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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 22-12-2017 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Isso aí EstacioECL, não deixe de ir sim, é muito bom apreender um pouco de outra cultura e conhecer novos lugares, pessoas. Fomos com um Versa. Os preços é o seguinte: SP/PR/SC normal, RS já passou para R$4,52, no Uruguai não abasteci, mas chega perto de R$6,00. Na Argentina é tabelado por província, Aproximadamente, fica assim, P$24,50 R$5, 00 buenos aires, entre rios e corrientes; Descendo a ruta 3, passou o rio Colorado já baixa para P$18,50 R$3,70, depois a P$17,50 R$3,50, e em seguida P$16,50 R$3,30. Mas as estradas são planas e voce consegue fazer uma boa média, no meu caso abasteci na ultima cidade de SC fui até Rio Grande/RS, em Chuy/RS completei e fui até a cidade de Buenos Aires, com esse 1 tanque em Buenos Aires dá para tocar até atravessar a provincia e pegar o preço mais baixo, ou completa só um pouco para passar a divisa e a próxima cidade, depois os próximos já fica no "lucro" com o combustível, claro que com carro com boa média. Eu não levei mas recomendo que leve pois a legislação lá diz uso obrigatório em caso de neve. Eu achava que essa época não ia ver neve, maaaas, chegando perto de Ushuaia caiu a maior Neve, daí tive que dar um tempo no posto, antes para circular mais carros e fazer o trilho, rss. Porém é mais para o caso de legislação, pois se tiver neve mesmo como eu peguei fica até 50cm, e corrente não vai resolver nada, o negócio é esperar eles passar a máquina e jogar sal e voce vai sossegado. A corrente no Chile é importante para os trechos de rípio em caso raro de atolamento, e nos trechos de brita solta que eles deixam antes de asfaltar , o carro sobe patinando pra caramba, então é um bom reforço em caso de necessidade e para atender a legislação que no Chile é obrigatório, mas ninguém cobrou. O frio até não é o problema e sim o vento que quando aumenta incomoda mesmo, luva indispensável quando ficar muito no tempo. Chuva eu só peguei uma noite no Chile, mas o tempo na região patagônia é muito instável, então voce vai indo e vendo a previsão, é bom deixar uns dias de reserva no roteiro em caso de precisar esticar por sua causa. A distancia ficava muito em função do horário de partida e a cidade de destino, variou de 500 a 1000 km. A ruta 40 no trecho que eu rodei já está praticamente toda asfaltada, peguei somente um pedaço (70 km) entre Tres lagos e Gobernador Grebores, mas vai tranquilo.
  2. 2 pontos
    Passei um mês lá em nov de 17 e digo com toda certesa q tudo q dizem do país é uma grande mentira. Vou voltar em fevereiro e se pudesse moraria lá fácil. Quer se sentir rico onde o povo é super legal é tudo é lindo esse é o lugar. Só não discuto com gente q fala merda q vê na tv sem conhecer o pais blz. Merida e o melhor
  3. 1 ponto
    Período: 15 a 19/11/2017 (período chuvoso) Cidade-Base: Caiapônia/GO, a 550 km de Brasília e 335 km de Goiânia. Relato escrito pela companheira de viagem Maria Fernanda. Fiz só algumas pequenas adaptações. Dessa forma muitas vezes vai estar se referindo a mim na 3ª pessoa...hehehe Além dela o Raphael também integrou o grupo, na verdade foi ele o mentor da viagem em seu Uninho Mille. Dia 15/11, quarta: - Saída DF: 05h30 - Chegada Caiapônia: 13h30 - Estrada via Iporá em ótimo estado de conservação ao longo de todo o trajeto - Fomos direto às Cachoeiras Jalapa e Tobogã. No caminho de terra à direita avista-se ao longe o "Morro do Gigante Adormecido". Lindão! Nível dificuldade das cachús: Zero! Segundo nossa avaliação, são as mais "simples", de menor beleza cênica e sujeitas a estarem lotadas nos feriados e finais de semana. Entretanto, quando lá chegamos só havia mais 3 pessoas. Depois de ficarmos ali um tempinho, seguimos rumo a Cachoeira Três Tombos Como chegar: 5 km antes de Caiapônia na GO-221 no sentido Iporá-Caiapônia Cachoeira Três Tombos Chega-se por cima, onde o Rio São Domingos encontrava-se raso, (na altura de minhas canelas, se tanto!). Do alto, aprecia-se um lindo desfiladeiro e a bela Três Tombos (nome autodescritivo). Próximo ao local do estacionamento à direita há uma trilha para a descida com mais segurança, com cordas para apoio. Não é preciso fazer como nosso audaz e intrépido Anderson Paz que - não encontrando a "descida oficial" - bancou o "Indiana Jones" numa descida arriscada pirambeira abaixo, ok?! O poço dessa cachú é DE-LI-CI-O-SO!! Todos concordamos que suas águas são as mais deliciosas em que tivemos a experiência de nadar / mergulhar. NÃO DEIXEM DE VIVENCIAR ISSO, certo?! Como chegar: BR 158, 46km em direção a Piranhas a partir do trevo que sai de Caiapônia + 16km de estrada de chão. Tem algumas placas. Confie nelas. (Digitar “Cachoeira 3 Tombos” no Google Maps) À noite: Restaurante do Ernesto, frente do Hospital Municipal. Fernanda e Rapha foram de "jantinha" (PF reforçado!) e Anderson foi de sanduba sem carne (com ovo, tomate, milho, alface e maionese). Dia 16/11, quinta feira. Cachoeiras Samambaia e Abóbora Chega-se por cima da Samambaia, literalmente! Inclusive, cruzamos o riacho q a origina sem que déssemos fé disso. Um pouco mais a frente percebemos que havíamos passado do ponto - ela estava logo à direita do riacho. Ao fazermos o retorno, tivemos a sorte de avistarmos 2-3 catetos ariscos. A de scida da Samambaia é tranquila e sinalizada. Queda d'água bonita. Há um poço pequeno . Para chegarmos a Abóbora, voltamos ao ponto de início da descida à Samambaia e pegamos uma trilha em frente, curta (talvez 250 m) e discretíssima! É provável q exista outra trilha por baixo, mas não vimos! A queda e o poço da Abóbora são maiores do que a Samambaia. No entanto, ao chegarmos, deparamo-nos com um fedor forte e nauseante de algum bicho morto nas proximidades. Não permanecemos mais do que alguns poucos minutos por ali. Peninha... Nota Importante: das que visitamos, estas duas cachoeiras ficam muuuito próximas de pastagens e plantações imensas. Como chegar: BR 158, 10km em direção a Piranhas a partir do trevo que sai de Caiapônia + 30km de estrada de chão. Na BR entrar na placa escrita "Vivas Samambaia". O carro para em um estacionamento ao lado do córrego que desemboca na Samambaia. A primeira cachoeira é a Samambaia. Uns 300m de trilha a direita fica a Abóbora (digitar “Cachoeira Abobora” no Google Maps) Após, retornamos ao carro e seguimos nossa aventura em busca à Cachoeira São Domingos... Nessa tarde, fomos agraciados com um original e generoso "Safari no Cerrado". Além dos catetos que avistamos mais cedo conseguimos ver: 10 ou 12 emas, vários tucanos, dezenas de periquitos, muuuuitas corujas, alguns carcarás, seriemas aos montes, curicacas às dezenas, muuuuuitas Araras. Em especial, passamos por um grande pequizeiro e, logo atrás dele, uma fascinante "Árvore de Araras" com 12 exemplares delas, algumas com pequis nos respectivos bicos! Muitos bichos depois, chegamos ao mirante natural da cachú São Domingos... Cachoeira São Domingos Respirações suspensas, expressões estupefatas... Até agora, não encontramos a palavra exata para descrevê-la... BELÍSSIMA! EXUBERANTE! ENCANTADORA!* Para quem conheceu o *"Buraco das Araras" em Formosa... 3 ou 4x o diâmetro dela x 96 m de altura. Para quem conheceu o "Véu de Noiva da Chapada dos Gimarães...mais bela na nossa opião! Após muitas fotos e contemplações, ficamos por uns 40 min procurando a trilha para descer até seu poço. Já estávamos desistindo da descida, quando um som de esperança inundou o ar... uma moto estacionou: era uma das moradoras da casa logo na entrada do terreno de acesso à cachoeira. Apontou-nos o início da trilha ao lado da cerca da propriedade. Após uns 15 min de percurso no sentido contrário à cachoeira, em um caminho plano, a trilha inicia uma descida relativamente inclinada rumo ao vale; por baixo, retorna-se por cerca de 1 km em direção à cachoeira e VOILÁ: a queda belíssima e o poço magnífico!! Dá pra chegar bem embaixo da cachoeira, como é possível ver na foto abaixo. Após uns 40 min, vimo-nos obrigados a abandonar o paraíso recém-encontrado e retornar: já eram 17h40h. Não queríamos correr o risco de retomar a trilha, em geral bem marcada, mas com alguns trechos que requeriam um pouco mais de atenção, e realizar a subida no escuro. Ao chegarmos no topo, não pudemos apreciar o pôr do sol... dia nublado. Mas, fomos premiados com um belo passarinho azul da cara preta e mais 2 casais de curicacas. Como chegar: a partir da Abóbora, há uma estrada de chão de aproximadamente 40 km (digitar Cachoeira de São no Google Maps) Início da noite. Já na estradinha deserta em direção à Caiapônia avistamos 3 belíssimos veados (um deles galhado), pastando serenos até que o Anderson tentou tirar uma foto deles e... saíram em disparada! Chegamos famintos na cidade e fomos jantar no Varandas: restaurante e lanchonete do Daniel, próximo à Universidade Rio Verde. Recomendamos o delicioso macarrão ao molho branco. Dia 17/11, sexta feira Cachoeira e Corredeiras Santa Helena Local de acesso facílimo, extenso, prazeroso, com variados poços e cascatas. À direita da estrada, sobe-se para um dos seus melhores e maiores poços. Contaram-nos depois que em algum ponto mais acima há um encontro de águas quentes e frias, com uns ótimos poços de banho seguindo pela esquerda. De volta ao carro e a caminho das Três Barras, em dois momentos distintos, avistamos tatus próximos à estrada. Como chegar: seguir 45 km pela GO-221 em direção a Doverlândia, seguir 13 km na GO-188 e entrar a esquerda onde há placa indicativa da Cachoeira Paraíso (acesso 2 km depois da Cachoeira Lageado), seguir por mais 11 km Cachoeira Três Barras Outro local que nos deixou estupefatos, boquiabertos e sem palavras...talvez DESLUMBRANTE! seja uma boa palavra para descrevê-lo. Ainda pouquíssimo conhecida pelos próprios nativos. Seguindo uma trilha bastante discreta após a segunda ponte, conseguimos chegar na cabeceira da que fica mais no alto (nível da estrada) e tomamos um banho nela. Pela lateral à sua esquerda, "achamos"(?!) uma trilha (discretíssima, cheia de folhas e plantas) que desembocou numa pirambeira perigosa. Retornamos, não sem antes perder o rumo de onde estava o nosso valente Fiat Uno Mille, embrenhados que estávamos literalmente num mato sem cachorro, porém pleno de carrapatos e micuins. No que pese a deslumbrante paisagem, não recomendamos esta aventura para turistas incautos ou iniciantes no trekking. Por enquanto e pelo que pudemos avaliar in loco, temos a firme convicção de que apenas pessoas com ampla experiência em trilhas, com os equipamentos necessário, possam fazer esse desfiladeiro magnífico! Como chegar: seguir 12 km pela GO-118 após o acesso para a Cachoeira Santa Helena e depois entrar a esquerda onde há placa indicativa da cachoeira e andar mais 13 km À noite, voltamos ao restaurante Varandas. O Rapha comeu e recomenda o Burritos de Frango. Fernanda não gostou do contra-filé com mandioca: estavam duros! E Anderson manteve-se na aposta segura e apetitosa do macarrão com molho branco! Dia 18/11, sábado chuvoso Mais um dia de aventuras, descobertas e encantos na Serra do Caiapó/GO. Excepcionalmente, fomos acompanhados do Guia Valdivino "Jacaré". Cachoeiras Salomão e Índio O estacionamento fica logo acima e à direita da cabeceira da Salomão. A descida foi tranquila, ainda que escorregadia (há cabo de aço para apoio). Queda de 26 m e um poço pequeno. Ao subirmos e nos dirigirmos à cachú do Índio, tivemos a enorme felicidade e emoção de ver bem próximo um belíssimo exemplar do Tamanduá Bandeira. Chegando em sua cabeceira, o Guia e o Raphael avistaram um Cangambá. A descida era muito inclinada, fechada e, por conta das chuvas, estava um pouco escorregadia. Mas mesmo assim o Anderson quis descer até o poço da cachoeira. Não teve jeito: lá foi o pobre do Jacaré acompanha-lo! Fernanda e o Rapha aguardaram na cabeceira. Minutos depois, eles retornaram da empreitada sãos, salvos e felizes (desconfio que o guia mais ainda que o Anderson! ) Retornamos todos ao Valente Fiat Mille. Cachoeiras Rio Verdão e do Coqueiro Para chegar nelas, paramos o carro próximo à sede de uma fazenda e atravessamos a pé 1 km d'uma estrada barrenta, escorregadia e mais uns 600m d'um pasto verdejante, sob uma chuva fina. A descida foi tranquila. "Rio Verdão" consiste num paredão em formato de meia-lua com uma queda d'água abundante e um grande poço, mas o fundo estava com muitos troncos e (não sei se porque chovia?) a água estava escura. Quando saíamos dela, a chuva engrossou! A "Cachoeira do Coqueiro" é uma "irmã-menor" da Rio Verdão. Foi a nossa quarta e a mais difícil do dia, pois a fizemos varando o mato, SEM TRILHA, meio que às cegas e com chuva forte! Quando retornávamos absolutamente encharcados e com frio ao carro, o guia Jacaré informou que poucas vezes viera até ali, uma vez q os turistas preferiam ir nas atrações mais conhecidas e badaladas. Após um reconfortante banho quente no Hotel e deliciosas roupas secas, fomos no "Jantinha Ki Delícia", bem ao lado da Igreja Matriz. Um local simples, mas surpreendeu-nos com UM SHOW de DELÍCIAS e SABORES!! Tudo o que comemos estava DE-LI-CI-O-SO: a jantinha, os bolinhos de arroz, o caldo de galinha, o pudim de leite... PUTZ!! Afirmamos: quem ainda não provou as gostosuras feitas pela Dona Elma e sua filha, não sabe o que está perdendo. 19/11/2017, domingo nublado Anderson e Raphael saíram cedo para uma aventura "exploratória" à Cachoeira Pantano. Fernanda que já estava cansadinha, com dores nos joelhos das aventuras dos últimos e intensos 4 dias, descansou até às 10h e depois foi bater pernas pela simpática e limpa Caiapônia. Tentei visitar a Igreja Matriz, mas estava fechada. A imensa Assembléia de Deus (logo em frente) estava em pleno funcionamento. Fui até a feirinha local, onde comprei alguns hortifrutigranjeiros a bom preço. E descobri que há mais hotéis e pousadas no Centro do que supõe nossa vã internet. *** [Agora é a parte que eu entro na escrita do relato... hehehe] Cachoeira Pantano A cachoeira é uma das mais próximas da cidade, a apenas 10 km dela. O dono da fazenda não permite o acesso de grupos ou pessoas que não estão acompanhadas por guia. Como não queríamos pagar um apenas para ir nessa cachoeira. Paramos o carro na estrada, pouco depois da ponte que passa sobre o rio da cachoeira, e seguimos andando pela beira da mata de galera/ciliar, acompanhando um tracklog. Há trilhas abertas na mata, tanto de um lado quanto do outro do rio. Atravessamos o rio e seguimos pela sua margem direita, acompanhando o tracklog. Chegamos ao ponto final e não achamos a cachoeira. Voltamos, acreditando que poderíamos ter passado ela, mas não a encontramos. Depois de algumas idas e voltas e de muita perda de tempo, consideramos que o tracklog estava errado e resolvemos seguir a nossa intuição. Seguimos então acompanhando a mata da margem direita do rio e depois de uma caminhada de aprox. 30 min a partir da ponte, avistamos a cachoeira deslumbrante do alto. Vista maravilhosa e uma grande satisfação de termos encontrado a cachoeira seguindo a nossa intuição. Infelizmente, como estávamos com o tempo um pouco apertado e também como não conseguimos ver facilmente uma trilha para descer até a parte de baixo da cachoeira, tivemos que deixar a vontade de conhecer a cachoeira por baixo para uma próxima viagem. Como chegar: GO - 221, 10km em direção a Doverlândia. Deixamos o carro na estrada logo após a ponte. Depois da cachoeira, voltamos ao hotel, tomamos banho, terminamos de arrumar nossas coisas e pegamos a estrada. Na saída da cidade, paramos para abastecer e percebemos que o restaurante do posto estava aberto. Era o único aberto no domingo. Comemos ali uma boa comida goiana no self-service com precinho camarada. Depois do almoço, nos despedimos de Caiapônia, já pensando em um retorno para conhecermos a Pantano por baixo, a maravilhosa Cachoeira Alvorada (que segundo relatos estava com pouca água) e outras cachoeiras como a bela Campo Belo. Hospedagem: Hotel Palace Avenida. Limpo, organizado e observei que todos os dias a camareira promovia o arejamento e limpeza dos quartos - ainda que desocupados. Ótimo café da manhã. Apreciei, em especial, o capricho da cozinheira Márcia que procurava enfeitar as bandejas, fazendo esculturas com os alimentos. Apreciei também sua higiene e cuidado com os utensílios e ambiente de trabalho. Funcionários simpáticos.
