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  1. 3 pontos
    Saudações cicloviajantes, Em novembro de 2019, peguei um voo de Belo Horizonte até Bariloche (ARG) e de lá fiz uma viagem de bike pela região dos Lagos Andinos, atravessando para o Chile e voltando para Bariloche. Rota Lagos Andinos A ideia surgiu depois que li o relato de cicloviagem do Luis do blog Eu e a magrela. Inclusive ele me deu algumas orientações por e-mail. Agradeço ao Luis e também ao cicloviajante do Latindoamerica que me ajudou com informações quanto à travessia da Cordilheira. Peguei muitas informações aqui no site e outros blogs que pesquisei (lista ao final). A viagem foi magnífica, as fotos falam por si só. Pesquisei e planejei durante um bom tempo esta viagem (mais de um ano). O roteiro básico foi: Dia 1: Belo Horizonte (BRA) – Bariloche (ARG) - voo Dia 2: Bariloche (ARG) Dia 3: Bariloche (ARG) – Ensenada (CHI) Dia 4: Ensenada (CHI) – Entre Lagos (CHI) Dia 5: Entre Lagos (CHI) – Villa la Angostura (ARG) Dia 6: Villa la Angostura (ARG) – Pedal Baia Brava, Cerro Bayo e Puerto Manzano Dia 7: Villa la Angostura (ARG) - – Villa Traful (ARG) Dia 8: Villa Traful (ARG) - Bariloche (ARG) Dia 9: Bariloche (ARG) – Trekking Refúgio Frey Dia 10: Bariloche (ARG) – descanso Dia 11: Bariloche (ARG) – Pedal Circuito Chico Dia 12 e 13: Bariloche (ARG) – conexão Buenos Aires (ARG) - Belo Horizonte (BRA) Bike Mountain bike Specialized Rockhopper Expert alumínio, aro 29, 18 (2x9) marchas e suspensão dianteira. Adaptações para cicloviagem: ü Suporte para alforjes (bagageiro) ü Alforjes Deuter 38 L (par) e capa de chuva para alforge. ü Pneus mistos com proteção (fita) antifurto Distância pedalada: 570 km contando com os passeios de bike Bike embalada Segue abaixo o relato e outras informações. Espero ajudar. Dia 1 – 02/11/19 sáb – Voo BH (BRA) a Bariloche (ARG) Em Belo Horizonte, peguei um ônibus da Conexão no centro até o Aeroporto de Confins. De lá, voo para Bariloche (conexão em Campinas). Chegada em Bariloche cerca de 15:30 mas tem o trâmite de migração e bagagens (tem que levar nota fiscal da bike). Demorou cerca de 45 minutos. Do Brasil, já feito contato com um motorista de táxi de Bariloche pelo whatsapp e combinei de encontrar na chegada (eles acompanham o voo pelo site para saber a hora de encontrar). Taxista Henrique Whatsapp +54 2944597485. Ficou por 50 reais. Informe previamente que vai levar bike e se tiver mais gente combine um carro maior. Chegando no hostel, organização e montagem da bike, alforges e bagagem (ver se tudo em ordem - dar uma volta). Saí para comer algo e fazer o check in do Cruce Andino. Não pode fazer o cruce se não fizer o check in (informação abaixo dia 3). Aproveitei para trocar reais e dólares por pesos argentinos e chilenos (Taxa estava e 1 real = 15 pesos argentinos = 167 pesos chilenos). Casa de câmbio: Andina Cambio (Calle Mitre 102 mas tem muitas opções). O funcionamento do comércio varia, de 10 até 13hs e de 17 até 21hs devido a siesta . Hostel Periko's Hospedagem Bariloche Periko's Youth Hostel (www.perikos.com), café da manhã bem básico e Wifi. Calle Morales 5550054 Telefone +54 294 452 2326 (whatsapp) [email protected] 6 diárias quarto compartilhado ficou em PA$ 3600, média 40 reais/diária. Paguei metade via PayPal na reserva e a outra metade em dinheiro. Reservar antes do Brasil: poucos lugares e grande procura. Muito bacana, atendimento muito bom, bem localizado, confortável e com clima mochileiro. Dia 2 - 03/11/19 dom – Bariloche (ARG) Fui conhecer melhor a cidade. A cidade é bem organizada, limpa e bonita. Para se localizar melhor, achar o Centro Cívico, que fica a cerca de 3 quadras do hostel. Organizei a bagagem e comprei lanche reforçado para o próximo dia que seria o início da viagem de pedal. Separei algumas coisas que ficariam no hostel (após a cicloviagem voltaria para o mesmo hostel – não cobram nada por isso). Essa época do ano, na região, escurece cerca de 20:00, logo dá para aproveitar bastante o tempo de luz do dia evitando que pedale no escuro em caso de imprevistos. A noite jantei um tradicional bifão argentino pois no dia seguinte precisava de energia para o pedal. Bariloche Bariloche Dia 3 – 04/11/19 seg - Pedal 1 – Bariloche (ARG) a Ensenada (CHI) – Cruce Andino Distância pedalada: 74 km Ascensão: 1117 m (trecho pedal) Trecho 1 Bariloche – P. Pañuelo 26Km Ascensão 368 m Trecho 2 P. Blest – P. Alegre 3 Km Ascensão 40 m Trecho 3 P. Frias – Peulla 31 Km Ascensão 669 m Trecho 4 Petrohue – Ensenada 16 Km Ascensão 40 m Acordei cedo, cerca de 6:00, terminei de preparar tudo (não esquecer passaporte), tomei café básico, saí cerca 07:30 e buen viaje. Este dia foi o Cruce Andino. Dia nublado no início, mas aberto ao final. Temperatura média estava em uns 9° C de manhã e foi subindo aos poucos. O Cruce Andino é a travessia da ARG para o CHI (de Puerto Pañuelo até Petrohue) que intercala parte terrestre com lacustre (bike, barco, bike, e assim vai). Lagos bonitos, cercados por verde e montanhas nevadas. As estradas de terra cruzam dois parques nacionais, o Nahuel Huapi (ARG) e Vicente Perez Rosales (CHI). Comprei o ingresso antecipado pelo site Cruce Andino (US$ 120). Marcar a opção Bike&Boat ou seja, vai fazer a parte terrestre por sua conta (pedalando) e a opção somente ida (observe a origem se na ARG ou no CHI, no meu caso foi ARG). O check in deve ser feito desde 48 horas antes do cruce. Em caso em que o passageiro não pode comparecer para o check in, deverá enviar cópia escaneada do passaporte ou documento de viagem de acordo com a origem do cruce. https://www.cruceandino.com Calle Mitre 219 y Mitre 150, Bariloche - Río Negro [email protected] Pedalei de Bariloche até Puerto Pañuelo. Estrada não tem acostamento e tem movimento. Tem que ficar atento com o fluxo de carros e sair da pista quando vem carro. Como o café do hostel era básico, parei numa loja de conveniência para tomar um café melhor. Caminho de Bariloche a Puerto Pañuelo (não tem acostamento) Em Puerto Pañuelo, tem taxa de embarque do Parque Nacional Nahuel Huapi (AR$190), pago apenas em dinheiro (en efectivo). Cada passageiro pode levar uma bike e deverá apresentar-se, 1 hora antes de zarpar a embarcação. Os alforges são levados dentro do barco (tem que tirar da bike). Encontrei com um grupo de uns 10 holandeses fazendo o cruce de bike também (média de idade deles: 60 anos). Fomos de barco até Puerto Blest pelo Lago Nahuel Huapi. Lago Nahuel Huapi - Cruce Andino Lago Nahuel Huapi - Cruce Andino Bikes no barco P. Blest De P. Blest, pedalamos 3 Km com chuva leve até Puerto Alegre (relativamente plano). No caminho entre P. Blest e P. Alegre com chuva leve No caminho entre P. Blest e P. Alegre P. Alegre Sentido Puerto Frías De lá, peguei o barco para Puerto Frías (Lago Frías). Relato de tábanos neste trecho, mas como estava frio, não apareceram. Em Puerto Frías, fiz o trâmite de saída da ARG (ciclistas vão primeiro e depois os demais passageiros que vão de ônibus- o agente da aduana verificou a nota fiscal da bike, inclusive a cor da bike com a nota e no fim registrou a entrada,). Depois pedalei cerca de 30 Km até a aduana do CHI (perto de Peulla). No início, muito morro mas só ir de boa (subida forte de cerca de 4 Km até a placa demarcando divisa ARG/CHI - Paso Internacional Perez Rosales. Divisa ARG -CHI - Da aduana ARG até aqui 4 Km de subida forte (Paso Internacional Perez Rosales) Da divisa até Casa Pangue (posto de polícia dos Carabineros de Chile) é uma descida de uns 6 Km de 700 m de descenso com pedras soltas no meio da floresta com muitas curvas (só ir devagar para não cair). Em Casa Pangue, já no CHI Após Casa Pangue, o pedal foi tranquilo, relativamente plano, de rípio seguindo vale do rio da geleira do Tronador até Peulla. Depois de Casa Pangue Margem do rio da geleira do Tronador sentido Peulla Sentido Peulla Em Peulla, parei na aduana para fazer o trâmite de entrada no CHI (pedir para registrar a entrada da bike). Foi bem tranquilo. Verificaram a bagagem e para evitar ter que tirar o alforge, falei que era difícil tirar, logo o agente foi até bike que estava lá fora e fez uma inspeção básica (não pode entrar com vegetais e derivados de carne). Demorou cerca de 30 min. No ancoradouro de Peulla para embarcar para Petrohue Segui de barco de Peulla, pelo Lago Todos los Santos (vista dos vulcões Osorno e Pontiagudo) – duração 1:45 até Petrohue. Lagos Todos los Santos Porto de Petrohue Pela Ruta 225, segui 16 Km até Ensenada (início rípio depois asfalto com ciclovia demarcada, mais descida do que subida). A estrada vai margeando o rio Petrohue. Pedal bem tranquilo e bonito. Sentido Ensenada Sentido Ensenada Ensenada fiquei no Cabañas Barlovento. Vale a pena ficar lá. Depois, um merecido banho, lavar roupa e comer algo mas não achei muita opção aberta pois saí tarde para comer. Cabañas Barlovento De preferência leve pesos chilenos da ARG pois quase não aceitam peso argentino e trocar dólar lá não é muito fácil. Consegue-se pagar no cartão de crédito. Hospedagem Ensenada CH$25000 – média R$ 150 Cabañas e Camping Barlovento Ruta 225, km 44 Ensenada, Puerto Varas Chile / [email protected] Cel: +56 9 94957690 (whatsapp) Tel: +56 65 2 233140– Sin desayuno (não tem café da manhã) www.campingchile.cl/camping-region-de-los-lagos/camping-barlovento-ensenada RESUMO PEDAL 1 Dia 1: Bariloche > 26 Km (cerca 1:40) > Puerto Pañuelo (longo trecho barco) > Puerto Blest > 3 Km – pedal curto e plano > Puerto Alegre > Barco > Puerto Frías > Trâmite de saída Aduana ARG em P. Frias > 4 Km de subida forte até placa demarcando a divisa ARG/CHI > descida de 6 Km (700 descenso) - Paso Vicente Perez Rosales > Casa Pangue (cerca de 15 Km de Peulla) > Aduana CHI está a 400 m de Peulla (não deixar de fazer trâmite de entrada) – total de P. Frías a Peulla 30 km > Barco 1:30h Lago Todos los Santos > Petrohue > Ruta 225 - 16 Km parte rípio parte com ciclovia asfalto. Alguns pontos passam bem perto da margem do rio Petrohue, muito caudaloso > Ensenada. Dia 4 – 05/11/19 ter - Pedal 2 -Ensenada (CHI) a Entre Lagos (CHI) Distância pedalada: 83 km Ascensão: 928 m Dia nublado no início mas ensolarado depois. Temperatura média estava em uns 10° C de manhã e foi subindo aos poucos. Acordei cedo, cerca de 7:00, preparei a bike e pneu na estrada. Saída de Ensenada - ainda dentro no Parque Nacional Vicente Perez Rosales As estradas chilenas são bem mantidas e a maioria com acostamento. Dia de bastante sobe e desce mas tranquilo para quem treinou muito morro. Saí cerca de 08:00 e pedalei cerca de 20 km até Las Cascadas (ciclovia em asfalto) pela U-99-V; parei para comer empanada numa lanchonete, fui ao Lago Llanquihue por indicação da moça da lanchonete (não arrependi), visitei a igreja e cemitério alemão um pouco a frente. Acabei encontrando com o grupo de holandeses no caminho que tinha um micro-ônibus como batedor. Na estrada sentido Las Cascadas Sentido Las Cascadas Sentido Las Cascadas - Lago Llanquihue à esquerda Lago Llanquihue - dica da atendente da lanchonete Igreja alemã em Las Cascadas Estrada após Las Cascadas Encontrando de novo com os holandeses no caminho Neste percurso praticamente não deu para ver o Osorno por que ele estava encoberto pelas nuvens. Cerca de 21 Km depois peguei a U-755 à direita e os holandeses foram direto sentido Frutillar. Após pegar a U-755 Sentido Entre Lagos (CHI) Sentido Entre Lagos (CHI) Segui 39 Km continuando pela U-51 até Entre Lagos. Ponta do vulcão Pontiagudo Sentido Entre Lagos (CHI) Lago Puyehue Cheguei em Entre Lagos e dei algumas voltas na cidade para conhecer melhor, ver o Lago Puyehue e comer algo. Entre Lagos é de pequena com casas de madeira, mas bastante acolhedora. Muita oferta de hospedagem boa. Curti tanto que nem tirei foto da cidade. Restaurante em Entre Lagos Reservei a hospedagem pelo Airbnb. A D. Carmem é muito hospitaleira e simpática. A noite estava bem frio. Saí para comer, beber uma cerveja e comprar itens para o próximo dia, o mais frenético, a temível subida da Cordilheira. Hospedagem em Entre Lago média R$ 100 Praná Hospedaje Reserva Airbnb RESUMO PEDAL 2 Ensenada > 20 Km pela U-99-V > Vulcão Osorno à direita > Las Cascadas (lugar para comer) > Osorno fica para trás > 20 Km > pegar à direita na U-775 (Lago Rupanco à direita alguns Km a frente) > 39 Km (continua na U-51) > Próximo de Entre Lagos. Dia 5 - 06/11/19 qua - Pedal 3 – Entre Lagos (CHI) a Villa la Angostura - VLA (ARG) Distância pedalada: 117 km Ascensão: 2797 m Acordei cedo, cerca de 6:00, preparei tudo e tomei café reforçado. Saí cerca de 7:00 para garantir as chegadas nas aduanas a tempo e prevendo algum imprevisto. Este dia tem que levar bastante lanche, gel de carboidrato (ajudou bastante na fadiga), aminoácido e água reserva no alforge. Não tem estrutura no caminho (Não há pontos intermediários de parada no roteiro – sem restaurante para almoço ou mercado. D. Carmem disse que tem uma loja conveniência na Aduana CHI mas nem procurei). Este dia cruza os Andes pelo Paso Cardenal Samoré (Aduana do CHI e ARG estava funcionando até 19:00 mas geralmente vai até 18:00, logo tenha um tempo de sobra para imprevistos). Antes de sair confira passaporte e nota fiscal da bike. Dia aberto início, chuva e frio na cordilheira e depois tempo aberto sem muito sol. Temperatura média estava em uns 10° C de manhã e foi subindo aos poucos, mas lá em cima da cordilheira caiu bem, acredito que para uns 5°C. Saí cerca de 07:30 e pedalei 49 Km (no início margeia-se o Lago Puyehue) sentido aduana do CHI pela ruta 215 (acompanhando o Rio Gol Gol). No início mais plano, depois algumas subidas longas mas suaves (tem descida também) . Saindo de Entre Lagos sentido Paso Cardenal Samoré Gigante Lago Puyehue Sentido Paso Cardenal Samoré Sentido Paso Cardenal Samoré Parque Nacioanl Puyehue Aquele registro Rio Gol gol Na aduana do CHI, realizei o trâmite de saída do CHI. Até aqui foi bem tranquilo. A partir daqui que ia ficar bruto. Saindo do CHI Aduana CHI Eram mais 23 Km até o alto da Cordilheira, no limite entre CHI e ARG. No início umas subidas fortes, mas vai. O problema que começou uma chuva fina e a esfriar muito. Aí juntou, subida forte, chuva e frio. Tem que ter um preparo psicológico bom e ter treinado muita subida de serra por aí para suportar. A paisagem era realmente magnífica, bem diferente, muita neve e bosques. Foi bem cansativo e desgastante mas nada como a emoção de estar no alto da Cordilheira e superar este desafio. Subindo a Cordilheira No alto da Cordilheira No alto da Cordilheira No alto da Cordilheira No alto da Cordilheira Quando cheguei lá em cima, um grupo de motociclistas da ARG estavam lá tirando foto na placa da divisa. Aproveitaram e pediram para sacar uma foto. Acabei pedindo o mesmo. Quase chegando na placa da divisa ARG/CHI Divisa ARG/CHI A partir daí seriam cerca de 16.5 Km de descidas (o problema que não tinha como embalar muito por causa do frio). É uma região bem bonita mas não parei para tirar foto, só contemplar mesmo. Logo, chega-se ao controle de aduana ARG, numa região mais baixa e menos fria. O tramite de saída foi relativamente rápido (cerca de 30 min – devia ser umas 17:00). Olharam o alforge por alto apenas e pedi para fazer o registro da bike mas falaram que não precisava. Passei pelo controle de saída (cancela em que verificam o ticket de saída), e pedalei cerca de 15 Km continuando pela RN 231 até chegar no trevo que vai para Villa la Angostura (VLA). Região também bonita, parece que a estrada está dentro de um bosque. Antes do trevo está o Lago Espejo à esquerda. No trevo, vira-se à direita e segue mais 12 Km até o centro de VLA. Mirante Lago Espejo antes de chegar no trevo para VLA O dia foi de pedal longo mas prazeroso pelas paisagens.Como a quilometragem é alta, deve ir com calma e curtir o caminho. Ao chegar em VLA, como estava com frio pela umidade da roupa (mesmo estando com corta chuva e bota de proteção da sapatilha), só queria tomar um banho quente, mas pra minha sorte, a pousada tinha banheira, aí foi só colocar aguá morna e relaxar. Depois como de costume, lavar roupa e sair para comer algo e tomar uma gelada. VLA é uma pequena cidade mas muito bem organizada e tem muito comércio. Villa la Angostura Está localizada às margens do Lago Nahuel Huapi, no departamento Los Lagos, na província de Neuquén, rodeada de lindas montanhas da Cordilheira dos Andes. Possui muita gastronomia. Há uma boa oferta de hotéis em VLA. Basicamente duas opções: - Hospedar-se no centro, com a comodidade de poder passear a pé por lá (foi a minha opção). - Ficar afastado do centro, ideal para quem quer curtir um clima tranquilo com visual para montanhas ou para o lago (de bike fica longe). As hospedagens em VLA são um pouco mais caras que em Bariloche, mas vale a pena ficar, no mínimo 2 noites pois a subida dos Andes desgasta muito. Hospedagem em Villa la Angostura (VLA) R$337,00 cerca de $82 Reservado pelo Booking (2 diárias) Hosteria El Establo Los Maquis 56 Villa La Angostura - Neuquén Patagonia Argentina [email protected] Telefone: +54 294 436 9618 (whatsapp) +54 294 449 4142 http://www.elestablo.com.ar/ RESUMO PEDAL 3 49 Km > Aduana CHI > 23 Km de fortes subidas de 200 a 1300m Ruta 215 (não só subida) > Paso Cardenal Samoré > 16,5 Km de descidas pela RN 231 > Aduana ARG > 15 Km pela Ruta 231 com longa subida > Vira a direita na RN40 (Trevo para VLA) > 12 Km > VLA. *De preferência, acompanhe o “pronóstico metereológico” por http://www.pasosfronterizos.gov.cl/ pois dependendo da neve, fecham o paso. Para maiores informações do Paso Cardenal Samoré: https://pasosfronterizos.com/paso-samore.php https://www.argentina.gob.ar/aplicaciones/fronteras/recomendaciones/chile *Contato de Autoridades Chilenas no Paso Cardenal Samoré: +56 2 64 2311563 DIA 6 - 07/11/19 qui - Pedal 4 - Passeio Villa la Angostura (ARG) Distância pedalada: 42 km Ascensão: 1144 m Este dia foi para passear pela região de Villa la Angostura (VLA). Estradas muito bonitas. Dia aberto e ensolarado. Acordei mais tarde para descansar e após o café, fui ao centro em uma bicicletaria ver meu cambio traseiro que estava falhando em algumas marchas (no dia anterior tinha pedido informação de onde ficava a bicicletaria). O rapaz olhou e após alguns testes viu que a gancheira estava um pouco empenada. Ele usou a ferramenta própria para desempenar e enquanto isso conversamos sobre a viagem. Ao final, ele se recusou a receber qualquer pagamento pelo serviço (ele também fazia cicloviagem). Agradeci a cortesia e segui meu caminho. Pedalei 3 Km até a Baia Mansa e Brava com o intuito de peladar pelo Bosque de Arrayanes (Parque los Arrayanes), mas devido uma fissura em uma parte do trajeto, estava impedido o transito por bicicletas no parque. Baía Mansa Baía Brava Então resolvi voltar e segui para o Cerro Bayo que era em sentido oposto (na rodovia tem fluxo de veículos, deve-se tomar cuidado). Após sair da rodovia, sobe-se cera de 6 Km. Um pouco antes de chegar no Cerro Bayo (cerca 1 Km), tem uma entrada à direita para a Cascada Rio Bonito (está sinalizada, dá uns 200 m dentro do bosque até o pequeno mirante). Tem uma bela cachoeira de 36 m. Mirante sentido Cerro Bayo Cascada Río Bonito Chegando no Cerro Bayo, deixei a bike na recepção e subi de teleférico para ter a visão lá de cima (não deixe de levar roupa para frio pois lá em cima é bem frio além de óculos de sol por causa da neve que reflete os raios de sol e podem causar irritações nos olhos). Tinha neve e uma visão espetacular. Os turistas vão muito na época de neve para esquiar. Depois de um tempo apreciando, desci e peguei a bike. Desci os 6 Km até a rodovia e segui sentido Puerto Manzano. Região bem bonita e rica. Voltei até chegar no centro de VLA e parei num restaurante para comer e relaxar (leia-se cerveja). Chegada no Cerro Bayo Vista em cima do Cerro Bayo Vista em cima do Cerro Bayo Sentido Puerto Manzano Puerto Manzano Voltando para VLA Aquele momento especial VLA Bikes montadas para a Carrera (falo no próximo dia do relato) VLA VLA RESUMO PEDAL 4 Passeio bike até Baía Brava, Cerro Bayo, Cascada Rio Bonito e Puerto Manzano. DIA 7 - 08/11 sex - Pedal 5 - Villa la Angostura (ARG) a Villa Traful (ARG) Distância pedalada: 64 km Ascensão: 1273 m Dia tranquilo de pedal, curtir bem a região pois é bem bonita. Dia mais curto da viagem. Aproximadamente 60 km, metade asfalto, metade rípio. Estava com tempo aberto mas frio no início, depois o tempo foi esquentando. Sai de VLA, retornando na RN 40 (sentido do Paso Samoré). Após alguns Km, tem a ponte do Rio Correntoso, o menor da ARG e um dos menores do mundo (entre 200 e 300 m, indo do Lago Correntoso ao Nahuel Huapi) e mais à frente mirantes. Depois de alguns Km, chega ao trevo de onde veio do Paso Cardenal Samoré, continua na Ruta 40, rumo ao norte, tem uma descida longa e forte. Tudo asfalto. Essa região é muito bonita e constantemente tem algum mirante para diversos lagos ao longo do caminho. Vale a pena ir contemplando com calma. Saindo de VLA Rio Correntoso Ponte sobre o Rio Correntoso Lago Nahuel Huapi Trevo para ir para Ruta 65 para Villa Traful Mirante Lago Espejo Grande A placa que o cicloviajante mais gosta Muitas paisagens bonitas depois, chega-se ao rio Ruca Malen (ruína da ponte de madeira, que liga os Lagos Espejo e Correntoso). Água muito transparente. Seguindo tem mais mirantes para os lagos e muitas paisagens espetaculares. Ponte de madeira do Rio Ruca Malen Ponte sobre o Rio Ruca Malen Rio Ruca Malen Sentido Ruta 65 Lago Correntoso Cerca de 31Km após VLA, à direita, chega-se na Ruta 65 (à direita). É o fim do asfalto e início do rípio. Encontrei com um grupo de 3 ciclistas da Argentina que estavam vindo de Villa Traful. Conversamos um pouco e segui. No início tem uma longa e acentuada subida até Paso el Portezuelo (altitude 930 m), mas indo tranquilo, achei que chegou bem rápido no topo, creio que não deu 10 minutos. Depois tem uma descida contínua. Um pouco antes de chegar na Ruta 65 Ruta 65 - rípio, subida para Portezuelo Portezuelo Depois tem vales com subidas e descidas no meio de bosques e cruzando pontes, região muito legal para pedalar (tirando a poeira que os carros levantam). Começa-se a ver o Lago Traful à esquerda, que possui vários campings, basicamente frequentado por pescadores. Sentido Traful Sentido Traful Passa-se por vários arroyos (riachos) Arroyo Pedregoso Paz para pedalar Lago Traful próximo a um camping Lago Traful Camping no caminho Estudantes argentinos andando de caiaque no Lago Traful Chegando em Villa Traful Lago Traful Cabañas Aiken Continuei e passei por um grupo de estudantes argentinos que estavam em excursão e andando de caiaque. Mais alguns Km de pedal (começa-se asfalto) e cheguei em Viila Traful (era cerca de 16:00). Parei para comer algo e conhecer melhor a região. Villa Traful, fica no meio do Parque Nacional Nahuel Huapi e parece ter parado no tempo. É muito bonito e diferente. Como fui em baixa temporada, tive que ficar esperto quanto a estabelecimentos fechados, principalmente porque o fluxo maior é sábado e domingo. É uma região que atrae muitos pescadores. Observei muitos carros com barcos no reboque. Com apenas 80 casas, construídas em estilo alpino-andino, a população é pequena. Lugar de natureza absurdamente linda. Depois cheguei na cabana que fiquei, foi o ritual de sempre: tomar banho, lavar roupa e sair para comer, comprar algo para dia seguinte e curtir a região, que é muito boa para comer truta. Passei por uma situação inusitada em Traful. No caminho de VLA para Traful, tive alergia (rinite) e estava com medo de ser sinusite devido ao frio que peguei na Cordilheira. Então perguntei no restaurante se havia farmácia ou posto de saúde. A atendente disse que tinha um posto público. Peguei a bike e fui no posto, quando chego lá estavam no período da siesta e uma mulher disse que abriria as 19:00. Antes da viagem, pesquisei que estrangeiros tem atendimento médico público gratuito na Argentina. Apesar de ter o seguro viagem, as 19:00 voltei (tem que levar o passaporte ou Identidade), o médico me atendeu muito bem e me explicou que, nessa época do ano, os bosques têm muito pólen da vegetação, logo eu não estava com sinusite e sim com rinite forte. Me receitou medicamento (eles deram o medicamento) e no outro dia já estava novo. Foi uma experiência muito boa. *Tinha pesquisado que não havia internet em Traful mas o lugar que fiquei possuía e não tive problemas de comunicação. Neste dia não contar que vai chegar para almoço pois vale a pena fazer percurso com calma. *Destacamento policial Villa Traful. Teléfono: (02944) 479040 Hospedagem Villa Traful Cabañas Aiken (Reservei a cabana por $30, cerca de PA$ 1800 ou R$120). Difícil pagar com dólar pois não tem troco fácil, cidade bem pequena. Ruta Provincial 65 S/N Villa Traful, Neuquén. Patagonia Argentina CP 8403 Telefone +54 9 294 432 4281 (whatsapp) +54 9 294 431 9045 (whatsapp) Paula/Roberto [email protected] RESUMO PEDAL 5 Villa la Angostura > Ponte Lago Correntoso, mirantes > RN 40 alguns Km > Trevo Paso Cardenal Samoré > continua à direita na RN 40 > descida longa e íngreme > alguns Km > mirantes > Rio Ruca Malen (ruína da antiga ponte de madeira) > alguns Km > vários mirantes > Asfalto (Ruta 40) rumo norte > 31Km depois de VLA > Ruta 65 (início de rípio) > 26 Km até Trafull > Acentuada subida > Paso el Portezuelo (930 m) > Descida contínua > Começo do Lago Traful > vales > Camping agreste > alguns Km > Villa Traful. DIA 8 – 09/11/19 sab - Pedal 6 - Villa la Traful (ARG) a Bariloche (ARG) Distância pedalada: 101 km Ascensão: 765 m O visual do dia promete. Aproximadamente 1/3 em rípio (terra com pedras) e 2/3 em asfalto. Paisagens espetaculares. Este dia vale a pena levar lanche reserva pois não tem muita opção no caminho. Saí cedo de Traful, cerca de 07:00, segui pela estrada de terra pela Ruta 65, com o Lago Traful à esquerda. Subida forte no início e depois algumas descidas. Estava bem frio (cerca de uns 10°C) mas o sol apareceu e aos poucos foi esquentando bem. O clima estava mudando para mais quente ao longo da viagem. Cabañas Aiken cedo - apesar do sol estava bem frio Ruta 65 saindo de Villa Traful Esta parte de rípio é bem legal para pedalar. Alguns Km depois parei no mirante do Lago Traful (bem bonito). Ruta 65 vista do mirante Lago traful Mirante Lago traful Seguí mais alguns Km e encontrei com o cicloviajante argentino Guillermo (jubienviaje.blogspot.com), que estava vindo de Santa Rosa (província de La Pampa), região central da ARG. Trocamos algumas ideias, nos despedimos e depois seguí mais alguns tantos Km até chegar em Confluência (onde os rios Limay e Traful se juntam - tem um antigo posto de gasolina da ACA, que está fechado). Até aqui deu cerca de 33 Km. A partir daí começa a parte de asfalto (vira-se à direita e toma-se a Ruta 237), que segue o lindo vale do Rio Limay. Sentido Confluência Sentido Confluência, perto onde encontrei o Guillermo Sentido Confluência - Rio Limay Andei alguns Km (transito de veículos estava tranquilo no início) e cheguei no espetacular Valle Encantado. Muito legal e bonito. Parei para contemplar e tinha algumas pessoas preparando para andar de caiaque. Valle Encantado Valle Encantado Na RN 237 sentido Bariloche Na RN 237 sentido Bariloche Estava querendo comer algo e cerca de 25 Km depois de Confluência, tinha uma vila pequena do outro lado do rio. Cruzei a ponte (só passam pedestre e ciclistas) e achei um lugar simples para comer. A vila de chama Villa Llanquín. Atravessando para Villa LLanquin A temível placa do cicloviajante Mais alguns Km à frente, cheguei no lugar chamado Anfiteatro, onde o rio faz curva e cria formações rochosas diferentes. Anfiteatro A região de asfalto depois da vila é uma região que peguei bastante vento forte e muitas vezes vento contra, o que dificultou um pouco a pedalada. Tem muita subida longa mas sem muito aclive. Na RN 237 sentido Bariloche Na RN 237 sentido Bariloche Sentido Bariloche Este dia, vi vários carros passando com bikes no reboque e acabei entendendo o que era. Vou explicar: Em VLA, um dia antes, na pousada onde estava, chegaram várias bicicletas desmontadas. No café da manhã, dois argentinos me perguntaram se eu iria fazer a Carrera (uma competição anual de bike entre VLA e San Martin de los Andes). Disse que não, que estava apenas de viagem. Eles eram uns dos que iriam participar. Logo, os carros que passavam eram pessoas que iam para VLA para a competição. Em um dado momento, numa subida bem longa, um carro me passa e buzina. Beleza, cumprimentei. Mais no alto do morro vejo o carro no acostamento. Era um casal de argentinos que pararam para saber se eu precisava de água ou alguma outra coisa. Conversamos um pouco, disseram que iriam para Carrera. Depois disse que estava tudo ok e agradeci. Foi muito legal da parte deles o gesto. Logo após, tem um posto da polícia da província de Neuquén e depois a ponte sobre o Rio Limay (divisa da província de Neuquén (de onde vem) e província de Rio Negro, sentido Bariloche. Na RN 40, entrando na província de Río Negro Na mítica RN 40 Atravessando o rio que divide as províncias Lago Nahuel Huapi Passei por Dina Huapi e depois parei num posto da polícia de Rio Negro para saber mais da região. Me indicaram um festival que estava tendo próximo ao aeroporto de Bariloche (mais alguns Km à frente). Chama