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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 30-05-2020 em

  1. 1 ponto
    Oi oi, gente! Sei que esse lugar é o desejo de muitos e devido aos preços praticados por lá, acaba se tornando um sonho distante. Como já estive 2x nessa ilha tão mágica, quero compartilhar algumas dicas com vocês, para quem sabe, um dia, tornar essa viagem possível. Fiz as duas viagens sozinha, inclusive foi a minha primeira experiência viajando sozinha. Então já fica a dica pra quem tem medo ou duvidas se dá pra ir pra lá sozinho(a), porque dá sim. PASSAGEM ÁEREA Pra mim também era um destino que jamais achava que conseguiria conhecer e nunca estava nos meus planos. Até que um dia recebi uma notificação desses aplicativos de promoções por R$ 1.200,00 (Eu sou do sul e Noronha é longe pra caramba). Durante a viagem encontrei algumas pessoas que trocaram a passagem por pontos das cias áreas (algo entre 20.000 e 30.000). Sentando do lado esquerdo do avião, você tem essa vista ÉPOCA DO ANO: Entre agosto e começo de outubro são os meses ideais. As praias do mar de dentro (Sancho, Baia dos Porcos, Cacimba, etc) estão com as águas calmas e o mar fica que nem uma piscina, o sol predomina e as chuvas são raras. Mas como consequência, os preços nesses meses são mais elevados. Em outros meses os preços ficam mais camaradas, só tenha consciência que você vai encontrar a ilha diferente, mas linda igual. Quando o mar de dentro tá agitado, o mar de fora fica calmo e vice e versa. Então sempre vai ter uma praia mais tranquila pra você tomar um banho sem levar um caldo, engolir água e ralar o joelho. Eu fui em maio de 2018, época de chuva (não peguei nada de chuva), as condições do mar estavam equilibradas, o mar de dentro começando a acalmar da época do swell e o mar de fora começando a ficar agitado. Esse ano voltei em janeiro, logo depois das festas. Por incrível que pareça, peguei uma manhã se chuva por lá. O mar de dentro estava agitado, mas não peguei o swell. O mar de fora estava uma delicia. Entre as duas épocas que estive lá, preferi mil vezes a vibe da ilha de maio. Encontrei um pessoal mais aberto, consegui mais caronas por lá, festas estavam melhores. Em janeiro observei aquele turista que tá mais interessado nas festas, vi gente montada no look branco, com cabelo escovado e tirando foto na praia. A ilha estava linda igual, mas a vibe era outra. TAXAS: Infelizmente as taxas são obrigatórios e não tem jeito pra economizar. TPA: você paga por dia que fica na ilha (http://www.noronha.pe.gov.br/turPreservacao.php). Dá pra fazer antecipadamente ou no momento que chega no aeroporto. Ingresso do Parque Nacional Marinho: esse ingresso não é obrigatório, mas dentro do parque estão praias como o Sancho, Leão e também é necessário para fazer os passeios de barco. Acho que acaba se tornando “obrigatório”. O valor do ingresso é de R$ 111,00 para brasileiros e R$ 222 para estrangeiros, válido por 10 dias. ALIMENTAÇÃO: A alimentação por lá é bem salgada e ficar comendo em restaurantes vai encarecer muito. Mas tem lugares que vendem/entregam quentinhas boas e grandes. Dependendo de quanto você come, dá pra duas pessoas ou duas refeições. • Restaurante do Valdenio – (81)3619-1872 – R$ 30,00 PF • Marmita da Dona Iolanda (81) 8560-0983 – R$ 20,00 •Quentinha da Ilha (81) 8951-9022 – R$ 20,00 No restaurante na mãezinha tem buffet a kg por 80,00 ou ela também monta uma marmita na hora por R$ 20 – 25. Na vila dos remédios (centrinho) encontrei pastel e tapioca por R$ 15,00. • Sempre tenha água • Leve comidinhas e petiscos por três motivos: 1 – Economizar 2 – Noronha é afastada do continente, é bem comum faltar alguns produtos nas prateleiras e também o preço é mais elevado. 3 – Algumas praias não tem estrutura nenhuma, então você não precisa sair de lá porque está com fome. Dê preferencia por comidas que não precisem de geladeira (bolachas, frutas, castanhas, polenguinho, embutidos, etc) Acho que nem preciso falar que beber por lá custa um rim. Nessa última vez eu levei minhas biritinhas na mala kkkk PASSEIOS: Ilhatour em grupo (R$ 250 - 300): é o mais famoso. O passeio dura o dia inteiro e basicamente vai te levar pra dar um rolê geral pela ilha. Acho válido fazer se você tiver pouco tempo na ilha (tipo uns 3 ou 4 dias só). Caso contrário, dá pra conhecer a ilha tranquilamente por conta própria, indo de ônibus e quando necessário, andar um pouco até o local. Barco: nunca fiz nenhum e não é o tipo de passeio que eu curto. Existem passeios a tarde, no por do sol.. Mergulho com cilindro/snorkel: o que tem embaixo da água em Noronha é outro espetáculo. Se você tiver a oportunidade de mergulhar com cilindro, faça! Vai ser uma experiência única e inesquecível, não tenho dúvidas. Mas só com um snorkel e nadadeiras (aluga por lá), você também vai poder ver muita vida marinha e vai ficar encantado. Tem um milhõa de peixinhos coloridos e de todos os tamanhos, tem tartaruga, tubarão, raia, etc. Sim, dá pra ver tudo isso só fazendo a flutuação. 15788459899372144200254.mp4 1578845864349-1483026089.mp4 1578845864349-1483026089.mp4 Esses dois videos fiz durante uma flutuação na Praia do Sueste Canoa Havaiana(R$ 150 -200 por 2h): há opções de 1h, 2h ou 3h. Fiz o de 2h somente na primeira vez, mas foi lindo. Optei por faze-lo no nascer do sol, horário que há mais chances de ver golfinhos. Como a canoa é baixa e não tem motor, você consegue ver os golfinho muito perto e até ouvir o canto deles, foi inesquecível. Golfinhos durante a canoa havaiana Nascer e por do sol: esse é um programa que dá pra fazer de graça e em vários pontos da ilha. Por do Sol no Boldró Trilhas: existem várias trilhas por lá, a maioria das trilhas precisa de agendamento, mas não são todas que precisam de guia. Na hora de contratar um guia, acho legal dar preferencia para algum morador ou nativo de lá, com certeza vai enriquecer a sua experiência e também valoriza o pessoal de lá. Pontinhas Caieras (precisa de agendamento e guia) Capim-Açu é a trilha mais extensa da ilha com 9km (precisa de agendamento e guia) Piquinho (não precisa agendar e nem de guia, mas se você não tiver experiencia com trilha, recomendo fazer com guia) CARONA/TRANSPORTE PÚBLICO: Noronha conta com 2 ônibus (quando estão funcionando) e a passagem é R$ 