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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 16-02-2018 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Resolvi criar este tópicos com o intuito de passar algumas dicas para quem se interessa em estar por Foz do Iguaçu em alguma oportunidade. É uma cidade muito boa de modo que dá vontade de morar. Primeiro pela calmaria e segundo pelo custo de vida bem acessível e pela praticidade de mover-se pelo centro (tudo se interliga e você "se encontra" com facilidade). O clima é agradável e as pessoas são bem educadas. Tive a oportunidade de estar de 10 a 13 de fevereiro de 2018 (carnaval) de modo que, pelo pouco tempo, deu para tomar algumas coisas como importantes não apenas para repassar para viajantes como para planejar minha próxima ida à Foz. Se nesse momento você está planejando viajar pra lá com amigos, sozinho, com família ou em viagem romântica este tópico pode lhe servir muito! As dicas estarão separadas de modo a facilitar: DICAS DE TRANSPORTE EM FOZ DO IGUAÇU (BRASIL) Eu fui de avião então tomei um táxi apenas do aeroporto para o hotel e do hotel para o aeroporto. Como NÃO TEM UBER ou outros aplicativos de transporte na cidade, o TAXI custa caro até mesmo para pequenas distâncias. As corridas que mencionei custaram 70,00 e 55,00 respectivamente mas foram necessárias por causa das malas. Para ir aos destinos turísticos (Cataratas, Parque das Aves, Paraguai e Argentina) utilizei os ônibus coletivos sem nenhuma dificuldade e com muita praticidade. Logicamente alguns ônibus estavam cheios de gente justamente por causa do período de carnaval e muitos turistas também estavam utilizando dessa forma de transporte. Se você for, por exemplo, visitar as Cataratas ou o Parque das Aves, cada trecho de ida e volta custa R$ 3,45 por pessoa! Os trechos dentro de Foz no Brasil são baratos. Se você quiser pegar um TAXI apenas pelo ar-condicionado e porque estará sentado, pagará entre 40 a 60 reais (nesse caso pode até valer a pena desde que você "rache" o preço com outras 3 pessoas para ocupar o TAXI inteiro. Mas mesmo assim, eu pegaria ônibus pela economia. O terminal de ônibus é MUITO perto da Av Brasil. DICAS DE TRANSPORTE PARA A ARGENTINA Você poderá tomar um ônibus no centro de Foz do Iguaçu diretamente para a Argentina (free shop). É um ônibus que vem escrito no letreiro (FOZ DO IGUAÇU - ARGENTINA) e a passagem custa 5,00 por pessoa. São ônibus humildes (sem ar condicionado) e cadeiras tradicionais como as do Brasil. Porém, paga-se pouco e chega-se logo. O ônibus para exatamente na frente do Free Shop de Puerto Iguazu que fica ao lado da Aduada para entrada na Argentina. Dependendo do período que você for à Foz, pode ter trânsito intenso pela alta demanda de turistas além dos próprios moradores de Foz e do Paraguai que transitam por ali todos os dias. Para voltar da Argentina à Foz você pode tomar um ônibus na rodoviária de Misiones que custa também 5 a 8 reais por pessoa mas em ônibus mais confortáveis (ar condicionado e poltronas acolchoadas). Atente-se aos horários dos ônibus! DICAS DE TRANSPORTE PARAGUAI No mesmo ponto de ônibus já mencionado (em frente a igreja da Av. Jorge Sch...) tomei um ônibus paraguaio (há muitos) com o valor de R$ 5,00 por pessoa.Há muitos ônibus paraguaios que fazem a rota Foz - Ciudad del Este. Basta perguntar na cidade qual vai direto e o valor mas sái em média 5 reais por pessoa. Também há (claro) ônibus de volta do Paraguai para o Brasil pelo mesmo preço mas você deve se atentar aos horários! ORGANIZAÇÃO DE PASSEIOS PRIMEIRO DIA: Por ter chegado em Foz ao meio dia, peguei o restante do primeiro dia para ir logo ao free shop da Argentina. Fiquei em um hotel na Av Brasil, que facilita o acesso à tudo. Subindo à pé até a avenida Jorge Schimmelpfeng (em frente a igreja), tomei um ônibus (já mencionado anteriormente) e fui. Foi uma viagem curta por um preço muito acessível: um TAXI cobraria 70 reais só pra isso. Passei pouco tempo nesse free shop pois o dólar estava alto na cotação do dia e comprei pouca coisa mas também tirei fotos em volta do shopping (que é muito bacana). Aproveitei para passar pela Aduana e segui à pé. O primeiro ponto de parada foi o Casino logo no início: dá pra tirar fotos e otimizar seu tempo, jogar não é aconselhável, lógico (você perde tempo e dinheiro). Na entrada principal da cidade (logo após o Casino), dobrei à direita e encontrei uma Vinõteca muito simpática ao lado esquerdo onde praticamente tudo era a preço de custo! Lanchei ali, fui super bem atendido pela vendedora e pelo dono e recebi boas dicas! Como estava chovendo, peguei um taxi por 10 reais até o centro de Misiones-Puerto Iguazu. Neste centro você tem: a feirinha, o freddo (sorveteria) o bar da cerveja Quilmes, a rodoviária (para voltar, claro) e algumas feiras de artesanato e produtos regionais. Na feirinha (o principal) aproveitei pra comprar Alfajor e alguns temperos de cozinha que são muito bons, em boa quantidade e a excelente preço (que no Brasil seriam MUITO CAROS). Sobre alfajor: há uma marca que vem numa caixa branca com 24 unidades por 25 reais. Há outras marcas como Milka que são muito bons mais são unidades pequenas a 25 reais e apenas 15 unidades. No fim das contas, Alfajor tem o mesmo sabor! Você encontrará muitos potes grandes de azeite, salame e principalmente azeitonas (muitas) expostas sem proteção e isso eu não recomendo. Ah...nessa feirinha também tem restaurante mas como já havia comido, nem liguei. Passei pela sorveteria Freddo (pedi o sorvete pequeno de doce de leite, claro) e continuei o trajeto pelas outras lojas na Av Brasil deles e de lá fui pra rodoviária pegar o ônibus de volta para Foz a 5,00 por pessoa (com ar e poltronas muito boas)! Se for à Argentina, lembre-se de não ir apenas ao free shop e deixe pra comprar Alfajor nessa feirinha já mencionada: sái mais barato! SEGUNDO DIA: O segundo dia aproveitei para fazer dois passeios por serem ambos próximos: CATARATAS + PARQUE DAS AVES. Como um é do lado do outro literalmente, vale a pena conhecer logo esses dois em turnos distintos, claro. Eu optei pelo Parque das Aves a manhã inteira e as Cataratas à tarde. Acredite, você vai cansar e no final do dia estará exausto mas VALE A PENA! Você pode comprar os ingressos das Cataratas pelo site deles até mesmo antes de viajar! Nas Cataratas o passeio custa em média 36,00 e no Parque das Aves 45,00 (valores por pessoa). No Parque das Aves, se você for estudante (com carteirinha) ou professor (com comprovação) paga meia entrada a 22,00 mas nas Cataratas o valor é inteiro para todos. Há um restaurante muito bom dentro do Parque das Aves onde fui muito bem servido com um cheesebacon gormet e um chopp artesanal em tulipa com 27 reais (e satisfaz). Nas Cataratas também tem, mas não comi porque já estava cheio. Optei por jantar num restaurante muito bom na Av Brasil no primeiro quarteirão perto do hotel onde estive (Rhema). Come-se bem, barato e satisfaz (mas não lembro ao certo o nome do local). TERCEIRO DIA: Aproveitei para ir ao Paraguai. Já que comprar leva tempo justamente pela altíssima demanda de lojas e produtos no país e, também, pelo trânsito MUITO INTENSO (toda hora) tanto para entrar como para sair daquele país, fiquei o dia todo focado nisso. No mesmo ponto de ônibus já mencionado (em frente a igreja da Av. Jorge Sch...) tomei um ônibus paraguaio (há muitos) com o valor de R$ 5,00 por pessoa. Há muita (mas muita) gente o tempo todo circulando, ambulantes vendendo de tudo e muitas barracas em torno dos shoppings e prédios comerciais. (LEMBRE-SE DE LEVAR SUA CARTEIRA E CELULAR SEMPRE NOS BOLSOS DA FRENTE...VOCÊ CORRE RISCO DE SER FURTADO SEM PERCEBER, SE DER BOBEIRA). Os camelôs vendem algumas coisas muito baratas e outras nem tanto. Os ambulantes, obviamente tentarão lhe vender coisas a preço de banana, principalmente meias, calcinhas e cintos. Meu conselho: compre apenas lembranças (artesanato, tipo chaveiro) para dar de presente a amigos nesses camelôs. Deixe para fazer as suas compras de preferência no SHOPPING PARIS (onde fica no último andar o SHOPPING CHINA). O Shopping Monalisa é muito divulgado mas tudo é muito caro, os únicos andares de coisas boas são os últimos (coisas originais) mas os vendedores são rudes. O Shopping China já é mais organizado, tem uma variedade muito maior em um mesmo espaço e tem muita coisa etiquetada em promoção (comprei perfume, roupa, acessórios e até whey protein) nesse shopping! Os restaurantes do centro da Ciudad del Este são "fedidos a mijo e outros odores", cheios de formiga e insetos, são amontoados de gente mas são baratos e, claro, NÃO RECOMENDO! O Shopping Paris dispõe de uma praça de alimentação com excelentes opções de comida a preço bom, mas o atendimento do povo paraguaio parece padrão: rude, irônico e esnobe! Para voltar ao Brasil, devido ao trânsito e o cansaço, optei por tomar um TAXI paraguaio dentro do Shopping Paris que cobrou-me 50 reais até o meu hotel em Foz. Ele pegou um baita atalho, não demorou tanto e fui com um pouco mais de conforto para o hotel. No entanto, os carros são velhos, muitos são batidos e os paraguaios também dirigem como na Índia. Por falar e Índia, alguns amigos me disseram e eu lembrei que Ciudad del Este lembra bem a Índia por motivos óbvios. E lembre-se: no Paraguai não é tudo que vale a pena comprar primeiro pelos preços e, claro, pelo risco de falsificação (algumas extremamente grosseiras). Outra dica que lhes dou: alguns paraguaios vão lhe parar na rua perguntando o que querem. Não dê muita importância e dispense logo! Se disser o que quer eles irão lhe seguir até a loja onde eles querem que você vá com a conversa de que "meu patão vai ficar feliz sabendo que lhe trouxe" e lhe esperam dentro da loja e lhe seguem de volta! Já de volta ao Brasil, optei por jantar em um barzinho chamado O BOTECO na Av Jorge Sch. Fui muito servido de comida e bebida (uns pastéis de creme de frango e milho + um senhor pão de alho + 1 chopp de 300ml + 1 caipirinha + 1 chopp de 1 litro). A conta saiu a preço de custo a uma excelente refeição, lugar muito aconchegante com música ao vivo, boteco requintado e descontraído e super bem atendido! E o local não cobra os 10% do garçom. QUARTO E ÚLTIMO DIA: Com o voo de volta previsto para as 18:00 pude ir apenas ao templo budista! Fui e voltei de ônibus coletivo brasileiro saindo do terminal a 3,45 cada trecho. O templo não cobra a entrada e as fotos são maravilhosas! É excelente para fotos! O ambiente, as obras, as estatuas, esculturas, o jardim, o silêncio...o conjunto da obra encanta e vale a pena! É um passeio que não demanda de tanto tempo justamente porque só se tratam de fotos então você acaba tendo tempo para conhecer outro ponto da cidade. Pelo tempo apertado em virtude do voo, só pude conhecer este. Tomei um lanche na CONFEITARIA MARIAS & MARIA que fica na própria Av Brasil. É um conceito de padaria e restaurante. Eu fiquei com a opção de almoço mas também comi alguns quitutes da padaria. Todos os dias eles oferecem uma excelente opção de almoço (sem bebida) por 15,00 por pessoa cada prato já feito por eles. Come-se bem, em um ambiente MUITO BOM e é SUPER BEM ATENDIDO. Além disso, os pratos e demais produtos são bons! Você pode optar por comprar alguma coisa ali para levar de volta pro hotel ou pra acompanhá-lo em seus passeios. É uma viagem que preciso fazer novamente não apenas para repetir alguns (ou todos esses passeios) mas para conhecer o Marco das 3 Fronteiras e outras atrações que não deu tempo. No geral, foi uma viagem que considero ter sido super bem aproveitada, custeada muito bem e bem servida de passeios e atrações para uma viagem curta. Busquei passar as dicas de ônibus pois, como a cidade não tem UBER acaba tudo sendo focado em TAXI e pode sair mais caro do que você planejou. A cidade é pacata (pelo menos me pareceu) e andei tranquilo.
  2. 2 pontos
    Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de Rosario LEGENDA UYU - Peso Uruguaio USD - Dólar Americano BRL - Real Brasileiro ARS - Peso Argentino ROUPAS Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. O começo da manhã e à noite as temperaturas caem um pouco então é bom sempre ter uma blusa na mochila de ataque. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CELULAR Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem. DINHEIRO e CARTÃO Em espécie levei apenas DÓLARES AMERICANOS e trocava aos poucos por moeda local em casas de câmbio. Usei sem problemas o cartão VISA INTERNATIONAL do Banco do Brasil na maior parte da viagem. ACOMODAÇÃO Há quase 10 anos faço parte do Couch Surfing então quase sempre consigo me hospedar na casa de locais. Em Rosário fui hospedado pelo Pablo, um couchsurfer que mora no centro da cidade. CHEGANDO EM ROSÁRIO Peguei um ônibus na estação de Retiro (Buenos Aires) por volta das 9h30 e cheguei em Rosário por volta das 15h. Havia uma manifestação na entrada da cidade por isso o ônibus atrasou um pouco. O táxi da estação ao centro me custou ARS100. O QUE FAZER Rosário é a terceira maior cidade da Argentina (atrás apenas de Buenos Aires e Córdoba) mas no entanto não é muito turística. Na verdade eu só decidi passar por ela pois estava no caminho de Salta, cidade que visitei posteriormente. 1º dia: 15 de Março de 2017 (quarta-feira) Devido a uns desencontros com meu anfitrião só fui chegar à casa dele por volta das 18h. Bem perto dali havia um supermercado e fui até lá comprar pão e achocolatado para o café da manhã e umas cervejas Quilmes. Voltei, conversei um pouco com o Pablo e saí para o encontro semanal do Couch Surfing. Comprei um cartão de transporte (ARS30) e coloquei mais ARS30 de crédito nele. Peguei um ônibus na Calle 3 de Febrero e desci na Bv. Oroño. Caminhei umas 10 quadras até a Calle Suipacha, onde se encontra o bar “Gatufo”. Um bar bem pequeno, mas tinha umas cervejas artesanais muito boas. Bebi 3 “rubias” e 1 “negra”. Conversei bastantes com os couchsurfers locais (uns 15 no total). Na volta dividi um táxi com 5 pessoas e por ARS20 voltei pra casa. 2º dia: 16 de Março de 2017 (quinta-feira) Acordei por volta das 9h, tomei um café, conversei com o Pablo e sai para caminhar. Fui até a orla do Rio Paraná, que tem um passeio bonito e arborizado. Cheguei até o Monumento à Bandeira e paguei ARS15 para subir nele. De lá se tem uma vista belíssima vista da cidade e do rio. Ali do lado está a Pasaje Juramento e também bem próximo está a simpática Basílica Catedral Nossa Senhora do Rosário. Segui caminhando até o centro e encontrei o Centro Cultural Roberto Fontanarrosa. Estava tendo uma pequena exposição de um cartunista argentino chamado Andrés Cascioli. Suas incríveis caricaturas criticavam o governo argentino mesmo nos tempos de ditadura. Conversei com um solícito funcionário chamado Marcelo que me explicou qual ônibus pegar até o Parque de la Independência. O parque tem um lago com patos e é bem cuidado. Lá também se encontra o Museu Histórico Provincial de Rosario Dr. Julio Marc. No museu há uma sessão com objetos da América pré-colombiana, arte sacra e quadros dos heróis da América do Sul como San Martin e Simón Bolivar. Apesar de pequeno (dá pra ver tudo em 30min.) vale a visita. Ao lado do museu está o estádio do Newell's Old Boys. Não existem tours guiados pelo estádio, mas eu pedi para um funcionário e ele me deixou entrar para tirar umas fotos lá de dentro na arquibancada. Voltei caminhando para casa. Tomei um banho, conversei com o Pablo, descansei e fui dar uma volta pelo bairro. Encontrei um bar chamado Zodiako (Calle 3 de Febrero, 562). Até às 21h30 qualquer pint de cerveja saia pelo preço de ½ pint (de ARS70 por ARS42). Primeiro tomei uma Blond Ale, mas tinha muito gás e parecia cerveja de garrafa. Depois pedi uma Red Ale e uma Kolch que estavam muito boas. Ficou tudo por ARS130. Na volta pra casa encontrei na mesma rua um restaurante por kg para levar. Fiz um marmitex de arroz, bife à milanesa, lula, almôndegas e salada (ARS87) e levei pra comer em casa. Jantei, conversei mais um pouco com o Pablo e fui dormir. 3º dia: 17 de Março de 2017 (sexta) Acordei por volta das 8h30, tomei café e saí para caminhar mais uma vez pela cidade. Passei por um teatro e casa de show chamado Plataforma Lavardén, que tem uma belíssima escada em espiral. Vale a visita para quem ama (assim como eu) tirar foto de escadas em espiral. Segui caminhando até a Plaza de la Cooperación, onde era a casa natal de Ernesto “Che” Guevara. Não há mais vestígios da casa, apenas uma pequena praça com uma ilustração do rosto de Che Guevara. Sinceramente só vale ver se estiver passando por lá, caso contrário nem perca seu tempo. Caminhei mais umas 4 quadras até o Parque España, que também não tem muita coisa pra ver. Fui até o Planetário mas estava fechado. Voltei pra casa, arrumei minhas coisas, me despedi do Pablo e fui pegar o ônibus (115 Aeropuerto) até o aeroporto. Entrei no ônibus às 13h e ele cruza a cidade inteira. Fui chegar no aeroporto mais de 14h. Por volta das 16h estava decolando sentindo Salta. Anexo ao relato algumas fotos da minha passagem por Rosário. Espero ter ajudado.
  3. 1 ponto
    Fala Galera Em maio desse ano 2017 fiz um intercâmbio em Toronto no Canadá de 30 dias e gostaria de compartilhar com todos essa experiência. Em anexo estou compartilhando todo o itinerário que fiz durante a viagem e os custos. Para não assustarem com os custos 14K, é bom deixar claro que fiz TUDO que era possivel em um mês, inclusive uns 2mil gastei só de roupas e presentes. Dá pra reduzir esse custo tirando alguns gastos. Outro ponto que encareceu a viagem foi o fato de ter feito outras 3 viagens dentro desse mês aos finais de semana (Nova York, QMO e Niagara). Vamos por partes: 1- Passagem Aerea A dica aqui é tirar também o visto americano e comprar a viagem com escala pois sai mais barato e com essa diferença vc paga o que gastou com o visto. outra tática que fiz foi procurar o voo pelo decolar e depois comprar direto no site da companhia aérea americana, é facil, só anotar o numero do voo e procurar. 2- Hospedagem Fiquei em homestay e foi super bacana, além de ser mais barato te permite conviver com os locais e vivenciar o dia dia e sua cultura. A dica aqui é procurar uma boa agência de intercâmbio, o custo tem pouca diferença de agência para agência por isso dê preferência para a que te deixar mais seguro 3- Dinheiro O custo para comer fora é bem alto e para economizar recomendo comprar coisas no mercado. Fast food geralmente é mais barato. Outra dica é trocar os dólares todos no brasil pois lá fica bem mais caro. 4 - Lingua O inglês do canadense é limpo e muito facil de entender, mesmo que você não fale tão bem dá pra se virar lá pois os canadenses são EXTREMAMENTE educados e solicitos na hora de ajudar os turistas. 5 - Curso Basicamente as escolas de inglês de lá não são muito diferentes das daqui no que se refere ao método, a grande vantagem é que lá você vai conhecer diferentes pessoas, com diferentes sotaques e isso vai ajudar muito a melhorar seu inglês. 6 - Transporte O transporte publico de Toronto é ótimo e muito fácil de se achar. A dica é comprar o monthy pass que te dá o direito de andar o mês todo a vontade. 7 - Passeios Em anexo está todo o itinerário que fiz, é bem corrido mas valeu cada segundo. Segue breve comentário dos lugares: EATON CENTRE - O maior e mais bacana shopping vale muito a pena conhecer NATAN PHILIPS SQUARE - Essa é a praça onde fica o tradicional letreiro com o nome da cidade, parada obrigatória (fica perto do Eaton Centre, da pra ir a pé) RIPLEY AQUARIUM - Um dos lugares que mais gostei, é aquele aquário com um corredor submerso CN TOWER - a torre simbolo de toronto, muito legal e de lei visitar, o restaurante lá e caro e cheio de fila, vale ir só visitar CASA LOMA - a casa dos X-Men, legal pra tirar fotos e andar pelos comodos do Castelo. ROM MUSEU - museu de historia natural é bem legal e vale muito a visita PS: para esses 4 ultimos lugares vale comprar o city pass que é a entrada para essas 4 atraçoes e sai bem mais barato. CHINATOWN - Essa nem precisa falar, otimo pra comprar presentes e lembranças com um preço bem barato DISTILERY DISTRICT - legalzinho, vale o passeio mas é muito caro pra almoçar lá e nem tem muita coisa pra fazer. HIGH PARK - um parque top e muito legal pra ir passar o dia TORONTO ISLAND - O melhor de todos, vale muito passar o dia todo lá e ainda voltar. Outro lugares legais pra visitar: KENSIGTON MARKET - HOKEY GAME - ST LAURENCE MARKET - ONTARIO HARBOUR LAKE - GREEK TOWN 8 - Viagens Comprei as 3 viagens com a agência TNT Tour que vende o pacote completo e mais em conta e os guias são super bacanas. Como o tempo é curto recomendo pois senão você vai perder muito tempo até achar os lugares pois são cidades grandes. 8.1 - Niagara Falls e Niagara on the lake Passar o dia lá é obrigação e vale muuuuito a pena. É o passeio mais baratinho e por ser perto é bate e volta. Não deixe de ir no barco que chega perto das quedas, é muito legal 8.2 - QMO - Canadá Frances (Quebec/Montreal/Otawa) Essa viagem vale muito a pena, Quebec é sensacional e dá vontade de ficar, motreal é bem legal e Otawa é muito linda. Esse passeio é de 3 dias, um em cada cidade e já dá pra pelo menos matar a curiosidade de conhecer a parte francesa do Canadá. Na volta pra Toronto rola um passeio em um barco que vale muito a pena também. 8.3 - Nova York Também de 3 dias vale cada centavo, pra ir você vai precisar do visto americano. É um pouca mais cara, mas como você já vai estar lá por perto porque não? Lá tudo é um pouco mais caro por isso é bom levar uma grana extra. Vale muito a pena conhecer a cidade. Lugares imperdiveis: Times Square, Central Park, monumento 9/11, top of the rock e passeio até a estatua da liberdade. Na volta tem uma tarde no outlet premium para gastar uns bons dolares. 9 - Clima A dica aqui é ir entre maio e agosto pois com o clima mais ameno você consegue aproveitar muito mais. Em maio a temperatura ficou entre 3° e 22º. Entre outubro e março é só neve e apesar de parecer legal o frio é quase insuportável e você não aproveita tanto. Enfim, acho que esqueci muita coisa, mas já da pra ter uma ideia. Quem quiser mais informações vamos nos falando.
  4. 1 ponto
    Resumidamente um relato ... Como as informações daqui me foram muito úteis, estão repassando... fiquei na ilha do dia 22/11 ao dia 29/11 ... Voo: Pela AZUL, ligando nela e pagando em boleto tem desconto hehe Como eu tinha férias programadas e não podia mudar a data, não deu para esperar promoção, e paguei R$1400,00. Pegue o lado esquerdo na ida na janela e direito na volta (p ver os Dois Irmãos). O transfer na chegada o hostel me deu; mas arrependi de não ter pego táxi pq o transfer é uma van que pega geral do voo e vc tem que esperar todo mundo (eu esperei uns 45min); Hospedagem: primeira noite fiquei no Noronha Hostel (ok, mas o Vila Hostel, onde uns amigos estavam é bem melhor), paguei R$165,00/diária sem café, e banheiro meio sujinho. Depois as outras 6 diárias eu e uma amiga ficamos na Pousada Leão Marinho, excelente, suuper bem localizada. Quarto para nós duas com banheiro, café maravilhoso e paguei R$159 a diária, pois depositamos tudo para a dona (Marilucia, um amor) uns meses antes e ela deu desconto. Locomoção na ilha: é bem comum pedir carona, e rolou mto isso. ônibus é a cada meia hora, e eu como sou mto impaciente pedia carona ou pegava táxi mesmo (preços tabelados, em torno de R$25/30; andávamos em 3, então era sussa). Primeira dica: entre no grupo do face DICAS DE NORONHA, e respectivo grupo de whatss do mês que vc for. Por quê? Porque várias dicas massa estão lá, e os passeios privados vc pode dividir com as pessoas do grupo que irão na mesma época que você. E os privados são mto melhores! Segunda: há 2 taxas a serem pagas: a de preservação diária e a do Parque Nacional, ambas obrigatórias (a do Parque não é obrigatória oficialmente, mas as principais praias são nele e vc precisa do cartão, válido por 10 dias para entrar). Eu já paguei td antes e no aeroporto e no ICMBIO ter feito isso, me fez ir mto mais rápido na fila. Terceira: chegue e já vá para o ICMBIO agendar suas trilhas. Elas tem número limitado de pessoas, e você só pode agendar pessoalmente, ou um guia para vc, CASO VC JÁ TENHA A CARTEIRINHA DO PARQUE (a qual vc tem de fazer pessoalmente no ICMBIO ou praça Flamboyant). Comida: tem pra bolsos diferentes. Levamos atum, e 2 dias almoçamos sanduíche disso. Levei snacks para trilhas tb, mas não levei água (dá para comprar nos mercadinhos - Poty (Vila do Trinta) ou Bebeto (Floresta Nova), nem é tão caro). Tem restaurante a kilo com preços de shopping, tem marmita, ou vc cozinha nos hostels. Eu me dei o luxo de conhecer 3 restaurantes famosos e caros na janta e indico na ordem de maravilhosos: Cacimba - comemos pastel de lagosta e uns camarões no molho de gorgonzola; ele fica no caminho do Bar do Cachoro; Xica da Silva - indico pratos peixe com molho pesto e do camarão empanado no coco; e Triboju (camarão com risoto de limão). Esses a média da conta foi R$110,00/pessoa. Trilhas: assim que chegar na ilha, vá para o ICMBIO fazer seu cartão do Parque e agendar as trilhas (vá no ICMBIO direto e não na praça Flamboyant, pq na praça não dá pra agendar as trilhas, só fazer o cartão). Eu queria fazer a Atalaia Longa que é Atalaia Curta + Pontinha Caieras; e olha, eu curti ter feito essas duas partes em dias diferentes. Fiz também a do Piquinho, mas não precisa agendar. Recomendo muito a Pontinhas Caieras e a do Piquinho... a Atalaia Curta fica sem graça perto da piscina Caieras; mas se vc fizer a Atalaia Longa verá tudo (ou faz picado como eu fiz). Dizem que a Morro São José é bem bonita, mas já não tinha vaga qnd fui. Guias: guias famosos da ilha são o Renato, Stefano e Tony. Também fiz travessia e trilha do Piquinho com o Mauro, que é muito bom. E a Pontinhas Caieras com o Renato que é ótimo. No grupo do face tem o tel deles, e eu tb tenho, caso alguém queira. Já reservei com eles antes de ir, pq são mt famosinhos mesmo entre os turistas. Passeios: deixei um salário lá em passeios e não me arrependo haha. Só não fiz o mergulho pq tenho medo, e o mergulho do Bodão (R$250,00 no naufrágio) só é massa se vc quer ter a sensação de mergulhar, pq dá pra ver fazendo snorkel....ou se quiser fazer os ensaios fotográficos embaixo d'água, que vi fotos é bem bonito. Eu fiz: Ilha Tour no primeiro dia (R$120,00 - coletivo, tentei privado que é R$150,00 mas os guias fodas estavam ocupados já =/) - amei, te dá uma visão geral da ilha, o guia te guia a nado na praia do Sueste para ver tubarão, tartaruga, etc; tb nada na praia do Sancho, vai das 8h até 18h, almoço por sua conta e ai depende da empresa, o nosso foi num rest na praia da Cacimba; Travessia praia do Porto/Cachorro com o guia Mauro (R$75,00, como foi curtinha, seria R$100,00), no caso ficamos nadando vendo o naufrágio na praia do Porto e torcendo para que os golfinhos viessem até a gte (tem uma área que vc não pode nadar, mas os golfinhos diversas vezes passam essa área e se consegue vê-los de mto perto); Passeio privativo de barco no entardecer com Tio Élcio R$200,00 para cd em 4 pessoas, das 15h-18h30, com espumante, plana sub e stand up. Esse valeu mto a pena, simplesmente perfeito, teria feito de manhã tb se soubesse que era tão legal. Fizemos o passeio de barco tradicional com empresa, R$130,00, pq os golfinhos seguem os barcos, é mt lindo, e tb os barcos grandes vão até a praia do Sancho nos corais. Fizemos também a canoa havaiana com o Alef às 8h30 (R$150,00, 2horas), mtooooo massa... pessoal faz mt o amanhecer, mas segundo o próprio Alef, mais tarde é melhor tanto p ver golfinhos, como p nadar (ele para na praia da Conceição nuns corais lá), amei mesmo, vc passa na pedra do Leão, rema com mtoooos golfinhos (claro que vai de sorte deles aparecem, mas demos mta sorte, tinha mtos msm a nossa volta). Fizemos a Atalaia Longa separada: um dia a Atalaia Curta (de grátis, não necessita guia), e outro Pontinha-Caieras (necessita guia, fomos com o Renato por R$120,00, dá umas 3h30 de passeio). Disparado, todos gostamos mais da Pontinha-Caieras, pela paisagem surreal da trilha mesmo e da piscina Caieras. Fizemos a Trilha do Piquinho com o Mauro (R$100,00, não tinha hora pra acabar, ele é mt legal, foi das 14h30 até umas 17h, mas só pq queríamos ver o por do sol no Duda Rei), essa trilha é linda, vc dá uma escaladinha e vê a ilha toda de vários picos. Fomos um dia de manhã no Mirante dos Golfinhos (na mesma entrada da Praia do Sancho), lá o ICMBIO disponibiliza binóculos e vimos golfinhos, tubarão, e tartaruga do alto. Ai dps repetimos as praias que mais gostamos: Porto (mta vida marinha), Sueste (onde pode ver tubarões) e Sancho <3 O aluguel de snorkel, colete e nadadeira é R$10,00 cada peça dia todo; e tem em vários locais. Alguns locais o colete é obrigatório. Tocar nos animais dá multa, assim como deixar lixo, entre outras coisas. A ilha é super segura, acho q nunca havia sentido essa sensação, e pros solteiros, tem clima de paquera sim; não é só destino de casais. Por do sol: tem 56966 lugares, mas tem música no Bar do Meio (praia do Meio); é massa no Forte de Nossa Sra dos Remédios; no mirante do Boldró. Vida noturna: Seg tem maracatu, quarta, sex e sabado tem forró no bar do cachorro... fica bom uma meia noite.... quinta é reggae do lado do Duda Rei; domingo é samba no bar do Cachorro, e terça das 21h-00h tem mpb e rock no Ginga Bar. Gostei de todos (exceto maracatu, pq não fui). Acho que é isso... não vou colocar meus gastos pq isso vai de cada um, quanto bebe, qto come... eu bebo até q razoavelmente, e comi 3x em locais caros, andei de táxis algumas vzes; então dá pra ser mais econômico. Só não economize nos passeios!!!!
  5. 1 ponto
    Olá, mochileiros. Eu sempre consulto esse site quando vou viajar. Pego muitas dicas sobre passeios e transportes. Ano passado descobri Alter do Chão através de relatos que li por aqui e fiquei doida pra conhecer. Além disso, eu prometi que um dia realizaria o sonho do meu pai que desejava conhecer a região Amazônica. Porém, fui adiando, pois ele precisou vencer um câncer de próstata e logo em seguida a artrose começou a comprometer a mobilidade dele. Sempre pensei na Amazônia indo por Manaus e fui achando cada vez menos viável pela questão da dificuldade que ele tem pra andar. Porém, Alter do Chão, depois de muita pesquisa, me pareceu um destino amazônico muito acessível. Fiz a proposta ao meu pai e mesmo diante das dificuldades, meu pai, que tem 84 anos, é muito cheio de vida e topou com muita empolgação. Acho muito válido deixar meu relato aqui , pois, apesar de não ter sido uma viagem no espírito mochileiro, deve inspirar quem desejar conhecer essa região tão linda percebendo o quanto ela é fácil de ser explorada. Além do meu pai, minha filha de 3 anos, que é muito companheira, foi junto. Meu marido que não conseguiu estender as férias, não pode nos acompanhar. Teve muita gente que me desencorajou em viajar com um idoso e uma criança pequena, mas foi uma viagem muito animada e com pouquíssima dificuldade. Então, antes de iniciar meu relato, super recomendo Alter do Chão para crianças e idosos rsrs. Saímos de Curitiba do dia 22 de novembro de 2016, às 6h45, num vôo da Gol. A companhia esteve sempre a postos para auxiliar meu pai e disponibilizaram uma cadeira de rodas. Sempre que solicitei teve alguém para empurrar a cadeira. Os embarques foram prioritários e com um funcionário auxiliando. Pra quem saiu do sul do país, acaba sendo uma viagem um pouco longa, mas nas conexões, que foram duas, aproveitamos para comer decentemente, deixei a filhota gastar um pouco de energia. Depois de duas conexões, chegamos ao aeroporto de Santarém e pegamos um táxi que nos deixou na porta do hotel. De Santarém até Alter do Chão são aproximadamente 35 Km e o taxista nos cobrou 130 reais. Disse que se déssemos preferência pra ele na volta nos cobraria 100 reais. Sei que existe a possibilidade de pegar ônibus de linha. Porém, com malas, criança e meu pai usando bengala estava fora de cogitação. Nos hospedamos no Hotel Belo Alter que nos deu o conforto necessário. A área externa do hotel é muito gostosa, tem piscina que minha filha aproveitou muito, árvores frutíferas que atraem muitos macaquinhos e o melhor restaurante da cidade fica dentro do Belo Alter. Pra fechar, nos fundos têm uma prainha, quase privativa. Como sabia que os passeios seriam escassos, pela questão da mobilidade do meu pai, escolhemos uma hospedagem que nos desse uma amostra do local. O hotel é visitado diariamente por diversos tipos de macaquinhos, iguanas, lagartos, passarinhos que comem no prato da gente, e nos disseram que uma semana antes da nossa chegada havia uma sucuri na prainha rs. Do outro lado da margem do rio, a noite, ouvíamos o alvoroço dos macacos e era impressionante o barulho. Foram 4 dias nesse local maravilhoso. Como nosso ritmo era bem slow, no primeiro e último dia, curtimos apenas o hotel e a prainha que ficava aos fundos. Então, meu relato, infelizmente, não contemplará a maioria das opções de passeios pela região. No segundo dia, fomos explorar o centrinho de Alter do Chão e a Praia do Amor. A cidade é bem pequena, mas muito agradável. Me senti segura andando por lá. Minha filha de 3 anos caminhou bastante comigo explorando a pracinha e as ruas em volta. Depois fomos aproveitar toda a beleza do Rio Tapajós na praia que fica logo em frente da pracinha. Gostamos muito do lugar. A água é cristalina e tem uma temperatura deliciosa. Colocamos umas cadeiras dentro do rio e aproveitamos para nos refrescar, pois o calor de Alter do Chão é um pouco demasiado pra nós curitibanos rs. Tem diversos quiosques que vendem ótimas refeições. Achei o preço justo, principalmente porque uma semana antes estive em Fernando de Noronha. Então, fiquei com a sensação que Alter do Chão é um destino barato. Fechei lá mesmo o passeio com um barqueiro que me abordou com um preço muito bom se comparado ao da agência de passeio que fica dentro do hotel. Essa agência queria me levar 300 reais por 4 horas de passeio. Já o seu Edivaldo me ofereceu o mesmo passeio por 180 reais pelas mesmas 4 horas. Ele ainda pegou a gente na prainha do hotel. Terceiro dia era de passeio e foi o melhor de todos. Uma pena não termos feito outros, mas precisei respeitar o ritmo dos meus parceiros de viagem. Fomos conhecer a Praia do Pindobal e a Ponta do Cururu. Conforme combinado, o barqueiro nos esperava com um barquinho menor na prainha do hotel e nos levou até a Praia do amor para embarcarmos na lancha. Durante o percurso, ele foi nos mostrando algumas praias e o que mais me surpreendeu foi a impossibilidade de enxergar a outra margem do grandioso Rio Tapajós. A sensação de estar no mar, e não em um rio, é muito forte. Chegamos na Praia do Pindobal e ficamos impressionados com a beleza. A praia é maravilhosa, com sua areia bem branquinha e a água muito clara. Não dá vontade de sair nunca de lá. Muitos botos vieram nos visitar. Emocionante demais! Esse local oferece vários pratos de peixe e pedimos o Tambaqui com acompanhamentos. Gastamos 60 reais e veio tanta comida que chamamos o barqueiro pra se juntar conosco, pois não daríamos conta. Ficamos na praia do Pindobal até o sol ficar bastante baixo e nos dirigimos para a Ponta do Cururu para o um por do sol sensacional. O lugar também é muito lindo e cheio de botos. Minha filha amou e não queria ir embora. No último dia, aproveitamos mais o hotel, e conseguimos dividir um transfer com um dos hóspedes para Santarém. Cada um pagou 60 reais. Uma boa economia! A viagem de volta foi tranquila, pela Azul, porém o tempo de conexão em Belém era muito longo e optamos esperar num hotel do Ibis que fica bem próximo. Uma pena não ter tido tempo de explorar a capital paraense. Fica pra próxima. Meu pai e minha filha amaram a aventura e esse ano meu velhinho que fará 85 anos quer embarcar em mais uma.
