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Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 12-08-2017 em todas áreas

  1. 18 pontos
    Olá mochileiros e mochileiras ! Tudo bem com vocês ? Como estão os planos para a(s) próxima(s) viagem(s) ? Estes próximos posts são para quem está almejando uma viagem ao Peru, e para quem ainda não tem isso em vista, após conhecer esse pedacinho de mundo bem do nosso ladinho, vai querer passar na frente na lista de destinos! Estou aqui para compartilhar um pouquinho dessa experiência incrível que tive o prazer de me proporcionar nesse ano de 2017. O intuito é te ajudar! Da mesma forma que sempre recebo muita ajuda por essa galera sensacional desse grupo! Seja bem vindos à minha viagem ao Peru, em 18 dias, por 8 cidades, sozinha, de mochila nas costas, coragem, mente e coração abertos! Como tudo começou: Como todo mundo que passa por aqui, sou uma garota que ama viagens e viajar! Fiz algumas viagens fora do país a passeio e a trabalho no ano de 2014. Nos anos seguintes, 2015 e 2016 minha vida foi só trabalho, não tive tempo para planejar viagens internacionais, acabei optando por conhecer cantos do nosso Brasil (AMO!). Porém, é sempre bom esse contato com culturas diferentes, lugares diferentes, pessoas diferentes, então, estava faltando algo em mim, eu precisava "sair por ai". Depois dessas viagens que fiz, dentro de mim tinha que a próxima seria aqui na América do Sul, então no final de 2016 comecei a ler muito sobre isso. Passei por aqui muitas vezes, li muitos relatos. A princípio, estava lendo sobre fazer Peru, Chile e Bolívia na mesma viagem. Porém, como não teria mais que 20 dias, estaria sozinha e por sempre ter mais lugares no Peru que eu desejava visitar, acabei optando por somente Peru. Dica: Relato do Rodrigo (@rodrigoalcure) ! Muito bom! Preparativos: Como eu já sabia que seria uma viagem estilo mochilão, desde final de 2016 já comecei fazendo a lista das coisas que precisava comprar. Veja! Toalha de microfibra (Dechatlon) Bota para trecking (Bota Finisterre Vento) Mochila cargueira (Quechua Escape 50 litros) Mochila de ataque (A mochila Escape já vem com a de ataque) Power Bank (Asus) Óculos de sol polarizado (Speedo Voley) Roupa segunda pele (Dechatlon) Meias para trecking (Dechatlon) Blusa fleece (Dechatlon) Casaco corta vento (Dechatlon) Câmera (Troquei de celular, fiquei com a câmera do Zenfone 3, Asus) Como podem ver, a maioria das coisas adquiri na Dechatlon! Lá tem tudo e com um ótimo custo benefício. Os outros itens fora da Dechatlon foram alvo de muita pesquisa, com isso, após o uso, indico todos! Abaixo, outros itens importantes que adicionei na minha lista de coisas para levar: Capa de chuva Kit primeiros socorros (Com remédios essenciais, band-aid) Adaptador de tomadas Zip Lock Lenço umedecido Protetor solar Kit para sono (protetor auricular, tapa olho, suporte para pescoço) Cadeado Doleira Pinça Linha/agulha Álcool em gel Tesoura Fora isso, o básico, que seriam as roupas de frio (seguindo o protocolo de 3 camadas), cachecol, luvas, toucas. Dicas: Leve repelente! Eu não levei, porém, em Machu Picchu você vai precisar! Leve um relógio, pulseira, algo que te forneça o horário e seja de fácil acesso o tempo todo. Manter a pontualidade é de extrema importância! Eu utilizei a minha smart band o tempo todo "colada" em meu braço. A mochila cargueira da Escape não foi suficiente, pois era muito pequena. Precisei comprar outra mochila durante a viagem. Como fazer caber tudo na mochila? Leve somente o que você vai utilizar! Como por exemplo, não precisa do pote inteiro de shampoo, separe e leve em um recipiente o suficiente para o período que vai passar lá. Evite itens em vidros, pois pesa muito na mochila. Duas semanas antes da viagem eu já comecei a separar as coisas que iria levar em um canto. Isso te ajuda a não esquecer nada! Roteiro: O roteiro foi fruto de muitas pesquisas! É a junção de todos os lugares que me fizeram querer aproveitar para explorar dessa vez somente o Peru! Passarei por 8 cidades peruanas. Olhem só: Passagens: Comecei a busca por passagens por volta de 2 meses antes. Acompanhei por um bom tempo o vem e vai de preços. Com a ajuda do Google Flights, consegui acompanhar as promoções e peguei um bom preço e nas datas que eu precisava. Dica: No Google Flights é possível você cadastrar as datas, voos e horários que você quer acompanhar e ele te envia e-mails de notificação quando o voo aumenta ou diminui de valor. Muito, muito útil! Depois que conheci, não usei outro buscador. Acredito que já dei umas boas dicas nessa intro As próximas, vou passando conforme relato os dias. Bora pro Peru, partiu! ...Continuação nos próximos posts Beijos! Tabata Instagram: @tatablita
  2. 17 pontos
    Sempre quis sair da bolha e explorar um mundo que ia além da minha janela. Assim, embarquei em rumo à uma aventura com a mochila nas costas e fui vagar por um país vizinho, afim de me deliciar com o que a vida prepara pra gente. Enquanto me planejava, era questionado diversas vezes do porquê de ir à Bolivia; porque não para outro país “melhor”; o que fazer num país que não havia nada ou até mesmo se não havia outro país mais bacana mesmo com a moeda mais desvalorizadaem relação à nossa. Hoje vejo com mais clareza o preconceito e o estereótipo que ronda sobre a Bolívia, porém, no fundo, nada disso me importava. Sem nada reservado nem comprado com antecedência, adquiri a passagem aodesconhecido. Então, o sentimento de liberdade descomunal reinou. É libertador sentar ao lado de pessoas que nunca se tenha visto e as ver te ajudar com todo amor e disposição, cuidar de você como se fosse da família e escutar sobre suas histórias, seus romances, suas dificuldades, suas dores e – principalmente – seus sonhos. Entender sua história e sobretudo, deixar as ignorâncias e preconceitos de lado com essas experiências, mostra como, independente do canto do mundo, todo ser humano é igual. Sempre há um trauma, uma dor, uma necessidade de ser amado e de buscar a felicidade, da maneira que te faz bem. Ver o humano que existe dentro de cada uma destas pessoas, me fez ter a noção exata do espaço que eu ocupo neste vasto mundo e perceber o que é necessário carregar no peito e o que se deve deixar pra lá. Olhar pra dentro das pessoas é aprender ao mesmo tempo, sobre o outro e sobre si mesmo. A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul e já seria evidente pelos perrengues e principalmente pelos aprendizados. A singeleza estampada no rosto das pessoas, nas roupas e no modo de viver é um choque de realidade absurdo e o aspecto que torna esse país rico é sem duvidas, a simplicidade com que se leva a vida. As barracas de pano, as tendas de sanduiche no meio das ruas, a infraestrutura básica, pessoas comendo sentadas na calçada, os ônibus velhos sem cinto de segurança, os táxis e micros – que se parecem teletransportados dos anos 60 – caindo aos pedaços ou os rostos queimados devido às altitudes elevadas e à falta de condições para comprar protetor solar. Percebi como nesse país se leva as coisas da maneira que se pode levar, sem status exacerbados ou superficialidades desnecessárias; simplesmente de uma forma singela de garantir o básico da vida: a felicidade e o bem estar. Uma das sensações que mais me atinge quando bate a saudade desse país e gente que amo, é a insignificância e o anonimato. No nosso microcosmo cotidiano, nos afogamos num pires com frequência. Nos sentimos perseguidos por coisas que, muitas vezes, não possuem sentido ou sem nem saber o que realmente nos persegue. Viajar sozinho para outro país, com um idioma que eu não dominava, uma cultura completamente oposta e um preparo – quase nulo – de mochileiro de primeira viagem, me fez enxergar melhor esses incômodos e me proporcionou a autopercepção de ser só mais um cara vagando por aí, buscando ser feliz e realizar os sonhos do coração, como todos os outros 7 bilhões. Caminhar sem rumo no meio de um deserto onde só se vê vulcões de um lado e mais paisagens surreais do outro; absorver a beleza do céu refletido no Salar; perambular sem destino pelas vielas de Sucre e nas ruas de La Paz; interiorizar o silêncio das montanhas ou a laucura das buzinas desenfreadas de Santa Cruz, além de ficar em uma rodoviária com 27 pessoas por metro quadrado; tudo isso me trouxe uma noção exata do espaço que eu – e meus problemas diários – ocupam nesse mundão: basicamente zero. Nada melhor. Essa passagem pela Bolívia me conectou com a essência que se via aprisionada pela padronização de ideias e costumes. Essência essa de viver apenas com o que é essencial, sem se importar tanto com que pensam sobre nós, sabendo que a sua vida é apenas sua. A não carregar julgamentos, preconceitos ou ignorâncias nas costas, e entender que todos somos seres humanos buscando as mesmas coisas em todos os lugares do mundo. A ser mais simples, porque existem pessoas que nem isso possuem; e tentar levar a vida de uma forma mais leve e simplificada, procurando sempre a melhor versão de mim e ter empatia pelo próximo: pessoas como nós. E enxergar que o que há de mais precioso no mundo, é o que existe no coração de cada um. Ali eu soube como queria viajar e de que maneira caminhar. A Bolívia foi o começo de tudo. - se alguém quiser coloco detalhes de roteiro, custos ou dicas
  3. 15 pontos
    TORRES DEL PAINE 15 A 24 DE NOVEMBRO 2018 Vou fazer meu relato sobre o Circuito O de Torres Del Paine, na Patagônia Chilena. Foram 9 dias de trilha, sendo 8 de caminhada. Um total de 97 km, porque não fiz algumas partes, como o Mirador Britânico ou a ascensão a Base das Torres em si, por dois motivos, que vou explicar mais pra frente no relato. Eu não tinha nenhuma experiência com trilha, ou acampamento, ou viajar sozinha. Sempre fui sedentária, não sou de praticar esportes ou exercícios físicos. Então esse é um relato de uma pessoa que foi fazer o Circuito O, sem nenhuma experiência, com praticamente nenhum treino, só com a força de vontade. Se você sonha em fazer, mas tem medo ou não tem preparação, esse relato é pra você mesmo. DIA 1 HOSTEL – TORRES DEL PAINE GUARDERIA/CAMPAMENTO CENTRAL – CAMPAMENTO SERÓN Dificuldade: Média (considerada fácil para a maioria das pessoas) Distância: 13 km Saí do Hostel em que eu estava às 6h40 da manhã, com muita pressa e quase correndo, porque teria que andar 500m de pura subida (até com escadas na calçada), com minha mochila de 12.720kg e o ônibus saía da Rodoviária às 7h! Cheguei até com tempo de sobra, acho que acabei me desesperando tanto que fui mais rápido do que precisava, peguei o ônibus. Paguei 15.000 pesos chilenos, passagem de ida e volta, eu comprei as passagem dois dias antes, assim que cheguei em Puerto Natales, justamente porque sabia que o tempo seria curto, porém comprei pela Bus Sur que tem horário fixo de volta, ou seja, se eu comprei para o ônibus das 13h, não posso embarcar no ônibus das 19h e mais tarde acabei descobrindo que outras companhias dão a possibilidade de embarcar em qualquer ônibus desde que seja no mesmo dia da passagem compra, o que é uma idéia melhor, visto que imprevistos podem (E VÃO) acontecer. Embarcada no ônibus, a caminho de Torres Del Paine, a ansiedade estava a mil, no pensamento só o medo de não conseguir completar o circuito. A paisagem é maravilhosa, muito linda, com montanhas e pastos verdes, com ovelhas e guanacos que são tão fofos quanto parecem ser pelas fotos. Chegando ao Parque desci na portaria que ia começar a trilha, a Laguna Amarga. Eu já tinha compro o ingresso do Parque online, então fiquei em uma fila para fazer meu registro, apresentar o ingresso e meu documento, e pegar minha autorização e mapa para entrar. Com essa autorização, pude pegar um transfer que paguei 3.000 pesos até a entrada da trilha (é possível já ir andando desde a portaria laguna amarga, muita gente faz isso, mas eu queria evitar a fadiga) onde tem uma recepção. Tive que mostrar as reservas de acampamentos, e preencher uma ficha com alguns dados, incluindo numero de contato de emergência, só assim pude começar na trilha. Uma informação útil: é possível se conectar ao wifi nessa recepção, desde que você tenha uma conta PayPal ou cartão de crédito, você paga por hora ou minuto. Depois de todo esse processo, as 10h30min comecei oficialmente a trilha. Nos primeiros 15 minutos caminhando, já tinha uma subida (que eu considerei terrível), não deu tempo nem de esquentar o corpo e essa subida logo de cara. Comecei a subir pensando “o que eu to fazendo? Eu deveria voltar antes que seja tarde demais! Eu não vou conseguir, isso é loucura” com esses pensamentos negativos já vem as lagrimas, dois anos de planejamento, 2 anos sonhando com isso e eu já pensando em desistir antes do primeiro quilometro. Mas continuei andando, um passo na frente do outro, sempre pensando “mais um passo, só mais um passo” e parando a cada 10 minutos. Chegou a um ponto, que a subida não acabava eu parei e pensei “chega, vou voltar”, mas então olhei para trás, e p*ta merda, já tinha andando demais. Então eu continuei, o caminho é bonito, não é lindo de tirar seu fôlego, mas é bonito, tem muitas arvores, tem SIM um sobe e desce sem fim, e o dia estava meio chuvoso como era de se esperar para essa época do ano. Andei pra caramba, e quando eu pensava “to chegando” via uma placa de localização, falando que estava na metade, eu queria morrer quando isso acontecia. Então andei e andei, passei por uns vales, por subidas e descidas, todo mundo da trilha passou por mim, passei por algumas pessoas também, que passaram por mim novamente. Tem muitos rios pelo caminho, então não precisa se preocupar com carregar peso de água. Por fim, fica plaino e você começa a caminhar em um bosque, cheio de arvores e um caminho que parece acessível de carro. AH! Também vi cavalos selvagens nesse dia, eles ficam andando no caminho, tranquilamente, como se as pessoas sequer estivessem ali, simplesmente maravilhoso. Depois de andar muito, com nada maravilhosamente especial no dia (a não ser os cavalos, e o vento patagônico que te desafia), cheguei ao acampamento, as 16h30m. Gastei 6 horas para caminhar o que no mapa e na maioria dos relatos que li, são 4 horas. Mas cheguei, que alivio. O psicológico pesa muito, depois de montar minha barraca, entrei e chorei. Me senti isolada, sem saída, pensava “para eu ir embora e desistir, tenho que andar isso tudo de novo, o que eu vou fazer?” seguindo em frente, no segundo dia seriam 18km, se eu sofri pra 13, imagina pra 18! No Serón, tem banho quente, o que pulei porque estava exausta até pra isso (risos), tem um lugar para cozinhar, e não é permitido cozinhar fora dos lugares indicados. A salvação pro psicológico é encontrar pessoas para conversar quando se está no acampamento. E nesse quesito tive sorte, encontrei um grupo de brasileiros maravilhosos, que me incentivaram, e me deram uma força gigantesca psicologicamente, falando “relaxa, você vai conseguir, é só ir com calma”. Aquilo foi ouro de se ouvir, fiquei mais tranqüila e fui dormir, porque estava extremamente cansada e o dia seguinte seria longo, literalmente, já que na patagônia nessa época amanhece as 05h30min e escurece depois das 22h! Informação útil: no acampamento Serón também tem internet wifi, mesmo esquema do da recepção, pago por hora ou minutos; você faz check in, e eles meio que sabem que você vai passar lá, isso da uma sensação de segurança maravilhosa e segue por todo o percurso; eu montei minha barraca perto de uma lixeira, no outro dia vi que tinha um ratinho lá, por sorte ele não tentou invadir minha casa rsrs mas vale a atenção; a vista do Séron já é maravilhosa e SÓ FICA MELHOR A CADA DIA, SÉRIO! Vou continuar os relatos dos outros dias nos comentários. Pode demorar um tempo. Esse é meu primeiro relato, então não deve ser muito maravilhoso, mas eu quero mesmo é ajudar com informações que eu não encontrei quando estava me planejando. Qualquer dúvida que tiverem, informações que precisarem, sintam-se a vontade para me perguntar, será um prazer ajudar com o que eu puder.
  4. 11 pontos
    Quem nunca ouviu o ditado, ‘quem vê cara não vê coração’. Essa frase é excelente para traduzir as lutas, dores e dificuldades de uma conquista. Para o amor, não existe montanha alta o bastante, não existe caminho difícil demais, não existe desafio impossível, não existe um horizonte que não possa ser alcançado. Muitas vezes retratada e imortalizada diante um click de uma câmera, a alta montanha se assemelha ao amor. Não vou neste modesto texto desfocar o que disse o consagrado George Mallory que, ao ser indagado por qual motivo ele buscava o cume das montanhas, respondeu de forma simples e clara: “Porque ele está lá”, mas produzir uma metáfora com o tão buscado e verdadeiro amor. É tudo muito lindo quando fotos são postadas nos bastidores do Facebook, muitas delas nas alturas, a dezenas de graus célsius abaixo de zero, quilômetros acima das nuvens. Um difícil click que, muitas vezes, foram necessárias semanas de preparo, dias de aclimatação e uma caminhada árdua e que colocou a própria vida do protagonista em risco. Pelo caminho, muito além de flores, cenários deslumbrantes e pássaros, foram encontrados precipícios, temperaturas extremas, e as gretas traiçoeiras, que são as fendas no gelo, que podem ter dezenas de metros e que ficam encobertas por uma camada fina de neve, ocultas como um alçapão à espera do montanhista descuidado. É pisar, cair e morrer. Sim, muitas fotos trazem consigo o renascimento e a oferta de uma nova vida. O frio também cobra seu preço. Mesmo ‘mumificado’ com roupas especiais, temperaturas que podem chegar a 70 graus negativos costumam acometer as extremidades do corpo, sendo pontos vulneráveis os dedos e o nariz. Da mesma forma exemplifico o amor. Existem pessoas que nunca ousaram subir alto, admiram fotos e reportagens sobre a alta montanha e jamais se imaginam enfrentar tamanho desafio. Existem também os persistentes, insistentes e desafiadores, que enfrentam desafios para trazer para casa suas conquistas. Existem também aqueles que se contentam apenas em observar de camarim e aqueles que estendem uma toalha aos pés das altas montanhas, sem pretensão alguma de escalar. Seja lá a forma que você se enquadra, todas as opções refletem a busca pelo amor. Cada um em uma forma específica. Mas é aí que paramos para pensar, será que nos esforçamos de forma suficiente para encontrar o amor? Até onde preciso subir para que esse encontro se efetive? Por vezes, estamos no pé de uma montanha e lá estacionamos. Estagnados, permanecemos à espera do amor que pode estar poucos metros acima. Nos iludimos e nos conformamos com o fácil, acreditando que já estamos alto suficiente para encontrar o amor. O caminho do amor não se apresenta de forma fácil, muito pelo contrário, é árduo, perigoso e tal encontro não acontece por acaso, sem que você pare de sentir suas extremidades ou que sua respiração esteja beirando o impossível, diante o ar rarefeito e o despreparo para ver o que realmente o amor tem a lhe mostrar. Caminhos para o cume são vários e é você quem escolhe o que mais lhe convém, porém, visão do alto você não muda, existe apenas uma. Eu já estive lá em cima. Mas o que poucos, ou que quase ninguém sabe, é que por vezes quase não voltei. A neve faz o caminho desaparecer e, sem uma orientação eficiente, o seu retorno pode jamais acontecer. E lá está você, no alto da montanha, à espera do momento único de encontrar o seu amor. Sorriso no rosto ao perceber que superou adversidades e obstáculos que pareciam intransponíveis e, de repente, do nada, quando tudo parecia lindo, uma avalanche te surpreende. Você fica praticamente sem chão e seus pés tremem em uma base instável e sem sustentação. Todo seu esforço parece ruir, sua luta em busca do amor parece que de nada valeu. E em minutos você desce desgovernado sem entender o motivo que está te levando para baixo. Ao abrir os olhos, você percebe que está novamente aos pés da montanha e que só lhe resta juntar os destroços e, quem sabe, fazer uma nova tentativa, talvez, em uma outra montanha, sem ignorar as condições geográficas, climáticas, os perigos mortais e desafios muitas vezes ocultos. Ironia do destino, por mais bonito que pareça ser, ninguém pode viver no cume, que é um lugar para escalar, contemplar, deixar registrado uma marca e marcar sua história, e então descer e se preparar para arriscar montanhas mais altas e ter novas histórias para contar. Sim, eu já estive lá em cima. Por algum tempo, mas estive. Talvez não na mais alta montanha da minha vida, mas já estive lá. Tenha a consciência que você pode até mover montanhas e para isso precisa começar carregando pedras pequenas. Não espere a perfeição de imediato, pois essa é uma montanha que muitas vezes levará toda uma vida para ser escalada, um pouco a cada dia. Siga seu caminho, para o alto e avante. Lembre-se, nós não tropeçamos nas grandes montanhas, mas nas pequenas pedras. O amor realmente é uma montanha, e eu perdi o medo de altura. E por mais que saibamos que o cume é apenas um lugar de visitação, em uma destas aventuras podemos encontrar o amor bem lá no alto, em um lugar lindo e quente, e contra toda a regra da vida façamos desse lugar um lar eterno. Leve com você o ensinamento do provérbio chinês: não importa o tamanho da montanha, ela nunca poderá esconder o sol de sua vida. Bons Ventos!!! Luka Izzo
  5. 10 pontos
    Dia 14 (24/10) Último dia em Jerusalém. A ideia era deixar o dia todo para conhecer a parte "nova" da cidade, mas como não tínhamos conseguido ao Domo da Rocha nos dias anteriores, tínhamos que ir de qualquer jeito nesse dia. A esplanada onde fica a mesquita Al-Aqsa e o Domo da Rocha é um dos lugares mais sagrados do islamismo e só abre para não-muçulmanos das 07 às 10h30, se não me engano, e durante uma hora na hora do almoço, mas a fila é tão grande que nem vale a pena. Chegamos um pouco antes das 9 e tivemos que ficar na fila por cerca de uma hora, pois há um rigoroso esquema de segurança para se acessar a esplanada como detector de metais e revista de mochilas e pertences. Também há regras quanto às roupas, homens tem que estar de calça e mulheres com roupas "comportadas" pros padrões muçulmanos, nada de roupas curtas e blusas decotadas. (Para acessar o muro das lamentações, também é necessário passar por uma revista de segurança, mas fica aberta durante todo o dia e as regras para roupas são mais flexíveis. É possível ir de bermuda, por exemplo). O Domo da Rocha é muito impressionante de perto, a cúpula dourada e riqueza de detalhes da parte externa formam um conjunto muito bonito. Achei o lugar mais bonito de Jerusalém. Depois do Domo, almoçamos e pegamos o tram até o ponto final (Mount Herzl) para irmos no Yad Vashem, o museu do Holocausto de Jerusalém. Do ponto final, tem voltar um pouco e descer por cerca de 10 minutos até a entrada do museu. A entrada é de graça e o aluguel do áudio-guia custa NIS25 (tem em inglês e espanhol). O museu é bem impactante, completo e tem muita informação, mas muita mesmo, principalmente com o áudio-guia. A ideia é mostrar a existência do antissemitismo na Europa desde antes do regime nazista até os campos de concentração e o extermínio dos judeus. Passamos cerca de duas horas no museu, mesmo pulando alguns áudios no áudio-guia, por causa do tempo. O "trajeto" do museu termina com uma bela vista da floresta de Jerusalém. Voltamos do museu de tram, fiz meu check-out e fui pegar o ônibus pro aeroporto Ben Gurion. O ônibus é o 485, passa toda hora exata e custa NIS 16. O percurso dura cerca de uma hora até o aeroporto, contando o tempo da revista que é feita nas proximidades do aeroporto. O ponto do ônibus fica quase em frente à estação central de ônibus, na rua em frente. Vindo da cidade antiga, é só saltar na estação central e voltar uns dois minutos. É isso, fim de viagem, fim de festa. Minhas impressões tanto de Israel quanto da Jordânia foram muito positivas, lugares incríveis, culturas muito diferentes do que estamos acostumados e fomos muito bem recebidos e tratados em ambos os países. Qualquer pergunta ou dúvida, é só me perguntar, estou à disposição.
  6. 10 pontos
    Se a ideia é fazer "mochilão roots", o que mais você vai gastar é tempo e tempo é o que a maioria das pessoas não tem. Se você tem um trabalho ou sabe fazer algo que te banque onde vc estiver e não deve satisfação pra ninguém, dá pra viajar de carona com pouca grana e recomendo fortemente que você faça isso. Será aquela aventura que irá mudar você, abrirá seus horizontes e por mais difícil que seja em algumas situações, vai ser aquela experiência pra lembrar para a vida toda. Pode ser até que você adote esse hábito e passe a viajar assim com periodicidade, tudo vai depender de como vc irá lidar com as adversidades e perrengues da estrada. Nesse link tem dicas de como viajar de carona: https://www.mochileiros.com/topic/1530-como-viajar-de-carona-pelas-estradas-do-brasil/ Se você é como a maioria das pessoas que só tem o final de semana, o feriadão ou as férias e não pretende, nem pode mudar isso, esqueça o mochilão roots e saiba que 99% dos mochileiros brasileiros fazem viagens de no máximo 30 dias. Mesmo assim, ainda há uma minoria que talvez não chegue a 1% que passa um tempo maior na estrada ou tira um ano sabático só pra viajar. Nesse seleto grupo há 2 tipos de pessoas, as que juntaram grana antecipadamente, porque trabalharam pra juntar essa grana ou já são endinheirados, e as que não tem grana e trabalham durante a viagem. Se você quer fazer parte desse 1%, vc precisa primeiro enfrentar esse medo que é muito comum e que não é só seu, não tem nada de errado com vc, todo mundo tem. Eu passei 3 anos rodando roots, trabalhando durante a viagem pra bancar ela e pretendo fazer tudo de novo em breve, mas pra retomar isso, o medo aparece. Respeite ele e toque em frente! Pra começar escolha um destino perto, mas não tão perto, tipo 500 / 1.000 KM e vá e volte sem grana ou só com R$ 50 no bolso. Com uma barraca pra 1 pessoa e uma mochila vc se vira bem. Vai ser uma bela aventura, vc vai se conhecer melhor, vai conhecer melhor os seus limites e vai saber de fato se é isso mesmo que vc quer ou se é melhor fazer como os 99%. Se for mesmo, volta e conta aqui pra gente como foi! Se você está falando em mochilar no estilo dos 99%, esse link abaixo pode te ajudar:
  7. 9 pontos
    Fiz uma viagem incrível pôs países: Bolívia, Chile e Peru. Quem se interessar pode deixar seu contato para mandar o Roteiro. Essa viagem eu fiz sozinho e posso garantir que foi a melhor viagem da minha vida. Quero muito fazer Uruguai - Argentina - Chile - Colômbia. Talvez em 2020. Esse ano irei ficar pelo Brasil. Chapada dos Veadeiros. Quem tiver de boa e quiser vir junto ao chamar. abracos
  8. 9 pontos
    Escrevo este texto para falar de um lugar que me surpreendeu de uma forma muito positiva e que muitos brasileiros não dão bola, mas que deveriam colocar em sua lista de próximos destinos: o Paraguai, mais especificamente a capital Assunção. Assunção é a capital mais tranquila que já conheci. O trânsito não é caótico, há muitas praças e áreas verdes e as pessoas são extremamente simpáticas e prontas pra ajudar. Tem preços bons e comidas que vão agradar o nosso paladar, já que os temperos não são muito diferentes dos que usamos normalmente. Fiquei no El Hostal del Centro, que na verdade é uma casa super confortável com três quartos compartilhados e café da manhã incluído. Como são poucos quartos, a casa nunca fica cheia e, consequentemente, não rola aquela bagunça que às vezes enche o saco em hostel. O hostel está no Centro, perto de tudo. Tem supermercado, shopping, restaurantes, bares, cassino 24 horas (sim, no Paraguai eles são liberados) e mais uma porção de coisas. A zona é bastante segura. Por várias vezes caminhei de madrugada e não tive problema algum. O Centro, aliás, é a melhor zona para os turistas, já que os principais pontos estão localizados ali. E por falar nisso, um bom passeio pela capital pode começar pela Costanera, que é uma espécie de calçadão à beira do Rio Paraguai. Tem um clima de praia, onde as pessoas vão caminhar, andar de bicicleta (há algumas barracas onde se aluga), correr ou somente ver o pôr do sol no fim de tarde, sentadas em um dos muitos bancos que existem ao redor e desfrutando do Wi-fi liberado. Também dá pra passar pelo Palácio de Governo e fazer algumas fotos, mas só do lado de fora, já que as visitas não são permitidas. Por ali também estão a Manzana de La Rivera, um conjunto de 9 casas antigas restauradas e transformadas em museu; La Recova, uma feira que funciona de segunda a sábado, onde se pode comprar artesanatos e lembranças do Paraguai; a Iglesia de La Encarnación, o Museu da Memória, o Santuário de Auxiliadora e a Loma San Gerônimo, um bairro muito interessante que possui bares temáticos, entre eles um que fica num mirante com uma bela vista. Outro ponto obrigatório é a Calle Palma, a principal avenida do Centro. Em primeiro lugar, porque é o lugar mais apropriado pra trocar moeda em Assunção. Tem várias casas de câmbio e também cambistas que ficam na rua oferecendo seus serviços. As casas mostram a cotação do dia em painéis, por isso, é bom dar uma caminhada para ver os valores e trocar onde for mais vantajoso. Em segundo lugar, porque à noite, a rua se transforma no point da região central. Tem festa na rua, restaurantes e bares bem legais. Recomendo o Arsenal e o Poniente, que são descolados, com música boa, clima legal e cerveja gelada. Há também dois restaurantes que os turistas fazem questão de visitar: o Lido e o Bolsi, que está localizado na Calle Estrella (paralela à Palma) e é o único que funciona 24 horas. Nesses bares, se encontra a típica comida paraguaia, como a chipa, a chipaguazú, a sopa paraguaia e as deliciosas empanadas. COMPRAS Aquela fama de exportador de produtos duvidosos ficou pra trás. A realidade é que, em Assunção, dá pra fazer boas compras a bons preços. Dá pra comer bem pagando pouco, principalmente quando comparamos com os preços de Montevidéu, Buenos Aires ou Santiago. E um dos lugares mais legais na capital é justamente o Mercado 4, que é uma espécie de mercadão que começa na avenida Peru e se estende por mais de um quarteirão, também na região central. Lá dá pra comprar de tudo e com preços ainda mais legais do que no resto da cidade. Vale ir com tempo para percorrer todo o mercado, já que sempre tem um beco em que você entra e acaba dando de cara com um mundo de opções. AREGUÁ Estando em Areguá, a primeira coisa a se fazer é comer morango. Sim, a cidade é considerada a capital dos morangos e a fama não é a toa. As frutas são deliciosas: doces, suculentas, grandes. E todos os dias, nas ruas, há barracas que vendem diversos doces feitos com a fruta: como bolos, tortas, empanadas, sucos e mousses. Também dá pra comprar artesanatos produzidos ali. Uma ótima oportunidade pra levar lembranças da viagem. Se tiver tempo, recomenda-se visitar as cidades de San Bernardino e Ypacaraí. Não consegui ir, mas disseram que é muito bacana. Bem, é isso. Posso dizer que o Paraguai foi uma das mais gratas surpresas que tive em viagens. Por isso, fiz questão de escrever este relato (minha primeira contribuição aqui) e dizer que se você quer uma viagem boa, bonita e barata, Assunção deve ser o seu próximo destino. Abraços!
  9. 9 pontos
    Sempre que viajo posto histórias no Instagram, caso alguém queira acompanhar: rsartorelli Já tinha um tempo que queria conhecer a região, e finalmente arrumei tempo... Tinha conversado com amigos que já foram e fui bolando as ideias, de certeza a única era que eu queria ir na cachoeira do tabuleiro, terceira maior do Brasil, que é "perto". Terceira viagem sozinho, bolei minha mochila, saco de dormir, isolante, comida e tralhas e fui de ônibus, dia 25 segunda de natal, peguei um ônibus da viação Serro saindo de Belo Horizonte perto de 13h. Primeiro dia: O ônibus parou quase em frente ao camping umas 15:30h, e desceram duas meninas no mesmo ponto que iam ficar em uma pousada perto do meu camping, fomos conversando e animamos arrumar as coisas e procurar uma cachoeira mais tarde no dia. Cheguei no camping Grande Pedreira (20,00 reais/dia), só tinha um casal lá, solzão tenso, montei a barraca suando pra caramba, quando terminei dou de cara com o campista me oferecendo um latão de Brahma gelada e uma tábua com carne que ele tava fazendo churrasco, cara, que início, sentei com eles e trocamos ideia, eles são de Aiuruoca que foi minha primeira viagem, prosa bateu bastante, eles trabalham em uma oficina e resolveram pegar a moto e ir pra estrada... Encontrei as meninas na porta do camping, e fomos na cachoeira que fica quase em frente, Cachoeira Véu da Noiva, 11 reais pra ficar por uma hora e 30 reais pra passar o dia, complicado... Pagamos a hora e entramos 17h, cachoeira bonita mas com fácil acesso ela fica meio farofada, então achei mais ou menos... Saindo bateu um chuvão do nada por uns 20minutos, ja preocupei com a barraca. Chegando no camping o estrago foi pequeno, só o saco de dormiu molhou um pouco. Arrumei meu fogareiro fiz meu miojo e fui dormir. Segundo dia: Combinei com as meninas de ir ver o sol nascer na parte alta do véu da noiva, trilha dos escravos... Acordei 5 da manhã, tomei meu café e comecei a arrumar, só que o tempo não tava ajudando, então falei que não ia rolar... Acabei ficando deitado na rede e umas 6h o tempo melhorou, então fui sozinho fazer a trilha, bem tranquila e legalzinha. Voltei umas 7:30, e iríamos pegar o ônibus 8:30 pra ir até o parque, na cachoeira da farofa. Paramos o mais perto na estrada, e fomos andando até a entrada, uns 2km. Chegamos na portaria 9:30, falaram que podia fazer a trilha de bike ou a cavalo, 40,00 reais pra alugar a bike, mas animamos ir a pé mesmo, Cachoeira da Farofa são 6km da entrada, e o Canyon das Bandeirinhas 11km, osso. Acho que éramos os únicos a pé. Foi tenso, tudo plano, mas mesmo assim bem cansativo, chegamos na farofa meio cansados já, cachoeira bonita demaaaaaaaais, fizemos uma horinha e saímos pro canyon, chegamos lá eram umas 3:30h, coincidência topamos com uns dinamarqueses que pegaram o mesmo busão nosso, trocamos ideia e eles seguiram rumo, de bike. Canyon bonito pra caramba, mas não chegamos até o final porque tinha que nadar e já estávamos cansados e pensando na volta... Chegamos mortos na portaria eram 18h, conseguimos uma carona com um cara do parque 19h. Esse rolê com certeza rola fazer de Bike, economiza muito tempo e aproveita bem mais. Conversamos e uma amiga das meninas chegaria no outro dia, e então elas animaram ir na cachoeira do tabuleiro comigo no próximo dia. Saindo 5:30h da manhã. Cachoeira da Farofa Canyon das Bandeirinhas Terceiro dia: Acordei 4:30h, tomei café arrumei e mandei mensagem... Nada delas... Deu 6h eu fui sozinho pra estrada pegar carona pra tentar chegar lá, meia hora de dedão consegui uma pra Conceição do mato dentro, cheguei umas 7:30h na rodoviária. Sabia que tinha ônibus pro distrito de Tabuleiro(onde fica o parque do Tabuleiro) as 15:00h, e demora por volta de 1:30h de viagem... O que nao daria certo pra mim porque ainda tinha que voltar pra Serra do cipó. Perguntei os taxistas e cobrariam 80,00 reais pela viagem, não rolava. Consegui um número de moto táxi, chorei o preço e ele fez por 40,00 reais até a entrada do parque, top demais. O cara foi falando e resmungando algo a viagem inteira e eu não ouvia nada, só sorria acenava e fala "é foda mesmo". Cheguei e tinha a trilha parte alta e baixa, que a moça disse que não rola fazer no mesmo dia. Parte baixa 2,5km, parte alta 6km. Objetivo era a parte baixa então fui, metade do caminho trilha e metade seguir o rio pelas pedras, pra mim é bom demais porque acho mais "divertido" andar nas pedras. Cheguei nela e já apaixonei de cara, uma baita cachoeira, 273m, terceira maior do Brasil, um piscinão com uma pedra no meio que da pra ficar de boa, e lugar pra ficar quase em baixo da queda, demais. Acho que nunca vou ver uma igual, a cachoeira fica num vale bonito demais, cercada de paredões, e como a água dispersa bastante na sua longa queda, quando bate um vento ela muda o curso e acaba "dançando" para os lados, parece mágico, as gotas de água começam a circular o vale, formando umas nuvens de água que as vezes dá até pra ver umas imagens... Cara, que cachoeira, me seguro pra não usar palavrões pra descrever com exatidão meu sentimento. Fiquei um bom tempo lá e já pensei em voltar porque ainda tinha que voltar pro meu camping e não tinha como voltar. Voltei e fiquei na entrada do parque, esperando alguém pra pedir carona. Primeiro rapaz que tava saindo, com a namorada, pedi carona e me ajudaram, me deixaram de novo na rodoviária de Conceição do Mato dentro, aí já estava quase em casa. Pedi carona por um tempo até o horário do ônibus mas não consegui, então peguei o ônibus de 16h. Cheguei no camping quase 18h, então foi um dia foda, curti bastante. Fiquei conversando com o Roberto, que toma conta do camping, me ofereceu cerveja e ficamos lá prozeando até mais tarde, e pedimos um lanche pra dar uma variada. Quarto dia: Último dia e tinha mais uma entrada do parque pra ir, acordei 6h, a distância total(ida e volta) do camping até a Cachoeira do Tombadouro(última cachoeira da trilha) eram 26km, metade fora do parque, então era bom ir preparado. Tomei café e saí 7h, fui andando e pedindo carona, bem cedo consegui uma que me cortou uns 3km, e daí fui andando até o parque, cheguei exatamente 8h, o primeiro a entrar no parque. E fui, primeira cachoeira bem bonita, Cachoeira das Andorinhas, grande parte andando nas pedras, duas quedas, dei uma nadada e fui pra próxima, cachoeira do gavião, bonita pra caramba, bem tranquila, que é possível escalar bastante até seu topo que encontra uma outra queda do outro lado, mas acabei fazendo só ate a metade, que minhas coisas tinham ficado tudo lá em baixo... Dei uma aproveitada e fui pra cachoeira do Tombador, cara essas trilhas são lindas, dão tudo uma visão do vale inteiro, você nem lembra que tá andando e nem das dores e bolhas no pé. Cheguei nela, absurda, muito massa, duas piscinas uma em cima da outra, duas quedas, fiquei lá por um bom tempo, todas eu sempre tava sozinho, mas nessa chegou um casal uma hora depois de mim, bom demais que me ajudou a tirar uma foto. Fiquei até 13h, que ainda tinha que desmontar minha barraca e ir embora. Muito mal pensado, trilha longa na volta e o sol TRINCANDO, foi sofrido mas foi, cheguei na entrada um pouco antes de 15:30h, consegui logo uma carona na saída e me deixaram no mesmo lugar do cara que me deixou na ida. Ainda longe do camping pedi carona por uns 20min e consegui. Achei que já tava perto do camping e pedi pra ele me deixar, que eu iria comer algo. Comi um PF 18 reais e um suco de incríveis 6 reais. Terminei e percebi que tava ainda um pouco longe, e tava muito cansado, então fui andando devagar e pedindo carona, consegui outra e me deixou na porta do meu camping. Cachoeira das Andorinhas Cachoeira do GaviãoCachoeira do TombadouroCachoeira do Tombadouro Tomei banho, arrumei as coisas, despedi dos amigos do camping e fui na estrada pra ir embora. O ônibus só passava as 19:25h, e ainda eram 18h, então pedi carona denovo... Deu meia hora e consegui uma, que iriam para venda nova mas podiam me deixar dentro de BH, bom demais! Parei perto da UFMG e peguei um busão para perto da rodoviária. Cheguei por volta de 20h, fui no guichê e unha ônibus as 20:15h pra Itaúna. Bom demaaaais fechando o rolê. Gastos: Ônibus ida: 33,00$ Camping Grande pedreira: 20,00$ diária, total 60,00$ Cachoeira véu da noiva: 11,00$/hora , 30,00$/dia Comida (4xCupNoodles, 2xBolacha, 4x pacotes barra de cereal, Pao de forma, leite em pó): ~~60,00$ Entrada parque tabuleiro: 10,00$ Ônibus porta do camping -> algum lugar mais pra frente na estrada: 3,00$ MotoTaxi Conceição do Mato dentro -> Portaria tabuleiro: 40,00$ Ônibus volta Conceição Mato dentro -> Serra do Cipó: 22,00$ Lanche camping: 18,00$ Almoço PF+Suco: 24,00$ Ônibus UFMG -> Rodoviária: 4,05$ Ônibus BH -> Itaúna: ~~ 25,00$
  10. 9 pontos
    Parte 4 - Do Brasil para a Argentina "Oh! Oh! Seu Moço! Do Disco Voador Me leve com você Pra onde você for Oh! Oh! Seu moço! Mas não me deixe aqui Enquanto eu sei que tem Tanta estrela por aí" S.O.S, Raul Seixas Logo que chegamos no posto já fomos sondar os caminhoneiros que haviam pernoitado por ali. Vinte minutos depois fui conversar com um caminhoneiro que estava escovando os dentes em frente ao seu caminhão. Me apresentei e expliquei rapidamente a viagem. Quando ele começou a falar só vi um monte de pasta de dente voando na minha direção. Tentei desviar. Porém, fui derrotado e como prêmio recebi uma enxurrada de saliva misturada com creme dental no rosto. O sangue subiu, mas quando eu ouvi o caminhoneiro dizer "Estou partindo agora, se quiser ir tem que ser já" engoli o orgulho e abri um sorriso, e respondi "Bora". Corri chamar o Matheus. Ajeitamos nossas coisas na cabine e partimos rumo a Itaqui. Foto 4.1 - Os arredores do posto Foto 4.2 - O caminhão vermelho no fundo foi o que viajamos O início da viagem foi esquisito demais. Wagner, o caminhoneiro, fazia diversas perguntas que mais se parecia com uma entrevista de um sequestro. "Vocês tem dinheiro ai?", "Alguém de suas famílias sabem que vocês estão aqui agora?", "Precisa ter muito dinheiro pra viajar assim!", "Vocês sabem que tem muito louco pela estrada!", "Já sofreram algum tipo de violência com um caminhoneiro?". Essas foram algumas das frases que me lembro, mas foram meia hora desse tipo de conversa. O Matheus ficou mudo, não dizia nada. Por alguns segundos pensei em pular do caminhão (risos). Aos poucos fui tentando levar a conversa pra outro rumo. Até que começou a tocar Raul Seixas. Caralho! Tinha até esquecido do quanto eu gostava de ouvir aquelas músicas. Comecei a cantar. O Wagner também começou a cantar. O som da música foi para as alturas. A cara carrancuda do Wagner começou a esboçar os primeiros sorrisos. Quando começou tocar S.O.S. e troquei o trecho "Oh! Oh! Seu Moço! Do disco voador me leve com você pra onde você for" por "Oh! Oh! Seu Moço! Do caminhão me leve com você pra onde você for" ele deu risada e nesse momento as conversas tomaram um rumo diferente. E assim, começamos a conhecer as teorias de Wagner. Foto 4.3 - O caminho A primeira teoria ele nos explicou quando tocava Cowboy Fora da Lei, no trecho que diz "Oh, coitado, foi tão cedo. Deus me livre, eu tenho medo. Morrer dependurado numa cruz" o Wagner logo emendou "Foi brincar com o Homem e logo morreu, claro que tem ligação!". Depois começamos falar de política (assunto perigoso quando se é caroneiro!) e ele começou a introduzir sua frase típica, pra qualquer político ele sempre dava mesma resposta: "O Lula aquele Zé Buceta! Nem sabe que eu existo, vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito.", "O Bolsonaro aquele Zé Buceta! Nem sabe que eu existo, vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito.". Depois foi a vez do futebol, e ele era assertivo na sua frase: "Jogadores de futebol são tudo Zé Buceta! Nem sabem que eu existo, pra que vou torcer se vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito." (risos). A sua opinião de mundo se resumia nisso "Zé Buceta! Nem sabe que existo, vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito", confesso que é uma boa visão de mundo, mas tornava o Wagner previsível até então. Foto 4.4 - Mais um pouco do caminho Quando começou tocar Quando Acabar o Maluco Sou Eu, o Wagner começou se autodenominar como maluco, mas logo fez uma mea culpa falando que era o único da família assim. E assim, começamos a conhecer o Wagner de verdade. Disse que tinha muitos irmãos e que a maioria era estudado e falava com orgulho de um irmão que morava e trabalhava na Alemanha. Depois, contou a história de sua mãe e como ele sentia ter perdido ela tão cedo. Falou da sua esposa e da sua filhinha. Disse que jogou futebol e foi da base do Santos junto com o Robinho. Seu pai era da aeronáutica e por agora ele estava tirando brevê de voo, mas logo emendou com a seguinte frase "Aqueles Zé Buceta cobram caro demais por aula! Ai tenho que trabalhar muito mais". Disse também que quase não parava na sua casa e que estava trabalhando muito, emendando uma carga na outra. E nos contou de quando era caminhoneiro em outra empresa e viajava pela Argentina rumo a Terra do Fogo. Ele não gostava de argentinos de jeito nenhum, não entendi o porque, mas toda vez que ele falava de argentinos ele se referia como aqueles Zé Buceta (risos). Quando acabou as músicas do Raulzito, começou a tocar Astronauta de Mármore do Nenhum de Nós e nesse momento ele disse "Vocês não tem fome não, sobe ali e pega um pacote de bolacha pra nós comermos.". Foto 4.5 - O carro vermelho no caminho Comemos. A distração do Wagner é buzinar pra pessoas distraídas na pista. Ele dava risada com isso e eu também. Nos cagamos de dar risada quando o Wagner disse "Olha que vaca rica!" ao vermos uma vaca sozinha num pasto imenso. Agora nós três eramos bons amigos e as conversas rolavam naturalmente. A partir daqui o tom das conversas foi mais para as brincadeiras e risadas, e a música acompanhou, nesse momento começou tocar só música de balada. Wagner deixou o volume no máximo. Tocou até Harlem Shake e seu "Con los terroristas". Foi engraçada e perplexa toda aquela situação. Confesso, que estava curtindo aquela balada ambulante pela qual viajávamos. Ai o caminhão parou, ele nos disse que ali deixaria nós. Era a entrada de Itaqui (cidade distante 100km de Uruguaiana). Ele seguiria para a Camil carregar o caminhão com arroz. E assim, nos despedimos dessa figura que é o Wagner e voltamos para a rodovia. Wagner foi um cara que lembraríamos por toda a viagem. Seu jeito esquisito no início deu lugar a um cara gente boa demais. A sua maneira ele é um cara de coração grande. Tanto que para mim a música tema dessa viagem é S.O.S. do Raul Seixas, toda vez que eu tinha uma chance eu colocava essa música durante a viagem. Creio que seu jeito esquisito de início foi uma defesa natural por dar carona para dois caras, ele estava em desvantagem naquela situação. Se nos sentimos em perigo por um momento, ele também deve ter se sentido em perigo também, apesar de nossas caras de bobos (risos). Gosto de gente como o Wagner, de fala fácil, sem papas na língua e que sai do comum e fala o que pensa (mesmo que isso resuma o resto do mundo em Zé Buceta). Depois seguimos caminhando pela rodovia. Toda vez que um veículo passava por nós erguíamos o dedão da esperança. E assim fomos até chegar num posto rodoviário. O movimento de caminhões e carros era baixo. Sondamos os caminhoneiros parados, mas a maioria iria carregar o caminhão de arroz ali perto. Tava quente demais. O Matheus deu uma olhada no BlaBlaCar e tinha um carro saindo por aquela hora para Uruguaiana. Era baratinho, acho que estava dez reais e resolvemos seguir de BlaBlaCar. Uns minutos depois do meio dia o Guilherme parou no posto rodoviário e seguimos viagem com ele. Foto 4.6 - A saída do posto Fiquei na parte de trás esmagado pelos mochilões. Matheus dessa vez tomou a dianteira das conversas. Eu pouco conversei e só ouvia a conversa dos dois. Guilherme é um ex militar que agora é vendedor da Convex. Estava se acostumando com essa nova vida. Tinha descoberto o BlaBlaCar no dia anterior, que sorte a nossa. E seguia para Uruguaiana para tentar fazer algumas vendas e fechar melhor o mês de novembro. Geralmente, eu não falava sobre o meu mestrado, mas nesse dia com o Guilherme eu descobri que falar o que eu fazia criava uma confiança entre a pessoa que nos dava carona, além de criar uma curiosidade e deixar a pessoa meio sem entender porque viajava daquele jeito. Enfim, fiz mestrado em inteligência artificial. Guilherme ficou bastante curioso conosco e sua conversa com o Matheus fluía bem. O caminho ao redor não muda nada de São Miguel das Missões até Uruguaiana. Muitos silos e plantações de arroz pelo caminho. Guilherme falou bastante sobre sua vida no exército. Ele é um cara articulado e fala muito bem, acho que a profissão de vendedor tem tudo haver com ele. Falou das suas muitas viagens e missões como militar. O curioso que ele se autodenominava ex milico, sempre achei que milico era um termo pejorativo pra militar. Ele é viajante também e está preparando uma viagem de moto até Ushuaia. Estava com saudades da mulher e da filha e depois de Uruguaiana seguiria direto pra sua cidade rever as duas. Atravessamos uma ponte com sinaleiro, onde só da pra passar carros por apenas um sentido por vez. Depois disso nos aproximamos de Uruguaiana. A viagem foi bem legal, o Guilherme é um cara gente boa demais. Ele nos deixou próximo a casa de câmbio e nos explicou por onde teríamos que seguir para atravessar a fronteira. Demos um abraço de despedida no Guilherme e seguimos nosso caminho. Foto 4.7 - A tal ponte Cambiamos parte do nosso dinheiro. A ideia era levar todo o dinheiro em espécie para melhor controlar ele e saber o momento de voltar. Assim, com uma parte em pesos argentinos e outra em reais, para cambiar no futuro, seguimos para a fronteira. Estávamos com fome e no meio do caminho paramos pra comer um lanche. Aproveitamos e compramos um adaptador universal para carregar os celulares na Argentina. Ficamos sabendo que não se pode cruzar a pé a ponte que une Brasil e Argentina. Quando eu conversava com o tiozinho do lanche para pegar mais informações das maneiras possíveis de atravessar a fronteira, um senhor veio falar comigo. Seu nome é Jadir e se ofereceu para nos levar até a aduana argentina. Colocamos as mochilas na caçamba e entramos na sua caminhonete. O trecho não durou dez minutos, mas deu pra conversar bastante com o Jadir. Ele é representante de produtos hospitalares e ficou bastante preocupado com a nossa viagem, dizia que a Argentina era um país muito perigoso atualmente. A conversa foi boa e ele no final parecia nosso pai, cheio de conselhos sobre segurança e ainda deixou seu cartão comigo caso precisássemos de algo por aquele dia ou no futuro. Que satisfação conhecer o Jadir, que ao ver nós com uma necessidade não hesitou em nos ajudar. Demos um tempo na aduana antes de cruzar a fronteira, pois ainda tínhamos internet no celular. Cruzar a fronteira foi bem tranquilo. Enfim, estávamos na Argentina. Agora caminhavamos por Paso de los Libres e assim, seguimos para a rodoviária da cidade. A cidade parece mais um bairro. Ouvimos dizer que a cidade é violenta, não sei ao certo, mas a cidade é bem pobre. Chegamos na rodoviária e todos guichês estavam fechados. Esperamos mais um pouco e logo os guichês começaram a abrir. Pesquisamos os preços dos ônibus para Buenos Aires. Na Argentina tem-se desconto pagando em dinheiro e somado que naquele final de semana começaria o G20 na capital (e ninguém queria estar na sitiada Buenos Aires), conseguimos um desconto de quase 50% no valor da passagem. Ficamos horas e horas na rodoviária da diferente Paso de los Libres. Com o passar das horas já estava acostumado com o espanhol. No meio da noite chegou o nosso ônibus. Agora a viagem seguiria para Buenos Aires. Esse dia foi um bom dia. Conseguimos duas caronas e uma carona por BlaBlaCar, além de pagar bem baratinho para chegar até Buenos Aires. Percorremos muitos quilômetros em companhia de diferentes pessoas e de muita conversa. Estar na Argentina era simbólico para nós, pois parecia que só agora a busca pelo fim do mundo tinha começado. Nesse momento o frio na barriga começou a me dominar. Agradeço de coração ao Wagner, Guilherme e Jadir pelas caronas. E como falei muito do Raulzito nessa parte, queria terminar com um pedaço de sua música Por Quem os Sinos Dobram (nome tirado do livro de mesmo nome do Ernest Hemingway): "Nunca se vence uma guerra lutando sozinho Cê sabe que a gente precisa entrar em contato Com toda essa força contida e que vive guardada O eco de suas palavras não repercutem em nada É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro Evita o aperto de mão de um possível aliado, é Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz Coragem, coragem, eu sei que você pode mais" Por quem os sinos sobram, Raul Seixas
  11. 8 pontos
    Na primeira semana de outubro, fui com um amigo conhecer Arraial d'Ajuda e cidadezinhas próximas: Trancoso e Caraíva. Fomos do Rio de Janeiro de GOL (vôo com escala em Brasília), chegamos em Porto Seguro às 11:20h. Não alugamos carro, fizemos tudo por conta própria. Vou detalhar tudo para vocês. Fiquei hospedada em 2 hotéis da Rede Porto Firme: Saint Tropez e Arraial Bangalô. Do dia 02 a 04 no primeiro, e do dia 04 a 07 no segundo. Ambos são MARAVILHOSOS! O Saint Tropez tem um ar de sofisticação e o atendimento foi perfeito, a praia do Parracho, que fica em frente, é tranquila e muito bonita. Andando 800m para a direita, praia da Pitinga, e 800m para a esquerda, praia do Mucugê. Fiz ambos os trajetos andando pela areia. Tranquilo! A localização é um pouco afastada do centro, mas taxis levam e trazem por R$20 o trecho. Fui em dupla, então, R$10 pra cada (as vans custam R$3,50). OBS.: Para ir ao centro, o hotel oferece uma van às 18h para os hóspedes. Super recomendo para quem gosta de glamour, sofisticação, sossego e pé na areia! O Arraial Bangalô é todo cercado de árvores e pé na areia mesmo (cadeiras de sol na areia dentro do hotel). A praia em frente é a Apaga Fogo, que possui em algumas épocas do ano, desova de tartarugas bem em frente ao hotel. Quando a maré está baixa se formam algumas piscinas naturais em frente ao hotel. E por possuir muitos recifes de corais e pedras em frente (com ouriços e peixinhos), basta andar 30 metros para direita ou esquerda, para conseguir entrar no mar. A praia é deserta, muito tranquila! Ponto positivo: O hotel fica muito perto da balsa que leva a Porto Seguro e mais perto do centro. Vans passam a todo instante e rodam a noite toda. R$3,50 é o preço. PRIMEIRO DIA (02/10 - terça-feira): Chegamos em Porto Seguro pela GOL às 11:20h. Do aeroporto pegamos um táxi até a balsa de Porto - Arraial d"Ajuda (R$30 reais). Atravessamos de balsa (R$4,50) e do outro lado pegamos uma van que fica parada logo ao lado da balsa (R$6,00). Encheu, saiu. A van nos deixou em frente ao nosso hotel (Saint Tropez). Fizemos nosso check in e fomos almoçar na Cabana Uikí, que fica ao lado do hotel (melhor acesso pela areia). Tinha uma banda ao vivo, muito animada. Pedimos uma moqueca de frutos do mar para dois (R$119), que servia três. Muito saborosa. Aproveitamos o resto do dia no hotel, tomando nosso drink de boas vindas e tirando fotos da paisagem e atrativos. A Praia do Parracho é bem tranquila e bonita. À noite, pegamos a van do hotel (exatamente às 18h eles disponibilizam para os hóspedes uma van para levar ao centro) e fomos conhecer a Rua Mucugê e o Beco das Cores. Depois, fomos à Pizzaria Paolo, localizada próximo à Rua Mucugê, no coração de Arraial D'Ajuda. O restaurante é muito aconchegante e acolhedor, com mesas em volta de uma gigantesca árvore. As opções de pizza são inúmeras. Pizza de massa feita NA HORA e bem fina, assada em forno à lenha, muito saborosa. Você vê sendo feita, um charme a parte! Uma pizza grande serve tranquilamente 4 pessoas e tem preço justo! No sabor, há opções para todos os gostos, inclusive combinações de ingredientes, com toque especial do Chef Paolo, uma figura muito simpática e acolhedora. Escolhemos metade Portuguesa Especial e metade Caprese (com mussarela de búfala, rúcula e tomate cereja), uma delícia. Pedimos cerveja para acompanhar. Uma das melhores pizzas que já comi! Super recomendo o restaurante pelo ambiente (que é uma graça), pela comida e pelo excelente atendimento. SEGUNDO DIA (03/10 - quarta-feira): Tentamos fechar um passeio para Trancoso + Praia de Taípe, mas não haveria saída na quarta. Então, resolvemos conhecer Trancoso por conta própria. Pegamos um táxi para o centro (R$20), e esperamos a van para Trancoso (R$12). Uma hora depois, chegamos à Praia dos Coqueiros. Lá, ficamos na Cabana Enseada Beach Trancoso. Tomamos uma Original 600ml (R$20) e só. Achamos os valores bem altos. O espaço tem chuveirão e banheiro. Além de rede para descanso junto ao restaurante. Andamos um pouco até a Praia dos Nativos (tem que atravessar o rio) e voltamos para conhecer o Quadrado. O vilarejo é muito tranquilo e traduz a paz. Lá tomamos um açaí de 500ml na Açaiteria Trancoso. Delicioso! Pegamos a van de volta à Arraial d"Ajuda às 14:30h (R$12), visitamos o Centro Histórico (igreja, mirante das fitas e lojinhas para comprar lembrancinhas) e depois paramos na Rua Mucugê para um "almojanta" PF de respeito (no Varanda Mucugê) e depois aproveitamos o finzinho de tarde no hotel. TERCEIRO DIA (04/10 - quinta-feira): Este dia foi um pouco corrido, já que precisaríamos fazer check out e check in no hotel novo. Acordamos cedo e fomos conhecer a Praia da Pitinga. Praia linda com falésias e mar calmo. Voltamos umas 10h, arrumamos nossas coisas e fizemos check out no Saint Tropez. Deixamos a mala na recepção e fomos almoçar na Cabana La Plage, na Praia de Mucugê (800m do hotel pela areia). O ambiente é lindo e acolhedor, tem espreguiçadeiras, redes e lounges para uso dos clientes, um excelente lugar para passar o dia e tirar muitas fotos lindas. Pedi uma cerveja assim que cheguei, e já agendei meu almoço. Fiquei relaxando no lounge, curtindo a música e olhando o mar. O almoço é servido em mesas dentro do ambiente. Sem problemas deixar os pertences longe. Mesmo para uma Carioca acostumada com a violência, confiei e me surpreendi. Almocei uma moqueca de camarão para dois (que serviu duas pessoas duas vezes, rs), bem temperada e muito saborosa, e, para acompanhar, uma cerveja, que estava super gelada. O preço é abaixo de outras cabanas que conheci. Voltaria, com certeza e indiquei para todos os amigos! Destaque para o DJ pelas ótimas escolhas musicais, tocou de rock à eletrônico. Dancei e cantei junto. Parabéns ao dono, Laurent, pela administração do local, e aos seus funcionários pela simpatia e cordialidade! Quando vier, não deixe de passar por aqui. Voltamos para pegar nossas malas e pedimos um táxi até o Arraial Bangalô (R$35). Fizemos check in e passamos o resto da tarde aproveitando a piscina do hotel tomando um drink de morango delicioso. À noite, novamente, fomos à Rua Mucugê e comemos um hambúrguer artesanal na Hamburgueria Mucugê. Super recomendo! O pão se assemelha com o do Madero e paguei apenas R$18 num hambúrguer artesanal e muito gostoso. Pedimos meia porção de fritas e um refrigerante para acompanhar. Neste dia, queríamos ir à Quintaneja do Morocha Club, mas começava as 23h e tínhamos passeio no dia seguinte. Voltamos! QUARTO DIA (05/10 - sexta-feira): Fechamos o passeio para a Praia do Espelho com a Portal Turismo (R$60 no dinheiro) e eles passaram pra pegar a gente às 8:10h. O guia Fernando e o motorista baiano que me fugiu o nome agora, são muito atenciosos e divertidos. Nota 10 para o serviço! No caminho passamos por uma aldeia indígena, a Aldeia de Imbiriba. Descemos para tirar fotos e comprar utensílios. Dica: as crianças deixam você tirar foto com as aves, dois reais e elas ficam felizes da vida. Entre para ver os preços das peças e se surpreenda positivamente. Chegamos na Praia do Espelho às 10:30h e lá ficamos no Bar e Restaurante Aconchego do Espelho. Não nos cobraram consumação mínima porque eles são parceiros da Agência, mas consumimos uma carne de sol com mandioca (R$60) e uma Brahma 600ml (R$12). Voltamos no horário combinado (15:30h) e passamos para dar outra volta em Trancoso (40min). Tomamos um sorvete na Sorveteria Mucugê, no Quadrado. A loja tem uma árvore imensa dentro, saindo pelo seu telhado. Incrível! Chegamos às 18h no hotel. Cansados! rs Pedimos um hamburguer do hotel e dormimos cedo, amanhã tem mais passeio! QUINTO DIA (06/10 - sábado): Queríamos conhecer Caraíva, mas ficamos com receio de ir por conta própria, mas depois vimos que seria tranquilo, porém mais demorado. Então fechamos um passeio com a Cacau Tour (já que a Portal não tinha fechado grupo) - (R$70 no dinheiro). Passaram pra buscar a gente também às 8:10h. O motorista Nando é um amor! Às 10h chegamos para atravessar o rio. Ao chegar em Caraíva há estacionamento "do lado de cá" do rio (não sei o valor). Dali é só cruzar de canoa (R$5) e em menos de cinco minutos você já estará na vila, onde não circulam carros. A Vila é toda de areia fofa. Fomos direto para a praia e nos largamos no bar da Casa da Praia, que possui puffs da Corona muito confortáveis e colchões com almofadas coloridas. É pra relaxar MESMO! Conhecemos a praia e tomamos banho no rio ao lado esquerdo no final e depois voltamos para petiscar uma batata-frita (R$29). O atendente Junior é super atencioso. Infelizmente (ou não), em Caraíva não tem fácil acesso a internet. Fiquei o dia inteiro sem redes sociais! rs Às 16:30h atravessamos de volta (R$5) e esperamos o Nando para voltar para Arraial d'Ajuda. Chegamos no hotel ainda com sol e degustamos um espumante para já ir nos despedindo do paraíso! À noite fomos jantar no Cantinho Mineiro (na Brodway). Comi um contra-filé acebolado (R$24) e uma Brahma 600ml. Muito gostoso! SEXTO DIA (07/10 - domingo): Nosso vôo era cedo, infelizmente. Tomamos café da manhã e fomos para a balsa de van (R$3,50), atravessamos o rio (a volta é de graça) e pegamos um táxi até o aeroporto (R$30). Escala em Confins. Chegamos no RJ às 14:50h. DICAS: • Se tiverem mais tempo, conheçam Taípe e Araçaípe. • Sempre perguntem se as cabanas e bares das praias possuem consumação mínima. • Não tenham medo de andar de transporte púbico.
  12. 8 pontos
    Desde a minha adolescencia sempre quis conhecer dois lugares: Machu Pichu e Camboja. Mês passado consegui realizar um desses sonhos! Um dia antes de viajar, fiquei sabendo através de um grande amigo meu piloto que vários vôos estavam sendo cancelados por causa do tufão que passava pelo local justamente onde eu iria fazer conexão. Eu estava super nervosa com medo do meu vôo ser cancelado e com isso arruinar o meu planejamento. Cheguei no aeroporto, suando de nervosa, olhei para a atendente e estava tudo certo para minha viagem! Pra chegar ao meu destino dos sonhos passei por uma conexão em Taipei, no meio do tufão, mas nem por isso deixei de explorar a cidade e conhecer a linda Praça da Liberdade. De volta ao aeroporto, meu proximo destino seria Bangkok! 4 dias não foram suficientes para conhecer essa cidade incrível. Comida maravilhosa, rooftops de tirar o fôlego, tuk tuks pra todos os lados, templos incríveis e bares super animados. Aproveitei a oportunidade e com a ajuda de um grande amigo meu da minha terra natal consegui cantar em um live house. Com isso tive a oportunidade de conhecer excelentes músicos numa jam incrível com gente de vários países. Obrigada Caio pela noite maravilhosa (na verdade pelas duas noites!!!). Apesar de me despedir de Bangkok com desejo de ficar mais, eu também estava super ansiosa para chegar no meu proximo destino: Camboja. O Camboja é um país que sofreu muito com a guerra Khmer Vermelho, um dos maiores genocídios da história recente, matando grande parte da população e até hoje é possível ver as marcas deixadas dessa terrível catástrofe humana. Quando o avião pousou (graças a deus! Por que era um mini avião com hélice #medo), o calor estava de matar! Passei pela imigração e finalmente estava pisando em terras cambojanas. O motorista do hotel, seu Barang, estava lá me esperando e, apesar da dificuldade de comunicação, esbanjava simpatia. O carro deu partida e comecei a ver a cidade de Siem Riep através da janela. A cada quilômetro rodado, o cenário era o mesmo, muita pobreza. Cheguei no hotel e fui recebida com um delicioso chá e doces típicos do Camboja. Joguei minha mochila no quarto e fui rumo a Vila flutuante de pescadores que ficava a uma hora do centro. Na chegada à vila, a canoa passava pelas principais “ruas” onde é possível ver casas, igrejas e até uma escola suspensa. Pausa para o almoço num restaurante flutuante no meio de um enorme e importante lago para os pescadores. É ali que eles pescam e vendem para outros restaurantes no centro da cidade. Sentei à mesa e pedi o famoso Amok: um curry de peixe com toque de capim limão, prato típico do Camboja. Enquanto eu almoçava, uma criança linda dos olhos brilhantes não parava de me observar até que fui em direção a ela e começamos a nos comunicar através de sorrisos e olhares curiosos. Aprendi algumas frases em cambojano num pôr do sol lindo enquanto eu estava sentada à beira do lago com uma menina cheia de vida. Nesse momento, percebi a beleza do cenário e tirei uma das fotos mais lindas da vida! Dia seguinte, dia de visitar os templos do complexo Angkor, Patrimônio da Humanidade pela Unesco, com a ajuda de um super querido guia, Sohkom. Eu queria saber mais sobre a história do Camboja e sobre os detalhes dos templos. Fiquei horas caminhando na imensidão desse lugar abandonado no meio da selva. No meio do passeio, fui indo em direção a uma música e me deparo com uns homens tocando instrumentos típicos da região. Quando eu percebi estava no meio deles tocando percussão. Todos os músicos eram sobreviventes da guerra, mutilados, vítimas das minas terrestres. Foram horas de aprendizado e informações sobre essas ruínas do império Khmer. À noite, tive tempo pra beber uma cerveja local, fazer massagem por 1 dólar, curtir um pouco da Pub Street e cantar com uma banda de rock no Hard Rock Café. No dia seguinte, levantei as 6 horas da manha, aluguei um quadriciclo e fui desbravar Siem Riep. Eu acho que foi o passeio que mais me comoveu. Foram mais de 4 horas explorando a cidade. Parei num mercado e comprei algumas caixas de macarrão pra doar aos alunos de uma escola construida pelos japoneses❤️. Excelente trabalho dos professores, todos voluntários. De volta a minha moto, coloquei meu capacete e máscara pois havia muita poeira (as ruas não são asfaltadas) e comecei a distribuir comida pras crianças. O mais impressionante é que todas vinham com um baita sorriso no rosto e falavam obrigado. Até mesmo algumas que não falavam por timidez, os pais agradeciam por elas. Hora de voltar pro hotel, pegar uma piscina e esperar o pôr do sol. À noite, me deliciei com o meu ultimo jantar no estilo cambojano e depois fui a um bar de musica ao vivo onde conheci uma cantora de voz linda e serena cantando músicas típicas da região. Fiz questão de falar com ela que ficou encantada quando a elogiei. Muito linda! Vim embora com um aperto no coração de quem precisa voltar. Apesar da pobreza, dos conflitos civis, das atrocidades de um general que aniquilou grande parte da população no passado e de tantos outros problemas em que esse país ainda se encontra, o Camboja e seu povo vão ficar guardados pra sempre no meu coração! Instagram: Yumi_oficial ou Yumiaroundtheworld C581EB70-143E-4458-8CA0-93B5353330A3.MOV 5DEA23CB-8A9F-4EDD-88F6-D85B33E9D4B1.MOV 918A37ED-6D9D-4DD5-AAD2-58A752B49A6B.MOV
  13. 8 pontos
    O relato vai continuar pelo Atacama e um bate-e-volta maluco pela Bolívia. E claro, vamos passar pela Argentina de novo na volta. Mas importante dizer: o norte da Argentina é APAIXONANTE. 💗 É lindo, maravilhoso, o povo é querido, que quentinho estava meu coração. Penso que uma viagem desta sem carro fica muito comprometida e deve ser cara, pois andei vendo os preços de passeios desde Salta e me pareceram bem salgados. Visitem o norte da Argentina por favor! Tem outras atrações locais que não conheci, como o famoso trem das nuvens (não pesquisei muito, não sei como funciona), e com certeza muito mais de história e arqueologia pra explorar. A ruta que vamos pegar a seguir, que liga SSJ a SPA (ruta nacional 9, depois a 52, ainda na Argentina) é a estrada mais FODA que já estive na vida. A paisagem se transforma a cada minuto e vc não cansa de se espantar com a beleza, com a natureza... Eu não consigo ser tão exagerada a ponto de honrar tudo que vi, mesmo que pareça!
  14. 8 pontos
    E quando se imagina ir pra Amsterdam o que vem na sua cabeça??!! Na minha era uma cidade linda e cheia de gente louca ! Vou falar que me surpreendi..a beleza realmente é real, a loucura também, mas é pra quem procura isso ! Se você quiser simplesmente sentir a atmosfera europeia, Amsterdam é o local certo ! Quando eu imaginava Europa, aquela de filmes, é justamente como vi em Amsterdam ! Friozinho (beeem friozinho), casas e ruas organizadas, árvores típicas, pessoas bem vestidas e educadas, transporte bom e seguro e por ai vai... Claro que se você quiser ficar louco e viver uma noite louca (ou dia) você também vai encontrar lá ! Mas então, pra começar nas dicas... Translado ! Apesar dos nomes estranhos que confundem nas ideias, se locomover em Amsterdam é bem fácil. No aeroporto Schiphol é só procurar as maquininhas amarelas e você mesmo comprar seu ticket de trem para a Estação Centraal. Ou se quiser pode comprar no guichê. O preço do bilhete é 4,10 €. Chegando na Estação Centraal é só pegar umtram (do lado de fora da estação) pro seu hostel, ou ônibus que também saem de lá ! Eu acabei me enrolando e errei o endereço do hostel.. Como fiquei na rede Stayokay, existem 3 em Amsterdam..com isso fui pro lado oposto.. acabei perdendo tempo e ficando p. da vida !! Mas chegando no meu hostel, o Stayokay Amsterdam Zeeburg eu fiquei feliz, porque mesmo um pouco distante do centro, a vizinhança é linda e o hostel tem uma estrutura incrível ! Keukenhof Quem tem a sorte, ou pode viajar pra Holanda na primavera, não pode deixar de conhecer o maior parque de flores do mundo !! O Parque de Tulipas de Keukenhofé fantástico e imperdível ! Confesso que foi uma das coisas mais bonitas que já vi na vida ! Não tem como não se apaixonar por todas aquelas flores..o parque é muito bem cuidado e impressiona pela tamanho e variedade de tulipas que não da pra imaginar... O cenário parece de conto de fadas e você vai se perder no tempo, não tenha duvidas ! O que incomoda um pouco, pra quem não esta acostumado, é o frio.. Vá bem agasalhado pra poder curtir com mais conforto ! O parque conta com restaurantes, cafés e lojinhas de souvenir ! Keukenhof fica situado em Lisse, entre Amsterdam e Haia. Você pode fazer um bate e volta tranquilamente, saindo do aeroporto de Schiphol. Endereço: Stationsweg 166A, 2161 Lisse aberto somente na primavera (consulte o site oficial para saber o período exato do próximo ano) de 8h às 19h30. Valor da entrada: 16 € e os ingressos podem ser comprados na bilheteria do local ou no site (http://www.keukenhof.nl/en/). Como chegar: Do aeroporto Schiphol procure o Arrivals 4 e de la saia na direção do bus station, então pegue o ônibus 858 da companhia Conexxion que sai de 15 em 15 minutos em direção a Lisse. A viagem dura cerca de 40 minutos. Canais Não há duvidas que os canais de Amsterdam são atrações turísticas incríveis, e sim são uma das principais da cidade, tanto que oscanais mais antigos estão na lista de Patrimônio Mundial da Unesco. Os canais foram obras feitas pelo homem para ajudar no replanejamento da cidade devido seu crescimento, mas quem ganhou também fomos nós, porque são lindos e com certeza você vai tirar um montão de fotos como eu !! Zaanse Schans Se você quer a Holanda como se imagina, esse é o lugar !! Uma cidadezinha que mais parece um cenário de filme, bem pertinho de Amsterdam.. Lá a gente encontra os tão famosos moinhos de vento holandeses, casinhas de madeira, vaquinhas pastando, queijos e sapatos típicos ! Pra mim valeu super a pena fazer esse passeio ! Mas vá preparado para o frio.. devido a proximidade com o mar, o lugar congela.. Lá além o cenário em si você encontra: fabrica de sapatinhos de madeira, deliciosos queijos de cabra de tudo que é tipo, chocolate e lojinhas de souvenir. Endereço: Schansend 7 – 1509 AW Zaandam Como chegar: É bem simples ir de transporte público, de ônibus o número 391 da empresa Conexxion, que saem da parte de trás da Estação Centraal. A viagem dura cerca de 40 minutos e o ponto final é em Zaanse Schans, sem erro. A viagem pode ser feita de trem também, que sai da Estação Centraal e vai para Koog-Zaandijk. A viagem dura cerca de 17 minutos, mais você vai ter que caminhar uns 20 min até Zaanse Schans. Red Light District O mais famoso bairro da Holanda, o bairro da luz vermelha! Onde tem as meninas ficam expostas nas vitrines (a prostituição é considerada uma profissão e assim é legalizada na Holanda),vários sexy shops e famosos coffee shops (onde é permitido legalmente vender e utilizar drogas), tudo isso é atração turística nesse bairro ! Mas claro que não fica só por ai, o bairro tem diversos Pubs e restaurantes bacanas, pra curtir a noite e durante o dia também. A quantidade de turistas, de todos os tipos e idades, é enorme ! Mas uma dica, é proibido fotografar as moças mesmo que elas estejam sempre dançando e chamando os rapazes pelas vitrines ! Endereço: O bairro fica próximo ao centro da cidade, pertinho da estação Centraal, mas as principais ruas são a Oudezijds Achterburgwal e Oudezijds Voorburgwaal. Heineken Experience Quem ama cerveja levanta a mão !o/ O passeio é pra você gosta de cerveja e gosta da Heineken, ou acha interessante passeios em museus, ou também pra você que só quer conhecer esse ponto turístico da cidade ! Lá você vai conhecer a história da Heineken vendo fotos, propagandas antigas, logomarcas e claro, vaibeber cerveja !! Além disso, o tour passa por alguns ambientes, como o processo de fabricação de cerveja e você vai se sentir uma legitima Heineken simulador cinema 3D. Endereço: Stadhouderskade, 78. Aberto de 11h às 19h30 de segunda a quinta e de 11h às 20h30 de sexta a domingo. Valor da entrada: 18 € podendo ser comprado na bilheteria ou no site https://www.heineken.com Como chegar: Pegar os trans elétricos 16, 24 ou 25 e descer na parada Marie Heinekenplein. Begijnhof Um cantinho silencioso e repleto de paz em meio ao centro de Amsterdam.. Parece uma parte do interior.. casinhas parecidas, uma igreja e uma capela. Antigamente era um retiro de mulheres entre viúvas e solteiras que se dedicavam aos trabalhos de caridade na época antiga, hoje é como um refugio para quem quer tranquilidade numa cidade agitada. Endereço: Nieuwezijds Voorburgwal, 373. Aberto diariamente das 09h às 17h e não se paga para entrar. Como chegar: Pegar trans 1, 2 ou 5 para a Praça Spui e procure ar a American Book Center, pois você entra em Begijnhof por uma porta que fica do lado. Bloemenmarkt Mercado flutuante de flores que fica no canal Singel. Além de uma variedade de flores e sementes, é ótimo para comprar lembranças. Endereço: Canal Singel. Aberto diariamente de 09h às 17h. Como chegar: Pegue os trams 1,2 ou 5 e desça em Koningsplein, ou trams 4,9,14,16 ou 24 e desça em Muntplein. Dam Square A principal e mais antiga praça da cidade ! Ao redor da praça existem muitos restaurantes legais, lojas de souvenir e compras em geral, além do famoso museu de cera Madame Tussauds. Além de histórica, a praça é hoje palco de grandes eventos, feiras e artistas de rua. Endereço: Damrak Como chegar: Pegar os trams 1, 2, 4, 5, 9, 13, 14, 16, 17, 24 ou 25. Vondelpark O parque mais famoso de Amsterdam é parada obrigatória para quem quer descansar depois de uma longa caminhada, para curtir um pouco a natureza ou quem quer pedalar com tranquilidade sem correr o risco de ser atropelado por dezenas de ciclistas que andam como loucos apenas tocando uma buzina pela cidade. Como chegar: Próximo à Leidseplein e à Museumplein, pode pegar o tram 1 ou 2. Het Museumplein É a praça dos museus. É lá onde ficam os principais museus da cidade e também é nesta praça onde está o letreiro mais famoso da Europa: I AMSTERDAM. Museu Van Gogh – Com um acervo gigante de obras do artista, não teria como não atrair muitos turistas. Endereço: Paulus Portter straat, 7. Aberto de 10h às 18h (sexta feira até 22h) Valor da entrada: 17€ (Site oficial) Rijksmuseum - Um dos maiores e mais importantes museus de Amsterdam e um ponto turístico obrigatório, mesmo se você não for entrar, passar por ele já é legal ! Mas se você gostar de arte, recomendo fazer o tour ! Endereço: Jan Luijkenstraat, 1. Aberto de 9h às 17h. Valor da entrada: 17,5€ (Site oficial) Stedelijk Museum – Museu urbano de arte moderna. Endereço: Museumplein, 10. Aberto de 10h às 18h, exceto quinta feira que fecha às 22h. Valor da entrada: 15€ (Site oficial) Casa de Anne Frank A garotinha judia que viveu durante o período de perseguição nazista e contou sua história pro mundo ! Eu acabei não indo (terei que voltar), mas acredito que vale muito. Endereço: Prinsengracht, 267. Aberto de 9h às 19h (Julho e Agosto até às 22h) Valor da entrada: 9 € (Site oficial). É bom comprar o ingresso pelo site, e agendar horário para evitar filas. Como chegar: Pegue os trams 13, 14 ou 17, ou de ônibus 170, 172 ou 174 e desça na parada Westermarkt.
