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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 12-03-2018 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Quinze anos atrás um acontecimento me fez começar a escrever sem eu nunca ter escrito nem uma carta se quer, foi o start para colocar no papel algumas aventuras que achava relevante, deixando alguma coisa escrita para ajudar outros caminhantes como eu, num tempo em que nem internet existia, não como agora. "-Divanei, é melhor vocês não irem viajar, pois nosso primo de Rio Preto recebeu uma mensagem espiritual e a mensagem dizia que se vocês fizerem esta trilha, PELO MENOS UM VOLTARÁ EM UM CAIXÃO”. Caminhar em trilhas pelas florestas e montanhas sempre foi minha grande paixão, escrever, minha grande decepção. Mas o que aconteceu conosco nesta caminhada, acho que merece ser colocado no papel. Invertendo o velho ditado, seria trágico se não fosse cômico. A trilha do Rio Branquinho é uma daquelas caminhadas pouco conhecida pelos paulistanos, apesar de partir do extremo sul da cidade, mais precisamente do distrito de Parelheiros, num lugar conhecido como Represa, ela atravessa toda a Serra do Mar findando em Itanhaém, já no litoral. Eu já havia tomado conhecimento a algum tempo da existência desta trilha e aguardava a oportunidade de fazê-la, para isso convidei um primo que mora na capital, pois seria mais fácil para ele descobrir os horários e itinerários dos ônibus, do que para mim, pobre habitante do interior de São Paulo. Marcamos a viagem para o primeiro final de semana de agosto(2003), pois eu não iria trabalhar e a previsão do tempo era favorável. Começava então uma série de acontecimentos e coincidências que parecia anunciar uma tragédia. Ao sair de casa para trabalhar, três dias antes da viagem, pela primeira vez depois de seis anos trabalhando como motociclista, levei a minha primeira queda ao atropelar um cachorro. Braços ralados, mãos esfoladas, joelhos inchados e outras escoriações pelo corpo. Viagem cancelada, que frustração!!!! Na semana seguinte não seria possível ir, tinha que trabalhar no sábado e ponto final. Escolhemos então como nova tentativa o terceiro final de semana do mês, mais precisamente o dia vinte e três de agosto, já que o calendário da empresa onde eu trabalhava não previa trabalho para o final de semana. Na quinta-feira, 21 de agosto, minha mochila já estava pronta, a comida e tudo para a viagem já estava pronto. Quando cheguei à tarde na empresa me deram a péssima notícia: Por alguns problemas técnicos, eu iria ter que trabalhar no sábado. Bateu em mim um sentimento de derrota, mais uma vez iria ter que dar o cano no meu companheiro de caminhada? Passei toda a sexta-feira tentando achar uma solução rápida. Trabalheira na hora do almoço, consegui que um colega fizesse parte do meu trabalho no sábado. A outra parte eu faria na sexta-feira mesmo, depois do expediente. E assim foi. Terminado o expediente às 17 horas, peguei a minha moto e fui terminar o serviço que me restava. Foi quando de repente minha moto foi atingida por trás por um carro. Lá estava eu, mais uma vez beijando o asfalto e amaldiçoando a minha sorte. Seria a maldição da trilha? Seria algum aviso para eu esquecer desta caminhada? Levantei-me do chão, tirei a poeira da roupa, minhas mãos sangravam um pouco, as costas e as pernas estavam doloridas, mas eu não havia quebrado nada. Levantei e fui correndo para casa. Tomei um banho, eu ainda não estava derrotado, nunca escondi de ninguém o meu ceticismo por estas coisas, tudo não passava de mera coincidência do acaso, eu iria viajar, mesmo dolorido, eu iria assim mesmo. Coloquei a mochila nas costas e peguei o ônibus para São Paulo às 08 da noite, fui para casa do meu primo na Zona Leste, chegando lá descobri que um amigo dele, na verdade um rapaz casado com uma meia prima minha, iria conosco. O Marcão parece ser gente boa, nunca tinha caminhado em nenhuma trilha, seria a primeira dele. Ele é evangélico, só não me perguntem de que igreja, pois não saberei responder, possivelmente de uma destas dezenas que surgem a cada ano no Brasil. Todas as mochilas prontas, mapas, e outros equipamentos, resolvemos dormir na casa do meu primo e combinamos de sair as 04 horas da manhã, pois era primordial começar a trilha o mais cedo possível. Dormíamos na sala, eu, o Marcão e a esposa dele, quando mais ou menos as 03 e meia da manhã tocou o Telefone. Eram os nossos parentes que haviam chegado de Rio Preto e estavam no portão e como a casa era de fundos e nós não estávamos escutando eles baterem, resolverão ligar para que nós fôssemos abrir o portão. Como quem atendeu ao telefone foi o Marcão, coube a ele a missão ingrata de levantar da cama quente e fazer entrar os parentes. Estes parentes são gente boa, primos, tios, todos da mesma igreja do Marcão. Eles passam os finas de semana viajando com uma Vam cheia de evangélicos, pregando e tinham vindo à São Paulo justamente para isto. O que o Marcão conversou la fora com eles, eu não sei dizer, só sei que o Marcão foi até a sala aonde estávamos dormindo e disse que não iria mais viajar, pois teria que participar de uma vigíliacom os nossos parentes evangélicos e que se ele não fosse à vigília e fosse viajar, para ele seria a morte. Como eu estava meio sonolento não liguei muito para o assunto, já havia me acostumado durante vários anos de caminhadas a levar bolos de última hora. Com toda esta confusão acabamos perdendo a hora e acordamos depois das 06 da manhã. Tudo bem, mais um infeliz azar. Agora éramos só nós dois, eu e meu companheiro de viagem, o meu primo Lindolfo . Mochila nas costas ,partimos para o ponto de ônibus, meu primo à frente e eu logo atrás. Mas antes que eu cruzasse o portão, fui surpreendido por uma janela que se abriu subitamente na minha cara. Era outra prima minha que morava na casa da frente. Cumprimentei-a, pois não a vi quando cheguei à noite. O cumprimento foi retribuído. Foi quando ela sem me deixar falar mais nada, me deu o seguinte aviso:-“Divanei, é melhor vocês não irem viajar, pois nosso primo de Rio Preto recebeu uma mensagem espiritual . A mensagem dizia que se vocês fizerem esta trilha, pelo menos um voltará em um caixão". Há, vai se foder, diante de tanta coincidência não havia ceticismo que não se abalasse. Mesmo assim fingindo estar todo seguro de mim, balancei os ombros e sai. Decidi que não contaria nada para o meu primo, se contasse sei que ele não sairia de casa. Confesso que fiquei muito preocupado, já pensou se acontecesse alguma coisa com o meu primo, iriam me culpar para o resto da vida, mas eu tinha que pagar para ver. Pegamos as peruas, metrôs e ônibus, atravessamos da zona leste até o fim da zona sul em mais de três horas de viajem. Chegamos ao vilarejo da Represa, possivelmente pertence ao distrito de Parelheiros, que aliás, é conhecidíssimo por ser uma região muito violenta . Descemos do ônibus que estava muito lotado e fomos tomar um café antes de começarmos a caminhar. Tínhamos que andar uns 15 km pela linha de trem que desce para o litoral e enquanto caminhávamos, eu ia pensando em tudo que tinha acontecido até o momento, nos dois acidentes de moto, na convocação para trabalhar no sábado, na chegada dos parentes 30 minutos antes da viagem, na desistência de última hora do Marcão, sem falar naquela previsão