Ir para conteúdo

Mais curtidos da Semana


Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 17-01-2018 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Fuja de Nautika, Nord e Gonew. No final das contas vai sair mais caro. Também não precisa investir em uma Deuter ou Osprey porque não vai acampar, não vai andar quilômetros com a mochila nas costas. Eu iria de Trilhas e Rumos ou Quechua. Tem um preço acessível na faixa de R$ 450,00 e boa qualidade. Abraço! Rodrigo Cavalcante
  2. 2 pontos
    Bom galera está é a primeira vez que escrevo um relato de viagem aqui no mochileiros.com, então sorry se faltar algo . Bom, minha viagem começou dia 09/01/18 de carro com mais 3 pessoas com destino a Chapada. Foram 978 km percorridos até a cidade de Lençóis em uma s10 a gasolina onde gastamos R$600 de combustível na ida com direito a ainda rodar por lá e na volta mais R$600 .Chegamos em Lençóis no dia 10/01/2018 por volta das 9 horas da manhã, deixanos nossas coisas no Camping Lumiar onde ficamos por 1 dia com diárias a R$40 por pessoa sem café da manhã, no caso tomávamos café na rua por R$15 em um self-service bem servido, fizemos uma pequena feira ainda em Caruaru e fazíamos o nosso jantar, já o almoço era nos lugares por conta dos passeios e a média do kg era R$ 50 (achei caro), como neste dia estava chuvoso então só conhecemos o centro da cidade .No dia seguinte( 11/01) fomos conhecer a fazenda pratinha onde fica situada a gruta pratinha e o poço azul e é cobrada uma taxa de 40 reais por pessoa para visitação. Voltando para Lençóis passamos no morro do Pai Inácio para ver o pôr do sol que é muito lindo e pagamos uma taxa de 7 reais por pessoa,neste mesmo dia mudamos de pousada e fomos para a pousada Villa dos duendes onde pagamos 720 reais para ficarmos até a segunda-feira dia 15/01/2018 em um quarto com banheiro privativo, banho quente, frigobar, varanda, uma cama de casal e 1 beliche . No dia 12/01 fomos visitar o poço do diabo e o rio mucugezinho onde se pode tomar banho a vontade e não paga para entrar. No sábado dia 13/01 acordamos cedo e saímos em direção ao Capão para fazer o trekking até a cachoeira da fumaça que é considerada a segunda mais alta do Brasil e no total é um percurso de 12 km, muito cansativo pq quase uma hora é só de subida bem íngreme e só se pode olhar e tirar fotos, nada de banho . No domingo (14/01) tiramos o dia para descansar e por volta das 15 horas fomos aos caldeirões do Sossego e a cachoeira para tomar banho e relaxar, o acesso é bem fácil e fica a apenas 20 minutos do centro de Lençóis. Bom para encerrar a Chapada Diamantina é muito linda, todos os passeios fizemos sem guia apenas com o GPS e a noite em Lençóis é bacana com vários bares, porém acaba cedo hehe.
  3. 1 ponto
    Saravá, mochileiros! Me sinto na obrigação de fazer um relato completíssimo aqui no fórum da viagem que fiz na Patagônia Argentina sozinho em dezembro de 2017, uma vez que 98% da trip foi inspirada em dois relatos aqui do Mochileiros! Esses daqui: Carol (https://www.mochileiros.com/topic/54824-trilhas-em-el-chalténel-calafate-10-dias-sozinha-na-patagônia-argentina-out2016/) e Rezzende (https://www.mochileiros.com/topic/57467-imensa-patagônia-ushuaia-el-calafate-el-chaltén-e-bsas-em-15-dias-fev17/). Vale muito e leitura além do meu relato! Antes de tudo, assistam o vídeo compilado da viagem que eu fiz! Gastos Vamos começar com os gastos, questionamento mais frequente que eu tive. Fiquei 10 dias totais, sendo dois de deslocamento e 1 de descanso (essencial!). Aqui vão: Passagem Aérea LATAM: R$ 1396,00 Seguro Viagem Assist Card: R$ 139,00 Passeio Minitreking Perito Moreno (já com entrada do Parque): R$ 738,00 Hostels EL Calafate e El Chaltén: R$ 463,00 Comidas, Cartão de Crédito e Extras: R$ 1000,00 Total com passagem aérea: R$ 3736,00 Total sem passagem aérea: R$ 2340,00 Eu ainda gastei uma grana com roupas e afins, mas nem vou contar como gastos dessa viagem porque trato como um investimento pras próximas haha! Câmbio Fiz o câmbio R$ - US$ no Brasil (300 dólares) e troquei para ARG$ no Aeroparque em Buenos Aires. Péssima ideia! Perdi uns 100 reais nessa bagunça, então o que eu recomendo, caso o real esteja forte, é trocar os R$ em espécie no aeroporto direto pra pesos! Maaas tava tudo na paz! Hostels Em El Calafate fiquei 2 dias no Bla! Guesthouse. Ele é bem centralizado, pertinho da avenida principal, com mercado perto, correios, bares e restaurantes. No geral bem confortável, com um café da manhã muito bom e bem limpo. Recomendo! Em El Chaltén, optei por retornar todos dias para o hostel ao invés de acampar, já que não tinha experiência. Foi no Condor de Los Andes, hostel bem confortável também, no entanto com um café da manhã bem mais ou menos, mas pelo menos tava incluso! Recomendo! Condicionamento Físico A história dessa minha viagem é bem legal. Um dia estava no trabalho e já estava procurando coisas pela América Latina para viajar no fim do ano. Eis que me aparece um pop-up da Laguna Los Tres, um dos lugares mais incríveis que vi nessa viagem, e cliquei. E foi batata: No dia seguinte, após passar o resto do dia inteiro lendo sobre a Patagônia estava comprando passagem aérea na loucura! A ideia era fazer as trilhas e ver o Minitrekking. Depois que me dei conta: "Será que você consegue fazer as trilhas, Victor?". Eu estava estudando pra um concurso em setembro (tudo isso foi em junho) e estava desde fevereiro paradão (sempre gostei de correr!). Então, depois do concurso, passei outubro e novembro treinando todos os dias resistência, e consegui perder 4kg e ficar com uma resistência bem boa! Fiz uma média de 21,3km diários nos 10 dias de viagem, então é uma trip que requer sim um bom condicionamento. Mas dá! Só não vá sedentário haha. Roupas Li nos relatos que me baseei que uma roupa impermeável era essencial, além de um fleeche e um anorak. E realmente foram! A Patagônia é uma loucura, então o tempo muda de pato pra ganso...do tipo tá muito calor um dia e do nada começa a ventar, ainda com sol, mas o que te faz usar um corta-vento. Não usei luvas nem cachecol, e não peguei nenhum dia de chuva! Mas sempre bom se prevenir com um anorak impermeável. Usei bastante também bandana/protetor de pescoço, pra proteger orelha de queimar, cabeça. Sobre sapatos, peguei uma bota impermeável do meu pai, que durou UM DIA. Depois a sola começou a descolar, e tive que comprar aquelas colas de sapateiro. Mas não aguentou a viagem toda! Minha última trilha em Chaltén foi com um tênis emprestado, e fiz 3km da penúltima trilha de meia! Fiquei arrrependido de não ter levado um tênis de corrida, dava total! Comprei ainda um bastão de trekking que AJUDOU MUITO, principalmente nas descidas das trilhas de Chaltén! Só coprem! Não é necessário o par, um já basta, até para deixar uma das mãos livres! Roteiro A viagem aconteceu entre 4/dez e 13/dez de 2017. Aqui vai o roteiro: Dia 1 - 4/dez/2017: Deslocamento: 08h00 Voo SP-Buenos Aires 15h40 Voo Buenos Aires-El Calafate Cheguei umas 17h30 em Calafate, e já na semana anterior à viagem, o pessoal do hostel ofereceu um serviço de transfer do aeroporto pra lá poe 150 pesos! Foi ótimo e já tinha uma plaquinha me aguardando (mór daora). Nesse dia, ainda conheci o Steffen no transfer, um alemão que falava português fluentemente, e fomos tomar uma breja e comer uma pizza de boas, já que no próximo dia ia fazer o Minitrekking em Perito Moreno. Dia 2 - 5/dez/2017: Minitrekking Perito Moreno: 10,6km andados, dia inteiro Tinha reservado o passeio com a Hielo y Aventura duas semanas antes. Li nos relatos que o passeio lota, e como são grupos pequenos, é melhor reservar sim! A empresa tem o monopólio do turismo no Glaciar, então qualquer passeio que comprar de outras agências estará comprando deles! Melhor fazer diretão então, né? E como um bom monopólio, eles levam o preço láa em cima, devem ter visto nos gastos no início do texto! Mas como sabia que não voltaria pra Calafate tão cedo, achei que valia a pena. E valeu! Andar no gelo é sensacional. O passeio dura o dia inteiro, e você fica umas 2h horas andando na geleira. Mas ainda visita o parque, fica nas passarelas vendo os gelos caírem. E é SÓ no Minitrekking que eles servem o whisky na própria geleira! Fiquei sabendo que no Big Ice eles servem no barco apenas. O passeio é muito bunito e faz um barulhão da porra todo aquele gelo escorregando montanha abaixo! Eles te buscam e te deixam no hostel, então é show de bola! No fim do dia, ao voltar pro hostel, conheci três garotas de Brasília gente finíssimas! Fomos tomar uma breja junto com o alemão lá de noite e ainda iria encontrá-las em Chaltén no dia seguinte! Em Calafate, os bares que valem a pena são os de cerveja artesanal, mesmo preço da Quilmes de supermercado! Dia 3 - 6/dez/2017 - Ida para Chaltén + Miradores de Las Águilas e de Los Condores: 18,5km andados, 40min ida e 40min volta. Comprei o busão pra Chaltén de manhã, no próprio hostel, pra sair as 13h da rodoviária de Calafate. Paguei $600 pesos. E fui enganado! Descobri que tinha van por $450 pesos na própria rodoviária. Mas o busão que eu peguei era "de elite", tinha dois andares, lugar pra deitar...foi bem confortável, mas pegaria a van de boas. Tanto que na volta peguei. A empresa van é a Las Lengas! (http://www.transportelaslengas.com/es/). Antes de ir, passei a manhã na vila, mandei uns cartões postais e o mais importante: fiz compras. Fiquei sabendo que os mercados da vila de Chaltén são caríssimos, então comprei em Calafate 1 pacote de pão de forma, uma lata de atum, cream cheese, frutas e barrinhas de cereal. Basicamente essas foram as minhas refeições nos 6 dias de Chaltén! Melhor rolê! Chegando em Chaltén, umas 16h30, o busão para no centro de visitantes para explicar as regras da cidade, como a água é potável, cuidado com os animais (inclusive pumas!), etc. Fiz o check-in no hostel e já peguei minha mochila de ataque, bastão de trekking, a GoPro e parti pros Miradores Águilas e Condores, que ficam pertinho da cidade. Como era verão e anoitecia às 23h, tava suave para ir! Achei ótimo ter um panorama do que ia ver nos próximos dias de trilha, já que além da vila dava pra ver um aperitivo do Fitz Roy e do Cerro Torre. A noite ainda encontrei as meninas de Brasília e ficamos tomando vinho barato no hostel delas! Mirador de Los Condores! Mirador de Las Águilas! Dia 4 - 7/dez/2017 - Laguna Los Tres (Fitz Roy): 40,7 km andados, 4h ida e 6h volta (me perdi e fiz um caminho mais longo haha) E chegou o dia do graande motivo de ter escolhido a Patagônia de viagem! Aquele pop-up da Laguna Los Tres virou realidade! Fiz a ida pela Hosteria El Pilar, em que você pega uma van que sai do seu hostel e te deixa na Hosteria, onde tem o início de trilha. A volta foi na trilha que chega na cidade, só que eu consegui a proeza de ME PERDER e perceber depois de uns 8km andando na trilha alternativa. Calma, detalhes virão haha. O caminho na ida da Hosteria é muito bonito, você passa pelo Glaciar de Piedras Blancas, coisa que não faz quando vai pela vila. Além disso, o caminho é bem plano em comparação com a ida pelo caminho da vila, o que é essencial já que no fim da trilha, para subir até a Laguna Los Tres, é uma subidona do baralho! Cheio de pedras e beem íngrime. Então poupe energia! Aliás, aqui que percebi o quão o bastão de trekking foi ótimo. Parabéns aos envolvidos! Chegando na Laguna vem o baque: que lugar espetacular! O azul do lago é muito mais azul que o pop-up que eu vi! O tamanho do Fitz Roy é muito maior que a tela do laptop! E o lugar é o paraíso da calma. Claramente me emocionei ao bater o olho pela primeira vez, é inacreditável. Pensar que estava realizando aquele sonho, depois de um ano tão corrido, dando um presente pra mim, viajando sozinho...sem palavras. Fiquei das 13h às 17h30 naquele lugar, não dava vontade de sair! E como um bom brasileiro, apostei com uma garota da Nova Zelândia, a Lucy, que conheci lá em cima da Laguna que ela não nadava comigo naquela água gelada. E nenhuma surpresa: CHALLENGE ACCEPTED, a moça era tão sem noção quanto eu! E láa fomos nós nadar a 0º num dos lugares mais bunitos que já vi! Fiquei trocando ideia com um povo do hostel que encontrei lá também, todos viajando sozinho e eles começaram a voltar lá pelas 16h. Quis ficar um pouco mais, e como estava planejando 4h de trilha de volta, tava tranquilo, teoricamente chegaria às 21h, de dia ainda! Mas senta que lá vem história! Fiz a primeira parte da volta tranquilo, caminho certo. Até que tem uma bifurcação: de um lado, Chaltén pelo caminho da vila, do outro uma trilha que conecta a trilha pra Laguna Torre com a da Laguna Los Tres. E o que o panguão aqui fez? Claramente entrou errado. Só fui perceber que estava completamente perdido 2h depois, no meio do caminho do Cerro Torre. E isso eram 20h30...Ou seja, tinha 2,5h a mais de sol pra fazer um trecho de trilha que demora umas 3h haha. Imagina um maluco correndo, sozinho, descida abaixo no caminho de volta do Cerro Torre, morrendo de medo que um Puma aparecesse de noite haha. Graças aos deuses patagônicos, 22h50 estava chegando em Chaltén, num pôr-do-sol espetacular, de presente pro perrengue. Aí tá a explicação dos mais de 40km andados nesse dia! Salve o verão patagônico! O legal é que, por conta desse caminho alternas que eu fiz, acabei conhecendo duas lagunas que não estava planejando visitar! A Laguna Madre e Hija! E particularmente as achei muito mais maneiras que a Laguna Capri, que conheceria no dia seguinte! A noite encontrei o povo que conheci lá no pico e ficamos tomando umas cervejas e dando risada do perrengue haha. Bora descansar que no dia seguinte também tinha trilha! Caminho pela Hosteria El Pilar! Esse é o Glaciar Piedras Blancas Mergulho a 0º! Pensem num lugar da paz! Laguna Madre e Hija, que conheci só porque me perdi! Haha Pôr-do-sol às 22h50, pós perrengue! Dia 5 - 8/dez/2017 - Chorrilho del Salto + Laguna Capri: 24,5km andados, o dia inteiro andando. Depois da aventura dos 40km rodados no dia anterior, optei por algo mais leve: Primeiro fui com o pessoal que conheci na Los Tres pra Chorrilho del Salto, uma cachoeira que fica 1,5h de trilha da vila. Foi bem de boa, a cachoeira é bunita, mas nada espetacular. Mas vale a pena, principalmente algum dia que você quer pegar leve! O pessoal só fez ela no dia, mas eu, o panguão, como errei o caminho no dia anterior, ainda não tinha conhecido a Laguna Capri! Ela normalmente se faz na volta da Los Tres, já que fica no caminho pro Fitz Roy via trilha. E lá fui eu sozinho ver a dita cuja. A subida da trilha pela vila é realmente bem íngrime no início, por isso que o povo faz pela Hosteria. A Capri fica no meio do caminho do Fitz Roy. No geral foi uma trilha tranquila, muita gente voltando do Fitz Roy, poucas indo. Na volta, lá pelas 19h, estou passando cansadíssimo na avenida que sai da trilha e ouço uma garota começar a gritar no meio da rua "Victooooorrr". Era a Lucy, a neozelandeza que nadou comigo! Ela tinha feito a cachoeira de manhã comigo e tava com o Thomas, um belga, que também conheci no pico da Los Tres tomando uma breja no happy hour de um dos bares. Fui lá com eles, ficamos um pouco e ainda passamos no mercado, compramos um macarrão e comemos no hostel os três. Mais uma vez demos bastante risada do perrengue. Chorrillo del Salto! Laguna Capri! Nada demais, mas vale o passeio! Só não se perca! Dia 6 - 9/dez/2017 - Descanso e passeio pela vila: 4,1km andados Tantos km andados até então, me dei um dia de descanso, já planejado quando estava programando a viagem. Mas como me sentiria um inútil ficar no hostel o dia inteiro, dei um passeio de 1h na vila, atrás de uns souvenirs..mas acabei comprando uma bandana do Fitz Roy e um mapa topográfico da região pra enquadrar! Melhor souvenir! Foi o único haha. De resto, hibernei a partir das 20h. Dia 7 - 10/dez/2017 - Loma del Pliegue Tumbado: 27,5km andados, 4h ida e 4h volta. Aí tava o segundo lugar que queria mais ver! Saí cedinho no domingo dia 10 pra fazer o Pliegue Tumbado, que é um vale imenso que dá pra ver a Laguna Torre de cima, além de conseguir ver todas as montanhas de Chaltén. É espetacular! E a trilha é bem legal de se fazer. A ida é constantemente íngrime, mas nada de morrer. Apenas inclinada. Mas o mais louco é que você passa por váarios ecossistemas no caminho. Saí no deserto, passa por uns lagos, uma floresta cheio de árvore, um campo de pampas e termina numa área de montanha cheia de pedra. É muito legal mesmo! Gostei mais desse caminho do que o caminho para a Laguna Los Tres! O mais engraçado que o povo não bota muita fé nessa trilha por não ter uma própria laguna, mas pra mim foi pau a pau com a Laguna Los Tres! Por conta disso, o lugar é vazio. Fiquei sentado lá um tempão, almoçando, e tava um solão de invejar! Depois de 1,5h sozinho lá em cima, quem surge? O Thomas, o belga que conheci no Fitz Roy. Ficamos trocando uma ideia até umas 16h, quando resolvemos voltar. Nesse dia, fomos comer uma carne com um americano, o Ilan e duas amigas americanas dele, a Ellie e Christine! Não é que nos demos tão bem que a Ellie e a Chris foram fazer a Laguna Torre com a gente no dia seguinte! Pliegue Tumbado! "Pulo" Tumbado! Dia 8 - 11/dez/2017 - Laguna Torre: 23,1 km andados, 4h ida e 4h volta E chegou o último dia de trilha! Fomos eu, as duas americanas e o belga fazer a Laguna Torre. O dia tava sol, mas tinha uma nuvem bem em frente ao Cerro Torre! Então não dava para ver direito. Mas tudo bem, já que tinha visto o pico com uma clareza especular no dia anterior, do Pliegue Tumbado. Fazer a trilha com eles foi engraçado, as meninas eram divertidíssimas. A Laguna Torre não é tãaao massa quanto a Laguna Los Tres, tem uma cor diferente, mais opaca, mas o lugar é muito legal! Vale o passeio. O engraçado é que já tinha feito metade do caminho no dia que me perdi haha. E pude ver o QUÃO longe eu tava quando percebi que estava perdidão. Só alegria! E ahh, mais uma vez, virei pra americana, a Ellie e a desafiei para nadar comigo na Laguna Torre! Não deu outra, assim como a Lucy, a americanazinha do Colorado era doida também e láa fomos nós pular na água, cheio de icebergs! Sim, eu zerei as lagunas nadáveis de Chaltén! A noite fiz um jantar pra todos no hostel e ficamos tomando vinho de caixinha! Melhor rolê! Laguna Torre com icebergs e nuvem no Cerro Torre! Eu e Ellie no verão patagônico de 0º! Magnífica Chaltén! Dia 9 - 12/dez/2017 - Deslocamento para o aeroporto de Calafate + Voo pra BsAs: 2,6km andados De manhã um café da manhã show com o pessoal antes de pegar a van Las Lengas direto pro aeroporto de El Calafate. O voo saiu às 17h30! Cheguei em BsAs, no Aeroparque umas 20h30. Tinha que trocar de aeroporto, já que o voo pra São Paulo saía de Ezeiza, que é o aeroporto "longeparacaraleo" da cidade. Mas foi batata: 200 pesos (o que dá uns 40 reais) o busão entre os aeroportos, demora uns 50min a viagem. A cia que usei foi a ArBus, empresa que além do translados entre aeroportos, também faz translados dos aeroportos para o centro da cidade, entre outros bairros. Achei ótimo! Sei que o Tienda Leon também faz, mas é mais caro! Viagem bem confortável, e dá pra comprar na hora! Chegando em Ezeiza, já fui pro embarque e arranjei um cantinho para dormir até o voo sair às 4h da manhã. Dica: vá para os últimos portões, depois do portão 12, que tem umas cadeiras inclinadas e com encosto grande! Perfeito pra dormir! O dia "10" foi apenas a chegada em SP, nada além disso. Conclusão Essa viagem, até agora, foi a viagem da minha vida, com absoluta certeza. Foi minha primeira viagem sozinho pra turismo apenas, de contato com a natureza a todo momento, numa paz inexplicável e com um sentimento de dever cumprido após um ano MUITO corrido. Cada momento que passei por lá foi de reflexão e autoconhecimento, de forma que voltei alguém muito mais de boas com a vida. Voltei com um sentimento de querer conhecer mais lugares de natureza (Atacama, Salar, além da própria Patagônia Chilena e o resto da Patagônia Argentina, além dos inúmeros parques nacionais aqui do Brasil). Emagreci 2kg na viagem, me sinto muito mais disposto depois de andar tanto e voltei querendo tornar o trekking um hobby na minha vida. E vai acontecer! Já estou planejando um trekking pro Pico da Bandeira pra 2018. Espero que eu tenha ajudado a dar um norte pra viagem de vocês e cara, se estão nessa vibe de fazer trilha mas estão com medo de elas não terem guias, não terem condicionamento, medo de viajar sozinho, DESCONSTÓI, TREINE e SÓ VAI! Não se arrependerá!! E responde aqui postando o relato que vou ler com certeza! Aqueele abraço pros leitores e partiu mais uma viagem! Salve a Argentina e Salve a Patagônia!
  4. 1 ponto
    Fala Pessoal! Decidi postar por aqui também os relatos do http://www.facebook.com/indoaomundo Para quem não me conhece: Mike Weiss, 30 anos, tive uma infância tranquila no interior de Santa Catarina, ia para a mesma praia todos os anos e esperava ansiosamente pelas férias. Com 12 anos juntei várias mesadas e comprei um velocímetro para minha bicicleta… apostava com os amigos quem conseguiria descer a ladeira a mais de 80 Km/h. É… meu anjo é forte. Numa noite de 1995 acordei com água de enchente entrando no meu quarto, perdi meus cadernos e outras coisas, mas aprendi o sentido e a importância da solidariedade e da força da natureza. Segui a cartilha da educação acadêmica numa boa Universidade, fiz MBA de uma instituição renomada e Mestrado no exterior (obrigado UE pelo apoio financeiro), entretanto não nego que a estrada tenha me ensinado muito mais do que aprendi na sala de aula. Aprendizado é um ciclo infinito… sou adepto do Stay hungry, stay foolish, como disse Steve Jobs em seu discurso para a turma de formandos de Standford. Trabalhei muito… de digitador até gerente de área na maior empresa privada do Brasil. O melhor de trabalhar em ambientes corporativos são as pessoas (ok, nem todas). Fiz amigos para a vida... e isso é o que vale. Já dormi em caixa de papelão na rua, em hotel seis estrelas e no alto de uma duna, mas prefiro a minha cama, a minha geladeira e o meu banheiro. Quase morri afogado num refluxo hidráulico de uma cachoeira e quase morri de sede com o carro encalhado no deserto do Sahara, isso me ensinou que existe uma linha muito tênue entre a vida e a morte, e assim aprendi que a vida é mesmo um sopro. Se é curta que seja intensa! A morte já levou pessoas que eu amava muito. Sofri demais, mas aprendi que quem é amado nunca morre. Acabei reaprendendo o sentido de saudades e de eternidade. Enfim… acho que sou um sonhador aprendiz que tem paixão pela vida. Eu sou só mais um cara que acredita que vale a pena viver a vida que a gente sonha, sendo feliz e fazendo bem aos que fazem parte dela. E se sonhar é uma das minhas filosofias, um dos meus sonhos sempre foi viajar… e é por isso que eu viajo. Viajo porque gosto de gente, do desconhecido, do desconforto, dos desafios, do desapego, do simplismo, do complexo e principalmente da liberdade. É um ciclo vicioso… porque quanto mais tempo passo na estrada, mais questiono os paradigmas da nossa sociedade ocidental, nossos conhecimentos, valores e necessidades… e mais quero viajar. Por isso decidi que precisava começar uma nova viagem... precisava de uma nova volta, e assim surgiu o Indo ao Mundo
  5. 1 ponto
    Mochileiros, sem medo de soar clichê, começo meu relato agradecendo a todos as pessoas que aqui relataram sua viagem ao Peru antes da minha ida. Daqui tirei dicas valiosas e muita inspiração! E esse é um dos motivos pelos quais eu venho aqui hoje relatar a minha experiência: retribuir um pouco da ajuda que tive. O outro motivo? Fazer essa experiência tão legal de ir viajar durar mais tempo na minha memória (: Como tudo começou: Depois de 2 anos sem férias, eu tinha marcado 10 dias de férias para dezembro de 2017. Cerca de um mês antes, surgiu uma promoção de passagens para o Peru, 10 dias, exatamente o primeiro e último dia das minhas férias. O Peru já estava no topo da minha lista de destinos há tempos. Achei que era um sinal, lembrei que não acredito muito em sinais (talvez agora acredite mais haha). Queria ir, mas não tinha companhia. Resumindo: fui sozinha, minha primeira viagem sola e foi uma experiência linda (: Em um mês eu "organizei" o roteiro, reservei o hostel e fui. Minha maior dica: não organize tanto. Eu agendei apenas o passeio de Machu Picchu, o que eu recomendo por causa do limite de pessoas. O resto fui vendo lá. E, por mais contraditório que pareça, se vc está lendo meu roteiro em busca de um roteiro, minha maior dica é mesmo essa: vai com menos roteiro possível. Ou vai, se isso te faz dormir mais tranquila/o, mas se permite flexibilizar também. Vai ter imprevisto, vai ter gente legal cruzando seu caminho, vai ter uns rolês que vc nem imaginava e que vai querer fazer na hora. Então é isso, lê bastante, pesquisa, mas vai aberta/o. Vamos lá: 10 DIAS: CUSCO - ÁGUAS CALIENTES - MACHU PICCHU - PUNO - AMANTANI - TAQUILE - LAGUNA HUMANTAY Antes do relato mesmo, algumas DICAS QUE EU GOSTARIA DE TER LIDO ANTES DE IR (ou que eu li e não segui rsrs): 1) Compre os passeios lá: essa eu li muitas vezes, mas não teve jeito, o passeio pra Machu Picchu eu comprei aqui no Brasil antes e paguei mais caro. Se eu me arrependo? Não. Era a minha primeira viagem sozinha, eu sabia que lá seria mais barato, mas não quis arriscar. Então é isso, se vc vai dormir mais tranquilo, acho que vale a pena. Pra mim valeu rsrs. Comprei antes com uma agência peruana (Peru Travel Explorer- www.perutravelexplorer.com - Guia Adrian - Whatsapp: +51992862206 - atende em português), que eu recomendo. Super atenciosos, respondem rápido, me deixaram pagar lá na hora e sem taxa e personalizam os roteiros conforme a necessidade). Mas recomendo ainda mais: comprem os passeios em cusco, ainda que seja com eles. Ah, o que dá para fazer também é comprar antes apenas a entrada para Machu Picchu e aí já fica garantido. Esse site explica como comprar e tem MUITAS dicas boas sobre o peru: https://sundaycooks.com/ingressos-para-machu-picchu-vale-a-pena-comprar-antecipado/. Inclusive, se você vai subir uma das montanhas é mais importante ainda comprar antecipado! Todos os outros passeios eu comprei lá na hora e foi tranquilo e bem mais em conta. Cusco tem uma agência de viagem ao lado da outra, os caras adoram uma negociada, os guias são super atenciosos, vale a pena comprar lá. 2) REAL X DOLAR X SOLES: velha dúvida de sempre. Primeiro, soles nem pensar. Quase não tem para trocar no Brasil e o valor é bem alto. Minha dica é: ver com o pessoal que está por lá (aqui no mochileiros sempre tem gente, fiz isso e deu certo) como está o valor do real e do dólar para troca. Quando eu fui, em dez 2017, o real estava 0,93 soles (0,94 eu encontrei dentro da Agência Peru Travel Explorer, na Avenida El Sol, onde, aliás, estão as casas de câmbio mais confiáveis e vantajosas) e o dólar estava 3,22 soles (e eu paguei em média 3,40 reais). Como eu fiz: levei dólar para pagar os passeios e o hostel (por uma questão de menos volume - eita, que de humanas ela - e pelo booking). De resto, levei reais e troquei lá, facilmente. E também levei um cartão de crédito do Banco do Brasil e um Nubank desbloqueados para transações internacionais, caso precisasse. Teve um dia que precisei sacar porque viajei e a companhia de ônibus não aceitava cartão (fica a dica) e aí saquei usando o Nubank num caixa eletrônico normal que tinha na rodoviária. Paguei uma taxa, mas consegui sacar (to contando porque não sabia que o nubank dava para sacar, se isso já é algo comum para vc, perdoa eu e não desiste do meu relato). 3) Sobre valores: vou colocar aqui mais ou menos os valores principais para você poder se organizar sobre quanto de dinheiro levar e pra não ficar poluindo muito o relato de viagem. Sei que esse é um ponto super importante, viajar é um privilégio que envolve condições financeiras e planejamento, mas acredito que há vários blogs que podem fazer isso por vc melhor do que o meu relato (como, por exemplo, o site quantocustaviajar). Fiz muitos passeios de graça, comi em locais muito saborosos e baratos e fiquei em acomodações confortáveis e modestas. Mas o principal de tudo isso: era a viagem que cabia no meu orçamento e nos moldes que eu estava a fim de fazer e acho que isso é o que mais conta. Se é relevante (eu sempre acho relevante saber o perfil de quem tá relatando, especialmente da onde vem o dinheiro) o meu perfil é: sou servidora pública comissionada, 26 anos, pago aluguel e todos os boletinhos que quem mora sozinho tá acostumado. De modo geral, minha viagem foi o que se pode chamar de "low cost", algo entre o mochilão raiz e a viagem de quem nunca ouviu "transação não autorizada" hehe. Ou seja, não foi uma viagem luxuosa, mas foi confortável, me permiti pequenos luxos e também alguns gastos a mais para me sentir mais segura (como o hostel com quarto feminino (não misto) e o ônibus leito cama individual, sem ngm sentado ao lado). Ah, e de jeito nenhum comi fast food e comida congelada pra economizar (já fiz mochilão assim e foi legal também, mas desta vez não viajei com essa vibe, até porque as comidas no Peru são baratas, muito gostosas, e eu sou absolutamente apaixonada por gastronomia e culinária). Então é isso, você pode usar como uma base, seguir meus acertos e evitar repetir meus rolês errados e aí, de acordo com o seu perfil e o seu orçamento, gastar muito mais ou muito menos do que eu. Ou exatamente o mesmo e aí me chama prum café rsrs Quem precisar de mais detalhes pode me mandar mensagem que vou respondendo tb Preço médio das refeições: em Cusco, por 20 soles, equivalente a 20 reais você come muito bem!! Na verdade, quase todos os dias eu comi muito bem pagando menos de 20 reais. Os restaurantes têm a opção menu do dia, que consiste em sopa + prato principal e normalmente salada e bebida livre. E tb às vezes rola umas sobremesas de graça. Sou vegetariana e comi muito bem todos os dias (veganos também passam muito bem em cusco). Quem quiser mais dicas, é só falar. Fiz um puta roteiro gastronômico de vegetariano, tenho vários restaurantes bons e baratos pra indicar (só para não ficar muito grande aqui). Águas Calientes já fica um pouco mais caro: em média 50 reais, mas foram apenas 2 refeições e aqui eu comi muito bem, dá pra encontrar restaurantes mais simples. Puno: só fiz uma refeição em puno, gastei 20 reais. Hostel Cusco: 40 reais por noite (como eu disse, tem por menos, mas eu preferi um quarto não misto). Ônibus Cusco - Puno: 50 soles (praticamente 50 reais) - empresa Tour Peru, recomendo muito. Comprei ônibus leito cama individual, super confortável, dormi a noite inteira, o que faz muita diferença no outro dia de viagem. Na volta, comprei de outra empresa, que eu não me recordo o nome, e paguei 35 soles. Ou seja, se você olhar na rodoviária tem várias opções e aí pode escolher uma que seja adequada para o seu tipo de viagem. Como eu fui sozinha na ida, preferi essa empresa que haviam me recomendado e realmente gostei muito. Ah, uma dica é comprar as passagens na rodoviária mesmo, quanto mais perto do embarque, mais barato e eles negociam tb!! 4) Lavar roupa em Cusco é muito barato: se vc tá viajando com pouca bagagem ou tá há muito tempo na estrada, lavar roupa em Cusco é uma ótima opção. Custa entre 2 a 5 soles o kilo, fica pronto rapidinho e você economiza na bagagem e ainda dá uma força pro comércio local. Fiz isso uma vez durante a viagem e foi muito bom. 5) Seguro viagem: é importante fazer. Eu fiz, mas como não precisei não sei dizer se era bom ou não. Tem muitos sites que falam sobre isso e que dá para comparar. Acho importante porque conheci pessoas que ficaram mal lá e tiveram atendimento rápido. 6) Melhor época para ir: 99% dos blogs dizem para evitar os meses de novembro a março por causa das chuvas. Minha opinião? Se você pode ir nos outros meses, beleza, vai e ainda assim eu evitaria os meses de alta temporada porque fica tudo muito cheio (ex: maio). Mas se você não pode, a época do ano não é um motivo para você deixar de ir. Eu fui em dezembro, tenho amigos que tb foram em época de chuvas e todo mundo aproveitou muito bem. A chuva é aquela de verão, dura cerca de uma hora e depois passa. Tendo um pouquinho de paciência, é só achar um lugar abrigado, tomar um café ou mesmo colocar uma capa de chuva e seguir a vida. Achei uma época boa porque os locais não estão tão cheios, dá para aproveitar tudo com mais calma e também não é tão frio como nos meses de seca. Lembrando que essas épocas bem definidas de seca e chuva afetam mais a região de Cusco e de Machu Picchu. Lima, Arequipa, Lago Titicaca não são tão afetados, então não faz tanta diferença assim a época do ano. Outra coisa: se você planeja fazer a trilha inca, aí acho que seria melhor ir na época de seca mesmo, porque a chuva pode atrapalhar o acampamento. Mas assim, enquanto eu estava lá, havia gente fazendo a trilha normalmente e eu fiz o treeking da Laguna Humantay, que é uma parte da trilha Salkantay e não tive problema algum com a chuva (inclusive deu o maior solzão e voltei queimada rsrs). 7) Tempo em dezembro, o que levar na mala: O tempo é bem instável por lá, então a minha dica é levar um pouco de cada coisa e ir naquele esquema de camadas. Em Cusco, como fica a quase 4000 metros de altitute, é um pouco mais frio. De dia, uma camiseta e jaqueta já resolvem. Às vezes, uma camiseta e um blusão (peruano, pra ser bem turista haha). À noite esfria mesmo, um blusão e uma jaquetinha corta vento dão conta. Em Águas Calientes e Machhu Picchu normalmente é mais calor durante o dia. Não esqueçam o protetor! Lago Titicaca: é louco. Tem sol vc tá torrando, vem uma nuvem vc morre de frio haha Em Amantani passei o maior calor e o maior frio da viagem, com diferença de menos de 24 horas. Aqui a jaqueta corta vento e o blusão precisam de mais um gorro e se possível, uma luva ou mais uma jaqueta. Final do dia é frio mesmo. Minha mala para 10 dias (com uma lavação): umas 6 camisetas + 2 legs + 1 calça jeans preta + 1 jaqueta jeans + 1 jaqueta corta vento + 1 capa de chuva (Decathlon - recomendo, fica pequena na mochila, dá para usar várias vezes, ajuda a esquentar e é bem melhor que a de plástico!) + pijama de manga comprida (pra cusco é bem bom até porque assim, os cobertores peruanos são um pouco pequenos haha) e lá comprei 2 blusões peruanos que foram bem úteis e um gorro que usei na trilha de Amantani. De calçado levei uma bota de trilha, um all star e havaianas. Foi suficiente, na medida certa. 8. Chip da Claro: em Cusco, com mais ou menos 30 reais você compra um chip claro com 3 giga de internet (tem opções mais baratas, com menos gigas). Comprei e foi muito bom, a internet lá pega bem, inclusive nas montanhas e aí dava para usar o google maps e o tripadvisor de boa, além das redes sociais. Mesmo com o chip o seu número no whatsapp fica o mesmo e as pessoas conseguem falar com vc normalmente, não precisa nem avisar que mudou de número. Em cusco, a loja da claro fica na rua Ayacucho 227, pertinho da Avenida El Sol. 9. Não ignore o poder e o sabor do chá de Coca e de Muña. Eles ajudam na altitude e na digestão, além de serem mito gostosos. 10. Vão logo pro Peru. O restante das dicas vou colocando conforme for escrevendo o relato de cada dia. Por hoje é isso, espero que ajude alguém da mesma forma que me ajudou. Até mais
  6. 1 ponto
    Oi, gente! Essa viagem foi feita em outubro de 2016 (de 7 a 17/10), com 7 “dias líquidos” para passear por El Chaltén e El Calafate. Foi uma viagem surreal, de tanta paisagem linda, de tirar o fôlego! O objetivo da viagem foram as trilhas que essa região espetacular oferece, que não necessitam de guia nem taxas (as que eu fiz; com exceção do icetrekking). As trilhas em El Chaltén são bem demarcadas, dificilmente alguém se perderia...não vejo como! Tem várias bases de acampamento dentro do parque, mas como eu não me organizei pra acampar, optei por voltar todos os dias e dormir em El Chaltén. Deve ser muito legal acampar lá! Vou colocar o roteiro, os gastos e, no final, o relato. Eu já havia viajado sozinha antes, então, estava bem tranquila quanto a esse fato e devido à região ser convidativa a isso também, né?! Ah, eu não falo espanhol e isso não foi um problema. Qualquer dúvida podem perguntar que eu esclarecerei o que eu souber e lembrar! ROTEIRO "Dia 0" 07/out Deslocamento: partida às 21h BSB_GRU Dia 1: 08/out Deslocamento: Chegada às 16h30 em Calafate. Dia 2: 09/out El Calafate: Ice trekking no Glaciar Perito Moreno - Big Ice (+/- 12 km ao todo, dia inteiro) Dia 3: 10/out El Calafate: caminhada pela cidade (+/- 8 km, um turno). Deslocamento: Van para El Chaltén às 18h. Dia 4: 11/out El Chaltén: trilha Laguna Torre + Mirador Maestri (22 km ao todo, dia inteiro) Dia 5: 12/out El Chaltén: passeio pela cidade + trilha Mirador de Los Condores + Mirador de Las Águilas (6 km ao todo, um turno) Dia 6: 13/out El Chaltén: trilha Laguna Capri (8 km ao todo, um turno) Dia 7: 14/out El Chaltén: Trilha Laguna de Los Tres (22 km ao todo, dia inteiro) Dia 8: 15/out El Chaltén: trilha Loma Del Pliegue Tumbado (24 km ao todo, dia inteiro) Dia 9: 16/out Deslocamento: van de El Chaltén para El Calafate às 9h. Voo às 15h20 de El Calafate para Buenos Aires Dia 10: 17/out Deslocamento: Voo GIG-BSB, chegada às 9h Quilometragem total do trekking: 105 km Condicionamento físico: já estava acostumada a fazer trilha e pratico atividades físicas diariamente. Minha mochila de ataque não estava pesada, acho que uns 3 ou 4 kg (não sei estimar bem). Não senti necessidade de parar para descansar nas trilhas, pois quando chega no “fim” (que na verdade é metade do caminho) e você para pra comer e apreciar o local, acaba descansando também. No final da volta das trilhas longas, o joelho fica sobrecarregado, principalmente quando tem descida, mas não chegou a doer de ter que parar de caminhar ou de ter que sentar. Mas quem já tem algum problema no joelho, deve sentir mais. Os bastões ajudaram muito! O que mais gostei: Big Ice, Trilha da Laguna de Los Tres e do Loma del Pliegue Tumbado GASTOS resumidos (detalhes no final): Total 10 dias Patagônia Argentina (El Calafate/El Chaltén) R$ 3.630 Sem passagem aérea R$ 1.869 • Passagem aérea BSB-GRU-AEP-FTE-AEP-GIG-BSB R$ 1.761 • Alimentação (estilo trilha) R$ 340 (ARG 1469) • Translados Aeroporto/El Calafate/El Chaltén/Aeroporto R$ 324 (ARG 1400) • Ingresso Perito Moreno (Parque Nacional Los Glaciares) R$ 58 (ARG 250) • Ice trekking BIG ICE Perito Moreno com transfer R$ 717 (ARG 3100) • Souvenir (quase não comprei) R$ 64 (ARG 278) • Hospedagem em Hostel (quarto compartilhado) R$ 366 (ARG 1600) OBS: cotação da época 1 real = +/- 4,32 pesos. Fiz o câmbio real-dólar-peso, comprando 1 dólar a R$ 3,42 no Brasil e fazendo câmbio na Argentina de 1 USD por 15 pesos (ou 14,8 ou 14,0 pesos). Não paguei nenhuma taxa adicional nos câmbios que fiz na Argentina. É bom ver os valores para estimar se é melhor trocar real-peso ou dólar-peso. Dica para escolher casas de câmbio no Brasil com boas taxas é o ranking do Banco central: https://www3.bcb.gov.br/rex/vet/index.asp. Ler primeiro o post: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/05/26/quer-comprar-dolar-mais-barato-saiba-consultar-o-ranking-do-banco-central.htm Locais onde fiz câmbio: aeroporto AEP (Buenos Aires), hostel que fiquei em El Calafate (fez câmbio na “brotheragem” por eu ter pegado os bancos fechados por causa de um feriado lá...); Souvenir Patagônia e Casimiro Bar na Av. del Libertador Gral. San Martín. É bom levar dinheiro para El Chaltén, pois sacar lá pode não dar certo e os estabelecimentos podem não aceitar cartão. Planejamento: Antes da viagem, li sobre as trilhas que eu queria fazer (duração, distância, grau de dificuldade), mas a única coisa que necessitou reservar com antecedência foi o BIG ICE. O translado do Aeroporto para El Calafate eu havia combinado com o hostel e o resto fechei na hora. As trilhas em El Chaltén foram decididas a cada dia devido à oscilação do tempo ser muito frequente na Patagônia. Em relação à bagagem, eu já tinha várias roupas de frio, mas não tinha corta-vento/impermeável. Comprei na Decathlon e foi essencial para visitar a Patagônia com seus ventos fortes e frios, hehehe. Comprei também bastões de trekking. Sempre fiz trilhas, mas nunca havia usado bastões. Achei que viria a calhar por ser uma viagem de trilha em região montanhosa e de muitos km em poucos dias, e realmente foi super útil, tanto nas descidas/subidas como para ajudar nas partes com neve e, no final da trilha, quando o joelho já tá cansado. Reservei a hospedagem previamente também. O hostel que fiquei em El Chaltén era do lado da entrada das trilhas da Laguna Torre e da Laguna de Los Tres, então não precisei atravessar a vila ao ir para essas trilhas. Vi muita vantagem! Sites onde me informei sobre as trilhas: http://www.elchalten.com/eng/actividades/caminatas.php http://www.walkpatagonia.com/eng/destinos/el-chalten.php Sites para olhar Condições climáticas/duração do dia: http://www.timeanddate.com/worldclock/argentina/el-calafate https://www.windguru.cz/137603 (se procurar por “El Chaltén” nesse site, vai achar várias localidades pontuais). Os habitantes locais usam muito esse site para recomendar qual dia para fazer alguma trilha específica. Tem trilha que não sei se compensa fazer com nebulosidade e vento, tipo a do Loma del Pliegue ou da Laguna de Los Tres. É bom checar esse site diariamente quando estiver lá, principalmente a parte da nebulosidade e vento, e conversar com os locais, apesar do clima patagônico ser um tanto imprevisível. Informações sobre os Translados: http://taqsa.plataforma10.com http://www.transportelaslengas.com/es/ http://www.chaltentravel.com/main.php Relato Dia 0-1 (deslocamento): saí de Brasília às 21h, cheguei em São Paulo às 23h e dormi no aero. O voo para Buenos Aires saiu às 5h45 e chegou 8h10. Fiquei dormindo no aeroporto até dar a hora de ir para El Calafate (partida 13h15, chegada 16h30). Uma coisa chata foi que me informaram em Guarulhos que eu não precisaria pegar a mochila em Buenos Aires, somente no destino final. Eu vi mochila por acaso quando desembarquei, peguei e fui me informar. Imagina... Enfim. Chegando em El Calafate, fiz câmbio dos dólares que levei, comprei comida para levar para o Ice Trekking e jantei no Restaurante Isabel que todos recomendam. Gostei! Prato bem servido que me rendeu várias refeições nos outros dias (estava sozinha). Dia 2: Ice Trekking no Glaciar Perito Moreno (Big Ice). Chuto que foi uns 12 km +/- contando a trilha na margem + no glaciar. O passeio já estava pago com o transfer; é só a Hielo y Aventura que faz os ice trekkings, apesar de várias venderem. Eles buscaram no hostel por volta de 7h. A entrada no Parque Nacional Los Glaciares para habitantes do Mercosul foi 250 pesos. Fiquei nas passarelas de 9 às 10h. O grupo deve se juntar pontualmente no início das passarelas e seguir para a navegação; eu achava que a navegação chegaria perto do glaciar, mas nem chega. Deve ser porque pode cair blocos de gelo a qualquer hora, né?! Hehe. Umas 11h começou a trilha pela margem até entrar no glaciar umas 12h. A parte puxada é essa, na margem, com subidas e pedras, porque no gelo foi bem de boa, mesmo eu nunca tendo feito ice trekking, achei tranquilo de se andar com os crampones. Estava nublado e não fez muito frio, só quando ventava. Na hora da trilha pela margem, o calor foi tanto que fiquei só com a primeira camada. Deixei meu casacão na tenda, não levei ele pro glaciar e realmente nem precisei. Ficamos até umas 15h30-16h no glaciar e esperamos na Base por volta de 1h até o barco voltar; oferecem café e leite na Base. Na volta, serviram whisky no barco, achei que serviriam no glaciar... pelo que eu tinha lido. O ice trekking foi uma experiência única! Os laguinhos formados, as fendas de diversas formas, túneis! Surreais as paisagens e a experiência! Foi uma guia orientando o grupo e um outro guia, na frente, vendo os locais adequados para passar. Por mais que se passe de 3,5h a 4h no gelo, pareceu que foi muito rápido! Fiquei com vontade de fazer de novo em El Chaltén, no Glaciar Viedma (acabou que não fiz por causa do tempo). A noite fui ao Yeti Ice Bar (http://www.yetiicebar.com.ar), paguei 190 pesos por 30min dentro do Bar de Gelo com openbar. É muito frio, você mal consegue tirar a luva que eles dão para pegar direito as bebidas; é a maior correria para os bartenders te servirem; fica uma equipe do bar te convidando para tirar foto para vender depois. O espaço é pequeno e é pouco tempo, mas vale pela experiência diferenciada. Depois desse tempo, fica à disposição uma área externa de “bar normal”. Tem uma outra opção de ice bar mais afastada da cidade que é o museu/bar Glaciarium (http://glaciarium.com/). Eles sugerem passear pelas passarelas amarelas , já que é só por uma hora: Perito Moreno: BigIce: Diferença do trajeto do Big Ice e do Mini Trekking Yeti IceBar: Dia 3 (El Calafate + deslocamento): Anteriormente, tive dúvida se iria cedo para El Chatén ou se passava o dia em El Calafate. Decidi ficar e caminhei pela orla da Laguna Nimez e pela cidade, até o portal de entrada; deve ter dado uns 8 km de caminhada (aquecendo para as trilhas em El Chaltén, hehe). Fiz câmbio do que levei em reais por precaução, troquei na expectativa de fazer o ice trekking no Glaciar Viedma (que eu não tinha estimado previamente nos gastos). Comprei comida para os dias em El Chaltén; disseram que lá as coisas são mais caras, no geral. Dia 4: Laguna Torre (22km ao todo, 3h ida + 1h ao Mirador Maestri = 4h o trecho). Saída as 9h, retorno às 18h. Sai para a trilha com tempo bom, sol e céu azul, pouco vento. Cheguei lá após 3h e 9km, ao meio dia, com vento e um pouco de neve, parei por 1h na laguna para comer e ficar lá. O cerro Torre estava encoberto tanto no mirador Torre (após 1 h de trilha) como na Laguna, mas a laguna estava linda cheia de icebergs. Chegando lá foi essencial o corta-vento e proteção para os ouvidos. Após comer uns sandubas, segui para o Mirador Maestri às 13h e, após 2km, cheguei no fim da trilha às 14h (no que eu acho que era o fim da trilha). Voltei a El Chaltén, chegando às 18h. A primeira hora da trilha Laguna Torre é mais puxada por ser uma subidinha, depois é bem tranquilo e plano. Tem indicação a cada km, banheiros pelo caminho (latrina) e água potável para encher a garrafa pelo caminho. Se tiver no pique, vale a caminhada até o mirador, mas se quiser ficar só na laguna é de boa, porque você só vai ter uma vista mais de perto do glaciar (a não ser que a trilha continuasse até em baixo e eu não vi) e olhar a laguna de um outro ângulo (de lá a laguna nem parece que tem o tamanho de quando se vê de frente). Eu segui a trilha do mirador Maestri até não a ver mais. Não tem placa nessa parte. O dono do hostel que fiquei falou que antigamente tinha trilha até sobre o glaciar, mas ele tá retrocedendo e a conexão dele com a margem é instável, então não se faz mais trilha sobre ele por ser perigoso e imprevisível. Roupa: fui com duas leggings e o corta vento; usei duas camadas e vesti o corta-vento na lagoa; o casaco mais grosso que levei, usei brevemente na lagoa, quando ventava e nevava. Dia 5: Passeio pela vila + Mirador de Los Condores (1 km o trecho, 30 a 40 min) + Mirador de Las Águilas (2 km o trecho, 1h). A previsão não estava boa e acabei optando por não fazer uma das trilhas maiores, mas acabou que o tempo abriu ao longo do dia e até ficou sem nebulosidade por algumas horas e com pouco vento. Patagônia, né?! Devo ter caminhado uns 9km ao todo nesse dia. Enquanto andava pela vila, por acaso presenciei um evento na praça com a banda do exército, hino, discurso, dança. Quando perguntei a ocasião, era celebração do aniversário da cidade, legal! Essas trilhas curtas são tranquilas, apesar de ter uma subidinha no início. Tinha várias pessoas da 3ª idade ao longo delas. Do Mirador de Los Condores se vê um panorama de El Chaltén, rios, cordilheira e do Mirados de Las Águilas, se ve o Lago Viedma. Se tiver com tempo livre, vale a pena fazer essas trilhas. Mas se o tempo estiver curto, é dispensável, já que há várias outras trilhas com panoramas mais “de perto”. Passei na La Cerveceria na volta para beber um chopp e depois na padaria. Dia 6: Laguna Capri (8km ao todo, ida 2h, volta 1h). Saída às 10h, retorno às 13h40. Fiz essa trilha para não perder o dia, devido a nebulosidade/chuva/vento/neve. Eu passaria pela laguna Capri na volta do Fitz Roy, mas com o tempo ruim não tinham muitas opções e não queria ficar o dia todo no hostel. São 4km o trecho, levei 2h para chegar, com muitas paradas: tira e põe camadas, fotos, observação de pica paus, etc. e levei 1h para voltar. O mapa estima como 1h45 o trecho. Com uns 500 metros de trilha já tem o mirador Rio de Las Vueltas. Só esse início que é um pouco puxado por ser subida, o resto é principalmente plano e tranquilo. A laguna estava com muita neve, vento e visibilidade ruim, não deu para ver nada de lá, só o lago mesmo, mas a trilha em si, com neve, foi legal para não perder o dia. Fiquei uns 40 min por lá, comendo, e voltei. Meu dedinho do pé estava duro com o frio... Dia 7: Laguna de Los Tres (22 km ao todo, ida 4h, volta 4h30). Saída às 9h, Retorno às 19h40. Para essa trilha tem a opção de ir e voltar pela Laguna Capri ou fazer a ida pela Hosteria el Pilar para pegar caminhos diferentes na ida e na volta. Combinei com uma van no dia anterior (150 pesos) e buscaram no hostel às 8h10. A estrada para Hosteria El Pilar é de cascalho fino e vai beeeem devagar; o caminho tem uns 14 km e é muito bonito! Iniciei a caminhada às 9h da Hosteria, com céu azul, sol, sem vento. Passei pelo Mirador Glaciar Piedras Brancas com 1h de caminhada. Se quiser fazer um trecho adicional até ele, tem uma trilha numa bifurcação depois q atravessa o rio, tem placa indicando. Mas demandaria mais umas 2h para ir e voltar, se eu não me engano, e eu não teria esse tempo disponível... A trilha para o Fitz Roy é tranquila, no geral, com exceção dos últimos 500 metros. Cheguei no início da subida às 12h, após 3h de caminhada, e levei 1 hora para subir. Estava difícil por causa da neve do dia anterior. Pedras pequenas e médias, muito íngreme, a neve deixava tudo escorregadio, então demandava muita atenção (tem gente que, em dia “ruim”, pega vento na subida e desiste de continuar pelo perigo do vento derrubar ladeira abaixo...por isso é importante pegar um dia bom para essa trilha!). Os bastões ajudaram muito, muito mesmo. Ao longo da subida tem cotoquinhos indicando onde é para seguir. No total da ida, então, levei 4h a partir da Hosteria, é estimado em 5h. Fiquei lá em cima durante 2h, de 13h às 15h: lá de cima tem uma vista das Lagunas Madre e Hija e até do Lago Viedma; do lado esquerdo tem a Laguna Sucia. Desci até a Laguna de Los Tres e depois segui pela margem esquerda para ir ver a Sucia, depois subi para ver a Sucia de cima. Nesse caminho tem uma pedra convidativa para uma visão panorâmica das duas lagunas juntas. Ouvi que tem uma trilha não oficial para a Laguna Sucia, mas não teria tempo para fazê-la; e sozinha eu não animaria, já que li relatos (e o dono do hostel também falou) que é mal sinalizada e demanda um certo esforço para atravessar um paredão e tals. Com a neve então, nem se fala! Mas deve ser surreal essa visão de frente da Laguna Sucia. Para descer da Laguna de Los Tres, na volta, levei 70min, saí la de cima 15h10 e cheguei na base 16h20. É difícil se convencer a ir embora porque você não para de contemplar os picos! É muito, muito, muito lindo! Apesar do céu azul e sol, tinha hora que o topo do Fitz Roy ficava encoberto de nuvens e tinha hora que ficava tudo limpo. Na volta, passei na Laguna Capri, levei 80min da Base (antes da subida) até a Laguna Capri, ou se contar desde a Laguna de Los Tres, deu 2h30. Da Laguna Capri, dá para voltar pelo lado direito, passando por ela (caminho que fiz no dia anterior) ou pela esquerda para passar pelo Mirador Fitz Roy. No fim, os 2 caminhos se juntam a El Chaltén. Cheguei na Laguna Capri umas 17h40 e saí umas 18h10, parei no mirador, tirei várias fotos e cheguei em El Chaltén 1h30 depois, às 19h40 (estava anoitecendo por volta de 20h). Então, a duração da volta foi de 4h30 parando para comer na Laguna Capri e para fotografar no Mirador Fitz Roy. PS: imagino que dê para fazer a volta em umas 3h30 pois no dia anterior, gastei 1 h para voltar da Laguna Capri + o trecho de 2h30 lá de cima até a Laguna Capri, daria essas 3h30, se não ficar parando muito. Roupa: nesse dia não estava frio e praticamente não tinha vento; fui com uma legging e a calça corta-vento, blusa de 1ª camada e, depois do corpo esfriar do calor da subida, coloquei a jaqueta corta-vento só lá no topo; quando desci, tirei; no final do dia coloquei a blusa de 2ª camada. Laguna Capri na volta do Fitz Roy: Dia 8: Trilha Loma del Pliegue Tumbado (24 km ao todo = 20km da trilha + 4km ida e volta da vila). Ida 3h + volta 3h + 1h30 lá. Saída do Início da placa da trilha às 11h, com céu azul, sol, sem vento. Tem uma placa na metade do caminho avisando que faltam 2h (a trilha tem tempo estimado de 4h). Essa foi a primeira trilha que não vi marcações da quilometragem nem banheiro (latrina) e a que quase não encontrei gente; 90% do tempo era eu e o mundo! Nas outras trilhas, passava gente a todo momento. Essa trilha é só subida na maior parte do tempo, mas como é bem gradual, é uma trilha tranquila, apesar de longa. Só em poucos pontos que há subida íngreme (no início). A trilha é bem marcada apesar de não ter as indicações. Mescla região aberta com gramíneas, região de bosque e, no fim, é aberto com pedras pequenas. No bosque costuma ter troncos de árvore delimitando o caminho da trilha. Com acúmulo de neve que deve ser difícil de visualizar: tinha muita neve do dia/noite anterior mas o caminho já estava trilhado com pegadas e bem marcado, então não teve segredo. A quantidade de neve nessa última parte do bosque e das pedras dificultava a caminhada por exigir mais atenção para não escorregar. E no bosque ainda ficava enlameado. Na hora final, em direção à vista para a Laguna Torre, há cotoquinhos indicando onde é a trilha. Às 13h10 cheguei ao Mirador e às 14h10 cheguei no final, com vista para a Laguna Torre. Essa vista panorâmica é ótima, pois visualiza todos os principais picos e, de quebra, a laguna também. E, do outro lado, o Lago viedma. Tinha uma outra trilha mais para o alto, a esquerda, mas não vi os cotoquinhos indicando e disseram que é um esforço adicional “à toa”, pois é praticamente a mesma visão. Fiquei lá até 15h30, voltei e cheguei no início da trilha às 18h40 (parando para limpar a bota --entrou pedrinhas-- e para recarregar água). Dia 9 e 10: Deslocamento. OBS: Minha mochila de ataque tinha sempre câmeras + mapas + bastões de trekking + comida (1 L de água, 2 ou 3 sanduíches, chocolate, mix de castanhas e frutas secas) + “kit patagônico” com corta vento impermeável (calça e jaqueta ou capa), casaco 3ª camada, tapa ouvido, cachecol, gorro, luvas, óculos de sol (com proteção UV), protetor solar e labial + “kit precaução” com relaxante muscular, analgésico, band aid, algodão, micropore, antisséptico, lenço umedecido, meia extra. Não precisei de nada que levei por precaução. Ah, como uso lente, sempre ando com o potinho já com a solução oftalmológica e óculos de correção, caso haja a necessidade de tira-las, e colírio. PS: Bota de trekking é essencial, que cubra pelo menos o tornozelo. Não esquecer protetor solar e boné. Nos dias de sol fiquei um pimentão no rosto e nas mãos, mesmo passando protetor fps 50 . Nada mt ardido, mas um pouco. Leve sempre várias camadas, para tirar e por roupa quando precisar, pois durante a trilha passa por calor e frio em poucas horas! Não esqueça de, ao chegar em El Chaltén, passar no centro de Turismo para pegar mapa e se informar das previsões climáticas e se há alguma trilha fechada ou com recomendação. Passeios que exigem reserva com antecedência: Ice trekking no Perito Moreno: http://www.hieloyaventura.com/HIELO2015/index-port.html Ice Trekking no Glaciar Viedma http://www.walkpatagonia.com/eng/destinos/el-chalten-glaciar-viedma-ice-trekking.php ou http://www.patagonia-aventura.com/viedma-ice-trek/ acho que é só uma empresa que faz, mas várias vendem. Ice Trekking Com escalada http://www.walkpatagonia.com/eng/destinos/el-chalten-glaciar-viedma-pro.php Alguns relatos que li sobre Ice Trekking no Perito Moreno ou no Glaciar Viedma http://dicasroteirosviagens.com/2012/08/el-chalten-trekking-glaciar-viedma.html http://www.ottsworld.com/blogs/perito-moreno-viedma-glacier/ http://www.mochileiros.com/glaciar-perito-moreno-big-ice-ou-mini-trekking-t28109-240.html Curiosidade sobre os gastos (valores em pesos argentinos, outubro de 2016) o Translado do Aeroporto para o Hostel em El Calafate: 150 o Van Las Lengas de El Calafate para El Chaltén: 650 o Van Las Lengas de El Chaltén para o aeroporto de El Calafate: 450 o Van do hostel em El Chaltén para a Hosteria El Pilar: 150 o Duas diárias em El Calafate (Bla Hostel): 400 o Seis diárias em El Chaltén (Hem Herhu): 1200 o Sanduíche na barraquinha em frente do AEP: 90 (dentro do aero era uns 200) o Mercado La Anonima em El Calafate: 242 (suco, frutas, alfajor, ingredientes para sanduíche) o Restaurante Isabel em El Calafate: 400 (290 o cordeiro clássico, que dá para 2 ou 3 pessoas + 60 a taça de vinho + 20 cubiertos + tips). Me rendeu 4 refeições, hehe, sendo q nas 2 últimas fiz arroz para acompanhar. o Yeti Icebar em El Calafate: 190 (dá direito a open bar por 30 min dentro do bar de gelo) o Mercado La Anonima em El Calafate: 371 (comida para levar para El Chaltén: ingredientes para sanduíche, ovos, café, chocolate, frango, legumes, frutas, macarrão, requeijão, bolacha) o Chopp 385ml em El Chaltén (La cerveceria): 75/unid o Paes (Panaderia La Nieve): 50 (pacote de pão de forma 30 + quatro pães tipo hambúrguer 20 pesos) o Litrão Quilmes no DistriSur (mercadinho de El Chaltén): 51/unid o Gorro com extensão para os ouvidos (La Leona, comércio entre El Calafate e El Chaltén): 110 o Faixa para cabeça multiuso (La Leona): 90 o Geleia de calafate no aeroporto FTE (Mamuschka): 78 Hostels Bla Hostel em El Calafate (http://www.blahostel.com ): conhecia gente que já tinha ficado lá e recomendado. Reservei pelo próprio site deles, pois saia mais barato que pelo booking. Gostei muito de lá. Internet boa, equipe atenciosa e solícita. Localização boa. O quarto que fiquei tinha muitos beliches, mas era espaçoso e o armário cabia até a mochila (50 L). Na opção que peguei, o banheiro não era no quarto; tinha um banheiro com pias e duas duchas (água quente e ducha boa) e outro banheiro com pia, vaso sanitário e um chuveiro dentro de uma banheira (que não vi ninguém usando). Usei a cozinha para guardar alimentos na geladeira e para cozinhar. O café da manhã servido era simples, mas foi suficiente. Após o checkout deixei a mochila no hostel até a hora de partir. PS: a Marisol do Bla Hostel, que eu havia entrado em contato por email, reservou o BIG ICE para mim e eu paguei em cash para ela pessoalmente, pois a Hielo y Aventura pede o cartão de crédito para reservar e eu não queria pagar IOF hehehe, achei bacana da parte deles. Hem Herhu em El Chaltén: fiquei na dúvida onde ficar em El Chaltén e acabei optando por esse hostel por ficar perto da entrada das trilhas principais (300 m); tinha lido também muitos elogios ao dono do hostel (Hugo) e à internet de lá (dizem que é pessima a internet em El Chalten, lá no hostel estava boa). Fica a uns 500m do mercadinho DistriSur. O local parece uma mini-fazenda. Fiquei num quarto compartilhado com banheiro dentro, tinha 3 beliches; armários individuais são grandes (coube a mochila de 50L). A reserva não tinha café da manhã e isso não foi problema, pois eu já havia comprado mantimentos; sem falar que às vezes a pessoa quer sair mais cedo para uma trilha longa e não precisa ficar “preso” a horário de café da manhã. Nos primeiros dias fiquei em dúvida se o aquecedor funcionava, pois senti frio a noite. Vi q ele funcionava sim, só não era muito quente (pelo menos para o meu lado do quarto, hehe); nos outros dias peguei meu saco de dormir por debaixo do cobertor e senti foi calor! Talvez ele estivesse desregulado... A cama e travesseiro não são bons, tinha tipo um afundado no meio do colchão, o que para dormir de bruços era ruim, mas dormi bem todos os dias. Sobre a limpeza, só me incomodei quando olhei pelo chão do quarto procurando um brinco e vi bastante poeira de baixo dos beliches. Mas não tive nenhuma crise alérgica, hehe.
