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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 03-10-2017 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Em maio de 2017, eu e uma amiga viajamos 22 dias pela Ilha. Fomos para Havana (03 noites), Varadero (04 noites), Santa Clara (02 noites), Santiago (02 noites), Trinidad (02 noites), Ciefuegos (02 noites), Viñales (02 noites) e, por fim, voltamos para Havana (04 noites). Fotos: https://www.instagram.com/despacito_en_cuba/?hl=pt-br Curso de Espanhol: da próxima vez que for à Cuba, quero fazer duas semanas de aula na Universidade de Havana. Eles tem cursos de espanhol e de cultura cubana para estrangeiros: http://www.uh.cu/cursos-de-espanol Hospedagem: Ficamos em casas de família (+- 20 CUC/noite/quarto). Saímos do Brasil com quase tudo reservado. Grande erro. Em baixa temporada, é possível encontrar boas casas sem reservar antecipadamente e negociar o preço. https://www.mycasaparticular.com https://www.airbnb.com.br/ Alimento: Na maior parte da viagem, comemos em restaurantes populares, pagando em moeda nacional (+- 2CUC/noite/prato). Seguro viagem: Fizemos um aqui no Brasil e não nos foi solicitado em momento algum, porém, uma amiga precisou se internar no hospital por uma crise de bronquite e foi necessário para cobrir os gastos (sim, os hospitais, para os cubanos, não é pago, mas nós não contribuímos com o sistema e precisamos pagar pelos serviços). 1. HAVANA Em trinta de abril, chegamos à Havana para participar, no dia seguinte, do 01º de mayo. Milhares de cubanos nas ruas. Caminhamos em paz, sem a polícia nos amedrontando com seus carros e cavalos a empurrar os manifestantes e sem suas armas em punho apontadas para a multidão. Trabalhadores, crianças e estrangeiros com cartazes repletos de mensagens pedindo o fim do bloqueio, exaltando seus líderes e suas conquistas revolucionárias. Ficamos em casas de família e isso nos indaga até hoje. Como conviver com o fato de pagarmos 20 CUCs por noite quando o salário médio é de 18CUCs? Ouvimos que o governo pretende regulamentar a hospedagem particular para evitar que se crie uma grande disparidade social, o que tem ocorrido muito com as atividades ligadas ao turismo. Os cubanos são especiais. Todos querem conversar, sem pressa, sem o tempo do capital que nos isola e nos escraviza. São abertos, curiosos, adoram ouvir, falar sobre suas vidas e sobre a história de seu país. Voltamos encantadas e com uma saudade incontrolável. Saudade das cores, da vida pulsante nas ruas, da música que se ouve em cada esquina.... Em todos os prédios há placas em homenagem aos mortos que lutaram pela Independência e pela Revolução e até as notas de CUPs são estampadas com seus heróis. Todos sabem dizer quem são e o que fizeram pelo país. PASSEIOS Caminhar sem destino por Havana Vieja é viajar no tempo e sentir o paradoxo que Cuba nos traz o tempo todo. MUSEUS Visite os museus todos (o de Bellas Artes, o da Revolução, da África...) e converse, pergunte, questione. Os cubanos adoram conversar, contar sobre suas vidas, suas histórias. Conversar é uma ótima chance de entender o que foi a Revolução e como é o dia-a-dia das pessoas. Em geral, quem tem contato direto com o turista tende a apresentar uma realidade diferente das pessoas que estão fora deste circuito. MÚSICA Infelizmente, em maio a FAC (fábrica de arte cubana) estava fechada. Verifiquem se estará aberta quando forem, dizem que é maravilhosa!!!!! Vá ao Bodeguita del Medio e, se puder, conheça o músico Alessandro. Pessoa doce e inteligente. Diga que brasileiras nipônicas mandaram abraços. Dance e ouça son pelas vielas de Havana Vieja. Num bar pequeno (se não me engano, o The Tavern), descobrimos a banda "Andy´s son". Simpáticos e talentosos. Ouça jazz no La Zorra y El Cuervo e, por sorte, também, descobrimos em um restaurante bem pequeno, no meio de Havana Vieja um trio de mulheres tocando jazz. Lindo! No primeiro dia de viagem, acabamos caindo na conversa de uma cubana que nos disse que haveria um show com alguns integrantes do Buena Vista em comemoração ao Primeiro de Maio. Fomos e o show, apesar de muito bom mesmo sem os integrantes do grupo, foi bem turistão, num prédio antigo super bonito: Sociedad Cultural Rosalia de Castro. FREE WALKING TOUR No último dia do retorno à Havana, fizemos o walking tour pro fechamento da viagem. Recomendo. Os meninos são bem preparados e é muito interessante acompanhar os europeus e americanos descobrindo o que foi a Revolução. LIVRARIAS Havana tem muitas livrarias e uma feirinha incrível de livros, discos e bottoms históricos perto da Plaza de Armas. Dicas: livros de fotografias são bem mais baratos que no Brasil. VARADERO Fomos para Varadero. Reservamos um apartamento, bem longe dos resorts, num bairro residencial, sem a loucura do turismo. Foi uma das nossas melhores escolhas. Lá, pensei que havia perdido meu passaporte, o que me fez passar um dia na delegacia e conhecer seu funcionamento. A cidade toda se pôs a nos ajudar, os vizinhos abriam suas casas para conversarmos e tomarmos café, saíam pelas ruas a procurar o documento e, quando passávamos, queriam saber se já o havia encontrado. DANÇA Em Varadero, saíamos para dançar. Fomos as três noites à Calle 62. Um palco ao ar livre em que uma banda toca ao vivo. Turistas e cubanos se misturam e dançam a noite toda! Não fomos à Casa de La Música, pois é uma casa fechada, estilo balada. COMO CHEGAR Fomos de táxi compartido de Havana (20 CUCs por pessoa). SANTA CLARA Visitamos, na cidade, a Federação de Mulheres Cubanas. Lá, conhecemos o trabalho da Vilma Espín, esposa de Raul, que lutou na Sierra e coordenou a implementação dos direitos das mulheres durante a Revolução. Hoje, seu trabalho é continuado por sua filha Mariela, que milita junto à comunidade LGBT de Cuba. Aprendemos sobre as creches e escolas cubanas, sobre a licença maternidade, que, também, pode ser estendida aos avós ou ao pai. MARAVILHOSAS! Conhecemos uma farmacêutica que havia participado de uma missão na Venezuela e nos contou suas impressões e o quão importante é conhecer os rincões de miséria do mundo para que as gerações atuais vejam Cuba e entendam seu sistema. Isso nos foi falado por mais de uma pessoa e, perplexas, ouvimos caladas sobre como foi a recepção brasileira aos médicos cubanos. Há uma escola em Santa Clara em que são ensinados idiomas para os trabalhadores. Conhecemos o Professor Mário, que dá aulas de português. Simpático e curioso. Se puderem, vão até lá e assistam uma aula. HOSPEDAGEM Reservamos uma casa pelo airb&b: https://www.airbnb.com.br/rooms/15561338 Os proprietários desta casa são um engenheiro e uma médica. O casal tem uma visão diferente sobre o socialismo. Ele, engenheiro, e quem cuida do turista, é contra o regime. Ela, médica e professora, a favor. COMO CHEGAR Fomos de ônibus, Via Azul, de Varadero (+- 200km - 3 horas de viagem). PASSEIOS - Memorial e Museu do Che: imperdíveis. Há uma livraria na entrada, com muitos livros sobre a revolução. Quando fomos, tive uma conversa de longa e imprescindível com o vendedor, que me falou sobre seu dia-a-dia, sobre o funcionamento dos CDRs e da Federação de Mulheres Cubanas, contou-me sobre as eleições e seu cotidiano. (http://www.parlamentocubano.cu/index.php/x-cuba-aplicacion-movil-para-android/) Nossa lógica de candidaturas políticas pelo marketing é completamente absurda para eles, que tem representantes de bairros, zonais, distritais... - Monumento à Tomada do Trem Blindado - Estátua do Che y el niño e Loma del Capiro Vale a pena ir à Loma del Capiro e estudar sobre o monumento. Quando fomos, o pintor Michael estava por lá e nos contou a história da tomada da Loma, seu significado e batemos um papo sobre Brasil, Rússia, Cuba... SANTIAGO DE CUBA HOSPEDAGEM Reservamos uma pelo airb&b: https://www.airbnb.com.br/rooms/8591172 Casa grande, arejada e localização boa. COMO CHEGAR Fomos de ônibus, Via Azul. A viagem de Santa Clara a Santiago é longuíssima. Quase 12 horas!!!! Se puderem, façam uma parada em alguma cidade intermediária. ONDE COMER