês eles estavam viajando um bom tempo a America do sul. O nosso jeep só tinha gente foda que fez esse tour, esse mochilão valer a pena, passei uns dos melhores momentos da minha vida com essas pessoas eram uma portuguesa aaaaaaah😍 o nome dela era tereza💕, Romano(frances) Sofia (argentina) que virou um dos meus melhores amigos a gente tinha até marcado de se encontrar em Cusco mas nem deu certo muito triste mas a gente ainda vai se encontrar nessas andanças. vocês nem vão acreditar quem era o Guia, O Emílio, puta guia foda o mesmo do rodrigovix Segue a imagem das pessoas mais fodas que conheci em toda essa viagem: E agora partiu entrei no jeep e quando eu vi a Tereza aaaaaaah☺️ 💕Tereza...mas enfim seguimos com o tour pois a primeira parada seria no cemitério de trens. Aaaah💕☺️ Tereza.... Depois do cemitério de trens seguimos para a parte foda do role que foi o Salar primeira parada no monumento do Dakar Depois fomos para a parte das bandeiras. Fomos almoçar e seguimos para a parte do Salar alagado e que lugar foda! Confessar uma coisa, quase choro, que lugar incrível, como nosso mundo é magnífico, eu ainda não acredito que consegui chega até ali com aquela vista de tirar o fôlego, todo o céu refletido naquele chão de sal, que experiência incrível, esse lugar ficou marcado em minha vida, pois foi ali que decidi e confirmei o que quero fazer da minha vida que é viajar o mundo. Depois disso fomos fazer as fotos em perspectiva que foi bem divertido. Seguimos viagem para o hotel de sal, foi um dia de muitas risadas, muitas paisagens fodas, naquele momento era o dia mais feliz da minha vida. Naquele momento eu estava apaixonado pela vida💕 e pela Tereza também😂😂 Não teve o por no sol no Salar mas teve dentro do jeep com direito a trilha sonora, estava tocando Queen “ Don´t Stop Me Now” Nesse momento todos estavam em uma vibe boa sabe, começando a jogar indireta para o Emílio tipo “como seria bom tomar uma cerveja agora a noite” e o Emílio “ então vamos tomar uma cerveja agora noite” e seguimos para tomar uma para finalizar o dia com estilo e finalizamos porque alem da cerveja tomamos até vinho na janta 😎. Todo mundo meio borracho e seguimos viagem para o hotel de sal. Chegando nesse hotel era meio que um hostel aonde cada quarto tinha duas camas de solteiro, foi nessa que o Emílio tentou me ajudar, ele me levou ate o quarto onde a Tereza estava até que o Emílio falou para a Tereza: - Quer dormir sozinha? Ai ela disse( eu cheio de esperança, pensando.. diga que não, diga que não🤞😞 - Sim, eu prefiro. Como tinha muitos quartos sobrando, fui eu dormir sozinho, meio borracho, coração partido, mas com uma puta ansiedade do que me aguardava para o dia seguinte. encerro esse capitulo mostrando como estava o meu estado😂: Próximo capitulo será: Capitulo 3 - O primeiro perrengue de muitos. Obs: Qualquer duvida me chamem no instagram: igormarque12
  4. 6 pontos
    Olá amigos mochileiros, Estou fazendo este post para agradecer pelos relatos que dos colegas que muito me ajudaram na programação de meu roteiro e, quem sabe, orientar quem vai visitar a capital dos Incas nos próximos meses com algumas informações úteis (e outras nem tanto). Como apaixonado por história que sou, meses antes da viagem comecei a ler alguns livros sobre civilizações pré-colombianas e sobre os incas em específico, dos quais recomendo "O segredo dos Incas", de Siegfried Huber e "História de Tahuantisuyu" de María Rostworowski de Diez Canseco. Ambos excelentes. Pois bem, comprei as passagens com bastante antecedência via Decolar.com, de Porto Alegre a Cusco (Empresa LATAM), pelo valor de R$ 1.672,00, bem como as hospedagens no Loki Hostel (em Cusco) por S/ 160,00 e Machu Picchu Land B&B, em Aguas Calientes (cidade base de Machu Picchu, também chamada de Machu Picchu Pueblo) por S/40,00. Posteriormente, garanti ainda o ingresso a Machu Picchu por 70 $ USD pelo site Machu Picchu Terra. Dia 07/05, saí de Porto Alegre ao fim da noite e após conexões em Guarulhos e Lima, cheguei ao aeroporto de Cusco na manhã do dia seguinte, já com o transfer para o hostel me esperando com a placa com meu nome na saída. No caminho, o motorista já me propôs de ir à agência de alguns familiares dele para ver pacotes turísticos (não perdem a oportunidade), e como eu havia tirado o primeiro dia para andar pela cidade e lidar com o temido soroche (mal de altura, que no fim das contas nem cheguei a sentir), aceitei a oferta. No fim, após consultar a agência do motorista e algumas outras (agência de turismo e casa de câmbio é o que não falta na cidade), optei pela agência Qorianka para comprar o transporte a Machu Picchu + serviço de guia (obrigatório para entrar em MP), o City Tour e o Vale Sagrado por S/ 400,00, pois foi o mais barato que encontrei. No dia seguinte, 7h da manhã, passaram no hostel pra me levar de van até a hidrelétrica e de lá seguir a pé até águas calientes (vale ressaltar que são vários os modos de chegar a Machu Picchu – trilha salkantay; trem, bastando vender um rim para pagar a passagem; Machu Picchu by car, o escolhido). O caminho até determinado ponto é bem tranquilo, com estrada asfaltada e vilarejos bucólicos, mas o problema começa quando passa Santa Teresa e entra na estrada de chão. Aí, como diz conhecido narrador desportivo: haja coração, amigo, pois é cada penhasco que dá vontade descer e seguir a pé. No fim, depois de 6h de van, chegamos à hidrelétrica, almoçamos (almoço incluso no pacote) e seguimos o trilho do trem até Machu Picchu Pueblo (aproximadamente 2h30min de caminhada). Cabe salientar aqui o clima de Águas Calientes, que é realmente aconchegante, e o ótimo custo benefício do hostel escolhido na cidade (quarto com cama de casal, banheiro exclusivo e TV a cabo + café da manhã por 40 soles). Na manhã seguinte, acordei às 5h da manhã e fui à parada pegar o ônibus para subir a montanha (S/ 24,00, ida e volta), pois minha entrada era no primeiro horário (6h) e a subida leva aproximadamente 30min. Chegando lá, no meio daquele monte de gente, identifiquei meu guia pela bandeira levantada (cada um deles tem a sua), apresentei ingresso (tem que levar impresso para carimbarem) e passaporte e segui rumo a uma das 7 maravilhas do mundo moderno. Simplesmente, faltam as palavras para definir o que é Machu Picchu. É inacreditável e ao mesmo tempo reconfortante saber que a cidade escapou da ganância e do desrespeito dos espanhóis para com a cultura dos povos conquistados, pois se de modo diverso tivesse corrido a história, hoje Machu Picchu seria um amontoado de igrejas e no topo de Wayna Picchu haveria uma grande cruz simbolizando a submissão dos incas à cristandade. Depois de todo o deslumbramento com a cidade e da aula de história inca promovida pelo guia, fiz alguns amigos dentro do grupo e resolvemos voltar direto até a hidrelétrica, sem passar por Águas Calientes (Aqui, deixou uma dica a quem for fazer o mesmo percurso: leve o mínimo possível de coisas na mochila, pois andar mais de 12km com peso nas costas, sobre um caminho cheio de pedras e depois de caminhar a manhã toda em Machu Picchu não é fácil). Enfim, era hora de encarar as longas horas de van até Cusco, exausto mas feliz. Próximo dia, saio cedo novamente para seguir o rumo do rio Wilcamayo (Urubamba) e conhecer as ruínas históricas de Pisac, Ollantaytambo e Chinchero (vale sagrado dos incas). Dentre essas, destaque para Ollantaytambo, a única cidade inca continuamente habitada, que tem um complexo arquitetônico absolutamente espetacular, encravado em meio às montanhas, e para o laboratório agrícola de Písac, de onde se pode avistar as tumbas dos imperadores incas, saqueadas pelos espanhóis pela grande quantidade de ouro que continham. No domingo, reservo o dia para fazer o city tour, o qual abrange as ruínas de Sacsaywaman (de onde se tem uma vista esplendorosa da cidade),Qenko, PukaPukara, Tambomachay e a cereja do bolo: visita ao Qorikancha, o templo do sol (entrada por S/ 15,00, paga por fora), que fica a poucas quadras da Plaza de Armas e era simplesmente o centro religioso da capital dos Incas, com suas paredes cobertas de ouro e que, adivinhem, foi completamente saqueado e destruído, sendo construído sobre suas bases o convento de São Domingo. Por fim, tirei a segunda-feira (13/05), dia do retorno, para visitar o mercado central de San Pedro, o bairro dos artistas de San Blas, e provar as especiarias locais (recomendo provar o cuy al horno com chicha morada) bem como encher a mochila de livros e claro, souvenirs, como todo bom turista. Infelizmente, o pouco tempo disponível (uma semana) me impossibilitou de visitar o lago Titicaca e o sítio arqueológico de Tiahuanaco, o berço da civilização Inca, mas fiz as longas 24 horas de retorno para casa (Cusco – Lima – Santiago – Guarulhos – Porto Alegre) com a sensação de que, por mais tempo que tivesse, seria impossível visitar tudo que há pra ver na região (ainda que restrita ao lado histórico) e de que não há nada melhor para ampliar os horizontes do que viajar e conhecer pessoas de outras culturas.
  5. 6 pontos
    Eu não sou esta pessoa, me comporto na casa dos outros como na minha, civilizadamente. Eu uso transporte público mesmo, pois ainda acho que não estamos de volta aos tempos em que só ricos viajavam. Não uso taxi na minha cidade (até pq só tenho experiência ruins) pq vou usar fora? Eventualmente faço comida em casa a noite sim pq viajo com criança e tb tenho restrições alimentares, mas aproveito bastante tb para experimentar a comida local. Entendo todos os pontos colocados aqui, e concordo com muitos... a questão da gentrificação, do encarecimento da cidade, mas acho complicado atribuir a culpa, ou mesmo generalizar o usuário desta forma, pois se o local está para ser alugado, o proprietário é no mínimo um cidadão do país em questão geralmente e tb deveria se preocupar não? Assim como um colega aqui já disse, sempre viajamos em grupo e as vezes é difícil ou inviável economicamente para nós hospedar em hotéis ou pousadas. Aí se forem dizer que se eu não tenho grana pra pagar hotel não é pra viajar? Meio elitista. A questão do turismo está sendo muito discutida no mundo todo. Não só a questão do Airbnb, mas o acesso. Muita gente hoje tem acesso a tudo, e isso gera problemas em todas as esferas. Olha o que aconteceu no Everest este ano!!! Complica pro meio ambiente, pra segurança, pra população local, e tb afeta a vida de quem sempre gozou de exclusividade! E é deste tipo de gente que eu tenho medo... sou super a favor e pratico o menor impacto possível dentro das condições que tenho pra viajar. E se for com Airbnb, é da forma menos pior: fico na casa das pessoas, compartilhada, prefiro os que só tem um imóvel, sou gentil com a vizinhança e gasto no comércio local, não no dos chineses. Podemos discutir tudo isso sem estereótipos!
  6. 6 pontos
    Olá Em 25 de dezembro saímos novamente para mais uma aventura de carro. Dessa vez tentarei ser mais sucinto em meu relato, apenas para esclarecer, indicar e opinar sobre alguns pontos que podem vir a ser interessantes para algum colega mochileiro. O roteiro ficou assim: Dias Origem KM Tempo Destino 25/dez Santos/SP 977 13h06 Guarujá do Sul/SC 26/dez Guarujá do Sul/SC 658 Ruinas de San Ignacio 08h14 Corrientes/ARG 27/dez Corrientes/ARG 944 12h04 Tilcara/ARG 28/dez Tilcara/ARG 751 Serrania de Hornocal 11h01 Uyuni/BOL 29/dez Salar de Uyuni 30/dez 31/dez 01/jan Uyuni/BOL 539 07h20 La Paz/BOL 02/jan Mercado Las Brujas - Calle Jaen - Centro - Mirador 03/jan Monte Chacaltaya 04/jan La Paz/BOL 154 Ruinas de Tiawanaco 03h31 Copacabana/BOL 05/jan Copacabana/BOL 142 Isla del Sol 02h21 Puno/PER 06/jan Puno/PER 375 Isla de Taquiles 06h27 Tacna/PER 07/jan Tacna/PER 365 04h41 Iquique/CHI 08/jan Iquique/CHI 487 Humberstone 05h31 San Pedro Atacama/CHI 09/jan Tour Astronômico 10/jan San Pedro Atacama/CHI 509 Paso Sico - Lagunas 08h53 Salta/ARG 11/jan Salta/ARG 821 10h24 Resistência/ARG 12/jan Resistência/ARG 642 08h27 Foz de Iguaçu/PR 13/jan Foz de Iguaçu/PR 1056 Ciudad del Est 13h41 Santos/SP Foram 20 dias percorrendo cerca de 8400 km, passando por Argentina, Bolívia, Peru, Chile e uma passadinha no Paraguai. Vamos então aos pontos mais importantes: Fronteira de Dionísio Cerqueira / Bernardo de Irigoyen Prós: Menos veículos, cambistas na primeira esquina Contras: A estrada que leva a Guarujá do Sul e também à Dionísio é muito ruim em comparação à que nos levaria a Foz do Iguaçu. Eu planejei fazer a carta verde em solo argentino, porém tive que ir a pé, cerca de 200mts, até a seguradora após a fronteira. Ou seja, já façam a carta verde no Brasil. Paguei 100 reais por 30 dias. Bernardo de Irigoyen é uma cidade muito pequena e bem menos interessante do que Puerto Iguazu (Travessia de Foz). Ruínas de San Ignácio Local bem interessante de conhecer. Fica no caminho para Corrientes em uma cidadezinha às margens da estrada. São ruínas preservadas e ótimas para tirar boas fotos. Possuí também um museu no local e infraestrutura para turista. Em frente à entrada tem um bom restaurante para almoçar. Corrientes Em Corrientes tem uma ótima casa de câmbio, El Dorado – www.eldoradosa.com , com cotações bem melhores que da fronteira. Então sempre troco apenas o suficiente para chegar até Corrientes e comprar o restante dos pesos nessa casa. Necessário levar o passaporte ou a permissão de entrada para cadastro. Calle 9 de Julio, 996. Tilcara Uma pequena cidade, bem parecida com Purmamarca, com Hostels bem legais e vida noturna agitada com muitos turistas. Foi o mais perto que consegui chegar da fronteira boliviana até o anoitecer. No local apenas fizemos um passeio pela praça central, e aqui fica a dica: Ótimos preços para artesanatos e outros artigos. O lugar mais barato que encontrei até hoje para comprar presentes e lembranças andinas. Fronteira de La Quiaca / Villazon Local fácil de achar e tranquilo de atravessar. Deve descer do veículo e fazer os trâmites necessários. Logo após a travessia, na rua de frente a Migracione, irá encontrar diversas casas de câmbio, local para comprar chip de celular, e tudo mais em muitas lojas e tendas. Também tem bancos e mercados mais a frente, na própria Villazon. Nâo nos foi solicitado seguro para terceiros. (imagem obtida na internet.) Uyuni Bolívia realmente é um país diferente, um paraíso sob o caos. São paisagens magnificas por todo lado. Mas também muita pobreza nas cidades. Me surpreendeu infelizmente a grande quantidade de animais, principalmente cães, atropelados pelas beiras de estrada. Havia dois caminhos para Uyuni: o mais longo nos levaria até Potosí, o que até então era o único caminho asfaltado. E o caminho mais curto, direto de Tupiza à Uyuni. Escolhi o mais curto e acertei, pois encontramos apenas um pequeno trecho de ripío, em condições medianas, mas percorridas em pouco mais de 1 hr. O restante foi asfalto até Uyuni. Vale a pena fazer o caminho mais curto. Em Uyuni logo fomos buscar uma agência para contratarmos o tour de 3 dias para o dia seguinte. Pagamos 800 bolivianos na Esmeralda Tour. Nos hospedamos no Cilos Hotel. Barato, mas bem ruinzinho. Não recomendo. A cidade tem bastante comércio para comprar comida ou o que for necessário. Tour de Uyuni Fizemos o tour com dois brasileiros e uma italiana e, felizmente, todos se deram super bem. O guia/motorista Alfredo era um típico boliviano e conhecia muito bem como fazer o tour. Não tivemos muita sorte em relação ao clima. Todos os dias foram nublados e as vezes com um pouco de chuva. Os lugares visitados são fantásticos e por isso, apesar das horas que passamos apertados dentro do veículo, nem percebemos o tempo passar. Na primeira noite ficamos em um hotel de sal onde tivemos quarto privativo. O banho deve ser solicitado e pago junto a proprietária do local. Faça-o assim que chegar porque existe apenas um chuveiro para todos e se você quer um banheiro limpo... O jantar e o café da manhã são servidos pelo nosso guia e foram satisfatórios. Na segunda noite, de frente para laguna colorada, o quarto foi compartilhado com o restante da nossa equipe. Novamente o jantar e o café da manhã foram servidos pelo nosso guia. O banheiro é espaçoso, mas logo torna-se insalubre devido ao grande número de pessoas e nenhuma limpeza enquanto estivemos lá. Pela manhã estava impossível utilizar algo além da pia. Já o banho pode ser conseguido em uma outra casa nos fundos do hotel, pagando uma taxa. Nessa mesma casa também pode pagar para ter um pouco de WIfi. Enfim, os lugares visitados são fantásticos, com muitos vulcões, lagunas, flamingos, raposas, etc. O frio não estava tão intenso, variando entre 0° a 15°, com alguns poucos pontos nevados. Cemiterio de Trens Monumento Dakar Restaurante de Sal Restaurante de Sal Sal Salar de Uyuni Salar de Uyuni Hotel de Sal Vulcão Ollague Flamingos Chilenos Gato Feral Flamingo Chileno Viscachas Arbol de Piedra Zorrito Laguna Colorada Laguna Colorada Noite na Laguna Colorada Geiser Sol de La Mañana Geiser Sol de La Mañana Laguna Verde e Licancabur Termas de Polques Uyuni à La Paz Estradas excelentes nos levaram até La Paz. Não tivemos problemas com policia rodoviária em toda a Bolívia. Somente alguns pedágios. Alguns pedágios não têm cobrança se ainda tiver o ticket do pedágio anterior. Então guarde-os. Devido a altitude também pegamos um pouco de gelo e neve no caminho, mas nada que precisasse de correntes. A cidade de El Alto é bem confusa, mas o GPS nos levou direitinho para as descidas de La Paz, apesar do trânsito caótico. A descida para La Paz é algo muito diferente, inesquecível a visão da cidade entre as montanhas. La Paz Em La Paz nos hospedamos no Hotel Salas, bem próximo às agências. Não tinha garagem, mas conseguimos um estacionamento próximo para deixar o carro. Também levamos nossas roupas para uma lavanderia e aqui fica uma dica, anote cada peça de roupa deixada lá pois podem entregar faltando algumas. No nosso caso faltou no mínimo duas peças e veio uma peça íntima de alguém desconhecido...ou seja, descuido total. No primeiro dia saímos para conhecer a cidade e os bondes aéreos. E no segundo dia fomos ao passeio até o Monte Chacaltaya. O monte fica bem próximo e a estrada é bem ruim. Da para ir em seu próprio carro se for alto e com bons amortecedores. O lugar é realmente bem alto e a altitude traz seus sintomas. Após chegar à antiga estação de esqui, ainda tem uma subida íngreme até o topo e ali o sofrimento é maior pois falta ar, a cabeça parece querer ter um AVC, mas é recompensador o topo. Muita neve e uma vista incrível das várias montanhas e lagunas ao redor. Aproveita-se para descansar e tirar muitas fotos enquanto contempla a natureza. No último dia acordamos cedo e fomos comprar “lembrancinhas” para nós e para família. Conhecemos a tal de Mercado Las Brujas e adjacentes...encontramos bastante coisa, mas é um pouco caro. Em Villazon, uyuni, e principalmente em Tilcara, encontramos preços bem melhores. Tiawanaco Após as rápidas compras demos adeus a cidade de La Paz, subimos suas encostas até chegar a El Alto e dali partimos para visitar as ruínas de Tiawanaco. Foi tranquilo encontrar, mas ficamos surpresos com o valor da entrada, um pouco salgada demais pela estrutura que oferece, cerca de R$100,00 por pessoa. Mas visitamos o local e é bem interessante. São ruínas muito antigas e estão dispersas por uma área bem grande. Terá que andar bastante para ver tudo, mas é uma oportunidade única de ver algo tão antigo e preservado. Copacabana Após visitar as ruínas de Tiawanaco, seguimos direto para a cidade de Copacabana. Boas estradas nos levam até lá, com alguns pontos em reforma/pavimentação. Ao se aproximar do lago, começamos a serpentear pelas estradas altas da cidade de Tikina, com vista pro lago, até chegarmos à balsa. Lá não tem guichê ou coisa parecida, bastando se aproximar das balsar e perguntar para algum boliviano próximo onde poderíamos embarcar. Ao que parece, cada boliviano por ali tem sua própria balsa e a toca do jeito que lhe convêm. A subida e descida da balsa é um tanto desajeitada e improvisada, mas tudo correu bem e atravessamos sem precisar sair do carro. Após a balsa, mais alguns Km de estrada até chegar a Copacabana. A estrada é muito bonita e tem pontos com mirantes para estacionar e tirar fotos. Em Copacabana nos hospedamos no Hotel La Casa del Sol, de frente para o lago. O hotel tem estacionamento e um bom café da manhã. Mas o quarto estava muito ruim, com vazamento no banheiro, cheiro de mofo e chuveiro com água morna e utilizável apenas em horários pré-definidos. É o tal custo-benefício... A noite saímos para jantar e pode-se encontrar de tudo, comida e artigos, nas ruas ao redor da Plaza Sucre. Não fomos visitar o Cerro Calvário e a Basilica de N. Sra Copacabana, o que considero um erro. No dia seguinte apenas fomos fazer o passeio de um dia à Isla del Sol. Isla del Sol O passeio é barato e a barca que nos leva é confortável. O passeio pode ser contratado na beira do lago, ao lado da estátua do Leme de Barco. A ilha é muito bonita, mas sinceramente esperava mais. Ao chegar na Praia Sul da ilha – Yumani - nos deparamos com as estatuas de Manco e Mama e uma longa escadaria que termina em uma bifurcação para caminhos diferentes da ilha. Pelo caminho diversas tendas de artesanato e moradores locais em seus afazeres diários. A travessia Norte-Sul está bloqueada, então não tem muito o que fazer na ilha a não ser contemplar, tirar algumas fotos e voltar pro barco. Ah, não bebam a água da Fonte Inca da Juventude. Eu sabia do risco de contaminação, mas me atrevi e paguei o preço com forte enjoo e vômitos no dia seguinte... mas bebi Fronteira Bolivia / Peru Após passear pela Isla del Sol e almoçar, partimos em direção ao Peru. A fronteira é bem pertinho de Copacabana. A saída da Bolivia foi rápida, apenas devolvendo os permissos e uma olhadinha do fiscal para conferir o modelo e placa do veículo. Logo após a barreira policial temos a aduana peruana e ali tivemos problemas: Eles exigem o seguro SOAT para o veículo. Não poderia seguir viagem sem ele e só encontraria esse seguro em Yunguio, cerca de 5km a frente. Tive que fazer cara de coitado e prometer muito fazer o seguro para poder seguir com o veiculo, porque até então teria que ir andando ou de tuktuk até a cidade e voltar. O seguro conseguimos contratar em um banco comercial na praça principal da cidade de Yunguyo, por um valor bem barato. De lá, partimos para Puno, dando quase uma meia volta completa no Lago Titicaca. Puno / Isla Taquile Chegamos à Puno já de noite e entramos no primeiro hotel que encontramos. Demos sorte porque era barato, possuía estacionamento externo, café da manhã, ducha caliente e camas confortáveis. E para melhorar, o proprietário também agendava passeios e assim já fechamos para o dia seguinte o tour para Isla Taquile. Umas das vantagens de viajar de carro é a liberdade de escolhas e essa foi acertada. Nosso projeto indicava sair de Copacabana e ir direto até Tacna, no Peru, apenas para pernoitar e partir rumo ao Chile. Mas como estávamos um pouco decepcionados com a Isla del Sol, resolvemos mudar a direção e partimos para Puno. Seria um dia a mais de viagem e alguns gastos extras, mas quem ta na chuva.... Decisão acertada, pois o caminho até puno é muito bonito e a cidade apesar de ter um trânsito horrível, tem boa infraestrutura para turistas. Gostaria de ter tido mais tempo para conhecer seus pontos turísticos. O passeio para Isla Taquile é muito gostoso, bem organizado e interessante. Em uma das grandes ilhas de totora fomos recebidos pelo seu chefe e ali, reunidos em uma grande roda, acomodados em bancos de totora, o chefe nos apresenta a ilha, sua história e costumes. É muito interessante tudo que nos foi contado e não pretendo dar spoiler aqui né. Moquegua De Puno partimos para Tacna, mas devido ao mal-estar devido a “fonte da Juventude” só consegui chegar em Moquegua. O percurso com altitude de cerca de 5000m e muitas curvas foi demais para meu estomago infectado. O resultado disso foi várias paradas em locais inóspitos para vomitar ou apenas tentar brecar o enjoo. Ossos do ofício. Paramos em um hotelzinho de beira de estrada, muito bom por sinal e dormimos o máximo possível. Fronteira Peru / Chile De Moquegua partimos com destino ao Chile. A fronteira fica próxima à cidade de Arica. Uma fronteira bem movimentada por sinal. Estaciona-se o veículo em um grande estacionamento e parte-se para a migração. O Chile é um país bem rigoroso em suas fronteiras, mas essa foi a pior que conhecemos até agora. Antes de pegar a fila 01, é bom atentar-se a uma exigência deles: devemos apresentar uma ficha, não recordo o nome, que vendem na lanchonete do local, no prédio a esquerda. É melhor comprar essa ficha antes de entrar na fila, assim não enfrenta a fila duas vezes... Depois do guichê 1, vai para o 2 dar entrada no veículo e depois trazer o veículo para a fila de inspeção, onde todas as malas deverão ser levadas para outra fila onde passarão pelo scanner. O veículo é vistoriado, mais alguns carimbos e finalmente somos liberados para adentrar. Reserve de uma a duas horas para esses trâmites. Arica / Iquique Em Arica, por ser domingo, não encontrei casa de câmbio aberta. Precisava abastecer e pagar eventuais pedágios, comprar comida, etc. A solução foi ir ao aeroporto e lá sacar no caixa eletrônico. Havia guichê para cambiar, porém aceitavam apenas dólar e euros. Chegamos em Iquique no final de tarde. É uma cidade litorânea pequena, mas muito bonita, acolhedora e tranquila, cercada por dunas de areia de um lado e o oceano do outro. Tem uma bela orla e boa infraestrutura para o turista. Tem shopping, fast food, cassino, parques, feiras de artesanatos e todo tipo de comércio. Também possui diversas casas de câmbio, com ótimas cotações para o real. Humberstone Em nossa última viagem para o Atacama, demos o azar de vir à fábrica fantasma de Humberstone justamente em um feriado e assim batemos a cara na porta. Dessa vez conseguimos entrar e valeu a pena a insistência. O local fica a apenas 45km de Iquique e é incrível para quem curte fotografar e também conhecer um pouco da história. É um patrimônio mundial da humanidade pela Unesco e muito bem preservado pelos chilenos. Custa apenas 3 mil pesos e lá dentro encontrará tendas vendendo souvenirs e até mesmo alugando roupas da época para fotos. Lá poderão ver escolas, maquinários, mercados, açougues e moradias dos antigos funcionários da fábrica de salitre. Imperdível e fica na beira da rodovia que liga San Pedro à Iquique ou Árica. San Pedro de Atacama Outra visita a San Pedro. Sempre um prazer enorme rever a cidade e seu centrinho. Dessa vez apenas como ponto de pernoite em nosso retorno. Aproveitamos para fazer um passeio que não havíamos conseguido ainda, o tour astronômico. O contratamos para a mesma noite que chegamos. O tour iniciou as 21hs e em uma van com mais 7 pessoas partimos para um sitio um pouco afastado do centro. Não achei o local tão afastado assim das luzes artificiais da cidade. O guia tinha excelente conhecimento do mapa celeste e suas características. Nos ensinou bastante coisa. Vale a pena fazer o tour pelo conhecimento adquirido. Eles possuíam 4 telescópios manuais e um eletrônico. Por volta de 23hs o tour termina e a van nos leva de volta ao centro. Nos hospedamos no Hostel Rey Lagarto. Muito bom, recomendamos. Fronteira Chile / Argentina – Paso Sico Hora de dar tchau. Já conhecíamos bem o Paso Jama e dessa vez queríamos conhecer o Paso Sico. Péssima idéia... do lado chileno é tudo uma maravilha, com estradas perfeitas e zero trânsito. E ainda conhecemos, pelo caminho, as lagunas das Piedras Rojas e a maravilhosa Laguna Tuyajto. Valeria a distância percorrida se voltássemos a partir dessa laguna para atravessar por Paso Jama apenas por sua beleza. Mas seguimos em frente e logo terminou o Chile e terminou o asfalto. Veio a aduana e após rápidos trâmites seguimos em frente... A estrada de ripio vai piorando e piorando... não há nada no caminho caso aconteça algo. Se ainda houvesse belas paisagens pelo caminho, mas apenas montes de areia, cactos e pedras pelo caminho. São cerca de 170km nessa toada. O carro estremece e sofre com as pedras e buracos. No meio do caminho já havia um barulho enorme de lataria batendo na suspensão dianteira. Depois, já em Santos, na oficina para revisão, descobriram uma pedra de uns 7 cm presa na bandeja da suspensão...a culpada de todo barulho que eu já declarava ser amortecedor estourado... Enfim, é uma longa estrada ruim de terra, pedra e buraco, sem atrativos, para chegar a Salta. Paso Jama 10 x 0 Paso Sico. Salta / Corrientes / Foz do Iguaçu De Salta até chegar em casa não houve novidades. Aquela reta interminável da RN 16 até Corrientes e depois muitas curvas até chegar ao nosso país. Visitamos Ciudad del Est para comprar alguns eletrônicos e pernoitamos ainda em Guarapuava antes de ir para Santos. Resumo da Estória Fronteira de Foz do Iguaçu tem mais fila de veículos, porém tem melhor atendimento e estradas do que Dionisio Cerqueira. Vale a pena ir por Foz. Entrar na Bolivia pelo norte da Argentina realmente me pareceu mais seguro e rápido. As estradas são boas e não tivemos qualquer perturbação de policiais. Talvez por Corumbá não tivesse sido assim. O Tour de Uyuni é muito legal. Se você já conheceu todo Atacama, talvez não se impressione tanto com todos os pontos visitados, pois são mais vulcões, lagunas e montanhas. Mas o salar é imperdível. E a experiência como um todo é gratificante e inesquecível. São coisas a se fazer na vida. La Paz merece mais tempo, dinheiro e coragem. Tem muitas aventuras disponíveis. Como estava em família, não pude aproveitar tudo que gostaria, mas queria ter realizado ao menos o trekking pela estrada da morte e a subida ao Huayna Potosi. Mas o monte Chacaltaya é show e vale a visita. Ruínas de Tiawanaco é incrível pela antiguidade das peças e a história envolvida. Fica a critério de cada um. Como estava perto não quis perder a oportunidade. Lago Titicaca é incrível pelo tamanho e pela atmosfera esotérica que o cerca. Parece um lugar com uma energia diferente realmente. Talvez seja influência das estórias ou o marketing envolvido, mas é muito bom estar lá. Ao passar por Puno/Peru, conheçam as ilhas Uros e Taquile. É divertido e curioso. Se você curti fotografia tem o dever de conhecer Humberstone se estiver por perto. Se não for, vá mesmo assim porque é um lugar muito doido, lembra até mesmo um parque de diversões assombrado. O tour astronômico pode ser trocado por uma pesquisa no google e uma fugidinha para um local mais afastado para tirar as fotos com a Via Lactea ao fundo. Mas a explanação do profissional é bem interessante acerca das constelações. Os telescópios não fazem muita diferença na visualização das estrelas. Não é um passeio caro, vale a pena realizar se passar por San Pedro. Paso Sico nunca mais! Mesmo se tivesse um Troller. Sem atrativos ao contrário do Paso Jama. Agora é planejar a próxima !!