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    Fala ai galera, beleza? Não sou um membro muito ativo aqui no Mochileiros, mas tirei daqui minhas informações básicas para a melhor viagem que fiz em toda a minha vida. Em dezembro de 2017 e janeiro de 2018 realizei um sonho antigo que era o de viajar de carro pela América do Sul. Após 1 ano de planejamento, era hora de pegar o carro e sair por aí. Compartilho com vocês meu relato da viagem e agradeço de forma geral à todos que contribuíram para que isso realmente acontecesse e de modo direto ou indireto contribuiu para esse momento inesquecível da minha vida. Aproveito e me coloco à disposição para responder qualquer pergunta sobre meu roteiro, fique à vontade. Eu fiz meus relatos baseados naquilo que estava vivendo no momento, então eles não obedecem um critério ou roteiro específico, foi realmente aquilo que aconteceu durante minha viagem, então já me desculpo por erros de português, concordância ou divagações, tudo aqui é do coração mesmo. A viagem foi feita junto com minha esposa, Marcela e minha mãe, Dalva. Em alguns dias, minha irmã Camila se juntou à nós. Quem quiser acessar, deixo o blog que escrevi para deixar registrado tudo aquilo que vivemos. Não vou postar as fotos aqui, pois não quero deixar o post muito carregado (já tem muita informação escrita hehe), quem quiser conferir as imagens, elas estão no blog. https://maladaminhamae.blogspot.com.br/ Bom, vamos lá! ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Roteiro Definido! Dia 20/12 estaremos partindo para nossa viagem pela América do Sul, ao todo serão 31 dias de viagem onde esperamos encontrar destinos marcantes, pessoas incríveis e lugares inesquecíveis. Essa viagem foi planejada ao longo de 2017 e pensamos em fazê-la no estilo "low cost", porém, sem passar nenhum "perrengue". Nosso destino final será a cidade de San Pedro de Atacama, mas até chegar lá, vamos dar uma volta por parte do cone sul e depois retornar para Limeira-SP, abaixo seguem as datas de onde estaremos. 20/12 - Limeira a Joinville 21/12 - Joinville a Porto Alegre 22/12 - Porto Alegre a Montevidéu 23/12 - Montevidéu (Colônia del Sacramento) 24/12 - Montevidéu 25/12 - Montevidéu (Punta del Leste) 26/12 - Montevidéu a Buenos Aires 27/12 - Buenos Aires 28/12 - Buenos Aires 29/12 - Buenos Aires 30/12 - Buenos Aires a Neuquén 31/12 - Neuquén a Bariloche 01/01 - Bariloche 02/01 - Bariloche a Pucón 03/01 - Pucón 04/01 - Pucón a Santiago 05/01 - Santiago 06/01 - Vina del Mar e Valparaiso 07/01 - Santiago 08/01 - Santiago a Copiapó 09/01 - Copiapó a San Pedro de Atacama 10/01 - San Pedro de Atacama 11/01 - San Pedro de Atacama 12/01 - San Pedro de Atacama 13/01 - San Pedro de Atacama a Salta 14/01 - Salta 15/01 - Salta a Resistência 16/01 - Resistência a Assunção 17/01 - Assunção 18/01 - Assunção a Salto del Guaira 19/01 - Salto del Guaira a Londrina 20/01 - Londrina a Limeira 20/12 - Limeira a Joinville Hoje iniciamos nossa viagem, saímos de Limeira por volta das 05:30 e chegamos em Joinville as 14:00. Pegamos o trecho novo da Serra do Cafezal que está excelente estado, com exceção de um trecho de menos de 5km que ainda não foi recapiado. Pista com movimento intenso, porém sem congestionamentos e trânsito fluindo normalmente. Tempo nublado o caminho todo, porém, sem chuva. Ao todo foram 3 paradas, 1 para abastecimento, 1 para o café da manhã e a terceira para uma ida rápida ao banheiro. Em Joinville estamos hospedados No Hotel Dois H que fica próximo da BR. Hotel recomendado. Almoçamos num restaurante muito simples em frente ao hotel, chamado Cantinho dos Amigos, comida boa e barata, é servido uma carne à escolha do cliente, com acompanhamento de salada, pão e maionese, recomendo também. A janta foi o que sobrou da costela do almoço com pão e queijo, delícia! Agora é descasar a noite para amanhã bem cedinho sairmos em direção à Porto Alegre 21/12 - Joinville à Porto Alegre Saímos de hotel por volta de 7:30, após um bom café da manhã, como o hotel ficava às margens da rodovia, foi muito rápido o trajeto até a BR. A viagem transcorreu muito bem, sem chuva e o dia que amanheceu nublado, logo abriu. Paramos para conhecer um pouco da cidade de Torres já no RS, conhecemos a praia da Guarita e almoçamos num simpático lugar chamado "Restaurante da Cal", comida boa, com preço melhor ainda, R$26,00 por pessoa com direito à massas à vontade, mais galeto, polenta e maionese. Após o almoço, partimos para Porto Alegre e nos hospedamos no Tri Hotel, bem fraco, com quarto de tamanho bom, porém, com instalações muito antigas e sem conservação Neste dia jantamos um "Xis" no restaurante Cavanhas, lanche gostoso, mas nada demais, o valor de R$ 18,00 só o lanche. Depois, fomos até o mercado comprar algumas coisas e voltamos ao hotel para descansar e pegar o próximo dia de estrada. 22/12 - Porto Alegre a Montevidéu Acordamos cedo, logo as 6:30. Café tomado, carro carregado era hora de partir para Montevideo. Até Porto Alegre toda a rodovia era duplicada, porém partindo para o Uruguai ela se torna simples e mesmo com pedágios caros ela é mal conservada. Por questão de tempo, escolhemos entrar pela fronteira de Jaguarão ao invés do Chuí, que é a mais utilizada pois vai margeando todo o litoral do Uruguai até Montevideo. Foi uma boa escolha, a aduana estava muito tranquila e em menos de 15 minutos já estávamos de volta ao carro para prosseguirmos viagem. Foi então que veio a sensação de estar em meio ao "desconhecido" mesmo estando à poucos km do Brasil, é uma sensação diferente. Prosseguimos viagem pelos pampas uruguaios, somente alguns vilarejos e muitas pastagens. Foi uma boa decisão ter abastecido em Jaguarão pois o primeiro posto depois da aduana está a mais de 100 km. Nossa parada para o almoço foi na cidade de Trinta e Três no restaurante La Fragata, comemos um Chivito e tomamos um refrigerante "Passo del Toro" no sabor pomello, no valor de R$ 96,00, para nós três, achamos um preço bom, ainda mais pelo horário, que já passava das 15:00. Almoçados partimos para Montevideo, chegamos na cidade por volta das 19:00, passamos pela Rambla e já ficamos encantados com o visual da cidade, fomos então para nosso apartamento no bairro de Pocitos, local excelente, muito bem localizado e com uma ótima anfitriã, a Rosmari. Com as malas no apartamento fomos ao mercado comprar algumas coisas básicas, voltamos, beliscamos qq coisa e fomos dormir. O dia foi cansativo, foram mais de 10 horas de viagem. Agora é descansar e aproveitar os próximos dias. 23/12 - Montevideo Primeiro dia em Montevideo, após uma boa noite de sono, com uma chuva fortíssima à noite, acordamos e tomamos um bom café para descobrir o que a cidade tem a nos oferecer. O dia estava nublado e com um vento constante, muito agradável para uma caminhada pela cidade velha e foi o que fizemos. Antes de tudo, quero destacar que o trânsito de Montevideo não é dos melhores, os motoristas são em geral apressados, as ruas tem um asfalto muito irregular e em muitos cruzamentos (quase todos na verdade), não se sabe de quem é a preferência, por isso muita calma, no final tudo da certo. Nossa primeira parada foi na Praça da Independência, onde está localizado o mausoléu do General Artigas, libertador do Uruguai. Ainda ao lado desta praça encontram-se o Palácio Salvo, a Torre Ejecutiva - Prédio da Presidência, ao lado o Palácio Estevez e atravessando a rua o belo Teatro Solis. Na ponta da praça está Portal da Cidade Antiga. Aproveitamos para tirar muitas fotos, mas o dia não ajudou muito por estar com o tempo muito fechado. Após as primeiras fotos fomos até o Teatro Solis onde fizemos uma rápida parada, andamos pela Rua Sarandi até chegar na Catedral Metropolitana, muito bonita por sinal. Deixando a Catedral com um tempo muito fechado e um vento muito forte voltamos para o carro e partimos para o Museu Andes 1972, local dedicado à tragédia que ocorreu quando um avião que levava um time de rugby uruguaio caiu em meio aos Andes na parte Chilena, após 72 dias isolados nas montanhas, 16 foram salvos com vida. O Museu é pequeno, porém muito interessante, o valor foi de R$ 25,00 por pessoa para entrar. Saindo do museu, próximo a hora do almoço, fomos comer no Mercado do Porto, ponto tradicional da cidade, era a vez de experimentar a famosa Parrilada, comemos no restaurante Roldós. Pedimos uma Parrilada que era indicada para 2 pessoas, porém segundo a própria garçonete, 3 comiam bem. Para acompanhar pedimos um "medio medio", uma espécie de vinho, meio como um frisante, uma bebida clássica de Montevideo. Parrilada + Medio + Refrigerante saiu total de 1600 pesos uruguaios. Nossa refeição mais cara até então. Nosso veredito foi: Sim, de fato o prato é muito bom, mas não é espetacular. Você paga mais pela "pompa" do que de fato pela comida. Após o almoço demos uma volta pelo mercado e vimos que estava tendo uma apresentação de samba, sim, samba! Segundo dizem o carnaval de Montevideo é muito animado. Saindo do Mercado do Porto fomos para o Mercado Agrícola Municial (MAM), como o tempo estava fechado e ventando muito, demos preferência para lugares fechados neste primeiro dia. O mercado é interessante, foi recém-reformado, muito limpo e organizado, onde você encontra os mais variados produtos. Aproveitamos para tomarmos um café e comprar algumas coisas para a janta. Como o Uruguai é um país muito caro, demos prioridade para cozinhar no apartamento para economizar, foi uma decisão muito acertada. Apenas para efeito de comparativo, o quilo do frango inteiro, onde aqui em São Paulo, você encontra em torno de R$ 5,00, lá estava quase R$ 20,00, e o mesmo acontecia em restaurantes, onde uma refeição não saía por menos de R$ 40,00 para uma pessoa. Compras feitas, era hora de voltar para casa para fazer a janta e descansar, no outro dia tem mais! 24/12 - Montevideo Véspera de Natal, após mais uma noite chuvosa o dia amanhece com tempo aberto e céu azul, acordamos por volta das 8:00 horas e após o café fomos até a Rambla de Pocitos, onde fica o letreiro de Montevideo para aquela foto clássica obrigatória. Como era ainda cedo conseguimos tirar nossas fotos com tranquilidade, enquanto estávamos lá, uma outra família acabou chegando e para variar, eram brasileiros. Fotos tiradas, era hora de conhecer um pouco mais a cidade, neste dia aproveitamos para passear por toda a rambla de Montevideo, que na opinião de todos nós é um charme que se destaca na cidade. Demos adeus ao "mar del plata" e fomos conhecer o imponente Palácio Legislativo, sede da Câmara dos Deputados e do Senado. Como era véspera de Natal, o palácio estava fechado, mas rendeu ótimas fotos. Continuando nosso tour fomos até o bairro do Prado, um local arborizado, com um lindo parque que por sinal leva o nome do bairro e com dois pontos muito interessantes, a Igreja das Carmelitas, com estilo neogótico e o Monumento a La Diligencia. Após uma longa manhã de passeios, era hora do almoço, voltamos para o apartamento para preparar uma rápida refeição e descansar um pouco a tarde, pois combinamos de ver o ôr do Sol na rambla, que aliás foi um dos momentos mais emocionantes da viagem, um final de dia inesquecível com o Sol se pondo no rio da prata, simplesmente sem palavras. Por do Sol visto, a temperatura caiu rapidamente e com o vento constante era hora de retornar para fazermos a "ceia de Natal" e descansarmos, no outro dia iremos para Punta Del Este. 25/12 - Montevideo (Punta del Este) Feliz Natal! Dia 25/12 deixamos reservado para conhecer a praia mais famosa do Uruguai, Punta Del Este. Como neste dia sabíamos que tudo estaria fechado na capital, resolvemos passear em Punta, onde com certeza, tudo ou quase tudo,estaria funcionando. Café da manhã tomado, era hora de pegar a pista. A rodovia que liga Montevideo a Punta Del Este é toda duplicada e em ótimo estado de conservação, claro, possui pedágios. Ao chegar em Punta del Este, vimos cidade movimentada e muito agitada. Com um trânsito intenso, mas que fluía bem, demos a volta por todo a orla da cidade, uma parada obrigatória no Monumento La Mano ou Los Dedos ou Monumento Al Ahogado, todos referentes ao mesmo local. É um local extremamente cheio e no verão (época em que fomos) dificilmente você conseguirá tirar uma foto sozinho no monumento, por isso tente pegar um "dedo" livre, registre o momento e já parta para outro lugar, não tem muito o que se fazer por ali. Com ficamos hospedados em Montevideo e iríamos apenas passar o dia em Punta, não tínhamos a intenção de entrar no mar ou "pegar uma praia", mas já aviso a água é muito gelada, boa sorte para quem for se aventurar. Continuamos por toda a orla, uma grande avenida toda duplicada, até chegarmos na diferente "Ponte Ondulada", rápida parada para fotos e já era hora do almoço, se em Montevideo as coisas já são caras, em Punta del Este o preço está mais para surreal, havia separado alguns restaurantes para comermos que pesquisei na internet, mas por serem lugares "simples" todos estavam fechados. Nos restou então recorrer ao McDonald's, uma decisão acertada, comida rápida, com preço razoável (um combo do Big Mac saiu em torno de R$30,00) e não deixe de experimentar o Mac Flurry de Doce de Leite exclusivo do Uruguai, uma perdição. Saindo do Mac, demos uma volta no Punta Shopping que fica ao lado, o dia estava extremamente quente, por isso ficar um pouco num local fechado com ar condicionado foi uma boa pedida após o almoço. Aproveitamos e passamos no supermercado localizado dentro do shopping para umas compras rápidas, inclusive daquilo que faríamos na janta neste dia. Saindo do shopping o plano era dar uma volta pela cidade, que por sinal é muito limpa e organizada e ir para a CasaPueblo, um dos mais importantes e conhecidos pontos turísticos de Punta. Local de fácil aceso, que não fica exatamente em Punta del Este, mas sim em Punta Ballena, que seria nosso caminho de volta para Montevideo. Chegando no local, vimos uma movimentação intensa de vans, táxis, carros particulares e turistas, a ideia era ver o pôr do Sol na CasaPueblo que é sempre um passeio muito recomendado, porém, devido ao valor alto para entrar, cerca de R$ 35,00 por pessoa, junto com a casa estando lotada, mais o dia quente e cansativo, optamos por tirar umas fotos na parte de fora e retornar para Montevideo, decisão acertada, pois na volta pegamos muito trânsito e acabamos demorando mais que o previsto. Fim do dia, hora de arrumar as malas e fazer a janta, amanhã partiríamos para Buenos Aires. 26/12 - Montevideo - Colônia Del Sacramento - Buenos Aires Dia de ir embora é sempre meio depressivo, ainda mais quando deixamos um lugar no qual tenhamos gostado muito, esse foi nosso caso com Montevideo, todos nós adoramos a cidade (apesar do seu trânsito confuso), uma capital de país com ares do interior e de brinde com uma orla maravilhosa para fechar o pacote, Montevideo realmente deixou saudades. Porém a hora era de partida e a direção era Buenos Aires, nos planos inciais, iríamos por terra, atravessando a fronteira por Fray Bentos, uma viagem de aproximadamente 8 horas. No entanto, no dia anterior a partida, estive pesquisando novamente o preço da travessia de balsa entre Colônia Del Sacramento e Buenos Aires. Pelo site eu vi que o preço estava girando em torno de R$ 350,00 para a travessia na balsa maior e consequentemente mais lenta. Sairíamos por volta das 19:00 de Colônia e chegaríamos em Buenos Aires em torno das 22:00, a balsa mais rápida estava em torno de R$ 700,00 com apenas 1 hora de travessia. Ficamos na dúvida do que fazer e decidimos que iríamos até Colônia para conhecer a cidade e aproveitar para consultar o preço da balsa direto no guichê (que alguns viajantes relataram que seria menor) e caso não fosse, seguiríamos para BA pela rodovia. Melhor decisão possível! A rodovia até Colônia del Sacramento partindo de Montevideo está com boas condições, possui alguns pedágios e alguns trechos são duplicados, outros de pista simples, de qualquer forma uma pista tranquila e muito bonita. Chegamos em Colônia por volta das 10:00 e fomos direto para área portuária nos informarmos pela passagem, ao todo 3 empresas operam a travessia até Buenos Aires, a Buquebus (mais tradicional, com melhores serviços e também a mais cara) a Seacat (que seria a intermediária em relação à serviços e valores) e a Colônia Express (mais em conta e com piores serviços). Após uma rápida pesquisa nas 3 empresas, que por sinal operam uma ao lado do outra, optamos pela Seacat, que oferecia a travessia em 1 hora com o valor total de R$ 520,00 para 3 pessoas, mais um veículo. Como o combustível é muito caro no Uruguai, cerca de R$ 6,00 o litro, mais pedágios e principalmente o desgaste de 8 horas de viagem, chegamos à conclusão que a travessia pela balsa seria a melhor opção e com certeza foi. Passagens compradas, hora de conhecer a bela Colônia del Sacramento, uma linda cidade histórica que foi a única colônia portuguesa em terras uruguaias e por isso foi local de grandes batalhas com os espanhóis. A cidade em si é até grande, o que chama a atenção é realmente seu centro histórico, o resto não há muito o que se ver. Paramos o carro na praça central e fomos explorar a pé as ruas próximas, o dia estava lindo, porém o calor era escaldante e para piorar, muita umidade, o que deixa a sensação térmica ainda mais desagradável. Demos uma pequena volta nos pontos principais, o centro histórico é realmente muito interessante, tiramos algumas fotos, e partimos para o almoço, nosso barco sairia por volta das 16:00 e era pedido que se chegasse com 1 hora de antecedência para o embarque. Nos arredores do centro histórico, há várias opções de restaurantes, todas elas muito caras para o nosso padrão, então resolvemos procurar um supermercado para comprar algo para comermos e assim economizar tempo e dinheiro. Foi aí que encontramos um trailer de lanches ao lado de um supermercado indicado pelo GSP, ao perguntar sobre o preço, os sanduíches giravam em torno de R$ 15,00, realmente um achado. Vimos algumas pessoas comendo, era uma comida bem servida e um local limpo, almoçamos por ali mesmo e logo depois fomos pegar a balsa, porém, antes uma pausa para aliviar o calor e tomarmos um sorvete, por recomendações em sites, escolhemos a sorveteria El Cali, sinceramente, não gostamos, um sorvete aguado e bem sem graça, pelo menos ajudou a refrescar, saindo de lá era hora de ir para o terminal. Para fazer o embarque o processo é rápido, ali mesmo se faz a saída no Uruguai e a entrada na Argentina, estávamos com todos os documentos em ordem, então era apenas uma questão de burocracia mesmo. Com tudo certo, fomos para a sala de embarque esperar a chamada, parece muito com um sistema de aeroporto, um salão grande, com banheiros limpos, uma pequena lanchonete e televisões com a hora de embarque e desembarque de cada companhia. Neste dia o calor estava insuportável e o ar-condicionado não estava dando conta, foi uma espera muito desconfortável. Próximo ao em embarque, ouvimos a chamada no sistema de som e fomos para o local indicado, neste momento as passagens e documentos são conferidos e é feito o embarque também de veículos, a Marcela e minha mãe embarcaram por um lado e eu fui manobrar o carro na balsa entrando por outro. Tudo é bastante organizado e os funcionários são em geral muito atenciosos, por fim, apesar de termos comprado passagem pela Seacat, acabamos embarcando em uma balsa da Buquebus, foi ótimo! Carro guardado, era hora de subir para encontrar as duas e partirmos para Buenos Aires, a viagem transcorreu muito tranquila, o barco é muito bom, com ar-condicionado e poltronas confortáveis, aí foi hora de relaxar e esperar pela chegada. Passado cerca de uma hora, foi avisado que estávamos chegando em Buenos Aires e quem estivesse com veículo era necessário descer para fazer a retirada. A saída da balsa é um pouco confusa, mas com paciência tudo dá certo, antes de sair do porto, uma rápida revistada no carro pela aduana argentina e uma conferência de documentos, tudo certo era hora de procurar nosso apartamento. Chegamos numa hora ruim em Buenos Aires em relação ao trânsito, a área ao redor do porto está passando por grandes reformas e o trânsito estava um caos, mais uma vez, com um pouco de paciência tudo se resolve e logo saímos da muvuca e estávamos em direção ao bairro da Recoleta. A primeira impressão que tivemos de BA foi como sendo uma versão argentina de São Paulo, uma grande capital com um fluxo intenso de automóveis e pouca paciência por parte dos motoristas, principalmente os de ônibus, que realmente não tem o menor pudor em dirigir de uma forma muito agressiva. Passado o primeiro "choque" fomos procurar nosso apartamento e achamos com uma certa facilidade, o GPS é imprescindível nessas ocasiões. O apartamento da anfitriã Marisa foi uma das melhores habitações de toda a viagem, bem localizado, muito limpo, simples porém muito funcional e completo. Aproveitamos nossa chegada e fomos até um supermercado para comprar algumas coisas, como já disse, demos prioridade para cozinhar em casa por questões de economia. Provisões compradas era hora de voltar para o apartamento, fazer uma janta rápida e descansar, no outro dia, começaremos a desbravar Buenos Aires. 27/12 - Buenos Aires Primeiro dia na capital porteña, combinamos de acordar um pouco mais tarde, tomar um café tranquilo, ir para o centro fazer câmbio e dar uma volta por ali mesmo, infelizmente nada disso deu certo. A começar pelo fato de que na área central de BA existe uma interdição de mais ou menos 30 quarteirões onde podem circular apenas táxis, ônibus e carro autorizados, como estávamos de uber, não poderíamos passar. Além disso, estava ocorrendo alguns protestos contra o governo argentino nas áreas centrais e o trânsito estava um inferno, mais do que o normal, a cereja do bolo era o calor infernal. Ficamos presos no trânsito quase 30 minutos e então resolvemos ir para um Shopping fazer o câmbio e de lá iríamos ver o que faríamos. Confesso que não lembro o nome do shopping que fomos e na casa de câmbio que havia lá a fila era imensa, perdemos ali mais uns 40 minutos, resumindo, a manhã foi perdida. Resolvemos então voltar para o apartamento, fazer o almoço com tranquilidade e como estava insuportavelmente quente, além de estarmos também cansados das correrias da viagem, revolvemos tirar a tarde de folga e a noite fomos passear pelo bairro da Recoleta. O bairro que é considerado um dos melhores e mais charmosos de Buenos Aires é realmente muito agradável, com uma bela arquitetura clássica o bairro é ótimo para caminhadas, inclusive a noite, se tem uma grande sensação de segurança. Passeamos à noite e acabamos jantando no Recoleta Mall, num lugar chamado Mostaza, é como se fosse um McDonald's só que argentino, lanche bom, com um preço em conta, num ambiente agradável, foi uma ótima pedida. Para fechar um sorvete no Freddo que é praticamente obrigatório em terras argentinas e foi hora de voltar para casa. Decidimos que no outro dia iríamos de metrô para o centro, então era hora de descansar com uma boa noite de sono. 28/12 - Buenos Aires Após um dia relativamente calmo, era hora de ir para o centro e conhecer alguns dos pontos turísticos na lista de obrigatórios em Buenos Aires. Nossa anfitriã Marisa, muito gentilmente disponibilizou dois cartões do metrô para nosso uso, definitivamente o carro não é um meio de transporte recomendado para Buenos Aires. Próximo do nosso apartamento pegamos o metrô na estação Hellas Verona (linha amarela), a ideia era descer numa estação próximo ao teatro Colón e a partir daí rodarmos o centro a pé. Em tese tudo certo, chegamos na estação por volta das 09:30 e partimos para fazer uma baldeação na linha verde, aí começou um pequeno inferno astral, estamos acostumados com o metrô de SP, que por "pior" que seja, possui uma certa organização, muitas placas informativas e sempre se encontra alguém para perguntar. Ao descermos da linha amarela em direção à linha verde, não conseguíamos encontrar o acesso para fazermos a baldeação, foi um tal de sobe e desce escada, tentativas frustradas de se falar o "portunhol" e descobrir onde fica a tal entrada para a linha verde... muito tempo perdido, informações desencontradas e quando menos percebemos estávamos de volta no trem da linha amarela para ver se tínhamos feito alguma coisa errada no embarque, voltamos ao ponto inicial e para nossa "sorte" dentro do vagão encontramos um casal de brasileiros que estavam passando o ano novo em Buenos Aires e segundo o cara, "conheciam tudo por ali" e sabiam exatamente como fazer a tal da baldeação. Ficamos tranquilos, fomos conversando sobre a cidade e de repente estávamos de volta para a linha verde e o martírio recomeçou, eles estavam tão perdidos quanto a gente, novamente muitas escadas subidas e descidas, informações desencontradas e nada da tal entrada para a linha verde. Por um momento me afastei do grupo e fui andar sozinho para realmente reclamar um pouco comigo mesmo de que nada dava certo e aproveitar para dar aquela amaldiçoada de leve em Buenos Aires... foi muito bom, pois ao andar por um corredor escuro sem qualquer indicação, eu encontrei a entrada para a linha verde! Foi um misto de raiva e felicidade, por achar finalmente o lugar e pela total falta de organização do metrô, mas deu certo, pegamos a linha verde, carros muito antigos e lotados, e partimos para o centro, nos despedimos do casal em uma das estações e saímos então na estão do Parque General Lavalle, já com o Sol muito forte, próximo das 11:00. Novamente a manhã foi perdida, já um pouco estressados e irritados seguimos então para conhecer um pouco da área central, passamos por prédios históricos muito bonitos, o Teatro Colón é um caso aparte, uma belíssima casa de espetáculos, realmente um ponto de destaque, seguimos depois para o famoso Obelisco na avenida 9 Julho, e partimos para a famosa Casa Rosada, que na minha opinião é um tanto quanto sem graça. Nos dirigimos para a Catedral Metropolitana de Buenos Aires, uma igreja belíssima e imponente, realmente uma construção muito bonita. A ideia era ir até Puerto Madero para almoçar e conhecer um dos principais pontos turísticos de BA, mas o Sol estava implacável, então decidimos voltar para o apartamento, antes, porém fiz uma parada no Congresso Argentino, um dos prédios mais bonitos que vimos em toda a viagem, pena que estava fechado para visitação. Fizemos algumas fotos e partimos para Recoleta, novamente de metrô, na volta passamos para pegar algumas empanadas para almoçar e após um dia cansativo, estressante e de muito calor, resolvemos ficar a noite em casa no conforto do ar-condicionado. 29/12 - Buenos Aires Após uma necessária e boa noite de sono, conversamos sobre no café sobre o que fazer no nosso último dia em Buenos Aires, com o calor que estava fazendo logo de manhã e levando em consideração que o metrô de Buenos Aires é o mais velho da América do Sul, com os trens em sua grande maioria muito cheios e sem ar-condicionado, decidimos passar a manhã no Caminito para conhecer um dos mais pitorescos pontos turísticos de Buenos Aires e aproveitar para comprar algumas lembrancinhas. O Caminito fica localizado no bairro La Boca, bem afastado do centro e também uma área mais popular da capital argentina, é formado por 2 ruas principais onde se encontra uma decoração muito chamativa e inúmeros lugares de artesanato. Como todos os dias, este também estava muito quente e confesso que quem mais curtiu este lugar foram as meninas, após algumas fotos e um chopp, a ideia era encontrar alguma sombra enquanto elas iam as compras. Conforme a hora do almoço foi se aproximando, os vários restaurantes foram abrindo e a maioria deles oferecia "shows" de tango, com casais dançando um dos ícones da cultura argentina. Compras feitas, fotos tiradas, devido ao calor insuportável, decidimos almoçar e passar a tarde no apartamento e sair mais a noite para uma volta na cidade. Acabamos almoçando num restaurante próximo ao nosso apartamento, que foi recomendado pela nossa anfitriã, comida boa, preço honesto, e bom atendimento. Descansamos na parte da tarde e fomos passear de carro pelo bairro de Palermo e arredores, uma área muito arborizada, com muitos parques, um lugar realmente muito agradável, passamos pela Floralis Generica, um dos principais cartões postais de Buenos Aires, então era hora de voltar para a casa para fazermos a janta e arrumarmos as coisas para um dos mais longos dias de viagem, de Buenos Aires até a cidade Allen. Terminamos nosso passeio em Buenos Aires com a certeza de que gostamos da cidade, menos que Montevideo, mas ela possui um charme diferente, não conseguimos fazer vários passeios como o Puerto Madero e não vimos um show de tango por questões de economia. Conhecer a cidade durante dias da semana não é uma boa opção e as altíssimas temperaturas também não contribuíram para passeios a pé, queremos voltar com mais calma e tranquilidade para ver tudo o que a cidade pode oferecer. 30/12 - Buenos Aires à Allen (Neuquén) Hora de dizer adeus para a capital da Argentina, com promessas de voltar um dia e partir para nossa maior "pernada" na viagem, foram quase 1200 km, durante mais de 12 horas de viagem, muitas estradas desertas, retas intermináveis e paisagens que foram se transformando ao longo do caminho, deixamos o clima infernal de Buenos Aires para respirar ares mais frescos na região da Patagônia, neste dia não tínhamos nenhum lugar para parar ou algo para ver, era apenas um dia de deslocamento para chegar até Bariloche, então, realmente não tenho muito para escrever à não ser para lembrar o quanto é importante abastecer SEMPRE que o tanque se aproximar da sua metade, em geral, as estradas argentinas possuem poucos postos e a maioria deles está sempre cheio, sendo assim, é bom ficar esperto com este detalhe. Neste dia dormimos num prédio residencial chamado San Peters, após um longo e cansativo dia de estrada, encontramos o local com facilidade, porém, não conseguíamos sinal de internet para se comunicar com o responsável pelo apartamento para nos instalarmos, a saída foi ir para um restaurante, comprar uma água e usar o wi-fi deles, após uma rápida troca de mensagens, conseguimos contato com o responsável e fomos para nosso apartamento, simples, limpo e bom para uma noite, nada além disso. Aproveitamos a simpatia da atendente do restaurante do wi-fi que voltamos lá para jantar, comemos a pior pizza de nossas vidas, mas a canseira era tanta que nem ligamos, só queríamos cair na cama e descansar, no outro dia nosso destino era San Carlos de Bariloche! 31/12 - Allen à Bariloche Após uma boa noite de sono, saímos logo de manhã em direção à San Carlos de Bariloche, afinal de contas o dia anterior tinha sido apenas de estrada, sem nada de especial para ver, então estávamos ansiosos para chegar em um dos destinos preferidos dos brasileiros que vão para a Argentina. Saímos por volta das 07:30 do apartamento e partimos para a rodovia, durante minhas pesquisas para a viagem, vi que na região da cidade de Neuquén existiam grandes sítios arqueológicos, principalmente com fósseis de dinossauros. Desde criança fui fascinado pelo mundos dos dinos, então, uma rápida parada em um museu era quase que obrigatório. Saindo em direção à Bariloche tivemos a primeira agradável surpresa do dia, procurávamos um lugar para tomar café e encontramos uma "padaria" recomendada pelo google maps chamada Sil-Mar. Como não havia outras opções, decidimos arriscar e nos demos muito bem, a padaria é tocada por duas irmãs, que sem dúvida foram duas das pessoas mais simpáticas que encontramos em nossa viagem, pena não ter tirado uma foto com elas, como vimos nas nossas andanças o café da manhã na Argentina é doce, bem diferente do Brasil, onde se tem muitas opções salgadas, porém as duas irmãs se desdobraram para nos atender e servir um café da manhã mais "brasileiro" possível. Após um bom desayuno nos dirigimos para a Villa El Chocon, onde se encontra o Museu Municipal Ernesto Bachmann que guarda preciosidades do mundo da paleontologia, inclusive uma dos mais completos e bem preservados fósseis de dinossauros de um Gigantossaurus, um dos maiores dinossauros carnívoros conhecidos. Confesso que foi um momento particularmente mágico pra mim ver aqueles fósseis na minha frente, foi uma volta ao tempo em muitos modos, realmente um momento inesquecível. A Villa El Chocon fica as margens de um lado criado para uma usina hidroelétrica e quando saímos do museu resolvemos descer até o lago para ver como era e para nossa surpresa um tom de azul maravilhoso foi nos apresentado com um lindo visual inesperado, foi realmente uma grata surpresa. Dinossauros e lago vistos, era hora de retornar o caminho para Bariloche, neste trajeto passamos por muitas cidades e povoados e um dos mais charmosos foi o Piedra del Aguila, com umas formações rochosas muito interessantes, foi também após este vilarejo que tivemos um dos momentos mais emocionantes da viagem, sem se anunciar é possível ver de longe um topo todo nevado no horizonte, a Cordilheira dos Andes se mostra pela primeira vez, uma cena inesquecível. À partir daí o caminho se tornou um deleite para os olhos, conforme íamos nos aproximando dos Andes a paisagem ia mudando drasticamente e as formações rochosas que iam se formando pelo caminho eram de deixar todos os queixos caídos, com certeza este foi um dos trajetos mais lindos que passamos não apenas na nossa viagem, mas em toda a nossa vida. Antes de chegar em Bariloche, paramos para algumas fotos em um dos mirantes mais bonitos da viagem, com o Lago Nahuel Huapi e a cidade de Bariloche de fundo, com os Andes cobertos de gelo, de tirar o fôlego! Depois disso nos restou procurar nosso apartamento e nos preparar para a noite de ano novo. O apartamento em que ficamos era muito simples, porém, muito bem localizado, como era véspera de reveillon muitos comércios estavam fechados e apenas uma vendinha próximo de onde estávamos ainda estava aberto, compramos algumas coisas e já voltamos para o apartamento, o vento estava fortíssimo e a sensação térmica estava muito baixa. Nesta venda tivemos duas pessoas "marcantes" na viagem, primeiro a dona da venda, a primeira e única pessoa que não nos atendeu muito bem, e que ao ver que eu era brasileiro fechou a cara e depois disse que não gostava de brasileiros, muito diferente do seu marido, que atendeu com uma grande cordialidade e brincou muito falando sobre futebol, realmente muito simpático, um completo avesso à esposa, enfim, vida que segue. Compras feitas, fomos fazer nossa "ceia" para esperar a virada do ano, em Bariloche o ano novo é super morto e as maiores festas acontecem nos hotéis, que é claro, são muito caras. Comemos nossa ceia, vimos algumas fotos da viagem, conversamos sobre tudo aquilo que já tínhamos visto e de repente já era meia noite e "estouramos" um champanhe para celebrar 2018 e já fomos para a cama, no dia seguinte passearíamos por Bariloche e um novo ano começava! Feliz 2018! 01/01 - Bariloche Feliz 2018! Já acordamos no novo ano que se inicia e depois de um bom café da manhã partimos para descobrir tudo o que Bariloche tinha para nos oferecer, claro que em um dia não seria possível conferir todas as atrações. Começamos indo nos Cerros, até descobrirmos que eles estavam fechados, daí então partimos para o Circuito Chico, que vai margeando em grande parte o Lago Nahuel Huapi e outros vários lagos "escondidos" em meio às montanhas, são inúmeros lugares, e paisagens, uma mais deslumbrante e mais linda que a outra, não nos atentamos com o nome de cada um dos locais que estávamos indo, mas sim a com beleza de cada um deles. Sem dúvidas, Bariloche foi um dos pontos que mais gostamos, de um cenário hipnotizante, à cada curva, uma nova surpresa, vou deixar que as fotos tentem mostrar um pouquinho deste local fantástico, que com certeza, queremos voltar. Paramos para almoçar em um bairro afastado do centro, chamado Colonia Suiza, são muitos restaurantes para escolher, dos mais variados tipos, confesso que estávamos famintos e acabamos entrando naquele que tinha lugar para parar, chamado El Gran Pez, uma delícia, comemos uma espécie de frango ao molho que nos serviu muito bem, por um preço justo, super recomendado. Após vislumbrar incontáveis paisagens, passamos pela região central da cidade para comprarmos chocolates e o local escolhido foi um muito recomendado, chamado Mamuscha, uma loja de chocolates com fabricação própria, é de encher os olhos, dá vontade de comer tudo o que você vê, acabamos comprando alguns chocolates e sim, eles são realmente maravilhosos! Mas na verdade existem muitas lojas de chocolates artesanais, sem dúvidas, todas muito boas, fica à sua escolha. Por fim, demos uma passada na Catedral de San Carlos de Bariloche, uma bela igreja e aproveitamos para além das fotos, agradecer por tudo aquilo que estávamos vivendo. Dia chegando ao fim, era hora de voltar para o apartamento, preparar uma jantinha, arrumar as malas e se preparar para seguir viagem, próximo destino, Pucón, agora estaremos indo para o Chile, mas com certeza, levando Bariloche no coração. 02/01 - Bariloche à Pucon ortes emoções, essa foi a pedida deste dia de viagem. Após um deleite para os olhos no dia anterior, era hora de pegar as malas e rumar para outro país, vamos para o Chile, mais precisamente a cidade de Pucón, esta parte da viagem era uma das quais eu estava mais ansioso para que chegasse, pois iríamos passar por uma das rotas mais bonitas da América do Sul, a Rota dos 7 Lagos, passaríamos por Villa La Angostura e San Martín de Los Andes, todos lugares muito bonitos e que com certeza nos encheriam os olhos. Café tomado, carro arrumado, hora de pegar pista. A previsão era de tempo fechado e chuva para esse dia, o que é claro, foi um banho de água fria nas pretensões de curtir todo o visual da estrada. Saímos de Bariloche com um sentimento de que com certeza voltaremos um dia para acabar de descobrir a cidade e quem sabe conhecer todo o seu charme durante o inverno, porém, no verão ela também é imperdível! Começamos a serpentear por estradas que sempre possuem um visual muito bonito, porém o tempo foi fechando e a chuva veio, passamos por La Angostura com tempo chuvoso, não deu pra parar e tirar algumas fotos e dar uma volta pela cidade, uma pena, pois mesmo com tempo ruim ela se apresentou uma graça. Neste momento nossa viagem deu uma guinada, como disse anteriormente, a ideia era seguir pela Rota dos 7 Lagos, e teoricamente nós estávamos na pista correta, logo era apenas seguir por ela. Não sei exatamente quando e em qual momento, mas mudamos de rodovia, sem percebermos e como o tempo estava muito ruim, eu confesso que não prestei muita atenção no caminho, estava com um grande sentimento de frustração. Foi aí que de repente, chegamos numa aduana argentina, eu achei tudo muito estranho, pois ainda faltava passar por San Martín de Los Andes e tínhamos andado pouco na Rota traçada, acabamos ficando sem entender, neste trecho o trânsito estava parado e os carros eram liberados por grupos para passar pela aduana, pensei que estivéssemos no lugar certo e talvez a aduana argentina fosse apenas um pouco antes da cidade de San Martín de Los Andes, pois quando chegamos no Uruguai, ao passarmos a fronteira, a aduana Uruguaia era cerca de 5 km a frente, logo, isso poderia ter acontecido novamente. Por fim, ficamos na fila alguns minutos, logo fomos liberados e quando nos demos conta, estávamos fazendo todo o processo de imigração para sair da Argentina e ir para o Chile, talvez, se o tempo estivesse aberto, eu teria feito meia volta, porque obviamente estávamos errados, mas como o tempo estava fechado e não havia muito o que ver, continuamos. Foi então que após cerca de 1 hora para todo o trâmite e liberação, começou a ocorrer em mim um sentimento muito ruim, pois nós estávamos em uma pista desconhecida pelas minhas pesquisas, o GPS que é claro, havia parado de funcionar quando mais se precisava, acusou que estávamos indo para Osorno, muito ao sul de Pucón, e eu não havia pesquisado nada sobre essa região, em relação à postos de combustível, qualidade do asfalto, e outras informações importantes, foi literalmente um tiro no escuro! E com uma certe dose de pânico comecei a subir os Andes em direção à aduana chilena sem saber exatamente o que iria encontrar pelo caminho, sem dúvida esse foi um dos momentos mais tensos da viagem. Após alguns quilômetros e um pouco mais calmos, chegamos na aduana chilena para fazer o processo de entrada no país, como sempre a maioria dos funcionários muito simpáticos, dispostos a ajudar, com exceção de um deles extremamente mal-humorado, tudo transcorreu bem, fizeram a revista completa no veículo, foi solicitado que todas as malas fossem retiradas, passaram o cão-farejador por toda a bagagem e o funcionário que estava nos atendendo sempre muito cordial e educado. Vistoria feita, era hora e retomar o caminho, o GPS já havia voltado a funcionar e o próximo destino era a cidade chilena de Osorno, onde aproveitamos para almoçar e fazer câmbio, até mais que o Uruguai, o Chile é um país caríssimo, o custo de vida é muito alto e em relação ao real, as coisas em geral saem muito caras para nós. Depois do almoço em Osorno rumamos para Pucón e o tempo continuava fechado e ocasionalmente chovia. Chegamos ao nosso destino já anoitecendo e andamos muitos quilômetros a mais do que o previsto devido a desatenção e excesso de confiança, malas descarregadas, neste dia ficamos alojados num conjunto de prédios chamado Parque Suizo, é razoável, porém nada além disso, o anúncio no Booking dizia que acomodava 3 pessoas, mas na verdade existia apenas 1 cama de casal e um sofá cama bem desconfortável, para um casal está ótimo, para nós que estávamos em 3, deixou a desejar. Malas guardadas fomos ao supermercado para comprar alguma coisa para que pudéssemos jantar, como sempre, dando preferência para ser feito em casa, fizemos as compras, demos uma pequena volta pelo centrinho de Pucón que é realmente uma graça e partimos para comer e descansar, estava previsto amanhã chegarmos na base do Vulcão Villarica, um dos pontos mais aguardados da nossa viagem. 