mórbida que teimava em não abandonar os meus pensamentos. Comecei então a me sentir responsável pela vida do meu companheiro de trilha. Começamos a cruzar com alguns elementos estranhos e eu imaginava que poderíamos ser assaltados a qualquer momento, pelo menos enquanto não nos afastássemos da civilização. Mais ou menos uma hora depois de começarmos a caminhar, passou por nós uma caminhonete, já que paralelo a este pedaço da linha do trem havia uma rústica estrada. A caminhonete passou uns 100 metros e voltou. Foi quando um dos ocupantes disse : “Aí, vocês tem dinheiro aí mano”. Na hora gelei, mas felizmente, era só uma brincadeira. Eles só queriam uma informação, que foi dada por nós sem nenhum problema. Abandonamos de vez a civilização e chegamos ao nosso primeiro objetivo , a Estação Evangelista de Souza. Melhor dizendo, antiga estação, pois está abandonada desde que os trens pararam de carregar passageiros e passaram a transportar apenas cargas. Nós só não contávamos com um pequeno problema: Haviam instalado ali um pequeno posto da polícia metropolitana e assim fomos informados que não poderíamos passar sem autorização da prefeitura. Caramba!! Nada estava dando certo, agora mais esta ,parecia haver uma conspiração para nos impedir de realizar a trilha. Depois de muita conversa o guarda nos disse que faria vistas grossas e nos deixaria passar, não antes sem dar um aviso: “Vocês vão com cuidado, pois é muito grande o número de pessoas que morrem atropeladas nesta ferrovia”. Mais morte atravessando o nosso caminho, parecia que morrer seria apenas questão de tempo. (Estação Evangelista de Souza-2003) Mesmo assim seguimos nosso caminho, olhando as belas e surpreendentes paisagens ao nosso redor. Florestas e montanhas a perder de vista, rios de águas cristalinas, pássaros, muito ar puro e também, é claro, o patrimônio histórico da ferrovia, com suas estações, túneis e pontes. Por falar em túneis e pontes, estes dois me fizeram tomar cuidados especiais. A todo o momento eu pedia para o meu primo não andar na beira das pontes, que estavam muito deterioradas e escondiam debaixo de si, dezenas de metros de altura. E os túneis sempre escuros e em curvas, podiam nos fazer bater de frente com um trem. (2003) Estávamos na metade da caminhada que teríamos que fazer na linha férrea, quando passou por nós um trem com umas vinte pessoas em cima. Eram alguns mochileiros que estavam descendo para o litoral de carona, clandestina é claro. Meu primo sugeriu pegar uma carona até o nosso destino, já que a velocidade ali na serra era muito baixa. Pensei bem: Andar de pingente de trem depois de tudo o que estava acontecendo, não seria uma boa. Meu primo não entendia o que estava acontecendo comigo, onde estava o meu espírito de aventura. O coitado ainda não sabia o que realmente estava acontecendo. (2003) Cruzamos com um índio, que morava numa tribo próxima dali e pedimos informação sobre a tal trilha que iria até o mar. Ele nos disse que nós poderíamos pegar um atalho, e assim não precisaríamos andar muito sobre o trilho, entrando logo na mata. Agradecemos a dica e seguimos. Alguns minutos depois encontramos um rapaz que já tinha feito a trilha e nos confirmou a dica do índio. Mas disse que seria quase impossível terminarmos a trilha, pois não tínhamos cordas para atravessar alguns abismos no final da trilha( eu nuncsa soube que abismos eram esses). Fiquei preocupado, mas decidi seguir caminhando assim mesmo, deveria haver algum desvio que pudéssemos pegar para terminar a trilha. Ele ainda avisou para tomar cuidado no início da trilha com uma grande cachoeira, que deveria ser transposta sem trilha. Enfim abandonamos a ferrovia e caímos na mata. No início a trilha um pouco íngreme e escorregadia logo nos levou a uma pequena cachoeira, com um poço de águas verdes e profundas. Imediatamente tirei a minha roupa, me apoiei sobre uma grande rocha e .........voltei a vestir a roupa de novo , pois a água estava muito fria e eu não queria virar picolé. Minha atitude foi seguida pelo meu primo. Comemos alguma coisa e retomamos a viagem. Nosso próximo objetivo era chegar até o Rio Branquinho e percorrê-lo até o seu encontro com o Rio Capivarí. Andamos uns dez minutos pelo rio até que encontramos a tal cachoeira. Na verdade uma gigantesca queda d' água descendo por fendas na rocha. Começamos a descer os abismos pela mata, na esperança de encontrar a tal trilha no pé da cachoeira. Levamos quase uma hora para vencer o desnível de mais de cem metros. A dificuldade do terreno voltou a me preocupar. Cada vez que meu primo por algum motivo escorregava a beira do precipício, aquele pensamento macabro voltava à minha cabeça. Minha preocupação começou a se transformar em pânico quando percebi que no pé da tal cachoeira não havia sinal algum de trilha. Procurei dos dois lados do rio, mas nada encontrei. E para piorar a situação, surgiu no pé da cachoeira outro abismo igual ou maior que aquele que acabávamos de atravessar. Foi aí que tomei conta da gravidade e da enrascada em que tínhamos nos metido. Não contei nada para o meu primo, não queria deixá-lo em desespero. Era como se naquela hora o passeio tivesse acabado para mim, e agora o meu principal objetivo era me manter vivo, e principalmente manter vivo o meu primo. Claro que se fosse em outra circunstância eu estaria vibrando com a possibilidade de uma aventura a mais na viagem, mas como não pensar na tal profecia depois de tudo que vinha acontecendo de errado, era como se a tragédia anunciada fosse acontecer a qualquer momento. Tinha chegado a hora de eu por em prática toda a minha experiência adquirida em vários anos de caminhadas por todo tipo de terreno. Tinha que redobrar atenção, usar meu faro de trilheiro, mas será que tudo isso resolveria, já que a minha maior luta seria contra supostas forças do alem? Literalmente não dava para voltar atrás, nem na trilha e nem no destino. Aliás, o nosso destino teria que ser sempre em frente, ou melhor, sempre para baixo. Abismos, despenhadeiros, gargantas profundas, cipós que agarravam na mochila, espinhos que castigavam as mãos, as dificuldades iam se seguindo. Quando a tensão diminuía um pouco, podíamos prestar atenção nos maravilhosos poços que se formavam no pé das cachoeiras. Houve um momento em que eu e meu primo estávamos tentando vencer mais uma queda, quando nos vimos presos à um paredão. Pendurados, não conseguíamos ir para lugar algum. Abaixo de nossos pés uns quinze ou vinte metros de altura e, para piorar, um poço profundo, não que para mim isso fosse algum problema pois sei nadar razoavelmente bem, mas meu primo só sabe nadar o famoso estilo machado sem cabo. E para piorar ainda, ele acabará de perder seu colete salva vidas. Seria apenas mais uma coincidência, o certo é que conseguimos nos livrar de mais aquele sufoco. Já era quase seis horas da tarde, o sol já começava a desaparecer no horizonte, ainda estávamos presos ali naquela garganta, sem nenhum lugar para dormir. Se ficássemos sentados ali no leito do rio esperando a noite passar, corríamos o risco de sermos arrastados por alguma cabeça d' água, que poderia possivelmente inundar todo o rio. Foi quando quase praticamente já sem luz, depois de descer mais um paredão, para minha surpresa dei de cara com um antigo acampamento de palmiteiros ou caçadores. Tratava-se de uma pequena