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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 04-12-2017 em

  1. Se a grana é curta e o seu sonho gira entre Jeri e PB, vá à Paraíba! Além de ser mais barato, é uma viagem mais completa, com praias, zona da mata, caatinga, cultura, pinturas rupestres, formações geológicas únicas. Sugestões para começar: -Centro histórico de João Pessoa -Praias e piscinas naturais de João Pessoa e Cabedelo -Praias do litoral sul (Jacumã e Conde) -Praias do litoral norte (Baía da Traição e Barra de Camaratuba) - Pedra do Ingá e Serra Branca - Lajedo do Pai Mateus (combinando com Cabaceiras a "Roliúde Nordestina" por ter vários filmes e séries filmadas lá) Além da possibilidade de esticar para locais bacanas por perto, como Recife, Campina Grande, a praia da Pipa no Rio Grande do Norte etc
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  2. Gente, tá tudo uma bagunça mesmo...haha. Como falei em outro tópico, voei de Azul agora em setembro e outubro, voo nacional e internacional, e não implicaram ou mediram minha cargueira 50L em nenhum momento.
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  3. Falta uniformidade nos parâmetros sim. Esse funcionário de PVH estava totalmente equivocado, não se despacha notebooks e artigos de valor, isto está bem claro nas regras que você é obrigado a ler antes de comprar a passagem. Agora, a permissividade do tamanho da bagagem depende também se o voo está cheio ou não e até mesmo do equipamento utilizado. Os 737 de última geração da Gol tem um bagageiro gigante, aí acho que relaxam um pouco as regras. Já os dos aviões da Azul são mais apertados, se for os ATR então...
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  4. Como um aficionado por cachoeiras e cascatas, meu objetivo principal era conhecer Kaeiteur Falls. Mas percebi que não seria fácil. A única forma de ir lá é por via aérea saindo de Georgetown, porém, não existem voos regulares, você precisa contar com uma lotação minima de uma das duas agências de viagens de Georgetown que fazem voos "turísticos" para lá. Só com o voo confirmado você pode planejar a viagem, ou você corre o risco de chegar lá e não conseguir ir até Kaeiteur Falls. Bom, fiquei aguardando uma oportunidade, e uma semana antes me informaram que havia uma unica vaga em voo numa segunda feira. Passei os dados do cartão de crédito para garantir o voo e corri para providenciar o resto. Com milhas tirei passagens de ida e volta de Porto Alegre para Boa Vista. Por e-mail reservei passagens de Lethen para Georgetown pela Trans Guyana. Fiz reservas de hotéis, uma noite em Boa Vista e três em Georgetown por um site de reservas online. Chequei em Boa Vista de madrugada, depois de viajar o dia todo. De manhã fui para o terminal onde saem os táxi lotação para Lethen. Levou menos de 20 minutos para lotar a Doblo e se fomos em direção a Guiana. Lá, primeiro passamos na Polícia Federal para carimbar o passaporte, depois na imigração da Guiana. Lá primeiro você apresenta o sua carteira de vacinação internacional para ver se a vacina de febre amarela está em dia. Depois você vai para a imigração, lhe fazem algumas perguntas, como de onde você está vindo. Falei Porto Alegre, o rapaz não entendeu e me deu duas opções: "Boa Vista or Manaus", daí falei que era Manaus mesmo. Depois passei para uma outra sala onde um agente do país me pediu uma "gorjeta". Liberado, do lado de fora da imigração havia um táxi da Guiana me esperando. Pedi para me levar ao aeroporto mas que antes me levasse e uma casa de câmbio. Na casa de câmbio troquei R$ 500 e sai cheio de notas de 5 mil dólares da Guiana. Cheguei no aeroporto, fiz o check in, onde você e sua mala são pesados, e partimos em direção a Georgetown em um pequeno avião bimotor turbo-hélice. Chegando em Georgetown, como já era tarde, peguei um táxi e fui para o Hotel. Pelo telefone, pedi uma pizza no Pizza Hut. No dia seguinte, um domingo, pela manhã parti conhecer à cidade, que estava meio deserta. Passei pelos principais pontos turísticos, entre elas obviamente a St. George's Cathedral, uma imponente igreja de madeira que é um simbolo da cidade. Na segunda pela manhã parti para o aeroporto da cidade para iniciar a aventura para Kaieteur falls e Orinduik Falls. Havia um grande quantidade de turistas do Canadá e dos Estados Unidos, que lotaram dois aviões Cesna Grand Caravan de 12 lugares cada. Eu era o único brasileiro. Partimos primeiro em direção a Kaieteur falls. Antes de pousar o piloto fez um sobrevoo pela cascata e em seguida pousou. Fizemos três pequenas trilas que nos levaram a três visões diferentes da cachoeira. A terceira sem dúvida é a mais emocionante, você está mais próxima da cachoeira e fica na borda de um precipício, o guia lhe orienta a se aproximar agachado da borda e deitar, para evitar riscos (como vocês podem ver na foto). Muito emocionante para quem esperava há anos a oportunidade de conhecê-la! De lá partimos para Orinduik Falls, que fica na divisa com o Brasil. As cascatas são muito bonitas mas sem a imponência da Kaieteur falls. Neste local sofri bastante com insetos, mesmo usando repelente. Parecia que o repelente brasileiro não era feito para os insetos daquela região. De lá partimos e ainda fizemos mais uma parada "bônus" na Baganara Island Resort, uma linda ilha acessível apenas por via aérea, com um resort onde você pode se hospedar. Partimos de lá já estava anoitecendo de volta a Georgetown. No outro dia, fiz o trajeto de volta para Boa Vista, mas ainda tive tempo de passear mais um pouco em Georgetown, estive em uma espécie de shopping center, provei algumas frutas exóticas do local e até comprei algumas lembranças!
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  5. (Alerta de relato gigante! rss Se não estiver com saco pra ler esse textão, fique à vontade pra me fazer perguntas específicas sobre a expedição ) Ainda em 2015 decidi que tentaria chegar ao cume do Aconcágua, e que seria em dezembro de 2016. Queria fazê-lo da forma mais independente possível, sem contratar porteadores, guias e expedições pagas. O primeiro desafio foi encontrar companhia, porque a maioria dos meus amigos nem considera a possibilidade de entrar num projeto desses. Mas quando um amigo me surpreendeu dizendo que animava, o plano começou a tomar rumo. Ainda queríamos encontrar mais uma ou duas pessoas pra formar um grupo, e encontramos aqui no mochileiros! Estava formada a equipe: eu, meu amigo Carlo, o Zaney e o Greison. O Aconcágua, com 6.962 m de altitude, é a montanha mais alta do mundo fora da Ásia. É também a segunda montanha mais proeminente do mundo, atrás apenas do Everest. Mesmo assim, por não exigir escalada técnica, alguns se referem à sua ascensão como um "trekking de altitude". Desde que seu cume foi alcançado pela primeira vez em 1897, mais de 130 pessoas morreram tentando chegar lá em cima. A temperatura no cume é geralmente por volta de -25° a -30° C, mas a sensação térmica cai facilmente abaixo de -50° C em dias de clima ruim, principalmente entre abril e novembro . Por isso, a ascensão é permitida nos meses próximos ao verão argentino, de meados de novembro até o começo de março, sendo a alta temporada centrada em janeiro. Nas últimas temporadas a taxa de cume tem sido entre 20% e 40% das tentativas. Mas com ou sem cume, é um lugar incrível. Em média, são necessários de 12 a 15 dias para alcançar o cume e descer (se vc tiver mais sorte que eu rs). As principais dificuldades desta montanha são o clima muito instável, com frio e vento extremos (principalmente no começo e fim de temporada) e, é claro, a altitude. Com a redução da pressão parcial de oxigênio no ar, podemos sentir não só fadiga e dificuldade pra respirar, mas também dores de cabeça, dor no estômago, tonturas, dificuldade pra comer e dormir, hemorragia nasal, inchaço nas extremidades e no rosto e diarreia. O metabolismo acelera muito, assim como os batimentos cardíacos. A desidratação é facilitada pela maior taxa de vapor de água perdida dos pulmões. Dependendo da pessoa, do ganho de altitude e da aclimatação, os sintomas podem evoluir para um edema pulmonar ou cerebral de alta altitude (HAPE ou HACE), situações mais graves que devem percebidas e tratadas logo. Planejei começar o treinamento no primeiro dia de 2016. Porém, um dia antes, lesionei meu joelho esquerdo em uma trilha. Precisava recuperar o joelho e também os tendões de aquiles dos dois pés, outro problema que já vinha de um tempo antes. O treinamento pro Aconcágua teve que esperar... e quando começou foi em ritmo lento. Comecei a fazer academia, mas pegando leve, quase uma fisioterapia... Os pés melhoraram com alguns meses, o joelho não. Fiz um raio-x e o médico pediu uma ressonância pra ver se precisava fazer cirurgia ou apenas repouso. Ignorei (digo, posterguei a ressonância e o repouso pra depois do Aconcágua). Tentei fortalecer os músculos das pernas pra poder começar o treinamento aeróbico sem piorar muito a lesão. Só faltando quatro meses pra viagem que deu pra começar a correr, 5 km, uma ou duas vezes na semana, quando conseguia. Sabia que deveria ter treinado com peso nas costas e com inclinação... mas tinha que poupar o joelho. E a inclinação forçava os tendões dos pés, que ainda não estavam 100%. Então continuei fazendo o que dava. Não pensei em desistir, mas tinha consciência de que com esses probleminhas a mais estaria assumindo riscos e dificuldades maiores. Somaram-se a isso os inúmeros desincentivos do tipo: “você deveria fazer várias montanhas acima de 6 mil antes de querer tentar o Aconcágua”; “sem guia?; “você devia pensar melhor antes de ir, gastar dinheiro e ter que desistir”; “Sem querer te desanimar, mas isso de ir sem guia me parece uma utopia”; “uma pessoa deveria tentar o Aconcágua depois de fazer, pelo menos, o Kilimanjaro e o Denali, necessariamente nesta ordem, pra ter chance de sucesso”; etc. Claro que esses "conselhos" nem sempre são pra desanimar, às vezes são pra te alertar, mas... às vezes o melhor é fingir que não ouviu/leu. E continuei adquirindo equipamento, planejando a alimentação, estudando a montanha e montando o cronograma.
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  6. hellow pipool!!! Recentemente fiz uma viagem para a Colômbia pela Copa Airlines e propositalmente peguei uma conexão no Panamá de 15 horas na ida e 7 horas na volta. Aproveitei pra dar uma volta na cidade e vou compartilhar um pouco com vocês! Voo - Brasília - Cidade do Panamá O voo saiu de Brasília por volta de 2h da manhã... Como é o único vôo do horário todos os procedimentos foram tranquilos. Demoraram um pouco para liberar o embarque porque os mesmos funcionários da polícia federal que fazem o procedimento imigratório da galera que chega do Panamá a 0h é o que faz o procedimento de quem vai para o Panamá. Fui submetida a uma revista pessoal e de bagagem de mão beeeem rigorosa. Mulheres que viajam sozinhas são sempre suspeitas e embora o procedimento seja chato e constrangedor é necessário. Esse avião da ida tinha assentos extremamente apertados. Minha perna foi praticamente em cima da perna da moça que estava ao lado. Entretenimento nenhum. Foi um voo bem cansativo. Chegada ao Panamá Cheguei no Panamá 6:30h da manhã e fui para a imigração. É preciso preencher um formulário que te dão no próprio avião. Foi bem tranquilo e só me pediram o cartão da febre amarela e perguntaram onde eu ia. No andar térreo do aeroporto tem um quiosque turístico onde dá pra pegar um mapa da cidade (essencial) Fui para a parada de ônibus. É bem sinalizado e na sinalização é bem claro que é necessário o cartão para pegar o ônibus. É assim e não é bem assim! Chegando na parada, fiquei esperando alguém com cara de legal para passar o cartão pra mim e eu pagar a pessoa. Meu objetivo era ir para o Casco Viejo, centro histórico da cidade. Mas também há a opção de esperar um ônibus que aceita dinheiro. A diferença? O ônibus do cartão é 0,25 dólar e o pago 1,25. O taxista me cobrou 20 dólares, não aceitei e ele ficou resmungando kkk Pedi para uma mulher passar o cartão dela pra mim... Ela passou e praticamente me pegou pela mão, me levou pra comprar um cartão e me embarcou em outro ônibus. Um anjo na minha vida. Esse ônibus que peguei demorou 3 horas pra chegar ao centro. Não, não é longe, mas o trânsito é surrealmente caótico! Enfim, o ônibus me deixou na região da 5 de mayo. Meu primeiro destino era o mercado de mariscos e tive que pedir bastante informação pra chegar lá. Mas é perto da estação de metrô 5 de mayo. O calor do Panamá deve ser semelhante ao calor do inferno. Embora o mercado de mariscos seja ao lado do casco viejo, peguei um táxi pra lá por 2 dólares. O casco viejo é o centro histórico da cidade, está sendo revitalizado e é bem bonitinho. Por causa do calor não consegui andar tudo o que gostaria, mas deu pra aproveitar um pouco. Saindo de lá, peguei um táxi até a estação de metrô. Foram mais 2 dólares. Fui à estação Albrock, de onde saem ônibus para vários lugares e onde tem um outlet gigantesco. Peguei um ônibus chamado Miraflores que te deixa na porta do Canal. Ao contrário do que pensei, o canal fica muito perto dessa estação. Uns 20 minutos de ônibus. Chegando ao canal, a entrada custa 15 dólares. Tem a parte superior onde se vê os barcos passando (não consegui ver nenhum e teria que esperar 2 horas até passar o próximo). Lá tem também um museu e uma sala que transmite um vídeo com a história do canal. É interessante e como eu tinha a curiosidade de conhecer o canal, valeu a pena. Voltei para o Albrock mall e almocei um lanche. Como estava preocupada demais com o tempo que o ônibus levaria até o aeroporto acabei voltando cedo e ele só demorou 1 hora no aeroporto. Na volta passei meu cartão para um punhado de gente e assim recuperei um pouco da recarga excessiva que eu fiz. Poderia ter aproveitado um pouco mais da cidade (fiquei sentida), mas agi com precaução porque vai que demorasse 3 horas (mais a 1h de demorei na fila da imigração). Na volta, tinha uma conexão de 7 horas. Como já tinha uma noção de como era o trânsito na região, resolvi ir para um outlet perto do aeroporto, o metromall. Quais as vantagens de ir para o metromall? 1) Transporte de ida e volta de grátis 2) Várias possibilidades de lanchar pagando pouco. O lanche mais barato no aeroporto era 15 dólares. No metromall eu paguei 5 em um lanche super bom. 3) Lojas muito barateza! Infelizmente não tive muito tempo pra comprar (ou graças a Deus, porque eu teria usado o cartão de crédito). Mas comprei calça jeans a 3 dólares! Vale muito a pena 4) O tempo passa rápido! O transporte sai a partir das 10h da manhã e o último horário é as 17h. Basta ir no andar térreo, à esquerda do aeroporto, até a última porta. Aparecerá uma moça com uma placa anunciando o transporte. Então ela pega seus dados, te dá um papel com seu horário da volta (que você escolheu) e todos vão para uma van (minúscula) Na volta ao aeroporto, a imigração estava sem filas. Devo ter esperado uns 5 minutos.