03/01 - Pucón Frustração, muita frustração! Essa é a palavra que defini nossa estadia em Pucón, chegamos ontem com garoa e tempo fechado, como foi uma viagem cansativa no dia anterior, demos apenas uma passada para ver o centro, mercado e casa. A ideia era descansar bem a noite, para aproveitar bem o dia... infelizmente os planos não deram certo. O tempo ficou fechado o tempo todo, chovendo constantemente, o que não deixou nem a gente dar uma volta a pé pelo centro, o vulcão Villarica então, nem sinal da sua presença, uma pena realmente, particularmente eu estava muito ansioso para essa cidade, ver um vulcão ativo seria uma experiência única. Neste dia, o jeito foi ficar no apartamento descansando, não dava pra fazer nada. O jeito é dormir bem esta noite porque amanhã tem uma pernada longa até Santiago, e o Villarica não ia aparecer mesmo. 04/01 - Pucón à Santiago Após uma estadia frustradíssima em Pucón, o melhor era sair cedo para chegar logo em Santiago, malas arrumadas, café tomado, era hora de pegar pista. Porém, eu ainda estava muito inconformado de não ter podido nem se quer VER o vulcão que domina toda a paisagem da cidade devido à grande quantidade de nuvens, por isso antes de irmos para Santiago, mesmo com tempo fechado, seguimos a rota que levava ao vulcão, para pelo menos tentar vê-lo, alguns quilômetros de estrada de terra muito ruim, achamos que não valeria a pena pelo risco, o jeito foi voltar e rumar para Santiago. O mais interessante é que em um dos últimos momentos possíveis, milagrosamente algumas nuvens se dissiparam e por alguns poucos segundos deu pra ver a ponta do cume, uma visão muito linda, mas que poucos segundos depois já foi encoberta, o que deu pra ver está na foto abaixo. Ficamos com um sentimento de “incompleto” nesta cidade e não ter visto o vulcão foi realmente muito triste, uma vez que viemos aqui só por causa dele. Bom vida que segue, é hora de ir para Santiago. Pista dupla o caminho todo, rodovia em ótimo estado de conservação e claro muitos pedágios, que giravam em torno de 12 a 15 reais, um preço justo a ser pago devido a qualidade, o único problema é eles serem muito próximos, o que acaba dando uma boa encarecida. Encontram-se muitos postos ao longo da rodovia, combustível não é problema, mas um lugar bom para comer, foi! Ao longo da pista encontra-se muitos “puxadinhos” que vendem algumas coisas de comer, mas sinceramente, não dá muita coragem de parar, restaurantes, esqueça, muito difícil de serem encontrados e os postos acabam se tornando uma opção para um lanche ou coisas assim. A surpresa ficou por um restaurante há +- uns 150 km de Santiago, chamado Al Paso +. Fica na beira da pista mesmo e foi o único lugar descente que havíamos encontrado até então (depois aparecem outras opções, mas a fome e a incerteza não permitiram esperar), tinha alguns carros parados e dois ônibus, sentimos confiança para parar e comer. O garçom (que me fugiu o nome, e deveria ter tirado uma foto com ele), era um show a parte, extremamente simpático e bem humorado nos atendeu muito bem, a comida estava muito boa e foi a primeira vez que comemos a palta (ingrediente super tradicional da culinária chilena, que nada mais é do que abacate amassado, é diferente pra falar a verdade, a Marcela gostou muito, eu e minha mãe torcemos um pouco o nariz hehe) Depois de ter almoçado, rodamos mais umas duas horas e já estávamos em Santiago à caminho do nosso apartamento, novamente o GPS indicou muito bem o trajeto e achamos sem maiores dificuldades. A primeira impressão de Santiago não foi muito boa, trânsito caótico, desorganizado, o clima de cidade grande mesmo. Ficamos hospedados na Bella Vista, que é bem recomendado na internet. O bairro em si é bom, próximo ao centro, mas achei meio perigoso, pelo tanto que falam de Santiago, fiquei um pouco assustado com o número de moradores de rua que viviam ali por perto. Descemos as malas, nos ajeitamos no apartamento, era hora de preparar a janta, como já disse, o Chile é muito caro e cozinhar foi uma ótima opção, porém, neste dia estávamos cansados e havíamos almoçado fazia pouco tempo, então eu saí para dar uma volta e ver se achava uma padaria ou algo assim. Achei uma pastelaria, e pra minha surpresa, descobri que no Chile, pastel é doce e parece um bolo, nada a ver com o nosso. O jeito foi comer algumas porcariadas que tínhamos levado e ir pra cama, descansar bem pra aproveitar o dia seguinte. 05/01 - Santiago Primeiro dia na capital chilena, era dia de levar o carro para a revisão, depois de rodar mais de 4000 quilômetros, havia chegado a revisão dos 30.000 km, para não perder a garantia do veículo, optamos por fazer a revisão do carro em uma concessionária Peugeot, mesmo sabendo que pagaríamos mais caro do que uma simples troca de óleo. Querendo ou não, isso “travou” o nosso dia, pois além de levar o carro e ser longe (a concessionária não tinha serviço leva e traz, tão comum no Brasil), ainda tínhamos que ficar esperando eles entrarem em contato para buscar o veículo, então, esse dia realmente não rendeu. A sorte era que a Peugeot fica ao lado do Sky Costanera, então, aproveitamos para conhecer o shopping e a ideia era ir no mirante no último andar do prédio mais alto da América Latina. A ideia era essa, mas logo foi abortada, R$ 85,00 para se ter uma visão de Santiago que poderia muito vem ser vista dos Cerros, realmente não pareceu um bom negócio, nenhum de nós topou ir, então resolvemos fazer o câmbio no shopping e ir pra casa almoçar e esperar o responsável entrar em contato, pois precisávamos do wi-fi para isso, além do mais, caso fosse necessário trocar algumas peça extra ou reparo que a garantia não cobrisse, combinamos dele entrar em contato primeiro. Mais a tarde fomos buscar o carro, e aproveitamentos para dar uma volta, porém, o trânsito estava muito ruim, mesmo com GPS eu achei difícil rodar por Santiago pois em alguns lugares são muitas ruas juntas, algumas de mão dupla, outras de sentido único que nem sempre bate com o GPS, além disso, por causa da chegada no Papa, estavam ocorrendo algumas manifestações contrárias à visita do Francisco, inclusive com bombas sendo colocadas em igrejas e confrontos com a polícia, em uma das avenidas mais movimentadas de Santiago, vimos o que seria a ‘tropa de choque” da polícia chilena bater de frente com um grupo de manifestantes, ruas foram fechadas, muitas viaturas nas ruas, um clima bem tenso. O melhor era pegar alguma coisa e ir comer em casa, assim fizemos e já fomos dormir para tentar aproveitar melhor o dia seguinte. 06/01 - Santiago Mais uma vez o dia começou amarrado, a ideia era acordar cedo, tomar café e partir para explorar a cidade, mas, neste dia a minha irmã Camila se juntaria à nós na viagem, a ideia era ela chegar no aeroporto e pegar um Uber para onde estávamos, mas por fim, acabamos indo buscá-la, o que comprometeu toda a manhã. Irmã no carro, era hora de explorar a cidade, fomos à alguns dos principais pontos turísticos, como o Cerro San Cristobal, Palácio La Moneda, e o centro antigo, passamos para nos refrescarmos na famosa sorveteria que vende sorvete feito com essência de rosas (diferente,mas não gostamos muito). O dia estava muito quente, o calor estava muito forte, terminamos nosso tour e voltamos para o apartamento para fazermos nossa janta e descansar. No outro dia iremos ver o Oceano Pacífico pela primeira vez, vamos para Valparaíso e Viña del Mar. 07/01 – Santiago – Viña del Mar e Valparaíso Neste dia acordamos cedo para irmos até o litoral conhecer as duas famosas cidades, comentamos no café que ficamos um pouco desapontados com Santiago devido sua “fama” aqui no Brasil, na opinião de todos, uma cidade normal, que em questão de organização e limpeza está muito atrás de Montevideo por exemplo (apesar de serem cidades de portes completamente diferentes). Arrumamos as coisas, pegamos o carro e partimos para a estrada, o tempo estava fechado, as vezes garoando, o que deu uma quebrada no “clima” de praia que a gente esperava encontrar, nem pensando em entrar na água, que todos falam que é extremamente gelada, mas pelo dia de passeio mesmo. Após cerca de 2 horas, optamos por ir primeiro a Viña de Mar e depois, voltar por Valparaíso, creio que foi uma decisão acertada, pois na volta o trânsito estava muito intenso, e a saída de Viña del Mar estava bem complicada, segundo o GPS. Chegamos na cidade e o primeiro local que fomos conhecer foi o museu Fonck, que tem como principal (e talvez único) atrativo um Moai original trazido da Ilha de Páscoa. Particularmente eu achei demais poder ver aquela escultura ali, na minha frente, coisa que eu sempre tinha visto nos livros de história, é realmente muito interessante. Porém, passada a euforia de ver o Moai, resolvemos dar mais uma volta pela cidade, lemos na internet que realmente o museu não compensa pelo preço que se paga em muitos comentários. Como uma das sugestões do tripadvisor para Viña del Mar, estava o Palácio Rioja, uma linda construção do começo do séc. XX que se encontra muito bem preservada, conta ainda com visita guiada gratuita. Como o local era perto do Museu e o tempo permanecia fechado, resolvemos conhecer o palácio, e para nós foi uma grata surpresa, porque ele é realmente bem interessante, não que você irá passar o dia por ali, mas o estado de conservação do prédio e a visita com guia gratuito, deixa o passeio bem interessante. Timidamente o tempo começou a abrir, então, estava na hora de ver o Pacífico, a primeira vez que você olha algo “novo” é sempre surpreendente, por mais que seja “apenas” um oceano, saber que você está, literalmente, do outro lado da América, dá uma sensação muito gostosa. A cidade estava muito cheia, com um trânsito muito carregado e lugar para estacionar o carro era algo muito difícil de se encontrar, por fim, após rodarmos muito, acabamos encontrando um lugar próximo à praia para parar o carro e aproveitamos para admirar a imensidão azul à nossa frente, de quebra, ainda estávamos próximo à pedras onde costumam ficar os leões marinhos e mesmo de longe, pudemos ver vários deles, realmente uma cena muito legal. Após tirarmos muitas fotos, era hora do almoço, via de regra, o Chile é caro, mas Viña del Mar se supera, tudo extremamente caro, cheio e com filas, corremos então para o McDonald’s mais próximo, que por sinal também estava lotado, pensamos que o atendimento seria como no Brasil, que mesmo em dias muitos cheios, eles conseguem dar conta do serviço como uma certa rapidez. Este com certeza é o McDonald’s mais lento do universo, o pedido demorou quase 1 hora para ficar pronto e só não desistimos pois não teríamos opções melhores naquele horário. O combo do Big Mac saiu por aproximadamente R$ 35,00. Após o almoço partimos para Valparaíso, que está ao lado de Viña, e ficamos espantados com o abandono da cidade, ruas sujas, muitas pichações, muitos moradores de rua, realmente um lugar muito bonito, mas em péssimo estado de conservação. Dava pra ver monumentos lindos pela cidade, inclusive um arco que ficava numa avenida central, muitas praças e parques, todos muito mal cuidados. Realmente uma pena, resolvemos procurar a casa de Pablo Neruda, mas estava um inferno para chegar lá, acabamos desistindo, por fim, demos uma volta numa feirinha tradicional que se encontra na frente do prédio da Marinha e resolvemos que seria melhor voltar. Na volta pegamos muito trânsito e inclusive pontos de congestionamento, graças à organização chilena, eles fecharam algumas faixas da rodovia que seguia de Santiago para Valparaíso, para que os carros pudessem usar como faixa reversa, foi uma boa escolha para nós, pois cortamos alguns quilômetros de trânsito completamente parado. A chegada até Santiago ocorreu tranquila, mas com trânsito constante. Como já era tarde, resolvemos passar em um supermercado, comprar alguma coisa fácil para fazermos e logo voltar pra casa. Assim jantamos e já fomos descansar, no outro dia partiremos em direção ao Atacama, mas antes, uma parada em Copiapó. 08/01 - Santiago à Copiapó Neste dia acordamos bem cedo, deixamos as coisas arrumadas no dia anterior, tomamos um café e já partimos para pegar pista, como estávamos indo para San Perdro de Atacama, escolhi a cidade de Copiapó para dormirmos e seguirmos em frente no dia seguinte. A cidade é frequentemente escolhida por viajantes que fazem este trecho Santiago - SPA, principalmente por ser cidade mais desenvolvida, que oferece maior gama de opções, além de ficar mais ou menos no "meio do caminho" até SPA. Como percorreríamos mais de 800 km ao longo do dia, preferimos sair cedo para o dia "render", foi uma boa opção, apesar de muito bem conservada, a maior parte da pista é simples e quando se pegava um caminhão, nem sempre era fácil encontrar um ponto de passagem, sem contar que existem algumas cidades pelo caminho, onde se pega trânsito e a velocidade de rodagem cai bastante. Entre as duas cidades não existe muito á ser visto, é muito interessante ver que neste dia as paisagens mudam muito, indo desde o litoral, ate deserto à perder de vista. Os postos aparecem com uma certa frequência, mas lugares para comer, são bem escassos, encontra-se mais dentro das cidades que vão aparecendo ao londo do trajeto. Vale a pena destacar que no caminho, se passa pela cidade litorânea de La Serena, que é realmente muito bonita e estruturada, pena não ter tempo para poder curtir melhor o lugar. A rodovia estava bem movimentada, mas o trânsito fluía bem, apesar disso, nem sempre era possível andar na velocidade máxima que na maioria das vezes era de 110 km por hora, com isso, andávamos num ritmo mais lento, fazendo com que o tempo não rendesse muito. Paramos para almoçar em um restaurante chamado Lennon (em referência aos Beatles), que fica na cidade de Vallenar, pedimos uma parrillada chilena, que parece a argentina e uruguaia, porém a principal diferença é que nesta a carne vem com uma espécie de "molho" em baixo, o que deixa o prato mais com cara de um ensopado do que de fato é, das 3 parriladas que comemos na viagem essa certamente foi a pior. Porém, muito bem servida, o que fez com já estivéssemos com a "janta" pronta. Após almoçarmos, já voltamos para a pista para chegarmos o quanto antes, mais algumas horas de viagem e já avistamos a cidade, que praticamente depende exclusivamente da mineração, essa por sinal é a cidade onde está a mina onde ocorreu o acidente com os 33 mineiros no Chile. O local em si é muito desértico e seco, porém, era bom já irmos acostumando, pois encontraríamos muito disso em SPA. Chegamos e fomos direto ao apartamento que havíamos alugado pelo Airbnb, nossa anfitriã Glória, muito simpática estava nos esperando e o lugar era de fácil acesso, o GPS encontrou sem problemas, após nos hospedarmos, fomos para o mercado comprar algumas coisas para comer com o que sobrou da parrillada. Além disso, aproveitamos e passamos numa farmácia para comprar um medicamento para mal de altitude, você encontra vários na internet, e realmente nos ajudou bem durante a viagem. Voltamos para o apartamento e todos estávamos muito cansados e como havíamos almoçado bem e não fazia muito tempo, fizemos alguns lanches com a carne que sobrou e acabamos indo dormir cedo. No outro dia era dia de chegar em San Pedro de Atacama. 09/01 - Copiapó à San Pedro de Atacama Mais um dia de muito asfalto e o destino final era San Pedro de Atacama, após uma boa noite de sono, acordamos cedo e partimos atrás de um lugar para tomarmos café, apesar da cidade ser grande, padarias no estilo das do Brasil, onde é comum se ter mesas para tomar café da manhã, não existem. Vimos no maps a recomendação de uma padaria chamada La Chilena, partimos para ela, porém, acabamos não ficando por não ter lugar para tomar café por ali, tentamos a sorte em vários lugares e todos muitos simples, não havia espaço para tomar café em nenhum deles. Resolvemos então voltar para a primeira opção, que era "menos pior", decisão muito acertada, pois a dona do estabelecimento, muito simpática, ofereceu uma parte do balcão para comermos e mesmo não tendo lugar para sentar, tomamos nosso café ali mesmo. Nossos planos eram de conhecer o Museu de Copiapó onde estão algumas peças que foram utilizadas no resgate dos 33 mineiros, porém, como era uma segunda-feira, ele estava, porém, no dia anterior, pesquisando na internet, vi que a mina onde ocorreu o acidente era cerca de 50 km da cidade e havia saída para a pista onde seguiríamos caminho, por isso, não tivemos dúvidas e fomos até lá. Grande parte do caminho é estrada de terra que está em condições razoáveis, porém, chegando lá, ela estava fechada para visitação, tiramos apenas algumas fotos de até onde conseguimos chegar e um pouco frustrados voltamos para nosso caminho. Neste dia, eu coloquei uma parada "extra" na cidade de Antofagasta para vermos o monumento natural "La Portada", uma rocha esculpida pela força do vento e da água do mar que parecia ser muito bonito. Pegamos novamente muitos trechos de pista simples e alguns de pista dupla, o importante foi que ao longo do caminho pegamos um longo trecho que subia os Andes e neste ponto a pista está toda duplicada em ótimas condições, claro, pedagiada, como todas as grandes rodovias do Chile, neste dia andamos muitos quilômetros em áreas desérticas, extremamente secas, onde não se via nem mesmo arbustos, os postos são escassos em alguns trechos, por isso, sempre que possível, pare para abastecer. Como havíamos feitos lanches no dia anterior com o que sobrou da parrillada, a ideia era almoçar em Antofagasta quando chegássemos no monumento, porém com a parada não prevista na mina, acabamos atrasando muito nosso dia, como resultado acabamos chegando relativamente tarde na cidade. Apesar de ter lido muitos relatos negativos sobre a cidade, Antofagasta se apresentou muito bonita e bem cuidada, principalmente na parte da orla da cidade, tudo muito limpo e organizado, deixando a desejar apenas uma local onde havia muitos ciganos, que realmente não tinha uma boa impressão. Após conhecermos um pouco da cidade, era hora de chegar até o monumento, e ele é realmente inacreditável, o tom de azul esmeralda, contrastando com imensas falésias e a La Portada foi de encher os olhos. Após tirarmos muitos fotos, almoçamos com um visual deslumbrante, que com certeza valeu muito ter ido até lá. Após um rápido descanso, voltamos para a estrada em direção à SPA, e ainda havia um caminho considerável pela frente. No planejamento que havia feito, fiz os cálculos para que não precisasse dirigir à noite, principalmente por questões de segurança, mas neste dia por causa das paradas extras, principalmente na mina em Copiapó, acabamos por ver o Sol se por quando estávamos indo de Calama para San Pedro de Atacama. Após cerca de 1 hora dirigindo a noite, chegamos em San Pedro, e a noite, realmente não deu para ter nenhuma boa noção da cidade, o jeito foi procurar a pousada onde ficaríamos para fazermos o check-in e descarregar as coisas. O GPS nos levou direto à Pousada Andina, que fica um pouco afastada do centro, mas fácil acesso, principalmente se estiver de carro. Depois de nos alocarmos na pousada, o jeito foi procurar alguma coisa para comermos, e é importante dizer que San Pedro é uma cidade um pouco confusa para dirigir até que você se acostume, por isso, acabamos comendo um cachorro-quente num trailer que acabamos encontrando perto da pousada e essa foi nossa janta neste dia. Agora era hora de descansar para no outro dia começar a descobrir tudo o que a cidade tinha à nos oferecer. 10/01 - San Pedro de Atacama Primeiro dia em San Pedro de Atacama, estávamos muito ansiosos para ver tudo o que a cidade tinha à oferecer e conferir se realmente era realmente tudo aquilo que falavam sobre ela. Começamos nosso dia tomando café numa padaria chamada La Franchutteria, que está muito bem recomendada no maps e no tripadvisor, de fato, as avaliações são reais, o local é excelente, com um preço alto, mas de muita qualidade, aliás, falando em preço, o Chile como disse anteriormente é um país muito caro para nós, mas San Pedro de Atacama é ainda mais caro, então não adianta, o jeito é procurar gastar menos, porque aqui tudo é inevitavelmente caro. Após um bom café da manhã fomos em direção às Lagunas Altiplânicas, li na internet que era possível conhecer muitos lugares no Atacama de carro, mas por questões de segurança, optamos por fazer apenas o primeiro dia com nosso carro, os outros passeios faríamos com alguma agência de viagem. O GPS funcionou muito bem neste momento, e segundo muitos relatos que li na internet, as Lagunas Altiplânicas eram um dos lugares que se conseguiria chegar uma certa "tranquilidade" com um veículo que não fosse 4x4, de fato a maior parte do caminho é muito tranquila, estrada asfaltada, em boas condições, bem sinalizada e tranquila. Após algum tempo de estrada, avistamos o local por onde passa o Trópico de Capricórnio, pequena pausa para foto e já retomamos nossa rota. Até pouco antes de chegar nas Lagunas a estrada está muito boa, porém, nos últimos 5 quilômetros ela se torna de terra e está em uma condição muito ruim, porém devagar e com calma consegue se chegar até o destino e realmente não se precisa de um veículo com tração nas 4 rodas. Ao chegar no parque paga-se 3 mil pesos chilenos para entrar, um valor justo uma vez que o local conta com uma boa estrutura, incluindo banheiros limpos e áreas de descanso. Ao avistar as Lagunas pela primeira vez se tem a ideia de estar dentro de um papel de parede do Windows, uma das paisagens mais bonitas de toda a viagem, o contraste entre o azul turquesa das lagunas com os Andes de fundo é deslumbrante, por isso, hora das fotos. É importante ressaltar que as Lagunas estão à cerca de 4500 metros de altitude, o que faz com que uma caminhada possa parecer uma corrida quilométrica, por isso andar com calma, tomar muita água e se proteger corretamente do Sol é obrigatório. O passeio inclui conhecer duas lagunas, a Miscanti e Miñiques, uma está ao lado da outra e o acesso é muito fácil. Este é com certeza um local incrível do qual nunca esqueceremos, o visual que se tem é absurdamente lindo e dá vontade de passar o dia inteiro admirando o lugar. É possível também avistar vicunhas e flamingos nas lagunas. Após tirarmos muitas fotos e ficarmos deslumbrados com o visual, no nosso roteiro do dia, estava previsto também conhecer as Piedras Rojas, por isso, voltamos para a pista e seguimos nosso caminho. A rodovia que leva até Piedras é bem conservada até certo ponto, depois disso pegamos um bloqueio de cerca de 20 minutos, pois a estrada de terra está sendo toda asfaltada. Pista liberada, continuamos nosso caminho, porém, para nosso azar, a entrada para as Piedras Rojas estava fechada. Os índios que moram por ali fecharam diversos acessos pois estão requerendo a criação de um parque a preservação do lugar, outros dizem que eles querem apenas dinheiro, de qualquer forma, só podemos olhar da pista e apesar de não podermos ter descido até lado, o visual é lindo, andamos mais alguns quilômetros, até chegarmos na Laguna Tuyajto, com uma visão maravilhosa, depois disso acabamos retornando, pois queríamos chegar cedo em San Pedro para poder reservar os passeios do dia seguinte. Passada cerca de duas horas, estávamos de volta à San Pedro e fomos direto para Rua Caracoles, que é onde tudo acontece na cidade, como levamos muitas porcariadas na viagem, neste dia acabamos não almoçando. Decidimos não reservar nada aqui no Brasil e fechar todos os passeios na hora, o que foi uma boa escolha pois os preços são muito melhores, as agências mais famosas e conhecidas normalmente tem agenda mais lotada, porém, existem MUITAS agências de viagem em SPA e não tem porquê ficar com medo de não "não conseguir" fazer o passeio. Após muito andar e pesquisar, fechamos com a agência Vulcano Turismo, que estava em 9º lugar no tripadvisor. O atendimento foi muito bom, os preços ficaram bem em conta (quanto mais passeios você fizer, mais barato saíra, porém você corre o risco de pegar uma agência ruim e ficar "presa" à ela, por isso, pesquise bastante antes de fechar), e estava disponível para os dois passeios que gostaríamos de fazer, Geysers del Tatio e Salar de Tara. Claro que em 3 dias é impossível de se fazer todos os passeios disponíveis, por isso, escolhemos esses que julgamos ser os mais legais e que não é aconselhável se fazer por conta própria. Ao todo, os dois passeios que fechamos, saiu por 55 mil pesos por pessoa. Passeios fechados, voltamos para a pousada e fizemos uma jantinha rápida para comermos e logo descansar no próximo dia iríamos ver os Gêiseres e a van passaria para nos pegar às 4:30. 11/01 – San Pedro de Atacama 3:30 já toca o despertador, neste dia faremos o passeio até um campo geotermal chamado Geysers del Tatio e como o melhor horário para se ver o fenômeno natural é junto com o nascer do Sol, precisamos sair bem cedo. Por volta das 04:30 a van passou para nos buscar e a partir daí o melhor é dormir, ao menos tentar, pois não há muito o que se ver no caminho que estava muito escuro. Um detalhe importante, li em muitos blogs que era possível fazer o passeio até Tatio com seu próprio veículo e que não era necessário que fosse um 4x4, NÃO FAÇA ISSO! Sério, a menos que esteja com um veículo alugado, ou que você disponha de um somente para “acabar com ele”, do contrário eu não recomendo mesmo, primeiro pela questão de andar à noite numa estrada desconhecida e que está em PÉSSIMA condição, segundo porque um pequeno córrego atravessa a pista, dependendo do veículo, ele não passará, além de você acabar com seu carro por causa do percurso, ai vai de cada um. Optamos por fazer com agência e foi uma ótima escolha, passado cerca de 1 hora sacolejando por estradas muito ruins, chegamos até o campo geotermal, particularmente falando eu estava com uma grande expectativa em conhecer o lugar, pois além de fazer parte dos “passeios obrigatórios” do Atacama e ser muito recomendado por quase todos os viajantes, isso está ligado também com meu lado profissional, então, tinha tudo para ser um grande passeio. Em San Pedro a temperatura estava baixa, mas tranquila para suportar com apenas uma blusa de frio, porém, chegando lá, pegamos uma temperatura de -7°C, realmente um frio descomunal, como já sabíamos que pegaríamos temperaturas muito baixas, fomos preparados, e quase morremos de aflição ao ver algumas pessoas de bermuda e sandália, tem gosto pra tudo! O passeio não foi exatamente TUDO ISSO que falam, quem vai assim como nós fomos, esperando ver GRANDES gêiseres “explodindo” das entranhas do planeta, fica um pouco decepcionado com o que vê. A grande maioria são pequenas “poças” com água borbulhando, que ocasionalmente sobem alguns centímetros, porém, existem alguns que são maiores e seu jato de água consegue chegar a mais de um metro. É um passeio que eu recomendo fazer caso você tenha tempo, se não, eu não sei se vale tanto assim, a Marcela gostou muito, talvez eu tivesse criado muita expectativa, então, realmente ficou uma sensação de “poderia ser melhor”. De qualquer forma é um lugar muito interessante, que rende muitas fotos, além é claro de ver um fenômeno muito raro da natureza. Depois disso, o resto do passeio é pura “enrolação”, nos levaram para ver um gêiser de lama, que precisava subir uma colina para chegar até ele, como a altitude estava próxima aos 4500 metros, resolvemos não arriscar, o que pareceu ter sido uma boa, pois conforme o grupo ia voltando completamente esbaforido, diziam que não era nada demais. Depois disso passamos por um alojamento abandonado de mineiros, em uma laguna para observamos alguns flamingos e pássaros da região, passamos num povoado para ir banheiro e também comer carne de lhama, que acabamos dispensando pela falta de tempo, porém segundo os guias, dificilmente a carne é mesmo do animal. Passamos também para ver alguns cactos gigantes, que não tem nada muito especial, até retornarmos a agência de viagens. Realmente, depois dos gêiseres tudo é uma enrolação para “render o passeio”, muito desnecessário por sinal. Vale lembrar que neste passeio está incluso café da manhã e nossa agência prometeu um “banquete” nesta refeição, que na verdade foi extremamente simples e em pouca quantidade, por isso ao chegarmos do passeio, fomos reclamar por essa propaganda enganosa. Os funcionários da agência se desculparam, disseram que iriam averiguar o que havia acontecido e como tínhamos marcado mais um passeio com eles, prometeram compensar no dia seguinte. É esperar pra ver. Nesse dia fomos almoçar em um restaurante muito recomendado em blogs de viagem chamado La Pica del Indio (antes de qualquer coisa, pica significa comida barata), o barato em SPA está muito longe daquilo que consideramos, porém uma ótima refeição saiu por 5500 pesos, com direito à entrada, prato principal e sobremesa. Super recomendando, vale muito a pena. Depois disso demos uma passeada na Caracoles e como tínhamos acordado muito cedo, estávamos pregados, por isso concordamos em voltar para a pousada, descansar a tarde e dar uma volta à noite, além é claro do calor infernal que estava fazendo. Depois de uma tarde de descanso, não há muito o que se fazer em San Pedro à noite, sem que se gaste muito, como estávamos numa viagem low-cost, abrimos mão de algumas coisas para compensar em outras, por isso, após uma volta pelo centro, pegamos uma pizza na El Charrua, que está muito bem cotada nas avaliações, além de recomendada em blogs. Realmente vale muito a pena, pizza é ótima e nos serviu muito bem, não lembro exatamente o valor que pagamos por ela, mas na conversão ficou em torno de 60 reais, caro, mas acredite, esse é “barato” por lá. Terminado o jantar era hora de descansar, pois no dia seguinte iríamos para o Salar de Tara, aproximando dos 4800 metros de altitude. 12/01 – San Pedro de Atacama Após uma boa noite de sono, acordamos para mais um dia de passeio, após reclamarmos com a agência do café ruim no dia anterior, eles nos levaram na La Franchutería (que já comentei aqui no blog) para tomarmos nosso desayuno. Como era de se esperar, comida muito boa, porém nos foi oferecido o básico, já estava melhor que o dia anterior, mas passou longe do “banquete” prometido. Café tomado era hora de pegar pista, neste dia estávamos num grupo pequeno, apenas 6 pessoas, por isso fomos de carro para o Salar de Tara, o que com certeza foi muito melhor. Assim que entramos na pista que nos levaria até nosso destino, trânsito parado, fomos informados que havia chovido no dia anterior nas montanhas e por isso havia se formado gelo na pista, não podendo passar ninguém. Isso gerou uma grande frustração, pois queríamos muito fazer o passeio, nosso guia Francisco, sugeriu que fizéssemos outros tours para não perdermos o dia, informaram que a pista só abriria ao meio dia e ainda eram por volta das 10:00. O fato é que ficamos pelo menos uns 30 minutos por ali, discutindo sobre o que faríamos, foi a melhor coisa que fizemos, pois logo depois a pista foi aberta antes do previsto, caso optássemos por outro passeio, com certeza teríamos perdido um dos visuais mais lindos que já vimos em nossas vidas. Pista liberada, seguimos a diante, após rodar quase 2 horas, chegamos à primeira parada do passeio, no famoso Monge de La Pacana, uma rocha vulcânica que foi esculpida pela ação do vento e da chuva fazendo com que a pedra ficasse com um formato de um monge com um rosto indígena, realmente muito interessante. Fotos tiradas, partimos então para adentrar o deserto e ir à busca do Salar, este passeio é OBRIGATÓRIO se fazer com agência, pois, além de ser necessário um veículo 4x4, não existem caminhos a serem seguidos, nem trilhas, é preciso conhecer muito bem o local para não se perder. Após rodarmos alguns quilômetros, nos deparamos com uma das vistas mais lindas que já vimos em nossas vidas, espalhadas pelo deserto, existem uma formações rochosas que levam o nome de Las Catedrales, por fazerem uma alusão a uma catedral com suas torres, é preciso um pouco de imaginação, mas a grande surpresa foi o GELO que se formou em meio ao deserto, exatamente isso, GELO NO DESERTO! Inacreditável, tudo estava coberto por uma fina camada de gelo, que com o contraste da areia avermelhada formava uma visão única, até nosso guia ficou impressionado, ele disseque faz o passeio há mais de 10 anos e viu aquela cena pouquíssimas vezes, que era muito raro isso acontecer, realmente fomos abençoados. Após muitas e muitas fotos, admirando as belezas inacreditáveis continuamos nosso passeio observamos mais algumas formações todas cobertas por gelo, foi muito emocionante mesmo. É importante lembrar que nesse passeio o banheiro é a “mãe natureza”, por isso, é bom levar papel higiênico, lenços umedecidos e álcool gel, além é claro de muita água para encarar a secura do deserto e altitude que batia a casa dos 4800 metros. Depois de ver tantas maravilhas, era hora de finalmente chegar propriamente no Salar de Tara, que confesso, achamos muito sem graça perto de tudo aquilo que havíamos visto. Uma rápida parada para fotos e já seguimos, a ideia era passar por uma laguna antes de retornar, porém uma forte chuva estava se aproximando e o guia achou prudente pularmos essa parte e retornar, ele estava com medo que chovesse na pista e que formasse gelo novamente. Por sorte deu tudo certo, acabamos “desviando” da chuva e retornamos para SPA com segurança. Neste dia de passeio, um almoço está incluso, normalmente se almoça no deserto, mas como acabamos voltando mais cedo, comemos em um restaurante na Caracoles, comida boa, nada demais, mas deu pra matar a fome. Voltamos para a pousada maravilhados com tudo o que havíamos visto, porém, eu gostaria de ressaltar que caso não existisse a ocorrência de gelo o passeio até o Salar de Tara não é TUDO AQUILO que falam, ainda mais pelo preço, então, minha dica é: se tiver tempo, faça com certeza, mas caso esteja com tempo restrito, não sei se é um passeio imperdível, pois ele leva o dia todo. Combinamos de descansar um pouco a tarde para “fugir” do calor escaldante do deserto. Já à tardezinha, voltamos para o centro para andar mole, ver artesanatos e comprar algumas lembrancinhas. Neste dia jantamos no Burger Garden, um trailer de lanches muito gostosos que fica próximo a Caracoles, cada lanche saiu em torno de R$ 35,00 com batata, bebida à parte. Preço bom por uma comida boa. Antes de voltar para a pousada e arrumarmos as coisas, decidimos nos distanciar um pouco da cidade para observar o céu do Atacama, confesso que li muito na internet sobre a beleza desse céu noturno, mas estando em San Pedro, achei ele bem “normal”, acabamos não fazendo também o tour astronômico, mais por uma questão de gastos e também para sermos “obrigados a voltar” para isso, além de outros passeios “obrigatórios” que ficou para a próxima vez. Afastamo-nos cerca de uns 5 quilômetros da cidade e paramos num vilarejo para não ficarmos parados na pista, estava extremamente escuro, não se enxergava absolutamente nada, mas o que se abriu acima de nossas cabeças foi memorável! Uma quantidade infinita de estrelas, constelações e muitas outras formas que nem sei descrever bem com palavras, pois é inacreditável. O céu noturno do Atacama é realmente espetacular e indescritível, parece de mentira, só vendo para se ter noção e claro, e para as fotos ficarem boas, somente com câmeras especiais, mas estando ali, valeu cada segundo. Céu apreciado, era hora de voltar para a Pousada, arrumar as coisas e descansar bem, no dia seguinte iríamos enfrentar uma boa pernada até Salta na Argentina. 13/01 – San Pedro de Atacama à Salta Dia de ir embora é sempre muito ruim, ainda mais quando se gostou muito de algum lugar, todos nós ficamos vislumbrados com o Atacama e a cidade de San Pedro, de fato um lugar único, digno de todos os elogios que se lê na internet, é tudo isso e muito mais. O deserto não é um lugar fácil de ficar, é necessário tomar MUITA água, passar bepanthol nos lábios, protetor solar obrigatório em todos os momentos, proteger bem a cabeça é fundamental, a pele como um todo fica muito seca e o corpo sente muito a altitude nos passeios, mas tudo isso é “fichinha” perto de tudo o que vimos. Um adendo importante, SPA tem apenas 1 único posto de combustível, que está frequentemente cheio e é comum a gasolina acabar ao final do dia, por isso, é importante abastecer o carro de manhã e até chegar a aduana argentina, não existem postos. Malas prontas, carro carregado, partimos para tomar café na Franchutería, como uma espécie de despedida de SPA. Café tomado, era hora de partir de pegar estrada. Antes de sairmos de da pousada eu fui até um posto policial me informar sobre gelo na pista, já que o trajeto para Salta é o mesmo que leva até o Salar de Tara, a policial me informou que a pista seria aberta somente às 10 horas, por isso não tivemos pressa no café. Esperamos dar o horário e partimos rumo à Argentina, vale lembrar que por toda San Pedro se tem uma vista do vulcão Licancabur, mas ao longo do nosso trajeto ele aparece à todo momento, imponente na paisagem, uma imagem muito bonita. A pista que leva até a aduana está em bom estado de conservação, apesar de ser pista simples e não possui pedágios. A aduana chilena e argentina funcionam em um único prédio, o que facilita todo o processo de migração. Porém, vá preparado, ali você ficará algumas horas parado, quanto mais cedo conseguir passar, melhor. Lembrando também que neste trajeto atingimos o ponto mais alto da viagem, a 4830 metros, por isso leva muita água e se hidrate bastante para não sentir muito a altitude, quem sentirá é o carro, que ficará mais “fraco”, porém nada demais, é só seguir com calma sem forçar muito o motor que a viagem correrá tranquila. Levamos cerca de duas horas para fazer todos os trâmites, a fila estava muito grande, na hora do atendimento, tudo foi bem rápido. Com a papelada em ordem, era hora de passar o carro para a verificação. Nessa hora ficamos com um pouco de receio, pois havíamos comprado “um pouco” de vinho no Chile e as regras para transporte são um pouco confusas, por fim o policial nos liberou sem maiores preocupações. Assim que você passa pela aduana existe um posto de combustível, é recomendável que você abasteça pois grande parte do caminho os postos são escassos. O caminho até Salta é em grande parte tranquilo, porém, é importante lembrar que você passará pela Cuesta de Lipan, uma estrada com um conjunto de curvas inacreditáveis. Particularmente, eu achei uma delícia dirigir por este trecho, mas é importante ter todos os cuidados, pois a pista é realmente muito perigosa, ainda mais quando se tem um caminhão desgovernado atrás como aconteceu conosco, o melhor foi deixa-lo passar, e seguir tranquilo. Infelizmente pegamos muita neblina neste trecho e não pudemos parar para tirar uma única foto e nos poucos momentos que o tempo abriu, vimos uma beleza encantadora na paisagem. Quero voltar lá um dia com certeza. O caminho até Salta passa pelas Salinas Grandes, um salar que é cortado pela rodovia, parada obrigatória para tirar fotos. Se tiver sorte de ter chovido naquela semana, você encontrará uma fina camada de água sobre o sal, dá um efeito de “infinito” lindo nas fotos, por sorte, estava assim no dia. Como tomamos um bom café e saímos tarde de SPA, acabamos não almoçando neste dia e comemos algumas porcariadas que havíamos comprado, isso nos ajudou à ganhar tempo. O trajeto em geral é muito bonito, porém, mais à tarde começou uma chuva muito intensa e várias pequenas paradas programadas tiveram que ser deixadas de lado, como por exemplo, a Quebrada de Humahuaca que é linda, mas vimos apenas pelo carro, uma pena realmente. Em alguns trechos a rodovia é duplicada, mas em via de regra a maior parte ela é simples e bem conservada, com poucos trechos ruins. Nesta parte da viagem, antes da chegada em cada cidade havia um posto da polícia, fomos parados em todos eles, e conhecendo a “fama” dos policias argentinos estávamos prontos para aquela famosa propina que eles cobram, porém, quero destacar que todos eles foram muito educados e atenciosos e em momento algum precisamos “pagar um café” para sermos liberados. Chegamos em Salta já a noite com uma garoa fina, paramos para jantar no restaurante Sueños, próximo ao hotel. Neste dia o jantar foi uma milanesa acompanhada pela deliciosa cerveja que leva o nome da cidade, comida simples, porém barata, cerca de R$ 40,00 o prato para duas pessoas. Logo após o jantar fomos para nosso hotel, ficamos hospedados no Luxor, muito bom e bem localizado, recomendo. Hora de descansar para no dia seguinte conhecermos um pouco dessa cidade que é conhecida com “La Linda”. 