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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 26-02-2018 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Olá a todos e todas, como este site sempre foi fonte de preciosa informação nas minhas viagens compartilho com vocês o que foi uma das minha melhores experiencias até hoje, 1 mês de voluntariados na chapada. Bem, até uns 3 anos atras nem sequer sabia que existia a chapada dos veadeiros... Pois é!!! até que tudo mudou quando um amigo me falou da parte "magica" deste lugar, fiquei muito interessado porém deu uma esfriada, novamente ouvi sobre o programa de voluntario pelo ICMBio onde fui atras das primeira informações, era o "chamado do cristal". Enfim, para os leigos a chapada dos veadeiros esta situada em cima de uma imensa jazida de cristal de quartzo rosa o que as pessoas acreditam aumentar a nossa frequência energética, também está na mesma linha de Machu Picchu o que aumenta o interesse das pessoas por este lugar, que realmente é magico . Sobre o voluntariado, através do site do ICMBio descobri um edital do parque para o programa, fiz minha inscrição e fui muito insistente, tem que ser, como são poucas pessoas no parque eles demoram um pouco para responder, mas respondem! Depois de 3 meses aguardando fui chamado para começar no dia 16 de janeiro o programa oferece alojamento e transporte do alojamento ao parque para os voluntários, alimentação e transporte do local de origem não está incluso, no entanto o parque conseguiu uma parceria com um restaurante da vila de São Jorge (que é a base para muitos passeios pela chapada) onde eles doam comida para os voluntários e pensa numa comida boa. o programa é uma ótima oportunidade para conhecer pessoas de todo o Brasil e ter um contato com a comunidade local, o povo lá é realmente muito receptivo e sempre tratam você muito bem. Dentro do programa eu fiquei atendendo os visitantes na recepção do parque, então tem muito contato com turistas também, outras atividades foram na administração do parque, monitoramento das trilhas e em alguns casos manejo de animais silvestres como teve um dia em que um Jabuti foi encontrado e eu junto com outra voluntaria fomos fazer a soltura do animal acompanhados da nossa chefe que é bióloga e um fiscal do IBAMA que também trabalha no parque, foi uma linda experiencia ver o animal livre novamente. Já a vivencia como voluntário foi incrível, a experiencia de conviver 1 es com pessoas de outros lugares com uma cultura diferente da sua mas que compartilham muitas coisas em comum é sensacional, pudemos acampar e fazer alguns passeios juntos e foi muito da hora!!! Trocar ideias fazer algumas maluquices foi uma o´tima experiencia! Quanto ao povo e simplesmente demais, cheguei na época em que ocorre a folia de São Sebastião onde é feito um jantar na casa de alguns moradores que se dispõem em receber os foliões uma amostra riquíssima da cultura local e simplicidade daquele povo, es´ta história começa quando fomos visitar o complexo de cachoeiras macaquinhos onde ficamos o dia todo quando voltávamos para o alojamento passamos por uma vila onde estava começando a folia, paramos para conversar com algum local sem saber do que se tratava... logo fomos indicados a ficar por ali mesmo onde logo mais começaria a folia, com janta, apresentação de catira e por fim forró, não deu outra! Como estávamos loucos por um forró e atorados de fome ficamos por ali mesmo o jantar servido foi maravilhoso!!! (fotos a baixo) e a recepção então nem se fala, me senti como se fosse da família de tão bem recebido que fui. Aproveito para deixar meus agradecimentos ao dono da festa e a pessoa que nos recebeu tão bem, o guia de turismo na chapada Veri! Outra oportunidade magica que a chapada me proporcionou foi poder ver a Lua cheia em um lugar tão incrível com pessoas tão sensacionais um verdadeiro presente poder assistir uma lua cheia, lua azul, super lua e lua de sangue na mesma noite em um lugar tão massa como é lá, fizemos uma fogueira e acampamos na varanda de uma casa no meio do mato com um céu maravilhoso! Infelizmente experiencias assim são difíceis de se passar por escrita, acredito que tem coisas nessa vida que só vivendo pra saber como é mesmo! Poderia ficar o dia todo escrevendo este texto e contando todas as experiencias que este 1 mês me proporcionou, mas vocês não aguentariam tanto texto, nem eu conseguiria escrever tanto ! hahahahahah espero que possa ter ajudado, e como sempre dizíamos na chapada: uma vez conhecendo você sempre vai querer voltar... Outras informações: Site Voluntariado ICMBio: http://www.icmbio.gov.br/portal/sejaumvoluntario PARNA Cahapada dos Veadeiros: http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/o-que-fazemos/voluntariado.html Abaixo deixo algumas fotos desta experiencia. Momento de agradecimento! A cultura brasileira e linda!!! Comida boa pra muita gente! Momento dos voluntários, interação e amizade. Uma nova família que foi construída na Chapada! Momentos antes da liberdade, Jabuti livre Pensa numa comida boa!!! hahahahahah Brena e eu choramos de alegria com um rango desse!
  2. 3 pontos
    Olá, cheguei no seu tópico enquanto ainda estava na sessão "perguntas e respostas". Durante o final de semana enquanto fazia uma pedalada fiquei pensando no seu dilema e refletindo sobre a minha própria vida. Entendo essa frustação que vc comenta de ver as coisas dando errado - passei por situação semelhante quando saí de casa com pouco dinheiro e tudo aconteceu diferente do esperado. Já que o primeiro caminho que tomei não deu certo e o orgulho me impedia de voltar pra casa, acabei indo pra outro lugar e recomeçando minha vida numa situação diferente. Foi bem difícil, mas hoje olho pra trás e não me arrependo. Estou comentando isso apenas pra te lembrar que vc não tem apenas 2 opções (continuar mochilão/ voltar pra casa) e sim que na vida temos montes de oportunidades. Então vc pode ir pra outro lugar, pegar um trabalho, se organizar melhor, retomar seu mochilão depois. Não veja isso como derrota mas sim uma mudança estratégica de planos. O seu tópico me fez também pensar no que realmente me trouxe satisfação na vida até agora. Como todo mundo mais aqui no mochileiros eu adoro viajar, sendo que a minha grande paixão é explorar o mundo de bicicleta. Mas sendo sincera as coisas que trouxeram mais satisfação envolveram duas coisas que não se comenta muito por aqui: esforço e trabalho. E não estou nem pensando em profissão, dinheiro, bens materiais, nada disso. Mas em habilidades que aprendi e dificuldades minhas que superei, como a imensa fobia social que eu tinha. Aliás me dei conta que está na hora de pedalar menos e aprender/crescer mais. Então entrei aqui para agradecer vc ter compartilhado seu dilema (valeu muito pelo momento de reflexão) e te desejar boa sorte, qualquer que seja o caminho que vc resolver seguir.
  3. 2 pontos
    Sobre as estadias e hospedagens El Fiodor - Puerto Natales Fiquei lá em duas ocasiões diferentes. Na primeir um pernoite, apenas de passagem para ir a El Calafate. Ele estava em obra e tinha um cheiro de tinner mto forte na recepção nesse dia. Tirando isso, achei bem aconchegante e limpo por dentro. Na segunda ocasião fiquei duas noites. Vi que na verdade não era um lugar bem improvisado. O dono, chamado Samoel, é um cara bem bacana que tem um táxi e tá sempre disposto ajudar, mas está sempre resolvendo coisas e não para por lá na recepção. O espaço em si é muito improvisado. A cozinha tem muitos utensílios velhos e desgastados. Há um quarto imenso que deve ter umas 8 beliches. O banheiro é limpo, mas coletivo, como um vestiário. Pedi ao dono para deixar o mochilão de graça até a volta do circuito W e ele aceitou de boa. Isso foi bem bacana. A diária é bem barata, apesar de fazer a reserva pelo booking ele me cobrou menos do que previsto lá. Ficou por 10 mil pesos em dinheiro (não aceitam cartões). A cama é boa, há guarda volumes e calefação na sala e em alguns quartos. Enfim foi tudo ok, mas é preciso entender que é um hostel improvisado. América del Sur - El Calafate O que me levou pro América del Sur foi a vista. Ele fica numa parte alta de El Calafate, com vista linda do Lago Argentino e um por do sol convidativo. Fica a 10 minutos do centro, e na volta é preciso subir uma ladeira. Os quartos são bem estruturados, luminária individual para cada cama, banheiro em cada quarto, super limpo e tudo mais. O que me incomodou no América del Sur é o próprio sucesso dele. Ele é imenso e muita gente está lá ao mesmo tempo. Vive lotado. Há uma circulação imensa de pessoas a ponto de você ter que esperar alguns bons minutos pra tirar uma simples dúvida na recepção. A toda hora tem gente saindo e chegando. Ademais, ele tem um bar super movimentado e todo dia tem um churrasco liberado por ar$ 350. Rolou até show ao vivo certo dia. Eles fazem câmbio a uma taxa não muito boa, têm computadores para uso gratuito, fazem impressão se você precisar ( por ar$10 a folha) e agendam passeios e passagens. Em serviços eles são imbatíveis. A cozinha é boa, mas ficou devendo por conta das geladeiras. Ambas ficam lotadas e não fechavam bem. Além do abre e fecha constante nada gela direito. A diária é um pouco acima da média de El Calafate. Eu gosto de sossego, lugar tranquilo. Se sua pilha é clima de agitação, música, muita gente e bom serviço, o América del Sur é pra você. Condor de Los Andes - El Chaltén Este hostel é interessante. Tem uma localização muito boa, bem próximo à rodoviária de El Chaltén. Tem um espaço bom para refeições e uma cozinha boa e bem equipada. O café da manhã é simples,dois pães, dois tabletes de manteiga e duas marmeladas. Suco,café e leite é liberado. O quarto é pequeno, tem seis camas e banheiro próprio. Há guarda volumes para quatros pessoas apenas. A Internet é muito lenta, mas não consegui saber se isso é do hostel ou se em toda El Chaltén é assim. O valor da diária é justo, dentro da média da cidade. Enfim, achei bem de boa. Sol de Invierno - Punta Arenas Fiquei apenas um pernoite nesse hostel, já que no outro dia fui cedo para Ushuaia de ônibus. A impressão geral foi muito boa. Fica uns 10-15 minutos da garagem da Bus Sur, numa rua não muito movimentada próximo ao centro. O hostel parece bem novo e muito limpo. Tem calefação nos quartos, tomadas próximo à cama, armários para guardar coisas de valor e banheiro com boa estrutura. A Internet é boa. Pedi para adiantar o café da manhã por causa do meu ônibus e fui atendido prontamente. O café da manhã é simples, café, leite, pão, manteiga e geléia, uma fruta. A única decepção ficou por conta do pagamento. Fiz reserva pelo booking e o preço é algo como CHP 13.000. Qdo fui pagar ele disse que era 16.000. Perguntei pq e ele disse que no booking aparece o valor sem IVA, mas o hostel não possui o cadastro necessário para evitar a cobrança do IVA. Deviam avisar né, pelo preço não achei uma boa relação custo benefício não. Cruz del Sur - Ushuaia Não lembro muito bem porque, mas foi difícil encontrar um bom hostel em Ushuaia. Acho que deixei mto em cima da hora, então as opções não eram mto boa. O Cruz del Sur foi legal pelas pessoas que conheci, mas o hostel tá ali entre o ruim e o razoável. Os quartos são bem pequenos, difícil se mexer lá. Apesar de o atendente ser brasileiro, o atendimento não é bilingue. O Marcelo, brasileiro que trabalha lá é uma simpatia, mas ele mal fala espanhol e inglês. Muita gente perdida. Aliás, achei bem estranha essa relação de trabalho lá. Ele dorme num quarto no hostel e é o único atendente lá. Não tem outro funcionário na recepção. Praticamente ele acorda trabalha, come e dorme no hostel. Tinha uma cara de exploração seria de mão de obra estrangeira. Duvido muito que ele seja contratado de forma legal. Talvez eles não tenham nem visto de trabalho do mercosul. O café da manhã é bem ruim. Pra começar o horário é mto tarde, 8h30. Eles pegam pão congelado, esquentam no forno e colocam pra gente. O suco é daqueles em pó. Manteiga, doce de leite e leite completam o cardápio. Bem fraco! Pra compensar o banheiro é limpo e os quartos tb. E a localização é muito boa, perto de tudo. A Internet é boa apenas nas horas mais vazias. Aceita apenas dinheiro, em dólar ou peso. É uma pena pq o espaço do hostel é legal, mas os pontos negativos pesaram.
  4. 1 ponto
    Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de SALTA. LEGENDA UYU - Peso Uruguaio USD - Dólar Americano BRL - Real Brasileiro ARS - Peso Argentino ROUPAS Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. O começo da manhã e à noite as temperaturas caem um pouco então é bom sempre ter uma blusa na mochila de ataque. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CELULAR Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem. DINHEIRO e CARTÃO Em espécie levei apenas DÓLARES AMERICANOS e trocava aos poucos por moeda local em casas de câmbio. Usei sem problemas o cartão VISA INTERNATIONAL do Banco do Brasil na maior parte da viagem. ACOMODAÇÃO Há quase 10 anos faço parte do Couch Surfing então quase sempre consigo me hospedar na casa de locais. Em Salta fui hospedado pelo Germán, um couchsurfer que mora a uns 10min. do centro da cidade. CHEGANDO EM SALTA Decolei de Rosário por volta das 16h e cheguei ao aeroporto de Salta por volta das 18h. Não há ônibus que passa dentro do aeroporto então você precisa caminhar uns 10 minutos até chegar ao ponto que fica na rodovia do lado de fora. Peguei o ônibus 8A que vai até o centro. Não tinha cobrador e só aceitava o cartão de transporte. Conversei com um passageiro, pedi para usar seu cartão e dei ARS10 a ele. O QUE FAZER A cidade de Salta em si não tem muito o que fazer. Mas ela está localizada numa região belíssima com vários passeios (muitos de um dia, outros demandam mais tempo) ao seu redor. Aconselho deixar apenas um dia pra conhecer a cidade. Nos restantes, faça o máximo de passeios que puder. 1º dia: 17 de Março de 2017 (sexta) Levei 40 minutos para chegar ao centro da cidade. Caminhei até a agência Nordic Travel (http://www.nordic-travel.com.ar) que já tinha feito contato via e-mail anteriormente. Chegando lá comprei a excursão para Quebrada de Humahuaca (para domingo, 18 de Março). No cartão ficava ARS990 e no dinheiro ARS800. Pedi para deixar minha mochila na agência enquanto dava uma volta pelo centro da cidade. Passei pela Plaza 9 de Julio, Catedral Basílica de Salta e Iglesia de San Francisco. Parei num McDonald’s em frente a Plaza 9 de Julio e comi um “menu do dia”: McTriplo por ARS89. Voltei à agência pra pegar minha mochila e segui para um supermercado para comprar coisas para o café da manhã. De lá segui para casa do meu anfitrião. Conversei com ele por algumas horas e fui dormir. 2º dia: 18 de Março de 2017 (sábado) Acordei as 6h20, tomei café da manhã e segui caminhando para a estação de trem de Salta. Lá iria começar minha excursão para o TREN A LAS NUBES (http://www.trenalasnubes.com.ar). Tinha feito minha reserva pela internet e chegando na estação efetuei o pagamento no cartão de crédito (ARS1700). Fui o último a entrar no ônibus que partiu pontualmente às 7h05. *ATENÇÃO* - A excursão não costuma atrasar, então aconselho a chegar na estação por volta das 6h45. O ônibus foi fazendo umas paradas pelo caminho. Paramos no vilarejo de ALFARCITO para tomar um café da manhã: chá ou café com leite, duas pequenas broas e duas pequenas empanadas doces. Comida “OK”, nada de mais. Havia lá uma pequena capela, uma loja de artesanato e um pequeno estábulo com simpáticas lhamas. Chegamos em SAN ANTONIO DE LOS COBRES por volta das 11h40. É um pequeno povoado que se formou devido à exploração de cobre, chumbo e outros minerais da região. Ao meio-dia o Tren a las Nubes deixava a estação. Depois de uma hora e meia de viagem, chegamos ao ponto máximo do passeio: o VIADUTO LA POLVORILLA. O trem levou 10 minutos pra passar o viaduto. Por ele ser uma curva, quem está na janela da esquerda consegue ter uma visão melhor. Então guia do nosso vagão pediu para trocarmos de lugar com quem estava do outro lado para que todos pudessem ver e tirar foto da janela. O trem tem locomotivas nas duas extremidades, então ele não precisou fazer um retorno para voltar. Chegando ao final do viaduto, a locomotiva que estava no final trouxe a gente de volta. Logo após passar o viaduto na volta, o trem faz uma parada para mais fotos. Vários locais estão esperando os turistas, vendendo artesanato, água, empanadas, etc. No caminho de volta comi um lanche que tinha preparado antes de sair de casa. Chegando à San Antonio de los Cobres a excursão faz uma pausa para o almoço. Como já tinha comido, fiquei passeando pelo povoado. Mas não tinha muita coisa pra ver não. Por volta das 16h30 partimos de volta à Salta. Fizemos uma parada no povoado de SANTA ROSA DE TASTIL, onde há um pequeno museu. Nele fomos informados que TASTIL foi a maior cidade pré-colombiana da Argentina. Chegamos em Salta por volta das 19h45. Passei no supermercado para comprar o café da manhã do dia seguinte. Chegando em casa o Germán me apresentou sua namorada, a Julieta. À noite fomos à festa de aniversário do irmão dele. Comi e bebi muito e fui dormir por volta das 3h. 3º dia: 19 de Março de 2017 (domingo) Acordei às 6h30, tomei café e às 7h estava em frente a casa esperando a excursão para a QUEBRADA DE HUMAHUACA. Por volta das 7h10 a van da Nordic Travel me pegou e seguimos viagem. A primeira parada foi no povoado de PURMAMARCA. Há muitos artesanatos locais, mas o que vale mesmo é ver o CERRO DE LOS SIETE COLORES. Segundo o Wikipedia: “Sua exclusiva gama de cores é o resultado de uma complexa história geológica, que inclui sedimentos marinhos, lacustres e fluviais elevados por movimentos tectônicos.”. Esse morro é realmente fascinante! Se derem sorte do dia estar ensolarado, poderão ver suas cores ainda mais intensas. Fizemos outras paradas para fotos até chegar em uma oficina de cerâmica. Lá tivemos uma demonstração de como feito alguns objetos e o forno para onde vão. Passamos pela loja que vende essas cerâmicas e seguimos viagem. Mais uma parada para ver a PALETA DEL PINTOR, que são belíssimas formações rochosas multicoloridas que ficam em uma montanha. Chegamos em Humahuaca e paramos para almoçar no Hotel de Turismo. Fomos informados que a seleção argentina de futebol ficou nesse hotel antes de ir disputar a Copa de 1986 no México. Fizeram isso para irem se acostumando com a altitude, similar às das cidades mexicanas que iriam disputar seus jogos. Na entrada do almoço serviram 2 empanadas, depois uma salada. De prato principal escolhi MILANESA DE LHAMA. A carne era tão fina que quase não dava pra sentir seu gosto. Na sobremesa pedi salada de frutas. (ARS180). Depois do almoço saímos para caminhar pela cidade. Muitos vendedores nos abordavam, oferecendo água e artesanatos locais. Paramos na Iglesia Nuestra Señora de la Candelaria, Plaza Dr. Ernesto Padilla e numa loja de roupas com pele de lhama, alpaca, etc. Passei também pelo Monumento a los Héroes de la Independencia que fica no alto de uma escadaria. Por volta das 15h começamos nossa volta para Salta. Paramos em UQUIA, que tem a Iglesia de San Francisco de Paula. Aqui tem uma história interessante: na época que foi construída a igreja, os espanhóis pediram para um artista local pintar anjos dentro dela. Só que ele não sabia o que era um “anjo”. Então os espanhóis disseram: “São gente como a gente, mas com asas.”. Então o artista encheu as paredes da igreja com espanhóis em seus trajes típicos, mas com asas! Fizemos outra parada na PALETA DEL PINTOR, agora com as cores muito mais intensas por conta da posição do sol. Chegamos de volta à Salta por volta das 20h. Tomei um banho, comi uma pizza com o Germán e sua família e fui arrumar minhas coisas. Meu ônibus para San Pedro do Atacama iria sair 23h30. Chegando à rodoviária fui informado que NÃO PODERIA VIAJAR porque não tinha dado entrada na Argentina em meu passaporte. Vou explicar o que aconteceu: ****ATENÇÃO**** Entrei na Argentina por um barco que que cruza o estuário do Rio Prata. Estava em Colonia de Sacramento (Uruguay) e cruzei até Buenos Aires. Acontece que na chegada à capital argentina, não havia nenhum posto de imigração nem agente para conferir os passaportes de quem chegava. Estavam todos entrando na Argentina sem nenhuma fiscalização. Segui o fluxo e entrei normalmente. Acontece que na hora de sair, os motoristas dos ônibus que cruzam as fronteiras conferem se você deu a entrada no país. Caso não tenha dado (meu caso) eles não permitem entrar no ônibus pq eles serão multados quando forem cruzar a fronteira entre Argentina e Chile. Fui informado que teria que acertar minha situação no escritório de imigração de Salta. Por sorte o German (meu anfitrião) estava lá na plataforma comigo e entendeu toda a situação. Apesar de eu ter combinado de ficar na casa dele só até aquele dia, ele me disse que não haveria problemas de eu ficar mais tempo na casa dele. Disse que poderia ficar o tempo que fosse, até acertar minha saída do país. Voltamos pra casa e fui dormir desolado e com muita, mas muita raiva da m***da que eu tinha feito. 4º dia: 20 de Março de 2017 (segunda-feira) Passei O DIA TODO resolvendo minha situação com a imigração. Depois de inúmeras idas e vindas, disseram que iriam avisar a fronteira sobre minha situação. Voltei ao terminal de ônibus e o proprietário da agência Frontera del Norte (única empresa que tinha ônibus para o dia seguinte até San Pedro de Atacama) disse que eu iria poder embarcar desde que minha passagem estivesse carimbada por algum agente da imigração. 5º dia: 21 de Março de 2017 (terça-feira) Acordei umas 8h e fui até o terminal rodoviário e comprei passagem na Frontera del Norte (ARS 750). Fui até a imigração e eles relutaram em carimbar a minha passagem. Insisti muito e até apelei dizendo que era meu aniversário (e de fato era!). Depois de muita insistência carimbaram minha passagem. Por volta das 11h voltei pra casa, peguei umas roupas sujas e levei pra lavar em uma 5 à Sec (ARS110). Depois fui até o MAAM - Museo de Arquelolgia de Alta Montaña (ARS100). O museu é pequeno e vale a pena visitá-lo nos horários das visitas guiadas. Para mais informações, acessem: http://www.maam.gob.ar/ Mais tarde fui até o Monumento a Martín Miguel de Güemes, que fica aos pés do Cerro San Bernardo. O monumento é OK e há uma escadaria que sobe o morro. Subi só parte dela e voltei. A noite jantei com a família do Germán e por volta da meia-noite estava deixando Salta (ufa!) sentido San Pedro de Atacama. Anexo ao relato algumas fotos da minha passagem por Salta. Espero ter ajudado.
  5. 1 ponto
    Minha vida é andar por este país pra ver se um dia descanso feliz. Guardando as recordações das terras onde passei, andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei. - Luiz Gonzaga Compartilho esse relato aqui com vocês na esperança de inspirar novos e antigos viajantes, como vários relatos daqui já fizeram comigo. Passei 24 dias no Nordeste, essa região maravilhosa. Com sangue viajante nas veias, tive companhia do meu pai, com seus 54 anos, revivendo seu tempo de mochileiro. E, por 10 dos 24 dias, a companhia da minha irmã, de 18, descobrindo as sensações do seu primeiro mochilão. A rota escolhida foi o curso do Rio São Francisco, começando em Petrolina/Juazeiro/Sobradinho, descendo até a Foz do Rio, em Penedo/Piaçabuçu e o paradisíaco Pontal do Peba - AL, passando pelos Cânions do Xingó e cidades ribeirinhas, como Piranhas e Belém do São Francisco. Descemos pra Aracaju - SE, e de lá até Mangue Seco - BA, de beleza indescritível onde passaram as cenas da famosa novela da globo Tieta do Agreste. Relato de Viagem Avião de Guarulhos-SP pra Petrolina-PE com a GOL: 16 mil milhas no programa Smile. Petrolina - PE 02/01- Desembarcamos em Petrolina às 2h da manhã. Saindo do avião já nos pega de surpresa aquele calor de 32 ºC, em plena madrugada, já nos dando um gostinho do que o Sertão nos guardava. Como era tarde e o aeroporto fica fora da cidade, não conseguimos chamar um Uber (até porque o Uber é bem recente por lá), e caímos na mão de um taxista, bandeira 2. Resumindo, a viagem de 15 minutos até o hotel morreu em R$50,00. O hotel beira de estrada achado no booking não era dos melhores, mas pelo menos tinha ar condicionado e um café meia boca. Hotel Rio Doce: R$ 130,00 a diária. 03/01- Na manhã seguinte já partimos, de Uber, pra um hotel bem melhor localizado, no centro da cidade, próximo à orla do Rio, ao centro histórico, museus e catedrais. Hotel Riviera R$100,00 a diária, sem café, com ar condicionado e recepção pelo Seu José, o senhor muito falante dono do hotel. A primeira visita foi ao Museu do Sertão (10 min a pé do hotel, de baixo de um sol de 40 ºC). O museu é bem interessante. Traz as culturas do povo sertanejo de forma bem rústica, a fauna, flora e até as pedras/fósseis do sertão. Conta um pouco da trajetória de Lampião e o Cangaço, e guarda um acervo enorme sobre a histórica cidade de Petrolina. Tudo isso acompanhado do muito simpático guia Jaílson. A entrada é grátis! Almoço no Restaurante Cheiro Mineiro R$49,90/kg. Preço acima da média. Comida boa. Por causa do calor absurdo e meu pai ainda cansado da viagem e da noite mal dormida anterior, optamos por dar uma descansada no hotel e sair mais pro final da tarde. La pelas 16h, a hora que o sol começa a baixar, saímos pra conhecer o centro, as catedrais e pegamos o pôr do sol na orla do Rio São Francisco, tudo a pé. De noite, meu pai queria conhecer o Bodódromo, um dos pontos turísticos da cidade, um conjunto de restaurantes que tem os pratos principais a base de carne de bode. A mim não apetece, pois não como carne, mas topei a visita. O lugar mais cheio era o "Bode Assado do Ângelo", com uma bandinha de forró ao vivo e cerveja gelada. Como previsto, as opções veganas eram restritas a arroz, feijão, macaxeira e salada. Mas deu pra curtir o role. Começa a encher lá pelas 19:30. Ida e volta de Uber. Os Ubers costumam ficar em torno de R$8,00. 04/01- Café da manhã na padaria quase na esquina do hotel: R$4,00 cafés+pães (muito barato) Nesse dia fomos conhecer a famosa Sobradinho, sempre presente nas músicas de Luiz Gonzaga. Na frente do cemitério do centro saem uns carros, como se fossem táxis clandestinos, por R$12,00/pessoa. Fomos com um senhor engraçado, que ia o tempo todo olhando o whatsapp conferindo com outros "taxistas" se não havia fiscalização na estrada. Uma moça com seu pai, nativos, foram também, nos contando as experiências de vida naquela região. Só a viagem, de uns 40 minutos, com os causos e aquela travessia da caatinga, já valeu a pena. *Dica: da frente da rodoviária e do cemitério saem vários carros clandestinos (vans, eles chamam de "Topics"), para todos os lugares, com preços e horários muito melhores que as empresas de ônibus tradicionais. Sobradinho - BA A cidade é uma decepção! Depois do tanto que ouvimos falar nas letras de forró e na literatura, de tudo que fantasiamos, chegamos lá e nos deparamos com uma minúscula cidade de apenas 1 rua principal asfaltada de menos de 1 km e algumas ruas acessórias de terra. Almoçamos em um dos dois restaurantes da cidade, por R$42,00 eu e meu pai. Fomos visitar então a Barragem de Sobradinho, um dos maiores lagos artificiais do mundo. Pegamos um ônibus por R$2,75/pessoa que ia pra Petrolina via barragem. A Usina é gigante, monstruosa. A estrada passa por cima da barragem. Pedimos pro motorista nos deixar no começo dela, e a atravessamos a pé, pro desespero do meu pai, 2 dos seus 3 km de extensão, de baixo daquele sol. As turbinas estavam todas fechadas devido a baixa quantidade de água, ou seja, sem geração de energia. Segundo os nativos, há mais de 5 anos que não chovia o suficiente. Dali se viam vários dos impactos ambientais e sociais consequentes da represa. Segundo o velhinho da carona, cidades inteiras ficaram submersas sob as águas da CHESF (Companhia Hidrelétrica do São Francisco). Paramos na sombra da casinha de vigilância agrícola, e de lá pegamos uma carona com o Paulo, um caminhoneiro que levava goiabas, que nos levou até onde passava a "Topic" pra Juazeiro.Ganhamos até umas frutas. A van ficou R$8,00/pessoa. Juazeiro - BA Passamos rapidamente por Juazeiro. O cara da topic deu uma rodada com a gente pela cidade. Achamos que ele ia cobrar, mas no final nem cobrou nada a mais. Conhecemos o Mercado do Produtor, que na verdade é mais um camelô, com exceção da feirinha do lado de fora que tem muita fruta típica, castanhas muito baratas, etc. Visitamos também a Casa do Artesão, que fica próxima à orla, onde várias senhoras muito simpáticas te oferecem seus mais diversos artesanatos. Do lado, por sorte, no dia estava tendo Feira de Orgânicos. Porém, como já estava no final da tarde, tinha muito pouca coisa. Dali, meu pai pegou um Uber até o hotel e eu fiquei passeando pela orla. De Juazeiro pra Petrolina basta atravessar a ponte sobre o Rio São Francisco. Mas também tem algumas embarcações que fazem a travessia de passageiros por R$1,50. Fui nessa, e ainda rolou um show de mágica no trajeto. Petrolina - PE 05/01- Último dia em Petrolina, fomos atrás da "Petrolina Antiga", o centro histórico da cidade, que fica bem perto da orla do rio também. Infelizmente se resume à uma rua com umas 4 ou 5 casinhas antigas, mal preservadas, e com vários prédios sendo levantados ao redor. Ou seja, não dura muito mais. Pegamos um Uber até a Oficina do Artesão Mestre Quincas, um outro ponto turístico da cidade. O lugar é enorme, com os mais diversos tipos de artesanato em madeira (imburana, árvore da caatinga), argila, tecido, etc. Você pode entrar e conhecer a oficina em si, os artesãos são muito receptivos. Ficamos um tempão conversando com o Mestre Gago, figura. Na volta, pegamos um ônibus até o centro por volta de R$3,00/pessoa. Almoçamos no Restaurante Vegethare, um espaço vegetariano delicioso que encontramos no aplicativo HappyCow (recomendo muito para vegetarianos/veganos viajantes). R$37,90/kg. Amei. No final da tarde, pegamos um ônibus de linha para Belém do São Francisco. Viação Progresso. R$70,00/pessoa. Sai da rodoviária e dura cerca de 3h a viagem. Também tem a opção de pegar as "Topics" na frente da rodoviária, mais barato, mas que param em todas as cidades do caminho. Belém do São Francisco - PE Chegamos na cidade sem muitas expectativas. Meu pai queria ir direto pra Piranhas, mas eu senti que devia passar por ali, e então fomos. Logo na chegada, na rodoviária, um taxista já veio colocar um terror dizendo que tinham atirado numa dessas vans num assalto (claro, isso pra que a gente só andasse com ele). Como ele era o único, fomos com ele até o hotel, o que ficou uns R$15,00. Passamos por uns 3 hotéis avaliando, porque meu pai tem bronquite e problemas com mofo. Ficamos no Hotel Village por R$115,00 a diária. Um lugar bem legal, o quarto bem arrumadinho, com ar condicionado, café da manhã e uma vista panorâmica maravilhosa da laje no último andar. De noite, tem um movimento "grande" onde se concentram os bares e restaurantes. Comemos uma tapioca recheada por R$8,00 no "O Point". 06/01- De manhã, visitamos o Mercado Municipal e sua feira. Um prédio bastante antigo, com muitas barraquinhas de frutas, verduras, grãos e, pro meu desgosto, as carnes de sol penduradas no varal, junto com várias outras peças de animais que não conseguimos definir. Da frente do Mercado, pegamos dois mototáxis, por R$7,00 cada, que nos levaram até onde fazem a travessia do Rio, com balsas e barquinhos. O caminho entre a Caatinga novamente encantou. Na travessia, pegamos a balsa por R$2,00/pessoa. Do outro lado, um pequeno vilarejo bem arrumado, mas deserto. Só com um boteco aberto, e um restaurante que não tinha um cliente, só os donos fazendo um churrasco. Tomamos uma água de coco. Conversamos com um dos barqueiros que fazia a travessia de pedestres e motos pra fazer um passeio pelo rio. Depois de chorar um pouco fechamos um passeio de 30 minutos por R$40,00. Caro, mas já que estávamos por ali, e era nossa única opção: vambora! E valeu cada centavo. Que lugar maravilhoso. E que delícia poder tomar um banho no Rio São Francisco. Na volta, enquanto esperávamos a balça, chegaram uns caminhoneiros (sim, a balça também leva caminhões). Conseguimos uma carona até Belém com um deles, o Lula. Uma figura, e que o apreço ao PT e ao ex-presidente explicam o apelido. Almoçamos na Creusa, comida caseira muito boa, com suco de graviola. R$12,00/pessoa. No final da tarde, tomamos um caldinho de feijão com uma cachacinha e uma cerveja bem gelada na orla. Visual maravilhoso no por-do-sol. Até rolou um som ao vivo, mas nesse ponto já estávamos saturados de ouvir o "Brega", desde o começo da viagem com as mesma músicas. A tranquila e pequena cidade que não nos criou expectativas, no fim, nos surpreendeu com sua simplicidade e beleza natural. 07/01- Às 6h da manhã já estávamos pegando a Topic pra Paulo Afonso, por R$40,00. Uma viagem de umas 3h. Decidimos não parar em Paulo Afonso, então descemos na BR onde passam as vans direto pra Delmiro Gouveia. O moço da Van que nos levou até Delmiro Gouveia, Ronaldo, disse que ia até Piranhas e podia nos levar até lá, mas só depois do almoço. Almoçamos em Delmiro no Restaurante Sagrada Família por R$35,00/kg, e depois do almoço o Ronaldo nos levou até Piranhas, acho que por uns R$45,00 (desde a BR até Piranhas). Por mim teríamos parado pra conhecer e ficar uns dias em Paulo Afonso e Delmiro Gouveia, mas meu pai preferiu ir direto. Piranhas - AL Piranhas é dividida entre Piranhas de cima (a parte nova da cidade, mais residencial, mais barata), e Piranhas de baixo (a parte histórica, turística, bem mais cara). Nós decidimos procurar algum hotel mais barato na cidade de baixo mesmo. Caímos na mão de um taxista muito malandro que nos levou de hotel em hotel, que, percebemos depois de uns 3 hotéis, que ele ganhava comissão por levar novos hóspedes até lá. Ou seja, o preço com ele subia uns 30 reais. Por fim, chegamos no último hotel, que cobrava R$180,00 a diária. Com meia dúzia de palavras e um taxista cabreiro porque não ia ganhar sua comissão, fechamos em R$120,00. O táxi saiu R$20,00. O Hotel "O Canto" fica bem no final da rua, com vista para o campo de futebol da cidade e o vale do Rio São Francisco. No final, foi o melhor hotel que vimos e ficou o mais barato, com café da manhã muito bom e ar condicionado. A cidade é de uma elegância histórica indescritível, as casas e edifícios são muito bem preservadas. No centro da cidade (que já é bem pequena), visitamos o Museu do Cangaço, no prédio onde antes era a estação de trem. A guia Simone, muito simpática, nos deu uma aula sobre o Cangaço e Lampião. Foi na região da cidade que o Lampião, Maria Bonita e seu grupo foram mortos, e Piranhas foi o primeiro município que recebeu a exposição de suas cabeças. A cidade respira a história do Cangaço. Chegamos no domingo, então a orla do rio (a "Prainha") estava muito lotada, com carros de som (os "paredões) no último volume, o que nos incomodou. Mas caminhando um pouquinho pela orla já dá pra escapar da bagunça e dar um mergulho mais tranquilo no rio. Que lugar incrível. No final da tarde deu pra acompanhar de camarote o jogo que estava rolando no campo debaixo do nosso hotel. Era um dos dois times de Piranhas contra um visitante, a cidade toda estava lá pra torcer. De noite, jantamos na praça dos restaurantes, onde ficam vários restaurantes bem turísticos, muito caros e cheios. De sábado disseram que rola uma apresentação cultural de forró. No domingo estava rolando uma banda de mpb ao vivo. 08/01- Fomos fazer o famigerado passeio nos Cânions do Xingó. O barco sai de outra cidade, Canindé de São Francisco, então pegamos um táxi até lá por R$35,00. Ele te deixa no Restaurante Karrancas, que basicamente é o dono do mega-turismo local. O restaurante fica na barragem de Xingó, e mais parece um resort. Lá, os passeios são de catamarã, jet ski, e até helicóptero. O passeio de Catamarã custa R$100,00 por pessoa. O catamarã leva em torno de 200 pessoas. Sim, 200 pessoas. Pra dar uma ideia, por dia saem 5 catamarãs. O turismo é gigantesco e monopolizado. Fomos no passeio, durou em torno de 3h30m. Eu, que estava com o pé atrás ao ver aquele tanto de turista, fui superado nas expectativas. A paisagem é maravilhosa!!! O ambiente é bem agradável, no barco tocam músicas muito boas (forrós, desde Gonzaga a Falamansa). A máquina de fazer dinheiro continuava, te empurrando bebidas e aperitivos durante o passeio. Entramos nos cânions. O barco anda por 1h até chegar a uma base, onde ele ancora, e as pessoas podem nadar numa piscina cercada, e também tem a opção de pegar um barquinho, por mais R$10,00/pessoa, pra entrar numa das grutas esculpidas pela água. Incrível! Nos cânions também tem a opção de passeio com uns barquinhos menores. Mais baratos e bem mais flexíveis de horários e rotas. Tudo a combinar e negociar com o barqueiro. Só precisa procurar um pouco. Infelizmente, a maioria dos turistas que chega, como nós, já cai direto nas mãos do Karrancas. Na volta, você pode almoçar no Restaurante, por R$39,90 a vontade. Com bastante opção de comida. No passeio conhecemos a Eliete e a Morgana, mãe e filha, muito gente boas, que nos deram uma carona de volta até Piranhas. No caminho, paramos no Mirante da Pedra do Sino, lugar que rendeu uma das vistas mais espetaculares da minha vida e me encheu de uma alegria inexplicável. No mirante tem um restaurante e uma lojinha de artesanato. Uma escada de mil degraus desce até a cidade. O jantar foi de novo na praça dos restaurantes, no Casarão do Velho Chico, por R$39,90/kg. Mais barato que os demais. 