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  7. [ESCLARECIMENTO] Este guia contém experiência acumulada em quase 5 anos viajando de Kombi pelo Brasil e América do Sul, foram ao todo 13 estados Brasileiros, logo se encaixa perfeitamente como fonte de informações. NOSSO OBJETIVO É APENAS DE DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÃO, SOMOS UM GRUPO INDEPENDENTE QUE NÃO VISA LUCRO EM NENHUMA DE SUAS ATIVIDADES. ADMIN: CASO ESTEJA DESRESPEITANDO ALGUMA REGRA, FAVOR BUSCAR DIALOGAR ANTES DE DELETAR O TÓPICO. É com muita alegria, humildade e empolgação que o DiFériasNaCombi está liberando esta querida, linda e bela criação ^^ Feita com muito amor, ternura e dedicação, para incentivar todos aqueles que tem este sonho e desejam buscá-lo, todos aqueles que não desistem, que enfrentam as adversidades e seguem indo atrás daquilo que acreditam de verdade, do fundo de suas essências. Este GUIA contém toda nossa experiência adquirida em cinco anos de lida Kombilística, rodando muitos quilômetros, passando por muitos lugares e compartilhando infinitas experiências com muitas pessoas. Conhecemos muitos grupos que viajam ou moram em Kombis, mas nenhum que faça isto com 9 tripulantes (lotação máxima). O que mais fizemos foi aprender, experimentar a bela e incrível vida e então aprender com ela. Já pensaram em poder conhecer mais de 13 estados Brasileiros (RS, SC, PR, MS, MT, GO, DF, TO, BA, ES, MG, RJ e SP), mais de 6 países da América do Sul (Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia e Chile) e gastar o mínimo possível? Já estivemos em todas as Chapadas Brasileiras, Pantanal e diversos outros lugares. Assim como Salar do Uyuni e Deserto do Atacama. Afinal, QUEM NÃO QUER EMBARCAR EM UMA VIAGEM COM OS AMIGOS E CONHECER O MUNDO ?!?!?! RODANDO EM UMA KOMBI ENTÃO ?!?!?! GASTANDO MENOS DE R$900,00 EM 30 DIAS ?!?!?! Se alguém deseja começar uma aventura assim, fica aqui nossa humilde contribuição para ajudar e incentivar a busca por esta incrível experiência. FAÇA aquilo que ACREDITA e ACREDITE naquilo que FIZER!! Link para acessar o GUIA: https://drive.google.com/open?id=0B8yjSVOhAOUWQnJCSEJMd3FSZ1U Link com o relato da primeira expedição: viagem-de-kombi-pelo-brasil-7500-km-do-rs-a-ba-t93182.html ABAIXO SEGUE O CONTEÚDO DO GUIA TRANSCRITO NA ÍNTEGRA (APENAS NÃO POSSUI AS FORMATAÇÕES E IMAGENS) --| GUIA |-- COMO VIAJAR DE KOMBI COM 9 PESSOAS, PELO BRASIL E AMÉRICA DO SUL, GASTANTO O MÍNIMO. Viajar está entre os maiores desejos e aspirações das pessoas hoje em dia, e em grande parte deve-se a farta transformação pessoal que ocorre através da vivência de experiências e realidades distintas extremamente enriquecedoras, esta, que vem sendo cada vez mais divulgada e vivida por aqueles que se dão ao “luxo” de experimentar modelos alternativos e fora do padrão elitizado de viajar da indústria do turismo. Um destes movimentos, por exemplo, é o dos “mochileirxs”. Ocorre que existem outras maneiras alternativas tanto práticas quanto e de baixo custo também. SIMMMM ^^ Um dos objetivos do DiFériasNaCombi, além de ajudar a estimular você, que sonha em viajar de Kombi, mostrando que este sonho pode sim ser realizado e só vai depender da sua fé e força de vontade para fazer isto acontecer! DE VERDADE É derrubar os paradigmas e modelos de turismo criados por esta indústria. Viajar não é coisa de rico, conhecer diferentes lugares não é oportunidade apenas de gente abonada, viver experiências enriquecedoras e transformadoras não é privilégio de “filhinhx de papai/mamãe”. Agora “turistar” de fato é, viajar de avião, ficar em hotéis/resorts, comer em restaurantes sofisticados e estimular a cultura da servência é uma atividade praticamente exclusiva da elite, com exceção de quando se junta uma grana preta. Hoje em dia viajar por aí de Kombi não é mais uma novidade/atividade insana somente para malucos inconsequentes, existem muitas pessoas no mundo e no Brasil usufruindo deste modelo com diferentes variações. Tem desde “solos”, casais e até grupos fazendo desde comida, artigos de arte, apresentações artísticas, surfando, viajando apenas e até tatuagem. Somente na América Latina são mais de 50 páginas no Facebook com Kombis rodando por aí afora. NOOOSSA!! Pensando bem realmente não parece tão louco assim né? Agora, Kombis fazendo viagens longas com lotação máxima (9 tripulantes), NÃO SABEMOS DE NENHUMA OUTRA! Por enquanto! Esta realidade está prestes a mudar e começa com você lendo estas dicas e disseminando elas ^^ Iremos descrever detalhes nos seguintes tópicos (Escolhendo a Kombi | Bagagens | Dormindo | Banho/Banheiro | Comendo | Rota | Rodando | Ferramentas/Reparos | Diário de Bordo | Estimando Custos | Modificações | Buscando Parceirxs | Dividindo | Vantagens | Pensamento Positivo) sobre as três principais grandes expedições já realizadas por esta “Combi”, sendo: 1 – EXPEDIÇÃO UNIVERSO PARALELO (2013/2014): IDA: Saída de Porto Alegre, RS, passando por SC, PR, SP, RJ e ES até Ituberá, BA. (A maioria falava que nem chegaria, engraçado não?!?!) VOLTA: Saída de Ituberá, BA, passando por MG, RJ, SP, PR e SC até Porto Alegre, RS. DURAÇÃO/PERCURSO: 24 dias/7500km; CUSTO APROXIMADO POR PESSOA: Não apurado. 2 – EXPEDIÇÃO BRASIL CENTRO-LITORAL (2015): IDA: Saída de Porto Alegre, RS, passando por SC, PR, MS, MT, GO, TO até Lençóis, BA. VOLTA: Saída de Lençóis, BA, passando por ES, MG, RJ, SP, PR e SC até Porto Alegre, RS. (12 Estados em 30 dias?? Tem certeza disso?? SIMMM) DURAÇÃO/PERCURSO: 30 dias/10800km; CUSTO APROXIMADO POR PESSOA: R$850,00 3 – EXPEDIÇÃO AMÉRICA DO SUL (2016): IDA: Saída de Porto Alegre, RS, Brasil passando por Argentina, Paraguai e Argentina novamente até Uyuni, Bolívia. VOLTA: Saída de Uyuni, Bolívia, passando por Chile e Argentina até Porto Alegre, RS, Brasil. (5 países em 30 dias?? SIMMM e tínhamos programado 6...) DURAÇÃO/PERCURSO: 30 dias/7000km; CUSTO APROXIMADO POR PESSOA: R$800,00 Em todos os lugares que passamos, paramos e conhecemos locais incríveis e indescritíveis que jamais sairão de nossas memórias, mas seria impossível descrever todos neste guia, de qualquer forma, maiores detalhes podem ser vistos na página... Para começar, o mais difícil, MAS que não é tanto assim: Ter/comprar/alugar/arranjar uma Kombi. Sem uma vai ser impossível viajar desta maneira, logo é imprescindível e não adianta querer planejar e arrumar parceirxs sem antes ter também um plano para descolar o meio de transporte/casa NÉ ESCOLHENDO A KOMBI: Uma dica que podemos dar para a escolha da Kombi é: Teste! Teste quantas e todas que puder. Aceleração, frenagem, amortecedores, suspensão. Ande em todas que puder e então faça um comparativo entre as que mais lhe agradarem. Se possível leve um mecânico junto para ajudar nesta avaliação. No ano de 2013 nós pagamos cerca de R$8000,00 em nossa Kombi Clipper ano 1993/1994 e gastamos cerca de 3 a 4 mil em manutenção, com o foco de fazer viagens longas. No Brasil existem muitas peças para reposição, a preços acessíveis, por se tratar de um veículo muito popular. Pode ser mais em conta comprar uma mais barata, mas que vai precisar ser quase toda refeita em lata e mecânica, ou pagar um pouco mais caro e não precisar gastar tanto. Vai depender de procurar bastante e escolher a melhor opção de custo/benefício. BAGAGENS: Alocamos as bagagens em um bagageiro de teto do tamanho da Kombi, fechado com lonas e cordas, no porta-malas, em baixo e atrás dos bancos e outros cantos que forem surgindo. As bagagens coletivas vão no bagageiro de teto, divididas em caixas (papelão ou plástico) por segmentos: Comidas, Itens de cozinha, acampamento, ferramentas e utensílios diversos. Tudo bem preso e posicionado da forma mais prática de acessar. As bagagens individuais são uma mala com roupas e acessórios, alocada no bagageiro em cima da Kombi (será acessada uma vez por dia) e uma mochila/bolsa para ficar no porta-malas da Kombi com documentos, dinheiro e demais itens necessários do dia-a-dia. LEMBRE-SE: Menos é mais, somente o necessário, nada além do necessário. DORMINDO: Para dormir utilizamos duas barracas de quatro lugares, mais uma reserva caso alguma quebre ou rasgue (isso já ocorreu) e a Kombi. Também fazemos rodízio para que todos durmam em todas barracas com todos e na Kombi. Normalmente são quatro em cada barraca e um na Kombi ou quatro em uma barraca, três na outra e dois na Kombi. Nada de sair colocando uma barraca em cada canto, sempre montamos tudo junto por questões de segurança e praticidade. Travesseiro é um luxo, ocupa muito espaço devido ao volume, imaginem o espaço necessário para armazenar 9 travesseiros? Levamos uma almofadinha ou usamos algum casaco fofinho ^^ Cada um tem apenas um cobertor pessoal, demais cobertores são coletivos e usamos na Kombi quando estamos viajando para forrar os bancos ou nos cobrir e forrar o chão quando dormimos. Colchões infláveis não são bem vindos, ocupam espaço demais e poucos podem dormir. Lembram das barracas de quatro lugares? É porque realmente dormimos entre quatro pessoas Isolante térmico é uma boa pedida e quando viajamos para locais frios, como o Salar do Uyuni e Deserto do Atacama, cada um levou um saco de dormir bonzinho, os quais forrávamos com um cobertor e dormíamos com nossas roupas. Houveram duas noites em que a água congelou, sendo que numa dessas nem o óleo de cozinha escapou, então não é brincadeira. Aconselhamos muito chá com folha de coca e especiarias para suportar os efeitos do frio e da altitude Tratando-se de custos para dormir, temos a máxima de sempre que possível, não gastar dinheiro, logo, acampamos em praças públicas, parques, postos de gasolina ou qualquer lugar que estivermos com vontade (No meio do Salar de Uyuni por exemplo ^^), o segredo é chegar nos lugares e ir olhando, procurando e perguntando. Como normalmente passamos somente uma noite nesta modalidade, chegando durante a noite e saindo pela manhã, mesmo que seja em uma praça pública movimentada, não haverão problemas. Então quer dizer que todo dia tem que montar e desmontar tudo? Quase todos os dias SIM, mas rapidinho pega-se a prática Na viagem de 2015, dos 30 dias de viagem, dormimos em 27 lugares diferentes, então podem ter uma ideia de como é possível manter um ritmo pesado, lembrando que foi no Brasil e mesmo sendo no inverno, como passamos a maior parte fora do sul, era como se fosse verão. No frio é mais difícil manter este ritmo forte, mas o grupo que vai escolher quão longe quer ir e quanto tempo irá ficar em cada lugar. Não esqueçam de deixar a preguiça em casa antes de embarcarem Se vamos ficar mais tempo em algum lugar, 2 ou 3 dias, podemos nos estabelecer em algum camping e pagar, mas pensando na praticidade de manter o acampamento montado e aproveitar a estrutura de banheiros e chuveiros. Apenas algumas vezes dormimos “ao relento”. Para isso esticamos uma lona no chão e bora nanar ^^ Mas fazemos apenas quando chegamos muito tarde em algum local (durante a madrugada, por exemplo) e não vale a pena montar as barracas, pois sairíamos logo pelo amanhecer. A única vez que dormimos uma noite completa mesmo foi em uma rua, numa praia ao sul de Ilhéus-BA, na frente de um resort. Tudo isso porque a praia não possuía acesso à beira-mar (particular) e não haviam outros lugares na localidade. Nós temos o costume de divulgar nossa rota base antes da viagem e perguntar se alguém deseja oferecer pouso, dicas e etc.. Em 2015 fomos recebidos em Goiânia por um grande amigo e sua incrível família ^^ BANHO/BANHEIRO: Tomar banho as vezes pode ser um luxo, mas normalmente não existem problemas. No Brasil e na Argentina, devido ao formato de transporte majoritariamente rodoviário (caminhoneiros), a maioria dos postos, tirando os localizados nos centros da cidade, tem banheiros excelentes e completos com preços bem baixos como R$2,00. Muitos não cobram para mulheres, e outros oferecem algumas “fichas” quando se abastece um valor específico. Na Argentina, existe uma estrutura admirável nos parques Nacionais, sendo todos gratuitos, com área de camping e banheiros de livre acesso, muitos ainda com água quente nos chuveiros. MAS rio, cachoeira, lago, lagoa e sanga tem pra que? Se não estiver frio, vamos aproveitar e lavar a alma e se purificar com as águas da grande mãe natureza ^^ Lembrando que para tomar banho assim usamos sabonete biodegradável, nada de poluir os cursos de água. Só não tomamos banho quando fazemos uma “mini-excursão” (2~4 dias) dentro da viagem para algum lugar inóspito (Pantanal, Deserto do Atacama, Salar do Uyuni...). Logo, uma excelente dica é sempre ter um kit-limpeza com lenço umedecido para utilizar nestas horas COMENDO: Normalmente comer demanda uma quantia significativa de “dindin” para quem não pode preparar a sua refeição, com exceção de lugares onde é muito barato pagar para comer (Bolívia por exemplo). Quando estamos em viagem, levamos fogareiro de duas bocas e “liquinho” de 5kg (dura tranquilo por 30 dias). É ideal que seja de duas bocas, pois preparar comida para várias pessoas com apenas uma boca fica bem limitante. Compra-se mantimentos pensando nas refeições e lanches a serem feitos e quando estiverem acabando os estoques vamos em um mercado e reabastecemos. Somos o que comemos, então que tal buscar formas mais naturais e saudáveis de alimentação? MENOS industrializações, alimentos processados e embalados, açúcares, agrotóxicos e proteína animal, MAIS orgânicos, frutas, legumes, verduras, alimentos in natura (crus), grãos e proteína vegetal. A natureza, os animais, o planeta Terra e o seu corpo agradecem Fazemos normalmente duas refeições por dia, um café da manhã reforçado quando acordamos para poder rodar durante o dia, lanches e frutas para se manter e uma janta de noite onde formos acampar, a não ser que estejamos em algum local ou rodando direto e paremos para fazer um almoço. É importante que cada um tenha seu prato, talheres e caneca, sendo que demais itens de cozinha como panelas, facas, colheres, tábua de corte e temperos devem compor um kit básico que deve estar alocado em uma caixa. Pode parecer meio óbvio falar sobre água, mas hidratar-se evita muitas complicações, então vale sempre ter várias garrafas de água. Nos postos de gasolina é comum ter água para repor, então além de lembrar de ter as garrafas é bom lembrar de enchê-las sempre também. Lugares da região desértica da Bolívia e do Chile são muito secas, além da sede, a pele e lábios estão sempre rachando devido a baixíssima umidade, usar hidratantes é essencial. Óleo de coco funciona muito bem tanto para hidratar quanto proteger do sol e é natural. ROTA: É muito importante definir uma “rota-base” antes da viagem. Definir alguns destinos principais e fazer com que todos busquem atrações de comum interesse no caminho que os interliga, pesquisar muito fará toda a diferença. Não adianta criar um roteiro e querer respeitá-lo a todo custo. Muitas informações, dicas e imprevistos irão surgir ao longo do caminho, é sempre bom perguntar aos locais sobre atrações gratuitas ou baratas que não constam na internet ou guias turísticos (podem acreditar que existem muitas coisas e provavelmente serão as mais marcantes). TODOS devem pesquisar e decidir em conjunto os destinos na medida que a viagem for se desenvolvendo. Costumamos utilizar o Google Maps, pois tem fácil navegabilidade, visão de satélite e a maioria das estradas cadastradas, inclusive com pontos turísticos, fotos e o recurso de Street View. GPS com mapas atualizados é essencial para destinos fora do Brasil onde não haverá cobertura de internet. Para a viagem na América do Sul utilizamos um com as últimas atualizações disponíveis na internet. Nos facilitou muito a vida com informações de postos de gasolina ou mercados e não tivemos praticamente nenhum problema com estradas não cadastradas. Também é importante buscar mapas físicos. Durante a viagem no Brasil utilizamos um Guia Rodoviário Brasileiro que facilitava muito definir rotas, trechos e locais para irmos de forma dinâmica. Todos contribuíam e buscavam rotas interessantes e diferentes possibilidades, então falávamos com pessoas das regiões que conheciam as rotas e nos indicavam os melhores caminhos, que normalmente não são os que o GPS irão mostrar. Realmente foi um item de grande diferencial e muito utilizados por todos. Outra situação onde mapas físicos irão fazer toda a diferença é em locais mais inóspitos, que não possuem sinalização para rodar e onde é comum haver contratação de guias. Dependendo do local, obter informações turísticas não é tão fácil a$$im. São Pedro do Atacama é extremamente turístico e cheio de agências querendo ganhar dinheiro, então muitos nem queriam falar nada, somente contratando os pacotes. Como havíamos pesquisado bastante antes e trazido mapas com as atrações e suas localizações, era mais fácil obter informações de como chegar perguntando para os locais. Em compensação, no Salar do Uyuni, como os guias são mais humildes e menos gananciosos, todos nos ajudavam sem nem pestanejar e ainda sorrindo devido nossa presença anormal naquele lugar dominado pelos veículos 4x4. Sem a ajuda deles em conjunto com os mapas que levamos, não conseguiríamos rodar através daquela planície infinita de sal e fazer a rota de lá até o Chile pelo vulcão Ollagüe. Também não esqueçam de reservar um ou dois dias ao final da viagem para fazer uma limpeza geral na Kombi, agradecendo devidamente por todo esforço que ela fez carregando todos por lugares tão incríveis e realizarem o fechamento da contabilidade. RODANDO: Não tem como fazer uma viagem dessas com somente uma pessoa dirigindo, dessa forma é bom garantir que o grupo possua algumas pessoas habilitadas legalmente para esta tarefa. Então além do rodízio de motoristas, também fazemos dos passageiros nos lugares. Velocidade máxima de 80Km/h para não forçar demais o motor e garantir a segurança do grupo e demais pessoas que cruzem pela Kombi. Costumamos rodar mais de dia, porque de noite se perdem todas as paisagens exuberantes e é um pouco menos seguro (visibilidade limitada). Apenas o fazemos quando necessitamos ganhar tempo. Para voltar de San Pedro do Atacama, no Chile, até Porto Alegre, no RS, rodamos direto por três dias, revezando os motoristas e dormindo na Kombi em movimento, parando apenas para fazer as refeições. Verificar as legislações dos locais onde a caravana passará é importante para evitar complicações com os órgãos competentes de fiscalização. No Brasil a lei é a mesma em todos os estados, mas quando falamos de diferentes países, cada um tem suas diferentes exigências. Informação é poder, saber o que realmente é necessário irá evitar complicações com policias corruptos ou mesmo pessoas má intencionadas. Felizmente não enfrentamos nenhum problema com agentes corruptos, mas na fronteira entre o Paraguai e a Argentina fomos abordados por pessoas solicitando nossos documentos pessoais e do veículo, como se fossem trabalhadores da aduana, mas não estavam uniformizados nem nada. Uma companheira já havia passado por situação semelhante e nos alertou se tratar de um golpe, então fomos em direção ao posto