5,00. A cada 30 min cada um sai de uma ponta da ilha e eles se cruzam. Ele passa pela BR e entra na vila dos remédios. Para chegar em algumas praias é preciso dar uma caminhada, mas não acho nada absurdo. Tem um ponto de ônibus na frente do aeroporto e dá pra usar quando chega ou sair da ilha. As caronas também são comuns por lá. Pessoas com buggys alugados, taxis, nativos e até mesmo agencias de passeios oferecem caronas, então aproveitem. Descolei várias caronas enquanto caminhava para o ponto de ônibus. HOSPEDAGEM: Já existem algumas opções de hostels na ilha, nada comparado aos preços praticados em outros lugares, mas a partir de R$ 100-150 por diária, já é possível encontrar boas opções. Infelizmente não é permitido acampar em nenhum local da ilha. Bom gente, já falei demais Fico a disposição para ajudar e trocar algumas ideias sobre esse lugar. Meu insta é https://www.instagram.com/primporai/, lá tem um destaque e contei um pouquinho de como foram meus dias em Noronha. Boas trips para todos nós! Deixo aqui mais algumas fotos da viagem Piscina Natural Morro de Fora Praia do Sancho Descendo as escadas pro Sancho Mirante da Baia dos Porcos Praia da Conceição
  2. 1 ponto
    Todos os anos eu me organizo para realizar um mochilão por países que ainda não conheço, às vezes dou uma passada rápida em países já visitados e, em outros casos, sigo por países não visitados ainda. Assim que cheguei do meu último mochilão pela Europa eu decidi que em 2019 faria uma viagem para o Oriente Médio, apesar de ser uma região um pouco conturbada politicamente falando ela guarda muitos destinos incríveis e com paisagens deslumbrantes. Definido o roteiro, era hora de viajar! O primeiro país seria Israel. Embarquei em um voo direto do Brasil para Tel Aviv com a LATAM, este voo dura quase 14h por causa dos desvios que a aeronave tem que fazer devido as restrições em sobrevoar alguns países da África. Este era só o começo da viagem. As perguntas que sempre escuto sobre Israel é sobre segurança e os preços por lá. Israel é um país seguro? Sim! Muito seguro. Israel é um país caro? Infelizmente sim. Muito caro! Chegando em Tel Aviv fomos para a fila de imigração, ali começou o nosso tormento (estava viajando com um amigo). A fila não existe. As pessoas se aglomeram em frente as cabines e tentam se organizar da melhor maneira, uma péssima primeira impressão. Ao chegarmos para a oficial de imigração ela nos recebeu de forma simpática e nos fez algumas perguntas como: é a primeira vez de vocês em Israel? Onde vão visitar? Quanto tempo pretendem ficar? Qual a relação de vocês? Após respondermos estas perguntas básicas ela olhou, nos deu um sorriso, pegou os nossos passaportes e disse: vocês podem aguardar ali! direcionando-nos para um canto onde haviam algumas pessoas. Pensei comigo: deu ruim! não é possível que vou ser barrado sem motivo algum. Percebi que vários brasileiros estavam sendo retidos e direcionados para o mesmo lugar, o que me tranquilizou um pouco por acreditar que não havia um problema especificamente comigo e com meu amigo. Após quase 1h de espera uma oficial nos chamou e nos fez várias perguntas novamente, repetiu algumas das que haviam sido feitas anteriormente e algumas novas como: com o que você trabalha? Quanto de dinheiro você tem?, etc. Enfim, passado o processo mais chato de imigração era hora de seguir para Jerusalém, cidade onde ficaria hospedado durante meu período em Israel. Chegar em Jerusalém é fácil: saindo no aeroporto você verá as indicações da estação de trem, estando lá é só comprar o bilhete que custa 17 Shekels. A viagem dura cerca de 25min e o trem é super confortável. Vale lembrar que a malha ferroviária de Israel é bem nova e está em constante expansão, para maiores dúvidas consultem o site da operadora de trens de Israel: https://www.rail.co.il/en Chegando em Jerusalém fui direto para o hostel tomar um banho e comer alguma coisa. Na hora de comer é que você percebe o quão caro Israel pode ser! Comi apenas um macarrão com uma coca cola e paguei algo em torno de 40 Shekels. Algo em torno de R$50,00. Enfim, bolso e psicológico preparado era hora de descansar para aproveitar os próximos dias no país. No primeiro dia levantei bem cedo e fomos para a cidade velha de Jerusalém, ali estão os principais pontos da cidade e visita obrigatória para todos os que são cristãos. A cidade velha é cercada por muros, desta forma você deverá entrar por um de seus portões e desbravar suas ruas internamente. Acessei a cidade pelo portão de Jaffa, entrando neste portão você sai diretamente na torre de Davi. Ao entrar pela cidade velha você verá várias casas de câmbio, consegui lá a melhor cotação para trocar dólar por shekel. Me cobraram apenas 0,03 centavos acima da cotação oficial. Pelo menos alguma coisa ´´barata´´, né? Entrada da cidade velha no portão de Jaffa. Ao entrar pela cidade fomos direto para o muro das lamentações. O muro das lamentações na verdade é o que sobrou do muro que cercava o segundo templo, os judeus vão até ele para orar e lamentar sua destruição. Tradicionalmente as pessoas colocam papéis com pedidos de oração em suas frestas e eu não poderia deixar de fazer isso, né? Para se aproximar do muro homens e mulheres ficam em áreas separadas e os homens devem obrigatoriamente usar o ´´quipá´´, para aqueles que não são judeus e não andam com o seu quipá na mochila eles disponibilizam para que você possa se aproximar do muro. Assim o fiz! A cidade velha é dividida em quatro partes: judaica, cristã, muçulmana e armênia. É impressionante como ali as religiões se misturam e convivem em paz, muito diferente da ideia que temos das guerras que acontecem naquela região. O muro fica no lado judaico da cidade porém, logo acima dele, temos a mesquita do domo da rocha, que já está na parte muçulmana. A mesquita foi construída em um local onde os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé subiu aos céus, os cristãos acreditam que ali Abraão levou seu filho Isaque para ser sacrificado. Percebam o quanto cada ponto é sagrado para todas as religiões neste lugar, por isso elas se misturam tanto. A mesquita é linda é sua cúpula é de ouro puro. O acesso dentro dela é proibido para não muçulmanos e para estar nesta área próximo a ela devemos estar com o corpo todo coberto. Homens, por