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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 04-12-2017 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Se a grana é curta e o seu sonho gira entre Jeri e PB, vá à Paraíba! Além de ser mais barato, é uma viagem mais completa, com praias, zona da mata, caatinga, cultura, pinturas rupestres, formações geológicas únicas. Sugestões para começar: -Centro histórico de João Pessoa -Praias e piscinas naturais de João Pessoa e Cabedelo -Praias do litoral sul (Jacumã e Conde) -Praias do litoral norte (Baía da Traição e Barra de Camaratuba) - Pedra do Ingá e Serra Branca - Lajedo do Pai Mateus (combinando com Cabaceiras a "Roliúde Nordestina" por ter vários filmes e séries filmadas lá) Além da possibilidade de esticar para locais bacanas por perto, como Recife, Campina Grande, a praia da Pipa no Rio Grande do Norte etc
  2. 2 pontos
    Gente, tá tudo uma bagunça mesmo...haha. Como falei em outro tópico, voei de Azul agora em setembro e outubro, voo nacional e internacional, e não implicaram ou mediram minha cargueira 50L em nenhum momento.
  3. 2 pontos
    Falta uniformidade nos parâmetros sim. Esse funcionário de PVH estava totalmente equivocado, não se despacha notebooks e artigos de valor, isto está bem claro nas regras que você é obrigado a ler antes de comprar a passagem. Agora, a permissividade do tamanho da bagagem depende também se o voo está cheio ou não e até mesmo do equipamento utilizado. Os 737 de última geração da Gol tem um bagageiro gigante, aí acho que relaxam um pouco as regras. Já os dos aviões da Azul são mais apertados, se for os ATR então...
  4. 1 ponto
    (Alerta de relato gigante! rss Se não estiver com saco pra ler esse textão, fique à vontade pra me fazer perguntas específicas sobre a expedição ) Ainda em 2015 decidi que tentaria chegar ao cume do Aconcágua, e que seria em dezembro de 2016. Queria fazê-lo da forma mais independente possível, sem contratar porteadores, guias e expedições pagas. O primeiro desafio foi encontrar companhia, porque a maioria dos meus amigos nem considera a possibilidade de entrar num projeto desses. Mas quando um amigo me surpreendeu dizendo que animava, o plano começou a tomar rumo. Ainda queríamos encontrar mais uma ou duas pessoas pra formar um grupo, e encontramos aqui no mochileiros! Estava formada a equipe: eu, meu amigo Carlo, o Zaney e o Greison. O Aconcágua, com 6.962 m de altitude, é a montanha mais alta do mundo fora da Ásia. É também a segunda montanha mais proeminente do mundo, atrás apenas do Everest. Mesmo assim, por não exigir escalada técnica, alguns se referem à sua ascensão como um "trekking de altitude". Desde que seu cume foi alcançado pela primeira vez em 1897, mais de 130 pessoas morreram tentando chegar lá em cima. A temperatura no cume é geralmente por volta de -25° a -30° C, mas a sensação térmica cai facilmente abaixo de -50° C em dias de clima ruim, principalmente entre abril e novembro . Por isso, a ascensão é permitida nos meses próximos ao verão argentino, de meados de novembro até o começo de março, sendo a alta temporada centrada em janeiro. Nas últimas temporadas a taxa de cume tem sido entre 20% e 40% das tentativas. Mas com ou sem cume, é um lugar incrível. Em média, são necessários de 12 a 15 dias para alcançar o cume e descer (se vc tiver mais sorte que eu rs). As principais dificuldades desta montanha são o clima muito instável, com frio e vento extremos (principalmente no começo e fim de temporada) e, é claro, a altitude. Com a redução da pressão parcial de oxigênio no ar, podemos sentir não só fadiga e dificuldade pra respirar, mas também dores de cabeça, dor no estômago, tonturas, dificuldade pra comer e dormir, hemorragia nasal, inchaço nas extremidades e no rosto e diarreia. O metabolismo acelera muito, assim como os batimentos cardíacos. A desidratação é facilitada pela maior taxa de vapor de água perdida dos pulmões. Dependendo da pessoa, do ganho de altitude e da aclimatação, os sintomas podem evoluir para um edema pulmonar ou cerebral de alta altitude (HAPE ou HACE), situações mais graves que devem percebidas e tratadas logo. Planejei começar o treinamento no primeiro dia de 2016. Porém, um dia antes, lesionei meu joelho esquerdo em uma trilha. Precisava recuperar o joelho e também os tendões de aquiles dos dois pés, outro problema que já vinha de um tempo antes. O treinamento pro Aconcágua teve que esperar... e quando começou foi em ritmo lento. Comecei a fazer academia, mas pegando leve, quase uma fisioterapia... Os pés melhoraram com alguns meses, o joelho não. Fiz um raio-x e o médico pediu uma ressonância pra ver se precisava fazer cirurgia ou apenas repouso. Ignorei (digo, posterguei a ressonância e o repouso pra depois do Aconcágua). Tentei fortalecer os músculos das pernas pra poder começar o treinamento aeróbico sem piorar muito a lesão. Só faltando quatro meses pra viagem que deu pra começar a correr, 5 km, uma ou duas vezes na semana, quando conseguia. Sabia que deveria ter treinado com peso nas costas e com inclinação... mas tinha que poupar o joelho. E a inclinação forçava os tendões dos pés, que ainda não estavam 100%. Então continuei fazendo o que dava. Não pensei em desistir, mas tinha consciência de que com esses probleminhas a mais estaria assumindo riscos e dificuldades maiores. Somaram-se a isso os inúmeros desincentivos do tipo: “você deveria fazer várias montanhas acima de 6 mil antes de querer tentar o Aconcágua”; “sem guia?; “você devia pensar melhor antes de ir, gastar dinheiro e ter que desistir”; “Sem querer te desanimar, mas isso de ir sem guia me parece uma utopia”; “uma pessoa deveria tentar o Aconcágua depois de fazer, pelo menos, o Kilimanjaro e o Denali, necessariamente nesta ordem, pra ter chance de sucesso”; etc. Claro que esses "conselhos" nem sempre são pra desanimar, às vezes são pra te alertar, mas... às vezes o melhor é fingir que não ouviu/leu. E continuei adquirindo equipamento, planejando a alimentação, estudando a montanha e montando o cronograma.
  5. 1 ponto
    Como um aficionado por cachoeiras e cascatas, meu objetivo principal era conhecer Kaeiteur Falls. Mas percebi que não seria fácil. A única forma de ir lá é por via aérea saindo de Georgetown, porém, não existem voos regulares, você precisa contar com uma lotação minima de uma das duas agências de viagens de Georgetown que fazem voos "turísticos" para lá. Só com o voo confirmado você pode planejar a viagem, ou você corre o risco de chegar lá e não conseguir ir até Kaeiteur Falls. Bom, fiquei aguardando uma oportunidade, e uma semana antes me informaram que havia uma unica vaga em voo numa segunda feira. Passei os dados do cartão de crédito para garantir o voo e corri para providenciar o resto. Com milhas tirei passagens de ida e volta de Porto Alegre para Boa Vista. Por e-mail reservei passagens de Lethen para Georgetown pela Trans Guyana. Fiz reservas de hotéis, uma noite em Boa Vista e três em Georgetown por um site de reservas online. Chequei em Boa Vista de madrugada, depois de viajar o dia todo. De manhã fui para o terminal onde saem os táxi lotação para Lethen. Levou menos de 20 minutos para lotar a Doblo e se fomos em direção a Guiana. Lá, primeiro passamos na Polícia Federal para carimbar o passaporte, depois na imigração da Guiana. Lá primeiro você apresenta o sua carteira de vacinação internacional para ver se a vacina de febre amarela está em dia. Depois você vai para a imigração, lhe fazem algumas perguntas, como de onde você está vindo. Falei Porto Alegre, o rapaz não entendeu e me deu duas opções: "Boa Vista or Manaus", daí falei que era Manaus mesmo. Depois passei para uma outra sala onde um agente do país me pediu uma "gorjeta". Liberado, do lado de fora da imigração havia um táxi da Guiana me esperando. Pedi para me levar ao aeroporto mas que antes me levasse e uma casa de câmbio. Na casa de câmbio troquei R$ 500 e sai cheio de notas de 5 mil dólares da Guiana. Cheguei no aeroporto, fiz o check in, onde você e sua mala são pesados, e partimos em direção a Georgetown em um pequeno avião bimotor turbo-hélice. Chegando em Georgetown, como já era tarde, peguei um táxi e fui para o Hotel. Pelo telefone, pedi uma pizza no Pizza Hut. No dia seguinte, um domingo, pela manhã parti conhecer à cidade, que estava meio deserta. Passei pelos principais pontos turísticos, entre elas obviamente a St. George's Cathedral, uma imponente igreja de madeira que é um simbolo da cidade. Na segunda pela manhã parti para o aeroporto da cidade para iniciar a aventura para Kaieteur falls e Orinduik Falls. Havia um grande quantidade de turistas do Canadá e dos Estados Unidos, que lotaram dois aviões Cesna Grand Caravan de 12 lugares cada. Eu era o único brasileiro. Partimos primeiro em direção a Kaieteur falls. Antes de pousar o piloto fez um sobrevoo pela cascata e em seguida pousou. Fizemos três pequenas trilas que nos levaram a três visões diferentes da cachoeira. A terceira sem dúvida é a mais emocionante, você está mais próxima da cachoeira e fica na borda de um precipício, o guia lhe orienta a se aproximar agachado da borda e deitar, para evitar riscos (como vocês podem ver na foto). Muito emocionante para quem esperava há anos a oportunidade de conhecê-la! De lá partimos para Orinduik Falls, que fica na divisa com o Brasil. As cascatas são muito bonitas mas sem a imponência da Kaieteur falls. Neste local sofri bastante com insetos, mesmo usando repelente. Parecia que o repelente brasileiro não era feito para os insetos daquela região. De lá partimos e ainda fizemos mais uma parada "bônus" na Baganara Island Resort, uma linda ilha acessível apenas por via aérea, com um resort onde você pode se hospedar. Partimos de lá já estava anoitecendo de volta a Georgetown. No outro dia, fiz o trajeto de volta para Boa Vista, mas ainda tive tempo de passear mais um pouco em Georgetown, estive em uma espécie de shopping center, provei algumas frutas exóticas do local e até comprei algumas lembranças!
  6. 1 ponto
    Retirado do meu blog: http://itinerant.com.br/ México era um país que sempre despertou minha cuiriosidade desde criança quando assistia ao Chaves. Além disso, ter sítios arqueológicos fascinantes, o mar do Caribe do lado, uma culinária super saborosa e um povo super feliz e simpático num mesmo lugar faz do México uma parada obrigatória pra qualquer tipo de viajante. Minha viagem pra lá aconteceu no período de de 21 de abril a 5 de maio de 2017. O clima estava perfeito, bem ameno e sem chover nenhum dia. Na Cidade do México, eu fiquei hospedado na casa de um amigo próximo à estação de metrô Hospital 20 de Noviembre. O fato de ficar próximo a uma estação de metrô facilitou bastante minha locomoção pela cidade. Então recomendo uma hospedagem próxima de alguma estação de metrô também. O primeiro ponto que visitei na Cidade do México foi o Zócalo, onde fica o Palácio Nacional, a Catedral Metropolitana e o Templo Mayor. Pra chegar lá é só pegar o metrô até a estação Zócalo. O interior da Catedral também é muito lindo: A praça do Zócalo é enorme, mas quando eu fui estava acontecendo um evento e quase toda a praça tinha sido isolada pra armação de um palco, etc. Mas a visita à catedral valeu muito a pena. Duas estações depois do Zócalo fica a Estação Bellas Artes que também é parada obrigatória. É lá que fica o Palácio de Bellas Artes, que além de ser bonito por fora, funciona também como museu de arte. Vale a pena comprar o ingresso com a taxa extra pra fotografia pra poder fotografar no interior também. Também é bom tirar um dia pra conhecer o Museo Nacional de Antropología próximo da Estação Auditorio. É uma boa aula de história principalmente se você for conhecer Teotihuacán e Chichén Itzá depois. Outros lugares que visitei na Cidade do México foram o Museo Frida Kahlo e o campus da Universidad Nacional Autónoma de México. Também assisti a uma partida de futebol no Estádio Azul a convite do meu amigo. Assim como no Brasil, os mexicanos também adoram futebol. Deu pra aprender uns palavrões em espanhol também: put***ssimo! kkk Como tinha uma outra amiga que morava na cidade de Querétaro, no norte da Cidade do México, tirei um dia pra visitar essa cidade também. Fui até lá de carro com meu amigo, mas também dá pra ir de ônibus da rodoviária da Cidade do México. É um pouco distante, cerca de 3 horas de carro. Mas é uma cidade interiorana bem agradável. Foi lá que comi a melhor comida mexicana. Ainda nos arredores da Cidade do México, é claro que não podia deixar de visitar as pirâmides de Teotihuacán. Pra lá também fui de carro. Mas assim como Querétaro, também dá pra ir de ônibus da rodoviária. O lugar é enorme. E vá preparado pra escalar a pirâmide porque a subida é de tirar o fôlego! Mas a vista lá de cima compensa muito! Dentro da área das pirâmides funciona também um museu contando um pouco da história dos povos que viviam ali. Vale a pena a visita. Também não deixe de visitar o restaurante La Gruta que fica ao lado do sítio arqueológico de Teotihuacán. É um restaurante construído dentro de uma caverna! A comida é excelente e também tem algumas apresentações artísticas. Outra dica é se você for comprar lembrancinhas, compre em Teotihuacán! Lá a variedade é grande e os preços são bons também (sempre negocie). Não deixe pra comprar em Cancún ou Chichén Itzá, por exemplo. Pois lá os preços são bem maiores e a variedade é menor também. De volta à Cidade do México, peguei um voo até Cancún pra segunda metade da minha viagem. Eu tinha planejado me hospedar em Playa del Carmen em vez da orla de Cancún, pois tinha lido que se você não tem dinheiro pra pagar um hotel localizado nas praias de Cancún, não valeria muito a pena. Já Playa del Carmen, eu tinha lido que é lugar mais pra mochileiros, com hospedagens mais baratas e acesso mais fácil à praia. E realmente não me arrependi. Fiquei em um albergue a 5 minutos da praia e da rodoviária. O nome do local é Hostel 3B Chic & Cheap. Como hostel, achei ele médio. Ele tem o básico. Mas de fato a localização é perfeita. Então se você quer só um lugar pra dormir, recomendo. Só achei chato o fato de eles reterem o nosso passaporte ou identidade com eles. Eles não querem a cópia, querem ficar com o original mesmo até o checkout. Fiquei preocupado em deixar com eles, mas no final recebi de volta sem problemas. Na Playa del Carmen, eu estava sozinho. então fiquei curtindo e relaxando na praia. Na praça principal, também ficam alguns artistas fazendo apresentações diversas: Dá pra pegar barco também dali e ir pra ilha de Cozumel que fica bem próximo, mas como iria pra Chichén Itzá ainda, não teria muito tempo pra ir lá. Mas fica a dica. O último ponto que visitei e também o mais esperado por mim foi Chichén Itzá. Fui até lá de ônibus da rodoviária de Playa del Carmen. Além da pirâmide de Chichén Itzá, considerada uma das Maravilhas do Mundo, o sítio arqueológico tem as ruínas de todo o polo urbano dessa cidade maia antiga. Dá pra passar o dia por lá. Mas sofri com o calor. O local fica no meio de uma selva e não tem muita sombra. Então levem bastante água e protetor solar também. Também não deixem de ir ao Cenote Sagrado que fica na área oeste da pirâmide. Depois de sair de lá com aquela sensação de satisfação, voltei pra Playa del Carmen pra minha última noite no México. Aproveitei minhas últimas horas num barzinho na praia escutando música ao vivo e tomando uma boa frozen margarita com chili. No dia seguinte, voltei ao aeroporto de Cancún pra ir de lá pra Cidade do México novamente e pegar o voo pra ir embora. Foi realmente uma ótima viagem! Reencontro com bons amigos, visitas a lugares fantásticos e comida e bebida excelentes! Acompanhem também relatos de outros destinos no meu blog: http://itinerant.com.br/