Fiesta de las Colectividades Europeo-Argentina. Tinha várias barracas típicas de países europeus, como comida e bebidas típicas, além de atração musical. Pagava-se um valor simbólico para entrar, creio que uns PA$ 300 (cerca R$ 20). Foi muito bom depois de um pedal longo. Bem divertido e tranquilo para curtir. Fiesta de las Colectividades Depois de um tempo, segui sentido Bariloche pela RN 40 e logo chega-se em Bariloche (trecho urbano). Ao final da viagem de pedal, aquele banho merecido, saí para comer algo e descansar. Chegada em Bariloche No hostel conheci uma argentina que iria fazer o trekking do Refugio Frey no outro dia. Minha programação era descansar um dia e fazer depois de descansado. Como ela já tinha subido várias vezes, mudei de ideia, combinei de ir com ela no próximo dia pelo menos para saber onde pegava o ônibus e outras dicas. Acabei saindo para comprar o os lanches do trekking pois tem que levar bastante água e lanche (já tinha comprado o cartão SUBE e abastecido com 2 passagens para o ônibus - os coletivos de Bariloche não têm cobrador e nem aceitam pagamento em dinheiro. Tudo automatizado e é pago com cartão pré-pago SUBE. Hospedagem Bariloche: Hostel Perikos (mesmo da chegada) RESUMO PEDAL 6 Villa Traful > Ruta 65 (rípio) – Valle del rio Traful (visual deslumbrante) > Subida forte no início e algumas descidas longas > Confluência (posto de gasolina fechado > início do asfalto > Ruta 237 – Região do Rio Limay (Valle Encantado e Anfiteatro > Ruta 40 > Posto da Polícia da província de Neuquén (2 Km de Dina Huapi) > Posto da Polícia da província de Rio Negro > Ponte sobre o Rio Limay > Dina Huapi > Bariloche DIA 9 – 10/11/19 dom - Bariloche (ARG) Subida Refúgio Frey Distância treeking: 25 km Ascensão: 891 m São 4 horas de caminhada na ida (praticamente subida) e cerca 3 horas na volta (praticamente descida). O refúgio fica a 1.700 m de altitude, ascensão acumulada de 1.150 m e distância de 25 km (fui e voltei pelo mesmo caminho. Tem que estar bem preparado fisicamente para fazer, é bem puxado. Use calçado adequado para trilha senão vai dar bolha no pé. Dia de tempo bom, ensolarado e temperatura média de 24 graus. Acordei cedo (cerca de 07:00), separei água e lanche reforçado, protetor solar, roupa adequada, corta vento, luva frio, bandana, óculos de sol, bota e outros. Passei em uma cafeteria para tomar café reforçado e seguí para o ponto de ônibus que ela tinha me explicado (tem que procurar saber os horários em que o ônibus passa). Encontramos no ponto e ela me deu algumas dicas sobre a subida. Pegamos o primeiro coletivo que ia até Cerro Catedral (linha Circular 55) cerca de 09:00. De ônibus até a entrada da subida do Frey são cerca de 25 minutos. O ponto final é o estacionamento da estação de esqui do Cerro Catedral. Descendo do ônibus, tem uma placa distante marcando o início da trilha ao refúgio (outras pessoas vão ir em direção à trilha). A colega argentina já estava acostumada e seguiu em ritmo acelerado enquanto eu queria ir em um ritmo mais tranquilo, de contemplação. A trilha começa mais larga e bem sinalizada (setas orientativas), há uma leve subida, e logo a caminhada fica plana e agradável. A trilha vai estreitando e aparece, no lado esquerdo, o bonito lago Gutiérrez e ao fundo a RN 40. Anda-se um bom tempo com o lago ao lado, até que começa-se a subir e entrar na floresta, passando por um longo trecho de troncos branco –acinzentados, de árvores que foram queimadas por um incêndio. Entrada do Cerro Catedral onde o ônibus para Na trilha Lago Gutierrez ao lado esquerdo da trilha Paisagens durante o trekking Depois de alguns Km, a trilha vira à direita e começa a subida. O visual começa a mudar, com um som constante de cachoeiras e entrando em bosques da selva valdiviana (ecooregião que se caracteriza por ter bosques sempre verdes de múltiplos extratos). No caminho fui treinando o espanhol com uma venezuelana que morava em Buenos Aires. O caminho é muito bonito e vale a pena ser curtido com calma. Cada um ao seu estilo. Vi muito esportistas que subiam e desciam correndo, pareciam estar treinando para alguma competição. Montanhas nevadas Depois de um tempo caminhando, a vegetação começa a diminuir, picos nevados aparecem à direita e a trilha toma rumo à esquerda para chegar ao refúgio. Parte do trajeto Depois chega-se ao Valle do riacho (arroyo) Van Titter, começa a subir e vai acompanhando ladeira acima, até chegar no refúgio Piedritas (construída embaixo de uma grande pedra). Vale a pena parar para descansar, reforçar o protetor solar e comer. Bosque no trekking Pedritas **Não entre no abrigo Pedritas devido a ratazanas e possível infecção por fungos. A última subida até o refúgio Frey é a mais empinada e cansativa. Deixa-se o riacho para trás e montanhas nevadas passam a fazer companhia no lado direito da trilha. A trilha também fica mais rústica, com pedras, água e pouca lama. Depois de Pedritas, cerca de 1 h de caminhada até o Frey. Subindo depois de Pedritas No final da subida tinha bastante neve mas nada que molhasse a bota (recomendo ir de bota de trilha). No Frey, o visual é deslumbrante, com o lago Toncek (que estava quase todo congelado) e as agulhas de alpinismo ao fundo. Do lado esquerdo está a Agulha Frey, uma torre de pedra enorme. Refúgio Frey Lago Toncek O refúgio oferece hospedagem e comida (pagos e reservado pelo site) para quem quiser usar como base para escaladas e trekkings pela montanha. Lá em cima vale a pena curtir, hidratar, comer e descansar um pouco. Depois de um bom tempo lá em cima resolvi voltar e fiz o mesmo caminho da vinda. O corpo já está cansado então tem que tomar cuidado com possíveis torções do pé. Muita paisagem bonita para curtir e bom para refletir os momentos da cicloviagem. Ao todo foram cerca de 4:30 de subida e 3:30 de descida (fui num ritmo tranquilo). Cheguei no ponto de ônibus e aguardei cerca de uns 30 minutos até chegar. Na ida, pergunte o motorista quais os horários de volta (geralmente era sempre X hora e 15 minutos. Não deixe de saber também qual o último horário pois região está distante de Bariloche e nesta época (novembro) não tinha nada funcionando por lá (nem uma lanchonete).. Chega-se cansado mas recompensado pelo dia de trekking. Recomenda-se vontade e preparo, pois é uma experiência incrível. Na chegada, comer, banho relaxante e descansar. Itens básicos necessários Mochila pequena/média, Blusa corta vento ou anorak, bandana, meias reserva, capa de chuva, óculos de sol, protetor solar, bota de treeking, luva de frio, toalha pequena, segunda pele (se frio) Água: pelo menos 1,5 L e mais laguma outra bebida (suco, etc) Comida: frutas, lache reforçado (pão e recheio), massa, biscoito *Se for acampar ou ficar no refúgio, tem que realizar o registro prévio no site http://refugiofreybariloche.com – reserve com antecedência - vagas limitadas. DIA 10 – 11/11/19 seg - Bariloche (ARG) Dia de descanso pois a cicloviagem e a subida do Refúgio são muito desgastantes Compra de lanche para o próximo dia, pedal pelo Circuito Chico. DIA 11 – 12/11/19 ter - Bariloche (ARG) – Circuito Chico de bike Distância pedalada: 70 km Ascensão: 1124 m Circuito Chico de bike saindo de Bariloche. A princípio não sabia se iria fazer mas realmente valeu a pena. Região muito bonita e com muitas opções de lugares para conhecer. O circuito tem muitas subidas e descidas. É preciso disposição, mas o visual compensa. Dia aberto e ensolarado com temperatura em torno de 24 graus ao longo do dia. Saí cerca de 08:00, pedalei 25 Km pela Avenida Exequiel Bustillo até Puerto Pañuelo (mesmo caminho do primeiro dia para o Cruce Andino). Um piuco antes, em frente ao puerto, tem a Capela San Eduardo, toda feita em madeira. De belo estilo montanhês, foi construída em 193. Vale a pena subir até lá. Em frente a Pañuelotambém está o Hotel LlaoLlao, resort 5 estrelas. Não cheguei a subir até lá. Puerto Pañuelo Capela San Eduardo Continuando o trajeto pela RP 77, ingressa-se no Parque Municipal Llao-Llao, parque enorme com várias trilhas (algumas só pode fazer a pé) por dentro dos bosques. (Localizado na Península Llao Llao, rodeada pelo Lago Nahuel Huapi, Moreno e Tacul. Não precisa pagar entrada. Estrada Circuito Chico dentro do Parque Llao Llao Segui mais uns 3 Km até ver a entrada para Villa Tacul. Pega-se uma estrada de rípio com mais descida e parece que vai ter que subir tudo de novo, mas esta parte se faz por dentro do bosque e sai um pouco mais a frente. Não cheguei a ver propriamente a Villa e fui para o Lago Tacul. Tem uma praia bonita com montanhas nevadas à frente. Bom para contemplar. Tinha poucas pessoas nesta região e depois fui para o mirador (mirante) Tacul. Muito bonito. Lago Tacul Mirante Lago Tacul De lá fui descendo a trilha, bem tranquilo e vi a placa indicando que para o Lago Escondido devia seguir em frente. Fui descendo e realmente o lago era escondido. Um casal a pé estava voltando desanimado dizendo que desistiram porque não chegava nunca. Não tinha placa da distância. Realmente à pé era distante (de bike rodei uns 10 min, cerca de 1,5 Km de distância de Tacul). O lago é bonito, mas mais escondido que bonito. A questão é que perto do lago já sai mais à frente no asfalto co Circuito. Logo, vale bem a pena fazer esta trilha (mesmo a pé –lembrando que se tiver deixado o carro no primeiro ponto, tem que voltar tudo). Depois peguei o asfalto de novo e fui pedalando (passa-se pelo mirante do Cerro Lopez) e depois peguei à esquerda no rípio para ir até Colonia Suiza pela RP 79 (possui placa indicativa). Lá é uma vila bem legal e vale a pena conhecer, além do caminho que é legal. Tem até uma cervejaria. Mirante Cerro Lopez De Colonia, pelo GPS, seguir pela calle Genoveva Beveraggi para pegar de novo a Avenida Bustillo para Bariloche (mais cerca de 18 Km até o Hostel – este trajeto dá uma média de 1:30 e tem subida. Circuito Chico Cervejaria em Colonia Suiza Ao todo foram cerca 8 horas contando pedal mais paradas. Em Bariloche após o Circuito O Circuito tem muitos pontos para parar e comer. Só vi lugar de comprar comida em Colonia Suiza (levar lanche reforçado para o dia). Ao final da tarde, desmontei e embalei a bike, organizar bagagem e descansei satisfeito por toda viagem. Ao final de toda a viagem, nenhum pneu furado (as fitas anti-furo ajudam bastante). DIA 12 - 13/11 qua - Bariloche (ARG) Último dia. Já havia combinado com o Henrique taxista e as 10:00 saí do hostel para ir ao aeroporto para o voo de volta. O voo saía 14:10 pela Aerolineas Argentinas. Despachei a bike por AR$800, cerca R$115. Cheguei em Buenos Aires (conexão) cerca de 16:30 e o voo para Belo Horizonte só saía 05:30 da manhã do dia 14. Aí você fica igual o Tom Hanks no filme Terminal, pra lá e pra cá para o tempo passar. Mala bike no aeroporto DIA 13 - 14/11 qui – Buenos Aires (ARG) – Belo Horizonte (BRA) Aguardei até o embarque em Buenos Aires (EZE) descansando numa parte de cima do aeroporto que é própria para isso (é um tablado mais alto que o chão, onde o pessoal deita para descansar e aguardar). O voo estava marcado para 05:30 e as 03:00 já tinha despachado a bike ($60, cerca R$240 pela Azul). Depois segui para o embarque e fazer a migração. Cheguei em BH cerca de 09:00 e chega ao fim a grande jornada. Descanso merecido. Dicas Recomenda-se uma preparação adequada. Começando uns 6 meses antes e aumentando a frequência dos treinos e aumentando também a Km (vários ambientes, temperaturas e pesos). Isso levando em consideração alguém que já pedala. Eu pedalo a 6 anos e me preparei bem com 6 meses. Acredito que quem não pedala regularmente deve se preparar com mais tempo. Treine muita subida de morro, serras e afins. Vai te ajudar muito, vai por mim. Estar preparado psicologicamente para longos dias de pedal, subidas, vento contra, possíveis problemas mecânicos, desconforto físico, chuva, frio e calor. Essas e outras dificuldades comuns numa cicloviagem são tão importantes quanto a preparação física. É importante estar preparado antes de uma cicloviagem e antes de encarar os Andes. Faça Seguro viagem por precaução (tem que ser modalidade esportiva, senão não cobre). De preferência, envie o roteiro da sua viagem para familiares próximos a fim de despreocupá-los e para que saibam em qual região você deve estar em determinada data para casos de emergências. Agende o pagamento ou pague contas que irão vencer no período (Luz, água, internet, etc). Se possível, habilite o salvamento automático de fotos do celular na nuvem para caso de perda do celular (Exemplo Icloud para Iphone). Habilite o cartão do banco para uso internacional para emergências (eu precisei usar no CHI pois não tinham troco para dólar). Obtenha o máximo de informações possíveis sobre o caminho que quer percorrer: mapas, condição das estradas, previsão de tempo, rotas de GPS, informações de quem já pedalou pelas estradas. A cicloviagem tem que ser feita com segurança pois qualquer tombo pode acabar com sua alegria, logo, utilize itens de segurança e tenha sempre atenção. Uma queda pode levar a fratura de um membro e a coisa ficar pior ainda! O que levar “Menos é mais”. Levar somente o essencial sem faltar nada no meio da viagem. Semanas antes, fazer revisão da bike (padrão). Se possível, conferir a raiação da roda traseira e sapatas de freio (levei raios e pastilha reserva). De preferência pneus mistos e com proteção antifuro. Bagageiros devem ser resistentes e próprios para receber alforjes. Devem suportar o peso da bagagem se não vai quebrar no caminho. Acompanhar a previsão do tempo antes e durante a viagem (site Accuweather ajuda bastante). Organização da bagagem com antecedência e embalagem da bike de um a dois dias antes. Separar as coisas de cicloviagem três semanas antes (não deixe para comprar as coisas de última hora), pois são muitos itens e a falta de um deles pode fazer uma diferença enorme. Não deixar de xerocar passaporte e plastificar para evitar que estrague. Leve documentos e itens importantes em um saco plástico, tipo ziplock para evitar que se molhem em caso de chuva forte. Fazer o check in dos voos com antecedência para garantir. De preferência, imprimir reservas de voo e pousadas, Airbnb, Booking, etc (se for hospedar). *Alguns países exigem vacina contra febre amarela. Verifique essa e outras possíveis exigências junto à representação do país estrangeiro no Brasil que irá visitar (ARG e CHI não pedem para região da Patagônia). *Conferir o registro de saída e entrada da bike na documentação quando fizer migração. Antes de viajar, recomenda-se consultar o estado das vias. O estado das rutas provinciais na ARG pode ser checado no site da Dirección Provincial de Vialidad de Neuquén (https://www.dpvneuquen.gov.ar/) e Dirección Provincial de Río Negro (https:// https://vialidad.rionegro.gov.ar/). *Atenção: Ficar atento nos dias de passagem em aduana aos horários de funcionamento (algumas fecham 16:30). Otimize suas ferramentas Após a desmontagem e embalagem da bike, acondicione as ferramentas na bagagem de forma a encontrar tudo rapidamente. Separe as peças da bike em sacos plásticos a fim de evitar perdas (ciclocomputador, sinalizadores, parafusos, etc). Uma vez que aterrissou e está acomodado, é abrir a mala bike e parafusar tudo novamente. Leve peças de reposição adequadas, a mais importantes, como raios de reposição, cabos de câmbio e/ou freio (se mecânico), missing/power link, manchão, dentre outros que achar necessário. Apps no celular Depois da própria bicicleta, o celular já é o item mais importante: o Para navegação utilizei o HERE WeGo (excelente app com mapas off-line - lembre-se antes de baixar os mapas da região que irá visitar, vale baixar os mapas da ARG e CHI). Baixei também o Maps.me mas não gostei muito. Algumas vezes traçava percurso por lago ao invés de terreste. o Para gravar o percurso usei o Strava (Muito útil para informações de percurso, distância, velocidade média, ascensão, etc. Só precisa de internet quando for salvar, ou seja, pode pedalar à vontade e quando chegar onde tem internet, você salva). Pode gravar mais de percurso ao longo do dia e salvar todos ao final (Começa a atividade e finaliza, se precisar gravar outro percurso, começa de novo e finaliza. Não precisa salvar com internet a cada percurso). Interessante pesquisar dicas no site do Consulado Brasileiro, como “Orientações para quem vai viajar para o exterior e pegar informações em casos de emergências (nunca se sabe, além disso, todo esporte você está sujeito a riscos – embora a cicloviagem seja um estilo de vida, é também um esporte, inclusive no seguro viagem é também categorizado como tal). Para casos de EMERGÊNCIA site do Consulado Brasileiro http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/ E-mail: [email protected] SITE CONSULADO DO BRASIL EM MENDOZA – ARGENTINA http://mendoza.itamaraty.gov.br/pt-br/ E-mails: [email protected] (Cônsul-Geral) [email protected] (Setor Consular e Setor de Assistência a Brasileiros). Plantão Consular +54 9 261 5378478 (chamadas internacionais, apenas emergências), 261 5378478 (chamadas interurbanas), e 15 5378478 (para chamadas locais). SITE CONSULADO DO BRASIL EM SANTIAGO – CHILE http://santiago.itamaraty.gov.br/pt-br/ Tel: (+56) 22820-5800 - Fax: (+56) 22441-9197 - E-mail: [email protected] Telefone/whatsapp de plantão do Consulado-Geral do Brasil em Santiago (+56 99334-5103) - deve ser acionado apenas em situações de emergência. Email: [email protected] Site da Repartição: http://cgsantiago.itamaraty.gov.br/es-es/ Telefones de EMERGÊNCIA ARGENTINA: Polícia 111 Emergência 107 Bombeiros 100 Polícia Turística ARG: 4346-5748 / 0800-999-5000 Central de Emergencia Nacional 911 Telefones de EMERGÊNCIA CHILE: Polícia: 133. Bombeiros: 132 Resgate Aéreo: 138 Emergência 911 *Recomendações Pasos Fronterizos CHI Fronteira Argentina Chile Viajando da ARG para CHI, assegurar de seguir estes conselhos para uma viagem segura e sem contratempos para não atrasar sua viagem Agilize os trâmites na fronteira baixando e preenchendo a declaração de imigração: http://goo.gl/cKRZx3 Declarar todos os produtos de origem vegetal e animal. Ficar atento ao que pode levar na bagagem bem como limites de valores em espécie. Não aceite pertences ou bagagem de desconhecidos. Não esquecer de levar documentos obrigatórios (Documento Nacional de identidade ou passaporte vigente). Se recomenda levar abrigo, comida e agua suficientes para casos de atrasos. Características que deves considerar no percurso (depende da época do ano) Alta altitude, mudanças bruscas de clima, possibilidade de gelo sobre a estrada ou neve de até 2 m em menos de 24h, ventos fortes e rajadas, avalanches e temperaturas extremas. DICA DE EMBALAGEM DA BIKE 1. Cortar tiras de câmara de ar ou arrumar correias de firma pé. 2. Retirar o ciclocomputador e outros acessórios que possam sofrer danos durante o transporte. 3. Arrumar espumas de embalagem de bike. 4. Estudar a melhor maneira de embalar e fixar. 5. Baixar selim. 6. Retirar bagageiro. 7. Girar o guidão (dois parafusos laterais da mesa). 8. Deixar o guidão alinhado com o quadro e firmar no banco e proteger com embalagens recicláveis o suporte do guidão e o banco. 9. Embalar quadro com espuma protetora. 10.Retirar roda dianteira. 11.Travar pistões dos freios. 12.Colocar suporte de cano de PVC no garfo e travar com as blocagens. 13.Retirar roda traseira. 14.Travar pistões dos freios e colocar suporte de cano no quadro. 15.Embalar corrente e proteger câmbio dentro do garfo traseiro. 16.Embalar o cassete da roda traseira (pode ser pote de sorvete) a fim de evitar danificar o mala-bike. 17.Tomar cuidado para não esquecer a blocagens (separar peças em saco). 18.Proteger zonas delicadas 19.Retirar os pedais com a chave de boca 15 mm (Para retirar, gira a chave no sentido “para trás. Para colocar gira no sentido “para frente) e chave Allen. Ao retirar, marcar qual é direito e qual é esquerdo para não trocar os lados e estragar a rosca). 20.Desinflar um pouco os pneus (deixar um pouco de ar no pneu para proteger). 21.Prender bem a roda dianteira de um lado do quadro com tiras para firmar bem de forma a proteger bem as partes frágeis (câmbio, suspensão, etc). 22.Não deixar a carga incidir sobre o disco de freio (proteger com tampa de pote de sorvete). 23.Prender bem a roda na frente de um lado para proteger a suspensão (as duas se encontram no meio e devem ser fixadas). 24.Prender bem a roda traseira do outro lado do quadro com tiras de câmara de ar para firmar bem de forma a proteger bem as partes frágeis (câmbio, suspensão, etc). 25.Não deixar a carga incidir sobre os discos de freio (proteger com tampa de pote de sorvete). 26.Proteger bem o mala-bike por dentro nas partes que ficam em contato com a bike. 27.Colocar alguns acessórios e vestuários como as sapatilhas, caramanholas etc no interior da mala-bike. 28.Identificar a mala-bike com uma etiqueta com dados completos (nome, endereço e telefone), pois será fundamental em caso de extravio. Pesquise no site da empresa aérea as regras para envio de bicicleta. Outras dicas Estrangeiros tem 21% de desconto na hospedagem Ao reservar uma hospedagem na ARG você será informado que haverá a cobrança adicional de 21% do imposto IVA. Estrangeiros podem se livrar dessa taxa! É preciso pagar sua hospedagem com cartão de crédito ou débito internacional ou depósito bancário, além de ter que apresentar seu passaporte ou RG e o carimbo de entrada no país. Por isso, numa viagem pela ARG, prefira hospedagens que aceitam cartão de crédito para pagamento. Atendimento médico gratuito para brasileiros Ao fazer uma viagem pela ARG, o turista brasileiro tem direito a atendimento médico gratuito. Isso inclui emergências odontológicas, ambulatorial e hospitalar. Para usar você só precisa ter um documento que comprove sua nacionalidade. Não é recomendável viajar sem seguro particular, que possui serviços mais amplos bem como repatriação de corpo ao Brasil. Ninguém planeja morrer viajando, mas infelizmente acidentes e fatalidades podem acontecer. A repatriação de um corpo custa super caro e tendo seguro particular esse serviço deve estar incluído. Não existe casa de câmbio no Aeroporto de Bariloche. Troque dinheiro no centro da cidade. Opção de casas de câmbio em Bariloche: Intercâmbio Agência Rua Rolando, 287 (loja 2) Telefone: +54 02944 434437 Site: http://www.intercambio.srl E-mail: [email protected] Horários: 9h às 17h, de segunda a sexta-feira Cambio Andina Rua Mitre, 115 Telefone: 0294 442-6166 Site: http://www.andinacambio.com.ar E-mail: [email protected] Horários: segunda a sexta de 9h às 19h; sábado de 10h às 14h e de 16h30 às 19h30 Onde sacar pesos argentinos em Bariloche - Caixa Eletrônico 24 horas Banco de la Nación – Mitre, 531 Banco de la Nación – Mitre, 178 Banco Nación – Anasagasti, 1482 Restaurantes Bariloche Comer carne Alto El Fuego (calle 20 de Febrero 451, no centro): qualidade, atendimento e ambiente descontraído. Boliche de Alberto (calle Villegas, calle Elflein e Av. Bustillo): qualidade, carnes e massas. Dica “ojo de bife”. La Salamandra, El Patacon, Don Molina, El Refugio del Montañes, La Parrilla de Julian, La Parrilla del Tony, Nuevo Gaucho, A los Bifes, Rincón Patagonico. Pizza Girulá (calle San Martín 496): pizza individual, comem duas pessoas. O L’Italiano (calle Quaglia 219): boas massas e “menu turístico” a um valor mais econômico. Las Pastas de Gabriel, Linguini, La Brava, El Mundo Cerveja artesanal Manush (calle Neumeyer 20): cerveja artesanal boa, pratos bem elaborados, hambúrgueres caseiros e batata frita. Cervejaria Wesley (calle 20 de Febrero): cervejas e as pizzas gostosos. Perto do Alto El Fuego. Cervejarias artesanais no centro (entre calles Elflein Neumeyer, 20 de Febrero e Juramento): Bachmann, Blest, Antares, Berlina, Konna, Kutral, La Cruz, Vikingos, Kunstmann, Antares, La Cava Clandestina, Lowther. Bem próximas uma da outra. Cerveceria Patagonia: não se destaca tanto pela comida e nem cerveja em si, mas sim pelo ambiente lindo, dentro do Circuito Chico, em frente ao lago Moreno. Bem distante do centro e não tem transporte público que chegue. Fondue e pratos tradicionais La Casita (Quaglia 342): oferece tbm cordeiro e outros pratos típicos, como a truta, excelente pedida. La Marmite (calle Mitre 329) boa opção para experimentar comida tradicional. Em frente à Galeria del Sol. Familia Weiss, La Alpina, Chez Philippe, Jauja. Comer truta A truta (trucha) é um peixe muito tradicional dos lagos da região patagônica. La Casita (já mencionado), o restaurante do hotel El Casco e o Kostelo (Quaglia 111), que está localizado no centro, de frente para o lago. Cardápio variado (massa, pizza, carne, petiscos, saladas). Lojas de chocolate Rapa Nui (calle Mitre 202) e Mamuschka (calle Mitre e Rolando). Mamuschka pequena mas ótimo para desfrutar de um lanche caprichado e chocolate quente na parte da tarde. Ambos possuem sorvetes artesanais próprios, preço mais salgado mas bem recomendado. Outras: Frantom, Turista, Abuela Goye, The Coffee Store (cafeteria), Tante Frida. Fast food McDonalds e Mostaza (calle Mitre). Várias outras opções de sanduiches e hambúrgueres caseiros. Rock Chicken Chimi Bar de Choris (Elflein 73), especializado “choripanes” (sanduiche de linguiça), típico da ARG. Weiss Beer and Burguers (Mitre 585), combos de hambúrguer, batata frita e cerveja artesanal. Outros lugares pouco conhecidos pelos brasileiros e recomendados: Papagoonia (Vice Almirante O’Connor 662), hambúrgueres caseiros. Restaurantes populares: La Fonda del Tío, Galpon de Salo, La Andina. Roupas de Montanha: Patagonia Show Room, Scandivavian, Montagne, The Northface Produtos típicos: El Arbol, El Bosque Na Rua Onelli, um pouco mais afastada do setor mais turístico, está o comércio popular dos residentes de Bariloche. Referências https://eueamagrela.wordpress.com/expedicao-lagos-andinos/ http://blogdescalada.com/uma-escalada-no-frey-um-dos-lugares-mais-espetaculares-do-planeta/ http://www.trekbariloche.com/refugio-frey-trek.php http://www.trekbariloche.com/bariloche-refugios.php http://www.clubandino.org/cab/refugio-emilio-frey-frey/ http://refugiofreybariloche.com/ http://orofino.me/refugio-frey-trek-bariloche-argentina/ http://www.expedicaoandandoporai.com/2010/01/bariloche-circuito-chico.html http://www.seguindoviagem.com/destinos-internacionais/america-do-sul/argentina/bariloche/circuito-chico-de-bicicleta/ https://trilhaserumos.com.br/dicas-roteiros/dicas_de_uso/cicloturismo/ https://umasulamericana.com/parque-llao-llao-bariloche/ https://barilocheparabrasileiros.com.br/2018/01/03/o-clima-em-bariloche-em-cada-epoca-do-ano-e-quando-se-inicia-a-temporada-de-neve/ https://pelomundo.com.vc/hospedagem-em-villa-la-angostura/ https://pelomundo.com.vc/como-ir-a-villa-la-angostura/ https://www.atravessarfronteiras.com.br/2016/11/bariloche-7-passos-para-preparar-uma-viagem-memoravel/ https://umasulamericana.com/hostel-em-bariloche/ ENVIO DA BIKE POR AVIÃO – VÍDEOS https://www.youtube.com/watch?v=2SBR1Lsn-9I https://blog.bikevillage.com.br/bike-no-aviao-dicas-para-viajar/ Ajuste e troca de pastilha de freio https://www.youtube.com/watch?v=qPSVSxsz3yY barb bike DICA - 3 - Ajuste Freio Hidráulico Bike http://www.pedaleria.com.br Pasos fronteirizos e prognósticos metereológicos CHI http://www.pasosfronterizos.gov.cl/ Alertas do Consulado Brasileiro para Argentina http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/seu-destino/argentina Alertas do Consulado Brasileiro para o Chile http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/seu-destino/chile Previsao do tempo https://www.accuweather.com/ https://www.argentina.gob.ar/tema/emergencias https://mototurismogastronomico.wordpress.com/telefones-de-emergencia-argentina-chile-e-uruguai/ VLA https://instintoviajante.com/villa-la-angostura-patagonia-argentina/ https://instintoviajante.com/o-que-fazer-em-villa-la-angostura-de-bicicleta/ http://viagemcult.com/villa-la-angostura/ https://www.villalaangosturaturismo.gob.ar/pt/categoria_atractivos/atracoes_turisticas/ https://emalgumlugardomundo.com.br/o-que-fazer-em-villa-la-angostura-argentina/ https://www.villalaangosturaturismo.gob.ar/pt/tipo_de_gastronom_ia/bar-boate-de-noite-cervejaria-pub/ https://www.atravessarfronteiras.com.br/2013/09/a-minha-villa-la-angostura/ https://umasulamericana.com/fazer-em-villa-la-angostura/ https://www.villalaangosturaturismo.gob.ar/pt/o-parque-nacional-arrayanes-e-a-finalista-das-7-maravilhas-naturais-de-argentina/ Vacinas ARG https://dicasdaargentina.com.br/2018/02/vacinas-e-certificado-de-vacinacao-para-a-argentina.html Dicas Chile https://dicaschile.com.br/
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    Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia! Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta. Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem. A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena. Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo. Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias. Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito! Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa. Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos. Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia. O melhor ainda está por vir! Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo. Até logo, aventureiro!