exemplo, não podem acessar a área de bermuda. Vale lembrar que todo país com esta carga religiosa muito forte é importante estar sempre vestido de forma adequada para visitar os lugares pois vários pontos são considerados sagrados e determinados tipos de roupa podem ser ofensivos para eles, portanto, vale um ponto de atenção neste aspecto. Mulheres ´´sofrem´´ um pouco mais com isso, em alguns pontos além de estar com o corpo todo coberto devem obrigatoriamente usar o hijab (véu). Eu costumo dizer que para fazer um mochilão temos que nos despir dos nossos preconceitos e procurar compreender, entender e, principalmente, respeitar a cultura do lugar que estamos visitando. O mais legal é poder mergulhar na cultura local, isso não tem preço que pague. Seguindo por dentro da cidade velha encontramos a via dolorosa, este é o caminho por onde Jesus passou carregando a sua cruz. Andar por ela é bem complicado pois muitas pessoas fazem o caminho o tempo todo, caravanas inteiras pelas ruelas apertadas da cidade velha e o local fica bem tumultuado. Portanto, tenha bastante paciência se você quiser fazer o caminho inteiro, ou então faça caminhos alternativos para chegar até a igreja do Santo Sepulcro. Esta igreja foi construída no local onde algumas pessoas acreditam que Jesus foi sepultado, entretanto existem dois ´´túmulos´´. O da igreja do Santo Sepulcro e o do Jardim do Túmulo. Segundo o que está escrito no livro de João o túmulo de Jesus estaria próximo a um horto, ou seja, um jardim. Independente de onde é ou não o túmulo de Jesus o que interessa é que Ele ressuscitou e está vivo! Igreja do santo sepulcro: Jardim do túmulo: O Jardim do túmulo fica fora das muralhas da cidade, mas pegando os mapas turísticos da cidade fica fácil chegar até ele. Você terá que caminhar um pouco, mas chegará facilmente até o local. Após a visita aos dois túmulos segui para o Jardim do Getsemani, neste jardim Jesus fez a sua última oração antes de ser capturado pelos soldados Romanos. Existem estudos que comprovam que as oliveiras deste jardim são milenares. O jardim fica bem abaixo do monte das oliveiras, local onde Jesus transmitiu vários dos seus ensinamentos. Subi o monte das oliveiras a pé, foi uma caminhada e tanto mas valeu a pena! De lá de cima temos uma vista magnífica da cidade de Jerusalém e do cemitério judaico que fica bem abaixo do monte. Todos estes pontos eu visitei em apenas um dia e a pé. Foi bem cansativo, mas valeu a pena pois os lugares são magníficos e com uma carga histórica, cultural e religiosa muito grande. Andar pelas ruas de Jerusalém faz com que vivamos os passos de Jesus, e isso não tem preço que pague! Estava realmente exausto para o primeiro dia, mas como havia conhecido os principais pontos decidi seguir para Tel Aviv no dia seguinte. Tel Aviv é bem diferente de Jerusalém. Em Jerusalém a religião é muito forte, vemos o tempo todo pessoas com seus ´´trajes religiosos´´, já em Tel Aviv a religião parece ser um pouco menos importante e o ritmo da cidade se aproxima muito mais de qualquer metrópole do que de uma cidade religiosa. Para chegar em Tel Aviv é só pegar o mesmo trem que vai do aeroporto para Jerusalém, a diferença é que você deve trocar de trem no aeroporto para seguir até Tel Aviv. Meu interesse em Tel Aviv era conhecer as praias e a cidade de Old Jaffa, que fica em uma das praias da cidade. Esta cidade foi construída há mais de 3000 anos pelo filho de Noé, é super bem conservada e tem alguns restaurantes bem típicos na região. Andar por Tel Aviv é bem interessante pois parece que estamos em outro país pois o astral da cidade é bem diferente de Jerusalém. Após conhecer a cidade, andar pela orla de bicicleta voltamos para Jerusalém. No dia seguinte iríamos visitar o Mar da Galileia, está região fica bem mais ao norte do país e é possível chegar de ônibus partindo de Jerusalém em uma viagem que dura cerca de 3h. Os ônibus de Israel não são dos mais confortáveis, mas como o país é bem pequeno a viagem é curta. Para consultar as rotas e preços disponíveis nos diversos destinos do país você pode acessar o site: http://www.egged.co.il/homepage.aspx Pegamos o ônibus para Tiberíades e chegamos até o mar da Galileia. Jesus cresceu nesta região e lá ele fez importantes milagres como a multiplicação dos pães e peixes e andar sobre aquelas águas. O lugar é lindo e bem agradável. Ao fundo é possível ver as colinas de Golã, estas colinas pertenciam à Síria antigamente e foram tomadas por Israel na guerra dos seis dias e anexada ao território Israelense em 1981. Dizem que frequentemente escutam barulhos de bombas e tiros nesta região por causa da guerra na Síria. Particularmente eu não presenciei nada disso! Passei o dia na região da Galileia e retornei para Jerusalém no final da tarde. Na manhã do dia seguinte visitamos o museu do holocausto. A visita a este museu é gratuita e uma verdadeira aula de história. Lá dentro é possível ver fotos, objetos, vídeos do período do holocausto. É impactante! Pela tarde retornei à cidade velha de Jerusalém para andar com calma por outras áreas ainda não exploradas. Jerusalém tem que ser explorada com calma, tem muita coisa pra ser visto na cidade, muitos comércios, comidas típicas, etc. Tire um dia inteiro para andar pelas ruelas da cidade e você não vai se arrepender! No dia seguinte decidi ir para a Palestina. Quando comentei com amigos e parentes sobre a ida àquela região muitos me chamaram de louco, etc. Confesso que tinha sim medo de ir lá, mas me surpreendi positivamente com o lugar e, principalmente, com as pessoas. Para chegar na Palestina é só seguir para o portão de Damasco na cidade velha de Jerusalém, lá existe uma rodoviária com ônibus para Belém. Achamos o ônibus e fomos para lá! Dentro do ônibus você já nota a diferença de Jerusalém, tínhamos apenas muçulmanos, vários estudantes e pessoas indo trabalhar. No sentido Israel - Palestina cruzamos a fronteira sem problemas, ao chegar em Belém haviam vários taxistas oferecendo vários tours, etc. Estávamos decididos a não contratar este tipo de serviço, mas o rapaz que nos recepcionou foi tão insistente e conseguimos barganhar o preço pela metade do inicial e teríamos algumas vantagens pois não conheceríamos apenas a Igreja da Natividade, local onde Jesus nasceu, mas vários pontos da