  7. 1 ponto
    Fala, galera! Essa viagem não foi um mochilão, visto que fiz na companhia de minha mãe, mas como passamos por lugares pouco visitados achei importante deixar o resumo aqui Dia 1 Após quase um mês viajando sozinho pela Europa, nesse dia deixei o albergue em Barcelona, fiz umas compras de suprimentos para a viagem e peguei o metrô até o aeroporto. Lá eu esperei minha mãe que veio do Brasil e retirei o carro reservado na Europcar. Pagamos 377 euros para 2 motoristas num carro automático, que acabou sendo o elegante Fiat 500X, durante 20 dias. Dirigi o veículo pelo interior da Espanha rumo a Andorra. O caminho é cênico, passando por um belo rochedo em Montserrat, cidades de pedra, florestas de cores diferentes e picos nevados. As estradas são muito boas; o único porém é que há vários pedágios seguidos de até 11 euros! Entramos em Andorra, um país catalão, sem nem precisar parar o carro ou ter os passaportes carimbados. No meio do pequenino país fica a capital Andorra la Vella, onde logo chegamos. Parei na entrada de uma trilha, onde subi umas rochas por 1 km até a igreja Sant Vicenç d’Enclar. Lá em cima dá para se ver toda a cidade. Sem achar estacionamento gratuito, tive que parar num subterrâneo pago, mas barato. Caminhamos pelo centro histórico, quase misturado com o centro comercial. Do primeiro, há um casario do século 16 e uma igreja não tão velha, além de ruelas e outras construções de pedra. No comercial, uma infinidade de lojas de perfumes, bebidas, eletrônicos, roupas e equipamentos de aventura, pois o país é livre de impostos. Ainda assim, para os produtos de fora da Europa, comprar nos EUA continua mais barato. Tiramos uma foto na ponte iluminada e na escultura do relógio derretido de Salvador Dalí. Em seguida, entramos num supermercado. Preços imperdíveis fizeram com que enchêssemos as malas de comida; por exemplo, 1,7 kg de Nutella por menos de 10 euros e 300 g de Milka por 1,85 euros! Muitos restaurantes estavam fechados, mas achamos um decente para comer pratos à base de frutos do mar. Dois pratos + bebida + sobremesa custou 10 euros por pessoa. Não que esteja tão ruim, mas bateu uma saudade dos preços do leste europeu… Eis que ao chegarmos no Hotel Mila, um pouco elevado em relação à cidade, começou a nevar de uma forma que nunca havia visto antes. Fiquei bobo que nem criança brincando por um tempão, já que a neve não cessou. Dia 2 O café da manhã estava excelente, grande variedade, especialmente para quem está acostumado com albergue. Não parou de nevar a noite e dia todo; consequentemente, tudo estava coberto de branco, uma beleza só! Compramos souvenires no centro, passamos por umas igrejas e subimos em alguns mirantes morro acima. Mesmo com máquinas escavadoras de neve passando, os caminhos não estavam nada fáceis, principalmente no Mirador del Roc le Quer. Como a subida final estava com a pista tomada de neve, ascendi os últimos 2 km correndo. A vista compensou o esforço; simplesmente incrível! Passamos por uma cachoeira, até enfim quase ficarmos presos na estrada aos 2 mil metros de altitude e -4 ºC em Envalira. Sorte que lá havia um túnel que atravessa uma grande montanha, saindo já na França. A entrada ainda estava meio perigosa, tanto que vimos carros com corrente nos pneus. Mas conforme descemos em altitude, o branco foi sumindo e dando lugar à vegetação colorida. O inferior da França ao longo da cadeia de montanhas dos Pirineus é cênico. Rodamos por algumas horas, até deixarmos a cordilheira, seguindo por campos de plantios, já com o sol se pondo, rumo a Carcassonne. Lá só deu tempo de darmos uma olhada no sombrio centro histórico, pegarmos um rango e irmos até o hotel. Assim como nas demais noites na França, ficamos num hotel da rede Campanile, um dos 3 estrelas menos caros. É bem decente. Dia 3 O buffet de café da manhã custou 10 euros e foi bem gostoso. Nos dirigimos pela manhã à cidade fortificada de Carcassonne, patrimônio da UNESCO, com cerca de um milênio de idade. São diversas construções (convertidas em lojas de souvenires, restaurantes, hotéis e museus) dentro de duas muralhas íntegras, num promontório com vista para a cidade. Além disso, há o castelo, mas que necessita de um pagamento à parte (9 euros). Guiamos o carro por mais uma hora até Bèziers. A primeira parada foi numa colina onde jaz o sítio arqueológico e museu Oppidum d'Ensérune. Ali ficava uma vilarejo gaulês. Há escavações de parte dessa vila, e no museu peças como cerâmicas dos povos locais. Pagamento de 6 euros. Com a vista ampla lá de cima, se vê o Étang de Montady, uma depressão circular no terreno no que já foi um lago secado artificialmente por um túnel subterrâneo construído na Idade Média, ainda em funcionamento. A outra obra que se observa, ainda mais grandiosa, é o Canal du Midi, também patrimônio da humanidade. Para suas eclusas nós seguimos. São 9 de uma vez, com o propósito de desfazer as diferenças de altura no nível do canal para navegação. Ficam numa área tranquila recém renovada. Não se paga entrada. De lá vimos a imponente catedral e muralhas do centro antigo de Bèziers. Mas além disso, não há muito o que ver por lá, conforme constatamos posteriormente. Saímos já ao pôr do sol para Montpellier. A autoestrada é uma beleza, tendo em vista a conservação, velocidade e número de pistas, mas em compensação, as saídas são muito pouco frequentes; quando perdemos a da cidade para onde iríamos, tivemos que dirigir mais meia hora para voltar! Jantamos no próprio hotel onde ficamos. Paguei 11 euros no buffet livre de frios e minha mãe 10 numa pizza. O quarto é parecido com o outro da rede em que passamos a noite anterior. Dia 4 De manhã, vimos o centro meio sem graça de Montpellier. Jardins, praças, igrejas, mercados e ruas apertadas. Para compensar, o cenário ficou bem melhor ao seguirmos em direção ao Mar Mediterrâneo. Em Maguelone há uma igreja bem antiga cercada por canais grandes, que formam lagoas cheias de aves, como flamingos. E do outro lado, o marzão azul numa praia quase deserta. A parada subsequente foi a cidade de Nîmes, bem mais aprazível que Montpellier. Lá vimos os restos de Nemausus, uma cidade romana. Destaque para a grande arena (Coliseu) e o templo Maison du Carrée. Os dois e mais a torre magna no jardim de la Fontaine podem ser visitados por dentro mediante pagamento. Caímos na autoestrada de 130 km/h ao escurecer para Orange, onde dormimos. Dia 5 Primeira parada no morro atrás do teatro romano, atração da UNESCO. Ao subir a pé, tivemos a visita de dentro do monumento pago e do resto da cidade. Depois paramos no Arco do Triunfo. Avinhão foi a cidade seguinte. O Palácio dos Papas, também patrimônio, fica em uma colina à beira de um rio. É uma construção medieval enorme, e em volta fica também uma catedral, uma ponte, uma torre e um forte, todos antigos. A vista é muito bonita também. Trocamos as vias principais e cidades pelo interior, mas nem assim as estradas deixaram de ser asfaltadas e conservadas. Nessa hora, adentramos no Parque Natural Regional de Luberon. Um dos atrativos é o vilarejo de Bories, uma pequena vila abandonada no século passado. São construções e ferramentas habitacionais e relacionadas com a subsistência, como agricultura e pecuária. A principal característica é que as construções são todas de pedra, assentadas sem cimento algum. Custou 6 euros a entrada. Quase ao lado, passando pelas ruelas cercadas de pedra, a cidadezinha de Gordes. Encravada num morro e colorida com a cor dele, a vista de um mirante é impressionante. Passamos por dentro e descemos o vale até o povoado a seguir. Este foi Roussillon, com suas edificações todas em ocre, mineral abundante na região e que contribuiu para o desenvolvimento da mesma há alguns séculos. Hoje, vive do turismo, e um grande exemplo disso é a trilha do ocre (2,5 euros), um caminho por entre as falésias da rocha vermelho-amarelada e as florestas que crescem nesse meio particular. Como a tarde estava indo embora, tivemos que pegar a autoestrada para Nice. Quase chegando lá, passamos pela loja barata Primark. E pela última vez, ficamos num hotel Campanile, o de Chateauneuf-Grasse. Dia 6 De toda a rede, esse hotel foi o mais simples. Peguei o carro e dirigi morro acima, com uma parada nas cachoeiras do Saut du Loup (1 euro). Continuando por cima, vimos dois povoados aglomerados com arquitetura interessante: Tourrettes-sur-loup e Saint-Paul-de-Vence. Já em Nice propriamente dita, fazia um calor que não víamos há tempo. Deixei o carro num estacionamento próximo ao calçadão à beiramar. Me deu a maior vontade de correr ou pedalar ali, como muitos faziam - alguns até arriscavam um mergulho no mar de tom azulado. Enquanto perambulávamos pelo mercado de rua, uma quadra atrás da praia, nos encantávamos com a arquitetura detalhada e colorida das edificações - notada de forma ainda melhor quando eu subi no parque da colina do castelo, cuja vista pra baía dos anjos é sensacional. Pena que não tivemos tempo para ficar mais, pois ao dirigir, cada morro passado apresentava uma nova paisagem interessante. Enfim, entramos no principado de Mônaco. Que caos dirigir nesse projeto de país! As ruas são apertadas, cheias de túneis e morros. Deixamos em uns 4 estacionamentos diferentes para poder ver o máximo, aproveitando que até uma hora é grátis - na única que ficamos mais, custou 6 euros. Se Nice já era caro, aqui ficou ainda pior. Só comprei um souvenir, nem comida arrisquei. No morro de Monaco-ville vimos o palácio do príncipe, além da catedral, diversas lojas de lembranças e mirantes para todos os lados. O museu oceanográfico, assim como os demais do país, tivemos que deixar de lado. Ao escurecer o céu, exploramos a área de Monte Carlo. Como esperado, é luxo para todo lado. Hotéis e lojas de grife, além do famigerado Cassino de Monte Carlo. Lá só acessamos o saguão, pois para ver a mesa de jogos era preciso pagar 12 euros. Deixamos o minúsculo país, cruzando outra cidade francesa, antes de chegar à Itália. Ali passamos por dezenas de túneis elevados e sem fim. Saímos da autoestrada para dormir na pequena Richieri, onde passamos a noite no Albergo Ristorante San Mateo (48 euros). Jantamos uma boa massa com vinho ao chegar, e depois dormimos no velho hotel, que deixou a desejar em relação ao 3 estrelas francês. E aqui só se falava italiano. Dia 7 O café da manhã também não era tão variado. Pegamos a estrada, e novamente passamos por infinitos túneis e viadutos. A primeira parada em Gênova falhou, pois o parque que visitaríamos estava fechado devido ao feriado de San Martino. Então fomos direto ao centro, ou pelo menos tentamos, pois foi impossível estacionar ali, mesmo pagando, pois estava tudo lotado. Deixei o carro longe, e caminhamos bastante. Primeiro entre as ruelas da parte mais antiga, onde os prédios em frente ao outro quase se tocam. Descendo, almoçamos na Piazza de Ferrari. Eu fui ao restaurante Mentelocale, que durante a semana serve buffet ilimitado por 12 euros. No caminho, diversas igrejas. Uma hora chegamos à Via Garibaldi, uma estrada que concentra dezenas das centenas de mansões em estilo renascentista e barroco, listadas na UNESCO. O Porto Antico foi o próximo ponto de visita. Marina, lojas, praças e muitos africanos ao redor do principal ponto turístico, o caro aquário (49 euros o pacote completo). Apenas caminhamos por fora, entrando em seguida na Eataly, mercado de alimentos de grife. No fim da tarde, retornamos ao estacionamento, tendo que pagar 9 euros para retirar o veículo. Assim fica difícil… Seguindo em sentido sul, passamos pelo longo calçadão à beiramar. O pôr do sol no mar é demais. Com outra hora de direção, chegamos a La Spezia. Dormimos no All’Isola Che Non C’e, num quarto espaçoso em meio rural. Dia 8 O café deu pro gasto. Fomos até próximo da estação de trem e deixamos o carro na rua mesmo, já que era domingo e não seria necessário pagar estacionamento. Na ferroviária compramos o Cinque Terre Card por 13 euros, que nos deu direito a trens ilimitados entre os 5 vilarejos do parque nacional, além de extras. Embarcamos no primeiro, que sai a cada cerca de uma hora, descendo em cada uma das bonitas vilas costeiras. Apesar da trilha pedestre entre as 5 levar cerca de 7 horas, de trem é feito