  15. 8 pontos
    Hostil...analfabetos...peixeira...é osso ver que em pleno 2019 o sertão ainda carregue tais estigmas. Quanta bobagem! O sertão nordestino é uma vasta e imensa região com atrativos os mais múltiplos possíveis, para todos os gostos, bolsos, dificuldade ou facilidade de acesso e turismo. Das rotas consolidadas o colega já citou aí acima a rota do cangaço e os cânions do São Francisco entre Alagoas, Sergipe e Bahia. Tem ainda perto Paulo Afonso/BA com vários atrativos legais. Em Pernambuco tem cidades muito legais e festivais culturais que vão muito além do forró como Pajeú, Arcoverde, Caruaru, Garanhuns, Serra Talhada e o belíssimo Parque Nacional da Serra do Catimbau (2a maior concentração de sitios arqueológicos do país). No Piauí tem a já famosa e belíssima Serra da Capivara, um dos maiores sítios arqueológicos do mundo e o maior do Brasil, com infraestrutura de dar inveja a parques estrangeiros. Além disso tem os parques nacionais de Sete Cidades e Serra das Confusões. No Rio Grande do Norte tem o Lajedo da Soledade em Apodi, pertinho de Mossoró. Na Paraíba tem o Lajedo do Pai Mateus, Boqueirão, Cabeceiras - a Roliúde Nordestina, cidade cenário de vários filmes e séries como Auto da Compadecida, Cinemas Aspirinas e Urubus, Onde os Fracos não tem Vez. Tem ainda Patos com o seu Vale dos Dinossauros, parque com vestígios de dinos. Em Ingá tem a misteriosa Pedra do Ingá. Em Monteiro tem festivais culturais e feiras literárias, onde nasceu a literatura de cordel. No Ceará tem a enorme cidade de Juazeiro do Norte com turismo além do religioso (padim ciço) e todo o entorno com cidades coloniais e a belíssima Chapada do Araripe e suas cachoeiras e sítios arqueológicos. Na Bahia tem as cidades e vilas da região de Canudos, com ecoturismo e turismo cultural forte. Sobradinho e seu imenso lago, Petrolina em Pernambuco e Juazeiro da Bahia. Morro do chapéu e a chapada Diamantina. Enfim..Tem um universo de coisas para todos os gostos. Mas esqueça a cena de faroeste que o colega aí acima colocou. O sertão é muito mais além ❤️ P.s. tem ainda o sertão de Minas que também é enorme e rico em natureza e cultura. Procure sobre o parque Nacional do grande sertão veredas.
  16. 8 pontos
    Da ultima vez que postei no mohileiros consegui fazer um grupo 20 meninas que não se conheciam e fomos todas pra São Tomé das Letras-MG. E a viagen foi muuuuuuito legal. Será que consigo um novo grupo de meninas assim? 🙏🏼 Pra comecar vamos fazer um grupo de whatsapp? Eu preciso muiiito de meninas dispostas a pegar as malas e viajar nesses feriadinhos. Minhas amigas não ligam muito pra viagens e as outras estão casadas. Eu tô ficando loucaa de não ter companhia pra viajar. Viajar com meninos é legal, mas eles tem uma vibe diferente de nós, ai prefiro me aventurar com meninas loucas light que nem eu. Tenho receio de viajar sozinha na America do sul e no Brasil. E não ta tendo dinheiro pra Europa/EUA por isso to aqui hahaha Eu sou do Rio de Janeiro, mas não tem problema se outras meninas forem de outros estados. Pra tudo se dá um jeito haha ahhh sou sagitariana ( louca por viagens ) haha.
  17. 8 pontos
    Só um comentário, "filhadaputagem" é o pessoal embarcar com malas e mochilas enormes, fora do padrão, ocupar todo o espaço e depois os últimos passageiros se f.. por que não tem mais espaço dentro do avião. Ai começa toda a confusão, demora para os passageiros se acomodarem, tem tirar bagagens do avião e despachar no porão, o que por sua vez só causa mais confusão, brigas e atrasos. Então antes de chamar de "filhadaputagem", parem de pensar no seu próprio umbigo, atitudes como estas, tentar ficar burlando as regras, só prejudicam todos os demais passageiros, que estão viajando com a sua mala/mochila dentro dos limites e que querem que o seu voo saia na hora sem que seja atrasado por que meia-duzia de "f.d.p." resolveu levar uma mochilas enormes dentro do avião e está atrapalhando um monte de gente com a sua mochila enorme e fora dos limites permitidos.
  18. 8 pontos
    Olá Mochileiros!!!!! Após alguns meses vou relatar meu mochilão..... Sempre quis viajar sozinha, fazer um mochilão e finalmente tive coragem e dinheiro . Ano novo VIDA NOVA.....conversando com minha amiga Debora s2 pensei Por que não ir!!! Comecei a procurar relatos aqui no mochileiros, e no Google e achei vários relatos maravilhoso, todos detalhados.... Rodrigo Vix melhor relato ever!!! TEMOS UM GRUPO NO WHAT´s (e a maioria virou amigo) que acompanhou meu mochilão ao vivo praticamente, todos os meus perrengues, choros, risadas, fotos, desafios!! não seria ninguém se não fosse o Márcio e o Leo ao me colocarem nesse grupo do zap....... obrigada!!!!! A minha mamis que cuidou do meu pequeno para eu fazer essa loucura!!!! Bom vamos começar.... Viajar sozinha - é difícil, não é fácil mas apenas VÁ!!!!! Você nunca fica sozinho, sempre tem alguém para te fazer companhia, sempre tem um brasileiro (encontrei poucos na minha viagem mas esses poucos fizeram toda a diferença), nunca fale para taxista ou pessoas que está sozinha, diga que tem alguém te esperando no hostel ou que irá chegar mais tarde. em Lima e Cusco a primeira coisa que os taxistas perguntam é se você está sozinha, se tem marido ou namorado. diga que sim..... não sabemos o que eles podem fazer. Vacina FEBRE AMARELA: É obrigatória!!!!! Pessoal li em relatos que a galera teve que voltar pois não tinha a vacina, Não custa NADA, NÂO Dói, então tomem! Muitos dizem que chega na fronteira os policiais não pedem mas até ai pode ter sido sorte! Em fevereiro por conta da "epidemia! de ZIKA e DENGUE aqui no Brasil eles estavam olhando todas as carteirinhas, Vá ao posto de saúde, depois é so ir em algum posto para pegar o certificado internacional! link da ANVISA http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/quais-paises-exigem-vacina-de-febre-amarela-/219201?inheritRedirect=false Passaporte : Quem não tem ok pode ir somente com o RG pois os países do Mercosul (link http://www.brasil.gov.br/turismo/2012/04/mercosul-com-rg) não precisa apresentar o passaporte ..... Mas nada como colecionar os carimbos no seu passaporte ...... saber o idioma - Não se preocupe, mimica, apontar e falar devagar ajuda muito Seguro Viagem: FAÇAM! tem da Mondial, tem dos bancos, tem de vários jeitos e formar ...... Relatos da galera do grupo que passaram mal e utilizaram.... Eu não usei mas fiz pela Mondial, liguei lá pois no site não tinha promoção, paguei R$ 169 para 23 dias nos 3 países. Esse seguro não é só para quem passa mal, ele cobre várias coias como por exemplo perda de mochila , dinheiro - Eu levei apenas real..... na época o dólar estava $3,45, não valia a pena.... tem muitos relatos, fóruns (inclusive eu fiz um) e não me ajudou kkkkkkkkk, perder todos irão perder, ninguém sai ganhando..... então faça a conta.... e se valer a pena leve dólar se não leve real.... troquei com facilidade em todas as cidades grandes e com bom cambio.... apenas em Arequipa pagaram uma merreca e em Huaraz não trocavam então troquem sempre nas cidades grandes ou em aeroporto.... Levei R$ 5 mil em notas de 50, separei por bolinhos de mil.... deixei na doleira.... (horrível de levar no corpo então deixei dentro da mochila de ataque e fui com uma bolsinha de lado e deixava o dinheiro que iria usar no dia ali.... a doleira, a mochila de ataque ficava com cadeado e sempre comigo ou dentro de um locker (locker é um cofre grande que cabe um mochila ) . Onde comprar a doleira - 25 de março, revista da avon, decathlon, sites de vendas. Tomadas e voltagem : A maioria das tomadas pelo mundo é diferente, lá é a tomada de dois pinos ( igual a do celular) então se não for levar nada que tenha 3 pinos , não precisa levar adaptador.... Eu levei uma extensão que foi muito util pois em alguns hostel (quase todos ) tem poucas tomadas então minha extensão tinha 3 entradas para meu celular e minha maquina e um adaptador se precisasse e claro pra quem estivesse no quarto também poderia compartilhar. Levei meu SECADOR Siiiiiiiiiiiiiiim, por que odeio ficar com o cabelo molhado comprei um secador bivolt nas lojas americanas, pequeno , lindo compacto por R$70. (marca PHILCO). Internet : Eu usei apenas o WIFI dos restaurantes e hostel..... queria me desligar, então avisava quando tinha.... mas quem quiser compra o chip eles vendem, com pacote de dados e precisa do RG ou passaporte..... Roteiro... O roteiro eu copiei quase tudo do Rodrigo Vix e 3 dias antes eu li o relato da Mariana que tinha ido para Huaraz (foi ai que tudo mudou kkkkkk), mas chegando lá deixei de fazer alguns lugares para conhecer outros que achei mais interessante . A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz. Sobre a altitude: não senti os efeitos, no primeiro dia no UYUNI eu tomei o chá de soroche e tomei apenas um soroche pills, Levei NEOSALDINA e tomei quando sentia dor de cabeça, bebi muita água (não muita pois nos 3 dias de UYUNI não tem banheiro toda hora ahah ), não corram, não ande rápido, vá no seu tempo..... que esperem você chegar o que faz passar mal é a falta de oxigenação no cérebro por isso passamos mal. Quase 4.500 km rodados em 23 dias, de ônibus, Van, a pé...de táxi e avião Roteiro por dia..... 25/02 - SP - SUCRE - STL 26/02 - UYUNI 27/02 - UYUNI 28/02 - UYUNI/ATACAMA 01/03 - ATACAMA 02/03 - ATACAMA - CALAMA (21:30h saída) 03/03 - ARICA -TACNA-AREQUIPA (viajando) 04/03 - viajando - ICA (HUACACHINA) 05/03 - PARACAS - LIMA 06/03 - LIMA - HUARAZ 07/03 - HUARAZ 08/03 - LIMA - CUSCO (24h viajando) 09/03 - VIAJANDO 10/03 - CUSCO 11/03 - VALE SAGRADO (CUSCO) 12/03 - HIDROELTRICA (PARA ÁGUAS CALIENTES) 13/03 - MACHU PICCHU 14/03 - HIDROELÉTRICA - CUSCO 15/03 PUNO - COPACABANA - LA PAZ 16/03 - LA PAZ 17/03 - DOWHILL (LA PAZ) - STL 18/03 - RETORNO A SP Passagens: Comprei minha passagem pela GOL , Ida e volta por Santa Cruz de la Sierra .... saindo de GRU dica 1 - Se eu soubesse teria comprado ida por STL e a volta por la paz (a GOL não tem voos que fazem esse trecho ) mas poderia ter feito por outra companhia. As pessoas acham que comprando os voos mais baratos vão sair ganhando mas acabei gastando com passagem de STL a Sucre ( R$ 170 ) e mais R$ 35 de bus de SUCRE ao Salar do Uyuni e na volta acabei comprando a passagem de La Paz para STL..... pois não iria ter tempo de fazer o dohwill =/ Sobre as taxas que o pessoal sempre tem duvidas, eu paguei a taxa do aeroporto da Bolívia com a passagem, estava descrito no meu voucher. Dica 2 - Pense no seu roteiro.... muitas pessoas compram passagem para Santiago para ir até o Atacama e depois subir para La Paz pu Cusco (vejam a distancia mais de 1000 km) ou você terá que comprar uma passagem aérea para fazer esse trecho ou ir de bus (24h). Sobre as Roupas Comprei minha mochila na Decathon 50 litros ..... link: http://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/mochilas-de-trekking-de-varios-dias/mochilas-de-50-a-90-litros/mochila-de-trekking-forclaz-50-litros-feminina-quechua?skuId=2021263 Ela foi perfeita..... Perfeita para um mochilão pois não é tão grande nem pequena, a quantidade de roupa que você vai precisar não é muita pois em todos os países tem lavanderia. Lavam e passam a roupa, eles cobram por peso. Lavei 3 kg de roupa em Cusco após 15 dias de viagem paguei 6 soles. Levei a minha mochila de ataque também ( A que eu uso para levar meu note no trabalho kkkkk). Comprei também a capa para a mochila na decathlon... peguei muita chuva ahahahha SIM, mas ela protege muito quando você despacha ela no aeroporto e no bus.... ela protege bem! As bandeirinhas dos países comprei no mercado livre...... mas lá tem para vender.... Minha bota também comprei na Decathlon em promoção..... da Quechua paguei R$159. quentinha , a prova ´d'água (claro que não afoguei minha bota) mas ela serviu e não estrago, está pronta para a próxima trilha. lista do que levei: -passaporte -carteirinha de vacina -RG -xerox do seguro viagem -xerox das passagens -caderno de anotações/caneta -mini pasta para documentos -doleira -capa de chuva - celular - carregador de celular - maquina fotográfica Cannon / carregador / cartão de memoria -remédios (NEOSALDINA, POLARAMINE, DORFLEX, POMADA NEBACETIN, REMÉDIO PRA DOR DE ESTOMAGO) -repelente -protetor solar -óculos de sol -cadeado para a mochila e para o locker -creme para o corpo -pasta de dente/escova de dente/escova de cabelo -sabonete/shampoo/condicionador/desodorante/perfume -LENÇO UMEDECIDO ------- SEU MELHOR AMIGO!!! -Papel higiênico -pinça/lixa de unha -biquini - 14 calcinhas - 2 sutiã - 1 blusa de frio básica - 3 calça leggin - 1 shorts jeans - luva/lenço/toca (mas acabei comprando lá pois é mega barato) - 10 meias (la vende meias quentinhas) - chinelo - bota -rasteirinha -jaqueta corta vento (A jaqueta corta vento ela também é hemipermeável, comprei na decathlon para ir nas cataratas em 2009). - 5 blusinhas básicas - 1 FLEECE - A minha comprei na loja....por R$29,99 não achei no site ela mas segue o link para que possam ver como ela é..... http://www.decathlon.com.br/search/dept/roupas-femininas-de-trilha-e-trekking/fleece%20femo - 1 toalha de banho http://www.decathlon.com.br/fitness/bolsas-e-acessorios/outros-acessorios/toalha-fitness-feminino-rosa - 1 canga (para Paracas) Cheguei lá e comprei blusa... lá é tudo muito barato , pois na Bolívia o real vale o dobro kkkkkkkkk Sobre o Frio .... Faz muito frio a noite, na época que eu fui Fevereiro e Março estava chovendo muito, muito mesmo..... peguei neve no SAlar e na fronteira do Atacama, Choveu no Deserto do Atacama, perdi o tour astronômico (Que não é feito em dia de lua cheia por causa da luminosidade ) mas eu perdi por conta da chuva..... Mas peguei um lindo Arco Iris. "Provavelmente nunca serei rica, mas sempre terei as minhas lembranças e é isso que importa. Alguns dias são mais difíceis que os outros , mas de vez em quando aparece um arco-íris para lembrar que sempre há um pote de ouro , nem que seja um pote cheio de sonhos e esperanças de que dias melhores sempre virão ! E ele sempre vem" Borá para a viagem mais louca da minha vida!!!
  19. 8 pontos
    Partindo de São Paulo, eu e mais quatro amigos passamos 12 dias nessa viagem, incluindo o trekking do Monte Roraima e os passeios turísticos mais tradicionais de Manaus, entre outros programas mais alternativos que agradam qualquer mochileiro com espírito de aventura. Fizemos tudo da forma mais econômica possível sem comprometer a segurança e o mínimo de conforto, disso saiu um rolê bastante acessível, exótico e simplesmente fantástico. Acompanhe nesse relato dia a dia com todas as informações necessárias pra te ajudar a planejar e aproveitar ao máximo sua viagem e evitar perrengue. Essa foi também a primeira viagem internacional do grupo Trilhando na Faixa, então inscreva-se no canal para ver o vídeo assim que estiver disponível: https://www.youtube.com/channel/UCw7K-Ri4mgpVsG4WIBdIbSg Lembrando que os valores são aproximados e referentes a Julho de 2018, podendo apresentar variações. Os valores discriminados são em despesas essenciais, não esqueça de reservar um pouco do orçamento para uma regalia ou outra que não conste na lista. Bônus para os Veganos: O autor que vos escreve é um também, então acompanhem pra terem informações específicas sobre a alimentação vegana em cada local. Índice de dias (use o Ctrl+F para navegar): Dia 1 – De São Paulo a Manaus a Boa Vista Dia 2 – De Boa Vista a Santa Elena de Uairén Dia 3 – De Santa Elena ao Paratepuy ao Acampamento do Rio Têk Dia 4 – Do Rio Têk ao Acampamento Base Dia 5 – Do Acampamento Base ao Hotel Índio e circuito no topo Dia 6 – Vale dos Cristais Brasileiro, Ponto Tríplice, El Foso e o cume Dia 7 - Do topo ao Rio Têk Dia 8 - Fim do trekking e Gran Sabana Dia 9 - De Santa Elena a Boa Vista, Lethem e Manaus Dia 10 – Manaus, praia da Lua e Mercado Municipal Dia 11 – Rios Negro e Solimões, INPA e bar Dia 12 – Teatro Amazonas e retorno pra São Paulo Antes de mais nada – Preparação O planejamento da viagem foi montado em torno de seu prato principal, o trekking do Monte Roraima, então as outras coisas entraram como um adicional oportuno. Para o trekking em si Juntamos um grupo de 6 pessoas com disponibilidade de duas semanas em Julho para subir o Roraima de forma econômica, nosso plano foi de contratar um guia local e fazer o trekking sem recorrer a porteadores de equipamentos ou serviços de agência. Estando todos habituados a atividades outdoor, não seria problema algum transportar nossas cargueiras ou cozinhar nos acampamentos, então o serviço de que precisaríamos seria o mais básico possível. Procuramos por guias que trabalhassem dessa forma e encontramos algumas boas opções, sempre indo atrás de indicações e comentários sobre cada um. Tendo sido o que prestou melhores esclarecimentos sobre tudo que precisávamos e estando numa faixa de preço bastante razoável, além de ter sido recomendado por uma conhecida, optamos pelo Jesus (WhatsApp: +5804266940599 / +5524992802417 ), contratamos o serviço de guia para uma expedição de 6 dias e um porteador para a estrutura de “banheiro” (mais sobre isso adiante) e transporte de lixo e dejetos, já que o Parque Nacional Canaima exige que se traga de volta isso tudo. Lá não existe levar pazinha e enterrar os dejetos, os porteadores trazem tudo de volta em sacos plásticos grossos com cal. É incluso também o transporte em 4x4 de Santa Elena ao Paratepuy, onde começa a trilha, e a volta. Os guias não cobram por pessoa, mas pelo trekking em si, independentemente do número de participantes. Cada guia pode levar até 6 pessoas. O valor acordado foi de 3000 mil reais, totalizando 500 de cada um de nós. Antes da viagem, uma das pessoas envolvidas precisou desistir da viagem e o custo final foi de 600 por cabeça. Nos oferecemos para pagar parte do valor em equipamentos de camping, já que eles são muito caros e difíceis de conseguir na Venezuela, e Jesus incluiu um passeio em algumas cachoeiras da Gran Sabana no último dia do trekking como uma troca de gentilezas. Todo mundo saiu feliz, rs. Pagamos uma parte do preço antecipadamente para reservar o serviço, o restante seria pago em mãos na véspera da expedição. Mantivemos contato com o guia nos meses antes da viagem para preparamos os equipamentos e afins, partimos da seguinte lista de itens essenciais, que pode ser ajustada de acordo com as necessidades de cada um: É perfeitamente possível reduzir o número de trocas de roupa; uma para o dia e uma para a noite, mais uma de reserva, só é muito importante ter todas as peças para o sistema de aquecimento em camadas e também um bom número meias, se possível utilize as específicas para trilha, são caras mas valem muito a pena para o conforto e saúde dos pés na expedição. Do contrário, improvise um liner colocando uma meia social sob a comum, isso ajuda a reduzir o atrito dos pés com a bota e previne bolhas. Truque simples e funcional. Julho é temporada de chuvas no Roraima, então pra quem vai nessa época é muito importante ter uma barraca resistente a água (o sobreteto sim, mas também o piso, atenção pra isso); roupas impermeáveis; saco estanque para os eletrônicos, saco de dormir e roupas; sacos plásticos para o restante; capa de chuva pra mochila e possivelmente ainda um poncho. IMPORTANTE: Não use barraca que não seja autoportante, no topo do Roraima é bem capaz que ela dê trabalho ou seja simplesmente inútil no chão de pedra e areia dos hotéis (parapeitos rochosos ou pequenas grutas que servem de cobertura natural, provendo locais de acampamento protegidos de chuva e vento). O tempo lá é imprevisível e muda muito rápido por conta dos ventos alísios. Chove com frequência, em geral em baixo volume, mas às vezes a aguaceira pode vir mais forte. Não tem hora pra cair a chuva, as previsões do tempo dão uma ideia do que esperar, mas inevitavelmente vão errar em algum momento. Esteja sempre preparado. Uma boa mochila é essencial para quem vai levar suas próprias coisas, escolha uma que se ajuste bem e fique confortável com o peso, aprenda a regulá-la corretamente de antemão. O uso do bastão de caminhada é opcional, mas é um equipamento extremamente útil para a subida e descida íngreme do Roraima, bem como para a travessia dos rios no caminho e outras possíveis utilidades Leveza é palavra-chave para se equipar, busque dividir barracas e investir em equipamentos leves e compactos, bem como em não levar nada além do que vai ser preciso e suas margens de segurança. Isso vale pra comida também, seja o mais eficiente possível. Dica Vegana: Para as refeições principais, levei 3 pacotes de Carne de soja, arroz integral com lentilha e purê de batatas da LioFoods, cada pacote dá pra duas refeições e apenas o purê não é vegano, basta dá-lo pra algum colega e voilá, dá pra comer até sem água quente, se necessário. Levei também um pacote de sopão de legumes da Kitano, levinho e faz até 8 pratos. Foram 14 refeições potenciais em 1066 gramas, 6 mais encorpadas e 8 mais leves. Para cafés da manhã e lanches, fui de amendoins, paçoca, biscoitos, barrinhas e Rap10 integral. Deram conta muito bem. É importante ter um método de purificar a água. Quando estiver no acampamento é preferível aproveitar a possibilidade de fervê-la, mas no caminho você vai ter de se virar com o cloro (ou um Lifestraw, se você tiver). Eu costumo utilizar o Hidroesteril ao invés do Clorin, é mais barato, fácil de achar e rende mais. É possível também pegar Hidrocloril gratuitamente em postos de saúde. Escolha o que preferir. Não é possível transportar os cartuchos de gás de fogareiro no avião, então reservamos alguns em uma loja em Manaus próxima ao aeroporto, a Apuaú Pesca. Os cartuchos ficaram 20 reais cada. Se sua alimentação não for excessivamente demorada para preparar, só um já dá conta muito bem para uma pessoa. Eu recomendaria levar dois só por garantia, o segundo podendo ser o backup de outro colega também, talvez. O Roraima não é um trekking difícil, mas ir com cargueira é pedreira nos trechos de subida. Não é necessário ser um atleta, mas não é programa pra sedentário, quiçá com porteador pra levar as coisas, mas mesmo assim é melhor adquirir condicionamento e experiência com outras trilhas menos exigentes. É possível para iniciantes, mas é essencial se informar e equipar muito bem, e ter a resiliência pra encarar dificuldades que são de praxe pra quem já tem o costume de travessias e acampamentos. Quanto menos delas forem novidade, mais tranquila será a experiência. Um resgate de helicóptero lá no alto é perfeitamente possível por conta das áreas planas do topo, mas custa uns 6 mil reais, e diferente das agências que já cobram alguns milhares de antemão, ir com guia contratado quer dizer que quem vai arcar com esse custo será você caso precise. Se prepare e se informe antes de ir, a montanha não vai sair de lá se você precisar esperar algum tempo pra conhecê-la. Para o caminho Para fazer o trekking, precisamos ir até Santa Elena do Uairén na Venezuela, cidade fronteiriça com Pacaraima, vizinha da capital roraimense Boa Vista, que conta com um aeroporto, mas para o qual os voos de São Paulo estavam tanto caríssimos quanto muito longos. Acabamos optando por ir por Manaus e pegar um ônibus noturno a Boa Vista, mas na trilha encontramos um casal que conseguiu um preço bom de voo pra lá, então fique de olho pro que for melhor, talvez consiga uma boa promoção. Compramos as passagens de ida e volta antecipadamente pelo Guichê Virtual. De Manaus a Boa Vista o ônibus não lota, dá pra comprar na rodoviária, mas pro caminho de volta é bom comprar com antecedência. Para entrar na Venezuela basta o RG, e o processo é até mais rápido do que com Passaporte, então se não fizer questão do carimbo, pode deixa-lo em casa. Para sair de Santa Elena para o interior da Venezuela, é preciso o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela. Você vai precisar disso se por acaso for parado num posto de controle na estrada. Não precisamos apresentar o documento em nenhum momento, mas é bom tê-lo em mãos pra evitar problemas, é fácil, rápido e gratuito solicitá-lo, então não tem desculpa. Já deixamos feita nossa reserva para a hospedagem em Santa Elena, na Posada L’Auberge, lugar seguro e confortável com chuveiro quente, camas limpas, ar condicionado e wi-fi, todo o necessário para uma boa noite de descanso. O preço ficou bem em conta e a pousada está localizada no coração da área turística da cidade, próxima a bons restaurantes. O único ponto negativo é a parca iluminação em alguns quartos, que nos fez tirar as lanternas da mochila antes mesmo do trekking, mas só isso. Dito isso, vamos ao dia a dia da viagem. Custos na preparação: R$ 3000 pelo Guia, valor divisível em até 6 pessoas; R$ Variável de alimentação e equipamentos pro trekking; R$ Variável de transporte aéreo; R$ 367 nas passagens de ônibus Manaus-Boa Vista e retorno (compradas via Guichê Virtual); R$ 20 por cada cartucho de gás em Manaus (a quantidade a levar vai da preferência de cada um); R$ 40 de reserva de diária na hospedagem em Santa Elena, valor aproximado, varia de acordo com o quarto. Dia 1 – De São Paulo a Manaus a Boa Vista No primeiro dia pegamos nosso voo de São Paulo a Manaus pela manhã, chegamos a nosso destino na hora do almoço e fomos recebidos pelo contraste do bafo quente do clima manawara com a temperatura amena do ar condicionado do avião. Entramos logo num Uber para irmos comprar os cartuchos de gás que havíamos reservado. O próximo destino foi a rodoviária, onde retiramos nossas passagens para o ônibus a Boa Vista. Deixamos as cargueiras no guarda-volumes da rodoviária e partimos a pé para um Carrefour que fica lá pertinho, para pegar o resto dos mantimentos que faltavam pro trekking e também para beliscar na viagem de ônibus. É bom não deixar pra comprar nada em Boa Vista ou Santa Elena, se possível, já que não há muitas opções no caminho, e definitivamente nenhuma com tanta variedade quanto esse Carrefour. Dentro do supermercado há um caixa Itaú, já retiramos o dinheiro para a Venezuela lá mesmo, mas há caixas eletrônicos 24 Horas tanto na rodoviária de Manaus quanto na de Boa Vista. Fica a gosto do freguês onde fazer o saque. Depois disso, fomos passar o resto da tarde no Amazonas Shopping, boa opção próxima à rodoviária para fazer hora antes do horário do ônibus. Jogamos uma partida de airsoft e comemos na modesta praça de alimentação. Dica vegana: Foi aqui que eu já tive o primeiro indício de que Manaus não é lá muito fácil pra vegano, não tinha nada no cardápio de nenhum dos restaurantes que fosse livre de produtos de origem animal. Pedi pra adaptar um prato no Alemã Gourmet e foram bastante solícitos, aceitaram substituir os ingredientes animais por outros vegetais sem custos a mais nem nada. Foi uma boa opção considerando custo, também. No fim da tarde voltamos pra rodoviária pra esperar o horário do ônibus. Pra quem suar demais sob o sol manawara, lá há a opção de pagar um valor módico para tomar um banho. Próximo a uma das paredes há tomadas para carregar o celular. O ônibus partiu às 20h para chegar em torno de 6h30 no destino. O semi-leito já é confortável por si só, mas ele partiu com tão pouca lotação que foi possível que quase todo mundo tivesse duas poltronas lado a lado para si, permitindo deitar de forma muito mais à vontade do que o normal, o que foi ótimo. A TV do ônibus saiu de Manaus exibindo uma novela da Globo e depois um filme de ação genérico. O veículo contava com wi-fi, mas este só funcionou até sair da cidade, depois disso ficamos sem sinal com o mundo exterior. A estrada a Boa Vista é bem cuidada, é uma viagem bastante tranquila por entre vegetação densa pontilhada por alguns pontos de luz que despertam a curiosidade de o que seriam. Eu não sabia o que esperar da parada, definitivamente não um Graal como os das rodovias de São Paulo, mas fiquei surpreso com o quão modesta era a lanchonete escolhida. Apenas o básico do básico, então é bom estocar o necessário em Manaus mesmo. Foi engraçado reparar que, apesar de estarmos no meio da madrugada numa cidade minúscula na Amazônia, a algumas quadras dali rolava um estrondoso pancadão de funk. Acho que algumas coisas são as mesmas em todos os lugares, rs. Dia 2 – De Boa Vista a Santa Elena de Uairén Chegamos em Boa Vista bem cedo de manhã. A rodoviária de lá é um pouco melhor do que a de Manaus, mas não tem nada em volta dela. Para ir a Santa Elena de Uairén há táxis que vão até a fronteira e voltam, eles ficam numa outra rodoviária lá perto, basta tomar um táxi comum até lá que não deve passar de 10 reais. Nessa outra rodoviária, é possível aguardar até o carro pra Santa Elena encher para dividir o valor entre mais pessoas. Conseguimos ir os 5 em um carro só, de 7 lugares, os espaços restantes ficaram para as cargueiras. 50 reais por pessoa. Há ônibus que vão e voltam da fronteira também, mas não vale tanto a pena pelos horários. A estrada de Boa Vista até Santa Elena, passando pela última cidade brasileira antes da fronteira, Pacaraima, é uma linha reta cortando plantações perfeitamente planas. Não há nada pra ver na estrada, o caminho leva pouco mais de duas horas, é o momento perfeito pra tentar dormir um pouco e encurtar a percepção do percurso. A entrada na Venezuela é bem rápida e tranquila, basta passar pelo posto da polícia federal, responder algumas perguntas de identificação e retirar seu Permiso de entrada. Você vai precisar apresentá-lo na hora de voltar pro Brasil, guarde-o seguramente. Verifique se seu taxista pode te deixar em sua hospedagem em Santa Elena, é uma opção bem conveniente se ele concordar. Se preferir, já aproveite pra agendar a volta também, mais uma vez verificando se é possível partir já da porta do hotel. Muito mais prático do que pegar outro táxi até a fronteira, mesmo se ficar um pouquinho mais caro. Chegamos ao L’auberge no começo da tarde e nos hospedamos, já fazendo agora a reserva para o dia do retorno do trekking. Jesus já se encontrou conosco lá mesmo, onde também havia se hospedado, e deu breves explicações sobre o percurso do trekking e sobre Santa Elena, o briefing de verdade seria à noite. Feito isso, nos convidou para ir almoçar nas redondezas e já aproveitar pra trocar o dinheiro. Comemos em um restaurante bem simples lá perto, com poucas opções. Fiquei só no arroz e macarrão mesmo, e estranhei um pouco este porque os venezuelanos parecem utilizar um molho de tomate muito mais doce do que o nosso. Percebi também que todos os pratos vieram excepcionalmente bem servidos, nenhum de nós conseguiu terminar de comer tudo. Muita comida é uma constante lá na Venezuela, então vá com a barriga preparada para fartas refeições, rs. Experimentamos uma bebida popular de malte, o Maltín, é bem gostoso, vale a pena conhecer. Pagamos em reais, coisa de 15 por pessoa. O câmbio do dinheiro é totalmente informal e complicadíssimo a primeira vista pelos valores estratosféricos em bolívares. Andamos pelas ruas buscando a melhor conversão entre os vários cambistas nas esquinas e em frente às lojas. O melhor que conseguimos foi 1:175k. Troquei 100 reais e foi o suficiente pra tudo que precisei pagar em bolívares, incluindo lembranças pra trazer pra casa, mas as coisas são bastante instáveis por lá no que se refere a dinheiro, o que se paga em duas cervejas comuns em Santa Elena é o valor de um almoço inteiro com bebida numa comunidade indígena na Gran Sabana. Sobre o câmbio, esse foi um bom valor para a conversão na rua, mas para moradores com contas em bancos venezuelanos há a possibilidade de conversão por transferência bancária, em que é possível trocar a 1:800k. A maioria das lojas e restaurantes em Santa Elena aceita pagamento em reais, e geralmente o faz a taxas bem acima de 1:175k, então o recomendável é deixar os bolívares para as comunidades indígenas na Gran Sabana e pagar o que for possível em reais. Mesmo nelas há frequentemente a possibilidade de pagar em reais, e parece até preferível por parte dos moradores, então talvez nem seja necessário trocar o dinheiro, mas é bom ter um pouco de bolívares só pra garantir. Minha impressão foi de que o bolívar está tanto quanto fora de controle, a inflação fez com que ficasse bastante instável a ponto de até mesmo dentro do parque nacional o guarda-parque me informar que só poderia comprar um mapa do Tepuy Roraima pagando em reais. Não deixa de ser uma experiência divertida, porém, ter nas mãos aquelas pilhas enormes de notas para travar uma guerra com os amigos ou fazer chover dinheiro. Não é sempre que a gente pode se sentir tão ryco, afinal, rs. Depois do almoço e de uma volta pra conhecer um pouco de Santa Elena, voltamos à pousada pra deixar tudo arrumado pra partida no dia seguinte. Repousamos até a noite quando saímos novamente com Jesus, seu irmão Randy e o sr. Leotério, que também iriam conosco no trekking, para um jantar no Papa Oso Pub, uma pizzaria bacaníssima a uns 5 minutos de lá. Dica vegana: Em Santa Elena também não encontrei opções veganas nos cardápios, mas foi tranquilo de adaptar, pedi uma pizza sem o queijo e ela veio muito melhor do que qualquer uma que já comi no Brasil desse jeito. A culinária venezuelana é muito rica em variedades vegetais e as usa de forma bem inventiva, então lá é um ótimo lugar pra ser vegano, eu diria. Eu pelo menos consegui comer muito bem. Comemos pizzas artesanais absolutamente deliciosas e tomamos uma cerveja local popular, Zulia, mais suave do que as brasileiras e bem saborosa, gostei bastante. Aparentemente os venezuelanos gostam muito da nossa Itaipava, que é pra eles como uma Stella ou algo do tipo é pra nós, fato interessante. A conta ficou bem alta em bolívares, mas em reais a coisa mudou de figura, foi um preço baixíssimo considerando o naipe da refeição. 138 reais numa refeição espetacular para 8 pessoas. Voltamos pra pousada, deixamos na recepção algumas bolsas com coisas que não usaríamos no trekking e fomos dormir cedo pra partir ao amanhecer para o trekking. Custos no dia 2 R$ 10 de transporte de uma rodoviária a outra em Boa Vista, divisível por 4 pessoas; R$ 50 de transporte de Boa Vista a Santa Elena de Uairén; R$ 40 de reserva de diária na hospedagem em Santa Elena para o dia do retorno, valor aproximado, varia de acordo com o quarto; R$ 15 de almoço; R$ Variável de câmbio de reais a bolívares; R$ 20 reais de jantar; Dia 3 – De Santa Elena ao Paratepuy ao Acampamento do Rio Têk Sair com o nascer do sol não foi bem o que aconteceu, porém. Explico: Abastecer o carro em Santa Elena é uma tarefa demorada. Demorada tipo umas 12 horas numa fila gigante em que as pessoas deixam seus carros à noite e vão pra casa dormir pra abastecerem de manhã quando o posto abre. É uma coisa realmente impressionante, e bem inconveniente quando você tem hora pra sair. Íamos partir com a luz do sol, acabamos saindo umas quatro horas depois, que foi quando nosso motorista conseguiu encher o tanque. Os veículos que fazem esse serviço são, como já nos havia sido dito, rústicos. Um 4x4 antigo com uma gambiarra aqui e outra alí, várias marcas de uso e idade, e música animada tocando a todo volume, várias vezes versões modificadas de músicas populares do funk ou sertanejo brasileiros. É uma experiência veicular divertidíssima. Um dos nossos teve uma situação de saúde que, apesar de não ser grave, seria impeditiva para fazer o trekking. Depois de muita deliberação, conjectura, replanejamento e insistência, Jesus chamou um táxi para deixá-lo seguramente na fronteira, donde voltou a Boa Vista, e nós quatro restantes partimos para o parque, com pesar pelo companheiro. Enfim, embarcamos tardiamente com Jesus, Randy, Leotério e os pais de Jesus, que foram junto porque a mãe, de origem indígena, daria um voto de confiança para nosso grupo frente aos que regulam a subida ao Paratepuy e entrada na trilha do Monte Roraima. Só um método de agilizar o processo. Os pais de Jesus também foram extremamente simpáticos conosco, foi uma reunião familiar bem agradável de participar, rs. No processo de obter as autorizações necessárias, já deixamos reservado e pago nosso almoço na comunidade indígena do Kumarakapuy, por onde passaríamos antes de ir ao passeio da Gran Sabana alguns dias depois. 2 milhões de bolívares com bebida inclusa, pouco mais de 10 reais. 27 km de estrada de terra acidentada depois, estávamos no Paratepuy. Lá foi o momento de assinar a ficha de entrada no parque e ter nossas bagagens revistadas brevemente por itens ilegais. Coisa rápida, só foram bastante enfáticos quanto à proibição de entrada de drones. O mesmo senhor que coleta as assinaturas e faz a vistoria vende mapas do Monte Roraima ao valor de 25 reais cada, é um preço um pouco salgado, mas é um item bem feito e informativo, pra mim valeu a pena como recordação. Por volta de 14h, horário limite de entrada na trilha, começamos o trekking, esse primeiro dia é tranquilo, um pouco de subidas e descidas, mas o perfil altitudinal do percurso é praticamente plano ao longo de seus 14 km. O que dificultou foi a má fortuna de sermos pegos numa chuva relativamente forte, e de ter chovido bastante no dia anterior também. Sacamos roupas impermeáveis e capas, até aí tudo bem, o problema de verdade foram os rios, que sobem bastante com as chuvas. Mais de uma vez tivemos que parar para esperar a água baixar no que seriam travessias triviais sobre pontes ou pedras. O resultado foi que já nesse dia tivemos que meter o pé na água. Adeus a pés secos pelo resto do trekking. Fora isso, esse primeiro dia é muito tranquilo, chegamos a nosso destino em torno de 17h30. O acampamento do Rio Têk conta com casas de pau a pique que os indígenas usam como espaços de comércio para os trilheiros durante a alta temporada. Não é o caso em Julho, mas podemos usar a cobertura para deixar as coisas, cozinhar e comer, garantindo um pouco de conforto. Para montar a barraca, há espaços de grama alta que podem servir como um colchão relativamente macio. Alguns cachorros ficam por lá de olho na comida que podem conseguir dos trilheiros, dê uns pedaços pra eles, rs. No acampamento do Rio Têk é muito importante tomar cuidado com a fauna, há alguns formigueiros no local e, na época de chuvas, é comum avistar cascavéis. Uma delas inclusive deu uma volta por perto de nossa barraca durante a noite. Eu estava dormindo profundamente, mas meu colega ouviu movimento na grama e no dia seguinte uma testemunha ocular confirmou, hahaha, então aplicam-se os cuidados de verificar suas coisas fora da barraca antes de mexer nelas, e evitar de andar sem botas. É lá que você vai ter seu primeiro encontro com os puri-puri também, mosquitos minúsculos e extremamente irritantes que vem em horda e mordem em qualquer lugar desprotegido, deixando marcas cabulosas. Ainda ostento algumas nos braços duas semanas depois do trekking, rs. Provavelmente o seu não será o único grupo acampando lá, então se estiver se sentindo sociável, deve ter uma galera diferente pra conversar. Nesse primeiro dia compartilhamos a mesa com um casal de brasileiros. Ele, fotógrafo, não colocou suas câmeras em sacos estanque e uma delas acabou totalmente encharcada na chuva, um prejuízo de dar dó, então é bom ter muito cuidado com o que não pode molhar. No dia seguinte cedi alguns sacos plásticos pra eles protegerem um pouquinho melhor as coisas. Uma dica que eu dou é a de levar um rolinho de sacos de lixo com a litragem que você achar mais adequada, eu levei de 15L. É sempre bom ter esse recurso em abundância, alguém sempre acaba precisando. Custos no dia 3 R$ 15 de reserva de almoço com bebida inclusa no Kumarakapuy, pago em bolívares, valor aproximado; R$ 25 de mapa do Monte Roraima, opcional. Dia 4 – Do Rio Têk ao Acampamento Base Despertamos com o sol no segundo dia de trekking e tomamos um café da manhã reforçado, a trilha hoje seria um pouco mais dura pelo ganho de altitude. Jesus compartilhou um pouco da culinária local conosco: pão com uma pimenta tradicional indígena; domplins, que são como pasteizinhos; e apenas uma beiçada para cada de um fermentado indígena de batata doce, bebida com sabor bem peculiar mas que não pudemos tomar muito pois ela tem histórico de mexer com o intestino de quem não está acostumado, rs. Acordamos cedo, mas tardamos a sair, aguardando o nível do rio Têk baixar. Não era ele o problema maior, explicou Jesus, mas logo depois teríamos que cruzar também o Kukenán, mais largo e bravo. O Têk serviu como uma espécie de diagnóstico para quando o Kukenán fosse estar transponível, desse modo. Enquanto esperávamos, tivemos vista limpa do Roraima e do tepuy vizinho, chamado Kukenán também, igual ao rio. A vista para ele é melhor do que para o Roraima, provavelmente a maioria das fotos que você já viu do Acampamento do Rio Têk com uma montanha no fundo eram dele. E é lindíssimo. Saímos às 9h e atravessamos o Têk para iniciar a caminhada de 9 km até o acampamento base. Poderíamos ter tirado as botas para atravessar, mas como já estavam molhadas mesmo, não ia fazer muita diferença. Entre o Têk e o Kukenán, há uma colina com uma pequena igreja construída com pedras do rio, e perto dali há rochas com inscrições antigas em relevo, litóglifos, representando animais e pessoas. Duas vistas muito interessantes para os curiosos com o aspecto humano em torno desse território. Atravessar o Kukenán realmente foi um pouco mais pedreira, a travessia é feita onde um afluente se junta a ele, o que resulta numa distância relativamente longa a ser percorrida de uma margem a outra. O bastão de caminhada é item essencial aqui, se você não tiver um seu, provavelmente usará um emprestado do guia. Do outro lado, paramos por uns 20 minutos para entrar na água num ponto em que ela é mais lenta, ótimo lugar para banho. Afastando-se um pouco da margem já se chega ao acampamento Kukenán, também com estruturas de pau a pique. Pareceu tão confortável quanto o acampamento do Rio Têk. A partir daí é só subida, subida e mais subida. É cansativo com a cargueira, sobretudo se o sol forte da savana abrir por entre as nuvens, mas dá pra ir tranquilo. Paramos no meio do caminho, no Acampamento Militar – este apenas uma área aberta no meio da vegetação – para um lanche. Tivemos aqui nosso segundo (e felizmente último) encontro com uma cascavel, que estava camuflada entre as rochas bem perto de onde nos sentamos. Cuidado. Vimos também diversos lagartos, grilos enormes, e os malditos dos puri-puri, rs. Mais uma pernada de subida em subida e chegamos ao Acampamento Base no meio da tarde, uma ampla área para montar barracas, com água bem perto. Nele não há as estruturas que há no Têk e Kukenán, mas os guias costumam estender lonas presas a árvores para permitir que se cozinhe e coma a abrigo da chuva. Há muitos pássaros diferentes e bonitos nessa área, e encontramos uma amoreira com alguns frutos silvestres dando sopa. Ainda não estavam maduros, mas nada que prejudicasse a experiência de poder comer alguma coisa fresca por entre nosso cardápio de industrializados, rs. Quando caiu a noite, tivemos ainda a boa fortuna de ter céu limpo. Tão longe da cidade, é claro que estava completamente estrelado e magnífico, a ponto de avistarmos diversas estrelas cadentes passando. O Acampamento Base é um lugar belíssimo, em suma, e estar tão perto da parede do Roraima, com toda aquela expectativa para o dia seguinte, só fez aumentar a apreciação. Foi uma ótima noite. Dia 5 – Do Acampamento Base ao Hotel Índio e circuito no topo Esse seria um grande dia. Acordamos bem cedo para nos preparar, Leotério mais cedo ainda, já que subiu antes para garantir nosso lugar de acampamento lá em cima. Jesus optou pelo Hotel Índio, mais próximo do acesso ao topo, mas bem pequeno, então seria preciso essa segurança, já que outros grupos iriam subir no mesmo dia. Conforme nos foi dito, os guias e porteadores tem uma organização tácita entre si para levar coisas de volta desde o Acampamento Base até o Paratepuy, e por isso poderíamos, sem precisar desembolsar nada, deixar pra trás algumas coisas que não iríamos utilizar no topo, e as pegaríamos de volta quando retornássemos à comunidade. Essa foi a hora de separar o essencial da tranqueira, a subida até o topo é íngreme e longa, quanto menos peso melhor. Tendo removido tudo que não seria preciso, iniciamos o percurso, que adentra em mata mais fechada e vai se aproximando do paredão. Mesmo com a vegetação mais densa, é uma trilha bem aberta, sem dificuldades. Só exige uso de mãos em alguns poucos trechos de escalaminhada, mas nada complicado. Logo se chega à parede do Roraima e aí se pega o único caminho conhecido para o topo que não exige escalada em Big Wall, a famosa La Rampa. Sem surpresa, é uma subida constante rumo ao topo, sem muito a se dizer aqui. O ponto digno de nota é logo antes da chegada ao topo, trata-se do Paso de Lagrimas, uma pirambeira em pedras soltas sob uma cascata semipermanente, é o trecho mais complicado do percurso, e onde é preciso ter mais atenção para evitar acidentes, sobretudo na época chuvosa, quando a queda de água está mais forte. Ênfase em forte, proteger bem seus equipamentos contra a água é muito importante, pois apesar de ser um trecho curto, molha bastante, e não dá pra se dar ao luxo de atravessar com pressa. Passado o crux do caminho, chega-se em pouco tempo ao topo do Monte Roraima, um momento bastante emocionante. O topo mostra desde cedo suas características únicas e justifica seu apelido frequente de “O Mundo Perdido”, as formações geológicas são impressionantes e a vida expõe toda sua gana de se manter num ambiente tão estéril. A água, a rocha e o vento desenham formatos que não existem em qualquer outro lugar do mundo, e é espetacular não por se parecer com algo fora da Terra, mas justamente pelo quão terreno é, pelo tanto que diz de inacreditável sobre os processos que o planeta e a vida enfrentam há milhões de anos. Imagino que para geógrafos, geólogos, biólogos e afins, aqueles que saibam realmente ler essas marcas, a experiência seja ainda mais fantástica, mas o leigo não perde nada no quão marcante ela é. Enfim, andamos mais alguns minutos do acesso ao topo até o Hotel Índio, montamos nosso acampamento sob a proteção da cobertura rochosa e partimos ávidos para conhecer mais do Tepuy. Partimos sob chuva e vento fortes, mas aliviados por estarmos caminhando leves. Nesse dia faríamos um circuito nas proximidades, começamos pelo Vale dos Cristais do lado venezuelano, um local onde cristais de quartzo cobrem o chão. Quartzos podem não ser lá tão impressionantes por si só, mas a mera quantidade deles torna a vista lindíssima. Seguimos para ver algumas das Ventanas, áreas próximas ao abismo de onde se pode ver o Kukenán e outras faces do Roraima. As nuvens densas do topo não ajudaram muito, mas por entre as curtas aberturas no branco tivemos visões maravilhosas, a mais marcante para mim sendo quatro cachoeiras lado a lado num ponto longínquo do Roraima. Vimos também o Salto Catedral, uma grande cachoeira lá no alto do Roraima, na qual é possível banhar-se dado um clima favorável. Ainda assim, não seria um local tão bom quanto as famosas jacuzzis, pequenas piscinas naturais de água tão cristalina que mal se vê onde ela começa nas margens mais rasas, e com o fundo coberto de quartzos. Não há descrição que faça jus a elas. Depois disso seguimos para a parede sul do Tepuy, onde adentramos na Cueva de los Guácharos, uma caverna que corre por vários quilômetros até acabar num buraco no paredão. Claro que só entramos por algumas dezenas de metros, para ver as formações geológicas. Cavernas são sempre lugares interessantíssimos, quase alienígenas, e essa não foi diferente, é um ponto muito bacana pra se visitar. Pertinho, há um mirante, do qual não conseguimos ver nada, e outro hotel, esse bem maior, ocupado pela turma de uma agência de Boa Vista. Voltamos a nosso acampamento e jantamos muito confortavelmente num patamar superior do hotel Índio, que forma como se fosse uma mesa onde podemos colocar o fogareiro e as panelas, e uma suave curva na parede onde se pode sentar. É como se tivesse sido esculpido. Durante a noite fez bastante frio, tivemos que recorrer a toda gama de roupas para ficarmos aquecidos. Senti que meu isolante térmico – um basicão de EVA e alumínio já surrado pelos anos – não deu conta. Não que eu tenha ficado em risco de hipotermia nem nada, mas perdi muito em conforto nessa noite, um equipamento um pouco melhor (ou ao menos mais novo) talvez seja uma boa pedida. Também tivemos um visitante noturno inesperado. Durante a madrugada ouvimos algumas coisas caindo na “cozinha”. Meu pensamento foi que outra pessoa estivesse lá fazendo algum lanche noturno ou algo do tipo, mas descobrimos depois que foi um quati esguio que foi pra lá tentar abocanhar alguma coisa. Eu sei que tem um hotel chamado Quati lá em cima, mas fiquei surpreso de saber que eles realmente conseguiam viver lá em cima, quatis são impressionantes. Depois disso deixamos as coisas mais fora de alcance. Não posso afirmar com certeza, mas suspeito seriamente que tenha sido isso que aconteceu com um saco de chá instantâneo que eu perdi depois de uma refeição e não encontrei mais, rs, só espero que não tenha feito mal pro bicho. Dia 6 – Vale dos Cristais Brasileiro, Ponto Tríplice, El Foso e o cume Esse seria o dia do circuito longo no topo, o prato principal do trekking por assim dizer. O dia amanheceu frio e chuvoso, características bem pouco promissoras para proporcionar belas vistas de paisagem, mas que dão ao Roraima seu ar misterioso. Calçamos as botas, jogamos as mochilas de ataque às costas e partimos. No caminho, fomos atribuindo formas às rochas encobertas pela neblina enquanto andávamos no que parecia um plano sem fim e indistinto. Percebi como a navegação no Roraima pode ser complicada, sem visibilidade não há pontos de referência claros para orientar a caminhada, alguém andando sozinho e sem conhecimento do terreno poderia facilmente se perder. Depois de margear um rio em um vale entre duas paredes altas de rocha. chegamos ao Vale dos Cristais do lado brasileiro, e se o outro já é impressionante, este é simplesmente fantástico. Os cristais de quartzo cobrem o chão como neve e afloram aglomerados em grandes rochas. Em algumas cortadas, é possível perceber os traços do longo processo de formação dos cristais. Nenhum de nós jamais havia visto algo parecido. Bem perto de lá, num ponto elevado, encontra-se o famoso Ponto Triplo, que marca o encontro de Venezuela, Guiana e Brasil. Não há muito para se ver, mas a sensação de estar lá vale o percurso. É apenas uma pirâmide triangular em que cada face corresponde a um dos países. Nos lados de Brasil e Venezuela há placas identificando o país, datas etc. No lado de Guiana, a placa é arrancada pelos militares venezuelanos sempre que é instalada pelos guianenses, consequência do ainda vivo debate entre os dois países pelo território da Guayana Esequiba. Me pareceu um tanto cômico que os militares dos dois países fiquem nessa disputa por uma placa no alto da montanha, rs. Enfim, o terceiro ponto de interesse desse circuito é não menos magnífico que o primeiro, no que se refere a obras naturais. El Foso, um belo cenote no meio da paisagem. Com tempo bom é possível banhar-se, mas pelo alto nível da água o caminho estava até mesmo intransponível, com as galerias que levam ao poço alagadas. A próxima parada foi um quase-hotel sob o qual nos sentamos para uma refeição, já que a caminhada de volta seria longa e rumo ao Maverick, ponto culminante do tepuy, convenientemente bem próximo do Hotel Índio. Maverick porque teoricamente o formato de alguma rocha por lá se parece com o veículo de mesmo nome, nem reparei, e creio que a associação seja um tanto forçada, já que esse nome deriva do original imaweru (ou algo parecido com isso, a memória não ajuda a lembrar de nomes, rs), relacionado à lenda de Makunaima. A aproximação foi por terreno um pouco mais pantanoso, tivemos de evitar a lama e as poças fundas, mas a subida em si não é comprida e não apresenta dificuldades técnicas. Rápido e fácil. A sensação de chegar ao cume, porém, não é menos fantástica. Creio que não importa quantas montanhas você já tenha subido, nunca perde a magia, e o Roraima parece ter algo que aumenta ainda mais o sentimento. Beijei a rocha e coloquei uma nova pedrinha no totem que marca o ponto mais alto. A montanha não me deu uma vista da Gran Sabana, mas de si própria. Tive vista para os pontos longínquos do tepuy e para seu abismo, e nunca vou me esquecer da imagem. Após desfrutarmos do cume, retornamos ao acampamento, o que tomou pouco tempo. Durante o jantar adiantado, ainda ao fim da tarde, o céu se abriu um tanto e deu vista perfeita para o Kukenán, bem de frente para nós. Refeições com uma vista maravilhosa, quando as nuvens colaboram, mais uma vantagem do Hotel Índio Esse foi o último dia no topo, na manhã seguinte sairíamos ao amanhecer. Durante a noite choveu e ouvimos trovões à distância, no Kukenán. Dia 7 - Do topo ao Rio Têk Saimos cedo, com alguma urgência, pois as nuvens de chuva ainda se acumulavam no paredão do Kukenán, na cabeceira do rio que leva seu nome e que teríamos que atravessar mais tarde. O Paso de Lagrimas foi de novo a parte mais difícil, descer mais ainda. A cascata caía forte e as pedras tornavam as passadas arriscadas, não à toa é nessa descida onde ocorre a maioria dos acidentes. Calma e cuidado. O resto da descida é tranquila, mesmo os trechos mais verticais do caminho até o acampamento base são surpreendentemente simples para descer, em pouco tempo estávamos lá embaixo, onde descansamos brevemente antes de seguir rumo aos rios. Como se diz, pra baixo todo santo ajuda, a descida é uma delícia, seguimos com bastante espaço entre nós, cada um a seu ritmo apreciando um momento de introspecção solitária na savana. Pelo caminho, já desde La Rampa, cruza-se com porteadores descendo pela mesma rota. Eles podem ser contratados para levar as bagagens de quem estiver moído pelos dias na montanha. Uma das nossas contratou um deles para levar sua cargueira nesse dia e no próximo, 35 reais por dia. É uma opção. O sol abriu forte por entre as nuvens depois de um tempo. Queimou-me o braço exposto em questão de minutos, a marca da fita do bastão de caminhada ainda está visível nas costas da minha mão. Não dispense o protetor solar, o sol equatorial é bruto. Chegamos com alguns minutos de intervalo entre cada um ao Rio Kukenán, e atravessamos apressadamente, Jesus estava claramente preocupado, o rio subia rápido e ficava cada vez mais forte. Cruzamos poucos minutos antes de ficar perigoso. O Têk já estava alto também, tivemos que margeá-lo até encontramos um ponto adequado para cruzar, mas o fizemos sem qualquer traço da preocupação que marcou a travessia do Kukenán. Estávamos em casa, de volta ao acampamento do Rio Têk, com seus cães amigáveis e os malditos puri-puri. Compartilhamos o vasto espaço com um pequeno grupo de agência que conhecemos brevemente no topo. Não falamos muito com eles. Desci sozinho ao Rio Têk num momento para lavar nas pedras uma camiseta que eu estava usando como pano. Me vi sozinho na imensidão da savana, com o Kukenán imponente entre as nuvens exercendo uma atração magnética sobre meus olhos, e a sinfonia do rio preenchendo meus ouvidos. Nada além disso. Lavar roupa num rio, um dos momentos mais pacíficos de toda minha vida, seguido pela sensação agridoce de saber o quanto eu sentiria falta desse lugar. Dormimos cedo, na manhã seguinte deveríamos estar caminhando já antes do sol nascer. Dia 8 - Fim do trekking e Gran Sabana Acordamos antes das 5 e tomamos um café da manhã generoso, agora fazia menos sentido racionar. Saimos em silêncio, no escuro, para não acordar o outro grupo. Sair tão cedo teve o objetivo de chegarmos logo ao Paratepuy para termos mais tempo nas cachoeiras da Gran Sabana. Ninguém reclamou. A caminhada foi acelerada, de meus companheiros, eu fui o único que não contratou um porteador para esse dia. Estava me sentindo muito bem e queria terminar o percurso com minhas próprias forças. O Roraima fez me sentir mais forte e disposto do que havia há muito tempo na rotina de São Paulo. Depois de andar com peso pelos últimos dias, a única coisa no meu corpo que não estava a 100% eram os pés que passaram tanto tempo em botas molhadas, mas o incômodo era só no começo da caminhada. E as picadas de puri-puri, não dá pra se acostumar com isso tão rápido. Ajudou, também, que todos os trechos de água que dificultaram muito nosso percurso no primeiro dia estavam agora muito mais baixos. A diferença era simplesmente espantosa, se não soubesse o quanto a água podia subir, não teria nem mesmo registrado esses trechos, de tão insignificantes que pareciam agora. Roraima e Kukenán nos deram uma esplendorosa despedida, pela primeira vez vimos os dois juntos livres de nuvens. Imaginei o quão espetacular estaria a vista do cume em que eu havia estado dois dias atrás. Mas aceitei de bom grado que a montanha não tenha me concedido essa visão, não fez falta nenhuma A chegada ao Paratepuy veio com gosto de sucesso, completamos o trekking, concluímos uma experiência que será para sempre grandiosa em nossas memórias. E ainda era cedo, logo teríamos um almoço de verdade e um dia pelas maravilhas fluviais da Gran Sabana. Eu demorei muito pra ficar impaciente, nas cerca de 4 horas de atraso de nosso transporte. O grupo que deixamos dormindo no acampamento do Rio Têk inclusive acabou descendo antes de nós, apesar do veículo deles também ter atrasado bastante. E quando fiquei impaciente, foi só isso, já falamos sobre as condições do abastecimento lá em Santa Elena, todo mundo foi compreensivo. Eventualmente o 4x4 chegou, trazendo um grande grupo de coreanos que aparentemente não tinham ideia de que estavam ingressando num trekking de vários dias com quantidades cavalares de lama e chuva. Trouxe também um grande isopor cheio de cerveja, para brindarmos o trekking concluído. A descida foi emocionante, pode-se dizer. Perrengues veiculares são algo por que já passei um milhão de vezes, então minha reação ao ouvir o carro inguiçando foi um “bem, acho que isso era inevitável” mental. Quando tivemos que parar pro motorista fazer alguma gambiarra pro carro voltar a andar eu fiquei calculando de quantas horas poderíamos precisar para estarmos de volta em Santa Elena se ele quebrasse ali no meio do nada no caminho do Paratepuy. Seriam muitas, na certa. Mas no fim do tudo certo, chegamos ao Kumarakapuy e o motorista foi embora levar o carro pra consertar, em breve viria uma substituição. Foi o tempo de darmos uma volta pelas poucas lojinhas abertas - já que era sábado e os moradores são de maioria adventista - e almoçar. Fiquei surpreso com o prato vegano que chegou: arroz, feijão vermelho, repolho, mandioca, banana da terra e abacate, todos maravilhosamente temperados. Eu pessoalmente não gosto de abacate e nem de comer bananas fora de seu estado mais natural possível, mas as duas coisas caíram muito bem com um pouquinho da pimenta tradicional dos indígenas. Tudo acompanhado por um belo suco natural de maracujá, o favorito dos venezuelanos, pelo jeito. Nas lojinhas comprei um modesto chaveiro representando o Roraima, um suporte de incenso para minha noiva e um pote da famosa pimenta. Eles tem uma versão dela com o acréscimo de cupins inteiros na receita, o que achei bastante curioso. Tudo muito barato mesmo em bolívares. Isso feito, embarcamos já um pouco tarde para o passeio pela Gran Sabana, concordamos em tirar uma das cachoeiras do roteiro para aproveitarmos bem as demais, e partimos na road trip mais divertida que já fiz. O carro voava pela estrada enquanto dentro soavam de novo as músicas animadas que no Brasil seriam de uma cafonice extrema. A primeira parada foi o Oasis, uma cachoeira que faz jus ao nome, praticamente ao lado da estrada. Queda pequena no meio de uma concavidade formada por um paredão, resultando num poço simplesmente magnífico e perfeito para nadar. A água estava ótima, o dia seguia quente apesar de ameaçar chuva nas próximas horas. Passamos um bom tempo curtindo o local, não há nada melhor do que uma bela piscina natural após uma montanha. Quando subimos de volta ao carro, começou a chover, mas nada que fosse interferir com os planos. Partimos para o próximo ponto enquanto ríamos de nosso colega no banco de carona quando ele, ao tentar fechar a janela, constatou que não havia vidro. O passeio definitivamente não seria tão divertido num carro novo e arrumadinho, de forma alguma. E a chuva não durou o bastante pra aquilo ser realmente um problema, afinal. Seguimos até uma ponte onde paramos para observar o rio Yuruani, um curso de água bastante largo e que corria forte. Ficamos tirando algumas fotos no meio da estrada com a turma toda, correndo de um lado para o outro para procurar os melhores ângulos. Dalí, o carro avançou pela margem direita do Yuruani, nosso próximo ponto de interesse era uma queda um pouco acima no rio, a Cortina do Yuruani. Desembarcamos numa área de picnic aparentemente abandonada há algum tempo, seguimos perto da margem parando nos pontos de visibilidade para a cascata, ficando mais próximos dela a cada um. A Cortina do Yuruani é uma queda não muito alta, mas muito bonita, que vai de uma margem a outra do rio e cai uniformemente. Pelo que disseram, com o rio baixo é possível caminhar por trás dela de uma margem a outra. Definitivamente não era o caso, o rio estava violento, impressionantemente bravio, uma queda ali seria morte certa, mas fiquei curioso de como seria na época de baixa, quando é comum as pessoas praticarem rafting e nadarem perto das margens. Já perto do fim da tarde, subimos no carro para voltar a Santa Elena, agora mais calados conforme a escuridão se assentava. Chegando à cidade, demos entrada na pousada e combinamos de nos encontrarmos em uma hora para jantar lá perto, tempo suficiente de tomar um banho e colocar roupas limpas. Pegamos de volta as bolsas que havíamos deixado na recepção, sem incidentes. A uns cinco minutos da hospedagem, jantamos em uma pizzaria, esta bem mais modesta – e – do que o Papa Oso, mas que também não devia no sabor. Uma deliciosa massa pan. Eu, o vegano, pedi uma pizza individual, a que tinha mais vegetais no cardápio, sem o queijo. Pensei que a pequena seria menos adequada do que a média, afinal, os últimos dias me autorizavam a comer bastante. Acabou que a média tinha 8 pedaços, e dali pra cima entrávamos numa terra de gigantes. Acabei comendo 7 dos pedaços, estava delicioso. Voltamos para a pousada, confirmei nossa partida na manhã seguinte com o taxista, que viria nos pegar às 8 horas. Nos encontraríamos antes com Jesus e Randy para um café da manhã típico e despedidas. Dormir numa cama foi uma mudança bem-vinda. Custos no dia 8 R$ 15 de jantar em Santa Elena, pago em bolívares, valor aproximado. Dia 9 - De Santa Elena a Boa Vista, Lethem e Manaus Depois de uma semana em campo, o relógio biológico já está regulado ao tempo da natureza, despertei pouco antes do amanhecer e não voltei a dormir. No meu típico hábito de estar com tudo pronto antes da hora, já deixei todas as minhas coisas preparadas, quando o táxi chegasse era só pegar tudo e partir. Nos encontramos com Jesus e Randy em frente à pousada e fomos comer o que Jesus disse que seriam as coxinhas de padaria da Venezuela. Arepas e domplins com os mais variados recheios. Nenhum vegano, claro, então pedi um domplin simples, pra comer puro. Bem, o domplin que comemos no Roraima não era frito em óleo, obviamente, então fiquei um pouco surpreso de receber um enorme pastel redondo, do tamanho de uma pizza brotinho. Melhor. Café. Da. Manhã. De. Todos. Era mesmo um pastel, só com a massa um pouco mais grossa. Nada saudável, que seja, mas muito bom. Acompanhou novamente um suco de maracujá. Voltamos à pousada e nos despedimos calorosamente de nossos guias e agora amigos, já pensando em reencontros quando voltássemos à Venezuela ou eles fossem ao Brasil. Vendi os cartuchos de gás que não utilizamos para eles, a menos do que paguei na loja, só para recuperar um pouco do valor. No horário, embarcamos no táxi de volta para Boa Vista. A saída da Venezuela foi muito mais rápida e tranquila do que imaginei que seria, apenas entregamos os permisos e seguimos a longa viagem pro Brasil. O valor ficou em 75 reais por pessoa, agora que estávamos em quatro pessoas. Passaríamos a tarde em Lethem, para ir pra lá é possível pegar um ônibus sentido Bonfim, no valor de cerca de 35 reais, que para na fronteira da Guiana, e de lá ir de táxi para o centro comercial da cidade. Para voltar é a mesma coisa. É possível também pegar um dos mesmos táxis que fazem o percurso a Santa Elena, em torno de 500 reais para o grupo. Questão de ver o mais rentável. O caminho para a Guiana passa pelo Rio Branco, e na época de cheia a visão é bem impressionante, a estrada cortando campos alagados pontilhados por árvores e construções. Depois disso vai plano por entre plantações até chegar a seu destino. A fronteira Brasil-Guiana é completamente diferente da Brasil-Venezuela, se nesta há um monte de gente pra todos os cantos e filas grandes, naquela há muito menos movimento, entra-se rápido no país e a primeira coisa que se nota é a mão inglesa do trânsito. A mudança súbita do lado da estrada por onde se deve trafegar causa certo estranhamento, rs. A cidade de Lethem é minúscula, e evidencia a austeridade do país, as largas ruas sem asfalto acumulam lama, os prédios são baixos, pouco luxuosos, não há nada de particularmente vistoso por lá. O centro comercial é uma área com lojinhas de tranqueiras, é um bom lugar pra comprar presentes pra trazer de volta pro Brasil. Eu havia ouvido falar sobre um refrigerante de banana que só existe lá na Guiana, e fiquei de olho para ver se encontrava, é de uma marca chamada I-Cee. Acabei encontrando num pequeno restaurante, paguei 5 reais por garrafa de 710 ml, e valeu a pena, é bom. Há algumas opções de almoço por lá, desde comida brasileira até umas opções mais locais, que não são muito diferentes da comida chinesa mais simples que encontramos por aqui, o que se explica pelo grande influxo de imigrantes orientais que a Guiana recebeu historicamente. Com 20 reais se paga um bom almoço com bebida. Percebam que estou dando os valores em reais, lá não é preciso trocar dinheiro, as lojas aceitam reais. A língua da Guiana é o inglês, mas presumo que os lojistas estejam acostumados a se comunicarem com brasileiros de uma forma ou de outra, se for necessário. Não imagino que não-falantes do inglês tenham dificuldades para se virar por lá. Enfim, não é um passeio espetacular, mas é uma experiência definitivamente muito interessante, até porque não é muita gente que pode dizer que visitou a Guiana, não é mesmo? De volta para Boa Vista, fizemos hora na rodoviária - já que não há nada de interessante pra se ver por perto dela - até a partida do nosso ônibus. Dessa vez ele saiu cheio, todas as poltronas ocupadas, muitas delas por passageiros venezuelanos. Fui sentado ao lado de uma moça bem falante que me deu várias dicas sobre Manaus. Num momento o ônibus parou e adentraram dois militares ordenando que todos mostrassem os documentos. Os estrangeiros foram tirados do ônibus para uma verificação ou algo do tipo. Fiquei um pouco espantado, mas aparentemente, é de rotina. Só mais um sintoma da situação fronteiriça. O ônibus logo partiu, adentrando a escuridão por entre as árvores. E eu dormi até o amanhecer. Custos no dia 9 R$ 75 de táxi de volta a Boa Vista; R$ 100 de transporte para ir e voltar de Lethem, valor aproximado; R$ 20 de refeição em Lethem; R$ 15 de refeição simples e petiscos para o ônibus na rodoviária em Boa Vista. Dia 10 – Manaus, praia da Lua e Mercado Municipal Acordei novamente com os primeiros raios de sol, quase chegando a Manaus. Nosso camarada que não fez o trekking já estava lá, em um hostel perto do centro histórico da cidade. Da rodoviária pedimos um Uber para lá. O Hostel Manaus, onde ficamos, é uma hospedagem a preço bastante razoável, limpa e com excelente atendimento, fica a recomendação. Dividi um quarto privativo com um colega ao valor de 45 reais a diária para cada um, há diárias mais baratas nos quartos coletivos. O hostel pede um caução de 20 reais, que pode ser usado em consumo de cervejas e refrigerantes vendidos por lá, ou recuperado no check-out. Depois do check-in deixamos as coisas nos quartos e partimos logo para conhecer a cidade. Nesse dia, quente e abafado, optamos por visitar uma das praias do Rio Negro, e o atendimento do hostel foi muito solícito em nos dar informações e sugestões. Optamos pela Praia da Lua, para chegar lá pegamos um Uber para a Marina do Davi e, de lá, um barco até a praia. O lugar é fantástico, uma faixa de solo corta o Rio Negro entre a floresta inundada. A água é boa e ver sua própria pele parecer vermelha sob a água escura do rio é bem interessante. Lá há quiosques para comer e beber, bem como aluguel de pranchas de Stand Up Paddle. A água calma e as copas das árvores despontando formam um lugar excelente para marinheiros de primeira viagem, como eu, terem uma experiência bastante divertida, rs Passamos um bom tempo lá, quando cansamos apenas voltamos ao pequeno píer para esperar o próximo barco voltando para a Marina. Embarcamos e chegando lá já pedimos um Uber para mais um rolê, agora no Mercado Municipal. O lugar é enorme e tem muitas opções de presentes e lembranças para levar pra casa, acabei trazendo uma garrafa de cachaça de jambu, uma fruta do Norte que provoca efeito anestésico na boca, não é pra todos os gostos mas é muito interessante e gerou muitas reações engraçadas com o pessoal aqui, hahaha. Experimentei algumas marcas e a que mais gostei foi a Meu Garoto, que foi a que comprei. Meus colegas foram comer um almoço tardio no Mercado, pratos tradicionais de peixe. Eu como não encontrei nada de vegano, comprei um açaí. Eu sabia que era diferente do que conhecemos aqui em São Paulo, e honestamente achei o nosso muito melhor. Questão de hábito, talvez. Não que tenha achado ruim, mas realmente é um pouco amargo. Enfim, se não me agradou no sabor, na sustância não deixou a desejar. Feito isso, fomos dar uma volta na avenida em frente ao Mercado para analisar as opções para nosso passeio do dia seguinte. Havíamos pegado contato com a companhia que nos levou e trouxe da Praia da Lua e negociamos um barco privativo no valor de 600 reais para fazer o passeio turístico tradicional pelos Rios Negro e Solimões. O melhor valor que conseguimos nos operadores de rua, para ir num barco lotado com mais 30 pessoas, foi de 100 reais por cabeça. Pagando 120 cada um, preferimos ter o conforto do barco privativo, até pra podermos ver tudo rapidamente e termos tempo de emendar algum outro passeio depois desse. A quem possa interessar, seguem os contatos do barqueiro, chamado Grande: (92)99981-8463/99157-8495/99227-3999 (WhatsApp). A pé, fomos para um Carrefour nas redondezas comprar comida pra fazermos no hostel e seguimos para ele na sequência. Não saímos à noite nesse dia, aproveitamos para organizar nossas coisas, descansar e jogar umas cartas entre nós. O Hostel Manaus é populado principalmente por mochileiros estrangeiros, pelo que pude perceber, então as interações por lá foram consideravelmente internacionais, o que é sempre muito interessante. É fantástico ter três línguas diferentes sendo faladas ao seu redor num mesmo lugar. Fomos dormir não muito tarde, o passei no dia seguinte seria nas primeiras horas da manhã. Custos no dia 10 R$ 20 de Uber ao hostel, divisível por 4; R$ 90 de duas diárias de hospedagem em quarto privativo pra duas pessoas; R$ 20 de caução no hostel, podendo ser recuperado no check-out ou usado em consumo; R$ 15 de Uber à Marina do Davi, divisível por 4; R$ 10 de barco para a Praia da Lua, já contando ida e volta; R$ 15 de Uber ao Mercado Municipal, divisível por 4; R$ 8 de açaí no Mercado Municipal; R$ 30 de comidas e bebidas no supermercado, para dois dias. Dia 11 – Rios Negro e Solimões, INPA e bar O café da manhã incluso na diária do hostel era simples, mas suficiente e saboroso, o suco natural de cupuaçu ou graviola na certa era a melhor parte. Comemos bem e partimos para a Marina do Davi novamente. Encontramos nosso barqueiro, Grande, e embarcamos na Apuaú III, uma lancha grande e confortável que tínhamos só para nós. Navegamos pelas águas escuras do Rio Negro até chegar ao primeiro ponto de interesse do passeio, uma aldeia indígena bem pequena, claramente apenas um espaço de recepção de turistas. Lá há artesanato para comprar, algumas coisas interessantes para fotografar e, pra quem é dessas, a opção de degustar as saúvas defumadas consumidas pelos indígenas. Para quem quiser pagar, há a opção de assistir a uma apresentação e realizar pintura de pele, mas como não era de nosso interesse, logo seguimos viagem. A próxima parada foi num braço do rio, e é ponto polêmico considerando meus colegas veganos: É o rolê de nadar com os botos. Acessa-se o local por uma plataforma flutuante onde os operadores solicitam que se remova todo o protetor solar da pele e dão instruções para os visitantes sobre como interagir com os animais sem incomodá-los. Os bichos vêm soltos do rio, atraídos pelos peixes que um funcionário dá no bico deles. Esse tipo de interação meio domesticada com animais selvagens é sempre questionável, sobretudo considerando que depois do nosso barco chegaram dois daqueles que carregam 30 pessoas cada. Enfim, questão de consciência, esse passeio é cobrado separado de qualquer forma, 10 reais por pessoa. Daí, seguimos por um igarapé do Rio Solimões, um curso de água por entre as árvores que, nessa época do ano, estavam inundadas. A passagem é simplesmente magnífica, a vista da flora e da fauna é linda, tiramos muitas fotos belíssimas no caminho até o restaurante flutuante de onde sai o caminho elevado para se ver as vitórias-régias. Eu quando criança, depois de uma aula na escola sobre essas plantas, sonhava com viajar à Amazônia para conhecê-las enquanto ainda era leve o bastante para que suportassem meu peso. Eu não teria podido subir nelas, de qualquer modo, então o atraso de alguns anos não mudou nada para a realização do sonho, eu acho. A vista das vitórias-régias é linda, mas por entre tantas coisas maravilhosas acaba não se destacando tanto assim, acho que dentre meus colegas eu fui o que mais se deslumbrou, considerando meu velho desejo infantil. Fora as plantas, há a exuberante fauna amazônica para pontilhar a paisagem: macacos, sapos, aves, insetos etc. O restaurante flutuante é um ponto de parada para almoço nos passeios tradicionais. Também há artesanatos indígenas para serem adquiridos, a preços mais altos do que na aldeia. Como Já havíamos decidido não parar para almoçar ali, seguimos logo para o próximo ponto de interesse. No caminho pelo rio, passamos pelas ferragens de várias grandes embarcações abandonadas e vimos botos despontarem hora ou outra na superfície, passamos por baixo da grandiosa Ponte Jornalista Phelippe Daou e enfim chegamos ao gran finale, o Encontro das Águas, o local onde os rios Negro e Solimões se encontram para formar o Amazonas. As águas de diferente densidade, velocidade e temperatura não se misturam, empurram uma à outra como se competindo pelo espaço. A vista é um espetáculo, e botando a mão na água pode-se perceber a diferença da temperatura. Alguns dizem que não vale a pena ir até tão longe no rio para ver esse fenômeno, mas discordo. Esse foi o último ponto do tour, na volta contornamos a cidade e vimos o grande porto, a Zona Franca, os vários postos de gasolina para barcos (o que é curioso para nós que não vivemos às margens de um rio como esse, rs). Grande nos deixou no píer em frente ao Mercado Municipal, onde comemos uma coisinha rápida (eu fui de açaí de novo) e logo pedimos um Uber para nos levar ao Bosque da Ciência do INPA (Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia), uma pequena área de preservação com animais silvestres soltos e recintos de animais resgatados sendo cuidados pelo instituto, além de um museu com exibições biológicas e históricas. O bosque é um local bem agradável, e é fácil avistar diversos animais por entre as árvores. Vimos macacos, preguiças e uma paca jovem. Junto com os animais em cativeiro: peixes-boi, jacarés, tartarugas e uma ariranha, o instituto oferece uma amostra bem diversificada da fauna amazônica. E bem, se Manaus é difícil para veganos, pelo menos tem tapioca pra todo canto, e mesmo a simples – lembrando de pedir sem a manteiga - já é uma refeição relativamente saborosa e de sustância. O melhor de tudo é que é extremamente barata, normalmente 2 reais. Aproveitei e comi uma numa lanchonete lá dentro pra complementar, e ela e o açaí de antes já foram o bastante até chegarmos de volta ao hostel. Voltamos já eram umas 17h e fomos arrumar as coisas para partirmos sem problemas no dia seguinte. Com tudo pronto, começamos a falar sobre sair à noite para ir a um bar, decidi jantar antes para não ter problema de não encontrar comida pra mim. Pouco depois partimos de Uber para a praça do Teatro Amazonas, que não fica longe, mas todo mundo nos alertou pra não andarmos por aí de noite. O seguro morreu de velho e a tarifa mínima do Uber não ia quebrar a banca de ninguém. Nosso destino foi a Casa do Pensador, um bar legal com preços bons e um cardápio diversificado. Entornamos algumas cervejas, mandamos umas porções de batata pra dentro e experimentamos uma caipifruta de Graviola que, apesar de um pouco fraca no álcool, estava deliciosa. Enquanto estávamos lá, um grupo de mochileiros profissionais artistas de rua parou lá perto pra fazer uma apresentação de música e acroyoga, foi bem interessante. Voltamos pro hostel quando o bar começou a fechar. Eu já estava um pouco tonto pela bebida, então quando deitei não demorei a adormecer. Custos no dia 11 R$ 15 de Uber à Marina do Davi, divisível por 4; R$ 120 de passeio Rios Negro e Solimões; R$ 8 de açaí no Mercado Municipal; R$ 15 de Uber ao INPA, divisível por 4; R$ 5 de ingresso no Bosque da Ciência do INPA; R$ 2 de tapioca no Bosque da Ciência do INPA; R$ 15 de Uber ao hostel, divisível por 4; R$ 10 de Uber à praça do Teatro, divisível por 4; R$ 20 de comes e bebes no bar; R$ 10 de Uber ao hostel, divisível por 4. Dia 12 – Teatro Amazonas e retorno pra São Paulo Dormi como uma pedra e fiquei surpreso quando, no café da manhã, estava todo mundo admirado com a chuva cabulosa que caiu durante a noite e sobre a qual fiquei sabendo apenas naquele momento. Os benefícios de um sono suavemente etílico, hehehe. Acordei cedo querendo aproveitar a manhã para fazer o tour do Teatro Amazonas e ir ao Palacete Provincial, que abriga cinco museus. Ninguém mais quis ir comigo e, desdenhoso da falta de espírito de exploração de meus colegas, parti sozinho pelas ruas manawaras sob o sol que já desde cedo escaldava a pele. Cheguei no Teatro antes dele abrir e entrei com a primeira turma, o tour custa 20 reais a inteira e passa pelo interior do prédio com uma guia explicando detalhes da História, Arte, Arquitetura e curiosidades do local. É um passeio bastante interessante, apesar do tamanho do prédio não impressionar o paulistano frequentador do nosso enorme Theatro Municipal. Mais do que compensando por isso, o Teatro Amazonas é magnífico e os detalhes de sua construção e decoração são tantos e de tal esmero que impressionam qualquer um. Como um apreciador da ópera, devo dizer que acrescentei na minha lista de coisas a fazer antes de morrer uma visita ao Teatro quando estiver ocorrendo seu famoso Festival Amazonas de Ópera, evento anual com diversos artistas internacionais e apresentações que me pareceram fantásticas. O tour, infelizmente, demorou bem mais do que eu esperava, o que me deixou sem tempo hábil para a visita ao Palacete, então retornei ao hostel para encontrar meus camaradas. Antes de fazer o check-out, fomos fazer uma refeição numa lanchonetezinha simples mas gostosa lá perto, a Skina dos Sucos, onde comi uma tapioca com recheio de uma raiz da região, o tucumã, que se parece um pouco com cenoura, e tomei um suco de uma fruta cítrica também local, o taperebá. Tudo muito bom. Voltamos para o hostel, fizemos o check-out e usamos a grana do caução para tomar uma saideira da geladeira de lá. Seguimos para o aeroporto e logo embarcamos no voo de volta pra São Paulo. O último presente que Manaus me deu foi a vista aérea do Encontro das Águas, magnífica. Chegamos em casa no começo da noite, findando assim essa viagem fantástica e exótica que agora compartilho com vocês. Custos no dia 12 R$ 20 de tour do Teatro Municipal (ou 10 a meia); R$ 15 de suco e tapioca na lanchonete; R$ 20 de Uber ao aeroporto, divisível por 4. Acaba aqui o relato, agradeço a você que chegou até aqui e fico alegremente disponível para auxiliar na medida do possível com qualquer dúvida que os leitores possam ter. Não hesitem em mandar mensagens, rs, e boa viagem!