  3. 2 pontos
    Bom dia, procuro companhia de algum grupo que queira fazer alguma trilha na região de São Paulo ou no parque Nacional do Itatiaia. Eu estou aberta a sugestões visto que estou com vontade de fazer alguma trilha que nunca fiz, se alguém quiser subir o pico das agulhas negras ou o morro do couto também, seria bacana!! Conheço as trilhas na região do litoral norte paulista Super topo alguma travessia também, estou buscando companhia por conta da segurança e das experiências de fazer junto com mais alguém !!
  4. 2 pontos
    Salve mochileiros! Depois de muito tempo, voltando a escrever por aqui. Estava prestes a tirar a cidadania italiana em Fevereiro deste ano. Passagens compradas, documentos em mãos, férias agendadas e... nada certo. Está ficando cada vez mais difícil conseguir a cidadania italiana pelo meio comum (de ficar no país até a conclusão do processo). Devo migrar para o meio jurídico, que leva em torno de 1 ano e meio, mas sem necessidade de permanência na Itália. Contudo, com passagens compradas, o jeito é aproveitar e desbravar tudo o que o país tem à oferecer. Como vou em Fevereiro e volto em Março, por ser um período de inverno por lá, minha ideia inicial de ir para outros países (especialmente a Croácia) já ficou para trás. Uma possibilidade é incluir a Grécia, mas ainda sem definição. Enfim, como fiquei sabendo ontem que o processo não daria certo, tenho que correr contra o tempo pra fazer um roteiro para essa viagem. Vou postando aqui os preparativos e, posteriormente, farei um relato de toda a viagem. Abraços!
  5. 2 pontos
    Cara, frio não é fator impeditivo para viajar. Tudo vai de estar bem agasalhado e de montar um roteiro que possa ser alterado para algum imprevisto climático (chuva ou neve). Estive na França e peguei temperaturas tão baixas quanto -2C em Estrasburgo (com sol), e lhe digo com certeza que se você tiver uma segunda pele e um bom casaco já te basta para sobreviver tranquilamente. A neve na Europa não é tão frequente quanto nos EUA/Canadá, e atinge com mais frequência apenas o Leste Europeu e Alpes. Cidades como Londres e Paris inclusive já tem passado invernos mais recentes sem um dia sequer de neve acumulada, apenas aquela que derrete assim que toca o chão. A chuva também não vem em volume igual aqui no Brasil, salvo se houver alguma tempestade mais severa (mais comum no outono e primavera). Entretanto como a possibilidade sempre vai existir você precisa ter "cartas na manga" para adaptar o roteiro, e para isso basta estar próximo a uma cidade grande para atividades como museu. Agora, o que de fato atrapalha é que no inverno a quantidade de luz do sol é bem reduzida e por consequência as atrações fecham mais cedo, por volta de 17h.
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    Só se você estiver falando da Asia porque na europa lhe garanto que isso não acontece até porque sou cidadão europeu meu caro. mas obrigado pela preocupação. tente ser menos negativista e pensar mais positivo. não encontre problemas e entraves e viva de maneira mais simples. aproveite o momento e tudo o que este planeta nos dá. um abraço meu caro.
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    Pessoal Se liguem, com as medidas do novo governo o cambio paralelo (blue) voltou a ficar forte. A diferença está grande. Procurem meios "não oficiais" para trocar dinheiro. Já fiz isso muitas vezes no passado 🤑 http://www.dolarhoy.com/ https://www.lanacion.com.ar/
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    Não pode! Você pode levar um único volume como bagagem de mão. Começo deste mês eu peguei um voo com a Jetsmart, e na fila do embarque lá em Buenos Aires eles estavam pedindo para quem tinha 2 volumes de bagagem de mão (uma mochila e uma bolsa, duas mochilas, etc), colocar a menor delas dentro da grande, caso contrário teriam que pagar taxa extra para o segundo volume. Novamente é a mesma história, vai ter gente que vai falar que conseguiu embarcar com uma mochila e mais uma bolsa ou outra mochila pequena, mas novamente, isto foi sorte destas pessoas, você pode não ter a mesma sorte... Então é melhor nem arriscar, para não ter que jogar um monte de coisas fora caso a mochila menor não caiba dentro da maior e você não queira pagar a taxa extra caso eles resolvam impedir o embarque com 2 volumes. Mas se você acha que 40 litros vai ser pouco, compre logo a bagagem extra, comprando antecipado, custa uns 50 Reais, se for tentar arriscar, mas tiver azar e tiver que pagar a bagagem extra lá no aeroporto, vai lhe custar uns 150 Reais.
  9. 1 ponto
    SUDESTE ASIÁTICO 4º Dia - Passeando nos shoppings de Bangkok (07/11/2016) A ideia hoje era conhecer o Gran Palace e o Wat Pho, as duas atrações principais de Bangkok, porém como estava chovendo sem parar, resolvemos trocar pelo dia de conhecer os shoppings do bairro Siam. Siam é um "bairro de shoppings" de Bangkok. Tem para todos os gostos, desde os para milionários quanto os para a classe média baixa. Para se ter uma ideia, a estação de metrô de superfície (chamam de skytrain) principal do bairro, sai dentro de um shopping, e vários shoppings são interligados por passarelas e passagens subterrâneas, não sendo necessário nem sair na rua para passar de um para outro. Há dois shoppings principais no bairro, o Siam Paragon, que é um shopping mais "chique", com várias lojas de marcas, e o MBK Center, um dos maiores shoppings da Ásia com 8 andares e muitas lojas de produtos falsificados, sendo mais parecido com um camelódromo do que com um shopping. Qual que decidimos ir? MBK é claro! Mas a ideia era também dar uma passada no Paragon para conhecer se desse tempo. Saímos de manhã do hostel e após tomarmos nosso café no 7eleven pegamos o metrô até a estação Si Lom, onde iriamos fazer a baldeação para o Skytrain. O metrô e o skytrain em Bangkok não são interligados, então você tem que descer, ir até a outra estação e comprar uma nova passagem. Na saída da estação Si Lom fica a entrada do parque Lumpini, que é tipo o Central Park de Bangkok, o principal parque da cidade. Enorme, ele conta com quadras esportivas, lagos, animais, sendo uma atração imperdível de ir também para quem está visitando a cidade, e que infelizmente não conseguimos ir devido a chuva. Parque Lumpini e a Juju tomando chuva Pegamos o Skytrain já um pouco encharcados visto que como dito o metrô não tem ligação com ele e, como a ideia era ir primeiro no MBK, não descemos na estação principal de Siam, e sim uma depois, a do Estádio Nacional (onde fica o antigo estádio principal de Bangkok, hoje em dia já fizeram um novo totalmente moderno em outra área da cidade). O prédio do MBK por fora é bastante bonito, espelhado. Já por dentro, é como o mercado Chatuchak, um monte de barraquinhas, gritaria e a necessidade de pechinchar por tudo. Os 8 andares do Shopping são divididos (mais ou menos) por categorias. Tem o andar das lojas grandes (tipo Renner, Americanas), tem o andar só de roupas falsificadas, andar de comidas, andar de lojas de beleza (cabeleireiros, manicure), andar de souvenires, andar de entretenimento com boliche, cinema e fliperama e o andar mais frenético de todos (onde os vendedores te importunam mesmo) que é o andar de eletrônicos (com lojas de conserto de celulares a rodo). Os 8 andares do MBK Center Depois de dar um pulinho no fliperama, fomos passar no andar onde ficava localizado o tourist loundge, pois havíamos ganhado um panfleto na entrada do shopping dizendo que apresentando o passaporte, o turista estrangeiro ganhava gratuitamente um "welcome drink". Um drink alcoólico que parecia de amarula, bonzinho mas doce que é o capeta. Nesta área havia várias mesas, sofás e no meio ilhas de lanchonetes, todas voltadas ao turista com menus em inglês e comidas de todo o mundo. Também havia um lugar para guardar sua mala gratuitamente. Obviamente não almoçamos ali, fomos na praça de alimentação onde os locais comiam. Gastando um dinheiro no fliper e tomando o "welcome drink" no tourist loundge A praça de alimentação do MBK fica num local fechado, demoramos um pouco pra entender como funcionava mas era o seguinte: você compra um cartão e põe créditos nele, daí passa nas lancherias e desconta o que você quiser pedir. Eu experimentei o meu primeiro Pad Thai (achei muito ruim) numa lojinha que eles te serviam a massa pura e os ingredientes tu mesmo se servia à vontade (capim limão, amendoim, limão, broto de feijão) e a Juju pegou um Yakissoba. Apesar de ser num shopping, a questão da higiene é a mesma ou pior do que as barraquinhas de rua. Enquanto esperava a minha massa, pude observar várias baratinhas, daquelas pequenas, "passeando" pelos balcões onde se serve a comida, inclusive, o mesmo balcão onde tu se serve dos ingredientes ali do Pad Thai, aliás, os ingredientes ficam todos expostos ali em cima do balcão ao alcance de todos, sei lá por quantas horas (ou dias). É, o negócio é ignorar e tocar ficha kkkkk. Dá pra ver claramente quem se deu bem com a comida que escolheu e quem não O resto da tarde foi de olhar as lojas e comprar algumas coisinhas (sempre naquela ladainha de ter que ficar pechinchando um tempão antes da compra), embora como viajamos só de mochila e ainda em vôos Low-Cost, onde não se pode despachar malas, deixamos pra comprar as lembrancinhas mais "graúdas" para o final da viagem, quando voltássemos a Bangkok. Também fomos até os andares de cima onde ficava uma loja gigante de animes que é uma loucura, uma daquelas lojas japonesas bizarras de "maid" (pra quem não sabe, procura no google depois, é muito estranho...) e um cinema muito moderno. Para se ter uma ideia de quão turística é Bangkok, os filmes todos tinham sessões com legendas em inglês. Há também um outro fliperama maior do que o que tínhamos jogado, o qual também paramos para dar uma jogadinha. Cinema podre de chique, criança faceira no fliperama, criança faceira na loja de animes e loja bizarra de maids Saímos do shopping já a noite, desistimos de passar no Siam Paragon (até porque não tínhamos nem roupa pra entrar naquele shopping) e, como era a nossa última noite livre, visto que no outro dia tínhamos agendado um passeio de barco pelo Chao Phraya, era agora ou nunca para conhecermos a Khao San Road, a rua dos mochileiros mais famosa de Bangkok e a principal da vida noturna da cidade. A Khao San Road não fica perto de nenhuma estação de metrô, dessa forma, fomos pesquisar no Google Maps, aproveitando o Wi-Fi do MBK e vimos que teríamos que pegar o ônibus nº 15 para ir para lá. Na parada de ônibus, novamente cometi a mesma gafe do dia anterior: tentei perguntar em tailandês para um casal se o ônibus 15 passava ali (nang hák, 15 em tailandês), mas eles não entenderam e perguntaram em inglês o que eu queria hehehe. Falaram que havia outros ônibus, 19 se não me engano, que também iam para lá, e foi este que pegamos. Eis que bem belos dentro do ônibus, acompanhando o trajeto no Maps.me, o ônibus pára no meio do nada e a cobradora começa a pedir para nós dois descermos num tom um pouco ríspido. Ficamos ali parados sem saber o que estava acontecendo e sem entender se era isso mesmo, já que a tiazinha só falava em tailandês. Uma guria sentada a nossa frente então tentou servir de intérprete, mas só dizia que: "ela disse que vocês dois tem que descer aqui", mas não explicava porquê. O ônibus ficou parado ali no meio do nada e não arrancou até que descêssemos. Pois bem, descemos então ali, ainda tentei pagar a passagem e a cobradora não aceitou e até hoje não entendemos o que aconteceu. Não fizemos nada, não demonstramos afeto no ônibus (algo que é mal visto na Tailândia), estávamos até quietos dentro do ônibus. Uma hipótese é que, como eramos turistas, a tiazinha sabia que iriamos para a Khao San Road e o ônibus não estava indo para aquela direção (ele dobrou para o lado contrário depois que descemos), mas sei lá. A questão é que eram 10 horas da noite e estávamos a 2 km da bendita rua, numa área totalmente escura e residencial. Cabe agora falar um pouco da questão de segurança não só na Tailândia mas no sudeste asiático como um todo. O índice de assaltos a mão armada é praticamente inexistente, já batedores de carteira ou aproveitadores de turistas (como taxistas ou tuk-tuks) é grande, como em qualquer cidade turística. Sendo uma região considerada mais pobre que o ocidente e com uma desigualdade social semelhante, pesquisadores apontam duas hipóteses principais para explicar tamanha diferença nos índices de violência entre aqui e lá. Uma é a questão da punição. Nesta região, crimes são punidos com pena de morte muitas vezes (inclusive no aeroporto de Bangkok há um cartão gigantesco com os dizeres: "morta aos traficantes"), além de desmembramento de corpos como por exemplo, cortar o pênis de estupradores, etc. Outra questão é a religião, muito forte entre os budistas e hinduístas, que acreditam severamente no Carma, ou seja, que aquilo que você faz para outra pessoa volta ainda mais forte para você, nesta ou noutra vida, enquanto que na religião cristã é só pedir perdão pelos seus atos que tá tudo de boa. Pois bem, seja o motivo que for, o fato é que diante das estatísticas, fomos caminhando os 2 km até a Khao San Road um pouco mais tranquilos (mas um pouco cagados é claro, afinal somos brasileiros kkkk). O bom é que no caminho pudemos passar por dois monumentos que eu queria conhecer (pena que era noite e não dava pra ver direito), o balanço gigante (giant swin), literalmente uma estrutura de balanço de 50 metros, que dizem ser uma construção do Rama I em 1784, e que realmente funcionava como um balanço em cerimonias realizadas neste, o que obviamente resultava em muitas mortes, até a cerimônia ser proibida pelo Rama II, e o Monumento à Democracia, este bem próximo a Khao San Road, que foi construído para celebrar a abertura democrática no país, algo que durou menos do que a democracia brasileira. Monumento à Democracia Enfim na Khao San Road depois da longa caminhada, entramos finalmente na zona turística de Bangkok. Não que as outras que passamos não fossem, mas esta é quase que 100% voltada para turistas, aquele lugar de turismo estereotipado, onde os gringos vão pra encher a cara como estivessem numa terra sem lei, onde você é constantemente abordado por gente querendo te vender passeios, pulseirinhas, drogas, ping-pong shows (se você não sabe o que é isso, pesquisa aí no google, mas já digo que é um espetáculo que envolve genitálias femininas e bolinhas de pingue-pongue), enfim, uma terra sem lei. Não tem nada haver com a Bangkok real, mas nem por isso deixa de ser um lugar muito legal para ir a noite, tomar uma cerveja e comer alguma iguaria, uma atração imperdível da cidade. Khao San Road Também é aqui que que se pode provar aquelas iguarias que estávamos ansiosos para provar desde que começamos a planejar a viagem. Aqueles petiscos pra turista ver, já que nenhum local come isto: escorpiões, larvas, gafanhotos, aranhas e afins. Khao San Road é o nome da rua principal, mas a badalação inclui também as adjacentes. Dizem que também é o lugar que tem os hostels mais baratos, mas mais muvucados. Fizemos então como gostamos de fazer, compramos umas latinhas no 7eleven e fomos caminhar pela área para observar o movimento. No caminho passamos por umas lojinhas que vendiam umas falsificações perfeitas de roupas da North Face, mas como já comentado, não temos como despachar bagagem, então não pudemos comprar nada no momento. Para comer, comprei um crepe de presunto e queijo de uma barraquinha de rua, daquelas que o cara faz o crepe, pega os ingredientes tudo com a mão e depois te dá o troco com a mesma mão, bem tranquilo, e a Juju encontrou um espetinho de coração, algo que foi consumido com muita alegria visto que já estávamos há alguns dias sem comer alguma carne "de verdade". Tomando uma Archer e observando o movimento; faceiros com o espetinho de coração; dando um Sawadii Ka pro Ronald McDonalds; Vendo o cara fazer o meu crepe com a mão e me dar o troco em dinheiro com a mesma mão. O resto da noite ficamos pegando latinhas de Archer no 7eleven e passeando pela zona. Depois fomos comer as comidas exóticas. Provamos o escorpião: que é uma casquinha que parece uma pipoca não estourada com uma gosma lá pelo meio; gafanhotos: que eram bens bons, bem temperadinhos e crocantes; e um saquinho de larvas: esse o melhor petisco, parceia um salgadinho com bastante soyo (delícia!), taí as fotos pra provar: Nesta época a moda nos bares era o baldinho (o equivalente ao nosso Kit aqui do sul), um balde que você compra e vem uma bebida alcoólica como vodka ou whiski, um energético e um refrigerante, e aí você mistura a quantidade que quer no baldinho e toma com um canudo, com um custo que variava entre 150 à 500 baths (15 à 50 reais). Não tomamos nenhum mas tiramos uma foto com uns turistas pra guardar de recordação. Bizarramente, um deles, um americano, quando falei que era do Brasil, a primeira coisa que ele perguntou foi: "você é de porto alegre?" Acho que ele reconheceu meu sotaque gaúcho hehehe. Na verdade ele disse que foi a última cidade que ele visitou no Brasil, então ele chutou essa, o cara devia jogar na loteria! O famoso "baldinho" Já passava da meia-noite quando decidimos voltar pro hostel e como os ônibus, assim como na maioria do Brasil, só rodam até a meia-noite, tinhamos que dar um jeito de pegar um Uber ou um táxi. Rodamos tentando conseguir um wi-fi pra chamar um Uber mas não rolou, então fomos tentar um táxi mesmo. Paramos o primeiro que vimos e, como manda o manual de defesa contra a extorsão de turistas, pedimos pelo taxímetro, que obviamente o taxista disse não possuir. Perguntamos então quanto para nos levar até Hua Lamphong e o mesmo ofereceu a corrida por 100 baths (10 reais). Tenho quase certeza que o cara nos enrolou e faturou em cima da gente, a corrida na verdade deve ter dado no máximo 50 baths, mas pô, por 10 reais até a estação do nosso hostel tava mais que barato. Descemos na estação e fomos caminhando o nosso caminho de sempre, costeando o córrego. No caminho ainda deu tempo da gente ficar embasbacado com mais uma coisa: as lojas de material fechadas e os materiais todos do lado de fora. Realmente, roubo por ali não parece mesmo ser uma coisa comum. Materiais de construção todos na rua e as lojas fechadas
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    dependendo do local da pra te leva em alguns lugares
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    Oi galera, quero muito ir à Chapada dos Veadeiros em maio, provavelmente 5 dias. Topo dividir aluguel de carro - Brasília para Alto do Paraíso. Vou sair do Rio, sozinha
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    Período 20 de Maio 2020 a 02/06/2020 - Cia para Londres,Paris, Amsterdã e Alemanha
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    Oi @Dominique Zoboli Mochila é algo que o ideal é experimentar na loja.. e lá fazer os ajustes e vê se fica confortável. O melhor custo beneficio é o que a Nani falou.. Decatlhon e mochilas da Quechua. Se for de São Paulo, você encontra outras lojas de outdoor. Nepal (antiga Arco e Flecha): https://www.nepal.com.br/ Pé na Trilha: https://www.penatrilha.com.br/ Mundo Terra: https://www.mundoterra.com.br/ (essa não vende online) Nautika: https://www.nautikalazer.com.br/ Em Curitiba tem a Alta Montanha: https://lojaam.com.br/ E por via das dúvidas.. vai de 40l! Pegue a dimensão da mochila que for comprar e vê se enquadra dentro do permitido da cia aérea.
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    Escrevo este texto para falar de um lugar que me surpreendeu de uma forma muito positiva e que muitos brasileiros não dão bola, mas que deveriam colocar em sua lista de próximos destinos: o Paraguai, mais especificamente a capital Assunção. Assunção é a capital mais tranquila que já conheci. O trânsito não é caótico, há muitas praças e áreas verdes e as pessoas são extremamente simpáticas e prontas pra ajudar. Tem preços bons e comidas que vão agradar o nosso paladar, já que os temperos não são muito diferentes dos que usamos normalmente. Fiquei no El Hostal del Centro, que na verdade é uma casa super confortável com três quartos compartilhados e café da manhã incluído. Como são poucos quartos, a casa nunca fica cheia e, consequentemente, não rola aquela bagunça que às vezes enche o saco em hostel. O hostel está no Centro, perto de tudo. Tem supermercado, shopping, restaurantes, bares, cassino 24 horas (sim, no Paraguai eles são liberados) e mais uma porção de coisas. A zona é bastante segura. Por várias vezes caminhei de madrugada e não tive problema algum. O Centro, aliás, é a melhor zona para os turistas, já que os principais pontos estão localizados ali. E por falar nisso, um bom passeio pela capital pode começar pela Costanera, que é uma espécie de calçadão à beira do Rio Paraguai. Tem um clima de praia, onde as pessoas vão caminhar, andar de bicicleta (há algumas barracas onde se aluga), correr ou somente ver o pôr do sol no fim de tarde, sentadas em um dos muitos bancos que existem ao redor e desfrutando do Wi-fi liberado. Também dá pra passar pelo Palácio de Governo e fazer algumas fotos, mas só do lado de fora, já que as visitas não são permitidas. Por ali também estão a Manzana de La Rivera, um conjunto de 9 casas antigas restauradas e transformadas em museu; La Recova, uma feira que funciona de segunda a sábado, onde se pode comprar artesanatos e lembranças do Paraguai; a Iglesia de La Encarnación, o Museu da Memória, o Santuário de Auxiliadora e a Loma San Gerônimo, um bairro muito interessante que possui bares temáticos, entre eles um que fica num mirante com uma bela vista. Outro ponto obrigatório é a Calle Palma, a principal avenida do Centro. Em primeiro lugar, porque é o lugar mais apropriado pra trocar moeda em Assunção. Tem várias casas de câmbio e também cambistas que ficam na rua oferecendo seus serviços. As casas mostram a cotação do dia em painéis, por isso, é bom dar uma caminhada para ver os valores e trocar onde for mais vantajoso. Em segundo lugar, porque à noite, a rua se transforma no point da região central. Tem festa na rua, restaurantes e bares bem legais. Recomendo o Arsenal e o Poniente, que são descolados, com música boa, clima legal e cerveja gelada. Há também dois restaurantes que os turistas fazem questão de visitar: o Lido e o Bolsi, que está localizado na Calle Estrella (paralela à Palma) e é o único que funciona 24 horas. Nesses bares, se encontra a típica comida paraguaia, como a chipa, a chipaguazú, a sopa paraguaia e as deliciosas empanadas. COMPRAS Aquela fama de exportador de produtos duvidosos ficou pra trás. A realidade é que, em Assunção, dá pra fazer boas compras a bons preços. Dá pra comer bem pagando pouco, principalmente quando comparamos com os preços de Montevidéu, Buenos Aires ou Santiago. E um dos lugares mais legais na capital é justamente o Mercado 4, que é uma espécie de mercadão que começa na avenida Peru e se estende por mais de um quarteirão, também na região central. Lá dá pra comprar de tudo e com preços ainda mais legais do que no resto da cidade. Vale ir com tempo para percorrer todo o mercado, já que sempre tem um beco em que você entra e acaba dando de cara com um mundo de opções. AREGUÁ Estando em Areguá, a primeira coisa a se fazer é comer morango. Sim, a cidade é considerada a capital dos morangos e a fama não é a toa. As frutas são deliciosas: doces, suculentas, grandes. E todos os dias, nas ruas, há barracas que vendem diversos doces feitos com a fruta: como bolos, tortas, empanadas, sucos e mousses. Também dá pra comprar artesanatos produzidos ali. Uma ótima oportunidade pra levar lembranças da viagem. Se tiver tempo, recomenda-se visitar as cidades de San Bernardino e Ypacaraí. Não consegui ir, mas disseram que é muito bacana. Bem, é isso. Posso dizer que o Paraguai foi uma das mais gratas surpresas que tive em viagens. Por isso, fiz questão de escrever este relato (minha primeira contribuição aqui) e dizer que se você quer uma viagem boa, bonita e barata, Assunção deve ser o seu próximo destino. Abraços!
  16. 1 ponto
    Dia 15/11 Nosso último dia inteiro em Budapeste, acordamos no mesmo horário de sempre, por volta das 8h00, tomamos café e partimos conhecer alguns pontos de interesse que não havíamos conhecido ainda. Esse dia foi bastante proveitoso, primeiramente pegamos o bondinho em direção ao Parlamento, tivemos que pegar 2, um que atravessa a Margaret Bridge (Ponte mais próxima de onde estávamos hospedados) e depois outro em direção ao Parlamento que fica do outro lado do Rio Danúbio, em Peste. Para esse passeio eu pensei muito se faria a visita guiada para conhecer o lugar por dentro, porém, o ideal é fazer a reserva antecipadamente, assim você escolhe a data, o horário e a língua que pretende fazer a visita, como eu não fiz nada disso havia uma pequena chance de conseguir ingressos lá na hora, mas por conta do preço e como era nosso último dia em Budapeste e eu não queria gastar muito, acabei não fazendo, além do que apesar do prédio ser enorme o acesso só é permitido a menos de 1 dezena de aposentos oficiais (achei isso bem desanimador pelo preço que cobram). De qualquer forma a ida para admirá-lo por fora já vale o passeio, além de que tem 2 entradas subterrâneas com informações e artefatos da primeira construção do prédio, (que começo a se deteriorar poucos anos após ser inaugurado por conta da qualidade do material usado), é muito interessante e a entrada é free 👍. Tiramos algumas fotos por lá e depois seguimos em direção ao Monumento em Homenagem aos Judeus Mortos em Budapeste (Shoes on the Danube Bank), que fica ás Margens do Rio Danúbio do lado de Peste (fica aprox. há 1km sentido norte de distância do Parlamento). É um monumento com um significado bastante triste, pois os Judeus era colocados enfileirados ás margens do Rio, acorrentados e obrigados a se jogarem em suas geladas águas, deixando para trás seus calçados, já que isso, na época, era tido como artigo de luxo. O artista que criou essa obra recriou os calçados deixados por essas pessoas O que observei por ali foi uma tremenda falta de respeito por parte de algumas pessoas que, talvez por não saberem o verdadeiro significado daquele monumento, tiravam selfies dando risadas, fazendo pose ao lado dos calçados, enfim, posso estar sendo chato, mas eu entendo que ali era um local para reflexão e não diversão. Seguimos adiante e decidimos encerrar nosso último dia em Budapeste fazendo um passeio de barco pelo Rio Danúbio, pagamos €17,30 por um passeio de 1h45m que dava direito a 2 bebidas (champagne, suco, café ou refrigerante), como o passeio era só ás 16h00 e não eram nem 13h00 fomo para a nossa próxima atração, a Citadella, atravessamos a Chain Bridge de volta a parte Buda e pegamos um Bondinho que nos deixou bem próximo da entrada para a subida até o local. Existem 2 forma de se chegar até lá: a pé, forma utilizada por nós, e de carro. A subida é boa, é o ponto mais alto da cidade, mas é perfeitamente possível fazê-la. Assim, lá em cima não tem muito o que fazer, existe um forte que servia para se vigiar a cidade no séc. XIX mas, não sei por qual razão, ele está fechado, há barraquinhas de comidas, bebidas e souvenirs. Antes de explorar a região fomos ao banheiro (€1,00), ao sairmos vimos uma barraquinha de cervejas artesanais, uma de cereja nos chamou a atenção e decidimos prová-la, (€ 3,00) , apesar de não gostar de cerveja achei essa realmente muito gostosa, talvez por conta do sabor doce da cereja, sei lá. O ponto forte do local é a vista que se tem da cidade, principalmente do lado de Peste, só a vista já vale a visita. Não ficamos muito por lá pois havia outros locais que queríamos ir e o tempo era curto pois ás 16h00 tinha o passeio de barco. Descemos a pé e pegamos um ônibus (na verdade 2) para chegarmos até a famosa praça dos heróis. Descemos em um ponto em frente a estação central de Budapeste (Budapest Keleti), estação pela qual chegamos vindo de Viena e de lá pegamos outro que nos levou até nosso local. A Praça dos Heróis é um local com vários monumentos em homenagem aos principais personagens húngaros a da história que ajudaram a construir Budapeste ao longo dos mais de 1.000 anos da cidade, é um local bastante imponente e aberto, por ali, atravessando uma ponte, fica o Parque da Cidade (Városliget) onde se encontram diversos pontos de interesse como o próprio parque, o Castelo de Vajdahunyad, ouvi dizer que esse Castelo é uma réplica do Castelo do Drácula que fica na Transilvânia, na Romênia, como não conheço esse último então não sei dizer se é ou não, e tem também uma das mais populares termas de banho público de Budapeste, as Termas de Széchenyl, confesso que queria muito visitar uma dessas termas, mas ficou para uma próxima visita que certamente farei a essa cidade maravilhosa. Ficamos andando ali pela região, tirando foto, subimos em uma das Torres do Castelo ao custo de €1,00, não há nada de mais, apenas uma vista parcial da parte alta do Castelo e da região onde ele fica, mas pelo valor, compensou. Descemos e continuamos andando por ali por mais alguns minutos até que decidimos voltar pra não nos atrasarmos para o passeio que estava reservado. Chegamos com 30min. de antecedência, eramos o primeiro da fila da entrada para o pier de onde partiria a embarcação. Com um pequeno atraso de 5min. ela encostou do lado de outra embarcação que estava parada em frente ao pier de onde estávamos. Esperamos o pessoal do horário anterior ao nosso sair totalmente para entrarmos. Nos acomodamos em uma mesa do lado direito da embarcação e ficamos lá curtindo a vista e bebendo as bebidas que estavam inclusas no passeio, primeiro fomos de champagne e por último um cafezinho. Depois saímos para a parte externa da embarcação e ficamos tirando foto e apreciando o visual noturno deslumbrante de Budapeste. Foi uma ótima forma de encerrar o dia nessa cidade. Terminado o passeio estávamos famintos, percebam que até agora não havíamos comido nada depois do café da manhã, como eu e meu companheiro amamos comida oriental decidimos ir a um que ficava próximo a Basílica de Santo Estevão. Aproveitamos que pegamos uns cupons de desconto que eram oferecidos no local onde estávamos hospedados e resolvemos fechar a noite dando uma pequena ostentada gastronômica 😆. Como passaríamos em frente a Basílica de Santo Estevão e ainda não havíamos visitado ela, aproveitamos que estava aberta para conhecê-la internamente, de estilo Neoclássico é, assim como o Parlamento Húngaro, uma das construções mais altas da cidade. É uma bela igreja, cheia de detalhes como manda o estilo das igrejas católicas romanas. De lá finalmente fomos forrar o buchinho e encerrar nosso último dia por essa cidade que entrou par ao meu Hall de cidades visitadas favoritas. O nome do restaurante que fomos se chama Wasabi Extra e lá servem diversos pratos da culinárias asiática (Japonesa, Chinesa, Tailandesa, Coreana e Vietnamita), a conta não ficou barata, optamos pelo sistema de rodízio, (daqueles que as comidas vem em pequenas porções via esteira) e uma jarra de 1,5l de suco, deu €33,15 por pessoa, mas valeu muito a pena pois como não havíamos gastado praticamente nada com comida o dia todo acabou que ficou quase elas por elas se formos ver. De lá seguimos para nossa hospedagem, satisfeitos e bastante cansados pelo dia cheio e proveitoso que tivemos. Gastos no dia: Café da manhã: €11,00 Passeio pelo Rio Danúbio: €17,30 Banheiro: €1,00 Cerveja: €3,00 Visita a Torre do Castelo: €1,00 Jantar: €33,15 Total: €66,45 Obs: Desculpem a quantidade de fotos mas é que esse dia foram muitos lugares então o volume de fotos também foi grande, tentei deixar só as melhores mesmo.