em meia hora. A primeira vila se chama Riomaggiore. Ficamos 2 horas lá, subindo escadas em meio a vielas, observando os habitantes e as construções, e fotografando dos mirantes do castelo e do mole. Manarola tem outras tantas casas de poucos andares coloridas, ainda mais bonitas para serem fotografadas de longe. Onde fica o mirante também há acima um cemitério e plantações de uva em terraços. Uma hora bastou. Corniglia é o menos acessível, pois é preciso subir uma escada bem grande para chegar no povoado. Ao menos as vistas de lá são muito boas. Uma hora de visita também. Vernazza já não tem muitas novidades. Há um castelo no alto e uma praia em frente. Comemos uma pizza por 8 euros. Uma hora depois, continuamos ao último. Monterosso al Mare tem a costa mais extensa. Gostei um bocado da praia, onde o sol se punha, ao som do sino da igreja que tocava uma música. Uma hora e meia para cá. Embarcamos no trem de volta a La Spezia, pegamos o carro e descemos pela autoestrada até Pisa. Visitamos o iluminado e ainda frequentado Campo dei Miracoli, o grande terreno que num gramado impecável abriga as grandes e conservadas edificações históricas: muralhas, cemitério, batistério, catedral e a torre torta. Para ver por fora não é preciso pagar nada, e naquela hora não havia vendedores chatos. Quando começou a chover, seguimos para Luca. Nesta cidade, ficamos hospedados bem ao lado do centro histórico, no B&B Cento Passi Dalle Mura (46 euros com café). Foi o único com banheiro compartilhado. Dia 9 A pé, visitamos o centro histórico de Luca. Entre espessas muralhas, ficam construções antigas, sendo as principais templos católicos. O jardim botânico só abre depois do inverno. Já em direção a Florença, ao sair da autoestrada para escapar dos preços abusivos dos postos, que cobravam uns 25 centavos de Euro por litro a mais que o padrão, passamos por acaso no shopping center iGigli. Além de um hipermercado, há algumas lojas interessantes lá dentro, como a Primark e a Media World. Almoçamos um prato enorme de carnes e saladas chamado “La gran grigliata”. Tentamos visitar depois alguma das Villas de Medici, mansões ao norte de Florença, mas haviam recém fechado pelo horário. Ao retornar à cidade, ficamos presos por meia hora numa rua sem saída onde apenas um carro passava de cada vez, mas havia veículos nos dois sentidos naquele momento de saída da escola. Anoitecia quando conseguimos finalmente chegar ao centro. Perambulamos entre igrejas enormes, galerias com esculturas renascentistas, palácios, museus e pontes clássicas. É notável a quantidade de sorveterias em pleno funcionamento, mesmo no frio que estava. O hotel dessa noite foi em Impruneta, uma cidadezinha elevada ao sul de Florença. Dormimos no Villa Cesi. Dia 10 Outro café bom. Estou adorando a tal da crostata, um tipo de torta italiana. Fomos em direção a San Marino. Mas em vez de escolher o caminho mais longo, mas mais rápido, fiquei com o mais curto e cênico, que passa por morros bem consideráveis e por estradas não muito cuidadas. Nas partes mais altas, toda vegetação estava coberta de neve! Sorte que haviam limpado as vias antes. Sem mais nem menos, nos vimos dentro de um novo país, com casas mais bonitas à vista. Subimos até o centro histórico, localizado no Monte Titano, o mais alto da pequenina e praticamente despovoada nação. Estacionamento é o que não falta, ainda que sejam em maioria pagos. O visual lá de cima é incrível. Vale a pena enfrentar o vento forte e frio para chegar perto das muralhas e torres e ter visuais de dezenas de km do resto de San Marino, das montanhas nevadas italianas e do Mar Adriático. Nessas torres ficam museus. No primeiro que visitei, comprei o passe para múltiplos museus por 10,5 euros. O de armas antigas apresenta diversos exemplares de lanças, espadas, pistolas, armaduras e outras armas de séculos passados. Na torre Guaita, pequeno, ficam outras vistas e algumas informações extras. O Palazzo Publico é a sede do governo, que tem uma peculiaridade: são 2 os chefes de estado. Além de um vídeo, pude adentrar os gabinetes e salas de reunião do parlamento, já que não estavam trabalhando naquele dia. O Museo di Stato tem alguns andares com obras arqueológicas primitivas e de arte mais atual, tanto encontradas na área de San Marino quanto adquiridas. Na ocasião, havia pedras lunares da NASA. Aproveitei para usar o banheiro, pois os públicos custam 50 centavos de euro. Há outros museus, mas não estão inclusos no passe. A Basílica di San Marino é aberta e também merece uma visita. O resto do centro é todo em estilo medieval, apesar de não ter sido erguido nessa época. É composto por várias lojinhas duty free, que vendem até mesmo armas. Para o pôr do sol eu fui até o mirante do teleférico. Depois, descemos o morro. Jantei uma pizza enorme no shopping Azzurro por 8 euros. Por fim, fomos à hospedagem Garden Village, onde ficamos com uma cabana. Dia 11 Logo deixamos San Marino e paramos no circuito de automobilismo de Ímola. Estava ocorrendo a final de uma competição de Lamborghini, com ruídos ensurdecedores dos carros a toda velocidade. Junto à pista fica um museu e um parque. Dentro do último, fica uma homenagem emocionante ao ídolo brasileiro que morreu em 1994 naquela curva chamada Tamburello numa corrida de Fórmula 1. Lágrimas escorreram pelos meus olhos enquanto observava o último lugar que Senna viu em sua vida. A próxima parada foi em Bolonha. Caminhamos um pouco pelo centro histórico cujas edificações possuem coloração à Bolonhesa - seria o motivo do nome ou uma coincidência? Passamos por igrejas, torres, praças e um mercado. Comemos pizza. O dia automobilístico continuou em Maranello, a pequena cidade que respira sua marca mais conhecida. Lá, onde também jaz a fábrica, fica um dos museus da Ferrari (o outro está na cidade vizinha de Módena). Paguei 16 euros; caro, mas achei que valeu a pena. A história da marca de carros mais famosa do mundo é contada através de dezenas de carros de corrida originais de todas as décadas, além da memorabilia da marca. Fala-se ainda sobre o processo de desenvolvimento e há uma sessão especial da Fórmula 1. Só não gostei dos preços abusivos para o simulador e dos produtos. Em volta do museu há uma infinidade de estabelecimentos comerciais e monumentos relacionados com esse assunto. Seguimos já à noite para Verona, onde jantamos uma massa deliciosa no shopping Le Corti Venete. Por fim, dormimos no Hotel Gardenia. Dia 12 O café da manhã rivalizou com o melhor que tivemos, então saímos de lá de bucho cheio. Pegamos o carro e paramos no centro histórico de Verona. Isso incluiu pontes, castelos, teatro e arena romanos, mercados, praças, igrejas como sempre, e a casa de Julieta (Romeu e Julieta). Depois fomos ao Lago di Garda. Descemos em Sirmione, na entrada do centro histórico que fica numa península. A área é bem agradável. Caminhei por todo o entorno pela margem da lagoa. Lá há até mesmo águas termais sulfurosas. Mais além, fomos em sentido norte, ingressando no vale entre os Alpes italianos. Parei no mirante do castelo Beseno ao pôr do sol, infelizmente já fechado, e saquei uma foto de uma das cidadezinhas. Continuamos até Bolzano, parando no shopping 21 (onde comprei um celular novo, já que meu anterior faleceu por derretimento de tela) antes de finalmente ir ao Residence Baumgartner, a hospedagem alpina afastada da cidade. Por 50 euros tivemos um apartamento completo à disposição, mas a água era tão pouca que não deu para tomar banho. Dia 13 A estrada foi bem cênica nesse dia. Começando pelos rochedos das dolomitas italianas. Demos uma paradinha rápida no vilarejo de Brenner, na fronteira com a Áustria. Há um outlet por ali, mas os preços não chegam aos pés dos americanos. Nem um portal indicou que estávamos entrando num novo país. O idioma já era alemão no norte da Itália. O estilo das casas mudou um pouco só. Conheci o centro de Innsbruck (minha mãe já conhecia). Alguns prédios modernos constrastam com a parte histórica, entre Annasaule, passando pelo Goldenes Dachl (cujo teto é de ouro) e o Rio Inn, que nomeia a importante cidade austríaca. O cenário é ainda melhor pelas montanhas nevadas ao redor. Muitas lojas de souvenires e enfeites de natal, além de barracas de comidas típicas ficam por ali. Demos uma paradinha no shopping Tyrol para umas compras e alimentação, pois um buffet à vontade por menos de 10 euros quase ao lado havia acabado de fechar devido ao horário tardio. Ao retornarmos para o carro menos de 4 horas depois, tive a desagradável surpresa de ter que pagar mais de 10 euros de estacionamento. Seguimos viagem em sentido oeste, sempre no vale entre picos brancos. Havia muitos túneis também, sendo um deles com mais de 13 km! Com o céu escurecendo cedo, ao chegarmos em um vilarejo de Arlberg para a hospedagem, praticamente todo comércio já estava fechado às 18 h. Apenas um mercado restava para comprar comida. A hospedagem familiar Haus Jochum fica nesse meio de nada, além de uma estação de trem que faz questão de anunciar sua presença com certa frequência. Mas a casa é bem ajeitada. Dia 14 Saímos com o dia nascendo e tudo branquinho. Abastecemos na cidade fronteiriça de Feldkirch, pois era mais em conta, e ingressamos no principado de Liechtenstein. Aqui é usado o franco suíço, e o custo de vida é tão caro quanto lá. Subimos o castelo de Vaduz, a capital, mas só pudemos olhar de fora, já que a família real mora nessa edificação. Há um mirante para ver a cidade. Embaixo fica o centro. A parte turística é basicamente composta de uma avenida com calçadão, onde fica o centro de informações turísticas, alguns museus, a catedral, os prédios do governo, uma praça com obras de arte moderna, duas lojas de souvenires e alguns bares, restaurantes e lanchonetes. Fui no museu postal, que é gratuito mas quase não tem o que ver, além de selos. Depois fiquei quase 2 horas no museu nacional (10 euros), que fala e demonstra de tudo sobre o país, como a história, cultura e meio ambiente. Paguei mais 2 euros para acessar a câmara de tesouros, mas não achei ter valido a pena. Com os preços abusivos, comer foi uma tarefa difícil. Uma pizza que eu comeria sozinho fácil estava pelo equivalente de quase 80 reais, então fiquei apenas com um kebab de menos da metade do preço. Definitivamente, comprem em um supermercado austríaco antes a comida. O rio que faz fronteira com a Suíça também é agradável de se ver, e comporta uma ponte antiga fechada de madeira. Tirei uma foto no castelo Gutenberg, para então pegarmos a autoestrada suíça, que ao menos não cobra pedágio. Foto no lago Walen, e depois no de Zurique, já no centro da cidade. No encontro com o rio fica a maioria dos turistas e construções antigas. Ao anoitecer, me encontrei com a colega de faculdade Mariana, que não via há muitos anos. Ela me recomendou o café Kafischnaps, um ambiente agradável para conversar e tomar uma. Fiquei com a cerva local, que saiu por 6,8 francos o copo grande. Depois de muito papo com ela e seu cônjuge, seguimos para Winterthur, na região metropolitana de Zurique. O alto preço da hospedagem nos fez seguir até lá, ainda que fosse para ficar num chalé do Airbnb num sítio. Dia 15 Acordamos e o gelo cobria o carro. De volta a Zurique, caminhei pelo Viadukt, uma linha de trem abandonada que virou uma atração no estilo High Line Park de NY. Restaurantes, grafites e um clima industrial pairam no passeio público elevado. Na hora do almoço fomos convidados pela Mariana e pelo Daniel. Na casa deles, prepararam deliciosas salada, pizza e sobremesa italianas. Enquanto eu conhecia o museu nacional (Landesmuseum) por 10 francos, minha mãe andava pelo shopping subterrâneo da estação de trem central. O museu é grandioso em uso de tecnologias interativas, além de possuir um bom conteúdo a respeito do país. Fiquei 2 horas e não o vi a fundo. Pegamos a autoestrada. Como já estava tarde, tivemos que pular Berna, que ficava no meio do caminho. Já completamente escuro e frio, deixei minha mãe no apartamento do Airbnb perto de Lausanne, já na Suíça francófona, e para lá segui para ficar hospedado em meu amigo do atletismo Maioral. Passamos a noite conversando sobre as inconsistências da neutralidade suíça e as mais que abusivas taxas ocultas, que resultam num país não tão bom assim para se morar. Dia 16 Começamos o dia pelo pouco de centro histórico. A catedral neogótica é enorme. Outra construção importante é o palácio de Rumine, que abriga diversos museus gratuitos, mas infelizmente fechados na segunda-feira. Num morro central fica a floresta e parque Sauvabelin. Possui trilhas entre floresta temperada, um lago com animais e uma torre de observação que tem a melhor vista de Lausanne, seu lago e as montanhas. Tudo sem precisar pagar. O enorme Lago Léman é incrivelmente cênico. Para melhorar ainda mais, há um calçadão à beira dele e diversas instalações esportivas públicas. Caminhamos por um tempo. Demos em seguida uma passada rápida no também gratuito jardim botânico, mas com o fim do outono chegando, o estado das plantas não era dos melhores. Rodamos um tempo pelo centro comercial, até voltar à casa de meu colega. Eu e ele fomos jantar no Pinte Bresson, segundo ele o melhor restaurante de fondue da cidade. Eu nunca havia comido esse prato antes, e achei muito gostoso mesmo. O problema foi o preço: fondue + acompanhamentos + bebida = 36 francos, a refeição mais cara da minha vida! Dia 17 De manhã visitamos o museu olímpico, a principal atração da cidade. Como meu amigo trabalha no COI, entramos de graça. Caso contrário, custaria 18 francos por cabeça. São 3 andares lotados de informação a respeito das Olimpíadas de Verão e Inverno, além de trajes e equipamentos, vídeos e um bocado de sessões interativas. Poderia passar meio expediente fácil ali. Os jardins também são evocativos, com estátuas e lembranças dos jogos. O resto do dia foi praticamente só na estrada. Deixamos a Suíça e seguimos em sentido norte, cruzando a França. Depois de breve parada para ver os arredores da praça Stanislas em