aduaneiro, deixando os outros cuidando da Kombi. Depois descobrimos que estas pessoas pegam os documentos e somem com eles, exigindo quantias em dinheiro para devolvê-los. Por isto é importante que todos estejam sempre juntos e atentos para situações como esta. Somente forneça documentos para os oficiais de aduana oficialmente uniformizados e nos locais indicados, sempre perguntando e questionando a respeito dos procedimentos e onde realiza-los. A Bolívia é um dos países mais chatinhos referente a documentação, a própria embaixada Brasileira não recomenda realizar viagem com veículos estrangeiros no país. Inclusive obter gasolina é um desafio, pois poucos postos podem vender para estrangeiros e o preço é três vezes o pago por quem vive lá (na Bolívia entradas de parques também sofrem essa diferenciação de precificação). Procurávamos encontrar moradores locais dispostos a levar galões de gasolina para encher, mas cada posto abastece somente um galão no máximo por pessoa e solicita o documento de identificação que fica armazenado em um sistema, também é necessário dar entrada e saída do veículo em cada província (equivalente aos estados brasileiros), através de carimbos que são obtidos nas cidades e não nas fronteiras entre províncias. De qualquer maneira, nada impede que seja feito, tanto que estivemos lá sem problemas e a moeda deles é desvalorizada, então tudo é MUITO barato. A parte principal é se informar bem antes (estamos apenas passando uns detalhes por cima, pesquisar a fundo é crucial antes de se aventurar, quaisquer dúvidas estamos sempre dispostos a ajudar ^^) e realizar todos os procedimentos necessários, pois assim não vão ocorrer problemas. Aqui estão dois sites com informações bem completas sobre as legislações de cada país referente a tráfego de veículos e um dedicado para a Bolívia: http://viajandodecarro.com.br/como-planejar-sua-viagem/documentacao/ | http://www.penaestrada.blog.br/bolivia-de-carro/ Para evitar problemas durante a viagem, sempre busque calibrar os pneus regularmente, assim como o estepe. Outro ponto importante é também verificar os parafusos das rodas, se estão bem apertados e nenhum está soltando. Dependendo do que ocorrer, pode acabar danificando a estrutura de fixação da roda, em especial os pinos e não vai ser possível trocar de pneu ou continuar rodando, criando grandes transtornos. Verificar o nível do óleo regularmente também evita problemas graves, qualquer redução anormal do nível pode indicar algum vazamento e deve ser investigado. FERRAMENTAS/REPAROS: As Kombis tem mecânica e eletrônica extremamente simples, não precisa ser um especialista para fazer pequenos reparos e concertos, mas para isto ferramentas são indispensáveis. Além de um kit bom com ferramentas variadas, buscamos pesquisar na internet sobre como realizar reparos, perguntamos para os mecânicos como arrumar alguns problemas e, sempre que podemos, fazemos nós mesmos os concertos e modificações para aprender mais. Somente problemas internos no motor e na caixa de marchas que poderão exigir indispensavelmente um mecânico com melhor estrutura. Levar um kit com partes que podem dar problemas também poderá salvar a viagem, principalmente quando estiverem viajando em locais onde a Kombi não é um veículo comum. Todos os cabos (acelerador, freio e embreagem), pedais, lâmpadas extras para todas as sinaleiras, luzes e faróis, bobina, enfim, pesquisar quais itens costumam dar mais problema e ter uma peça extra de cada poderá salvar a viagem caso algo ocorra. Quando a Kombi apresentar algum problema no meio do nada, mesmo sendo difícil, sempre pode e provavelmente, uma hora ou outra, vai acontecer. Serão somente vocês e ela, terão de parar para observar, analisar e tentar entender o que está de errado para então buscar concertar, mas como falamos, ela é simples, então, se tiver alguém com conhecimento médio e bom preparo, irão sair triunfantes deste desafio ^^ Nas fotos acima, a primeira é na base do vulcão Láscar, em San Pedro do Atacama no Chile, cerca de 4600 metros acima do mar. Muito vento, muito frio e cerca de uma hora para regular os dois carburadores corretamente devido ao ar rarefeito da altitude. A segunda é na divisa entre Tocantins e Bahia, quando o cabo da embreagem arrebentou e tivemos que emendar uma corda para poder fazer os movimentos do pedal com as mãos. Um dos itens imprescindíveis são galões de combustível, são úteis tanto para poder rodar em lugares inóspitos, quanto para aproveitar preços baixos de gasolina. Na última expedição levamos três galões de vinte litros e dois de cinco litros. Alguns lugares não tem gasolina ou é muito cara. No pantanal por exemplo, utilizam muito nos barcos e geradores, mas o preço é de cerca de R$9,00 o litro, lá acabamos usando a gasolina extra que tínhamos para abastecer um barco e deixamos o resto de presente para uma família muito querida que nos recebeu. Como a viagem tende a superar a marca dos 5000 km rodados, vai haver necessidade de realizar troca do óleo antes e durante a viagem. É melhor comprar aqui no Brasil e levar junto a quantidade de litros necessária e mais um pouco extra para ir completando em possíveis vazamentos. Se a viagem estiver planejada para regiões muito frias, também é válido pensar em ter um óleo que suporte estas temperaturas. Na viagem pela América do Sul, sabíamos que encontraríamos temperaturas abaixo de 0°C, se até o óleo de cozinha congelou, quem dirá que um óleo comum não pode ficar “mais duro” e causar problemas durante a partida do motor? Por isto optamos por utilizar um óleo com amplitude térmica maior que os comuns, visando evitar esta situação. Inclusive adaptamos um aquecedor portátil (utilizado em galinheiros) em uma mangueira para ligar no “liquinho” de gás caso fosse necessário para aquecer o motor antes da partida ou mesmo nos aquecer em situações de frio extremo. Felizmente não foi necessário, pois nenhuma vez tivemos que partir o motor “frio” durante a madruga, onde ocorriam as menores temperaturas. No deserto o sol que dita o ritmo, quando está aparecendo é bem quente, quando não está é congelante. Kombis e fogo tem uma longa história juntos, ter no mínimo um extintor de incêndio pode salvá-la de queimar inteira. Muita atenção com o superaquecimento do motor, ele é feito para refrigerar-se com o ar, mas se a Kombi não estiver rodando vai esquentar, cuidado ao deixá-la ligada parada ou quando estiver em congestionamentos. As mangueiras de combustível e conexões elétricas devem receber um cuidado especial para que não ocorram contatos com partes quentes ou curto-circuitos. Antes de fazer qualquer uma das expedições, sempre levamos a Kombi em mecânicos de confiança, explicamos o que vamos fazer, por onde vamos passar e pedimos para que realizem um check-up geral nela. Então se avalia o que vale a pena ser trocado ou concertado. Sair viajando sem ter conhecimento de como está o veículo certamente vai acarretar em alguma problema e pode terminar gerando muitos gastos, frustrações e estresses desnecessários. Ferramentas para realizar reparos não são necessárias apenas para a Combi, mas também para seus passageiros. Em viagens longas como essas, tanto no Brasil, mas principalmente fora, onde não temos o SUS para eventuais problemas médicos, é imprescindível ter um Kit de Primeiros Socorros (na Argentina e Bolívia são itens obrigatórios). Problemas como enjoos, diarreia, dores, desidratação, febre, infecções, cortes, contusões e até fraturas podem ocorrer, então não podemos deixar de garantir os mínimos materiais necessários para tratar estas possíveis. A saúde e segurança dos tripulantes deve ser sempre a principal prioridade durante a viagem. DIÁRIO DE BORDO: Controlar despesas é importante, utilizamos um diário de bordo (qualquer coisa onde se possa escrever: Agenda, caderneta, bloquinho e etc.) que serve, dentre diversas coisas, para anotar os gastos coletivos (gasolina, supermercado, etc...) de cada um. Quando alguém paga algo coletivo, coloca seu nome, a quantia (se for em outra moeda é bom já colocar a cotação) e uma descrição do gasto. Assim vamos fazendo ao longo da viagem, cada vez alguém paga algo. No final, sentamos todos e fazemos o fechamento, quem tiver que receber, recebe e quem tiver que pagar, paga. Claro que pode ser feito no Excel ou qualquer outra plataforma, mas é importante garantir que sempre seja anotado para não sair do controle. Também utilizamos para anotar informações e dicas variadas que surjam durante a viagem e para controlar o rendimento da “Combi” pelos litros abastecidos e quilômetros rodados. Se o rendimento estiver muito abaixo do normal, ou a gasolina é muito ruim, ou a Kombi está com algum problema e deve ser levada ao mecânico, evitando surpresas desagradáveis no meio do nada. ESTIMANDO CUSTOS: Estimar custos serve para saber quanto cada um vai precisar ter aproximadamente, no mínimo, para realizar a viagem. Infelizmente vivemos em um mundo onde o dinheiro manda, MAS NÃO SERÁ ASSIM PARA SEMPRE, então mesmo que gastemos o mínimo possível, ainda vamos precisar dele, ao menos para comprar gasolina e comida. Sendo os principais gastos o combustível para mover a Kombi e o combustível para mover nossos corpos, a estimativa de custos está baseada, principalmente, nestas duas variáveis. Com a rota base em mãos, é possível ter ideia de quantos quilômetros serão rodados, aconselhamos sempre colocar um fator a mais que vai considerar idas e vindas de lugares, desvios e mudanças de rota. Então pesquisamos o preço médio da gasolina nos estados brasileiros ou países, fazemos uma média e obtemos mais ou menos um valor aproximado que será gasto em combustível para a Kombi. Apenas para comparação, sempre consideramos o rendimento de 9 quilômetros por litro. Podem fazer a estimativa por trechos também para serem mais exatos. O site (http://www.mapeia.com.br/) ajuda neste cálculo de rota e pedágios. Para a comida definimos alguns modelos de refeições diárias e vamos ao mercado ver quanto custa comprar os mantimentos necessários para prepara-las, novamente fazemos uma média e consideramos aquele valor pelos trinta dias. Juntamos então estes dois valores e acrescentamos mais um fator de segurança (cagaço), multiplicando por 1,1 até 1,3 (para contemplar problemas mecânicos, custo de estadia em campings, entradas de parques e etc.). É assim que chegamos no valor mínimo necessário para realizar as viagens. Nas duas últimas expedições, trabalhamos com a quantia mínima de R$1000,00 e em ambas as vezes finalizamos com folga no orçamento. Lembrando que este valor não considera quaisquer gastos individuais para adquirir presentes, lembranças e etc. Nossas viagens não são para realizar compras, somos apaixonados pela natureza e suas infinitas apresentações, então focamos em conhecer as indescritíveis formações naturais deste belo e incrível planeta. Aconselhamos, no mínimo, fazer estas estimativas, pois é um fator preponderante para que possam buscar parceirxs e se preparar. Claro que não existe limite para o nível de complexidade e fatores considerados na estimativa, tornando-a a mais correta possível. Se tratando de dinheiro, no Brasil é fácil sacar em qualquer lugar nos caixas eletrônicos, mas se tratando de outros países não é tão simples assim, então é mais garantido ter o dinheiro consigo guardado. Outra questão é realizar câmbio, só haverá câmbio de Real, em outros países, nas regiões muito turísticas ou que fazem fronteira com o Brasil, se não, é praticamente certo que não haverá e se houver estará com valores absurdos. Aconselhamos ter alguns dólares guardados para estas situações e também levar um pouco da moeda de cada país, quanto menos trocas fizerem, menos dinheiro irão perder. Tivemos uma situação complicada no norte da Argentina, próximo da fronteira com a Bolívia, na cidade de San Ramón de La Nueva Orán, pois não havia câmbio de Real e por muita sorte conseguimos realizar saque em um caixa eletrônico com cartão de crédito internacional desbloqueado, pois já haviam nos avisado que na Bolívia também não haveria câmbio de Real, apenas de Pesos Argentinos. Então sempre é válido ter algumas quantias da moeda de cada país, mais um bocado de dólares e quem tiver cartão, lembrar de desbloqueá-lo para os países do roteiro. Simplesmente nem pensem que irão pagar coisas com cartão de crédito, é apenas uma segurança extra para possíveis emergências. Muitos lugares do Brasil e nos outros países que ficam fora das grandes metrópoles e destinos turísticos badalados não trabalham com as maquininhas MODIFICAÇÕES: Conforme a necessidade e intenção de uso, muitas pessoas realizam diferentes modificações em suas Kombis. Transformar em uma “KombiHome” é uma delas, mas isto serve apenas quando se viaja entre poucas pessoas. No nosso caso, nós focamos em transportar o máximo de tripulantes (nove) com um mínimo de conforto e capacidade de suportar situações severas, e como quase mais ninguém faz isso (ao menos que temos conhecimento), praticamente não existe material informativo ou exemplos a respeito. Uma das alterações que realizamos na Kombi e melhora muito rodar entre várias pessoas é inverter o banco frontal do salão, fazendo com que fiquem um de frente para o outro. Aumenta o espaço interno e é possível ficar com as pernas esticadas. Nós mesmos recortamos a lata do estepe (foto acima) para encaixar o banco bem colado, aproveitamos metade das furações e refizemos as outras, colocamos parafusos com “borboletas” para prender os bancos, assim podemos retirá-los quando queremos, seja para carregar coisas ou aproveitar como bancos externos quando a Kombi está parada e também para limpeza. As furações dos cintos de segurança tiveram que ser refeitas, lembrando que por se tratarem de dispositivos indispensáveis e que garantem a vida dos passageiros, sua fixação deve utilizar parafusos, arruelas e roscas de qualidade. Os buracos que sobraram fechamos soldando umas chapinhas metálicas, porque entra muito vento, apesar de no verão ser bom, no inverno não é nem um pouco, além de entrar água também. Colocamos capas nos bancos feitas com tecido mais resistente a água, facilita na limpeza, preserva os bancos e aumenta a resistência dos mesmos para usar de forma mais rústica (barro, areia, terra, etc.). A legislação da Argentina solicita que todos os bancos, inclusive os traseiros, tenham encostos. Já havíamos colocado encostos em alguns assentos porque havíamos achado em carros abandonados e é mais confortável, mas fomos em um ferro velho e nos deram de graça todos que faltavam. Simplesmente furamos os bancos e enfiamos os encostos. Pensar na iluminação interna também faz bastante diferença, colocamos uma fita LED RGB (SIM, tem que ter COR!) baratinha percorrendo as laterais do teto do salão. Ilumina extremamente bem, se colocar na cor branca fica como dia e as outras cores são agradáveis para viajar durante a noite e dormir sem se incomodar com claridade excessiva. Sem luz interna, durante a noite, fica muito escuro e acaba dando sono nos passageiros e no motorista. Já utilizamos luzes LED de natal e funcionam bem também, mas precisam ser ligadas em 127 ou 220Vca. Instalamos um conversor de 12Vcc/127Vca com tomada na cabine do motorista e uma extensão para o salão, assim é possível carregar celulares, GPS, câmeras, notebooks e demais acessórios que necessitam de energia elétrica. Naturalmente isto aumenta o consumo da bateria, então, para a última viagem, instalamos uma segunda bateria em paralelo, mas deixamos ligada apenas uma e vamos revezando sempre que paramos, somente ligamos as duas se formos ter um consumo prolongado. Nossa Kombi é carburada, então empurrando ou lomba abaixo ela sempre pega, é bom ir se acostumando a empurrá-la, algo que fazemos muito durante as viagens Já que falamos de iluminação, para completar a festinha móvel, pensar em ter um rádio com entrada USB ou P2 e algumas caixinhas de som também aumenta muito o conforto dos passageiros durante a viagem, só não adianta querer ter um super kit automotivo e não sobrar espaço para as malas e passageiros, claro que quanto mais melhor. Uma dica excelente é que TODOS levem um pen drive com MUITAS músicas, afinal são MUITAS horas rodando e ficar escutando as mesmas músicas é enjoativo. Também porque assim todos os gostos poderão ser atendidos A Kombi não tem a melhor isolação térmica do mundo, parece um pão de forma enlatado, no calor é quente e no frio é gelada. Viajar grandes distâncias exige um conforto térmico mínimo, nós forramos o teto com isopor e fizemos o acabamento com “forrinho” de PVC, bem barato e eficiente, se colocarem caixas de leite junto só irá melhorar. O mesmo vale para as laterais. Nós não colocamos isopor, mas colocamos esponjas acústicas por causa do barulho, o isopor é melhor porque vai servir tanto de isolamento térmico quanto acústico. As laterais tiveram acabamento em chapas finas de madeira forradas com tecido, retiramos as originais e usamos como moldes. Outra parte onde é bem válido realizar forração é no compartimento do motor, tanto por dentro (se um dia retirarem ele), quanto por fora (no salão), o motor esquenta muito e faz bastante barulho, quanto mais forrarem e colocarem malas e coisas no porta-malas, menor será o ruído (que é bem suportável). Outra boa dica é buscar em ferro-velhos janelas do tipo que abrem e substituir pelas de vidro único sem abertura, quanto mais ventilação melhor. Na viagem pelo Brasil em 2015, depois que saímos da região sul, começou a ficar muito quente, então removemos totalmente algumas janelas de vidro para suportar o calor... No teto colocamos um rack que vai do começo ao final da Kombi. Não tem como carregar muitas coisas sem esse acessório. O bom é que não é difícil encontrar usados com preços bem acessíveis. Mesmo que não estejam nas melhores condições, podem pegar e reformar lixando, passando convertedor de ferrugem e pintando. Aliás, essa é uma prática válida de se fazer em todos os pontos críticos da lataria da Kombi ^^ Para viajar grandes distâncias e acessar locais inóspitos, ter pneus mais resistentes irá garantir menos incômodos e maior durabilidade. Sempre colocamos na Kombi os popularmente chamados de pneus 8 lonas. Realmente valem a pena e se pagam pela qualidade, durabilidade e resistência. Tivemos raros casos de pneus furados, sendo que aconteceram com objetos perfurantes grandes, logo qualquer pneu acabaria furando também, mas nunca em estradas de chão, pedra ou coisas similares. Apenas para esclarecimento, se forem olhar as fotos, verão várias Combis “diferentes”, mas é sempre a mesma, mudando apenas a pintura. Desde que estamos viajando com esta incrível máquina, ela já está na sua quinta “roupagem”, contando com a que tinha quando a adquirimos. Costumamos fazer as pinturas em eventos ou festivais underground, seja livre para qualquer um ou com amigos artistas. Lembramos que estas modificações não foram feitas da noite para o dia, nós temos a Kombi desde 2013 e fomos fazendo cada uma de uma vez, em grupo, na medida que íamos vendo estas necessidades, planejando as modificações e as executando. BUSCANDO