09/01- De manhã, visitamos o Palácio D. Pedro II, atual prefeitura da cidade, prédio onde ficaram expostas as cabeças de Lampião e seu grupo. A dona Carmélia Formiga, uma das funcionárias da prefeitura, muito simpática e falante, nos deu uma boa contextualizada sobre a cidade. O almoço foi na Dona Madalena (ou Madá). Comida literalmente caseira, comemos dentro da casa dela rs. A comida muito barata e uma delícia, por R$12,00/pessoa. Fez até algumas opções vegetarianas de legumes pra mim. Um amor de pessoa. No final da tarde, fizemos uma caminhada pela vila, passando o campo de futebol, pra ver até onde ia. Caminhando alguns metros você encontra a verdadeira condição do morador local, por trás de todo aquele turismo. Casas muito simples, famílias pobres. A caminhada rendeu um belo por-do-sol. O jantar foi novamente na dona Madá, seguido de um sorvete de graviola na sorveteria da frente, junto com uma boa prosa com os donos, ouvimos os causos de quando a a represa liberou água demais e alagou a cidade, 20 anos atrás. Por ironia, no mesmo dia ouvimos no jornal da Globo que uma das comportas da barragem havia dado problema e liberado muita água, alagando alguns trechos do rio, dando prejuízo aos ribeirinhos. 10/01- Dia de ir embora de Piranhas. Pegamos uma van pra Arapiraca - AL. Um carro pegou pegou a gente na frente do hotel às 5h da manhã, e nos levou até Piranhas de cima, de onde saia a van. R$28,00/pessoa. A viagem durou 3h. Em Arapiraca, pegamos uma van pra Penedo - AL por R$15,00/pessoa, viagem de 1h30. Penedo - AL A cidade de Penedo respira história. O centro histórico é enorme, praticamente todos os edifícios são construções antigas. Chegando na foz do rio, a cidade era estratégica pra embarcações e pra Coroa Portuguesa. O próprio hotel que ficamos demonstra isso. Pousada Colonial, um dos primeiros prédios na avenida da orla. R$140,00 a diária. O prédio era realmente da época do império, com quartos bem grandes e decoração rústica. Almoçamos em um dos vários restaurantes da rua da orla. R$25,00/kg. De noite, a festa do Bom Jesus dos Navegantes tratou de agitar a cidade. O turismo da cidade gira muito em torno dessa data. Pessoas vêm dos mais diversos lugares pra festa. A cidade lota, os hotéis também, e os preços aumentam. Chegamos alguns dias antes do dia oficial da festa, domingo (14/01), quando tem as procissões e tudo o mais, mas dias antes o agito já começa. As atrações culturais são bem legais, com rodas de capoeiras, e apresentações típicas da região. *Dica: pegue um mapa do centro histórico, normalmente eles dão nos hotéis, que indica todos os pontos turísticos da cidade. 11/01- Visitamos a Casa do Penedo, um museu que é pouco divulgado (inclusive não está no mapa turístico), e que normalmente é bem vazio, mas que vale muito a pena conhecer. É bem diversificado entre as riquezas imperiais e a valorização de culturas de matriz africanas e indígenas, além de ter uma biblioteca cheia de material pra consulta. Entrada R$3,00/pessoa O Paço Imperial é um prédio bem no começo da orla, que no andar de baixo tem uma exposição gratuita sobre um antigo médico importante da cidade, e no andar de cima, por R$3,00 uma exposição de artefatos da coroa, já que aquele foi o local escolhido pra estadia de D. Pedro II em uma de suas visitas. Tem também o Convento Franciscano, gigante, cujo visitação custa R$2,00. O almoço foi num PF na orla por R$12,00. 12/01- Dia de partir pra foz do rio. O ônibus que vai pra Piaçabuçu passa a cada 20 min na rodoviária ou na frente do Restaurante Velho Chico, na orla, e custa R$6,00/pessoa. Você conversa com o motorista e ele te deixa na frente da agência que fazem os passeios até a foz. Piaçabuçu - AL Em Piaçabuçu, você pega os passeios até a foz do rio. Fizemos com a Agência Farol da Foz Ecoturismo, aparentemente a única mais estruturada. Lá você tem a opção de ir de barquinho ou lancha pelo rio, ou ir de buggy pelas dunas e entre a restinga. Fomos de barco, R$70,00 por pessoa. O passeio dura em torno de 3h e é maravilhoso! A ida dura cerca de 1h, o barquinho vai margeando os manguezais e algumas casinhas. Chegando na foz, o barqueiro te deixa nas infinitas dunas de areia, onde você pode ficar uns 30 min, nadar no rio e dar uma caminhada pelas dunas. Se você pedir, ele te leva até umas barraquinhas na praia (do rio) mesmo, onde vendem bebidas e uns espetinhos. Voltando do passeio, almoçamos em um restaurante do lado da agência, por R$25,00 o prato comercial, pra duas pessoas. Comida muito boa e o prato muito bem servido, com opções de legumes pra mim. A van pro Pontal do Peba passa na frente da agência de turismo. Pegamos ela ali mesmo, R$5,00/pessoa. Pontal do Peba - AL O Pontal do Peba é basicamente um vilarejo de pescadores, deslocado do mundo, de uma beleza natural indescritível. A vida tem outros significados, o tempo passa mais devagar, tudo é muito simples e, ao mesmo tempo, incrível. A praia paradisíaca, cercada por dunas e por uma reserva ambiental, te reserva um mar cristalino e cercado por recifes de corais que formam as piscinas naturais. Chegada a hora de acampar! No Pontal existem duas áreas camping: uma delas, que mal se pode chamar de camping, é junto ao Restaurante da Dona Ana. Sem nenhuma estrutura e a área de camping junto a criação de porcos e galinhas. Sem condições. O outro, com entrada pela areia da praia, o Camping da Maré, do figura James e sua mulher Bruna. Com estrutura de banheiro e cozinha c/ geladeira e fogão. Ficamos nele. R$30,00/pessoa a diária. Como referência, o camping fica próximo à Pousada Chez Julie (a mais chique da praia). Nº James: (82)9335-6109. A única reclamação que fica do local, pra mim, é o trânsito de todo tipo de veículo pela praia, moto, carro, van, ônibus. Isso, além de poluir visual, sonora e ambientalmente a praia, oferece um risco de atropelamento pra crianças e banhistas. Mas durante as marés baixas, quando a faixa de areia chega a algumas dezenas de metros, dá pra conviver tranquilamente. O jantar do dia foi no Restaurante da Dona Ana, aquele mesmo do "camping". O restaurante fica bem no começo do vilarejo, perto ao trevo. A comida caseira muito boa e barata. Não anotei o preço, mas lembro de não passar de R$30,00 pra duas pessoas. 13/01- Pela manhã fui com a máscara tentar ver uns peixinhos. O melhor horário para mergulho é bem cedinho, 6:30, 7 da manhã, quando a maré está seca. É possível combinar com algum dos pescadores pra que te levem até as piscinas mais afastadas da praia, bem no recife de corais mesmo. E esse é o horário que eles vem voltando do mar. O almoço foi no Restaurante Sabores do Mar. Você precisa caminhar um pouco pela praia pra chegar até ele, que fica junto a vários outros restaurantes, sorveterias, etc. É lá que fica o agito. De final de semana enche bastante, inclusive com aqueles carros chatos com música altíssima. O restaurante era o único self-service, por R$15,00/pessoa. 14/01- Cozinhamos o almoço no camping pra economizar uma grana. O fogão estava cheio de defeitos, mas deu pra se virar. No dia anterior o James me levou de moto até o centro numas vendinhas de frutas e legumes. De noite, no domingo, o vilarejo parecia desértico. Toda aquela bagunça durante o dia tinha desaparecido pra dar lugar a uma escuridão silenciosa. O céu recheado de estrelas é o atrativo da noite. O único lugar aberto e servindo comida era a tal da Pousada Chez Julie. Meu pai comeu um lanche por lá, e eu comi o que tinha sobrado do almoço no camping. 15/01- Dia de partir pra Aracaju. A viagem é longa e fragmentada. Às 8h da manhã, pegamos a van do Pontal de volta pra Penedo. Ela passa no trevo de entrada do vilarejo. R$8,00/pessoa. Em Penedo, é preciso atravessar o Rio São Francisco até Neópolis. O barco pega os passageiros na orla, é só pedir pro motorista da van te deixar lá. A travessia custa R$3,50 por pessoa e dura uns 15 minutos. O barco já te deixa no ponto em que passam os transportes pra Aracaju. O ônibus de Neópolis pra Aracaju custa R$18,00/pessoa, e te deixa na Rodoviária Nova. Da rodoviária, você já sai direto no terminal dos ônibus circulares. Pegamos o ônibus pra Atalaia, o bairro da orla, com mais hotéis, restaurantes e atrativos turísticos. R$3,50. Ficamos na Pousada Aracaju, muito bem localizada, uns dois quarteirões da orla da praia. R$120,00 a diária p/ 2 pessoas. Com ar condicionado e café da manhã bem completo. 16/01- Dia em que minha irmã chegou pra nos acompanhar na viagem. Pegamos ela no aeroporto. A viagem de Uber ficou R$7,50. O almoço foi no Restaurante Bioma Natural, que encontramos por acaso enquanto íamos comprar água. O restaurante, especialista em comida saudável, tem pratos bem elaborados e várias opções vegetarianas. A quantidade de comida deixou um pouco a desejar, pelo preço. R$22,00 o prato. A orla da praia de Aracaju é muito bonita, auto-intitulada de "a mais bonita do Brasil". Com um calçadão, monumentos, restaurantes e barraquinhas de sorvete, durante dia e noite é sempre muito movimentada, então se pode passear tranquilamente. Claro, sem ficar dando bobeira com celulares e câmeras, porque afinal, é uma capital com todos os seus problemas de cidade grande. Durante a alta temporada, tem vários atrativos turísticos como exposições, feiras, eventos culturais, etc. A praia não é muito atraente. De noite, fomos conhecer o Centro de Artes e Cultura J. Inácio. Na frente do edifício, uma baita feira de artesanatos, roupas, e comidas típicas. Dentro do prédio, mais exposições de artesanatos dos mais diversos tipos. O que mais me encantou, foi uma exposição de cultura africana, desde tecidos, máscaras, artesanatos e painéis explicativos trazendo um pouco da cultura de diferentes tribos. Na saída, conhecemos o Abubakar, um imigrante muito simpático, vindo de Burkina Faso, um país africano, que vendia umas peças artesanais maravilhosas que ele trazia da África. Começava bem naquele dia 16, e ia até o dia 28 de janeiro, a Feira de Sergipe, um evento que reúne dezenas de expositores dos mais variados tipos de artesanatos, culinária, e uma programação enorme de apresentações culturais/musicais, como forró, pífano, quadrilhas, etc. Não paga nada pra entrar. O jantar do dia foi no KB Kebab, o restaurante de uma francesa extremamente simpática, falante. Serve um kebab gigante, com opções vegetarianas. Se não me engano, algo em torno de R$12,00. 17/01- Fomos conhecer o Mercado Municipal de Aracaju. No terminal de ônibus do Atalaia, você pega o ônibus que te deixa na frente do Mercado, só se informar com os funcionários. R$3,50. O mercado é gigantesco. Dividido em partes, tem o prédio dos artesanatos, desde esculturas, roupas, redes, instrumentos; tem o prédio das castanhas de caju, do pará, queijos, tapiocas, pimentas, etc. E tem o mercadão das frutas, verduras, legumes, todo tipos de grãos, que engloba o mercado de peixes, camarões, caranguejos, etc. Dá pra perder um dia inteiro passeando e experimentando coisas. Depois, a pé mesmo, fomos no Palácio Museu Olímpio Campos, que funcionava antigamente como Palácio do Governo de Sergipe. A entrada é grátis, e a visita é guiada pelo simpático Eduardo. Vale muito a pena, principalmente pela maquete enorme da cidade que eles tem. O museu fica numa praça com vários outros edifícios históricos, e bem próximo à catedral. Outro atrativo imperdível é o Museu da Gente Sergipana. Ele mescla as raízes sergipanas e o tradicionalismo cultural, com muita modernidade e tecnologia. Lá você pode conhecer as tradições, culinária, fauna e flora sergipanas usando mesas digitais interativas, microfones, televisões, salas com livros eletrônicos, e um grande projetor que te leva dentro dos biomas do estado. É incrível!!! A entrada é grátis. Na orla do Atalaia, vale a pena também conhecer o o Projeto Tamar, o Oceanário. Apesar da entrada um pouco cara R$20,00 (R$10,00 a meia), você vê as principais espécies de tartarugas da região, e os projetos de conservação que fazem com elas, além de diversos aquários com peixes. A verdade é que o projeto é um grande "Greenwashing" da Petrobrás. 18/01- Dia de vazar pra Mangue Seco. Pegamos um ônibus do terminal Atalaia até a Rodoviária Velha (que por sinal é bem velha mesmo). R$3,50. Lá, cada um vai querer "vender seu peixe" e te enfiar num ônibus diferente. Então estude bem antes a rota que você vai fazer pra não cair na mão dos 171. Nós resolvemos ir por Estância, uma cidadezinha no interior do Sergipe. Acho que também dá pra ir pelo litoral, pela Praia do Saco, mas aí é outro esquema. O micro-ônibus de Aracaju pra Estância saiu por R$12,00/pessoa. Em Estância, ficamos algumas horas até sair o próximo ônibus. Almoçamos no supermercado, tem um restaurante legal por kg. De Estância, pegamos um micro-ônibus até o Pontal, nas margens do Rio Sergipe. R$8,00/pessoa. Lá no Pontal, fizemos a travessia do rio com o Galego, um barqueiro muito gente fina. Nº (79)998699248. Ele cobrou R$30,00 a travessia, enquanto um outro cara com lancha queria cobrar R$120,00. O Galego nos explicou um pouco da máfia das lanchas. Se você procurar, as lanchas mais baratas saem por R$60,00. Mas a travessia de lancha é muito rápida, não dá nem pra curtir o visual, que é maravilhoso. Então fomos no barquinho do Galego mesmo, com emoção. Também tem a opção de chegar em Mangue Seco pelas dunas, indo pelo povoado de Coqueiros. Um dos motoristas de ônibus queria porque queria nos levar pra lá. Só que pra chegar de Coqueiro até Mangue Seco, é só com buggy, pelas dunas, e ai o passeio é bem mais caro. Mangue Seco - BA O cenário de Tieta do Agreste. Que lugar incrível. Fora uma ou outra pousada mais moderna, o vilarejo ainda mantém toda sua simplicidade nas ruas de areia, nas casas antigas e na igrejinha do centro. O calçadão na orla muito bonito mostra que o estado vem investindo no turismo dali. O vilarejo é muito vazio e tranquilo, até de finais de semana. As pousadas todas vazias, pois o preço muito caro faz os turistas optarem pelo bate e volta nas escunas. Escolhemos ficar no Mangue Seco Hostel. Um erro e um acerto. A começar, porque de hostel não tem nada, nem quarto compartilhado, nem preços acessíveis. O lugar é um hotel gourmet com decorações modernas, apesar de simples, da Europa. Mas é uma graça, muito aconchegante. O casal de donos são bem peculiares. A Camila é um amor de pessoa. Exímia cozinheira, nos conquistou com o café da manhã com vários pães e bolos artesanais veganos. O Túlio é uma incógnita. Se apresenta simpático, mas demonstra não ter muito tato com os clientes. Pagamos uma diária de R$300,00 para três pessoas. O restaurante deles é bem legal, mas muito caro, gourmet. No jantar, pra fazer um apreço, comemos uma pizza vegana por R$74,00. 19/01- Margeando a cidade, uma enorme duna de areia que, quando vencida, te dá uma visão panorâmica de tirar o fôlego. De um lado, os últimos metros do Rio Real, do outro, o interminável Oceano Atlântico. No meio disso, uma faixa de areia e o mangue que dá o nome do vilarejo, que enche ou esvazia uma grande piscina de acordo com a maré. Vista indescritível. Para dar uma economizada, comemos quase todos os dias no PF da Júlia, um restaurante na orla. O PF com carne ficou R$17,00 e o vegano R$12,00 com várias opções de legumes, diferenciadas a cada dia. O jantar foi no Restaurante Frutos do Mar, comida a la carte, um pouco caro. 20/01- Do vilarejo até a praia (do mar), dá uns 20 minutos de caminhada, entre as dunas pela restinga. A paisagem é incrível, vale muito a pena ir a pé. Mas também tem a opção de pegar um buggy por R$30,00 aí o passeio não dura nem 5 minutos. Na praia tem uma estrutura boa de quiosques com cadeiras e redes, onde enche muito nos finais de semana, porque tem as opções de barzinho, e chegam várias excursões de barco. O almoço foi de novo o PF na Júlia, que fez uma banana da terra deliciosa. O jantar foi um caldo de abóbora fenomenal no hostel por R$32,00 p/2 pessoas. 21/01- Um dos passeios mais fascinantes é dar uma volta pelo manguezal quando a maré abaixa. Você vai afundando a perna até o joelho na lama tentando desviar dos milhares de caranguejos. É uma terapia pro corpo e pra mente. No pontal de areia tem uma casinha de areia que serve como único refúgio do sol. No final da tarde, quando a maré enche de novo, é imperdível arrumar um caiaque e entrar no mangue junto com as garças, os sapos, grilos, e ver o sol se pôr atrás da grande duna de areia. É de arrepiar. O jantar foi no restaurante vizinho à Julia. Nos arrependemos, comida mais cara, pior e em menor quantidade. 22/01- Outra rota imperdível é a Curva da Bóia, o caminho que margeia o mangue pela praia do rio, e que vai dar nos quiosques da praia do mar. A caminhada dura cerca de 1h com as paradas pra apreciar a belíssima paisagem. No caminho se misturam mar, rio, areia, água, mangue, conchas, pra criar um ambiente digno de filme (ou novela da globo rs). O almoço e janta do dia foram na Júlis, o PF vegano caiu pra R$10,00. 23/01- Dia de deixar o paraíso. O Galego já estava nos esperando na porta da pousada antes do horário combinado. Por R$30,00 ele fez a nossa travessia de volta, e ainda descolou o almoço no Tim, um dos dois restaurantes do pier do Pontal. R$60,00 p/ 3 pessoas. Comida ótima, trilha sonora melhor ainda. Galego e o Tim são dois caras muito gente boas, recomendo. O ônibus pra Aracaju passa na rua do pier. R$16,00/pessoa Aracaju - SE Em Aracaju, achamos mais em conta ficar no Ibis Budget. R$150,00 p/ pessoas. O quarto é bem apertado, mal arejado, e o café da manhã R$18,00/pessoa. Então no final o barato saiu caro. Jantamos Yakisoba num restaurante chinês na avenida da orla, por R$22,00 e alimentou nós três. Demos uma passada na Feira de Sergipe que ainda estava rolando, pra prestigiar uma apresentação de quadrilha muito legal. 24/01- Fomos de novo no Mercado Municipal pra comprar algumas lembrancinhas pra trazer pra São Paulo. Almoçamos em no Restaurante Chico's, que fica no andar de cima do mercado, com uma vista legal pro rio. R$32,00/kg ou opções a la carte. De noite, fomos conhecer o famoso Cariri, um restaurante com de decoração típica e onde sempre rola bandas de forró. Vale muito a pena ir pra conhecer e dançar um forrózinho. A cerveja é bem gelada, a comida é cara e deixa a desejar. 25/01- Infelizmente, chegado o dia de (eu) voltar pra São Paulo. Meu pai e minha irmã seguiram viagem, iriam pra Maceió, onde encontrariam minha mãe pra ir pra São Miguel dos Milagres/Maragogi. Ai vocês cobram o relato deles rsrs. Antes de ir, eu passei pra almoçar num espaço na frente do aeroporto que chama Reciclaria. Um lugar incrível, que quem for pra Aracaju não pode deixar de conhecer. Lá funciona uma marcenaria que só trabalha com móveis reciclados. Então todas as construções lá tem algo de reciclado. E também funcionam vários restaurantes. No almoço, só fica um aberto, de comida vegetariana/vegano. Adorei. De noite, abrem as pizzarias, restaurante japonês, e rolam vários sons ao vivo, disseram que o lugar enche de jovem. Se não me engano paguei R$25,00 no prato vegano. Depois fiquei passando o tempo até o voo conversando na "casa da árvore" com os meninos da marcenaria. Avião de Aracaju - SE pra Guarulhos - SP: R$320,00. “A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências e, por isso, não há alegria maior do que ter um horizonte cambiante, cada dia com um novo e diferente sol” - Into the Wild
  6. 1 ponto
    Olá! Você que aparece por aqui dizendo que “gostaria de começar a viajar mas que não tem dinheiro e nem sabe como”, sua hora chegou! Estas palavras são digitadas pensando em VOCÊ! Antes, vamos iluminar alguns pontos: O Mochileiros.com é um fórum [lê-se: o maior e mais completo fórum] de troca de experiências e certamente você poderá encontrar riquíssimos relatos de viagens para se inspirar, dicas do que usar, orientações de onde ir e informações que deixam qualquer CAT (Centro de Atendimento ao Turista) no chinelo! Dessa forma, sugiro que procure, fuce, explore! Como já diziam as nossas avós “Quem procura, acha!”. Fatão! Dessa forma, te convido a degustar isso aqui: https://www.mochileiros.com/blog/mochilao Outro ponto que sinto ser importante iluminar é que, ainda que leia TUDO isso e muito mais, nada, NADA, vai te ensinar mais do que a prática. Esteja ciente. E, o mais importante é aquele velho ditado “quem quer arranja um jeito, quem não quer arranja uma desculpa”. Porque quando você REALMENTE quiser fazer algo, nada, ABSOLUTAMENTE NADA, poderá te impedir de realizá-lo. Inclusive viajar. A ideia é que, a partir do compartilhar destas experiências que tive, você possa se inspirar e traçar o seu norte de acordo com sua proposta de viagem. Se você ainda não sabe disso vou te contar uma coisa: não existe certo ou errado, inclusive para viajar. Viajar sem dinheiro não te faz uma pessoa melhor do que quem viaja com dinheiro, e vice versa. O que nos faz uma pessoa melhor é nossa capacidade de expressar o Amor [em todas as suas faces como a paciência, a honestidade, a gentileza, o perdão...] através de nossos pensamentos, palavras e ações. Em toda e qualquer circunstância. A todo e qualquer momento. Você só saberá se viajar sem dinheiro - ou como dizemos, no modo roots – serve para você depois de se permitir ter sua própria experiência. Antes disso, qualquer pensamento não passa de masturbação mental e especulação. E isso também vale para quaisquer outros aspectos da vida. Permita-se. Vou separar por ordem das perguntas que mais recebi ao longo do tempo: SOBRE AS CARONAS :: Como pedir: tenha em mente que uma imagem vale mais do que mil palavras e que esta imagem que o(a) motorista receberá de ti irá durar pouquíssimos segundos para que decida parar ou não. A maior parte das vezes usei um grande pedaço de papelão como cartaz no qual escrevia bem grande o destino final, seguido de uma cidade intermediária logo abaixo. O papelão é importante pois ele não reflete a luz solar, além de ser facilmente encontrado por aí e ser suficientemente resistente contra a ventania da BR. Sempre carreguei três cores de tinta para tecido (branco, vermelho e azul/preto) e um pequeno pincel para caprichar na placa. Vale a pena. Sempre começava o dia antes de o Sol nascer e encerrava o deslocamento diário umas duas horas antes do Sol se pôr. Raras foram as vezes em que viajei de noite, até porque a exaustão física orientava os limites. Como acredito em trocas, sempre fiz pequenas lembranças (como filtros dos sonhos ou dobraduras) para dar como forma de agradecimento a cada carona recebida. Também é importante lembrar que a carona é um genuíno e sagrado ato de confiança mútua e geralmente o deslocamento é oferecido em troca da sua história! A maior parte das pessoas que oferece carona está interessada em ouvir sobre você por se identificar ou pela curiosidade em si. Além disso, no caso dos caminhoneiros(as) a conversa é uma forma de quebrar o silêncio dos longos quilômetros de solidão que enfrentam diariamente. Alguns querem ouvir histórias, outros querem contar as suas histórias, desabafar sobre alguma questão ou simplesmente ter a oportunidade de falar. Deguste estes momentos. Aprenda. Ensine. ::Onde pedir: se estiver em trechos de BR, no mais amplo e longo acostamento em linha reta possível, nunca em curvas pois tanto o(a) motorista quanto você não terão visão. Em trechos de subidas/descidas/morros não adianta pedir carona no início da descida ou no final dela pois os veículos descem embalados em alta velocidade e não vão parar. Neste caso, ande até chegar no topo da subida do morro onde a velocidade é reduzida ou até o próximo trecho de linha reta com acostamento. Às vezes você poderá andar quilômetros até encontrar este trecho... Também é possível conversar com caminhoneiros estacionados em postos de combustível e acertar a carona. Ficar na saída dos postos também é um bom lugar, assim como logo após radares e lombadas onde os(as) motoristas obrigatoriamente passam com a velocidade reduzida aumentando o tempo do olho-no-olho. Um pouco a frente dos postos da Polícia Rodoviária também pode funcionar. SOBRE DORMIR ::Como e Onde dormir: Só não dormi em barraca nas vezes em que fui convidada para dormir em alguma pousada, bangalô, hostel ou casa de amigos feitos durante a viagem. Houve ainda duas ocasiões em que montei a rede. Mas a via de regra para não gastar com hospedagem é dormir com a barraca “moitada” (escondida) em algum lugar. Em trechos de BR geralmente falava com o segurança do posto de combustível e perguntava onde poderia montá-la para passar a noite (o famoso "mocó"). Em trechos de interior encontrava algum mato no meio do nada que muitas vezes se tornava meu endereço fixo por dias, ainda mais se tivesse rio ou cachoeira nas proximidades! E enquanto viajava de bicicleta tive duas experiências muito positivas utilizando o www.warmshowers.org. Em trechos urbanos e pontos muito turísticos é realmente mais difícil (~quaaase impossível) encontrar um lugar minimamente tranquilo e seguro para passar a noite, então sempre que possível trocava trabalho por estadias em campings ou hostels caso fosse necessário ficar mais dias no meio da civilização. Dentre as definições de trabalho posso citar: carpir terreno, podar árvores, pintar ou envernizar portas e janelas, pintar paredes, desenhar mandalas, consertar tomadas, chuveiros, lâmpadas ou outros reparos básicos de elétrica, trabalhar na recepção, lavar banheiro e cozinha, cuidar de jardins, bioconstrução, permacultura, paisagismo, tradução de textos e inclusive troca de artesanatos. Quaisquer dons e talentos podem (e devem!) ser usados. Autoconfiança é tudo. rsrsrsrs Tenha em mente que sempre que for moitar quanto menos atenção chamar, melhor para seu sono, seja em um posto de gasolina ou no meio do mato. Monte a barraca chamando menos atenção possível (ainda que isso signifique que terá de esperar algumas horas a mais - mesmo estando exausto(a)!!! - para que o movimento diminua). Se estiver no mato, tenha ciência de que fogo chama atenção e deve ser sabiamente manuseado (ainda mais em áreas naturais em períodos de seca, e isso vale para cigarros, incensos, velas) e examine bem o terreno quanto a possibilidade de formigas, cupins, pedras e gravetos. No litoral facilmente poderá pernoitar em postos de Bombeiros Guarda Vidas ou quiosques a beira mar. SOBRE TOMAR BANHO Durante períodos de deslocamento, como a maior parte dos pernoites ocorriam em postos de combustível, os banhos eram tomados nos próprios postos. No Sudeste, a maior parte dos banhos são pagos (entre R$3 e R$7) e para ter acesso é necessário retirar uma ficha com o frentista. Nunca paguei, sempre pedi cortesia e sempre ganhei. Mas atente ao tempo: pode variar de 6 a 8 minutos, mas garanto que serão minutos deliciosos... rsrsrsrs Centro-oeste, Norte e Nordeste apresentam em sua maioria banhos livres e gratuitos onde será possível até lavar aquela roupa em estado de decomposição avançada, porém não espere por chuveiro aquecido (o que é uma dádiva devido ao calor!). No Sul, os chuveiros são aquecidos e em sua maioria gratuitos. A composição dos banheiros pode variar muito: desde um cano que cai água até o luxo dos boxes de vidro com paredes de mármore e regulagem de temperatura e pressão. Permita-se ser surpreendido... rsrsrsrs Já em trechos urbanos recomendo o mantra “durmo sujo(a), acordo limpo(a)”... ¯\_(ツ)_/¯ Mas já consegui (em uma ocasião em que estava quase ligando para a vigilância sanitária me interditar hahahaha) trocar um banho em um hostel às 22h no meio de Belo Horizonte por... cristais!!! rsrsrsrs Mas no geral, como meus destinos sempre envolveram rios e cachoeiras, isso nunca foi um problema. Já cheguei a passar bastante tempo no mato relativamente longe da fonte d’água, o que não me impediu de ir a cada dois dias encher os galões ou de fazer um chuveiro com garrafa pet. A necessidade é a mãe da invenção! SOBRE COMER A maior parte de minhas viagens foram baseadas na troca ou na contribuição voluntária, só depois passei a vender artesanatos. Esse processo foi ocorrendo naturalmente a partir da maneira que passei a me relacionar com o dinheiro e com minhas reais necessidades. A princípio, sempre busquei manter meu estoque de “lembas” (vide: The Lord of the Rings) cheio. Isso quer dizer que sempre carreguei alguns alimentos básicos: amendoim salgado torrado, aveia, chia, uvas passas e cacau africano em pó e, eventualmente, bananas, maçãs ou pepinos. Também sempre carreguei alguns temperos como sal rosa do himalaia, canela em pó, cravo e orégano. Independente da situação, passava muito bem com estes alimentos o tempo que fosse. Na verdade, raramente me alimentava durante o dia por saber que a barriga cheia diminui o rendimento (principalmente viajando de bicicleta). Então, posso afirmar que nunca passei fome. O que fazia ao chegar nos postos de gasolina era pedir uma marmita no restaurante self service dos caminhoneiros [que fica nos fundos dos postos de gasolina das grandes redes, como GRAAL ou BR – onde também tem café de graça] e sempre fui prontamente atendida. Ao passar pelas cidades, qualquer restaurante oferecia marmita ao final do expediente, alguns solicitavam que deixasse algum pote com tampa para retirar posteriormente. Muitos montavam mesas com banquetes na relação de “quanto menor a cidade, maior a generosidade e recepção”. É claro que houve casos em que negaram o pedido de comida e, independente da falta de generosidade ou empatia, o fato é que ninguém é obrigado a nos dar nada. Ninguém nos deve nada, assim como não devemos nada a ninguém. Esses foram “nãos” essenciais ao meu crescimento pessoal e à compreensão de que é sábio buscar ser autossustentável em todos os aspectos da vida. O verbo que recomendo que conheça é manguear: a arte de trocar o seu artesanato diretamente pelo produto que precisa, sem precisar vendê-lo intermediariamente para só depois utilizar o dinheiro. Já mangueei colares de macramê e filtros dos sonhos por marmitas, lanches e sucos. Se for ficar um período maior em alguma cidade, encontre o maior mercadinho que tiver e descubra quando é a xepa. A xepa é o dia que antecede a chegada de novos produtos de hortifruti quando é possível pedir pelas frutas e legumes mais passadinhos (no limite do consumo) ou você pode comprá-los pelo simbólico valor de R$0,99/kg. Evite os produtos com marcas de bolor (como mamão e caqui) pois isso pode te livrar de uma bela diarreia fúngica. Esta assepsia também te livra da cólera e de morrer por motivos estúpidos... rsrsrsrs Sempre que fiquei parada por mais tempo em algum lugar usava uma pequenina panelinha em um fogão feito com latinha de refrigerante à álcool etílico (atenção ao manuseio!!! Para apagá-lo é necessário abafá-lo!!!). As cidades também possuem Centros Espíritas assistencialistas que geralmente oferecem durante a semana refeições em algum determinado horário. Em alguns lugares é conhecido como “sopão”. A verdade é que muitas são as refeições que se recebe, ainda mais se viajar de bicicleta. SOBRE LAVAR ROUPA Pelo menos uma vez na semana será necessário fazer essa função. Sempre que possível lavar no banho e já pendurar a peça de roupa na barraca para secar até o dia seguinte: faça! Nas regiões mais quentes isso é tranquilo de fazer. Se você tiver dinheiro, os postos de combustível das grandes redes possuem lavanderias pagas e sua roupa é entregue lavada, passada, limpa como nova e tudo isso enquanto você dorme! Pessoalmente nunca utilizei esse serviço, mas pude testemunhar muitos caminhoneiros utilizando-o. Mas bom mesmo é poder ficar na beira do rio e lavar roupa na pedra... Mas não se esqueça de usar sabão biodegradável (de coco de babaçu ou de cinza), por amor! Também é possível lavar roupas sempre que algum convite para hospedagem acontece. E também é possível usar uma roupa sem lavar por mais tempo do que você está imaginando agora... rsrsrsrsr SOBRE IR NO BANHEIRO Não tem mistério: “Moça(o), posso usar seu banheiro?” hahahahah funciona na maior parte dos estabelecimentos, ainda que seja apenas um buraco no chão no melhor China Style! Se estiver pelo mato acampado(a), não faça do seu banheiro a beira dos cursos d’água. Faça looonge, e enterre bem! E, se for ficar acampado(a) por mais tempo e não conhecer os princípios de decomposição de um banheiro seco, não faça sempre no mesmo lugar. No caso de ficar complicado sair de noite para fazer xixi, as garrafas pet estão aí, né, gentem?! E para as meninas existe o oigirl ( https://www.oi-girl.com.br/ ) e o InCiclo ( http://www.inciclo.com.br/ ) Só sucesso! O que é realmente importante que tenha em mente é qual o seu objetivo e qual o preço que está disposto a pagar por isso? Quer viajar sem dinheiro por curiosidade? Diversão? Por liberdade? Convicção política? Fetishe? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Para conhecer algum destino específico? Para ter experiências únicas? Conheça o que te move e saberá o que pode te derrubar. Está disposto a ficar longe do conforto? Precisa dormir bem toda noite? Tem pressa? Não gosta de interagir? Saiba qual o preço que está disposto(a) a pagar e nada poderá te derrubar. Se quiser saber sobre o que aprendi viajando, clica aqui: Se quiser saber sobre perrengues, espia: Se está buscando inspiração audiovisual, vai fundo: O resto é poesia.