Nancy, deixamos o país. Sem passar por aduana alguma, entramos em Luxemburgo. Dormimos em Frisange, cidade fronteiriça, numa suíte apertada alugada pelo Airbnb. Dia 18 Juntamos o que restava do supermercado com o oferecido pela anfitriã para o café da manhã. Então dirigimos até o norte do grão-ducado, parando no vilarejo de Escher-sur-Sûre. Ao longo de um rio represado, possui casas típicas e ruínas de fortificações, dentro das quais se tem uma vista privilegiada. Depois, guiamos o veículo até Bourscheid, visitando o castelo de mesmo nome. Compramos o Luxembourg Card de 1 dia por 13 euros cada (10% menos para minha mãe por ser idosa). Esse bilhete dá direito a visitar de forma gratuita ou com desconto cerca de 60 atrações, sobretudo culturais. Vale a pena para quem não for nessa época, já que há poucos turistas e assim muitas coisas estão fechadas. Sobre o castelo medieval, o interior está em sua maioria em ruínas. Um audioguia multilingue descreve 24 pontos de interesse da fortificação e lar. Em Vianden, conhecemos outro castelo por dentro. Esse está mais íntegro que o outro, mas as vistas panorâmicas não são tão boas quanto. Dentro também há um museu que trata da construção e da vila. Há outros museus em Vianden e até um teleférico, mas para variar estavam fechados. O caminho continuou à margem da Alemanha, cuja fronteira se dá pelo Rio Sûre-Sauer. Paramos em Echternach, outro lugarejo, para comer, apreciar a abadia e ver as ruínas de uma villa romana. No interior dessa região há belas florestas, cruzadas pela longa trilha Mullerthal, de 120 km. Em Larochette fica outro castelo, mas não tão bonito. À noite, caminhamos pelo centro histórico da capital. Situada sobre um monte e cercada de muralhas e pontes, estava inaugurando hoje sua bonita iluminação natalina. Apesar disso, faltava montar muitas tendas, e depois das 6 e meia a maioria das lojas já estavam fechadas. Ao menos na Praça Guillaume II, onde estacionamos, um ringue de patinação com música e umas barracas de comes e bebes tradicionais davam um agito. Comemos um hot dog com salsicha Krakauer e tomamos um tipo de quentão chamado gluhwein. Não custou nada barato: 4 euros no primeiro e 3,5 no segundo. Dia 19 Enquanto abandonávamos o país de manhã cedo, no sentido contrário uma baita fila quilométrica de carros ia para o trabalho. O que deixamos de pagar de pedágio nos dias anteriores compensou neste: 15 euros para cada uma das 3 cidades em que paramos! A primeira foi Dijon. Situada na zona de produção de champanhes, é mais conhecida pela produção de mostardas especiais. Compramos um bocado de diferentes por lá, com preços bem bons de até 1 euro por vidro médio. Fora isso, visitamos o centro histórico com seus prédios e praças bonitos. Infelizmente o mercado central estava quase fechado em plena hora de almoço. Acabamos comendo uma torta de carne com salada e pão por 10 euros. Horas depois, descemos na velha Lyon. Essa região ao longo do Rio Saône é bem aprazível, com dezenas de edifícios históricos monumentais. Boa parte era iluminada à noite, quando deixamos a cidade. Mas antes disso, aproveitamos a Black Friday para fazer umas compras. Passamos a noite em Clermont-Ferrand, no hotel Kyriad. Dia 20 O térreo estava em reforma, então o hotel estava uma bagunça só. O café poderia ser um pouco melhor. Dia de percorrer todo o caminho de volta cruzando paisagens ora monótonas, ora belas, até Barcelona. Parei no shopping Diagonal Mar para alegrar minha mãe, e ali ficamos até à noite. Chegando no hotel Flora Parc, próximo ao aeroporto, arrumamos as malas para a viagem. Dia 21 O café da manhã deixou a desejar. Devolvi o carro, me despedi da mãe e embarquei a Roma pela Ryanair, onde esperei um tempão. Enquanto lia e escrevia, passei no guichê do Tax Free para o reembolso do imposto que paguei no celular que comprei. À noite voei a Buenos Aires pela Alitalia, com continuação na manhã seguinte com a Gol até Floripa, tudo por 35 mil milhas Smiles. E assim terminou a viagem Curtiu? Então dá um pulo no meu blog e confere outros tantos destinos interessantes: http://rediscoveringtheworld.com
  8. 1 ponto
    Olá, meu nome é Mariana Christiano, tenho 24 anos e moro no interior de São Paulo. Neste ano, no mês de Julho, embarquei em Guarulhos destino ao aeroporto de Viru-Viru em Santa Cruz de La Sierra (BOL), para começar um mochilão de 27 dias pela Bolivia, Chile e Peru. O roteiro do meu mochilão é um dos mais tradicionais, sempre relatado aqui no mochileiros.com, mas por mais tradicional que seja o roteiro, cada relato é tão particular que as experiências compartilhadas aqui no blog são sempre válidas. Então, neste meu relato extremamente pessoal, resolvi contar a viagem que aconteceu dentro de mim, enquanto conhecia o mundo afora. Sou praticante a algum tempo de yoga e meditação, participo de retiros, chás e afins que englobam toda esta filosofia de vida que possui traços budistas, mas que prefiro não vincular com nenhuma religião, e sim chamar de um processo de espiritualização do ser, totalmente particular e único. Com isso, que fique muito claro, que as experiências e técnicas que irei relatar aqui podem não servir para todas as pessoas, mesmo que elas tenham o mesmo desejo que eu: se autoconhecer. É preciso começar esse relato desvendando os mitos que giram em torno da meditação. A meditação não é uma prática onde a pessoa fica sentada na mesma posição por tempos sem pensar em absolutamente nada, pois (se fomos parar para pensar, rs) só de se pensar em não pensar em nada já se está pensando. A meditação prega apenas que a pessoa se atente ao presente, sempre resaltando que na vida é apenas este momento que importa. Por isso esse tipo de vivência é muito recomendada para ansiosos, angustiados e depressivos, pois se exclui as preocupações com o futuro e as angústias do passado. Partindo deste principio, vários tipos de meditação podem se aplicar em um mochilão, como por exemplo, meditações ativas, contemplativas, observativas, etc. Depois de embarcar em Santa Cruz e passar por algumas cidades cheguei no primeiro lugar em que achei digno de uma linda meditação, o Salar do Uyuni. A primeira meditação que pratiquei no Salar foi a contemplativa, que nada mais é que contemplar a beleza do lugar. Pode parecer simples, porém experimente contemplar algo bonito sem que na sua cabeça estejas pensando no que vai jantar hoje, ou no dinheiro que já gastou na viagem, etc. Tente apreciar a beleza do lugar e apenas isso, viver o momento presente. Observei toda aquela imensidão, e após isso me permiti me observar. Assim, sentei no meio do Salar e comecei uma prática meditativa chamada Vipassana, ou atualmente muito conhecida como Mindfulness, a meditação da atenção plena. Nesta prática, fechei os olhos e aproveitei todo o conforto do silêncio para me observar, desde minha respiração, até meus arrepios, meus pensamentos; e é só isso mesmo, parar e se observar, sem julgamentos ou repulsas. Se estiver feliz pela viagem, observe esse sentimento e o que ele provoca em você, ou se estiver triste (o que acho difícil naquele lugar maravilhoso, mas pode acontecer) observe também, investigue-se. Depois me levantei, tirei fotos, conversei e deu tempo de fazer tudo, ou seja, apreciei com calma toda aquela experiência única. Por isso sempre recomendo para amigos interessados em conhecer o Salar do Uyuni o percurso que dura três dias. Vale muito apena e se tem um bom tempo para tudo. (Observação: em épocas que o Salar está coberto com uma camada de água, a meditação Vipassana pode ser feita em pé, o importante é apenas manter-se com a coluna ereta) As noites no Salar do Uyuni também são um espetáculo a parte. O céu é completamente límpido e a falta de luz ao redor permite que nossos olhos se acostumem com o céu e ao passar de cada minuto é possível ver mais e mais estrelas. Não preciso nem repetir que a meditação contemplativa aqui é fácil, mas além de contemplar as estrelas podemos usá-las como um objeto fixo de meditação. Muitas vezes quando estamos com a mente agitada, podemos escolher um objeto para observa-lo durante um tempo. Esse estado é para simplesmente focar a mente em um ponto fixo. Porém, é mais tedioso quando esse ponto fixo não oscila em absolutamente nada, por isso as estrelas e o fogo são ótimos objetos meditativos. Deite no chão próximo ao seu hostel de sal, aprecie e observe o que será, provavelmente, um dos céus mais lindos que verá em sua vida. Essa noite é um verdadeiro privilégio! Depois do espetáculo que foi o Salar, cruzamos a fronteira e chegamos ao Chile, mais precisamente na pequena e apaixonante "cidadezinha" de San Pedro de Atacama. O lugar oferece mil e uma opções de passeios, e em todos eles é possível contemplar, observar e investigar a paisagem e o eu. Desde um banho congelante na Laguna Cejar, que fará você descobrir dores nunca antes sentidas pelo seu corpo, até passeios de bike totalmente relaxantes. Como nesse último exemplo, tive o prazer de pedalar pelas formações rochosas da Garganta Del Diablo, uma verdadeira meditação ativa. A meditação ativa é simplesmente focar na atividade que esta sendo realizada. Posso exemplificar esse estado com uma atividade simples: lavar louças. Quando lavamos louça geralmente não prestamos atenção na atividade em si, estamos ouvindo o jornal, pensando no almoço, etc; Com isso na meditação ativa se propõe que prestemos atenção na atividade em si, e assim no passeio de bike me propus a viver o momento presente, observando meu ritmo, respiração, pedaladas e equilíbrio. Em uma atividade física o controle da mente é crucial, principalmente quando é necessário superar limites. Fazia no mínimo 15 anos que eu não pedalava, não foi fácil, mas foquei e fui. Creio que nossos limites são impostos por nossa própria mente, é preciso sempre focar em superá-los. Medite sobre suas dificuldades. Ainda no Chile, conheci a cidade de Arica, a única em meu roteiro que é banhada pelo oceano. Oceano este que eu ainda não conhecia, o Pacífico, e que prazer enorme foi vê-lo pela primeira vez. No centro da cidade existe o morro de Arica, um ponto com 130m de altura que conta com um mirante e uma vista do oceano lindíssima. Nem preciso dizer que contemplei muito aquele lugar, e senti toda a sensação maravilhosa que a brisa do mar provoca em nosso corpo. Fiquei na cidade apenas um dia, mas como sou apaixonada por água, confesso que essa parada fez toda a diferença para mim. Sensações que só quem tem mar até no nome, irá entender. Finalmente chegamos ao Peru, último país do roteiro, mas com muita coisa linda ainda para conhecer. Passamos por várias cidades, muitas horas de viagem dentro de ônibus e vans, por vários dias, conhecendo muitos pontos do país, sempre em direção a mística Machu Picchu. Chegando em Cusco, fechamos os pacotes mais básicos para conhecer as construções Incas. O que posso concluir com isso? Que todos os percursos que poderíamos fazer a pé, a fim de economizar, nós fizemos! E que lindo foi ir da famosa hidroelétrica até Águas Calientes caminhando, fico pensando como seria sem graça fazer todo aquela trilha em apenas 30 minutos de trem. Ar puro, barulhinho das águas do rio por todo o caminho, sombra e zero pressa. Com quase nenhum trecho de subida ou descida, é só caminhar, contemplar, sentir e ser feliz. Dizem que o importante na vida é realmente isso, não é? Não só buscar a felicidade, e sim ser feliz durante todo o caminho de busca. Eu estava indo de encontro a uma das 7 maravilhas do mundo, mas durante todo o caminho eu já fui privilegiada. No dia seguinte madruguei e segui também de trilha para Machu Picchu, e nesse percurso assumo, perdi o foco. A escadaria é de tirar o fôlego de qualquer maratonista olímpico, mas cada um no seu ritmo, todos conseguiram chegar. Completei o percurso em uma hora, cheguei antes até dos meus amigos que foram de ônibus e por um pouco não vi o nascer do sol lá de cima. Lembro-me que era uma segunda-feira, a menos monótona e mais desafiadora da minha vida até hoje. Machu Picchu em si é linda e mística mesmo, mas é uma verdadeira competição por espaço. É enorme, mas cheia de turistas por todos os cantos, e confesso que preciso de calmaria para apreciar, pois ao contrário observo mais as pessoas do que o lugar em si. Naquela manhã minha felicidade verdadeira foi descobrir, quase já na hora de ir embora, a trilha da Ponte Inca. Praticamente vazia, apreciei uma das vistas mais lindas (e altas) da minha vida. Ao som do vento e alguns pássaros, ali eu não sei explicar por que, mas chorei por um tempo. Uma mistura de gratidão e felicidade tomou conta de mim, e nos poucos, mas maravilhosos minutos que passei ali pude enfim agradecer por todos aqueles momentos que estava vivendo. Fui capaz até de me adiantar e já agradecer pelos próximos dias que ainda viajaria. Agradeci por quem veio comigo, por quem esbarrei no percurso, e até por quem o meu caminho não cruzou. Minha viagem, graças ao universo, foi sem contratempos sérios e isso era um enorme motivo para agradecer, principalmente para mim, mochileira de primeira viagem. Nesta manhã percebi que agradecer é meditar com amor, amor do mais puro. Depois de alguns dias retornei para casa, e assumo que foi difícil meditar no meu presente tão sem graça perto das lembranças que tinha no meu coração. Aos poucos fui me reacostumando com o ritmo calmo e um pouco entediante da vida normal porém, sinto que o golpe é mais brando quando se tem a sensação que todos os momentos foram vividos, contemplados e sentidos inteiramente. Dizem que a energia está onde nosso pensamento está, e hoje concordo com isso fielmente, pois minha energia foi conduzida certeiramente para cada lugar que relembrei neste texto, e sinto que isso também é emanado por cada relato que leio aqui no mochileiros.com. Por fim, meditar não é nada de mais, é apenas viver a vida nua e crua, seja aqui, na Bolivia, no Chile ou no Peru, em qualquer lugar desse planeta, ou até fora dele, quem sabe!? Medite, toda positividade precisa circular, ESPALHE!