Palestina, inclusive o muro que separa Israel da Palestina. Seguimos primeiro para alguns pontos onde era possível ver todo o território palestino, depois para a igreja da Natividade. Após visitarmos a igreja da natividade fomos até um ponto onde era possível ver o muro. A primeira reação foi de espanto! O muro é realmente enorme e é chocante ver um muro separando dois povos daquela forma. Após a visita ao muro retornamos para o ponto onde os ônibus para Jerusalém param. No retorno à Israel os ônibus passam por um controle na fronteira entre os dois Estados, sendo que todos os homens tiveram que descer do ônibus e os soldados Israelenses entraram no ônibus e conferiram os documentos das mulheres e crianças que ficaram a bordo. Do lado de fora formamos uma fila e os soldados conferiam o documento de cada um dos palestinos. Quando chegou a minha vez apresentei meu passaporte e o ´´visto´´ que me foi dado para entrar no país, o soldado olhou com cara de poucos amigos e permitiu meu retorno ao ônibus. Israel é um país incrível, mas me decepcionei muito com as pessoas do lugar. Em nenhum lugar, absolutamente nenhum, fomos bem atendidos ou nos sentimos bem vindos ali. Não expressam alegria, sorrisos e não fazem questão de atender os turistas bem em nenhum lugar, bem diferente do lado palestino onde fui super bem recebido. Confesso que já estava incomodado por estar ali e ser mal recebido em todos os lugares, o Brasil pode ter muitos problemas mas se tem algo que nosso povo pode se orgulhar é de sua hospitalidade, não vi isso em Israel. No último dia seria Sábado, ou o Shabbat. Neste dia, que começa no pôr do sol de sexta e vai até o por do sol de sábado, o povo judeu para todas as suas atividades e o país também para. Em Tel Aviv não se vê muito isso, mas em Jerusalém todos os comércios fecham, o transporte para, por isso é importante se programar para quando visitar o país estar preparado para o Shabbat. Como o dia seguinte seria o nosso último na cidade nos programamos para dormir até mais tarde, mas antes compramos algumas coisas para comer no hostel pois sabíamos que nada iria funcionar no dia seguinte. No sábado acordamos mais tarde e fui para o portão de Damasco, lado muçulmano da cidade velha de Jerusalém onde tudo estava funcionando normalmente. Passei o dia na região e fui para o aeroporto a noite pois o meu voo para a Grécia seria de madrugada. Por causa do Shabbat o primeiro trem para o aeroporto seria apenas 19:30, desta forma tive que aguardar até este horário para ir para o aeroporto. Outro ponto de atenção em Israel é a antecedência de chegada ao aeroporto para sair do país. Se eu achei a entrada complicada a saída foi muito pior, vários check points, revistas e perguntas de segurança até conseguir embarcar. Chegue com pelo menos 3h de antecedência de qualquer voo partindo de Tel Aviv, caso contrário você não irá embarcar. Estava super feliz por tudo o que tinha visto em Israel e por deixar o país ao mesmo tempo, realmente a hospitalidade do povo de lá deixou muito a desejar. Meu voo era para a ilha grega de Kos, mas antes faria uma conexão de 13h em Atenas. Atenas é uma cidade magnífica, já havia visitado a cidade antes (você pode ver no meu último post), e aproveitei o tempo de conexão para visitar a Acrópole novamente. Como estava acordado há mais de 36h eu estava realmente exausto, precisava de um banho e uma cama para dar uma cochilada. Junto com meu amigo consegui achar um hostel por 8 Euros onde deitamos por 3h e tomamos um banho, estava novo para encarar o próximo voo. Retornamos ao aeroporto e pegamos o voo para Kos, 40 minutinhos estávamos lá. Kos não é uma ilha badalada como Santorini, mas tem um astral gostoso e um clima muito agradável. Teria dois dias na Ilha para conhecer alguns pontos históricos e visitar a árvore de Hipócrates. Hipócrates é considerado o pai da medicina e ele nasceu nesta ilha, debaixo desta árvore ele desenvolvia seus estudos e ensinava aos outros também. Conheci vários outros pontos da Ilha, ruínas, etc. A Grécia é um lugar incrível, e o povo de lá torna tudo ainda mais incrível pois nos recebem de uma forma tão carinhosa e acolhedora que não da vontade de ir embora. Realmente é um dos povos mais amigáveis deste planeta. Kos fica muito perto da Turquia, 40 minutos de ferry boat e já estamos na Turquia. Fui até o porto da cidade e peguei o ferry para a Turquia, 40 minutos depois já estava na Turquia fazendo os trâmites de imigração que são necessários pelo fato da Turquia não fazer parte do acordo Shengen. O ferry chega em uma cidade chamada Bodrum que também tem um clima agradável e uma orla com muitos bares e restaurantes, apesar de não ter ficado na cidade voltaria pra conhecer melhor o lugar. De Bodrum peguei um ônibus para a cidade de Denizle, que fica a cerca de 4h de viagem. Denizle é uma cidade relativamente grande e eu ficaria lá por dois dias para conhecer Pamukkale e o seu castelo de algodão. Após 4h de ônibus estava em Denizle, no dia seguinte peguei um ônibus para Pamukkale e por ser um lugar muito pequeno foi super fácil chegar no castelo de algodão. O local tem este nome pois tem algumas formações calcárias branquinhas e com a água bem quentinha. O passeio é muito agradável e vale muito a pena a visita. No topo das montanhas existem as ruínas de Hierapólis, outro ponto incrível para ser visitado. Após conhecer o local retornei para Denizle para pegar o ônibus com destino Selçuk, cidade mais próxima de Éfeso, outro local histórico incrível para se visitar. Selçuk é uma pequena cidade no interior da Turquia, com um povo extremamente amigável e com um clima muito agradável, o objetivo era visitar as ruínas da cidade Éfeso, que fica a cerca de 4km da cidade. A distância pode parecer longa, mas a caminhada até Éfeso é super rápida ao lado de uma rodovia mas por um caminho muito agradável, não há necessidade de contratar transfer ou pagar transporte para chegar até o local. Éfeso é uma cidade grega antiga da região, por lá passaram alguns importantes personagens bíblicos, inclusiva Maria, mãe de Jesus. As ruínas são enormes e incríveis, uma visita surreal e uma oportunidade de voltar no tempo. No dia seguinte iria para a Capadócia. A visita a Capadócia é obrigatória para quem vai à Turquia, conhecer a região com formações milenares e fazer os