  4. 1 ponto
    Bom dia/noite, fala aí pessoal. Então, após a leitura de vários relatos decidimos fazer nossa aventura de carro até Ushuaia e retorno por El Calafate, El Chaltein, carretera austral, Bariloche. Primeiramente, agradecemos a todos os relatos postados aqui no Mochileiros que contribuíram para a realização dessa missão, possibilitando relatar e retribuir um pouco dessa aventura, apresentando nossas impressões desses 13.000 kilometros rodados em 22 dias, agora em Novembro de 2017. Preparação: Como já dito em vários relatos, efetuamos a aquisição de um cambão, segundo triangulo, kit primeiros socorros, seguro carta verde, seguro saúde, e o principal: Doletas. Roteiro: Saída de São Jose dos Campos/SP, Curitiba/PR, Rio Grande/RS, Chui/RS, Montevidéo, Colonia Del Sacramento, Buenos Aires (via Buquebus), Tres Arroyos/ARG, Puerto Madryn/ARG, Puerto San Julian/ARG, Rio Galegos/ARG, Estreito de Magalhães, Rio Grande/ARG, Ushuaia/ARG. Retorno: Ushuaia/ARG, Rio Galegos/ARG, El Calafate/ARG, El chaltein/ARG, Perito Moreno/ARG, Chile Chico/CHI, Cohialque/CHI, Futaleufú/CHI, Esquel/ARG, Bariloche/ARG, Neoquen/ARG, General Acha/ARG, Santa Rosa/ARG, Rosário/ARG, Paso de los Libres/ARG, Uruguaiana/RS, Erechim/RS, Curitiba/PR, São José dos Campos/SP. Abastecimento: Na Argentina, tem duas opcões nos postos YPF, a Super de 95 octanas a qual utilizamos na viagem inteira sem problemas nenhum, e Infinia de 98 Octanas mais cara. Em portunhol é só solicitar: Bom dia, Super, Cheno (lleno), Tarjeta, que voce vai e volta tranquilo, e paga depois, rss. Com exceção de Buenos Aires (Shell), só abastecemos na rede de postos YPF Full (tem alguns YPF sem Full, kkk), que consiste em combustível de qualidade, banheiros limpos, WIFI, loja de coveniência para café da manha e almoço. pagamento com cartão de crédito, perfeito. Alimentação: É cara, não tem muita opção. Esqueça aquelas bancas de milho verde, caldo de cana, frutas, pastel, buffet, nessas estradas que passamos, não existem. Opção de supermercado somente para bebidas, salgadinhos, bolos, o resto não compensa. Em resumo, voce vai pagar de 160 a 210 pesos em media (R$32 a 42) por pessoa pelo prato principal 50 a 80 pesos pela guarnição (R$10 a R$15), 55 pesos pela latinha de refri (R$11), e 25 a 30 pesos de cobierto (R$6) aquela cestinha de pão com manteiga que voce não pediu, tudo isso, por cabeça, e tanto faz a cara do restaurante, se simples ou luxuoso, o preço não muda (nos pratos básicos), somente a variedade e qualidade, não tem taxa de serviço, voce que colabora se quiser, a maioria aceita cartão de credito. Nos postos YPF voce vai ter a opção para o café da manha, de 55 pesos (R$11) café com leite e duas medialunas (croissant), para o almoço 160 pesos (R$32) um combo de hamburguesa, papas fritas e gaseosa 600 ml, e não adianta querer inverter a ordem, café é de manhã, e hamburguesa é no almoço. Hospedagem: Optamos a maioria pelo Booking a fim de não perder tempo com procura e ter um destino para o GPS e Aduanas (eles precisam preencher no sistema o seu próximo destino,então nas fronteiras é bom ter uma tela com endereço do hotel de seu próximo destino, e não correr o risco de ser deportado, rss). O Desayuno consiste em um café com leite, torrada com manteiga, e nos top vem um suco tipo tang, rss, então não fique dando preferencia por hotel com Desayuno incluído, não vale a pena, já na hospedagem a maioria NÃO aceita cartão de credito, tem que pesquisar bem, aproveitávamos na hora das paradas nos postos YPF. Rodovias: Agora em Dezembro estará liberado a duplicação da serra do cafezal, então até Porto Alegre tudo pista dupla, de Porto Alegre até Pelotas pista simples, Pelotas a Rio Grande pista dupla, Rio Grande a acesso punta del leste/URU pista simples, e após pista dupla até pertinho de Colonia del Sacramento/URU, ruta 3/ARG pista simples sem buracos ate Comodoro Rivadávia, após duplicação em andamento em Caleta Olivia, e após pista simples até Ushuaia (remanescem 15 km para liberar de pista asfaltada (cimentada, padrão Chile),e 25 km a fazer, de estrada no rípio na parte chilena, ou seja, falta pouquinho para 100% até Ushuaia. As rodovias são planas, rendem bem a viagem, anoitece pelas 20:00 21:00 hs, as cidades sãõ distantes umas das outras, portanto nada de deixar baixar de meio tanque de combustível, os postos só existem nas cidades, não se recomenda viajar a noite, pelas distancias das cidades e falta de apoio na rodovia (de assalto não se ouve falar nada, mas cuidado sempre é bom). Inimigo: O VENTO. o vento é extremamente forte, cruel e desumano, rss. Para se ter uma idéia, o volante fica aproximadamente 1 dedo de diferença para o lado esquerdo ou direito da centralização, dependendo do trecho, e de repente diminui o vento e voce tem corrigir rapidamente, pensa nos sustos. Quando voce para, o vento não te deixa abrir a porta ou quase arranca ela fora se não segurar. Nas aduanas guarde bem os papeis, pois ele está lá fora para voar a kilometro de distancia, sua autorização de ficar no país, rss. Ingressos: Acabou o negócio de Mercosul, ou seja, Argentino e Chileno pagam a metade em seus parques nacionais, e estrangeiros pagam o DOBRO, em resumo R$100 pila por cabeça, por parque, dinheiro em espécie. Aduanas: Basicamente há tres etapas, primeiro voce faz a sua imigração e dos passageiros (passaporte, Rg, endereço destino), depois a importação provisória de seu veiculo (DUT, carta verde, Soapex) e por último aquela vistoria para verificar a bagagem (nada de frutas, queijo, presunto, rss, e se tem mercadorias indevidas). Nas aduanas integradas, tudo isso é feito nas aduanas de entrada do pais. Então após tudo isso, certifique-se que voce tem os carimbos de entrada e saída de cada pais, e uma autorização de transitar naquele país, porque sempre tem muita gente e pode ocorrer de faltar algum detalhe. Pessoas: Todas as pessoas que conversamos, pedimos informação, sejam nas aduanas, policia, hotéis, restaurantes, supermercados, postos, ruas, sempre foram muito cordiais, educadas, prestativas, e tudo isso com nosso portunhol. O que pode-se observar na cultura, é que eles prezam pelos bons hábitos (bom dia, com licença, por favor, obrigado, sinalização, ordem de fila). Na medida do possível devo ir relatando os dias individualmente, e respondendo as dúvidas e perguntas, OK. DIA 01 Saímos de São Jose dos Campos via Dutra, marginal tietê, rodoanel, regis Bitencourt (Br116), trecho já habitual até Curitiba, com pit stop em Registro (graal buenos aires) ,chegada a tarde, enchemos o tanque a R$3,79, hospedagem casa de familiares. DIA 02 Saída as 07:00 hs pela br 101, trecho também já conhecido, abastecemos na última cidade de Santa Catarina R$3,79, pois ao entrar no RS o combustível já fica caro R$4,20, não paramos para almoço, continuamos, pista dupla até Porto Alegre, após pista simples BR 116 sentido Pelotas, em seguida pista dupla até Rio Grande. Hospedagem hotel costa doce, muito bom, ótimo custo beneficio, a beira da lagoa, próximo ao shoping onde decidimos jantar e descansar após os 1000 km. DIA 03 Aproveitamos bem o café da manhã, pois o dia seria longo e demoraria um próximo café caprichado. Enchemos o tanque pela (bagatela) de R$4,52 o litro e fomos em busca da cidade de Chui BR 471, fronteira Uruguai. O trecho é muito bonito pois passa pela reserva do Taim com sua exuberante fauna e no meio das lagoas Mirim e Mangueira. Chegando em Chui, completamos o tanque, pois no uruguai é bem mais caro, procedemos a aduana Uruguaia, e seguimos em direção a Montevideo ruta 9, estradas boas, pedágios a R$11,00 (sim, pode pagar em reais, porém com trocado, se der R$50, pelo cambio, o pedagio sai por R$16,00, e o troco vem em Pesos Uruguaios). Chegada em Montevideo, transito de cidade grande, estacionamos e fomos fazer uns cliques. Porém sem demora, porque ainda faltava alguns kilometros até Ushuaia, Rodamos pelas Rambias beira mar e em seguida ruta 1 até Colonia del Sacramento, chegando as 20hs. Procuramos hospedagem e ficamos no Hostel Celestino, 18 de Julio, 70000 Col Del Sacramento,Departamento de Colonia, Uruguai, U$13, beliche quarto compartilhado. O carro pode ficar estacionado em frente (na rua mesmo, a cidade é tranquila).Fomos jantar próximo. Buquebus - Conforme relatos, o esquema é voce comprar antecipado (2 dias) pela internet, pelo site do Uruguay, www.buquebus.uy, tem quatro partidas diarias, sendo a primeira as 07hs (hora local) a qual é o melhor preço, saiu R$ 470, o carro e 3 passageiros, excelente custo benefício. DIA 04 Saímos 06hs do hostel e em 2 minutos já estavamos no terminal portuário. Voce estaciona o carro na area de embarque de veiculos e retorna para fazer o check in no balcao, fazer a imigração, e sobe no 1o andar aguardar o horário de embarque. Quando chamado, os passageiros vão para o embarque e o motorista vai pela escada ao lado pegar o carro e embarcá-lo no porão do navio, tudo organizado e tranquilo, após é subir as escadas e encontrar com os passageiros. Esse horário é excelente, poucos veículos, poucos passageiros, vai com metade da capacidade, navegação tranquila, possui cambio no barco, não muito vantajoso, para não chegar zerado em Buenos Aires. Após 2 hs chegamos no porto de Buenos Aires, todos podem ir ao veículo para sair juntos. Após sair do barco já tem o controle imigratorio, onde pedem passaporte, DUT, e carta verde, conferem o porta malas e, ADELANTE. Quando for sair do terminal tem duas saidas, não faça que nem eu de pegar a primeira, pois o sentido da pista é para direita, e para ir ao centro deve-se ir sentido a esquerda sendo que a primeira voce tem que esperar o transito deixar voce entrar, e na segunda tem um confortável sinaleiro que voce aguarda e entra tranquilo, além do mais voce desembarca bem no horário de rush, mas sem emoção não tem graça, rss. Buenos Aires é uma cidade muito legal, tem amplas avenidas, que de tão amplas se voce ficar nas pistas do meio não enxerga o sinaleiro, por isso fique nas pistas da direita para evitar de furar o sinal, kkk. Achamos um estacionamento na Av Passeo Colon, após a Casa Rosada, excelente localização, fomos caminhando passando pelos principais pontos turísticos do centro em direção a mais famosa rua de Buenos Aires para brasileiros, rss, Calle Florida, para efetuar o cambio e sentir-se de bolso cheio, pegamos a cotação de R$1 = 5 pesos na agencia Gavitur, mas não adianta comemorar muito pois o custo de vida lá é caro. Para efetuar o cambio basta apresentar o passaporte nas agencias de turismo, mas nos bancos tem que ter um comprovante de endereço de buenos aires então, novamente, deixe sempre um print de tela do hotel da cidade, cartão. Feito isso, fomos de tradicional mesmo, mc donald´s tomar aquele café já que estavamos ricos, mas como bom brasileiro pagamos com cartão, kkk, tem outras lanchonetes, cafés e kioskos, no calçadão, é só escolher. Próximo passo, no calçadão mesmo comprar chip na loja Movistar, 50 pesos, 4 horas para ativar, quando receber SMS é só recarregar, aonde? kioskos e nos postos YPF Adelante, comprar um mapa rodoviario da Argentina 75 pesos na banca de revista, e um mapa da cidade de buenos aires para poder achar ruta 3, kkk. Aqui no Brasil baixamos os mapas para o GPS, mas ele é bom para o local em que se está, nada como um bom velho mapa para ter uma visão completa dos trajetos e atualização dos tipos de rodovias. (considero imprescindível e custo insignificante). Devidamente equipados de bolso, estomago e papel, as 12 hs, bora ao estacionamento pegar o carro e ir direto para..., o posto shell abastecer é claro, 24,52 pesos o litro, ou quase R$5 o litro. Pegamos dica com o Sr do estacionamento, então não deu 10 minutos e já estavamos na avenida em direção ao aeroporto e sequencia a famosa ruta 3, transito pesado, pedágios 20 pesos, 30 pesos, e uma placa dizendo que Ushuaia a 3000 kilometros, moleza. A ruta 3 é de pista simples e nos primeiros 300 km transito pesado de caminhoes puxando a safra Argentina, e cheio de caminhões antigos, lentos, ou seja demorado esse trecho como já estava ficando tarde, optamos por pernoitar em Tres Arroyos distante 500km de Buenos Aires, cidade tranquila, hotel Plaza, histórico porém mais ou menos, e pizzaria excelente, La Tabla, H Yrigoyen 157,Tres Arroyos, Buenos Aires, Argentina. DIA 05 Acordamos pelas 07 hs, fomos tomar o cafe da manhã incluido, uma xícara de café e uma medialuna, o qual possibilitou energia para ir até o próximo YPF a 1km e comprar um kit café para viagem, tanques cheio, o nosso e o do carro, bora pegar a ruta 3 ate Bahia Blaca, ruta 22 até La Adela, ruta 251 ate Santo Antonio Este, ruta 3 ate Puerto Madryn, percurso 750 km. Importantíssimo, coloque no GPS a cidade de General Conesa, pois ela fica as margens do rio Colorado que faz divisa entre as provincias de Buenos Aires e Chubut, então passou o rio já tem um posto com Super a 17,50 e seu bolso ficará feliz. passando por Bahia Blanca e chegando em Puerto Madryn, cidade balneária média, mas top, claro que frio e muuuuito vento. Se hospedamos na La casa de Silvia, Nueva León 761, Puerto Madryn, Chubut, Argentina, ótima anfritiã, quarto confortável, wifi, passou varias dicas do lugar, recomendo. DIA 06 Programamos ir conhecer a cidade de Puerto Madryn e seus miradores, a Peninsula Valdez, e seguir viagem. Tirando a parte do seguir viagem conseguimos fazer quase tudo, kkk. Segundo informações de nossa anfitriã, a região rege pela tabela de marés, maré cheia aumenta as possibilidades de ver as baleias jubarte, e para peninsula Valdez o principal seria o passeio de barco, caríssimo, e os miradores ficam distantes. Entãoooo, neste dia a maré cheia era das 04 as 06 hs, ou seja, já era, mas como bons brasileiros e já estavamos alí, levantamos tarde e fomos conhecer assim mesmo. Segue-se por estrada de ripio contornando o porto e por 10 km tem alguns miradores, onde voce deixa o carro e faz caminhada para observação e fotos, nessa brincadeira foi umas 2 horas. Retornamos até a porto e segue-se a esquerda po estrada asfaltada até o parque nacional entrada a 415 pesos por cabeça, e após estrada de asfalto até porto piramides (lugar do barco), e um pouco antes entrada para Punta Delgada e Punta norte, estrada de rípio no começo 20 km trafegável e após intrafegável (ou quebravel, como queiram), costeletas de vaca ao extremo, power, turbo, ou seja sem condiçoes, retornamos a puerto piramides ao mirador de puerto piramides, estrada de ripio de 5 km, porém boa. Excelente, visão da peninsula, loberia, altas fotos. Retornamos a Puerto madryn e já eram 17hs, então decidimos pernoitar por ali mesmo. Recomendo assim, separar 1 dia inteiro pelo menos para a região; deixar o carro e pegar uma Van pelas agencias da cidade para ir a Península. DIA 07 levantamos cedo, tomamos café no apartamento mesmo, e vamos para mais 800 km. Saimos de Puerto Madryn, após 440 km, pit stop no YPF de Comodoro Rivadavia, cidade grande, movimentada, polo da petrolera YPF, de Comodoro até Caleta Olivia, pista ruim esburacada, porém estão duplicando esses 60 km com pistas novas, e vao abandonar a velha (já está, kkk). Também após Comodoro tem uma barreira policial da provincia de Chubut, ali tem que fazer procedimentos quase identicos a imigração, mas tudo bem cortês, de boa para esticar as pernas, rss. Logo em seguida vem a dica principal, lembram dos 415 pesos da entrada da peninsula Valdez, na beira da estrada, tem uma placa, loberia, estacione e vai tirar selfie com os 1000 lobos, leoes, elefantes, marinhos, que ficam "lagarteando" na praia, e o principal, 0800, gratis, a um metro das crianças, ou seja, por que fomos pagar 415 pesos. Voce saindo de Madryn na região de Trelew, tem a pinguinera paga, e no caminho tem lugares para voce entrar e ir ver nos mirantes, nao fomos pelo tempo, mas se tiver dias sobrando, a região é bacana, vale a pena. Assim dirigimos por 800 km e fomos pernoitar em puerto San Julian. Paramos no YPF e conversando com o frentista, informou que o esquema é procurar por Cabanas ao inves de hotel pousada, é mais economico. Dito isso entramos no acesso a cidade e já tinha uma na beira do lago, preço legal, equipada, fomos no mercado la Anonima e compramos suprimentos para o cafe da manha e viagem. Decidimos conhecer um pouco a cidade e jantar no centro, preço qualidade ok, padrao Argentina. DIA 08 Novamente cedo, seguimos viagem pela ruta 3 e após 360 km, Rio Galegos, cidade grande, movimentada, paramos no YPF, pit stop completo, rss, e próxima parada, aduana Chilena, sim, como é aduana integrada, voce passa reto na da Argentina, e faz os procedimentos na Chilena, (saída/entrada), já mais demorada pela quantidade de pessoas, busão, caminhão, carimbo e papel para tudo que lado, vistoria do veiculo, e após uns 40 minutos, adelante, voce entra no sul do Chile, rodamos até o estreito de magalhães, estrada ótima, e aí, parou, parou por que, tempestade, rsss. Ao chegar no estreito de magalhães 15 hs, uma fila enorme, no acostamento caminhões, na pista automóveis, tudo parado, fomos verificar e a notícia oficial era que teria uma janela para a travessia, lá pelas 19 hs, kkk. Voce olhando pela janela, tempo ruim, mar agitado, frio, vento estilo tsunami, bem vindo ao extremo sul das Américas. Passa uma hora, abre um solzinho, acho que agora vai, vai, vai chover tempestade, granizo aos quilos, todos carros se abrigando pelos baú dos caminhões ao lado, voando de tudo um pouco, mas passou, isso era la pelas 17 hs, abriu outro sol, agora acho que vai, fomos verificar e, informaram que está vindo outra, mas com esse sol, e daki a pouco..., REPLAY, nossa, emocionante, os amortecedores e molas dos carros acho que nunca trabalharam tanto, rss, mas como os profetas falaram, chegou 19 hs, passou a tempestade, vimos as barcas ligarem os motores, foram até o meio do canal vazias verificar o mar, kkk, voltaram e chamaram os carros para entrar que nem em dia de promoção, rápido, tinham que entrar voando nas balsa, chegou a primeira, entrou tudo rápido, e partiu estilo Shumacker, na cola, encostou a segunda, entramos no mesmo ritmo, travado o carro, voce desce e vai pagar no caixa, tudo isso nao deu 2 minutos, e olhando pela janelinha, já estavamos surfando o mar, os carros tomando um banho das ondas do mar, altas ondas, mar revoltoso, estilo discovery channel, rss, mas após uns rápidos 50 minutinhos com muita emoção, chegamos do outro lado, a fila do outro lado estava maior ainda, não ia caber todo mundo nas duas balsas. Agora em terra firme, 20 hs, Patagônia, a viagem não pode parar, kkk, bora então. No chile estrada ótima, (concreto), sinalizada, saimos de bahia azul e a próxima cidade é Cerro Sombreiro, tem hostel, posto Copec até 20 hs, kkk, mas como estavamos descansados, partiu froteira San Sebatian. Estrada concretada, perfeita, falta 20 km finais para terminar a pavimentação até a fronteira san Sebatian. Na fronteira, do lado chileno há hostel, e após 5km, fronteira Argentina, há hostel e abastecimento, então já eram 22:30, fazer novamente todos os procedimentos de imigração, para saida Chilena, anda 5 km, para entrada Argentina, isso já era 23 hs, e o agente pergunta, vai pra onde, respondo agora, só até Rio Grande, e outra pergunta, tem reserva hotel, está muito lotado por causa do encontro de motociclistas, hã, como assim, não, forneceu uns mapas, ligou para uns hoteis, tudo lotado, ligou nesse do lado da fonteira, o tonto aki achou que tava caro, ia ver o outro que tambem havia vaga no centro, ou seja, viajamos mais 80 km até o centro e, no hay vagas, full, lotado, pergunta aki, ali,e nada, decidimos, vamos ao YPF abastecer e comer e depois, de estomago cheio, decidimos. Entramos na fila do posto as 01 hs da manha, cidade grande, lotada, abastecemos, conveniencia cerrada, perguntei e o frentista indicou uma pizzaria (Mostaza Planet Rock) que funcionava aquela hora. Chegamos lá, excelente, estilo fast food, saboreamos ela, resolvido o problema do estomago, conseguimos reservar pelo booking uma cabana para Ushuaia para o dia seguinte, problema resolvido, e agora o negócio é onde ficar hoje, isso já pelas 02:30hs, kkk. Nas procura pelas ruas tinha visto uma com balada e cheios de carros estacionado nas ruas no entorno, é aki mesmo,achamos uma vaga boa, com movimentação,bora dormir, kkk. DIA 09 Acordamos pelas 04:30hs, maior solzão na cara, após o excelente pernoite no hotel, lá bancada del coche, kkk, pegamos a ruta 3 e bora Ushuaia. Rodamos 110 km até Tholuin, pit stop no YPF, e ..., tudo congelado, caiu a maior Nevasca, 50 cm de neve para todo lado, poucos carros vindo, cade as cadenas, kkk. Sem cadenas, bora dormir mais um pouco e esperar o gelo derreter ou aumentar a movimentação na rodovia. Reacordamos novamente, o fluxo na rodovia melhorou, carros, caminhoes, então dá para rodar, rss. Superdica: esse trecho de 110 km de Tholui até Ushuaia é o ápice da viagem começa contornando o lago Fagnano, as montanhas todas nevadas, altos picos, rodovia com 50 cm de neve no acostamento, já tinham passado máquina e jogado sal, kkk, alguns miradores e suas vistas padrão windows, rodovia sinuosa, mas tudo muito top, imperdível. Finalmente as 09:30hs após alguns dias e kilometrozinhos do Brasil, chegamos finalmente no portal de Ushuaia ( nada é tão fácil como gostaríamos que fosse, porém nada tão impossível como está escrito nos manuais, kkk), pausa para fotos com muita neve, e fomos caminhar na cidade do fim del mundo em busca do café da manhã,(sim, ela existe, kkk) porém era domimgo, poucos lugares abertos, estacionamos na orla, achamos um lugar aberto, já estava cheio, advinhem, estava tendo além do encontro de motociclistas uma etapa da maratona da Argentina, alguns cruzeiros no porto, enfim cidade abarrotada, mas pela manhã transito tranquilo. Após café, fizemos o passeio pela orla e seus pontos turisticos, a neve constantemente caía e parava alternando com chuva. Questionamos os passeios, mas pela quantidade de chuva e neve, ficou inviável, e aliado ao cansaço, fomos para a cabana recuperar o sono da noite anterior. pelas 20 hs acordamos e saímos até..., a porta, a neve estava a todo vapor, os carros que estavam na rua todos congelados, por sorte nossa cabana tinha garagem coberta, senão..., estava impraticavel sair assim, visibildade quase zero, frio também, então o negócio era ficar entocado mesmo observando tudo pela janela, imaginando aquilo no inverno, tem que ter um trenó para circular por la, kkk. DIA 10 Dia amanheceu, a nevasca deu uma trégua, tentamos pesquisar e achar outro lugar para ficar, mas, tudo lotado, a nossa cabana só tinha vaga para 1 dia, a previsão era que a nevasca seria forte por mais alguns dias, visibilidade baixa, e decidimos que a missão Ushuaia estava definidamente cumprida, com toda plenitude da neve, e com receio de ficar com a estrada fechada, e comprometermos a próxima missão, a lendária ruta 40. Um pouco tristes por não poder aproveitar uns dias a mais, porém com gostinho de poder voltar brevemente, partimos, rodamos até.... o portal da saída, e na barreira policial fomos informados que a rodovia estava com muita neve, seria de bom senso, não arriscar ficar atolado congelado na neve, gritando help, help, kkk, aguardar pelo menos até 11hs, pois iriam passar a máquina e jogar sal para melhorar a trafegabilidade. Assim sendo, retornamos