Em todas as cidades procuramos comer nos locais mais populares e frequentados por cubanos, gastando, no máximo, 2 CUCs. Aqui em Santiago, decidimos almoçar em um restaurante de frutos do mar e não nos arrependemos! Recomendo o Thoms Yadira Restaurant. MARAVILHOSO e o preço não é caro! https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g147273-d12507816-Reviews-Thoms_Yadira_Restaurant-Santiago_de_Cuba_Santiago_de_Cuba_Province_Cuba.html PASSEIOS - Cemitério Santa Ifigênia: onde estão enterrados Fidel, José Martí e os combatentes do Quartel Moncada. - Centro Histórico de Santiago - Plaza del Céspedes - Museu Bacardi - Casa Diego Velazquez - Catedral Nossa Senhora da Assunção - Museus Fomos ao museu do Carnaval, ao Museu Bacardi e ao Museu da Luta Clandestina. Valem a peNa a visita e solicitem sempre um guia! Se tiverem sorte, haverá músicos no museu do Carnaval fazendo um som! - Cuartel Moncada y Hospital Militar Em Santiago, não se pode deixar de visitar o Hospital Militar e, ao seu lado, o Cuartel Moncada, cuja tomada deu início à Revolução de 1959. - Livrarias e Galerias de Arte Infelizmente, a livraria Escalera estava fechada nos dos dias em que estivemos em Santiago. Dizem que é linda, com as paredes repletas de livros e cheia de raridades. Nas nossas andanças pela cidade, conhecemos uma galeria de arte, bem próxima ao Museu do Carnaval. As obras de "Ache" estão lá expostas e contam as histórias de Alejo Carpentier. Vale a pena a visita e a conversa! Em todas as cidades que visitamos fizemos as visitas nos museus com guias, que são preparadíssimos. Antropólogos, historiadores e profundos conhecedores do seu país e da sua arte, cujo trabalho é valorizado pelo Estado e pela sociedade. Voltamos com muitas cartas para escrever e com a vontade de voltar. TRINIDAD COMO IR Santiago a Trinidad, fomos de Via Azul, durante a madrugada. Viagem longa. 10 horas, aproximadamente. PASSEIOS Trinidad é um charme! Ruas de pedra e construções coloridas, bem conservadas. Galerias de arte por todo canto e muita música. Se derem sorte, poderão ver os artistas pintando em seus ateliês. MUSEUS Na Plaza Mayor estão localizados diversos museus: - Museu Romântico: Antigo palacete, onde é possível ver afrescos originais e móveis da época. - Museu de Arqueologia: Objetos de pedra, cerâmica e ferro narram a história de Cuba. Vale a pena bater um papo com a diretora do local sobre a Revolução e o que esta modificou na estrutura social de Cuba, principalmente, em relação aos negros! - Casa de Rafael Ortiz Exposição de artes e uma vista maravilhosa da cidade. - Torre da Igreja de San Francisco Bela vista da cidade. - Museu da Lucha contra Bandidos Um pouco mais sobre a história de Cuba e as inúmeras tentativas americanas de colonizar a Ilha. MÚSICA Por todo lugar, ouve-se música. Afrocuban jazz, rumba, son, salsa. Fomos a um restaurante pequeno, numa rua qualquer, e lá ouvimos bossa nova! Há, também, o Palenque de los Congos Reales, que, no dia, assistimos a uma apresentação de música tradicional cubana. E, à noite, dançamos salsa e ouvimos uma banda ao vivo nas escadarias da Casa de la Musica. Trinidad é uma delícia de cidade. Gostaríamos de ter ficado mais tempo! CIENFUEGOS Em Cienfuegos, visitamos o Palácio de Cienfuegos, hotel onde ficou hospedado Hugo Chávez. Tivemos uma sorte enorme de conhecermos Miriam, uma mulher incrível, poeta e que leu um poema escrito por ela em homenagem a Che Guevara para Chávez. Cienfuegos foi a cidade dos encontros. Nos hospedamos na casa de duas professoras aposentadas fofíssimas! Milhares de livros sobre a Revolução e móveis que pertenceram aos seus bisavós! Entusiastas e conscientes das mudanças sofridas em Cuba. Em sua casa, diversas homenagens pela participação ativa na formação de crianças e na atuação nos CDRs em prol da construção de uma sociedade melhor. ONDE FICAR RECOMENDADÍSSIMAS: https://www.airbnb.com.br/rooms/16749933 Esta é a casa de Gladys e Miriam: COMO CHEGAR Fomos de táxi compartilhado. A viagem de Trinidad a Cienfuegos é curta, porém, se decidirem ir de ônibus, comprem os tickets assim que chegarem!!!! As passagens esgotam rapidamente. PASSEIOS Fomos para a cidade no feriado do dia das mães, logo, pegamos a cidade vazia e tudo estava fechado. Caminhamos pelo centro, visitamos os prédios e os museus, que nos decepcionaram bastante. As guias quase nada explicavam e, muitas vezes, fingiam que não havia visitantes. - Teatro Tomás Terry Infelizmente, o teatro não está bem conservado, porém, vale a visita. - Sorveteria Coppelia Tradicional sorveteria cubana e com ótimo preço (pago em CUP). - Caminhe pelo Malecón de Cienfuegos. Quase ao final, visite o Palácio do Valle, cuja arquitetura tem forte influência árabe e, de lá, assista ao pôr-do-sol. Belíssimo! Ao lado, há o Palácio de Cienfuegos, hotel onde ficou hospedado Hugo Chávez. Se tiverem sorte, serão recepcionados por Miriam, uma mulher incrível, poeta e que te contará como foi a recepção da comitiva venezuelana. - Punta Gorda A vista e o caminho até lá são bem bonitos, porém, nos decepcionamos com o lugar. Muito cheio e não nos pareceu que a água seja limpa. VIÑALES Dormimos duas noites em Viñales. Cidade com muito verde, casas coloridas, cavalos e céu espetacular. As fazendas, antes pertencentes a poucas famílias, com a Revolução, passaram a pertencer a pequenos agricultores após a Reforma Agrária. Vá até o mirante e, de lá, observe o sol se pondo atrás dos mongotes ouvindo os passarinhos. Infelizmente, não tivemos mais tempo para outros passeios. Porém, se tiverem, dizem que os Cayos são lindos, assim como alugar uma bike e ir para as cavernas! MÚSICA Pague dois CUCs e vá dançar na Casa de La Música. Cuba nos deixou com o sonho de que, sim, podemos viver em um país em que o tempo de vida é determinado por aquilo que nos dá prazer, pelo conhecimento do outro, pelo tempo do estar junto e de se formar como ser humano, pensante, musical, culto e altruísta. O povo cubano é consciente do que vive. Nos davam aulas de história sobre seu povo, sobre o orgulho de terem sempre lutado, por sua independência, pela Revolução e pela manutenção desta. Logo que chegamos, havia em todas as ruas papéis convocando a população para a Assembléia de Prestação de Contas dos CDRs. A questão do regime é controversa. A impressão que tivemos foi a de que muitos dos que vivem em contato com o turista já não são mais a favor do socialismo, talvez, por pensar que, caso implementado o capitalismo, seriam como essa porcentagem mínima que consegue ter a grana necessária para viajar e ter acesso a bens de consumo, já que a miséria do capital não chega até eles. A maior parte das pessoas que conversamos fora do roteiro turístico é a favor do regime e consciente das conquistas deste. Cuba nos mostrou o quão desumano é ser criado sob o capitalismo. Vivenciamos e nos percebemos formadas sob a cultura do medo em oposição à beleza e à liberdade da vida cubana, que não tem medo do outro, que ocupa suas ruas e cria suas crianças livres. Que as escolhas profissionais podem e devem ser feitas por prazer, por aptidão. Hoje, voltamos (e vivenciamos) com a certeza de que a formação do homem sob o socialismo o torna mais humano, mais solidário e empático. Viva Cuba! Dicas finais: - Cuba toda é muito segura! - CONVERSEM! Conversem com todas as pessoas que puderem. Desde os proprietários das casas, os garçons, os guias dos museus, as pessoas que sentam ao seu lado nas praças, com os taxistas. Os cubanos, em geral, são abertos, curiosos e adoram ouvir e falar sobre suas vidas. Voltamos encantadas e com uma saudade incontrolável. - alugamos uma bicicleta pra nos locomover de Havana Vieja a Miraflores. Conhecemos muitas ruas e bairros diferentes. Foi intenso, diferente, porém, os habaneros não estão acostumados com ciclistas. - negocie tudo! - ande com CUCs (pesos convertibles) e CUPs (moneda nacional). - se possível, leia todo os dias que estiver em Cuba os jornais. - procurem a Casa de la Musica da cidade. Em geral, a programação é ótima e os prédios, históricos e bem conservados.