14/01 – Salta Aproveitamos para acordar mais tarde nesse dia, nossa única programação era a de ir no Museu de Alta Montanha ver as incríveis múmias de llullaillaco, três crianças incas congeladas que foram encontradas no topo dos Andes e estavam em perfeito estado de conservação por causa das baixas temperaturas. Pelas fotos parecia ser algo inacreditável, então, precisávamos conferir. O centro de Salta é realmente muito bonito, plano, bem cuidado, com uma bela praça central, rodeada de comércio, bares, cafés e restaurantes, além de duas igrejas muito bonitas próximas uma à outra. O museu abria apenas às 11 horas, por isso “enrolamos” um pouco por ali até que ele abrisse e entramos para ver se as múmias eram realmente tudo isso. Caso você seja estudante, leve sua carteirinha, a entrada no museu é relativamente cara, cerca de R$ 25,00 dependendo do câmbio, então, qualquer desconto ajuda. O MAM como é conhecido é um museu pequeno, mas muito bem estruturado e cuidado, logo no início você entra numa sala onde está passando um vídeo sobre o resgate das múmias, muito interessante e mesmo estando em espanhol é possível compreender bem. No local você encontrará registros da expedição realizada, além de muitas informações sobre a cultura Inca, com um acervo interessante de objetos. Mas este não é o principal atrativo do museu, como eu comentei, foram encontradas 3 múmias de crianças que serviram de oferendas aos deuses e graças às baixas temperaturas elas estavam em perfeito estado de conservação e elas são expostas, uma de cada vez no museu. Por isso, antes de chegar até a parte principal, você vai sendo imerso na cultura local. No dia que e que fomos, a múmia em exposição era da “Donzela” uma adolescente de aproximadamente 15 anos. É indescritível com palavras o sentimento de se ver a menina, não dá pra acreditar que aquele corpo tem mais de 500 anos e está num perfeito estado de conservação, é realmente muito impressionante, pois a sensação que se tem é que ela irá acordar a qualquer momento. Particularmente eu fiquei muito impressionado, e ficaria ali horas observando cada detalhe da múmia, mas como o fluxo é intenso, caso você demore muito, já começam a resmungar atrás, então, aproveite cada momento. Não é permitido tirar fotos, por isso a imagem que coloquei foi retirada da internet. O museu conta ainda com mais alguns acervos interessantes, como uma múmia que havia sido roubada de um sítio arqueológico e recentemente foi devolvida ao museu, mas que não está no mesmo estado de conservação das anteriores. O MAM vale muito a visita, mas você não ficará ali mais do que uma hora, mas se estiver passando por Salta, a presença lá é obrigatória. Após a visita ao museu, fomos para um mercado comprar algumas coisas para comermos durante o próximo dia de viagem, que seria muito longo, além de algo para jantar. Saindo de lá, procuramos um lugar para almoçar e acabamos escolhendo o El Charrúa, após lermos muitas recomendações na internet. Não é um restaurante barato, mas valeu cada centavo, a melhor parrilada que comemos em toda a viagem e certamente uma das melhores carnes que já comemos na vida, vale muito a pena. Para 2 pessoas o valor ficou em aproximadamente R$ 150,00 com bebida. Depois do almoço resolvemos descansar no hotel, pois apesar de não estar um sol escaldante o dia estava muito quente e abafado. Como comemos muito bem no almoço, acabamos não jantando e fomos dormir cedo para enfrentar uma boa pernada até Resistência. 15/01 - Salta à Resistência Após uma boa noite de sono, acordamos bem cedo para cairmos na estrada, pois nesse dia rodaríamos cerca de 10 horas até Resistência. Como nesse dia não tínhamos programado nada, à não ser percorrer muitos quilômetros, já começou bater aquela "depressão" de fim de viagem, fora o cansaço acumulado de 25 dias rodando por aí. Café tomado, carro arrumado, seguimos nosso caminho. A rodovia que vai até Resistência é quase toda simples, com pequenos trechos duplicados, o movimento é intenso em algumas partes, principalmente perto de cidades. Porém, o que vale a pena destacar é o estado do asfalto, no geral é ruim, mas no trecho entre Toloche e Monte Quemado, ele chega à ficar quase intransitável, andando à 10 km/h, desviando de um buraco grande para cair em um pequeno, muito ruim mesmo. Após passar Monte Quemado ele começa a melhorar, mas a atenção ainda tem que ser redobrada, somente próximo de Pampa del Infierno ele começa a realmente ficar bom, neste trecho existem muitas obras de melhorias na pista. Por causa do estado de conservação do asfalto, acabamos demorando mais que o esperado, além disso, cidades grades ou médias são muito raras em todo o trajeto, postos na maioria das vezes só aceitam pagamento em dinheiro ou cartão VISA, o MasterCard não é bem aceito. Deixamos para almoçar em Presidência Saenz Roque Peña, uma das maiores cidades encontradas no trajeto, porém é incrível como eles "respeitam" a sesta depois do almoço, a cidade estava completamente morta, parada, com todos os comércios fechados, chega a ser inacreditável, nem supermercados grandes estavam funcionando. O jeito foi se virar com algumas porcariadas que tínhamos no carro pra dar aquela enganada. Chegamos em Resistência por volta das 19:00, ficamos hospedados no Hotel Del Pomar, uma mansão que foi transformada em hotel. O prédio é muito bonito, mas quando se entra, se entende porque o preço é relativamente em conta, extremamente mal cuidado, além de funcionários muito mal educados, aquela combinação perfeita que derruba qualquer lugar. O quarto era muito espaçoso, um banheiro enorme, com hidromassagem, completo, mas como tudo no hotel, muito mal cuidado. Deixamos as coisas no quartos e partimos em busca de algo para comer, e descobrimos que cartão é algo que não se aceita nessa cidade. Passamos em mais de 10 comércios, alguns grandes e super movimentados, pagamento somente em dinheiro e como estávamos para deixar a Argentina, tínhamos poucos pesos conosco, não dava para uma refeição para nós 4, por sorte passamos por um shopping e resolvemos arriscar. Foi o nosso achado, acabamos comendo uma massa tipo Spoletto, preço bom e comida razoável, para nosso jantar estava ótimo após um dia cansativo e exaustivo. Agora era hora de ir dormir para chegarmos no Paraguai no próximo dia. 16/01 - Resistência à Assunção O planejamento inicial era voltar direito ao Brasil depois de sair de Salta, mas após ler em vários blogs e no Fórum dos Mochileiros relatos de pessoas falando bem de Assunção, resolvemos arriscar e se nada desse certo, faríamos umas comprinhas pelo menos. Café tomado (fraco por sinal), arrumamos o carro, já caímos na estrada, um dos poucos pontos positivos do hotel era o fato dele ficar ao lado da rodovia. Pegamos estrada rumo à Assunção, pista simples, mas bem conservada, movimento tranquilo e logo estávamos chegando na aduana. Nossa "ideia" de Paraguai é aquela que a maioria dos brasileiros tem, principalmente quem já foi em Ciudad del Este, uma muvuca interminável, tudo muito sujo, pirataria, camelos, gente tentando te vender alguma coisa o tempo todo, enfim, aquela visão clássica, mas ao chegar na aduana Paraguaia fomos surpreendidos, apesar do prédio simples, do intenso movimento e do aparente caos, um funcionário (pensamos isso quando vimos, estava até de crachá) já veio nos orientando sobre onde parar o carro, onde ir nas cabines, muito educado e solícito, logo ficamos impressionados, não tivemos um atendimento desses em nenhum lugar que passamos, nem no Chile. Continuamos à fazer os trâmites, sempre com a cordialidade do "nosso" funcionário particular nos auxiliando e também outras pessoas. A última parada foi na conferência de documentação do veículo e essa foi a primeira vez que pediram para ver o Seguro Carta Verde, nós tínhamos tomado cuidado com todos estes detalhes, então ficamos tranquilos. Após a conferência, um outro funcionário disse que nos acompanharia para ver o veículo, tudo normal. Chegando no carro, ele disse que nem ia pedir para abrir, que viu que nós eramos "gente boa", e já ia nos liberar, porém, neste momento tudo o que havíamos construídos de bom sobre o Paraguai, desmoronou, o funcionário que nos acompanhou até o carro pediu uma "caixinha", segundo ele, "qualquer R$ 100,00 tá certo". Um absurdo! Neste momento a vontade de explodir foi grande, mas honestamente, o que adiantaria? Com certeza ficaríamos parados ali o dia inteiro por "pirraça" e no final, só nós é que perderíamos, depois de quase 30 dias viajando e quase derretendo no calor Paraguaio, eu acabei pagando R$ 50,00 para evitar confusão. E aqui deixo uma DICA IMPORTANTE: sempre que você for fazer alguma conta, use o seu celular ou calculadora, fiz um pequeno câmbio na aduana pois havia um pedágio antes de chegar em Assunção e o cara com uma calculadora, fez os cálculos na minha frente e conseguiu me enganar, inacreditável, só me dei conta quando já estava à quilômetros, até na calculadora eles conseguem nos enganar. Após o pagamento da caixinha, ao menos conseguimos cortar uma fila grande que estava formada na aduana, não gosto dessas coisas, e sou completamente contra esse tipo de atitude, mas ali, eu não vi outra coisa a se fazer. Aparentemente todos os funcionários estão dentro do esquema. Toda aquela boa sensação de quando chegamos, já tinha ido embora. Chegando em Assunção, eu tive a sensação de estar entrando na Índia, um movimento infernal, leis de trânsito não existem, setas também não, preferencial, nada... Só faltou uma vaca atravessar as avenidas. Nosso GPS funcionou bem novamente e chegamos no hotel com tranquilidade, ficamos no Acosta Ñu Apart Hotel, não fica no centro, mas é de fácil acesso, num lugar tranquilo e seguro, hotel simples, com atendimento codial. Arrumamos nossas coisas e fomos explorar um pouco a cidade para ver se tirávamos aquela sensação horrível que tivemos do Paraguai. Fomos Shopping del Sol para ver se realmente os preços eram bons como diziam e de fato algumas coisas são bem baratas, mas a maioria é parecido com o do Brasil. Aproveitamos para almoçar por ali mesmo e a alimentação é muito barata, compensa bem. Como o cansaço da viagem estava meio que se acumulando cada vez mas, resolvemos voltar para o hotel e descansar o restante do dia, tanto que acabamos pedindo algo para comer ali mesmo. No dia seguinte iríamos para a famosa Rua Palma, onde diziam que se encontrava de tudo, vamos conferir. 17/01- Assunção Acordamos cedo para dar uma volta na Rua Palma e nesse dia minha irmã iria embora, pois precisava chegar antes do que nós por causa do trabalho. Tomamos café da manhã no hotel, simples sem nada demais, e já partimos para o centro, antes demos uma volta pela orla, vimos a sede do governo, chamado Palácio de los López, e outros prédios históricos, mas achamos os locais meio inseguros e sem lugar para estacionar, resolvemos seguir nosso caminho. A rua é muito fácil de ser achada, fica bem no centro da cidade e o mais difícil é achar lugar para parar, um estacionamento foi a melhor opção. De fato se encontra de tudo nessa rua, desde grandes lojas com produtos originais e caros, até dezenas de camelôs espalhando seus produtos pelo chão. Os preços não são muito atrativos, a maior parte das coisas é cara ou o mesmo preço daqui, barato mesmo só "muambas". Ali existem muitas casas de câmbio, mas o real é bem aceito, porém com uma cotação pior, se tiver dólares, ali é um bom lugar para se gastar. Achamos ali também o McDonald's mais barato da viagem, o combo do Big Mac saiu por aproximadamente R$ 15,00. As meninas gostaram muito de uma loja chamada Unicentro, uma tipo loja de departamentos, onde se acha de tudo um pouco, segundo elas o preço estava bom, principalmente para coisas de decoração de casas. Após algumas compras já estava chegando na hora do voo da Camila, então partimos para o Aeroporto. Um detalhe, o asfalto em Assunção é sofrível, por isso, muita calma para preservar o carro hehe. O trânsito estava carregado e o GPS se perdeu um pouco, aparentemente havia ocorrido algumas obras pelo caminho e ele ainda não estava bem atualizado, porém após alguns erros pelo caminho conseguimos chegar. O aeroporto de Assunção é pequeno e simples e no caminho se passa pela sede da Conmebol, onde li que tem até um museu interessante, mas ninguém animou entrar, ainda mais com o calor descomunal que fazia. O melhor à se fazer era voltar para o apartamento, descansar no ar condicionado e dar uma volta mais tarde. Apesar de ser de noite, o calor úmido continuava, combinamos de ir no mercado comprar algumas porcariadas para levar no próximo dia de viagem. Aproveitamos e compramos também algo para jantar, e já voltamos para o apartamento para comer e descansar, a partir deste ponto da viagem, a canseira veio com força e o tempo contribuiu muito pra piorar. Amanhã é dia de chegar em Salto del Guairá. 18/01 - Assunção à Salto del Guairá Este dia começou conturbado, eu já havia ficado ruim no dia anterior com sintomas de virose e nessa manhã minha mãe estava péssima (todo cuidado é pouco com alimentação no Paraguai), nem tomou café, então eu a Marcela comemos rápido para partimos em direção à Salto. Com o carro arrumado e preocupado com a minha mãe, pegamos a estrada e no Paraguai todas as pistas que passamos eram simples, mas em estado bom de conservação, o que nos chamou a atenção foi o grande número de comandos policiais pelo caminho, fomos parados em todos eles, mas no geral os policiais foram cordiais e educados com exceção de um ou outro mais mal humorado e grosso, em quase todas as paradas policiais foi solicitada a Carta Verde, além é claro da habilitação e documento dos veículos. O Paraguai foi o único país que pediu essa documentação. Parando várias vezes por causa da minha mãe, demoramos um pouco mais que o esperado para chegar e a ideia era que chagássemos cedo em Salto para ir em algum dos famosos shoppings que existem lá. Chegando na cidade, fomos direto para nosso hotel, ficamos no Elizabeth, boas instalações e com preço razoável. Nos arrumamos no quarto, minha mãe preferiu ficar descansando, então eu e Marcela fomos ao shopping Mapy, que segundo as recomendações da internet possuía o preço um pouco mais alto, porém compensava pela diversidade, atendimento e tranquilidade. Foi uma boa escolha, mas os preços realmente não são muito atrativos, como chegamos no shopping por volta das 15:00 e o comércio fecha muito cedo às 18:00, não conseguimos percorrer com calma todos os corredores, mas o que nos chamou muito a atenção foi o preço muito baixo de bebidas, algumas delas custando quase a metade do preço do Brasil. Compramos algumas coisas, porcariadas em geral, e já estava na hora de fechar, o legal é que ali também se encontra uma praça de alimentação que funcionava até mais tarde, comemos no Burger King e um combo do Wooper saiu por volta de R$ 18,00. Pra variar, o tempo estava muito quente, então voltamos para o hotel para ver como minha mãe estava e também descansar, no dia seguinte voltaríamos ao Brasil. 19/01 - Salto del Guairá á Londrina Após uma boa noite de sono, minha mãe já estava melhor e depois de um café da manhã bem mais ou menos, já estávamos com o carro arrumado para regressar ao Brasil, quase 30 dias depois. Sabíamos que antes de entrar em terras brasileiras, precisaríamos fazer a saída do Paraguai, mas acabamos saindo do país sem nem ver onde ficava a tal da aduana. Acabamos perguntando para alguns policiais brasileiros sobre o local, e com uma má vontade absurda, apenas nos mandou voltar e se informar no Paraguai, já no Brasil, retornamos para terras paraguaias e lá encontramos a aduana que é um prédio muito simples, que se você não olhar com atenção, passa direto, como fizemos. Acho que quase ninguém faz a saída do país, porque o funcionário que nos recebeu teve que ligar o computador para nos atender, acho que não esperam que as pessoas deem a saída. Depois de feitos os trâmites, pegamos estrada rumo à Londrina e aqui deixo o aviso, as estradas do oeste do Paraná estão em PÉSSIMO estado de conservação, chega à ser ridículo, rotas super movimentadas, ligando cidades muito importantes com um asfalto sofrível, um descaso enorme e quando a rodovia melhora, continua em pista simples e com pedágios na casa dos R$ 20,00 um verdadeiro assalto. Somente próximo de Londrina que a rodovia se torna duplicada e o movimento continua intenso. Almoçamos em um restaurante no estilo country que achamos pelo caminho, mas como era tarde, estavam servindo apenas salgados, deu pra matar a fome e já voltamos para a pista Em Londrina ficamos no Cedro Hotel, muito bom por sinal, quarto simples mas limpo, atendimento muito cordial e bem localizado. Como "perdemos" uma hora para retornar ao Brasil, e a estrada em grande parte te obriga à andar devagar, chegamos um pouco tarde na cidade. Minha mãe optou por tomar uma sopa no próprio hotel, então e a Marcela resolvemos sair para jantar, fomos comer no Koalla, restaurante japonês muito bem recomendado. A comida é boa, atendimento cordial, mas nada demais, não justificou o preço, nem muito menos o número de elogios. Hora de voltar para o hotel, descansar e no dia seguinte, chegamos em casa. 20/01 - Londrina à Limeira Acordamos cedo e após um ótimo café da manhã, já estávamos dentro do carro partindo em direção à Limeira. A partir deste ponto, as rodovias são no geral bem conservada, mas predominantemente simples e claro, com os pedágios mais caros da vigem, sim, inclusive mais caros que até o Chile! Uma vergonha o valor cobrado pelo serviço oferecido, é ridículo para dizer o mínimo, mas não tem o que fazer, o jeito é seguir viagem. Chegando no estado de São Paulo existem muitas formas de se chegar até Limeira, optamos por seguir pelas rodovia Castelo Branco e foi uma escolha muito acertada, a estrada estava tranquila, pista boa, era só seguir o caminho. Neste momento já vai dando aquele aperto no coração por saber que agora a viagem está realmente chegando ao fim, porém junto com isso, somos envolvidos por um sentimento de "dever cumprido" e de muito agradecimento por podermos ter vivido tudo isso. É uma alegria imensa lembrar de tudo aquilo que vivemos nos últimos 31 dias. Nesse dia não há muito o que dizer, apenas agradecer novamente por tudo ter dado certo e em momento algum ficamos expostos à alguma situação de risco. Limeira já pode ser vista no horizonte, viajar é tudo de bom, mas é melhor ainda quando você tem para onde voltar. Chegamos em casa, tiramos a última foto. Acabamos de concretizar a melhor coisa que fizemos em todas as nossas vidas.
  7. 1 ponto
    Oi Pessoal! Gosto de destinos mais vazios, e de viajar sozinho. Fazer amizades em viagens é uma das coisas que mais curto, porém ainda sim fico com o pé atrás em viajar com pessoas que não conheço, antes de pelo menos escolher se quero dividir o dia com elas ou não. Como em 2018 resolvi que faria muitas coisas das quais não me sinto confortável, entrei em um grupo que iria de van para Eldorado - SP, e testei. Em geral as pessoas que foram tinha pouca ou nenhum experiência com trilhas, mas estavam dispostas a experimentar. Todas tinham um motivo para estar ali, fim de relacionamentos, incerteza com o futuro, ou até algumas poucas que amavam fazer trilhas. Gasto total: 290 reais. Levei lanche, água e demais comidas de casa. Encontrei o pessoal no metrô vergueiro as 6 da manhã do domingo, e partimos em uma viagem de 4 horas para Eldorado. Na chegada, visitamos a Caverna do Diabo. Ela possui quase 7km de tamanho, várias salas enormes, algumas com até 70 metros de altura. Estar ali é viver o passado e o presente ao mesmo tempo, pois você vê formações que são muito antigas, mas também vê algumas começando a se formar. O chão é escorregadio, mas possui corrimão, é bem adaptada ao turismo de massa. O visual é lindo, o rio passa dentro da caverna (o mesmo rio que a formou), e forma paisagens incríveis. Depois de um rápido tour pela caverna, pegamos a van novamente e fomos até o início da trilha do Vale das Ostras. Quase 7km de trilhas, passando por 12 cachoeiras incríveis, algumas pequenas, mas outras são grande, e finalizando na Cachoeira de Meu Deus, com 53 metros de altura. Uma cachoeira que gostei muito, no caminho da trilha, é a Cachoeira do Pulo, onde de uma altura de quase 8 metros, é possível pular na água, caindo em um poço com 4 metros de profundidade. A trilha é feita metade na terra, e metade por dentro do rio, por isso ela é feita de tênis, e fica muito escorregadia em alguns pontos, pois a terra é molhada o tempo todo por quem sai do rio. De nível médio, a trilha tem alguns momentos difíceis para sedentários ou pessoas com dificuldade de movimento precisos, como um momento que enfrentamos uma subida forte, no sol, e em outro que você precisa descer de corda uma parte vertical, somente se apoiando em pedras, e segurando o peso do corpo nos braços. Depois de algum tempo, chegamos a Cachoeira de Meu Deus, a atração principal da trilha do Vale das Ostras. Ela é incrível, e mesmo que quando chegamos, começou a chover, eu estava muito feliz. Logo a chuva parou, e tive uma das experiências mais incríveis da vida: Chegar perto da queda, e literalmente sentir a força da cachoeira. Foi uma viagem e uma trilha que lavaram a alma, e colocaram de novo a minha cabeça no lugar. Em meio a um dia a dia tão corrido, e desgastante, eu preciso disso para voltar a acreditar que o mundo é muito bom.
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    Explicação na pag. 2 Pessoal, beleza? Cuba é um destino de meu interesse já faz um tempo e em Maio agora deste ano tiro férias e considerei que seria o melhor momento de ir para lá. Principalmente por estar buscando um destino barato, começando pela passagem obviamente e por pensar que os custos de hospedagem, transporte, alimentação e etc não seriam tão caros. Mas pelos relatos que estou lendo aqui no fórum, parece que não é bem assim e explico porque. Entendi que a moeda turística de lá é o CUC e que é praticamente 1 pra 1 com o EURO. Valores de táxi, hospedagem na casa dos Cubanos, transporte turístico e refeições giram em torno de 25-30CUC. Considerando o EURO hoje jogando baixo, R$4,00, estamos falando aí de R$100, R$120. Levando em conta uma passagem a +- R$2.300 e esses valores, vejo que fica um custo semelhante a ir para Europa praticamente..... Então o que gostaria da ajuda de vocês é, até que ponto da para conseguir viajar barato para lá indo sozinho? Da para chorar de verdade nesses valores de hospedagem na casa dos Cubanos? Consigo usar os caminhões sem problemas? Da para comer "na rua" junto com os Cubanos (Padaria, mercado, restaurantes mais baratos)? Agradeço desde já, Vlww.
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    Olá pessoal, Esse é meu primeiro relato de viagem aqui no mochileiros. Mais já tenho outros que estou acabando de escrever. Vou postar um resumido e tentar ir respondendo eventuais dúvidas conforme for aparecendo. Vamos lá! Primeiramente tenho que dizer que a África do Sul é um país muito grande. E que há roteiros para vários gostos, bolsos e climas. É difícil conhecer tudo numa só viagem. Tentamos conhecer o máximo possível numa mesma viagem, mas isso tem prós e contras. Falarei mais a seguir. Desde já, recomendo fortemente um estudo prévio sobre a história da África do Sul antes de ir. Há diversos livros sobre o assunto, principalmente se pesquisar em inglês. A própria wikipedia (em inglês) contém uma boa introdução sobre o assunto. O Apartheid, período que vigorou o sistema de segregação racial por mais de 4 décadas, foi complexo e gerou consequências que ainda hoje podem ser percebidas. A África do Sul também tem uma história bastante multicultural, com povos de origens e culturas diferentes. Assim como chineses, japoneses e coreanos são diferentes, o mesmo acontece com os povos africanos. Há inclusive diferenças físicas entre eles. Uma demonstração dessa diversidade, por exemplo, são os 11 idiomas oficiais existentes no país. O clima é bastante variado também, depende muito da localização. O viajante pode encontrar um clima mediterrâneo, típico de países da Europa (inclusive com vinícolas mundialmente famosas), semidesértico, savana, florestas tropicais úmidas e até neve (perto de Lesoto), etc. Na África do Sul come-se muito bem, em grandes quantidades e de tudo, há restaurantes de todo tipo. Em geral, é mais barato do que São Paulo para comer num restaurante bom. O vinho costuma ser mais barato que sucos e refrigerantes. O que nos chamou atenção é que no geral eles usam bastante pimenta, rs. Em relação à hospedagem, foi quase toda em Airbnb ou hospedagens encontradas no Booking que eles chamam de self-catering ou bed and breakfast, foi muito mais barato que hotéis. Aí depende da cidade, por isso recomendo sempre consultar nos dois. Enfim, nosso roteiro foi o seguinte: 1ª parte: Cape Town 13/10/2017 – 18/10/2017 2ª parte: Garden Route 18/10/2017 – 19/10/2017: Stellenbosh 19/10/2017 – 21/10/2017: Hermanus 21/10/2017 – 22/10/2017: Oudtshoorn 22/10/2017 – 23/10/2017: Knysna 23/10/2017 – 24/10/2017: Pletterberg Bay 24/10/2017 – 26/10/2017: Tsitsikamma Park (Stormriver) 26/10/2017 – 28/10/2017: Jeffreys Bays 28/10/2017 – 29/10/2017: Port Elizabeth 3ª parte: Johannesburgo + Safari (Kruger National Park) 29/10/2017 – 31/10/2017: Johannerburgo 31/10/2017 – 04/11/2017: Kruger Park (Safari) 04/11/2017 – 05/11/2017: Johannesburgo Tentarei dividir o post em 4 partes (essa introdução + as 3 partes da viagem que postarei a seguir). Dicas gerais: O clima em Cape Town é bastante instável, pelo menos estava instável no período que ficamos lá. Não sei se é assim o ano todo, mas conversando com os locais eles confirmaram a instabilidade da cidade. Para quem vai para a África do Sul para conhecer apenas Cape Town e fazer a Rota Jardim, recomendo ir no verão. Também dá para apostar na meia estação, mas é preciso contar com um pouco de sorte e é bom lembrar que Cape Town está na mesma latitude que Buenos Aires – Argentina. No Kruger (mas vale para o Safari em geral), não é bom ir no verão, pois é muito quente e chove mais. O clima mais quente, além de tornar o Safari mais desgastante, deixa os animais mais escondidos. Além disso, com chuva mais abundante, faz com que os animais se movimentem menos, pois há mais pastagens e mais água para beber. Só dá para trocar dinheiro nos bancos, que não funcionam a qualquer hora e dia. Fim de semana e feriados eles estão fechados. Mas quase todo lugar aceita cartão de crédito. Os bancos cobram uma taxa para trocar dinheiro, o que achei um absurdo, pois levamos dinheiro para não pagar IOF de 6,38% e chagando lá descobrimos que há a taxa do banco. Mesmo assim compensa levar dólar e trocar lá. Fomos abordados muitas vezes por pessoas pedindo dinheiro. Tem que saber lidar com isso. Em Stellenbosh um cara tentou nos aplicar um golpe: paramos o carro no estacionamento de um shopping e um cara passou falando que tinha que validar o ticket na máquina. Seguimos o caminho apontado por ele e ele nos apontou uma ATM onde já tinha outro cara, que, ao ver nossa cara de interrogação, disse que poderia nos ajudar. Eu questionei-o dizendo que aquilo era uma ATM (para sacar dinheiro), percebi que eles estavam mal intencionados e saí andando. A guia que nos levou para a vinícola também nos contou uma história de um golpe que estavam aplicando em Cape Town. Um homem de terno que se passava por funcionário do governo estava abordando turistas e pedindo para ver a licença para transitar ali. As pessoas desconheciam a licença e, é claro, não a possuíam. Então o homem cobrava para tirar a licença ali na hora. Nossa guia disse que não havia relatos de violência e que se um cara desses (ou qualquer outro pedinte) nos abordasse era só desconversar e sair andando. Lemos alguns relatos a respeito de guardas exigindo carteira internacional para dirigir, mesmo havendo acordo internacional entre Brasil e África do Sul. Alguns viajantes relataram suspeita de haver uma tentativa de cobrar “caixinha”. No entanto, fomos parados 3 vezes por policiais e, no geral, saí com uma boa impressão da polícia Sul Africana (não deixei de ler a 3ª parte, na qual detalharei). Então, lembre-se de andar com a carteira de motorista internacional e jamais dirija depois de beber. Leia sobre a África do Sul antes de ir e, se possível, aprenda algumas palavras ou frases em algum dos 10 idiomas além do inglês. Ouvi de uma mulher sul-africana que algumas pessoas se sentem muito orgulhosas quando vêem que um turista sabe um pouco da sua língua. O idioma Xhosa é bastante interessante A hospedagem dentro do Kruger Park tem que ser reservada com bastante tempo de antecedência. Reservamos a nossa hospedagem 2 meses antes e já tinha poucas opções e ainda não estávamos na alta da temporada. A alta temporada no Kruger é no inverno.
  10. 1 ponto
    Primeiramente, é a primeira vez que escrevo na página. Resolvi relar, pois quanto mais informações e pontos de vistas diferentes, melhor. Eu tenho um blog chamado Macuxi viajante. Mas, como nao e conhecido, as vezes não chega nos sites de busca. Peru não era meu destino de fim de ano, eu iria para outro lugar bem diferente. Mas, como nem tudo é do nosso jeito, às vezes é até melhor, recebi um convite de uma amiga da época de faculdade para fazer um mochilao por esse País, com ela e mais cinco amigos. A principio fiquei com receio, não pelo lugar, pois eu topo tudo. Mas, sim por ser uma viagem em grupo, estou acostumada a viajar sozinha. Em grupo sempre tem divergências, mas ela me garantiu que o foco de todos era o mesmo - viagem boa, barata e diversão. Arrisquei minhas fichas e topei o desafio. Uma semana depois, já tinha comprado a primeira passagem da jornada, não tinha mais volta. A galera já tinha pré-definido os lugares do roteiro, só faltava questões de hospedagem, passeios e afins. Depois, de saber os lugares, fui pesquisar um pouco e comecei a ficar angustiada com essa viagem. Estava animada, mas preocupada, a ponto de pensar em desistir. Quanto mais lia sobre o lugar, me apaixonava, mas ao mesmo tempo eram tantos relatos de gente passando mal, por causa da altitude e que precisava de preparo físico. Que comecei a pegar mais pesado na academia e fazer alguns tipos de exames, como cardiorrespiratório. Eu tinha histórico de asma, rinite alérgica, gastrite, então tudo de ruim passava na minha cabeça, mas no fim deu tudo certo. Tanto a viagem em grupo, como a ótima adaptação do corpo ao local. Então, vamos embarcar nessa?! Let’s go! Nossa viagem seria de 25 dias. Como saindo de Boa vista direto para Cusco seria muito caro, nosso caminho era um tanto estranho, mas interessante e bem mais barato. Passaríamos por mais de 10 cidades e ficaríamos em 06. E 03 países diferentes. 1º PARADA – PORTO VELHO. Saímos de Boa Vista para Porto velho de avião com conexão em Manaus, dia 25 de dezembro. Chegamos à noite e fomos direto para rodoviária de Porto Velho (que lugarzinho mais feio, de Boa vista é bem melhor!!). Ônibus de Porto velho para Rio Branco: Empresa Amatur R$ 62,00 (Esse valor era promoção de natal, geralmente é quase o dobro!). Tempo de viagem: 8h. 2º PARADA – RIO BRANCO. Chegamos à rodoviária de Rio Branco 7 da manhã (Me impressionou a estrutura, achei que era ruim, mas o lugar é bem legal). De lá fretamos um táxi empresa Acre táxi com Josias até Brasiléia, por R$ 100,00/ pessoa. Tempo de viagem: 3h 3º PARADA – BRASILÉIA. Chegamos a Brasileia 11h e de lá pegamos outro táxi para Iñaperi (fronteira do Peru) com o taxista Mateus. O valor de R$ 100,00 que pagamos já inclui esse segundo táxi. Tempo de viagem: mais ou menos 1h. 4º PARADA – IÑAPERI. Chegamos a Iñaperi. O Mateus foi bem solicito. Passamos pela imigração brasileira para carimbar passaporte ou identidade. Ele nos levou para almoçar, pagamos em torno de R$ 10,00 para tomar uma sopa de sêmola (muito gostosa) com direito a refresco. E ainda provamos Res com maní (carne de boi com amendoim). Ele também ajudou no cambio, com a Noemi. Obs. Achávamos que o cambio estava 1 x 1, mas quando chegamos lá estava 1 sole por R$ 0,87. Era o melhor que tinha, perdemos uma quantia considerável. Mas, eu troquei mais duas vezes em Cusco e Lima, ambos por R$ 0,91. Um pouco melhor. Antes de sair de Iñaperi, precisávamos passar pela imigração peruana, dá entrada no País. Tinha uma fila considerável. A imigração é bem tranquila, você preenche o formulário e eles perguntam quanto tempo você vai ficar no País e carimbam com os dias que você pode permanecer. Se caso você, ultrapassar da data de saída, você pagará uma multa. Próximo destino seria Puerto Maldonado. O Mateus nos ajudou com carinha da Van que iria para Puerto por 30 soles/pessoa (até a rodoviária de Puerto). Eram 230km.Tempo de viagem:3h e meia. Contato: Mateus – (68) 99987 1091 5º PARADA – PUERTO MALDONADO. Mais uma vez nos impressionamos dessa vez com a dimensão de Puerto. Achei que era uma cidade bem pequena, mas não. É um mundo e bem congestionada. Se tivéssemos tempo e dinheiro, podíamos ficar lá para curtir pelo menos uma noite. Mas fomos direto para a rodoviária. Compramos nossa passagem para Cusco pela Cruz del sur – cruzeiro suíte. 77 soles com serviço de bordo + 3 soles da taxa de embarque. Saída 21h e chegada 7h. Obs.: O ônibus é barato para comodidade que temos e se comparado com as empresas brasileiras. A poltrona reclinável 160 graus, confortável, tem cobertor, tem travesseiro, tem televisão com filme/fones de ouvido, tem todas as refeições, é espaçoso, entrada USB, tem wifi (mas não funcionou). Como não tínhamos certeza do horário que iriamos chegar, então compramos na hora. E tinha bastante vaga. E outra observação é sobre despacho de bagagens. É da mesma forma que avião, eles pegam sua bagagem antes de entrar no portão, para despachar para o ônibus. Como minha mochila era pequena, não tinha necessidade. Isso funciona em todo o Peru e Bolívia. A estrada peruana é ótima! 6º PARADA – CUSCO. Todo o detalhe desse lugar será dito em outro post. 7º PARADA – ICA/PARACAS Todo o detalhe desse lugar será dito em outro post. 8º PARADA – HUARAZ Todo o detalhe desse lugar será dito em outro post. 9º PARADA – LIMA Todo o detalhe desse lugar será dito em outro post. 10º PARADA – SANTA CRUZ DE LA SIERRA. Saímos de Lima para Santa Cruz de avião no dia 15 de janeiro. Esse roteiro parece estranho, mas foi um meio de economizarmos em passagem aérea. Aproveitamos as oportunidades. Mas, não é um caminho que aconselho muito, é cansativo, mas não deixa de ser uma opção. O cambio foi de 1 sole para 1,70 bolívares. Trocamos no aeroporto de Santa. Trocamos pouco, pois ficaríamos só um dia. E eles não trocam moedas! Voltei com 10 soles em moeda para casa...^^ Chegamos 4 da manhã e pegamos um ônibus que saía do aeroporto para pontos estratégicos da cidade. O valor independente do destino. O funcionamento é de 6:30 – 22h. Todos os dias. Sai um ônibus a cada 20 minutos. O ônibus diurno é 6 bolívares e o noturno é 4 bolívares. Ele nos deixou em um local lá perto centro e pegamos um ônibus comum por 2 bolívares perto da rodoviária. Ficamos em um hostel em frente à rodoviária. O hostel 13 de dezembro. Dividindo o valor entre os sete, a hospedagem ficou 43 bolívares. O hostel era só para descansarmos um pouco. Então escolhemos pelo preço, pela disponibilidade mesmo. De modo geral, não era ruim. A comida precisa ter cuidado de onde comer. Enquanto o pessoal dormia, eu saí para comer aos redores, não comíamos direito há horas. Depois, de andar um pouco e sem opções entrei no restaurante e pedi um frango frito. A comida estava longe de ser boa, mas me ajudou a enganar a fome. Mas, esteja com remédio da verme em dias. Estômagos muitos sensíveis, podem não se adaptar. O almoço foi 14 bolívares. Santa cruz de la sierra é uma das cidades mais populosa de Bolívia. Mas, pela primeira vez eu queria embora cedo. A cidade é estranha. Muitos brasileiros moram lá para cursar medicina. Mas, particularmente não gostamos. Não sei se porque não a conhecemos mais, ou se fomos só na parte pobre. Mas, não temos o que elogiar. Os bolivianos de modo geral são grosseiros, mal te respondem. Eu achei cidade cara, sem pensar em conversão de moeda. Uma agua era 6 bolívares. Conhecemos a Plaza 24 de setembro, que foi o local mais simpático que vimos por lá. E limpo. Além da linda catedral basílica de st. Lawrence. Nós embarcamos de ônibus para Puerto quijarro/Suarez à noite e chegamos por volta de 7h da manhã lá. As passagens já tinham sido compradas pela internet uns dias antes. E lá na rodoviária só trocamos pelo bilhete. Empresa: não lembro o nome R$ 78,00. A empresa é desorganizada e o ônibus é bem ruim. 11º PARADA – PUERTO SUAREZ. Na rodoviária de Puerto Suarez, pegamos um taxi ate a fronteira com Brasil. R$ 5,00/pessoa. Chegamos cedo, mas já tinha uma fila enorme na imigração boliviana. Passamos a manhã toda na fila e sol quente. Na fila já nos ofereceram a van que iria direto para Campo Grande, sem precisar ir para Corumbá. E fechamos com eles. Carimbaram nossa saída da Bolívia. Os bolivianos pagam uma taxa para entrar e sair no Brasil. Quando andamos um pouco, pensando que já estávamos indo embora, deparamos com uma segunda fila enorme para da entrada no Brasil na fronteira brasileira. O que achamos uma burrice, por que brasileiro precisa da entrada no Brasil?! Depois, de muito tempo, um oficial da PF pegou os documentos de todos brasileiros e entrou para tentar facilitar as coisas. Saímos da fronteira para Campo Grande meio-dia e chegamos 18h (horário local). Em termos gerais, foi mais 4h de viagem. Empresa da Van até Campo Grande: Vanzella – R$ 120,00/pessoa. 12º PARADA – CAMPO GRANDE. Ultima parada da viagem e já não tínhamos dinheiro. Mas, o cartão salva (rsrs). A cidade é parecida com Boa Vista. Parece tranquila de se viver e fácil de dirigir na cidade. Mas, tem quatro vezes mais habitante que aqui. Passamos três dias. E foi mais para descansar. A cidade em si não tem muito que fazer. Os turistas vão para lá para visitar Bonito e o Pantanal. Que são as atrações do estado. Mas, em janeiro é alta temporada, então é muito caro. E não tínhamos Money. Andamos pelo centro, fizemos algumas compras. Conhecemos o Parque das nações indígenas que fica bem pertinho do Shopping campo grande. O parque é grande, legal para fazer piquenique, esporte. O aquário localizado dentro do parque ainda esta em construção. A noite uma opção que todos falam é Valley, tem três casas de shows, mas na quinta o dia que fomos só uma delas estava aberta. A casa de show é tipicamente sertaneja, hit de campo grande. A casa é bem decorada, até demais. Acaba diminuindo o espaço para as pessoas dançarem. As duplas que cantaram são boas, mas tocou também outros tipos de musicas. A entrada era R$ 25,00. E as bebidas são de 10 para cima. De modo geral é boa, mas, nada demais. Hospedagem: Pousada e camping Santa Clara – Rodrigo (67) 9695 4722 Endereço: Av Vitor Meireles, 125. Bairro Universitário. R$ 32,00/diária (reservamos pelo Booking). Pontos positivos – o hostel parece uma chácara, bem grande e ventilado. Os quartos são bons. Tem café e é gostoso. Você pode usar a cozinha e lavanderia quando quiser. Tem internet. Tem sinuca, piscina que pode ser usado à vontade. O proprietário é bem tranquilo e sem burocracia. Perto da rodoviária. Pontos negativos: não seria um ponto negativo, mas a localização não e pertinho do centro. Da uns 20 minutos de carro. Para algumas pessoas isso pode ser ruim. Como a viagem foi longa, não tem como escrever tudo em um post. Então, publicarei aos poucos. Além de falar sobre o que levei na mochila, quais remédios levar e etc.