para a cabana e aguardar o horário e pontualmente, partimos novamente, e realmente a quantidade de Neve era impressionante, mas tinha uma rodovia no meio da neve, rss, novamente muito top o trecho, paisagens, miradores, muitas fotos, chegamos em Rio grande, estava acabando uma greve e protesto na rodovia, mas contornamos pela cidade que já tinha decorado pela noite anterior, abastecemos e partiu fronteira para procedimentos de imigração, saída/entrada, rodovia chilena, e novamente quem, o estreito de magalhães, que desta vez estava calminho, calminho, devia estar revoltado com alguma coisa no dia anterior, kkk, aguardamos um pouco a balsa chegar, embarcamos, fomos na segunda novamente, e na outra margem, a fila estava maior ainda, pois tinha um comboio de uns 30 motor home da europa para atravessar também, realmente é um destino muito procurado nacional e internacionalmente, roda-se mais um pouco, chega-se ao trevo que leva ou para Punta Arenas/Porto Natales ou Rio Galegos, nesse ponto voce deve decidir se quer ir fazer o parque torres del paine, no mínimo dois dias úteis para compensar os 21.000 pesos, R$115 pila de ingresso por cabeça, hoteis, alimentação e a infinita beleza do lugar, kkk, maaas, não foi dessa vez, seguimos a direita e novamente os procedimentos na aduana integrada, agora passa reto na Chilena e para na Argentina, lotada, mais uma hora de procedimentos, e partiu Rio Galegos, chegamos 19 hs, destino final do dia, fomos almojantar, abastecer, rápido city tour, fazer as reservas do dia seguinte. DIA 11 Café caprichado, esse fora do padrao Argentina, e vamos inaugurar a RUTA 40, palco de todo piloto que se preza, o resto é só motorista, kkk. Inicia-se pela Ruta 5 que após a metade do trecho encontra a Ruta 40. Esse trecho de Rio Galegos até El Calafate 300 km, continua com as paisagens do pampa Argentino, retas e retas, um monte de Guanácos atravessando a pista, quase nenhuma árvore, pássaro, bem desértico, até chegar próximo ao Lago Argentino, aí volta ao nível, top, plus, ultra, power, kkk, da cordilheira dos andes, e chega-se ao nosso próximo destino, El Calafate, cidade TOP com vários hoteis, pousadas, restaurantes, mercado, maaas, somente dois postos de combustíveis, ou seja, chegou, já entra na fila e encha o tanque, neste YPF, a conveniencia também é 10, tem empanadas e gaseosas a bom preço, pode-se fazer um estoque para jornada da geleira. DICA: a partir daki sempre tanque cheio antes de sair para qualquer destino, primeiro pelas distancias, e segundo pela possibilidade de escassez, não dá tempo de voltar para trás, kkk. Feito isso partimos para o parque los glaciares e sua geleira, Perito Moreno, 90 km, estrada maravilhosa, entrada 500 pesos, R$100 pila por cabeça, mas esse sim é barato e vale a pena, vá o mais cedo possível e volte a hora que te tocarem de lá, kkk, da entrada do parque percorre-se a estrada contornando o lago e frente para a geleira, dois miradores providenciais, cliks e cliks, chega-se ao estacionamento, pega-se a Van, free, que leva ao topo das passarelas, e aí prepare-se para caminhar e tirar fotos a cada minuto, pois, a cada angulo, voce descobre outro detalhe. Ela é imponente em tamanho e beleza, embaixo blocos de gelo flutuando, simplesmente ignorante. Após 17 hs retornamos para El Calafate, completamos o tanque de novo, achamos nossa pousada, e fomos caminhar pela cidade, o comércio principal ´fica na avenida central e suas transversais. Tendo dias disponíveis, recomendo o primeiro dia para conhecer a cidade e seus arredores, lago argentino, e outro inteiro para o parque e sua geleira para aproveitar o máximo posível e descansar intervalos de caminhada, pois o parque é grande. DIA 12 Missão cumprida El Calafate, partimos para El Chaltein, 200 km, retorna-se para a RUTA 40, e segue direção esquerda, estrada, paisagem continua top, na reta da estrada saindo da RU 40 até El Chaltein, é uma suave descida com vista das geleiras e lago, na chegada a cidade possui um mirador e em seguida o único posto de combustível, que fica fora da cidade, funciona a energia ..., das 06 as 22hs, 1 atendente, ou seja, sempre vai ter fila e demorar. Na entrada da cidade tem o centro de visitantes, para ter um breve conhecimento e pegar seu fundamental mapa, pois aki há várias trilhas e direções, escolha a sua, para montar o seu roteiro, basicamente é uma por dia, pela distancia e direção. A cidade é pequena ainda com pouca variedade de opções, hoteis, restaurantes, lojas, etc, porém, percebe-se que irá ficar igual ou maior que El Calafate em curto prazo, portante é ótimo aproveitar enquanto é recente, e sem taxa de ingresso para as trilhas, pois com certeza isso mudará pelo volume do fluxo de visitantes e pela beleza de suas trilhas no meio da cordilheira dos andes. Devidamente instalados, preparar-se para o amanhã de muita caminhada. Dia 13 O ideal é partir o quanto mais cedo possível, e é recomendável, não indispensável, estar em forma, pois a trilha é longa e cansativa, fomos em busca do fritz Roy, 10 km, a lingua vai ficando pelo caminho, as pernas no meio da montanha, paradas para recuperar o folego, enfim, daquele jeito, mas alguma hora voce chega lá. Tem vários pontos de coleta de aguá pelo caminho, voce vai precisar e muito, e cruéis placas de km em km indicando o que terá pela frente, vários cenários perfeitos contemplando os pés das geleiras, enfim imperdível. O ideal é ir de Van para reduzir um pouco a bronca e retornar pela trilha completa, para descer todo santo ajuda, mas não é massagista e nem amortecedor se escorregar nas pedras, kkk. Mas enfim, as 17hs conseguimos chegar de volta na cidade e a primeira lanchonete para comer e repor as energias, se é que tinha sobrado alguma, para conseguir chegar até a pousada e recobrar os sentidos dos viventes, kkk. Outro detalhe, que no dia anterior haviamos deixado nossa roupas em uma lavanderia a kilo, boa e barata, fundamental para a sequencia da viagem, a qual coletamos a noite antes do jantar. Então, vamos fazer outra trilha no dia seguinte ?.... Aí bateu aquela vontade de continuar a viagem, kkk. Mas, realmente, se tiver despreparado, ou descansa um dia para energizar, ou é melhor fazer uma só, não tem taxi nem ambulância na montanha, e o frio é implacável, cada um sabe seus limites, e o do cartão de crédito, kkk. DIA 14 Levantamos com a missão de rodar os próximos 590 km, com destino a cidade de Perito Moreno na RUTA 40. Nesse trecho só há dois postos de combustíveis, saindo de El Chaltein o primeiro fica 1 km antes da cidade de Tres Lagos, muito pequena, e depois somente em Gobernador Gregores. Após Tres Lagos pega-se um trecho de XX km ainda sem pavimentação, mas em bom estado, depois retorna o asfalto de chega-se em Governador Grebores, cidade para abastecimento e alimentação, posto YPF, tendo pela frente 360 km até a cidade de Perito Moreno, estrada boa, região desertica, vento constante, muito frio, pouco movimento, chegamos pelas 18 hs, enchemos o tanque como sempre, se instalamos e fomos em busca novamente de nosso almojantar, cidade simples sem muitas opções, mas resolveu o problema. Aqui cabe um parentesis, haviamos optado por essa cidade em função do custo do hotel, mas o dia posterior apresentou a cidade de Los Antiguos, com mais 60 km pela frente, como a mais indicada, pois fica a beira do lago Buenos Aires, com casas de veraneio (ou inverneio, kkk) com mais opções de restaurantes, enfim tem mais cara de cidade, e já fica na fronteira com o Chile, com várias cabanas para locação. DIA 15 Aqui novamente é um ponto de controle onde voce deve decidir o rumo em função do tempo e cascalho, rss. Dentro da meta, vamos em rumo agora da CARRETERA AUSTRAL no Chile, seguimos em direção a Los Antiguos que faz fronteira com Chile Chico no Chile. Aqui a fronteira da Argentina é rápida, mas a Chilena é demorada, pois além da papelada normal, tem que descer toda a bagagem, pegar aquele carrinho de aeroporto, passar pelo raio X, fazer caber tudo de novo no bagageiro, porém, conversar com várias pessoas e contar sua viagem, aguentar ainda os 7 x 1 da Alemanha, kkk, mas voce sobrevive, só que demora. Feito isso, chega-se ao centro da cidade de Chile Chico e precisamos agora fazer câmbio para enfrentar a parte chilena, porém era Sábado, e segundo informações, somente a loja do Martin pescador operava com este produto, achamos, trocamos um pouco, cambio nada favorável, mas melhor do que ficar liso em terras estrangeiras, não se pode ganhar sempre. Partimos pela carretera austral que é de rípio e sinuosa, mas com mirantes espetaculares. Se voce já rodou por lugares lindos, daqui em diante, papai do céu tirou nota 10 em tudo. Pegamos esse dia ensolarado, fundamental para apreciar sem moderação nenhuma a Cordilheira dos Andes. Voce inicia contornando o lago General Carrera que após o Lago Titicaca no Peru, é o maior da América, com sua coloração azul intensa, verde brilhante, montanhas com seus picos nevados, rios caudalosos de degelo, aki o cenário é Bruto, inúmeras paradas em seus miradores para cliks, fomos em busca das CAPILLAS DEL MÁRMOL, saída localizada em baía Mansa, uns 15 km antes de Rio Tranquilo (180 km de rípio). Tem placa na entrada, voce tem que descer uns 1000 mt montanha abaixo numa estradinha que não passa dois, deixa o carro estacionado e pega um barco (voadeira), com duração de 1 h (com certeza, essa será uma das melhores hora da sua vida), navegando pelo lago General Carrera, aquele mesmo que a umas horas atrás voce estava admirando em vários pontos lá de cima, e chega-se nas esculturas naturais na rocha em cima e abaixo dágua, o lugar é Animal, voce entra com o barco em algumas, depende do vento, o contato com a natureza é ao extremo. Nessa tarde estava ventando muuuito, então pensa na emoção. O ideal ´sair bem cedo, pois a estrada não ajuda, voce tem que ir a 40km/h se quiser chegar com seu carro inteiro, e fazer pela manhã para aproveitar a luz solar completa. Feito o passeio, a missão agora é ..., subir aquela estradinha, meu, carro 1.0 acho que não sobe, pois está cheio de pedras soltas para tracionar, na hora da saída, tinha algumas vans e uma teve que ser puxada, pois não subiu, tivemos que embalar desde lá de baixo e não diminuir nem nas curvas e pedras para todo lado, mas o guerreiro venceu, chegamos ao topo, então fica a dica, deixe o carro confortavelmente estacionado na placa da entrada e vá caminhando, sei que a volta é subidão, mas conserva o carro e a viagem no lugar, kkk. Próxima parada depois em Rio Tranquilo, tem posto Copec, abasteça, aki a cidade tem opções de hospedagem e alimentação, altamente recomendável pernoitar nela, pois o próximo destino é Cohialque e voce pega 120 km de rípio, ou seja 3hs tranquilo, e mais 100 km de asfalto até Cohialque, porém atravessando a cordilheira, assim fomos chegar quase 22:00 hs, esgotados, não tinhamos reservado hotel, a cidade é grande, aquele perrengue até achar um no padrão BBB, mas nós é brasileiro, achamos uma cabana excelente, os proprietários mais ainda, indicaram e pedimos um disk pizza excelente, inclusive no cartão, também depois do dia inteiro sem comer naquela hora, até papelão no espeto era prato principal, kkk, em resumo, é um trecho grande pelas dificuldades, deve-se dividir em dois dias no mínimo. DIA 16 Pela primeira vez depois da neve, choveu muito a madrugada inteira, mas não vimos nada, kkk. Acordamos mais tarde, aquele vento da Patagônia, mas agora tinhamos que cumprir o roteiro pois senão comprometia a sequencia da viagem em termos de data. Vamos indo devagarinho, a chuva parou, agora esse trecho da estrada está asfaltado, bora lá. Já havia dito que a paisagem é nota 10, mas pode considerar agora um 11, pois até então imagina-se que a cordilheira dos andes é uma barreira montanhosa intransponível que divide o Chile e Argentina. Nããão. Ela é um complexo, de vales com muito verde no meio das montanhas, com fazendas, sítios, belíssimos rios, embaixo, e no alto aquele picos nevados, geleiras, vulcões, é um contraste impressionante. Com certeza a CARRETERA AUSTRAL CHILENA é uma das estradas mais belas do mundo, claro que fora do inverno, pois deve congelar tudo nessa época, e a dificuldade ser enorme. Rodamos pelo asfalto 200 km, aí tem o trecho de subida de 15 km e descida de 10 km do parque Nacional Queluat, o de subida já prepararam a brita para o futuro asfalto, mas a descida ainda não, estão vindo de Puyuapi para cá, por isso tem que pegar um balsa para chegar em Puyuapi num trecho de 3 km, mas as carretas vao pela estrada mesmo, então em curto prazo esse trecho também ficará pronto. Puyuapi também é uma cidade pequena mas bem ajeitada e depois de finalizado o asfalto deve crescer bem, detalhe alí que voce tem o acesso ao ventisqueiro Queulat, dá para ver da rodovia, mas como já tinhamos pego o começo dele em El Calafate e a demora da Balsa, optamos por seguir em frente, pois já haviamos reservado cabana em Futaleufú, fronteira com a Argentina, mas compensa se tiver tempo em pernoitar ai e curtir todo o visual. Após a saida de Puyuapi, novamente pegamos um trecho de 15 km de ripio preparado para asfalto, ou seja um poeirão e muita brita solta, a tecnica consiste pelo jeito, em deixar os veiculos compactarem bem a base para eles passarem o asfalto, afff, cruzamos com as máquinas asfaltando em pleno domingo, então, essa hora devem estar acabando mais esse trecho de asfalto ate Puyuapi, passamos por Vila Santa Lucia, abastecemos, e aí voce deixa a carretera austral e vira a direita na 235 que é toda de ripio mas em bom estado, vai contornando as montanhas dos Andes, beirando o lago Yelcho, tudo TOP também, e após percorrido 200 km, estamos em Futaleufú, fronteira com a Argentina, terra das corredeiras e raffting, para os amantes do esporte, aqui é o lugar, estilo radical. Cidade pequena mas tem hotel, restaurante, combustível, mercado, etc. Toda essa região tem muita coisa para ver e fazer, haja tempo e dinheiro para poder aproveitar tudo, porque para nós brasileiros, o custo é meio caro. Achamos nossa cabana, após instalados, fomos caminhar nas ruas da cidade em busca de nosso merecido jantar. DIA 17 Embora rápido, pudemos conhecer um pouco da Patagônia Chilena, seus contrastes, na certeza de retornar para apreciar com mais calma, a magnitude da região. Como não ganhamos na mega ainda, partiu Argentina novamente. Fizemos os tramites aduaneiros, esse Paso é bem mais tranquilo e menos movimentado, rapidamente já estávamos em solo Argentino ainda no rípio, em busca da cidade de Trevelin, agora já asfalto, Esquel a 90 km, e Ruta 40. Esquel também já é bem estruturada, movimentada, pausa para lanche, abastecimento, posto YPF, e retomamos a ruta 40 para percorremos mais 300 km até BARILOCHE, nosso próximo destino, aqui esse trajeto já é bastante movimentado, com a cordilheira ao fundo e seus vulcões. Também tem a cidade de El Bolson no caminho para Bariloche, que também é bom ponto de hospedagem para os viajantes como alternativa a horário e custos, embora Bariloche, fora de temporada é bem tranquilo de achar lugar e com inúmeras opções. Chegamos no meio da tarde e fomos se acomodar, optamos por fazer um mercado para a janta e café, mas o mercado argentino não tem muitas opções como os nossos, e os preços não compensam, único ponto forte é os vinhos, tem desde R$7,00 aqueles que a gente paga R$30 aki, os intermediarios de R$ 25, que é os caríssimos daki, até os top de tudo quanto é preço, então dá-lhe comprar vinho, para comparação Coca Cola 2lt estava R$22, fizemos pequeno reconhecimento da cidade, mas deixamos para o dia seguinte para fazer o circuito completo. DIA 18 Bariloche também é um ponto alto da viagem, a cidade margeando o lago Nahuel Huapi com a cordilheira dos Andes com seus picos nevados emoldurando ao fundo, temperatura agradável, o pessoal estava até curtindo um bronze a beira do lago, cidade super movimentada com inúmeros hotéis, pousadas, restaurantes, supermercados, enfim, estruturada. Como já estavamos estasiados de tanta neve e paisagem exuberantes da viagem inteira, resolvemos não fazer os miradores tradicionais, fomos fazer o circuito chico mas sem subir o campanário, catedral, e sim conhecendo os atrativos diversos das ruas em si, passando pelo famoso hotel Lao Lao, contornando o lago Nahuel, e de repente uma movuca em uma colina, com vendedores ambulantes, carros parados, opa, aqui é lugar, estacionamos, e tivemos a grata surpresa de ser um mirador 0800, com vista de todo o lago, o dia estava perfeito, ensolarado, aquele tom de azul do majestoso lago, as montanhas com seus picos nevados, show, imperdível. Retornamos, aproveitando cada paisagem em direção ao centro, onde após percorremos a pé suas ruas, setor histórico, calçadão, várias lojas, completando o curriculum de turista, kkk. Inicialmente o roteiro estava na expectativa de seguir na sequencia em direção a Pucón e Santiago no Chile, e retornar pelos famosos caracoles, Aconcágua, e passar em Mendoza e suas vinicolas, porém o prazo já estava no limite ( a grana também, kkk), assim iniciariamos no dia seguinte a viagem de retorno. DIA 19 Com muito arrependimento por não ter ganho na Mega sena ainda, rss, fomos batendo em retirada de Bariloche e da surpreendente Cordilheira dos Andes. Voce inicia a saida contornando o lago Nahuel Huapi pela RN 40 em direçao a Vila La Angustura e prossegue reto pela RN 237 sentido a cidade de Neuquén, após alguns quilometros voce vai contornando o Embalse Alicura do rio Limay, que é um dos maiores diques da Argentina: (La represa de Alicurá, está equipada con cuatro turbinas Francis de eje vertical con una potencia instalada unitaria de 262,5 MW lo que totaliza 1.050 MW. Se ubica en la estepa patagónica, sobre el cauce del río Limay, 130 km al norte de la ciudad de Bariloche, El embalse se usa primariamente para generar hidroelectricidad. El reservorio se emplea para la cría de salmones y de truchas de río. Alicurá almacena de una cuenca hidrográfica de 67,5 km², su prof. media es de 48 m (máximo 110 m) y 327.000 hm³, fonte: wikipédia), ou seja, é enorme e excelente cenário com a Cordilheira ao fundo, se tiver tempo lá vai mais um album de fotos, kkk. Após percorrer 450 km por 5 hs chegamos a cidade de Neuquen, cidade enorme, transito intenso, e tava difícil de fazer uma pausa para o rango, pois os postos ficam nas vias marginais da Ruta 22, que estavam mais intensas ainda, como dia seria longo, continuamos, voce tem duas opções, continuar pela ruta 22, ou seguir a esquerda pela RN 151, foi o que fizemos para pegar menos transito, mas não tem jeito, também com muito movimento, e fomos conseguir parar no YPF na cidade de Veintecinco de Mayo as 15:01 hs, abastecemos, e fomos nas tradionais Hamburguesas, porém, só atende até 15hs, kkk, vamos lembrar disso na próxima viagem, kkk. Enchemos o estomago de ...agua e vamos em frente percorrer, agora pela RN 20, mais 300 km até a cidade de General Acha, ponto de apoio perfeito, cidade pequena mas com vários hotéis BBB e varias opçoes de restaurantes, ou seja, voce não perde tempo procurando e enfrentando transito desconhecido, decisão super acertada, pois a idéia inical era pernoitar na cidade de Santa Rosa, porém teriamos mais 110 km e a cidade é grande. DIA 20 Devidamente descansados, abastecidos e alimentados, continuamos pela RN 152 após a esquerda pela RN 35 até a cidade de Santa Rosa, grande, movimentada, e segue a direita pela RN 5 sentido Buenos Aires, até a cidade Trenque Lauquen, abastecemos, e novamente duas opções, continuar pela RN 5, ou seguir a esquerda pela RN 33, a qual definimos em função de possiveis ponto de apoio, e nossa meta neste dia era a grande cidade de Rosário. A estrada vai beirando grandes plantações de Arroz, ou seja agua dos dois lados da pista, então em temporadas de chuvas, deve ter alagamento em alguns trechos, tem que ficar esperto. O trecho até Rosário tem 750 km pelo pampa Argentino, com um mix de estâncias de Arroz, Trigo, cidades pequenas e médias, muito transito de caminhoes, pista simples, motorista Argentino andando a 130 km/h, o dia vai passando, e finalmente e anoitecendo a cidade de Rosário, agora sim, cidade Top, enorme, transito intenso, mas a cidade é planejada e voce se acha bem, lá pelas 20 hs estavamos em nosso hotel, em seguida no resturante alí perto. Rosário é uma cidade universitária, polo da região, e o pouco que conhecemos, se tiver disponibilidade, vale a pena conhecer bem, fica a beira do enorme Rio Paraná, temperatura quente, bem vinda após os frios intensos da Patagonia. DIA 21 Esse era o dia de fazer o trecho pela temível província de Entre Rios, assim utilizamos uma engenharia de rota para amenizar possíveis surpresas. Então cruzamos o rio Paraná pela majestosa ponte com vistas incriveis, pela RN 174 passamos por Victoria até Nagoya, após a direita utilizamos a RN 12 até Governador Solá, viramos a esquerda pela RN 6 até Paso de La Laguna, a direita pela RN 18 até Calabacilas na autoestrada RN 14. Uma boa rota, somente uma vez a polícia parou, pediu documentos, mas agora o espanhol já é mais enrolado, tinha pedido uma tal de caderneta, mas a que eu conheço e somente da Poupança da Caixa, kkk, aí resmungou não sei o que e foi parar outro carro deixando falar sozinho, então também vamos embora, depois que fui saber que a tal de caderneta é a Identidade ou passaporte, que é apresentada junto com a habilitação, mas como nóis é brasileiro, o queko, fica para a próxima, kkk. De CAbacitas até Paso de Los LIbres é praticamente uma reta sentido Norte, estrada excelente, que funciona assim, velocidade permitida até 130 km/h e de 80 km/h nos retornos e entrada de cidades, com radar funcionando nuns furgões descaracterizados, ou seja, ficar ligado, pois existem muitos retornos e cidadezinhas pequenas, muitos postos de policia, porém só estavam parando no sentido para Buenos Aires, em nosso sentido não vimos nada, perfeito. Após 610 km chegamos ao anoitecer em Paso de Los Libres onde aproveitamos fara fazer as compras de estoque de Alfajor, paramos na fronteira para fazer a saida da imigração Na Argentina, cruzamos a ponte sobre o rio Uruguay e estamos finalmente em solo brasileiro em Uruguaiana, onde pernoitamos. DIA 22 Agora em ritmo brasileiro, bora retornar para casa, aqui voce tem a opção mais longa de ir pela BR 290 até Porto Alegre e pegar BR 101 pista dupla e plana até a fronteira com o Paraná e subir a serra e seguir até curitiba, ou ir pela BR 285 até Passo Fundo e BR 153 até União da vitória no Paraná, foi o que fizemos, porém até São Borja a estrada está ruim, leva-se um bom tempo, paramos para almoço na terra de Getulio Vargas em São Borja, e também depois para conhecer as ruínas de São Miguel das Missões (somente interessante), e nessa brincadeira acabamos demorando mais tempo do que o previsto, que ao chegar em Erechim decidimos pernoitar para evitar rodar de noite e pegar chuva até Curitiba e assim faríamos com tranquilidade no dia seguinte. CONCLUSÃO Uma enorme experiência para o curriculum, tres países, tivemos a liberdade de conhecer muita coisa sem depender de pacotes engessados, conhecer muitas pessoas, cidades, lugares inesquecíveis, outras formas de viver e conviver, enfim, com um bom planejamento, disponibilidade de tempo e grana, o resultado é Excelente, e bora preparar a próxima, rss.