  7. 1 ponto
    Sempre que viajo posto histórias no Instagram, caso alguém queira acompanhar: rsartorelli Já tinha um tempo que queria conhecer a região, e finalmente arrumei tempo... Tinha conversado com amigos que já foram e fui bolando as ideias, de certeza a única era que eu queria ir na cachoeira do tabuleiro, terceira maior do Brasil, que é "perto". Terceira viagem sozinho, bolei minha mochila, saco de dormir, isolante, comida e tralhas e fui de ônibus, dia 25 segunda de natal, peguei um ônibus da viação Serro saindo de Belo Horizonte perto de 13h. Primeiro dia: O ônibus parou quase em frente ao camping umas 15:30h, e desceram duas meninas no mesmo ponto que iam ficar em uma pousada perto do meu camping, fomos conversando e animamos arrumar as coisas e procurar uma cachoeira mais tarde no dia. Cheguei no camping Grande Pedreira (20,00 reais/dia), só tinha um casal lá, solzão tenso, montei a barraca suando pra caramba, quando terminei dou de cara com o campista me oferecendo um latão de Brahma gelada e uma tábua com carne que ele tava fazendo churrasco, cara, que início, sentei com eles e trocamos ideia, eles são de Aiuruoca que foi minha primeira viagem, prosa bateu bastante, eles trabalham em uma oficina e resolveram pegar a moto e ir pra estrada... Encontrei as meninas na porta do camping, e fomos na cachoeira que fica quase em frente, Cachoeira Véu da Noiva, 11 reais pra ficar por uma hora e 30 reais pra passar o dia, complicado... Pagamos a hora e entramos 17h, cachoeira bonita mas com fácil acesso ela fica meio farofada, então achei mais ou menos... Saindo bateu um chuvão do nada por uns 20minutos, ja preocupei com a barraca. Chegando no camping o estrago foi pequeno, só o saco de dormiu molhou um pouco. Arrumei meu fogareiro fiz meu miojo e fui dormir. Segundo dia: Combinei com as meninas de ir ver o sol nascer na parte alta do véu da noiva, trilha dos escravos... Acordei 5 da manhã, tomei meu café e comecei a arrumar, só que o tempo não tava ajudando, então falei que não ia rolar... Acabei ficando deitado na rede e umas 6h o tempo melhorou, então fui sozinho fazer a trilha, bem tranquila e legalzinha. Voltei umas 7:30, e iríamos pegar o ônibus 8:30 pra ir até o parque, na cachoeira da farofa. Paramos o mais perto na estrada, e fomos andando até a entrada, uns 2km. Chegamos na portaria 9:30, falaram que podia fazer a trilha de bike ou a cavalo, 40,00 reais pra alugar a bike, mas animamos ir a pé mesmo, Cachoeira da Farofa são 6km da entrada, e o Canyon das Bandeirinhas 11km, osso. Acho que éramos os únicos a pé. Foi tenso, tudo plano, mas mesmo assim bem cansativo, chegamos na farofa meio cansados já, cachoeira bonita demaaaaaaaais, fizemos uma horinha e saímos pro canyon, chegamos lá eram umas 3:30h, coincidência topamos com uns dinamarqueses que pegaram o mesmo busão nosso, trocamos ideia e eles seguiram rumo, de bike. Canyon bonito pra caramba, mas não chegamos até o final porque tinha que nadar e já estávamos cansados e pensando na volta... Chegamos mortos na portaria eram 18h, conseguimos uma carona com um cara do parque 19h. Esse rolê com certeza rola fazer de Bike, economiza muito tempo e aproveita bem mais. Conversamos e uma amiga das meninas chegaria no outro dia, e então elas animaram ir na cachoeira do tabuleiro comigo no próximo dia. Saindo 5:30h da manhã. Cachoeira da Farofa Canyon das Bandeirinhas Terceiro dia: Acordei 4:30h, tomei café arrumei e mandei mensagem... Nada delas... Deu 6h eu fui sozinho pra estrada pegar carona pra tentar chegar lá, meia hora de dedão consegui uma pra Conceição do mato dentro, cheguei umas 7:30h na rodoviária. Sabia que tinha ônibus pro distrito de Tabuleiro(onde fica o parque do Tabuleiro) as 15:00h, e demora por volta de 1:30h de viagem... O que nao daria certo pra mim porque ainda tinha que voltar pra Serra do cipó. Perguntei os taxistas e cobrariam 80,00 reais pela viagem, não rolava. Consegui um número de moto táxi, chorei o preço e ele fez por 40,00 reais até a entrada do parque, top demais. O cara foi falando e resmungando algo a viagem inteira e eu não ouvia nada, só sorria acenava e fala "é foda mesmo". Cheguei e tinha a trilha parte alta e baixa, que a moça disse que não rola fazer no mesmo dia. Parte baixa 2,5km, parte alta 6km. Objetivo era a parte baixa então fui, metade do caminho trilha e metade seguir o rio pelas pedras, pra mim é bom demais porque acho mais "divertido" andar nas pedras. Cheguei nela e já apaixonei de cara, uma baita cachoeira, 273m, terceira maior do Brasil, um piscinão com uma pedra no meio que da pra ficar de boa, e lugar pra ficar quase em baixo da queda, demais. Acho que nunca vou ver uma igual, a cachoeira fica num vale bonito demais, cercada de paredões, e como a água dispersa bastante na sua longa queda, quando bate um vento ela muda o curso e acaba "dançando" para os lados, parece mágico, as gotas de água começam a circular o vale, formando umas nuvens de água que as vezes dá até pra ver umas imagens... Cara, que cachoeira, me seguro pra não usar palavrões pra descrever com exatidão meu sentimento. Fiquei um bom tempo lá e já pensei em voltar porque ainda tinha que voltar pro meu camping e não tinha como voltar. Voltei e fiquei na entrada do parque, esperando alguém pra pedir carona. Primeiro rapaz que tava saindo, com a namorada, pedi carona e me ajudaram, me deixaram de novo na rodoviária de Conceição do Mato dentro, aí já estava quase em casa. Pedi carona por um tempo até o horário do ônibus mas não consegui, então peguei o ônibus de 16h. Cheguei no camping quase 18h, então foi um dia foda, curti bastante. Fiquei conversando com o Roberto, que toma conta do camping, me ofereceu cerveja e ficamos lá prozeando até mais tarde, e pedimos um lanche pra dar uma variada. Quarto dia: Último dia e tinha mais uma entrada do parque pra ir, acordei 6h, a distância total(ida e volta) do camping até a Cachoeira do Tombadouro(última cachoeira da trilha) eram 26km, metade fora do parque, então era bom ir preparado. Tomei café e saí 7h, fui andando e pedindo carona, bem cedo consegui uma que me cortou uns 3km, e daí fui andando até o parque, cheguei exatamente 8h, o primeiro a entrar no parque. E fui, primeira cachoeira bem bonita, Cachoeira das Andorinhas, grande parte andando nas pedras, duas quedas, dei uma nadada e fui pra próxima, cachoeira do gavião, bonita pra caramba, bem tranquila, que é possível escalar bastante até seu topo que encontra uma outra queda do outro lado, mas acabei fazendo só ate a metade, que minhas coisas tinham ficado tudo lá em baixo... Dei uma aproveitada e fui pra cachoeira do Tombador, cara essas trilhas são lindas, dão tudo uma visão do vale inteiro, você nem lembra que tá andando e nem das dores e bolhas no pé. Cheguei nela, absurda, muito massa, duas piscinas uma em cima da outra, duas quedas, fiquei lá por um bom tempo, todas eu sempre tava sozinho, mas nessa chegou um casal uma hora depois de mim, bom demais que me ajudou a tirar uma foto. Fiquei até 13h, que ainda tinha que desmontar minha barraca e ir embora. Muito mal pensado, trilha longa na volta e o sol TRINCANDO, foi sofrido mas foi, cheguei na entrada um pouco antes de 15:30h, consegui logo uma carona na saída e me deixaram no mesmo lugar do cara que me deixou na ida. Ainda longe do camping pedi carona por uns 20min e consegui. Achei que já tava perto do camping e pedi pra ele me deixar, que eu iria comer algo. Comi um PF 18 reais e um suco de incríveis 6 reais. Terminei e percebi que tava ainda um pouco longe, e tava muito cansado, então fui andando devagar e pedindo carona, consegui outra e me deixou na porta do meu camping. Cachoeira das Andorinhas Cachoeira do GaviãoCachoeira do TombadouroCachoeira do Tombadouro Tomei banho, arrumei as coisas, despedi dos amigos do camping e fui na estrada pra ir embora. O ônibus só passava as 19:25h, e ainda eram 18h, então pedi carona denovo... Deu meia hora e consegui uma, que iriam para venda nova mas podiam me deixar dentro de BH, bom demais! Parei perto da UFMG e peguei um busão para perto da rodoviária. Cheguei por volta de 20h, fui no guichê e unha ônibus as 20:15h pra Itaúna. Bom demaaaais fechando o rolê. Gastos: Ônibus ida: 33,00$ Camping Grande pedreira: 20,00$ diária, total 60,00$ Cachoeira véu da noiva: 11,00$/hora , 30,00$/dia Comida (4xCupNoodles, 2xBolacha, 4x pacotes barra de cereal, Pao de forma, leite em pó): ~~60,00$ Entrada parque tabuleiro: 10,00$ Ônibus porta do camping -> algum lugar mais pra frente na estrada: 3,00$ MotoTaxi Conceição do Mato dentro -> Portaria tabuleiro: 40,00$ Ônibus volta Conceição Mato dentro -> Serra do Cipó: 22,00$ Lanche camping: 18,00$ Almoço PF+Suco: 24,00$ Ônibus UFMG -> Rodoviária: 4,05$ Ônibus BH -> Itaúna: ~~ 25,00$
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    San Andres Sim, O Paraíso Existe... Se Chama San Andres! Onde Fica? Localizada no Mar do Caribe, você encontrará esta linda ilha que atrai centenas de turistas de todo o mundo. Uma vez que você vê o mar de San Andres, você entende por que eles a chamam de "Sete cores". A 700 quilômetros da costa do continente colombiano é a ilha de San Andres, um pequeno paraíso em que as influências de ingleses, espanhóis, Piratas e Corsários foram misturados para resultar em uma cultura rica que se move ao o som do reggae. Atrações! Existem cerca de quarenta lugares para mergulhar; praias com areia branca e macia; um mar azul, mas também verde e lilás ... Para as ilhas de San Andres, Providencia e Santa Catalina, no sudoeste do Caribe, na Colômbia, viajantes de todo o mundo chegam em busca desses cartões postais perfeitos para verificar isso na brisa deitado em uma rede debaixo de um coqueiro e nos sorrisos despreocupados de seus habitantes que vivem a alegria da Colômbia. Mar De Sete Cores Suas águas variam da sombra arenosa da praia, para os azuis turquesas e degradantes ao azul profundo, um verdadeiro espetáculo visual para você se deleitar nas suas férias. San Andres é uma pequena ilha que faz parte de um arquipélago no Caribe colombiano, juntamente com Providencia e Santa Catalina, cujas paisagens têm seu encanto particular. Então, se você tiver em mente as férias, não hesite em ter como opção este paradisíaco destino turístico colombiano, sem dúvida, você não vai se arrepender. Saiba Tudo Sobre San Andres! Acesse: www.amosanandres.blogspot.com.br
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    Olá Mochileiros! Segue o relato da minha trip solo pelo Uruguai, espero poder ajudar no planejamento de sua futura viagem. Vou primeiro separar em tópicos os gastos na viagem e depois faço o relato de cada dia. Passagens áreas: Rio x Montevidéu (Ida e volta) – Cia área GOL – R$ 682,27 Ônibus: Montevidéu x Punta Del Este – UYU 282 Punta Del Este x Montevidéu – UYU 298 Montevidéu x Colônia Del Sacramento – UYU 363 Colônia Del Sacramento x Montevidéu – UYU 367 Uber: 14.09 – AV. Daniel Fernández Crespo 1776, x Rodoviária Tres Cruces – UYU 92 15.09 – Rodoviária Tres Cruces x Hostel BO! – UYU 140 16.09 – Hostel BO! X Che Lagarto – UYU 130 18.09 – Mercado Del Puerto x Che Lagarto – UYU 153 19.09 – Che Lagarto x Hospital Britânico – UYU 78 19.09 – Hospital Britânico x Che Lagarto – UYU 79 19.09 – Che Lagarto x Aeroporto – UYU 611 Alimentação: 09.09 – Mc Donalds aeroporto – UYU 192,62 10.09 – La Barca (Shopping Punta) – UYU 240 11.09 – Doner (Shopping Punta) – UYU 325 12.09 – Almoço – UYU 300 – Jantar – UYU 250 13.09 – Almoço – UYU 150 14.09 – Jantar – R$ 44,00 15.09 – Jantar – UYU 503 16.09 – Restaurante – L’egregor – UYU 360 17.09 - Almoço – UYU 361 18.09 – Almoço – UYU 290 19.09 – Não comi nada nesse dia porque passei mal com gastrite. Hospedagem: Punta Del Este – Hostel El viajero – 2 Diárias – UYU 682 La Pedrera – Hostel Piedra Alta – 1 Diária – UYU 400 (Não lembro o valor exato) Cabo Polônio – Hostel Lobo – 1 Diária – UYU 500 Punta Del Este – Hostel El Viajero – 1 Diária – UYU 340 Colônia Del Sacramento – Hostel Del Rio – 1 Diária – R$ 52,50 Montevidéu – Hostel Bo! – 1 Diária – UYU 570 Montevidéu – Hostel Che Lagarto – 3 diárias – UYU 1800 (Não lembro o valor exato) Outras Despesas: Aluguel carro: US$ 110 (3 Diárias) Combustível : UYU 1840 Pedágio – UYU 85 x 2 = UYU 170 Estacionamento em Cabo Polônio – UYU 190 Câmbio: 09.09 – 16:59 –Cambio 18 – Punta – Reais 8,55 14.09 – 11:23 – Cambio Uruguay – Punta – Reais 8,20 14.09 – 12:03 – Aeromar – Punta – 8,70 15.09 – 16:07 – Varlix – Colônia – Reais 7,20 16.09 - 10:37 – Cambio Casa Central – Montevidéu – Reais 8,80 Saques: 09.09 – Aeroporto : UYU 6,47 16.09 – Av. 18 de Julio, Montevidéu – UYU 8,67 17.09 – Colonia, Montevidéu- UYU 8,81 Tarifa Banred UYU 177,60 por saque O Banco Santander me cobrou 24,20 de tarifa por saque IOF 6,38% Museus: Museu Del Mar: UYU 190 Casa Pueblo: R$ 30,00 Teatro Solis: UYU 90 Palácio Salvo: UYU 200 1º dia – 09.09 - Sábado Meu voo saiu 09:15 do RJ e Chegou às 12:25 em Montevidéu. Eu tinha feito um esboço de um roteiro, sabia mais ou menos as coisas que iria fazer, mas não estava engessado, ou seja, poderia mudá-lo, e realmente isso foi acontecendo por vários motivos que veremos mais adiante. No aeroporto liguei o wifi e comecei a pesquisa o que fazer, minha ideia era ir pro centro de Montevidéu trocar dinheiro e depois ir para a rodoviária Três Cruces e pegar o ônibus para Punta Del este. Eu já tinha reservada uma diária no Hostel El Viajero nesse sábado. Foi então que percebi que fazer isso seria contramão. Seria mais fácil ir pra Punta direto do aeroporto, pois havia no aeroporto uma cabine da COT (empresa de ônibus) que vendia passagem pra Punta. Fiz a besteira de sacar dinheiro no caixa eletrônico do aeroporto, podia ter trocado o dinheiro no cambio, podia ter pagado no cartão, menos isso, porque a cotação desse caixa eletrônico, se revelou a pior que vi em toda a viagem . Ao menos saquei apenas UYU 400. A ideia do saque no aeroporto surgiu ao ler num blog que sacar no Uruguai não é ruim, e as cotações costumam ser boas, percebi que isso vale pra lugares como no centro de Montevidéu, mas não vale para o aeroporto, fica a dica. Almocei no Mc Donald’s do aeroporto, conforme mencionei lá acima foi UYU 235 e teve desconto de UYU 42, total pago de UYU 192 no cartão. (Até o momento no cartão está R$ 22, a fatura ainda não está fechada). Esse desconto que mencionei acima, refere-se ao IVA 18,5% (Imposto de valor agregado, equivalente ao nosso ICMS). Esse desconto acontece quando se paga no cartão de crédito em restaurantes, e hotéis. Peguei o ônibus dás 14:45 e chequei por volta de 17h em Punta, fui ao câmbio e troquei o dinheiro por uma cotação aceitável de 8,55. Cheguei no Hostel El Viajero, que fica bem pertinho da rodoviária em Punta (dá pra ir andando de boa com o mochilão), tomei banho e fui dormir, estava exausta precisava descansar. 2º dia – 10.09 - Domingo Nesse dia não fiz o que tinha planejado, por que choveu, ventou, e não dava pra fazer muita coisa. Esse dia eu tinha reservado de ir a Piriápolis, tinha pesquisado que lá tem uns Cerros bonitos, mas como o tempo não ajudou, e esses passeios precisavam de tempo bom, resolvi não ir pra lá. Enfim, fica pra próxima viagem. Pra não dizer que foi um dia perdido, fui andando do hostel até o shopping de Punta, e comprei o chip da antel para ter internet no celular. A noite estive no Cassino Conrad que é bem pertinho do Hostel, dá pra ir a pé. Não joguei porque não gosto, mas foi interessante a visita. 3º dia – 11.09 – Segunda-feira Nesse dia eu fui ao monumento Los dedos, estava ventando muito, quase fui carregada, hahaha. Em seguida aluguel o carro (melhor coisa que fiz), e fui ao farol de Punta, após fui a Casa Pueblo, e por fim ao Museu Del Mar. Casa pueblo é bem legal, vale a pena ir, tanto pelo visita ao Museu quanto pela vista. Museu Del Mar pode passar batido, parece um deposito de coisas velhas, rs, pra mim só valeu a ida pelos esqueletos de baleia que nunca tinha visto. No hostel El Viajero conheci o Philipe. Como nós dois queríamos ir a Cabo Polônio, e eu disse que iria alugar um carro, ele se interessou em me fazer cia e assim poderíamos dividir as despesas. Cheguei depois das 16h no hostel e não tinha nenhum restaurante aberto pra comer, tive que ir novamente ao shopping de Punta almoçar. Essa é a parte chata de baixa temporada, Punta fica abandonada. Voltei ao hostel busquei o Philipe e fomos rumo a La Pedrera, cidade próxima a La Paloma, onde eu tinha 2 reservas. Chegamos no Hostel Piedra Alta já era tarde acredito que umas 19:20, depois que guardamos nossas coisas, fomos direto ao mercado que fechava as 20h. Numa cidade com 225 habitantes, em baixa temporada, há de se esperar que não tenha muitas opções de mercado e restaurantes, hahaha. Jantamos uma massa pronta de ravioli, acompanhado de um um vinho tinto uruguaio. O hostel cheirava Cannabis e tinha uma plantinha, que acredito que seja, mas como não sou conhecedora do assunto, não sei, rs. Ainda assim adorei o lugar, bem roots, mas bastante acolhedor. Eu tinha duas reservas nesse hostel, mas quando disse que estava querendo dormir em Cabo Polônio a recepcionista me devolveu o valor da segunda diária que eu já tinha pago. Isso não é comum, fiquei encantada com a cordialidade. 4º dia – 12.09 – Terça-feira Demos uma caminhada na praia de La Pedrera, onde tem um barco naufragado. Philipe entrou na água, mas eu nem cogitei essa hipótese, hahaha. Em seguida fomos para La Paloma, lá fomos até o farol, e depois almoçamos. Por fim fomos a Cabo Polônio, deixamos o carro estacionado e pegamos o ônibus (leia-se pau de arara) das 13:30. Ficamos hospedados no Lobo Hostel Bar. Local bem agradável, não há energia elétrica, mas tem água quente no chuveiro pois é a gás. Também é possível carregar o celular. Ahhh o que falar de Cabo Polônio... lindo, lindo e roots, rs. Amei aquele lugar, amei os lobos marinhos, amei o farol, a praia, o hostel, a vibe, enfim amei tudo, hehehe. 5º dia – 13.09 – Quarta-feira Pegamos o pau de arara pela manhã. Chegando no estacionamento, pegamos o carro, e fomos a Punta Del Diablo. O tempo não estava muito bom, tiramos umas fotos e seguimos a Rocha. Em Rocha almoçamos um chivito imenso, rs, em seguida fomos para a Bodega Garzon. No caminho passamos em Jose Ignacio, mais uma cidade com farol. Pernoitamos em Punta no Hostel El Viajero. 6º dia – 14.09 – Quinta-feira Entregamos o carro na locadora, em seguida pegamos o ônibus para Montevidéu. Ao chegarmos em Montevidéu, decidimos ir logo para Colonia Del Sacramento, onde chegamos somente a noite. Esse dia foi apenas de translado. 7º dia – 15.09 – Sexta-feira Colônia del Sacramento foi inicialmente uma colônia Portuguesa. Espanhóis e Portugueses revezaram diversas vezes a posse da cidade. Diante disso é possível ver a arquitetura desses dois países caminhando pelas ruas de Colônia. Uma manhã inteira, andamos por toda a cidade, ela é bem pequena. A tarde pegamos um ônibus de volta a Montevidéu e pernoitamos no Hostel BO. Esse hostel é super underground e fica pertinho da Ciudad Vieja. 8º dia – 16.09 – Sábado Demos uma volta na Ciudad Vieja pela manhã e almoçamos por lá. A tarde Philipe foi pro aeroporto, eu ainda dei uma volta na Plaza da Independência e fiz uma visita guiada ao Teatro Solis. A noite fui pro Che Lagarto, tinha reservado três diárias. Chegando no Che lagarto encontrei com a Stefani, a conheci no El Viajero na quarta-feira e marcamos de ir juntas a Feira Tristán Narvaja no domingo. 9º dia – 17.09 – Domingo Tomamos café e fomos a feira Tristán. A feira é uma loucura, tem fruta ao lado das roupas, é tudo junto e misturado, mas é sensacional. Tem uma parte de livros também, como nós duas gostamos bastante de livros ficamos loucas, hehehe. Após a feira fomos ao estádio centenário, chegamos lá por volta de 13h mas não conseguimos entrar, pois era dia de jogo, e que jogo, o clássico Peñarol e Nacional. Voltamos a Av. 18 de Julio e fomos andando até a Rambla. Fomos até um local onde havia várias pessoas pescando e assistimos ao por do sol. Nesse dia andamos 16 km, hahaha. 10º dia – 18.09 – Segunda-Feira A Stefani foi embora pela manhã. Duas brasileiras que estavam no quarto comigo me disseram que tinha uma loja na Av. 18 de Julio com roupas de frio em liquidação. Eu que amo uma liquidação e roupas de frio, não resisti e fui lá fazer umas comprinhas. E realmente estava barato comprei três casacos pesados mais uma blusa de lã por UYU 1899. Fui andando até a Ciudad Vieja. Fiz a visita guiada ao Palacio Salvo, e depois fui ao Mercado Del Puerto comprar uns souvenirs. 11º dia – 19.09 – Terça-Feira De madrugada passei bastante mal de gastrite , resolvi usar meu seguro viagem, e fui encaminhada para o hospital Britânico que fica a 1km do Che Lagarto. Fui muito bem atendida tanto pela médica quanto pelo enfermeiro que era gaúcho inclusive. Meu vôo foi às 16:55. Fui bem cedo para o aeroporto para fazer umas comprinhas no free shop, hehehe. Assim terminou minha trip no Uruguai. Voltei apaixonada por esse país e pelos Uruguaios que foram muito receptivos. Espero um dia poder voltar.
  10. 1 ponto
    Informações preliminares Fiz essa viagem entre 05/12/17 e 30/12/17. E visitei Punta Arenas, Puerto Natales (com Rota W no Torres del Paine), El calafate (com big ice), El Chalten, Ushuaia (+pinguinera) .Não postarei mtas fotos pq a idéia é ser um relato, para aguçar a imaginação. Sempre que leio relatos aqui configuro o navegador para não abrir imagens. Acho que às vezes vemos tantas fotos dos lugares que vamos visitar que quando chegamos lá parece que já estivemos lá. Então a idéia é só postar fotos do que for necessário para ajuda nas andanças. As paisagens vocês podem ver com uma googlada. Escrevi isso quase como diário, durante a viagem, mas pensando nas dificuldades que as pessoas aqui poderiam ter ao fazer esse roteiro. Respostas paras dúvidas que eu não encontrei por aqui de forma tão fácil. Um dólar nesse momento que viajo vale aproximadamente r$ 3,30. Cem reais equivalem a 500 pesos argentinos (ar$) ou 20.000 pesos chilenos (CHL). Vou colocar os preços em moeda local e dólar quando infornarem. Sobre mim, tenho 32 anos, 1,75m e 75kg. Sou praticamente sedentário, não faço exercícios nem acadêmia, apenas vou para o trabalho de bicicleta, 2 km da minha casa. Ou seja, sou um pessoa comum em termos atléticos. Nada demais. Levei para essa viagem um fleece, um corta vento, um casaco 3x1 impermeável, uma calça impermeável, duas calças segunda pele, 3 blusas segunda pele, três calças bermudas, um par de luvas, 4 pares de meias para trekking, um gorro peruano, uma bota cano alto impermeável. É importante ter roupas impermeáveis para essa viagem. Praticamente tudo o que levei usei, então não recomendo improvisar nas vestimentas e acessórios. Senti falta também de um poncho. Por mais que as roupas sejam impermeáveis, a capacidade de reter água não é ilimitada e a umidade passa um pouco. Só um poncho te deixa completamente seco. A região patagônica em geral é muito úmida e pode chover a qualquer momento. Sobre o calçado, importante ser impermeável tb, há lugares como Parque Torres del Paine e Ushuaia que há trilhas onde é preciso cruzar rios a toda hora, passar por lama, brejo, tudo. Ir de calça jeans ou outro tipo de roupa permeável pode te deixar numa pior, molhar meia é melhor caminho para formar bolhas. 05/12 - Chegada em Punta Arenas e pernoite em Puerto Natales Cheguei na Patagônia por Punta Arenas, com escala em Santiago. Muita gente compra a passagem pela via argentina (aeroporto de El Calafate) mas achei a alternativa pela via chilena interessante por dois motivos. Primeiro pelo tempo de viagem, 12h ao todo o trecho mais longo, que é um duração muito boa. Via El Calafate dificilmente vc consegue vôo sem pernoite em Buenos Aires. Pela via chilena temos a LATAM opera mto vôos para a região sem necessidade de pernoite. Depois porque você pode começar a viagem por Punta Arenas ou Puerto Natales que, se vc planejar direitinho, pode ser o começo do seu roteiro. O preço é igual ou mais barato do que ida e volta por El Calafate. Então pode ser uma boa escolha começar pelo Chile, seja via Punta Arenas, seja via Puerto Natales com escala em Santiago. Deixei para conhecer Punta Arenas na volta, e cheguei indo direto para Puerto Natales para então chegar em El Calafate onde começa de fato meu roteiro. Um ônibus da BusSur passa pelo Aeroporto, na saída próxima do guichê de despacho de bagagem das cias aéreas. Os horários são programados, se informe pelo site da BusSur. Eu comprei pela Internet por 8 mil pesos chilenos (13 dólares) mas vendem na hora também. Passa por ali também ônibus que leva até o centro de Punta Arenas, já que fica um pouco distante do Aeroporto. Há um caixa eletrônico lá caso precise tirar moeda local, mas há aquelas muitas taxas a pagar. A viagem até Puerto Natales dura 3 horas, num cenário repleto de estepe e estancias de ovelhas e cordeiros. A estrada é muito boa e o ônibus da Bus Sur é bem confortável. Puerto Natales é uma cidade bonita, limpa e cheia de pessoas se protegendo do vento gélido que faz nessa época. Ninguém tá na rua de bobeira. Os ventos patagônicos são tudo isso que dizem e mais um pouco. Aqui tudo começa com uma lapada fria e dolorosa na cara de quem chega. É o cartão de boas vindas da região. É bom já chegar preparado pros ventos, vá se vestindo em Santiago se tiver tempo Assim que desembarquei no terminal fui ver passagens para El Calafate. Tentei comprar pela Internet mas não consegui pela BusSur e não consegui contato com as demais que operam o trecho. Cheguei a ficar preocupado de não conseguir para o dia seguinte, pois dizem que em alta temporada é bom ter tudo reservado. Mas foi bem tranquilo. Assim como há mta gente nessa época, há maior oferta de transporte também. A principal empresa que faz o trecho é a Turismo Zaahj. Cada época do ano há mais ou menos saídas por semana e por dia. A empresa possui um site que parece velho e desatualizado, mas as informações estão corretas. A passagem custou 17 mil pesos chilenos. Cheguei em Puerto Natales e fiz um pernoite num hostel bem ao lado do Terminal chamado El Fiodor. (Ao final do relato vou deixar minha avaliação das hospedagens que fiquei pra ficar mais organizado) Deixei as coisas o hostel e fui comer. Isso era próximo às 21h e ainda havia sol. Fui ao Picada del Carlitos. Um pouco longe do hostel, mas a comida é boa. Fazia um frio do diabo. Comi, voltei pro hostel e dormi. Dia 06/12 - De Puerto Natales a El Calafate Como minha viagem foi programada muito em cima da hora não consegui reservas para a Circuito W no mesmo período em que desembarquei no Chile. Isso aumentou meu número de deslocamentos e custo da viagem. É importante sempre começar o planejamento desta viagem por Torres del Paine!! Tudo com boa antecedência, principalmente se estará por lá em alta temporada (Novembro a Março). Nesse período os passeios tb são mais caro. De tudo li, a conclusão é que Março é uma boa época para fazer esse roteiro. É final de alta temporada e o ventos reduzem bastante. Por outro lado, o frio aumenta um pouco e o dia encurta. O problema maior são chuvas, que aumentam um pouco pelo gráfico que vi. Meu primeiro dia em Torres del Paine estava programado pra 17/12, mas aproveitei minha passagem por Puerto Natales para acertar as estadias e atividades que pretendia fazer no parque TdP. A programação de estadia no parque TdP é complicada pq vc tem que agendar as reservas contínuas de 3 a 4 noites com refúgios ou campings de duas empresas diferentes que operam dentro do parque (no meu caso o circuito W e não fiquei nos campings gratuitos). E se vc não fizer todas essas reservas, vai fazer a rota pela metade, pois não pode permanecer no parque sem reservas. A primeira empresa chamada Fantástico Sur é até mto tranquila pois tem um booking online no site , então na mesma hora vc sabe o que tem disponibilidade e quando. A segunda empresa, Vértice Patagônia estava sem booking online e foi um martírio fazer as reservas. Tirei uma manhã deste dia para ir pessoalmente confirmar essas reservas nas lojas das duas empresas e para fechar passeio de Kayak pelo Lago Grey, dentro do parque, com uma empresa chamada BigFoot. Fiz tudo isso e fui conhecer a Avenida Costanera e o centro da cidade. Nada demais mas vale a pena conhecer. Acabou ficando em cima da hora pra pegar o ônibus e não consegui fazer câmbio. Deixei para fazer na volta, já que só ia precisar de pesos chilenos pra pagar a entrada no TdP. Malas prontas, fui para a Terminal Rodoviário pegar um ônibus que saía às 14h. O ônibus da Turismo Zaahj é muito bom e moderno. Até El calafate são 5h com parada nas aduanas de Chile e Argentina para registro de saída e entrada. A rodoviária de El Calafate não fica mais no Centro da cidade, e é preciso andar de 10-20 minutos se for a pé. Não tem caixas automáticos no terminal lá. Meu hostal é o America del Sur, que fica bem perto da rodoviária então fui a pé mesmo. Após check in e mensagens a família já era tarde mas fui dar uma volta pra conhecer o centro. Voltei ao hostel e dormi. 07/12 - El calafate (1) - Museus e parques Reservei 4 dias em El Calafate. A cidade tem um ótima estrutura de restaurantes, lojas e hospedagens de todos os gostos, um bom supermercado (La Anonima, vc vai precisar dele). Não há casa de câmbio oficial, mas você pode cambiar em alguns estabelecimentos bancários. A melhor dele sem dúvidas é o Banco de La Nación, que faz a cotação oficial. Todos os outros locais vão fazer com algum desconto mas é bom saber deles pois o banco funciona em horário bem restrito (de 8h a13h) e principalmente porque há filas desalentadoras. O segundo lugar seguro para câmbio é a loja da western, na principal tb. A cotação é menor mas funciona até domingo. Há também um restaurante chamado Parrila e Assado (todo mundo chama de Casemiro) que faz câmbio, mas só qdo interessa a eles fazer. Fui lá duas vezes e não fizeram. Eu tinha dois planos para a manhã deste dia, a primeira era chegar bem cedo no Banco para fazer câmbio e fugir das filas e a segunda era ir na loja da Movistar conseguir um chip pré pago. Só não contava com uma surpresa: era feriado! Aniversário da cidade de El Calafate. Era uma quinta e como bons sul-americanos emedaram a sexta e só voltaria a funcionar na segunda feira, quando eu já não estaria por lá. Isso melou meus planos, pois em El Chalten - meu destino após El Calafate - não tem banco nem loja de celular. Enfim, acontece. Fui começar o roteiro programado pela Intendencia do Parque Nacional Los Glaciares. O espaço fica bem na rua principal e é dividido em dois espaços, o bosque com informações sobre plantas e árvores nativas e exóticas e o centro de exposição, com filme, totens digitais sobre a fauna e flora da região patagônica, sobre Francisco Moreno, os glaciares e uma exposição permanente sobre a história das estacias, do parque, etc. É interessante e de graça! Passei parte da manhã lá lendo sobre tudo. Depois fui na loja da Hielo e Aventura acertar minha reserva para fazer o Big Ice, o passeio que tinha maior expectativa lá.Dps almoçar fui ao Centro de Interpetación Museo. Recomendo muito! É um pequeno grande museu mantido por um professor de História. Além da exposição de réplicas idênticas de fósseis completos de espécies encontradas na região patagônica, é um museu crítico, questionador, que expõe com coragem o processo de genocídio de povos tradicionais da região, cometido pelo governo argentino e estancieiros para expansão da criação de gado e ovelhas (carne, couro e lã). O museu custa muito barato e tem desconto para estudantes. Vi todas as exposição e depois aproveitei a proximidade e passei na laguna Nimez. A laguna é um local de observação da fauna da região, especialmente de aves. Não é o melhor horário pra fazer o passeio, pois as aves estão mais à vontade pela manhã, mas aproveitei pra dar uma olhada já que havia uma promoção pelo aniversário da cidade. A entrada custa Ar$ 150 e o passeio é autoguiado. Vc recebe um guia em papel que explica os pontos numerados da caminhada em torno do lago. Vi bastante aves mesmo à tarde. Há, perto do mirante, uma passagem para o lindo lago Argentino que vale a pena conhecer! Fiz o circuito mais curto por causa da hora. Voltei para a avenida principal e passei na Ovejitas de la Patagônia, loja de sorvetes e chocolates. É indispensável provar o sorvete de calafate, fruta típica do local e que dá nome à cidade. Finalizei o dia (a noite por lá só cai umas 23h) comendo as recomendadas empanadas da Dona Mecha. Acho que é a mais barata que vi por lá, custava apenas ar$20. A de cordeiro era mto boa. Fui dormir cedo e me preparar pro Big Ice. 08/12 - El Calafate (2) - Big Ice Tudo preparado para fazer o Big Ice. Pra quem não sabe, esse é um dos passeios de trekking no glaciar Perito Moreno. Há apenas uma empresa autorizada a explorar esse tipo de passeio, chamada Hielo y Aventura, e ela vende bem caro os dois passeios: o Big Ice e o Mini Trekking. Basicamente a diferença entre os dois é o preço, o tempo do passeio e o esforço exigido. O Big Ice é uma experiência de trekking aprofundada no Glaciar, caminhando na parte mais interna do Glaciar. O Mini Trekking por sua vez é mais leve, apenas pra ter a experiência. O local é o mesmo, o glaciar perito moreno. Oque muda são os cenário, como vou descrever. O procedimento da empresa é: te buscar no hostel, levar todos para um ponto de encontro onde sai um ônibus até o parque, que fica a mais ou menos uma hora e meia de distância de El Calafate. Há um guia que explica várias coisas sobre o parque e os glaciares durante a ida. Chegando no parque temos a primeira visão do Glaciar ainda de dentro do ônibus. É incrível, das coisas mais lindas que já vi ! Depois descemos e temos 40 minutos pra observar o Glaciar das passarelas, de frente pro glaciar.. Voltamos e pegamos novamente o ônibus para descer para um porto, onde está nos esperando um catamarã que atravessa até o refúgio da Hielo.. De lá começamos uma trilha. Até aqui todos estão juntos. Só mais à frente há uma divisão de grupos em língua (inglês e espanhol). Aí sim começamos a trilha de 50 minutos beirando o glaciar pelo continente. Quem vai pro mini trekking não faz essa trilha, fica logo no começo. Passamos por paisagens lindas na trilha, no entorno do glaciar. É uma subida, mas achei tranquila. Até que em um momento paramos para medir os grampos (estruturas de ferro dentada que colocamos embaixo do calçado para andar no gelo sem escorregar) e logo mais a frente entramos no glaciar. Em cima do gelo mesmo paramos para colocar definitivamente os grampos e seguimos com eles o tempo todo. É uma experiência estranha. O meu estava amarrado com mta força na bota, mas achei que era assim mesmo. Nesse momento também eles pedem que coloquemos as luvas, pois cair e arrastar a mão no gelo é perigoso. Passadas as instruções começamos o trekking. Logo de início encontramos um túnel de gelo!! É inacreditável! Tiramos fotos cada uma uma vez em fila. Não pode atravessar pois é perigoso, podendo-se ceder a qualquer momento. Bom, todo o cenário a partir daqui é impressionante! Pequenos rios, lagoas azuis, sumidouros, fendas, são coisas que só no Big Ice você consegue ver. O túnel não é sempre, pois são formações temporárias e imprevisíveis. Depois de algumas horas de trekking, paramos para almoçar. Ali mesmo no glaciar. O trekking é cansativo principalmente porque não é fácil andar nos grampos. Preste bastante atenção nas instruções sobre subida, são muito importantes para evitar esforço desnecessário e lesões. Eu consegui uma bolha no calcanhar. No final estava incomodando bastante. Acho que tinha a ver com a amarração exageramente apertada fazendo meu calcanhar friccionar com a bota com mta força. Não sei. Mas dá uma canseira. No final tiramos os grampos (alívio!) retornamos pela trilha. Nessa hora, o dia que estava bem aberto e azul fechou bem e começou a chover pela região do parque. Voltamos ao refúgio já sob chuva. Aguardamos o barco para cruzar novamente o lago e pegar o ônibus. No barco eles dão umas lembranças e uma bebida para esquentar. Voltamos já no final do dia. Todos são unânimes em dizer que é um passeio muito caro. De fato, não é barato não. Além de pagar o tour, você paga a entrada do parque que é ar$ 500!!! Não tem refeição nenhuma. Eles são super profissionais, tem mta gente envolvida no passeio, mas ainda assim é bem caro. Daquele tipo de passeio que você paga pq sabe só vai fazer uma vez na vida. Se você não tem condições de fazer, vale muito a pena ir ao parque, explorar as passarelas e trilhas com calma . É um lugar incrível, mesmo sem fazer o trekking no gelo. Eu gostaria se ter tido mais tempo nas passarelas para poder ficar ali apenas escutando os estrondosos rompimentos do glaciar. Esse passeio sairá mais barato e será muito bom tb. Na volta nos deixam no hostel. Desci para comer um Chorizo Argentino e voltei já cansado. 