  17. 1 ponto
    Alguém por lá nesse carnaval ?! Quero companhia pros blocos 😬
  18. 1 ponto
    lindo relato, parabéns! estou no planejamento pra minha trip, vou anotar esse contato, valeu!
  19. 1 ponto
    @Paula Yassuda Olá Paula, tudo bem ? Grata pelo seu relato, está sendo muito importante para mim e meu esposo. Estamos programando uma viagem para Japão em 2022 .. e já estamos buscando algumas informações. Você se importaria de dizer uma média total dos gastos? Ainda não temos menor ideia do quanto iremos precisar levar para 18 dias ( claro que muda de pessoa para pessoa). E também se importaria de conforme fomos pesquisando tirar algumas dúvidas ? Gratidão pela ajuda .
  20. 1 ponto
    Pra chegar em Ilha grande Fomos de Jundiaí pra SP (Rodoviaria do Tiete) 16,00 Depois de SP para Angra 112,00 (sem taxa de conveniência pq comprei na rodoviária) Da rodoviária pegamos uber (7,00) pro cais. (da pra ir andando, uns 20 min) No cais compramos a travessia de barco rápido (90,00 ida e volta ou 50 cada trecho se comprar separado). Tem a opção de balsa que é 17 reais por trecho mas os horários são mais limitados (Angra-Ilha as 15h e Ilha angra as 10:30 se não me engano). O barco rápido faz o trajeto em 30 min mais ou menos, a balsa faz em mais ou menos 1h. Na volta acho que não compensa (se bater os horários) pegar o barco rápido, pqe ele fez uma parada em outra praia pra depois ir pra Angra, então deu o msm tempo da balsa. Se comprar o Barco rápido antecipado vc precisa deixar agendado o trecho de volta mas da pra re-agendar facilmente com o número do bilhete ligando no numero descrito tb no bilhete. Hospedagem Ficamos no Hostel Beach House, café da manhã ok, tinha café, leite, um suco que acho que é natural (diluído), pão, presunto e queijo (teve um dia que não teve), melancia e bolo. Os quartos são limpos, tem onde trancar a mala, fiquei num quarto pra 9 com um banheiro dentro do quarto (no final ficamos só em 3 pessoas no quarto pqe era baixa temporada na ilha). Custo é de 30,00 reais em dias da semana e 35,00 em fds. Hostel fica bem localizado, perto de mercado, farmácia, restaurantes (se bem que a vila é pequena nada é mt longe). Embaixo do hostel tem uma agencia de turismo http://bit.ly/Hostel_Beach_House Passeios Dia 1 - Lopes Mendes Fomos andando e voltamos de barco (20,00 barco rápido 15,00 barco mais lento) Tem a opção de ir e voltar de barco ou ir e voltar de trilha. A trilha é cansativa pqe sobe mt, e é relativamente longa (umas 2h30). A trilha é de mata fechada e tem 1 mirante basicamente (logo depois que terminar de subir tem uma parte de barro a direita, é ali que tem que subir). A trilha é longa então é bom ir de tênis. Dia 2 - Abraãozinho (lado norte da ilha) Fomos andando até a praia do abraãzinho (passa por varias praias até la, que são mais bonitas que a abraãozinho inclusive). Essa caminhada é de boa, vai beirando as praias. Dia 3 - Passeio Praias paradisíacas 80,00 Melhor Passeio na minha opinião, é um passeio que passa em várias ilhas de Angra (botinas cataguases, praia do dentista, lagoa azul (acho que é isso e tem mais uma que não lembro). Passeio é bom para snorkel, o passeio inclui snorkel, agua e macarrão (boia). as praias e ilhas são mto bonitas msm. o passeio foi feito de lancha com capacidade para umas 12 pessoas. (o passeio foi mt animado pqe tinha um carioca engraçadíssimo e uma galera animada na frente. Na frente o barco bate mais se o mar estiver agitado e o visual é melhor. Atrás molha mais caso o mar esteja agitado. Faz frio na volta desse passeio) Dia 4 - Cachoeira da feiticeira e tentativa de praia da feiticeira (lado sul da ilha) A trilha passa pela praia preta, antigo hospital (hospital p pessoas com lepra se não me engano, parece um presídio, mas não confunda com o antigo presídio que existia em 2 rios) a trilha não é tãão fácil mas é mais tranquilo que a trilha pra lopes mendes. No meio do caminho tem um lugar que a sinalização é estranha, acabamos pegando o caminho errado e não saímos na praia da feiticeira, saímos em uma praia do lado. Voltamos de barco (20,00) Dia 5 - Passeio meia volta 100,00 Passeio para em algumas praias mas os principais são Lagoa verde e lagoa azul, tem também a praia do amor (que fica de frente p onde gravaram alguma coisa do filme crepúsculo) gostei bastante do passeio mas preferi o “praias paradisíacas”. Passeio é bom para snorkel, o passeio inclui snorkel, água e macarrão (bóia) assim como o “praias paradisíacas” DICAS: Leve tenis, muita coisa é feita de trilha e tênis vai tornar muito mais confortável as caminhadas Para os passeios de barco, de preferencia para os dias de sol, deixa o passeio/praias mt mais bonitos e a prática de snorkel ainda melhor. Lagoa azul e lagoa verde tem muita vida marinha, não deixe de praticar snorkel. Se sentir mt frio, leve blusa p os passeios de barco qnd estiver nublado (na volta pega mt vento) Existem diversos passeios, alguns feitos de escuna, que são mais baratos mas perde-se mt tempo navegando e passa em menos lugares. O Hostel “Aquário” (http://bit.ly/2ueaRPF) da uma festa td noite, é de graça e só paga o que consumir. Alimentação vc acha de td, comi pf por 23 reais e moqueca (no restaurante lua e mar) que ficou 90,00 por pessoa (a comida é deliciosa e o ambiente bem massa, pegamos um prato que teoricamente é pra 2 e comemos em 3. Estávamos famintos e deu de boa) Comer no “Coruja” é um lugar que vende uma empanada SENSACIONAL, 8,00 e tem opções vegetarianas. lá tb tem promoção de 3 caipirinhas por 25 reais (varios restaurantes do lado tb tem) La tem mto estrangeiro, fui em setembro e tinha mt frances e argentino. Me disseram que em alta temporada os preços sobem MUITO, tanto passeios qnt restaurantes, hostel TUDO. O clima da ilha é meio Roots, não tem carro, é mt bom pra relaxar e fazer amizade. Achei a galera mt gente boa no geral. Contatos Hostel beach house: http://bit.ly/Hostel_Beach_House Nativos turismo (onde fechei os passeios, fica logo em baixo do beach house) 24 99997 6382 Quem quiser ver fotos ou tirar duvidas, me chama no instagram @caioviniciusaleixo (lá eu fico mais atento as mensagens)
  21. 1 ponto
    Viajo sozinha para a Califórnia e fico de 12/03 a 24/03/2020. Alguém animado ai para fazer Rod Trip de São Francisco a Vegas passando por Los Angeles e Grand Canyon? (17) 99625-1771.
  22. 1 ponto
    10/04/2019 – Dia de estrada de Las Vegas a North Fork Acordamos e nos arrumamos sem pressa (foto que coloquei do hotel era do dia de hoje tá kkkkkkk), afinal de contas, esse ia ser um dia só de estrada. Descemos tomar café e estava bem cheio, acho que todos foram tomar café ao mesmo tempo. Terminando o café, colocamos as coisas no carro, colocamos o trajeto no Google Maps e partimos para as 7h de viagem até nosso hostel em North Fork. Saímos umas 8h do hotel. No meio do trajeto paramos em dois lugares na cidade de Yermo, para dar uma esticada nas pernas. No EddieWorld (36017 Calico Rd, Yermo), que é uma loja de doces. Na frente tem um cupcake gigante, que dá pra ver de longe da rodovia. Mas a ideia de passar lá foi porque o dono é um super fã do time de basquete Lakers, e dentro da loja de doces tem um espaço com algumas recordações do time, inclusive tem um pedaço da quadra em que o Lakers venceu alguns titulos da NBA . O Vagner que é super fã de basquete curtiu a parada (treinei basquete dos 8 aos 17 anos, não tem como não ser fã kkkkk). Também demos uma parada para conhecer a Lanchonete Peggy Sue, ela é toda decorada por dentro ao estilo anos 80, e na parte de trás tem um jardim com dinossauros de metal, o povo americano é muito criativo kkk. Essas paradas parecem aleatórias, mas são ótimas para dar uma quebrada na monotonia de tantas horas dentro do carro. Depois disso, paramos apenas em Bakersfild para abastecer, $45 ($ 3,45 o galão, segundo o Google Maps estava mais barato do que em Fresno), e em Fresno para comer no In-N-Out, $14,36 (um combo Dbl -Dbl + 2 sanduíches). Chegamos em North Fork por volta das 19h, ainda abastecemos $7 (não lembro quanto estava o galão, mas era mais caro), por medo de faltar nos dois dias que íamos para Yosemite. North Fork é uma cidade bem pequena, acho que a única rua era a rodovia mesmo. Ficamos no Jackass Hostel, pagamos $ 71,04 nós dois, mas dormimos numa cama de casal em um quarto compartilhado. Nós gostamos do hotel, parecia casa de vó, bem aconchegante, acho que estávamos em 7 na casa, contando com o cara que nos recepcionou. Ele estava fazendo nachos para o pessoal e nos convidou, mas eu e o Vagner tínhamos acabado de comer. Nessa noite tinha liberado para comprar os ingressos dos playoffs da NBA, e o cara da recepção foi super gente boa e emprestou o notebook dele para comprarmos. Pagamos com o cartão de crédito em reais e deu R$ 493,16 cada ingresso. É caro, mas já imaginávamos. E o Vagner é tão fã, que estava fora de cogitação não ir. sabe quando acontece algo que você nunca imaginou que um dia poderia acontecer, então você me entende quando eu recebi esse e-mail, assistir um jogo da NBA e ainda Playoffs e do time que iria a final de 2019 a meu amigo, meu coração não ia aguentar não kkkkkkkkkkkkkkkkk Fomos dormir cedo nesse dia para darmos conta de acordar cedo no dia seguinte.
  23. 1 ponto
    Procuro companhia, para ITALIA, PARIS E BERLIM - ABRIL DE 2020. Serão 22 dias, estou aberta a idéias de novos lugares, passeios. To vendo várias dicas por aqui e por outros blogs bem legais
  24. 1 ponto
    Ahhh Veneza... Desde que assisti o filme O Turista com o muso Johnny Depp, esse destino entrou para minha listinha de coisas para fazer antes de morrer... Porém, por ser uma cidade conhecida pelo romantismo, fui deixando de lado já que vivo viajando solo (tá difícil um mozão kkk). No entanto, esse ano a oportunidade irrecusável surgiu! Com meu intercâmbio em Malta (pertinho da Itália), era a hora de conhecer a cidade das gôndolas!! Vou contar então o que fiz em 2 dias por lá, conhecendo muitos pontos turísticos e também pontos não muito conhecidos! Vou falar sobre coisas que legais que você faz de graça e outras que vale a pena gastar um pouquinho! E no final, estou passando dicas para não voltar falido!! Primeiro conselho que dou é: Veneza é a cidade perfeita para se perder!! Bater perna e andar sem rumo... Entrar e sair de rua e aproveitar as surpresas do caminho! Vamos lá ao roteiro: 1º dia Para iniciar o roteiro, nada melhor que partir do coração da cidade.. Piazza San Marco Ela é a praça principal de Veneza e considerada como salão de visitas da cidade! Muito popular pelo seu tamanho e prédios em seu entorno! A praça é considerada como ponto mais visitado de Veneza, então dá para ter uma idéia da quantidade de gente por lá né... Ao interessante sobre a praça é que ela é o ponto mais baixo de Veneza e quando a maré está alta, ela fica alagada transformando totalmente o cenário. Eu não sou fã de lugares lotados, mas a praça em si é tão bonita que vale a pena!! E fiquei um bom tempo por lá. Já que estamos aqui, o que mais chama atenção na Piazza San Marco, sem sombra de dúvida, é a magnífica Basílica di San Marco!! Ela é realmente grandiosa, acho que nunca vi nada parecido!! Uma arquitetura belíssima, considerada uma obra-prima bizantina fora do território do Império do Oriente. Para se ter uma noção de sua grandiosidade, a basílica possui 4 mil metros quadrados de mosaicos. A entrada na basílica é grátis, mas quem quiser entrar no museu é preciso pagar 5 euros e com essa entrada você tem direito de subir até o terraço e apreciar a vista. Para visitar o tesouro são mais 3 euros e a pá de ouro mais 2 euros. Continuando pela praça, contemple a Torre do Relógio, ou Torre dell’Orologio. Ele mostra as horas, dia, fazes da lua e zodíaco. No alto dele existem duas estátuas, um senhor e um jovem que batem as horas no sino representando a passagem do tempo. Nesse também está a figura do leão de São Marcos, um dos símbolos de Veneza. Ainda na praça, do outro lado do relógio, visite mais uma atração icônica de Veneza, o Campanário di San Marco. Essa impressionante torre possui 98,5 metros de altura, e claro, é o edifício mais alto da cidade! No alto do Campanário tem uma pirâmide, mais uma vez composta pelo típico leão e no seu topo a figura do Arcanjo Gabriel. Fonte: www.brandpress.com.br A entrada custa 8 euros. Ainda no entorno da praça, siga para o Palácio Ducale. O imponente edifício gótico, também conhecido como Doge’s Palace ou simplesmente Palácio do duque, foi construído como castelo fortificado, depois acabou sendo utilizado como prisão e fortaleza, então como sede do governo de Veneza e por fim, hoje é um importante museu. Quem deseja conhecer mais sobre a historia de Veneza, a visita é uma boa pedida. Um fato interessante é que o famoso escritor Casanova foi prisioneiro do local em tempos antigos e conseguiu fugir pelo telhado. O ingresso custa 19 Euros. Depois da visita ao palácio, atravesse a famosa Ponte dos Suspiros, que ligava o palácio a uma antiga prisão. Desse fato saiu a lenda sobre o nome da ponte, que dizia que os prisioneiros davam seus últimos suspiros de liberdade quando passavam por ela. Já em frente ao Palácio, caminhe pela super movimentada avenida Riva degli Schiavoni e aproveite para tirar fotos nos pontos de estacionamento das gôndolas. Dali você também terá uma vista linda para a imponente Basílica de San Giorgio Maggiore. Essa é uma das vistas mais famosas de Veneza. Depois de passear e tirar fotos, siga em direção a Ponte Rialto. A mais famosa e movimentada ponte de Veneza e foi a primeira a ligar as duas margens do Canal Grande. Ela é linda, com muitos detalhes e uma vista linda! Possui duas rampas, onde em seu interior existem várias lojas. Atravesse ela para visitar o Campo San Giacometto, um antigo ponto comercial. E é lá também que fica a igreja mais antiga da cidade, a igreja de San Giacomo. Ela fica no coração de Rialto e possui um relógio solar. A visita no interior da igreja de San Giacomo é gratuita e achei a região bem agradável e tradicional. Dali volte para a direção do Grande Canal e passeie pela avenida Riva degli Vin. Essa margem e bem bonita e possui vários restaurantes e cafés italianos. O preço é salgadinho, como tudo ao redor do grande canal, mas com certeza vale a visita. * DICA: Durante todo esse caminho você vai passar pelo Grande Canal que é a maior via aquática de Veneza, mas também vai passar por lindos outros pequenos canais. Existem por volta de 150 canais cortando a cidade, cada um com seu charme e sua ponte. Vale muito a pena se perder entre eles. 2º dia Para o segundo dia reservei conhecer as partes menos turísticas de Veneza!! Iniciei meu dia no bairro mais genuíno da cidade o Cannaregio! O bairro é bem tradicional, onde você pode ver os costumes e cotidiano dos venezianos, sem muito movimento turístico! Passeie com calma, sentindo o clima! No bairro siga para o Gueto Judeu. Considerado o primeiro gueto hebraico da Europa, a região em um mergulho tradicional!! A região é linda e foi uma das coisas que mais gostei de fazer em Veneza. Por lá existem ainda restaurantes e lanchonetes que servem comidas e doces típicos judaicos. Um lugar no Gueto que gostei muito foi a praça Ghetto Nuovo, onde vi vários judeus bem tradicionais. As sinagogas do bairro foram construídas em meio aos prédios, sem alarde, sendo até difícil identificá-las. Depois do passeio, siga em direção ao bairro Castello e dedique um tempinho para conhecer o Campo Santi Apostoli. O lugar é lindo e super fotogênico!! Por lá você poderá visitar também a igreja Santi Apostoli, comer algum lanche em barraquinhas e tirar muitas fotos na ponte do canal da praça. Siga novamente para a ponte Rialto para atravessar o canal e seguir até a igreja Santa Maria dei Frari. Em frente a igreja, esta mais um belo campo de Veneza. Com uma ponte muito bonita! A igreja Santa Maria dei Frari é muito importante e abriga obras famosas, como uma escultura de madeira de São João Batista feita pelo famoso Donatello. O valor da entrada são 3 euros que ajudam na preservação da igreja. Esses foram os pontos que visitei, mas o que mais fiz em Veneza foi me perder e andar sem rumo. A cidade é linda e única... Cada cantinho aguarda uma surpresa! Dicas práticas para você economizar na sua viagem: Substitua o passeio de gôndola Muita gente vai a Veneza justamente para fazer o passeio de gôndola com todo seu misticismo romântico, porém, prepara o bolso. São 80 euros para mais ou menos 40 minutos de passeio pelos canais. Vale lembrar que esse valor é por gôndola. Mas para quem quer passear pelos canais, mas não quer gastar tanto, vale pegar um watertaxi para se locomover. Com isso você pode montar seu próprio city tour. Passeio panorâmico pelos canais fora da gôndola Mais uma dica é pegar a linha 1 do Vaporetto (transporte publico em Veneza) para fazer um passeio panorâmico pela cidade. A linha cruza as principais atrações da cidade. Lojas X barraquinhas Por Veneza você vai ficar maluco com tanta loja vendendo coisas lindas!! Desde souvenir até as famosas máscaras venezianas. Muitas lojas tradicionais vendem máscaras bem caras, mas se você não puder gastar muito e quiser trazer uma máscara de recordação, minha sugestão é comprar em alguma barraquinha de rua. Foi exatamente o que fiz, comprei a minha por 12 euros e ela é linda! Hospedagem Se não quiser falir se hospedando em Veneza, minha sugestão é ficar na região de Mestre ou Marghera. Eu fiquei no Camping Village Jolly em Marghera e valeu muito a pena!! Não se assuste com o nome camping, porque lá você vai ficar em uma casinha de madeira com banheiro e wifi! Além de ter uma linda e organizada estrutura, o camping oferece uma hospedagem barata, com restaurante e mercado dentro do local e ainda transporte de ônibus ida e volta para Veneza por 5 euros. Em 15 minutos eu chegava na estação de trem em Veneza, já pertinho da Piazzale Roma. Almoço e janta Veneza possui muiiiitos restaurantes caros, principalmente perto das atrações mais turísticas e entorno do Grande Canal. Para fugir disso, dê preferência aos restaurantes nas ruelas alternativas. Além de ter muitas opções de estabelecimentos que vendem pedaços de pizza, sanduíches e até kebabs.
  25. 1 ponto
    Estou procurando companhia para planejar viagem pela Califórnia, posteriormente uma viagem por outros estados dos EUA de carro, 15 dias de viagem ao total no mês de abril.
  26. 1 ponto
    Eu costumo reservar 30 euros por dia para isso
  27. 1 ponto
    Sem sombra de dúvida, o da worldnomads é o com a melhor cobertura de todos os seguros de viagem Cobrem quase qualquer coisa!
  28. 1 ponto
    @frade qual período em junho? Eu posso ir 21 dias a partir de 01/06.
  29. 1 ponto
    Oi pessoal eu acabei de retornar da Europa. Fui em dezembro, e fiz Londres, Berlim e Paris. como sugestão sugiro não colocar mais de 3 países para períodos curtos principalmente quando se tem Londres no meio. Londres é muito grande e tem muita coisa para fazer sugiro ficar no mínimo 5 A 7 dias ! Sem dúvida são lugares que VALE MUITO A PENA IR. Já estive em Amsterdam que é mais que suficiente dois dias, a menos que queira conhecer Rotterdam. agora ir para Paris e Berlim com dois/três dias é muito pouco. Vai dar tempo de ver metade da cidade e ainda Vai passar bem rápido! Perde a chance de aproveitar sobre a história dos lugares. Perdi muito passeio dessa vez em Paris e Berlim por falta de tempo! Irlanda fui em março, se curte ir em pubs e etc sugiro algo em torno de 5 dias. Os passeios valem muito a pena, porém são quase todos distantes, perde o dia todo É só uma dica! Abraços
  30. 1 ponto
    Que legal. E eu que sou gaúcho, apesar de hoje viver no Tocantins, ainda não conheci a Serra Catarinense. Obrigado pela contribuição.
  31. 1 ponto
    Opa! Chego dia 05/02 e retorno em 11/02. Vou encontrar a @Angelbk Por lá!!
  32. 1 ponto
  33. 1 ponto
    @Juliana Champi Oi Juliana Obrigado pela dica acabei não pesquisando sobre a temperatura rsrs. Agora irei rever um abraço!
  34. 1 ponto
    To querendo ir tbm, to atras de cia...a gente podia criar um grupo no zap
  35. 1 ponto
    Galera, eu trabalho com vendas sou bem desenrolado nesse ramo. recentemente to saindo de um tempo meio difícil em que tenho que recomeçar minha vida novamente em geral. Negócios, amizades.. Enfim. me mudei pra uma cidade onde estou aqui há um ano e não me agradei muito do local. estou procurando alguem, que tenha interesse em trabalhar e morar em alguma cidade de preferência no Nordeste. Tenho alguns planejamentos para ganhar um BOM dinheiro. seja mensal ou na diária. Preciso de alguem que esteja na mesma vibe. se nos ajudarmos podemos ganhar um bom dinheiro, dividir um local bacana, comprar uma Kombi e viajar por ai. Estou agora no PARÁ.