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    FEVEREIRO/2016 Quando cogitamos ir para o Jalapão, as referências que tínhamos eram poucas. Nenhum amigo tinha ido, e alguns nem sequer sabiam onde ficava, muito embora o destino esteja ficando cada vez mais conhecido. No primeiro relato que li na internet um casal contava que alugou um carro em Palmas, e passou perrengue logo no primeiro dia, quando o carro atolou. Eles disseram que deram muita sorte com um caminhão que passava e os ajudou, e depois foram pro bar e comemoraram o resgate. Rs. Chamou atenção o que motorista do caminhão disse pra ela durante a cena do socorro: O Jalapão é bruto! Vi ainda esta frase estampada na camisa de uma empresa de turismo, é um slogan chamariz do turismo de aventura. Concordo em parte com a frase. De fato o Jalapão não é para qualquer um. Eu diria que o Jalapão é um diamante bruto. Cada atrativo é um espetáculo incrível de delicadeza, são surpreendentes as cores, os formatos, as obras da natureza. E as pessoas, o povo jalapueiro, tem uma doçura rara. São acolhedores, tranquilos, tem sabedoria e conhecimento. No meio de um mato rasteiro chamado de cerrado alto estão leves depressões que não sao vistas claramente da estrada, e muitas escondem rios com cachoeiras e veredas de buritis, que só se revelam quando chegamos bem perto. No horizonte estão as chamadas serras, que são grandes chapadões onde é possível subir para assistir aos espetáculos do sol. No Jalapão você pode andar muitos quilômetros sem ver ninguém, e assim é o melhor jeito de conhecer. No entanto, isso só acontece fora de feriado. Um parêntesis para ressaltar que o Tocantins é o estado caçula da federação. Foi criado em 1989, pós-Constituição Federal. O lema atual do Governo do Estado (2016) é "livre iniciativa e justiça social". De fato, o que se observa é um estado com planejamento e orçamento para fazer acontecer. Um estado criado no reflexo da constituição cidadã, onde a presença estatal é robusta inclusive no interior, em lugares de difícil acesso, com presença da escola e posto de saúde municipais em todas as cidades por onde passamos. Um morador contou que a presença de uma médica boliviana do Mais Médicos foi fundamental na cidade (isso não é uma propaganda pró-governo, apenas um relato). Muito embora a máquina estatal pareça ser extremamente inchada, há muito espaço para a livre iniciativa, principalmente no turismo. Outra característica do estado recentemente criado é a ausência de influência robusta da Igreja Católica. Não se vê nas pequenas cidades a praça com uma igrejinha. O ponto central da cidade tem uma com o prédio da Prefeitura, e a religião que domina é a cristã evangélica. Escrevi nosso roteiro para facilitar os aventureiros de plantão. Dia 04/02 - chegamos tarde no aeroporto e fomos direto pro hotel. Dia 5/02 - sexta-feira Demos uma volta pra conhecer Palmas. Depois seguimos na direção do Jalapão. No caminho, logo no início da estrada, paramos na Cachoeira dos Macacos/Cachoeira do Roncador. Simplesmente muito bonita a cachoeira, principalmente a segunda. Um paredão enorme. Dizem que lota no final de semana, e que a tapioca é uma delicia na entrada da trilha. Seguimos viagem até Ponte Alta do Tocantins, onde paramos e almoçamos no Sabor de Minas, comida caseira. Depois do almoço fomos ao Cânion do Sussuapara, um lugar no meio da estrada, diferente de tudo que já vi. Parece que o chão abriu e as raízes das árvores fazem chover no buraco aberto. É lindo, cena de filme, água limpa. O Chico (nosso guia) explicou que tinha um poço que dava pra tomar banho, mas que teve um desmatamento próximo que assoreou o tal poço, que atualmente é só um pequeno caminho de água. Depois, fizemos check in na Pousada Águas do Jalapao, e aproveitamos a tarde na piscina, tomando cerveja (que compramos em Palmas antes de sair). No fim da tarde saímos pra ver o por do sol na Pedra Furada, que de fato é linda demais. Repelente é fundamental. Na volta, estávamos cansados demais, tomamos banho e dormimos cedo. Dia 06/02 - sábado Café da manhã delicia da pousada, e saímos pra tirar foto na entrada da cidade. Pegamos a estrada. Depois de 30km, sob um juramento de que não íamos demorar, o Chico fez uma surpresa no roteiro e saiu da estrada pra gente conhecer a cachoeira do Lajeado. As cachoeiras e rios aqui passam pela parte baixa do terreno, então não dá pra ver da estrada. Ela era diferente, o solo vermelho, a água geladinha, e as pedras lisas e planas. Foi bom pra refrescar deitados na pedra e tirar fotos. Mais 70 km e chegamos na Cachoeira da Velha, que fica dentro de uma propriedade que foi do Pablo Escobar e o governo atualmente administra a estrutura. A queda d'Água é grande e o visual bem bonito com a Serra do Jalapinha ao fundo. Descemos a trilha da queda d'Água até uma praia de rio, onde o Chico esperava a gente com um saboroso picnic. Experimentamos a paçoca de carne seca. Descansamos um pouco batendo papo, tranquilos no rio, e pegamos estrada novamente. Mais 60km até chegar às Dunas, e os arbustos do cerrado alto impedem de ver os atrativos de longe, mesmo sendo planalto com o horizonte lindo. Já na reta final é possível ver ao fundo a Serra do Espírito Santo com o Sacatrapo à sua direita. Tiramos muitas fotos, e ficamos encantados com a beleza da formação da serra. Subimos nas Dunas de areia bem dourada e de lá assistimos um lindo pôr-do-sol. Voltando pro carro, criamos inimizade com o Amauri, que no atrativo anterior tinha entrado no meio das nossas fotos (tanto espaço vazio pra ele tirar foto...), e depois acabou ouvindo a gente sacaneando ele no meio da trilha. Foi difícil não rir daquela situação constrangedora. Quem não riu foi o Amauri. Mais alguns quilômetros e chegamos em Mateiros, jantamos no restaurante da Tia Rosa, que serviu frango com pequi (fruta famosa do cerrado), e macarrão com feijão!! Hum... Ausência de limite resultou numa passada na sorveteria mesmo depois de comer muito na tia Rosa. A animação era total pro carnaval da cidade, mas foi só tomar um banho quente que todos se aquietaram e apagaram. Em tempo, o carnaval não passou de um apitaço no posto de gasolina. Dormimos no hotel Panela de Ferro. Hotel excelente, tudo novo, ar condicionado, cama boa, wi-fi e café da manhã simplesmente imperdível. Dia 07/02 - domingo Acordamos às 03:40, e saímos às 04:00 pra subir a trilha e assistir o nascer do sol no Mirante da Serra do Espírito Santo. Céu estrelado, só a gente na trilha. No meio do caminho vimos um monte de carro chegando lá embaixo. A subida tem bastante pedra solta, mas não é difícil. Chegamos lá umas 05:50 e o céu já começou a ficar laranja. Aguardamos mais uma hora entre fotos e contemplação, e vimos aquele incrível espetáculo sem uma nuvem no céu. O sol nasceu por volta das 06:40. Todas as atrações foram diferentes e valeram muito a pena, mas sem dúvida esse nascer do sol foi meu preferido. Amauri chegou logo depois da gente e esteve presente neste momento crepuscular. Depois pegamos uma trilha de 3km plana pra ver a erosão de cima e do outro lado da serra, toda a areia dessa erosão é depositada nas Dunas que vimos no dia anterior. Voltamos, descemos a trilha de volta, e as 8hs estávamos de volta na base da serra. Na pousada, esperaram a gente voltar pra tomar café, e mais uma vez eu vejo que não tenho maturidade pra comida gostosa à vontade. Tinha um pão caseiro, bolos e o mangulão (bolo de polvilho que parece bolo de pão de queijo). A gente só parou de comer quando não cabia mais. Tipo rodízio. Primeira atração do dia foi o Fervedouro Encontro dos Rios. Esse é o menor fervedouro, mas onde o efeito da água brotando e areia afundando é o mais divertido, até agora. Demos sorte (ou o Chico escolheu bem), e não tinha ninguém lá. Porque tem um menininho que fica organizando e controlando a quantidade de pessoas que entram. Conseguimos ficar um bom tempo, tiramos fotos, brincamos de gravidade zero, depois de fazer redemoinho... Mas chegou um outro grupo e nossos 5 minutos começaram a contar. Aproveitamos esse tempo pra tirar a fralda de areia fina que acumulou no biquíni. Logo do lado tinha o encontro dos rios: rio sono (água escura) com rio formiga (água clara). Demos uns pulos na margem do rio pra brincar um pouco. Depois fomos pro boia cross no rio formiga, cheio de aventura e com direito a pular da árvore e cair desajeitado no rio no fim do percurso. No mesmo local tem o fervedouro do buritizinho, que tem uma água azul linda e inacreditável, no meio de um monte de bananeira, e com um fervedouro fundo no meio. Esse fervedouro pareceu o mais bonito, mas não tem a sensação diferente do fervedouro do encontro dos rios. Na saída, vimos mel sendo vendido numa garrafinha de caçulinha, junto ao artesanato. Era Mel de Tiúba, e segundo contaram é um mel super difícil de achar e bom pra gripe. Almoçamos no fervedouro do buriti. Logo em seguida fomos na Comunidade do Mumbuca, onde encontramos crianças lindas cantando assim que chegamos. Lá vende artesanato de capim dourado feito pela comunidade. Também experimentamos o sorvete dentro da comunidade. Tinham sabores super diferentes, de frutas típicas da região. Jatobá, coco catolé, mangaba, cagaita, murici. Ah, junto do artesanato também comprei um doce de caju caseiro bem gostoso. Tinha doce de banana e doce de buriti também. No fim do dia fomos até a Cachoeira da Formiga. Nunca vi tanta gente. Muita mesmo. O ideal é ir bem no início do dia ou bem no final. Conforme a tarde ia caindo, o pessoal ia embora, até que ficou bem vazia e curtimos mais. Voltamos pra pousada, tomamos um banho e fomos atrás da pizzaria da cidade. Mas ela só abria depois do culto, porque o dono é o pastor, então fomos no único lugar que tinha gente, Pastelaria Tavares. Tomamos uma cervejinha, comemos um delicioso pastel de carne com queijo, e depois um espetinho (com acompanhado - mandioca cozida, feijão tropeiro, arroz, vinagrete). Bem