  20. 7 pontos
    Relato de uma viagem feita sozinho durante 58 dias no México entre os dias 02/05 e 28/06/2019. Muitas das informações aqui apresentadas já foram em parte compartilhadas no meu Instagram de viagens criado há pouco tempo: https://instagram.com/viajadon_/ Obs.: os preços informados são em peso mexicano. PRINCIPAIS CIDADES/REGIÕES VISITADAS: Cidade do México, Teotihuacan, Tepotzotlan, El Tajín, Papantla, Huasca de Ocampo, Mineral del Monte, Bernal, Querétaro, Jalpan, Huasteca Potosina, San Luis de Potosí, Real de Catorce (local mais ao norte), Guanajuato, San Miguel de Allende, Puebla, Atlixco, Cholula, Zacatlán, Chignahuapan, Cuetzalan, Orizaba, Oaxaca, Chiapa de Corzo, San Cristóbal de las Casas, Comitán de Dominguez, Laguna Miramar, Toniná, Palenque, Bacalar, Tulum, Cobá, Isla Mujeres, Holbox, Valladolid, Ek Balam, Las Coloradas/Río Lagartos, Chichén Itzá/Pisté, Mérida, Uxmal/Ruta Puuc. MAPA GERAL COM PONTOS DE REFERÊNCIA: - Local mais ao norte: Real de Catorce - Local mais ao "sul" (próximo da Guatemala): Lagos Montebello (em passeio partindo da cidade de Comitán Dominguez) Mapas interativos: https://drive.google.com/open?id=1fd9QocEx5PbMuHYldzdv9zf3LNjCAXjF&usp=sharing https://drive.google.com/open?id=1XZ6l1GJdttfU1UDeC8xXpW1izBhMntlK&usp=sharing https://drive.google.com/open?id=18fij8kYrSgXfXdRvMRBA5e3Jdq3ADbYQ&usp=sharing Arquivos Kmz: México - Estados de Hidalgo, Querétaro, San Luís Potosí, Guanajuato e cidades de interesse em Michoacan.kmz México - Estado do México, Veracruz, Puebla e Oaxaca.kmz México - Estados de Chiapas, Yucatan e Quintana Roo (sulleste).kmz ITINERÁRIO RESUMIDO: Planilha editável: Tabela de deslocamentos - realizado (espaçado).docx INFORMAÇÕES BÁSICAS POVO - Os mexicanos são muito acolhedores, honestos e simpáticos com o turista brasileiro de forma geral. - No país encontrará pessoas falando outras línguas, além do espanhol, como nahuatle (em El Tajín e em pueblos do estado de Puebla) e tsotsil (San Cristóbal de las Casas) e outras línguas da família maia. CÂMBIO - Não leve reais e muito menos leve pesos mexicanos comprados aqui no Brasil! - Apesar de ter lido em um relato que o euro era mais vantajoso do que o dólar na conversão para pesos mexicanos, não verifiquei isso em nenhuma casa de câmbio. Sendo assim, o conselho é levar dólares. - Melhores cotações ao longo de toda a viagem nas casas de câmbio do Terminal 1 do Aeroporto. Atenção que o seu voo chegará no Terminal 2, onde as casa de câmbio oferecem cotações menos favoráveis. Para ir ao 1 procure pelo Aerotrem (trem de conexão entre os terminais). Ao chegar no túnel de acesso ao Aerotrem, te pedirão a sua passagem. Informe que você acabou de chegar de viagem e que quer ir às casas de câmbio (deu certo comigo e acho que geralmente dá com qualquer um). - Nos mercados da rede Soriana (há em várias cidades do México) é possível pagar em dólar e receber troco em pesos por uma excelente taxa de conversão (troco a $18,80 enquanto em casa de câmbio estava a $18,25). PREÇOS - O México em geral é mais barato do que o Brasil. O preço de artesanato é absurdamente barato e os de transporte, hospedagem, alimentação e transporte serão discutidos nos tópicos a seguir. TRANSPORTE - O México é muito bem atendido por linhas de transporte. Mesmo entre cidades pequenas no interior costuma haver transporte regular (geralmente kombis) e entre várias cidades, há opções de ônibus executivos confortáveis do grupo de empresas da ADO, da Futura ou do grupo da Estrella Blanca, com preços mais ou menos correspondentes aos praticados no Brasil. - Para se locomover entre cidades do circuito turístico nos estados ao norte da Cidade do México (até San Luis de Potosí) ou entre a Cidade do México e Puebla ou Oaxaca, encontrará opções mais econômicas no Bla Bla Car (app de compartilhamento de carona). No app, muitas vezes a viagem sai por um terço do preço dos ônibus regulares e além disso, vc ainda pode conhecer pessoas massa, como aconteceu na viagem até Querétaro, em que conheci dois mexicanos e um belga super "chidos", que depois ainda tomaram uma cerveja comigo. - Para viajar para alguns pueblos, muitas vezes haverá apenas opção de colectivo (kombi ou van) ou em caso extremos haverá apenas opção de caminhão (pau de arara), como entre Laguna Miramar e Ocosingo. Às vezes a única opção de transporte regular (nos dois sentidos da palavra) pode ser também a carroceria de uma camionete, como para visitar Toniná partindo de Ocosingo. - Uma forma bastante popular de se viajar, especialmente em ou entre cidades pequenas é o táxi coletivo. São basicamente táxis que circulam meio que como vans ou ônibus pegando mais de um passageiro. Em algumas situações colocam até 5 passageiros, sendo dois na frente (sim, há um banco adaptado em cima do freio de mão 😂). - O transporte dentro das cidades costuma ser muito barato (ex. metrô a $5 na Cidade do México). Dicas para economizar: a) cheque o Bla Bla Car antes de comprar passagens de ônibus; b) nos estados de Chiapas, Campeche, Quintana Roo e Yucatán, verifique sempre se há opção de colectivo, além do ônibus (é mais desconfortável, mas às vezes muito mais em conta e com saídas mais frequentes); c) sempre quando for comprar passagem de alguma empresa do grupo ADO (OCC, AU e a própria ADO), cheque o site com 2-3 dias de antecedência, pois geralmente há cotas promocionais que reduzem o preço em até 40-50%; e c) ao comprar passagem em terminal rodoviário, cheque sempre se não outra empresa que faz o percurso, pois geralmente o atendente te informará apenas a com horário de saída mais próximo. Geralmente há outra empresas com ônibus simples, sem banheiros, porém com poltrona confortável, que fazem o mesmo trajeto das empresas mais caras. HOSPEDAGENS - O México é um país barato para se viajar. Peguei alguns hostels de boa qualidade com preços absurdamente baratos, como $85 com café da manhã no Torantelo em San Cristóbal de las Casas ou $30 no Lucky Traveller em Tulum. 🎉 De forma geral, encontrará bons hostels entre $120 e $240 na maior parte das cidades. - Em alguns pueblos e cidades menos turísticas pode ser que não encontre hostels. Neste caso, confira o Airbnb se quiser reservar com antecedência. ***Para fazer a sua primeira reserva pelo Airbnb, use o link abaixo, que vc ganhará desconto (e eu tbm e nós dois ficaremos felizes 😄) https://abnb.me/e/lJ7ccVuYnZ - Dica importante: caso esteja viajando em baixa temporada, sem muita preocupação com disponibilidade de hospedagens, deixe para pagar a diária do hostel a cada novo dia, sempre conferindo o preço no Booking. Direto aparecem promoções de diária para o local onde vc já está hospedado. Essa é a regra, porém quando o valor já está absurdamente barato ao se reservar inicialmente, pode ser melhor reservar logo por vários dias, com atenção a alterações nos valores das diárias por este maior período. ***Para fazer a sua reserva pelo Booking, use o link abaixo, que vc ganhará desconto (e eu tbm e nós dois ficaremos felizes 😄) https://booking.com/s/67_6/andes019 p.s.: Ao final do relato, encontrará a lista de todas as minhas hospedagens. COMIDAS E BEBIDAS - É bom ter um glossário de comidas mexicanas! Muitas coisas são bem parecidas. Às vezes só de acrescentar um item em alguma coisa, esta já recebe outro nome. - Ser vegetariano no México às vezes é um pouquinho complicado se você não está na pilha de fazer sua própria comida. - Comidas de rua e refeições em mercados (tipo os nossos mercados municipais) são bem econômicas e em geral os restaurantes chiques custam menos do que muitos restaurantes razoáveis do Brasil. - Um outro atrativo do México para mim são suas simpáticas padarias. Muitas delas vendem apenas opções de pães doces com preços geralmente super em conta! Em Orizaba, por exemplo, paguei $5 (!) por três tipos diferentes de pães doces. - Pimenta! 🌶️ Sim, os mexicanos realmente amam pimenta. Tudo o que você pede pode levar pimenta no seu preparo, até mesmo uma raspadinha de gelo ou frutas no copo. É comum também ter à disposição molhos de pimenta verde ou vermelho de preparo próprio. Caso vc não curta pimenta, relaxa que geralmente as comidas não vêm apimentadas da cozinha (exceto o "mole" ou alguns pratos típicos que são feitos à base de pimenta), mas é sempre bom perguntar. - Outra coisa interessante é que nos menus (combos de comidas), o arroz às vezes pode vir como opção de segundo prato, após a entrada (geralmente uma sopa ou caldo) e antes do prato principal. - Ah, e esqueça o tradicional arroz nos pratos. Os mexicanos muitas vezes usam as tortillas como base dos seus pratos. Às vezes quando o prato vem com arroz, eles inclusive misturam o arroz com o acompanhamento e colocam na tortilla. hahaha - Há diversos tipos de antojitos (classe do comidas dos tacos e quesadillas). Tive dificuldade para diferenciar um de outro algumas vezes, mas tranquilo, já que os próprios mexicanos quando questionados sobre as diferenças fazem confusão. hahahaha - Em relação à bebida, o preço da cerveja é mais ou menos o mesmo do Brasil (aqui é um pouco mais barato). Uma garrafa de 1,5 L de água custa geralmente entre $9 e $14. Refrigerante eu não lembro, mas dado o alto consumo mexicano (mais do que 6x a média mundial), acho que é bem barato. - Os mexicanos também são doidos por suco! Nas ruas geralmente há várias banquinhas de suco. Na verdade, o suco lá geralmente é feito com fruta em infusão durante um bom tempo e se chama "agua (de sabor)". Já os sucos de pura fruta, sem adição de água, que são chamados de "jugo". - Outra coisa que os mexicanos amam é tamarindo. Há inclusive um preparo tipo uma calda muito popular à base de tamarindo e pimenta, chamado "chamoy", que eles usam em diversos alimentos. Os doces feitos com a fruta, especialmente os picantes, são deliciosos! 🤤 - Paleta! Sim, o termo "paleta" não é invenção de empreendedor brasileiro. Os picolés mexicanos realmente se chamam "paletas". Os de fruta são deliciosos! Mesmo aqueles baratinhos de carrinhos de rua são super saborosos. Eu costumava curtir mais as paletas de fruta (especialmente as com pimenta) do que os sorvetes ("helado" se for à base de leite ou "nieve" se for à base de água). Bem acho que é isso... segue aí uma listinha de coisas que comi ou bebi com um breve comentário: - Camote - doce de batata doce vendido em Puebla - Cemita - pão tipo "brioche" (desses com gergelim usados para sanduíches). Também é o nome do sanduíche em si, muito popular em Puebla, o qual leva carne de porco, queijo, abacate e pode levar pimenta. É bom, mas é só um sanduíche em torno do qual o povo local cria todo um "hype". - Chalupas: massa de milho frita recoberta depois com um molho e ingredientes a gosto. Parece com salbute. - Chamoyada - raspadinha de gelo com pimenta - Chapulines - grilos - Chicatanas: formigas - Elotes e esquites - milho com limão, pimenta, maionese e queijo. Esquites é a versão com o milho no copo. Uma delícia! - Flor de calabaza - flor de abóbora refogada. É bem gostosa e geralmente é servida em tortillas. - Gordita - tem a versão de nata, que é tipo um pãozinho doce feito à base de nata e que pode ser recheado com geleias, doce de leite ou nutella. Tem a versão salgada que é massa de milho frita e recheada. Ambos eu achei bem gostosos. - Habas - favas grandes salgadas, vende-se em lugares que tbm vendem amendoim - Huaraches e sopes: para mim são iguais, mas têm um formato diferente. Tortilla de milho, com feijão, alface e queijo. - Huazontle - empanado recheado com queijo feito com uma folha fibrosa (o próprio huazontle) que se parece brócolis . Não curti muito! - Huitlacoches - fungo que dá no agave. Uma delícia nas tortillas. - Memela: massa de milho frita coberta com feijão e molho verde ou vermelho. O que eu comi perto do Balneario Axocopan em Atlixco foi o antojito mais gostoso de toda a viagem. - Molletes - pão com queijo, tomate, alface, que lembra uma bruschetta. - Molote - tipo de antojito frito parecido com quesadilla. Gostoso! - Nopales - folha de palma mto negligenciada aqui no Brasil, mas super populares no México. São servidas em antojitos ou em pratos. Eu adoro! - Palanqueta - parecem barrinhas de cereais feitas com semente de amaranto. Eu acho gostosas. - Pan de espelon: tamal com feijão preto e lomitos (carne assada). Muitooo bom! Popular em Yucatan. - Panucho: taco com feijão colado frito em óleo de banha de porco. Leva em cima alface, tomate e abacate no caso do pedido sem carne de porco. Bem gostoso! Popular em Yucatan. - Papadzules: parecem panquecas recheadas com ovo duro e com molho de tomate por cima. Não curti muito! Popular em Yucatan. - Pipián - molho a base de semente de abóbora. Popular em Cuetzalan. - Polcanes: espécies de bolinhos de milho fritos recheados com carne de porco desfiada. Não curti! Popular em Yucatan. - Relleno negro: parece um caldo feito com carne de perú, com tomate, feijão adocicado, salsa e queijo. Sabor forte. Muito gostoso! Popular em Yucatan. - Salbute: parece o panucho, mas não se coloca o feijão na hora de fritar - Sopa de lima: sopa rala de frango, com tomate, cheiro verde e lima - Tamal chachacua: tamal feito enterrado em chão com pedras quentes, geralmente recheado com carne de porco e frango. Muito bom! Popular em Yucatan. - Tamal de macalun: com hoja santa, semente de abóbora. Muitooo, muito bom! Popular em Yucatan. - Tamal vaporcito: feito no vapor. Gostoso.Popular em Yucatan. - Tlacoyos de requesón - um dos antojitos mais gostosos que comi. São encontrados na Cidade do México. - Tlayuda - massa de milho verde frita com cobertura de feijão e outras coisas que são vendidas nas ruas de Cidade do México. Essa eu achei ruim. Já a tlayuda de Oaxaca são gostosas, parecem tortillas grandes dobradas e recheadas com feijão, alface, abacate, tomate e queijo (e carne). Frutas: - Huaya: frutinha verde que parece pitomba, também conhecida como mamomcillo - Mamey: fruta grande cujo sabor lembra um pouquinho o de mamão. Achei deliciosa - Nanche: murici - Tuna: fruta do cactus que eu não curti Bebidas: - Atole - bebida feita a base de milho; a de cacahuate (amendoim) é uma delícia - Pozol: é uma bebida de milho com cacao parecida com o tascalate. É gostosa, mas é enjoativa. Há também a versão branca, com coco, que não achei gostosa. Popular nos estados de Chiapas e encontrada também em Quintana Roo e Yucatan. - Pulque: bebida alcoolica meio azeda feita a partir da fermentação do agave. Eu gostei da versão com fruta. - Rusas: bebida de água gaseificada ou refri de limão ou sangria com limão, pimenta e sal. É uma delícia! - Tascalate é uma bebida de chocolate feita a partir de uma mistura de milho torrado, chocolate, pinhão moído, achiote, baunilha e açúcar. Bem gostosa, mas o gosto é forte e enjoativo. Popular em Chiapas. - Tepache: bebida fermentada geralmente de abacaxi - Yolixpa: bebida alcoólica indígena a base de 23 ervas vendida em Cuetzalan. Achei gostosa. ROTEIRO DIA 1) BRASÍLIA - CIDADE DO MÉXICO De antemão, já deixo registrado que a Cidade do México é incrível, com diversas atrações interessantes. Se possível reserve ao menos uma semana para curtir a cidade. Ah, e se liga em duas coisas importantes: a) muito atrativos da Cidade do México (e de outras cidades) são fechados na segunda-feira; e b) a entrada em muitos museus é gratuita aos domingos. Bem, agora vamos ao relato. Comecei bem a viagem: sendo parado na imigração. Deve ter sido pq a atendente na triagem inicial me fez uma pergunta em espanhol rapidamente e eu não entendi, para não dizer que tenho cara de gringo querendo migrar para os EUA ou de narcotraficante árabe (e olha que minha barba tava curta). Fiquei um tempo aguardando e depois o funcionário que me atendeu fez uma chuva de perguntas: quanto tempo ia ficar, quanto dinheiro tinha, se já tinha viajado para outros países, qual meu emprego e salário, se tinha outro passaporte (estava com um novinho), se tinha visto pros EUA (perguntou duas vezes), quais minhas intenções no México, se conhecia alguém no país. Uma penca de perguntas. Acho que consegui me desvencilhar da encheção principalmente depois de mostrar o meu roteiro e a passagem de volta de Mérida a Cidade do México e depois para Brasília. Dicas para se dar bem na imigração: tenha seu passaporte antigo em mãos, passagem de volta impressa, tenha uma quantia considerável de dinheiro e se for empregado, leve o seu contracheque. Depois de uma hora e meia na migração, peguei minha mochila, fui ao terminal 1, troquei os meus dólares e euros (ver tópico câmbio mais acima) e peguei o metrô rumo ao hostel (relação das hospedagens ao final do relato). O metrô fica praticamente contíguo ao terminal 1, basta sair na porta mais à esquerda (olhando para a rua) e andar uns 200 m. Esse foi um dia basicamente de uma volta no Zócalo e conhecer a grandiosa catedral e de fazer o reconhecimento do centro histórico, caminhando meio que sem propósito até chegar na Plaza Garibaldi (praça que reúne vários barzinho e onde se concentram vários grupos de mariachis). O Zocálo citado por si só já é uma grande atração. É comum ver apresentações de grupos de dança mexica, jogo de pelota e nos finais de semana há uma movimentação louca de gente com vários vendedores e pessoas com trajes indígenas benzendo e defumando quem tiver interesse. DIA 2) CIDADE DO MÉXICO Dia de caminhar para caramba (bem uns 17 km)! Primeiro fui de metrô até a Universidade Nacional do México - UNAM, onde visitei primeiramente o Museo Universitário de Arte Contemporáneo. Lá estava rolando uma exposição do Ai Weiwei, que fazia um paralelo entre a destruição de patrimônio histórico chinês e o assassinato em massa de estudantes mexicanos em Iguala em 2014 promovido por cartéis em parceria com forças paramilitares e polícias. Pesado! Em seguida peguei um ônibus gratuito interno no campus com destino à Reitoria e à Biblioteca (com direito a pulinho no MUCA - Museo Universitario de Ciencia y Arte...vale a pena se tiver com tempo sobrando). Depois segui caminhando até o Museo Soumaya Plaza Loreto. Após a visita segui até o Museo El Carmen, passando no caminho pelo Mercado Melchor Musquiz (recomendo demais todo esse trajeto a pé). Depois iniciei o que seria um trajeto super agradável pela região de Coyoacán, com belas ruas e praças. Primeiro fui ao parque Viveros (dispensável no roteiro), passando pela charmosa Fonoteca Nacional, e segui até a movimentada e agradável praça da Igreja San Juan Baptista (adorei o clima desta parte da Cidade do México e recomendo demais ir no final da tarde!). Por fim, fui no ótimo Museu Nacional de Culturas Populares e dei um rolê no bairro caminhando até a entrada do Museu da Frida. Nesta última parte do trajeto, há várias barraquinhas de comida para matar a fome. - Museu Universitário de Arte Contemporáneo: museu com excelente estrutura com exposições temporárias interessante (como a do Ai Weiwei). Entrada $40 - quinta-feira a sábado e $20 quarta e domingo. Segunda e terça não abre. - Reitoria e Biblioteca da UNAM: possuem lindos e grandiosos painéis dedicados à cultura mexicana. São tantas informações nestes painéis que há algumas visitas guiadas para apresentá-los. - Museo Soumaya Plaza Loreto: (atenção que já mais de um Soumaya!) o museu está inserido em um complexo com diversos restaurantes e em que frequentemente há apresentações de música e feiras temáticas. O museu em si têm uma coleção de peças artísticas de calendário, exposição sobre 100 anos da Constituição mexicana, pinturas do séc XVII e XIX e alguns artefatos da história da fotografia no país. Particularmente, achei legalzinho, mas acho que é dispensável. Entrada gratuita. - Museo El Carmen: antigo convento que abriga algumas múmias. Visita interessante! Entrada $60. - Fonoteca Nacional: local charmoso e agradável para quem está de bobeira, com tempo de sobra. Entrada gratuita. - Museu Nacional de Culturas Populares: grande museu com boa coleção e ótimas exposições temporárias. Curti demais! DIA 3) CIDADE DO MÉXICO Dia de rolê por atrações no Centro Histórico. - Templo Mayor: o coração da sociedade mexica (erroneamente chamada de "asteca") de Tenochtitlan, que continha em seu centro uma grande pirâmide de mais de 40 m de altura dedicada às cerimônias com sacrifícios humanos. A visita ao Templo Mayor contempla um museu incrível com diversos artefatos mexicas. Entrada $75. - Palácio Nacional: com belo interior e 10 painéis de Diego Rivera. Vale a pena fazer a visita guiada passando pelos painéis. Entrada gratuita - Museu Nacional de Arte do México: belo prédio com uma grande coleção de artistas dos séculos XVIII e XIV (para mim, é o tipo de arte que depois de uma tempo cansa, mas vale a pena a visita). Entrada $60. - - Torre Latinoamericana: na década de 50 esteve entre um dos 50 prédios mais altos do mundo. Tem uma incrível vista panorâmica e um museu legalzinho com a história de algumas estátuas espalhadas na cidade. Entrada $110 (cara demais!) DIA 4) CIDADE DO MÉXICO Mais um dia de rolê na parte central da Cidade do México. Segue abaixo a relação dos locais visitados e como não teria mais tempo depois para conhecer outros atrativos nessa parte central, fica o registro de ainda faltou conhecer a Secretaria de Educação, que tem vários painéis de Diego Rivera; o grandioso Museo Memoria y Tolerância; Museu de la Ciudad de Mexico, Museo de Las Culturas e vários outros museus na região. - Palácio Postal: do ladinho do Museu de Bellas Artes. Acaba passando batido na visita de muita gente, mas é um prédio com um interior maravilhoso. - Museu de Bellas Artes: incrível tanto por fora pela sua grandiosidade arquitetônica quanto por dentro, com exposições temporárias maravilhosas e os painéis de Diego Rivera, Rufino Tamayo, David Alfaro Siqueiros, e José Clemente Orozco. Entrada $70. - Museu Painel Diego Rivera: abriga um grande painel do artista, com placas informativas sobre o que representa cada figura exposta. Entrada $35. VID_20190505_135126.mp4 - Teatro de la Ciudad Esperanza Iris: teatro lindo em que eu pude ver uma bela apresentação de marimbas do Mario Nadayapa Quartet e convidados (a quarta postagem no Instagram é sobre este rolê especial). DIA 5) CIDADE DO MÉXICO/TEOTIHUACÁN Dia longo iniciado dividido em três partes: 1) visita a Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas e em seguida caminhada pelo interessante bairro onde se situa o sítio até a estação de metrô Tlatelolco; 2) deslocamento até Teotihuacán e visita de todo o sítio arqueológico; e 3) retorno à Cidade do México com visita à Biblioteca Vasconcelos, Kiosko Morisco e uma cervejinha artesanal boa no barzinho Estanquillo El 32. Parte 1) Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas: Tlatelolco foi um importante centro da civilização mexica, onde se desenvolveu um rico comércio e relações de intercâmbio com Tenochtitlan. Atualmente assim como o Templo Mayor, possui apenas vestígios, como corredores e bases das pirâmides, que testemunharam a destruição espanhola, aqui representada pelo convento franciscano (erguido em 1537) e Templo de Santiago Apostol (1609). A terceira cultura representada seria a do México contemporâneo, com construções como a da Secretaria de Relações Exteriores, que atualmente abriga um museu em memória aos estudantes que foram massacrados pelo Estado mexicano na praça durante uma manifestação em 1968 (até hoje não se sabe o número exato de mortos, girando entre 300 e 400). Parte 2) Teotihuacán: destino básico em qualquer viagem à Cidade do México. Fica a aproximadamente 1h30 de ônibus da Cidade do México, mais exatamente da estação de ônibus Autobuses del Norte. Não há a menor necessidade de ir em tour para esse sítio arqueológico. Basta pegar um metrô até a referida estação e depois comprar a passagem na loja da empresa Teotihuacán, que fica no final do lado esquerdo . A passagem custa $104 pesos ida e volta e ônibus sai a cada meia hora mais ou menos. Teotihuacán começou a ser desenvolvida aproximadamente a 200 a.C. Teve o seu apogeu entre os séculos II e VI, chegando a ter aproximadamente 175 mil habitantes. Depois entrou em declínio e por volta de 750, a sua estrutura social já havia sido extinta. O nome Teotihuacán na verdade foi dado pelos mexicas, séculos depois do seu declínio. Ainda não se sabe qual o nome original da civilização, que construiu o complexo de pirâmides, entre as quais se destacam a enorme Piramide del Sol, com 65 m de altura, e a Piramide de la Luna, geralmente visitadas por todas as pessoas. Porém o Templo Quetzacoatl, situado no sentido oposto da Piramide de la Luna na desembocadura na Calzada de los Muertos, também é uma visita fundamental pela sua riqueza arquitetônica (foto abaixo com esculturas nas pirâmides). Dica para conhecer bem o sítio: recomendo ir com pelo menos 3h livres para fazer todo o trajeto. Leve muita água, chapéu e não economize no protetor solar porque o sol lá é de rachar. E por último: as lojinhas de lá vendem coisas mais ou menos pelo mesmo preço de mercados da Cidade do México. Parte 3) - Biblioteca Vasconcelos, uma biblioteca pública em que qualquer pessoa, inclusive estrangeiros, pode pegar livros emprestados para consulta local e pessoas registradas podem fazer empréstimos por 21 dias. A biblioteca é enorme e sua arquitetura é arrojada. Foi criada em 2006, conta com mais de 575 mil livros e é uma das mais frequentadas da América Latina. - Kiosko Morisco, que fica no agradável e charmoso bairro de Santa Maria de la Ribera. É uma construção bem bonita em ferro e madeira desmontável, que foi criada em 1884 para uma exposição internacional em New Orleans. O Kiosko fica bastante cheio no final da tarde, quando muitas pessoas o frequentam para dançar, praticar atividade física ou relaxar. O caminho da estação de metrô até a biblioteca pela rua Mosqueta é um atrativo à parte com os seus prédios grafitados. E quem curte cerveja artesanal, recomendo ir num barzinho que se chama Estanquillo El 32, que fica perto do Kiosko. Super recomendo pelo atendimento (troquei várias ideias com o dono), pelo ambiente acolhedor e pela diversidade de cervejas! DIA 6) CIDADE DO MÉXICO Dia de rolê em Chapultepec. A região é meio que um grande parque e reúne algumas das melhores atrações da Cidade do México, entre elas a mais incrível para mim: o Museu de Antropologia. Se vc estiver hospedado perto do Zócalo, vale a pena ir caminhando pelo Paseo de la Reforma até a região, curtindo os prédios modernos ao longo da avenida. Seguem os atrativos visitados: - Museu de Antropologia: puta que pariu que museu sinistro! O museu mais incrível que já visitei na vida. Logo na entrada, vc dá de cara com um guarda-chuva lindo (foto 4),mas, apesar da arquitetura imponente, o grande destaque está na sua coleção distribuída ao longo de 53 salas. Diversos artefatos de diferentes culturas pré-hispânicas com destaque para o calendário asteca, que na verdade não é um calendário e é melhor chamar aquele povo de "mexica". Toda essa coleção se encontra no térreo e nas salas no subsolo. Há ainda um primeiro andar dedicado aos povos indígenas atuais. Eu cheguei às 16h30, peguei a explicação da guia do museu e acabou que tive só 1h30 para percorrer tudo por conta própria. Claro que faltou um monte de coisas e o primeiro andar eu basicamente ignorei por falta de tempo. Dá para ficar um dia todo facilmente no museu. Entrada 10h às 19h, $75. - Castelo/Museu Nacional de História: um belo castelo, construído entre os anos 1778 a 1788. Tem uma coleção sobre a história da Nova Espanha e muitos quartos abertos para visitação, além de um belo jardim e uma vista incrível do Paseo de la Reforma. Entrada 9h às 17h, $75. - Museu de Arte Moderna: ótimo museu com esculturas na parte externa e três alas internas, uma dedicada a uma exposição temporária, outro para artistas modernos e a última dedicada aos grandes nomes da arte do México, como María Izquierdo, Orozco, Diego Rivera, Frida e outros. Tem visita guiada às 12h e 13h. Vale muito a pena! Entrada de 10h às 17h, $75. Muitas coisas?! Pois é, ainda faltou conhecer na área: Museu de História Natural, Museu Tamayo e quatro centro culturais. E depois de tudo isso ainda curti uma luta-livre à noite no Arena México. A arena tem uma putaaa estrutura e eu achei massa a experiência de assistir à luta. Para mim é basicamente mim é uma dança acrobática, muito bem ensaiada de caras fortes (espero que os fãs do esporte não leiam isso hahaha). Os mexicanos deliram com as lutas, tanto que são até transmitidas na TV para o grande público. Confira os ingressos em site de venda, pois eu acho que sai mais em conta do que pagar na hora. A cadeira que peguei custou $140 na hora (era a segunda categoria mais barata). DIA 7) CIDADE DO MÉXICO/TEPOTZOTLAN A cidade é um pueblo mágico com várias construções antigas em cor ocre e vermelho. Fica a quase 40 km da estação de metrô Autobuses del Norte na Cidade do México. Para chegar lá é fácil: pegue um metrô até a referida estação e depois pegue um ônibus (camion) da empresa Autora na plataforma (andén) D lado norte. Acho que saí a cada 30 min . Apesar da cidade ser próxima, as condições de trânsito fazem com que a viagem dure mais de 1h. Passagem: $20 O ônibus vai te deixar bem no centro da cidade. Ali está a sua maior atração: o Museu del Virreinato. Logo mais eu falarei dele. Antes vou explicar o que é um pueblo mágico, já que isso aparecerá várias vezes por aqui. Pueblo mágico é uma cidade credenciada pela Secretaria de Turismo, que oferece aos visitantes uma experiência mágica, devido ao seu folclore, culinária, patrimônio arquitetônico e artístico, relevância histórica e hospitalidade. Atualmente são 83 pueblos mágicos registrados no país. Dito isso, vamos às atrações: - Arcos del Sítio (Acuedutos de Xalpa): a 30 km do centro da cidade fica o incrível aqueduto formado por um conjunto de arcos 43 arcos, 61 m de altura e 438 m de comprimento que teve sua construção iniciada no séc XVII e finalizado apenas em 1854. Foi considerada a maior obra do tipo na época. É possível ir de táxi ($150 a 250) ou ônibus ($16). Optei por esta opção. Vi em fóruns que só havia uma opção de ônibus até lá, o com destino a San José Piedra Gorda, com apenas 3 horários de saída ( 8h, 12h, 16h). Lá descobri que havia outra opção com destino a Cabanas Dolores, mas com parada mais longe (20 min de caminhada). Acabou que eu peguei o San José já às 13h. Demorou 1h para chegar lá por conta da estrada. Chegando perguntei ao motorista quando haveria um para voltar e ele me disse que em 40 min. Me programei para voltar neste tempo, para não correr riscos. - Museu del Virreinato: caramba, que museu em um dos complexos religiosos mais incríveis que já visitei na minha vida. Abrange o antigo Colégio Franciscano San Francisco Javier, com construção iniciada em 1580, e a incrível igreja anexa. Considere 2h pelo menos para a visita porque são várias salas com esculturas, pinturas e fachadas de tirar o folego. Por fim, recomendo almoço no mercado perto da praça central. DIA EL TAJÍN E PAPANTLA Esse foi um dia de rolezão enorme. Primeiro acordar cedinho para estar no metrô às 5h e tentar pegar o ônibus com destino a Poza Rica de 6h para uma viagenzinha de 5h de duração. Depois pegar outro ônibus até El Tajín (40 min). El Tajín é um sítio arqueológico que tem como pirâmide de maior destaque a Pirâmide dos Nichos. Acredita-se que começou a ser construída no século I e que foi ocupada até o século XIII, tendo seu apogeu entre os anos 800 e 1100. Foi a capital do povo totonaca. Possui um grande número de campos para o jogo da pelota, 17 no total. Acredita-se que tinham importante função na estabilidade social. A entrada custa $75 e o passeio completo pelo complexo Duran entre 1h30 e 2h. Na frente do sítio tem uma apresentação da Danza de los Voladores (vídeo), que surgiu na região como uma cerimônia relacionada no início da primavera para garantir uma boa colheita. Consiste em uma marcha dos dançarinos até o mastro, depois uma série de movimentos em torno dele ao som de flauta e tambor e depois sobem e fazem mais uns movimentos antes de se arremessaram para executar 13 voltas em torno do mastro. Eu peguei só um pedacinho da apresentação, que tem cerca de 25 min de duração total, mas não liguei muito para isso, pois depois veria a apresentação em Papantla, onde se localiza o maior mastro para a dança do México (37m de altura). Fui para Papantla em um táxi coletivo ($20). A cidade tem um centro movimentado no qual se destaca a sua igreja e ao fundo o Momento al Volador. Acabou que eu não consegui assistir à dança porque aconteceria apenas às 17h e eu tinha que pegar um táxi coletivo a Poza Rica e em seguida um ônibus às 18h com destino a Pachuca, onde me hospedaria para visitar Huasca de Ocampo e Mineral del Monte. Nesta viagem a Pachuca, tive uma grata surpresa com a bela paisagem montanhosa ao longo do caminho. DIA 9) HUASCA DE OCAMPO E MINERAL DEL MONTE Huasca de Ocampo e Real del Monte (ou Mineral del Monte) são dois charmosos pueblos mágicos próximos de Pachuca, uma cidade de porte médio no estado de Hidalgo a aproximadamente 90 km da cidade do México. Para chegar em ambas as cidades, basta pegar uma van em Pachuca no mercado Benito Juarez. Fui primeiro a Huasca (50 min de viagem e passagem a $29). Ao chegar na última parada (Hacienda San Miguel Regla), eu e outras duas passageiras negociamos com o motorista para nos deixar nas Prismas Basalticas por $20 a mais. As Primas são consideradas uma das 13 maravilhas naturais do México. É um conjunto de colunas de basalto com até 40 m formadas pelo resfriamento da lava vulcânica em contato com a água. Realmente a formação em si é fantástica, mas PQP quantas intervenções artificiais no local! Restaurante na beira do leito do rio, leito pavimentado até a cascata e o pior: a própria cascata é formada por água canalizada! Difícil de saber como ela era no passado. Tudo isso acaba tirando em muito a sua beleza. Beta para não pagar absurdos $100 de entrada nas Prismas: caminhe pela calçada na rua lateral aos Prismas. Uma hora o muro vai ficar mais baixo e vai ter uma janela onde se pode observar as cachoeiras. O único problema é que assim vc não terá a vista da Hacienda Santa Maria Regla de cima como na foto abaixo. A 600 m das Primas, está a Hacienda Santa María Regla, para mim o ponto alto de Huasca. A Hacienda, que atualmente é um hotel, no século XVIII foi dedicada ao beneficiamento de ouro e prata e foi um das haciendas mais imponentes do mundo. É um lugar incrível, com um bela capela e uma série de túneis, salões e quartos que serviram para diferentes propósitos no passado. Conta ainda com uma bela cachoeira formada pela desembocadura do mesmo rio que forma as Prismas Basálticas. Reserve pelo menos 2h para percorrer todos os seus túneis e ir até a cachoeira. Entrada $85. Acho que vale a pena contratar um guia (não fiz isso e fiquei muito perdido). Outro local destaque é a Hacienda San Miguel Regla. Assim como a anterior, hoje tbm é um hotel. Já está bastante descaracterizada, mas a visita ainda vale pela bela estrutura na orla do lago. Entrada $50, passeio de 50 min. Depois de conhecer esses locais, fui curtir o centro de Huasca. Em seguida peguei uma van até Real del Monte. Real del Monte é uma cidadezinha simpática, muito visitada por turistas mexicanos. Tem um centrinho legal e muitas lanchonetes de pastes (espécie de pastel de forno delicioso). Recomendo não deixar de comê-los na visita à cidade. Recomendo também conhecer a Cerveceria La Viscaina e tomar um dos seus chopps artesanais e trocar uma boa ideia com o seu dono super gente boa. Pude conferir que há van de volta de Mineral a Pachuca pelo menos até 21h (passagem a $11,50). DIA 10) BERNAL E QUERÉTARO Cheguei na rodoviária de Querétaro e já fui direto a Bernal. Para ir ao pueblo, basta pegar ônibus da Coordenados no edifício B da rodoviária (preço $49) com saída a toda hora. Na volta, o ônibus sai de hora em hora com último às 18h ($51). O pueblo mágico de Bernal é bem bonitinho e tem como sua maior atração a Peña de Bernal, um monolito de 433 m de altura, um dos mais altos do mundo, considerado uma das 13 maravilhas naturais do México (mais uma!). É possível subir até próximo do topo da Peña, sem equipamentos de escalada. A subida é um pouco cansativa e inclinada em algumas partes, tendo uma duração de 40 min a 1 hora. Depois de conhecer Bernal, retornei a Querétaro (detalhes da cidade no próximo tópico). DIA 11) QUERÉTARO Querétaro (Santiago de Querétaro) é a capital do estado de mesmo nome. É uma cidade de médio porte (mais de 700 mil habitantes), localizada a 180 km da Cidade do México. Possui um centro histórico lindo e vibrante (pelo menos nos finais de semana), que foi decretado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1996. Os melhores rolês na cidade são: a) andar pelas suas ruas, algumas delas exclusivas para pedestres, apreciando as fachadas dos edifícios e as belas praças; b) entrar em cada uma das suas igrejas, com destaque para o templo de Santa Rosa de Viterbo e Templo de la Merced, o qual se destaca pelo seu belo interior; e c) ir até o mirador do aqueduto para apreciar essa grande obra arquitetônica. Fui tbm em três museus na cidade. O primeiro deles, o MACØ (Museu de Arte Contemporânea), tem uma coleção legal que eu curti bastante (entrada gratuita). O segundo foi a Casa de la Zacatecana, que é simples, mas é legal para ver como eram as casas da elite do século XVIII (entrada $45). O terceiro foi o Museo Regional de Querétaro, que eu esperava mais da sua coleção, mas é interessante pela sua arquitetura, com pátios com fontes e chafarizes, e pelo seu histórico de ocupações com diferentes propósitos (entrada $60). DIA 12) JALPAN E XILITLA Dia de sair de Querétaro e ir até Ciudad Valles, passando por Jalpan e Xilita. Primeiro peguei um ônibus econômico da empresa Vencedor até Jalpan ($270, enquanto nas outras empresas era $400). O caminho é feito por estradas sinuosas, passando por barrancos profundos e paisagens da Sierra Gorda de tirar o fôlego. Jalpan, seria a princípio apenas um local de passagem, mas depois de ver uma bela reprodução da fachada da sua igreja, Misión de Jalpan, no Museu Regional de Querétaro, me deu uma grande vontade de conhecê-la. A igreja, construída por franciscanos entre os anos 1751 e 1758, realmente tem uma fachada barroca linda em que está representada a busca pela fé. O seu interior ao contrário é bastante simples. Para conhecê-la, desça do ônibus na parada perto do centro. Depois da igreja, peguei um táxi colectivo até o terminal, onde peguei um ônibus da Vencedor até Xilitla (2h de viagem). A cidade marca o início das minhas andanças pela Huasteca Potosina, uma região com várias cachoeiras lindas, dolinas profundas e cavernas. O meu interesse na cidade era apenas conhecer o Castelo Surrealista de Edward James (Las Pozas), um lugar com umas esculturas surreais (óbvio!) imersas na mata, escadas sem fim e ainda uma cachoeira lindíssima. Edward era poeta, artista plástico e foi mecenas de Salvador Dali e René Magritte. Conheceu Xilitla em 1945 e a partir de 1947 começou a criar orquídeas na propriedade que adquiriu. Depois de uma forte geada, em que perdeu toda sua plantação, decidiu começar a construir o castelo em 1962. Em 1984, ele faleceu, deixando a obra inconclusa. O Castelo é interessante, mas vou ser sincero que não correspondeu às minhas expectativas. Fiquei muito incomodado com as faixas coloridas bloqueando acesso, com os funcionários de colete no meio das esculturas e também fiquei um pouco frustrado com muitas das esculturas em si e com o excesso de pavimentação na parte mais natural. Acabei gostando mais da cachoeira do que das esculturas em si. O valor de entrada é $100 e o passeio dura pelo menos 1h40. Por fim, peguei um ônibus até Ciudad Valles ($143, 2h de viagem), a cidade que serviria de base para os meus passeio pela Huasteca Potosina. DIA 13) HUASTECA POTOSINA A Huasteca Potosina é a parte da região da Huasteca no estado de San Luis Potosí. Abrange 20 municípios. Já citei ela aqui quando falei do Castelo Surrealista. É uma região cheia de cachoeiras, cavernas, nascentes de rios de águas cristalinas e sótanos (dolinas - buracos profundos formados com o colapso da parte superficial do relevo). A melhor forma de conhecer a Huasteca Potosina é com carro próprio, pulando de cidade em cidade. Caso não possa alugar um, o melhor é se hospedar em Ciudad Valles e usar a cidade como base de apoio para os passeios. Muitos deles podem ser feitos sem agência. Como é o caso de todos abaixo, exceto Minas Viejas. No primeiro dia fui para o município de Tamasopo de ônibus ($128 ida e volta com a empresa Vencedor, 1h30 de viagem), onde conheci Puente de Dios e Cascadas de Tamasopo. Puente de Dios tem um poço lindo no qual desembocam cachoeiras e uma pequena gruta de água azul-turquesa. Para chegar lá, o táxi cobra $70 ou pode-se tentar uma carona. Já as Cascadas Tamasopo são duas cachoeiras: uma com uma grande parede e várias quedas d'água e outra mais simples, mas com um belo poço onde rola de fazer pêndulo ou saltar de trampolins. São bem bonitas e de fácil acesso a partir da cidade, mas tem uma intervenção humana pesada, com muita pavimentação, barragens e piscinas artificiais. VID_20190514_174348.mp4 DIA 14) HUASTECA POTOSINA Dia de conhecer conhecer Minas Viejas e Cascada El Meco de carona com amigos que fiz no hostel. Minas Viejas é bem afastada e não sei como seria o acesso por conta própria. É um complexo lindão de cachoeiras com bons poços para tomar banho. Já El Meco é uma cachoeira enorme, maravilhosa (!!!), em cidade (El Naranjo) acessível por transporte coletivo. No local há três opções de passeio: um de lancha até a base da cachoeira, outro que envolve saltar as cachoeiras acima do El Meco e outra que é um trekking até El Salto (um conjunto de poços acima no rio). Acabei optando pelos saltos de cachoeira, que foi bem legal e bonito, mas talvez eu recomendaria mais o passeio de lancha. Atenção: o último ônibus da cidade volta às 19h para Ciudad Valles. Acabei o perdendo, mas por sorte encontrei com duas amigas que conheci no dia anterior em Tamasopo e pude aproveitar uma carona de volta. DIA 15) HUASTECA POTOSINA E LAGUNA DE LA MEDIA LUNA No período da manhã, fui na Cascada de Los Micos, que fica pertinho de Ciudad Valles e é possível ir de táxi coletivo até lá ($30). Tem uma entrada paga, mas não é preciso desembolsar nada para conhecê-la. Basta descer por umas escadas que ficam no estacionamento onde o táxi te deixará e que cruzar a pista por baixo. Ao descer, vc verá a sequência de cachoeiras a partir de baixo. Depois volte pra pista e ande cerca de 700m até uma pequena central hidrelétrica. Logo depois da sua entrada de acesso, há umas escadas em que vc poderá descer e curtir a paisagem lindona mostrada em fotos abaixo. Foi um lugar que eu curti demais por ser mais natural e sem muitas intervenções como nos demais. Depois de curtir a Huasteca, peguei um ônibus até Rio Verde. O meu objetivo era conhecer a Laguna de la Media Luna, a cerca de 14 km da cidade. Para chegar lá, peguei um táxi colectivo até El Refugio ($14) e depois fui caminhando pela estrada rumo ao atrativo, pedindo caronas. Acabei andando bastante, mas consegui caronas em dois trechos, que me auxiliaram bastante a chegar no destino antes do anoitecer. A Laguna é bonita e tem uma série de canais onde se pode tomar banho em uma água de temperatura agradável. Porém a ocupação é muito intensa. Fui numa quinta e tinham muitas famílias acampando e fazendo churrasco lá, o que por um lado é legal pq mostra que os mexicanos curtem esses programas, mas por outro lado é ruim, pois significa lugares cheios. Passei a noite lá, acampado em uma barraca que aluguei no local ($170 com colchão). A infraestrutura de banheiros não é das melhores, com apenas uma pia, e vi apenas um local para lavar louça (disponibilidade de água potável e para este tipo de atividade é um ponto negativo no México de forma geral). DIA 16) ESTACIÓN DE CATORCE Curti parte da manhã no laguna e depois fui para estrada para tentar um carona com destino a estação de ônibus de Rio Verde para seguir até os meus próximos destinos: San Luis de Potosí e Real de Catorce. Acabou que consegui uma carona super rápido e ainda com direito a ganhar de presente uma garrafa de mezcal...os mexicanos são hospitaleiros demais! Chegando no terminal de Rio Verde, comprei a primeira passagem a San Luis de Potosí. Depois de de 2 h de viagem, ao chegar na rodoviária de San Luis, verifiquei se ainda era possível comprar passagem de ônibus para Matehuala, chegando a tempo para um conexão a Real de Catorce, mas não era mais possível. Com isso, comprei uma passagem a Estación de Catorce, cidade mais próxima de Real de Catorce, na esperança de ainda conseguir transporte até este destino nesse dia. Porém, chegando a Estación, descobri que há transporte regular - feito em Jeep Willys - entre as duas cidades apenas cedo pela manhã, a depender de demanda. Estación de Catorce é um pueblo no meio do deserto e assim como Real de Catorce, fazia parte da lucrativa rota de extração de prata que floresceu na região no séc XVIII. A cidade tem uma cara de "parada no tempo" e é uma interessante base de apoio para depois de se conhecer Real de Catorce. DIA 17) REAL DE CATORCE Real de Catorce é um pueblo mágico no meio do deserto a 250 km ao norte da cidade de San Luis Potosí. Tem aproximadamente 1000 habitantes regulares e tem atraído turistas pelas suas construções de pedras, por uma certa áurea e mística e pela disponibilidade nos arredores de peyote (cactus com substâncias psicoativas, ou melhor dizendo, alucinógenas hehehe). Conforme citei no tópico anterior, para chegar ao pueblo em transporte coletivo há 2 opções: uma indo por Matehuala (aprox. $410 no total) e outra indo para cidade de Estación 14 ($270) e depois seguindo em um Jeep Willys até Real de Catorce ($50-80). Eu acabei não tendo que usar o Jeep, pois consegui carona com uma galera muito massaaa que estava de passagem por Estación Catorce, indo comemorar o aniversário de um deles em Real. Eu curti demais toda a experiência de conhecer Real de Catorce. Primeiro porque a ida de Estación até lá passa por paisagens desérticas lindas. Segundo porque a experiência de entrar na cidade por si só já é massa, pois envolve a passagem por um túnel antigo por onde passava o trem que escorria a prata da região. Terceiro porque a cidade tem meio que um clima de cidade fantasma. DIA 18) SAN LUIS POTOSÍ Depois de conhecer Real de Catorce, voltei a San Luis Potosí. A cidade é legalzinha, mas não tem muitos atrativos. Tem uma praça bonita onde está a Catedral; o Museu das Máscaras, que é legal, mas não tem nada de mais; e tem uma atração que por si só já vale a ida a cidade: o incrível Centro de las Artes com o Museo Leonora Carrington. O centro parece um castelo. No passado foi uma penitenciária, onde foram aprisionados inclusive alguns ilustres presos políticos. Hoje o lugar é um espaço cultural que, além de abrigar o Museo Leonora Carrington, também abriga teatro, espaço de dança e outras exposições artísticas. Leonora foi uma importante artista surrealista e se relacionou com importantes nomes do movimento, como Max Ernst, Remedios Varo, André Breton e Luis Buñuel. Ela pintou muitos quadros e escreveu livros. Apenas nos anos 2000, nos seus últimos 10 anos de vida que se dedicou às esculturas. DIA 19) GUANAJUATO Guanajuato é uma cidade a 195 km San Luis Potosí e 360 km da Cidade do México. É uma cidade linda, colorida, construída ao longo de uma serra. O melhor a se fazer na cidade é percorrer o seu centro histórico, meio que sem preocupações, apreciando os seus edifícios e cada detalhe das suas vívidas ruas estreitas. A cidade possui belas igrejas, de arquitetura impactante, como a Iglesia de San Diego e o Templo de la Compañia de Jesus. Possui ainda alguns museus que devem ser interessantes, mas eu infelizmente estava na cidade na segunda-feira,o "Dia Nacional dos Museus Fechados no México", e só pude conhecer o Museo de las Momias e as exposições da Universidade de Guanajuato. Não recomendo ir no Museo de las Momias. O preço de entrada é caro ($100), a coleção não é lá das mais interessantes (as múmias são do século XX!) e há poucas informações disponíveis para os visitantes. O maior atrativo no local é a múmia de um recém-nascido, que morreu junto com a mãe durante uma cesária (macabro!). O museu da universidade é gratuito e tinha uma exposição linda de uma fotógrafa chamada Florecen Leyret. Valeu muito a visita! Um outro lugar interessante na cidade é o Funicular, de onde se tem a vista da primeira foto. E uma curiosidade: embaixo da cidade tem um sistema de túneis sinistro 🦇, onde há estacionamentos pagos e por onde circulam inclusive ônibus de linhas regulares. Eu e meu amigo Luca, que estava dirigindo a van em que fui de carona, nos perdemos algumas vezes nesses túneis. DIA 20) SAN MIGUEL DE ALLENDE San Miguel de Allende é uma bela cidade no estado de Guanajuato, considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, com casas de cor ocre, vermelho e amarelo (as cores lembram bastante as de Tepotzotlan). A cidade possui a maravilhosa Parroquia de San Miguel Arcángel, que teve a sua construção nos moldes atuais iniciada no ano de 1685, e algumas outras belas igrejas dos séculos XVII e XVIII, como o Templo del Oratorio de San Felipe Neri e Templo de la Purísima Concepción. Uma outra atração interessante na cidade é o Museo La Esquina (del Juguete Popular Mexicano) (entrada $50). É um museu de brinquedos que se iniciou a partir de uma coleção particular. Atualmente o museu realiza um concurso anual de brinquedos artesanais. Os premiados são gratificados e depois passam a compor a coleção em exposição. Vou ser sincero que não tinha muitas expectativas para este museu (caretismo puro meu!), mas fui surpreendido. Muitos brinquedos são verdadeiras obras de arte! Também fui no Museu Casa de Allende (entrada $55), que foi a casa de Ignácio de Allende, um dos primeiros revolucionários da independência mexicana. Foi bom para saber um pouco da história mexicana, mas vou falar que o museu é bem simples e a visita não vale a pena para nós gringos. Nos arredores de San Miguel há também algumas atrações interessantes, como a Galeria Jimmy Ray, a Galeria Atotonilco e a Zona Arqueológica Cañada de la Virgen. Infelizmente não tive tempo para conhecê-las. DIA 21 E 22) PUEBLA Depois de curtir Guanajuato e San Miguel de Allende, o meu destino estava em outro estado, o primeiro ao sul da Cidade do México: Puebla, no estado de mesmo nome. Para chegar na cidade, eu peguei dois Bla Bla Car. O primeiro de San Miguel Allende a Querétaro em carro ($50) e o segundo de Querétaro a Puebla ($250) em ônibus. Puebla em si não é uma cidade muito bonita, comparada com outras por onde passei no México. Porém tem um atrativo super curioso - Cuexcomate, o menor vulcão do mundo (detalhe: é possível descer em seu interior por $12,50) (foto 1 e 2) - e tem ainda outros quatro atrativos incríveis sobre os quais falarei abaixo. - Catedral de Puebla: um pouco parecida com a catedral da Cidade do México, porém achei o seu interior ainda mais bonito - Capilla del Rosario: construída entre 1650 e 1690, é um anexo do Templo de San Domingo e é um dos maiores marcos do barroco novo-hispânico. Maravilhosa demais! - Museo Amparo: grande museu com uma boa coleção de artes pré-hispânicas, com ambientes virrenais bem decorados e uma exposição de arte contemporânea muito boa! - Museu Internacional del Barroco. Um museu enorme com uma arquitetura super moderna, com muitos recursos multimídias e com uma boa coleção artística. Ainda dei sorte de ter duas coleções temporárias ótimas em exposição: uma de obras do Rembrandt e outra de bordados de Carlos Arias. Esse museu é demais! Fui ainda em várias igrejas, no Paseo de los Gigantes (parque com miniaturas de prédios icônicos do mundo) e andei nas ruas das Artes, dos Doces e aleatoriamente por várias outras ruas da cidade. Conheci muitos lugares, mas ainda faltou conhecer o parque em que está inserido o Forte Loreto, que parece ser uma região bem bacana da cidade. Para comer, recomendo ir no Mercado de Sabores, onde há várias opções de bancas com comida regional, incluindo o famoso sanduíche "cemita". DIA 23) CHOLULA Cholula é um pueblo mágico, que fica coladinho em Puebla, 10 km de distância. É um pueblo com um belo centro, onde se destaca o grande convento de San Gabriel Arcángel. Porém os destaques de Cholula não estão bem no centro da cidade. Dois deles estão bem próximos - Pirâmide de Tepanapa e Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios - e outros dois - Templo San Francisco Acatepec e Templo de Santa María Tonantzintla - um pouco mais afastados. Vou começar falando destes dois últimos porque muita gente os desconsidera na passagem pela cidade. O Templo San Francisco Acatepec começou a ser construído em 1560 e foi finalizado em 1760. É uma igreja barroca com ornamentações em folha de ouro. Maravilhosa! O Templo de Santa María Tonantzintla é menor do que o anterior e possui uma fachada externa mais simples, porém em sua parte interior é ainda mais ornamentada. É diferente de todas as igrejas que já vi, pois foi construída pelos indígenas com várias referências a Tonantzin, divindade ligada ao milho, e com anjos morenos e muitas ornamentações muito coloridas. Incrível! (infelizmente não é permitido tirar fotos no interior). Vamos agora às atrações mais populares. A Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios teve construção iniciada no ano de 1594 e se encontra sobre um templo da Pirâmide de Tepanapa. Foi destruída por um terremoto em 1864 e em seguida foi reconstruída. A pirâmide de Tepanapa é a maior pirâmide em largura e volume do mundo. Teve construção iniciada a em aproximadamente 300 a.c e finalizada entre 200 a 700 d.C. Tem um grande sistema de túneis que podem em parte ser percorridos pelos turistas. DIA 24) ATLIXCO Na verdade, Atlixco consta aqui no dia 23 apenas por uma questão de organização, pois na verdade cheguei na cidade na noite do dia 21 e ela foi a base de saída para Cholula. É mais um pueblo mágico pertinho (1h15 aprox.) da cidade de Puebla. A cidade por ser uma grande produtora de flores é conhecida como Atlixco de las Flores. Possui uma praça central bem bonita da qual se irradiam ruas com vários vasos de flores, bares e lojinhas de artesanato. Atlixco possui ainda um belo morro ("cerro") bem próximo de seu centro, no qual está uma pequena igreja. Segundo os mitos populares, o morro é uma pirâmide que foi enterrada no passado para evitar os saques de espanhóis. Dele é possível avistar bem a cidade, vários pequenos pueblos próximos, um belo conjunto de morros e vulcões, incluindo o grande e belo Popocatépetl, o qual consegui ver com nitidez, sem nuvens encobrindo-o, apenas no meu último dia na cidade. Ah, tem que subir cedinho para conseguir ter uma boa vista do horizonte. Eu subi para ver o nascer do sol de lá e foi um espetáculo! Na cidade conheci ainda a área dos viveiros, o nacimiento (olho d'água) perto do Balneario Axocopan e a Cascada Altimeyaya. A cidade foi uma ótima surpresa, que não estava no meu roteiro inicialmente. Um lugar que ficará no coração, especialmente pelo acolhimento do amigo Maho e de sua família, que me receberam de braços abertos em seu lar. p.s.: Caso queira se hospedar pagando pouco na cidade, há um hostel na rua Hidalgo chamado Hostal San Martin. DIA 25) ZACATLÁN Zacatlán de las Manzanas se situa a aprox. 100 km de Puebla. É conhecida por esse nome não à toa. Em vários lugares da cidade há lojinhas com produtos feitos de maçã: suco, licor, refresco, vinho, cerveja e a deliciosa Manzana rellena (maçã cozida coberta com pão doce e recheada com queijo, noz e passas). Que trem gostoso da gota! A cidade possui um centro bem bonito com o Templo Parroquial San Pedro e um jardim com o Reloj Floral, um relógio elaborado com elementos florais. Por sinal, Zacatlán é também a cidade dos relógios por conta da empresa Centenário, responsável pela construção de relógios monumentais que foram exportados para diversos países, inclusive o Brasil. Na fábrica da empresa há um museu bacaninha e barato (só $10), onde é possível ver o processo de fabricação dos relógios e vários modelos antigos e atuais expostos. Além disso, a cidade possui uma vista maravilhosa para a Barranca de Los Jilgueros, um grande vale verde onde é possível avistar duas cachoeiras, e um belo mural com mosaicos de ícones culturais da cidade. Um pueblo bem bonito! DIA 26) ZACATLÁN/CHIGNAHUAPAN Comecei o dia conhecendo o incrível complexo de cachoeiras Cascadas Tuliman, que fica entre as cidades de Zacatlán e Chignahuapan (entrada a $100). Para me deslocar até próximo da entrada do local, peguei uma kombi na esquina do Museu Regional del Vino "La Primavera" (passagem $9). Dica: pague mais $35 pelo transporte dentro do complexo, já que as estradas internas são bem íngremes (não paguei na ida, mas paguei na volta). Depois outro coletivo até Chignahuapan (passagem $9), pueblo a 14 km de Zacatlánn conhecido como a cidade das esferas (bolas de árvore de Natal), já que se encontra esse objeto à venda durante todo o ano em várias lojinhas. A cidade também tem um centro bem bonito, com destaque para a Parroquia de Santiago Apóstol e para o Belo Kiosko Mudéjar, que me lembrou o Kiosko Morisco de Cidade do México. Vale a pena ainda ir até a Casa Esmeralda, espaço que reúne a Casa del Axolote, dedicada a exibição de axolotes (grupo de salamandras criticamente ameaçados), e outros espaços, como a oficina de artesanato de barro e outro oficina em que é possível ver o processo de fabricação da esfera (entrada $50). E por último recomendo, conhecer a Basílica de Imaculada Concepción com sua enorme escultura em madeira, considerada a maior escultura da América Latina no interior de um ambiente fechado. DIA 27) CUETZALAN Dia de uma viagem com muitas baldeações. Achei que duraria um total de 2h30, mas acabou durando mais de 5h. Primeiro peguei uma kombi até a cidade de Zapotitlán ($50). Depois peguei uma outra ($35) até uma espécie de entroncamento de rodovias (La Cumbre). Por fim, peguei minha última kombi até o destino final ($18). Detalhe importante: em La Cumbre não deixe de apreciar o visual do vale, onde verá uma bela cachoeira. Cuetzalan é bem charmosa e tem bastante cara de cidade histórica pequena. Algumas ruas me lembraram um pouco Diamantina/MG. Primeiro pelas casa históricas e segundo pela inclinação do relevo. Tem um centrinho bem bacana, com a bela Iglesia de San Francisco, grandes casas históricas, um jardim grande e muita gente sentada conversando e curtindo o desenrolar da vida naquele ritmo pacato de uma cidade do interior. Do centro parte uma ruazinha com alguns restaurantes familiares bem econômicos. Isso é meio que raridade por aqui, já que os centros daqui são muito bem cuidada e neles costumam estar os restaurantes mais caros. Próximo de Cuetzalan, está o povoado de Yohualichan, onde há um sítio arqueológico com características parecidas com as do sítio de El Tajín (para chegar no povoado pegue um coletivo na esquina da Coppel- $10). O sítio foi fundado em 400 d.C pelos totonacas até o ano 800. Depois foi ocupado pelo toltecas até 1200 e em seguida pelos chichimecas. É interessante que o sítio está totalmente imerso no pueblo atual, onde muitas das suas atuais casas residenciais foram assentadas sobre construções que faziam parte dessa civilização no passado. Dicas de comida e de goró, experimente alguma comida com molho pipián rojo, feito a partir de chiles secos, tomate e sementes de abóbora, e bebida tradicional indígena Yolixpa, feita a partir de 23 ervas (santo remédio!). Uma curiosidade: Cuetzalan tem aproximadamente 60% da sua população composta por indígenas. É comum ouvir o idioma náhuatl nas ruas. Curti demais esse pueblito. Valeu a pena todo o rolê para chegar e depois a contramão para ir até o meu próximo destino: Orizaba. DIAS 28 e 29) ORIZABA Mais um pueblo mágico na viagem. Inclui no roteiro muitos dos pueblos a partir de listas como "10 pueblos más bonitos", "Top 10 de los pueblos mágicos" e "Los 16 pueblos mágicos favoritos". Este último coloca Orizaba como favorito. Definitivamente não foi o meu favorito, porém Orizaba tem um lugar especial nas minhas memórias de viagens por uma série de motivos. A cidade é rodeada por vários morros, é muito limpa, sendo considerada a mais limpa do México, e é super bem organizada, com placas voltadas ao pedestre, praças lindas com wi-fi livre e ruas com prioridade ao pedestre. Os seus atrativos principais do meu ponto de vista são: 1) Ex-convento de San Juan de la Cruz: último convento construído por jesuítas espanhóis no México no século XIX (1803-1828), que pouco depois teve que ser abandonado por conta das reformas da independência da independência. A partir de 1860, passou a ser a ser um Conic da vida (brasilienses entenderão), sendo abrigo de prostitutas, loja maçônica, escola protestante, entre outras, até 1993. Hoje poderia ser facilmente uma locação de filmes de terror trash envolvendo freiras malignas 🤣. Entrada $50. 2) Palácio de Hierro + Catedral: um do ladinho do outro, ambos com praças com belos jardins e belas construções . 3) Palácio Municipal: atualmente um edifício com diversos órgãos do governo municipal e com o primeiro painel de Orozco, que enfoca a luta pela independência. Vale a ida também pela rua com preferência ao pedestre em frente ao palácio. 4) Teleférico: acima do Cerro del Bodego é possível ter uma visão maravilhosa da cidade. Pena que o tempo estava um pouco nublado e nesta época está pairando no céu meio que uma neblina ou smog. Entrada $30. 5) Museu de Arte de Veracruz: fica em um belo prédio, com uma boa coleção virreinal e uma ótima coleção de obras de Diego Rivera mostrando diferentes fases do artista. Entrada gratuita 6) Poliforum Mier y Pesado: um prédio da segunda metade do séc XX, porém com cara de palácio do século XIX. 7) Paseo del Río: este vale um tópico especial logo abaixo. Dica de restaurante: recomendo demais o restaurante Pozolazo (próximo do Museu de Arte de Veracruz). É bem econômico e tem uma comida gostosa, bem temperada Paseo del Rio O Paseo são calçadas nas duas margens do rio Orizaba, que cruzam a cidade de norte a sul e que passa ao longo de pracinhas charmosas, casas, quiosques de comida, paredes com grafites e do teleférico (já citado aqui). Há pontes suspensas cruzando o rio, tirolesa e é comum ver gente correndo ou caminhando para ir de um lugar a outro da cidade ou apenas namorando e curtindo o ambiente. Até aí tudo bem, né?! Seria super interessante do ponto de vista da mobilidade urbana, do direito à cidade e do ponto de vista ambiental, de construção de cidades mais verdes e integradas com o meio ambiente. Mas aí vem mais um detalhe: ao longo do Paseo tbm há uma reserva animal, uma espécie de zoológico urbano, com cativeiros, serpentários e aviários abrigando cerca de 300 espécies. Por um lado a reserva tem um grande efeito na educação ambiental. Imagina só toda uma população com um zoológico super acessível em que se pode encontrar informações sobre as espécies e sobre conservação ambiental. Por outro lado fiquei pensando nos animais ali abrigados. Muitos estão em espaços super pequenos, com pouca sombra e recursos (carentes de um bom enriquecimento ambiental), e sem contar que estão completamente imersos no espaço urbano, com trânsito e poluição sonora muito próxima. Sem contar que a proximidade com as pessoas é muito grande. Uma criança pode facilmente esticar o braço e alcançar a grade das onças, por exemplo. O nível de stress dos bichos deve ser muito alto. Vi o urso e outros animais realizando pacing (movimento estereotipado de um lado ao outro), comportamento que costuma ser indicativo de stress. O Paseo é um lugar super interessante sob diversos pontos de vista e me deixou com vários questionamentos e reflexões. DIA 30) OAXACA Cheguei cedo e depois de deixar as coisas no hostel, fui a Monte Albán, um sítio arqueológico bastante próximo da cidade de Oaxaca, facilmente acessível por coletivos de transporte. Começou a ser construído em 500 a.C e foi capital dos zapotecas até aprox 800 d.C, sendo depois ocupado pelos mixtecos. Foi construído em cima de um dos morros do vale de Oaxaca e em seu ápice chegou a ter cerca de 35.000 habitantes. Monte Albán é um lugar incrível, com muita história, lindas vistas do vale de Oaxaca e um museu com uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos. Entrada $75 e transporte $60 (ida e volta). A cidade de Oaxaca por sua vez pode ser dividida em duas partes: uma abaixo da sua Catedral e outra acima. A primeira parte é caótica e feia, com muita movimentação de pessoas e barracas por todos os lados. Já a segunda parte é o lindo centro histórico, que foi tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade, juntamente com o Monte Albán, em 1987. Os grandes destaques do centro histórico são o Templo de Santo Domingo de Guzmán e o seu anexo, o Museo de las Culturas. O templo começou a ser construído em 1551. Possui uma linda fachada e muitas ornamentações em estilo barroco. Já o Museo de las Culturas faz parte do ex-convento de Santo Domingo de Guzmán e possui diversas salas, com um incrível acervo pré-hispânico, no qual se destaca a coleção da Tumba 7. A Tumba 7 foi encontrada em Monte Albán em 1932. Com diversos artefatos de ouro e outros metais preciosos,é considerada um dos maiores achados do México. O museu ainda tem salas dedicadas ao Virreinato, aos povos indígenas e à modernidade do México. DIA 31) OAXACA Dia de passeio em tour. Eu costumo ter um pouco de preguiça com tours. Primeiro pela falta de autonomia para tudo (local de comida, tempo nos atrativos, rotas etc); segundo, porque pode ser uma furada dependendo do seu grupo e do guia; e terceiro, pq geralmente saem mais caros do que se vc fizer o passeio por conta própria. Porém, resolvi fazer um tour com a empresa Lascas, partindo de Oaxaca, considerando o excelente preço que tinha ($200) e o número de atrativos a serem conhecidos (em ordem): Árbol de Tule, destilaria de mezcal (com degustação 🤤), casa de produção artesanal de tapetes em Teotitlán del Valle, sítio arqueológico de Mitla e Hierve el Agua (cascadas petrificadas). Árbol de Tule é uma árvore da espécie ahuehuete, que tem 2000 anos de idade e é considerada a mais larga do mundo com 58 metros de circunferência. É impressionante (entrada $10)! Mitla, por sua vez, é um sítio arqueológico de origem zapoteca muito interessante por seu formato trapezoidal e por suas ornamentações nas paredes (18 padrões geométricos diferentes) (entrada $65). Já Hierve el Agua é um balneário com uma formação natural muito diferente que emergiu a partir de escorrimento de água carbonatada. Parece uma formação de caverna, porém a céu aberto (entrada $25). Interessante também que no local há uns pequenos canais de irrigação que foram feitos pelos zapotecas há mais de 2000 anos. Além desses atrativos maravilhosos, o ateliê de tapetes de Teotitlán é incrível e foi bem legal conhecer o processo de produção de mezcal (e é claro o melhor: degustar muitos tipos diferentes da bebida hehehe). No final, valeu muito a pena fazer o passeio, mesmo com o tempo corrido especialmente em Mitla e Hierve. DIA 32) TUXTLA GUTIERREZ E CHIAPA DE CORZO Dia de passeio maravilhoso no incrível Canon del Sumidero. O passeio parte da cidade de Chiapa de Corzo de dois embacaderos. Ambos oferecem o mesmo preço para o passeio ($250). Se estiver hospedado em algum hotel na cidade, é possível encontrar mais barato. O Canion é uma falha geológica com altura máxima de pouco mais de 1000 m e com profundidade de rio de mais de 250m. No passado o rio Grijalva não era navegável, porém se tornou depois da construção de um hidrelétrica. Ao longo do passeio é possível avistar animais como macaco-aranha e crocodilos. A cidade de partida do passeio, Chiapa de Corzo, foi a primeira construída no estado de Chiapas e no passado foi a capital deste estado. Tem um centro bem bonitinho, com destaque para a fonte em estilo mudéjar construída no séc XVII. A cidade ainda foi o berço do fundador do grupo Mario Nadayapa Quartet (citado no dia 4) e tem um museu dedicado a marimbas, que acabei não visitando. Depois de conhecer o Canion e Chiapa de Corzo, peguei uma kombi na praça central com letreiro "Soriana" ($15) e depois uma outra kombi ($55) para chegar ao meu próximo destino: San Cristóbal de las Casas. DIA 33) SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS San Cristóbal é um pueblo mágico do estado de Chiapas, que tem um centro bem charmoso com bastantes casas históricas e uma rua para pedestres com muitos bares e restaurantes (caros de forma geral), incluindo muitas opções vegetarianas (raridade no México). Infelizmente como podem perceber pelas fotos, o tempo estava bastante ruim no dia que cheguei, com muita neblina e chuva. Uma experiência super interessante na cidade foi conhecer o mercado de Santo Domingo, com muitas roupas e artesanatos bonitos a preços bastante acessíveis, e logo ao lado conhecer o Mercado Viejo, com várias frutas, legumes e comidas de vários tipos. Nas proximidades do Mercado Viejo saem kombis com destino ao pueblo San Juan Chamula, uma comunidade pequena com população predominantemente de chamulaa: indígenas da etnia tzotzil, de família Maya. Na segunda-feira que fui, estava havendo uma procissão religiosa, com pessoas em trajes típicos tocando instrumentos, cantando como em ritmo de lamúrias e soltando muitos fogos de artifício que alguns deles mesmo confeccionavam na hora. Ao adentrarem na igreja (da foto 8), fizeram uma cerimônia de troca de roupas de um dos vários santos ricamente ornamentados, expostos nas laterais da igreja. Ao entrar na igreja parece que se é transportado a outra realidade. No seu interior há um forte cheiro de incenso natural no ar. Não há luz artificial, sendo iluminada apenas por velas e não há cadeiras. As pessoas se sentam no chão sobre um tapete de folhas de Pinus, acendem muitas velas, colocam garrafas de Coca Cola e outras bebidas no chão, como se fossem oferendas, e fazem orações geralmente com o corpo curvado como se estivessem murmurando. Após o ritual tomam as bebidas. É um sincretismo religioso muito diferente que mescla o misticismo indígena com o catolicismo. Uma experiência incrível que recomendo fortemente. . Mais infos: a entrada na igreja custa $25. Não é permitido tirar fotos ou fazer vídeos no seu interior. Por sinal, os chamulas não gostam desses registros por acreditarem que roubam a alma ou trazem azar. DIA 34) COMITÁN DE DOMINGUEZ Comitán é uma cidade situada a pouco mais de 90 km de San Cristobal. Possui um belo centro com uma bela igreja e algumas opções de restaurantes e de comida de rua (infelizmente não o visitei apenas à noite. A cidade foi a minha base para conhecer a famosa cachoeira El Chiflón e os Lagos Montebello. Pela manhã antes a El Chiflón (entrada $50 + $70 de kombi ida e volta, que peguei na Av. Boulevard). Um conjunto de cascatas e cachoeiras, sendo que a principal tem 70m de altura. Na época de seca, as cascatas e cachoeiras tem uma cor azul-turquesa/verde lindona, como podem ver na foto abaixo tirada na internet. Infelizmente fui no dia seguinte a uma forte chuva e o rio estava super caudaloso com cor marrom. Segundo um funcionário do local, já fazia 5 dias que a água estava com aquela coloração por conta das chuvas. Triste, mas pelo lado positivo fica um motivo para querer voltar a esta região em viagens futuras. Depois de conhecer El Chiflón, voltei para a cidade para pegar um kombi na Av. Guadaloupe, 30020 (passagem a $60) até os Lagos Montebello (ou Lagunas de Montebello). O atrativo é um parque nacional com mais de 50 lagos situado a cerca de 1h30 da cidade de Comitán de Domínguez (entrada $25). Os lagos são cenotes (cavidades naturais ou dolinas...vcs ainda vão ver esse nome algumas outras vezes por aqui) que se comunicam através do lençol freático. Alguns tem mais de 50m de profundidade.Como os lagos ficam relativamente longe um do outro se recomenda fazer o passeio em carro próprio ou com algum dos motoristas locais que ficam na entrada do parque. Eu paguei $250 em um passeio que segundo o motorista custa $700 ou $800 na alta temporada. No passeio de cerca de 2h, o motorista me levou ao Lago Caracol, 5 Lagos (o único onde as empresas de turismo de San Cristóbal costumam levar), Lago Pojoj, Lago Tziscao e Lago Internacional. Este último tem esse nome por estar na fronteira entre México e Guatemala. Passeio maravilhoso demais, que incluiu ainda uma parada em um quiosque para almoçar queso fundido (queijo na chapa com cogumelo, acompanhado de feijão, salada e tortilhas). Depois de conhecer os lagos, fui à estrada e consegui uma carona com caminhoneiros de volta a Comitán. 🥳 Faltou apenas conhecer o sítio de Tenam Puente, que estava programado para este dia. DIAS 35, 36 e 37) LAGUNA MIRAMAR Já antecipo dizendo que este é lugar mais maravilhoso que conheci no México e certamente também um dos mais lindos em que já estive em toda a minha vida. E o lugar foi ainda mais especial para mim, porque foi onde comemorei o meu aniversário.🥳🎉 A Laguna Miramar é uma lagoa com muitos estromatólitos em suas margens, cercada por morros, vegetação nativa preservada e com água com coloração azulada e esverdeada em diferentes tonalidades. Vc, por exemplo, sai de um local com água verde cristalina e em poucas remadas chega em um local com água azul-turquesa, que forma um espelho do céu e da vegetação. O local fica no leste do estado de Chiapas, relativamente próximo da fronteira com a Guatemala. Para chegar há duas opções: a) pegar uma van ($100) em Margaritas (próximo da cidade de Comitán Domínguez) com destino a Emiliano Zapata e fazer uma viagem de 5h30, sendo 3h30 em estrada de chão em más condições de conservação e com muitas curvas, ou b) pegar um caminhão em Ocosingo e fazer uma viagem de 4h em estradas em melhor estado de conservação, porém com muito menor conforto na carroceria do caminhão, com bancos de madeira duros. Para pegar a Kombi a Margaritas ($18, primeira saída às 6h, com tempo de viagem de 40 min), se deslocar até a Praça Central de Ocosingo, descer duas quadras pela Primeira Avenida Sur e depois virar a esquerda e andar duas quadras e meia pela 3a Sur. Já pagar pegar a kombi até Emiliano, caminhar 2 ou 3 quadras depois da praça de Margaritas até as kombis a San Quintín/Emiliano Zapata. Saídas teoricamente às 6h30, 8h, 10h, 12h e 13h, porém não seguem a risca esses horários. Em Emiliano Zapata, descerá em um centro de visitantes onde será muito bem recebido e onde poderá deixar algumas coisas que não precisará na laguna. Aí realizará o pagamento pela entrada ($50) e por tempo de hospedagem ($50 por dia). No local também poderá alugar botas em caso de chuva ($40), barraca para acampar ($130 para uma pessoa ou $250 para duas), rede para dormir ($40), cobertor entre outras coisas. Tenha em conta que as duas únicas opções de estadia na laguna são rede ou barraca. Depois dos pagamentos, há uma caminhada até a laguna de aprox. 4,5 km. O caminho é plano e será feito em aprox. 1h45 em período de seca ou em até umas 3h em período de chuva, por tempo do lamaçal que vira a trilha. No local há duas opções de passeio em barco para explorar aos arredores. O primeiro envolve conhecer duas estátuas maias e ainda ir a ilhas de vegetação no lago. O segundo envolve conhecer pinturas rupestres em paredões e busca de tartarugas em caverna (importante levar lantrena). Ambos passeios são legais, mas recomendo mais fortemente o passeio às ilhas (imperdível!). Custam $400 para grupo de 4 pessoas (grupos maiores têm um preço individual mais em conta). Leve comida! Há panelas disponíveis e geralmente há água potável na torneira. Porém dei um certo azar e no meu segundo dia no local houve problema no encanamento e assim tive que ferver água da lago para beber. Transporte de retorno: kombis a Las Margatiras a 0h, 2h, 7h, 9h30, 11h e 13h; caminhões a Ocosingo às 0h, 1h, 2h, 3h e 4h (da madruga mesmo...tenso!). DIA 38) TONINÁ E CASCADAS DE AGUA AZUL Depois de conhecer a maravilhosa Laguna Miramar o meu próximo era Palenque, mas antes, no mesmo dia, havia uma viagem longa e desconfortável em caminhão de madrugada e em seguida a primeira ruína maia do roteiro - Tonina - e as belas Cascadas de Agua Azul. O transporte da base de recepção da Laguna Miramar a Ocosingo pode ser resumido em uma palavra: TENSO! Foram 4 horas de estrada ruim na carroceria de um caminhão, sentado em uma banco de madeira duro, que estava meio solto; passando frio com o vento; e ainda estava apertado ao lado de uma mina que desmaiou e que o tempo todo vinha com a cabeça no meu ombro. Ela era baixa e magra, mas tinha a capacidade de se transformar em um peso de 30kg sobre meu ombro. VID_20190608_040931.mp4 Cheguei em Ocosingo 5h da manhã no meio de uma feira. Às 6h30 peguei uma camionete ($15, mais uma carroceria no dia e, sim, este é o transporte regular) com destino a Tonina. Passagem a $15. Tonina é uma bela e pouco visitada cidade maia. Foi construída ao longo de um morro e se considerar toda a sua extensão é bastante alta (260 degraus para subir!). Teve construção iniciada em 300 d.C e apogeu em 900. Em seguida voltei a Ocosingo e paguei mais $25 pro motorista da camionete me deixar no terminal de Ocosingo. Do terminal, peguei uma van ($50) até um entrocamento na estrada e aí peguei um táxi coletivo até às Cascadas de Agua Azul ($25). As Cascadas são uma sequência linda de cachoeiras com várias piscinas boas para banho. Evite ir em fds! O lugar fica mto cheio. As Cascadas são lindas, mas sofrem de um problema como outros locais naturais do México: ocupação bastante intensa, que no caso acontece com várias barraquinhas de artesanato e de comida. Depois de curtir esse atrativo segui rumo a Palenque em outra van colectivo ($50) DIA 39) PALENQUE Pense num lugar quente! Cêtádoido! Derreti em um suor em Palenque! Agora sobre o destino: a cidade em si não tem nenhuma atração relevante. Na verdade nem achei a cidade bonita. Porém a poucos quilômetros do centro da cidade estão as maravilhosas ruínas de Palenque e um pouquinho mais afastado, mas acessível em tour estão os incríveis sítios de Yaxchilán e Bonampak. O tour dura o dia todo e sai cedinho. Paguei $800, com almoço incluso. Yaxchilán fica a mais de 160 km de Palenque no lado mexicano da fronteira com a Guatemala. Para chegar, é preciso se deslocar por cerca de 20 min em canoa pelo rio Usumacinta, o qual é muitas vezes atravessado por guatemaltecos em busca de uma vida melhor no norte, e depois caminhar através da floresta. O sítio era um importante ponto de controle de comércio no rio Usumacinta e é muito conhecido pelos seus edifícios com painéis superiores (cresteria) super bem preservados. Bonampak por sua vez significa "Muros Pintados" e é conhecido exatamente pelas paredes pintadas ainda super bem conservadas em que se retratam guerras, sacrifícios humanos e festividades maiais. É uma experiência incrível ver os painéis com mais de 1000 anos de idade (estima-se que foram pintados entre 580 e 800 d.C) super bem preservados. DIA 40) PALENQUE Dia de conhecer o sítio arqueológico de Palenque. O sítio é é bem grande, com várias ruínas imersas na paisagem florestal. Destaca-se pela sua arquitetura e por suas esculturas ainda em parte bem preservadas. Acredita-se que a cidade começou a ser construída em 100 a.C, tendo o seu apogeu nos 600 e declínio no final dos anos 800. Uma coisa que achei interessante em Palenque foi percorrer um caminho através da floresta, passando por cachoeiras e casa de banho maias. Infelizmente fui em uma segunda (dia nacional dos museus fechados) e assim não pude conhecer o acervo no seu museu, mas acho que é bem bacana. Entrada: $75 + $36 (taxa do Parque Nacional) Depois de conhecer o sítio, retornei à cidade para almoçar e matar tempo até a saída do meu ônibus a Chetumal. Recomendo o restaurante El Oasis na praça central. Tem muitas opções de comida, inclusive vegetarianas, por um bom preço. DIA 41) BACALAR Depois de conhecer Palenque e seus atrativos próximos, o meu próximo destino - Bacalar - estava um pouquinho longe: 8h de viagem em ônibus até Chetumal e depois mais 40 min até Bacalar. Bacalar é um pueblo mágico conhecido pela sua laguna. É realmente maravilhosa! De uma coloração esverdeada incrível. Infelizmente Bacalar sofre de um problema comum no México: a restrição de acesso a um local público por conta da ocupação privada de seu entorno. Porém é possível acessar a laguna por algumas passarelas/decks de madeira e curtir a água deliciosa. Eu fiquei em uma barraca em um hostel chamado Magic Bacalar e minha experiência foi muito boa! Conheci uma galera massa, com a qual ainda tenho contato, e tomei muita cerveja e joguei conversa "dentro" no deck do hostel. Também conheci o centrinho da cidade, com o belo forte San Felipe Bacalar (não conheci por dentro porque achei a entrada de $108 cara e porque li que havia poucas coisas no interior), e dei uma boa caminhada durante o dia do hostel até o Cenote Azul. Caminhei ao longo da laguna, curtindo os grafites nos muros da cidade e refletindo sobre a falta de acessibilidade e observando as variações na cor da laguna quando abria uma brechinha entre os muros. O Cenote Azul é legal, mas eu não recomendo fortemente, já que é basicamente uma lagoa com um entorno de vegetação florestal. Enfim, amei Bacalar! Foi um dos meus lugares favoritos no México. p.s1: Para economizar no rango (caro de forma geral na cidade) e ainda se divertir, recomendo o restaurante da Alberta (do lado do Galeón Pirata), uma senhora figuraça, que faz uma comidinha gostosa. p.s2: Rolam uns passeios de lancha ($200), que levam até dois cenotes dentro da lagoa e para o Canal de los Piratas. Acho que é legal, mas acabei não fazendo. DIA 42) TULUM As pessoas costumam falar super bem de Tulum. Eu particularmente não achei a cidade lá grandes coisas. Achei meio gourmetizada e cara. Os grandes atrativos de Tulum são cenotes, praias e obviamente o seu sítio arqueológico à beira-mar. Nas fotos que circulam na internet, as ruínas resplandecem sobre uma falésia, com um fundo de mar azul-turquesa. Lindo demais! Bem, até uns anos atrás (seis anos talvez), era exatamente assim o ano todo, mas de alguns anos para isso mudou. Agora, em boa parte do ano, o sargaço está tomando conta das praias caribenhas desde Belize até Cancún. Esse fenômeno tem acontecido com maior intensidade entre os meses de abril a setembro, mas com as mudanças climáticas e com o lançamento de fertilizantes no mar, nunca se sabe como será o ano seguinte. Tenha isso em consideração quando planejar a sua viagem pro Caribe. Eu mesmo alterei muita coisa no meu roteiro por conta da grande quantidade de sargaço nas praias. DIA 43) TULUM/COBÁ Dia de ir a Cobá em um dos ônibus da empresa Mayab, que partem frequentemente da estação da ADO ou do Palácio Municipal da cidade ($100 ida e volta). O sítio de Cobá se encontra a cerca de 50 km de Tulum e teve o seu início de construção entre 100 a.C e 300 d.C, atingindo o período de auge construtivo entre os anos 800 e 1000. Agrupou diversas construções ligadas através de caminhos de pedra e que se conectavam a outros sítios maiais, como Yaxuná a 100 km de distância. A parte de visita geral agrupa ruínas imersas na floresta, com três centros principais e a pirâmide mais alta da península de Yucatán que ainda pode ser escalada. Muitas pessoas recomendam alugar bicicleta para percorrer o sítio. Porém o aluguel é caro ($100) e do meu ponto de vista, dispensável para uma pessoa com saúde plena e sem problemas de locomoção. Percorremos todo o sítio em 2h30 de caminhada. Depois de conhecer o sítio arqueológico, aluguei bicicleta ($50) em uma mercadinho antes do sítio de Cobá, para conhecer dois cenotes a cerca de 6,5 km do sítio: Tamcach-Ha e Multun-Ha. Ambos os cenotes são cavernas fechadas com amplos salões e algumas estalactites. Estão próximos um do outro (3 km) e cada um tem o preço de entrada de $100. Achei os dois bastante parecidos. Acho que pelo valor não compensa visitar ambos. Se for visitar apenas um, acho que Tamcach-Ha é mais divertido por ter duas plataformas de salto (5m e 11m). Iuhuuu! Nas proximidades há também o cenote Choo-Ha, mais raso e menos amplo e pelas fotos na internet parece ter água mais clara. Bizú: os cenotes ficam cheios à tarde com a chegada de grupos em tours. Tente ir o mais cedo possível. DIA 44) TULUM Era um dia que eu pretendia conhecer o cenote Gran Cenote e depois ir até a praia Xcacel, mas acabou que choveu bastante no dia e eu me enrolei, tendo tempo de conhecer apenas o cenote. Tulum tem vários cenotes ao seu redor. Gran Cenote, Carwash, Calavera, Nicte-Ha, Sac Actun e Dos Ojos são alguns deles. Porém, como a cidade é super turística, os preços de entrada nesses atrativos não são lá muito atraentes. Hehehe Como eu já iria conhecer muitos cenotes nas proximidades de Valladolid e como eu não queria gastar tanto - para ter ideia o preço de entrada no Dos Ojos é $340 e no Sac Actun é mais de $600 -, acabei optando por conhecer apenas o Gran Cenote cujo preço de entrada é de $180. E que escolha boa! O cenote a pouco mais de 5 km de Tulum (na estrada sentido Cobá) possui a água bem clara e duas ilhas conectadas por um túnel com formação parecida com a de uma caverna. Na água transparente é possível ver peixinhos e cágados (não confundir com tartarugas), que parecem não se incomodar com a grande quantidade de visitantes. Pena que tive problemas com a GoPro que levei e não tenho fotos boas para mostrá-los. DIA 45) ISLA MUJERES Saí de Tulum e cheguei a Cancún: o destino sonho de muitos brasileiros, com resorts all-inclusive na beira da praia, hotéis luxuosos, cassinos, baladas animadas e restaurantes xiques. O lugar que tenho menos vontade de conhecer na vida hahaha . Não é tipo de turismo que me atrai nem um pouco. Sendo assim, não fui na parte dos hotéis e na praia que a galera frequenta. Passei longe. Fui só até o centro (sem graça), peguei um ônibus (ruta 6 - $10) em frente ao mercado Soriana (ótimo lugar para comprar em dólares e conseguir troco em peso em cotação muito melhor do que a de qualquer casa de câmbio...leia o tópico "câmbio") e segui até o Puerto Juárez, para pegar o ferry mais barato ($275 ida e volta) para Isla Mujeres. A ilha não estava sofrendo com o sargaço e li vários relatos dizendo que a sua Playa Norte é uma das mais lindas do México. Fui com alguma expectativa, mas sem tanta assim porque imaginava que era muito cheia. Percorrendo as ruas da ilha, fui surpreendido pela tranquilidade, mas ao mesmo tempo confirmei que a ilha é bastante cara e mesmo com algumas lojinhas e ruas agradáveis, tem meio que uma cara de cidade turística padrão, meio estéril. Ao chegar à Playa Norte, que decepção da porra! Praia lotada, muitos barcos, ocupação desenfreada da estreita faixa de areia e muitas barricadas, acredito eu que feitas para evitar a retração da praia. Sim, a água é azulzinha e gostosa. Mas para mim, não é só a cor da água que faz a praia. Enfim, depois das decepção, resolvi alugar uma bicicleta ($70 a hora) e dar uma volta na ilha, que tem cerca de 8 km de extensão. Aí sim, conheci uns cantinhos bonitos e agradáveis, como a parte do Parque Garrafón, onde a galera faz snorkelings (caros pácaceta) com tartarugas e onde é possível avistar golfinhos de vez em quando; a Punta Sur, onde há um templo maia ($30 para andar poucos metros e conhecê-lo); e o lado voltado pro oceano com praias tranquilas e gostosas. Valeu muito a pena o rolê ! Pena que fiz mto rápido pq queria pagar só 1h de aluguel. DIAS 46 e 47) HOLBOX Saí de uma ilha e fui à outra: de Isla Mujeres a Holbox. De uma ilha que não curti muito para outra que amei. Fui pra Holbox meio com o pé atrás depois de ler uma matéria sobre os impactos do turismo na ilha. Em suma: há pouco mais de 5 anos não havia ferry boat até a ilha e ela era um povoado de 20 quadras e cerca de 1500 habitantes, entre os quais muitos pescadores. Com a chegada dos ferries, o turismo cresceu de forma acelerada. Hoje são cerca de 20.000 pessoas na ilha na temporada alta. Os resultados são degradação desenfreada dos mangues, crescimento desordenado da vila e da rede hoteleira, problemas hídricos, grande quantidade de resíduos que não tem disposição adequada e impactos na fauna. Os tubarões que chegavam próximo da praia agora passam longe. A pesca foi reduzida. Vôos de helicóptero estão destruindo áreas de nidificação. E por aí vai a lista de problemas. Porém apesar disso tudo a ilha continua linda. A água, que não estava com sua usual coloração esverdeada, ainda estava bem clarinha, livre de sargaço e em uma temperatura deliciosa. A verdade é os problemas não chegam aos olhos do turista que vão apenas à praia. Para percebê-los, é necessário uma caminhada pela rua por trás da faixa de hotéis e uma conversa com os moradores tradicionais. Na ilha ainda é possível avistar flamingos, ver o fenômeno da bioluminescência (fora da lua cheia) e fazer passeios até às 3 Islas e snorkelings com tubarão-baleia. Eu fiz esse passeio com tubarão-baleia e que experiência incrível! Foi cara ($2.200), mas valeu cada centavo investido. O passeio sai às 7h e tem uma duração de aprox. 