  36. 1 ponto
    Olá amigos viageiros! Aqui vai o relato de minha visita à Chernobyl! Mais detalhes lá no: www.profissaoviageiro.com Para me seguir lá no Insta… Instagram: @profissaoviageiro Só um aviso, se apagar a luz você vai perceber que esse relato brilha no escuro!!! Visitar Chernobyl foi algo sensacional! Um passeio único com muitas experiências diferentes e histórias da União Soviética que são incríveis! O que me levou a visitar um lugar desse? Aquilo é uma amostra do que aconteceria com a Terra se do dia para a noite os humanos simplesmente fossem embora daqui. A natureza voltaria a tomar conta do que é dela, engolindo a bagunça que deixamos para trás. Impressionante ver um lugar daqueles e ouvir tantas e tantas histórias do que rolou naquele lugar. Essa visita foi feita em 23/11/2017 Esse tour só é permitido com uma agência de turismo regulamentada. Existem algumas que oferecem o passeio. Não tem tanta diferença de uma para outra e a maioria delas oferece a opção também de passar a noite dentro da zona de exclusão. Bom, vamos lá… Para quem não sabe, em 26 de Abril de 1986 o reator 4 da Usina Nuclear de Chernobyl explodiu e causou o pior acidente nuclear do mundo até hoje. O governo soviético tentou esconder o ocorrido até que outros países da Europa, como a Suécia (beeeem longe de lá), por exemplo, perceberam que algo estava bem errado. Só aí eles admitiram o acidente. Tinha muita coisa acontecendo completamente fora do controle deles. Após alguns dias eles evacuaram as cidades vizinhas à usina e posteriormente criaram 2 áreas de exclusão. Em um raio de 30km da usina inicia a primeira área de exclusão. A segunda a 10km da usina, com uma contaminação bem pior. São tantas histórias insanas que escutamos lá que nem sei se consigo reproduzir todas aqui… Mas o negócio foi bem tenso. A usina ficava a menos de 3km da cidade de Pripyat, uma cidade modelo que a União Soviética usava como exemplo de como o patético regime socialista “funcionava muito bem”. O Governo sempre levava delegações de outros países para se hospedarem lá, tentando impressionar com a estrutura da cidade. Morar em Pripyat era muito bom mesmo. Segundo a nossa guia, lá surgiu o primeiro supermercado da União Soviética inteira e era o único lugar que o governo sempre abastecia para não deixar faltar alimentos e outros itens. Inclusive isso estava causando algum desconforto para os moradores de Pripyat, pois pessoas de outras cidades da União Soviética viajavam centenas de quilômetros para fazer compras lá, o que gerava filas intermináveis nesse mercado que se alongavam pelo meio da cidade! Como em todo bom regime socialista/comunista as pessoas não tinham nada em suas cidades e preferiam isso a passar fome ou necessidade de itens básicos. O governo demorou mais de 24 horas para iniciar a evacuação de Pripyat, e só fez isso quando a radiação já estava em níveis absurdos. O governo preferiu não falar a verdade para a população. Os moradores foram informados que a evacuação era temporária e por isso alguns não levaram muito mais do que a roupa do corpo… Nunca mais voltaram para casa. Por isso que ainda se vê muitos itens pessoais nas casas do jeito que foram deixados a mais de 30 anos atrás. As histórias do que se refere ao controle do acidente, como conter as chamas do reator e isolar a radiação, são bizarras. As pessoas ainda não entendiam muito bem os efeitos da radiação. Esse trabalho foi feito por voluntários e membros do exército (que não tinham muita escolha). Impossível imaginar que algum deles saiu sem sequelas desse trabalho. As pessoas responsáveis por esse trabalho receberam o nome de Liquidadores. Diziam que a radiação era tão forte que até a cor dos olhos mudava nos trabalhadores que ficavam dentro da usina depois de algumas horas de trabalho. Máquinas chegavam a quebrar devido a exposição da radiação. Foi algo absurdo! Bom, vamos à visita… O Tour começa em Kiev logo cedo. Pegamos uma van e vamos em direção norte. O primeiro check point é para entrada na zona de exclusão do raio de 30 Km. Temos que parar, descer e sermos identificados pelos membros do exército que ficam lá. Dentro dessa parte da zona de exclusão a radiação ainda não muda muito no ar. O principal problema está no solo. Durante todo o tour não podemos apoiar nossas coisas no chão, encostar em plantas ou qualquer outra coisa. Vamos então parando em alguns vilarejos no caminho para ver o que sobrou deles. Basicamente todas as casas que eram feitas de madeira foram demolidas e enterradas. Não é possível descontaminar madeira, então o jeito foi demolir e enterrar. As de alvenaria ainda estão de pé. Existem alguns cachorros soltos dentro da zona de exclusão que são alimentados basicamente pelos turistas e trabalhadores de lá. Também existem muitos outros animais soltos, inclusive se não me engano lá é um dos poucos lugares do mundo que existem cavalos selvagens. Eu não vi nada além de cachorros e pássaros. Aqui as tábuas de madeira foram arrancadas. Aparentemente até boas tábuas de madeira não era fácil de conseguir, então elas podem ter sido tiradas para serem reutilizadas em outro lugar. Outra explicação é que as pessoas na época não colocavam seu dinheiro no banco, pois o justíssimo sistema socialista poderia confisca-lo sem grandes explicações. Então as pessoas escondiam o seu dinheiro em baixo do piso de suas casas. Como durante a evacuação muitos saíram correndo e nem levaram seus pertences, algumas pessoas voltaram paras as casas abandonadas e tentavam achar dinheiro em baixo dos pisos para roubá-lo. Paramos em umas 2 ou 3 vilas antes de chegar na cidade de Chernobyl. Lá até que está conservada, porque as pessoas que trabalham dentro da zona de exclusão usam Chernobyl como base, além do hotel que se pode passar a noite também ficar lá. Então é um visual um pouco diferente do que se vê no resto do passeio. Chernobyl até que está “arrumadinha”. A foto está péssima, mas esse é um monumento onde cada uma das vilas dentro da zona de exclusão está representada por esses círculos. Na verdade o resto do monumento está atrás de mim. Aqui estão os nomes de todos os moradores de Chernobyl que tiveram que deixar a cidade durante a evacuação. Nosso almoço foi servido aqui, no refeitório de uma “pousada”. Não se pode comer nada ao ar livre aqui. Toda a comida que é servida tem que vir de fora da zona de exclusão. Só por garantia deixei meu medidor de radiação (Contador Geiger) ligado do lado das coisas que estava comendo! Depois do almoço fomos tirar umas fotos com os uniformes e equipamentos do pessoal da nossa agência. No meu tour também estava incluído dirigir o carro deles, um Lada top de linha que um Ucraniano que estava no passeio contou que um modelo daquele na época da União Soviética tinha fila de espera de até 20 anos!!! Viva o socialismo!!!! Bom, pisaram na bola e não teve o rolê no Lada. No final do tour eu reclamei formalmente sobre isso. Mas pelo menos tirei umas fotos no carro! Bom, depois disso que começa a parte mais tensa do passeio. Entrando dentro da zona de exclusão do raio de 10Km. Mais um lugar que temos que sair do veículo e o pessoal do exército de novo confere um por um. Desse ponto para frente a radiação no ar já aumenta, e sobe muito em determinados lugares. Muito mesmo! Vamos em direção a Pripyat, fazendo algumas paradas no caminho. Esse é um lugar bem famoso, onde sempre vemos fotos sobre Chernobyl. Aqui era uma escola primária. É um dos lugares mais tristes de se visitar. Depois paramos em um lugar já pertinho de Pripyat onde conseguimos ver os reatores da usina que estavam em funcionamento e também do outro lado os 2 outros reatores que estavam sendo construídos. Essa imensa estrutura metálica é o sarcófago novinho em folha que serve para conter a radiação do reator 4. Ele foi construído para substituir o primeiro sarcófago que havia sido construído para durar 30 anos. Esse novo sarcófago foi criado para durar 100 anos e o que eles esperam é que até lá já se tenha descoberto novas formas de conter essa radiação de uma forma mais eficaz e definitiva. Com o conhecimento e tecnologia de hoje, acho que isso era o melhor que dava para fazer! Aqui dá para ver as chaminés dos outros reatores… O 1 e o 2, da direita para a esquerda, são essas chaminezinhas lado a lado com uma chaminé grande entre eles. O 3 está dentro dessa casinha e o 4 dentro do sarcófago. Aqui as obras nunca terminadas dos reatores 5 e 6. Chegamos então na entrada de Pripyat! A cidade foi inaugurada em 1970 e evacuada em 1986. Tinha aproximadamente 48.000 habitantes na época. Quando entramos na cidade é algo realmente muito louco. A guia ia mostrando as fotos de como era a cidade e nós vamos vendo como está agora… É impressionante! Esse que é o primeiro supermercado da União Soviética! Vamos entrando em diversos prédios com muito cuidado para não cair em um buraco ou o piso ceder com a gente em cima. Aqui material político dos soviéticos!!!! Imagina entrar em um lugar desses de noite!!!!!!! Esse era o ginásio de esportes da cidade! Fomos então para o famoso parque de diversões. Essa é a roda gigante que nunca foi utilizada. Sua inauguração estava marcada para alguns dias após o acidente nuclear. Hoje ela é um dos grandes símbolos de Pripyat e ninguém nunca deu uma volta nela! Essa aqui é a avenida principal da cidade… Assistimos um vídeo dentro da van de como era isso aqui antes… Não dá para acreditar que estamos no mesmo lugar! Aqui era um outro complexo esportivo. Depois disso fomos para o ponto mais próximo do reator. Ficamos a 300 metros de distância da usina que causou o maior acidente nuclear da história!!!!!! Isso é muito louco!!!! Quando saímos de lá passamos pela área mais contaminada por radiação do planeta terra: A Red Forest. Eu realmente não queria que nossa van quebrasse alí! Quando estamos chegando perto, a nossa guia sem falar nada só liga o medidor de radiação dela e fica mostrando para nós. Meio que sem entender muito todo mundo deixa o próprio medidor ligado… De repente ela começa a fazer a leitura e todos os alarmes dos nossos medidores começam a apitar… E ela vai lendo… Dois ponto três… Cinco……. Doze……… Quatorze………. Dezessete…….. Dezoito……… Vinte e dois……….. E o negócio não parava de subir… Isso tudo no meio daqueles alarmes tocando sem parar. Foi insano! Só como referência, uma radiação considerada “normal” é de 0,1 nessa unidade que nossos aparelhos mediam. Mas foi tudo muito rápido. De repente já tínhamos passado a Floresta Vermelha e tudo voltou ao normal! Pena que ela não avisou antes e preferiu fazer o mistério, se não teria filmado isso! Sério, foi bem louco! Mas foi bacana também o suspense!!!!! Isso porque estávamos dentro da van. O veículo protege muito da radiação. As diferenças que eu media de dentro para fora da van eram imensas nos lugares que descíamos. Mesmo dentro das casas o nível de radiação já caía bastante. Eu fico imaginando a radiação desse lugar, mesmo mais de 30 anos depois do acidente….. De lá partimos para a última grande parada do tour… Uma antena! Mas não era qualquer antena… Era a DUGA, ou DUGA 3! Essa anteninha foi construída com propósitos militares em um esquema ultra secreto do governo soviético. O local nem endereço tinha e na estrada que levava até o local da antena eles tentaram dar a impressão que se tratava de um local de acampamento estudantil. É como se aqueles filmes de espionagem começassem a ganhar vida! Para eles aquela história toda era muito real… Realmente se alguém descobrisse aquilo, ia ser difícil de convencer que era só uma anteninha tentando captar uma rádio de sertanejo universitário aqui no Brasil, por exemplo!!!! Olha o ponto de ônibus perto de lá com um ursinho desenhado! A entrada era só esse portão, para não chamar muito a atenção. Essa antena também ficou conhecida como o pica-pau russo, pois causava interferência de rádio em ondas curtas com um som parecido de um pica-pau por todo o hemisfério norte! Algumas teorias de conspiração achavam que eram os russos tentando entrar na mente das pessoas!!! Na verdade ela servia (ou deveria servir) para identificar lançamentos de mísseis de países inimigos a uma longa distancia, dando tempo de se prepararem para sua defesa. Aparentemente ela não funcionava muito bem, dando alarmes falsos, por exemplo, o que não deixou o pessoal de lá nada satisfeito, uma vez que o custo para construir aquilo foi algo estratosférico! Eu é que não queria ser o responsável pelo projeto em uma hora dessas !!!!! No final das contas o que eles deixaram foi uma estrutura bem bonita e imponente, ainda mais em um dia ensolarado de outono!!! Essa placa de radiação é só enfeite… O local não possui contaminação especialmente significativa! Aqui a nossa guia e o atual guardião da antena! Mesmo sendo Outono estava muito frio e já nevava bastante por lá. Após as instalações ultra secretas do governo soviético, foram só mais duas paradas rápidas…. Uma para ver algumas máquinas utilizadas no trabalho de isolamento do reator na época da explosão: E um monumento em homenagem aos liquidadores e bombeiros que foram responsáveis por todo o trabalho de combater o incêndio e conter a propagação da radiação: Depois disso só paramos nos check points para medição de radiação em nosso corpo e roupas… Eram máquinas muito velhas! Espero que estivessem funcionando bem e não deixaram eu voltar para casa com um tênis cheio de radiação! E foi isso! Foi assim meu dia em Chernobyl. Um dia cheio de experiências, histórias e aprendizado! Valeu demais o passeio!!!!!! Nota 10!!! Se alguém tiver alguma dúvida ou quiser alguma dica, é só falar! Abraço!!!!! Felipe www.profissaoviageiro.com Instagram: @profissaoviageiro Enjoy Chernobyl… … Die Later!
  37. 1 ponto
    muito bom o seu relato. Bem detalhado e informativo. Eu estou indo para Ushuaia em Janeiro, mas ficarei apenas 04 dias. Esse trekking da Laguna Esmeralda você por conta própria ou com guia?
  38. 1 ponto
    Excelente ! Muito obrigada pelas dicas. Vou sozinha em dezembro
  39. 1 ponto
    Que aventura heim ?? Peguei algumas caronas em minhas viagens, a maioria por falta de transporte no horário que eu precisava. Conheci pessoas fantásticas.
  40. 1 ponto
    Salve, galera! Esse é o resumo de um mochilão radical que fiz há alguns meses, espero que gostem. Caso queiram mais informações, podem acessar meu blog Rediscovering the World ou o livro que acabei de lançar (Trekking Extremo no Himalaia: Acampamento Base do Everest + Gokyo). Dia 1 Em 17 de março de 2019, ao chegar ao aeroporto de Guarulhos, tomei uma sequência de voos pela Air China, cujo destino final seria Mumbai, na Índia. Compradas quase 5 meses antes, as passagens de ida e volta custaram 734 dólares. Dia 2 Após breve conexão em Madri, o avião grande seguiu até Pequim. Ambos voos foram bem-sucedidos. Como a espera até o voo final levaria o dia todo, decidi aproveitar que o visto não é necessário para permanecer até 144 horas na capital chinesa. Dessa forma, passei pela fila da imigração em uma hora, saquei yuans (1 real = 1,75 yuans) num dos caixas automáticos e deixei o aeroporto no metrô que me levou até o centro da cidade. O trajeto de meia hora custou 25 yuans. Deixei a linha do aeroporto para pegar outra, ao custo de 4 yuans. Logo me impressionei pelo desenvolvimento e pela limpeza de Pequim, tirando a névoa permanente que quase esconde o sol. Só a falta de educação dos chineses que seguiu conforme o esperado. O primeiro monumento visitado foi o do conjunto Templo do Céu (28 yuans). Numa área grande, fica um parque com as estruturas erguidas em 1420 para orar em busca de uma boa colheita. A construção principal é o maior templo redondo de madeira da China. Depois de uma boa caminhada, comprei 4 bolinhos (dumpling) de carne por 2,5 yuans cada, mesmo sem saber antecipadamente o que viria dentro. Segui então caminhando até chegar à sequência de postos de controle policial de onde ficam as principais atrações de Pequim. Primeiramente, o museu nacional. É em sua maioria gratuito, num prédio bastante amplo, mas com conteúdo quase todo em mandarim e poucas exposições realmente interessantes. Entre essas, os presentes recebidos pela China de todo o mundo. Em seguida, caminhei ao redor da Praça Tian'nanmen, a Praça Celestial. É famosa por um massacre que aqui ocorreu durante protesto da população. Também não se paga e há espaço de sobra, com um memorial a Mao Tse-tung e um monumento aos heróis chineses. Por fim, entrei na Cidade Proibida. Como estava faminto e o corpo já se entregando de cansaço, tive que almoçar ali mesmo, pagando 32 yuans num prato raso. Mais uma atração enorme: são dezenas de palácios, muralhas e portais. Para visitar em baixa temporada (agora), custou 40 yuans. Mesmo assim, é difícil conseguir uma foto boa, tamanha a quantidade de chineses que visitam o complexo. Na saída, tentaram me aplicar o golpe de bater um papo num bar e ser extorquido, mas como eu já sabia dessa, escapei. Esgotado, retornei ao aeroporto no final da tarde. À noite, voei num avião menos novo pra Mumbai, tirando um belo cochilo a bordo. Dia 3 Desembarquei já na madrugada seguinte. Passei pela imigração com o eVisa feito antecipadamente na internet e troquei dólares por rúpias (1 dólar = 66 rúpias) logo após a imigração. Por fim, pedi pra chamarem um Uber pra mim, pois o táxi até o hotel próximo custava 500 rúpias, enquanto o Uber saiu por 210. O problema foi achar o danado, escondido numa viela. Somente às 3 e meia eu entrei no Ahlan Dormitory. Pra ficar num quarto coletivo, gastei 250 rúpias por noite. Só que o lugar não era muito agradável, pois era barulhento, fedia, estava sujo e quase sem água. Algo me picou na cama e me deixou com marcas por semanas. Pelo menos o wi-fi, o ar e o guarda-volumes funcionavam. Pra piorar, fui acordado antes das 8h pelos hóspedes e funcionários, não conseguindo mais dormir - o que já tinha dado bastante trabalho antes, vide o jet lag. Levantei, tomei o “chai” (na Índia, o chá é misturado com leite) e parti pra luta. Caminhando um pouco já notei a diferença colossal na (falta de) limpeza, em relação a Pequim. Peguei o metrô recém inaugurado, com ar condicionado, a partir de 10 rúpias. Para começar a preparar meu estômago, tomei um suco natural por 40. Em seguida, entrei na estação de trem suburbano. Que caos! Gente correndo e se empurrando por tudo que é lado, pendurada nas portas dos vagões como nos filmes, e tal. Para vivenciar um pouco disso, e porque eu queria economizar, comprei um bilhete da 2ª classe de Andheri a Churchgate. Apenas 10 rúpias até ponto final, 22 km adiante! Ainda que estivesse bem quente, os indianos vestiam quase todos roupa social, nenhum (além de mim) de bermuda. Da estação, fui até o principal museu da cidade, de nome complicado: Chhatrapati Shivaji Maharaj Vastu Sangrahalaya. Construído pra homenagear o príncipe do País de Gales, hospeda hoje num edifício de arquitetura indo-sarracena uma porção de artefatos relacionados a Índia e além, contando sua história. Pena que o ingresso seja meio salgado: 500 rúpias + 100 pra usar câmera. Nessa hora, começaram a pedir pra tirar foto comigo, como se eu fosse famoso. O almoço foi no renomado Delhi Darbar. Fiquei com um picante mas apreciável prato de “angara chicken” por 550 rúpias. Saí cheio. Acabei optando por fazer um city tour de 3h por 3500 rúpias, bem mais do que eu deveria pagar. Nele, passei por vários locais interessantes, como uma lavanderia a céu aberto, diversos prédios públicos e privados com arquitetura colonial britânica, o museu-casa do Gandhi (Mani Bhavan), a orla de Marine Drive, a colina de alto padrão Malabar e o templo da religião jainismo. Depois, fiquei no mercado de rua, onde não consegui caminhar em paz, indo então de volta pro hotel através de outra linha de trem da estação central. Retornei pendurado na porta aberta do trem. Comi um negócio, antes de conhecer dois jovens ucranianos no dormitório. Fiquei papeando e dei uma volta com eles, pra conferir o movimento das ruas poluídas. Aproveitei para provar a sobremesa quase sem gosto chamada “falooda” (40 rúpias) e levar umas bananas (6 por 1 real). Dia 4 Com o feriado do Holi, o qual me gerou uma pintura facial, o transporte público ficou bem menos cheio, ainda que sua frequência também tenha diminuído. Peguei os mesmos 2 transportes da manhã anterior, mas quando cheguei à estação final, pedi um Uber até o monumento Gateway of India, de onde partem os barcos até Elephanta Island, por 200 rúpias ida e volta. A baía até a ilhota é entulhada de estruturas. O translado leva cerca de uma hora; no total da minha hospedagem até a ilha eu levei quase 4 horas de deslocamento! Ao chegar, peguei um trenzinho da alegria (10 rúpias). Almocei no restaurante Elephanta Port, escolhendo um prato de “biryani” por 275 rúpias. O “biryani” de frango viria a se tornar meu prato preferido no país. Depois, subi o morro em meio a inúmeras barracas de souvenires. Para acessar as cavernas de Elephanta, patrimônio da UNESCO, paga-se atualmente 600 rúpias. São 5 delas, entalhadas diretamente na rocha durante 1300 anos do século 6 até a invasão e destruição parcial pelos portugueses. Há colunas, santuários e muitas estátuas em homenagem à deusa Shiva. Pena que com a quantidade de visitantes, praticamente todos indianos, fica difícil sacar boas fotos. O guia local Krishna me encheu tanto o saco que acabei aceitando uma explicação de meia hora por 500 rúpias. Quando ele me chamou pra ir num bar depois, meu sensor de golpe apitou. E eu estava correto, pois ele tentou fazer com que eu pagasse a cerveja dele e ainda tomar meu dinheiro com a desculpa de que iria pagar minha parte, mas não teve sucesso quando eu o peguei fugindo… Essa cerveja Kingfisher, a mais popular da Índia, não é boa. Só poderia ser assim, já que leva açúcar e xarope de arroz e milho na fórmula. Depois desse fato lastimável, subi as escadarias até o topo do morro, com vista para o mar e cheio de macacos fofos (Macaca radiata) - até eles roubarem sua comida. Ali fiquei famoso de novo, visto a quantidade de gente que pediu foto comigo. Retornei à hospedagem, chegando após escurecer. Só comi algo salgado e repousei. Dia 5 Acordei cedo pra pegar uma condução até o terminal 1 do aeroporto (110 rúpias), onde voei de SpiceJet até Bangalore. Que bom que mesmo as companhias de baixo custo da Índia permitem despachar até 15 kg gratuitamente, já que meu mochilão cheio dificilmente passaria por bagagem de mão. Em Bangalore, embarquei logo num segundo voo da GoAir até Port Blair, a capital maior cidade do arquipélago isolado de Andaman e Nicobar. Como se já não estivesse quente o suficiente em Mumbai, a temperatura de Port Blair na chegada estava em escaldantes 34 graus. Peguei um tuk-tuk (100 rúpias) até a estação de ônibus principal. Como perdi o ônibus das 15h e o próximo partiria quase 2 horas depois (somente mais tarde eu descobri que havia mais ônibus no outro terminal chamado Aberdeen), aproveitei pra fazer um lanche ali e comprar mantimentos no supermercado Mubarak. O ônibus saiu cheio. Levou cerca de uma hora e 24 rúpias para chegar ao vilarejo de Wandoor. Lá me hospedei no Anugama Resort, numa suíte privada bem razoável. Só que de resort o lugar não tem nada, nem sequer uma piscina, bar ou internet funcionando. Ao menos, os funcionários são gentis. Na hora do jantar, em que fiquei com um curry de peixe (190 rúpias) no restaurante da hospedagem, conheci uma família de belgas e holandês, com quem bati um bom papo. Dia 6 Acordei várias vezes durante a noite e levantei pelas 6, sendo que já havia sol um bom tempo antes. Eu e um dos companheiros da noite anterior fomos a pé cedo ao escritório do Parque Nacional Marinho Mahatma Gandhi para tentar conseguir a permissão para adentrá-lo, mais especificamente na ilhota de Jolly Buoy. Lá, descobrimos que os barcos já estavam cheios, e que precisaríamos tanto agendar o passeio quanto conseguir a permissão no escritório de turismo em Port Blair. Sendo assim, barganhamos um táxi para nos levar, esperar e trazer de volta por 2 mil rúpias. Emiti a permissão (mil rúpias) e o bilhete do barco para Jolly Buoy (885 rúpias) na mesma hora. Detalhe é que é necessária uma fotocópia do passaporte - mas há um xerox próximo que o faz por míseras 2 rúpias! Depois, fomos ao píer de Phoenix Bay, fechado aos domingos, para comprar nossas passagens à ilha Neil (510 rúpias). Regressamos a Wandoor e eu almocei no próprio hotel. Meu prato de “biryani” de frango (240 rúpias) demorou pra ficar pronto, mas foi uma baita refeição. Em seguida, caminhei até a praia. No caminho, topei com algumas aves, como o martim-pescador. A praia de Wandoor é peculiar por um motivo ruim; não é permitido entrar na água devido à presença esporádica do crocodilo de água salgada (Crocodylus porosus), o maior do mundo. Há inclusive uma tela de proteção. Alguns quiosques vendem souvenires, alimentos e bebidas. Fiquei ali com o pessoal por umas horas, até que eles partiram enquanto eu esperava o pôr do sol. Logo depois, caminhei os poucos quilômetros de volta ao Anugama Resort. Banho, janta e cama. Dia 7 Às 7 e meia embarquei rumo a Jolly Buoy, no Parque Nacional Marinho Mahatma Gandhi. A duração do translado foi de pouco mais de uma hora, em meio a ilhotas desabitadas com floresta nativa intocada. Chegando em Jolly Buoy, tive um grande desapontamento. Não é mais permitido praticar snorkeling! Dá pra acreditar nisso? Se tivessem dito antes eu já estaria a caminho da ilha Neil, e não num lugar minúsculo onde você só pode se banhar num cercado minúsculo. Fiquei lá conversando com a única outra gringa do barco, uma húngara. A única atividade extra é um passeio de 1h num barco sujo e desconfortável, com vidro no fundo para ver os corais e peixes, a um custo extra de mil rúpias… Ao regressar pelas 13h, almocei e parti para Port Blair num ônibus musical. Ao chegar, fui atrás de algum hotel, já que minha reserva para essa noite seria para a outra ilha. Usando a internet de uma acomodação já cheia, encontrei um tal de Lalaji Bayview, com um quarto individual por 800 rúpias. Então fui até lá caminhando, pelo meio de uma comunidade. A internet é paga (60 a hora), mas ao menos existente. Já a suíte é a mais básica possível, enquanto que o restaurante no topo da edificação é bacana. Jantei um enroladão de camarão (250 rúpias) e fui pra cama. Dia 8 Seguindo a tradição de acordar cada vez mais cedo, peguei a balsa das 6:30h para a ilha Neil. Duas horas depois, aportei. Deixei a mochila na acomodação Kingfisher Hotel e fui caminhando até a praia do norte, chamada Bharatpur. Com um bocado de gente, um tanto suja e cheio de barracas vendendo conchas, passeio aquáticos e etc, não é bem o que eu pensava. Atravessei e tive que nadar certo tempo até localizar os recifes de coral. Aqui vi alguma qualidade, até mesmo havia corais que nunca havia observado antes. O ruim foi voltar desviando dos barcos e motos aquáticas. Para almoçar, tentei achar um restaurante que fosse um meio termo entre os dos hotéis chiques e os pés sujos. Acabei parando no Port Canteen, onde fiquei com um arroz frito com camarão (220 rúpias). Com o dinheiro acabando, precisei sacar no único ATM da ilha, que para variar estava indisponível no momento. Contando com que a máquina estaria operando novamente dentro de algumas horas, o próprio funcionário do banco me emprestou seu dinheiro para que eu pudesse pagar o depósito do aluguel da bicicleta! A respeito disso, escolhi uma magrela para me deslocar por essa pequena ilha. A velha bike era pequena demais pra mim, mas por apenas 100 rúpias a diária eu não podia querer muito. Uma scooter custava um pouco a mais (400 rúpias + combustível). Pedalando, cruzei o interior cultivável de Neil até a bonita praia Sitapur, famosa pelo nascer do sol. Ali eu mergulhei novamente, mas no ponto onde fui a visibilidade estava ruim, devido às ondas. Vi menos do que no snorkeling anterior. Consegui sacar grana ao retornar. Assim, segui para outra beleza natural, um arco de rocha que fica no oeste da ilha. Cheio de turistas indianos, para se chegar nele há de passar por cima de poças de maré. Vi o sol se pôr neste lugar e retornei. Peguei dois dos salgados fritos picantes “samosas” (20 pila) e um caldo de cana (30) na parte mais central, onde havia movimento naquela hora. De volta ao hotel, meio velho e sem internet, para dormir. Dia 9 Mesmo que quisesse, não poderia demorar muito a acordar, pois o check-out é às 7:30h! E esse parece ser um horário normal dos hotéis das ilhas Andamã. Definitivamente, não entendem de turismo para estrangeiros. Ainda com a bicicleta, toquei para a praia Lakshmanpur, onde também mergulhei. Só que nessa praia só havia dois pescadores, que logo foram embora, e mais ninguém. Fiquei quase 2 horas e meia me deliciando com a vida nos corais. De especial, vi o maior peixe não cartilaginoso que já presenciei na vida. O peixe-papagaio (Bolbometopon muricatum) era tão grande que pude até tocá-lo. Na volta, fui comprar o bilhete da balsa a Havelock, vendido só no mesmo dia e de forma presencial, tudo para dificultar sua vida. Almocei o prato típico indiano thali (180 rúpias) e peguei a balsa. Em Havelock, pensei em andar apenas de ônibus, mas a frequência é tão baixa (1 a 1:30h cada) que decidi alugar uma scooter (500 rúpias a diária) pela segunda vez na vida. Meio cambaleando, fui até o Emerald Gecko, hospedagem na praia nº5 onde eu fiquei. Paguei 1600 rúpias numa cabana rústica de frente pra praia. Aqui finalmente tive contato com vários estrangeiros, todos europeus. Saí para dar uma corrida na praia, de maré baixa durante o pôr do sol. Só que essa praia não é boa pra nadar. Jantei no restaurante da própria acomodação, um pouco mais caro do que estava pagando. Então fiquei com uma pizza de frutos do mar (300 rúpias). Para variar, a internet não estava funcionando, então depois de um papo fui dormir, em mais um colchão finíssimo padrão Andamã. Dia 10 Tive que esperar o café da manhã incluído pra depois pegar a estrada. Dirigi até o começo da trilha para a praia Elephant, assim nomeada devido aos bichões acorrentados na praia para satisfazer a vontade de turistas que querem passear neles. Só que não foi dessa vez que a conheci, pois ela estava fechada devido a um óbito no dia anterior! Assim sendo, continuei na estrada até a praia Radhanagar. Seguindo a dica de um indiano, parei em frente ao Hotel Taj, onde ficaria um belo ponto de mergulho. Com o tempo fechado, não havia ninguém na praia quando cheguei pelas 8 e meia. Caí na água calma e clara, sobre um fundo exclusivamente arenoso. Nadei mais de 200 metros, sem ver nada. Eis que quando pensava em mudar a localização, comecei a vislumbrar uma maravilha atrás da outra. Cansei de ir atrás de arraias, de contar quantos cardumes e corais enormes diferentes apareciam, assim como polvos e muitas outras criaturas. No final, ainda tive o prazer de ver algumas tartarugas-marinhas e de sofrer comensalismo por uma rêmora! No total, fiquei nadando por 3 horas! Parei na entrada principal da praia, cheia de indianos, para almoçar num dos diversos restaurantes. Fiquei com um “thali” de