09/12 - El Calafate (3) - Glaciarium de bicicleta e Yeti Bar El calafate não tem mtas opções interessante de passeios além do Parque e trekking no glaciar.. Pelo menos não me interessaram tanto. Há opções de full day em Torres del Paine que podem ser interessantes para quem não pretende fazer a rota W no TdP. Há cavalgadas, passeios em 4x4. Apenas dois passeios me chamaram atenção : estancia Cristina e Rios de hielo. Mas o preço pesou na decisão de não fazer. Sem ter muito o que fazer decidi alugar um bike no hostel e ir até o museu glaciarium de bike. Fui margendo o lago Argentino pela Avenida Kichner até quando pude. É lindo! O museu fica num desnível alto da RP 11, então se for de bike se prepara pra ladeira. A visita ao museu valeria apenas pela vista incrível do Lago Argentino. Mas além da vista, é um museu super interessante. Ele trata mais especificamente da glaciologia, a ciência que estuda os glaciares. Pra mim não rolou, mas achei que seria uma boa visitá-lo antes de ir ao parque ou fazer o trekking no glaciar. Muita coisa explicada lá você vai entender na prática durante o passeio. O museu custa 360 pesos (sim, bem caro) mas tem desconto pra estudante brasileiro (ar$ 280). Além do museu, há o Glaciarium bar, que nada mais é do que um bar de gelo. Você paga 240 e fica alguns minutos lá bebendo e tirando fotos num ambiente a -20 graus. Achei caro e fui fazer essa experiência no Yeti Bar qdo voltei pro Centro. No Yeti é ar$190 pesos. Mas voltando ao Glaciarium Museo, não precisa ir de bike como eu fiz. O Museu tem um serviço de transporte gratuito que sai de hora em hora de frente à Secretaria de turismo, na principal. Eu gostei bastante do museu. De bicicleta ainda mais. Na volta parei para comprar alfajores pra família. Tem mtas lojas de doce em El Calafate, mas segui a recomendação de comprar na Koonek. Provei um antes e realmente era mto bom. Por fim comprei uns souveneris pois seria o último dia. Acabei indo, como disse, conecher o tal bar de gelo da Yeti bar.. Eu fui mais pela bebida mesmo rs Queria provar o tal fernet com coca cola, bebida típica de Córdoba mas que foi adotada em toda Argentina. Provei, achei uma porcaria. Dps pedi um outro drink, e tirei umas fotos. Deu pra ficar alegrinho, e é isso. O bar de gelo não tem nada demais, é apenas uma brincadeira mesmo. Penso que as crianças devem se divertir um monte. Custa ar$ 190. Por fim fui pro hostel devolver a bicicleta. Arrumar as coisas e dormir. Avaliação de El calafate: El Calafate é uma cidade com bastante passeios a fazer, mas tudo pago (e caro). Certamente o parque nacional Los Glaciares (onde fica o Glaciar Perito Moreno) e o trekking no glaciar são os grandes passeios da cidade. Os museus e restaurantes são bons complementos na sua estadia lá. De 3 a 4 dias é o suficiente para conhecer bem a cidade. O melhor mercado é o La Anonima, logo na entrada da cidade. A alimentação simples como um cordeiro patagônico pra uma pessoa por lá fica por volta de ar$230-300. Não é mto barato e não tem muito pra onde fugir, a não ser fazer sua própria comida no hostel. No geral eu curti a cidade e curti muito o Big Ice, certamente melhor recordação do lugar. 10/12 - El Chaltén (1) - ida pra El Chaltén e trilha de los Miradores Há diversos formas de transporte e horários para chegar a El Chalten. O hostel fazia a reserva de vagas direto na recepção, como queria dar uma descansada dormi até mais tarde e fui no ônibus das 13h. Dei uma última volta pela cidade pela manhã e aguardei a hora de ir. Na ida, que dura 3h, há uma parada em um restaurante/hotel chamado La Leona. É um restaurante cheio de História pra contar, vale a pena descer e visitar. Na chegada à cidade o imponente Fitz Roy já dava as caras. O tempo estava mto bom aquele dia e fiquei um pouco frustrado de não ter ido cedo para já fazer uma trilha das de longa duração. Na entrada do parque todos somos obrigados a descer para escutar algumas recomendações e explicações sobre o parque. Qdo passar lá não esqueça de pedir um mapa. Cheguei em El Chaltén e fui direto pro hostel. Fiz check in e não sabia se fazia uma trilha curta ou ia almoçar. Um brasileiro que estava o meu quarto me convenceu a fazer as trilhas dos Miradores. São rápidas, mas com uma subida boa. Qdo subi, o Fitz Roy já tinha se encoberto e as nuvens já anunciavam o que ia ser o outro dia. Tirei umas fotos, desci e passei no mercado. As coisas em Chaltén são mais caras que em El calafate, desde o supermercado até restaurantes. Se você estiver economizando o máximo, cogite comprar sua alimentação em El calafate. Da mesma forma, vá de câmbio trocado. Comprei algumas coisas no mercado para não precisa comer na rua e dei uma volta na Av.San Martin para mapear o lugar. No hostel conversei com alguns brasileiros que conheci e fui dormir. 11/12 - El Chaltén (2) - Laguna Torre com tempo nublado Bom, como estava anunciando o dia anterior, este dia o tempo não estava nem um pouco favorável. E qdo o tempo não tá favorável em El Chatén é um saco. Passei no centro de informações para perguntar o que fazer tendo em vista o clima, ela sugeriu a Chorrillo del Salto, uma cachoeira bem pequena que fica perto da cidade. Não fiquei muito satisfeito com a sugestão e ao sair encontrei um brasileiro e fechamos de fazer a Laguna Torre mesmo com o tempo ruim. Não tinha idéia de como estaria, mas não queria fazer o mais simples. Pretendia guardar a cacocheira pro último dia pra descansar. Fomo nós então : 18km ida e volta, 6 horas ao total. A trilha começa no meio da Av San Martin. Tem uma grande placa indicando. A trilha é longa, mas tranquila. Sem muito desnível. Mas o tempo ruim desanimou bastante. E as moscas dessa região são um pé no saco tb. No primeiro mirador não dava pra ver nem o Cerro Torre, de onde há o degelo que forma a laguna. Frustração, mas segui mais algumas horas. No final da trilha, onde fica a laguna, dava pra ver só a laguna com sua cor meio acinzentada mesmo e um pouco do Glaciar Grande, que fica próximo. Parei para bater um marmitex na chegada e tirei algumas fotos só da laguna mesmo. Tudo bem a natureza quem manda por aqui. Encontrei alguns brasileiros por lá, conversamos um pouco e dps voltei pq o começou ventar e chover fininho. Na volta comecei a sentir meu calcanhar dolorido, já logo pensei que teria relação com a bolha que fiz no Big Ice. No final já nem tava aguentando mais, fui dando passadas mais curta, meio mancando, até chegar no hostal. No hostal vi que a coisa era tensa no meu calcanhar. A caminhada tinha piorado um tanto a ferida. Fui à farmácia comprar algo para passar e a farmacêutica me indicou um cicatrizante + bandaid. Comprei. Aproveitei para passar no mercado e complementar as compras. Fiz um jantar, cuidei do pé e fui dormir. O próximo dia prometia ser o melhor possível pela previsão do tempo. Já estava ansioso. 12/12 - El Chalten (3) - Laguna de los três com subida pela hosteria El Pillar A previsão do tempo se cumpriu, dia lindo e aberto, sem ventos, sem nuvens, Fitz Roy rindo pra gente. Nem tomei café da manhã direito, fui logo pro terminal de ônibus pegar o transfer para a Hosteria El Pilar para fazer a Laguna de los Tres. Explico: tem duas formas principais de chegar a essa laguna. A primeira delas é o pelo Sendero Fitz Roy, ao final da Av. San Martin, dentro da cidade. A segunda é pela famosa Hosteria El Pilar, um estabelecimento que fica no meio da estrada. Essa trilha começa a 6km do povoado de El Chalten. Qual a diferença? Pela Hosteria você tem acesso ao mirador Piedras Blancas, que tem vista pro glaciar de mesmo nome e dps vc volta pelo Sendero Fitz Roy. O contrário não é possível, ou seja, ir pelo Sendero Fitz Roy e voltar pela hosteria é desvantagem pq vc terminará trilha no meio da estrada e precisará andar mais 6km pra voltar a El Chalten. Então pela Hosteria vc consegue fazer o mesmo passeio com mais atrativos. Pra chegar na hosteria todos pegam um transfer com a empresa Las Lengas, que tem um guichê na rodoviária. Ela sai em 3 horários programados. Peguei o primeiro, que sai 8h. Como meu calcanhar ainda estava ruim arrisquei fazer todo percurso de havaianas! E coloquei a bota na mochila para urgências. Fui direto na rodoviária pegar a van da Las Lengas, pq era do lado do meu hostel. Mas se vc reservar com antecedência eles te buscam na porta do seu hostel. A trilha é super tranquila e relativamente bem marcada. No começo da trilha dá pra se confundir um pouco pq vai paralelo ao córrego do rio, mas cruzando-o de vez em quando. Dps que começa a subir fica bem fácil e bem traçado. A trilha é muito tranquila em 90% do trecho. O que pega nessa trilha é o último quilômetro. É meia hora de subida sem parar. Um pouco puxado, mas vi de tudo que era gente subindo: idoso, criança, cada um no seu tempo e todo mundo chega. E aí tem a recompensa. Se o dia está claro e aberto é um dos cenários mais lindo que você vai ver na vida. A imponência da cadeia do Fitz Roy é absurda. A água do lago é linda, extremamente convidativa. Pela margem direita do lago vc pode ter contato direto com neve acumulada, mesmo no verão. Dá até pra descer de skibunda!. Quando voltei não resisti e mergulhei na laguna. O tempo estava bom, sem vento e mto sol, então fui. Não recomendo fazer isso, a água é congelante mas queria ter essa experiência. Sequei um pouco no sol e fui pra na margem esquerda da laguna, onde há uma subida pro mirador Laguna Sucia, que é um super cenário tb. Enfim fiquei lá umas 3 ou 4 horas. O lugar tem uma paz incrível. Vale a pena se isolar em um canto e ficar ali só curtindo. Na volta passei um pouco de perrengue por causa das havaianas. É bastante escorregadio e só não cai algumas vezes por conta do bastão de trekking. A propósito minha melhor compra nessa viagem foi um par de bastão de trekking. É incrível a diferença em termos de equilíbrio e economia de joelho. Vi mta gente subindo a parte final da laguna quase engatinhando, sem qq postura de apoio. Com os bastões isso não era necessário. Eu subi o trecho final todo de uma vez só, e como disse no início não sou nenhum trilheiro habitual. Acredito que tenha a ver com a ajuda dos bastões pois ele ajuda mto na distribuição da força de subida. Na descida também. O caminho de volta te permite conhecer a Laguna Capri, ela fica no caminho de volta até El Chalten, via Sendero Fitz Roy. Não é tão bela, mas vale a pena conhecer. Também há alguns outros miradores no caminho do Sendero Fitz Roy. Desci feliz da vida, e aliviado de ter conseguido fazer a trilha de havaianas. Dia mais que especial. Passei no mercado mais uma vez, fiz janta e dormi cedo. Já apresentava bons sinais de cansaço no joelho e pernas. Foram quase 40km em dois dias. 13/12 - El Chalten (3) - Pliege Tombado com tempo nublado A segunda trilha mais interessante por aqui é o Lomo del Pliege Tumbado. Basicamente se consegue uma vista panorâmica das cadeias de montanhas Fitz Roy, Torre e demais por um ângulo bem atípico. Claro, desde que o tempo esteja limpo. Não era o caso. Não tava totalmente coberto, mas havia muita nuvem por detrás do Fitz Roy, onde fica o Cerro Torre. Ali que mora o problema. Essa é a trilha mais puxada para quem não vai acampar. São 10km e 1.000 metros de desnível. Estimam 4h horas de caminhada de ida. Tinha olhado no WindGuru (app que a maioria dos trilheiros usam para prever o tempo de El Chalten) que o tempo ficaria pior mais à tarde. De manhã estaria relativamente ok. Para ter certeza que valia a pena passei no centro de informações e a atendente disse que sim, poderia se ver algo. Sai de lá olhando pro céu e achei que ela estava equivocada, mas paguei pra ver. Diferentemente da laguna de los três, essa tem uma subida constante, alternada por estepes plana e depois mais subida. É uma subida lenta e gradual, mas que exige bastante esforço. Ela tb não é muito procurada, talvez pela dificuldade ou desconhecimento, não sei, mas cruzei com poucas pessoas esse dia. É uma trilha bem traçada. Ela começa atrás da Intendência do Parque Nacional, assim como a trilha dos miradores. As paisagens alternam entre florestas de lengas e campos de estepe. Senti um pouco de cansaço na trilha, acumulado dos dias anteriores, mas segui em frente até o primeiro mirador. De lá já deu pra ter idéia de que a subida foi em vão. Não se podia ver nada no horizonte. E essa trilha é essencialmente de vista, não há lagunas. Depois deste mirador ela segue, porém já cansado e sem possibilidade de melhora do tempo voltei dali mesmo. Foi o suficiente. Na volta parei na Intendência do Parque Nacional pra ver uma pequena exposição que fica lá. Tem uma parte interessante sobre a história das expedições de escalada dos cerros Torre e Fitz Roy. Dali voltei pro hostel. O tempo então piorou bastante. Os ventos começaram a soprar muito forte e uma chuva fininha desceu e não parou mais. Fiz um almoço por lá e esperei até à noite pra ver o jogo da final da copa sul americana. Fui num bar bem legal chamado Caytaneo, na Av San Martin. Pedi uma pinta (copo de cerveja) e me diverti vendo o flamengo perder o título no junto dos hermanos. Voltei pro hostel, jantei e fui dormir. 14/12 - El Chaltén (4) - Encontro com amigos do RJ e Chorillo del Salto O dia amanheceu tão ruim quanto terminou o anterior. Sem Fitz Roy, mto frio e chuva. Fiquei boa parte do dia no hostel lendo. Algumas pessoas do hostel impacientes com o tempo foram pra trilha assim e mesmo e voltaram com cara de arrependidos. Um coreano do meu quarto disse que foi apenas até a Laguna Capri e voltou. Para minha sorte um casal de amigos que moram no RJ e estão viajando pela América Latina chegaram em Chatén na noite anterior. Sem clima para trilhas, fomos comer algo no Restaurante Ahonikenk, na Av. Miguel Martin. Todos falaram mto bem desse restaurante. Pedimos uma pizza e estava mto bom. Parece que o carro chefe é o Ravioli de Cordeiro. Bebemos um pouco animamos de fazer a trilha mais tranquila, a Chorrillo del Salto. É uma pequena cachoeira que fica na estrada ao final da Av. San Martin. Fica pouco mais de 3km do centro e é mto bem sinalizado. Apesar de fácil, o vento, a chuva e o frio tornaram essa trilha uma grande aventura. Confesso que esperava pouco da cachoeira, já que no Brasil temos cachoeiras incríveis, mas ela é linda e super valeu a pena enfrentar as intempéries. E salvamos um dia que tinha como perdido. Passamos um tempo lá admirando a bela queda d’água, passamos no mercado e me despedi deles,. Fui para o hostel fazer check out e me preparar para seguir caminhada no outro dia. Resumo de El Chaltén Em 5 dias que fiquei lá, apenas um dia perfeito. El Chaltén não é para amadores! Sem céu limpo e bom tempo para ver o Fitz Roy e Cerro Torre a cidade perde completamente o sentido. Vi gente indo embora sem nem conseguir ver por um momento sequer o Fitz Roy, ainda que de longe. Dias perdidos mesmo, mta frustração no hostel. Então vá se preparando para contar com a sorte. Para não precisar contar tanto com a sorte, você pode deixar a programação de ida para El Chaltén em aberto e acompanhar a previsão do tempo. Claro, para isso vc terá que arrumar o que fazer por El Calafate ou Puerto Natales para passar os dias. Acompanhar o windguru seria uma forma de evitar a frustração de ir para Chaltén e não ver nada. Olhou a previsão, viu que tem bom tempo para os próximos dias, faça check out de onde estiver e vá pra El Chaltén! Do contrário, vá fazendo hora nas demais cidades até que o tempo se abra. Se eu soubesse disso antes teria aproveitado um dia a mais de sol em Chaltén que perdi pq resolvi pegar o ônibus mais tarde. Isso é minha primeira conclusão. Depois, se vc tem dúvida sobre que trilha fazer, vou repetir a sugestão que ouvi de todas as pessoas que conheci. Na verdade tudo depende de qts dias vc tem. Se tiver um dia, faça laguna de los três, seja começando pela hosteria el pilar, seja pelo sendero Fitz Roy. Não só pq é incrível, mas pq é o cartão postal do lugar. Se tem dois dias, faça laguna do los três e Pliege tombado. Se tem três dias faça laguna torre. É o top 3 do lugar. O resto são complementares, nada supera a imponência do Fitz Roy. O ideal seria alternar trilhas difíceis com fáceis, mas como o tempo é imprevisível é difícil seguir isso. Para quem não tem tempo contado e dinheiro sobrando, há algumas trilhas fora de El Chalten, como Estancia Huemules e Laguna del Desierto, Piedra de Frade, etc, todas precisam de um transfer ( a Las Lengas faz quase todas). Acho que pode valer a pena se você fez as principais trilhas da cidade e não tem mais atividades. 15/12 - Despedida de El Chaltén, volta para Puerto Natales e preparação para o Circuito W No meu roteiro original dia esse dia estava aberto para imprevistos climáticos. Como o clima estava ruim por todo canto, decidi voltar antes para Puerto Natales para me programar melhor para os 4 dias no Parque TdP. Confesso que essa é parte do roteiro que mais me preocupa, seja porque é o momento que estarei mais exposto já que serão dois dias de camping, seja porque é a parte mais exigente fisicamente. Pra piorar a previsão do tempo também não era das melhores por lá. O dia em El Chaltén continuou péssimo com muita chuva, havia pessoas entediadas por todo canto no hostel. No dia anterior tinha ido comprar minha volta na rodoviária.Não há ônibus direto para Puerto Natales de El Chalten. É preciso ir para El Calafate. Fui para El Calafate com a van das La Lengas por Ar$ 450 + 20(taxa rodoviária), pegando no hostel e deixando onde você quiser em El Calafate. É provável que em El Calafate ou no seu hostel digam que não há diferença de preço para El Chaltén, mas não é verdade. Além da Las Lengas, a Taqsa tem um preço melhor. Acho que quando vendem por ar$600 alguém está ganhando uma comissão aí. Se informe qdo estiver na rodoviária. Chegando em El Calafate teria duas horas livres até embarcar no ônibus para Puerto Natales. Reservei esse tempo para ir até o centro comprar pesos argentinos (já pensando em Ushuaia, para onde iria dps de Torres Del Paine) e alguns souvenirs. Procurei algum lugar para deixar meu mochilão na rodoviária e fui informado que no guichê da empresa Taqsa era possível deixar, mediante pagamento de ar$ 30 pesos. Ok, não tinha muita opção. Deixei lá e segui. Acontece que nesse dia decidi botar a bota pela primeira vez desde a trilha para a Laguna Torre, quando a ferida no calcanhar incomodou muito. Durante todos os dias até então fiz tudo de chinelo para deixar cicatrizar mais rápido possível. Parece que não adiantou muito. Andei alguns metros da Rodoviária em direção ao centro de El Calafate e a dor incômoda parecia que era a mesma. Achei melhor não insistir e fui pegar um táxi. Pegar táxi é sempre um problema em qualquer lugar do mundo, parece que todos eles querem te enganar de algum jeito. Eu precisei e não tinha pra onde fugir. Perguntei qto ficaria, ele disse que é taxímetro. Ok. Indiquei a parada no casemiro para fazer câmbio (aquele que não tinha conseguido duas vezes) pois o trajeto era o mais curto e dessa vez consegui rápido cambiar. Aproveitei e comprei um souvenir na loja em frente e pronto. Final da corrida: ar$180!! Detesto táxi, mas tudo bem esse pareceu honesto apesar de caro. Enfim tudo certo, a passagem para Puerto Natales foi mais uma vez pela Turismo Zaahj e custou ar$600. A volta foi bem chuvosa, Puerto Natales estava bem chuvosa e fria. A previsão do tempo para os próximos dias não era boa, mas não tinha muito o que fazer. Quando cheguei voltei para o El Fiodor hostel, que era muito próximo à rodoviária e barato. Depois vi que havia outras hospedagen boas por ali, mas na chuva foi o primeiro que recorri. Já eram quase 22h, fiz algo para comer e fui dormir 16/12 - Puerto Natales - Resolvendo pendências O dia estava livre para resolver tudo relativo ao Parque TdP.. Precisava de cambiar dólares para pagar o parque, de alguns itens de farmácia e informações sobre o parque em geral (como chegar e voltar, que horas ir, etc.). Sobre lugar para câmbio, segui conselhos de outros sites e fóruns e fui à Câmbio Sur. Enquanto a maioria dos lugares estava fazendo a CLP 600 por dólar, lá estava CLP 620. A Câmbio Sur, fica bem no centro, na rua Hermman Eberhard, rua da igreja principal. Os itens de farmácia comprei em um lugar farmácia do centro. As informações do parque e das hospedagens obtive na empresa Fantástico Sur, na Vértice Patagônia e na secretaria de turismo. Na secretaria te dão mapas e informações completas do parque, vale muito a pena pegá-los. Aproveitei e passei no mercado Unimarc, o maior da região e parei pra almoçar na rua. Por acaso vi restaurante dizendo que fazia comida caseira. Não resisti e fui conferir. Não me arrependi. Por 4 mil pesos comi entrada + prato principal, que é um ótimo preço. O Restaurante chama La Picada del Mercadito. Resolvido essas questões fui até à Rodoviária fechar as passagens para o Parque TdP. Observei que a rodoviária de Puerto Natales é muito bem estruturado. Tem local para câmbio (o câmbio tava $1/600CHP). Não é tão ruim numa situação de emergência. Lá também tem um local para guardar mala e mochilas por 1.500 ou 2.000 CHP por dia, dependendo do tamanho. Este serviço era algo que estava precisando pois não queria ir com mochilão inteiro para fazer o Circuito W. Comprei a passagem ida e volta por 13.000 CLP com uma empresa chamada Juan Ojeda. Na verdade errei o box, pois pretendia comprar da Buses Fernandez, uma empresa mais conhecida. Depois que comprei que vi o nome da empresa e o box errado. Em geral o preço de ida e volta é 15.000 CLP. Essa empresa fazia por 13.000 CLP. Desconfiei de princípio, mas desencanei e fui para o hostel. Conversei com o dono do hostel e ele liberou deixar meu mochilão lá até minha volta sem custo. Passei o resto do dia preparando o que ia ficar e o que ia levar, pois levaria uma mochila Deuter GoGo para passar os quatro dias. Tinha que caber tudo nela. No final das contas deu tudo certo, mas apertado. Tudo pronto, só esperar o grande dia. 17/12 - Torres del Paine (1) - mirador de las Torres e camping Chileno Como já devo ter dito, mas vale repetir. Nada foi mais trabalhoso no pré viagem do que preparar os dias que ficaria em TdP para fazendo o Circuito W . É preciso um estudo dedicado para escolher o que fazer, como fazer, onde pernoitar (se for dormir no parque) ,como chegar, como sair, fazer o Circuito ou não, reservar com quem, qto tempo tem cada trilha, calcular distância,etc. Tudo isso faz parte do planejamento. Eu vou escrever essa parte pensando que quem está lendo tem um mínimo de leitura e estudo do mapa e dos lugares para ficar, pois não tenho como partir do zero aqui. Ficaria muito grande. Para tanto recomendo ler o site oficial do parque, da Fantástico sur e da Vértice patagônia. É preciso dizer desde logo que não existe apenas uma forma de explorar o parque TdP. Por ser imenso, vc pode fazer de várias formas. Muita gente faz o Circuito W, o que fui fazer. Mas é possível fazer apenas o mirador de las Torres, o grande pico do lugar, e voltar no mesmo dia para Puerto Natales. Há opção também de alugar um carro e percorrer diversos caminhos diferentes e igualmente belos. Tem passeios a cavalo tb. Enfim, uma infinidade de lugares e formas de explorar. Tudo depende do quanto você tá disposto a pagar em dinheiro e gastar fisicamente. A entrada no parque custa CLP 21.000 para estrangeiros na alta temporada e te dá direito de entrar no parque por três dias contínuos além do dia da entrada. O que vc vai fazer com esses três dias é com você. Por isso recomendo passar na secretaria de turismo de Puerto Natales. Se vc está na cidade e não sabe como explorar o parque, e não tem reservas para dormir no parque, vá lá que eles vão fazer um roteiro legal pra você. Para quem quer fazer qualquer dos circuitos, se prepare antes para fazer as reservas, principalmente se for alta temporada. Apenas para ter uma idéia, resolvi que faria esta viagem com apenas dois meses de antecedência. Qdo fui pesquisar as hospedagens na Fantástico Sur, empresa que administra duas das hospedagens que precisaria ficar para fazer o Circuito W, praticamente estava tudo esgotado para Dezembro. Consegui apenas camping e era o último. Quem vai fazer o Circuito W precisa de pelo menos 3-4 noites no parque. Em geral as pessoas ficam uma noite no Chileno ou Las Torres( pertencentes à Fantástico Sur), uma noite no Los Cuernos ou Francês (Fantástico Sur), uma noite em Paine Grande e um noite no Grey (pertencentes à Vértice Patagônia) e no quarto dia pega um catamarã de Paine Grande para Zona Pudeto, onde passa o ônibus de volta pra Puerto Natales. Estou falando aqui de mochileiro gourmet, ok? Mochileiro raiz, aquele que sobe morro durante 4 horas com barraca, isolante, saco de dormir, comida, fogareiro, panela, etc. tem outras opções de camping, inclusive gratuitos da Conaf (órgão que cuida do parque). Se vc se enquadra no raiz, esse relato não vai te ajudar muito. Pois bem, dizia que você precisaria de 3-4 noites pagas. E ]bem caras. Devo dizer. Você pode economizar levando sua barraca e comida, tudo depende do seu planejamento. Eu fui no esquema preciso de tudo, então paga-se pela barraca, pelo saco de dormir, pelo isolante, pela pensão completa (jantar, café da manhã e lunch box pra levar pra trilha no outro dia). Cada dia na barraca com tudo alugado + pensão completa foi 500 reais (+- 150 dólares). Camping mais caro da vida. Esse é o preço que paguei pra Fantástico Sur. Dps falo da Vértice Patagônia, a outra empresa. Comecei o dia bem cedo. Os ônibus para o Parque partem essencialmente em dois horários 7h30 e 14h30. Comi dois pães que tinha preparado no dia anterior e fui pra rodoviária. Há uma quantidade imensa de pessoas indo para o Parque no mesmo horário essa època. Acho que não é impossível conseguir passagem na hora pois há muitos ônibus, mas não precisa arriscar. Logo que vi meu ônibus entendi porque era mais barato : era um cacareco velhinho. Mas foi cheio e deu conta do recado. São aproximadamente duas horas até a entrada Laguna Amarga (uma das entradas do Parque TdP). Como disse o parque tem várias entradas e o ônibus passa em todas, mas essa é a principal. Quem está indo pela primeira vez para o parque desce nesta entrada, preenche um formulário de registro, paga a entrada e entrega o formulário. Se estiver fazendo algum circuito é pedido comprovante de reservas, porque não pode ficar no parque sem reserva. Eu levei as minhas impressas, mas vi que serve o comprovante digital to. Depois todos são reunidos numa sala para ver um vídeo de orientações do parque. Liberados, há duas possibilidades. A primeira é voltar para o seu ônibus e ir para alguma outra entrada (caso de quem está voltando ao parque pela segunda vez ou de quem vai começar o Circuito W por Paine Grande). A segunda, que foi meu caso, é pegar um ônibus ou van para começar o Circuito W pelas base Torres. Há uma empresa que faz esse transfer, chamada Las Torres. Eles ficam logo depois da entrada onde você se registra. Custa CLP 3.000.Não é obrigado pegar esse transfer, você pode ir andando da entrada até a base Torres, onde começa a trilha de fato para o mirador de las Torres e o camping e refúgio Chileno. O caminho porém é longo. São quase 8 km. Eu peguei e em 15 min estava num posto do Hotel Las Torres onde há banheiros, café, centro de informações. Descubro até que é possível ter Internet dentro do parque. Há um rede paga nos refúgios e por 10 dólares vc tem 8 horas de Internet, ou 5 dólares por uma hora. Muito gourmet! A trilha começa atrás deste posto do Hotel. São 400m de subida de dificuldade média até o camping e refúgio Chileno, da Fantástico Sur, passando pelo lindo valle ascencio. No caminho dava pra ver a cadeia de montanhas Torres, um pouco nublado Esse dia foi de muito vento e em alguns lugares ele é tão forte que você não consegue andar pra frente e trava pra não ser levado pro precípuo, pra onde ele sopra! É meio tenso, mas ninguém é levado rs. Depois de algumas horas e uma oa subida, cheguei no camping. Era muito cedo e ainda não dava pra fazer check in. O check in do camping é a partir das 14h, do refúgio é um pouco mais cedo, tipo 12h30. O Chileno é bem pequeno, fica num canto da mata à beira do rio ascencio. Contei no máximo uns 20 espaços para camping. Como não podia fazer o check in, pedi para deixar minha mochila na guardador do refúgio e fui subir para as Torres. Ver as Torres era meu principal plano esse dia. A minha idéia inicial era chegar cedo para subir para as Torres, e se o tempo não estivesse bom teria a manhã do outro dia para fazer de novo. Seriam duas chances. Só não contava com uma coisa : a subida para o mirador das Torres tem mais um desnível de 400m, dessa vez difícil. Muito parecida inclusive com a subida da Laguna de los tres, em El Chaltén. Só que a primeira parte até o Chileno já foi cansativa. Subir mais 400m seria cruel. Fui assim mesmo. O tempo estava piorando e apesar do cansaço segui até o final para ver apenas a laguna. Os Torres estavam encobertas, infelizmente. Mais uma frustração nessa terra. Fiquei por lá pouco tempo porque além do vento, o frio também pegando e já começava a chover. Tirei algumas fotos e voltei. Agora chovia em toda parte. Essa parte foi bem difícil porque fica tudo bem escorregadio na chuva. E o cansaço te ajuda a ficar vulnerável quedas e escorregões. Mais uma vez os bastões foram essenciais. Voltei pro Chileno morto de cansaço. Fiz check in e ocupei minha barraca que estava já montada me esperando. O local para barracas é em uma estrutura de madeira no alto como se fosse um deck e cada espaço tem um número de identificação. Isso me tirou um grande medo que era alagamento por causa de chuva. O frio estava forte e a umidade parecia que molhava tudo. Fui tomar um banho antes de jantar. Antes tomei uns goles de vinho que eu trouxe de Puerto Natales para esquentar, e foi uma excelente idéia. O banheiro do camping Chileno é fora do refúgio, mas é muito bom. A água não era tão quente quanto aquele frio merecia, mas o box tinha sabão e shampoo e suficiente suporte para as roupas. Esse dia esqueci que a primeira refeição do dia seria a janta, então estava faminto. Lembre de levar algo para comer se fizer o mesmo que eu fiz. Algumas pessoas só chegam no Chileno na parte da tarde jantam, dormem e fazem o mirador Torres no outro dia de manhã. Isso será uma escolha que você deverá fazer. O que posso concluir até agora do que vi é que se o dia tá ruim pela manhã dificilmente ele melhora a tarde. Pelo contrário, piora. Então fazer os passeios pela manhã é sempre uma boa idéia. Não é nada científico, apenas constatação que tive. Eu mesmo não segui isso, mas me arrependi um pouco. Enfim, o jantar no Chileno é por ordem de chegada à mesa e ocorre em dois intervalos de uma hora cada. Isso é informado na hora. Se tens muita fome chegue 10 ou 15 antes para garantir o seu. Comem todos juntos no refúgio, mesmo os acampados. A comida é sensacional, entrada prato principal e sobremesa. Muito bem servido e preparado. Há opções vegetarianas também, basta avisar. Aproveitei que cheguei cedo e coloquei algumas roupas para secar na calefação, pois peguei muita chuva e com a umidade que fazia não havia outro jeito de secar. Muita gente fica em pé perto do calor para secar roupa. Comprei um hora de Internet para conversar com minha namorada e abri alguns textos para ler, pois não tinha levado livros para não pesar mais na mochila. A Internet do camping é melhor que tive em toda patagônia rs deve ser via satélite. Foi 5 dólares. Voltei pra barraca já escuro, ainda chovendo e fazendo muito frio. Arrumei as coisas, tomei mais um gole de vinho e fui dormir. 18/12 - Torres del Paine (2) - Das Torres a Los Cuernos Tenho impressão que no parque a manhã é a hora mais fria. No camping dentro da mata então… Parecia que tudo estava molhado, mas era apenas a umidade. Acordei cedo e já olhando pras Torres. Parecia menos nublado, mas ainda não justificativa uma subida pesada de duas horas. Fui pro refúgio onde é mais quentinho. Nesse dia o vento está bem forte mesmo. Aguardei o café da manhã bem quietinho lá. No Chileno não há qualquer tomada para você carregar celular. Na sala de refeições tem várias tomadas, todas desligada. Parte da energia elétrica vem de placas de energia solar e são acumuladas em baterias, portanto não podem oferecer energia aos clientes, nem do camping nem o refúgio. Vá provido de um bom carregador externo. Assim como o jantar, o café da manhã é muito bom. Você come à vontade dentro do turno, que também é por chegada. Comi e voltei ao camping pra arrumar as coisas. É recomendado começar as trilhas antes das 9 da manhã. Apesar do dia durar até muito tarde, a melhor parte do dia é o começo da manhã e tarde. Como eu dormia cedo todos os dias, antes das 6 da manhã já tava rolando no saco de dormir. Ajeitei as coisas e fui pegar o lunch box. Você pode pegar pra levar ou comer na volta da trilha ( para quem escolheu subir as Torres pela manhã). O lunch box é um pacote que eles entregam. Olhei para ver e tem um super sanduíche, uma maçã e cereais. Achei realmente incrível a qualidade da comida e do atendimento do Chileno. Tudo vem de longe e para chegar lá no meio do vale é preciso usar cavalos para transporte. A maçã que vai no lunch box vem de Santiago, percorre 8 mil quilômetros. É por isso que custa tão caro. Guardei o lanche e fiz o caminho de volta pelo vale Ascencio. A volta é tranquilo, descida firme. Eu fiquei atento para achar um tal atalho que existe entre o setor Chileno, onde estava, e o setor Cuernos, para onde ia. Os mapas mostram esse atalho, mas na descida não vi nenhuma sinalização. Acabei descendo até próximo da ponte sobre o Rio Ascencio quase no início da trilha e fazendo o caminho como quem chega pelo Hotel Las Torres. O dia esse estava bem aberto nessa parte. Após andar um pouco logo se alcança o imenso Lago Nordenskjold.A maior parte da trilha pelos Los Cuernos é beirando o lago, ainda que subindo e descendo o tempo todo. Los Cuernos em espanhol quer dizer “os chifres”. Assim são chamadas as cadeias montanhosas que nos acompanham nessa parte da trilha. Eles são imensos e incríveis no topo do maciço. A trilha até o camping e refúgio Los Cuernos, da Fantástico Sur, é longa e cansativa. São quase 5 horas de caminhada em 11km de trilha. Não é pesada mas cansa pela extensão. A principal barreira é o vento forte e constante que sopra do lago contra a trilha. Chega em certo momento que numa descida você solta o corpo que o vento te equilibra. Em determinado trecho da trilha vi uma placa de informações do tal atalho, mas era para quem vinha do setor Cuernos para o setor Chileno. O camping e refúgio Los Cuernos fica bem perto do lago e é bem maior do que o Chileno. Tem um bar além do salão de refeições e muito espaço para camping. Há outros tipos de hospedagens também, além do refúgio e do camping. Cheguei lá faminto e logo comi o lunch box. O sanduíche era se carne assada com tomate, alface e queijo. Tava bem seco, mas pelo tamanho foi um bom substituto pro almoço. Fiz check in, me levaram para minha barraca e dormi solenemente até que pudesse tomar banho. Segundo foi informado, só haveria água quente de 17h às 21h. Quando deu umas 17h acordei para tomar banho. O banheiro do camping também era fora do refúgio, e diferentemente do Chileno era uma porcaria. Sem ganchos para pendurar a roupa, não tinha dispenser de shampoo, e a água quente nunca senti. Fiquei puto com aquela merda. Queria ir pro banheiro do refúgio só pra ver se era ruim assim, mas já tava lá sem mil peças de roupas então tomei um banho de gato mesmo. Fiz hora para o jantar que começa às sete. O jantar estava ótimo mais uma vez. Terminei e fui dormir cedo. Dessa vez sem chuva. 