bom. Mais uma vez foi pé na jaca. Dia 08/02 - segunda-feira A ideia era acordar cedo pra correr e gastar os 3kg que adquirimos, mas o corpo já estava cansado, a cama e o ar condicionado estavam mais interessantes. A moça do café conseguiu limão pra mim, colhido do pé. Fofa. Eu pulei da cama e arrumei a mala o mais rápido que pude pra sobrar mais tempo pro café da manhã. Deixo a dieta e a corrida pra quando voltarmos pro Rio. Os donos da pousada são ótimos. A Dona Josinete pareceu brava de início, mas tem um coração bom. Teve uma hora que eu fiquei com medo dela brigar que eu tava comendo muito, mas ela disse pra comer mesmo porque estávamos muito magrinhas. Rs. Pegamos estrada pro rafting. No caminho encontramos não só expedições de caminhonete, mas também muitas expedições de moto e bike. A galera de bicicleta é muito guerreira, porque é muito sol e muita poeira. Impressionante que não tem só homens, as mulheres também são guerreironas. E vai um carro de apoio junto. Chegamos no rafting. Parágrafo especial rafting: O rafting no Rio Sono é feito com a empresa Novaventura. Eles são super profissionais e se preocupam com a segurança dos turistas. Por isso, é necessário usar roupa adequada (calça comprida de ginástica, ou calça de taktel, blusa, quanto mais comprida melhor pra proteger do sol, e tênis ou papete - vale a pena investir numa papete antes de ir ou conferir se eles alugam no local). Além disso vale a pena usar viseira ou boné, muito protetor solar, e disposição. Quem quiser levar câmera, é bom tomar cuidado. São duas horas e meia descendo a cachoeira, e é uma descida na medida certa pra quem não tem experiência mas quer um pouco de aventura. Fizemos a nossa descida com o Rafael, super gente boa, que nos deu muitas dicas e curiosidades da região. Vou tentar resumir: Começo pelo nível do rafting, que nesse dia era nível 2. Mas ele oscila de acordo com a época do ano. Quanto mais chuva, mais forte fica. Eles costumam dizer que o inverno é a época chuvosa, janeiro a maio, com temperaturas mais amenas. Enquanto o meio do ano é o verão, quando as temperaturas ficam mais altas durante o dia e frio a noite, e chove menos. De agosto e dezembro faz muito calor de dia e de noite, e não chove. Quando chove menos, o rafting fica mais fácil. E ouvimos dizer que os rios ficam ainda mais bonitos. A mata ciliar vai crescendo ao longo do rio e ficando mais parecida com a Mata Atlântica. São poucos os bichos ao longo do rio, na grande maioria pássaros. Depois do rafting, passamos na cachoeira das araras, delicia. Só tinha a gente. Os carros particulares não costumam vir, e as agências só vem se fizer o rafting. O almoço foi no Fervedouro do Bela Vista. Pode parecer que não sou parâmento porque gosto de tudo, mas não é bem assim, a comida tocantinense é gostosa mesmo. E esse almoço foi o melhor da vida. Um casal que saiu antes da gente agendou o jantar. Pra quem se hospedar em São Félix é uma distância de 3km. Consegui o telefone deles, vale a pena agendar. Telefone: 63-9920-9914 (Dona Himelda e Sr. Gecimar. Mandioquinha frita e carne de panela melhores da vida. Eles serviram também frango caipira (típico da região), feijão delicia, arroz, bife de carne acebolado, e salada de tomate com repolho. O tal casal que reservou o jantar pediu escondidinho de carne de sol, e fiquei com muita vontade de experimentar, quem ler esse texto e for lá, depois me conta. Amo escondidinho. Pra fechar fomos conhecer o fervedouro que tem lá, com peixinhos, onde conseguimos ficar sozinhos tirando fotos e curtindo. Depois desse fervedouro voltamos pra Mateiros, por questão de logística (dessa maneira é possível ficar 3 dias no mesmo hotel em mateiros), mas também é possível se hospedar nessa noite em São Félix do Tocantins (assim não precisa andar pra trás no roteiro). Perto de Mateiros tem o restaurante Rancho 21. Não tem nada demais. Mas tinha salada e mandioca cozida que já valeram a pena. Na verdade eu ainda estava pensando em toda a comida até aqui, e ainda no escondidinho, por isso dei uma controlada nesse jantar. Estávamos cansados, do jantar fomos pro hotel Dois Irmãos, simples e limpo, café da manhã simples. Dia 09/02 - terça-feira Nesse dia conseguimos acordar cedo pra correr. Foi bom pra conhecer a cidade toda, que não é grande, mas fora do carro temos uma visão diferente. Até aqui a gente saia de carro do hotel, ia e voltava do atrativo e descia no hotel. Saímos a pé só à noite. Gastamos 1/10 do que comemos até agora, não porque corremos pouco, mas porque não temos educação com comida boa. Tomamos café que apesar de simples tinha um mangulão que era praticamente um bolo de pão de queijo, massa firmizinha. Depois pegamos estrada na direção de São Félix. Paramos na cachoeira do Prata, onde tomamos banho e ficamos conversando tomando uma cervejinha. O almoço foi depois de São Félix, onde termina o ponto do rafting, e é conhecido como cachoeira das araras. Bem diversificado o almoço ali, tinha tabule, salada, mandioca, além das comidas tradicionais como galinha e carne de panela. Mais uns 20km e chegamos na Catedral Ecolodge. Tinha visto essa pousada no booking. Me chamou a atenção a foto do bangalô principal que fica na parte alta da propriedade e interage diretamente com a natureza. É bem romântico. Mas chegando lá descobri que esse bangalô é um só e que na parte de baixo tem bangalôs menores, com banheiro fora do bangalô(na chamada casa de banho). De início eu fiquei de olho da suíte master, mas adorei ter ficado no bangalô de baixo. Confesso que tive medo dos bichos entrarem no bangalô de madrugada, mas depois me acostumei, entraram apenas os bichos de praxe, nada de lobos ou onças, e eu queria mesmo era ficar mais tempo hospedada lá. Dormimos de cortinas abertas e tudo (não existem portas), e de fato é uma experiência pra quem está acostumado com a cidade. Curtimos o banho de rio no fim da tarde, depois saímos pra fazer o passeio de bike (R$30,00), que valeu muito a pena. Conseguimos gastar metade da comida que consumimos, e vimos dois casais de araras azuis. Não deu tempo de ver o por do sol do monte que tem dentro do acampamento. Vimos da estrada mesmo, de bicicleta. Voltamos já escuro pro acampamento ecolodge. O jantar foi simplesmente delicia, já recompondo em dobro o que gastamos mais cedo. No fim do dia ficamos admirados com o céu todo iluminado ali no meio do cerrado. Acordamos cedo pra ver o nascer do sol no monte perto do acampamento, mas não tivemos muito sucesso. O pessoal do ecolodge disse que a partir da semana santa (2016) ficará pronta a trilha pra Serra Catedral que é ali do lado, e com isso será possível subir a serra pra ver o nascer do sol, quero muito voltar pra fazer essa trilha!!! O café da manhã parece ter sido especial pra gente, porque nunca vi tanta coisa gostosa, omelete, tapioca, pão de queijo feito em casa! Mais uma vez não nos controlamos. Só paramos de comer porque precisávamos pegar estrada. E assim fomos, voltamos pela cidade de Novo Acordo e por fim Palmas. Ainda almoçamos um tucunaré delicioso na Praia do Prata (uma das diversas praias de rio de Palmas), onde tem uma cerca no rio pra proteger os banhistas das piranhas!!! Rs. Depois do almoço e banho de rio deixamos o Zé no aeroporto e ficamos num hotel ali perto pra esperar o nosso que seria de madrugada. Mas pra minha surpresa, uma amiga também estava em Palmas e saímos todas pra correr na praça das secretarias. Dirigir por Palmas sem gps é impossível, todas as ruas e rotatórias são iguais. Nos perdemos bastante. Depois da corrida resolvemos parar no primeiro lugar de comida, porque não queríamos mais nos perder. E, por sorte, encontramos uma lanchonete de comidas saudáveis. Comemos tapioca e tomamos suco verde. Deixo aqui o telefone de lá, porque vale a pena, Planejamento : dá pra ir no particular ou por empresa. No particular da pra alugar carro em Palmas. O ideal é alugar caminhonete, e mesmo assim é bom ter experiência em dirigir carro grande, usar a tração. E não vir sozinho de carro por causa dos atoleiros, principalmente no meio do ano quando ele aumentam. Além disso, o roteiro pode começar em mateiros ou em novo acordo. A diferença é que se começar por novo acordo, quando for ao por do sol nas Dunas, precisa voltar uma estrada longa e movimentada pra dormir em Mateiros, ao passo que se começar por Mateiros, o por do sol nas Dunas é caminho pra Mateiros e depois não precisa voltar muito na estrada, só pra subir a serra pra fazer a trilha. O gps tem todas as estradas e atrativos. Dica quando chegar em Palmas: comprar cerveja e água mineral antes de sair; as empresas normalmente levam térmica e gelo; ensacar as mochilas com saco de lixo por causa da poeira; sair um dia antes do feriado para não pegar o galerão que chega no primeiro dia; viajar com empresa, o ideal são 3 pessoas por carro, cabem 4, mas 3 viajam mais confortáveis; pomada pra picada de bicho (carrapato, mosquito, mosca) - não vai necessariamente ser picado, mas pode acontecer e não tem farmácia; a noite normalmente estamos cansados e não tem muita coisa pra fazer, lanche ou janta, cervejinha, e dormir cedo. Comida: quem vai no particular precisa agendar os locais onde comer antes, ou então chegar cedo pra garantir o almoço ou o jantar. Meninas: as águas do Jalapão deixam o cabelo super macio. Melhor que shampoo gringo. Vale o investimento. Roupa de banho: eu particularmente achei ótimo ter levado sunkini, porque me senti confortável em todas as atrações, desde o fervedouro até o rafting. Mas não é necessário. No fervedouro entra muita areia (muita mesmo) na calcinha/sunga. Se tiver forro grosso, a areia não sai nunca mais. Leva um reserva. Atrações: todas as atrações são pagas. Mas se você pagar o pacote com empresa, as atrações normalmente estão incluídas, inclusive refeições à vontade, com exceção da bebida. Filmes para inspirar: Deus é Brasileiro, Xingu, final da Novela Araguaia, Survivor Tocantins.