camarão a conta gotas, por 300 rúpias. Depois, caminhei pela praia no sentido contrário ao anterior, encontrando nesse caminho separadamente os dois casais que eu havia conhecido nessa ilha. Ê mundo pequeno. Com a chuva, a pista estreita ficou um sabão só. Voltei devagar pra não deslizar na moto como um cara que estava à minha frente. Guiei até Kalapathar, a praia mais ao sul acessível por estrada. Legal ela, mas nada de excepcional. Regressei e parei no restaurante Golden Spoon, para comer um prato de peixe e usar a internet. Depois disso, voltei a minha hospedagem. Dia 11 Um bando de infelizes começou a bater panela pelas 5 e pouco. Dormi mais uma hora, tomei o café e segui pro início da trilha da praia Elephant - que ainda estava fechada… Só me restou voltar ao ponto de mergulho do dia anterior. Só que dessa vez não vi nada de novo, além de estar me borrando de medo, agora que eu estava ciente que ali é território do maior crocodilo do mundo. Almocei em Vijay Nagar, no restaurante vegetariano Biswas. Pedi um “paneer butter masala” por 200 rúpias. “Paneer” é o tradicional queijo coalho indiano, enquanto que “masala” é uma mistura de temperos. Depois, devolvi a moto e fiquei matando tempo até a saída do barco para Port Blair. Acabei embarcando no navio errado, e só me dei conta quando ele tinha partido - ainda bem que o destino de ambos era o mesmo. Só que esse estava infestado de baratas. Ao desembarcar já era noite, então só me restou ir pro hotel Sunnyvale, pedir uma janta a tele-entrega, lavar minhas coisas e dormir. Exceto pela barata no banheiro, foi a melhor suíte até então. Dia 12 Café da manhã, seguido pelo voo da IndiGo a Chennai. O voo atrasou, então pude conferir todas as atrações do aeroporto: banheiro, bebedouro, caixa eletrônico, lanchonetes e 3 checagens de segurança obrigatórias. Fazia um inferno de 36 graus quando aterrissei. Do alto e pelas ruas se vê que o forte aqui é a arquitetura. Além de muitos prédios em estilo colonial britânico, as moradias são coloridas com diferentes cores, e há uma infinidade de templos de hinduísmo. Mas também se vê muita sujeira e pobreza no meio. Peguei o metrô até a estação central (50 rúpias). Já na estação de trem, provei o suco de um fruto novo pra mim, o marrom arredondado sapoti. Depois, embarquei no trem (5 rúpias!) para o famoso templo hinduísta Kapaleeswarar, cultuado a Shiva. Não se paga nada pra entrar, mas além de uma torre cheia de ídolos do hinduísmo, não há mais muito o que ver. Na saída do templo, um motorista me abordou com o intuito do famoso golpe do tour barato de tuk-tuk, conhecido em Bangkok. Aceitei a carona de 100 rúpias que me levou primeiro à Basílica de São Tomé, uma das 3 únicas no mundo erguidas sobre a tumba de um dos apóstolos de Jesus. Depois ele me levou a duas lojas caríssimas onde ele ganharia combustível grátis por me levar. Obviamente eu não comprei nada. Por fim, me deixou na Marina Beach, a maior e mais movimentada de Chennai, onde eu caminhei um pouco e tomei um caldo de cana (20 rúpias) naquele final de tarde. A seguir, tomei outro trem e tuk-tuk para chegar ao albergue Elliot's 11 Beach. Um leito no dormitório coletivo me custou 610 rúpias incluindo café da manhã. Dei uma volta na rua cheia que leva à praia. Curiosamente, estava ocorrendo uma missa católica em tâmil (idioma do estado) a céu aberto. Parei para jantar num restaurante barato, Classy - de classe não tinha nada. Provei o tal de frango “tandoori”, assado, marinado, apimentado e avermelhado (160 rúpias). Caminhada noturna breve no calçadão da praia. Ali me desfiz dos meus chinelos que não tinham mais conserto e comprei um par por 150 rúpias. Depois fui pro albergue relaxar. Dia 13 Acordei pro café e o recepcionista estava vestindo uma camiseta de Floripa! Dá pra acreditar que o indiano já morou em minha terra, e adorou? Uber até o terminal, e lá próximo peguei o ônibus #588 até Mamallapuram (43 rúpias), onde fica o conjunto monumental de Mahabalipuram, que é um Patrimônio da Humanidade. Aqui eu finalmente vi turistas estrangeiros. Me esquivei dos guias e vendedores e entrei no complexo, sob um sol de rachar. São diversos monumentos com motivos hinduístas entalhados em granito, como baixos relevos, cavernas, mirantes e templos. Almocei no Moonrakers uma porção de lulas fritas (350 rúpias) e um camarão-tigre (300 rúpias) que foi desnecessário, como eu já estava satisfeito. Saí de lá explodindo - e acho que foi esse almoço que me deixou mal depois. Caminhei até os dois templos pagos, sob um único bilhete de 600 rúpias. O que fica na praia se chama Shore Temple, enquanto o outro é o Five Rathas. Ambos interessantes. Prossegui pelo Sea Shell Museum, uma coleção de 40 mil conchas! Há de diversas espécies, formas, tamanhos e cores de várias partes do mundo. Pelo ingresso que combina uma seção especial das pérolas e outra com aquários (alguns pequenos demais pros peixes que os habitam), paguei 150. Continuando, vi o restante das ruínas na colina cheia de rochas do conjunto central de Mahabalipuram. Cansado, retornei de ônibus no final da tarde. Tomei um milk shake premium no Shakos e me retirei ao albergue. Dia 14 Já estava me acostumando com o tumulto na Índia, mas se tem uma coisa que me tira do sério é a falta de educação deles, tanto a respeito de jogarem lixo no chão e na água, dirigirem como loucos, atravessando em qualquer lugar e buzinando o tempo todo, e também furarem filas descaradamente. Voos de turbo-hélice da SpiceJet a Kochi e de lá a Malé, capital do arquipélago das Maldivas. Estavam me negando o embarque internacional porque eu não tinha como mostrar as reservas dos hotéis de cada dia que eu ficasse nas Maldivas. Só fui salvo porque um funcionário compartilhou sua conexão, já que meu chip estava sem sinal. Imigração tranquila, troquei a grana na parte de fora do aeroporto (15 rufias por dólar), bati um rango superfaturado e peguei o ônibus (10 rufias) que passa pela nova ponte que liga à ilha de Malé. Do ponto final, caminhei meio km até o terminal de balsas de Villingili, onde comprei meu bilhete pra Rasdhoo (53 rufias). De lá, caminhei mais meio km até a hospedagem Nap Corner. Paguei 28 dólares para dormir numa cápsula tecnológica futurista! Como estava me sentindo meio enjoado, não saí mais. Dia 15 Às 9h encontrei meu amigo Vinícius no terminal de balsas. Junto com outros poucos gringos, pegamos a barulhenta até Rasdhoo. Como leva 3 horas e ela foi quase vazia (assim como as seguintes), tiramos um cochilo no caminho até o atol. Fomos recebidos por um representante do Ras Village, hotel onde ficamos. Logo saímos para almoçar no Coffee Ole. Pedimos miojo de frango (fried chicken noodles), o prato mais em conta (55 rufias). À tarde, mergulhamos na praia ao sul da ilhota, destinada aos turistas. Só ali é permitido usar roupa de praia, já que Maldivas é um país islâmico e Rasdhoo é habitada. Com a maré baixa, tivemos certa dificuldade em atravessar o recife interno muito raso, até chegar ao externo, onde a beleza se fez presente. Não tanto pelos corais, pois eles estavam um tanto descoloridos, mas os peixes que os cercavam eram abundantes. Além de grandes cardumes, vimos alguns tubarões-de-ponta-negra-do-recife, uma arraia-chita, uma lula, dois peixes-leão e mais uns extras. Deixamos a água quase 3 horas depois, quando o sol já se punha. Uma pena que, saindo do lado oposto, descobrimos um depósito de lixo que termina no mar, bem desagradável. Vimos o belo pôr do sol no Oceano Índico. Depois, caímos na água novamente pra um mergulho noturno, coisa que nunca havia feito antes. Com lanternas à prova d'água, mergulhamos na escuridão completa. Dá um certo medo, pois é nessa hora que os tubarões saem pra caçar - e nós vimos vários deles! Para completar, também avistamos uma tartaruga e uma sépia, que evadiu com um poderoso jato de tinta. Os lírios do mar também ficam mais bonitos à noite, pois se abrem totalmente para captar os nutrientes. Uma das vantagens de se mergulhar à noite é que, letárgicos pelo sono ou ofuscados pela lanterna, os peixes te deixam chegar bem mais próximo que durante o dia. Curti a experiência. Finalmente, jantamos no mesmo lugar, que tocava umas músicas de reggaeton animadas. Mas nada de álcool, já que fora das ilhas privadas dos resorts é proibido. Dia 16 Após café da manhã razoável, meu amigo foi fazer um passeio de 30 dólares para um banco de areia próximo, enquanto eu fui nadar até o recife Giri, mais afastado do que do dia anterior. O caminho até lá são 300 metros de profundidade inalcançável. De novo, vi os tubarões-de-ponta-branca-do-recife. Também avistei um cardume de peixes-anjo. Almoçamos em outro restaurante, o Lemon Drop. O cardápio é parecido com o anterior, sendo alguns itens mais caros e outros mais baratos. Aqui não tem som, mas há um terraço pra compensar. À tarde, praticamos mais snorkeling ao redor do lado sudoeste de Rasdhoo. Uma arraia diferente, alguns tubarões, cardumes e um peixe-leão no raso foi o que vimos. De vez em quando se misturavam correntes extremamente quentes com as um pouco frias, gerando turbulência na visibilidade. Após, assistimos o pôr do sol, com peixes saltando e morcegos sobrevoando a área. Depois da janta, meu mal estar provavelmente adquirido na Índia revelou-se uma diarreia. Duas semanas de comidas típicas super condimentadas e pouco higiênicas não tiveram um bom resultado. Ainda bem que não durou mais de um dia, talvez devido às leveduras (Floratil) que tomei. Dia 17 Na manhã seguinte, tomamos a balsa de uma hora de duração para a ilha de Ukulhas (22 rufias). Ukulhas é mais limpa e sua praia tem uma areia tão branca que ofusca a vista e o mar tão claro que a visibilidade atinge dezenas de metros! Logo ao cairmos na água, percebemos o quanto esse lugar é especial. O recife externo, junto com o da ilha seguinte, é o melhor que presenciei nessa viagem. Cardumes variados, corais em melhor estado, tubarões, arraia e 3 tartarugas dóceis, das espécies de pente e verde. Nem se preocuparam conosco enquanto comiam as algas dos recifes. Mas como já estava com o sol a pino, fomos nos abrigar. Almoçamos na hospedagem em que dormiríamos, a Olhumati View Inn (55 dólares), com a suíte mais bacana. Para comer, escolhi um espaguete com peixe em estilo das Maldivas (6 dólares) e um suco natural de maracujá (2 dólares). Tirei umas fotos da praia enquanto o Vinícius dormia. Às 3h, mergulhamos uma vez mais, pelo resto da extensão do recife externo da ilha. Os corais na direção noroeste estão em melhor estado. Cansamos de ver tartarugas por lá. Trinta-réis pescavam os infinitos peixinhos que abundam. De espécies novas, vimos uma ou outra. Pena que o lado menos frequentado por turistas tenha sua parcela de lixo. Depois do pôr do sol, partimos pro terceiro snorkeling do dia, ou melhor, já era noite. Só que dessa vez foi curto, pois minha lanterna entrou em colapso, então ficamos usando só a do meu amigo. O mais interessante que vimos foram diversos tipos de plâncton. Quando desligamos as luzes, descobrimos que eram aqueles tais bioluminescentes, que brilhavam ao nosso toque! Um tempo depois, fomos jantar no SeaLaVie, restaurante um pouco menos em conta, mas com um som legal. Pagamos 8 dólares cada num prato razoável. Dia 18 Após o café de panquecas e suco, seguimos ao último mergulho nessa ilha. Na tentativa de vermos as gigantescas arraias-jamanta, voltamos ao ponto da manhã anterior. Não conseguimos, mas em compensação, vimos o dócil tubarão-enfermeiro-fulvo tirando um cochilo sob um recife. Escolhi um prato da comida típica “kotthu roshi” (6 dólares) de almoço, feito com pedaços de chapati. Em seguida, por 22 rufias, subimos na balsa até Rasdhoo e até Thoddoo, a ilha final. Essa é caracterizada por produzir a maior parte dos vegetais do país, principalmente mamão. Só a faixa central é ocupada pela área urbana. Fomos caminhando à praia do pôr do sol, para em meio a muitos turistas russos, observar o fenômeno. No caminho vimos as plantações e alguns dos animais nativos, como os morcegos gigantes, os lagartinhos coloridos e as aves terrestres. Há uma mesquita no centro que fica bonita iluminada à noite. Jantamos próximo a ela, no Maracuya. Mas não recomendo, pois os preços não são os melhores, não há música, a iluminação é fraca e eles ainda tentaram nos passar a perna na hora de pagar a conta. Antes de voltarmos ao hotel, demos uma volta para tirar fotos. Dormimos no Amazing View Guesthouse, um nível abaixo dos outros. Mas ao menos também conta com wi-fi e ar condicionado. Dia 19 Tomamos o café da manhã e saímos a mergulhar na praia do nascer do sol. Em Thoddoo o recife externo é mais distante, então é preciso nadar um pouco mais para atingi-lo. Mas vale a pena, pois os corais aqui são os melhores que vimos nas Maldivas. Começando por um pequeno nudibrânquio, atravessamos cardumes enormes de peixes-papagaio, um polvo, um grupo de arraias-chita, além do que já havíamos visto antes. Não tivemos sorte em encontrar um lugar aberto pra almoçar. Depois de uma bela pernada, é que sacamos que era sexta-feira, o dia sagrado do islã, então os restaurantes só abririam depois das 13:30h. Ficamos pelo Coffee Moon, onde nos deixaram assistindo TV trancados no restaurante, enquanto os atendentes iam rezar. Na hora marcada, pedimos o rango, aqui mais barato. Cinquenta mangos por um pratão de miojo com frango e a partir de 20 pelo suco natural. Só que não tenha pressa, porque aqui o negócio é meio devagar. À tarde, largamos do mesmo ponto inicial, mas seguimos mergulhando no sentido inverso. Só que não foi proveitoso, pois já fomos um tanto tarde e um temporal estragou o mar. Para compensar, vimos o melhor pôr do sol. Surgindo entre as nuvens, o círculo desceu até ser absorvido pelo mar. Jantamos no restaurante e café Seli Poeli, bem próximo da hospedagem. Com luzinhas de natal, toca um som legal, mas os preços não são tão bons - apesar de não cobrarem os impostos que chegam a 16% (e você só sabe se são cobrados na hora que vai pagar a conta). Dia 20 Ficamos boiando na linda praia pela manhã. Para o almoço, escolhemos outro restaurante, o Mint Garden. O ambiente é agradável e os preços também, mas (sempre tem um mas) os peixes que pedimos levaram mais de uma hora para ficarem prontos! À tarde, fizemos o último mergulho. Contando os que fiz nas Ilhas Andamã, totalizei 16 mergulhos! Dessa vez, fomos ao lado oeste de Thoddoo. Tivemos que nadar por quase meia hora para chegar ao fim do recife externo. Nesse caminho, vimos coisas novas, como camarões, outras espécies de arraias, além de espécies incomuns, como moreias marrons e poliquetas. Foi bem proveitoso, mas teve que se encerrar com o sol se pondo. À noite, voltamos ao Seli Poeli pra rangar. Depois, finalmente encontramos a loja de souvenir Ufaa aberta, já que os horários são meio bizarros nessas ilhas - essa fica disponível só das 20 às 21:30h! Dia 21 Acordamos bem cedo pra pegar a balsa das 6 e meia para Rasdhoo. A hospedagem nos fez a gentileza de adiantar o café da manhã e nos conseguir uma carona até o porto. Tivemos que aguardar umas horas até a seguinte de volta a Malé. Ficamos no café e restaurante Palm Shadow. Ao chegar à capital, almoçamos na praça de alimentação que fica bem em frente ao terminal de balsas. Em seguida, pegamos um ônibus até o aeroporto (10 rufias) e outro até Hulhumalé (20 rufias). Para pegar um ônibus direto custaria 20 pelo cartão não retornável + 20 pelo transporte (e não poderia levar bagagem). Hulhumalé é uma ilha mais nova onde mora a população de Malé - há inúmeros blocos de condomínio padrão. Demos uma volta por lá, incluindo o parque central, mas não vimos nada de tão interessante para turistas. Antes de ir para o hotel, tomamos um suco no Juice Corner (a partir de 20 rufias) e uns salgados. Nos hospedamos no Loona Hotel, em frente à praia urbana. Pagamos 50 dólares por um quarto com café e ficamos vendo TV. Tomamos o pequeno-almoço na correria e dividimos um táxi (100 rufias) com um indiano até o aeroporto. Vinícius trocou suas rufias restantes na mesma cotação da compra (15 por dólar). Voamos com a IndiGo até Bangalore, onde tivemos que aguardar mais umas tantas horas para o voo consequente de AirAsia a Jaipur. De volta à burrocracia indiana. Mesmo com o visto dentro do prazo de validade, vou precisar pedir um novo pra minha terceira entrada na Índia, ainda que seja pra ficar menos de 1 dia e não sair do aeroporto. Outra coisa, em Bangalore (e possivelmente nos demais aeroportos) não é possível sair depois que entrar nele, mesmo sendo no saguão do check-in. Meia hora, muita desinformação e uma permissão especial depois, conseguimos nos ver livres; caso contrário, passaríamos fome, já que havia onde almoçar lá dentro… Depois desse rolo, almoçamos na praça que fica bem na saída da área coberta do aeroporto. Escolhemos o Wok Shop Para a refeição principal e o Frozen Bottle para a sobremesa (249 rúpias por meio litro de milk shake). Depois de certa turbulência, descemos em Jaipur já com a noite surgindo. Seguimos diretamente ao albergue Jaipur Jantar Hostel de Uber por 190 rúpias, devido ao trânsito. No Uber daqui há opção até de moto ou tuk-tuk. No caminho, vi o quarto acidente de moto na Índia em 10 dias. O albergue é bacana, num prédio de arquitetura interessante. Largamos a mochila no guarda-volume do dormitório com triliches e fomos diretamente ao restaurante da hospedagem comer um prato variado de “thali”. Dia 22 Por 250 contos comemos e bebemos à vontade no café da manhã; valeu a pena. Depois, seguimos de Uber (190 rúpias) ao Forte de Amber, nas colinas áridas ao norte da cidade. A entrada individual para estrangeiro adulto é de 500 rúpias, mas escolhemos o ingresso combinado de 1000 para incluir outras atrações. É um baita complexo palaciano, cercado de muralhas longínquas que mais parecem as da China. No interior, pátios, mirantes e cômodos. Altamente turístico. Ao retornar de tuk-tuk, seguimos ao Museu Albert Hall. É um prédio de 2 andares em estilo indo-sarraceno, com arte indiana nas mais variadas formas, como estátuas, pinturas, moedas e armas. Almoçamos num lugar meio caído, o restaurante Ganesh, já dentro dos portões da rosada cidade velha. Pedi um “paneer butter masala” (190 rúpias) e um “onion naan” (95 rúpias). Continuando, caminhamos no sol infernal até o palácio Hawa Mahal. Famoso por sua fachada, também é permitida a visita em seu edifício de 5 andares. Em sequência, Jantar Mantar. Patrimônio da UNESCO, é uma série de instrumentos astronômicos antigos e grandes, incluindo o maior relógio de sol do mundo. Às 18h, na avenida do portão Tripoli, começou o desfile do Festival Gangaur, que tivemos sorte em presenciar com vista panorâmica da laje de uma loja. O desfile religioso foi composto por pessoas fantasiadas tocando instrumentos e dançando, bem como animais, incluindo um elefante. No caminho de volta, tomei na rua o caldo de cana mais barato do universo (10 rúpias, ou seja, 55 centavos de real!). À noite, jantei e fiquei conhecendo gente no albergue. Dia 23 Nos levantamos tranquilamente para pegar o trem das 11h. Compramos os bilhetes (75 rúpias cada) alguns minutos antes na confusa estação, e nos empurramos pra dentro do vagão do Ranthambore Express na hora em que ele chegou. Cerca de duas horas depois, descemos em Sawai Madhopur. Pegamos um tuk-tuk (150 rúpias) até a C. L. Saini Guesthouse, mas acabamos sendo despachados pra outra hospedagem, a Paridhi Niwas. Neste lugar, ficamos num quarto sem ar condicionado e com internet intermitente. Almoçamos lá mesmo, o melhor “thali” da viagem, por 250 rúpias. Depois, fomos conhecer o Forte de Ranthambore, que fica dentro do Parque Nacional Ranthambore, onde faríamos safáris no dia posterior. Pelo transporte até o forte, com a espera, tivemos que desembolsar mil rúpias. Só havia indianos lá, além de muitos macacos do tipo langur. Passamos mais tempo os fotografando do que as ruínas do forte em si, que em conjunto com os demais do estado de Rajastão, formam um Patrimônio da Humanidade. À noite fomos dormir cedo, pois teríamos que estar de pé às 5h da madruga! Dia 24 Apesar da reserva paga pela na internet (~1800 rúpias) afirmar a necessidade de se obter o bilhete no escritório do parque na noite anterior, ele fica fechado, então às 5 e meia já estávamos lá, os únicos estrangeiros entre várias dezenas de guias e motoristas, pois os turistas pagam pros hotéis fazerem essa função. Com mais 4 belgas de meia idade, fomos de jipe até a zona 10 do parque, bem distante. O caminho até lá exige uma máscara contra poeira. O ambiente é semidecidual, com morros e matas baixas, bastante seco nessa época. Vimos diversos langures, veados-sambar, veados-manchados, antílopes-azuis e aves, como pavões (nativos da Índia), no trajeto irregular. Estávamos chegando ao fim do safári de 3 horas e meia, quando atingimos o objetivo máximo, um tigre! Mais precisamente uma tigresa de 2 anos, estava deitada pegando um solzinho ardente. No máximo ela deu umas lambidas e fez umas caretas, mas mesmo assim foi muito legal ver. Almoçamos no próprio hotel mais um gostoso “thali”. A única coisa que não conseguimos comer/beber é a amarga coalhada. À tarde, mais um safári, das 3 às 6 e meia, desta vez na zona 4, mas em um veículo de 20 lugares. Essa zona possui paisagens mais belas que a outra. Quanto aos animais, vimos tanto quanto antes e até mais: chacais, outras aves, crocodilos. E no finzinho já com o sol se pondo, outra tigresa! Jantamos em nosso hotel. Depois, ficamos assistindo vídeo-clipes na MTV indiana até dormir. Dia 25 Café da manhã meio esquisito. Depois, seguimos à estação de trem. Para variar, só conseguimos comprar pra segunda classe (a pior), por 100 rúpias para um trecho de 4 horas e meia até Agra Fort. Como os compartimentos dessa classe estavam entupidos, seguimos caminhando em direção aos vagões posteriores, que são melhores. Passamos por vários com camas e ar condicionado, todas lotadas, até que chegamos à classe superior dos assentos, também sem uma vaga sequer. Como resultado, só nos restou ficar no limbo, no espaço apertado e fedido do banheiro entre vagões, numa mistura de ar quente de fora e frio de dentro. No fim, apareceu um fiscal querendo nos cobrar a diferença dos bilhetes, como se estivéssemos na classe 3AC, que custava 815 rúpias a mais cada! O cara não falava muito inglês, então foi bem difícil argumentar com ele. O melhor que conseguimos foi pagar metade desse valor cada, já que não estávamos em assentos adequados… Ao chegar em Agra, combinamos com um tuk-tuk para nos transportar até a hospedagem e de lá até o forte, depois ver o pôr do Taj Mahal e retornar, por 700 rúpias. O Forte de Agra, patrimônio UNESCO do século 16, ocupa uma área grande, só que há poucas construções no interior, pois os britânicos as destruíram. Mesmo assim, os detalhes e o tamanho da obra de arenito vermelho são impressionantes. Entrada de 600 rúpias. Alguns sikh pediram pra tirar foto, então aproveitei para aprender um pouco sobre essa religião. Para o pôr do sol, ficamos num jardim bem atrás do Taj Mahal, mas do outro lado do rio que corta a cidade. Há que se pagar 300 rúpias para essa vista, mas se você gosta de amoras e vier nessa época, dá pra recuperar a grana catando as infinitas frutas que estão nos pés do jardim. Jantamos no Bob Marley Café. É tão autêntico que, além da decoração e das músicas, a bebida deles vem aditivada com aquele ingrediente que vocês devem estar pensando. O Special Bob Marley Lassi ("lassi" é um tipo de iogurte indiano) custou 180 rúpias. Umas duas horas depois, começamos a sentir os efeitos da bebida. Foi uma comédia só. Dormimos no Yoga Guesthouse, só no ventilador e cercado de mosquitos, por 350 rúpias cada. O ambiente não é tão limpo, mas a pessoa que cuida não poderia ser mais solícita, visto que até levou os tênis do meu amigo para costurar sem cobrar. Dia 26 Taj Mahal pela manhã. Quanto mais cedo melhor, mas não fomos tanto. Pra chegar lá, só caminhando ou de riquixá. A entrada pra estrangeiros é abusiva: 1300 rúpias. Dentro, plantas, águas, mesquita, muita gente e o imponente mausoléu de mármore com a tumba da mulher preferida que foi presenteada pelo rei mugal. Na saída, compramos um souvenir, tomamos o café da manhã e corremos pro ônibus refrigerado da Ashok Travels, que nos levaria a Délhi por 400 rúpias cada. Três horas depois, desembarcamos na estação de metrô Akshardham, onde fica o maior templo hindu do país. Almoçamos umas misturas boas num restaurante da estação, seguindo então para a do albergue [email protected], por 30 rúpias. Deixamos as coisas lá, e como já era tarde e as atrações estavam fechadas, fomos às compras. Primeiro descemos no shopping Moments Mall, entrando no hipermercado More Mega Store. Lá eu pude comprar barras de proteína pro trekking no Nepal e o meu amigo alimentos típicos indianos (como a "chana") pra levar pro Brasil. Em seguida, o shopping Pacific Mall, para acessar a Decathlon (onde comprei meu calçado pra trilha) e jantar na praça de alimentação. Ao retornar pra dormir no quarto coletivo refrigerado de 635 rúpias cada, tive a maior ré da viagem. Meu voo para o Nepal com a porcaria da Jet Airways havia sido cancelado há alguns dias (falência da companhia) e eu nem tinha sido notificado! Para piorar, todos os voos de outras cias para os dias seguintes estavam absurdamente caros e não havia vaga nos ônibus que levam mais de um dia pra chegar! Acabei tendo que pagar uma fortuna no voo da IndiGo, caso contrário meu trekking no Everest ficaria comprometido... Dia 27 Havia levado minhas roupas na noite anterior pra lavanderia, ao custo de 30 rúpias por peça. Quase que fiquei sem elas, pois ficaram prontas no momento em que eu estava saindo, ainda que a lavagem tenha sido bem mal-feita. Para ir ao aeroporto eu fui de metrô, na linha expressa que custa 50. Na hora do check-in, conheci dois brasileiros (Lucas e Amanda) que fariam o mesmo trajeto que eu no Everest. Ao chegar em Catmandu, preenchi o formulário eletrônico, paguei o visto para um mês (40 dólares), passei a imigração e fiz o câmbio na cotação de 1 dólar pra 107 rúpias nepalesas. Estava chovendo ao deixar o terminal, mas isso não impediu que eu viesse caminhando até o hotel Sunaulo Inn, onde fiquei num quarto meia-boca por 1200 rúpias (doravante nepalesas). Jantei no próprio lugar, escolhendo um "biryani" de ovo por 280 rúpias. Apesar de ser mais barato que a Índia, cobraram sobre esse valor 23% de taxas! Depois das últimas pesquisas na internet, arrumei o mochilão pro dia seguinte e fui dormir cedo. Dia 28 Fui empolgado ao aeroporto, só pra descobrir que meu voo não sairia tão cedo. Cheguei às 9h e esperei… esperei… esperei, até que às 17h finalmente os voos para Lukla foram cancelados pelo tempo adverso e por um acidente fatal no dia anterior! Um dia inteiro perdido coçando o saco no saguão… Ao menos no final do dia consegui conhecer o complexo do templo hinduísta de Pashupatinath (mil rúpias). A arquitetura é interessante, com várias estupas e teto dourado. Ao longo de um rio, aqui ocorrem rituais de cremação como em Varanasi, na Índia. Tive sorte de presenciar uma dessas cremações, que começam com a cobertura do defunto com flores e o som de uma banda ao vivo. Em seguida, cobre-se de madeira e material inflamável e acende-se uma fogueira, que transforma o corpo em cinzas, que vão parar no rio. Meio macabro. Jantei um "chowmein" de frango, que é um macarrão chinês (250 rúpias), e repousei no mesmo hotel sujinho da noite anterior. Dia 29 Achei que não iria de novo, mas depois de 3 horas de tráfego aéreo (pra desafogar os atrasos dos dias anteriores), nos enviaram pro aviãozinho que recém havia pousado. E pensar que eu quase troquei por um caro helicóptero, como alguns dos turistas fizeram. Logo estávamos no ar, chacoalhando entre montanhas e terraços agrícolas. Pousamos uns 45 minutos depois, na pista minúscula e assustadora do aeroporto de Lukla. Dali já se vê um monte nevado. Comecei a caminhada às 13:40h pela cidade de Lukla a 2900 metros de altitude, onde se pode obter o que lhe faltou, como o dinheiro, que consegui sacar (ao contrário do aeroporto de Katmandu). Paguei as 2 mil rúpias pra entrar no parque rural de Khumbu, primeira etapa da trilha para o acampamento base do Everest. No começo, há muitos vilarejos, muitos turistas e carregadores (sherpas). E descidas, ao contrário do que se imagina. Essa região segue o budismo tibetano, então há muitos monumentos, como estupas, rochas com mantras e rodas "mani", além de alguns monastérios. Parei após duas horas, na metade do caminho que faria no dia, para pegar água duma bica e descansar por uns 10 minutos. Depois, foi só subida e descida. Suei um bocado. Algumas pontes pênseis cruzam um rio glacial turquesa lindo. Uma dessas, fica em Phakding, vilarejo badalado onde repousaram os demais trilheiros que largaram comigo. Eu prossegui até Monjo, onde cheguei no final da tarde, 4 horas depois do começo, e um tanto cansado. Fiquei com um quarto com banheiro, chuveiro quente e wi-fi por 500 rúpias, no Monjo Guesthouse. Estava vazio, então só encontrei um senhor francês pra conversar, enquanto esperava a janta vegetariana de "dal bhat", o prato mais típico nepalês, que consiste em arroz, lentilha, curry de vegetais aleatórios e um pedaço de algo salgado. É muito bem-servido, pois se pode repetir (500 rúpias). Após, continuei na sala comum com calefação, ouvindo músicas nepalesas e tomando "raksi", uma bebida alcoólica caseira de arroz e maçã, que o pessoal da pousada me ofereceu. Dia 30 Dormi relativamente bem. Comi uma barra de proteína e parti. Logo fica a entrada do Parque Nacional Sagarmatha. Mais 3 mil rúpias de pagamento. Depois de uma breve descida em Jorsalle, cercada por florestas de coníferas e cachoeiras, começa uma subida violenta até Namche Bazaar. Não há nenhum vilarejo no caminho. Quase 3 horas mais tarde, cheguei cansado da ascensão de 600 metros. Ao menos o tempo até então estava bom, tanto que eu ainda usava roupa de corrida - exceto pelo calçado. Namche Bazaar é a última cidade da trilha. No seu semicírculo de construções cravadas na montanha, há uma infinidade de hospedagens, restaurantes e lojas, onde se encontra de tudo para compra, a um certo preço. Entrei em 3 pousadas até encontrar uma que não estivesse cheia ou que cobrasse até para respirar. Fiquei na Pumori Guesthouse, por 500 rúpias, com banheiro compartilhado, recarga de aparelhos gratuita, bem como a internet. Só o banho é cobrado, mas nesse dia tomei na pia mesmo. Almocei ali uma pizza broto de cogumelo (550 dinheiros) e saí pra reconhecer a área. Só foi eu botar o pé pra fora que começou a chover e não parou mais. Rolou um fenômeno climático incomum também, uma precipitação monstruosa de granizo com neve! Enquanto isso, passei um tempo no bar The Hungry Yak, onde são transmitidos documentários sobre a montanha. Assisti a impressionante primeira ascensão do Everest, no filme "The Wildest Dream". Enquanto isso, tomei uma Nepal Ice, cerveja forte nepalesa, mas que chega aqui num preço salgado: 600 rúpias pelo latão de meio litro. Em seguida, passei