  7. 6 pontos
    Boa tarde, Voltei de Cusco esta semana e vou compartilhar parte da minha experiência com valores para que possa ajudar os próximos viajantes a Cusco. Saímos de Florianópolis para Cusco, na ida conexão em Lima e na volta em Santiago. Fomos em duas pessoas, alugamos um quarto no hostel San Cris, pelo air bnb por um valor bem acessível, fica perto da praça das armas, porém, tem umas escadas que no começo podem ser cansativas, mas logo acostuma. Pegamos uma promoção do trem de Ollantaytambo - Águas Calientes - Ollantaytambo. Preços: Passagens (promoção): 1395,00 cada pessoa Hostel por 7 dias: 220,00 para as duas Trem ida e volta (promoção): 355,74 cada pessoa pela PeruRail A partir daqui os valores estão em soles, pegamos cotação de 1 real - 0,78 soles, foi o melhor que encontramos. Fechamos com a agência Liberdade os seguintes passeios Dia 1 - City Tour - 15 por pessoa + entrada Qorikancha que custa 15 soles, mas optamos por não entrar Dia 2 - Vale Sagrado (com salineiras) - 45 por pessoa + 10 da entrada salineira Dia 3 - Cusco - Águas Calientes - Hostel pagamos 50 para as duas, quarto matrimonial Dia 4 - Machu Picchu e volta para Cusco - Transfer ida e volta 70 para as duas, Guia em M.P. 45 para as duas Dia 5 - Montanha Colorida - 65 por pessoa já incluso café da manhã, almoço e entrada Dia 6 - Dia livre para presentes e descanso Dia 7 - Laguna Humantay - 65 por pessoa já incluso café da manhã, almoço e entrada Dia 8 - Volta para Floripa Indico muito esta agência, todos os guias foram excelentes e possuem a identificação de guia, cumpriram com tudo que combinamos e o preço foi justo. Chegando em Cusco todo mundo te oferece passeios, tem que ficar muito atento para não cair em cilada, estava com este medo e por isso estou escrevendo para ajudar os outros. Deixo aqui o contato do whatsapp do Fred, que nos atendeu em todos os momentos: +51 963 400 320 Ganhamos de bônus em nossa compra com a agência o transporte em taxi para o aeroporto. Outra coisa, como foi dito aqui em alguns relatos, o boleto turistico custa 130 o inteiro e utilizei minha carteira de estudante nacional para comprar por 77 Em Machu Picchu não subimos montanha e pagamos a inteira 152 e a de estudante 77, vale muito a pena. A nossa viagem a Cusco foi maravilhosa, se ficou alguma dúvida que eu puder ajudar, só perguntar. Até a próxima.
  8. 6 pontos
    ***RESUMO DOS GASTOS*** Moeda: Pagamos R$1 = 0,32 rands (trocamos R$4000) Cotei no site melhorcambio, fiz oferta e a casa de câmbio que aceitou fez tudo por whatsapp e entregou o dinheiro na minha casa. Custos (pagos antes da viagem): Passagens: R$4254 pela Taag Angola (não gostamos do atendimento, das aeronaves e do aeroporto em Luanda) Aluguel do carro + seguro: R$832 (+R$53 de IOF) pelo site Rentalcars com a locadora First. AirBNB e hostel: R$2094 (+R$14 de IOF) TOTAL: R$7247 Combustível (como "regra" tentamos abastecer sempre que chegava a meio-tanque): Bredasdorp: R310 Plettenberg Bay: R358 Addo: R417 Oudtshoorn: R417 Stellenbosh: R357 Aeroporto: R315 TOTAL: R2174 (aproximadamente R$600) por 2800km rodados com o carro. Pedágios: Chapmans Peak Drive: R47 Tsitsikamma toll plaza: R53 Tunnel toll plaza: R39,50 TOTAL: R139,50 (aproxidamente R$44) Clima: nos primeiros dias fez 16ºC durante o dia. Como no outono em São Paulo, de manhã e à noite esfria, tendo feito uns 11/12ºC, chegando a 30ºC durante o dia. Se você também for em março, prepara-se para grandes variações de temperatura. Dia 11 - Chegada Saímos de SP no dia 10/03, depois de 8h+- de vôo fizemos escala em Angola (não recomendo - aeroporto pior que rodoviária, sem wifi que funcione, sem nenhuma rede de fast-food "conhecido", não aceita cartão de crédito em lugar nenhum, só dólar ou euro se você quiser comer algo e embarque extremamente bagunçado [a nível de conhecimento, não deixaram o pessoal que ia entrar na sala de embarque destino SP porque ainda estava cedo, mesmo sendo o horário que constava no nosso cartão de embarque, mas chamaram todos que iam para Joannesburgo e vejam só... entramos no avião e a galera pra Joannesburgo ainda estava lá na sala de embarque esperando o avião que não tinha pousado!]). Chegamos em Cape Town no dia 11/03 no início da tarde e no aeroporto mesmo compramos um cartão do Myciti de viagem única até nosso destino final por 100ZAR cada (que no final saiu mais caro que pegar um táxi e dividir por 2 o valor). Disseram que estavam sem sistema e por isso não conseguimos comprar o cartão recarregável, apenas quando desembarcamos na estação Civic Centre para conexão é compramos por 35ZAR cada cartão e carregados com 300ZAR cada um (um exagero, descobrimos depois que não usamos nem 80ZAR cada um). Aluguei um AirBNB no centro da cidade (11 a 18/03 por R$961 https://www.airbnb.com.br/rooms/5301821) e descemos na estação Adderley, bem pertinho. O custo-benefício foi incrível! Era muito perto de tudo, há uns 20min de caminhada de Waterfront, barato para pegar Uber e fácil para o transporte público. O único ponto negativo é que por ser centro, à noite fica bem deserto e nos recomendaram muito não andar por ali a pé, sempre pedir Uber para ida e volta por questões de segurança. Nesse dia, apenas andamos ali perto do apartamento e jantamos no KFC (que tem milhares de lojas espalhadas pela África do Sul, nunca vi tanto!) e não recomendo! Fomos no que conhecíamos achando que seria menos erro e acabamos nos arrependendo. Dia 12 - Walking tour Nossa prioridade era o hiking para a Table Mountain, mas como conseguia visualizá-la do apartamento e a previsão do tempo era de dia nublado, decidimos fazer o walking tour que funciona com gorjetas ao final de cada tour e tem saída de frente ao Motherland Coffe Company, que era bem perto do nosso apartamento. O primeiro tour que fizemos foi o Historic City Tour que sai às 11h e termina no Green Market Square, um lugar onde você pode comprar suas lembrancinhas e artesanatos, mas precisa pechinchar MUITO! Nas lojas ao arredor dessa praça e mesmo ao lado do Motherland Coffe Company você encontra os mesmos produtos e por preços mais em conta, então não caia na lábia dos vendedores e pesquise antes de comprar o que você quer. Bem ao lado da praça temos o Food Lovers Market, super recomendado no tripadvisor e que tem uma variedade muito boa de lanches e buffet self-service. Almoço para 2 + 1 Coca saiu por menos de ZAR100 e a comida é bem boa (tirando o arroz deles que parece ser cozido só em água, sem tempero algum). Esse foi nosso tour preferido e fica mais fácil enxergar o país com outros olhos quando você conhece um pouco de tudo o que aconteceu. Aproveitando a vibe da caminhada e a proximidade, resolvemos sair no tour das 14h com a mesma empresa para conhecer o bairro Boo Kaap. Gostamos menos desse tour apesar de toda a história, mas é um bairro bem famoso pelas casinhas coloridas e valeu o passeio. Continuando na empolgação, decidimos esticar até Waterfront e paramos no V&A food market, mercado com muitas opções e preço justo e depois fomos até o prédio African Trade Port que têm lojas de lembrancinhas e artesanatos, e acredite, pagamos mais barato aqui do que na feira de rua que tínhamos ido na hora do almoço. Perambular pelo Waterfront e ver o sol se pôr por ali é uma delícia! São muitos artistas de rua fazendo apresentações, muita gente de todo lugar do mundo e uma vista linda da Table Mountain. Dia 13 - Aquário, Waterfront e Robben Island Como a previsão era de tempo nublado novamente, caminhamos até Waterfront para comprar os tickets de Robben Island e só tinha ida para às 15h (chegamos era umas 9h na bilheteria) e pagamos 360ZAR cada um. Aproveitando o tempo livre, fomos para o Aquário (175ZAR cada ticket), gastamos umas 2h30min lá e gostamos demais! Almoçamos no shopping Waterfront mas não lembro o que comemos além do Cinnabon e se você não sabe o que é isso, você precisa conhecer! Partimos para Robben Island numa viagem que demora uns 30min. Lá fomos recebidos em ônibus que fazem pequenos tours na ilha enquanto um guia explica e ao final desse mini tour somos deixados com o guia que nos mostra a prisão por dentro. A maioria dos guias são ex-detentos de Robben Island, como foi conosco. Entretanto, nos foi dito que estão treinando novas pessoas, já que os guias são pessoas de mais idade, para no futuro ter quem continue passando a história adiante. E que história! Além da visão linda de Cape Town que se tem até chegar na ilha, a história é tão viva, tão recente e tão triste que eu não tenho nem como descrever. Em determinados momentos do relato do nosso guia eu só tive vontade de chorar pensando que o Apartheid terminou depois que eu já tinha nascido e que os negros, principalmente, ainda sofrem as consequências de tudo isso. Vale cada dinheiro que pagamos para ir conhecer! Dia 14 - Kirstenboch Botanical Garden e Table Mountain Finalmente o dia de subir a montanha! Decidi fazer a trilha que inicia no Jardim Botânico porque 1-a ida seria diferente da volta e 2-gosto de jardins botânicos! rs Pedimos um Uber até lá (R$30) porque o Myciti não tem ônibus até lá. No site ele mostra outras formas de chegar, mas preferi evitar a fadiga. A entrada para o Jardim custou ZAR70 cada e como lá é grande demais, escolhemos ir na parte das Proteas, flores típicas e lindas da África do Sul e conhecer o Tree Canopy Walkway, as famosas passarelas acima do nível das árvores (linda visão, mas bem menor do que eu imaginava). De lá, iniciamos a trilha Skeleton Gorge rumo à Table Mountain. O único relato que eu li sobre essa trilha foi no blog http://www.adreamoverland.com/blog/table-mountain-via-trilha-skeleton-gorge-cape-town/ e confesso que achei bem pior do que ela relatou. P.S.: Nós fizemos de tênis todas as trilhas, mas me arrependi horrores de não ter levado bota e recomendo que você não faça como eu! Vá com botas de trekking que elas facilitam muito! Ponto positivo: a trilha é auto-guiada, fácil de localizar (pelo menos no início) e tem no Google Maps, então qualquer dúvida, é só abrir no celular e ver se você está no tracejado da trilha por lá (fizemos isso algumas vezes, principalmente quando estávamos chegando no topo, quando a trilha estava mais difícil de enxergar e a vegetação um pouco alta). Só não esqueça de fazer o download da área no Google Maps para conseguir usar offline caso não compre chip de internet. A trilha começa no meio da mata o que é ótimo para proteger do sol e não tão ótimo quando pensamos em animais! rs O início é basicamente percorrendo o lado de uma pequena cachoeira, mas o negócio vai ficando íngreme e mais íngreme e o solo vai molhando por causa dessa pequena cachoeira que às vezes cruza a trilha e em determinado momento você precisa de uma pequena escalaminhada nas pedras dessa cachoeira para prosseguir, além de alguns trechos terem umas escadas de madeira enormes para subida. Até o final da "Skeleton Gorge" nós levamos 1h30. Lá tem uma plaquinha sinalizando as outras trilhas e rumos que você pode ir (inclusive uma que passa por um lago) e seguimos a subida em direção ao Maclears Beacon. Até esse ponto, encontramos pouquíssimas pessoas (contei apenas 10 que nós ultrapassamos ou que passaram por nós) e o que parecia uma subida interminável, acabou com mais 1h+- de caminhada e 5,5km até esse ponto (segundo smartwatch da MiBand) e não se engane, são 5,5km de lindas vistas, porém foram possivelmente os piores da minha vida. Chegamos no Maclears Beacon e paramos lá uns 30min para almoçar, tirar fotos e apreciar a vista. Mas... Ainda falta um tanto para chegar no bondinho ou no café que tem lá perto. Gastamos mais 1h (~2,6km) até o café, onde paramos para usar o banheiro e comprar bebidas porque a subida praticamente acabou com toda nossa água. Mais um tanto de fotos e vistas bonitas por lá e iniciamos a descida pela trilha Platteklip Gorge, a mais conhecida e também recomendada lá (algumas trilhas necessitam de equipamentos de escalada/segurança) e meu Deus, que bom que nós só descemos essa trilha, porque subir por ela deve ser ainda pior do que pelo jardim botânico! Várias pessoas que subiam nos pararam para perguntar se faltava muito para chegar ao topo e uma moça estava quase desistindo, até que meu marido disse que lá tinha um café e que ela poderia descansar tomando alguma bebida/comendo e ela se animou. Essa trilha é basicamente uma subida/descida íngreme, com terreno extremamente pedregoso (nunca senti tanta falta da minha bota de trekking) e por isso bem perigoso e fácil de escorregar, além de ter poucos lugares com sombra. Gastamos 1h30min só descendo (+-7km segundo MiBand) e resumindo: só suba por essa trilha se seu condicionamento físico estiver em dia e vá preparado com muita água e cedinho, já que são poucos lugares com sombra. De lá, ainda caminhamos na estrada até chegar no Lower Cable Station, onde um shuttle gratuito do Myciti passa e te deixa na parada Kloof Neck onde você pode pegar as linhas de ônibus que vão até o centro de Cape Town. Paramos numa Debonairs Pizza (duas pizzas grandes por 129ZAR) próxima ao nosso apartamento, pegamos para viagem e levamos para comer por lá e descansar. Resumo 2 - se você tiver dinheiro sobrando, recomendo que suba e desça de bondinho. Você pode caminhar lá em cima e pegar alguma trilha menor por lá para apreciar diferentes visões da cidade. Dia 15 - Lion's Head e praias Tempo bom e mais um trekking! Pegamos a linha 107 do Myciti na Longmarket Street, descemos na parada Kloof Neck (a mesma que leva à Table Mountain) e seguimos para a Lion's Head. O início da trilha é bem no começo da estrada (também possível de ver no Google Maps) e boa parte da trilha não tem sombra. Ela foi relativamente fácil, gastamos 1h30min para subir e 1h para descer num percurso de ~7km ao todo. Entretanto, apesar de "fácil", achamos um tanto perigosa, porque em vários trechos você fica basicamente à beira de precipícios e não há corrimão ou qualquer corrente de segurança no caminho. Em um determinado momento, você pode escolher pelo caminho fácil (por pedras) ou subir com emoção um paredão com cordas e grampos presos para auxílio. Decidimos pelo caminho fácil (e recomendado segundo as plaquinhas), mas na volta perdemos esse caminho e tivemos que descer essa parte pelas cordas e grampos. Gostaríamos de ter ido na Wally's Cave, mas vi no Google que ela foi fechada permanentemente e que existia fiscalização e multa, então nem arriscamos. A subida da trilha é um 360º pela montanha, então antes mesmo de chegar no topo já é possível ver todo o arredor. A vista das praias e dos 12 apóstolos foi a minha preferida. No mesmo ponto de ônibus que descemos, pegamos a linha 107 e descemos em Camps Bay. Que praia gostosa! Andamos até o canto direito dela, onde você tem uma vista melhor dos 12 apóstolos e se tiver sorte, consegue uma sombra entre as pedras (o sol estava ardido demais!) A água dessa praia faz jus à fama que tem e eu não consegui nem andar na beira da água porque meus pés ficaram dormentes super rápido de tão gelada que é! Vimos poucos corajosos entrarem e o calor nesse dia beirava 30ºC. De lá, pegamos a linha 108 e descemos em Clifton 3trd, que nada mais é do que uma praia dividida por grandes pedras e por isso eles chamam de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª. Água igualmente gelada e praias lindíssimas! Amamos! Voltamos com a linha 108 até Adderley, próxima ao nosso apartamento. Dia 16 - Walking around Esse dia era destinado à Devils Peak e Woodstock Caves, mas como tivemos que mudar a ordem do roteiro nos primeiros dias por conta do tempo nublado, todos os trekkings ficaram nos últimos dias e resolvemos pegar leve e deixar esse de lado (tinha lido relatos de que devils peak era o menos impressionante dos 3) já que as dores musculares se intensificaram depois da Lion's Head. De manhã, nós saímos andando pelo centro da cidade sem destino certo. Almoçamos no Eastern Food Bazaar, bem famoso pelo excelente custo-benefício e as porções ofertadas são gigantescas! Nós não demos conta dos pratos que pedimos e acabou sobrando muita comida. Como não tínhamos muito o que fazer, pegamos o ônibus e fomos até Waterfront, onde descemos e fomos ver o estádio que sediou alguns jogos da Copa do Mundo. Continuamos a caminhada até o Green Point Park, um parque muito bonito e agradável, com campo de golfe e uma linda visão para o estádio. Saímos em frente ao Greenpoint Lighthouse, um farol super fotogênico e voltamos para Waterfront beira-mar por See Point Promenade. Jantamos no V&A e ficamos por lá curtindo os artistas de rua e a visão da Table Mountain. Dia 17 - Cape of good hope, Boulder beach, Muizenberg beach Andamos cedinho até a First, locadora de carros onde já tinha reservado e pago um categoria mini. Não pediram habilitação internacional, apesar do meu marido ter tirado para essa viagem. Fizemos a inspeção do carro, explicaram algumas coisas e hora de dirigir! Meu marido ficou como motorista principal porque li muito a respeito da polícia da África do Sul e ele foi o único que tirou a PID, então preferimos não arriscar. Foi bem díficil dirigir em mão inglesa, uma tensão constante se estava no lado certo da pista, as conversões, a seta do lado contrário... mas depois de um tempo fica menos ruim! rs Para essa viagem, baixamos os mapas offline do Google Maps e usamos como GPS. Não tivemos problemas quanto à isso. Nossa ideia era pegar a Chapmans Peak Drive, uma rota com lindas vistas da praia (joga no google e veja por si só), mas o tempo estava super nublado e acabamos não vendo nada. Pagamos R47 se não me engano de pedágio para trafegar nessa rodovia e paramos antes na Hout Bay, que é uma praia muitíssimo bonita (os ônibus Myciti chegam até ela), mas como estava frio, acabamos só olhando e indo embora. Seguimos viagem a Boulders Beach, onde pagamos R304 a entrada para os dois. Essa é a famosa praia dos pinguins e apesar de não tirado nenhuma foto pertinho deles, vimos até um casal copulando! Andamos com calma por lá e pegamos a estrada para o Cabo da Boa Esperança e que estrada bonita! Têm alguns mirantes no caminho que valem a parada. Pagamos R606 de entrada (para os 2). Recebemos um mapa do parque e dirigimos até Cape Point onde subimos até o farol pelas escadas mesmo (não acho que vale a pena subir de funicular, a subida é rápida e tranquila pelas escadas) e de lá continuamos por uma trilha que leva ao antigo farol. Retornamos para Cape Point e lá pegamos a trilha para Cape of Good Hope que passava por Dias Beach, na minha opinião, a praia mais bonita do parque. Acredito que levamos menos de 1h, mas não encaramos a descida até a praia de águas tão agitadas porque ainda tínhamos dores musculares. Pegamos nosso carro e dirigimos até o Cabo da Boa Esperança, apenas para tirar foto com a placa, já que tínhamos visto o Cabo de cima, pela trilha que fizemos antes. Vale lembrar que esse parque é conhecido por babuínos. Vimos poucos na estrada, mas vale tomar cuidado quando for comer e sempre tranque seu carro! Dentro do parque existem lojinhas, com bons preços de souvenirs e um restaurante com uma vista muito bonita. Não comemos por lá, então não sei dizer sobre os custos. Partimos para Muizenberg Beach, mas antes paramos para comer em um Pick'n Pay que encontramos no caminho. Muizenberg Beach é famosa pelas casinhas coloridas que servem como vestiário para os surfistas. Apesar disso, não achamos nada demais, mas gostamos da cidadezinha de Simon's Town. É possível chegar até lá de trem - a praia fica bem ao lado da estação - no entanto, não achamos que valeria a visita à Muizenberg só por isso. Como já estava em nosso roteiro e no nosso caminho de volta para CT, paramos, mas se decidir ir até lá, tire um tempo para andar também pela cidade. Dia 18 - Cape Town -> Cape Agulhas -> Mossel Bay Nos despedimos de Cape Town e seguimos para Cape Agulhas, o local onde o Oceano Atlântico encontra-se com o Pacífico. Tinha visto relatos dizendo que não valeria o deslocamento até lá para tirar foto com uma placa, mas discordo completamente. Agulhas é um parque nacional com entrada gratuita e conta com o Cape Agulhas Lighthouse que funciona como museu e por um valor simbólico (que eu não me lembro quanto foi), você pode subir no farol e ter uma visão 360º, além de ver de perto o tamanho da luz/farol de verdade. Paramos na cidadezinha de Bredasdorp na volta para abastecer o carro e comer alguma coisa. Não almoçamos, fomos direto para Mossel Bay, onde inicia a Garden Route. Lá, vimos as piscinas naturais, o farol, a caverna e fomos até o comecinho da trilha St. Blaize. Dia 19 - Mossel Bay -> Buffels Bay -> Knysna -> Plettenberg Bay Eu tinha colocado no roteiro duas opções de parques para ver nesse dia: Witfontein Nature Reserve ou Wilderness National Park. Entretanto, não fomos para nenhum dos dois, seguimos para Buffels Bay e meu Deus, uma das praias mais bonitas da minha vida eu conheci nesse dia. Ela não tem nome, fica antes de chegar em Buffels Bay propriamente dito, mas é impossível não vê-la da estrada (só tem uma para ir e voltar). Essa área é uma reserva natural chamada Goukamma, onde ostras negras se reproduzem e é possível ver centenas delas nas pedras por ali. Lagartixamos ali no sol até não aguentarmos mais e fomos até Buffels Bay, um pequeno e charmoso distrito, com uma praia até "cheia" no dia em que visitamos. O curioso aqui é que muitos falaram conosco em Afrikans ou Dutch mesmo, e ouvimos muitos "Danke". A maioria das pessoas que vimos por ali eram claramente descendentes de holandeses e os negros, minoria. Partimos para Knysna, mas antes paramos no Margaret's view point e fomos para Brenton on sea, onde é possível avistar baleias na temporada. Não era temporada e o tempo também não colaborou e chegou um nevoeiro daqueles de filme que não nos deixou ver absolutamente nada. Chegamos no Waterfront de Knysna, bem pequenininho, com muitas lojas de souvenirs e restaurantes. Comemos numa pequena lanchonete que claramente faz muito sucesso ali porque estava sempre com fila e não nos arrependemos. Custo-benefício excelente. Sei que Knysna tem muito a oferecer, como passeios de barco/escuna, mas nosso foco era chegar em Plettenberg Bay então lá fomos nós. Curtimos um pouco a praia de Sanctuary Beach, fomos ao AirBNB fazer o check-in e saímos para jantar. Fomos conhecer a Central Beach e o Beacon Island e jantamos numa pizzaria chamada Full Circle. Gastamos R68 apenas! (Pizza de margerita por R50 e uma coca de 300ml R18) e fomos dormir. Essa noite não foi muito fácil para mim porque como todo viajante que se preze, tive um desarranjo intestinal rsrs. Dia 20 - Robberg Nature Reserve O dia amanheceu com uma garoa fina, mas aceitando a sugestão da nossa host de que não continuaria assim o tempo todo, fomos fazer a trilha em Robberg. Pagamos R100 na entrada para os dois. A dica é chegar bem cedo, porque o estacionamento é pequeno e mesmo nesse dia que não estava sol, ficou super cheio e muitos tiveram que estacionar próximo da entrada do parque e não do início da trilha. Levamos 3h45 para fazer o maior percurso do parque (9km), no sentido proposto por eles (anti-horario). Não havia muita sombra durante a trilha, apenas nos primeiros minutos de caminhada. Apesar de termos demorado bastante, fizemos em ritmo bem lento, parando para muitas fotos e vídeos e para comer (lembrando que eu não estava 100% por causa do desarranjo da madrugada). Não achamos a trilha pesada ou difícil. É necessário um certo cuidado e condicionamento físico próximo ao "the point" quando a trilha vira cheia de pedras e fica um pouco complicado. Toda a trilha é sinalizada com plaquinhas com focas. Apesar de ter sido altamente recomendada no tripadvisor, não achamos tuuuudo isso que as pessoas falaram mas valeu a experiência. Pegamos o carro e partimos para Stormsrivier. Almojanta foi no Marilyn's 60's Dinner, onde pedimos filé de frango empanado acompanhado por arroz (sem tempero nenhum), milho e ervilhas. Não existem muitas opções por lá e os restaurantes fecham cedo. Gostamos do ambiente e do preço (~R200 os 2 pratos + 1 Coca). Dia 21 - Stormsrivier e Tsitsikamma A ideia era ir para Tsitsikamma, acredito que o parque mais famoso da Garden Route, mas o dia amanheceu super fechado e com garoa, por isso decidimos fazer a trilha gratuita no próprio vilarejo chamada Fynbos Walks (2km circular) e minha dica é: não faça! rs A segunda parte da trilha estava com mato praticamente fechado e trata-se apenas de uma caminhada em meio aos finbos, sem nada "demais" para olhar. Depois de perder um tempo nisso, decidimos ir para o Tsitsikamma com chuva mesmo e não é que depois o tempo melhorou? A entrada do parque é bem salgada (R470 para os dois), mas valeu muito a pena! Fizemos duas trilhas por lá: 1 - Mouth Trail - A mais famosa, é uma trilha fácil, de aproximadamente 900m (levamos menos de 15min ida) praticamente todo o caminho de madeira. No final encontramos as 3 pontes suspensas e o encontro do rio com o mar, um visual lindo! 2 - Waterfall trail - Trilha de ida fácil, com 2,9km (marcamos com smartwatch) e 1h para completar. No final somos recompensados com uma cachoeira enorme e lindíssima, com um poço bem grande (e fundo!) para refrescar. É necessário saber nadar. Não há locais rasos para se apoiar e não há salva vidas. Boa parte da trilha é feita na sombra, e o terreno é de grandes pedras. Não é difícil, mas é necessário certa flexibilidade e condicionamento físico. Recomendo uso de botas de trilha porque o terreno é escorregadio. Em todo percurso há pegadas e setas amarelas indicando o caminho. Existem algumas entradas de outras trilhas, então é preciso ter cuidado para não ir para outro lugar, entretanto, você pode acompanhar a trilha demarcada pelo Google Maps (só fazer download do mapa para usar offline). Não é recomendado iniciar essa trilha após às 15h. A maré sobe e uma parte da trilha com grandes pedras começa a ficar "inundada". Ficamos impressionados porque na ida estava tudo seco e o mar bem longe e quando voltamos parecia outra trilha! De volta ao vilarejo, jantamos novamente no Marilyn's 60's Dinner, só que dessa vez pedimos um hambúrguer para cada + porção de batatas fritas (não sabíamos que o lanche já vinha acompanhado de batata frita) e 1 Coca, o que foi demais para nós dois mesmo após as trilhas. A conta deu ~R200. Dia 22 - Stormsrivier e Port Elizabeth A programação era a trilha Plaatbos Walks, gratuita e que fica no próprio vilarejo. Deixamos o carro no escritório do SanParks, pedimos informação e para nossa surpresa, nem o pessoal que trabalhava lá sabia informar direito onde era o início da trilha! Tinha visto na internet que eram 3 rotas diferentes (amarela, vermelha e verde) e queríamos ter feito a amarela, que era a maior com 8km, mas não encontramos a entrada da trilha em lugar nenhum. As poucas pessoas que passaram por nós (correndo) estavam em treinamento para bombeiros e não souberam informar nada também. Desistimos e pegamos estrada para Port Elizabeth. No caminho, paramos na Storms River Bridge para apreciar a vista. Também pegamos um pequeno desvio para conhecer uma praia chamada Paradise Beach em Jeffreys Bay, entretanto, não curtimos. Achamos uma praia bem comum, nada parecida com as demais que nos conquistaram nessa viagem. Dia 23 - Addo Elephant Park Entramos no Addo pelo portão Matyholweni (o mais próximo de Port Elizabeth) às 7h da manhã, horário de abertura do parque e pagamos R614 a entrada para os 2. Já na entrada do parque vimos muitos macacos e em menos de 5min andando encontramos javalis. Fomos seguindo os "loops" conforme eles apareciam no mapa e foi onde encontramos mais bichos. Nos demoramos umas 4h30 no parque e passamos por quase tudo de sul ao norte. Saímos pelo portão principal, bem ao norte, para não precisar voltar todo o caminho por estrada de terra. O parque não é tão grande e como o nome sugere, tem muiiiitos elefantes. Encontramos a maior parte deles nos loops da parte norte e vários passaram tão próximo do nosso carro que achamos que eles encostariam! Para nós, valeu muito a pena a experiência do self drive. Após o parque fomos conhecer a orla de Porth Elizabeth e jantar. Dia 24 - Kragga Kamma Game Park Esse é um parque bem pertinho de Porth Elizabeth que tem boas avaliações no tripadvisor. A entrada custa R100 por pessoa e trata-se de um parque bem pequeno, onde os predadores ficam isolados/presos. A única vantagem que vimos nesse parque é que é mais fácil ver os animais e que eles têm girafas (o Addo não tem). Gastamos ~1h30 para fazer todo o percurso e mesmo estando num ambiente isolado, não vimos a cheetah, o grande atrativo desse game parque, mas vimos leão, que segundo a internet são animais resgatados. Fomos no Shark Pier conhecer a praia e almoçamos no restaurante Angelo's, que tem um preço super justo por tratar-se de um restaurante a beira-mar. Dia 25 - Cango Caves Esse era um dia basicamente de estrada. Saímos de Port Elizabeth e nosso destino era Stellenbosch, mas adicionei Cango Caves "no meio" e fizemos esse desvio. Apesar de termos chego antes do meio-dia, só conseguimos comprar o Heritage Tour das 13h, por isso, almoçamos no restaurante que tem lá mesmo (comida e atendimento bem mais ou menos, trouxeram o pedido errado do meu marido). O tour teve 1h de duração e valeu super a pena! A caverna é imensa e as explicações são bem detalhadas. Também existe o adventure tour, mas pelo que nossa guia disse, consiste em passar perrengue, então não nos arrependemos de ter feito o regular (no adventure você passa por câmaras beeem estreitas e ela disse que já houve casos em que pessoas ficaram entaladas e o socorro demorou quase 12h). Seguimos para Stellenbosch pela R62, que descobrimos ser uma rota turística e muitíssimo bonita! A estrada segue em meio à montanhas, com alguns pontos panorâmicos para parada um total de zero pedágios (fiquei impressionada porque se fosse no Brasil teríamos falido de tantos pedágios que temos). Dia 26 - Stellenbosch Stellenbosch é uma cidadezinha histórica encantadora que faz parte das Winelands, cercada por lindas montanhas, e possui mais de 200 vinícolas. Nos perdemos pelo centro histórico, sem roteiro definido, e entramos no jardim botânico da Universidade de Stellenbosch, pequeno, mas muito bonito e bem conservado (cobram R20 pela entrada, se não me engano). Depois do almoço fomos conhecer a vinícola Neethlingshof. Não marcamos horário, só chegamos e pedimos a degustação mais simples que eles tinham (5 vinhos diferentes) e pagamos R75 por pessoa, se não me engano. Adoramos o atendimento e os vinhos e os preços da lojinha deles estavam excelentes! O mais caro que compramos saiu por R70. Dia 27 - Jonkershoek Nature Reserve Entrada por R50 por pessoa. Fui convencida pelas fotos na internet e decidida a fazer o Panorama Circuit, uma trilha circular de 17km. Acontece que esse foi o pior parque que encontramos na África do Sul. Ele é administrado pelo Cape Nature, que não tinha mapa disponível na recepção e as sinalizações da trilha eram praticamente inexistentes. Tivemos que cruzar um córrego pequeno sem sinalização nenhuma, seguindo apenas a trilha traçada pelo Google Maps e dessa forma, perdemos muito tempo tentando achar o caminho olhando no celular, já que a trilha não tinha placas ou marcações. Depois de uns 5km, entramos em mata mais fechada e aí ficou ainda pior para nos localizarmos. Como tínhamos que chegar em outra cidade nesse mesmo dia, decidimos abandonar a trilha e voltar. As trilhas da primeira e segunda cachoeiras também achamos que não valia a pena 1: a primeira cachoeira é bem pequena e decepcionante; 2: a segunda cachoeira tem uma descida sinistra e bem perigosa, por isso só vimos de longe e mesmo ela não é tão grande. O parque é lindíssimo com as montanhas ao redor e as Proteas no caminho e tudo mais... infelizmente não está bem sinalizado e não tínhamos tempo para tentar uma trilha tão longa só com a ajuda do celular. Duas horas dirigindo e chegamos na nossa última cidade: Langebaan, um caribe perdido na África do Sul, a 100km de Cape Town. Nesse dia, visitamos a Langebaan Lagoon e as fotos falam por si! Dia 28 - West Cost National Park Entrada R174 para os dois. Não é um parque muito grande, mas é possível pescar, fazer observação de pássaros, andar de barco e fazer trilhas. Dispensamos a trilha (bem longa e em dunas) e só fomos apreciar a beleza desse lugar mesmo. Visual super lindo, valeu a pena! Dia 29 - Saímos de Langebaan cedo para ir no V&A Waterfront gastar nossos últimos rands, partimos para o aeroporto onde devolvemos o carro pegamos nosso vôo de volta. Resumindo: Recomendo muito a África do Sul! Povo simpático, natureza exuberante, trilhas em abundância, moeda que vale menos que a nossa... vale muito a pena!