  9. 1 ponto
    De volta ao Piauí. Por uma causa nobre, muito mais que nobre. A Serra da Capivara. Não sei exatamente quando a Serra da Capivara entrou no meu subconsciente. Nos anos 90 eu gostava de ler e folhear (então raros) livros sobre parques nacionais, nem sempre atualizados. Talvez ele já estivesse lá e talvez tenha entrado no meu subconsciente desde então. Mas não me lembro. Sei que entrou na lista dos lugares a ir nos últimos anos, quando passei a ler e pesquisar com mais frequência sobre lugares a se conhecer no Brasil (e no mundo). No momento que talvez tenha sido o último suspiro do Brasil antes do coma, a Serra da Capivara figurou com merecido destaque no encerramento das Olimpíadas do Rio 2016. Ela, a Serra da Capivara, já estava em alta nos meus planos naquela época. Faltava o plano e a chance. Estive no Piauí pela primeira vez num fim de semana cheio, onde conheci alguns pontos turísticos de Teresina e fui conhecer o espetacular Parque Nacional Sete Cidades, no interior. Foi uma ótima viagem, mas não voltei mais ao Estado. Não é fácil conseguir passagens a preços promocionais para Teresina. E nem dessa vez conseguimos: a passagem foi emitida com milhas smiles, vários meses antes. Custou cerca de 36 mil milhas ida e volta para cada um. Considerando que as milhas smiles são um tanto inflacionadas, achei bom negócio. Quando / clima Busquei muito para o Carnaval, época (teoricamente) já de chuva na área. Sempre achei que precisaria ao menos de 5 dias por lá, já contando os dias quebrados de ida e volta. Mas acabamos fechando para outro momento. Foi no feriado de 12 de outubro (2017). Com a forca na sexta-feira, era um momento talvez ideal para conhecer a Capivara. Mês do BRO, ou seja, secura total. Isso é o que eu achava, com base no que me lembrava de Sete Cidades. Mas o Piauí é grande e as regiões têm climas variados, e ali já me parece ter mais o perfil do Brasil central, com o meio do ano mais seco. Outubro por lá já seria mês de começar a chover. Não choveu dia algum, e fez o tradicional sol escaldante da caatinga brasileira. Outubro, por ser tido como mês de transição da secura para o começo da chuva, também é tido como um dos mais quentes. Rafael, nosso guia, disse que habitualmente estaria mais quente do que a temperatura que pegamos. Pegamos céu estalando de azul todos os dias. Havia algumas nuvens no começo e no fim do dia, no máximo. A paisagem da Serra da Capivara muda radicalmente, dependendo da época do ano. Em outubro estava aquele visual seco de caatinga. Em períodos de alguma chuva, o cenário esverdeia fortemente. Veja o contraste do local entre época chuvosa x seca O Parque Nacional da Serra da Capivara O parque foi criado em 1979. Consta que nos anos 60 uma arqueóloga brasileira, Niède Guidon, estava numa exposição de pinturas rupestres em São Paulo quando um morador de São Raimundo Nonato informou que havia diversas daquelas na cidade dele. E aí a coisa começou. Uma expedição franco-brasileira foi ao local anos depois e foi descobrindo esse tesouro arqueológico que veio a se chamar Parque Nacional da Serra da Capivara. Conforme descrito na wikipedia (em 23 de outubro de 2018), “Área de maior concentração de sítios pré-históricos do continente americano e Patrimônio Cultural da Humanidade - UNESCO. Contém a maior quantidade de pinturas rupestres do mundo.” Estudos em função de achados por lá alteraram concepções arqueológicas vigentes até então. O Museu do Homem Americano indica essas mudanças, ainda que com uma linguagem enviesada. Diversos dos sítios arqueológicos estão abertos à visitação (somente com guia), dentre os outros ainda mais diversos existentes. Há também sítios históricos, há as formações rochosas, a fauna, a indefectível e espetacular vegetação da região. Se eu me conheço bem, caso estivesse sozinho por lá, sem guia, iria querer entrar em cada trilha sinalizada para visitar cada toca ou sítio que estivesse no caminho. Levaria dias, semanas visitando cada um. Mais ou menos como fiz no Camboja (eu me lembro até hoje do menino que nos levava de tuk tuk dizendo que não havia mais templos interessantes, e eu sacava mais um do meu mapinha, pedindo para ele parar – e, para mim, era sim mais um templo interessante!) ou em Bagan (onde era inviável conhecer todos os templos, ainda que tenhamos ido em diversos). Mas é necessário desencanar e confiar no seu guia. Não é para tanto, não precisa entrar em cada um, a não ser que vc seja um pesquisador ou coisa parecida. O guia sabe quais tocas ou sítios que tem pinturas mais interessantes, ou que tem visuais bacanas. E o guia saca os interesses do grupo. Uma boa ideia, tendo tempo, é comprar o livro sobre o parque (vende em algumas guaritas e no Museu do Homem Americano), estudar as trilhas e mapear o que vc quer fazer, eventualmente trocando ideia com o guia. O parque é muito bem sinalizado, com setinhas indicando tocas, sítios, trilhas e etc. Escadas de ferro, degraus em rocha ou pedras cimentadas (ou coisa parecida) mesmo. Estradas de terra transitáveis numa boa por carros baixos (foi sem chuva!), guaritas organizadas, acesso controlado. Somente com guia. Estrutura muito boa. Acima do padrão Brasil. Como / Transporte Não é simples chegar. Fica a mais de 500 km de Teresina. E mais de 300km de Petrolina. Tem aeroporto, e já tem cia aérea voando para lá duas vezes por semana. Os voos não me atendiam (nem por logística, nem por preço), Petrolina não me atendia (idem, nem logística, nem preço), de modo que o jeito era ir por Teresina, que tinha boa logística: chegava na quarta-feira de noite, voltava na madrugada de domingo para segunda-feira. De Teresina seguiríamos de carro para São Raimundo Nonato. Alugamos um carro. Como iria encarar viagem de 500+ km e ainda rodar pelo parque, não mesquinhei dessa vez: nada de basicão, o carro tinha de ter ar e direção. Consegui na Localiza o que achei ser um bom preço para 5 dias, a 465 reais. De combustível gastamos ainda uns 350 reais. Embora várias fontes confirmassem que a viagem dura cerca de 6 horas, o google maps indicava mais de 7. Na dúvida, assumi o pior tempo. Mas as 6 horas se confirmaram. Saímos pouco depois das 6 da matina de Teresina, chegamos ao hotel em São Raimundo Nonato (SRN) quase meio-dia. Com duas paradas no caminho para esticar pernas e/ou abastecer. O waze indicava uma rota meio louca, acho que não considera algumas das estradas existentes. Reforçou minha concepção de que o waze para estradas no interior não é tão eficiente como o google maps. O maps dava o caminho que eu queria seguir. Floriano, Campo do Buriti, SRN, a grosso modo. Importante: mesmo com estradas em ótimo estado, não há pedágios. Desconheço outro lugar no Brasil que conjugue isso: estradas boas não pedagiadas. Sobre combustível: na ida abasteça em Campo do Buriti, última cidade antes de SRN. Combustível por lá estava na faixa de 4 reais (gasolina), enquanto em SRN estava por 4,3. Em Teresina é mais em conta. De Floriano a Campo do Buriti a gasolina estava na faixa de 4. Além dos 500+ km de distância entre Teresina e SRN, vc ainda vai rodar bastante na região do Parque. Qualquer saída, para qualquer das entradas, significa dezenas de kms a rodar. Dentro do parque vc rodará outras dezenas de kms tbm. No total rodamos mais de 1.500 km nos 4 dias. Não dirigia tanto assim havia 20 anos, quando percorri a clássica Rota 66 (dirigi muito mais que isso naquela viagem). Eu achava que dessa vez seria bem mais cansativo do que foi na prática. No fim das contas, achei bem tranquilo. A qualidade do asfalto é bem acima da média brasileira, em praticamente todo o trajeto. Havia obras na saída de Teresina, dentro das cidades é padrão Brasil e já havia alguns buracos entre Campo do Buriti e SRN. Fora isso está muito bom. Longos trajetos retos sem carro nem nada à vista, mas é necessário ter muito cuidado com animais na pista, sobretudo cabras. Uma delas atravessou bem na nossa frente e numa curva. Felizmente não estávamos em alta velocidade. Há burros também, eventualmente. Guia Todos os passeios no parque precisam de guia. A página do parque indica os guias credenciados (mas acho que nem todos). Eu não tinha indicações. No extraordinário relato do Diego Minatel, ele falava do Zezão, mas não achei contato dele. Contatei inicialmente o Wilk (089-81300291), que tinha sido o guia do Ricardo Freire. O Wilk respondeu rapidamente, mas já tinha compromisso para o período. Acho que contatei um mês antes da viagem. O Wilk foi excelente: mesmo ocupado no período, preocupou-se em me indicar outro guia, além de me dar diversas informações sobre o parque. Muito bom! Acabou que o guia indicado pelo Wilk também tinha compromisso e me indicou o Rafael Martins (089-81324551 / 089-94533761). Rafael foi ótimo! Dosou, na medida certa para nós, caminhadas com visuais das espetaculares formações rochosas e pinturas rupestres. Digo isso porque o interesse do visitante varia bastante: vc pode querer fazer longas caminhadas, ou nenhuma caminhada, ou pode querer visitar o quanto puder das pinturas, ou pode querer fazer programas leves de manhã e à tarde, fugindo do sol. Falei com Rafael que queríamos passar o dia inteiro fazendo passeios, sem pausas para almoço (nossos guias sofrem!) e explorar pinturas, visuais e fazer caminhadas. Ele fez roteiros que preencheram isso perfeitamente. Eu tinha alguns lugares que queria conhecer necessariamente e disse isso a ele. De resto, deixei nas mãos dele que organizasse. Sempre sobrava algum tempo, e ele sempre encaixava algum passeio adicional. Muito bom mesmo. Tínhamos a tarde da chegada, dois dias cheios e a manhã do dia de ir embora. Acho que conhecemos mais que o principal das áreas mais acessíveis. A diária do guia estava em 150 reais, e isso já me foi colocado desde o começo pelo Wilk. Dia inteiro, meio dia, só um passeiozinho, não importa, o preço era esse para o dia. Para o grupo, não por pessoa. Eu acho que é negociável, mas achei justo o valor. O Rafael ficava conosco desde o café da manhã até escurecer. Excelente. Saíamos do hotel umas 7 da manhã e voltávamos já escurecendo ou de noite mesmo. A entrada no parque custa 16 reais por dia por pessoa. Estrangeiros pagam o dobro. Já deixamos pago todos os dias logo na chegada, isso facilitava o acesso nos dias seguintes. O lance de pinturas rupestres nunca foi algo que me cativasse, sinceramente. Lembro-me de ver algumas muito bacanas em Sete Cidades, lembro que Urubici também tinha alguma coisa, e outros lugares que já nem me lembro mais. Eu achava interessante, mas não era algo que me impulsionasse a visitar. Mas a Serra da Capivara é isso! Eu estava lá para ver pinturas rupestres também. Inteiramente desencanado de buscar compreender significados, embora praticasse esse exercício eventualmente. Voltei maravilhado. Fauna Muitos mocós. Em tudo quanto era lugar do parque encontrávamos os mocós. Ou corriam, ou faziam estátua. Eram graciosos. A presença deles nas cavernas e tocas, quando não visível, é facilmente identificável pelos cocozinhos que deixam de rastro. Parece que estão ameaçados de extinção em outros lugares. Por lá eles são figurinha fácil. Mocó Além dos passarinhos de montão, inclusive andorinhas, vimos macacos, veados, lagartixas-da-serra, porcos do mato. Tem onça no parque também, mas só vimos (possíveis) pegadas. Esse era meio domesticado Macaco-Prego Comer O hotel tinha café da manhã, então somente jantávamos. Primeiro dia no Varandas, muito bom. Fica na rua do agito (acho que Avenida dos Estudantes), com restaurantes de mesas na calçada. Churrasco e acompanhamentos. 50 pratas a picanha pra 2 pessoas. Segundo dia no Bode Assado do Tanga, também muito bom. 39 reais o bode para 2. Ambiente bem simples, não se iluda. Terceira janta foi dividida entre o Donizete, onde saboreamos uma saborosa paçoca (carne seca) com queijo coalho, e depois a pizzaria do Paulinho, famosa por ter calzone de carneiro, mas que não tinha carneiro naquele dia! Comemos pizza “normal”, então. Eu gostei, Katia não. Galera tradicionalmente almoça no restaurante que fica do lado da fábrica de cerâmica. Estivemos lá uma vez, mas não almoçamos. Esquema buffet, mas que vc paga extra se desperdiçar. Comida parecia boa e cheirosa.
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    Oi Diego Nem sempre eles usam o Caravan no tour rsrsrs. É um lugar muito diferente: sem calçadas, sujo, 90% das casas de madeira, valetas de água nas ruas (não sei se era esgoto). O mar é muito feio, puro barro. Quanto a segurança, sinceramente não me senti menos seguro que por exemplo, no RJ...
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    Foram direto. Fiz isso até pra economizar com guarda-volume. Despachei minha mochila em Brasília e só peguei em Cartagena.
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    @diogomarxx não sei se convenceu a moça, mas a mim certamente convenceu! Até anotei aqui as sugestões que deu para um futuro próximo! Rsrsrs
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    Ainda aguardando o carinho de vcs em me ajudar com esse roteiro pretendido...
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    @lucasggustavo , tem que ir acompanhando os preços e comprar no melhor momento. Até uns 4-3 meses antes da viagem talvez seja válido aguardar para tentar preços melhores. Sobre Atenas, faça tudo que é possível lá, como disse, não é uma cidade muuito grande, mas o que tem é incrível, tem que ir em todos pontos, monumentos históricos. A cidade é bem legal , para sair de noite e tal, comer, ouvir uma música. Não sei se já está considerando no seu roteiro, mas fazer as ilhas também acho que vale muito a pena. Neste caso, cuidado ao fechar hospedagem em Atenas, pq em muitas delas no mínimo uma noite você vai precisar passar. Tem desde as mais próximas que você vai e volta no mesmo dia até as mais distante e famosas, Mykonos, Santorini, etc.
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    Olá, @Camila Ambrosino ! Sinto que ajuda se você disser qual o seu ponto de partida e o que é um valor razoável para você, bem como se pretende acampar ou ficar em hotéis/hostel e se o deslocamento será de carona, carro próprio, ônibus ou avião.
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    hahahaha a gente tava com um guarda-sol, mas ele queria ficar bronzeado e ficou lá no sol (mesmo eu avisando), no final de 3 dias já estava com inicio de insolação hahaha
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    Obrigado! Pode deixar que farei sim, é o mínimo a se fazer depois de tanta ajuda que consegui lendo os relatos, as dicas, as dúvidas.
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    Envio poucas fotos, em breve posto mais meu Instagram: @diegodacostaphotos O início da viagem deu-se no aeroporto de Salvador, e às 9h já estávamos saindo (minha namorada e eu) com um carro alugado indo em direção ao Pelourinho comprar um presente para um amigo... Saímos de lá às 10h30, pois a viagem para Ibicoara (área rural) seria longa, uns 580 km para ser bem exato, e ainda queríamos dar uma conferida no Poço Azul, que fica no distrito de Nova Redenção, e a entrada fica no trajeto. Por que não ir à Lençóis primeiro? - Bem, fomos lá ano passado e fizemos o roteiro básico/clichê (Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Grutas, Pratinha e Morro do Pai Inácio, no segundo dia, e Vale do Capão com Cachoeira da Fumaça por cima no terceiro. Sim, e o primeiro? - Estive em Fortaleza e Jericoacoara durante a semana, indo direto para Chapada, e um diarreia me pegou no primeiro dia, pode ter sido a mistura de temperos. Kkkkk. Lá percebemos a imensidão e beleza do Parque Nacional e o retorno seria inevitável, já que só tivemos 3 dias em 2016. ...VOLTANDO PARA 2017 CHEGANDO EM IBICOARA Chegamos em Ibicoara umas 21h e perguntamos ao frentista do posto de combustível como chegar na zona rural, pois lá é seria melhor para armar a barraca e fazer as cachoeiras da Fumacinha e Buracão, seguindo aos valiosos relatos que alguns postaram aqui. Do centro da cidade para nosso destino final são aproximados 30 km em estradas de terra, chovia bastante (ÓTIMO para a região, que sofre com estiagens) desde Mucugê e nos preocupava a possível situação da estrada, visto que era um carro sedan e nosso guia Luciano (Associação Bicho do Mato) nos aguardava até às 19h, pelas estimativas de chegada. Com as dicas que Luciano deu foi possível chegar em sua residência às 21h45, o que foi bom, pois o medo do carro quebrar e ficar no meio do mato sem apoio estava constante. Por que ficar na casa de Luciano? Ele é guia, muuuiiittttoooo experiente e atencioso, diga-se de passagem, e também hospeda as pessoas na casa dele, podendo ficar dentro da sua casa, com café da manhã e janta, como também armar a barraca, e ainda sugere outras opções, como também fizemos. Ah, para fazer as referidas Fumacinha e Buracão, ficar no Baixão (zona rural) é melhor,do ponto de vista logístico, carismático, e por aí vai. Enfim, dormimos em segundos, após uma viagem ultra-cansativa. CACHOEIRAS IBICOARA PARTE 1 (FUMACINHA POR BAIXO) 18 km Acordamos com aquele clima friozinho maravilhoso, tomamos café da manhã, que estava uma delícia (penso naquela tapioca quase todos os dias) e começamos a conversar com ele para que nos explicasse um pouco sobre as duas cachoeiras