19/12 - Torres del Paine (3) - De Los Cuernos para Paine Grande com parada no Valle Del Francês Dormi melhor nessa noite, acordei bem cedo e fui ver o dia amanhecendo do lago. O dia tava começando bem bonito. Fui pro refúgio esperar o café e depois partir pra trilha. O café era bom mas no Chileno era melhor. Terminei o café, ajeitei as coisas pra fazer check out e fui pegar meu lunch box. Antes de partir fiz questão de reclamar do banheiro no formulário de opinião da empresa. A vantagem de sair é ter a trilha mais “só sua”. Detesto trilha cheia, grupos imensos, é um saco. Qdo vc deixa tudo arrumado e toma café na primeira hora tem grande chance de sair sozinho. A trilha por Los Cuernos até o camping italiano é bem fechada, dentro de floresta mesmo. Há uma passagem por uma praia linda formada pelo Lago Nordensjork. Ninguém se atreve a entrar. Logo depois passamos pelo camping francês, da Fantástico Sur. Eu tentei vaga nesse camping, mas tava esgotado. Eles também têm domos. Fica mais próximo do Valle del Francês. Mais pra frente chegamos no camping italiano. Esse é administrado pela Conaf, e é gratuito mas bem disputado. Tem que reservar com muito tempo de antecedência. Lá é a base para visitar o Valle del Francês e o Mirador Britânico. O britânico fica quase tão alto quanto as Torres. Ou seja, subida pesada. Não sei se estava preparado pra isso. São 400 m de desnível até o Valle del Francês e mais 400m de desnível até o mirador britânico. Quase 4h até o topo. O tempo nesse momento já não estava muito bom. Deixei minha mochila na camping italiano (todos fazem isso) e comecei a subir até o Valle del Francês. Lá pensaria se subiria até o Mirador Britânico. Foi bem cansativo até o Valle del Francês. O mirador dá vista para o Glaciar del Francês que fica como que colado nas montanhas.. Não é grande coisa para quem veio do Perito Moreno mas tem seu valor. Dentro do vale, para onde continuava a trilha, estava muito nublado. Ouvi um guia dizer que com este tempo não haveria muito o que ver no mirador britânico e decidi ficar por lá mesmo. Nesse momento também começou uma chuva fina. Vi poucas pessoas seguindo para o Mirador Britânico. Depois de um tempo desci para seguir a trilha até Paine Grande. Peguei minha mochila de volta e segui. Não sei se perdi algo, mas não estava triste pelos joelho poupado sem saber se haveria alguma recompensa da natureza. No caminho que segue há uma paisagem muito linda à beira do lago Skottsberg com o Cuerno Central ao fundo. Deslumbrante! Depois de muitas horas andando eis que aparece no horizonte, lá no final da trilha, à beira do lago Pehoé, o Refugio e camping Paine Grande. É imenso! A partir daqui entramos na área da empresa Vértice Patagônia. Abro um parênteses pra falar deles. Depois que reservei com certa antecedência as hospedagens na Fantástico Sur, ficou faltando as reservas com a Vértice. Não dá pra fazer o Circuito W sem ter reservas em datas consecutivas nas duas empresas. A Vértice foi um problema. Como eles estavam sem reserva online pelo site, era necessário mandar email para algo como [email protected] Mas nunca que respondiam as mensagens. Fui procurando no Google e várias pessoas estavam na mesma situação, quase desesperados sem saber o que fazer, achando que não iam ter reservas para o Circuito W por causa deles. Eu vi no fórum do Trip Advisor que era preciso mandar vários e-mails para [email protected], [email protected], [email protected] e por aí vai. Mandei todas e até que um belo dia resolveram responder. Disse as datas para ficar em refúgio e paguei. Mas depois percebi que ficou faltando incluir a pensão completa. Mandei email pra incluir e nada de resposta de novo. Bom, pelo menos uma cama eu teria. Fiquei um dia em Puerto Natales para resolver isso (vide dia 06/12). Lá inclui as refeições e o atendente me pediu para confirmar se ia ficar com cama simples. Nem tinha visto a diferença, mas ele disse que cama simples é para quem tem saco de dormir. Como não tinha, inclui tb. Só aí fiquei tranquilo em relação às reservas com a Vértice. Ok, voltando para o dia do check-in então. Fiz check in no refúgio e apesar de cheio o refúgio tinha muitos quartos e camas vagas. Então logo percebi que dá pra chegar aqui e fechar uma cama na hora. Reservar é besteira para eles no Paine Grande, por isso não faziam questão de dar atenção aos e-mails. Bom, eu teria duas noites neste refúgio. Mas devo dizer que não é comum reservar dois dias aqui. Eu particularmente só o fiz pq a minha programação, além de ir até o Glaciar Grey (última perna do W) era fazer o Kayak no lago Grey com a Bigfoot patagônia. Esse passeio não daria tempo pra pegar o catamarã que leva para Pudeto, onde passa o ônibus para Puerto Natales. Na verdade é aqui que vc decide se vai fazer o circuito W em 3 noites ou 4 noites. A última perna do W para quem iniciou pelas Torres (como eu) é terminar no Mirador Grey , perto do camping e refúgio Grey (administrado pela Vértice). Quem faz em 4 dias vai do refúgio Paine Grande para o Grey, dorme por lá e volta no outro dia para pegar o catamarã para Pudeto e o ônibus para Puerto Natales. No entanto há uma opção econômica, poupando uma noite, mas gastando bastante energia, que é ir de Paine Grande ao Mirador Grey e voltar no mesmo dia a tempo de pegar o catamarã das 18h35. São 22km, quase 9h de caminhada. Fica a critério de cada um. O refúgio é bem agradável. Havia água quente e forneciam toalha. Curti! Descansei um pouco para fazer hora para o jantar. O jantar foi bem diferente da Fantástico Sur. Funciona como se fosse um bandejão mas também tem uma entrada + prato principal + sobremesa e um copo de refresco por pessoa. A comida era razoável. Tomei um vinho para esquentar, conversei um pouco com a namorada (Internet paga) e fui dormir logo depois. Qdo fui dormir percebi que não tinha roupa de cama e logo lembrei dos 30 dólares a mais que tinha pago para ter a tal cama armada. Fui na recepção reclamar e eles voltaram com lençóis e edredon fofinhos e limpos. Aí sim descobri a diferença entre a tal cama armada e a cama simples. Essa é só um colchão e uma manta por cima. Dia 20/12 - Torres del Paine (4) - fechando o Circuito W no Mirador Grey Acordei pelas 5 da manhã com uns estrondos fortes, como se alguém arrastasse um armário super pesado. Achei super estranho. Quando vi era o vento batendo no refúgio com mta força e chovia muito também. Foi assustador! Só tinha agradecer por não estar em camping esse dia. O tempo tava bem fechado e o lago Pehoé de águas mansas de ontem, tava numa revolta só. Achei que não ia nem conseguir sair do refúgio. Mas como tudo na patagônia é temporário e imprevisível, o tempo melhorou um pouco até a hora do café. Arrumei as coisas para partir e fazer a última perna do W. Fazia muito vento ainda, mas dava para seguir. O caminho até o mirador Grey é bem tortuoso, num sobe e desce sem fim. É cansativo porque ainda tem a volta, já que não havia vagas no refúgio Grey, eu ia precisar voltar tudo no mesmo dia.. É também o caminho mais enlameado. Difícil sair limpo desta trilha, principalmente se choveu algumas horas ou dias antes. Passam dois lagos, um pequeno e depois o lago Grey, bem maior. O lago Grey tem alguns icebergs nas margens e é muito bonito. Caminha-se uma hora e meia até o mirador lago Grey de onde é possível ver o glaciar ao fundo. Para chegar perto do Glaciar mesmo é preciso mais duas horas e meia. Quando chegamos damos de cara com o Refúgio e Camping Grey, da Vértice patagônia. Ele parece com o Chileno, bem pequeno. Por isso acabam rápido as reservas. Entrei para consultar sobre o passeio de Kayak que tinha reservado e me informaram que a BigFoot tinha uma base logo depois do refúgio. Caminhei até lá mas primeiro fui ver o mirador do Glaciar Grey. O tempo estava péssimo, pouco se podia ver e a chuva apertava. Tirei umas fotos e voltei para ir à base da BigFoot. Um atendente me informou que o Kayak das 11h tinha sido cancelado por causa do vento e que deveríamos esperar até 15 min antes para ver se o das 14h iria rolar. Como eram 12h, fui fazer hora. Parei na praia que fica perto da guarderia Grey e fiz um lanche. O tempo abriu lindamente nessa hora e subi para ver o mirador Grey novamente, agora com o tempo melhor. No que subi para voltar ao mirador vi um pica-pau negro, típico da região de Magalhães, lindo!. Consegui tirar umas fotos e depois vi um filhotinho dentro do tronco da árvore. Muito fofo! Quando voltei ao mirador estava céu aberto. O glaciar tava lindão lá atrás e deu pra tirar umas fotos melhores. Tive esperança de que ia rolar o kayak. Estava sem vento e sem chuva. Voltei para a base do BigFoot e parecia que estava tudo confirmado, assinei os papéis de responsabilidade e já ia pagar. Em poucos minutos, quando olho o tempo pelo janela começa a fechar, está tudo nublado de novo. Mais um minutos mais e faz chuva e vento. Um minuto mais e muitas ondas começam a se formar. Pronto, acabou minha esperança. Logo chegam dois rapazes responsáveis por verificar as condições climáticas e dizem que não será possível realizar o passeio. Oferecem como alternativa um passeio em barco fechado. Não me interessou e fui embora frustrado. Así es la Patagônia. O pior é que à noite que fechei em Paine Grande só fazia sentido por causa do Kayak. Fiz o caminho de volta a tempo de tentar cancelar a noite a mais,ver se rolava o reembolso e ir embora no mesmo dia. Bem difícil mas queria tentar pois seria uma boa economia. A minha conclusão é que as atividades com a BigFoot fazem mais sentido para quem está no refúgio e camping Grey, pq não precisa fazer hora para aguardar sua reserva e pode tentar fazer o passeio em vários horários já que a base é bem póximo do refúgio . Não lembro se comentei, mas eles fazem um passeio de trekking sobre o Glaciar Grey também. É uma alternativa interessante e mais barata do que o Big Ice no Perito Moreno. Quando voltei pro hostel ainda dava pra pegar o catamarã das 18h30. Conversei com alguém da recepção e me disseram que teria que ver isso na loja em Puerto Natales, mas que havia grande chance de não ser reembolsado. Preferi gastar a noite a correr o risco de não ser reembolsado. Fui tomar banho e depois vi que a lareira estava acesa. Aproveitei pra lavar umas meias e coloquei pra secar perto pra secar. Jantei, encontrei uns brasileiros aqui e ficamos de papo até tarde. Os brasileiros começaram o Circuito W um dia depois de mim e conseguiram ver as Torres em tempo aberto. Talvez se tivesse subido no outro dia pela manhã pegaria tempo bom.Foda! =\ Isso só confirma minha tese do melhor tempo é pela manhã sempre. Depois uma guia brasileira que trabalha no parque juntou com a gente e contou várias estórias. Disse que naquele dia duas pessoas do grupo dela que estavam fazendo o circuito W desistiram por dor ou cansaço e quando isso acontece é preciso chamar o táxi, que é um cavalo, para te levar até o ponto de saída do parque mais rápido. E se tens uma mochila pesada precisa de dois cavalos. Não preciso nem dizer que isso custa uma pequena fortuna, né? Terminamos um vinho e fomos dormir. 21/12 - Volta a Puerto Natales e ida a Punta Arenas Dessa vez dormi até mais tarde já que não tinha trilha a fazer e o horário do café ia até às 9 da manhã. O dia começou bem feio novamente. Parece que o vento que sobra do glaciar para refúgio leva sempre nuvens bem carregadas e o tempo é quase sempre chuvoso por ali. Arrumei as coisas primeiro e desci para tomar café da manhã. Para pegar o ônibus de volta a Puerto Natales há duas formas. Uma é econômica mas cansativa que é fazendo trilha do Refúgio Paine Grande até a entrada Sede Administrativa. São 14km, entre 4 a 5 horas de caminhada e você precisa chegar lá às 13h para pegar o ônibus. A trilha começa do lado do píer. A segunda opção é fácil porém cara. É pelo catamarã que sai no píer ao lado do refúgio Paine Grande. O catamarã é operado pela empresa Hielos Patagônicos e custa absurdos CLP18.000 por uma travessia de 30 minutos!! A frequência de saída e chegada é diferente em cada época do ano. Na alta temporada são 4 horários de chegada e saída de Paine Grande, porém só há conexão com ônibus para Puerto Natales em dois horários (já explico). O catamarã nos leva até um local chamado Pudeto. Por lá passa o ônibus de volta a Puerto Natales. Lembra que em Puerto Natales comprei ida e volta? Sim, a volta está paga! Porém, os ônibus só tem dois horários de saída do parque. Esses horários se integram com dois dos horários do catamarã. Meu horário era o primeiro com integração, às 11h30. Fiz hora até dar 11h20 e fui para o píer aguardar o catamarã. Ele é bem rápido e tem uma bela vista externa para os Los Cuernos. Você paga a passagem dentro catamarã mesmo, não precisa reservar. Em 30 minutos estamos lá do outro lado do Lago Pehoé e alguns ônibus já estão aguardando. O meu cacareco não tava lá ainda rs. Fiz um tempo na cafeteria próxima até ele chegar. Demorou uns dez minutos mais. Embarquei e ele foi em direção à entrada da Laguna Amarga. Lá ficou aguardando mais meia hora por pessoas até sair umas 14h20. Chegamos na rodoviária de Puerto Natales umas 16h00. Havia um ônibus pra Punta Arenas às 17h15. Fui ao hostel El Fiodor buscar o resto da minha bagagem, organizei umas coisas na mala, voltei pra rodoviária e comprei minha passagem de ida para Punta Arenas pela Bus Sur. Enquanto estava esperando por lá reparei algumas coisas. Primeiro que havia ônibus direto para Ushuaia de Puerto Natales. Não lembro de ver isso na Internet quando consultei. Estava indo para Punta Arenas apenas para pegar ônibus pra Ushuaia que, pensava eu, só tinha por de lá. Pensei em conversar com a atendente para ver se tinha como fazer a troca, mas até explicar tudo ia ser cansativo e provavelmente não ia certo por questões de sistema deles. Outra coisa que observei é que a Bus Sur é a única empresa com ônibus pro Parque Torres del Paine às 7h da manhã. Isso é muito bom porque todas as outras saem às 7h30 e gera uma fila imensa na entrada. Além de poder começar a trilha cedo com pouca gente. FIcam as dicas! Peguei o ônibus e segui pra Punta Arenas. Tinha reservado uma noite em um hostel lá. Quando chegamos já era 20h20 por aí. Fui pro hostel chamado Sol de Invierno, mensagens a todos da família e depois fui no mercado. Comprei uma pizza para levar e foi tudo. Arrumei as coisas para acordar semi pronto no outro dia e pegar ônibus pra Ushuaia. 22/12 - Ida para Ushuaia de ônibus (12h) O ônibus da Bus Sur sai da garagem da própria empresa, bem no centro de Punta Arenas. Acordei cedo já com tudo arrumado, tomei um café da manhã (pedi no hostel para adiantar o café naquele dia por conta do horário do meu ônibus) e parti umas 8h para pegar o ônibus para Ushuaia às 8h30. O ônibus da Bus Sur não era tão bom, parecia que estava desregulado, tremia muito. Bom, daí até chegada não tem muito o que falar. O ônibus vai direto, há uma travessia de balsa do Estreito de Magalhães já que a Tierra del Fuego é um ilha, metade pertencente ao Chile e outra metade à Argentina. Todos precisam descer do ônibus, há um lugar para os passageiros na balsa e o ônibus segue sozinho na mesma balsa junto com vários outros veículos. Paramos nas fronteiras depois e seguimos. Até chegar próximo a cidade de Ushuaia, a paisagem é a mesma, sempre estepe. Quando chegamos em Ushuaia começam a surgir vales, lagos,, florestas de lengas e ñires, etc. Há uma única parada para lanche em Tolhuin e nada mais. Prepare lanche ou algo pra comer porque é muito tempo de estrada. A chegada é pelo alto da cidade de Ushuaia e vamos descendo até o porto, onde é o ponto final, bem próximo ao centro de informações turísticas. Fazia um friozinho mas nada demais. Fui andando até o hostel, que não era muito longe do ponto final. No hostel fui recebido por um mineiro, o Marcelo. Ali comecei a ver quantidade absurda de brasileiros em Ushuaia. Fiz o check in com ele, paguei e deixei as coisas no quarto. Mandei os salves pra família e fui no mercado comprar algo para fazer. Assim como em El calafate, o La Anonima é o principal mercado da região. Há um Carrefour também, mas é distante. Fiz uma massa, comi e fui dormir cedo. 23/12 - Ushuaia (1) - Reconhecimento de território e museus O plano esse dia era fazer um reconhecimento do local que sempre faço, dar uma volta pelo entorno e ruas principais, passar nas agências de viagens para conferir os passeios reservados e ver outras opções. Acordei cedo, tomei café da manhã no hostel e fui bater perna. Tinha reservado um único passeio em Ushuaia até esse momento. Foi a navegação no Canal Beagle e caminhada com pinguins da Isla Martillo(tb conhecido como pinguinera) para o dia 24/12. Depois vou falar mais desse passeio. Comecei dando uma volta pela Av. Maipu, que é a rua do orla. Apesar de estar na orla, a Maipu não é a rua principal da cidade, mas ali ficam algumas coisas importantes como o centro de informações turísticas, os principais quiosques de venda de passeios de barco, o controle de passageiros, onde todos pagam uma taxa pra embarcar e as vans para diversos pontos como o parque nacional Tierra Del Fuego. Há alguns restaurantes e dois museus tb. Passei primeiro no centro de informações turísticas para pegar mapas e outras informações. Se estiver no seu roteiro ir ao parque, aproveite para pegar mapas e outras informações. Lá também carimbam seu passaporte com símbolos de Ushuaia. Peguei os mapas e informações e parti para a Av. San Martin. Essa é a principal rua do comércio da cidade. Praticamente em toda sua extensão você vai encontrar lojas e restaurantes. Fui até ao longe, na volta passei na agência Brasileiros em Ushuaia onde tinha reservado a pinguinera. Lá me apresentaram mil outros passeios, mas só olhei e deixei para decidir depois. Deixei as visitas dos museus para à tarde. Fui pro hostel, almocei a sobra da janta que tinha guardado e fiquei um tempo conversando com uma brasileira que tinha acabado de chegar no hostel. Em Usuhuia tem muito brasileiro. Não sei explicar porque, mas foi o destino que mais vi brasileiros. Inclusive o turismo local entende isso e quase tudo lá com tradução para português. Comecei os museus pelo Museu do Fim do Mundo, que é grátis e fica na Av Maipu. É um museu bem pequeno mas interessante, principalmente os vídeos. O museu tem duas seções principais, uma que trata da história dos povos originários das Tierra del Fuego e outra da fauna com diversos animais empalhados. O item mais interessante do museu, no entanto, é a imensa imagem de uma rainha da Inglaterra talhada madeira e que foi retirada de uma embarcação que naufragou no século XIX na Península Mitre, lugar de difícil acesso na Terra do Fogo. O Museu do Fim do Mundo tem um anexo duas quadras depois da sede principal, mas que não é tão interessante. De lá parti pro Museu do Presídio. A cidade de Ushuaia surgiu a partir da necessidade de viabilizar o presídio para reincidentes criado no início do século XX. O antigo presídio foi fechado em meados do século passado e alguns anos mais tarde virou o museu. Na verdade, por ser imenso, baseado no modelo panóptico, com cinco pavilhões unidos por um pátio central de onde se pode ver todos os cinco pavilhões, existem lá diversos museus. Cada um em um pavilhão. Há alas temáticas de naufrágios, sobre embarcações da marinha, Argentina, missões na Antártida, além de uma galeria de arte, uma réplica do farol de San Juan do Salvamento (o verdadeiro farol do fim do mundo) e uma ala de exposição temporária. Além, claro, do museu do presídio que é o maior e tem uma visita guiada de hora em hora. Um dos pavilhão está completamente preservado tal era na época do presídio. É bem sombrio! O museu tem um custo de AR$ 300 por aí, dá pra conseguir desconto pra estudante. Não é tão barato, mas pra quem gosta de história é bem legal. Depois passei no mercado e comprei algumas coisas pra fazer lanche do passeio aos pinguins do outro dia. Preparei tudo e fui dormir. 24/12 - Ushuaia (2) - Pinguinera e natal no Hard Rock Café A hora marcada no cais para pegar o catamarã era 9h. O passeio apesar de ser vendido na agência Brasileiros em Ushuaia, é operacionalizado pela Piratour. A agência apenas facilita a venda. Eles têm tem um bom site, parcela a compra e cobra em reais. Não cheguei a comparar a diferença de valores da compra direto pela Piratour e na Brasileiros, acho que eles colocam um lucro deles em cima mas não é muito. Como tem IOF na compra com a Piratour acaba ficando muito próximo. Esse passeio com a Brasileiros custou R$ 759,00. É importante dizer também que existem várias empresas fazendo diversos passeios pelo canal do Beagle. A maioria vai até as ilhas com comodores e leões marinhos, o farol de Ushuaia, fazem uma parada na estância Harberston (a primeira da região, de propriedade de um missionário inglês que veio converter nativos no final do século XIX) e isla martillo. É nesta ilha que ficam os pinguins. Apenas a Piratour tem autorização pra descer na ilha, que pertence aos herdeiros do missionário inglês. Fique atento a isso! O passeio deles é muito disputado e é preciso reservar com antecedência na alta temporada. Nos quiosques do porto há venda de passeios à ilha H, passagem a Puerto Williams (último povoado do continente, antes de Antártida, e que pertence ao Chile), passeios noturnos, e até ida pra Antártida! Vale a pena se informar. Bom, voltando então. Com o voucher em mãos, é preciso passar no quiosque da Piratour pra apresentá-lo e pegar um crachá de identificação da empresa. As crachás tem duas cores diferentes e cada cor forma grupos distintos por cor que fará sentido depois, já que há uma divisão do grupo. Antes de embarcar é necessário pagar a taxa portuária de AR$20. O passeio começa e deixamos para trás a Baía de Ushuaia. A saída rende fotos da cidade a partir do barco. A primeira parada é numa ilha cheia de comorones (espécie de ave que se parece muito com pinguins), depois vamos a uma ilha de leões marinhos próxima ao farol de Ushuaia. Nesses momentos há orientações e informações do guia que nos acompanha. Após isso há uma navegação de mais ou menos uma hora pelo canal do Beagle. Passamos pela Isla Navarino e Puerto Williams à nossa direita. Depois mais ao final passamos próximos à isla martillo, onde há a colônia de pinguins de magallanes, mas ainda não paramos nela. Antes aportarmos na estância Harberston. O guia estabelece um horário para ida à ilha de cada grupo. Na estância há uma casa de chá, um restaurante e um museu de aves e mamíferos. Temos uma hora para percorrer a estância e almoçar ou lanchar, quem quiser. Como levei lanche, não almocei no restaurante da estância mas comi um doce de Ruibarbo com sorvete de creme que tava muito bom! Com os grupos divididos pela cor do crachá, é hora de visitar a Isla Martillo. Não podem ir mais do que 20 pessoas por vez na ilha, por isso a divisão. Um grupo vai à ilha e o outro aguarda na estância fazendo uma visita guiada ao museu de aves e mamíferos. Depois os grupos se revezam. O tempo na ilha é de no máximo uma hora. Embarcamos em um bote mais rápido que o catamarã e em dez minutos estamos na ilha e já somos recebidos por vários pinguins. Essa época de dezembro é o mês de procriação, então vários pinguins bebês estavam lá sendo protegidos e alimentados pelas mães. O guia vai nos conduzindo pelos lugares, e em vários momentos eles estão muito perto pois seus ninhos são bem próximos ao caminho traçado. É bem legal! Na ilha vivem dois tipos de pinguins: o pinguim de magalhães (a grande maioria) e o pinguins papua (há uma pequena colônia desses). Havia também um belo pinguim-rei perdido entre os de magalhães. Finalizado o tempo, voltamos à estância para terminar o passeio. Agora de ônibus da Piratour que está aguardando na estancia. No caminho há uma breve parada para ver árvores bandeiras, que são esculpidas pelos fortes ventos da região. O dia foi muito bonito, demos muita sorte. É importante dizer que esse é um passeio de verão. Os pinguins não estão na ilha o ano todo. Eles são animais aquáticos, e apenas vêm ao continente para se reproduzir e se proteger de predadores. Então se quiser fazer, veja se é ainda é época. Quando cheguei no hostel não sabia se ia rolar algum tipo de ceia de natal coletiva. Era dia 24 de dezembro. O brasileiros que trabalham lá não falaram nada, então presumi que não teria. Resolvi me dar de presente uma centolla de ceia natalina.A centolla é o prato do mar mais típico da região da patagônia e Terra do Fogo. É uma espécie de caranguejo gigante. Ouvi dizer que num lugar chamado Cantina do Freddy, na Av. San Martin, tinha uma muito boa. Fui até lá e peguei uma mesa. Ao meu lado tinha duas mesas de brasileiros. Pedi a centolla a la cantina, que é a centolla com camarão e mariscos, especialidade da casa. É muito bom, mas um pouco caro AR$ 500. A centolla lembra muito a lagosta. Interagi um pouco com brasileiros do restaurante antes de ir pro hostel. Na volta encontrei a brasileira que tinha conhecido e ela junto com outros muitos brasileiros estavam planejando passar a virada do Natal no Hard Rock Café Ushuaia. O plano acabou vingando e fomos todos juntos para lá e foi bem legal. 25/12 - Ushuaia (3) - Laguna Esmeralda No dia anterior o grupo que passou a virada de Natal no Hard Rock havia combinado de fazer o trekking para a laguna esmeralda. Há diversas opções de trekking em Ushuaia, a maioria deles sai de algum ponto da estrada (RN 3). Por isso é quase sempre necessário fechar um transfer ida e volta. O nosso hostel tinha um contato de uma van que nos cobrou 250 pesos por pessoa. Acho que é o preço que cobram. Acordamos todos pelas 9 e saímos umas 11h20 por aí. Na van juntaram outros brasileiros e fomos. A laguna esmeralda é o trekking mais tranquilo de Ushuaia. Estimam a ida e volta em 3h. Trilha majoritariamente plana. O grande inconveniente dessa trilha são os lamaçais, que ficam piores quando chove no dia anterior. Essencial ter uma bota fechada e preferencialmente impermeável. Quando chegamos no início da trilha estava nevando um pouco. No verão é bastante comum nevar na parte dos vales e montanhas, onde ficam as trilhas, e chover de leve na cidade. Pagamos, combinamos a volta com o motorista e fomos pra trilha. A trilha é muito bem sinalizada durante a maior parte do tempo, com sinalização de cor azul colada nas árvores. Fizemos a trilha em uma hora e vinte por aí. O lago é deslumbrante com sua cor esmeralda incrível. Fizemos um lanche na chegada e descansamos . Um dos brasileiros que foi conosco havia lido que haveria um glaciar no alto das montanhas atrás da lagoa. Ninguém tinha a trilha certa para lá, mas como tínhamos mto tempo até o transfer voltar fomos ver o outro lado do lago. Chegamos em uma parte de floresta morta e seguimos um pequeno rio até uma uma parte meio alagadiça que molha bastante para quem tá de tênis simples. Passamos a uma floresta fechada e depois seguimos uns 30 minutos até começar a parte de subida, sempre seguindo o rio. Lá encontramos uma pessoa que estava descendo e ela nos confirmou que havia um pequeno lago e um pequeno glaciar, mas era subida forte. Alguns de nós desistimos ali, pq era mto íngreme a subida. Fui até um pouco mais acima e a vista da laguna com todo o vale estava incrível. Parei pra comer algo e resolvi ficar por ali mesmo. Um dos meninos seguiu em frente e disse que havia um lago congelado lá no topo. Enfim, depois descobri que esse lugar chama Glaciar Ojo del Albino. Voltamos para a lagoa pelo mesmo caminho e já estava ficando bem frio. Essa ida além da laguna tornou a caminhada um pouco cansativa. Voltamos e esperamos pelo carro até 19h, horário que marcamos. Fomos para o hostel e combinamos de jantar juntos naquele dia. Após um banho e descanso, fomos pra Cantina del Freddy novamente, algumas pessoas do grupo queriam provar a Centolla a la cantina. Aproveitei pra provar o outro prato típico, a merluza negra. Esse não me surpreendeu tanto. O peixe é bom, mas nada que justifique o preço. Depois fomos pro hostel, ficamos conversando lá e fomos dormir. 26/12 - Ushuaia (4) - Parque Nacional Tierra Del Fuego e check in no airbnb O parque nacional Tierra Del Fuego era o passeio que menos me interessou em Ushuaiai. Era bonito, mas nada demais. Como o tempo amanheceu muito feio e tinha um brasileiro no hostel interessado em fazer também, acabei indo pra lá. Preparei toda minha mala antes de ir pois ia fazer check out do hostel. Quando planejei a viagem fiz uma reserva de dois dias numa casa de uma moradora de Ushuaia. Tava um preço quase igual ao cobrado pelo hostel e teria um quarto só para mim. Para chegar ao parque fui informado de que teríamos que tomar uma van próximo às informações turísticas, na Av Maipu. Elas saem de hora em hora e cobram um valor absurdo de AR$ 500 ida e volta. Muito caro por um trajeto de 12km, mas não tinha opção. Talvez táxi com muitas pessoas compense. Não tive mto tempo para pesquisar melhor então foi isso mesmo. Além do transporte, o parque cobra algo entorno de AR$ 340 para entrada. No centro de informações turísticas você pode pegar um mapa e planejar seu tour. Do mesmo lugar tb sai uma van que te leva até o trem do fim do mundo, parte do antigo trem usado pelos presos para levar a lenha que abastecia a calefação do presídio. O trem faz um pequeno percurso da entrada do parque até um ponto dentro do parque. Não achei nada demais não, parece mais interessante para crianças. Pegamos van das 12h e em 20 min chegamos no portão principal do parque e pagamos a entrada. Um pouco depois o motorista nos deixou no início da trilha que escolhemos. Há diversas trilhas dentro do parque, a maioria bem simples. Há apenas trilha puxada que vai ao Cerro Guanaco, estimam em 4 horas apenas ida, por isso pedem que não comecem a trilha depois das 12h. Como chegamos tarde, fizemos a Trilha Costeira, que se inicia no famoso correio do fim mundo. Sim, há há um correio postal lá, mas não consegui mandar um postal pra minha namorada pq não tinha o endereço de cabeça rs. Mas é possível, inclusive dá pra carimbar seu passaporte lá tb, pagando alguns pesos. A trilha tem 8km e uma duração de 3 horas em média. A maior parte do tempo ela vai beirando a orla e é bem bonita. Passa por várias praias. Ao final da trilha nos afastamos da orla e após alguns quilômetros chegamos na estrada principal do parque, onde placas nos indicam que a poucos metros há um centro de conveniência. Nessa hora começou a chover bastante e fomos ao centro para comer algo e nos abrigar. Lá há um restaurante e pequeno museu interpretativo. Aguardamos um pouco e seguimos a caminhada para o lago Roca, um dos lugares mais bonitos do parque . Não estava tão bonito por causa do tempo nublado, mas foi legal. Por último, voltamos e fizemos o caminho até baía Lapataia. Nesse caminho há diversas trilhas numeradas no mapa. Acabou que estávamos sem tempo e fizemos apenas a última, que passa pelo mirador Lapataia e termina próximo à baía. De lá sairia a última van (às 19h). Achei o mirador da baia Lapataia o lugar mais bonito do parque. A van parte pontualmente às 19h e passa em outros dois pontos para pegar mais pessoas. Voltei pro hostel pra pegar meu mochilão, e segui pra casa de meus anfitriões no airbnb. Ficava uns 15 minutos do hostel, um pouco mais afastado do centro. A casa deles (era um jovem casal) era bem aconchegante e o quarto também. Deixei as coisas lá e fui jantar. Escolhi um restaurante chamado bodegon fueguino. Recomendo! Pedi um cordeiro e uma cerveja, tava mto bom e foi barato. Voltei pra casa e fui dormir. 27/12 - Ushuaia (5) - Dia de compras Nesse dia tinha deixado para fazer umas das trilha mais pesada de Ushuaia, que é a Laguna de los Tempanos e Glaciar Vinciguerra. Mas acordei com aquela preguiça de fazer qualquer coisa e já um pouco cansado de fazer trilhas. Afinal, estava há 22 dias só fazendo isso praticamente. Resolvi me dar um day off. O dia tava bem quente pra Ushuaia. Dormi até um pouco mais tarde e fiz tudo bem tranquilo. Andei um pouco pela orla, almocei e depois fui no Museu Temático, que havia esquecido de ir. É um museu bem legal, moderno. A história da região é contada por meio de cenários modelados com bonecos e objetos. Ao entrar recebemos um mp3player em que cada faixa explica a cena que estamos vendo. Custa algo como AR$ 280 com desconto de estudante sai a AR$ 220. Depois passei no Freddo, a famosa sorveteria de Buenos Aires. Comprei lembranças para família. Tem muitas lojas na Av. San Martin. Comprei doce de leite artesanal, cerveja regional, um pinguin de pelúcia e alfajor no mercado. Por fim comi numa pizzaria próxima à casa dos meus anfitriões. Deixei tudo pronto mais uma vez para voltar a Punta Arenas no outro dia. Resumo de Ushuaia : A cidade não é lá algo que se chame de bonita, é um grande porto com uma cidade que se vai ladeira acima. A primeira impressão não é boa. Mas há muita coisa legal para se fazer lá, no verão e no inverno (pelo que li). É uma cidade grande, muito turística principalmente para brasileiros, então você não terá problemas com câmbio, transporte, mercado, língua, etc. O tempo por lá é muito parecido com o resto da patagônia: muda rapidamente e está sempre instável. Nessa época a temperatura média é de 10 graus, mas com chuva e vento pode ficar abaixo disso. O preço das coisas em geral é próximo ao dos outros países da região. É possível um almoço completo com entrada + prato principal + sobremesa por uns AR$ 190. Como há mto o que fazer, é importante fazer um roteiro. As agências oferecem muitos passeios, vários deles podem ser feitos sem agências. Os principais são Glaciar Martial, Laguna Esmeralda, laguna de Los tempanos e glaciar vinciguerra, os passeios no canal do Beagle e os museus. A Brasileiros em Ushuaia tem um caderninho de passeios interessante. Nem tudo que tem lá você precisa da agência pra fazer, por isso vale a pena pegar esse caderninho. Pelo site tb é possível ver alguns deles. Acho que 4-5 dias é suficiente para Ushuaia. 28/12 - Volta a Punta Arenas A volta para Punta Arenas, assim como a ida, foi cansativa. O ônibus sai igualmente do porto, próximo ao controle de passageiros do cais. A volta foi bem mais cheia do que a ida. Acho que por isso colocaram um ônibus extra, com saída alguns minutos depois. Depois de mais 12 horas , estou de volta a Punta Arenas para fazer meus dois últimos dias antes de voltar ao Brasil. Antes de ir para minha estadia, procurei saber sobre ônibus para o aeroporto e descobri que não existe. Há uma linha da BusSur que vai do aeroporto para o centro de Punta Arenas, mas não há o contrário.Para passar esses dois dias, reservei um Airbnb bem barato e me lasquei. Barato demais pra ser verdade. O problema já começou pra achar o lugar. O endereço no Google Maps era um e na prática era outro. Como reservei no dia anterior, não deu tempo de ver a mensagem que o anfitrião me mandou indicando o endereço correto. Por sorte, no mesmo ônibus que o meu havia um casal que tinha locado um outro quarto com o mesmo anfitrião que eu. Reparei que eles estavam indo pro mesmo lugar que eu e questionei se era um quarto no Airbnb. Acabou que encontrei o local graças a eles, pois não tinha internet para ver a localização exata. Bom, de todo modo, o local era muito ruim, muito mesmo. O anfitrião se chamava Peter (guarde esse nome se for fechar algum airbnb em Punta Arenas) e era um bom guia da região. Mas o local era ruim, cama ruim, cozinha péssima, tudo muito improvisado. Realmente não vale a pena, apesar de ser muito barato. Fui o roteiro do próximo dia e fui dormir. 29/12 - Cemitério Municipal, Museus e city tour Como só teria esse dia para conhecer a cidade, fui fazer o passeio geral pelo centro da cidade. Comecei pelo Museu Salesiano Marggiorino Borgatello e devo dizer: de longe o melhor museu que conheci em toda região. Muito recomendável! É um museu muito rico, com muitas peças e exposições. Realmente incrível. Custa um valor simbólico. Sai de lá e fui até o maior atrativo da cidade: o cemitério municipal ! Pode parecer curioso, mas o cemitério de lá é um charme. Centenas de ciprestes podados dão um tão bem diferente ao cemitério e fez com que o local virasse atração turística. Fui até o mausoléu da família Braun (importante na cidade) e depois fui almoçar. Escolhi almoçar no restaurante famosinho chamado La Marmita. O local é mto bonito, decoração de ótimo bom gosto. Queria comer o guanaco, mas não tinha então fui de cordeiro novamente. A comida não é farta, mas é boa. Custo benefício é mediano. De lá fui até a Av Costanera ver os monumentos e sentir a brisa que vem do Estreito de Magalhães. Na verdade não fiquei muito pq o vento frio não permite ficar de bobeira. Na volta passei na praça Municipal e no palacio Sara Braun. Antes de voltar de vez, verifiquei a possibilidade de um transfer para o aeroporto. Encontrei a agência Fin del Mundo, no centro, e fechei com eles. Algo como CLP 5.000. Voltei para a estadia e arrumei as coisas. Tentei fazer o check in antecipado e tive problemas. Depois de muito tempo, resolvi que teria que cancelar o transfer e pegar um táxi para o aeroporto, pois achei que sem o check in pronto seria arriscado ir no transfer, já que o horário deles estava mto em cima do limite do voo. O anfitrião me indicou um taxista que cobrava CPL 7.000 para me levar até o aeroporto. Fechei com ele. Logo depois consegui fazer o check in pelo aplicativo, mas já havia cancelado o transfer então manti o combinado com o taxista. Dormi cedo já ansioso para voltar ao Brasil. 30/12 - Volta pra casa Vinte e cinco dias depois de pisar na patagônia, voltei para o aeroporto que havia chegado à Patagônia. O voo de volta foi tudo bem, sem maiores problemas, e assim me despedi da Patagônia, lugar incrível. Resumo de Punta Arenas: parece um pouco de cidade grande, muito táxi, pessoas estranhas, pichações. Punta Arenas é uma cidade passagem a meu ver. Há passeios por lá, como a ida à ilha Monumento Natural dos Pinguins, ir ao antigo Puerto del hambre ou cruzar o canal e ir até à histórica cidade Porvernir. Além disso, não vi nada muito interessante. Se meu voo não fosse por Punta Arenas, talvez não tivesse passado por lá. Mas se vc passar, vale o que fiz no roteiro. FIM!