  5. 1 ponto
    Olá pessoal! Meu nome é Natália, tenho 21 anos e em janeiro desse ano fiz o clássico mochilão Bolívia-Chile-Peru durante 25 dias. Vim aqui compartilhar com vocês tudo que vi e vivi por aqueles lados e dar algumas dicas também! Primeiro de tudo tenho que agradecer a todos que postam relatos de viagem aqui, realmente ajuda muito. Eu li tantos relatos daqui que quando eu tava nas cidades era como se eu já soubesse onde ficavam as coisas, quais preços negociar com os taxistas.. kkk Deixo aqui meu agradecimento especial ao rodrigovix que escreveu o relato mais famoso aqui do mochileiros! Todos os brasileiros que eu encontrei estavam seguindo o relato dele, é realmente completíssimo. Eu baixei em pdf (tem o link lá no relato dele) e usava como guia quando eu tinha alguma dúvida, tipo: “ahh, cheguei em Arequipa.. Deixa eu ver quanto o Rodrigo negociou o táxi aqui”. Foi bom pra ter uma noção dos preços, recomendo o download! Agradeço também a todos que me inspiraram com seus relatos: leticia.amorim, barbara.fabris, nogy, guto.okamoto, tia poly e muitos outros. Valeu galera! Bom gente, essa viagem foi bem especial pra mim porque foi o meu primeiro mochilão e também a minha primeira viagem sozinha! Montei o roteiro baseado nos relatos daqui e fui adaptando de acordo com minhas necessidades e preferências. Comprei também um exemplar usado do Guia do Viajante Independente da América do Sul, é um livro muito bom pra ter informações dos lugares que você vai. Sobre os gastos: Antes de viajar montei uma planilha com os gastos que eu estava estimando. Fiz os cálculos com os valores que peguei nos relatos mais recentes que eu li. Peguei a planilha que a Maryana Teles postou aqui no fórum (valeu Mary!) e modifiquei ela, vou deixar linkada aqui. Essa foi a planilha com os gastos estimados! Mas os gastos reais foram menores. Estava planejando levar 1200 dólares mas acabou que não consegui juntar tudo isso.. E também o dólar aumentou muito depois das eleições nos EUA. Acabei levando só 1000 dólares + 300 reais que meu pai me deu de Natal (valeu pai!). Desse dinheiro gastei 900 dólares + 200 reais. E olha, com esse dinheiro deu pra fazer todos os passeios que eu queria, comprei muita coisa, fiquei em todos os Wild Rovers, não passei fome kkk Eu economizei bastante na alimentação e transporte, as vezes me dava o luxo de uma comida típica ou mais cara, mas a maioria das vezes comia nos mercados (adoro!) ou em restaurantes baratinhos, e no transporte sempre comprava o ônibus mais barato de todos kkk Ficava sempre em hostels no quarto mais barato, com exceção de Copacabana, onde eu passei muito mal e tive que pagar 2 diárias em um hotel mesmo. Dá pra fazer por menos? Com certeza! Quanto mais você controla seus gastos maior vai ser a economia. Ah, levei tudo em dinheiro mesmo na doleira. Troquei reais por dólares aqui em BH no começo de dezembro na péssima cotação de 1 dólar = R$3,57 Ressaltando aqui que nesse valor não está incluída a passagem para Santa Cruz, que deixei pra comprar em cima da hora (novembro) e paguei caro! De BH pra Santa Cruz paguei R$1644,00!! Conheci alguns mineiros de BH na viagem e eles me disseram que compraram em julho pra viajar em janeiro e pagaram metade do preço. Então tentem não deixar pra última hora.. Eu deixei porque só podia começar a pagar as parcelas em janeiro kkkk Outra coisa que não está inclusa é a passagem Santa Cruz - Sucre, que me custou 50 dólares. Essa passagem também é bom reservar com um mês mais ou menos antes viu. Olhei um mês antes e tava 30 dólares. Deixei pra uma semana depois e já estava 50! Não sei qual é meu problema em comprar passagens kk Seguro Viagem O seguro eu fiz pela Mondial e paguei 160 reais. Comprei na Black Friday com 30% de desconto. Não sei porque mas quando eu selecionava no motivo de viagem a opção mochilão o preço ficava absurdamente caro.. Então selecione como motivo lazer/turismo pra um preço mais amigável. Não utilizei o seguro nenhuma vez mas eu recomendo que vocês façam. Não foram poucas as pessoas que conheci que precisaram acionar o seguro! Sem contar que eu quase acionei também quando peguei uma intoxicação alimentar em Cusco. Compras pré-viagem Como falei antes, esse foi meu primeiro mochilão. Eu não tinha quase nada, só algumas roupas de frio, então tive que gastar um dinheirinho antes de viajar. Esses gastos não estão inclusos no gasto total da viagem, porque é uma coisa meio pessoal né. Segue a lista das coisas que comprei: Mochila 60 litros da Quechua- 330,00 na Decathlon - 2 meses depois estava 289,00 Capa de chuva pra mochila - 59,90 Conjunto segunda pele 100,00 Toalha de secagem rápida - 34,99 Bota impermeável - comprei usada no site enjoei uma da Quechua 2 cadeados - comprei em um camelô aqui em BH por 5 reais cada. A qualidade não é lá essas coisas mas deu pro gasto 1 lanterna - também no camelô por 8 reais Recomendo muito a compra de um óculos escuros também se vocês não tiverem.. Eu não consegui comprar e tive que usar um muito ruim desses que vendem na praia sabe? Péssima ideia kkk Documentos Os países que fui não exigem passaporte de brasileiros. Eu fui com meu RG e deu tudo certo. Só tem que tomar muito cuidado pra não perder os papéis que receber nas fronteiras dos países. Levei também o certificado de vacinação contra febre amarela que não me pediram em nenhum momento. Mas é bom fazer, vai que né.. Bagagem Fiquei com medo da mochila que comprei ser pequena demais (60L), mas cabe coisa demais viu gente? Eu levei muita coisa, não recomendo levar tanta coisa como eu porque fica pesada e eu comprava as coisas lá e ficava sem espaço pra colocar. Vou fazer a listinha daqui com as coisas que levei pra vocês terem uma noção e vou classificando se foi necessário ou não. No mochilão: -1 calça jeans (necessária) - 1 calça legging (necessária) - 2 shorts (apenas 1 é suficiente) - 1 moletom (usei pouquissimo, levaria só na época de frio) - 1 biquini (necessário) - 1 blusa de manga comprida (necessário) - 1 blusa segunda pele (necessário) - 1 calça segunda pele (necessário, usei muito, levaria 2!) - 4 camisetas sem manga (só 2 é suficiente) - 7 camisetas com manga (comprei algumas no meio da viagem, levaria só umas 5) - 4 sutiãs (necessário) - 2 toucas (não sei porque levei 2, só uma é suficiente) - 1 sandália (totalmente desnecessário) - 7 meias (necessário, levaria um pouco mais) - 10 calcinhas (necessário) - 1 blusa grossa impermeável (necessário, mas a minha era muito volumosa.. Levaria um corta-vento com menos volume) - 1 chinelo (necessário) - 1 bota impermeável (necessário) - 1 tênis (usei muito mas dava pra ficar sem) - 1 Capa de chuva (necessário) - 1 toalha de secagem rápida (necessário) - T de tomada (necessário) - jogo UNO (gostei muito de ter levado, usei em Uyuni) - 1 calça tailandesa (usava pra dormir) Na mochilinha: - 1 caderno pra anotações - 1 camera e carregador - carregador de celular - pastinha de documentos (RG, papeis da imigração, certificado de vacina, cópia de tudo) - protetor auricular (importante pra quem for ficar em hostel!) - óculos de sol horrível (necessário, mas comprem um bom) Algumas dicas: Se você for fazer trekkings recomendo a compra de meias próprias para trekking. Eu não comprei e me arrependi! Se forem na época de chuva não esqueçam de levar uma BOA capa de chuva, não peguei tanta chuva nas trilhas que fiz, mas peguei uma senhora chuva em Cusco e descobri que a minha capa de chuva não era tão boa, vazou água pro lado de dentro Comprem um bom óculos escuros. É um investimento que vale a pena. Saco de dormir é desnecessário no verão, inclusive no Salar. As mantas que forneciam nos refúgios eram suficientes, e olha que eu sou friorenta. É legal levar tênis pra andar pelas ruas da cidade, descansar os pés um pouco das botas! Necessaire*: Cortador de unha Desodorante Pente Sabonete Shampoo Condicionador Lixa de unha Creme de cabelo (explodiu na mochila e joguei fora) Protetor solar facial Protetor solar corporal Protetor labial Maquiagem (delineador, corretivo, base, pó, lápis de sobrancelha - usei quase nada) Pinça Escova + pasta de dente hidratante *É possível comprar tudo nos lugares, deve ser até mais barato. Eu preferi levar mas algumas coisas começaram a vazar/explodir. O creme de cabelo por exemplo nem usei, melecou minha bolsinha toda Remédios**: Paracetamol (dor de cabeça) Dipirona (febre) Dramim (enjoo - tomava pra dormir nos onibus) Multgripe (pra gripe) Salompas em gel (dor muscular) Imosec (diarréia) Band-aid dorflex **usei praticamente pelo menos um de todos que levei, menos dipirona e multgripe. Na doleira: 1000 dólares + 300 reais Cartão de crédito pra emergencias (não foi usado) Identidade (levei 2, uma velha na doleira e uma na mochila de ataque) Altitude Quase não senti os efeitos da altitude.. Senti um pouco de dor de cabeça quando estava no segundo dia do tour do Salar de Uyuni, uma amiga que conheci no tour me deu aquelas Soroche Pills, e rapidinho eu tava bem! Senti um pouco também quando estava subindo as montanhas coloridas, o guia me deu um pouco de água florada, muito boa também. Mas recomendo comprar algumas folhas de coca pra fazer o tour do Salar.. Câmbio O dólar estava mais vantajoso em praticamente todos os lugares que fui. A única exceção foi Arequipa, encontrei boas cotações para o real lá, tanto que troquei 200 reais. No resto compensa mais levar dólares. Tentem cambiar tudo em cidades maiores. As cotações nas cidades pequenininhas são ruins. Roteiro Meu roteiro sofreu algumas alterações durante a viagem. Cortei um dia em San Pedro, porque dava pra fazer os passeios que eu queria em 2 dias e também porque lá tudo era muito caro e adicionei mais um dia em Arequipa. Não incluí Ica no roteiro porque estava com medo do dinheiro não dar (bobagem) e também porque eu não queria um roteiro muito apertado de passeios.. Queria pelo menos um dia em cada cidade pra ficar tranquila e andar sem rumo pelas ruas. Recomendo que tentem fazer isso, deixem um dia pelo menos pra ter tempo de explorar Arequipa, Cusco, La Paz.. São cidades muito interessantes, diferentes, tem muita coisa pra ser vista. Segue o roteiro que fiz: 01/01 - BH -> SP -> Santa Cruz -> Sucre 02/01 - Sucre -> Uyuni 03/01 - Uyuni - Tour pelo Salar 04/01 - Tour pelo Salar 05/01 - Tour pelo Salar -> San Pedro de Atacama (Valle de la Luna) 06/01 - San Pedro de Atacama -> Arica (Piedras Rojas) 07/01 - Arica -> Tacna -> Arequipa 08/01- Arequipa (museus, mercado, etc) 09/01 - Arequipa (Canion del Colca) 10/01 - Arequipa -> Cusco 11/01 - Cusco (fechar passeios, mercados, andar pela cidade) 12/01 - Cusco (Valle Sagrado) 13/01 - Cusco (Montanhas Coloridas) 14/01 - Cusco -> Aguas Calientes 15/01 - Aguas Calientes -> Machu Picchu! 16/01 - Aguas Calientes -> Cusco 17/01 - Cusco (Free Walking Tour) 18/01 - Cusco -> Copacabana 19/01 - Copacabana 20/01 - Copacabana (bate-volta na Isla del Sol) 21/01 - Copacabana -> La Paz 22/01 - La Paz (andar pela cidade, teleférico, mirante, etc) 23/01 - La Paz (Downhill) 24/01 - La Paz -> Santa Cruz 25/01 - Santa Cruz -> SP-> BH Sobre mulheres viajando sozinhas Muita gente durante a viagem me perguntava por que eu viajava sozinha. Eu sempre quis fazer uma viagem assim e adorei! Não tive nenhum problema em relação a isso, pegava transporte público nas cidades, voltava pros hostels de noite sozinha.. Conheci muita gente durante a viagem, então nem ficava tão sozinha. Sempre tinha alguém pra conversar. Achei as cidades relativamente seguras. Mas eu tomava cuidado sempre. Vi algumas pessoas falando que foram furtadas, tiveram a mochila roubada, então é importante estar sempre atento a seus pertences. Eu não desgrudava da minha mochila de ataque, ela sempre ia no meu colo nos ônibus e sempre que eu saía, mesmo nos tours eu levava comigo (meus documentos estavam lá!). E a doleira ficava comigo o tempo todo, só tirava pra tomar banho kkk Então se você está insegura de viajar sozinha por esses países: não fique! É super tranquilo. Vi muitas gringas viajando sozinhas também, é mais normal do que pensamos. Só vai! Finalmente vou começar o relato do dia-a-dia. Anotei quase todos os gastos, deixarei os gastos do dia no final do post de cada dia. Qualquer dúvida podem me mandar por aqui, por MP, por e-mail: [email protected], por carta, etc. Vamos lá! Planilha da alegria: Mochilão Peru e Bolívia - estimativa.xlsx
  6. 1 ponto
    Plano inicial: - Pegar o máximo de caronas possíveis. -Acampar o máximo de dias possíveis. -Fazer meu rango na panelinha. Praticamente as principais refeições. Porquê: - Para testar minha disposição. -Pegar carona pela primeira vez na vida e comprovar para mim(e agora para vocês) que pegar carona funciona. -Acampar e ficar mais em contato com a natureza. -Se sentir vivo, totalmente fora da zona de conforto. Planejamento: - Não tive algum, nem direções precisas, a Patagônia foi mostrando seu esplendor. Decidi muito em cima da data que iria até Ushuaia. O que vocês acham no relato: -Acampamento ; natureza ; neve ; comida no camping ; barraca ; viajar barato funciona ; frio ; pessoas de coração grande ; fotos ; câmbio ; caronas ; comida na panela ; O que eu levei: -Para cozinhar: -Espiriteira(fogo a álcool) -Uma panela média -Álcool desidratado ou de posto de gasolina, pode ser de cozinha também, mas demora pra aquecer. -Talheres: faca, garfo e colher -1kg de arroz -Temperos; orégano, gengibre em pó, sálvia -Lentilha -Massa No caminho comprava coisas frescas para cozinhar. Para a viagem: - 1 barraca Guepardo Everest 1, uma pessoa, queda d'água 2000mm -1 saco de dormir -1 isolante térmico, para colocar entre o chão e o saco de dormir. -2 calças, um jeans, uma calça moletom.(levar calça impermeável, eu não levei e fez falta). -4 camisas -3 cuecas -4 meias -1 bota -1 chinelo -2 bermudas -1 casaco grande -1 moletom -2 camisetas manga comprida -1 boné -1 toca de lã -óculos de sol -1 facão Se eu lembrar de algo mais coloco aqui, mas isso foi o essencial. Sobre medicamentos - Eu não levei nenhum medicamento, pra dor de cabeça, estômago ou qualquer dor que o pessoal diz que têm. Só levei carvão vegetal, que serve pra desintoxicação. E na viagem inteira não passei mal, nem xorrioo . Fiz um vídeo rápido mostrando um pouco da aventura. Início: De Feliz a capital Porto Alegre fui de ônibus, porque imagina aqui no interior se parar na estrada com duas mochilas e um cartaz escrito: Porto Alegre e um :'> do lado e segundo o que o povo aqui da minha cidade costuma falar: Meu deus, o filho do cara pirou, ta na estrada com 5 mochilas e uns 3 cartazes, me parece que perdeu o emprego e agora vai tentar a vida em Porto Alegre, vai vira mendigo, é uma pena, o guri é tão bom. Porto Alegre peguei outro ônibus para sair da capital, andei uns 27 km até Butiá, cidade pequena e isolada. Duas horas na estrada e nada, sol das duas fervendo meu crânio, estava totalmente decepcionado com o lance de pegar carona, mas não desisti, fui caminhando e conversando com o pessoal, até que me indicaram umas saída de caminhões adiante. Na guarita me ofereceram água e consegui minha primeira carona de uns 110 km até um posto de gasolina :'> :'> . No posto mais decepção, nada de uma carona parar, sol rachando. Sem esperanças e com medo de acampar a primeira vez perto de um posto de gasolina, comprei uma passagem até Uruguaiana. Chegando perto das 12:30am e acabado do dia inteiro, montei a barraca do lado de fora da rodoviária e foi ali que comecei a ter gosto pela trip. Pela manha o guarda me acorda e diz que já está na hora amigo ... levanto acampamento e começo a caminhar direção fronteira, atravesso a ponte de Uruguaiana até Paso de Los Libres, que no caso é proibido passar por lá caminhando ou de bicicleta. Como a funcionária da aduana me disse que podia, eu fui. Chegando os guardas me abordam e dizem que não posso passar caminhando que tenho que voltar e pegar o carimbo do lado brasileiro, ãã2::'> ...falei que não iria voltar e que eu só preciso do carimbo quando entro no país dele, e o cara queria que eu voltasse a pé . Tudo resolvido, passei minha mochila no detector de metais e o meu facão apareceu , o segurança me disse que não podia entrar com uma faca grande como aquela,hahaha, mas eu converti a conversa em acampamento e falei que precisava do facão e no final entrei na Argentina com todo meu kit acampamento, hahaha. Paso de Los Libres: Domingo, tudo fechado, não têm nem casa de câmbio na cidade, então tive que voltar pra aduana e cambiar e perder grana, foram $1.00 Dolar pra $13,00 pesos. Na cidade estava um pouco deprimido da viagem, acho que era cansaço. Ali na praça conheci um cara que viaja a uns 10 anos pela America do Sul sozinho e estava indo pro Brasil, agora nesse momento 13\01\2017 ele se encontra em Maceió, detalhe que ele só viaja de carona. Esse cara é o guru das caronas, me deu várias dicas e me passou contatos de amigos dele no sul da Argentina, em um contato desses acabei passando duas noites... Sem muitas forças para acampar depois de escutar os moradores dizendo que era perigosa a cidade, acabei mandando mensagem para um CS que eu havia feito contato um pouco antes da viagem e ele me hospedou na noite. Na manha seguinte o pai dele me levou até a Ruta 14 e alí começaram as caronas de los hermanos. Incrível, menos de 10 minutos para um caminhão e lá vou eu. Depois de alguns 100 km, desço em uma rotatória e continuo as caronas... 1:30h até um senhor parar com seu carro e me levar uns 95 km, uns 30 minutos até outro caminhão parar e me levar mais por uns 120 km, e depois rolou uma espera de umas 3:30h ou 4:30h, não fiquei contando certinho as horas. Ali fiquei um bom tempo fora da estrada porque o sol estava rachando, não dava pra aguentar. Pelas 17:30h, sem esperanças, com um cartaz feito a caneta, porque o outro bonito com letras grandes eu esqueci dentro de um caminhão na vinda ãã2::'> ... lá estava eu parado feito um beduíno, seco pelo vento e queimado pelo vento, me para um maluco de caminhão e me leva até uma cidade pertinho de Buenos Aires, foram 456 km. Ele me disse que ultimamente os caminhoneiros não param tanto porque teve casos que o pessoal usa caronas pra transportar drogas. Em um dia, fiquei das 7:00am até as 10:30pm, na estrada, chegando em um posto, durante a noite, e acampando atrás do posto, fiz minha primeira refeição na panelinha e ficou muito bom, e bora dormir neh. Detalhe, três da manha acordo com frio, saco de dormir mostrando primeiras falhas. Zarate: Dali peguei um bus até a capital, foram 53 pesos. Na capital de Buenos Aires, não tinha nada, nem hostel reservado e eu não queria acampar no centro da capital. Procurei hostel, bati em portas, até que achei um hostel barato, o Granado Hostel. Sobre Buenos Aires não vou comentar muito, porque é um destino muito padrão já. O câmbio ficou $1.00 pra 15 pesos, 2 pesos a mais por dolar comparado com a fronteira. Bahía Blanca: Depois de uma semana em BsAs, pego uma van da capital até Canuellas(140 pesos), para sair da capital e continuar as caronas. Dei uma volta enorme na cidade, pedi informações de onde pegar bus, ou trem e ninguém sabia informar direito. Fui revistado pelos policiais. Caminhei no sol do inferno do meio dia até chegar no ponto onde iria começar as caronas. Em poucos minutos para um carro e ando uns 180 km com um cara gente fina, viaja bastante também, mas têm um trabalho estável, é policial, e ganha uns 60 dias por mês de férias. Chegando na cidade do motorista, ele me deixa num posto de gasolina e oferece a casa dele para eu passar a noite caso eu não consiga carona até Bahía Blanca. Vendo um senhor na estrada pedindo carona, vou lá conversar e me informar se é fácil caronar por aí, e ele não me dá muita atenção e o outro amigo dele me diz pra eu ir em outro lugar pedir carona , toma guri, então me parei com a placa mais a frente, e do nada, um cara atrás de mim pergunta: -Hey amigo, donde vás? Bahía Blanca senhor, respondo eu. -Bueno, voy comprar una agua e una cosa para comer e vuelto. ...em alguns minutos vêm o senhor e me da uma carona até meu destino final, que faltavam alguns 430 km, insano. Agora imagina a cara que os outros fizeram quando me viram passar com minha carona ...foi lindo de se ver. Cheguei na cidade após lindas paisagens, pôr do sol, um céu imenso... Na cidade fiquei hospedado na casa de uma CS por quatro dias. Río Callegos: Em Bahia Blanca, tive uma vida muito boa, com chuveiro, comida boa, festa de aniversário e muitas risadas. E também fiquei quatro dias porque estava esperando uma carona que consegui no grupo do face( Viajar causa Adicción), de 1876 km, de Bahia Blanca até Rio Callegos foram outros 1876 km insanos em cima de uma cegonha lotada de carros. Dormi duas noites dentro de uma camioneta que estava no segundo andar da cegonha, e a paisagem foi se modelando ao longo da Ruta 3, o calor de Bahia Blanca foi se perdendo, e o frio da Patagônia abrindo as portas. No segundo dia eu já tive que usar o casaco, numa manha congelante de muito vento em alguma cidade perdida do meu roteiro vivo. Depois de dois dias e uma bunda em forma de banco, e também, a poltrona de caminhão saltitante, desci em Rio Gallegos, mais uma vez sem nada, somente com minhas coisas, a bunda de banco e os saltos do banco que me acompanhavam. Dei umas voltas na cidade, muito cansado, pés doendo, costas doendo, uma sensação de fome estranha. Bom, achei uma casa de câmbio e troquei 1 dolar pra 15 pesos mais uma vez, e tava bom esse câmbio. Tentei caronas na estrada, mas meu corpo não aguentava, dois dias viajando e dormindo no banco de trás de um carro não é fácil. Fui no mercado comprar uma comida fresca, me sentei no pátio e comecei a preparar meu almoço, com muito vento. No caso, minha espiriteira demorou muito pra esquentar a comida, mas no final saiu um rango barato, e meia boca. Caronas, sem chance do local onde eu estava, então, eu teria que sair da cidade e ficar na Ruta 3 , em algum ponto mais longe, e isso requer mais tempo e mais sofrimento no sol, vento e frio . Eu, cansado e acabado , decidi dormir na cidade mesmo e pegar um bus no dia seguinte até USHUAIA, Do lado do posto acabei achando um lugar com um pátio bacana e pedi pra vizinha se eu podia passar uma noite ali e deu certo. No posto eu paguei só 15 pesos pra tomar um dos melhores banhos da minha vida , depois de três dias sem banho, um chuveiro quente vira Oásis Claro, que fiz minha janta na panelinha neh, sempre. Dia seguinte, vou até a rodoviária e compro o ticket bem caro de Rio Gallegos até USHUAIA R$785,00 pesos. USHUAIA: Ao longo da viagem de ônibus deu pra refletir muito sobre a vida e sobre o destino, observando aquela imensidão de nada e de tudo, um sentimento único pela Patagônia, e já um pouco mais perto de Ushuaia, baldeamos o busão, no caso pra um pior, e o clima já estava muito frio, muito frio e vento acompanhado de chuva, uma bosta na real pra quem não sabe onde vai dormir quando chegar no lugar. Quanto mais ao sul, as montanhas foram mostrando sua beleza, os lagos, e a mata verde de Ushuaia. Cheguei pelas 20:30h, procurei um mercado e comprei algo pra cozinhar, achei uma praça pública e acampei nela mesmo, com uma vista da baia de Ushuaia e as montanhas de picos nevados, fiz minha janta e dormi tranquilo. Na manha seguinte, 6:00h da manha dois guardas me acordam e me expulsam do lugar. Muito frio e vento pela manha, desarmo minha barraca e sigo viagem. Minha intenção era fazer uma trip roots mesmo, então evitei pagar pra ir nos lugares mais turísticos. Conheci um pouco a cidade, acampei duas vezes perto de um riacho no meio da mata(onde acordava a cada uma hora de tão frio que tava, isso porque o saco de dormir que comprei não suportava tanto frio assim), que ficava perto das montanhas nevadas. Peguei um bus até o ponto máximo da cidade em direção ao Parque Nacional, e de lá fui caminhando. Saí pelas 21:00h e cheguei de madrugada pelas 1:30h, fui caminhando 18 km, com duas mochilas, e tudo isso porque não queria pagar a van até lá que era uns 450 pesos. Bom, me lasquei na caminhada, pés doendo, costa, cansaço bateu de frente mesmo, eu já estava disposto a dormir onde eu fosse cair. Cheguei no Parque Nacional, entrei e não vi guardas, então segui parque adentro, no meio do caminho passam eles de camioneta e me dão instruções. Beleza, faltava pouco pra chegar no camping, e eu estava no fim do meu esforço físico, estava prestes a descobrir meu potencial máximo naquela noite. Chego no acampas, cumprimento um grupo sentando em volta da fogueira e vou montar minha barraca para logo fazer minha janta e dormir(outra vez acordo de madruga porque o saco de dormir não segura o calor). Pela manha, vou até o ponto máximo da Ruta 3, deixo minha barraca sozinha no camping beira de estrada, deixo minha cargueira dentro e levo só a mochila pequena, com as coisas de maior valor. Bahia Lapataia, fim da Ruta 3. No dia seguinte, inicio a volta, e dentro do Parque Nacional uma família me da carona até o centro da cidade ... Chego no centro de Ushuaia outra vez, vou no mercado comprar comida e volto pro mato pra acampar e fazer minha janta com um bom vinho. Detalhe que até aqui eu não tinha gasto um pila em restaurantes. Detalhes que eu observei, que fizeram falta na trip: -Ter um bom saco de dormir(que aguente uma temperatura baixa). -Ter botas boas para caminhar(invista em botas). -Roupas Impermeáveis é totalmente Indispensável(choveu os 4 dias que fiquei em Ushuaia, plus outras cidades). Fechamento dessa parte: Agora saíndo de USHUAIA eu subi pela Ruta 40, passei por várias cidades famosas, turísticas, mas não visitei quase nada, porque o motivo da trip era não gastar muito e os valores das entradas de tudo é muito caro, pra conhecer tudo em uma trip só uma pessoa precisa desembolsar uma grana legal. Eu passei por Puerto Natales(Chile), Punta Arenas(Chile), El Calafate(Argentina), El Bolson(ARG), Barriloche(ARG), Villa La Angustura(ARG), San Martin de Los Andes(ARG) e depois voltei até fronteira de ônibus. Só essa subida pela Ruta 40 já vai gerar um novo relato, porque aconteceram muitas coisas também, acampei muitos dias também. Vou criar um novo post e agrego aqui. Tenho muitos videos, quero montar um vídeo curto pra vocês terem uma ideia mais viva da experiência, então quando terminar ele posto aqui o link pra vocês. Fiz um vídeo rápido pra vocês terem uma ideia. Espero poder fazer vídeos melhores em um futuro próximo para inspirar mais viajantes. Um Salve Mochileiros!