  7. 1 ponto
    Salve, salve galera do mochileiros... Quero dizer que antes de começar esse relato, foram várias leituras de relatos aqui no mochileiros... Relatos que me motivaram tanto a ir para esse mochilão, quanto para relatar as minhas experiências vividas em território boliviano... Pra inicio de conversa, eu leio relatos desde 2014... quando me despertou a vontade imensa de viajar pela América do Sul.. Inicialmente pretendia fazer o roteiro clássico (Chile, Peru e Bolívia)... Mas.. a grana sempre curta.. me impediam de dar passos mais largos.. Mas em 2017 fui demitido do meu emprego.. e decidi ir pra onde eu conseguisse ir... Sou professor de História e Geografia.. logo estar em qualquer um dos países citados me faria imensamente feliz... Em outubro de 2017 comprei passagem só de ida para Santa Cruz de la Sierra.. Até pensei em comprar a passagem de volta... mas... "meti o loco".. conversei comigo mesmo (sempre faço isso.. tipo louco na rua)... e pensei: VOU PRA ONDE O DINHEIRO DER!!! E quando a grana acabar eu volto... Mas em Novembro.. acabei decidindo que iria pra Bolívia somente.. E que os pontos mais altos da trip ficariam por conta de La paz, Uyuni e Sucre... E o meu principal objetivo era entender (ou pelo menos tentar) o cotidiano do boliviano nos relevos altiplanos... Sua história, sua cultura, sua culinária, folclores, etc... Bem... Aqueles comentários dos amigos aconteceram é claro... tipo: O que vc vai fazer na Bolívia? Tem alguma coisa boa la? ahhh e sem contar naqueles comentários do tipo: Mano.. lá é pobre.. é isso.. é aquilo...Mas o pai aqui não deu a mínima.. Digo mais.. Sou de São Paulo.. Acho que não há cidade no mundo mais desigual.. e com mais bandido por metro².. rsrsrs.. então qualquer golpe pelo mundão a fora a gente sobrevive... kkkk.. E Chega o grande dia.. a ida..Comprei passagem só de ida pela Latam: São Paulo x Santa Cruz de la Sierra (Com conexão de mais de 12h em Lima.. custou R$499,00).. 1° dia - 28/12 Sai de SP dia 28/12 rumo a Santa Cruz de la Sierra Decolamos as 8h e cheguei em Lima as 10h (no fuso horário peruano.. -3h) Chegando em Lima.. decidi sair pra dar um rolê, pois o meu vôo para Santa Cruz seria só 00h30... Então cambiei uns 200 reais e parti para terras peruanas... Ahh vale lembrar que meu idioma nesse mochilão foi o popular "portunhol"... Dar uma estudada ajuda.. e o google tradutor foi super utilizado na Bolívia.. Pq no Peru?! kkkkk.. O esperto aqui não ativou o Roaming e nem comprei chip internacional... logo nem wi-fi eu tinha... Achei que seria possível comprar um chip no Peru sem Burocracias... mas...sai a caça de uma lan house.. kkkk.. acredite, em Lima pelo menos, todas as praças que passei tinha Wi-fi.. logo todo mundo usava o celular.. me fu.... Fui para Miraflores.. um bairro bem turistão.. ajuda pra quem fala portunhol.. os peruanos foram muito gentis em tentar me entender... hahaha.. A frase mais falada foi: "Habla despacio por favor"? hahaha.. sé loco... O taxi do aeroporto até lá me custou 100 soles.. 50 na ida e 50 na volta com o mesmo taxista.. Gente boa...manja de portunhol.. de política, futebol e de Peru... Miraflores é lindo!!! Mas estava sem comunicação com a família... e andando pelas ruas de lima encontro um desse: Sim.. Um orelhão... kkkk e mais 2 soles de moeda.. liguei pra minha mãe... e disse: to vivo.. o avião não caiu... hahaha e to ligando de um orelhão... hilário... Andei pra caraleo... mais não fiquei cansado... fiquei tão anestesiado com Lima.. que nem tirei fotos.. o que os meus olhos registraram ta aqui e ninguém me tira... Tirar fotos é bacana e tal.. mas nada substitui sua presença no espaço que vc quer estar.. e como um gordo que sou.. foto da comida eu tirei.. hahaha.. Foram 12 soles por essa belezura de macarrão com pollo e papas.. hahaha acompanhado de meio litro de chicha super gelada!! Depois do rango.. dei mais umas voltas.. e já deu 18h.. horário marcado com o Taxista.. Não curto andar a noite em lugares que não conheço.. por segurança.. Ahh me falaram que o trânsito em Lima era caótico... hahahaha... eu fico pensando que nome se dá ao trânsito de São Paulo??? Mas é tipo Marginal tietê sentido ZL às 17h... é ruim.. mas dá pra tolerar.. eu acabei dormindo... Voltei para o Aeroporto, fiz o check in e dormi lindo num mezanino... foram umas 3 horinhas de sono gostoso... 2° dia A conexão acabou e 00h30 decolamos para Santa Cruz de la Sierra.. Manos.... nunca fiquei com c... na mão em um vôo como nesse dia.. pqp.. foi turbulência do começo ao fim... só de lembrar me da agonia.. chuva.. Foram 3h de tortura.. e no pouso aquela derrapada.. o avião saiu até de lado... ufaa cheguei... As 4h30, horário da Bolívia... Pequei a mochila e bora pra imigração... foram 30 minutos... jogo rápido.. Fui com Rg novinho...passei na Aduana.. suave.. sem caô... 5h10 estava na rua... Não sabia pra onde ir... tinha uns soles no bolso e uns 200 reais.. cambiei no aeroporto.. deu uns 500 bols.. Tomei um mate de coca.. e esperei clarear...tava chovendo.. e eu tava sedento a uma cama macia e a um banho.. E tava decidido... ia dormir em Santa Cruz.. Umas 6h30 peguei um taxi por 60 bols até a plaza 24 de Sethembier.. E ainda chovendo fui no Resindecial Ikandire na Calle sucre, do lado da praça... quarto privado com "baño" compartilhado por 55 bols.. com desayuno... deixei minha mochila lá.. e fui dar um role.. tirar umas fotos.. ver o que tinha de bom por lá.... Depois do descanso e algumas voltas por Santa Cruz, foi possível perceber como os crucenhos ocupam os espaços públicos da cidade, as praças estão sempre lotadas no final de tarde. Achei bacana e registrei o momento.. Essa foi a primeira impressão que tive de Santa Cruz... E mandei um até logo para Santa Cruz, pois passei por lá na volta... No outro dia parti para La Paz, onde eu teria as melhores e as piores experiências da viagem... Comprei a passagem para La Paz pela Transcopacabana por 220 bols - bus cama.. Achei caro... mas.. não achei mais barato por bus cama.. lembrando que seriam quase 20h de viagem...
  8. 1 ponto
    Fala Mochileiros, tudo bem?! 8 meses atrás eu me demiti para seguir meu sonho de viajar o mundo... foi a melhor coisa que já fiz na vida!!! E queria compartilhar com vocês... O site WorldPackers publicou minha história no site, e dá pra ter uma ideia da minha vida atual (como muito de vocês provavelmente): https://www.worldpackers.com/pt-BR/articles/ajudando-uma-ong-no-camboja-a-melhor-experiencia-da-minha-vida PS: eu economizei 8 mil reais aproximadamente nesses 7 meses com o WP, caso se interessem pela subscrição anual deles também, usem esse código promocional para terem 10 dólares de desconto: GustavoGoulart#WP Estou tão realizado e feliz no momento, que durante uma das viagens percebi minha missão de vida no momento: Passar todos meus conhecimentos adquiridos, que me permitiram viajar por longos períodos e com um dinheiro bem contado, às pessoas que aspiram ou sonham fazer o mesmo: é possível e não é difícil! Portanto sei que muitos aqui já fazem isso e por isso não precisariam, mas outras pessoas ainda aspiram e não sabem por onde começar... Por isso criei uma Consultoria Online, onde por Skype quero tentar passar o máximo de informação em 1 hora! A Consultoria é grátis, e se no final você achar que as dicas valeram a pena, você me retorna algum valor sem compromisso nenhum... E se achar que não valeu, não precisa retornar nada. https://www.facebook.com/nacaoterraconsultoria/ Vamos agendar a sessão??? Vou ficar muito feliz em inspirar e ajudar a realizar o sonho alheio! Grande abraço!! Gustavo Goulart
  9. 1 ponto
    Beleza, espero que ajude. Só mais uma coisa, o artigo é específico pra roupa, mas lembrando que se vc comprar um bom saco de dormir (que pegue grau negativo por exemplo, já que é pra um inverno andino), e um isolante térmico (que evita que perca calor pro chão frio, além de te dar mais conforto), não vai precisar gastar taaaanto com roupa. Nesse site tem um tópico pra equipamentos de camping e afins, onde tem discussões sobre diversos tipos de equips, vai achar mta informação ali
  10. 1 ponto
    Alguem se habilita? Vamos criar um grupo?
  11. 1 ponto
    Estou na Chapada e aqui é realmente lindo!!! Belo relato
  12. 1 ponto
    Uma quatro estações seria o ideal, mas são o olho da cara, e um pouco difíceis de achar (boas mesmo). Naturehike e the north face são marcas que trabalham com barracas pro inverno, mas vc teria que pesquisar bem um modelo bom para duas pessoas que atenda a seu bolso. Pessoalmente, penso que barraca não te protege do frio, e sim roupa, isolante térmico, fleece, meias, etc, são os equipamentos mais decisivos. O que pode acontecer é de vc pegar muita chuva/vento, aí sim a qualidade da barraca entra em jogo. Experimenta ver sobre a Nepal ou a minipack da azteq, a nepal em particular tem um formato que permite evitar que fique sacudindo por causa de vento, e tem uma coluna d'água excelente. E é para duas pessoas (tem uma área de avanço onde dá pra deixar parte dos equipos). Outra que recomendaria é a quickhiker ultralight da quechua, é marca boa, aguenta vento e chuva. mas essas duas possuem um espaço um pouco limitado (tipo, dormir apertadinho mesmo), aí vai do quanto de conforto vcs querem e podem. Pra casal não vejo mto problema a menos que um dos dois seja claustrofóbico rs. Mas são boas e leves. Uma um pouco maior que atenderia bem seria a quickhiker (normal) da quechua, é barraca para "3 pessoas" (2 mais equip), e também possui boa reputação (usuários da decathlon, que a vende). Sobre frio, dá uma olhadinha nesse pequeno artigo, pq como falei, vestimenta e acessórios pra isolamento térmico acabam sendo mais importantes do que barraca, se a questão é frio, vai por mim.
  13. 1 ponto
    Olá! Eu estou anotando todo mundo que se interessou pra poder montar um roteiro e um grupo, e começar a organizar. Só que como vou viajar no carnaval, farei isso depois, por que minha cabeça está nessa primeira viagem ainda hahaha mas já tenho um resumo mais o menos pronto aqui do roteiro.
  14. 1 ponto
    Fala ComradeJack Nem precisa "conhecer o país" para imaginar os problemas e as dificuldades que os venezuelanos estão enfrentando. Basta conhecer a fronteira com a Colômbia, ou mesmo com o Brasil, em Roraima. Em 2013 num mochilão que fiz por Peru, Equador e Colômbia, desisti da Venezuela porque naquela época já estava complicado a questão da segurança, principalmente em Caracas. Acho que essa não é uma boa hora. Intééé
  15. 1 ponto
    O quebra cabeça da história estava sem algumas peças. Esse é um filme velho sobre turismo de massas. O cara do Kitesurf foi o premiado da vez no tribunal do Facebook e talvez tenha merecido ou não... De qualquer maneira, pelos relatos o local vem sofrendo com a quantidade cada vez maior de turistas porcalhões que agem como gafanhotos famintos... It starts with 4, but they multiply! "Viruses, Richard! Cancers! The big, chunky charlie's eating up the whole world! Down on the beach! Down on the street! Pay them in dollars and fuck their daughters! It starts with 4, Richard! 4, but they multiply! They multiply! it's time to stop them! Year zero, kiddo!"
  16. 1 ponto
    Parabéns pelo relato. Aguardando a continuação.
  17. 1 ponto
    Se fosse visitar todos estes locais, e para que fique uma viagem agradável, e não uma grande correria servindo só para gastar dinheiro sem aproveitar nada direito, eu faria: Dia 01: Brasil > Veneza (Passagem Múltiplos Destinos, 2 trechos comprados juntos, chegando por Veneza e voltando por Roma) Dia 02: Chegada Veneza provavelmente no final da tarde Dia 03 :Veneza Dia 04: Veneza > Roma: de trem no final da tarde, Pisa fica muito longe e fora de mão se você não incluir Florença, então para ficar viável e que a ida a Pisa não sirva só para gastar dinheiro, eu incluiria 2 dias em Florença, ou corta de vez Pisa. Dia 05: Roma Dia 06: Roma Dia 07: Roma Dia 08: Ida para Dubrovnik de avião Dia 09: Dubrovnik Dia 10: Dubrovnik Dia 11: Barco para Hvar de manhã cedo Dia 12: Hvar Dia 13: Barco para Split, passar o dia na cidade e ir para Zadar no final da tarde de ônibus, pernoitar em Zadar Dia 14: Zadar > Plitvice > Zagreb de ônibus, tem que sair cedo de Zadar, pois saindo de Split não da tempo de parrar em Zadar e ainda ir a Zagreb Dia 15: Zagreb Dia 16: Voo Zagreb para Athenas Dia 17: Athenas Dia 18: Voo ou Barco para Mykonos Dia 19: Mykonos Dia 20: Mykonos Dia 21: Deslocamento entre Mykonos e Santorini de barco Dia 22: Santorini Dia 23: Santorini Dia 25: Ida de Santorini ou Mykonos para Roma de avião Dia 26: Saída de Roma Dia 27: Chegada Brasil Como você pode ver, são muitos locais para 20 dias de viagem, então não tem jeito, para que fique uma viagem aproveitável, você teria que cortar algum país. Eu sugeria você optar só por um entre Croácia e Grécia, colocar os dois no mesmo roteiro só deixaria tudo muito corrido e caro. E cortando um deles, sobraria uns 2 ou 3 dias para você inluir Florença e visitar Pisa como é o seu desejo. Se optar por Croácia, siga de Roma para Dubrovnik de avião, e volte de Zagreb para Roma também de avião. Se optar Grécia, siga de Roma para Santorini de avião e volte de Athenas para Roma, também de avião. Também dá para inverter caso os preços e horários dos voos forem melhores, ir de Roma para Zagreb e voltar por Dubrovnik, ou ir de Roma para Athenas e voltar por Santorini. consulta de voos: www.skyscanner.com Consulta de ônibus: www.rome2rio.com consulta de barcos: www.rome2rio.com
  18. 1 ponto
    Tô tentando me organizar pra rodar o mundo também.Mas de bike acho que não consigo.Não tenho costume de pedalar.
  19. 1 ponto
    Na verdade, nós que escolhemos ir nos lugares mais vazios mesmo. Tem lugares bem cheios e badalados em Itacaré, e a noite de lá é boa. Já em Barra Grande a praia de Taipus de Fora é a mais lotada, e a noite é mais parada.
  20. 1 ponto
    Muito legal sua viagem. Não podemos desperdiçar oportunidades. Parabéns pela organização e relatos. Eraldo
  21. 1 ponto
    Ola Pessoal... Quando fiquei sabendo do ocorrido me assustei bastante e logo resolvi como locar o titulo como algo que despertasse a curiosidade das pessoas lerem o que escrevi. Enfim, toda redação ou relato exige um titulo e o seu subtitulo, peço desculpas para aqueles que não entenderam o meu tópico e que acha que não entendo de geografia, mas enfim... o fato aqui é a atitude de um pessoa que esta sendo questionada, onde isso pode atrapalhar o mochilão de muita gente, principalmente o meu que será em Abril (aguem se programando para viajar nesta época)? @Claudia Severo Não consegui editar, se vc souber me avisa, assim deixamos de colocar defeitos e focamos no que realmente esta sendo questionado. @D FABIANO Fica tranquilo, e assim que a Claudia me ajudar, mudo o toipico... tudo bem? Mas o que vc achou da atitude deste brasileiro e do canal OFF? @leandro.gomes1 Esta é a sua opinião e eu respeito, mas não concordo @brunoamadogbd Obrigado por toda explicação e vou editar o topico sim (preciso aprender como..rs), mas o que vc achou da atitude deste brasileiro? è isso pessoal, aqui é pra falar sobre o que ocorreu em Piedras Rojas e desculpe se alguem se ofendeu com o titulo.
  22. 1 ponto
    Cara, vc irá usar a barraca só nessa viagem ou utilizará ela seguidamente? Tem ideia de até quanto pretende gastar, pois quanto mais técnica a barraca, mais $$$. Barraca pra 1, 2 ou 3 pessoas?
  23. 1 ponto
    www.decolar.com Veja quais empresas tem voos no dia que você precisa, e depois vá direto no site da empresa conferir se você não consegue um pouquinho mais barato comprando direto da companhia.
  24. 1 ponto
  25. 1 ponto
    Olá Jorge Luiz, que legal saber dos teus planos, muito bacana o teu vídeo de apresentação. Provavelmente vc já sabe, mas não custa mencionar: existe uma rede de hospitalidade para cicloturistas chamada "duchas quentes" (warmshowers em inglês) onde os ciclistas oferecem acomodação para outros ciclistas. Se durante sua volta ao mundo vc passar por Granada (Espanha), pode entrar em contato. Vale a pena conferir o site www.warmshowers.org e fazer um perfil, vc pode usar o mapa para descobrir se há pessoas oferecendo acomodação na sua rota e entrar em contato com elas. Te desejando uma ótima viagem!
  26. 1 ponto
    Dia 3 - Lagunas escondidas, Laguna Chaxa e Salar de Atacama O plano era acordar cedo e sair em direção às Lagunas Escondidas, mas acordei umas 5h da manhã um pouco ruim, dor de cabeça, falta de ar e cheguei a vomitar (o temido Soroche), então resolvemos dar um tempo para o corpo, dormimos acordamos tranquilos para o café da manhã, e começamos no chá de coca rssss. Saímos do hotel já era 10:30 e tínhamos que retornar antes das 15h para confirmar o tour astronômico. O caminho para as lagunas é fácil e dá para achar pelo google maps, porém a estrada é um pouco ruim. Nada assim que exija um veículo 4x4 ou coisa do gênero, apenas tem que ir um pouco mais devagar. Cerca de 40min chegamos lá, pagamos $3.000 a entrada (valor estudante), e pasmem não tinha NINGUÉM LÁ. Sério ficamos em êxtase pois achamos que estaria cheio. Seguimos direto para a última laguna que dá para se banhar, ficamos ali sozinhos no meio daquele deserto, foi maravilhoso essa sensação de não ter aquele povo junto sabe?? Só encontramos na trilha uma pessoa que cuida do parque. Ah a tilha para a última laguna dura uns 15 minutos, quem não puder fazer a trilha na primeira laguna tb pode entrar, mas vale muito ir até a última, até pq você passa por cada laguna maravilhosa!!!! A água é gelada sim, mas gente tem que entrar né, quando teria oportunidade de fazer isso de novo na vida?? Tá na chuva é pra se molhar!! Quando você sai fica geladinho, então é bom ter toalhas (nós pegamos emprestada do nosso hotel) e tbm levamos um galão de água doce para retirar o sal da pele, fica uma crosta de sal.. Até tem as duchas mas são longes da última laguna, então preferimos levar nosso galão de água mesmo. Quando era 1:30 retornamos para SPA, em SPA fomos confirmar o Tour Astronômico na Space Obs (que já reservamos com uns 3 meses de antecedência aqui do Brasil mesmo), custou $20.000 por pessoa. Almoçamos e seguimos em direção ao Salar de Atacama para ver o Pôr do Sol. Pagamos $2.500 por pessoa (estudante), e foi nosso primeiro contato com os flamingos, tinha vários e eles são muito fofos. Ficamos até o sol se pôr e começou a ficar bem frio, sorte que tínhamos nossos casacos no carro. Retornamos a SPA pois as 21h partiria o ônibus para o Tour Astronômico. Não deu tempo de jantar, comemos empadas na rua mesmo rsss. Chegou nosso ônibus e fomos para o Tour, o céu do Atacama é lindo, já te falaram né? A explicação das estrelas é muito boa, e até mesmo super leigos como nós aproveitamos muito as explicações, na segunda parte fomos para a área dos telescópios, haviam uns 10, cada um apontado para um objeto diferente, ao final do tour tomamos um chocolate quente e retornamos a SPA. O que eu achei chato do tour é que ficavam chegando ônibus no local e além da claridade que dava o pessoal ficava conversando etc...o que atrapalhava um pouco!! Dormimos que já era tarde, e o outro dia seria longo, como todos...
  27. 1 ponto
    Pra mim esse roteiro tem poucos dias pra muitos lugares. Não dá tempo de fazer/conhecer nada direito. Sem contar os longos deslocamentos entre as cidades, ainda mais no inverno que sempre fecham a estrada da fronteira Santiago-Mendoza por uns dias.
  28. 1 ponto
    Quero muito ir pra Minas também. Sonho em conhecer São Thomé, Furnas em Capitólio etc
  29. 1 ponto
    A cidade do cabo é sensacional eu estava em novembro de 2017 fiquei durante 30 dias em que capital e a cidade é maravilhosa um dia dois três não é suficiente para conhecer toda a cidade há muita coisa para fazer e muita coisa para ver vale muito a pena ir para Cape Town. Já que você vai estar em caCape Town, você deve conhecer Stellenbosch é linda a cidade Existem várias vinícolas e vários restaurantes ótimos para conhecer
  30. 1 ponto
    @Henrique89 Como morador de Santiago que fui lamento informar ao colega acima que esta é a alta temporada, neve é para Brasil,não para o turismo de Chile que é mundial. Só Santiago em 5 dias dá tempo de conhecer bem,o forte são os museus, há o imenso e lindo de arte pré colombino,o do palácio, o da cidade,o histórico nacional e o interactivo morador. Também há o city tour com turistik ,excelente, e um tour de dia completo ao Patrimônio da Humanidade de Swell,obrigado ir por agência e é inesquecível. Também há Buin zoo,passeio que normalmente não conhecem, mas chileno e europeu adoram. Muito a escolher,além das vinícolas no entorno, é com você agora.
  31. 1 ponto
    Quero fazer meu mochilao e conhecer o mundo inteiro, quero começar pela Austrália e por ai ir indo, pretendo ir em cada lugar e arrumar alguma coisa para fazer para arrumar grana e assim que der ir seguindo. tem sugestores ? conselhos ?
  32. 1 ponto
    Gente antes de começar a ler o Post minhas resenhas, dicas, alegrias, melhores viagens e dicas, "Eu não terminei o Post"; Então não fiquem chateados, mas deixei várias, várias dicas do que fazer, e como fazer, dicas do que não fazer!!!! Valeu grande abraço e Viva as Férias, Viva Felicidade, Viva o Amor e Viva a Vida e Obrigado a Deus pela minha experiência!!!! Viagem Janeiro e Fevereiro 2017 Olá amigos mochileiros, estarei escrevendo minhas opiniões, frustrações, dicas e maravilhosas férias que tive neste ano. Quero agradecer primeiramente a Deus por proporcionar estas férias, depois ao site e diversas dicas e sugestões proporcionando a nós mochileiros eternos a várias dicas e lugares desconhecidos para desbravar advindo de nossos sonhos. Quero agradecer também a duas pessoas incríveis (Naomi e Pedro Pedri) que prestaram seus dias e tempos preciosos em dividir suas experiências e vivências para nos proporcionar melhor conforto e segurança em lugares desconhecidos por mim, agora faço a minha parte dividindo sonhos e alegrias, pois férias não são só descanso e sim aventuras, descobrimentos, redescobrimentos, novos conhecimentos, algumas frustrações, mais muito mais, são as alegrias, paisagens, natureza, belíssimos lugares, lugares pintados por Deus, investidos de seu preciso tempo para nós reles mortais, desfrutar de seus desígnios. Neste post não colocarei fotos, pois nada melhor, imaginar um lugar dos seus sonhos e você ter impacto da realidade, nada é melhor você ver com seus próprios olhos a natureza e suas exuberâncias, colocarei aqui minhas observações, meus roteiros e minhas dicas. Podem ocorrer discordâncias de opiniões, mas o que seria do “Amarelo se não houvesse o Azul”, e é esta a beleza do ser humano suas discordâncias e seus acordos, suas idéias e opiniões, seus olhares clínicos para cada lugar visitado, este nosso Brasil como lindo é, como lindo está, tantos lugares a se conhecer, quantas portas e janelas e serem abertas ou reabertas, quantos horizontes a serem descobertos ou visitados, Viagem, Viagem sozinhos ou acompanhados, com amigos ou desconhecidos, Viagem livres como pássaros, leves como as matas e esperançosos como um olhar de sua filha, Viagem com o coração aberto, aberto a novas diferenças, a novos conquistas, a novos amigos, deixe o celular de lado e suas loucuras de apps, contas, jogos e distrações tente esquece-lo, compre uma câmera digital subaquática se possível, desliguem seus aplicativos e mídia social, invistam em boas conversas, em sua própria língua ou estrangeira, se comuniquem através de mímicas, arranhe seu inglês, francês qualquer outra língua, desenhe se for preciso, viva o momento como se fosse o único, e quando estiver em um lugar maravilhoso foque bem na paisagem, grave em sua memória na sessão “Paisagens Maravilhosas” “Awesome” lembre-se dos sonhos, momentos alegres e felizes enquanto você estava lá, abasteça seu coração e alma com as belezas presentes, purifique-se com o ar da mata, recarregue suas energias com a alvorada e pôr do sol, fale com o vento e consigo próprio, escute os anseios do corpo e purifique sua alma com presença de Deus, junte tudo para o seu retorno e rotina. Obrigado Deus por esta experiência e momentos que vivi. Bem meus roteiros para esta viagem Janeiro e Fevereiro 2017 foram Bertioga, Natal, Recife e Maceió, estarei dividindo em tópicos para aqueles que não querem ler o post todo, saliento que não gosto de falar de dinheiro ou custos, mesmo porque férias não é custo e sim Investimento. Sesc Bertioga – 25 Janeiro a 31 Janeiro 2017 Bem Bertioga para mim foi uma grata surpresa e experiência, pois minhas férias começaria no Sesc Bertioga. Resolvemos conhecer por estar perto do litoral Norte e de tantas boas ressalvas positivas sobre, alguns sabem ou descobrirão que é extremamente difícil pernoitar em seu recinto, mas fomos agraciados pelo sorteio, lembrando que começamos e entramos no sorteio em Agosto/2016 (Site Sesc Bertioga) fomos sorteados em setembro/2016 para irmos em Janeiro de 2017, cinco meses antes da viagem planejada e lá descobri o porque!!! Pegamos a estrada no dia 25/01/2017 Feriado de São Paulo - Origem Osasco Destino Bertioga cerca de 2 horas de viagem, pela imigrantes sentido Cubatão, muito tranquila a viagem e bem sinalizada pedágio R$ 25,20 reais descida e subida cerca de R$ 10,00 reais, (este valor já não me recordo). Pois bem saímos daqui as 07:00 hrs e chegamos as 09:00 hrs, o primeiro check-in começava as 10:00 hrs, no site informava que começava as 12:00 hrs, mas resolvi arriscar e nos demos bem!!! Chegando seu check-in consiste pegar primeiro as pulseiras dos hospedes, chave da casa, o cartão para suas despesas caso queira (recarregável) limite de R$ 50,00 reais diários e pagar o estacionamento R$ 13,00 reais para a estadia inteira. Nesta viagem resolvemos pegar a maior estadia que são 6 dias e meio, não existe mais, porém existe menos, logo colocarei os valores. Não é permitido você andar com o carro dentro do Sesc, seu percurso é restrito descarregar as malas em frente a casa e deixar o carro no estacionamento, você ganhará uma identificação para as suas saídas fora do Sesc. Fiquem de olhos nas atrações do Sesc pois elas costumam começar as 07:30 hrs e vão até as 23:00 hrs. Passeio: Bem ficamos na casa nº 8 muito aconchegante cabiam confortavelmente 12 pessoas em beliches de alvenaria, quartos espaçosos, ventilador, dois banheiros, cozinha confortável com frigobar, sem televisão (obrigado Sesc), sem telefone (obrigado Sesc). Nossa casa ficava bem próximo ao parque infantil aonde até os adultos podem desfruta-lo, lógico com limitações (não podem descer no Toboáqua ou escorregadores) mas pode desfrutar das fontes e canos d’águas muito gostosos por sinal, a piscina realmente é para crianças e somente crianças de até 12 anos podem desfruta-lo integralmente, a profundidade é cerca de 30 cm dá em nossa canela não oferece risco algum para os pequenos, mesmo porque ainda existe um guarda-vidas no local para mais segurança e conforto. Caminhando dentro do complexo, fomos conhecer o rendário longos cochilos após o almoço - Ahh o almoço o almoço e jantar– Nicho da Baleia, Salão de jogos, Caminho das pedras (relaxante) para mim não foi nada relaxante, mas fui fazer mesmo assim e voltaria a fazer. O Sesc possui uma mega estrutura para mim chega a ser comparado a um Resort, devido a sua estrutura, acomodações, espaço, lazer, comida e divertimento, não chega a ser um exagero não!!!! Alugamos bicicleta R$ 20,00 reais grande e R$ 8,00 reais duas pequenas por uma hora, mas existe a diária a R$ 25,00 reais comum e ainda pode sair do complexo. O salão de jogos é muito espaçoso e aconchegante, vocês pais e filhos que não conseguem ter interação com a prole, a proposta do Sesc é justamente esta, existe ping pong, dama, xadrez, centenas de jogos que podem jogar todos os membros da família, Caiaque para andar sobre o Rio, Xadrez Gigante (não brinquei, me arrependo), então aquele pimpolho que não larga o celular, só quer ficar nos apps e jogos eletrônicos, façam eles descobrirem os horizontes levantando um pouco suas cabeças, agora abaixadas e fixadas em seus celulares e jogos eletrônicos, forcem a barra um pouco se necessário, interagem com eles com Detetive, jogos de Macacos, Varetas, bolas de gude, jogos de cubos de madeiras, rio para pesca (isca de graça), brinquem redescubram os sorrisos em seus rostos e o brilho em seus olhares, o Sesc proporciona isto em suas centenas de diversões, as atrações são para o dia inteirinho, sem descanso. Café da manhã, Almoço e Jantar, dependendo da sua estadia você terá um horário fixo devido a cor da sua pulseira, mais ainda é flexível pois existem “horários livres”, fiquem atentos. Dica: Levantem bem cedo tomem um café da manhã reforçado, e como já diziam, tomem um café como um Rei, almoce como um príncipe e jantem como um plebeu, mas não foi o meu caso, lá eu virei boi de engorda. Em todos os Sesc’s que já frequentei este é o melhor em termos de comida, por enquanto e até agora, o café da manhã é divino, ovos mexidos maravilhosos, frios muito frescos, pãezinhos, iogurte, mel, frutas, sucos, cereal, só para ter uma noção eu comia tudo isto somado a três pães com frios e etc rs rs rs. O almoço também com 2 tipos de carnes diferentes, frango, peixes, massas, saladas, arroz, feijão, sopas, caldos tudo muito bem preparado com muita higiene e limpeza, muito saborosos o jantar a mesma coisa. Existe a condição de você levar o refrigerante ou comprar lá, o refrigerante e suco cerca de R$ 3,00 reais. A piscina dos adultos na imagem parece imensa, mas fica apenas na imagem, é muito gostosa quando não cheia de gente, existem diversas atrações, hidroginástica em horários distintos, mais uma piscina para os pequeninos cerca de 30 cm profundidade, na piscina adulto que felicidade, podemos saltar e mergulhar da borda, em outros Sesc’s é proibido, existe um bar próximo a piscina onde porção camarão R$ 20,00 reais, batata cerca de R$ 10,00 reais, achei a música, muita alto para a piscina, minha namorada não então vai de cada um. No geral muito gostoso e agradável mesmo porque você tem logo ali o acesso a praia, “enjoou da piscina vá para a praia”, “enjoou da praia vá para a piscina”, vida chata hein rs rs rs. O acesso a todas as dependências do Sesc são através da identificação da pulseira, inclusive acesso a praia através do Sesc, houve até aula de surf para as crianças tinha até para adulto, mas deste eu não participei. A tarde noite mais atrações e diversões mesmo porque a piscina encerra as 18:30 hrs, participamos de um grupo de circo muito legal e divertido chamado “Corsários Inversos” uma atração a parte, ótima interação e diversão para todas idades, fiquei muito feliz, eles me chamarem para fazer parte de 30 min do espetáculo amei em tê-los conhecidos e indico aonde estiver se apresentando, muita diversão mesmo. O famoso mirante onde li alguns relatos que estava fechado e realmente está, o que é uma pena, pois a visão de lá é espetacular, segundo vídeos internet, pelas minhas contas já está fechado a cerca de 5 meses, gostaria de saber quando vão abri-lo novamente, quero muito conhece-lo. Passeio: Nesta semana estava, em meu roteiro, conhecermos a praia de “Itaguaré”, “Barra do Uma” e “Boiçucanga”, como estávamos bem próximos e não conhecíamos nenhuma destas, resolvi incluir e sair um pouco do roteiro do Sesc, outra feliz escolha. Boiçucanga (feliz escolha) 60 Km, cerca de 01:30 hrs a partir do Sesc, é muito bonito areia amarela e mar de ondas fortes (não aconselho para crianças) no meio da praia como em qualquer praia litoral norte e tranquila na parte perto das pedras (aconselho para as crianças), tomamos uma deliciosa caipirinha de Maracujá, bem próximo a entrada que escolhemos, tomamos muita água refrigerante para as crianças, voltaria com certeza!!!! Logo depois de 4 horas fomos para Barra do Una (outra feliz escolha) 21 km cerca de 30 min a partir Boiçucanga, encontro do mar com rio, muito bonito e gostoso, lá descobrimos um redutos de umas pessoas que não gostam de desfrutar dos prazeres da vida, muitas lanchas, barcos, jets, carros conversíveis, etc rs rs, mas o que eu queria mesmo era pegar ondas de body board, minha meta era pegas umas 20 ondas, peguei mais de 100, eu e o Kaique (12 anos), filho da minha namorada nos divertimos muito, ondas fortes mas não perigosas perfeita para o que queríamos. Tomamos outra caipirinha de maracujá, muito doce e não gostamos, as crianças brincaram até da caiaque na parte do rio, tudo com muita segurança e tranquilidade R$ 50,00 reais 01:00 hrs. Dica: Acho muito importante encontrar praias com rios próximos para podemos tirar o Sal do corpo, principalmente das crianças que possui pele muita sensível a altas temperaturas que estávamos sujeitos ali, ficamos por lá umas 04:00 hrs também, chegamos ao Sesc umas 20:30 hrs esbodegados mais felizes dos nosso passeios, voltaria com certeza!!!!. No dia seguinte não tínhamos que acordar tão cedo para conhecer; Frustração: Itaguaré (infeliz escolha) 16Km a partir Sesc 25 min, as vezes desejamos coisas que não conhecemos mas termos que conhecer e presenciar, para não retornarmos ou aconselhar nossos amigos, minha opinião!!!! Pois bem, toda a alegria e satisfação do dia anterior foi trocado por frustração e brigas deste dia, saímos já tomados café da manhã, com o Sol já a pino e chegamos até a praia, a entrada é muito bonita no meio da mata, porém descobrimos que a praia é de surfistas, onda muito fortes e mar nervoso, não possui nenhuma infra, descuido nosso não levar guarda sol ou nos resguardar pelos improvisos, logo na entrada minha namorada pisa na “merda”, as crianças odiaram a praia, consequentemente tiram meu sossego e Vibe. Apesar de não ser a praia que queria conhecer aquela da foto, próximo ao rio etc, descobrimos 01:00 hrs depois que teríamos que andar mais 4 km a diante, a praia da foto fica na entrada do Rio Itaguaré, logo na entrada recebemos informações de como funciona e cuidados na reserva ecológica, havia um pessoal armado da guarda florestal, salva vidas falando que já houveram pessoas que se afogaram, ou seja um tormento de dia. Pois bem, ficamos lá umas 04:00 hrs com o mar revolto (impróprio para crianças) água do rio parecendo fervida para o chá da tarde, pessoas gritando, fazendo churrasco de domingo, as crianças de mal humor e irritadas e o meu sossego indo cada vez embora. Ou seja não foi legal ou proveitoso o dia, e também não volto mais lá, sem falar que rolou um tremendo stress entre todos (eu e minha namorada) (entre as crianças) em nossa chegada tanto é que nem fui jantar com eles neste dia. No dia seguinte, cabeça mais tranquila, estabilidade emocional recuperada houve uma bela “Conversa”, mas tínhamos mais 2 dias e meio de divertimento então brigas e discussões no passado, bora seguir em frente. Retornamos a nossa rotina de interação com as crianças, de jogos, risadas, brincadeiras e “Boi de engorda”, depois fui parar na balança mais 4 Kg a serem gastos durante minha viagem ao Nordeste que contarei logo a seguir. Minhas considerações finais: Retornamos para São Paulo dia 31/01/2017 as 12:00 hrs, voltaria com certeza para o Sesc Bertioga, em vista do que me proporcionou as alegrias e aprendizados e aconselho a todos irem, tomara que não na mesma época, pois a concorrência vai ser maior rs rs. Excelente comida, estadia, acomodações, diversões e tranquilidade . Valor gasto, para 2 adultos e 4 crianças (3, 8, 10 e 12) Frustração: minha filha de 3 anos não foi, porém não paga também, café da manhã, almoço e jantar. R$ 2.210,00 reais para 6 dias e meio; R$ 1.000,00 reais Namorada (pedágio, combustível, gasto Sesc, visitação as praias, bebidas diversas e outros); R$ 500,00 reais Eu (pedágio, combustível, gasto Sesc, visitação as praias, bebidas diversas e outros); Total Sesc Bertioga R$ 3.710,00 reais Nota: 9.5 Natal – 02 Fevereiro a 06 Fevereiro 2017 Bem de volta a São Paulo, parada estratégica de 1 dia e meio, lavar as roupas, encher a mala de mais bermudas e cuecas e vamos que vamos, depois de um ano e meio trabalhando, ouvindo chefe na orelha, problemas e problemas sérios, quero voltar renovado, pilha recarregada, renovar corpo e alma. Certooo vou voar de avião, adoro, todo o trajeto São Paulo X Natal X Recife X Maceio X São Paulo (planejei 6 meses para todo o translado de avião) ahh eu merecia, trabalho para que? Não é mesmo..... Minha namorada morre de medo, vou contar mais adiante, pensa numa pessoa “Cagona” mandei ela para Recife sozinha de avião, com conexão ainda..., nunca tinha voado kkkkkkkkkkkk.....depois eu conto mais!!!! Natal é a segunda vez que visito, a cidade está em meu coração, quero torna-la minha segunda casa um dia, pretendo um dia morar lá, gosto muito da Infraestrutura, Comodidade, Lazer, Diversão, Entretenimento, Praias paradisíacas, estratégico ao meu ver, para o Nordeste etc etc etc, sou apaixonado por Natal, abaixo segue meu roteiro e vou falar em cima dele. Gosto muito de experimentar coisas novas, comidas, passeios e hospedagens e neste não foi diferente, da última vez que fui a Natal “2015”, fiquei hospedado em um Hostel chamado “Fun Hostel” era de um publicitário do Rio de Janeiro o Fabio, gente boa por sinal, ele tem outro em Buzios do irmão ou parente, o de Natal muito bem localizado, muito bem cuidado, extremamente limpo, moveis, mobília novas adorei ficar lá, mas resolvi me hospedar em outro, mesmo porque foi orientação do próprio Fabio e busquei informações aqui no site. Enfim encontrei e fui orientado a ficar no Frustração: “Albergue da Costa”, uma das piores escolhas que fiz na minha vida, você leu certo, piores escolhas que fiz na minha vida. Ressalvas: Historicamente existe uma rixa ou uma “P....a” que eu não sei quem inventou isto ou quando surgiu, o infeliz que plantou a sementinha da discórdia entre Paulistas X Cariocas, gente estou de férias, quero ficar zem, buscar paz, sossego e tranquilidade, quero fazer novas amizades, conhecer novos lugares, passar boas dicas, nadar com peixinhos, ficar horas e horas no mar contemplando a natureza etc etc, mas infelizmente presenciei o fato!!! Quando cheguei em Natal desembarquei com o calor maravilhoso, clima agradável, tudo que eu queria... Dica: Transfer Aeroporto a Ponta Negra “Natal Transfer” R$ 35,00 reais, vale muito a pena, já havia solicitado no próprio hostel, me levaram certinho show. Quando cheguei no hostel já vi a sua cara e cuidados, nada a ver com “Fun Hostel”, sou adepto a albergue, quando me hospedo, estou em busca de uma boa cama, chuveiro e um bom café da manhã, depois fazer amizades, conversas, o dia rende para mim, 06:00 hrs já estou levantando. Pois bem, fui recepcionado por duas atendentes extremamente mal educadas, bocudas Luciana “A Carioca”, Evellyne “A internauta” e Marcelo ou Henrique “O Atleta”, este último não sei o nome direito dele, enfim o dono do Hostel; continuando, para começar toda aquela fotos dos quartos, área de lazer, bar, piscina, história do albergue passou por várias reformas, sonhos e trabalhos na Argentina para construir um sonho tudo blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá acredito muito na premissa Esforço X Trabalho X Realização, mas não se aplica a eles, para começar as atendentes; primeiros contatos: - Fala bicho blz? Quem é você? - Sou o Paulo tenho uma reserva aqui.... - Vai falando mais que a minha memória está sequelada.... (se vocês adivinharem quem me recebeu assim, pago uma gelada para cada um que me cobrar.... escrevendo agora rs rs rs estou rachando de dar risadas, mas foi exatamente assim o primeiro contato... Eu sou bicho? Me pareço com um? minha mãe será que é uma ursa e não estou sabendo, ahhh meu Deus crise de identidade! Memória sequelada, isto quer dizer esquecimento???? Normal levei na esportiva, mesmo porque estou de férias tranquilo, novos contatos, terras distantes, saber lidar com as diferenças etc etc. - Ahhh então é você que é o cara teimoso, que quer, porque quer ficar no quarto misto.... (A internauta) - Eu tinha reservado este, mas o quarto está com algum problema? - Sei lá, quem vai dormir lá é você!!! Nesta hora já havia subido, a paciência um pouco esgotada, fui parar em um quarto lotado, camas horríveis, banheiro minúsculo, beliche mole parecida saída de um tufão, moveis antigos, largados e sujos, piscina água verde, mata sem cortar e aparar, a campainha é igual a usada em fazenda, para chamar o gado, e a localização do Albergue horrível, detestei, depois de outras conversas elas próprias me disseram, que o Hostel iria fechar, porque o dono queria ter estilo de vida das “Kardashian” rs, será que tem motivo??? Mais tarde fui pedir outra ajuda: - Meninas depois preciso de uma ajuda.... (Paulo) - Vai falando, vai falando, vai falando.... (a Carioca) - Vocês podem me ajudar com a tábua da maré e ver os passeios que dependem dela? (Paulo) - Vê você, usa o seu celular... (a Carioca) - Tem algum micro ou internet que posso ver? (Paulo) - Só existe um e está quebrado (A internauta) Penso eu: Meu Deus aonde eu vim parar, sai logo daqui, vai procurar seus passeios, ver o mar azul turquesa, com mistura de verde, vá respirar ar puro, ver o morro do Careca, passear na areia, foi o que fiz. Dica: Programe seus passeios as piscinas naturais Maracajaú e Perobas, de acordo com a Tábua da Maré, depois te explico melhor como funciona, todos os passeios, as piscinas naturais, dependem dela, eu já sabia disto e fui atrás para me programar. 1 Dia – Maracajaú + Punaú (Preferência ficar somente nestes locais) 03/02/2017 – Perobas (Passeio lancha para Parrachos) Maracajaú (perfeito o lugar, maravilhoso o passeio, “Awesome”), mas infelizmente o mar só estava bom um único dia, na semana da minha estadia, então resolvi Perobas ***(antes de continuar lendo, vá até os asteriscos logo abaixo, leia minhas resenhas e depois retorne aqui...) R$ 120,00 reais, mais R$ 30,00 reais do almoço lá, nunca tinha feito, comprei o passeio através da “Buggy Brazil”, não conhecia, procure as agentes Patricia ou Paula (ela é meio doidinha mas gente boa), deixo o contato e telefone depois, existe também o “Mar Azul” guia e agente “Caio” um paulista da Zona Leste gente fina de mais, depois deixo o contato, aprendi muito com ele, existe a “Lizzandra” agente “Laura” uma Argentina que não trabalha mais lá mas deixo o contato também, agora em seu lugar está um agente Uruguaio, esqueci o seu nome, muito gente boa e feliz da vida, me ajudou muito em momento de desespero, depois eu conto!!! Comprei também o passeio pela Buggy do quadricículo para lagoa Carcará. Ressalvas: *** No dia marcado ao passeio, acordo 06:00 hrs da manhã, café da manhã está longe de ser servido, começa as 07:30 hrs, me arrumo, passo protetor, pego meu Kit mergulho bugigangas e celular perto para caso aconteça alguma coisa, pois aconteceu..... (cont ***) Ai ai, não sei por onde começar tantas coisas ocorreram neste viagem, que vou voltar a viajar de novo, de novo e de novo. Fui orientado pela agente Paula para eu estar as 06:30 hrs em frente ao hostel porque ninguém conhecia-o, segunda ela, com celular perto, deu 06:40 hrs, 06:50 hrs, 07:00 hrs, 07:30 hrs e nada da Van, meu Deus esqueceram eu aqui, tentei ligar na agência e telefone não existe, comecei muito bem aqui em Natal hein, minhas férias estão indo por água a baixo, está sendo destruída, Paulo não desista, enfrente a parada, você não voou mais de 2.240 km para isto, e aí que aparece o Atleta. (cont ***) Olho para o lado e vejo um cara de sunga vermelha se exercendo logo nas primeiras horas do dia, penso que é um hospede, dou bom dia me responde bom dia e tudo certo, lembre-se eu esperando a van e já desesperado! Ele termina seus exercícios e me pergunta? - Vai para passeio? (O atleta) - Vou sim, vou para Perobas, mas a Van ainda não passou, acho que me esqueceram aqui. (Paulo) - Que horas são? (O atleta) - 07:40 hrs... (Paulo) - Perobas a Van passa 07:15 hrs no máximo (O atleta) - Aonde você contratou o passeio? (O atleta) - Na Buggy Brazil... (Paulo) - Não trabalhamos com eles... (O atleta) (cont ***) Neste momento tinha descoberto o dono do Hostel ele foi muito solicito comigo nos primeiros instantes, até a página 2, ele tentou ligar para a Buggy tb não conseguiu, tentou me vender um outro passeio para Maracajaú, que eu sabia que a maré estava horrível aquele dia, e ainda fez um comentário desnecessário com a agente de turismo, deixa para lá... Nesta hora entrei em desespero total, buggy total no sistema, colapso financeiro, queda mundial da bolsa. Peguei minhas coisas e fui correndo mais de 30 min pela orla para chegar a agência, errei o local fiquei rodando como um peru para achar, quando eu encontro, bem na frente existem outros turistas que a agência havia esquecido, pronto!!!! Mundo abaixo, terremoto, maremoto, tsunami e tempestade em um único lugar. Olho para o lado a Paula (Doidinha) tentando ligar para Deus e o mundo, detalhe 08:15 hrs da manhã. Enfim depois de toda esta catástrofe no primeiro dia em Natal, cidade comedor de camarão, sou potiguar de coração, a Van me aparece, pega os turistas perdidos e encontro o motorista da Van (Esqueci o nome), parece Senhor dos Aneis II aonde a sociedade do Anel Frodo e Aragorn estão encurralados no castelo e quando derrepente soa a trombeta do exercito Elfos Armados e blindados para salva-los, ufa foi exatamente assim que me senti. Mais um adendo, o motorista havia me falado que havia passado 5 min depois da minha saída e detalhe eu vi ele passando ao meu lado, mas como não tinha emblema da buggy não reconheci, e ainda o atleta tinha informado que eu tinha desistido do passeio, tentou vender outro para mim e informado ao motorista que tinha saída a mais de 30 min daquele instante. Passeio: Maravilhoso o passeio amei muito, primeiramente fui para Punaú, este passeio antes era feito junto com Maracajaú, agora eles desmembraram, Punaú é uma fazenda que este sim, está eternamente em reforma maravilhoso o lugar, excelente para estar com crianças e tudo mais, água rio altura da canela, mar incrível foi meu batismo em Natal, existe uma tirolesa no local R$ 5,00 reais por descida (legal), o almoço não sei mas creio ser bem salgado pois uma água R$ 5,00 reais, mas levarei e levo minha filha de 3 anos com certeza lá, mas vou alugar um carro da próxima vez - falando em alugar carro depois conta mais!!!! - Depois de cerca de 02:30 hrs em Punaú fomos para a tão sonhada Perobas, uma lancha pequena para um grupo de 6 a 8 pessoas, já foi emoção do inicio, lanchinha enfrentado as ondas que mais parecem de pedra Dica: não aconselho este passei “Perobas + lancha” para as piscinas naturais com crianças!!! Talvez de catamarã, talvez para não ainda!!!! Mas finalmente, estava em Natal e suas belezas naturais, nadando com os peixinhos coloridos, no meio do oceano, tirando e filmando fotos submersas, minha câmera digital é subaquática uma das melhores aquisições que fiz na vida, junto com o meu Kit mergulho (Extremamente essencial estes dois itens), estava tudo lindo maravilho, diversão total, quando derrepente no retorno a costa me aconteçe a “M...a” anunciada. Ressalvas: Quando você planeja umas férias destas, pelo menos para mim, tento me blindar de todos os problemas possíveis e inimagináveis, a final de contas eu trabalho com TI, meu chefe me exige isto, minha rotina me exige isto, meu trabalho exige isto, mas como dizem “M...as” acontecem, problemas aparecem e soluções são necessárias... como se não tivesse passado por problemas dias antes, por enquanto e até agora. Mas vamos a frente e enfrente, aqui em São Paulo eu tinha percebido que minha câmera estava meio embaçada quando tirava fotos subaquáticas mas eu nem liguei muito, mas me resguardando fui atrás de assistência tentei trocar o Kit de vedação, sabia que iria utiliza-la e muito aqui, só que o técnico da autorizada me cobrou R$ 400,00 reais na época para trocar, fui na Santa Efigênia, ninguém fazia o serviço, na Itália ela me custou R$ 600,00 reais, meu irmão que trouxe-a, já tinha 5 anos de uso comigo e ainda aguentando, acreditei que ela ainda aguentava, pois bem, não aguentou!!!! Detalhe segundo dia dos 22 total no Nordeste das férias, piscinas naturais, mergulhos, paisagens etc etc etc. E agora aonde eu vou arrumar está câmera aqui, se nem em Sampa consegui, nesta hora não conseguia pensar em mais nada, nenhuma alternativa a não ser arruma-la, imagina quanto custaria ela aqui mais de R$ 1.000,00 reais e agora e agora??? Eu não tenho esse dinheiro!!!! Levei mais de 12 sabonetes, 2 tubos de pasta dental, 2 tipos de protetor solar (pois sou alérgico), 2 pares de chinelos, bermudas diversas, cuecas diversas, dinheiro a mais para emergências para os passeios, mas nunca pensei em levar, 2 máquinas digitais, e ainda meu celular é só aquele que faz e recebe ligação. Estava muito receoso em comprar um novo celular (outra história mais adiante), minha namorada disse que vivo na era das cavernas pois nem Whatsup tenho, agora eu pergunto, trabalho com tecnologia o dia inteiro, trabalho em um ambiente aonde se eu colocar todos os servidores que tomamos conta, enche um apartamento de 100 metros quadrados e ainda falta, você acha que quero isto para mim, eu não, mesmo porque, proposta de férias é desligar total, derrubar os disjuntores, investir em conversas, deixar os celulares Mega Blaster Poderosos, com processadores e aplicativos capaz de controlar a sua própria casa a km de distâncias, alguns deles controlam até a vida dos próprios donos!!! Sai fora, deixe-o de lado, quero contemplar o corpo, alimentar o espírito e alma de coisas boas. Você acha que um advogado quer saber de quantos processos e audiências com o juiz ele vai enfrentar nas férias???? Você acha que um médico quer saber de quantos pacientes ele terá que operar nas férias??? Você acha que engenheiro quer saber dos cálculos que tem que fazer nas férias???? Lógico que não...então cada um...cada um.....!!!! Volto a Buggy Brazil para suspender meu passeio de quadricículo que seria no dia seguinte para eu ir atrás da câmera, até que encontrei o abençoado Uruguaio feliz da vida que me deu uma enorme dica, no momento de desespero. Fale com aquele cara ali que ele pode te ajudar, depois coloco o nome, pediu para eu procurar uma loja chamada “Samurai Assistência Técnica” especializada em consertos de máquinas digitais, detalhe era sábado, acordei bem cedo peguei o ônibus para o Centro de Natal, esta loja fica em frente ao Shopping Cidade Jardim, eles até arrumariam R$ 175,00 reais com muito esforço e dedicação porém destroem a capacidade de fotos aquáticas, então parti para comprar um kit de proteção para câmera, não encontrei em parte alguma, quando derrepente encontrei a salvação da minha vida Frustração: Alecrim presentes, aonde o vendedor me ofereceu aos 47 min do segundo tempo uma parecida com a Go Pro, (câmera Sports HD) resolução boa, gravação subaquática por R$ 400,00 reais. Pensei pronto estou de volta a vida com minhas fotos e filmagens. Comprei cartão de crédito parcelado em várias vezes, todo feliz e deixei a outra lá na assistência. Chegando em casa comecei a testa-la e fazer filmagens e logo percebi alguma coisa errada, resolução das fotos e filmagem, lembrando estava véspera do passeio quadricículo, um dia inteiro perdido em Natal a procura da câmera, vou testa-la amanhã!!! Batata fotos com baixíssima qualidade e filmagem horrível. Voltei a loja na segunda feira, pois domingo não abria, consegui troca-la por outra, detalhe parecida e agora estava pouco feliz, pois perdi um dia de filmagem e fotos, mas pensei o que é um dia em vista dos cerca 19 que tenho adiante, pois é, só pensei, Lembrem-se nada que está ruim não possa piorar!!!! A câmera também está com defeito só que estou agora véspera de embarcar para Recife e sem ânimo para ir atrás de novo!!!! (Até hoje 02/03/2017 não resolvi o problema), ou seja preciso comprar outra para as próximas férias. 