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    @Érica Martins Decidimos ir somente na de Trinidad mais por causa do nosso orçamento mesmo, pois para ir até a outra ruína em Jesus de Taravangüe tem que pegar um táxi ou mototáxi e eles cobravam meio caro. Mas como vocês vão em cinco pessoas acredito que vai sair bem mais em conta combinar um táxi. No geral o acesso pode ser feito pelas estradas, e não é difícil, é só perguntar no hotel ou hostel que com certeza eles vão te informar (parece que só quem mora lá sabe mesmo rs), e como eu disse o passe que você compra em uma das ruínas dá acesso a todas as outras do complexo paraguaio. Pensávamos em ir às missões argentinas, mas nos disseram que as paraguaias eram maiores e menos alteradas, no entanto as argentinas tem infraestrutura melhor e mais informações, especialmente a de San Ignacio Mini. Além das ruínas tem um parque ecológico na cidade de Santa Ana (Argentina) que parece ser legal onde tem um mirante em foma de cruz. O acesso às ruínas argentinas eu já não sei informar. O preço da gasolina por lá é em média Gs. 5.000,00, o que equivale mais ou menos a R$ 3,12 por litro. Vou deixar o link de um relato de duas argentinas que alugaram carro lá no Paraguai e viajaram o país inteiro praticamente. As estradas do triângulo Asunción-Encarnación-Ciudad del Este são as melhores do país, todas bem asfaltadas mas pedagiadas também. Não se preocupe se você não encontrar toda informação ainda no Brasil, chegando lá a boa vontade e a imensa receptividade dos paraguaios ajudará bastante! Relato das argentinas: http://www.caminandoporelglobo.com/2016/02/guia-para-viajar-por-paraguay/ Parque de La Cruz: http://www.parquedelacruz.tur.ar/el-parque-de-la-cruz.php
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    Olá Márcio, não tínhamos muito tempo, tínhamos 20 dias de férias do trabalho e precisávamos voltar, voltamos de ônibus, abraço
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    Sim LF, depois de alguns dias de repouso e anti inflamatórios está tudo bem
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    Voltamos de ônibus Juliana, já era programado essa volta pois tínhamos que retornar ao trabalho
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    Acho muito belo os relatos assim que descrevem a paisagem, detalhes geográficos, não sou geógrafa mas amo muito. Carretera está nos meus planos para janeiro, planejamento já feito saindo do Mato Grosso de carro. Já fiz ano passado Ushuaia. A chuva atrapalhou os passeios? Gostaria que não chovesse mas acho que não tem época que não chova por lá né?
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    @mariojr e @adrianolb muito obrigado pelas dicas, ajudaram bastante mesmo, já dá pra ter uma noção pelo menos em média. @Jackson Lincoln Lopes top essa sua estratégia. Vou começar já a fazer estas buscas. Muito obrigado
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    @Brankss Cara, estou indo para a Europa dia 30/12. Vou para Itália e Paris. É difícil mesmo encontrar preços. O que eu comecei fazer foi o seguinte - Analisar os locais perto de onde estarei quando estiver próximo do horário do almoço e a noite, próximo dos hotéis que ficarei. Já dá para você ter uma noção. Como fazer isso? Eu estou no google earth buscando os restaurantes, padarias, cafeterias, etc... Aí entro no face ou site desses locais e também no tripadvisor, sempre tem gente colocando valores das refeições. Por exemplo, em Roma ficarei no Hotel delle Province, ele não é central, mas é perto da estação do metro e da estação de trem Tiburtina. Li no Tripadvisor que é um excelente hotel pelo preço que se paga. Aí, 200 metros do hotel tem um restaurante chamado L'oeste de Coste, achei o site e inclusive o menu com preços atuais. É a forma que eu encontrei de fazer "previsões". Dá um pouco de trabalho, mas já dá para ter uma noção de gastos.
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    Quanto Pense bem se realmente vale a pena tudo isto, se você não vai perder muito tempo nos deslocamentos entre as cidades, ou então chegar no destino cansado demais para aproveitar algo por que não dormiu nada na noite anterior... Geralmente é muito melhor você gastar 20 ou 30 euros a mais mas pegar um voo ou trem direto mais rápido e ter uma boa noite de sono numa cama confortável do hostel e acordar cedo e disposto para um dia cheio de atividades, do que encarar 10 ou 13 horas de ônibus ou trem noturno super desconfortável e depois chegar ao destino morto de sono, cansado, com dor de cabeça, mau humorado e não conseguir aproveitar direito nada deste dia devido a isto, alem de literalmente estar fedendo feito um gambá depois de um dia inteiro suando debaixo de um sol escandante e uma noite suando num ônibus sem banho...
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    Agosto é o mês mais caro de todos, e quando tudo está super lotado, então se o orçamento está "curtíssimo", eu pensaria seriamente em viajar em Junho, julho ou setembro, quando ainda está relativamente quente, mas as chances de você conseguir preços melhores são muito mais altas. Quanto tempo em cada local depende bastante dos seus interesses pessoais em cada um destes locais, mas para visitar as principais atrações com calma e sem correria, pessoalmente eu recomendaria pela menos a seguinte quantidade de dias em cada local: Praga 3 dias, Budapeste 3 dias, Veneza 2 dias, Florença 3 dias, Verona pode ser 1 dia como bate-volta saindo de Veneza ou como pit-stop entre Veneza e Florença, Cinque Terre 3 dia e Roma 4 dais com ida Pompeia em um deles. Mas se você gosta de cidades e castelos medievais, o melhor local de todos ficou de fora. Se você quer ver cidades e castelos medievais você tem que ir para a Alemanha, é lá que ficam 90% dos castelos e cidades medievais da Europa. Por exemplo, próximo de Munich você pode visitar o castelo de Neuschwanstein, pode visitar a Fortaleza de Hohensalzburg em Salzburg, pode visitar o castelo de Nürberg, etc... Ou ainda pode fazer a rota dos castelos no vale do Rio Reno...
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    Paris, apesar de ter muita opção gastronômica, talvez seja o local mais caro para se comer dessas que você citou. Achar restaurante com 20 euros por lá já e bem difícil. A melhor opção acaba sendo um bom piquenique com baguete, queijo e outros acompanhamentos comprados em patisseries , difícil achar algo mais em conta.
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    Isto depende muito de que partes da cidade você vai circular, na parte mais turística das cidades, onde você vai passar quase todo o seu tempo, as coisas sempre são um pouco mais caras do que num restaurante ou lanchonete lá longe onde nenhum turista vai. E mesmo que tenha opções mais baratas na parte central, quase nunca você acha elas, geralmente acha só mesmo se "tropeçar" por azar alguma... Alguns preços médios para você ter uma ideia: - um prato de pasta ou risoto num restaurante simples custa em média 12 a 15 Euros. - uma taça de vinho, uma cerveja, suco, água, refri para acompanhar o almoço custa em média 3 ou 4 euros. - um prato um pouco mais elaborado, como por exemplo um steak de carne ou algo similar já custa uns 18 ou 20 euros. - cachorro-quente na rua custa 2 ou 5 euros dependendo da cidade e local - pedaço de pizza custa 3 ou 4 euros em média - lanches de rua diversos custam em média uns 3 a 5 euros na rua. Uma coisa que eu gosto muito e que geralmente é barato e sustenta bem, são estes sanduíches prontos igual aos da foto abaixo, as vezes você acha sanduíches custando 1 ou 2 euros no carrefour ou outro mercado qualquer... Fazendo em média uma refeição por dia num restaurante simples, e as demais refeições se virar com lanche, pessoalmente eu acho que você gasta em média uns 25 Euros por dia com comida, claro que tem dias que você vai gastar menos, mas também vai ter dias que você vai estar de saco cheio de comer porcaria ou pasta/rissoto e vai querer algo um pouco melhor, então na média é por ai mesmo... E também depende muito da sua fome, pessoalmente eu preciso comer 2 destes sanduíches da foto para ficar satisfeito, mas tem gente que precisa de pelo menos 3, outros ficam satisfeitos com somente 1... Tem gastos com metrô/tram e ônibus, vai facilmente uns 5 ou 7 euros por dia em média... E finalmente tem os ingressos e passeios, você pode ser aquele cara que fica passando vontade e não entra em nada, ou então aquele cara que entra em toda tourist trap que cruzar pelo caminho. Você consegue pesquisar os locais que gostaria de entrar ou passeios que gostaria de fazer, mas se não tiver nada planejado e definido, pessoalmente eu separo entre 10 e 15 euros por dia para gastar com ingressos e passeios.
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    Em Berlin e Munique talvez o que encontre mais barato são as famosas bratwursts, ou sanduíches de salsichão vendidos na rua e com bastante mostarda e ketchup, deliciosas e dão uma boa enchida, principalmente se acompanhadas de uma cervejinha. Custam por volta de 4, 5 euros. Restaurantes, paga-se em média 14/15 euros em um bom joelho de porco, ou uns 10 em prato de salsicha ou pizza individual. Em Praga, tem tambem muita comidinha de rua e restaurante paga-se mais barato que na Alemanha, digamos o equivalente a 10-11 euros em um joelho de porco. Amsterdam é uma cidade com comida bastante cara, normalmente espere pagar em restaurantes uns 20 euros por um prato decente. O mesmo vale para bruxelas. A dica é realmente recorrer as deliciosas batatas fritas, chocolates, queijos, massas e até comida de supermercado. Alguns deles até disponibilizam microondas no local , então uma lasanha mega recheada para duas pessoas acaba saindo bem econômico.
  16. 1 ponto
    Olá Francisco, muito obrigada pelo relato. Realmente é uma odisseia virtual achar informações sobre o Paraguai na internet. Estamos indo um grupo de 5 amigas agora em novembro fazer algo parecido com o que você fez. Entretanto, queremos priorizar e conhecer as missões jesuíticas tanto do Paraguai quanto da Argentina, próximas a Posadas. Por que você não foi conhecer as outras missões paraguaias? O acesso é difícil? E as missões argentinas, você ouvir falar do acesso sobre elas em Encarnación? Ainda estamos cogitando alugar um carro em Ciudad Del Este. Você sabe me dizer qual a condição das estradas de lá para Assunção-Encarnação-Ciudad del Este? E como será o preço dos combustíveis? Aguardo suas dicas. Obrigada!