barraca quase todo destruída pelo tempo, parecia ter sido abandonada há anos , mas para mim parecia o mais lindo e confortável hotel. Comemoramos muito aquele achado. Depois de um dia de decepção, poderíamos descansar confortavelmente. Se realmente íamos morrer no dia seguinte, pelo menos morreríamos de barriga cheia e com o sono em dia. (Encontro Branquinho com o Capivarí-2003) Acordamos poucos minutos depois das cinco da manhã, nenhuma cobra, onça ou qualquer outro animal selvagem tinha aparecido, tínhamos um longo dia pela frente. Teríamos que caminhar bravamente para tentar alcançar o litoral até o anoitecer. Fiquei pensando como ficariam preocupados as nossas famílias se não chegássemos em casa na hora marcada. Ainda mais sabendo da previsão macabra. Parecia que nossa sorte tinha começado a mudar. Depois de uma vasculhada pela área, encontrei uma trilha. Só podia ser a tal trilha, era batida, um pouco confusa, mas larga. Corria paralela ao Rio Branquinho, e olhando o mapa que tínhamos em mãos, não tínhamos mais dúvida, era a trilha que procurávamos. Estávamos no plano, o rio era cristalino, gelado e maravilhoso. O prazer voltara a fazer parte da nossa caminhada. Pássaros, árvores enormes, todos os cheiros e cores que só a mata Atlântica pode proporcionar. Depois de três horas de caminhada finalmente encontramos o famoso Rio Capivarí. Paramos, fizemos um lanche, estávamos estasiados com tanta beleza. A preservação do local é incrível. São florestas e montanhas a perder de vista. Pequenos rios que deságuam no Rio Branco, que passa a ganhar esse nome depois do encontro com o Capivarí, são dezenas. Por enquanto toda tensão havia passado, caminhávamos eufóricos, a trilha era fácil , plana e larga. Batíamos papo e observávamos tudo ao nosso redor. Resolvi então apertar o passo, deixando meu primo um pouquinho para trás. Foi quando de repente ouvi um grande barulho de alguém caindo no chão. Olhei para trás e o que eu vi me deixou paralisado, mal consegui mover as pernas, senti arrepios em todo o corpo. Vi meu primo caído no chão com as mãos na garganta sem poder respirar. Ele levantava e caia de novo. Apontava a mão para a cabeça e para a coluna, balançava os braços pedindo socorro. Sim, meu amigo estava morrendo na minha frente e, aparentemente sem que eu pudesse fazer nada. Mesmo conhecendo técnicas básicas de primeiros socorros, na minha cabeça só um pensamento: A maldita profecia havia se cumprido. Eu estava pasmo, perplexo. Havíamos passado por tantos perigos, e a morte nos apanhara em um lugar onde nem uma criança seria capaz de se acidentar. Meu primo Lindolfo é grandão, um pouco acima do peso. Quem o vê pela primeira vez, com seu chapéu com uma pena de urubu, pensa estar frente a frente com um Rambo das florestas Brasileiras, mas não é bem assim, como ele mesmo diz, ele é meio estabanado, costuma cair com certa freqüência ,mas é impressionante o progresso que teve em pouco tempo em matéria de caminhadas. Hoje ele já consegue terminar trilhas que antes ele nem sonhava em realizar. Falastrão, é uma excelente companhia para caminhar, me agrada e da prazer caminhar a seu lado. De repente vi o meu pesadelo ruir em alguns segundos, meu primo voltara pouco a pouco a respirar. Foi se acalmando, sua cor voltara ao normal. Ele sobrevivera a mais esta. Até hoje não sei o que aconteceu. Possivelmente ao cair no chão depois de tropeçar em um cipó, bateu com o peito e a garganta em um toco, fechando-lhe as vias respiratórias, que aos poucos foi voltando ao normal. Depois de um breve descanso, seguimos firmes e a passos largos, vário riachos foram cruzados e começaram a surgir de repente alguns pés de bananas, um claro sinal de civilização. Mas como? Civilização no meio da floresta? . Mais meia hora de caminhada e nossa pergunta foram logo respondidas. Uma tribo indígena! Sim indígena, uma tribo Guarani, uma visão de encher a alma. Depois de tanto tempo quase nos arrastando pela mata, fomos dar de cara logo com um povo que sonhara em conhecer. Mesmo estando a menos de 100 km da maior cidade do país, esta tribo conhecida como tribo do Rio Branco, mal fala português, as crianças só tupi-guarani. Nosso primeiro contato foi com as crianças, claro que não entendemos uma palavra do que elas falaram. Logo avistei uma índia semi-nua, que tratou logo de vestir uma camiseta. Pedimos para nos aproximar e fomos autorizados. Cumprimentamos o índio e a índia, que nos responderão com um português de difícil compreensão. Perguntamos o tempo que gastaríamos para chegar ao litoral e ele disse que em quatro ou cinco horas de trilha chegaríamos a um local onde seria possível pegar um ônibus. Ficamos felizes, conseguiríamos com certeza terminar a nossa viagem na data prevista. A pedido do índio distribuímos alguns doces para as crianças, nos despedimos e seguimos em frente . ( 2003) A trilha continuava plana e de fácil navegação. O Rio Branco continuava a nos acompanhar e fazia jus a seu nome, limpo , translúcido e calmo. Encontramos pela frente um índio que vivia isolado da tribo. Parecia ter uns 50 anos de idade( seria o seu Vera Tupâ, que eu só conheceria 12 anos mais tarde ?). Segundo ele, estava morando ali a uns vinte anos. Disse ter vindo de uma tribo guarani do Estado de Santa Catarina. Foi por ele também que descobrimos e ficamos sabendo que aquela tribo, conhecida como Rio Branco, está ali a menos de trinta anos. Provavelmente habitavam o litoral e com a explosão urbana, foram obrigados a se mudar para as montanhas. Atravessamos o Rio Branco e continuamos a caminhada, agora pela sua margem esquerda. Depois de algum tempo de caminhada, agora por uma estradinha de terra, paralela ao rio, chegamos ao que parecia ser a área principal da tribo. La havia uma pequena escola e um posto de saúde e a iluminação elétrica também havia chegado, o que não diminuía em nada a fantástica sensação de estarmos diante de um povo de hábitos tão primitivos, surpresas que só um país como o Brasil pode nos proporcionar, um Brasil pouco conhecido pela maioria dos brasileiros. Tiramos algumas fotos e continuamos pela estradinha. Eu estava eufórico, fui acometido der repente por uma felicidade que não sentira há muito tempo. Sentia-me leve, parecia estar flutuando, era como se eu tivesse atingido o nirvana. Começara a perceber que toda aquela profecia não passava de pura cretinice. Ao invés de morrermos, havíamos ganhado mais vida. Tínhamos passado algumas dificuldades,admito, mas estávamos ali de pé, firmes para contar a história. Sobrevivemos a tal maldição, íamos ver o sol nascer mais veze, desta vez fortalecidos e confiantes em nós mesmos. Contei toda a história paro o meu primo enquanto caminhávamos pela estradinha de terra e depois fizemos muitas piadas com o que tinha acontecido, rimos muito. Foi ai que ele começou a entender porque eu havia durante toda a caminhada, o tratado como se ele fosse uma criança. Conseguimos uma carona com um baiano que morou na Chapada Diamantina e hoje vivia em São Bernardo. Descemos em um bairro do litoral, aonde pegamos um ônibus que nos deixou na rodoviária de Itanhaém. Pedi que meu primo ligasse para casa dele, pois provavelmente sua esposa poderia estar preocupada por causa da tal profecia. Ficamos sabendo que a profecia teria sido recebida, na verdade, por uma tia nossa, e que a profecia dizia que