8h. É possível chegar bem pertinho dos animais. Além disso o passeio inclui a passagem pelas maravilhosas 3 Islas e ainda um snorkeling em um ponto onde se pode avistar arraias e outros peixes de diferentes espécies, além de ter almoço de ceviche com peixe fresco, lanchinhos e água à disposição. p.s.: A balsa tanto de Chiquila quanto de Holbox sai a cada meia hora e tem custo de $150 (cada trecho). DIA 48) VALLADOLID Valladolid é um pueblo mágico fundado em 1543, que possui diversos edifícios coloniais. Um dos grandes destaques na cidade é o grande ex-convento San Bernardino de Siena, onde diariamente às 21h acontece um video mapping mostrando a história da cidade. No interior do ex-convento há um antigo acesso, atualmente fechado, para um cenote, no qual foram achados diversos artefatos dos espanhóis. Outros destaques são a bela rua Calzada de Los Frailes com muitas casas históricas preservadas e o agradável centro onde se encontra a catedral, o bazar municipal e muitos restaurantes. Eu curti demais o eixo histórico da cidade e o clima de tranquilidade que permeia toda a cidade Valladolid ainda possui um belo cenote - Cenote Zaci - praticamente no seu centro e nas suas redondezas há diversos outros cenotes. A cidade ainda funciona bem como base para conhecer as ruínas de Ek Balam e de Chichen Itza. No primeiro dia peguei uma bicicleta no hostel e conheci o ex-convento San Bernardino de Siena e três cenotes: Xkeken, Samula e San Lorenzo Oxman. Xkeken e Samula fazem parte do complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid. Cada um tem preço individual de $80 individual ou ambos podem ser visitados por $125. Eu recomendo fortemente o ingresso para ambos. Fui primeiro no Xkeken. É um cenote fechado, com uma abertura no teto.. No horário que visitei, entre 10 e 11h, um feixe de luz entra por essa abertura e ilumina o local parcialmente. A outra parte é iluminada por luz artificial. Xkeken é incrível pelo seu conjunto da obra. Há uma boa diversidade de formações espeleológicas, raízes que se projetam do teto rumo à água e a água tem coloração azul-turquesa. Foi o meu cenote favorito de toda a viagem. Samula, por sua vez, é um cenote também fechado, porém com com um salão mais amplo e muito mais alto e com uma abertura maior no teto por onde penetra mais luz e andorinhas que fazem um belo espetáculo à parte no interior do cenote. Lindão também! E fechando o dia de cenotes com chave de ouro: fui ao cenote San Lorenzo Oxman. O cenote fica em uma hacienda ("fazenda" em tradução literal, mas que no caso aqui parece mais uma chácara) e tem custo de $80 (ou $150 convertidos em consumação e com direito a uso de uma piscina no local). É um cenote do tipo aberto, sendo meio que um poço profundo no solo circundado por paredes rochosas sobre ás quais há árvores que projetam suas raízes em direção à água. É lindão também e é super divertido por ter um pêndulo para se lançar na água. VID_20190618_145529.mp4 p.s.: Os meios de transporte para os cenotes são táxi ou bicicleta, sendo que este foi o que eu usei por ter disponível no hostel. DIA 49) VALLADOLID/EK BALAM O sítio Ek Balam fica a aproximadamente 30km do centro de Valladolid. Como não tem transporte público até o local, fui até lá de bicicleta. O caminho é bastante plano, mas o calor de 36°, a bicicleta pesada e sem marchas e o sedentarismo não contribuíram muito com o desempenho. Ek Balam foi um dos últimos sítios descobertos na região, com escavações iniciadas em 1998. O sítio maia começou a ser construído entre 100 a.C. e 300d.C e teve seu apogeu entre 700 e 900 d.C. O seu grande destaque é a sua pirâmide principal super larga e com cerca de 32 m de altura, na qual se encontra uma tumba que era acessível por uma entrada, atualmente restaurada, ornamentada por uma boca de jaguar e figuras como a de guerreiros com asas. Por sinal, Ek Balam é muito conhecida por sua arte bastante refinada em comparação com outros sítios maias. Do alto da pirâmide, após uma subida de 106 degraus, se tem uma boa visão da floresta e de outras estruturas que compõem o sítio. O sítio tem um custo absurdo de $413 ($75 do Instituto Nacional de Antropologia e História e o restante cobrado pelo governo estadual). Foi a primeira vez que paguei mais de $75 para visitar um sítio arqueológico. Colado nas ruínas está o Cenote de Xcanche (entrada a $80). Bom para se refrescar no calor danado. O cenote tem uma formação parecida com a de San Lorenzo Oxman, sendo um pouco mais largo do que este. Após conhecer o sítio arqueológico e Xcanche, segui de volta pela estrada rumo a Valladolid. A cerca de 15 km da cidade, fiz um desvio para conhecer o cenote Hubiku. O cenote possui um salão enorme e tem um bom poço para tomar banho se vc gosta de água fria. hehehe Porém o local tem poucas formações espeleológicas e tem boa parte de sua beleza sequestrada pelo excesso de pavimentação, além de ser bastante caro ($100). Imagino que pela estrutura de estacionamento, loja e restaurante gigante na entrada, o cenote seja ponto de parada de vários tours. Felizmente no horário que cheguei, às 16h30, estava bem vazio. DIA 50) VALLADOLID/PISTÉ (CHICHÉN ITZÁ) A capital dos maias em Yucatán e uma das sete maravilhas do mundo, Chichén Itzá, é realmente fantástica. Para chegar, há ônibus com saídas regulares do terminal da ADO em Valladolid (passagem $35). O sítio começou a ser construído em 525 e teve alguns ciclos de ocupação, sendo que o mais importante foi o que ocorreu entre 900 e 1200, encabeçado pela liga de Mayapán (esse nome aparecerá de novo em outra postagem à frente). Chichén Itzá é famosa pela sua pirâmide de Kukulcán (Serpente Emplumada), que durante os equinócios da primavera e outono projeta a imagem da deusa-serpente maia sobre o chão, indicando o grande conhecimento astronômico dos maias. Porém, Chichén Itzá guarda outros grandes tesouros, como o Caracol, um observatório em uma construção circular e La Casa de las Monjas, uma pirâmide com diversos quartos (cuidado para não deixar esses dois locais passar batido, como eu deixei hahaha); a enorme quadra de jogo de pelota; Templo de Los Guerreros, com suas mil colunas; e diversas esculturas e artes entalhadas nas rochas do sítio. A entrada custa absurdos $481 (se lascar governo de Yucatán) e a dica do Don é chegar o mais cedo possível, pois às 10h30, 11h chegam em peso os ônibus de tour vindos de Cancún. Depois de conhecer o sítio arqueológico, fui até o cenote Il-Kil a 4 km de Chichén Itzá (entrada $80). Há coletivos frequentes na rodovia ($15) com destino ao local. O cenote é do tipo aberto e lembra em partes Oxman, porém é mais fundo e tem uma vegetação diferente que se projeta sobre a água. Por ser próximo de Chichén Itzá, está incluído no pacote de tours que saem de Cancún. O cenote é bonito e vale a visita, apesar da grande quantidade de pessoas. Depois de conhecer esse cenote, fui até a cidade de Pisté ($20 em táxi coletivo), onde caminhei até o restaurante Zac Seh, a cerca de 5 quadras do centro. De frente ao restaurante saem táxis coletivos com destino a Yaxunah (passagem a $30), povoado a cerca de 20 km de Pisté. Este cenote é bem bonito tbm! É do tipo aberto, assim como Il Kil, porém é bastante vazio e tem uma boa vegetação em seu entorno. A água é de um tom azul escuro e é muito boa para tomar banho. Eu e meu amigo finlandês Kristoffer ficamos lá cerca de 1h30 e não chegou ninguém. Entrada a $50. Há estrutura de banheiro ao lado. Yaxunah ainda tem um sítio arqueológico simples nas proximidades, porém acabamos optando por não conhecê-lo. Depois de curtir o cenote, voltamos a Pisté, onde almoçamos numa espécie de mercado com alguns restaurantes, na beira da rua principal. Comi um Papadzule (não recomendo!). Em seguida, pegamos um ônibus em Pisté de volta a Valladolid ($35). Dica: como Yaxunah é bem pequeninha, combine com o motorista um horário de volta. Sugiro ficar ao menos uma hora no cenote. DIA 51) VALLADOLID/LAS COLORADAS Na internet circulam fotos de lugares que te fisgam e imediatamente vão parar naquela wishlist de destinos a conhecer. Este foi o caso de Las Coloradas. Vi algumas fotos do local e logo pensei "que lugar incrível! Preciso conhecer!". Quando sou capturado assim, nem procuro pesquisar muito a respeito do local para não criar muitas expectativas e atrapalhar a minha vivência pessoal. Porém não posso negar que fui até o destino com uma certa expectativa, a qual infelizmente foi um pouco frustrada. Primeiro porque achava que no local havia uma lagoa natural com água rosa e na verdade havia apenas uma salina (piscina artificial para extração de sal). Segundo porque queriam cobrar $50 para chegar um pouquinho mais perto da salina. Claro que não pagamos! No final, curtimos mais a bela praia (de águas muito salgadas) que aparece na foto abaixo. O passeio incluiu ainda uma ida até um rio com mina de água na cidadezinha de Rio Lagartos, que foi ótimo para tirar o sal do corpo. Na região há também a opção de se fazer um passeio de lancha para avistar flamingos e áreas de mangue, mas a galera não estava muito na pilha de desembolsar $150, $200 pelo passeio. Se quiser fazê-lo, vá até Rio Lagartos, espere a galera abordar e negocie. Las Coloradas é acessível por tours que partem da cidade de Valladolid ou por meio de taxis, que partem da cidade próxima de Rio Lagartos ou de Tizimín (um pouco mais distante, a 50 min de ônibus de Valladolid - passagem a $31). Acabei escolhendo ir por meio desta última opção com dois amigos que conheci no hostel, já que o valor de $600 pelo táxi saindo Tizimín (passeio completo) não seria caro, dividido por nós três. DIAS 52 e 53) VALLADOLID E MÉRIDA No período da manhã em Valladolid, ainda curti o cenote Zaci. Um grande cenote localizado praticamente no centro da cidade. Tem um paredão rochoso, com algumas formas espeleológicas (poderia considerar assim, geólogos? hehehe), que forma meio que uma concha sobre o grande poço de água margeado imediatamente também por algumas árvores. Depois de uma horinha, curtindo o cenote, segui ao meu próximo destino: Mérida. A cidade fundada em 1542 é uma das mais antigas do México e possui o segundo maior centro histórico do país, com diversos casarões e edifícios coloniais bem conservados. No centro, agradável de se percorrer a pé (desconsiderando o calor de 40º que enfrentei), destaca-se a praça central, onde se encontra a catedral, que é bastante movimentada e é palco de apresentações de dança, de partidas de jogo de pelota e no domingo recebe várias barraquinhas de comidas típicas. Por sinal, no domingo também se fecham algumas ruas da cidade aos automóveis para a alegria de pedestres, ciclistas e vendedores ambulantes (amo ruas vivas!). Na praça, vale ainda destacar o pequenininho, mas bonito Museo Casa Montejo e o museu de arte moderna e contemporânea Museo Fernando Garcia Ponce Macay. Ainda na parte histórica, um pouquinho afastada dessa parte mais central, encontra-se o Paseo de Montejo, com belos casarões. Um dos grandes destaques do Paseo é o Palacio Cantón. Construído entre 1904 e 1911 o palácio foi moradia do então governador de Yucatán e desde 1966 é um museu (entrada $60), que atualmente abriga uma boa coleção de esculturas maias e faz um bom apanhado da história das pirâmides mexicanas (ótima revisão de informações no final da viagem). Falando em acervo maia, na cidade encontra-se também o monumental Gran Museo del Mundo Maya. O moderno museu possui uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos, possui muitas informações sobre a cultura maia em diferentes formatos multimídia e é massa também que traz diversos dados sobre a organização e cultura dos atuais descendentes maias. Nos arredores de Mérida, estão o pueblo mágico de Izamal - que infelizmente não visistei, mas que parece ser maravilhoso -, povoados com vários cenotes e ainda diversas zonas arqueológicas, com destaque para Dzibilchaltún (não visitei), Mayapán, Uxmal e a Ruta Puuc (temas dos próximos tópicos). DIA 54) MÉRIDA/UXMAL E RUTA PUUC Antecipo já dizendo que Uxmal foi a minha zona arqueológica favorita em toda a viagem! 💚 Explico os motivos: 1) A cidade maia construída entre os anos 600 e 1000 e que chegou a ter uma população de 25000 habitantes, abriga a Piramide del Adivino, uma grande pirâmide diferentona, com bordas ovaladas;. 2) Possui muitos edifícios com ricas ornamentações, como o Palacio del Gobernador e suas ornamentações do Deus Chaac (associado à água e chuva) e os edifícios do Cuadrangulo de las Monjas e suas variações ornamentações envolvendo serpentes, aves, macacos, humanos e formas geométricas; 3) Possui a Gran Piramide, talvez tão alta quanto a Piramide del Adivino, onde ainda é permitida a subida até o topo, do qual se tem uma boa vista da zona; 4) Possui exemplos de edifícios com cresteria conservada (elemento da arquitetura maia construído sobre o teto dos edifícios e que os projetam ao céu); 5) Há muitas andorinhas, que fazem um belo espetáculo; 6) E por último, não tem vendedores ambulantes te assediando constantemente e não é visitado por muitas pessoas. O único problema é o custo de acesso - absurdos $413 (mesmo valor de Ek Balam) - e não haver muitas linhas de ônibus para retorno (cheque no terminal os horários de retorno). Para ida, há ônibus regular da Sur ($76), que sai do terminal da ADO em Mérida às 8h, 9h05, 10h40, 12h05, 14h e 14h30. Se estiver de carro, recomendo tirar o dia para conhecer também as outas atrações da Ruta Puuc, todas mais simples que Uxmal. Eu não estava de carro, mas mesmo assim contando com a sorte, acabei conseguindo uma carona na estrada e pude conhecer a Ruta. RUTA PUUC) "Puuc" no idioma maia significa "morro" e se refere a pequenos morros na plana Península de Yucatán, sobre os quais foram construídos os sítios arqueológicos que no passados eram conectados por sacbés (calçadas maias). Em uma concepção ampla, a Ruta abrange os seguintes sítios: Uxmal, Kabáh, Sayil, Xlapak, Labná e Grutas de Loltún (esta por ser mais distante, não foi visitada). 1) Kabáh é o mais impressionante entre os quatro, especialmente pelas grande dimensão de seus edifícios e pela riqueza de detalhes nas esculturas que ornamentam as suasconstruções. Vale também conhecer o Arco Triunfal, que marca o começo do sacbé até Uxmal; 2) Sayil é um sítio mais extenso em que se destacam o Palácio, um dos edifícios mais notáveis da ruta, com seus ao menos três andares com formas geométricas e colunas circulares; e a escultura do Deus da Fertilidade; 3) Xlapak possui um conjunto de edifícios, entre os quais se destaca o Palácio, com uma fachada recheada de formas geométricas e esculturas de Chaak (Deus da Chuva); e 4) Labná é um sítio simples com duas construções que chamam bastante atenção: El Mirador, uma construção bem elevada, e o Arco, com bela arquitetura maia. DIA 55) MAYAPÁN Cidade a 45 km de Mérida construída à semelhança de Chichén Itzá. Alcançou seu esplendor entre os anos 1200 e 1450, quando foi capital política e cultural do povo maia. Chegou a ter uma população de aproximadamente 12 mil pessoas, as quais contribuíram com a construção de cerca de 4000 estruturas em uma área de pouco mais de 4 km quadrados. A cidade teve seu declínio com a revolta de grupos sociais que opunham aos Cocom, à família nobre governadora. Como resultado, os líderes Cocom foram mortos e a cidade foi saqueada, queimada e abandonada. Além de sua importância histórica, uma coisa bacana em Mayapán é a diversidade de edifícios representativos da cultura maia em uma área compacta e ainda a existência de painéis com pintura bem conservados. Cheguei ao sítio de ônibus ($27 partindo do terminal Noreste com rumo a Telchaquillo). A ideia era conhecer o local e depois seguir rumo aos cenotes Kankirixche e Yaal-Utzil a cerca de 20 km de distância. Infelizmente não há transporte regular nesta rota. Teria que pegar um táxi coletivo e depois um táxi normal para chegar até os cenotes. Como ficaria muito caro, acabei desistindo da ideia. 😞 DIA 56) CIDADE DO MÉXICO Dia de retorno à Cidade do México em voo low-cost da Viva Aerobus. Na cidade fiz compras no Mercado de la Ciudadela, um ótimo local para comprar artesanatos e depois fui ao museu Soumaya do bairro chique e moderno de Polanco (fiquei com medo de pela minha aparência, ser abordado pela polícia no caminho do metrô até o museu hahaha 🤣). O Museu Soumaya é um museu com arquitetura arrojada com fachada revestida por 16.000 pastilhas de alumínio. São seis andares que reúne obras de grandes mestres mexicanos, arte em marfim chinês, muitas pinturas renascentistas e de grandes mestres europeus dos séc XIX e XX e o seu sexto (e último) andar agrupa várias esculturas de importantes artistas, especialmente de Rodin. Um museu incrível que exige ao menos duas horas para uma boa visita (o Wikipedia em português tem boas informações do museu para atiçar ainda mais a sua curiosidade). Ao seu lado fica o Museo Jumex, que também tem exposições incríveis. Acabei não o conhecendo, pois ia encontrar com uma amiga. À noite, a minha amiga me levou no Monumento a la Revolución, considerado o arco triunfal mais alto do mundo, localizado na Plaza de la Republica. Acho que vale super a pena uma visita durante o dia para apreciar melhor a construção. DIA 57) CIDADE DO MÉXICO Último dia da minha viagem. 😕 Acabei fazendo passeios em direções opostas da Cidade do México. O primeiro deles foi conhecer o Santuário da Basílica de Guadalupe. que é a segundo santuário católico mais visitado do mundo, perdendo apenas a Basílica de São Pedro no Vaticano. O Santuário agrupa a moderna basílica e outras igrejas, entre elas a antiga Basílica, que foi a primeira igreja do México dedicada à Virgem de Guadalupe. (espaço que seria dedicado a fotos, mas acho que perdi minhas fotos da Basílica 😥) Depois desse rolê, fui fazer o percurso de barco nos canais de Xochimilco. O melhor ponto para o contratá-lo é o Porto de Nativitas, pois é onde há mais opções de embarcações e onde há maior fluxo de gente. Assim vc pode se juntar a um grupo para baratear os custos. Foi o que fiz e acabei me juntando a uma simpática família colombiana, que me acolheu super bem, inclusive me dando alguns copos de cerveja. O passeio de 2h, dessa maneira, saiu por $150. O passeio é feito em trajineras, pequenos barcos muito coloridos e geralmente com nomes de mulheres (esposas dos donos), que são considerados Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Os seu condutores usam bastões de madeira para empurrar o leito e projetá-los pelos canais. As origens de Xochimilco remontam aos tempos pré-coloniais, quando os mexicas construíram canais e chinampas, ilhas artificiais onde se desenvolvia a agricultura. Ainda hoje há várias hortas e floriculturas na região. É comum os mexicanos realizarem comemorações de aniversário e de formatura nos passeios. Há muitas traineiras com estudantes bebaços, curtindo som alto. Muitos mariachis aproveitam também para tocar nas trajineras e animar ainda mais os passeios. O passeio passa por uma ilha onde há uma reprodução da Ilha das Bonecas (original), onde um senhor solitário juntava bonecas e as pendurava para, segundo as diferentes versões, espantar os maus espíritos ou para entreter o espírito de uma criança que foi encontrada afogada. O passeio para essa ilha é caro ($2000) e mais longo, 8h no total. Valeu super a pena como uma curiosidade cultural! DIA 58) RETORNO Fim da viagem! 😥 HOSPEDAGENS - Cidade do México: Mexico City Hostel (booking) - excelente hostel, muito bem localizado com boa estrutura e bom café da manhã! Meu único porém é o excesso de controle no uso da cozinha. - Pachuca de Soto: Airbnb Happy place (anfitrião Ignacio) - cama confortável, quarto espaçoso, anfitrião super gente boa, porém não há água quente no chuveiro, sendo preciso esquentar água em cuia usando uma resistência. - Ciudad Valles (Huasteca Potosina): Hostal Casa Huasteca (booking) - excelente hostel, com cama confortável, quarto espaçoso, ótimo café da manhã e atendimento super atencioso. O único e grande problema do meu ponto de vista é a cobrança por água potável do filtro. - Querétaro: Jirafa Roja (booking) - hostel bem localizado, porém achei o quarto sujo e tive problemas para fazer o check-out por não haver ninguém na recepção cedo. - Estacion de Catorce: Hotel San Jose (no local) - hotel simples com cama grande e confortável e consegui um ótimo preço depois de conversar com a dona - San Luis de Potosi: Sukha Hostel (booking) - hostel super em conta, com uma boa área para interação e banheiros limpos. - Guanajuato: Hostal Seis 7 (booking) - hostel muito simples, bem localizado. Porém não há cozinha, o banheiro é apertado e o do meu andar estava com um cheiro péssimo. - San Miguel de Allende: Black and White (conferir no Google) - eu acabei parando nesta hospedagem porque o que eu havia reservado pelo Booking estava em reformas e sua dona era irmã da dona destre outro. Não é bem um hostel, é mais um esquema Airbnb, com quarto com beliches. Gostei do local e especialmente da atenção da proprietária. O único problema é que é um pouquinho mais distante do centro. - Puebla: Gente de Más (booking) - excelente hostel. Quarto espaçoso, banheiro limpo e boa cozinha. - Atlixco: casa de uma pessoa que conheci aleatoriamente - Zacatlán de las Manzanas: Airbnb Hostal Zacatlán - o proprietário é super gente boa. Porém tive problemas por a localização informada no Airbnb ser diferente da localização real, por ter imaginado que era um hostel com recepção e ser apenas uma casa e no período em que fiquei o chuveiro elétrico não estava esquentando a água. Tirando isso, o quarto era bom e a cozinha era ótima. - Cuetzalan: Posada los Abuelos (no local) - pousada super simples, com quarto espaçoso e cama confortável, porém com um cheiro forte de parede de cimento. - Orizaba: Airbnb - Hostal Tlachichilco - na verdade não é um hostel. É um quarto anexo à casa da proprietária, que é bastante atenciosa. Cama ótima e banheiro dentro do quarto. Os únicos problemas são o sinal do wi-fi é fraco e não haver cozinha disponível (e logo não haver filtro de fácil acesso). - Oaxaca: Hostal de las Americas (booking) - excelente hostel! Quarto confortável, bem localizado e com staff atencioso. - San Cristobál: Torantelo B&B (booking) - hostel super barato, com cama confortável e com excelente café da manhã. - Comitán de Dominguez: Airbnb Casa Calli - quarto privado com cama meio desconfortável e janela sem cortina. O dono é super gente boa. - Palenque: Casa Janaab (booking) - excelente hostel, com estrutura maravilhosa! - Bacalar: Magic Bacalar (booking) - fiquei na barraca deles no camping. Achei ótima com uma cama super confortável. O hostel tem também um ótimo café da manhã e fica na beira do lago com um deck bom para se fazer amizades (tomei muita cerveja ali com os amigos que fiz no local). - Tulum: Lucky Traveller Hostel (booking) - hostel gigantesco, que já foi um hotel all-inclusive. Super econômico, com excelentes quartos e com algumas bicicletas disponíveis para empréstimo gratuito. Problemas: a cozinha é usada apenas por eles para fazer as refeições que são vendidas no hostel e distância grande do centro. - Isla Mujeres: Hostel Azucar (booking) - hostel bem simples com staff super atencioso e cama confortável, porém o quarto é meio apertado. - Holbox: Be Holbox (booking) - hostel bom, com quartos bastante ventilados e banheiros limpos. - Valladolid: a) Hostal Casa Chauac ha (booking) - excelente hostel com quarto amplo, banheiros limpos, bom café da manhã e com bicicletas gratuitas à disposição (só é um pouquinho caro); b) Hostal Casa Don Alfonso (booking) - ótimo hostel com dono super gente boa e com ovos no café da manhã. Único problema é que desligam o ar-condicionado após 3h e o quarto acaba ficando um pouco quente. - Mérida: Hostel Le Luj (booking) - excelente hostel com bom café da manhã incluso e com uma ótima cozinha! Único problema foi a grande quantidade de muriçoca na área de convivência e na cozinha. TOP, TOP CENOTES (todos que conheci) 1ª) Cenote Xkeken - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid ($80 individual ou $125 com o cenote Samula) 2º) Gran Cenote - a uns 6 km de Tulum na pista com sentido a Cobá ($180) 3º) Cenote San Lorenzo Oxman - a uns 3 km de Valladolid, no mesmo sentido do complexo Dzitnup ($80) 4º) Cenote Samula - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid 5º) Cenote Lol - Ha - no povoado de Yaxunah a 20 km de Pisté ($50) 6º) Cenote Il Kil - a 4 km de Chichen Itza ($80) 7º) Cenote Xcanche - no sítio arqueológico de Ek Balam a uns 28 km de Valladolid ($70) 8º) Cenote Zaci - dentro da cidade de Valladolid ($30) 9º) Cenote Hubiku - na pista no sentido de Ek Balam a 16 km de Valladolid ($100) 10º) Cenote Tamkach Ha - a 6,5 km de Cobá ($100) 11º) Cenote Multum Ha - a 1,5 km do anterior ($100) TOP, TOP ATRAÇÕES RELIGIOSAS 1º) Templo de Santa María Tonantzintla - Cholula 2º) Museu del Virreinato - Tepotzotlan 3º) Templo San Francisco Acatepec - Cholula 4º) Capilla del Rosario (Templo de San Domingo) - Puebla 5º) Templo de Santo Domingo de Guzmán - Oaxaca 6º) Iglesia de San Juan Bautista - San Juan Chamula 7º) Parroquia de San Miguel Arcángel - San Migue de Allende 8º) Catedral de Puebla - Puebla 9º) Santuário da Basílica de Guadalupe - Cidade do México 10º) Catedral da Cidade do México - Cidade do México TOP, TOP MUSEUS 1º) Museu de Antropologia - Cidade do México 2º) Templo Mayor - Cidade do México 3º) Museo de las Culturas - Oaxaca 4º) Museu Amparo - Puebla 5º) Museu de Bellas Artes - Cidade do México 6º) Gran Museo del Mundo Maya - Mérida 7º) Museo Internacional del Barroco - Puebla 8º) Museo Soumaya de Polanco - Cidade do México 9º) Centro de las Artes - San Luis Potosí 10º) Museo de Arte Moderna - Cidade do México TOP, TOP SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS 1º) Uxmal 2º) Teotihuacan 3º) Chichén Itzá 4º) Palenque 5º) Bonampak 6º) Monte Álban 7º) Toniná 8º) El Tajín 9º) Ek Balam 10º) Mitla TOP, TOP PUEBLOS MÁGICOS 1º) Real de Catorce 2º) Bacalar 3º) Cuetzalán 4º) Orizaba 5º) Tepotzotlán 6º) Bernal 7º) Zacatlán 8º) San Miguel de Allende 9º) San Cristobál de las Casas 10º) Valladolid
  21. 7 pontos
    Essa viagem foi a mais requisitada de todos pra ter o relato, então vergonhosamente depois de 2 meses vou começar ! kkkkkkkk Fizemos essa viagem com 5 pessoas: Eu, minha mãe, uma amiga minha (Mariana) que tinha conhecido em Itacaré em outra viagem e mais 2 meninas (Bruna e Lais) que, por intermédio do mochileiros, resolveram ir com a gente !! E que grupo delícia ! Funcionou tudo perfeitamente! No link AQUI a planilha com o roteiro que definimos, as hospedagens que ficamos (tem também contato e preço de outras hospedagens que procuramos), uma lista de lugares pra ir, e algumas informações que fui caçando nos relatos..kkk Tudo isso entre abas !!! Roteiro: Fervedouros: Fervedouro Alecrim Fervedouro Bela Vista Fervedouro Buritizinho Fervedouro Encontro das Águas Fervedouro Buritis Fervedouro Rio do Sono Cachoeiras: Cachoeira das Araras Cachoeira do Prata Cachoeira da Formiga Cachoeira da Velha Cachoeira da Fumaça Outros: Serra da Catedral Encontro das Águas (rio) Dunas do Jalapão Serra do Espírito Santo Praia do Rio Novo Pedra Furada Extra: Ilha da Canela (Em Palmas) Hospedagem: São Félix: Pousada Capim Dourado [mostrar-esconder]A pousada não tinha quarto para 5 então fechou um quarto para 2 e um para 3 e fez R$56 a diária por pessoa em ambos os quartos. Eu achei muito bom o quarto, bem grande, limpo e tinha até ar condicionado (que achei até estranho pq a cidade era bem simplesinha..kkk Mas fazia um calor insuportável! kkkkk Tinha frigobar com opções de algumas bebidas para pagar a parte (cerveja tb ) com banheiro privativo. Limpeza: Muito bom Café da Manhã: Bom. Não achei incrível, mas foi bom! O engraçado é que no primeiro dia o café foi servido na área externa, numa mesa grande que ficava embaixo de um tipo de cabana, como se fosse uma casa de sapê mas aberta. Então quando chegamos pra tomar café tinham umas galinhas em cima da mesa ciscando a comida kkkkkkkkkk Algumas meninas acharam meio nojento..Eu só achei engraçado ! Mas acho que por conta desse episódio, no 3o dia o café foi servido na casa da dona, uma casinha em frente ! Wifi: Só pegava na área da recepção. No quarto era muito ruim. Eu recomendo a pousada ! Achei ótima!!! Contato: 63 99934-4339 (Maria)[/mostrar-esconder] Mateiros: Pousada Domiciliar [mostrar-esconder]Foi a MELHOR que ficamos !!!! Muito boa ! Essa foi uma indicação que vi num relato aqui no mochileiros se não me engano e quando vi "pousada domiciliar" já me interessei, por que tudo que é feito na nossa casa é feito com mais carinho! kkk E não deu outra. MAS quando chegamos demoramos pra achar o lugar por que eu fiz uma confusão. O nome da moça da pousada de São Félix era Maria, mas eu anotei Vaneça ! E então qunado chegou em Mateiros, eu perguntava "Vocês conhecem a pousada da Maria?"... E ninguém sabia qual era ! hahahahahah Que confusão !!! Até que um grupo, solidário, pediu o telefone. Demos o telefone e ele viu no celular dele que aquele telefone era da Vaneça, não da Maria ! hahahahah Aí foi que conclui que troquei os nomes! Enfim, quando chegamos na casa dela, MUITO BEM CUIDADA e reformada, o filho nos atendeu (não lembro o nome dele, sorry). E foi super solícito, deu várias dicas pra gente ! Adoramos ! Tinha um quarto de casal e um com 3 camas!!! Ele disse que poderíamos ficar a vontade pra escolher os quartos! O banheiro era entre um quarto e outro, de frente pra sala. A Vaneça chegou depois e conversou muito com a gente. Super simpática e ótima pessoa !!! Adoramos! Como era uma casa, tinha a cozinha toda a vontade pra cozinharmos ou colocar coisas na geladeira. Fizemos até brigadeiro de panela pra comer com cerveja Limpeza: Perfeito! Café da Manhã: MARAVILHOSO !!! Gente, que bolo delicioso !!! E apesar de ter sido apenas 3 dias em São Felix, parecia que estávamos há 1 semana comendo Pf no almoço e churrasquinho na janta, além de um café da manhã mais ou menos ! Então quando chegou aquele café maravilhoso nem acreditamos !!! Estava uma delícia! Tudo bem caprichado e delicioso! Wifi: Não tinha! Recomendo Com toda certeza!!!! Contato: 63 99956-4948 (Vaneça Ribeiro)[/mostrar-esconder] Ponte Alta: Pousada Planalto [mostrar-esconder]Essa pousada só ficamos 1 noite pois resolvemos ficar 1 dia a menos em Mateiros por conta da disposição dos lugares e das atrações. Conto isso no relato!! A cidade estava lotada pois estava tendo um festival de música eletronica se não me engano e quase não conseguimos achar vaga pra ficar. Nessa pousada a mulher nos ofereceu a diária por R$70 por pessoa com um quarto pra 5 pessoas. Achamos caro, porém todos os outros lugares que passamos estavam esgotados e a pousada que iríamos ficar no dia seguinte não tinha mais vaga. Aceitamos! O quarto era ok. Não muito grande, mas tinha uma geladeira e banheiro privativo. O estacionamento principal estava lotado, então ficamos num estacionamento atrás da casa, mas que pertencia à mesma. Café da Manhã: Muito bom!!! Tinham muitas frutas, algumas opções de pão, bolo... A qualidade do bolo nem se comparava com a da pousada anterior, mas mesmo assim só pela variedade de opções gostamos também! Limpeza: Ok Wifi: Bom Contato: 63 3378-1170 | 63 3378-1141[/mostrar-esconder] Ponte Alta: Pousada Águas do Jalapão [mostrar-esconder]A pousada é um pouquiiinho afastada do centrinho mas nada demais, ainda mais pra quem está de carro. Chegamos e tinha uma piscina maraa que infelizmente não iriamos poder usufruir pois só ficariamos 1 dia e iriamos embora no dia segunte pela manhã Ficamos em 2 quartos. um de 2 e um de 3 novamente. O quarto era bom, grande, mas não tinha frigobar. Porém tinha banheiro privativo. Limpeza: Ok Wifi: Ok Contato: 63 99996-4550[/mostrar-esconder] Gastos: Passagens aéreas = R$558,34 (Rio - Palmas) =>Como estávamos em um grupo de 5 pessoas, misturados entre BH, RJ e SP, precisaríamos conciliar as datas e horários dos voos de todos. Portanto acabei ficando com o vôo mais caro. Como eu tinha uma disponibilidade de datas maior, acabei cedendo as datas e pagando mais caro. Mas o pessoal de sp pagou uns 200 e pouco na passagem.. Acho que eu pagaria uns 300 se não tivesse que ter encaixado as datas com todos. Hospedagem = R$480 Alimentação = R$368 Transporte = R$872 Aluguel do carro (R$786) - para 7 dias (tarifa semanal com desconto!), incluindo seguro (39/dia), condutor adicional(7/dia) e lavagem (20) + Combustível Diesel S10 (R$86) Passeios = R$90 Outros = R$68 Gasto total (por pessoa) = R$1878 + R$558,34 (passagem aérea) = R$2436,34 Dicas úteis: Com ou sem agência/guia? Olha, antes de começar a pesquisar sobre Jalapão eu já não queria fazer a viagem com agência ou guia, porém após ler vários relatos aqui no mochileiro e em outros lugares comecei a ficar sem opção, pois 90% dos relatos são por agência e com guia! Consegui o contato de um cara que morava lá (postei no facebook e me deram o contato dele) e ele me encorajou dizendo que era super fácil andar por lá, contanto que tivesse um aparelho de gps ! E era a frase que eu precisava ouvir pra decidir que não iria por agência. Vamos arriscar tudo! Qual o problema? E não poderia ter sido a melhor decisão!!! Realmente é BEM fácil andar por lá! Eu recomendo MUITO o aparelho de gps (se vc baixar os mapas no celular, o gps também funcionará sem internet!, mas o aparelho é mais prático). Um mapa do lugar acho que é essencial, leve no celular mesmo! E se mesmo assim você não conseguir achar determinado lugar (pedra furada e cachoeira da fumaça tivemos bastante dificuldade), pergunte às pessoas pois todas são super solícitas e sabem onde ficam os lugares!!!! Nós usamos muito esses dois mapas (o primeiro está mais completo, mas o segundo tem a parte mais ao sul e as escalas estão melhores): 4x4 é necessário? Essa é uma opinião exclusivamente minha; eu acho que pelas estradas não é imprescindível a tração. Acredito que as outras meninas que foram comigo não concordem. Pra quem nunca viajou em estradas irregulares, com buracos, costela de vaca (aqueles tracinhos que faz com que o carro fique trepidando - lá tem MUITO) ou coisas do tipo, acho que pode preferir e achar necessária a tração (pois balança MUITO - muito mesmo). MAS pra quem já está um pouco acostumado (eu já tinha feito outras viagens com estradas bem ruins com carros 1.0) eu não alugaria uma 4x4 pois é a categoria mais cara !!! Como vcs viram nos gastos, dos 1800 que gastamos lá, 800 reais foi aluguel do carro ! rsrssrs Acho que uma duster já seria suficiente e economizaria uma boa grana! PORÉM dizem que não pode entrar carros sem tração no parque (onde vemos as dunas) e isso seria um problema. Levando isso em consideração, pode-se fazer a trilha a pé (acho que são 3km, nem é tanto assim. porém num sol infernal na sua cabeça hahahaha) ou então contratar um passeio exclusivamete pra lá. Bom, pela mão de obra acho que compensa a tração, mas só por isso memso. Se você não tiver planos de visitar as dunas ou achar que essa não é essencial na viagem (pra quem está cansado de ver dunas - é só isso), eu consideraria alugar uma duster ! NÃO USE PROTETOR OU QUALQUER TIPO DE CREME (CABELO/CORPO) ANTES DE ENTRAR NOS FERVEDOUROS Essa observação é MUITO importante!!! Quando estávamos trocando de roupa para entrar em um fervedouro, dois caras, que provavelmente eram biólogos ou cuidavam da preservação dos fervedouros, estavam conversando exatamente sobre isso. Eles falaram que a contaminação das águas estava cada vez maior e a morte dos peixes era cada vez maior atualmente. Por sorte resolvemos perguntar o motivo e ele nos explicou que muita gente passa protetor solar ou cremes de corpo/cabelo antes de entrar nos fervedouros (daí o motivo de alguns terem uma ducha na entrada) e a química presente nesses produtos afeta os peixes. Ele disse que os olhos dos peixes começam a ficar esbugalhados (e de fato vimos isso !!!!) até que explodem e os peixes morrem!!! E demora um bom tempo até que se tenha uma nova fase reprodutiva. Além de que limpar esses resíduos não é tão simples assim e não é uma prática que se faça com frequência lá. Por isso a consciência das pessoas era imprescindível. Comentamos que alguns fervedouros nem tinham esse aviso e outros tinham o aviso mas não explicavam o motivo, o que provavelmente fazia com que as pessoas não se importassem. Talvez colocando uma foto de como os peixes ficam, isso mexesse psicologicamente com as pessoas. Distâncias Anotei algumas distâncias que achei que poderiam gostar de saber. Pois as vezes ficávamos com essas dúvidas e não li muitos relatos falando sobre distâncias!! - São Felix > Cachoeira do Prata = 20km até a placa de Mateiros + 1km até a placa da cachoeira + 10km até a cachoeira = 31km - São Felix > Cachoeira das Araras = 15km - São Felix > Fervedouro Buritizinho = 50km - Fervedouro Buritizinho > Cachoeira da Formiga = 8km - Fervedouro Encontro das Águas = entrada ao lado da Cachoeira Da Formiga, é um do lado do outro (pra lados opostos) 4km pra dentro - Fervedouro Encontro das águas (placa) > Fervedouro Ceiça = 3km - Fervedouro Ceiça (placa) > Mateiros = 30km - Mateiros > Fervedouro Buritis = 10km - Mateiros > Serra Do Espírito Santo = 26km - Mateiros > Dunas = 37km+5km desde a placa = 42km - Mateiros > Cachoeira da Velha = 120km 1º dia (25/07/2016): Palmas > São Félix Depois de passar a madrugada toda dormindo no chão do aeroporto, quando deu umas 9h/10h (esperamos por que se pegássemos muito cedo teríamos que devolver muito cedo também) fomos retirar o carro na Localiza. Os problemas já começaram daí por que eu marquei a retirada do carro para 12h, porém ainda no Rio liguei para a Localiza falando que gostaria de retirar o carro mais cedo e se precisaria alterar a reserva; Eles me responderam que era só chegar no balcão mais cedo que teria carro para nós. Pois foi o que fizemos, mas tivemos que esperar 2h o carro chegar. Nós estávamos prevendo utilizar o seguro do cartão de crédito como já fiz diversas vezes em outras viagens, porém a moça da Localiza informou que caso desse algum problema com o carro (e problemas na região do jalapão era frequentes) e o carro tivesse por algum motivo que ficar retido, com o seguro do cartão nós teríamos que pagar as diarias. Eu liguei para o cartão pra confirmar essa informação e eles confirmaram. Pois então alugamos com o seguro da localiza mesmo !!! Por mais que no fundo eu soubesse que qualquer problema nem teríamos como ligar pra agência pq o celular não pega lá e também nós é que acabaríamos tendo que resolver o problema se não ficaríamos sem viagem (indo a um mecanico na hora, etc). Mas ignorei isso e alugamos com seguro ! E acho que foi mais prudente mesmo! Partimos para São Félix com parada em Novo Acordo para almoçar , onde achamos um PF barato. Lá não tem muita coisa e parecia feriado kkkk Seguimos viagem.. a paisagem é bem bonita!!! Pra quem curte serrado, é perfeita. Entrando na estrada de terra: Tava tudo muito bonito.. Iríamos chegar em São Félix ainda com o tempo bom, até que a Lais (que estava dirigindo) começa a sentir o volante puxando para o lado esquerdo. Resolvemos parar e tcharaaaan: pneu furado !!!!!!!!!!!!!! Sério isso??? Bem no início da viagem !!? E agora? O que fazer? Saimos do carro.. Um calor de 50º na cabeça.... Bom, vamos trocar o pneu então né! Primeiro: Cadê o step? Tecnicamente era pra estar na parte traseira.. Mas não tinha nada. Achamos o step, embaixo do carro ! Segundo: Agora é só pegar o macaco, tirar o step e trocar o pneu ! Muito simples! Achamos o macaco que estava dentro do carro num kit. Abrimos e tinham vários pedaços de ferro pra encaixar... E nós super inteligentes ficamos um tempinho tentando encaixar os pedaços mas não dava em nada ! kkkkkkk Não fazíamos idéia de como usar aquele macaco!!!!! Terceiro: Bom, vamos então tirar o step de baixo do carro. O que fazer? Nos enfiar embaixo do carro pra tentar tirar o step com a força ou alguma alavanca qua aparecerá na frente kkkkkkkkkkkk E rezar pra ele não cair na nossa cabeça !! pqp Perdemos uns 30min aí tentando resolver o problema hahahaha Eis que o nosso salvador chega de 4x4 ... Passa um homem e a gente quase se joga na frente do carro O moço trocou o pneu em 20 minutos gente!!!!!!!!!! Nem consigo acreditar ! hahahahah Ele pegou as varetas de ferro e juntou umas nas outras e então enfiou num buraquinho mínimo atrás do carro (isso soou esquisito ! ) e do nada o pneu caiu no chão ! kkkkkkkk Depois fez manualmente aquele carro de 500 toneladas (não sei, to chutando kkk) levantar pra tirar o pneu !! Enfim, ele fez tudo manual e rapido e eficaz ! aaté agora não consigo acreditar ! Bom, ele nos explicou que lá quase todo mundo tem 4x4 então eles estão acostumados ! E rolou a piadinha infame "mas 4 mulheres viajando sozinhas e querendo trocar o pneu?" - "ué amigo, só por que não sabemos absolutamente nada sobre como trocar o pneu de uma 4x4, nao quer dizer que sejamos incapazes! kkkk " Enfim, nós ficamos super preocupadas sobre o motivo do pneu ter furado. Ele falou que aquelas pedrinhas e aquele chão (ainda nem tinhamos chegado nas estradas esburacadas) não furam pneu e que provavelmente aquele pneu já estava ruim. Era bom anotar isso e falar na operadora quando fosse devolver o carro. Ele então sugeriu que voltássemos pra novo acordo pra consertar o pneu furado, até por que seria perigoso andar por aí sem step algum. Caso acontecesse novamente, o que faríamos?? Demos cada uma 20 reais pra ele e ele nos levou até um mecânico (ele já estava indo na mesma direção) em novo acordo. Lá eu aprendi a palavra "vulcanização" e demoramos umas 2h até o pneu ficar ok e podermos voltar a viagem ! Compramos uns biscoitos e sacos de lixo pra colocar nossas mochilas (disseram que mesmo com tudo fechado, ficaria imundas pela areia - e os sacos de fato ficaram imundos, pelo menos as mochilas ficaram intactas ! Conclusão: Chegamos em São Félix a noite e não conseguimos ver o Morro Vermelho que estava previsto no roteiro da travessia de Novo Acordo pra são Félix. E como era muito chão entre uma cidade e outra, nem compensava voltar no dia anterior pra isso ! Perdemos Na verdade tinham tantos morros parecidos que sempre achávamos que algum deles era o morro vermelho hahahahaha Chegamos exaustas em São Félix... A mulher da pousada estava dormindo. Graças à Vivo conseguimos sinal pra ligar pra ela, se não ficaríamos do lado de fora ! kkk Gastos do dia: 2º dia (26/07/2016): São Félix (Fervedouro Alecrim + Fervedouro Bela Vista) Ali no entorno de São Félix todas as cachoeiras são relativamente perto. Se o seu gps não achar por algum motivo é só perguntar pra alguém lá que eles te falam ! É bem simples. Fomos primeiro no fervedouro alecrim. E como foi o primeiro tivemos aquele extase do tipo "UAUUUUU" É realmente bem bonito e o melhor de tudo: só tinhamos nós !!!!!! :'> Essa questão de não afundar depende muito do fervedouro. Como é uma nascente, realmente vc não vai afundar de fato, mas não são todos que temos a sensação de ficar boiando não!!! Esse por exemplo não senti nada. Na verdade nós ficamos com um pouco de medo/receio de ficar ali no meio daquele circulo !!! HAHAHAHA Vai que algum bicho sai dali, sei lá né...Dá um medinho !!! É uma experiência engraçada !!! Dali seguimos para nosso segundo fervedouro do dia: Bela Vista, que é o maior (e mais bonito, dizem) da região. E ele faz juz à fama, pois é maravilho mesmo!!!!! De fato um dos mais bonitos! Aqui tenho que deixar um obs MUITO IMPORTANTE: Comentei isso no início do relato. Foi nesse fervedouro que os caras estavam falando sobre a contaminação da água por causa do protetor solar etc. Eu só passo protetor na hora que sinto que estou queimando do sol (fail !! kkk) então acabo não tendo costume de passar antes de sair, por isso eu fui a única a entrar na água. Após o banho delicioso nesse fervedouro maraaavilhoso, fomos almoçar lá na entradinha mesmo !!!! A comida foi um pouco cara (e só perguntamos o preço depois de comer..kkk) mas estava muito gostosa e bem servida, já que também foi feita só para o nosso grupo. Era um preço fixo e a gente que se servia, então todas nós repetimos. Apesar do preço valeu a pena! E uma cerveja pra refrescar não poderia deixar de rolar também: Quando estávamos almoçando um cara chegou e falou que viu o pedaço do paralama do nosso carro láaa atrás, no rio !!!! Não entendemos nada inicialmente. Foi aí que ele falou "vocês não viram? O carro de vocês está sem paralama".... Levantamos todas pra checar e meu deusssssssssss Nosso carro estava sem paralama!!!!!!! HAHAHAHAHAH MY GOD Já não bastava o pneu furado? kkkkkkkkkk Acontece que no dia anterior , quando estávamos na sabatina de chegar a São Félix passamos por uma poça de água beeem grande. Estava tudo escuro e antes de passar com o carro na poça paramos pra analisar se a mesma era muito funda. Acontece que mesmo com o farol, acabamos não tendo dimensão da extensão da poça e da sua profundidade e ficamos naquela duvida se passavamos rápido, devagar, se iamos pelos cantos...kkkk Um medo danado de atolar! E aí eis que surge um carro atrás da gente e passa voado pela poça. Pensamos "vamos fazer igual a ele !!". Aceleramos e passamos com tudo !!!! Porém um pedaço do carro ficou pra trás !! HAHAHHAHAHA Ou seja, se passarem por essa poça (o cara falou que ela nao seca nunca), passem devagar! Felizmente o local da poça não era muito longe da São Félix, então voltamos lá pra buscar o paralama !!!! E que bom que ele estava lá mesmo !!!!! O mesmo homem que falou do paralama sugeriu que visitássemos a Cachoeira das Araras, pela proximidade do local, já que estaríamos no mesmo caminho ! Aceitamos a sugestão! Trilha para cachoeira das araras: Ela não é tão atrativa, mas valeu pelo banho!!!!! Estava ótima a água! Na volta tivemos essa boa surpresa do comeciiinho do por do sol na estrada. Que lindo! A noite resolvemos ir até a praia de rio que tem por lá. É onde rolam alguns shows. Tinha até palco montado mas acho que o possível festival que estava tendo já tinha acabado. Ficamos por ali, bebendo umas, relaxando..kkk Soubemos de uma pizzaria que tinha no centrinho, porém a cidade estava sem luz (parece que o governo não estava com as contas em dia..) então não estava aberta. Contudo a moça da pousada falou que, mesmo sem luz, eles faziam entregas. Pedimos uma pizza e dividimos. Estava uma delícia!!!!!!!!! Pedimos uma metade com pimenta calabresa, mas na verdade não era pizza com pimenta e sim pimenta com pizza. Estava MUITO apimentada!!! Muito mesmo! kkkkkkkk Mas a outra metade estava mt boa! hahahah Como não foram todas a comer a pizza, decidimos ir à um churrasquinho da praça mais à noite e eu com minha solitária na barriga resolvi comer também E demos azar pois estava horrível: duro e insoço, sei lá Difícil arrumar uma comida boa nesse lugar ! Gastos do dia: 3º dia (27/07/2016): São Félix (Cachoeira do Prata + Serra da Catedral) Amanhecemos com essa cena linda: A galinha e seus pintinhos Nosso dia começa com destino à Cachoeira do Prata. É bem chatinho de chegar e por isso é interessante ter uma noção da quilometragem percorrida (não se desespere, você pegará essa prática durante a viagem!). Muitas vezes quando pedimos informação recebemos de volta "fica há 3km daqui"... E são 3km MESMO! De São Félix até a Cachoeira do Prata são 20km até a placa indicando o caminho para Mateiros e mais 1km até a placa da Cachoeira. Se bem me lembro a placa estava virada no sentido de quem vem de Mateiros para São Félix, então acho que chegamos a passar do ponto da primeira vez. Da placa até a cachoeira mesmo tem mais 10km (indicando inclusive na própria placa). E você roda, roda roda e parece que não vai chegar à lugar algum... Várias vezes pensamos "Tá errado gente, vamos voltar! Não chega nunca!!!", mas no final deu tudo certo e chegamos. Durante o percurso você se depara com várias bifurcações no meio da estradinha, mas não se preocupe pois todas levam ao mesmo lugar. Apesar dos pesares o caminho compensa pois é lindo demais ! Nos sentimos num safari na África do Sul, hahaha Quando a gente finalmente chegou ... UAU ! A cachu é lindissima! Super vale o deslocamento !! Mas pra quem tá com um tempinho a mais também! Você tem a opção de fazer uma trilha super leve até a parte de cima da Cachu, que é onde corre o Rio! Pela tranquilidade do local decidimos ficar por ali pra tomar banho e aproveitar ! Adorei o passeio! Super vale a pena pra relaxar e sair do stresse da viagem, muitas vezes corrida! Até meu trio de forró tirou fotinha Eu e mãe relaxando no rio!!! - Para chegar nessa parte do Rio é só seguir mais um pouco a trilha. Depois de 45343 tentativas... até que saiu uma decente! É chegada a hora do Almoço. Voltamos para São Félix e resolvemos também procurar algum lugar para assistir o pôr do sol! Eu vi umas fotos na internet de algumas pessoas que pareciam ter parado no meio da estrada e tirado fotos....Resolvemos retornar um pedacinho do caminho São Félix > Novo acordo para achar um viewpoint legal, até que achamos a Serra da Catedral (como a pedra tem um formato de uma igreja, algo assim, é fácil reconhecê-la). Literalmente no meio da estrada, de frente à pedra, tem um caminho de rato...Não tem sinalização alguma, foi na sorte mesmo, mas por que daria errado? rs Até que chegamos num local mais aberto, que dava pra tirar umas fotos legais.. Depois de percorrer esse caminho eu sismei que teria alguma trilha que nos levasse até o topo da serra. Não era possível que não tivesse! kkkkk Seguimos com o carro mais adentro. Acabamos passando por uns trechos que nos fizeram duvidar se aquele caminho realmente dava em algum lugar e se nosso carro poderia atolar, mas por sorte continuamos e achamos o "final" do caminho que sinalizava uma trilha de degraus de pneu. Aleluia! A escada acabou e não chegamos no topo, mas mesmo assim compensou pois a vista lá em cima é incrível !!!!! Eu sou meio sismada com as coisas. Quando coloco na cabeça que existe uma trilha, então existe uma trilha! hahaha Ainda tinha demarcação mais adianta então eu, de teimosa, resolvi continuar subindo na expectativa de chegar ao topo. Lais me acompanhou, mas infelizmente chegou uma hora em que a demarcação acabou e começamos a ter que subir nas pedras, então achamos mais prudente voltar! Infelizmente o sol estava se pondo para o lado oposto em que estávamos. Na hora em que tiramos a foto com o carro, lá embaixo, tinha uma bifurcação. Optamos por pegar o caminho da direita (no chute) e na hora nem paramos pra analisar a posição do sol, que estava à esquerda. Possivelmente se tivéssemos pegado o outro caminho, teríamos chegado em um mirante de frente para o sol. Enfim, atentem à isso na hora de escolher os caminhos ! Assim valeu o visual: Gastos do dia: 4º dia (28/07/2016): São Félix > Mateiros (Fervedouro Buritizinho + Cachoeira da Formiga + Fervedouro Ceiça + Fervedouro e Rio Encontro das Águas + Comunidade Mumbuca) Acordamos cedo e nosso destino hoje era a cidade de Matiros. De acordo com o mapa nossa primeira parada era o Fervedouro Buritizinho!!! E rodamos 50km pra chegar !!! É chão hein..kkkk Assim que a gente chega avista uma piscina de rio muito bonita também..Tem umas câmaras de ar de pneu pra servir de bóia! Óbvio que não pude perder a oportunidade ! hahaha Andando mais um pouco chega-se ao fervedouro de fato. Na minha opinião o mais bonito, parece uma hidromassagem: pequenininho e encantador ! Não deixem de entrar, a água é absurdamente transparente (como em quase todos os lugares do jalapao ! hahaha As fotos embaixo d'água aqui ficam maravilhosas!!!! Seguimos então mais 8km para a incrível Cachoeira da Formiga. Dizem que é a mais bonita do jalapão e eu tenho que concordar !!! Esse dia foi espetácular! Tenho trocentas fotos e foi difícil selecionar as melhores kkkkkkkk Ahh, e aqui vale uma observação: Essa foi a ÚNICA atração em que encontramos seres humanos em maior número! hahahaha Acho que essa cachu é o point de fds deles! Depois de um tempinho o pessoal foi embora !!! Uhuuul Fomos até a queda absorver essa energia gostosa !!!!!! Que delícia!!!!! Nadando mais pra esquerda tem uma área com uns troncos embaixo dágua.. dá pra ficar de bobeira ali também !!! E se atravessarmos esses troncos, temos uma área pequenininha, parecida até um pouco com o buritizinho !!!! A transparência da água ainda é maior. Tiramos várias fotos embaixo dágua, mas nenhuma foi digna de postar no relato ! HAHAHAHA Já era hora do almoço e como estávamos entre uma atração e outra, mas sem cidade próxima, resolvemos comprar uns belisquetes pra conseguir matar a fome. Lá tem um restaurante que oferece o almoço, porém achamos caro (se não me engano 35 reais por pessoa) e optamos por segurar a fome. Seguimos para o Fervedouro Encontro das águas. Aqui deixo um adendo: Durante o caminho um garoto nos acompanhou de bicicleta. Estacionamos o carro e ele seguiu. Assim que chegamos na entrada do fervedouro, ele estava lá de prontidão cobrando o valor. Na hora "sacamos" que ele só queria ganhar uns trocados mesmo, pois ao perguntar o preço ele disse "15 reais" e após retrucarmos que era caro (de propósito) ele em seguida respondeu "pode ser 10". Mas demos o dinheiro mesmo assim e acredito que qualquer valor que dessemos ele aceitaria. Perguntamos qual era o nome do fervedouro e o menino falou - "Ah, não tem nome!". Optamos por chamar de "Encontro das águas", o mesmo nome do Rio. Esse era bem simplesinho, mas como é caminho para o Rio, que é muito bonito e vale a visita, não custa dar uma passada! No caminho Eu ainda tava com receio de ficar no meio desse circulo! hahahaha Seguimos para o Rio... e gente!! Que lindo ! Bruna maravilhosa posando ! Voltando... Decidimos passar na comunidade Mumbuca para ver o artesanato local e conhecer. São umas casinhas que vendem artesanato de Capim Dourado. Compramos algumas coisas e seguimos para o Fervedouro Ceiça, que na realidade se chama Bananeiras, porém o nome do dono é Ceiça, então acabou ficando conhecido dessa forma. Destaque para esse fervedouro! Foi um o único que sentimos a pressão da nascente na água e você é literalmente empurrado para cima! Foi muito divertido. Após o banho fomos almoçar em um restaurante que fica no caminho para Mateiros. Já havíamos deixado a comida reservada na ida, por sugestão da dona. Pedimos uma galinha caipira e estava uma delícia. Recomendo! De lá até Mateiros foram mais 30km. Chegamos em mateiros, nos instalamos na pousada gostosa da Vaneça e à noite resolvemos meter o pé na jaca: comemos nuggets com cerveira e brigadeiro de panela de sobremesa ! Gastos do dia: 5º dia (29/07/2016): Mateiros (Fervedouro Buritis + Fervedouro Rio do Sono + Dunas do Jalapão) Nosso esquema no carro era tipo um rodízio. Cada dia uma menina dirigia um pouco, assim todos descansavam e ao mesmo tempo tinham a oportunidade de dirigir uma 4x4, que é uma experiência a parte. Hoje era o dia da Mariana (mais pra frente conto a relevância dessa informação). Nossa primeira parada: Fevedouro Buritis, 10km de Mateiros. Tem uma placa indicativa na entrada de uma estradinha de areia fofa. Dica: Se você não está acostumado ainda com a 4x4, não comece pela areia fofa !! Aqui também deixo uma observação: Todos os moradores que conversávamos falavam que quanto mais rápido a gente andasse, menos o carro chacoalharia, logo menos sentiríamos os efeitos da estrada ruim. E é verdade! Se você andar a 30km/h vai voltar cheia de galos na cabeça! Tente manter uma velocidade média de 60-70km/h (apesar de que lá eles falavam que iam à 100km/h). Contudo essa dica não serve para quando o terreno muda para areia fofa (que é o caso da estrada que dá nas dunas). O carro vai deslizar mais e as chances de acontecer um acidente são maiores, pela maior probabilidade de perda do controle do volante (que é MUITO sensível). E, infelizmente, foi isso o que aconteceu! Como era a primeira vez da Mari, ela não tinha pegado o jeito totalmente e com a empolgação de andar rápido (pela dica) não se ligou que a estrada tinha mudado, logo a velocidade também precisava diminuir um pouco. Por sorte não foi nada grave...Nosso carro estava indo "rápido", vários galhos, troncos e árvores à frente, areia fofa....Então ela perdeu rapidamente o controle do volante (pra conseguir reestabelecê-lo no nervosismo ainda em um terreno não propício é difícil), e foi o suficiente para batermos o carro em um tronco. Por sorte o tronco não era tão grosso então só amassou um pouquiiiinho a parte da frente e quebrou parte do para choque! (Se fosse uma árvore acho que também não teria acontecido nada por que por mais que estivéssemos em velocidade alta, não era alta o suficiente para haver uma batida grave. Afinal era 50-60km/h, não é tãao rápido assim! Mas suficiente para fazer um estrago no carro - alugado!). Bom, só tínhamos certeza de que aquele carro estava destinado a ser capenga, PQP Quanto azar !!!! Logo bateu aquele desespero de que teríamos que pagar pelo prejuízo. Mas o seguro cobria, não?? Passamos o restante do dia nessa dúvida e a Mari, tadinha, em choque, jurando que não pegaria mais o carro em nenhum momento (mentira, na pior estrada - de Mateiros para Ponte Alta, o maior percurso - ela pegou e dirigiu super bem! Dessa vez com mais cautela!). Por sorte, um senhor muito gentil (coincidentemente era o dono do restaurante e da propriedade em que fica o fervedouro Buritis) estava passando de moto na hora e ajudou a gente... Ele fez um remendo no carro com uma raiz verde de uma planta (acho que foi isso ! hahaha), servindo de arame. Muito gentil da parte dele. Stress a parte, chegamos no Fervedouro Buritis!!!! Esse foi outro que também amei (é difícil escolher um mais bonito, por que todos são lindos!), é espaçoso, a luz do sol entra bastante e como sempre, transparente! Vale a visita, recomendo! E as fotos tops debaixo d'água??? Pertinho do Buritis tem o Fervedouro Rio do Sono... Esse é bem bobinho, mas já que estávamos lá, resolvemos visitar!!! Mari posando, tentando ficar relax !!! Optamos por voltar para Mateiros e almoçar, pois a idéia era deixar as dunas para o fim da tarde, com objetivo de assistir ao por do sol. Se chegassemos muito cedo iríamos torrar a toa. Escolha mais que certa. Já na cidade resolvemos almoçar em um restaurante super recomendado por várias pessoas: Restaurante da Dona Rosa. Ela fez a comida na hora e estava ótima. Nesse dia o sol estava MUITO forte. E isso fez com que minha mãe desistisse de ir ao passeio das dunas ! Somou ao fato de que ela também já havia visitado dunas em outros lugares (no nordeste inclusive), logo não era uma atração imperdível para ela. Mas acho que o contraste vegetação + dunas é incrível! Chegando nas dunas! Esse negócio de subir em cima do carro tá viciando! Tentativa falha (ou não? kkkk) de fazer um tottem decente hahahah Da série : perdidas no deserto Sol começando a descer... QUE POR DO SOL MARAVILHOSO, INCRÍVEL, TOP DEMAIS! Tentativa de pular na foto kkkkkk Salvo o incidente do carro, nosso dia foi incrível !!!! Amamos !!!!! A noite resolvemos tentar comer uma pizza na pizzaria do centro, porém - que coerente! - não tinha pizza. E a justificativa foi a melhor: não tinha queijo PARA A PIZZA. Isso mesmo. Tinha queijo, mas não pra pizza. Tinha uma pilha de queijo, mas segundo a atendente aquele queijo era destinado ao hamburguer e ela não poderia usar o queijo do hamburguer na pizza (sendo que era o mesmo - mussarela), pois não tinha ordem para tal. HAHAHAHHAAH MEU DEUS Nós sugerimos até pagar a diferença, pois realmente estávamos com fome de pizza, mas nada feito... Uma pizzaria sem pizza! Mas com hamburguer! kkkkkkk Mudamos os planos e fomos ao espetinho famoso da cidade e deu muito certo !!! Estava uma delícia. Vem com farofa também. Eu ainda pedi 2 pastéis para alimentar minha solitária da barriga. Por sinal estavam muito bons também ! Recomendo! E bora dormir cedo pq amanhã temos que acordar as 3h30 pre pegar o nascer do sol! Gastos do dia: 6º dia (30/07/2016): Mateiros > Ponte Alta (Serra do Espírito Santo + Praia do Rio Novo + Cachoeira da Velha) Acordamos 3h30 como combinado (por recomendações que pegamos na internet e lá mesmo). A entrada da Serra do Espírito Santo fica antes das Dunas, na mesma estrada Mateiros > Ponte Alta. A noite a visibilidade é mais baixa, dificultando as vezes enxergar rapidamente a placa, porém havia um fluxo de carro entrando mato adentro. Não tínhamos dúvidas de que era ali. Coincidindo com a kilometragem também. No dia anterior pensamos em passar por ali para fazer um tipo de reconhecimento da área pra evitar se perder, mas não deu tempo então ficamos de prontidão esperando que algum grupo desse início à trilha. Tinham uns 4 grupos, cada um variando de 5 a 10 pessoas. Vimos uma galera andando numa direção e resolvemos confirmar o início da trilha. E começamos antes de todos: BURRICE!!!!!!!!!! Primeiro por que não queríamos ficar pra trás pra não parecer que estávamos seguindo o guia (é feio né) e também pq a idéia era sermos as primeiras (porém a pressa é inimiga da perfeição!). A trilha é razoavalmente rápida, sem muitos obstáculos. É toda no estilo degrau, logo cansa um pouco. Acho que demoramos uns 40min, sem grandes esforços, com lanterna a todo momento. Chegamos lá em cima e um "ufa" uníssono de todas nós foi ouvido. Conseguimos chegar a tempo do nascer !!!!! Ao convesar, anteriormente, com um morador, ele nos disse que para chegar no Mirante da Serra do Espírito Santo teria que fazer a trilha normal e depois, já no topo, andar mais 3km. Ficamos com essa informação na cabeça! Assim que chegamos no topo estava ainda tudo escuro e o céu era fantástico!!! Pena que eu, burra, preciso fazer um curso de fotografia urgentemente pra saber tirar foto e aproveitar minha câmera de verdade! Então as fotos do céu não foram as melhores... Enfim, logo no início avistamos uma placa "Mirante da Serra", algo assim, e a kilometragem ao lado (3km). Resolvemos seguir a trilha.. Porém estávamos morrendo de medo de não dar tempo de assistir o nascer do sol pois já eram tipo 5h20, por aí.. E estávamos estranhando muito o fato dos outros grupos estarem tão calmos, e tranquilos! Afinal estávamos ha uns 20min de distância do primeiro grupo e nenhum sinal de que eles estavam correndo ! Resolvemos então nos apressar...e à medida em que andávamos o sol começava a nascer atrás de nós beeeeeeem devagarzinho.... Começamos a achar MUITO estranho, por que o sol estava quase ha todo momento atrás de nós e parecia que a medida em que andávamos nos afastávamos mais do ponto mais lógico pra assistir ao nascer ! Já tinhamos andado uns 2km e nada do mirante...e a porcaria do sol já tinha nascido, mas ainda dava "tempo" de assistir... E começamos a ficar emburradas... Mas acreditando que em algum momento a trilha viraria para o lado e chegaria num mirante lindo onde poderíamos apreciar o final do nascer. MAS, isso não aconteceu! Não sabíamos se voltávamos pra uma tentativa - inútil - de pegar o finalzinho ou se seguíamos em frente... Bom, já estávamos ali.. Vamos até o final ! Seguimos e realmente deu em um mirante.... Do lado oposto do sol (óbvio). O local era até muito bonito, porém com a nossa frustração se tornou horroroso e eu nem quis tirar foto de tão puta que fiquei !!! Vou postar a foto da Lais: Voltamos, frustradas ao início da trilha (ainda no topo). No caminho, voltando... Então, quando chegamos de volta, percebemos que se olhássemos para a DIREITA e andássemos tipo 10 passos para o lado, estaríamos em um mirante FODA que daria pra ver perfeitamente o nascer do sol mais lindo de todos ! Ainda tinha mais um grupo... Esperamos eles sairem pra tirarmos algumas fotos. E as nossas caras de enterro não negavam o nosso erro! Um menino perguntou pra gente se tínhamos visto o nascer e só conseguimos responder "SIM", curto e grosso, HAHAHAHAHA Frustradíssimas fomos tirar fotos daquele mirante espetacular... Pois então, DICA: Quando chegar ao topo, VÁ PARA A DIREITA !!!!! HAHAHAH Gente, TALVEZ, em outra época do ano o sol se ponha do outro lado, aí tenha que fazer a trilha de 3km (ou se você for ver o pôr do sol e não o nascer, acredito que também tenha que ir para o lado oposto!!!). De qualquer forma, VÁ NA DIREÇÃO DO SOL!!!!!!!!!!!!! HAHAHAHAHA Dica super valiosa e importante (mais que óbvia, mas tudo bem) pra ninguém perder o nascer!!! Bom, voltamos pra pousada para pegar minha mãe (que não quis acordar cedo kkk) e também arrumar nossas coisas pois a viagem seria cansativa! Voltamos 26km MUDAS !!!! O carro veio num silêncio total ! Acho que nem a música do carro colocamos de tão putas que estávamos ! Gente, 10 passos!!!! É pra chorar! Paradinha no meio da estrada, já para Ponte Alta: A estrada para Ponte Alta realmente é a pior de todas, muito esburacada, cheia de pedras... Pra quem faz o sentido inverso ao nosso (99,9% dos grupos - hahahahah - na vdd até agora não sei pq resolvemos escolher esse sentido, acho que era pq queríamos ser do contra) tem sorte pois pega a pior estrada logo no começo e depois vai melhorando!! Nós fomos primeiro na Praia de Rio pra dar uma relaxada... E valeu muito a pena!!! Que Rio delícia!!!!! Nessas horas é bom ter um tempinho extra pra aproveitar com mais calma !! Quando chegamos tinha mais 1 grupo mas a praia era praticamente nossa ! Delícia! Seguimos para a Cachoeira... Na verdade queríamos chegar logo em Ponte Alta por que estávamos morreeeendo de fome e não tinha restaurante no meio do caminho nem nas atrações!!! Minha dica é fazer uma horinha em Mateiros e almoçar por lá antes de seguir estrada (mesmo que almoce 11h, por exemplo), pois só fomos almoçar à noite nesse dia. Ficamos o dia inteiro petiscando biscoito e fruta! De acordo com o mapa temos 2 entradas para a Cachoeira da Velha. Nós contamos 120km até a Cachoeira. Nós pegamos a primeira entrada e de acordo com o segundo mapa que postei aqui são 96km até a entrada (nesse mapa não diz que são duas, mas pelas contas acredito que esteja contando a segunda. Conte 5km a menos então!). Rodamos achando que essa cachu não chegaria.. pq é chão hein... Mas realmente ela faz jus à fama !!! É belíssima. Me lembrou até um pouco as Cataratas do Iguaçu. As quedas são bem grandes, vale demais a visita!!!! A Vaneça, da nossa pousada, falou comigo que tem um lugarzinho antes da queda principal que dava pra mergulhar e era mais calmo!!! Eu aproveitei a dica dela e óbvio que aproveitei o momento pra dar um mergulho!!!!!!!!!! Muito gostoso! As meninas ficaram com receio... A cachu é linda!!!!!! Dica: Essa foto eu tirei com a gopro e acabou saindo estourada! Se tiver uma câmera profissinal boa, o resultado será melhor! Fotos da gopro com cachoeiras em dias muito claros não ficam tão boas! Seguindo o caminho de madeira, dá pra mergulhar... E se seguir mais um pouco tem uma pequena trilha, onde dá pra ver as quedas mais de frente !!! Outra falha minha: Eu tinha deixado à camera profissional no carro, então não consegui tirar boas fotos nessa cachu.. Só tirei com a gopro mesmo! E como tinha muita sombra, também não ficou boa! Um flash nessa hora cairia bem..rsrs Mas até qe ficou legal só a silhueta! Chegamos em Ponte Alta no final do dia, umas 19h e MORTAS DE FOME, mas ainda precisávamos procurar um lugar pra dormir pois a nossa pousada não tinha mais vaga! Como falei lá na parte de hospedagem, estava tendo um festival de música, então a cidade estava BEEEM cheia! Demoramos até achar um lugar legal ! Optamos por ficar na pousada Planalto e não procuramos mais pq como era só uma noite, estavamos com fome e a cidade estava lotada, não valeria ficar por ali procurando..rsrs Jantamos um espetinho com cerveja !!!!!!! E capotamos! kkkkkkk Gastos do dia: 7º dia (31/07/2016): Ponte Alta (Cachoeira da Fumaça + Cachoeira do Soninho + Pedra Furada) Esse dia foi um sufoco pra decidir o que faríamos por que só tínhamos um dia pra explorar ponte alta. Tínhamos a opção de voltar naquela estrada do terror sentido Mateiros e ir à Gruta da Sussuapara (que ninguém estava animado pra dirigir naquela estrada), porém era sentido contrário à Pedra Furada (que era must-go) e às demais atrações como Cachoeira da Fumaça etc. Decidimos então que iríamos descer em direção à Cachoeira da Fumaça pra depois assistir o pôr do sol na Pedra Furada... Mas antes tivemos que guardar todas as malas do carro pra fazer o check in à tarde/noite (pra ganhar tempo) na outra pousada. Como o primeiro mapa tem uma péssima escala (e só fomos perceber isso nesse dia), nós rodamos rodamos rodamos e não chegava nunca à tal da entrada pra Cachoeira. Disseram haver uma placa, mas não achamos... Nós rodamos tanto que fomos parar na cidade de Pindorama Pedimos informação na cidade, mas parecia que era uma cidade fora do jalapão pq ninguém sabia do lugar que falávamos..kkkkk Resolvemos voltar pela mesma estrada na esperança de achar a entrada... Todo carro que passava por nós no meio da estrada (asfaltada, ufa) nós parávamos pra perguntar da entrada da cachoeira kkkkkkkkkkk Fizemos isso umas 3x. Até que finalmente achamos a entrada de acordo com o que um cara falou pra nós e tentando nos guiar pelas distâncias do segundo mapa! (o gps não achava). E desde a entrada até de fato a hora em que chegamos à cachoeira foi um calcula-aqui-calcula-ali de kilometragem que só jesus.... No final conseguimos achar, porém todas as viradas foram milimetricamente calculadas ! hahaahah E o segundo mapa foi imprescindível pra gente achar o lugar certo! As distâncias estão bem certinhas! Nós tínhamos lido que em um determinado momento tinha uma ponte toda quebrada, que não dava pra passar com o carro. Seria nesse local que deveríamos estacionar para então atravessar a ponte, a pé, e chegar na cachoeira. Conseguimos achar a ponte! E é bem fudidinha mesmo kkkkk Ouve até uns rec rec quando pisa-se! ::lol4:: Pra quem tem medo de altura, é um bom pedaço até terra firme do outro lado ! hahaha A Mari adorou a travessia! ::lol4::::lol4::::lol4::::lol4:: Chegamos do outro lado e não tinha muita coisa... Vários caminhos para vários lugares diferentes kkkk Porém logo em frente tinha uma casa, tipo uma fazenda na verdade... Com vários cachorros, galinha, porco... Uma fofura só. Conversamos com a dona e ela nos explicou como chegar. Na verdade ela disse "Tá vendo aquelas arvores verdes? Então, a trilha é logo ali" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ::lol4::::lol4::::lol4:: Olhamos e tinha um milhão de árvores, logicamente verdes.... Mas entendemos que eram umas que se destoavam, um verde mais verde HAHAHAHAHAHAH Agradecemos e tentamos a sorte. Não tem muito o que errar na verdade. O primeiro caminho já te leva à um mirante que dá pra ver a cachoeira bem de cima (só seguir o rio). A cachu é maravilhosa ! ::love:: Ainda maior do que a da Velha em comprimento! Muito bonita! Pra quem está com tempo curto, não sei se vale o sacrifício pra chegar até lá, mas eu recomendo!! Amei o visu!!!! O bom de ter o roteiro mais folgado é poder errar e ainda assim chegar no lugar certo, curtir e ir nessas cachus mais distantes, fora da rota tradicional !!!! Atravessamos a ponte e achamos uma trilha do outro lado... Seguindo a trilha a gente chega em uns pontos de visão ainda mais incríveis !!!!!!!! ::ahhhh:: Olha esse visu: pra nós compensou todo o tempo! ::otemo:: E aí tem aquele momento em que você tira 365 fotos e as 365 fotos ficam FODAS e você não consegue escolher as melhores pra pôr no relato ! hahahahaha Seguindo a trilha, nos deparamos com um "barranco"... Na verdade uma descida mais brusca que indicava a continuação da trilha para chegarmos pertinho da cachu!! Eu estava super animada, mas as meninas estavam um pouco descrentes, achando que eu era doida...kkkkkkkkk Então resolvemos abortar e curtir o dia no Rio mesmo! Mas eu tenho fé que era por ali a continuação! :lol: Voltamos e fomos até atrás da ponte , seguindo o sentido inverso do Rio. Ficamos um bom tempo ali, comemos uns belisquetes, nosso dia foi muito agradável ! :!: Dica: Por vezes eu esqueço de limpar a lente da gopro !!! E quando saio da água fica embaçada, ou com um aspecto nebuloso... Essa imagem tirei de um frame de video, não ficou 100% mas deu pra perceber que a galera tava super relaxada!! Também, com esse visu ! ::otemo::::otemo:: Pegamos o carro e voltamos tudo, dessa vez com direção à Pedra Furada. Na volta paramos na Cachoeira do Soninho pra tirar foto ! Não entramos nem ficamos por ali, mas resolvi registrar ! É bonita também. Relaxar ali deve ser uma delícia! Pra chegar à Pedra Furada, sugiro seguir aquele segundo mapa também! Dá pra se guiar legal. Lembro também que alguém nos disse que teríamos que pegar a estrada com os eucalíptos! E foi o que fizemos, que lugar lindo! ::cool:::'> A pedra furada é engraçada pois o furo, de longe, é beem pequeno ! Então pelas fotos que vimos antes estávamos imaginando uma pedra com um furo imenso que veríamos de longe kkkkkkkkk Mesmo assim quando chega perto do "furo", é até bem grande! rs Tudo depende da perspectiva.. O sol vai baixando e a paisagem vai ficando cada vez mais impressionantes! Não me perguntem do por que estou sem short! hahahahah E as fotos de silhueta ficam cada vez mais lindas!!! ::otemo:: Gastos do dia: 7º dia (31/07/2016): Ponte Alta> Palmas (Ilha da Canela) Hoje teria tudo para ser um dia tipicamente de despedidas, aquela tristeza de final de viagem, mas....NÃO FOI !!!!! Saímos cedo pois o vôo da Bruna era ainda na parte da manhã!! Como retiramos o carro só 12h, e os nossos voos (meu, da minha mãe, da mari e da lais) eram somente na parte da tarde, resolvemos atrasar a entrega do carro em 1h (pois também sabíamos que tinha essa tolerância!) e resolvemos passear por Palmas!! Pensamos em algumas opções e olhando na internet a Mari viu a Ilha da Canela !! Uma ilhota bem próxima a cidade e de fácil acesso. Conseguimos informações sobre como chegar na ilha e lá fomos nós !!! Um cara nos cobrou 20 reais ida e volta para chegarmos e voltarmos da ilha. Combinamos o horário de volta. E quando nós pensávamos que Tocantins não tinha mais nada a nos oferecer, eis que o destino nos traz à essa ilha linda e cheia de charme em pleno último dia de viagem que tinha tudo para ser monótono!!!!!!!!!!!!! Nós amamos! A ilha é bem pequenininha mas é muito linda e charmosa! Dá pra passar a manhã ou até mesmo o dia facilmente nela, por meros 20 reais (desenrolamos o valor já que iríamos ficar pouco tempo!!!!!!!! Inicialmente ficamos meio em dúvidas se valeria a pena nos deslocar, gastar mais dinheiro, fazer mais um passeio, com risco de atrasar a entrega dos carros, sei lá.... Mas resolvemos arriscar e não poderíamos ter tomado decisão melhor! Lá na ilha pedimos um peixe grande que serviu nós 4. Como estávamos numa ilha, não achei nem tão caro o valor final! A comida demorou bastante e acabamos até nos atrasando um pouco, mas nada que prejudicasse a entrega do carro ! Almocinho delícia! Assim que chegamos no aeroporto novamente para entregar estávamos com um certo receio de que os danos do carro fossem cobrados, apesar de que se pagamos o seguro não faria sentido pagar por danos relativamente pequenos. O seguro era de 8mil se não me engano... Enfim, fizemos o check out e de fato constataram que nós teríamos que pagar pelas avarias !!! Um total de uns 350 reais se não me engano ! Ahhhhhhhhh mas não íamos pagar MESMO! A mulher, na hora de alugar o carro, praticamente nos forçou a fazer o seguro da própria locadora (nós queríamos fazer o do cartão de crédito) e disse que o seguro do carro cobriria tudo relacionado ao carro!!! Pois então não fazia o menor sentido pagarmos o seguro pra termos que pagar as avarias. O seguro só seria eficiente caso alguém sofresse algum acidente grave, por exemplo? Que absurdo! E ainda tinha a questão do pneu, que quando aconteceu de furar o cara disse que aquele pneu já estava ruim pois não teria furado assim do nada numa estrada boa... Além de que pagamos a vulcanização a parte. Eles teriam é que nos reembolsar isso sim e não cobrar a mais ! A moça então mandou a gente preencher uns papéis relatando tudo isso que falávamos. Escrevi tudo no papel (acho que deu umas 5 folhas ! hahahahha) e rezamos para não vir nenhuma cobrança em casa ! kkkkkkkkkkkk E não veio nada ! Mas se viesse teria barraco! HAHAHAH Gastos do dia: E assim nossa viagem se encerra ! Espero que tenham gostado do relato. Demorei um tempo pra fazer, mas está aí !! qualquer dúvida, crítica ou elogio, por favor não hesitem em postar! Um beijo! :D
  22. 7 pontos
    ---> Continuação do relato... St Peter’s Pool É um dos locais mais conhecidos quando se fala de Malta, muito provável que voce já tenha visto um vídeo de um cachorrinho pulando dentro d'água, pois então, este lugar é lá. St Peter's pool é o que podemos chamar de piscina natural feita nas rochas. Este belo lugar fica na cidadezinha chamada Marsaxlokk, uma cidade de pescadores. Para se chegar a Peter's pool existem algumas opçoes como: - Pegar um transporte público até Marsaxlokk e fazer uma caminhada (boas subidas) de uns 30 min até chegar ao mar. Há algumas sinalizaçoes pelo caminho indicando a direçao. - Outra opçao é chegar até Marsaxlokk e pagar algum barqueiro pra ti levar até Peter's pool de barco. Normalmente o valor cobrado é de 10€ ida/volta, mas se voce quiser ir a pé e voltar de barco também é possível. - Pra quem está com carro alugado ou pretende ir de táxi também é possível chegar lá, porém será preciso pegar um trecho de estrada de chão e passar por uma estradinha bem ruim e estreita. No local não há nenhuma infraestrutura, não há cadeiras, não há guarda sol e só vi um ambulante vendendo algumas coisas nas proximidades (mas com preços mais elevados), então é válido levar um lanche e sua própria bebida. Chegando ao local as pessoas procuram alguma sombra nas encostas dos paredões de terra, mas a maioria fica sentado/deitado no sol mesmo. Mesmo já sendo clima de verão a agua do mar estava extremamente gelada, foi o local onde senti a agua mais fria se comparado ao outro locais do país. Não é um local indicado para quem nao sabe nadar pois em todos os pontos onde se pula dentro d'agua sao profundos, há apenas um cantinho onde é possivel entrar no mar caminhando. O local onde é comum ver as pessoas pulando tem cerca de uns 5 - 6 mts de altura aproximadamente e é bem fundo. Pra sair da agua é preciso subir nas rochas, entao quem tem alguma dificuldade nisso não é aconselhável saltar. Blue Lagoon Com toda certeza é a cereja do bolo pra quem visita Malta, todo mundo espera chegar lá e se deparar com aquela agua extremamente azul e que em alguns pontos vai mudando a tonalidade. Para ter a melhor experiência possível recomendo ir num dia de sol aberto (eu peguei o dia assim), mas vi pessoas que nao tiveram a melhor experiencia possivel pelo fato do dia estar nublado. Blue lagoon fica na ilha de Comino, uma ilha pequena entre a ilha de Malta e a ilha de Gozo. O local recebe diariamente dezenas de embarcações que despejam lá suas centenas de turistas, até parece um formigueiro. Há uma pequena faixa de areia onde as pessoas colocam as cadeiras/guarda sol (pode-se alugar), um praticamente em cima do outro e há tambem vendas de bebidas e lanches, tudo com precinho salgadinho. Como há muita gente e pouco espaço na faixa de areia as pessoas ficam nas rochas nas proximidades onde as embarcaçoes chegam. Pra todo lado que vc olha a vista é incrivel e agua muito agradável. A única observação que eu faço é que com exceção do local onde 99% dos turistas ficam, nos outros locais há MUUUUUIIIITA AGUA VIVA, mas é MUUUIIIIITA MESMO!! Entao antes de pular na agua veja bem onde vai meter o nariz pra nao se queimar. Para se chegar a Blue Lagoon existem duas opçoes: - Pegar um transporte público até Cirkewwa no extremo norte da ilha de Malta e de lá pegar um ferry até Comino. - Contratar um tour para tal. Em Sliema é de onde as embarcaçoes partem e lá voce pode encontrar dezenas de empresas diferentes oferecendo o passeio. Na intenet voce encontra opções de fazer a compra do bilhete antecipado, mas eu nao acho que valha a pena visto que voce pode até negociar um desconto la na hora. Como sao muitas agencias, o pessoal fica em cima ti abordando tentando vender o seu peixe. Eu comprei lá na hora o tour com a empresa Captain Morgan Cruises, paguei 25€ e estava incluso um open bar de agua, chopp, refrigerante e comida. O passeio parte por volta das 10hs e demora cerca de 1:30h pra chegar a blue lagoon. Logo depois da partida é começado e servir as bebidas, e apesar de não serem de ótima qualidade serve para entreter por algumas horas. A refeição é servida somente em um curto intervalo de tempo, no qual os turistas nem estão no barco para comer visto que ao chegarem na ilha estao todos ansiosos para descer do barco e curtir o mar. Então deveria ter um intervalo maior para quem quisesse retornar ao barco poder se alimentar. Na volta para Malta o open bar continua. Blue Grotto É outro local pra se ficar de boca aberta com a tonalidade da água. A gruta fica na costa sul da ilha de Malta, o oposto da regiao de St Julian's / Sliema. Pra se chegar lá é muito fácil, basta pegar um dos ônibus linha 74 ou 201. O passeio custa de barco custa 8€ adulto / 4€ crianças, os barcos partem num intervalo curto entre um e outro e o passeio dura cerca de uns 20 minutos. Além da gruta azul o barco passa por outras grutas tambem e em todas elas é possível ver o quão a água é azul! Dica 1: Fazer o passeio no meio da manhã por volta das 10hs é um dos melhores horários, devido à posição do sol e a incidência de luminosidade na água. Dica 2: Ao entrar no barquinho sente-se do lado esquerdo, este é o lado onde é possível ter a melhor vista e pra tirar fotos sem pegar braços e cabeças de outros turistas. CORAL LAGOON É uma das belezas da parte norte da ilha de Malta. Não é um local tão falado e nem tão visitado como as outras atrações do país. Pra quem ta de carro o acesso é fácil, basta jogar no GPS e seguir em frente. Pra quem vai de transporte público a jornada é árdua pois leva-se mais de 1hr pra quem parte da região de Sliema até o ultimo ponto da parada de ônibus, dali em diante é preciso andar cerca de 1hr até chegar na lagoa. Nao tem erro, ao jogar no gps voce encontrará facilmente o caminho que passará no meio de algumas vilas, numa area privada de um resort e por uma praia "pública" também. Pra quem olha de longe nunca encontrará a lagoa pois ela fica dentro de um buraco no alto de um rochedo. A caminhada vai ficando dificil quando vai se aproximando da lagoa pois o solo é muito pontiagudo. Andar descalço é impossível, e pra quem vai de chinela tem que tomar cuidado para nao arrebenta-la. Quando voce chega à lagoa a sua primeira impressão será UAU! Se deparará com um buraco enorme e lá no fundo encontrará uma agua totalmente transparente que até pode enganar quanto à sua profundidade. Nem todo mundo tem coragem de pular la embaixo, nem se compara ao salto da St Peter's pool pois nesse local a altura pode passar dos 10mt!! Para os que têm coragem de saltar, é preciso nadar por uma passagem subterrânea até o mar e subir a encosta novamente. Pra quem vai de chinela e pretende saltar recomendo veemente jogar a chinela antes ou pular com ela para poder subir a encosta novamente pois se nao seus pé vão pro saco, vai fatia-lo no chão pontiagudo. Pra quem vai de ônibus e fica pensando na caminhada de volta até o ponto, há uma lanchonete próxima à lagoa em que um tiozão cobra 20€ para fazer o translado de lá até ao ponto de ônibus. >> a foto acima peguei da internet apenas para mostrar como é o lugar << >> pra quem vai de bus, o ponto final é onde está apontando a seta, dali pra frente é caminhada << ---> Continuarei o relato no próximo post..