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    Olá amigos sei que aqui não é lugar pra fala isso ou fica chorando as pitangas mas como quero compatilhar com vcs um pouco do meu mochilao preciso contar a história primeiro de como tudo começou e está sendo agora nesse momento bom eu era do sul porto alegre tinha uma vida boa trabalhava qnd queria tinha minhas coisas vídeo game TVs coisas que nos gostava neh mas minha vida não era mar de rosas me sentia preso a algo que não era pra mim tive depreçao ficava do deitado na cama pensando oque fazer da minha vida até mesmo pensei em me (matar) Coisa de pessoa fraca mas era tanta a pressão em minha cabeça que pensei mesmo mas ai começei a procura como morar no Alaska meu sonho viver la isolado kkkk ai me deparei com o site do mochileiros.com comecei a pesquisar oque era isso como funcionava olhar vídeos de pessoas que viajaram pelo mundo sem muito dinheiro ai resolvi cair no mundo e isso que eu Quero fazer vendir tudo oque eu tinha tirei passaporte comprei mochila saco de dormi etc.. Me cadastrei no woldp. Ai marquei a data pra começar toda a lokura e foi mesmo sair com 200 reais no bolso e fui no primeiro dia foi ótimo fiquei 14 dias hospedado com uma família ótima que até rendeu um dinheiro a mais por um serviço que fiz na cidade ai sair de la e comecei a ir em direção Argentina fui MT bem até a entrada por santo Tomé depois do foi perrengues atrás de perrengues até ser assaltado e fica sem dinheiro Mas com minhas coisas desanimei falei vou volta pra casa fui pro Uruguai na entrada de Bella Union com Barra do Quaraí acampei e acabei fazendo amizade por la que rendeu um mochilao de fusca até santa Catarina depois de la fui Paraná e hj estou em mato Grosso Chapada dos Guimarães mas ai começar a história triste To com pouco dinheiro Mas não desânimo fácil não estou no dilema de ou voltar pra casa e fala eu não conseguir seguir em frente por ser fraco ou continuar mochilndo Brasil a fora estou muito magoado com situações que aconteceu aqui mais o destino nos leva e quero que isso Maomé faça cair mas que me deixe forte não tenho amigos mochileiros que eu possa ir e fazer algo queria tanto ter uma companhia feminina ou mascolina pra continuar comigo por mundo fora da pra viver assim eu trabalho por onde passo e nunca fiquei mal so que estou sem saber oque fazer meu coração está triste e queria alguma fica ou até mesmo um apoio mesmo sei que posso parecer fraco ou até mesmo um bobo mas não venho aqui pedir conselhos de vcs amigos abraços a todos meu contato pra qlq coisa até no pra fala comigo sabe por onde ando ou alguma dúvida 065998015645
  12. 1 ponto
    Faltava uma semana para o feriado de Carnaval de 2017 quando decidi aceitar o convite de encarar um dos maiores desafios já proposto em minha vidinha de explorador: descer o vale do Rio São Lourencinho, localizado entre os limites de Juquitiba e a planície litorânea de Peruíbe/SP, em um corte longitudinal no meio da Serra do Mar, e colocá-lo no ranking das grandes e audaciosas travessias que cruzam o mundo selvagem da "Grande Muralha." Sem entender o "porquê", nem o "pra quê," me contentei com a honra de ser um dos escolhidos para tal feito. Pois éramos um time forte em questão de experiência, bravura e determinação. O grupo estava formado por: Daniel Trovo, Divanei Goes, Eduardo Loures, Marcos Prince, Rafael S Lima, Silvester Natan e Eu (Vgn Vagner), era um "DREAM TEAM" pronto para encarar qualquer pauleira que viesse pela frente, era um time que entrava em campo de combate com a confiança em alta. E essa confiança demasiada era o grande erro da trupe. Pois a Serra do Mar preparava uma grande surpresa para testar suas habilidades, sua resistência física e o controle emocional/psicológico de cada integrante. "Ela" iria nos castigar de uma forma em que iríamos sair de lá aos farrapos, com mais ferimentos na alma do que as lesões que marcaram a carne. E sem poder prever o destino, lá ia um bando de marmanjos com suas mochilas cheias de vocação para se lascarem da cabeça aos pés. rs Outros enviados do mesmo clã, duas vezes, já haviam feito suas tentativas em atravessar aquele vale de fora à fora em um expedição pelo "Inferno Verde". A segunda equipe foi a que mais rendeu resultados positivos voltados ao objetivo. Pois conseguiram chegar ao leito do Rio sob uma chuva descomunal. Mas a força bruta das águas que corria violentamente por aquele vale fez com que o grupo abortasse a missão e reduzissem a jornada apenas pelas nascentes do Rio. Com o nível, no mínimo, 1 metro acima do normal e potência máxima, seria suicídio prosseguir. Restou como alternativa o grupo engolir seus anseios e se contentar com o viram, voltar para sua casa e aguardar uma nova data para uma nova tentativa. E a data escolhida foi: 24/02/2017 - feriado de Carnaval. Confesso que aquele rio nunca me despertou interesse. Das vezes que tentaram cruzá-lo, mesmo sendo convidado, não me interessei. Mesmo na vez em que pude ir não tive aqueeeela empolgação. Os afazeres no trabalho também não me davam uma folguinha para que eu pudesse vasculhar o mapa junto aos envolvidos, estudar com veemência os desníveis mais acentuados, a quilometragem do leito a ser percorrida, curvas de nível, ponto de fuga e etc... Apenas confiei no faro, experiência e competência dos envolvidos, e confirmei minha presença naquilo que seria, mesmo sendo desconhecido por todos, a mais bela e tortuosa travessia que cada integrante do grupo já enfrentou pela Serra do Mar. São Paulo, 24 de Fevereiro, de 2017 - sexta feira, 18h. As trombetas do Armagedom já anunciavam o início do fim. Uma chuva, uma tempestade absurdamente forte veio a despencar e alagar toda São Paulo/Capital em plena data de início de nossa aventura, pouco antes do horário de encontro. Ruas viraram rios, carros eram levados pela correnteza, avenidas e marginais ficaram totalmente intransitáveis. Com essa situação caótica, o atraso era inevitável. Principalmente para o Divanei, que vinha do interior paulista em ônibus rodoviário. Quando cheguei ao local de encontro, já estavam por lá Natan e Prince. Natan ao celular confabulava com o cara responsável por nos levar até o bairro rural de Pedra Lisa, início de nossa odisseia. Mas, como as coisas estavam apenas começando, a notícia não poderia ser das melhores. O Rapaz disse que o câmbio da Kombi havia quebrado. É entre uma mensagem e outra, ele disse que iria nos levar, bem que fosse em um carro pequeno e em duas viagens. Mas o maldito ficou apenas nas mensagens, e nunca mais deu sinal de vida. Preocupado com o nosso pontapé inicial não chegar a existir, Natan ainda tentou outros contatos de Vans que, talvez, pudessem nos levar há tempo de colocar o plano em prática ainda naquela noite de sexta feira. Mas as tentativas foram em vão. A solução foi aguardar os demais integrantes do grupo chegarem para poder tramar alguma rota com os ônibus locais entre a Capital e Juquitiba. No Largo da Batata/Pinheiros embarcamos num ônibus, pra depois de 50 minutos aproximadamente desembarcarmos em frente ao batalhão da PM para tomar outro ônibus. Estávamos com sorte! Pois o coletivo tem um intervalo de cerca de 1h, e não deu nem 5 minutos para vir o próximo. Com as mochilas largadas no piso do ônibus tomamos de conta o corredor de circulação, e entre muita conversas e risadas seguimos até o nosso último desembarque às beiradas da rodovia Régis Bittencourt. Onde enfrentaríamos mais um dilema: como percorrer cerca de 20km de estrada de terra até o início da trilha? Era exatamente 00h00 quando pisamos nossos pés no acostamento da via. A partir daquele momento já não tinha como retornar. Então a solução foi caçar algum boteco que estivesse aberto e barganhar algum transporte até o local desejado. Em cima da passarela os mais visionários, feitos sentinelas das muralhas do antigo Carandiru, observavam o amontoado de casebres que pudessem ter algum veículo com porte para carregar 7 marmanjos + 7 cargueiras pesadíssimas. Uma delas era de 90 litros rsrs. Trovo, Divanei e Prince, com cara de mocinhos e boa oratória, foram bater palmas nas casas que tinham Kombi escolar, eram 3 Kombosas, na tentativa de persuadir alguém com a alma caridosa, mas ninguém queria saber de abrir a porta pra um bando de homens com vestimentas estranhas, quando os ponteiros já estavam passando de meia noite e tralalá, rs. Na esquina da estradinha com a rodovia, num breu danado, Natan, Rafael, Loures e EU começamos a abordar qualquer e todo veículo que dava seta e embicava na estradinha. Primeiro foi um Escort, beem véinho, se desmanchando aos pedaços que entrou na estrada, e quando ele voltou, não deu outra, fiz sinal e abordei o meliante que ia ao volante, dominado por substâncias ilícitas, junto à um comparsa no banco de passageiro, e uma mulher deita no banco de trás. Imagine a cena. - então guerreiro, vc conhece e é morador da região? - sou! Respondeu. - tem como você dar um carona pra gente? - até aonde vocês vai? - até o bairro Pedra Lisa. - longe pra caráleo, Mano. - a gente faz um rateio e chega junto com uma moeda pra você. - acrescentei. - mas depende. Quanto vocês podem dar? Quando eu falei: ah, uns R $70 o olho do bichinho brilhou. Os dois comparsas incentivaram ele a fazer essa corrida, e ele, nada besta, concordou. Nem que fosse feito em duas viagens. Disse que só iria deixar o camarada e a namorada em casa, e já voltava. Nesse intervalo continuamos com as buscas. O que aparecesse primeiro a gente encarava. Fiz um assobio para um motoqueiro que entrou na estradinha. O louco fez o retorno à milhão e veio nos dar atenção. Foi inocente demais, o coitado. Perguntamos se ele era da região, e se conhecia alguém que pudesse fazer o traslado. Mas ele não conhecia nenhum louco. Antes que o jovem motoqueiro desse partida para ir embora, da escuridão da estradinha de terra, surgiu a nossa última esperança. Nossa salvação. Uma caminhonete HR ocupada apenas pelo motorista e um passageiro, e carroceria vazia. A euforia foi tanta que só faltou alguém se jogar debaixo da caminhonete para que ele parasse. E quando parou, lógico, cercamos a cabine como se fossemos virá-la com os próprios braços. Dei início a uma negociação mequetrefe que não motivou nem um pouco o motorista a voltar de onde tinha vindo, pois, acabavam de fazer uma entrega justamente no bairro em que íamos. Eles não estavam querendo voltar lá. Falavam que estava tarde demais, que teriam que voltar pra São Paulo, e que se chegassem tarde demais teriam que se explicar com suas mulheres, etc e tal. Estavam irredutíveis, até que, Divanei, malaco de longas datas, tomou a frente das negociações e soltou o que realmente eles queriam ouvir... - leva a gente, cara. Põe um preço que a gente negocia. Ainda com certo resistência, querendo ceder, insistindo em não ir. Mas o Divanei deu um xeque-mate nos caras. - bom, a gente dá 200 contos pra vocês levarem a gente lá. Bora? Não deu outra. Em menos de um minuto a frente da caminhonete já estava voltada para o nosso destino, mergulhando de vez na escuridão do lugar. Quase 1h da madrugada, e lá estávamos nós, em cima de uma carroceria de caminhonete, contentes feito crianças, dando risada de tudo aquilo que vinha acontecendo pelo acaso do destino. Detalhe: se o cara do Scort voltou, deve ter ficado muito puto com a gente, e nos rogado praga para todo o sempre. rsrs Apenas o barulho do motor, e nossas risadas, rasgavam o silêncio daquele lugar tão isolado e pacato na calada da noite. Quase sem iluminação elétrica nos postes. A luz da lua estava mais atraente. Era o cenário que tivemos que acompanhar por mais de 1h, porque, além de perdermos o caminho correto e gastar mais de meia hora para perceber isso, o terreno tinha muitos pedregulhos, ladeiras que quase tocavam o céu, outras que desciam em direção ao centro da terra. Isso tornou a viagem muito lenta e longa. Exigindo muita frenagem, ou muita força do motor. Passado tanto chão de terra, eis que o fim da estrada chega, é hora de descer da carroçaria e por as pernas pra trabalhar. Nos despedimos de nossos anjos salvadores que, incrédulos, diziam que nós não éramos desse mundo, que não acreditavam que iríamos descer até o litoral rasgando a Serra sem haver trilha. - vocês são doidos! - finalizaram. As primeiras pisadas rumo ao desconhecido foram a dando continuidade por onde os carros já não passam mais. Onde luzes já não existem mais. Apenas as lanternas sobre 7 cabeças de animais não tão racionais que carregavam um mundo de coisas nas costas farejando o rastro de aventura que se encontrava naquele lugar, entre os matos mais rasteiros, charcos e atoleiros. A ótima audição dos cães captou nosso avanço a uma longa distância, o ótimo olfato também farejou o nosso avanço exalando adrenalina (e fedor, rs). Os latidos quebraram o silêncio, denunciando que aquele seria o último obstáculo de nossa noite. Contornar um rancho ainda habitado por um senhor que às 3h da madruga veio segurar os pulguentos pra gente poder passar. Mais um pouquinho de caminhada, e logo, a gente entrou numa picada à esquerda para iniciar nosso descanso, que, sem regalias, foi apenas um plástico estirado no chão, sob uma única tenda para todos, sem redes e sem isolantes térmicos. Apenas uma bivak coletivo onde vi alguns dormirem de conchinha rs. Juquitiba, 25 de Fevereiro, de 2017 - sábado, 7h00 Na manhã seguinte, por conta de tanto pernilongo zunindo em nossos ouvidos, parecia que tínhamos passado a noite inteira assistindo um campeonato de Moto GP no autódromo de Interlagos. Vários tapas na "zoreia." rs Depois de fazer fogo e fumaça pra espantar aquelas pragas, tomamos um cafezinho no capricho, recolhemos acampamento e perto das 10h começamos nossa marcha em direção ao afluente que deságua no largo leito do São Lourencinho. A caminhada, sempre na via que seria uma estrada, em barro duro e muito escorregadio foi feita em campo aberto. A partir dalí entraríamos num meio que iria nos manter por quatro dias sem fazer contato com familiares ou amigos, sem sinal de Smartphone. Sem socorro. Às beiradas de uma piramba escarpada, sem outra alternativa, a não ser nos lançar no fundo de um vale, começamos uma descida forte, abrindo caminho com as mãos, se agarrando em troncos e raízes, sendo espetados por espinhos, se arranhando em farpas e pedras, escorregando em terreno orgânico e rolando morro abaixo. E a surpresa que aquele vale guardava (pra quem não tinha ido até ali), era um cenário agradável de se ver. Um leito seco e amplo, com vegetação menos espessa dando ornamento espaçado entre as árvores. Diferente de outros lugares que já pisei na Serra do Mar. Com avanço de 200 metros, aproximadamente, a vida brotava do chão, límpida e cristalina, em forma de água abundante indo na direção que tínhamos que tomar. O cenário foi ganhando leve inclinação e ficando mais bonito do que já estava. Passamos por uma "cama" feita de material nativo, construída pelo Divanei em outrora, quando esteve por ali praticando técnicas de Bushcraft com Luciano Lourenço. Pequenas quedas e mini lagos rochosos iam preenchendo os meandros até o surgimento de sua fóz alimentando um dos rios mais limpos que já vi. A partir daquele momento tudo seria novidade ao grupo. Cada pedra, cada curva, cada poço, cada cachoeira, da menor até mais volumosa, tudo era inédito ao bando. A partir daquele momento estar com os pés submersos no São Lourencinho era nossa força motriz. Pois sabíamos que aquela seria uma jornada sem retrocessos. Apenas um frio na barriga por ter de enfrentar esse gigante rio, com mais de 30km de extensão em água cristalina. Uma água tão limpa que, ao entrar no rio com a minha máquina fotográfica no bolso, pude vê-la cair e ir direto ao fundo do poço, que tinha o nível na altura do peito. Pensei... lá se vai mais uma máquina engolida pelas águas da Serra do Mar. Já era, fotos, vídeos e qualquer registro pessoal que eu pudesse fazer sobre nossa aventura. Mas não foi bem assim! Só me dei o trabalho de esperar a agitação na água acalmar, e pedir pro Rafa pegá-la enquanto eu apontava sua direção. Claro que depois disso eu a amarrei em um barbante e fixei na mochila. Hehehe Sem nenhum líder, sem o conhecimento de qual caminho tomar, sem trilha, fomos avançando por onde era mais óbvio, sempre tentando permanecer dentro d'água, onde era fácil andar, boiar e fazer o plano ter mais fluidez. Pulando em poços e nadando quando preciso. Mas os primeiros obstáculos que vieram dar as boas vindas eram cachoeiras de pequeno porte, com +ou- 7 ou 9 metros de altura, com o instinto, eram contornadas e vencidas na unha. Desescaladas na raça. Em uma delas pude ver o início de um acidente se formando (e se formou). Estávamos indo pela margem direita, seguindo o fluxo do rio, descendo entre as rochas escorregadias, porém, cheias de agarras de apoio. O Natan achou melhor ir pela esquerda. Era uma cachoeira de aproximadamente 7 metros, que não imprimia medo, mas, poderia por tudo por água abaixo se não tomadas as devidas precauções. Havia uma leve saliência na rocha que formava um patamar. Foi esse patamar que brecou a queda do Natan quando ele tentou descer se segurando em um tronco pendurado, e tronco não aguentou. Do outro lado do rio tentei avisar, só foi o tempo de terminar de falar - créck - o tronco quebrou, e o nosso amigo despencou. Ainda bem que só foi um susto. Aliás, apenas um aquecimento para preparar o coração. Depois desse primeiro susto foi só recreação, diversão de gente grande. Cada obstáculo que vinha pela frente era vencido com saltos partindo das cabeceiras das cachoeiras, pedras que serviam de trampolim para pularmos nos grandes/gigantescos poções que, com profundidade absurda e transparência na água, permitiam nossos pulos da altura que fosse sem medo de ser feliz. Depois era sobre deixar levar pela correnteza e procurar um ponto de saída pelas margens. O progresso do primeiro dia de expedição foi assim: desescalando dentre as águas de cachoeiras e corredeiras, contornando uma ou duas quedas varando mato, mas a dádiva do dia foi poder vencer as maiores cachoeiras lançando as mochilas na água e saltando de suas cabeceiras deixando que apenas a correnteza nos levasse pra frente. Passar um dia inteiro assim, sob um sol de rachar o coco, se divertindo feito criança e esbanjando alegria por estar vendo e vivendo algo surreal num ciclo de amizade e companheirismo, realmente, era mágico. Era tanta energia positiva pairando no ar, fazendo tudo fluir tão bem, além do que esperávamos, que jamais imaginaríamos que fosse acontecer algo de diferente de tudo isso. Mas aconteceu! Vez ou outra, acompanhando o trajeto pelo mapa, sabíamos que teríamos um grande obstáculo pela frente. Um cânion gigantesco, abrigando uma sequência de cachoeiras de até 50 metros de altura, recebendo um afluente monstruoso pela direita, tinha de ser vencido. Só não sabíamos se seria no primeiro dia que chegaríamos de fronte a esse desafio, mas chegamos. Ali começaria uma sucessão de acontecimentos que transformaria o êxtase coletivo em inferno astral. Quando avistamos uma janela se abrindo no céu, a lâmina d'água desaparecer despencando em uma cratera que se abriu em meio àquele emaranhado verde, o pensamento foi unânime: tem coisa grande pela frente. Chegamos! E a surpresa foi satisfatória. Já que pensávamos que haveria a possibilidade de não conseguirmos chegar ali no primeiro dia de caminhada. E a decisão foi vencer essa etapa já naquele mesmo dia, Já que os ponteiros ainda estavam chegando às 17h, teríamos tempo para isso. Tomamos o rumo da encosta esquerda, e fomos desescalando com cuidado e técnica a 'Cachoeira Vários Caminhos', imponente por seu tamanho e beleza singular de ter filetes escoando água por varias vias. Ao chegar em seu poção a missão nadar pela borda esquerda até um ponto onde tivemos que subir uma rocha escorregadia e sair da água antes de sermos tragados pelo funil que formava a próxima de cachoeira uns 50 metros. Cair ali seria fatal. Fizemos uma pausa para contemplar aquele cenário incrivelmente belo e perigoso, tirar umas fotos e decidir por qual rumo iríamos prosseguir. À nossa frente, em ambos os lados, precipícios nos obrigaram a entrar na Mata pela esquerda e subir na base da escalaminhada um morro feroz que ia bem acima do topo da cachoeira, e depois tentar achar um caminho menos perigoso para descer até a base da grande queda. Começamos um puxa-puxa de raízes e troncos, fazendo um esforço danado para continuar subindo aos trancos e barrancos. Estávamos mais ou menos nesta sequência: Trovo, Prince, Natan, EU, Rafael, Loures e Divanei. Em certa altura, olhando para trás, tivemos uma vista exclusiva e privilegiada do grande afluente que abastece o São Lourencinho pela direita despencando há mais de 100 metros em uma robusta e volumosa queda d'água que a batizamos de Cachoeira Mãe da Serra. Ficamos boquiabertos, perplexos, com o tamanho da queda, mas o tempo de admiração foi curto. Pois o alto preço a ser pago por estarmos ali acabava de começar chegar dando inicio ao nosso momento de terror. Trovo, que ia entre os primeiros, sofreu os primeiros golpes. - ai. Algum bicho me picou. Pensando que fosse uma aranha, ficou parado, procurando pelo bicho, porém, nada achou. Em seguida, de novo... - ai, me picou de novo - enfatizou. Depois foi a vez do Natan... - ai, me picou também. De repente... Alguém gritou, COOORRE! VESPAS. E começou uma correria desesperadora. Estávamos sendo atacados por um enxame de Vespas no meio da mata fechada, com o peso das mochilas nas costas, numa inclinação de terreno nada favorável que não deixava a gente correr. Ficamos presos por alguns instantes sofrendo com as picadas de várias vespas. Tentamos sair o mais rápido daquele lugar, mas estava difícil. À nossa direita havia um precipício de uns 60 metros, e cair a uma altura dessas nao seria nada legal. Saímos quebrando galhos, tropeçando em raízes, completamente desesperados por conta da intensa dor provocadas pelas picadas. Loures e Divanei, que eram os últimos, conseguiram recuar. O Rafael que acabou ficando por último foi quem levou mais picadas. Era um show de horrores a gritaria que se formou na floresta. Todos gritando e gemendo enquanto tentavam correr. A dor causada pelo ferrão e pelo veneno se compara a cigarros densos apagados na pele. Uma ardência aguda e infernal. Fomos perseguidos por um bom tempo. Quando achávamos que estávamos livres, sempre aparecia alguma vespa. Tivemos que nos afastar bastante do Loures e do Divanei, pois era certo que não viriam pelo mesmo caminho. Eles saíram varando mato pra esquerda, tentando fugir do enxame. E conseguiram. Quando nos vimos a salvos, distantes daquele bando de "Satanás alados," esperamos pelos dois, que gritavam na tentativa de localizar onde estávamos. Quando nos encontramos, falamos o que tinha acontecido, e por sorte os dois não foram pegos pelas vespas. Apenas perceberam que algo não ia bem quando começou a gritaria e o corre corre, a reação foi recuara o mais rápido que puderam. Juntos novamente, vimos que todos estavam bem e tudo estava (aparentemente) normal, então decidimos seguir. Tomei a frente como batedor do grupo, procurando vias menos perigosas para contornar o despenhadeiro que tinha à nossa frente e chegar o quanto antes no leito do rio. O Trovo vinha dando suporte na direção a ser tomada. Fomos abrindo cada vez mais para a esquerda em diagonal (obrigados a Isso), e quando tomamos uma reta em direção ao fundo do vale, paramos para esperar o restante do grupo e permanecer todos juntos. Pois seria bom estarem todos por perto se acontecesse algo (e aconteceu). Estávamos mais ou menos na metade da descida, crentes de que chegaríamos no rio sem maiores problemas, quando de repente, ouvi o Rafa gritando: - abelha. Corre, corre. E um novo desespero tomando conta do grupo. A galera, inclusive eu, começou a descer sem freio, um pulando por cima do outro, fazendo pedras rolarem, derrubando o que tinha pela frente. Parecia uma corrida maluca que daria 200 milhões de reais pra quem chegasse primeiro. O Trovo ainda tentar disse: - calma, gente. Calma! - abelha, Mano. Corre, abelha - respondeu o Rafa. - vai lá. Só não morre. E o alvoroço continuou até o leito do rio. Onde a grande maioria conseguiu chegar sem levar ferroadas de abelhas. Já o Rafa, coitado, tinha levado um monte de picada de vespa, e com as abelhas não foi diferente. A primeira reação dele foi entrar na água para acalmar os ânimos, mas eram um choque muito forte, ter levado tantas picadas, num lugar tão ermo, sem socorro e, ainda, tentar manter a mente fria. Não teve jeito, o psicólogo dele foi abalado, e com isso vieram as lágrimas que não vieram da dor. Os fatos acabaram causando um abalo sísmico de 9 graus na estrutura do grupo. Nossa moral foi jogada no chão e pisoteada por uma manada. A gente não tinha forças para andar nem mais dez metros à frente. Era hora de encerrar as atividades do dia, montar acampamento ali mesmo e tentar se recompor para o dia seguinte. Foi isso que fizemos! Mas a tormenta estava apenas no início. Procuramos os lugares menos horríveis para acampar, mas o terreno era totalmente acidentado, sem ter 1 metro quadrado de área plana para, pelo menos, cozinhar. Nos ajeitando do jeito que deu, na encosta à beira rio, armando as redes não tão longe umas das outras. Fui um dos primeiros a fazer a janta para poder ceder o fogareiro ao Rafa, que estava sem, e assim que terminei de comer fui de encontro aos companheiros, jogar conversa fora e dar um apoio moral enquanto eles cozinhavam. Mas eu não imaginava que ali começaria um dos maiores sofrimentos da minha vida. Sentei em uma pedra que, pela altura, serviu certinho como um banco. À minha esquerda o Rafael esperava sua gororóba ficar pronta, um pouco acima Divanei, com suas perninhas de grilo cruzadas, estava aberto à prosas, à minha direita Natan também tagarelava pós janta. Entre ele e eu (o perigo), o fogareiro fervia água para o macarrão do Rafa, e quando começou a borbulhar, começou a balançar. Só foi a Natan avisar pro Rafa tomar cuidado com a panela, que ela estava fervendo e balançando. Ele terminou a frase, e a panela virou toda a água fervendo em cima do meu pé, que estava calçado apenas de meias. Os mais altos gritos de dor que já dei na vida ecoaram na floresta assustando qualquer bicho de hábito noturno. - água, água, água... Foi a única coisa que me veio à mente no momento. E enquanto eu gritava, berrava de dor, conseguiram um restinho de água no cantil e jogaram no meu pé. Tirei a meia e tentei ser mais forte que a dor. O Natan ficou perplexo com que estava acontecendo, estava estampado em seu rosto a preocupação com o que seria de nós dali pra frente. Ele ficou tão abalado que seu semblante expressava culpa. Cheguei a pensar que foi ele quem chutou o fogareiro sem querer. Pedi pra que ele ficasse tranquilo, pois acidentes acontecem. O Rafa, instantaneamente disse que perdeu a fome, em seguida começou a vomitar. Disse que foi por estar estressado. Uma reação emocional comum de seu organismo. Não tinha muito o que fazer, as bolhas começavam a brotar assustadoramente no meu pé. Ainda abalado psicologicamente o Rafa enfatizou que na manhã seguinte, assim que chegássemos numa área plana, teríamos que chamar o resgate, pois não iria dar pra continuar com o meu pé daquele jeito. Mas naquele momento o que nos restava era repousar e tentar acordar o mais forte possível (moralmente falando) no domingo. Tomei 1 analgésico e anti térmico para me precaver da febre que poderia vir após a formação das bolhas, e fui deitar com muita dor. Aliás, todos foram deitar. O Natan e o Rafa tinham amarrado suas redes nas mesmas árvores, formando uma "beliche." Quando o Natan subiu na rede para deitar (créck) a árvore estalou e começou a ceder, obrigando ele a procurar outro local para armar a rede e poder descansar. O Rafa voltou a ficar nervoso, gritou de revoltado, puto da vida, e vomitou novamente. Era muito azar para uma única noite, mas não parou por aí. Todos já estavam em suas redes, com as lanternas apagadas, e o Rafa vomitando mais do que bêbado em final de festa open bar. Quando parou, ficou deitando na rede, agonizando de dor. Enquanto isso acontecia eu começava me contorcer de dor, meus gemidos clamavam por qualquer alívio que fosse. A carne queimada do meu pé começava a sofrer algum tipo de deformação para dar espaço para as bolhas crescerem. Elas ganharam volume rapidamente, eu tentei aguentar a dor, mas, os calafrios que me faziam tremer também balançavam minha rede. Tentei orar, pedir pela misericórdia de Deus para aliviar meu sofrimento, mas não conseguia me concentrar. Meu pé parecia estar em uma fornalha repleta de brasas. Os calafrios só aumentavam, eu já estava gemendo por conta de uma dor insuportável. Fui acometido por um medo de adormecer e acabar sendo surpreendido por uma hipotermia durante a madrugada fria da Serra do Mar e não acordar mais. Não aguentei... Na esperança de conseguir algum remédio para amenizar a dor, comecei a chamar pelos amigos que estavam em melhores condições. Trovo não tinha remédios, Natan também não, Loures e Prince, idem. Apenas Divanei estava munido de uma variedade de medicamentos, desde A.S à antibióticos e analgésicos. Tinha droga para dopar um Mamute em minutos. rsrs. Ministraram 35 gotas de Dipirona para eu tomar, enquanto me davam atenção avaliando a queimadura que chegou a ser de 2° grau. Tentavam conversar sobre o que seria feito na manhã seguinte, já que eu cheguei a um estágio de não conseguir mexer o pé. Trovo optou por ficar por ali, perto dos enfermos, já que teve azar de rasgar sua rede quando se deitou e ela, totalmente esticada, encostou em uma pedra e se abriu. Como haviam descartado a possibilidade de chamar o Águia na manhã seguinte, apenas tentavam solucionar a questão por meios próprios, já que chamar o resgate iria demandar mais uns 5 dias. Pois não havia sinal de celular na região. Teriam que terminar a travessia, procurar por sinal, chamar e aguardar socorro, para depois voltarem ao encontro do "acampamento Cruz vermelha." Duas hipóteses eram vistas com maior atenção: • fazer uma maca para me transportarem por terra, e adicionar as mochilas estanque quando fosse preciso boiar pelo rio; ou • cortar a frente do peitoral da minha bota (novinha), mantendo restante do pé protegido de galhos, pedras e animais. Me permitindo andar, mesmo que devagar. Nenhuma das alternativas estavam me empolgando para serem executadas. Eu achei melhor a gente descansar durante a noite, para no dia seguinte saber como iríamos proceder. De repente as náuseas apareceram sem me dar a chance de controlá-las. Deitado ali mesmo, só coloquei a cabeça de lado, e comecei a vomitar. E vomitei muito. Isso trouxe a certeza de que o Rafa não estava vomitando por estar passando nervoso, era o veneno das Vespas agindo em nossos organismos. Pelo tanto que o Rafa estava vomitando, o medo era de que ele pudesse ter convulsões durante a noite. Já que todo o castigo que estávamos recebendo parecia pouco, não seria uma surpresa se isso viesse a acontecer. Pois todos que foram picados tiveram reações ao veneno. Mais tarde o Trovo também vomitou e ficou com o intestino solto, o Natan delirava em febre somada à enjoos. Vomitei por três vezes e acabei jogando fora todo o remédio que tinha tomado. O Divanei não queria perder a chance de me matar (rs), ministrou mais "doses cavalares" de medicamentos para acabar com a minha dor e à minha raça. Quando a sessão de vômitos teve maiores intervalos, cada um foi dormir da maneira que pode, e, eu desmaiei na rede de tão fudido que estava: pé queimado, morrendo de dor, vomitando, intestino solto e dopado. Não vi nada! Foi um "Boa noite Cinderela." Eu só acordava no meio da madrugada pra cagar ou vomitar. O Rafa também. Inclusive, teve um momento em que eu me levantei para vomitar, e fiz um barulho tão forte antes do "jato," que mais parecia um bicho rugindo. O Loures levantou assustado e acendeu a lanterna... - o quê que é isso aí, Mano? O que tá acontecendo? Responde! E eu agachado, sem poder responder, só olhava para trás. Logo ele viu de onde vinham o barulho, e pode deitar mais tranquilo. Não adiantava muita coisa ficarmos em alerta esperando algo de pior acontecer, o cenário do caos estava formado, para morrer só faltava a Dona Morte terminar de amolar sua foice e terminar o trabalho (que não era difícil de fazer). Enfermos, feridos e moribundos jogados nas redes, necessitando de cuidados médicos sem haver nenhum há quilômetros. Vômitos e fezes espalhadas por todo canto representavam o real sentido da palavra podridão. Pela altura dos acontecimentos já não existia mais força moral entre o grupo, a resistência física e psicológica já tinham ido rio baixo. Abalados conta tanta desgraça despejada sobre nós, o desejo de todos era que aquele pesadelo todo acabasse o quanto antes, e que todos pudessem sair dali com vida. E com esse desejo alojado no peito se encerrava nossa noite de terror em meio a Serra do mar. Serra do mar, 26 de Fevereiro, de 2017 - Domingo, 7h30 A luz do sol anunciava que teríamos um dia lindo pela frente. Só não sabíamos como seriam as primeiras horas desse dia, pois estávamos em recuperação estrutural depois de sair do olho do furacão, em uma noite em que fomos surrados, espancados pela força da mãe natureza. Poucos já estavam de pé, recolhendo seus pertences, agilizando seu desjejum, mas sem pressa. Todos estavam cientes que bater em retirada seria algo tardio. Trovo estava bem adiantado, com quase tudo recolhido, aguardava ansioso pela reação dos moribundos, ou temia ter de contar alguns corpos dentre os que foram atacados pela chuva de dardos envenenados. Quando levantei e me sentei na rede consegui ter uma noção do quão estava horrível o nosso acampamento. Tinha vômito e fezes por todos os lados, e um fedor de embrulhar estômago. Até cocô de alguns bichos estavam pelo chão. Algum animal de médio porte comeu os dejetos e passou mal também rsrs. Havia cocô de Jaguatirica ao lado do vômito e da rede do Rafa. Nosso garoto estava, realmente, estragado kkk. Fiquei feliz por todos os combatentes terem resistido àquele situação truculenta. Aos poucos estavam se erguendo para mais um dia de batalha. Rafa, um dos que mais preocupavam, também levantou e demonstrou que passava bem. À margem do rio avistei o Loures lavando seus itens. Me espantei com o tamanho do inchaço que ele tinha no olho esquerdo. Ele levou apenas uma picada de abelha, mas, foi o suficiente para deixá-lo cego de um olho por quase dois dias. Ileso mesmo só o Divanei, que não levou nenhuma picada de inseto em nenhum dos dois ataques. Eu já não sentia tanta dor se comparado com a noite anterior, as bolhas estavam enormes e necessitando de cuidados, era evidente que eu precisava de um médico, mas não seria preciso chamar pelos serviços do comandante Hamilton (chamar o resgate) rs. Como seria demorado um curativo de proteção ao meu pé, a rapaziada (Divanei, Loures, Natan e Prince) decidiu voltar um pouco mais rio acima, não iriam deixar passar batida a oportunidade de ver uma das maiores cachoeiras do trecho (Cachoeira das Vespas), sendo que ela estava tão perto de nós. Trovo se encarregou de ser meu enfermeiro/escravo, passou vaselina pastosa na queimadura, adicionou um adesivo de silicone cedido pelo Loures, enfaixou com atadura e em seguida calcei a meia. Sempre compro meus calçados um número maior do que realmente deveria usar, isso evitou o atrito entre o couro da bota e o ferimento. Afrouxei os cadarços e consegui calçar a bota tranquilamente, sem pressionar a área do ferimento. Tomei minha dose homeopática de Dipirona para evitar a febre e deitamos no chão para relaxar enquanto a galera não chegava com as novidades. Chegaram uns 40 minutos depois, renovados e inspirando a continuação da jornada. Já era certo que seria um fardo pesado a ser carregado, eu iria sofrer! Ter que terminar aquela expedição que foi programada para findar em 4 dias, agora tinha expectativa de pelo menos 5, ou ate 6 dias se fosse necessário usar uma rota de fuga em direção a Fazenda que estava mais próxima de nós. Há 3 quilômetros de distância, em linha reta, varando mato entre uma sequência de vales entre as montanhas. "Mas o bom filho só carrega aquilo que o bom Deus sabe que suportarás." Começamos a andar por volta das 11h, varando mato logo de cara, pra depois voltar de vez a sermos parte do rio. Eu estava muito debilitado (o Rafa também), fraco por estar sem uma alimentação decente, tudo que tinha sido ingerido no dia anterior já tinha virado adubo, nada nutria nosso corpo, a fraqueza era notável e a lentidão inevitável. O grupo teria que ser paciente, pois, aquele seria nosso ritmo até os últimos minutos da travessia. Foi bom ver que não haviam mais grandes desníveis acumulados para vencer. Tudo que vinha pela frente era encarado com saltos, desescaladas breves e flutuação no fluxo do rio. Foi isso que me ajudou, e muito. As vezes apareciam alguns paredões espremendo/estreitando o rio formando gargantas perigosas para pular às cegas já que o borbulhar das águas encobria a profundidade e visibilidade. Algumas nem preocupavam tanto. E aí onde mora o perigo. Teve uma cachoeira em específico que fazia uma curva forte pra esquerda (um "L" na verdade), que não era tão alta, mas imprimia muita força em seu enorme poço formando uma correnteza contra sua parede frontal, que consequentemente formou um grande redemoinho no cantão direito. E a única alternativa que achamos para vencer essa cachoeira foi: usar a corda para descer as mochilas na água, pular no olho do redemoinho e sair dali à nado. Meio sem sentido, mas era o que estava dando resultados. A não ser para Divanei e EU, que fomos pegos por uma força absurda da correnteza que formava o redemoinho e ficamos presos, sem conseguir sair do lugar. Por mais força a gente fazia, por mais braçadas que a gente dava na água, não saímos do lugar. Era como se ele e eu estivéssemos disputando corrida numa esteira ergométrica. E mesmo com colete salva vidas foi tenso! Mas teve um momento que vimos que nossa luta não seria em vão, nos agarramos em pequenas fendas no paredão, nos impulsionamos e conseguimos sair. Foi necessário jogar a corda para fazer o resgate das mochilas, e para piorar, a corda ficou presa em alguma fenda nas pedras submersas e teve de ser resgatada também. Cortá-la não era uma boa opção! Cada centímetro poderia nos tirar de qualquer sufoco que aparecesse rio abaixo. Em outra situação, após atravessar uma forte correnteza usando corda às beiras de uma cachoeira, Trovo deu o primeiro salto como sempre vinha fazendo, para verificar cono era o poço, foi encurralado por um redemoinho que o prendeu por um tempo que foi o suficiente para deixar todos em alerta e com os coletes em mãos prontos para jogar ao nosso amigo. Outra coisa que nos preocupava eram os barulhos de trovão que vinham se aproximando com nuvens carregadas e trazendo chuva forte. Só foi o breve tempo de escurecer o vale, deixar o clima mais sinistro e selvagem do que já estava, e começou a chover. Pronto! Voltamos a ficar em estado de alerta. Pois a chuva veio forte, a partir daquele momento o risco de "cabeça dagua" era eminente, tudo ficaria escorregadio e o equilibro sobre as rochas e pedras estaria fora de nosso controle, a ponto de causar novos acidentes. Loures escorregou numa pedra pela beira do rio e abriu um corte no lábio superior, mas não foi algo tão grave. Pode ser estancado com adesivo de silicone. Do mesmo que ia no meu pé. Como eu estava sempre por último, toda vez, antes de entrarmos em algum poço ou garganta, eu olhava para trás por alguns segundos observando se haviam alguma alteração repentina no nível do rio. O medo era de sermos surpreendidos por uma tromba d'água, como aconteceu na tentativa de atravessarmos o rio Itariru, um ano antes, e não ter tempo hábil para escapar. Mas a mãe natureza teve piedade de nossas almas. Não iria nos colocar em tamanho perigo, sendo que já havia nos castigado em excesso no dia anterior. Seguimos atravessando poções com mais de 50 metros de extensão, debaixo de chuva forte, dentro de um cenário incrivelmente belo e intimidador. Da mata vinha um silêncio angelical, no corte do rio uma névoa pairava baixa sobre vale, e nossa tropa avançando devagar, boiando pelo sobre a água proporcionou um espetáculo a parte, que ficará guardado em nossas memórias. Tanta ação já estava me levando a exaustão. Os braços e pernas já estavam começando a "pifar" dando sinais de fadiga muscular. Como eu, Rafa e Trovo não possuíamos uma mochila estanque, cada, tivemos que nos dar o lixo do sofrimento em erguer o peso da mochila encharcada toda vez que saia de algum poço (escorria uma cachoeira de cada mochila), e isso era uma tarefa cansativa. Houve um momento em que tive cãibras em ambos os membros bem na hora em que estava no meio de um poção, me esforçando para vencer a água sem correnteza. Ainda bem que o Divanei vinha logo em seguida, pois precisei de ajuda! A mochila presa nas costas estava pressionando meu rosto contra a água, eu não conseguia me virar por conta das cãibras. Estava engolindo água e quase me afogando usando colete. Pode isso, produção? rsrs Quanto mais a gente avançava, mais pessimista eu ficava em relação ao próprio desempenho. A rapidez do grupo era notória, e a infinidade de poções que apareciam estavam me ajudando e ao mesmo tempo acabando comigo! Eu estava muito fraco/debilitado, cansado física e psicologicamente. Pensando e me perguntando se eu realmente iria aguentar concluir a travessia. Estava difícil! Bateu um certo alívio com o cessar da chuva, e todos os poços voltaram a transparência de antes, permitindo a visibilidade total do fundo do rio. Quando ele se tornou pedregoso e largo recebeu um afluente de grandes proporções vindo da esquerda e um lago imenso com água à baixo fluxo. Atravessando esse lago à nado, algum dos nossos avistou na margem esquerda algum sinal de que havia passado alguém por lá (pescadores). Fomos averiguar, e acabamos por ter um oásis para o próximo pernoite. Passava pouco das 16h, mas não teve discussões quanto o local. Era um terreno extremamente plano, com árvores de todas as qualidades para todos amarem suas redes, e à beira do rio. Seria perfeito se não fosse pela quantidade de pernilongos que vieram de se alimentar de sangue novo. Oh praga. 27 de Fevereiro, de 2017 - segunda feira pela manhã. Não recordo do horário que levantamos. Mas me lembro muito bem de estarem todos mais tranquilos por terem passado uma noite menos pavorosa que a anterior. Os únicos incômodos mesmo foram os pernilongos, o calor excessivo que fez durante a noite, e o Rafael tenso pesadelos durante a madrugada, gritando: sai, sai. rsrs Não demoramos muito, e logo nos jogamos dentro d'água para continuar a árdua tarefa de vencer aquele rio. A "Boa notícia" era saber que não iriam aparecer mais cachoeira pela frente, e que o terreno seria mais plano. É a má notícia era derivada da boa. Ao mesmo tempo que o terreno iria se estender plano, ele seria longo, mas muito longo mesmo, até o de Itariri, onde estava planejado o término da travessia, há mais de 25 km de onde estávamos. Outro fator não tão agradável, era que o rio seria, a partir dali, largo, entre fundo e raso, e pedregoso demaaais. O que tornaria tudo muito repetitivo. Maçante. Com o pé não tão cheio de dor quanto no dia anterior pude acompanhar mais de perto a rapaziada, que também se demonstrava mais sadia. Integra. Logo nas primeiras curvas encontramos um rancho de pescadores, fresquinho, recém abandonado em bom estado. Em meio aos apetrechos que deixaram para trás encontrei um cupom eletrônico de uma farmácia, onde os indivíduos compraram algum remédio, e umas guloseimas. O cupom também denunciava de onde e em qual data vieram, Praia Grande, 13/02/2017. Dez dias antes de nós. Como no acampamento em que pernoitamos, procuramos vestígios de trilhas que pudessem nos levar à algum lugar mas não encontramos nada. Tínhamos que ficar em alerta, pois já era hora de encontrarmos algum caminho/ trilha para deixar aquele para trás. Continuamos nossa difícil tarefa de andar em solo pedregoso e atravessar a nado grandes poções de águas cristalinas refletindo o verde verde da mata e refrescava nossas cacholas que ardiam sob o sol escaldante daquela segunda feira. Óh céus, que vida. rs Depois de horas nadando e andando, passamos pela Ilha São Matheus, em pleno sol do meio dia, numa curva acentuada de rio, dentro de um poço gigante, ouça uma voz diferente invadir nossa conversa. To delirando? Alucinação? Talvez!?? É quando paramos para ouvir melhor, vieram latidos de dentro da mata. Pronto! Estávamos certo de que haviam caçadores por perto. Iniciamos uma balbúrdia para que viesse ver o que acontecia em meio a tanto silêncio destinada à caça. Apareceram três cachorros e dois caras, de um total de 4 jovens, mal encarados, a riscos com nossa presença e despejando aquela atenção de quem não quer ser incomodado. Isso ficou claro quando começamos a fazer perguntas de como sair dali, por qual caminho seria melhor, o mais curto e o mais fácil, etc e tal. Mas as respostas só vinham acompanhadas de mentiras, pois o que eles queriam mesmo era nos ver longe dali o mais rápido possível. A única "meia verdade" que responderam foi que ali partiria uma trilha, de aproximadamente três de caminhada, e que nos levaria à Peruíbe. Mas que se arriscássemos ir por ela a gente iria se perder por que a trilha era muito fechada. O restante do que ele disse era tudo balela. Tínhamos a noção (e o mapa) de onde estávamos e o quanto iria demorar se continuássemos pelo rio. Saímos da água pela margem esquerda, oposta à deles, para continuar um tanto pelo mato, e acabamos achando o acampamento deles. Tudo bem ajeitado, com comida no fogo a lenha e tudo mais. Averiguamos o entorno, encontramos uma trilha, e sem pensar duas vezes, nos enfiamos nela à todo vapor. Andando rápido pela ânsia de acabar aquela jornada, e pelo receio de não saber qual tipo de maldade e armamentos aqueles caras possuíam. A trilha começou bem aberta sem muitos obstáculos, apenas cruzava alguns riachos e tinha leve elevação. Hora começava a fechar de vez, e tínhamos que nos dividir e farejar o rastro dela. A dificuldade veio quando a trilha se lançou morro acima para vencer uma serra e nos jogar no fundo de outro vale. Meeeeu Deus, que subida cruel. Pior que a do Capim Amarelo na Travessia da Serra Fina. Nessa hora o sofrimento foi coletivo! Do mais preparado ao mais fudido o sofrimento era o mesmo. A língua se arrastava no chão, o fôlego não vinha aos pulmões, andávamos 5 metros e parávamos 10 minutos para descanso. O Divanei, que já entrou nessa expedição com o joelho lesionado de aventuras anteriores, sofreu com uma pitada a mais de "SIFUDEX." Ele que não costuma, nem gosta, de ficar entre os últimos do grupo, liderou a lanterninha por toda a subida e sua continuação. Três horas vocês chegam em Peruíbe- disse o caçador. O cú dele. Levamos quase uma hora sonora vencer essa primeira piramba morro acima, e ainda estávamos no começo da caminhada. Quando a trilha começou a descer, desceu bastante, mas não foi algo tão absurdo quanto na subida. Passamos por ranchos bem estruturados, abandonados há tempos, deteriorados e dominados pela mata que cresceu ao redor, cruzamos novos riachos, subimos e descemos novos morros e por mais que se possa imaginar, encontramos mais um rancho, em bom estado, habitado por dois caçadores figuraças, Ricardo/Índio e Barba/Hippão, que deram a maior atenção, mas também nos queriam distantes. Contando brevemente o que passamos pelos dias anteriores, o Barba perguntou: - posso chamar vocês de malucos? Porque é isso que vocês são!! - e soltou uma gargalhada hilária pra nos confortar. Não contente em explicar o caminho, Ricardo/Índio fez questão de nos levar à picada de acesso ao último sobe e desce antes da planície litorânea de Peruíbe. A gente já tinha passado de frente à picada, mas, como estava bem fechada, passamos sem perceber. E se não fosse por eles, nunca iríamos encontrar aquele caminho. Ainda tínhamos 2h para caminhar antes do anoitecer, e como o Índio tinha dito que em 1h30 a gente conseguiria chegar no final da trilha. Nooosssa, o olho do Trovo brilhou, e seu entusiasmo se elevou à 1000. E crente que nosso sofrimento terminaria naquele mesmo dia, tomou a frente do grupo e ditou um ritmo forte para tentar fazer isso acontecer. Mas não deu. Perdemos a trilha por diversas vezes por conta que árvores caídas que cobriam o caminho, ou porque a trilha realmente sumia do nada. A situação já voltava a ficar embaraçosa, enroscamos em um trecho, que, mesmo nos separando para procurando a continuação da trilha, não havia havia progresso. Era uma área com muitas árvores caídas, e em baixo delas um ninho de cobra às escondidas. Uma delas foi em direção ao Natan, que, de costas, não viu o suposto bote que levaria. Só foi o tempo de avisá-lo: cobra, Natan. E a danada passou direto depois que ele pulou e saiu rolando pela esquerda. Logo depois, em cima de uma rocha, Loures também levou sofreu um bote de cobra na perna (estava de perneira), de um salto mortal sobre a serpente e saiu rolando piramba abaixo. Com isso, bateu a cabeça e abriu um corte acima da sobrancelha. Ainda bem que não foi nada grave. Á noite já havia caído, estávamos numa encosta feroz, onde a inclinação era dominante, sem ponto de água por perto, e nos encrencando cada vez mais. E mesmo com a gana de prosseguir pulsando no peito, o coletivo decidiu por sensatez armar acampamento na única área plana que achamos onde só havia inclinação. Era notável que não iríamos concluir tudo naquela noite. Aconchegamos nossos medos em uma fogueira feito pelo Prince, a qual ajudei a abastecer com madeira morta que alguns de nós coletaram pelo entorno. Os últimos acontecimentos tinham elevado a adrenalina novamente, e a hipótese de ter que passar toda a noite sem comer, ou se hidratar, por não ter água por perto já trazia na mente a visão de mais uma noite de sofrimento. Mas dupla dinâmica: Louco & Teimosinho (Loures e Trovo), mostraram seus peitos de aço e saíram em busca da água sagrada. Às 20h00 se equiparam com perneiras, lanternas, apitos e saco estanque e partiram varando mato noite à fora, para retornar perto das 23h00 munidos de água suficiente para saciar a sede de todos e preparar o rango. A medida desses caras foi uma medida salvadora. No intervalo dessa busca pelo líquido precioso eu tomei minha última dose de "SIFODEX" ao meter o calcanhar na ponta da unha do dedão do pé que estava queimado. A unha levantou e quase saiu por completa do dedão. Que dor, que dooor...!! Mas dessa vez fui mais macho e não soltei nenhum grito. Só gemidos baixinhos que poucos perceberam. Só depois disso tudo pudemos iniciar aquilo que seria nossa última noite de descanso em meio ao mundo paralelo que é a Serra do Mar. Serra do mar, 28 de Fevereiro, de 2017 - manhã de terça-feira Sem muito a ser feito, desmontamos nosso alojamento, comemos o que restava de alimento entre as mochilas, e tocamos pra baixo, seguindo a trilha que nos fugiu no crepúsculo anterior. Mas não passou muito, ela voltou a fugir e sumiu de vez, nos obrigando a varar mato até cairmos numa vala de afluente seco. Perdendo bastante altitude chegamos a encontrar água descendo em abundância, e seguimos pelo mesmo caminho. Quando paramos para descansar um pouco, lavar o rosto e dar um gole na água, um bela de uma jararaca veio dar o ar de sua graça ao grupo. O fez a gente sair dali o mais rápido possível. Não demorou muito, e no mesmo caminho que a água fazia, vimos uma mangueira captando água do rio, e isso provava que alguma moradia teria de existir no final dessa canalização. Decidimos seguir o "ladrão." Creio que em menos de 100 metros a Mata se abriu escancarando um céu lindamente azul aos nossos olhos e pondo fim a uma caminhada árdua com mais de 10 km desde que abandonamos o rio. O terreno era terra firme, um sítio com casas abandonadas, um lago nos fundos e um trator "Transformers" sendo desmanchado pela ferrugem. Ali foi o ponto final da travessia, onde, sentados no chão, comemos goiabas pegas direto do pé e chupamos canas retiradas pelas próprias mãos. Dalí partimos em um caminho de mato alto, desembocamos na Estrada do Ouro, que leva à Cachoeira de mesmo nome e seguimos no sentido contrário, rumo ao ponto de ônibus, que fica sobre uma ponte onde corre um rio por baixo e que serviu de parque de diversão para a galera. Tinha uma família fazendo churrasco á beira rio, da qual o líder teve a péssima ideia de oferecer carne aos trogloditas que estavam na floresta há quatro dias. Coitado. Ele soltou dois bifes enormes espetados em um garfo de churrasco, e a "briga" foi geral. Pior do que cachorro que rosna e mostra os dentes quando outro da própria raça se aproxima do osso, a galera nem se importava se a carne estava quente. Queimavam os dedos e os beiços, enfiavam as pontas do garfo no nariz sem perceber, mas não largavam a carne. Foi muito engraçado ver aquela cena. Principalmente quando gritei: - olha o ônibus. - era mentira kkk A galera se distraiu, e eu pude dar umas dentadas bem vigorosas naquele bife suculento. Hahahaha Quando o ônibus realmente chegou, embarcamos e fomos deixando para trás a maior aventura que cada um daquele grupo já viveu em suas vidas. A maior, a mais difícil e a mais assustadora travessia expedicionária pela Serra do Mar Paulista. Foi uma surra violenta que levamos da mãe natureza, mas saímos de lá com a alegria residindo em nossas almas, sem ter data e nem hora para partir para o esquecimento. O latão motorizado gastou mais de uma hora para nos tirar daquele bairro rural, e nos colocar de volta ao contato com seres "humanos normais." Chegamos ao centro de Peruíbe, almoçamos em um restaurante com PF à preços populares e pegamos um ônibus rodoviário para São Paulo, onde nos despedimos com um alívio na alma por terminar tudo bem, a pesar dos ferimentos no corpo e na mente, ESTÁVAMOS INTEIROS. Agradeço: Daniel Trovo, Divanei Goes, Eduardo Loures, Marcos Prince, Silvester Natan e Rafael S Lima por estarem junto nessa odisseia, e por terem todo o espírito de união e companheirismo enquanto estávamos dentro daquele Vale. Agradeço também todos os amigos que se propuseram a tentar atravessar aquele rio em outrora. Deus abençoe à todos!