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    Irei atravessar de Buenos para Colonia na terça-feira que vem. Comprei pelo site argentino da Seacat e paguei cerca de 146 reais já com as taxas do cartão de crédito, mas esse valor é só a IDA, pq retornarei para casa por Montevideo. Sei que a Colonia Express costuma ser mais barata, mas tem muitas reclamações de atraso e até de cancelamentos nas viagens, como meu tempo é curto optei pela Seacat, fique de olho nessa questão.
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    Nos sites abaixo vc encontra os preços: https://www.seacatcolonia.com https://www.coloniaexpress.com/ https://www.buquebus.com/
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    Salve mochileiros de plantão! Venho aqui contar um pouco sobre minha viagem minimalista pela Europa. Meu projeto documental é caminhar de Paris - Munique, MAS, não numa linha reta apenas. Projetei o caminho passando pelo leste Françês, norte da Suíça, sul da Alemanha e 2 vilarejos da Áustria (é possível depois eu fazer o caminho Viena - Bratislava a pé também). O planejamento para a viagem toda são 32 dias, considerando paradas maiores em alguns lugares para maior descanso e ter tempo com meus couchsurfing's também. Acredito que somente de caminhada, serão 22 dias. Uma média entre 25km a 30km por dia, consequentemente 8h caminhando e 4h entre os intervalos de descanso, hidratação, fotos e vídeos. Pela França eu passei por mais de 100 cidades e vilarejos, ficando em couch nas cidades de Provins, Troyes, Chaumont e Belfort. Foram 15 dias caminhando por lá e a maior distância, sendo 430km. Pela Suíça acredito ter passado por umas 40 cidades e vilarejos, tendo couch em Basel, Baden e Zurique. Foram 8 dias de caminhada e 150km. Estou na Alemanha no momento, faltando praticamente 7 dias para chegar em Munique. Passei por mais de 15 cidades e vilarejos em 2 dias de caminhada. Tive couch em Konstanz e agora em Oy-Mittelberg. Sigo para Füssen e então para Munique, ficando no meu último couch da viagem/projeto. Chegando em Füssen, ficarei em um couch na Áustria, em uma cidade há 10km da mesma. No total já são 26 dias de viagem e muita história pra contar. A caminhada na França muitas vezes foi por rodovias movimentadas e perigosas. Outras vezes por estradas solitárias entre plantações de milho ou por parques regionais. Suíça contornei praticamente todo o Rio Reno e Limmat. Por fim na Alemanha, a caminhada tem sido entre montanhas e lagos. Quer saber um pouco mais sobre mim, minha viagem e minha forma de enxergar o mundo através das minhas lentes? Siga @faysonmerege ou Fayson Merege no facebook. Acampando em algum lugar na França, entre os milharais. Andando às margens do Rio Limmat, entre Baden - Zurique Alpsse Lake na Alemanha Konstanz, com o 3ª maior lago da Europa. O lago faz parte da tríplice fronteira entre Alemanha, Suíça e Áustria Estrada em algum Parque Florestal na França Atravessando o Bodensee entre Konstanz - Lindau
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    Relato excepcional! Parabéns pela disposição em ajudar. Realmente é ruim basear-se em informações antigas pra viajar. Obrigada!
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    Que relato bacana. Realmente, como você mesmo disse, é complicado encontrar informações e relatos atualizados sobre o Paraguai. Muitos amigos ficam espantados quando digo que quero conhecer. Obrigado pela contribuição, tenho certeza que será muito útil para planejar minha viagem para lá nas próximas férias.
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    Amei teu relato!!! Perfeito! Viajei contigo nele. Obrigada pelas dicas!!!
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    Impossível não reconhecer um geógrafo rs! Quero sim, manda pra esse [email protected] Fiz um mochilão em 2014 mas de busão, foi bem estilo mochileiro mesmo, mas optamos por restaurantes e hospedagem mais simples, gastei 3 mil (Tudão) fazendo Chile, Peru e Bolívia em 28 dias, apesar de estar no modo econômico não passamos vontade em nada e fizemos todos os passeios clássicos destas regiões. Sou recém formada em Geo também, to na correria por uma matricula pra viajar mais rs. Quero botar na balança e ver se vale ir de carro ou de busão. Seu relato deu uma luz legal. Obrigada!
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    Muito legal seu jeito de contar, viajando junto.
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    Gente, que coisa mais linda! Acompanhando de perto esse post! Meu sonho a Carretera!
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    E vamo que vamo! Dia 01: Puerto Williams - Laguna del Salto (12.8km; distância dada pelo GPS) 01/01. Feliz ano novo! Estava tudo pronto, então levantei, tomei meu último banho por uns dias (ou o primeiro do ano) e pé na estrada. Do hostel até o começo da trilha (cascada robalo), é uma caminhada de mais ou menos uma hora. A trilha até o Cerro Bandera é fácil e bem demarcada, tirando que eu fui pro lado errado, peguei a rota do lado esquerdo, que é mais longa. Mas depois da bandeira, você segue a trilha pelo lado direito da encosta. Encontrei alguns desmoronamentos pelo caminho, mas é só seguir com cuidado que não tem problema. A dica aqui é estar sempre acima da linha das árvores que não tem erro, ao final vc desce até a lagoa. Este é o trecho com menos oportunidades de água, então achei melhor sair com a garrafa cheia (1l) e mais 1l no reservatório. Vista desde o Cerro Bandera: Lengas. Eu odeio lengas: Há duas possibilidades de acampamento: na beira do lago e outra depois, subindo o morro. A segunda opção é possível caso não tenha lugar no lago. É um terreno menos úmido, mas mais duro. E a vista não é tão legal Laguna del Salto: Dia 02: Laguna del Salto - Laguna Escondida (9km) O dia começou subindo ao lado da cascata, passando pelo Paso Primero, Paso Australia, Paso de Los Dientes, contornando a Laguna de los Dientes. Aos pés da laguna está o Cerro Gabriel, um monte rochoso triangular piramidal. É possível fazer um ataque ao cume, mas resolvi seguir reto. Atravessei o vale e cheguei até Laguna Escondida. É nesse trecho que se encontram as vistas mais bonitas viradas para o sul, onde é possível avistar o lago Windhond, Cerro Bettinelli e dizem que dá pra ver até o lendário Cabo de Hornos num dia bom. Cerro Bettinelli (à esquerda): Paso de Los Dientes - Laguna del Pinacho: Cerro Gabriel: Laguna Escondida. Encobertos, los Dientes: Dia 03 - Laguna Escondida - Laguna Martillo - Laguna Los Guanacos (19.8km) Esse foi o dia! Aviso: Começa aqui a ~~~~~LONGA NARRATIVA DRAMÁTICA do dia 3, se você não tiver saco é só pular. Resumo: Fiquei todo molhado, tive hipotermia e cheguei na Laguna Los Guanacos debaixo de neve e ventando forte. Então. Pra começar: saí de casa com a barraca errada. No meio desse planejamento da viagem, tinha esquecido da barraca, atualmente só tenho uma de quatro estações de parede única. E daí? Quatro estações deve aguentar primavera, verão, outono, inverno, certo? Errado. Não sei quem foi o energúmeno que inventou essa denominação, mas as quatro estações de uma barraca desse tipo são: frio, neve, vento e altitude (?). O pessoal mais experiente sabe que barracas de parede única, em tempo úmido (e chuvoso, vai), condensam por dentro por causa da diferença de temperatura. E descobri que o saco de dormir também condensa! E isolantes infláveis também condensam por entre as ranhuras! Enfim, quando percebi era tarde demais e acabei indo com ela mesmo. Já meio que sabia o risco que corria (crianças, não tentem repetir). A noite na Laguna del Salto foi tranquila, só teve um pouco de umidade. Na Laguna Escondida choveu bastante. Imaginem a minha alegria de acordar com a barraca toda empoçada, saco de dormir úmido (com recheio de pena, imaginem a merd* que ficou), tendo que empilhar e ajeitar as coisas pra não molhar mais ainda. Saí com o dia nublado e não tive como secar nada. Baseado nisso, resolvi tentar maximizar o tempo de trilha, tentando caminhar o máximo possível pra tentar cortar talvez um dia. Às vezes as nuvens davam uma brecha e mostravam um projeto de sol durante a manhã. Castorera + chuva: Saí no mesmo horário dos outros dois dias, por volta de 8:30. Depois de muito sobe e desce, chego à Laguna Martillo cedo, lá pelas 14h. Baseado na experiência dos outros dias, sabendo que tem luz praticamente até as 22h, resolvi seguir em frente. Ignorando a rota que manda passar pelo acampamento, segui