  9. 6 pontos
    Salve Mochileiros, Estou aqui para descrever, relatar, contar, sei lá 😁um pouco ou tudo da minha experiência que tive nessa viagem incrível quem sabe até poder ajudar algumas pessoas que pensam em fazer essa trip. Estava relutante, com muitas duvidas se eu deveria escrever esse relato, mas no final acho que vale a pena contar um pouco das experiências que tive e quem sabe incentivar alguém a começar. Antes de iniciar, tenho apenas que repetir uma coisa que praticamente a maioria das pessoas que finaliza essa trip diz que é: TODO MUNDO TEM QUE FAZER UMA VIAGEM DESSA , , porque é muito foda, você conhece tanta gente, uns lugares de tirar o fôlego, vê umas coisa maluca que as pessoas chamam acho eu de choque cultural, são tantas sensações que senti nessa viagem, todo dia eu estava feliz, a única parte triste foi a despedida, porque o resto foi foda. Então vamos iniciar esse relato cambada!! Esse mochilão teve inicio no dia 01/04/2019. Roteiro Santa cruz de La Sierra Sucre Uyuni San Pedro De Atacama Arica Tacna Arequipa Ica Huacachina Paracas Lima Huaraz Cusco Copacabana La Paz Santa cruz de La Sierra Gastos Nessa vou ter que pedir desculpas para vocês, acho que não vou conseguir dar muitos detalhes, sei que eu gastei 4885 reais pois comprei as passagens aéreas antecipados tudo por 840 e uma passagem de ônibus de Sucre a Uyuni por 45 reais , o que sobrou foi apenas 4000 reais a qual levei comigo no meu Money Belt do começo ao fim da viagem, mas falo para vocês só sei que quando estava no ultimo dia la em Santa Cruz de La sierra eu estava muito pobre, muito mesmo, para vocês terem uma noção tive que pechinchar até comida de 15 BOL(consegui por 10) mas não se preocupe ainda lembro os preços dos tours, vou dar algumas dicas de comer barato e acomodação barata também. OBS: Se eu perdesse o Money belt ou fosse roubado estava muito ferrado, pois não levei nenhum cartão de credito ou debito hahahahah (maluco de BR hahahahah ) Desabafo: Estava com esse mochilão na cabeça dês de 2016, planejando fazer sozinho mesmo(uma coisa quase praticamente impossível de fazer), li apenas alguns relatos como o mais famoso do rodrigovix e da maryana teles , arrumei minha mochila com poucas coisas mesmo e fui, melhor decisão que já tomei em toda a minha vida. Dês de moleque sempre quis largar tudo e viajar o mundo todo, sem data de volta, porem necessitava e necessito de experiência, por conta disso planejei esse mochilão clássico para confirmar se conseguia me virar e ver com meus próprios olhos se era verdade mesmo se tinha como viajar o mundo com pouco dinheiro ou quase nada e depois que terminei, pelas pessoas que conheci e experiências que vivi posso dizer que é possível. Preparativos: Como eu disse anteriormente, comprei antecipadamente apenas as passagens aéreas e a passagem de ônibus(essa de Uyuni se não planeja fica em sucre recomendo comprar com antecedência). São Paulo a Santa Cruz de la Sierra – R$ 680 Santa Cruz de la Sierra a Sucre – R$ 160 Ônibus de Sucre a Uyuni - R$ 45 No meu mochilão não foi muita coisa apenas: 7 camisetas 2 shorts 8 cuecas 8 meias 2 calças jeans 1 calça de trekking 1 calça térmica 1 fleece (furtada) 1 jaqueta corta vento 1 blusa termina 1 chinelo 1 calça velha (para dormir) 1 camiseta velha (para dormir) 1 bastão de trekking (furtado, merecido, pois nem usei, totalmente desnecessário) Mochila de ataque foi apenas: Pasta de documentos Carregador de celular 2 Power bank Dicas: Vai no relato da @Maryana teles pois de começo nada mudou, seguro é importante(não usei mesmo comendo nas boca de porco) , carteira de vacina é importante mas eles nunca pedem, mas bom levar nunca se sabe e de resto tranqüilo. Inicio do Relato 01/04 - Guarulhos x Santa Cruz de La Sierra x Sucre Episodio 1 – O primeiro choque cultural a gente nunca esquece. Chegou o grande dia, coração a mil, ansiedade tomando conta, sai até cedo de casa, cheguei no aeroporto as 19h30, já estava lá pronto para embarcar , porem meu voo saia só as 00:05 ou seja ficaria por quase 5 horas coçando, nesse período de tempo conheci dois amigos um casal super gente fina e humilde demais que iriam iniciar sua jornada também Felipe e Fernanda. Mal sabia eu que essas desgraças iriam me acompanhar praticamente até metade do caminho hahahah Obs: Vocês perceberam que estamos com a mesma mochila e o rodrigovix também tem a mesma mochila e se duvidar até você tem essa mochila, sabe por que isso? Porque nos é pobre e essa é a mochila mais barata da decathlon. Chegamos em Santa Cruz as 3h00 da manhã, ficamos lá coçando no tédio e esperando nosso voo para Sucre que sairia as 9h00 Nesse período de tempo novamente conhecemos um brasileiro muito louco, sabe porque louco? ele foi de ônibus até sucre ou seja 13 horas em um ônibus pelas estradas mais perigosas da Bolívia (ele morreu hahahha mentira) e ainda fez o salkantay (4 dias caminhando) muito louco esse cara! Passaram algum tempo e a gente precisava realizar o cambio, para pagar ônibus e comida la em sucre então combinamos em trocar 50 reais cada um porem na hora do cambio aconteceu uma coisa que eu achei engraçada e preciso compartilhar com vocês e isso ainda aconteceu comigo(tinha que ser) vou contar. Estava lá eu indo trocar o dinheiro, porem não tinha ninguém para me atender , então resolvi esperar, nessa hora veio um cara parecia aquele índio do pica pau, veio falando espanhol com mandarim e um pouco de Frances que eu não entendi quase nada mas pelo pouco que entendi, vou tentar descrever essa conversa(estávamos tentando falar em espanhol): Gringo: Você cambio? Eu: Sim, quantos está o cambio? Gringo: Dólar! Eu: Não só tenho real, 50 quero trocar!Quanto cambio? Gringo pegou a carteira e sacou 50 dólares para me dar porem eu disse: Eu: não, quero BOL Gringo: Você fala inglês? Eu: Sim Gringo: Cambia para mim? Eu: Cambia você para mim? Gringo: você faz cambio? Eu: não e você? Gringo: também não, desculpa! Foi essa confusão 😂😂foi uma situação engraçada, mas depois disso fui trocar o dinheiro, quando à mulher chegou acabei trocando meio que obrigado 100 reais em uma cotação horrível pois ela não aceitava menos que 100 e não tinha nenhuma outra casa de cambio aberta. Enfim chegou o horário do voo e partiu Sucre Chegamos no aeroporto de Sucre as 11h00 da manhã , um aeroporto bem minúsculo. Assim que chegamos ao aeroporto perguntamos o preço do táxi 60 BOL muito caro! Vimos uma van, pechinchamos e conseguimos por 10 BOL para levar ate o terminal de bus essa van cheio de boliviano e apenas nos três de brasileiros e lá vamos nós. Uma dica para quem quer economizar: NUNCA VÁ DE TÁXI SEMPRE ESCOLHA O MEIO DE TRASPORTE PUBLICO (A não ser que não tenha transporte publico), alem de economizar uma baita de uma grana você terá uma imersão cultural maior. Enfim chegamos vivos ao terminal de ônibus. Nosso ônibus para Uyuni sairia apenas as 20h00 então íamos precisa comer, decidimos ir ao lugar mais barato, encontramos um restaurante local que estava cobrando 10 Bol com sopa e prato principal muito barato porem.. Confessar uma coisa para vocês foi uma das piores sopas que já comi em toda a minha vida, descobri que a culinária não é um ponto forte dos bolivianos, terminamos de comer e fomos andando mesmo até o centro e praça principal para cambiamos dinheiro e conhecer um pouco da cidade. Trânsito na Bolívia é uma loucuraaaaa!!!! Cambiamos 550 reais em uma cotação boa para pagar o tour do Uyuni e comprar alguma coisa para comer, em seguida fomos para a praça principal Depois fomos a uma praça cheia de pombo, tinha mais pombo que Osasco (quem já foi sabe que Osasco tem bastante pombo) o engraçado é que as pessoas alimentavam o pombo, tinha gente vendendo comida para alimentar os pombos tinham as crianças que abraçavam o pombo e juro que eu vi uma criança beijando a merda do pombo, outro choque cultural que tive, provavelmente se eu ficasse mais um dia naquela cidade eu ia ter mais choques culturais 😂, mas não, vai por mim, aquilo já estava bom hahaha queria chegar logo em Uyuni. Depois fomos para um mercadinho comprar umas coisas para levar no Uyuni e comer no caminho (não compramos nada, pois estava tudo caro para os nosso padrões ). Nesse mercadinho eu acabei vendo uma coisa que não queria, então, vou contar, dentro desse mercadinho tinha uma lan house onde tinha uns adolescentes, acreditem em mim eles estavam juro, assistindo filmes pornográficos como se tivesse assistindo Peppa Pig, dentro do mercadinho manooo foi ai que pensei, temos que ir embora logo dessa cidade já vi coisa demais por um dia, porem não tinha como, pois estava cedo e ainda a gente tinha que ir no mercado central comprar as coisas para não morrer de fome e lá fomos nós, chegando nesse mercado e mano me surpreendi muito, tão limpinho segue as imagens: Esses frangos estavam expostos ali acho eu uma semana, mas enfim compramos as coisas e partimos para o mirador da cidade, fomos andando novamente (esqueci de falar que o meio mais econômico de transporte são as pernas), andamos por uns 40 minutos até chegar no mirador, cheio de subida, resumindo cheguei lá em cima morto. Seguimos para o terminal de buses, fomos de ônibus publico e mano louco eu nunca tinha visto coisa parecida eu estou acostumado, como moro em São Paulo a andar com ônibus grande e tem sinal de parada, ponto de ônibus, lá não tem essas coisas não, totalmente diferente, vocês tem que saber onde vai descer, tem que falar para o motorista ”vou descer aqui” ele só ”para” e você desce, ônibus minúsculo, muito louco paguei 1 BOL. Chegamos no terminal faltando umas duas horas para o ônibus partir, tivemos que esperar, mas antes meus amigos foram em um restaurante jantar, eu não jantei por vários motivos primeiro estava sem fome, a sopa me traumatizo, não queria gastar , ansiedade e queria apenas entrar no ônibus para dormir (dois dias sem dormir é osso)😂😂😂 enfim entramos no ônibus e partimos para Uyuni onde eu tive um dos melhores momentos da minha vida, conheci umas pessoas incríveis e minha primeira paixão de viagem. O próximo capitulo será: A primeira paixão de viagem a gente nunca esquece.
  10. 6 pontos
    ...ou as 5 coisas mais estúpidas que eu fiz em 5 dias na Nicaragua. porque dica do que fazer todo mundo dá. tudo é lindo nas fotos, nos textão. quero ver compartilhar as cagadas. só vou relembrar porque eu me prometo e tá escrito: NUNCA mais fazer umas cagadas dessas. (((até a proxima viagem))) 1. Naufragar de Kayak i love the smell of vai dar ruim in the morning. na minha última manhã em granada acordei cedo com siricutico e fui pro centro da cidade procurar um passeio pra ser o gran finale da estadia. já não bastava ter nadado em cratera de vulcão e cheirado enxofre do outro cuspindo lava, não. tinha que ter mais emoção, isso, tinha que ter mais aventura. tinha mesmo é que ter ficado quieta no meu canto mas... cheguei no centrinho e tava tudo fechado, a cidade só acorda 8h30. povo esperto esse povo da nicaragua, temos muito a aprender com eles. tudo aquilo que o sol toca, simba, é menos trouxa que você e só acorda as 8h30 da manhã bom, não vou esperar 1h sentada aqui no banco da praça né? volto pro hostel e arrumo as coisas, afinal, tenho que pegar um ônibus meio dia pra outra cidade. o universo sempre se comunica comigo. e eu devo falar aramaico. aproveitei o tempo ocioso pra conversar com a familia e tirar fotos da cidade vazia. tava tão vazia que rolou até um pau de selfie sem walk of shame. fechei um passeio de kayak pelas isletas e, como eu não sabia que ia andar de kayak quando acordei, tava com a minha sandalia que ocupa + espaço na mala, aquelas de gladiador romano. vocês acharem cafona é problema de vocês. na nicaragua faz sucesso. o motorista se ofereceu pra passar no meu hostel pra trocar. mas eu não queria fazer as outras 4 pessoas me esperarem. fora que minha malinha é organizada com o método tetris, se abrir tem que chamar esquadrão anti bomba pq pula roupa pelo quarto inteiro. então recusei. já que ia ficar dentro do kayak, não tinha pq me preocupar com sapato. (((nessa hora consigo mentalizar o universo, lá de longe, acenando negativamente em um facepalm))) o briefing antes de sairmos pro mar incluiu uma pergunta importantíssima de um alemão: "pq colete salva vidas? algum kayak já virou?" a resposta ficou marcada pra sempre em mim "apenas procedimento padrão de segurança pra não sermos multados. olha, posso te garantir, fizemos cerca de 600 tours e nunca aconteceu nada" tinhamos duas opções de kayak: duplo e individual. obviamente os 4 pegaram os duplos e eu sobrei ¯\_(ツ)_/¯ o kayak individual é bem mais punk que o duplo, ele é pesado e ruim de jogo, além de ser todo fechado. enquanto o duplo é aberto e de plastico (olha eu tentando dar desculpinha pra tentar justificar a cena rrrrrrridicula que vai se passar comigo alguns paragrafos abaixo) kayak nutella. duplo. molezinha. pra americano no spring break kayak raiz. individual. senhor com 35 anos de experiencia em alpinismo e sobrevivente de ataque de tubarão em moçambique além disso, começávamos o percurso na areia e pra chegar nas isletas, precisava passar a rebentação. isso ninguém te avisa antes de pegar seus dolares suadinhos. estava ventando. bastante. isso quer dizer que as ondas tavam boas. não pra nós,claramente. mas tinha gente surfando no lago. eu podia ter desistido nessa hora. mas não. a certeza que ia dar ruim eu já tinha, agora eu ia atrás da humilação REAL. e fui. o programa que acontece todos os dias nos mais de 600 tours é mais ou menos o seguinte: 9h - chegada na marina e briefing 9h15 - todo mundo com o kayak na areia rumo as isletas 9h50 - chegada as isletas 10h40 - visita ao forte 11h - retorno pra marina 11h30 - fim e agora uma imagem aérea de onde eu estava as 10:00 eu não conseguia, de jeito nenhum, quebrar as ondas e tava sendo jogada pras pedras. a cada estourada, entrava mais água no kayak (lembra que era fechadão? pois é). eu já tava com os braços e as pernas doloridas e o sol tava ardendo. tinha esquecido capa a prova dágua e meu celular tava em um ziplock de pão, agarrado no meu colete sendo submerso. olhei pro céu. alguém devia tá rindo de mim. lembrei dos mais de 3 mil kayaks que já tinham passado por ali e nunca tinham afundado, enquanto ia sentindo o meu ficando cada vez mais pesado, no nivel da água.tava a poucos minutos de virar estatística, podia sentir. eu ia mudar o curso da resposta pra pergunta do colete. parece triste, mas o pessoal do meu grupo que já tava no rio calmo, ria com respeito de mim e tentava gritar alguma coisa pra me ajudar. o guia, um nicaraguense de 19 anos, só falava frases de motivação tipo treinador de crossfit. as ondas vinham rasgando pra cima de mim. até que eu vi ela, e ela me viu. a onda veio e eu nem tentei lutar. o kayak virou, e eu, em câmera lenta com as duas perninhas arreganhadas pra cima, tentando segurar o celular com a boca tomei um caldo épico. se tivesse trilha sonora, seria a nona de beethoven (6:46 do video, mais precisamente), mas como não tinha, foi um grunhido sem graça e um "fuck i think i sank". o guia explodiu de rir. boiei até chegar o resgate. me trouxeram um novo kayak. um de criança. se fosse poesia terminaria com a foto do inicio do post como não é, termina com uma queimadura de sol de primeiro grau nas canelas com a silhueta da danada da sandalia de gladiador que eu não quis trocar amaldiçoados sejam os romanos. 2. Descer um vulcão a 75km/h... e quase morrer por isso Na lista das coisas que eu deixei nesse país, além de um pedaço do meu coração e da dignidade pós naufrágio de kayak, está um estão alguns tecos da minha perna e, surpreendentemente, nada além disso. A CNN colocou a descida do Cerro Negro na lista das 50 Coisas Mais Desafiadoras Que Você Pode Fazer Viajando. Está em segundo lugar, atrás apenas de pilotar um avião caça. Só pra entender, muito atrás, lá em oitavo lugar está pular de paraquedas no Everest.Achei bonito pra por no currículo. Fui. Depois de sobreviver a um rola que a minha cabeça quicou 7 vezes a 75km/h, olhando pro céu com medo de me mexer, ter fraturado alguma coisa (provavelmente tudo) e na tentativa de levantar, simplesmente me desmontar, decidi ficar afundadinha ali nas cinzas do vulcão por algum tempo agradecendo por estar viva. Será que eu tava viva mesmo??? Dos meus últimos momentos, lembrava de ter descido sem afobação, ganhando velocidade aos poucos até que sim, drummond, porra, tinha um caralho de uma pedra no meio do caminho. Que fez meu board voar. Interrompendo meu devaneio, surgiu uma cabeça entre o meu rosto e o sol: era o médico da cruz vermelha querendo falar comigo. Com aquela cara coberta de guerrilheiro, definitivamente não era São Pedro. Já que não tava no céu, resolvi levantar. O homem ficou assustado, como se tivesse vendo defunto ressuscitando. Queria saber se eu queria ajuda, falei que não uuuu ariana forte independente e logo me arrependi. Vi meu board a uns 5m ladeira acima e lembrei da regra suprema que o guia tinha frisado: "não importa o que aconteça, seu board é sua responsabilidade". No topo do vulcão é tranquilo andar, mas ali no meio a parada fica sinistra, a cada passo, a perna afunda até o joelho de pedra e cinza QUENTE. Num sol de 35º com um macacão de sarja de manga comprida do pescoço até o pé. tá feito o cozido de Mari al Bafo. no tutorial de make de hoje vamo ensinar a nunca arrastar a cara em cinza de vulcão Nessas horas lembrei da minha mãe falando pra eu não me meter em roubada que o seguro saúde não cobria. PQP mãe, eu sei que você avisou. Pra não dar o braço a torcer, apesar da vontade de ligar pra mamai e chorar, me prometi que só ia contar a história depois de ter ido embora de Leon. Quando cheguei no pé do vulcão tava geral incrédulo me cumprimentando, querendo saber se eu tava bem. Eu falava que sim, fingindo costume de aventureira, mas por dentro tava toda estrupiada. vocês tem apenas uma tentativa pra localizar o irlandês marrento Tinha um irlandês marrentinho que tava enchendo o saco desde o início do krl do tour que seria o mais rápido. O tempo dele tinha sido 72 km/h. Eu tava tão zureta que nem perguntei o meu. Na verdade, eu sentia que nem tinha ido tão rápido assim. Me falaram que fizeram um bolão porque acharam que eu tinha sido mais rápida. Hm, interessante... Perguntei. O cara com o velocímetro "You?" com o zoião e um sorrisão no rosto "Look - apontou pro tempo - 75, mas rapida" Senti aquele orgulho alheio. Só que era eu mesma. Krl como assim, tudo isso? E o pessoal que tava em volta ainda adicionou que os 75km foram graças a esse rola que me impediu de acelerar mais, porque ia passar de 80km/h tranquilo. imagina a merda que ia dar. #semfreio #quasesemfreio #cabeçaABS agora, papo sério: adrenalina é muito maneiro. me amarro, mas ser inconsequente não é legal. nós não somos intocáveis. não acontece só com os outros. E se serviu de alguma coisa essa história? Além de ter virado lenda na cidade por um dia e bio do tinder (é de cair o c da bunda o tanto de homem que prefere uma boa história no lugar de umas boas fotos) eu que antes não tinha medo de nada, comecei a ser mais consciente dos piriiigos que a gente se mete sem pensar duas vezes, o "só se vive uma vez". Agora até pra pular trampolim fico calculando onde que minha cabeça pode bater e dar ruim. Traumatico, não recomendo. cheia de bolha do remo do dia anterior, imagina como não ficou inflamadinho cheio de cinzas 😇 Apesar de tudo, a frase que encerra o artigo da CNN sobre o Cerro Negro consegue me levar de volta praquela boleia do caminhão na estrada rumo a Leon, a 5 mil km de casa, na selva, bebendo cerveja, cantando a todo pulmão as musicas do rádio com 30 estranhos que já tinham virado meus melhores amigos. sangrando, toda suja de terra e cinzas, eu só tinha a agradecer. "On the ride back to Leon I give silent thanks to the inspired people of the world: the ones whose minds run off on all manner of daring tangents, like the flanks of Cerro Negro. The ones who admire not just the aesthetics of the wilds, but the possibilities too. And most of all the ones who stare up at active volcanoes and think: "I wonder if I could ride my fridge down that?" e dá pra reclamar? 3. Fazer happy hour de rum... ...e conhecer a famigerada invalidez. na sexta, cheguei no hostel depois do vulcão e fui pesquisar sintomas de traumatismo craniano. Tinha que ir pra outra cidade no dia seguinte - san juan del sur - mais ""rústica"" fodida ainda, mas enjoada e com dor de cabeça, boa coisa essa viagem não ia dar. achei um artigo médico que descrevia o seguinte: Se a resposta for "sim" para alguma dessa questões, é necessário levar a vítima da batida ao pronto-atendimento. a minha era positiva pras perguntas 2 e 3. a 4 já veio de nascença. o pessoal tava preocupado, mas a real é que eu tinha duas opções: - passar a noite num hospital duvidoso na nicaragua e muito provavelmente voltar pra casa com diagnostico de virose. - aproveitar o happy hour e encher a a cara de cachaça pra esquecer a dor de cabeça. quantas doses de rum o corpo humano consegue aguentar? multiplica por 2. resumindo, ia rolar uma festa na praia las peñitas que foi cancelada, o gerente ficou maluco e resolveu compensar em león mesmo. 2 copos de rum com coca pelo preço de um. as vezes três copos, dependendo do humor do bar. (recomendações: fique o mais longe possivel de drinks que contenham as letras R U M, especialmente se do lado você encontrar essa formula matemática 2 X 1) como você tem que pegar todos os copos de uma vez, pra socializar pra não esquentar, muita gente te oferece o segundo. acabei ganhando alguns da carmelita*, minha amiga de quarto, outros muitos dos irlandeses malucos, algum por sobreviver ao capote, outro on the bar........... qualquer motivo era motivo. mas, se ainda faltava alguma desculpa: TOMA. lá pra algumas muitas da noite começou a final de rugby entre lions (da irlanda) e all blacks. É A FINAL DA COPA DO MUNDO ENTRE BRASIL E ARGENTINA. o hostel foi abaixo. eram cerca de 40 irlandeses. muitos litros de cerveja e rum foram misturados nesse intervalo de tempo e você não precisa ser professor de química pra saber que essa mistura heterogênea é mais danosa pro fígado e pra cabeça que ingerir ácido. não sei quem ganhou, mas lembro que nas comemorações, tinha uma menina pelada dançando em cima do balcão do bar. nada mais fazia sentido. resolvi deitar pra dormir. tava muito difícil sair da cadeira do balcão. era daquelas altas, sabe? nesse momento da noite, olhando pra baixo, parecia que eu tava a uns 2 metros do chão. blackout. evidências da noite anterior no rolo da câmera acordei 2 da tarde no dia seguinte, hora que o pessoal que foi descer o cerro negro no sábado tava voltando e fazendo festa. mal imaginam o que vai acontecer daqui umas horas. brace yourselves kids. tradição depois do vulcão é tomar um shot de pimenta. acordei no sábado com uma situação parecida com essa. pelo menos eu tava sem dor de cabeça, o que não fazia sentido nenhum. olhei pro lado e vi a carmelita na outra cama em estado de putrefação também. depois que eu fui dormir, ela emendou uma balada. evidências da noite anterior no instagram lembrando dos arrependimentos acontecimentos da noite com a carmelita, ela me fez reviver meus últimos momentos acordada da madrugada de sexta pra sábado.começava comigo tentando sair da cadeira. na primeira tentativa de levantar, o juan* um anjo que deus o abençoe e o tenha por me aguentar perguntou se eu precisava de ajuda. respondi queclaramente pfvr mim ajude não, conseguia me virar sozinha. na segunda, o gerente do hostel, o pablo*, pediu pro juan me acompanhar, porque eu já não sabia o que tava falando. pablo já tinha tomado pelo menos uns 20 copos de rum e tava se achando com moral. pablito ensinando irlandês beber na terceira eu decidi que ia, era meu momento, ia provar que tava certa caminhando sobriamente pra ir pro quarto. já tinha até ensaiado a cara de turn down for what. apoiei as duas palmas da mão nos cantos redondos do banco e fiz pressão pra dar equilíbrio pra tomar o impulso e sair. a pressão foi tanta que acabei fazendo peso na parte da frente do banco. se eu tivesse numa sala de primeira série, tinham gritado madeeeeeira. caí que nem bosta, de cara no chão. segurando os lados do banquinho com força. apaguei. a pancada deve ter sido exatamente do lado contrário da batida do vulcão pra equilibrar os chakras da cabeça. por isso que eu tava sem dor. pablo, juan e carmelita me ajudaram a ir pro quarto. ainda bem que eu não vou ver ninguém nunca mais. volta pra 2 da tarde de sábado porque eu e carmelita estamos famintas e precisamos procurar comida. primeira pessoa que encontro saindo do quarto, sentado lendo: juaniiito. "e aí bela adormecida, pensei que ia pra san juan hoje" EU TINHA ESQUECIDO DO KRL DA VIAGEM trajeto que eu tinha que fazer perguntei se eu ainda conseguia pegar um chicken bus a tempo. "esquece, 6h de até lá e vai ter que fazer baldeação sozinha a noite" bugou tudo. não sei direito o que aconteceu mas começamos a caminhar sem rumo pra achar comida e, por inércia, entramos na principal atração turística da cidade: A Catedral de Leon. eu tava sem celular. saí só com a roupa do corpo. tava num estado parecia que tinha tomado chá de fita cassete. triste, vendo scar matar mufasa num looping eterno. escorando em qualquer canto e pensando q q to fazendo com a minha vida na volta, experimentei a sensação de falência múltipla em vida: corpo, mente e bolso em estado irrecuperável. deitei no sofá e encarei o teto por tanto tempo, mas não vi passar. sabe quando a gente se irrita porque quer descansar e a cabeça não para de pensar? nesse momento eu não. eu só existia. eu o teto e mais nada. agora sei como vivem as amebas. a diferença é dentro do protoplasma delas você consegue encontrar o núcleo, dentro de mim, o cérebro tava boiando no rum. morri mas passo bem mal a pessoa que tá de ressaca, descalça, sem pentear o cabelo há 10 dias não quer guerra com ninguém * o nomes na história foram trocados pra preservar a integridade e dignidade de todos os envolvidos kkk menos a minha 4. Chegar em San Juan no domingo direto pro Sunday Funday... ...e quase perder a festa. por causa da lástima do item anterior, resolvi que ia pra san juan no domingo no shuttle do hostel - pra não ter nenhum problema com chicken bus e chegar a tempo. chicken bus são esses ônibus iradíssimos com tecnologia de primeira classe que garante que cinco corpos ocupem o mesmo lugar. sempre custam alguns centavos de dolar, e pelo que oferecem, posso te garantir que ainda tá caro minha ideia inicial era ficar no pachamama em san juan, onde começa o sunday funday ou no naked tiger, onde termina, mas obviamente eles tavam esgotados. os amigo do bigfoot, hostel que eu tava em leon, ficaram tudo compadecido com a minha situação e ligaram pro casa de olas, que é do lado do naked tiger, onde eles tinham ficado por duas semanas e acharam 10 x melhor. pelo menos lugar pra dormir e como chegar eu tinha agora. atualização: é mesmo 10 x melhor. tinha só um porém: o shuttle estava programado pra chegar as 3:30 em sjds.exatamente o mesmo horário que sai o ultimo carro pro sunday funday. já que o shuttle deixa na porta do hostel, é fazível né? antes de entrar no shuttle, o motorista pergunta a cidade e o hostel de destino de cada um. finalmente podia descansar antes do furacão em san juan. a viagem foi tranquila, fui vegetando. ressaca de 2 dias, já teve? já ouviu falar? paramos em todos esses lugares que fala aí no mapa de cima e eu não lembro de nada. só lembro do motorista encostando no meio da estrada e "NAKED TIGER, CASA DE OLAS" olhei pros lados, só mato. o motorista deve ter se confundido. continuei deitada fingindo que não era comigo. ele abriu a porta da van. "você! chegou! tem mala?" antes de achar que é tranquilo, lembre-se jove, olhe o tamaninho do ponto brancoque podia ser meu carro, pra comparação. depois entenda que o google maps da nicaragua tá em 2d ainda, essa estradinha que liga onde eu tava e o lugar que eu tinha que tá sobe uns 458 mil metros acima do mar. é um morrão, que no estado que eu tava, parecia o kilimanjaro pois é... tá vendo aquele asterisco ali embaixo de san juan del sur no roteiro do shuttle?"AT ANY HOSTEL*" eu era o asterisco. o motorista me explicou que como esses dois hostels estão fora de san juan e em cima de uma montanha com uma estradinha de terra, a van não passava. aquele era o lugar mais perto que ele conseguiria me deixar. já que não tinha alternativa, catei minha mochila e comecei a peregrinação morro acima. no pasa nada. literalmente nada passa nessa estrada. Deus me proteja. dava pra ouvir os grilinhos na mata. espero eu que sejam os grilos. depois de uns 10 min começo a ouvir um barulho de carro vindo. gelo. o barulho vai se aproximando e ficando muito mais alto. o carro para do meu lado. uma caminhonete com dois caras no banco da frente me oferece carona. já vi filmes de terror o suficiente pra saber onde isso ia acabar. recuso, fico em pânico e eles arrancam. um alívio. continuo subindo. nem sei quanto tempo se passa, e em alguns momentos da subida eu começo a duvidar que to no caminho certo. quando eu chego no meu limite do cansaço com a mochila nas costas, vejo o naked tiger. ALELUIA. procurando imagens da estradinha de terra pra escrever esse monte de bobagem, achei essa recomendação no site oficial do naked tiger. DO NOT WALK UP THE ROAD. kkkkk -rindo de nervoso cheguei finalmente no casa. estava estranhamente silencioso e só tinham três pessoas em volta da piscina. três hippies chapados. com cara de quem vai te dar um golpinho. a menina levanta e pergunta se eu quero fazer check in. ela explica que é voluntária no hostel. acho suspeito. falo que sim e que to atrasada pro sunday funday. ela muda de expressão na hora e começa a dizer pra eu deixar meu passaporte, meus cartões e minha mochila com ela e CORRER pro naked tiger porque eu não tenho mais tempo. eu entro num estado de pânico e não sei se devo confiar todas as minhas coisas nessa mina chapada. começo a tatear meus cartões e coloco na minha doleira pra levar comigo. ela se irrita a cada coisa que eu tento pegar e fica repetindo pra eu deixar com ela que ela vai cuidar. "YOU WONT NEED IT, GO". a tentação de não ir pro sunday funday e ficar no casa é grande apesar das suspeitas, deixei meu passaporte válido com ela, mas levei meu antigo comigo e todo meu dinheiro. fui pro naked tiger pagar o ticket. um dos donos do sunday funday tava lá, já travado. e aposto bastante que não tinha nem bebido ainda. ele falou que eu tinha muita sorte porque todos os carros já tinham saído, mas um voltou pra buscar uns israelenses e tava só me esperando agora. saí da recepção e vi a caminhonete que tinha passado por mim na estrada, com os dois caras no banco da frete. e os israelenses na caçamba. andei meia hora com peso nas costas a toa. agora eu precisava dos caras que poucos minutos antes me apavoraram sem intenção na estrada. eles só queriam ajudar. olhei pro céu. ri de nervoso. eles acabaram de salvar meu dia. irônica a vida. 5. Ficar sem dinheiro... ...e quase não conseguir voltar pra casa. precisei de um dia inteiro pra me recuperar do sunday funday. piscina do casa: dependendo do ângulo parece que você tá num barco em alto mar. não é exatamente o que o homem de ressaca procura, então fiquei nesse ângulo seguro aqui até que no casa, não é muito difícil a missão de caminhar de volta pro seu estado humano. o dono do lugar, um australiano que vive na nicaragua há uns 7 anos, parece o pai de todos. fred acorda cedo tomando umas pra ficar rindo da cara dos marmanjo jogado pelos cantos. conversa com todo mundo. todo mundo quer falar com ele. o cara tem muita história. e de quebra coleciona histórias de outros que passaram por lá. alguns highlander acordam 7 da manhã pra beber na piscina. na verdade, não sei nem se dormem. fui conferir minhas finanças na doleira. um susto. só sobraram 20 dolares e o hostel não aceita cartão. preciso ir pra cidade sacar dinheiro e comer. casa de olas, segunda, 7am. esse sujeito na piscina é um dos que passaram super bonder na mão e grudaram na latinha de cerveja. enquanto to me arrumando, alguém gira a roleta e ganha um drink. o fred avisa que vai fazer almoço pra todo mundo por conta da casa. SERIA UM SONHO??????? o café da manhã eu já tinha garantido, agora o almoço. Deus realmente abençoa os mochileiros depois de me entupir de comida, lá pras 3 da tarde desci pra cidade. parecia outra. o furacão insano de lotado do dia anterior, agora era uma silenciosa vila de pescador. ainda tem um ou outro gringo bêbado nas sarjetas. fico pensando no mal que o sunday funday causa pra quem mora lá. todo domingo a mesma história. vejo as lojinhas na rua e penso que talvez, no fim, seja bom. talvez eu esteja me enganando pra justificar. tem 3 caixas eletrônicos na cidade. vou que nem barata tonta de um pro outro. tão sem dinheiro. chamo um policial que tá sentado numa cadeira de plástico cochilando perto do banco. ele explica que é normal, as pessoas sacam muito dinheiro no domingo e geralmente segunda as máquinas ficam sem. memes brasileiro: maior produto de exportação. enzo já chegou na nicaragua me fodi. meu voo pro brasil é as 14h do dia seguinte saindo de managua e não apresento nenhuma condição de pegar chicken bus pra lá. alguns lugares oferecem shuttle por $25 pro aeroporto mas nenhum aceita cartão. fico desnorteada entrando de vendinha em vendinha perguntando, até que eu acho um surfshop de um francês, que cobra 10% pra passar cartão. a shuttle sai as 9:30 de san juan e a previsão de chegada é 13:00 no aeroporto internacional de managua. com a graça de Deus espero que dê tempo. não tenho outra opção. surfshop do francês amor que aceita cartão volto pro casa cabisbaixa e conto pro fred sobre os caixas eletrônicos. faltam $10 em dinheiro pra eu conseguir pagar minhas diárias. digo que posso transferir na hora via paypal, com juros. história do casa: and a lot of times a lot of guidance 😂 ele não quer. diz que eu sou a primeira brasileira que passa no casa e que eu era uma "menina boa" - vulgo não corri pelada em volta da piscina no dia anterior com as australianas - e me pede um favor em troca dos 10 dólares: que eu volte pra lá outra vez e traga mais amigos do brasil pra "pagar minha dívida". quando eu cheguei não entendi o social media free zone depois das 5:30. depois que vi o bicho pegando quando o sol baixa, fiz um ATA quase choro. agora que já passei por tanto nervoso pra conseguir o bendito do shuttle,não quero mais ir embora. outra regra que esqueceram de escrever nesse quadro é não se apegar. tem gente que vai passar 2 dias no casa, como eu, e fica dois meses. mas a maior regra de todas: não depender do krl do capitalismo eletrônico nas segundas. marx tava certo: ele vai te decepcionar. ---- é isso pessoal. se você tiver um pouquinho de noção que seja, não faça essas coisas todas aí quando chegar na nicaragua. se fizer, escreve uns post bem grandão pra gente dar risada de você... ...antes de ir pra lá e querer repetir mais uma vez as mesmas cagadas.