  23. 7 pontos
    alguem planejando viajar em 2019, sem data de volta, usando barraca, estilo roots, porem com dinheiro pra emergencias....
  24. 7 pontos
    Observei que há poucos relatos sobre o Marrocos de carro e eu estava em débito quanto a contar a história desta viagem, então resolvi escrever agora. E também pela gratidão ao povo marroquino pela hospitalidade, gentileza e simpatia. Escolhemos viajar em março por ser o fim do inverno e porque gostaríamos de ver neve. As temperaturas oscilaram entre 2º e 13ºC, com exceção do Sahara onde foi de 16° a 22°C. Ah, e é um destino muito seguro e bastante econômico, que são palavras mágicas para mim. O Marrocos por todo o exotismo povoa minha mente há décadas, então quando soube que tinha surgido uma empresa aérea que fazia voos diretos e em 9 horas, achei que era a hora. A cotação do dólar e euro começou a subir sem parar, isso sempre ocorre quando estou prestes a viajar, e só faltavam as passagens. Decidimos minha esposa e eu, que tinha que ser naquele momento. Por sorte durante a viagem o dólar e euro baixaram e a Royal Air Marroc devolveu-me a diferença, que foram uns R$ 800, nas duas passagens. Um probleminha era que os idiomas oficiais eram o francês, árabe e berbere. Meu inglês é capenga, mas soube que dava para se virar bem com o espanhol, então com a cara e coragem, nós fomos. Tratei de escolher apenas hospedagens nas quais falassem espanhol (tem lá embaixo no Booking). A aventura começou ao entrar no avião com a tripulação falando francês, alguns homens usando roupas típicas, todas as mulheres usando lenço (hijab) e músicas árabes de fundo, me parecia que só tinha nós dois de brasileiros. O voo atrasou uma hora e meia, devido a um temporal em Guarulhos. E ao chegarmos a Casablanca vimos o quanto é rigorosa a imigração, sendo nós e outro casal separado para a revista, mas deu tudo certo e nem perguntaram sobre o chimarrão e cinco quilos de erva-mate que levávamos. Incluímos neste roteiro as quatro cidades imperiais que são Marrakech, Fez, Meknes e Rabat. E acrescentamos Chefchaouen, Ifrane, Ouarzazate, Merzouga, Tinghir e Casablanca todas de grande importância turística. Coloquei abaixo com as fotos um mapa de nosso roteiro. Visão geral sobre turismo no Marrocos O Marrocos é um país de enormes contrastes. O país tem praias, montanhas, neve, deserto, cidades históricas e culturais. A cada 50 km a paisagem muda totalmente. Nas cidades grandes convive a mistura de modernidade e tradição. Não é todo lugar que se pode almoçar em um restaurante fundado em 1150 ou dormir em um hotel do ano 1348. E por falar em neve, as Montanhas Atlas têm neves eternas, ou seja, neves permanentes no topo, lindas. É um país seguro e de pessoas alegres, amáveis e que respeitam o turista. A polícia é muito educada e eficiente. São muito tolerantes e respeitadores quanto a outras religiões. Não há problemas para que mulheres viajem sozinhas, claro que devem se cobrir mais e não usar roupas muito justas por respeito a seus costumes. Também não precisam usar o lenço (hijab). Podem até ouvir uma cantada, tipo “quer casar comigo?” ou “quero casar com uma garota brasileira” e não se admire se em português. Todas suas fotos parecerão profissionais, porque além dos cenários incríveis a iluminação é perfeita. Por isso que Ouarzazate é chamada de Hollywood do Marrocos. Ocorrem muitas filmagens e não só de filmes com a temática árabe ou com deserto, mas até com temas europeus ou chineses por exemplo. Você vai ouvir muito as palavras: -Medina – É a cidade antiga que fica dentro das muralhas, ou seja, uma fortificação. Os portões das medinas são chamados de Bab, por exemplo, em Meknes tem a Bab El Mansour. -Souk, zoco, (espanhol), souq (inglês) – que se refere à zona comercial ou bazar dentro da medina. Há o souk dos couros, dos frutos secos, das joias, dos calçados, etc. -Riad – São mansões ou palacetes tradicionais sem janelas para o exterior, as salas e quartos abertos para o pátio interno ajardinado que muitas vezes tem árvores e fonte para refrescar. Abrigavam famílias numerosas e endinheiradas, hoje é uma palavra para hospedagem, ou seja, é um pequeno hotel sempre com decoração típica. Hospedagem que recomendo e é quase obrigatória, pela experiência, em Chefchaouen, Fes e Marrakech entre as cidades deste roteiro. -Kasbah – são palácios fortificados. Normalmente são de adobe (mistura de terra e palha) é um tipo de arquitetura muito comum no Marrocos. Tanto que, entre Ouarzazate e Thingir é chamado de Vale dos Mil Kasbahs. Alguns atualmente servem como hotéis. -Ksar – é uma cidadela fortificada e pode conter vários kasbahs. O mais famoso é o Ksar Ait Bem Haddou em Ouarzazate. -Bérbere – são os habitantes originais do Marrocos e de seus vizinhos Argélia, Mali, Tunísia antes da chegada dos árabes no ano 681. São diversos grupos ou tribos e sua cultura é muito forte e influente no dia a dia. Não confundir com índios, como li alguém citar. Tem uma cultura com escrita bem antiga derivada dos fenícios. Tiveram também influencia grega e romana. O grupo mais conhecido pelo cinema são os touaregs. -Djellaba - é o traje típico masculino. -Kaftan – é o vestido típico feminino. Assim como os trajes masculinos, tem para o inverno, o verão, para o dia a dia e para festas. Aliás, as mulheres vão ficar encantadas com a beleza dos mais festivos em exposição nas lojas. -Hijab – é o lenço feminino. Não é obrigatório. Também chamado nas lojas de pashmina. É uma boa opção de presente. Bem baratos e de boa qualidade. Baboucha ou babouche – São chinelos típicos. Tem para homens e para mulheres. São muito decorativos. Outra boa opção para presente. Também são bem baratos. -Dirham – É a moeda (abreviação MAD), que vale 10 a 11 por um Euro. Euros também circulam muito bem no comércio e hotéis. Bem fácil de converter, até de cabeça, para reais. Por exemplo, 200 MAD. Tire um zero e multiplique por 10 ou 11 (como preferir), o resultado é 20 Euros. -Hamman – É o conhecido banho turco. É um ritual de banho, esfoliação e massagem. Nós fizemos os dois juntos em Marrakech em nosso riad. Adoramos! Creio ser uma experiência obrigatória. E a moça que fez tinha mãos de fada, nada daquela coisa bruta que se vê em filmes. Coloquei os hotéis que ficamos para referência de preços (ver no Booking) e de localização, que no caso das cidades grandes também incluía o problema de chegar de carro. Isso porque dirigir dentro das medinas como em Marrakech e Fez é um problema. Todos tinham nota acima de 8 na época. Muitas atrações são livres ou muito baratas. Apenas mais caros foram os ingressos com guia na Mesquita Hassan em Casablanca e o Jardim Marjorelle em Marrakech. Mas valem todos os centavos. Estes não se comparam aos valores na Europa, são muito menores. Se for comprar algo mais caro tenha uma noção de preços antes de entrar em uma negociação. É uma experiência marcante que pode levar horas. Nós compramos um lindo casaco de couro de camelo para minha esposa. O preço começou em umas três vezes mais, saímos, voltamos umas duas vezes e novas discussões de valores. Então soube quanto era a faixa de preços lá no riad e também com outro vendedor e no final quando já estávamos quase brigando fechamos em 80 Euros, ficamos amigos, nos abraçamos e conversamos. Para mais informações veja no site:http://www.marrocos.com/ A culinária Mundialmente famosa e exótica com muitos temperos, mas nada que desagrade a maioria dos paladares (ah..., tem o cominho) e há também muitos pratos vegetarianos. Não tem esquisitices. Não estranhamos e gostamos muito. É bem variada e os mais populares são: -Cuscuz – Que é feito com sêmola um tipo de trigo duro. Quem gosta do cuscuz paulista vai gostar porque é semelhante, mas melhor. -Tajine – Costuma ser alguma carne bovina, cordeiro, frango, peixe. É como uma carne de panela muito macia. São cozidos lentamente em uma panela de barro com o mesmo nome. -Mechui – Cordeiro assado lentamente e muito macio. -Sopas – As mais comuns são a harira e baissa de habas (favas). Tomávamos todos os dias e muitíssimo barata. -Paella – Espanhola. Servida no litoral. Como em Rabat. -Pastella ou pastilla – É um prato bastante exótico com uma carne como frango ou pombo com ameixas, amêndoas e mel, cobertos por uma fina massa folhada e cobertos com açúcar de confeiteiro. Mistura salgado e doce. É bem gostoso e bonito. -Pinchito – são espetinhos. Semelhantes aos que conhecemos. -Kebab – são espetinhos de carne moída. Bem conhecidos por aqui. -Amlou – é conhecida como a “Nutella marroquina”. É deliciosa, mas não achamos semelhança, é bem fluída, não pastosa. Confeccionada com amêndoas, mel e óleo de argan. Todos os pratos são acompanhados com pão à vontade. Nas cidades maiores há também várias opções de comida internacional, de mexicana a tailandesa. Muitas vezes, como estávamos em dois, um pedia um cuscuz e outro um tajine e cada um comia um pouco de cada. Em todos os lugares são pratos muito fartos. Só em Marrakech são um pouco menores, mas nunca faltou comida. Todos os cardápios são pelo menos em francês, inglês e espanhol e tem foto da comida, além da descrição. Não deixe de entrar em uma pâtisserie (confeitaria) para fazer um lanche e ficará encantado com a variedade de doces. São de um sabor delicado e não muito doces. Usam mel, amêndoas, gergelim. E não deixe de tomar o suco ou batido de amêndoas, que é fantástico, vem quase copo de liquidificador. Mesmo assim foi um para cada. Vai se esbaldar comendo tâmaras e tem uma grande variedade. Procurei comprar embaladas. São deliciosas. Azeitonas, eu nem imaginava que havia tantas variedades. Servem até no café da manhã. E na maioria das vezes antes de qualquer refeição já colocam na mesa pão e azeitonas. Como é dirigir no Marrocos Dirigir no Marrocos é fácil e uma experiência incrível que te faz sentir na pele os lugares por onde passa, viajando no teu ritmo e desfrutando do trajeto, não só dos destinos. Nosso roteiro deu uns 2000 km, mas rodamos um total de 3600 km. Alugamos o carro pela internet pelo site https://www.economycarrentals.com que apresentou os melhores preços (até a metade de outros) e não tinha taxas extras. A locadora foi a Europcar, e escolhemos um i30, na falta nos ofereceram como upgrade o Qaskay que é uma SUV do porte do Jeep Compass. Um detalhe maravilhoso que era a diesel, o que fez a diferença, porque fez 22,5 km/l. Pagamos pela diferença R$ 120 (convertidos). Então, lá escolha o diesel. Uma coisa que não entendi é que no ticket da máquina de cartão apresentou a palavra débito, apesar de ter escolhido o crédito. E no fim das contas saiu mesmo no crédito na fatura do cartão. Não entenderia mesmo em português, muito menos em francês. Mas na próxima vez lá, já sei e tudo bem. Portanto, não se preocupem com isso. Se quiseres saber o preço dos combustíveis lá para planejamento veja em https://www.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/ que mostra a média dos valores praticados em todos os países. Evite dirigir nas grandes cidades que pode ser confuso e também para não perder a vaga do estacionamento, que em geral é na rua com “flanelinhas” licenciados, custou 2 Euros por noite em todos os lugares. Pode ficar tranquilo que ninguém mexe. Não vá deixar coisas de valor à vista, é claro. Nestas use táxis que são baratos. As placas de sinalização são em árabe e alfabeto ocidental. Verá algumas em bérbere nas autoestradas (escrita que lembra a dos fenícios). Não é necessária a PID (Permissão Internacional para Dirigir). As estradas são de ótima pavimentação e poucas têm pedágios sendo a maioria baratos (foram valores como 6, 8 ou13 MAD, ou seja, 1 Euro), a exceção é a que vai de Marrakech à Casablanca. A polícia é bastante simpática, então também seja. Não ultrapasse os limites de velocidade que com 90% de chances você trará como “souvenir” uma multa. Têm radares em todas as estradas inclusive as mais desertas. Minha principal atenção foi com a placa Ralentir (desacelere) que é uma pegadinha no sentido literal mesmo. Leia neste post https://www.tempodeviajar.com/como-escapar-gendarmerie-royale-marrocos/ lá tem todas as informações necessárias para dirigir com tranquilidade no Marrocos. Chefchaouen nos mapas pode aparecer El Aiún. Por sinal, no Google mostra no menú a opção El Aiún, Chefchaouen, Marrocos. É esta mesmo. SAINDO DE CASABLANCA Total: 2000 km 1º Dia 05/3- Chegada a Casablanca Chegada ao hotel no final da tarde, por conta dos atrasos. Então, o previsto para fazer não deu certo e ficaram várias atrações para outra viagem. Pernoite em Casablanca – Le Trianon Luxury Hotel & SPA. Escolhi pela nota no Booking na época superior à 8 e pela localização perto de várias atrações e junto ao Twin Center que é uma referência. O custo-benefício dos hotéis em Casablanca é baixo. Neste mesmo, o café da manhã era a parte e custava 7 Euros por pessoa. Tomamos café em uma lanchonete. 2º Dia 06/3- Casablanca – Rabat – 85 km – 1:00 h - Mausoléu de Mohammed V - Torre Hassan - Kasbah dos Oudaias. É uma fortaleza cheia de residências ainda usadas atualmente. Não é necessário guia, mas se quiser combine, inclusive se entrar em uma casa vão querer te cobrar a parte, então trate antes. - Jardim Andaluz - Chellah (antiga necrópole que foi construída fora das muralhas pelos Merenidas no século XIII, que abriga as ruínas da antiga cidade romana). Hoje é um bonito jardim que dá vontade de passar uma tarde. É cheio de cegonhas e seus ninhos. - Palácio Real. Não pode tirar fotos. Almoçamos na praia junto ao Kasbah dos Oudaias 180 MAD (para dois) Pernoite em Rabat – Riad Meftaha 3º Dia 07/3- Rabat – Chefchaouen – 250 km – 3:35 h Chefchaouen é imperdível! Conhecida como “cidade azul”, é uma das cidades mais coloridas do mundo, muito fotogênica e autêntica. Você se sente voltando mil anos no tempo. Parece que todos os moradores usam roupas tradicionais, até os meninos usam a jelaba e com capuz parecem magos de um filme de Harry Potter. Quem gosta de gatos vai adorar, porque são muitos pelas ruas e todos bem tratados, estes tendo sido até objeto de um estudo de universidade. São muitas as opções para refeições e também bem econômicas, na praça é uma pechincha. Pernoite em Chefchaouen – Dar Zambra. Este hotel fica dentro da medina, bem no alto, então tem que contratar carregadores (combine antes) ou terá que subir pelas ruelas e escadas com tudo nas costas. Todas as atrações na cidade estão listadas abaixo. 4º Dia 08/3- Chefchaouen -Cidade antiga e medina. Exige muito das pernas para percorrer os labirintos de ruelas e escadarias. É o que mais se faz lá, olhar, descobrir e encantar-se. -Castelo central -Mesquita com minarete octogonal -Lavanderia pública Rass Elma Pernoite em Chefchaouen – Dar Zambra 5º Dia 09/3 –Chefchaouen – Volubilis 165 km– Méknes Total: 200 km – Volubilis – Méknes 34,3 Km 44 min. Volubilis - Volubilis (imensas ruínas romanas datando de 28 A.C). Nós paramos junto a uma cerca e avistamos de longe. Não tivemos tempo para visitar. Meknes Meknes é uma cidade surpreendentemente linda. Quando estávamos chegando a gente começou a ficar de boca aberta. Os roteiros turísticos não lhe dão a devida importância, mas é uma das cidades que o guia Lonely Planet recomenda para a visita em 2019. Nós moraríamos lá, se pudéssemos. - "Tour des remparts", circuito das muralhas, que passa pelas diversas portas ("babs") da cidade; fizemos com uma carruagem. A cidade antiga é cercada por três conjuntos de muralhas, sendo uma dentro da outra e a externa com 12 metros de largura. - Mausoléu de Moulay Ismail (construtor da fortaleza, que teve 500 mulheres e 800 filhos!), uma das poucas mesquitas que podem ser visitadas, exibindo trabalhos decorativos riquíssimos; - Bab El Mansour - Medersa Bou Inania - Palácio Real, com seus fantásticos estábulos, com capacidade para 12.000 cavalos e respectivos cavaleiros, os silos, com capacidade de armazenagem de 2 anos, o reservatório com uma "nouria" (monjolo), apto a alimentar de água tanto o palácio, quanto a "medina", além dos jardins suspensos com oliveiras. Uma obra de engenharia militar. Um guarda se ofereceu por um pequeno valor nos servir de guia. - Ville Nouvelle (cidade nova), onde estão localizados os hotéis e restaurantes, mais parecendo um "mercado persa". Quanto ao artesanato, seu forte são os "damasquinados": semelhantes aos trabalhos encontrados em Toledo (Espanha), só que elaborados com ferro e prata. Pernoite em Meknes – Riad Yacout, este fica dentro da muralha, uma localização privilegiada e perto de tudo. O riad era lindo e com uma decoração muito autêntica. O ano de fundação era por volta de 1750 se não me engano. 6º Dia 10/3 - Méknes – Fez 64 km Fez é uma das cidades mais antigas do Marrocos, sua fundação foi 789. É misteriosa e cultural, é maior medina que não entram carros do mundo. Percorrer suas ruas e ruelas é a principal atração. E ficará impressionado com a qualidade dos objetos de couro, com as cerâmicas, dos ladrilhos, com as portas, bem, a lista é longa. Porque você vai se surpreender a todo o momento. Precisaríamos ter ficado mais uns dois dias pelo menos. - Bab Boujloud – o portão azul, principal entrada para a Medina - Medersa Bou Inania (medersa ou madrassa) - Dar-el-Makhzen (Palácio Real) - Bairro judeu Fez Mellah - Santuário de Moulay Idriss I - Padaria comunitária. São bem comuns até hoje. As pessoas levam o seu pão para assar lá. - Medina - Jardin Jnan Sbil - Palacio Glaoui - Al-Karaouine University – Foi fundada em 859 por Fatima Al-Fihri e é a mais antiga universidade ainda em funcionamento contínuo do mundo de acordo com a UNESCO. Mas não se pode entrar, pena. - Museu de Artes e Ofícios de Madeira de Nejarine - Tombeaux merinides (Tumbas dos Merenitas)- Vista da cidade - Quartier tanneurs – quarteirão de tingimento de couros -Borj Nord (Museu das Armas) Fortaleza no alto de uma colina -Dar-el-Makhzen (Palácio Real) Observação: Serviço Oficial de Guias em Fez é tabelado: Meio- dia: 200 MAD inclui apenas visita a medina. Nós contratamos um guia que foi chamado pelo gerente de nosso riad para otimizar o tempo, então nosso tour começou por volta das onze horas até lá pelas quatro e meia da tarde. Foi meio corrido e com muita informação. Depois ande sem guia, então vai se perder e se achar entre as 10.000 ruelas (isso mesmo) que compõem esta medina. Nós tínhamos como referência a Bab Boujloud, o portão azul, já que nosso riad ficou próximo. No outro dia era sexta-feira e no Marrocos que é muçulmano, equivale ao domingo. Então, dentro da medina a maioria do comércio estava fechado. Utilizamos o serviço de um guia para conhecer a parte fora da medina. Ele foi com uma van, e este sim foi maravilhoso, com muitas explicações inclusive sobre sua religião. Esta hospedagem merece uma referência especial, já que nunca na vida fomos tão bem acolhidos em um hotel quando lá. O gerente nos colocou sob os cuidados do Hassan, e tudo que precisamos, ele nos auxiliou. Levou o carro que estava com pneu furado para conserto, conseguiu os guias, a compra de remédio para tosse (gripei) e um monte de coisas. Este riad é um palácio literalmente e nos deram uma suíte enorme que tinha até sala com sofás e o ambiente finamente decorado. Daria para passar um dia só fotografando os detalhes de tudo. Este riad foi construído em 1373. Bem antigo, mas reformado e belíssimo. Pernoite em Fez – Riad Al Makan – creio que melhor localização é impossível. 7º Dia 11/3 – Fez Pernoite em Fez – Riad Al Makan 8º Dia 12/3 - Fez – Ifrane 72 km Ifrane é chamada de “Suíça Marroquina” e os tours normalmente só fazem uma passagem de umas horas, ela é mais “ocidental”, mas a natureza em volta é belíssima. Mas nós queríamos ver neve, por isso resolvemos ficar um pouco e ter um tempo para descansar. Fizemos até bonecos de neve e interagimos bastante com as pessoas. -Estação de esqui. -Bosques de cedro com os macacos de Gibraltar, são a mesma espécie e bem mansos. Podemos nos aproximar sem que agridam. Entramos em uma estrada ao lado do hotel e ao longo do percurso víamos as pessoas fazendo pic-nic. -Nascentes de água -Parque das Cascatas de Vitel -Termas Naturais de Ras El Ma Pernoite em Ifrane – Hôtel Relais El Maa, sem café da manhã. Tinha uma lanchonete junto, mas comemos todas as refeições em um restaurante a poucas quadras. 9º Dia 13/3 – Ifrane Pernoite em Ifrane - Hôtel Relais El Maa 10º Dia 14/3 - Ifrane – Merzouga 400 km – tempo estimado de viagem 6:00h Atenção ao tempo de viagem, que pode ser maior dependendo das paradas. Leve água e coisas para comer, porque não dará tempo para almoço se você quiser chegar até às quatro da tarde para ir de dromedário ao acampamento no deserto. Este horário tinha sido combinado por e-mail com nosso riad, e a finalidade é estar no acampamento ao por do sol. Foi o trecho mais longo que dirigimos e é demorado por conta das várias cidadezinhas que passamos. Muitas gostaríamos de ter parado um pouquinho. O passeio com dromedários até o acampamento no deserto foi uma experiência e tanto. Levamos em torno de uma hora e meia de dromedário. O jantar foi preparado no acampamento e o desjejum quando retornamos ao riad. Creio não ser necessário falar o quanto isso foi emocionante. Ah, e era nosso aniversário de 24 anos de casamento. Pernoite em Merzouga no deserto em uma tenda 11º Dia 15/3– Merzouga -Tour das dunas (visita a aldeia Khamlia, Minas Mfiss e oásis Tissardmine. Preço 500 MAD por pessoa (+- R$ 200,x2), achamos meio caro, mas cômodo pois tínhamos combinado tudo antes por e-mail. Foi em torno de quatro horas. Visitamos: -Aldeia e oásis de Hassilabied, aldeia e oásis de Merzouga, músicos Gnawa na aldeia de Khamlia, Dunas de Iqri, aldeia de Tisserdmine, nas dunas, visitar o Depôt Nomade (loja de tapetes e museu), planalto negro de cobalto vulcânico da Hamada du Ghir. Passa pelos caminhos de uma antiga rota do Paris Dakar, também verá nômades acampados junto às dunas. À tarde fomos à Rissani para ver o mercado. Andamos por dentro de um kasbah que tinha várias famílias morando. Faltou conhecer o centro de Merzouga. Pernoite em Merzouga - Kasbah Azalay Merzouga. Esta hospedagem tem uma linda vista para o deserto e você vai querer ver o sol nascer. O traslado até o acampamento, o acampamento e jantar no deserto foram organizados por eles e combinado por e-mail. Creio que todos os hotéis ou riads também façam. 12º Dia 16/3 – Merzouga – Tinghir - Boumalne Dades 252 km Em Tinghir (ou Tinerhir), dê uma parada obrigatória e contemple a cidade oásis. -Gargantas do Dadés. É um desfiladeiro incrível e que vai render umas fotos impressionantes. Não deixe de dirigir até o alto. -A Garganta de Todra, é outro desfiladeiro, com paredes com mais de 200m de altura. -Vale das Rosas em Kelaat-M’Gouna, Jbel Saghro, La Vallée Des Figues, Vale das rochas Dedos de Macaco, Vale dos Pássaros. Para chegar nas Gargantas de Dadés: Em Boumalne pegar a R 704. E para ir à Garganta de Todra pegar a R 703 e andar uns 17 km. -Kelaat M’Gouna – Entrada para o Vale das Rosas. Aproveite para olhar as lojinhas e comprar uns perfumes, que são de excelente qualidade e com essências locais (influência francesa), são lembrancinhas boas e baratas. Pernoite em Boumalne Dades – Maison D’Hotes Restaurant Chez L’Habitant Amazigh 13º Dia 17/3 - Boulmane – Skoura – Ouarzazate Este trajeto é conhecido como o Vale dos Mil Kasbahs” e realmente são muitos. - Em Skoura com Kasbah Amerhidil e Sidi El Mati. Ouarzazate é uma maravilhosa cidade com vários atrativos onde dá para sentir o dia a dia das pessoas e também pode servir de base para visitar os arredores até 100 km. É conhecida como a “Hollywood do Marrocos” devido à produção de filmes. Em Ouarzazate: - Kasbah Tifoultoute - Kasbah Taourirt - Kasbah des Cigognes - Ksar de Ait Ben Haddou. Impressionante. É uma cidade fortificada fundada em 757 e ainda vivem lá algumas famílias. Lá foram feitos muitos filmes como Lawrence da Arábia, O Gladiador, A múmia, Alexandre, etc. Fica a 30 km da cidade em direção de Marrakech. Indo pela N9 e depois pegar P1506 e andar uns 9 km. Nós preferimos ir e voltar para Ouarzazate. - Museu do Cinema - Estúdios de Cinema Atlas. Não foi possível entrar porque estava acontecendo uma filmagem. - Estúdios de Cinema CLA. Vá, só se tiver tempo. Eram objetos de cenários bem velhos, mas rendem boas fotos. - Bairro típico de Taourirt - Bairro típico de Tassoumaat, - Oásis Fint. Passamos umas horas e é muito relaxante estar entre as tamareiras. -Museu do cinema. Fica junto ao Kasbah Taourit. Aproveite para entrar nas lojinhas em volta. Lá encontrará peças incríveis, inclusive antiguidades. Pernoite em Ouarzazate – Hotel Dar Rita. Ela, a Rita é portuguesa e tem um excelente site com informações sobre o Marrocos: http://www.darrita.com/hotel-marrocos/. Mais informações também com: http://www.joaoleitao.com/viagens/marrocos/ (é irmão da Rita) 14º Dia 18/3 – Ouarzazate Pernoite em Ouarzazate - Hotel Dar Rita 15º Dia 19/3 - Ouarzazate – Marrakech 196 km O tempo de viagem de Ouarzazate à Marrakech é em torno de 4 a 5 horas, mas depende das paradas. Uma coisa que eu tinha muita vontade era de cruzar as Montanhas Atlas, e foi realmente fantástico com cenários de indescritível beleza. Todas as atrações de Marrakech custam em torno de 10 MAD (1 Euro). É melhor usar táxis para se locomover para fora da medina e negocie antes. Nós fomos ao Jardim Marjorelle de Tuk tuk. Não se hospede muito longe da praça, pois ela será sua referência para tudo. - Jemaa el Fna. De dia é uma coisa, e à noite se transforma numa mistura de magia com luzes, cores e aromas. Falta-me talento literário para descrever melhor o que se sente e vê. É a principal praça de Marrakech e uma das mais famosas do mundo e é onde a vida pública acontece. É bem movimentada durante o dia, mas ao cair da noite é quando tudo acontece. Parece que toda a população e turistas vão para lá e é impossível não sorrir o tempo todo ao ver todo mundo tão alegre e se divertindo, comendo, assistindo os vários espetáculos que estão acontecendo (como encantadores de cobras, malabaristas, etc). Nas ruas da medina chega a acontecer congestionamento de gente a pé. Sério, eu vi, então já esteja por lá ao entardecer e fique até lá pelas nove da noite quando o movimento diminui. E a gente tem que ter cuidado são com as motos tipo “mobiletes” que andam a toda entre as pessoas dentro da medina. - Mesquita Koutoubia com minarete de 70 m. - Tumbas Saadianas - Palácio Real - Palácio Bahia que é lindo - Palacio El Badi em ruínas, pois foi saqueado para construir Méknes - Medersa Ben Youssef - Museu Dar si Said – Museu de artes de Marrakech (vale mais pela arquitetura) - Museu de Marrakech - Qoubba Almorávida – fica perto da Medersa Bem Yousef - Jardim Majorelle (entrada 20 MAD + 15 para o Museu Berbere). Superou todas as expectativas. Não dá para deixar de ir. Está junto a uma casa que pertenceu a Yves Sain Lawrent e é inspirado nos jardins islâmicos, tem uma coleção de cactos e palmeiras de todo o mundo, tudo com descrição. Lá vimos, do Brasil buriti e butiá. Reserve umas três horas pelo menos, porque é enorme e cheio de coisas para ver. Imperdível também é o Museu Bérbere, e isso que não sou muito de museus. - Gueliz e Ville Nouvelle (parte mais moderna, tem até um Carrefour (onde dá para comprar bebidas alcoólicas) - Cyber Park. Fica bem próximo da entrada da medina. É bonito, mas vá se tiver tempo ou na volta do Jardim Marjorelle se quiser dar uma parada. - Muralha da Medina. Ver os portões Bab Agnou (mais importante) e Babe Rob além de Bab Debbagh, que dá acesso aos curtumes, e também no Bab Aghmat. - Souk do Ouro, souk das frutas, Souk Semmarine (sandálias, babouches, jóias, puffs), Souk Ableuh (especiairias, azeitonas), Souk Kchacha (frutos secos), souk dos instrumentos musicais, Souk do tapetes, Souk Mouassine, Souk El Khemis, Souk Siyyaghin (jóias, ouro), Souk Smata (babouches, cintos). - Maison de la Photographie Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam 16º Dia 20/3 – Marrakech Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam 17º Dia 21/3 – Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam 18º Dia 22/3 - Marrakech – Casablanca 242 km Tempo estimado 3:30h Gastamos a manhã neste trecho, que é uma autopista, com pedágio caro. Fizemos check-in adiantado no hotel em Casablanca. Deixamos o carro estacionado na frente do hotel e à tarde pegamos um táxi para ir ao Morocco Mall. Este é o maior shopping center da África e nosso objetivo foi ver um aquário gigante no qual tem um elevador que passa por dentro. É maravilhosa a sensação que “lembra um mergulho”. Se paga uma pequena taxa e pode fotografar, mas sem usar flash. Nem vimos lojas, porque eram só daquelas grifes bem esnobes como Chanel, Louis Vuitton e Cartier. Depois demos uma caminhada pela Boulevard de la Corniche, que é uma avenida na beira-mar. Voltamos para o hotel. Casablanca é uma cidade muito bonita que tem a mistura de arquitetura do tempo da colonização francesa e a modernidade. O trajeto do aeroporto ao hotel, os arredores do hotel, o percurso até a Mesquita e ao Morocco Mall foi o que vimos e nos deixou uma ótima impressão e desejo de quando retornar ver o que faltou. Pernoite em Casablanca – Le Trianon Luxury Hotel & SPA. 19º Dia 23/3 – Casablanca Entregar o carro no aeroporto. Retorno – Partida 12:20h Vídeo do Youtube sobre as experiências no Marrocos: https://www.youtube.com/watch?time_continue=178&v=awQEEEWLYq0 Nossos custos (2 pessoas) foram 2116 Euros assim discriminados: -Almoço e jantar – 630 -Lanches - 112 -Hotéis/riads - 876 (alguns mais simples outros bem legais, mas todos muito bons) Atrações - 50 Aluguel do Carro - 265 (para todo o período) Diesel - 183 Para ter uma ideia dos custos de um destino uso o https://www.numbeo.com/cost-of-living/ pode conferir que é bem aproximado e em média gastei sempre um pouco menos. Frases úteis em Francês, expressões francesas do dia-a-dia que ajudam a parecer mais simpático. Sim = Oui Não = Non Obrigado = Merci Salut = Oi / Tchau Ça va = Tudo bem (pode ser pergunta ou resposta) Bom dia = Bonjour (usado o dia inteiro) Boa tarde = Bonsoir (aos finais de tarde) Boa noite = Bonne Nuit Adeus = Au revoir Palavras em árabe Saudações: -As-salam alaykom = “que a paz esteja com você”, pronúncia: assalam-aleicûm -Responda a esta saudação padrão com "Wa Alykom As-salam, pronúncia aleicûm-assalam,= que a paz esteja com você também, pronúncia: aleicûm-assalam -Salam = Oi! – cumprimento informal - Shukran = Obrigado -Agradecendo o chá de menta: antes de beber, olhando nos olhos do anfitrião dizer: bi saha Foram nossas experiências mais incríveis: -Visitar os mercados e souks sentindo suas cores e aromas -Passar a noite em um acampamento no deserto do Sahara -Ir até o acampamento de dromedário -Percorrer a gigantesca medina de Fez -Conhecer Chefchaouen, a cidade azul -Andar e se encantar à noite pela Praça Jemaa el Fna em Marrakech -Dirigir. Subindo para as Montanhas Riff, passando por lugares indescritíveis como a Garganta Dades, ir ao deserto, se emocionar ao chegar em cidades como Méknes e tantos outros lugares -Cruzar as Montanhas Atlas e ver neves eternas, vales e vilarejos -Maravilhar-se com os vales verdejantes no deserto e o aproveitamento de toda terra fértil. -Conhecer as pessoas, com um pouco de sua cultura e religião e ter a oportunidade de interagir com elas. Fizemos amigos lá. Levamos as melhores lembranças.
  25. 7 pontos
    A Tailândia era meu sonho, lendo o blog da Vida Mochileira vi os valores em detalhes em uma planilha e cheguei a conclusão que para um mês na Tailândia teria que ter o mínimo de R$10.000 pra fazer tudo que queria. Blog que pesquisei valores https://vidamochileira.com.br/tag/tailandia/ Adoro os blogs que detalham todas as despesas de uma viagem porque facilita muito para quem está se planejando. Realmente passei a achar que poderia ter condições de realizar o que tanto desejava após ver os relatos da Mari e tirar todas as dúvidas possíveis em seu blog. Como achava meio impossível ir à Tailândia sem um mínimo de 2 anos economizando ,e fiz em 1 ano, quero relatar meu planejamento considerando meu salário que em 2017 era R$ 1.500. A primeira coisa que fiz foi fazer uma tabela com todos os locais que gostaria de ir, depois vi as passagens e procurei alguém pra ir, meu namorado não quis, pois seria um ano complicado pra ele no trabalho, então me programei pra ir só. Moro com meus pais e minha renda é para meus gastos pessoais, isso facilita muito. Pra quem tem família e é responsável pelo seu sustento, a realidade é outra e bem mais difícil –eu sei . Em resumo, minha renda era pra pagar meu curso de inglês, internet e alimentação, conta do celular e poupar. Teria que conseguir economizar R$ 1000,00 por mês pra conseguir viajar em um ano e foi essa minha meta, mas viver com R$ 500,00 seria complicado tendo em vista que só meu inglês era R$ 400,00. Poupei por 3 meses 1000 e vi que seria possível. Sempre fui muito boa em economizar e não gasto dinheiro com coisas superficiais, teria só que apertar mais um pouco as contas e foi o que fiz. Pra continuar o curso de inglês comecei a dar banca para crianças da minha rua e aulas para pessoas que estudavam EAD e tinham dificuldades com o uso do computador, também me voluntariei em uma rádio da cidade que tinha a possibilidade de conseguir patrocínios e ganhar porcentagem, conseguir algumas propagandas e isso deixou que o ano fosse mais tranquilo. Em 12 meses tinha os 10 mil, no meio desse percurso meu namorado resolveu que também conseguiria ir, reservei hotéis e passagens e lá estava eu realizando meu sonho. Não contei meus planos para ninguém, pois achava difícil conseguir em ano, e quando contei minha mãe não acreditou, ora, era Ásia por 1 mês. Além da Tailândia, passei um dia na Alemanha perdidona fazendo turismo e meu maior medo era me perder sem saber falar inglês e não conseguir voltar para o aeroporto, mas fui e fiz um super tour sozinha. Sou tão prolixa, esse texto ficou enorme, mas era pra falar que é possível com foco e determinação, você não precisa ganhar 3, 4 ou 5.000 pra realizar um sonho grandão!
  26. 7 pontos
    Ola, amigos! Janeiro e férias! Decidi dessa vez ir para Santiago e San Pedro do Atacama. Fui com um amigo que topou de ultima hora essa trip. Vou tentar relatar o máximo que eu consegui sem ocupar muito o tempo de vocês. Qualquer duvida, só falar. Achei importante e que eu quase não via aqui na hora de ler os relatos foi o valor em pesos e em reais também, pra ter uma média melhor, então vou tentar sempre relatar os dois. Dia 6 ao 11 - Santiago Dia 11 a 16 - Atacama. Santiago Dia 06 - 1º dia. A viagem começou cedo, tinha conexoes a serem feitas e uma rapida e breve experiencia no Couchsurfing. Chegamos em Santiago por volta de 1h da manha do dia 06. Na saída do aeroporto trocamos o minimo de pesos possivel, apenas o básico pro transfer, no valor de $7500 (+/- R$35) pesos e para o metro até o hostel no dia seguinte, $600 pesos (+/- R$3). Visto que o check-in do Hostel começava as 14h, optamos por ficar uma noite na casa da Alicia, encontrei-a pelo site do Couchsurfing e foi uma experiência bem agradavél e por isso quis relatar aqui. Não foi tão simples e rapido como eu esperava que fosse e como teria lido relatos tambem. Demorei pra encontrar a Alicia; uma pessoa muito gente boa e com a casa super aconchegante e agradável, perto do metro, o que facilitou a nossa vida. Ela saiu de manhã para trabalhar e deixou a casa toda pra gente. Deu 11h e nossa aventura de achar o metro e o hostel tinha começado. Pra minha surpresa, foi mais facil que o esperado. O metro tem várias linhas, mas tinha muitas placas bem sinalizadas, o que foi um alivio e tanto. A linha vermelha me pareceu ser a principal, e a única que precisei usar. Chegamos tranquilamente ao Che Lagarto, hostel que reservei pelo booking. Muito bem localizado e muito bem estruturado. Fica num prédio com 10 andares, com elevador, terraço com bar, area social na recepção com tv e sinuca. Os funcionários sao muito prestativos e te ajudam nas mais diversas duvidas que você tenha. A cozinha é um espetaculo a parte, enorme, bem montada e com tudo que você precisa. Os quartos são enormes, como se fossem dois ambientes, cada um com duas beliches...no meio ficam os lockers, estreitos mais bem altos, você pode alugar um cadeado na recepção ou levar o seu. O café parece um banquete, maravilhoso. Fomos andar aos arredores, fazer o cambio e tudo mais. Demos sorte de achar o cambio por 196 na Rua Augustina e aproveitamos para trocar tudo de uma vez, já que as casas de cambio no Atacama o real é bem desvalorizado. (pra fazer a conta, seria a quantia em real levada x196, que daria o valor em pesos chilenos que você teria.) Resolvemos almoçar num bar meio famoso por lá, conhecido por ter tido a presença do Bill Clinton e que por coincidência ficava ao ladinho do hostel. A noite, fomos conhecer a animação do bairro Bella Vista, aproveitar também, que era uma sexta feira. Acabamos numa boate chamada Club 57, que tocou tudo que é ritmo, até um pouco de br hahaha mas esse povo é meio parado ainda no Kuduro e Michel Teló, garantiu boas risadas. A entrada custou $5000 pesos (+/- R$25) e descobrimos depois que apresentando a pulseira do hostel não pagava nada Dia 07 - 2º dia Conhecendo mais os arredores, paramos no Cerro Santa Lucia, parada obrigatória pra qualquer turista. É tudo muito rústico e lindo de se ver. Subindo e subindo você chega no ponto principal e tem de presente uma vista e tanto do centro de Santiago e das Cordilleras. Na volta, ja tarde, resolvemos andar um pouquinho e almoçar no restaurante Mama Rockers. Todo moderno e alternativo. O hamburguer valia cada centavo e ficamos cheio até o dia seguinte. Custou por volta de $5000 pesos (+/- R$25) + refri $1000 e poucos pesos (+/- R$6). Terminamos o dia em um grupão que tava no hostel rumo a mais uma baladinha em BellaVista, dessa vez nao pagamos, que um dos meninos era local e conhecia os organizadores. Foi num lugar meio rústico ao pé do Serro San Cristobal, no final da rua Pio Nono (a principal), a festa era só de Reggaeton e eu amei demais já que amo um reggaeton hahahha. Dia 08 - 3º dia. Acordamos, tomamos café e seguimos ao metro em direção a estação Pajaritos, aonde se encontra tambem um terminal de onibus para varios locais incluindo Valparaíso, nosso destino. Tem varias e varias agencias no centro que faz o passeio Valparaiso+Vina del Mar por volta de $20-25 mil pesos (+/- R$100-120), mas resolvemos ir por conta já que queriamos uma certa propriedade sobre nossos passos e do que fazer, além de ser bem mais barato. Na estação, pagamos $4000 (R$20) pesos pela ida e $5000 (R$25) pela volta, mais compramos separadamente e talvez se comprarem ida+volta saia mais barato ainda. Chegamos no terminal de onibus de Valpo e com o mapinha na mão (não larguei por nada e nos ajudou demais) seguimos em direção a subida mais conhecido de lá. demoramos por volta de 20 a 25 min caminhando tranquilamente e chegamos na escadinha principal, onde os guias e alguns turistas tambem estavam subindo. É uma subida boa e cansativa, mas a cada vez que se olhava pra tras via um visual e tanto. Desde o começo do passeio, apesar dos gastos baixos, eu e meu amigo resolveos tirar o dia e nos presentear com um jantar mais careiro, com direito a vinho e entradas hahahah e decidimos ser em Valparaiso. Foi delicia e pagamos cada um uns $10.000 (+/- R$50) com direito a entrada, prato principal e sobremesa, tudo muito delicioso. Descemos o morrinho e fomos andando pela Av. Brasil, conhecido por ter varias universidades e os estudantes ficarem na praça em frente que é estreita mais do tamanho da rua inteira, toda de coqueiros e com um arzinho muito agradavel. Terminamos o dia vendo o por do sol na frente dos leões marinhos (parada obrigatoria em valparaiso). Voltamos ao Hostel e ficamos em galera bebendo e conversando madrugada afora, já que era Domingo e tanto o bar do hostel como a cidade é meio parada. Dia 09 - 4º dia Café da manha bem farto pra aguentar o dia e seguimos rumo a outro ponto obrigatório em santiago, o Cerro San Cristobal. Fomos andando do hostel até lá, é uma boa andada de uns 40min, mas paramos por diversos lugares para conhecer e tirar fotos. Chegando lá ja tinha uma fila bem grande, mas até que foi bem rapido. Pagamos a Funicular ida e volta para subir e descer mais rapido ate o Cerro. $2000 pesos (R$10). É um passeio rapido e muito gostoso. Subindo e subindo o Cerro você da de cara com o Santuário, o lugar é muito muito bonito e emocionante, da uma paz interior muito boa, e tem uma musica ambiente própria ao Santuário. Dia 10 - 5º dia Como era nosso ultimo dia, resovelmos tirar o dia para comprar as lembrancinhas e dar mais uma volta aos arredores. Fomos até o palacio La Moneda, aproveitamos para dar uma entrada e ver como era por dentro tambem. Tava rolando um exposição do Picasso e tudo mais. Depois de muita andança finalizamos o dia no hostel com muitos vinhos e petiscos. Aliás, indico demais vocês provarem o Tostitos e o Ramistas Crisp, uma deliciaaa. Atacama Dia 11 - 1º dia Chegamos em Atacama por volta de meio dia. Nosso voo de Santiago X Calama foi as 8h e chegamos por volta de 10:15h, depois o transfer de Calama ate Atacama de 1:30h. Reservamos o Hostel Siete Colores, que fica próxima a rua principal, Caracoles. Fizemos o Check-in e fomos direto pechichar os tours nas agencias, já que queriamos fazer um passeio já no mesmo dia. Depois de passar por umas 5 agencias, fechamos com a Tani Tani. Tivemos um feedback bom de umas brasileiras que chegaram na hora que estavamos lá e que ja estavam no ultimo passeio. O valor total de 5 passeios ficou em $63 mil pesos (+/- R$320) + 15mil (+/- R$80) de entradas (nas entradas usei sempre minha carteirinha de estudante, IMPORTANTE: vale qualquer coisa, até comprovante no celular, vi aqui de gente dizendo que tinha que tirar a carteirinha brasileira de estudante, e apesar da minha ser, vi varias que nao eram, inclusive meu amigo mostrava só o comprovante de que estudava na faculdade e pelo celular). Os passeios que eu fiz foram: Valle de La luna, Piedras Rojas + Lagunas Altiplanticas, Lagunas Escondidas e Geyser del Tatio. Marcado 15h na agencia, seguimos ao Vale de La luna, que passou pela Cordillera del Sal, as tres marias e outros pontos lindos de viver. Finalizamos com uma bela vista do por so dol. Chegamos de volta as 21h e fomos descansar no hostel. Dia 12 - 2º dia. Passeio a Piedras Rojas e Lagunas. acordamos bem cedo, que o passeio começava com a van nos pegando no hostel as 7h. Passou pela Laguna Chaxar, Piedras Rojas e as Altiplanticas. Na volta, a tarde, uma parada pelo Tropico de Capricornio. Esse passeio contou tambem com o Almoço, muito gostosinho, por sinal. E no final, ainda fomos a uma cidadezinha ao lado ver lhamas <3 Na volta, fomos a um Bar chamado Lola, com musica ótima e tambem rolava karaoke por la, um clima muito bom. Os bares e restuarantes em Sao Pedro fecham normalmente a 00h, sem excessão. Na sexta e sabado alguns funcionam ate 01:30h. Dia 13 - 3º dia Foi dia de Lagunas Escondidas, aquela que você boia de tanto sal. É tudo muito lindo e te faz pensar como que a natureza apronta uma coisa tao linda dessas. Na volta, tem uns snacks bem servidos, na pedra do coiote, pra ver o por do sol. Dia 14-15 - 4º e 5º dia. No dia 14, tiramos um day off, pra curtir o centro, almoçar, comprar lembrancinhas e queriamos alugar a bike e ir até Pukara de Quitor, não rolou, ninguem tinha bike pra alugar no dia, então fica ai a vontade pra próxima. No dia 15, tinhamos o Geyser, o passeio é famoso por começar bem bem cedo, as 4h da manha e por fazer bem frio e chegar a temperatura negativa. Tem a altitude bem alta, 4.300m. Ideal você se agasalhar MUITO. Fui com tres blusas, um casaco de lã, luva, legging, calça jeans, duas meias e tenis esportivo. E senti friooo! Nesse passeio tem o Desayuno (cafe da manha) incluido e muito gostoso. Tambem passei bem mal por conta da altitude, fiquei fraca, e com falta de ar. a Dificuldade de respirar aliás, durou o dia todo. Muito valido levar bala ou planta de Coca, alguns guias tambem lhe dão. Dia 16 - Volta pra Casa Em poucas palavras, o atacama foi a coisa mais bonita que meus olhos ja viram, voltei de alma e coração lavados. Resumão de valores, se eu esquecer de algum, só perguntar. Pra atingir um valor equivalente do peso em real, usem a regrinha de multiplicar por 5. Ex: $2000 pesos, equivalente a R$10, pois 2x5=10 Aero RioXSantiago (com conexao ida e votla em SP) - R$1500 Aero SantiagoXCalamaXSantiago - R$380 DICONA: Comprei pela Latam. Procurem na aba anonima por ''latam chile'' e comprem diretamente de lá, vai aparecer tudo em pesos mas é só usar a regrinha da conversão que dá tudo certo, é muito mais barato, coisa de R$200 a R$300 reais, ou mais. Só que precisa ser de cartão internacional, tá? e esse valor ja incluiu ida e volta+taxas+IOF) Transfer aero de CalamaXAtacama (ida e volta) R$100 ($20 mil pesos) Transfer Aero ao Centro de Santiago R$40 ($7.500 pesos) - Taxi sai por volta de 15mil pesos, é fretado e valor fixo. Pacote com 5 passeios no Atacama R$320 ($63 mil pesos) Hostel Che Lagarto em Santiago, 5 diarias R$220 Hostel Siete Colores no Atacama, 5 diárias R$400 Gastos em Santiago R$600 ($127 mil pesos) Gastos no Atacama, com o transfer incluido R$400 ($84 mil pesos) TOTAL DE GASTOS (FORA PASSAGENS QUE PODEM VARIAR): R$1980 Ainda me sobrou 40mil pesos, que troquei no aero mesmo, na volta. É isso, espero que curtam.
  27. 7 pontos
    Ola mochileiros! Bom, quando eu e uma amiga decidimos fazer o Circuito W de Torres del Paine foi um pouco complicado conseguir informacoes precisas sobre como fazer esse trekking de modo beeeem barato e beeeem mochileiro, por isto resolvi deixar aqui um relato sobre como fizemos o Circuito W gastando muito pouco! Boa Leitura, bom circuito W! Informacoes gerais! O Parque Nacional Torres del Paine encontra-se a 112 km ao norte de Puerto Natales e a 312 km da cidade de Punta Arenas, no extremo sul chileno. É um dos maiores e mais importantes parques chilenos e o terceiro com mais visitas anuais. Foi também considerado uma das 8 maravilhas do mundo em 2013. O parque possui 227.297 hectares e recebe aproximadamente 155.000 pessoas por ano. A temporada inicia-se em outubro e termina em março, período de calor e preços mais elevados. Eu fui em outubro e ainda fazia muito frio, recomendo ir em finais de novembro/inicio de dezembro, quando está mais quente mas ainda não está super lotado como nos meses de janeiro e fevereiro. Eu fiz o Circuito W de Torres del Paine, uma caminhada que tem duração de 4/5 dias e aproximadamente 80 km. Aqui explico com detalhes como chegar, o que fazer, o que conhecer e outras informações, tudo do modo mais roots e barato possível, portanto, se você gosta de fazer trekkings mas prefere um pouco mais de conforto e praticidade te recomendo ler outras páginas: o site oficial de Torres del Paine: http://www.torresdelpaine.com e o site da empresa que gerencia hostels e vende passeios e traslados: http://www.fantasticosur.com Bom Circuito W! Como chegar: Saímos de Puerto Natales por volta das 8:30h da manhã, e para quem ia de carona até a entrada do Parque, saímos tarde. Para chegar ao Parque de carona a partir de Puerto Natales, vá até a costaneira da cidade e faça carona no sentido do Cerro Castor (para a direita de quem está em frente ao mar). O parque fica a 112 km de Puerto Natales (entrada pela Laguna Amarga) e foi bastante fácil fazer carona nesse trajeto. Se você não está tão na pobreza, existem milhares de transfers que fazem esse percurso, basta contratar um. De qualquer forma saia cedo de casa. Chegando no Parque pagamos 18.000 pesos chilenos de entrada, (aproximadamente 90 reais) e recemos um mapa e algumas poucas orientações. Primeiro dia! Entrada Laguna Amarga - Hotel las Torres - Camping Torres - Mirador las Torres A caminhada do primeiro dia inclui 7km da entrada do parque (Laguna Amarga) até o Hotel las Torres, caminho que também pode ser feito em automóvel (existem vans que fazem o percurso e que ficam estacionadas na entrada do Parque). A partir do Hotel Torres começa a caminhada efetivamente e são mais 8 km até o acampamento do primeiro dia, o Torres, que é grátis (para ver mais informações sobre campings grátis leia a legenda de uma foto minha com minha barraca). O ponto alto do primeiro dia é o Mirador las Torres que fica depois do acampamento. O ideal é chegar cedo no acampamento, montar a barraca, descansar e subir até lá. Entre o camping e o Mirador está a trilha mais difícil e cansativa do primeiro dia, é apenas 1 km, mas a caminhada é pesada, a vantagem é que você vai sem mochila. Total de km percorridos no primeiro dia: Entrada Laguna Amarga - Hotel las Torres: 7km Hotel las Torres - Acampamento Torres : 8 km Acampamento Torres Mirador las Torres: 2 km (ida e volta) Segundo dia! Acampamento Torres - Acampamento Italiano. Saímos cedo do acampamento Torres rumo ao acampamento Italiano, mais ou menos as 8h da manhã. O caminho é longo e difícil e gastei um total de quase 10h para percorre-lo, isso considerando umas paradinhas para tirar fotos e descansar. É um dia tão cansativo quanto o primeiro, mas com vistas mais lindas, o lago Nordernskjöld por exemplo é incrivelmente lindo! O acampamento também é grátis (leia mais sobre acampamentos grátis em minha foto com minha barraca). Total de km percorridos no segundo dia: 19 km. Terceiro dia! Acampamento Italiano - Mirador Britânico - Acampamento Italiano No terceiro dia deixamos barraca e mochila no acampamento Italiano (onde se dorme duas noites) para irmos conhecer o Mirador Britânico e depois voltar para lá. É um dos percursos mais difíceis de todo o Circuito W porque nos quilômetros finais há uma junção de pedras, areia fina e escorregadia e montanha super inclinada, dificultando a caminhada e facilitando as lesões. Foi nesse dia que lesionei os meniscos do meu joelho esquerdo. O percurso são de 10 km ida e volta, e embora seja difícil existe a vantagem de não carregar mochila. O Glaciar e o Mirador são lindos, mas depois de um treeking tão árduo eu esperava mais. Total de quilometros caminhados no terceiro dia: 10km Quarto dia! Acampamento Italiano - Guarderia Paine Grande - Mirador Glaciar Grey - Acampamento Las Carretas Seria o nosso dia de maior caminhada então acordamos por volta das 6h da manhã para seguirmos rumo a Guarderia Paine Grande. A ideia era deixar nossas mochilas aí para irmos ao Glaciar Grey sem peso, mas os guarda parques não deixaram, então fomos até a hosteria Paine Grande e nos permitiram deixar as mochilas lá (é cobrado um valor de 3000 pesos chilenos por este serviço mas não nos cobraram nada). De lá fomos ao Mirante do Glaciar Grey. A ideia era chegar até o Glaciar mesmo mas como íamos dormir no acampamento Las Carretas, que é grátis mas é muito longe dali, resolvemos ir só até o Mirante. A vista daí não é ideal mas preferimos fazer isto a pagar para dormir no acampamento Paine Grande. Depois que voltamos do Grey seguimos para o acampamento Las Carretas. A primeira parte do caminho é super pesada, mas depois é só um caminho reto e largo. Total de quilômetros caminhados no quarto dia: 21,5km Quinto dia: Acampamento Las Carretas - Sede Administrativa do Parque Dia de ir embora, chega de caminhar tanto e ficar sem banho! Do acampamento Las Carretas até a sede administrativa são aproximadamente 8km, ao contrário do que consta no mapinha que me entregaram. Somente até a estrada são 7km e até a sede um pouco mais. De qualquer forma é uma caminhada tranquila, a única de todo o Circuito W. Depois de chegar na sede administrativa conseguimos carona para a entrada Laguna Amarga e daí seguimos para Punta Arenas, onde haviamos deixado algumas coisas que não íamos usar no trekking! Acampamentos gratuitos! No Parque Nacional Torres del Paine existem três acampamentos grátis, o Torres, o Italiano e o Las Carretas. O acampamento Torres é onde se dorme a primeira noite no parque e possui basicamente uma área para você colocar sua barraca; uma cozinha (um cercado de madeira com umas prateleiras para apoiar utensilios e alguns troncos de árvores para se sentar); dois banheiros com vaso sanitário; um riacho onde se pode beber água e lavar vazilhas e uma casinha do guarda parque. Não existe chuveiro e muito menos energia elétrica. Já o acampamento Italiano é onde se dorme a segunda e terceira noite do Circuito W e tem as mesmas instalações que o acampamento Torres, a única diferença é que no Italiano faz menos frio e tem sempre mais gente, por estar no meio do Circuito. E por fim nossa sacada de mestre, o acampamento Las Carretas, onde dormimos nossa última noite. O que a maioria das pessoas faz é acampar de graça no Torres e no Italiano e no último dia acampam no Paine Grande (que é pago) e na manhã seguinte voltam pra entrada do parque de catamarã (que também é pago e é caro) para irem embora. Nós nao fizemos isso, mas sim passar direto pelo Paine Grande para acampar no Las Carretas, que tem como diferença o fato de não haver guarda parque e de quase ninguém comentar sobre ele ou acampar lá, mas nós ficamos e havia mais umas cinco barracas por lá. Portanto, é possível fazer o Circuito W de Torres del Paine sem gastar com acomodação, você só vai precisar andar uns km a mais. Galera, espero ter ajudado a mocada que estava buscando informacoes sobre o Circuito W, e principalmente a galera que viaja com pouca grana mas que nao perde uma boa mochilada por nada desse mundo! Tenho uma pagina no facebook onde conto mais sobre minha viagem e sobre as cidades e países por onde passo. Curtam la! www.facebook.com/rosadosventos1503
  28. 7 pontos
    1. Fique consigo mesmo Viajar sozinho de moto lhe dá a oportunidade de ficar sozinho consigo mesmo. Havia muito tempo que não tinha essa oportunidade e isso foi muito bom. 2. Liberte sua mente Viajando de moto, sem precisar conversar com ninguém por horas, você tem umA excelente oportunidade de libertar sua mente de tudo e deixar apenas a estrada e o que ela revela em foco. Isso traz uma paz interior que, imagino, só os monges consigam em suas meditações mais profundas. 3. Não se prenda a horários, regras e itinerários Sim, é importante você criar um itinerário e ter um "norte" em sua viagem, mas como você está sozinho, você pode decidir ficar mais tempo em uma cidade que gostou ou sair antes para um novo destino. Pode mudar sua rota para conhecer algo que não havia previsto ou só soube da existência naquele momento. Esse tipo de liberdade é impagável. 4. Sinta-se parte da paisagem Já viajei muito de carro, mas só quando viajo de moto me sinto parte da paisagem. De moto você sente o clima, a umidade, os cheiros e tem toda a sensação de que você faz parte do ambiente em que stá inserido. 5. Você não precisa dar satisfação a ninguém Coma na hora que quiser, como o que quiser, pare para olhar uma paisagem que achou interessante ou simplesmente deixe pra parar depois. Viajando sozinho só precisa agradar a você mesmo e por isso tem total liberdade para fazer o que quiser e na hora que quiser. 6. Se permita experimentar coisas novas Como você está totalmente livre, você pode experimentar uma comida diferente, uma bebida diferente... Só não passe seus próprios limites. 7. Conheça pessoas diferentes das que convive todos os dias Viajando pelas estradas passei por muitas cidades bem pequenas, lugarejos, que me permiti parar para tomar um refrigerante e conversar com alguém do local, e percebi o quanto o ambiente, o local e a cultura nos faz diferentes, nem melhores nem piores, mas diferentes e que essas diferenças são necessárias para sobrevivermos no ambiente em que estamos inseridos. 8. Obtenha novos conhecimentos Na estrada, um certo momento, parei em um lugarejo e perguntei a um senhor quanto faltava para chegar a uma cidade no meu itinerário e ele me respondeu "duas léguas". Entendi que ele não sabia dizer em quilômetros e só vim descobrir que uma légua é o equivalente a 6 KM depois que cheguei ao meu destino e procurei no google. Nunca iria procurar sobre isso se não fosse este fato. 9. Descubra que você pode resolver os problemas sozinho Quando a coisa apertar, você vai dar um jeito, e vai descobrir isso viajando sozinho. 10. Descubra que você pode viver com menos Viajando de moto, você precisa levar pouca bagagem e com isso vai perceber que você pode viver com muito menos e que toda a bagagem que leva no dia a dia é, muitas vezes, pesada demais para se carregar. 11. Descubra que existem pessoas que o ajudarão sem pedir nada em troca Deixei por último por achar o mais importante de todos os itens a cima. Na estrada, quando você está sozinho, vai encontrar pessoas que nunca lhe viram e nunca mais lhe verão, que lhe ajudarão simplesmente pelo prazer de ajudar. Comigo aconteceu algumas vezes, graças a Deus com problemas bobos, mas fiquei realmente impressionado com o altruísmo de certas pessoas, que pararam para me auxiliar sem me cobrar nada, sem pedir nada em troca. Alguns os chamam de anjos da estrada, outros apenas de pessoas altruístas, o fato é que eles aparecem, basta você precisar deles. Coisas que não se podem ser explicadas.