costeando o lago. O caminho não é muito óbvio algumas horas. O dia foi inclemente. Começou nublado, abriu o sol, fechou, choveu, abriu, granizo, chuva, granizo e mais chuva até o começo do infame Paso Virginia. No último trecho antes de chegar lá, você faz uma escalaminhada no bosque entre raízes e poças de lama que vão te afundar até o joelho, se não enxergar onde está pisando. Tudo isso debaixo de chuva. Depois de tudo isso, começa a subida ao Cerro Virginia. E aí começou a bater um vento forte muito gelado e vem a neve pelas costas. A subida, a essa altura, é extenuante, ainda mais depois do último trecho no bosque. Depois de tanto chove e venta, ensopado e gelado, somado com uma noite ruim (ou duas), o cansaço começa a bater. Eu não estava mais raciocinando direito. As pontas dos pés e das mãos começaram a congelar, perdi a força pra segurar os bastões, a boca secou. "Hipotermia", pensei. Estava já sem água, apesar de estar ao lado de um córrego, proveniente do degelo de um campo de neve próximo. O cansaço não me deixava parar pra descer a mochila e alcançar a garrafa d’água, só pensava em chegar à laguna. Comecei a andar em linha reta, ignorando os totens que estão ora pra lá, ora pra cá. Vi um círculo de pedras onde provavelmente foi feito um acampamento de emergência. Paro pra respirar, sento numa pedra e penso. A neve caindo e o vento batendo. A essa hora já desisti da câmera, porque é todo aquele ritual de senta, encosta a mochila, tira a capa, abre a mochila, pega a câmera, fecha a mochila, fotografa, coloca de volta, fecha, bota a capa, apóia a mochila, sobe nas costas. Fico olhando pro círculo. Acampo aqui ou não? Não sei se falta pouco. Olho pro GPS. Deviam faltar uns dois quilômetros em linha reta, o que não queria dizer absolutamente nada. Olho pra frente. Só subida num caminho árido, o Cerro Virginia deste lado é uma paisagem marciana. A musculatura estava começando a esfriar e precisava decidir rápido. Minha cabeça estava pregando uma peça e devia seguir em frente porque, se ficasse aqui, ia ser uma fria (literalmente), porque não tinha abrigo nenhum contra vento. Não pensei no pior que podia me acontecer, só queria chegar ao local pré-definido pra acampar e trocar de roupa. Sigo em frente, mas ainda olho três ou quatro vezes pra trás, como se fosse um cachorro que tivesse abandonado e estivesse arrependido. Ando mais um tanto arrastando os pés e as mãos não têm mais forças pra fazer o grip de segurar o bastão quando vejo o Hito 34, que marca o fim do Paso e o começo da descida. O visual é lindo, de todas as lagunas por onde passei acho que essa é tem a vista mais fantástica. As imagens ficaram na memória, porque sem bateria no celular e com a câmera na mochila, só voltando lá (será que volto?). Lembrei da dica do guia do Cavallari de não chegar próximo à borda e ir escorregando. A descida é fácil, você vai descendo-deslizando-patinando a encosta íngreme. Alguns vários tombos se seguiram, pela falta de forças nas pernas, mas o objetivo está próximo. Contorno a lagoa pelo lado esquerdo e chego até um pequeno palanque de observação, onde já há duas barracas montadas atrás. A neve começa a cair mais forte, empurrada pelo vento. Tento montar a barraca o mais rápido possível porque estou congelando, mas o vento e as mãos sem força não ajudam. Mesmo ancorando nas pedras, levo uns 20 minutos pra conseguir armar a barraca. Pela primeira vez na trilha experimentei o infame vento polar patagônico, que vinha rugindo lá do paso onde estava, descia a montanha e explodia com tudo na barraca. Dava pra ouvir o ribombar do alto do morro e contar até a hora que ele batia na lona. Tão logo ficou pronta, atirei-me (literalmente) na barraca e fiquei tremendo lá dentro. Lembrei da água. Enchi a garrafa no lago e corri de volta a tirar as roupas molhadas. Não tinha mais NADA seco, à exceção de umas peças de roupa (meias, uma camiseta e fleece) que estavam dentro do saco estanque mais reforçado, e estavam um pouco úmidas de condensação. Com o saco de dormir molhado, dei graças por ter trazido um cobertor de emergência aluminizado. Coloquei entre meu corpo e o saco de dormir, na esperança de reter calor enquanto cozinhava algo quente. Ajudou em termos, mas ajudou. Depois de esquentar a água, deixei o fogareiro ligado entre as pernas cruzadas um pouco mais pra ver se descongelava as extremidades. Enquanto isso, descubro que os ocupantes das duas barracas são todos do mesmo grupo (vou descobrir depois que são todos estrangeiros morando em NY), mas os da barraca menor desistiram por medo dos ventos. Desmontaram acampamento e foram procurar um lugar mais abrigado abaixo. Foi uma noite terrível, dormi pouco porque estava tremendo de frio. Desci dois antigripais pra ver se ajudavam e apaguei. Mas estava bem porque sabia que havia feito a coisa certa, não parando naquele campo aberto no alto do paso e faltava só mais um dia. ~~~~~~~~~~~~~~~~ FIM DO DRAMA Patinhos pra descontrair: Manhã cedo na Laguna Los Guanacos: Último dia: Laguna Los Guanacos - Pesquera MacLean - Puerto Williams (13.2km) Acordei com os vizinhos desmontando acampamento. Botei a cara pra fora da janela e estava tudo coberto de neve. Resolvi enrolar um pouco mais, fiz café, comi e enfim saí da barraca. Por causa da neve que caiu até a manhã e me acompanhou por mais um tanto, a temperatura despencou. Complementei o look do dia (que era o mesmo do dia anterior e do outro) com o fleece, balaclava e gorro. O último dia é basicamente descida, você passa pela Laguna Las Guanacas, alguns bosques e um longo trecho da coisa que eu mais odeio em trilhas (já desde aqui no brasil): pular troncos. E são centenas deles, ao longo do rio. E são troncos enormes. Caminhar com uma mochila enorme e pesada por si só já é difícil. Transpor um obstáculo com ela é um desafio: você não tem noção das dimensões da mesma e a sua mobilidade e equilíbro estão restritos. Resultado: Algumas horas tinha que parar, jogar uma perna, jogar o corpo e olhar cuidadosamente onde iria cair. Vários muitos tombos depois (que foram progressivamente ficando mais artísticos - pra descontrair comecei a dar notas para mim mesmo e tentar ver qual queda arrancaria mais risadas em um programa de videocassetadas), cheguei a um descampado. Já conseguia ver o canal Beagle ao fundo: era só descer reto que alguma hora, de qualquer forma, chegaria ao meu destino. Vários muitos terrenos alagados, vários muitas quedas, incluindo um buraco onde afundei até a cintura na lama e quase deixei as botas e sem trilhas definidas depois, sempre descendo, você chega onde estão as fazendas - creio eu, porque não vi viva alma a não ser os gringos que estavam acampando lá em cima, e um labirinto de trilhos de gado, cocô de gado, poças de água com cocô de gado, pilhas de cocô de gado, charco alagado com cocô de gado. Acho que até hoje tem esterco grudado nas polainas... Curiosamente, não vi nenhum gado. Mas segue-se descendo até chegar num galpão velho, abandonado. Este é o Pesquero MacLean. De lá, são aproximadamente oito quilômetros intermináveis até a cidade e fim da aventura. Cheguei no hostel, larguei tudo pelo caminho, enlameado mesmo (disse a Patty que não tinha problema, devia acontecer com frequência) e corri direto pra aquecedor. Se pudesse, teria dado um abraço nele. Vi a expressão dos recém-chegados que vão se aventurar ao me ver nesse estado e dei risada. Tomei um banho quente demorado, abri uma cerveja, dei uma volta sem que ter que carregar 25kg nas costas, me atirei na cama quente e macia. E no dia seguinte passei nos carabineros pra dar baixa. Pula tronco, pula!
  29. 1 ponto
    Boa tarde!!! Estou planejando ir a Cancun em Nov/17 com mais duas amigas, em média uns 10 dias. Pensamos em dividir a hospedagem em Playa ( 6/7 Dias ) pra fazer passeios curtir praia e a noite, e em Cancún(3 / 4 Dias ) pegar um Resort pra aproveitar beeeem o hotel e praia mesmo. Alguém teria indicações de hospedagens nesses locais ? Em Playa queremos ficar em hostel, o que tenho mais dúvida é o Resort em Cancun, gostaria de um lugar que fosse bom, animado e que não tenha apenas família casais em lua de mel.. se tiverem qq outra dica tambem é bem vinda! Obrigada!
  30. 1 ponto
    Estive em Belize no ínicio de aneiro. Já houve alteração nos valores. O passeio do Blue Hole está custando U$: 240,00. Snorkeling com os tubarões: U$ 35,00 Mergulho com o peixe boi U$ 180,00 O mergulho no Blue Hole vale cada centavo, e sem contar que são 3 mergulhos em pontos distintos.