famosos e incríveis passeios de balão é realmente maravilhoso. No dia seguinte levantei cedo, peguei um trem de Selçuk para Esmirna, cidade mais próxima com aeroporto. De lá peguei um voo para Kayseri. Kayseri é uma cidade grande e muito bem estruturada, apesar de não ser a cidade mais próxima de Goreme é a que tem a maior oferta de voos. Chegando em Kayseri peguei um ônibus para a rodoviária e de lá um ônibus para Goreme, a viagem dura cerca de 1h. Goreme é a principal cidade da região da Capadócia, lá ficam a maior parte dos hotéis e de onde decolam os famosos passeios de balão. Vale destacar que a Turquia é um país extremamente barato, mesmo Goreme que é uma cidade muito turística as coisas não tem um preço surreal como em outras cidades famosas de vários países. Cheguei em Goreme no início da noite, não havia mais o que fazer pela cidade, apenas descansar. No segundo dia levantei cedo e caminhei pela cidade e locais por onde conseguia ver as formações, além disso, fui procurar por agências onde pudesse contratar os passeios de balão. Depois de muita pesquisa encontrei o mais barato por 140 Euros. É caro? Sim! Mas valeu a pena cada centavo, a experiência é única. Voltei cedo para o hotel para descansar e no dia seguinte acordei bem cedo, pois as vans das agências nos pegam nos hotéis bem cedo pois os balões decolam antes mesmo do sol nascer. Estava muito frio, mas um céu lindo, sem nuvens, vento calmo, o passeio seria lindo. Fomos até um local onde vários balões estavam sendo preparados, após inflarem os balões decolamos. O voo dura cerca de 45min a 1h e é realmente incrível! Este dia seria o último na região da Capadócia, durante a tarde fiz um passeio para visitar outros locais, formações da região, etc. Valeu muito a pena, mas com certeza o ponto alto da viagem para esta região foi o passeio de balão. No dia seguinte precisava acordar cedo para seguir pra Istambul. Como Goreme não tem aeroporto contratei uma empresa de transportes que me levaria para Kayseri e de lá para Istambul, o voo dura cerca de 1h. Ao chegar no aeroporto de Ataturk a gente se impressiona pelo tamanho do aeroporto, ele foi inaugurado recentemente e é gigantesco com uma estrutura sensacional. Infelizmente não há metrô até o aeroporto, mas existe uma empresa chamada Havaist https://hava.ist/ que tem ônibus saindo do aeroporto para diversas regiões do país. Vale destacar que Istambul é uma cidade gigantesca, por este motivo é importante que você se hospede em pontos próximos aos principais pontos turísticos da cidade, desta forma você garante que o deslocamento seja mais fácil e barato. Peguei o ônibus no aeroporto em direção a praça Sultanahmet, que fica na parte antiga da cidade e próximo a mesquita Azul. Deixei as coisas no hotel e fui para a rua caminhar e conhecer a região. A mesquita Azul é gigantesca e impressiona, é possível visitá-la nos horários em que os muçulmanos não estão orando e ela fica exatamente na praça Sultanahmet. Como Istambul é uma cidade muito grande é necessário muito tempo para explorar ela toda, mas além do dia da chegada eu teria mais dois dias na cidade onde eu visitei os mercados da cidade, a torre Gálata e fiz algumas caminhada pela Orla da cidade que tem um por do sol maravilhoso. Em Istambul, como toda cidade grande, é necessário ficar atento a algumas coisas. O oriente médio é uma área muito complicada e tensa, alguns ataques já aconteceram na cidade e por este motivo eu sempre evito aglomerações. Outra característica que havia lido sobre a cidade são as tentativas de golpe por engraxates. Você está simplesmente caminhando pela rua e eles percebem que você é turista, passam na sua frente e deixam a escova cair de propósito, você ao tentar ajudar pega para entregar a ele e ele como forma de gratidão se oferece para engraxar os seus sapatos, mesmo que você esteja de tênis. A oferta que antes era gratuita depois é cobrada pelo cidadão, que com certeza não cobrará um valor pequeno. Em Istambul jogaram esta escova na minha frente por duas vezes, como já sabia do golpe passei como se não tivesse visto, eles pegaram e tentaram aplicar o golpe em outras pessoas. Portanto, fiquem atentos a isso. Não deixem de visitar o grande bazar, ainda que você não compre nada é muito legal se perder naquele lugar e ver um pouco da cultura dos Turcos e da forma como eles negociam. Depois de três dias em Istambul eu segui para Dubai, peguei o ônibus da empresa Hava Ist e cheguei bem cedo no aeroporto de Ataturk. Assim como a maioria aeroportos do oriente médio você passa pela inspeção de segurança antes de chegar no check-in, isto acontece devido aos problemas da região, o aeroporto de Ataturk inclusive já foi palco de atentados em 2016 e por este motivo a segurança é redobrada. Chegando em Dubai pela manhã peguei o metrô em direção ao hostel onde ficaria. Para sair do aeroporto de Dubai a forma mais fácil e barata é o metrô, mas fique atento pois o bilhete tem valores diferentes de acordo com a estação onde você vai desembarcar. Como o metrô alcança vários pontos turísticos eu recomendo que você compre os passes diários do metrô por 22 Dirhans, com ele você pode andar por todas as zonas quantas vezes quiser durante um dia inteiro, para se ter uma ideia um passe apenas de ida para percorrer três zonas custa 10 dirhans, portanto, o passe diário vale muito a pena. Fiquem atentos somente a divisão de vagões no metrô de Dubai, os vagões das pontas são especiais, sendo uma ponta exclusivo para mulheres e a outra ponta os vagões Gold Class, que tem bancos mais confortáveis e estão um pouco mais vazios. Outro ponto importante é a proibição de beber ou comer nos recintos do metrô, portanto, fiquem atentos. Como tinha andado o dia inteiro em Istambul, ido cedo para o aeroporto e voado a madrugada toda até Dubai, estava muito cansado. Decidi que iria até o Dubai Mall conhecer o maior shopping do mundo e ver o maior prédio do mundo, almoçar e retornar para o hostel para descansar. O Dubai Mall é gigantesco, fui nele por várias vezes e não conheci tudo. Na parte de fora é possível ver o Burj Khalifa, maior prédio do mundo. É possível subir nele, mas os ingressos tem horários reservados e mais baratos se comprados com antecedência pela internet. Não tinha interesse em subir no prédio, por isso não comprei o ingresso. No