se fôssemos, seríamos picados por uma serpente negra e que a visão se limitava apenas ao Marcão e sua esposa e no caso, serpente negra na crença deles não tinha nada a ver com cobra e significaria somente a morte. Juro que a minha vontade era de mandar enfiar profecia e serpente negra na bunda, mas por respeito deixei pra la. Pegamos uma Vam até o terminal do metrô Jabaquara. Despedimo-nos na Estação da Sé com uma sensação de vitória, de alma lavada, com alegria e satisfação, que só pode ser sentida apenas por quem se dispuser a abandonar a civilização e se lançar rumo ao desconhecido. Como se chama esse gato, é seu animal de estimação? -"Chama gato mesmo, nois cria pra comer no Natal" ( Vera Tupâ, lider da tribo) Divanei Goes de Paula / agosto de 2003 NOTA IMPORTANTE: Pois é caros amigos, se você teve paciencia para ler esse tosco relato até o fim e não está entendendo nada, preciso lhe dizer que estamos falando de um tempo sem internet, sem celular, sem redes sociais , sem mapas de satélites, sem GPS, sem comunicação quase nenhuma, tanto que nem sabíamos da existencia da tal tribo do Rio Branco. Hoje a tal travessia do Rio Branquinho é uma travessia clássica, quase uma carne de vaca, mas ainda continua linda como sempre foi. Para ilustrar melhor esse relato, eu intercalei fotos originais da época com fotos recentes e essa narrativa por incrível que pareça, acaba por se tornar um documento histórico de um passado não muito distante. Divanei Goes de Paula- março/2018
  2. 2 pontos
    Por muitos anos eu e minha família adiávamos Jeri pelo “mito” de que tudo é caro demais, mas aquela pedra furada sempre foi um sonho meu e depois de reservar bastante dinheiro, tomamos coragem e fomos. Sempre digo que quem mora em Brasília não se assusta com os preços de lugar nenhum e dessa vez não foi diferente, achamos os preços super normais para uma vila simples e de difícil acesso. Usei menos da metade do dinheiro que juntei. Como essa viagem foi feita no final de junho do ano passado, com meus pais, final da baixa temporada, não me organizei para mostrar os preços exatos, mas vou tentar fazer uma estimativa. Importante dizer que não estávamos no perfil mochileiro, então minha intenção é dizer o que realmente achei da cidade e dos passeios. CHEGADA: Peguei um Voo LATAM ida e volta BSB -> FOR por volta de R$ 400,00, sem promoção. Saímos rumo à Jeri no ônibus superconfortável da Fretcar (passagens compradas antecipadamente pelo site, pegamos o ônibus semi-leito no aeroporto por 140,00 ida e volta/pessoa sem o transfer para a vila). Os tranfers apenas de ida em uma Hilux custam entre R$ 450,00-R$500,00 até dentro da vila. Vale a pena? Talvez, se dividir por 4 pessoas e se quiserem chegar logo, já que a diferença para chegar é de umas 3hrs, mas como já tínhamos programado para “perder” o dia, decidimos economizar. A viagem é tranquila, estrada no estilo “retona”, asfalto bom, o ônibus não vai pelo litoral, mas em compensação passa por parques eólicos bem interessantes! O ônibus faz apenas uma parada para um lanche/almoço rápido e segue até um posto de gasolina, onde fica o estacionamento, para pegar o “pau de arara” e seguir para a vila. Quem não comprou o transfer para a vila, compra lá na hora mesmo sem nenhum problema. Dica: Fomos à noite e o vento estava forte, para quem não conseguir ou não preferir ficar dentro do carro, recomendo levar uma blusa de frio leve e um lenço para segurar os cabelos. A ida até Jeri a noite é mágica, um céu cheio de estrelas indescritível! O transfer deixou cada pessoa em seus devidos lugares de hospedagem. HOSPEDAGEM: Para economizar, escolhemos Airbnb e demos a sorte de achar a Casa da Lydie (https://goo.gl/Ee8BdA) O total, com as taxas foi de R$1359,42 para 3 pessoas, 6 dias. Não acredito que tenha uma opção melhor para hospedagem, nem mesmo no famigerado Essenza . A casa é muito bem localizada, superequipada, limpa, linda de morrer! 3 quartos (2 suítes), varanda com rede e sofá, cozinha, e vista para o por do sol. Acredito que é importante detalhar estadias em Airbnb, então tirei muitas fotos da experiência. Acho que a casa é um “puxadinho” do hotel La Villa, pois tem o mesmo estilo do hotel. Nossa hospedagem dava direito de aproveitar as dependências e café da manhã do hotel ao lado se houvesse consumo. O café da manhã supercompleto e delicioso custou R$60,00 por pessoa, que aproveitamos uma vez. Os drinks e petiscos bem servidos estavam em torno de R$ 18 – R$20 e R$20 – R$30, respectivamente. Salvou em um dia que voltamos do passeio mortos de cansaço! Entrada da casa Dependências do Hotel La Villa: Café da manhã PASSEIOS: PEDRA FURADA: Fomos a pé, de manhã com a maré baixa saindo da praia principal. Não demora muito para chegar, cerca de 40 minutos, e o percurso é lindo, mar quentinho, rochas coloridas, cavernas e piscinas naturais, e é tranquilo. No caminho, paramos para tomar banho na praia malhada que, na minha opinião, é a melhor da vila, mas infelizmente quase não tem estrutura de barraca, apenas um senhor que aluga guarda sol e vende água/água de coco/refri e cerveja, a preços de quem não tem concorrência. Enfim chegamos na pedra e... LOTADO DE TURISTAS! Estava lotaaaaaaado! Chega bateu um desânimo... Mas logo vimos que era um grupo dos passeios e logo foram embora, deixando o lugar praticamente vazio. Chegaram outros, e também logo foram embora, e assim foi. É só ter paciência. O cartão postal é bem bonito, a rocha tem coloração rosada, não decepcionou! Porém na volta... SOCORRO! A maré tinha subido e não havia mais caminho pela praia, então tivemos que subir um morro bem íngreme para voltar por “cima”! Aí sim é difícil de verdade! O sol de matar só piorou a situação! Se for fazer esse passeio a pé, leve muita água e abrigo! Não recomendo para idosos. Praia de Jeri com a maré baixa. Caminho para praia malhadaPraia malhadaCaminho de volta DUNA DO POR DO SOL: É lindo, apenas! Dica: Uma boa opção é alugar um cavalo para andar na encosta da duna por R$50,00/1h (preste atenção na condição dos cavalos, caso decida alugar. Verifique se o animal tem machucados e se está bem nutrido, limpo e escovado. Próximo a casa tinha um senhor que cria e vimos que eram bem tratados). Atenção: venta muito mesmo e é um pouquinho frio. Fica lotado apenas em uma parte da duna, o começo, mais pro final praticamente não tem gente. LITORAL LESTE, as Lagoas: Contratamos o passeio com o pessoal da própria associação de bugueiros (fica uma barraquinha na frente do Supermercado Tem Tudo, ao lado do Samba Rock). Custou R$250,00 as 3 pessoas. Acaba que é tudo tabelado e preferimos ajudar a comunidade. LAGOA PARAÍSO: Fomos direto para lá, com uma parada em uma pequena lagoa que não sei o nome, só para fotos. É bem bonita. Chegamos no paraíso por volta de 10h e como não fomos primeiro para a Pedra Furada, o lugar estava bem vazio. O lugar é um Beach Club badalado, ótima estrutura, com comidas e bebidas caríssimas. Porém não paga para sentar nas cadeiras normais e nem para usar os banheiros, pelo menos. Fica tocando uma música meio lounge, meio eletrônica (bem chata e enjoativa para quem não curte). 12hrs é o horário ideal para observar a lagoa, já que o sol está a pino. É realmente belíssima, um verdadeiro oásis e ficar naquelas concorridas redes é maravilhoso . 