que tínhamos acertado fazer. Ah, não tínhamos percebidos a beleza inexplicável daquela localidade (que não cabe em nenhuma lente fotográfica, apenas na memória), pois nosso campo de visão a noite era até onde os faróis alcançavam. A conversa com o guia (alguns chamam de briefing) é importante para ele explicar detalhes como o tempo (chuva e tal), grau de dificuldade e sobre a possibilidade de abandoar caso o tempo mude. Estamos iniciando em trekkings e temos equipamentos básicos, botas confortáveis, capas de chuva e por aí vai... é muito interessante, pois estamos em ambientes diferentes da nossa zona de conforto e estar preparado para possíveis situações é essencial. Uma dica: leia fóruns sobre equipamentos básicos e compre aos poucos, pois dói menos no bolso. Tinha chovido na região por 3 dias, e pela manhã havia previsão de continuar, como pouca possibilidade, mas o tempo na Chapada muda em segundos, podendo haver mudança de planos. Começamos a trilha em um ótimo horário e clima então percebemos o grau de dificuldade que tinha sido relatado em vários relatos e blogs, mas para quem não é sedentário e gosta de se movimentar (caminhadas, corridas, bikes, etc) não há problemas algum, a adaptação a trilha de pedra é muito rápida. As pedras estavam muito escorregadias, foi preciso andar com muita cautela para não cair, e mesmo assim consegui quebrar meu bastão de caminhada, ruim para se adaptar sem, mas ótimo para saber que é possível fazer tudo sem ele, embora os joelhos não agradeçam tanto quanto antes, nas subidas, e principalmente nas descidas. Com as paradas para lanche chegamos em aproximadamente 3h30 e a paisagem é fenomenal, quando avistamos a fenda, um raio de sol (dura 15 minutos por dia) batia na pedra que faz parte daquela beleza natural, é indescritível. A cachoeira estava com água, e por mais de um mês estava sem, devido à estiagem que se fazia presente nos dias anteriores ao nosso, fomos os primeiros a avistarem ela, pois algumas pessoas não ia lá devido a isto, o que não perde o valor daquela beleza natural que Deus criou com muito carinho. Contemplamos por quase 1 hora, pois a volta deveria ser no mesmo dia. A volta foi um pouco mais rápida, não menos cansativa, pois a exaustão se fazia presente e os trovões já anunciavam mais chuvas, e quando chegamos ao fim um caldo de cana nos espera, é muuuiittto válido. Ah, neste local também é possível acampar, lá é o início da trilha que dá na cachoeira. Uma janta maravilhosa nos aguardava na casa de Mariana (paulista) e James (inglês), pois fomos indicados por Luciano e acertamos na noite anterior de ficar lá no segundo pernoite, devido a um pequeno imprevisto, e a conversa com eles foi muito boa, são pessoas ótimas, que recebem todos de braços abertos. CACHOEIRAS IBICOARA PARTE 2 (BURACÃO) 7km Acordamos na barraca com uma vista linda para aquele enfileirado montanhoso, típico da região, e outra refeição nos aguardava, um excelente café da manhã, outras conversas deram continuidade (parecia que já nos conhecíamos de outras encarnações) e Luciano já chegava para darmos início a mais uma trilha, porém de lá já deveríamos seguir destino para começar o Vale do Pati. Nos despedimos, desmontamos a barraca e seguimos destino de carro até o início da trilha. Uma trilha bem mais fácil que a do dia anterior, fizemos em 30/40min, mas há quem faça em 2h, depende do ritmo cada. Chegamos no início do cânion, as águas nos aguardavam, e entramos com os coletes (obrigatórios) e fomos nadando até a cachoeira, com aquela vista fenomenal, muito impressionante. Fomos até a base, entramos na cortina atrás da queda, pulamos, êta mundo bom, agradeci a Deus todos os dias por estar lá muito bem acompanhado e recepcionado. Na volta conhecemos a cachoeira por cima, e outras cachoeiras até que nos despedimos de Luciano para ir em uma hospedaria em Mucugê. NOITE EM MUCUGÊ Chegamos em Mucugê no final da tarde, uma cidade bem “caretinha”, que tem seu charme e encanto. Ficamos em uma hospedaria simples, só para passar a noite e seguir cedo para o povoado do Guiné, iniciar o Vale do Pati. A noite de lá pede uma boa pizza, um café, ou outra coisa que tenha vontade, lá é simples, mas muito bem servido de alimentação pronta, caso desejem. VALE DO PATI (3 dias) +- 50 km Saímos de Mucugê às 7h para iniciarmos o Vale do Pati, que não foi feito em travessia, a exemplo de Guiné-Capão ou Mucugê-Capão ou Andaraí-Capão (ou vice-versa), pois estávamos com carro alugado e não achamos interessante que alguém fizesse a travessia de um povoado a outro sem ser meu, sabe? Enfim, a possibilidade de fazer circuito também é muito válida, e não deixamos de conhecer nada previsto para nossa programação. O guia Rogeer, muito responsável e preparado da Associação de Condutores de Visitantes do Vale do Capão- ACV-VC estava nos aguardando no povoado do guiné para iniciarmos mais um trekking, e outro briefing foi realizado, as mochilas foram pesadas, para verificação do peso, etc, e perguntado sobre nossos equipamentos estavam em condições, pois é muito importante estar com eles no Pati. O clima nublado do dia ajudou na subida pela rampa, que é um indicativo da sua condição de saúde física, concluímos em uns 40/50min, paramos no topo para tomar água e comer um lanche de trilha esperto. Este momento é essencial para que o guia perceba o ritmo de cada um, e faça um trajeto modelado ao grupo. Segundo ele fomos muito bem, e gostou de saber que já tínhamos feito duas nos dias anteriores, o que, certamente, seria bom para ele, menos problemas poderiam seriam enfrentados. Seguimos pelos gerais do rio preto até a vista esplendorosa do Mirante do Pati, que ficamos por lá contemplando por um bom tempo, e entendendo com seriam as trilhas nossos dias seguintes, pois de lá dava para ter uma noção panorâmica. Descemos a rampa do mirante (senti falta do meu bastão), passamos na frente da casa de sr. Wilson e ficamos na casa de Miguel e Aguinaldo. Daria para deixarmos as mochilas e fazer algo por perto, mas resolvemos descansar um pouco. Todas as casas que passamos tem a opção de diária completa (hospedagem, café da manhã e janta), que é muito bem servido com uma qualidade impressionante, como também a opção de camping, colchão e isolante térmico, e você também pode utilizar a cozinha coletiva (levando sua comida na mochila, o que pesa bastante ou comprando para fazer lá, com um preço mais caro, devido ao transporte de mulas e de difícil acesso), contribuindo de forma diferenciada. No segundo dia, após do excelente café da manhã, seguimos para o Morro do Castelo com passagem pela gruta (levem suas lanternas e pilhas extras), vislumbramos aquele mirante impressionante, tomamos um vento frio, que doía até na alma, fomos em outro ponto deste, e seguimos para relaxar na cachoeira dos funis. De lá seguimos para o pernoite na Igrejinha, e claro, uma janta TOP. Testando fotos com alta exposição na gruta do Morro do Castelo: No terceiro dia, após outro excelente café da manhã, seguimos para o Cachoeirão por cima, e o sol deu as caras. Relembrei que o sol da Bahia queima até a alma, mas nem cogitei legar protetor solar, pois ele polui os rios, e sim roupas que fazem o mesmo, e chegamos lá depois de uma luta contra o calor. Beba muita água, pois é extremamente necessário que você esteja hidratado. Chegamos no mirante e ficamos mais uma vez impressionados com a beleza e a imensidão daquele lugar maravilhoso que Deus criou. Quando estávamos lanchando pensei em cancelar o 4º dia no dia no Pati, pois pelo nosso planejamento ele seria “menos aproveitado” e já estávamos cansados (mentalmente e fisicamente), porém muuuuiiittttoooooss realizados, então conversei como Rogeer para a possibilidade de voltarmos e fazer algumas cachoeiras na rica região do Vale do Capão, e ele aceitou numa boa, e pediu que nos preparássemos para a caminhada que seria uma de dois dias em um, já que seria de retorno. Voltamos nas pressas e o sol das 14h já batia forte, sentimos o quanto os dias nublados e de chuva foram generosos, subimos o mirante mais uma vez, descansamos, e seguimos pelos Gerais do Rio Preto até descer a rampa do Guiné, onde o carro nos aguardavam. Seguimos para o Vale do Capão (amamos aquele lugar mágico) em uma estrada de terra, que deve ter uns 50km, até chegar, e achar um camping próximo a vila. Atualmente, vivem no Pati, cerca de 5 famílias que dependem exclusivamente do turismo consciente, então, se pretende ir, vá com respeito a natureza e a eles, e se possível, estimule a permanência destes, assim como fiz, para que outros possam usufruir como eu, outras pessoas que me estimularam com seus relatos e outros que também pretendem ir. VALE DO CAPÃO – CACHOEIRA ANGÉLICA E PURIFICAÇÃO – 7km Acordamos, tomamos café e fizemos as cachoeiras Angélica e Purificação, que é uma trilha leve, muito tranquila, e de lá resolvemos voltar e não ir nos Gerais do Vieira, pois meus pés pediam um pouco mais de descanso. Então lembrei da Pratinha, lá em Iraquara, que seria bom para um descanso final. PRATINHA – sem trekking Do Capão até a Pratinha são uns 60 km, e chegamos lá para um merecido descanso e recarregar as energias. LENÇÓIS – sem trekking Após a Pratinha, resolvemos pernoitar em uma hospedaria bem simples, mas organizada, para ficar mais fácil sair da Chapada, e não perder o vôo, que era um em um horário que se ficássemos em outra cidade teríamos que acordar bem mais cedo que ás 6h. Esperamos ter ajudado, tentamos ser mais objetivos, mas cada detalhe do relato foi pensado com carinho. DICAS E SUGESTÕES Alugar carro em Salvador, mesmo tendo o Pati e o carro ficando parado? - Sim, para o roteiro que queríamos fazer, foi essencial, e o custo se paga, mas se puder economizar, ótimo. Todos os lixos das trilhas devem voltar com você, inclusive aquela lata de sardinha, pois a natureza passa anos para decompor certas embalagens. Sugerimos fazer trilhas com guias de associações, pois eles são responsáveis por uma condução segura, além de trabalharem voluntariamente em incêndios florestais, busca e resgate, além de serem muitos competentes e sempre estão fazendo diversos cursos de aperfeiçoamento, entre outros. Além de serem muito bem recebidos nas casas dos nativos. Obs. Um turista espanhol ainda não foi localizado, após uma trilha sem guia e sozinho, mesmo depois de meses de procura pelos voluntários de associações e cães farejadores de referência nacional. O que fiquei intrigado, pois desde que fui ano passado ele já tinha sumido. Antes de ir, procure exercitar-se, para estar bem fisicamente pois este tipo de turismo é para quem estar bem preparado, pois o socorro lá é realizado de forma precária, mas eficiente. Tente não precisar dele, que seu corpo agradece por isso. O planejamento é tudo, por isso mando meu relato com os custos básicos de uma planilha que fiz, quem quiser é só pedir que envio no e-mail. Para terem uma ideia, com tudo isso que fiz, não tivemos despesas extras, e a km do carro deu 1293, apenas 33 a menos que a previsão. A Chapada Diamantina, principalmente estes locais que conhecemos este ano possuem uma vibe muito positiva, o que permite você dar um banho de positividade na sua alma, energizar-se espiritualmente, tendo a possibilidade de troca de experiência com nativos, estrangeiros, mais que brasileiros até, desenvolvimento do senso de responsabilidade com a natureza, economia de recursos, boa alimentação e outras coisas que vocês só podem descobrir quando visitarem aquele paraíso. Ah, com certeza terei um retorno. Será a 3ª vez, e devo fazer a Fumaça por baixo (Capão- Lençóis). Deu para entender porque tanta gente escolhe esses lugares para viver e ser feliz? CUSTO: CARRO, COMBUSTÍVEL E PEDÁGIO (7DIAS): R$1.000 GUIAS: R$780 HOSPEDAGEM: R$ 400 ALIMENTAÇÃO (EXTRA): R$ 130 Ah, sempre tenham uma reserva para emergências Contato de Luciano (Ibicoara) - Facebook: Luciano Guia Bicho Contato de Rogeer (Pati) - Facebook: Rogeer Cronus Mais fotos exclusivas? Meu Instagram: @diegodacostaphotos
  19. 1 ponto
    perdi a cnh e um cartão de crédito ....foi tenso, se o voo não atrasasse perderia ... não compensou ligar, já emiti tudo!
  20. 1 ponto
  21. 1 ponto
    Cheguei no Panamá as 6h. Meu voo para Colombia saiu as 21h. O que demora mais é ir do aeroporto para o centro da cidade. Do albrock mall para o canal é rapidão. Como não tinha nenhum navio passando, passei mais ou menos 1 hora no canal. E tive a sorte de não esperar muito pelo ônibus na ida e nem na volta. Não sei se tem opção de ônibus para ir ao canal sem o cartão!
  22. 1 ponto
    Eu só vou passar o dia, infelizmente... acabei tendo que mudar o pernoite por causa do horário de chegada do meu voo...
  23. 1 ponto
    Não. A moça me chamou e disse que precisava fazer a revista, que era aleatória, mas fui escolhida por pessoas mesmo.
  24. 1 ponto
    @diogomarxx , que loucura! Acompanhei outro tópico aqui no Mochileiros sobre isso (não consegui localizar agora) e estávamos falando sobre a falta de uniformidade das empresas na aplicação das regras. Uma vez viajei de LATAM com 2 notebooks, bem antes do anúncio da mudança de regras. A maleta de mão evidentemente passava de 5 kg. Aqui em Brasília a mulher do balcão aceitou que eu levasse a mala com os notes quando falei que era eletrônico. Na volta, em Porto Velho, o funcionário disse que eu teria que despachar e que a empresa não se responsabilizava. Agora em novembro tive que fazer uma viagem a serviço e na última hora foi preciso recomprar a passagem... fui pela Azul, empresa pela qual nunca tinha viajado antes. Telefonei para saber a largura máxima da mala (Gol: 40cm, LATAM e Avianca: 35cm) e a atendente falou que era livre, desde que seguisse a regra dos 115cm e do peso máximo de 10kg. Seu depoimento indica que as coisas devem ter mudado. Realmente não iam continuar assim por muito tempo... ou pode ser que em alguns aeroportos estejam mais chatos.
  25. 1 ponto
    Voei de Latam hoje e vi cada trambolho na bagagem de mão... a empresa que vi sendo mais chata com as medidas de bagagem é a Azul. Sempre tem uma funcionária que fica percorrendo a fila de embarque e se ver alguma mala que desconfia estar fora dos padrões vem com uma caixa de papelão que tem as medidas permitidas para medir o tamanho da bagagem.
  26. 1 ponto
    Dia 8 - Queríamos conhecer as outras cidades do Circuito da Prata, porém não tínhamos muito tempo e nem queríamos gastar muito... decidimos comprar um tour que nos levaria por aproximadamente 10 horas as cidades de Dolores Hidalgo e San Miguel de Allende, com uma parada para visitar o Santuário de Atotonilco. O passeio é muito barato (custa 250 pesos, aprox. R$42,00) e são vendidos em umas cabines que se podem encontrar em vários pontos da cidade. O tour é mais direcionado para o turista mexicano, porque o motorista-guia fala apenas Espanhol. Fizemos o tour em uma van lotada e a experiência foi satisfatória, apesar de todos aqueles defeitos que este tipo de turismo tem: Perdemos praticamente toda a manhã com paradas em locais totalmente sem importância (lojinhas de souvenir de prata, loja de geléias, um cemitério onde está enterrado um cantor mexicano muito popular nos anos 70 que tem o mausoléu em forma de sombrero) e chegamos apenas no inicio da tarde em Dolores Hidalgo, uma linda cidade colonial. Tivemos pouco tempo para explorar a cidade, pois logo depois seguimos para uma parada no santuário de Atotonilco (também patrimônio Unesco, que chamam de "A Capela Sistina Mexicana") e San Miguel de Allende, que é lindíssima (e abarrotada de turistas e moradores dos Estados Unidos, o que encareceu bastante a cidade). Esta merecia uma pernoite...fica para a próxima. No final valeu a pena o passeio, mas para quem puder, vale a pena negociar um carro privado para se concentrar naquilo que realmente vale a pena. Dia 9 - Nosso ultimo dia em Guanajuato foi em um Domingo. Aproveitamos para caminhar pela cidade e conhecer outros cantinhos escondidos... a cidade é muito fotogênica! Fizemos também as ultimas comprinhas. O artesanato local é muito bonito e com bons preços. Aproveitamos para almoçar num dos melhores restaurantes da cidade, chamado Mestizo. Os preços foram ótimos e 1 entrada (tapas) + 2 pratos principais, sendo um de filé mignon + 2 bebidas leves + 1 drink Marguerita saiu por 600 pesos, ou R$100,00 para 2 pessoas. No Rio seria no mínimo o dobro. A noite nos despedimos da cidade participando de uma "callejonada", que são passeios com grupos de estudantes vestidos a caráter tocando músicas folcloricas mexicanas. Custa 100 pesos (aprox. R$17,00) e é muito divertido. São vários grupos oferecendo este serviço proximo ao Teatro Juarez. Dia 10 - Dia de voltar a Cidade do México. Como chegamos por volta das 18:00 hs na rodoviária, fomos diretamente ao aeroporto onde nos hospedamos no Courtyard Airport, o que foi muito conveniente pois fica a uma passarela do aeroporto, onde embarcaríamos no dia seguinte. O aeroporto tem muitas opções gastronomicas, então pudemos jantar e almoçar no dia seguinte sem inconvenientes. O taxi da rodoviária até o aeroporto é tabelado (vendido em quiosque) e custou 150 pesos (aprox. R$25,00)
  27. 1 ponto
    Cabo Polônia tem hostels, Punta de Diablo tem alguns campings e em Punta del Este entre outros tem o camping San Raphael que é possível fazer reserva pela internet.