segundo dia na cidade acordei cedo e fui visitar os principais pontos da cidade. O primeiro lugar foi o Burk Al Arab, famoso hotel 7 estrelas em formato de barco a vela. Para chegar no hotel é só descer na estação Mall Of The Emirates e ir caminhando por cerca de 3km, o local é reto assim como toda a cidade de Dubai, mas o sol é muito quente, fui no outono peguei agradáveis 33 graus. Imagina no verão? As temperaturas passam dos 40 graus facilmente, portanto programem-se para visitar a cidade em épocas menos quentes. Caminhei até a região do hotel e a praia publica que fica ao lado dele para tirar algumas fotos, realmente impressiona. Dubai é um grande canteiro de obras, a cidade está em constante modificação, por isso não será difícil ver andaimes e guindastes por toda a cidade. Voltei a pé para o Mall of the Emirates onde almocei e durante a tarde fui conhecer a região da Marina de Dubai. Esta região é muito linda com vários bares, restaurantes e praias para aproveitar. O que mais me impressionava na cidade eram as construções. Após visitar a região da Marina de Dubai peguei o metrô novamente e fui para o Dubai Mall, lá eu ia aguardar até as 18h para assistir ao show das águas que acontece em frente ao Dubai Mall todos os dias à partir das 18h. Recomendo que cheguem cedo para pegar um lugar legal para assistir pois a praça fica lotada. O show dura pouco mais de três minutos mas é impressionante. Após o show jantei no próprio shopping e retornei para o hostel. No dia seguinte levantei bem cedo para visitar outros pontos da cidade e conhecer o mercado do ouro, que fica em uma área menos turística da cidade com construções mais modestas e trânsito caótico, mas impressiona pela ostentação do lugar. Nem ousei perguntar os preços das coisas, mas olhando a foto abaixo da pra imaginar, né? É muito ouro! Saindo de lá fui até o Dubai Frame, uma moldura gigantesca toda revestida em ouro. É possível subir nela para tirar algumas fotos, mas não achei que valia a pena o valor a ser pago. Entretanto, apreciar ela de fora já é algo que fale a pena pois é gigantesca e imponente. No dia seguinte seria meu último dia na cidade. Como havia conhecido todos os pontos resolvi ir cedo até a Marina de Dubai e curtir uma praia, que estava vazia e com a água bem quentinha. Passei a manhã ali e depois de tomar um banho no hostel fui até o Dubai Mall novamente para almoçar e dar uma ultima visitada naquela região e ver o Burj Khaliffa pela ultima vez, ele realmente impressiona. Voltei para o hostel para descansar pois, mais uma vez, ia precisar passar a noite no aeroporto pois o meu voo para o Brasil era muito cedo. Sobre Dubai muitos acreditam ser uma cidade extremamente cara e muito luxuosa, entretanto Dubai é uma cidade para todos os públicos. Para nós mochileiros é possível gastar menos de 100 dirhans por dia incluindo alimentação e transporte, mas aqueles que gostam de ostentar o céu é o limite, pois a cidade realmente tem opções extremamente caras e luxuosas. Afirmo com total certeza que Dubai é uma cidade acessível a todos, muito mais do que Israel, por exemplo, que foi o país mais caro que visitei nesta viagem. Enfim, este é mais um relato que divido com vocês. Espero que possa servir de referência e inspiração para a viagem de muitos aqui do blog, este mundo é maravilhoso e tem muita coisa a ser explorada. Sou uma pessoa que gosta muito de escrever e enquanto estava na Turquia escrevi um texto sobre tudo o que estava vivendo nesta viagem e gostaria de compartilhar com vocês: Ser mochileiro é sair da zona de conforto; É abrir mão do supérfulo e desfrutar ao máximo das coisas simples que cada lugar oferece; É deixar de lado a praticidade de um carro e se aventurar nas ruas de cada cidade, conhecendo assim os hábitos e a cultura de cada lugar. Ser mochileiro é se virar apenas com o básico e passar alguns perrengues, pois eles fazem parte de cada viagem e com eles tudo fica mais legal. Ser mochileiro é saber dividir o espaço, é abrir mão da sua privacidade e interagir com pessoas do mundo inteiro, conhecendo e respeitando os costumes e a cultura de cada um. Ser mochileiro é ter o mundo como a sua casa, é dormir em um país cristão e acordar em um muçulmano e se encantar com as diferenças, mesmo que elas pareçam absurdas para os seus costumes. Ser mochileiro é dormir hoje pensando no amanhã, planejando como você chegará naquele lugar que você quer visitar, mesmo que você tenha que ir caminhando por alguns quilômetros. Ser mochileiro é ter coragem, ser aventureiro, é saber que cada viagem terá seus desafios, mas que no final aquele país, aquela cidade e cada ponto valerá a pena. Ser mochileiro é sorrir (ou chorar) de alegria por estar no lugar que tanto sonhou, mesmo que seus pés estejam cansados de tanto andar e os ombros doloridos de carregar tantas coisas por tantos lugares. Ser mochileiro é agradecer a Deus todos os dias pelas oportunidades e lugares visitados, pois muitos gostariam de estar no seu lugar. Ser mochileiro é sentir saudades de casa, do seu país, da comida e dos costumes, mas acima de tudo entender que ter o mundo como a sua casa é uma escolha, e eu? Eu escolhi viajar! Um grande abraço a todos e muitas viagens!
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    Tenho a mesma pratica, mas por conveniência, comprei um apontador de giz de cera grande, que serve para pequenos galhos. Recentemente adicionei ao meu kit fogo, um "pau" de madeira porosa embebida em parafina. Apesar de não ser tão eficiente para pegar uma faisca, as raspas da madeira com parafina são ótimos como tinder secundario. Não havia pensado no lapis! é uma otima ideia, estara sempre seco!
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    Eu levo lápis e apontador de lápis quando vou acampar no mato. Eu uso como kit para iniciar fogo. Apontando o lápis sai palhas de madeira bem finas. Junte as palhas amontoando-as. Use fósforos,isqueiro ou pederneira para pôr fogo nas palhas do lápis. Em seguida, após pôr fogo,coloque graveto sobre as palhas já incandescentes; e vai acrescentado lenha conforme a labareda cresce. Tive a idéia de usar palha de aço para iniciar fogo enquanto eu apontava um lápis,observando as palha que saía do apontador. A idéia deu certo. Incluí na minha prática de bushcraft como "kit para fogo".