04/02/2017 – Depois de passar todo o perrengue, beirando as 14:00 hrs fui para o meu lugar preferido de Natal, um cantinho muito especial para mim, tomar um banho de mar, relaxar, reenergizar-se e pronto, mas este, não dividirei com vocês. Passeio: 05/02/2017 – Lagoas Arituba, Carcará, Alcaçuz, Juventude (passeio quadricículo 4x4) Com a câmera com defeito mesmo, fui ao passeio, desta vez ocorreu tudo bem, a Van me pegou no horário no hostel e chegamos no horário estipulado, passeio R$ 220,00 reais, fora o almoço cerca de R$ 30,00 reais. Eu queria conhecer as lagoas de um modo diferente, então resolvi comprar este, queria conhecer Arituba, Carcara, Alcaçuz e Juventude, já a emoção tomou conta no início do passeio, porque é muito, muito louco pilotar o quadricículo, fizemos um teste rápido na mini pista deles, aquele troço é forte de mais, fiquei com vontade de comprar um para mim, nunca tinha andado de moto e além do que pilotar nas dunas, falésias e o bicho é 4x4 show!!! O passeio consiste em passear no meio da floresta, subir e descer uns declives a aclives e passear nas dunas. A agência fica na praia Pirangi do Norte, Panamirim, bem próximo ao maior Cajueiro do mundo. Dica: você pode até ir de ônibus a Pirangi e contratar o passeio lá, a agência “Terra Molhada”, pode ser a mesmo coisa, talvez mais barato, aí já não sei. As paradas são nas lagoas Amarela está seca seca, lagoa Alcaçuz (mais ou menos, esperava mais) e a tão famosa Carcará pelas fotos lindo lugar só na foto, tempo média de parada para conhecer e banhos 40 min, Carcará neste dia como era final de semana tinha um evento lá da Bandeirantes, SBT e Record imagina o furdunço que estava aquele lugar, mas fui muito bom conhecer e tirar fotos, virei até celebridade pois os moradores queriam tirar fotos em cima do meu quadricículo, foi legal!!! Dica: Não vá a estes passeios das lagoas de final de semana, já tinha lido a respeito, mas fui do mesmo jeito, não voltaria “De final de semana”; Carcará existe um passeio de pedalinhos para mim dispensável, na lagoa, se não tivesse tanta gente seria mais legal, mesmo porque descobri que dá para ir de carro lá, mas não voltaria sozinho de carro não, não tem nada para fazer lá, a não ser encher a cara (mas não era o meu foco) e nadar na lagoa. Mas o passeio foi salvo e foi muito legal andar de quadricículo do que propriamente conhecer as lagoas, voltaria a fazer, pelo quadricículo. Os guias até me filmaram a toda velocidade pilotando-o, muito show amei!!!! Frustração: Soube pelas pesquisas e conversas que tive lá, a Lagoa Arituba fede a urina (mais de 4 pessoas, inclusive morador me confirmou isto), era bonito no passado e agora de longe e só para tirar fotos então atentem-se. Lagoa da Juventude secou, morreu. Em Natal eles estão com problemas muito sérios de falta de chuva o que temos aqui em abundância eles perecem com o recurso, tanto é que no passeio da lagoa de Jacumã, eles a represaram para também não morrer. Outro passeio que tinha feito no passado foi a lagoa da Coca Cola, também morreu, secou! Triste estas informações mais atuais e reais. Passeio: 06/02/2017 – Lagoas Jacumã Aerobunda, Tirolesa e Kamikaze, Pitangui) (Possibilidade Aluguel Carro, atravessa a balsa). Bugueiros recomendados - Marcilio (84) 99960-8334/99927-1103, Moal (Informações Albergue da Costa) Preferir passeio de buggy o dia inteiro Desta vez decidi voltar a Natal, pois da última fiquei 19 dias, praticamente todos os dias um passeio diferente e não conheci todo Natal, este retorno o foco e objetivo era “Lagoa de Jacumã”. Muito eu li e busquei informações sobre o tão falado “Moal” ou “Marcílio”, o quanto eu li a respeito destes caras deveriam ser os príncipes de Natal, gente boa, bons passeios, ótimas aventuras, etc etc etc. Lenda, Lenda, tudo lenda, sabe aquela coisa não acredite em tudo que lê, passei na pele o sufoco. Meus cinco dias em Natal, todos, afirmo todos os dias tentei contatar o Príncipe Moal para o passeio em Jacumã, pedi ajuda até para Carioca e a Internauta, para o passeio na Lagoa Jacumã; não consegue ir sem Buggy, todas as agências, não quiseram me incluir para fechar um grupo, repito 5 dias praticamente tentando fechar o passeio, não me aceitaram pois eu estava sozinho e quem tinha não queria um forasteiro!!! Pensei o príncipe Moal vai me salvar, a Carioca até conseguir falar com Príncipe Moal e Príncipe Marcílio, mas ambos informaram, “Não faço este passeio exclusivo”, “Não tenho como encaixa-lo em nenhum de meus passeios”, “Só faço se ele pagar o buggy inteiro R$ 400,00 reais e ainda talvez”, pois este não é o meu foco..... Imagina um cara frustrado, agora some uma 10 caras frustrados, agora multiplique por 100, este era eu!!!!! Meu retorno a Natal foi quase que exclusiva motivo Jacumã, queria descer no Kamikaze, na tirolesa, adoro sports radicais, pois bem, mais um problema para coleção. Quer saber a frente e enfrente, vou neste lugar mesmo que seja voando!!! Mal sabia da minha peregrinação... este era minha única alternativa no momento, uma das loucuras da viagem. Começando peguei um ônibus até o Shopping Cidade Jardim 30 min, depois peguei o Nº 77 até (esqueci a cidade) 01:30 hrs e depois peguei um táxi comunitário até a Lagoa 40 min, total de trajeto cerca de 02:30 hrs. É muito longe de condução, fora que neste vilarejo o descaso do governo é tão grande, tão grande que - Se uma mãe estiver com filho doente as 19:30 hrs da noite, esquece que nem taxi vai te pegar, além do mais hospital que não existe, uma vergonha este descaso. Pois bem, cheguei a Lagoa todo preocupado, aonde eu estava, que lugar é este, totalmente desnorteado, imagina aqueles taxis que carrega cachorro, periquito, galinhos e nós... Na lagoa tinha uma casa/restaurante que serve comida para os turistas (XXXX) eu desnorteado com as minhas coisas, fui atrás de informação, cada descida kamikaze R$ 13,00 reais, descida tirolesa R$ 13,00 reais, comprei 2 Kamikaze e 1 tirolesa, melhor coisa que fiz!!!! O lugar é fantástico, primeiro fui tomar um banho de lagoa para relaxar e me reequilibrar, depois fui tirar uma fotos do lugar com quem? Minha super câmera Sports HD “F.....a” quebrada!!! Voltei e dei mais um mergulho, que delícia de lagoa, até então não tinha tantos Buggys das agências, quando resolvi... vai ser agora, vou descer de tirolesa primeiro, que sensação, show, já tinha valido por 01:00 hrs de viagem, agora vou dar outro mergulho na lagoa, porque aquele escorregador é insano, antigamente as pessoas desciam de costas e blz, agora eles descem de cabeça ... em cima de uma prancha a cerca de 60Km por hora, a uns 40 mtrs de altura, eu também tinha que descer. Depois de 15 min tomando coragem, pedi para um cara lá embaixo, me filmar. Pegando aquele carrinho, movido a motor de fusca que te puxa a uma velocidade – O Carrinho descarrila comigo em cima – Puts cagou....quase me machuquei não é um bom presságio.... vou me arrebentar todo, vou quebrar o pescoço...como o águia da PM vai me resgatar aqui....Minha filha vai ficar sem Pai....um monte de “M....a” passou pela minha cabeça.....respira...respira a frente e em frente. Lá de cima acreditem não são só seus pensamentos que travam, quando você coloca a prancha embaixo de você e começam a jogar água na lona....O instrutor segura a prancha firme, levanta a sua cabeça e a ponta dela e vaiii..... Ai meu Deus... Ai meu Deus.... Nãooooooooooo........ Nãooooooooooo..... e despenco a 60 km por hora.... – Nossaaaaaaaaaaaaaaa, que delícia, dá uma impressão que você vai ser arremessado para fora da lona e decolar da lagoa - Pronto viagem perfeita, valeu todo o sacrifício, muito show... finalmente fiz o que vim fazer, deslizei uns 20 mtrs na lagoa, “Awesome”!!!! “Awesome”!!!! Vamos a segunda vez??? Calma respira, analisa, dá um mergulho antes, relaxa!!!!! Tinha até umas crianças descendo quase de pé com a prancha. Dica: Quando você for, segure bem firme a prancha em sua cabeceira, junto os cotovelos bem próximos ao peito e unidos erga a cabeceira dela e permaneça até você parar na lagoa, existem uns barquinhos de apoio próximo, muitos perdiam o controle e imaginam, “Vídeo Cassetada”. Umas duas vezes que descer, já pega o jeito, e fiquem tranquilo, não possui “Perigo”, lógico por sua conta e risco! Minha permanência na lagoa girou em torno de 3 horas, o que eu via de Buggys chegando e partindo com 40 min de permanência, é muito pouco tempo, fora as filas imensas para descer na Tirolesa e Kamikaze. Meu medo maior foi estar no meio do nada e ficar sem apoio para voltar, coisa da minha cabeça, dava para eu permanecer mais umas 02:00 hrs que o taxi comunitário iria me buscar, margem de segurança é até as 17:00 hrs, depois disso eu não aconselho. Como eu havia pegado o telefone do ponto de táxi mais próximo de Jacumã, foi tudo tranquilo!!! Mas eu voltaria de carro. 07/02/2017 – Neste dia, acordei cedo tomei café da manhã, fui fazer minha respeitável despida de Natal, agradece-la novamente pela minha estadia e principalmente de continuar linda do jeito que está. Minhas considerações finais: * Não volto mais ao Albergue da Costa e não indico, mesmo por que é bem capaz que não existe mais, as meninas me falaram que provavelmente vão fechar, e com certeza existe motivos para tal. * Restaurantes para comer os tão famosos (Tábua de Carne, Camarões, Barraca do Caranguejo e Coral), não fui em nenhum deles, pois não me importo em comer em lugares “sofisticados”, comendo o básico e ficar bem alimentado Show, almocei/jantei a maioria dos dias no Praia Shopping Girafas pois ficava bem próximo ao Hostel, preferi investir em excelentes passeios, em excelentes paisagens, é nisto que invisto minhas viagens. * Na época Natal, estourou o problema no Presídio Alcaçuz, não me senti em nenhum momento constrangido ou cerceado pelas minhas caminhadas, existia um Jipe dos Fuzileiros Navais e policiais fazendo patrulha, andava com $$$ no bolso e tranquilo. * Fiquei extremamente decepcionado com os príncipes Moal e Marcílio o que se tornou para mim Lenda Urbana. * Para compras o Vilarte Ponta Negra, muitas variedades e principalmente preço mais em conta do que os famosos Centro de Artesanato e Feirinha do Artesanato, inclusive aonde consegui fazer degustação de cachaça e licores para presentes nos outros não tinha. Castanha inteira a boa achei por R$ 20,00 reais 400 g. * Apesar dos pesares Natal está em meu coração e voltarei com certeza. Investimento: Passagem área ida e volta Natal cerca de R$ 800,00 reais; Hostel quarto compartilhado R$ 120,00 reais; Passeios, alimentação, lembrancinhas e câmera com defeito cerca de R$ 1.300,00 reais. Nota: 8 Voando para Recife.... Recife – 07 Fevereiro a 11 Fevereiro 2017 Nossa como é gostoso voar de avião, dois anos e meio sem voar, sentir aquele friozinho na Barriga, olhar para os painéis do aeroporto e dizer “Estou indo embora, lógico que não estou continuando minhas tão sonhadas férias, eu era potiguar agora vou virar Recifense”, ô delícia de pensamento e sensação. Saí de Natal rumo a Recife um calor de 38˚ no aeroporto, lembrando: Dica: Paguei novamente o transfer para o aeroporto R$ 40,00 reais, agora ficou um pouco mais caro pois o motorista não tinha troco – penso eu que me deu um calote de R$ 5,00 reais – mas de boa fica de caixinha eles foram super pontuais... Tirando fotos no aeroporto, indo para lá e para cá, meu que viagem maravilhosa estou tendo, apesar dos problemas passados, vou chegar em Recife vou pegar o carro alugado, vou conhecer uma nova cidade, nadas com os peixinhos nas piscinas naturais, obrigado Deus.... Quando reservei o carro fiquei muito preocupado, pois não a conhecia e estava muito receoso em alugar, nunca tinha feito, encontrei a locadora Budget, nunca havia falado mas quando cheguei em Natal ainda estava receoso com a locadora, será que existe, será que vai dar certo, mas olho para o lado e me tranquilizo pois até em Natal tinha um guichê deles, 0800 então Recife fichinha, como o carro era para Recife tranquilo. Paguei muito barato cerca de R$ 280,00 reais com seguro todo o período em Recife. Desembarquei no aeroporto, um sol, um clima uma temperatura maravilhosa, fui tomar uma água e fui ao banheiro, fui fazer o nº dois, fiquei por lá um tempo, consequentemente fiquei preso na área de desembarque, rs rs rs...de boa chamei uns funcionários para ligar para a administração e logo abrirão o portão para mim. Fui atrás do guichê da Budget muito rápido o atendimento e tranquilo, eu só não esperava o “Caução”, não sabia que tinha isto e mesmo porque tinha deixado o cartão de crédito para comprar outra coisas, mas sem choro R$ 800,00 reais de caução, uiiii doeu na alma um pouco. Quando o senhor retornar com o carro estornamos o caução. Vamos até lá pegar o carro eu tinha reservado um Nissam March, pois me atendia super bem preço e custo e iria andar mito em Recife queria dar comodidade para mim e a minha namorada, afinal era a primeira vez que estávamos viajando para tão longe e sozinhos, e ainda para um paraíso. Não tinha o carro ele me deram, um Ford Ka, novinho, vidro, trava, direção, porta trecos diversos e entradas USB, limpinho show. Dica: Carro com estes itens parecem banais mas de extrema importância, logo irei contar o porque, não pego mais carro sem estes itens básicos e principalmente você precisa ter GPS. Perguntei ao funcionário da locadora como faço para ir para Porto de Galinhas, lembrando não tinha GPS (pois iriamos usar o da minha namorada), é bem tranquilo é uma reta só ele me deu as orientações certinho e fui se embora. Ainda meio receoso, afinal de contas 1º vez a cerca de 2000 km de distância da minha cidade e sem GPS....rs rs doidera nehhh....mas saindo do aeroporto, peguei a reta e fui, logo começam a aparecer as placas de identificação e sentido, mas mesmo assim parei em um posto e perguntei novamente, o rapaz me aconselhou e eu aconselho vocês a pegar a via pedagiada R$ 7,00 reais, porém muito melhor e muito mais fácil, lembrando Recife apesar de ter metrô e transporte público, sofre por problemas de grandes capitais, trânsito. Chegando próximo a entrada de Porto de Galinhas, ô que brisa maravilhosa, temperatura agradável, parei em uma pousada para pedir informação aonde ficaria a minha. Gente eu já sabia, tinha conhecido um Recifense, mas agora encho minha boca para falar “O povo hospitaleiro e gentil hein....” Nossa todos os recifenses que conversei ou encontrava são extremamente gentis.... O atendente da pousada ligou até para a minha pediu mais informações e me orientou certinho, cara muito obrigado, não vou lembrar da pousada. Chegando em frente a pousada, igualzinha a Foto em frente a uma pracinha agradável e tranquila, Dica: Pousada Liras da Poesia ou Pousada Branca, é a mesmo lugar, mas muito, muito boa a pousada/hostel, totalmente ao contrario da minha estadia em Natal, não vou nem citar mais o nome. Excelente atendimento, custo X benefício excelentes, excelente café da manhã e Rabanada!!!!!!!. Nossa não sou muito fã de doces, mas aquele Rabanada com leite condensado, são dos Deuses!!!! Estava com saudades da minha “pretinha” que na verdade é morena, mas sabia que aquele Sol iria deixa-la Jambo e queria saber acima de tudo sua experiência em voar de avião, sozinha com conexão, Kkkkkkkkkkkkkk que gostoso sacanear os outros, saudavelmente é claro, o que rende vários momentos de descontração e risadas. Em São Paulo, levei-a para o aeroporto de Congonhas expliquei detalhadamente aonde ela iria fazer check in, desembarque com o carro do pai dela, direção dos portões, expliquei voo de conexão pega suas bagagens do destino e não conexão, blá blá blá, blá blá blá. Saindo do aeroporto 15 dias antes do seu embarque e aí decorou está tudo bem? - “Lógico, agora está tudo bem, quero ver na hora do meu voo, fica com o celular ligado hein, pelo amor de Deus...” (Letícia) Três dias antes do embarque meu a Natal: - Você quer perguntar alguma coisa sobre o voo? Anotou todas as dicas e principalmente se der alguma “m....a” fixe seus olhos nos comissários eles tem treinamento para salvamento e resgate, posição fetal para impacto da aeronave, (falei de sacanagem o final só para dar uma pilhada kkkkkkkkkkkkkkk)... (Paulo) - O que salvamento e resgate.... (Leticia) - Lógico, acidentes acontecem kkkk... (Paulo) Recentemente tinha acontecido aquela tragédia com o time as Chapecoense e outros passageiros, que Deus os tenha e confortem suas famílias.... Adentrei ao portão da pousada e logo vi, uma pessoa bronzeada e brilhante, era ela, subimos até o quarto e sem explicações agora!!!! Sua chegada em Porto de Galinhas foi dia 05/02 eu já estava em Natal, resolvi deixa-la 2 dias sozinha só para saber como é viajar sozinha, longe de tudo e de todos, é uma sensação “Maravilhosa”, conhecer novos ares, novas pessoas, novas oportunidades, novas culturas e línguas. Uma coisa que aprendi a dar valor quando comecei a viajar sozinho é: - Pensamos que o mundo só está ao nosso redor, nossa cidade, bairro e emprego, devemos sair desta redoma e ampliar e conquistar novos horizontes e visões, quantas e quantas coisas temos a conhecer e a descobrir, basta querer, quantas oportunidades e conquistas teríamos se ficássemos em nosso “Mundinho”!!!! Viva com amor e intensamente, afinal nossa vida é hoje e o agora, desfrute destes prazeres, que Deus nos deu, se permita alçar novos sonhos e conquistas, o mundo é tão grande e muito além de nossas fronteiras imaginárias, devemos ultrapassa-las sim com consciência e serenidade, deguste de novos sabores e odores, descubra as belezas e riquezas de Porto por exemplo e como tem riquezas... O voo: Este é um breve relato dela.... Pernas bambas na entrada do aeroporto, sudorese no embarque. Qual é a sensação de alguém viajar sozinha de avião pela primeira vez e sozinha, terrível é lógico, o estômago vai parar na boca, a decolagem é o pior momento, avião sacudindo e um barulho quase ensurdecedor, sensação claustrofóbica se sentindo dentro de uma lata de sardinha com asas, náuseas diversas, cabeça explodindo e quando o avião pousa nossaaaaaa, que doidera, e depois avião subindo novamente quase vomitei, não tinha as tv das poltronas, peguei a internet do avião e baixei o aplicativo da TAM, enfim ela passou muito mal!!! Precisou comer um boi para se restabelecer. Seus relatos com detalhes e dinamismo foram que renderam as risadas!!! Mas disse que não voa mais sozinha, kkkk, agora eu mando ela para o Egito!!!! kkkkkkkkk Sensações que não percebo mais e acredito que passageiros assíduos também. Uma grande novidade para os marinheiros de primeira viagem, segundo ela e minha opinião, valeu tudo a pena, quando vi este mar verde esmeralda transparente, já tinha passado todas as náuseas. Estava meio cansado da viagem, mas mesmo assim fomos dar uma volta em Porto, lembrando que já eram quase 17:00 hrs e anoitece muito rápido no Nordeste inteiro, então quase não deu para ver as praias, fomos caminhar no centrinho de Porto, que gostoso, novos ares, novo lugar para ambos, novos sonhos, novos horizontes!!!! Em porto, é muito bem estruturado, tem lavanderia, restaurantes, lojas de conveniência, lojinhas diversas, um pouco salgado os preços, em relação a Natal e Maceió. A pousada é muito bem localizada 10 min agradáveis de caminhada, perto do centrinho. Restaurante Gauchão para comer a vontade R$ 29,00 reais, (mais ou menos a comida) lavanderia R$ 15,90 o Kg roupa, água R$ 4,00 reais; mas lembre-se, nada disto é custo e sim investimento para você e sua vida, com planejamento e organização você não passará problemas. Meu roteiro vou deixar abaixo, me planejei mal, no quesito dias, Recife/Porto de Galinhas é lindo de mais, tanto é no meu Ranking Porto ficou em segundo lugar, desta viagem, pouquíssimos dias para aproveitar suas belezas, voltarei com certeza agora com no mínimo 10 dias, e não chega a ser exagero!!! Minha previsão para o roteiro em Recife: 07/02/2017 – Porto de Galinhas, Maracaípe e Ponta de Serrambi; 08/02/2017 – Coroa do Avião, Forte Orange e Marinha Farinha (Parque aquático); 09/02/2017 – Gaibu, Calhetas e Cabo de Santo Agostinho; 10/02/2017 – Praia dos Carneiros e Tamandaré; 11/02/2017 – Recife Olinda; Passeio: 08/02/2017 – Coroa do Avião Coroa do avião foi um achado na internet, busquei as melhores praias de Recife e logo veio esta, cerca de 100Km de Porto de Galinhas, 01:40 hrs de viagem, gente acordem cedo, como falei, o dia rende para mim!!!! Colocamos no GPS e ele nos levou até a Praia de Gavoa, em frente a um resort, aparentemente abandonado, não sei se funciona mais, pois só havia um guardinha na guarita, pedi informações e pude deixar o carro em frente a portaria, tranquilo e sossegado. Chequem no google maps, Coroa fica no meio do oceano, como a maré estava muito baixa conseguimos atravessar de “Gavoa” até “Coroa do Avião” a pé com a água no tornozelo mas subindo bem devagar. A distância cerca de uns 500 mtrs de caminhada, que sensação deliciosa caminhar em pleno oceano, sabendo que ali logo vai estar inundado, avistamos uns moradores pegando sururu, um deles me disse que existe umas piscinas naturais que é muito bonito, porém só de barco e maré baixa, outra nova janela a ser explorada!!! Pois bem chegando a coroa não parece aquela foto linda do post, mas em cima da ilha aí sim, vemos a imensidão e sua energia, que delícia, fomos recepcionados pelo garçom Leandro (não me lembro), logo nos instalou em seu mini restaurante, muito simpático e atencioso, quando derrepente meus olhos saltaram - Redes de descaço dentro do mar - Nosaaaa o que eu mais queria tirar uma bela foto (agora no celular da Leticia), desfrutar um sol 40° relaxamento total e tomando uma água de coco e com o plano de fundo o Forte Orange. Eitaaaaaaa vida mais ou menos, até ali já valeu as quase 02:00 hrs de estrada. Água deliciosa, mar um pouco revolto, mas porque a maré aquele dia estava cheia, comemos até duas lagostas por R$ 130,00 reais, nossaaaa..., vida de rei. O gosto não é dos melhores, para o meu paladar, mas estava muito bem feito, é a segunda vez que como e vai ser a última, prefiro ainda outros peixes, frutos do mar etc. Ficamos ali até o último cliente, de vez em quando chegavam umas lanchas enormes para nos visitar e tomar uma cervejinha, não foram muitas ainda bem, resolvemos caminhar em toda a sua extensão, acredito que deva ter 1,5 km, em toda parte tirava foto e banho de mar, lá não existe banheiro, estamos no meio do mar. Resolvemos conhecer o Forte Orange contratamos uma barquinho R$ 15,00 reais a travessia do canal por cabeça, passeio dispensável ao meu ver, pois está em reforma e acredito que no futuro se torne igual ao Forte do Reis Magos - Natal, muito louco o lugar; voltaria lá uma segunda vez sim. Como adoro lanchas, nadar, mar verde etc, pedi para o piloto da lancha se podia dar um mergulho no meio do canal!!!! Adivinha o que ele respondeu, lógicooooooooooooo!!!! Nossa estava a mil, mergulhei no meio do oceano, entre Coroa e Forte, que delícia, tirei umas fotos e filmei, pronto, fechou o passeio em grande categoria, sucesso, piloto muito gente boa, fechamos com ele até nosso retorno a Gavoa R$ 30,00 cabeça. Gente lindo o lugar, volto com certeza, dependendo da maré dá para levar crianças, maravilhoso o lugar!!!! Amei. Gastamos o total com água de coco, água, lagosta, cerveja R$ 280,00 reais os dois. Retornamos a Porto felizes da vida. Neste mesmo dia, arriscamos ir para Olinda, quem vai a Recife a não conhece Olinda, não foi para Recife, mas chegamos muita tarde já a noite e cansados, eu queria conhecer o circuito do carnaval, achei a tão famoso Rua do Bom Fim, onde “Iveti” canta para todos. Tiramos várias fotos com os poucos bonecos gigantes que encontramos, fomos conhecer a Igreja da Sé, não sabia mas existem somente três no Brasil, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro, e para subir aquela ladeira, parece mais um precipício, só 4x4, pois subimos a pé, lá de cima o mirante é uma vista única, pena que não deu muito para apreciar pois a noite encobria tudo. Compramos alguns suvenirs, passamos umas 03:00 hrs em Olinda, eu sei que fomos chegar em Porto de Galinhas 22:30 hrs exaustos!!!! Mas cheios de alegria e emoção!!! Dica: Coroa do Avião muito protetor solar, beber muita água de coco, verificar tábua da maré (sem muita preocupação), chegar cedo!!! Chore para os garçons nos preços eles são gente boa, as duas lagostas eram R$ 250,00 reais. Não ande com muito dinheiro em Olinda ruas pouco iluminadas e escuras, mas foi tudo tranquilo, sem sustos ou maiores preocupações. Passeio: 09/02/2017 – Porto de Galinhas, Maracaípe e Ponta de Serrambi Eu ainda não tinha conhecido até o momento as piscinas naturais de Porto - Oxxxxi como assim, pois é, me planejei mal com relação aos dias para a minha estadia - Mas enfrente e a frente, acordamos cedo tomamos um delicioso café da manhã, que por sinal, Excelente Pousada/Hostel Liras da Poesia, comi a famosa Rabanada com Leite condensado, nosaaaaa que delícia, lembro que comi mais de 15, nem aí para aumento de peso, estou de férias!!!! Chegamos as piscinas 08:00 hsr da manhã. Descobrimos lá que; para você frequentar as famosas piscinas com o formato do mapa do Brasil e outras mais adiante, você tem que pegar uma pulseira de acesso/controle, pois a fiscalização dentro mar é forte e existe, sem pulseira, sem fotos!!!! E bem na nossa vez, acabaram as pulseiras e só tinha para o dia seguinte, existe um limite de pessoas para frequentar as piscinas, concordo com a fiscalização e está certíssimo, mas não desanimamos, pegamos nossos kits mergulhos e fomos em outras piscinas mais perto e maravilhosas do mesmo jeito, vimos a Dory, Peixe palhaço, peixinhos mais variados e coloridos possíveis, tiramos excelentes fotos da vida marinha, que delícia de mar, nossa como é lindo Porto de Galinhas, ficamos de queixo caído, ficamos no mar mais de 04:00 hsr filmando, nadando e relaxando. Depois de muita alegria e satisfação, olhos cheios de entusiasmos e apaixonados cada vez mais pelo lugar, fomos até a praia de Maracaípe, vizinha de porto, 10 min andando sentido lado direito, nadamos, tomamos uma água de coco maravilhosa, geladérrima!!! Maravilhoso mar. Depois fomos para Serrambi, bem próximos de carro, entramos em restaurante (não me lembro o nome) que um manobrista tinha falado R$ 15,00 reais prato feito e água de coco R$ 2,00 reais, que nada preços altíssimos, pouco variedade, não gostamos o mar revolto e maré alta, não gostei da praia faixa de areia estreita e mal entramos no mar. Descobrimos um rio com encontro com o mar, lá tinha até cavalo marinho, mas através de passeio, não fizemos ficamos na praia/rio mesmo, não gostei, muito perigoso, não levem as crianças lá, correnteza forte e perigosa, rio traiçoeiro, muito melhor ficar na praia de Maracaípe estava muito mais gostoso, mas valeu a pena para conhecer, tirar fotos e relatar. Passeio: 10/02/2017 - Calhetas, Gaibu e Cabo de Santo Agostinho Neste dia estava previsto, no meu roteiro, conhecer estas praias, porém mudamos de planos, por que? Estávamos as vésperas da despedida de Porto, e eu queria que a Letícia fechasse com chave de Ouro Porto de Galinhas, então sacrifiquei este dia para nós conhecermos Maragogi, o supro sumo das praias de Maceio, “Awesome”, a Galinha dos Ovos de Ouro de Alagoas, o tão famoso Passeio das Galés!!!!!!!!!! Agora muita atenção neste post e relatos extremamente importantes!!!!!!! Respiro para grandes emoções.... 10/02/2017 – Maragogi (Intenção passeio para as Galés) Este foi a minha pesquisa para as minhas férias em Maceió, logo abaixo deixarei exatamente minha pesquisa, minhas considerações, dicas etc. “___/___ / 17/02 – Maragogi - Passeio deve ir nas Galés – Galés é diferente ≠ de Barra Grande que é diferente ≠ de Taocas (Quero ir especificamente para as Galés) – Maré abaixo de 0,5. Maragogi Dreams no bar Burgalhau na praia de Burgalhau (ao lado de Maragogi). La tem passeios para outras galés inexploradas, tem banana boat e um montão de outras coisas. Telefone (xx)xxxx-xxxx Email [email protected] - Burga Nautica / [email protected] – Restaurante Frutos do Mar. Corre o risco de chegar num horário que a maré já está subindo, ou seja, não propício para o passeio das piscinas naturais de Maragogi, Os passeios das agências normalmente saem por volta das 8h, fazem o "hotel tour" pegando os outros turistas e vão para a praia. Retornam por volta das 15h e tem quem reclame que é muito cedo. Analisar se houver no mesmo dia maré baixa em dois momentos distintos, vale a pena ficar, perguntar sobre passeio buggy/quadricículo quando a maré está bem baixa, passeio na orla, pensar em levar Bike para conhecer Praia Barra Grande, Praia de Antunes, Praia Xaréu, caminhar até a barreira de corais, também para entrar nas piscinas naturais, avaliar conhecer Rio Maragogi, as praias de Maragogi são: Praia de São Bento, Praia do Camacho, Praia de Maragogi, Praia de Burgalhau, Praia de Barra Grande, Praia do Antunes, Praia do Dourado Praia de Xaréu, Praia de Ponta Mangue e Praia de Peroba, se gostar de caminhar, da Praia do centro de Maragogi siga em direção sul até o Rio Maragogi, é bem legal, paisagem bonita e rende um bom banho de mar ou rio. Acho dá tempo de fazer no dia do passeio as Gales 135 Km” Seguindo este roteiro, já impresso desde São Paulo, analisando todo santo dia para nada dar errado, perguntando mais, pesquisando mais e no final das contas, quer dizer no meio das contas “Deu ruim!!!”. Saímos de Porto de Galinhas 06:00 hrs da manhã, pois as pesquisas mostravam que a mare excelente para Maragogi 0.3 as 10:30 hrs seria no dia 10/02. Chegando lá, encontramos o Bar Burgalhau conforme pesquisa, fomos logo abordados pelos agenciadores de passeios, cobrando “Para o passeio as Galés R$ 100,00 por cabeça”, estamos no horário para a maré baixa até então estava tudo bem, insiste várias vezes, mais de 4 X... este passeio vai para as Galés? Sim é para as piscinas. Este passeio é a do foto principal dos catamarãs, sim é para este lugar que vou leva-los. Desconfiei, desconfiei, mas mesmo assim ok fechamos. Aqui a gente não passa cartão, detalhe eu esqueci o $$$ no Hostel, blz ele deu um jeito e pagamos no cartão. O (fulano) me disse que existem os três passeios Galés / Barra Grande e Taocas, mas que todos são iguais e a vida Marinha são as mesmas. Não acreditei muito, mas vamos lá. Dica: Levem dinheiro em espécie. Esperamos no Burgalhau, bar até que gostoso, vista muito gostosa, mar azul, aconchegante até, preços de pratos razoáveis. Ele havia me pedido um tempo pois iriamos com a lancha cheia, esperamos mais de 01:00 hsr e já tinha batido o horário da maré, um casal, chegou em cima da hora e atrasou a todos, primeira constatação que tínhamos comprado gato por lebre, pontualidade. Quando subimos na lancha, já atrasados inclusive pelo horário da tábua, o piloteiro Mal encarado, Bocudo, Ignorante, só sabia reclamar, não falou nada sobre o lugar e atrativos, segundo ponto de desconfiança (subiu as anteninhas e pensei, fizemos “Cagada”!!!). Perguntei para o piloto, aonde fica as Galés, fica a direita do Bar Burgalhau, lá para baixo, mais próximo a praia de Maragogi, mas “ninguém faz mais este passeio”, terceiro ponto, pronto constatação total “fizemos sim cagada”. Eles nos levaram as piscinas naturais de Barra Grande, para um turista desavisado nosso tudo lindo e maravilhoso, mas como sou macaco veio, e meu nível de exigência é extremamente alto para passeios, o lugar mais parecia um estacionamento de lanchas, águas turvas, vida marinha quase zero, peixes minúsculos mal dava para ver e a minha cara de desgosto, de frustração e a cara da Letícia de quero embora, “f....eu” o passeio inteiro!!!! Não nos divertimos como o esperado, muito ruim o passeio, fomos enganados duas vezes, águas turvas, o lugar era o estacionamento do Carrefour de Sábado, lancha quase passou por cima de mim, o piloto da lancha ameaçou de deixar-nos lá mesmo, “TOTALMENTE HORRÍVEL O PASSEIO”. Nunca mais volto lá, frustração total, meu Deus, isto aqui são as Galés, a tão famosa praia de Maragogi, mentira, não acredito!!! Dica Importante: Anota aí um telefone e um restaurante. Restaurante “Taocas”, telefone do Grande Mergulhador Alisson o salvador (82) 9 8224 8001, pode falar que fui eu que indiquei, ele vai lembrar do Paulo do São Paulo que estava bravo porque ele foi para Barra Grande, o Alisson foi o meu salvador de Maragogi. Dica Importante: Restaurante=Taocas ; Galés=Alisson Depois do passeio, 40 min intermináveis, de pura frustração e arrependimentos, voltamos a praia e ainda outro agenciador me perguntou: - E aí gostou do passeio? (Agenciador) - Muito abaixo da minha expectativa. (Paulo) A Letícia de mal humor eu com cara de tacho, fomos procurar alguma agência que fazia o passeio, eu descobri, mas não vou passar o nome, lembre-se “Galés=Alisson; Alisson=Galés ”, até que encontramos o restaurante Taocas aonde foi minha consagração, paramos para comer um peixe frito Delicioso, atendente super simpática e sorridente, não vou lembrar seu nome, minha salvadora, depois conto mais. Pedimos o prato R$ 65,00 reais para dois e com muita fartura, suco; vamos tentar nos acalmar e relaxar. Rolou um stress grande entre nós dois, olha que dia hein!!! Antes do prato chegar achei esta agência, que não vou falar, fica em frente ao restaurante Taocas, bem de esquina. O passeio para as galés fica R$ 75,00 reais por cabeça e nós fazemos aqui, porém só vai ter até o dia 17/02, pois depois disto as piscinas fecharão, eu iria embora de Maceió somente dia 21/02, então dava tempo para encarar o passeio de novo. Blz fechou volto outro dia. Depois de conseguir o passeio que eu queria, mais barato que paguei, discutir com a Leticia, queríamos tomar um banho de mar, na hora de pagar a conta, esqueci de pegar minha carteira no carro em Burgalhau, detalhe havíamos andado cerca de 2 Km em plena praia, sol rachando. Voltei correndo pela praia, passei de novo no rio Maragogi, atrás do Pontal Maragogi, uma espécie de hotel, mas é ponto de apoio das agências CVC e outras. Não queria nem encontrar o (fulano) na minha frente, tirei o carro rapidamente e fui até o Taocas, a Le já estava mais tranquila e paciente e eu também, fizemos as pazes lá mesmo. Dica Importante: Então quando forem a Maragogi, nem passem em frente do Burgalhau, roubada total, fujam de lá, nunca mais volto. Vá direto ao Restaurante Taocas, tentem ligar ou mesmo procurem o Alisson alí perto mesmo, ele fica bem ao lado do restaurante, em uma associação de Jangadeiros Tur, lá tem uma equipe de mergulhadores profissionais, todos muito gente boas, vão poder te ajudar caso não o encontrem; ou contratem o passeio ali, tem um Negrão gente boa, simpático e sorridente, como todo Baiano, dono de uma lancha laranja, da associação de Jangadeiros Tur, pode contratar com ele também. Me recordo de um post que li sobre as opiniões e dicas sobre Maragogi junto com o Post da “Naomi”, existe um cara, vou tentar pesquisar, que ele fala exatamente as diferenças de Barra Grande, Galés e Taocas muito interessante o Post e tudo que ele fala alí é verdade. Dica Importante: Quando for até Maragogi, para você ter certeza aonde eles vão te levar faça a seguinte pergunta para o agenciador: - Qual é o sentido das Galés? - Se ele te responder seguindo em frente ao Restaurante Taocas, são cerca de 30 min mar a dentro, você vai para as Galés... - Se ele te responder, sentido em frente ao Restaurante Burgalhau, são cerca de 15 min mar adentro, você vai para Barra Grande.... - Se ele te responder, sentido a direita Restaurante Taocas, cerca de 15 min mar adentro você vai para Taocas.... Minha experiência falando o que é realmente o passeio as Galés. (Este eu conto em Maceió), sou Recifense por enquanto lembra? Então até mais.... vá lá e me encontre. Retornamos a Porto, depois de um dia turbulento, arriscamos ir para Muro alto, mas já estava muito tarde, a maré em Porto é muito alta a partir das 16:00 hrs, e não aproveitamos nada, mas voltarei com certeza. Chegamos a tarde/noite, tomamos duas caipirinhas Seriguela e Abacaxi com pinga Pitú, em frente as piscinas naturais, sentados na areia, vendo o entardecer do sol, que imagem linda. Passeio: 11/02/2017 – Porto de Galinhas Ai ai, aqui me despeço desta terra maravilhosa, de povo solidário e gentil, de visões e experiências incríveis, ai que saudade está me batendo, mas não menos antes da dar um último mergulho nas Piscinas Naturais, ai que saudade, que delícia. Como era nosso último dia, eu iria continuar minhas férias mas a Le retornaria para São Paulo, então resolvemos acordar cedo para o último mergulho, levantamos 05:00 hrs da manhã, que delícia, caminhamos até a praia com o céu claro e mar um pouco turvo nada para se preocupar. Neste dia, como está no meu face, está a foto mais incrível que conseguimos capitar, está bem na capa do meu perfil, Porto de Galinhas as 06:30 hrs da manhã. A Le estava com receio de entrar no mar, então eu entrei primeiro e falei daqui a pouco eu volto e falo se o mar está bom ou ruim kkkkk – fiquei mais de 50 min analisando se o mar estava bom – kkkkk é lógico que estava, eu que não queria deixa-lo, e depois veio “brigar comigo” porque esqueci ela lá kkkkkkk – mas estávamos muito felizes em ter conhecido Porto, os ambulantes arrumando as barracas, o Sol cada vez mais quente, a água um pouco turva, mas mesmo assim consegui ver “meus” peixinhos coloridos. Quando você está no mar sozinho, você consegue esq uecer de todos os problemas, mas é lógico que bate uns pensamentos loucos....Quando estava sozinho eu e o Mar me lembrei que estava em Recife e justamente no horário em que os tubarões se alimentam, água turva, nossa saio ou não saio, está muito gostoso aqui, água quentinha, ai ai....Calma respira, os tubarões não se alimentam em arrecifes e você está sobre um, lembra??? Que pensamentos doidos nehhhh, mas saibam que esta informação é importante, se estivesse em qualquer outra praia Recife saiba que existe a possibilidade, depois te conto um relato. Mas felizmente não aconteceu nada, até aí estamos nadando tranquilamente nas piscinas, curtindo nossas férias, um ao outro, e de olho no relógio. Saimos do mar depois de 02:30 hrs nadando, fomos rapidamente a Pousada/Hostel tomar nosso último banho e nos despedir do pessoal. Dica: Aconselho muito Liras da Poesia vale muito, muito a pena, e como eu falei peçam a rabanada com leite condensado, doce dos Deuses. Malas dentro do carro, coisas arrumadas, GPS sentido Aeroporto Recife e bye bye Recife, obrigado por tudo, por nos receber, por nos acolher e voltaremos com certeza. Já dentro do Aeroporto minha despedia da Le e meu sonho continuando, umas atrapalhadas é claro, devido minha ansiedade de devolver o carro, fazer cheque in, voo no horário mas cabeça nas nuvens e a Leticia pegando voo novamente sozinha para Sampa, eita que aventura kkkkkkkkkkkkk, imagina o que aconteceu kkkkkkkkkkkkkkk passou mal de novo, as vezes é gostoso dar risada das desgraças dos outros.....só para sacanear......mas foi mais tranquilo!!! Porto realmente foi um excelente descoberta, voltarei com certeza. Passeio: 05/02/2017 - Praia do Carneiros Relatos da Letícia – Ela gostou muito, vale a pena conhecer, lugar lindo, excelentes fotos pois eu vi, igrejinha famosa, faixa de areia um pouco curta, mas valeu a pena R$ 60,00 reais. Não vou entrar em detalhes, pois minhas visões e expectativas são outras, então fica aqui o relato. Investimento: Passagem área ida Natal para Recife 1 adulto R$ 200,00 reais; Passagem área SP para Recife ida e volta 1 Adulto R$ 700,00 reais; Hostel quarto feminino (ar condicionado) 2 diárias R$ 150,00 reais, com carteirinha HI Hostel; Hostel quarto casal para dois (ar condicionado) R$ 700,00 reais, com carteirinha HI Hostel; Aluguel do carro para todo o período R$ 285,00 reais; Passeios, Alimentação, lembrancinhas e gastos diversos R$ 1.800,00 para os dois; Nota: 9.70 Voando para Maceió.... Maceió – 11 Fevereiro a 21 Fevereiro 2017 Minha última fase de minhas férias, está acabando, que nada, tenho mais dez dias de puras emoções e descanso ainda, então mergulhe em suas férias. Chegando no aeroporto cerca de 40 min de voo bem tranquilo Recife a Maceió, a mala já com algumas lembrancinhas, havia despachado alguma pela Le, e agora sozinho em Maceió. Em toda a minha estadia em Maceió senti o clima e os ares não foram os mesmos do que os outros lugares em que estava, Bertioga, Natal e Recife, talvez por estar chegando ao final de minha viagem, não sei, mas em toda a minha permanência em Maceió, não em Maragogi que para mim é outra Maceió, o clima é meio pesado!!! No aeroporto fui atrás de um transfer para o albergue, pensei que era o mesmo preço de Natal, “mas só que não”, todos os transfer R$ 75,00 reais para o destino, deixa quieto; logo os taxistas começam e te abordar e oferecer o serviço, taxistas clandestinos, ai aí “Clandestino”, esta palavra me fez ficar com calafrios nos primeiros dias, logo logo te conto!!! Fechamos o preço a R$ 50,00 reais, lembre-se taxista clandestino, calça jeans igual a borracheiro, atravessava sinal vermelho e na calçada, falando das mulheres como se fossem objetos de prazer e algo a mais, não podia ver uma na rua que logo começavam os assédios, palito de dente na boca igual a caminhoneiro e por aí vai. Bem ele falou que meu trajeto era de 38 km, mas consultei no google maps foram 24 km, ele conhecia o albergue e me levou certinho cerca de 50 min de carro, no trânsito. Meu Deus o que é este trânsito um dos piores do mundo ao meu ver, para mim chega a ser pior do que de São Paulo, mais um problema de todas as grandes capitais, horrível, principalmente em horário de pico, transporte público precário, existe o metrô para tentar aliviar o trânsito, mas sem investimentos em transporte público, população desesperada ou já acostumada com o descaso, detestei esta parte, mas estou de férias. Enfim chegamos ao Albergue, nesta viagem depois de pesquisa, fechei com o “Brazuka Hostel, Ponta Verde – Unid Maceio”, eles possuem duas unidades uma em Maceió e outra em Maragogi. Só conheci a de Maceió e ouvi várias coisas e opinião de Maragogi, vou falar mais a frente. O albergue é de um Argentino chamado Facundo, muito solicito no que eu precisei, possui até que uma proposta boa, mas para mim não funciona muito bem, de ter voluntários em troca de hospedagem, para ajudar na manutenção e hospedagens dos hospedes, e um “Bar Man Argentino” exclusivo no hostel, depois falarei mais, o porque das aspas!!! Pois bem, como já tenho experiência em outros Hostels, pois já me hospedei em mais de 10 diferentes, posso falar com propriedade, a proposta é muito boa e de extrema necessidade os voluntários, porém você tem que ter empregado fixo no Albergue, pois imaginem uma situação: Você possui um carro e infelizmente bateu, leva para o funileiro ele arruma ficou em sua opinião bom, só que na semana seguinte você bate novamente o carro no mesmo lugar, leva novamente ao funileiro, só que desta vez é outro profissional que vai arrumar, vai ficar do mesmo jeito e igual ao anterior? Não nehhhh.... Aí na semana seguinte você bate de novo no mesmo lugar e outro funileiro arruma, vai ficar igual ao anterior, lógico que não!!!!! O que eu quero dizer com esta analogia? Um albergue ou qualquer estabelecimento em que recebem pessoas, precisam de cuidados e rotinas iguais todos os dias, para receber bem seus hospedes, ter um bom café da manhã igual todas as manhãs, serviço de limpeza, cuidados no quarto, banheiros, piscina, arrumar coisas quebradas igual a chuveiro, micro-ondas, simplesmente ter um padrão, mas infelizmente não é isto que acontece no “Brazuka Hostel”. O clima do Hostel é bem agradável sim, muito gostoso várias pessoas do mundo inteiro, nunca fiquei em um só lugar Brasil, EUA, Alemanha, Argentina, Chile, França e Espanha, é muito legal esta miscigenação, muito interessante. Porém o Hostel em sí, é muito largado, muito judiado. Uma casa enorme, confortável, cheio de banheiros, quintal enorme, piscina, infelizmente judiado e largado. Não chega ao clima e estadia do albergue de Natal “Albergue da Costa”, mas está próximo, o de Natal é muito ruim, muito pior, nunca mais volto!!!! Primeiramente fui recepcionado por uma voluntária a “Jenny” uma graça de pessoa, muito educada, gentil uma Chilena que mora na Espanha, de 20 e poucos anos desbravando o mundo e o Brasil. Com certeza ela não recebeu as orientações corretas do proprietário, Facundo, acredito que, quando você tem um negócio você tem que respira-lo 24 hrs por dia, você tem que estar atento a problemas, a dificuldades a coisas quebradas, a dicas, opiniões tudo que possa agregar ao seu negócio, mas infelizmente não acontece em seu caso. Chegando ao Hostel a Jenny me encaminhou para um quarto coletivo masculino, eu tinha reservado o coletivo feminino, desfiz toda a minha mala, minhas coisas e fui dormir um pouco, pois estava exausto. O Facundo não se encontrava. Cheguei no Hostel por volta das 14:30 hrs a dormi até as 16:00 hrs, felizmente consegui descansar, uma coisa que não gosto é dormir na cama de cima beliche, mas não tinha escolha. Como eu falei e repito, quando me hospedo em um, procuro uma boa cama, chuveiro e um bom café da manhã, o resto é consequências.... Tomei um banho e fui conhecer novos ares e fui direto a praia fazer uma caminhada, a partir de agora vou colocar meu roteiro, minha pesquisa em cima deles falo minhas considerações. Coloquei as legendas (desenhos) na frente, ajuda a bater o olho e identificar o que é o que. A orla de Maceió é muito extensa e muito bonita, muito gostoso caminhar, correr logo nas primeiras horas da manhã, a tarde muita gente de bicicleta, adultos, poucas crianças mas muita a se fazer e conhecer. Não entrei, neste dia, na praia, pois como ficaria muitos dias em Maceió, precisava alugar um carro, que nesta viagem também indispensável, e fui atrás de locadoras, precisava sacar dinheiro e comer, fui fazer tudo neste dia. Como qualquer outro lugar novo e desconhecido, me perdi para voltar ao Hostel, e como me perdi desta vez para encontrar o Hostel, só para se ter uma idéia me acostumei com o lugar, no quinto-dia, de tão perdido, tão perdido que fiquei, mesmo porque o anúncio do Hostel informava que ficava a 20 min a pé, que nada, 15 min no máximo você, está na praia eu que não sabia andar mesmo. Até que para mim bem localizado, houve história de outras pessoas que não gostaram, outras gostaram, com relação a localização ficou meio a meio. Dica: Existe o mercado Compre Bem faz parte da rede “Walmart” igual a de São Paulo, muito barato as coisas, excelente dica que obtive no site, próximo ao Hostel, bem próximo a praia, em frente ao ponto de Taxi. Passeio: 12/02/2017 - Garça Torta e Riacho Doce “Previsão 12/02/17 / Efetivo 12/02/17 - Garça Torta e Riacho Doce pra mim os melhores lugares na terra, água é muito boa, praia tranquila, praticamente deserta. ² Peça auxílio ao cobrador para descer no restaurante Lua Cheia, descendo você entra na ruazinha atrás do restaurante dá acesso a esses dois bares, ambos na beira da praia (Milky é na beira da praia e tem acesso pra ela e você pode escolher ficar na areia ou na parte mais abrigada, na do Seu Manoel você fica na areia) Garça Torta 13 km, Riacho Doce 16 km. u - Ipioca ² - Bar do Seu Manoel (conhece como bar do Carlinhos), Milky Bar: Público é LGBT e friends, barman é formada em coquetelaria em Londres ä - Restaurante do Zezé, no centrinho de (Riacho Doce)” Acordei de manhã, agora já instalado em outro quarto nos fundos do Hostel, aonde ao final da noite, finalmente conheci o Facundo o proprietário, me hospedaram em um quarto com 12 camas balançantes, dois ventiladores que mais pareciam uma turbina de avião, teto baixo e buracos no teto, tanto é que levantava a mão e o alcançava; armários muito receio de encostar neles com medo de pegar tétano, de tão podre e corroído estavam. Mas de qualquer forma foi o melhor local, naquelas condições, pois peguei a cama de baixo, perto da janela e no fundo da casa, dormi todos os dias tranquilamente, com muito calor é lógico. Praticamente todos os dias, eu era o primeiro acordar, queria aproveitar o máximo, meu relógio despertava 06:30 hrs da manhã quase todos os dias, e quando o passeio era longe acordava mais cedo ainda. O café da manhã são preparados pelos voluntários, agora voltem a analogia funileiro! Café da manhã do Hostel, razoável, até o de Natal era melhor, gente me desculpa, mas é impossível nesta altura do campeonato, não fazer comparações, estava na estrada a cerca de 20 dias, mas tentava me alimentar bem, para um dia corrido. Fui a praça próximo ao Hostel, peguei o ônibus de acordo com a pesquisa, “Ipioca” demorou mais de uma hora para passar, pois era Domingo e cerca de 01:00 hrs para chegar ao destino. Pedi ajuda ao cobrador para descer em Riacho Doce e assim começa minha aventura em terras alagoanas, de agora em diante sou Alagoano de coração!!!! De bermuda, protetor, câmera digital “f....a”, camiseta e dinheiro, fui conhecer Riacho Doce, praia realmente tranquila, mas muita aquém de “Melhores lugares da terra”. Gente não quero criar confusão ou muito menos discórdias, neste post, estou dando minha opinião, minhas ressalvas e minhas dicas, mesmo porque agradeço e muito ao Pedro e Naomi, porque se não fossem eles, não teria direção e norte para conhecer o que eu conheci, muito obrigado do fundo do coração aos dois pelas suas valiosas dicas. Fui caminhar na praia tirei algumas fotos entrei no mar um pouco, mas não gostei muito, a praia estava cheia de algas marinhas, dá aquela impressão de água suja, não curto, mar pouco revolto, areia amarelinha bonita até, mas permaneci lá somente umas 02:00 hrs. Tomei uma água gelada e uma água de coco em um barzinho/pousada bem próximo ao rio Riacho Doce. Caminhando voltando sentido Garça Torta, muito melhor que Riacho Doce, primeiramente fui ao “Milk”, bar realmente agradável, boas instalações e clima gostoso. Fui perguntar ao garçom se era aqui, que se preparavam os famosos Drinks de Londres, se a dona tinha formação no exterior, etc, não soube me responder!!! Foi aí que conheci o atual dono do Barzinho “Zeus” era o seu nome, um coroa de cabelos grisalhos com os seus 1.90 mts de altura, paulista que comprou o bar a cerca de 5 anos da antiga dona - a formada em Londres - muito gente boa, extremamente simpático e gentil com seus cliente, me disse que o bar tinha entrado para a Revista Veja como um dos melhores drinks de Maceió, fiz várias perguntas a ele qual era a proposta do bar, seu publico etc, etc ficamos conversando cerca de uns 25 min, muito simpático por sinal. Realmente o clima é muito gostoso, bem em frente as águas mornas de Maceió, público eclético, grande parte familiares frequentavam neste dia, mesas debaixo de coqueiros enormes, com sombras deliciosas para cada sol de Maceió. Resolvi experimentar uma caipirinha de maracujá, o básico primeiro para saber como é, depois poderia pedir algo mais requintado, preparado por seus garçons, nada de mais!!! Não achei melhor nem pior das que havia tomado, estava gostoso, muito gelo, mas bem preparada, nada de sul real. A caipirinha de maracujá que tomei na entrada da praia Boiçucanga SP estava muito melhor, Pedi uma porção de petiscos da casa “Bolinhos de peixe” se não me engano, era o diferente da casa, pouquíssima quantidade, gostoso até, pelo preço estava razoável e tomei uma água de coco no copo, queria ter tomado no próprio cocô, na hora estavam uns Djs tocando funk, odeio funk, para mim música lasciva, promiscua, nada a acrescentar a ninguém, só traz destruição e terror as famílias. Ele disse que entraria outro tipo de músicas, não esperei para ver, fiquei cerca de 01:30 hrs, voltaria e aconselho irem com seus amigos e familiares, sem este estilo de música, final das contas cerca de R$ 50,00 reais mais couver, ele não me deixou pagar agradeci muito e me fui embora. Bem ao lado, está o Bar do Carlinhos, seu pai chamava-se Manoel, estava fechado um tempo, o filho Carlinhos resolveu abri-lo novamente e gente.... Lotado de gente, clima extremamente agradável, muitos homens e mulheres pais e mães de família estavam ali para descansar e curtir o que? Um poderoso som de gaita e uma banda afinando seus acordes, começaria ali um mega Blues, alguém imaginaria um Blues em frente a praia, em plena Maceió terra do forró, cerveja extremamente gelada, ahhh é aqui eu vou me instalar. Pois bem fiquei. Estava de pé, bem em frente ao barzinho, lugar simples porém aconchegante e vi um Homem cabelos compridos e brancos, estilo metal, dando atenção a todo mundo, logo percebi que era o Carlinhos fazendo a social. Pedi ao garçom uma mesa, mas era impossível no momento estava lotado de gente, então pedi uma cadeira mesmo, os garçons estavam a mil com os atendimentos, chamei o Carlinhos e pedi novamente, 1 min depois chegou. Deixei minhas coisas em cima e bora para um mergulho, que delícia de água, que delícia de lugar, que delícia de esfera, voltei preocupado com as minhas coisas, que nada, mania de Paulista que vai ser roubado. Quando voltei chamei o Carlinhos para umas perguntas, fiz as mesmas perguntas a ele sobre o bar, e foi muito simples direto, “O Bar é isto aqui que você está vendo, Rock and Roll, famílias tranquilas e diversão”, ficamos conversando cerca de 10 min desta vez, ele estava muito ocupado!!! Peguei minha cerveja gelada, tomei uns golinhos e de novo para o mar, agora com trilha sonora do Blues, que delícia de lugar, mais tarde pedi um prato executivo porção de arroz, batata e frango cerca R$ 20,00 reais quantidade muito pouca pelo preço razoável, para enganar a fome, cerveja cerca de R$ 8,00 reais eu sei que fiquei lá umas 04:00 hrs realmente muito gostoso o lugar, voltarei com certeza e indico também, minha conta cerca de R$ 70,00 reais, agora tive que pagar, me despedi do Carlinhos agradeci a hospedagem e conversa, de volta a ponta verde, ônibus lotado, cachorro, periquito, galinha todos a bordo e vamos que vamos, programa de família privilegiadas por morarem perto das belezas de Maceió!!! Final