  13. 1 ponto
    Gostei muito do teu roteiro, tem muita coisa legal inclusive que eu gostaria de ter feito e não tive tempo! Em Yangon recomendo fazer o passeio com o trem circular. Esse trem faz a conexão de toda a região ao redor de Yangon, muitos locais usam no dia a dia, e é um experiência que achei muito interessante para conhecer mais sobre o tipo de vida que se leva em Myanmar. Muitos turistas vão, principalmente para fotografar. O trem é lento, dá para aproveitar bem a paisagem (tanto a paisagem natural quanto o estilo de vida), e ainda comer os lanches que as tias vendem rs Eu não perderia a oportunidade de incluir o Camboja, nem que seja uma passada rápida de poucos dias só para conhecer Angkor Wat, porque é um daqueles lugares que recomendo que todo viajante tenha a oportunidade de conhecer um dia, e você já vai estar do lado Eu não tive a oportunidade de conhecer o Laos, mas entre os outros países Vietnam foi o que menos me encantou, então como você prefere viajar lento não vejo muito problema em deixar o Vietnã de lado, mas tenho certeza que muita gente vai discordar de mim rs
  14. 1 ponto
    Só complementando o mariojr, o oyster card é vendido nas estações de metrô e não nas estações de trem. Mas o que na prática dá no mesmo, pois acho que toda estação de trem em Londres tem uma estação de metrô no mesmo prédio ou no prédio ao lado. Sair para fora das zonas 1-2 também é tarifado a parte, os aeroportos de heathrow e gatwick ficam fora das zonas 1-2 mas tem trens que aceitam oyster card, mas são os trens mais lentos e é cobrado a parte alem do limite diário de £6.80. Os trens expressos para Heathrow, Gatwick e para todos os outros aeroportos londrinos não aceitam oyster card PS. Não existe mais travel card de 3 dias, só o de 1 dia e os de 7 e 30 dias, mas só o de 7 dias em diante é vantajoso em relação ao pay as you go.
  15. 1 ponto
    Você compra o Oyster em guichês nas estações de trem, custa 5 libras e você carrega ele com o valor que for usar, não é obrigatório carregar o travelpass nele e, na maioria da vezes nem compensa mais. Atualmente, a tarifa para viagens ilimitadas nas zonas 1-2 está custando 6,80 libras por dia. No final do uso você pode devolver o cartão no guichê e eles te reembolsam as 5 libras. Ou seja, com 25 libras você compra o cartão e fica com crédito suficiente para 2 dias de viagens ilimitadas no metrô e ônibus. É válido para quase tudo, porém alguns trens (como para Windsor e Gatiwick) são tarifados a parte.
  16. 1 ponto
    Agora posso responder,tem muito peruano que trabalha ilegalmente em todo Ecuador,por serem de um pais paupérrimo.Trocam por um pais pobre,Montañita é muito pequeno e não tem nada,só praia e europeu pensando em drogas.
  17. 1 ponto
    Há uma trilha que sai da Pedra da Macela e vai até Rio Pequeno BR101. Chegando no Rio Pequeno você terá + 4km até na pista (BR101), e mais 14 quilômetros até chegar em Paraty....esse ultimo trecho existe transporte publico. Problema: a trilha só é conhecida por lacais, você corre o risco de ser perder. O percurso dela é de mais ou menos 4 horas. Não aconselho você se arriscar. Melhor é voltar para Cunha e pegar um transporte alternativo até Paraty, visto que na estrada não há transporte publico. Sem falar o risco de assalto.
  18. 1 ponto
    @Clayton Hugo Cipriano nós não usamos celular. Para navegação, usamos o aparelho de GPS incluso no carro. Dirigir no Uruguai é super tranquilo. As estradas são muito boas de forma geral. Só tem que ficar atento à forma como funcionam as conversões em semáforos em Montevidéu.
  19. 1 ponto
    Depois de um período de pausa para férias, dia 10 de Abril, domingão meio nublado e lá fomos nós num local pouco conhecido: Floresta Nacional de Ipanema a aproximadamente 125 km de São Paulo. Descobri este lugar através de um relato da Tatiana no blog: http://www.panelaterapia.com Depois de muitas pesquisas essas foram as informações: “A Fazenda Ipanema foi a pioneira na Siderúrgica do Brasil, onde se encontrou o minério mais rico do mundo, com aproximadamente 72% de ferro, fazendo com o nosso ferro fundido fosse comprovadamente superior aos Estados Unidos. Ela fica numa reserva de cinco mil hectares de mata atlântica, administrada pelo Instituto Chico Mendes de conservação da biodiversidade. Além da trilhas, de duas a três horas ida e volta, abriga ainda um sítio arqueológico com cerca de 20% das instalações preservadas da Real Fábrica de Ferro de Ipanema, que funcionou de 1811 à 1895. Na parte histórica do passeio, fornos, locomotivas, tornos e rodas d'água mostram como os primeiros artefatos de ferro fundido do Brasil foram feitos. As instalações contam com um forte, uma represa, a casa colonial onde funcionava o escritório da fábrica, que inclusive hospedou D. Pedro II por 4 vezes, fornos e a fábrica de armas brancas.” http://www.cidadedeipero.com.br/ipanema.html O ingresso custa R$5,00 e é necessário agendar antecipadamente, fiz na mesma semana no Fone: (15) 3266-9099, pois é obrigatório o acompanhamento do monitor, que é pago, R$ 5,00 também. Saímos as 8h40, e ainda demos uma parada na estrada, por isso acabamos por chegar 10h15 lá. Essa é a foto da cachoeira que encontramos na parada no meio da estrada, que aliás tinha um banheiro que amigas, todas as mulheres querem em casa...rssssss Endereço: ah...esse é cruel, tem informações pela metade na internet, mas esse é certeiro: Saída 99B da Rodovia Castelo Branco, seguindo-se em direção a Sorocaba. Segue a estrada e entre o km 3 e 4 você vai chegar na rotatória da Cruz de Ferro. Siga as placas amarelas que dizem “fábrica de armas brancas.” Você entrará numa estrada de terra até o momento que surgirá uma bifurcação sem placa alguma, SIGA A ESQUERDA. Nós batemos o olho e decidimos ir nessa direção, por "sorte", acertamos! Kkkk Logo a frente, ou melhor bemmmmmmm lá na frente, outras placas da fábrica aparecerão até que veja um portal. Entre no portão do lado esquerdo e chegou! Agora é só contemplar! Olha que estradinha linda, parece de filme! Passamos por uma guarita, com um guardinha "bem educado" e entramos na fazenda. Essas casas fazem parte de uma espécie de vilarejo. Passamos por partes da antiga fábrica, algumas em restauração. Estacionamos o carro e pagamos o ingresso. Conhecemos nosso guia, o Moisés. De começo ele nos pareceu meio estranho, mas depois....kkk Ele nos explicou sobre as trilhas disponíveis e escolhemos a Pedra Santa mesmo. Até pensamos em emendar na outra, dependendo do horário. O Moisés nos avisou que já ficaríamos muito felizes só com a Pedra Santa. E não é que ele estava totalmente correto? Tiramos aquela foto básica do antes E lá fomos nós! Chegamos na 1ª Cruz! O Moisés nos explicou que foi nesse lugar que o Monge Gionanni d'Augustini ficou por anos meditando, pregando e afins. Também contou uma história de algumas pessoas que foram levar duas galinhas de presente para ele. No caminho elas fugiram e só conseguiram pegar uma. Uma mulher que ajudava a procurar a outra, já cansada e com raiva disse que aquela galinha fosse pro inferno e várias coisas do tipo. Depois, conseguiram achar a galinha. Ao tentarem entregar para o Monge os presentes, o mesmo disse que não queria uma delas, pois ela pertencia a uma “pessoa” que não era seu Pai, e, portanto dele ele nada queria. Voltamos para a trilha. E vamos que vamos! Até a Dany que na outra trilha parou num obstáculo parecido por conta de uma cirurgia recente com esse dessa vez encarrou com sorriso no rosto! Chegamos na 2ª cruz. Foi aqui que a galera ganhou uma surpresinha!!! Nosso guia me ajudou no início da surpresa, ele de nada sabia também e depois participou com o restante do grupo. Depois veio às explicações do Moisés sobre o lugar. Essa cruz simboliza a saída do monge da reclusão para um novo mundo onde a intolerância e a violência não fazem parte da rotina. Coincidência ou não esse foi um tema que fez parte da surpresa... Continuamos a trilha e entramos numa fenda onde nosso gui,a que entrou no clima da surpresinha, disse que simbolizava o renascimento e deveríamos deixar todas as coisas ruins lá, pois um novo EU nos aguardava do outro lado. A fenda era bem estreita e coberta por algumas plantas. Passava um por vez e agachado. Depois passamos embaixo de uma pequena ponte que mais parecia um portal. E enfim o presente de Deus! OS VITORIOSOS! Fizemos nosso lanche com essa maravilhosa vista e voltamos por outro caminho que foi aberto na verdade para passagem de carro. Algumas partes estavam com lama devido a chuva da noite anterior. Depois chegamos nesse gramado. No caminho todo fomos brindados por centenas de borboletas de diversos tamanhos e cores. Acho que o pessoal estava tão abismado com elas que ninguém lembrou de tirar foto. kkkkk Devido ao horário, não valia a pena começar o caminho pelas instalações da antiga fábrica. Mas como somos todos curiosos, paramos rapidinho em uma parte e tiramos algumas fotos. E assim acabou mais uma trilha!
  20. 1 ponto
    Eu acho mais viável pegar uma carona/taxi até a porteira, como o amigo disse. Depois é a pé mesmo. Talvez até um moto taxi, pra ficar mais barato. rsrs Abrass,
  21. 1 ponto
    Não há transporte para esse trecho, salvo se implantaram recentemente. Em Cunha você encontrará taxi. Carona é mais difícil. Também pode ir a pé se estiver com muita disposição. O trecho dará 27 quilômetros com boas subidas.
  22. 1 ponto
    Tem tópico próprio aqui. Que é trampar?
  23. 1 ponto
    Ótimo relato amigo, ficarei 10 dias agora em março.
  24. 1 ponto
    Antônio, nos 4 países eu usei um chip internacional da Sim4You. É lento na maior parte do tempo, pra uso de GPS é tranquilo, da umas travadas no sinal as vezes, mas vc pode usar em todos os países sem precisar esquentar a cabeça e a internet é ilimitada, porém não faz ligações.
  25. 1 ponto
    No dia 1 você vai sair do Brasil, e geralmente a maioria dos voos chega ao meio dia, ou no meio da tarde na Europa, ai até passar na imigração, ir até o centro, achar o seu hotel, fazer check-in, se acomodar no quarto e tomar um banho, geralmente já é final da tarde o o dia 02 também foi um dia meio perdido. O dia da volta também é complico, pois 4 horas antes do horário do seu voo você já te começar a se coçar para ir ao aeroporto, o que dependendo do horário do voo que você comprar, também vai deixar o último dia meio perdido... Ou seja, na prática os seus 15 dias podem ser somente 12 dias realmente aproveitáveis. Você também não estala os dedos e num passe de mágica aparece na cidade seguinte, contando desde o momento em que você começa a fazer a mala na cidade A, até o momento em que finalmente larga as coisas no quarto do hotel na cidade B, você facilmente gasta metade de um dia, ou mesmo um dia inteiro, se o horário dos voos for ruim. Para cidades e enormes como Paris e Londres, com muita coisa para ver e fazer, e cheias de filas em tudo por Agosto ser bem no meio da alta-temporada, pessoalmente eu não recomendaria menos de 4 dias em cada uma delas, ou 5 dias para fazer as coisas com calma. Lisboa em si, demanda facilmente 3 dias só para ela, mas ir a Lisboa e não visitar Sintra é um "pecado", e para ir a Sintra, precisa de 1 dia inteiro... Madrid demanda também uns 2 ou 3 dias, e Barcelona uns 3 ou 4 dias...
  26. 1 ponto
    Dia 17/12- Atacama- Passeio de Bike Acordamos cedo no outro dia porque iamos fazer o passeio de bike. Os meninos estavam mortos na cama, aparentemente de ressaca haha fomos numa loja comprar coisas para preparar nosso café da manhã e alguns snacks pro passeio. Compramos frutas, pão e presunto. Tomei um banho antes de ir e a água estava fria, quase congelei. Descobri mais tarde que o chuveiro funciona por energia solar (a partir das 9). Já tínhamos visto uns preços pra alugar a bike antes, mas pegamos o do nosso hostel, tinha desconto e já tava lá mesmo, pertinho de nós. Tomamos nosso café da manhã, pegamos a bike e a mulher do hostel nos deu umas dicas e um mapa, ela explicou direitinho o caminho que tínhamos que fazer, mas por via das dúvidas eu tinha o mapa offline da cidade. Meu medo era ficar perdida no meio do deserto hahaha. Começamos então a pedalar e o caminho não é difícil, basta seguir o mapa, havia umas pessoas fazendo o mesmo caminho então foi fácil. O foda mesmo é o calor, que é muito forte (alerta: PASSEM PROTETOR SOLAR), eu não tô brincando quando digo que é muito calor. Em alguns momentos o trajeto passa de asfalto para areia e dificulta pra pedalar, acaba cansando muito rápido. Como eu disse, é bem fácil o caminho, mas é beeeeem cansativo, sem falar na altitude que pesa né. Depois de uns 40 minutos chegamos na entrada. Tínhamos que assinar e pagar, o moço que trabalha lá informou que era obrigatório o uso de capacete, eu e a Carol estávamos, mas a Yolanda não. Ela não sabia e acabou não pegando, ela teve que voltar tudo de novo pra pegar o capacete, eu não tinha condições nenhuma de voltar pra lá, então nós nos separamos ali. Entramos e pedalamos mais e mais, atravessamos o rio, que serviu para nós refrescar. Iamos para Pukará de Quitor, mas acabamos indo pra Garganta del Diablo que é um lugar incrível, é como um labirinto infinito, sei lá, é bem extenso, na ida é como se fosse uma leve subida que você nem percebe. Lá é um lugar que rende fotos maravilhosas, com certeza. Depois de uma hora chegamos no começo de uma trilha para você subir no mirador, eu estava tão cansada que não tive pique nenhum de subir aquilo, tenho certeza que a vista é incrível, é bem alto, mas fica pra próxima. Tem uma outra trilha pra ir pra igreja também. Resolvemos voltar, pois estávamos acabadas, o legal é que lá tem várias trilhas que você pode fazer. Paramos pra comer no rio, e encontramos a Yolanda que disse que tinha ido para o sentido contrário em que estávamos, era um lugar que te levava para uma gruta, segundo ela, a ida é muito mais ingrime do que a que tinham acabado de fazer, tanto que ela nem conseguiu chegar até o final. Depois de comer, eu e a Carol resolvemos voltar porque já estávamos bem cansadas. Enquanto que a Yolanda foi pra Garganta del Diablo. Devolvemos a bike e fui tomar um banho, demorei bastante porque queria me dar esse prazer, mas eu demorei tanto que não consegui me despedir do Martin e do Emil que estavam indo pra Santiago, uma pena que passamos só um dia juntos. Fomos comprar nosso almoço, vulgo miojo. Porque gastamos quase todo nosso dinheiro no primeiro dia!!! É sério, estávamos quase sem dinheiro mesmo, queríamos gastar $100 no Chile todo. E já tínhamos gasto $120 só em San Pedro em um dia e ainda tinha Arica. Ok, mas não entramos em pânico. Ainda. Compramos miojo pro almoço e pro jantar haha Mais tarde o Paul nos chamou pra uma festa, chamamos o Gabriel (o chileno da Guacamole) e conhecemos a amiga dele, cujo nome não lembro. Chamamos eles para irem também. Era eleição naquele dia e por isso não tinham muitas pessoas na rua, procuramos a tal festa que o paul tinha dito e nada de encontrarmos, aparentemente não ia ter porque era dia de eleição. Os pessoal queria ir pra um bar, mas como não tínhamos muito dinheiro, voltamos pro hostel, também eu estava muito cansada e só queria dormir. GASTOS Bike: $3.000 (para 6 horas) Dois miojos: $1.100 Café da manhã: $950 (dividido pra três) 18/02- Termas de Puritama- Ida para Arica No outro dia... Acordamos 8h, pois a agencia ia passar lá 09h, fui comprar um Iogurte só pra enganar a fome e depois fomos fazer o check-out. Eles são bem pontuais, chegaram bem no horário. O nosso motorista era super legal e engraçado, inclusive ele se parecia muito com o Jaiminho do chaves, até a voz hahaha no nosso carro só tinha brasileiros, acho que eles reuniram todos os brasileiros e colocaram tudo no mesmo carro haha vocês lembram de um grupo de brasileiros que encontramos no Uyuni? Pois é, eles também estavam nesse carro hahaha foi bom vê-los de novo. Demorou uns 30 minutos para chegarmos nas termas, enquanto isso o motorista nos contou varias coisas interessantes sobre a cidade, ele disse que o rio que tem em San Pedro está secando e por isso a cidade sofre por conta disso, então tem uma obra pra aumentar o fluxo do rio. Ele disse também que as termas de Puritama tem esse nome porque "puri" significa água e "termas", quente. Finalmente chegamos e pagamos a entrada. Tem 8 piscinas nas termas, onde a primeira é reservada. As primeiras piscinas são mais quentes, conforme vai descendo vai ficando mais fria e mais vazia também. Lá tem armários pra guardar os pertences, então levem cadeado. Fomos pra quarta piscina mas ela estava meio fria e eu estava morta de frio, então fomos pra segunda. A piscina dois e cinco são as que tem queda d'água se não me engano. Acabou que ficamos só na dois mesmo, conhecemos um Brasileiro, chamado Alan, na verdade já tínhamos conhecido no carro, bem gente boa ele. Aquela piscina era bem quentinha pra ficar e a queda d'água era relativamente grande, chegamos lá às 10h mais ou menos e tínhamos até 12h pra aproveitar. Depois fomos ver um pouco das outras piscinas e admirar o lugar, onde a paz reina, lá é realmente um lugar pra relaxar, recomendo muito esse passeio! Voltamos pra San Pedro, compramos o almoço, vulgo miojo de novo. Descobrimos que nosso dinheiro tinha acabado e que teríamos que trocar mais, só que o dinheiro que havíamos trocado era pro Chile inteiro, ainda tinha Arica e já tínhamos gasto tudo e não foi por falta de responsabilidade, mas sim porque a cidade é extremamente cara. Trocamos bem pouco e decidimos que não dormiríamos em Arica, ficaríamos lá de manhã e a tarde iríamos embora, eu queria ficar mais tempo, mas realmente não dava. Fizemos nosso almoço e ficamos na área do hostel fazendo bosta nenhuma, conhecemos um chileno muito legal e ficamos conversando com o Paul e o chileno até dar 19h, hora de partir. Nosso hostel. Fomos andando pro terminal, que é bem pertinho, uns 10 minutos, viajamos com a Frontera del norte ate Calama, onde mudaríamos de ônibus. O ônibus estava praticamente vazio, o que foi maravilhoso porque eu podia sentar no lugar que eu quisesse. Eu posso dizer que aquela viagem teve a paisagem mais bonita até então, o sol estava se pondo e eu consegui ver o valle de la Luna, o por do sol estava realmente incrível, com umas cores que eu não sei descrever. Eu estava com sono, mas não consegui dormir de tão linda que era a paisagem! Em tres horas chegamos em Calama e ficamos uma hora esperando o outro ônibus, enquanto isso conhecemos o Kennedy e a Eloara, que vieram no mesmo ônibus que o nosso. Eles eram tão legais! Uma das melhores pessoas da viagem <3 Eles também acharam San Pedro extremamente cara e tiveram que antecipar a saída deles de lá. Fomos comprar alguns snacks e quando deu 22h15 embarcamos no outro ônibus, da mesma empresa. Agora seriam 8h de viagem. GASTOS Trocamos $20 deu $12.500 (Cotação: $1- $629) Miojo: $550 Iogurte: $650 Água: $650 (dividido pra três) Snacks: $650 (dividido)
  27. 1 ponto
    Hoje viajo de novo ao escrever sobre minha primeira viagem internacional! Resumo ela com três palavras: Aprendizado, Superação e Gratidão! Vamos lá, por que aprendizado? Porque aprendi mais sobre mim mesma e mais sobre a vida! Aprendi sobre os meus novos gostos: de lugares, de comidas e de pessoas!!! Valorizei o abraço de quem ficou, a preocupação de quem mandou msg e o quanto somos abençoados por ter pessoas por perto, mesmo a muitos KM de distância! É incrível como a gente se conhece mais, são novos sentimentos, era a Larissa se redescobrindo outra vez! Sobre Superação: ah como é incrível você se superar, superar o medo do desconhecido e chegar ao destino realizada, você se sente mais forte, mais confiante ( pra mim isso foi essencial já que sou uma pessoa um pouco insegura, confuso né? Para algumas coisas uns medos bobos e para outras uma coragem absurda! O bom saber que isso faz parte de você, da sua essência.) é como se você mesma pegasse na sua mão e dissesse: vamos lá, você consegue e estufar o peito, erguer a cabeça e ir ( fiz isso algumas vezes). Gratidão: meu coração transbordava! Gratidão por tudo, até pelo que não saia como planejado, resolvi me permitir, sim isso é bom, se permita, não fique de neura porque algo não saiu como você queria, depois você vai lembrar e rir; da rua que você virou errado e andou pra caramba achando que estava perdida, das informações bobas que você perguntou diversas vezes e algumas até sabendo da resposta e outras até entendendo errado porque o seu espanhol não estava tão afiado como achou que estava! Aprendizado, Superação e Gratidão, por tudo que eu conheci e experimentei, pelas pessoas que me admiraram por estar viajando sozinha, por querer saber mais de mim, onde fui, senão tive medo, como fiz isso e aquele outro, por aquelas também que me acharam loucas, mas, se não eu, quem? Viajar sozinha te liberta, te transforma, te surpreende, renova e te incoraja a pensar na próxima viagem! Viajar sozinha te faz ser melhor, uma melhor companhia pra você e também para o outro (familia, amigos e amores). Viajo, logo quero viajar de novo, sozinha ou não!! Chile, obrigada por me fazer descobrir tanto sobre mim e por tantos lugares lindos que conheci ( sobrevoar a Cordilheiras dos Andes e depois andar sobre ela, ter uma vista incrível de toda a cidade do Sky Costanera, ter um vista maravilhosa do hotel, degustar vinhos saborosos e se apaixonar nas vinícolas por toda história e processo, poder pensar sobre o tempo observando o relógio das flores) e momentos maravilhosos que pude viver, até a próxima!
  28. 1 ponto
    Estou indo pra Ilhabela agora e seu relato foi o que me deu um norte. Bem objetivo e cheio de detalhes. Adorei! Porém tenho uma observação: não recomendo a carona mencionada. Falei com o contato indicado e deixei a carona agendada para hoje de manhã, ainda comentei que faria uma prova amanhã bem cedo e que não podia deixar de ir hoje. Ele sumiu um dia antes da viagem sem confirmar o local de encontro e não recebia minhas mensagens. Me mandou uma mensagem de madrugada perguntando que horas eu teria que estar na Ilha e sumiu de novo. Óbvio que com o sumiço dele eu já havia procurado a empresa de ônibus, mas achei muito irresponsável da parte dele não retornar e nem dar explicações...imprevistos acontecem com todos nós mas quando se trabalha com isso o mínimo é dar o retorno pra quem o procurou. No mais deu tudo certo e bora aproveitar ...obrigada pelas dicas!!
  29. 1 ponto
    Eu já acampei bastante em Bonito, no camping do magico! Pretendo fazer uma travessia esse ano .. talvez faça o pati, mas questão de voo, deslocamento ate lençois vai me tirar quase dois dias.. então vou cogitar essa ai caso monte grupo! obg
  30. 1 ponto
    11 dias é um tempo razoável para conhecer somente Londres e Paris com talvez uma parada rápida na Bélgica.
  31. 1 ponto
    Ah, e o fato de ter voltado para casa não significa que eu deixei de mochilar, nesse intervalo de um ano e meio fiz outros 2 mochilões, a diferença é que foram viagens programadas, e não aquela coisa da aventura sem data para voltar, mas nada te impede de fazer isso de novo também, se voltar e decidir que era melhor não ter voltado, é só sair outra vez rs. Depois que você vai a primeira vez, ir a segunda é bem mais fácil. Ainda bem que a vida é livre pra cada um fazer o que quiser rs.
  32. 1 ponto
    Oi Jonatas! Já passei por uma situação bastante parecida com a tua, então falo por experiência própria. Nós temos algumas diferenças. O estilo da minha viagem foi diferente do seu, não fui sem dinheiro, preferi guardar a grana antes de ir pra ficar tranquila e não ter que trabalhar. Outra diferença é que eu não tinha uma situação ruim na minha rotina de antes da viagem, eu não tinha nenhum problema nem de família, nem de trabalho, eu só queria um algo a mais quando larguei tudo e parti pra viagem. Mas mesmo assim tive crises de querer voltar pra casa como você está tendo. A primeira crise veio com 3 meses de viagem, quando eu me decepcionei um pouco com as amizades que tinha feito, e aí bateu a saudades dos amigos de casa. Mas insisti um pouco, conheci novas pessoas, e passou. A segunda crise veio no quarto mês, principalmente por conta de um choque cultural muito grande, em um país que hoje considero como uma das principais experiências que tive na vida (China). Não vou dizer que essa crise passou, na verdade eu enfrentei na marra e segui por mais um mês. Depois de 5 meses de viagem, com cansaço e crises acumuladas, um dia acordei de mau humor e decidi voltar pra casa, comprei uma passagem de avião para o mesmo dia para viajar meio mundo de volta. Minha volta foi no instinto, não pensei muito quando decidi voltar. Mas tive 2 longos dias dentro de aeroportos pensando sobre isso. E me fiz todos os mesmo questionamentos que você está se fazendo. Eu expliquei toda essa minha história para você entender que você não é o único que saiu para realizar seu sonho e percebeu que naquele momento não era aquilo que você queria. Todos esses questionamentos que você se faz agora, eu também me fiz nessa época, e um monte de gente se fez também, mas essas histórias o pessoal não bota aqui no fórum nem nos blogs, porque na internet a vida é perfeita. O que tem que entender é que nada na vida é 100% felicidade nem 100% tristeza, mas na internet só se conta o lado feliz da história, e aí quando você se dá conta que tem alguma coisa que não está tão perfeita assim, você acha que o problema é você. Não é. Não tem nada de errado com você. Não é um fracasso decidir voltar pra casa, é uma escolha. Existe felicidade e existe tristeza em qualquer caminho que você escolher daqui para a frente, seja o de continuar, seja o de voltar. Vi numas mensagens acima alguém falando que se você voltar você volta pra mesma situação que você estava antes. Não é bem assim. Ninguém volta de uma viagem dessas sendo a mesma pessoa que era antes, você vai ter outro estilo de vida, outros objetivos, então voltar não é abrir mão da sua aventura pra aceitar a sua vida ruim de antes, voltar é escolher um caminho, assim como seguir é escolher um caminho. E não tem caminho certo ou errado, o que você tem que fazer é tirar o melhor proveito de qualquer que tenha sido a sua decisão. Hoje, vendo de maneira mais clara, eu entendo que voltei porque estava focada mais nas coisas que pretendia fazer quando voltasse pra casa depois dessa viagem, do que pensando em aproveitar a viagem em si. E te digo que hoje, 1 ano e meio depois de ter voltado antes da hora, eu realizei 99% daquelas coisas que eu pensava durante a viagem, e minha vida é completamente diferente do que era antes. Sei que nada do que eu disse vai te ajudar a tomar a decisão de seguir ou de voltar, porque isso é uma coisa extremamente pessoal, só espero ter te ajudado a perceber que você não está sozinho por ter passado por isso, que não é nenhum fracasso voltar, e que voltar não significa seguir o caminho que você estava seguindo antes, mas sim o início de uma nova etapa. E independente do que você decidir, o que importa é que esteja em paz consigo mesmo, e aí as coisas dão certo naturalmente. Desculpa o textão rs
  33. 1 ponto
    @GabrielGuerreiro76 Em baixa temporada! Quando a cidade n esta tao lotada. Dica: Fica em Cabo Frio (18min) e vai para o Arraial. Me chama no whatsapp que te dou dicas de hospedagens.