  29. 7 pontos
    Então, depois de tirar muitas informações do Mochileiros, achei que era hora de contribuir um pouco. Percebi que há poucas informações sobre Israel/Jordânia aqui e muitas encontram-se desatualizadas. O objetivo do post é passar informações que eu não achei na internet (e descobri lá) e dar um ideia dos valores gastos e mostrar que, apesar de muitas pessoas acharem esta uma viagem complicada de ser feita, na verdade foi tudo bem tranquilo. Câmbio para outubro/2017 US$1 = NIS 3,50 (shekel) e US$ 1 = 0,70 JOD (dinar jordaniano), sim, a Jordânia usa uma moeda louca que vale mais que libra (não me pergunte como ) Passagem aérea: conseguimos emitir o trecho BR-Frankfurt com milhas pela Latam, que eu achei boa para vôos internacionais. O aperto na classe econômica é o de sempre, mas o serviço de um modo geral é bom. Só tem um porém: o vôo GRU-Frankfurt dura 12 horas e só são servidas duas refeições um jantar após uma hora de vôo aproximadamente e o café da manhã umas duas horas antes de chegar ao destino, então se você não consegue dormir no avião (como eu), é bom se precaver e levar água e lanche ou vai morrer de fome na madrugada. De Frankfurt para Tel Aviv, fomos de Turkish Airlines com escala em Istambul. Aqui tem outro problema: no Aeroporto de Istambul (Ataturk), para acessar o wi-fi, é necessário fazer um cadastro e receber um SMS com um código de autorização que estou esperando até agora. Então, caso aconteça o mesmo e vc não receba o SMS, como aconteceu comigo (normal), é bom ter um plano B para passar um tempo, um livro, músicas baixadas offline, etc. Achei a Turkish muito boa, boas refeições (mesmo em vôos de 2 ou 3 horas), bom espaço para as pernas (peguei um avião com 2, 3 e 2 lugares), sistema de entretenimento em todos os trechos (exceto TLV-IST na volta). Roteiro e hospedagem: 4 noites em Tel Aviv (Abraham Hostel), 2 noites em Eilat (HI Hostel), 2 noites em Petra (Peace Way Hotel), 1 noite no deserto Wadi Rum e 5 noites em Jerusalém (Abraham Hostel). A hospedagem, como quase tudo em Israel, é bem cara, beira R$ 100/cama/dia em Tel Aviv e Eilat e R$ 90 em Jerusalém, mas todos os hostels são muito bons, quartos espaçosos, camas confortáveis, bom café da manhã e boa localização. Tem uma questão positiva e, de certo modo, surpreendente, em todos tem água de graça. Apesar de ser tranquilo beber água da torneira em Israel, os hostels tinham bebedouro com água filtrada e gelada, o que dá um boa economia depois de alguns dias. Em Petra, duas noites de hospedagem em quarto saíram por JOD44 (JOD11 por pessoa por dia). O hotel era razoável, no centro de Wasi Musa (cidade base de Petra) e tinha bom café da manhã, mas a internet era ruim, fica caindo toda hora, mas, tirando isso, era bem justo pelo preço. Visto/imigração/certificado de vacinação: Para Israel, não é necessário certificado de vacinação nem visto para brasileiros e a permanência máxima autorizada é de 90 dias. A imigração foi surpreendentemente fácil, não me perguntaram NADA, absolutamente nada. Suspeito que foi pelo fato do último carimbo no passaporte ser de Frankfurt. Foi muito mais difícil entrar na Alemanha do que em Israel, me perguntaram onde eu ia, o que eu ia fazer, e o agente tava com uma cara de poucos amigos pro meu passaporte em branco (renovei no meio do ano para essa viagem). Minha vida só melhorou quando mostrei o passaporte antigo com carimbo de entrada na Europa, então, caso o passaporte seja recente, recomendo levar o antigo (imigração em Lisboa não é referência pro resto da Europa). Em Israel, o passaporte não é carimbado para evitar problemas em viagens futuras para países árabes, eles emitem um tíquete à parte com o nome, número do passaporte e sua foto. Sugiro colocar o tíquete com um clipe dentro do passaporte, ESSE TÍQUETE É SUA VIDA EM ISRAEL .. Meu amigo teve que fazer imigração na Turquia e eles fizeram as perguntas de praxe para ele, nada demais. Surpresa boa. O problema é, por incrível que pareça, é sair de Israel. Antes de fazer o check-in no aeroporto, você tem que passar por uma "checagem de segurança" dependendo do destino. Eles perguntam onde vc esteve, o que foi fazer em Israel e na Jordânia, se tem parentes ou conhecidos na Jordânia, quem estava com vc, se era possível confirmar essas informações, nome e dados do meu amigo (falei que estava com ele na viagem)...Aprovado na checagem de segurança, você segue para despachar a bagagem, mas não pode trancar a mala, caso alguém suspeite de alguma coisa e necessite abrir sua mala . Ok, aceitar, despachar a mala destrancada e rezar para tudo aparecer intacto no destino. Em seguida, passa-se pelos procedimentos de segurança, onde há mais perguntas, tirar casaco, cinto, sapato, ... abrir mochila, mostrar o que tem lá dentro, etc... É tensa a coisa toda, mas é mais cansativo que tenso, pq demora muito para fazer todo o procedimento e, depois de tudo, fui "autorizado" a deixar Israel, momento em que devolvem o passaporte ( o passaporte fica com os agentes enquanto vc, suas roupas e pertences passam pelo procedimento de segurança). Continua...
  30. 7 pontos
    Alô galera. Este é o meu breve relato fotográfica da viagem que fiz entre os dias 12 e 14 à ilha do Marajó. Saí de Belém às 08:15hs na lancha rápida( 02 horas ) que vai direto para Soure. Chegando lá, o moto-taxista Thiaguinho( que durante os três dias seguintes foi meu guia e condutor ) já estava me aguardando. Abro aqui aqui um parêntese para citar essa figura quase folclórica da ilha. Trata-se de um jovem pai de família que ganha a vida como moto-táxi e que é muito respeitado por todos pela maneira correta como trabalha. Cheguei a conhecer, por acaso, pessoas da comunidade que se recusavam a pegar outro moto-taxista. De minha parte, fico a vontade para indicá-lo a quem, como eu, for viajar só e queira ter um panorama completo da parte mais popular da ilha( Soure, Salvaterra e Joanes ) em pouco tempo e de modo econômico. O face dele é Thiago Souza e seu contato é (91) 98481-8803. Quem me indicou ele foi o Sérgio, outra figura fantástica, dono do Hostel Tucupi( super alto astral ), onde fiquei hospedado e fiz grandes amizades. Mas, voltando ao relato, o primeiro lugar que conheci foi a praia e vila do pesqueiro. O guia me levou para a casa de um nativo chamado Seu Catita, local onde terminei almoçado e tive a oportunidade de ministrar uma rápida palestra de primeiros socorros para as pessoas da família. Depois disso, embarquei na canoa de S. Catita na travessia Praia do pesqueiro x Praia do céu. Nessa travessia, tive a oportunidade de presenciar e registrar a revoada dos patos mergulhões. Eis a praia do céu. Segui caminhado até a praia de Caju una, onde moram algumas família que não tive tempo de conhecer. Ao chegar chegar na barraca restaurante( que estava fechado ) de Caju-Una, o guia já estava aguardando para me conduzir até a Fazenda Bom Jesus, onde fiz o passeio até o final da tarde( agendamos na fazenda saída para 15:30hs ). Olha como é lindo o trecho que liga a praia de Caju-una a Fazenda bom Jesus: O passeio da Fazenda Bom Jesus custa R$80,00( sem transporte ) ou R$100,00( com transporte ), tem duração de 3h e inclui um saboroso lanche no final. Essa fazenda é muito estilo pantanal. Chegamos a ver preguiça, capivara, colhereiros, gaviões diversos... Ao término do passeio já era quase noite, que chegou com um dilúvio que pensei que não fosse parar. Nessa o guia ainda me levou para conhecer o trabalho do artista indígena Ricardo Amaral( cerâmica marajoara ): No segundo dia, pela manhã fizemos o passeio da fazenda São Jerônimo( R$ 150/pessoa, duração 02h30min ). Essa fazenda inclui passeio de canoa pelo igarapé, caminhadas pela praia do goiabal e por uma passarela suspensa sobre o mangue e passeio de búfalo. À tarde fomos conhecer a praia da barra velha. No caminho, conseguimos visualizar e fotografar bem de perto muitos guarás: A praia da Barra velha é simplesmente fantástica, porém... Porém muito perigosa para banho. Na mesma tarde em que estive lá, um recruta( aluno soldado da PM ) foi levado pela correnteza e morreu afogado. Segundo os nativos, não se trata de um caso isolado. Outras pessoas( especialmente turistas ) já morreram nas mesmas circunstâncias nessa mesma praia. Portanto, visitem, mas tomem muito cuidado. No último dia fomos conhecer Salvaterra e Joanes antes de embarcar de volta para Belém. Bem, este foi o nosso breve e singelo relato fotográfico da aventura na ilha do Marajó. Espero ter contribuído na montagem do roteiro de vocês. Abraços.
  31. 7 pontos
    Pessoal, fiz algumas edições no post de ontem para acrescentar algumas dicas que fui lembrando depois. Continuando meu relato: Meu roteiro acabou ficando assim: DIA 1 - CUSCO: descanso, compra dos passeios e chip claro DIA 2 - CUSCO: manhã para conhecer San Blás e city tour à tarde DIA 3 - Vale Sagrado, viagem até Águas Calientes DIA 4 - Machu Picchu e retorno a Cusco DIA 5 - CUSCO: passeios pela cidade e viagem à noite para Puno DIA 6: Lago Tititicaca até Amantani DIA 7: Amantani e Taquile, viagem à noite para Cusco DIA 8: Laguna Humantay DIA 9: CUSCO: era para ser o dia da montanha colorida, mas cancelei porque adorei Cusco e queria passar mais um dia aproveitando cada cantinho da cidade e não me arrependo <3 DIA 10: volta Esquematizando assim parece que a minha viagem foi bem corrida e cansativa, mas conforme eu for relatando os dias vcs vão perceber que foi bem tranquilo e deu para descansar também (que era um dos meus objetivos na viagem). Tirei o primeiro dia para descansar e resolver as coisas mais práticas da viagem. Não ignorem os efeitos da altitude, a maioria de nós não está acostumado e o nosso corpo precisa ao menos de algumas horas para se adaptar. Eu não senti nada durante a viagem, a única coisa é que me sentia um pouco mais ofegante quando subia escadas. De qualquer forma, eu tomei bastante chá de coca e muña e também masquei as folhas e tenho certeza que isso e o descanso do primeiro dia foram fundamentais. Há um remedinho, chamado soroche pills também. Chegando do aeroporto, fui para o hostel, onde eu já havia pedido para antecipar o check in. Era mais ou menos 9 horas da manhã, arrumei minhas coisas, tomei um chá de coca, deitei e descansei até meio dia. Depois saí para almoçar. Fui num restaurante que recomendo muito para esse primeiro dia (para os outros também, super gostoso, barato, fofo e VEGANO) que se chama Green Point Restaurante. Tem 2 na cidade, neste dia eu fui no Pátio (o outro fica em San Blás) e cuidado para não confundir com o Greens Organic (que é bom tb, mas bem mais caro, outra proposta). Foi gostoso para comer uma comida leve - ideal para esse primeiro dia porque a altitude dificulta a digestão - e repor as energias. Busque pelo menu do dia, custa 16 reais e inclui um buffet de salada livre, suco e chá livre, sopa, prato principal (no dia que eu fui era um hamburguer de lentilha muito saboroso) e ainda uma sobremesinha de cortesia. Tudo muito bom, num lugar pertinho da praça central e bem confortável. Terminado o almoço, aproveitei para dar uma voltinha na cidade e já resolver umas questões práticas. Não sei se vocês usam o My Maps, mas eu marquei no mapinha os lugares que queria conhecer e onde precisava ir e me ajudou muito! Bom, ali pertinho desse restaurante fica o Centro de Informações Turísticas de Cusco, onde vc pode pegar umas dicas legais e já ver o que está rolando na cidade. Descendo um pouco a Avenida El Sol vc vai ver o CONSITUC (Av El Sol 103, Cusco 08000, Peru), que é um dos locais que vendem o boleto turístico. Recomendo mais uma vez este site, que explica direitinho como funciona o boleto turístico: https://sundaycooks.com/boleto-turistico-de-cusco-indispensavel/ Basicamente, o boleto é indispensável porque vc vai precisar dele para visitar os museus, os parques arqueológicos e as comunidades do vale sagrado. A única diferença é que vc pode optar pelo parcial ou total e aí vai depender da quantidade de dias que vc vai ficar em Cusco e do que tem interesse de visitar Descendo a Avenida El Sol, fui comprar o Chip da Claro. Já falei dele no outro post, custou cerca de 30 reais o chip e mais um pacote de dados de 3 Giga. A cobertura é excelente e é rapidinho para fazer o cadastro na loja: Ayacucho 227, Cusco 08000, Peru. Aproveitei também para conhecer algumas agências de viagem e fechar alguns passeios. Como eu disse, no Brasil tinha comprado apenas o passeio de Machu Picchu (incluindo o vale sagrado) e o resto comprei lá. Vou passando o contato das agências e os preços dos passeios conforme for escrevendo. Caminhei mais um pouco pela cidade, visitei pela primeira vez na viagem (foram muitas rsrs) o Museu do Chocolate. Tem vários espalhados pela cidade, são de graça, com uma explicação bem interessante e uma degustação melhor ainda. Voltei para o Hostel, conheci uma menina que estava hospedada lá e que virou uma grande amiga (beijão, Adri) e fomos jantar num restaurante que fica na Plaza de Armas, chamado Papillon. Tomamos uma sopa de legumes da estação muito deliciosa, com uma vista linda e pagamos em média 15 soles, com a bebida. Ah, esqueci de falar. Fiquei no Hostel The Luxe, que eu super recomendo: https://www.booking.com/hotel/pe/the-luxe-cusco-hostel.pt-br.html O lugar é simplesmente uma fofura, atendimento excelente, café da manhã bem gostoso e o quarto feminino é gigante, com um banheiro muito bom (único defeito é que o box é aberto) e com uma sala entre o quarto e o banheiro pra gente se trocar. A porta só abre por dentro (por fora só quem tem a chave), tem armários grandes e os beliches são com cama de casal. Me senti muito confortável e segura, recomendo (: É isso por hoje. Espero que vcs estejam gostando e que esteja ajudando no planejamento de vcs. Logo posto os outros dias tb
  32. 6 pontos
    Gostaria de compartilhar a minha experiência ao viajar sozinha para conhecer as belezas do Mato Grosso, tanto para estimular os Brazucas a desbravarem nosso país tanto para mulheres que querem embarcar sozinhas em algumas aventuras, mas têm medo. Então vamos ao que interessa! Fui pela Avianca em agosto de 2017, pois é uma época de seca na região e havia pesquisado que é a melhor época para se conhecer o Pantanal, mais abaixo eu explico o porquê. Cheguei em Cuiabá as 20h30 da noite de avião e já fui direto para o hotel, que era pertinho do aeroporto (escolhi o hotel pois eles ofereciam transfer e eram do lado da locadora de carros. O nome dele é Express, relativamente barato, só fiquei brava porque o barulho do ar condicionado era meio alto e me acordou no meio da madrugada. Mas se você não tiver um sono leve como o meu ou levar seu protetor de ouvido, não terá problemas. Segue link do hotel: https://www.booking.com/hotel/br/express-varzea-grande-mt.pt-br.html?aid=360920;sid=0f5b8c2eeb9453ed06a93c1cbcd6c025). Logo no dia seguinte fui a pé até a Localiza e peguei um carro, aluguei para 4 diárias. Era um domingo de manhãzinha e a cidade estava praticamente vazia. Então, segui rumo à Chapada dos Guimarães por uma estrada bem tranquila e vazia, pois era domingo de manhã. A estrada está em boas condições para dirigir, até para quem não tem assim muita experiência em estrada (meu caso), só ir devagar e ter atenção redobrada nas curvas. Como eu não sabia o caminho, fui com o Waze e deu tudo certo! Combinei de encontrar com o Guia no estacionamento do mirante da Cachoeira Véu de Noiva as 9h. Já tinha fechado todos os passeios com ele desde Brasília e deu tudo certo. Vale a pena ressaltar que os passeios com ele, quanto mais gente tiver, mais barato fica por pessoa. Como eu estava sozinha, paguei um pouco mais caro, mas valeu a pena por todas as boas referências dele que eu já havia lido na internet. O nome dele é Felipe Desidério, o cara mora há anos na chapada, conhece tudo por lá. Além de tudo, é uma ótima cia! Quem quiser o contato dele está aqui: https://www.facebook.com/ecotrilhaschapada Continuando, nosso primeiro passeio era para conhecer a Cidade de Pedra, na minha opinião, não dá para ir a Chapada sem conhecer esse lugar! Sabe aqueles paredões de pedra cartão postal da Chapada? Você terá visões maravilhosas deles por lá. Consegui observar casais de Araras que vivem nas fendas das rochas, a coisa mais linda. Para chegar até lá, só dá para ir de 4 x 4. Nem se arrisque a ir com carro comum, vai ficar atolado. Como eu não estava de 4 x 4, tive que contratar o transfer e paguei mais caro, mas, como disse, vá em mais pessoas que você consegue dividir o valor. O passeio foi tranquilo, a caminhada não é muito longa ou difícil e parávamos o tempo todo para tirar fotos e observar as aves e a paisagem. Mas o sol é de lascar, use roupas leves e passe protetor solar de 1h em 1h. Terminando o passeio da cidade de pedra, por volta de 12h, fomos até o mirante da cachoeira Véu de Noiva. Lá também é uma parada obrigatória para quem vai à Chapada, não é preciso pagar e não dá para tomar banho. Apenas admirar a vista mesmo! Ficamos uns 20 minutinhos e começou a bater a fome, então o Guia me levou à cidade para almoçar e deixar a minha mala na pousada. A pousada que eu fiquei na Chapada é ótima, se chama Vivá (https://www.booking.com/hotel/br/pousada-viva.pt-br.html?aid=311840;sid=0f5b8c2eeb9453ed06a93c1cbcd6c025). É perto de tudo, muito limpa, tudo lá é novinho e bem cuidado, café da manhã farto, bem localizada e funcionários muito atenciosos. Barriga cheia, não tive tempo de descansar, pois ainda tinha muito passeio para fazer e pouco tempo. Seguimos para a trilha do circuito das cachoeiras, essa sim deu uma canseira, pois caminhamos cerca de 7 Km ao total, com muitos trechos de subida/descida em um sol que não teve piedade de nós. O lado bom é que quando o corpo começava a pedir arrego tinha uma parada para banho de cachoeira, acho que conheci umas 5 ou 6 cachoeiras em uma tarde, não me lembro bem! Todas muito bonitas, água beem fria, mas com aquele sol, melhor assim, não é mesmo? Depois de muita caminhada e banho de cachoeira, seguimos para o último passeio programado para o dia, o pôr do sol no Alto do Céu. O nome faz jus ao lugar, pois a sensação é que realmente você está no céu, tanto pela altura, quanto pela energia positiva daquele lugar. Foi um dos lugares de que mais gostei da viagem. Naquele dia, além de um baita pôr do sol, assistimos ao nascer da Lua, que estava cheia por sinal. Maravilhoso! Lá, é importante levar lanterna para a volta. No dia seguinte, deixei para fazer o passeio do circuito das cavernas e gruta da Lagoa Azul. Para pegar a lagoa com seu azul mais bonito, o ideal é que você chegue na gruta as 14h30, pois é a hora que os raios de sol entram nela. Esse passeio tem duas versões, a raiz e a Nutella. A Nutella é aquela em que você paga para um ônibus te levar até o ponto das cavernas e também para te buscar depois. A raiz é aquela em que você vai a pé e apenas volta com o trator. Como eu estava em busca de aventura, escolhi a raiz. Cansei, suei, ganhei bolha no pé, mas certamente foi a melhor escolha, pois você não vê a metade das coisas legais se for de ônibus. Portanto, se você tem bom condicionamento físico e nenhuma dificuldade de locomoção, vá a pé que será mais legal. Outra coisa que achei legal é que você é obrigado a usar uma proteção contra picada de cobra (perneira), o que deixou ainda mais emocionante. Mas nenhuma cobrinha apareceu no caminho...Saindo de lá o Guia me levou para almoçar no restaurante da Deusa, um lugar muito simples, mas com uma comida deliciosa e regional. Fechamos o dia com uma parada na cachoeira do relógio, mas uma hora daquela o sol já estava meio fraco e eu só encarei a água gelada para tirar uma foto mesmo. No dia seguinte acordei 5h da manhã e parti em direção a Bom Jardim, distrito de Nobres. Também já havia fechado desde Brasília os passeios e a hospedagem, que eram oferecidos pela mesma empresa. A pousada que fiquei, chama Lagoa Azul e a agência de turismo chama Anaconda. Fiz as reservas por esse site: https://www.anaconda.tur.br/. A estada para Bom Jardim é muito tranquila, quase deserta e sem muitas curvas. O caminho é pela represa de Manso, e você tem que ficar atento ao último trevo do caminho, pois você tem que pegar à direita para ir à Bom Jardim. Se pegar para a esquerda irá para Nobres, que fica muito longe dos passeios. Cheguei por volta de 8h, fiz check in e o pessoal da agência de turismo me entregou um mapinha com a indicação de onde eram os atrativos que eu havia fechado o passeio. Ao contrário da Chapada, em Bom Jardim o guia não vai com você até o local, você vai sozinho e chegando lá o guia local te encaminha. Mas achei tudo bem fácil de encontrar e perto também. O primeiro lugar que fui foi ao Aquário Encantado, onde você nada em um poço de águas cristalinas e vê muitos peixes. Depois de uns 30 min no aquário a guia te leva para fazer a flutuação de 1km no rio Salobra. Nesse passeio, não pode ir de repelente e protetor solar, pois você contamina a água, que é de nascente. Mas não achei necessário, pois é tudo na sombra. A máscara, snorkel e sapatilha são fornecidos gratuitamente no passeio. É indispensável levar câmera subaquática, mas se você esquecer a sua eles alugam no local por R$ 50. De lá, segui para o Reino Encantado, que é do ladinho. E porque escolhi esse passeio? Pois lá é possível ver a nascente e a ressurgência do rio Salobra, ou seja, você vê o fundo do rio borbulhando, pois é um ponto onde a água literalmente brota do solo. Fiz a flutuação nesse ponto e depois desci com o guia novamente em uma flutuação de 1km pelo rio Salobra, porém em um ponto diferente de onde havia feito a flutuação antes. Voltei ao Aquário para almoçar, tinha uma comida muito gostosa por sinal naquele dia. Acho que paguei algo em torno de R$ 30 reais. Depois do almoço, fui fazer a minha última flutuação do dia, e ainda bem que deixei por último, pois para mim é sempre bom deixar o melhor para o final. Segui as indicações do mapa e cerca de 17km de estrada de chão estava eu pronta para flutuar no Rio Triste, que é mais largo e mais fundo do que o Rio Salobra, e, na minha opinião bem mais bonito. Além disso, a chance de você ver arraias no rio Triste é bem maior, e eu estava lá justamente para isso! Posso dizer que não me arrependi, pois graças à experiência do Guia, consegui ver 7 arraias! Aliás, deixo aqui meu agradecimento ao guia Bugio, uma simplicidade e simpatia em pessoa! Saindo do rio triste fui para o hotel, tomei um banho rapidinho e rumei para ver o pôr do sol na lagoa das araras. Ao chegar dei de cara com um casal de araras sobrevoando a minha cabeça, foi mágico. Lá tem várias delas, você consegue ver a olho nu, mas melhor ainda se você tiver um binóculo, para mim fez falta! De qualquer forma, adorei o lugar, senti uma paz muito grande ali. Importante, vá coberto de repelente da cabeça aos pés, pois 17h é a hora de os mosquitos atacarem! Bom jardim é uma vila bem pequena e não tem muita infraestrutura. À noite saí em busca de um lugar para comer e não tinha muita opção. Aí lembrei que o guia de um dos passeios tinha recomendado um tal de chapolin, que eu inclusive já havia lido a respeito na internet. Fui então descobrir onde era e foi uma grande surpresa. É um lugar muito legal, o cozinheiro (Chapolin) abre a casa dele para as pessoas e fica ali cozinhando no fogão de lenha enquanto conversa com você, com a esposa, os filhos...Me senti muito acolhida! A comida, meu deus do céu, é algo sem explicação, muito boa e caseira. Parece que se você fizer reserva para mais gente ele faz um peixe assado que é divino. Eu estava sozinha e não tive essa sorte, mas tudo o que comi estava divino. No dia seguinte estava programado para conhecer a famosa cachoeira Serra Azul. Como lá é mais afastado, o guia vai junto com você, e eu tive sorte de terem me mandado junto com um guia muito bom, se chama Bruno. Além de conversar bastante, ele adora tirar fotos, então fez ótimas fotos do meu passeio! Para chegar à cachoeira você tem que subir mais de 400 degraus, eu achei de boa (até pelo meu treinamento intensivo de trilhas de cahapada, rs) mas quem não tem condicionamento pode se cansar bastante. Por isso, leve bastante água!!! Lá em cima, a subida vale a recompensa, a cachoeira é linda demais!!! No final, ainda dá para descer de tiroleza para o ponto inicial do passeio. Como aprendi o caminho, voltei sozinha para a pousada (o guia tinha outros passeios para fazer), tomei banho, fiz check out e fui almoçar no único restaurante da cidade que estava aberto, da Pousada Buriti. Por R$ 35 reais comi um banquete e a comida estava muito boa também, tinha peixe, carne, arroz, salada, batata frita...tudo feito na hora! Como o carro estava muito sujo dos passeios, antes de voltar para Cuiabá e devolver o carro levei-o para lavar no lava jato do Marcão, indicado pelo guia Bruno. Peguei a estrada às 15h, assim como na ida, estava bem tranquila, e cheguei em Cuiabá por volta de 17h15. Devolvi o carro à locadora e peguei um Uber para o centro da cidade, onde me hospedei dessa vez. Fiquei em um ponto bem estratégico bem no centrão, na Avenida Getúlio Vargas. Lá perto tem vários pontos turísticos que dá para conhecer a pé, tem farto comércio e é relativamente seguro. Fiquei em um hotel chamado Getúlio (https://www.booking.com/hotel/br/getaollio-by-nobile.pt-br.html?aid=356986;sid=0f5b8c2eeb9453ed06a93c1cbcd6c025), que era bem perto da agência de turismo que contratei para fazer o passeio do Pantanal. Aqui, um adendo. Fiz todos os passeios da viagem por conta própria, mas resolvi conhecer o Pantanal com agência, pois eu tinha uma visão muito cautelosa com relação à Transpantaneira. Não conhecia, achei que era perigoso ir sozinha, e foi o pior erro que cometi na viagem, pois o passeio com a agência é um bate e volta super corrido em que eu me senti como uma turistona. Além disso, odeio guia me apressando quando quero curtir as coisas. Enfim, lição aprendida, voltarei sozinha da próxima vez. O passeio para o pantanal saiu na quinta-feira bem cedinho da agência Confiança Turismo. Fomos em uma Van e o guia fez uma parada em Poconé para comprar gelo e para o pessoal comer e fazer xixi (primeira coisa que me emputeceu, pois se o passeio sai de manhã presume-se que todo mundo já tomou café). Enfim, finalmente entramos na Transpantaneina enquanto o guia explicava algumas coisas sobre a origem da rodovia (eu não consegui ouvir muito pois o povo da "excursão" não calava a boca. Segunda coisa que me emputeceu no passeio). Ao longo da estrada, paramos duas vezes para tirar fotos e observar os animais. Consegui ver jacarés, lontra, capivaras e muitas espécies diferentes de aves, especialmente o Tuiuiú, ave típica do Pantanal. Gostaria de ter parado mais vezes, especialmente porque os ipês estavam todos floridos e queria fazer fotos, mas só consegui fazer fotos do vidro da Van, mesmo. Por volta de meio dia chegamos a uma pousada para almoçar e usufruir do day use. A comida estava boa e como o calor estava de matar, fiquei na piscina. O passeio de barco ficou agendado para 15h e o guia fez a maior pressão para todos estarem prontos no horário. Pois bem, as 15h estavamos todos lá esperando e ninguém apareceu. Quando foi 15h30, depois que eu saí atrás de um funcionário da pousada apareceu alguém para nos levar. Entramos no barco e seguimos pelo rio pixaim. O guia nos mostrou algumas aves, fez uma encenação com um gavião e um jacaré e, pasmem, 20 minutos depois estávamos de volta a pousada e com o guia no esperando para voltar à Cuiabá (e a palhaçada não acabou...) Voltamos para ver o famoso pôr do sol na Transpantaneira em um ponto que é bem bonito e o guia nos fala: "vamos ter que ver em um ponto antes pois não vai dar tempo de chegar lá até o por do sol". Resultado, ELE atrasa nosso passeio e a gente paga o pato. Tentei deixar tudo isso não estragar o meu humor e o meu sonho de conhecer o pantanal, e voltei convicta de que na próxima vez vou sozinha e para ficar pelo menos uns 3 dias hospedada no Pantanal. A dica é ir na época da seca, pois você não corre o risco de atolar o carro e também a chance de ver bichos é maior. No dia seguinte tirei o dia para bater perna em Cuiabá, tava bem quente e seco, mas mesmo assim fui em frente. Conheci o palácio da Instrução, onde estava tendo uma exposição bem legal do Santos Dumont, fui à Igreja Matriz, andei pelas lojas do centro (lá tem umas lojas bem populares onde você consegue comprar roupa bem baratinha se souber garimpar) e almocei em um lugar recomendado por uma amiga, chama Casarão da Dega. Comida boa, farta e barata, recomendo. À tarde fui conhecer a Olra do Porto, mas achei o lugar meio subaproveitado, achei que teria mais opções de barzinhos e mais movimento também. Enfim, no dia seguinte peguei o avião cedinho de volta para Brasília maravilhada com as belezas do Mato Grosso e a hospitalidade do seu povo, com a certeza de que voltarei para desbravar o Pantanal!
  33. 6 pontos
    Oi, meus confrades Mochileiros de todo o Brasil. Pra mim é uma felicidade, uma enorme satisfação tá tendo a vontade de vir aqui novamente fazendo um post de uma aventura. A última vez que fiz isso foi em 2015, quando percorri a Bolívia de norte a sul. Hoje começo mais uma loucura de ir até Portugal e fazer o caminho de Santiago de Compostela...
  34. 6 pontos
    Voltei gente, desculpem a demora rs 2º dia (05/05) - Salar de Uyuni Chegamos em Uyuni às 04h00, estava um frio, mas um frio da peste rsrs, e já tinha pessoas de agências na rua, ao pegar as malas no ônibus, Rafael e Eu notamos uma brasileira que não estava conseguindo pegar o mochilão dela pois havia perdido o ticket de "guarda-volumes", e logo falamos 'deu ruim pra ela', então vimos uma Sra oferendo passeios, mesmo sabendo das mais conhecidas, fomos com ela, afinal, estava um frio que não era possível ficar na rua até às 06h00, ela nos levou para um lugar quente, apresentou o passeio e valores, mas não fechamos nada, então ela nos dispensou hahahaha, então vimos outra pessoa e voltamos a ir para um lugar quente hahaha Quando estavamos chegando nesse lugar, chega quem? A Brasileira que quase ficou sem a mala haha, mulher de Brasília, chamada Fran, super viajava e gente boa, e como ela mesma disse, "vive perdendo as coisas" hahahaha Ok, entramos no local, era um restaurante chamado Breakfast Noñis, que tem com parceiro a empresa Betto Tours, conversamos com a Fran sobre essa agência, ela pegou indicação e nos indicou, perguntamos o preço e decidimos fechar. Então tomamos café da manhã simples (pão, manteiga, geleia, café e chá), conversando o dia foi amanhecendo, e fomos comprar coisas para os 3 dias no Salar de Uyuni e também cambiar dinheiro, infelizmente com a correria do primeiro dia, não consegui cambiar em Sucre, e lá o câmbio era bem melhor, sem dúvidas. A cidadezinha de Uyuni é bem simples, estava tendo feira no dia, e vende diversas coisas, papel higiênico, sabonete, tudo no meio da rua mesmo rs. Comprei água, pacote de bolacha clube social e um salgado na rua, então cambiei dinheiro, voltei para o restaurante e fechei o passeio (tudo incluso, tours de 3 dias, com café da manhã, almoço, janta, dormitório e transfer para Atacama) Partimos por volta das 10h00, e paramos em um hostel para pegar 3 pessoas, uma Holandesa (Danique), e um casal de Australianos (Jamie e sua esposa (esqueci o nome)), todos super gente boa! Eu não falo taaaanto inglês assim, mas deu pra dar boas risadas com eles. Partiuuuuu Uyuni A primeira parada e muito próxima (da pra ir a pé hahaha) é o cemitério de trens, é muito legal gente, coisa simples sabe, mas pelo menos eu não vejo um trem abandonado todo dia hahahaha, tiramos umas fotos e tals, abaixo comento de onde são as fotos, pois quando vai se conhecendo algumas pessoas, acabam que tirando de seus aparelhos e passando depois, mas vou mencionar do meu celular e também da minha SJCAM. Cemitério de trem, valeu a pena!! E alí o clima já é auto astral total, geral curtindo, porra é muito bom mesmo!!! Saudade! Foto da SJCAM: Foto da SJCAM: Foto da câmera da Fran (não lembro qual é, mas é show, e a mulher era bem fotogênica haha) Então, já eram umas 12h30 quando paramos para almoçar. Comemos carne (medo de comer e passar mal, mas estava aparentemente normal rs), alpaca, salada, banana e batata. E após o almoço o Rafael me pergunta: Gosta de whisky Kamilo? Eu: Whisky? Gosto muito hahahahahahah Ele tirou uma garrafa e começamos a beber hahahaha Mas ai fica uma dica, muitas pessoas gostam de beber e tals, e como a altitude é diferente lá, é bom tomar cuidado, mas vamos nessa hahaha Dali partimos realmente para o Uyuni, e é legal por que o carro está andando, e de repente você está em uma imensidão branca, é top demais, que coisa linda, o dia estava um espetáculo, céu azul e um deserto todo branco ao redor, EU ESTAVA NO SALAR DE UYUNI Então paramos no monumento da Bolívia, acho muito bonito, tiramos uma fotos e fomos andando até onde ficam as bandeiras, também super da hora... ali eu me via vendo fotos na internet, é tão bom ter o prazer e conquista de poder admirar certas coisas de perto, fico feliz por mim mesmo, de poder sair do país, ver paisagens, conhecer aventureiros, histórias, ser feliz! Espero que todos vocês possam sentir sensações assim em suas viagens! Foto da SJCAM: Saindo de lá, andamos um caminho e paramos bem no meio do deserto para tirar as famosas fotos clássicas rs, foi uma diversão só, pulando, de ponta cabeça, com dinossauro, em cima do 4x4, a Fran tirou até de biquini hahahahahah Foto da SJCAM: Seguimos viagem para a ilha dos cactos, esse passeio tem que ser paga a parte, mas vale muito a pena, além de ver os cactos bem de perto, eles são conhecidos por crescerem 1 cm por ano, e podem ter altura de 12 mts, é só fazer uma continha rs, e quando você visita essa ilha, pode-se ter uma visão show do Salar, bonito demais. Partimos para ver o pôr do sol e fechar o passeio do dia, e meus amigos, que pôr do sol, OH MY GOD! Como havia dito antes eu estava convicto que não iria pegar o deserto alagado, mas de repente, o carro entra em uma região de água, na hora eu pedi para descer, "Eu quero descer", "Deixa eu descer" hahahahahahah Gente, é sério, ver aquele lugar espelhado é foda demais, aquelas montanhas, o sol caindo, que luz, que vibe. Foto da SJCAM: Foto do meu celular (Moto G4): Então fomos para o hostel, era um hostel de sal, haha bem diferente. Pra variar eu estava com fome rs, antes de tomar banho, jantamos, sopa, frango, salada e batata. Ai fui para o banho, e gente que banho haha, quando eu falo o título do roteiro é porque realmente sou mochileiro pobre louco hahaha, a noite já tinha chego e com ela a baixa da temperatura, e o banho estava muito, mas muito gelado meeeesmo, e o melhor, era 30segs de água quente, e 1min de água fria então pense em um banho kkkkkkk, mas é normal, nesses mochilões não podem exigir ne, estamos ali para isso, é a vida, e isso que causa graça no role e o valor das coisas. Essa noite eu dormi bem, as cobertas que eles oferecem são suficientes, no entanto acordei algumas vezes, pois é tão frio, mas tão frio que só do rosto estar descoberto, você acorda rs, mas ok, vamos nessa... Gastos do dia: Cambiei R$ 800,00 - Cotação 1,55 bols Café da manhã - 15 bols Água (galão de 6lts) - 12 bols Salgado - 3 bols Pacote de clube social - 12 bols Passeio do Uyuni - 750 bols Entrada para ver os cactos - 30 bols Pessoal, ainda hoje posto o dia seguinte!
  35. 6 pontos
    VIAGEM JUNHO/219!!! OLÁ PESSOAL, VOU RESUMIR UMA VIAGEM QUE FIZ DE CAXIAS DO SUL A BARILOCHE E MENDOZA (total 7.500km) FOI EU E MINHA ESPOSA NUMA CAMIONETE FRONTIER DIESEL 4x4. HOTEIS EM BARILOCHE e MENDOZA FIZ DIRETAMENTE PELO SITE DO HOTEL, QUE ESTÃO MAIS EM CONTA QUE RESERVAR PELO BOOKING. O RESTANTE DO PERCUSSO IRIA PARANDO CONFORME CONSEGUIA PERCORRER ANTES DE ANOITECER. NESSA EPOCA O DIA AMANHECE POR VOLTA DAS 9hrs E COMEÇA ESCURECER AS 18hrs. CARTA VERDE C/PORTO SEGURO R$ 124,82 (15 DIAS) SOAPEX QUE FIZ DIRETAMENTE NA ADUANA ARG./CHI R$ 50,00 (10 DIAS QUE É O MINIMO) O RESTANTE DA DOCUMENTAÇÃO SÃO SEMPRE AS MESMAS CNH, CARTEIRA DE MOTORISTA, IDENTIDADE ATUALIZADA (EM NENHUM MOMENTO DA VIAGEM NOS PARARAM OU PEDIRAM A CARTA VERDE E A SOAPEX) MAS VAMOS AO RELATO! 01/06/19 – Caxias a Paso de Los Libres - 749km Saímos as 8:30 e chegamos as 17:30h Diesel S10 Shell/Alegrete R$ 3,80l Pedágio Boa Vista do Sul R$ 7,00 Pedágio Cruzeiro do Sul R$ 7,00 Pedágio Venâncio Aires R$ 7,00 Libres Cambio R$ 1,00 = AR$ 10,00 (único da cidade) Kit Viagem AR$ 1000,00 (extintor, triangulo, cambão, kit 1º socorros e adesivo 110) Hotel Casino Rio Uruguay AR$ 2.500,00 (muito bom!!!) 02/06/19 – Paso de Los Libres a Nueve de Julio - 861km Saímos as 9:00 e chegamos as 19:00h Diesel Infinia 10 YPF/Concepción del Uruguay AR$ 52,72l Pedágio Piedritas AR$ 80,00 Pedágio Yeruá AR$ 80,00 Pedágio Colônia Elía AR$ 80,00 Pedágio Zarate AR$ 100,00 Pedágio Solis AR$ 15,00 Pedágio 9 de Julio AR$ 45,00 Hotel Cla Lauquen AR$ 2.350,00 (bom!!) 03/06/19 – Nueve de Julio a Neuquén - 912km Saímos as 9:00 e chegamos as 20:00h Diesel Infinia 10 YPF/Nueve de Julio AR$ 51,77l Pedágio Trenque Launquen AR$ 70,00 Diesel V-Power Nitro Shell/Chacharramendi AR$ 47,39l Hotel Del Rio Cipolleti AR$ 3.100,00 (Ótimo!!!!) 04/06/19 – Neuquén a Bariloche - 436km Saímos as 9:00 e chegamos as 15:00h Diesel Infinia 10 YPF/Piedra del Águila AR$ 50,21l Hotel Tirol AR$ 14.900,00 p/5 dias (Muito Bom!!!) 05/06/19 – Passeio Circuito de Chico e Cerro Otto - 79km Saímos as 10:00 e chegamos as 15:00 Teleférico Otto (fechado, muito vento) Teleférico La Campiña (fechado, muito vento) Caminhar pela cidade Erni Cambio R$ 1,00 = AR$ 10,30 (melhor cotação que encontrei) 06/06/19 – Passeio Cerro Catedral - 40km (o melhor de todos!!!!) Saímos as 10:00 e chegamos as 18:00 Teleférico p/2 pessoas AR$ 1.250,00 (neve e temperatura 2°) Aluguel de Roupas p/2 pessoas AR$ 1.500,00 (calça, casaco, luvas e botas impermeáveis) 07/06/19 – Passeio 7 lagos/San Martin de Los Andes - 384km Saímos as 10:00 e chegamos as 19:00 Villa La Angostura (muito parecido com Gramado/RS) San Martin de Los Andes (1200 de altitude, neve e temperatura 0°) Diesel Infinia 10 YPF/San Martin de Los Andes AR$ 50,21l 08/06/19 – Passeio Cerro Tronador - 305km Saímos as 10:00 e chegamos as 18:00 Ingresso para o parque p/2 pessoas AR$ 800,00 (40km estrada de chão horrível) 09/06/19 – Bariloche a Buta Ranquil - 665km Saímos as 10:00 e chegamos as 19:30h Diesel Infinia 10 YPF/Bariloche AR$ 50,21l Ruta 40 (paisagens muito bonitas, começa a se ver as cordilheiras com muita neve!!!) Diesel Infinia 10 YPF/Las Lajas AR$ 43,00l Vulcão Tromen Hotel El Porton AR$ 2.000,00 (Razoável!!) 10/06/19 – Buta Ranquil a Mendoza - 648km Saímos as 9:30 e chegamos as 17:00h Ruta 40 de Ranquil del Norte a Bardas Blancas (78km estrada de chão boa, mas muita poeira) Diesel Infinia 10 YPF/Malargüe AR$ 44,45l Hotel Fuente Mayor AR$ 15.000,00 p/5 dias (Muito Bom!!!) 11/06/19 – Passeio Vinícolas (www.busvitivinicola.com) Saímos as 14:15 e chegamos as 19:00 (pelos comentários do pessoal do hotel o dia inteiro é cansativo) Passeio pela cidade de manhã Cambio Express R$ 1,00 = AR$ 10,80 (melhor cotação que encontrei) Ônibus p/2 pessoas AR$ 1.800,00 Bodega Norton p/2 pessoas AR$ 660,00 (visita/degustação, 3 provas) Bodega Renacer p/2 pessoas AR$ 700,00 (visita/degustação, 3 provas) 12/06/19 – Passeio Aconcágua e Caracoles Los Andes - 562km Saímos as 9:00 e chegamos as 20:00 Diesel Infinia 10 YPF/USPALLATA AR$ 48,18l Parque Aconcágua p/2 pessoas AR$ 400,00 (não conseguimos fazer o tour de 2km até o vale, estava nevando muito) Cristo Redentor de Los Andes (10km de estrada de chão, só abre no verão) Túnel das Cordilheiras (5km extensão) Cambio Aduana R$ 1,00 = CH$ 150,00 Ski Portillo (começa a descida de 25km, espetacular!!!) Los Andes (começa o retorno para Mendoza, nessa época a aduana fecha as 19:30h) 13/06/19 – Passeio Vinícolas Saímos as 14:15 e chegamos as 19:00 Passeio pela cidade de manhã Ônibus p/2 pessoas AR$ 1.800,00 Bodega Trapiche p/2 pessoas AR$ 770,00 (visita/degustação, 3 provas) Bodega La Rural p/2 pessoas AR$ 580,00 (visita/degustação, 3 provas) 14/06/19 – Passeio Vinícolas Saímos as 14:15 e chegamos as 19:00 Passeio pela cidade de manhã Ônibus p/2 pessoas AR$ 1.800,00 Bodega Chandon p/2 pessoas AR$ 640,00 (visita/degustação, 3 provas) Bodega Casarena p/2 pessoas AR$ 600,00 (visita/degustação, 4 provas) 15/06/19 – Mendoza a Pozo del Molle - 716km Saímos as 9:30 e chegamos as 18:00h Diesel Infinia 10 YPF/Las Catitas AR$ 46,16l Pedágio La Paz AR$ 80,00 Pedágio Desaguadero AR$ 115,00 Pedágio La Cumbre AR$ 50,00 Pedágio Sampacho AR$ 80,00 Diesel V-Power Nitro Shell/Pozo del Molle AR$ 52,09l Hotel Del Centro AR$ 1.500,00 (Bom!!) 16/06/19 – Mendoza a Paso de Los Libres - 686km Saímos as 9:30 e chegamos as 16:30h Diesel Infinia 10 YPF/El Pingo AR$ 52,72l Pedágio Franck AR$ 80,00 Hotel Casino Rio Uruguay AR$ 2.500,00 (muito bom!!!) 17/06/19 – PASO DE LOS LIBRES a CAXIAS - 748km Saímos as 10:30 e chegamos as 20:00h Diesel S10 Ipiranga/Alegrete R$ 3,50l Pedágio Venâncio Aires R$ 7,00 Pedágio Cruzeiro do Sul R$ 7,00 Pedágio Boa Vista do Sul R$ 7,00 Espero ter ajudado, qualquer dúvida estou à disposição.
  36. 6 pontos
    ROTA DAS EMOÇÕES EM 15 DIAS – JUNHO/2017 (São Luís – Santo Amaro – Barreirinhas – Parnaíba – Barra Grande – Jericoacoara – Canoa Quebrada – Fortaleza) Saudações, amigos mochileiros!! Farei aqui o relato da minha viagem pela Rota das Emoções (passando pelas cidades apontadas no subtítulo) que realizei entre 16/06 e 01/07/17. A viagem foi feita com Rogério, meu amigo de longa data. Há tempos desejávamos fazer algo do tipo e, enfim, neste ano conseguimos conciliar nossos planos e partir juntos nessa mochilada. Contudo, antes gostaria de deixar claro algumas premissas: 1. O meu objetivo nesse relato é unicamente fornecer informações que possam auxiliar àqueles que as procuram para essa viagem. Eu pesquisei muito na internet antes de colocar o pé na estrada, e os dados que eu encontrei em minhas pesquisas me ajudaram bastante, contudo foi difícil obter todos referentes à Rota em um só lugar e, mais difícil ainda, encontrá-los atualizadas. Essa é uma forma que encontrei para retribuir ao ótimo conteúdo que encontrei pelos blogs e neste site. 2. Tentarei ser o mais detalhado possível, ignorando informações pouco úteis, a fim de tentar deixar o texto mais conciso. 3. O que vou escrever é baseado nas impressões que tive, das experiências que vivenciei e relacionado ao período em que viajei. Outros poderão ter realizado a mesma viagem, mas terem ido em período diferente, vivenciado outras experiências, e possuírem impressões divergentes. 4. Ao final detalharei os valores gastos e farei algumas considerações pontuais que podem ser úteis para outros; Dito isso, vamos ao que interessa, rsrs. A viagem foi planejada para a última quinzena de junho por dois motivos principais: ir no período após as chuvas na região, desfrutando assim das lagoas cheias; e ir antes da alta temporada, que tem o seu auge a partir de julho (período oficial nos Lençóis Maranhenses é de 20/06 a 20/09), além dos períodos tradicionais de fim de ano. O período chuvoso nos Lençóis Maranhenses tem o seu auge entre março e maio, sendo que as lagoas geralmente atingem seu nível mais alto de água no início de junho, e encontram-se secas, em sua maioria, em outubro. Apenas algumas mantêm água o ano todo e, mesmo assim, em nível baixo. DIA 1 e 2: Cheguei em São Luís/MA em 16/06, numa sexta-feira, no fim da tarde. Encontrei meu amigo no aeroporto e de lá fomos para o hotel Pestana, já previamente reservado (sem custo, meu amigo conseguiu uma cortesia). O hotel é bem localizado, perto da Avenida Litorânea, onde se encontra o calçadão, bom para se fazer uma caminhada e com várias opções de restaurantes, bares, pizzarias, etc. Como estava no período de festa junina, havia tempo para a trip, a saída para Santo Amaro era de madrugada e o tempo de voo para se chegar ao Maranhão foi longo (para ambos), achamos melhor passar duas noites na cidade. Na primeira fomos em um dos locais onde havia apresentação da festa folclórica da região, foi bem interessante. No dia seguinte ficamos na maior parte do tempo aproveitando a piscina do hotel. À noite fomos na Pizzaria Vignolli, localizada de frente para o mar na Avenida Litorânea. Além da pizza ser muito deliciosa, teve um atrativo a mais: todos comiam a pizza com a mão, utilizando uma espécie de “luva de plástico”. Achei bem interessante e diferente a peculiaridade do local. Valeu muito a pena tê-la escolhido para jantar. Vi no Tripadvisor algumas outras coisas para se fazer em São Luís, porém não achei interessante ir no Centro Histórico, ou outros locais comumente visitados. A praia próxima ao hotel tinha a água escura e era imprópria para banho. De uma forma geral não vi muitos atrativos turísticos para a Cidade. DIA 03: O transporte para Santo Amaro foi combinado diretamente com o Sr. Heitor, dono da Pousada Paraíso (98 98489-5598) na qual nos hospedamos. Foi cobrado o valor de R$ 90,00 por pessoa pelo transporte feito por uma Hilux, a qual levou 4 passageiros. O motorista foi o Assunção (98 98836-5687). Uns cinco minutos antes do horário combinado, 5h, o veículo já estava na recepção do hotel nos aguardando para iniciar o transporte. Outra opção de transporte seria ir com Denilson (98 98808-9190), que pegaria de van no hotel, levaria até Sangue, e de lá tomaríamos o famoso “pau de arara” (caminhonete com bancos na carroceria coberta) que transportaria até Santo Amaro, pelo valor de R$ 60,00. Não achamos vantajosa a economia, tendo em vista a rapidez e o conforto do transporte acordado, mas é outra opção válida para chegar à região. Para chegar a Santo Amaro percorre-se umas duas horas e meia na BR que liga São Luís a Barreirinhas, depois segue por aproximadamente mais uma hora na estrada que vai à Cidade. Desse trajeto apenas uns 10km não estão asfaltados, e, como essa parte da estrada é bem ruim e tem um rio raso que se atravessa perto da cidade, esse percurso geralmente é feito apenas por caminhonetes. Aproximadamente às 8:30 chegamos em Santo Amaro. Fomos deixados na Pousada Paraíso (diária a R$ 189,00 reservada pelo booking), onde o Sr Heitor já nos aguardava. Deixamos as coisas no quarto e fomos logo para o passeio da manhã: Lagoa das Américas (já previamente arranjado pelo dono da pousada), ao preço de R$ 40,00 para cada. A caminhonete passou para nos buscar e em poucos minutos nos deixou no lago onde pegamos uma voadeira para chegar aos lençóis. Ao desembarcar, o grupo passou em uma casa de uma senhora que vendia água e água de coco e, após, fomos para a Lagoa das Américas. O primeiro contato com os Lençóis foi fantástico!! Dunas que sumiam de vista e lagoas com águas mornas e cristalinas. Ficamos por umas duas horas nos deliciando naquelas águas e, após, retornamos a Santo Amaro para almoçarmos e fazermos o passeio da tarde. Por volta das 14h novamente a caminhonete passou na pousada, para então partimos à incrível Lagoa das Andorinhas (R$ 65,00 por pessoa), uma das mais visitadas. Com menos de 5 minutos já se alcança os Lençóis, tornando o trajeto maravilhoso de se observar. No caminho há inúmeras lagoas embelezando a região, as mais bonitas, fundas e acessíveis são as comumente nomeadas e visitadas. A da Andorinha foi um espetáculo a parte! Havia várias pessoas nela, mas como é bem extensa, foi só caminhar um pouco para ter uma “margem privativa”, rsrsr. Logo o guia colocou cadeiras de praia e disponibilizou uma caixa de isopor com gelo para colocarmos nossas bebidas. As lagoas, em geral, não estavam muito fundas, dificilmente uma passava de 1,60m. Entretanto, a das Andorinhas chegava a mais de 2m na parte central, tornando-a ótima para nadar! Ao fim do dia o motorista e guia, Nilson (ótimo profissional, atencioso e proativo, recomendo-o fortemente), nos levou em um ponto pouco conhecido para admirar o pôr do sol: sobre uma duna na qual podiámos observar o grande astro se pondo atrás do lago em que navegamos pela manhã. Foi lindo! O primeiro pôr do sol nos Lençóis. A noite fomos à praça da cidade e lanchamos na barraquinha que estava atendendo por lá. Santo Amaro é muito pequena, não possuindo oferta de entretenimento à noite. Há apenas umas 5 pousadas cadastradas no Booking e mais umas duas que vi por lá que não ofertam seu serviço pelo site (umas delas é a Pousada Cajueiro - 098 98749 4036-, nova e muito bem recomendada por um casal que conhecemos na viagem. Se retornasse provavelmente me hospedaria lá). Não há agência de turismo na cidade. A organização fica a cargo da cooperativa que padroniza os preços e serviços cobrados. Todos meus passeios foram muito simples de se combinar: os responsáveis pela pousada nos perguntavam o que desejávamos fazer e tentavam nos encaixar em algum grupo que estava sendo formado. Era possível contratar os guias com quadricíclo para personalizar mais os passeios, porém essa modalidade obviamente era mais cara. Apesar de se ter pouca coisa para se fazer na cidade, ela possui pontos muito fortes e atrativos em relação a sua “concorrente” Barreirinhas: em menos de 5 minutos já se alcança os lençóis de caminhonete; muito mais confortável o trajeto dos passeios; há muito mais lagoas; e elas são mais belas. O fato da cidade ser pacata pode ser visto como um ponto positivo: durante o dia os turistas passam as horas realizando os passeios pelas lagoas e, à noite, relaxam e descansam na pousada, recarregando as energias para as atividades do dia seguinte. As características marcantes da localidade é a tranquilidade vivenciada e os lençóis com inúmeras lagoas que ficam às portas da cidade. DIA 04: Não havia a necessidade de acordar muito cedo, pois as lagoas não ficam tão distantes da Cidade. Levantamos, tomamos um bom café da manhã na pousada e, por volta das 8:40, a caminhonete passou para nos pegar. Nesse dia fizemos o passeio de um dia inteiro para a comunidade da Betânia (R$ 80,00 por pessoa), novamente – e felizmente – com o Nilson. O passeio foi arranjado pelo Heitor, que não ganhava nada com isso, apenas tentava auxiliar os hóspedes a conhecerem a região com bons guias. No caminho paramos na Lagoa da Serra e em outros pontos para fotos. Posteriormente seguimos até a Lagoa da Betânia onde nos deliciamos com uma linda vista e ótimo banho. Posteriormente fomos ao lago onde pegamos uma embarcação para acessar a comunidade, na qual fomos muito bem servidos por um farto almoço pelo valor individual de R$ 30,00. Após foi possível relaxar um pouco nas redes que havia no local. Posteriormente pegamos novamente a embarcação para atravessar o lago e fomos de caminhonete até uma extremidade dos lençóis, onde foi possível ver as dunas avançando sobre a vegetação e ter uma boa visão dos lençóis. Em seguida o grupo aceitou o convite de ir conhecer a casa de uns dos guias, que ficava próxima, para então fechar o dia com mais um esplêndido pôr do sol. Nessa noite seguimos a sugestão de um casal que esteve no passeio conosco, e fomos comer uma pizza na Pousada Cajueiro, que possuía restaurante próprio. Também agendamos, por conta própria, o passeio de quadriciclo para a manhã seguinte com o Vinícius, apelidado de “branco”, para nos levar em direção à Lagoa das Emendadas por R$ 150,00. NÃO marquem nada com esse indíviduo! DIA 05: Estávamos às 8:00 esperando o tal do Vinícius aparecer na pousada, e nada... Com 30 minutos de atraso começamos a ficar com o receio de perder o dia de passeio, pois à tarde viajaríamos para Barreirinhas. A recepcionista da pousada, Cátia (extremamente atenciosa), tinha o número dele – e vários outros que prestam serviço em Santo Amaro – na agenda. Ela fez o favor de ligar para ele inúmeras vezes, mas o telefone só dava fora de área. Disse que já o tinha visto passar pela rua mais cedo, então ele deveria estar por perto. Quando percebemos que não adiantaria mais esperar, pedimos indicação a ela de outro. Prontamente ela ligou para uns dois guias e um deles ofereceu o passeio por R$ 170 (total). Aceitamos de imediato e em poucos minutos Everaldo estava nos levando para dentro dos lençóis. A Lagoa das Emendadas fica bem distante, dentro dos lençóis, e parte do trajeto é proibido pelos órgãos ambientais de se transitar com veículos automotores. Há inúmeras lagoas pelo caminho, e ao fim, conhecemos a mais bela de todas as lagoas que visitamos nos Lençóis: Infelizmente já tínhamos perdido muito tempo no início da manhã e às 13:30 já partia nosso translado, previamente agendado, para Barreirinhas. Dessa forma ficamos um pouco na lagoa, passamos em outros pontos para tirarmos fotos e iniciamos o regresso para Santo Amaro. Perguntei ao Everaldo se podíamos pilotar um pouco o quadricíclo e de muita boa vontade ele deixou eu e o Rogério conduzi-lo por quase todo o trajeto de volta. Um bônus que valeu muito contratar aquela modalidade de transporte. Ao chegarmos na Cidade fomos direto para o restaurante almoçar, após para a pousada e então ficamos de prontidão para o translado. Deu 13:45 e nada do Valdir aparecer (outro que NÃO deve ser contratado), pessoa com a qual combinamos, juntamente com um casal, de fazer o transfer privativo de caminhonete até Barreirinhas por R$ 300,00. Devido ao trauma da manhã, já pedimos socorro a Santa Cátia novamente. Ela não conseguiu falar com o Valdir. Pedimos para ligar para a pousada em que estava hospedado o casal, que também estava no aguardo como nós. Fomos na cooperativa para ver se dava tempo ainda para pegar a jardineira até Sangue, porém já tinha partido. A Cátia ligou para uns três motoristas, mas nenhum estava disposto a prestar o serviço por preço semelhante. Nesse meio tempo a outra pousada conseguiu uma caminhonete por R$ 450,00 (dividido para os quatro passageiros). Para não perdemos o dia seguinte, aceitamos. Porém o motorista não desejava atravessar o rio, limítrofe à Cidade, para nos buscar, pois a caminhonete em que estava não tinha suspiro elevado. A Cátia então pediu para um senhor que costumava prestar serviços a eles nos levar ao ponto de encontro, senhor que de muita boa vontade o fez. Assim alcançamos o transporte e seguimos para Barreirinhas, viagem de aproximadamente 3 horas. O motorista era o Alex, dono da agência de Turismo Vale dos Lençóis (http://www.valedoslencois.com.br). Durante a viagem deu várias dicas e sanou todas as dúvidas que possuíamos. Perguntou se já tínhamos hotel reservado, e ao ouvir que não, ligou para sua secretária e pediu para orçar uns três hotéis de acordo com as características que queríamos. Após recebermos o retorno, pedimos para deixar pré-reservado duas noite na pousada Paraíso dos Lençóis (diária de R$ 165,00, a uns 8 min de caminhada da orla onde se concentra o movimento à noite). Antes de irmos para a pousada passamos na agência dele para pagarmos o translado e vermos os pacotes que vendia. Como o preço parecia justo e o Alex passou muita confiança na qualidade do serviço, fechamos o passeio do dia seguinte: boia cross pelo Rio Formiga (R$ 60,00) e circuito da Lagoa Bonita (R$ 70,00). Posteriormente um motorista da agência nos deixou na pousada, que, diga-se de passagem, valeu muito a pena: limpa, bem cuidada, aparência de nova e um ótimo café da manhã. À noite fomos à orla comer e passar o tempo. DIA 06: pontualmente no horário combinado (8h, se não me engano) a caminhonete estava nos esperando. Fomos então para o local onde se iniciaria a descida do rio de boia. Demorou aproximadamente 1h15min para chegar lá, após “degustar” muita poeira na estrada de terra. No ponto de partida ficam vários moradores locais para fazerem o papel de guia, auxiliando na condução pelo rio. Nosso grupo tinha aproximadamente 12 pessoas, sendo providenciado para dois guias descerem conosco. A descida dura cerca de 1h30min. É bem relaxante e o rio possui uma boa profundidade, tendo mais de 1,6m em boa parte do percurso. Entretanto, não achei tão interessante esse passeio. A água era escura e a distância de Barreirinhas até o rio é bem extensa, sendo que ficamos expostos a muito vento na carroceria da caminhonete durante o trajeto (o carro anda em boa velocidade). Acho que só vale a pena se a pessoa não tiver outro passeio em mente para fazer. Ao retornar para a Cidade almoçamos em um restaurante (não me recordo o nome) de frente para o rio perto da pousada por um preço muito bom (uns R$ 20,00 o prato individual). Às 14h, pontualmente, mais uma vez estava a caminhonete nos aguardando para o passeio vespertino. Atravessamos o Rio Preguiça de balsa e iniciamos o percurso para se chegar aos Lençóis Maranhenses. Diferentemente de Santo Amaro, o caminho é muito mais extenso e bem mais desconfortável para chegar às dunas. Com aproximadamente 1 hora de viagem chegamos no ponto de acesso ao Circuito da Lagoa Bonita. Subimos uma enorme duna e no mesmo instante fomos recompensados pelo cansaço: inúmeras dunas enormes saudavam nossas vistas. Como Barreirinhas possui o turismo muito mais desenvolvido que Santo Amaro, havia muitos grupos fazendo o mesmo passeio naquele momento, porém nada que tornasse incômodo, frente à imensidão dos Lençóis. Fizemos uma leve caminhada até alcançarmos a Lagoa do Maçarico, primeira do circuito. Aquelas águas representavam um convite irrecusável para um mergulho. Após uns 30min iniciamos o caminho para a Lagoa Bonita, com direito a muitas paradas para fotos pelo trajeto. Ao chegarmos nela, constatamos o que já tínhamos ouvido: infelizmente o nome não representa mais a realidade. É uma lagoa, sim, bonita, mas os movimentos das dunas a diminuíram muito, tornando a lagoa que tínhamos ido anteriormente e todas as de Santo Amaro mais bonitas do que a detentora desse nome, rsrs. Após um período para banho, voltamos para o ponto de partida a fim de apreciar o pôr do sol. Ao chegarmos em Barreirinhas, fomos na agência do Alex fechar o passeio do dia seguinte (na noite anterior tínhamos comparado o preço com outras agências, e a cobrança era semelhante). Como estávamos fechando outros passeios com a Vale dos Lençóis, conseguimos um desconto ao custo de muito choro, kkkk. Acertamos o valor de R$ 100,00 (preço normal era 120) para fazer o passeio até Canto de Atins, indo para duas lagoas na região. Desejávamos fazer esse passeio principalmente para conhecer um pouco de Atins, já que tinhámos ouvido muitos comentários positivos a respeito. Nesse dia o Alex nos auxiliou a conseguirmos o translado para Parnaíba, nosso próximo destino. A primeira opção seria ir pela Rota Combo (http://www.rotacombo.com.br), empresa em operação há pouco tempo, oferecendo opções de transporte a fim de ligar os destinos da Rota das Emoções. Contudo os dias de viagem de Barreirinhas X Parnaíba são apenas TER/QUI/SÁB, com saídas por volta das 10h, no valor de R$ 100,00. Como era quarta, desejávamos fazer o passeio do dia inteiro na quinta e viajar na sexta cedo, optamos pela opção menos confortável: pau de arara até Paulinho Neves (R$ 30,00) e de lá táxi coletivo até Parnaíba (R$ 30,00 por pessoa), com prorrogação da estadia do hotel em uma diária. O Alex agendou com o “Miau” (sim, esse é o apelido dele) para nos pegar na pousada às 4h (se não me engano) de sexta. Com passeio e transporte acertado, voltamos para o hotel e, após, fomos novamente à orla jantar. Há alguns bons lugares para comer lá, com música ao vivo e um ambiente fresco e descontraído. Inclusive há Subway também, destino de nossa janta um dia para economizar. DIA 07: mais uma vez no horário combinado (8h, se não me engano) já estávamos embarcados iniciando nossa viagem para Atins. Depois de mais de uma hora de muito balança-balança na caminhonete, chegamos em algumas dunas. Paramos um pouco para fotos e seguimos viagem por mais uns 30min. Passamos por Atins e paramos num restaurante. Ficamos um tempo para tirar fotos e banhar na junção do deságue do Rio Preguiças com o mar. A água tinha cor meio barrenta, não estando muito convidativa para banho. Após seguimos mais um tempo até o Restaurante do Antônio, famoso pelos bons pratos de camarão. Encomendamos a comida e fomos nos banhar na Lagoa das Sete Mulheres, bem próxima, enquanto a comida era preparada. Voltamos, nos esbanjamos de comer (prato para 2 variava de R$60 a R$ 90), e descansamos um pouco nas redes disponíveis. Posteriormente fomos para a Lagoa da Capivara (acredito que esse era o nome), bem extensa, com água bem morna e profunda em umas partes (uns 3m). Por volta das 16:30 iniciamos o regresso, paramos nas dunas para apreciar o pôr do sol e seguimos viagem para Barreirinhas. Ao chegar perto do rio havia uma grande fila de veículos aguardando a balsa. Como ela transporta no máximo 6 caminhonetes por vez, e demorava uns 20 minutos para ir e voltar, tivemos que esperar mais de uma hora para irmos. Obs.: o guia disse que na alta temporada os últimos veículos que chegam costumam atravessar o rio apenas perto das 21h Fomos para o hotel, ligamos para o “Miau” (98 98706-4441), confirmamos o transporte do dia seguinte, fomos na orla comer e voltamos para dormir mais cedo, pois o cansaço imperava naquele momento. Em Barreirinhas há os seguintes passeios: - Boiacross pelo rio Formiga: meio período; R$ 60,00; - Circuito Lagoa Azul: meio período; de R$ 60,00 a R$ 70,00; - Circuito Lagoa Bonita: meio período; de R$ 70,00 a R$ 80,00 (todos dizem que é mais bonito esse passeio em relação ao da Lagoa Azul; ótimo de se fazer no período da tarde para aproveitar o pôr do sol); - Toyota até Atins: dia inteiro; almoço no famoso restaurante do Sr. Antônio ou da Dona Luzia; duas lagoas para banho; de R$100,00 a R$ 120,00; - Rio Preguiças:dia inteiro, descida de voadeira com parada em alguns pontos; R$ 120,00 (acho que esse era o valor cobrado); - Sobrevoo nos Lençóis: 30min; pode-se agendar desde o início da manhã até o pôr do sol; R$ 270,00 a R$ 300,00 por pessoa; mais barato na agência que operacionaliza o voo (as outras revendem), o nome era “FLY” + alguma coisa, rsrs; - Quadriciclo até os pequenos lençóis: dia inteiro; R$ 350,00, podendo ir duas pessoas; DIA 08: Acordamos às 3:30, comemos um lanche que a recepcionista tinha preparado para nós (tínhamos perguntado/pedido na noite anterior) e um pouco antes das 4h já estávamos alojados na carroceria do pau de arara. Foram umas duas horas até Paulino Neves, tomando bastante vento, em banco bem apertado (4 pessoas) e sentindo um pouco de frio... mas isso é mole para mochileiro né?! Kkkkkk Por volta das 6h chegamos na Cidade, e havia uns três táxis no ponto de parada da caminhonete. Um deles já tinha dois passageiros com destino à Parnaíba. Embarcamos e partimos. Paramos em alguma cidadezinha no meio do caminho para café (o lanche mais barato da viagem, café com leite mais um salgado e um bolo por R$ 5,00) e seguimos. Às 8h15min já estávamos chegando em Parnaíba. A idéia era tentar conciliar o passeio de Catamarã e ver a revoada dos guarás. No caminho o taxista deu muitas dicas, e disse que as agências e os locais de artesanatos e restaurantes, onde geralmente os turistas vão, ficavam no Porto das Barcas. Inclusive sugeriu o Hotel Delta, que era bem barato e ficava próximo. Pedimos para nos deixar logo na agência de turismo para reservarmos os passeios. Descobrimos lá que o passeio de Catamarã em baixa temporada só saía aos sábados e domingos (era sexta-feira), sendo que o passeio compreendia o horário de 9h-15h, e acessava só uma parte próxima do Delta, não chegando na parte da revoada dos Guarás e muito menos permanecendo até o horário em que as aves pousam (ao entardecer). Já o passeio para ver a revoada era feito em “voadeiras” (de 14:30 a 18:30), bastando alugar uma para ir. Passamos em três agências e o discurso era o mesmo. A única que destoava positivamente era a CLIP TURISMO, com a que fechamos, que oferecia o passeio da voadeira com outros turistas pelo valor de R$ 112,50 + R$ 15,00 pelo translado (que valeu muito a pena pois a distância do hotel até o local onde saía a lancha era grande). As outras, principalmente a Eco Adventure, só oferecia a voadeira privativa pelo valor de R$ 600,00, se não me engano. Ficava subentendido que tentavam lucrar o máximo sobre o turista, mesmo se aparecesse mais gente antes ou posteriormente querendo compartilhar. Passeio pago, fomos olhar o hotel sugerido pelo taxista. Era bem perto, bem localizado, e com diária para o quarto mais simples por R$ 127,00. Pagamos e fomos descansar um pouco (o hotel é bem antigo e simples, mas o custo benefício valeu à pena). Almoçamos no restaurante do SESC que fica no andar térreo do hotel: comida muito boa e diversificada, self service. Por volta das 14h o transporte nos buscou e iniciamos o passeio. Pegamos a voadeira com mais seis pessoas e iniciamos a navegação. O rio é muito extenso, cheio de “braços” e várias ilhas praticamente ao nível da água. No caminho paramos para o guia pegar uns caranguejos da região e nos mostrar, e depois fomos para umas dunas onde o rio deságua no mar. Ficamos aproximadamente 1 hora, tempo para se banhar e tirar fotos, e então seguimos para o local onde os Guarás vão dormir. Como chegamos bem antes do pôr do sol, só havia uma outra lancha e a árvore estava toda verde ainda. É muito importante que os observadores permanecem em silêncio enquanto estiverem por lá. Dessa forma a admiração se torna mais prazerosa e permite ouvir e gravar os sons que os pássaros fazem na árvore. Aos poucos foram chegando outras voadeiras, assim como os lindos pássaros vermelhos começaram a pousar. Para não incomodá-los e não espantá-los, deve-se desligar o motor das embarcações e aguardar de uma distância razoável. Lentamente grupos de Guarás saiam das ilhas e iam para o seu poleiro predileto. Logo aquela ilhota de poucas árvores começou a adquirir a tonalidade avermelhada. Era impressionante como todas aquelas aves se dirigiam apenas para aquele local e apenas para o lado onde o sol refletia. Ao fim, a “ilha dos Guarás” ficou parecendo uma imensa árvore de natal adornada de enfeites vermelhos. Além dessa linda cena, éramos contemplados também com a visão do sol se pondo no rio. Findado aquele espetáculo da natureza, partimos para Parnaíba. Chegamos na cidade já à noite, por volta das 19h. Fomos para o hotel e, posteriormente, para o Porto das Barcas. O local possui uma variedade imensa de artesanato. Contudo o movimento estava muito fraco. Mesmo sendo uma sexta-feira à noite, havia poucas pessoas para o “point dos turistas”. Comemos uma pizza e voltamos para o hotel. DIA 09: Nesse dia o objetivo era chegar à Barra Grande, outra cidade muito bem falada na internet. Quando fomos comprar a passagem, as pesquisas mostraram-se verdadeiras: só havia uma empresa de transporte (Damasceno/Fontenelli) de linha para nosso destino e, aos sábados, o ônibus só saía às 14h (SEG-SEX partem às 10h30, 14h e 16h30), pelo valor de R$ 13,00. Há também transporte da Rota Combo para lá, mas como o preço era R$ 65,00, não queríamos perder a chance de economizar. Aproveitamos a manhã para comprar logo a passagem e conhecer um pouco Parnaíba, caminhando. Passamos em um dos mercados centrais e em uma praça. Surpreendeu-nos muito a cidade: bem limpa, organizada e com um comércio bem movimentado. Almoçamos mais uma vez no SESC, e fomos para o local onde sairia o ônibus. O senhor Fontenelli era uma comédia a parte, muito falador e dizia o que vinha a mente, kkkk. Partimos em direção à Barra Grande e, após umas 2h, chegamos na cidade (asfalto bem cuidado). O ônibus nos deixou próximo ao hotel que queríamos nos hospedar. Passamos na pousada Casa do Velejador. A diária no Booking estava por R$ 200,00, pechinchando o responsável deixava por R$ 180,00. Decidimos passar na pousada Torre de Chocolate, que aparentava ser bem confortável pelas fotos no site de busca. Lá, a diária estava por R$229,00. No balcão foi informado preço menor, R$ 195,00. Choramos e deixaram duas pelo preço de R$ 160,00 cada. Valeu muito à pena, pois pessoalmente a pousada era ainda muito mais bonita e confortável do que as fotos do booking, toda bem rústica, com boa wi-fi, redes espalhadas, uma ótima piscina e um delicioso café da manhã. Essa foi sem dúvidas a melhor hospedagem que fizemos em toda a viagem. Um fato interessante é que a pousada tem uma parte utilizada como hostel, na qual os hóspedes pagam bem mais barato e tem acesso a todos os benefícios dos hóspedes dos quartos “normais”. Aproveitamos a tarde para rodar um pouco na cidade e ir na praia. Passamos na única “agência de turismo” e já deixamos acertado o passeio no dia seguinte para ver os cavalos marinhos (único passeio do local), pelo valor individual de R$ 50,00. À noite fomos comer uma pizza (há boas opções de lugares para comer/beber/lanchar lá) e voltamos para o hotel. DIA 10: No dia seguinte o guia veio nos buscar no hotel, seguimos até o local onde pegaríamos a canoa de carroça (uns 10 min), e juntamente com um casal e uma criança iniciamos o passeio. Dois guias foram remando e dando informações sobre os mangues, animais e curiosidades locais. Parou-se num ponto para banho e depois fomos para o local onde se encontram os cavalos marinhos. Um guia mergulhou e logo trouxe o peixe, colocou-o na caixa de vidro para observação e cada um pode olhá-lo e fotografá-lo a vontade. Não era permitido tocá-lo (tudo em nome da preservação). Saímos na praia e, ao invés de voltar de charrete, preferimos caminhar pela areia até o hotel. Era fim de manhã e a maré tinha abaixado muito, estava ruim para banho no mar. À tarde deu para dar um mergulho no mar e arriscar um stand-up. Agendamos o transporte para Jericoacoara pela Rota Combo para o dia seguinte (falamos com a Fátima, 86 99993-0111), contato obtido a recepção do hotel, e acertamos o valor de R$ 100,00 (mesmo do site), com saída do hotel por volta das 7h15m (ônibus inicia viagem em Parnaíba). Essa era a única opção para ir direto sem voltar para Parnaíba, e também se mostrou a mais interessante, pois o ônibus nos deixa na Lagoa do Paraíso, em Jijoca, onde tínhamos umas 3h para almoçar e aproveitar a linda Lagoa. Assim o translado compreende um “passeio”. À noite degustamos um delicioso hambúrguer e a piscina do hotel. Barra Grande apresenta uma característica interessante: ela é como uma vila, com ruas de paralelepípedo e bem tranquila, e quase toda a parte turística foi desenvolvida como um “bairro lateral”. As pousadas – praticamente todas muitas lindas e espaçosas -, os restaurantes, bares e lanchonetes se aglomeram em uma das adjacências. É um local em que essa parte turística é muito bonita, sempre com características rústicas, bem cuidada e com uma iluminação charmosa. Esse foi o principal atrativo do local, pois a praia considerei como “normal” - água morna, visibilidade média e muita sujeira do próprio mar (algas). No período em que fui não estava na época de vento ainda, então não vi ninguém praticando kite surf. A maioria dos turistas eram de Teresina, que desciam para o litoral no fim de semana (dia de semana em baixa temporada é bem parado por lá). A partir de julho os moradores locais falaram que a vila lota, principalmente gringos, para praticar o esporte. DIA 11: às 7h a guia que foi junto na viagem para Jeri já tinha ido na recepção do hotel nos chamar. Foi feita uma parada no caminho para lanche/café e pouco antes de meio-dia estávamos em um dos locais de acesso a Lagoa do Paraíso (há alguns locais com infraestrutura para aproveitar a lagoa). A Lagoa é espetacular! O dia estava ensolarado e podia-se admirar a água naquele degrade de cores belíssimo, partindo da tonalidade transparente, passando azul turquesa e findando no azul escuro. De toda a viagem, essa foi a lagoa com a água mais bela que apreciei (a beleza depende muito das condições climáticas também, e nesse dia tivemos muita sorte). Ficamos umas 3 horas lá, dando tempo para andar de caiaque, almoçar e descansar naquelas redes tão desejadas, srsrs Por volta das 15h fomos de caminhonete para Jeri demorando aproximadamente 1 hora. Praticamente todo esse trajeto é feito em estrada de areia. Na entrada da Cidade há um estacionamento para carros particulares, sendo permitido apenas os veículos que prestam serviço de turismo trafegar pelas ruas. Mesmo com a restrição, esse fluxo de veículo é intenso. Fomos na Pousada Hippopotamus, na Rua do Forró, negociarmos a estadia. No Booking a diária custava R$ 175,00, contudo no balcão estavam cobrando R$ 210,00 (único local que houve essa “inversão”). Tentamos pechinchar, mas o atendente falou que somente a gerente tinha autorização. Pedimos a senha do wi-fi então para reservarmos pelo site e nos hospedarmos lá, e ele veio com a história que demoraria para confirmar, etc (conversa mole), e ligou novamente para a gerente. Nesse meio tempo