por quase todas ruas, pelo Monastério Gomba, e, já escuro, voltei pra hospedagem para jantar. Ao comer meu bife de iaque (750 com acompanhamentos), gostoso mas meio fibroso, conheci um russo que quase chegou ao final da trilha com duas crianças de 8 e 6 anos! Fui dormir sob temperatura negativa, o que se repetiria até o retorno a Namche. Dia 31 Comi um omelete com pão tibetano (sem graça) e parti pra rua, para aproveitar o lindo dia ensolarado que fazia. Para ajudar na aclimatação, subi a íngreme rota que leva ao mirante do Monte Everest, mais de 400 metros acima de Namche. Lá em cima, coincidentemente, encontrei um grupo de trilheiros de Floripa, que estavam sendo guiados por nada menos que Waldemar Niclevicz, o maior montanhista brasileiro! Fiquei um tempo apreciando a vista do vale de Khumbu, por onde eu vim e para onde irei. Também estavam visíveis alguns dos picos mais elevados, como Ama Dablam e Lhotse. Infelizmente o Everest estava coberto por nuvens constantes. A temperatura não estava tão baixa, mas o vento estava de matar, então tive que descer. Visitei o Sherpa Cultural Museum & Mount Everest Documentation Center (250 rúpias). Há um modelo de residência Sherpa com seus utensílios típicos. Também há uma galeria com fotos, equipamentos e jornais a respeito das expedições ao Everest e sobre o povo das montanhas. Almocei lá mesmo um "dal bhat" (600 rúpias). A seguir, conheci o gratuito centro de visitantes do Parque Nacional Sagarmatha, onde fica essa trilha que estou seguindo. No centro há diversas informações a respeito do meio ambiente do parque. No final da tarde, fui em outro bar (Everest Burger & Steakhouse) para assistir outro filme, dessa vez "Everest". Também aproveitei pra provar outro prato típico, o "thukpa", que é uma sopa de macarrão com vegetais (450 rúpias). Jantei "momos" (bolinhos de massa fritos ou cozidos com recheio de vegetais ou carne em formato de meia-lua) em minha acomodação, agora cheia de chineses. Tomei um banho quente (400 rúpias), carreguei meus eletrônicos e fui dormir. Dia 32 Noite boa de sono, sinal da aclimatação funcionando. Café da manhã pago básico. Me livrei de 1 kg de roupa que não usaria adiante, deixando na hospedagem para pegar na volta. Às 9 e meia, comecei a leve subida e o contorno plano do vale de Khumbu, com vista pro Everest, Lhotse e picos vizinhos. Até aí tudo bem, mas quando o caminho desceu num bosque até a altura do rio no povoado de Phunki Thanga, começou uma subida chata de 550 metros em 2,4 km até Tengboche, onde pernoitei. Do final da subida, dá para ver uma morena, que são os detritos deixados por uma geleira que retrocedeu pelo aquecimento global. Já no topo, fica o pequeno povoado, centrado em um monastério interessante, que visitei. Lá reencontrei o grupo de Floripa, e troquei umas ideias com o Waldemar Niclevicz, um cara bem simpático e inspirador. Passei por 3 hospedagens até achar uma boa opção, pois a mais popular estava lotada, a que conta com uma padaria queria cobrar 1000 rúpias, mas a "teahouse" Tashi Delek cobrou 500 e até que era bacana. Para a internet, eu comprei um tal de Everest Link (2500 rúpias), que lhe dá direito a 10 GB em todas as hospedagens do caminho - e daqui pra frente o sinal do celular não pega. Dei um rolê pra passar o dia durante uma leve nevasca, e no final da tarde quando iria jantar em minha acomodação, encontrei um trio de brasileiros (Danniel, Samir e Felipe) descendo a montanha. Passei o resto do dia conversando com eles. Dia 33 Tomei o café junto, e logo nos despedimos, seguindo para lados diferentes. Às 9 e meia, desci um pouco dos 3860 metros até os povoados seguintes, ao redor do rio glacial Imja Khola. Fazia um baita frio, e às vezes o vento castigava. Botei um pano na cara para resolver essa questão. Ao passar Pangboche, que possui o monastério mais antigo da região, comi uma barra de proteína e recarreguei de água em Shomare, o vilarejo onde a maioria dos grupos almoçava. Com a diminuição de oxigênio disponível, meu ritmo de caminhada também decaiu. Outra coisa que decaiu foram as árvores. Ao passar dos 4 mil metros de altitude, só restaram arbustos. Passei por alguns campos só com plantas herbáceas e arbustivas até a bifurcação Pheriche-Dingboche, bem em frente aos restos de rochas brancas de uma geleira não mais visível. Após um esforço final de subida, cheguei 3 horas e 45 minutos depois na entrada de Dingboche, a mais de 4300 metros de elevação. Esse povoado é maior do que eu esperava. Novamente, minha hospedagem pretendida estava lotada, então acabei ficando com a Tashi Delek. Só que ao contrário desse hotel no vilarejo anterior, aqui não havia nem vaso sanitário… Paguei 500 mangos num quartinho duplo. Ainda bem que era duplo, pois precisei dos dois colchões, cobertores e travesseiros. Escolhi um restaurante aleatório para almoçar, e acabei me dando bem, pois os preços do Himalayan Culture Home Lodge, também hotel, são comparáveis com os de Namche Bazaar, um quilômetro abaixo em altitude. Tomei um chá de limão com gengibre e comi "momos" vegetarianos por 580 no total. Posteriormente, caminhei por Dingboche, só pra ver os campos marrons de plantação serem adubados com fezes. Tomei um banho quente no Tashi Delek (500 rúpias) e fiquei relaxando, já que a rua estava fria, com um neblina que impedia a visão de qualquer montanha, além do cheiro da bosta usada na calefação dos interiores já estar forte. Ao sol se pôr, jantei em meu hotel o clássico "dal bhat". Por fim fiquei debaixo das cobertas lendo um pouco em meu Kindle. Dia 34 Depois do café da manhã de pão, ovo e chá, usei meu dia de folga/aclimatação para subir o primeiro pico da viagem, o mais alto da minha vida. Sobre Dingboche, reina o árido Nangkartshang, com 5083 metros. Saí às 9 e meia como usual. O tempo estava bom, com algumas nuvens, mas não se via o cume por causa de uma névoa. A parte inicial é uma estupa, seguida de um mirante, numa altitude ainda não tão elevada. Depois, a inclinação fica severa. Entre rochas, poucas plantas miúdas, musgos e líquens. O vento aumentou a força, mas não incomodou tanto porque batia nas costas protegidas. Mais além, a fadiga muscular começou a bater, mas não pior que a respiração, já que o oxigênio estava bastante escasso. Conforme o gelo surgia no caminho, eu ia quase cambaleando para chegar logo ao topo. Duas horas e 15 depois, finalmente conquistei o cume! Só que meio atordoado pela falta de ar, acabei atirando minha GoPro ladeira abaixo! Ela bateu numa pedra e foi parar num banco de gelo em outro nível. E agora, perder todo registro da viagem ou arriscar minha vida? Ponderei o risco, e desci em direção à câmera, conseguindo recuperá-la. Ufa! Fiquei um tempo em cima tirando fotos, mas a névoa não deu muita trégua, então desci, faminto e sedento. Parei no Café 4410, que permite a recarga gratuita de aparelhos eletrônicos. Pedi um hambúrguer vegetariano, fritas e milk shake por 1200 rúpias. Enquanto aguardava a recarga, reencontrei um grupo de colombianos que havia conhecido no cume. Passei o resto da tarde conversando com eles; foram tão gentis que até me pagaram um lanche. Quem diria que eu comeria torta de maçã num vilarejo remoto desses! À noite, jantei "thukpa" (450 rúpias) no hotel, e relaxei. Dia 35 Café da manhã repetido. Parti para Lobuche. O início é um vale desolado e ventoso, cercado pela montanha que escalei e por outra nevada. Quando chegara o momento de cruzar o Rio Lobuche e começar uma inclinação foda, parei pra um lanche. Acontece que quando fui trocar o cartão de memória da GoPro, que estava cheio, ele se partiu no meio! Perdi a maioria dos vídeos e fotos que havia feito com ela, pois não havia feito backup. Parece que o que ocorreu na montanha no dia anterior foi uma premonição. Que lástima! Meio abatido, subi o caminho pedregoso com o fôlego no limite. Em cima, fica o memorial para os alpinistas mortos no Everest. Há dezenas de monumentos. Logo depois, já é possível ver um campo coberto de gelo. Mais além, fica o pequeno vilarejo de Lobuche. Aqui o preço mínimo é 700 rúpias. Consegui um quarto duplo e banheiro com privada, mas nada de pia (nessa altitude já não há encanamento), no Above the Clouds Lodge. Começou a nevar bastante, então parei na padaria mais alta do mundo para fazer outro lanche (doce+chá=550 rúpias). Em seguida, fui ao ar livre fotografar o cenário lindo que se formou com a neve acumulada. Até passarinhos estavam por lá. Com o tempo, a neve cessou e a névoa dissipou. Com isso, subi um morro para ter uma vista ainda melhor do vilarejo e do Glaciar de Khumbu, do outro lado. Com o fim do dia, o tempo piorou novamente, então voltei pra hospedagem, onde fiquei esperando um tempão pelo jantar, "dal bhat" (800 rúpias). O bom é que o refil tava incluído, então fiquei satisfeito. Banho de lenço umedecido e cama. Dia 36 Levantei mais cedo e tomei o café da manhã (omelete e chá - 750). Em seguida, subi até Gorak Shep, o assentamento mais elevado do mundo (5100 metros). O caminho estava com bastante trânsito e não foi tão fácil quanto pensei, pois há subidas e descidas sobre rochas. Quase na chegada, se vê o Glaciar de Khumbu, o pico Kala Patthar e o acampamento base do Everest. Em Gorak Shep, tive ainda mais dificuldade em achar um lugar pra ficar. Precisei dividir um quarto no Snow Land Highest Inn (500 rúpias pra cada). Deixei minhas coisas e parti pro acampamento base. O caminho é rochoso e passa ao lado da geleira. Entre as atrações, vi um casal da ave terrestre chamada de galo da neve tibetano, além de uma avalanche na montanha do lado oposto da geleira. Parecia um trovão o estrondo. Peguei ainda um tráfego de iaques carregadores. Ao chegar, há um marco com bandeiras onde todo mundo comemora. Mais uma etapa concluída com sucesso. Desci até a parte interior, lotada de barracas, onde os alpinistas ficam até um mês se aclimatando. Pisei no gelo e retornei, já que o tempo começava a piorar. Bati um rango violento quando voltei. O "dal bhat" da hospedagem veio com repetição, então fiquei cheio até a hora de dormir, a ponto de me deixar meio mal. Enquanto tentava fazer a digestão, um pessoal da Venezuela e Espanha sentou ao meu lado. Comecei a falar com eles; acabamos jogando cartas até a hora de se retirar - sem banho novamente, já que aqui custa mil rúpias! Também tive que recarregar o celular por 400 rúpias pra uma hora... Dia 37 Dormi mais ou menos, mesmo usando o saco de dormir pela primeira vez. Às 7 me levantei com leves sintomas de Mal de Altitude, mas isso não me deteve. Fui escalar o monte Kala Patthar. O começo é sobre terra, bem inclinado, cansa bastante. Depois que se contorna essa parte, percebe-se que o cume na verdade é mais distante e alto do que o que parecia ser visto de Gorak Shep. Continuei lentamente, agora sobre neve e rochas. Uma hora e meia depois, cheguei ao topo do ponto mais alto em minha jornada: 5650 metros! A vista do topo é sensacional. Ali fica o melhor mirante do imponente Monte Everest, bem como do Glaciar de Khumbu e diversas outras montanhas altas da região. Havia umas 10 pessoas essa hora no cume. Desci, almocei "momos" e, um pouco depois, segui o caminho de volta. A parte repetida até a bifurcação em Dughla foi meio monótona. De diferente, apenas um grupo que seguia na direção inversa em bicicletas! Quando atravessei o campo de gelo do acampamento base do Lobuche, não cruzei com mais ninguém. O trecho até Dzonghla é meio arriscado, pois segue à beira do precipício na maior parte do tempo. De vista compensa, pois passa em frente à baita montanha Cholatse e seu lago parcialmente congelado. Também vi uns tantos passarinhos. Quase na chegada, ultrapassei novamente o grupo de Cingapura cujo líder Saravanan foi até o EBC usando calçado minimalista. Na terceira tentativa, fiquei hospedado no Himalayan Lodge. Quinhentas rúpias pelo quarto duplo e banheiro com vaso, mas nada de pia. No mesmo lugar, ficaram os singapurenses e o espanhol Claudi, que eu havia conhecido em Gorak Shep. Jantei uma macarronada e passei o resto do tempo conversando com ambos. Todos foram dormir cedo para a travessia do dia seguinte. Dia 38 Pelas 5 da madruga os demais já estavam tomando café da manhã, enquanto eu pedi meu omelete e chá pras 6 e meia. Na primeira longuíssima subida, já passei um dos grupos. Tanto no dia anterior quanto nesse, alguns conhecidos tiveram que desistir da trilha pelos sintomas do Mal de Altitude. Um deles precisou até mesmo ser levado de helicóptero de volta. Estava com receio que tivesse que fazer essa travessia perigosa sozinho, já que a maioria vai cedo, mas acabei encontrando gente suficiente. Já cansou bastante a primeira elevação, que culminou em uma escalada entre rochas e neve. A paisagem, bem como as seguintes, fez valer a pena o esforço. O passo seguinte foi mais técnico do que cansativo - atravessar uma parede de neve sem proteção alguma contra o abismo que se seguia. Dei graças que Claudi me emprestou cravos para o tênis (crampons) na noite anterior, pois sem eles eu teria chance de despencar nessa etapa ou na seguinte. Passado o trecho sujeito a avalanches a nada menos que 5420 metros de altitude, veio a descida nesse meio escorregadio. Venci, chegando no vale seguinte, uma tundra alpina. Nova subida, seguida de nova descida, mais fáceis dessa vez. Por fim, seguindo o riacho originado numa dessas geleiras, cheguei no pequeno Dragnag, composto apenas de uns 7 alojamentos e nada mais. Desesperado por um banho, usei o próprio riacho para satisfazer meu desejo. Como eu estava aquecido da longa trilha de 6 horas, a temperatura não foi um grande problema. Aproveitei para lavar minhas roupas suadas também. Fiquei hospedado no Khumbi-la Hotel (500 rúpias). Tão básico quanto os demais. Almocei tardiamente "momos" fritos de batata (650 rúpias), botei minha GoPro para carregar (350 rúpias), e passei o resto da tarde entre conversas com os colegas e à toa. Jantei sopa, li um pouco e capotei. Antes, pedi quanto custava 1 mísero rolo de papel higiênico, já que o meu havia acabado: 550 contos! Dessa forma, peguei os guardanapos da sala de jantar pra resolver o problema... Dia 39 Comi e vazei em direção a Gokyo. O caminho é sobre a morena da maior geleira do Himalaia, a Ngozumpa, com 36 km! A caminhada dentro da geleira segue em ziguezague pra cima e pra baixo entre pedaços de rochas soltas, manchas de gelo e laguinhos congelados. Com uma subida final, chega-se a Gokyo. Meu corpo estava tão cansado que levei mais de duas horas para essa travessia, quando deveria levar menos. O povoado de Gokyo é único entre os da rota do trekking, pois fica na beira de um lago semicongelado lindo, cheio de aves e com montanhas nevadas próximas. Deixei minha mochila na Fitzroy Inn. São 500 rúpias, sendo que o banheiro possui vaso e pia, e o quarto é um pouco melhor. Comecei então a ascensão da última montanha da rota, a Gokyo Ri, com 5360 metros. Devido a meu estado precário, fui subindo a passos de tartaruga. Essa montanha é inclinada demais, pois possui 600 metros acima do lago, onde inicia. A paisagem do meio do caminho é sensacional, mas conforme eu subia o tempo ia fechando, pois já era o começo da tarde. De fato, fui o último a subir. Uma hora e 45 minutos depois, usando somente a força de vontade, cheguei ao cume. Lá em cima estavam uma argentina e meu colega Claudi. Descemos e fomos tomar um chá e conversar. Em seguida, jantei "dal bhat" em meu alojamento, com vista para o lago. Não estava me sentindo muito bem do estômago essa hora. Carreguei o celular (300 rúpias), comprei um rolo de papel higiênico (250 rúpias), um pão doce grande (600 rúpias), li um pouco e fui dormir cedo. Dia 40 Acordei com dor de garganta - também, todo esse tempo respirando ar frio e seco pela boca, só poderia acabar assim. Gastei minha última rúpia no check-out, mas pelo menos ganhei uns chocolates de brinde. Esse foi o dia mais longo de caminhada, pois tive que percorrer 24 km até Namche Bazaar. Ainda bem que em sua maioria, o trecho foi de descida. O começo foi passado ao lado dos lagos cênicos de Gokyo. Depois, acompanhando o rio glacial. Passei por alguns vilarejos, descansando, me hidratando e consumindo meus alimentos energéticos a cada cerca de 2 horas, sempre à beira de algum riacho. Encontrei meu colega Claudi nesse caminho, mas ele ficou em Dole, metade do trajeto que eu percorreria. Além desse povoado, as florestas começaram a ressurgir. Junto delas, uma parte lotada de cachoeiras. Já estava cansado, quando em frente a Phortse, uma elevação grande surgiu. Subi a passos lentos. Dali em diante, acelerei o possível no terreno irregular, quase torcendo meu tornozelo algumas vezes. Quase solitário, cheguei à bifurcação em Sanasa, quando entrei na trilha que já havia percorrido no quarto dia. Exausto, com dor nas costas, cheguei em Namche Bazaar às 16 horas, exatamente 8 horas depois de iniciar. Saquei dinheiro e fui pra hospedagem onde havia deixado uma pilha de roupas, a Pumori Guesthouse. Morrendo de fome, devorei uma macarronada (550 rúpias) enquanto carregava meus dispositivos. Por fim, apaguei. Dia 41 Acordei pior do que no dia anterior, dessa vez à dor de garganta, somou-se um resfriado. Não tive escolha; comi um omelete de queijo e tomate (400 rúpias) e vazei. O percurso inicial é de pura descida, mas isso não quer dizer que tenha sido rápido, já que há trânsito e o terreno é irregular. Em sequência, descidas e subidas intermináveis, enquanto atravessava de um lado do rio pro outro nas pontes pênseis. E o corpo reclamando. Mais além, passei pela vila de Phakding. Dali pra frente, foi o maior sofrimento: dor nas costas, nos ombros e nos pés. Eu ia cada vez mais devagar. O trecho final, majoritariamente de subida, foi um martírio, mas 6 horas e meia depois, cheguei ao portal de Lukla. Finalmente, 150 km de trilhas depois do começo, missão cumprida! Comemorei e fui pra alguma hospedagem, no caso a Alpine Lodge (500 rúpias). Tomei um banho (250 rúpias) e me joguei na cama, imprestável. Jantei outra macarronada e fui dormir. Dia 42 Comi uma panqueca com mel de manhã (400 rúpias) e fui cedo pro aeroporto. Precisei chegar lá às 7 e meia, mas não embarquei antes das 11… Me livrei dum dos aeroportos mais perigosos do mundo, descendo em Catmandu. Por 900 rúpias, tomei um táxi até o lar Laughing Buddha Home & Villa (5 dólares cada noite). No caminho pude constatar que o trânsito de Catmandu é do nível das cidades grandes indianas. E bem empoeirada. Desci pra conhecer as atrações recomendadas pela anfitriã, a começar pelo almoço na Army Canteen, lugar onde o exército vem rangar. Como o menu é em nepali, precisei apontar para o que havia na bancada: escolhi feijão, batata e cebola. Na hora de pagar a conta, fiquei de queixo caído… 50 rúpias (R$1,75)! O almoço mais barato da minha vida! Para a sobremesa, fui na padaria Best Choice. Realmente a melhor escolha, pois comi deliciosos doces a partir de 25 rúpias! Até levei uns pro café da manhã. Em seguida, entrei no museu de história natural (100 rúpias). É basicamente o depósito da seção biológica de uma universidade, contando centenas de animais empalhados, insetos, plantas e outros seres viventes no Nepal, com breves descrições. Prosseguindo, o templo do macaco (Swayambhunath). É um templo budista tibetano com algumas estupas, relíquias e muitos macacos sagrados. Entrei pela escadaria de acesso gratuito que os turistas desconhecem. Lá em cima há vendas de souvenires, mirante pra cidade toda e, na mata ao redor, bastante vida. Ao descer, mesmo sem muita fome, parei pra jantar no Chuden Shelzey. Optei por um "chowmein" de frango (120 rúpias). Para minha surpresa, um grupo de monges budistas estava ali jogando videogame! Retornei à tranquila hospedagem, onde fiquei à noite. Dia 43 Comecei o longo dia ingerindo meus doces da padaria. À continuação, pedi para que me chamassem um moto-táxi via Pathao, aplicativo tipo Uber. Até Bauddhanath custou apenas 170 rúpias. Já para a entrada desse Patrimônio da Humanidade, 400. Há uma grande estupa central, reconstruída após o terremoto de 2015, cercada de monastérios, templos, relíquias e lojas meio superfaturadas. Ao deixar o complexo budista que é o principal da capital, tomei um ônibus de 25 rúpias até Ratna Park, onde ficam as estações dos coletivos. Não quis pagar para entrar no parque, pois não me pareceu interessante, então segui até Ason, um bairro antigo central onde se vende de tudo a preços em conta. Aqui tentaram me aplicar o golpe do jovem aprendiz de inglês que quer treinar o idioma e o leva a um templo para benzê-lo e depois a uma loja de pinturas que só está aberta no dia do festival fictício que ocorria justamente naquele dia - não tiraram uma rúpia de mim. Almocei num muquifo um prato de "chowmein" vegetariano por somente 80 rúpias. Pensei em entrar na tradicional praça Durbar em seguida, mas o estado dos edifícios pós-terremoto e a exigência de que estrangeiros pagassem mil rúpias enquanto os nativos não pagavam nada, me fez mudar o rumo. Com o preço tão barato da comida, acabei tomando um caldo de cana por 30 rúpias e depois um "lassi" de banana por 100. Rapidamente adentrei o jardim Garden of Dreams, que cobra 200 pratas, mas é pequeno. Dessa forma, me embrenhei nas ruas apertadas e lotadas de comerciantes e turistas de Thamel. Procurava alguns equipamentos eletrônicos e pra trilhas, mas não encontrei nada de qualidade, já que aqui é quase tudo pirateado. Tomei um sorvete de Ferrero, que não era de Ferrero, e comprei em Ason dois souvenires (roda mani - 1500 rúpias e placa Namastê - 400). Me encontrei com Danniel, um dos brasileiros gente boa que conheci no caminho do Everest. Batemos um papo bom e tomamos um balde da cerveja artesanal Sherpa Red no bar Phat Khat. Depois jantamos "kebab" (225 cada) e eu peguei um táxi pra voltar à hospedagem (600 rúpias). Antes de dormir, conversei um pouco com o pessoal que se encontrava no Laughing Buddha. Dia 44 Acordei com os cães latindo e pessoas falando. Fui em direção aos museus, parando para ter um café da manhã no Vajra Café, já que o Chuden Shelzey não tinha nem ovo e nem vitamina naquela manhã. Acontece que esse café deixa bastante a desejar em comparação com a padaria de 2 dias atrás, além de estar cheio de moscas… Para meu desgosto, hoje era feriado do dia do trabalhador, então tanto o Military Museum quanto o National Museum estavam fechados! Não queria ir até a distante Bhaktapur, então caminhei até uma avenida onde pude pegar um ônibus à região central. Em Ason, fui às compras: relógio minimalista à prova d'água (3000 NPR=rúpias), carteira minimalista (375 NPR), boné minimalista c/ pescoceira (1000 NPR). Como os restaurantes turísticos de Thamel são meio caros, almocei numa birosca chamada Ravi Panipuri Chaat Shop. Fiquei com um tal de "papadi chaat" 70 NPR + "chicken egg roll" 100 NPR + Fanta amarela 40 NPR. Há uma infinidade de casas de câmbio em Thamel, mas como as raras que possuíam rial do Catar não tinham cotação boa, troquei o resto das minhas rúpias pelo famoso livro Into Thin Air na livraria Tibet Book Store (700 NPR). Enquanto procurava um transporte barato para retornar ao alojamento, tomei um suco de abacaxi grande (200 NPR). Depois, embarquei numa van (20 NPR). Me despedi e embarquei no voo da Nepal Airlines com destino a Doha. Havia lido que essa companhia era uma das piores do mundo, então fui sem expectativas, mas me surpreendi: avião grande e novo, entretenimento de bordo e alimentação decente - talvez eu tenha tido uma baita sorte, ou a companhia realmente melhorou. Dia 45 Com um pouco de atraso, desembarquei. A imigração sem visto foi ridiculamente rápida. Saquei dinheiro (1 rial do Catar = 1,07 reais), chamei um Uber até a hospedagem da vez (24 rials). O albergue Q Hostel, localizado num condomínio de casas de alto padrão, refrigerado, me custou 180 rials por 3 noites. Todos meus colegas de quarto eram de países islâmicos. Ao acordar, chamei um Uber pra me levar ao museu nacional (13 rials). A entrada individual custa 50 rials, mas o passe para 3 museus é 100, então o comprei no cartão de crédito. O Qatar National Museum já impressiona no exterior, inspirado na rosa do deserto. Por dentro, ainda mais. Com tecnologia de ponta, conta sobre a biodiversidade do país, bem como sua história, do passado remoto, passando pela conquista árabe, a era de ouro da coleta de pérolas e a atual do petróleo, que superdesenvolveu o Catar. Fiquei mais de 3 horas aqui. Almocei "chicken biryani" no Al Jazeera Kabab, bem em frente ao museu, por 12 rials. Há um ônibus gratuito rosa que passa uma vez a cada hora e leva aos dois outros museus. Peguei ele e desci no de arte islâmica. A construção é bem bacana também, mas por dentro não há tanto conteúdo. As obras de arte de várias localidades islâmicas são belas, mas nada excepcionais. Esperava um pouco mais. Uma hora depois, fui pro Mathaf, de arte moderna, que fica afastado dos demais. No caminho, pude notar as obras de infraestrutura e lazer pra Copa do Mundo de 2022. Havia apenas mais duas visitantes além de mim. Não consegui ficar nem uma hora vendo essas coisas estranhas que chamam de arte. Peguei o transporte de volta e fui passear pela Corniche, a avenida beira-mar. Ainda fazia calor pelas 5 e pouco, mas o sol já estava baixo no horizonte. Atravessei metade do semicírculo a lentos passos, admirando a arquitetura dos arranha-céus, que, assim como o resto da cidade, perdem pouco para Dubai. Tomei um "smoothie" meio caro de 25 rials no Costa Café, e segui por entre os prédios, que agora estavam com iluminação noturna variada. Entrei no shopping center City Center pra jantar (no Subway mesmo - 29 rials no Sabrina de 30 cm) e comprar mantimentos no completíssimo Carrefour, que só não tem cerveja com álcool. Gostei do preço do kiwi, 2,75 o kg. Voltei de ônibus #76 até o terminal de Al-Ghanim, onde pegaria outro busão até próximo da minha hospedagem. Um cartão para 2 viagens na cidade custa 10 rials e pode ser comprado com o próprio motorista. Pegaria, pois quando cheguei lá quase às 23h, já não havia mais linhas disponíveis para onde eu iria. Como não consegui sinal para chamar um Uber, convenci um táxi a aceitar a corrida por 15 rials. Dia 46 Como fui dormir tarde, acordei assim também. Tomei meu café da manhã de brownie + suco natural + frutas e tomei um Uber à estação de ônibus (12 rials). Chegando lá, fiquei sabendo que para embarcar no ônibus para fora de Doha, precisaria de um cartão ilimitado para 24 horas, ao custo de 20 rials. Então aproveitei para dar um rolê bom. Primeiro desci em Al Wakra. Como era o dia sagrado do islã, os "souqs" (mercados antigos) estavam fechados. Com isso, dei uma conferida na praia de água turquesa. Almocei logo no Alfanar Restaurant Yemeni Food, onde pedi um tal de "mandi chicken" por 25 rials, mesmo sem saber o que era - mas gostei. Caminhei mais um pouco e retornei à avenida, onde há uma estátua de ostra, uma mesquita bonita e um forte fechado ao público. A intenção era continuar pro sul até Mesaieed, mas eu acabei indo parar no ponto errado e só percebi quando o ônibus de volta estava passando, então decidi retornar ao centro. Fui então ao Souq Waqif, onde ficam as lojas tradicionais. Tentei comprar um souvenir decente, mas os feitos no Catar são caros demais. Ali também ocorria a feira internacional de tâmaras. Entrei e saí, pois eu nem gosto dessa fruta típica de países desérticos. Essa área revitalizada é a mais antiga da cidade. Visitei os museus Msheireb, que contam um pouco dessa história. Gratuitos, são 4 casarios antigos que também falam da escravidão na região e o desenvolvimento com a descoberta do petróleo. Fiquei algumas horas em seus interiores. Quando saí, já era noite. Fui à orla, um tanto escura, para admirar os arranha-céus coloridos do outro lado da baía. Ao retornar, parei num dos restaurantes/lanchonetes baratos ao lado da estação de ônibus para jantar. Comi um "biryani" de frango por somente 10 pilas no Taxi Land Restaurant. Depois, voltei à acomodação de ônibus. Doha tem um problema sério de trânsito no centro, mesmo a altas horas. Dia 47 Acordei uma vez às 4 e meia com o anúncio de Allah nos alto-falantes da mesquita mais próxima. Voltei a dormir. Fiz o check-out e deixei minha mochila na recepção enquanto passeava. Fui até a rodoviária, comprei outro cartão ilimitado e com o #104A através do deserto até Dukhan, o princípio da exploração petrolífera no país. O baita ônibus confortável é uma mudança e tanto pra caminhonete que levava os operários na caçamba. Em Zekreet, há umas formações geológicas tabulares interessantes. Pena eu não haver meio de explorá-las. Duas horas e meia depois, o ônibus parou na entrada de Dukhan, ao lado de uma refinaria. Almocei pizza na Domino's (29 rials pelo combo) enquanto aguardava o ônibus de retorno. Ao retornar, parei no Mall of Qatar, um shopping grandão e ligado à linha de metrô quase pronta. Aproveitei para a assistir o lançamento dos Vingadores. Acreditam que o ingresso mais barato pro cinema era de 45 reais o inteiro? Voltei com os ônibus. À noite, fui até o aeroporto, onde aguardei um bocado de horas até o voo das 4:40 com a IndiGo até Mumbai. Dia 48 Desembarquei sonolento, passei a imigração e peguei um Uber (180 rúpias) até a cápsula bacana onde eu passaria o dia, no Hotel Astropods Airport, por mil rúpias. De volta ao aeroporto, lanchei e embarquei na Air China para Pequim. Dia 49 Depois de umas 5 horas em voo, passei o resto do dia no aeroporto da capital chinesa, entre cochilos e eletrônicos. A comida é meio cara e há poucas opções de refeição, então fiquei à base de KFC e Costa Café. Dia 50 Na madrugada seguinte, fui com a mesma companhia para Frankfurt, onde desci para dar uma volta na cidade. Comprei um passe diário ilimitado pro transporte público (9,65 euros) e peguei o trem até a estação central. Como já conhecia a cidade, não mirei exatamente os pontos turísticos. Caminhei aleatoriamente, mas parei para fotografar a arquitetônica Römerplatz. Aproveitei o dia para ingerir algumas das delícias culinárias europeias, como queijos, cerveja, bagas e salsichão - a maioria comprado em supermercados. Fiz compras também: eletrônicos na Saturn, chocolates e outras comidas nos supermercados econômicos Penny e Aldi, e roupas na Primark. Final da tarde retornei e aguardei o bom voo da Lufthansa, que, junto com o trecho final da Gol até Floripa, concluiu a viagem, 3 dias depois!
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    Olá Juliana. Eu fui de carro. A pista é asfaltada, mas em alguns trechos oq vc menos encontra é asfalto. Em muitos trechos não consegui ir mais rápido do que 10km/h e vc precisava escolher em qual buraco vc ia cair. A situação no Ceará é desesperadora em alguns momentos, com caminhões ziguezagueando pela pista. Por isso, apesar de ser uma distância relativamente curta entre os dois lugares, o estado da estrada não permite desenvolver boa velocidade. Eu achei mais prudente fazer o trecho em dois dias, pra vc ter uma noção, de Camocim (onde dormi) até Jijoca eram +- 80km, eu levei quase 4 horas. Se precisar de mais alguma informação é só dá um toque.