PARCEIRXS: Estamos falando em uma viagem longa, em uma Kombi, passando por muitos lugares loucos. Naturalmente vamos precisar de verdadeiros parceirxs para realiza-la e torná-la ainda mais divertida e inesquecível. Para começar o movimento, será necessário ter ao menos duas pessoas comprometidas, que depois irão buscar xs demais passageirxs. Geralmente começamos a idealizar, mentalizar e divulgar as viagens cerca de um ano antes e entramos fortemente no planejamento 6 meses antes. Acertar detalhes como férias de trabalho, estudos e demais atividades demanda uma boa organização neste sentido. NOVE PESSOA NÃO É DEMAIS? Não fica apertado? Bom, não é desconfortável não viajar em um número grande desses, tanto que nós já fizemos três vezes por trinta dias, sendo que já tivemos diversas outras situações de pequenas viagens com maior número ainda. Acontece que a questão principal da lotação máxima é que quanto mais pessoas forem, mais barato vai sair, e neste caso, cada integrante a mais faz BASTANTE diferença. Dinheiro não é tudo, não adianta querer colocar uma pessoa apenas para dividir custos, a sintonia e sincronia dos participantes é bem importante para manter a viagem saudável e feliz. Então é indispensável explicar bem qual a ideia da viagem, como vão fazer, como vai ser, por onde pretendem passar, quanto dinheiro precisa ter e por aí se vai, todos estes detalhes devem estar completamente esclarecidos. Nas três viagens, chegando perto da data não havíamos fechado os nove tripulantes e anunciamos as vagas em nossa página do Facebook, abrindo para qualquer interessado. Em nenhuma das vezes estas pessoas “desconhecidas” que surgiram trouxeram prejuízos para a viagem, bem pelo contrário, o universo fez seu trabalho e trouxe grandes amigxs para uma vida inteira. Logo, fica a dica caso estejam com dificuldade de fechar o grupo. Estar aberto para o universo e permitir estas oportunidades aos outros e para si sempre é enriquecedor. DIVIDINDO: Como se trata de um grupo, que vai passar cerca de 30 dias juntos acordando, rodando, conhecendo lugares, comendo, indo dormir e acordando de novo, tudo será dividido por todos. Quanto mais essa prática puder ser exercitada, menos itens necessitarão ser levados, é como se fosse uma família. Esta experiência funciona como uma espécie de Big Brother sem câmeras, onde todos terão de buscar conviver pacificamente praticamente 24 horas por dia. Não tem como manter máscaras ou disfarces, ao final todos vão estar conhecendo a verdadeira essência de cada um e caberá ao grupo buscar a harmonia na solução dos conflitos e atendimento das individualidades e características de cada um. Como tudo é dividido, os problemas também são de todos e fará toda diferença se o grupo for unido para enfrentar qualquer adversidade que possa surgir. Seja a falta de um lugar para dormir, não achar um posto aberto, FOOOMEE, trocar um pneu, resolver algum problema mecânico ou o problema exclusivo de alguém do grupo. UNIÃO É TUDO! VANTAGENS: Viajar de Kombi, comparado aos modelos tradicionais tem algumas vantagens BEM interessantes, então achamos legal listar algumas das principais: - LIBERDADE. Vocês decidem aonde e quando ir, principalmente se tiverem pesquisado bastante antes e levantado informações. Os lugares mais difíceis e inóspitos são os mais legais, mas sempre devemos pensar nos imprevistos e em como sair deles; - AMIZADES SINCERAS E VERDADEIRAS. Vocês vão desenvolver fortes amizades, afinal vão ser muitas horas de conversas, descobertas e experiências incríveis vividas e compartilhadas em grupo; - PASSE-LIVRE KOMBILÍSTICO. A maioria das pessoas vai recebê-los super bem e sorrir quando vê-los rodando por aí. Então aproveitem esta espécie de “passe–livre” e disseminem muita alegria e amor por onde passarem, afinal, colhemos o que plantamos. Lembrem-se, sempre serão os mais humildes que irão lhes tratar melhor, ajudar mais e discriminar menos; - SEGURANÇA. De certa forma É MUITO mais seguro viajar em um grupo de nove pessoas do que sozinho, então vamos aproveitar sem medo! - INFINITAS POSSIBILIDADES. Vocês poderão visitar uma quantidade muito maior de lugares do que se estivessem a pé ou de bicicleta. A rota base e o comprometimento do grupo em não se enrolar demais para acordar e arrumar as coisas serão os fatores definitivos neste quesito; - É MUITO ECONÔMICO. Não sabemos de que outra forma é possível rodar 10800km, visitar doze estados brasileiros durante trinta dias e gastar somente R$850,00, ou rodar 7000km, visitando cinco países da América do Sul e lugares inóspitos de turismo elitizado (Deserto do Atacama e Salar do Uyuni) e gastar somente R$800,00. Não parece real correto? Muitas pessoas gastam bem mais do que isto somente em passagens de avião ou hospedagem num período bem menor de tempo; - VAI MUDAR A VIDA DE VOCÊS. Experiências sempre nos transformam e esta é uma que definitivamente os fará pessoas melhores. Aqueles seres que embarcaram não são, nem de perto, os mesmos que desembarcam. Será um período tão intenso que costumamos dizer que este um mês de viagem (no nosso caso) equivale, no mínimo, a um ano de vida normal. Inclusive processar, compreender e absorver tudo o que foi vivido será um processo que exigirá tempo e reflexão PENSAMENTO POSITIVO: Este é o item mais importante de todos, DE VERDADE! Se tem algo que é real, trata-se do poder de nossos pensamentos, emissão e atração são a lei da correspondência vibratória que rege todo o universo, sua energia e matéria. Além destas viagens, já fizemos muitas outras e várias loucuras de todos os tipos em muitos lugares, e se tem algo que aprendemos através deste incrível portal que é a “Combi”, foi o poder de nossos pensamentos. Estamos aqui hoje sãos (provavelmente não) e salvos graças a isto. Cansamos de ouvir pessoas falando que a Kombi não passaria nem da metade do caminho, que não chegaria jamais aonde chegou. Este não é um veículo normal, é uma Kombi e elas tem poder, MUITO PODER \o/ Não podemos nos abalar nunca, ficar de birra, reclamando, reinando, brigando, JAMAIS! Se o grupo mantiver uma alta vibração NADA, NADA MESMO vai acontecer de ruim e todos os problemas serão solucionados sem prejuízos. Lembrem-se: TUDO É COMO TEM QUE SER, NÃO ADIANTA LUTAR CONTRA, MAS NÃO PODEMOS DESISTIR ATÉ QUE TENHAMOS EXPLORADO TODAS AS POSSIBILIDADES. Esperamos sinceramente e de coração que com essas dicas possamos ajuda-los a superarem qualquer auto-restrição para irem de vez atrás de seus sonhos e aventuras. Esta é somente uma vida passageira neste pequeno planeta azul, recebemos a dádiva da vida para aprender e evoluir. Então não é ficando parados no mesmo lugar a vida inteira que vamos nos descobrir certo? ESTÃO ESPERANDO O QUE?!?!?! CONSIDERAÇÕES FINAIS: Gostaríamos de relembrar que este guia contém as informações básicas para sanar dúvidas, ajudar a planejar e estimular a realização destas viagens. Sendo baseado na experiência que adquirimos através das três expedições citadas e demais incursões que já realizamos nestes cinco anos de experiência na lida Kombilística. Já se passaram muitos quilômetros, muitas cidades, estados e países, muitas pessoas, muitas histórias, muitas realidades, muitos perrengues, muitas alegrias, muitos momentos que ficarão eternizados apenas em nossas mentes e, principalmente, muitas experiências que se transformaram em aprendizados. Não somos donos da verdade, nem estamos definindo como as coisas devem ser feitas. Para cada tópico elencado, podem existir muitas outras formas de fazer, nenhuma mais certa ou errada do que a outra. Nosso foco é economia e aprendizado. Humildade é uma virtude louvável e apesar de não nos tornar pessoas “importantes” ou “famosas”, sempre nos abrirá muitas portas e caminhos de sabedoria. O ignorante é aquele que acha que não tem mais nada para aprender. O universo é praticamente infinito, assim como a experiência a ser obtida através de nossa interação com ele. Nós não nos responsabilizamos de forma alguma por quaisquer problemas que possam ocorrer advindos da utilização deste guia. Viver se resume em assumir riscos, cabe a nós decidir se estamos dispostos a corrê-los ou não. O que é fácil e garantido qualquer um poder fazer, enquanto o que é difícil e incerto, somente os poucos que estão dispostos e decididos poderão fazê-lo. Este material não possui nenhuma proteção de direitos autorais. Propriedades privadas ou particulares são invenções da elite que busca apenas o mantenimento de seus privilégios. Acreditamos na essência de cada um, no respeito, no amor, na consciência e no carma. Ao final do guia está um SELO de REPRODUÇÃO LIVRE, ou seja, tanto a cópia completa, como parcial deste material, além de não ter direitos autorais (como já citamos), é incentivada por nós para que estas informações possam ser disseminadas e difundidas entre aqueles que desejarem ir em busca de seus sonhos. Apenas gostaríamos que, se possível, citassem a fonte. Somente abominamos e condenamos a utilização deste material para benefício e promoção própria. Estamos e estaremos sempre disponíveis para sanar qualquer dúvida e fornecer qualquer ajuda através da nossa página no Facebook.
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  8. Olá, meu nome é Mariana Christiano, tenho 24 anos e moro no interior de São Paulo. Neste ano, no mês de Julho, embarquei em Guarulhos destino ao aeroporto de Viru-Viru em Santa Cruz de La Sierra (BOL), para começar um mochilão de 27 dias pela Bolivia, Chile e Peru. O roteiro do meu mochilão é um dos mais tradicionais, sempre relatado aqui no mochileiros.com, mas por mais tradicional que seja o roteiro, cada relato é tão particular que as experiências compartilhadas aqui no blog são sempre válidas. Então, neste meu relato extremamente pessoal, resolvi contar a viagem que aconteceu dentro de mim, enquanto conhecia o mundo afora. Sou praticante a algum tempo de yoga e meditação, participo de retiros, chás e afins que englobam toda esta filosofia de vida que possui traços budistas, mas que prefiro não vincular com nenhuma religião, e sim chamar de um processo de espiritualização do ser, totalmente particular e único. Com isso, que fique muito claro, que as experiências e técnicas que irei relatar aqui podem não servir para todas as pessoas, mesmo que elas tenham o mesmo desejo que eu: se autoconhecer. É preciso começar esse relato desvendando os mitos que giram em torno da meditação. A meditação não é uma prática onde a pessoa fica sentada na mesma posição por tempos sem pensar em absolutamente nada, pois (se fomos parar para pensar, rs) só de se pensar em não pensar em nada já se está pensando. A meditação prega apenas que a pessoa se atente ao presente, sempre resaltando que na vida é apenas este momento que importa. Por isso esse tipo de vivência é muito recomendada para ansiosos, angustiados e depressivos, pois se exclui as preocupações com o futuro e as angústias do passado. Partindo deste principio, vários tipos de meditação podem se aplicar em um mochilão, como por exemplo, meditações ativas, contemplativas, observativas, etc. Depois de embarcar em Santa Cruz e passar por algumas cidades cheguei no primeiro lugar em que achei digno de uma linda meditação, o Salar do Uyuni. A primeira meditação que pratiquei no Salar foi a contemplativa, que nada mais é que contemplar a beleza do lugar. Pode parecer simples, porém experimente contemplar algo bonito sem que na sua cabeça estejas pensando no que vai jantar hoje, ou no dinheiro que já gastou na viagem, etc. Tente apreciar a beleza do lugar e apenas isso, viver o momento presente. Observei toda aquela imensidão, e após isso me permiti me observar. Assim, sentei no meio do Salar e comecei uma prática meditativa chamada Vipassana, ou atualmente muito conhecida como Mindfulness, a meditação da atenção plena. Nesta prática, fechei os olhos e aproveitei todo o conforto do silêncio para me observar, desde minha respiração, até meus arrepios, meus pensamentos; e é só isso mesmo, parar e se observar, sem julgamentos ou repulsas. Se estiver feliz pela viagem, observe esse sentimento e o que ele provoca em você, ou se estiver triste (o que acho difícil naquele lugar maravilhoso, mas pode acontecer) observe também, investigue-se. Depois me levantei, tirei fotos, conversei e deu tempo de fazer tudo, ou seja, apreciei com calma toda aquela experiência única. Por isso sempre recomendo para amigos interessados em conhecer o Salar do Uyuni o percurso que dura três dias. Vale muito apena e se tem um bom tempo para tudo. (Observação: em épocas que o Salar está coberto com uma camada de água, a meditação Vipassana pode ser feita em pé, o importante é apenas manter-se com a coluna ereta) As noites no Salar do Uyuni também são um espetáculo a parte. O céu é completamente límpido e a falta de luz ao redor permite que nossos olhos se acostumem com o céu e ao passar de cada minuto é possível ver mais e mais estrelas. Não preciso nem repetir que a meditação contemplativa aqui é fácil, mas além de contemplar as estrelas podemos usá-las como um objeto fixo de meditação. Muitas vezes quando estamos com a mente agitada, podemos escolher um objeto para observa-lo durante um tempo. Esse estado é para simplesmente focar a mente em um ponto fixo. Porém, é mais tedioso quando esse ponto fixo não oscila em absolutamente nada, por isso as estrelas e o fogo são ótimos objetos meditativos. Deite no chão próximo ao seu hostel de sal, aprecie e observe o que será, provavelmente, um dos céus mais lindos que verá em sua vida. Essa noite é um verdadeiro privilégio! Depois do espetáculo que foi o Salar, cruzamos a fronteira e chegamos ao Chile, mais precisamente na pequena e apaixonante "cidadezinha" de San Pedro de Atacama. O lugar oferece mil e uma opções de passeios, e em todos eles é possível contemplar, observar e investigar a paisagem e o eu. Desde um banho congelante na Laguna Cejar, que fará você descobrir dores nunca antes sentidas pelo seu corpo, até passeios de bike totalmente relaxantes. Como nesse último exemplo, tive o prazer de pedalar pelas formações rochosas da Garganta Del Diablo, uma verdadeira meditação ativa. A meditação ativa é simplesmente focar na atividade que esta sendo realizada. Posso exemplificar esse estado com uma atividade simples: lavar louças. Quando lavamos louça geralmente não prestamos atenção na atividade em si, estamos ouvindo o jornal, pensando no almoço, etc; Com isso na meditação ativa se propõe que prestemos atenção na atividade em si, e assim no passeio de bike me propus a viver o momento presente, observando meu ritmo, respiração, pedaladas e equilíbrio. Em uma atividade física o controle da mente é crucial, principalmente quando é necessário superar limites. Fazia no mínimo 15 anos que eu não pedalava, não foi fácil, mas foquei e fui. Creio que nossos limites são impostos por nossa própria mente, é preciso sempre focar em superá-los. Medite sobre suas dificuldades. Ainda no Chile, conheci a cidade de Arica, a única em meu roteiro que é banhada pelo oceano. Oceano este que eu ainda não conhecia, o Pacífico, e que prazer enorme foi vê-lo pela primeira vez. No centro da cidade existe o morro de Arica, um ponto com 130m de altura que conta com um mirante e uma vista do oceano lindíssima. Nem preciso dizer que contemplei muito aquele lugar, e senti toda a sensação maravilhosa que a brisa do mar provoca em nosso corpo. Fiquei na cidade apenas um dia, mas como sou apaixonada por água, confesso que essa parada fez toda a diferença para mim. Sensações que só quem tem mar até no nome, irá entender. Finalmente chegamos ao Peru, último país do roteiro, mas com muita coisa linda ainda para conhecer. Passamos por várias cidades, muitas horas de viagem dentro de ônibus e vans, por vários dias, conhecendo muitos pontos do país, sempre em direção a mística Machu Picchu. Chegando em Cusco, fechamos os pacotes mais básicos para conhecer as construções Incas. O que posso concluir com isso? Que todos os percursos que poderíamos fazer a pé, a fim de economizar, nós fizemos! E que lindo foi ir da famosa hidroelétrica até Águas Calientes caminhando, fico pensando como seria sem graça fazer todo aquela trilha em apenas 30 minutos de trem. Ar puro, barulhinho das águas do rio por todo o caminho, sombra e zero pressa. Com quase nenhum trecho de subida ou descida, é só caminhar, contemplar, sentir e ser feliz. Dizem que o importante na vida é realmente isso, não é? Não só buscar a felicidade, e sim ser feliz durante todo o caminho de busca. Eu estava indo de encontro a uma das 7 maravilhas do mundo, mas durante todo o caminho eu já fui privilegiada. No dia seguinte madruguei e segui também de trilha para Machu Picchu, e nesse percurso assumo, perdi o foco. A escadaria é de tirar o fôlego de qualquer maratonista olímpico, mas cada um no seu ritmo, todos conseguiram chegar. Completei o percurso em uma hora, cheguei antes até dos meus amigos que foram de ônibus e por um pouco não vi o nascer do sol lá de cima. Lembro-me que era uma segunda-feira, a menos monótona e mais desafiadora da minha vida até hoje. Machu Picchu em si é linda e mística mesmo, mas é uma verdadeira competição por espaço. É enorme, mas cheia de turistas por todos os cantos, e confesso que preciso de calmaria para apreciar, pois ao contrário observo mais as pessoas do que o lugar em si. Naquela manhã minha felicidade verdadeira foi descobrir, quase já na hora de ir embora, a trilha da Ponte Inca. Praticamente vazia, apreciei uma das vistas mais lindas (e altas) da minha vida. Ao som do vento e alguns pássaros, ali eu não sei explicar por que, mas chorei por um tempo. Uma mistura de gratidão e felicidade tomou conta de mim, e nos poucos, mas maravilhosos minutos que passei ali pude enfim agradecer por todos aqueles momentos que estava vivendo. Fui capaz até de me adiantar e já agradecer pelos próximos dias que ainda viajaria. Agradeci por quem veio comigo, por quem esbarrei no percurso, e até por quem o meu caminho não cruzou. Minha viagem, graças ao universo, foi sem contratempos sérios e isso era um enorme motivo para agradecer, principalmente para mim, mochileira de primeira viagem. Nesta manhã percebi que agradecer é meditar com amor, amor do mais puro. Depois de alguns dias retornei para casa, e assumo que foi difícil meditar no meu presente tão sem graça perto das lembranças que tinha no meu coração. Aos poucos fui me reacostumando com o ritmo calmo e um pouco entediante da vida normal porém, sinto que o golpe é mais brando quando se tem a sensação que todos os momentos foram vividos, contemplados e sentidos inteiramente. Dizem que a energia está onde nosso pensamento está, e hoje concordo com isso fielmente, pois minha energia foi conduzida certeiramente para cada lugar que relembrei neste texto, e sinto que isso também é emanado por cada relato que leio aqui no mochileiros.com. Por fim, meditar não é nada de mais, é apenas viver a vida nua e crua, seja aqui, na Bolivia, no Chile ou no Peru, em qualquer lugar desse planeta, ou até fora dele, quem sabe!? Medite, toda positividade precisa circular, ESPALHE!