  31. 1 ponto
    Olá Pessoal! Além do ótimo guia criado pelo membro abaixo, como morador da cidade, tenho algumas dicas básicas mais abaixo.... foz-do-iguacu-guia-de-informacoes-t30067.html Dicas pessoais de passeios imperdíveis da cidade de Foz do Iguaçu: - Passeio às Cataratas (Brasil), pegando ônibus urbano do centro para lá (Parque Nacional do Iguaçu)...ele pára na porta do Parque, onde há saídas guiadas para vários passeios dentro dele. Lá, faça o passeio normal que te levam às quedas das Cataratas. O passeio "normal" dá para ver as quedas e andar por suas passarelas e pequenas trilhas. Pode reservar umas 2 ou 3hs. - Passeio do "Macuco Safari", que fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu, simplesmente inesquecível em qualquer época, carinho infelizmente, mas dá pra tentar negociar com antecedência e grupos. Você pode fazê-lo na volta do passeio às quedas das Cataratas. O ônibus de dentro do Parque faz parada obrigatória no Macuco Safari antes de encerrar o tour. Lá você é guiado a um passeio no meio da floresta, naqueles carrinhos estilo Africa, e pára em diversos pontos bacanas, se der sorte avista animais, desce em cachoeira (se quiser), faz uma parte a pé (se preferir), e ao chegar a beira do rio, faz o passeio de bote e vai até embaixo das quedas, toma um super banho natural inesquecível. Antes de embarcar é possivel plastificar seus pertences, etc. Não se preocupe, quando fui (2 vezes), me ensopei, quase morri de frio em uma delas, mas nem liguei pelo calor da emoção...Dura umas 3h. - Passeio no Parque das Aves, fica na entrada do Parque, estilo zoologico, bem bacana, dá uma 1h de passeio, mas dá pra ficar o quanto quiser... - Compras em Ciudad del Este, vá e volte de ônibus internacional urbano desde o centro. É o mais seguro para turistas, acredite. Ao passar a Aduana paraguaia, ande uns 100mts e já estará exatamente no centro de tudo... Lá pesquise e ande bastante, pois ainda existe picaretas tanto no preço abusivo quanto a equipamentos recondicionados, portanto vai algumas dicas: Em Informática? No lado esquerdo da avenida, fica o Lai-Lai (shopping confiável e barato de Informática - Lojas Master e Nave). Bujigangas gerais e brinquedos baratos? No lado Direito tem a Loja do Real (baixe na escadaria ao lado do estacionamento do Shopping Americana (fundos)), tem de tudo quanto é bujiganga barata, só não compre eletronicos lá pois é caro. Tênis? se quiser tênis original aconselho as lojas do Shopping Vendome (terreo e subsolo) no Lado esquerdo. Video-games? Vá na Olympic Games na Galeria Jebai. Celulares? Na Cell Motion na galeria Jebai do lado Esquerdo. Outros eletronicos em geral? Mega Eletronicos no lado esquerdo. Roupas? Na ultimo andar da Bonita Kim no lado direito e também a Mina India...Lá em Ciudad del Este, não leve bolsas a mostra e evite ao máximo demonstrar que é turista perdido e deslumbrado. Seja objetivo ao caminhar pelos camelos e ruas. Se tiver perdido e quiser informações, entre e peça dentro das lojas, se possível para vendedores brasileiros (tem muitos por lá).....Evite (se quiser economizar) os lugares careiros e feitos pra ganhar dinheiro de turistas como Shopping Americana, Casa China, Monalisa e lojas muquifentas. - Passeio da Lua Cheia (Cataratas da Argentina) - Tem que ser um dia de lua cheia (óbvio), a noite, fui com um guia amigo meu e as esposas....terá que se informar a respeito de valores e como chegar lá.....mas é bem romantico e belo....você passeio com um trenzinho pela mata a noite e caminha por uma passarela sobre o rio até a garganta do diabo...lá vc terá vocês e a lua iluminando as quedas e o cenário todo.... - Passeio rápido ao Templo Budista - Fica no caminho para a ITAIPU, no bairro Porto Belo em Foz, é mais seguro ir de carro com alguém que conheça, vai por mim. Tem pouca coisa pra ver, mas dá belas fotos. - Passeio na Usina de ITAIPU, tem de dia, visita guiada e imponente....e tem também a noite, focada em um show de luzes e iluminação da barragem...os dois são bons....... - Dar uma passeada a noite na Avenida Jorge Schimmelpfeng e tomar um chopp no Capitão Bar.... Não tão imperdível: - Argentina (cidade de Puerto Iguazu), existe o Casino Iguazu para chegar a noite, fica logo após a Aduana Argentina. Confesso que não há muito o que fazer em Puerto Iguazu. No centro há roupas de inverno, couro, comida barata, mas tem que ir com alguém que conhece para achar os locais corretos.....por isso acho meio ruim..... Há também uns bares e discotecas, que os brasileiros invadem, mas também não são tão imperdíveis assim...a polícia de lá é bem severa com brasileiros, sempre tenho amigos e parentes que voltam de lá, seja de dia ou de noite, com um carro apreendido, uma multa, etc, para contar.... - Quando for na ITAIPU, terá outros menores atrativos como o Ecomuseu de ITAIPU, Refugio Biológico (zoo, etc), que poderiam ficar de fora, na minha humilde opinião...são meio "normais"....mas se tiver muit tempo livre na cidade, porque não?! Hotéis e alimentação: Pesquise bastante e não se assuste com os primeiros orçamentos. Tenha paciência em procurar. Foz do Iguaçu é a terceira do país em número de hotéis. Portanto amigo, tem preços de todos os tipos, de 1 a 5 estrelas, além de bons hostels no centro. Locais para comer também muitos, desde caríssimos e com chefs maravilhosos até os restaurantes pequenos. Aconselho os restaurantes acessíveis dentro dos supermercados do centro (BIG (WallMart), SuperMAXX, Muffato). Outros passeios nao posso opinar, pois nao fui ainda, apesar de morar aqui. Abraços.
  32. 1 ponto
    Saindo de ônibus de Curitiba as 23h00min chega as 06h00min horas em Foz do Iguaçu e vice versa, o custo da passagem, fica em torno de R$ 140,00 aproximadamente ida e volta, e se sair de São Paulo direto o custo não deve variar muito. Você encontra hotel no centro da cidade com vários preços a média com café e hotel bom fica em torno de R$ 40: 00 em diante, tem tantos na Avenida Brasil e arredores que é difícil indicar, tem também o albergue da juventude. A vantagem de ficar na cidade é a opção de ter restaurante e lanchonete perto. A locomoção na cidade é fácil, tem ônibus para todo o lado preço médio R$ 2.00, tanto para a cidade, ou para as Cataratas, Itaipu, Paraguai e rodoviária, os ônibus circulam por toda cidade, o terminal é perto do Quartel Militar no início da Avenida Brasil, onde estão situado a maioria dos Hotéis baratos. Se você chegar na rodoviária tem um ônibus que te leva ao terminal e de La você pode seguir para qualquer lugar inclusive para o Aeroporto sem pagar outra passagem Passeio nas Cataratas é das 08h00min as 17h00min horas O passeio nas Cataratas é gratificante, é a oitava maravilha do mundo com suas 223 quedas de 83 metros de altura formando um conjunto maravilhoso. Atualmente você tem que deixar o carro na entrada do parque e tem um ônibus com ar condicionado e com informações do parque que te leva até as cataratas Nas Cataratas você pode descer a pé, ou de elevador para quem não pode caminhar muito. Se optar a descer a pé é o passeio mais bonito pela mata com diversos estágios para contemplar as quedas. Tanto a vista de cima como a de baixo é fantástica, tem uma passarela onde você pode ir caminhando até próximo as quedas e a garganta do diabo. Tem ainda o passeio no Macuco Safari,da tempo de ir no mesmo dia dar um passeio radical de barco inflável que sobe as corredeiras até as Cataratas pela garganta do diabo, antes você percorre de carro especial pela mata uns 3 km e a pé uns 500 mts até chegar ao salto macuco. Informações fone. 045 3523 6475, fica uns cinco km antes das Cataratas, o passeio dura 01:45 horas. Outro passeio e na Usina de Itaipu é muito lindo, eles mostram um filme desde o início da construção e depois levam de ônibus até a represa, tem um show de luzes à noite, as sextas e sábado as 19,00h. Informações. Turísticas 0800 451516 Se você quiser dar um passeio no Paraguai, da para ir de ônibus. A cota é US 300 por pessoa e so pode declarar uma vez cada 30 dias, não pode declarar um dia 200 e outro100 é uma a cada 30 dias, se passar vc paga 50% sobre o excedente, se vc não declarar e te pegarem é 50% do excedente mais 100% do total. Se pegarem na estrada sem declarar perde tudo se estiver a vista, se estiver escondido você pode perder o carro também. Na Argentina, não tem nada em especial somente compras, a cidade é bem menor, tem um Duty Free bem próximo a passagem da alfândega o atendimento é nota dez, não tem a variedade do Paraguai mas os produtos são de ótima qualidade. Mas como se diz; se você não é sacoleiro vá somente passear você não corre o risco de comprar produtos falsificados e desnecessários. Mas mesmo assim se você quiser comprar alguma coisa, no Paraguai, não compre de camelôs, a maioria é produto falsificado como perfume, tênis roupas CDS e óculos. Tem muitas lojas de conceito como a Monalisa, Americanas, China entre outras para comprar perfumes bebidas eletrônicos. Eu comprei uma máquina fotográfica digital nikon coolpix por US$ 370,00, com carregador, preço no Brasil R$ 2.000.00, um perfume primeira linha fica na faixa de US$ 90,00 em diante e whiski 12 anos US$ 22,00 e segunda US$ 8,00 a US$ 12,00, a cota é US$ 300,00 por pessoa. Para atravessar à fronteira a passagem é direta como tivesse atravessando uma rua no Brasil, só levar a carteira de identidade para segurança. Cartão de crédito eles cobram 10% de taxa, de preferência leve dólar, mas o real é aceito normal, de carro nem pense é uma temeridade.. Ande atento, tem batedor de carteira, e roubo de sacolas principalmente na passagem da ponte e até no lado do Brasil. Se for ao cassino à noite, contrate uma condução leva e traz do hotel. Passeios extra, visitar o parque das aves, um dos maiores da América do Sul Visitar a Mesquita Muçulmana a maior da América do Sul e o Templo Budista,merece uma visita tem um Buda enorme, vale a pena. Também tem o zoológico em Itaipu. Quanto a nota do paraguai não serve para nada, a Polícia Federal tem todos os preços dos produtos e tabela o imposto pela tabela se for o caso. Argentina não promove as Cataratas, por que a grande maioria se hospeda no Brasil e a visita principal é pelo Brasil. Se vc não tem duas opções, vá só no Brasil o resto é para encher linguiça. Se sobrar um dia vá nas Cataratas pela Argentina, não da para ver a paisagem de frente mas da para chegar por cima
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