  7. 1 ponto
    Temos relatos lindos, interessantes e extremamente úteis como dicas para viajantes. Porém, o objetivo deste relato é mostrar que pessoas comuns, sem histórico de aventuras, sem preparo físico, sem muito dinheiro e sem estar com o peso ideal, podem viver e se apaixonar por esse mundo fantástico de trips em contato pleno com a natureza. Essa aventura foi realizada em outubro de 2016. Quando recebi o convite para essa viagem, nunca tinha feito nenhuma trilha, nunca tinha feito uma viagem internacional, minha atividade física era quase zero, estava acima do peso e não tinha ideia do que me esperava nessa viagem. Minha parceira de viagem e irmã de coração planejou tudo, li alguns relatos, mas de fato, a única coisa que eu sabia era que iríamos conhecer a Patagônia e que o nosso maior objetivo era fazer o Circuito W no Parque Nacional de Torres Del Paine. Então, farei um breve relato dessa aventura para provar a todos que é possível para qualquer pessoa viver essa experiência fantástica e se apaixonar por essa conexão com a natureza. 1ª Etapa – Ushuaia No início dessa trip, pegamos um voo Recife – São Paulo – Buenos Aires – Ushuaia. Ao chegar em Ushuaia, estávamos extremamente cansadas da viagem, porém antes de descer do avião já podíamos contemplar a beleza que nos esperava. Fomos recebidas por um nascer do sol avermelhado e um mar de montanhas cobertas de neve. Era tão lindo que finalmente tivemos a sensação de que a nossa viagem havia de fato começado. Chegamos ao Hostel Antarctica, porém ainda eram 9:00h da manhã e o check-in só era realizado as 13:00h. O hostel tem uma energia incrível. O recepcionista super simpático nos deixou guardar a bagagem no locker e nos convidou a tomar café da manhã. Durante o café da manhã conhecemos um casal de irmãos mexicanos que estavam indo fazer um passeio no Parque Nacional Tierra Del Fuego que fica a 20 km da cidade. Como ainda não podíamos fazer o check-in, resolvemos aproveitar a oportunidade e ir com eles. O Parque Nacional Tierra Del Fuego é maravilhoso e pôde nos dar um gostinho do que nos esperava em Torres Del Paine (Pelo menos era o que eu pensava). Caminhamos por cerca de duas horas e meia no parque. Paisagens incríveis, muito frio, poeira e o registro das primeiras fotos. Ao retornar, nossos amigos mexicanos optaram por ficar e fazer uma outra trilha e nós decidimos retornar pois ainda precisávamos comprar as passagens para Porto Natales em busca do nosso principal objetivo – Torres Del Paine. Eu apaguei na volta de ônibus e só acordei com o susto quando percebi que todos estavam descendo na cidade. Conseguimos depois de andar bastante, comprar nossa passagem de ônibus para Porto Natales e voltamos para o hostel, onde após quase 48 horas sem dormir e sem tomar banho, conseguimos finalmente descansar. No dia seguinte, com as energias renovadas, fomos conhecer melhor Ushuaia com os nossos amigos mexicanos. Caminhamos cerca de três horas, conhecendo a cidade de ponta a ponta, tiramos muitas fotos e sentimos as primeiras rajadas de vento da Patagonia, mas ainda não era nem de longe as rajadas que iríamos ver. O tempo em Ushuaia fechou e existia previsão de chuva com possibilidade de nevar. E eu, como boa brasileira, estava louca para ver a neve caindo, mas ainda não foi naquele dia. Deitamos cedo nesse dia, pois no dia seguinte iríamos ao nosso destino em Porto Natales. Acordamos cedo, descemos a pé até o ponto de ônibus e pegamos o chamado “ônibus semi cama” com destino a Punta Arenas / Porto Natales. Ao entrar no ônibus percebi que o semi-cama era mais apertado que os ônibus de linha urbanos do Brasil e fiquei preocupada, afinal, eram 13 horas de viagem pela frente. Como costumo enjoar em viagens de ônibus, tomei um remédio e acabei dormindo a maior parte da viagem. Mesmo assim, tive a oportunidade de viver algumas experiências como: atravessar a fronteira entre dois países via terrestre, fazer a travessia de balsa pelo Estreito de Magalhães e observar o comportamento de pessoas de diversas partes do mundo que se encontravam naquele ônibus. 2ª Etapa – Torres Del Paine Acordamos cedo, tomamos café e nos encontramos com um Português que estava no mesmo Hostel que o nosso em Ushuaia, veio no mesmo ônibus e por coincidência ficou hospedado novamente no mesmo Hostel que o nosso em Porto Natales. Ele também estava indo sozinho para Torres Del Paine. Então combinamos de ir juntos buscar informações e alugar equipamentos. Fizemos um pequeno planejamento de como faríamos o Circuito W e andamos pela cidade cerca de 10 horas fazendo as reservas nos campings, alugando equipamento, comprando comida, cambiando moeda, e buscando todas as dicas e orientações necessárias para nossa próxima aventura. A noite organizamos as mochilas para levar somente o necessário e deixamos o restante no locker do Hostel The Singing Lamb onde estávamos hospedados. Acordamos bem cedo, encontramos com nosso amigo português e seguimos para a rodoviária. Enquanto esperávamos pelo ônibus, finalmente começou a nevar e eu fiquei maravilhada com aquele espetáculo da natureza. Seguimos em direção ao Parque Nacional Torres Del Paine e nevou durante toda a viagem que durou cerca de 2 horas. Ao chegar no Parque fomos recebidos pela guarda-parque que nos orientou a começar pela entrada do Lago Grey, o que estava totalmente ao contrário do nosso planejamento. No entanto, seguimos a orientação dela, uma vez que devido as más condições do tempo a base das Torres estava fechada e não adiantaria iniciarmos por lá. Então, após registrarmos nossa entrada no Parque, voltamos para o ônibus até o Pudeto, onde pegaríamos uma balsa para o Acampamento Paine Grande. Ao esperar pela Balsa, sentimos as primeiras rajadas de vento verdadeiras da Patagônia. A sensação era que o vento iria nos derrubar e todos tentaram se proteger encostados em uma parede até a chegada da balsa. Após 30 minutos, chegamos ao Acampamento Paine Grande, foi tudo muito confuso e muito corrido. Deixamos nossas barracas e mochilas, colocamos nossos ponchos e mochila de ataque e seguimos em direção ao Lago Grey. O início da trilha para o Lago Grey era aparentemente tranquilo, porém, aos poucos começou a chover um pouco e as rajadas de vento eram muito fortes, a ponto de rasgar os nossos ponchos e nos deixar desprotegidas quanto a chuva e a neve, mesmo estando com os casacos impermeáveis. Lembrando que eu nunca tinha feito uma trilha na vida, e que não tinha praticamente nenhum preparo físico, comecei a ficar nervosa nas subidas pois o Português que estava conosco era muito rápido. Tinha muita chuva, muita neve, muito vento e confesso que pensei em desistir já nos primeiros 500 metros. Mas tomei fôlego, minha irmã do coração se mostrou tão parceira que resolvi tentar. Chegamos ao primeiro mirador. Era difícil até conseguir tirar foto pois os dedos congelavam sem a luva. Mesmo assim, valeu a trilha por ter conseguido tirar da minha irmã a melhor foto da viagem. Continuamos a trilha até o segundo mirador. As subidas e a trilha em si não são tão difíceis, a dificuldade realmente era o vento, a chuva e a neve que estavam intensos. Ao chegar no segundo mirador, minha irmã foi iluminada quando tomou a decisão de deixar o Português seguir e nós voltarmos, uma vez que, provavelmente não iríamos conseguir ver muita coisa com o tempo fechado, além do risco de escurecer e ficarmos no meio da trilha. Voltamos desse ponto, estávamos mais tranquilas em voltar, comemos, tiramos algumas fotos e percebemos o quanto já havia nevado em relação a ida, pois o chão estava completamente branco de neve. Já próximo ao Acampamento Paine Grande percebemos o quanto nossas roupas e botas estava encharcados e bateu um desespero de que pudéssemos perder nossos documentos, dinheiros, etc. Finalmente, após um total de quase seis horas de caminhada, chegamos ao acampamento, trocamos nossas roupas e observamos o caos que estava no local. Segundo um dos funcionários do Refúgio, aquela situação de tempo não era normal naquele período. Todos estavam disputando os aquecedores, tentando além de se aquecer, também secar as roupas que estavam todas molhadas, mesmo de alguns estrangeiros que víamos que eram experts nesse tipo de aventura. O frio era incontrolável, pois mesmo trocando de roupa ainda tinha algumas partes molhadas. A princípio tínhamos nos programado de montar nossa barraca, mas devido as más condições de tempo decidimos alugar uma barraca já montada do refúgio, pois assim iríamos nos sentir mais seguras. O alojamento do refúgio era muito caro, e estava fora da nossa programação financeira. Ficamos um pouco mais no refúgio e minha irmã decidiu nesse momento desistir de fazer o circuito W, voltaríamos no dia seguinte para Porto Natales, pois as previsões do tempo eram instáveis e não estávamos preparadas para seguir o circuito. Naquele ponto era possível retornar pela balsa, se arriscássemos seguir, teríamos que ir até o final, não tinha como retornar sem ser pela trilha a pé. Ficamos o máximo de tempo que podíamos no refúgio tentando nos aquecer, conhecemos alguns brasileiros e vimos várias pessoas tomando a mesma decisão que a nossa de não seguir adiante, com exceção do nosso amigo Português que optou por seguir. Finalmente fomos para nossa barraca, o frio continuava insuportável, mesmo no saco de dormir, com colcha, casacos, meias, etc... Passamos a noite praticamente em claro, com frio e com medo, pois o barulho do vento era assustador. Ao amanhecer o dia estava claro, sem chuva, sem vento, sem neve. Mesmo assim, continuamos com a decisão de retornar. Tomamos café, organizamos as mochilas, tiramos algumas fotos ao redor e pegamos a balsa/ônibus de volta a Porto Natales. Meu sentimento nesse momento era de frustração e profunda tristeza, principalmente pela minha irmã que tinha o sonho de ver as Torres. Estava me sentido culpada, pois pensei que ela só tinha tomado a decisão de retornar por estar preocupada comigo. Depois entendi, que ela ouviu o coração e teve a certeza de que ainda não era do nosso merecimento conhecer Torres Del Paine. Mesmo assim, o sentimento de frustração ainda persistia, pois aquele era o principal objetivo de nossa viagem. Retornamos a Porto Natales e nos organizamos para antecipar nossa ida para El Calafate. 3ª Etapa – Perito Moreno Chegamos pela manhã em El Calafate. A cidade é um charme, muito romântica, aconchegante e simpática. Deixamos nossas mochilas no Hostel e partimos para explorar a cidade. Compramos nossas passagens para Perito Moreno e fomos para o mirante ver o pôr do sol. A vista do mirante era linda, mas o pôr do sol ficou aquém das nossas expectativas, mas entendemos que cada lugar tem as suas belezas. No dia seguinte, seguimos para conhecer o Glaciar Perito Moreno. Um dos mais famosos do mundo. Ao chegar lá não consigo descrever para vocês tamanha beleza. O glaciar é cercado por passarelas gigantes, com muitas escadas e muitos turistas. Não existe nenhum lugar para onde se olhe que não seja incrivelmente lindo. As paisagens são fantásticas, o lugar é de uma energia incrível. Finalmente eu estava me sentindo confortável e maravilhada! O glacial é imenso, mas infelizmente podemos ver com nossos próprios olhos a ação do aquecimento global e a urgência de nós, seres humanos, nos preocuparmos com a preservação do meio ambiente. Tiramos muitas fotos, fizemos alguns vídeos, contemplamos imensamente aquele lugar com toda a sua magia e energia. O Glaciar é esplêndido, o barulho do gelo quebrando, o azul que avistamos nas frechas do gelo, tudo é incrivelmente magnífico!! Votamos para o hostel maravilhadas e dormimos com aquelas imagens lindas. Ao acordar, fomos comprar nossas passagens para El Chalten e explorar um pouco mais a cidade. Encontramos um parque das aves e resolvemos fazer o percurso de uma hora nele, onde era possível contemplar diversas aves da região, em um contato com a natureza de extrema contemplação. Voltamos para o Hostel e dividimos quarto com uma Alemã que tinha acabado de chegar de El Chalten e nos deu várias dicas de como eram as trilhas. Ela estava encantada e falou que nós iríamos amar. Tudo isso em uma tentativa de falar inglês já que ela não falava espanhol. Ah... nós também não falávamos espanhol, apenas Português e eu o básico de inglês. Mesmo assim, isso não nos impediu de curtir a nossa trip e de fazer novas amizades. 4 ª Etapa – El Chalten De El Calafate até El Chalten foram 03 horas de viagem. Ônibus super confortável, dois andares, leito e uma vista privilegiada. Mesmo antes de chegar na cidade, já conseguimos avistar o Fitz Roy, imponente e majestoso. As primeiras fotos começaram dentro do ônibus mesmo, e minha irmã estava emocionada por estar naquele lugar. Fizemos uma parada na entrada da cidade, na Administração do Parque Los Glaciares, para receber as devidas orientações sobre as trilhas e cuidados que devíamos tomar. O guarda-parque falou da dificuldade da trilha do Fitz Roy e eu fiquei mais uma vez bastante preocupada e angustiada. Mas nem de longe imaginava que o nosso merecimento estava ali naquele lugar. Descemos a pé da rodoviária até o hostel. A cidade é bem pequena e tudo é muito próximo. Almoçamos, fomos ao mercado, exploramos um pouco a cidade e fomos descansar pois no dia seguinte a primeira trilha seria exatamente a mais difícil: A Trilha da Laguna Los Três que fica na base do Fitz Roy. Eu estava muito angustiada, com medo de não conseguir, pensando nas dificuldades que podia encontrar na trilha. Entrei na internet, li vários relatos, e pedi para minha irmã prometer que se eu não conseguisse ela iria sozinha, pois não queria atrapalhar esse sonho dela. Ela me tranquilizou e disse que estávamos juntas e que tudo iria dar certo. Fomos dormir, mas eu continuava com receio da trilha. Afinal, eram 10 horas de caminhada, isso para quem era acostumado em fazer trekking, o que não era o meu caso. Iniciamos a trilha as 7:00h da manhã. O dia estava apenas amanhecendo. Na entrada da trilha rezamos, pedimos permissão a espiritualidade e proteção para nossa travessia. A primeira hora é de subida e se a pessoa não estiver na sintonia desiste ali mesmo. É uma subida cansativa, mas relativamente fácil, pois foram colocados troncos que formam uma escada e dão apoio. Fomos recepcionadas por dois Pica-Pau que faziam barulho bicando a madeira e eram lindos. A trilha é toda sinalizada, com indicativos de direção e quilometragem. Nos primeiros quilômetros encontramos meia dúzia de pessoas no sentido contrário. A partir daí até o acampamento Poicenot não encontramos mais ninguém. Nos 700 metros avistamos o 1º mirante que dá para o rio Los Curves. A trilha começou a ficar plana, andamos na mata fechada, ouvindo apenas o som do vento e dos pássaros. A trilha é linda e de uma energia indescritível. Passamos por vários portais, pontes feitas com tronco, caminhos estreitos dentro do bosque e chegamos no Mirador do Fitz Roy. A trilha vai ficando mais aberta, uma clareira, várias fontes de água até chegar em um bosque onde fica o Acampamento Paicenot. Esse camping não tem nenhuma estrutura, apenas um banheiro seco. Vimos algumas pessoas se alimentando e seguimos. A partir desse ponto a trilha passa a ficar mais pesada, mas no meu coração estava um sentimento de que mesmo assim eu conseguiria. Seguimos em frente, passamos por um rio que ficava no meio de uma pedreira. Senti uma energia tão forte que fiquei toda arrepiada. Chegamos na placa indicativa do último quilômetro. A placa era bem objetiva e dizia que era uma subida de alta complexidade apenas para pessoas com bom preparo físico. Mesmo sem preparo, o nosso desejo de chegar lá era tão grande que decidimos subir. No início parece apenas uma ladeira comum, depois vai ficando cada vez mais íngreme. A subida é muito difícil, mas eu me sentia segura, mesmo parando a cada cinco passos para respirar e retomar a força nas pernas que já estavam se esgotando. Estava todo tempo em oração, pedindo forças a espiritualidade para que me ajudassem a chegar até o pico. Nessa subida, de repente e do nada rsrsrs começou a aparecer um monte de gente subindo também, mas todos respeitando o tempo de cada um. Deixamos todo mundo passar na nossa frente e fomos subindo no nosso ritmo. Foi muito difícil e cansativo, mas finalmente chegamos ao cume. Lá vimos várias pessoas lanchando e tirando fotos. A paisagem era simplesmente espetacular. A Laguna Los Três estava completamente congelada e ao fundo, bem pertinho, víamos as torres imponentes do Fitz Roy. Tiramos várias fotos, encontramos por acaso com nosso amigo Português de Torres Del Paine, vimos uma raposa e após contemplar tanta beleza decidimos iniciar a descida que eu não fazia ideia de que seria milhões de vezes mais difícil do que a subida. O início da descida foi muito ruim, pois era uma descida com cascalho solto e ao tentar descer de lado acabei dando um jeito no joelho. Começamos a descer a parte das pedras, mas a dor no meu joelho já era insuportável. Minha expressão era de dor, angustia e desespero, mas não tinha o que fazer, tinha que suportar a dor e prosseguir, pois não tinha outra forma de retornar. Faltavam mais 5 ou 6 horas de caminhada. Na metade da descida paramos embaixo de uma árvore para beber água e nesse momento as lágrimas desceram de tanta dor. Continuamos a descida e conseguimos chegar ao final desse quilômetro que era o mais difícil. Lavei o joelho com água gelada do rio, comi um chocolate e continuamos. A dor tinha melhorado 50% e o caminho agora era mais fácil. Seguimos no nosso ritmo e na nossa contemplação, afinal de contas, fazer essa trilha correndo sem sentir e contemplar a natureza, para mim não fazia nenhum sentido. De vez em quando olhava para trás e via as torres nevadas e lindas. Sempre que tinha uma descida ou pisava de mau jeito meu joelho doía muito, eu fazia careta, gritava e me espremia para tentar suportar. Mesmo assim, estava o tempo todo em oração e agradecimento por ter conseguido chegar até lá. A energia do bosque na volta era ainda mais forte, senti a proteção de Deus e de toda espiritualidade de luz, e aquilo me deu forças para seguir adiante. A subida da primeira hora da ida, seria a descida da última hora da volta, e eu já estava usando os bastões praticamente como muletas, aliás, sem eles, provavelmente eu não teria conseguido. Minha amiga-irmã foi super carinhosa e paciente, conversava para me distrair e escondia que o joelho dela também estava doendo bastante. Fiz o último quilômetro praticamente arrastada pelos bastões e após quase doze horas de caminhada no total, chegamos a placa de início da trilha. Nesse momento, a emoção tomou conta de mim, as lágrimas desceram compulsivamente em gratidão por tamanha beleza, por tamanha superação. Me senti uma guerreira vitoriosa! Agora, já conseguia sorrir e achar engraçado o meu desespero anterior. Foram quase 12 horas de caminhada! A maior lição que tirei dessa trilha foi que o poder da mente e a força da natureza são inexplicáveis. Que o nosso merecimento não tinha sido em Torres Del Paine, e sim no Fitz Roy. E que, qualquer pessoa que tenha fé e disposição consegue fazer essa trilha, assim como eu fiz!!!! Ao chegar no Hostel não sentia meu corpo, só a dor no joelho. Mas a sensação era de vitória, superação e missão cumprida. Afinal de contas, eu que nunca tinha feito uma trilha na vida, consegui concluir uma trilha internacional com nível de alta complexidade. No dia seguinte, após muito analgésico, massagem e uma tala de proteção para o joelho, fizemos uma trilha bem leve. Apenas uma hora de caminhada para a Cachoeira Chorrilo Del Salto. Apesar de ser uma trilha leve, a recompensa e a beleza são igualmente incríveis. Contato com a natureza, sensação de paz e agradecimento por momentos tão incríveis. Voltamos e descansamos o resto do dia para recuperar as nossas forças, pois no dia seguinte faríamos a última trilha dessa viagem incrível. Novamente acordamos cedo e seguimos dessa vez para a Trilha do Cerro Torres. Uma trilha de média complexidade, com duração de mais ou menos seis horas. A trilha tinha umas subidas difíceis, mas depois do que passei no Fitz Roy, tudo era mais fácil. Cada trilha com sua beleza, durante o trajeto vimos paisagens incríveis, rios, cachoeiras, pássaros, tudo em perfeita harmonia. Ao chegar na Laguna Torres o encantamento foi imediato! A Laguna estava em degelo, com várias pedras de gelo boiando em sua superfície. O espelho d’água refletia as montanhas nevadas. Um verdadeiro espetáculo da natureza para fechar com chave de ouro essa viagem que marcou e transformou para sempre a minha vida. Com certeza não voltei para o Brasil a mesma pessoa que fui. Aprendi novos valores, mudei conceitos, aprendi a amar, aprendi a ter humildade, aprendi a ter respeito pela natureza, aprendi a contemplar, aprendi que o poder da mente é capaz de transformar o mundo. Aprendi que viajar renova todas as energias e nos transforma em pessoas melhores. Por isso, escrevi esse relato para encorajar as pessoas que como eu não são aventureiras de carteirinha, mas merecem a oportunidade de contemplar a natureza em sua mais sublime abundância!!! Se eu consegui, qualquer um consegue!!!!