  42. 1 ponto
    Último dia para aproveitar os Lençóis Maranhenses. Acordarmos cedo e fomos para o café da manhã, foram os mesmos itens do dia anterior, porém, tudo continuava gostoso. O passeio desse dia foi muito difícil de decidir, nosso guia o Misael, comentou que esse ano choveu demais em Santo Amaro, muito além do esperado e com isso muitas lagoas “estouraram” ou seja, não comportaram seu volume de água e acabaram cedendo, fazendo com que elas desaparecessem, segundo o guia, foram perdidas mais de 15 lagoas, fazendo com que a disponibilidade de passeios fosse menor. Foi sugerido que nós fizéssemos o passeio pela Lagoa América, mas seria passeio de meio período e queríamos aproveitar ao máximo nosso dia. O Misael sugeriu então o passeio de Travosa, que vai até o final do parque dos Lençóis Maranhenses, onde as dunas se encontram com o mar, parada para o almoço no povoado de Travosa e retorno com paradas em lagoas e pôr do Sol. Achamos uma boa, ainda mais que aproveitaríamos bem nosso último dia, o problema é que esse passeio é relativamente “novo” e são poucos os guias que conseguem fazê-lo, devido a distância e também os caminhos pelas dunas serem completamente distantes dos tradicionais. Por fim o Misael indicou um amigo dele, que também é guia credenciado, o Tiago, que nos acompanhou nesse dia. Se fôssemos fazer o passeio em grupo, sairia R$ 120,00 por pessoa, fora o almoço que também é cobrado a parte. Como estávamos optando por passeios privativos, fechamos o passeio por R$ 650,00 apenas para nós 4 e neste valor estava incluso o transporte de volta para o estacionamento, na entrada de Santo Amaro, também privativo, sem precisa ficar esperando “encher” a jardineira. As 9:00 da manhã o Tiago já estava na pousada e diferente do nosso outro guia, o Misael, não era de muitas palavras, nem fazia questão de ser simpático ou conversar. Como de costume, parada na cooperativa para papelada e dessa vez não passamos no mercado pois ainda havia água e porcariadas para comer sobrado do dia anterior e o almoço também precisava ser reservado com antecedência, apenas 2 opções, peixe ou sururu (uma espécie de crustáceo), na dúvida fomos de peixe, cada prato, em torno de R$ 40,00 por pessoa e pagamento apenas com dinheiro. Nesse dia andamos bastante de carro, pois literalmente atravessamos todo o parque e as paisagens que foram aparecendo são realmente deslumbrantes, uma mais bonita do que a outra, apesar de ser “seco” o guia era muito responsável e conhecida muito bem o caminho. Nossa primeira parada foi no chamado “Aquário Natural”, que nada verdade é um pedaço do Rio Murici, onde se formou um poço e é possível avistar uma grande quantidade de peixes. O lugar é muito bonito, porém as areias ao redor desse poço cedem com muita facilidade, parecendo com areia movediça, fazendo com que fosse impossível caminhar com tranquilidade e até mesmo entrar dentro da água. Não ficamos muito tempo e fomos para as Lagoas Gêmeas (que não são as mesmas do dia anterior), segundo nosso guia as lagoas vão sendo nomeadas conforme elas vão sendo encontradas, por isso alguns nomes podem ser iguais. Tínhamos a Lagoa só para nós, um visual maravilhoso, porém, ela também estava cheia de algas, o que não deixava o banho muito gostoso. Saímos de lá e fomos direção ao litoral, atravessando dunas e novamente vendo paisagens deslumbrantes. De modo geral o litoral do Maranhão não é muito bonito, a água não tem tons esverdeados ou azulados e nem é muito transparente, porém, o que nos chamou mesmo a atenção foi a quantidade de lixo que tinha na praia, mesmo ela sendo deserta, segundo o guia falou, esse lixo é trazido pelo mar e vem de lugares muito distantes, uma pena, ali é claro como o ser humano ainda precisa repensar e muitos seus hábitos e modos de vida. Ao longo do caminho pela praia víamos algumas “cabanas” feitas com folhagens de árvores, nosso guia explicou que ali ficam os pescadores do povoado e eles passam dias, até semanas naquelas cabanas para fazer a pesca, e então, todos os dias alguém passa de moto recolhendo o que foi pescado, tudo muito rústico e artesanal. Chegamos ao vilarejo e fomos até o restaurante chamado “Bar dos Ventos”, onde havíamos encomendado previamente nosso almoço, ali ficamos sabendo que a nossa comida seria feita pela Chef Aline, uma moradora do povoado que foi vice-campeã do Festival Gastronômico do Maranhão no ano passado. A área onde fica o restaurante é linda, cheia de coqueiros, tudo calmo e tranquilo, enquanto esperávamos o almoço, foi nos servido uma batida de coco, achamos que fosse cortesia do restaurante, mas na verdade veio da única mesa que estava sendo servida junto com a nossa. Ao agradecermos a gentileza, uma das mulheres que estava na mesa veio conversar conosco e perguntou se nós gostamos da bebida, dissemos que sim, porque realmente estava muito gostosa, ela nos explicou que havíamos tomado uma batida de coco feito com uma bebida chamada “Tiquira”, que nada mais é do que uma aguardente feita da mandioca. E a mulher, que veio até nós era a dona da destilaria onde essa bebida era feita. Ela nos explicou que a Tiquira já era produzida no Brasil muito antes dos portugueses chegarem pelos índios da região, mas com a chegada dos Europeus e a introdução da cana-de-açúcar, a “cachaça” acabou se popularizando. E quando ela conheceu essa bebida, no interior do Maranhão resolveu investir na região e abriu uma destilaria que agora produz nacionalmente esse produto, por coincidência ela também era “dona” do restaurante, em parceria com a Chef Aline. Após um gostoso bate-papo nossa comida chegou, novamente muito bem servido e tudo muito simples e gostoso. O restaurante também dispunha de redes para descanso e nossa saída estava marcada para as 15:00. Após um bom almoço e muita conversa jogada fora, era hora de partir, voltamos novamente pelo litoral e depois adentramos as dunas e nosso guia parou em uma lagoa que não estava muito boa para o banho, uma quantidade muito grande de algas e o chão que cedia facilmente, não estava agradável, pedimos que nos levassem em outra e ele nos levou na Lagoa Sem Nome (sim esse é o nome dela, porque como foi formada esse ano, ainda não a nomearam). Essa sim seguindo o “padrão” das outras que havíamos visitado, o que acabou “estragando” um pouco o passeio, foi novamente a inconveniência das pessoas que estavam ali, e nesse dia, uma sexta-feira, as lagoas estavam com bastante gente em todas elas, ter “saído” dos passeios tradicionais foi uma boa. Nesse dia optamos por não ver o pôr do Sol, as mulheres queriam dar uma voltar no centrinho e comprar algumas lembrancinhas e como os passeios voltaram quase as 19:00 a maioria das lojas estava fechada. Após retornar para a pousada, deixamos combinado a saída do dia seguinte. Compras feitas, nosso jantar foi na Pizzaria Aguiar, que fica ao lado da praça central, pizza gostosa e bem servida, na média de R$ 30,00 com 8 pedaços. Antes de voltarmos para a pousada, tomamos um delicioso sorvete na Sorveteria Quero-Quero, que fica um pouco afastada do centro, no caminho que vai para as dunas, mas muito saborosa e com excelente atendimento, cada bola era R$ 4,00.
  43. 1 ponto
    Estou indo para o Peru em dezembro, como foco principal nos dias em Huaraz. No aguardo para a sequência do seu relato! A princípio, parabéns em retornar a este fórum para ajudar os outros após concretizar seu rolê, isso é muito importante!
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    Fiz uma viagem muito especial pela Paraíba, conhecendo João Pessoa, as praias do sul do Estado, Cabedelo, Areia, Campina Grande, Barra de Mamanguape, Cabaceiras e o Lajedo de Pai Mateus. De tudo que eu gostaria, só não consegui ir para Baía da Traição porque precisei voltar para casa antes do tempo. Comecei por João Pessoa, onde me hospedei na casa de uma amiga que fiz numa viagem pelo Uruguai. João Pessoa é a terceira capital mais antiga do país e lá o sol nasce antes das cinco da manhã. Eu cheguei até lá de ônibus partindo de Recife e em duas horas de estrada fui de uma capital à outra. Paguei R$ 44,50 na passagem pela empresa TOTAL, mas também existe a Viação Progresso que faz esse trecho e as duas são boas companhias. Logo na chegada fui para o Hotel Globo, que era super badalado entre 1930 e 1950 e hoje podemos visitar, foi lá que presenciei a despedida do sol atrás do Rio Sanhauá, foi muito lindo de assistir. No centro, além do Hotel, fica a Igreja de São Frei Pedro Gonçalves, a Praça Anthenor Navarro com casinhas coloridas e super charmosa e com 15 minutos de caminhada fica o Centro Cultura São Francisco, que possui visita guiada. São 05 praias principais em João Pessoa: Praia do Seixas, Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa (apelidada de Caribessa). é entre Tambaú e Cabo Branco que fica o maior agito, tanto durante o dia como a noite. É por ali que fica a placa EU AMO JAMPA e tem a maior parte dos hoteis da cidade. A praia de Manaíra é bem sossegada. A Praia do Seixas tem uma mística de ser a ponta mais oriental do nosso continente, é pequena mas lota de excursões que saem para as piscinas naturais do seixas, que aliás recomendo demais fazer. Deixei mais alguns detalhes e lista de lugares para comer em João Pessoa no https://alemdacurva.com/o-que-fazer-em-joao-pessoa-na-paraiba/ Cabedelo Uma cidade que se confunde com João Pessoa, de tão perto que é. Meu Uber até o final da cidade deu R$ 25,00, mas existe um ônibus da empresa Reunidas em João Pessoa chamado Cabedelo Direto 5101 que sai da Av. Epitácio Pessoa e vai para a cidade do pôr do sol mais famoso. Cheguei e fui direto para a Fortaleza de Santa Catarina. Paguei R$ 2,00 para entrar e uma guia contou tudo sobre o local para mim. Lá dentro avistamos a Igrejinha de Santa Catarina Alexandria, prisões, Casa Pólvora, Casa do Capitão, Alojamento dos Soldados e Oficiais, túneis, um poço e um paiol. Além de avistarmos o fim do Rio Paraíba. Você pode conhecer em Cabedelo também as Ruínas do Almagre, que é tombada pelo IPHAN. E a cidade possui inúmeras praias, que eu acabei não aproveitando, mas vocês podem: Intermares, Camboinhas (de onde saem os barcos para a Areia Vermelha, um passeio recomendadíssimo), Areia Dourada, Dique de Cabedelo (onde há o encontro do mar com o Rio Paraíba chamado de Pororoca da Paraíba), Miramar, Ponta de Mato, Formosa, Praia do Poço e Ponta de Campina. UFA! rs Mas a minha intenção mesmo ao ir para Cabedelo era conhecer o famoso pôr do sol no Jacaré, que muitos dizem ser o mais bonito da Paraíba. A Praia do Jacaré na verdade é o Rio Paraíba e de lá saem embarcações para curtir o pôr do sol ao som do Bolero de Ravel, apresentado por Jurandy do Sax. Minha opinião: fiquei sentada na "orla" do Jacaré e tive exatamente a mesma vista do pessoal que entrou no barco e consegui ouvir perfeitamente o som do Jurandy. Eles param a pouca distância da gente, não entendi o bafafá em cima desse passeio. Eu mostro as fotos aqui no https://alemdacurva.com/por-do-sol-em-cabedelo/ Praias do litoral sul da Paraíba São as praias super famosas, que a maioria que vai pra lá acaba conhecendo. O ideal é fazer de carro, mas eu não dirijo e minha amiga não poderia me acompanhar nesse dia. Consegui fechar um taxista com mais 03 meninas que também iriam fazer esse lado da Paraíba. Outra opção é fazer passeios com excursões. As empresas geralmente oferecem passeios divididos entre as praias, sendo parte em um dia e parte em outro dia. Tem também passeio de buggy, que dai fazem as praias que você quiser em um só dia. As praias que conheci foram: Barra de Gramame (ainda faz parte de JP e tem pouca estrutura, o que eu adorei), Praia de Tabatinga (na cidade do Conde e tem característica mais rústica com falésias e um mirante bem bonito), Praia Bela (com uma estrutura maior), Praia de Tambaba - praia de nudismo (a que eu mais gostei, mas fica lotadinha na parte em que banhistas com roupa podem acessar), Praia do Coqueirinho (a mais famosa da região, super lotada e com a maior infraestrutura de todas, inclusive deixei um rim como pagamento no almoço) e Praia do Amor (visitei bem rapidamente, ela possui uma pedra onde os supersticiosos passam por baixo para ter sorte no amor). As fotos de todas elas estão aqui https://alemdacurva.com/praias-do-litoral-sul-da-paraiba/ Barra de Mamanguape Aqui já começou as surpresas da Paraíba para mim, minha amiga pegou um final de semana e me levou para esse paraíso, que na minha opinião possui o melhor pôr do sol da Paraíba, desculpem os amantes da Praia do Jacaré rs. Barra de Mamanguape fica em Rio Tinto e pra lá fomos de carro mesmo. Pegamos a BR 101, entramos pela cidade de Mamanguape (que não tem nada a ver com a Barra de Mamanguape) para ir à Rio Tinto, de onde se pega a estrada para Barra. Outro caminho é pegar um acesso que tem na BR 101 que segue por meio de canaviais a estrada inteira até chegar em Barra. Mas tomem cuidado porque por ali vez ou outra ocorre assaltos. Foram 02 horas de estrada de João Pessoa até Barra de Mamanguape. Dá para chegar de ônibus, mas não é tarefa fácil. Você precisa pegar um ônibus em JP até Rio Tinto bem cedo, pois você precisa chegar até umas 10h30 no máximo na cidade. O ônibus que sai de Rio Tinto pra Barra de Mamanguape parte as 11hrs de segunda a sexta. De sábado ele sai até mais cedo, as 10hrs. E pra voltar de Barra o ônibus passa de segunda a sábado às 05h30 com destino à Rio Tinto. Disseram que em Barra de Mamanguape existem moto-táxis mas eu não vi nenhum. Nos hospedamos no Sua Casa na Barra, uma casa que acomoda 04 pessoas do Nilton, que nos atendeu super bem. Pagamos R$ 160,00 no final de semana. Ele possui camping também para quem quiser e mais uma casa para alugar. Barra de Mamanguape é Área de Preservação Ambiental e já foi lar de peixes-boi, animal em extinção. Fizemos passeio de barco pelo Rio Mamanguape que foi tão incrível. Pagamos R$ 30,00 por pessoa. Passamos pelos mangues, antigo cativeiro do peixe boi, recifes (onde podemos avistar tartarugas) e banco de areia, com parada para almoço na Aldeia do Tramataia. A comida era uma delícia, bem farta e pagamos R$ 17,00 com a bebida inclusa. Existem outros passeios para fazer como trilhas que vão de 4,5 a 12 km, além de passeio de buggy, caiaques, pedaladas na praia e até luau. Lá em Barra de Mamanguape há o encontro do rio com o mar, também. Eu amei ficar ali, praticamente sozinha. O lugar é muito rústico, sem estrutura nenhuma e uma natureza forte ao redor. Lindo! Aqui tem fotos https://alemdacurva.com/barra-de-mamanguape-pb/ Inclusive, o pôr do sol por lá foi de cair o queixo, fiquei impressionada com tanta beleza. O sol se põe atrás do encontro das águas. Um espetáculo a parte. Areia Descobri essa cidade por conta da minha amiga que mencionou super sem querer. Lá fui eu pesquisar e me apaixonei. A cidade é muito fofa! Ela fica no brejo paraibano na Serra da Borborema e no inverno faz muuuito frio. Inclusive sedia o festival Caminhos do Frio, que passa por mais 8 cidades também. Eu fui de João Pessoa para Areia de ônibus, que demorou um cadim porque passa por várias outras cidades e custou R$ 31,50. Mas foi ótimo curtir a paisagem que ia mudando conforma saíamos do litoral. Cheguei na hora do almoço e encontrei o Restaurante e Cachaçaria Barretão super bem arrumadinho e bonitinho, com um self service gostoso por R$ 13,00. Lá em Areia faz-se muitas visitas aos engenhos, a mais famosa é a do Engenho Triunfo, que produz uma das cachaças mais vendidas do Estado. O Açúcar por lá também é forte e dá para visitar alguns engenhos, além de conhecer o Museu da Rapadura (ou do Brejo Paraibano). Não deixem de passear pelo centrinho, é uma coisa fofa demais aquelas casas coloridas e muito bem preservadas. As fotos vocês podem ver no https://alemdacurva.com/o-que-fazer-em-areia-na-paraiba/ O primeiro teatro da Paraíba encontra-se em Areia, é o Teatro Minerva. Não é luxuoso como a maioria que encontramos Brasil afora mas tem história. E se história é algo que você gosta, visite também a Casa de Pedro Américo, pintor d'O Grito do Ipiranga, que com certeza você já viu nas aulas de história. Areia também é lar da Comunidade Quilombola Senhor do Bonfim, que conta com uma história mega forte. Vale a pena demais passear por lá. De Areia eu ainda fui para Campina Grande de ônibus, para dar um abraço em uma amiga. Então por lá não conheci quase nada além do Açude Velho e do Museu de Arte Popular da Paraíba que é uma obra de Oscar Niemeyer e foi uma surpresa gratificante encontrá-lo, já que eu nem sabia o que tinha por lá. Cabaceiras Essa foi a cidade mais especial de toda a viagem. Cabaceiras é uma cidade do cariri paraibano de 5 mil habitantes e é uma das que menos chove no Brasil. Já deixa eu avisar: tomem MUITA água. Não é brincadeira o quanto nós precisamos nos hidratar em um local seco como lá. Eu passei mal quando voltei e por isso que precisei retornar antes para casa. Minha intenção era a de dormir por lá, eu gosto de aproveitar calmamente os locais, mas achei complicado na época ir sozinha. Quando cheguei perguntei como fazia e me disseram, então relato aqui: de João Pessoa vá até Campina Grande e de CG sai um ônibus para Cabaceiras, só não sei os horários nem preços. Eu acabei contratando uma agência porque não achei que sairia perdendo. Estava incluso transporte, guia em Cabaceiras e no Lajedo, além de um café da tarde. Apenas o almoço paguei a parte. Em Cabaceiras tem moto-táxi. Existem hospedagens por lá em pousadas, hoteis e campings. Uma das coisas que eu mais estava ansiosa para conhecer em Cabaceiras é a placa "Rolíude Nordestina" escrita desse jeitinho mesmo rs. Cabaceiras é considerada assim porque inúmeros filmes e seriados foram gravados ali, inclusive o meu brasileiro preferido "O Auto da Compadecida". Acho de uma originalidade incrível essa placa. Tem também o Museu Histórico-Cultural dos Cariris Paraibano que conta a historia dos moradores dessa região. São dois prédios, um era uma antiga cadeia pública onde um famoso cangaceiro ateou fogo para libertar uns presos e o outro era a residência oficial dos prefeitos. Depois fomos do Bar Zé de Cila, uma figura e patrimônio público na minha opinião rs. Ao ver os turistas chegando ele corre para colocar uma batina de padre e posar para fotografias. Ele foi dublê do Padre João no Auto da Compadecida e se orgulha muito disso. Um ponto que achei um pouco fraco foi o Museu Cinematográfico que conta basicamente com fotografias e retratos de jornais. Lá em Cabaceiras a gente não encontra uma alma andando na rua, mas na época da Festa do Bode Rei a cidade lota. Ela acontece de maio a junho e enaltece a caprinocultura. Por fim o ponto mais esperado pela minha pessoa nesse tour: A Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, a do filme O Auto da Compadecida. Como nossa visita era guiada, foi muito mais divertido porque a guia ia relembrando as cenas e falando frases icônicas do filme... Não sei só sei que foi assim. Demos muitas risadas. As fotos todas de Cabaceiras estão aqui https://alemdacurva.com/o-que-fazer-em-cabaceiras/ Lajedo de Pai Mateus Passando para o momento mais inesquecível desse dia em Cabaceiras, fomos em direção ao Lajedo de Pai Mateus. Aqui eu chorei tanto, foi um lugar que senti uma energia reverberando por todo o meu corpo muito forte. O Lajedo fica aproximadamente 15 km do centro de Cabaceiras dentro de um Hotel Fazenda. Para chegar no lajedo terá que passar pelo hotel e eles cobram uma taxa de todos (hóspedes e não-hóspedes) para entrar lá. Foi lá que almoçamos e tomamos o café da tarde. Se estiver sem carro pode pedir para um moto-táxi te deixar lá. Mas o Lajedo não fica muito perto do Hotel e os guias acompanham os turistas nos carros dos turistas. Essa é a parte complicada de visitar sem carro. Mas você pode procurar alguma alma bondosa que te enfie no carro para ir junto. Antes de chegarmos no Lajedo, passamos pela Saca de Lã, que num resfriamento da terra se fraturou. Tem quem ache que foi algo natural mesmo e quem acredite que foi obra de ET. Ela fica em cima do Rio Boa Vista ou Rio Direito que desde fev/02 estava seco, vindo a encher apenas em abr/18. Já subindo para o Lajedo, era indescritível o que os meus olhos viam. Como aquelas pedras estavam paradas e não rolavam? É muito doido, os apoios de muitas pedras são irregulares e eu não entendo como estão de pé. Se quiser ver fotos desse passeio veja no https://alemdacurva.com/lajedo-de-pai-mateus/ O guia vai contando toda a história que ronda o local sobre o eremita curandeiro Mateus e os índios cariris. Um dos momentos mais lindos foi ver o pôr do sol no Lajedo de Pai Mateus. O guia pediu para que ficássemos em silêncio nesse momento e todo mundo obedeceu, inclusive as crianças. Não ouvia nenhum barulho. De um lado o sol se despedindo e do outro a lua toda lindona dando oi, tudo em 360 graus de visibilidade. Comecei e terminei esse post emocionada.
  45. 1 ponto
    oi,poderiam me auxiliar? vou a porto ano que vem com conexao em casablanca. Tenho que fazer a imigração em Casablanca ou Porto? Obrigado
  46. 1 ponto
    Eu já tive uma experiência totalmente ao contrário com o Hoteis.com e Despegar, de eles cobrarem a hospedagem de todos os dias antecipado no cartão, mesmo quando falava que seria cobrado no hotel. O que existe em algumas cidades Portuguesas é um imposto municipal de 1 ou 2 Euros por noite, onde na lei fala que a taxa tem que ser paga pelo hóspede em dinheiro vivo no momento da chegada no hotel. Isto tem gerado muita reclamação, tanto de hotéis como de hóspedes, pois apesar de estar escrito claramente no site, na maioria das vezes o hospede não lê direito, não presta atenção, ou simplesmente esquece, e depois se sente "enganado" quando cobram 1 ou 2 euros a mais por noite referente ao imposto da prefeitura. Então alguns locais e sites, para facilitar a vida do hospede, já embutem a taxa da prefeitura no valor e cobram tudo junto, apesar de tecnicamente a lei falar que teria que ser separado...
  47. 1 ponto
    Eu fui pos lençois maranhenses em julho do ano passado e fiquei 3 dias em barreirinhas e 3 dias em Atins. Fiz bate e volta pra santo Amaro. Se eu pudesse mudar alguma coisa, ficaria uns dias em santo Amaro tbm. Barreirinhas é uma cidade turistica e bem legal de se visitar, dali tu pode fazer passeios que geralmente incluem 2 a 3 lagoas. Tbm tem esse bate e volta a Santo Amaro e o passeio pra Cabure que passa por Vassouras (onde tu tem contato com os macaquinhos pealtas que adoram roubar comida dos visitantes), Mandacaru que tem o farol com uma bonita vista, mas o que mais gostei em mandacaru foi o suco de caju fresquinho feito em uma das sorveerias da cidade. Cabure é uma praia bonita, quando fui haviam algguns poços na beir da praia, pena que nao deu tempo de ficar lá, pois o cara do barco nos levou pr Atins. Voltando a barreirinhas, eu fiquei no sitio peguiças, pois esse sitio tem o rio preguiças nos fundos, então passamos a manha lá relaxando e curtindo o rio enquanto todos estavam nos passeios. Tem um deque nos fundos do sitio com rede, etc. Alem disso a dona da pousada conseguiu desconto nos passeios que fizemos, então pra mim valeu a pena. Já em Atins ficamos na famosa Tia Rita e ela tbm arranjou os passeios pra Lagoa tropical (de um azul sensacional) e Lagoa da capivara. alem disso tem a praia proxima e tu pode ir de noite (com lanterna ja que atins nao tem eletricidade) ver os planctons no mar. as ruas de atins sao totalmente de areia e lá tu pode comer caju direto do pé! Muitos franceses praticam kite surf nas praias de atins. Na tia Rita tu pode ficar tanto em quartos privativos como em redes e o café da manha é uma mesa gigante com todos comendo junto. Em santo Amaro dizem que pode se fazer as lagoas por conta, eu nao posso te dizer mas a lagoa mais bonita que vi nos lençois foram a da gaivota. O translado eu fiz com a Sotaque turismo e na volta de atins a tia rita conseguiu uma jardineira que saia 6 da manha, chegava em barreirinhas e ali nos largaram com uma van que levou todo mundo de volta pra sao luis. ah em atins tem um lugar bem simples pra comer muito barato a Top Lanches, agora nao sei a "rua" que fica em atins, pois nao tem os nomes das ruas eh eh as fotos sao do deck da pousada sitio preguiças, lago do clone em barreirinhas, lagoa da gaivota em santo amaro, lagoa tropical em atins, por do sol em atins. boa viagem !!!
  48. 1 ponto
    Fui em editar perfil e editar cadastro e não consegui deletar meu perfil.
  49. 1 ponto
    Navegando pela net a noite, aproveitei uma promoção de passagem aérea para Salvador - BA pela bagatela de R$ 99,00 + taxas ida e volta pela Gol . Indo na 06/03 - sexta-feira às 14h e voltando 09/03 - Segunda-feira às 05hs. Comprei o pct de 3 diárias na pousada Miraflores pelo hotel urbano. (http://www.hotelurbano.com/pacote/bahia-salvador-pousada-miraflores/73776) Chegamos em salvador 17hs. com o intuito da viagem é sempre gasta pouco e aproveitar tudo, pegamos um ônibus (R$3,15) na rodoviária que fica ao lado do aeroporto. Para saber o ônibus, dentro do saguão há um centro de apoio ao turista e eles informam o número do Ônibus. O ponto de referencia é o Shopping da Barra. A viagem de ônibus durou cerca de 1h20, sem muito trânsito. O ponto de descida fica bem na frente de um posto de gasolina. 1º Dia: Chegamos na Sexta feira: Após deixar tudo na pousada, fomos conhecer a redondeza. Andando menos de 5 min você já vê a praia do Farol. E um pouco mais a frente o Farol da barra. Já foi o primeiro ponto turístico. Comemos nesse dia na Subway que fica na frente do posto de gasolina. Na esquina da pousada. 2º dia (Sábado): Acordamos tomamos café na pousada e pegamos um ônibus (R$3,15) para o bairro do Comercio (30min), na esquina da pousada. Pedir ao motorista para ficar no elevador Lacerda. O Ônibus te deixa na cidade baixa, quase dentro do mercado modelo (outro ponto turístico bom para comprar as lembranças) e próximo do local (perto do cais do porto) que compra bilhete para as barcas para Itaparica e ilha dos frades. Já aproveitamos para comprar um voucher (R$40/pessoa) no cais do porto para conhecermos essas ilhas no Domingo. Lá tem diversas agências, escolha a mais em conta pq todas chegam juntas nos destinos. Após, pegamos o Elevador Lacerda (R$0,15) para irmos na Cidade alta. Saindo do Elevador sai na frente da prefeitura de Salvador e na mesma calçada você chega na Praça da Sé, onde é possível ver a Cruz tombada e o chafariz da praça da sé (rende boas fotos e vários likes). Alguns nativos vem querendo colocar fitinha no seu braço, não aceite, mesmo falando quem é grátis. Fala que vc já comprou/Ganhou. Da praça da Se, você vai cortando as ruas rumo ao pelourinho. Como é um ponto turístico muitas pessoas andam quase em comboio entre essas ruas. Caso queira gravar uma roda de capoeira, não mostre que esta gravando eles não permitem filmar dentro dos estabelecimentos. Depois de percorrer todo o centro histórico, descemos o elevador Larcerda (R$0,15) e no mesmo ponto que descemos pegamos um ônibus rumo a igreja do nosso senhor do Bonfim. Pedi ajuda nas barraquinhas, e indicaram um ônibus (R$3,15) e em 30min já estávamos na Praça de acesso a igreja. Igreja muito bonita e possui duas replicas em tamanho real do Papa Francisco e JP II. Saímos da Igreja e pegamos um ônibus (R$3,15) com destino ao Shopping da Barra e em ~ 1h chegamos ao Shopping e almoçamos lá mesmo (Outback). Corremos para o farol da barra para vermos o Por do Sol. FANTÁSTICO. Fomos para pousada e a noite fomos para o Rio Vermelho de ônibus (R$3,15), bairro ao lado e bem agitado a Noite. Enfrentamos uma fila quilométrica para provar o acarajé mais famoso da Bahia (R$8,00). Voltamos para pousada de Taxi (~R$20,00). 3º dia (Domingo): Acordamos tomamos café na pousada e pegamos um ônibus (R$1,50 – domingo o ônibus é mais barato) para o bairro do Comercio (30min), tem que chegar lá antes das 09hs que é a hora de saída da escuna rumo as Ilhas de Itaparica e ilha dos frades. Primeiro vai pra ilha dos frades, fica cerca de 2hs lá, além de água limpa, no lado direito da ilha tem corais que formam pequenas piscinas. A uma igreja no alto do morro que vale a visita tb. De lá vamos para itaparica, onde oferecem um passeio de ônibus (escolar) pelo centro da cidade (R$15/pessoa) nada de emocionante, mas vale pela historia. Em itaparica é onde se almoça (R$25/pessoa – buffet livre) não sei se a comida era boa, pois não comi. Levei frutas e biscoito preferi comer no shopping a tarde. O passeio dura o dia todo, com o retorno previsto para a 17h. Pegamos um ônibus (R$1,50) correndo para o Farol da barra para ver o por do Sol. Após pousada, e jantar no shopping. Na porta do shopping tem um ponto de táxi, combinamos com um taxista o horário para ir ao aeroporto. 4º dia (Segunda): Meu Voo era 05h50. Saímos da pousada as 03hs e encontramos o taxista no posto de combustível, conforme combinado. A viajem de táxi demora cerca de 1h e custou R$105,00. Não tem como fugir, pois não tem ônibus essa hora para o aeroporto. O ultimo ônibus passa 22hs L. E isso, espero ter ajudado! Boa viagem! Paz e Bem!!!
  50. 1 ponto
    Pessoal, no carnaval passado fui pra Chapada e AMEI!! fiquei em uma pousadinha chamada pousada safira... simples mas extremamente limpa! recomendo! vale a pena!!! preço muito justo e local agradável. ah, se for escolher os quartos, os do fundo são melhores! lembrando que a gente não vai pra lá pra ficar num hotel 5 estrelas, né!?
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