  11. 5 pontos
    Resolvi escrever este relato pois não vi muitos parecidos. A minha viagem foi sozinho, sem alugar carro (mas alugando bicicleta e pegando caronas) e sem fechar nada com agências antes de ir, em abril de 2019. Essa parte é importante: não precisa fechar nada com agência antes. Pois bem, antes de ir, pedi orçamentos para várias agências que achara na internet e o que eles me mandaram me espantou, era tudo extremamente caro! Coisas como: Circuito das Cachoeiras por R$220 + R$180 do transporte; R$320 o trecho Cuiabá-Chapada (sendo que o ônibus urbano custa R$18), queriam cobrar até por passeio no parque que é de graça! Não tive coragem de reservar nada antes, até viajei desanimado para resolver tudo na cidade. Felizmente, tudo deu certo e saiu bem mais barato do que se tivesse fechado com agência. Chegando ao aeroporto, que fica em Várzea Grande, peguei Uber até a rodoviária de Cuiabá, R$25. Na rodo, peguei um bus urbano da CMT (tem da Rubi tbm) por R$18 até a Chapada dos Guimarães (este é o nome do município, não é só do parque ou da região). Os ônibus saem a cada 1:30h. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães fica antes da cidade com mesmo nome e desci lá, onde conheci três cachoeiras sem precisar de guia e sem pagar: Véu da Noiva (só mirante), dos Namorados e Cachoeirinha. A água estava barrenta, mas o poço era bom para banho e as quedas eram altas. Anda-se bem pouco para cada uma delas. Minha intenção era ir para cachoeira da Salgadeira, dali são 6km, mas achei arriscado andar pela estrada sem acostamento. Fiquei esperando o ônibus, pedi algumas caronas e quem acabou parando foi uma família que parou sem eu pedir, eles também estavam saindo do parque e haviam me visto lá. Pelo que percebi, pedir carona é comum lá, pois o parque fica a 12km da cidade. Fui pro hostel, onde me indicaram a guia Camila (65-996110587), entrei em contato com ela e com outras dos sites: http://www.chapadamt.com.br/guiasdeturismo.asp http://www.ecobooking.com.br/Relacao_guias_autorizados.php?XXtrE=v3vbnqw03mgj17ydlzef Isso foi bom, os preços direto com os guias eram MUITO mais baratos, inclusive se precisasse de transporte. Fiquei no Hostel Chapada, R$50 por noite, bem localizado, perto da praça. No dia seguinte, resolvi alugar uma bike na Bike e Cia, por R$30 o dia, para ir a cachoeira do Marimbondo e da Geladeira, que ficam próximas uma da outra e cerca de 15km, ida e volta, do centro. Pra ir foi tranquilo. Na cachoeira do Marimbondo, paga-se R$10 para entrar e anda bem pouco, uns 300 metros. Cachoeira larga, com um poço raso, mas gostosa. Fiquei 1h e fui pra da Geladeira, 1km dali, paga-se mais R$10 e anda uns 600m. É a cachoeira mais bonita que fui na chapada: água verde, queda gostosa, poço bom para banho. Fiquei um tempo. Pensei em ir até a Cachoeira Rica, mas descobri que, apesar do nome, não tem cachoeira! É só um vilarejo! Ainda bem que não fui, são uns 30km de lá. A volta foi um pouco cansativa mesmo nos pontos que não pareciam subida íngreme. Depois, ainda fui ao mirante Morro dos Ventos, tem uma bonita vista de campos e até uma cachoeira na lateral, entrada R$5. Rodei cerca de 20km de bike no total. Comi massa no Pomodori, muito boa (um pouco caro)! No 3º dia, peguei carona com um cara do hostel que havia alugado carro, aí baixou quinze reais no preço do passeio Circuito das Cachoeiras, no final, paguei R$85. Tinha agência cobrando R$220 pelo passeio mais R$180 pelo transporte! Transporte que era de apenas 12km! Este passeio, Circuito das Cachoeiras, ocorre no Parque Nacional (cuja entrada não é paga), mas só pode ser feita com guia. Consiste em 8km passando por várias cachoeiras (eles falam 7, mas acho que não...). A melhor é a última: das Andorinhas, super alta e bom poço pra banho. Vale a pena! Depois, ainda deu tempo de ir até a Salgadeira (R$15 por carro) de carona, esse lugar passou por uma demorada reforma e manipularam até a cachoeira concretando a parede dela. Comi pizza na Marguerita, muito boa, mas um pouco cara. Dia 4: no dia do Circuito das Cachoeiras, conheci um cara gente boa que também tinha alugado carro em Cuiabá. Aproveitei e fui junto com ele para a cachoeira da Martinha (R$10 o estacionamento). Neste caso, se não tivesse ido de carona, teria ido de ônibus urbano (o mesmo que sai de Cuiabá em direção a Campo Verde). Disseram que essa cachoeira é tipo um "piscinão de Ramos", farofada e tal, no dia que eu fui, sábado de manhã, estava bem vazio, mas parece quem muita gente faz churrasco lá, até porque é de graça. Cachoeira muito boa, grande, larga e super forte! Correnteza boa para boia-cross e para nadar. De lá, fomos para a cachoeira Jamacá (R$20 por pessoa), que no Glooglemaps aparece como Quilombo do Alemão. Esse alemão é o Mário, um naturalista que lutou pela demarcação do parque. A cachoeira é alta e forte com poço muito raso para nadar. Lugar bacana. Almoçamos, por volta das 14h, no restaurante Maná, comida bem simples, parece que o local nem abriu oficialmente. Esse dia terminou cedo. Jantei sozinho no Cavii, comi um ótimo hambúrguer com coalhada seca e pesto, entre outros. Domingo, último dia, fui até a bicicletaria e estava fechada. Resolvi ir a pé até a cachoeira gratuita do Nonhô (acho que é isso, se não, é Nhonhô), 5km, localizada próxima ao supermercado Pelé e a pastelaria Lhufas, entre a placa azul de "Bem-vindo" e um outdoor, a cerca está caída e tem uma trilha. Fui perguntando, perguntando e cheguei a trilha, desci até a cachoeira. É pequena e não muito alta, mas gostosa para se refrescar. Fiquei pouco tempo, pois queria ir até a cachoeira da Tartaruga. Na estrada, pedi carona e o segundo carro que passou parou prontamente. Ele passou pela bicicletaria, estava aberta (no domingo, ele abre quando liga pra ele), então resolvi descer. Mais R$30 pelo aluguel, andei 3,5km até a porteira do sítio (tem no Googlemaps), tive que passar a bike por cima e andar mais uns 3km. Obs: muitos guias me falaram que tem cachoeira em propriedade particular, mas pode pular a porteira, a cerca e ir tranquilamente, esta era uma delas. A cachoeira da Tartaruga fica quase no final da estrada de terra, quando começa o gramado, à direita. A cachoeira é alta, com pouco volume de água, poço bom para banho. Ainda deu tempo de comer no Trapiche Regionalíssimo, por kg, cerca de R$54, comida muito gostosa. Peguei bus para Cuiabá. De lá, peguei Uber para o aeroporto. A região tem muitas cachoeiras e muitas nem podem ser visitadas. Acredito também que algumas sejam pequenas e simples. Algumas que não precisam de guia e fiquei sem conhecer: do Segredo, da Bailarina, do Índio, Águas do Cerrados (trekking). Outros passeios que precisam de guia (mas não feche com agências antes, fale direto com os guias): São Jerônimo, Vale do Rio Claro, Cidade de Pedras, Águas do Cerrado, caverna Aroe-Jari. Se quiser ir para Nobres (bate e volta), aí tem que fechar com alguma agência, parece que custa R$250, ou se informar com guias.
  12. 5 pontos
    Vamos lá, decidi descrever minha experiência na Chapada do Veadeiros. Primeiramente gostaria de deixar bem claro, a cultura desse lugar é utilizar-se de C A R O N A para todos os lados então é melhor deixar o medo no despache da companhia aérea e aproveitar a experiência 🌄 Dia 23/05 Cheguei de BSB para Alto paraíso de carona R$ 55,00 o valor foi porque o motorista foi me buscar no aeroporto, geralmente cobra apenas $35. Consegui o contato da carona pelo um grupo do facebook destinado para tal, o nome Chapada do veadeiros carona solidária. São cerca de 4hr de viagem o carro estava cheio de moradores de Alto o que se tornou mais confiável para mim. Tem busão para Alto Paraíso, porém só tem 3 horários e o custo é maior. Fiquei no camping Consertamos disco voador diária R$20/ o anfitrião Clayton é muito gente fina, tem boas dicas e história do local, o camping é bem simples mas se o intuito é economizar aqui é o lugar certo. Dia 24/05 fui conhecer a cachoeira loquinhas é a mais próxima do camping cerca de 4km, fui a pé e sem guia. No meio do caminho já cansada, acenei e consegui a primeira carona sozinha 😬 foi tranquilo demais, porém não podia me deixar na entrada, e tive que caminhar mais, no trajeto solicitei carona e não tive, no finalzinho um grupo parou e ofereceu. Lição: quem tem menos, é o que mais ajuda. A entrada custa R$ 35,00, o que vale muito a pena, pois dentro é cheio de poços e várias cachoeiras para visitar, além do mais a trilha é tablada o que torna mais agradável. Nesse mesmo dia visitei o espaço GOTA, nossa que energia esse lugar transmite, fui andando é muito pertinho da avenida principal. Não deixe de conhecer a estrutura e o serviço deles. Dia 25/05 conheci um amigo no camping e combinamos de visitar aFazenda São Bento, fomos de táxi R$ 20,00 cada, depois percebemos que não havia necessidade, afinal era só acenar na estrada e esperar porque muitos visitava esse destino. Enfim, a entrada para São Bento custa R$ 15,00, dentro dessa fazenda também tem Almécegas I e Almécegas II, o custo da visitação dessas é R$ 25,00. Chegamos já as 13hr, então aproveitamos São Bento bem no inicio e partimos para a trilha Almécegas I, perdemos uma carona na estrada e por ser tarde não encontramos outras, então caminhamos 3km uma trilha íngreme, mas a vista e o banho é sensacional. Ao voltar conseguimos carona rapidinho. Dia 26/05 fomos para a Cachoeira dos cristais, conseguimos carona e chegamos por volta de 13h. A entrada custa R$ 20,00, é uma trilha cheia de poços e pequenas queda d'água. Onde fica localizada o Véu da noiva, muito lindo e rasinho. Ao retornar conseguimos carona 😝 Dia 27/05 decidi descansar, fiquei o dia inteiro no camping, até como forma de economizar! E deu certo. Dia 28/05 meu último dia nesse paraíso, fiz um bate e volta para São Jorge onde fica a entrada do Parque. Consegui carona e encontrei o amigo dos passeios anteriores, fizemos o cânion I e cariocas, não houve cobrança para entrar no parque. Ficamos o dia inteiro ali, cerca de 11km. Voltei para a estrada e consegui a carona de volta. Dia 29/05 Voltei para BSB consegui a carona por R$ 40,00. Total camping R$ 120,00 Total entradas R$ 90,00 ( em uma entrada me deram o desconto de R$ 5,00) 😆 Total carona R$ 95,00 Total dos três acima R$ 305,00 E com R$ 45,00 comprei alimentos, frutas e águas. Meu consumo geral R$ 350,00 em 7 dias. Isso mesmo, só gastei 350,00 por isso não fui nos demais locais. Mas terá uma próxima, aproveite o que a simplicidade tem de melhor, sua essência. O M E L H O R D A VIDA É D E G R A Ç A Sobre as caronas gostaria de agradecer e repassar sobre seus negócios: Estevão - Guia de Alto Paraíso, no CAT é possível encontra-lo ( meus passeios não necessitava guia, mas outros que não realizei é obrigatório!) Porque indico ele? O cara estava acompanhando um casal nas cariocas, e era aniversário da cliente e ela ama café, ele simplesmente levou todos os utensílios e preparou um café a beira da cachoeira para a cliente. Ela nunca mais vai esquecer esse ato, nem eu. Roberto - gerente e proprietário dos chalés alto da estância, um charme de lugar e o atendimento oferecido por ele é nota 10, pude vê de perto sua preocupação com seus clientes.
  13. 5 pontos
    Hostil...analfabetos...peixeira...é osso ver que em pleno 2019 o sertão ainda carregue tais estigmas. Quanta bobagem! O sertão nordestino é uma vasta e imensa região com atrativos os mais múltiplos possíveis, para todos os gostos, bolsos, dificuldade ou facilidade de acesso e turismo. Das rotas consolidadas o colega já citou aí acima a rota do cangaço e os cânions do São Francisco entre Alagoas, Sergipe e Bahia. Tem ainda perto Paulo Afonso/BA com vários atrativos legais. Em Pernambuco tem cidades muito legais e festivais culturais que vão muito além do forró como Pajeú, Arcoverde, Caruaru, Garanhuns, Serra Talhada e o belíssimo Parque Nacional da Serra do Catimbau (2a maior concentração de sitios arqueológicos do país). No Piauí tem a já famosa e belíssima Serra da Capivara, um dos maiores sítios arqueológicos do mundo e o maior do Brasil, com infraestrutura de dar inveja a parques estrangeiros. Além disso tem os parques nacionais de Sete Cidades e Serra das Confusões. No Rio Grande do Norte tem o Lajedo da Soledade em Apodi, pertinho de Mossoró. Na Paraíba tem o Lajedo do Pai Mateus, Boqueirão, Cabeceiras - a Roliúde Nordestina, cidade cenário de vários filmes e séries como Auto da Compadecida, Cinemas Aspirinas e Urubus, Onde os Fracos não tem Vez. Tem ainda Patos com o seu Vale dos Dinossauros, parque com vestígios de dinos. Em Ingá tem a misteriosa Pedra do Ingá. Em Monteiro tem festivais culturais e feiras literárias, onde nasceu a literatura de cordel. No Ceará tem a enorme cidade de Juazeiro do Norte com turismo além do religioso (padim ciço) e todo o entorno com cidades coloniais e a belíssima Chapada do Araripe e suas cachoeiras e sítios arqueológicos. Na Bahia tem as cidades e vilas da região de Canudos, com ecoturismo e turismo cultural forte. Sobradinho e seu imenso lago, Petrolina em Pernambuco e Juazeiro da Bahia. Morro do chapéu e a chapada Diamantina. Enfim..Tem um universo de coisas para todos os gostos. Mas esqueça a cena de faroeste que o colega aí acima colocou. O sertão é muito mais além ❤️ P.s. tem ainda o sertão de Minas que também é enorme e rico em natureza e cultura. Procure sobre o parque Nacional do grande sertão veredas.
  14. 5 pontos
    Olá pessoal! Acabo de voltar de um mochilão de 3 semanas pelo Egito e vou postar o roteiro para ajudar os próximos viajantes, já que uma das grandes dificuldades que tive antes de ir foi a falta de informação de pessoas que já haviam se aventurado por conta por aquelas terras. O visto você compra dentro do aeroporto no momento da sua chegada, procure os bancos que vendem o selo do visto, o custo é de 25 dólares. Dentro do aeroporto aproveite para comprar um chip também, que será muito útil durante a sua estadia. Utilizei o da Orange e não tive problemas, o valor foi de 9 dólares. No total foram 19 dias, divididos da seguinte forma: 26 à 29/04 – Cairo 29 à 30/04 – Alexandria 01 à 03/05 – Aswan 04 à 06/05 – Cruzeiro de Aswan para Luxor 07/05 – Luxor 08 à 13/05 – Sharm El Sheikh Cairo O Cairo sofre com a falta de estrutura e organização se comparado à outros países subdesenvolvidos. A comunicação é bem complicada, poucos falam inglês, então esteja sempre com o tradutor em mãos. O padrão para tudo o que for fazer é bem simples, e está tudo bem. Também senti hostilidade dos egípcios, então fiquem atentos que eles vão te abordar o tempo todo, e será necessário negociar tudo o que for fazer. Uma dica de ouro é utilizar Uber, e evitar táxis, pois o Uber funciona bem e é em média ¼ do valor que os taxistas irão te cobrar. Me hospedei próximo à Praça Tahrir, no Capital Hotel. Estadia dentro do esperado, o hotel ok e bem localizado. Fica à 10 minutos do Museu do Cairo. Reserve pelo menos um período inteiro para o Museu, e se atente que para entrar será necessário comprar 3 tickets: a entrada, o ticket da câmera para poder fotografar, e o ticket da sala das múmias. Leve carteirinha de estudante se tiver. O valor do ingresso é em torno de 180 libras egípcias cada um. No outro dia é possível fechar um tour para as pirâmides, Museu do Memphis e o complexo de Saqqara. O tempo é extremamente seco, então levar um hidratante labial e um soro para o nariz ajuda muito. E muita água, claro! No terceiro dia fiz o bairro Copta. Utilizei Uber para me locomover nas distâncias maiores. Foi possível visitar as igrejas de São Jorge, São Sérgio e a Igreja Suspensa que são bem próximas. Pegue um Uber e vá em direção à Mesquita Muhammad Ali, e a Mesquita Al Hakim. Aproveite para visitar o Bazar El Khalili que fica ao lado da Mesquita. Alexandria Pegamos um trem na estação do Cairo, a viagem para Alexandria dura em torno de 4 horas. Outra dica de ouro: compre todas as passagens de trem antecipadas para evitar surpresas e possíveis tentativas de suborno nas bilheterias. Comprei direto pela companhia de trens: https://enr.gov.eg/ticketing/public/smartSearch.jsf. É possível comprar a partir de 15 dias antes da data da viagem. Isso vai te trazer muito mais tranqüilidade na hora de viajar. E se possível, viaje sempre na primeira classe (lembra do padrão simples, certo?). Ah! E chegue com antecedência, a estação é um pouco confusa, e as informações em inglês são bem precárias. Em Alexandria, 2 dias é o suficiente. Consegui visitar as Catacumbas de El Shoqafa, o forte de Qaitbay, e a Biblioteca de Alexandria. Me hospedei no hotel Alexander the Great. Padrão ok, e bem localizado (em torno de 20 minutos de caminhada para os 3 pontos principais). Aswan Saímos em um trem noturno de Alexandria para Aswan, a viagem é longa. Fui com o trem dos locais mesmo, e indicaria o sleep train que é direcionado aos turistas. A diferença de valor é alta, porém você irá viajar com muito mais segurança. No nosso vagão, só havia nós de estrangeiros, e 20 horas viajando com todos os olhares pra gente não foi uma situação muito confortável. Em Aswan me hospedei no Hapi Hotel, super indico. E fechamos um tour para visitar Abu Simbel. É imperdível! Cruzeiro Aswan - Luxor Fechei o cruzeiro no hotel do Cairo, paguei em torno de 280 dólares, mas o custo benefício é ótimo. Fiz o cruzeiro de 4 dias e 3 noites, com saída de Aswan na sexta-feira. O cruzeiro para em todos os templos importantes entre Aswan e Luxor, e é sistema all inclusive. Além da beleza do Rio Nilo em meio ao deserto, pudemos visitar os templos de Philae, Kom Ombo, Edfu, Karnak, Hatshepsut, Colossos de Memnon e o impressionante Vale dos Reis. Luxor Fiquei apenas uma noite em Luxor, já que os templos fiz durante o cruzeiro. Me hospedei no Nefertiti Hotel, simples mas acolhedor. Foi o suficiente para fazer um vôo de balão pelo Vale dos Reis, e vale muito a pena! O valor é de aproximadamente 70 dólares por pessoa. Sharm El Sheikh A única forma que encontrei de chegar em Sharm El Sheikh foi retornando ao Cairo. Fiz a viagem de trem, de Luxor ao Cairo. No Cairo peguei um ônibus para Sharm El Sheikh. Informações importantes: deixe algumas horas de folga entre este percurso. Os trens atrasam, e você pode demorar até localizar o ponto onde pegar o ônibus – que é na rua e não na estação rodoviária. Utilizei a companhia GO BUS (https://go-bus.com/en/) para esse trajeto Cairo – Sharm. As viagens de ônibus no Egito são bem complicadas. No trajeto de 6 horas, nosso ônibus foi parado 4 vezes. Se isso acontecer, haja naturalmente, entregue o passaporte. Em todas as vezes foi necessário descer e abrir as malas para revista também. É um procedimento hostil, mas padrão. Em Sharm é só alegria! É a única cidade que senti de fato, que havia estrutura turística. Fiquei hospedada no Sol y Mar Naama Bay. A estrutura é boa, é próximo à praia e também fica à 10 minutos do centro de Naama Bay (que é onde acontece a vida noturna da cidade). O custo benefício é bom, mas não se esqueça que você está no Egito e que o padrão de serviço vai deixar à desejar em alguns momentos. Em Sharm, um passeio recomendadíssimo é fazer o tour de barco e mergulhar pelos corais, não é a toa que o mar vermelho é um dos melhores pontos para mergulho do mundo! Se quiserem maiores informações, fico à disposição!