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    CONCLUSÃO Conhecer Bolivia e Peru é como fazer uma viagem no tempo, conhecer a cultura Inca, costumes e danças típicas de cada região, ver pessoas vestidas de uma forma que por aqui seriam mal interpretadas, entrar em contato com a população andando de bus coletivo, comendo comidas tipicas nos mercadões da cidade, fazendo amizades com nativos que falam quechua, tudo isso não é história, é aprendizado. Passei por desertos de areia,sal,oasis,oceanos,lagos,vulcões,lagunas,geisers,reservas ecológicas,neve,cordilheira,ilhas,templos inexplicáveis e por paisagens inesquecíveis. Aprendi que o ser humano é muito mais do que o status, que a humildade e a bondade devem prevalecer antes de tudo, aprendi que o pensamento coletivo tem que vir sempre antes do pensamento individual, que diferentes culturas fazem costumes diferentes, mas que isso não pode ser considerado estranho,tem que ser levado como diversidade cultural e sempre ser respeitado, acredito agora que a Bolivia e o Peru são lugares que todos deveriam conhecer pra se tornarem pessoas melhores. Como eu falei lá encima, algo mudou na minha essência, valorizo mais pequenas coisas, escuto as pessoas com mais atenção, acredito que cada uma tem uma boa história pra contar. Nessa trip eu fui da felicidade a tristeza em cenas de despedida, fui do sorriso as lágrimas ao ver o sol se por, pensei em coisas impensáveis no meu cotidiano, conheci pessoas que jamais vou esquecer e ouvi e vivi histórias que vou contar aos meus netos. Ainda quero largar tudo e viajar o mundo, fugir da minha rotina e criar uma rotina alternativa, mas também quero e vou criar raízes, não tenho mais apenas o que ouvir, também tenho agora o que falar e compartilhar, minha luz se acendeu com energias que jamais pude sentir antes. Gratidão Universo! Um agradecimento especial ao site mochileiros em geral, e Maria Emilia, Lico,Paulo Motta,Leo RJ, Varga,Leo_Thc e companhia limitada, por toda a paciência em me ajudar, nas minhas duvidas em mensagens privadas e nos fóruns que tive pra montar o roteiro. ps. postarei mais algumas fotos e ai acaba de verdade
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    25º COROICO – DOWNHILL As 7:30am chegou a van no Wild Rover, não tinha brazuca na parada, mas havia de tudo, holandês,americano,dinamarquês,suíço,austríaca e não sei mais o que, éramos 12 pessoas e apenas umas 4 ou 5 falavam espanhol, pelo menos alguém né? Fomos até La Cumbre, onde tomaríamos o café da manha servido pela empresa e começaríamos a descida na parte de asfalto, no total são 63km sendo que 15km devem ser no asfalto e o restante na terra, tenho que achar o voucher pra ver certinho. Um guia sempre puxa a fila e o outro sempre fica no fim da fila, sendo que as vezes ele dispara na frente pra fazer os vídeos e sacar as fotos pro DVD, na parte do asfalto eu estava me sentindo sempre fiquei na cola do guia, sendo segundo ou terceiro, depois eu desencanei de andar rápido e resolvi apenas admirar a paisagem andando no meu ritmo, e que paisagem? Cordilheira,cachoeiras,nevados e etc... Logo chegamos na parte complicada, a estrada realmente é sinistra, existem cruzes de pessoas que morreram por toda ela, não entendo como essa via já foi liberada pra caminhões nas duas mãos, passar de bike é apertado imagina com algum auto, não consigo imaginar alguma estrada mais perigosa do que essa, sua fama é merecida. Porém basta andar no seu ritmo, prestar atenção nas pedras do caminho pra não bater a bike em uma grande, não se distrair tirando fotos enquanto pedala, que você vai chegar ao fim intacto, tenho certeza que quem acaba caindo é porque andou rápido demais, ou porque ficou brincando com a bike ou teve alguma distração, então o segredo é se concentrar e admirar a paisagem, qualquer um pode fazer. No meio do caminho ainda paramos pra fazer um lanche com chocolate, banana e coca cola, no fim chegamos em um lugar onde podemos tomar banho,almoçar e usar a piscina, isso tudo incluso no preço da xtreme. Chegamos em La Paz por volta das 18:00 e fui andar pela cidade, a Calle Llampu é uma loucura, pra comprar mochilas e roupas da The North face, Deuter, Columbia e etc, é um verdadeiro paraíso com os preços, pra se ter idéia, comprei a mochila high sierra Explorer 55 pagando 800 bls, cerca de 115usd, o preço dela aqui no Brasil passa dos 700R$, havia mochilas da deuter por 400bls e anorak da the north face por 230bls, pena que minha grana já estava curta, e ainda iria ao Mercado das Bruxas comprar lembranças pra galera. Fui até a xtreme que como a maioria das agências fica na Calle Sagarnaga, e meu DVD já estava pronto, fechei com eles o passeio de Chacaltaya pro dia seguinte, eles não fazem, mas trabalham com agências que fazem e consegui um bom preço. Se forem na xtreme diga a Roxana e a Silvia que mandei lembranças, conversei com elas a respeito da política do Evo Morales, eu tinha uma visão legal da política dele e achava que ele era mais querido na Bolivia, mera ilusão, elas abriram minha mente rs Bom, infelizmente sem festinhas noturnas em La Paz, apenas o pub do Wild Rover, e cama pra acordar inteiro no dia seguinte. 26º LA PAZ – CHACALTAYA A van viria me buscar as 8:00, acordei com muito sono, e eles só chegaram as 9:20 quando quase já estava indo dormir de novo. No caminho até a montanha conseguimos ver Huayna Potosi 6088mts, um dos motivos que tenho pra voltar a La Paz, ainda vou subir, pode anotar ai... Chacaltaya como muitos sabem, é a estação de esqui mais alta do mundo, com 5.300metros, porém com o aquecimento global a neve começou a sumir, e a estação foi então desativada, servindo agora como ponto turístico de La Paz apenas, a beleza da montanha é enorme, e havia bastante neve, aliás no verão tem mais neve que no inverno, ainda subi até o cume que chega a 5.430 metros, começou a nevar e tive um pouco de dificuldade pra voltar, mas nada demais. Quando se paga pra fazer Chacaltaya automaticamente se paga o Vale de la Luna também, mas eu não queria fazer esse, queria andar pela cidade durante o restante do dia, basta falar ao guia que não quer ir, que no retorno ele te deixa no centro por volta das 12:00, e parte com a galera pro Vale de la Luna. Tirei o restante do dia pra caminhar, fazer amizades bolivianas, e conhecer os museus e praças da cidade. 27º DIA – LA PAZ – COCHABAMBA Acordei mais tarde e já fui logo fazer o Check-Out, resolvi já partir, com medo de não chegar em Santa Cruz no dia do meu vôo, a passagem La Paz x Santa Cruz custa 170bls e dura 18hrs, optei pelo atalho Cochabamba, pagando 30bls pela Bolivar, em cerca de 6hrs chegamos no Terminal de Cochabamba, e já comprei passagens pra Santa Cruz por 70 bls, pensei em dormir em Cochabamba e visitar o cristo no dia seguinte, mas achei melhor chegar logo em Santa Cruz, até porque estava agora com a grana contada, economizei 70bls nessas passagens. 