da tarde cheguei em Ponta verde cerca das 18:30 hrs. Primeira coisa tomar um belo de um banho, hidratar o corpo e lavar minhas coisas, pois a câmera continua “f.....a”. Dica: Quando vamos a praia, sabemos que Sol e Mar combinam para descanso, paz e tranquilidade, mas existem as consequências, nossa pele, os dois juntos castigam e muito, pesquisando descobri o “Johnson’s Óleo Baby com Amêndoas”, hidrata e amacia a pele, este é um dos itens indispensáveis em minhas viagens, quase nunca descasco, minha pele não arde pós sol e principalmente tenho alergia a protetor solar então, depois do banho, tomo outro com ele, depois disto minha idas a praias nunca mais passei perrengues, fico bronzeado mais uns 15 dias. Neste mesmo dia, fui até o Compre Bem, comprar alguns mantimentos, comprei várias Águas de garrafinha, comida congelada Lazanha, Escondidinho muito prático, fácil e barato para mochileiros, Coca-Cola e uma caixinha de cerveja Stella Artois. Quero fazer um adendo aqui, ultimamente e faz alguns anos em minha fase da vida, diminui e muito a bebida, por questão de escolhas, porque agora sou Pai e também não faço a menor questão em beber nas minhas viagens, não quero meu cérebro entorpecido de álcool diante das belas e exuberantes paisagens que encontro em minhas empreitadas, quero que as imagens permaneçam muito tempo em minhas memórias e lembranças. Só para ter uma ideia para comparação, se eu tomei 10 latinhas de cerveja nestes 28 dias viajando, estou exagerando e muito! Mas resolvi comprar a Stella, gosto muito dela e queria comemorar comigo mesmo minhas tão sonhadas férias. Chegando ao Hostel, deixei na geladeira e freezer, com o meu nome identificado, e mais tarde fui dormir..... (continua)! Passeio: 13/02/2017 – Previsão Francês No dia 13 já estava previsto eu ir para a tão famosa Praia do Francês e também alugar um carro, porque no dia seguinte 14/03/2017 era o último dia para eu voltar a Maragogi, e também da Tábua da Maré, as piscinas seriam fechadas a passeio por causa da ressaca. Então resolvi suspender este passeio. Demorei dois dias para encontrar o carro através do Ipad do “Bar Man Argentino”. Reservei através do site Expedia o na locadora Budget, a primeira vez muito barato, tinha dado tudo certo em Recife, carro excelente para o meu uso, tudo acertado, reserva feita preço estipulado em R$ 500,00 reais para todo o período em Maceió, só faltava pegar o carro no aeroporto e pagar!!!! Só que não, tudo errado!!! Outro Desespero com frustração em minhas férias. Logo de manhã aguardando contato com outra locadora, precisava de um carro com GPS, pois como sou extremamente perdido e andaria muito para as praias, acessório indispensável, só que o agente queria me alugar o carro sem GPS e falei que não, isto me atrasou horrores para a minha reserva do aeroporto. Pedi a Leticia em SP, enviar um Uber para mim, o cara chegou rapidinho e foi bem tranquilo, detalhe viagem Hostel até aeroporto R$ 34,00 reais, “Mesmo preço do taxista borracheiro!!!” Uber em Maceió funciona e muito bem. Chegando ao aeroporto quase aos 40 do segundo tempo, fui até a Budgte, quando para o meu desespero: - O senhor alugou o carro através do site expedia? (Atendente) - Sim... (Paulo) - O senhor vai querer contratar o seguro e GPS? (Atendente) - Não, porque pelo site, já fiz isto... (Paulo) - Não fez não... pelo site o senhor só alugou o carro, pelo sistema só está reservado o carro, este site Expedia engana as pessoas mesmo... (Atendente) - E quanto ficaria mais estes itens? (Paulo) - R$ 990,00 reais, R$ 400,00 reais a mais do orçamento.... (Atendente) Naquele momento meu mundo desabou, e agora, não tenho dinheiro, não tenho o calção necessário, já dispensei as outras locadoras e agora e agora???? Detalhe que se tivesse agido com mais calma e tranquilidade, eu já tinha encontrado uma locadora na Orla, logo após o posto Policial, quase ao lado banco itau com valor de R$ 660,00 reais sem GPS, mas acredito eu que ele poderia dar um jeito. Sem chão, desolado no aeroporto e com o último dia para ir a Maragogi na cabeça, (lembrando da minha frustração já passada em Maragogi), não havia mais tempo de fechar passeio para Maragogi, nem para as Galés, tenho que fazer alguma coisa, “Situações extremas, requer medidas extremas”.... O que eu vou falar aqui, eu não indico e não sei se faria novamente, mas infelizmente era meu último recurso, já cansado e extremamente exausto, aluguei um Carro clandestino no próprio Aeroporto, aquele com contrato de papel de pão e pagamento adiantado em dinheiro. Consegui um Logan 2015, sem vidro, sem trava, sem GPS e só com ar condicionado, por R$ 600,00 reais. Depois deste instante, estava parecendo uma vadia se prostituindo, para valer a pena minhas férias, passando um monte de “m....a” na minha cabeça. Esses caras vão vir atrás de mim, vai me roubar o carro, vai me assaltar, vou para delegacia, vai cagar toda as minhas férias, olha o que estou fazendo???? Saindo do aeroporto, fui atrás de GPS para comprar, encontrei uma Loja do Extra que estou com problemas até hoje com eles, aqui em SP já acionei até o Procon e Reclame Aqui. Procurando e procurando e o dia indo embora, não encontro GPS em nenhum lugar de Maceió, até que bateu uma ideia, ainda preocupado com o possível assalto dos agenciadores do aluguel do Carro. Não tenho celular, minha namorada vive me enchendo o saco para eu comprar um e na verdade preciso de um, vou atrás de um baratinho. Entrei em uma das centenas lojas do Extra e começo a pesquisar um máximo de R$ 400,00 reais que não tinha e não estavam nos meus planos e que tenha GPS e 4G, parcelei a compra no cartão de crédito. Rapidamente o vendedor me mostrou um que aparentemente me atendia, não vou explicar o problema aqui que estou tendo, mas ele me garantiu que funcionava GPS e 4G. Agora tenho que comprar um plano de Internet, para uso do GPS. Mais R$ 40,00 reais de plano, não estavam nos meus planos. Dica: Quando estiver em viagem, é muito mais barato vocês comprarem um plano de voz e dados do estado local, seja DDD 82, 84 etc para uso de internet e voz, do que você usar seu plano de qualquer cidade que more, depois é só cancelar e tudo certo. Sei disto o porque minha namorada com o plano dela de SP em Recife gastou mais R$ 150,00 reais de voz/dados para uso pessoal e nosso GPS. Sendo que lá tinha um plano de R$ 40,00 reais, a claro funciona muito bem no Nordeste, igual a Vivo aqui em Sampa. Celular GPS configurado, carro em mãos e tanque cheio, com os olhos atentos a motoqueiros e ladrões, procurando algum rastreador dentro do carro, eles poderiam roubar o carro de madrugada no Hostel, olha o tamanho das besteiras que passavam na minha cabeça. Agora tenho que comprar um suporte para celular, mais R$ 25,00 reais que não estavam previstos, eu sei que depois de toda esta correria das 08:00 hsr da manhã até as 15:00 hrs da tarde resolvendo problemas, pois não consegui visualiza-los antes, precisa urgentemente de um banho de mar, terapia de relaxamento instantâneo. Ou seja, mais de R$ 1.000,00 reais gastos em menos de 4 horas; levo dinheiro para emergências, mas não imaginaria que isto seria uma..... Havia uma galera do Hostel que estavam me aguardando para irmos ao Francês desde a manhã, iriamos todo juntos. Resolvi então ir para praia Pajuçara. Passeio: 13/02/2017 - Pajuçara “Previsão 11/02/17 / Efetivo 13/02/17– Pajuçara: É a praia mais bonita da parte "central" de Maceió, águas claras e calmas, aqui ocorrem os passeios de Maceió. À tardezinha/noite, as vans dos passeios ficam paradas perto da feirinha de Pajuçara, (Verificar se tem passeio para Guaxuma, Garça Torta e Riacho Doce juntos) oferecendo os passeios. Trabalham geralmente com vans e praticam preços menores do que as agências mais conhecidas, preços são praticamente tabelados, aos domingos, a Av. Silvio Carlos Viana (trecho Pajuçara / Ponta Verde) fica interditada para carros e, além do calçadão e da ciclovia, as pessoas podem circular pelas pistas que ficam bem movimentadas, agradável área de lazer, ao longo da orla aluguel de bicicletas, na praia de Pajuçara fica uma fileira de jangadas, que fazem o passeio pelas piscinas naturais de Pajuçara. É um passeio tradicional da cidade, mas disseram que as águas estão turvas e vale pelo passeio de jangada em si e não pelas piscinas 700 Mtrs”. b - Aluguel Bikes - Piscinas naturais (Caio Mar) - Feirinha da Pajuçara / Pavilhão do Artesanato (Av. Sílvio Carlos Viana, 1447, Ponta Verde) / Mercado Municipal u - Circular 2 ² - Bar/Balada Soró Sereno/Maikai (eclética), cerveja gelada e barata / Barraca do Pirata / Botequim Paulista (Rock) ä - Parmegianno, Av. Dr. Antônio Gouveia, 1259, 3313-9555, 9331-7032” Bem realmente as águas são calmas e turvas, não consegui ir as piscinas naturais imaginei que seriam “turvas” e não seria tão legal quanto Porto de Galinhas, já era final da tarde, para este passeio, quando fui pesquisar, R$ 30,00 reais por cabeça mas tem que chegar cedo 07:00 hrs para reservar na Orla, não me arrependo de não ter feito, mesmo porque agora tenho uma impressão e opinião formada sobre Maceió, mas só vou contar no final. Realmente todas as agências ficam na Orla aguardando os turistas, os passeio em si, são muito mais baratos do que Natal ou Porto de Galinhas. Se existisse um passeio igual nestas três cidades que conheci, ficaria mais ou menos assim o investimento, em Natal R$ 120,00 reais, Porto R$ 150,00 reais e Maceió R$ 80,00 reais e tenham ciência que, todos ficam restritos aos horários das agência, vou dar exemplos a frente. O aluguel de bicicletas são aquelas de duplas, cadeira uma do lado da outra, meio pesado ao meu ver. Dica : Feirinha da Pajuçara e Pavilhão do Artesanato são bem legais, o Pavilhão muito mais, mais variedades e preços melhores, não fui em nenhum bar acima, tentei ir no Barraca do Pirata mas estava fechado já as 21:00 hrs. Dica ²: Se você estiver com a pretensão de curtir a noite de Maceió, “Esquece”, “Ouviu esquece!!!!!”, “Ouviu de novo Esqueceeeeeee!!!!” Toda a orla, bares e da cidade dormem cedo, só para ter uma ideia, os tão Famosos, Mega Blaster “Barraca Lopana” e “Barraca kanoa” 22:00 hrs nem música tem direito, passei mais de 5 vezes na frente e a noite, nem de final de semana, pré carnaval dá ânimos aos Alagoanos, vida noturna aos Baladeiros é horrível, vários alberguistas reclamaram disto, eu nem me importei, porque não era o meu foco, mas se estivesse na pele ficaria muito decepcionado. Diferente de Pipa em Natal, não frequentei, mas 02:00 da matina é cedo!!!! Então pensem bem quais são os propósitos!!!! Em Natal existe o “Calangos” em Pipa das 02:00 hsr da matina até 08:00 hrs vendo o sol raiar. Dica ä: Para comer realmente o Parmegiano é muito bom é bem servido, eu que como igual a um Dinassauro, o prato pequeno o básico fiquei muito satisfeito, filé a “Parmegiano” R$ 26,00 reais é uma delícia, muito saboroso e muito bem feito, detalhe chopp uma delícia também. Existe outro lugar bem próximo ao Pavilhão do Artesanato o “Comida de Mainha” R$ 29,00 reais come até morrer, comida achei mais ou menos, mas come até morrer, muita variedade. Passeio: 14/02/2017 - Maragogi “Previsão 17/02/2017 / Efetivo 14/02/2017 – Passeio deve ir nas Galés – Galés é diferente ≠ de Barra Grande que é diferente ≠ de Taocas (Quero ir especificamente para as Galés) – Maré abaixo de 0,5. Maragogi Dreams no bar Burgalhau na praia de Burgalhau (ao lado de Maragogi). La tem passeios para outras galés inexploradas, tem banana boat e um montão de outras coisas. Telefone (xx)xxxx-xxxx Email [email protected] - Burga Nautica / [email protected] – Restaurante Frutos do Mar. Corre o risco de chegar num horário que a maré já está subindo, ou seja, não propício para o passeio das piscinas naturais de Maragogi, Os passeios das agências normalmente saem por volta das 8h, fazem o "hotel tour" pegando os outros turistas e vão para a praia. Retornam por volta das 15h e tem quem reclame que é muito cedo. Analisar se houver no mesmo dia maré baixa em dois momentos distintos, vale a pena ficar, perguntar sobre passeio buggy/quadricículo quando a maré está bem baixa, passeio na orla, pensar em levar Bike para conhecer Praia Barra Grande, Praia de Antunes, Praia Xaréu, caminhar até a barreira de corais, também para entrar nas piscinas naturais, avaliar conhecer Rio Maragogi, as praias de Maragogi são: Praia de São Bento, Praia do Camacho, Praia de Maragogi, Praia de Burgalhau, Praia de Barra Grande, Praia do Antunes, Praia do Dourado Praia de Xaréu, Praia de Ponta Mangue e Praia de Peroba, se gostar de caminhar, da Praia do centro de Maragogi siga em direção sul até o Rio Maragogi, é bem legal, paisagem bonita e rende um bom banho de mar ou rio. Acho dá tempo de fazer no dia do passeio as Gales 135 Km” b - Possibilidade aluguel de Bicicleta em Pajuçara e levar ou aluguel de Buggy/Triciclo Bugalhau - Passeio deve ir nas Galés / Tábua da Maré / Piscinas Naturais ä - Bar Burgalhau / Restaurante Corais do Maragogi (Compra passeios) Último dia para ir a Maragogi, presenciar um dos lugares mais maravilhosos da terra, em minha singela opinião, pois não acredito que minha primeira experiência “daquilo” seja “Maragogi”, a tão famoso foto dos parrachos, dos arrecifes, dos catamarãs atracados junto um ao outro é Photpshop!!! Acordo 04:30 hrs, já tinha conversado com o agente da agência de passeios, como eu falei não vou falar o nome, dias antes sobre o passeio e ele tinha sido bem claro: - “Nós fazemos o passeio para as Galés, fica R$ 75,00 por cabeça, mas você tem que dar um sinal para reservar, ou caso não queira, tente chegar cedo, talvez ainda consiga.... Pois bem, não reservei, resolvi apostar, as vezes eu gosto de viver fortes emoções... Saio do Hostel 05:00 hrs da manhã, o céu claro e o sol já esquentando os motores, sei que de Maceió até Maragogi são 140 km, cerca de duas horas, calculei 07:00 hrs estaria lá tranquilamente. Já na estrada, GPS posicionado, bateria Ok celular, levei cabo USB e carregador, mas pensei que não “usaria” engano meu, com o coração aberto e receptivo, 06:40 hrs chego novamente a Maragogi, ai ai, que delícia de lugar e férias, estou com tempo de sobra resolvo parar no “Posto Ipiranga – Auto Café”, já bate uma fome, e cérebro meio lento da viagem, estaciono o carro o Sol já a Pino. Eu não tenho o costume de tomar café preto ou suas variações, mas neste dia tomei, quero deixar o cérebro atento e focado no passeio. Olho o cardápio e vejo “Ovos mexido a moda do chefe”, nossa lembrei na hora de Bertioga, que delícia de ovos mexidos, resolvi pegar e um café médio com leite – Nunca tomei um café da manhã no meio da estrada, podemos dizer industrial, tão gostoso na minha vida, o que era aquele “Ovos mexido a moda do chefe” aquilo é maravilhoso, se tivesse mais tempo, comeria mais umas duas porções fácil, falei até para caixa atendente da minha satisfação e prazer de ter provado e comido, maravilhoso, agora o de Bertioga ficou em segundo plano. Fazendo um Jabá, realmente o Posto Ipiranga cumpre o que fala, volto com certeza, café com leite muito bem feito, nem parece de maquina expressa. “Awesome”. Chegando ao Restaurante “Taocas”, encontro novamente a garçonete simpática e batemos um papo rapidamente, ela pergunta da Leticia falo que está tudo bem mas agora retorno a ficar sozinho nas minhas férias, peço um favo de carregar meu celular pois bateria tinha ido já para o espaço, ainda bem que levei o carregador, não sabia que estes celulares consumem um bateria que só.... Vou até a agência e ainda estava fechada, era 07:15 hrs, resolvo tomar uma água de coco gelada para esperar, em paralelo resolvo ir a outra agência para ver se tinha o passeio o rapaz falou que tinha sim, ótimo se der errada em um o outro vai dar certo. Tomo toda minha água e vou até a agência de esquina, o agenciador me recebe: - Bom dia, dias atrás vim aqui falar sobre o passeio das Galés e hoje resolvi fazer... - Você reservou? - Não, mas você tinha falado que poderia ter a chance de chegar mais cedo e ainda dar tempo... - É mas infelizmente não dá mais, todos os lugares estão lotados, o catamarã está lotado... - Não tem outra agência ou um encaixe? - Não este passeio como é o último dia, é muito concorrido... Já sabia destas informações, corri o risco e paguei o preço, neste meio tempo vem outro agenciado de camisa preta me oferecendo o passeio para as Galés, não fechei o passeio pois estava esperando a informação da outra agência, quanto é R$ 75,00 reais, nós vamos naquela lancha laranja, deixa eu saber alí primeiro que depois te procuro, Ok então qualquer coisa estarei aqui meu nome é “Alisson”. Já beirando as 08:00 hrs outro agenciado ligando para um para outro, tentando lugar e alí liguei minhas anteninhas, vai dar “m....a” de novo, o porque eu não reservei antes isto, as vezes sou muito teimoso, para certas coisas... 08:15 hrs o agenciador me fala que também não tem mais lugar, os catamarãs já estavam lotados....ai ai ai ai!!!! Não creio que está acontecendo de novo comigo!!!! Ai meu Deus hoje é o último dia para ir as Galés....não vou embora sem ir ao passeio, me recuso, não aceito isto novamente, minhas estadia em Maceió este era o único propósito!!!! Vou atrás do cara de camisa preta e não encontro mais, adentro ao restaurante e encontro ele já fechando o passeio com um casal de Carioca. - “Alisson ainda tem o passeio?” (Paulo) - Sim... (Alisson) - Aceita cartão? (Paulo) - Não, só em espécie... (Alisson) - Tudo bem, tinha levado dinheiro mesmo.... (Paulo) - Pergunto novamente, este passeio é para as Galés? (Paulo) - Sim, nós só vamos para as Galés... (Alisson) - Qual é o sentido das Galés? (Paulo) - Em frente ao “Restaurante Taocas”, cerca de 30 min mar adentro. (Alisson) Valores fechado, horário estipulado por ele para nós aguardamos em frente ao restaurante cerca de 09:30 hrs partimos, resolvo tomar outra água de coco e passar mais protetor solar. Eu ainda desconfiado, cabreiro, sentado tomando minha água de coco, minutos mais tarde ele retorna, oferendo outro passeio no mesmo, agora para fazer mergulho, bla bla bla, bla bla bla, bla bla bla aqui começa minha história com o meu “Salvador Alisson”... - Alisson, cara vou te contar uma história, vou ser sincero e direto com você!!!! - Cara dias atrás vim até Maragogi esperando ir as Galés, eu e minha namorada, só que eles me levaram para outro lugar que mais parecia um estacionamento de Shopping, águas turvas, vida marinha escassa cara horrível, minha namorada super estressada, queria ter dado a ela uma surpresa para ela fechar com chave de ouro do Nordeste, o piloteiro quase nos abandonou em alto mar, cara estou aqui como turista, você acha que sou idiota? Em São Paulo fiz milhões de pesquisas, eu sei o que eu quero, eu sei o que vim fazer aqui, eu sei para onde eu quero ir, mas agora você me querendo vender outro passeio, sem eu fazer este??? Cara deixa eu fazer o básico e depois conversamos, e eu vomitando mais e mais minhas frustrações de minha experiência agoniante anterior - Alisson só ouvindo - até o casal de Cariocas parou o que estava fazendo para ouvir meu desabafo.... ele calmamente me respondeu.... Aqui começa uma aula do passeio e cultura. - Paulo para onde você foi chama-se “Barra Grande”, se você que saber para onde é a galés vou te dar uma dica.... Faça a seguinte pergunta para o agenciador: - Qual é o sentido das Galés? - Se ele te responder seguindo em frente ao Restaurante Taocas, são cerca de 30 min mar a dentro, você vai para as Galés... - Se ele te responder, sentido em frente ao Restaurante Burgalhau, são cerca de 15 min mar adentro, você vai para Barra Grande.... - Se ele te responder, sentido a direita Restaurante Taocas, cerca de 15 min mar adentro você vai para Taocas.... Nós somos uma equipe de mergulhadores profissionais, você vai embarcar em nossa lancha somente com mergulhadores credenciados, eu não sou agenciador de passeios eu sou mergulhador, eu até vendo passeio mas este não é meu foco, mas tudo bem, entendo sua frustração e depois do passeio você me fala a sua opinião, fique tranquilo que 09:30 hrs saíremos.... Alí percebi, que ele era um cara diferenciado, nós ficamos quase 25 min conversando antes do passeio... 09:32 hrs ele aparece novamente, vamos embora? Estão prontos? Uma atenção, uma cordialidade, uma pontualidade sem precedentes, a barco tinha cerca de 10 mergulhadores um negrão parece um armário Baiano, se apresenta como comandante e responsável pela sua equipe de mergulhadores, gente boa com sorriso cativante e extremamente simpático como todo Baiano. O Alisson se acomoda ao meu lado e os 30 min de mar adentro, mais outra aula sobre o que é Maragogi e o que faríamos lá... Antigamente Maragogi recebia cerca de 3000 turistas diários, mas a fauna começou a sentir o impacto então a Marinha resolveu baixar isto para cerca de 800 diários, e este número vai diminuir mais, nós como somos embarcação de mergulhadores, temos uma licença especial com tempos especiais, toda embarcação só pode ficar no máximo entre 01:30 a 02:00 hrs nas galés nós vamos ficar mais de 02:30 hrs em alto mar, muito cuidado com os corais e ouriços são perigos e cortam como se fossem navalhas, existe um cordão de proteção e isolamento nas Galés aonde nenhuma embarcação pode ultrapassar somente a fiscalização e o socorro, nós vamos deixa-los perto desta proteção, vamos descer e te levaremos cerca de 00:05 min a nado até as galés, qualquer problema ou ajuda me procure estaremos a disposição.... Nesta hora meu queixo já estava no fundo do mar, junto com as belezas submersas e extremas, exuberante “Awesome” do lugar, agora sim eu estava na tão famosa foto “Cartão Postal de Maragogi, as Galés”. Descemos da embarcação, coloquei meu snorkel, os mergulhadores já com os seus aparatos, o Alisson junto, pediu para nós segurarmos no colete e não precisa ajudar a nadar pois ele estava com as nadadeiras, e ainda me diz: - “Paulo relaxa, e aprecie a vida marinha....” (Alisson) Neste instante, me corto nos arrecifes, ele logo fica apavorado e me ajuda, milésimos de segundos depois, quando abaixo a cabeça e vejo a transparência das águas, uma Dory, quase do tamanho de uma Pizza, peixes mais coloridos e graciosos do mundo, esqueço meu joelho sangrando, somente tinha um pensamento, agradecer muito a Deus pelo o que me ocorreu e o que passei - Maragogi nas Galés, definitivamente foi o lugar mais Maravilhoso, Belo, Incrível, “Awesome”, de toda as minhas férias – estava definitivamente mergulhando em um aquário natural gigante, nadando com os mais belos peixes ao meu lado, as Galés é gigante, para cada braçada e respiro, um peixe colorido e diferente apareciam, realmente a Leticia perdeu!!!!!!!!!!!!!!! Eu sei que fomos os primeiros a chegar e os últimos a sair, ficamos em alto mar quase 03:00 hrs nadando e me divertindo, mergulhei até uns 5 mtrs para pegar umas sujeiras de turistas como “Amarradinhos de cabelo”, “plásticos” que estavam no fundo, perigoso aos peixes, fazendo a minha parte, o Alisson fez uma filmagem com a minha excelente câmera sobre os corais, nadando com os peixes, apesar do pesar ficou legal, nunca mais esquecerei esta experiência. Eu sei que na volta não tinha palavras e nem pensamentos, estava imerso em pura satisfação e paz de espírito e no fundo uma voz.... -“Paulo.....Paulo....Paulo e aí gostou?” (Alisson) - “Quase pulei para cima dele, para dar um forte abraço e agradece-lo pela imensa experiência que acabara de ter” (Paulo). Dica Importante: Restaurante=Taocas ; Galés=Alisson, Agência=Jangadeiros Tur Dica Importante: Vão direto ao restaurante “Taocas”, telefone do Grande Mergulhador Alisson O Salvador (82) 9 8224 8001, pode falar que fui eu que indiquei, ele vai lembrar do Paulo do São Paulo que estava bravo porque ele foi para Barra Grande. Tentem ligar ou mesmo procurem ele alí perto do restaurante, na associação de Jangadeiros Tur, lá está a equipe de mergulhadores profissionais que lhe falei, todos muito gente boas, ou o Baiano Negrão gente boa, simpático e sorridente, como todo Baiano, dono da lancha laranja, da associação de Jangadeiros Tur. Feliz da vida curtindo mais um pouco a praia, dando mais uns mergulhos naquele Azul Turquesa, depois fui tirar sal do corpo, muito importante em terras aonde o Sol é muito quente e a água muito salina, me refresquei mais ainda e de volta ao Hostel, meus 280 km viajados mais felizes até agora. Já no terceiro dia nem me lembrava mais de minhas loucuras e devaneios sobre o carro, estava tudo muito bem e tranquilo, carro grande, econômico porém básico..... Em algumas das minhas vindas de Maragogi senti esta dificuldade, acessórios básicos como vidro, travas e USB são indispensáveis em um carro, e você só da conta quando você não os tem, parei algumas vezes para pedir informação e lá vai o desconforto de baixar os vidros manualmente, travar os pinos dentro do carro e USB que não tinha. Chegou uma hora que meu novo celular estava dando uns “paus” reinicializando e desligando sozinho, devido ao calor extremo, e principalmente não aguentava a carga que havia dado no dia anterior, logo requisitei o USB do rádio que mal funcionava, consequentemente o GPS e celular me deixou na mão umas 4 vezes, uma foi a pior, aonde estava voltando de Maraga e o celular não carregava mais, não ligava simplesmente travou e detalhe estava no meio do nada e a escuridão bem próximo eram cerca de 17:50 hrs as 18:30 já está um breu que só, mantive a calma, já tinha passado por ali antes, mas não consegui por muito tempo, me perdi no meio da escuridão e no meio do nada, em uma estrada que só tinha passado duas vezes e detalhe não sabia voltar para o Hostel sem GPS, as ruas muito confusas e o condutor que aqui lhes falam também, passeio um perrengue, viagem de retorno prevista para duas horas terminou em mais de 04:30 hrs para o hostel, então: Dica: Quando forem alugar um carro, não esqueçam de ver estes itens indispensáveis Vidro, Trava, Direção, Ar condicionado, carro econômico e principalmente USB, vários, para carregar o celular, no carro em Recife tinha tudo isto, não senti problemas e não sabia de sua importância. Alguns carros possuem suporte para smarthphones no console outros você precisa de suporte para celular grudados no vidro, tentem deixar na saída de ar, pois ajudam a refrigera-lo, evitando assim os “paus” de não ligar. Com relação a passeio buggy/quadricículo quando a maré está bem baixa e levar Bike, não senti falta, mesmo porque o lugar é belo de qualquer ângulo e bike é dispensável, areia em muitos lugares muito fofa e você não vai querer estar debaixo de um Sol de 40° com um trambolho para se preocupar. Maragogi para mim é outra Maceió...logo mais explico melhor. Passeio: 15/02/2017 – Praia do Paripueira “Previsão 14/02/2017 / Efetivo 15/02/2017 – Praia do Paripueira – Se você vai por conta própria, peça uma pulseirinha de cliente avulso aos atendentes que estão na área do estacionamento; ela será necessária para reservar o passeio, ao entrar, vá direto à fila da bilheteria para comprar o passeio, a permanência na área dos corais é de até 2h30, Paripueira, nade sobre o coral e alcance a área deserta das piscinas, aproveitar melhor o passeio, não fique junto com todo mundo coladinho ao muro de corais, vá nadando com cuidado até a piscina do outro lado dos corais, ali a densidade demográfica é mínima 31 Km. - Piscinas naturais (Rest Mar & Cia) 4 km depois passar pelo clube Hibiscus em Ipioca / Passeio catamarã, 3293-2031 u - Circular 2 ² - Soró Sereno/Maikai (eclética), cerveja gelada e barata ä - Quiosque da Jaraguá (mais sossegado) / Restaurante Mar e Cia Ahhh, aonde estou? Quem sou eu? O que estou fazendo aqui? Viagem, viagem e viagem, que delícia, perder a noção do tempo, não saber que dia é da semana, não ter compromissos marcados, reuniões estressantes, agendas cheias, nada mais é que Férias, única e exclusiva descanso, revitalizar corpo e alma. Acordei as 06:30 hrs da manhã, tomei meu banho como Paripueira era próximo, não precisava acordar tão cedo rs, mas sinceramente nem ligaria, um café da manhã razoável, mas está tudo bem, os voluntários faziam o que podiam, indispensável sua ajuda ao Hostel João e a Jenny, amigos que quero levar para o resto da vida. Conversei com o pessoal um pouco, dei uma relaxada no Hostel, passei protetor, escovei os dentes e bora para a estrada. Meu GPS não apaguei os destinos até hoje 11/04/2017, faço inveja a mim mesmo, quando o olho. Paripueira de fato é bem tranquilo de se chegar, mesmo porque sentido Maragogi, você passa em frente, então estava memorizado o caminho, mas coloquei no GPS mesmo assim. Chegando ao Restaurante Mar & CIA, uma frota de micro ônibus e vans de agências, estacionei o carro e você paga R$ 5,00 reais para entrar. Logo fui atrás do passeio as piscinas naturais, cerca de R$ 60,00 reais o mais barato logo na portaria do restaurante, peguei minha pulseira e fui caminhar procurar outros agentes, mesmo porque o folder dos passeio já estavam me cobrando isto, só que a partir do Hostel com translado, então pensei que seria mais barato alugar ele lá!!!! Engano meu... O lugar é muito bem estruturado e enorme, porém comida e bebida não são baratos não, um prato individual cerca de R$ 65,00 reais, o básico ainda hein, arroz, feijão, batata frita, salada, carne ou peixe. Caminhando pela praia em busca do passeio, existem mais dois restaurantes a esquerda do Mar & CIA que vendem os passeios, mas também R$ 50,00 reais por cabeça, logo pensei existe alguma coisa errada....estou aqui, não paguei o translado, vim por conta própria e os passeio estão com o mesmo valor das agências??? Algo está errado. No horizonte encontro um dos agentes clandestinos de moto correndo pela praia oferecendo os passeio, o que que eu fui fazer??????? Frustração: Seu nome “Camarão”, apelido na verdade, decorem bem este nome “Camarão”!!!! Crustáceo abdome longo podem ser água doce ou salgada, aquele que você arranca a cabeça e come o resto, fruto do mar que é gostoso frito, marinado, na paella etc. Mas não desceu na garganta desta vez, entalou, quase engasguei e morri na praia. Um cara cheio de protetor labial branco, moto biz vermelha correndo de um lado para outro. Me ofereceu o passeio as piscinas naturais a R$ 50,00 reais, também recusei, logo ele percebeu que perderia o cliente abaixou para R$ 40,00 reais, não deveria ter pago, seria melhor ter comprado o passeio na portaria conforme dica que eu mesmo ignorei!!!! Passeio comprado depois de 01:30 hrs a procura e horário programado, este cara me coloca em sua garupa a sai a procura de vagas em algum catamarã, olha a presepada!!!!! Vamos em um, vamos em outro, vamos em outro e vamos em um e nada de me encaixarem, porque ninguém aceitava o ticket clandestino e o forasteiro aqui que lhes fala. Mas o motivo foi que a fiscalização estava forte aquele dia, e eles não colocam ninguém a mais nos catamarãs quando chega ao limite está corretíssimo, afinal de contas quem quer correr o risco de um acidente??? Eu sei que este cara já sabendo da impossibilidade de arrumar uma vaga para mim, já impossível uma vaga, aos 00:43 hrs do segundo tempo, os barcos não sairiam mais, vende mais um passeio agora para uma família inteira, vai vendo a “prese....” da “presepada”, eu sei que tinha um total de 8 para o passeio. Os catamarãs começaram a ficar lotados de gente, e nós ficando para trás, o sujeito me vira depois de 02:30 hrs aguardando, e me diz: - “Olha seu eu não conseguir encaixa-lo, devolvo o seu dinheiro....” (Camarão) - “Mas eu não quero o dinheiro, quero fazer o passeio...” (Paulo) -“A fiscalização está forte hoje, muita gente e está perigoso embarcar todo mundo...” (Camarão) - “Cara quero ir ao passeio... ” (Paulo) As 11:30 hrs da manhã, último catamarã disponível para o passeio acham vagas para todo mundo inclusive para a família, nos reunimos para embarcar próximo ao Catamarã e os fiscais pedindo os bilhetes de embarque, não temos bilhetes, estamos com o “Camarão”, então aguardem aqui....ai ai ai...o stress começou e retornar!!!! Conversando com os agentes autorizados do Mar & Cia, me explicaram que era bem provável que ninguém do Camarão embarcaria, pois todos os catamarãs estavam lotados, tentando descontrair um deles me disse: - “Mas fique tranquilo, você pode voltar amanhã, pena que você vai perder o melhor passeio de Maceió.... ” (Agente) - “rs rs Melhor passeio comparado a Maragogi, nas Galés???” (Paulo) - “Este aí fica no chinelo....” (Agente) Olha a besteira que ouço com a minha cabeça cheia, então fui a desforra, vamos fazer uma aposta... - “Seu achar que realmente este passeio é melhor que as Galés, eu pago novamente o passeio agora para você, se você perder você paga para mim OK?” (Paulo) - “Aquela lábia alagoana, sendo simpático, tentando me convencer com história e boto marinho, que derrepente ele avistou no fundo do mar.....” - “Me espere aqui que eu volto e digo minha opinião...”, pergunta se ele estava lá quando retornei.... Os catamarãs já em deslocamento, lotados 11:45 hrs o piloteiro assinalando para todo mundo que estava cheio, não cabia mais ninguém, aí o desespero tomou conta.... Me aproximei do “Camarão” agora já dentro do mar a 5 metros para embarcar; uma alma salvadora, por dó e piedade de mim, conversou com o piloteiro e permitiu meu embarque, agora perguntem e a família que havia comprado??? Se “f......am” lógico!!! Agora o agente autorizado, mais uma em “Camarão”, se não fosse por mim ele iria ficar aí, é logico que eu agradeci enormemente depois.... Ufa passado o desespero, agora dentro do Catamarã, lotado de pessoas e crianças, grande maioria Argentinos, o barco não liga.....Pronto não deveria ter vindo, esta “b....a” vai afundar, olha a tragédia anunciada!!!! Depois de 00:30 hrs o barco liga e vamos ao destino.... Passeio bem tranquilo, Catamarã bem lento e seguro, muitas crianças com coletes e os tripulantes ajudando todo mundo, passeio seguro para ir com crianças, lógico que não os desdentados, acima de 6 anos Ok??? Chegando as piscinas naturais, um viagem cerca de 25 min mar adentro, uma multidão aglomerada, bem diferente das galés e a estrutura, mais uma vez e última Alysson meu Salvador!!! Águas turvas, vida marinha bem escassa, mar um pouco revolto, mas tranquilo, para relaxar muito parecido com Barra Grande em Maragogi. Depois das Galés passeio insuperável de Maceió, Paripueira se tornou dispensável, voltaria novamente as piscinas de Paripueira??? Não, obrigado já conheço!!!! Cerca de 01:30 hrs nas piscinas naturais, já retornando a praia, bem tranquilo novamente, um turista me perguntou porque queria comprar, mas agora só para o dia seguinte. -“E aí gostou?” (Turista) -“Olha vou ser sincero, nota 5, quer fazer para conhecer Ok, mas para mim dispensável...” (Paulo) Agora tento almoçar no restaurante, quando descubro os preços, logo desisti, como quando retornar. Começo a caminhar sentido a direita do restaurante, havia me esquecido que havia um rio lá, você atravessa por ele inclusive, investindo mais uns 20 minutos de caminhada, você se depara com a praia deliciosa e areias cantantes, o rio está logo atrás, mergulhei nos dois é lógico, melhor que o passeio das piscinas, mas foi bom ter conhecido, ter a experiência para contar a vocês, agora sei o que quero fazer quando voltar, por lá permaneci mais umas 02:00 hrs longe da badalação e forró do restaurante. Hora água salgada, hora água doce, adorei esta praia, principalmente fazendo um spa com as areias, muito gostoso e relaxante. Por volta das 16:00 hrs retorno ao restaurante para fechar minha conta, paguei a entrada, retorno a Maceió já anoitecendo. O restaurante em si é legal e estruturado, existem estrutura e brinquedos para os pequeninos brincarem e os pais ficarem tranquilos e relaxados, levaria minha filha para lá sim, mas só por causa do restaurante, da praia e rio a direita, bem próximo ao Mar & Cia. Com relação ao Soró Sereno/Maikai (eclética), não fui e não me arrependo, estava tranquilo e sossegado. Conforme o folder o passeio a Paripueira consiste, “nas entre linhas”, R$ 60,00 reais somente o translado e o passeio a praia, não o as piscinas naturais, mais R$ 50,00 reais, então fiquem atentos, o carro te possibilita fazer o seu roteiro e horário. Mas, somente neste em específico, Paripueira o carro é dispensável, poderia ter ido de Agência, que não me arrependeria, me divertiria igual.
  33. 1 ponto
    Olá comunidade! Em jeito de retribuição pela enorme quantidade de informações que ao longo dos anos tenho vindo recolher neste site, venho aqui deixar o meu contributo: relato da viagem de três semanas pela Tanzânia em Fevereiro de 2017. Antes de mais penso que é importante perceberem que somos um casal, ambos com 38 anos, oriundos de Portugal, habituados a acampar, que poupam muito na habitação durante a viagem para puder gastar em experiências, bebida e comida! Que valorizam mais a simpatia do dono da GuestHouse do que o facto de esta ter AC. Que valorizam mais a entrega e disponibilidade de um guia do que um parque de campismo 5 estrelas! Isto só para contextualizar as opiniões que iremos dar! Costumamos viajar sozinhos, no entanto desta vez, fomos acompanhados de um casal, o que se revelou uma escolha acertada, apesar de termos de abdicar de algumas escolhas mais económicas em termos de habitação ou transportes. Como vão perceber mais à frente, a rede de transportes em África não é comparável aquela que encontramos na Ásia por exemplo! Muito mais deficiente e muitooooooo mais cara! Não existem transportes durante a noite e viajar longas distâncias significa perder dias de viagem! Assim viajar com outro casal, permitiu optar por táxis em vez de dala-dala, uma vez que o valor é pelo carro e não pelo numero de pessoas, “obrigou-nos” a optar por viajar de avião dentro do pais, ganhando assim 2 dias de viagem, permitiu dividir quartos com WC em vez de optar por dormitórios, etc. A primeira dica de todas é: se é a tua primeira vez em África vai acompanhado ou junta-te a outros que vás encontrando ao longo da viagem, facilita e muito! Feita esta ressalva, ai vai o relato: Saímos de Faro, Portugal no dia 28 de Janeiro em direcção a Londres onde ficamos praticamente dois dias e uma noite. Sobre Londres não tenho nada de novo a acrescentar, a quantidade de informação que se encontra é mais do que suficiente para que qualquer um possa organizar um pit stop por lá. No dia 29 de Janeiro apanhamos um voo da Etihad Airlines, com escala curta em Abu Dhabi, e chegámos a Dar Es Salem no dia 30 de Janeiro (o voo custou cerca de 510 euros por pessoa). Logo à chegada ao aeroporto fomos confrontados com a maior verdade do país: tudo funciona “pole pole”, ou seja, devagar! Não tínhamos bagagem de porão e demorámos 1 hora a conseguir sair do aeroporto! O visto para Portugueses custa 50 dólares, tens de entregar o teu passaporte e aguardar que te voltem a chamar… pole pole… No dia seguinte iriamos apanhar um voo doméstico para o norte do país, por isso não compensava estar a pagar táxi para ir até à cidade (preço fixo 35 dólares). Para apanhar transporte público do aeroporto para a cidade tens de sair do aeroporto e caminhar cerca de 500 metros até encontrares um dala dala na direcção correcta (o melhor é ir perguntando), custa cerca de 3 dólares e demora até 2 horas! Os dala-dala, são viaturas que deveriam transportar 15/18 pessoas e por norma transportam o dobro + mercadorias e fazem paragens de 5 em 5 minutos . Assim saímos de Portugal já com GuestHouse reservada para essa noite, muito próxima do aeroporto, com transfer gratuito: Airport Transit Lodges – foi um dos mais caros da viagem: 40 dólares, com pequeno-almoço e transfer do aeroporto incluído. Os quartos são óptimos (especialmente para nós que estamos muito habituados ao básico), espaçosos, com casa de banho e água quente (olha o luxo!!!). O pessoal foi do mais simpático! Foram connosco comprar cerveja, e no final da tarde, quisemos ir conhecer as redondezas e um dos funcionários do hotel, o Thomas, acompanhou-nos por questões de segurança e ficou connosco na rua até à meia noite!!! Metemos conversa com gente que vivia perto do hotel e acabamos a fazer a festa com eles! Logo ali ficamos com uma certeza: é diferente da ásia? Sim e muito. Tens que ter cuidado? Sim claro que tens, mas que isto não te impeça de interagir e conviver com as suas gentes! Eles ficam felizes de puderem conversar connosco e adoram partilhar o que têm, nós pagámos umas cervejinhas e recebemos em troca cabra assada, salada (que não deveríamos ter comido mas estávamos tão felizes que esquecemos todas as recomendações) e musica a noite toda! Trocamos contactos, tiramos mil e uma fotos, dançamos e rimos! Bastaram algumas horas para que esta terra e estas gentes me entrassem coração adentro!!! 31-Janeiro Acordámos cedo e tomamos o pequeno-almoço que considerando o preço do quarto tinha obrigação de ser melhor! Muito fraco. Pedimos para nos levar ao aeroporto o que nos custou 5 dólares por casal. Dá para ir caminhando (cerca de 15 a 20 minutos). Apanhámos um voo da FastJet e 55 minutos depois estávamos a aterrar no aeroporto de Kilimanjaro. O voo custou cerca de 75 dólares por pessoa, ida e volta. (A alternativa seria apanhar um autocarro na estação de Ubungo, fica nos arredores de DAR, o bilhete para Arusha custava cerca 15000 TZ. Para chegar à estação desde o centro de DAR precisávamos de apanhar um Dalla Dalla na paragem do New Posta ou Old Posta +- 300 TZS. De salientar que existem vários horários a partir das 06:00/07:00 da manha e demoram cerca de 12 horas a fazer o caminho até Arusha.) Em Kilimanjaro tínhamos à nossa espera, aquele que viria a ser a peça chave dos próximos dias: O Heaven, o nosso guia do Safari! O Heaven trabalha para a empresa It Started in África, empresa essa que se revelou a melhor escolha de toda a viagem! Durante mais de um ano pesquisei e enviei pedidos de orçamento para imensas empresas de Safari, ao mesmo tempo que ia lendo depoimentos contraditórios: “compra o safari em Arusha quando chegares porque sai muito mais barato”, “escolhe e reserva o safari com antecedência para não estares sujeita á pressão dos caça-clientes em Arusha e estares sujeita a escolher uma empresa que não seja de confiança”, etc, etc. Eu sou um bocado freack-control e a diferença de preços não justificava arriscar escolher o safari in loco. Inicialmente como eramos só dois, escolhemos apenas 4 dias porque o orçamento não permitia mais. Mas quando os nossos amigos se juntaram a nós, e dividimos o jipe, pudemos alargar o safari para 5 dias com um dia mais alternativo “out of the beaten track” com visita à tribo Hadzabe. Resumindo, o Safari ficou no total (com todas as visitas, dormida, comida + guia e cozinheiro só para nós) por 200 doláres por pessoa por dia. É caro?! Sem dúvida! Mas era o sonho de uma vida para o meu namorado, que cresceu a ouvir as histórias do David Attenborough, nas planícies do Serengueti! E com os sonhos não se arrisca  Foram muitos sacrifícios ao longo do ano, muita roupa que não compramos, muitos jantares em casa em vez de ir para fora, levar todos os dias comida para o trabalho, correr em vez de ir ao ginásio, os 4 canais da TV em vez de um pacote pago, muitas opções deste género! Mas valeu cada esforço!!! Pelo que fui pesquisando, encontras safaris significativamente mais baratos em jipes entre 6 a 10 pessoas – cerca de 100 a 120 dólares por dia. Mas como é evidente há coisas que perdes, como ajustares (dentro daquilo que é possível) o itinerário com o guia, o ficares mais tempo num local que estás a adorar, o risco de apanhares um jipe velho que quebra durante a viagem e obriga te a perder horas do safari etc. A dica é: mesmo que optes por reservar em Arusha, pesquisa muitoooooooo! Li relatos de pessoas que saíram muito frustradas desta experiência e gastaram uma pipa de massa! Existem empresas que não têm o minino de condições de segurança no jipe, cujos guias passam a correr nos locais sem se importar se avistas os animais ou não, que oferecem comida em fracas condições de higiene, etc. Fazer por conta própria, no meu ponto de vista não compensa, porque o valor do aluguer do jipe (sim tem de ser obrigatoriamente um jipe considerando os caminhos)+ a entrada nos Parques e reservas + a pernoita nos parques de campismo + alimentação vai ultrapassar os 200 dólares que nós pagamos! Mas voltando ao relato (desculpem me mas eu perco-me, escrevo como falo: muitooooo!), acertamos o transfer com a empresa do safari e ficou 25 dólares por casal para fazer os 45 minutos que separam o aeroporto da cidade de Arusha. Pesquisamos por transporte alternativo mas não encontramos nada a não ser o shuttle da FastJet que ficava por volta de 7 dólares por pessoa. As decisões eram tomadas em grupo e considerando as diferenças de preço por vezes optou-se pela comodidade. Não ficamos no centro de Arusha porque já levávamos o safari reservado e não queríamos estar constantemente a ser alvo dos caça-clientes, ficamos no Settlers Executive Lodge, por 25 doláres, quarto duplo com WC. Recomendo vivamente, o quarto é bom, limpo, o staff é simpático, os arredores são muito seguros para passear e visitar mercados de rua, com comida a preços acessíveis, prato de frango com arroz ou batatas por 4000tz, cerveja a 2500 tz, um campo de futebol mesmo ao lado do hotel que nos valeu umas grandes risadas. A uma distância a pé de 5 minutos há um grande supermercado, com ATM e loja de cambio, bebidas e comida. Enquanto caminhamos encontramos várias placas de Guesthouse, que presumo a preços mais baixos (não confirmei). Tivemos uma boa noite de descanso para nos prepararmos para os próximos dias  01 a 5 de Fevereiro - Safari No 1º dia foram nos apanhar ao hotel, fizemos as ultimas diligências contratuais no escritório (pagamento ) e seguimos com o Heaven para abastecer o jipe… de cerveja!!! É verdade o Heaven foi o máximo, percebeu que o nosso orçamento era curto e que a compra de bebidas nos parques de campismo (quando havia) eram muito caras, foi conncosco a um supermercado onde pudemos comprar cerveja, trocar xelins, etc. Cerveja colocada na arca do Jipe (sim tinha uma arca para manter as águas e cervejas bem geladinhas), partimos em direcção ao Lake Manyara. No caminho paramos para fazer a primeira visita: tribo Masai. Bom, na minha opinião, não vale a pena. É puro negócio! É giro para tirar fotos daquelas que impressionam os amigos, mas eu não voltava a pagar os 50 dólares (este valor já está incluído nos valores do safari que referi em cima). Sobretudo porque mais à frente, a caminho do Serengueti e Ngorongoro tens oportunidade de ver imensas aldeias Masai e cruzas-te com os seus habitantes em contexto real, e mesmo que não visites as suas casas, na minha opinião acaba por ser muito mais real do que esta primeira visita. Apesar do Heaven nos avisar que não deveríamos pagar nada, a verdade é que és pressionada para dar algum dinheiro ao dono da casa que visitas ou pelo menos comprar um artesanato a preços que são um autentico ROUBO! Não tiveram muita sorte com este grupo ãã2::'>  apesar disso fizemos a festa! Trocamos de sapatos com eles, rimos, dançamos e quando demos por nós tínhamos a tribo toda ao nosso redor. O guia dizia que os Masai é que tinham vindo visitar os portugueses . De volta à estrada entrámos duas horas depois no Parque Nacional do Lake Manyara. À distância, de todos os parques que visitamos, é sem dúvida o menos impactante. Mas na altura, não sabíamos disso e queríamos parar a cada segundo para tirar fotos aos babuínos, girafas, elefantes, búfalos, zebras e aves que íamos encontrando pelo caminho, alguns estavam a metros do jipe! Por volta das 16h, terminamos a visita e fomos em direcção ao Haven Nature Camp. Foi um dos melhores de toda a viagem, as tendas são permanentes e tem camas no interior. O campo tem água quente. É muito bonito e arranjadinho. A zona de jantar e pequeno-almoço é muito agradável. Conhecemos o Fadile, o nosso cozinheiro que nos acompanhou durante toda a viagem e que preparou um autêntico manjar dos deuses (pelo menos era o que parecia): uma sopa com leite de coco, caril e coentros, seguida de um curry de frango acompanhado de arroz, batatas fritas e legumes salteados! Para não me estar a repetir posso já dizer que a comida dos dias seguintes, ao jantar, foi sempre muito saborosa, com direito a sopas sempre diferentes, quiches, bolonhesa e currys diversos. O pequeno-almoço era suficiente para nos manter muito bem durante horas, quanto ao almoço, vinha embalado em caixas individuais e continha por norma uma peça de carne (frango assado), ou tortilha, ovos cozidos, sumo, fruta, etc. Nessa noite bebemos umas cervejinhas, trocamos as primeiras impressões até tarde e… cama! No dia seguinte bem cedo o Heaven e o Fadile prepararam o jipe, a logística é impressionante mas eles já fazem aquilo como se nada fosse. Carregadas as tendas, mesas, cadeiras e comida para os próximos dias, seguimos em direcção ao Serengueti. As distâncias são grandes, e as estradas proporcionam aquilo que eles chamam de “África Massage”, mas se tiveres um bom guia, depressa se faz o caminho! Um Guia que anime a viagem com musica, faça paragens regulares, para um cigarrinho, para dois dedos de conversa, para tirarmos umas fotos com os masais que vamos encontrando no caminho a guardar gado, para um xixi (em relação ao xixi, era uma coisa que me intrigava antes da viagem, mas nós fazemos paragens em parques/entradas de parques nacionais etc, de 3 em 3 horas +- e em caso de aflição há sempre uma arvore ou a roda do jipe!). O próprio caminho é um game drive tal é a quantidade de animais que vais vendo pelo caminho! Nós estávamos tão espantados! É tão difícil colocar em palavras! Foi numa destas alturas, ainda antes de entrarmos no Serengueti, que o nosso guia teve uma saída memorável: “Do not spend the memory of the machine, If this was a movie, this part is just the trailer” E ele tinha razão!!! A quantidade de animais é inexplicável! A imensidão das planícies é inolvidável! São aos milhares! Especialmente os Gnus e as Zebras!!! Só de falar/escrever o meu coração fica apertado de emoção. A sério. Por norma, nesse dia todos os jipes param na entrada do Serengueti para o almoço, fica uma dica: nesse parque, existe uma pequena subida para uma rocha enorme que vale a pena espreitar! A vista é de tirar o folego! O Serengueti não nos podia ter recebido melhor: dois minutos depois de entrarmos no parque avistamos duas Chitas que estavam escondidas numa barreira Á BEIRA DA ESTRADA! Tivemos a sorte de se levantarem na altura e de ficarmos a menos de dois metros delas! Tive vários colapsos durante a viagem e este foi um deles! São lindas! E são selvagens! E não tem grades á volta delas! E… e… e é isso! Se tivéssemos acabado por ai já tinha valido a pena, mas não acabámos! Ainda tivemos direito aos omnipresentes gnus, elefantes, Leões, hienas, chacais e todo o tipo de antílopes! Não vale a pena tentar descrever estas partes porque não tenho o dom da palavra que faça justiça áquilo que vimos. Antes de entardecer, fomos procurar o parque para passar a noite e surpresa da surpresa: era bem no meio do Serengueti! Tínhamos acabado de avistar leões, hienas, chacais, búfalos, etc á cerca de 10 minutos quando o Heaven passou por um parque de campismo que julgamos estar abandonado! Não estava minha gente! Era o nosso Parque !!! O Heaven explicou que tinha recebido a informação que o campo onde deveríamos ficar estava demasiado cheio e resolveu trazer-nos para este. É nestas alturas, que caso ele não tivesse já ganho a nossa confiança e se não tivesse feito de tudo para nos ver felizes, nós teríamos levantado problemas! Mas não. Eu tinha pesquisado na net e o campo era muito semelhante a este, ou seja, muito… muito… básico! Água quente não havia mas também não era necessário, tinha duche e casas de banho, tinha um local fechado para o jantar e depressa os funcionários acenderam uma fogueira. Ajudámos o Heaven a montar as tendas (não tínhamos obrigação só mesmo vontade), banho tomado, barriguinha cheia, fogueira com a gente. Foi uma das melhores noites de toda a minha vida! Sentia-me tão feliz, rodeada de amigos, no meio do SERENGUETI, á fogueira, a beber umas kilimanjaros, não precisava de mais nada. Estava completamente preenchida! Fomos avisados para não irmos à casa de banho sozinhos e antes de irmos para a tenda dormir percebemos porquê como meninos bem comportados fomos os quatro á casa de banho antes de irmos para a tenda quando o Luis avista dois olhinhos brilhantes a uns 5 metros de nós era uma hiena!!! A ida à casa de banho foi praticamente desnecessária porque ia fazendo xixi mesmo ali!!! A coitada teve medo de nós claro! Íamos em “manada”! Fugiu em segundos! Mas voltaram… durante a noite ouvimos os sons delas e dos leões como pano de fundo  foi uma noite surreal, pouco dormimos devido à excitação! Mas não trocava aquela noite por uma noite bem dormida num Lodge 5 estrelas! (continua...)