fomos olhar o quarto: ainda bem que fizemos isso! Quarto sem ventilação, pouco confortável, nada aconchegante à vista e com aspecto de mal cuidado. Nos despedimos e fomos olhar outra pousada, a Espaço Nova Era (na mesma rua). No Booking a diária estava no valor de R$ 200,00, mas com a cotidiana chorada conseguimos duas pelo valor de R$ 165,00 cada. Que sorte que tivemos o problema com a anterior, pois essa era uma pousada limpa, bem cuidada, espaçosa e aconchegante (só o quarto que estava com um leve cheiro de tinta, perceptível apenas quando entrava). Tomamos um banho e fomos para a famosa Duna do Pôr do Sol, ponto de encontro de contemplação dos turistas. Ventava muito, muito mesmo (deveria ter levado um boné), mas valeu a pena ter ido lá para apreciar esse famoso espetáculo. Na volta fomos olhar as opções de passeios. Em Jeri tem apenas dois tradicionais: um para o lado leste da Vila (árvore da preguiça, Praia do Preá, Lagoa Azul e Lagoa do Paraíso), com preço entre R$250,00 a R$ 300,00; e um para o oeste (cavalo marinho, travessia de balsa, mangue, dunas e Tatajuba), com preço variando de R$ 270,00 a R$ 350,00). Resolvemos fechar com a pousada que intermediava o passeio e ofereceu a R$ 130,00 para eu e meu amigo (já havia mais outras duas pessoas para dividir o buggy) o passeio leste. Iríamos ficar apenas duas noites em Jeri (pois ainda desejávamos ir para Canoa Quebrada), dessa forma tínhamos que optar por apenas um dos passeios. O escolhido foi por querermos passar na árvore da preguiça e também voltarmos à Lagoa do Paraíso, acessando-a dessa vez pelo Alchymist, local que despertava o interesse por possuir ótima infraestrutura e ser bem bonito e conhecido. O passeio do lado oeste possuía muitas coisas que já tínhamos visto, e além disso a Lagoa de Tatajuba (pelo que tinha visto em fotos e lido a respeito) não possui água clara. DIA 12: Logo após o café nos aprontamos e iniciamos a viagem. Após uns 25 minutos chegamos na árvore da preguiça... deu até vontade de deitar e tirar um cochilo por lá, kkkkkk. Depois chegamos no mar e o guia questionou se queríamos ir na Pedra Furada. Caso positivo, teríamos que fazer uma caminhada de ida e volta que, adicionada ao tempo que ficaríamos lá, totalizaria aproximadamente 1h30min. Como as outras duas pessoas já tinham conhecido o local e poderíamos ir até ele caminhando a partir da Vila ao fim do dia para observar o pôr do sol (ainda mais interessante), decidimos por continuar a viagem e aproveitar esse tempo nas lagoas. Passamos na Praia do Preá (nada muito interessante) e seguimos para a Lagoa Azul. Essa era bem menor do que a Lagoa do Paraíso, possuindo apenas um ponto com infraestrutura. Esse local também era mais desorganizado do que o que tínhamos conhecido no dia anterior. E para prejudicar ainda mais, o tempo estava nublado, impedindo assim a admiração das águas cristalinas. Ficamos um bom tempo lá, dando para arriscar outra vez o SUP (stand up paddle), nadar e relaxar. Após seguimos para o Alchymist Beach Club, na Lagoa do Paraíso. Lá a realidade foi outra: local muito espaçoso, bem organizado e limpo. Obs.: é neste local que fica o "portal do paraíso", arco muito visualizado na internet ao se pesquisar sobre a Lagoa do Paraíso. Havia poucas mesas sobrando. Sentamo-nos em uma delas e aproveitamos aquele lindo local. Almoçamos (preço mais salgado) e aproveitamos aquelas águas com temperatura terapêuticas. Não consegui/tentei deitar nas redes, pois, apesar te haver várias, a quantidade de pessoas interessadas por aquela mordomia era ainda maior, kkkkk. Infelizmente as nuvens deixaram o sol aparecer em raros e rápidos momentos, o que confirmou como esse fator influencia na beleza do local, pois no dia anterior tínhamos visitado a mesma lagoa em outro ponto e a experiência com a beleza da água foi bem diferente. Por volta das 15:30 voltamos para o estacionamento onde estava o buggy e retornamos para Jeri. O guia nos deixou no início da trilha que leva a Pedra Furada. Com uns 40min de caminhada chegamos em outro “cartão postal” da Vila. Foi uma pena o clima não ter colaborado, pois naquela época já estava sendo possível visualizar o sol se pondo no centro da Pedra. Retornamos para a pousada, descansamos e à noite fomos comer e comprar lembranças e souvenir nas lojas. Fomos também reservar a passagem para Fortaleza, pela Fretcar, comprando para o primeiro horário do dia seguinte (R$ 81,00, apenas à vista). Saídas de Jericoacoara: 6:15, 15:30, 16:55 e 22:30, com duração aproximada de 7h30min. Lá em Fortaleza o ônibus passa na Beira Mar, Aeroporto e Rodoviária. A Rota Combo também oferece esse translado, mas era um pouco mais caro. Um ponto que merece destaque é o charme de Jericoacoara à noite! Durante o dia as ruas são um pouco barulhentas, com movimento frequente de buggys e caminhonetes, e surge aquela impressão: “tá, é bacana, com ruas de areias, mas parece meio desorganizado”. Contudo à noite parece que uma magia toma conta do local: nenhum veículo transita pelas ruas, não há postes, cabo de energia elétrica expostos ou iluminação pública; toda a claridade que se vê na rua é fornecida pela iluminação dos estabelecimentos da vila; sente-se aquele ambiente todo aconchegante, tranquilo e seguro, com uma imensa quantidade de opções de lugares para comer, beber, comprar lembranças, etc. Todas as ruas tem estabelecimentos comerciais, mas a maior concentração ocorre próximo à praça da vila. E, um fato curioso, é a quantidade de turistas que há no local! Mesmo nós tendo passado as noites de segunda e terça lá, as ruas estavam tomadas por turistas. Na verdade parece que a vila é “de turistas”. Mas em um nível tranquilo e agradável, pois ainda estávamos em baixa temporada, rsrs. Em relação aos preços, tanto para se alimentar como para se hospedar, há opções para todos os bolsos: desde padarias e lanchonetes com opções baratas até restaurantes chiques; desde pousadas com diária custando algumas dezenas de reais a aquelas valendo mais de R$ 2.000,00. DIA 13: às 6horas fomos para o escritório da Fretcar, nos acomodamos em umas das três caminhonetes que transportaria os passageiros e seguimos para Jijoca. Depois de uma hora chegamos em um grande posto de gasolina, onde os ônibus ficam estacionados. Tivemos tempo suficiente para tomar café da manhã (há dois locais no posto que vendem lanches) e partimos. Houve uma parada de uns 30min para quem desejasse almoçar. Às 14h chegamos na rodoviária de Fortaleza. Lá há duas empresas que possuem linhas para Canoa Quebrada, a São Benedito e outra que não me recordo do nome (que não tinha mais viagem para aquele dia). O próximo ônibus sairia às 16:30. Almoçamos e esperamos. Partimos no horário previsto e depois 3h30min chegamos à Canoa Quebrada. Queríamos ficar perto da Broadway (rua que é o “point” de Canoa Quebrada). Com já era tarde, não fomos ver outras opções de pousadas. Escolhemos o Il Nuraghe, que fica em frente ao início da citada rua (R$ 175,00 a diária, mesmo preço do booking – não adiantou chorar). A pousada era limpa, bem cuidada, com quartos espaçosos e um bom café da manhã. Mais tarde fomos comer e olhar as opções de passeios. Na Broadway havia umas três agências de turismos, mas tinha um assédio incômodo nas ruas com abordagens frequentes nos questionando se já tínhamos hotel, se desejávamos algum passeio, etc. Gostamos mais da agência que fica logo no início da Broadway. Era ofertado uns quatro tipos de passeios, chamados de circuitos 1 a 4. Um era mais diferente, no qual contemplava: passeios nas esculturas de areia, no símbolo de Canoa, canion, mergulho com máscara e snorkel; os outros passavam nas dunas, tirolesa, torres de energia eólica, etc, variando principalmente o tamanho do percurso e tempo do passeio. Era possível fazê-los de buggy ou quadriciclo (opção escolhida para adicionar mais adrenalina no dia). Com muito choro conseguimos baixar um pouco só o preço: Ficou R$ 350,00 para eu e meu amigo, fazendo o passeio do mergulho pela manhã e depois um que ia nas dunas, tirolesa e permanecia para o pôr do sol. O pessoal na rua oferecia os passeios um pouco mais barato (“clandestino”), porém gostamos do atendimento e confiança passada pelo responsável da agência. DIA 14: Após o café fomos na agência da empresa de ônibus São Benedito comprar a passagem do dia seguinte para Fortaleza. Os horários disponíveis eram os seguintes: O passeio se iniciou mais tarde na manhã, por volta das 10h, pois era necessário esperar a maré baixar para passar em um determinado trecho. Fomos com o dono da agência e um guia em dois quadriciclos para o início do caminho que faríamos. Lá recebemos as orientações de condução do veículo e treinamos um pouco (é bem fácil de conduzir). Esperamos chegar outro guia no buggy com dois casais que fariam os mesmos passeios e então partimos (eu e meu amigo num quadriciclo, dois guias com os casais no buggy). Paramos no símbolo oficial de Canoa Quebrada (há mais de um esculpido nas falésias) para fotos e seguimos para o local onde estão esculpidas as imagens nas falésias (R$ 2,50 para entrar). Ficamos por lá quase uma hora, e o ponto alto dessa parada foi observar os artesãos fazendo aquelas imagens em recipientes de vidro com areia colorida. Após paramos um pouco num pequeno cânion de falésias, paramos em um mirante quando saímos da praia, reservamos o almoço no único restaurante que havia na região (contudo bem estruturado, com ótima comida e por um preço justo), e nos dirigimos para o local onde faríamos o mergulho (R$ 15,00 por pessoa). Lá um senhor levava os turistas numa jangadinha para perto de uma pedra oca, onde se concentram os peixes. Como ele tinha acabado de sair com um grupo, tivemos um bom tempo para tirar fotos e relaxar. Após uns 40 minutos fomos apreciar um pouco a vida marinha. Próximo a pedra ele parou, deu tempo para todos colocarem as máscaras e snorkel (velhos e usados, mas eficientes ainda) e fomos para água (rasa). Ele colocava a mão mar segurando uma lagosta morta e aberta e logo inúmeros peixes vinham comer. Depois de um tempo fomos para a pedra, onde ele repetiu o procedimento e peixes maiores e mais diversos apareceram. A água tinha uma boa visibilidade, permitindo que esse passeio fosse bem interessante por variar um pouco o que vínhamos fazendo na viagem. Ficamos por aproximadamente uma hora e seguimos ao restaurante. O almoço foi ótimo, contudo nem deu tempo de curtir uma preguiça, pois estávamos atrasados e precisávamos chegar a Canoa para fazer o passeio da tarde. Fomos direto para o local onde o dono da agência nos aguardava, perto da cidade mesmo (uns 40km pela praia). A escolha do quadricíclo foi perfeita (ainda mais o de 1.000cc que conduzíamos), tornou a viagem muito mais interessante. Ao chegarmos no ponto de encontro os dois casais também desejaram fazer o trajeto seguinte de quadricíclo. Conversaram com o responsável e logo estavam recebendo as instruções. O Rogério estava com dor de cabeça e o dono da agência o levou para pousada. Logo o guia em uma moto, eu e os dois casais em três quadrículos partimos para as dunas, chegando logo na tirolesa. Havia opção de descer de esquibunda, tirolesa com caída na água e tirolesa mais extensa que termina depois do lago, com valores (se me recordo bem) por descida de 8, 10 e 15 reais, respectivamente. Para auxiliar os aventureiros, havia um “bondinho” puxado por cabo de aço através de um “trilho” para que a pessoa não precisasse escalar a duna. Logo depois fiz algo que tinha incluído no acordo do dia anterior na agência de turismo: descer a mesma duna de quadriciclo. Nossa, a duna é muito alta e inclinada, valeu muito adicionar essa adrenalina a mais no pacote fechado. Não deixem de fazer (pode ser feito de buggy também)! Posteriormente passamos num local chamado de “oásis” (vendia comida, eu acho, e tinha um lago pequeno com peixes bem grandes), nada muito interessante, e seguimos para um ponto próximo às torres de energia eólica. Já estava bem tarde, então logo partimos para a duna de onde apreciaríamos o último pôr do sol nas areias da Rota das Emoções. Mais uma vez um espetáculo!! Voltamos para Canoa Quebrada, chegando à cidade já à noite. Mais tarde fomos na Broadway jantar para fechar o dia. DIA 15: Às 9h30m iniciamos a viagem para Fortaleza. Próximo às 13 horas chegamos na rodoviária. Chamamos um Uber e fomos para a região da Avenida Beiramar. Os hotéis se concentram em maior parte nessa região. Há alguns próximos à Praia do Futuro (praia mais bem estruturada na Cidade), porém várias pessoas disseram que não tem nada à noite nas redondezas e que é muito perigoso por lá nesse horário. Como o calçadão que possui o movimento de pessoas, artesanatos e lugares para comer é o que ficava na Avenida Beira Mar, optamos por nos hospedar próximo ao local. Ficamos no Hotel Brasil Tropical, muito bem localizado, quarto bom e um ótimo café da manhã, entretanto foi o mais caro da viagem (diária a R$ 220,00) e praticamente não possuía área de lazer (a piscina parecia uma banheira). Almoçamos no hotel mesmo. À noite fomos caminhar no calçadão (bem movimentado), jantar e assistir a um show de humor (venda no próprio calçadão em uma banca própria), típico do Ceará. DIA 16: pela manhã fomos para a Cocobeach, Praia do Futuro. O local é imenso, bem cuidado, bonito e com uma excelente infraestrutura. O mar estava ótimo também e a calmaria das inúmeras lagoas em que nos banhamos foi substituída pelas ondas agitadas do mar. Voltamos para o hotel, almoçamos, fizemos o check out às 13h (foi autorizado fazê-lo uma hora mais tarde) e seguimos para o aeroporto (todos transportes em Fortaleza foram realizados via Uber), finalizando assim a viagem de 15 noites/16 dias pela adorável Rota das Emoções. GASTOS: Considerando todo o período da viagem, os meus gastos individuais foram: - hospedagem: R$ 1.110,84; - alimentação: R$ 1.176, 64; - passeio: R$ 992,50; - transporte: R$ 604,24; - outro (souvenir, show de humor, etc): R$ 507,60; - TOTAL (desconsiderando passagens aéreas): R$ 4.391,82; Obs.: é possível economizar um pouco mais em cada um dos tópicos acima (ficar em hostel, comer mais lanches ao invés de refeições completas, evitar pegar translado privativo, não comprar souvenir, etc). Apenas na parte dos passeios que é mais difícil, pois os preços variam pouco. Para economizar nessa parte só se fizer menos coisas... e acredito que essa escolha não seja vantajosa, pois é difícil realizar uma viagem dessas, sendo mais benéfico tentar aproveitar o máximo enquanto estiver percorrendo a Rota (meu ponto de vista). A forma mais eficaz em cortar gastos seria também passar menos dias na viagem. Barreirinhas x Santo Amaro Acredito que esse é um dilema com que a maioria das pessoas que planeja a viagem se depara (e mais uma vez muito pessoal a análise). Cada local tem seus pontos fortes e fracos em relação ao outro. - Santo Amaro: (+) Lagoas muito mais acessíveis; Lagoas mais bonitas; várias opções personalizáveis de passeios (particular, principalmente de quadriciclo); ainda não há “excesso” de turistas por lá; (-) Poucas opções de pousadas, possuindo ainda preços ligeiramente mais altos; sem opções de entretenimento à noite; turismo menos organizado; - Barreirinhas: (+) Muitas opções de hospedagens; turismo mais organizado; a orla é um bom lugar para comer e bater um papo à noite; (-) passeios fechados; acesso aos lençóis distante, demorando aproximadamente 1h para se chegar nas dunas sobre as caminhonetes no “balança-balança”; poucas lagoas quando comparado à Santo Amaro; No meu ponto de vista é muito interessante conciliar a ida as duas cidades, pois, apesar de as lagoas serem mais acessíveis e bonitas pelo lado de Santo Amaro, o Circuito da Lagoa Bonita é muito belo, possuindo dunas bem mais altas, complementando assim a admiração aos lençóis. Tempo de viagem A minha passagem pela Rota teve as seguintes estadias: - São Luís: 2 noites; - Santo Amaro: 2 noites; - Barreirinhas: 3 noites; - Parnaíba: 1 noite; - Barra Grande: 2 noites; - Jericoacoara: 2 noites; - Canoa Quebrada: 2 noites; - Fortaleza: 1 noite; A escolha dos lugares que irá e quantos dias permanecerá é muito pessoal, cada um avalia o que valoriza mais para decidir essa questão. Entretanto devo enfatizar que as três “localidades comerciais” da Rota das Emoções (Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba e Jericoacora) são essenciais para se visitar. Mesmo assim deixarei o meu ponto de vista (rsrs): de todos lugares que passei, o mais dispensável foi São Luís, sendo interessante ficar apenas uma noite por lá, ou, se conciliar o horário de chegada do voo, ir no mesmo dia para Santo Amaro/Barreirinhas (porém essa opção é mais cansativa). Na minha viagem eu retiraria um dia de São Luís e um de Barreirinhas (o passeio para atins não acrescentou muito), para poder acrescentá-los a Jericocoara (três noites lá acredito ser o ideal) e Fortaleza (para ir ao Beachpark). Se não tiver oportunidade de fazer passeio de quadriciclo em outro local, acredito ser muito interessante fazer o passeio para os Pequenos Lençóis em Barreirinhas (por sorte deu para encaixar o passeio nessa modalidade em Canoa Quebrada). Se o viajante possuir menos dias e tiver que cortar algo, acredito ser mais interessante não ir a Canoa Quebrada do que diminuir a estadia nas outras localidades (já se gasta muito tempo nas locomoções e cortar dias significaria cortar passeios interessantes). Apesar de Barra Grande não possuir alguma beleza natural chamativa (como os Lençóis, o Delta ou Jeri), achei muito válido a passagem por lá, pois o local é muito calmo e aconchegante (depois de passar uns dias nos Lençóis subindo e descendo dunas, é bom ter um pouquinho de sossego, rsrs) e logisticamente fica muito bem localizado entre Parnaíba e Jeri, sendo fácil de intercalar no percurso. Se for em casal acho ainda mais apelativo passar por lá, pois o charme do local é encantador. DICAS RÁPIDAS: - Santo Amaro: há sinal telefônico apenas da Claro e Oi; - Falta espaço na mochila? Descarte o tênis! Utilizei apenas nas viagens de avião. E apenas uma calça jeans é suficiente; - Protetor solar e óculos escuro são essenciais! E de preferência um modelo de óculos mais fechado para evitar que o vento jogue areia nos olhos pelas laterais; - Perfil principal dos turistas que observei na Rota: casais adultos. Apenas Jeri que distoava um pouco, tendo viajantes de todos perfis; - As pousadas em Santo Amaro nos finais de semana e feriados prolongados lotam. Muitos moradores de São Luís vão passar esses dias lá. Dessa forma é aconselhável realizar as reservas com antecedência; - Depois de Santo Amaro todas as hospedagens foram negociadas no balcão. Esse atitude permitiu economizar e tornou a viagem bem mais flexível, podendo estender ou encurtar a estadia de acordo com o gosto. Mas claro que em alta temporada pode ser mais arriscado adotar tal postura; - Atente para os transportes entre cada cidade que irá. Esse é um dos pontos de maior desafio da viagem, pois muitas vezes será necessário alterar o que deseja fazer a fim de conciliar passeios com translados, evitando "perder" algum dia; - É clichê mas merece ser falado: a beleza dos cenários presentes nessa viagem é muito maior do que a percebida nas fotografias capturadas;
  37. 6 pontos
    Olá! me nome é Dominique (insta @domizila) e gostaria de compartilhar como foi nossa expedição ao Ushuaia! Uma vez que se faz uma expedição de carro, viagens de avião sempre deixam um gosto de quero mais! Essa é uma experiência que desejo a todos a oportunidade de vive-la um dia. Abrir um mapa, fazer as malas, entrar no carro e sentir uma emoção diferente a cada dia. Planejamento é preciso, porém nesse tipo de viagem o que mais temos são imprevistos, precisamos ficar atentos a eles, prever os acontecimentos. A partir do momento em que você decide fazer uma expedição, é preciso estudar muito os destinos, as regras, ter alternativas de caminho, ter um plano B, não contar com a sorte (por mais que usamos dela por muitas vezes nessa viagem) e sempre manter as pessoas informadas de onde você está. Aqui você vai encontrar dicas preciosas, com base em nossa experiência de uma expedição de carro de São Paulo para o Ushuaia – Tierra del Fuego. Porque fazer uma expedição de carro? Gostaria de começar por essa pergunta frequente! Já escutei muito... - “Mas, de avião você chega muito mais rápido” - “Você não tem medo de sofrer um acidente?” - “Da para chegar de carro tão longe?” - “Nossa, deve ser muito desconfortável” Pois é, nenhuma dessas perguntas é absurda! Acredito que a partir do momento em que você decide passar dias e mais dias dentro de um carro indo para lugares tão tão distantes, você tenha que ter a consciência de que essas perguntas tem fundamento. De todas as viagens que já fiz na vida, nenhuma bate a expedição, mas nem tudo são flores! Tivemos momentos de dificuldades, um pequeno acidente, enfrentamos alguns momentos de desconforto. Então, se você está querendo fazer essa viagem, acredito que essas são algumas das perguntas fundamentais para engatar a primeira e cair na estrada: - Eu sei que haverão dias desconfortáveis, estou disposta a passar por eles com positividade? - Barreiras da língua! Estou disposta a aprender um pouco mais sobre os lugares que estou indo? - Ao menos que você esteja disposto a investir muito dinheiro, não terei luxo, talvez não possa ir naquele restaurante, naquele bar, naquela balada, comprar aquela lembrancinha. Estou disposta a abrir mão de certas facilidades para viver a viagem em si? - Sei que será estressante, se for acompanhada, farei o máximo para não despejar as inseguranças no meu parceiro(a)? - Estou pronto para a aventura dos meus sonhos? *-* Claro que existem muitas outras perguntas, mas eu sou uma pessoa racional até demais rsrsr quero deixar claro que a viagem é MARAVILHOSAMENTE INACREDITÁVEL, mas mais uma vez, nem tudo são flores, saiba que dificuldades irão acontecer e você tem que estar de coração aberto para enfrenta-las. Quanto tempo levo para chegar até o destino e voltar? Nós concluímos a viagem em 42 dias, mas sabemos que é possível fazer em menos tempo. De acordo com alguns relatos, vi pessoas que fizeram o trajeto com uma média de 25 dias. Como foi um ano que tínhamos disponibilidade, acabamos estendendo. Ida e Volta aproximadamente 16.000 km (considerando tudo o que fizemos, não apenas o caminho de ir e voltar) Onde dormir? Nós decidimos ir no Outono, como foi nossa primeira experiência desse tipo preferimos não acampar. Tanto por medo do frio como falta de experiência. Pelo o que leio dos relatos a grande maioria viaja com as barracas da Camping World, param em acampamentos pelo caminho ou vão de motor home. É muito fácil encontrar acampamentos pela viagem toda. Em nosso caso, todo dia na noite anterior fazíamos uma reserva em algum hostel bem baratinho para a próxima noite. Não tivemos nenhum problema fazendo isso. Utilizamos sempre o booking... mas, em tempos atuais temos a trivago tb rs Quando ir? Nossa viagem aconteceu em Junho para Julho, pois era o período que tínhamos disponibilidade. Tivemos que tomar alguns cuidados a mais por conta de neve e vento. Acredito que a melhor época para essa viagem seja o verão. Preciso de um GPS? Nós fomos com um GPS Garmin, todo atualizado nos paranaue, mas mesmo assim precisamos usar o mapa. Aquele de papel rs. Inclusive, foi bem legal se guiar pelo mapa. Aconteceu que em alguns pontos, principalmente na Carreteira Austral, o GPS nos deixou na mão. Como passar nas fronteiras com o carro? O procedimento é simples e até que rápido. Somente nas fronteiras entre grandes cidades que demorou um pouco mais. Para você não ter problemas para entrar no país: - O carro precisa ter o seguro “Carta Verde” – É o seguro obrigatório para carros andarem pelo Mercosul - Documento do carro em dia - Caso seu carro esteja financiado ou em nome de terceiros, precisa de uma autorização para tráfego do veículo fora do território nacional (O pessoal que aluga tem que estudar um pouco como fazer tudo certinho) - Carteira de motorista + RG ou passaporte - Toda vez que você entra no Chile/Argentina a própria aduana faz um documento de entrada de veículo, ao sair você PRECISA apresentar esse documento e refazer o processo para a próxima fronteira - Não pode cruzar fronteira com comidas perecíveis, grãos e frutas O que preciso saber para não levar multas nas estradas? Nós fomos de caminhonete... lemos muito sobre as possíveis chances de sermos parados por policiais corruptos e tudo mais... não tivemos esse problema, talvez por ser inverno e o fluxo ser menos intenso... De qualquer forma, as principais regras para evitar multas e ser parado pela polícia são: - Respeitar sempre o limite de velocidade e regras básicas do transito - Cambão ou cabo de aço: Como parte da legislação da Argentina, o motorista precisa ter disponível esses itens para caso necessite um reboque - Triângulo adicional: Não basta um triângulo, precisa de dois - Kit de primeiros socorros: Sim, precisa - Adesivo de velocidade máxima: Para veículos de grande porte como caminhonete, motor home, trailers... - Faróis baixos acesos sempre - Colete refletor - Lençol branco: Diz a lenda que pedem um lençol branco para caso ocorra algum acidente fatal, poder cobrir o corpo...algo assim. Não há nada oficial, mas os boatos dizem que policiais já fizeram a requisição e se o motorista não tinha, cobraram uma multa... levamos por desencargo Onde comer? Nós levamos todo o equipo de cozinha, para economizar. Bujãozinho de gás, panelas, talheres, tuppware. Claro que tentávamos ao máximo economizar, mas também fomos para curtir férias... as vezes comíamos em restaurantes, bares, tomavamos um vinho, uma cerveja... isso aumentou um pouco os gastos nesse quesito. É importante projetar bem o quanto de comida você precisa dentro do período em que você está no mesmo país. Como disse a cima, existe uma série de alimentos que não se pode levar de um país ao outro. Como é necessário cruzar muitas vezes a fronteira Chile/Argentina, se você fizer muitas compras em um país e em poucos dias tiver que entrar no outro, vai ter que jogar fora. Carretera Austral, como é? Muitas pessoas que decidem por fazer a expedição, querem e vão passar pela Carretera Austral! Vale muito a pena, a estrada é linda, as cidades próximas a Carretera são lindas. Mas, não é uma das mais seguras. Foi na Carretera que tivemos um pequeno acidente e por muita sorte resolvemos rápido. Acontece que toda a estrada é de Rípio, são aquelas pedrinhas em solo batido de terra que acaba tirando um pouco da estabilidade do carro. A Carretera tem elevação e muitas curvas sem Guard Rail, em nosso caso, muita neve também. Mesmo com as correntes nas rodas derrapamos, batemos e atolamos. O nosso problema foi que no Outono/Inverno a estrada não é muito utilizada, havíamos visto somente 2 carros em quase 6 horas de direção. No ponto em que batemos estávamos a 80km da cidade mais próxima e já estava escurecendo. Tínhamos comida e água para alguns dias, mas bateu o desepero kkk. Por um milagre do destino, 10 minutos depois de atolarmos, um caminhão do exército Chileno passou e nos rebocou. Amem rs Videozinho que fizemos da Carretera (TGI era o nome antigo do blog) Dicas Gerais Viaje sempre com pelo menos água e comida para 2/3 dias Se houver espaço em seu carro, leve um galão a mais de gasolina Ande com papel moeda na carteira Cheque sempre os pneus Programe sempre o dia seguinte, o que vai comer, qual o caminho vai pegar Avise seus amigos e parentes onde você esta Tente ir o mais leve o possível, pois isso reflete em quanto seu carro vai fazer por km Nunca esqueça de abastecer. Roteiro Bem, aqui segue o roteiro que fizemos! Optamos por descer pela Carretera Austral e subir pela Ruta 3 Vou colocar a rota, porém houveram várias cidades que passamos mais de 2 dias para conhecer e passear Ida São Paulo – Foz do Iguaçu Foz do Iguaçu – Resistencia Resistencia – San Carlos Paz San Carlos Paz – Mendoza Mendoza – Santiago Santiago – Pucon Pucon – Bariloche Bariloche – Coinhaque Coinhaque – Puerto Tranquilo Puerto Tranquilo – Calafate Calafate – Puerto Natales Puerto Natales – Rio Gallegos Travessia de Ferry pelo Magalhães Ushuaia Volta Na volta nós decidimos subir rápido, então houveram trechos que dirigimos muito tempo sem parar, foi relativamente rápido Ushuaia – Comodoro Rivadavia Comodoro Rivadavia – Puerto Madryn Puerto Madryn – Buenos Aires (Foram quase 20horas no carro, um dormia e o outro tocava) Buenos Aires – Entramos no Brasil pelo o Rio grande do Sul e seguimos até onde aguentamos Não me lembro o nome da cidade em que paramos, foi uma bem pequena e dela voltamos para SP Valor Muito bem, chegamos na parte que interessa a muitos rs Com base em nossa viagem: - Fomos com nosso próprio carro (Gasolina) - Não acampamos, ficamos em hostels - Comemos fora em alguns dias Nosso foco foi ir econômico, mas com certas regalias. Sim, tem como gastar menos do que gastamos, principalmente no quesito acomodação e tempo de viagem. Nossa intenção era uma viagem de aventura, mas queríamos curtir como uma viagem a passeio também e isso custou um pouco mais. Carro e Gasolina São aproximadamente 16.0000 km ida e volta. Leve em conta que existem coisas que você faz durante a viagem que aumentam essa km, como visitar pontos turísticos e tudo mais. Durante a viagem também é necessário trocar o óleo do carro, dependendo o estado que o seu pneu começa a viagem, pode ser necessário trocá-lo durante o trajeto. Em nosso caso tivemos que comprar as correntes e os itens obrigatórios mencionados. Rodamos um total de 16.000 km levando em consideração a média de R$ 4,50 o litro da gasolina em nossa caminhonete que fazia 8km por litro = R$ 9.560,00 Itens obrigatórios, troca de óleo: Média de R$ 300,00 Comida Íamos ao mercado com a lista pronta, tentávamos evitar ao máximo entrar nas conveniências dos postos de gasolina e definimos as principais cidades que gostaríamos de curtir um jantarzinho fora como Pucon, Bariloche, Santiago, Mendoza e Ushuaia. Somando tudo, o que gastamos no dia a dia mais essas saídas pontuais, vinhos, cerveja... deu uma média de 55 reais por dia = R$ 2.310,00 (2 pessoas, 42 dias) Acomodação Nossa meta era se hospedar em locais que não passavam de 110,00 por noite, dentro disso o gasto geral ficou em torno de R$ 4.620,00 (2 pessoas, 42 dias) Total: R$ 16.790,00 para duas pessoas em 42 dias de viagem Ficarei feliz em tirar dúvidas que alguém possa ter, dar dicas e falar mais um pouco da viagem, vou deixar aqui algumas fotos da expedição! SMLXL SMLXL SMLXL SMLXL
  38. 6 pontos
    Salve mochileiros!!!🤙 Aqui de novo pra relatar mais uma viagem, dessa vez pela parte sul da terra do Chaves, Chapolin, Maná, Maria del Barrio, Catrina, mariachis, tequila, mezcal, pimenta, enchiladas, marquesitas, esquites, micheladas e tantas outras cositas más... Os objetivos desse relato são ajudar viajantes a planejar suas viagens, por isso procuro colocar os preços dos passeios, transporte, hospedagens, alguns pontos positivos e negativos de alguma coisa e minhas impressões pessoais; e também documentar minha viagem, como se fosse um diário de bordo, para que daqui a um tempo, quando bater saudade da viagem eu possa voltar aqui e lembrar os lugares onde passei, as coisas que fiz e as pessoas que conheci, por isso costumo colocar nomes das pessoas que conheci pelo caminho. Escrever um relato é também uma forma de agradecer aos que fizeram seus relatos e assim me inspiraram a viajar. Então aqui estou tentando escrever um relato bem detalhado no melhor estilo novela mexicana e contribuir para o crescimento dessa magnífica rede de solidariedade que é o Mochileiros.com ROTEIRO: Ciudad de México, Puebla, Oaxaca, San Cristóbal de Las Casas, Palenque, Valladolid, Bacalar, Tulum, Playa del Carmen, Isla Mujeres e Ciudad de México de novo [emoji28] CUSTO: Não fiz um cálculo certo, mas estimo por volta de 6 mil reais. Claro que isso varia de pessoa pra pessoa. Os gastos com alimentação, bebedeiras e presentinhos/lembranças/quinquilharias são coisas muito pessoais. No relato vou focar mais nos valores dos gastos com hospedagens, passeios, ingressos e transportes que são mais comuns a todo mundo. A passagem BH-CDMX eu comprei ida e volta por 1800 reais e o voo Cancun-CDMX comprei por 190 reais. Esse voo de Cancun pra Cidade do México eu queria comprar pro final da viagem e assim voltar de Cancun já pro Brasil mas os voos na Semana Santa estavam absurdamente caros a partir da quinta-feira então acabei comprando na quarta-feira e alterei meu roteiro que seria ficar os 4 primeiros dias na Cidade do México pra ficar 2 dias no inicio e 2 no final. Levei 4 mil reais que troquei tudo no aeroporto da Cidade do México. Aí você me pergunta: MAS VC LEVOU REAIS PRO MÉXICO??? Sim, e digo que valeu a pena. Por que? As casas de cambio estavam com o dólar em torno de 18 pesos mexicanos e o real entre 4 e 4,20 mas tinha uma casa de câmbio no aeroporto que tava trocando reais a 4,50. Aí foi a felicidade!!! Se você fizer a conta da razão de 18 por 4,50 dá exatamente 4, ou seja, vale levar dólar se você comprar dólar aqui no Brasil a menos de 4 reais, o que ultimamente não era possível. Eu levei também 300 dólares que eu tinha comprado aqui por 4,09. Esses dólares voltaram comigo porque eles foram só por precaução, assim como o cartão do banco pra saque, pois eu ia viajar pelo interior do México e se eu fosse roubado ou meu dinheiro acabasse eu não ia conseguir fazer NADA com reais por lá. O único lugar que vi trocar reais no México é no aeroporto da Cidade do México e eu até achei boa a cotação de 4,50 então se você for levar reais, procure o melhor cambio no aeroporto e troque TUDO lá. Também usei cartão de crédito pra pagar as hospedagens que aceitavam cartão sem adicional por isso e algumas passagens de ônibus também. A cotação no cartão de crédito já com IOF ficou muito perto dos 4,50, geralmente entre 4,45 e 4,48 Vou colocar no relato os valores em pesos mexicanos, pra converter pra real é só dividir por 4,50. Como eu não ia andar o dia todo com o celular na mão fazendo contas (nem você vai fazer enquanto lê) eu dividia por 5 e pensava que era um pouquinho mais do que o resultado. Se algo era 50 pesos, era pouco mais de 10 reais e assim por diante… HOSPEDAGEM: fiquei toda a viagem em hostel, que eu reservava pelo Booking ou Hostelworld, pois se tem uma coisa que não combina comigo é chegar num lugar e ficar caçando onde ficar, gosto de já ir direto ao ponto [emoji38] Então no dia anterior quando eu decidia que realmente ali já deu e tava na hora de partir pra outro lugar eu entrava no app e reservava um hostel na próxima cidade. Ao longo do relato vou dizendo onde fiquei e o que achei. SEGURANÇA: O México parece um pouco com o Brasil, sempre saem notícias de grupo de narcotraficantes tacando o terror em algum lugar, existem sim lugares perigosos...mas pra mim a sensação foi de tranquilidade. Me senti sempre como se eu estivesse na minha cidade, que é uma cidade do interior “relativamente” tranquila. Claro que eu passei pelos pontos mais turísticos e obviamente mais policiados. Creio que você deve andar com a cautela comum que você deve ter em qualquer lugar do mundo, aquela velha história de não ostentar nada e observar ao seu redor. No mais aproveite o México que eu achei bem de boa. CLIMA: Taí uma coisa a ser observada sempre. Uma boa época pode ajudar bastante nos seus planos, então manda um Google no mês que você vai pra saber se não é uma furada. Parece que o pior é a época mais chuvosa entre junho e outubro. Agora em abril tava perfeito. Cidade do México, Puebla e Oaxaca com tempo seco e certo friozinho pela manhã, entre 12 e 15 graus e calor de tarde entre 25 e 30 graus e interessante que nessa região o povo adora um agasalho, tudo bem que até faz um friozinho de manhã mas no calor do meio da tarde eles não tiram o agasalho E adoram vestir um coletinho também[emoji1] Peninsula de Yucatan com o tempo abafado de sempre, temperaturas entre 20 e 30 graus. Vi apenas duas chuvas nesses 22 dias, quase sempre muito ensolarado, é um mês bem aproveitável. [emoji41]
  39. 6 pontos
    A la orden mochileiros!!! Vamos pra Colômbia? Eu fui, se vc quiser viajar na leitura chega aee Fui sozinho, mas sempre tive boas companhias. A vida mochileira te permite conhecer lugares, paisagens, culturas, mas principalmente pessoas bacanas, que marcaram aqueles momentos e quero levar pra vida toda. Gosto de colocar o nome das pessoas que conheci, pois foram importantes pra mim. Alguns deles podem talvez até ler esse relato e se seu nome estiver aqui, meu caro, saiba que eu curti demais os momentos com você e espero te rever pelo mundo, para aquele abraço, aquela cerveja, enfim...quando eu me lembrar de você vou lembrar da Colombia, quando me lembrar da Colômbia me lembrarei de você!! Geralmente escrevo as coisas que fiz, costumam ser o que a maioria faz, então serve como dica pra quem vai. Coloco preços das coisas, digamos, mais obrigatórias, como passeios, taxas, hospedagens. Comida e quinquilharias varia muito de cada pessoa, então não acho relevante colocar como gastos, mas no geral a Colômbia é barata. Quanto a dinheiro, usei todas as formas possíveis. Levei dólar, a cotação lá variava entre 2760 e 2810. Real sempre na casa de 700 a 740. Só levei real pra caso de emergência, não usei. Compensa muito mais levar dólar. Real é prejuízo certo. Fiz um saque que com taxas ao final saiu na cotação de 763 pra real, então compensa mais o saque do que o real físico. Mas a melhor opção é o cartão de crédito. Minhas compras no crédito saíram na cotação de 825 pra real, compensa mais que o dólar físico, pois troquei dolar aqui a 3,43 e trocando lá os dolares me davam uma cotação de real próxima a 805 pesos. Resumindo, pra não parecer tão confuso: 1 real trocado na Colombia – 740 pesos 1 real sacado na Colômbia – 763 pesos 1 real trocado aqui em dólar e lá por pesos – 805 pesos 1 real no crédito – 825 pesos. Consegui explicar? Então minha dica pra grana é: Leve dólar, porque nem tudo dá pra passar no crédito, mas o que der, vai no crédito. Vou colocar os preços em COP, pra converter em real só dividir por 800 pra facilitar. Ou só tirar o mil e pensar que é um pouco mais q isso em real, porque você não vai sair andando na rua e olhando preços com uma calculadora né 18 de novembro de 2017, sábado Cheguei em Bogotá 11 da manhã, vindo pela Copa de BH via Panamá. Imigração OK, só perguntaram em qual lugar eu ia ficar Fui atrás de câmbio. Na parte do desembarque o câmbio é pior, tava entre 2700 e 2740 pro dólar. O melhor era no 2º andar, no setor de embarque nacional, lá tinha uma casa de câmbio, Aerocambiar, que tava 2760. Troquei um pouco lá. Dali desci pra comprar o cartão do Transmilenio. Vende numa tenda verde na saída do desembarque internacional. Ele sai com seu nome, bacaninha. O cartão é 3000 pesos e coloquei carga pra 3 viagens, ao todo 9900 pesos. Tranquilo ir de Transmilenio. Fiquei no Hostel Fátima, na Candelária e se você vai pra Candelária geralmente é tudo perto e o percurso é o mesmo. Na saída do aeroporto pega um onibus vermelho, linha M86 até a estação Portal El Dorado. Lá é integração, dali você pega a linha 1 – Universidades e vai até o final. A estação Universidades é integrada com a estação Las Aguas a pé mesmo, por um tunel, pertinho. Saindo da estação Las Aguas só andei umas 4 quadras e cheguei no hostel. O Fátima hostel é tranquilo, tem umas atividades de noite, bar, aula de salsa, cuba libre de boas vindas, essas coisas...O ambiente é bom, o café da manhã é só café, frutas e pão de forma. Tem café e chá disponível o dia todo. Problema era o caimento de agua do banheiro porque o box não fechava direito, a agua do banho ia pro resto do banheiro e dali pro corredor e fazia uma poça na porta do quarto. Locker não cabe mochilão, só mochilas menores. Diária 27000 Virei a noite viajando, então…fui dormir? Não, já fui bater perna Só reconhecer o território mesmo. Fui procurar câmbio pensando que ia achar muito melhor que o aeroporto, mas não. Vi alguns igual onde troquei e outros a 2770. Troquei mais um pouco de dólar e fui pra Plaza Bolivar. Fui pela Carrera 7, muito movimentada, animada, muitos artistas de rua. Na praça tava tendo uma missa, tinha muita polícia lá, mais de 50 sem duvida, quase 1 pra cada fui entrando pra praça atrás de umas senhoras distintas...elas passaram e eu, cara de terrorista já fui parado pra revista por um policial. Lá eles são bem bitolados com essa parada de segurança. Ainda bem A praça não tava muito cheia. Digo de gente. Porque pombos……. Fui procurar comida Nas minhas ultimas viagens, Patagônia, Uruguai, tudo tão caro que passei a base de lanche… Colombia? Almoço e janta ué Ali perto da Plaza Bolivar, Calle 12 Bis, uma travessinha sem saída, tinhas uns restaurantezinhos, tudo com preço e cardápio bem igual. Sopão de entrada, que só esse sopão já te enche, arroz, salada, patacones, abacate e pechuga a la plancha (filé de frango) e limonada, por 9000 pesos Voltei pro hostel e enfim descansar um pouquinho. Aos fins de semana tem um tour pro Andres Carnes de Res em Chia e eu tava afim de ir. Reservei uma vaga e 22h passaram pra me pegar. O tour é 80mil pesos. É bastante mas compensa pois é transporte ida e volta e Chia fica longe pra [email protected]#, inclui a entrada lá no restaurante e as biritas na van, rum com coca. Foram poucas pessoas mas foram animadas. Três peruanas, Jhessenia, Maria e Adriana, uma argentina e 2 canadenses. O restaurante lá é bem bacana mesmo, decoração foda, balada animada, salsa, reggaeton, pop, show de bola. Termina 3 da manhã. Mais uma hora animada na van com birita pra voltar pra Bogotá. Cheguei no hostel 4 da manhã, completando 45 horas acordado. Dormir pra caramba agora né? Nada! 7 da manhã já tava pronto a desbravar a cidade. 19 de novembro de 2017, domingo Acordei ligeiramente de ressaca, com aquele gosto de cabo de guarda chuva na boca como dizem por aqui Toma um café que passa! Tava afim de fazer o free walking tour. Tô num grupo de zap de viagens pra Colombia e lá uma menina do grupo, a Luciana, me disse que tava em Bogotá e meio em dúvida do que fazer, então convidei ela pra ir pra lá fazer o free walking. O free walking é da Gran Colômbia Tours e sai da praça do Chorro de Quevedo as 10 da manhã. Tinha outra brasileira lá, Luciana também, uns canadenses, alemães, por fim o tour acabou sendo em inglês. Mais uma vez um tapa na minha cara pra ver se eu tomo vergonha e melhoro meu inglês very basic hahaha O free walking começa ali nos grafites e depois é mais degustativo que turistico. Primeiro paramos num restaurante onde provamos a chicha, uma bebida fermentada de milho, azedinha, pra quem gosta de sabores exóticos e fortes, como eu, é boa…Fomos pra uma feirinha onde provamos umas frutas lá, lulo, guanabana...Depois uma loja de coca, chá de coca, mascar folha de coca, bala de coca, tudo de coca e tal…Passamos pela Plaza Bolivar e terminamos numa cafeteria pra provar os cafés da Colômbia. Eu achei os cafés de lá mais fracos e adocicados. Eu prefiro sabores mais fortes, mas o café de lá não é ruim. O tour levou umas duas horas e fomos almoçar no mesmo lugar que paramos pra tomar a chicha. Almoço padrão com sopa, prato principal e suco por 10mil pesos. Galera do Free Walking Grafites de Bogotá Segui andando com a Luciana, queria ir no museu do Ouro que domingo é grátis, porém, pra meu azar, tava tendo eleições na Colombia esse dia. Não exatamente eleições, tipo uma prévia de partidos ou coisa assim, e por isso quase todos museus estavam fechados . Só achamos dois museus abertos, o Colonial e o da Independencia. Segui andando até a Igreja de Nossa Senhora del Carmen, muito bonita com aquele estilo árabe, me despedi da Luciana e fui pro Monserrate. A subida ao Monserrate é mais barata no domingo, 11mil pesos ida e volta, contra 18mil nos outros dias. O preço tanto faz se de teleférico ou funicular. Subi de teleférico e desci no funicular. O tempo não tava abertão (coisa rara em Bogotá), mas também não tava fechadão. Dava pra ter uma panorâmica boa. Aí fui fazer o meu tour gastronomico, Café Juan Valdez, Crepes&Waffles, Bogotá Beer Company...tudo muito bom Fui pro hostel tomar minha Cuba Libre de boas vindas e descansar um pouquinho afinal nas ultimas 60 e poucas horas só tinha dormido pouco mais de 3. Bora dormir, certo? Errado! O hostel tava lotado de um colégio de adolescentes do interior da Colombia que vieram pra algum congresso e elas tavam super animadas. Tinham se acabado na aula de salsa e fizeram algazarra a noite inteira o australiano no meu quarto esbravejava a cada 5 minutos ahhhh fucking girls durma-se com um barulho desses… hostel lifestyle… 20 de novembro de 2017, segunda Assim que o batalhão de adolescentes desocupou a cozinha, desci pro café, fiz o checkout, deixei o mochilão no comodo de bagagem e fui pra Zipaquirá. O roteiro pra chegar de bus é o mesmo q outros relatos aqui já tinham me contado: saindo da Candelária, vai de Transmilenio na estação Universidades, pega a linha B74 pro Portal Norte, dá uma hora de onibus até lá. Lá desce e pega o onibus pra Zipaquirá do outro lado da roleta, geralmente tá escrito só Zipa no onibus. Paga dentro do onibus mesmo 5100 pesos. Ida e volta 10200. Mais uns 40 minutos até Zipaquirá. Geralmente o motorista dá um grito Catedral de Sal quando chega no ponto. Dali vai andando umas 6 quadras até a entrada. A entrada é 50mil pesos, mas eu comprei com a rota do mineiro que dá 56mil pesos e recomendo. Como o tour é guiado, a gente fica na entrada esperando dar a hora do guia juntar aquele grupo e entrar. Do meu lado tinha um casal gente fina de Santa Catarina, Glauciano e Elaine, ficamos trocando ideias la enquanto esperamos. O tour segue pela via crucis, descendo pela galeria até o salão da catedral e depois um show de luzes no final. O lugar é incrível, superou minha expectativa. O efeito das luzes nas fotos é muito maneiro, você olha pra parede e tá uma cor, mas na foto sai de outra cor, é espetacular. Depois do tour fomos pra rota do mineiro. Aí é outra história, sai a parte turistica e entra uma parada mais de aventura. Te colocam aquele capacete de mineiro com lanterna, mas a lanterna vai apagada e você entra numa galeria escura, coloca a mão no ombro de quem tá na frente e a outra na parede e não vê absolutamente nada!!! bate a cabeça algumas vezes, porque o negócio vai ficando mais baixo e é muito bacana. Recomendo muito fazer isso, 6mil pesos a mais e bem divertido. O Glauciano e a Elaine também compraram a entrada pro museu da salmoura e com isso o deles deu 59mil, eu não sou muito adepto de museus então não fui mas depois eles me falaram q também não era lá isso tudo. Rota do mineiro Fui almoçar e parei num restaurante não muito longe da saída da catedral. O almoço mais barato da viagem. 7000 pesos o sopão, o prato com pechuga a la plancha e limonada. Fiquei circulando ali pelo centro. A praça de Zipaquirá é linda, lembra um pouco as plazas de armas do Peru. Depois segui circulando e perguntando onde era o terminal de buses. Lá voltei pra Bogotá, pegando já um pouco do transito do fim de tarde. Uma hora pro terminal Norte depois mais uma hora de Transmilenio até a Candelária. Ia trocar dinheiro mas já era umas 19h e as casas de cambio já tinham fechado, daí tive que fazer o saque que falei no início. Cheguei no hostel, tomei um banho, peguei o mochilão e pedi um táxi pro terminal de buses. Não tava muito certo sobre como fazia pra ir de Transmilenio pra rodoviária e já era umas 21h, preferi o táxi. A corrida até a rodoviaria, que fica em Salitre, tipo um pouco depois da metade do caminho até o aeroporto, deu 22mil pesos. Na rodoviária, várias empresas fazem o trecho a Medellin: Rápido Ochoa, Bolivariano, Magdalena...optei pela Rapido Ochoa por ser mais recomendada nos relatos. A passagem comprada na hora, no guichê, era 55mil pesos, mais barata que o preço no site que era 65mil. Só aceita dinheiro, não passa crédito, ainda bem que eu tinha sacado mais grana… Saindo do guichê, andando aleatório pela rodoviária, dou de cara com a Luciana. Essa garota tá me seguindo fomos comer alguma coisa, tomar uma cerveja...a cerveja nas lanchonetes da rodoviária não ficam expostas na geladeira, é na surdina A Luciana comprou passagem pela empresa Magdalena por 50mil pesos. Saí de Bogotá as 22:30. Onibus de 2 andares, wifi mais ou menos, não fez nenhuma parada pra lanche mas tem um “rodomoço” que faz um serviço de bordo se você quiser comprar alguma coisa. TV individual em cada poltrona e ar condicionado no talo prepare-se Tomei um Dramin e capotei
  40. 6 pontos
    Parte 8 - O anjo do carro vermelho "Qual é a sua estrada, homem? - a estrada do místico, a estrada do louco, a estrada do arco-íris, a estrada dos peixes, qualquer estrada... Há sempre uma estrada em qualquer lugar, para qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Como, onde, por quê?" On the Road, Jack Kerouac Conversamos com os caminhoneiros parados, nenhum sucesso. Fomos para a saída do posto da YPF, por ali erguemos o dedão e ficamos. Era um domingo bem cedo em Puerto Madryn, quase não havia fluxo de carros e caminhões. Estávamos animados e nos divertíamos ali na estrada. Os minutos passavam e o que eu mais via eram motoqueiros viajando no sentido contrário. Possivelmente, eles estavam voltando de Ushuaia. Caminhamos um pouco mais avante, quem sabe não daria sorte um novo lugar. Depois de mais alguns minutos um ônibus vazio passou por nós, ergui o dedão com um sorriso no rosto. O ônibus parou e o motorista nos convidou a subir. Foto 8.1 - Tentando carona na Ruta 3 na saída de Puerto Madryn José, o motorista, nos avisou que iria até Trelew, uma cidade vizinha a quase 70km ao sul de Puerto Madryn. Sentamos no ônibus vazio. José logo passou seu tereré com suco de laranja. Caralho, como estava bom aquele tereré. Logo ele nos explicou que estava indo buscar os engenheiros da Aluar que vivem em Trelew para um dia mais de trabalho. A Aluar é uma empresa de alumínio argentina, sua filial em Puerto Madryn é a principal geradora de empregos da cidade. Ele falou que é prestador de serviço da Aluar e os seus dois ônibus trabalham diariamente na rota Puerto Madryn/Trelew transportando os funcionários da empresa. Foto 8.2 - A visão do Matheus no ônibus O José é um cara bacana demais. Como eu gostei dele, sei lá, ele transmite uma buena onda. Ele já foi caminhoneiro por muitos anos, morou no Paraguai e Itália, e conhecia a Argentina toda. O tereré era herança dos seus dias de Paraguai. Ele gostava de falar sobre o vento patagônico, dizia "Aqui venta forte 330 dias por ano". O vento de Puerto Madryn era forte até, mas me abstenho de falar dos ventos por enquanto. Toda vez que José falava, ele falava sorrindo. Ele começou a nos contar sobre os dinossauros da Patagônia. Disse que os maiores dinossauros que existiram viveram pelas terras patagônicas. Enfim, a Patagônia é a terra dos gigantes, primeiro os dinossauros gigantes e depois os homens gigantes que assustaram Fernão de Magalhães. Falava com orgulho dos dinossauros, disse para visitarmos o Museu Paleontológico de Trelew. Quase na chegada de Trelew tem uma estátua de tamanho real de um Titanossauro, o maior dinossauro de que se tem notícia, com mais de 20 metros de altura e 40 metros de largura. José parou o ônibus para que pudéssemos conhecer o maior dinossauro já descoberto. Foto 8.3 - Titanossauro Foto 8.4 - Titanossauro por outro ângulo (Não ter ninguém ao lado do Titanossauro não dá a noção exata do seu tamanho gigantesco) Depois seguimos viagem até chegarmos em Trelew. Já era quase a hora dele recolher os funcionários e voltar para Puerto Madryn. Mesmo assim, o José cortou toda a cidade e nos deixou no posto da Axion na saída para Comodoro Rivadavia. A porta do busão se abriu, nos despedimos do José com um abraço. Pulamos para a fora do ônibus, com uma buzinada o José se despediu pela última vez. Foto 8.5 - Eu, Matheus e o José O tempo com o José foi curto, não mais que uma hora e meia, mas foi daqueles momentos que depois que passam você diz "Mano, que cara gente boa da porra!". Não bastou ele dar uma carona pra gente, ele desviou o caminho para conhecermos o Titanossauro, depois foi até a saída da cidade para facilitar a nossa vida. Tenho quase certeza que ele chegou atrasado para buscar os funcionários da Aluar. Sabendo disso as atitudes dele se tornam muito mais especiais para mim. O objetivo agora era conseguir uma carona para a próxima cidade que era Comodoro Rivadavia, distante a 400km de Trelew. Começamos pelo começo e fomos conversar com os caminhoneiros que estavam estacionados no posto. Algumas boas conversas surgiram disso, mas nenhum êxito em relação a carona. Fomos para a saída do posto e ali começamos o revezamento de dedões erguidos. Meia hora cada um a beira pista. Só tinha nós pedindo carona. A rodovia estava meio deserta. Os poucos carros que passavam, paravam logo adiante num campeonato de futebol infantil que estava tendo naquela tarde. Eu tinha certeza que um carro vermelho nos daria carona naquele dia e repetia isso toda hora. Foto 8.6 - As mochilas na saída do posto da Axion em Trelew Nessa tarde começamos elaborar algumas teorias sobre as caronas para passar o tempo na beira da estrada. A primeira delas é que toda pessoa que não pode mesmo dar carona faz questão de expor isso de alguma forma, acho que isso alivia um pouco a consciência. Tipo uma pessoa com carro cheio faz o gesto com a mão que está cheio ou uma pessoa que vai parar logo adiante indica com o dedo que vai parar logo ali. Ninguém tem obrigação de parar o carro, mas ver pessoas precisando de ajuda e saber que não pode mesmo ajudar deve fazer bem para o ego, mesmo não tendo a intenção de ajudar se pudesse. Já as pessoas que realmente poderiam dar carona e não tem a intenção de dar evitam olhar para os pedintes de beira de pista. A segunda teoria boba que elaboramos é que caminhonetes nunca param para caroneiros. Depois fizemos uma lista de tipo de carros que eram mais propícios a parar, mas para mim, desde a Península Valdés, que eu tinha certeza que algum carro vermelho nos salvaria. Elaborar essas bobeiras e conversar sobre elas faziam a longa espera ser mais leve na quente Trelew. As horas passavam. O dia era muito quente, quem não estava pedindo carona ficava dentro do posto se escondendo do sol e tentando a abordagem direta. Esse dia era o dia da final entre River x Boca em Madrid. O posto começou a se encher de torcedores dos dois times. Pensei por um momento abortar a tentativa de carona, por um tempinho, para ver o jogo, mas decidimos melhor continuar. De vez em quando eu ia espiar o placar. Na hora do jogo a deserta pista ficou mais deserta ainda. Raramente, passava alguém pela Ruta 3. No máximo algumas pessoas correndo ou pedalando. Aliás, toda pessoa que passava por nós dizia "Suerte", era bem bom ouvir isso. Todo carro que erguíamos o dedão, ao saber que o carro não pararia, cumprimentávamos o motorista com um sinal de mão. Essa era outra forma de deixar mais leve as horas pedindo carona. Já estávamos torrados de sol. Nesse dia não desanimamos por nenhum momento, mesmo com fome. Já era quase sete horas da noite, resolvemos sair dali, mas não sabíamos se iriamos armar acampamento no posto ou caminhar pela cidade ou tentar seguir de ônibus. Decidimos colocar nossas mochilas e fazer qualquer coisa diferente, pois ali já nenhum carro passava mais. Estávamos tranquilos, tínhamos tentado por todo o dia seguir de carona. Apenas não tinha rolado. Coloquei a mochila nas costas. Quando comecei andar, surgiu um carro vermelho na minha frente. Por que não tentar? Ergui o dedo pela última vez naquele dia. O carro parou. Corri até o motorista, ele perguntou "Vas a Comodoro Rivadavia?" e eu sem acreditar disse "Si, si, si". Incrédulos e meio estabanados tentávamos colocar nossas coisas no carro, o senhor achando graça da situação disse "Calma, calma, no me voy sin los dos". E assim, o carro vermelho (leia-se anjo vermelho) da minha premonição veio nos salvar naquele dia. Não consigo traduzir a alegria daquele momento. Como aconteceu na Península Valdés, novamente éramos salvos no último instante possível. Parecia até uma pegadinha do além ou uma provação qualquer. Nos últimos dias tinha enchido tanto o saco do Matheus com a história do carro vermelho e agora ver nós dois em movimento dentro de um carro vermelho era no mínimo curioso. Não tinha sonhado e nem tido visão nenhuma, comecei a falar do carro vermelho sem pretensão alguma. Acho que era uma forma de manter a esperança da carona viva. Assim, ficava sempre a espera do carro vermelho. A espera tinha acabado e fiquei meio abobado com a força do pensamento. Sentei no banco da frente, o Matheus ficou na parte de trás. O motorista logo se apresentou como Juan Carlos, e começou perguntando se estávamos a muito tempo ali esperando, eu disse que fazia quase oito horas que estávamos ali na beira da pista. Ele disse que escolhemos um dia ruim, que domingo era difícil mesmo. Ele estava voltando de uma visita a um amigo. A conversa seguiu ou melhor a partir dali começou o monólogo do Juan. Foto 8.7 - Juan e Eu Falar deste trecho é meio complicado para mim, pois é complexo demais falar dessa carona, em especifico do Juan Carlos. Toda vez que me recordo desses momentos junto do Juan vivo um dilema. Sou muito grato a tudo o que ele fez por mim e pro Matheus, mas ao mesmo tempo não consigo gostar dele. Me sinto mal por falar isso, pois dá a impressão de ingratidão da minha parte. Pelo contrário, como disse sou grato demais ao Juan, mas ficar na sua companhia por quase cinco horas foi das coisas mais difíceis que já fiz na vida. Juan é soldador subaquático, dono de uma vinícola em Mendoza, ex militar que lutou na Guerra das Malvinas e se dizia um caçador de mão cheia, sempre repetia "Não morro de fome em lugar nenhum, aqui mesmo se eu for caminhado por qualquer canto, horas depois te trago comida". As falas do Juan se estendiam por muitos minutos, no início ele nem percebeu que eramos estrangeiros, assim falava num espanhol rápido e de difícil compreensão. Ele não pausava entre um raciocínio e outro, emendava tudo e não dava espaço para nós falarmos. Creio que ele tinha uma necessidade de mostrar quem era o Juan e qual era sua visão de mundo antes de tudo. No início era interessante isso, mas passado uma hora minha cabeça estava para explodir. O Matheus estava tranquilo atrás, mas eu tinha estar ali atento nas frases que eram ditas rapidamente e a todo momento. Manter a atenção exigiu muito mentalmente de minha pessoa. O pior foi quando eu comecei a compreender com mais clareza seu espanhol atropelado e consegui entender sua visão turva de mundo. Bom, vou me abster de tentar reproduzir suas falas intermináveis que eram carregadas de muito preconceito e tentar resumir mais ou menos o Juan. Pra começar digo que ele é um cara com uma visão simplista de tudo e um tanto contraditório. O maniqueísmo é forte em seu pensar, então tudo é dividido entre bem e mal, não existe meio termo pra ele. Assim, ele divide as pessoas em úteis e inúteis. Repetia quase sempre que o problema da Argentina era que a maioria da população era composta de inúteis. Ele enchia o peito para se dizer nacionalista, mas ao mesmo tempo só denegria a imagem de seu país para nós, o famoso complexo de vira-lata. Ele contou a sua versão da higienização social que ocorreu na Coréia do Sul, onde fizeram uma limpa nos corruptos e bandidos antes de reconstruir o país. Emendou com a seguinte frase "Agora no Brasil vai acontecer o mesmo, vocês escolherem um bom presidente.". Era a primeira vez que topávamos com algum argentino que era favorável a decisão tomada no Brasil. Falava com saudosismo da ditadura militar argentina e da Guerra das Malvinas. Porém, pediu baixa do exército, assim que acabou a guerra. Perdeu muitos amigos ali no campo de batalha. Pelo que eu entendi, ele foi totalmente contrário de a maior parte do soldados argentinos que foram para a guerra serem do norte do país e em sua maioria garotos. Na Guerra das Malvinas, a maior parte dos soldados não estava acostumado com o frio patagônico. Assim, frio, vento e fome mataram mais soldados argentinos que as armas inglesas, importante frisar que o exército nem cedia roupas adequadas a esses soldados. Enfim, os fazedores da guerra (os engravatados) não estavam nas trincheiras e quem morria era a população pobre do norte do país. Esse tipo de pensamento do Juan que me deixava confuso. Ele era favorável do extermínio de parte da população para "reconstruir" um "país melhor", mas logo depois se solidarizava com os pobres coitados que foram jogados em uma guerra para defender um país que nunca deu bola para eles. Se solidarizou a ponto de largar o exército. Eu me considero um sujeito meio contraditório, mas ao conhecer o Juan passei parar de achar isso de mim mesmo. Lembro que, em algum momento, tentei desviar o assunto para algo mais leve, disse uma frase do tipo "A mulherada aqui na Argentina é show de bola né?". Antes mesmo de eu terminar a frase ele já emendou "Algumas até que são bonitas, mas são tudo burra. Não dá pra conversar com mulher na Argentina.". Logo ele fez uma mea culpa e disse "No Brasil é diferente né? As mulheres são mais inteligentes, não são umas portas como aqui.". Dei um sorriso amarelo nesse momento. Ele continuou com sua linha de raciocínio, dizendo: "Só dei caronas para vocês porque são homens, se fossem mulheres não daria não. Com homem da pra ir conversando a viagem toda, assim como nós estamos conversando. Se fosse mulher não dava pra conversar não". Imaginei comigo, devo ter dito umas dez palavras ao todo até agora (risos). A misoginia era evidente nele. Pensei em abrir a porta do carro e me jogar diversas vezes. Na verdade eu só pensava nisso em determinado momento. Eu ficava olhando a velocidade do carro e tentava calcular o quão machucado sairia daquela queda. Depois de mais de duas horas e meia de viagem, paramos em um posto. Aproveitei para dar uma mijada. Depois fui na loja de conveniência para ver qual tinha sido o desfecho do jogo. River campeão. Eu e o Matheus fomos sentar numa mesa do lado de fora. Logo depois o Juan chegou com uns pacotes de bolacha e uns lanches para nós comermos. Juan estava feliz com o resultado do jogo. Pela primeira vez comemos a bolacha Macucas, que depois seria nossa companheira diária. Nessa hora a conversa foi bem mais agradável e menos unilateral. O Juan se propôs a ouvir um pouco. Até então ele não tinha tido a curiosidade em saber sobre nossas vidas, de onde viemos ou mesmo o que fazíamos. Nessa hora ele perguntou sobre tudo, falamos quem era Diego e Matheus. Depois quis chutar quantos anos tínhamos. Ele me deu 19 anos (risos). Falou da sua cirurgia que tinha feito pouco tempo antes e que os médicos desacreditavam que ele sobreviveria. Mostrou a cicatriz gigantesca nas costas que é a marca que ele carrega da operação. Falou da sua filha com bastante orgulho, ela faz mestrado em Mendoza. Disse que estava feliz que sua mulher pela primeira vez, depois de mais de trinta anos de casados, foi acompanha-lo numa pescaria. Parecia que o cara que estava ali não era o mesmo que estava dirigindo o carro minutos antes. Ele ainda foi comprar água quente para preparar um mate. Fizemos uma roda de mate e conversamos um pouco mais. Eu fiquei preocupado que ele nos associa-se na sua divisão de mundo com os inúteis e nos deixasse ali. Pelo contrário, agora ele parecia mais um pai cheio de conselhos e entendia a nossa necessidade de viajar mesmo que com pouco dinheiro. Confesso que essa parada no posto foi muito agradável. Voltamos a pista e o Juan voltou a ser o que era. Voltou com suas filosofias erradas de vida (isso no meu entender). Não consegui não associar ele com aquele episódio do Pateta que se transforma ao entrar no carro. Pateta é todo tranquilão e respeitoso, mas quando entra no carro vira um nervosão, briguento e mal educado. Sei que pode ser inocência minha, mas pode até ser que o Juan queria passar uma imagem de machão incorrigível, apesar de não acreditar muito nisso. A viagem prosseguiu. O legal do trecho Trelew/Comodoro Rivadavia é que ele é um pouco diferente de todo o resto da Ruta 3. Por este trecho tem algumas curvas sinuosas, no caminho é possível se avistar cânions e tem muitas elevações na rodovia. A natureza é muito bonita em volta também, é possível avistar um montão de guanacos e alguns zorros pelo caminho. O Juan era bom em avistar zorros, mesmo os bichinhos estando longe ele conseguia identifica-los. Já os guanacos ficam em bandos a beira da pista, e com isso tem muitas acidentes, creio que vi uns três guanacos atropelados neste trecho. Foto 8.8 - O caminho até Comodoro Rivadavia Foto 8.9 - Mais um pouco do caminho Cada vez que descíamos mais pela Argentina o sol se punha mais tarde. Em Claromecó o sol se escondia um pouco depois das nove da noite. Em Puerto Madryn e Trelew isso acontecia quase as dez da noite. Agora indo para Comodoro Rivadavia já tinha passado das dez da noite e ainda o céu estava claro. A viagem continuava. Eu tinha muito sono, não conseguia mais dar muita atenção ao Juan. Ouvimos rádio por um tempo. Escureceu. A viagem prosseguia. Juan continuava com suas afirmações erradas sobre tudo. Eu só queria chegar, a cabeça estava a ponto de explodir. Quando chegamos em Comodoro Rivadavia o Juan disse que era de uma cidade chamada Caleta Olivia, uns 70 km mais ao sul. Deixou a opção de nos deixar ali em Comodoro ou em Caleta Olivia. Preferimos ficar em Comodoro. Ele foi bastante bacana em nos deixar em um posto mais seguro possível para acamparmos. Paramos num posto da Petrobras, já era madrugada. Entramos na loja de conveniência e o Juan pegou um café pra ele. O Juan voltou a ser aquele cara bacana da outra parada. Conversou sem pretensão de impor seus pensamentos. Foi gentil ao passar seu telefone caso tivéssemos problemas no decorrer da viagem. Ainda quis pagar uma janta para nós, mas recusamos, pois ele já havia feito muito por nós. Deu a impressão que ele não queria ir embora, queria ficar ali conversando conosco. Não sei ao certo, mas acho que ele estava bastante carente de conversas e de amigos. Nos despedimos do Juan com alguns abraços. Antes de partir ele ainda tomou outro café. Depois fomos montar a barraca para dormir atrás do posto. O vento que estava naquela noite, naquela cidade era surreal de tão forte. Comecei a montar a barraca, mas não tinha como, a chance dela voar para longe era muito maior de eu ter sucesso na montagem. Depois de algum tempo conseguimos montar a barraca. Eu estava capotado, só queria dormir. Usei o banheiro da loja de conveniência e em seguida capotei na barraca. Foto 8.10 - Eu, Juan e o Matheus Agora aqui em casa, relembro toda a trajetória com o Juan e não sei o que achar dele. A sua visão de mundo é totalmente contrária da minha. Me chateou bastante ficar ao lado dele ouvindo um monte de baboseiras e não poder falar nada, uma porque ele não dava espaço pra eu falar e outra porque tinha receio de falar algo que ele não gostasse e perder aquela carona que tanto precisávamos. Me senti um merda por isso. Por outro lado, me senti injusto em certos momentos em não aceitá-lo e ver nele um cara carente que queria falar, conversar e ter contato com outras pessoas. Ele sentia muita necessidade em falar. Também tem que ele conosco foi muito bom mesmo. Foi a única pessoa que confiou na gente e parou seu carro. Percebeu que não tínhamos comido, não hesitou em compartilhar sua comida. Também se preocupou com nossa segurança passando por diversos postos, analisando qual seria o mais seguro para nós pernoitarmos. Sei lá, é tudo muito confuso para mim. Me pego muitas vezes pensando nesse trecho da viagem. O anjo do carro vermelho não tinha nada de anjo, na verdade esse carro vermelho tornou-se uma pegadinha ou qualquer coisa do tipo, pois foi a parte de maior complexidade da viagem. Mas e ai? O que pensar quando uma pessoa com ideias esquisitíssimas te ajuda a ponto de você questionar a si próprio? De qualquer forma, sou muito grato ao Juan e a sua carona salvadora. Acordamos assim que o sol nasceu. Desfiz a barraca, mas foi muito difícil dobra-la, o vento era intenso. Usei o banheiro do posto para me limpar um pouco e escovar os dentes. Fomos pedir água para fazer o mate e percebemos que tínhamos perdido nossa bomba. A atendente nos deu água quente, ainda nos presenteou com uma bomba novinha. Foi bem legal isso. Tomamos o mate e comemos um último pacote de bolacha que tínhamos. Seguimos caminhando para a saída da cidade. A caminhada durou mais ou menos uma hora até um bom ponto para pedir carona na Ruta 3. Paramos e começamos a pedir carona. Enquanto, um pedia carona o outro tentava se proteger das rajadas de areia que o vento não cansava de criar. Passamos horas e horas ali. Nada de caronas. Ficar ali era uma prova de resistência, ainda mais com fome. Tentamos e tentamos. No meio da tarde eu já não estava mais aguentado aquele misto de calor insuportável, ventos fortíssimos junto com terra e areia. Minha cara estava áspera de tanta terra que tinha grudada nela. Matheus estava só o pó também. O dia anterior tinha sido pesado fisicamente e mentalmente. Então, resolvemos ir para rodoviária e seguir aquele trecho de ônibus. Foto 8.11 - Caminhando até um ponto bom para pedir carona em Comodoro Rivadavia Foto 8.12 - Ruta 3 Foto 8.13 - Enfim, um ponto que todos os carros seguiriam para o sul e passavam devagarinho Foto 8.14 - Revezamento, vez do Matheus pedir carona Foto 8.15 - Revezamento, minha vez Chegamos na rodoviária, compramos passagens para Rio Gallegos, o ônibus só sairia pela madrugada. Fomos caminhar pela cidade. Comemos um choripan na rua. Nesse dia quase morri de lombriga. No lugar em que comemos o choripan, tinha um lanche que eles chamam de lomito que tava bonito demais, mas era muito caro. Olhei as pessoas comendo o lomito e fiquei com muita lombriga de comer aquilo, mas me segurei e comi o choripan que era infinitamente mais barato. Depois achamos uma sombra na orla de uma praia, ficamos o resto do dia por ali. Foi bem gostosa essa tarde, fazia tempo que não ficávamos debaixo de uma sombra só descansando, pois os últimos dias tínhamos sido torrados pelo sol nas rodovias. Depois fomos no mercado, vimos a bolacha Macucas que o Juan havia dado para nós. Um pacote de bolacha na Argentina gira em torno de 3 e 4 reais, mas a Macucas era menos de um real e mais gostosa. Compramos um monte de pacotes de Macucas para o restante da viagem. Foto 8.16 - Centro de Comodoro Rivadavia Foto 8.17 - A avenida Foto 8.18 - A orla da cidade Foto 8.19 - O outro lado da orla Voltamos para rodoviária e conhecemos o caroneiro Sergio. Ele é argentino da cidade de Corrientes e estava trabalhando de garçom por todas as cidades que passava. Agora iria pra Puerto Madryn de ônibus, depois seguiria de carona até Corrientes, tinha esperança de chegar antes do Natal para passar com a família. O que me chamou atenção do Sergio foi que ele tava viajando de carona com mais dois brasileiros. Eram três. Eu já achava difícil viajar de carona em dois. Imagine eles em três. Os dois brasileiros tinham acabado de seguir pro Brasil. Sergio tava sem comida, demos uns pacotes de bolacha Macucas para ele e subimos no ônibus. Comodoro Rivadavia foi a única cidade da qual eu não gostei nessa viagem. O vento é muito forte, do tipo que quando eu estava andando e ao erguer o pé de apoio para caminhar, senti como se fosse um chute na perna, virei xingando o Matheus "Porra, por que tá me chutando?", vi que ele estava a uns vinte metros de distância. O vento havia me "chutado". A cidade é toda envolta de areia e terra. A mistura de terra e vento é terrível, a cada cinco minutos tirava uma bolota de areia da minha orelha. O ambiente na cidade é bem esquisito também, não sei se é por causa de ser uma cidade petroleira. Entretanto, das cidades da Patagônia, Comodoro Rivadavia é o único lugar que eu não me senti cem por cento seguro. José e Juan Carlos, duas caronas e duas pessoas completamente diferentes. O José me identifiquei com ele mesmo antes dele começar a falar, o Juan até hoje não sei o que sentir por ele. Uma viagem foi rápida, tranquila e leve, a outra foi longa, demorada e pesada. Enquanto um era só sorrisos, o outro não sorria nunca. Duas caronas distintas, mas as duas tiveram a mesma importância e nos deixaram mais próximos do final do mundo. Enfim, o resumo da estrada é isso: você nunca vai saber quem irá abrir a próxima porta. Assim, algumas experiências vão ser bem legais, outras nem tanto. No fim, tudo é aprendizado.