10hrsR$100,00 para ficar nas espreguiçadeiras 12hrs LAGOA AZUL: Fomos depois da Paraíso e sinceramente? Muito sem graça! Talvez por que ela estava com muita água e por que fomos no Paraíso antes! Talvez seja melhor ir nessa antes para manter a expectativa lá em cima, depois da Lagoa do Paraíso todas as outras perdem um pouco da graça. A água é bem parada, funda e cheia de peixes. Em compensação, é notavelmente mais barato do que a Paraíso. Almoce e beba por lá, se preferir, a comida parece boa e bem servida! Cerveja bem gelada, 600 por R$9,00! Não tocou música, então o lugar é bem tranquilo. As mesas e cadeiras ficam dentro da água. PREÁ: Vila de pescadores bem simples. Mar agitado e areia cheia de conchas. Almoçamos na Barraca da Mônica por recomendação do guia. O lugar é bonito, mas achei que veio pouca comida para o valor (R$ 70 o prato com camarões pequeníssimos), serve pouco, mas é gostoso. Na vila compramos peixinhos e camarões para abastecer nossa geladeira, o preço é ótimo e é tudo fresco! ÁRVORE DA PREGUIÇA: Parada de 5 minutos. Apenas uma árvore seca (apesar de viva) retorcida e deitada. É bem bonita, mas é só um lugar para tirar foto (Se você der sorte de pegar o lugar vazio...). Para falar a verdade, você vê muitas dessas árvores pelo caminho, acredito que essa seja a maior. LITORAL OESTE: Também pela associação, R$150 3 pessoas. Não fomos ver os cavalos marinhos e seguimos direto ver as árvores secas, é um ambiente bem interessante! Nunca tinha visto nada parecido. As fotos ficam lindas. DUNAS: O motorista do bugue fez umas voltas bem legais, passeio com emoção! Você pode parar nas lagoas que ficam no caminho para fazer um skibunda. LAGOA DE TATAJUBA: É aqui que tem o cardápio vivo. Quando fomos, só tinham 2 famílias além da nossa. A lagoa é uma delícia, existem redes dentro da água também. Comida muito bem servida e muito gostosa, para 3 pessoas sobrou e foi R$ 80,00 o peixe mais guarnições a vontade! Se acabasse era só pedir que traziam mais. Aluguei um SUP por R$40,00 o tempo que eu quisesse. É um lugar para relaxar. A cor da água não se compara com a das outras lagoas, mas é tão paradisíaco quanto! Ficamos até cansar. CIDADE: A vila é simples, cheia de areia. Não há asfalto, então nem considere levar salto ou sapatos elaborados, lá só andam de tênis, chinelo ou descalço mesmo. Como estávamos com uma casa, não gastamos muito com comida, apenas no mercado (os preços são bons!). Comemos na excelente hamburgueria EAT On The Street uma noite, preço normal em torno de R$25-30 e na famosa pizza de metro Peperino, também bem gostosa. E pela vila tem em vários barzinhos legais e restaurantes do “PF” ao gourmet. Nem cogitamos alugar uma cadeira na praia principal, pois é cobrado por hora e a praia não é lá essas coisas, achamos coisa de gringo desavisado. Há várias lojinhas e boutiques, tudo bem caro e nada de especial. Porém, quero chamar atenção para a Associação das Crocheteiras. Nunca na vida achei que iria comprar um vestido de crochê belíssimo por R$40,00. Tudo feito a mão, impecável. Comprei porta guardanapo, vestidos, bolsinhas, tops e lembrancinhas. CONSIDERAÇÕES: Há muito hype em cima de Jeri, percebi que transformaram uma simples vila de pescadores em um lugar com desnecessária fama de badalada. Realmente, há uma estrutura meio hippie-chic mas em sua maior parte, Jeri continua sendo uma vila de pescadores, e ainda é tudo muito simples, não há nem necessidade de extravagância, eu só usei biquíni e shorts o tempo inteiro. Há um rebulinho de pessoas ricas que chegam por lá de helicóptero e ficam hospedados no Essenza com suas festas barulhentas, mas fica por isso mesmo. O clima de simplicidade é predominante. Separe e leve dinheiro em espécie, lá não tem caixa eletrônico (meio impossível para um carro forte chegar lá, né?) e muita coisa só vende no dinheiro mesmo, inclusive o transfer da vila para pegar o ônibus de volta! Ficamos 6 dias inteiros lá e no final das contas achamos muito. O ideal são 3 a 4 dias inteiros, ou 6 dias com passeio ao delta ou lençóis maranhenses. Acaba que depois de fazer os passeios não tem mais muita coisa para fazer. Me arrependi de não ter feito o passeio para Barrinha e ter ido no restaurante Komaki. Considerem incluir esse passeio no roteiro! Com muito planejamento dá pra fazer uma viagem custo-benefício e única!
  3. 2 pontos
    Olá, Mochileiros! Vim trazer meu primeiro e humilde relato para aqueles interessados em mergulhar pela primeira vez em Arraial do Cabo. Escolhemos o dia 27 de fevereiro para realizar o mergulho, tanto por conta da baixa temporada quanto pelo clima, este que na verdade estava meio doido. Choveu muito no estado do Rio por essa época, causando até alagamentos, e a previsão do tempo não estava muito boa, mas o pessoal sempre nos tranquilizou quando mandávamos mensagens desesperadas pelo Whatsapp, informando que a chuva não interferia no passeio. CUSTO: Ok, primeiras coisas primeiro. O mergulho foi feito pela empresa By Fish, nº 1 no Tripadvisor e o mergulho de batismo custou, por pessoa, R$ 185,00 + R$ 60,00 das fotos (se pagar antecipado, é R$ 50,00. Vale a pena? SIM! Serão fotos incríveis feitas pelo profissional @tiagosantosph). Não sei quanto as outras empresas, mas a By Fish é realmente ótima, o cuidado e a hospitalidade são grandes diferenciais. No valor está incluso todo o equipamento e um lanche/café da manhã bem gostoso, com frutas, bolo e suco. EXPERIÊNCIA: Marcamos de estar no Píer 3 às 08:30, recomenda-se chegar 08:00. Se programem para chegar no horário, pois eles são pontuais e depois de 08:30 só tem 15 minutos de tolerância muito bem respeitados, principalmente se estiverem hospedados em Búzios, como nós, onde o trajeto até Arraial vai durar quase 1h apesar da curta distância. Chegamos no Píer, o sol estava de rachar, compramos a taxa por R$5,00, fomos até o barco e... fizemos o mergulho sozinhos mesmo! Por conta da baixa temporada e por ser em uma terça, não havia mais pessoas e sentimos que contratamos um passeio particular. Preenchemos um formulário e nos foi passada as instruções, é tudo muito simples e intuitivo. Chegamos ao ponto onde iríamos mergulhar. Estávamos em casal, mas como apenas um instrutor foi não poderíamos mergulhar juntos. Infelizmente isso não nos foi informado, então seria bom combinar antes do mergulho para quem se interessar em mergulhar em casal. A água é realmente maravilhosa, clara e limpíssima, não estava congelante e havia muitos peixes, inclusive uma tartaruga, águas vivas pequeninas e um baiacu muito fofo, a visibilidade e a diversidade marinha é algo impressionante, é inevitável não se sentir no Procurando Nemo. O mergulho demora cerca de 30-40 min e vai até 10m de profundidade e enquanto outras pessoas mergulham você pode fazer snorkel pela área. Uma dica que considero interessante é combinar com o fotógrafo antes o tipo de foto que você quer, por exemplo, mais perto dos corais, da superfície, ao passar por um cardume etc ao mesmo tempo em que você leva uma GoPro para filmar o passeio. Em resumo, tudo é muito tranquilo e não oferece nenhum perigo, o instrutor estará com você o tempo todo te guiando e você não precisa nem nadar. A experiência é muito maravilhosa e já saí de lá já procurando cursos de mergulho e passagens para Bonaire. Espero que esse relato ajude as pessoas que estão indecisas se incluem esse passeio no roteiro!