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  9. De volta ao Piauí. Por uma causa nobre, muito mais que nobre. A Serra da Capivara. Não sei exatamente quando a Serra da Capivara entrou no meu subconsciente. Nos anos 90 eu gostava de ler e folhear (então raros) livros sobre parques nacionais, nem sempre atualizados. Talvez ele já estivesse lá e talvez tenha entrado no meu subconsciente desde então. Mas não me lembro. Sei que entrou na lista dos lugares a ir nos últimos anos, quando passei a ler e pesquisar com mais frequência sobre lugares a se conhecer no Brasil (e no mundo). No momento que talvez tenha sido o último suspiro do Brasil antes do coma, a Serra da Capivara figurou com merecido destaque no encerramento das Olimpíadas do Rio 2016. Ela, a Serra da Capivara, já estava em alta nos meus planos naquela época. Faltava o plano e a chance. Estive no Piauí pela primeira vez num fim de semana cheio, onde conheci alguns pontos turísticos de Teresina e fui conhecer o espetacular Parque Nacional Sete Cidades, no interior. Foi uma ótima viagem, mas não voltei mais ao Estado. Não é fácil conseguir passagens a preços promocionais para Teresina. E nem dessa vez conseguimos: a passagem foi emitida com milhas smiles, vários meses antes. Custou cerca de 36 mil milhas ida e volta para cada um. Considerando que as milhas smiles são um tanto inflacionadas, achei bom negócio. Quando / clima Busquei muito para o Carnaval, época (teoricamente) já de chuva na área. Sempre achei que precisaria ao menos de 5 dias por lá, já contando os dias quebrados de ida e volta. Mas acabamos fechando para outro momento. Foi no feriado de 12 de outubro (2017). Com a forca na sexta-feira, era um momento talvez ideal para conhecer a Capivara. Mês do BRO, ou seja, secura total. Isso é o que eu achava, com base no que me lembrava de Sete Cidades. Mas o Piauí é grande e as regiões têm climas variados, e ali já me parece ter mais o perfil do Brasil central, com o meio do ano mais seco. Outubro por lá já seria mês de começar a chover. Não choveu dia algum, e fez o tradicional sol escaldante da caatinga brasileira. Outubro, por ser tido como mês de transição da secura para o começo da chuva, também é tido como um dos mais quentes. Rafael, nosso guia, disse que habitualmente estaria mais quente do que a temperatura que pegamos. Pegamos céu estalando de azul todos os dias. Havia algumas nuvens no começo e no fim do dia, no máximo. A paisagem da Serra da Capivara muda radicalmente, dependendo da época do ano. Em outubro estava aquele visual seco de caatinga. Em períodos de alguma chuva, o cenário esverdeia fortemente. Veja o contraste do local entre época chuvosa x seca O Parque Nacional da Serra da Capivara O parque foi criado em 1979. Consta que nos anos 60 uma arqueóloga brasileira, Niède Guidon, estava numa exposição de pinturas rupestres em São Paulo quando um morador de São Raimundo Nonato informou que havia diversas daquelas na cidade dele. E aí a coisa começou. Uma expedição franco-brasileira foi ao local anos depois e foi descobrindo esse tesouro arqueológico que veio a se chamar Parque Nacional da Serra da Capivara. Conforme descrito na wikipedia (em 23 de outubro de 2018), “Área de maior concentração de sítios pré-históricos do continente americano e Patrimônio Cultural da Humanidade - UNESCO. Contém a maior quantidade de pinturas rupestres do mundo.” Estudos em função de achados por lá alteraram concepções arqueológicas vigentes até então. O Museu do Homem Americano indica essas mudanças, ainda que com uma linguagem enviesada. Diversos dos sítios arqueológicos estão abertos à visitação (somente com guia), dentre os outros ainda mais diversos existentes. Há também sítios históricos, há as formações rochosas, a fauna, a indefectível e espetacular vegetação da região. Se eu me conheço bem, caso estivesse sozinho por lá, sem guia, iria querer entrar em cada trilha sinalizada para visitar cada toca ou sítio que estivesse no caminho. Levaria dias, semanas visitando cada um. Mais ou menos como fiz no Camboja (eu me lembro até hoje do menino que nos levava de tuk tuk dizendo que não havia mais templos interessantes, e eu sacava mais um do meu mapinha, pedindo para ele parar – e, para mim, era sim mais um templo interessante!) ou em Bagan (onde era inviável conhecer todos os templos, ainda que tenhamos ido em diversos). Mas é necessário desencanar e confiar no seu guia. Não é para tanto, não precisa entrar em cada um, a não ser que vc seja um pesquisador ou coisa parecida. O guia sabe quais tocas ou sítios que tem pinturas mais interessantes, ou que tem visuais bacanas. E o guia saca os interesses do grupo. Uma boa ideia, tendo tempo, é comprar o livro sobre o parque (vende em algumas guaritas e no Museu do Homem Americano), estudar as trilhas e mapear o que vc quer fazer, eventualmente trocando ideia com o guia. O parque é muito bem sinalizado, com setinhas indicando tocas, sítios, trilhas e etc. Escadas de ferro, degraus em rocha ou pedras cimentadas (ou coisa parecida) mesmo. Estradas de terra transitáveis numa boa por carros baixos (foi sem chuva!), guaritas organizadas, acesso controlado. Somente com guia. Estrutura muito boa. Acima do padrão Brasil. Como / Transporte Não é simples chegar. Fica a mais de 500 km de Teresina. E mais de 300km de Petrolina. Tem aeroporto, e já tem cia aérea voando para lá duas vezes por semana. Os voos não me atendiam (nem por logística, nem por preço), Petrolina não me atendia (idem, nem logística, nem preço), de modo que o jeito era ir por Teresina, que tinha boa logística: chegava na quarta-feira de noite, voltava na madrugada de domingo para segunda-feira. De Teresina seguiríamos de carro para São Raimundo Nonato. Alugamos um carro. Como iria encarar viagem de 500+ km e ainda rodar pelo parque, não mesquinhei dessa vez: nada de basicão, o carro tinha de ter ar e direção. Consegui na Localiza o que achei ser um bom preço para 5 dias, a 465 reais. De combustível gastamos ainda uns 350 reais. Embora várias fontes confirmassem que a viagem dura cerca de 6 horas, o google maps indicava mais de 7. Na dúvida, assumi o pior tempo. Mas as 6 horas se confirmaram. Saímos pouco depois das 6 da matina de Teresina, chegamos ao hotel em São Raimundo Nonato (SRN) quase meio-dia. Com duas paradas no caminho para esticar pernas e/ou abastecer. O waze indicava uma rota meio louca, acho que não considera algumas das estradas existentes. Reforçou minha concepção de que o waze para estradas no interior não é tão eficiente como o google maps. O maps dava o caminho que eu queria seguir. Floriano, Campo do Buriti, SRN, a grosso modo. Importante: mesmo com estradas em ótimo estado, não há pedágios. Desconheço outro lugar no Brasil que conjugue isso: estradas boas não pedagiadas. Sobre combustível: na ida abasteça em Campo do Buriti, última cidade antes de SRN. Combustível por lá estava na faixa de 4 reais (gasolina), enquanto em SRN estava por 4,3. Em Teresina é mais em conta. De Floriano a Campo do Buriti a gasolina estava na faixa de 4. Além dos 500+ km de distância entre Teresina e SRN, vc ainda vai rodar bastante na região do Parque. Qualquer saída, para qualquer das entradas, significa dezenas de kms a rodar. Dentro do parque vc rodará outras dezenas de kms tbm. No total rodamos mais de 1.500 km nos 4 dias. Não dirigia tanto assim havia 20 anos, quando percorri a clássica Rota 66 (dirigi muito mais que isso naquela viagem). Eu achava que dessa vez seria bem mais cansativo do que foi na prática. No fim das contas, achei bem tranquilo. A qualidade do asfalto é bem acima da média brasileira, em praticamente todo o trajeto. Havia obras na saída de Teresina, dentro das cidades é padrão Brasil e já havia alguns buracos entre Campo do Buriti e SRN. Fora isso está muito bom. Longos trajetos retos sem carro nem nada à vista, mas é necessário ter muito cuidado com animais na pista, sobretudo cabras. Uma delas atravessou bem na nossa frente e numa curva. Felizmente não estávamos em alta velocidade. Há burros também, eventualmente. Guia Todos os passeios no parque precisam de guia. A página do parque indica os guias credenciados (mas acho que nem todos). Eu não tinha indicações. No extraordinário relato do Diego Minatel, ele falava do Zezão, mas não achei contato dele. Contatei inicialmente o Wilk (089-81300291), que tinha sido o guia do Ricardo Freire. O Wilk respondeu rapidamente, mas já tinha compromisso para o período. Acho que contatei um mês antes da viagem. O Wilk foi excelente: mesmo ocupado no período, preocupou-se em me indicar outro guia, além de me dar diversas informações sobre o parque. Muito bom! Acabou que o guia indicado pelo Wilk também tinha compromisso e me indicou o Rafael Martins (089-81324551 / 089-94533761). Rafael foi ótimo! Dosou, na medida certa para nós, caminhadas com visuais das espetaculares formações rochosas e pinturas rupestres. Digo isso porque o interesse do visitante varia bastante: vc pode querer fazer longas caminhadas, ou nenhuma caminhada, ou pode querer visitar o quanto puder das pinturas, ou pode querer fazer programas leves de manhã e à tarde, fugindo do sol. Falei com Rafael que queríamos passar o dia inteiro fazendo passeios, sem pausas para almoço (nossos guias sofrem!) e explorar pinturas, visuais e fazer caminhadas. Ele fez roteiros que preencheram isso perfeitamente. Eu tinha alguns lugares que queria conhecer necessariamente e disse isso a ele. De resto, deixei nas mãos dele que organizasse. Sempre sobrava algum tempo, e ele sempre encaixava algum passeio adicional. Muito bom mesmo. Tínhamos a tarde da chegada, dois dias cheios e a manhã do dia de ir embora. Acho que conhecemos mais que o principal das áreas mais acessíveis. A diária do guia estava em 150 reais, e isso já me foi colocado desde o começo pelo Wilk. Dia inteiro, meio dia, só um passeiozinho, não importa, o preço era esse para o dia. Para o grupo, não por pessoa. Eu acho que é negociável, mas achei justo o valor. O Rafael ficava conosco desde o café da manhã até escurecer. Excelente. Saíamos do hotel umas 7 da manhã e voltávamos já escurecendo ou de noite mesmo. A entrada no parque custa 16 reais por dia por pessoa. Estrangeiros pagam o dobro. Já deixamos pago todos os dias logo na chegada, isso facilitava o acesso nos dias seguintes. O lance de pinturas rupestres nunca foi algo que me cativasse, sinceramente. Lembro-me de ver algumas muito bacanas em Sete Cidades, lembro que Urubici também tinha alguma coisa, e outros lugares que já nem me lembro mais. Eu achava interessante, mas não era algo que me impulsionasse a visitar. Mas a Serra da Capivara é isso! Eu estava lá para ver pinturas rupestres também. Inteiramente desencanado de buscar compreender significados, embora praticasse esse exercício eventualmente. Voltei maravilhado. Fauna Muitos mocós. Em tudo quanto era lugar do parque encontrávamos os mocós. Ou corriam, ou faziam estátua. Eram graciosos. A presença deles nas cavernas e tocas, quando não visível, é facilmente identificável pelos cocozinhos que deixam de rastro. Parece que estão ameaçados de extinção em outros lugares. Por lá eles são figurinha fácil. Mocó Além dos passarinhos de montão, inclusive andorinhas, vimos macacos, veados, lagartixas-da-serra, porcos do mato. Tem onça no parque também, mas só vimos (possíveis) pegadas. Esse era meio domesticado Macaco-Prego Comer O hotel tinha café da manhã, então somente jantávamos. Primeiro dia no Varandas, muito bom. Fica na rua do agito (acho que Avenida dos Estudantes), com restaurantes de mesas na calçada. Churrasco e acompanhamentos. 50 pratas a picanha pra 2 pessoas. Segundo dia no Bode Assado do Tanga, também muito bom. 39 reais o bode para 2. Ambiente bem simples, não se iluda. Terceira janta foi dividida entre o Donizete, onde saboreamos uma saborosa paçoca (carne seca) com queijo coalho, e depois a pizzaria do Paulinho, famosa por ter calzone de carneiro, mas que não tinha carneiro naquele dia! Comemos pizza “normal”, então. Eu gostei, Katia não. Galera tradicionalmente almoça no restaurante que fica do lado da fábrica de cerâmica. Estivemos lá uma vez, mas não almoçamos. Esquema buffet, mas que vc paga extra se desperdiçar. Comida parecia boa e cheirosa.