  15. 5 pontos
    Oi pessoal, tudo bem? Minha primeira contribuição aqui. Fico sempre querendo escrever depois de alguma viagem, mas acabo deixando passar o tempo e nunca faço. Como utilizo e muito da ajuda de vocês através dos relatos, achei que estava na hora de colaborar também na esperança de ajudar outro viajante . Minha viagem foi em abril/2019, bem recente ainda. Minha rota foi a seguinte: Dia 01 - Vinã e Valparaíso; Dia 02 - Deslocamento até a Isla de Chiloé; Dia 03 - Isla; Dia 04 - Isla e retorno até Puerto Varas; Dia 05 - Puerto Varas; Dia 06 - Região Puerto Varas e deslocamento até Pucon; Dia 07 - Pucón; Dia 08 - Pucón; Dia 09 - Pucón e deslocamento para Concepción; Dia 10 - Concepcion e deslocamento para Santiago; Dia 11 - Santiago; Dia 12 - Santiago e retorno Brasil. Dia 01 - Chegada em Santiago, Viña del Mar e Valparaíso: Cheguei em Santiago as 2:30 da madrugada. Eu já havia pesquisado sobre transfers do aeroporto e sabia que existiam duas empresas de ônibus que fazem o percurso aeroporto x centro da cidade 24hs. Bem, no site das empresas (Turbus e Centropuerto) há todas as estações de parada que fazem. Escolhi um hostel que ficava próximo de uma das estações. Fiquei no Happy House Hostel, perto do Metrô, estação Los Heroes, paguei 28.000 pesos em quarto misto de 12 camas. Tem piscina e bar (que não estava funcionando ). Achei muito barulhento, todas as camas faziam ruídos e o próprio piso de madeira acordava todo mundo no quarto. Cada trecho no transfer de ônibus está por 1.900 pesos, ou 3.500 ida e volta. Vi operadoras de turismo cobrando 7.000 cada trecho e os executivos do aeroporto cobram 10.000, então acho que já foi uma economia e tanto. Depois do café da manhã, incluso no hostel, fui procurar lugar para fazer câmbio. Era sábado, não tinha lojas abertas e a recepcionista me indicou onde haviam bancos, só que esqueceu de me dizer que os caixas eletrônicos não funcionam. Depois de tentar 3 bancos, nenhum com caixa aberto, pedi ajuda para um gari, e ele me disse que tinha caixa eletrônico dentro da estação do Metrô. Saquei uma graninha e ali mesmo já comprei o cartão do metrô e uma carga, o valor foi de 1.550 pesos pelo cartão (tarjeta bip) e 4.000 pesos para passagens. De metrô, fui até a estação Pajaritos. Eu já tinha comprado on line passagens para Viña del Mar pela Turbus, por 2.300 pesos. Baratíssimo (12 reais com IOF). O problema é que perdi tempo procurando os tais bancos e perdi o ônibus. Precisei comprar nova passagem e esta no balcão, saiu por 6.300 pesos. Chegando em Viña, fiz tudo caminhando, em uma manhã. Fui do terminal rodoviário até o Teatro Municipal, depois ao Palacio Rioja (vale uma volta pelos jardins e pelo casarão), tudo grátis. Continuei até chegar ao Cassino (na praia) e fui caminhando pela orla ate o Castillo Wulff (também gratis e vale a pena entrar). De lá fui ao famoso Relógio das Flores e voltei para o parque Quinta Vergara, onde há jardins, um palácio e ao lado fica a estação de metrô Viña del Mar. Paguei 2.100 pelo cartão + tarifa da viagem. Desta estação, fui de metrô até a última estação em Valparaíso, a estación Puerto. Como o nome diz, é do lado do Porto. Caminhei até o ascensor Artilleria, uma espécie de elevador que leva até a parte mais alta da cidade (existem vários por lá). Alguns são gratuitos, neste, paguei 300 pesos. Lá de cima tem um mirante bonito, onde se pode ver toda a área portuária, inclusive o carregamento de navios. O mirante fica ao lado do Museu Naval, mas não entrei nele. Desci para o centro da cidade a pé, por umas casinhas e ruazinhas pequenas, com diversos grafites interessantes. Chegando no nível baixo, almocei na rua Bustamente, tem varios restaurantes não muito bonitos, mas com pratos apetitosos e muito baratos (paguei 4.500 num prato com entrada, principal e sobremesa). De lá peguei um micro onibus daqueles antigos, o 612, que me levou até a La sebastiana (casa do Pablo Neruda) por apenas 370 pesos. A casa tem um mirante na frente e para entrar nas dependências tem um custo de 7.000 pesos. Depois dessa visita, desci novamente através do Museo a Cielo Abierto, região onde há mais grafites. Fui até a Catedral, parei num barzinho pra beber uma cerveja aproveitando o pôr do sol e, quando meus pés não aguentavam mais, fui para o terminal de ônibus. Assim como a ida, tinha comprado a passagem pela internet por 2.300 pesos, porém comprei para mais tarde, achando que ficaria mais tempo por lá. Comprei uma nova para o horário mais próximo e paguei a diferença 3.300 pesos. A moça que me atendeu, muito simpática, me mostrou a tela do sistema dela, onde os preços variavam e conforme mais próximo do horário de saída, mais caros. Fica o aviso... Chegando em Santiago voltei ao hostel por metrô, com a passagem inclusa no cartão comprado pela manhã. Entre água e alguns biscoitos, gastei mais uns 3500 pesos nesse dia. Dia 02 - Deslocamento à Isla de Chiloé (região dos lagos, sul do Chile): Meu voo era as 10 da manhã, fui até o aeroporto com o transfer que já estava pago (só apresentar o canhoto). Para ir à Ilha, o aeroporto mais próximo é o de Puerto Montt. O voo com a JetSmart (lowcost chilena) custou 25 dólares, somente ida, mas com bagagem despachada. Lembre-se que lá não há bagagem de mão gratuita, você só pode carregar um item de 35x25cm, ou seja, minúsculo. A bagagem de mão deve ter as mesmas medidas que aqui do BR e pesar até 8kg. Como o preço da bagagem de mão e da despachada é o mesmo, achei melhor despachar, pelo peso. Chegando em Puerto Montt, tem transfer na porta do aeroporto indo direto para o terminal de ônibus, custa apenas 2.500 pesos. Transfer de carro estava por 15.000. Lá no terminal de ônibus comprei minha passagem para Castro, capital da Isla Chiloé, por 6.500 pesos na Cruz del Sur. Deixei minha mochila no guarda equipaje e fui caminhar pela orla, simpática, da cidade. Fui até o mercado do peixe, onde tem alguns restaurantes, e almocei lá por 4.100 pesos, com bebida. Voltei ao terminal, entrei no ônibus e curti (só que não) a viagem interminável de 6horas. Para chegar na ilha tem que usar uma balsa, já inclusa no preço da passagem. Durante a travessia é possível descer do ônibus e curtir o visual do mar do alto da balsa. Mais tarde descobri, o ônibus que peguei não era o melhor, já que parava em todos os povoados ou pra qualquer um que fizesse sinal na estrada. Ou seja, não era direto, por isso a demora. Enfim, cheguei a Castro 🏼. A Isla de Chiloé, além das paisagens naturais é conhecida também pelas Igrejas, construídas pelos jesuítas a partir de 1600 em madeira. Hoje já existem 16 delas tombadas pela UNESCO. Já na chegada vc encontra a Catedral de Castro, toda em amarelo (uma cor diferente para igrejas católicas) e encantadora. Castro também é conhecida pelos palafitos, casas de madeira à beira da água, em palafitas, pintadas em cores vibrantes, totalmente coloridas. Depois de umas comprinhas no mercado (Jantar, café e lanche - 11.500 pesos) fui para o hostel. Lá, fiquei no Hospedaje Costanera. Pequeno, aconchegante e o dono super atencioso, custou 16.000 duas noites em quarto compartilhado (triplo), porém só havia eu e mais um casa no hostel, assim, fiquei com o quarto somente para mim. Aliás, descobri que essa época na ilha é super baixa temporada, então, quase nada de turistas. DIA 03 - Muelle de las Almas: Aqui tenho uma confissão, escolhi Chiloé por causa do muelle. Adoro locais da natureza e tinha visto algumas fotos, queria muito conhecer esse local. Este Muelle é na realidade um Pier, construído por um artista chileno, que transformou em arte (um pedaço de madeira) uma lenda indígena local. Diz a lenda, que as almas que morriam, deviam chegar até aquela parte elevada da montanha esperar pelo barco que levava-os para o outro lado, pagando com uma pedra o transporte. Assim, o artista construiu um pier com algumas pedras cravadas, mas estas infelizmente já foram arrancadas por arruaceiros (não podem ser turistas 🤨). Pra chegar lá, não é muito fácil, mas é bem mais fácil do que dizem em muitos blogs. Primeiro, eu só achava recomendações pra ir de carro ou com excursões. Tentei comprar por lá, mas por ser baixa temporada, não haviam tours. Um guia muito gente boa me respondeu no whats e me indicou como ir de ônibus. Pela manhã, cheguei no terminal de buses da cidade (minúsculo por sinal) e la achei a empresa que faz o Muelle (tem cartaz bem grande). Começando as 9:15, tem microonibus saindo de hora em hora. Este micro, leva apenas até a entrada do Parque Nacional Chiloé, lá, precisa pegar outro micro. Mas não precisa se preocupar, os horários são coincidentes para que haja tempo hábil da sua chegada na entrada do parque até a saída do ônibus que vai até o Muelle. Aqui, uma dica : a espera entre os ônibus é de 30 minutos. Eu que sentei na frente do micro, ao lado do motorista, fiz amizade com ele, e, ao chegar na porta do parque, me avisou que o micro iria até um ponto mais a frente e retornaria. Deste ponto eu poderia visitar a praia, antes dele retornar. Tudo isso nos exatos 30 minutos de espera do próximo. Fui, claro. Aproveitei e vi uma praia deserta no Pacifico. Muita areia, muito vento. Adorei a oportunidade. Foi corrido, pq o tempo só tinha 10 minutos na praia, mas valeu cada segundo, ainda mais sabendo que eu era a única com aquela experiência, pelo menos naquele momento. Voltei para o micro, meu amigo me deixou na porta do Parque, que aliás tem um restaurante e banheiros, que eu recomendo usar aí... Quando o outro micro chegou, eu e os demais 5 turistas fomos levados até o outro lado do parque, pagamos a entrada 1.000 pesos (preço de baixa temporada) e seguimos mais um pouco no micro. Ele nos deixa bem na entrada da trilha. A trilha é bem fácil, linda por todo o caminho. Parando para tirar muitas fotos e admirar tudo, levei 40 minutos. Quando cheguei haviam no máximo 15 pessoas pelo local. Vi fotos e relatos na internet que na alta temporada chegam a levar 2 horas de fila para uma foto no pier. Então não recomendo essa época. Porém, em abril, chove a qualquer hora, de um minuto para o outro, é frio e venta pra carambaaaa. Agradeci muito por estar com minha corta vento 🥶. Um calçado mais apropriado para trilha também é indicado, apesar de não ser essencial. Parei por lá, apreciando o visual incrível de montanha e Oceano Pacífico e fiz um piquenique por ali mesmo. Foi sensacional. Na volta, fiz o mesmo, peguei o micro, que me deixou na entrada do parque, em frente ao restaurante, onde experimentei uma sopaipilla (parece um bolinho de chuva) com chocolate quente, tudo por 3.000 pesos. O outro micro chegou e 1hr depois estava de volta a Castro \o/. Tudo isso e o gasto em transporte foi de apenas 7.000 pesos. Nessa noite fui experimentar o curanto. Prato típico de Chiloé. Gente, que comida MARAVILHOSA. Trata-se de um ensopado de ostras, com outras carnes (frango, porco, carneiro), que fica fervendo por horas, junto com muitos vegetais. Sério, descrevendo não parece tão gostoso, mas é. Vai por mim . Eu nunca tinha comido ostras na minha vida e sou meio fiasquenta com legumes. Mas era tipico né, então tinha que provar. Ainda bem que fiz. Bom, como não sabia como comer, quando o prato gigante veio parar na minha frente, perguntei para o garçom, um senhor, chamado Alberto me mostrou como abrir as ostras, comer, lavar os dedinhos com limão e água do bowl da mesa. Tudo isso, mais um vinho indicado por ele, sairam por 11.200 pesos. Achei justos por tudo que comi, aliás, não consegui comer tudo . Quando terminei, o Alberto, super simpático, perguntou de onde eu era, e, assim começou uma conversa de mais de uma hora (o restaurante estava vazio, baixa temporada, lembra?). Ele me contou sua paixão pelo Rio de Janeiro, que havia trabalhado quando jovem no Copacabana Palace (será verdade???), perguntou sobre varias ruas do bairro e outros locais que frequentava quando morou no BR e tals. Me deu o telefone dele e pediu para avisar quando chegasse no hostel, afinal, "a cidade é segura, mas alguém de fora andar por aí, sozinha a noite, pode ser perigoso". Achei bem simpático da parte dele. Como não liguei, veio mensagem no meu telefone, "chegou bem? Estou preocupado." Desde então, vira e mexe tem uma mensagem de, como foi sua viagem, por onde você está passeando hoje? Acho que fiz mais uma amigo pelo mundão 🤩. O restaurante se chama Octávio. Fica na orla, como um palafito mais chiquetoso (da rua não da para ver a palafita). DIA 04 - Um pouco mais da Ilha e deslocamento até Puerto Varas Neste dia, levantei cedinho e fui fazer um tour para conhecer algumas das demais igrejas tombadas pela Unesco. No terminal de buses comprei a passagem para voltar a Puerto Montt e aí mesmo peguei um micro até Achao. Nos micros você paga direto para o motorista, diz onde vai, ele informa o preço. Dei uma volta pela cidade de Achao (literalmente, volta de 15 minutos e acabou) depois fui para Curaco, mesma coisa, outro micro para Dalcahue. Nessa última, além da praça com a igreja, tem também uma feirinha com artesanato local, numa edificação bem peculiar. Infelizmente todas as igrejas estavam fechadas . Tirei fotos das fachadas apenas. Comprei uma lembrancinha e voltei para Castro. Todos estes percursos em micros, custaram 4.200 pesos. Almocei num restaurante excelente, o Q'ili Restobar, por 4.000 pesos o conjunto entrada, principal e sobremesa. Lá em Castro a igreja estava aberta (aleluias) e entrei. Muito lindo e tão diferente daquela visão que estamos acostumados. A madeira brilhando tem um efeito sensacional. Chegando a hora do ônibus peguei minha mochila no hostel e embarquei para Puerto Montt. Essa outra empresa, a buses ETM foi com onibus bem mais confortável e viagem direta, sem paradas. O valor foi de 6.500 pesos, o mesmo da outra, entao vale mais a pena. A barca onde esse onibus faz a travessia também é diferente. A Cruz del Sur possui a frota de ônibus e barca, portanto é propria. Já a ETM viaja na barca do governo. Maior, um café na parte de dentro e mais legal para fotos 🤩. Do terminal de Puerto Montt peguei mais um micro (saem a todo minuto) para Puerto Varas. Foram 900 pesos, desembarquei na quadra do hostel que fiquei. Fiquei no MaPatagonia Hostel, super, hiper, mega recomendado. Excelente. Aconchegante, recepcionistas atenciosos. Limpo, já falei aconchegante??? Enfim, gostaria que todos os hostels do mundo fossem como esse. Foram 16.800 pesos para duas noites em quarto quadruplo misto com banheiro compartilhado. Conheci outra brasileira e um colombiano que estavam no mesmo quarto e fomos jantar num restaurante que nós tres recebemos recomendações para ir: Mesa Tropera. Pizzaria, restaurante italiano, vinho e cervejas de fabricação própria. Excelente ambiente, e localização ótima. Dividimos nossos gastos e a conta fechou em 5.500 pesos para mim (pizza excelente e a cerveja tb, rsrs). DIA 05 - Saltos del Petrohue e Volcán Osorno A brasileira que conheci já tinha fechado dois dias de tour pela região com uma empresa, então, eu e o Colombiano colamos nela, negociamos um precinho melhor com a agência aproveitamos o dia. Foi meu primeiro tour particular da viagem. Confesso que foi um alívio não precisar pensar em tudo . Como de costume, nos pegaram no hostel, por volta das 10hs. O dia tava totalmente nublado (nada animador em viagem pra apreciar natureza, mas é o que temos, nós vamos né). Uns 30 minutos depois, nossa primeira parada, um local com vista para o vulcão. Só que não víamos nada por conta do tempo nublado. Tinha que adivinhar para que lado ele estava . Mais uns quilômetros e paramos nos saltos do Petrohue. Entrada 4.500 pesos. Os saltos na verdade são caminhos feitos pela lava vulcânica que escorreu em erupções anteriores, fazendo com que algumas crateras ficassem aparecendo. A cor da água, as rochas e estas crateras fazem um efeito maravilhoso, tudo muito lindo. Mais ainda com os raios do sol, que estavam começando a aparecer, batendo na água. Perfeição. Uma hora depois e já conseguíamos ver a ponta do vulcão, êêê 🏼. Depois, o guia perguntou quem queria dar uma volta de barco pelo lago. Segundo ele, até chegarmos lá, o tempo estaria aberto. Todos toparam e não é que ele acertou? 40 minutos de volta no lago, 5.000 pesos, e um visual lindo. Depois disso, fomos almoçar. Dica, leve seu lanche se estiver na base econômica. Não tem opções na estrada, é onde o guia resolve parar e provavelmente onde ele tenha convênio com o restaurante pra levar os turistas. Eu, desavisada, tava com uma fome do tamanho do Maracanã, acabei almoçando. Simples, nada de mais, sem bebida, um Salmão com purê de batatas: 11.000 pesos . Metade do rim cortado pra pagar a conta, partimos para a atração principal do roteiro, o vulcão Osorno . Ainda não é época de neve, então ele só está branquinho na ponta, bem em cima. Mas nem por isso menos impressionante. Para subir no teleférico do vulcão, há duas opções. Um percurso, 12.000 pesos, ou dois percursos por 16.000 pesos. Compramos o percurso completo. A primeira parte vai até 1.450 metros e a segunda até 1.700 metros. Meu conselho: comprar os dois percursos. A parte da primeira parada não tem nem muito espaço para caminhar ao redor. Já a segunda é bem melhor. Se vc vai em época de neve, não esquece de óculos escuros. Depois de centenas de milhares de fotos, voltamos apreciando o visual do vale enquanto descíamos no teleférico, aproveitando para agradecer essa chance de vermos algo assim, tão perfeito . Todo esse passeio pela agência foi a um custo de 25.000 pesos. Depois de todo esse gasto, fomos ao mercado, garantir a janta e o café da manhã seguinte. Total de 4.900 pesos. DIA 06 – Região de Puerto Varas e deslocamento a Pucón O dia começou com despedidas do trio formado duas noites antes. Eu decidi adiantar em um dia a viagem a Pucon, já que a previsão era de chuva para os outros dias. Carol, minha xará, iria para Chiloé no dia seguinte e Jorge iria para Santiago, depois Atacama. Assim, os dois foram fazer mais um tour na região de Puerto Varas e eu fui comprar a passagem, que custou 9.500 pesos na Jac Buses. Como tinha a manhã e parte da tarde livres, aproveitei para ir até outras cidades da região na beira do lago. Peguei um micro em frente ao terminal onde comprei a passagem para Pucón e de lá fui para Llanquihue. A cidade tem uma linda orla, a costanera é bem conservada, com várias esculturas feitas em madeira. Passear por lá deixa você com uma paz indescritível. Na praça da cidade, peguei outro micro até Frutillar. Também na beira do lago, a cidade possui influências alemãs e é toda charmosa. Nessa cidade também está o Teatro del Lago. Um teatro construído parte sobre o lago. Nele é realizado o maior festival de música do Chile e, por isso, existem diversas obras de arte em forma de símbolos e órgãos musicais. A costaneira também é um encanto e bem legal ficar um tempo no píer apreciando a vista do lago e vulcão. Lá também há o famoso Kuchen, traduzido como a cuca. Lembra bem a cuca alemã que minha família faz no Rio Grande do Sul. Do sul ou não, vale a pena experimentar. Um lembrete, o pedaço vendido na cidade é enormeeee. Pode pedir para dividir. Depois de voltar a Puerto Varas e pegar a mochila, fui embarcar para Pucón. A viagem durou algumas horas. No caminho entrei em contato com algumas agências que encontrei no instagram e facebook para fazer a subida no vulcão Villarrica. A maioria dizia que não teria passeio, pois havia previsão de mudança no tempo. Entre as que fariam a subida, os preços variavam bastante. Fechei com uma por 75.000 pesos. Acertamos o preço e os horários, por mensagens. Cheguei em Pucon e fui correndo no mercado mais próximo, comprar agua e lanches para a aventura. DIA 07 – Subida no vulcão Villarrica Pra quem ainda não sabe este é o vulcão mais ativo do Chile. Sua última erupção foi em março de 2015. Porém, em setembro de 2018 (07 meses antes da viagem) a região estava em alerta de risco de erupção. Sim, eles controlam muito bem as possibilidades e elas continuam podendo ocorrer qualquer dia destes. Bem, imagina minha expectativa. A ansiedade era tanta que tive dificuldade até de dormir. Chegada a tão esperada hora, as 05 da manhã o guia Waldo foi me buscar no hostel, me levou até o local da agência para experimentar as botas e roupas que eu usaria. No valor do tour, estão inclusos todos os equipamentos necessários, calçados próprios e até casacos corta vento. Descobri que eu era a única turista que o Waldo acompanharia. De início fiquei meio desconfiada, mas ele foi explicando tudo e me deixando bem tranquila. No caminho até o vulcão, fui perguntada se preferia fazer todo o percurso a pé, ou poderia subir a primeira parte em teleférico. Escolhi poupar um pouquinho das pernas e usar o teleférico. Lá se foram mais 10.000 pesos. Enquanto esperávamos o teleférico abrir, outros grupos foram chegando. Grupos grandes, grupos pequenos. Cada um com seu guia acompanhando. O teleférico nos deixa na altura de 2.400 mts. A cratera do vulcão fica a 2.800 mts. Apenas 400 metros Carol... Só que não... com a inclinação da montanha, o terreno arenoso e o ar um pouco mais rarefeito, a subida precisa ser em zigue zague, em passos precisos e pequenos. Não vou mentir aqui, foi tenso, muito. Não sei quantas vezes pensei em desistir. Depois de alguns passos, a bota parecia pesar uns 40 quilos em cada pé. Deu pra perceber que meu preparo físico estava em igual ou menor que zero, né? Acho que tive muita sorte de ser apenas eu e o guia, pois ele me ajudou e muito nessa jornada. Na parte inicial do vulcão, como já falei o terreno é bem arenoso, parece uma enorme duna de cor cinza, então a cada pisada, precisava cravar a ponta da bota para não escorregar. Muitos metros acima, tem a parada para colocar os grampos na bota, pois viria a parte para andar no gelo. Então passos menores ainda, usando estaca em uma das mãos para a cada passo travar o pé e a mão. Nesse momento, bateu o arrependimento de porque não desisti antes. Toda vez que eu ia falar, ou dar uma paradinha para respirar o Waldo dizia, vamos continuar, pensa que você vai conseguir e assim eu seguia um pouco mais. Vou lembrar aqui novamente, a previsão era de chuva para a tarde, e a subida com pessoas em forma leva em torno de 5 hs. Então, tinha que ser tudo muito bem cronometrado e o Waldo não me deixava parar nem por 2 minutos, apenas nas definidas para todos (3 no total). Se ele via que eu ficava um pouco para trás, voltava e me puxava Depois de tudo isso, nossa última parada antes da cratera, para retirar os grampos, pois o terreno era o do vulcão novamente, achei que a pior parte tinha passado. Ah, quanta ingenuidade. Era escalada pura na rocha, fazendo força nos braços e pernas para achar um local onde segurar e colocar os pés. Mas o pior mesmo, era o vento, tão frio e tão forte que não conseguia respirar, faziam desequilibrar quando tava segurando com tudo, cortava a visão... nessa parte tive foi medo, achei mesmo que ia cair e já era. Mas não \o/, passei por esta parte também e finalmente chegamos na cratera. Gente, não há descrição para isso. O sentimento, a mistura de satisfação, alegria, superação. Façam, só digo isso. Vai ser difícil, vai. Se você achar que chegou no limite não precisa continuar, mas chegar lá em cima.... é surreal não tem outra palavra para descrever. Além de toda superação, você tem um visual incrível da cordilheira, do vale e, do vulcão em si. Ficamos uns minutos la, o cheiro de enxofre é fortíssimo. Algumas pessoas usam máscara, mas eu consegui suportar bem. Enquanto estava observando a fumaça saindo pelo buraco, vi umas faíscas de magma saindo. Foi SENSACIONAL. Segundo o Waldo, tinham uns 3 meses que a cratera estava naquela formação, uma pequena abertura e era raro ver o magma daquele jeito. Então, foi outro presente que recebi. Bom, a descida teve uma parte bem legal, fizemos de esquibunda, teve mais umas partes apavorantes, pois morro de medo de altura e no escorrega natural de gelo, algumas partes ficavam só precipício, tipo montanha russa antes da primeira descida. Mas depois de uns minutos o medo passa e fica só a adrenalina de escorregar no gelo em velocidade. Me senti quase os caras do Jamaica abaixo de zero (eu vi na sessão da tarde, tá) ;). Usei o app Relive que me informou que fiz a subida e descida em um total de 5hs e 53 minutos e andei 7.3km (o zigue zague, lembram?). Uma cerveja chilena depois, me despedi do guia e voltei para o hostel. Encontrei os dois ex companheiros de quarto de Puerto Varas me aguardando, pois tinham resolvido ir até Pucon J Agora novamente companheiros de quarto. Estávamos no hostel Pucontours Hostal. 3 noites em quarto quádruplo com banheiro privativo saíram por 28.400 pesos. Achei o hostel Ok. Muito boa localização, mas um pouco frio, sem ambientes propícios para conhecer outras pessoas, as áreas comuns não eram confortáveis e convidativas para sentar e conversar. Enfim, fomos almoçar/jantar por 10.800 pesos e, começou a chover L No centro da cidade há um local para informações turísticas. Nos atenderam muitíssimo bem, ofereceram até alguém em português e nos explicaram tudo que poderíamos fazer sem necessitar de excursões. Passadinha no mercado e voltamos para o hostel (eu para tomar muito dorflex e fazer curativo nos calos que a bota tinha me dado). DIA 08 – Ojos del Caburgua e Caburgua Com as dicas do escritório de informações turísticas, pegamos um micro até a parte mais próxima dos Ojos del Caburgua. Trata-se de um parque no rio Caburgua, com algumas cachoeiras, que formam os “ojos”. Para chegar lá, existem duas entradas, segundo nos informaram, a melhor seria a entrada do Cristo, pois essa daria na parte de baixo das cachoeiras. A outra somente visualiza a parte de cima delas, e estas entradas são separadas em 7km uma da outra. Assim, se você vai de micro como a gente (600 pesos), pede para o motorista, para descer nos ojos, na entrada do Cristo. Assim que descer do micro você vai entender, no lado da estrada tem um crucifixo. Desta estrada, tem sinalização do sentido a seguir. São 2km até a entrada do parque, que custa 1.000 pesos em baixa temporada. O parque é bem bonito e conservado. Tem área para piquenique, os caminhos para os mirantes são em deques de madeira bem mantidos. A cor da água é sensacional. Uma surpresa quando você vê as cachoeiras. Vale a pena. O dia nem estava muito lindo, meio nublado, e mesmo assim, valeu e muito a ida. Voltamos para a estrada e, como não sabíamos ao certo o horário dos micros, íamos continuar caminhando pela estrada mesmo até o Lago Caburgua, onde desagua o rio do mesmo nome. Porém, 5 minutos de caminhada e dois amigos pararam o carro e nos ofereceram carona. São apenas 4km, então em 5 minutos chegamos lá, agradecemos e fomos explorar as praias do lago. É difícil entender como a areia de uma praia para a outra muda de cor, estando lado a lado. Assim, mudam também os nomes: Playa Negra e Playa Blanca, rsrs. Criativos J Esse local é de uma paz fenomenal. A calmaria do lago, as areias extensas, as montanhas ao redor. Vale a pena uma caminhada por lá. Para voltar foi só esperar o micro para Pucon (1.000) e em 40 minutos estávamos na cidade. Tínhamos planejado ir a uma terma, já que a região também é famosa pelas suas aguas termais e existem diversas opções. Porém, depois de gastar um rim para subir o vulcão, eu achei melhor não ir. Assim, fomos passar na cidade mesmo. Lá tem o lago Villarrica, com vista para o vulcão. Também fomos no Monastério Santa Clara, construído no alto de um morro, onde se pode ver toda a cidade e o lago. O frio pedia um cafezinho e assim escolhemos uma das cafeterias mais famosas para conhecer. A café Cassis. Chegamos lá e a fome chegou também então tornou-se um jantar da tarde com café. Comemos pizza, sopa, tabua de carnes, doces e chocolate quente pra terminar com chave de ouro. Tudo maravilhoso e totalizou em 13.900 pesos para cada L. DIA 09 – Deslocamento para Concepción Esse sim foi o dia das despedidas finais. Cada um escolheu um roteiro diferente. Eu iria para Concepcion fazer uma visita muitíssimo rápida a um casal de chilenos que conheci aqui no Rio através do Couchsurfing. Para chegar até lá, paguei a passagem mais cara de ônibus (12.000), mas isso porque a cidade não é tão turística, então saindo de Pucon só tinha uma opção de ônibus. Cheguei a noite, então não vi muito da cidade. Fui apresentada a milhões de snacks típicos chilenos. Gente, não consigo parar de sonhar com as “Ramitas Evercrisp” melhor salgadinho da minha vida. Vocês precisam experimentar. Comprei um pacote de 750 gr que fiz durar um mês depois que voltei, mas a vontade era comer de uma vez só. Se tiver uma cerveja acompanhando, ficam perfeitas. DIA 10 – Concepción e retorno a Santiago Fui conhecer um pouco de Concepción. É bem jovial, foi a sede da primeira universidade federal fora de uma capital de província. O campus universitário é bonito, bem limpo e conservado. Foi lá que iniciaram os primeiros protestos denunciando a ditadura de Pinochet, entre os estudantes e, assim, muitas perseguições e mortes. No campus há diversos monumentos lembrando essa história Chilena. A comida, maravilhosa e a mais barata do Chile. Paguei o almoço de todos, ou seja, 3 pratos, por apenas 4.800 pesos. Depois disso, fui para o aeroporto embarcar de volta para Santiago. Este treche paguei 79,00 reais, com IOF e bagagem despachada. Chegando em Santiago, fui para o Hostel Boutique Merced 88. Paguei 28.000 em um quarto feminino quádruplo para duas noites, mas fiquei sozinha o tempo todo. Gostei muito do hostel, bem limpo, organizado. Café da manhã excelente. Com opção de ovos cozidos já prontos ou você pode pegar os ovos crus e prepara-los como preferir. Melhor localização impossível. Apenas 1 quadra e meia da estação Baquedano, em frente à praza de mesmo nome. Neste dia, fiquei no terraço do hostel conversando com alguns hospedes e jantei as ramitas DIA 11 – Um pouco de Santiago Conferi o calendário e fui até o Palacio La Moneda, onde acontece a troca de guarda. Todo mês muda, é bom checar no calendário. Em abril era nos dias pares e tive sorte de estar por lá. A troca de guarda dura um tempão. Cansei nos 30 minutos. De lá, fui a pé até a Plaza de armas, local onde se vê lado a lado construções modernas e antigas. De lá, fui para o Museu de artes modernas e saí no museu de Belas artes (os prédios são interligados). Saindo, fui direto para o Cerro Santa Lucia. Este, definitivamente vale a subidinha. É um oásis no meio da cidade, além de ser no alto, então no mirante você pode ver os prédios e a cordilheira ao fundo. Ao lado do cerro, fica a heladeria Emporio La Rosa, dizem que é o melhor sorvete de Santiago, não sei, pq não experimentei todos os outros, mas o de lá é muito bom mesmo. Continuando pela famosa calle Lastarria, cheia de restaurantes caros, voltei para a rua do hostel e, um pouco antes de chegar, avistei outra heladeria la Rosa. Fui conferir se lá havia um prato chamado Porotos Granados, recomendado pelo meu amigo chileno. E não é que la eles faziam? Fiz meu pedido e recebi um bowl com um ensopado de grãos delicioso. Vale a pena experimentar. Lá custou 8.900 com bebida. Chegando no hostel descansei um pouco e mais tarde fui em direção ao cerro San Cristobal. Apenas algumas quadras de onde eu tava. Subi no cerro de funicular e desci com teleférico, no outro lado, os tickets custaram 3.550. Há opções de descer a pé, descer no funicular, ir de teleférico só até uma parte... enfim, várias formas de subir e descer. Como voltaria no entardecer, achei que seria legal ver o pôr do sol do teleférico. Foi lindo J DIA 12 – Retorno Transfer para o aeroporto e volta para o BR L Acho que algumas partes ficaram muito detalhadas, tenho dificuldades em ser objetiva, mas espero que ajude quem está indo para lá, de alguma forma . Abraços e qualquer dúvida estou por aqui, ou tb no insta: @Carol.Ribeir0_
  16. 5 pontos
    Ontem (23/05) em Santa Cruz de la Sierra, nas casas de câmbio localizadas próximo da plaza 24 de Septiembre a cotação estava 1,77 bol para 1 real. Na fronteira em Puerto Quijarro estava algo em torno de 1,67 / 1,70.
  17. 5 pontos
    Já retorne, logo mais, iniciarei as postagens de cada local e qt gastei.