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    Salve, viajantes! Vou usar esse espaço para compartilhar com vocês minha experiência de viagem para um dos lugares mais lindos de Minas Gerais. Fui com mais 5 amigas no ferido de Tiradentes desse ano (2017), e quando começamos a organizar a viagem, foi bastante penoso encontrar informações sobre passeios, campings, restaurantes, etc. Por tanto, quero que esse texto facilite as coisas para quem se interessar em conhecer esse destino "necessário" a todos que amam viajar. Não é meu intuito descrever cada km percorrido, mas passar as informações sobre Capitólio que apenas conseguimos quando chegamos lá e, dessa forma, ajudar você com seu roteiro. Ficamos hospedados em uma casa no centro de Capitólio. A família passa os finais de semana em outro lugar da cidade para alugar o espaço, por tanto, se você escolher essa opção, não terá que se preocupar com colchões, roupa de cama, nem nada. A casa possui tudo, utensílios domésticos, inclusive, e é ótima, fica próxima a mercado, farmácia e a rua principal da cidade. Pagamos o total de R$ 600 pelos três dias (R$ 33/dia para cada uma), valor que deve ser mais baixo em finais de semana comuns ou baixa temporada. Além disso, o preço era menor do que qualquer camping que conseguimos contatar (R$ 35 em média)! Além de maior conforto, pois estava um pouco frio e nublado, livramos o bagageiro de barracas e sacos de dormir. O contato para a hospedagem foi feito com a empresa que realiza passeios de lancha pelo Lago de Furnas (vou descrever essa parte melhor logo abaixo), que se chama Capitólio Turismo. A empesa oferece diversos tipos de passeios, aluguel de casas e ranchos. Não cabe a esse texto detalhar isso, entretanto, deixo com vocês os dados para contato com o Seu Elias: www.capitólioturismo.com.br (37) 9 9966-2937 (vivo) whatsapp R Dr. Avelino de Queiroz, 832 Centro - Capitólio/MG [DIA 1] Antes de chegar a cidade, fizemos uma parada num dos principais pontos turísticos do lugar, o Mirante do Lago de Furnas. Você pode encontrar pelo maps, mas é preciso deixar o carro na rodovia (em um dos pequenos pontos de parada) e chegar até ele caminhando alguns metros. A rodovia é frequentada por caminhões, portanto, tenha cuidado. Em contrapartida, a vista vale tanto a pena que você PRECISA fazer essa parada! Ah, nada é cobrado para acessar o local. Chegamos na cidade no dia 21, próximo das 13h. A primeira parada foi para o almoço no Restaurante Tropeiro (ponto 13 do mapa abaixo) e recomendo com contundência o lugar. Os pratos são generosos, dois à la carte serviram 6 pessoas e todos trazem comidas típicas da culinária mineira. Com as bebidas, gastamos em torno de R$ 30 cada. No entanto, a cidade oferece várias outras opções. Depois, após pegarmos a chave com seu Elias e descarregamos as malas, partimos para a Cachoeira do Grotão, que fica a 11km do centro, com acesso pela MG-050 mais um trecho de terra em bom estado. O lugar pode ser localizado pelo maps no celular, e o caminho é bem sinalizado. Chegamos lá em torno das 16h e nos cobraram uma taxa de 15 reais por pessoa para entrar (não aceitam cartão), valor que caiu para 80 reais no total depois de alguns minutos pechinchando. Água gelada, alma lavada! [DIA 2] O Segundo dia começou com a Trilha do Sol. A trilha é de dificuldade leve, em geral, e moderada em alguns trechos. Demora cerca de 4h para ser percorrida, contando com as paradas nas Cachoeiras do Grito, Poço Dourado e No Limite, além do Mirante. Há guias e pontos de referências em todo o trajeto. O custo do passeio fica 40 reais por pessoa (aceitam cartões de crédito). Há também um restaurante nesse lugar, mas os preços não são lá tão atrativos, optamos por levar lanches e almoçar em casa depois. Poço Dourado Mirante no Limite No Limite No período da tarde realizamos o passeio de Lancha pelo Lago Furnas. Há vários pacotes com duração e pontos de parada diferentes. Optamos pelo passeio de 4h, com valor de R$130 por pessoa, que valeu muito a pena, inclusive, durou 6h! Esse passeio inclui cinco pontos do Lago de Furnas, que são eles: Lagoa Azul (Nesse, cobram R$ 30 no local para que você tenha acesso a piscina natural, há também um bar flutuante na área), Cascatinha, Vale dos Tucanos, Canyon e o “kanto da ilha” que é um restaurante às margens do Lago de padrão e preços altos. Há também a Cervejaria de fabricação artesanal Scarpa. É importante levar um agasalho se for fazer esse passeio a tarde também. Voltar na lancha no fim do dia depois dos pontos de mergulho foi penoso. [DIA 3] Dia de voltar! Acordamos bem tarde para aguentar o trajeto de volta. Na MG-050, alguns km após a saída da cidade, você pode (e deve) visitar o Queijos Califórnia. É possível encontrar os queijos, doces, carnes defumadas, artesanato e cachaças típicas de todo o Estado de Minas Gerais. Não aceitam cartão nesse lugar por conta da falta de sinal de telefone. Por falar nisso, tivemos acesso a conexão 3G razoável, com operadoras vivo e tim, em toda a cidade, mas é bem falho quando você se afasta do centro. Por tanto, trace e salve as rotas dos pontos turísticos antes de partir. Há vários! Fica difícil escolher o que fazer. Deixo com vocês o mapa turístico do local logo abaixo. Cada ponto traz a distância que possui em relação ao centro da cidade, mas essa informação não está muito correta. Confie no GPS. Agradeço a sua leitura e espero ter ajudado. Estou à disposição para quaisquer outras informações, basta deixar sua pergunta nos comentários! Boa viagem!!
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    Se você comprar um voo direto para a Alemanha, que não faça conexão em nenhum outro local da Europa Continental, eu acho que poderia sim viajar só com passagem de ida e o visto de Au-Pair. Mas se for comprar um voo que faça conexão em outro país, muito provavelmente eles vão sim implicar com o fato de você só ter passagem de ida, mesmo com visto de Au-Pair, tanto que o consulado Alemão por muito tempo recomendou ir para a Alemanha com voos diretos e sem conexão, para evitar estes potenciais problemas na imigração de outro país, pois se fizer conexão em Lisboa, a sua imigração será processada em Lisboa e não quando chegar na Alemanha. Mas uma observação, passagens só de ida costumam ser caras, não seria interessante você já comprar uma passagem de ida e volta, com a volta numa data qualquer perto do final de 2018, e depois quando estiver chegando perto da data programada do seu voo de volta, você entrar em contato com a companhia aérea e remarcar a volta para a data que você realmente precisa. Você terá que pagar a taxa e multa de alteração, mas pessoalmente eu acho que mesmo pagando a multa de alteração, ainda será mais barato que comprar uma passagem direto para a Alemanha sem conexão e depois outra passagem só de volta.
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    Olá Ludmila! 10 dias você consegue fazer sim. Nossa! Dá pra fazer várias trilhas, mesmo pq a ilha não é tão grande, então dá pra se deslocar entre os lugares bem tranquilo. Eu fiquei no hostel Floripa Surf Hostel. Curti bastante o lugar...
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    Olá tudo bem? Me chamo Bruna tenho 24, quero muito viajar pelo mundo quero morar e trabalhar um tempo em cada país, passando por varias cidades,sei que é um custo alto e tals porém como nunca fiz queria dicas opiniões de cidades pra começar albergues ou pousadas para ficar etc, um amigo meu falou que ficou em uma que ele não precisava pagar pra morar lá, só ajudar na limpeza e fazer comida,se alguém tiver dicas agradeço
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    Vai depender muito da região o clima. Por exemplo, na CdMx houve dias que atingimos os 0º, mas a média foi de 10º à noite, e durante o dias às vezes fresquinho, às vezes ensolarado, mas muito agradável. Na região litoránea acostuma ser quente, mas não tanto comparado com o verão, e às vezes pode chegar a esfriar quando entra um "frente" (massa de ar frio ou gelado).
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    Oi Rogério, Eu já estive duas vezes em Nazaré. Cada pessoa tem o seu gosto particular, eu gosto de ficar flanando pela cidade. Tem um promontório, que vc sobe por um funicular e de onde se tem um vista linda da cidade baixa. No site turistaprofissional.com, tem uma sessão como chegar e o que fazer em Nazaré, onde vc tem informações detalhadas sobre a cidade. Eu irei pra Portugal em .maio/junho deste ano, mas visitarei outros lugares.
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    Minha viagem a Pucón é do dia 27 de junho a 01 de julho. Será que eu encontro alguma estação de ski funcionando nessa época? Também estou interessado em fazer uma excursão com aqueles trenós puxados por huskies siberianos (http://auroraaustral.com/mushing-day/). Não conhecia esse passeio, descobri por acaso na internet. Mas também exige que tenha neve suficiente. Como é nessa época em Pucón? Costuma ter bastante neve?
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    No Uruguai tem ter uma declaração do proprietário (mesmo que ele esteja junto) e reconhecida por cartório. No nosso caso faríamos Uruguai, Argentina e Chile então não teríamos alguns problemas burocráticos apresentados pelo Peru e Bolívia hahahah Obrigado LF, me ajudou bastante!
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    Em Miraflores troquei em 15/02/2018 real x soles a 0,93 na Av José Larco, 870, quase esquina com a Av 28 de Julho. O dólar estava a 3,28 soles (normalmente encontra-se a 3,23 na 5a feira pelo bairro) e o euro a 3,91. Em restaurantes, farmácias, hotéis, etc, dão o preço em dólar e em soles. Dependendo do tamanho da conta é bom usar a calculadora do celular para ver qual a melhor opção. Se dividindo o valor em soles pelo valor em dólar der menos que 3,28 compensa pagar em soles, no meu caso. No aeroporto o taxi oficial até Miraflores saia a 60 soles ou 19 dolares. Preferi pagar em dólares para não fazer câmbio no aeroporto, onde sabidamente pagam menos. Se você comprar dólar no Brasil e trocar por soles aqui, ou trazer real e trocar por soles, dependendo do valor no câmbio, poderá dar uma diferença significativa. Como paguei o dólar a 3,44 reais e aqui está a 3,28 soles, trocado os dólares aqui a relação sai o equivalente a 1 real = 0,95 soles. Como eu também trouxe reais e troquei por soles a 0,93 saí perdendo. Só dá no mesmo se encontrar câmbio reais/soles a 0,95, o que é meio difícil. Pelo site Mochileiros você vê taxas de até 0,70 no Peru, o que é um roubo. Compensa então trazer dólares, pela minha experiência. Nos finais de semana pagam menos, o dólar pode cair a menos de 3,20 e o real a menos de 0,90. Na tarde de sábado e no domingo caem mais ainda, mesmo em Miraflores. Por outro lado comprei soles no Centro Histórico, no domingo, 18/02 a 0,92 reais. Nas lojinhas de artesanato do Centro Histórico aceitam real a 1 pra 1 em relação aos soles. Em Nazca estavam pagando 3 soles por dólar em uma loja e em Paracas, em uma casa de câmbio (acho que era a única da cidade), acabei trocando dólares a 3,05 soles. É melhor então trocar em Lima, Miralores de preferência. Em maior quantidade ainda pagam melhor.
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    @anselmoportes Valeu pelas dicas, vou procurar as opções próximas à cidade também.
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    @9boro E a diferença de preço está convidativa, fora que consigo experimentar essa, a T&R não tenho achado =/
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    @Arthur Guelle Acabei comprando a arpenaz 3+ e já acampei com ela num dia de chuva. Como estava bem quente e o chão encharcado acabou condensando nas laterais da lona do quarto. A barraca é bem resistente e tem bastante espaço pra duas pessoas e todas as tralhas, você fez uma boa escolha sim!
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    Oi Juliana! Tudo bem e você? Obrigado pelas dicas. Existem poucos relatos sobre o Vale Sul de Cusco. Mas os que li, as pessoas sempre indicam. O que eu mais tenho vontade de conhecer nesse passeio é um Museu que quando li o relato eu pensei comigo que se eu fizer, vou ter que conhecer. Obrigado pela dica do restaurante em Puno, vou adicionar à milha lista de pontos de interesse. Eu acho que o passeio a Puno é legal, diferente, mas o que pesa contra é nem pernoitar na cidade e ir até lá só pelo passeio de Uros, mas é um passeio que eu tenho vontade de fazer sim. Pode ser que eu faça o que a Vivian indicou, tirando o passeio de Chavín em Huaraz e acrescentar 01 dia em Puno e aproveitar a dica do Henrique, fazendo o passeio da Rota do Sol, que também não tem muitos relatos sobre. Só sei que é muito difícil conciliar tudo o que se quer conhecer, ver as prioridades, pesquisar as formas de deslocamento, etc, mas o esforço compensa. E com todas as pesquisas que fiz por aqui e em outras fontes, acho que ainda não tinha conhecido seu relato. Vou lê-lo com calma, anotar as dicas e o salvar em PDF como todos os outros que li, para caso eu precise de algo durante a viagem. Obrigado! Bjs! Obrigado Vivian! Sim, eu quebrei a cabeça com esse deslocamento entre Ica e Paracas. Já tinha lido sobre o deslocamento de van entre elas. Só deixei os valores do trajeto de ônibus para já ir contando no orçamento. Quanto aos ônibus, acho que vou ficar entre Cruz, Oltursa, Excluciva e Reyna, que pelo que pesquisei, são as melhores. Dá para ficar em Ollanta sim, li muitos relatos de gente que fica por lá e já pega o trem para Aguas Calientes. Mas como disse acima, quero ficar em Ollanta para ter mais tempo para conhecer a cidade, que dizem ser muito bonita (a maioria conhece mais ou menos somente as ruínas) e fazer um turismo de aventura por lá. Eu achei interessante o passeio de Chavín, por ser algo diferente do que verei na região de Cusco. Sei que pelo roteiro e até pela geografia, as surpresas serão crescentes até o ápice que será Machu Picchu. Realmente estou pensando muito em tirar um dia de Huaraz e acrescentar Nazca, Arequipa ou até mesmo Cusco, até mesmo porque eu deixei um dia de descanso depois da Laguna 69. Dependendo de como for, não terei necessidade de ficar este dia também por lá. Idem para Puno. Obrigado pelas dicas. Li o seu relato, ficou muito bom! Obrigado mais uma vez Henrique! Eu cheguei a ler em um relato por aqui e outro em um blog sobre a rota do Sol. Vou dar uma avaliada nessa opção também. É como eu disse anteriormente, acredito que se eu ficasse os meus 30 dias de férias viajando, iria faltar tempo para fazer tudo que quero. No início, a viagem seria de apenas 01 semana, somente para Cusco, depois pensei em fazer Bolívia, Chile e Peru, mas seria muito corrido e eu não conheceria tudo que quero conhecer nessa trip do Peru. Vou deixar os outros países para outra oportunidade.
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    Neste carnaval decidimos fazer a Trilha do Pontal de Tapes. Como as paisagens são muito repetitivas (areia e pinus) e a distância a percorrer muito grande (70 km ida e volta) e circular, optamos por não fazer a trilha a pé: atravessamos de barco até o lugar conhecido por Ponta do Pinhal, estabelecemos um acampamento base e programamos fazer uma caminhada de dez quilômetros até o extremo do Pontal, e outra mais curta, de cinco a oito quilômetros para explorar o caminho oposto. Levamos bastante equipamento, já que iríamos de barco, e partimos no sábado, dia 10/01/18, marcando com o barqueiro Roger de nos apanhar na terça-feira, dia 13/02, as 16 horas. O lugar é ótimo para acampar, dá para pescar, tem duas praias diferentes com areia limpa, uma em cada lado do Pontal. A Lagoa dos Patos é enorme, na Praia de Fora nem se enxerga o outro lado, e o trajeto de barco até nosso destino, no lado de dentro do Saco de Tapes, que é bem menor, durou mais de uma hora. A Lagoa tem ondas que nem o mar, e o que atrapalha é o vento, que pode ser muito forte, recomendo montar o acampamento abrigado, longe das praias. No domingo, mal começamos a caminhada até o extremo do Pontal e um vento muito forte nos deixou preocupados, voltamos para o acampamento para assegurar a integridade das barracas e lonas, começou a chover muito forte e decidimos não fazer a caminhada neste dia. Fomos dormir e lá pelas 4:30 da manhã de segunda, novamente um vento muito forte me assustou, acordei para ver se estava tudo bem e descobri que havíamos sido furtados durante a noite. Pelas pegadas deixadas na areia deu para ver que eram dois homens, descalços, que levaram duas caixas térmicas onde estava praticamente toda nossa comida, além do kit de primeiros socorros, uma garrafa térmica, uma carga de gás e uma panela. O susto foi grande, porque ficamos com pouco mais de dez barras de cereal e um chocolate para dividir entre sete pessoas durante dois dias, não era possível voltar caminhando por causa da quantidade de equipamento e do meu neto de nove anos, que não conseguiria fazer os 25 quilômetros de retorno. Além disso, o sinal de celular não era confiável para pedir socorro, e fiquei com medo de não poder retornar para a cidade. Felizmente lá pelas nove horas conseguimos contatar o Roger, pedindo para nos buscar de barco ainda de manhã. A primeira mensagem dele era que não conseguiria chegar na praia por causa do vento, imaginei que ele teria que esperar passar o vento para atravessar a lagoa, e que o vento poderia durar vários dias. Até que finalmente chegou outra mensagem, onde ele esclareceu que ficaria em um ponto distante da praia, onde teríamos que levar todo o equipamento. Mais ou menos meio-dia ele chegou, conseguimos embarcar e fomos direto para um restaurante matar a fome antes de retornar para nossa cidade, com muita frustração. Esta situação é surreal, jamais imaginamos que seríamos furtados naquele local. Chegamos a caminhar alguns quilômetros para cada lado e não encontramos viva alma, nos sentimos sozinhos no meio do deserto. Segundo relatos apenas o seu Wili e sua esposa Noeli moram ou moravam uns seis a oito quilômetros ao norte de onde estávamos acampados. Imaginamos que os ladrões deviam ser andarilhos que estabeleceram morada ou estavam de passagem no Pontal, que é um beco sem saida, não leva a lugar nenhum. Tentamos seguir os rastros (com facão na mão, prontos para o que desse e viesse), encontramos em certo momento, junto às pegadas, um pacote de suco que certamente era nosso, mas perdemos os rastros quando a maré apagou, acho que foi melhor assim. Fica o alerta para não se sentirem tão seguros quando forem ao Pontal, e tomarem cuidado com suas coisas.
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    Fala ai galera, beleza? Não sou um membro muito ativo aqui no Mochileiros, mas tirei daqui minhas informações básicas para a melhor viagem que fiz em toda a minha vida. Em dezembro de 2017 e janeiro de 2018 realizei um sonho antigo que era o de viajar de carro pela América do Sul. Após 1 ano de planejamento, era hora de pegar o carro e sair por aí. Compartilho com vocês meu relato da viagem e agradeço de forma geral à todos que contribuíram para que isso realmente acontecesse e de modo direto ou indireto contribuiu para esse momento inesquecível da minha vida. Aproveito e me coloco à disposição para responder qualquer pergunta sobre meu roteiro, fique à vontade. Eu fiz meus relatos baseados naquilo que estava vivendo no momento, então eles não obedecem um critério ou roteiro específico, foi realmente aquilo que aconteceu durante minha viagem, então já me desculpo por erros de português, concordância ou divagações, tudo aqui é do coração mesmo. A viagem foi feita junto com minha esposa, Marcela e minha mãe, Dalva. Em alguns dias, minha irmã Camila se juntou à nós. Quem quiser acessar, deixo o blog que escrevi para deixar registrado tudo aquilo que vivemos. Não vou postar as fotos aqui, pois não quero deixar o post muito carregado (já tem muita informação escrita hehe), quem quiser conferir as imagens, elas estão no blog. https://maladaminhamae.blogspot.com.br/ Bom, vamos lá! ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Roteiro Definido! Dia 20/12 estaremos partindo para nossa viagem pela América do Sul, ao todo serão 31 dias de viagem onde esperamos encontrar destinos marcantes, pessoas incríveis e lugares inesquecíveis. Essa viagem foi planejada ao longo de 2017 e pensamos em fazê-la no estilo "low cost", porém, sem passar nenhum "perrengue". Nosso destino final será a cidade de San Pedro de Atacama, mas até chegar lá, vamos dar uma volta por parte do cone sul e depois retornar para Limeira-SP, abaixo seguem as datas de onde estaremos. 20/12 - Limeira a Joinville 21/12 - Joinville a Porto Alegre 22/12 - Porto Alegre a Montevidéu 23/12 - Montevidéu (Colônia del Sacramento) 24/12 - Montevidéu 25/12 - Montevidéu (Punta del Leste) 26/12 - Montevidéu a Buenos Aires 27/12 - Buenos Aires 28/12 - Buenos Aires 29/12 - Buenos Aires 30/12 - Buenos Aires a Neuquén 31/12 - Neuquén a Bariloche 01/01 - Bariloche 02/01 - Bariloche a Pucón 03/01 - Pucón 04/01 - Pucón a Santiago 05/01 - Santiago 06/01 - Vina del Mar e Valparaiso 07/01 - Santiago 08/01 - Santiago a Copiapó 09/01 - Copiapó a San Pedro de Atacama 10/01 - San Pedro de Atacama 11/01 - San Pedro de Atacama 12/01 - San Pedro de Atacama 13/01 - San Pedro de Atacama a Salta 14/01 - Salta 15/01 - Salta a Resistência 16/01 - Resistência a Assunção 17/01 - Assunção 18/01 - Assunção a Salto del Guaira 19/01 - Salto del Guaira a Londrina 20/01 - Londrina a Limeira 20/12 - Limeira a Joinville Hoje iniciamos nossa viagem, saímos de Limeira por volta das 05:30 e chegamos em Joinville as 14:00. Pegamos o trecho novo da Serra do Cafezal que está excelente estado, com exceção de um trecho de menos de 5km que ainda não foi recapiado. Pista com movimento intenso, porém sem congestionamentos e trânsito fluindo normalmente. Tempo nublado o caminho todo, porém, sem chuva. Ao todo foram 3 paradas, 1 para abastecimento, 1 para o café da manhã e a terceira para uma ida rápida ao banheiro. Em Joinville estamos hospedados No Hotel Dois H que fica próximo da BR. Hotel recomendado. Almoçamos num restaurante muito simples em frente ao hotel, chamado Cantinho dos Amigos, comida boa e barata, é servido uma carne à escolha do cliente, com acompanhamento de salada, pão e maionese, recomendo também. A janta foi o que sobrou da costela do almoço com pão e queijo, delícia! Agora é descasar a noite para amanhã bem cedinho sairmos em direção à Porto Alegre 21/12 - Joinville à Porto Alegre Saímos de hotel por volta de 7:30, após um bom café da manhã, como o hotel ficava às margens da rodovia, foi muito rápido o trajeto até a BR. A viagem transcorreu muito bem, sem chuva e o dia que amanheceu nublado, logo abriu. Paramos para conhecer um pouco da cidade de Torres já no RS, conhecemos a praia da Guarita e almoçamos num simpático lugar chamado "Restaurante da Cal", comida boa, com preço melhor ainda, R$26,00 por pessoa com direito à massas à vontade, mais galeto, polenta e maionese. Após o almoço, partimos para Porto Alegre e nos hospedamos no Tri Hotel, bem fraco, com quarto de tamanho bom, porém, com instalações muito antigas e sem conservação Neste dia jantamos um "Xis" no restaurante Cavanhas, lanche gostoso, mas nada demais, o valor de R$ 18,00 só o lanche. Depois, fomos até o mercado comprar algumas coisas e voltamos ao hotel para descansar e pegar o próximo dia de estrada. 22/12 - Porto Alegre a Montevidéu Acordamos cedo, logo as 6:30. Café tomado, carro carregado era hora de partir para Montevideo. Até Porto Alegre toda a rodovia era duplicada, porém partindo para o Uruguai ela se torna simples e mesmo com pedágios caros ela é mal conservada. Por questão de tempo, escolhemos entrar pela fronteira de Jaguarão ao invés do Chuí, que é a mais utilizada pois vai margeando todo o litoral do Uruguai até Montevideo. Foi uma boa escolha, a aduana estava muito tranquila e em menos de 15 minutos já estávamos de volta ao carro para prosseguirmos viagem. Foi então que veio a sensação de estar em meio ao "desconhecido" mesmo estando à poucos km do Brasil, é uma sensação diferente. Prosseguimos viagem pelos pampas uruguaios, somente alguns vilarejos e muitas pastagens. Foi uma boa decisão ter abastecido em Jaguarão pois o primeiro posto depois da aduana está a mais de 100 km. Nossa parada para o almoço foi na cidade de Trinta e Três no restaurante La Fragata, comemos um Chivito e tomamos um refrigerante "Passo del Toro" no sabor pomello, no valor de R$ 96,00, para nós três, achamos um preço bom, ainda mais pelo horário, que já passava das 15:00. Almoçados partimos para Montevideo, chegamos na cidade por volta das 19:00, passamos pela Rambla e já ficamos encantados com o visual da cidade, fomos então para nosso apartamento no bairro de Pocitos, local excelente, muito bem localizado e com uma ótima anfitriã, a Rosmari. Com as malas no apartamento fomos ao mercado comprar algumas coisas básicas, voltamos, beliscamos qq coisa e fomos dormir. O dia foi cansativo, foram mais de 10 horas de viagem. Agora é descansar e aproveitar os próximos dias. 23/12 - Montevideo Primeiro dia em Montevideo, após uma boa noite de sono, com uma chuva fortíssima à noite, acordamos e tomamos um bom café para descobrir o que a cidade tem a nos oferecer. O dia estava nublado e com um vento constante, muito agradável para uma caminhada pela cidade velha e foi o que fizemos. Antes de tudo, quero destacar que o trânsito de Montevideo não é dos melhores, os motoristas são em geral apressados, as ruas tem um asfalto muito irregular e em muitos cruzamentos (quase todos na verdade), não se sabe de quem é a preferência, por isso muita calma, no final tudo da certo. Nossa primeira parada foi na Praça da Independência, onde está localizado o mausoléu do General Artigas, libertador do Uruguai. Ainda ao lado desta praça encontram-se o Palácio Salvo, a Torre Ejecutiva - Prédio da Presidência, ao lado o Palácio Estevez e atravessando a rua o belo Teatro Solis. Na ponta da praça está Portal da Cidade Antiga. Aproveitamos para tirar muitas fotos, mas o dia não ajudou muito por estar com o tempo muito fechado. Após as primeiras fotos fomos até o Teatro Solis onde fizemos uma rápida parada, andamos pela Rua Sarandi até chegar na Catedral Metropolitana, muito bonita por sinal. Deixando a Catedral com um tempo muito fechado e um vento muito forte voltamos para o carro e partimos para o Museu Andes 1972, local dedicado à tragédia que ocorreu quando um avião que levava um time de rugby uruguaio caiu em meio aos Andes na parte Chilena, após 72 dias isolados nas montanhas, 16 foram salvos com vida. O Museu é pequeno, porém muito interessante, o valor foi de R$ 25,00 por pessoa para entrar. Saindo do museu, próximo a hora do almoço, fomos comer no Mercado do Porto, ponto tradicional da cidade, era a vez de experimentar a famosa Parrilada, comemos no restaurante Roldós. Pedimos uma Parrilada que era indicada para 2 pessoas, porém segundo a própria garçonete, 3 comiam bem. Para acompanhar pedimos um "medio medio", uma espécie de vinho, meio como um frisante, uma bebida clássica de Montevideo. Parrilada + Medio + Refrigerante saiu total de 1600 pesos uruguaios. Nossa refeição mais cara até então. Nosso veredito foi: Sim, de fato o prato é muito bom, mas não é espetacular. Você paga mais pela "pompa" do que de fato pela comida. Após o almoço demos uma volta pelo mercado e vimos que estava tendo uma apresentação de samba, sim, samba! Segundo dizem o carnaval de Montevideo é muito animado. Saindo do Mercado do Porto fomos para o Mercado Agrícola Municial (MAM), como o tempo estava fechado e ventando muito, demos preferência para lugares fechados neste primeiro dia. O mercado é interessante, foi recém-reformado, muito limpo e organizado, onde você encontra os mais variados produtos. Aproveitamos para tomarmos um café e comprar algumas coisas para a janta. Como o Uruguai é um país muito caro, demos prioridade para cozinhar no apartamento para economizar, foi uma decisão muito acertada. Apenas para efeito de comparativo, o quilo do frango inteiro, onde aqui em São Paulo, você encontra em torno de R$ 5,00, lá estava quase R$ 20,00, e o mesmo acontecia em restaurantes, onde uma refeição não saía por menos de R$ 40,00 para uma pessoa. Compras feitas, era hora de voltar para casa para fazer a janta e descansar, no outro dia tem mais! 24/12 - Montevideo Véspera de Natal, após mais uma noite chuvosa o dia amanhece com tempo aberto e céu azul, acordamos por volta das 8:00 horas e após o café fomos até a Rambla de Pocitos, onde fica o letreiro de Montevideo para aquela foto clássica obrigatória. Como era ainda cedo conseguimos tirar nossas fotos com tranquilidade, enquanto estávamos lá, uma outra família acabou chegando e para variar, eram brasileiros. Fotos tiradas, era hora de conhecer um pouco mais a cidade, neste dia aproveitamos para passear por toda a rambla de Montevideo, que na opinião de todos nós é um charme que se destaca na cidade. Demos adeus ao "mar del plata" e fomos conhecer o imponente Palácio Legislativo, sede da Câmara dos Deputados e do Senado. Como era véspera de Natal, o palácio estava fechado, mas rendeu ótimas fotos. Continuando nosso tour fomos até o bairro do Prado, um local arborizado, com um lindo parque que por sinal leva o nome do bairro e com dois pontos muito interessantes, a Igreja das Carmelitas, com estilo neogótico e o Monumento a La Diligencia. Após uma longa manhã de passeios, era hora do almoço, voltamos para o apartamento para preparar uma rápida refeição e descansar um pouco a tarde, pois combinamos de ver o ôr do Sol na rambla, que aliás foi um dos momentos mais emocionantes da viagem, um final de dia inesquecível com o Sol se pondo no rio da prata, simplesmente sem palavras. Por do Sol visto, a temperatura caiu rapidamente e com o vento constante era hora de retornar para fazermos a "ceia de Natal" e descansarmos, no outro dia iremos para Punta Del Este. 25/12 - Montevideo (Punta del Este) Feliz Natal! Dia 25/12 deixamos reservado para conhecer a praia mais famosa do Uruguai, Punta Del Este. Como neste dia sabíamos que tudo estaria fechado na capital, resolvemos passear em Punta, onde com certeza, tudo ou quase tudo,estaria funcionando. Café da manhã tomado, era hora de pegar a pista. A rodovia que liga Montevideo a Punta Del Este é toda duplicada e em ótimo estado de conservação, claro, possui pedágios. Ao chegar em Punta del Este, vimos cidade movimentada e muito agitada. Com um trânsito intenso, mas que fluía bem, demos a volta por todo a orla da cidade, uma parada obrigatória no Monumento La Mano ou Los Dedos ou Monumento Al Ahogado, todos referentes ao mesmo local. É um local extremamente cheio e no verão (época em que fomos) dificilmente você conseguirá tirar uma foto sozinho no monumento, por isso tente pegar um "dedo" livre, registre o momento e já parta para outro lugar, não tem muito o que se fazer por ali. Com ficamos hospedados em Montevideo e iríamos apenas passar o dia em Punta, não tínhamos a intenção de entrar no mar ou "pegar uma praia", mas já aviso a água é muito gelada, boa sorte para quem for se aventurar. Continuamos por toda a orla, uma grande avenida toda duplicada, até chegarmos na diferente "Ponte Ondulada", rápida parada para fotos e já era hora do almoço, se em Montevideo as coisas já são caras, em Punta del Este o preço está mais para surreal, havia separado alguns restaurantes para comermos que pesquisei na internet, mas por serem lugares "simples" todos estavam fechados. Nos restou então recorrer ao McDonald's, uma decisão acertada, comida rápida, com preço razoável (um combo do Big Mac saiu em torno de R$30,00) e não deixe de experimentar o Mac Flurry de Doce de Leite exclusivo do Uruguai, uma perdição. Saindo do Mac, demos uma volta no Punta Shopping que fica ao lado, o dia estava extremamente quente, por isso ficar um pouco num local fechado com ar condicionado foi uma boa pedida após o almoço. Aproveitamos e passamos no supermercado localizado dentro do shopping para umas compras rápidas, inclusive daquilo que faríamos na janta neste dia. Saindo do shopping o plano era dar uma volta pela cidade, que por sinal é muito limpa e organizada e ir para a CasaPueblo, um dos mais importantes e conhecidos pontos turísticos de Punta. Local de fácil aceso, que não fica exatamente em Punta del Este, mas sim em Punta Ballena, que seria nosso caminho de volta para Montevideo. Chegando no local, vimos uma movimentação intensa de vans, táxis, carros particulares e turistas, a ideia era ver o pôr do Sol na CasaPueblo que é sempre um passeio muito recomendado, porém, devido ao valor alto para entrar, cerca de R$ 35,00 por pessoa, junto com a casa estando lotada, mais o dia quente e cansativo, optamos por tirar umas fotos na parte de fora e retornar para Montevideo, decisão acertada, pois na volta pegamos muito trânsito e acabamos demorando mais que o previsto. Fim do dia, hora de arrumar as malas e fazer a janta, amanhã partiríamos para Buenos Aires. 26/12 - Montevideo - Colônia Del Sacramento - Buenos Aires Dia de ir embora é sempre meio depressivo, ainda mais quando deixamos um lugar no qual tenhamos gostado muito, esse foi nosso caso com Montevideo, todos nós adoramos a cidade (apesar do seu trânsito confuso), uma capital de país com ares do interior e de brinde com uma orla maravilhosa para fechar o pacote, Montevideo realmente deixou saudades. Porém a hora era de partida e a direção era Buenos Aires, nos planos inciais, iríamos por terra, atravessando a fronteira por Fray Bentos, uma viagem de aproximadamente 8 horas. No entanto, no dia anterior a partida, estive pesquisando novamente o preço da travessia de balsa entre Colônia Del Sacramento e Buenos Aires. Pelo site eu vi que o preço estava girando em torno de R$ 350,00 para a travessia na balsa maior e consequentemente mais lenta. Sairíamos por volta das 19:00 de Colônia e chegaríamos em Buenos Aires em torno das 22:00, a balsa mais rápida estava em torno de R$ 700,00 com apenas 1 hora de travessia. Ficamos na dúvida do que fazer e decidimos que iríamos até Colônia para conhecer a cidade e aproveitar para consultar o preço da balsa direto no guichê (que alguns viajantes relataram que seria menor) e caso não fosse, seguiríamos para BA pela rodovia. Melhor decisão possível! A rodovia até Colônia del Sacramento partindo de Montevideo está com boas condições, possui alguns pedágios e alguns trechos são duplicados, outros de pista simples, de qualquer forma uma pista tranquila e muito bonita. Chegamos em Colônia por volta das 10:00 e fomos direto para área portuária nos informarmos pela passagem, ao todo 3 empresas operam a travessia até Buenos Aires, a Buquebus (mais tradicional, com melhores serviços e também a mais cara) a Seacat (que seria a intermediária em relação à serviços e valores) e a Colônia Express (mais em conta e com piores serviços). Após uma rápida pesquisa nas 3 empresas, que por sinal operam uma ao lado do outra, optamos pela Seacat, que oferecia a travessia em 1 hora com o valor total de R$ 520,00 para 3 pessoas, mais um veículo. Como o combustível é muito caro no Uruguai, cerca de R$ 6,00 o litro, mais pedágios e principalmente o desgaste de 8 horas de viagem, chegamos à conclusão que a travessia pela balsa seria a melhor opção e com certeza foi. Passagens compradas, hora de conhecer a bela Colônia del Sacramento, uma linda cidade histórica que foi a única colônia portuguesa em terras uruguaias e por isso foi local de grandes batalhas com os espanhóis. A cidade em si é até grande, o que chama a atenção é realmente seu centro histórico, o resto não há muito o que se ver. Paramos o carro na praça central e fomos explorar a pé as ruas próximas, o dia estava lindo, porém o calor era escaldante e para piorar, muita umidade, o que deixa a sensação térmica ainda mais desagradável. Demos uma pequena volta nos pontos principais, o centro histórico é realmente muito interessante, tiramos algumas fotos, e partimos para o almoço, nosso barco sairia por volta das 16:00 e era pedido que se chegasse com 1 hora de antecedência para o embarque. Nos arredores do centro histórico, há várias opções de restaurantes, todas elas muito caras para o nosso padrão, então resolvemos procurar um supermercado para comprar algo para comermos e assim economizar tempo e dinheiro. Foi aí que encontramos um trailer de lanches ao lado de um supermercado indicado pelo GSP, ao perguntar sobre o preço, os sanduíches giravam em torno de R$ 15,00, realmente um achado. Vimos algumas pessoas comendo, era uma comida bem servida e um local limpo, almoçamos por ali mesmo e logo depois fomos pegar a balsa, porém, antes uma pausa para aliviar o calor e tomarmos um sorvete, por recomendações em sites, escolhemos a sorveteria El Cali, sinceramente, não gostamos, um sorvete aguado e bem sem graça, pelo menos ajudou a refrescar, saindo de lá era hora de ir para o terminal. Para fazer o embarque o processo é rápido, ali mesmo se faz a saída no Uruguai e a entrada na Argentina, estávamos com todos os documentos em ordem, então era apenas uma questão de burocracia mesmo. Com tudo certo, fomos para a sala de embarque esperar a chamada, parece muito com um sistema de aeroporto, um salão grande, com banheiros limpos, uma pequena lanchonete e televisões com a hora de embarque e desembarque de cada companhia. Neste dia o calor estava insuportável e o ar-condicionado não estava dando conta, foi uma espera muito desconfortável. Próximo ao em embarque, ouvimos a chamada no sistema de som e fomos para o local indicado, neste momento as passagens e documentos são conferidos e é feito o embarque também de veículos, a Marcela e minha mãe embarcaram por um lado e eu fui manobrar o carro na balsa entrando por outro. Tudo é bastante organizado e os funcionários são em geral muito atenciosos, por fim, apesar de termos comprado passagem pela Seacat, acabamos embarcando em uma balsa da Buquebus, foi ótimo! Carro guardado, era hora de subir para encontrar as duas e partirmos para Buenos Aires, a viagem transcorreu muito tranquila, o barco é muito bom, com ar-condicionado e poltronas confortáveis, aí foi hora de relaxar e esperar pela chegada. Passado cerca de uma hora, foi avisado que estávamos chegando em Buenos Aires e quem estivesse com veículo era necessário descer para fazer a retirada. A saída da balsa é um pouco confusa, mas com paciência tudo dá certo, antes de sair do porto, uma rápida revistada no carro pela aduana argentina e uma conferência de documentos, tudo certo era hora de procurar nosso apartamento. Chegamos numa hora ruim em Buenos Aires em relação ao trânsito, a área ao redor do porto está passando por grandes reformas e o trânsito estava um caos, mais uma vez, com um pouco de paciência tudo se resolve e logo saímos da muvuca e estávamos em direção ao bairro da Recoleta. A primeira impressão que tivemos de BA foi como sendo uma versão argentina de São Paulo, uma grande capital com um fluxo intenso de automóveis e pouca paciência por parte dos motoristas, principalmente os de ônibus, que realmente não tem o menor pudor em dirigir de uma forma muito agressiva. Passado o primeiro "choque" fomos procurar nosso apartamento e achamos com uma certa facilidade, o GPS é imprescindível nessas ocasiões. O apartamento da anfitriã Marisa foi uma das melhores habitações de toda a viagem, bem localizado, muito limpo, simples porém muito funcional e completo. Aproveitamos nossa chegada e fomos até um supermercado para comprar algumas coisas, como já disse, demos prioridade para cozinhar em casa por questões de economia. Provisões compradas era hora de voltar para o apartamento, fazer uma janta rápida e descansar, no outro dia, começaremos a desbravar Buenos Aires. 