  41. 6 pontos
    E aee galera mochileira!!! Vamos embarcar numa viagem sensacional, com paisagens incríveis e momentos inesquecíveis? Já sei que existem trocentos relatos sobre essa trip aqui. E esse relato não é diferente ou inovador, possivelmente pode ser apenas mais um... Mas esse é sob a minha ótica, com as minhas impressões, tentando transmitir as minhas sensações… Escrever um relato sempre vem com a intenção de ajudar os novos viajantes, assim como eu me alimentei muito de outros relatos pra fazer a minha. É uma retribuição a toda essa comunidade que me permitiu viver tudo isso. Além disso, eu uso os relatos como uma forma de registrar minha viagem, documentar como foram os meus dias, pra que daqui a uns anos eu volte aqui e relembre exatamente o que fiz naquele dia, viajar de novo na memória e não deixar que os detalhes desapareçam no tempo. Desde que conheci o Mochileiros.com em 2011, esse roteiro já me inspirava. Dentre os relatos que me fascinavam estava o do Sorrent em 2012, esse relato do @Sorrent é um dos clássicos desse site e os do Rodrigo e da Maryana que foram base e inspiração pra muita gente. Em vários momentos da viagem me senti vivenciando as coisas que eles escreveram. ROTEIRO Em junho/2015 eu fui junto com outros amigos pra Cusco. Como já tinha ido a um dos destinos desse clássico roteiro e também como pra fazer o roteiro completo com calma precisaria de quase 1 mês, ou seja, tirar minhas férias todas de uma vez e não poder dividi-las como sempre gosto de fazer, eu fui deixando esse roteiro de lado e indo pra outras bandas da América do Sul primeiro, até que enfim não consegui mais resistir e decidi fazer “meio roteiro clássico”. Amei muito Cusco, uma cidade incrível, uma vibe sem precedentes, quero muito voltar pra fazer a Salkantay ou a trilha Inca, as montanhas coloridas que em 2015 ainda não eram exploradas e conhecer Cusco do modo mochileiro, mas dessa vez, como já conhecia, decidi conhecer áreas novas. Resolvi também que dessa vez não faria Copacabana e La Paz e no futuro, voltando a Cusco, fecharia esse roteiro. Então fechei meu roteiro com Santa Cruz de la Sierra, Sucre, Uyuni, Atacama, Arequipa, Huacachina e Lima com 17 dias, de 10 a 26 de outubro de 2018. Outubro é uma boa época pra esse roteiro. Não é época de chuva em nenhum lugar e o frio no Salar já não é tão intenso. Fiz um seguro viagem pela Affinity que ficou em 160 reais. Graças a Deus não precisei usar, mas sempre façam. Quando fui pra Santiago em março me dei mal lá, tive que dar pontos no pé e o seguro foi essencial. Então sempre façam!!!🤙 Fui com um mochilão Quechua de 70 litros que coube tudo e ainda sobrou espaço. Não vou dizer tudo que levei porque as necessidades individuais variam pra cada pessoa mas adianto que roupas de frio, segunda pele, casaco pesado, gorro e luvas são necessários no Salar assim como você vai usar roupas leves no Atacama e Huacachina. Levei também uma mochila pequena de ataque, muito útil na travessia do Salar e no Canyon del Colca, além de ir comigo nos ônibus e nos voos. Bom, vamos aos fatos Quarta, 10 de outubro de 2018 🇧🇴 Vai começar a brincadeira! Fui de ônibus, viajando a noite inteira, da minha cidade Conselheiro Lafaiete/MG pra São Paulo. Da rodoviária do Tietê pro aeroporto de Guarulhos fui de metrô por 4 reais e gastei cerca de uma hora. Comprei as passagens de ida pela Boa (Boliviana de Aviacion) pra Sucre que incluía uma escala longa em Santa Cruz de la Sierra, suficiente pra ir no centro fazer cambio, conhecer a praça e dormir por lá. Decolei de Guarulhos às 13:15 e cheguei em Santa Cruz às 15h (hora local). O voo pra Sucre era só no outro dia de manhã. Imigração tranquila, a moça me perguntou o que ia fazer, falei com ela meu roteiro e ela disse que era um lindo roteiro e ela tinha muita vontade de conhecer Uyuni. Passaporte carimbado, passei no raio-x das mochilas e saí. Não vi a tal luz que a galera aperta e se for verde passa ou se for vermelha revista a mala. Talvez não tenha isso mais. Também não me deram nenhum papelzinho de entrada na Bolívia. O cambio do aeroporto, sempre ruim, tava R$ 1=1,50 bolivianos. Troquei 50 reais só pros primeiros gastos. Com 75 bolivianos no bolso e tempo sobrando fui procurar um busão pro centro. Ele sai dali da porta do aeroporto mesmo e custa 6 bolivianos. É um microônibus apertadinho mas fui la pro fundão e me acomodei com minhas mochilas. Tinha lido que esse onibus vai pra um terminal no centro e de lá poderia pegar um táxi pro hostel, mas o motorista disse pra umas mulheres lá na frente que ele passaria num ponto que fica a 5 quadras da praça e como não tava um calor absurdo (leia-se os mais de 30 e tantos graus comuns em Santa Cruz) mas tava uns 25 a 27 graus e meio nublado, me animei a descer e ir andando. O aeroporto é longe do centro então foram uns 45 minutos de busão. Cheguei no hostel por volta de 16h. Tinha reservado o Nomad Hostel pela sua localização, ao lado da catedral, ponto mais central impossível A diária era 65 bolivianos. Achei caro já que não ia nem poder tomar o café da manhã, mas compensava pela localização. O cara da recepção era brasileiro. A propósito Santa Cruz tem muitos brasileiros estudando lá e por isso tinha esperanças de bom cambio por ali. Do outro lado da praça estão várias casas de câmbio. Os valores variavam pouco ali, entre 1,75 a 1,77. Só pra informação, dólar tava a 6,93. Como imaginava que ali seria o melhor câmbio da Bolívia (e realmente foi) troquei 1000 reais, dando 1770 bolivianos, que pelas minhas contas seria o suficiente pro meu tempo na Bolívia. Dinheiro no bolso, fui dar um rolê na praça. Santa Cruz de la Sierra não tem muitos atrativos. Escolhi ficar lá uma noite apenas pra fazer câmbio e dizer que conheci a cidade. Porém não posso negar que a praça é bem bonita, muito arborizada e a catedral é linda. Dá pra subir no mirador da catedral, o ingresso é só 3 bolivianos e tem uma vista bem bacana da praça e da cidade. Saí do Brasil 2 dias depois do 1º turno e ia voltar na véspera do 2° turno, então tava feliz de ficar fora enquanto todo mundo discutia política. Pensam que consegui? 😛 Santa Cruz tava em polvorosa, logo logo começou a lotar a praça de gente pra manifestar. Há um tempo atrás a Bolívia votou um plebiscito pra saber se o Evo Morales poderia continuar concorrendo a reeleições. O NÃO ganhou com uma vantagem apertada. Só que agora o Evo quer concorrer de qualquer jeito, mesmo com o NÃO ganhando o plebiscito. Então tava todo mundo puto por lá, protestando contra a ditadura que segundo eles tá começando e exigindo que o resultado do NÃO seja respeitado. Tinha até uma turma acampada lá em greve de fome. Apesar de demonstrar ser um momento político tenso a manifestação tava bem pacífica com bandinhas e desfiles de escolas, tava bonito de ver. Fiquei um bom tempo ali refletindo sobre a situação política do nosso país e da América do Sul em geral. Como disse uma mulher com quem conversei, nossa America padece 😔 Fui jantar, procurei um lugar mais ajeitadinho, primeiro que queria uma coisa mais bacana pra começar a viagem e depois que tava com um pé atrás com comida na Bolívia (depois relaxei 😄) e achei um restaurante especializado em comida chinesa chamado Chen Jianfan ali perto da praça e pedi um prato de frango cozido com vegetais, arroz, batata frita e suco de maracujá por 33 bolivianos (R$ 18,64). Satisfeito, fui pro hostel. Pedi um Paceña no bar do hostel pra entrar no clima. Tinha um grupo grande de amigos numa mesa, um casal de argentinos e só. Não tava um ambiente muito interativo. Já tinha viajado de busão toda noite anterior, ia levantar cedo no dia seguinte, fui dormir. Quinta, 11 de outubro de 2018 🇧🇴 Levantei pouco antes de 7 da manhã, arrumei minhas coisas e saí. Cheguei na recepção e porta fechada e sem recepção. E agora como eu saio daqui? Olho ao redor e ninguém. A porta era de blindex e estava fechada de chave e ainda tinha a porta da rua. Pensei uns minutos e vi que tinha um pino em cima. Abaixei o pino, forcei a porta pra dentro e consegui abrir. Só encostei ela de volta e deixei destrancada (claro) Agora era a da rua mas ela só tava encostada 😅 FUGI DO HOSTEL 😂 modo de dizer pois já tinha pago a diaria no checkin mas passei um perrenguinho ali Ao contrário de ontem, não tinha muito tempo sobrando então descartei o busão. Ainda com wifi na porta do hostel olhei Uber pro aeroporto e tava 109 bolivianos 😨 Então fui pra praça e fiquei esperando pra ver se passava um táxi. Logo o segundo que passou tava livre e o tiozinho cobrou 70bol. Ok, lá vamos 😕 No meio do caminho tinha uma escola, tinha uma escola no meio do caminho 😒 E por ser horário de inicio das aulas tava um transito do cão. O tiozinho ia costurando o transito e se fosse busão ia ficar garrado ali. Achei melhor estar de táxi mesmo. Quase 1 hora depois chegamos ao aeroporto. Na entrada do aeroporto tem um pedágio de 8bol que o taxista paga mas obviamente cobra de você, então, 78bol. É caro mas dá 44 reais, se fosse no Brasil um trecho longo desses jamais seria só esse preço. Despachei meu mochilão no guichê da Boa e tava em jejum ainda né. Tinha biscoitos na mochila de ataque mas não tinha café e eu sou desses viciados então tive que pegar um capuccino naquelas máquinas de expresso por 12bol (ai meu coração💔) mas com café estava vivo de novo 😆 Entrei pro embarque e o voo era previsto pra 9:20 só que…fugi do hostel, fui de táxi pro aeroporto, pra que? Pra que? Pra mofar lá 😤 Santa Cruz tava nublado mas as noticias que chegavam é que chovia litros em Sucre. E pelo que entendi o aeroporto de Sucre não opera por instrumentos então tínhamos que esperar o tempo melhorar por lá. Dariam mais noticias as 10:20. OK. Sentei lá e fiquei observando o movimento. Num canto lá vi um casal conversando com um boliviano. O casal falava português. Depois que acabou o assunto com o boliviano eu fui lá puxar assunto. Eram Luana e Leonardo, casal carioca, militares da Marinha servindo em Corumbá, estavam indo também pra Sucre e Uyuni, depois La Paz e Cusco. Já tratei de combinarmos rachar um táxi em Sucre. Informaram nova previsão pro voo às 11:30 e enfim, com mais de 2 horas de atraso, partimos pra Sucre. No aeroporto de Sucre, um caso interessante. Tem um cara lá que fica conferindo o ticket da mala pra ver se é seu mesmo. Eu já tinha arrancado o da minha mochila, mas botei ela nas costas e saí de mansinho enquanto ele tentava se entender com um grupo de japacoreanos 😬 A sinalização no aeroporto também tem em espanhol, inglês e quéchua. Encontrei a Luana e o Leonardo e fomos atrás de um táxi. Já tinha lido que o preço era 60 bol. E era isso mesmo. O aeroporto de Sucre é longe da cidade, a uns 30 km. O bom de achar gente pra rachar é que saiu 20 bol pra cada. No caminho a Luana contou que tava apreensiva com a viagem pois tinha descoberto ha poucos dias que estava grávida de 6 semanas. Trocamos contato e o taxista passou primeiro no meu hostel. Fiquei no Kultur Berlin. Ótimo hostel, muito bom mesmo. Não lembro quanto paguei a diária mas fiz a reserva no Booking onde dizia 29 reais então paguei lá no check out uns 50 e poucos bolivianos. Hostel mais barato que o de Santa Cruz mas infinitamente melhor. Fui pro quarto que tinha 2 pavimentos, 2 beliches em baixo e 3 camas em cima. Tinha só um canadense lá, o Connor. Conversamos um pouquinho e saí pra bater perna. O hostel fica a 2 quadras da praça central de Sucre. Procurei um restaurante lá e pedi uma sopa de quinoa, prato bem grande, não lembro o preço mas não era caro. Ali na mesma praça tem a Casa de la Libertad, tida como o monumento histórico mais importante do país, onde foi proclamada a independência. Lá tem exposições com as fotos dos ex-presidentes, mobiliários, objetos das epocas coloniais e das batalhas de independência. A entrada custa 15bol e se você tiver passando com tempo por Sucre vale a pena. A praça 25 de Mayo é muito bacana. Ficar ali um tempinho observando a vida da cidade é muito bom. A catedral tava fechada. As construções ao redor são muito bonitas. Dali desci umas 3 quadras até o Parque Bolivar, outra praça bem arborizada e agradável, tem até uma miniatura da torre Eiffel pra galera subir. Descansei lá um pouquinho e voltei as 3 quadras pro centro saindo ao lado do Mercado Central. O mercado é mais de frutas, flores, comidas, frangos e carnes expostas, aquela salada visual que tanto impressiona a nós brasileiros. Passei no supermercado pra comprar uma água 2l por 4,20bol e encontrei uma loja dos famosos Chocolates Para Ti, que são vendidos no quilo. Tem amargo, tem em formato de dinossauro, tem vários. Não são lá muito baratinhos mas muito gostosos😋. Comprei pouco mais de 100gr e deu 31,50bol (R$ 18) Passei no hostel pra deixar as coisas e pegar uma blusa pois a tarde ia caindo e eu ia subir pro mirante. O mirante fica a umas 6 quadras do hostel, subindo. Cheguei lá pouco depois das 17h e apaixonei de cara. Tem uma escola ali e a aula tinha acabado e um monte de alunos estavam pela praça, conversando, jogando bola, misturados aos turistas que subiram pra ver o por do sol, um grupo de jovens sentados tocando violão, o ambiente ali era maravilhoso. Não teve lá um grande por do sol pois tinha umas nuvens, mas tava muito gostoso lá. Desci ao escurecer e quando cheguei no quarto do hostel tinha chegado um cara lá. Mandei um hola e ele respondeu o hola com aquele A comprido (holaaa) que denuncia de cara um brasileiro. Era o Fábio de São Paulo. Conheci um irmão de viagem. Mal imaginava naquele momento mas a gente seguiria juntos boa parte da viagem. Também tinha chegado no quarto a Daniela, uma boliviana de Santa Cruz. Tomamos banho e descemos pro restaurante do hostel, que tem um preço bem parecido com dos outros restaurantes da cidade, então comemos por ali. Comi sopa de entrada com spaguetti a bolonhesa e umas paceñas e piscos no happy hour depois. Enquanto isso tinham umas apresentações de danças folclóricas e os dançarinos eram do próprio staff do hostel, bem legal. Depois que acabaram as apresentações começou a boate do hostel na sala ao lado. Fomos pra lá e ficamos até parar a música lá pelas 2 da manhã. Detalhe que de hóspede só tinha a gente pois quando acabou todo mundo foi embora do hostel e só ficou nós 3 olhando um pra cara do outro
  42. 6 pontos
    AGULHA DO DIABO “Agora não adianta chamar por santo nenhum, quem mandou se meter no Caldeirão do Inferno. Pendurados no meio da Unha da Agulha do Diabo, a gente só pensa em não cair e tenta grudar as costas naquela chaminé diabólica, tentando evoluir centímetro a centímetro, mas a gente sabe que o próprio dono da montanha está lá, sentado logo acima com seu rabo a balançar, como a nos atrair para uma armadilha. Não quero olhar para baixo, mas a curiosidade é maior que o meu bom senso e quando faço isso, o mundo parece dar uma rodopiada e é nessa hora que penso em gritar um “valei-me Nossa Senhora”, mas me contenho a minha insignificância diante daquele colosso de pedra, porque cada um é responsável por exorcizar seus demônios interiores e sigo determinado, sabendo que eu mesmo terei que chutar o traseiro do cão se quiser conquistar aquela montanha. ” Não por acaso que a AGULHA DO DIABO foi escolhida mundialmente entre as 15 montanhas mais bonitas e mais desejadas para se escalar em todo o planeta. Um gigante rochoso tocando o céu no meio selvagem do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no estado do Rio de Janeiro, a meio caminho entre Teresópolis e Petrópolis, mas por incrível que pareça, mesmo estando no parque por meia dúzia de vezes para a travessia famosa e para escalar o Dedo de Deus, eu jamais consegui por meus olhos nessa formação rochosa e quando os meninos levantaram a possibilidade de escala-la , aceitei o convite sem nem pensar se teria ou não condições de ir ao cume com os meus toscos e rudes conhecimentos do esporte. Havíamos combinado então que, quando o inverno desse as caras, a gente partiria para o Rio, mas a ansiedade de alguns do grupo fez com que antecipassem a tentativa da escalada para maio, data em que eu estava às voltas com uma Expedição Selvagem previamente programada na Serra do Mar Paulista, então fui deixado para trás. Nessa ocasião o grupo que tentou escalar a Agulha cometeu alguns erros de logística, extrapolaram o tempo e dos 7 integrantes, 5 ficaram pelo caminho e somente 2 foram ao cume e assim mesmo tiveram que subir quase ao anoitecer. Diante desse meio fracasso, o Alexandre Alves retomou o projeto antigo que havíamos traçado e para aproveitar um feriado Paulista, resolvemos montar uma equipe 100 % caipira, a mesma equipe que havia conquistado o Dedo de Deus (1.692 m), os mesmo que haviam se juntado um dia para aprender a escalar por conta própria. A equipe inicial seria formada por mim, pelo Alexandre e pelo Vinícius e de última hora surgiu o Dema, mas o Alexandre estava meio com um pé atrás com ele porque fazia muito tempo que o professor não aparecia para treinar e poderia pôr em risco nossa segurança por estar desatualizado quanto aos procedimentos, mas no final, a amizade acabou por falar mais alto que a nossa segurança e essa tomada de decisão seria fundamental para o sucesso daquela “expedição” rumo ao cume daquela diabólica agulha. Foram acaloradas as discussões sobre qual estratégia usar, alguns achavam que fazer um bate e volta apenas com mochila de ataque seria o ideal, já outros discordavam veementemente e insistiam que deveríamos subir com cargueira para estarmos seguros, se desse alguma merda, já que a pedra ficava num fim de mundo escondida no meio de um vale sinistro e potencialmente perigoso, além do mais , se houvesse um fracasso no primeiro dia, poderíamos acampar e tentar num segundo dia, coisa que seria impossível se estivéssemos apenas com mochilinha de ataque, sem os equipos para acamparmos. No fim, nos convencemos de que subir com as cargueiras seria a melhor estratégia e essa tomada de decisão foi a responsável por um dos integrantes, além de nós quatro, picar a mula da escalada, alegando que a gente era doido de enfrentar aquela subida do satanás com mochilas nas costas. Paciência, perdemos um experiente escalador, mas a equipe puro-sangue se manteve e se era para “se lascar” todo naquela montanha, que fosse então com um grupo acostumado a se meter em encrencas e a fazer isso com alegria. Foi então que numa tarde ensolarada de um sábado, que o Vinícius apanhou o Alexandre na rodoviária de Sumaré-SP e passou na minha casa para que eu e o Dema nos juntássemos a eles e partíssemos para Teresópolis-RJ, onde lá chegamos umas sete horas depois, já no início da madrugada de domingo, onde nos refugiámos num posto de gasolina aos pés do Escalavrado(1.410 m) e passamos a noite lá até esperar pela abertura do Parque nacional às seis da manhã. Com o ingresso do parque já comprado antecipadamente e impressos e as devidadas autorizações assinadas, não tivemos dificuldade de acesso e antes das sete da manhã, já havíamos estacionados o veículo o mais próximo possível da barragem e adentramos na trilha histórica que faz parte da Travessia Petrópolis x Teresópolis ou usada para quem quer ir apenas até o cume do parque, na Pedra do Sino (2.275) ou mesmo visitar trocentas outras montanhas de belezas ímpar. No início a subida parece ser bem suave, muito porque estamos todos animados e cheios de energia. O caminho vai se enfiando por dentro da floresta, cruzando algumas pontinhas e menos de uma hora depois chega a uma grande gruta ou toca, onde é possível bivacar com um certo conforto. Não demora muito e damos de cara com a Cachoeira Véu de Noivas, completamente seca, mas já não é grande coisa com água, pelo menos não, se compararmos com as maravilhas que estamos acostumados na Serra do Mar de São Paulo, mas também não viemos aqui atrás de quedas d’água e tocamos para cima, um passo de cada vez, numa subida enfadonha. Eu já havia subido e descido aquela trilha nas duas vezes que estive nas travessias de Petrópolis para Teresópolis e ao contrário e as duas vezes havia odiado aquela parte do caminho, mas pensando bem, acho que odiei pouco, não sei se era pela minha tenra idade com muita mais energia que agora ou porque naquela época tudo me parecia novidade em matéria de trilha, o certo é que aquele zig-zag infernal vai dando nos nervos e só faz aumentar nossa ansiedade de chegar logo na tal Cota 2.000, de onde parte a trilha mais em nível para acessar o tal Caminho das Orquídeas. Quando as curvas acabam, damos de cara com o grande descampado, chegamos ao ABRIGO 3, mas não passa mesmo de um gramado convidando-nos para um descanso, porque abrigo nem existe mais mesmo. Aqui a trilha vai dar uma guinada para a esquerda e vai dar uma nivelada, passar por um mirante também à esquerda. É preciso ficar esperto porque quando o altímetro bater uns 2.000 de altitude e mais ou menos 7,2 km desde a barragem, no início da trilha, precisamos nos atentar para uma saída à esquerda, quase imperceptível. É mesmo uma trilha meio sem vergonha e não há nenhuma placa, nenhuma identificação dizendo ser esse o caminho que vai nos levar para o Mirante do Inferno, ou por negligência do Parque Nacional (grande novidade!) ou por sacanagem de guias e agências que retiram as placas para que ninguém chegue sem seus serviços. Pegando essa bifurcação mencionada, adentramos na direção do tal Caminho das Orquídeas ou talvez seja um atalha para ele. Vamos descendo, agora numa trilha bem mais fechada, quase uma picada e logo que tropeçamos numa bifurcação, pegamos para direita e seguiremos reto até que o mundo se abre à nossa frente num MIRANTE espetacular, com um vale profundo e mais à frente já podemos deslumbrar uma minúscula parte da ponta da Agulha a nos convidar para uma aventura inesquecível. Desse mirante é possível ver também parte do Dedo de Deus e o que é mais interessante é que não é possível ver a Agulha do topo do Dedo e nem ver o Dedo do topo da Agulha, como se Deus e o Diabo nunca pudesse se confrontar. (Dedo de Deus visto do mirante) De cima do mirante às vistas para outras montanhas do parque são deslumbrantes, mas não é hora de perder tempo, o relógio anda e precisamos nos apressar. Nossa jornada é descendo pela laje de pedra e se enfiando nas canaletas floresta à dentro, desescalando até atingirmos o fundo do vale onde um brejo tem que ser pulado para não empapar os nossos tênis. Logo temos água boa vinda de um pequeno córrego e então chegando a mais uma bifurcação e seguimos para a direita contornando uma pedra e não demora muito, às 10:30 desembocamos no ACAMPAMENTO PAQUEQUER, que não passa de um lugar mais aberto no meio da trilha, às margens da nascente do riachinho de mesmo nome, hora de parar para um breve descanso, mais um gole de água e traçar uma estratégia. (Paquequer) Numa breve reunião, decidimos esconder nossas cargueiras ali nos arredores do acampamento e seguir apenas com os equipos de escalada e com uma mochilinha de ataque. Portanto, pulando o riacho, interceptamos o estirão final que vai subir sem dó em direção ao mirante e logo que chegamos mais ao alto, beirando uma grande pedra do lado esquerdo, interceptamos a tal saída que vai nos levar para a Agulha, mas antes de para lá partirmos, seguimos em frente e menos de dez minutos depois chegamos à beira do GRANDE ABISMO DO MIRANTE DO INFERNO. (Mirante do Inferno) Aquilo era inacreditável! Eu já havia dito que achava o Dedo de Deus a montanha mais espetacular do Brasil, mas diante daquela visão eu estava confuso, perdi a referência, meio que perdi o chão. O Dema e o Vinícius também pareciam encantados com aquele gigante de pedra. Dali era possível contemplar outras montanhas : São João, São Pedro(2.160), Verruga do Frade(1.920), Pedra da Cruz(1.980), Capuchinho do Frade, Santo Antonio e tudo beirava à santidade, mas era ela a grande atração do lugar, enfiada no meio do Caldeirão do Inferno, a AGULHA DO DIABO parecia nos convidar para uma grande aventura e a gente estava em êxtase e não havia mais como fugir, a gente poderia ficar por ali mesmo e nos entregarmos as coisas do céu, mas o desafio é que nos move, porque o montanhista de aventura nunca vai se contentar com o calmo e o sereno, ele quer é ver a desgraça de perto, ele quer o caos, quer a tormenta e foi com esse pensamento que a gente largou tudo para trás , voltamos a descer por uns cinco minutos e adentramos de vez à direita na trilha rumo ao nosso desafio. Esse caminho em forma de picada vai seguindo quase que em nível, mas logo faz uma curva para direita e se enfia numa garganta montanha à baixo, numa sequência de gretas e fendas potencialmente perigosas. Vez por outra surge à nossa frente assombrando a nossa alma a silhueta da AGULHA e numa dessas aparições acabei ficando para trás para tentar sacar uma foto e perdendo o equilíbrio, escorreguei de um patamar e enfiei meu pé numa laca de pedra e virei o tornozelo que veio a inchar instantaneamente. Nessa hora pensei que minha jornada naquela montanha havia acabado, mas mesmo assim gritei para que o grupo me esperasse e aguardasse uns minutinhos até que a dor diminuísse um pouco. Tentei ser forte e demostrar calma, não queria de jeito nenhum dar chance para que alguém pudesse me mandar voltar para o acampamento para eu não atrapalhar a escalada, muito porque eu mesmo já teria feito isso se sentisse que daria problema. (Agulha vista de dentro do Cadeirão do Inferno) Continuamos seguindo até nos vermos quase no fundo do vale, onde um pequeno riacho seco descia da direita e é justamente nesse amontoado de pedras que nosso caminho segue e segue subindo para valer, nos fazendo escalar rochas escorregadia e íngremes. Vou me arrastando como posso, mesmo com muita dor, me agarro na minha vontade de não desistir, pelo menos até chegarmos ao início da via. Logo à frente somos barrados por uma gruta, uns amontoados de matacões gigantes. Estamos na GRUTA DA GELADEIRA e não há outro caminho possível se não o de passar por dentro dela e sair pelo teto, por um buraco tão estreito que mais parece que você está saindo do útero da sua mãe. Escalado esse trecho apertado e úmido logo damos de cara com um pequeno platô que poderia servir até para um bivac numa emergência e mais acima, quase ao meio dia, nos deparamos com a linha de escalada propriamente dita, hora de calçar as sapatilhas, fazer o sinal da cruz e enfrentar de vez essas forças do além. (Gruta da Geladeira) Acima das nossas cabeças o gigante rochoso se elevava num espigão assombroso, rodeados por paredes escuras e colossais. Havia chegado a hora de desafiar o guardião do Caldeirão do Inferno e todas as discussões acaloradas vividas meses antes de estarmos ali, agora teriam que nos mostrar que serviu para alguma coisa. É bom lembrar que dos 4 integrantes daquela empreitada, apenas o Alexandre e o Vinícius poderiam ser considerados como escaladores de verdade, porque eu e o Dema não passávamos de meros bons montanhistas trepadores de paredes, mesmo assim, aquele grupo heterogêneo não deixava de ser formado por escaladores ainda com muito à aprender. Em um primeiro momento havia se decidido que formaríamos duas duplas para a escalada, sendo a primeira composta pelo Alexandre e o Dema e a outra pelo Vinícius e por mim, sendo que o Alexandre e o Vinícius subiriam guiando a corda e eu e o Dema faríamos o "segue"(manobras realizadas com a corda para dar segurança ao companheiro), mas num ato de desapego, de última hora, o Vinícius abriu mão de guiar e foi decidido que apenas o Alexandre seria o responsável por levar a nossa corda e essa atitude foi mesmo muito sensata, porque nos faria ganhar tempo precioso e isso também faria toda a diferença na conclusão daquela escalada. (acima croqui da escalada) Traçado a estratégia, a primeira enfiada (lance) já começa encrencada. Parece fácil, mas é uma rampa lisa e sem agarras e já no começo o Alexandre dá uma sambada até que resolve colocar um camalot (pequeno equipamento que ao ser enfiado numa fenda, por exemplo, trava e se pode pendurar a corda para dar segurança ao escalador, numa explicação bem tosca, rsrsrsr ) numa fenda para dar uma estabilizada no psico. Depois é preciso se entalar numa fenda e se espremer até ganhar o alto e subir por outra rampa até uma paredinha que dá acesso a parada junto a um platô. O Dema zueiro que é, já inventa de nem colocar as sapatilhas nesse trecho, apanha sua mochilinha e também a do Alexandre e se agarra à corda e depois se lascou todo para conseguir passar pela fenda lateral e não deu outra, ficou entalado, o tonto, rsrsrsrsr. O Vinícius foi outro que deu uma sapateada nessa rampa e eu, sem molejo para dança nenhum, não fiz mais bonito que ninguém, também rebolei pra subir ali, mas me agarrei no que deu até me juntar aos amigos do platô. (Primeiro lance) O segundo lance nada mais é que uma passagem seguindo em frente, praticamente caminhando ao lado de uma parede com vegetação. É um lance fácil, mas para mim que era o último, achei um pouco exposto e passei com cuidado, mas ao tentar descer no final do corredor de pedra, fiquei sem saída e com medo de pular até atingir a parte mais abaixo, antes de ganhar uma parede final. O problema é que você não pode seguir o seu instinto e querer perder altura logo, é preciso ir até o final da parede caminhando, onde tem várias agarras de pé e de mão para se descer em segurança e uma vez no chão é só fazer a travessia para direita quase numa escalaminhada tranquila e ir subindo até a parada em nível. (segundo Lance) A enfiada seguinte, a terceira, é um pouco mais técnica por ser mais inclinada. Começa com uma fenda em forma de diedro, do qual é necessário subir em oposição. A gente enfia as mãos dentro da fenda e começa a puxá-la até ganhar altura, mas alguns não estavam nem aí e subiram com os pés na fenda e as costas na parede abaulada da direita porque na escalada clássica a única regra é não ficar lá embaixo moscando e atrapalhando o andamento da empreitada. Depois dessa fenda, desse diedro, a parede empina de vez e é preciso ir achando as agarraras certas até poder se pendurar numa fenda horizontal, uma verdadeira salvação para quem já está despencando parede à baixo. Uma vez travado nessa fenda, onde você já está rindo à toa, aí você percebe que não há mão para ficar em pé e colocar os pés dentro da fenda para ir caminhando para esquerda e tem que colar o corpo na parede e ir levantando de vagar, raspando seu nariz na pedra até se estabilizar, pelo menos foi isso que aconteceu comigo, e logo em seguida subir e ganhar a parada. (terceiro Lance) Quando me estabilizei na parada, clipando minha solteira (pedaço de fita preso ao corpo com um gancho na ponta, afff Maria, que explicação furreca !), o Alexandre e o Dema já haviam partido para a quarta enfiada. Esse lance é muito esquisito porque se faz todo praticamente caminhando ao lado de um abismo, junto à uma parede que se estende por uns 15 metros. Dali de onde estávamos eu e o Vinícius, já era possível avistar a imponência da CHAMINÉ DA UNHA, uma laca de pedra descolada da Agulha do Diabo, uma visão assombrosa e é melhor nem ficar pensando muito e apenas nos concentrar nos problemas presentes, deixemos o futuro para depois. Essa próxima enfiada é fácil, mas com uma grande exposição para quem guia e para quem vem por último na cordada e eu passo por ali com todo cuidado, primeiro me agarrando como posso para descer um pouco mais à baixo, depois seguindo lentamente, caminhando quase numa trilha de pedra até me grudar de vez ao chegar na parada com 2 “P” e é bom marcar bem esse lugar porque será aqui o penúltimo rapel para quando voltar. (quarto Lance) Até ali, a escalada estava fluindo numa perfeição espantosa, tudo afinado e alinhado. A subida seguia sempre a mesma linha, com o Alexandre guiando a corda, precedido pelo Dema e o Vinícius, tendo eu como o último homem a fechar a corda. Ganhávamos terreno rapidamente e cada vez mais íamos subindo, nos elevando metro a metro e foi nesse quinto lance que a gente começou a tomar ciência de que estávamos chegando perto dos enfrentamentos maiores. Aliás, esse lance não passa de mera caminhada, que vai se enfiando numa trilhazinha e subindo numa escalaminhada fácil, vira totalmente para a direita e sobe até uma espécie de gruta, que também não passa de um amontoado de pedras. Passa ao lado do Pico do Diabinhoque é uma formação rochosa belíssima e já te joga de frente para as “Chaminés em L “, hora de juntar a equipe novamente, tomar fôlego, beber um gole d’água e se preparar para ganhar altura de vez. Essa tal “Chaminé L”, que marca a sexta enfiada, é muito parecida com a chaminé do Dedo de Deus, com paredes largas e com boa aderência, a subida é bem no final dela, onde a parede se fecha, e sobre o teto despenca uma rocha entalada em formato de estalactites, aquelas formações que pendem dos tetos das cavernas. É preciso subir até essa formação, que não fica a mais de uns 4 metros de altura e alcançando-a, saindo para a direita, mas isso é tão óbvio porque não existe mesmo outro caminho. O Alexandre se pendura nessa parede, se agarra na estalactite, passa pelo buraco apertado e some das nossas vistas. Lá de baixo, eu o Vinícius e o Dema não conseguimos ver nada do que se passa depois disso e mal escutamos a voz do Alexandre que parte sozinho para essa passagem para a direita. O tempo vai passando e o “nosso guia” pouco dá sinal de vida, vez ou outra ouvimos sua voz sussurrando alguma coisa e acaba demorando para descobrirmos que a corda havia enroscado. Diante daquele imbróglio todo, resolvemos mandar o Dema atrás dele e para isso foi preciso que ele escalasse em livre, ou seja, sem nenhuma segurança, foi um risco, mas era o que tinha para o momento, mesmo porque era uma subida muito tranquila e não achamos que seria um risco tão grande. Uma vez que o Dema se juntou ao Alexandre, depois de algum tempo, a corda foi liberada e logo foi o Vinícius que se esgueirou parede acima e ganhou o alto, sumindo das minhas vistas e para o nosso azar, a corda voltou a enroscar novamente. O Vinícius teve que mudar novamente a instalação da corda para liberar a minha subida. Encostei as costas na parede esquerda da chaminé e finquei os dois pés na outra parede, mas logo notei que poderia fazer diferente: Meti o pé esquerdo no fundo da chaminé onde ela se eleva até o buraco de saída, junto à pedra entalada, e fui alternando os movimentos, como se subisse num batente de porta, mas agora com o pé esquerdo na parede do fundo e o direto na parede lateral. Não sei se esse estilo foi o melhor, só sei que rapidinho eu me agarrei na estalactite e me elevei para dentro do buraco e ressurgi para um outro mundo. Depois virei para a direita, que é o único caminho onde fica plano e é necessário encostar as mãos do lado direito e dar um pulinho maroto de menos de um metro, um pulo tranquilo, mas a prova de qualquer erro ou então é cair no vazio e virar carne moída de tanto que vai ralar nas paredes da chaminé. O Vinícius foi fazendo meu "segue" até que eu me juntei a ele onde uma paredinha final de uns três metros precisa ser escalada usando uma fita em um grande “P” para poder se elevar, agarrar em um arbusto e se jogar definitivamente para cima de um grande platô, cheio de árvores, onde de tão grande, poderia servir até para se montar um abrigo provisório. Nesse GRANDE PLATÕ foi instalada uma placa para homenagear os conquistadores de 1941, mas a importância daquele lugar vai muito mais além, ali naquele marco geográfico da escalada é o lugar onde vai se separar os homens dos meninos, é ali que se define quem vai ao cume ou quem definitivamente vai abraçar o fracasso , botar o rabo entre as pernas e bater em retirada, seja por incompetência técnica ou por incompetência na hora de montar a logística, fazendo com que ao se chegar aqui, já tenha extrapolado o tempo hábil para se ir ao topo. Essa pode ser considerada a anti-sala do inferno, é aqui que o diabo faz a sua triagem, separando os caras que tem ou não as condições de enfrentar o seu desafio derradeiro, uma vez tomada a decisão de seguir em frente, você acabou de colocar seu nome na roleta russa, ou é tudo ou é nada. O Alexandre fracassou aqui da outra vez, portanto agora para ele é tudo novidade e havia chegado a hora de enfrentar o tal CAVALINHO, uma passagem alardeada por muitos como sendo a parte mais complicada da escalada, é o sétimo lance, uma passagem por fora da montanha, uma fenda lateral que vai dar acesso a entrada da Unha do Diabo. A partir de agora todos as mochilas devem ficar ali no platô, todos devem esvaziar as suas mentes, sua bexiga e tudo mais que faça o sujeito entrar leve porque uma vez dentro da chaminé, até respirar será difícil. O Alexandre procura não perder tempo e quando vejo , ele já havia sumido das minhas vistas e quando chego à beira do abismo, só consigo ver parte do Dema já dentro da fenda , gemendo para conseguir se jogar para dentro da chaminé. (Cavalinho) Quando chega a vez do Vinícius, auxilio fazendo uma espécie de segundo "segue". Ele se apoia na costura na entrada da fenda fixada logo acima, enfia a perna esquerda e parte do corpo na grande rachadura e se pendura no vazio até se arrastar para a entrada da chaminé e com muita dificuldade consegue se jogar para dentro. Assim que o Vinícius se acomoda entre as paredes da Unha, dá o start para que eu comece a escalar. O problema de fechar a corda é ter que fazer alguns lances tão expostos quanto quem faz a guiada e aqui no Cavalinho é pior ainda, porque se houver uma queda, além do escalador despencar no vazio fazendo um pendulo monstro, ainda vai arrastar o cara que está dando "segui" de dentro da unha, porque mal é possível se mexer lá dentro. Me aproximo do abismo com muito cuidado e já me agarro à costura para manter o equilíbrio. Muitos escaladores dão a dica para se entrar nessa fenda deitado com a barriga para cima, ou seja, enfiando a perna direita e ir se arrastando de costas até chegar na entrada da chaminé e já entrar virado para o lado certo, mas para mim é uma grande bobagem, coisa de gente barriguda mesmo. Portanto, seguro firme na costura e enfio a perna esquerda dentro da fenda que num primeiro momento me deixa com metade do corpo pendendo no vazio e para contraria as dicas dos velhos escaladores, já me ponho a olhar para o abismo de uns 200 metros, mas para quem já esteve pendurado no lance da Maria Cebola no Dedo de Deus, aquilo nem causa vertigem. Colo o corpo à pedra e vou avançando fenda acima porque na realidade não é uma reta e sim uma diagonal e é necessário fazer força para se avançar. Ganho meio metro de terreno e o meu corpo já escorre para dentro da fenda e me entalo dentro do buraco. Que beleza! Aquilo foi mole, uma vez dentro do fundo da fenda só faço avançar lentamente e já caio direto no interior da GRANDE CHAMINÉ DA UNHA DO DIABO, para mim aquele cavalo não passou de um pônei. Claro, caí do lado errado, com as costas viradas para a Unha, quando o certo é estar com as costas na parede da Agulha, mas basta um contorcionismo indiano e já me junto aos meus companheiros, tentando buscar um melhor posicionamento num lugar tão estreito que mal se consegue virar o pescoço e quem sofre de claustrofobia, deve pensar muito antes de encarar esse desafio. Continuando com a analogia, uma vez dentro da Unha, você agora está no terreno do tinhoso, agora não tem mais volta. Naquele lugar frio e úmido, espremido feito uma mortadela no pão de forma, é preciso ter sangue frio para seguir em frente, no caso, seguir definitivamente para cima. Aquele colosso de pedra que marca o oitavo lance dessa escalada incrível, vai com certeza marcar a vida de qualquer homem metido a escalador e eu acho que não há ninguém que não saia dali transformado, pelo menos não se o cara for alguém chegado recentemente ao esporte ou até mesmo velhos escaladores, o certo é que ninguém sai indiferente. O Alexandre foi quem veio tocando toda nossa escalada até então, coube a ele a responsabilidade de abrir caminho guiando a nossa corda, fazendo desenrolar as encrencas que iam surgindo pela frente, e sem que ninguém se apresentasse para enfrentar o demônio de frente, coube também a ele arrombar as portas do inferno e dar início aos trabalhos de escalada da temida chaminé da Unha. O primeiro grande problema é conseguir sair do chão nessa chaminé, já é difícil até respirar lá dentro de tão apertada, imagina conseguir espaço para se elevar e se grudar às paredes, ainda mais para o Alexandre com estatura alta. A ralação inicial é de dar dó do coitado, mas ninguém disse que seria fácil. Aos poucos ele foi progredindo e quanto mais se sobe, melhor fica, porque a parede vai abrindo aos poucos. Logo ele chegou à primeira proteção da chaminé e estacionou numa grande fenda que serve como um patamar de descanso, o primeiro demônio havia sido vencido, mas uma legião de outros demônios estava à espreita, só esperando para o contragolpe final. (chaminé da Unha ) Lá embaixo, estacionados no fundo da Chaminé da Unha, Eu, o Dema e o Vinícius, não conseguíamos ver nada do que estava acontecendo com o Alexandre, porque como eu disse, o lugar é estreito e sobe em curva. O Alexandre fez de tudo, mas parecia mesmo que esse era um demônio que ele não estava a fim de encarar guiando. Também pudera, sua condição psicológica já deveria estar em frangalhos somada ao excesso de gasto energético ao qual tinha passado para trazer nossa corda guiando até o momento. Ele resmungava ao longe, como se tentasse levar os capetas guardadores de chaminé na conversa, mas não teve jeito e não houve reza e nem oração que fizesse com que deixassem o nosso amigo passar, seria preciso chamar alguém tão ruim quanto aqueles filhotes de satanás. Ainda lá embaixo, passando frio e apreensivos quanto ao rumo daquela “expedição”, três escaladores quase que brigavam para não ir, ou ao menos, não ser o primeiro a tentar salvar aquela escalada, já que o nosso principal guerreiro já estava meio fora de combate grudado na parede mais acima. Nessa luta do bem contra o mal, cada um se defende como pode e eu já usei minha arma principal, que é a de persuasão e logo tentei convencer que o DEMA era o cara perfeito para aquele enfrentamento, olha só que ironia, o mesmo cara que saiu desacreditado porque estava há muito tempo afastado da escalada. Mas o Dema foi o cara que se apresentou primeiro mesmo, parecia ser o cara mais confiante naquele momento e eu e o Vinícius torcíamos muito para que desse certo, senão teríamos que sair da nossa zona de conforto, que nem era tão confortável assim, e nós mesmo tentarmos fazer aquilo que a gente sabia que teríamos que fazer. Assim foi feito, com as nossas bênçãos, o Dema grudou naquela parede e subiu até onde estava o Alexandre e daí para a frente mal ouvíamos a conversa entre os dois, somente quando o Dema gritava para que os demônios que o atormentava fosse saindo do seu caminho é que ouvíamos a sua voz. O Alexandre auxiliava ele, mas ali não é a técnica que prevalece, é a força interior é a vontade de não cair e de permanecer grudado à parede, a vontade de chegar ao final da chaminé, e só o Dema poderia narrar esse sentimento, o certo é que quando ele gritou:" cheguei", o ecoo da sua voz chegou ao nossos ouvidos lá embaixo e houve um misto de felicidade e satisfação, era a certeza de que havíamos dado um grande passo para que aquela escalada terminasse com sucesso. Chegando na Ponta da Chaminé da Unha, o Dema puxou o Alexandre, fazendo o "segue" dele e quando esperávamos que seria a nossa vez de nos juntarmos aos dois, o próprio Alexandre pediu que esperássemos porque não havia mais lugar lá encima e que primeiro faria a proteção para que o Dema fosse ao cume e nos esperasse lá, era mais do que justo. Quando o Vinícius partiu de vez, foi que me vi só naquele mundo hostil, encravado no meio de um vale selvagem, quase no cume de uma das formações rochosas mais espetaculares do todo o planeta. O Vinícius chegou ao topo da unha, não sei como, não sei de que maneira, não sei que tipo de enfrentamentos teve nesse seu martírio, só sei que quando ele gritou que o "segue" já estava pronto e que eu poderia subir, não deu nem tempo de fazer o sinal da cruz porque a ansiedade era tanta que eu já estava a uns dois metros do chão, totalmente inebriado pelo aquele momento mágico. No começo a subida parece impossível, mas pensando bem, mesmo apertado e quase que usando os dentes para conseguir ganhar altura no início, é muito melhor do que o que estava por vir. Logo chego à primeira proteção, onde consigo encaixar os pés e tomar fôlego, tiro a corda da costura e ao olhar para cima ainda me dou conta que faltam uns 15 ou 20 metros de chaminé, Jesus! Naquela Chaminé dos infernos pouco importa se você está guiando ou se está indo de "segue", ali os seus demônios interiores vão te colocar à prova. Quando meus pés deixaram aquele ultimo patamar e virei com as costas agora para pedra da unha, foi como se todos os demônios pulassem para cima dos meus ombros. Milímetro a milímetro fui vendo aquela parede passar diante dos meus olhos e o demônio da dor foi o primeiro a tentar me derrubar pelo tornozelo, já bastante inchado pela torção na trilha de acesso. Me concentrei o máximo que pude, as pernas tremiam e a cada metro ganho, mais infeliz eu ficava porque via o chão cada vez mais distante. “Não quero cair, não vou cair, sai pra lá cão dos infernos, cadê o fim disso meu Deus do céu? ‘ Minha cabeça parece girar, não quero olhar pra baixo, mas é o instinto ou é a tentação do além que me força a fazer isso. A cada metro subido, a chaminé vai ficando mais larga e mais difícil de se sustentar, já perdi a concentração, mas continuo mirando somente a costura que está acima da minha cabeça, não quero nem saber, vou me agarrar nela quando lá chegar, mas quando lá chego, ela já ficou para baixo dos meus olhos e nem serve mais para nada mesmo, só faço seguir adiante confiando que o Vinícius ainda vai estar lá para me receber e não o chifrudo guardião do lugar. Na hora que minhas duas mãos tocam a aresta afiada do topo da CHAMINÉ DA AGULHA DO DIABO e prendo minha solteira nos cabos de aços que vão levar ao estirão final, mentalmente dou uma banana para aquele diabólico abismo em forma de chaminé. “ Não foi dessa vez que vocês nos venceram, seus desgraçados! Sentei-me ali na ponta da Agulha na companhia do Vinícius, já que o Alexandre também havia partido para o cume. Aliás, a visão do estirão final até o cume é algo impressionante, uma ponta de pedra lisa e que se não fosse a instalação de um potente cabo de aço, seria impossível ir ao cume dessa montanha. O tempo está perfeito, mal ventava nesse dia, lá encima muito mais quente que dentro daquela chaminé. Tomei folego, apreciei a paisagem ao redor e quando a “segui” vindo dos meninos do cume ficou pronta, me grudei aos cabos de aço e clipei minha solteira para o derradeiro lance antes da conquista final. (subida final) Esse é o nono lance, o que antecede o cume, e olhando para ele você acha que vai ser uma moleza e que vai passar com os pés nas costas. Eu também achei e me lasquei bonito, porque entrei nele todo displicente, somente pensando no topo e por isso mesmo fui com tanta sede ao pote que levei um escorregão e dei um tranco nos braços. Aquela pedra é extremamente lisa, é preciso procurar as aderências certas e botar uma força descomunal, além de ter que ir passando a sua solteira de um lado para o outro até que finalmente consigo avistar o Dema e o Alexandre junto à caixa do livro de cume. Estava definitivamente vencido os 2050 metros da AGULHA DO DIABO e quando lá cheguei, já não havia mais nenhum diabo para chutar a bunda, os meninos já haviam feito o serviço sujo e quando o Vinícius se juntou a nós, foram calorosos os abraços de comemoração, havíamos conquistado o PENHASCO FANTASMA, como era conhecida essa montanha nos seus primórdios. O topo é minúsculo, mas muito maior do que havia sido alardeado por outros escaladores, tanto que depois ouvimos uma história de que alguém havia acampado no cume com uma barraquinha e se o topo não é lá grande coisa, a paisagem ao redor é grandiosa. Para muitos estar no cume daquela montanha lendária poderia ser somente mais uma escalada, mas para nós era mesmo uma grande honra, como eu havia dito, não somos pertencentes as comunidades de escaladores tradicionais, somos mais um grupo de amigos do interior Paulista que um dia ousou se juntar para aprender os rudimentos da escalada e olha só aonde fomos parar. Aquilo era incrível, quanta montanha linda ao nosso redor, quantos abismos colossais, que paisagem fenomenal ! ( Cume) Já passava das cinco da tarde e era preciso parar de sonhar e voltar ao mundo dos homens, muito porque, subir é só a metade do caminho e já é sabido que a maioria dos acidentes acontecem nas descidas. Assinamos o livro de cume e já demos início ao primeiro rapel que num primeiro momento vai nos devolver até o topo da unha. A descida do cume da Agulha do Diabo até topo da chaminé da unha é um dos piores rapeis que eu já enfrente na vida. É necessário descer a pedra lisa, atrelando a solteira ao cabo de aço porque é muito grande a chance de se escorregar e fazer um pendulo que vai rodopiar no vazio. A gente vai descendo e a força da gravidade vai te jogando para fora da pedra, te empurrando, como se quisesse te chutar para fora da montanha. Uma vez no topo da unha da chaminé, o segundo rapel não é por dentro dela e sim por fora, uma descida não muito melhor que anterior e só não é pior porque alguém serve como anjo lá embaixo, guiando a corda para fora dos abismos até que se chegue em segurança no platô da unha, juntamente enfrente de onde está a placa homenageando os conquistadores. Quando desclipo a corda e me achego ao próximo rapel, o terceiro em questão, nem encontro mais o Alexandre e o Dema, que já desceram com a outra corda e já vão se encaminhado e adiantando o caminho. Nesse terceiro rapel vamos descer direto do platô da unha até a entrada inicial das chaminés em “L”, bem de frente para o pico do Diabinho, o que vai nos fazer cortar todo o caminho. Quando o Vinícius fecha a descida, ajudo ele enrolar a corda e juntos já pegamos a trilha, passamos novamente por dentro da caverninha e descemos até onde termina a quarta enfiada, aquele lance que você caminha beirando a parede rochosa. Nesse ponto encontramos dois “P” e nele já vemos a corda instalada que vai se enfiar por dentro de um mato e esse será o quarto e penúltimo rapel. Ao chegarmos ao patamar mais abaixo, agora sob a luz das nossas lanternas, finalizamos o último rapel, o quinto e descemos todos em segurança aos pés da Agulha do Diabo, perfazendo assim quase sete horas de escalada entre subir e descer. ( Pico do Diabinho) Conquistada aquela montanha, agora era preciso sair vivo daquele buraco. Sem muitas delongas já estávamos de volta à Gruta da Geladeira, mas ao invés de nos enfiarmos no buraco no teto e voltarmos para útero da nossa mãe, aproveitamos um “P” instalado encima da gruta e improvisamos um rapel até o chão e sem perder tempo fomos descendo aquele vale de pedra no escuro, escorregando nos patamares rochosos até chegar na curva que vai nos levar de volta para cima. É uma subida de matar mula, coisa que nem nos demos conta quando estávamos descendo, talvez pela ansiedade da escalada, mas agora é um tormento. Aquilo é praticamente outra escalada e a canseira e o sono vão tomando conta da gente e quando saímos desse racho da montanha e nos vimos na parte plana, foi como se tirássemos uma tonelada das nossas costas. O Alexandre ia à frente porque conhecia mais a trilha e sem que nos descemos conta, pegamos uma bifurcação errada. Gritei para o Alexandre que estávamos confusos e ele murmurou algo sem sentido e eu acabei indo parar numa falsa trilha, descendo em um mato alto e me perdendo e aí tive que varar um capim no peito e subir trepando um barranco íngreme e enquanto fazia isso, ia fazendo elogios à mãe do Alexandre por não ter nos esperado naquele trecho. Interceptamos a trilha da descida final e logo caímos morto novamente no Acampamento Paquequer. Ao chegarmos ao Paquequer, o Alexandre já foi dizendo que não ia acampar ali de jeito nenhum, que ali era muito úmido e que ia passar um frio do cão. Eu por mim teria desmaiado por ali mesmo, mas como o Vinícius e o Dema também não quiseram enfrentar a “tirania” do Alexandre, pouco me importei e quando eles levantaram a bola de fazer uma janta quente antes de partirmos para talvez acamparmos no gramado do Abrigo 3, eu já estava com o fogareiro ligado tostando o bacon. Já era bem tarde quando partimos e deixamos aquele vale para trás. Escalamos as rampas de pedra até o mirante, nos embrenhamos na mata morro acima até saírmos de vez na trilha principal que desce da Pedra do Sino e nos pomos a caminhar mais rapidamente, agora com a visão deslumbrante das luzes de Teresópolis no vale. Ao chegarmos no Abrigo 3, um infeliz dos infernos teve a ideia de querer continuar a caminha a fim de bivacarmos na grande toca que fica há mais ou menos uma hora do final da caminhada. Nessa hora eu já não tinha mais vontade de dar opinião nenhuma, eu era só um zumbi tomado pela vontade de ver o fim daquela aventura terminar em algum lugar que pudesse esticar o esqueleto. Caímos de vez novamente naquele zig-zag irritante e uma hora depois, ao pararmos para tomar um folego, já havíamos tocado o foda-se e decidido não dormir em mais nenhuma toca, iríamos sair do parque seja lá que hora fosse. A madrugada já ia alta e a gente ainda estava presos naquela trilha e pior, até os caras novinhos não faziam outra coisa senão a de amaldiçoar aquele caminho. Teve uma hora que o grupo se dispersou. Minha lanterna já não clareava mais nada e eu mal enxerguei quando a tal gruta passou ao meu lado. Eu já nem caminhava mais, meu pé já parecendo uma bola, apenas fazia com que eu me arrastasse em transe e não demorou muito para o Alexandre me ultrapassar e me por na condição de fiofó de tropa. Pensei em parar, sentar, deitar um pouco para aliviar os pés e as dores nas costas por causa da mochila, mas não estava querendo passar atestado de molenga, tinha uma reputação a zelar e quando ouvi o barulho de água me animei um pouco e tirei forças para desembocar de vez no asfalto da barragem, já dentro da sede do Parque Nacional da Serra dos Orgãos e sem perder tempo já descemos pelo asfalto até onde havíamos deixado o carro estacionado. Passamos pela portaria do Parque, demos baixa na nossa saída e ganhamos a estrada e voltamos novamente ao posto de gasolina aos pés do Escalavrado, chegando depois das 2 da manhã, 20 horas depois de termos partido daquele mesmo ponto. Ninguém queria saber de nada e eu muito menos, tanto que quando me deitei em um lugar qualquer naquele posto de gasolina, já ameacei de morte o primeiro cara que inventasse de me acordar antes das oito da manhã. Quando o dia amanheceu e o sol ameaçou nos despejar, pegamos nosso caminho e voltamos para a nossa aldeia , perdido num canto esquecido do interior Paulista. Na semana que antecedeu a escalada, a maioria teve insônia e a ansiedade tomou conta de praticamente todo mundo. Naquele momento cada qual travava uma batalha ferrenha, era uma guerra silenciosa contra os seus próprios demônios interiores. Parece ter ficado claro que todos os tais demônios narrados nesse relato, nada tem a ver com personagens malignos, tirados de qualquer religião, é tão somente a materialização dos nossos medos, das nossas angustias, das nossas frustrações. Temos medo do fracasso, medo de não dar conta da empreitada que nos propusemos a realizar, medo de falhar e por consequência, nos quebrar, mas quando esses medos são domados, esses demônios exorcizados, aí a gente cerra os punhos e comemora a vitória, aí a gente volta para casa feliz, porque a luta valeu a pena, descobre que não vencemos só uma montanha, mas vencemos a nós mesmos. E aquela AGULHA nem era tão do Diabo assim, haja vista que nos fez voltar para casa com um belo sorriso no rosto, nos fez voltar para casa muito mais satisfeitos, porque juntamos um grupo de velhos amigos num só objetivo: Escalar uma das mais incríveis montanhas do mundo e celebrar a vida. Divanei Goes de Paula - julho/2018 NOTA IMPORTANTE: Esse relato foi escrito de uma forma simples para que as pessoas que não são ligadas a escalada possam enterder, muito porque, eu mesmo sou apenas um montanhista que aprendeu os rudimentos da escalada para poder ir ao cume de montanhas como a Agulha do Diabo e o Dedo de Deus, portanto, se você é escalador profissional ou graduado, leve isso em consideração antes de tecer elogios a minha mãezinha (rsrsrrsr) . Abraços a todos.
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    Olá amigos do Mochileiros, no começo do ano - janeiro de 2017 - resolvi fazer uma viagem solo pro Vale do Pati na Chapada Diamantina, no último dia, conversando com um casal que também usou o fórum pra se preparar, resolvi que faria um relato pra postar aqui, seria uma forma de agradecer pelas muitas informações que tirei deste fórum pra passar uma semana incrível. Como já existem outros posts muito bons explicando as trilhas pro vale, eu vou falar bem pouco desta parte, neste relato vou focar na minha percepção sobre a aventura, o que senti e o que achei de toda a experiência... Ainda assim vou colocar algumas informações sobre preços, fotos e algumas dicas de roteiro pra quem pretende conhecer. Então vamos lá, pra começar você pode estar se perguntando o motivo do "desregulado" no título. Isso surgiu de uma brincadeira durante uma conversa logo no primeiro dia, numa pausa para descanso minha falta de preparo entrou em pauta. Após constatar que eu estava com praticamente nenhum equipamento apropriado pra trekking, vim sozinho, com nada mais que um mapa pra me orientar, sem experiência e preparo físico pra um desafio deste tamanho, o guia de um grupo olhou pra mim e falou: "Meu irmãozinho, tu tá todo desregulado". Além de engraçado, achei o termo perfeito pra me definir nessa viagem he-he. Quero deixar claro que meu intuito aqui não é incentivar ninguém a ser irresponsável. Minha intenção com este relato é mostrar que quase todas as desculpas que você possa encontrar não passam disso mesmo, são só desculpas esfarrapadas que encontramos pra nos conformar e não sair da inércia diante de uma tarefa ou sonho difícil de realizar. Se você está afim de conhecer este lugar incrível e tem encontrado dificuldades, cola aqui que eu vou te mostrar que com um pouquinho de coragem, um pouquinho de conhecimento, um pouquinho de dinheiro e muita atitude positiva você pode não só conhecer, mas também aproveitar, curtir e sair muito satisfeito do Vale do Pati. Minha passagem pelo vale durou 7 dias, fui embora quando achei que tinha feito tudo o que queria fazer. Se o primeiro mandamento do mochileiro desregulado é ter atitude positiva, o segundo é viajar com tempo. Não consigo me imaginar realmente desfrutando a viagem se estivesse com o prazo definido e apertado, também por isso nem me preocupei em procurar um guia, prezo muito pela liberdade de mudar os planos, pela flexibilidade. Além do mais, nem tinha grana pra pensar em contratar um mesmo... Comecei e terminei a jornada no povoado Bomba na Vila do Capão, não vou entrar em detalhes nesta parte porque embora seja simples é muito diferente pra cada um, preços e prazos vão variar bastante dependendo de onde você mora. Se não estiver de carro você só precisará pegar um ônibus pra cidade de Palmeiras e pegar uma van pro Capão (R$ 15,00), as vans saem da rodoviária mesmo, é só perguntar os horários lá que todo mundo sabe. Quando chegar na vila pegue um moto táxi pro Bomba (R$ 15,00) e o motoqueiro te deixará bem no início da trilha. Aqui a aventura começa de verdade, o primeiro trecho já é uma subida complicada para os despreparados, com muito peso ou com mochilas impróprias. Poucos minutos depois já conheci a primeira figura da viajem, um colombiano que ficou zuando minha camisa da Argentina, me disse que morou por lá um ano e que não gostou tanto do povo argentino, elogiou bastante o Brasil e falou que brasileiros e colombianos são irmãos. Me disse ainda que havia morado no Vale do Pati durante 2 meses e que a trilha é linda. Depois de mais de uma hora, já no final da subida, encontrei um pessoal descansando e pegando água num córrego, entre eles, um goiano -que já estava há um mês viajando de carona pelo Brasil- e duas argentinas que faziam a trilha também sem guia me convidaram pra juntar-me a eles. Passando do córrego a trilha vai entrar nos Gerais do Vieira, é um trecho bem tranquilo, o terreno é plano e você verá morros e serras até não querer mais, aqui é só se atentar pra pegar o caminho que segue à direita, beirando a Serra do Candombá. Pela esquerda é o caminho que vai entrar no Vale do Pati pela Cachoeira do Calixto -que foi o caminho que peguei pra voltar. Seguindo a trilha da direita, após andar por algumas horas a gente passa por alguns "córregozinhos", num deles -segundo ou terceiro se não me engano- vai ter uma trilha saindo pra direita, indo reto na direção da serra, essa é a trilha mais tradicional e que leva à famosa subida do quebra-bunda, passando direto no córrego dá pra perceber a trilha desviando um pouco pra esquerda e em poucos minutos uma bifurcação bem evidente, pegando à esquerda nessa bifurcação, rapidinho você chegará no Rancho dos Vaqueiros, um ponto de apoio que todos usam pra se refrescar, descansar e pegar água, à direita é a trilha das mulas, um dos caminhos pra chegar no Pati. Geralmente a galera fica alguns minutos descansando e comendo no rancho e logo segue pro Pati, acho que uma opção bem válida é acampar ali mesmo. Tem um bom poço de água gelada, árvores frutíferas, lugar pra cozinhar... Eu já estava bem cansado e preferi ficar acampado no rancho saindo cedo no outro dia rumo ao vale, assim dá pra chegar antes de 11:00 e evitar o sol forte no coco. Além do mais, é um lugar bem agradável pra acampar, uma salvação pra quem estiver sem pernas pra andar mais 3 ou 4 horas, pra mim foi uma experiência muito diferente, acampei sozinho lá, o último grupo que passou foi embora umas 16:00, daí em diante fiquei só com meus pensamentos e o kobo pra aproveitar uma leitura em paz. O guia do último grupo me disse pra tomar cuidado que aquele era um território de onça, não foi muito bom ele plantar essa ideia na minha mente, no começo da noite fiquei meio apreensivo e podia jurar que ouvi uma rugindo he-he. Depois que peguei no sono a noite foi bem tranquila, acordei cedo, comi e deixei o território dos felinos pra trás haha. Saindo do rancho a gente volta pro córregozinho pra pegar a trilha que segue pro quebra-bunda, existe ainda a possibilidade de pegar a trilha das mulas que é mais curta e mais fácil, porém, pelo visual menos atraente acho que é uma das menos utilizadas. Por falta de pernas foi essa a trilha que peguei, você entra nela pegando a direita naquela bifurcação poucos minutos antes do rancho. Achei o caminho bem tranquilo, a trilha é bem marcada e tem ótimas referências pra se orientar, caso escolha este caminho basta se certificar que a serra do candombá está a sua direita e que o morro branco está bem na sua frente. Seguindo assim, pode ir na fé que uma hora você chega no Pati. Chegando no vale, tem algumas casas de nativos pra se hospedar, banhar, comer... O preço é praticamento o mesmo pra todas e a estrutura pra falar a verdade é muito boa, há opções de cama (R$ 35,00), isolante (R$ 25,00) e camping (R$ 20,00), tem ainda a diária completa com jantar, hospedagem e café da manhã (R$ 110,00). Todas as casas em que fiquei possuem pequenos mercadinhos onde se encontra uma boa variedade de produtos. O jantar (R$ 40,00) estava ótimo em todas as casas e os pães (R$ 1,00) são maravilhosos. Fiquei bastante impressionado ao ver tanta coisa boa num lugar onde tudo que chega vai de mula. A primeira casa que fiquei foi a igrejinha, é a que fica mais próxima pra quem vem do Capão pela trilha das mulas ou pra quem desce a rampa - caminho usado por quem vem do Capão pelos gerais do rio preto ou de Guiné. Na igrejinha tirei um dia de descanso, foi onde reencontrei um grupo que conheci no rancho, comi um escondidinho de soja no jantar que estava ótimo, curti um som da hora que tocaram à noite e conheci um casal de mineiros dos quais me despedi algumas vezes durante a viagem e incrivelmente acabava reencontrando depois, foi assim até no dia de ir embora kkk. Essas felizes coincidências que às vezes acontecem deixam a experiência ainda mais gratificante. No dia seguinte levantei acampamento e segui para a cachoeira dos funis, que na verdade é um complexo de cachoeiras, a gente passa por várias quedas d'água de vários tamanhos até chegar na principal. Fica há uns 40 minutos de caminhada da igrejinha e chegando no rio o caminho fica muito divertido, precisa passar pelo leito, por rochas, trechos íngremes, subir e descer árvores... Aproveitei que estava um dia de pouco movimento e passei a manhã de boa na cachoeira, o barulho constante da água caindo me enche de paz, é perfeito pra ler, pensar, escrever e refletir, deve ser muito bom pra meditar também. À tarde segui pra casa do Agnaldo, é uma casa mais simples que a igrejinha mas igualmente aconchegante, inclusive foi a que mais gostei, o rio Pati passa bem na frente, a Dona Patrícia é muito gente boa e uma ótima cozinheira, o Mingau que é gato da casa é extremamente folgado, Agnaldo e Seu Miguel contam muitas histórias ao redor da fogueira durante a noite, além de tudo isso, é a casa que fica mais perto do morro do castelo, uma das atrações obrigatórias pra quem visita o Vale do Pati. Tudo isso me fez tomar a feliz decisão de ficar dois dias nessa casa, lugar onde passei ótimos momentos, conheci algumas pessoas, reencontrei as argentinas e o goiano que me acompanharam até o rancho no primeiro dia, também reencontrei meus amigos de minas, de quebra ainda tive a oportunidade de curtir o "forró da lua cheia", como foi carinhosamente apelidado o forró que teve lá perto, na casa de Raquel, que é mãe do Agnaldo. Até pensei em não ir e passar a noite descansando já que iria pro castelo no dia seguinte, mas aí pensei: Quantas vezes na vida a gente tem a chance de estar no Vale do Pati no mesmo dia em que duas bandas passavam por lá e resolveram se juntar pra fazer um som? Tudo iluminado pela lua cheia que saía lentamente de trás do morro do castelo? Com pessoas de várias partes do Brasil e até de outro país? Mesmo não sendo um fã de forró, não tinha como deixar essa passar... O dia seguinte começou nublado e com temperatura bem amena, clima perfeito pra subir o morro do castelo, a trilha começa bem perto da casa do Seu Agnaldo e é basicamente subida, pode subir sem dó que uma hora você vai parar na entrada de uma gruta, ela é bem curta, mas é preciso levar uma lanterna para atravessá-la. Saindo da gruta tem mais um pouco de subida, mas agora precisa meio que escalar umas rochas grandes, nada complicado, parte bem divertida até. Em poucos minutos cheguei no mirante, a paisagem é realmente muito bonita, destaque pra visão da cachoeira do calixto, lá de cima também dá pra ter uma boa noção da topografia do vale. Também imagino que assistir o pôr do sol dali seja incrível. Passei a manhã no morro e à tarde fiquei de boa na casa de Seu Agnaldo, relaxei bastante na água gelada do rio e fiquei descansado pro dia seguinte. O próximo dia foi o que saí da casa de Agnaldo rumo à prefeitura, que é cuidada pelo Jaílson, irmão do Agnaldo. Lá encontrei novamente o casal de minas que conheci na igrejinha. O principal destaque da prefeitura é a visão do morro do castelo de frente, impressionante! Tem um poço bem perto também, que aliás é um banho muito bom, água geladinha... Cheguei na prefeitura de manhã e à tarde fiquei no poço da árvore, como sugeri antes, é um lugar bem agradável. O Jaílson é muito hospitaleiro, no fim da tarde ficamos prosando na varanda com a vista do castelo no horizonte e à noite quase morri de tanto comer, a comida estava boa demais. Antes de dormir ainda passei alguns minutos olhando pro céu estrelado, como não há poluição luminosa lá as estrelas estavam bem destacadas, principalmente a constelação de orion. Belíssimo céu noturno, pena eu não ter uma câmera com qualidade para fotos de paisagens assim, dessa vez ficou registrado apenas na mente mesmo. No dia seguinte levantei cedo e segui pra cachoeira do calixto, só de pensar que quase desisti de passar por lá pra voltar pelo Guiné me dá calafrios. Se for no Pati não deixe de passar um dia nesta cachoeira, se precisar, adapte o roteiro, se estiver muito cansado fique descansando o quanto for preciso pra ir, pra mim foi o ponto mais alto da viagem, vale muito a pena. O plano inicial era passar o dia curtindo a cachoeira e no final da tarde seguir pro córrego do sebo, uma hora de caminhada adiante. Ainda bem que mudei de ideia lá, além da cachoeira imponente e do clima super agradável de mata atlântica, contemplei o que pra mim foi a vista mais incrível da viagem... Um pouco depois do pôr do sol, antes de ficar completamente escuro os vagalumes começam seu show. Lembro perfeitamente do momento, lá estava eu, sentado tomando um leite quente com café e atrás de mim tinha o barulho constante de água caindo da cachoeira, à frente dava pra ver o contorno dos morros, as estrelas começavam a aparecer e à esquerda vi um show de luzes verdes piscando, tinha bem pouca claridade, então só dava pra ver os contornos das árvores altas e as luzes piscando. Me veio à mente imagens de histórias encantadas, me lembrou uma daquelas florestas escuras, com elfos, fadas e outros seres imaginários que vemos em produções cinematográficas por aí... Após uma noite um pouco desconfortável - quando fui armar minha barraca os melhores locais já estavam ocupados - saí assim que acordei rumo ao Capão novamente, confesso que fiquei preocupado, pois o sofrimento que passei uma semana antes ao fazer um caminho tão grande ainda estava bem fresco na memória. Bom, não havia tempo pra deixar a insegurança tomar conta de mim, ainda mais ali perto do final. Além do mais, ninguém poderia fazer o caminho por mim mesmo, eu teria que encarar de qualquer jeito. Coincidentemente a camisa do último dia acabou sendo a mesma do primeiro, e lá fui eu, um maluco com a camisa da Argentina pegando sozinho um caminho completamente desconhecido, nos primeiros minutos encontrei um grupo bem alto astral chegando na cachoeira, conversamos um pouco e segui adiante. Pouco mais a frente passei pelo córrego do sebo e falei com um pessoal que estava acampado lá. Depois disso, acho que fiz o maior percurso sozinho de toda a viagem, não vi mais ninguém até chegar na toca do gaúcho onde parei pra almoçar. Neste trecho tive bastante tempo pra refletir sobre toda a minha aventura, pensei nas pessoas que conheci, nas coisas que aprendi, nos perrengues que passei... Também me surpreendi com meu desempenho físico neste último dia, cheguei no Capão e ainda tinha energia pra bastante coisa, incrível como nosso corpo se adapta rapidamente. No fim, o saldo foi super positivo, fiquei muitíssimo satisfeito porque conheci ótimas pessoas, aprendi a me virar em situações adversas, a reconhecer meus limites e principalmente a lidar com eles. Depois de tudo isso, sinto que posso realizar muitas coisas que eu nem imaginava ser capaz, descobri que tenho a capacidade de me manter calmo mesmo quando seria perfeitamente normal perder a cabeça e que é possível curtir uma viagem dessas sozinho. Sempre quis visitar o Pati, mas sempre esbarrava na falta de gente pra ir junto, por n motivos sempre dava uma zica pra alguém, quando apareceu essa oportunidade resolvi ir sozinho mesmo e ver no que dava... Fui muito feliz nessa escolha, pois saí bem satisfeito e senti que fiz tudo o que queria fazer, que não deixei nada inacabado... Trouxe comigo só boas memórias, a saudade e a certeza que um dia voltarei ao Vale do Pati pra mais uma grande aventura, pra mais um tempo curtindo paz absoluta e paisagens maravilhosas... PS: Ainda reencontrei o casal de Minas que conheci lá no começo, entraram na mesma van que eu no dia de ir embora, nem se fosse combinado tinha acontecido isso kkkkk.
  44. 6 pontos
    Voltamos da nossa viagem ao Irã com boas histórias pra contar, muitas fotos, vídeos e, acima de tudo, vontade de inspirar todo mundo a visitar esse país que transpira cultura, paisagens incríveis e milênios de heranças espalhadas por mesquitas, palácios e jardins. Quando decidimos viajar para lá, fomos bombardeados de perguntas, como se fôssemos loucos pela escolha do destino da vez. Os anos de embargo comercial não foram boa publicidade para o país e fazer parte do infame "eixo do mal" criado por Bush, menos ainda. Percebi, através de alguns comentários, como o Oriente Médio é reduzido a uma só história, mesmo em toda a sua diversidade. Além do mais, as notícias que chegam sobre os conflitos na Síria e no Iraque, assustam as pessoas, mesmo que o Irã seja outro país e que esteja em tempos de paz. Por essas e outras, voltei dessa viagem com uma vontade ainda maior de espalhar por aí como é seguro e fácil viajar pelo Irã. A verdade é que, quem decidir parar pra me escutar, não vai se arrepender. O país ainda está começando a explorar seu potencial turístico e a hora para visitar não podia ser melhor. Já é possível contar com uma boa infra estrutura turística e ao mesmo tempo aproveitar as atrações sem a concorrência das multidões que vemos invadindo as cidades mais famosas do mundo. TEERÃ O ponto de partida do nosso roteiro foi a capital, Teerã, onde tiramos nosso visto "on arrival" no aeroporto. Apesar de demorado, o processo foi simples e entramos no país sem maiores problemas (saiba mais como tirar o visto para o Irã aqui). Infelizmente ficamos apenas duas noites na cidade que, apesar de não ter as atrações dos destinos seguintes, traz o lado mais moderno e liberal do país e uma janela para observar outros aspectos da sociedade iraniana. Adoramos bater perna, ver homens e mulheres a caminho do trabalho ou socializando nas casas de chá e nos parques. O bairro que escolhemos ficar era descolado e frequentado por estudantes, artistas, cineastas, o que tornou a experiência na capital ainda mais interessante. Apesar do tempo curto, conseguimos visitar bazares e museus - inclusive o imperdível National Jewelry Treasury - experimentar os bons restaurantes da cidade e bater papo com os locais na companhia de chá e shisha. KASHAN Depois de deixar a capital Teerã pra trás, nos deparamos com uma pequena cidade chamada Kashan, à beira do deserto de Kavir. O lugar tem ares de oásis com suas construções cor de terra e calor abafado. Mansões tradicionais construídas por ricos mercadores no século 19, quando a cidade era um ponto importante na rota comercial da região, foram preservadas e estão abertas para visitação esbanjando jardins, vitrais, mosaicos e espelhos. Algumas se transformaram em hotéis pitorescos onde vale a pena se hospedar! Nós ficamos na Morshedi House e adoramos a experiência!! Kashan foi uma bela surpresa logo no começo da viagem! ISFAHAN O ponto alto dos nossos dias no Irã foi a cidade de Isfahan, um museu a céu aberto de onde uma construção mais linda que a outra brota a cada esquina. A praça principal do centro histórico, patrimônio da UNESCO, é uma das maiores do mundo e está longe de ser apenas um ponto turístico. Ali também é ponto de encontro da população local que curte o fim de tarde em família com enormes piqueniques com direito a botijão de gás, panelões, shisha, tapetes e muita conversa até altas horas. A ponte Si-o-se-pol, construída em 1599, é outro lugar querido entre eles, mesmo com o rio completamente seco nessa época. Soma-se a isso mesquitas, palácios e bazares centenários, pessoas simpáticas, ótimos cafés e hotéis para completar a experiência de viagem perfeita. Saímos de lá com o coração já apertado de saudade... YAZD O quarto destino da viagem foi YAZD, uma cidade espremida entre dois desertos no centro do país e cercada por montanhas áridas. O centro histórico parece cenário de cinema com suas casas cor de barro e labirintos de becos e vielas. Para fugir do calor da tarde, explorávamos o lugar de manhã bem cedo, antes mesmo do café da manhã, quando as ruas estavam desertas e em silêncio, como se paradas no tempo. Os primeiros assentamentos em Yazd datam de 5 mil anos atrás e não faltam heranças deixadas por povos e culturas que passaram por ali ao longo dos séculos. Com os dias quentes e secos, não faltou por do sol pra gente admirar no deserto ou no rooftop de algum hotel charmoso na cidade. Um destino imperdível pra quem curte história e aventura! SHIRAZ Depois de passar por Teerã, Kashan, Isfahan e Yazd, nossa viagem chegou ao seu destino final em Shiraz. A cidade dos poetas e da literatura exibe orgulhosa os ecos de um passado glorioso quando acumulou mesquitas, palácios, praças e jardins cheios de romantismo. Teria tudo para ser um reduto boêmio dos mais charmosos, não tivesse a tradição milenar de produzir vinho na região terminado com a revolução islâmica. Shiraz também é ponto de partida para visitar as ruínas de Persépolis, uma das mais famosas cidades do antigo império Persa e hoje um sítio arqueológico patrimônio da UNESCO. Dos seus mais de 2500 anos de história restaram escadarias, colunas e impressionantes paredes esculpidas ainda cheia de detalhes. Não muito longe dali, está a Necropolis com os gigantescos túmulos dos imperadores Darius e Xerxes. Demos uma esticadinha até Pasárgada, mas não valeu a visita, pois da cidade persa restou apenas o túmulo de Ciro, o grande, e algumas colunas. A passagem por Shiraz foi uma deliciosa aula de história e literatura (que, não conta pra ninguém, cairia muito bem com um vinhozinho local...) e encerrou a nossa "aventura persa" com chave de ouro. Pegamos o avião de volta à Turquia de lá mesmo após 12 dias inesquecíveis de uma viagem segura, fácil e confortável. Para mais conteúdo sobre o Irã, dicas para tirar visto, como se vestir, fotos e vídeos da aventura, acesse: www.aculpaedofuso.com/ira
  45. 6 pontos
    Olá a todos e todas, como este site sempre foi fonte de preciosa informação nas minhas viagens compartilho com vocês o que foi uma das minha melhores experiencias até hoje, 1 mês de voluntariados na chapada. Bem, até uns 3 anos atras nem sequer sabia que existia a chapada dos veadeiros... Pois é!!! até que tudo mudou quando um amigo me falou da parte "magica" deste lugar, fiquei muito interessado porém deu uma esfriada, novamente ouvi sobre o programa de voluntario pelo ICMBio onde fui atras das primeira informações, era o "chamado do cristal". Enfim, para os leigos a chapada dos veadeiros esta situada em cima de uma imensa jazida de cristal de quartzo rosa o que as pessoas acreditam aumentar a nossa frequência energética, também está na mesma linha de Machu Picchu o que aumenta o interesse das pessoas por este lugar, que realmente é magico . Sobre o voluntariado, através do site do ICMBio descobri um edital do parque para o programa, fiz minha inscrição e fui muito insistente, tem que ser, como são poucas pessoas no parque eles demoram um pouco para responder, mas respondem! Depois de 3 meses aguardando fui chamado para começar no dia 16 de janeiro o programa oferece alojamento e transporte do alojamento ao parque para os voluntários, alimentação e transporte do local de origem não está incluso, no entanto o parque conseguiu uma parceria com um restaurante da vila de São Jorge (que é a base para muitos passeios pela chapada) onde eles doam comida para os voluntários e pensa numa comida boa. o programa é uma ótima oportunidade para conhecer pessoas de todo o Brasil e ter um contato com a comunidade local, o povo lá é realmente muito receptivo e sempre tratam você muito bem. Dentro do programa eu fiquei atendendo os visitantes na recepção do parque, então tem muito contato com turistas também, outras atividades foram na administração do parque, monitoramento das trilhas e em alguns casos manejo de animais silvestres como teve um dia em que um Jabuti foi encontrado e eu junto com outra voluntaria fomos fazer a soltura do animal acompanhados da nossa chefe que é bióloga e um fiscal do IBAMA que também trabalha no parque, foi uma linda experiencia ver o animal livre novamente. Já a vivencia como voluntário foi incrível, a experiencia de conviver 1 es com pessoas de outros lugares com uma cultura diferente da sua mas que compartilham muitas coisas em comum é sensacional, pudemos acampar e fazer alguns passeios juntos e foi muito da hora!!! Trocar ideias fazer algumas maluquices foi uma o´tima experiencia! Quanto ao povo e simplesmente demais, cheguei na época em que ocorre a folia de São Sebastião onde é feito um jantar na casa de alguns moradores que se dispõem em receber os foliões uma amostra riquíssima da cultura local e simplicidade daquele povo, es´ta história começa quando fomos visitar o complexo de cachoeiras macaquinhos onde ficamos o dia todo quando voltávamos para o alojamento passamos por uma vila onde estava começando a folia, paramos para conversar com algum local sem saber do que se tratava... logo fomos indicados a ficar por ali mesmo onde logo mais começaria a folia, com janta, apresentação de catira e por fim forró, não deu outra! Como estávamos loucos por um forró e atorados de fome ficamos por ali mesmo o jantar servido foi maravilhoso!!! (fotos a baixo) e a recepção então nem se fala, me senti como se fosse da família de tão bem recebido que fui. Aproveito para deixar meus agradecimentos ao dono da festa e a pessoa que nos recebeu tão bem, o guia de turismo na chapada Veri! Outra oportunidade magica que a chapada me proporcionou foi poder ver a Lua cheia em um lugar tão incrível com pessoas tão sensacionais um verdadeiro presente poder assistir uma lua cheia, lua azul, super lua e lua de sangue na mesma noite em um lugar tão massa como é lá, fizemos uma fogueira e acampamos na varanda de uma casa no meio do mato com um céu maravilhoso! Infelizmente experiencias assim são difíceis de se passar por escrita, acredito que tem coisas nessa vida que só vivendo pra saber como é mesmo! Poderia ficar o dia todo escrevendo este texto e contando todas as experiencias que este 1 mês me proporcionou, mas vocês não aguentariam tanto texto, nem eu conseguiria escrever tanto ! hahahahahah espero que possa ter ajudado, e como sempre dizíamos na chapada: uma vez conhecendo você sempre vai querer voltar... Outras informações: Site Voluntariado ICMBio: http://www.icmbio.gov.br/portal/sejaumvoluntario PARNA Cahapada dos Veadeiros: http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/o-que-fazemos/voluntariado.html Abaixo deixo algumas fotos desta experiencia. Momento de agradecimento! A cultura brasileira e linda!!! Comida boa pra muita gente! Momento dos voluntários, interação e amizade. Uma nova família que foi construída na Chapada! Momentos antes da liberdade, Jabuti livre Pensa numa comida boa!!! hahahahahah Brena e eu choramos de alegria com um rango desse!
  46. 6 pontos
    Questão de adaptação... Melhor fórum, independente das mudanças que são inevitáveis... Todos do blog estão de parabéns! Só por favor não retire essas informações antigas!!! Eu leio até os comentários de 10 anos atrás kkkkkkkkk antiga ou nova a informação é sempre bem-vinda! (Pelo menos para mim kkk)
  47. 6 pontos
    Segue breve relato de locais que visitamos em um mochilão de 20 dias na Bolívia em março de 2015. Trajeto da viagem: i. Sugestão de avião: https://www.boa.bo/. Costuma ser o mais barato. ii. Sugiro pegar o voo que vai para La Paz (alguns vão para Santa Cruz, eu não conheci a cidade pois ela fica mais distante dos demais locais que visitei). iii. Em La Paz procure um hostel de no máximo 1-1,5 km da Igreja de São Francisco de La Paz (de preferência do outro lado da Avenida Ismael Montes). Achei um pouco perigoso as ruas atrás da Igreja à noite (embora eu tenha ido lá toda noite). iv. Em La Paz tem muitos locais interessantes de conhecer, entre eles: Museu Etnográfico, Plaza Murillo , teleférico (leva para a parte alta da cidade, passeio imprescindível para ter uma nova visão socioeconômica da cidade), na região perto da Igreja tem algumas ruas que vendem produtos para turistas. Por alí tem uma escadaria com um restaurante vegetariano bom (Tierra Sana, na Calle Tarija 21). v. Estive em La Paz durante o Carnaval. Este é um dos principais eventos culturais do ano do país e, se possível, sugiro ir neste período. Plaza Murillo Avenida Ismael Montes perto da Igreja de São Francisco de La Paz Entrada do Museu Etnográfico Foto do carnaval de rua vi. A cerca de 1h30 de La Paz fica a montanha Chacaltaya. Algumas agências realizam passeios para conhecê-la. O local é muito bonito (principalmente se o tempo colaborar, o que não foi o meu caso) e, se tiver com um dia de sobra, vale a pena fazer o passeio. Para ir ao local é preciso estar muito bem agasalhado, pois fica a cerca de 5 mil metros. Chacaltaya vii. Fazer o passeio de bicicleta na Estrada da Morte também foi uma das melhores experiências nos arredores de La Paz. O pacote que as agências oferecem é um dos passeios mais caros realizados no país (assim como os pacotes de Uyuni). Acredito que fiz o passeio com a agência Altitude e recomendo. O passeio na Estrada da Morte começa ainda na estrada em uma longa descida em alta velocidade. Esta região inicial do passeio é muito bonita por conta da cadeia de montanhas do local. Durante todo o trajeto é preciso muito cuidado para equilibrar a atenção entre a beleza do local e os riscos de andar em alta velocidade em uma estrada com poucos, mas grandes buracos. Menos que em São Paulo. viii. Após passar cerca de 4 dias em La Paz pegamos um ônibus na estação central em direção à Copacabana. O trajeto leva cerca de 3h30. Em Copacabana vale subir até o Cerro Calvario, conhecer a Igreja e caminhar até o final da ‘praia’. No final da ‘praia’ há um local para camping. De Copacabana partem os barcos que levam às ilhas do Lago Titicaca. ix. Sugiro ir para a Isla del Sol e por alí realizar a caminhada guiada e dormir no Refugio Ecologico Wiracocha. Sem dúvida este é o melhor local para se instalar, pois tem a melhor vista da ilha (entre os locais possíveis de se dormir), ótimos quartos e maravilhosa receptividade dos donos do local. O Refugio fica no topo da montanha, logo após chegar de barco ir para o lado esquerdo e subir a montanha até faltar ar. Chegada na Isla del Sol Vista do Refugio Fotos da Ilha x. Após ir para a Isla del Sol voltamos para La Paz e no dia seguinte pagamos um ônibus direto para o Salar de Uyuni. Compensa comprar antes esta passagem de ônibus para não correr o risco de chegar por volta das 22:00 e estar sem passagens ou apenas com as mais caras. De La Paz para o Salar são cerca de 9 horas de viagem. Recomendo realizá-la durante a madrugada. Assim que chegar na cidade haverá muitas agências oferecendo o passeio. Recomendo fechar um pacote que inclua o passeio no Salar e em todas as lagunas, de preferência com um motorista/guia simpático e responsável (o que não foi o nosso caso), pois ele irá guiar a turma por dois dias. O passeio nas lagunas é muito bonito, embora cansativo, pois boa parte do passeio é feita dentro de um 4x4. Dormir no deserto é uma experiência sensacional. Fotos do Salar de Uyuni Fotos do deserto, lagunas e geysers xi. Depois de conhecer durante dois dias a região do Salar e das lagunas fomos para Potosí. A viagem até lá é curta, demora cerca de 2 horas. Em Potosí recomendo o Hostal La Casona. A cidade é muito bonita. Recomendo fazer o passeio na mina. Potosí xii. Após Potosí fomos para Sucre. Esta viagem demora cerca de 3 horas. Em todas as cidades comprar os bilhetes de ônibus foi muito fácil e barato. Sempre tinham muitos horários para pegar os ônibus entre as cidades. xiii. O centro histórico de Sucre é muito bonito. Sugiro caminhar até a Praça da Recoleta e ver o pôr do Sol por lá. Ao lado da praça há uma feira de artesanato e um restaurante com a vista mais bonita da cidade. Este é o restaurante mais caro que estive na Bolívia. Mas o preço do prato com uma jarra de suco não passou de um prato feito em São Paulo. Vista de Sucre do restaurante (foto extraída da internet) Vista de Sucre da Praça da Recoleta (foto extraída da internet) xiv. De Sucre voltamos para La Paz. De lá fomos para Coroico. Esta cidade fica em uma cadeia de montanhas em uma região mais baixa que La Paz. A temperatura no local é mais quente que nas demais cidades que visitamos. Por lá fomos em uma cachoeira, pudemos conhecer um pouco esta região em que são realizadas muitas plantações de coca e fazer caminhadas.
  48. 6 pontos
    As duas mochilas são completamente diferentes. A Escape é um misto de mochila de viagem e de trekking. Ela não tem abertura frontal, porque abre 260°, como uma mala. Possui um material bem superior a da Forclaz. O sistema de ajuste também é diferente. Enquanto a Forclaz possui costado e ajustes comuns, a Escape possui ajuste easyfit, que se adapta melhor ao corpo, sem precisar acertar no ajuste do costado. Tenho uma Escape e fiz um review dela http://umasulamericana.com/escape-50l-quechua-mochila-feminina/. Conheço a Forclaz, porque meu marido tinha uma antes de ficar com a minha Deuter Transit.
  49. 6 pontos
    É... Viajar de carona requer uma boa dose de coragem e outra de paciência. Recentemente saí de Fortaleza em direção ao RS pegando carona. Foram 18 dias de viagem. * Mulher sozinha pegando carona é algo realmente complicado, mas acompanhada de outro homem (ideal), é tranquilo; * Postos fiscais até servem para se pedir carona, mas a Polícia Rodoviária complica tudo e até te impede de pedir carona na frente do posto. Em Pernambuco, por exemplo, não só não deixavam pegar carona perto do posto, como me vigiaram em alguns trechos; * Procurar sempre lombadas ou outras coisas que façam o veículo reduzir bastante a velocidade. Se o carinha estiver a milhão, não vai nem te perceber à beira da estrada; * Pedir carona no dedão até dá certo, mas precisa de mais paciência ainda. Procure sempre postos de gasolina, converse com frentistas. Se a carona seguinte for te deixar no meio da estrada, peça para ficar em algum posto, mesmo que isso signifique perder 50 km de carona; * A cara-de-pau é a ferramenta mais necessária. Se tiver vergonha, não tente viajar assim. Você precisa estar pronto para o que der e vier. Abraço! Don
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