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  10. Oi Diego Nem sempre eles usam o Caravan no tour rsrsrs. É um lugar muito diferente: sem calçadas, sujo, 90% das casas de madeira, valetas de água nas ruas (não sei se era esgoto). O mar é muito feio, puro barro. Quanto a segurança, sinceramente não me senti menos seguro que por exemplo, no RJ...
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  11. Foram direto. Fiz isso até pra economizar com guarda-volume. Despachei minha mochila em Brasília e só peguei em Cartagena.
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  12. Olá @LF Brasilia, Estamos partindo de São Paulo/SP. Não temos companhia aerea definida, o plano por enquanto é pesquisar uma opção barata para 2 adultos. Sim, temos disponibilidade para chegar em Amsterdam dia 01/08, nossas datas são flexíveis contanto que não excedam muito além de 30!dias devido ao orçamento. Em Portugal temos amigos em Lisboa e consequentemente hospedagem. O casamento será dia 04/09 em Sorrento na Italia, e o plano é ir somente para o casamento mesmo. Pelo que verifiquei Roma seria o aeroporto mais próximo certo? Muito obrigada pela atenção! Abs
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  13. Ainda aguardando o carinho de vcs em me ajudar com esse roteiro pretendido...
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  14. @lucasggustavo , tem que ir acompanhando os preços e comprar no melhor momento. Até uns 4-3 meses antes da viagem talvez seja válido aguardar para tentar preços melhores. Sobre Atenas, faça tudo que é possível lá, como disse, não é uma cidade muuito grande, mas o que tem é incrível, tem que ir em todos pontos, monumentos históricos. A cidade é bem legal , para sair de noite e tal, comer, ouvir uma música. Não sei se já está considerando no seu roteiro, mas fazer as ilhas também acho que vale muito a pena. Neste caso, cuidado ao fechar hospedagem em Atenas, pq em muitas delas no mínimo uma noite você vai precisar passar. Tem desde as mais próximas que você vai e volta no mesmo dia até as mais distante e famosas, Mykonos, Santorini, etc.
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  15. Olá, @Camila Ambrosino ! Sinto que ajuda se você disser qual o seu ponto de partida e o que é um valor razoável para você, bem como se pretende acampar ou ficar em hotéis/hostel e se o deslocamento será de carona, carro próprio, ônibus ou avião.
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  16. hahahaha a gente tava com um guarda-sol, mas ele queria ficar bronzeado e ficou lá no sol (mesmo eu avisando), no final de 3 dias já estava com inicio de insolação hahaha
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  17. Obrigado! Pode deixar que farei sim, é o mínimo a se fazer depois de tanta ajuda que consegui lendo os relatos, as dicas, as dúvidas.
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  18. Envio poucas fotos, em breve posto mais meu Instagram: @diegodacostaphotos O início da viagem deu-se no aeroporto de Salvador, e às 9h já estávamos saindo (minha namorada e eu) com um carro alugado indo em direção ao Pelourinho comprar um presente para um amigo... Saímos de lá às 10h30, pois a viagem para Ibicoara (área rural) seria longa, uns 580 km para ser bem exato, e ainda queríamos dar uma conferida no Poço Azul, que fica no distrito de Nova Redenção, e a entrada fica no trajeto. Por que não ir à Lençóis primeiro? - Bem, fomos lá ano passado e fizemos o roteiro básico/clichê (Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Grutas, Pratinha e Morro do Pai Inácio, no segundo dia, e Vale do Capão com Cachoeira da Fumaça por cima no terceiro. Sim, e o primeiro? - Estive em Fortaleza e Jericoacoara durante a semana, indo direto para Chapada, e um diarreia me pegou no primeiro dia, pode ter sido a mistura de temperos. Kkkkk. Lá percebemos a imensidão e beleza do Parque Nacional e o retorno seria inevitável, já que só tivemos 3 dias em 2016. ...VOLTANDO PARA 2017 CHEGANDO EM IBICOARA Chegamos em Ibicoara umas 21h e perguntamos ao frentista do posto de combustível como chegar na zona rural, pois lá é seria melhor para armar a barraca e fazer as cachoeiras da Fumacinha e Buracão, seguindo aos valiosos relatos que alguns postaram aqui. Do centro da cidade para nosso destino final são aproximados 30 km em estradas de terra, chovia bastante (ÓTIMO para a região, que sofre com estiagens) desde Mucugê e nos preocupava a possível situação da estrada, visto que era um carro sedan e nosso guia Luciano (Associação Bicho do Mato) nos aguardava até às 19h, pelas estimativas de chegada. Com as dicas que Luciano deu foi possível chegar em sua residência às 21h45, o que foi bom, pois o medo do carro quebrar e ficar no meio do mato sem apoio estava constante. Por que ficar na casa de Luciano? Ele é guia, muuuiiittttoooo experiente e atencioso, diga-se de passagem, e também hospeda as pessoas na casa dele, podendo ficar dentro da sua casa, com café da manhã e janta, como também armar a barraca, e ainda sugere outras opções, como também fizemos. Ah, para fazer as referidas Fumacinha e Buracão, ficar no Baixão (zona rural) é melhor,do ponto de vista logístico, carismático, e por aí vai. Enfim, dormimos em segundos, após uma viagem ultra-cansativa. CACHOEIRAS IBICOARA PARTE 1 (FUMACINHA POR BAIXO) 18 km Acordamos com aquele clima friozinho maravilhoso, tomamos café da manhã, que estava uma delícia (penso naquela tapioca quase todos os dias) e começamos a conversar com ele para que nos explicasse um pouco sobre as duas cachoeiras que tínhamos acertado fazer. Ah, não tínhamos percebidos a beleza inexplicável daquela localidade (que não cabe em nenhuma lente fotográfica, apenas na memória), pois nosso campo de visão a noite era até onde os faróis alcançavam. A conversa com o guia (alguns chamam de briefing) é importante para ele explicar detalhes como o tempo (chuva e tal), grau de dificuldade e sobre a possibilidade de abandoar caso o tempo mude. Estamos iniciando em trekkings e temos equipamentos básicos, botas confortáveis, capas de chuva e por aí vai... é muito interessante, pois estamos em ambientes diferentes da nossa zona de conforto e estar preparado para possíveis situações é essencial. Uma dica: leia fóruns sobre equipamentos básicos e compre aos poucos, pois dói menos no bolso. Tinha chovido na região por 3 dias, e pela manhã havia previsão de continuar, como pouca possibilidade, mas o tempo na Chapada muda em segundos, podendo haver mudança de planos. Começamos a trilha em um ótimo horário e clima então percebemos o grau de dificuldade que tinha sido relatado em vários relatos e blogs, mas para quem não é sedentário e gosta de se movimentar (caminhadas, corridas, bikes, etc) não há problemas algum, a adaptação a trilha de pedra é muito rápida. As pedras estavam muito escorregadias, foi preciso andar com muita cautela para não cair, e mesmo assim consegui quebrar meu bastão de caminhada, ruim para se adaptar sem, mas ótimo para saber que é possível fazer tudo sem ele, embora os joelhos não agradeçam tanto quanto antes, nas subidas, e principalmente nas descidas. Com as paradas para lanche chegamos em aproximadamente 3h30 e a paisagem é fenomenal, quando avistamos a fenda, um raio de sol (dura 15 minutos por dia) batia na pedra que faz parte daquela beleza natural, é indescritível. A cachoeira estava com água, e por mais de um mês estava sem, devido à estiagem que se fazia presente nos dias anteriores ao nosso, fomos os primeiros a avistarem ela, pois algumas pessoas não ia lá devido a isto, o que não perde o valor daquela beleza natural que Deus criou com muito carinho. Contemplamos por quase 1 hora, pois a volta deveria ser no mesmo dia. A volta foi um pouco mais rápida, não menos cansativa, pois a exaustão se fazia presente e os trovões já anunciavam mais chuvas, e quando chegamos ao fim um caldo de cana nos espera, é muuuiittto válido. Ah, neste local também é possível acampar, lá é o início da trilha que dá na cachoeira. Uma janta maravilhosa nos aguardava na casa de Mariana (paulista) e James (inglês), pois fomos indicados por Luciano e acertamos na noite anterior de ficar lá no segundo pernoite, devido a um pequeno imprevisto, e a conversa com eles foi muito boa, são pessoas ótimas, que recebem todos de braços abertos. CACHOEIRAS IBICOARA PARTE 2 (BURACÃO) 7km Acordamos na barraca com uma vista linda para aquele enfileirado montanhoso, típico da região, e outra refeição nos aguardava, um excelente café da manhã, outras conversas deram continuidade (parecia que já nos conhecíamos de outras encarnações) e Luciano já chegava para darmos início a mais uma trilha, porém de lá já deveríamos seguir destino para começar o Vale do Pati. Nos despedimos, desmontamos a barraca e seguimos destino de carro até o início da trilha. Uma trilha bem mais fácil que a do dia anterior, fizemos em 30/40min, mas há quem faça em 2h, depende do ritmo cada. Chegamos no início do cânion, as águas nos aguardavam, e entramos com os coletes (obrigatórios) e fomos nadando até a cachoeira, com aquela vista fenomenal, muito impressionante. Fomos até a base, entramos na cortina atrás da queda, pulamos, êta mundo bom, agradeci a Deus todos os dias por estar lá muito bem acompanhado e recepcionado. Na volta conhecemos a cachoeira por cima, e outras cachoeiras até que nos despedimos de Luciano para ir em uma hospedaria em Mucugê. NOITE EM MUCUGÊ Chegamos em Mucugê no final da tarde, uma cidade bem “caretinha”, que tem seu charme e encanto. Ficamos em uma hospedaria simples, só para passar a noite e seguir cedo para o povoado do Guiné, iniciar o Vale do Pati. A noite de lá pede uma boa pizza, um café, ou outra coisa que tenha vontade, lá é simples, mas muito bem servido de alimentação pronta, caso desejem. VALE DO PATI (3 dias) +- 50 km Saímos de Mucugê às 7h para iniciarmos o Vale do Pati, que não foi feito em travessia, a exemplo de Guiné-Capão ou Mucugê-Capão ou Andaraí-Capão (ou vice-versa), pois estávamos com carro alugado e não achamos interessante que alguém fizesse a travessia de um povoado a outro sem ser meu, sabe? Enfim, a possibilidade de fazer circuito também é muito válida, e não deixamos de conhecer nada previsto para nossa programação. O guia Rogeer, muito responsável e preparado da Associação de Condutores de Visitantes do Vale do Capão- ACV-VC estava nos aguardando no povoado do guiné para iniciarmos mais um trekking, e outro briefing foi realizado, as mochilas foram pesadas, para verificação do peso, etc, e perguntado sobre nossos equipamentos estavam em condições, pois é muito importante estar com eles no Pati. O clima nublado do dia ajudou na subida pela rampa, que é um indicativo da sua condição de saúde física, concluímos em uns 40/50min, paramos no topo para tomar água e comer um lanche de trilha esperto. Este momento é essencial para que o guia perceba o ritmo de cada um, e faça um trajeto modelado ao grupo. Segundo ele fomos muito bem, e gostou de saber que já tínhamos feito duas nos dias anteriores, o que, certamente, seria bom para ele, menos problemas poderiam seriam enfrentados. Seguimos pelos gerais do rio preto até a vista esplendorosa do Mirante do Pati, que ficamos por lá contemplando por um bom tempo, e entendendo com seriam as trilhas nossos dias seguintes, pois de lá dava para ter uma noção panorâmica. Descemos a rampa do mirante (senti falta do meu bastão), passamos na frente da casa de sr. Wilson e ficamos na casa de Miguel e Aguinaldo. Daria para deixarmos as mochilas e fazer algo por perto, mas resolvemos descansar um pouco. Todas as casas que passamos tem a opção de diária completa (hospedagem, café da manhã e janta), que é muito bem servido com uma qualidade impressionante, como também a opção de camping, colchão e isolante térmico, e você também pode utilizar a cozinha coletiva (levando sua comida na mochila, o que pesa bastante ou comprando para fazer lá, com um preço mais caro, devido ao transporte de mulas e de difícil acesso), contribuindo de forma diferenciada. No segundo dia, após do excelente café da manhã, seguimos para o Morro do Castelo com passagem pela gruta (levem suas lanternas e pilhas extras), vislumbramos aquele mirante impressionante, tomamos um vento frio, que doía até na alma, fomos em outro ponto deste, e seguimos para relaxar na cachoeira dos funis. De lá seguimos para o pernoite na Igrejinha, e claro, uma janta TOP. Testando fotos com alta exposição na gruta do Morro do Castelo: No terceiro dia, após outro excelente café da manhã, seguimos para o Cachoeirão por cima, e o sol deu as caras. Relembrei que o sol da Bahia queima até a alma, mas nem cogitei legar protetor solar, pois ele polui os rios, e sim roupas que fazem o mesmo, e chegamos lá depois de uma luta contra o calor. Beba muita água, pois é extremamente necessário que você esteja hidratado. Chegamos no mirante e ficamos mais uma vez impressionados com a beleza e a imensidão daquele lugar maravilhoso que Deus criou. Quando estávamos lanchando pensei em cancelar o 4º dia no dia no Pati, pois pelo nosso planejamento ele seria “menos aproveitado” e já estávamos cansados (mentalmente e fisicamente), porém muuuuiiittttoooooss realizados, então conversei como Rogeer para a possibilidade de voltarmos e fazer algumas cachoeiras na rica região do Vale do Capão, e ele aceitou numa boa, e pediu que nos preparássemos para a caminhada que seria uma de dois dias em um, já que seria de retorno. Voltamos nas pressas e o sol das 14h já batia forte, sentimos o quanto os dias nublados e de chuva foram generosos, subimos o mirante mais uma vez, descansamos, e seguimos pelos Gerais do Rio Preto até descer a rampa do Guiné, onde o carro nos aguardavam. Seguimos para o Vale do Capão (amamos aquele lugar mágico) em uma estrada de terra, que deve ter uns 50km, até chegar, e achar um camping próximo a vila. Atualmente, vivem no Pati, cerca de 5 famílias que dependem exclusivamente do turismo consciente, então, se pretende ir, vá com respeito a natureza e a eles, e se possível, estimule a permanência destes, assim como fiz, para que outros possam usufruir como eu, outras pessoas que me estimularam com seus relatos e outros que também pretendem ir. VALE DO CAPÃO – CACHOEIRA ANGÉLICA E PURIFICAÇÃO – 7km Acordamos, tomamos café e fizemos as cachoeiras Angélica e Purificação, que é uma trilha leve, muito tranquila, e de lá resolvemos voltar e não ir nos Gerais do Vieira, pois meus pés pediam um pouco mais de descanso. Então lembrei da Pratinha, lá em Iraquara, que seria bom para um descanso final. PRATINHA – sem trekking Do Capão até a Pratinha são uns 60 km, e chegamos lá para um merecido descanso e recarregar as energias. LENÇÓIS – sem trekking Após a Pratinha, resolvemos pernoitar em uma hospedaria bem simples, mas organizada, para ficar mais fácil sair da Chapada, e não perder o vôo, que era um em um horário que se ficássemos em outra cidade teríamos que acordar bem mais cedo que ás 6h. Esperamos ter ajudado, tentamos ser mais objetivos, mas cada detalhe do relato foi pensado com carinho. DICAS E SUGESTÕES Alugar carro em Salvador, mesmo tendo o Pati e o carro ficando parado? - Sim, para o roteiro que queríamos fazer, foi essencial, e o custo se paga, mas se puder economizar, ótimo. Todos os lixos das trilhas devem voltar com você, inclusive aquela lata de sardinha, pois a natureza passa anos para decompor certas embalagens. Sugerimos fazer trilhas com guias de associações, pois eles são responsáveis por uma condução segura, além de trabalharem voluntariamente em incêndios florestais, busca e resgate, além de serem muitos competentes e sempre estão fazendo diversos cursos de aperfeiçoamento, entre outros. Além de serem muito bem recebidos nas casas dos nativos. Obs. Um turista espanhol ainda não foi localizado, após uma trilha sem guia e sozinho, mesmo depois de meses de procura pelos voluntários de associações e cães farejadores de referência nacional. O que fiquei intrigado, pois desde que fui ano passado ele já tinha sumido. Antes de ir, procure exercitar-se, para estar bem fisicamente pois este tipo de turismo é para quem estar bem preparado, pois o socorro lá é realizado de forma precária, mas eficiente. Tente não precisar dele, que seu corpo agradece por isso. O planejamento é tudo, por isso mando meu relato com os custos básicos de uma planilha que fiz, quem quiser é só pedir que envio no e-mail. Para terem uma ideia, com tudo isso que fiz, não tivemos despesas extras, e a km do carro deu 1293, apenas 33 a menos que a previsão. A Chapada Diamantina, principalmente estes locais que conhecemos este ano possuem uma vibe muito positiva, o que permite você dar um banho de positividade na sua alma, energizar-se espiritualmente, tendo a possibilidade de troca de experiência com nativos, estrangeiros, mais que brasileiros até, desenvolvimento do senso de responsabilidade com a natureza, economia de recursos, boa alimentação e outras coisas que vocês só podem descobrir quando visitarem aquele paraíso. Ah, com certeza terei um retorno. Será a 3ª vez, e devo fazer a Fumaça por baixo (Capão- Lençóis). Deu para entender porque tanta gente escolhe esses lugares para viver e ser feliz? CUSTO: CARRO, COMBUSTÍVEL E PEDÁGIO (7DIAS): R$1.000 GUIAS: R$780 HOSPEDAGEM: R$ 400 ALIMENTAÇÃO (EXTRA): R$ 130 Ah, sempre tenham uma reserva para emergências Contato de Luciano (Ibicoara) - Facebook: Luciano Guia Bicho Contato de Rogeer (Pati) - Facebook: Rogeer Cronus Mais fotos exclusivas? Meu Instagram: @diegodacostaphotos
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  19. perdi a cnh e um cartão de crédito ....foi tenso, se o voo não atrasasse perderia ... não compensou ligar, já emiti tudo!