  8. 1 ponto
    Resolvi escrever minha opinião sobre Gent após ser surpreendida positivamente pela cidade e por não vê-la (ou ver muito pouco) em destaque nos guias de viagem e nos relatos de mochileiros que vem pra Europa! Na Bélgica, o pessoal costuma ir pra Bruxelas e Bruges e acaba deixando Gent de fora! Estou tendendo a concordar com o guia Lonely Planet que Ghent é a cidade mais subestimada da Europa! Bom, vamos por partes. Morei na Europa em 2009 e visitei 12 países e várias cidades, incluindo Bruxelas e Bruges – esta última sempre citada por viajantes quando se trata de roteiros pela Bélgica. Voltei pra Europa agora em 2017 pra estudar e desde então estou morando em Ghent. Antes de chegar aqui, imaginei que fosse encontrar mais uma cidade histórica com universidades, como várias outras que vi nas minhas viagens em 2009. Um grande engano! Ghent é uma cidade medieval muito autêntica, mas que ao mesmo tempo respira modernidade e cultura. As fachadas de todas as construções históricas estão conservadas, então caminhar pela cidade te faz sentir que você voltou no tempo! Além disso, a prefeitura de Gent fez um projeto de iluminação muito bacana e, todos os dias, as principais construções históricas da cidade são iluminadas ao anoitecer. Gent ganhou vários prêmios internacionais por conta desse projeto de iluminação. Ou seja, andar de dia ou à noite pela cidade são coisas completamente diferentes e uma atração à parte! Pra mim, Gent é a cidade mais viva da Bélgica: mais de 20% da população é universitária, o que faz com que não falte agitação durante o ano todo. São bares, restaurantes, festivais, shows, concertos e toda sorte de opção cultural que enriquece os dias e as noites da cidade, tornando-a viva e agitada, com opção para todos os gostos e bolsos. Opções gastronômicas são infindáveis e atende todos os budgets: cervejarias, bistrôs, restaurantes sofisticados e fast food belga, além das inúmeras opções vegetarianas. Pra mim, que sou vegetariana há muitos anos, aqui é um paraíso. Quando cheguei aqui, descobri que Gent é considerada a cidade com maior número de restaurantes vegetarianos/veganos da Europa – é chamada de capital veggie da Europa! Sensacional! Além de todas as atrações turísticas, como moradora posso afirmar que a cidade é muito organizada e muito fácil de se locomover – seja de bike ou transporte público. O ambiente multicultural também é muito presente: os belgas estão acostumados com um clima internacional por aqui e recebem gente de fora muito bem. E é fácil de chegar de qualquer lugar da Europa de trem. A Bélgica fica no coração da Europa, isso facilita o acesso! Então, pra quem estiver lendo esse relato, considere adicionar Gent no roteiro se estiver vindo pra Bélgica ou viajando entre França e Holanda! Bom, pessoalmente eu preferi Ghent muito mais que Bruges. Se tiver tempo, coloque as duas no roteiro! Se não, eu ficaria com Gent! Ah, uma sugestão de lugar pra ficar: esqueça todos os hotéis que achar na net. Esse é o melhor lugar que você vai achar. Chama Bed in Gent. É um Bed and Breakfast super em conta mas com cara de hotel! Fiquei aqui por 19 dias quando cheguei na Bélgica porque meu flat ainda não estava disponível. O Tom é o proprietário, são dois quartos apenas mas muito bem mobiliados, espaçosos e confortáveis, com cama de casal e banheiro com banheira. Café da manhã muito gostoso e localização excelente: fica perto da estação de trem, poucos minutos de caminhada dos principais pontos turísticos e em uma vizinhança tranquila e silenciosa. O Tom é um belga sensacional, que me ajudou com tudo que precisei durante minha estadia. Tivemos boas conversas sempre ao som de bossa nova – que ele curte muito! Pesquisei bastante antes de vir e o custo-benefício de ficar no Bed in Gent é infinitamente melhor. Vou deixar o link e o email dele: [email protected] – www.bedingent.be Bom, é isso! Me senti na obrigação de compartilhar um outro ponto de vista sobre a Bélgica. Muitas vezes quem planeja uma viagem com um roteiro apertado – muitos lugares e poucos dias – pode acabar deixando de fora esses bons destinos que não são tão citados!
  9. 1 ponto
    Já que ninguém sabe eu pesquisei e recebi esta informação de um Hotel da Isla del Sol: 22/11/2018 Estimado Marcelo El acceso al lado norte sigue cerrado, no hay botes que acepten ir al lado norte pues podrían terminar dañados, hasta el momento el problema no ha mejorado.
  10. 1 ponto
    Então dan na verdade a Síria como todo país islâmico não existe assalto roubo nem nada disso. So as regiões de confrito político q são perigosas. o Acre tá lá de boa rsrs , só em Roraima q tem venezuelanos atrás de um salário melhor p poder mandar dinheiro p família. os mercados de lá tem de td como aqui mas oq não é produzido lá como o papel higiênico e caro p eles pq é em dólar mas q tem tem. Tem tudo mas tem poucas marcas. Fico impressionado como alguém acredita q em um país não tem comida kkkkk caracas gostei muito mesmo e me senti bem seguro sim até mais q no Rio . o brasileiro tem mania de criticar principalmente oq não conhece acho covardia oq falam sobre p país pq n e a realidade. A oposição tá louca pq tá fora a 17 anos então só vincula coisas ruins na tentativa de derrubar o governo. la é difícil mas pelo menos vc tem água luz gaz gasolina e td q é público grátis ou seja uma família pobre sem emprego sobrevive lá. Aqui nao . Não q eu seja a favor mas... la foi o país onde fui mais bem tratado e fico triste pq o povo gente boa de lá n merece oq falam do país. aos críticos só posso dizer uma coisa. Conheça primeiro e critique depois. Falar sem conhecer é errado e injusto
  11. 1 ponto
    Galera, quem já usou o aplicativo? Já se hospedaram por lá? Conte os relatos aqui
  12. 1 ponto
    Olá pessoal, podem me ajudar com dicas de hostel em Florianópolis? Bem em conta rs
  13. 1 ponto
    @casalnairlanda: essas viagens que vocês fizeram foram em dias de aulas? Só para tentar entender a base de cálculo.
  14. 1 ponto
    @casalnairlanda, não entendi muito bem a situação de vocês. Vou perguntar para que alguém mais experiente possa dar uma ajuda! 1. "Temos o visto de estudante de 8 meses, esses de cursos de inglês de estudar 6 meses e 2 de férias" - essa estrutura faz parte do calendário do curso? Exemplo: [set-nov = aulas]; [dez-jan = férias]; [fev-abr = aulas] Os 80% de frequência são calculados sobre os 8 meses do visto de estudante? Se for assim, vamos supor que durante os 6 meses os alunos tenham aula de domingo a domingo sem perder nenhuma aula. No final vocês teriam uma frequência de 6/8 = 75%, o que daria problemas mesmo com frequência total durante o período de aulas. 2. A outra possibilidade é que os 80% sejam calculados sobre os 6 meses. Nesse caso, outra pergunta: o visto de estudante realmente cobre 8 meses?
  15. 1 ponto
    Opa estou indo agora no domingo dia 25/12/2017 quase a mesma rota só que invertida pois vou por Mendonza e descendo para Ushuaia a partir de Santiago e descendo até Pucon. Poderia dizer se teve problemas com policia..... propinas ? Obrigado
  16. 1 ponto
    Oi Wesley! Obrigada, fico feliz que esteja gostando. Essa semana eu posto mais alguns dias. Sim, eu escrevia sobre as minhas impressões das cidades e sobre as coisas que aconteceram no dia, tipo um diário. A câmera que usei foi uma sony cybershot antigassa do meu pai, nem achei o modelo mais à venda kkk e algumas vezes a câmera do meu celular mesmo, um moto g 2. Abraços!
  17. 1 ponto
    Por Lid Costa Ei pessoal, beleza? Quem acompanha o blog sabe que eu tenho PhD em fazer viagens baratas, economizar durante uma viagem e por aí vai... No post de hoje vou contar alguns dos meus truques para viajar gastando pouco dinheiro. São 14 dicas que irão te ajudar a deixar sua viagem bem mais barata. Dá pra economizar com acomodação, alimentação, transporte e tudo que você imaginar! Confira a partir de agora 14 dicas para viajar gastando pouco! #1 Fique em hostels Eu amo hostels! E não é só porque eles são mais baratos, adoro a vibe, a estrutura, o tipo de gente que se hospeda neles. Se você está planejando uma viagem e nunca ficou em um hostel antes, que tal tentar dessa vez? Clique aqui para acessar o booking ou no banner disponível em nosso blog e já comece a pesquisar alguns hostels para deixar sua viagem mais barata. Escolha um que seja bem localizado (dê preferência para aqueles perto de estações de trem ou ônibus) e que tenha uma área de convivência bacana ou um bar, pois aí a interação entre os hóspedes será maior. Continue a Leitura em https://partiuviajar.blog.br/14-dicas-viajar-gastando-pouco/
  18. 1 ponto
    Ônibus direto de Sucre a Uyuni são somente duas empresas que fazem, as 20:30 e 21:00. Mas não se preocupe, não encontrando nestas, tem ônibus saindo de Sucre a Potosi a cada 30 minutos praticamente, estando em Potosi, a partir das 17:00 tem vários horários para Uyuni, são 4 horas de viagem de Potosi a Uyuni, conforme o horário que chegar em Potosí ainda tem tempo de conhecer uma parte do centro histórico. Até mais.
  19. 1 ponto
    Olha, a dica que eu dou é que 18 meses parece tempo pra caramba, mas vai passar voando. E sua lista de destinos tem mais de 50 países... Isso vai dar uma média de 10 dias por país, que até pode ser ok para uma vagem de férias, mas é inviável em uma viagem de longa duração, pode acreditar, você não vai aguentar esse ritmo, ninguém aguenta. Ainda mais que sua lista tem um montão de países grandes, como Austrália, Índia, África do Sul, México, Turquia... Nesse caso tem duas opções. Ou você vai manter o seu roteiro, e quando chegar no final dos seus 18 meses você ainda vai estar no meio do caminho e vai voltar pra casa sem ter conhecido algum país que era o que você mais queria de todos. Ou então você vai ter que estabelecer prioridades, países que você vai passar com certeza, e outros que você vai só se sobrar tempo.
  20. 1 ponto
    Boa tarde, pessoal Volto aqui ao fórum após 3 meses para contar o desfecho da minha história, que foi um problema com o forro e o solado da bota Finisterre Nanox. Aliás se todos voltassem para contar a solução (ou não) dos problemas relatados aqui a gente teria um perfil mais fiel da qualidade dos produtos e dos serviços da Vento e dos outros fabricantes de equipos de aventura, não acham? Bem, em setembro eu contei que a Finisterre com apenas 3 meses de uso havia descolado todo o forro do pé esquerdo e uma camada interna (uma espécie de palmilha rígida) havia se esfacelado, soltando muita sujeira nas meias e tornando o caminhar desconfortável. Além disso os solados dos dois pés já apresentavam rachaduras por onde a tal palmilha interna saía em pedaços. Entrei em contato com o SAC da Vento e o atendimento foi muito bom. Não precisei enviar as botas, apenas fotos mostrando os defeitos. A troca foi autorizada e pude comprar um par novo no site a custo zero (inclusive frete). Fiquei muito satisfeito com o serviço de pós-venda. No envio da bota o correio cometeu um erro e a bota voltou para Curitiba após um mês e meio de espera. Prontamente o Bruno postou a encomenda de forma expressa e já estou com a bota pronta para as próximas trilhas. Nota dez para a equipe! Espero ter mais sorte com a Finisterre nova pois continuo fã do conforto e segurança que essa bota me proporciona em travessias, por mais longas que sejam. Parabéns ao pessoal da Vento!
  21. 1 ponto
    Booooaaaaaa Naty,adorando seu relato e me convencendo ainda mais de fazer este mochilão,curtindo a leitura de cada dia e rindo muito,parabéns e muito obrigado pelo tempo gasto em nos relatar detalhadamente sua história.
  22. 1 ponto
    O Blog abre e logo depois abre uma página de propaganda, isto é intencional, por isso você não viu o relato. Aqui no mochileiros tem relatos melhores e sem propaganda rs
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    Cara, valeu demais! Ano que vem estou zarpando de Minas Gerais num motorhome em direção a Ushuaia. Na volta, farei um trajeto parecido com o de vocês. Diz aí, foram com que carro? E o preço do combustível? Foram obrigados a levar corrente pra roda? E a temperatura lá em Ushuaia, El Chaltén e El Calafate, como estava? Pegaram muita chuva? Rodava em média quantos km por dia? Ah... a ruta 40, como está? Tempos atrás era um caos.