  34. 1 ponto
    Olá galera, Fizemos um mochilão-safari no estilo self drive (sem guia, dirigindo e acampando por conta própria) na Namíbia e Botswana em outubro e, como tivemos muitas dificuldades em encontrar informações para planejar o roteiro da Botswana, queremos compartilhar um pouco das informações da nossa viagem com quem precise de dicas. Segue abaixo o relato resumido, para mais dicas vejam os tópicos relacionados em https://umcasaleumamochila.wordpress.com Antes de mais nada, a Botswana (Bots, para facilitar) é provavelmente o país mais exótico que já visitamos e, com certeza o país mais desafiador em termos de planejamento e de viagem na prática. Mas vale muuuito a pena!!! A proximidade com os animais que os parques do país propiciam é surreal, mágico! Como planejamos nossa viagem com quase nenhuma informação? Descobrimos um fórum de pessoas que fazem self-drive na África que foi nossa salvação: http://www.4x4community.co.za/forum/forumdisplay.php/169-Botswana Falando sobre nossa experiência, entramos de carro pela fronteira Mamuno (próximo à Gobabis) e no mesmo dia seguimos para Ghanzi (onde trocamos dinheiro e almoçamos no Halahari Arms Hotel). Visitamos o craft center da cidade, mas a visita durou 5 min, já que o local é composto por uma única e minúscula lojinha. Dica: para atravessar a fronteira de carro é necessário uma permissão da sua locadora de carro por escrito, seu passaporte, o pagamento de uma taxa de 30USD/pessoa + 230 BWP/carro e um formulário que preencherá quando chegar na fronteira. Reserve cerca de 40min para atravessar e guarde os papeis que receber, pois eles serão necessários para deixar o país! Seguimos de lá para Maun e, no caminho, fizemos uma para rápida para ver o lago Ngami (descoberto em 1849, sumiu e reapareceu em 2000! Mas ou não achamos o lugar certo ou é só um laguinho regular mesmo…). Maun, é o ponto de entrada do Okavango e parada fundamental para abastecer o carro com comida e combustível. Tal como todas as cidades que visitamos na Bots, ela é minúscula e com poucas opções de comida e hospedagem. A partir deste ponto, não será possível encontrar mais nenhum mercado ou posto até Kazane, na outra ponta do delta! Planeje-se para não ter que racionar comida no meio do caminho (true history! Comemos uma fatia de pão com geleia cada um por 3 dias) ou ficar sem combustível no meio do nada. Resumidamente (detalhes abaixo), de Maun, passamos dois dias explorando a região mais abundante de água da Botswana: o Moremi. Seguimos no terceiro dia para o selvagem Khwai e, de lá, para o Chobe, passando o dia na famosa região árida do Savuti e dormindo no vilarejo de Muchenje. De lá passamos os próximos dois dias explorando o coração do parque nacional Chobe e seus lindos Baobabs. Nota: o nome e localização das regiões dá um nó na cabeça ao longo do planejamento, visto que algumas são sub-regiões dentro de outra. Cinco dias foi um tempo ideal? Definitivamente não, gostaríamos de passar mais tempo no Savuti e no Moremi, programe ao menos dois dias em cada! Também gostaríamos muito de termos passamos pelo famoso salar Nxai, o coração do Kalahari! E, se o orçamento permitisse, visitarmos a ilha dos leões nadadores (Duba plains) na qual só se chega alugando um avião. Abaixo vamos detalhar e descrever nossa passagem por cada uma das macro regiões citadas acima (para a distinção do que foi feito dia-a-dia, acesse este post). MOREMI, a região mais exuberante do Delta do Okavango Entrando pelo portão sul do Moremi, explore toda a região das Black Pools. Nesta região, cheia de poças de água (daí o nome), vimos uma família muito grande de elefantes atravessando o rio e brincando na lama, além de muitos hipopótamos, girafas e zebras. Também visite a região da Xinii lagoon, onde vimos algumas girafas, búfalos (pela primeira vez na viagem, não havíamos visto na Namíbia!), zebras, guinus e antílopes. A região também é conhecida como um território de leões, mas não demos sorte. Seguindo em direção ao norte do Moremi (idealmente dormindo no 3rd Bridge Campsite ou no Xakanaka Campsite – coisa que não conseguimos), passe pelas pontes do parque. São elas a 1st Bridge, 2nd Bridge e, a mais famosa, a 3rd Bridge. A região desta última é rica em vida animal e a passagem por esta ponte, que na verdade é inundada, é icônica e divertida (pode ser funda demais para um carro sem snorkel, pare na entrada do parque que há na ponte e pergunte como estão as condições). Deu uma emoçãozinha atravessar a ponte e ver a água chegando no capô, meio desesperador… Um pouco mais próximo da 3rd Bridge, há o Bodumatau Loop, que também é muito recomendado devido a uma vasta vida animal, mas enfrentamos algumas dificuldades de travessias e acabamos desistindo (deu medo de ter que pagar um carro novo) e o Lion Pan. Ainda no Moremi, também tivemos a oportunidade de andar nas pequenas canoas de madeira tradicionais, conhecidas como Mokoro, ao longo dos canais apertados do delta do Okavango. A beleza dos canais é fantástica, cheio de vitórias-regia e flores submersas, além de um silêncio penetrante e, em parte, de uma tensão constante pelo medo de batermos em um hipopótamo. De fato, tivemos um grande susto com um hipopótamo, que surgiu a poucos metros de nós bem no momento que nosso guia nos falava que não havia hipopótamos em canais tão apertado como aqueles. Resultado: 20 minutos aguardando o animal mais letal para humanos da África se afastar. Para nossa decepção foi nosso único hipopótamos das 2 horas de passeio… demos muito azar! Nosso guia ficou até meio chateado e fez um colar de Vitória Régia me animar rsrs. Seguindo para o norte do Moremi, passamos pelas Hippo Dombo Pools. O local tem uma plataforma de madeira que foi construída na beira de uma enorme represa para observação dos hipopótamos. Acredito que havia uns 30-40 amontoados no lago, além de outros espalhados. É um lugar interessante para relaxar e ver os hipos que não havíamos visto no nosso Mokoro. Mas cuidado: encontramos um leopardo bem ao lado dessa área "segura" para descer do carro!!! Highlight da região: sem dúvida foram os elefantes e o seu (não tão agradável) hábito de permanecer no meio das estreitas estradas de terra. O resultado disto foram duas perseguições na tentativa de passar ao lado deles na estrada! Foi lá que descobrimos que elefantes podem chegar a 40km/h e passamos um assustador momento de “F****, o elefante vai passar em cima do carro”. KHWAI, uma região que requer coragem O Khwai é uma região ao norte do Moremi, pertencente à uma pequena comunidade de mesmo nome. Tal comunidade foi autorizada a administrar um camping, o Magotho Khwai Development Trust Camp . O camping em si é muito rústico, não há absolutamente nenhuma estrutura, sem banheiro e sem recepção, você apenas chega lá, para seu carro no camping pré-agendado e dorme em meio aos animais sem nenhuma cerca ou proteção. Pela proximidade do rio, recebemos a visita de muitos hippos urrando a noite e springboks na região. A região é bem bonita, com muita vida ao longo do rio, mas tivemos muitas dificuldade de achar referencias sobre o que fazer na área e, por isso, após ~3 horas de safari, decidimos seguir para o Savuti, no Chobe. SAVUTI, o GOT da vida animal O Savuti é a região mais árida que visitamos na Botswana, se parecendo muito com a imagem de savana que povoa nossas mentes. Não é para menos: diversos programas sobre a vida animal foram gravados aqui. Atualmente, a NetGeo está gravando aqui o programa Savage Kingdom, que conta a história dos bandos de leões, leopardos, wild dogs e hienas, fazendo uma analogia com a série Game of Thrones (GOT). O território é lar de um dos mais icônicos pride de leões do mundo, o Savuti Lion Marsh Pride. Eles são uma família incrível, que desenvolveu a habilidade única de caçar elefantes! Nesta área, optamos por entrar pela rota seca (a Marsh route, muito mais legal, estava alagada e ninguém estava recomendando ir por lá). Passamos pela “Leopard Rock”, antigo lar de uma família de leopardos expulso de seu território de maneira brutal pelos leões. Seguimos para Marabou Pan e Rhinovlei waterhole. Lá vimos diversos Ghinus, gigantes elefantes, algumas girafas e famílias de zebras. Próximo ao Leopard Rock, na região da Motsibi Island, eis que encontramos o que estávamos tão avidamente procurando: uma grande leoa. Qual não foi nossa surpresa quando notamos que ela não era uma leoa comum, mas sim a RAINHA do Savuti, conhecida como Matsumi, estrela da série da NetGeo (https://www.youtube.com/watch?v=77u5-l5p7Y8)!!! O Savuti é uma região especial, muito selvagem e inóspita, que valeria a pena ficar mais tempo para explorar os caminhos da Marsch Road. Atenção especial aqui à estrada, que exige 100% do tempo o uso do 4×4, não dê bobeira ou ficará atolado nas areias fundas do Savuti (e isso estamos falando sobre a rota seca!). CHOBE, o aguardado encontro com os Baobabs e os leões O caminho do Savuti até o Chobe não é nada agradável, muita areia e muito buraco. O interessante é que ao nos aproximarmos das vilas de Kavimba e Muchenje, começaram a aparecer os majestosos Baobabs! Este era um must have da viagem à África, mas estávamos começando a ficar preocupados em não ver nenhum. Na Namíbia, cruzamos o país de norte à sul e de leste à oeste e nada! Mas no Chobe são centenas, lindos, majestosos! Ficamos no camping da vila Muchenje, que fica a 10 minutos de uma das entradas da reserva (Ngoma Gate) e recomendamos muito o camping. Além de ter um Baobab, há um píer sobre o rio que forneceu uma das mais belas vistas do por do sol na África (que sim, é espetacular). Sobre o Chobe, as estradas principais, com mais vida animal, circundam um grande rio. Especialmente próximo ao Ihaha Camp, Serondela e na entrada próxima à Kazane a vida faz seu show. Vimos muitos animais nessa área, incluindo a maior horda de búfalos na viagem (200?300?), vários filhotes de chacais brincando, hippos pastando, 3 crocodilos, um bando simplesmente gigantesco de elefantes (100? 200?) e … (tandam) um bando de 14 leões! Ufa, no último dia de safari, quando já estávamos considerando nem sequer entrar novamente no parque, resolvemos dar uma passadinha e fomos agraciados com o fantástico bando a menos de 3 metros do nosso carro! Ficamos das 8:00-9:30 só lá, parados, extasiados, assistindo o bando composto por 3 leoas adultas e enormes e seus 11 filhotes adolescentes. Um verdadeiro presente! Do Chobe, após finalizamos nossa viagem com chave de ouro (o bando de leões sem dúvida foi o ápice da Botswana), saimos de volta para a Namíbia a partir do Ngoma Border em rumo ao Caprivi (onde não paramos para fazer safari, apenas passamos). EM RESUMO, foram dias de muita aventura (perseguição dos elefantes), muita tensão (travessias de rios fundos), muita excitação (Matsumi em posição de caça e o bando de 14 leões), um pouco de medo (wild dogs e hipopótamos fazendo barulho a noite no Khwai), um pouco de fome (não aguentamos mais macarrão e pão com geleia) e muita satisfação de termos conhecido este país tão selvagem. Sem dúvida recomendamos esta visita para os mais aventureiros que queiram realmente uma imersão no mundo selvagem!
  35. 1 ponto
    Tenho interesse, caso haja um grupo no whatsapp meu número é (92)994438353
  36. 1 ponto
    Estou pretendendo fazer um mochilão pelo país meados de abril e maio.. ainda estou sem roteiro definido, se alguém tiver interesse de colar junto na aventura fala aí. Camping, natureza, busão, baixo custo. Gostei da dica desse ID jovem, vou fazer a minha enquanto é tempo. Vlw galera. Me encontro em Natal RN.
  37. 1 ponto
    Nada melhor que pesquisar estando na cidade indo direto ao terminal. Fora que o pessoal hoje em dia tem uma preguiça enorme de ler, estes assuntos já foram tratados a exaustão aqui no site e tem inúmeras respostas.
  38. 1 ponto
    Já passei por Recife, Maceió, Pernambuco e agora estou em João Pessoa. Fiz todas essas viagens com o ID jovem e pretendo ficar aqui até dia 22, aí escolher o próximo destino. Eu topo super.
  39. 1 ponto
    Reavivando este tópico, também tive uma imensa dificuldade em planejar uma viagem para Botswana... são escassas as informações ainda hoje! Quem estiver precisando de algumas dicas, podem dar uma olhada nesses dois links abaixo e fazer perguntas por lá! https://umcasaleumamochila.wordpress.com/2017/10/31/botswana-roteiro-e-dicas-parte-i-moremi/ https://umcasaleumamochila.wordpress.com/2017/10/31/botswana-roteiro-e-dicas-parte-ii-savuti-chobe-e-khwai/
  40. 1 ponto
    Resolvi fazer esse relato sobre a travessia dos Lençóis Maranhenses porque tive muita dificuldade de encontrar informações atualizadas para planejar minha viagem. Como chegar até lá, o que levar, como é o percurso??? Eram muitas as dúvidas. Aqui deixo respostas para os próximos aventureiros. Como é a travessia? São quatro dias de caminhada, com pernoites na casa de moradores em pequenos povoados, verdadeiros oásis na imensidão de areia. Ao todo são percorridos cerca de 60 km, ora na beira do mar ora no sobe-e-desce das dunas. A simplicidade é absoluta. A refeição, a R$ 35 por pessoa (setembro 2017), vem dali mesmo do quintal dos moradores: galinha caipira, peixe frito, macarrão, arroz e feijão. Para dormir, é só escolher uma das redes penduradas no redário. O preço do pernoite com o café da manhã fica entre R$ 35 e R$ 50. Em Canto do Atins e Baixa Grande o local do pernoite também tinha quartos com camas. Fiquei na casa da dona Loza e recomendo. Hospitalidade 1000%. Existe uma estrutura mínima nos locais de pernoite, com banheiro e ducha. As instalações podem ser mais ou menos confortáveis de acordo com a casa escolhida. O redário é coletivo e cada "hóspede" recebe um lençol para passar a noite. O café da manhã com tapioca, manteiga, ovos mexidos e café está incluído na diária. Nesses pontos de apoio há água para abastecer o cantil e outras bebidas à venda, além de almoço e jantar. A travessia dos Lençóis Maranhenses é mais do que superação física. É também uma viagem de conhecimento, de contato com um Brasil que muitos acreditam ter ficado no passado. Na exuberância dos oásis maranhenses famílias vivem sem energia elétrica, sem telefone, sem escola ou um simples posto de saúde. Na falta do básico sobra hospitalidade. Depois de horas de caminhadas debaixo de sol, somos recebidos com comida na mesa, rede estendida e, se precisar, até remédio para as dores no corpo ou bolhas nos pés. Qual a melhor época? A melhor época para visitar os Lençóis é de junho a início de setembro, quando a temporada de chuva acabou e as lagoas que se formam nas dunas estão cheias. Eu fiz a travessia em setembro num grupo com mais seis pessoas. Ainda tive lagoas cheias, mas encontrei muitas já secas pelo caminho. Acho que meados de setembro é uma data limite para fazer o trekking desfrutando de banhos refrescantes todos os dias em lagoas de água cristalina. Fiz a travessia no sentido Atins-Santo Amaro. Para essa época do ano é o mais recomendado porque se faz a caminhada com o vento, e a areia, claro, sobrando nas costas, e não direto no rosto. É indispensável a companhia de um guia já que não há sinalização nas dunas. É muito fácil se perder naquele deserto de areia. Como chegar aos Lençóis Barreirinhas é a porta de entrada para os Lençóis Maranhenses. Ela fica a 248 quilômetros da capital São Luís, cerca de quatro horas de viagem. O trajeto pode ser feito por vans e microônibus fretados para turistas ou ônibus regular. Agências oferecem o transfer por cerca de R$ 50 a R$ 60 por pessoa. A vantagem do transfer é que eles te pegam e deixam no local em que estiver hospedado. Uma das empresas que prestam o serviço são a Levatur e Giconect. Já se quiser ir de ônibus tem que se deslocar até a rodoviária de São Luís e comprar a passagem em uma das empresas que viajam até Barreirinhas, como a Cisne Branco. Há saída às 6h, 8h45, 14h e 19h30. Táxis também fazem a viagem mas o preço é bem mais salgado, cerca de R$ 500. Como contratar um guia? Não é possível fazer a travessia sem um guia. O risco de se perder é alto porque não há caminho sinalizado. Você pode contratar uma agência que organiza a trekking ou contratar diretamente em Barreirinhas um guia. Recomendo que faça isso com antecedência. Sugestão o guia Fabrício (https://www.facebook.com/fabricio.ferreira.5070). O que levar para a travessia? Mochila – (lembre-se de não exagerar porque terá que carregá-la por horas sob o sol) Lanterna de cabeça com pilhas (para o trekking ainda à noite) Compartimento para água- Garrafa/Cantil/Camelbak (mínimo de 02 litro) Bota/Tênis de caminhada ou papete Camisas tipo Dry Fit (ideal manda longa se possível com proteção UV) Fleece/Anorak/Corta Vento Repelente de insetos Protetor solar e labial Bermudas Toalha Shampoo Sabonete Chinelo Meias Esparadrapo Atadura (caso tenha bolhas no pé) Bastão de caminhada (se estiver acostumada a caminhar com eles) Chapéu ou Boné Medicamentos de uso pessoal Lanche para a trilha (frutas secas, paçoca, barra de cereal, castanhas/nozes, biscoitos) Distâncias do trekking 1º dia - Barreirinhas até Canto do Atins Trekking: cerca de 3 horas (6km) 2º dia - Canto do Atins até Baixa Grande Trekking: 8 a 9 horas (24 km) 3º dia - Baixa Grande até Queimada dos Britos Trekking: 4 horas (12 km) 4º dia - Queimada dos Britos até Santo Amaro Trekking: 8 horas (cerca de 20 km) Fiz um relato do dia-a-dia da aventura aqui! Acompanhe.
  41. 1 ponto
    Todo mundo que é admitido no Espaço Schengen recebe automaticamente permissão para ficar 90 dias. Se você for admitido, eles carimbam a data de entrada no Espaço Schengen, e no momento que você sair, eles conferem as datas de entrada e saída, e se estiver dentro dos limites, lhe desejam boa viagem e breve retorno, mas se tiver excedido os 90 dias permitidos, você pode ser multado em até 2 mil Euros e ser impedido de retornar por vários anos. Como você mesmo falou, tudo isto é algo muito subjetivo, e não tem resposta, pois vai depender da sua sorte, ou do bom humor do policial que lhe atender na imigração, então se quiser fazer algo assim, faça por sua conta e risco, mas sabendo que pode dar certo ou não. Eu me preocuparia mesmo é se vou conseguir convencer alguém a escrever uma carta-convite, colocando endereço, telefone, profissão, números dos documentos pessoais, anexe cópias dos documentos pessoais, gastar tempo e dinheiro para registrar a carta-convite na prefeitura caso o país dela exija isto, e enviar para alguém de outro país que ela conheceu pela internet... Pessoalmente eu acho que eu não tenho este poder de convencimento, mas se você conseguir convencer alguém a fazer isto, não tem problema em ser uma carta-convite de alguém que você conheceu pela internet, desde que a pessoa seja contatável caso a imigração resolver ligar para conferir os dados e informações... Por isto que muitas pessoas que querem tentar algo assim, reservam um hostel para a primeira semana, e cancelam depois que tiverem passado na imigração, você paga a primeira noite, mas acaba sendo menos custoso que correr atras de toda a burocracia de registrar um carta-convite na prefeitura. PS. A tal carta-convite, além dos dados que citei, tem que especificar claramente os dias em que você vai ficar hospedado na casa do seu anfitrião, não pode ser algo em aberto e sem especificar datas.
  42. 1 ponto
  43. 1 ponto
    ESTÔNIA E FINLÂNDIA Dia 7 – Viajando no tempo: Tallin Partímos para Tallin às 9hs. A passagem de ônibus do trecho Riga-Tallin custa cerca de 16 euros, sendo que é uma viagem bem tranquila e demora mais ou menos a mesma coisa do que Vilnius-Riga. Chegando na estação de ônibus, pegamos um taxi até o hotel Metropol (6 euros a corrida). O hotel fica bem localizado, pois fica dolado da cidade antiga e, mais do que isso, do lado dos terminais de ferry que vão para Helsinki. A única coisa que foi meio bizarra é o fumódromo que tinha bem na frente do nosso quarto. Tive a impressão que os estonianos fumam acima da média! Chegando na Estônia Deixamos as nossas coisas no quarto e saímos para andar na cidade velha. Aproveitamos e subímos a muralha medieval que delimita o centro antigo, por 3 euros. Andando por Tallin, percebe-se rapidamente que é uma cidade mais turística do que Riga e Vilnius. Há sempre um pessoal dos restaurantes vestidos com roupas medievais. Uma mulher de um dos restaurantes perguntou de onde vínhamos e falamos que éramos do Brasil. Daí ela disse “Essa terra não existe, forasteiro”. Ficamos com aquela cara de interrogação, até ela falar “Estamos no século XV, sua terra não foi descoberta ainda!”. Então era isso, tínhamos voltado no tempo! Ainda ganhamos da moça uma “moeda da sorte”, que nos dava amêndoas caramelizadas de graça na loja do restaurante, além de schnapps. Muralha original dos tempos medievais Uma das entradas da cidade antiga Mocinha vendendo amêndoas Moças do Old Hansa A prova de que estávamos em outra época veio em um dos ápices de viagem, a famosa taverna Drakoon. Eu tinha lido no guia que era uma taverna com comida boa e barata, então resolvemos perguntar na rua onde era esse lugar. Mesmo com as indicações, levamos um tempo para achar, pois é simplesmente uma porta no principal edifício da praça central. O ambiente é realmente como uma taverna, com iluminação de velas, atendentes à caráter e que te respondem tudo de um modo curto e grosso (de propósito), com uma pitada de humor negro! Sensacional! As opções de comida são mínimas, mas excepcionais: caldo de cervo, tortas folhadas recheadas, salsicha e pepino à vontade. Por falar em penino, é um desafio pegá-los. Isso porque você se serve à vontade, mas os pepinos ficam em um barril que você tem que abrir e caçar os pepinos com um espeto. Em resumo, 15 euros no almoço, com direito a 1 pint de cerveja caseira, que também estava sensacional. Drakoon Praça central. A taverna fica na primeira porta desse prédio Malucos Saindo da Drakoon, decidimos ir atrás das passagens para ir até Helsinki, passar o dia seguinte lá. No total, saiu 66 euros, ida e volta para duas pessoas. O horário de saída era às 7:30hs e a volta às 17:30hs, sendo que cada trecho demora 2hs. Depois de compradas as passagens, passamos no Rimi para comprar guloseimas e cervejas para a noite. E foi isso! Rimi Dia 8 – Um pulo na Finlândia Acordamos cedinho e pegamos nosso café da manhã na recepção. O pessoal do hotel foi bem gentil e preparou um café da manhã portátil para levarmos para comer no navio. Do hotel até o ponto em que saem os ferrys foram apenas 12 minutos andando. E agora vai um conselho importante: chegue no máximo 30 minutos antes do horário de partida, porque o navio costuma sair até mesmo antes do horário! O ferry é bem grande, com direito a free shop e vários andares. Caminhando pelo navio, nos deparamos com essa cena: Faltou alguns passos para chegar no quarto Fiquei me perguntando o que leva um ser a ficar nesse estado, em pleno navio nos mares da Finlândia. A resposta estava no próprio free shop do navio: Sim! Bebendo desde criança... Dá nisso! Chegamos em Helsinki no horário previsto e fomos caminhando do porto até a praça do mercado, onde saíam os barcos para a ilha de Suomenlinna, que é provavelmente a principal atração turística de Helsinki. Nesse caminho, já deu para conhecer um pouco do clima de Helsinki. A passagem até Suomenlinna custa cerca de 3 euros e você compra por conta própria em uma maquininha que fica ali onde os barcos saem. A viagem é rápida, cerca de 10 minutos apenas. Pegamos o barco até a ilha às 11hs. Chegando lá, o negócio é sair explorando a ilha com um mapinha. É um lugar muito bonito, que abriga uma antiga fortaleza construída para defender as antigas províncias suecas de invasões estrangeiras. A parte ruim é que, por ser inverno, a maioria dos restaurantes, cafés e museus da ilha permanecem fechados. Sem dúvida foi o lugar que senti mais frio, principalmente pela mistura de chuva e vento. Mas valeu muito a pena! Praça do mercado Trabalhadores de Suomenlinna Suomenlinna É bom se proteger! Do frio... Voltamos para o centro de Helsinki no barco das 13:20hs. Chegando lá, fomos direto conhecer o mercado central, que fica bem do lado de onde pega o barco para Suomenlinna. O mercado é pequeno, mas bem charmoso e caro. Praticamente só tinha turistas lá. Decidimos ir comer em um lugar mais barato (leia-se, McDonalds) e aproveitar para conhecer mais um pouco da cidade. Passamos em algumas lojas e paramos para tomar um café em um shopping subterrâneo, na frente da bea estação de trem. Quando era umas 16:20hs, pegamos o tram número 9 de volta para o porto. Esse foi o maior roubo da viagem: a passagem do tram saiu 4 euros! E não apareceu ninguém para checar se tínhamos a passagem. Um pouco antes de entrarmos no tram, começou a nevar bem fraquinho, mas ainda assim valeu a experiência. Mercadão Catedral Estação de trem Antes das 17hs já estávamos embarcando no navio para voltar para Tallin. Chegando lá, ainda deu tempo de passar no mercado para comprar mais guloseimas. A impressão geral é que dá para conhecer os principais pontos de Helsinki em um ou dois dias! Dia 9: Dirija com cuidado pela ponte Acordamos sem pressa, pois era um dia livre. Decidimos fazer o free tour às 12hs. Ele sai em frente ao centro de informações turísticas. A guia, Helli, era muito boa e também bem engraçada, com aquela pitada de humor negro nos comentários. Aliás, essa é uma característica dos estonianos, não é uma exclusividade dos ingleses. O grande negócio do free tour é que você paga o quanto quiser no fim do passeio, além de ser, provavelmente, o melhor tour que você poderá conseguir, pois a guia dá um enfoque grande nas curiosidades dos acontecimentos históricos, fazendo com que sua atenção fique presa durante todo o passeio. Por exemplo, uma história muito interessante que Helli contou foi a respeito da lingua estoniana. Reza a lenda que houve um concurso para ver qual era a lingua mais bonita do mundo e a Estônia ficou em segundo lugar, perdendo apenas para o italiano. O concurso pedia que os jurados avaliassem uma sentença de, no máximo, 7 palavras, sem que os jurados soubessem o significado da frase. Dizem que a frase estoniana era: “Sõida tasa üle silla”, algo como “Dirija com cuidado pela ponte”. Demos dez euros no fim do tour, sem dó! Free Tour Eu, meu amigo e Tallin Tallin Após o tour, decidimos comer no restaurante Old Hansa, que é justamente onde a moça com a roupa medieval havia conversado com a gente no primeiro dia e nos dado uma moeda da sorte. O prédio do Old Hansa também chama bastante a atenção, por ser bem grande e muito bem localizado. O prato variava entre 15 até sabe-se lá quantos muitos euros. Na minha opinião, foi a melhor comida da viagem. Pedi o Game Pot, que é um prato que vem uma espécie de carne de alce e búfalo moída, com alguns legumes, uma torta e as berries da época. A comida tinha um sabor agridoce incrivelmente gostoso e diferente de tudo que já comi. Melhor comida da viagem Em seguida, saímos para comprar alguns chocolates e bebidas de presente no mercado, e ficamos a noite no hotel, tomando cerveja e comendo um lanche que havíamos comprado. Resolvemos nem sair para andar à noite porque o tempo estava bem chuvoso. Dia 10 – Jabba e suas quinquilharias Último dia de viagem, reservado para fazer as compras finais. Como era segunda-feira, todos os museus estavam fechados, então só restava gastar os euros que sobraram. Passamos a manhã em uma loja de música. Não resisti e comprei um micro-amplificador de guitarra. Em seguida, fomos comprar mais chocolate e bebidas. O chocolate típico de lá é da marca Kalev e a bebida principal é um licro chamado Vana Tallin, bem cítrico e doce. Como não poderia deixar de ser, fomos a tarde na cidade antiga para comprar algumas bugigangas locais. Paramos na loja de um cara que parecia o Jabba do Star Wars. Era tipo um russo de pele morena, bem gordo, que ficava sentado em um banco atrás de um caixote (uma espécie de caixa), com a calça meio aberta, só mandando nos capangas da loja. Compramos várias bonecas russas na loja (mesmo não tendo nada de estonianas) e dai na hora de barganhar o preço, o Jabba disse que não ia fazer desconto, mas dai pediu para um dos capangas pegar algumas quinquilharias e dar pra gente de presente. Acho que o Jabba achou que éramos espanhois, porque pegava as coisas e falava “Regalo! Regalo!”. Depois das compras, fomos comer na taverna Drakoon novamente. Que lugar! Mais a noite, fomo tomar cerveja no Pub Scotland Yard, que ficava bem do lado do hotel. O lugar era incrível, com um aquário enorme, decoração de uma casa inglesa, com várias armas na parede e as atendentes vestidas de policial. O pint de Guinness custava um pouco menos que 5 euros. Saindo delá, voltamos para o hotel para dormir um pouco e pegar o voô de volta às 6:50hs da manhã. E assim foi a viagem pelo Báltico. Sem dúvida, uma viagem mais do que recomendada. Não tem motivo para esses lugares serem tão pouco explorados. Tanto a beleza fascinante, quanto o custo menor do que a "Europa mais tradicional", são pontos de atração para qualquer um que queira fazer uma bela viagem.
  44. 1 ponto
    Certamente o roteiro mais barato envolve Hungria e Eslováquia. Áustria é de média para cara. Você pode substituir por República Tcheca ou Polônia, principalmente essa última. A Croácia não é caríssima, mas também não está entre as mais baratas em julho, assim como a Eslovênia. Lugares como Dubrovnik e Hvar não sairão baratos nessa época. A Bósnia creio que sairia muito em conta, assim como os demais balcãs menos turísticos (Albânia, Sérvia, Montenegro, Macedônia, etc). Creio que uma criança nessa idade não aproveite muito uma viagem a ponto de um roteiro ser mais interessante do que o outro. Acho que essa é uma escolha de vocês.
  45. 1 ponto
    Pessoas! Subi o Kili já faz um tempinho, mas caso queiram maiores infos, entrem em contato comigo! Abraços P.s: O SERENGUETI É O LUGAR MAIS ESPETACULAR DO MUNDO!!! Karibu Sana na Kilimanjaro!
  46. 1 ponto
    Onde ficar em Buenos Aires Para quem curte mais agito e vida cultural noturna, com certeza a pedida é ficar na região de San Telmo. Fora isso, o centro, perto da Corrientes, da Rivadavia ou da Av. de Mayo (entre a 9 de Julho e a Leandro Alem) é bacana porque é perto de tudo. Já a Recoleta ou o Palermo são bairros mais residenciais, com alguns hostels e hotéis boutique mais caros. A primeira vez que estive em Buenos Aires foi meio trash. Um grupo de jovens sem grana e ... fomos parar perto da Bombonera. Sério, não aconselho ninguém a ficar por ali. O hostel era bacana e bem barato ... mas só fique se for caso de poupar meeeesmo: http://www.hostaldelaboca.com.ar/ . As outras vezes foram mais light. Na segunda vez fiquei no Dowtown Mate e, apesar do quarto privativo ser beeeem pequeno, valeu: http://www.downtownmate.com.ar. Na terceira vez eu tinha uma reserva no Ritz (http://www.ritzbuenosaires.com). Chegamos lá à tardinha e o cara disse que não havia mais quarto! Coooomo assim? Ele disse que havia um vazamento de água no quarto que havíamos reservado e que o mesmo estava inabitável. Ah tá! E aí saímos a catar um outro hostel. Econtramos o Grand Hotel Epaña, bem pertinho do Café Tortoni e há uma quadra da estação de metrô. O preço era de hostel e era ótimo. Não servem café da manhã, mas valeu muito. Me senti num filme dos anos 50. O Grand Hotel não tem site, mas pode ir sem medo: http://goo.gl/08Z7kL. Outros hostels ou que eu tinha em vista mas não fiquei: http://www.hostelcarlosgardel.com.ar http://www.avenuehostel.com http://www.bastop.com http://www.southern-house.com.ar http://www.viluzyentrehostel.com.ar http://www.hostelcolonial.com.ar QUANTO TEMPO FICAR O básico de Buenos Aires se vê em 3 dias. NÃO DEIXE DE IR/NÃO DEIXE DE FAZER Café Tortoni. Casa Rosada (não vale a pena entrar, não tem nada demais) e prédio do Congresso. Livraria Ateneo. Cemitério da Recoleta. Visitar a Bombonera e o Caminito. Complexo Histórico e Cultural Manzana de Luces. Museu Histórico Nacional. Caminhar à noite pelo Puerto Madero. Ir até a Biblioteca Nacional e subir até o 3º ou 4º andar para ter uma vista magnífica. Caminhe pelos pelos parques do Bairro de Palermo: Passeo de La Infanta, Jardim Botânico, Jardim Japonês, Parque 3 Febrero (Rosedal). Confira a programação do Teatro Cólon, do Teatro Cervantes, do Centro Cultural Borges e do Centro Cultural Recoleta. Compre um jornal e verifique toda a programação cultural e gratuita da cidade. PARA COMPRAR Passage de La Defensa (antiguidades e brechós), Mercado de San Telmo: dar uma caminhada desde a Casa Rosada até a Plaza Dorrego (San Telmo) pela Calle Barcarce aos domingos é bem interessante. Livraria e Bar Classica Y Moderna. A Calle Florida abriga um comércio pulsante (a loja Fallabella é uma boa pedida). O Bairro Once (entre Puerrydon y Corrientes) concentra o comércio popular e ali perto está o Shopping Abasto. PARA COMER e BEBER Se o bolso aguentar a facadinha e se ninguém for vegetariano (como eu), jantar em Puerto Madero é fantástico. Para os bolsos menos afortunados, a dica são as Calle Chile e Humebrto Primo, em San Telmo, onde ficam vários restaurantes. Para beber: San Telmo, sure! Mas um drink (um só que seja) em Puerto Madero tem seu charme ... Algumas dicas de bares e restaurantes: http://www.hardrock.com/cafes/buenos-aires http://www.acabarnet.com.ar El Álamo http://goo.gl/rYjiCx http://www.asiadecuba.com.ar Bodhi – vegetariano http://goo.gl/eCXwnE http://www.reycastro.com Hooters http://goo.gl/j9WgV6 http://www.mitosargentinos.com.ar/ SITES ÚTEIS http://www.whatsupbuenosaires.com http://www.aliembuenosaires.com.br http://www.todobuenosaires.com/ http://www.vivabuenosaires.com.br http://www.metrovias.com.ar http://www.welcomeargentina.com/ ARGENTINA - ROSÁRIO Estive em Rosário, na Argentina, apenas uma vez. Na verdade, a ideia era ir até Buenos Aires, mas não haviam passagens para a capital usando o programa de milhagem. E foi aí que surgiu a ideia de ir até Rosário, para depois seguir de ônibus para Buenos Aires. Aliás, a viagem até Buenos Aires é super confortável. As estradas são ótimas e é rapidinho. Fica a dica. Não é “A” cidade que todo turista quer ver, mas vale dar um pulo. É uma cidade “jovem”, cheias de universitários e de vida noturna. ONDE FICAR Como eu iria ficar apenas uma noite e tinha – ainda – um espírito backpacker, fiquei no Art Hostel. É um bom hostel, o quarto excelente, com um ar condicionado que liquidou o calor que fazia na cidade: http://artrosariohostel.com.ar/ Outros hostels ou hotéis que eu tinha em vista mas não fiquei: http://www.hostelrosarinos938.com.ar/ QUANTO TEMPO FICAR 1 ou 2 dias já são suficientes para o básico. NÃO DEIXE DE IR/NÃO DEIXE DE FAZER O mais legal de Rosário é que é uma cidade que fica à beira do Rio Paraná. Assim, existem várias “prainhas” na cidade. A mais organizada é a Praia Florida. É bacana caminhar pela orla, e, para quem gosta, apreciar os peixes frescos que o rio oferece. Vale ir até o Monumento à Bandeira, o Parque España, o Monumento e Parque Independência. A cidade também tem bonitos teatros e museus interessantes, mas não tive tempo de visitar. Tem também a casa do Che (a casa onde “nasceu” Che Guevara), mas não se pode entrar. SITES INTERESSANTES http://www.rosarioturismo.com http://www.terminalrosario.com.ar/ http://www.rosario.gov.ar/sitio/paginainicial/turismo.jsp http://www.rosario.com.ar/ http://www.welcomeargentina.com/ MAIS EM: http://golivegotraveling.blogspot.com.br/
  47. 1 ponto
    Aqui segue o link com o texto original e fotos: http://theworldbyfon.blogspot.com.es/2013/07/las-fiestas-de-san-fermin-pamplona.html#links Las fiestas de San Fermin, Pamplona. Postado por Afonso Solak às 14:52 Em uma das pesquisas que fiz, vi uma definição interessante para as festas de San Fermin: "Uma festa em que todos comem e bebem como se não houvesse amanhã". De fato, passei por essa essa experiência em 30 horas consecutivas de Pamplona. Antes de iniciar o post de verdade, deixo duas coisas bem definidas: 1) Não sou adepto de práticas violentas com animais, mas isso não significa que não posso ou não devo ir a uma tourada, afinal não posso torcer para o touro? 2) Em espanhol "corrida de toros" é a tradicional tourada e " encierro" é a corrida de Pamplona, onde as pessoas correm junto com os touros. É fácil de confundir e falar besteira por aí! San Fermin ocorrre durante nove dias no mês de Julho e minha primeira impressão foi de parecer um Carnaval Brasileiro mesclado com uma Oktoberfest à moda espanhola. Como cheguei na cidade às cinco da manhã, encontrei de cara muitas garrafas vazias espalhadas pelo chão e uma profusão de bêbados caídos antes de completar o percurso de volta pra casa. O cheiro de urina, quase sempre presente, reforçou bem a impressão. Saí da estação, sem mapa e sem ter a noção de onde ir, mas não foi difícil saber onde seria o "encierro", afinal todas as pessoas pareciam seguir para uma mesma direção e seguindo-as em pouco tempo fui parar em frente a Plaza de Toros. Antes mesmo do sol nascer os "carpinteros", utilizando vestes marrons, iniciavam seus trabalhos montando as barreiras que demarcam o trajeto do encierro. Em trabalho em conjunto a polícia afastava as pessoas da "pista" e eliminava aqueles que pareciam muito bêbados e ainda queriam correr. Os bêbados recebiam um adesivo na camiseta, que depois seria exibido com orgulho! Bobeira! Depois de montadas, as barreiras, são concorridas por aqueles que querem ver a maior atração da festa. E não é fácil tomar um lugar. As barreiras da frente, as que estão em contato direto com os touros, não são ocupadas e acabam sendo a posição da polícia, do resgate e da imprensa. Embora eu tenha tentado, não consegui minha posição pois havia chegado tarde. O jeito foi comprar um ingresso e assistir o encierro dentro da Plaza de Toros. Quem nasce me Pamplona corre no encierro porque se orgulha desta tradição. Os estrangeiros são atraídos pela adrenalina. Pela tradição, as esposas e namoradas pagam churros e chocolate quente para os rapazes que correm. Os corredores levam em uma das mãos um jornal enrolado, com a mão esticada para trás, ele serve como um aviso, caso algo chegue muito perto. Assim, reduz-se o risco de cair ou atropelar alguém olhando para trás para ver onde estão os touros. Pois bem, entrei na Plaza, procurei meu lugar e abri minha sangria e meu bocadillo, como a maioria fazia ali. As estatísticas dos touros eram exibidas num telão. Nesse, dia correriam Calderero (585kg), Incapaz (565kg), Heroína (605kg), Malicioso (595kg), Guardés (610kg) e Flamante (650kg). As oito em ponto, surgiu no telão o foguete que dava inicio ao encierro. A porteira foi aberta e os touros saíram em fúria pela rua. Pouco a pouco vinham ganhando distância e chegando perto dos corredores. O desafio maior era ultrapassar a "curva de la estafeta": Uma esquina de noventa graus, onde acontece o maior número de acidentes. Passada ela, se está na última reta até a Plaza de Toros. Em menos de dois minutos os primeiros corredores já atingiam a Plaza. Foi aí que, por uma fatalidade, Pamplona vivenciou um "tapón histórico": Logo na entrada, um dos corredores caiu, e serviu de obstáculo para os demais, que acabaram por cair também. O tumulto foi aumentando com a chegada de mais e mais pessoas que vinham antes dos touros. Num momento seguinte, já não se podia mais sair do amontoado de pessoas e os que estavam mais a frente estendiam suas mãos pedindo de ajuda. Segundos depois, os touros que vinham correndo das ruas atingiram o "tapón" e o que se via era um grande mistura agoniante de pessoas e touros. Que fatalidade! Com a ajuda do resgate as pessoas foram escapando e entrando para arena da plaza. E assim, o "tapón" aos poucos se desfez. O resultado foi mais de duas dúzias de pessoas hospitalizadas, que saíram carregadas pelas equipes de resgate. Para os que têm curiosidade, no fim do post, segue um vídeo mostrando o que tentei descrever. Mas o encierro não acaba por aí. Depois de que a situação fosse reordenada, os touros seriam soltos novamente para que os corredores mais metidos se fizessem de toureiros e os encarassem. E assim se fez. Lógico, que o público vibrava quando alguém era atingido. Alguns se tornavam ídolos por alguns instantes, quando conseguiam segurar nos dois chifres do touro e sair carregado. No mínimo, estúpido! Os Pastores, são antigos toureiros, ajudantes ou aspirantes a toureiros que auxiliam no trabalho de recolhida dos touros. Eles entram na arena conduzindo um grande touro, maior que e mais imponente, porém "domesticado", que parece impor respeito aos demais toros. Com bastões eles fazem com que o touro corra até a porteira que leva ao curral. E assim o encierro do dia se acaba. Os seis animais que correram o encierro serão os touros da tourada do fim do dia. Durante o dia, a festa realmente bomba! Artista de rua, apresentações, concertos e muita Sangria preenchem os dias e as noites. A roupa obrigatória consiste em camiseta e calça brancas, com um lenço vermelho (pañuelo) e uma faixa vermelha na cintura. Os mais bêbados passam do branco para um rosa claro, devido as manchas de bebida. Os que não se vestem assim, são "giúris",turistas. Ás onze da noite, acontece o festival de fogos de artifício, onde a cada dia, compete uma região da Espanha. Vi os fogos de Valência, e foram demais! Noite adentro em festa e por volta das cinco fui buscar meu lugar em uma das barreiras, para desta vez ver o encierro passar pela rua. Fiquei quase três horas pendurado em uma cerca para ver os touros passarem. Se foi loucura eu não sei, mas acabei conversando bastante com o pessoal que estava ali. E entendi porquê no dia anterior as pessoas ficavam tão bravas quando eu perguntava se podiam dividir um pouco do espaço comigo. Haja perna! Por vezes pensei que aquilo tudo não era uma coisa muito certa de se fazer, mas essa é uma tradição importante na Espanha e eu precisava ao menos conhecê-la, para poder formar uma opinião. Ao fim, descobri que gostei mais dos encierros que das touradas, pois nestes os animais nem sequer são feridos. Uma experiência que ficará memorizada. Seria isso, abraço!