  4. 2 pontos
    [... Continuando] Dia 5 - Arequipa [24/08/2017] Chegamos muito cedo no hostel. Por volta de 5 da manhã. Ainda bem que consegui fazer um "earlier check in". Dessa forma, já entrei para o quarto e fui tomar um banho. Após o banho sai para conhecer o espaço do hostel, e olhem o que encontrei, que fofinho... Após isso descansei um pouco e sai para o almoço. Antes, precisava trocar o dólar que eu tinha. Por sorte, no caminho fui indicada a trocar no banco. Peguei um ótimo valor na venda !! Pela manhã peguei uma dica com a moça do hostel para comer um prato típico da cidade. Lá vai eu procurar pela rua indicações de restaurante. E essa é a história de um tal de Rocooto. Como sempre, não etendemos nada de nada das 'la cartas' apenas um blablabla. E depois, a surpresa. Mas tudo bem, relax. Vamos pedir e experimentar. Quando chegou pensei, mas que prato bonito.. tomate com queijo. Começo a comer e começa a sair lágrimas dos olhos.. mas pq Senhorr.. daí me toquei. Era tomate coisa nenhuma.. era pimentão! Isso mesmo .. o nome do prato é o nome do tipo do pimentão típico da cidade e a carne estava muito apimentada! Tudo bem. Comi uma delas, e aí outra não deu. Comi apenas o recheio. Tbm nessa refeição experimentei uma tal de Chicha. Bebida típica peruana e da região de Arequipa. Nada de sensacional mas não era ruim. Levemente alcoolizado. Fiz o pagamento, esperei o troco, achei que não viria, que ela tinha pensado que tudo era tips, mas quando ja estava saindo, ela veio com algumas moedas. Deixei algumas com ela também, pois me atendeu muito bem (embora me fizera chorar, kkk) Sai do restaurante e fui procurar o tal do grupo para fazer o "free walking tour". Foi difícil de achar, pois as ruas em Arequipa não seguem muito um padrão. Rodei umas ruas, voltei outras, e no fim achei. Os primeiros que encontro que também fariam o tour é um casal de espanhóis, trocamos algumas infos, de onde era e tal, e assim juntou mais gente e a guia chegou para falar conosco. Após fazer uma pesquisa de idioma, ela decidiu que faria o tour em espanhol, pois apenas uma pessoa não entendia. (Ela explicaria para essa pessoa a parte) Começamos o tour pela praça principal da cidade. A praça é cheia de estátuas de sapos por todos os lados, que significa fertilidade. Prosseguimos para alguns outros pontos, até que no caminho tenho o primeiro encontro com esses bichinhos fofíssimos, as lhamas S2. Todavia, nem tão fofíssimos, pois na primeira oportunidade, atacou, deu uma cuspida em um cidadão que foi mexer com ela. #medo Após isso partimos para o portal, onde se tem uma vista linda do vulcão Misti. A guia nos levou para experimentar uma sobremesa típica da região, o queso helado, que seria um sorvete de queijo, porem, não tinha gosto salgado de queijo e com um toque de canela e pisco. Muito bom! Após, fomos a praça de armas, onde estava tendo um campeonato de esculturas, de longe, parecia algo muito profissional. Ela explicou algumas informações sobre o campeonato e a praça, e partimos para a última parte do tour, uma rodada de pisco sour for free. Fomos a um bar que tinha uma vista linda! Para a praça e com um toque de Misti ao fundo. E assim, vendo o por do sol, experimentei o pisco sour maracujá, que tanto queria. Tour finalizado, dei tips para a moça e corri para pegar a ultima sessão do museu com a Juanita. Juanita é um corpo mumificado de uma jovem oferecida como sacrifício em rituais incas. O corpo conservado foi encontrado por pesquisadores em 1995 em uma das montanhas de Arequipa e encontra-se exposto no museu. Um passeio muito interessante, cheio de informações e curiosidades. Vale a pena. Após isso, lembrei que precisava comer algo antes de voltar ao hostel, pois iria dormir cedo para madrugar o outro dia. A noite foi um pouco turbulenta antes do sono, pois meu quarto ficava em frente do bar. Exatamente, em frente ao bar. Abria-se a porta do quarto e então...! Estou no bar. Então, me enrolei na coberta coloquei meu protetor auricular, e bora dormir que a noite é curta! Dicas: Picantería Victoria: Foi o restaurante que fiz o almoço com as opções típicas da região. Lugar muito aconchegante. Fui muito bem atendia e o valor é justo. [Clique aqui] Free Walking Tours: Nas cidades grandes, existem tours que você pode fazer gratuitamente. Tem um guia disponível e o tour se faz caminhando. Como o trabalho deles se resume a apenas tips", eles são muito prestativos, atenciosos e simpáticos. Vale muito a pena esses tours, além de gratuito, ter o contato com nativos e também conhecer mais pessoas. [Continuação nos próximos posts...] Beijos! Tabata Instagram: @tatablita
  5. 1 ponto
    EXPEDIÇÃO VALE DO ITINGUÇU Foi numa tarde quente e chuvosa de verão que eles surgiram. Nove homens desembocam de supetão na extraordinária e turística CACHOEIRA DO PARAÍSO, nos domínios da JURÉIA. Toda a ação é assistida por uma multidão que fica perplexa, sem se darem conta do que está acontecendo. Um burburinho toma conta do lugar, homens, mulheres, crianças e velhos tentam entender de onde surgiram aqueles extraterrestres de coletes, perneiras, capacetes e mochilas estanques com equipamentos de escalada a tira colo. Os salva-vidas do parque ficam paralisados, sem ação, só fazem acompanhar com os olhos um a um dos exploradores descerem a escadinha de madeira e depositarem suas mochilas ás margens do grande POÇO VERDE e se atirarem na água, nadando para o outro lado até se posicionarem embaixo da queda da cachoeira. Nada disso havia sido combinado e o grupo foi tomado por um sentimento avassalador de satisfação e conquista e ao se juntarem, se abraçaram e comemoraram juntos, como jamais haviam comemorado antes e o aniversariante do dia não se conteve e escondidamente deixou escapar umas lagrimas em meio àquela enxurrada de emoções e agradeceu por estar vivo para apreciar aquele momento único. (Uma das Grandes Quedas do Itinguçu, no centro da Mata Atlântica, quase 2 dias da civilização) Já fazia muito tempo que eu deslumbrei a possibilidade de explorar às nascentes do Rio Itinguçu, o rio conhecido por abrigar a fenomenal CACHOEIRA DO PARAÍSO, uma das maiores atrações do entorno da Reserva Ecológica Juréia-Itatins nos domínios de Peruíbe, mas foi procurando um caminho para chegar ao cume da serra que descobri uma possível passagem que poderia nos levar a montar uma expedição que pudesse descer aquele vale selvagem e desconhecido. Por incrível que pareça, esse projeto foi parar em um canto esquecido do meu computador após tomarmos ciência de um pico selvagem e deslumbrante que servia como guardião das nascentes do rio, então deixamos de lado a aventura aquática e nos embrenhamos no meio da floresta até alcançarmos o cume perdido do Morro das Três Pontas. A expedição ao cume do pico Careca foi um sucesso e a partir daquela conquista, estabelecemos também um caminho viável para um dia tirarmos o Vale do Itinguçu do anonimato. (Cume Motchaka-Morro das Três Pontas) Eu já estava propenso a me enfiar em outros vales, quando parte do nosso grupo insistiu que a gente deveria pôr fim à novela do Vale do Paraíso, que era como vínhamos chamando aquele vale perdido até então,no feriado do Carnaval. Num primeiro momento dei uma titubeada