  25. 1 ponto
    Olá galera, Fizemos um mochilão-safari no estilo self drive (sem guia, dirigindo e acampando por conta própria) na Namíbia e Botswana em outubro e, como tivemos muitas dificuldades em encontrar informações para planejar o roteiro da Botswana, queremos compartilhar um pouco das informações da nossa viagem com quem precise de dicas. Segue abaixo o relato resumido, para mais dicas vejam os tópicos relacionados em https://umcasaleumamochila.wordpress.com Antes de mais nada, a Botswana (Bots, para facilitar) é provavelmente o país mais exótico que já visitamos e, com certeza o país mais desafiador em termos de planejamento e de viagem na prática. Mas vale muuuito a pena!!! A proximidade com os animais que os parques do país propiciam é surreal, mágico! Como planejamos nossa viagem com quase nenhuma informação? Descobrimos um fórum de pessoas que fazem self-drive na África que foi nossa salvação: http://www.4x4community.co.za/forum/forumdisplay.php/169-Botswana Falando sobre nossa experiência, entramos de carro pela fronteira Mamuno (próximo à Gobabis) e no mesmo dia seguimos para Ghanzi (onde trocamos dinheiro e almoçamos no Halahari Arms Hotel). Visitamos o craft center da cidade, mas a visita durou 5 min, já que o local é composto por uma única e minúscula lojinha. Dica: para atravessar a fronteira de carro é necessário uma permissão da sua locadora de carro por escrito, seu passaporte, o pagamento de uma taxa de 30USD/pessoa + 230 BWP/carro e um formulário que preencherá quando chegar na fronteira. Reserve cerca de 40min para atravessar e guarde os papeis que receber, pois eles serão necessários para deixar o país! Seguimos de lá para Maun e, no caminho, fizemos uma para rápida para ver o lago Ngami (descoberto em 1849, sumiu e reapareceu em 2000! Mas ou não achamos o lugar certo ou é só um laguinho regular mesmo…). Maun, é o ponto de entrada do Okavango e parada fundamental para abastecer o carro com comida e combustível. Tal como todas as cidades que visitamos na Bots, ela é minúscula e com poucas opções de comida e hospedagem. A partir deste ponto, não será possível encontrar mais nenhum mercado ou posto até Kazane, na outra ponta do delta! Planeje-se para não ter que racionar comida no meio do caminho (true history! Comemos uma fatia de pão com geleia cada um por 3 dias) ou ficar sem combustível no meio do nada. Resumidamente (detalhes abaixo), de Maun, passamos dois dias explorando a região mais abundante de água da Botswana: o Moremi. Seguimos no terceiro dia para o selvagem Khwai e, de lá, para o Chobe, passando o dia na famosa região árida do Savuti e dormindo no vilarejo de Muchenje. De lá passamos os próximos dois dias explorando o coração do parque nacional Chobe e seus lindos Baobabs. Nota: o nome e localização das regiões dá um nó na cabeça ao longo do planejamento, visto que algumas são sub-regiões dentro de outra. Cinco dias foi um tempo ideal? Definitivamente não, gostaríamos de passar mais tempo no Savuti e no Moremi, programe ao menos dois dias em cada! Também gostaríamos muito de termos passamos pelo famoso salar Nxai, o coração do Kalahari! E, se o orçamento permitisse, visitarmos a ilha dos leões nadadores (Duba plains) na qual só se chega alugando um avião. Abaixo vamos detalhar e descrever nossa passagem por cada uma das macro regiões citadas acima (para a distinção do que foi feito dia-a-dia, acesse este post). MOREMI, a região mais exuberante do Delta do Okavango Entrando pelo portão sul do Moremi, explore toda a região das Black Pools. Nesta região, cheia de poças de água (daí o nome), vimos uma família muito grande de elefantes atravessando o rio e brincando na lama, além de muitos hipopótamos, girafas e zebras. Também visite a região da Xinii lagoon, onde vimos algumas girafas, búfalos (pela primeira vez na viagem, não havíamos visto na Namíbia!), zebras, guinus e antílopes. A região também é conhecida como um território de leões, mas não demos sorte. Seguindo em direção ao norte do Moremi (idealmente dormindo no 3rd Bridge Campsite ou no Xakanaka Campsite – coisa que não conseguimos), passe pelas pontes do parque. São elas a 1st Bridge, 2nd Bridge e, a mais famosa, a 3rd Bridge. A região desta última é rica em vida animal e a passagem por esta ponte, que na verdade é inundada, é icônica e divertida (pode ser funda demais para um carro sem snorkel, pare na entrada do parque que há na ponte e pergunte como estão as condições). Deu uma emoçãozinha atravessar a ponte e ver a água chegando no capô, meio desesperador… Um pouco mais próximo da 3rd Bridge, há o Bodumatau Loop, que também é muito recomendado devido a uma vasta vida animal, mas enfrentamos algumas dificuldades de travessias e acabamos desistindo (deu medo de ter que pagar um carro novo) e o Lion Pan. Ainda no Moremi, também tivemos a oportunidade de andar nas pequenas canoas de madeira tradicionais, conhecidas como Mokoro, ao longo dos canais apertados do delta do Okavango. A beleza dos canais é fantástica, cheio de vitórias-regia e flores submersas, além de um silêncio penetrante e, em parte, de uma tensão constante pelo medo de batermos em um hipopótamo. De fato, tivemos um grande susto com um hipopótamo, que surgiu a poucos metros de nós bem no momento que nosso guia nos falava que não havia hipopótamos em canais tão apertado como aqueles. Resultado: 20 minutos aguardando o animal mais letal para humanos da África se afastar. Para nossa decepção foi nosso único hipopótamos das 2 horas de passeio… demos muito azar! Nosso guia ficou até meio chateado e fez um colar de Vitória Régia me animar rsrs. Seguindo para o norte do Moremi, passamos pelas Hippo Dombo Pools. O local tem uma plataforma de madeira que foi construída na beira de uma enorme represa para observação dos hipopótamos. Acredito que havia uns 30-40 amontoados no lago, além de outros espalhados. É um lugar interessante para relaxar e ver os hipos que não havíamos visto no nosso Mokoro. Mas cuidado: encontramos um leopardo bem ao lado dessa área "segura" para descer do carro!!! Highlight da região: sem dúvida foram os elefantes e o seu (não tão agradável) hábito de permanecer no meio das estreitas estradas de terra. O resultado disto foram duas perseguições na tentativa de passar ao lado deles na estrada! Foi lá que descobrimos que elefantes podem chegar a 40km/h e passamos um assustador momento de “F****, o elefante vai passar em cima do carro”. KHWAI, uma região que requer coragem O Khwai é uma região ao norte do Moremi, pertencente à uma pequena comunidade de mesmo nome. Tal comunidade foi autorizada a administrar um camping, o Magotho Khwai Development Trust Camp . O camping em si é muito rústico, não há absolutamente nenhuma estrutura, sem banheiro e sem recepção, você apenas chega lá, para seu carro no camping pré-agendado e dorme em meio aos animais sem nenhuma cerca ou proteção. Pela proximidade do rio, recebemos a visita de muitos hippos urrando a noite e springboks na região. A região é bem bonita, com muita vida ao longo do rio, mas tivemos muitas dificuldade de achar referencias sobre o que fazer na área e, por isso, após ~3 horas de safari, decidimos seguir para o Savuti, no Chobe. SAVUTI, o GOT da vida animal O Savuti é a região mais árida que visitamos na Botswana, se parecendo muito com a imagem de savana que povoa nossas mentes. Não é para menos: diversos programas sobre a vida animal foram gravados aqui. Atualmente, a NetGeo está gravando aqui o programa Savage Kingdom, que conta a história dos bandos de leões, leopardos, wild dogs e hienas, fazendo uma analogia com a série Game of Thrones (GOT). O território é lar de um dos mais icônicos pride de leões do mundo, o Savuti Lion Marsh Pride. Eles são uma família incrível, que desenvolveu a habilidade única de caçar elefantes! Nesta área, optamos por entrar pela rota seca (a Marsh route, muito mais legal, estava alagada e ninguém estava recomendando ir por lá). Passamos pela “Leopard Rock”, antigo lar de uma família de leopardos expulso de seu território de maneira brutal pelos leões. Seguimos para Marabou Pan e Rhinovlei waterhole. Lá vimos diversos Ghinus, gigantes elefantes, algumas girafas e famílias de zebras. Próximo ao Leopard Rock, na região da Motsibi Island, eis que encontramos o que estávamos tão avidamente procurando: uma grande leoa. Qual não foi nossa surpresa quando notamos que ela não era uma leoa comum, mas sim a RAINHA do Savuti, conhecida como Matsumi, estrela da série da NetGeo (https://www.youtube.com/watch?v=77u5-l5p7Y8)!!! O Savuti é uma região especial, muito selvagem e inóspita, que valeria a pena ficar mais tempo para explorar os caminhos da Marsch Road. Atenção especial aqui à estrada, que exige 100% do tempo o uso do 4×4, não dê bobeira ou ficará atolado nas areias fundas do Savuti (e isso estamos falando sobre a rota seca!). CHOBE, o aguardado encontro com os Baobabs e os leões O caminho do Savuti até o Chobe não é nada agradável, muita areia e muito buraco. O interessante é que ao nos aproximarmos das vilas de Kavimba e Muchenje, começaram a aparecer os majestosos Baobabs! Este era um must have da viagem à África, mas estávamos começando a ficar preocupados em não ver nenhum. Na Namíbia, cruzamos o país de norte à sul e de leste à oeste e nada! Mas no Chobe são centenas, lindos, majestosos! Ficamos no camping da vila Muchenje, que fica a 10 minutos de uma das entradas da reserva (Ngoma Gate) e recomendamos muito o camping. Além de ter um Baobab, há um píer sobre o rio que forneceu uma das mais belas vistas do por do sol na África (que sim, é espetacular). Sobre o Chobe, as estradas principais, com mais vida animal, circundam um grande rio. Especialmente próximo ao Ihaha Camp, Serondela e na entrada próxima à Kazane a vida faz seu show. Vimos muitos animais nessa área, incluindo a maior horda de búfalos na viagem (200?300?), vários filhotes de chacais brincando, hippos pastando, 3 crocodilos, um bando simplesmente gigantesco de elefantes (100? 200?) e … (tandam) um bando de 14 leões! Ufa, no último dia de safari, quando já estávamos considerando nem sequer entrar novamente no parque, resolvemos dar uma passadinha e fomos agraciados com o fantástico bando a menos de 3 metros do nosso carro! Ficamos das 8:00-9:30 só lá, parados, extasiados, assistindo o bando composto por 3 leoas adultas e enormes e seus 11 filhotes adolescentes. Um verdadeiro presente! Do Chobe, após finalizamos nossa viagem com chave de ouro (o bando de leões sem dúvida foi o ápice da Botswana), saimos de volta para a Namíbia a partir do Ngoma Border em rumo ao Caprivi (onde não paramos para fazer safari, apenas passamos). EM RESUMO, foram dias de muita aventura (perseguição dos elefantes), muita tensão (travessias de rios fundos), muita excitação (Matsumi em posição de caça e o bando de 14 leões), um pouco de medo (wild dogs e hipopótamos fazendo barulho a noite no Khwai), um pouco de fome (não aguentamos mais macarrão e pão com geleia) e muita satisfação de termos conhecido este país tão selvagem. Sem dúvida recomendamos esta visita para os mais aventureiros que queiram realmente uma imersão no mundo selvagem!
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    Nat, contiua o post please!!! Já está quase no fim!!! Muito ansiosa para vc terminar. Pegando muitas dicas!!! Amaaanndoooo.... Parabéns!!!
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    Seria interessante organizar e incluir pelo menos um dia inteiro em Bruxelas, pois é muito perto de Londres, Paris ou Amsterdã fica a dica!
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    @natsumy Parabéns pelo relato e pela trip. Está muito bom e com muitas dicas úteis. A viagem deve ter sido incrível. No aguardo da continuação. Uma curiosidade... em algumas partes do relato você disse que sentou e ficou escrevendo. Seria escrevendo anotações do que estava fazendo ou outra coisa? E qual câmera utilizou para tirar as fotos?
  29. 1 ponto
    Interessante o seu relato. Pena perceber que Cinque Terre mudou muito desde que eu estive lá (+ de 15 anos atrás), lembro de ter sido super tranquilo caminhar entre os vilarejos e a acomodação/comida tinha preço normal, nada de extraordinário. Lendo seu relato fiquei com muita vontade de ir pra Itália pra comer sorvete.
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    Olá Galera! Sou de Fortaleza/CE e quero fazer meu mochilão em Março ou Abril/2018, pois tenho férias vencida até dia 15/05/2018. Ou seja, preciso tirar antes desse dia. Queria ver a possibilidade de ajudarmos uns aos outros. Já fiz um mochilão antes, mas foi pelo Brasil . Podemos montar um grupo no Wpp? Segue meu contato (85) 987582392.
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    Oi! Este mês estive novamente pelos Lençóis Maranhenses (destino que eu considero o mais bonito que eu vi no país até agora) e gostaria não de fazer um relato mas de abordar aspectos práticos para planejar a viagem para lá. Tentarei ser o mais sucinta o possível - o que para mim já é pra lá de difícil. LENÇÓIS MARANHENSES MELHOR ÉPOCA Junho a Agosto. Setembro, se for um ano de muita chuva. Informe-se sobre o nível das lagoas no ICMBio. Em 2015 choveu menos que 2014. QUANTO TEMPO FICAR Se a ideia é conhecer os 3 lugares, reserve ao menos duas noites para cada um. COMO SAIR DO AEROPORTO DE SÃO LUÍS E CHEGAR AOS LENÇÓIS? Geralmente quem vem nos voos diretos de Rio e São Paulo chegam na madrugada em São Luís. Para essas pessoas, eu sugiro reservar de preferência com antecedência de 3 dias, um lugar na van com o Denilson (Whats app 98 98488-6346). Se for para Santo Amaro, avise-o para ele reservar sua vaga na Toyota. Nos tópicos sobre as cidades eu falo sobre os horários e preços. BARREIRINHAS (1) Lagoa Azul e (2) Lagoa Bonita Os passeios são chamados de Circuito Lagoa Azul e Circuito Lagoa Bonita, porque estas não serão as únicas lagoas a se visitar. Cada um dos passeios consiste em pegar os visitantes nas pousadas em um veículo 4x4 (Toyota adaptada). Antes de começar o percurso, há uma parada estratégica para comprar água. Conselho: comprem! Os veículos carregam uma caixa onde você pode deixar as suas bebidas no gelo. A parada no mercadinho serve para eles comprarem os gelos. Depois, o carro segue para o ponto da balsa. Para chegar até às lagoas é necessário cruzar o rio Preguiças. Como medida de segurança, os passageiros descem dos carros. Na balsa, entram primeiro os carros e depois os passageiros. Daí dependendo de qual lagoa vai conhecer, o carro segue seu percurso. Como o percurso compreende andar na areia fofa, o carro saculeja muito. Parece que está em cima de um cavalo selvagem. Além disso passa por trechos com água. Quem senta na lateral tem que ter cuidado com os galhos de árvores durante o trajeto. Tudo isso durante 40 minutos em média. Então, eu não aconselho este passeio para quem tem problemas de coluna. Os carros param em uma espécie de estacionamento. A partir daí, é recomendado ao visitante deixar seus chinelos no carro (a areia é fria), pegar suas coisas e sua água. Para chegar até a lagoa principal (a que dá nome ao passeio) você terá que caminhar, subindo algumas dunas e parando em algumas lagoas. A que exigem maior esforço físico é a Lagoa Bonita. Logo a primeira duna é a mais íngreme e de tão íngreme existe uma cordinha no finalzinho para auxiliar as pessoas a completar a subida. Mas tenha a certeza que todo o esforço vale a pena. Se tiver que fazer dois passeios em Barreirinhas que sejam estes. Se tiver que fazer um único passeio, que seja o da Lagoa Bonita. Não esquecem de levar chapéu (usado na caminhada porém durante o trajeto de carro, guarde-o pois pode voar), protetor solar e uma câmera fotográfica. Cuidado com a câmera, venta muito e grãos de areia podem entrar e arranhar sua lente. Não acho que o passeio seja recomendado para cardíacos, pessoas altamente sedentárias e com dificuldades de locomoção. Saídas: Manhã | 09:00 às 13:00 e Tarde | 14:00 às 18:00 ou 18:30. A hora de chegada é a hora que se chega em Barreirinhas. Preços: Lagoa Bonita R$ 70 e Lagoa Azul R$ 60. (3) Passeio de voadeira pelo rio Preguiças - É um passeio de lancha pelo rio Preguiças com parada nas comunidades ribeirinhas de Vassouras (onde a atração principal é observar os macacos - cuidado que tem alguns que adoram mexer nas bolsas atrás de comida. Há umas dunas para subir e quem quer, pequenas lagoas para se banhar), Mandacaru - parada para subir o Farol de Mandacaru e ter uma visão do mar, dos Pequenos Lençóis e do rio Preguiças) e Caburé, onde tem o rio e o mar e além disso é a parada para almoço. Saída às 08:30 e chegada em Barreirinhas às 16:00. Outros passeios: bóia-cross pelo rio Formigas, Casa Tapuio, Sobrevoo, quadriciclo pelos Pequenos Lençóis desde Barreirinhas. etc. Só verifique se o sobrevoo é regulamentado (o Guia Quatro Rodas que eu tenho aqui em casa diz que não e que a circulação dos quadriciclos nos Pequenos Lençóis ainda está liberada - li algo na internet sobre votarem uma lei para proibição destes veículos). SANTO AMARO Você deve ter em mente que você tem que chegar em um lugar chamado Sangue. Neste lugar há um transporte para Santo Amaro que nada mais é que uma Toyota Bandeirante adaptada para levar 4 a 5 pessoas em cada banco. De Sangue até Santo Amaro são 2h sacolejando no veículo. Avise ao motorista qual a pousada que vai ficar. Horários - Saída de Sangue: às 06:00 e 14:00 de Sangue. Confirme sempre este horário com a pousada que reservou em Santo Amaro. - Saída de Santo Amaro: às 03:30 e 12:00. Tenha em mente que o horário não é exato. A Toyota passou lá na pousada às 04:00, fomos os últimos a entrar. Para chegar até Sangue: - Se estiver vindo em um dos inúmeros voos que chegam na madrugada no aeroporto de São Luís, agende a van com o Denilson com antecedência de 3 dias ( Whats app 98 98488-6346). Ele informará via Whats App (que modernidade!) quem vai te buscar e o horário combinado. Avise que irá para Santo Amaro, assim ele reserva sua vaga na Toyota em Sangue. Não se preocupe, as toyotas esperam as vans chegarem em Sangue e te deixam na pousada. - Se estiver vindo de Barreirinhas, chegue antes do horário previsto, para não perder sua vaga. Preços: - Van do aeroporto até Sangue: R$ 40 - Toyota de Sangue até Santo Amaro (2h de viagem): R$ 20 - Van Barreirinhas até Sangue (1h de viagem): R$ 10 Passeios 1 - Betânia e Espigão - A toyota te busca na pousada faz todo um percurso passando por paisagens maravilhosas até chegar a comunidade de Betânia. Detalhe: ponto alto para a Lagoa de Murici. Almoço em Betânia. O passeio termina com o pôr-do-sol na Lagoa da Gaivota. Preço: R$ 300 o frete, que pode ser dividido em até 10 pessoas. 2 - Barco para a Lagoa do Reflexo 3 - Lagoa das Andorinhas ou Lagoa das Gaivotas. Escolha a Lagoa das Andorinhas pois se fizer o passeio para Betânia, o por-do-sol é na Gaivota. A princípio reserve duas noites para Santo Amaro. No dia de chegada, faça o passeio de barco e no dia seguinte, o Betânia. Observações - Assim que chegar a Santo Amaro, já reserve o transporte da volta. - Leve repelente, lanterna, óculos escuros e protetor solar. Se pegar a van da madrugada, não esqueça de usar um casaco ou blusa de manga comprida pois o vento é frio. - Não choveu tanto quanto o ano passado mas realmente as lagoas de Santo Amaro são imbatíveis. - Sei que há grande problemas de logística mas se puder, deixe Santo Amaro por último. Vai por mim! ATINS Passeios 1 - Como a Lagoa Verde está seca, o passeio a ser feito de Toyota este ano é Lagoa Tropical, almoço no Canto do Atins e Lagoa das Sete Mulheres. Saída às 08:30 e chegada às 15:30 a 16:00. 2 - Revoada dos Guarás - Passeio de barco para avistar os guarás - pássaro de penugem avermelhada. Saídas: 16:30 às 18:00. Preço: R$ 30 3 - Ver os plânctons na praia - 0800! Mais fácil de perceber na lua nova. Vá até a praia de Atins, coloque seus pés na água e mexa-os. Você verá vários pontinhos luminosos - os plânctions biofotoluminescentes. Importante: - Para conhecer as lagoas, você pode ir andando. Não precisa fechar passeio e ir com Toyota. Contrate um guia. Eu conheci o Silas, bem recomendado. Tem outros guias. O pessoal da pousada que você estiver hospedado pode te ajudar com tudo. Mas ó, é caminhando na areia fofa. Diária do guia: R$ 150. - Outros passeios: andar de cavalo, passeio de quadriciclo, etc. ; Saindo de Atins e indo para Barreirinhas Mesmo esquema da chegada: você pode voltar de Toyota(R$ 25), duração 2h a 2h30 ou de lancha, 1h a 1h30min (R$ 50) Como é o vilarejo de Atins? - Atins é "meio de mato". Seu smartphone não vai funcionar. Aquele seu celular antigão talvez funcione (Tim ou Oi). Há 3 orelhões na rua Principal (perto do restaurante do seu Chico e do restaurante do Irmão de Atins). Não sei se funcionam. - Aparecem aquelas pererecas pequenas no banheiro do seu quarto. As libélulas, pererecas e companhia aparecem em todas as pousadas. É a natureza. - Se já é ruim celular, imagine internet? Não tem. - As ruas são de areia fofa. É preciso ter um mínimo de disposição. - Há pousadas para todos os bolsos. A maioria dispõe de um ventilador de mesa para cada quarto. Mas há pousadas com ar condicionado. - A maioria das pousadas não tem TV no quarto. - Não tem este negócio de baladas, forró todos os dias, etc; - Se tiver que usar a Toyota, use na volta para Barreirinhas. Na ida para Atins, você corre o risco de dividir espaço também com cargas; - Se você for muito urbano, pense bem se valerá a pena. Para ir e ficar reclamando de tudo, é melhor nem sair de casa. - Mas mesmo assim, eu diria para se arriscar. Eu estava precisando de um refresco (notícias de crimes, trânsito, estresse, blá blá blá) e ali achei um pequeno paraíso! - Deixe Atins por último. Eu fui fazer Atins primeiro e agora estou em Barreirinhas, já estou aqui morta de saudades. - Achou rústico demais mas ficou curioso? Dá pra conhecer um pouco do Atins a partir de Barreirinhas. Tenham em mente que Atins não tem horário padrão como em cidades grandes. É bom você começar a procurar meios para ir embora logo quando chegar à vila. Um dia antes, pelo menos. O que levar para Atins - Lanterna - Protetor solar - Chapéu - Repelente - Água. COMES E BEBES Santo Amaro | Nenhum restaurante a recomendar. À noite, íamos no trailler na praça principal da cidade fazer um sanduíche. Barreirinhas | A Canoa (destaque para o camarão na canoa feita com um abacaxi), Rei da Tapioca, Restaurante Gaúcho e o Restaurante a quilo Ki-delícia. Os dois primeiros ficam na Av. Beira Rio. O Gaúcho ficha na esquina, comida BBB, próximo ao ponto final dos mototáxis. O Ki-delícia fica em frente a uma das entradas do CEPRAMA. Comida BBB e com o adendo de vender sorvete com sabores de frutas regionais. Atins | Restaurante Céu Aberto (minha amiga comeu uma moqueca de arraia ali e adorou), Restaurante Lençóis Maranhenses (em frente a pousada da Tia Rita - comida BBB), Pizzaria Maresias (ótima pizza) e Nikki's. SUGESTÃO DE ROTEIRO - Sugestão de roteiro completo pelos Lençóis. Para quem vai visitar São Luís (recomendo que vá!) recomendo reservar 3 dias para a capital. Um para conhecer o Centro Histórico, em Praia Grande. Outro para ir à Av. Litorânea, praia do Calhau um para o bate-volta em Alcântara. Gostei ainda mais de São Luís durante o São João. Eu não tinha ideia do como era o Bumba Meu Boi. Gostei muito. Fui ao arraial Maria Aragão e no shopping Ilha. Quanto à segurança, ande como se fosse andar em grandes capitais e tudo dará certo. POR ÚLTIMO MAS NÃO MENOS IMPORTANTE As minhas viagens foram ótimas. Os Lençóis Maranhenses são de uma beleza única. Nem sei explicar. Só estando lá para entender. O que dizer da vista que temos ao subir a bendita duna íngreme no passeio da Lagoa Bonita? Nós observamos o estado de encantamento de um gringo lá. Ele disse uma palavra que resumiu tudo: "Uau!". Ele estava tão feliz que não sabia se entrava na lagoa, se rolava na areia ou se fotografava. Muito bacana isso e por que não dizer um misto de orgulho em ter nascido num país que tem essa maravilha? A primeira vez eu estive sozinha e o que mais me encantou além da paisagem, claro foram os moradores de Atins. Senti-me super acolhida. Lugar mágico! Desta vez, fui acompanhada e conheci Santo Amaro, o lugar com as lagoas mais bonitas.. Quão agradável foi estar na caminhonete, sentir o vento no rosto e admirar encantada toda aquela visão das dunas e lagoas em Santo Amaro. Imagino se estivessem cheias como no ano de 2009! O ano de 2009 foi um ano abençoado com grande volume de chuvas, como lembrou o dono da Hospedaria São José em conversa comigo. Ele lembrou com uma saudade tão boa que até eu que não conhecia Santo Amaro, senti uma dorzinha no coração! Porém, o melhor da viagem não foram só as lagoas de Santo Amaro nem ter voltado a Atins mas sim as amizades que fizemos durante a viagem, todos casais, olha só que legal! Casais do Rio (Kelly e Wallace, Roberta e Rodrigo), casal de Cuiabá (Ana Paula e Evandro) e o casal de BH (Vítor e a Luiza), que conhecemos em Santo Amaro (o pessoal do Rio) e em Atins (Cuiabá e BH). Tenho algo a dizer: vocês fizeram diferença em nossa viagem! Só queria agradecê-los pela companhia nos passeios, pelas conversas e pelos "causos". Espero voltar ao Lençóis Maranhenses e num ano abençoado com muita chuva!
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    Olá!! Estou pretendendo ir em abril/2018. Você já tem roteiro definido?