  18. 5 pontos
    Sái do Rio de Janeiro no dia 2 num voo com conexoes em Guarulhos, Santiago pra chegar finalmente em Mendoza, Argentina, fiquei dois dias lá começar a cicloviagem, fiquei no hostel internacional na rua Espanha, pagando cerca de 50,00 reais por diária com café da manha. Mendoza é uma cidade linda, com ruas amplas, muito limpa e muito arborizada Um passeio muito indicado e o parque general San Martin ele é imenso e tem o Cerro de La Gloria, lá eu conhecí o Dario um brasileiro que mora em Mendoza (pena não tirei foto com ele) mas me deu dicas ótimas de como sair da cidade com segurança e o melhor caminho até Potrerillos que era seguir pela rota 82, muito mais bonita. No dia 04/05/2019 comecei a cicloviagem de fato, saí do Hostel as 10:00 da manha com destino a Potrerillos até lá 54 km, fazia 15ºc vestia uma calça de ciclismo, segunda pele e corta vento e seguia devagar me acostumando com o peso dos alforges na bike. Ponte em Cacheuta na Rota 82 Um dos inúmeros oratórios em homenagem a Defunta Correa O caminho até Potrerillos é lindo, tem uma parte que vc passa um tunel e na saída dá de cara com esse lago é lindo uma água azul turquesa que abastece Mendoza o caminho é bem tranquilo com duas subidas mais íngremes que fizeram quebrar um raio, no caminho encontrei um grupo de argentinos gente boa que me acompanharam até Potrerillos. Chegando em Potrerillos uma 15:00 fui em busca do Hostel que tinha combinado um dia antes e pra minha surpresa estava fechado, aliás tudo estava fechado e ninguém nas ruas, não sei se por ser baixa temporada ou se era a hora da siesta, de qualquer forma parei no único comécio que estava aberto uma especie de restaurante/padaria/acougue/lanchonete e mercado, comi duas empanadas com uma taça de vinho, fui indicado a procurar o Pablo que estava começando com um Hostel cheguei lá e depois de um tempo de espera fiquei lá por 350 pesos (uns 30 reais), acabei ficando sozinho no quarto, depois de um banho quente voltei no restaurante e jantei duas empanadas e taça de vinho. Dia 02: 05/05/2019 Acordei umas 08:00 e saí pela Ruta 7 em direção a Uspallata, até lá uns 50km, saí sem cafe da manhã na esperança de achar alguma coisa no caminho pra comer algo, sorte que tinha duas tortillas compradas a 10 pesos cada (0,8 real) e dois salames que tinha do dia anterior ( comprei três do tamanho de uma linguiça paio por 100 pesos, cerca de 8,0 reais), não achei uma viva alma no caminho. Nas fotos acima: O rio Mendoza que nos vai acompanhar por toda viagem e um dos inúmeros tuneis que se passa, o susto é grande quando se cruza um caminhão dentro do túnel. O caminho Poterrillos x Uspallata é bem fácil a ruta 7 tem pouco trafego e os caminhões que passam respeitam e invadem o outro lado da pista pra desviar de voce, pelo menos foi o que senti, na foto acima um vento leve fazia as folhas das arvores caírem um visual lindo das árvores parecerem estar derretendo Cheguei em Uspallata cedo umas 14:00 e com energia pra pedalar mais um pouco, mas a proxima cidade com hospedagem certa seria Punta de Vacas mais 53 km, chegaria lá de noite e eu estava sem lanterna, a bike também não estava muito confiável por causa do raio quebrado, melhor dormir por Uspallata mesmo. Parei pra almoçar (220 pesos, uns 20 contos brazucas) num restaurante de posto de gasolina e almocei de verdade, no dia anterior tinha sido só empanadas todo dia não dá né. Fui procurar um Hostel e achei o ótimo Samadi (450 pesos, uns 40 reais) que é limpo, tem um café da manhã legal e a noite acenderam uma lareira que não me deu com vontade de sair. Quando cheguei no hostel e me indicaram o Cerro 7 colores a 10 km de distância, era tudo que queria pra matar a fome de pedal, tirei os alforges e fui, foi saboroso sentir a bike de novo sem os alforges o caminho é irado tem montanha de todas as cores e o Cerro (foto abaixo) é a mistura de todas elas. Dia 03: 06/05/2019 Saí de Uspallata umas 09:00 sem saber até onde ia hospedar, já tinha acordado a muito tempo mas demora a clarear, fazia frio e vesti o fleece embaixo do corta vento, comecei devagar e preocupado, uma pela bike que a marcha pulava e o raio quebrado (até vi por uma bicicletaria em Uspallata era domingo estava fechada) a outra pelo frio tudo que tinha de roupa de frio ja estava usando Difícil escolher a parte do caminho mais bonita, montanhas imponentes de cores nunca antes vista, natureza de forma mais crua e selvagem, silencio total, só quebrado por um caminhão que passa uma vez ou outra. Na foto acima Polvaredas. Pouco antes dessa foto com uns 60 km parei no Hostel refugio de montaña mundo perdido, que tem um mercadinho na frente, entrei (não sabia se teria mais algum comercio pela frente), não tinha ninguém pra atender escolhi um biscoito recheado deixei o dinheiro com um bilhete pro dono e na saída o dono chegou e me pegou com o biscoito na mão, mostrei pro dono ele foi super simpático me deu várias dicas que me tranquilizou com as distâncias que faltavam e eu segui a viagem feliz. Depois de pouco mais de 70 km pedalados em Puente del Inca por volta das 15:30 mais uma vez poderia ir mais um pouco mais, mas chegaria de noite na próxima cidade pra procurar hospedagem, além da marcha da bici estar pulando muito (descobri que era o cassete e não a roda torta por causa do raio quebrado) e ter começado um vento frio contra. Em Puente del Inca tem uma feirinha de artesanato e perguntando sobre hospedagem um dos atendentes me mostrou o hostel de seu primo que ficava alí do lado, fechei com ele por 500 pesos (uns 45 reais), como era baixa temporada só tinha eu de hóspede, a noite o cara que trabalha na feirinha fez um jantar, apareceu o amigo dele, rolou uns vinhos umas cervejas com musica foi uma noite muito agradável Dia 04: 07/05/2019 - Nevou durante a noite e fazia muito frio as 8:30 quando saí, os vinhos da noite anterior pesavam na cabeça mas o dia prometia tinha 13 km pra chegar a Las Cuevas subir o Cristo e bom ....ver o que ia rolar Frio do cacete, comprei uma camisa do Racing em Mendoza, era barata e na promoção vinha esse "cachecol" (tem outro nome que não sei) na hora pensei: "pra que vou querer isso moro no litoral um calor danado, vou dar pra minha cachorrinha" Cara isso foi tudo!! pense: um frio danado, nas decidas as orelhas e o nariz queimam de frio o cachecol do Racing me salvou. Pouco depois o Sol apareceu e amenizou o frio, nunca elogiei tanto o sol, já sentia cansaço creio que pela altitude estava pedalando a mais de 3000 metros de altitude. Pena que não se consegue passar por fotos a magnitude do lugar. Cheguei em Las Cuevas que era um localidade bem simpática e me pareceu bem turística, parei numa lanchonete na base da montanha, tomei um café e perguntei se podia deixar os alforges e fui, segundo info eram 8 km até lá o Cristo Redentor de los Andes. A subida tem 8 km bem medidos, pensei em desistir várias vezes, mas as vans com os turistas batiam palmas e dando tchauzinho um excelente incentivo, uns policiais passaram por mim de caminhonete e perguntaram se estava bem e também me incentivaram, era dificílimo pedalar, mesmo sem os alforges, voce puxa mas o oxigênio não vem empurrei a bike várias vezes Mas finalmente cheguei la em cima, foi uma festa as vans buzinaram os turistas batiam palmas foi incrível!! estaria triste se tivesse desistido. Cristo Redentor de Los Andes 8830 metros de altitude, divisa Argentina x Chile Fiquei lá no maximo uns 15 minutos, fazia muito frio, mas estava muito feliz, subí alí com minhas próprias pernas, com meu esforço as fotos pra mim tem um sabor todo especial depois desci em alta velocidade e parei na lanchonete pra descançar um pouco e tentar entender tudo aquilo que estava acontecendo, alguns turistas que me viram la encima vieram me perguntar sobre a cicloviagem, mas tinha que decidir rápido eram 15:45 e não sabia se ficava alí ou tentava ir mais adiante fui num hostel que tinha vagas o atendente foi super simpático e me deu todas as informaçoes: até o túnel eram 2km até aduana 5km e até Los Andes 65km, mas daqui adiante era só descida. Resolvi arriscar e segui. No Tunel que divide Argentina x Chile não se atravessa pedalando, vem essa picape da concessionária te atravessar Passei na Aduana e foi engraçado a atendente me dar um formulário pra preencher achando que estivesse de carro, de ver guichês pra ônibus, carros e caminhões e você uma linha fora da curva de BICICLETA rsrsrsrs. Na foto acima Los Caracoles Desci a cordilhera no lado do Chile em alta velocidade, fazia altas velocidades, tinha 60 km pela frente até Los Andes, que cheguei já a noite, detalhe sem pesos chilenos e sem lugar pra dormir, mas explodindo de felicidade, a adrenalina corria nas veias pela descida e por tudo que tinha acontecido. Los Andes achei tudo bem caro deve ser uma mineradora que tem na cidade e movimenta grana lá, no Chile o fuso horário é uma hora a menos, encontrei uma bicicletaria aberta perguntei se podiam mexer na bike pre repor o raio partido e ver o cassete me informaram que só podiam ver no dia seguinte, deixei pra lá o pior já tinha passado sobre a estadia achei um modesto hotel que me cobraram 20.000 pesos (uns 110 reais) não tinha ideia de quanto era isso na hora, mas deixaram pagar no dia seguinte, quando trocasse o dinheiro, estava cansado e na hora aceitei, foi aestadia mais cara que paguei na viagem. Las cuevas, no centro da foto o portal que tem a subida até o Cristo Redentor. No 5º dia pedalei uns 80 km até Santiago, nem tirei fotos depois de toda exuberância que tinha passado na cordilheira, um sentimento de dever comprido, tentando processar tudo que tinha passado nesses dias. Algumas considerações: o caminho é fácil não tem subidas muito íngremes e as cidades não são tão distantes, não é preciso ser o super homem da bike pra fazer
  19. 4 pontos
    O que fazer em Manaus? Olá, gente, sou nova no site e nao sei bem como faz as publicações aqui, mas vou começar assim, e começarei falando da cidade de onde eu moro: Manaus. Normalmente o norte sempre é o ultimo ponto onde os viajantes vão. Já viajaram por todo o Brasil e então decidem ir para o norte, mas não é só porque eu moro aqui, mas também porque trabalho com turismo, sei que as pessoas que vem aqui de 10 8 voltam! E isso é muito gratificante, então queria mostrar aqui um pouco das Belezas do Amazonas, que infelizmente é escondida do mundo. 1-Teatro Amazonas O Teatro Amazonas é um dos mais importantes teatros do Brasil e o principal cartão postal da cidade de Manaus de estilo renascentista entorno de sua estrutura externa com os detalhes únicos na sua cúpula, tornou-se um dos monumentos mais conhecidos do Brasil e, consequentemente, o maior símbolo cultural da cidade de Manaus. É a expressão mais significativa da riqueza na cidade durante o Ciclo da Borracha, sendo tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 1966. Teatro Amazonas - Foto: Michael Dantas Teatro Amazonas. Foto: Michael Dantas Teatro Amazonas - Foto: Michael Dantas 2 - Nossa linda floresta Amazônica Quem visita Manaus sempre faz algum passeio pela Floresta Amazônica, nem que seja aquele mais rapidinho que passa nos pontos principais. Como: Encontro das Águas Trata-se de um incrível fenômeno da natureza onde as águas barrentas do Rio Solimões e as águas escuras do Rio Negro se encontram e percorrem, lado a lado, por um trecho de seis quilômetros de extensão, mas não chegam a se misturar nunca. Para presenciar essa maravilha natural, um passeio de barco, que tem duração de um pouco mais de uma hora e passa por outras lindas paisagens da região, lhe levará até o ponto de encontro das águas desses dois importantes rios. Nadar com os botos Uma das experiências mais especiais que você pode ter no Amazonas é ter o contato com os botos cor-de-rosa, que são uma espécie de símbolo dessa região. Nesse passeio, o barco lhe levará até a Praia da Orla de Novo Airão, onde esses animais maravilhosos vivem livremente, e após uma palestra sobre as principais características desses mamíferos e sobre a atividade de turismo com eles, será liberado a interação e mergulho com os botos a partir de uma plataforma submersa . 3- Hotéis de Selva Também chamados de Jungle Lodges, esses hotéis são excelentes opções de hospedagens, pois lhe permite estar muito próximo de toda a natureza e exuberância da Amazônia, já que ficam situados em meio à selva, fazendo desta experiência ainda mais especial e única. Outro ponto muito positivo desses hotéis é que eles oferecem passeios diurnos e noturnos, como focagem de jacarés, caminhadas na floresta e visitas às comunidades dos cablocos e nativos da região, entre tantos outros. Uma sugestão de um ótimo hotel de selva é o Juma Amazon Lodge, que possui bangalôs muito confortáveis e seguros para os viajantes que desejam se hospedar em plena Floresta Amazônica. 4- Ritual Indígena Conhecer o Amazonas é uma ótima oportunidade para ver de perto os costumes indígenas. Normalmente, os passeios que envolvem paradas em tribos e são feitos em junção com outro passeio.Vê-se um pouco da cultura indígena, seus costumes, rituais e normalmente se vende artesanatos indígenas nos locais a serem visitados. 5- Festival de Parintins O Festival de Parintins é uma festa popular realizada anualmente no último fim de semana de junho. O festival é uma apresentação a céu aberto de associações folclóricas, a disputa de dois bois Garantido (Vermelho) e o Caprichoso (Azul), ois dois mostram a cultura do Amazonas em 3 dias de festa, mostrando rituais, danças coreografadas, músicas, artes cênicas, alegorias e os itens principais. Bom, mochileiros, é muitas coisas que tem aqui no Amazonas, eu que moro aqui ainda nem visitei tudo, nem metade, ainda estou no começo de minha carreira como turismóloga, mas dese já quero apresentar minha cidade que é como um baú, está escondida, mas é cheia de tesouros! Deem uma pesquisada no Google! Beijos e beijos
  20. 4 pontos
    Atravessei o sertão nordestino algumas vezes, realmente o clima é bem hostil, muito quente. Por isso o nordestino é um povo forte! Conheci lugares maravilhosos, açudes, plantações de uvas em pleno sertão (sim tem, e de excelente qualidade), igreja do padre Cícero, em Sousa na Paraiba fui ver as pegadas dos dinossauros. ....ficaram algumas coisas que ainda tenho que conhecer naquela regiao (serra da Capivara, chapada das mesas........). @Érica Martins Analfabeto tem em todo lugar, tem muitos com nível superior que sabe muito menos sobre a vida, do que essas pessoas. Minha mãe era uma delas(e não era nordestina, mas do sudeste), eu não trocava os conselhos dela por quaisquer doutozinho por aí. Minha primeira grande viagem, 13500 kms em 1989(30 anos atrás), sai de Brasília, peguei estradas péssimas (muitos buracos), cruzei Goiás, Bahia, Piauí, Ceará, e todo litoral até o Rio de Janeiro...quanta saudade. Não tinha dinheiro mas aproveitei um montão Em algum lugar do sertão do Piauí.
  21. 4 pontos
    @Vanessa Aline Olá, as coisas em La Paz acontecem e se fazem no centro da cidade, é o melhor local para se hospedar, pois fica perto das as agencias de turismo, terminal de ônibus, locais para compras, principais hotéis, etc. A verdadeira excelência do povo de La Paz é ali.Uns 99,9% das pessoas que vão a La Paz se hospedam por lá. Sobre questão de segurança, te garanto que não vai lhe acontecer nada, mas sempre é bom ficar de olho em seus itens pessoais em locais públicos. Tenha cuidado apenas com os efeitos da altitude nos primeiros dias, principalmente no primeiro dia, se alimente com alimentos mais leves, beba muita água e descanse. Tem pessoas que não seguiram bem as regras e passaram mal. Até mais.
  22. 4 pontos
    Em novembro de 2017 tive a oportunidade visitar a Europa (Portugal, Espanha e França), decidi que em novembro de 2018 retornaria à Europa e assim o fiz, passando por Portugal, Itália e Grécia. A minha primeira parada seria Roma, na Itália. Teria na cidade apenas três dias, mas foram suficientes para conhecer a parte histórica desta cidade incrível. Eu cheguei em Roma pelo aeroporto FCO (Fiumicino), este aeroporto fica bem afastado da cidade e a melhor opção para chegar ou sair dele é de trem. Ao sair do desembarque siga as placas que vão te direcionar para a estação de trem que fica dentro do terminal, é muito simples. Ao chegar na estação você poderá compra o bilhete de primeira ou segunda classe, o que difere um do outro é o preço e também o tempo de viagem. Os trens de segunda classe fazem várias paradas intermediárias e, em alguns casos, você precisa fazer conexões com o metrô, não é uma opção muito viável pois pode demorar muito e ele custa cerca de 8 Euros. O trem direto para estacãoo Termini é o Leonardo Express, ele custa 14 Euros e sai do terminal FCO e vai direto para estação Termini, no centro de Roma. Ao chegar na estação termini eu peguei o metrô, que também para na estação e fui para o hostel. Na verdade andei apenas uma estação, mas como estava cansado e ainda não conhecia a cidade optei por pegar o metrô. Eu me hospedei no hostel des artistes, que na verdade é um hotel mas disponibiliza alguns quartos compartilhados. O hotel é muito bom, bem localizado pois é perto da estação Castro Pretório do metrô e da pra ir a pé para a Estação Termini, em frente ao hotel há um PUB administrado por Brasileiros, eles são sensacionais e sempre nos dão dicas de passeios. Além de ter uma comida e bebida muito boa. No primeiro dia eu fui visitar o ponto mais importante e famoso de Roma, o Coliseu e o Fórum Romano. Para chegar é bem simples, você pega o Metrô e desce na estação Colosseo, você estará em frente ao Coliseu. O metrô de roma é fácil de andar mas não atende todas as regiões da cidade, mas para os principais pontos turísticos da pra ir com ele, ainda que você tenha que andar um pouco a pé. Ao chegar no Coliseu você vai encontrar muitos vendedores e agências de turismo vendendo ingressos para entrada, não aceite! Aprecie a vista de fora do coliseu que é linda e entre somente depois. As agências cobram, em média, 30 euros para entrada, mas você pode ir direto na bilheteria e comprar ingressos por 11 euros, portanto, espere na fila um pouquinho e economize alguns euros. Este ingresso é válido para entrada no coliseu e fórum romano, que fica ao lado. Este local é bem próximo a saída da estação do metrô Colosseo Depois de dar uma volta completa no Coliseu fui para a bilheteria para comprar os ingressos, como eu disse no início a fila é grande e demorada, mas vale à pena para economizar alguns euros. Foto dentro do Coliseu. Uma sensação mágica estar neste lugar e poder imaginar quantas coisas aconteceram aqui. Após dar uma volta completa dentro do Coliseu fui para o Forum Romano, que fica ao lago e você tem acesso com o mesmo ingresso que compra para entrar no Coliseu. O lugar é fantástico e pra quem curte história é uma oportunidade e tanto de voltar no tempo: Após a visita ao Coliseu e Forum Romano andei pelas ruas da região que é muito linda. Para este passeio é interessante reservar um dia inteiro, você perde algum tempo nas filas mas pode apreciar com calma a paisagem e as estruturas do lugar. No segundo dia eu me programei para ir ao Vaticano. Apesar de não ser católico a visita é obrigatória, o lugar é lindo e é uma verdadeira emoção estar ali. Para chegar ao Vaticano você pode pegar o Metrô e descer na estação Otaviano ´´San Pietro´´, esta é a mais próxima e você vai precisar andar um pouquinho. Para entrar no Vaticano você precisa passar por uma inspeção de segurança, como nos aeroportos. Este processo é super comum nos principais pontos turísticos da Europa, mas é bem tranquilo. Ao entrar no Vaticano estava tendo uma celebração e o Papa Francisco estava falando, inclusive mandou uma mensagem aos brasileiros que estavam no local. É bem interessante a visita ao local, tudo é muito grande e muito bonito! Visão da Praça São Pedro: Próximo ao local está o Museu do Vaticano, que dizem ser um dos mais incríveis do mundo. Fui até a porta mas estava impossível de entrar, as filas eram quilométricas e eu perderia muito tempo para conhecê-lo. Decidi almoçar no Vaticano e depois seguir explorando as ruas de roma. Decidi ir até a Fontana Di Trevi, local muito famoso e muito lindo. Para chegar até lá você deve pegar o metrô e descer na estação Barberini, mas esta estação de metrô não é tão próxima, você precisa andar uns 10 ou 15 minutos para chegar no local e ele fica bem escondido. Apesar de compreender um pouco do que os Italianos falam podemos confundir um pouco por causa do falso cognato, neste momento foi o que senti mais dificuldade pois não encontrei ninguém que pudesse me ajudar em inglês. Ninguém falava! Fui andando até chegar ao local. A visão da fontana de trevi é linda, mas muito difícil de tirar uma foto legal pois o local fica lotado! Muitos turistas! Mesmo assim consegui apreciar o lugar e tirar algumas fotos. Após conhecer a região fui comer algo e descansar, no dia seguinte eu decidi que iria para Pisa. Pisa é uma cidade muito agradável, entretanto não tem muita coisa pra se ver no lugar, apenas a famosa torre inclinada. Para chegar na cidade a melhor opção é o trem. Os trens de Roma para Pisa saem durante todo o dia, você pode pegar os trens de alta velocidade e chegar na cidade em aproximadamente 3h. As passagens custam cerca de 60 Euros ida e volta, comprando com antecedência no site da trenitalia você pode conseguir preços melhores. O trajeto é lindo e a paisagem encanta! Para chegar até a torre de pisa você vai precisar andar um pouco, mas é uma caminhada muito agradável por uma cidade bem tranquila. Siga direto a rua da estação, atravesse a ponte, vire à esquerda e depois a segunda à direita, siga em frente e você chegará a torre. O local é lindo, muito agradável a visão da torre é mágica. Ela é realmente muito inclinada. O mais difícil é você consegui um ângulo legal para tirar a famosa foto segurando a torre, mas eu consegui! Passei a tarde toda na cidade, andando, conhecendo e curtindo a tranquilidade do lugar. No mesmo dia eu voltei para Roma, também de trem. No dia seguinte acordei bem cedo pois teria que dar continuidade na minha viagem, precisaria chegar cedo ao aeroporto pois iria pra Grécia no dia seguinte. O trajeto até o aeroporto é o mesmo que informei no início do relato, seguindo para a estação Termini e lá pegando o trem Leonardo Express para o aeroporto. Peguei um voo da Alitália e a viagem entre Roma e Atenas dura aproximadamente 1h40min, é bem pertinho. A Grécia encanta! A paisagem é espetacular e o povo é um dos mais gentis que tive a oportunidade de conhecer, eles são incríveis. Como o Grego é um idioma muito diferente e falado somente na Grécia e no Chipre, praticamente todas as pessoas que conheci ou conversei falavam Inglês, alguns falavam até o espanhol muito bem. Portanto, a comunicação é fácil. O aeroporto de Atenas é relativamente pequeno se comparado aos demais aeroportos da Europa, mas ele é bem estruturado e tem fácil acesso. Apesar de ficar afastado da cidade o metrô atende o aeroporto e o ticket para quem chega ou sai do aeroporto custa 10 euros. Peguei o metrô e fui até a estação Monastiraki, no centro de Atenas, o trajeto dura uns 40 minutos. Fiquei hospedado no Bedbox hostel, que fica a dois quarteirões da estação Monastiraki, muito fácil de chegar. A região é a melhor pra você se hospedar, você consegue ir à pé a todos os pontos turísticos. Após chegar no hostel deixei as minhas coisas e fui comer algo. Com o mapa que peguei no aeroporto ficou fácil desbravar a cidade, minha primeira parada foi o Templo de Zeus Olímpico. Na bilheteria você pode comprar o ingresso somente para aquela atração por 8 euros, ou um ingresso de 30 euros que te da direito a entrar em todo o sítio arqueológico da cidade durante cinco dias, obviamente comprei este último pois tinha interesse em conhecer tudo. Fui a pé mesmo para as ruínas do templo de Zeus Olímpico, e a vista realmente encanta pois as ruínas são imponentes. Outro local interessante e de visita obrigatória na cidade é a Praça Syntagma, é uma das principais praças da cidade e fica ao lado do templo de Zeus. Na praça fica o palácio do governo e lá acontece a troca da guarda helênica de hora em hora, a troca é um dos rituais mais legais que já vi e enquanto eu estive na cidade devo ter ido à praça umas cinco vezes ver a troca. Vale muito à pena acompanhar: No segundo dia pela cidade eu fui visitar a Acrópole. Lá você pode ver ruínas incríveis e ter a oportunidade de mergulhar na história e em tudo o que aconteceu na região a mais de dois mil anos. Do hostel onde eu me hospedei dava pra ir à pé. Com o mesmo ingresso que eu comprei no dia anterior eu pude entrar nas ruínas da biblioteca de Adriano, que fica um pouco abaixo da Acrópole atrás da Praça Monastiraki. Vale à pena a visita por ser um local histórico, mas o ponto alto é a acrópole. Ao entrar na Acrópole o primeiro ponto que você irá encontrar é o Teatro de Dionísio, este foi o mais importante teatro da Grécia antiga e é incrível imaginar tudo o que se passou por aqui. Existem muitas ruínas e muitas histórias pra contar e viver na Acrópole de Atenas, é impossível descrever a sensação de estar no lugar e de colocar todas as fotos aqui. Andei muito pela região que, apesar de grande, estava lotada de turistas. Descendo do alto da acrópole você encontrará a Ágora de Atenas, outro local incrível e é a única que ainda está com todas as colunas intactas. Observando ela da pra imaginar a magnitude de outras ruínas, que hoje estão bem mais deterioradas do que a Ágora. No meu terceiro dia pela cidade choveu durante toda a manhã e eu aproveitei para descansar, eu tinha andado muito nos últimos dias e estava realmente muito cansado. À noite eu andei pela cidade, mas o dia foi basicamente de descanso. No meu quarto e último dia eu decidi ir até o Estádio Panatenaico, ele é enorme e foi todos construído em mármore branco, a visita custa 5 euros e você tem a oportunidade de conhecer o estádio onde ocorreram os primeiros jogos olímpicos da era moderna. Dentro do estádio também há um museu com objetos e fotos de tudo o que aconteceu no local. Após a visita ao estádio fui até a parte litorânea da cidade, no meu último dia foi o único que teve um pouquinho de sol e aproveitei para conhecer o mar mediterrâneo. Para chegar até a parte litorânea é só pegar o metrô e descer na estação Piraeus, que fica próximo a zona portuária da cidade. Próximo a estação terá alguns bondes elétricos, tipo VLT, que complementam o trajeto. É necessário pedir informações a alguém pois os letreiros dos bondes estão todos em Grego, não há informações em inglês e isso dificulta um pouco. Foi uma oportunidade e tanto conhecer a região litorânea da cidade, pude aproveitar pra ficar um tempo olhando para o mar, refletindo e agradecendo a Deus pela oportunidade de estar ali. A vista é linda, mas a maior parte das praias são particulares e, apesar do sol, estava um pouco frio. Não arriscaria entrar no mar que devia estar gelado! Este foi meu ultimo dia na cidade e eu voltei para o hostel após almoçar, decidi descansar um pouco pois de madrugada iria para Portugal. Eu já havia passado por Portugal no ano anterior, mas decidi passar de novo pois gostei muito e não conheci tudo da região. Chegando em Lisboa eu me hospedei no hostel NCL Hostel, fica em frente a estação Avenida do metrô. Sair do aeroporto de Lisboa é fácil, o metrô para dentro do terminal e te leva a praticamente todos os locais. No meu primeiro dia em Lisboa eu decidi ir a Cascais, a cidade fica a cerca de 30 minutos de Lisboa e você tem que pegar um Comboio que te levará direto a cidade. O bilhete de ida e volta custa 5,50 euros. A cidade encanta pois é muito tranquila, mas o mar é muito agitado e perigoso, é lindo para observar, mas não arriscaria entrar. Até porque estava muito frio. Passei o dia na cidade e almocei por lá, no retorno o comboio passou em frente a torre de Belém e eu desci para conhecer a região e tirar algumas fotos. É um ponto bem conhecido da região e vale muito à pena a visita. No dia seguinte fui visitar Évora. A cidade fica a cerca de duas horas de Lisboa e você pode ir de trem, eles saem da estação Oriente e o bilhete custa cerca de 22 Euros ida e volta. Évora é uma cidade bem pacata, lá existe a famosa capela dos ossos. As paredes são revestidas com ossos de pessoas que foram enterradas ali, é um pouco assustador o lugar mas a visita vale à pena. Retornei para Lisboa e no dia seguinte resolvi andar pela cidade. Lisboa é uma das cidades mais lindas que conheço, é muito limpa e organizada e infinitamente mais barata do que muitas outras cidades que conheço pela Europa como Paris e Roma. Não há dificuldades com o idioma e a comida é muito parecida com a nossa, o que é um alívio para pessoas que, assim como eu, não gostam de se aventurar na gastronomia local. Fiz um passeio de barco pelo Rio Tejo, um passeio de 30 minutos em um barco que parecia uma caravela antiga, é bem legal pois da pra se ter uma panorama geral da cidade. Enfim, visitar a Europa é certeza de muita história e cultura. Mesmo com o câmbio não muito favorável é possível conhecer vários países sem gastar muito dinheiro. Afinal, como dizem por ai, viajar é a única coisa que gastamos dinheiro e nos deixa mais rico. Espero ter contribuído para esclarecer dúvidas e inspirar pessoas a fazer o mesmo: colocar a mochila nas costas e sair pelo mundo, um pouco sem rumo, com desejo de se encontrar, se perder e se aventurar em lugares desconhecidos. Boa viagem à todos!
  23. 4 pontos
    Fala, galera. Vou compartilhar resumidamente algumas dicas de Atacama. No total foram 4 dias no Atacama e 4 na Bolívia. Aeroporto O aeroporto mais próximo é o de Calama. De calama a San Pedro são 1h.30 de trajeto. Usei os serviços da Transfer Pampa que reservei do Brasil, mas chegando no aeroporto terão N empresas de transfers te abordando. O preço é tabelado, ida e volta CLP 20.000. Hospedagem Reservei o Hostel Pangea, é foi uma excelente escolha. Fica bem próxima a rua Caracoles e Toconao (principais ruas). O Pangea é grande, tem cozinha equipada, área comuns abertas e cobertas, quartos amplos e limpos, banheiros limpos com ducha quente e forte, tem uma galera legal. Tem café da manhã, mas é servido das 07:30 as 10. Como os tours saem antes das 07:30 eles deixam uma mesa com água quente, chás, café solúvel, cereais. Achei isso muito legal. Mercado Para economizar, compre na Carneceria Vicente, fica numa rua atrás do hostel Pangea e lá é bem barato. Os mercados que ficam na Caracoles e Toconao são mais carinhos. Eu só comprava minhas coisas lá no Vicente. Alimentação Bom, para quem quer economizar recomendo os restaurantes que chamam de Los Carritos. Fica próximo do campo de futebol. É o local mais barato para comer. Tem alguns restaurantes recomendados como: El Huerto, Pizzaria El Charrua, Emporio Andino, Franchuteria. Passeios Fechei os tours com a agência Flamingo. Foi tudo excelente. Comida, guia, van. Fechei: Valle de La Luna, Lagunas Altiplânicas + Piedras Rojas, Salar Tara (alternativo), Termas Puritama. DICA: A agência indica que você faça a reserva do tour das termas pelo site, o preço é CLP 19.500 (caro), mas eu já sabia que na hora era possível comprar, uma vez que eu estava indo no período da tarde de um sábado. O preço pago na hora foi de CLP 15.000. Acredito que no período da manhã é possível que tenha mais gente e seja necessário a reserva. Fica a critéria de cada um. Tour Astronômico Esse é muito procurado. Não tinha fechado do Brasil pois tinha receio de pegar tempo fechado e ter que adiar. Chegando no Atacama eu ia fechar com a agência Araya, pois eles incluem 2 fotos no tour, 1 grupo e 1 individual, mas é muito caro CLP 30.000. Fui até a agência e não tinha vagas e pedi uma indicação de outra agência e me disseram VULCANO. Fui até a Vulcano e fechei o tour com eles com direito a 3 fotos (incluindo 2 individuais) por CLP 18.000. O tour foi excelente, fui em 5 pessoas em uma SVU, tem snacks e chocolate quente, telescópios, uma pequana aula. Achei muito bom Mal de altitude Não sofri nada com o soroche. Bebi águas, mas não muita e passei bem. Só fui sentir algo quando eu corria e ficava mais ofegantes, mas nada demais e quando estava na fronteira do Chile indo para Bolívia que senti uma leve tontura. Indico chá de coca e beber muita água para evitar algum problema. Salar Uyuni Fechei o passeios com a agência "Do Brasil para o Mundo" é foi tudo maravilhoso. A agência operadora do tour foi a Uturunku, que é excelente. Carro 4x4 excelente, confortável, guia educado, cuidadoso, divertido, explicava as coisas. Fiquei em ótimos hoteis/hostel, as refeições servidas ao longo do tour eram muito boas, frescas. Sem dúvida foi perfeito e zero perrengue. A volta para San Pedro foi com outro motorista da Uturunku, mas foi tudo ótimo também. Qualquer dúvida me chamem pelo instagram @eujulianluciano
  24. 4 pontos
    Olá pessoal. Apenas para utilidade pública, a agência que guiava o tour que culminou na morte de duas crianças brasileiras é a TIP GROUP TRAVEL. É claro que acidentes acontecem no mundo todo, mas muitos sites tem trazido informações de que houve acesso a locais proibidos/interditados pelo guia da agência. Só pra ficarmos atentos já que em julho os brasileiros "invadem" o Chile. E detalhe, esta agência era ou ainda é, a parceira da CVC em Santiago, ou uma das parceiras, conforme trocentas mil reclamações no "Reclame Aqui" Reportagem que cita a agência: https://www.metrojornal.com.br/foco/2019/06/04/tragedia-no-chile-morte-brasileiras.html
  25. 4 pontos
    como muitos aqui, uso o mochileiros desde 2012 mas nunca tinha feito um relato. vergonhaaaa. esse forum já me ajudou demais e espero contribuir. obs: escrevo tudo em minusculo porque estou acostumada a fazer assim no trabalho, se tiver ruim de ler, avisem que eu tento melhorar. SOBRE A VIAGEM fui só pras ilhas de honduras. gostaria de ter conhecido copan, mas era muito fora de mão. não sei muito bem se posso dizer que "conheci" o país porque a realidade do continente é bem diferente do que você vai ver nas ilhas. a moeda oficial é a lempira mas todos os lugares aceitam dolar na cotação $1 = 24 lempiras (em maio/2019) baleadas. baleada é barata ($1) baleada é bem servida. comam baleadas o jeito mais barato de chegar é pela avianca, e é o mais longo também: são pelo menos duas conexões. uma em algum país da américa do sul e outra obrigatoriamente em são salvador. minha viagem era bem no meio da falência da avianca brasil e mudaram meu voo no trecho GRU-BOG pra mais cedo pq cancelaram todos os outros horários, e acabei tendo que passar um dia na colômbia. SOBRE UTILA apesar de ter lido em muitos lugares que utila só serve pra quem vai mergulhar, discordo. vou colocar no relato (dia 24/4) as praias incríveis que tem por lá também. mas, fora isso, a cidade respira mergulho. você vai dormir e acordar falando sobre o último e o próximo, vai fazer amigos em lugares improváveis só de ouvir eles contarem alguma história, vai ter invejinha de algumas e vai se orgulhar de outras próprias < 3 então, estando lá, por que não fazer? importante: todas as escolas em utila dão dois fun dives de presente pra quem faz o curso, em roatan não SOBRE CAYOS COCHINOS quase todas as ilhas lá são privadas, pelo que entendi conversando com o pessoal local, só existe uma ilha pública (minuscula) que é onde toda a população mora. elas ficam bem próximas do continente e longe das outras ilhas maiores. tem pouquíssimas informações sobre lá e isso foi o que mais me motivou a escrever o relato. tudo que encontrei era day tour. de roatan custa $180 (!!!) e nunca é garantido, por causa da distancia e do mar bravo, a viagem pode ser cancelada a qualquer minuto. de sambo creek, $39, é mais garantido mas pra ir e voltar de lá, você precisa estar no continente e cada perna do ferry das ilhas pra la ceiba custa $30. o day tour sai as 8h da manhã, volta as 15h e visita a ilha pública. a alternativa que encontrei foi me hospedar em uma das ilhas privadas, por incríveis $50 a diária, pra duas pessoas, em um bungalow por cima das águas (!!!). conversei com o proprietário da ilha e, com os contatos dele, conseguimos organizar toda a logística pra chegar lá. adianto: é puxado (literalmente - tivemos que desencalhar o barco da areia no meio do caminho). precisa ter disposição pra perrengue & grana. nunca paguei tão caro por um perrengue. mas quando você chega lá, esquece de tudo, prometo. só lembrei agora pra contar pra vocês 😂 ao todo gastamos, por pessoa pra ficar lá: hospedagem 2 noites: $50 ferry ida e volta: $64 taxi la ceiba: $37 barco cayos cochinos ida e volta: $80 passei duas noites e três dias. pensei que ia ser o lugar pra relaxar e que ficaria até entediada depois de tanto tempo sem "fazer nada". mas estava enganada, passaria mais uns dias lá tranquilamente. até porque se soubesse que gastaria tanto de transporte só pra chegar, teria estendido a estadia com certeza. SOBRE ROATAN igual que nem uma ilha na flórida 😂 tem muito gringo e é uma das maiores cidades do país cerca de 10% da população mora lá mas ainda tem a vibe tranquila de ilha (antes das 10h da manhã as ruas ficam praticamente vazias). ficamos em west end depois de pesquisar bastante, chegando lá tive certeza que escolhi certo (pelo menos, pra mim). tem tudo bem pertinho: restaurantes, dive shops, bares, mercados e farmácias. as distancias em roatan são graaaaaandes, então o lugar que você se hospeda vai otimizar o tempo que você estaria no transporte ao invés de curtir a praia, acredite! SOBRE O CURSO DE MERGULHO vou contar mais detalhado no relato diário, mas já pra adiantar: optei pela utila dive center ($350 - transferência de $200 pra garantir sua vaga antes e $150 em dinheiro quando chega lá), que é um pouco mais cara que as outras da ilha ($300) pelo nível de profissionalismo deles. sério, experimenta fazer uma cotação pelo site. respondem rápido e detalhadamente todas as duvidas mais esdruxulas. além disso, a hospedagem deles é no mango inn, tipo um resort com piscina (tenho um sentimento meio contraditório sobre o hotel), a estrutura deles é a melhor da ilha: tem 4 barcos e isso faz toda diferença na hora de agendar os seus fun dives, sempre tem espaço pra você. a localização também é excelente, bem no meio da rua principal de utila. acabei de tirar minha carteirinha padi então não sou nenhuma profissional kkk mas a impressão geral que eu tive, é que o utila dive center é o lugar mais respeitado, com os instrutores mais qualificados (meu instrutor era um biólogo marinho que já tinha morado desde as maldivas, até na antártica!!), e as outras são boas, mas é meio pra americano no spring break. uma opção boa se não couber no orçamento os $50 mais caro que o udc cobra, seria o underwater vision, que fica literalmente colado na parede do udc. mas enfim, como eu disse, só passei nas outras, não fiz o curso lá, então vou parar de opinar. ROTEIRO 18/04 - VOO GRU - BOG 19/04 - VOO BOG - SAL - RTB + Ferry Utila + Inicio Curso de Mergulho 20/04 - Dia 1 PADI Open Water - Utila Dive Center - Teoria 21/04 - Dia 2 PADI Open Water - Utila Dive Center - Prática + Bando Beach Game of Thrones 22/04 - Dia 3 PADI Open Water - Utila Dive Center - prova física + Mergulhos Treinamento 23/04 - Dia 4 PADI Open Water - Utila Dive Center - Mergulhos Treinamento Fun Dive 24/04 - Praia Pública + Neptunes Coral Beach + Fun Dives Extra 25/04 - Ferry La Ceiba + Taxi Nueva Armenia + Barco Cayos Cochinos + Cayo Chachahuate 26/04 - Mergulho El Avion e Pelican Town 27/04 - Barco Sambo Creek + Taxi La Ceiba + Ferry Roatan 28/04 - Snorkel Half Moon Bay em West End + Lands End + Sundowners Game of Thrones 29/04 - Mergulho + Festa Coconut Tree Divers West Bay 30/04 - Ressaca + Teste de Subblue + Roatan Chocolate Factory 01/05 - Voo RTB - SAL - LIM - GRU
  26. 4 pontos
    Mochileiras e Mochileiros, venham para o lançamento das novas Botas Vento Gaia e Cronos. Será na terça-feira, dia 04/06, as 19 horas aqui na Loja Arco e flecha (Nepal). Na Rua Tito, 542 - Vila Romana. São Paulo. Envie um e-mail para [email protected] para inscrição gratuita, ou pelo Whatsapp 11 957784069 Link da loja Nepal: http://www.nepal.com.br
  27. 4 pontos
    É possível viajar sem dinheiro? Pelo Óbvio, diria que sim. Porém, nem todos, querem ter a experiência de sair de casa, e passar necessidades básicas. Agora pense bem, não seria melhor, viajar fazendo grana? Ir só com a passagem de ida, e fazer grana durante sua viagem, e tornar seu mochilão um pacote de experiências boas!? Vou resumir as principais dicas para que você se jogue na estrada, e que a situação financeira não seja empecilho. Fiz um mochilão de 6 meses durante a alta temporada de 2018, no Nordeste. Agora , 05/2019 estou programando a próxima viagem, porém dessa vez, bastante maduro. Vamos as dicas!! 1° Faça o cadastro em plataformas de troca de hospedagem por trabalho, pois a econômica em hospedagem e a quantidade de pessoas que você irá conhecer, cara, é sensacional. 2° Escolha um local com grande fluxo de turistas, veja a estação de alta temporada e aplique as datas. (Não precisa ser com tanta antecedência). Mas, não demore muito. Locais com grandes fluxos de turismo, tem demanda de empregos em comércio local, e vendas autônomas, como está na próxima dica. 3° Descubra habilidades de coisas que você pode fazer (Brigadeiro, artesanato, música), e que vai te render uma grana. 4° Se você tiver na intenção de fazer voluntariado e trabalhar como free Lancer em bares ou restaurantes, tem que combinar os horários antes de fechar as datas no Hostel que você irá voluntáriar. Obs: A minha dica é você vender algo na rua. Pois se não você vai trabalhar, trabalhar e não aproveita a viagem. 5° Em hostel, não aceite trabalhar mais de 6 horas diárias. Pois se torna exploração. 6° Economize na comida. É possível comer bem, gastando pouco. Frutas, verduras, goma de tapioca, ovos, macarrão, arroz e feijão, alimentam super bem, e rendem muito. Além de ser muito barato. 7° Para quem quer mudar de Estado, o voluntariado é uma mão na roda. É uma oportunidade para você fazer contato, espalhar currículos e ver se aquele local realmente é para você. 8° Não espere o medo passar para decidir sair. Vença seus medos, se jogue! Lembre, a lei da atração é real. Então, pense positivo, seja produtivo, faça o seu melhor em tudo. Pois assim, as portas se abrem. Obs: Fazendo isso, nunca me faltou nada em todos os lugares que fui. Não faltou comida e não faltou trabalho.