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  20. Cheguei no Panamá as 6h. Meu voo para Colombia saiu as 21h. O que demora mais é ir do aeroporto para o centro da cidade. Do albrock mall para o canal é rapidão. Como não tinha nenhum navio passando, passei mais ou menos 1 hora no canal. E tive a sorte de não esperar muito pelo ônibus na ida e nem na volta. Não sei se tem opção de ônibus para ir ao canal sem o cartão!
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  21. Eu só vou passar o dia, infelizmente... acabei tendo que mudar o pernoite por causa do horário de chegada do meu voo...
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  22. Não. A moça me chamou e disse que precisava fazer a revista, que era aleatória, mas fui escolhida por pessoas mesmo.
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  23. @diogomarxx , que loucura! Acompanhei outro tópico aqui no Mochileiros sobre isso (não consegui localizar agora) e estávamos falando sobre a falta de uniformidade das empresas na aplicação das regras. Uma vez viajei de LATAM com 2 notebooks, bem antes do anúncio da mudança de regras. A maleta de mão evidentemente passava de 5 kg. Aqui em Brasília a mulher do balcão aceitou que eu levasse a mala com os notes quando falei que era eletrônico. Na volta, em Porto Velho, o funcionário disse que eu teria que despachar e que a empresa não se responsabilizava. Agora em novembro tive que fazer uma viagem a serviço e na última hora foi preciso recomprar a passagem... fui pela Azul, empresa pela qual nunca tinha viajado antes. Telefonei para saber a largura máxima da mala (Gol: 40cm, LATAM e Avianca: 35cm) e a atendente falou que era livre, desde que seguisse a regra dos 115cm e do peso máximo de 10kg. Seu depoimento indica que as coisas devem ter mudado. Realmente não iam continuar assim por muito tempo... ou pode ser que em alguns aeroportos estejam mais chatos.
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  24. Voei de Latam hoje e vi cada trambolho na bagagem de mão... a empresa que vi sendo mais chata com as medidas de bagagem é a Azul. Sempre tem uma funcionária que fica percorrendo a fila de embarque e se ver alguma mala que desconfia estar fora dos padrões vem com uma caixa de papelão que tem as medidas permitidas para medir o tamanho da bagagem.
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  25. Dia 8 - Queríamos conhecer as outras cidades do Circuito da Prata, porém não tínhamos muito tempo e nem queríamos gastar muito... decidimos comprar um tour que nos levaria por aproximadamente 10 horas as cidades de Dolores Hidalgo e San Miguel de Allende, com uma parada para visitar o Santuário de Atotonilco. O passeio é muito barato (custa 250 pesos, aprox. R$42,00) e são vendidos em umas cabines que se podem encontrar em vários pontos da cidade. O tour é mais direcionado para o turista mexicano, porque o motorista-guia fala apenas Espanhol. Fizemos o tour em uma van lotada e a experiência foi satisfatória, apesar de todos aqueles defeitos que este tipo de turismo tem: Perdemos praticamente toda a manhã com paradas em locais totalmente sem importância (lojinhas de souvenir de prata, loja de geléias, um cemitério onde está enterrado um cantor mexicano muito popular nos anos 70 que tem o mausoléu em forma de sombrero) e chegamos apenas no inicio da tarde em Dolores Hidalgo, uma linda cidade colonial. Tivemos pouco tempo para explorar a cidade, pois logo depois seguimos para uma parada no santuário de Atotonilco (também patrimônio Unesco, que chamam de "A Capela Sistina Mexicana") e San Miguel de Allende, que é lindíssima (e abarrotada de turistas e moradores dos Estados Unidos, o que encareceu bastante a cidade). Esta merecia uma pernoite...fica para a próxima. No final valeu a pena o passeio, mas para quem puder, vale a pena negociar um carro privado para se concentrar naquilo que realmente vale a pena. Dia 9 - Nosso ultimo dia em Guanajuato foi em um Domingo. Aproveitamos para caminhar pela cidade e conhecer outros cantinhos escondidos... a cidade é muito fotogênica! Fizemos também as ultimas comprinhas. O artesanato local é muito bonito e com bons preços. Aproveitamos para almoçar num dos melhores restaurantes da cidade, chamado Mestizo. Os preços foram ótimos e 1 entrada (tapas) + 2 pratos principais, sendo um de filé mignon + 2 bebidas leves + 1 drink Marguerita saiu por 600 pesos, ou R$100,00 para 2 pessoas. No Rio seria no mínimo o dobro. A noite nos despedimos da cidade participando de uma "callejonada", que são passeios com grupos de estudantes vestidos a caráter tocando músicas folcloricas mexicanas. Custa 100 pesos (aprox. R$17,00) e é muito divertido. São vários grupos oferecendo este serviço proximo ao Teatro Juarez. Dia 10 - Dia de voltar a Cidade do México. Como chegamos por volta das 18:00 hs na rodoviária, fomos diretamente ao aeroporto onde nos hospedamos no Courtyard Airport, o que foi muito conveniente pois fica a uma passarela do aeroporto, onde embarcaríamos no dia seguinte. O aeroporto tem muitas opções gastronomicas, então pudemos jantar e almoçar no dia seguinte sem inconvenientes. O taxi da rodoviária até o aeroporto é tabelado (vendido em quiosque) e custou 150 pesos (aprox. R$25,00)
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  26. Cabo Polônia tem hostels, Punta de Diablo tem alguns campings e em Punta del Este entre outros tem o camping San Raphael que é possível fazer reserva pela internet.
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  27. Vish Dan, e você conseguiu reaver seus documentos com o Uber?
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  28. Também irei pra Floripa-SC, vou em janeiro. Estou reservando com o Hostel Pinguins. Fica na Lagoa Conceição..de frente pra água.
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  29. @Wesley_Justino Voltar pra realidade é bem dificil mesmo.. mas é a vida né? rs Espero que seu mochilão seja MUITO lindo! Vai com tudo, e escreva um relato para nós aqui também depois que voltar. Beijão e ótima trip <3
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  30. Falaaaa galera, tudo certo? Há algumas semanas atras eu decidi tirar férias repentinamente, então desde a data da decisão até a data das férias eu tinha mais ou menos 2 semanas para decidir o que queria fazer. Por isso comecei a procurar no site Melhores Destinos algumas promoções para qualquer lugar do mundo (podia ser até Praia Grande / SP) e acabei achando passagens baratas (na planilha) para Africa do Sul!!! Moral da história, comprei e fui! Me programei aqui em São Paulo para fazer algumas coisinhas básicas do tipo: Safari, dirigir pela Garden Route em sentido Cape Town (fera demais), saltar de Bungy Jump, mergulhar com tubarões e ver muitas praias e muita natureza intocada. Vou colocar uma planilha para vocês terem mais noção do que fiz... ela está em ordem de atividades, sendo que eu peguei o carro para dirigir pela Garden Route da cidade de Port Elisabeth até Cape Town, durante uns 5 dias. Dicas! - Safari tem que fazer, mas procure um parque tipo o Kruger que é maior que o ADDO e tem mais variedades de animais. - Dirigir pela Garden Route, temmmm que fazer! Mas faça durante 1 semana inteira, vá parando nos lugares, fique mais tempo nas cidades, curta o hostel, conheça gente, saia de balada e não dirija bebado jamaiisssss. - Vá conhecer as vinicolas que são demais!!!! Tire 1 dia para isso... você pode ir de carro quando estiver chegando em Cape Town ou pegar um passeio com guia de Cape Town mesmo. - Coma a comida local! Eu comi o Boerewors no restaurante do hotel que fiz o Safari, foi um dos melhores pratos da minha vida, pois os acompanhamentos eram demais, além do prato em si ser muito bom. Eles gostam muito de churrasco, o famoso Braai que é muito parecido com o nosso. - Só fique na cidade de Gansbaai se for mergulhar com tubarões e tenha certeza de que o clima estará bom, pois se o mar estiver ruim eles remarcam para outro dia. - Na sua trip indo para Cape Town, passe na cidade chamada Hermanus, é muito bacana (and Fancy), muitas lojas... estranhamente bacana essa city hehe - Em Cape Town - Tire 1 dia, em média, para cada um desses lugares: Table Mountain / Lions Head / Signal Hill / Passeio para a Península / Vinícolas / Camps Bay / Walking Tour sobre a História - Vá para os mercados comer e fazer umas compras (eu não curto fazer compras) - Mojo Market / Biscuit Market / entre outros... - Ao lado do estadio da Copa tem um lugar que chama WaterFront - Vá para lá, curta o local, tome uma cerveja (se for maior de 18 anos, rs) e aproveite para marcar seu passeio para a Robben Island!!! "Obrigatório" esse passeio! Eu só fiquei 4 noites em Cape Town, foi muito pouco, passaria minha vida lá hehe... mas reserve 1 semaninha ou mais lá... quero voltar com certeza o mais breve possível. Ah! Lá a noite é meio frio (eu fui no começo do verão - Novembro), faz uns 15 graus... venta bastante o dia todo... no sol é bem quentinho (25 graus). Para quem gosta de esportes, vale colocar um tenis e ir correr pela cidade! Mas tmb tem bike para alugar e dar um role legal. Existem muitos mirantes de baleias na Africa do Sul... de uma passada em um deles... talvez você não veja nada (rsrs), mas pode dar a sorte de ver uns golfinhos ou um tubarão dando uma volta. Na planilha anexa tem informações de lugares, tempos de viagem, minhas breves avaliações e preços. Obs.: Eu fiz a trip sozinho, totalmente, então não rachei nada com ninguem... foi a melhor coisa que fiz na minha vida Enjoy your trip!
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  31. cara, muito bom! Vai me ajudar muito. Com essas dicas ja tenho uma idéia de como começar, afinal vai ser a minha primeira vez. Vai me ajudar muito pois saio de Manaus
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  32. Oi Fábio!! De última hora, mas ta valendo né? Então, eu dei uma alterada na rota, vou pra Copa/Isla logo dps da volta do Salar, pra não ficar VAI LA PAZ, SAI DE LA PAZ, VOLTA PRA LA PAZ kkkk. Mas o ano novo vou passar em La Paz mesmo! Aindei vendo que tem uns hostels que fazem umas festas bacanas na virada! Tu volta que dia pro Brasil? Vamo ver se a gente não compatiliza de repente a deathroad!! Eu tava bem perdida, mas achei bastante coisa aqui nos foruns e o pessoal postou umas dicas aqui nesse tbm! De qualquer maneira, vamo se falando! Eu ja devorei esses foruns, qualquer coisa que eu puder ajudar, da um salve! E qualquer dica nova ou sugestão, tbm me conte! Abraço!
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  33. Que bom poder ajuda-la, Martina. Sobre a hospedagem de Varadero, eu optei por nao por informações, pois achei que o local peca muito na higiene, aí achei melhor nao divulgar, pois nao aconselho a hospedagem no local
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  34. Lugar sensacional, estive lá ano passado num dos dias mais frios do ano, o vento quase carregou a gente, deixou meu pitico com medo!
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  35. Maragogi (Piscinas Naturais, Praia Ponta do Mangue e Praia de Antunes), Poxim, Praia do Gunga, Praia de Carneiros, Porto de Galinhas, Praia do Patacho, Tatuamunha (projeto Peixe-boi marinho), Recife velho, Olinda
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  36. Que fotos impressionantes! Conta mais sobre a viagem.
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  37. Pode ficar tranquila Roxane que vou continuar relatando. São pessoas como vc que nos inspiram a continuar colaborando mesmo sabendo que muitas pessoas querem um "guia turístico" exclusivo. Trotinha não
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  38. Meus relatos passaram a ser breves com o essencial pois do jeito que o povo anda não adianta fazer relatos muito detalhado pois as pessoas não leem. Agora elas querem número de Wats Up ou então ficam nos grupos do face fazendo perguntas cujas respostas estão em vários lugares bastando apenas um pouquinho de interesse para pesquisarem. Querem tudo de mãos beijadas lugares para se hospedarem, passeios e etc. Como li em algum lugar: Quem aprendeu a ler e não lê é igual a quem não sabe ler.
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  39. Olá pessoal, Vocês fizeram a trilha para a Laguna Glacial?
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  40. Eu uso esse aqui, carrega uma DSLR 3 vezes, um celular 8 vezes, etc. Dá para conectar em placas solares e vem com diversos adaptadores Voltaic V72
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  41. Olá Caio! Gostei muito do seu post e todas as suas dicas por aqui! Mas eu adoro ler relatos de viagem, acho que dá pra gente se imaginar dentro de uma viagem, antes dela acontecer, com as impressões dos colegas e tudo mais! você fez algum relato de viagem? Adoraria ler! Outra pergunta: Os italianos entendem/se comunicam bem com o inglês? Eu não entendo nada de italiano, mas morro de vontade de conhecer a Itália um dia! Agradeço por compartilhar suas experiências conosco! Abraços!
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  42. Obrigado Caio. Me ajudou imensamente. Estava muito preocupado com esta questão da troca de Aeronave. Irei começar na Itália por Veneza, depois vou para Florença e depois para Roma onde retornarei ao Brasil. Conhece algum City Tour que faça a região da Toscana? Saindo de Florença indo para Siena / San Geminiano. Abraço a todos.
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  43. Olá Caio e Diego. Muito bom o seu Post Caio. Estou indo para a Europa agora em Abril. Chegando pela Espanha, passando por Paris e voltando por Roma. Fiquei aliviado quando o Caio falou sobre a tranquilidade de viajar de Trem pela Itália. Gostaria de Dicas de companhias de Trem na Italia. Gostaria de conhecer Veneza, Florença, Vaticano, Roma, Pisa e estou em duvida sobre Milão e Região da Toscana. Gostaria muito de conhecer monumentos como o Coliseu e Fontana di Trevi. Pretendo passar pouco tempo na Espanha e em Paris para dar ênfase a Itália. Estou preocupado em relação ao voo de volta ao Brasil, pois comprei a volta por Roma, porém o voo da iberia faz uma escala em Madri e teremos que trocar de aeronave. Dessa forma estou preocupado se terei que fazer Check-in novamente em Madri, pois a diferença entre os voos é de uma hora. Agradeço desde ja qualquer informação que possam me passar. Grande abraço.
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  44. Se pretende marcar as suas férias nos Açores consulte o site http://www.yazores.com/pt
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  45. Olá caiorsd, viajarei com o meu noivo em Dezembro/2014 a Janeiro/2015, e um dos destinos é a Itália. Gostaria de saber os hoteis que vocês ficaram e algumas dicas.
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  46. Pesquisando esse fórum, vi a lista de pérolas do usuário Xaliba para xavecar uma "pessoa gringa". ADOREI!!! Mas sendo mulher, venho aqui defender a classe e passo a minha pequena lista de respostas possíveis, caso o indivíduo xavecante - gringo - seja difícil de engolir: Desculpa amarela, pra se livrar sem ofender... Oh, you´re so sweet, but no thanks. – Você é uma graça, mas não obrigada. Sorry, I have a boyfriend. – Desculpe-me, tenho namorado. That´s cute, but I´m not alone. – Que gracinha, mas estou acompanhada. Sorry, I´m already leaving. – Eu já estou indo embora. Respostas grossas, se o cara estiver mesmo enchendo o saco: No, thanks. Live me alone. – Não, obrigada, me deixe em paz. Back off, you stupid jerk! – Cai fora, idiota! Bite me! – Vai pro inferno! Go away! – Vai embora! Kiss my ass! – idem Get lost! – Cai fora! I´ll call the Police! – Eu vou chamar a polícia! I´ll kick you in the nuts! – Eu vou te dar um chute no saco! You´re drunk. – Você tá bêbado. You´re a moron. – Você é um retardado. Stop nagging me! – Não me incomode! You wish! – Só nos seus sonhos! Don´t barf on me, asshole. – Não vomite em mim, imbecil. This is the worst line I´ve ever heard. – Essa é a pior cantada que eu já ouvi. Fuck you! – Vai se foder! Go fuck yourself! – idem Depois, passarei também frases prováveis para aceitar o xaveco, se o cara valer a pena!