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    Marina e a Lagoa da Preguiça Olá pessoal! Já começo falando que em NENHUM OUTRO LUGAR NO MUNDO você irá encontrar essa paisagem tão peculiar. E a resposta deverá ser SIM caso se pegue perguntando se deve ou não ir para os Lençóis Maranhenses. O relato a seguir tem foco principal no roteiro do Parque dos Lençóis Maranhenses. Aeroporto de São Luís – Barreirinhas (com um passeio em Atins) – Aeroporto de São Luís Agora vou colocar os principais pontos a serem revisados antes de fechar o zíper da sua mochila. Qual a melhor época do ano para visitar os Lençóis? Entre os meses de Junho a Setembro, pois são quando as Lagoas estão mais cheias e dá pra se refrescar numa boa, porém pode ser visitado o ano todo. Em caso de dúvidas de como está o nível das principais lagoas, clique aqui para ver o nível da água de cada uma delas. Quanto tempo devo reservar para conhecer esse paraíso? De três a quatro dias é o ideal, mas caso a agenda esteja apertada, pode se fazer em dois dias e escolher os principais passeios (Circuito Lagoa Azul ou Lagoa Bonita que duram meio dia e Rio Preguiças que dura o dia todo). O que devo levar? Protetor solar – Dispensa comentários Óculos de sol – Prefira levar o velho de guerra, pois é muita areia suspensa no ar e é 99% de chance dele riscar. Chinelo – Não, você não usará tênis lá, não mesmo! Sunga/Biquini/Calção de banho Snorkel – Me agradeça depois. Dinheiro trocado – Somente em alguns lugares aceitam cartões. E somente em Barreirinhas tem agência do Bradesco/Caixa e Banco do Brasil. Mochila/Bolsa com zíper – Para levar e proteger suas coisas de tanta areia. Roupa de calor – Lá é quente pra burro e você não vai precisar de calça nem roupa de frio Repelente Muita água – Antes de qualquer passeios, as agências fazem uma parada em um mercado para que possam comprar água, já que dentro do Parque não vende. Como chegar? No nosso caso saímos do Aeroporto de São Luís e fomos direto para Barreirinhas. Pode-se ir de Taxi (duração 4h e R$60 por pessoa), ônibus que sai da rodoviária (duração 4h30 e R$45 p/p) e a Van (duração 3h30 e R$50 p/p), que busca no aeroporto e deixa em frente a Pousada que se hospedar. Essa última opção foi a nossa escolha. Reservamos com o Jorge Arruda da Levatur: (98) 99969-4544 / 99118-0169 / 3269-4008 / [email protected] Van com cinto de segurança, saída de emergência, ar condicionado e o melhor preço. Experimente… Tiquira – super-aguardente feita da mandioca (pode atingir até 70% de graduação alcoólica). Jesus – sim, não há dúvidas de quanto Ele é Bom, mas estamos falando do refrigerante. Criado em 1920 tem gosto de canela é cor-de-rosa e vende como água por todo o Estado. Tapioca da Balsa – de preferência a de carne de sol com queijo. Tarioba – uma espécie de fruto do mar. Arroz de cuxá – é um excelente prato da culinária maranhense, feito com arroz, vinagreira, gengibre, camarão seco e farinha de mandioca seca. Como comprar passagens barata ou com poucas milhas? Invista nos feriados regionais (Feriado da Cidade onde trabalha, dentre outros). No meu caso que troquei por milhas, economizei muuuuito só com esse detalhe (cada trecho 6000 milhas). Onde se Hospedar? Existem lugares para todos os gostos e bolsos. No meu caso (que fui com minha esposa), me hospedei na Pousada Barlavento (que mudará o nome para INVENTURE. Tem café da manhã, WIFI e uma vista linda para o Rio Preguiças. A diária do quarto (que pode hospedar até três pessoas) com banheiro privado e ar condicionado custa R$150 reais. Se for reservar, dê preferencia aos quartos 101 ou 102 (melhor vista). Vista do quarto 102 Os quartos 103 e a 104 também tem uma vista boa e, caso queira mais sossego, ficam um pouco afastado dos bares e músicas ao vivo (que não atrapalham tanto assim depois de caminhar um dia inteiro sobre as dunas).
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    Arrumamos nossas mochilas, tomamos um café reforçado e aguardamos a van que iria nos buscar às 8h30 para nos levar ao Aeroporto de São Luis (R$50). Demos mais algumas voltas em Barreirinhas até que o motorista pegasse todos os passageiros. Durante o caminho de volta choveu (o que não acontecia a semanas). Espero que venham mais chuvas para que as lagoas possam encher ainda mais. Chegamos em São Luís 12h30. Despachamos as mochilas e fomos almoçar. Pagamos R$22 no Prato Feito do Aeroporto. Embarcamos às 15h e descobrimos que nosso voo para o Rio teria escala de meia hora em Fortaleza. Para nossa sorte, esse trajeto é feito por cima dos Lençóis. Deu para avistar toda a área dos grandes Lençóis e pequenos Lençóis, além do Rio Preguiças e de Barreirinha. No check-in, sempre escolha as poltronas do lado direito do avião, pois tem a melhor vista aérea. Se tiverem qualquer dúvida, é só perguntar! Por fim deixo as fotos tiradas do avião. Rio Preguiças e no canto superior direito, Barreirinhas Nos despedindo dos Lençóis - Muito obrigado Maranhão Obrigado e até a próxima trip!
  36. 1 ponto
    Fomos em um grupo com mais cinco casais e o guia Rafael. No caminho paramos para ajudar outro 4x4 que havia atolado e seguimos viagem juntos, rumo a mais bela lagoa que vi nos Lençóis, a Lagoa Tropical. Águas transparentes, longe do fervor de vários turistas e junto com a gente veio a chuva. Depois seguimos para outra lagoa e de lá para Atins. Paramos para tomar uma água de coco na Vila de Atins e em seguida fomos para o Restaurante do Antônio, que o guia havia falado ser o melhor, pois a Luiza tratava todos mal e blá blá blá, pura balela sou que mais pra frente conto mais detalhes. Após o pedido de almoço no Sr. Antônio, fomos tomar um banho onde o rio e mar se encontram. Voltamos 1h30 depois e nosso almoço estava pronto. Depois do almoço eu e a Marina fomos até o Restaurante da Luzia para tirarmos nossas próprias conclusões. Vimos que ela não era NADA daquilo que falavam. Pelo contrário, era muito atenciosa e prestativa. O João (que trabalha com ela) preparou uma Caipirinha de Tiquira com limão galego que para nós foi a melhor caipirinha que provamos no Maranhão. E o Camarão Grelhado mais gostoso na nossa opinião foi o da Luzia. Ela ainda nos deu NA FAIXA uma cumbuca de pirão de peixe com caldo de camarão para acompanhar nossa porção. Sinceramente um atendimento melhor do que tivemos no Antônio, fora a vista privilegiada que se tem no local. Prós e contras dos dois restaurantes Seu Antônio: Prós - Aceitam cartões de crédito. - Melhor estruturado (com chalés e redário) - Muitos funcionários, todos uniformizados Contras - Valor dos pratos mais alto - Atendimento menos caloroso, mesmo ele não trabalhando na cozinha como a Dona Luzia Dona Luzia Prós - Atendimento diferenciado - A dona Luzia faz questão de falar com cada cliente, inclusive sentando junto conosco (diferentemente do seu Antônio) - Vista privilegiada - Preço bem mais em conta - Tiquira no coco e Pirão grátis Contras - Poucos funcionários e sem uniformes - Como é ela mesmo que prepara os pratos, muitas vezes fica ausente. - Aceita somente dinheiro Conclusões finais: se fossemos novamente lá ou tivéssemos que recomendar, recomendaria o Restaurante da dona Luzia. Muito mais gostoso, em conta e aconchegante. Após o almoço pegamos o 4x4 e retornamos para Barreirinhas. No caminhos paramos para colher Caju e Jatobá do pé, além de uma tapioca de carne de sol com queijo antes da balsa. A noite fomos caminhar pelo Morro da Ladeira e acabamos descobrindo uma festa de recepção do povo de Barreirinhas para seus colegas de São Luís. Dançamos até não aguentar mais e voltamos para tomar nossa última cerveja e comer um Hambúrguer no capricho no pé da Pousada. E assim termina nossa última noite em Barreirinhas, um paraíso do nosso Nordeste Brasileiro. Desatolando o 4x4 Chuva tão esperada chegando Lagoa Tropical Águas Cristalinas A caminho da próxima Lagoa Atins Camarão grelhado do Seu Antônio Vista privilegiada do restaurante da dona Luzia Morro da Ladeira Morro da Ladeira Festa típica regional
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    Acordamos, tomamos café e fomos para a agência São Paulo Ecoturismo para mais um passeio. O passeio custa R$60 por pessoa e dura todo o dia, sai às 8h30 e está de volta a Barreirinhas por volta das 17h30 e tem as seguintes paradas pelo Rio Preguiça nos Pequenos Lençóis: Vassouras, povoado de Mandacaru e Praia de Caburé. O Rio Preguiças é bem calmo e leva cerca de uma hora e meia para a lancha percorrer cerca de 40 Km até chegar à Vassouras, passando por lindas paisagens. No caminho passa-se por vários ranchos e vilas de pescadores, povoados, pequenos vilarejos, grandes residências, um resort entre outros na beira do rio… Durante esse tempo, o guia falou de várias curiosidades, como o caminho aberto com inchadas por pescadores em 1934 que fez com que eles economizassem 3 horas no trajeto deles. Porém esse caminho está se abrindo cada vez mais por conta das embarcações que passam por ali e empurram ondas contra as margens. Falou também sobre o Buriti que é uma palmeira de água doce e que é o divisor de águas doce e salgada do rio. Onde começa a ficar salobra não nasce Buriti. Antes de chegarmos a Vassouras, pegamos um caminho onde o barco passa entre aguapés vermelhos e brancos, uma paisagem linda. Primeiro destino Vassouras. Aqui temos uma prévia dos pequenos Lençóis e um contato direto com os macacos-prego. Tomamos uma dose de Tiquira e ficamos por 40 minutos no local. Depois fomos direto para Mandacaru conhecer o Farol Preguiças, que nos dá uma visão 360 dos Lençóis e do encontro do Rio com o mar. Ficamos mais 40 minutos no local. Após Mandacaru fomos para Caburé. Lugar delicioso para se tomar um banho de mar ou de rio, pedir um peixe (no nosso caso foi peixe a cabana) e enquanto o almoço não ficava pronto alugamos um quadriciclo por R$50 reais meia hora e fomos até a ponta de Caburé. Vale a pena alugar o quadriciclo, porém tomem cuidado para não cair. Almoço excelente, porém o prato serve muito mais que duas pessoas. Se soubesse antes pediríamos para trazer metade do que trouxeram. Almoço com a breja saiu por R$100 reais. Após o almoço descansamos no redário e antes de ir para o barco fomos tomar um banho no rio. Na volta, fomos direto para Barreirinhas. Chegando lá, ficamos em dúvida sobre qual passeio fazer no dia seguinte. Se iríamos para Atins ou se faríamos a flutuação do Rio Formiga. Depois de pensarmos bastante, decidimos pelo passeio que nos leva a Atins. R$100 por pessoa e não nos arrependemos nem um pouco. Fazenda Vila Regina, as margens do Rio Preguiças Quando se esquece de levar óculos de sol... ... sempre se improvisa com o que tem! O passeio pelo Rio Preguiças, passa por diferentes tipos de flora e oferece muito contato com a natureza Primeira vista dos Pequenos Lençóis, em Vassouras Macaquinha com seu filhote na Vila de Vassouras Peixe-frito na entrada de Mandacaru Pra acompanhar, cachaça para todos os gostos Vista 360º do Farol Preguiças, que possui 35 metros de altura e alcance geográfico de 19 milhas Passeio de quadriciclo Peixada a Cabana
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    Bom dia Barreirinhas Desembarcamos no Aeroporto de São Luís às 2h05. Às 3h45 o Jorge Arruda chegou e 15 minutos depois saímos rumo a Barreirinhas. Cerca de 2 horas depois de viagem, chegamos a um café em Japuru. Às 7h20 chegamos em Barreirinhas. Conhecemos o guia Shrek da agência Adventure, uma agência local que faz os principais passeios por 50 reais Preços mais em conta do que praticados por outras agências. Depois de descansar um pouco na pousada, fechamos o passeio Circuito Lagoa Azul (R$50 reais das 14h às 19h) e falamos que iríamos fechar somente aquele passeio por enquanto, que se tudo corresse bem, voltaríamos para fechar os outros passeios. Como o passeio era somente às 14h, fomos caminhar pela cidade. Conhecemos a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Barreirinhas, as principais ruas, a Praça do Trabalhador, outras agências e restaurantes para comer algum prato regional. Fomos ao restaurante Bambu que fica na Avenida Beira Rio e que vende um prato muito bom chamado Delicias do Maranhão. Serve até três pessoas e está super recomendado! Voltamos para a pousada, arrumamos nossa mochila de ataque e esperamos o guia nos chamar às 14h. O passeio para os Lençóis é emocionante do início ao fim. O trajeto é feito em uma Toyota “Jardineira” Bandeirante 4x4, atravessando o rio preguiças de balsa, depois mais 40 minutos por uma estrada de areia até chegar aos Lençóis. Só esse caminho já vale o passeio, mas o melhor estaria por vir. A imensidão dos Lençóis Maranhenses que não dá para explicar em palavras... Dê preferencia em fazer esse passeio no período da tarde, pois os comboios seguem com menos pessoas e com o sol mais ameno e você ainda pode contemplar o pôr-do-sol de cima das dunas. Conhecemos a Lagoa da Preguiça, Lagoa da Esmeralda, Lagoa Azul, Lagoa da Paz e Lagoa do Peixe. No fim da tarde voltamos a Lagoa da Preguiça para assistir um lindo por do sol. No caminho de volta, ao chegarmos na balsa, tinha uma fila grande de carros para atravessar. Então aproveitamos esse tempo para comer uma tapioca de queijo e carne de sol. Vimos que os veículos 4x4 da Agência São Paulo Ecoturismo eram mais seguros, pois tinha cinto de segurança. Com isso, decidimos fechar o passeio do dia seguinte com essa empresa que já havia sido indicada por outros mochileiros. Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Barreirinhas Deck da Avenida Beira Rio e Morro da Ladeira (ao fundo) Delícias do Maranhão (Peixe frito, cuxá, sururu ao leite de coco, arroz de Cuxá, patinha de caranguejo, camarão com gergelin, vatapá de camarão, farofa de coco e vinagrete) Balsa atravessando o Rio Preguiças A caminho dos Lençóis Maranhenses Não esqueçam de levar o seu Snorkel A beleza das dunas Pôr-do-sol Pôr-do-sol
  39. 1 ponto
    Olá amigos, sou maranhense do interior do estado e atualmente moro em São Luis. Já tive a oportunidade de visitar os lençóis maranhenses várias vezes e posso dar algumas dicas a vcs: SANTO AMARO: é muito mais viável financeiramente do que Barreirinhas, entretanto o acesso a este municipio ainda deixa muito a desejar pelo excelente pólo turístico que pode nos proporcionar. Sem estradas asfaltadas, o acesso se dá por meio de veículos 4x4 que podemos pegar no povoado Sangue q fica na estrada q nos leva a Barreirinhas. Do Sangue até Santo Amaro a viagem dura cerca de 3 horas de viagem, onde a passagem custa de 25 a 30 reais por pessoa o trecho. Da sede do municipio até a Lagoa das Gaivotas são apenas 30 minutos de viagem, com uma paisagem de tirar o folego e o cansaço de qualquer um rsrsrs. Como falei anteriormente, a logística local ainda é muito deficiente e se quiserem conhecer os lençóis por Santo Amaro, vcs tem q reservar a hospedagem com antecedência, pois são poucas as pousadas locais. BARREIRINHAS: mais distante dos lençóis e muito mais cara do que Santo Amaro, porém com uma logística muito melhor. De São Luis até Barreirinhas a estrada é impecável e a viagem dura cerca de 3 horas, podendo ser de ônibus ou micro-ônibus. Saindo da rodoviária de São Luis, a passagem custa cerca de 25 reais. A cidade oferece um bom leque de opções de hospedagens e meios de transporte que os leve até os lençóis. Se for de 4x4 a viagem dura cerca de 3 horas e se for de lancha, dura cerca de 40 minutos, sendo que em ambos os valores giram em torno de 50 reais por pessoa. É a partir de Barreirinhas q se torna possível conhecer o Farol de Mandacaru, Atins e Caburé. RESUMINDO: SANTO AMARO: mais barata, mais próxima do parque e com logística mais deficiente. BARREIRINHAS: mais distante do parque, com valores muito mais elevados, porém com uma boa logística para hospedagem e locomoção dos visitates.
  40. 1 ponto
    Prezados, Segue um post que fiz no meu blog sobre Trindade e Tobago que pode ser que ajude a quem quiser ir para lá. Chegar a Trindade e Tobago é bem fácil. Diversos países tem voos para lá e o aeroporto de Trindade é relativamente bem movimentado. Eles inclusive tem a própria empresa aérea que opera para vários lugares da América Central e até para os Estados Unidos, a Caribbean Airlines. Quem estiver visitando esse lugar a turismo, adianto logo, não perca tempo em Trindade, apenas se tiver muito tempo e realmente tiver curiosidade de conhecer. Todos me disseram que a ilha de Trindade não tem nada, só cidades industriais com hotéis e restaurantes tremendamente caros. O negócio é seguir direto pra Tobago. Para chegar a Tobago é possível pegar um ferry de Trindade e ir por mar, o que eu acho que só é uma vantagem se você precisa levar seu carro de uma ilha a outra. Nem me interessei em procurar, pois são horas de viagens e o preço não compensa. Paguei 24 dólares por cada vez que voei entre as ilhas. Na verdade, acho que eles te marcam em um voo só para tu não reclamares se quiseres ir em outro e não tiver vaga. A viagem leva 20 minutos. Pode comprar qualquer voo, de qualquer horário (são dezenas durante o dia), que se você mudar de ideia eles remarcam para outro horário sem custo. Achei estranho porque inclusive não me cobraram taxa de embarque nem na ida, nem na volta. Cara, parece viajar de ônibus. Em Tobago fiquei em uma região chamada Crown Point. É onde fica o aeroporto. Literalmente. É engraçado, você desce do aeroporto, caminha uns 10 minutos e está no centro da vila e do lado da praia. Disso eu gostei, sem ter que pagar táxi nem nada. É só caminhar e, pimba, você está no meio das pousadas. Fiquei em um lugar chamado Stewart Guesthouse, custou 40 dólares a noite e tinha um quarto só para mim com ar condicionado e péssima internet. Foi o lugar mais barato que consegui encontrar em Crown Point. Brasileiros não precisam de visto para ir a Trindade e Tobago. Postado originalmente em www.omundonumamochila.com.br
  41. 1 ponto
    Na minha opinião vc escolheu o segundo lugar mais lindo do Brasil, só perde para Noronha, com a diferença de ser muiiiiiiiiiiiiiiiito barato, e ainda digo que quero voltar sempre
  42. 1 ponto
    Olá... Achei um pouco confuso seu roteiro... acho que você pode mudar um pouco para facilitar.. Acho melhor você fazer NY --> Washington --> Chicago --> Los Angeles Neste caso você pode ir de NY para Washigton de Trem que não é tão caro e pode comprar no site http://tickets.amtrak.com/itd/amtrak Outra opção de NY para Washigton é ir de busão pela megabus.com Além disso Acapulco é perigoso caso não vá com amigos Mexicanos e dê preferência para ficar em Hotel se puder mudar vá para Cancun ao invés de Acapulco... Abs,
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    Obrigado! Vou ver se acrescento mais algumas fotos depois. Qualquer dúvida é só perguntar!
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    SALKANTAY TREK DIA 2: FOmos acordadas no nosso Iglu bem cedinho, antes das 5h da manhã! Aos nos acordarem ja nos entregavam um chá de coca bem quentinho! Acho que não falei antes, cada iglu tinha 2 camas de solteiro, dividi o meu com a Jules, americana que também tinha ido sozinha! Estava bem frio, nos arrumamos, preparamos as bolsas ( a que iria com a gente e a que iria com os cavalos) e fomos tomar café da manhã. Nesse momento o guia reforçou o que já sabiamos, que esse seria provavelmente o dia mais dificil, com maior subida e maior altitude, e que se alguem quisesse poderia subir a primeira parte de cavalo. Um rapaz do grupo que ja estava super acostumado a fazer trekking acordou se sentindo super mal por causa da altitude, já a menina que estava mal no dia anterior acordou super bem. Eu que nunca tinha feito trekking e nao sou nenhuma atleta tambem estava me sentindo super bem! Ou seja, a altitude é uma desgraça e pode afetar qualquer um! Somente o rapaz foi de cavalo e o resto do grupo seguiu a pé. Nosso acamamento ficava a 3900m de altitude - durante a manha, que seria a parte mais puxada, subiriamos ate o ponto mais alto a 4600m - depois ainda teria uma longa caminhada porem de descida. Eu estava com tanto medo da manhã do segundo dia que me preparei psicologicamente para a pior coisa da vida... E decidi que eu iria devagar e sempre. Então fui assim, sem me apressar, sempre entre as ultimas do grupo, e assim caminhamos durante 3 ou 4 horas, fazendo algumas paradas no meio do caminho, até o ponto mais alto da trilha. Esse dia era frio, pegamos um pouco de chuva, então o tempo tambem não ajudou! Tenho asma e também tive que fazer algumas paradas para usar minha bombinha. Enfim chegamos ao ponto mais alto, uma sensação de alivio e de que não tinha sido tão dificil assim! Lá em cima nosso cozinheiro estava nos esperando com chá de coca e sanduiches ! Tinhamos chegado ao ponto mais alto mas estavamos looonge de chegar ao acampamneto final. Ali iniciariamos nossa descida, aproximadamente 1h e meia ate o local de almoço, que foi um trajeto de descido mas frio e com chuva. Após o almoço ainda caminhamos algumas horas até chegar ao acampamento final. No tota foram em torno de 22 km nesse dia 2. Nesse dia o acampamento era bem mais simples, porem com energia eletrica, chuveiro quente e cerveja gelada !!!! Nosso grupo era tão legal que os primeiros que chegavam ja esperavam os retardatários ( eu) com uma cervejinha gelada aberta! Após a cerveja corri para o banho antes que formasse fila. Melhor banho da vida, só nao fiquei 1 hora por consciencia ecológica mesmo! Depois disso tivemos o lanche com pipoca e biscoitos, logo depois a janta, e novamente dormimos cedo. Nesse dia a estutura era bem mais simples mas tambem não era uma noite fria, então foi tanquilo para dormir. O combinado era acordamos bem cedinho com a promessa que o dia 3 seria um dia de descanso.
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