28º DIA – SANTA CRUZ DE LA SIERRA Depois de algumas horas dormindo, cheguei pela manhã em Santa Cruz, o lugar onde tudo começou, procurei um hotel em frente ao terminal e encontrei um bem simples, mas esse bastava pro ultimo dia da trip. Deixei as coisas lá e percebi que o dia não passaria se eu ficasse dentro do quarto, sai pra caminhar pela cidade, fui andando do terminal até a praça central, fiquei circulando nos arredores, depois sentava na praça, lembrava da viagem, circulava na cidade, sentava na praça, e a hora não passava rs, resolvi ir almoçar no mesmo restaurante que almocei com a galera no primeiro dia da trip, lembrei das nossas primeiras cervejas, primeiros diálogos de verdade, preparação e expectativas da trip, nem parecia que já havia feito um mês, que estava fora de casa a quase 30 dias, passou realmente muito rápido. Olhei umas três vezes as quase 4 mil fotos da minha câmera, usei a internet, fui a um cinema na frente da praça, e por volta das 18hrs eu voltei ao hotel, torcendo pra minhas coisas estarem seguras, e estavam. Meu vôo seria no dia seguinte as 4:40 da manhã, então fui tirar um cochilo e só acordei com o despertador 0:00, nem imaginava que dormiria isso tudo, foi ótimo pro tempo passar sem eu entrar na depre pelo fim da trip. 29º DIA – SANTA CRUZ DE LA SIERRA X GUARULHOS O vôo partiu no horário, fizemos a escala em Campo Grande e as 10:00 já estava em Guarulhos, meus pais foram me buscar no aeroporto muito felizes por eu ter sobrevivido, e principalmente por estar de volta, como moro em Guarulhos, em 20 minutos estava em casa. [t3]FIM[/t3]
  7. 1 ponto
    22º DIA – COPACABANA A fronteira com o Peru só fica aberta durante o dia, então se programe pra fazer essa viagem de 4hrs de dia, o motorista do bus vai te explicar tudo o que tem que fazer pra passar na fronteira, e vai te esperar com o bus do outro lado, suas bagagens grandes ficam no bus, leve tudo o que é de valor com você ok? Enfim, volvemos a Bolivia, e minhas economias agradeceram afinal aqui é muitoooooo barato mesmo, Copacabana pratica os mesmo preços que La Paz na venda de artesanatos, então pode fazer suas comprinhas aqui sem se preocupar, fiquei hospedado no Hostel Colonial, que fica em frente ao “terminal de buses” que na verdade é uma rua, é um hostel bem grande com estrutura de hotel, peguei um quarto duplo, mas fiquei sozinho e minha janela tinha vista pro Titicaca, chato né? Tirei esse dia pra caminhar pela cidade, e que cidade é essa? A partir do lago tudo é subida, mas pra que subir pra conhecer a cidade se toda sua essência esta no lago? Sentei em um barzinho beira-lago, que estava tocando um Bob Marley, pedi uma Pacena e não demorou pra eu conhecer Gato e Cata, um casal da argentina que viaja tocando canções, eles param na cidade pedem pra tocar nos bares, ganham uns trocados e mudam de cidade, isso vai durar até chegarem no México, o grande sonho deles, legal né? A noite iriam tocar em um barzinho e combinei de ir lá prestigiar. Eles seguiram viagem e eu continuei tomando mais cervejas, fiz amizade com brasileiros, argentinos, chilenas e todos combinamos de ir no bar a noite. Resolvi mais tarde fazer a caminhada até o mirante, é uma trilha de romaria religiosa, você vai encontrar diversas cruzes no caminho e menções católicas, além de velas e oferendas. È uma grande caminhada viu, os degraus não ajudam e a altitude muito menos, foi cansativo chegar mas quando cheguei... ..................................... Sim, silêncio total, essa paisagem precisa de silêncio, não existe palavra que possa descrever, a vista de Copacabana com o lago e seu barquinhos, de um lugar privilegiado e com um novo show de cores no céu, é algo que prefiro mostrar, não tem como eu explicar, senti uma paz e uma tranqüilidade no coração que queria estar ali pra sempre. Por favor, se for a Copa, não deixe de subir nesse mirante ok? Me agradeça depois...rs
  8. 1 ponto
    Bom, sou vegetariano, não falo inglês e não falo espanhol, tudo conspirava contra pra eu não fazer essa viagem, sentia medo e vontade ao mesmo tempo, porém meu sonho sempre foi conhecer Machu Picchu, desde o primário na escola olhava aquele atlas gigante e observava as fotos daquele lugar lindo, algo tocava meu coração quando via aquilo e eu tinha certeza que chegaria lá algum dia...Comecei a pesquisar pacotes de viagem pra 5,6,7 dias e eles eram absurdamente caros, depois comecei a pesquisar meios alternativos de chegar até lá, ler os relatos aqui no site, consultar muito o Google e pessoas que já foram de maneira independente, e descobri que para se chegar a Machu Picchu eu poderia passar por lugares igualmente incríveis, e fazer uma viagem memorável em vários sentidos, e tendo como base o estilo de viagem independente, comecei as pesquisas em meados de Outubro, e fui definindo meu roteiro para fazer tudo em até 30 dias, dentro das férias do meu trabalho. Comecei a busca por companhias de viagem e por diversos motivos, sendo o maior deles o carnaval no Brasil, não consegui amigos pra me acompanhar, então parei de procurar, me aprofundei nas pesquisas e comprei as passagens para ir sozinho. Umas duas ou três semanas antes da viagem quando eu tinha certeza que faria tudo sozinho, uma menina aqui do site me add no MSN, começamos a conversar e descobrimos que eu, ela e seu namorado, estávamos no mesmo vôo, se tratava da Aura e do Antonioni, um casal de Balneário Comburiu que faria conexão com meu vôo sem São Paulo, nossos roteiros bateram e combinamos de nos encontrar no aeroporto e fazer o começo da viagem juntos, depois de uma semana comecei a conversar com uma menina de Ouro Preto, e para minha surpresa seu vôo também faria conexão com o meu em SP, se tratava da Camila, que viria junto com o Sidão, e mais tarde encontraria sua outra amiga, a Priscila em Sucre, não deu outra, pensamos bem e éramos 6 pessoas, nossas idéias batiam e poderíamos ir juntos até Arequipa, fechando inclusive o carro do salar com essa quantidade de pessoas. Enfim, o universo conspirou a meu favor e graças a ele pessoas incríveis entraram na minha vida, fizemos uma amizade muito bonita, não tivemos problemas durante a viagem e nossa sintonia já faz querermos combinar visitas durante o ano, com tudo fechado marcamos de nos encontrar no aeroporto e começar a viagem juntos.
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