27/12 - Buenos Aires Primeiro dia na capital porteña, combinamos de acordar um pouco mais tarde, tomar um café tranquilo, ir para o centro fazer câmbio e dar uma volta por ali mesmo, infelizmente nada disso deu certo. A começar pelo fato de que na área central de BA existe uma interdição de mais ou menos 30 quarteirões onde podem circular apenas táxis, ônibus e carro autorizados, como estávamos de uber, não poderíamos passar. Além disso, estava ocorrendo alguns protestos contra o governo argentino nas áreas centrais e o trânsito estava um inferno, mais do que o normal, a cereja do bolo era o calor infernal. Ficamos presos no trânsito quase 30 minutos e então resolvemos ir para um Shopping fazer o câmbio e de lá iríamos ver o que faríamos. Confesso que não lembro o nome do shopping que fomos e na casa de câmbio que havia lá a fila era imensa, perdemos ali mais uns 40 minutos, resumindo, a manhã foi perdida. Resolvemos então voltar para o apartamento, fazer o almoço com tranquilidade e como estava insuportavelmente quente, além de estarmos também cansados das correrias da viagem, revolvemos tirar a tarde de folga e a noite fomos passear pelo bairro da Recoleta. O bairro que é considerado um dos melhores e mais charmosos de Buenos Aires é realmente muito agradável, com uma bela arquitetura clássica o bairro é ótimo para caminhadas, inclusive a noite, se tem uma grande sensação de segurança. Passeamos à noite e acabamos jantando no Recoleta Mall, num lugar chamado Mostaza, é como se fosse um McDonald's só que argentino, lanche bom, com um preço em conta, num ambiente agradável, foi uma ótima pedida. Para fechar um sorvete no Freddo que é praticamente obrigatório em terras argentinas e foi hora de voltar para casa. Decidimos que no outro dia iríamos de metrô para o centro, então era hora de descansar com uma boa noite de sono. 28/12 - Buenos Aires Após um dia relativamente calmo, era hora de ir para o centro e conhecer alguns dos pontos turísticos na lista de obrigatórios em Buenos Aires. Nossa anfitriã Marisa, muito gentilmente disponibilizou dois cartões do metrô para nosso uso, definitivamente o carro não é um meio de transporte recomendado para Buenos Aires. Próximo do nosso apartamento pegamos o metrô na estação Hellas Verona (linha amarela), a ideia era descer numa estação próximo ao teatro Colón e a partir daí rodarmos o centro a pé. Em tese tudo certo, chegamos na estação por volta das 09:30 e partimos para fazer uma baldeação na linha verde, aí começou um pequeno inferno astral, estamos acostumados com o metrô de SP, que por "pior" que seja, possui uma certa organização, muitas placas informativas e sempre se encontra alguém para perguntar. Ao descermos da linha amarela em direção à linha verde, não conseguíamos encontrar o acesso para fazermos a baldeação, foi um tal de sobe e desce escada, tentativas frustradas de se falar o "portunhol" e descobrir onde fica a tal entrada para a linha verde... muito tempo perdido, informações desencontradas e quando menos percebemos estávamos de volta no trem da linha amarela para ver se tínhamos feito alguma coisa errada no embarque, voltamos ao ponto inicial e para nossa "sorte" dentro do vagão encontramos um casal de brasileiros que estavam passando o ano novo em Buenos Aires e segundo o cara, "conheciam tudo por ali" e sabiam exatamente como fazer a tal da baldeação. Ficamos tranquilos, fomos conversando sobre a cidade e de repente estávamos de volta para a linha verde e o martírio recomeçou, eles estavam tão perdidos quanto a gente, novamente muitas escadas subidas e descidas, informações desencontradas e nada da tal entrada para a linha verde. Por um momento me afastei do grupo e fui andar sozinho para realmente reclamar um pouco comigo mesmo de que nada dava certo e aproveitar para dar aquela amaldiçoada de leve em Buenos Aires... foi muito bom, pois ao andar por um corredor escuro sem qualquer indicação, eu encontrei a entrada para a linha verde! Foi um misto de raiva e felicidade, por achar finalmente o lugar e pela total falta de organização do metrô, mas deu certo, pegamos a linha verde, carros muito antigos e lotados, e partimos para o centro, nos despedimos do casal em uma das estações e saímos então na estão do Parque General Lavalle, já com o Sol muito forte, próximo das 11:00. Novamente a manhã foi perdida, já um pouco estressados e irritados seguimos então para conhecer um pouco da área central, passamos por prédios históricos muito bonitos, o Teatro Colón é um caso aparte, uma belíssima casa de espetáculos, realmente um ponto de destaque, seguimos depois para o famoso Obelisco na avenida 9 Julho, e partimos para a famosa Casa Rosada, que na minha opinião é um tanto quanto sem graça. Nos dirigimos para a Catedral Metropolitana de Buenos Aires, uma igreja belíssima e imponente, realmente uma construção muito bonita. A ideia era ir até Puerto Madero para almoçar e conhecer um dos principais pontos turísticos de BA, mas o Sol estava implacável, então decidimos voltar para o apartamento, antes, porém fiz uma parada no Congresso Argentino, um dos prédios mais bonitos que vimos em toda a viagem, pena que estava fechado para visitação. Fizemos algumas fotos e partimos para Recoleta, novamente de metrô, na volta passamos para pegar algumas empanadas para almoçar e após um dia cansativo, estressante e de muito calor, resolvemos ficar a noite em casa no conforto do ar-condicionado. 29/12 - Buenos Aires Após uma necessária e boa noite de sono, conversamos sobre no café sobre o que fazer no nosso último dia em Buenos Aires, com o calor que estava fazendo logo de manhã e levando em consideração que o metrô de Buenos Aires é o mais velho da América do Sul, com os trens em sua grande maioria muito cheios e sem ar-condicionado, decidimos passar a manhã no Caminito para conhecer um dos mais pitorescos pontos turísticos de Buenos Aires e aproveitar para comprar algumas lembrancinhas. O Caminito fica localizado no bairro La Boca, bem afastado do centro e também uma área mais popular da capital argentina, é formado por 2 ruas principais onde se encontra uma decoração muito chamativa e inúmeros lugares de artesanato. Como todos os dias, este também estava muito quente e confesso que quem mais curtiu este lugar foram as meninas, após algumas fotos e um chopp, a ideia era encontrar alguma sombra enquanto elas iam as compras. Conforme a hora do almoço foi se aproximando, os vários restaurantes foram abrindo e a maioria deles oferecia "shows" de tango, com casais dançando um dos ícones da cultura argentina. Compras feitas, fotos tiradas, devido ao calor insuportável, decidimos almoçar e passar a tarde no apartamento e sair mais a noite para uma volta na cidade. Acabamos almoçando num restaurante próximo ao nosso apartamento, que foi recomendado pela nossa anfitriã, comida boa, preço honesto, e bom atendimento. Descansamos na parte da tarde e fomos passear de carro pelo bairro de Palermo e arredores, uma área muito arborizada, com muitos parques, um lugar realmente muito agradável, passamos pela Floralis Generica, um dos principais cartões postais de Buenos Aires, então era hora de voltar para a casa para fazermos a janta e arrumarmos as coisas para um dos mais longos dias de viagem, de Buenos Aires até a cidade Allen. Terminamos nosso passeio em Buenos Aires com a certeza de que gostamos da cidade, menos que Montevideo, mas ela possui um charme diferente, não conseguimos fazer vários passeios como o Puerto Madero e não vimos um show de tango por questões de economia. Conhecer a cidade durante dias da semana não é uma boa opção e as altíssimas temperaturas também não contribuíram para passeios a pé, queremos voltar com mais calma e tranquilidade para ver tudo o que a cidade pode oferecer. 30/12 - Buenos Aires à Allen (Neuquén) Hora de dizer adeus para a capital da Argentina, com promessas de voltar um dia e partir para nossa maior "pernada" na viagem, foram quase 1200 km, durante mais de 12 horas de viagem, muitas estradas desertas, retas intermináveis e paisagens que foram se transformando ao longo do caminho, deixamos o clima infernal de Buenos Aires para respirar ares mais frescos na região da Patagônia, neste dia não tínhamos nenhum lugar para parar ou algo para ver, era apenas um dia de deslocamento para chegar até Bariloche, então, realmente não tenho muito para escrever à não ser para lembrar o quanto é importante abastecer SEMPRE que o tanque se aproximar da sua metade, em geral, as estradas argentinas possuem poucos postos e a maioria deles está sempre cheio, sendo assim, é bom ficar esperto com este detalhe. Neste dia dormimos num prédio residencial chamado San Peters, após um longo e cansativo dia de estrada, encontramos o local com facilidade, porém, não conseguíamos sinal de internet para se comunicar com o responsável pelo apartamento para nos instalarmos, a saída foi ir para um restaurante, comprar uma água e usar o wi-fi deles, após uma rápida troca de mensagens, conseguimos contato com o responsável e fomos para nosso apartamento, simples, limpo e bom para uma noite, nada além disso. Aproveitamos a simpatia da atendente do restaurante do wi-fi que voltamos lá para jantar, comemos a pior pizza de nossas vidas, mas a canseira era tanta que nem ligamos, só queríamos cair na cama e descansar, no outro dia nosso destino era San Carlos de Bariloche! 31/12 - Allen à Bariloche Após uma boa noite de sono, saímos logo de manhã em direção à San Carlos de Bariloche, afinal de contas o dia anterior tinha sido apenas de estrada, sem nada de especial para ver, então estávamos ansiosos para chegar em um dos destinos preferidos dos brasileiros que vão para a Argentina. Saímos por volta das 07:30 do apartamento e partimos para a rodovia, durante minhas pesquisas para a viagem, vi que na região da cidade de Neuquén existiam grandes sítios arqueológicos, principalmente com fósseis de dinossauros. Desde criança fui fascinado pelo mundos dos dinos, então, uma rápida parada em um museu era quase que obrigatório. Saindo em direção à Bariloche tivemos a primeira agradável surpresa do dia, procurávamos um lugar para tomar café e encontramos uma "padaria" recomendada pelo google maps chamada Sil-Mar. Como não havia outras opções, decidimos arriscar e nos demos muito bem, a padaria é tocada por duas irmãs, que sem dúvida foram duas das pessoas mais simpáticas que encontramos em nossa viagem, pena não ter tirado uma foto com elas, como vimos nas nossas andanças o café da manhã na Argentina é doce, bem diferente do Brasil, onde se tem muitas opções salgadas, porém as duas irmãs se desdobraram para nos atender e servir um café da manhã mais "brasileiro" possível. Após um bom desayuno nos dirigimos para a Villa El Chocon, onde se encontra o Museu Municipal Ernesto Bachmann que guarda preciosidades do mundo da paleontologia, inclusive uma dos mais completos e bem preservados fósseis de dinossauros de um Gigantossaurus, um dos maiores dinossauros carnívoros conhecidos. Confesso que foi um momento particularmente mágico pra mim ver aqueles fósseis na minha frente, foi uma volta ao tempo em muitos modos, realmente um momento inesquecível. A Villa El Chocon fica as margens de um lado criado para uma usina hidroelétrica e quando saímos do museu resolvemos descer até o lago para ver como era e para nossa surpresa um tom de azul maravilhoso foi nos apresentado com um lindo visual inesperado, foi realmente uma grata surpresa. Dinossauros e lago vistos, era hora de retornar o caminho para Bariloche, neste trajeto passamos por muitas cidades e povoados e um dos mais charmosos foi o Piedra del Aguila, com umas formações rochosas muito interessantes, foi também após este vilarejo que tivemos um dos momentos mais emocionantes da viagem, sem se anunciar é possível ver de longe um topo todo nevado no horizonte, a Cordilheira dos Andes se mostra pela primeira vez, uma cena inesquecível. À partir daí o caminho se tornou um deleite para os olhos, conforme íamos nos aproximando dos Andes a paisagem ia mudando drasticamente e as formações rochosas que iam se formando pelo caminho eram de deixar todos os queixos caídos, com certeza este foi um dos trajetos mais lindos que passamos não apenas na nossa viagem, mas em toda a nossa vida. Antes de chegar em Bariloche, paramos para algumas fotos em um dos mirantes mais bonitos da viagem, com o Lago Nahuel Huapi e a cidade de Bariloche de fundo, com os Andes cobertos de gelo, de tirar o fôlego! Depois disso nos restou procurar nosso apartamento e nos preparar para a noite de ano novo. O apartamento em que ficamos era muito simples, porém, muito bem localizado, como era véspera de reveillon muitos comércios estavam fechados e apenas uma vendinha próximo de onde estávamos ainda estava aberto, compramos algumas coisas e já voltamos para o apartamento, o vento estava fortíssimo e a sensação térmica estava muito baixa. Nesta venda tivemos duas pessoas "marcantes" na viagem, primeiro a dona da venda, a primeira e única pessoa que não nos atendeu muito bem, e que ao ver que eu era brasileiro fechou a cara e depois disse que não gostava de brasileiros, muito diferente do seu marido, que atendeu com uma grande cordialidade e brincou muito falando sobre futebol, realmente muito simpático, um completo avesso à esposa, enfim, vida que segue. Compras feitas, fomos fazer nossa "ceia" para esperar a virada do ano, em Bariloche o ano novo é super morto e as maiores festas acontecem nos hotéis, que é claro, são muito caras. Comemos nossa ceia, vimos algumas fotos da viagem, conversamos sobre tudo aquilo que já tínhamos visto e de repente já era meia noite e "estouramos" um champanhe para celebrar 2018 e já fomos para a cama, no dia seguinte passearíamos por Bariloche e um novo ano começava! Feliz 2018! 01/01 - Bariloche Feliz 2018! Já acordamos no novo ano que se inicia e depois de um bom café da manhã partimos para descobrir tudo o que Bariloche tinha para nos oferecer, claro que em um dia não seria possível conferir todas as atrações. Começamos indo nos Cerros, até descobrirmos que eles estavam fechados, daí então partimos para o Circuito Chico, que vai margeando em grande parte o Lago Nahuel Huapi e outros vários lagos "escondidos" em meio às montanhas, são inúmeros lugares, e paisagens, uma mais deslumbrante e mais linda que a outra, não nos atentamos com o nome de cada um dos locais que estávamos indo, mas sim a com beleza de cada um deles. Sem dúvidas, Bariloche foi um dos pontos que mais gostamos, de um cenário hipnotizante, à cada curva, uma nova surpresa, vou deixar que as fotos tentem mostrar um pouquinho deste local fantástico, que com certeza, queremos voltar. Paramos para almoçar em um bairro afastado do centro, chamado Colonia Suiza, são muitos restaurantes para escolher, dos mais variados tipos, confesso que estávamos famintos e acabamos entrando naquele que tinha lugar para parar, chamado El Gran Pez, uma delícia, comemos uma espécie de frango ao molho que nos serviu muito bem, por um preço justo, super recomendado. Após vislumbrar incontáveis paisagens, passamos pela região central da cidade para comprarmos chocolates e o local escolhido foi um muito recomendado, chamado Mamuscha, uma loja de chocolates com fabricação própria, é de encher os olhos, dá vontade de comer tudo o que você vê, acabamos comprando alguns chocolates e sim, eles são realmente maravilhosos! Mas na verdade existem muitas lojas de chocolates artesanais, sem dúvidas, todas muito boas, fica à sua escolha. Por fim, demos uma passada na Catedral de San Carlos de Bariloche, uma bela igreja e aproveitamos para além das fotos, agradecer por tudo aquilo que estávamos vivendo. Dia chegando ao fim, era hora de voltar para o apartamento, preparar uma jantinha, arrumar as malas e se preparar para seguir viagem, próximo destino, Pucón, agora estaremos indo para o Chile, mas com certeza, levando Bariloche no coração. 02/01 - Bariloche à Pucon ortes emoções, essa foi a pedida deste dia de viagem. Após um deleite para os olhos no dia anterior, era hora de pegar as malas e rumar para outro país, vamos para o Chile, mais precisamente a cidade de Pucón, esta parte da viagem era uma das quais eu estava mais ansioso para que chegasse, pois iríamos passar por uma das rotas mais bonitas da América do Sul, a Rota dos 7 Lagos, passaríamos por Villa La Angostura e San Martín de Los Andes, todos lugares muito bonitos e que com certeza nos encheriam os olhos. Café tomado, carro arrumado, hora de pegar pista. A previsão era de tempo fechado e chuva para esse dia, o que é claro, foi um banho de água fria nas pretensões de curtir todo o visual da estrada. Saímos de Bariloche com um sentimento de que com certeza voltaremos um dia para acabar de descobrir a cidade e quem sabe conhecer todo o seu charme durante o inverno, porém, no verão ela também é imperdível! Começamos a serpentear por estradas que sempre possuem um visual muito bonito, porém o tempo foi fechando e a chuva veio, passamos por La Angostura com tempo chuvoso, não deu pra parar e tirar algumas fotos e dar uma volta pela cidade, uma pena, pois mesmo com tempo ruim ela se apresentou uma graça. Neste momento nossa viagem deu uma guinada, como disse anteriormente, a ideia era seguir pela Rota dos 7 Lagos, e teoricamente nós estávamos na pista correta, logo era apenas seguir por ela. Não sei exatamente quando e em qual momento, mas mudamos de rodovia, sem percebermos e como o tempo estava muito ruim, eu confesso que não prestei muita atenção no caminho, estava com um grande sentimento de frustração. Foi aí que de repente, chegamos numa aduana argentina, eu achei tudo muito estranho, pois ainda faltava passar por San Martín de Los Andes e tínhamos andado pouco na Rota traçada, acabamos ficando sem entender, neste trecho o trânsito estava parado e os carros eram liberados por grupos para passar pela aduana, pensei que estivéssemos no lugar certo e talvez a aduana argentina fosse apenas um pouco antes da cidade de San Martín de Los Andes, pois quando chegamos no Uruguai, ao passarmos a fronteira, a aduana Uruguaia era cerca de 5 km a frente, logo, isso poderia ter acontecido novamente. Por fim, ficamos na fila alguns minutos, logo fomos liberados e quando nos demos conta, estávamos fazendo todo o processo de imigração para sair da Argentina e ir para o Chile, talvez, se o tempo estivesse aberto, eu teria feito meia volta, porque obviamente estávamos errados, mas como o tempo estava fechado e não havia muito o que ver, continuamos. Foi então que após cerca de 1 hora para todo o trâmite e liberação, começou a ocorrer em mim um sentimento muito ruim, pois nós estávamos em uma pista desconhecida pelas minhas pesquisas, o GPS que é claro, havia parado de funcionar quando mais se precisava, acusou que estávamos indo para Osorno, muito ao sul de Pucón, e eu não havia pesquisado nada sobre essa região, em relação à postos de combustível, qualidade do asfalto, e outras informações importantes, foi literalmente um tiro no escuro! E com uma certe dose de pânico comecei a subir os Andes em direção à aduana chilena sem saber exatamente o que iria encontrar pelo caminho, sem dúvida esse foi um dos momentos mais tensos da viagem. Após alguns quilômetros e um pouco mais calmos, chegamos na aduana chilena para fazer o processo de entrada no país, como sempre a maioria dos funcionários muito simpáticos, dispostos a ajudar, com exceção de um deles extremamente mal-humorado, tudo transcorreu bem, fizeram a revista completa no veículo, foi solicitado que todas as malas fossem retiradas, passaram o cão-farejador por toda a bagagem e o funcionário que estava nos atendendo sempre muito cordial e educado. Vistoria feita, era hora e retomar o caminho, o GPS já havia voltado a funcionar e o próximo destino era a cidade chilena de Osorno, onde aproveitamos para almoçar e fazer câmbio, até mais que o Uruguai, o Chile é um país caríssimo, o custo de vida é muito alto e em relação ao real, as coisas em geral saem muito caras para nós. Depois do almoço em Osorno rumamos para Pucón e o tempo continuava fechado e ocasionalmente chovia. Chegamos ao nosso destino já anoitecendo e andamos muitos quilômetros a mais do que o previsto devido a desatenção e excesso de confiança, malas descarregadas, neste dia ficamos alojados num conjunto de prédios chamado Parque Suizo, é razoável, porém nada além disso, o anúncio no Booking dizia que acomodava 3 pessoas, mas na verdade existia apenas 1 cama de casal e um sofá cama bem desconfortável, para um casal está ótimo, para nós que estávamos em 3, deixou a desejar. Malas guardadas fomos ao supermercado para comprar alguma coisa para que pudéssemos jantar, como sempre, dando preferência para ser feito em casa, fizemos as compras, demos uma pequena volta pelo centrinho de Pucón que é realmente uma graça e partimos para comer e descansar, estava previsto amanhã chegarmos na base do Vulcão Villarica, um dos pontos mais aguardados da nossa viagem. 03/01 - Pucón Frustração, muita frustração! Essa é a palavra que defini nossa estadia em Pucón, chegamos ontem com garoa e tempo fechado, como foi uma viagem cansativa no dia anterior, demos apenas uma passada para ver o centro, mercado e casa. A ideia era descansar bem a noite, para aproveitar bem o dia... infelizmente os planos não deram certo. O tempo ficou fechado o tempo todo, chovendo constantemente, o que não deixou nem a gente dar uma volta a pé pelo centro, o vulcão Villarica então, nem sinal da sua presença, uma pena realmente, particularmente eu estava muito ansioso para essa cidade, ver um vulcão ativo seria uma experiência única. Neste dia, o jeito foi ficar no apartamento descansando, não dava pra fazer nada. O jeito é dormir bem esta noite porque amanhã tem uma pernada longa até Santiago, e o Villarica não ia aparecer mesmo. 04/01 - Pucón à Santiago Após uma estadia frustradíssima em Pucón, o melhor era sair cedo para chegar logo em Santiago, malas arrumadas, café tomado, era hora de pegar pista. Porém, eu ainda estava muito inconformado de não ter podido nem se quer VER o vulcão que domina toda a paisagem da cidade devido à grande quantidade de nuvens, por isso antes de irmos para Santiago, mesmo com tempo fechado, seguimos a rota que levava ao vulcão, para pelo menos tentar vê-lo, alguns quilômetros de estrada de terra muito ruim, achamos que não valeria a pena pelo risco, o jeito foi voltar e rumar para Santiago. O mais interessante é que em um dos últimos momentos possíveis, milagrosamente algumas nuvens se dissiparam e por alguns poucos segundos deu pra ver a ponta do cume, uma visão muito linda, mas que poucos segundos depois já foi encoberta, o que deu pra ver está na foto abaixo. Ficamos com um sentimento de “incompleto” nesta cidade e não ter visto o vulcão foi realmente muito triste, uma vez que viemos aqui só por causa dele. Bom vida que segue, é hora de ir para Santiago. Pista dupla o caminho todo, rodovia em ótimo estado de conservação e claro muitos pedágios, que giravam em torno de 12 a 15 reais, um preço justo a ser pago devido a qualidade, o único problema é eles serem muito próximos, o que acaba dando uma boa encarecida. Encontram-se muitos postos ao longo da rodovia, combustível não é problema, mas um lugar bom para comer, foi! Ao longo da pista encontra-se muitos “puxadinhos” que vendem algumas coisas de comer, mas sinceramente, não dá muita coragem de parar, restaurantes, esqueça, muito difícil de serem encontrados e os postos acabam se tornando uma opção para um lanche ou coisas assim. A surpresa ficou por um restaurante há +- uns 150 km de Santiago, chamado Al Paso +. Fica na beira da pista mesmo e foi o único lugar descente que havíamos encontrado até então (depois aparecem outras opções, mas a fome e a incerteza não permitiram esperar), tinha alguns carros parados e dois ônibus, sentimos confiança para parar e comer. O garçom (que me fugiu o nome, e deveria ter tirado uma foto com ele), era um show a parte, extremamente simpático e bem humorado nos atendeu muito bem, a comida estava muito boa e foi a primeira vez que comemos a palta (ingrediente super tradicional da culinária chilena, que nada mais é do que abacate amassado, é diferente pra falar a verdade, a Marcela gostou muito, eu e minha mãe torcemos um pouco o nariz hehe) Depois de ter almoçado, rodamos mais umas duas horas e já estávamos em Santiago à caminho do nosso apartamento, novamente o GPS indicou muito bem o trajeto e achamos sem maiores dificuldades. A primeira impressão de Santiago não foi muito boa, trânsito caótico, desorganizado, o clima de cidade grande mesmo. Ficamos hospedados na Bella Vista, que é bem recomendado na internet. O bairro em si é bom, próximo ao centro, mas achei meio perigoso, pelo tanto que falam de Santiago, fiquei um pouco assustado com o número de moradores de rua que viviam ali por perto. Descemos as malas, nos ajeitamos no apartamento, era hora de preparar a janta, como já disse, o Chile é muito caro e cozinhar foi uma ótima opção, porém, neste dia estávamos cansados e havíamos almoçado fazia pouco tempo, então eu saí para dar uma volta e ver se achava uma padaria ou algo assim. Achei uma pastelaria, e pra minha surpresa, descobri que no Chile, pastel é doce e parece um bolo, nada a ver com o nosso. O jeito foi comer algumas porcariadas que tínhamos levado e ir pra cama, descansar bem pra aproveitar o dia seguinte. 05/01 - Santiago Primeiro dia na capital chilena, era dia de levar o carro para a revisão, depois de rodar mais de 4000 quilômetros, havia chegado a revisão dos 30.000 km, para não perder a garantia do veículo, optamos por fazer a revisão do carro em uma concessionária Peugeot, mesmo sabendo que pagaríamos mais caro do que uma simples troca de óleo. Querendo ou não, isso “travou” o nosso dia, pois além de levar o carro e ser longe (a concessionária não tinha serviço leva e traz, tão comum no Brasil), ainda tínhamos que ficar esperando eles entrarem em contato para buscar o veículo, então, esse dia realmente não rendeu. A sorte era que a Peugeot fica ao lado do Sky Costanera, então, aproveitamos para conhecer o shopping e a ideia era ir no mirante no último andar do prédio mais alto da América Latina. A ideia era essa, mas logo foi abortada, R$ 85,00 para se ter uma visão de Santiago que poderia muito vem ser vista dos Cerros, realmente não pareceu um bom negócio, nenhum de nós topou ir, então resolvemos fazer o câmbio no shopping e ir pra casa almoçar e esperar o responsável entrar em contato, pois precisávamos do wi-fi para isso, além do mais, caso fosse necessário trocar algumas peça extra ou reparo que a garantia não cobrisse, combinamos dele entrar em contato primeiro. Mais a tarde fomos buscar o carro, e aproveitamentos para dar uma volta, porém, o trânsito estava muito ruim, mesmo com GPS eu achei difícil rodar por Santiago pois em alguns lugares são muitas ruas juntas, algumas de mão dupla, outras de sentido único que nem sempre bate com o GPS, além disso, por causa da chegada no Papa, estavam ocorrendo algumas manifestações contrárias à visita do Francisco, inclusive com bombas sendo colocadas em igrejas e confrontos com a polícia, em uma das avenidas mais movimentadas de Santiago, vimos o que seria a ‘tropa de choque” da polícia chilena bater de frente com um grupo de manifestantes, ruas foram fechadas, muitas viaturas nas ruas, um clima bem tenso. O melhor era pegar alguma coisa e ir comer em casa, assim fizemos e já fomos dormir para tentar aproveitar melhor o dia seguinte. 06/01 - Santiago Mais uma vez o dia começou amarrado, a ideia era acordar cedo, tomar café e partir para explorar a cidade, mas, neste dia a minha irmã Camila se juntaria à nós na viagem, a ideia era ela chegar no aeroporto e pegar um Uber para onde estávamos, mas por fim, acabamos indo buscá-la, o que comprometeu toda a manhã. Irmã no carro, era hora de explorar a cidade, fomos à alguns dos principais pontos turísticos, como o Cerro San Cristobal, Palácio La Moneda, e o centro antigo, passamos para nos refrescarmos na famosa sorveteria que vende sorvete feito com essência de rosas (diferente,mas não gostamos muito). O dia estava muito quente, o calor estava muito forte, terminamos nosso tour e voltamos para o apartamento para fazermos nossa janta e descansar. No outro dia iremos ver o Oceano Pacífico pela primeira vez, vamos para Valparaíso e Viña del Mar. 07/01 – Santiago – Viña del Mar e Valparaíso Neste dia acordamos cedo para irmos até o litoral conhecer as duas famosas cidades, comentamos no café que ficamos um pouco desapontados com Santiago devido sua “fama” aqui no Brasil, na opinião de todos, uma cidade normal, que em questão de organização e limpeza está muito atrás de Montevideo por exemplo (apesar de serem cidades de portes completamente diferentes). Arrumamos as coisas, pegamos o carro e partimos para a estrada, o tempo estava fechado, as vezes garoando, o que deu uma quebrada no “clima” de praia que a gente esperava encontrar, nem pensando em entrar na água, que todos falam que é extremamente gelada, mas pelo dia de passeio mesmo. Após cerca de 2 horas, optamos por ir primeiro a Viña de Mar e depois, voltar por Valparaíso, creio que foi uma decisão acertada, pois na volta o trânsito estava muito intenso, e a saída de Viña del Mar estava bem complicada, segundo o GPS. Chegamos na cidade e o primeiro local que fomos conhecer foi o museu Fonck, que tem como principal (e talvez único) atrativo um Moai original trazido da Ilha de Páscoa. Particularmente eu achei demais poder ver aquela escultura ali, na minha frente, coisa que eu sempre tinha visto nos livros de história, é realmente muito interessante. Porém, passada a euforia de ver o Moai, resolvemos dar mais uma volta pela cidade, lemos na internet que realmente o museu não compensa pelo preço que se paga em muitos comentários. Como uma das sugestões do tripadvisor para Viña del Mar, estava o Palácio Rioja, uma linda construção do começo do séc. XX que se encontra muito bem preservada, conta ainda com visita guiada gratuita. Como o local era perto do Museu e o tempo permanecia fechado, resolvemos conhecer o palácio, e para nós foi uma grata surpresa, porque ele é realmente bem interessante, não que você irá passar o dia por ali, mas o estado de conservação do prédio e a visita com guia gratuito, deixa o passeio bem interessante. Timidamente o tempo começou a abrir, então, estava na hora de ver o Pacífico, a primeira vez que você olha algo “novo” é sempre surpreendente, por mais que seja “apenas” um oceano, saber que você está, literalmente, do outro lado da América, dá uma sensação muito gostosa. A cidade estava muito cheia, com um trânsito muito carregado e lugar para estacionar o carro era algo muito difícil de se encontrar, por fim, após rodarmos muito, acabamos encontrando um lugar próximo à praia para parar o carro e aproveitamos para admirar a imensidão azul à nossa frente, de quebra, ainda estávamos próximo à pedras onde costumam ficar os leões marinhos e mesmo de longe, pudemos ver vários deles, realmente uma cena muito legal. Após tirarmos muitas fotos, era hora do almoço, via de regra, o Chile é caro, mas Viña del Mar se supera, tudo extremamente caro, cheio e com filas, corremos então para o McDonald’s mais próximo, que por sinal também estava lotado, pensamos que o atendimento seria como no Brasil, que mesmo em dias muitos cheios, eles conseguem dar conta do serviço como uma certa rapidez. Este com certeza é o McDonald’s mais lento do universo, o pedido demorou quase 1 hora para ficar pronto e só não desistimos pois não teríamos opções melhores naquele horário. O combo do Big Mac saiu por aproximadamente R$ 35,00. Após o almoço partimos para Valparaíso, que está ao lado de Viña, e ficamos espantados com o abandono da cidade, ruas sujas, muitas pichações, muitos moradores de rua, realmente um lugar muito bonito, mas em péssimo estado de conservação. Dava pra ver monumentos lindos pela cidade, inclusive um arco que ficava numa avenida central, muitas praças e parques, todos muito mal cuidados. Realmente uma pena, resolvemos procurar a casa de Pablo Neruda, mas estava um inferno para chegar lá, acabamos desistindo, por fim, demos uma volta numa feirinha tradicional que se encontra na frente do prédio da Marinha e resolvemos que seria melhor voltar. Na volta pegamos muito trânsito e inclusive pontos de congestionamento, graças à organização chilena, eles fecharam algumas faixas da rodovia que seguia de Santiago para Valparaíso, para que os carros pudessem usar como faixa reversa, foi uma boa escolha para nós, pois cortamos alguns quilômetros de trânsito completamente parado. A chegada até Santiago ocorreu tranquila, mas com trânsito constante. Como já era tarde, resolvemos passar em um supermercado, comprar alguma coisa fácil para fazermos e logo voltar pra casa. Assim jantamos e já fomos descansar, no outro dia partiremos em direção ao Atacama, mas antes, uma parada em Copiapó. 08/01 - Santiago à Copiapó Neste dia acordamos bem cedo, deixamos as coisas arrumadas no dia anterior, tomamos um café e já partimos para pegar pista, como estávamos indo para San Perdro de Atacama, escolhi a cidade de Copiapó para dormirmos e seguirmos em frente no dia seguinte. A cidade é frequentemente escolhida por viajantes que fazem este trecho Santiago - SPA, principalmente por ser cidade mais desenvolvida, que oferece maior gama de opções, além de ficar mais ou menos no "meio do caminho" até SPA. Como percorreríamos mais de 800 km ao longo do dia, preferimos sair cedo para o dia "render", foi uma boa opção, apesar de muito bem conservada, a maior parte da pista é simples e quando se pegava um caminhão, nem sempre era fácil encontrar um ponto de passagem, sem contar que existem algumas cidades pelo caminho, onde se pega trânsito e a velocidade de rodagem cai bastante. Entre as duas cidades não existe muito á ser visto, é muito interessante ver que neste dia as paisagens mudam muito, indo desde o litoral, ate deserto à perder de vista. Os postos aparecem com uma certa frequência, mas lugares para comer, são bem escassos, encontra-se mais dentro das cidades que vão aparecendo ao londo do trajeto. Vale a pena destacar que no caminho, se passa pela cidade litorânea de La Serena, que é realmente muito bonita e estruturada, pena não ter tempo para poder curtir melhor o lugar. A rodovia estava bem movimentada, mas o trânsito fluía bem, apesar disso, nem sempre era possível andar na velocidade máxima que na maioria das vezes era de 110 km por hora, com isso, andávamos num ritmo mais lento, fazendo com que o tempo não rendesse muito. Paramos para almoçar em um restaurante chamado Lennon (em referência aos Beatles), que fica na cidade de Vallenar, pedimos uma parrillada chilena, que parece a argentina e uruguaia, porém a principal diferença é que nesta a carne vem com uma espécie de "molho" em baixo, o que deixa o prato mais com cara de um ensopado do que de fato é, das 3 parriladas que comemos na viagem essa certamente foi a pior. Porém, muito bem servida, o que fez com já estivéssemos com a "janta" pronta. Após almoçarmos, já voltamos para a pista para chegarmos o quanto antes, mais algumas horas de viagem e já avistamos a cidade, que praticamente depende exclusivamente da mineração, essa por sinal é a cidade onde está a mina onde ocorreu o acidente com os 33 mineiros no Chile. O local em si é muito desértico e seco, porém, era bom já irmos acostumando, pois encontraríamos muito disso em SPA. Chegamos e fomos direto ao apartamento que havíamos alugado pelo Airbnb, nossa anfitriã Glória, muito simpática estava nos esperando e o lugar era de fácil acesso, o GPS encontrou sem problemas, após nos hospedarmos, fomos para o mercado comprar algumas coisas para comer com o que sobrou da parrillada. Além disso, aproveitamos e passamos numa farmácia para comprar um medicamento para mal de altitude, você encontra vários na internet, e realmente nos ajudou bem durante a viagem. Voltamos para o apartamento e todos estávamos muito cansados e como havíamos almoçado bem e não fazia muito tempo, fizemos alguns lanches com a carne que sobrou e acabamos indo dormir cedo. No outro dia era dia de chegar em San Pedro de Atacama. 09/01 - Copiapó à San Pedro de Atacama Mais um dia de muito asfalto e o destino final era San Pedro de Atacama, após uma boa noite de sono, acordamos cedo e partimos atrás de um lugar para tomarmos café, apesar da cidade ser grande, padarias no estilo das do Brasil, onde é comum se ter mesas para tomar café da manhã, não existem. Vimos no maps a recomendação de uma padaria chamada La Chilena, partimos para ela, porém, acabamos não ficando por não ter lugar para tomar café por ali, tentamos a sorte em vários lugares e todos muitos simples, não havia espaço para tomar café em nenhum deles. Resolvemos então voltar para a primeira opção, que era "menos pior", decisão muito acertada, pois a dona do estabelecimento, muito simpática, ofereceu uma parte do balcão para comermos e mesmo não tendo lugar para sentar, tomamos nosso café ali mesmo. Nossos planos eram de conhecer o Museu de Copiapó onde estão algumas peças que foram utilizadas no resgate dos 33 mineiros, porém, como era uma segunda-feira, ele estava, porém, no dia anterior, pesquisando na internet, vi que a mina onde ocorreu o acidente era cerca de 50 km da cidade e havia saída para a pista onde seguiríamos caminho, por isso, não tivemos dúvidas e fomos até lá. Grande parte do caminho é estrada de terra que está em condições razoáveis, porém, chegando lá, ela estava fechada para visitação, tiramos apenas algumas fotos de até onde conseguimos chegar e um pouco frustrados voltamos para nosso caminho. Neste dia, eu coloquei uma parada "extra" na cidade de Antofagasta para vermos o monumento natural "La Portada", uma rocha esculpida pela força do vento e da água do mar que parecia ser muito bonito. Pegamos novamente muitos trechos de pista simples e alguns de pista dupla, o importante foi que ao longo do caminho pegamos um longo trecho que subia os Andes e neste ponto a pista está toda duplicada em ótimas condições, claro, pedagiada, como todas as grandes rodovias do Chile, neste dia andamos muitos quilômetros em áreas desérticas, extremamente secas, onde não se via nem mesmo arbustos, os postos são escassos em alguns trechos, por isso, sempre que possível, pare para abastecer. Como havíamos feitos lanches no dia anterior com o que sobrou da parrillada, a ideia era almoçar em Antofagasta quando chegássemos no monumento, porém com a parada não prevista na mina, acabamos atrasando muito nosso dia, como resultado acabamos chegando relativamente tarde na cidade. Apesar de ter lido muitos relatos negativos sobre a cidade, Antofagasta se apresentou muito bonita e bem cuidada, principalmente na parte da orla da cidade, tudo muito limpo e organizado, deixando a desejar apenas uma local onde havia muitos ciganos, que realmente não tinha uma boa impressão. Após conhecermos um pouco da cidade, era hora de chegar até o monumento, e ele é realmente inacreditável, o tom de azul esmeralda, contrastando com imensas falésias e a La Portada foi de encher os olhos. Após tirarmos muitos fotos, almoçamos com um visual deslumbrante, que com certeza valeu muito ter ido até lá. Após um rápido descanso, voltamos para a estrada em direção à SPA, e ainda havia um caminho considerável pela frente. No planejamento que havia feito, fiz os cálculos para que não precisasse dirigir à noite, principalmente por questões de segurança, mas neste dia por causa das paradas extras, principalmente na mina em Copiapó, acabamos por ver o Sol se por quando estávamos indo de Calama para San Pedro de Atacama. Após cerca de 1 hora dirigindo a noite, chegamos em San Pedro, e a noite, realmente não deu para ter nenhuma boa noção da cidade, o jeito foi procurar a pousada onde ficaríamos para fazermos o check-in e descarregar as coisas. O GPS nos levou direto à Pousada Andina, que fica um pouco afastada do centro, mas fácil acesso, principalmente se estiver de carro. Depois de nos alocarmos na pousada, o jeito foi procurar alguma coisa para comermos, e é importante dizer que San Pedro é uma cidade um pouco confusa para dirigir até que você se acostume, por isso, acabamos comendo um cachorro-quente num trailer que acabamos encontrando perto da pousada e essa foi nossa janta neste dia. Agora era hora de descansar para no outro dia começar a descobrir tudo o que a cidade tinha à nos oferecer. 