  28. 4 pontos
    Santa Cruz > Sucre !!! U$ 24,61 U$ 24,61 dólares. Não esqueça de levar mantimentos durante as viagens: Bolachas, frutas, chocolates, enfim ... Em Sucre, tem vários passeios a fazer e um deles, uma visita ao Parque Cretácico, mantida pela fábrica de cimento francesa, a empresa que descobriu as pegadas.
  29. 4 pontos
    Pelo andar da carruagem, nosso amigo solteirão, daqui a pouco mem viaja para Europa.
  30. 4 pontos
    Holanda, Belgica,Espanha,Italia Muita cerveja e mulher bonita!
  31. 4 pontos
    O melhor câmbio, foi em Santa Cruz de La Sierra, porém os amigos que fizemos durante os deslocamentos a cidades ou passeios, disseram que em Porto Quijarro é mais em conta. Eu fiz a 1.60 em Santa Cruz, só que lá mesmo, no aeroporto 1,75. Como sempre, nos aeroportos eles arrancam o couro. Segurança senti em toda a parte da da Bolívia e Peru. Não vi e nem ouvi alguém dizer que foi assaltado e todos usam celular nas ruas. Não vi zumbis drogados pelas ruas das cidades que passei. Alás só vi um BRASILEIRO, fazendo merda em uma praça na cidade de Sucre, veio a polícia e o levou, não sei o que aconteceu com ele. Não sei se estava bêbado ou drogado.
  32. 4 pontos
    Vamos por parte !!! Valores em Dólar. Em Santa Cruz de La Sierra. * Chegada ao aeroporto, compra do chip TIGO, um dos melhores que funciona na Bolívia. U$ 1,45. * Translado Aeroporto ao centro de Santa Cruz: U$ 8,7 * Almoço uma pizza: 7,25 - valor em quase toda a Bolívia. * Táxi para o terminal Bimodal: U$ 0,72 * Ônibus para Sucre: Vou fotografar essa passagem e posto aqui. O melhor é preparar o nosso alimento. Vamos ao mercado e compramos tudo que vamos precisar para o dia. É uma imensa economia e comemos o que queríamos. Vale a pena.
  33. 4 pontos
    Quinta, 18 de abril de 2019 – Ciudad de México O dia já tava pensado pra compras há muito tempo...Adoro comprar quinquilharias e durante a viagem não tinha comprado nada, primeiro pra não ter que carregar por aí de uma cidade pra outra, segundo que no final da viagem já saberia o que tava sobrando de dinheiro e o que dava pra gastar. Queria comprar mezcal em Oaxaca mas como ia ser uma logística meio complicada pra carregar essas garrafas pelo México afora, perguntei em Oaxaca onde seria bom e barato comprar mezcal na Cidade do México e me indicaram ir na região que apelidei de 25 de março da CDMX 😜 De frente pra catedral, à esquerda está a calle Madero, a torre Latinoamericana e as lojas mais chiques e pro outro lado, à direita, o comércio popular, a 25 de março mexicana 😆 é a Cidade do México raiz, tinha até uma Santa Muerte no meio da rua E lá no meio desse furdunço encontrei umas 3 lojas de produtos regionais de Oaxaca. Em uma delas o dono me apresentou o irmão dele que estava chegando de Oaxaca carregado de mezcal. Aproveitei pra comprar ali por um preço bem mais barato que o normal na Cidade do México, bem próximo dos preços que tinha visto em Oaxaca. Alguns mezcais vem com uma larva dentro da garrafa, o chamado gusano, que cresce na própria planta do agave. Ele dá um sabor tipo meio defumado pro mezcal, é interessante 😅, mas dá pra achar alguns sem gusano também. Inclusive, se você ver sal de gusano em algum lugar...é a larva torrada e moída e misturada com sal e pimenta. Tomei michelada com esse sal, já tava todo adaptado no estilo mexicano 😃 Comprei mais mezcal pois curti mais a bebida mas claro que tinha que trazer umas tequilas também Passei no hostel pra deixar as garrafas e fui de metrô pro Mercado de Artesanias La Ciudadela que fica perto da estação Balderas. Comprei todo tipo de quinquilharia e lembrancinha, gastei algumas horas (e pesos) nessa brincadeira O mercado é o lugar mais famoso pra artesanatos na cidade. Voltei a pé pro hostel, observando a cidade e passando pela agitadíssima Calle Madero. Subi no bar do terraço do hostel pra curtir a vista do por do sol 🔝🌇 Depois fui pra cozinha procurar viajantes, pois o esquema do bar já era manjado… Lá encontrei a Daniela conversando com duas mexicanas, Jasmin e Juliette que eram de alguma cidade do interior. Ficamos num bom papo até certa hora e subimos pro bar pra tomar umas tequilas. Encontramos com Abraham, um americano que tava no meu quarto e curtimos até o bar fechar meia-noite. Como a gente tava animadaço, as mexicanas indicaram pra gente ir numa balada em Condesa que chama Salón Pata Negra. Chamamos um Uber e mesmo com protestos do motorista entramos os 5 no carro e fomos Na entrada da balada, pedindo documentos, eu sem passaporte, tentei abrir a foto dele que eu tinha no arquivo do celular mas como tava sem internet não abria. A que abria era a foto do papel da imigração e o segurança aceitou 😜 Grátis pra entrar, balada lotada, animada, música boa, todo mundo achou seus pares 👩‍❤️‍💋‍👨, curtimos muito até 4 da manhã quando chamamos outro Uber que, dessa vez sem protestos, levou todos nós de volta ao hostel😎 Eu, Juliette, Daniela, Jasmin e Abraham - Salón Pata Negra, Condesa, Ciudad de México Sexta, 19 de abril de 2019 – Ciudad de México Tive uma situação chata com outro cara do quarto. O café da manhã nesse dia não foi no terraço, foi no restaurante do hall e tava bem confuso. A diária do hostel tinha aumentado pra 300 pesos por causa do feriado. Tava meio decepcionado com aquele monte de gente aleatória que frequentava o bar...A Daniela, a Jasmin e a Juliette estavam indo embora...Com tudo isso decidi que trocaria de hostel. Fui pro México City que fica bem pertinho, dava pra contar os passos (60 no caso 😆) e a diária era 200 pesos. É um hostel com menos tomadas, um casarão antigo, mais simples, sem bar, mas eu tava com vontade de trocar. Como são muito próximos, não mudaria nada na logística da viagem. Fiz minha mudança, o checkin já começa cedo, às 10 da manhã, já fui pro meu novo quarto, o décimo e último hostel da viagem 😅 Saí a pé até o Parque Chapultepec passando pela avenida Paseo de la Reforma e El Angel de la Independencia. É uma caminhada de 6km mas pra mim que gosto de andar foi muito sossegado. A cidade tava muito tranquila, era manhã de feriado, parei num Starbucks pra tomar café (ostentando 🤑 fim de viagem a gente se permite essas coisas) segui pela avenida observando o metrobus, aquele ônibus vermelho de 2 andares no estilo Londres e cheguei no parque por volta de meio-dia. Fui primeiro ao Castelo de Chapultepec, entrada 75 pesos e uma baita fila pra entrar mas que foi até rápida. O cara da minha frente na fila era um australiano e andamos juntos até nos perdermos. No castelo tem algumas exposições e uma bela vista da cidade Depois fui pro Museu de Antropologia, também 75 pesos e outra fila gigante mas rápida (coisas de ir num feriado 😏) É um museu muito interessante, creio que o mais interessante que já visitei. Começa lá bem nos primórdios do universo mas fica legal mais pra frente quando entra na parte da povoação do México e começam a aparecer as peças arquelógicas. Antes de viajar tinha até pensado em ir à Tula ver os Atlantis mas acabei desistindo porque ia gastar um dia todo só com isso e pra minha alegriaaa tinham esculturas originais de Tula no Museu de Antropologia 👍👍👍 Existem algumas réplicas mas a maioria é tudo original e com plaquinha de procedência 🔝 Depois de umas horas bem gastas naquele fantástico museu, resolvi em embora. Tinha também o Museu de Arte Moderna e o zoológico mas não fui neles, tinha muita gente no parque, o letreiro da cidade e o monumento com asas de anjo que a galera gosta de tirar foto estavam muito cheios, difícil fugir de gente numa metrópole daquelas 😅 Fui pro metrô e com falta do que fazer fui até os Viveiros de Coyoacan, que não é imperdível, mas tinha pouca gente, esquilos, sossego… ali é perto do bairro onde está a Casa da Frida mas não quis ir lá. Peguei o metrô de novo e desci na estação Bellas Artes. Aproveitei minha ultima passagem pela Madero (achei que fosse 😆) e vi muitas lojas abertas na sexta-feira santa, a rua estava lotada, nem parecia feriado e olha que eu pensava que feriado religioso no México fosse tudo fechado 😮 Aliás, notei que até nos domingos o comércio funciona no México, vi lojas de ferramentas abertas inclusive de tarde, não é como no Brasil que os centros comerciais das cidades ficam desérticos nas tardes de domingos, no México parece que eles não param 😲 De noite teve procissão chegando no zócalo, fiquei de cara com a procissão de lá, tinha até carro alegórico!! Assisti as celebrações na praça comendo esquites de um ambulante, que são milho de canjica com pimenta, sal, limão e algum creme...já pensava como iria sobreviver sem os sabores do México… Sábado, 20 de abril de 2019 – Ciudad de México Acordei e vi um email da LATAM informando que meu voo foi alterado de 18h pra 2h da manhã. Teria 8 horas a mais no México, mais uma tarde inteira e nada pra fazer... No café da manhã identifiquei um brasileiro na mesa ao lado conversando com um argentino. O portunhol arranhado denunciava Ele era mineiro também, já estava há um mês no México fazendo intercambio. Ultimo dia de viagem...já tava na hora de voltar a conversar com brasileiros 😜 Fiz o checkout, deixei as mochilas na recepção, poderia tomar banho à noite e fiquei sem rumo. Vai pra lá e pra cá na rua, senta na praça, volta no hostel, vai na 25 de março, volta, vai na Madero, volta… Numa dessas andanças pela 25 de março fui seguindo em direção ao temido bairro de Tepito. Tinha milhares de recomendações pra não ir no "el barrio bravo", olhei no mapa e vi que mais 4 quadras e eu já estaria no coração de Tepito. O comércio de rua era fortíssimo, as pessoas todas já aparentavam serem locais, arreguei e não continuei...😶 Voltei pro zócalo e subi num daqueles restaurantes no terraço com vista pra praça, pra comer o mesmo pagando mais pela vista Mas tava naquele momento da viagem que me permitia dar alguns presentes e gastar os pesos finais. Seguindo sem ter o que fazer vi uma plaquinha do Museu da Inquisição e Tortura na Calle Tacuba, entrada 50 pesos com audioguia de uns 50 minutos. Um pouco pesado pela história mas bem interessante. Ainda andando sem rumo vi o Museu do Estanquillo numa rua transversal da Madero, grátis, com alguma exposição sobre comédia, uma doninha dando pala vendo um filme, não era lá uma coisa impressionante mas serviu pra passar o tempo. Comprei uma chimoyada (granizada) de limão numa padaria e sentei na praça (de novo ) olhando a vida passar... No início da noite fui numa igreja onde teria a Vigilia Pascal e assisti a cerimônia. Aproveitei pra rezar agradecendo a viagem… voltei pro hostel, tomei um banho e saí às 22:30. As entradas do metrô perto da igreja já estavam fechadas, entrei por uma outra do outro lado do zócalo. Relutando em descer as escadas ainda fiquei um tempo olhando aquela catedral iluminada pela última vez...😥...Peguei o metrô às 22:45, tranquilo, fiz as 3 baldeações e levei 50 minutos até o aeroporto, que perto da meia-noite já estava bem vazio, assim como o voo de volta também. E assim encerro meu relato sobre essa incrível viagem ao México, um país que me cativou, que deixou um gostinho de quero mais e eu sei que merece mais afinal tem o norte do país ainda pra conhecer, Guadalajara, Los Cabos, tantos outros lugares, um replay em Isla Mujeres, enfim, um país que tem tanto a oferecer e que pra mim que encontrei tão poucos brasileiros, ficou aquela sensação que é um país que o brasileiro não conhece, ou se conhece vai só em Cancun 😝 Perto da quantidade de argentinos que vi lá sempre pensava: onde estão os brasileiros? Se vivemos na mesma parte do mundo, porque só os argentinos estão aqui? Pelo interior do México sempre me diziam que era raridade aparecer um brasileiro...espero que vocês leiam esse relato e se animem a conhecer o México, o México real, não apenas aquela Cancun fabricada, que possam ver tudo de bonito e saboroso que esse país tem… E aguardo comentários, críticas, perguntas, qualquer coisa que queiram sobre o inesquecível México!!!🇲🇽 Hasta luego muchachos!!!
  34. 4 pontos
    Fala, galera. Por aqui eu costumo ler e anotar muitas dicas, nada mais justo do que compartilhar. Estive em Santiago de 25.05 a 28.05 e vou dar minhas impressões. Aeroporto Muito organizado, não enfrentei fila para nada. A imigração mostrou-se eficiente e rápida. O aeroporto fica a uns 40min do centro da cidade, e por isso quem quer economizar pode optar por usar os ônibus da Turbus ou Centropuerto que te deixar no centro de Santiago. Escolhi a Turbus pois sae de 10 e 10 min. O preço da passagem é CLP 1900. O ônibus é bem confortável. Eu desci na estação Alameda que faz integração com o metrô, é tipo um Terminal Tietê. Mas nota!!!!! O trânsito de Santiago é muito pesado, o trajeto do Turbus passa por algumas estações de metrô antes de chegar no centro, se eu pudesse teria descido na primeira estação que chama-se PAJARITOS e teria ido até meu hostel de metrô mesmo. O trajeto de ônibus deu pouco mais de 1 hora. Localização Me hospedei no Rado Boutique Hostel, e foi a melhor escolha. Fica localizado no bairro BellaVista, rua Pio Nono (seria uma Vila Madalena para nós paulistanos). Esse bairro é bem bohemio, cheio de bares, restaurantes, tem metrô Baquedano, seguro. Da para fazer tudo a pé dali. Fiz city tour até o centro, fui a pé até o cerro San Cristobal, tem o parque Forestal a 5 min. Câmbio Melhor local para cambiar reais é o centro, eu fiz o câmbio no aeroporto para trocar apenas o necessário para o transporte e estava numa cotação de 154 (troquei na AFEX). Já no centro, Rua Agustinas estava 166. Essa rua é a principal rua onde concentra-se as principais casas de câmbio, mas cuidado!!!!!!!!!!!!!!!!! faça seu câmbio em casas que você tenha conhecimento que são corretas, é comum passarem notas falsas. Eu troquei na AFEX e LASER. Locais Tem muita coisa para fazer. Clássicos: City tour pelo centro, Cerro Santa Lucia, Paseo Bandera, Distribuidora La Mundial, Sky Costanera, Cerro San Cristobal, Parques municipais, Heladeria Emporio La Rosa, Viniculas, Cajon del Maipo, Farellones, Val Paraiso, Vina Del Mar, Museus, Teleferico. Muita coisa. PS: Da para ir para a Vinicula Concha Y Toro de metrô e ônibus/uber. Alimentação Bom, isso é que é mais caro. Vou indicar o restaurante Paladar que fica no Patio Comidas, centro. O menu é bem completo, vem sopa de entrada com pão, salada mista, prato principal (tem várias opções para escolher), suco. Tudo deu 3800. Achei muito barato e os pratos são muito bem servidos. Tem um restaurante chamado La Piccola Italia, que dizem que é muito bom e os preços são justos (não fui nesse). Transfer Usei os serviços da TransVIP, e foi tudo ótimo. Eles passam no seu hotel/hostel umas 3 horas antes do seu voo. Metrô Só andei de metrô pela cidade. É muito fácil de usar e te leva para os principais locais da cidade. Para usar você precisar comprar a tarjeta BIP que custo CLP 1550 e carregar o cartão. Existem 3 modalidade de preços a depender do horário que você pega o metrô. No horário de pico é mais caro. Balada Indico a região da Bella Vista, rua pio nono. É cheia de barzinhos e baladas. Os ritmos que predominam são Eletrônico e Reggaeton, mas é muito legal. Quem puder pode fechar o PubCrawl. É como se fosse um pacote que da direito a 1 hora de open de cerveja e entrada em 4 baladas. É muito bom e não é caro, 10.000 (com desconto). Quem quiser entre em contato pelo insta que consigo desconto com uma promoter. Segurança Me senti mutio seguro na cidade. Mesmo no centro, a sensação de segurança é mil vezes maior que o centro de São Paulo, por exemplo. Óbvio que sempre andei alerta, usei doleira. À noite também andava pela cidade super tranquilo. Lembranco que fiquei no bairro de Bella Vista que fica próximo do centro também. Agências Turismo Indico a Chile Explorer. É composta por brasileiros e ajuda muito quem não fala espanhol. Os preços são ótimos. Chip Telefônico Eu comprei o Chip da operadora ENTEL. Funcionou perfeitamente. Usei ele no Atacama e o sinal era ótimo. Quando você ativa o número você tem 1 semana de redes sociais gratuita e mais 500mg de internet (não lembro bem rs). Cias Chilenas - LOW COST Eu também visitei Atacama e para isso precisei comprar as passagens com a Sky Airlines e JetSmart. Gostei muito de ambas. A JetSmart costuma ter preços mais baixos. Ótimo atendimento, check in sem filas, tripulação simpática. Nota 10. Qualquer dúvida só me chamar no instagram @eujulianluciano
  35. 3 pontos
    Já fiquei em Airbnb algumas vezes e foi tudo ótimo. Mas lendo artigos e reportagens sobre o assunto eu acabei repensando. A gentrificação que esse tipo de negócio causa é surreal. Li que em Veneza até 2030 não existirá nenhum morador nativo morando, vai ser uma cidade basicamente de alugueis turísticos. Essa especulação eleva os alugueis a um nível que nenhuma pessoa consegue mais pagar para morar. É triste e predatório. Nas minhas próximas viagens creio que vou optar por hostels mesmo.
  36. 3 pontos
    Fiquei 2 dias nesse bairro, de Sopocachi, também pelo AIRBNB. Esse bairro é quase o centro.
  37. 3 pontos
    Safári Amazônico. O passeio chamado Safári Amazônico, um tour de um dia que sai de Manaus e percorre de barco as principais atrações da região do rio Negro: Tribo indígena, Botos cor de rosa (Boto Vermelho para os amazônidas), Lago Janauari (almoço), Ponte Sobre as Árvores e Encontro das Águas. Saídas: terça, quinta, sexta, sábado e domingo. Horário: 8:00 às 16:30 Embarcação: Lancha Rápida (Speed Boat) Pagamento: Visa / Master / Amex / Cash: 120 reais, com tudo incluso. Incluso: almoço, guia bilíngue, taxa de embarque e de visitação. A viagem segue com destino à uma comunidade indígena onde participamos de um ritual de apresentação e conhecemos um pouco sobre sua cultura. Logo após descemos o Negro passando pela orla da cidade em direção ao Parque Ecológico Janauary, no local foi servido um almoço regional (cardápio à base de peixes, carne ou frango, saladas e acompanhamentos, buffet self-service), depois fomos uma visita às vitórias-régias caminhando sobre uma passarela palafita na selva, em seguida visitamos a feira de artesanato local. Muitos animais silvestres, entre eles muitos macacos. Após isso, vamos ao mais esperado do passeio, o Encontro das águas, Rio Negro e Solimões, que correm juntos 7 kms para se misturarem e formar o Imenso Rio Amazonas, com o segundo encontro, lá no Pará, em frente a Santarém e desaguar no Oceano Atlântico, perto de Belém do Pará, porém isso já é outra história, farei um novo tópico. Saindo em direção a Ponte Sobre o Rio Negro. As fotos são de 2 modelos, que fui fazer os books para os portfólios delas. Roteiro: Saindo do porto (Roadway), subimos o rio Negro em direção à plataforma flutuante de interação com os botos, onde tivemos a oportunidade de nadar com esses animais incríveis e dóceis e observá-los ao serem alimentados por um nativo. Vamos aos detalhes: Primeira parada: Tribo indígena - a primeira parada foi na Tribo Indígena Tucanas, onde fomos recebidos com uma pequena demonstração da cultura, costumes e rituais indígenas da tribo. Dançamos, comemos e apreciamos o estilo de vida deles. Curiosidade: As formigas fazem parte da alimentação deles, assim como peixes e raízes. As formigas que provei na aldeia, tinham gostinho de amendoim, bem crocantes, como um salgadinho. Além de tudo o que vivenciei e aprendi, fiquei impressionado com o visual da aldeia. A vista do rio Negro, é fantástica. Uma sensação de paz e tranquilidade incrível. E os Tapurus, isso nós já estamos acostumados, desde que servimos ao exército e fazemos o "Boina Verde" um tipo de sobrevivência na selva. E como não poderia faltar, o peixe assado. Depois vem o convite para dançarmos como os índios,é sensacional. Na Tribo Indígena Tucanas, onde fomos recebidos com uma pequena demonstração da cultura, costumes e rituais indígenas da tribo. Dançamos, comemos e apreciamos o estilo de vida deles. Curiosidade: As formigas fazem parte da alimentação deles, assim como peixes e raízes. As formigas que provei na aldeia, tinham gostinho de amendoim, bem crocantes, como um salgadinho. Além de tudo o que vivenciei e aprendi, fiquei impressionado com o visual da aldeia. A vista do rio Negro, é fantástica. Uma sensação de paz e tranquilidade incrível. Depois foram as fotos com os índios e dos índios Tucanas. Aperta a fome, é hora do lanche, pois teremos muito chão pela frente, opaaa, muita água. Segunda parada: Interação com os Botos Obs.: Não tem saídas para interação com os botos às quartas-feiras, considerando a necessidade de promover o turismo responsável, estimulando o equilíbrio natural da espécie dentro de seu habitat conforme determinação do Ibama. A parada seguinte foi no flutuante do boto. Os animais ficam livres no rio Negro, não ficam em cativeiros e "aparecem" no local pois são alimentados, sendo que não é permitido encostar nos animais. Sugestão: Levar dinheiro trocado para o caso de compras de artesanato, toalha e roupa de banho. Assim que chegamos, fomos orientados de como nos conduzir na água. Após orientação do pessoal do flutuante, colocamos coletes e entramos na água em pequenos grupos, 6 por vez. Os visitantes são convidados a entrar na água para sentir a movimentação dos animais, mas é estritamente proibido encostar ou alimentá-los. Somente os monitores, podem alimentar os botos. Não é possível avista-los, quando estão submersos, pois a água do Rio Negro é escura, como já diz o nome do rio. Se leva sustos com os botos, passando ao lado das perna e braços da gente. Terceira parada: Restaurante Flutuante. Já era quase meio dia e a fome estava apertando. A próxima parada foi em um restaurante flutuante, onde almoçamos. O restaurante totalmente flutuante. A comida era deliciosa. Comi peixe, muito peixe Tambaqui e Pirarucu, deixei o frango e carme de lado, pedi como bebida, um delicioso suco de cupuaçú. Apo's o almoço, vamos a "feira de artesanatos dos nativos", ali próximos, é como se fosse passar de uma balsa a outra. Não dei muita importância, pois como mora na região, já não me chama a atenção esses produtos, porém os turistas ficam muito tempo vendo esses produtos. Então convidei a minha modelo, e fomos para a Ponte Sobre as Árvores, onde poderíamos encontrar alguns animais. Quarta Parada: Ponte Sobre as Árvores: Alguns animais que se encontram na mata próximo ao restaurante, tem o bicho preguiça, jacaré e muito, mais muito macaco e pássaros de todos os tipos e cores. Aqui é quase certo de encontrarmos muitos macacos, e eu já sabia disso, então sai na frente com a modelo para as fotos, bem antes dos turistas chegarem. Iniciando as fotos da modelo, vem um dos macacos e se aproxima dela, como dizendo, "Eu também sou modelo", claro, um modelo de macaco. Ficou até engraçado a foto da modelo com ele ao lado. Vale lembrar, que esses animais ficam soltos na selva. Observe que tem mães macacas, carregando seus filhotes nas costas. No final da Ponte sobre as Árvores, você vai encontrar o Lago das Vitórias Régias, é super lindo esse local, e se der sorte, vais ver além das Vitórias Régias e sua belíssimas flores, pássaros e jacarés "dentro" das imensas folhas dessa planta aquática. Finalmente, o Maravilhoso encontro das Águas. Esse encontro se dá, entre os Rios Solimões e Negro, sendo o Solimões de águas barrentas e o Negro, com águas escuras, por isso fica um dos encontros mais lindos do mundo. A noite, esse encontro é mais lindo ainda, como se fosse óleo diesel jogado na água, é fantástico. Os dois rios, correm juntos aproximadamente 7 kms, se juntando e formando o imenso Rio Amazonas, e lá no Pará, mais precisamente em frente a Pérola do Tapajós (Santarém), outro belo encontro das águas, om os Rios Amazonas e Tapajós, desaguando no Oceano Atlântico, próximo a Belém. Chegando no Porto de Manaus, se dirija ao Mercado Municipal e saboreie um delicioso peixe frito, Pacú e Jaraqui. Isso já é por sua conta, não está incluso no pacote.