  48. 1 ponto
    Oi Isa, Seguem as respostas: 1) Não chegamos a dirigir pelas estradas, mas em geral, as estradas na África são bem ruins. Na Namíbia, por exemplo, sai de um raio de 50km de Windhoed, é só estrada de terra e vazia. Não aconselho a sair de carro sozinha pelas estradas da África. 2) Como tínhamos pouco tempo, não optamos por transporte público entre países. E nas cidades pegamos taxi ou tinha alguém que contramos antes. 3) Ficamos mais em hotéis. 4) A África é um continente bem caro. Economizando bem, dá para ficar ao redor de 50/60 dolares. Mas dependendo do lugar é mais. 5) Sossusvlei na Namíbia, Victoria Falls no Zimbabwe, Zanzibar, Amboseli no Quenia, Serengeti na Tanzania. E tem vários outros! 6) As passagens são caras, não saberia te dizer um preço médio. Voamos de Namibia Airlines, Air Botswana, Proflight, Kenia Airways, entre outras. Todas bem seguras! Espero que ajude! Abraço,
  49. 1 ponto
    Pessoal, Acabei de retornar da África! Sensacional a viagem! Passei pelos 6 países acima e fui tudo tranquilo! Precisando de ajuda ou dica, é só entrar em contato. Abraço,
  50. 1 ponto
    Logo cedo, levantei e fui fazer as tarefas de manutenção contínua, do veículo. Fui reposicionar o veículo junto a uma vala existente neste estacionamento e realizar a primeira sessão “descarrego”. Não pensem que fazemos parte de uma seita ou algo assim. Nada contra, talvez nada a favor, também. Mas enfim... Diante das explicações por nós recebidas durante o treinamento para o manuseio do veículo, houve um capítulo que se referiu a essa necessidade, a de se retirar a água suja residual do banho e das pias e, às vezes, quando a coisa ficar obscura e mal cheirosa ao recinto, realizar o esvaziamento do depósito de “água negra”. É isto mesmo que está pensando... É esse o apelido simpático, para aquela “caca” toda. Uns 20 Kg de meleca. Ahrrrrggg! Dá nada... Vai que dá! Esta parte da tarefa completa, referente aos depósitos, não é diária, somente quando enche ou se acende uma luzinha no painel, específico a ela. Mas, se você mesmo perceber que a coisa tá pegando, deverá esvaziar e limpar este depósito, também. Olha, no momento da execução desta parte da tarefa de limpeza dos depósitos, você jura e promete que não vai mais fazer nada que encha este recipiente novamente. Está bem, a coisa não é tão braba assim... A retirada e a colocação deste depósito específico são de forma hermética. Não se toca em nada indesejável. Mas, quando vai iniciar este procedimento sugiro chamar todos os anjinhos que estiverem à volta. Pois a sessão “descarrego negra” vai começar... hehehe. É bem simples mesmo, sem problema nenhum! Só se certifica que o vaso está fechado na parte que fica aparente ao banheiro dentro do carro, com a alavanca travada. Vai até a porta do lado externo do veículo, onde se localiza este depósito, pega o recipiente e se dirige ao local do despacho propriamente dito. Basta retirar a tampa, derramar o conteúdo, passar água até ficar limpinho, repor o produto que dilui as “mazelas” e recolocar o depósito no local. Feito! Prontinho para encher ele novamente. Os campings ou estacionamentos, geralmente, possuem locais próprios para a execução das duas partes dessa tarefa: esvaziar o depósito de água servida (banho e pia) e esvaziar o depósito de água negra (caca). [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205160633.png 500 370.919881306 Legenda da Foto]Repondo água limpa no depósito – Camping - Paris.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205160845.png 500 373.156342183 Legenda da Foto]Tulha (porta maior) e Depósito detritos (porta menor).[/picturethis] Tomamos café da manhã “in loco”, se acostumando com a nova rotina e a nova casa e nos dirigimos a Andorra, passando antes por Zaragozza, que é a quinta maior cidade da Espanha. Somente após termos falado com a nossa cicerone VIP, a “Lady” GPS, logicamente. Essa moça nos passou uma enorme segurança. Tínhamos mais tempo para curtir a viagem, do que as outras que fizemos sem esse auxílio. Apesar de sabermos que os pedágios seriam algo misterioso e caro durante nosso trajeto, decidimos iniciar por uma autopista. Elas são sinalizadas com placas azuis em toda a Europa e são pedagiadas. E a cobrança é feita pelo mesmo tipo de sistema, normalmente. Você entra na via e de “cara” aparece aquelas casinhas que não te deixam dúvidas de que irá “marchar” com os “pila”. Aproximamo-nos das casinhas, entramos numa das cancelas, e não havia ninguém para exercitar o nosso portunhol. Ou seja, ou entendíamos a máquina que tomava conta do processo ou nem sei... Atrás de nós já estava formando fila... Nós estando montados num carrinho discreto e pequeno nem seríamos notados, deixe que esperem, fazer o que?! Para encurtar a estória, na pressão do momento, me lembrei de um comentário de um conhecido que tinha viajado para a Itália e me comentou o sistema dos pedágios de lá: _ Olha, que curioso o sistema de pedágio que conheci. Você entra na rodovia e vai até a máquina que fica numa das casinhas de passagem, aperta no botão e ela te emite um bilhete com a data e hora. Abre-se a cancela e você segue. Você vai pagar somente quando sair desta rodovia, e o valor será proporcional ao trecho percorrido. Além disto, eles medem o tempo que levou para cobrir o trecho. Assim saberão a sua velocidade. Bem, além do pedágio poderá ter que pagar uma multinha também...hehehe Maravilhas do primeiro mundo! Fácil e sem pardais. Pela análise visual e de minha memória, vi que o sistema deveria ser o mesmo. Só que, desgraçadamente, havia quatros botões: dois verdes e dois vermelhos. Calma nesta hora... Pensa! Vai que dá! Descobri rapidamente que o verde emitiria o ticket-recibo para eu seguir e o vermelho era para falar com alguém para auxílio. A esta altura do campeonato, já estava desconsiderando a necessidade de ajuda. Mas que tal?! Porém, os pares de botões verdes e vermelhos estavam posicionados em alturas diferentes, um mais para cima e um mais para baixo. Claro que era para atender a caminhões os mais altos e para atender veículos pequenos, os mais abaixo. Bah! Eu estava no meio termo, não tinha a altura de caminhão e era mais alto do que veículo pequeno. Pedalando para alcançar um dos botões verdes, através da janela do motor-home, consegui atingir o meu objetivo, dando uma dedada naquele botãozinho. Vale considerar um braço que ficou meio “roxinho” depois, de tanto esfregar ele na janela. Aleluia irmãos! Eu parecia Moisés vendo o mar se abrir a frente... A cancela se levantou e nos liberou a passagem. Peguei o bilhete, engatei primeira e me fui “a la cria”...hehehe Desse eu havia escapado. Ainda bem que a bandeirinha do Brasil, que eu fiz questão de colocar no motor-home, estava na parte da frente do carro. Senão, ia “pagar um mico” em nome de nossa nação. Mas, não levei nenhuma buzina por causa desta demora. Atitude compreensiva... É outro nível. Exemplo para ser seguido por nós. Olha, pareceu uma eternidade aqueles três minutos diante daquela máquina. Recompostos, viajando, maravilhados com as imagens diferentes das quais estávamos acostumados. Aquele solo meio árido, com pequenos montes e vales aonde havia plantações. Vez ou outra, de repente, surgia uma ruína ou até mesmo um castelo ou forte numa encosta ou num monte mais ao alto. Íamos tirando foto em movimento mesmo. A empolgação e a vontade de registrar o momento eram muito grandes. Chegamos à metade do caminho a Andorra, que era Zaragozza, num piscar de olhos. A estrada com três pistas em cada um dos sentidos e asfalto excelente. O motor-home seguia no limite da velocidade permitida de 120 km/h. Contando é de assustar, essa velocidade. Mas, vale lembrar de que a estrada permitia e nos dava segurança para andar desta forma. Se não fosse assim, certamente, aquela voz da “consciência”, que senta ao nosso lado no banco do co-piloto, quando estamos dirigindo, já teria me feito reduzir... hehehe. Na cidade de Zaragozza tivemos que sair da autopista. Decidimos ir ao super, para complementar a dispensa. Terror a vista! Apareceram aquelas casamatas típicas do pedágio à nossa frente, novamente. Numa delas havia um símbolo indicava haver gente para atender. Foi a eleita, lógico. O atendente pediu o bilhete e repassou o valor de 16 euros. Sem demonstrar que estava prestes a sofrer um enfarto, peguei o dinheiro e lhe paguei. Estava confirmado o que havia lido na internet a respeito dos altos preços de pedágio na Europa. Entramos enfim em Zaragozza a capital do reino de Aragão. Uma cidade grande, mas com facilidade encontramos um supermercado. Consegui estacionar o carro e fomos às compras. Minha filha decidiu ficar no carro para dar uma geral e arrumar as roupas de forma mais eficiente ao nosso uso nas novas condições e espaço. Entramos naquele universo que parecia um supermercado, mas tinham algumas coisas que eram muito diferentes para nós. A maneira de eles organizarem e venderem os hortifrutigranjeiros eram peculiares: a apresentação, as variedades diferentes e o uso da balança ser manuseada pelo cliente foram inusitados. Assimilamos rapidamente tudo aquilo. Tínhamos que consumir o menor tempo naquela tarefa e seguir viagem, para se aproveitar mais no destino seguinte. No meio daqueles corredores, a minha esposa me sugeriu que eu fosse pegar um carrinho para facilitar com as compras. Dirigi-me até a entrada novamente, provável nicho desses bichinhos rodantes, quando fui pegar um, percebi que ele estava indócil. Não queria seguir comigo. Olhei melhor e percebi que estavam todos presos por cadeados e correntes. Pensei e me afastei um pouco... Enquanto olhava em volta, notei que cobravam para o uso do carrinho. Não tinha como evitar o pensamento: _ Bah! Onde fica o balcão da locadora desses autos? Vou olhar e ver se pego o básico. Será que tem pedágio essa estrada? _ Quer saber, é pouca coisa, vou segurando na mão mesmo! Pão duro que dói na alma... hehehe. Não conseguia acreditar naquilo. Os loucos donos do estabelecimento, ao invés de estimularem o cliente a comprar mais, dando-lhe o conforto básico, cobram pelo serviço. Fiquei tão indignado que fui ao encontro da esposa loja adentro, que nem vi umas cestinhas dando sopa por ali. Com acesso grátis. Por elas, eles não cobravam... hehehehe Demorei um pouco para encontrar a companheira. Estava com o rosto escondido atrás das coisas que levava em seus braços. Repensei no carrinho... Dá nada, vamos que dá! Havia esquecido que estava no supermercado com a esposa. Compra-se um pouquinho a mais do que o necessário... hehehe A lista era pequena, mas chegamos ao caixa chutando alguns pacotes por falta de braços. Só compramos produtos de primeira. Imagina o óleo de oliva virgem espanhol?! Coisa de louco! Quase peguei o galão de 20 litros, que tinham por lá. Pensei ser um pouco de exagero de minha parte e o troquei por de 1 litro. Mas, fiquei em dúvida... Hehehe Durante a espera na fila do caixa percebíamos que o pessoal era ecologicamente correto. Todos traziam suas sacolas de casa e não usavam as sacolas plásticas que estavam sobre o balcão. Não iríamos poder fazer o mesmo, teríamos que usar as sacolinhas. Não havendo ninguém para empacotar, comecei a me posicionar para a execução. Logo já fui avisado do preço unitário, tão logo peguei a primeira sacola. Enlouqueci e quase me esqueci que não estava em casa e que deveria cumprir as regras do local. Sutilmente, deixei a esposa pagando a conta e fui fazendo o transporte das compras, levando-as nos próprios braços mesmo, para o motor-home que se localizava perto da porta de saída. Na primeira viagem, convidei minha filha para dispor de mais braços. Fiasco a parte e risadas que durariam a próxima etapa da viagem, passamos a régua, fechamos a conta e fomos em frente. Ainda meio zonzo com o preço do pedágio pago anteriormente, seguimos as orientações obtidas nas leituras “internéticas”. Optamos por estradas nacionais e não mais pelas autopistas. Assim, poderíamos vivenciar melhor a região e economizaríamos em pedágios. Levaríamos mais tempo, passando por dentro das cidades e povoados, mas veríamos mais de perto a cultura e o costume do povo local. Pedimos novamente auxílio para o nosso GPS e, desta vez, para que se evitassem as estradas com pedágios. Seguindo nesta nova opção, a estrada continuava boa, às vezes pista dupla nos dois sentidos. Havia mais curvas e parecia ter maior movimento. Principalmente de Autocaravanas (motor-home para os espanhóis). Opa! Pareceu-nos que tínhamos dado um tiro certo. Curiosamente ou logicamente essa nova rota seguia quase que em paralelo à autopista. Coisa que também observávamos rodando na autopista. Tentamos por diversas vezes sair dela para pegar esta outra via, mas não era possível. Pelas estradas de toda a Europa, quando você entra na autopista não tem saída, exceto através das casamatas de cobrança do pedágio. As rodovias são todas ladeadas por “guard rails” ou muretas. Em alguns lugares específicos, existem portões trancados a chave. Esses portões, permitem apenas a entrada em propriedades particulares à beira da autopista. Impressionante! [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205161116.png 500 376.093294461 Legenda da Foto]Autopista Madri a Zaragozza (ES).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205162259.png 500 375 Legenda da Foto]Castelo – Forte ao largo da autopista.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205162133.png 500 375.362318841 Legenda da Foto]Fortificação – Pirineus - Andorra.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205162506.png 500 375 Legenda da Foto]Andorra Velha - Andorra.[/picturethis] Por onde andamos, na Europa, a paisagem, o estilo do povo, construções e a apresentação das coisas no geral mudam repentinamente. Mesmo, tendo andado por poucos quilômetros. Eles fazem questão de manter os seus hábitos e costumes regionais próprios. Dificilmente se mesclam com a cultura vizinha, exceto por alguns detalhes. Percebemos isto claramente quando estávamos chegando a Andorra. Claro que estávamos saindo de uma região baixa e nos aproximando de uma cordilheira, os Pirineus. Por si só, obrigaria a mudança repentina do visual. Mas, no geral, sempre chamava a nossa atenção para esse fato. Esta cordilheira faz quase a total divisa entre a França e Espanha, incluindo Andorra. Ali, onde estávamos chegando, tudo era mais florido, havia mais jardins. As casas apresentavam flores em suas varandas e para-peitos. Muito bonito mesmo! Entramos na cidade-capital Andorra Velha. Ela é um grande “free-shop” a céu aberto, com várias lojas. Além de ser e manter uma bela estação de esqui, também. Aliás, as estações de esqui da Espanha e França, localizadas nos Pirineus merecem a atenção dos amantes deste esporte. Sempre a primeira tarefa ao se chegar a algum lugar de motor-home é achar um local para estacionar o “bichinho”. Pedimos ajuda novamente, uma mãozinha ao GPS, além também de uma guarda de trânsito loura e de olhos azuis, que nos indicaram uma ótima solução. Estacionado o veículo... As mulheres se foram às compras e eu em busca de internet. Chegava a hora de ver como as coisas estavam no escritório. Pura bucha! Combinamos aonde iríamos nos encontrar e nos separamos a partir dali. Encontrei uma internet e um bom pretexto para degustar mais um tipo de cerveja sem álcool. Tive que ir num bar e comprar uma cerveja, para ter direito ao acesso à internet. Valeu à pena. Consegui fazer o que eu necessitava, bebericando a cerveja e vislumbrando uma vista das montanhas ao redor. Esplendoroso! Não fossem os “pepinos” que tive de resolver durante o meu contato com o escritório... Estaria 100% perfeito! Passado algumas horas, o pequeno grupo se encontrou novamente conforme o combinado. Passei meu celular para as moças, tiraram algumas fotos com ele pelos arredores, entraram na internet novamente, aproveitando que estávamos ainda próximo aquele bar. Conversaram com os seus contatos e enviaram as fotos da onde estavam naquele momento. Que coisa! A tecnologia muitas vezes atrapalha e afasta as pessoas, as isola em certos momentos. Mas, neste caso e outros, ela é muito legal e prestativa. Tenho esse conceito mesmo sendo da área de informática. Vale comentar que esse telefone, além de possibilitar tudo isso, permitiu eu acessar computadores à distância para resolver algumas questões. Apenas usando alguns aplicativos específicos para isto, instalados nele. O próprio GPS que usamos durante a viagem, mapas de cidades, descrições de lugares, roteiros, etc. também estavam instalados nesse mesmo Smartfone. A única coisa que esse aparelho celular não fez durante a viagem foi realizar ou receber chamadas. Com um chip de um plano do Brasil instalado nele, o serviço de deslocamento cobrado seria impagável. Além do mais, tínhamos outros recursos para nos comunicar usando a internet via wi-fi. Particularmente o programa do GPS, foi muito prático estar instalado no celular, fácil de carregar. Por muitas vezes usamos ele como orientador de rota para pedestre. Localizávamos rapidinho algum lugar, quando estávamos andando a pé, pelas cidades. Quando se anda de motor-home, se tem uma liberdade inigualável. Segue, pára e volta quando se quer. A dificuldade, às vezes, é de encontrar um estacionamento, por causa de suas dimensões mais avantajadas do que um carro de passeio normal. As ruas em muitas cidades da Europa são estreitas demais para esse tipo de veículo. Mas, nada que impeça de se chegar ao destino que se deseja, basta tomar cuidado ao passar por elas. Tecnicamente falando, não há proibição alguma ao conduzir motor-home dentro das cidades. É permitido que se estacione como se fosse um veículo pequeno, desde que não acampe, ou seja, que não faça uma das “sessões descarrego” ou abra toldos, cadeiras e mesas não sendo em lugar especial para isto. Se o veículo estiver fechado de forma normal, poderá até dormir por ali mesmo, se quiser. Por lá, motor-home é que nem capim. O seu uso é muito difundido. Vimos muitas lojas de venda desses veículos, de acessórios em geral, muitos campings e estacionamentos específicos para tratar e receber esse pessoal que é usuário. Por toda a Europa, diga-se de passagem. Claro, é uma coisa lógica, o pessoal se aposenta, o valor de um veículo como esses é acessível por lá e, por fim, possuem uma vasta opção de destinos também acessíveis e próximos, independentemente, do país de origem. Você acaba vendo a cada dez veículos numa rodovia, sendo pelo menos três deles motor-homes. Numa situação de visitante de primeira viagem é mais sensato buscar um camping para passar a noite. É melhor, é mais cômodo. Não falo, necessariamente, por questões de segurança, mais pela comodidade quanto ao banheiro e a chance de se relacionar com outras pessoas também. Trocar experiências. Apesar de que o europeu é mais fechado. Não vamos pensando que encontraremos pessoas como nós brasileiros, que dá um pouco de conversa e já estão prontos para fazer uma janta ou festa. São mais recatados. Mas, são campistas afinal, mais maleáveis do que o europeu normal. Antes de qualquer coisa, são sempre educados, às vezes ríspidos para nosso padrão, mas educados. Num camping, poderá usar suas instalações: luz, internet, ducha, banheiro, piscinas, etc. Alguns são, realmente, muito bonitos de alto padrão e outros nem tanto. Todos são limpos, dávamos maior consideração aos banheiros. Pensa que quanto menos usar o seu próprio banheiro, menos fará as “sessões descarrego”, lógico. Mas, o não uso do banheiro do motor-home não pode ser uma coisa proibitiva. Senão, perde a praticidade de se andar ou estar na própria casa. Tem que se levar em consideração o conforto e asseio pessoal, também. Em resumo, manter-se tranqüilo, quando tiver que fazer o deságüe, se faz... Nos campings sempre tem os locais para esvaziar os depósitos de detritos e encher o depósito de água limpa, às vezes eles tem até água potável para isto. Mas, siga consumindo para beber a água mineral comprada. Ou melhor, beba só produto nacional para dar um apoio aos locais: vinhos espanhóis, franceses, italianos e/ou alemães. Não se esquece de experimentar as cervejas também, inclusive as que possuem sucos de frutas em sua composição. São produtos baratos e bons. Claro! hehehe Outra opção de estacionar o motor-home para passar a noite é você parar nos locais de descanso que existem em todas as estradas. É o local aonde param os caminhoneiros. Não existem postos de combustíveis imensos com uma estrutura absurda, como aqui no Brasil. Mas, também se encontra estacionamento junto aos postos de combustíveis. Como tudo na vida, se pagar, terá melhor serviço, ou seja, se estiver na autopista esses locais são melhores equipados. Possuem banheiros, para tomar banho, inclusive. Além de mesas para se fazer refeições. Também têm estrutura para atender o motor-home, com local para a descarga dos detritos. Sempre que visualizar nas placas o desenho do motor-home tipo RV com um triângulo (seta) apontado para baixo, significa que ali se aceita estacionar motor-home e que possui estrutura para deságüe. A forma de estruturar como se farão essas paradas vai muito de encontro de como está sua programação para a viagem, no geral. Se tiver bastante tempo, acho uma boa curtir o local que se visita e a estrutura de um camping, próximo a ele. Alguns campings são um verdadeiro SPA, com piscina, sauna, lagos e muito arborizados. Se não tem muito tempo, como no nosso caso, tem que pensar em ser eficiente e economizar, mas sempre mantendo a qualidade do pouso. Às vezes optávamos por um camping por causa da internet e às vezes usávamos a criatividade... Entrávamos na autopista, encontrávamos logo adiante um local para estacionamento, que poderia estar junto ao posto de combustível ou não. Nesses casos, usávamos a estrutura do próprio motor-home. Como sempre, fazíamos uma bela janta regada a vinho, cerveja e maravilhosos queijos. Tomávamos banho e dormíamos numa boa. No outro dia, cumpria-se a rotina do motor-home nas sessões obrigatórias, que não levava mais do que 15 minutos. Às vezes ficava difícil, nesses lugares, o abastecimento com água. Quando ela estava à disposição, raramente, poderia ser cobrada. Dependeria do estabelecimento ou local em questão. Se houvesse essa cobrança, tantávamos abastecer o veículo de combustível e verificávamos se próximo à bomba existia uma mangueira de água “dando sopa” por ali. Pedíamos licença e enchíamos o reservatório de água. Quando íamos pagar pelo combustível, passávamos na lojinha para repor os sucos, água mineral e “besterinhas” para se comer durante a viagem. Terminado isto, seguíamos por mais uns quilômetros até achar a próxima cancela, pagávamos o pedágio proporcional e voltávamos para as rodovias não pedagiadas. Nunca iria se gastar neste pedágio o que gastaríamos num camping, para somente passar a noite. Nessa operação nunca se gastou mais do que2 Euros. Foi sempre uma boa opção. Às vezes não havia outra...hehehe Por mais campings que existam na Europa com variados preços, eles tem hora para fechar e receber novos visitantes. Se passar desse horário ou dorme do lado de fora ou procura outra solução. Isto ocorreu muitas vezes conosco. Aproveitávamos até o último suspiro do dia...hehehe Dá nada... Vai que dá! Aqui vale alguns comentários a respeito dos postos de combustíveis, quanto ao abastecimento pela Europa. Raramente, você encontra alguém para te atender, seja no abastecimento propriamente dito ou para cobrar a fatura. Na saída de Madri ainda havia sido auxiliado por um atendente, mas não percebi que a coisa era do jeito “você mesmo que se selvice”. Na Espanha as coisas são ligeiramente próximas ao nosso costume, mas são europeus. Na primeira vez que me deparei à situação de não haver ninguém por perto para me auxiliar, deu um friozinho na barriga. Ai, ai... Lá vou eu sofrer como da outra vez lá no pedágio... Mais um mico a ser pago. Dá nada... Vai que dá! Olhei ao redor mais uma vez para ver se não havia, realmente, alguém para me ajudar. Nada, nenhuma alma. Bem, fui por comparação: maquina de pedágio, bilheteria do metrô... Humm... Fui olhar a máquina mais de perto. Na máquina, primeiro se paga e depois abastece. Podia pagar com cartão de débito ou com notas de euro. Para certas situações eu levei um cartão de débito daqui do Brasil da bandeira Visa. Nele você deposita (carrega) certo valor em Euros e usa na viagem normalmente, diferente do cartão de crédito. Consegue-se ele facilmente numa agência de viagem e é bem aceito pelos estabelecimentos. Nessas máquinas dependendo do país, às vezes conseguia pagar com esse cartão, mas às vezes tinha que pagar com dinheiro mesmo. Satisfeito a exigência da máquina, me dirigi até a bomba e abasteci o veículo com o valor previamente pago. Vale lembrar que nesses postos o combustível era mais barato do que os que tinham alguém para receber o pagamento. Sim, porque não ajudam no abastecimento e nem na limpeza de pára-brisa ou outro serviço de que estamos acostumados a receber em postos de combustíveis aqui no Brasil. É “você que se selvice mesmo”... hehehe Pois é, ainda não havíamos encontrado um lugar para dormir em Andorra. Além do GPS, também tínhamos uns guias de turismo e locais de campings na Europa, que recebemos da empresa que nos locou o motor-home. Pegamos algumas coordenadas e fomos à busca. Olhávamos no guia se o camping era pago ou não e se tinha os locais para descarte dos detritos, além da proximidade da onde estávamos no momento. Testamos uns dois e não gostamos. Claro que durante as idas e vindas estávamos passeando pela cidade e região, também era turismo. Mas, começamos a ficar cansados e com fome. Apelamos para a nossa “Lady”, para ver as suas sugestões. Levou-nos para um estacionamento, no alto de um morro. Em Andorra Velha é só morro mesmo...hehehe Estava com poucos veículos estacionados e tudo num enorme silencio. Sem vigia, somente alguns paquímetros espalhados. Bah! Dá nada... Vamos ver se é que dá! Estacionamos e os paquímetros não queriam me dar bola. Pensei e deixei assim, para resolver na amanhã seguinte. Se aparecesse alguém eu pagaria a ele, então. Estabelecidos no local, com uma vista do alto e parcial da cidade. Ali mesmo fizemos nossa primeira e gostosa janta no motor-home. Beleza! Banho tomado e satisfeitos fomos dormir. Naquele friozinho das montanhas, quase tivemos que ligar a calefação. Mas, o calor humano falou mais forte, “bombado” pela exalação da cerveja que tomamos no acompanhamento à ceia. “Bien cedito, no mas...” fui para o descarte e rotina básica do veículo. Olhei, olhei, conversei com alguns motoqueiros que chegaram para estacionar os carros e iniciarem suas trilhas de moto a partir dali. Perguntei sobre o pagamento do estacionamento e responderam que ele é cobrado de fato, somente durante a época de esqui. Bah, beleza! Sai dali e fui a um posto de combustível abastecer o veículo, novamente. Em Andorra, tudo era sem imposto, inclusive o diesel. Procurei um posto que me fornecesse água também, para o depósito. Segui na peregrinação até encontrar um que fornecesse água também. Rapidamente localizei um estabelecimento que tinha de tudo. Quando fui pagar a fatura, deparei no caixa com uma grata surpresa, o pessoal falava português. Nesta altura eu já falava quase todos os idiomas com os meus braços e mãos. Só no aceno...hehehe Quase fiz o mesmo para me entenderem em português...hehehe Força do hábito. Resultado da imersão cultural intensiva...hehehe Eu havia lido que existiam algumas colônias de portugueses espalhados pela Europa, a exemplo, Andorra e até mesmo na Suíça. Mas, na hora me passou batido até eu ouvir o som da nossa língua, estando naquele local. O curioso é que o cliente era português de Portugal e a atendente era uma brasileira. A atendente quando nos reconheceu sendo brasileiros ficou muito animada e saudosa de sua terra natal. Conversamos, em pouco tempo a moça contou-nos a sua vida e o porquê estava vivendo ali, aonde já tinha família constituída, inclusive. Deu-nos uns brindes do patrocinador do posto de combustível, nos despedimos dela e voltamos ao carro para seguir viagem. Quando ao lado do motor-home, estava parado um carro todo enfeitado para casamento, era um Rolls Royce de um hotel chic da cidade. Valeu a foto. Partimos. Antes de abandonar Andorra Velha, ficamos rodando mais um pouco pelas suas ruas e morros, para apreciar o capricho e cuidado com os jardins, casas e hotéis. Durante esse passeio de despedida decidimos que iríamos atravessar os Pirineus até França e de lá iríamos seguir para Barcelona, destino já planejado anteriormente. Para isto, tínhamos que pagar pedágio. Este, já na entrada. Pois, havia um túnel que justificava a cobrança. Olha, a estrada valeu os 11 Euros que pagamos. Montanha por todo o lado e a estrada serpenteava durante a descida. Muito bonito mesmo. Já estávamos nos preparando para conhecer os Alpes, através desta visão. Foi uma prévia. Nem nos incomodaram os minutos perdidos num engarrafamento durante parte da descida, formada logo antes da aduana da saída de Andorra, por conta do cenário que enchia nossos olhos. Quando chegou nossa vez de passar pela aduana deu aquele pavor que se sente nesses casos. Talvez, justificado pela arrogância de nossos policias, pelo uso da farda. Houve o engarrafamento, porque o pessoal diminuía muito a velocidade para apenas passar diante dos policiais, nada de mais. Claro, que tinham alguns veículos com a bagagem aberta, sendo vistoriada, pois, todos estavam saindo de uma zona franca, além de estar entrando noutro país. No mais, sem problema algum. Nós com placas da Espanha e bandeirinha do Brasil na dianteira. Os policiais sérios, mas com postura ao nível de sua posição, nada mais. Comportamento exemplar e digno. Na pista de sentido contrário, também havia fila. Mas, esta porque, na França era feriado e o pessoal veio fazer umas comprinhas no final de semana, em Andorra. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205163105.png 500 375.331564987 Legenda da Foto]Estrada pelos Pirineus - França.[/picturethis] Estávamos naquela estrada maravilhosa. Porém, diminuindo a sua largura cada vez mais, por conta da própria montanha. Olhávamos-nos e lembrávamos de que estávamos com um veículo meio fora de bitola para aquela situação. Dá nada... Vamos seguir, que dá! Não tínhamos como fazer a curva e voltar mesmo... De jeito nenhum... hehehe Íamos descendo aquelas encostas e vendo as casinhas lá embaixo. Exatamente como aquelas cenas de histórias infantis ou de fadas. Pequenas vilas com telhados diversos numa paisagem verde e florida. Tinha que me cuidar para não perder o rumo da estrada. Dali a pouco a paisagem escureceu e um som estrondoso ao nosso redor. Olhamos para o lado e vimos um grande incêndio na floresta, sendo controlado por bombeiros, por terra e ar. Eram helicópteros de toda e qualquer cor, por todos os lados. Traziam água e areia para sufocar aquele incêndio nos Pirineus. Um reboliço só. Mesmo assim seguimos sem maiores problemas, sem atrasos. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205163344.png 500 377.659574468 Legenda da Foto]Vila Francesa na divisa com a Espanha.[/picturethis] Pela mesma estrada, já na parte do vale, mais plana, íamos passando por vilinhas muito bonitas. Era o meio rural do sul da França. Que qualidade de vida viver naquela região... Havia plantações e vinhedos também. Logo mais adiante, os Pirineus iam se desmanchando em grandes coxilhas que davam graça à paisagem, com um toque diferente. Formavam-se vales imensos, muito bonitos de se ver ao longe, até a vista não alcançar mais. Numa dessas tentativas de querer parar para observar aquela paisagem estonteante, o intrépido motorista arriscou uma manobra para estacionar o motor-home num belvedere existente à beira da estrada. Crunch! Crac... Ops! Alguma coisa bateu em nós, pensei. Apesar de eu ter que apurar o passo para sair da estrada e estacionar, mesmo não havendo mais ninguém passando por ali naquele momento. Estacionei e fui ver o que havia ocorrido. Rapidamente localizei o estrago. Eu não tinha me dado conta do tamanho do veículo naquela manobra e fiz a curva mais fechada do que o necessário e raspei numa das setas que apontavam locais e direções, num totem de trânsito. P...que... iu! Para encurtar o relato: simplesmente fiz um furo na capucina (No motor-home tipo RV existe uma cama de casal sob a cabine do motorista) seguido de um arranhão que se estendeu até quando pegou a janela basculante superior traseira, e a quebrou toda em pedaços. Esta basculante era a ventilação da cama superior do beliche na lateral do carro. A partir daquele momento, imagina como ventilou esse local onde estava o beliche...hehehe Que M...! O que poderia ser feito?! Começava aí a insurgência para um “piti” daqueles. Fiquei muito mal. Imaginando que o passeio tinha acabado por ali mesmo. Aos meus olhos, eu tinha arrebentado inteiro o carro da empresa de locação. Tremendamente irritado, seguimos viagem. Muito mais devagar, para colocar a cabeça em ordem. Seguindo o roteiro e a condução do GPS, conforme o pedido: sem pedágios. Notei que cada vez mais a estrada se estreitava nesse trecho também, havendo casos de ter que dar ré e se reposicionar na pista para dar passagem. A região continuava bela, mas o humor não melhorava. De repente, tivemos que passar por baixo de um viaduto antiqüíssimo e em arco: _ Bah! Pára, pára... Vai bater em cima! Alguém gritou... Pedi auxílio à co-pilota, para que descesse do carro e me conduzisse durante a passagem. Ufa! Deu certo, passamos. Olha, se não fosse o fato ocorrido anteriormente, estaríamos rolando de rir. Mas, eu continuava muito mal... Me afundando na culpa de ter causado aquele acidente e ter estragado o carro. De nada adiantava tentar me acalmar, naquele momento. Com essa atitude, se sugeria mais problemas à frente... Mesmo com aquele cenário romântico daquela região: bosques, vilarejos, corredeiras seguindo a estrada, muitas flores e pequenos restaurantes que habitavam alguns lugares ímpares de se estar... Eu não conseguia me animar. Vez ou outra existia certo tráfego de carros em ambos os sentidos. Isto quando existiam os dois sentidos na estrada...hehehe Dito e feito! Pois não é que a bruxa estava solta?! Num certo momento, já ligado ao máximo quanto ao tamanho do carro para não mais esquecer, mas ainda abalado, tive que me espremer, espremer para não bater em um carro que vinha no outro sentido. Não adiantou. Raspei o motor-home no “guard rail” lateral. Olha, deu vontade de chorar nesta hora. Parei o carro e fui olhar o que tinha resultado daquela manobra: uma pequena marca de arranhão que passava pela porta de entrada da casa e ia até o pára-lama da roda traseira. O fato é que não houve grande efeito ou alteração no próprio carro. Mas, para mim eu tinha arrebentado o lado direito do carro, todinho. Bah! Estava muito mal mesmo e fiquei pior... E não tinha o que se fazer por ali, para tentar remediar a situação. Ou apenas dar um tempo para retomar o senso. Tínhamos que seguir. Era sábado. A janela arrebentada anteriormente deixou o carro violável. Pensa, Pensa... Tenho que resolver! Não restou outra opção além de me focar, para chegarmos à Barcelona o quanto antes. Poderia aproveitar o final do dia na tentativa de encontrar uma oficina para trocar a janela. Eu tinha que fazer isto! Nervoso, muito abalado, com pressa e com dois sinistros ocorridos em menos de trinta minutos, nas costas... Eu não deveria mais dirigir até me acalmar. Não houve voluntários... Então, pau na mula... Vamos seguir. Por outro lado, que menina viajada essa nossa cicerone, a “Lady GPS”. Poxa! Conhecia todos os becos por ali também. Bastava dizer a ela se queria um percurso mais rápido ou mais econômico evitando pedágios ou não, que calculava ligeirinho uma rota para seguirmos viagem. E se eu errasse a rota em algum ponto, não dava cinco segundos que ela recalculava e me fazia voltar à rota correta, planejada anteriormente. Os lugares, pelos quais o GPS nos fez passar, não tenho nenhuma reclamação a fazer. Só tecia agradecimentos ao programa de GPS pelo qual optei. Era tudo o que eu esperava dele. Proporcionou-nos passar e ver aqueles cenários maravilhosos. Cousa de louco! Brincadeiras à parte. Comecei a pedir ajuda aos céus naquele momento, para me auxiliar a conduzir com segurança o carro e chegarmos a tempo e intactos à Barcelona. Na viagem ia parando para ajeitar a janela basculante quebrada. Ventava muito para dentro. E de fato, o céu começava dar sinais de esperança motivando a mudança de comportamento. Pois, numa dessas paradas achei uma bolinha plástica do Mickey, lembrei-me de nossa cachorrinha que tinha ficado no Brasil. Trouxe-a de presente para ela. Um pequeninho sinal. Mais adiante a comprovação veio mais contundente. Pedido feito e atendido. Por mais absurdo que possa parecer, foi justamente no momento em que tivemos que ficar parados, por uns 20 minutos, por conta de um acidente grave a nossa frente, com uso de helicóptero para socorro da vítima, inclusive, que eu me dei por conta da pequenez dos meus sinistros anteriores. Afinal era só material. Estávamos todos bem. Agradeci e redirecionei o meu pedido, feito aos céus, para que desse tudo certo com aquela pessoa que estava sendo atendida e comecei a me concentrar no que iria fazer para resolver a questão da janela quebrada, com mais calma e clareza. A sua troca era um fator crucial para nós, por questão da segurança e da comodidade. Começamos a agir a partir daquele momento, enquanto aguardávamos a liberação da rodovia. Fomos pegando alguns telefones que estavam ao nosso alcance do seguro veicular e da locadora. Preparando-nos para quando chegássemos à Barcelona tomar alguma atitude prática para resolver a questão. Apesar dos pesares, já estávamos bem perto, faltava pouco para chegar. Portunhol mais afiado, já em Barcelona. Fui localizar um telefone público ou um posto de combustível. Encontrei um estabelecimento que mantinha um telefone público, rapidamente, ao largo da rodovia em que estávamos. Ao falar com o balconista, percebi que ele se esforçava mais do o normal para me entender. Bah! Estou tão nervoso que não consigo me comunicar. Lembrei-me que estava na Catalunha. O idioma deles é diferente do espanhol. Eles falam o espanhol, lógico. Mas, valorizam por demais, o seu próprio idioma catalão. Então, se fazem um pouco de desentendidos, principalmente, com estrangeiros. Mas, me atendeu muito bem. Explicou-me como deveria usar o telefone. Pois olha, algo básico, bastou colocar moedas de euro, discar o número e falar... Ainda um pouco nervoso, este processo me pareceu relativamente complexo...hehehe Fui falar com o proprietário da locadora que havia me passado o seu celular particular... Talvez ele torcesse para eu não usar esse recurso. Ele não contava com minha astúcia...hehehe Que nada! Se mostrou extremamente preocupado e atencioso. Perguntou-me se não seria possível eu seguir daquela forma, com a janela mesmo estando quebrada. Na tentativa de eu não me envolver com a manutenção do carro. Insisti, esclarecendo melhor a situação e a necessidade da substituição da janela. Ressaltou que era sábado e que a maioria do comércio já estava por fechar. Estávamos próximo das 20hs, horário de fechamento. Na Espanha eles têm a “siesta” (horário que se dorme depois do almoço), começam a trabalhar depois das 15hs ou 16hs estendendo-se até as 20hs. Isto nos favoreceu naquele momento. Mas, assim mesmo, era um sábado... E sábado é da mesma forma no mundo inteiro, apenas parte do comércio poderia estar aberto, imaginei. Seguia ao telefone, alimentando-o com mais moedas. O senhor do outro lado da linha me sugeriu que voltasse a ligar para ele depois de 30 minutos. Ele tentaria localizar uma empresa que estivesse aberta e pudesse me atender. Fiquei na maior torcida e imaginando que seria possível. Pois, em Barcelona existem mais empresas de motor-home do que em Madri. Mas, tinha que aguardar... Voltei ao carro e fui contar as possíveis boas novas. Liguei novamente e recebi a bela notícia de que havia encontrado uma empresa para reparar a janela do motor-home. Que coisa! O céu demonstrou toda a sua força e compaixão, novamente. Durante essa fala, a maior dificuldade foi para entender o endereço. Pela necessidade dele ser correto, tivemos que soletrar ao telefone. Bah! Nessa hora o idioma estrangeiro ficou complicado. Meu nível de estresse já estava pelas cabeças. Consegui anotar e repetir a ele para confirmar. Agradeci ao senhor pelo seu préstimo, me despedi e fomos tentar achar o local. Tentei programar o GPS, mas com aquela descrição do endereço ficou muito difícil. Olha depois de me bater de um lado para outro nos arredores de Barcelona, parei o carro e interpelei um grupo de pessoas que estavam entrando num outro carro. Perguntei onde ficava o hospital naquela localidade. Tinha como certo que era próximo ao hospital daquela cidade satélite, depois de tanto vagar e me certificar ao telefone com a tal empresa, a sua correta localização. Mais uma vez os céus conspiraram a nosso favor. A divindade baixou naquelas pessoas. Eles perguntaram aonde de fato, queríamos ir. Descrevi o endereço. Sugeriram que os seguíssemos. Levariam-nos até a rua aonde se localiza a tal empresa... Chegamos lá! Rapidamente mudaram de direção e seguiram o seu caminho acenando e apontando a direção que deveríamos seguir. Acenamos de volta em sinal de agradecimento e felicidade. Bah! Deu certo. Encontramos a empresa finalmente. Olhei para o relógio, eram 19:30hs. Tinha que dar tempo. Já na entrada me reconheceram. Pois, eu havia ligado para eles umas duas vezes para confirmar o endereço e/ou pedir as coordenadas do seu endereço. Olharam a janela e concluíram pela sua substituição, tudo muito rápido. Conduziram-me para o setor de acessórios e apresentaram o valor de uma janela nova: 340 euros. O dobro do que o senhor de Madri tinha comentado. Imaginei que estariam me passando a perna. Pedi para ligar para Madri, para eu falar com o dono do motor-home e me certificar melhor do que eu estava fazendo. Eu não tinha muita escolha a não ser que aguardasse até segunda-feira. Não poderia fazer isto, tínhamos que seguir viagem, o nosso roteiro já estava atrasado. E talvez o preço correto da janela fosse aquele mesmo. Dúvida cruel! Sem contar que o pessoal falava muito rápido, misturando o idioma espanhol com o catalão. Iam explicando e relembrando que em 12 minutos iriam fechar a empresa. Durante a conversa com o senhor de Madri, ele sempre muito gentil, me acalmou e sugeriu que eu aceitasse e pagasse aquele valor, que depois conversaríamos no meu retorno a Madri. Enquanto isto, ele acionaria o seguro para reaver o dinheiro a partir da nota fiscal. Parei com a neura e aceitei a compra. Repassei o telefone à atendente e entre eles resolveram e combinaram a parte burocrática e fiscal. Neste meio tempo já tinham me avisado que faltavam 7 minutos para fecharem a empresa. Bah! Que pressão! Mesmo já tendo decidido comprar a nova janela e o rapaz da manutenção providenciando a substituição, havia pressão... Pensei na possibilidade de pararem no meio do serviço de reparo, caso o relógio apontasse 20hs e ainda não tivessem concluído. Para minha surpresa, a substituição da janela não levou nem 4 minutos. Putz! Quem sabe, sabe...hehehe Cartão de crédito em mãos, apresentei-o ao caixa, paguei e me despedi antes que fechassem a empresa conosco lá dentro. Então, partimos para conhecer e encontrar um estacionamento em Barcelona. Mais aliviado naquele momento, apesar da culpa de ter causado um gasto não previsto, que ficou me corroendo por dentro. Que coisa chata! Rodando e olhando melhor ao nosso redor, não gostávamos muito do que víamos. Achamos Barcelona meio caída, pelo menos na região por onde estávamos passando. Pensávamos afinal que se justificava por se tratar de uma senhora que possui em torno de dois mil anos de idade. Por isto só, já merecia nosso respeito. Só por curiosidade, Barcelona é mais antiga do que Roma. Escolhemos um estacionamento simples, mas que ficava perto do centro. Assim, na manhã seguinte poderíamos sair à procura do ônibus de turismo e encontrá-lo mais facilmente. O estacionamento tinha um belo apelo a seu favor, tínhamos como vista a torre Agbar. Bem, tomamos um banho e fomos dar uma volta nos arredores. Antes disto, logicamente consultei os oráculos - GPS, para averiguar as atrações próximas de nós e descobri que uma das atrações que desejávamos ver era possível ir partindo a pé dali. Era a basílica da Sagrada Família, idealizada e projetada por Antonio Gaudi. Ao caminhar, e o fato de ser noite, a cidade começava a se mostrar mais organizada e muito mais bonita. Percebemos também que era segura. Muitos jovens caminhando e os bares, pelas ruas, cheios de apreciadores de cerveja e vinho. Todos numa infindável “Charla” de boteco. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205163753.png 375.796178344 500 Legenda da Foto]Basílica Sagrada Família - Madri (ES).[/picturethis] A formação das quadras e ruas de Barcelona, em alguns bairros, é típica de lá. Elas não são quadradas propriamente ditas, são chanfradas em suas pontas. Assim, o entroncamento fica mais amplo, dando uma maior visibilidade e certo charme. Chegamos à basílica. Estupenda! Muito bonita mesmo. Um trabalho de paciência. Para ser franco, acho que o Gaudi brincava com crianças na beira da praia de areia fina. Acho que todos já tiveram a experiência de fazer castelos de areia... É mais ou menos isto. Só que numa dimensão e riqueza de detalhes absurdamente maior. Além de incorporar a idéia de partes do esqueleto humano em seus pilares de sustentação. Fator que demonstra o sofrimento do homem. Nós, sempre que possível, gostamos de ver esses lugares turísticos à noite e, também, ao dia. Pois a visão e apreciação muda muito numa situação e outra. E acho que várias pessoas têm o mesmo gosto. Esses lugares sempre estão repletos de turistas em qualquer horário, exceto nos primeiros horários da manhã. As excursões demoram um pouco mais para se deslocar e começam a chegar a partir das 9:30hs. Satisfeitos, retornamos ao motor-home, jantamos e fomos dormir. Cedo da manhã seguinte, acordado, comecei a rotina. Porém, fui poupado da peleia com os depósitos. Estávamos num estacionamento simples, sem nada mais a oferecer do que a própria vaga. Não querendo mais perder tempo por ali e não querendo investir caro por quase nenhum serviço disponível, exceto o vigia. Decidimos nos dirigir em direção à mesma igreja que tínhamos visitado na noite anterior. Bem perto dali, havia bons lugares para estacionar na rua mesmo. Sabíamos que não existia restrições quanto a isto, mesmo sendo um motor-home. Estacionamos. Já tínhamos localizado um dos pontos de parada do ônibus de turismo. Compramos os bilhetes e iniciamos o nosso dia. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205164047.png 500 375 Legenda da Foto]Plaza de Toros - Última Tourada em Barcelona – Set/11.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205164308.png 500 375.730994152 Legenda da Foto]Palácio das Artes – Barcelona (ES).[/picturethis] Este ônibus possuía três linhas: região histórica, portuária e a nova Barcelona. Passamos por vários pontos turísticos que vale ressaltar: basílica da Sagrada Família, antigo palácio real, bairros nobres, centro financeiro e suas avenidas, futebol clube Barcelona, zona central, as Ramplas – centro de compras, Praça Espanha, Praça de Touros, Instituto Nacional de Belas Artes – Maravilhoso, fundação Juan Miró, parque olímpico, Museu Picasso, parque Guell, Casa Bartllo, a casa Milá (La Pedreira), monumento a Cristóvão Colombo, porto, aquário, praias, feira de artesanato (mouro e catalão – é bem diferente) e shoppings. Ufa! Não dá para acreditar, mas conseguimos passar voando por esses lugares todos. Claro, que em alguns locais descemos do ônibus e fomos curtir a atração de perto. Especialmente, no Instituto Nacional de Belas Artes que fica junto à Praça Espanha. Ambas as atrações são de “cair o queixo”. O conjunto arquitetônico, os chafarizes e o parque em si... Muito bonito mesmo! As obras expostas no instituto também não ficaram a desejar. Havia obras famosíssimas de diversos períodos: era romana, idade média, moderna e contemporânea. E não podíamos esquecer de que estávamos junto ao mediterrâneo, península Ibérica, já pensou?! Quanta história ao nosso redor... Apesar de termos a notícia que o passeio se estendia até a noite, repassando os pontos mais famosos e que haveria um show de luzes e águas dançantes na Praça Espanha, eu já estava “botando água”. Mas, sabe como é... Tem que se aproveitar até a última dobradura do ingresso. Fizemos o passeio noturno também. Nesta altura do campeonato já estávamos achando Barcelona a mais eclética, a mais interessante para se retornar numa outra oportunidade, para um passeio mais na calma, aproveitando a sua gastronomia mediterrânea, também. Estávamos podres! Andando de ônibus, já estávamos piscando o olho. De vez em quando, me lembrava do que tinha que resolver na próxima segunda-feira junto ao escritório, da janela quebrada e do carro arranhado. Bah! Estresse tolo! Para piorar, vinha uma impressão de receio, quanto ao carro ter ficado estacionado numa das ruas próximas à Sagrada Família. Calma! Vamos lá... Vamos ver no que dá. Terminado o passeio fomos de encontro ao carro. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205164521.png 376.116071429 500 Legenda da Foto]Aquário - Barcelona (ES).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205164805.png 369.803063457 500 Legenda da Foto]Ramplas – Barcelona (ES).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205165006.png 370.410367171 500 Legenda da Foto]Cais - Barcelona (ES).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205165207.png 371.490280778 500 Legenda da Foto]Centro - Barcelona (ES).[/picturethis] Antes, passamos numa quitanda, para comprar umas baguetes, queijos e frutas, para o nosso jantar. Nessas nossas empreitadas diárias não sobra muito tempo para almoçar. Ficamos a base de água e lanchinho rápido. Por um lado é mais econômico e, por outro, não se perde tempo. Ritmo de gincana... Chegando mais perto do carro, estava mais ansioso. Dei a volta no motor-home e “pimba”! Encontrei o que não queria: uma janela lateral quebrada, por alguma tentativa de se querer entrar no veículo. P...que partiu! Pensei comigo mesmo: _ Credo em cruis... @$#%#¨%[email protected][email protected]# _ Será possível que a coisa está ficando cada vez mais difícil assim, novamente? Será uma provação? Deu vontade de sentar e chorar que nem criança, ali mesmo na sarjeta, novamente. Nessas horas, por mais maduro que seja o que se quer, realmente, é um colinho. E eu já vinha num agravante progressivo: escritório, janela quebrada - já substituída e os danos na estrutura externa do carro por conta dos arranhões. E sabendo que teria que sentar com o proprietário para discutir a entrega do veículo e, certamente, isto me custaria mais algum dinheiro que eu não tinha previsto gastar. Somando, agora, esse novo sinistro. Isto tudo me deixou muito apreensivo e inseguro em prosseguir com a viagem. Uma situação delicadíssima! Bem, não sabendo o que fazer claramente, subimos no motor-home e seguimos em direção a Praça Espanha, aonde ocorreria o espetáculo de luz e água. Íamos conversando durante o caminho sobre o ocorrido. Cansados e com a falta de sensibilidade para aquele momento crítico... Puf! Eclodiu a encrenca. O mau-humor tomou conta, brigamos, estacionei o carro e pedi para ficar sozinho. Seria melhor assim, pois já estávamos nos chamando por nomes de santos e outras “cousas” mais...hehehe Sabem que quando a coisa fica assim o melhor é apartar o povo. Assistimos aquela maravilha toda de espetáculo, separados sem podermos compartilhar mutuamente. Ai, ai... Dá nada... Estávamos apenas no terceiro dia de viagem... Vai que dá! Reunidos novamente dentro do motor-home fomos localizar outro estacionamento, com o auxílio primoroso do GPS. Que mão na roda! Naquela situação e perdido sem saber para onde ir, seria uma tragédia dantesca... Esse novo estacionamento tinha banheiros e local para a “sessão descarrego”. Beleza pura! Já estava na hora desta missa novamente. Ao conversar com o atendente, tivemos uma dificuldade que nunca havia enfrentado antes. Simplesmente, não conseguia me fazer entender. Tentava o espanhol e nada. Tentava o inglês, piorava a situação. Sei lá se era o meu cansaço ou minha situação psicológica daquele momento. A coisa estava difícil. Até que consegui, após um resgate de uma vida passada talvez, um espanhol digno de se ouvir. Fiz-me, finalmente, entender. Consegui até acesso à internet, mesmo já sendo tarde. Que tal?! Fui tomar um banho num local mais espaçoso e sem consumir a água do motor-home. Queria “lavar a alma”. O legal do banho é que a cada cinco segundos tinha que apertar o botão para sair mais água... hehehehe Olha, não é fácil. A alma foi lavada a conta gotas. O jeito é aprender a rir de si mesmo, nessas horas... hehehe É a grande sacada para qualquer momento medonho, realmente! Voltei ao carro, comi ligeiramente alguma coisa e berço. Estaríamos de partida à França na manhã seguinte. Antes de partirmos decidi entrar em contato com o proprietário da locadora do motor-home e comentar com ele, o novo fato ocorrido. Prontamente ele se mostrou solícito e, severamente, prático. Eu estava necessitando deste tipo de chacoalhão. E vale a pena transpor a conversa para ver que as pessoas por lá são severas às vezes, mas também sensíveis. Não tentam tirar vantagem numa hora crítica. Apenas são justos. Claro que existem exceções. Ele me disse: _ Sr. Ramos estás correndo algum risco com a janela que arrombaram. Ela está totalmente rompida como a outra? _ Respondi: _ Não. Somente foi quebrado um canto. O pedaço arrancado, quebrado, o encontrei e está comigo. É possível ser colado, creio eu. _ Sr. Ramos gostaria que eu tratasse novamente com a mesma empresa ou outra, para a substituição desta janela, em questão? _ Respondi: _ Não sei. Sinceramente, não sei. Estou receoso por tudo isto que ocorreu e preocupado com a integridade da minha família e do próprio veículo também. Passou-se dois segundos que parecia uma hora completa. Certamente, ele uma pessoa já acostumada com esses ocasionais sinistros por que passam seus veículos locados, percebeu minha insegurança com relação a um problema corriqueiro e que, para ele, facílimo de resolver em sua fábrica. E me respondeu: _ Sr. Ramos façamos o seguinte, então. Não se preocupe mais com esses ocorridos. É uma coisa simples para eu resolver aqui. São coisas que acontecessem e não deve mais pensar nisto. Conversaremos sem qualquer agravo quando voltar. Não se preocupe. Apenas siga com seu passeio e aproveite ao máximo, com sua família. Siga em frente! Poxa, essas palavras foram um banho de confiança, para renovar os ânimos. Agradeci a atenção e me despedi sem mais delongas. Realmente, repassei o olhar pelo carro novamente e o vi diferente desta vez. Não eram problemas difíceis de resolver. Retomei a objetividade e praticidade novamente, como alicerce. Fiz a cerimônia da “sessão descarrego”. Estando espiritualmente também, já descarregado. As pazes feitas com a família. Tomamos um bom café. Seguimos viagem... Levando somente as maravilhosas lembranças desta cidade. Teve o gostinho de quero mais... Estávamos fora do cronograma. Ficamos mais tempo em Barcelona do que o planejado. Teríamos que acelerar. Sabíamos que as estradas não pedagiadas eram mais lentas, mas por outro lado, muito mais interessantes. Depois de 200 Km rodados, passando por belas paisagens, rios, trens de alta velocidade, boa estrada e muitas plantações de uvas, chegamos a Perpignan. Estávamos novamente na França. Nosso francês é nulo. E de pronto, tínhamos que ir a um supermercado repor a despensa. Logo ao passar por uma rótula, na entrada da cidade, avistamos um. Estacionamos e fomos à guerra da comunicação. Gestos para lá, gesticulações para cá e alguns balbucios, conseguimos encontrar e pegar o que queríamos. Coisas básicas: muito queijo, vinho e cerveja nacionais. Fazer o que, né?! Tínhamos que dar uma força para o povo local. Uma coisa que nos chamou a atenção foi a disposição física dos produtos dentro do estabelecimento. A parte central, uma grande área, somente destinado a frutas e verduras, pareciam estar numa foto para divulgação. Todas elas regadas a spray de água, borrifados quase que constantemente. E as “porcarias” dos empacotados e enlatados todos ficavam em gôndolas à volta, sem muita distinção. Que coisa! É outro nível. Valorizam muito a alimentação saudável. Coisas para se imitar mais consistentemente. Fomos ao caixa. Mesmo tratamento dado, quanto ao carrinho e as sacolas plásticas, do super anterior. Não preciso repetir...hehehe O sofrimento continuou. Aprendemos que as cestinhas eles liberavam. Só restava a fase de transporte até o carro. Ah! Para isto, já estávamos munidos de nossas próprias sacolas plásticas para algum imprevisto. Desta vez, o pior foi falar com a caixa para pagar com o cartão de crédito... Jesus! Nada de português, nada de espanhol, nada de inglês... Bem, a moça percebeu que ou ela se esforçava um pouquinho mais para nos entender, ou ela não receberia o pagamento. Apesar de eles serem meio rudes nessas horas, também estávamos práticos para enfrentar este tipo de ocorrência. Sempre nos mantivemos muito educados, sem exceção, afinal, além de nós mesmos, estávamos representando um país – o Brasil. Mas, endurecíamos quando se percebia que era capricho de europeu. Claro, que nos entendiam quando falávamos o português, espanhol ou inglês, mas eles queriam o francês. Imaginem a quantidade de pessoas que encontramos viajando de motor-home para cima e para baixo, muitos do leste europeu. Idiomas muito mais difíceis de interagir. Logicamente, enfrentavam algo parecido, mas continuavam seguindo... Nós, também! Claro que, quanto maior a cidade desses países e estando mais próxima à capital, mais fácil a comunicação em outro idioma, que não o próprio. Ás vezes parecia que estávamos na Torre de Babel, mesmo assim, nos comunicando. Feito! Resolvido esse pequeníssimo problema. Voltamos ao estacionamento e verificamos que ficou repleto de motor-home, ali parados. Uéi?! Era meio-dia e todos estacionaram para descansar e fazer o seu almoço ali mesmo. Mas que tal?! Se eles podiam, nós também. E sem pagar um mico...hehehe. Somente reposicionei o carro, para ficar numa posição mais agradável. Quando parei o carro, após esta manobra, olhei em frente e vi uma loja de reparos e acessórios para motor-home. Não resisti e fui até lá, após o almoço. Ao me dirigir a pé em direção à loja descobri outra peculiaridade dos europeus, por aqui também ocorre, pelo menos na cidade onde moro, botei o pé na calçada para atravessar a rua, mesmo sendo numa rótula, todos os carros pararam de repente. Senti-me um rei, dono da situação. Claro, que tinham os apressadinhos, nem tudo foi cem por cento. Mas, chamou a atenção mesmo eu tendo esse costume por aqui. Ao chegar à loja, que mudança de tratamento. Fácil, fácil, a comunicação. Com certo esforço entendiam até mesmo o português. Claro, as línguas dos países por que passamos bebem da mesma fonte: o Latim. Se era fácil para nós entendermos eles, até certo ponto, também teria que ser para eles. Fiz a cotação da janela e era mais ou menos o mesmo valor que havia pago pela outra, em Barcelona. Perguntei sobre a possibilidade de se colar. Aí, o francês deu uma de malandro para cima de mim, para minha surpresa e decepção. Quis dar uma de vendedor esperto. Disse que não seria possível e que poderia prejudicar o próprio nicho da janela. Pedi licença e me retirei. Definitivamente, me decidi em encontrar uma cola e reposicionar o pedaço que foi quebrado, na janela. Pegamos a estrada novamente. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205165522.png 500 375 Legenda da Foto]Divisa sul da Espanha e França – Muito Motor-home.[/picturethis] Mais videiras, mais oliveiras, castelos, fazendas e muito motor-home indo e vindo. Estávamos atravessando uma zona rural produtora de frutas e muito vinho. Muito bonita essa região do sul da França, junto ao Mediterrâneo. Não resistimos e paramos para comprar um vinho artesanal. Antecipando o comentário de quando o degustamos, o resultado foi uma bela porcaria! Acho que o produtor era, por demais, artesanal... hehehe Ou nos vendeu gato por lebre. Lá se foram 6 Euros, pelo ralo. Depois daquela investida do atendente daquela loja. Começamos a desconfiar da pureza dos franceses. Passamos por muitos vilarejos, alguns antigos, outros mais modernos. Muito charmosos. O que chamou mesmo a nossa atenção foi a arquitetura. Muito parecida com a nossa. Sejam nossas casas na praia ou na cidade, são muito parecidas. Até mesmo os cemitérios são construídos da mesma forma e modelos. Eles não possuem casarões que demonstram a soberba do dono. Independentemente disto, são todas muito parecidas, não importando essa distinção, como o é aqui no Brasil. Por aqui os mais abastados fazem questão de criarem bairros próprios, com seus casarões. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205165911.png 500 373.724489796 Legenda da Foto]Videiras – Sul da França.[/picturethis] Seguindo a nossa rota, antes de chegar a Marseille, nossa meta para passar a noite, atravessamos por Montepellier. Neste trajeto, seguindo a rodovia não pedagiada é possível passar ao lado de um forte e cidade medieval, que fica junto a uma salina. Muito curioso. Pois, ele ainda é habitado, ou seja, dentro dos grandes muros estão as casas que já passaram por algumas reformas, mas internamente totalmente ocupado por moradores. Fiquei imaginando a forma em que se vivia naqueles tempos, cidades ladeadas por grandes muralhas restringia muito o tráfego de pessoas e próprio comércio. Sem bem que hoje está pior, temos grades ao redor de nossa própria casa ao invés, apenas, ao redor da cidade. Além disto, haviam muitos barcos moradia, atracados no canal que passa ao largo dessas muralhas. Logicamente, hoje a cidade se expandiu além desses muros, mas mantendo esse monumento integrado ao cotidiano urbano, naturalmente. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205170122.png 500 376.470588235 Legenda da Foto]Forte/Vila “Aigues-Mortes” (Águas Mortas).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205170320.png 500 377.941176471 Legenda da Foto]Cidade Interna ao forte.[/picturethis] Ao chegarmos à Marseille, já de noite, fomos visitar a Basílica Notre-Dame de la Garde, que fica num monte com vista para toda a cidade. O acesso à igreja estava fechado. Só restou curtir o visual ao entardecer, ficando até a noite. Esta cidade é muito bonita. Apesar de ser portuária, resguarda o ar de um local interessante de se viver. O visual das falésias que circundam essa região é deslumbrante. Com a fome apertando pensamos em experimentar a pizza desta cidade. Tem a fama de ser a melhor, mesmo comparada à da Itália. Tendo na história, como sendo uma das primeiras cidades a terem o hábito de fazer esse prato, no continente. Encontramos um restaurante próximo ao cais. Visual de cinema. Falando nisto, esta cidade já foi base para alguns filmes, um deles é o “Carga Explosiva III”. Mostra pouca coisa, mas os primeiros momentos deste filme foram rodados por lá. Estávamos sentados com vista para os barcos e para o forte que fica bem próximo dali. Todo iluminado, causando um efeito fantástico. Quanto à pizza, muito boa. Mas, era uma pizza. Nada de tão especial assim. Mesmo insistindo com o pessoal do restaurante, em inglês, não sabiam ou não conheciam a história que lhe contamos a respeito deste prato em relação a sua cidade. Ficamos curtindo por ali mais algum tempo após o jantar. Retomamos a rotina em busca de um estacionamento. Aqui, o nosso cicerone (GPS), nos pregou uma peça. Nada que manchasse sua conduta excelente em nossa viagem. Como não há uma indicação ao GPS do tipo de veículo, esse quesito não era nunca levado em consideração. Sabíamos e, confrontávamos na prática, do formato e largura das ruas em muitas cidades por onde iríamos passar. Eram, em muitos lugares, ruelas muito estreitas. Mal passava um carro pequeno. Quem dera um motor-home. Como de costume, marcávamos onde estávamos e pedíamos a sugestão ao GPS, de um estacionamento ou camping, próximos daquele local. Respondia-nos prontamente e nós, seguíamos a rumo. Sobe morro, desce morro, vira à direita, vira à esquerda e as coisas iam se apertando para o motor-home. Chegou a um ponto que não havia mais como voltar, somente seguir em frente. Estávamos sob um monte aonde tinham casas muito bonitas e uma vista panorâmica, cinematográfica. Ao passar por uma delas, um morador estava recolhendo o seu lixo, paramos e perguntamos se havia alguma saída. Não sabia falar além do francês... hehehehe Calma, coragem... Vai que dá! Havia um sussurro ao fundo, vindo do banco a minha direita: “... Aonde vai nos levar? Volta, volta...”. Não tinha como voltar. A única coisa a fazer era curtir a paisagem: as casas, os jardins e a estrada estreita por onde seguíamos. Já estávamos com os retrovisores externos recolhidos e assim mesmo, as folhagens existentes roçavam o veículo. Ainda bem que não eram os muros... hehehe Pelo lado positivo, se verificava que andar de motor-home ficava cada vez mais versátil. Estávamos conseguindo fazer peripécias com ele. Apesar da dificuldade, seguíamos as instruções do GPS. Até que... Aleluia irmãos!!! Saímos daquele “brete” e localizamos o estacionamento. Ai, ai... Estava fechado. Puf! Apelamos para os guias de turismo e campings que havíamos recebido da locadora. Apontei as coordenadas no GPS, marquei um novo destino. Este local ficava nos arredores de Marseille, a uns 20 km da onde estávamos. Quando o GPS gritou: “... Você chegou ao seu destino...”. Olhamos a nossa volta e não vimos nada que pudesse parecer com estacionamento ou camping. Ai, ai... Sabe como é... Neste momento, coloca uma marcha lenta e deixa a intuição te levar. Pois, a coisa fica meio estranha mesmo. Ainda mais você num cansaço só... Fomos até um ponto e, na intuição, decidimos voltar. Pegamos uma rua diferente na volta a partir de um entroncamento. E... Pimba! Na mosca! Encontramos o bendito. Escondidinho numa praça repleta de árvores, distante uns 200m do local aonde marcavam as coordenadas. Isto é outra coisa que estávamos começando a aprender. A maioria das vezes, as coordenadas, vem com a parte dos segundos com apenas dois dígitos ao invés de três. Isto pode fazer diferença. Ou, o aparelho que a aferiu, poderia estar descalibrado, sem precisão nenhuma. Quando programar o seu GPS por coordenadas, e não achar, vasculha ao redor, que poderá estar por ali, bem próximo, ou o estabelecimento não existe mais... Enfim, o estacionamento que encontramos era gratuito. Maravilha! Tinha tudo para que fosse feito a manutenção do motor-home no dia seguinte. Um detalhe... As vagas estavam todas tomadas... Tchan! Apelamos para o jeitinho: posicionei o veículo de uma forma que coubesse no local e que não atrapalhasse ninguém, se outro quisesse movimentar o seu carro. Não fiquei numa posição excelente de estacionamento. Tudo bem! No outro dia logo cedo sairíamos. Tinha que dar certo... E deu! Na manhã seguinte, fiz a rotina básica em 15 minutos cravados. Quando fui embarcar no motor-home e preparar para seguir, veio andando em minha direção uma senhora dizendo algumas coisas em francês. Não entendi nada. Estava chateada com alguma coisa. Tentei me expor em seu caminho, para dar a possibilidade de ela falar comigo ou algo assim. Mas, muito rapidamente, ela entrou por uma porta que dava acesso ao escritório daquele local. Chamei e nada... Apesar de eu ser mau entendedor e mau leitor de francês, consegui me certificar novamente, através de uma placa na entrada, que o estacionamento era livre. Bem, embarquei e fui saindo bem devagar para que desse tempo de me atacarem, caso houvesse algo a ser feito... Aí percebi o que estava ocorrendo. Estávamos estacionados exatamente no ponto aonde, provavelmente, esta senhora usava para deixar o seu carro. Pois, o carro, estava colado em nosso motor-home. Pedi desculpas mentalmente, pelo pequeno incômodo causado, e fomos à luta estradeira. Agora estávamos entrando numa região que trazia uma lembrança lúdica, mesmo que de propaganda. Muito ouvíamos falar dela, seja por filmes ou músicas que ressaltam as belezas dos lugares, neste ponto do Mar Mediterrâneo: Toulon, Saint-tropez, Cannes, Nice e Mônaco. A famosa “Côte d´Azur” ou Riviera Francesa. Seguindo, mas já na Itália, também temos: San Remo e Gênova. Foi um prazer imenso dirigir por esta estrada. O visual é magnífico. A cor da água, as montanhas e as típicas casas e edificações em suas encostas, podem até provocar o término do filme da máquina digital, de tantos pontos existentes para se fotografar... hehe Lembrou-me a estrada Rio-Santos. Já, a parte arquitetônica, de Búzios. Claro que cada qual na sua proposta de clima, vegetação e disposição das coisas. Não dá para comparar quanto à riqueza versus pobreza ou glamour versus desorganização. Mas, muita similaridade, apesar da diferença de nível. Antes de irmos a Toulon, decidimos ir dar uma espiada em Cassis. Um local que a maioria dos turistas não freqüenta. Valeu a pena! Pequena, mas muito charmosa. Neste local, misturava-se a montanha rochosa e arborizada com plantações de uva e vista para o mar. Muito louco e bonito ao mesmo tempo. Num minuto estava passando por pequenas vilas e noutro passando por pequenos sítios com as plantações de uva. A qualidade de vida ali deveria ser muito ruim... hehehe Vale lembrar de que, a todo momento, concorríamos com muitos outros motor-home na estrada. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205170551.png 500 376.080691643 Legenda da Foto]Vinhas – Cassis (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205170743.png 500 376.436781609 Legenda da Foto]Balneário – Cassis (FR).[/picturethis] Ao chegar a Toulon já percebemos a sofisticação e mudança de ares. Claro, que durante toda a viagem estávamos cansados de tanto ver carros de grandes marcas: BMW, Audi, Mercedes, Porsche, Ferrari, Lamborguini, etc. Mas, a partir daquele ponto, parecia a coisa mais natural estar dirigindo um desses. Que raiva... Ô probreza! Hehehehe. Esses lugares faziam jus aos carros. É tudo muito bonito, limpo e organizado. Outra coisa interessante foi perceber que o trem seguia o litoral também, em paralelo à rodovia em que estávamos. Quem opta por esse tipo de transporte, se dá bem também, consegue curtir quase o mesmo visual, de quem está na rodovia. O pessoal de lá adora andar de bicicleta, correr, etc... Fazer algum tipo de esporte é coisa básica, por lá. Ao lado da maioria das rodovias e dentro das cidades também, havia sempre pistas para ciclismo e corrida. Inseridas naquele visual para inspirar e esquecer o cansaço da prática. O caminho era bem eclético seja na parte rural ou urbana, misturando o moderno com o antigo, mantendo sempre o requinte. Ficava estampada esta mistura, quando em vez, surgia um Chateau entre as colinas e árvores ao largo remetendo a imagem à Idade Média. Que coisa! Nós tínhamos pressa e não conseguíamos seguir. Havia muita coisa por olhar. Deu dor no pescoço de tanto girar a cabeça para todos os lados e tentar curtir tudo, mesmo que de relance. Mas, ficou na promessa, o retorno com uma visita mais extensa a todos esses lugares. Até porque, tínhamos curiosidade em ir ao interior do sul da França, partindo do Mediterrâneo, para apreciar melhor as vinhas e Chateaus. Curtir um passeio e degustação de vinhos e frutas. Ficou assinalada para uma próxima viagem até lá. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205171018.png 500 374.371859296 Legenda da Foto]Ciclovia –Estrada do Mar – França.[/picturethis] Ansiosos para chegar a Saint-Tropez, para conhecer a tão badalada e falada cidade. Povoada por casas de pessoas importantes e artistas de todo o mundo. Devem existir recantos escondidos e particulares para esse pessoal. Pois, para a maioria restam poucas praias ao seu redor. Muito intenso o uso de barcos, iates e veleiros nesta região também. Ressalto a palavra IATE. Alguns eram um exagero. Uma extravagância. Vinham munidos de: helicópteros, Jet-sky, botes variados e decks enormes. Sem falar na quantidade de integrantes da tripulação, para fazer funcionar os “bixinho”. Portavam bandeiras de diversos países do mundo. Alguns com símbolo de coroa estampado como detalhe. Quem tem muito dinheiro, tem que ter aonde e em que gastar, não é mesmo?! Algo tão caro que cobice a necessidade de se economizar uns trocados, para poder comprar um brinquedinho desses. No mais, a cidade era mais liberal, mesmo sendo concentrada nas ruas onde estavam instaladas as grandes marcas e grifes de vestuário, mundiais. Claro, que deveria ser outra distração aos “pobres” ricos que circulam por lá. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205171218.png 500 376.050420168 Legenda da Foto]Cais - Saint-Tropez (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205171420.png 500 376.237623762 Legenda da Foto]Praça – Saint-Tropez (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205171612.png 500 374.509803922 Legenda da Foto]Praia - TopLess – Saint-Tropez (FR).[/picturethis] Desse ponto em diante, também começamos a perceber uma invasão de vespas. Não se trata de insetos... hehe Apenas aquelas pequenas e ágeis motonetas. Elas são uma solução óbvia para quem quer se deslocar rapidamente por aquelas cidades e locais. Outros veículos versáteis, de sucesso, são: o Smart, Mini Cooper e o Fiat Cinquecento, que atingem o mesmo propósito, praticamente. São fáceis de dirigir e também de estacionar, naqueles lugares minúsculos e de ruas estreitas, quase maioria por lá, falando-se em trânsito. Com veículos como o motor-home é plenamente possível de passar por essas ruas também, algumas vezes com mais ou menos dificuldade. Raramente não dá pé. Para estacionar, num caso de ir visitar um monumento, museu, etc. é pura loteria. Às vezes se consegue facilmente, às vezes é necessário ir um pouco mais adiante até encontrar um local compatível com suas dimensões. Tudo beleza, tranqüilo! Enfrentamos situações adversas por falta de espaço ao motor-home. Em minha opinião, volto a usar ele como transporte e estadia. Sempre ele apresenta mais vantagens do que desvantagens. Sob diversos aspectos. Não resistimos e estacionamos o motor-home a beira-mar. Queria muito tomar um banho de mar. Fazia um dia com céu de brigadeiro. Rapidamente fui avisado, por membros de nossa tripulação, de que não tinha a indumentária necessária para o ato em si. Não fez parte do guarda-roupa para esta viagem. Então, tá! Fazer o que?! Decidi ir caminhar pela praia um pouco. E... Uéi! Olhei para praia e não vi areia. Estranho para mim. Lá algumas das praias têm pedrinhas no lugar da areia. Usam algum calçado ou chinelo para se banhar ou caminhar até um local onde curtirá aquela água azul e pegar um sol. Não rolou a caminhada também. Ficamos por ali andando na calçada mesmo, um pouquinho mais, para esticar as pernas. Não demorou muito e surgiu uma visão estonteante, outra e mais outra... Não parou mais. As mulheres, quase sem exceção, de topless. Mas, que tal?! Eu meio que constrangido diante de minha esposa e filha, disfarçadamente dava uma espiada. Lógico! Pois, se fosse uma praia de “sungaless”, certamente, também, fariam o mesmo que eu...hehehehe Sem o menor pudor, as moças, até as mais velhas senhoras, estavam esbanjando-se ao sol. Verdadeira “Fúria de Tetas” ou seria de Titãs... Sei lá...hehehe Pegamos umas pedrinhas para a lembrança, batemos algumas fotos das beldades, e seguimos. Quanto mais andávamos pela costa em direção a Cannes, verificávamos alguns hábitos e costumes ligeiramente curiosos. Por exemplo, aonde havia alguma faixa de praia com areia, mais próximo da concentração urbana, o local era tomado por vestiários particulares e, também, por guarda-sóis e cadeiras. Todos arrumados como para um desfile militar. Separados por blocos de cores e modelos, distinguiam seus proprietários. Em Cannes, vimos que ainda restava algum espaço para sofisticação. Os carros, as ruas, os prédios, a arborização, as esculturas, jardins, os cassinos e os hotéis, pareciam “casinha de bonecas”. Pelas ruas, havia alguns enfeites imitando balas gigantes, onde no papel tinha estampado a bandeira de algum país. Para a nossa surpresa, encontramos a do Brasil. Isto quer dizer que começamos a fazer parte de um novo círculo, dentre os países de primeiro mundo. E é fato, notávamos que muitos tentavam falar ou entender o português, geralmente, em lojas ou restaurantes. Claro! Na tentativa de agradar o cliente. É um início importante de mudança da visão dessas pessoas. E sempre que tínhamos oportunidade, frisávamos de que o Brasil era muito mais do que o carnaval. Belo, grande, eclético e afável. Mas, não tolo... Para que se mantivesse além do interesse, o respeito! [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205171842.png 500 370.762711864 Legenda da Foto]Hotel Carlton - Cannes (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205172036.png 500 380.341880342 Legenda da Foto]Praia de Cannes (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205172211.png 500 374.449339207 Legenda da Foto]Praia de Cannes (FR).[/picturethis] Nice também uma maravilha de lugar. Quanto filme já se fez por lá... O cais do porto, as suas encostas são únicas. Pontilhadas por prédios e casas, com arquitetura muito própria de lá. Só vendo e sentindo o espírito local. De certa forma, mistura-se ao estilo italiano de ser. É uma mescla. A sofisticação é diferente aqui. Sabe aquela parede descascada que enfeita um restaurante ou uma loja requintada?! É mais ou menos esse o espírito, mas em grande escala. Tudo muitíssimo bem conservado. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205172401.png 500 376.453488372 Legenda da Foto]Cais - Nice (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205172547.png 500 390.14084507 Legenda da Foto]Encosta – Nice (FR).[/picturethis] Durante parte do trajeto, andamos poucos quilômetros e vimos muito. E a distância entre esses lugares famosos e chiques são muito pequenas. Seria maravilhoso poder viver lá. Tendo tudo isto à disposição e a uma curta distância... Uma soberba! E todos esses lugares com algum atrativo especial próprio, com um apelo grandioso. Saint-Tropez pela calmaria e despojo – onde se encontram muitas residências de famosos de diversas áreas; Cannes pelo seu festival de cinema; Mônaco pelo Grande Prêmio de Fórmula Um; San Remo pelo seu festival de música. Assim, todas, mesmo que muito próximas, conseguiram seu próprio destaque no cenário mundial. Fomentando sua economia através do turismo. Digno de ser imitado. Só temos que aprender a manter a qualidade. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205172736.png 500 379.008746356 Legenda da Foto]Cais - Villefranche-sur-mer (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205172948.png 500 376.068376068 Legenda da Foto]Trilhos de trem - Villefranche-sur-mer (FR).[/picturethis] Nessas viagens, sempre ocorrem coisas inusitadas e coincidências, justamente para que possamos contar no retorno esses “causos”. Em Mônaco estava havendo uma recepção no palácio do príncipe. E advinha quem estava na fila dos carros que espreitavam a chegada ao palácio?! Nós mesmos. Com o nosso motor-home...hehehe Na boa! Eu me fiz de rogado e fui seguindo, pensando em tirar um foto bem de perto, de preferência da “ família real” completa. Mas, que nada... Logo um policial educado, me indicou que eu mudasse de direção, sem me dar chance de argumentar. Sem querer pagar um “mico”, fomos saindo. Mas, não perdemos a foto... Do palácio apenas... hehehe Passeando pela cidade voltamos até ali mais umas duas vezes. Sem querer atrapalhar em nada, e nem provocar um agravo diplomático. É que o local é pequeno, realmente. Assim, fui tentar localizar por onde passa o circuito do grande prêmio de fórmula um, especificamente, a curva do cassino e o túnel. Locais clássicos da corrida. Achei! Tocando a música mentalmente, da Globo, para o Airton, numa velocidade de Rubinho: “...tchan, tchan, tchan.....tchan, tchan, tchan...”. Percorri indo e vindo esse trajeto. Eu estava lá...hehehehe Está registrado! Hehehe. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205173217.png 500 379.710144928 Legenda da Foto]Castelo do Príncipe – Mônaco (MC).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205173358.png 500 377.167630058 Legenda da Foto]Curva do Cassino – Mônaco (MC).[/picturethis] Outro local que eu desejava ter podido ir era as estradas mais para o interior de Montecarlo. Existem estradas sinuosas e estreitas. Aonde a esposa do príncipe, Grace Kelly, se acidentou e morreu. Não que eu quisesse o mesmo fim, mas acredito pelo que pesquisei, o lugar é muito bonito para se conhecer. Nelas também foi filmado um dos filmes do James Bond. Simplesmente, não tínhamos tempo. Tínhamos que seguir em frente. Ficou anotado para a próxima viagem, também. Entramos na Itália por San Remo, clássica cidade italiana. Fomos recebidos desta vez, por um “enxame de Vespas” muito maior do que o anterior. Um absurdo! Essas pequenas motos é a opção massiva, como meio de transporte. Já estava escurecendo e começávamos a pensar em parar para jantarmos dignamente mais uma vez, naquela noite. Como sempre, estávamos além da hora do fechamento dos campings. Nunca chegou a ser um problema para nós. Só reduzia consideravelmente as nossas opções. Fomos em busca de um local para passar a noite. O idioma era outro agora. Nem por isto a dificuldade diminuiu. Também não dominamos o italiano. Apesar de que os italianos entendiam bem mais os nossos gestos...hehehe “Prego!”. Até parecem pássaros em pleno vôo, quando falam... Gesticulam e movimentam os braços como ninguém. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205173548.png 500 375.362318841 Legenda da Foto]Cotidiano - San Remo (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205173746.png 500 375.362318841 Legenda da Foto]Estufas nas encostas – Riva Ligure (IT).[/picturethis] Entre, duas ou três tentativas encontramos um camping que nos atenderia naquele horário. Optamos por camping, por necessitarmos de internet naquela noite. Fomos recebidos pelo proprietário e atendente deste camping. Ele veio todo doce e “meloso”, vendo a possibilidade de faturar mais um cliente naquela altura do dia. A forma com que nos abordou foi muito curiosa. Simpático ao extremo. Quando a oferta é muito grande, se desconfia... Seu esforço era tamanho que comentou ser conhecedor do Grêmio e do Internacional, quando disse a ele que morava próximo a Porto Alegre. Não sou fanático por futebol. Mas, que ele vai além fronteiras, vai. Entendíamo-nos através de todo e qualquer idioma possível e imaginável. Estava me sentindo um poliglota. Claro que a maioria das frases eram sustentadas pelos gestos de ambos. O português é inteligível para eles também, da mesma forma que o idioma italiano para nós. Quando se fala usando termos da língua clássica, basicamente, se entende muito bem pelos dois lados. Os termos clássicos, geralmente, coincidem nas línguas procedentes do latim. Conversamos mais um pouco sobre generalidades, combinamos o preço e acertamos ficar. Insisti que necessitava da internet, para trabalhar. Ele aceitou. Pediu-me um documento para ter como depósito de segurança e eu o forneci. Contrato informal, meramente. Costume de todos os campings por onde passamos, quando não pagávamos na entrada. Fui tomar um banho, aproveitando o banheiro do camping e depois dar uma relaxada. O local era muito bom, era bem asseado. Um belo lugar para se passar alguns dias junto ao Mediterrâneo. Jantamos e fui trabalhar um pouco, na internet... O nosso horário de parada coincidia com o meio da tarde aqui no Brasil. Eu conseguia ainda tratar de questões em horário comercial, no meu trabalho. Passaram-se umas duas horas desde que havíamos chegado ali. E de repente... A internet não acessou mais... Fui falar com o italiano para saber o que havia ocorrido. Informou-me que o tempo era apenas de duas horas. Eu havia frisado a ele anteriormente, que a internet era fator crucial, para termos decidido ficar por ali. Insisti com ele. Ele apenas me respondeu que teria sido um presente e nada mais, a concessão do acesso à internet. Na mesma hora, me subiu o sangue... Eu insisti com ele. Neste momento, foram por terra, as condolências e os bons tratos. Na tentativa de finalizar aquela situação, pedi que me cobrasse pelo uso, desde que me liberasse novamente a internet para eu trabalhar. O italiano, também exaltado, meio constrangido, sem falar mais nada, liberou o uso ilimitado desta vez sem cobrar a mais por isto. Nos demos boa noite e deixamos assim... Já haviam me dito que os italianos não eram fáceis. Eu estava provando na prática. Para grande parte dos europeus, ocorre de serem muito rudes ou até grosseiros, muitas vezes sem razão alguma. Deve ser hábito. O jeito é ser altivo com eles no mesmo tom. Assim, “baixam a bola” e retomam os bons tratos e comportamento respeitoso. Foi o que fiz. No dia seguinte, me levantei e fui tratar da rotina. Ansioso, queria encontrar o italiano e tentar esclarecer as coisas. Não queria deixar uma imagem ruim de minha parte. Não demorou muito e eu o vi. Conversamos como se nada tivesse ocorrido anteriormente. Beleza! Confesso que me senti muito mal com aquela situação por um bom tempo. Paguei o valor acertado. Retomei o documento que ficou em garantia. Agradeci a ele, e mesmo tendo razão, me desculpei pelo mal entendido. E, seguimos viagem. No caminho à Gênova, ao sairmos deste lugarejo onde passamos a noite, próximo a San Remo, haviam muitas, mas muitas estufas nas encostas daqueles morros. Eram usadas para a produção de hortaliças e frutas. Muitíssimo curioso e grandioso pela quantidade e pela extensão delas. Coisas que temos que aprender por aqui também. Lá, nos pareceu, que nada os impede. Se precisarem de estradas constroem. Se precisarem de viadutos ou pontes, constroem. Se precisarem de meios de transporte mais eficientes para atender bem o cidadão, os constroem. Se precisarem de espaço, o fazem. Se não há terra plana aonde vivem para plantar, plantam nas encostas usando técnicas para alta produtividade. E assim, por diante... É bárbaro! Acho que deveríamos ter esse raciocínio também. Principalmente, no tocante a realizar as coisas com mais qualidade, para durarem e servirem o seu propósito por muito tempo. Coisas grandiosas, que chamem a atenção e, por esta causa, impulsione outras tantas, não por soberba, mas pela qualidade e tempo de duração servil da própria obra... Dá para aliar a arte e a beleza de composição a essas construções. Incrementado a ela, o turismo de visitação, mais um benefício de resultado prático e pátrio... Entenda que nosso passeio por àquelas bandas, foi para visitar construções e locais com uma idade bem elevada: cidades, castelos, ruínas e museus, mas que ainda perduram. Por aqui, quando vamos fazer uma praça, uma estrada, uma ponte, etc. baseamos apenas no objetivo de que funcione, não importando se por alguns dias ou meses. Inaugura-se a obra e se transfere o problema para o futuro, próximo. Isto é deprimente! Senti-me muito frustrado nessas situações, ao comparar nossas estradas, a infra-estrutura, os meios de transporte (metrô, trens de carga, trens de passageiros, trens de alta velocidade, ônibus, etc.), pedágios, controle de velocidade, sinalização, policiamento, violência, assistência geral ao cidadão... Ah! Mas eles não têm o calor do nosso povo... É verdade! Embora, de uma forma ou outra, está se destruindo essa bela característica que possuímos, também. Estamos ficando com medo, sem esperança e amargurados. O desmando e a violência imperam. Parece não haver saída para nossas carências e problemas que estamos enfrentando em nosso Brasil, dado a conjuntura política e comportamento social habituais. Seguindo nesta linha de raciocínio e na tentativa de expor uma solução queria insistir em alguns pontos, fugindo um pouco do relato da viagem, que considero básicos, para atingir desenvolvimento e qualidade plenos, enquanto povo de uma nação. Retrocederia um pouco à velha forma para educar um cidadão, como ponto de partida. Recobrando algumas coisas como: respeito e valores morais. O que é certo, é certo... Não meio certo. Demandaria revitalizar bons exemplos de vida... Educação! Se apontarmos para a corrupção, mantenha-se digno sempre, dê bons exemplos, jamais aceite nem mesmo pequenos favores que facilitem em algum processo ou questão que possua na sua pessoal rotina. Ou seja, não corrompa e não se deixe corromper! Creio que, mesmo com certa morosidade e animosidade, é possível mudar se fizermos isto. Um dos motivos que decidi relatar minha viagem foi para estimular outros a irem conhecer lugares no primeiro mundo também. Terem o mesmo tipo de experiência que eu, através da vivência prática, comparar e trazer na bagagem as boas e positivas coisas, para mudarmos o enfoque por aqui. Creio que assim, jovens e outros em geral, conhecendo e rodando o mundo, fariam diferença no construir um Brasil melhor. Num tempo muito menor do que aquele alavancado pelo empirismo, ou seja, aprender o certo pela experiência do sofrimento. Sejamos mais capazes e inteligentes do que isto. Referente a comportamento, o que é bom e correto, se copia. Vamos continuar a viajar então?! Passamos por Gênova, voando. É uma bela cidade também. Possui universidade e porto, que agregam à sua economia. Não deixamos de observar esta parte da costa e o mar, principalmente, a forma com que usufruem e dependem dele. Desde as concentrações de pequenos pescadores com seus minúsculos barcos até o porto repleto de enormes navios cargueiros e de turismo. Curiosamente, ao passarmos por ali, nos pareceu que íamos entrar dentro de um transatlântico atracado, tamanha a proximidade que chegamos dele, ao fazermos uma determinada curva. Tudo se misturava: a rodovia em que estávamos, as vias urbanas e o porto. Coisa de louco... A organização junto à areia permanecia, quanto aos guarda-sóis e vestiários. Porém, já não havia mais tantas mulheres fazendo uso do topless, ou melhor, o não uso... hehehehe A montanha escarpada chegando até o mar, a vista do alto... Lembravam as fotos que por ventura vi em algum calendário, na minha infância. Trazia-me uma presumida nostalgia estar bem perto àquelas paisagens, de tirar o fôlego. Conforme o hábito, mesmo estando noutro país, víamos vários castelos e fortes ao curso de nosso caminho. A arquitetura já havia se modificado ligeiramente. Agora existiam casarões ou pequenos prédios de três ou quatro andares, com grandes janelas decorando suas fachadas. Estilo típico italiano. E o que era engraçado, às vezes, é que se via de um prédio ao outro, um varal com roupas estendidas ao sol passando por sobre a rua. Vimos isto numa rua principal chegando ao centro de San Remo, também. Os verdadeiros cortiços estão ainda por lá, contrastando com a modernidade de alguns prédios bem próximos. Esse senso de organização do visual das cidades, digamos que de gosto duvidoso, é inevitável com o progresso batendo à porta. O conceito e o jeito latino muitas vezes se impõem, e vai brotando os “puxadinhos” por todo lado, não tem jeito... Podíamos não ter herdado este costume por aqui... [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205173952.png 500 375.362318841 Legenda da Foto]Praia - Savona - Arredores de Gênova (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205174129.png 500 376.811594203 Legenda da Foto]Cais e centro - Savona – Arredores de Gênova (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205174303.png 500 375 Legenda da Foto]Varal - Gênova (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205174451.png 500 375.362318841 Legenda da Foto]Gênova (IT).[/picturethis] Não durou muito, nosso ensolarado segundo dia de passeio, contornando a costa do Mediterrâneo. Logo fomos avisados pelo GPS comandante, de que iríamos mudar de ares ao sinalizar um contorno à esquerda com direção a nordeste. Bem, tínhamos optado por estradas sem pedágio... Seguimos o comando. Queríamos chegar a Pisa logo, principalmente, porque queríamos estar em Florença antes do entardecer. Pelo menos planejávamos isto. Em nossos cálculos estávamos quase dois dias atrasados, em relação ao nosso roteiro original. Mas, seguíamos sem remorsos ou arrependimentos por isto. A nova estrada que seguimos, também foi maravilhosa. Era estrada de serra, muito íngreme, de curvas bem fechadas, um sobe e desce contínuo. O visual diferente também valeu pena. Eu já sentia o gosto em dirigir por ali, como sendo uma prévia de quando fôssemos atravessar os Alpes da Suíça para a França, dias mais tarde. Na verdade, estávamos bem próximos dos Alpes, apenas 300 km deles, na divisa da Itália, França e Suiça. Ponto onde fica o Mont Blanc. Este lugar também foi para a lista, para uma próxima viagem. A lista já estava ficando bem grande... Bah! Incrível como as cidades italianas que possuem um rio ao meio, são parecidas. Principalmente, na região da Toscana. Ao chegarmos a Pisa, percebemos o mesmo. As pontes e os casarios ao largo do rio formam uma cena muito pitoresca e igual a de outras cidades. A minha favorita, por este cenário compondo com um por do sol, é Florença. Mas enfim, fomos até a torre, passeamos pelas lojinhas dali e não escapamos da foto padrão... A tentativa de montar uma ilusão de ótica ao parecer que estávamos sustentando a torre. Outros preferiam registrar a quantidade de pessoas nesta tentativa, ao invés de fazer o mesmo. Muito engraçado... Por ali, além disto, não tinha muito que se fazer. Não entramos nem na igreja e nem subimos na torre. Compramos umas lembrancinhas, juntamente de uma colher de coleção. Ah! Sim... Trouxemos uma colher dessas, para coleção, de cada lugar importante que passamos. Retornamos ao motor-home, estacionado a uns 200m da torre, para seguir viagem até Florença. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205174720.png 500 375.757575758 Legenda da Foto]Rio Arno - Pisa (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205174855.png 500 385.989010989 Legenda da Foto]Catedral e Torre de Pisa (IT).[/picturethis] Pela nossa frente, muitos vinhedos e plantações de frutas cercados por álamos, que davam um charme todo especial àquela paisagem. Toda propriedade parecia uma espécie de floricultura de exposição. Tudo arrumadinho: a estrada, os canteiros, as vinhas, as frutas e uma casa construída de pedras para dar o requinte final. Essa região do norte da Itália até Roma que conhecemos, é muito linda! É tão charmosa quanto às regiões rurais da França e Espanha. Mas, incrível como através de detalhes muito sutis, elas se diferenciam entre si. O mais incrível é que todas elas possuem um fácil acesso a transporte, por mais remota que seja. Não andei em nenhum momento, por esses lugares, em estrada que não fosse asfaltada. Além das estradas, também existe o acesso aos modernos trens, de carga ou os de alta velocidade. Outra coisa para se copiar de lá e colar por aqui. Florença, já havia visto através de propaganda ou filmes rodados nesta cidade. Mas, quando chegamos lá, ao entardecer, estava próprio para se enquadrar uma foto. Foi de arrancar suspiros. Florença merece nota 10. Vale a pena ficar alguns dias por lá. Estava com pressa e queria alcançar o topo de um monte, que possui um mirante, para conseguir uma bela foto da ponte ”Vecchio” sobre o rio Arno, aproveitando aquela luz. Corre, corre... Vai que dá! Vamos lá GPS, acelera... Chegamos, estacionamos facilmente, ufa! Corremos para tirar a foto. Puf! Sinal de bateria fraco. Mas que coisa! Parecia brincadeira de mal gosto... Tiramos algumas fotos e a máquina fotográfica se desligou completamente. Bem, o jeito era curtir a paisagem e bater o restante das fotos com os olhos, guardando-as na memória... Opa! Lembrei do celular com câmera. Salvamos a pátria! Mais ou menos, né?! A câmera do celular não é lá essas coisas. Mas, fazer o que?! [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205175044.png 500 375 Legenda da Foto]Ponte e Torre do Palácio Vecchio - Florença (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205175234.png 500 379.008746356 Legenda da Foto]Davi símbolo de Florença (IT) (Michelangelo).[/picturethis]elo). Nesse local tinha muita gente fazendo o mesmo. Curtindo o por do sol ao som de alguns performistas clássicos, barrocos e outros de música instrumental moderna. O som estava muito bom além de eclético. Queríamos ficar ali a noite toda. Mas, estávamos com fome e cansados novamente... Preferimos a luta, para achar um lugar e passar aquela noite. Fomos retornando ao centro e vimos uma placa de camping, que continha o símbolo clássico que sinalizava estacionamento para motor-home e local para deságüe. Paramos para ver. Muito bom! A atendente falava o português fluentemente, havia morado em Recife por algum tempo. Percebi que ela mudou completamente o seu comportamento ao falar comigo. O fato de sermos brasileiros nos propiciava situações interessantes. Pena que o preço somente para passar a noite ficou muito alto. Decidimos seguir adiante. Próxima parada foi escolhida por sugestão do catálogo de campings. Tentávamos primeiramente com ele, por nos dar uma idéia do lugar, do preço e a sua composição de oferta. Programamos as coordenadas e nos fomos. Após alguns quilômetros adiante, decidimos parar e dar uma volta pelo coração da cidade, a pé, antes de seguir. Como disse antes, vale a pena passar uns dois ou três dias inteiros em Florença. Jantar na Piazza Della Signoria, saborear um “gelato” ou passear pelas suas ruelas para descobrir os encantos de estar numa cidade onde passaram e viveram importantes nomes das artes e arquitetura. Descobrimos por acaso um labirinto dentro de um forte repleto de lugares muito legais, museus e restaurantes. Parecido com o “pelourinho” de Salvador. Caminhamos por sobre a ponte “Vecchio” e fomos ao palácio que leva o mesmo nome. Mesmo a noite, ele estava aberto para visitação. Cansados, decidimos que iríamos ficar na cidade durante a manhã seguinte, para podermos visitar os demais lugares. E voltamos a seguir o trajeto que tínhamos traçado no GPS, anteriormente. Depois de algum tempo o nosso cicerone nos indicava para entrar numa cancela escura, entrada de uma propriedade, para seguir adiante. Ficamos céticos. Mas, preferimos confiar novamente. Entramos e seguimos por uma estrada de chão batido, muito estreita. A escuridão nos remetia a pensamentos absurdos. Mas, mesmo assim, seguimos em frente. A seguir, nos deparamos com um palacete. Curioso! A meia luz e na penumbra, estacionei o carro. Tentei encontrar alguém e nada. Decidi dar meia volta e sair dali o quanto antes. Os pensamentos estimulados por aquela cena nos faziam lembrar de algum filme de terror... Quando comecei a manobrar o carro, olhei mais ao fundo e avistei outros motor-homes parados no pátio que ficava atrás do palacete. Opa! Tem chance... Os pensamentos obscuros se afastaram e fui com o próprio carro até mais próximo. Havíamos encontrado o que procurávamos... Pimba! Estacionei, já tendo afastado aqueles pensamentos ruins, me dirigi a pé até o palacete novamente, para ver se encontrava algum atendente. Esperando não me deparar com um vampiro... hehehehe Entrei pelos fundos. Meu Deus! Que coisa surpreendente e encantadora o visual pelo interior daquele lugar. Os detalhes do piso em seus mosaicos, das paredes com mármore “Carrara” e do teto eram fabulosos, para tudo aquilo ser apenas um camping. Descobri que, além disto, era um albergue (Hostel). Que coisa hein?! Imagine o que se passa despercebido da gente... Quantos lugares iguais a este devem existir e que não conheceremos... Além de tudo isto à nossa vista, tinha internet e o valor era bem razoável. Ficamos, que dúvida?! Estacionei, engatei a luz para alimentar o motor-home. Tomamos banho e saboreamos uma bela janta regada a vinho e queijo. Nacionais, é claro! Tudo para economizar... hehehe [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205175500.png 500 376.093294461 Legenda da Foto]Praça em frente ao Palácio Vecchio - Florença (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205175645.png 500 378.65497076 Legenda da Foto]Camping Ostello Europa Villa Camerata – Florença (IT).[/picturethis] Na manhã seguinte, teve “sessão descarrego” completa. Sim, inclusive a limpeza do depósito de “água negra”. Todos estavam animados. Aproveitei e os chamei para uma demonstração geral dos trabalhos. Desta vez descobrimos a existência, no banheiro do carro, de um pote com sachezinhos para combater o odor deste depósito. Uma maravilha! Além do líquido usado para o desmanche dos sólidos. Esses saches são o complemento da manutenção, com certeza... Pronto! Mais ou menos uns trinta minutos depois, já estávamos no centro de Florença novamente para completar nosso passeio. Fomos basicamente visitar a Basílica Santa Maria Del Fiore ou Duomo, pela beleza arquitetônica. Toda recoberta em mármore verde, rosa e branco. E depois a basílica Santa Croce onde estão sepultados vários renomados como: Rossini, Michelangelo, Ghibert, Machiavelli, Dante e Galileo. Inclusive guarda uma preservada veste de São Francisco de Assis. Ao se caminhar por aquelas ruas, a cada esquina encontravam-se obras de arte ou casas que foram moradias de alguns gênios da humanidade. Também as vitrines de lojas de grifes famosas ou de confeitarias com obras de arte em chocolate. Assim podíamos ir curtindo na pernada, sem reclamações de cansaço. Pois, desta vez, tínhamos estacionado o carro longe do centro, por falta de local adequado. Íamos passando por aquelas ruas estreitas que pareciam túneis, ladeadas por casarões antigos e históricos, que quase nos remetiam à sensação de estar vivendo na idade média, não fosse aquele mar de gente ao nosso redor por onde andávamos. Era tanta gente falando tantos idiomas diferentes que parecia um zunido só. De vez em quando não se escapava de ouvir também um ou outro brasileiro falando. O curioso é que quando nós brasileiros nos encontramos no estrangeiro, eventualmente, evitamos demonstrar que notamos a presença um do outro. Toda aquela brasilidade receptiva, expansiva e simpática some, simplesmente. Ficamos soberbos, subimos no salto. Talvez pensando em o que faz uma criatura dessas por aqui?! Não sei dizer se isso também ocorre com os outros povos. Mas, enfim. Vamos seguir o passeio. Estamos atrasados e temos que achar o caminho a Roma com ou sem boca... Para darmos conta do nosso roteiro. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205175844.png 500 376.436781609 Legenda da Foto]Rua de Florença (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205180025.png 500 376.790830946 Legenda da Foto]Fila para a Basílica Santa Maria Del Fiore ou Duomo – Florença (IT).[/picturethis] De volta ao motor-home, calibramos o aparelho de GPS para Roma. Desta vez optamos ir por rodovia pedagiada, mais rápida. Estávamos muito atrasados. Que coisa, né?! De férias e só pensando e calculando tempo. Que luta! É, mas não dá nada, pobre é assim mesmo, tem que aproveitar o que dá no menor tempo possível, até o sumo... Vai que dá! hehehehe O caminho até Roma é algo de cinema. Aquelas propriedades espalhadas por planícies e colinas, tudo organizado como um jardim chama muito a atenção de quem passa pela rodovia ou de trem. Algumas delas tinham como enfeite principal um pequeno e charmoso castelo outras aqueles imensos casarões antigos. Não tem como evitar o comentário. Dá vontade de parar em cada uma delas, para bebericar um vinho, comer um queijo com pão e falar um pouco sobre os costumes e a vida daquela região. Assim, fomos seguindo. Por vezes, também, brotavam pequenos vilarejos medievais ao nosso redor. É uma visão inusitada, principalmente, depois de ter assistido a tantos filmes na “sessão da tarde”, que mostravam essas cidades ou castelos, contadas numa aventura. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205180214.png 500 374.26035503 Legenda da Foto]Oliveiras - Zona rural ao largo da Autopista até Roma (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205180358.png 500 376.10619469 Legenda da Foto]Castelo – Zona rural ao largo da Autopista até Roma (IT).[/picturethis] Com muita pressa de chegar e localizar um lugar para montarmos nosso “QG” em Roma. Vínhamos parando e perguntando por algum camping ou estacionamento, que ficasse bem localizado. Preferencialmente, próximo ao centro e com transporte fácil. Olha, a dificuldade para se obter alguma informação dos italianos, é bárbara. Demonstram uma má vontade e uma rispidez que chega à beira da má educação mesmo. Desistimos de insistir nisto e voltamos à velha fórmula. Apenas, queríamos ganhar algum tempo, mas estava ocorrendo o contrário. Nossa primeira opção foi pelo catálogo que indicava um estacionamento próximo à rodovia em que estávamos. E era gratuito. Andamos alguns quilômetros, chegamos ao local e não rolou. Muito feio aquele lugar. Seguimos para a próxima opção. Que bárbaro, que belo... Encontramos um camping perfeito. Baratíssimo. Havia local para manutenção do carro, próximo a supermercado e próximo a ponto de ônibus ou trem. Era o que necessitávamos. Só não possuía banheiros. Mas afinal, estávamos num motor-home. Sem problemas... Era meio da tarde ou um pouco mais, quando acabamos de nos instalar após voltarmos do supermercado. Compramos os mantimentos necessários para passar o tempo que ficaríamos na cidade. A nossa surpresa foi ver que o valor dos vinhos, era absurdamente barato. Além da frutas e queijos, também. Claro, que às vezes esquecíamos que se pagava em euros. Dá nada... Vamos comer bem! Neste super, havia tonéis aonde se abasteciam de vinho as próprias garrafas a um preço irrisório. Lembrei-me que o mesmo ocorria na Espanha, mas lá, com o óleo de oliva. Prontos para o início do passeio compramos os passes do trem, no quiosque do próprio camping, aonde recebemos todas as informações necessárias para se deslocar pela cidade e, também, algumas sugestões para turismo além de cuidados a serem tomados ao se andar por lá. Roma tem certa fama de assaltos e pequenos roubos aos turistas, mas nada ocorreu conosco enquanto permanecemos lá. Deve ser pela quantidade de imigrantes que circulam por toda parte: indianos, árabes, africanos, chineses e outros mais. Dirigimos-nos ao ponto do trem. Estávamos indo ao centro, para fazer um reconhecimento geral e aproveitar para visitar o Vaticano naquele final de tarde. O trem que pegamos era meio caído perto de outros que já havíamos visto ou outros que atendiam a outros bairros de Roma. Mas, seguimos sem maiores problemas. Na Europa, grande parte dos meios de transporte não tem cobrador, ou seja, você possui o bilhete e você mesmo faz a validação em aparelhos que estão dentro do veículo. Se quiser viajar de graça, pode. Mas, não é o correto! Eventualmente, podem surgir fiscais exigindo os bilhetes válidos para aquela viagem. Não cabe o mico, não é mesmo?! Porém, muitos desses imigrantes viajavam sem bilhetes. Chegamos ao final do ponto, e nos deparamos com a imensa estação central de trens e metrô de Roma. Que loucura! Se já não estivéssemos calejados de enfrentar a multidão, fácil, fácil, nos perderíamos. Ao se chegar a esse tipo de lugar, grandes e com muita gente, tire uma foto ou grave na sua memória um local específico: restaurante, loja ou nome de rua, para depois saber voltar e saber onde está ou onde fica a saída... hehe Fomos logo ao balcão de informações para pegar um mapa da cidade e suas atrações. Tivemos certa dificuldade em nos livrar de cambistas e vendedores de pacotes de turismo que circulavam por ali. Preferimos comprar no balcão, sempre! Pelo burburinho parecia uma Meca... De posse do mapa da cidade e do mapa do metro, traçamos nossa rota até o Vaticano. Até chegar ao ponto correto da linha de metro que iria ao Vaticano, andamos um bocado dentro daquela estação gigante. Fomos descendo e descendo até chegar ao ponto que iríamos embarcar. Antes, tivemos que passar pelas máquinas e comprar os bilhetes, mas já estávamos craques neste quesito, também. O melhor é dominar essas questões básicas o mais rápido possível, para que não tomem muito tempo a cada vez. Esta demora ou o próprio embaraço pode chamar a atenção de alguém que esteja à espreita para cometer algum assalto ou roubo. Tem que se estar sempre muito ligado! Ademais, para não ser um alvo tenha como hábito usar roupas leves e normais, calçados confortáveis, pouco dinheiro ou espalhado pelos integrantes do grupo dentro de pochetes internas à calça, uma mochila com muita água, lanches e um belo bom humor para fazer todos os passeios programados ao dia. Pronto! Quando saímos à superfície novamente depois de termos viajado de metrô por algum tempo, nos deparamos com uma Roma diferente, mais organizada, charmosa e limpa. Fomos caminhando por algumas quadras até chegar à bifurcação aonde daria para a esquerda a Basílica de São Pedro e para a direita para o museu do Vaticano. Fomos até a praça para ver se ainda dava tempo para visitar a basílica. Incrivelmente, era gratuita a entrada. Seguimos até que... Problema! O atendente de terno preto impediu que minha filha entrasse para visitar a igreja. Ela estava usando um short que na visão do guarda, estaria curto de mais. Geralmente, não se permite entrar de short ou de ombros a mostra em igrejas ou locais religiosos na Europa, principalmente, na Itália. Ela e mais algumas pessoas ficaram de fora. Entramos no intuito de averiguar que tal era o monumento, para que planejássemos um retorno no dia seguinte. Enquanto isto, minha esposa observava que algumas pessoas usavam lenços amarrados na cintura para cobrir o short. Ela decidiu voltar para comprar um, nas tendas que existiam próximas dali e eu fiquei tirando algumas fotos pelo interior da basílica e vislumbrando aquela maravilha de ostentação de poder gigantesco, concentrados num só lugar. Como demoraram muito para voltar, decidi sair. Elas não haviam mais conseguido entrar porque o horário havia se encerrado. Bem, tínhamos que voltar no dia seguinte para ver aquilo tudo com mais calma. Aproveitando o cair da noite, ficamos por ali mesmo para observar como ficariam a Praça de São Pedro e Basílica todos iluminados, para apreciar os efeitos. Depois de algumas fotos e querendo aproveitar mais um pouco decidimos nos dirigir até a Fontana Di Trevi. Com o mesmo interesse de vê-la à noite também. Dito e feito! Um show! O local estava lotado e todos disputavam um cantinho cumprir a tarefa de jogar uma moedinha pelo ombro e, juntamente, fazer um pedido. Uma festa! A quantidade de solteiros nesta tarefa era um absurdo... Haja cotovelos! [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205180641.png 500 376.093294461 Legenda da Foto]Frente da Basílica de São Pedro - Vaticano (VT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205180820.png 500 376.093294461 Legenda da Foto]Interior da Basílica de São Pedro - Vaticano (VT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205181012.png 500 374.390243902 Legenda da Foto]Arredores do centro de Roma (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205181202.png 376.453488372 500 Legenda da Foto]Fontana di Trevi – Roma (IT).[/picturethis] Manhã seguinte, já com energias renovadas. Tomamos um bom café e iniciamos as tarefas daquele dia. Voltamos ao centro, localizamos o ônibus do City Tour, embarcamos e seguimos até o Coliseu. Lá nos deparamos com uma fila que dava quase a volta completa naquele estádio. Bah! Eu estava a ponto de desistir da visita, mas fui convencido do contrário, com um simples argumento: “...viemos até aqui e não entrar. Não dá para querer...”. Olha, até que foi bem rápido, estávamos na sombra e nos divertíamos com outros brasileiros que também estavam nesta fila. Valeu a pena mesmo, ter entrado e conhecido o seu interior! [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205181359.png 500 377.192982456 Legenda da Foto]Monumento a Vittorio Emanuelle II - Roma (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205181540.png 500 378.299120235 Legenda da Foto]Fórum Romano, ao fundo o Coliseu – Roma (IT).[/picturethis] Depois fomos conhecer o grande Palatino e Fórum Romano, que ficam em frente ao Coliseu. Mas, naquele sol a pico... Já não estávamos mais agüentando. Literalmente, estávamos pedindo água. Setembro a 34º de temperatura. Mesmo assim, depois de termos saciado a sede, não conseguimos recuperar o fôlego e caminhar por todo o Fórum e arredores. Ficamos mirando do alto do Palatino... E só! Voltamos ao ônibus para ver as demais atrações: Piazza de Spagna, Pantheon, Arco di Constantino, etc... E, novamente, o Vaticano. Bem, Roma é por si só uma atração. Aonde estiver, basta observar ao redor que algo ali é datado e é muito antigo. Então, passear descompromissadamente seja de ônibus, trem ou até mesmo a pé é uma ótima opção. Muitas coisas estão pichadas e sem o devido cuidado, como percebemos noutros locais e cidades. Uma pena esse descuido com a preservação. Mas, assim mesmo, Roma merece ser revisitada. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205181835.png 500 375 Legenda da Foto]Arco de Constantino e Coliseu - Roma (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205182128.png 500 376.093294461 Legenda da Foto]Coliseu – Roma (IT).[/picturethis] No meio da tarde, descemos do ônibus e fomos visitar novamente o Vaticano. Desta vez estávamos munidos de lenços e roupas mais adequadas às exigências para a visita do local. Queríamos antes da Basílica, ir conhecer a Capela Sistina e ver a grande obra de Michelangelo. Para isto, tivemos que ir visitar o museu do Vaticano. Eu já estava quase farto de tanto ver estátua de homem pelado... Mas, fazer o que?! Fomos conhecer o tal museu. Meu Deus do céu! Um absurdo! Sem dúvida, de todos os museus que já visitei esse superou a todos. Não somente pela quantidade de objetos e a sua beleza, mas pelo estado de preservação em que todos se encontravam. Realmente, tenho que tirar o chapéu para a igreja católica. Foram sábios em acumular e preservar a história desta forma, acumulando obras de arte durante o seu trajeto. Que belo investimento! Mas, devemos lembrar que não pertencem à humanidade, pertence à igreja romana. Se assim mesmo, todas as obras não bastassem para justificar a visita, havia o próprio local onde elas estavam expostas, a decoração dos pisos com mármores e mosaicos, as paredes com pinturas clássicas de várias épocas ou com tapeçarias lindíssimas... Ainda restava o teto ou colunas espalhadas pelo recinto, que emolduravam a tudo num conjunto decorativo para fazer inveja a qualquer monarca de qualquer época e de qualquer nação. Impressionante! E é muito grande. Já tinha até me esquecido da Capela Sistina, que era o nosso objetivo inicial quando nos deparamos com alguns “homens de preto”, iguais aos do dia anterior quando barraram minha filha, insistindo a todos, sem exceção, naquela multidão de pessoas, para que fizessem silêncio absoluto. Afinal estávamos por adentrar a Capela Sistina e teriam todos de se comportar dignamente, para a contemplação daquele lugar. Foi um festival de “psit” e pedidos de silêncio durante todo o instante que ficamos por ali. Parecia um coral. Ali, quase tudo estava coberto com chapas de acrílico para não ser tocado diretamente: portas, mármores e algumas paredes. A capela era do tamanho de um espaço de uma igreja de médio porte, mas com tanta gente aglomerada ali, parecia bem menor. Olhamos tudo rapidamente e saímos. Descendo por um corredor, numa banca que vendia livros das obras expostas, observei a figura central da obra de Michelangelo no teto da capela (O dedo do homem tocando o dedo de Deus). Dei-me conta de que não a havia visto, pessoalmente. Perguntei a atendente onde ficava aquela figura afinal... Ela me sugeriu voltar e olhar ao centro do teto da capela. Caramba! Nada a ver, durante anos pensei que esta figura predominasse num domo especial, e que estivesse completamente isolada e destacada de qualquer outra figuração. Que nada... Voltando até a capela, percebi que estava bem ao centro mesmo. Porém, não parecia tão esplendorosa quanto às fotos que havia visto em livros. Senti certo desgosto. Tudo bem! O teto era bem alto mesmo, não dava para ver tão focado. Ok! Vamos dizer que não foi propaganda enganosa. A figura estava lá. Mas, comecei a pensar de como a propaganda e a maneira de como nos são apresentadas determinadas coisas, influenciam as nossas mentes e mexem com o nosso aspecto lúdico. Nesse atributo, vejo que nós brasileiros não somos muito bons na divulgação da nossa: cultura, arte, uso e costumes. Somos muitos simplistas ou disformes. Se compararmos, temos muitas coisas tão boas quanto... Ou até melhores, em vários aspectos. Falta-nos um pouco mais de auto-estima e noção do que pode ser importante. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205182327.png 500 375 Legenda da Foto]Museu do Vaticano (VT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205182510.png 500 370.689655172 Legenda da Foto]Museu do Vaticano (VT).