  34. 1 ponto
    vou fazer um Breve relato da minha experiência de 4 dias nessas cidades Legendas: PU Peso Uruguaio PA Peso Argentino 1º dia Troquei U$100,00 (+ou- PU2800) Fui direto de Buenos Aires para Punta del Este com a empresa Colônia express, a mais barata no transporte entre esses países, paguei(PA1800 ida e volta) Fui a pé da pequena rodoviária para o Hostel, eu fiquei no F&F hostel e gostei muito as diárias ficaram em torno de U$18(alta temporada e quarto feminino), dá uns 10 minutos caminhando, perguntei ao taxista quanto ele me cobraria e ele disse PU200 o que eu achei bem caro por ser tão perto e fui caminhando e achei muito tranquilo, todos do hostel faziam isso. Punta é um lugar bonito, com algumas festas agitadas, mas é muitoooo caro, uma cerveja long neck em um pub custava U$12(:/) no mesmo dia que cheguei conheci uma brasileira e fomos a casa Pueblo de ônibus pela rodoviária(é um ônibus de viagem que vc vai em pé, mas custa PU76, contra U$25 se for por agência) o bus não te deixa exatamente na casa, vc terá que subir uma rua a pé, cerca de 15-20 minutos caminhando, o que é bem de boa e tem umas vistas lindas no caminho. chegando no local vc pode ir ao museu ou ao hotel pois os dois cobram a mesma taxa, paguei PU300,00 no hotel pq lá tem direito a reverter esse valor em consumação e é claro tem a vista mais bonita do por do sol. Esse valor paga apenas um drink, porém é uma puta vista com um drink, achei maravilhoso, logo após o por do sol voltamos para o hostel, só uma coisa, levamos uma hora para conseguir ônibus de volta, pq lá n tem ônibus urbano, só os de viagem que vc paga na hora. voltando de lá fomos ao merccado que fica próximo ao hostel e compramos comida para jantar e uma patrícia de 1L total PU180 total do dia PU615 total U$ 36(diárias do hostel) 2º dia fui a praia(confesso que prefiro as praias no Brasil, não achei nada demais a praia de lá) comi umas coisinhas na rua e levei umas frutas para a praia total PU163 a tarde fiquei na piscina do hostel e fui ao shopping de punta no qual eu tomei um sorvete artesanal maravilhosoooo que custo PU120 com duas bolas a noite fomos ao cassino que tudo é em dólar, levei U$20,00(pq eu realmente n queria gastar mais do que isso e sei que aquelas máquinas iriam me chamar pra jogar hahah). peguei U$2,00 e usei para jogar em uma máquina, e estava com a brasileira que havia conhecido no hostel, cada uma então jogou U$1,00 e foi divertido(ela queria jogar mais U$10,00 e eu n deixei pq aquilo é muito legal, mas vicia e sim eu sei que não sou eu que paga as contas dela e ela poderia jogar, mas ela estava com pouca grana pra esbanjar em jogos e ela super entendeu) No cassino tem uma área que é tipo um Pub e tem uma área com música ao vivo, sentamos do lado de fora e pedimos duas bebidas eu pedi um whisky Jack Daniels U$13,00 e ela um vinho U$8,00, os dois eram de ótima qualidade, ficamos ouvindo a música ao vivo depois voltamos pro nosso hostel pra jantar. Total PU$: 286,00 Total U$15,00 3º dia acordei cedo para ir a Montevideo, arrumei minha mala(acabei esquecendo uma calça jeans na cama, então sugiro que façam as malas sempre no dia anterior a partida ou com mais tempo e olhem tudo para ver se não esqueceram nada. Fui pra rodoviária a pé e peguei um ônibus por PU$298,00, o ônibus possuía wifi e foi bem tranquila a viagem. Chegando na cidade fiz um lanche na rodoviária PU$70,00 e peguei um ônibus para ir ao Airbnb que havia reservado, os ônibus passam em frente e ao lado da rodoviária e são muito úteis para se locomover na cidade.fiquei hospedada em punta carretas, que é o local mais movimentado à noite e é um bairro de classe média alta, é um pouco mais caro, mas é mais seguro de sair e passear a qualquer hora. valor do ônibus PU$36,00 e Valor do air bnb(n lembro,mas n foi mais caro que hostel) Fui ao mercado do porto de ônibus PU$36,00, chegando no mercado do porto fui conhecer o famoso churrasco que fazem na sua frente e n achei nada demais e achei super caro, como já havia comido muita carne em Buenos Aires achei desnecessário o gasto que fiz nesse mercado PU$680,00 e pasmem vc não é bem atendido, msm pagando esse valor absurdo, peguei ranço. Do lado de fora do mercado do porto tem varias lojinhas de bolsas e lembranças da cidade, comprei 3 bolsas e alguns chaveiros e imãs, não sei ao certo quanto gastei nessa parte andei ate o final de uma transversal que sai na parte da cidade velha, local que tem todos os pontos turísticos principais da cidade saindo de lá aluguei uma bike e voltei pro airbnb de bike, o aluguel é ali perto do mercado msm e custa U$30,00 e eles buscam a bike onde vc estiver no final, eu sei que é caro, mas pra mim foi maravilhoso passear de bike pela orla, andei varias ruas e me senti bem livre com tudo aquilo. É um investimento que compensa, não posso dizer o mesmo de almoçar no mercado do porto, mas pensem que aquilo é o seu momento naquela cidade e talvez vc nunca mais volte, então tenha em mente que só vale economizar em coisas que vc não vá se arrepender de não ter feito. vou dar um breve exemplo: uma amiga minha viaja o mundo(acho que ela conhece uns 50 países no mínimo) ela me disse enquanto eu estava em punta para nadar com os leões marinhos, mas eu n senti a menor vontade de fazer pq alem de custar U$50,00 eu n acho graça, então n fiz, mas eu amo bike e foi caro tbm, mas é algo que eu iria me arrepender de não fazer, logo, curti algo que eu realmente gostava. De bike fui margeando a orla que ventava muito e foi bem cansativo, mas a vista é esplendida. Voltei pro airbnb deixei as comprinhas que fiz e voltei pra passear de bike, pedalei ate o shopping e depois para o local na praia que tem o Montevideo em letras grandes que vc pode subir nelas e tirar altas fotos, lá fica bem cheio e eu reparei que as pessoas entravam em qualquer parte para tirar fotos, foi daí que eu resolvi organizar uma fila, pq assim todos tirariam fotos sozinhos e seria muito melhor,todo mundo aceitou a ideia e assim formamos a fila e as fotos tornaram-se estilo cartão postal, de la voltei para meu air bnb e pedi para que buscassem a bike e foram de carro la buscar. infelizmente n me recordo o nome da empresa a noite fui ao mercado gastei PU$243,00 e comprei coisas leves para comer pq estava bem cansada de pedalar e queria dormir cedo, tomei uma ducha, fiz um lanche e fui responder ao meu whatsapp que a essa hora já estava com tanta mensagem da minha família, namorado e amigos querendo saber como eu estava e como estava sendo a viagem que me custou umas 2 horas haha. Total PU$1360,00 4º dia fui ao shopping a pé comprei um tênis com salto, que virou moda no Brasil tbm, mas la todas as mulheres usam salto pq são baixinhas(eu tenho 1,71 e n sou alta pra um padrão brasileiro, mas n vejo preconceito algum em seres mais baixas, fiz um comentário do que eu realmente vi comparando com o Br), enfim, o tênis custava R$50,00 e é lindo, uso ele na faculdade todo dia(virou meu xodó). depois fui à rodoviária e voltei pra Buenos aires Espero poder ajudar a quem assim como eu vem a este site para pegar dicas de viagens. Meu instagram se quiserem seguir: @sahausmann pode me enviar dúvidas dessa viagem ou até de alguma outra que eu tenha feito. Beijos e curtam o mundo!
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  36. 1 ponto
    Cara Letícia,tudo bem? Vc tem a sua volta ao Brasil já comprada? Estive em Paso Canoas,fronteira de Costa Rica com Panamá,já voltando de uma cansativa trip pela TicaBus até a Guatemala e o que eles me pediram foram duas coisas: Passagem de saída do Panamá e uma importância em dólares de no mínimo 600 dólares! Aceitaram ver a passagem de saída pela tela do meu celular, (Panamá-SP) o que foi até surpreendente,porque eles querem ver a saída impressa. Como não havia lan house aberta àquela hora da manhã,acabaram aceitando ver no meu celular, e em seguida pediram para ver os dólares. ( Um dia conto como foi ser questionado pela federal de El Salvador sobre esses dólares..rs). Bom,creio que o que vc poderia fazer é mostrar (se tiver) sua passagem de retorno ao Brasil. Sobre os dólares,ouvi dizer que tem espertalhão lá "alugando" 600 dólares para mostrar na imigração,mas não sei se isso é verdade...
  37. 1 ponto
    costa rica é surpreendentemente linda! tem mta mtaaa coisa pra fazer. praias, parques naturais, montanhas, florestas... sugiro dar uma lida nos relatos do fórum da América Central, tem mta informação boa e nova. aí facilita pra vce decidir seu trajeto. sobre reservar hostels, o risco é engessar o roteiro. como não está indo em temporada, eu deixaria para reservar somente alguns dias antes, ou nem isso (mas é uma questao pessoal), já que te possibilitaria tomar caminhos não planejados.
  38. 1 ponto
    Com visto de turista você pode ficar no máximo 90 dias nos países que fazem parte do Espaço Schengen, a contagem é 90 dia para todos eles, e não 90 dias em cada um deles. Depois de ter ficado 90 dias em países Schengen, você tem que ficar pelo menos 90 dias fora antes de retornar. Com visto de turista você também não pode exercer qualquer tipo de trabalho na Europa, qualquer coisa neste sentido que você queira fazer com visto de turista será ilegal, e terá que ser feito as escondidas sem ninguém saber, e correndo o risco de a qualquer momento bater uma fiscalização, flagrar você e lhe deportar, possivelmente arruinando qualquer chance de você retornar a Europa no futuro mesmo que seja só a turismo. Ou seja, se quiser tentar algo assim, faça por sua conta e risco, sabendo que é ilegal, e que se você for pego, pode se f...
  39. 1 ponto
    Agradeço muito com as informações e os likes compartilhado @geovanih Outono deve ser incrível mesmo a vegetação!! Que pena que não vai poder realizar a viagem esse ano para prestigiar o outono... Mais 2019 que vem já esta aí!! Um ótima notícia para todos! O governo chileno esta pavimentando uma parte da estrada de Rípio... até então esta sendo o maior e mais preocupante trecho da viagem Estou indo com carro sedan peço a gentileza caso possam me ajudar com dicas dessa parte da viagem da temida estrada de Rípio agradeço!! Fonte da notícia da pavimentação Tierra del fuego: https://www.infofueguina.com/regionales/2018/1/4/pavimento-chile-llegar-sebastin-26522.html Abraço!
  40. 1 ponto
    Max Suel Eu discordo da opinião do Fabiano ( não é a primeira vez, nada pessoal Fabiano) Por 3 anos analisei a neve da cordilheira, para escolher a melhor época de prestigiar este evento da natureza. E constatei que a neve começa a acumular somente a partir de junho. Esse link pode ajudar a comprovar isso: https://www.onthesnow.com.br/argentina/chapelco/historicoprecipitacoes.html?&y=2016 Claro que a possibilidade de nevar sempre existe, até no verão pode nevar na terra do fogo. Mas provavelmente será pouco quantidade e com derretimento rápido, já que não tem temperatura para mante-lá. https://www.accuweather.com/pt/ar/ushuaia/6462/may-weather/6462?monyr=5/1/2017 jà fiz essa viagem na primavera, e pretendia sair agora em maio para, justamente, pegar o outono. A vegetação fica incrivel http://www.viramundoemundovirado.com.br/villa-la-angostura-capital-argentina-do-outono/ Por motivos alheios a minha vontade vai ter que ficar para 2019.
  41. 1 ponto
    Capitolio com certeza. Quando pretende ir?
  42. 1 ponto
    Ótimo relato! Aproveitando para pegar dicas fresquinhas enquanto começo a contagem regressiva para o meu mochilão
  43. 1 ponto
    Acompanhando o relato, parabéns muito bom e a melhor parte com valores! Estou indo em Janeiro, ansiedade corroendo já haha
  44. 1 ponto
    Que incrível essa foto, linda! Não vejo a hora de chegar a minha viagem. Sent from my SM-J700M using Mochileiros mobile app
  45. 1 ponto
    Sou de Londrina e to pensando em tentar o pico parana logo mais. Coisa rápida, vou num dia, faço o pico no outro e volto no terceiro dia. Caso alguém tenha interesse, só falar!
  46. 1 ponto
    Dia 7 – Encarando Caral Cheguei em Lima às 5:30hs e rachei o taxi com o francês que estava no passeio para a Laguna 69, já que ele também tinha voltado para a capital. Da estação rodoviária da Cruz Del Sur até o albergue Pirwa em Miraflores deram 13 soles. Dessa vez, me dei ao luxo de ficar num quarto privado, já que minha última experiência no albergue de Lima não tinha sido muito boa. Apesar de ter sido caro (75 soles), foi uma boa escolha, já que o quarto tinha uma cama confortável e um banheiro limpo, e era justamente de conforto que eu ia precisar nesse dia. Logo ao chegar no albergue, o dono, Esteban, me indicou um passeio até Caral, por conta própria. É claro que aceitei a sugestão da aventura! Só deu tempo de tomar um banho ligeiro, comer um lanche e partiu Caral. A viagem para Caral dura cerca de 4 horas, então, se você planeja visitar esse sítio arqueológico, deve partir bem cedo, visto que lá fecha às 16hs. Saindo do albergue, peguei um taxi para ir até a estação de ônibus no centro e pegar um ônibus até Supe, que é a cidade mais próxima das ruínas. O problema é que no centro de Lima tem umas quatrocentas mini estações de ônibus uma perto da outra que vão para vários lugares e, obviamente, o taxista não sabia qual era a de Supe. Ficamos rodando a esmo por quase 30 minutos, até que alguém finalmente nos indicou onde era o lugar certo. Peguei o ônius às 8hs, por 15 soles. É um ônibus velho, fedido e sujo. Para ajudar, tem até tv com DVD o ônibus, o que é sempre um péssimo sinal!! Acho que os peruanos são surdos, porque, puta madre, que altura que colocaram o maldito DVD! Indo para Caral Pedi para a moça me avisar quando chegasse em Supe, já que são várias paradas na linha. Depois de quase 4hs, vi uma placa indicando uma entrada para Caral passando. A moça esqueceu de me avisar e passou de Supe. Daí ela me falou para eu pegar um ônibus da mesma companhia na próxima parada, na direção oposta. Logo que ela falou isso, para a minha sorte, estava vindo um ônibusem nossa direção. O motorista acenou, eu consegui trocar de ônibus e, em 10 minutos, estava em Supe. Em Supe, você deve pegar um táxi compartilhado que vai em direção aos pueblos que ficam perto de Caral, sendo que esse é o último ponto. Caral fica a uns 30Km de Supe, que fica na costa. O problema lá é que você não vai encontrar um letreiro piscando “taxis compartidos” ou qualquer coisa do gênero, então o jeito é sair perguntando. Um senhor me apontou um carro na esquina e falou que aquele era um táxi compartilhado. Pensei: “e agora? Confio ou não? Esse cara pode me levar para uma clínica de retirada de órgãos e aí um abraço, bye bye, Brasil”. É fato que estou exagerando, mas é sempre importante ficar atento, não importa onde esteja. Lá fui eu no táxi de 5 soles: eu, mais dois caras e um menino no banco de trás, o motorista, uma mulher no banco do passageiro e uma menina em cima do câmbio. E um carro em condições precárias. Depois de uns 30 minutos estava em Caral, finalmente. O sítio é fantástico e fica no meio do nada. Para se ter uma ideia, a civilização de Caral é, simplesmente, a mais antigo do continente americano. E mais, é uma descoberta que data da segunda metade do século XX, com o desenvolvimento do sítio só no fim dos anos 90. Ou seja, se você gosta minimamente dessas coisas, aqui é parada obrigatória no roteiro de qualquer viajante que se preze. O mais incrível de tudo é que, por ser um lugar afastado e ainda muito novo, quando eu cheguei lá tinha apenas um visitante solitário, indo embora. Era só eu naquela imensidão de história. Caral Caral: olha quanta gente! Caral Caral Pessoal fazendo restauração No absoluto nada No absoluto nada Caral Caral genial Saí de lá às 16hs e fiquei com cagaço, porque não tem um sinal de vida do lado do sítio, iria começar a escurecer e eu precisava achar um taxi compartilhado para voltar até Supe e tomar o ônibus de volta até Lima. Fui andando por un 25 minutos até o pueblo mais próximo e uns peruanos me falaram para esperar ali no bar que o taxi iria passar ali. Deu tudo certo e consegui pegar o táxi, mas... Como eu havia dito anteriormente, na ida fui em um táxi com mais 6 pessoas em um carro, podemos dizer, podre. Agora, na volta, entrei num pseudocarro já com 5 caras. Pensei: “opa, que sorte, pelo menos são 5, não 6”. Um minuto depois entrou mais um cara no banco de trás. No minuto seguinte entrou mais um cara que foi praticamente em cima do câmbio. Pensei: “Ok, chegamos no limite de lotação. Próxima parada: Supe”. Inocente. No porta-malas cabiam mais 3! Resumo da ópera: 10 pessoas em uma carcaça ambulante! Saindo de Caral Tuc-tuc em Supe, enquanto esperava o ônibus O fato é que cheguei inteiro em Supe e consegui pegar o ônibus para Lima, em mais de 4 horas de viagem. Cheguei tarde da noite no centro de Lima, o que é algo não muito legal... Isso porque no passeio da Laguna 69, em Huaraz, um colombiano disse que um amigo havia sido roubado por um taxista saindo da rodoviária do centro de Lima. Então, resolvi não pegar os táxis que ficam logo na saída da rodoviária e fui caminhando um pouco pela rua. Só que isso é pior ainda, porque a rua estava deserta. Então voltei para a rodoviária e arrisquei um táxi lá. Ainda bem que foi tudo ok! Mas fica o ponto de atenção: muito cuidado com o centro de Lima à noite, principalmente quanto ao táxi. Cheguei no hostel meia-noite e sai para procurar comida no Parque Kennedy, o mesmo lugar que tinha ido no primeiro dia no Perú. A escolha era óbvia: La Lucha!! Comi um magnífico “Club Sandwich”. Mesmo sendo de frango (coisa que não sou fã), posso afirmar que é o melhor sandwich fast food da história contemporânea da América Latina! 20 soles por um monstro de comida! Só me restou voltar para o albergue e dormir. Dia 8 – Cusco em marcha lenta Acordei cedo para pegar o voô até Cusco que saía 11:20. Chegando lá, tinha reservado um táxi do hostel para me buscar no aeroporto por 25 soles. Preço levemente salgado, mas valeu pela segurança. Fiquei na Hospedaje Turistico Recoleta, em um quarto de 4 camas, 10 dólares a diária. Recomendoo fortemente esse albergue para quem quer uma estadia mais tranquila. Além disso, Javier, o dono, é muito atencioso e prestativo. Logo de cara, conheci um grupo de 3 americanos que estavam fazendo intercâmbio no Brasil e agora estavam de férias, viajando pelo Perú. Além disso, conheci Yoni, um israelense que estava no meu quarto e foi meu companheiro de viagem em Cusco e Machu Picchu. Saindo de Lima... Passando pelas montanhas no meio das nuvens... Perto de Cusco... Chegando em Cusco! Saímos logo para almoçar e eu ainda tinha guardado o meu La Lucha do dia anterior! Mandei ver. Em seguida, saímos para conhecer um pouco a cidade e fechar o passeio para o Vale Sagrado no sábado. Fomos até a feira de artesanato e acabei comprando uma camisa da seleção do Perú. Passamos também pelo mercado central. Particularmente, gostei do clima de Cusco, embora não tenha muito parâmetro para falar da parte mais popular da cidade. Voltamos para o albergue só de noite, e eu, Yoni e David (um americano que estava no meu quarto) ficamos ali na varando do albergue tocando violão, bebendo umas cusqueñas e conversando. Depois, só deu tempo de sair para comer uma pizza perto do hostel (15 soles) e já fomos dormir para fazer os passeios do dia seguinte. Plaza de Armas Plaza de Armas Mercado Central Yoni passando na rua da morte Bandinha de mini-perús na Plaza de Armas Dia 9 – Vale Sagrado Eu e Yoni acordamos cedo para irmos no passeio do Vale Sagrado (25 soles, ônibus e guia). Esse é o típico passeio para quem está em Cusco, então sempre está lotado de turistas de tudo quanto é lugar do mundo. A guia da excursão era uma moça um tanto quanto caricata chamada Jenny. Sempre que ela ia falar alguma coisa dizia “familia”... “familia, vamos descer do ônibus agora”, “familia, familia, prestem atenção em mim”... Figura! A primeira parada foi para ver artesanatos locais e ir no banheiro. Todos os passeios que fizer por lá terá uma parada em alguma loja de artesanato. A próxima parada foi Pisac, onde podemos observar os terraços agrícolas. Esse é o tipo de lugar que dá bem a cara do que é o passeio pelo Vale Sagrado. Paramos em seguida em uma loja de anéis e brincos de prata. Essa loja me pareceu um pouco mais interessante, com algumas coisas mais diferentes do que encontra em Cusco e um bom lugar para comprar um presente. Em seguida, fomos almoçar em Urubamba, mas, como tínhamos comprado coisa para lanchar, não experimentamos a comida do restaurante de lá. Enquanto o pessoal almoçava, eu e Yoni ficamos assistindo um jogo de futebol que tava rolando no campinho na frente do restaurante. A partida era alguma comemoração dos taxistas de tuc-tuc. Só sei que agora posso dizer que vi um jogo de futebol a 2.800m de altitude! Menina e alpacas Ooo bicho engraçado! Eu e Yoni no Vale Sagrado Pelo Vale Sagrado... Pisac Pisac Encerrado o almoço, fomos para Ollantaytambo, cidadezinha que foi construída com o formato de uma alpaca e nosso ponto de partida para a tão esperada Machu Picchu. Conhecemos um pouco as ruínas e terraços de lá e abandonamos a excursão às 16hs, porque iríamos tomar o trem da Peru Rail em direção à Aguas Calientes às 19hs. Aguas é a cidadezinha minúscula que fica na base da montanha onde está Machu Picchu. Fícamos tomando um suco na praça de Ollanta e andando pelo vilarejo. É um lugar bem pequeno, porém muito simpático. Para quem quiser dormir lá e ir em algum trem matutino pra Machu Picchu, existe algumas hospedagens. Também é uma opção. Como pegamos o trem de noite, não conseguímos aproveitar a paisagem da viagem, embora a vantagem seria que no dia seguinte já acordaríamos praticamente na cidade sagrada dos Incas. Ollanta Ollanta Ollanta Ollanta Becos de Ollanta O trem que peguei foi da categoria Expedition, por US$56,00 (sim, para passear de trem você vai ter que gastar uma boa grana). A viagem dura 1:30hs e eles te oferecem água, chá, refrigerante, pão e chocolate. Quando chegamos, a mulher do albergue já nos esperava para nos acompanhar até onde iríamos dormir naquela noite. Fícamos no Hostal Varayoc. Fiquei em uma suíte com cama de solteiro por US$20,00. Logo em seguida, eu e Yoni saímos para comer. Demos azar, pois comemos um hambúrguer (20 soles) bem sem graça em um dos inúmeros restaurantes que tem por lá. Aguas Calientes é mais cara do que os demais lugares do Perú, por ser, vamos dizer, uma cidade 100% turística. Voltamos pro hostel e fomos dormir, já que no dia seguinte marcharíamos para Machu Picchu. Trem para Aguas Calientes Dia 10 – Marchando para Machu Picchu Acordamos ainda de madrugada para começar a caminhada em direção à cidade sagrada mais incrível da América do Sul. Para ir de Aguas Calientes até Machu Picchu eu tinha duas opções: subir a montanha caminhando ou pagar US$19,00 e ir e voltar de ônibus. Eu e Yoni escolhemos subir com nossas forças, às 6:20hs. A trilha, no entanto, é bem cansativa e inclinada. Se me lembro bem, demora mais ou menos uma hora e meia para subir. Chegamos na entrada do parque ensopados de suor. Resolvemos contratar um guia, 20 soles por cabeça. Sem dúvida é um preço salgado, mas se você tiver sem nenhum livro que explique o lugar, acho que vale muito apena. Entrada do parque Finalmente estávamos em Machu Picchu! Não acho que compensa descrever alguma coisa desse lugar, pois é o tipo de coisa que cada um tem sua experiência... O que mais me impressionou foi o tanto de mistério que envolve esse lugar, o tanto de coisas ainda por serem descobertas, lugares inexplorados... Enfim! Machu Picchu Machu Picchu Caminho inca descoberto bem recentemente Eu e Yoni em Machu Picchu Assim que acabamos o tour, saímos do parque para comer um lanche. Só tem banheiros, uma lanchonete e um restaurante fora da entrada do parque, mas você pode entrar e sair quanto quiser no mesmo dia. Depois de lanchar, voltamos para o parque para fazer as trilhas da ponte inca e do portal do sol, que são pequenos caminhos que você pode ir por conta própria. Trilha da Ponte Inca A ponte do rio que cai Trilha da Ponte Inca Machu Picchu observada do Portal do Sol Dois seres irracionais Saímos da montanha às 13:15. Descidi descer caminhando até Aguas Calientes, mas Yoni tava morto e pagou 28 soles para descer de ônibus. Meu joelho tava doendo um pouco, mas mesmo assim não acho que valha a pena pagar o ônibus para descer. Levei 50 minutos até Aguas Calientes, em ritmo lento e sem fazer esforço. Se for para pagar o ônibus, aconselho pagar já para subir, assim você poupa toda sua energia para gastar em Machu Picchu. Rio Urubamba e Aguas Calientes ao fundo Nos encontramos novamente em Aguas Calientes e fomos comer, utilizar o wifi do restaurante e tomar uma coc-cola para recuperar as energias. Ainda deu tempo de ficar andando pela feira de artesanato enquanto esperávamos o trem de volta para Cusco. Dessa vez, voltamos no trem Vistadome, que é um pouco mais chic e mais caro (US$ 88,00) que o Expedition, mas era a única opção que tinha para esse horário quando fui comprar. Partimos 17:30 de Aguas Calientes, sendo que o trem vai até uma estação (não lembro o nome) e depois você toma um ônibus (já incluído no bilhete do trem) até Cusco. Esse Vistadome é bem para turista, porque tem pizza, dança local e até desfile de moda peruana com os atendentes do trem... Aguas Calientes Aguas Calientes Funcionários do trem assustando crianças e adultos com suas roupas bizarras e danças birutas Chegamos em Cusco bem cansados e fomos novamente para o Hostel Hospedaje Recoleta. Ainda saí para comer lá por perto do albergue. Mandei ver um “montado” por 17 soles. É um prato com arroz, batata, bife, ovo e banana. Muito bom! Agora já tava de bucho cheio e já tinha visto Machu Picchu. Só me restava ir dormir. Dia 11 – M&Ms: Maras e Moray Tinha agendado um tour para Maras e Moray e lá fui eu sozinho para conhecer um pouco mais da região de Cusco. Dessa vez Yoni não foi, pois iria partir de Cusco à tarde. O tour custou 45 soles, transporte e guia, como de costume. A primeira parada, também como de costume, é em uma loja onde produzem e vendem roupas feitas de lã. Até que nessa parada tinha uma diferença, porque as moças explicavam todo o processo para produzir as roupas, o que é bem bacana. Galera tecendo e vendendo A próxima parada foi Maras. Achei o lugar bem fascinante. É um conjunto de terraços que serviam como viveiros para as plantas, bem parecido com o que tinha visto em Pisac. O próximo destino era Moray, onde se produz 3 tipos diferentes de sal, no meio das montanhas. Lá tem um monte de barraquinhas vendendo tudo quanto é coisa feita de sal, inclusive, sal. Maras maravilha Maras maravilha Maras maravilha Eu e Maras maravilha Moray moreira Haja sal! Mais sal Muito sal mesmo! Saindo de Maras retornamos para Cusco e fui ainda fazer um city tour às 15:30hs. Dessa vez não achei que foi uma boa escolha, porque tava bem cansado e com a garganta ficando ruim, ainda mais que só tinha comido um pão com manteiga, já que no tour de Maras e Moray não teve parada para almoço... Então, fica a dica: por mais que o passeio de Maras e Moray acabe no começo da tarde, não acho que vale a pena emendar um city tour logo em seguida. Use esse tempo para almoçar direito e andar por Cusco. Enfim, o roteiro do city tour é passar pelas ruínas que ficam ao redor de Cusco: Qenqo, Tambomachay, Saqsaywaman (sexy woman, como é conhecida)... Essas ruínas valem mais pela história do que pela própria aparência, já que não são coisas grandiosas. Após vermos todos os pontos turísticos, faltava apenas uma coisa... O que? Se você pensou “parar em uma loja de artesanato ou de lã”, parabéns, você acertou. Já passavam das 19hs e, ainda assim, o tour parou em uma lojinha. Cheguei no albergue, fiz um lanche e cama. City Tour pelas ruínas de Cusco City Tour pelas ruínas de Cusco City Tour pelas ruínas de Cusco City Tour pelas ruínas de Cusco Dia 12 – Piscocusco / Dia 13 - volta Acordei nesse dia sem pressa, pois iria visitar alguns museus que eu tinha no meu boleto turístico. No café da manhã conheci o Jorge, um argentino que também estava no meu albergue. Como ele tinha planos de visitar algumas igrejas e a arquitetura de alguns hotéis, combinamos de irmos fazer os nossos passeios juntos. O primeiro ponto foi o Museu Histórico Regional, que era a antiga casa de Garcilaso De La Vega, um grande escritor e historiador do século XVI. A parada seguinte foi Qorikancha. Não cheguei a entrar lá, pois não estava incluso no boleto, mas fui no pequeno museu que tem nesse lugar. É um museu bem ruim, diga-se de passagem. Logo ali perto, tinha uma loja chic de tecidos que também abrigava o Museu da lã! Qorikancha Acabando essas visitas, fomos atrás dos hotéis e igrejas que o Jorge queria ver. Quanto aos hotéis, parece ser perda de tempo, mas realmente são sensacionais. Fomos em três deles e é impressionante a arquitetura desses lugares. Uma estadia lá acho que pagaria minha viagem inteira! Fomos em uma igreja perto de Qoricancha muito bonita, com inúmeros púlpitos talhados em madeira. Hall de entrada de um hotel Pelas ruas de Cusco Com a fome batendo, Jorge sugeriu de almoçarmos em um restaurante vegetariano que ele já havia ido, no bairro de San Blas. É um restaurante extremamente escondido, que você jamais iria entrar caso não conhecesse ou não recebesse indicação. Salada, sopa, prato principal, sobremesa e suco por apenas 10 soles. Sem dúvida uma boa recomendação, mas não lembro o nome do lugar. Eu e Jorge no restaurante mais escondido de todos os tempos Após o almoço, Jorge voltou para o albergue e, como iria passar um jogo da Champions (Barcelona vs Bayern!), decidi tentar assistir em um Pub que tem do lado da catedral. Pra que! Pub lotado de gente pra ver o jogo, não tinha nem como ficar lá. Então aproveitei para comprar uns presentes e voltei para o albergue na hora certa, pois começou uma chuva torrencial. Acabei assistindo o segundo tempo do jogo no hostel e nisso apareceu o Jorge e Carlos, que era um senhor uruguaio de uns 65 anos que estava hospedado no meu quarto. Jorge e Carlos ficaram discutindo sobre mate e jogamos umas partidas de pebolim! Duelo sul-americano! Ganhei do argentino, mas apanhei do uruguaio. A noite sai sozinho andando meio que perdido para achar um lugar para jantar. Passei na frente de um bar que se chama Museo Del Pisco e não tive dúvidas! Cheguei lá e já fui pedindo uns coquetéis de pisco. Para quem nunca experimentou, pisco é uma bebida alcoólica à base de uva e é daquelas que te engana por parecer leve nos drinks (no clássico Pisco Sour, por exemplo), mas que depois de uns 2 você já está bem alegre. É uma bebida sensacional e um tanto quanto subestimada ainda. Estava lá eu bebendo e daí percebi que o rapaz sentado ao meu lado no balcão estava hospedado no albergue também. Era um inglês bem gente boa. Ficamos lá bebendo e conversando e eis que aparece uma ótima banda de blues que começou a tocar no bar! Com a fome batendo, experimentei o sanduíche de carne de alpaca com batatas fritas. Extremamente saboroso! O bar é sensacional, com um clima muito bacana. Tinha até umas senhoras alemãs ou inglesas completamente para lá de Bagdá, cômico demais! Museo Del Pisco é parada obrigatória na noite Cusquenha. Depois disso, não tinha mais condições de nada e só me restou voltar para o albergue. A última noite da viagem tinha terminado. Museo Del Pisco Bandinha de blues e os gringos já pra lá de Bagdá! No dia seguinte, parti para o aeroporto de manhã e lá fui eu nas conexões Lima e Bogotá, até chegar finalmente em São Paulo. Se valeu a pena? O!!!
  47. 1 ponto
    Moro em Rio Branco e já fui ao Perú 3x . Bom, não temos vôos para o Perú então a opção é busão mesmo. A empresa que faz a rota é a Movil Tour, com ônibus bem bacaninhas. Você pode comprar sua passagem somente até Puerto Maldonado ou pode comprar Rio Branco-Puerto_Cusco. Saindo de Rio Branco o ônibus faz uma parada para almoço em Epitaciolândia e depois segue viagem sem paradas direto para Puerto Maldonado parando somente na alfândega em Assis Brasil já na fronteira e alguns minutos depois na imigração peruana em Iñapari. Lá você vai registrar sua entrada no país e pode aproveitar para comprar alguns soles, água e algo para comer . Depois disso, a parada já é em Pto Maldonado. Se for seguir viagem direto, o outro ônibus fica aguardando no terminal rodoviário todos os passageiros chegarem. É a mesma empresa de ônibus, e chega a ser mais confortável ainda. A viagem é longa, dura em média 11h. Deixe fácil na mochila uma roupa mais quente,pois logo que o ônibus começar a subir, a temperatura tende a cair. Espero ter ajudado a tempo, rsrs. Abraços!
  48. 1 ponto
    Bom, sou de Porto Alegre, tenho casa em Punta e tenho umas dicas bem bacanas: # Refeição é mto caro. Para sanar o problema, alimente-se na cidade de Maldonado que fica colado em Punta (nem 5 min de carro). Lá tudo é mais barato e com preços um pouco mais real do que a ilusão de Punta; # Procure fazer tudo a pé (menos ir a Maldonado) pois é uma cidade pequena; # Não deixe de conhecer o porto, casa pueblo, pelo menos 30, 50% das praias, tirar foto na mão da praia brava, andar de táxi Mercedes, visitar as cidades cercanas, visitar as manções, e, COM ÊNFASE, CONHECER O HOTEL CONRAD!!!!; # É um absurdo tu sair do Uruguay sem tomar as 4 hermanas (Pilsen, Zilertal, Patricia e Norteña); # Faça uma caminhada pela península e leve câmeras fotográficas; # Existe um passeio pela ilha que fica em frente de Punta. É bastante caro por isso procure saber o que tem lá para ver se realmente é imprescindível; # Shopping fica atrás do Hotel Conrad. Lá tem um Supermercado... Nesse super, tem mtos produtos bacanas que não têm aqui no Brasil (cervejas, vinhos, cadernos, adesivos, bonés, enfim... visite o super pq pode ser que te ajude em algo; # TENTE RESERVAR 1 NOITE PARA JANTAR NO HOTEL CONRAD E IR NO CASSINO. Lá no hotel, tem 3 restaurantes. Vá no Las Brisas e peça uma massa ao molho bolonhesa. custa 20 dólares o prato mais a bebida que vale a pena ser um vinho. Enfim... é caro mas vele MTO A PENA; # Vá a Montevidéo!!! Fica a menos de 2 hrs e é um baita passeio para quem está m Punta. É possível ir a jogos do Nacional do Uruguay com a camisa do Grêmio devido ao fato da amizade da Geral do Grêmio com a La Banda del Parque; # Coma os panchos!! São baratos e alimenta bem; # Tenha coragem em ir tomar banho de mar (mto gelado ) # Adapte ao horário deles. Jantar é depois das 22 e balada é depois das 2. Almoço antes das 13, dependendo do lugar, tu não acha. Enfim... faltou mtas coisas mas se eu for lembrando eu posto.
  49. 1 ponto
    To outo de raiva... eu nem achava a Nautika ruim nao,, tbm era pq nao tinha nada dessa marca,,, ganhei uma Nautika tryvex 82L de natal da minha mae,,, tava todo contente até achei q ela aguentaria,,, pois parece uma mochila forte e tal... vem com mochila de ataque, cheia de gueri-gueri.... fui pra chapada no meio do ano,, primeira viagem com a mochila,,voltei,, e tava tudo bem.... ........tava nada,,, guardei a mochila sem fazer verificaçoes alguma,,, e agora q tava arrumando ela pra uma expediçao na serra da bodoquena,,, percebi que o tecido da alça barrigueira,,, tava todo descosturado,,, cara,,, só usei uma vez a bichinha,,, como pode ser tao ruim,,,, to puto,, vou tentar mandar pra garantia,,, mas duvido que eles façam alguma coisa,, pois ja tem 10 meses ja,,, portanto,,, NAO COMPREM NADA DA NAUTIKA....... É UMA MERDA vou ter q remendar ela toda pra nao rasgar mais,,, e depois vou comprar uma trilhas& rumos,,,, abraço pra vcs
  50. 1 ponto
    Braga, Dá uma olhada no site da Deuter, www.deuter.com.br .Lá tem todos os modelos que têm no Br, além de explicar os sistemas e tecidos usados nas malas. Vê a que te agrada mais. Depois vc me fala de qual vc gostou pra ver se eu conheço. Sobre a resistência do tecido, não tem nem comparação com as nacionais. A matéria-prima é a mesma do Cordura, basicamente poliéster e/ou poliamida. O Cordura 500, é um tecido feito desses materiais com 500 DEN, que é uma medida que reflete a densidade da linha que compõe o tecido. Por ex., a Futura 42 AC que eu tenho é feita um tecido de mais de 600 DEN, e no fundo é um tecido de 1000 DEN. A Mountaineer da Curtlo é feita de Cordura 500 e o fundo de Cordura 750 DEN. Ou seja, o tecido é bem mais resistente, além de ter uma cor mais firme e um brilho maior. Eu tenho uma Speed Lite, uma Futura 42 Ac e uma 60+10 Sl. Posso dar opiniões concretas sobre estas. Se vc quiser, posso te dar umas dicas sobre onde comprar Deuter um pouquinho mais barato em SP.
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