  38. 3 pontos
    oie, tentei entrar e falou: "Você não pode entrar neste grupo porque este link de convite foi revogado"😥
  39. 3 pontos
    @Juliana Champi Claramente foi um acidente que poderia ser evitado, principalmente pelo guia da agência. Não tenho dúvida alguma sobre esse ponto! Tenho certeza, que neste caso, houve negligência da agência em colocar essas famílias em áreas com risco enorme de acidente, as autoridades investigarao e deverão punir os culpados, se existirem. Mas vou levantar uma outra questão, até para alertar para quem vai para regiões com alto risco de acidente (precipícios com muitas pedras, vulcões, neve, rios, lagos, eski.......). Vi muitos guias, em vários países, afirmarem que nós brasileiros somos aventureiros e muitas vezes não obedecemos (não são todos, mas uma grande parcela dos turistas) as normas de segurança, querem ir muito além do permitido (acredito que não foi o caso dessas crianças). Antes de entrar nestas regiões, desconhecidas de nós, pensem primeiro na segurança, nada de pegar o melhor ângulo de um self, querer ver o "outro lado"...... sua vida vale muito mais que isso para seus entes queridos.
  40. 3 pontos
    @Heliene Fiz recentemente essas cidades, no meu relato tem muitas dicas, se tiver mais algumas dúvidas é só perguntar ok
  41. 3 pontos
    Forme um grupinho com outras mulheres solteiras que também estejam interessadas em viajar.
  42. 3 pontos
    Olá pessoal. Acabei de voltar de um mochilão no nordeste, de ônibus e sozinha. Como há poucas informações sobre transportes e rolês sem sem agência, vou me ater às informações técnicas. Além disso, como ninguém fala sobre as vilas, falarei um pouco delas. Infos gerais _Data: 27/11/2018 a 28/12/2018 (32 dias e 31 noites) _Início: Salvador - BA _Fim: Natal - RN _Gastos com hospedagem (hostels, pousadinhas baratas ou airbnb): R$1624 (em média 52,5/noite) _Gastos com transporte intermunicipal: R$478 _Gastos gerais (sem passeios): R$1507 (em média 47/dia) Comentários gerais _Foi super tranquilo chegar nos lugares e fazer passeios por conta, embora as informações te direcionem pro contrário. _Só tive que pegar uma lotação entre Itanhi e Pontal (caminho para Mangue Seco). O resto tudo de ônibus ou van. _Alagoas foi o melhor lugar para viajar, pois eles possuem sistema de transporte complementar (vans) regulamentado. Os horários podem ser verificados no site: http://www.arsal.al.gov.br/servicos/transporte/quadro-de-horarios _Não peguei carona (só de barco em Mangue Seco). _Em relação a abusos, sofri apenas 1 explícito, em Mangue Seco. Tive mais 2 casos em que tive que ficar alerta, em Maragogi e em Tambaba. Explicarei depois. Dicas gerais _Se for pegar lotação (carros que param no meio da estrada para oferecer transporte/uber/carona): anote/fotografe a placa, na frente do motorista. Mande para alguém ou pelo menos finja que está combinando de encontrar alguém. Não passei nenhum perrengue em relação a isso, mas melhor se prevenir! _Se for viajar sozinho e não quiser gastar muito com comida: carregue uns 2 tapewares médios. Os PFs são muito grandes, e as vezes caros, então eu sempre pedia, comia um pouco e guardava o resto para os outros dias. Ou também quando fazia comida no hostel, fazia a mais e guardava pra depois. _Se sofrer algum tipo de assédio, fale que sua família está esperando logo ali. Não deixe claro que está sozinha. _Preferi usar calças e camisetas largas e confortáveis nos trajetos, tanto para não chamar a atenção, quanto para não grudar a perna no banco e para não machucar o ombro com a mochila. Linha Verde - BA (Praia do Forte e Imbassaí) _Transporte Salvador - Praia do Forte há ônibus da Linha Verde (LIS) saindo da rodoviária de Salvador, e passando pelo aeroporto. No aeroporto um passa 9h40 (mas não passa sempre) e outro às 13h40. Esses ônibus fazem sentido Sauípe, e param na maioria das entradas das cidades do caminho (mas não entram em todas). Acho que custa uns R$10 (não tenho certeza). há também vans da Linha Branca, que passam toda hora na frente do Shopping Salvador Norte. Custa R$8,40. Demora ~1h até a praia. (Para chegar ao ponto, é necessário pegar um ônibus convencional no aeroporto, por R$3,70, descer na frente do Shopping e atravessar a passarela. Nesse ponto também passam ônibus da LIS, em mais horários). os ônibus e as vans entram na Praia do Forte e param bem pertinho da rua principal. _Transporte Praia do Forte - Imbassaí pegar as mesmas vans ou ônibus que saem de Salvador e passam perto da rua principal de Praia do Forte quase toda hora. A van custa R$3 e demora ~0h30. eles não entram na cidade, param na estrada perto de um ponto de mototáxi, que custa R$5 até a vila. Eu acharia longe para ir a pé de mochila, mas é possível. _Transporte Imbassaí - Sauípe ou Conde (não fui) as vans que saem de Salvador em geral tem destino final em Sauípe, com as quais é possível fazer quase toda a Linha Verde. há apenas um ônibus (LIS) que vai para Itanhi, e passa na estrada de Imbassaí às 12h45. Entra em Sauípe e em Conde (o que peguei não foi até a praia de Conde, apenas até a vila, mas quando pedem ele vai até a praia). No restante das cidades só para na estrada. _Infos Praia do Forte Hostel Praia do Forte (Hi hostel) muito bom, com café ótimo, e dá entrada grátis ao Projeto Tamar. R$72/noite. vilazinha bem charmosa. Rua principal com muitas lojas chiques, mas também tem vida local, e algumas coisas não caras. Na rua ao lado já tem botecos e coisas mais simples. Dá pra passar horas caminhando ou sentando na rua, e super seguro. Há uns condomínios e hotel toscos que impedem o acesso a praia, mas pelo menos não são visualmente ofensivos. é possível fazer todas as praias a pé. para ir ao castelo, compensa alugar uma bike na vila (R$5/ 30 min). Tem ciclovia em todo o trajeto. _Infos Imbassaí Eco Hostel Imbassaí é legal, mas achei longe da cidade. Tem que passar por estrada de terra escura, com cobras e sapos, e por uma estrada meio erma, cheia de muros. Não dá pra ficar indo e voltando da cidade toda hora. Mas é perto de uma prainha do rio bem gostosinha. R$50/noite. vilazinha meio capenga de dia. A noite tem um pouco mais de vida na pracinha e na orla, mas não foi minha vila favorita. não gostei da praia, pois mar é bravo, não tem sombra e precisa ficar em bares. Mas orla do rio é bem bonita. restaurante Zôião, na beira do rio, é mara. Mangue Seco - BA e Pontal - SE _Transporte Imbassaí - Mangue Seco Imbassaí - Itanhi: ônibus LIS passa na estrada de Imbassaí às 12h45. Custa R$28,30. Demora 3h30. Itanhi - Indiaroba: van Coobase passa na estrada de Itanhi às 16h20. Custa R$5 (não peguei). Indiaroba - Pontal: há algumas vans, mas dizem que não passa aos domingos, e é necessário pegar táxi. (não peguei) quando eu estava na estrada de Itanhi passou uma lotação (carro particular) para Indiaroba por R$5. Peguei e comentei que estava indo para Pontal, e ele acabou me levando até lá por R$30. Demorou uns 0h30. Pontal - Mangue seco: há infinitos tipos e valores de barco. Aparentemente tem um de linha que custa uns R$15, mas não sei os horários. Sempre vão tentar te vender as lanchas caras (até R$130). Maaas tem várias famílias que fazem o trajeto todo dia (para trabalhar nos restaurantes) e dão carona de canoa R$0. _Transporte Mangue Seco - Aracaju Opção 1 - Mangue Seco - Pontal - Aracaju: há vans da Cooperbase que saem de Pontal e vão direto para Aracaju, pelo litoral, entrando em todas as cidades. Passam na Igreja de Pontal às 13h25 (parece que tem um às 5h30. e parece que as voltas de Aju - Pontal são às 9h e 17h. não tenho certeza!). Custa R$17. Tem opções para as 2 rodoviárias de Aju. Opção 2 - Mangue Seco - Ponta do Saco - Aracaju: é possível pegar a mesma van saindo da Ponta do Saco (deve passar umas 14h). Mas de Mangue para Pontal é necessário pegar lancha particular, e deve ser caro. Pelo que vi no caminho, não tem nada de interessante em Ponta do Saco, então acho que não vale a pena. (não fui) Opção 3 - Mangue Seco - Coqueirinho - Estância: há uma van para Estância que sai do vilarejo de Coqueirinho às 5h30. Para chegar em coqueirinhos é possível pegar o trator dos trabalhadores, que sai de Mangue no fim da tarde. Aparentemente há uma pousada em Coqueirinhos, mas ninguém soube informar. De Estância devem ter vários horários para Aju. (não fui) Opção 4 - Mangue Seco - Pontal - Estância: há vans da Cooperbase saindo de Pontal em alguns horários pela manhã. O último é 12h30. De Estância devem ter vários horários para Aju. (não fui) _Infos Pontal só tem a Pousada do Givaldo. Estava bem largada, e ele me cobrou R$60 sem café. Ele vai te dizer que só tem ônibus para Aracaju as 5h (pois assim vc terá que passar a noite lá), mas não é verdade! cheguei a noite em Pontal e não quis arriscar achar um barco para Mangue Seco, acabei pernoitando na cidade, mas se tiver como atravessar, não compensa ficar lá. vila é simplizinha e tem seu charme. Se resume em uma rua com vista linda para o rio e Mangue Seco, uma mercearia e uma igreja; e outra rua de casas. Pouca gente na rua. Na 'ponte' (cais) tem uns botecos e restaurantes, mas em geral só homens. Não tem caixa eletrônico. _Infos Mangue Seco Pousada Chão de Areia, na frente do rio, moças fofíssimas, super limpa, café ótimo. R$70/noite. vila muito charmosa, bem simples, com chão de areia e calçadão na frente do rio com golfinhos. eles vão tentar te vender passeio de buggy, mas é super tranquilo atravessar as dunas a pé. Com chapéu e protetor, claro. as infos dizem que não vale a pena pernoitar lá, mas eu adorei, e tem várias pousadinhas e hostel (estava fechado quando fui). Os restaurantes não são baratos, mas tem algumas opções de tapioca e pastel. Não tem caixa eletrônico e não vendem frutas no mercado. CUIDADO COM ASSÉDIO: fui bater perna pro lado do mangue, segui uma estradinha depois do Hotel Village Mangue Seco, com umas casinhas autoconstruídas, depois não tinha mais nada (era a estrada pra onde ficavam os quiosques antigamente). Quando percebi, um moleque que morava numa das casas (+-15 anos) começou a me seguir e a dizer coisas, eu não dei bola, e ele começou a gritar e se masturbar. Voltei rápido e falei que meus pais estavam me esperando. Aracaju - SE _Infos Aracaju: Aju Hostel (Hi hostel) muito bom, café sucessudo, quartos confortáveis e piscina. Perto da orla de atalaia e do terminal de ônibus. R$55/noite. Hóspedes do hostel tem acesso gratuito ao Projeto Tamar. possível fazer tudo de ônibus, tem bastante infos pelo App Moovit. tem um 'ônibus do forró' que sai às sextas (acho que 14h) da frente do Projeto Tamar, e faz o roteiro turístico, com paradas, e por R$0. Volta para o ponto de saída. (não peguei) tem 2 rodoviárias, uma no centro (antiga) e outra já na saída (nova). Em geral a nova tem mais opções para quem quer ir para São Cristóvão, Laranjeiras, e outros. (não fui) Penedo - AL e Piaçabuçu - SE (foz do Rio São Francisco) _Transporte Aracaju - Penedo: Opção 1 - Aracaju - Neópolis - Penedo: tem vans da Coopertalse para Neópolis saindo da Rodoviária Nova quase de hora em hora. Custa R$19, demora 3h. A van para no cais de onde saem barcos para Penedo R$3,5, demora 0h30. Ps: Se estiver com horário apertado e for de ônibus para a rodoviária, pode parar no ponto logo antes da rodo (fica do outro lado da pista, antes de ele fazer o retorno), pois a van passa lá também. Opção 2 - Aracaju - Penedo: tem ônibus da Águia Branca às 14h50, saindo da Rod. Nova. Não sei quanto custa e demora bem mais. _Transporte Penedo - Piaçabuçu: saem muitas vans ('transporte complementar') para Piaçabuçu. Em geral entram nas vilazinhas do caminho, bem simpáticas. Em Penedo as vans saem da rodoviária, mas param em alguns pontos do centro e da via principal (acho que Av. Getúlio Vargas).Custa R$4, demora 1h. _Transporte Penedo - Maceió: vans saem quase de hora em hora da rodoviária, entre 5h e 16h15. É possível pega-la de outros pontos da cidade, mas pode não conseguir ir sentado. O trajeto é pelo litoral, mas entra apenas em Piaçabuçu. Custa R$30, demora 3h30. _Transporte Penedo - Piranhas: meu plano inicial era ir margeando o rio São Francisco, mas não tem caminho direto. Teria que pegar uma van de Penedo para Arapiraca (tem muitos horários), e de lá outra para Piranhas. Como não tinha certeza dos horários de Arapiraca para Piranhas, preferi não arriscar, e fui via Maceió (com passadinha em Maragogi). _Infos Penedo Pousada do Lucena foi a mais barata que encontrei. É ainda no centro histórico, mas achei longinho dos principais pontos (pois a rua era meio vazia), então não dava pra ficar indo e voltando toda hora. A pousada é bem simples, não muito limpa, mas o cara é muito simpático e muito disposto a ajudar, fazendo várias comidas no café, disponibilizando frutas, sucos e pães ao longo do dia. Também usei a cozinha, como se estivesse num hostel, ele me deu inclusive ingredientes para usar. R$50/noite. a parte histórica é muito bem conservada, mas meio vazia durante o dia, e a prainha bem agitada. A noite fica bastante gente nas praças. Tem opções baratas de comida (R$12/kg). Depois do centro histórico a cidade é grande e normal. Não me empolguei de ficar lá. _Infos Piaçabuçu embora as fontes turísticas digam que não há hospedagem na cidade, eu vi uma na beira do rio, Pousada Santiago, mas não sei quanto custa. a orla é bonitinha, com restaurantes e botecos. Mas fora isso a cidade não tem nenhum charme, e não tive vontade de passar nenhum tempo lá. Não tinha nenhum movimento turístico na segunda-feira. Ruas asfaltadas, cheias e sem sombra. o passeio para a Foz custa entre R$70 e R$100. Eu não ia fazer, e nesse dia também não vi nenhum barco saindo. é possível pegar barco local até Brejo Grande - SE. O caminho é bem bonito (mas não tem nada de dunas, nada a vez com o passeio da Foz), e para em 3 cais, 2 deles bem bucólicos, e outro num restaurante, mas com uma micro prainha sombreada. O barco sai se tiver no mínimo 2 passageiros. Custa R$5 cada perna. Maragogi - AL _Transporte Maceió - Maragogi Opção 1 - Maceió - Maragogi: há vans saindo da rodoviária de Maceió às 5h30, 7h40, 11h20, 13h25, 16h30, 18h20. Custa R$22 e demora 3h30. Essa van vai pelo litoral só até certo ponto, e de lá sobe para Porto Calvo. Para a volta há vans saindo de Maragogi às 4h50, 5h50, 9h20, 12h, 14h40, 17h. Opção 2 - Maceió - Porto Calvo - Maragogi: há vans toda hora de Maceió para Porto Calvo e de lá para Maragogi. Custaria R$17 + R$7, mas se conversar eles fazem R$22 e te embarcam em Porto Calvo já na próxima van para Maragogi. Custa R$24 e demora 3h30. _Infos Maragogi Hostel da Praia bem simples, mas muito barato, pessoal muitíssimo simpático, café bom e à beira mar. R$35/noite. a vila é meio bagunçada fora da orla, e não tem charme, mas é super tranquilo caminhar por lá, tem comércios baratos, feiras, etc. Na orla estão todas as pousadas, lojas, restaurantes turísticos, mas também tem coisas bem baratas (self service por R$12). falam que não é possível ir da cidade para Antunes a pé, mas achei super viável. Demorou um pouco, mas o caminho é lindo. Necessário estar com maré baixa, pois tem uns pontos que não tem passagem, e tem um rio no caminho. tem várias vans saindo do centro que vão para as praias (Antunes, Xaréu...), custa R$3 e passa sempre. CUIDADO COM ASSEDIO, meninas: estava indo pra estrada, pela saída de Xaréu, pegar a van, não tinha mais ninguém por perto. Um cara de bike tinha acabado de passar de bike, e quando me viu sozinha, começou a voltar. Por sorte a van surgiu e ele 'desvoltou'. Então acho melhor pegar a van saindo de Antunes, que é mais movimentado, e não a noite. Piranhas - AL e Canindé - SE (Cânions do Xingó) _Transporte Maceió - Piranhas as informações dizem que há vans da rodoviária de Maceió para Piranhas às 11h30 e 12h40. Achei estranho, e no dia que fui (sábado) disseram que só tem o horário das 12h, e que de domingo não tem. É necessário, portanto, ligar para o Ricardo para combinar (82) 99986-6262. Custa R$49 e demora 5h30. Ela sai com destino 'Xingó'. em Piranhas a van deixa na porta do lugar em que você for ficar!!!! a van vai até Canindé - SE também, de onde saem os passeios para os Cânions. é possível também pegar a van para Delmiro Gouveia, descer no posto da entrada de Piranhas, e de lá pegar outra van ou mototaxi. _Transporte Aracaju - Canindé tem vans da Coopertalse de Aju para Canindé, mas não sei quanto custa e se vai para Piranhas também. _Transporte Piranhas - Recife Piranhas - Delmiro Gouveia: van sai de hora em hora, a partir das 6h até as 17h. Custa R$10 e demora 1h30. A van sai da rodoviária umas 6h30, mas ela passa de porta em porta buscando antes, necessário ligar para agendar (não tenho o número, pedir na hospedagem). Tem que pedir para entrar na rodoviária de Delmiro, que é bem na entrada da cidade. Delmiro Couveia - Recife: tem ônibus da viação Progresso às 7h50, 22h e 22h30 (leito). Custa R$99 e demora 7h. Esses ônibus saem de Paulo Afonso 1h antes, mas é mais longe de Piranhas. Eu fui de manhã, achando que a estrada seria mara, toda cheio de sertão, mas na verdade não tinha nada demais, então acho que compensa ir no da madrugada. _Infos Piranhas o hostel que vi era meio longe do centro, e bem caro (R$105/noite). preferi ficar num Airbnb (Aconchego Ramon e Alê), melhor lugar! Também longe do centro, mas perto dos mirantes, com quintal fofo, pessoas fofas, que estavam de férias e me levaram pros passeios, me mostraram coisas (pois além dos passeios turisticos, é bem dificil arranjar coisa pra fazer, necessário tem pessoas locais junto). R$65/noite, sem café. o centro histórico é muito bonito, mas não tem movimento nem serviço nenhum durante o dia, porque todo mundo sai para passeio. A prainha do centro é bem cheia de locais no fim de semana, e tem alguns restaurantes. não dá pra chegar na cidade histórica a pé (eu adoro andar a pé, mas é uma estrada sem acostamento e sem calçada). Então é necessário pegar mototáxi R$4. Tem sempre e dá pra chamar também. só tem caixa eletrônico na parte alta, e da caixa econômica. _Infos Canindé/ Cânions os passeios para os cânions saem de Canindé. Tem um que sai do Karranca's (R$110) e outro mais barato (R$90), mas este sai da praia da Dulce, e o táxi ia cobrar R$80 até lá. Para o Karrankas também é necessário pegar mototaxi, mas não sei quanto dá pois fui de carona. dei uma volta por Canindé (de carro com o pessoal da casa), mas não tinha nenhum charme. Tem serviços (bancos, lotéricas, etc), prainhas e botecos. vale tbm passar pelo mirante da hidrelétrica. possível também fazer visitas guiadas. um morador disse que é possível ir até a beira dos cânions de carro, mas não tenho certeza. João Pessoa e Conde/Jacumã - PB (Praias de Tambaba e Coqueiro) _Jacumã é um distrito do município de Conde. É onde ficam as praias. A sede de Conde não é no litoral. _Transporte Recife - Jacumã Recife-Conde: necessário pegar e pagar o ônibus até João Pessoa, que sai sempre, e custa R$44 e demora 2h30. Conde-Jacumã: dá para pedir para descer na entrada de Conde, mas é no meio da rodovia, e de lá entrar na outra estrada e pegar um ônibus (que sai de JP e vai para Jacumã). Os onibus de JP-Jacumã passam de hora em hora, já era noite, e preferi não arriscar, então dei uma passada em JP. Durante o dia ou acompanhado acho que é tranquilo. _Transporte João Pessoa - Jacumã tem um ônibus metropolitano 5301 que sai de trás da rodoviária de JP. Ele também passa pela lagoa e pela praça Evandro Neiva. Custa R$7,50 e dura 1h30. Desce no centro de Jacumã (perto da Praia do Amor). tem também um ônibus que sai do shopping Mangabeira. Este vai pela orla, mas eu só soube depois, e não peguei. para voltar para JP, no ponto do ônibus de Jacumã tem umas lotações, mas preferi não pegar. _Infos Jacumã/Tambaba Hostel Ruanda's bem simples, mas simpático e barato (pois todo o resto que vi era bem caro). Donos muito simpáticos. Achei longinho do centro, pois a rua é escura e deserta, mas é perto do maceiózinho. R$40/noite, sem café. Tem um tal de Pousada do Inglês, que é hostel, perto da praia do amor, mas não sei como é. o centrinho da cidade é fofo, mas o resto se resume a uma rodovia com pouco iluminada e meio erma. a praia do amor fica no centro, tem também uma prainha fofa com um maceiózinho, perto da cidade. O resto é tudo longe e necessário pegar mototáxi. é possível ir para Tambaba a pé, é bem longe e quente, mas o caminho é lindo. No dia que fui não tinha ninguém no caminho. Chegando na beira de tambaba parece que não tem saída, mas é só achar uma entradinha para uma micro trilha! voltei de Tambaba de mototáxi. O ideal é combinar antes, pois lá não tem sinal e eles não fazem ponto lá, mas consegui achar um. Cobram R$12. é possível ir e voltar de Tambaba também com um ônibus que vai as 6h e volta as 17h. CUIDADO COM ASSEDIO, meninas: em Tambaba, na praia de nudismo, a galera é bem tranquila, mas tem um funcionário do restaurante que ficou me cercando, me espiando e forçando para falar comigo. Me deu bebida, mas não convém aceitar, e fui embora antes de esvaziar e escurecer. _Infos João Pessoa fiquei aleatoreamente no Hostel Parahyba, numa casa muito linda, no Bessa. É perto da praia, mas muito ruim de serviços a noite (as 20h só consegui uma barraquinha de cachorro quente). Tem a praça do caju, com feira, mas não consegui chegar lá. Ruas desertas residenciais. R$40/noite. o ônibus 513 (e acho que o 510 também) é a alegria dos viajantes. Passa pelo Bessa e por Manaíra (onde ficam os hostels), pela parte turística (tambau, mercados), pela lagoa, pelo centro e pela rodoviária! Custa R$3,55. tentei descer do ônibus na lagoa e visitar o centro histórico de mochilão, mas as coisas são longe e tumultuadas, não consegui chegar. Tibau do Sul/Pipa - RN _Pipa é um distrito do município de Tibau do Sul. _Transporte João Pessoa - Pipa JP - Goianinha: necessário pegar e pagar ônibus da Viação Progresso para Natal. Custa R$35 e demora 2h até Goianinha. Outras empresas fazem também. São poucos horários. Goianinha - Pipa: descer em Goianinha, no meio da estrada. De lá, andar um tanto até a igreja (tem que ir pedindo informações sobre a van). Pegar a van para Pipa. Custa R$4,50 e demora 0h40. _Transporte Pipa - Natal Opção 1: Transfer Pipa - PontaNegra/Aeroporto: normalmente custa R$70, mas peguei promoção por R$35. Necessário agendar. São poucos horários (8h, 12h,18h e 22h). Demorou 2h30 até Ponta Negra e 3h30 até aeroporto. Pega na porta da hospedagem e deixa na porta da hospedagem ou do aeroporto. Pra quem não conhece Natal e vai pro aeroporto, a van é legal pois passa por toda a Ponta Negra, pelas dunas e por toda a orla! Opção 2: Pipa - Rodoviária de Natal: Tem alguns horários de vans de Pipa para a rodoviária de Natal, mas de lá tem que pegar outros ônibus para ir pra Ponta Negra ou para o Aeroporto. Deve custar uns R$15, não tenho certeza. Opção 3: Pipa - Goianinha - Natal: tem vans toda hora para Goianinha. Lá tem que andar até a estrada e pegar algum ônibus que esteja indo para Natal, ou alguma lotação. (não peguei) _Infos Pipa, Sibaúma e Tibau Hostel do Céu, muito bom, café maravilhoso, perto de tudo, piscina e lindo jardim. R$45/noite. a vila de Pipa é bem simpática, mas bem turística. Muitos comércios, vários preços de restaurantes (self service por R$16). Da pra ficar sassaricando com celular na mão, sem medo. aluguei uma bike (R$40) e fui para Sibaúma. Lá tem um rio, mas pouco charme nas construções, mas o caminho é lindo, dá pra ir pela praia (na maré baixa) e voltar pelas falésias. aconselho ir ao Santuário Ecológico. Ninguém fala dele, mas são trilhas muito bem cuidadas, com vistas maravilhosas para as praias e golfinhos, bem tranquilo, sem muvuca. Entrada custa R$15. Dá pra ir a pé ou de van (R$3). o parapente é maravilhoso, passa pelas falésias. É caro (R$200), mas vale a pena. A tenda fica perto do mirante de Cacimbinhas. vale a pena pegar van (R$3) para ir para Tibau. Vilazinha charmosinha e bem calma, com praia calma, sombra e piscinas naturais (à direita), rio e bares à esquerda, com por do sol maravilhoso. peguei uma balsa da praia do giz para o outro lado (dunas e caminho para Natal), mas não tinha nada, só vale pelo micro passeio no rio (R$8 cada trecho). Foi isso. Boas viagens.
  43. 3 pontos
    Olá, tenhonum medo danado desse mal da altitude. Programei de ficar 1 dia inteiro em Sucre pra me acostumar, mas queria também já comprar os chás e folhas, o que você recomenda comprar? Eu consigo achar isso tudo já em Sucre? Devo chegar em sucre no dia 3 a tarde e ir pra Uyuni no dia 4 a noite (chegando dia 5). Espero que seja suficiente 😅
  44. 3 pontos
    Realmente .. Sou nordestino (Recife) .. mas ele tem passagem para europa hehehehehe .. então badalação são esses lugares. se fosse julho rolava até o tomorrowland
  45. 3 pontos
    Não sou poiuy mas posso te responder 😅. Comprei um a uns 2 meses, paguei uns 30 euros para 10.000mha, marca boa. De 20.000mha custava uns 35-40 euros. 10.000 dá pra carregar umas 3 vezes um Samsumg, e umas 2.5 um Iphone
  46. 3 pontos
    Variava muito do que queríamos comer no dia, porém a média que gastamos nesses 24 dias em alimentação comprada nos mercados e supermercados (não contando com restaurantes), foi de 38,65 bol por dia. Dava para café, leite, pão, manteiga, queijo e tangerina, (25 unidades a 5 bol). Almoço e um simples jantar.
  47. 3 pontos
    @Rafael Martins Gomes Portugal é um país lindíssimo e tem muita maravilha para descobrir. Lisboa é uma cidade deliciosa para se explorar a pé. É muito gostoso caminhar pela cidade e ir parando em seus mirantes para admirar o Tejo e as colinas com suas casas coloridas. O bairro mais antigo da capital é Alfama e você pode percorrer as vielas e escadaria vendo um pouco da vida dos moradores. É um passeio incrível. Você pode começar pelo Rossio e ir subindo para o Castelo de São Jorge (tem uma vista linda, assim como todos os mirantes de Lisboa, mas é caro e tem muita fila). Vale tomar uma ginjinha para provar o sabor desse licor tão tradicional. Você pode caminhar pela Baixa e descer a Rua Augusta até a Praça do Comércio. Não deixe de andar pelo Carmo e pelo Chiado e se quiser curtir a noite, tem agito no Bairro Alto e Príncipe Real. Na praça Luis de Camões você pode pegar o elétrico 28 (o simbólico bondinho amarelo) e circular pela cidade até Campo de Ourique, uma agradável bairro residencial, ou, na direção oposta, para passear pela Feira da Ladra, por exemplo. Lisboa também tem a parte moderna. De metrô você pode seguir até o Parque das Nações e lá andar pelo parque, conhecer o aquário da cidade ou andar de teleférico sobre o Tejo. Belém é parada obrigatória para quem visita Lisboa. Ali tem o Mosteiro dos Jerônimos, o monumento dos Descobrimentos, a Torre de Belém, o Centro Cultural de Belém (CCB) e os famosos pastéis de Belém. Dá pra fazer tudo a pé e para chegar a Belém é fácil. Pegue um comboio no Cais de Sodré rumo a Cascais e 3 estações depois, já está. Aliás, em frente ao Cais do Sodré, tem o Mercado da Ribeira, um mercado bonito e descolado, cheio de restaurantes e lojinhas de delícias. E ali perto, em Alcântara, fica a LX Factory, que vale a pena conhecer ou checar a programação cultural. Como disse, do Cais do Sodré sai o comboio para Cascais. Vale a pena passar um dia nessa cidade linda e até curtir uma praia, se gostar. Para quem é de jogatina, em Estoril (2 estações antes de Cascais) tem um cassino imenso. Também é imperdível um passeio em Sintra. E é fácil de chegar, sai de comboio da estação Rossio e meia hora depois já está caminhando pela bela cidadela. Lá vale a visita ao Palácio da Pena (lindo, lindo e lá do alto ainda tem uma vista maravilhosa), Castelo dos Mouros e Quinta da Regaleira. Se você for a Coimbra, visite a Universidade de Coimbra, a mais antiga de Portugal. Na Quinta das Lágrimas você pode descobrir tudo sobre a coroa portuguesa. Óbidos é uma belíssima cidade murada, cheia de história e charme. Vale muito a pena conhecê-la. Se tiver tempo, inclua Óbidos em seu roteiro. No norte, a principal cidade é Porto, cidade linda, à beira do rio Douro. De Lisboa ou Coimbra, é fácil vir de comboio (trem) e descer na estação São Bento, um prédio lindíssimo, cheio de azulejos. Em frente a estação tem a Rua das Flores, que você pode descer caminhando até a Ribeira, a beira do Douro, cheia de restaurantes turísticos. Porto é uma cidade cheia de ladeiras e andar por ela pode ser cansativo, mas vale a pena. Atravessar a pé a Ponte D. Luís VI até Vila Nova de Gaia para uma degustação de vinhos em uma das cavas (você pode descer da ponte pelo Teleférico para desfrutar da vista panorâmica do cartão postal da cidade), pegar um elétrico e circular pelo centro histórico, dar uma passada na Livraria Lello (antigamente eles tinham um café no piso superior que servia um bolo maravilhoso, parecia uma nuvem. No tempo em que visitar a livraria era livre e gratuito), visitar os parques da cidade, com suas lindas vistas do alto para o Douro. O coração do centro histórico da cidade, o Terreiro da Sé, tem uma vista perfeita para você se situar. Não deixe de entrar na Sé do Porto, Patrimônio Mundial e um dos mais antigos monumentos religiosos. Tem também a Torre dos Clérigos, a Casa da Música, o Jardim das Oliveiras e muito mais. Há muito o que se conhecer e se encantar em Portugal. Para o sul, praias paradisíacas no Alentejo e no Algarve. Para o Norte, preciosidades arquitetônicas como Guimarães. No meio, quintas, serras e vinícolas, com produções dos mais deliciosos queijos e vinhos. Pois.
  48. 3 pontos
    Defendo um sub-fórum apenas de humor de viajante para que mais histórias assim sejam compartilhadas 😂😂😂😂 Vc não existe, meu, muito bom oh! E a forma como escreveu, definitivamente do jeitinho brasileiro!!!!! fez minha quarta menos cinzenta, parabéns....por estar viva e pronta pra próxima! kk
  49. 3 pontos
    Legal.Estou procurando coragem para ir de 28/06 até 13/07/19.Vou de Corumbá,. Desejo uma ótima viagem para você
  50. 3 pontos
    Obrigado vai ser de grande valia. Recebi um e-mail de uma reserva solicitando a Tarjeta Andina de Imigración para apresentar e não ter os 18% de IVA cobrados. Se te cobrarem me avise. Ouvi que é só afirmar que é turista e que sabe que não tem que pagar. E pronto! Que vocês tenham dias inesquecíveis.
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