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    Vish Dan, e você conseguiu reaver seus documentos com o Uber?
  29. 1 ponto
    Também irei pra Floripa-SC, vou em janeiro. Estou reservando com o Hostel Pinguins. Fica na Lagoa Conceição..de frente pra água.
  30. 1 ponto
    @Wesley_Justino Voltar pra realidade é bem dificil mesmo.. mas é a vida né? rs Espero que seu mochilão seja MUITO lindo! Vai com tudo, e escreva um relato para nós aqui também depois que voltar. Beijão e ótima trip <3
  31. 1 ponto
    Falaaaa galera, tudo certo? Há algumas semanas atras eu decidi tirar férias repentinamente, então desde a data da decisão até a data das férias eu tinha mais ou menos 2 semanas para decidir o que queria fazer. Por isso comecei a procurar no site Melhores Destinos algumas promoções para qualquer lugar do mundo (podia ser até Praia Grande / SP) e acabei achando passagens baratas (na planilha) para Africa do Sul!!! Moral da história, comprei e fui! Me programei aqui em São Paulo para fazer algumas coisinhas básicas do tipo: Safari, dirigir pela Garden Route em sentido Cape Town (fera demais), saltar de Bungy Jump, mergulhar com tubarões e ver muitas praias e muita natureza intocada. Vou colocar uma planilha para vocês terem mais noção do que fiz... ela está em ordem de atividades, sendo que eu peguei o carro para dirigir pela Garden Route da cidade de Port Elisabeth até Cape Town, durante uns 5 dias. Dicas! - Safari tem que fazer, mas procure um parque tipo o Kruger que é maior que o ADDO e tem mais variedades de animais. - Dirigir pela Garden Route, temmmm que fazer! Mas faça durante 1 semana inteira, vá parando nos lugares, fique mais tempo nas cidades, curta o hostel, conheça gente, saia de balada e não dirija bebado jamaiisssss. - Vá conhecer as vinicolas que são demais!!!! Tire 1 dia para isso... você pode ir de carro quando estiver chegando em Cape Town ou pegar um passeio com guia de Cape Town mesmo. - Coma a comida local! Eu comi o Boerewors no restaurante do hotel que fiz o Safari, foi um dos melhores pratos da minha vida, pois os acompanhamentos eram demais, além do prato em si ser muito bom. Eles gostam muito de churrasco, o famoso Braai que é muito parecido com o nosso. - Só fique na cidade de Gansbaai se for mergulhar com tubarões e tenha certeza de que o clima estará bom, pois se o mar estiver ruim eles remarcam para outro dia. - Na sua trip indo para Cape Town, passe na cidade chamada Hermanus, é muito bacana (and Fancy), muitas lojas... estranhamente bacana essa city hehe - Em Cape Town - Tire 1 dia, em média, para cada um desses lugares: Table Mountain / Lions Head / Signal Hill / Passeio para a Península / Vinícolas / Camps Bay / Walking Tour sobre a História - Vá para os mercados comer e fazer umas compras (eu não curto fazer compras) - Mojo Market / Biscuit Market / entre outros... - Ao lado do estadio da Copa tem um lugar que chama WaterFront - Vá para lá, curta o local, tome uma cerveja (se for maior de 18 anos, rs) e aproveite para marcar seu passeio para a Robben Island!!! "Obrigatório" esse passeio! Eu só fiquei 4 noites em Cape Town, foi muito pouco, passaria minha vida lá hehe... mas reserve 1 semaninha ou mais lá... quero voltar com certeza o mais breve possível. Ah! Lá a noite é meio frio (eu fui no começo do verão - Novembro), faz uns 15 graus... venta bastante o dia todo... no sol é bem quentinho (25 graus). Para quem gosta de esportes, vale colocar um tenis e ir correr pela cidade! Mas tmb tem bike para alugar e dar um role legal. Existem muitos mirantes de baleias na Africa do Sul... de uma passada em um deles... talvez você não veja nada (rsrs), mas pode dar a sorte de ver uns golfinhos ou um tubarão dando uma volta. Na planilha anexa tem informações de lugares, tempos de viagem, minhas breves avaliações e preços. Obs.: Eu fiz a trip sozinho, totalmente, então não rachei nada com ninguem... foi a melhor coisa que fiz na minha vida Enjoy your trip!
  32. 1 ponto
    cara, muito bom! Vai me ajudar muito. Com essas dicas ja tenho uma idéia de como começar, afinal vai ser a minha primeira vez. Vai me ajudar muito pois saio de Manaus
  33. 1 ponto
    Oi Fábio!! De última hora, mas ta valendo né? 😂 Então, eu dei uma alterada na rota, vou pra Copa/Isla logo dps da volta do Salar, pra não ficar VAI LA PAZ, SAI DE LA PAZ, VOLTA PRA LA PAZ kkkk. Mas o ano novo vou passar em La Paz mesmo! Aindei vendo que tem uns hostels que fazem umas festas bacanas na virada! Tu volta que dia pro Brasil? Vamo ver se a gente não compatiliza de repente a deathroad!! 🤘🏼🚴🏽‍♀️ Eu tava bem perdida, mas achei bastante coisa aqui nos foruns e o pessoal postou umas dicas aqui nesse tbm! De qualquer maneira, vamo se falando! Eu ja devorei esses foruns, qualquer coisa que eu puder ajudar, da um salve! E qualquer dica nova ou sugestão, tbm me conte! 😆 Abraço!
  34. 1 ponto
  35. 1 ponto
    Que bom poder ajuda-la, Martina. Sobre a hospedagem de Varadero, eu optei por nao por informações, pois achei que o local peca muito na higiene, aí achei melhor nao divulgar, pois nao aconselho a hospedagem no local
  36. 1 ponto
    Lugar sensacional, estive lá ano passado num dos dias mais frios do ano, o vento quase carregou a gente, deixou meu pitico com medo!
  37. 1 ponto
    Maragogi (Piscinas Naturais, Praia Ponta do Mangue e Praia de Antunes), Poxim, Praia do Gunga, Praia de Carneiros, Porto de Galinhas, Praia do Patacho, Tatuamunha (projeto Peixe-boi marinho), Recife velho, Olinda
  38. 1 ponto
    Que fotos impressionantes! Conta mais sobre a viagem.
  39. 1 ponto
    Pode ficar tranquila Roxane que vou continuar relatando. São pessoas como vc que nos inspiram a continuar colaborando mesmo sabendo que muitas pessoas querem um "guia turístico" exclusivo. Trotinha não
  40. 1 ponto
    Meus relatos passaram a ser breves com o essencial pois do jeito que o povo anda não adianta fazer relatos muito detalhado pois as pessoas não leem. Agora elas querem número de Wats Up ou então ficam nos grupos do face fazendo perguntas cujas respostas estão em vários lugares bastando apenas um pouquinho de interesse para pesquisarem. Querem tudo de mãos beijadas lugares para se hospedarem, passeios e etc. Como li em algum lugar: Quem aprendeu a ler e não lê é igual a quem não sabe ler.
  41. 1 ponto
    Olá pessoal, Vocês fizeram a trilha para a Laguna Glacial?
  42. 1 ponto
    Olá Caio! Gostei muito do seu post e todas as suas dicas por aqui! Mas eu adoro ler relatos de viagem, acho que dá pra gente se imaginar dentro de uma viagem, antes dela acontecer, com as impressões dos colegas e tudo mais! você fez algum relato de viagem? Adoraria ler! Outra pergunta: Os italianos entendem/se comunicam bem com o inglês? Eu não entendo nada de italiano, mas morro de vontade de conhecer a Itália um dia! Agradeço por compartilhar suas experiências conosco! Abraços!
  43. 1 ponto
    Olá Caio e Diego. Muito bom o seu Post Caio. Estou indo para a Europa agora em Abril. Chegando pela Espanha, passando por Paris e voltando por Roma. Fiquei aliviado quando o Caio falou sobre a tranquilidade de viajar de Trem pela Itália. Gostaria de Dicas de companhias de Trem na Italia. Gostaria de conhecer Veneza, Florença, Vaticano, Roma, Pisa e estou em duvida sobre Milão e Região da Toscana. Gostaria muito de conhecer monumentos como o Coliseu e Fontana di Trevi. Pretendo passar pouco tempo na Espanha e em Paris para dar ênfase a Itália. Estou preocupado em relação ao voo de volta ao Brasil, pois comprei a volta por Roma, porém o voo da iberia faz uma escala em Madri e teremos que trocar de aeronave. Dessa forma estou preocupado se terei que fazer Check-in novamente em Madri, pois a diferença entre os voos é de uma hora. Agradeço desde ja qualquer informação que possam me passar. Grande abraço.
  44. 1 ponto
    Se pretende marcar as suas férias nos Açores consulte o site http://www.yazores.com/pt
  45. 1 ponto
    Pesquisando esse fórum, vi a lista de pérolas do usuário Xaliba para xavecar uma "pessoa gringa". ADOREI!!! Mas sendo mulher, venho aqui defender a classe e passo a minha pequena lista de respostas possíveis, caso o indivíduo xavecante - gringo - seja difícil de engolir: Desculpa amarela, pra se livrar sem ofender... Oh, you´re so sweet, but no thanks. – Você é uma graça, mas não obrigada. Sorry, I have a boyfriend. – Desculpe-me, tenho namorado. That´s cute, but I´m not alone. – Que gracinha, mas estou acompanhada. Sorry, I´m already leaving. – Eu já estou indo embora. Respostas grossas, se o cara estiver mesmo enchendo o saco: No, thanks. Live me alone. – Não, obrigada, me deixe em paz. Back off, you stupid jerk! – Cai fora, idiota! Bite me! – Vai pro inferno! Go away! – Vai embora! Kiss my ass! – idem Get lost! – Cai fora! I´ll call the Police! – Eu vou chamar a polícia! I´ll kick you in the nuts! – Eu vou te dar um chute no saco! You´re drunk. – Você tá bêbado. You´re a moron. – Você é um retardado. Stop nagging me! – Não me incomode! You wish! – Só nos seus sonhos! Don´t barf on me, asshole. – Não vomite em mim, imbecil. This is the worst line I´ve ever heard. – Essa é a pior cantada que eu já ouvi. Fuck you! – Vai se foder! Go fuck yourself! – idem Depois, passarei também frases prováveis para aceitar o xaveco, se o cara valer a pena!
  46. 1 ponto
    Sentimos muita falta de informações sobre os Açores quando programamos nossa ida para lá (eu e minha namorada). Então fizemos esse breve relato para dar algumas dicas sobre essas magníficas ilhas. Viagem AÇORES (Terceira, Faial e São Miguel) Os Açores são 9 ilhas que estão localizadas no meio do oceano Atlântico entre o encontro de 3 placas tectônicas. São elas: A Ilha de São Miguel, Ilha de Faial, Ilha do Pico, Ilha Graciosa, Ilha do Corvo, Ilha Terceira, Ilha de Santa Maria, Ilha das Flores e Ilha de São Jorge. Estas ilhas são formadas por atividade vulcânicas. Embora a origem (e a distância entre elas) seja muito próxima, são ilhas completamente diferentes entre si, cada uma com uma personalidade e identidade (diferentes climas, culturas, agricultura, paisagens, cores, população, entre tantos outros elementos). A atividade vulcânica é extremamente recente e faz parte da rotina da população. Assustador como eles convivem com todos os riscos com a maior naturalidade e ainda transformam tudo em atrativo turístico. Isso ocorre pois as ilhas dos Açores estão no encontro das placas tectônicas norte-americana, euro-asiática e Africana, que estão em constante movimentação, gerando tremores de terra diários. Desta forma, o turismo nos Açores é baseado na natureza e no vulcanismo com seus consequentes terremotos (sismos). Onde você for verá vulcões adormecidos, fumarolas, zonas de desgaseificação, águas termais, ouvirá história de vulcões, história de sismos e assim por diante. Conforme um guia do Algar do Carvão, são 3 a 4 sismos por dia. A maioria é imperceptível, porém pelo menos 1 por semana é sentido pelos habitantes das ilhas. Em alguns momentos parecia que estávamos em Florianópolis. Algumas vilas são muito parecidas. Estilos de casas, touradas, formas de falar... encontramos até uma senhora que disse “ vai toda vida reto”... não dava para acreditar. Existe uma grande dificuldade de transitar entre uma ilha para outra, por isso é importante planejar bem a estadia em cada uma delas. Você fica sujeito as condições climáticas, que são bem diversificadas... o tempo pode mudar radicalmente ao longo do dia... sentimos as 4 estações num espaço de tempo de 24 horas... venta o tempo inteiro, o céu é nublado e fica bastante fresquinho, principalmente se for nas áreas mais elevadas. Nos Açores é fundamental alugar um carro para aproveitar bem o passeio. Há pouco, quando tiver, transporte público para os pontos turísticos e dependerá muito de taxis e agências de turismo. Todos os pontos turísticos são muito bem sinalizados e com estradas asfaltadas excelentes. Um GPS ajuda bastante (meu Nokia_N8 estava com os mapas bem atualizados e foi suficiente e fundamental para toda a viagem). Na ilha de São Miguel há uma rede ampla de hotéis e hospedarias. Nas demais ilhas não há tanta fartura assim... Melhor fazer reservas com muita antecedência. Existem vôos regulares paras as ilhas operadas pela TAP e SATA. Os vôos são extremamente caros comparados com as demais rotas e devem ser reservadas com muita antecedência para se conseguir um preço razoável (o trajeto Lisboa-Terceira, Terceira-Horta, Horta-Ponta Delgada e Ponta Delgada-Porto custou 400 euros por pessoa com 4 meses de antecedência pela SATA). Chegando em cada Ilha é fundamental passar por um posto de informação turística. Lá eles são super prestativos e dão várias dicas importantes e fornecem mapas e guias de cada ilha. AÇORES – ILHA TERCEIRA (2 dias em julho/12) Após aproximadamente 2 horas de viagem a partir de Lisboa, chegamos na Ilha Terceira. Alugamos um Seat Ibiza com a Micauto/Angrauto no próprio aeroporto. Aluguel sem burocracia, sem cartão de crédito, sem estresse. Reservei pela internet por 55 Euros a diária (com seguro de terceiros e CDW) e quando chegamos no aeroporto apenas assinei o contrato e paguei. O carro era novo e bem conservado. Recomendo, vi muitos carros com adesivo desta empresa durante os passeios. Seu preço era muito inferior as demais. A entrega foi programada antes do horário de abertura da loja e o atendente chegou com a antecedência combinada. Ficamos no Hotel Espírito Santo (45 Euros a diária para casal). Está localizado na Praia da Vitória e é uma hospedaria baixo custo familiar. Quarto limpo, com boa cama, bom chuveiro e ar condicionado split. Não tem garagem e não tem frigobar (deixamos o carro na rua). Café da manhã simples (pão, frios, cereais, café, frutas e sucos). Tudo bem aconchegante e tranquilo. Achar o hotel foi bem fácil. As ruas estavam bem sinalizadas. A ilha Terceira só perde em atrativos pra ilha de São Miguel, sendo imperdível. Pegamos o carro e resolvemos seguir pela principal avenida conhecendo todo o litoral. Aqui a primeira surpresa. O litoral é extremamente escarpado. Quase não dá