[/picturethis] Saímos do museu, extasiados! Alguns passos após a saída, nos demos por conta que estávamos na porta da basílica sem a necessidade de voltar ao portão de acesso. Veja só, naquele calor, as meninas estavam de short. Mas, preparadas para a eventualidade de terem que trocar de roupa. Como no museu, que era pago, não se exigia nada quanto à indumentária, passaram despercebidas. E assim continuaram vestidas, até o final. E outras tantas pessoas, também fora daquela exigência, rodavam por lá. Foi falta de bom senso no dia anterior, a atitude daquele guarda. Com isto, nos provocaram a possibilidade de ter conhecido a maravilha que era o museu do Vaticano. Grazie Mille! Queríamos tanto que nossa filha vislumbrasse aquela igreja por dentro e, ficamos mais tempo no museu do que imaginávamos que não nos demos conta do horário para adentrar na cripta, que fica abaixo da própria igreja com entrada junto ao altar mor. Apenas ficamos dando de abanos às pessoas que passavam abaixo, pelos respiros existentes. Valeu assim mesmo. Tudo não dá! Que pena... Novamente hora de levantar acampamento. O nosso projeto inicial era passar por Assis, San Marino, Pádua, Bologna e Verona. Porém, todos queriam passar mais tempo em Paris. Cortamos esses lugares dos nossos planos e decidimos ir diretamente a Veneza. Já tínhamos cortado tanta coisa mesmo, que optamos por voltar pela rodovia pedagiada, perdendo os encantos do interior e gastando em pedágio. Um desperdício! Mas assim, não correríamos o risco de perder algumas atrações na Suiça, por causa da falta de tempo. E disto eu não queria abrir mão. Saímos rapidinho de Roma e encaramos a estrada até Veneza. Voltamos pela mesma rodovia por um bom tempo, sem grandes variações. Até que chegamos à cidade quase submersa. Conseguimos uma boa sugestão num posto de combustível, para que ficássemos estacionados logo após ter passado a ponte principal de acesso à cidade. O local era pago e sem infra-estrutura. Dá nada... Estávamos de motor-home. Vamos que dá! O nosso cuidado na Itália era intenso, quanto a assaltos e pequenos roubos. Sempre presente em nossa mente. Não queria mais ter contato com experiências que já tínhamos vivenciado no início da viajem. Até aquele momento as coisas estavam indo muito bem, sem maiores problemas. Ponto para a Itália. Já no estacionamento e, mesmo que, um pouco apreensivos, isto era normal a cada novo local que chegávamos, fomos localizar um ponto de transporte para o centro da cidade. Ou melhor, para a ilha de Murano. Queríamos aproveitar o final de tarde e comprar alguns cristais, deixando o dia seguinte para o centro e Praça de São Marco. Junto ao estacionamento, conseguimos comprar os passes do ônibus municipal, por via fluvial, lógico. O barco fez duas paradas e na última delas tivemos que trocar de embarcação, por que iríamos à ilha de Murano, atendida por outra linha. No trajeto, eu ia observando ao longe uma ilha completamente isolada, mas com edificações diferentes e com certo requinte. Pensei que era Murano, que nada... Era a ilha cemitério... hehehe A desculpa foi por eu estar sem o mapa da região, somente com o GPS, que no barco funcionou bem, apesar de se perder de vez em quando conforme o balanço e direção do barco. Os cristais que vimos e todas as opções em que eles eram fabricados... Nossa, era um exagero de cores e requinte. Para a nossa tristeza, os preços eram proibitivos. Rapidamente, nos demos conta da invasão chinesa que está havendo por lá. Quem tiver condições e querer encarar um cristal de Murano, pode ter certeza de que é original, bastando ver o preço. Os artigos chineses são uma caricatura dos originais e muito baratos. Bem, como eu já havia comprado uma janela de acrílico para o motor-home e ainda tendo que resolver outras questões de fibra, pendentes e, sendo eu, o maior incentivador de ir a Murano, “baixei a bola” e não quis mais comprar os cristais de lá. Continuamos a passear e se maravilhar com aquilo tudo. E só! Na volta, fizemos nova troca de barco. Agora queríamos ir ao centro e pelo Grande Canal, para podermos ver a suntuosidade desta cidade. De vez em quando, sentíamos um cheirinho sem vergonha ao navegar, mas nada de mais. Creio que fique mais forte dependendo da época de vazantes. Íamos passeando pela tão falada Veneza e seus canais. Ao longe e bem perto víamos as famosas gôndolas. Pena que nem todos os gondoleiros se davam o respeito de estar vestidos a caráter. Assim, vira “chinelagem” e picaretagem! Péssima impressão! Minha esposa que queria fazer o passeio de gôndola, não via nada disto. Barcos para cima e para baixo naquele grande canal: gôndolas, barcos taxis, barcos ônibus (Vaporeto), lanchas e iates. Vimos até um transatlântico passando mais ao longe, cheinho de mãozinhas dando abano. Imagine duas mil mãozinhas enfileiradas dando tchau... hehehe Uma cena inesquecível. Opa! A coisa começou a se agitar durante o trajeto. Nosso barco (Vaporeto) teve que ceder de um lado para uma manifestação dos comerciários sindicalizados de Veneza, com alto-falantes e pirotecnia típica dessas manifestações. E mais adiante, para um cortejo que seguia o barco dos jovens recém casados. Estes, fazendo a maior festa, enquanto que os outros fazendo a maior manifestação. E nós, ali no meio daquilo tudo, extasiados com as cenas inusitadas ao nosso redor. Só viajando mesmo para ver tanta coisa assim. Trancado em casa, olhando TV não se compara a experiência vivida. Em seguida estávamos passando pela famosa ponte de Rialto. Uma pena também! Como a maioria das casas que ladeavam o grande canal, estava mal cuidada, toda pichada. Não entendíamos como podiam deixar tamanho patrimônio se deteriorar tanto. Claro, não éramos nós que tínhamos que pagar a conta da restauração. Além do que, sabendo que mais cedo ou mais tarde a cidade poderia, realmente, ficar totalmente inundada tornando impraticável a possibilidade de moradia por ali. Uma pena mesmo! Pensando melhor, de certa forma, nós e tantos outros, contribuímos para que se mantenha aquele patrimônio sim, pagamos para estar lá. Isto foi nos desanimando com Veneza. Enfim, desembarcamos no ponto que dá acesso a Praça de São Marco. Local consagrado pelos grandes Dodges - comandantes e nobres daquela época, quando Veneza ainda era independente. Incursionamos por algumas ruelas para que encontrássemos uma máscara típica de lá. Passamos pela Ponte dos Suspiros e decidimos voltar ao motor-home. E pior, sem o desejo de voltar no outro dia. Estávamos de partida para a Suíça. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205182649.png 500 376.436781609 Legenda da Foto]Grande Canal - Ponte Rialto ao fundo - Veneza (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205182820.png 500 377.906976744 Legenda da Foto]Praça São Marco – Veneza (IT).[/picturethis] Jantamos muito bem novamente. Dormimos e na manhã seguinte, ao lado de vários outros motor-homes naquele estacionamento, tomamos nosso café. Neste momento, percebi que sem a infra-estrutura necessária, alguns de nossos vizinhos despejavam o depósito de água suja ali mesmo. Sem pudor! Com fedor! Aí o bonitão pensou em fazer o mesmo. Bem feito! Não demorou muito e outra pessoa de outro motor-home veio me chamar à atenção, por eu estar fazendo aquilo, daquela forma e naquele local. Não quis nem me justificar. Afinal eu e os demais estávamos totalmente errados. Pedi desculpas, como se adiantasse alguma coisa... E sai pisoteando dentro da água., para me livrar daquela situação. Afinal estava eu em Veneza ou não?! Não seria justamente a nossa casa que não estaria rodeada de água, não é mesmo?! hehehe Olha, paguei o mico da viagem. Se serve de conselho: jamais se deve seguir alguém que esteja fazendo algo de errado. É pura bobagem! Vai se dar mal e deve se dar mal mesmo...hehehe Saímos bem devagarzinho para não respingar mais água em ninguém. Eu estava muito ansioso. Era a parte da viagem que eu mais aguardava. Apesar de termos novamente cortado mais algumas cidades do nosso roteiro original: Milão, Turim e o passo pelo Mont Blanc. A Suíça e suas famosas estradas em forma de serpente nos aguardavam. Pelas imagens que eu havia coletado na internet, eram muito bonitas mesmo. Antes passaríamos por outra região magnífica da Itália como recompensa, a região do vinho. Passaríamos por Trento e Bréscia, seguindo até Stelvio. A estrada que eu fazia questão de percorrer está localizada entre Stelvio, Davos e Lucerna. Mas, antes podíamos curtir um visual de montanhas, castelos e vinhedos ao nosso redor. Durou pouco a alegria... Em nossa viagem, começava a chover pela primeira vez. Putz! Ma que cosa! Até ali, vínhamos com um sol e temperatura escaldantes. Calma... Não dá nada... Vai que dá! [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205183008.png 500 375.362318841 Legenda da Foto]Montanhas Dolomitas - Vinhas - Região do Vinho - Trento (IT).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205183149.png 500 378.260869565 Legenda da Foto]Montanhas Dolomitas - Vinhas – Região do Vinho – Trento (IT).[/picturethis] Neste trecho presenciamos uma nova invasão alemã à Itália. Sim! Não tinha nada a ver com a segunda guerra mundial. A forma agora era supremacia financeira mesmo e, não, bélica. Incrível a quantidade desse pessoal nessa região. Eram mais de setenta por cento dos carros que trafegavam por ali. Vinham eles em carros de passeio ou em motor-homes, que tracionavam barcos, jetskis, bicicletas ou motos. Impressionante! Claro, era lógico, pois estávamos já bem próximos da Alemanha. Impressionava assim mesmo. Chegamos a parar num posto de combustível com um centro de conveniências para observar mais de perto e abastecer o veículo e a nós antes de entrar nos preços “salgados” da Suíça. Tenho que fazer um comentário: os europeus do leste, em geral, mas em especial aos alemães, vestem-se muito mal... Bah! E os cabelos das mulheres mais velhas então, nossa mãe! Olha, não é por falta de dinheiro que não se ajeitam. Bem, os norte-americanos e outros também não fogem à regra. Se bem que, não tenho conhecimento da opinião contrária. Então, deixamos que cada um faça como bem quiser... Após tomarmos o caminho que seguia para Stelvio, paramos novamente para comprar algumas frutas: maças, ameixas e uvas na beira da estrada. Ficamos surpresos com as quitandas montadas por ali. Até esse ponto da nossa viagem somente tínhamos visto isto na França, quando rodávamos pelas estradas do interior. Bem, estamos novamente rodando pelo interior, só que da Itália desta vez. Então, é normal. Outra coisa que observamos na França e, também, na Itália foi a presença de prostitutas em alguns entroncamentos da entrada ou saída de algumas cidades. Todas bem arrumadas e maquiadas. Junto a elas havia sempre uma cadeira ou, até mesmo, uma poltrona para poderem se sentar e aguardar o próximo cliente. O que é a natureza... Não tem pátria... Seguindo montanha a cima e a chuva cada vez mais forte. E mesmo vários veículos sendo mais lentos à frente, ninguém sequer experimentava uma ultrapassagem. Todos ali tranqüilos e quietinhos, cada qual no seu lugar da imensa fila de carros que subia, para evitar, de toda forma, o pior. Eu cada vez mais ansioso, repetia o planejamento com o GPS para ter certeza de que estávamos indo pela estrada certa. Aquela que eu queria estar. Na pequena cidade de Stelvio, não resisti e fui a um hotel confirmar a direção correta da estrada tão famosa. Olha, nem eles mesmos sabiam. Eu falava que era uma estrada dentre as cinco mais belas do mundo e o pessoal não demonstrava muita reação. Mas, quando falei que a estrada era completamente em zig-zag, me entenderam. Deve ser porque são grandes tomadores de cerveja e só entendem esse idioma do zig-zag mesmo. A atendente do hotel só disse para que eu me cuidasse. Daí, percebi que era a estrada certa. Pelas fotos que havia visto dela, a coisa era cruel. “Bonitinha, mas ordinária!”. Nos fomos a ela então... Subíamos e a chuva cada vez mais intensa. E o estranho é que já estávamos querendo puxar os casacos das malas ou ligar a calefação do motor-home. Andamos por uns dez quilômetros adiante e parei novamente num outro hotel. Sim, essa região é uma maravilha, as paisagens são de tontear. É cheia de pousadas e hotéis por toda a parte da montanha. Pois ali, neste local, iniciavam-se os famosos Alpes. Desta vez, conversei com um norte-americano que sabia o que eu estava procurando. Conhecia o lugar. Avisou-me que estaria nevando naquele ponto, o que dificultaria a minha condução. Vale lembrar que pela manhã estávamos em Veneza naquele calorão. Quando eu falei que estava em um motor-home, até a atendente que mal falava o inglês, foi veemente em dizer que não deveria seguir por ali nessas condições. Pôxa! Com essa agora, além da chuva, agora neve. Bem, agradeci e voltei ao carro para ver o que iríamos fazer a partir desta notícia. Nem insisti em seguir, porque seria voto vencido. Não seria lógico colocar todos em risco. Não daria pé! Fui “falar” com a colega que entende tudo de estrada: a “GPS teen” e decidir por outro caminho... Cada vez que tentava programar nova rota para Lucerna havia uma pergunta se eu desejaria evitar balsa ou não. Eu verificava os mapas da região e só havia lagos, mas não que necessitasse atravessá-los, ainda mais de balsa. Fiquei meio desconfiado. A esta altura, já tínhamos cortado outras cidades de nosso roteiro: Zurique e Davos, pois estava chovendo mesmo, não daria para vê-las muito bem. Programei com direção a Interlaken, mesma coisa, anunciava a bendita balsa. Seguimos assim mesmo para ver no que daria. Iríamos passar em Saint Moritz, Luzerna e Berna antes, para pelo menos conhecê-las de passagem, rapidamente. E “dale” chuva! Saint Moritz, é uma famosa e cara estação de esqui nos Alpes suíços. É charmosa e encantadora. Principalmente, pela arquitetura típica e a existência do lago rodeado de montanhas, que juntos formam uma paisagem muito bela. Após termos passado por ela seguimos em direção de Luzerna. O caminho é como se estivesse passeando num grande jardim com casas decoradas, pátios floridos e ao fundo os Alpes cobertos de neve. Apesar da chuva que não nos abandonava, estávamos extasiados com tanta beleza ao redor. Incluindo os lagos, pelos quais íamos passando. Esses lagos possuem uma cor azul turquesa que parece até uma jóia. Ficava imaginando como seria aquilo tudo com a presença do sol. Mesmo assim, já me sentia recompensado de alguma maneira. E “dale” chuva! [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205183353.png 500 378.082191781 Legenda da Foto]Saint Moritz - Suíça.[/picturethis] Antes de chegarmos a Luzerna a coisa se complicou um pouco, num trecho do caminho tentamos seguir conforme a programação do GPS, mas a estrada estava fechada por uma cancela que trancava a passagem, simplesmente. Sem nem uma viva alma para explicar o que estava ocorrendo, ficamos meio indecisos no que fazer. Creio que este tipo de ocorrência seja já de hábito por lá. É fechada a estrada ou caminho, por motivos óbvios e todos respeitam e já sabem como proceder. Acham outra solução e seguem. Se é que existe esta possibilidade, em alguns casos. Pois, no inverno a coisa deve ficar bem difícil. De certa forma, vínhamos circundando aquele ponto onde tivemos que desistir de percorrer, pelo risco e a existência de neve na pista. Mas, em algum ponto teríamos que atravessar a montanha e talvez fosse ali, este, o ponto. A estrada que deveríamos seguir, conforme o aparelho de GPS era uma subida, e do outro lado dessa cancela havia também outros carros parados. Todos eles cobertos de neve, denunciando o motivo de a estrada estar fechada. Vimos algumas pessoas descerem dos carros do outro lado da cancela, na tentativa de abri-la para poderem passar e sair dali. Não ficamos presenciando aquilo. Estavam forçando a barra para abrira-la. Demos meia volta e fomos encontrar outra saída. Lá também o pessoal se irrita com algumas coisas e parte para a quebradeira, mas é outro nível... hehehe Estávamos parados diante de um posto de combustível pensando no que fazer e verificando as possibilidades junto ao GPS. De repente, vem um daqueles carros que estava lá parado no outro lado da cancela, cheio de neve por sobre o capo, e entra no posto para abastecer. Não me contive e fui falar com aquela pessoa, na chuva mesmo. Perguntei a ele o que havia ocorrido e como poderíamos fazer para seguir até Luzerna. Era um suíço – italiano. Muito comum essas misturas por lá. O suíço com italiano, Frances, alemão ou austríaco. Essa pessoa me surpreendeu muito pela sua presteza e simpatia, certamente pelo seu lado suíço. Pois, pelo lado italiano não podia ser. Convidou-me a segui-lo. Ele estava indo a Davos, agora por um caminho alternativo. E quando, chagássemos ao ponto de se dirigir a Luzerna ele nos avisaria. Que dúvida, grudamos na cola daquela camionete Audi e fomos. Abandonei um pouco o GPS e confiei no nosso novo condutor. Não andamos muito para descobrirmos o que significava a tão insistente balsa, que surgia em cada planejamento até Luzerna e Interlaken, no GPS. Após termos que mudar de caminho. Chegamos a um trem de comboio que nos levaria para fazer a travessia da montanha, através de um túnel com 22 km de extensão. Aí pensei, quando é que teríamos uma experiência desta, não estando viajando de carro ou motor-home?! Quanta coisa já tínhamos visto e presenciado até aquele momento. Coisas inesquecíveis e inenarráveis! Não há foto e relato que sejam suficientes para poder demonstrar a experiência que tivemos. Por isto insistimos, para que todos façam o mesmo. Tenham coragem! É muito melhor do que ficar preso numa sala assistindo TV. É algo acessível e, plenamente, possível de se executar. Pode dar alguns contratempos, mas todos contornáveis. Só servem para florir a estória a ser contada no retorno. Dá nada... Vai que dá! São recordações para compartilhar e lembrar pelo resto da vida. Principalmente, quando estivermos bem velhinhos... hehehe Passamos aquele túnel, uma sensação muito louca estar dentro de um carro sob um trem dentro de um túnel, por um longo tempo. Haja fobia! Luz para que te quero... Após sairmos do túnel e do trem, andamos por mais alguns quilômetros quando começou a escurecer e aumentar o fluxo de carros. Perdemos de vista nosso parceiro condutor, não víamos mais aquela camionete. O GPS estava ali firme e até ali estava correto, incluindo a passagem pela “balsa”. Ficamos meio tristes. Afinal queríamos agradecer a gentileza prestada por aquela pessoa. À frente vimos um carro num posto de combustível, igual ao daquele parceiro. Paramos e era ele nos aguardando para dar as próximas dicas. Que bárbaro! Ainda existem pessoas que nos deixam de “queixo caído” pela tamanha demonstração de solidariedade. Bah! Não sabíamos como agradecer, mas o fizemos da melhor maneira possível e partimos em direção a Luzerna. Já estava noite... Achamos melhor pararmos o mais próximo possível dali. Até porque, viajar a noite, tira a possibilidade de se conhecer por onde se passa e, naquela chuva, não seria mais aconselhável também. Nosso hábito sempre foi de somente seguir quando não havia outra maneira ou quando estivéssemos dentro de alguma cidade e Desejássemos vê-la no ambiente noturno. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205183602.png 500 378 Legenda da Foto]Trem - Travessia dos Alpes - Davos - Suíça.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205183819.png 500 377.906976744 Legenda da Foto]Alpes - Região Rural - Luzerna - Suíça.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205183953.png 500 375 Legenda da Foto]Alpes - Região Rural - Luzerna - Suíça.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205184327.png 500 377.551020408 Legenda da Foto]Alpes - Região Rural - Luzerna - Suíça.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205184449.png 500 373.546511628 Legenda da Foto]Alpes - Região Rural - Luzerna - Suíça.[/picturethis] Cada vez mais confiante na nossa maquininha que era balizada pelos catálogos, quando procurávamos algum camping e/ou estacionamento, que já estávamos bem práticos neste atributo. Além do GPS e de catálogos de turismo sugiro levar um mapa. É muito bom abrir um mapa em maior tamanho, do que olhar numa telinha de computador ou, no meu caso, num SmartFone. Ainda sou da geração passada, fazer o que?! Localizamos rapidamente uma opção, mas como de costume, já tinha passado o horário de recepção do camping. Bueno, entrei no camping assim mesmo. Fui até a recepção, estava com porta destrancada, mas não havia ninguém para atender. Somente um cartaz do horário de funcionamento. E tudo na língua fácil deles, que para nós, apesar de minha esposa ser descendente de alemães e minha filha ter tido aulas de alemão, era um bicho muito estranho. Decidi arriscar, mesmo que sujeito a pagar mais um mico. Estacionei de uma forma para não atrapalhar ninguém e fiquei andando um pouco para lá e para cá, para ver se chamava a atenção de alguém. Consegui! Logo veio uma pessoa que se dizia o atendente do camping que, gentilmente, me deu um pito por eu ter estacionado numa vaga que estava reservada. Nós dois sabíamos que àquela hora não chegaria mais ninguém, exceto nós... hehehe Justificada a nossa atitude, com o complemento de que sairíamos bem cedo no dia seguinte, resolveu-se o problema, sem demora. Pediu-me apenas um documento para a caução e pronto! Era tarde, mas era cedo para nós, pudemos curtir mais um jantar daqueles, feitos no próprio motor-home, regados a queijo e cerveja, desta vez. Na manhã seguinte fui ao escritório e lá estava uma senhora simpaticíssima e que já estava ciente do meu caso. Foi tudo muito rápido. Fiz a “sessão descarrego”, tomamos café e seguimos. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205184645.png 500 371.559633028 Legenda da Foto]Ponte Coberta - Luzerna - Suíça.[/picturethis] Chegando a Luzerna não foi diferente nossa visão. Uma cidade maior em relação aos vilarejos que havíamos passado anteriormente, mas mantinha a mesma beleza e capricho tanto nas casas, quanto nos prédios e praças da cidade. Por ela, apenas demos uma volta de reconhecimento, passando pela famosa ponte de madeira com telhado. Vimos algumas lojas, de passagem, que vendiam chocolates e relógios e seguimos nosso caminho a Interlaken. Olha, não chegamos a comprar muitas coisas na Suíça, os preços são bem mais altos do que no restante dos lugares que já havíamos passado. Nós nos abastecíamos de chocolate, queijos e vinhos nos supermercados mesmo. Eles tinham as mesmas marcas e variedades de que gostamos. Em Interlaken paramos para passear um pouco a pé e fazer um contato mais íntimo com o povo suíço. Sempre muito educados e simpáticos, superam os franceses e italianos de longe, neste ponto. Esta pequena cidade também é muito bonita. Bah! Falar assim de qualquer parte da Suíça, é pura redundância. Mas... Sejamos redundantes o quanto necessário for. Desta cidade parte um trem que vai até a montanha mais alta da Europa onde fica o famoso castelo de gelo. Este foi mais um corte no nosso roteiro original. Apesar de que com o tempo chuvoso que estava fazendo não nos deixou muito tristes. A cidade é repleta de turistas da mesma forma que vimos nos demais locais por onde tínhamos passado, por toda a viagem. Chamava a atenção à quantidade de lojas gerenciadas por chineses. Perdia um pouco a graça. Mas enfim, sinal dos novos tempos. Na Suíça também existe uma grande colônia de portugueses. Lembrei-me novamente disto quando estive numa das lojas procurando uma daquelas colheres para enfeite – de coleção, e falando em inglês perguntei a uma moça se havia para vender, esse tipo de souvenir ali. Imediatamente a moça me respondeu, em português, se queria para enfeite ou para uso de cozinha. Bah! Levei um baque e demorei a responder. Está certo de que o meu inglês não é dos melhores, mas como é que ela descobriu que eu falava português?! Solucionei o mistério quando ela me comentou de que muitos brasileiros passam por ali e que tínhamos um jeito típico, que se destacava. Curioso! É verdade de que os brasileiros estão invadindo o mundo também. Todos já demonstram certo respeito e interesse em nos atender. Sabem que de alguma forma gastaremos o nosso suado dinheirinho com eles. Sinal dos novos tempos, também... Em toda a viagem não me senti constrangido. Tinha esse receio por ter ouvido muitas estórias de brasileiros que viajaram para a Europa e que reclamavam de preconceito ou desdém. Sinceramente, não sentimos nada disto em momento algum. Muito pelo contrário. Muitas vezes demonstravam um esforço em querer nos atender e falar o português. Esta cidade, por curiosidade, está junto ao canal que liga dois grandes lagos da Suíça. E ele passa bem ao meio. É impressionantemente! Integrado às casas e construções, dá um toque a mais na própria beleza do lugar. Bem, compramos uns chocolates, canivetes e algumas lembrancinhas mais e seguimos nossa rota até Berna. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205184916.png 500 375.370919881 Legenda da Foto]Canal - Interlaken – Suíça.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205185114.png 500 374.269005848 Legenda da Foto]Centro – Interlaken – Suíça.[/picturethis] Nesses locais, também é redundante falar na organização e distribuição de residências, prédios e, principalmente, os meios de transporte. É impressionante a visão que eles têm a esse respeito. Sempre a visão é o próprio cidadão. Disponibilizam todo e qualquer meio para que as pessoas se locomovam de forma fácil e ágil, quando têm necessidade, com muito conforto. Os trens e ônibus urbanos são de alta qualidade além de eficientes. Outra coisa que é muito incentivada por toda a Europa é o uso da bicicleta. E, realmente, ela está incorporada massivamente. Em Berna chegamos ver até um grande grupo de pessoas fazendo uso daquelas “SegWay”, que se parece com um patinete, mas com rodas laterais e que se movimenta com o jogo de corpo, mesmo que debaixo de chuva. A somar a tudo isto existe a tentativa de difundir o uso de carros elétricos. Nesta cidade, a rua mistura, em muitos pontos, os carros com os trens. Foi uma coisa inusitada para nós que não estávamos acostumados, dirigir competindo com trens pelas ruas. E pelas andanças de reconhecimento desta cidade, descobrimos, para a nossa surpresa, um pequeno grupo de casebres logo após a universidade em relação ao centro. Uéi?! Por lá também vimos favela, mesmo que diminuta. Eram casebres de dois metros por três, mas também mantinham certa organização e padrão. Que coisa interessante... Achamos que aquilo era uma opção excêntrica de vida. Aquilo não cabia e não combinava com tudo que estava ao redor. Já tínhamos visto cortiços na França e na Itália. Por lá tudo bem, se aceitava mais naturalmente, mas por ali, não compreendemos. Estamos até agora intrigados. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205185307.png 500 374.639769452 Legenda da Foto]Trem - Centro - Berna - Suíça.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205185454.png 500 371.757925072 Legenda da Foto]SegWay - Centro – Berna – Suíça.[/picturethis] Estávamos de saída da Suíça. Tão sonhada e esperada visita. Estávamos satisfeitos ao ponto de incluí-la na lista das revisitas de uma próxima viajem. Acho que juntamente, considerando Alemanha e Áustria. Nossa direção agora era a tão esperada, por minha esposa, Paris. A cidade das luzes. Tão logo saímos da Suíça em direção à França. Fomos recebidos com um duplo arco-íris e o sol. Bah! Pensei que havia nuvens somente sobre a Suíça mesmo. Pois, foi somente lá que presenciamos chuva e mau tempo. Que coisa! Acredito que tenha relação com a topografia de lá. E que a melhor época seja o alto do verão para se ter garantia de sol. Voltamos às plantações de frutas, combinadas agora com milho e outras forragens. Era uma França ligeiramente diferente daquela que vimos ao sul. Permaneceu a presença da arquitetura e do estilo dos vilarejos. Novamente optamos por estradas vicinais, para economizarmos nos pedágios e conhecer um pouco mais o interior da França. Passamos por algumas regiões montanhosas muito bonitas na altura de Bonnal e Gourgeon. Quando estávamos chegando a Dijon, por onde passamos voando, sem parar para pelo menos dar uma volta na cidade, o motor-home fez um barulho estranho. Parecia ter furado o cano de descarga. Fazia um barulho típico deste problema. Parei, tentei olhar por baixo e não vi nada. Como não tinha afetado nada na condução do carro aparentemente, seguimos viagem com aquele barulho chato. Visualizei o painel e nada. Apenas a mesma luzinha que se mantinha ligada desde a nossa partida. Quando subíamos algum morro, notava que perdia a potência, mas seguia sem maiores problemas. Pensei em ligar para a locadora, mas resolvi aguardar por mais um tempo. Atento quanto ao estado do veículo continuávamos seguindo em direção a Paris. Queríamos chegar lá ainda cedo, localizar um lugar e aproveitar o entardecer por lá. Passamos por Bayel, aonde fabricam cristais e próximo dali também Champanhe. Em Troyes, que possui parques temáticos. Em Essoyes, era o ateliê de Renoir. Íamos passando por aqueles vilarejos e curiosamente não víamos pessoas. Eram habitados, mas não aparecia ninguém. Seja ao redor das casas, na rua ou mesmo nas plantações trabalhando. Tinha movimento, mas não se via ninguém. Curioso mesmo. Por este lugar, avistamos até uma usina nuclear enorme. Seria este o motivo!? Estavam todos mortos, eram cidades fantasmas... Claro que não, havia animais nos campos por todo o lado... hehehe [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205185650.png 500 376.093294461 Legenda da Foto]Vila próxima de Essoyes (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205185840.png 500 375 Legenda da Foto]Proximidades de Essoyes (FR).[/picturethis] Quando fomos à busca de um lugar para ficar optamos por um gratuito que ficava junto a Eurodisney. Fomos até lá conferir, estava no nosso caminho... Não rolou! Era um pátio de um posto de combustível. Às vezes os catálogos pregam algumas peças também. Deu para ver mais ou menos o que era a Eurodisney. Em minha opinião, pelo que pude ver, é como um BetoCarrero melhorado, maior. Mas, tudo bem! Não era o nosso foco mesmo. Seguimos em direção a zona central de Paris. Lá, havia outra opção. Chegamos à cidade pela parte onde ficam situados os prédios de empresas, uma zona de negócios. E fomos circundando a cidade. Tal qual ocorria com as demais grandes cidades por onde havíamos passado. Eles transformam seu trânsito, construindo anéis viários, que circundam as cidades, literalmente. Facilita muito isto. Basta entender o esquema. Se bem que com o GPS, não traz receio algum, para quem dirige por esses lugares. Desta forma, já estávamos passeando. Sempre se aproveita tudo. Mesmo a partir da fase da busca por um local para se ficar. Já tínhamos visto o rio Sena e os diferentes tipos de arquitetura dos locais: a parte moderna e a charmosa. Avistamos a parte do Sena, onde ficam os barcos moradia. Muito interessante! Tem neguinho que gosta de viver mareado por lá... hehehe Tudo bem organizado. Nessas grandes cidades eles têm uma técnica de se colocar grandes painéis em alguns pontos ou é para atacar o barulho da rodovia, ou esconder locais que não desejam que sejam vistos, ou ainda para que não distraia quem passa por ali conduzindo algum tipo veículo. Isto é bom! Havia visto desses painéis no Rio de Janeiro colocados na rodovia que sai do Galeão em direção ao centro da cidade. O objetivo lá era para esconder parte da favela e tentar inibir assaltos na própria rodovia (arrastões). Putz! Que decadência! Que diferença de concepção e finalidade! Temos que melhorar isto aqui no Brasil. Não é possível! Essa maldita e injusta distribuição de renda em nosso país resulta neste caos. Isto provoca uma seqüência de mazelas que parecem ser incuráveis. Parece que estamos aguardando uma guerra civil para tomar-se uma atitude digna e definitiva, na tentativa de se erradicar a pobreza de uma vez por todas. Vamos Brasil... Vai que dá!! [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205190043.png 500 376.470588235 Legenda da Foto]Centro Financeiro - Paris (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205190209.png 500 375.730994152 Legenda da Foto]Barcos Moradia – Rio Sena – Paris (FR).[/picturethis] Para alegria de nossa nação, naquele momento... Encontramos um camping às margens do Sena no bairro Bois de Boulogne. O camping tem o mesmo nome do próprio bairro onde fica. Muito bom! Muito caro também. Mas, pela localização e pelo que oferecia, estava ótimo! Enquanto a minha esposa e filha cuidavam do trâmite burocrático na recepção do camping eu fui ao encontro de um bom local para estacionar o motor-home. Geralmente, procuro uma vaga que fique próximo à saída do camping e próximo dos banheiros. Encontrei uma ideal tendo essas características. Liguei o carro à luz do camping, coloquei-o no nível após ter encontrado alguns tijolos e pedras, que estavam por ali dando sopa, e as usei como apoio sob as rodas. Tudo pronto! Todos, perfumados e arrumados pegamos o ônibus que serve o camping, exclusivamente, em direção ao centro. Durante o trajeto decidimos nosso destino de passeio. A decisão foi pegar o metrô e irmos até a Galeria Lafayette fazer ou tentar fazer compras. Claro que para sofrer um pouco com a sofisticação e preços que não nos pertence... hehehehe Linda! Uma obra de arte por si só. Os preços e artigos que existiam lá eram proibitivos. Foi bonito de ver o mar de chineses fazendo fila na entrada das lojas de grifes famosas. Incrível a quantidade de sacolas que cada marido chinês empunhava. Engraçado e até paradoxal: os chineses fabricam e enchem o mundo com porcarias, mas estavam torrando altas somas em artigos de extremo luxo. É, sinal dos novos tempos, dos novos ricos orientais. Dá nada... Estávamos em Paris, já pensou?! Terminamos a visita à galeria, atravessamos a rua e compramos o queríamos na loja em frente, onde os preços eram bem mais atrativos. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205190349.png 500 376.770538244 Legenda da Foto]Camping Bois de Boulogne- Paris (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205190542.png 375.56561086 500 Legenda da Foto]Galeria Lafayette – Paris (FR).[/picturethis] Após, fomos a pé caminhar um pouco até a Academia Nacional de Música. Uma construção muito bonita também. A esta altura já estávamos inseridos na vida dos parisienses. E seguimos caminhando passando pelo Olympia, Igreja Santa Madalena, restaurante Maxim´s, Praça Concórdia (fontes e obelisco) e avenida Champs-Élysées... Ufa! Ali fizemos uma paradinha para comer um crepe e tomar uma água. Dá um cansaço, mas é a melhor forma de se conhecer esses locais com um tempinho para a apreciação. Principalmente, se o tempo de estada é curto. Seguimos caminhando pela avenida até o Arco do Triunfo. Pena estar meio nublado naquele momento. Queríamos pegar o por do sol diante do arco. Passamos também pelo Grand Palais com o seu majestoso teto de vidro, pelas lojas de grifes famosas e pelo Lido. Quando estávamos quase diante do Arco do Triunfo estava noite e queríamos ir até ele, bem próximo. Mas, a quantidade de carros que passavam, por ser estar num entroncamento de várias avenidas, causou-nos uma grande dificuldade para atravessarmos até lá. Ufa! Conseguimos e saímos vivos da empreitada. Bah! Ao chegar do outro lado percebemos que o correto seria termos entrado num túnel subterrâneo que daria o acesso até o arco, em segurança. Pensamos que fosse entrada do metrô. “Choses dans la vie!”. Estávamos em dúvida se subiríamos nele ou não. Na dúvida, sempre vamos! Que show! Ficamos lá em cima, por mais de uma hora. Vislumbrando a Paris de noite. E com uma vista privilegiada para a Torre Eiffel com seus efeitos de luzes. Eu não queria mais ir embora dali. Mas, cansados, cedemos, e voltamos a nossa casa-móvel. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205190758.png 500 374.631268437 Legenda da Foto]Praça Concórdia - Paris (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205190934.png 500 373.177842566 Legenda da Foto]Champs-Élysées – Paris (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205191120.png 500 379.056047198 Legenda da Foto]Arco do Triunfo - Paris (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205191254.png 500 377.192982456 Legenda da Foto]Torre Eiffel – Paris (FR).[/picturethis] Manhã seguinte, visita à Torre Eiffel. Sem comentários... Só digo que tem que subir até o topo mesmo. Nada de vertigens nesta hora. A vista é fantástica! De 360º. De lá se consegue visualizar todos os pontos turísticos como se estivesse visualizando um mapa, só que em tamanho real. Depois de descermos da torre, logo em frente a ela pegamos o ônibus de turismo, como se sabe, de hábito, e seguimos o roteiro pelos principais pontos da cidade: museu do Louvre, a catedral Notre Dame, Praça Vendôme, Praça da Bastilha e as belas e famosas pontes sobre o rio Sena. Quando estávamos dentro do museu do Louvre ocorreu um fato curioso, por sorte já tínhamos visto tudo o que desejávamos ver por lá, incluindo a Mona Lisa. Iniciou-se um corre-corre de guardas e homens de preto, que assustou. Aos gritos diziam que todos deveriam desocupar as salas de exposição. Iam tocando o pessoal feito gado. E xingamento se entende em qualquer língua. Tentei perguntar o que estava ocorrendo para um dos “MIBs”, nem bola... Simplesmente, esvaziaram grande parte das salas, permanecendo um povo no saguão de entrada. Creio que ocorreu alguma coisa no sistema de alarme e segurança do museu e os guardas entraram em polvorosa. Bem, estávamos de saída mesmo... hehehe Acho que estavam filmando a “Pantera cor de Rosa”. Que sorte! Ta vendo, nem tudo é azar, nem tudo dá errado... Sempre dá certo... Vai que dá! Mas, continuo dizendo que o museu do Vaticano é mais bonito e grandioso! Inclusive no Louvre existem muitas obras cedidas pelo Vaticano, em exposição. Só para ver o poder e quantidade de obras sob posse da igreja católica. Impossível não pensar no que são velados a nós, meros mortais. O que deve existir de coisas maravilhosas guardadas a sete chaves... Nesse museu creio ter descoberto o motivo das francesas gostarem de fazer topless. Acho que se baseiam nos quadros que retratam a Bastilha e outros, onde mostram muitas mulheres empunhando a bandeira da França com os seios à mostra. Ou isto, ou são mais liberais mesmo... hehehe. Com o tempo cada vez mais curto, muitos lugares tiveram que ser incluídos na lista da revisita: Sacre-Coeur, Conciergerie, Palais Royal, Place des Vosges, Saint-Chapelle, Jardim de Luxemburgo, passeio de barco pelo rio Sena, Collège des Bernadins, parque André Critroen, Jardim de Monet, Sorbonne, igreja Saint Louis en lle. Não deu tudo que planejamos... Final de festa!! Já estávamos no espírito da volta para casa... Abandonando o friozinho parisiense, presente já nesta época do ano. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205191447.png 500 375.722543353 Legenda da Foto]Base Torre Eiffel - Paris (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205191608.png 500 374.639769452 Legenda da Foto]Vista Parcial – Paris (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205191736.png 500 374.639769452 Legenda da Foto]Museu do Louvre - Paris (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205191922.png 500 377.521613833 Legenda da Foto]Ao fundo à esquerda a Ópera de Paris (FR).[/picturethis] Jantamos em meio a um sentimento de fadiga, mas achando que o bom mesmo, seria mais uns seis meses de passeio... hehehe Dormimos e na manhã seguinte estávamos prontos para partir. Não sem antes visitarmos o palácio de Versailles. Indicado por muitos. Ele fica afastado alguns quilômetros de Paris. Como tínhamos condução própria, isso não era problema. Nessas questões, dávamos de “lavada” na parte logística, referente às outras formas ou opções de se fazer turismo. Nosso ir e vir sempre foi muito fácil, confortável e rápido. A visita a este palácio, também é um ponto que não pode ser deixado de lado. Teria valido a pena somente pelo salão dos espelhos. Uma soberba! Não chegamos a ver toda a extensão dos jardins e recantos de Maria Antonieta. Porém, nos aprofundamos na história sobre este local através dos “radinhos” que forneciam aos visitantes, em português. A visita normal deve durar em torno de um dia. Mas, tínhamos que iniciar nosso retorno a Madri. Eu estava ansioso para resolver a questão dos estragos do veículo e ainda mais o problema do barulho que surgira há pouco. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205192107.png 500 376.093294461 Legenda da Foto]Salão de Cristal - Palácio de Versailles - Paris (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205192245.png 500 378.223495702 Legenda da Foto]Jardins do Palácio de Versailles – Paris (FR).[/picturethis] Programação da volta era passar por Bordeaux, antes por Bourges e Limoges. Em Bourges havia uma igreja aonde muita gente vinha em romaria. Nós demos uma volta pela cidade, na tentativa de encontrar uma oficina da Fiat para dar uma olhada no carro. O barulho vinha aumentando e eu já tinha mudado a idéia de que era problema com o cano de descarga. Achava agora que fosse em algum dos bicos injetores. A potência do carro tinha decaído muito e estava preocupante continuar daquele jeito. Parecia que o carro sentiu que estávamos terminando o passeio e começou a “arriar as pernas”. Nosso planejamento era chegar na sexta-feira (23/11) no inicio da tarde em Madri, para termos tempo de discutir o necessário sobre os estragos, com o pessoal da locadora. Mas, a coisa estava ficando difícil, não estava rendendo muito na estrada. E a cada tentativa de localizar uma autorizada Fiat, pelas cidades que passávamos, perdia-se muito tempo. Simplesmente, o pessoal não sabia onde existia uma oficina para indicar ou quando achávamos uma concessionária, vinham com desculpas absurdas para não pegar aquele “abacaxi”. Era sexta-feira e nós em viagem, o carro sendo da Espanha, preferiam indicar a próxima cidade ou oficina. Isto aqui no Brasil, não ocorreria. Certamente se encontraria uma boa alma para ajudar ou dar alguma opinião. Ponto para nós, neste quesito! Aleluia irmãos!!! Hehehe [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205192421.png 500 376.453488372 Legenda da Foto]Centro - Bourges (FR).[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205192600.png 500 377.581120944 Legenda da Foto]Pirineus ao norte - Arredores de Burgos (ES).[/picturethis] Vamos, vamos... Vai que dá!!! Era a única coisa que nos restava... Torcer! Com mais fervor desta vez... Com a esperança de chegar a Madri, ainda naquele mesmo dia. Nosso vôo para o Brasil era na manhã seguinte. Entre um suspiro e outro, vínhamos observando a paisagem desta região que era um pouco diferente. Bela também! O que começava a nos chamar a atenção era o pessoal que estava realizando o caminho de Santiago. Vimos muitos andantes por esta região. Bah! Queria muito fazer um desses caminhos a Santiago de Compostela. Não desta vez! Não queria imaginar a possibilidade de ficar a pé naquela hora. Antes de entrar em território espanhol novamente, mais pelo sopro dos ventos, do que pela força do motor, passamos por Biarritz, litoral atlântico e famoso balneário da França. Porta de entrada ao país basco. Sim, isto mesmo! Região da Espanha em contínuo conflito para a sua independência. Muita luta motivada pelo grupo de extremistas: ETA. Eta ferro... É nóis na fita! Só faltavam mais uns 500 km. Pertinho... E o carro, puf, puf... Mas, seguindo. Acho que por força mental positiva a partir deste momento... Ao atravessar a fronteira, a mudança da topografia e de tudo, mudou muito. Um susto repentino. Estávamos atravessando os Pirineus novamente, só que ao norte desta vez. A região voltou a ficar árida e a arquitetura mudou completamente. As cidades eram diferentes, de forma mais desorganizada. Mas, continuava existindo qualidade. A primeira língua usada por esta região também não é o espanhol e, sim o a língua Basca. Uma mistura muito louca e diferente. Não tivemos muito tempo e contato com essa região. Nossa meta continuava sendo Madri. Deixamos Bilbao e Pamplona para outra vez também. As cidades e vilarejos que passávamos eram daquela época medieval, guardando todo o ar daqueles tempos. Bem preservados e com moradores bem acomodados naquela terra árida. Com boas estradas e fluxo contínuo de veículos. Além dos trens ao largo da rodovia. Estávamos retornando, dentro da Espanha, por rodovias excelentes. Recém prontas. Por isto, ainda não estavam cobrando pedágio. Diferentemente, daqui... hehehe Assim, decidimos seguir por elas. Deixamos Burgos para trás também. Poucos quilômetros percorridos, muitos castelos a nossa vista. Queríamos muito visitar Segóvia, para conhecermos o famoso aqueduto. Também ficou para trás. Faltava agora uns 200 km até Madri. A torcida e apreensão aumentavam. Já estava ficando tarde. Apesar de que na Espanha tem-se o hábito de se fazer a cesta. Tínhamos isto a nosso favor. Porém, era sexta-feira. Ai, ai... Será que vai dá?! O carro vai agüentar! A cada colina ou pequeno morro que tínhamos que seguir, o carro ficava muito lento. Tínhamos sempre que ceder lugar para os demais veículos que ali transitavam. Inclusive caminhões. Se bem que os caminhões de hoje em dia, trafegam com velocidades semelhantes a de carro pequeno. Não acreditei quando chegamos a Madri. Um pequeno detalhe... Não sabia mais aonde tinha colocado as coordenadas da locadora para seguirmos facilmente até ela. Bah! Brincadeira não?! E eu não tinha internet naquele momento e com muita pressa de chegar a tempo de resolver tudo naquele mesmo dia. Meu Deus! Colocamos o endereço, mas não deu certo. Apenas perdemos tempo. Aí, lembrei de colocar o destino através de um ponto de interesse que era aquele shopping da pista de esqui. Eu lembrava o nome dele: Xanadu. Bingo! Localizamos no GPS o endereço exato da locadora. Já no caminho, já era tarde... Acreditávamos que estaria tudo fechado. Tínhamos ficado com uma chave do portão além do telefone do proprietário. Eu queria e, fiz de tudo, para que houvesse condições de resolver diretamente com ele, com tempo para isto. Não queria ter o trabalho de localizar um atendente àquela hora. Ninguém estando na empresa, forçaria alguém a ter que voltar para me atender. Ninguém teria tanta motivação para isto. Era sexta-feira, sabe como é?! Em qualquer lugar do mundo o pessoal fica alterado, não tem jeito... Mais uma vez o céu se abriu a nosso favor. Encontramos o proprietário no sentido inverso ao nosso a cem metros da empresa. Aleluia irmãos! Reconheceu-nos, lógico! E prontamente deu meia volta e foi nos receber. Que pessoa! Percebeu que eu estava meio ansioso e não tão à vontade... Perguntou como tinha sido a viagem, a experiência e os causos... Propositalmente, fez de conta que não lembrava muito bem dos problemas. Impressionantemente, para me acalmar. Eu não resisti e comecei a relatar e apontar no carro o que havia ocorrido, mostrando as janelas e os arranhões na fibra. Falei do problema do motor. E ele mantinha-se quieto, somente ouvindo... Perguntou se iríamos pernoitar ali no pátio da locadora e a que horas seria o vôo na manhã seguinte, para combinar como fariam o nosso translado até o aeroporto. Depois nos mostrou como poderíamos usar as instalações para fazer a manutenção do motor-home, se fosse necessário, para aquela noite. Deu-nos o segredo do alarme da empresa e a chave. Ou seja, primeiro quis resolver todos os nossos problemas e dúvidas que poderíamos ter naquele momento, para somente depois, calmamente, nos convidar para acompanhá-lo até o escritório e conversarmos sobre os custos para cobrir os estragos. Bah! Comecei a suar... Sabe-se que quando a esmola é demais o santo desconfia... Durante toda a conversa não insistiu nem mesmo no seu direito de receber o carro limpo, que era uma das cláusulas do contrato. Por certo, teríamos que pagar pela limpeza. Continuávamos conversando calmamente... Diante de tudo exposto ambos sabíamos que havia a possibilidade de se acionar o seguro. Mas, não era uma saída interessante para nenhum de nós. Ele por ser sócio de uma empresa que construía motor-home, poderia repará-lo a baixo custo. E eu por ter que pagar a franquia, que era um valor bem maior do que total previsto para o conserto. Então, ele me fez a proposta de me devolver a metade do valor que eu havia desembolsado pela janela substituída em Barcelona, e daria tudo por acertado. Ele estava motivado em fazer isto, por não ter havido custos, pela não solicitação da substituição do motor-home, no local aonde apresentou inicialmente o problema mecânico. Tínhamos o direito de pedir isto. Digamos que saiu barato, para ambas as partes. Dei-me por satisfeito e muitíssimo agradecido à locadora e a seu proprietário. Combinamos então, o horário para que na manhã seguinte fossemos levados ao aeroporto e nos despedimos. Já bem mais tranqüilo, tomamos um banho e fomos às compras no shopping Xanadu. Por lá mesmo, jantamos numa churrascaria onde o proprietário era um brasileiro. Satisfeitos, após algumas compras mais, voltamos para arrumar as malas. Esta hora é triste! Mas necessária... Acabou o passeio. Bem cedo, três horas antes do horário marcado para vôo, chegou aquele colega brasileiro para nos levar ao aeroporto. Conversamos, contamos nossas experiências, nos distraímos um pouco e fomos ao aeroporto de Barajas. Mais, uma gentileza do pessoal da locadora. Que coisa boa, ser bem tratado, não é?! Chegando ao aeroporto com bastante tempo, fomos fazer o check-in. Olha, o aeroporto é enorme. Levamos uns 20 minutos para sair do estacionamento, pegar o metrô interno e ir até o balcão da aduana. Passamos por ela sem maiores problemas. Ainda tínhamos praticamente duas horas e meia para o embarque. Na fila do check-in, por mais alguns minutos. Andou rápido, era bem cedo, não tinha muita gente. Chegamos ao balcão da atendente, apresentamos os bilhetes, enquanto desmanchávamos uma mala que havia ultrapassado o peso, ali mesmo, fazendo uma pequena transfusão de roupas para algumas sacolas de mão. Para completar o mico... A moça nos avisou que nosso embarque não estava garantido, que estaríamos numa lista de espera. Ocorrera “overbooking”. Bah! De pronto, enlouqueci. Enchi a moça de argumentos e disparates. Imagina?!$%¨#@!#$# Eu havia comprado essas passagens três meses antes da data daquele embarque, com acento marcado e tudo mais. Como poderia ocorrer aquilo?! Não adiantou nada eu sapatear na frente daquele balcão. Ela me contra-argumentou dizendo apenas que isto está previsto no código internacional de vôo. Cachorrada, isto sim!! Olha, não sei se estava furioso ou medroso com a situação. Na segunda-feira seguinte todos nós tínhamos nossos compromissos, na volta para o Brasil. Não teve jeito, tivemos que despachar as malas e ficar na torcida...$%¨%#@! Nesse meio tempo, fomos até o balcão específico, para receber a devolução do imposto IVA, que fica ali no aeroporto mesmo. Isto é feito em dois lances: primeiro vai ao guichê do governo com esse propósito, basta ver a sinalização, para o formulário ser carimbado; depois vai direto ao guichê de pagamento ou reembolso. Todos devem se atentar para saber como fazer isto. O percentual para a devolução pode variar de estabelecimento para estabelecimento, e deve ser conversado sobre isto com o atendente do local em questão. Após a sua compra, solicite o preenchimento de um formulário específico que dará direito à devolução do imposto IVA. O formulário ou o procedimento para tal chama-se “Tax Free”. Sem o formulário preenchido pelo estabelecimento, não adianta nem tentar conseguir a devolução. O percentual de devolução em relação ao valor da compra gira em torno de dezoito por cento. Vale muito à pena! Peça o formulário preenchido a cada estabelecimento em que seja possível se fazer isto, mesmo que demore um pouquinho mais. Poderá considerar que sempre estará comprando com um desconto de praticamente vinte por cento. Muito bom! Pegamos nosso dinheiro nesse guichê de reembolso. Sim, pagam em espécie. Depois fomos “chorar as pitangas”, junto ao balcão da companhia aérea. O relógio começou a andar mais rápido e estava quase na hora do embarque. Nesta altura dos acontecimentos, já havia muitos outros brasileiros na mesma situação do que a nossa. Todos nós indignados junto ao balcão da companhia. Pedíamos explicação e nada. Somente nos indicavam que devíamos aguardar após todos embarcarem, para ver se restariam alguns lugares naquele vôo. Claro que somente se marca o assento, propriamente dito, no check-in. Mas, também, a companhia aérea não poderia ter vendido passagens a mais. A jogada é a seguinte: eles vendem antecipadamente lugares em vários vôos por preços promocionais, nosso caso e dos demais em fila de espera, daí como nem todos os vôos viajam lotados eles vendem no balcão a preço cheio novas passagens, mas já com lugares marcados, se houver procura. Se todos aparecerem para embarque, a coisa pipoca desse jeito... Mas, calma... Vai que dá!! Chegou a hora, todos enfileirados. Muitos até chorando, literalmente. Ou porque perderiam o emprego ou porque haviam deixado as suas crianças em espera. Uma loucura! Escândalo era a palavra de ordem. O senhor espanhol que organizava a fila para o embarque dizia: “...calma, já estou acostumado com isto. Trabalho aqui a mais de 20 anos...”. E todos em coro: “... mas é o senhor que está perdendo o vôo. Ou fala por que tem para onde voltar hoje à noite?...”. Bah! Uma loucura total. Que experiência maluca. Entraram todos os da fila, a bordo! Ainda assim, chegavam alguns retardatários. Pena que não quebraram a perna na correria que vinham. Assim perderiam o vôo e abriria chance para nós. Que barbaridade! Brincadeirinha... hehehehe O tumulto estava formado em torno daquele senhor engraçadinho. O interessante é que todos, por mais resoluto que pareça, nessas horas, despenca do salto e roda a baiana como todo mundo. Entraram a bordo, também os retardatários! Enfim, vamos à lista de espera. Parecia uma divulgação do resultado da “mega sena”. Não rolou! Sobramos nós e mais um bando de brasileiros desesperados. Tinha “neguinho” ali que já estava dormindo a dois dias no aeroporto, com esposa e filhos. Neste caso, a criatura havia perdido o seu vôo. Então, tava pagando por seus pecados. Não adianta, tem que chegar cedo no aeroporto para o embarque, para não correr este tipo de risco. Voltamos ao “overbooking”, então. Mandaram-nos seguir dali do portão ao balcão da companhia novamente. Pernas para que te quero... Nessas horas, a coisa fica feia, muito feia mesmo. O ser humano demonstra totalmente o seu egoísmo. É cada um por si e seja o que Deus quiser... Até tentei formar um bloco, para termos mais força junto à companhia, que nada... Ninguém deu a mínima. Corre, corre... Tenho que chegar à frente, se o negócio é disputa. Deixei mulher e filha para trás e me virei em pernas... Segundo a chegar ao balcão. Porém, minha atendente era uma “plasta”. Enquanto ao lado eu presenciava o pessoal resolvendo o seu problema. Minha “colega de trabalho” não seguia adiante e, sempre, tinha a necessidade de perguntar alguma coisa a algum colega, para poder seguir. Bah! Será que está estagiando e eu fui o premiado?! Jesus! Tentava ser simpático com a moça para não deixá-la mais nervosa ainda, do que já estava. Mas, o pessoal em volta começou a perceber aquele desastre de atendente começaram a rir e fazer piadas. Sabe como somos quando estamos em grupo. Os brasileiros tiram sarro mesmo, não querem nem saber. Desta forma, o atendente que estava ao lado deu uma força para a moça... Assim, conseguimos receber a remarcação das passagens para o dia seguinte no mesmo horário. Apesar de que a única possibilidade para o nosso destino, com três pessoas para viajar, era fazendo algumas escalas pelo Brasil. Sairíamos de Madri a Fortaleza, depois Recife, depois Rio de Janeiro e, por fim, Porto Alegre. Ufa!! Se tudo desse certo seriam apenas 24 horas de duração essa ponte aérea. Depois disto tudo, já na segunda-feira pela manhã, quando chegássemos a Porto Alegre, ainda tínhamos que pegar o carro e viajar por mais duas horas até a nossa cidade. Mas garantimos nossa volta. Ai, ai... Já estava tendo um surto e querendo tirar férias novamente. Após essa notícia, ainda ficou uma dúvida quanto à passagem de minha filha. Mas, a mesma atendente nos garantiu que não daria problema algum e eu poderia seguir sem receios. Só com essa frase dita por ela, eu já comecei a tremer na mesma hora. Atenção senhores passageiros... Que estão procedendo com a remarcação de suas passagens... Atenção! Disse uma voz ao fundo. Antes de nos despachar do balcão vieram com uma boa noticia, que eu e os demais aguardávamos... É procedimento também. A remarcação de passagens por “overbooking” segue algumas normas de direitos aos passageiros, por incrível que possa parecer. Neste caso, vôo internacional, com mais de seis horas de espera, tínhamos o direito a hospedagem, translado, alimentação e, também, a um reembolso financeiro por danos causados. Opa! A coisa começou a melhorar... Mas, para isto... Teríamos que ir a outro balcão e entrar noutra fila, para receber novas instruções a esse respeito. Fomos até lá, após um tempinho a mais, recebemos o “voucher” do hotel e mais os cartões que dariam direito de sacar, em espécie, os valores de reembolso num caixa automático, inclusive os do próprio aeroporto. Olha, o valor deste reembolso foi proporcional a setenta por cento do valor de cada passagem que havíamos comprado para esta viagem. Então, estava valendo o sacrifício. Além disto, teríamos mais meio dia e uma noite em Madri. E já tínhamos planos... Mas antes, sacamos o dinheiro, fomos pegar as malas para não correr o risco de serem perdidas, mesmo com a insistência deles que iriam ser recolocadas em nosso vôo do dia seguinte. Sabe como é... Essas malas têm vida própria. Não dá para deixá-las sozinhas e abandonadas por aí. Após, nos dirigimos até a saída do aeroporto para pegar a “van” que nos levaria ao hotel. Maravilha, hotel quatro estrelas, excelente! Demos entrada, pegamos as senhas de internet e subimos ao nosso quarto para tomarmos um banho... Fomos chamados pela portaria, dizendo que o almoço estaria sendo servido e estavam nos aguardando. Que maravilha!!! Eram três da tarde e nós morrendo de fome... No restaurante do hotel encontramos vários daqueles que estavam conosco anteriormente, no aeroporto, naquela batalha cruel. Enquanto almoçávamos, jogamos um pouco de conversa fora com aquele pessoal, relatando as experiências quanto ao problema. Depois saímos em direção ao metrô que ficava perto dali, queríamos ir ao centro de Madri, para fazer compras. Claro! Estávamos podendo... Com o dinheiro extra que surgiu e com mais tempo a favor... hehehe Chegamos à estação “Porta do Sol”, centro de Madri. Impressionante a quantidade de gente que estava por ali. Realmente, o pessoal de lá sai de casa para passear e curtir a cidade. Havia shows de rua a cada esquina. Uma coisa eletrizante! Ficamos por lá passeando e comprando até o cair da noite. Voltamos ao hotel, jantamos e dormimos cedo para estarmos bem e podermos enfrentar a maratona que iria começar no dia seguinte. Cedinho, tomamos café e fomos pegar a “van” para irmos para o aeroporto novamente. Foi tudo muito tranqüilo, desta vez o check-in não iria nos apresentar surpresas. Tínhamos os bilhetes com acentos marcados e garantidos por eles mesmos. A não ser que a companhia quisesse tomar mais prejuízo conosco. Sim, porque, fazendo as contas, nos pagaram para viajar a Madri, descontado a questão de que chegaríamos um dia atrasados em casa. Depois de um tempo passeando pelo “Duty Free” do aeroporto, nos dirigimos ao portão de embarque... O melhor disto, desta vez, embarcamos realmente. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205192804.png 500 376.811594203 Legenda da Foto]Topografia e Solo da Espanha.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205192939.png 500 376.453488372 Legenda da Foto]Estreito de Gibraltar – Ceuta (ES) África e Tarifa (ES) Europa.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205193103.png 500 375.362318841 Legenda da Foto]Deserto Sahara Ocidental.[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111205193220.png 500 375.722543353 Legenda da Foto]Fortaleza (CE) – Brasil.[/picturethis] Apesar de todo o cansaço da volta, com as escalas e outros detalhes... Fizemos uma boa viagem. Chegamos ilesos, com a mala cheia de lembranças e coisas maravilhosas para compartilhar com todos que nos aguardavam. Que fique aqui o alimento combustível, para que se repita esta experiência. Ou para que se embarque numa próxima viagem... Vai que dá!!! Depois colocarei o mapa da viagem... Abraço! Dé Ramos.
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


×
×
  • Criar Novo...