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  47. Sentimos muita falta de informações sobre os Açores quando programamos nossa ida para lá (eu e minha namorada). Então fizemos esse breve relato para dar algumas dicas sobre essas magníficas ilhas. Viagem AÇORES (Terceira, Faial e São Miguel) Os Açores são 9 ilhas que estão localizadas no meio do oceano Atlântico entre o encontro de 3 placas tectônicas. São elas: A Ilha de São Miguel, Ilha de Faial, Ilha do Pico, Ilha Graciosa, Ilha do Corvo, Ilha Terceira, Ilha de Santa Maria, Ilha das Flores e Ilha de São Jorge. Estas ilhas são formadas por atividade vulcânicas. Embora a origem (e a distância entre elas) seja muito próxima, são ilhas completamente diferentes entre si, cada uma com uma personalidade e identidade (diferentes climas, culturas, agricultura, paisagens, cores, população, entre tantos outros elementos). A atividade vulcânica é extremamente recente e faz parte da rotina da população. Assustador como eles convivem com todos os riscos com a maior naturalidade e ainda transformam tudo em atrativo turístico. Isso ocorre pois as ilhas dos Açores estão no encontro das placas tectônicas norte-americana, euro-asiática e Africana, que estão em constante movimentação, gerando tremores de terra diários. Desta forma, o turismo nos Açores é baseado na natureza e no vulcanismo com seus consequentes terremotos (sismos). Onde você for verá vulcões adormecidos, fumarolas, zonas de desgaseificação, águas termais, ouvirá história de vulcões, história de sismos e assim por diante. Conforme um guia do Algar do Carvão, são 3 a 4 sismos por dia. A maioria é imperceptível, porém pelo menos 1 por semana é sentido pelos habitantes das ilhas. Em alguns momentos parecia que estávamos em Florianópolis. Algumas vilas são muito parecidas. Estilos de casas, touradas, formas de falar... encontramos até uma senhora que disse “ vai toda vida reto”... não dava para acreditar. Existe uma grande dificuldade de transitar entre uma ilha para outra, por isso é importante planejar bem a estadia em cada uma delas. Você fica sujeito as condições climáticas, que são bem diversificadas... o tempo pode mudar radicalmente ao longo do dia... sentimos as 4 estações num espaço de tempo de 24 horas... venta o tempo inteiro, o céu é nublado e fica bastante fresquinho, principalmente se for nas áreas mais elevadas. Nos Açores é fundamental alugar um carro para aproveitar bem o passeio. Há pouco, quando tiver, transporte público para os pontos turísticos e dependerá muito de taxis e agências de turismo. Todos os pontos turísticos são muito bem sinalizados e com estradas asfaltadas excelentes. Um GPS ajuda bastante (meu Nokia_N8 estava com os mapas bem atualizados e foi suficiente e fundamental para toda a viagem). Na ilha de São Miguel há uma rede ampla de hotéis e hospedarias. Nas demais ilhas não há tanta fartura assim... Melhor fazer reservas com muita antecedência. Existem vôos regulares paras as ilhas operadas pela TAP e SATA. Os vôos são extremamente caros comparados com as demais rotas e devem ser reservadas com muita antecedência para se conseguir um preço razoável (o trajeto Lisboa-Terceira, Terceira-Horta, Horta-Ponta Delgada e Ponta Delgada-Porto custou 400 euros por pessoa com 4 meses de antecedência pela SATA). Chegando em cada Ilha é fundamental passar por um posto de informação turística. Lá eles são super prestativos e dão várias dicas importantes e fornecem mapas e guias de cada ilha. AÇORES – ILHA TERCEIRA (2 dias em julho/12) Após aproximadamente 2 horas de viagem a partir de Lisboa, chegamos na Ilha Terceira. Alugamos um Seat Ibiza com a Micauto/Angrauto no próprio aeroporto. Aluguel sem burocracia, sem cartão de crédito, sem estresse. Reservei pela internet por 55 Euros a diária (com seguro de terceiros e CDW) e quando chegamos no aeroporto apenas assinei o contrato e paguei. O carro era novo e bem conservado. Recomendo, vi muitos carros com adesivo desta empresa durante os passeios. Seu preço era muito inferior as demais. A entrega foi programada antes do horário de abertura da loja e o atendente chegou com a antecedência combinada. Ficamos no Hotel Espírito Santo (45 Euros a diária para casal). Está localizado na Praia da Vitória e é uma hospedaria baixo custo familiar. Quarto limpo, com boa cama, bom chuveiro e ar condicionado split. Não tem garagem e não tem frigobar (deixamos o carro na rua). Café da manhã simples (pão, frios, cereais, café, frutas e sucos). Tudo bem aconchegante e tranquilo. Achar o hotel foi bem fácil. As ruas estavam bem sinalizadas. A ilha Terceira só perde em atrativos pra ilha de São Miguel, sendo imperdível. Pegamos o carro e resolvemos seguir pela principal avenida conhecendo todo o litoral. Aqui a primeira surpresa. O litoral é extremamente escarpado. Quase não dá acesso ao mar. Tem que prestar muita atenção para não entrar nas vilas e se perder pelos caminhos das casas. Os balneários são revestidos de cimento porque na grande maioria são formados por pedras basálticas. Passamos pelo Mirante da praia da vitória, de onde temos uma vista muito bonita da Vila, Aeroporto, Lajes, Vila Nova, Quatro Ribeiras, Biscoitos e Altares. Almoçamos ai. Tomar cuidado, pois algumas vilas não tem restaurantes. Nosso passeio começa pelo Algar do Carvão, onde entramos na chaminé de um vulcão adormecido, a primeira vista parece uma caverna. Lugar belo com vegetação e pássaros típicos e uma vista deslumbrante. Nunca tinhamos entrado em um vulcão adormecido. Dá para observar nas paredes toda a regressão do material magmático. O lugar é bastante úmido, goteja o tempo todo, então é providencial uma capa de chuva qualquer. No final das escadas você encontra uma grande lagoa. Nesse local há um guia permanente que explica a formação do Algar, formação das ilhas e dos sismos. Toda a estrada tem hortênsias plantadas em ambos os lados, simplesmente incrível. Próximo dali está a Gruta do Natal, que são grutas formadas pela passagem de lava vulcânica... outro lugar fantástico (onde missas de Natal são celebradas). Aqui é um conjunto de caminhos por onde o material magmático percorreu. Visitamos todos os cantinhos. Tem estalactites e flores de aragonita. Impressionante. As Furnas de Enxofre são fissuras nas montanhas onde há saída de vapores de enxofre e onde também são monitoradas possíveis atividades vulcânicas. Tudo muito impressionante. O chão parece respirar. A vegetação adquire cores totalmente diferenciadas. O cheiro é um pouquinho desagradável. A trilha é totalmente sinalizada e bem preparada para os visitantes. Os painéis explicativos auxiliam no entendimento daquilo tudo. Devido a época de férias e festas, estavam ocorrendo várias “toradas”, o touro é solto por ruas delimitadas por tábuas para que todos possam assistir sem se machucarem, ficando a critério de quem quiser entrar na arena. Muitos se dispõem a enfrentar o touro segurando panos ou guarda-chuvas (possivelmente quem enfrenta o touro pega as gatinhas da ilha...). O touro é preso por uma corda bem longa, caso alguém se dê mal ao enfrenta-lo, vários toureiros seguram a corda. É um espetáculo para a população. É uma grande festa. Na volta visitamos Serrata e formos até um Farol. Segundo dia, hora de dar a volta a ilha no outro sentido. Da praia da Vitória seguimos em direção ao Porto Martins, São Sebastião, Porto Judeu, e chegamos a Angra do Heroísmo. Uma das vilas mais importantes da ilha. A vila parece muito com o Ribeirão da Ilha em Florianópolis. Ruas estreitas, casas coladinhas uma nas outras. Aqui sim encontramos uma praia, mesmo assim com uma areia bastante escura. Saímos de lá e subimos a serrinha, vamos tentar ver a Caldeira de Guilherme Moniz. A neblina era muita e não conseguimos ver nada... a serra é linda as hortênsias dominam a paisagem ao longo das estradas. Quase todas as cores são encontradas e em praticamente todas as estradas. Próxima parada Biscoitos... vamos visitar o museu do vinho e a fábrica de queijos. Voltamos para casa pelo caminho não realizado, Altares, Raminho, Serreta, Cinco Ribeiras, São Mateus da Calheta... assim completamos a volta a ilha. Já fica a saudade... amanha seguiremos para a próxima ilha. AÇORES – ILHA FAIAL (2 dias em jullho/12) Alugamos um Nissan Micra com a Ilha Verde. Recebemos um carro mal conservado (com a suspensão toda solta). Tivemos que assinar uma guia do cartão de crédito em branco como “garantia” pelo veículo. Reservei pela internet por 75 Euros a diária (com seguro de terceiros e CDW). Ao devolver o carro, alegaram que o mesmo estava muito sujo e que não poderiam vistoria-lo e que devíamos deixar com eles a guia em branco que assinei do cartão de crédito, caso tivesse algum dano constatado após a lavagem (disseram que não poderiam lavar na hora, pois o lavador não estava). Após alguma briga com a atendente, preenchi a guia no valor da franquia (1.000,00 Euros) e fomos para a fila do check in, pois estávamos quase perdendo o vôo. Enquanto estava na fila, a atendente nos procurou e disse que estava tudo bem e nos deu a guia do cartão de crédito (não entendi ... pois nem dava tempo de lavar o carro... mas tudo bem... estávamos muito putos com a situação). Dessa forma, NÃO RECOMENDAMOS A ILHA VERDE, pois não concordamos com essa história de fazer vistoria sem nossa presença deixando garantia assinada em branco. Se tivessem avisado que o carro deveria retornar limpo, o teríamos feito. Vi muitos carros com adesivo da Auto Turística Faialense. Essa tem preços melhores, vale a pena pesquisar. Ficamos no Hotel A Casa do Lado (60 Euros a diária para casal). Está localizado em Horta e é uma hospedaria baixo custo. Quarto limpo, com boa cama e bom chuveiro. Não tem garagem e não tem frigobar. Café da manhã simples (pão, frios, cereais, café, frutas e sucos). Hotel bem limpinho e com uma estrutura bem familiar. Horta é uma vila bem bonitinha. Parece mais moderna do que a Ilha Terceira, depois entendemos os porquês... ela sofreu um grande terremoto na década de 50, o mesmo que deu origem a erupção vulcânica dos Capelinhos. Praticamente 7 de cada 10 casas foram abaladas e/ou caíram. A cidade foi reconstruída. Estávamos bem ansiosos para visitar o vulcão dos Capelinhos. Antes passamos pela orla visitando algumas localidades. Porto da Feteira, Castelo Branco, Varadouro e subimos pelo Capelo. Primeiros tentamos visitar a caldeira dos capelinhos... subimos todo o morro e não conseguimos ver nada. A neblina fechava toda a paisagem. Então resolvemos ir para Capelinhos pelo litoral. Fantástico o que vimos. Primeiro começaram a aparecer várias casas abandonadas, rachadas pelos sismos. E ao chegar pertinho, começamos a ver um grande deserto de areia preta, pedrinhas... toda área que foi acrescida após a erupção do vulcão. Na erupção, a ilha ganhou um pedaço de terra e agora o mar está levando embora. Na área que existia parte da vila e que o vulcão soterrou, criaram um museu do vulcão. Fantástico e imperdível. Depois visitamos todo o farol que foi soterrado. Aqui existe um balneário também. No segundo dia, já que estava um pouco frio, passeamos de carro. Tentamos novamente visitar a caldeira, sem sucesso. Então rodamos a Ilha. Praia do Norte, Areia da Quinta, Cedros, Ribeirinha, praia do Almoxarife. Visitamos os balneários e cruzamos por várias estradas bem coloridas com hortênsias. Visitamos um farol que caiu com o tremor de terra e só tem uma parte da estrutura em pé. Não pudemos chegar perto pelo risco de desmoronamento. No ultimo momento na praia de Horta, visualizamos a paisagem mais bonita da ilha, no litoral. Duas crateras de vulcão no litoral tomados pela água do mar, vistas partir do Monte da Guia. AÇORES – ILHA DE SÃO MIGUEL (3 dia em julho/12) Simplesmente a ilha mais bonita e diversificada que visitamos. Impressionante, varias cores, paisagens que vão da praia a Serra. Esta ilha é imperdível. Dotada de uma grande infraestrutura, desde de hotéis, rede de restaurantes, lojas, entre outros. Chegamos na ilha e toda a burocracia. Alugamos um Hyundai i20 novinho na Micauto/Angrauto. O processo de aluguel foi super simples, bem atenciosos e prestativos. Esta locadora está totalmente recomendada. Pena que somente opera na Ilha Terceira e de São Miguel. Ficamos em Ponta Delgada, no hotel Comfort Inn. Um hotel bem moderno no centro da cidade. Com estacionamento (apertadinho, correndo o risco de não ter vaga). Café da manha simples, mas bem gostoso. Quarto limpinho, organizado e espaçoso. Custou em torno de 52 euros a diária para o casal. Primeiro dia: Uma voltinha rápida em Ponta Delgada e pegamos a estrada. Passamos pela Ponta de Rosto do Cão, São Roque, Lagoa e subimos em direção a Lagoa do Fogo. Esta Lagoa formou-se numa antiga caldeira de um vulcão da Serra de água de pau. Que paisagem fantástica. Não dá para acessá-la de carro. Resolvemos trocar as roupas e encarar a trilha (30 minutos pra descer mais uns 40 minutos para subir). Descer foi fácil. Caminhamos pela margem da Lagoa, as cores dela são impressionantes. Após esta vista deslumbrante resolvemos visitar o monumento natural da Caldeira Velha. Chegando lá a primeira imagem chama a atenção. A água no chão borbulhando, fervendo. O cheiro de enxofre era grande. Caminhamos mais um pouquinho e uma cachoeira, não seria nada de espetacular se não fosse a cor dela e a temperatura. Uma cachoeira de água quente! Fantástico. Algo que jamais imaginamos. Não tivemos coragem de tomar banho, mas a vontade ficou forte. Segundo dia na ilha. Nosso destino era Furnas. Novamente percorrendo o litoral para aproveitar o máximo a paisagem. Subimos a Serra. A neblina era constante. Resolvemos fazer uma paradinha estratégica na Lagoa do Congo. Pena que estávamos com pressa por conta do almoço que agendamos em furnas. No topo da montanha uma paisagem fantástica da Lagoa de Furnas. Uma rápida passagem e nos dirigimos para o local onde estavam fazendo nosso almoço. Furnas é um parque onde os restaurante utilizam os gases quentes de enxofre provenientes da terra para fazer os cozidos (o popular "cozido" dos descedentes açorianos). A água ferve no chão. O enxofre e outros gases sobem em uma paisagem espetacular. O carro do nosso restaurante chegou, Tony´s. Resolvemos acompanhar a retirada da nossa comida, tirou-se a terra, e puxou o panelão. Ajudamos ou atrapalhamos tirando várias fotos. São buracos com menos de 1 metro onde forma fornos, e o cozido fica ali por 7 horas, totalmente cozido no vapor. Este é o famoso cozido das furnas, preparados nas caldeiras vulcâneas. Após este momento único fomos almoçar. Após nosso almoço resolvemos ir num balneário Terra Nostra, ou melhor em uma área de piscinas com águas das cachoeiras quentes que passam neste local. A água é amarela, puxando para vermelha. A sensação é estranha mais ao mesmo tempo relaxante. Vale a pena, um banho inesquecível. A nascente deste local é de águas férreas que alimenta o tanque, a uma temperatura aproximada de 35 a 40 graus Celsius. Voltamos pelo caminho mais longo, logicamente pelo litoral passando por povoação, Faial da Terra, Nordeste, Achada, Ribeira Grande e outras pequenas vilas. No terceiro dia nosso caminho era o outro lado da ilha. Saímos rumo a Relva, também pelo litoral para garantir paisagens maravilhosas. Visitamos Sete Cidades. Neste local encontra-se uma lagoa que possui duas cores... a Lagoa Azul e Verde. Na verdade é a mesma lagoa, mas com tonalidades diferentes. A neblina atrapalhou um pouquinho, mas o que conseguimos visualizar foi fantástico. Seguimos para Ponta da Ferraria. Paisagens fantásticas, parecia que a ilha queria mostrar-se um pouco mais e de certa forma dizer adeus já que era nosso ultimo dia nela. O sol abriu e descobrimos uma área de mar com água quente. Fantástico e não dava para deixar de tomar um banho. O mar entra em contato com os vapores do vulcão e a água retorna quente. Tomamos um banho fantástico. Um almoço com direito ao doce do vulcão e seguimos viagem. Vários vulcões apareceram, com cones bem definidos, grandes, pequenos. Essa ilha é formada por vários vulcões e parece que a qualquer momento vai entrar em erupção, seus gases levam a sensação de que ela respira. As cores, flores, águas, não dá para acreditar em tanta diversidade. Imperdível. Vale a pena ficar vários dias nela. No outro dia, rumo a Porto comprar uns vinhos para trazer para o Brasil.
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  48. Caramba o lugar é perfeito, nunca imaginei q fosse tão bonito. Valeu
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