por achar a logística partindo da cidade de Itariri muito complicada por ser um município perdido no Vale do Ribeira e sem transportes regulares partindo do interior Paulista ou mesmo da capital e quando os caras botaram os planos sobre a mesa , foi aí que me dei conta que a logística era mesmo uma grande merda: Teríamos que dirigir com nossos carros até lá na véspera do grande feriado e depois de tentarmos atravessar o vale, ainda teríamos que retornar para resgatar os veículos que ficariam aonde o Judas cagou nas botas. Bom, como não sou explorador de arregar pra coisa nenhuma e sabedor de que se não fosse agora perderia a chance de escrever também meu nome na história, dei uma garibada no velho NIVA 4X4 , apanhei o Vinícius e o Alexandre no centro de Sumaré e rumamos para a cidadezinha de Itariri que fica a uns 300 km de casa, mas antes paramos no meio do caminho para dar uma carona para o Gersinho, que era um dos que estavam na expedição ao Morro das Três pontas. A outra metade do grupo, todos da região metropolitana de São Paulo decidiram sair só na manhã do sábado e nos encontrar na cidadezinha antes do meio dia. Ao chegarmos à primeira entrada de Itariri, viramos para a direita e fomos rumo ao bairro da Igrejinha, sempre seguindo paralelos ao Rio Azeite e, ao atravessarmos a grande ponte, nos mantivemos a esquerda e ao chegarmos a um ponto de ônibus, alguns metros depois, deveríamos também continuar nos mantendo a esquerda, mas nosso navegador bobeou e fez com que pegássemos o caminho errado e fossemos nos perder no meio do nada, numa estrada sem saída em meio a escuridão daquela madrugada quente. Já passava das 4 da manhã, eu estava tombando de tanto sono e não houve nada que fizesse com que a gente voltasse para o nosso rumo, então encontramos um motoqueiro fantasma e ele nos guiou para fora do labirinto e nos deixou novamente depois da grande ponte do Rio Azeite e logo à frente um boteco abandonado, com uma grande cobertura, nos serviu de hotel pelo resto da noite e o tal QUIOSQUE DO BURRO acabou por se tornar uma escolha bem inteligente. Quando o dia clareou, o Vinícius já fez logo um pampeiro para que a gente levantasse. Me levantei, mas não deixei de protestar porque pensava em dormir até um pouco mais tarde e mesmo ainda com muito sono, dar de cara logo cedo com aquele rio espetacular, já faz com que o nosso humor se eleve rapidamente. A parte paulistana do grupo já nos sinalizou que só chegaria perto das 11 da manhã, então aproveitamos o tempo ocioso e voltamos até o centro de Itariri para um café reforçado e quando o bucho encheu, voltamos para perto do Quiosque do Burro, junto à uma ponte pênsil e lá ficamos até que que o resto do grupo se juntasse a nós. Antes do meio dia os meninos paulistanos aparecerem e é sempre um grande prazer rever esse bando de malucos vindos de todos os cantos da cidade e de outros municípios vizinhos. Silvester Natan, Daniel Trovo, VGN Vagner, Paulo Potenza e Rafael Soares, todos com uma alegria irradiante e felizes por estarem ali prestes a darem início a mais uma Expedição Selvagem, sem a certeza do rumo que aquela brincadeira tomaria, sem saber se aquela loucura chegaria bem ao seu final, mas todo mundo consciente de que cada um estaria por conta e risco, sabedores dos perigos que tal empreita envolveria. Com o dia claro, não tivemos problemas para encontrarmos a fazenda de bananas que procurávamos e seria nosso ponto de partida, a mesma propriedade do qual havíamos conquistado o cume do Morro das Três Pontas no ano passado, que por sorte, acabamos virando amigos do administrador que já havia nos dado o aval, deixando a gente estacionar nossos veículos na casa dele. Essa expedição tinha uma característica diferente das outras, desta vez teríamos que subir uma montanha com um desnível enorme para depois tentarmos navegar varando mato no peito até encontrarmos a nascente do RIO ITINGUÇU. Já conhecíamos o caminho até o topo da montanha, mas ainda discutíamos se era melhor varar mato em linha reta e ganhar precioso terreno ou tentar seguir por uma antiga trilha de caçadores e palmiteiros, que bordejaria o rio da Usina dos Ingleses, uma ruina perdida no meio da selva. Lá pelas 13 horas jogamos às mochilas às costas e partimos, mas me chamou a atenção o excesso de equipamentos que alguns carregavam, claro que eu já sabia qual era a intenção deles, mas me mantive sereno, já que essa foi uma discussão que eu havia perdido. Abandonando a casa do administrador, seguimos enfrente pela estradinha que ia ganhando altura aos poucos. O grupo se dividiu em dois e a pernada inicial foi servindo para botar os papos em dia, até que vinte minutos depois somos obrigados a abandonar a estrada em uma curva e adentrar para a esquerda, numa antiga estrada que hoje não passa de uma trilha erodida e interditada pelo matagal. Esse caminho servia para dar acesso ao bananal nas cabeceiras da fazenda, mas pela dificuldade de acesso, toda a plantação foi abandonada. Quinze minutos de caminhada, talvez menos, ouvimos um grito do grupo que vinha logo atrás. O Rafael estava passando mal e precisava descansar um pouco. Também pudera, a temperatura beira os 38 graus e até os mais magrelos já ameaçavam sucumbir diante daquele calor dos infernos. Logo o Rafael retomou seu caminho, mas não foi muito longe, caiu novamente prostrado, botando os bofes para fora. O Potenza deu-lhe um remédio e fomos caminhando lentamente, tentando fazer com que ele chegasse vivo até o casebre abandonado onde pensávamos que conseguiríamos um pouco de água. A chegada ao barraco caindo aos pedaços nos remete às boas lembranças de expedições antigas, mas água mesmo somente em uma garrafa grande deixada por algum caçador que logo foi despejada sem dó sobre a moringa do Rafael, que tinha anunciado a sua desistência da Travessia Expedicionária. Ficamos na choupana velha, vendo se seria necessário alguém acompanhar o nosso amigo de volta para a civilização, mas de repente o Rafa sacou lá do fundo da sua alma um último suspiro de vida e desistiu da sua desistência, preferia morrer na subida da serra do que se ver fora daquela expedição e correr o risco de nunca mais ter outra oportunidade e se a frase é mais do que batida, também seria mais do que oportuna: O SOFRIMENTO É PASSAGENRO, MAS DESISTIR É PARA SEMPRE! Com o Rafa aparentemente recuperado, largamos aquela habitação decrépita e partimos para o pé da montanha, atravessamos o bananal no peito, nos guiando pelo faro e pelo nosso GPS, até vermos que havia chegado a hora de deixarmos o conforto das bananas docinhas e nos enfiarmos de vez no meio da floresta espinhuda. O rio era audível do nosso lado direito, mas a vegetação não nos deixava avançar e o Rafael já começava a querer tombar de novo, aliás, todo o grupo cozinhava os miolos naquele calor escaldante. Todo mundo parecia implorar para que o rio chegasse logo, mas ao invés de água, toma barranco na fuça. A paciência acabou, mandamos o traklog para PQP e seguimos nosso instinto de sobrevivência até água e quando lá chegamos, não teve um que não tenha se atirado de cabeça nos poços de águas translucidas e alguns quase morreram de tanto beber e o moribundo do Rafael se atirou no leito do rio e lá