10/01 - San Pedro de Atacama Primeiro dia em San Pedro de Atacama, estávamos muito ansiosos para ver tudo o que a cidade tinha à oferecer e conferir se realmente era realmente tudo aquilo que falavam sobre ela. Começamos nosso dia tomando café numa padaria chamada La Franchutteria, que está muito bem recomendada no maps e no tripadvisor, de fato, as avaliações são reais, o local é excelente, com um preço alto, mas de muita qualidade, aliás, falando em preço, o Chile como disse anteriormente é um país muito caro para nós, mas San Pedro de Atacama é ainda mais caro, então não adianta, o jeito é procurar gastar menos, porque aqui tudo é inevitavelmente caro. Após um bom café da manhã fomos em direção às Lagunas Altiplânicas, li na internet que era possível conhecer muitos lugares no Atacama de carro, mas por questões de segurança, optamos por fazer apenas o primeiro dia com nosso carro, os outros passeios faríamos com alguma agência de viagem. O GPS funcionou muito bem neste momento, e segundo muitos relatos que li na internet, as Lagunas Altiplânicas eram um dos lugares que se conseguiria chegar uma certa "tranquilidade" com um veículo que não fosse 4x4, de fato a maior parte do caminho é muito tranquila, estrada asfaltada, em boas condições, bem sinalizada e tranquila. Após algum tempo de estrada, avistamos o local por onde passa o Trópico de Capricórnio, pequena pausa para foto e já retomamos nossa rota. Até pouco antes de chegar nas Lagunas a estrada está muito boa, porém, nos últimos 5 quilômetros ela se torna de terra e está em uma condição muito ruim, porém devagar e com calma consegue se chegar até o destino e realmente não se precisa de um veículo com tração nas 4 rodas. Ao chegar no parque paga-se 3 mil pesos chilenos para entrar, um valor justo uma vez que o local conta com uma boa estrutura, incluindo banheiros limpos e áreas de descanso. Ao avistar as Lagunas pela primeira vez se tem a ideia de estar dentro de um papel de parede do Windows, uma das paisagens mais bonitas de toda a viagem, o contraste entre o azul turquesa das lagunas com os Andes de fundo é deslumbrante, por isso, hora das fotos. É importante ressaltar que as Lagunas estão à cerca de 4500 metros de altitude, o que faz com que uma caminhada possa parecer uma corrida quilométrica, por isso andar com calma, tomar muita água e se proteger corretamente do Sol é obrigatório. O passeio inclui conhecer duas lagunas, a Miscanti e Miñiques, uma está ao lado da outra e o acesso é muito fácil. Este é com certeza um local incrível do qual nunca esqueceremos, o visual que se tem é absurdamente lindo e dá vontade de passar o dia inteiro admirando o lugar. É possível também avistar vicunhas e flamingos nas lagunas. Após tirarmos muitas fotos e ficarmos deslumbrados com o visual, no nosso roteiro do dia, estava previsto também conhecer as Piedras Rojas, por isso, voltamos para a pista e seguimos nosso caminho. A rodovia que leva até Piedras é bem conservada até certo ponto, depois disso pegamos um bloqueio de cerca de 20 minutos, pois a estrada de terra está sendo toda asfaltada. Pista liberada, continuamos nosso caminho, porém, para nosso azar, a entrada para as Piedras Rojas estava fechada. Os índios que moram por ali fecharam diversos acessos pois estão requerendo a criação de um parque a preservação do lugar, outros dizem que eles querem apenas dinheiro, de qualquer forma, só podemos olhar da pista e apesar de não podermos ter descido até lado, o visual é lindo, andamos mais alguns quilômetros, até chegarmos na Laguna Tuyajto, com uma visão maravilhosa, depois disso acabamos retornando, pois queríamos chegar cedo em San Pedro para poder reservar os passeios do dia seguinte. Passada cerca de duas horas, estávamos de volta à San Pedro e fomos direto para Rua Caracoles, que é onde tudo acontece na cidade, como levamos muitas porcariadas na viagem, neste dia acabamos não almoçando. Decidimos não reservar nada aqui no Brasil e fechar todos os passeios na hora, o que foi uma boa escolha pois os preços são muito melhores, as agências mais famosas e conhecidas normalmente tem agenda mais lotada, porém, existem MUITAS agências de viagem em SPA e não tem porquê ficar com medo de não "não conseguir" fazer o passeio. Após muito andar e pesquisar, fechamos com a agência Vulcano Turismo, que estava em 9º lugar no tripadvisor. O atendimento foi muito bom, os preços ficaram bem em conta (quanto mais passeios você fizer, mais barato saíra, porém você corre o risco de pegar uma agência ruim e ficar "presa" à ela, por isso, pesquise bastante antes de fechar), e estava disponível para os dois passeios que gostaríamos de fazer, Geysers del Tatio e Salar de Tara. Claro que em 3 dias é impossível de se fazer todos os passeios disponíveis, por isso, escolhemos esses que julgamos ser os mais legais e que não é aconselhável se fazer por conta própria. Ao todo, os dois passeios que fechamos, saiu por 55 mil pesos por pessoa. Passeios fechados, voltamos para a pousada e fizemos uma jantinha rápida para comermos e logo descansar no próximo dia iríamos ver os Gêiseres e a van passaria para nos pegar às 4:30. 11/01 – San Pedro de Atacama 3:30 já toca o despertador, neste dia faremos o passeio até um campo geotermal chamado Geysers del Tatio e como o melhor horário para se ver o fenômeno natural é junto com o nascer do Sol, precisamos sair bem cedo. Por volta das 04:30 a van passou para nos buscar e a partir daí o melhor é dormir, ao menos tentar, pois não há muito o que se ver no caminho que estava muito escuro. Um detalhe importante, li em muitos blogs que era possível fazer o passeio até Tatio com seu próprio veículo e que não era necessário que fosse um 4x4, NÃO FAÇA ISSO! Sério, a menos que esteja com um veículo alugado, ou que você disponha de um somente para “acabar com ele”, do contrário eu não recomendo mesmo, primeiro pela questão de andar à noite numa estrada desconhecida e que está em PÉSSIMA condição, segundo porque um pequeno córrego atravessa a pista, dependendo do veículo, ele não passará, além de você acabar com seu carro por causa do percurso, ai vai de cada um. Optamos por fazer com agência e foi uma ótima escolha, passado cerca de 1 hora sacolejando por estradas muito ruins, chegamos até o campo geotermal, particularmente falando eu estava com uma grande expectativa em conhecer o lugar, pois além de fazer parte dos “passeios obrigatórios” do Atacama e ser muito recomendado por quase todos os viajantes, isso está ligado também com meu lado profissional, então, tinha tudo para ser um grande passeio. Em San Pedro a temperatura estava baixa, mas tranquila para suportar com apenas uma blusa de frio, porém, chegando lá, pegamos uma temperatura de -7°C, realmente um frio descomunal, como já sabíamos que pegaríamos temperaturas muito baixas, fomos preparados, e quase morremos de aflição ao ver algumas pessoas de bermuda e sandália, tem gosto pra tudo! O passeio não foi exatamente TUDO ISSO que falam, quem vai assim como nós fomos, esperando ver GRANDES gêiseres “explodindo” das entranhas do planeta, fica um pouco decepcionado com o que vê. A grande maioria são pequenas “poças” com água borbulhando, que ocasionalmente sobem alguns centímetros, porém, existem alguns que são maiores e seu jato de água consegue chegar a mais de um metro. É um passeio que eu recomendo fazer caso você tenha tempo, se não, eu não sei se vale tanto assim, a Marcela gostou muito, talvez eu tivesse criado muita expectativa, então, realmente ficou uma sensação de “poderia ser melhor”. De qualquer forma é um lugar muito interessante, que rende muitas fotos, além é claro de ver um fenômeno muito raro da natureza. Depois disso, o resto do passeio é pura “enrolação”, nos levaram para ver um gêiser de lama, que precisava subir uma colina para chegar até ele, como a altitude estava próxima aos 4500 metros, resolvemos não arriscar, o que pareceu ter sido uma boa, pois conforme o grupo ia voltando completamente esbaforido, diziam que não era nada demais. Depois disso passamos por um alojamento abandonado de mineiros, em uma laguna para observamos alguns flamingos e pássaros da região, passamos num povoado para ir banheiro e também comer carne de lhama, que acabamos dispensando pela falta de tempo, porém segundo os guias, dificilmente a carne é mesmo do animal. Passamos também para ver alguns cactos gigantes, que não tem nada muito especial, até retornarmos a agência de viagens. Realmente, depois dos gêiseres tudo é uma enrolação para “render o passeio”, muito desnecessário por sinal. Vale lembrar que neste passeio está incluso café da manhã e nossa agência prometeu um “banquete” nesta refeição, que na verdade foi extremamente simples e em pouca quantidade, por isso ao chegarmos do passeio, fomos reclamar por essa propaganda enganosa. Os funcionários da agência se desculparam, disseram que iriam averiguar o que havia acontecido e como tínhamos marcado mais um passeio com eles, prometeram compensar no dia seguinte. É esperar pra ver. Nesse dia fomos almoçar em um restaurante muito recomendado em blogs de viagem chamado La Pica del Indio (antes de qualquer coisa, pica significa comida barata), o barato em SPA está muito longe daquilo que consideramos, porém uma ótima refeição saiu por 5500 pesos, com direito à entrada, prato principal e sobremesa. Super recomendando, vale muito a pena. Depois disso demos uma passeada na Caracoles e como tínhamos acordado muito cedo, estávamos pregados, por isso concordamos em voltar para a pousada, descansar a tarde e dar uma volta à noite, além é claro do calor infernal que estava fazendo. Depois de uma tarde de descanso, não há muito o que se fazer em San Pedro à noite, sem que se gaste muito, como estávamos numa viagem low-cost, abrimos mão de algumas coisas para compensar em outras, por isso, após uma volta pelo centro, pegamos uma pizza na El Charrua, que está muito bem cotada nas avaliações, além de recomendada em blogs. Realmente vale muito a pena, pizza é ótima e nos serviu muito bem, não lembro exatamente o valor que pagamos por ela, mas na conversão ficou em torno de 60 reais, caro, mas acredite, esse é “barato” por lá. Terminado o jantar era hora de descansar, pois no dia seguinte iríamos para o Salar de Tara, aproximando dos 4800 metros de altitude. 12/01 – San Pedro de Atacama Após uma boa noite de sono, acordamos para mais um dia de passeio, após reclamarmos com a agência do café ruim no dia anterior, eles nos levaram na La Franchutería (que já comentei aqui no blog) para tomarmos nosso desayuno. Como era de se esperar, comida muito boa, porém nos foi oferecido o básico, já estava melhor que o dia anterior, mas passou longe do “banquete” prometido. Café tomado era hora de pegar pista, neste dia estávamos num grupo pequeno, apenas 6 pessoas, por isso fomos de carro para o Salar de Tara, o que com certeza foi muito melhor. Assim que entramos na pista que nos levaria até nosso destino, trânsito parado, fomos informados que havia chovido no dia anterior nas montanhas e por isso havia se formado gelo na pista, não podendo passar ninguém. Isso gerou uma grande frustração, pois queríamos muito fazer o passeio, nosso guia Francisco, sugeriu que fizéssemos outros tours para não perdermos o dia, informaram que a pista só abriria ao meio dia e ainda eram por volta das 10:00. O fato é que ficamos pelo menos uns 30 minutos por ali, discutindo sobre o que faríamos, foi a melhor coisa que fizemos, pois logo depois a pista foi aberta antes do previsto, caso optássemos por outro passeio, com certeza teríamos perdido um dos visuais mais lindos que já vimos em nossas vidas. Pista liberada, seguimos a diante, após rodar quase 2 horas, chegamos à primeira parada do passeio, no famoso Monge de La Pacana, uma rocha vulcânica que foi esculpida pela ação do vento e da chuva fazendo com que a pedra ficasse com um formato de um monge com um rosto indígena, realmente muito interessante. Fotos tiradas, partimos então para adentrar o deserto e ir à busca do Salar, este passeio é OBRIGATÓRIO se fazer com agência, pois, além de ser necessário um veículo 4x4, não existem caminhos a serem seguidos, nem trilhas, é preciso conhecer muito bem o local para não se perder. Após rodarmos alguns quilômetros, nos deparamos com uma das vistas mais lindas que já vimos em nossas vidas, espalhadas pelo deserto, existem uma formações rochosas que levam o nome de Las Catedrales, por fazerem uma alusão a uma catedral com suas torres, é preciso um pouco de imaginação, mas a grande surpresa foi o GELO que se formou em meio ao deserto, exatamente isso, GELO NO DESERTO! Inacreditável, tudo estava coberto por uma fina camada de gelo, que com o contraste da areia avermelhada formava uma visão única, até nosso guia ficou impressionado, ele disseque faz o passeio há mais de 10 anos e viu aquela cena pouquíssimas vezes, que era muito raro isso acontecer, realmente fomos abençoados. Após muitas e muitas fotos, admirando as belezas inacreditáveis continuamos nosso passeio observamos mais algumas formações todas cobertas por gelo, foi muito emocionante mesmo. É importante lembrar que nesse passeio o banheiro é a “mãe natureza”, por isso, é bom levar papel higiênico, lenços umedecidos e álcool gel, além é claro de muita água para encarar a secura do deserto e altitude que batia a casa dos 4800 metros. Depois de ver tantas maravilhas, era hora de finalmente chegar propriamente no Salar de Tara, que confesso, achamos muito sem graça perto de tudo aquilo que havíamos visto. Uma rápida parada para fotos e já seguimos, a ideia era passar por uma laguna antes de retornar, porém uma forte chuva estava se aproximando e o guia achou prudente pularmos essa parte e retornar, ele estava com medo que chovesse na pista e que formasse gelo novamente. Por sorte deu tudo certo, acabamos “desviando” da chuva e retornamos para SPA com segurança. Neste dia de passeio, um almoço está incluso, normalmente se almoça no deserto, mas como acabamos voltando mais cedo, comemos em um restaurante na Caracoles, comida boa, nada demais, mas deu pra matar a fome. Voltamos para a pousada maravilhados com tudo o que havíamos visto, porém, eu gostaria de ressaltar que caso não existisse a ocorrência de gelo o passeio até o Salar de Tara não é TUDO AQUILO que falam, ainda mais pelo preço, então, minha dica é: se tiver tempo, faça com certeza, mas caso esteja com tempo restrito, não sei se é um passeio imperdível, pois ele leva o dia todo. Combinamos de descansar um pouco a tarde para “fugir” do calor escaldante do deserto. Já à tardezinha, voltamos para o centro para andar mole, ver artesanatos e comprar algumas lembrancinhas. Neste dia jantamos no Burger Garden, um trailer de lanches muito gostosos que fica próximo a Caracoles, cada lanche saiu em torno de R$ 35,00 com batata, bebida à parte. Preço bom por uma comida boa. Antes de voltar para a pousada e arrumarmos as coisas, decidimos nos distanciar um pouco da cidade para observar o céu do Atacama, confesso que li muito na internet sobre a beleza desse céu noturno, mas estando em San Pedro, achei ele bem “normal”, acabamos não fazendo também o tour astronômico, mais por uma questão de gastos e também para sermos “obrigados a voltar” para isso, além de outros passeios “obrigatórios” que ficou para a próxima vez. Afastamo-nos cerca de uns 5 quilômetros da cidade e paramos num vilarejo para não ficarmos parados na pista, estava extremamente escuro, não se enxergava absolutamente nada, mas o que se abriu acima de nossas cabeças foi memorável! Uma quantidade infinita de estrelas, constelações e muitas outras formas que nem sei descrever bem com palavras, pois é inacreditável. O céu noturno do Atacama é realmente espetacular e indescritível, parece de mentira, só vendo para se ter noção e claro, e para as fotos ficarem boas, somente com câmeras especiais, mas estando ali, valeu cada segundo. Céu apreciado, era hora de voltar para a Pousada, arrumar as coisas e descansar bem, no dia seguinte iríamos enfrentar uma boa pernada até Salta na Argentina. 13/01 – San Pedro de Atacama à Salta Dia de ir embora é sempre muito ruim, ainda mais quando se gostou muito de algum lugar, todos nós ficamos vislumbrados com o Atacama e a cidade de San Pedro, de fato um lugar único, digno de todos os elogios que se lê na internet, é tudo isso e muito mais. O deserto não é um lugar fácil de ficar, é necessário tomar MUITA água, passar bepanthol nos lábios, protetor solar obrigatório em todos os momentos, proteger bem a cabeça é fundamental, a pele como um todo fica muito seca e o corpo sente muito a altitude nos passeios, mas tudo isso é “fichinha” perto de tudo o que vimos. Um adendo importante, SPA tem apenas 1 único posto de combustível, que está frequentemente cheio e é comum a gasolina acabar ao final do dia, por isso, é importante abastecer o carro de manhã e até chegar a aduana argentina, não existem postos. Malas prontas, carro carregado, partimos para tomar café na Franchutería, como uma espécie de despedida de SPA. Café tomado, era hora de partir de pegar estrada. Antes de sairmos de da pousada eu fui até um posto policial me informar sobre gelo na pista, já que o trajeto para Salta é o mesmo que leva até o Salar de Tara, a policial me informou que a pista seria aberta somente às 10 horas, por isso não tivemos pressa no café. Esperamos dar o horário e partimos rumo à Argentina, vale lembrar que por toda San Pedro se tem uma vista do vulcão Licancabur, mas ao longo do nosso trajeto ele aparece à todo momento, imponente na paisagem, uma imagem muito bonita. A pista que leva até a aduana está em bom estado de conservação, apesar de ser pista simples e não possui pedágios. A aduana chilena e argentina funcionam em um único prédio, o que facilita todo o processo de migração. Porém, vá preparado, ali você ficará algumas horas parado, quanto mais cedo conseguir passar, melhor. Lembrando também que neste trajeto atingimos o ponto mais alto da viagem, a 4830 metros, por isso leva muita água e se hidrate bastante para não sentir muito a altitude, quem sentirá é o carro, que ficará mais “fraco”, porém nada demais, é só seguir com calma sem forçar muito o motor que a viagem correrá tranquila. Levamos cerca de duas horas para fazer todos os trâmites, a fila estava muito grande, na hora do atendimento, tudo foi bem rápido. Com a papelada em ordem, era hora de passar o carro para a verificação. Nessa hora ficamos com um pouco de receio, pois havíamos comprado “um pouco” de vinho no Chile e as regras para transporte são um pouco confusas, por fim o policial nos liberou sem maiores preocupações. Assim que você passa pela aduana existe um posto de combustível, é recomendável que você abasteça pois grande parte do caminho os postos são escassos. O caminho até Salta é em grande parte tranquilo, porém, é importante lembrar que você passará pela Cuesta de Lipan, uma estrada com um conjunto de curvas inacreditáveis. Particularmente, eu achei uma delícia dirigir por este trecho, mas é importante ter todos os cuidados, pois a pista é realmente muito perigosa, ainda mais quando se tem um caminhão desgovernado atrás como aconteceu conosco, o melhor foi deixa-lo passar, e seguir tranquilo. Infelizmente pegamos muita neblina neste trecho e não pudemos parar para tirar uma única foto e nos poucos momentos que o tempo abriu, vimos uma beleza encantadora na paisagem. Quero voltar lá um dia com certeza. O caminho até Salta passa pelas Salinas Grandes, um salar que é cortado pela rodovia, parada obrigatória para tirar fotos. Se tiver sorte de ter chovido naquela semana, você encontrará uma fina camada de água sobre o sal, dá um efeito de “infinito” lindo nas fotos, por sorte, estava assim no dia. Como tomamos um bom café e saímos tarde de SPA, acabamos não almoçando neste dia e comemos algumas porcariadas que havíamos comprado, isso nos ajudou à ganhar tempo. O trajeto em geral é muito bonito, porém, mais à tarde começou uma chuva muito intensa e várias pequenas paradas programadas tiveram que ser deixadas de lado, como por exemplo, a Quebrada de Humahuaca que é linda, mas vimos apenas pelo carro, uma pena realmente. Em alguns trechos a rodovia é duplicada, mas em via de regra a maior parte ela é simples e bem conservada, com poucos trechos ruins. Nesta parte da viagem, antes da chegada em cada cidade havia um posto da polícia, fomos parados em todos eles, e conhecendo a “fama” dos policias argentinos estávamos prontos para aquela famosa propina que eles cobram, porém, quero destacar que todos eles foram muito educados e atenciosos e em momento algum precisamos “pagar um café” para sermos liberados. Chegamos em Salta já a noite com uma garoa fina, paramos para jantar no restaurante Sueños, próximo ao hotel. Neste dia o jantar foi uma milanesa acompanhada pela deliciosa cerveja que leva o nome da cidade, comida simples, porém barata, cerca de R$ 40,00 o prato para duas pessoas. Logo após o jantar fomos para nosso hotel, ficamos hospedados no Luxor, muito bom e bem localizado, recomendo. Hora de descansar para no dia seguinte conhecermos um pouco dessa cidade que é conhecida com “La Linda”. 14/01 – Salta Aproveitamos para acordar mais tarde nesse dia, nossa única programação era a de ir no Museu de Alta Montanha ver as incríveis múmias de llullaillaco, três crianças incas congeladas que foram encontradas no topo dos Andes e estavam em perfeito estado de conservação por causa das baixas temperaturas. Pelas fotos parecia ser algo inacreditável, então, precisávamos conferir. O centro de Salta é realmente muito bonito, plano, bem cuidado, com uma bela praça central, rodeada de comércio, bares, cafés e restaurantes, além de duas igrejas muito bonitas próximas uma à outra. O museu abria apenas às 11 horas, por isso “enrolamos” um pouco por ali até que ele abrisse e entramos para ver se as múmias eram realmente tudo isso. Caso você seja estudante, leve sua carteirinha, a entrada no museu é relativamente cara, cerca de R$ 25,00 dependendo do câmbio, então, qualquer desconto ajuda. O MAM como é conhecido é um museu pequeno, mas muito bem estruturado e cuidado, logo no início você entra numa sala onde está passando um vídeo sobre o resgate das múmias, muito interessante e mesmo estando em espanhol é possível compreender bem. No local você encontrará registros da expedição realizada, além de muitas informações sobre a cultura Inca, com um acervo interessante de objetos. Mas este não é o principal atrativo do museu, como eu comentei, foram encontradas 3 múmias de crianças que serviram de oferendas aos deuses e graças às baixas temperaturas elas estavam em perfeito estado de conservação e elas são expostas, uma de cada vez no museu. Por isso, antes de chegar até a parte principal, você vai sendo imerso na cultura local. No dia que e que fomos, a múmia em exposição era da “Donzela” uma adolescente de aproximadamente 15 anos. É indescritível com palavras o sentimento de se ver a menina, não dá pra acreditar que aquele corpo tem mais de 500 anos e está num perfeito estado de conservação, é realmente muito impressionante, pois a sensação que se tem é que ela irá acordar a qualquer momento. Particularmente eu fiquei muito impressionado, e ficaria ali horas observando cada detalhe da múmia, mas como o fluxo é intenso, caso você demore muito, já começam a resmungar atrás, então, aproveite cada momento. Não é permitido tirar fotos, por isso a imagem que coloquei foi retirada da internet. O museu conta ainda com mais alguns acervos interessantes, como uma múmia que havia sido roubada de um sítio arqueológico e recentemente foi devolvida ao museu, mas que não está no mesmo estado de conservação das anteriores. O MAM vale muito a visita, mas você não ficará ali mais do que uma hora, mas se estiver passando por Salta, a presença lá é obrigatória. Após a visita ao museu, fomos para um mercado comprar algumas coisas para comermos durante o próximo dia de viagem, que seria muito longo, além de algo para jantar. Saindo de lá, procuramos um lugar para almoçar e acabamos escolhendo o El Charrúa, após lermos muitas recomendações na internet. Não é um restaurante barato, mas valeu cada centavo, a melhor parrilada que comemos em toda a viagem e certamente uma das melhores carnes que já comemos na vida, vale muito a pena. Para 2 pessoas o valor ficou em aproximadamente R$ 150,00 com bebida. Depois do almoço resolvemos descansar no hotel, pois apesar de não estar um sol escaldante o dia estava muito quente e abafado. Como comemos muito bem no almoço, acabamos não jantando e fomos dormir cedo para enfrentar uma boa pernada até Resistência. 15/01 - Salta à Resistência Após uma boa noite de sono, acordamos bem cedo para cairmos na estrada, pois nesse dia rodaríamos cerca de 10 horas até Resistência. Como nesse dia não tínhamos programado nada, à não ser percorrer muitos quilômetros, já começou bater aquela "depressão" de fim de viagem, fora o cansaço acumulado de 25 dias rodando por aí. Café tomado, carro arrumado, seguimos nosso caminho. A rodovia que vai até Resistência é quase toda simples, com pequenos trechos duplicados, o movimento é intenso em algumas partes, principalmente perto de cidades. Porém, o que vale a pena destacar é o estado do asfalto, no geral é ruim, mas no trecho entre Toloche e Monte Quemado, ele chega à ficar quase intransitável, andando à 10 km/h, desviando de um buraco grande para cair em um pequeno, muito ruim mesmo. Após passar Monte Quemado ele começa a melhorar, mas a atenção ainda tem que ser redobrada, somente próximo de Pampa del Infierno ele começa a realmente ficar bom, neste trecho existem muitas obras de melhorias na pista. Por causa do estado de conservação do asfalto, acabamos demorando mais que o esperado, além disso, cidades grades ou médias são muito raras em todo o trajeto, postos na maioria das vezes só aceitam pagamento em dinheiro ou cartão VISA, o MasterCard não é bem aceito. Deixamos para almoçar em Presidência Saenz Roque Peña, uma das maiores cidades encontradas no trajeto, porém é incrível como eles "respeitam" a sesta depois do almoço, a cidade estava completamente morta, parada, com todos os comércios fechados, chega a ser inacreditável, nem supermercados grandes estavam funcionando. O jeito foi se virar com algumas porcariadas que tínhamos no carro pra dar aquela enganada. Chegamos em Resistência por volta das 19:00, ficamos hospedados no Hotel Del Pomar, uma mansão que foi transformada em hotel. O prédio é muito bonito, mas quando se entra, se entende porque o preço é relativamente em conta, extremamente mal cuidado, além de funcionários muito mal educados, aquela combinação perfeita que derruba qualquer lugar. O quarto era muito espaçoso, um banheiro enorme, com hidromassagem, completo, mas como tudo no hotel, muito mal cuidado. Deixamos as coisas no quartos e partimos em busca de algo para comer, e descobrimos que cartão é algo que não se aceita nessa cidade. Passamos em mais de 10 comércios, alguns grandes e super movimentados, pagamento somente em dinheiro e como estávamos para deixar a Argentina, tínhamos poucos pesos conosco, não dava para uma refeição para nós 4, por sorte passamos por um shopping e resolvemos arriscar. Foi o nosso achado, acabamos comendo uma massa tipo Spoletto, preço bom e comida razoável, para nosso jantar estava ótimo após um dia cansativo e exaustivo. Agora era hora de ir dormir para chegarmos no Paraguai no próximo dia. 16/01 - Resistência à Assunção O planejamento inicial era voltar direito ao Brasil depois de sair de Salta, mas após ler em vários blogs e no Fórum dos Mochileiros relatos de pessoas falando bem de Assunção, resolvemos arriscar e se nada desse certo, faríamos umas comprinhas pelo menos. Café tomado (fraco por sinal), arrumamos o carro, já caímos na estrada, um dos poucos pontos positivos do hotel era o fato dele ficar ao lado da rodovia. Pegamos estrada rumo à Assunção, pista simples, mas bem conservada, movimento tranquilo e logo estávamos chegando na aduana. Nossa "ideia" de Paraguai é aquela que a maioria dos brasileiros tem, principalmente quem já foi em Ciudad del Este, uma muvuca interminável, tudo muito sujo, pirataria, camelos, gente tentando te vender alguma coisa o tempo todo, enfim, aquela visão clássica, mas ao chegar na aduana Paraguaia fomos surpreendidos, apesar do prédio simples, do intenso movimento e do aparente caos, um funcionário (pensamos isso quando vimos, estava até de crachá) já veio nos orientando sobre onde parar o carro, onde ir nas cabines, muito educado e solícito, logo ficamos impressionados, não tivemos um atendimento desses em nenhum lugar que passamos, nem no Chile. Continuamos à fazer os trâmites, sempre com a cordialidade do "nosso" funcionário particular nos auxiliando e também outras pessoas. A última parada foi na conferência de documentação do veículo e essa foi a primeira vez que pediram para ver o Seguro Carta Verde, nós tínhamos tomado cuidado com todos estes detalhes, então ficamos tranquilos. Após a conferência, um outro funcionário disse que nos acompanharia para ver o veículo, tudo normal. Chegando no carro, ele disse que nem ia pedir para abrir, que viu que nós eramos "gente boa", e já ia nos liberar, porém, neste momento tudo o que havíamos construídos de bom sobre o Paraguai, desmoronou, o funcionário que nos acompanhou até o carro pediu uma "caixinha", segundo ele, "qualquer R$ 100,00 tá certo". Um absurdo! Neste momento a vontade de explodir foi grande, mas honestamente, o que adiantaria? Com certeza ficaríamos parados ali o dia inteiro por "pirraça" e no final, só nós é que perderíamos, depois de quase 30 dias viajando e quase derretendo no calor Paraguaio, eu acabei pagando R$ 50,00 para evitar confusão. E aqui deixo uma DICA IMPORTANTE: sempre que você for fazer alguma conta, use o seu celular ou calculadora, fiz um pequeno câmbio na aduana pois havia um pedágio antes de chegar em Assunção e o cara com uma calculadora, fez os cálculos na minha frente e conseguiu me enganar, inacreditável, só me dei conta quando já estava à quilômetros, até na calculadora eles conseguem nos enganar. Após o pagamento da caixinha, ao menos conseguimos cortar uma fila grande que estava formada na aduana, não gosto dessas coisas, e sou completamente contra esse tipo de atitude, mas ali, eu não vi outra coisa a se fazer. Aparentemente todos os funcionários estão dentro do esquema. Toda aquela boa sensação de quando chegamos, já tinha ido embora. Chegando em Assunção, eu tive a sensação de estar entrando na Índia, um movimento infernal, leis de trânsito não existem, setas também não, preferencial, nada... Só faltou uma vaca atravessar as avenidas. Nosso GPS funcionou bem novamente e chegamos no hotel com tranquilidade, ficamos no Acosta Ñu Apart Hotel, não fica no centro, mas é de fácil acesso, num lugar tranquilo e seguro, hotel simples, com atendimento codial. Arrumamos nossas coisas e fomos explorar um pouco a cidade para ver se tirávamos aquela sensação horrível que tivemos do Paraguai. Fomos Shopping del Sol para ver se realmente os preços eram bons como diziam e de fato algumas coisas são bem baratas, mas a maioria é parecido com o do Brasil. Aproveitamos para almoçar por ali mesmo e a alimentação é muito barata, compensa bem. Como o cansaço da viagem estava meio que se acumulando cada vez mas, resolvemos voltar para o hotel e descansar o restante do dia, tanto que acabamos pedindo algo para comer ali mesmo. No dia seguinte iríamos para a famosa Rua Palma, onde diziam que se encontrava de tudo, vamos conferir. 17/01- Assunção Acordamos cedo para dar uma volta na Rua Palma e nesse dia minha irmã iria embora, pois precisava chegar antes do que nós por causa do trabalho. Tomamos café da manhã no hotel, simples sem nada demais, e já partimos para o centro, antes demos uma volta pela orla, vimos a sede do governo, chamado Palácio de los López, e outros prédios históricos, mas achamos os locais meio inseguros e sem lugar para estacionar, resolvemos seguir nosso caminho. A rua é muito fácil de ser achada, fica bem no centro da cidade e o mais difícil é achar lugar para parar, um estacionamento foi a melhor opção. De fato se encontra de tudo nessa rua, desde grandes lojas com produtos originais e caros, até dezenas de camelôs espalhando seus produtos pelo chão. Os preços não são muito atrativos, a maior parte das coisas é cara ou o mesmo preço daqui, barato mesmo só "muambas". Ali existem muitas casas de câmbio, mas o real é bem aceito, porém com uma cotação pior, se tiver dólares, ali é um bom lugar para se gastar. Achamos ali também o McDonald's mais barato da viagem, o combo do Big Mac saiu por aproximadamente R$ 15,00. As meninas gostaram muito de uma loja chamada Unicentro, uma tipo loja de departamentos, onde se acha de tudo um pouco, segundo elas o preço estava bom, principalmente para coisas de decoração de casas. Após algumas compras já estava chegando na hora do voo da Camila, então partimos para o Aeroporto. Um detalhe, o asfalto em Assunção é sofrível, por isso, muita calma para preservar o carro hehe. O trânsito estava carregado e o GPS se perdeu um pouco, aparentemente havia ocorrido algumas obras pelo caminho e ele ainda não estava bem atualizado, porém após alguns erros pelo caminho conseguimos chegar. O aeroporto de Assunção é pequeno e simples e no caminho se passa pela sede da Conmebol, onde li que tem até um museu interessante, mas ninguém animou entrar, ainda mais com o calor descomunal que fazia. O melhor à se fazer era voltar para o apartamento, descansar no ar condicionado e dar uma volta mais tarde. Apesar de ser de noite, o calor úmido continuava, combinamos de ir no mercado comprar algumas porcariadas para levar no próximo dia de viagem. Aproveitamos e compramos também algo para jantar, e já voltamos para o apartamento para comer e descansar, a partir deste ponto da viagem, a canseira veio com força e o tempo contribuiu muito pra piorar. Amanhã é dia de chegar em Salto del Guairá. 18/01 - Assunção à Salto del Guairá Este dia começou conturbado, eu já havia ficado ruim no dia anterior com sintomas de virose e nessa manhã minha mãe estava péssima (todo cuidado é pouco com alimentação no Paraguai), nem tomou café, então eu a Marcela comemos rápido para partimos em direção à Salto. Com o carro arrumado e preocupado com a minha mãe, pegamos a estrada e no Paraguai todas as pistas que passamos eram simples, mas em estado bom de conservação, o que nos chamou a atenção foi o grande número de comandos policiais pelo caminho, fomos parados em todos eles, mas no geral os policiais foram cordiais e educados com exceção de um ou outro mais mal humorado e grosso, em quase todas as paradas policiais foi solicitada a Carta Verde, além é claro da habilitação e documento dos veículos. O Paraguai foi o único país que pediu essa documentação. Parando várias vezes por causa da minha mãe, demoramos um pouco mais que o esperado para chegar e a ideia era que chagássemos cedo em Salto para ir em algum dos famosos shoppings que existem lá. Chegando na cidade, fomos direto para nosso hotel, ficamos no Elizabeth, boas instalações e com preço razoável. Nos arrumamos no quarto, minha mãe preferiu ficar descansando, então eu e Marcela fomos ao shopping Mapy, que segundo as recomendações da internet possuía o preço um pouco mais alto, porém compensava pela diversidade, atendimento e tranquilidade. Foi uma boa escolha, mas os preços realmente não são muito atrativos, como chegamos no shopping por volta das 15:00 e o comércio fecha muito cedo às 18:00, não conseguimos percorrer com calma todos os corredores, mas o que nos chamou muito a atenção foi o preço muito baixo de bebidas, algumas delas custando quase a metade do preço do Brasil. Compramos algumas coisas, porcariadas em geral, e já estava na hora de fechar, o legal é que ali também se encontra uma praça de alimentação que funcionava até mais tarde, comemos no Burger King e um combo do Wooper saiu por volta de R$ 18,00. Pra variar, o tempo estava muito quente, então voltamos para o hotel para ver como minha mãe estava e também descansar, no dia seguinte voltaríamos ao Brasil. 19/01 - Salto del Guairá á Londrina Após uma boa noite de sono, minha mãe já estava melhor e depois de um café da manhã bem mais ou menos, já estávamos com o carro arrumado para regressar ao Brasil, quase 30 dias depois. Sabíamos que antes de entrar em terras brasileiras, precisaríamos fazer a saída do Paraguai, mas acabamos saindo do país sem nem ver onde ficava a tal da aduana. Acabamos perguntando para alguns policiais brasileiros sobre o local, e com uma má vontade absurda, apenas nos mandou voltar e se informar no Paraguai, já no Brasil, retornamos para terras paraguaias e lá encontramos a aduana que é um prédio muito simples, que se você não olhar com atenção, passa direto, como fizemos. Acho que quase ninguém faz a saída do país, porque o funcionário que nos recebeu teve que ligar o computador para nos atender, acho que não esperam que as pessoas deem a saída. Depois de feitos os trâmites, pegamos estrada rumo à Londrina e aqui deixo o aviso, as estradas do oeste do Paraná estão em PÉSSIMO estado de conservação, chega à ser ridículo, rotas super movimentadas, ligando cidades muito importantes com um asfalto sofrível, um descaso enorme e quando a rodovia melhora, continua em pista simples e com pedágios na casa dos R$ 20,00 um verdadeiro assalto. Somente próximo de Londrina que a rodovia se torna duplicada e o movimento continua intenso. Almoçamos em um restaurante no estilo country que achamos pelo caminho, mas como era tarde, estavam servindo apenas salgados, deu pra matar a fome e já voltamos para a pista Em Londrina ficamos no Cedro Hotel, muito bom por sinal, quarto simples mas limpo, atendimento muito cordial e bem localizado. Como "perdemos" uma hora para retornar ao Brasil, e a estrada em grande parte te obriga à andar devagar, chegamos um pouco tarde na cidade. Minha mãe optou por tomar uma sopa no próprio hotel, então e a Marcela resolvemos sair para jantar, fomos comer no Koalla, restaurante japonês muito bem recomendado. A comida é boa, atendimento cordial, mas nada demais, não justificou o preço, nem muito menos o número de elogios. Hora de voltar para o hotel, descansar e no dia seguinte, chegamos em casa. 20/01 - Londrina à Limeira Acordamos cedo e após um ótimo café da manhã, já estávamos dentro do carro partindo em direção à Limeira. A partir deste ponto, as rodovias são no geral bem conservada, mas predominantemente simples e claro, com os pedágios mais caros da vigem, sim, inclusive mais caros que até o Chile! Uma vergonha o valor cobrado pelo serviço oferecido, é ridículo para dizer o mínimo, mas não tem o que fazer, o jeito é seguir viagem. Chegando no estado de São Paulo existem muitas formas de se chegar até Limeira, optamos por seguir pelas rodovia Castelo Branco e foi uma escolha muito acertada, a estrada estava tranquila, pista boa, era só seguir o caminho. Neste momento já vai dando aquele aperto no coração por saber que agora a viagem está realmente chegando ao fim, porém junto com isso, somos envolvidos por um sentimento de "dever cumprido" e de muito agradecimento por podermos ter vivido tudo isso. É uma alegria imensa lembrar de tudo aquilo que vivemos nos últimos 31 dias. Nesse dia não há muito o que dizer, apenas agradecer novamente por tudo ter dado certo e em momento algum ficamos expostos à alguma situação de risco. Limeira já pode ser vista no horizonte, viajar é tudo de bom, mas é melhor ainda quando você tem para onde voltar. Chegamos em casa, tiramos a última foto. Acabamos de concretizar a melhor coisa que fizemos em todas as nossas vidas.
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    Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de COLONIA DE SACRAMENTO. LEGENDA UYU - Peso Uruguaio USD - Dólar Americano BRL - Real Brasileiro ARS - Peso Argentino ROUPAS Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. Colonia de Sacramento fica ao nível do mar então geralmente faz calor. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CELULAR Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem. DINHEIRO e CARTÃO Em espécie levei apenas USD (DÓLARES AMERICANOS) e trocava aos poucos por moeda local em casas de câmbio. Usei sem problemas o cartão VISA INTERNATIONAL do Banco do Brasil na maior parte da viagem. ACOMODAÇÃO Há quase 10 anos faço parte do Couch Surfing então quase sempre consigo me hospedar na casa de locais. Em Colonia de Sacramento fui hospedado por uma couchsurfer local que morava com seus dois filhos e um irmão. CHEGANDO EM COLONIA DE SACRAMENTO Há vários ônibus saindo da rodoviária 3 CRUCES de Montevidéu. Peguei um às 7h45 e por volta das 10h40 estava chegando no destino. Preço da passagem: UYU 340 O QUE FAZER Aconselho ficar apenas um dia em Colonia de Sacramento. A cidade tem um centro histórico bem pequeno e dá pra ver tudo em uma manhã e uma tarde. Pernoite por lá caso esteja cansado para seguir viagem no mesmo dia. 1º dia: 08 de Março de 2017 (quarta-feira) Cheguei à rodoviária por volta das 10h40 e deixei meu mochilão no guarda volumes da estação (UYU 100 por 12 horas). Passei pelo PUERTA DE LA CIUDADELA, CALLE DE LOS SUSPIROS, caminhei pela orla até chegar no FAROL. Subi nele pra ter uma bela visão panorâmica da cidade (UYU 25). A alguns metros do farol está a PLAZA MAYOR e ao lado dela parei num restaurante para almoçar. Comi um salmão ao molho de camarão e tomei uma pepsi. Estava muito bom, apesar de achar o preço um pouco salgado - UYU 1000. Segui caminhando passando PUERTO DE YATES e parei para descanso num pequeno parque no CENTRO CULTURAL BASTION del CARMEN. Continuei caminhando pelo centro e passei pela BASÍLICA DEL SANTÍSIMO SACRAMENTO. Voltei para a rodoviária por volta das 17h30 e enquanto esperava minha anfitriã tomei duas cervejas pilsen (UYU 320). Por volta das 18h minha amiga chegou e pegamos um ônibus até sua casa (UYU 21). Ela mora próximo à PLAZA DE TOROS. Aproveitando que estava perto fui visitá-la. A Plaza de Toros é uma arena que há muito tempo está desativada. Está toda cercada, abandonada e caindo aos pedaços. Definitivamente não vale a pena se deslocar do centro até lá para ver uma construção só pelo lado de fora. Anexo ao relato algumas fotos de Colonia de Sacramento. Espero ter ajudado. Boa viagem!