acesso ao mar. Tem que prestar muita atenção para não entrar nas vilas e se perder pelos caminhos das casas. Os balneários são revestidos de cimento porque na grande maioria são formados por pedras basálticas. Passamos pelo Mirante da praia da vitória, de onde temos uma vista muito bonita da Vila, Aeroporto, Lajes, Vila Nova, Quatro Ribeiras, Biscoitos e Altares. Almoçamos ai. Tomar cuidado, pois algumas vilas não tem restaurantes. Nosso passeio começa pelo Algar do Carvão, onde entramos na chaminé de um vulcão adormecido, a primeira vista parece uma caverna. Lugar belo com vegetação e pássaros típicos e uma vista deslumbrante. Nunca tinhamos entrado em um vulcão adormecido. Dá para observar nas paredes toda a regressão do material magmático. O lugar é bastante úmido, goteja o tempo todo, então é providencial uma capa de chuva qualquer. No final das escadas você encontra uma grande lagoa. Nesse local há um guia permanente que explica a formação do Algar, formação das ilhas e dos sismos. Toda a estrada tem hortênsias plantadas em ambos os lados, simplesmente incrível. Próximo dali está a Gruta do Natal, que são grutas formadas pela passagem de lava vulcânica... outro lugar fantástico (onde missas de Natal são celebradas). Aqui é um conjunto de caminhos por onde o material magmático percorreu. Visitamos todos os cantinhos. Tem estalactites e flores de aragonita. Impressionante. As Furnas de Enxofre são fissuras nas montanhas onde há saída de vapores de enxofre e onde também são monitoradas possíveis atividades vulcânicas. Tudo muito impressionante. O chão parece respirar. A vegetação adquire cores totalmente diferenciadas. O cheiro é um pouquinho desagradável. A trilha é totalmente sinalizada e bem preparada para os visitantes. Os painéis explicativos auxiliam no entendimento daquilo tudo. Devido a época de férias e festas, estavam ocorrendo várias “toradas”, o touro é solto por ruas delimitadas por tábuas para que todos possam assistir sem se machucarem, ficando a critério de quem quiser entrar na arena. Muitos se dispõem a enfrentar o touro segurando panos ou guarda-chuvas (possivelmente quem enfrenta o touro pega as gatinhas da ilha...). O touro é preso por uma corda bem longa, caso alguém se dê mal ao enfrenta-lo, vários toureiros seguram a corda. É um espetáculo para a população. É uma grande festa. Na volta visitamos Serrata e formos até um Farol. Segundo dia, hora de dar a volta a ilha no outro sentido. Da praia da Vitória seguimos em direção ao Porto Martins, São Sebastião, Porto Judeu, e chegamos a Angra do Heroísmo. Uma das vilas mais importantes da ilha. A vila parece muito com o Ribeirão da Ilha em Florianópolis. Ruas estreitas, casas coladinhas uma nas outras. Aqui sim encontramos uma praia, mesmo assim com uma areia bastante escura. Saímos de lá e subimos a serrinha, vamos tentar ver a Caldeira de Guilherme Moniz. A neblina era muita e não conseguimos ver nada... a serra é linda as hortênsias dominam a paisagem ao longo das estradas. Quase todas as cores são encontradas e em praticamente todas as estradas. Próxima parada Biscoitos... vamos visitar o museu do vinho e a fábrica de queijos. Voltamos para casa pelo caminho não realizado, Altares, Raminho, Serreta, Cinco Ribeiras, São Mateus da Calheta... assim completamos a volta a ilha. Já fica a saudade... amanha seguiremos para a próxima ilha. AÇORES – ILHA FAIAL (2 dias em jullho/12) Alugamos um Nissan Micra com a Ilha Verde. Recebemos um carro mal conservado (com a suspensão toda solta). Tivemos que assinar uma guia do cartão de crédito em branco como “garantia” pelo veículo. Reservei pela internet por 75 Euros a diária (com seguro de terceiros e CDW). Ao devolver o carro, alegaram que o mesmo estava muito sujo e que não poderiam vistoria-lo e que devíamos deixar com eles a guia em branco que assinei do cartão de crédito, caso tivesse algum dano constatado após a lavagem (disseram que não poderiam lavar na hora, pois o lavador não estava). Após alguma briga com a atendente, preenchi a guia no valor da franquia (1.000,00 Euros) e fomos para a fila do check in, pois estávamos quase perdendo o vôo. Enquanto estava na fila, a atendente nos procurou e disse que estava tudo bem e nos deu a guia do cartão de crédito (não entendi ... pois nem dava tempo de lavar o carro... mas tudo bem... estávamos muito putos com a situação). Dessa forma, NÃO RECOMENDAMOS A ILHA VERDE, pois não concordamos com essa história de fazer vistoria sem nossa presença deixando garantia assinada em branco. Se tivessem avisado que o carro deveria retornar limpo, o teríamos feito. Vi muitos carros com adesivo da Auto Turística Faialense. Essa tem preços melhores, vale a pena pesquisar. Ficamos no Hotel A Casa do Lado (60 Euros a diária para casal). Está localizado em Horta e é uma hospedaria baixo custo. Quarto limpo, com boa cama e bom chuveiro. Não tem garagem e não tem frigobar. Café da manhã simples (pão, frios, cereais, café, frutas e sucos). Hotel bem limpinho e com uma estrutura bem familiar. Horta é uma vila bem bonitinha. Parece mais moderna do que a Ilha Terceira, depois entendemos os porquês... ela sofreu um grande terremoto na década de 50, o mesmo que deu origem a erupção vulcânica dos Capelinhos. Praticamente 7 de cada 10 casas foram abaladas e/ou caíram. A cidade foi reconstruída. Estávamos bem ansiosos para visitar o vulcão dos Capelinhos. Antes passamos pela orla visitando algumas localidades. Porto da Feteira, Castelo Branco, Varadouro e subimos pelo Capelo. Primeiros tentamos visitar a caldeira dos capelinhos... subimos todo o morro e não conseguimos ver nada. A neblina fechava toda a paisagem. Então resolvemos ir para Capelinhos pelo litoral. Fantástico o que vimos. Primeiro começaram a aparecer várias casas abandonadas, rachadas pelos sismos. E ao chegar pertinho, começamos a ver um grande deserto de areia preta, pedrinhas... toda área que foi acrescida após a erupção do vulcão. Na erupção, a ilha ganhou um pedaço de terra e agora o mar está levando embora. Na área que existia parte da vila e que o vulcão soterrou, criaram um museu do vulcão. Fantástico e imperdível. Depois visitamos todo o farol que foi soterrado. Aqui existe um balneário também. No segundo dia, já que estava um pouco frio, passeamos de carro. Tentamos novamente visitar a caldeira, sem sucesso. Então rodamos a Ilha. Praia do Norte, Areia da Quinta, Cedros, Ribeirinha, praia do Almoxarife. Visitamos os balneários e cruzamos por várias estradas bem coloridas com hortênsias. Visitamos um farol que caiu com o tremor de terra e só tem uma parte da estrutura em pé. Não pudemos chegar perto pelo risco de desmoronamento. No ultimo momento na praia de Horta, visualizamos a paisagem mais bonita da ilha, no litoral. Duas crateras de vulcão no litoral tomados pela água do mar, vistas partir do Monte da Guia. AÇORES – ILHA DE SÃO MIGUEL (3 dia em julho/12) Simplesmente a ilha mais bonita e diversificada que visitamos. Impressionante, varias cores, paisagens que vão da praia a Serra. Esta ilha é imperdível. Dotada de uma grande infraestrutura, desde de hotéis, rede de restaurantes, lojas, entre outros. Chegamos na ilha e toda a burocracia. Alugamos um Hyundai i20 novinho na Micauto/Angrauto. O processo de aluguel foi super simples, bem atenciosos e prestativos. Esta locadora está totalmente recomendada. Pena que somente opera na Ilha Terceira e de São Miguel. Ficamos em Ponta Delgada, no hotel Comfort Inn. Um hotel bem moderno no centro da cidade. Com estacionamento (apertadinho, correndo o risco de não ter vaga). Café da manha simples, mas bem gostoso. Quarto limpinho, organizado e espaçoso. Custou em torno de 52 euros a diária para o casal. Primeiro dia: Uma voltinha rápida em Ponta Delgada e pegamos a estrada. Passamos pela Ponta de Rosto do Cão, São Roque, Lagoa e subimos em direção a Lagoa do Fogo. Esta Lagoa formou-se numa antiga caldeira de um vulcão da Serra de água de pau. Que paisagem fantástica. Não dá para acessá-la de carro. Resolvemos trocar as roupas e encarar a trilha (30 minutos pra descer mais uns 40 minutos para subir). Descer foi fácil. Caminhamos pela margem da Lagoa, as cores dela são impressionantes. Após esta vista deslumbrante resolvemos visitar o monumento natural da Caldeira Velha. Chegando lá a primeira imagem chama a atenção. A água no chão borbulhando, fervendo. O cheiro de enxofre era grande. Caminhamos mais um pouquinho e uma cachoeira, não seria nada de espetacular se não fosse a cor dela e a temperatura. Uma cachoeira de água quente! Fantástico. Algo que jamais imaginamos. Não tivemos coragem de tomar banho, mas a vontade ficou forte. Segundo dia na ilha. Nosso destino era Furnas. Novamente percorrendo o litoral para aproveitar o máximo a paisagem. Subimos a Serra. A neblina era constante. Resolvemos fazer uma paradinha estratégica na Lagoa do Congo. Pena que estávamos com pressa por conta do almoço que agendamos em furnas. No topo da montanha uma paisagem fantástica da Lagoa de Furnas. Uma rápida passagem e nos dirigimos para o local onde estavam fazendo nosso almoço. Furnas é um parque onde os restaurante utilizam os gases quentes de enxofre provenientes da terra para fazer os cozidos (o popular "cozido" dos descedentes açorianos). A água ferve no chão. O enxofre e outros gases sobem em uma paisagem espetacular. O carro do nosso restaurante chegou, Tony´s. Resolvemos acompanhar a retirada da nossa comida, tirou-se a terra, e puxou o panelão. Ajudamos ou atrapalhamos tirando várias fotos. São buracos com menos de 1 metro onde forma fornos, e o cozido fica ali por 7 horas, totalmente cozido no vapor. Este é o famoso cozido das furnas, preparados nas caldeiras vulcâneas. Após este momento único fomos almoçar. Após nosso almoço resolvemos ir num balneário Terra Nostra, ou melhor em uma área de piscinas com águas das cachoeiras quentes que passam neste local. A água é amarela, puxando para vermelha. A sensação é estranha mais ao mesmo tempo relaxante. Vale a pena, um banho inesquecível. A nascente deste local é de águas férreas que alimenta o tanque, a uma temperatura aproximada de 35 a 40 graus Celsius. Voltamos pelo caminho mais longo, logicamente pelo litoral passando por povoação, Faial da Terra, Nordeste, Achada, Ribeira Grande e outras pequenas vilas. No terceiro dia nosso caminho era o outro lado da ilha. Saímos rumo a Relva, também pelo litoral para garantir paisagens maravilhosas. Visitamos Sete Cidades. Neste local encontra-se uma lagoa que possui duas cores... a Lagoa Azul e Verde. Na verdade é a mesma lagoa, mas com tonalidades diferentes. A neblina atrapalhou um pouquinho, mas o que conseguimos visualizar foi fantástico. Seguimos para Ponta da Ferraria. Paisagens fantásticas, parecia que a ilha queria mostrar-se um pouco mais e de certa forma dizer adeus já que era nosso ultimo dia nela. O sol abriu e descobrimos uma área de mar com água quente. Fantástico e não dava para deixar de tomar um banho. O mar entra em contato com os vapores do vulcão e a água retorna quente. Tomamos um banho fantástico. Um almoço com direito ao doce do vulcão e seguimos viagem. Vários vulcões apareceram, com cones bem definidos, grandes, pequenos. Essa ilha é formada por vários vulcões e parece que a qualquer momento vai entrar em erupção, seus gases levam a sensação de que ela respira. As cores, flores, águas, não dá para acreditar em tanta diversidade. Imperdível. Vale a pena ficar vários dias nela. No outro dia, rumo a Porto comprar uns vinhos para trazer para o Brasil.
  47. 1 ponto
    Caramba o lugar é perfeito, nunca imaginei q fosse tão bonito. Valeu
  48. 0 pontos
    Falaê pessoal! Depois de percorrer o Caminho Inglês para Santiago de Compostela: https://www.mochileiros.com/topic/60177-caminho-inglês-de-santiago-de-compostela-fotos-valores-dicas-perrecos-e-experiências/?tab=comments#comment-652252 E de me aventurar pelas montanhas bolivianas: https://www.mochileiros.com/topic/52252-missão-bolívia-9-dias-de-diversão-e-3-horas-de-decepção-sozinho-fotoscustosdicascausos/ O novo destino foi o Panamá! Sou de São Paulo e sempre tive curiosidade em conhecer o Panamá, mas nunca havia encontrado uma boa passagem para lá! Até que, do nada, apareceu uma passagem de SP - Panamá por R$2.300,00! Logo, desisti! Não cabia no orçamento... Mas, no mesmo dia, apareceu uma passagem RIO-Panamá por R$1.300,00! Aí não perdi tempo e comprei a passagem! Com mais R$238,00 comprei a passagem SP-RIO, todas os voos saíram e chegaram pelo aeroporto do Galeão. TimeTable: 22/08/2017 - Voo São Paulo - Rio de Janeiro 23/08/2017 - Voo Rio de Janeiro - Bogotá (escala) - Cidade do Panamá 24/08/2017 - Cidade do Panamá 25/08/2017 - San Blás 26/08/2017 - San Blás 27/08/2017 - San Blás 28/08/2017 - Cidade do Panamá 29/08/2017 - Cidade do Panamá 30/08/2017 - Voo Cidade do Panamá - Bogotá (escala) - Rio de Janeiro 31/08/2017 - Rio de Janeiro 01/09/2017 - Rio de Janeiro 02/09/2017 - Voo Rio de Janeiro - São Paulo Custo Total da Viagem: R$ 4.111,65 Sobre o Panamá: O Panamá é um país pequeno, situado entre a Costa Rica e a Colômbia, sua moeda é o Balboa que tem o valor de 1/1 em relação ao dólar americano, no país as moedas que circulam são de balboa e dólar e as notas são apenas de dólar. A língua oficial é o castelhano. Possui uma história muito rica e interessante, além de grandes contrastes com verdadeiros arranha céus, cassinos super elegantes e verdadeiras praias paradisíacas no mar do Caribe. Nos próximos tópicos vou detalhar o dia a dia dessa trip, com fotos, valores, dicas e sempre disposto e responder dúvidas!
  49. 0 pontos
    Qual datas vc vai? Eu vou de 22/12 a 01/01.
  50. 0 pontos
    Junia, talvez eu vá na Chapada em Dezembro também. Tenho veículo próprio e dependendo de seu planejamento podemos combinar algo. Como fui agora em Outubro, só irei em Dezembro caso seja algo rápido, tipo 3 ou 4 dias (data que dá para realizar uma trilha comprida ou pequenas trilhas no Capão/Lençóis)...
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


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