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    Alô galera. Este é o meu breve relato fotográfica da viagem que fiz entre os dias 12 e 14 à ilha do Marajó. Saí de Belém às 08:15hs na lancha rápida( 02 horas ) que vai direto para Soure. Chegando lá, o moto-taxista Thiaguinho( que durante os três dias seguintes foi meu guia e condutor ) já estava me aguardando. Abro aqui aqui um parêntese para citar essa figura quase folclórica da ilha. Trata-se de um jovem pai de família que ganha a vida como moto-táxi e que é muito respeitado por todos pela maneira correta como trabalha. Cheguei a conhecer, por acaso, pessoas da comunidade que se recusavam a pegar outro moto-taxista. De minha parte, fico a vontade para indicá-lo a quem, como eu, for viajar só e queira ter um panorama completo da parte mais popular da ilha( Soure, Salvaterra e Joanes ) em pouco tempo e de modo econômico. O face dele é Thiago Souza e seu contato é (91) 98481-8803. Quem me indicou ele foi o Sérgio, outra figura fantástica, dono do Hostel Tucupi( super alto astral ), onde fiquei hospedado e fiz grandes amizades. Mas, voltando ao relato, o primeiro lugar que conheci foi a praia e vila do pesqueiro. O guia me levou para a casa de um nativo chamado Seu Catita, local onde terminei almoçado e tive a oportunidade de ministrar uma rápida palestra de primeiros socorros para as pessoas da família. Depois disso, embarquei na canoa de S. Catita na travessia Praia do pesqueiro x Praia do céu. Nessa travessia, tive a oportunidade de presenciar e registrar a revoada dos patos mergulhões. Eis a praia do céu. Segui caminhado até a praia de Caju una, onde moram algumas família que não tive tempo de conhecer. Ao chegar chegar na barraca restaurante( que estava fechado ) de Caju-Una, o guia já estava aguardando para me conduzir até a Fazenda Bom Jesus, onde fiz o passeio até o final da tarde( agendamos na fazenda saída para 15:30hs ). Olha como é lindo o trecho que liga a praia de Caju-una a Fazenda bom Jesus: O passeio da Fazenda Bom Jesus custa R$80,00( sem transporte ) ou R$100,00( com transporte ), tem duração de 3h e inclui um saboroso lanche no final. Essa fazenda é muito estilo pantanal. Chegamos a ver preguiça, capivara, colhereiros, gaviões diversos... Ao término do passeio já era quase noite, que chegou com um dilúvio que pensei que não fosse parar. Nessa o guia ainda me levou para conhecer o trabalho do artista indígena Ricardo Amaral( cerâmica marajoara ): No segundo dia, pela manhã fizemos o passeio da fazenda São Jerônimo( R$ 150/pessoa, duração 02h30min ). Essa fazenda inclui passeio de canoa pelo igarapé, caminhadas pela praia do goiabal e por uma passarela suspensa sobre o mangue e passeio de búfalo. À tarde fomos conhecer a praia da barra velha. No caminho, conseguimos visualizar e fotografar bem de perto muitos guarás: A praia da Barra velha é simplesmente fantástica, porém... Porém muito perigosa para banho. Na mesma tarde em que estive lá, um recruta( aluno soldado da PM ) foi levado pela correnteza e morreu afogado. Segundo os nativos, não se trata de um caso isolado. Outras pessoas( especialmente turistas ) já morreram nas mesmas circunstâncias nessa mesma praia. Portanto, visitem, mas tomem muito cuidado. No último dia fomos conhecer Salvaterra e Joanes antes de embarcar de volta para Belém. Bem, este foi o nosso breve e singelo relato fotográfico da aventura na ilha do Marajó. Espero ter contribuído na montagem do roteiro de vocês. Abraços.
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    Olá! Vou escrever um pouco sobre minha viagem de lua de mel para a Namíbia. Muita gente tem me perguntado sobre o país e como funciona o turismo na região. Vou compartilhar um pouco sobre minha (maravilhosa) experiência no país. A primeira coisa que sempre nos perguntam é por que escolhemos a Namibia. Sempre gostamos de viajar, e gostamos de destinos exóticos e de aventura, não podia ser diferente na lua de mel. Inicialmente nossa escolha era Tanzania e Quênia, mas os preços exorbitantes nos levaram a procurar outras alternativas. Bem nessa época em que estávamos decidindo o destino assisti um documentário sobre a Namibia, e na hora que mostrei pro Otavio a nossa decisão foi tomada. Apesar de ser um destino bem mais em conta que a Quenia e Tanzania as ofertas são bastante variadas: de hostel a resorts de luxo. A gente sempre viajou com dinheiro bem contado e economizando no que dava, principalmente hospedagem e comida. Na lua de mel resolvemos fazer uma viagem um pouco mais elaborada, para evitar os perrengues de viagens econômicas, então selecionamos hotéis um pouco mais confortáveis. Coincidentemente, poucas semanas após nossa decisão de conhecer a Namibia conseguimos uma passagem em promoção para lá. Pagamos 2 mil reais cada na passagem (SP-Windhoek). Vou contar o dia a dia da viagem com fotos para que possam entender como é viajar para lá. O país vive basicamente de turismo, então fomos sempre muito bem tratados e muito bem servidos. As pessoas são bem simpáticas e alegres e a cidade super limpa e bem organizada. Uma das coisas que mais nos impressionou é o tanto que o país é vazio. A Namibia é o 2º país menos povoado do mundo (perde apenas para a Mongólia), ou seja, é raro encontrar pessoas foras dos “grandes” centros urbanos. Na estrada viajávamos muitos e muitos km sem que uma alma viva aparecesse. Até as cidades consideradas grandes eram bastantes vazias e pouco movimentadas, algumas com pouca dezenas de habitantes. Então, precisávamos sempre estar preparados para algum imprevisto, já que a possibilidade de pedir ajuda para alguém na estrada é remota. Sobre o clima: Muito calor! Durante toda nossa estadia fez bastante calor (cerca de 35oC) e muito sol. O sol nasce cedinho e o por do sol era por volta de 10h da noite, sempre muito forte, o que praticamente nos impedia de realizar algumas atividades (especificarei no dia a dia da viagem). Junto com o calor a seca. Muito raro encontrar alguma fonte de água por lá. Nos hotéis no meio do deserto o abastecimento de água se dava por meio de poços artesianos, o que faz da água um item raro e caro. O sol + areia + seca da ao céu uma cor bastante peculiar. O ceu da Namibia, exceto na região costeira, é cinza, como vocês irão perceber em algumas fotos. Sobre a questão dos preços. O dólar namibiano (NAD) tem o mesmo valor que a moeda sul africana, e na época que viajamos 1 NAD = 0,24 reais. Achamos os preços no geral um pouco mais barato que o Brasil, mas o que nos chamou a atenção é que não nos sentimos explorados lá, a variação de preço era pequena (Ex: uma garrafa de cerveja na capital Windhoek era o mesmo valor de uma garrafa de cerveja em um hotel completamente isolado no meio do deserto). Bom, vou contar melhor como foi cada dia da viagem com fotos, para que vocês tenham uma ideia melhor da nossa experiência na Namibia. DIA 1 Dia de aeroporto e voo. Voemos com a South African, saindo de SP, fazendo escala em Johannesburg e com destino final Windhoek (capital da Namíbia). Vale lembrar a todos da obrigação do certificado internacional de Febre Amarela para quem vai para a áfrica. O Otavio esqueceu o dele e tivemos muita dificuldade para embarcar (só conseguimos por que a escala na Africa do Sul era pequena e na Namibia é recomendado mas não obrigatório). Em nenhum desses países é necessário visto para brasileiros. DIA 2 Chegamos em Windhoek por volta de 11h da manhã do horário local, mas demoramos 3 horas para passar na imigração. Totalmente desorganizado e sem fila. Ficamos em pé no meio de uma multidão apertada em um espaço pequeno por 3h até que conseguimos passar e finalmente começaríamos a nossa viagem! A oferta de taxi é grande no aeroporto, e como a fila para trocar o dinheiro estava grande e a gente estava cansado acabamos acertando com um taxista em dólar americano mesmo, ele nos cobrou 20 USD do aeroporto até o nosso hotel, que era no centro. Ficamos hospedados no Hilton, um hotel completo e confortável, com um rooftop com uma vista bem bonita da cidade e das montanhas ao fundo. Deixamos as coisas no hotel e fomos dar uma volta na cidade para conhecer e comer algo. Windhoek é uma cidade de 350 mil pessoas, a maior do país, e é super organizada, limpa e moderna, nossa primeira impressão foi super positiva! Voltamos logo para descansar e aproveitar a piscina e o rooftop do hotel. Jantamos no próprio hotel. DIA 3 Acordamos, tomamos um café super completo e fomos andar no centro para resolver algumas coisas: trocar dinheiro (1 USD = 12,4 NAD), comprar chip com internet para o celular (270 NAD com 1,5 GB), fazer um supermercado básico e pegar o carro que já tínhamos reservado pela internet. A reserva do carro para os 11 dias de viagem foi 714 USD, não pagamos nenhum seguro ou nada a mais que o oferecido, o carro foi alugado na Hertz. Voltamos para pegar as coisas no hotel e iniciamos nossa roadtrip pela Namibia. Paramos ainda em Windhoek para almoçar (Joe’s beerhouse: bom ambiente e boa comida, a conta ficou em 140 NAD). Seguimos em direção a Outjo, que fica a 3h de Windhoek. A estrada é toda asfaltada, bem conservada, super vazia e praticamente uma linha reta do início ao fim. A única coisa que achamos perigoso foi os animais na pista, essa região tem muito javali, e eles ficam na beira da estrada, as vezes vimos alguns atravessando, então tem que ter muito cuidado. Além do javali vimos muita galinha d’angola e macacos na beira da estrada. Outra consideração importante é que na Namíbia é mão inglesa, o que leva um tempinho para acostumar. Dormimos em hotel simples nas proximidades de Outjo (Ijaba Lodge), jantamos por lá mesmo. Joes Beerhouse DIA 4 Acordamos entusiasmados para chegarmos ao hotel que era o ponto alto da viagem: Mowani Mountain Camp. A estrada de Outjo até o Mowani é totalmente deserta. Passamos apenas por 1 cidade no meio do caminho, chamada Khorixas, onde abastacemos (1/2 tanque de diesel = 400 NAD). De Khorixas até o Mowani a estrada é de cascalho, o que prolongou um pouco a viagem. Grande parte das estradas da Namibia são de cascalho, o que leva a muito acidentes com pneu furado ao longo do caminho. São inúmeros restos de pneu que a gente via durante os percursos e várias pessoas com esse relato de ter que parar na estrada para trocar o pneu do carro, o que não poderia ter sido diferente com a gente. Após quase 4 horas na estrada finalmente chegamos ao paraíso tão esperado, o Mowani. O lugar é mágico e maravilhoso, completamente isolado de qualquer tipo de civilização. Ao chegarmos lá fomos recebidos como reis! Descansamos um pouco, almoçamos e as 15h partia nosso primeiro passeio, para conhecermos um pouco mais da região. O passeio foi no próprio jipe do hotel, com mais 3 casais. Visitamos a Burnt Mountain (uma montanha formada por lava vulcânica), o Organ Pipe (formação rochosa que lembra um órgão) e por ultimo o Twelfelfontein (sítio arqueológico com pinturas rupestres da idade da pedra, muito legal!). O passeio todo durou 3h. Quando voltamos notamos que o pneu do nosso carro (que estava no estacionamento desde que chegamos) estava furado! Felizmente notamos ainda no hotel, e os próprios funcionaram se prontificaram a ajudar. Eles arrumaram o pneu furado para gente, não cobraram nada, demos uma gorjeta e muitos agradecimentos. Depois da situação com o carro resolvida fomos jantar e dormir. DIA 5 Acordamos cedinho para fazer o Elephant Drive. Saímos do hotel as 7h com um grupo de mais 5 pessoas no jipe do hotel. Durante o caminho fez muito frio, pois era cedo e o carro é todo aberto, mas o próprio hotel disponibilizou mantas para todo mundo. Dirigimos cerca de 40 minutos até chegar no local onde os elefantes normalmente estão. Ficamos absolutamente encantados com a beleza e grandiosidade dos elefantes africanos. Encontramos vários dele, livres na natureza, comendo, andando e descansando. Foi muito legal, ficamos algum tempo lá, observando cada passo deles. Depois de um tempo fomos para um lugar mais afastado um pouco para a gente poder comer e levantar (na área perto dos elefante não pode sair do carro). O guia levou um café da manhã para a gente, com leite, café, chá, pão e bolo. Depois de alimentados fomos para outro canto em busca de um elefante macho que foi visto na manhã anterior. Depois de cerca de 30 min no jipe, com uma paisagem deslumbrante avistamos o elefante. Era um macho bem grande, estava sozinho, lindo! Durante o passeio o guia ia ainda parando em vários lugares para nos contar sobre a cultura, sobre plantas e animais que apareciam no caminho. Voltamos para o hotel por volta de 13h, super satisfeitos com o passeio. Almoçamos e de tarde ficamos na piscina do hotel, que é uma delícia! O jantar foi servido no início da noite (pagamos o pacote com todas as refeições incluídas). DIA 6 Últimos momentos no Mowani! Acordamos cedo para aproveitar um pouco mais a piscina e a vista do hotel. Por volta das 10h partimos rumo a Swakopmund. A viagem durou mais de 5h, com direito a pausa de quase 1h para almoçar em Uis e pausas para fotografar a estrada. Paramos em uma barraquinha na beira da estrada para comprar souvenir de umas mulheres da etnia Himba, um dos povos nativos da região. Os himbas são na grande maioria bem pobres mas super alegres, as mulheres e crianças ficaram super feliz com a nossa parada e dançaram para a gente, muito legal. A estrada tem trechos de quase 100km em linha reta, no cascalho e sol escaldante, sem aparecer nenhuma alma viva. Chegamos em Swakopmund por volta de 16h. Nos ajeitamos no nosso hotel, o Swakopmund Luxury Suites e fomos jantar. Comemos no Secret Garden Bistro, um restaurante agradável, com comida maravilhosa e com preço justo (1 pizza média = 90 NAD). Depois do jantar passeamos um pouco na cidade, que é bem fofa, toda alemã, e fomos dormir. O hotel é muito limpinho, confortável e bem localizado, recomendo! DIA 7 O nosso hotel não servia café da manhã mas nos dava um cupom de 100 NAD pra cada para comer em alguma das lanchonetes conveniadas. Fomos no Village Café, que vimos muitas referencias na internet. Nos amamos lá. Comida muito bem servida e boa. Fomos então para Walvis Bay, cerca de 40 min de carro, a cidade na qual iriamos fazer o passeio no deserto. Fomos direto para a nossa agencia, e depois de um pouco de atraso nosso passeio para Sandwich Harbour começou (1350 NAD pp). No carro estava o guia, nós 2 e um casal espanhol que também estava na lua de mel. Foram cerca de 20 min até a entrada do parque, lá paramos para calibrar o pneu e começamos o tour. O passeio incluía muita adrenalina, com o carro fazendo várias manobras em alta velocidade nas dunas de areia. O local é muito lindo, o encontro do deserto com o mar! Encontramos ainda vários animais no meio das dunas (springbok, chacal, avestruz). O passeio durou cerca de 4h e valeu muito a pena. Voltamos para o nosso hotel em Swakopmund e tomamos um banho rápido para conseguir chegar a tempo do por do sol no píer, que é lindíssimo. Jantamos no mesmo restaurante do dia anterior, de tanto que gostamos. A conta foi 260 NAD (comida + bebidas + sobremesa), o que corresponde a 45 reais! Voltamos a pé para o hotel e fomos descansar. P.S.: Walvis Bay foi o lugar melhor e mais barato para comprar souvenir em toda a viagem. DIA 8 Acordamos e tomamos café no hotel Anton (do lado do nosso hotel, nosso voucher de café da manhã valia lá também). As 09:30 demos início a nossa jornada até Sesriem, a porta de entrada para o Namib-Naukluft National Park. Paramos várias vezes para fotos. Paramos também em uma fazenda que custei a achar informações sobre ela na internet. Eu vi uma foto uma vez que achei lindo e eu e o Otavio ficamos horas na internet pesquisando sobre que lugar era aquele e como chegar, até que descobrimos que o tal local era propriedade do “Boesman”, um fazendeiro local. Pesquisamos bastante o caminho, e descobrimos que a entrada fica no meio da estrada, poucos km antes de Solitaire, na entrada tem um plaquinha com os sapatos dela, da esposa e das filhas dependurados, logo após a placa do Trópico de Capricórnio. Entramos e encontramos com ele, a esposa japonesa e as 2 filhas. Eles tem um camping no local, mas que estava vazio no dia. Eles são uma família muito interessante. No momento que chegamos fomos super bem recebidos, e ao ver nossa curiosidade ele fez questão de contar muitas histórias sobre ele, a família dele e o país. Em um mapa antigo da região ele nos contou várias curiosidade. Foi um bate papo muito interessante, recomendo quem estiver fazendo esse percurso passar por lá. Compramos uma água e umas lembrancinhas para ajuda-lo e seguimos viagem. Paramos para almoçar em Solitaire, parece uma cidade grande no mapa mas quando chegamos a cidade era composta por 1 hotel, 1 posto de gasolina, 2 lanchonetes e 1 borracheiro (que tem em todo canto). Fizemos um lanchinho por lá e seguimos para Sesriem. No meio do caminho, num sol escaldante de 40o C encontramos 2 senhoras americanas pedindo ajuda para trocar o pneu do carro. Elas alugaram o carro e não conferiram os equipamentos e as ferramentas para troca de pneu vieram erradas, não encaixavam! Eles estavam desesperadas pois já estavam no sol há algum tempo e não passava ninguém para ajuda-las. Oferecemos água e encontramos um carro que estava indo na direção oposto, sentido Solitaire, que foi pedir ajuda para os borracheiros e tantar falar com o seguro delas (o celular não pega na estrada). Após um dia inteiro na estrada muito árida, com trechos de cânions, muitos oryx e até cavalos selvagens chegamos no em Sesriem por volta das 16h. Abastacemos (48L = 515 NAD) e fomos do check-in direto aproveitar a piscina. O hotel “Le Mirage” é realmente um pedaço de paraíso no meio do deserto. Um local bem tranquilo, com uma piscina, quarto rústico e espaçoso e rodeado de um imenso deserto. Jantamos no próprio hotel e fomos dormir. Quase todos os locais lá são de difícil acesso e fica complicado sair para comer em outros lugares, por isso é importante se programar para fazer as refeições nos locais de hospedagem. DIA 9 Inicialmente tínhamos programados de fazer o tour no Sossusvlei com o hotel, mas o passeio tinha esgotado então resolvemos ir por conta própria, e foi a melhor coisa! Saímos cedinho do hotel (por volta de 6:40, mesmo horário que partem os passeios) e chegamos no parque ainda com o sol nascendo. O parque abre as 7h, pegamos um pouco de fila para conseguir entrar (80 NAD pp) e seguimos a estrada para subirmos a duna. O parque inteiro só tem 1 rua, bem longa e com várias paradas, mas não tem como se perder. A duna mais famosa que tem no parque é a Duna 45 (fica no km 45 a partir da entrada do parque), que é e a mais alta, mas nós paramos na Duna 40 mesmo (é bem mais vazia). Subimos até o topo dela! Foi bem cansativo e muito quente, demoramos cerca de 1h para chegar até o topo, e o que amenizou um pouco o cansaço foi a paisagem maravilhosa. Após muito tempo admirindo o local descemos e fomos para o famoso Deadvlei (km 60). Lá na entrada tem um estacionamento bem grande de onde partem vários transfers para o deadvlei. O caminho é de areia e precisa de um 4x4 para conseguir atravessar. Deixamos nosso carro e pegamos o transfer (150 NAD i/v pp), que sai toda hora. Chegando no ponto final do transfer é preciso andar mais 1km até chegar no deadvlei, o que foi bastante difícil, pois é areia quente, com sol escaldante e sem nenhuma sobra. Estava fazendo 40oC. Valeu muito a pena, o local é cinematográfico. As árvores permanecem intactas há mais de 800 anos, quando uma duna mudou de local e secou o rio que passava por ali. Com o calor e falta de umidade as árvores viraram “fósseis” e não sofrem decomposição. Fizemos o caminho inverso com ainda mais dificuldade devido ao calor mas muito satisfeitos. Almoçamos na portaria do parque e voltamos para o hotel. Chegamos lá quase 15h e passamos o resto do dia na piscina. Jantamos e dormimos cedo. DIA 10 Acordamos mais um dia super cedo para o passeio de balão. Eles nos pegaram no hotel as 06:45 e fomos direto para o local onde o balão nos esperava. Nosso balão tinha 16 pessoas (4 em cada cesto) + o piloto, um australiano muito experiente e divertido. O voo durou pouco mais de 1h e foi muito legal! Eu morro de medo de altura mas fiquei super a vontade no balão, apesar da altura o voo é bem calmo e suave, a imagem maravilhosa e podemos observar muitos animais pelo alto, principalmente oryx, que tem muito na região! Nos pousamos e fomos direto para uma café da manhã que nos esperava no meio do deserto, com direito a brinde de espumante e conversa com os outros turistas (a maioria é alemã, holandesa, belga e americana). Apesar de caro eu achei que valeu muito a pena o passeio! A única dica que eu tenho é de levar um chapéu, touca ou algo para cobrir a cabeça, pois o calor do fogo queima muito. Eles nos levaram de volta ao hotel, onde fizemos check-out e pegamos estrada rumo a Windhoek. Chegamos lá as 15h e fomos comer de novo no Joes Beerhouse, que é no caminho e já conhecíamos. De lá fomos para o nosso hotel, que é na estrada já saindo da cidade. Ficamos hospedados no “Immanuel Wilderness Lodge”, uma propriedade de um casal alemão. O hotel é simples mas aconchegante, mas não vale a pena para quem quer conhecer Windhoek pois é um pouco longe. Ficamos lá justamente pois no dia seguinte iriamos seguir viagem. Jantamos lá mesmo e fomos dormir. DIA 11 Tomamos café e as 9h seguimos viagem rumo ao nosso último destino, o Etosha. Paramos para abastecer (550 NAD) e após 4h de estrada reta chegamos no nosso hotel! Nós escolhemos o Etosha Village, que é pertinho da entrada do parque e é bem estruturado, junto a natureza e confortável. Tivemos um problema com o chuveiro do nosso quarto mas logo foi resolvido. Comemos por lá mesmo, um buffet com muita variedade que já haviamos reservado antes. DIA 12 Tomamos café cedinho e as 06:45 nosso full day tour partia para o Etosha National Park (1200 NAD pp) com mais 7 pessoas. Vimos girafa, elefante, suricate, avestruz, milhares de springboks e zebras, cheeta e leões! Vimos uma leoa deitada descansando do lado de uma carcaça de zebra, vimos lagoas repletos de animais em harmonia, de várias espécies e o mais legal de tudo, vimos um casal de leão acasalando! Eles estavam há cerca de 5 metros da gente, foi incrível! Na hora do almoço nosso guia nos deixou em um hotel em Okoakuejo onde almoçamos (210 NAD pp, buffet) e visitamos um waterhole lá perto com muitos e muitos animais, inclusive um família inteira de elefantes. De tarde continuamos o nosso tour, vimos mais girafas e leões, soltos na natureza. Voltamos para o hotel cerca de 18h, super satisfeitos com aa experiência de safari. Não conseguimos ver rinoceronte, mas o nosso guia disse que, infelizmente, por causa da caça eles são raros e difíceis de serem vistos. O dia foi cheio e cansativo, fomos direto comer e dormir. DIA 13 Dia de iniciar nossa jornada de volta. Saimos do hotel rumo a Windhoek, mas paramos em Outjo e outra cidadezinha vizinha para comprar souvenir e por volta de 15h chegamos no local combinado para devolver o carro. O processo todo foi super rápido e sem complicação. Pouco tempo depois já pegamos um taxi e fomos para o nosso hotel para a ultima noite. Ficamos em um hotel bem arrumadinho e com funcionários muito simpáticos e prestativos, o MonteBello Guesthouse, o único porem é que fica em um bairro residencial, não tem comércio próximo. Pedimos então uma pizza por telefone e fomos dormir. DIA 14 Nosso voo saía cedinho. Combinamos com uma empresa de táxi de nos buscar as 04:00, mas o cara não apareceu e não conseguimos falar com ele. O segurança do hotel então conseguiu outra pessoa para nos levar e chegamos no aeroporto sem problemas. De lá seguimos para Johannesburgo, São Paulo e por fim BH! Bom, espero que tenha esclarecido as principais dúvidas de quem planeja viajar para lá. Como não conseguimos informações com tanta facilidade resolvi escrever para quem precisar de dicas e informações. Estou a disposição para eventuais dúvidas. Uma ótima viagem a todos!
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    Mari, tô programando um rolê desse, porém pra maio deste ano e com roteiro bem parecido. Vou mochilar solo e tenho algumas dúvidas. Lugar pra se hospedar nesses locais é na hora ou antes, assim como as passagens td na hora tb?
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    Mari estou com um roteiro muito parecido com o seu, porém pra Julho, você espera fazer em quantos dias esse mochilão? Levando em consideração que 15 dias acho que seria pouco por conta das distancias e muitos locais a serem visitados.
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    @Mari Ana Esse site deve cobrar mais caro,veja nos sites das empresas, é compre na hora,é muito grande a disponibilidade,a não ser em dias puentes. Chile tem a turbus,mas esses trajetos que pretende fazer são locais,é o trem Valpo vina,é metro. No Uruguay veja www.welcomeuruguay.com e Argentina www.welcomeargentina.com
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    Show de bola seu roteiro, Mari! Queria ter mais dias disponíveis para visitar mais cidades. Ficarei do dia 14 até o dia 21 no cone sul, visitarei Montevideu, Punta, Colonia e Buenos Aires. Vai ser corrido mas estou bastante empolgado!
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    Olá Marcela, você pode usar o Transferwise, tem as melhores taxas para este fim. Quando eu digo melhores é mesmo, hoje por exemplo mesmo eu comprei 1000 euros, no cartão travel R$4,10 e no transferwise R$3,80. Você pode transferir o seu dinheiro para diversos bancos no mundo. Também se você quiser ter uma conta no exterior eu recomento do n26 da Alemanha é 100% digital e trabalha eu euros. Qualquer coisa me responde este post que eu mando mais informações. Eu tenho cupons de descontos para o Transferwise na sua primeira transferência e para o n26. Um abraço.
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    Vale a pena buscar uma forma mais econômica de fazer câmbio, mas a comodidade de usar cartão de crédito para pagar e sacar vale bastante a pena. Usa um pouco de cada que alivia o custo extra. Sugiro levar cartão com 6 e 4 dígitos de senha, já que umas máquinas só aceitam 4. Levar cash vale bastante a pena se a cotação no local for boa, senão pode não ser mais barato sacar. Se informa bem sobre a disponibilidade de ATMs e aceitação de cartão nas hospedagens.
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    Em termos de logística é melhor fazer Argentina e Uruguai, ou Argentina e Chile, ou até mesmo os 3. Acabei de voltar e fiz Buenos Aires, Colonia del Sacramento e Montevideo, tudo em 8 dias inteiros. Se vc tiver mais tempo disponível pode acrescentar Punta del Este ou mais alguma cidade mais ao norte do litoral Uruguaio.
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    Outro dia estava olhando algumas fotos da minha viagem para Cuba ate que me deparei com duas belas fotos das moedas cubanas, até que pensei " Caramba, acho que ainda não escrevi sobre elas no blog." Então falarei um pouco sobre as duas moedas cubanas afim de esclarecer um pouco como funciona as coisas em Cuba. CUC: Essa é a moeda principal para o turista, conhecida na nota como PESO CONVERTIBLES, esse é o dinheiro que você recebe na CADECA quando vai trocar seus euros, dólares ou libras, geralmente essa moeda é utilizada para pagar pela hospedagem, seja em hóteis ou casas de famílias, a moeda é também utilizada para o transporte pela empresa de ônibus VIAZUL, destinada a turistas que querem ir a outras cidades, a agências de viagens, táxis e restaurantes mais caros. Essa moeda é voltada ao turista convencional, assim a arrecadação por parte do governo é maior já que 01 CUC é praticamente igual a 01 Dólar. CUP: Essa é a moeda local dos cubanos, o famoso peso cubano, ela é geralmente usada em mercados, restaurantes mais simples, nos caminhões que transportam pessoas em determinadas cidades, ônibus municipais, resumindo no dia a dia do cubano, onde ele tem mais acesso, o bom de você ter algumas notas dessas no bolso para as vezes querer comprar um sorvete na rua, ou ir em alguma lanchonete, comprar uma água, e para ter ela é muito fácil, é só ir na CADECA com seus Cuc´s e trocar por CUP´s. Você pode fazer tudo ao mesmo tempo, trocar seu 100 euros por 100 CUC´s, e pegar 20 Cuc´s e trocar por 480 CUP´s, por exemplo. Eu recomendo andar sempre com um pouco das 02 moedas no bolso, pois em alguns lugares você terá que pagar somente em CUC e em outros você pode pagar em CUP, claro que se você andar somente com os CUC´s e quiser pagar alguma coisa que esteja em CUP´s, o dono do estabelecimento fará a conversão na hora para te cobrar o valor certo e dar o troco também, mas em alguns lugares a conversão não é favorável, na CADECA um CUC vale 24 CUP´s, e nos estabelecimentos saem por 20 CUP´s, resultando em uma ligeira perda, assim eu gostava de ter as duas moedas no bolso para facilitar na hora de comprar alguma coisa na rua. Uma atenção que precisa ter é que na hora de efetuar alguma transação tem que deixar muito claro a moeda que esta sendo utilizada, tive a experiencia de comprar uma pizza que custava 06 CUP´s (estava escrito em um cartaz) e na hora de pagar o senhor quis cobrar 1 CUC que equivale a 24 CUP´s, só aumentou o valor em 04 vezes mais que o preço normal, na mesma hora recusei a pizza e fui embora, o argumento dele foi que o turista tinha mais dinheiro e tinha que pagar mais, só que comigo não funciona assim não hahaha. Espero que tenham gostado e tem alguns outros textos que podem te ajudar no planejamento a Cuba: Qual moeda levar para Cuba? https://www.followtheportuga.com.br/single-post/Qual-moeda-levar-para-Cuba Como tirar o visto para Cuba? https://www.followtheportuga.com.br/single-post/Como-tirar-o-visto-para-Cuba Onde se hospedar em Cuba? https://www.followtheportuga.com.br/single-post/Onde-e-como-se-hospedar-em-Cuba Como se locomover por Cuba? https://www.followtheportuga.com.br/single-post/Como-se-locomover-em-Cuba E para acompanhar de perto mais informações só seguir a página no FACEBOOK e INSTAGRAM Follow me
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    Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de Montevidéu. ROUPAS Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. O começo da manhã e à noite as temperaturas caem um pouco então é bom sempre ter uma blusa na mochila de ataque. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CELULAR Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem. CHEGANDO EM MONTEVIDÉU Cheguei por Punta del Este na estação de 3 Cruces, que fica no centro da cidade. Como era por volta de 23h decidi pegar um táxi para o local que eu iria ficar hospedado. Dentro da rodoviárias havia uma fila GIGANTESCA para pegar táxi. Mas do lado de fora, na rua lateral da rodoviária, havia uma fila bem menor. Fui nessa e em menos de 5 minutos consegui pegar um. ACOMODAÇÃO Há 9 anos faço parte do Couch Surfing então consegui me acomodar na casa de um local lá em Montevidéu. Mas conheci umas brasileiras que estavam ficando no hostel Che Lagarto e elas gostaram muito. O QUE FAZER Recomendo ficar de 2 a 3 dias em Montevidéu. Meu roteiro foi esse: 1º dia: 06 de Março de 2017 (segunda-feira) De manhã fui conhecer o Palácio Legislativo mas eu cheguei às 10h37 e o tour pelo prédio havia começado as 10h30 e não me deixaram entrar. Perto dali fica o Mercado Agrícola que é muito limpo e organizado. Tem alguns lugares pra comer e até um supermercado lá. Mas o que eu curti mesmo foi a Cervejaria Mastra, de cervejas artesanais. Tomei uma Brown Ale deliciosa por UYU 150. Voltei em frente ao Palácio Legislativo e peguei informação de ônibus até o Estádio Centenário. Lá visitei seu museu (UYU 150) e subi na torre panorâmica (UYU 60). Pra quem gosta de história e futebol esse museu é parada obrigatória. Vale muito conhecer. Do museu peguei o ônibus 186 até a Playa de Pocitos onde está o letreiro “Montevideo”. Tirei umas fotos no letreiro e caminhei no calçadão da praia. No começo da noite voltei para casa do meu anfitrião e fui dormir. 2º dia: 07 de Março de 2017 (terça-feira) Acordei umas 8h30 e fui ao Mercado Del Puerto. Resolvi ficar no mercado para o almoço então de lá fui até a Plaza Independencia pela Peatonal Sarandi. Chegando na praça visitei a estátua de Artigas e o seu mausoléu que fila logo abaixo dela. Ao lado da praça fica o Teatro Solis com tour guiado em espanhol, português e inglês. Peguei o tour em espanhol (UYU 40) que durou uns 30 minutos, mas valeu muito a pena. Saindo do teatro visitei a Catedral Metropolitana de Montevidéu e de lá segui de volta ao Mercado Del Puerto. Comi um Chivito no restaurante L’Egregor e tomei uma garrafa de vinho (estávamos em 3 pessoas e saiu UYU 325 pra cada). DICA: O Uruguai tem uma política de incentivo à vinda de turistas pela isenção e devolução de imposto sobre valor agregado, o IVA (equivalente ao nosso ICMS). Então alguns restaurantes dão cerca de 18% de desconto se você pagar no cartão de crédito. Saindo do mercado passei no Cafe de Las Missiones, um simpático e tradicional café no centro antigo da cidade. De lá voltei à Praça Matriz onde consegui um sinal wi-fi aberto e chamei um UBER (UYU 190) até o Castelo Pittamiglio. Esse castelo foi uma obra de um alquimista chamado Humperto Pittamiglio que viveu em Montevidéu de 1911 a 1966. A visita é guiada e cheia de histórias esotéricas e sobre a alquimia. Gostei muito e vale muito a pena conhecer o lugar. Na volta passei no Terminal 3 Cruces e comprei para manhã seguinte com destino a Colonia de Sacramento. Anexo ao relato algumas fotos de Montevidéu. Espero ter ajudado.
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    Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de Punta del Este. ROUPAS Como qualquer cidade litorânea, lá faz muito calor durante o dia. Mas devido aos fortes eventos a sensação térmica pode deixar a temperatura mais amena. Bermudas, shorts e camisas de dry-fit são ideais. Calçados leves para as caminhadas são bons também e caso decida ficar na praia, vá de chinelo e roupa de banho. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CHEGANDO EM PUNTA DEL ESTE Em 04/03/2017 peguei um vôo direto de SP para Montevidéu. Decidi ir direto do aeroporto para Punta del Este, uma vez que o aeroporto fica no caminho. Chegando ao aeroporto troquei apenas US$ 100 por Pesos Uruguaios, já que as cotações dos aeroportos são as piores. Peguei UYU 2.500,00 (cotação US$ 1 = UYU 25,00). Do lado de fora do aeroporto está o guichê da empresa de ônibus COT que te leva até Punta del Este. Não havia mais lugares no ônibus mas me deixaram ir em pé. A viagem dura aproximadamente 2h e como há outras paradas durante o caminho não demorou muito para um lugar vagar e eu consegui ir sentado. ACOMODAÇÃO Cheguei na rodoviária de Punta umas 15h e peguei um táxi (UYU 200) até o F&F Hostel. Consegui uma cama num quarto compartilhado (8 pessoas) por US$20. Gostei do F&F Hostel. É limpo e tem uma área de lazer muito legal, com bar e piscina. O bar, no entanto, deixa um pouco a desejar. Faltou cerveja numa noite e tive que sair pra comprar num supermercado próximo. Tem cozinha com geladeira, fogão, microondas, forno e acessórios (panelas, pratos, talheres). O QUE FAZER Punta del Este é bem legal mas não tem muito o que ver. Recomendo ficar no máximo 2 dias que já é suficiente para conhecer as principais atrações. No primeiro dia rodei à pé pela cidade passando pelo monumento “Los Dedos”, Praia dos Ingleses, Igreja Nuestra Señora de La Candelária, Farol e o porto, onde vale a pena ficar pra ver o pôr do sol. No segundo dia deixei o albergue de manhã e fui até o terminal de ônibus. Lá deixei minha mochila no guarda volume e fui até a agência AGT (que fica dentro do terminal).Comprei uma excursão para a Casa Pueblo. Eles aceitam Real e paguei R$100. Dei mais uma volta pela cidade e parei em um mini mercado pra descansar e esperar a hora da excursão. Tomei umas cervejas locais muito boas: Patrícia, Pilsen e Zillertal (em média UYU 140 cada). A van da excursão saiu as 15h e passamos por vários pontos turísticos (Ponte La Barra e condomínios com casa de famosos) terminando na Casa Pueblo. O ingresso à Casa Pueblo custou UYU 240. Uma pena que não deu muito tempo para ver a casa em si pq chegamos pouco antes do pôr do sol, que foi um dos mais bonitos que eu já vi em toda a minha vida. No comecinho da noite a excursão retornou ao terminal rodoviário. Peguei minha mochila e comprei passagem para Montevidéu para 21h (UYU 282). Cheguei em Montevidéu (rodoviária 3 Cruces) por volta das 23h. Anexo algumas fotos da minha passagem por Punta. Espero ter ajudado.
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    Criando um Roteiro de Viagem Criar um roteiro básico não significa que você precise segui-lo como se estivesse em um excursão de agência de viagens, afinal você vai viajar de forma independente e não quer ficar preso a nada, porém ter um roteiro básico vai te ajudar a organizar a logística da viagem e isso pode fazer você economizar uma boa grana. Crie uma lista dos destinos que pretende conhecer e pesquise: • Quais são as principais rotas e meios de transporte para se chegar nos destinos escolhidos e quanto custam os serviços de transporte para chegar até eles. • Quais são os principais tipos de hospedagem nas cidades por onde irá passar e quanto elas custam e quais são os meios de transporte para se chegar até eles. • Quais são as “principais atrações” e se as mesmas são de fácil acesso ou necessitam da contratação de serviços de tours ou guias e quanto custam estes serviços. Sobre os custos, vale lembrar que sempre há aquela “margem de erro”; portanto pode colocar sempre um pouquinho mais pra cima (melhor sobrar do que faltar não é mesmo?). Depois de criar seu roteiro você pode publicá-lo nos fóruns de Roteiros de Viagem do Mochileiros.com e pedir a ajuda de outros viajantes – para obter sugestões, para saber se você não deixou passar algo imperdível ou se precisa de ajustes. De qualquer forma, seu roteiro será apenas um rascunho da sua viagem, não significa que você terá obrigatoriedade de cumpri-lo a risca (esta é uma das inúmeras vantagens de se viajar de forma independente), você provavelmente irá ficar mais ou menos em cada uma das cidades que incluiu no roteiro, por motivos variados (gosto pessoal, orçamento, clima etc).
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    Deixarei aqui um breve relato sobre a Travessia da Estrada da Petrobras que fiz recentemente. No finalzinho do ano passado encontrei um grupo que estava se programando para fazer essa travessia bem desconhecida, como a data estava vaga, porque não? Seriam três dias de caminhada para percorrer um percurso de 75 Km, a ideia era fazer 25 Km por dia com camping selvagem onde fosse possível armar as barracas. Apesar de não ser uma distância tão grande assim o percurso conta com uma altimetria q vai de cerca de 1800m de subidas e 2600 de descidas. (ai meus joelhos). A travessia é toda realizada pela estrada que a Petrobras construiu para utilizar para fazer reparos nos oleodutos que vem do litoral, não há nenhuma dificuldade de navegação ou trechos técnicos. Durante o caminho passamos por 3 cachoeiras e vários riachos com bons locais para banho, o que acaba sendo o real atrativo da travessia. Deixo aqui um pequeno video que fiz. Curta: https://www.facebook.com/rootsraizeseaventura/ (Toda curtida na página ajuda um montão) Instagram https://www.instagram.com/Roots.Raizes.da.Aventura/
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