ficou até que seu corpo absorvesse metade da água do córrego na tentativa de se restabelecer novamente. A tarde já ia lá pela sua metade e aquela dúvida inicial se seria melhor seguir pelo mato ou bordejando o rio, acabara de ser desfeita. Com o Rafa ainda meia boca, seria muito mais seguro ir tocando por dentro da água ou pela margem do rio, sempre subindo as pirambeiras que iam surgindo. Portanto, pela água começamos a pular pedras e atravessar pequenos poços e cachoeirinhas bucólicas e isso deixava todo mundo feliz por termos nos livrado do calor intenso. Sabíamos que aquele rio nos levaria direto para a grande cachoeira dos Ingleses e consequentemente para o alto da serra, mas ao chegarmos a uma bifurcação de rio, os caras que estavam seguindo o caminho pelo GPS, comeram bola, e ao invés de pegarmos o rio da direita, pegamos o da esquerda, talvez hipnotizados pela bela cachoeira que se apresentou à frente. Como subir a cachoeira era tarefa árdua e vendo que o caminho não era aquele e que estávamos no rio errado, aferimos nosso azimute e tentamos voltar para o vale correto, mas a gente começou a subir barranco atrás de barranco e cada vez mais parecíamos estarmos fora da rota, até que os navegadores decidiram pegar uma linha reta até o outro rio e ao invés de subirmos, começamos a descer. Perder altitude foi uma péssima ideia, foi um tempo perdido e eu morrendo de sono por ter dirigido a noite toda e não ter dormido, achei aquela navegação um furo n’água. Quando cansamos de andar para o lado errado, finalmente encontramos terreno aberto, mas longe de ser um caminho mais tranquilo porque aí começou a tocar de vez para o rio e ao chegar no seu leito tocamos para cima até interceptarmos a antiga CACHOIRA DA USINA DOS INGLESES, uma ruina do século passado que foi engolida pela floresta. A chegada à essa cachoeira é uma grande festa e as mochilas foram largadas ao chão e todo mundo se atirou para debaixo da queda no intuito de baixar de vez a temperatura do corpo, mas como não é possível ser feliz para sempre, logo já estávamos de volta a nossa labuta de tentar conquistar aquela montanha ainda hoje. ( Cachoeira Usina Velha dos Inglêses) A continuação do caminho é escalando ao lado da cachoeira, adentrando embaixo de uma espécie de gruta cavada na rocha e já saindo para esquerda e logo interceptando uma antiga trilha de caçadores.. A subida estava dura, o Rafael parava a cada 15 minutos e pelo andar da carruagem eu já estava vendo que daria o último suspiro e pediria para ser enterrado ali mesmo. A cada parada do Rafa, o grupo também era obrigado a cessar a caminhada e eu já procurava uma árvore para dormir por alguns míseros minutos, mas foi em um momento específico que todo mundo acordou de vez: ao passar por um buraco no chão, o grupo mais à frente despertou a ira de um vespeiro e não deu nem tempo para mais nada quando alguém gritou a palavra mágica: “CORRE, ABELHA “. O Rafael que já era uma múmia a vagar pela floresta, deu meia volta junto com o Vagner e despinguelou barranco à baixo na trilha e eu peguei carona no vácuo deles. O resto do grupo correu para cima e mesmo assim o Vinícius foi alvejado duas vezes. Quando tudo parecia se acalmar, o grupo que correu para baixo tentou se juntar ao grupo do alto e foi nessa que também fui atingido. Uma ferroada certeira bem na mão esquerda, que imediatamente ameaçou cair do meu braço de tanta dor. A dor é tão grande que nem a picada de jararaca que tomei anos atrás se compara. Por sorte o Vagner, já esperto de outros carnavais, me deu logo um antialérgico para acalmar minha ansiedade. A tarde já quase que agonizava e nada da gente encontrar água e nem um lugar descente para acampar. Nos enfiamos por dentro de uma parede rochosa, denunciando que estávamos muito perto da saída do vale. Eu estava com tanto sono que nem sabia mais que rumo tomar, só deixava minhas pernas me levar aonde meu cérebro achava que estava seguro. O Rafa insistia em continuar em pé e a todo momento alguém tentava persuadi-lo a não desistir de vez, até que sem termos outra opção, apontamos nosso nariz de volta para o grande rio e nos escorregamos na sua parede íngreme até novamente chegar as suas águas, aonde um poço esverdeado, junto a uma cachoeira Afunilada nos deu as boas-vindas. O lugar era lindo, mas imprestável para acampar por ser um vale rochoso e sem árvores aonde pudéssemos montar nossas redes. Eu já estava com vontade de sentar e dormir encostado em qualquer lugar, até que alguém deu a ideia de apanharmos água e voltarmos a subir até um selado onde havíamos passado na descida para o rio e sem perder tempo nos dirigimos para lá e cada qual escolheu sua árvore favorita para montar sua casa de mato. Diz a lenda que alguns ainda voltaram ao rio para tomar um belo banho no poção esverdeado, eu particularmente, caguei e andei para o banho, montei minha rede e me joguei para dentro aonde morri por umas 2 horas e só acordei porque o Alexandre teve dó da minha pessoa e me trouxe um prato de comida, porque se dependesse de mim, não iria nem jantar. (Cahoeira AFunilada) Doze horas de sono tem o poder de transformar um moribundo em outra pessoa. Acordei renovado, com energia suficiente para arrastar toda uma floresta no peito até o litoral e mesmo o Rafael que no dia anterior agonizou, já estava um touro bravo. Vagarosamente, desmontamos nosso acampamento e partimos. Retornamos ao alto da serra junto a parede rochosa e localizamos novamente o rabo da trilha que nos tiraria de dentro do “VALE V” e nos jogaria num mundo novo, de descobertas e encantamento, um mundo talvez trilhado por ninguém, apertem os cintos, a AVENTURA SELVAGEM vai começar. Logo cedo é hora de subir montanha e quando o terreno começou a se estabilizar, passamos por um córrego, esse ainda, afluente do rio da Usina dos Ingleses. Estamos num grande planalto e teremos que atravessá-lo por dois ou três quilômetros até que interceptemos de vez o grande Rio Itinguçu, bem na sua nascente, mas até lá chegarmos vamos comer o pão que o diabo amassou. Para aquela expedição, havíamos traçado um caminho usando as curvas de nível no mapa, mesmo porque é um mundo de florestas fechadas onde é impossível saber a real localização da nascente do Itinguçu apenas pelas imagens de satélite. Andaríamos por mais de 2 km até termos certeza absoluta que estávamos mesmo descendo o leito do rio. É , tudo isso parece obviu , mas na verdade não passa de uma grande ilusão e uma vez ali, parece que o mundo gira de tal forma que ninguém mais sabe para que lugar seguir, por isso a importância do GPS para nos dar um rumo, uma direção. (início do Rio Itinguçu) O terreno estabilizou de vez e é impressionante o numero de pequenos córregos que vão correndo para todas as direções, portanto seria quase impossível se apegar a um deles na tentativa que eles desaguassem no rio que procurávamos. Nessa condição os nossos navegadores tiveram que não desgrudar mais os olhos do GPS. O avanço é lento, emperrado por uma vegetação fechada e com terreno encharcado. Outros tantos pequenos córregos são cruzados, mas nenhum seguia para o nosso destino e muito provavelmente seriam abastecedores de algum afluente do Itinguçu que possivelmente ira interceptá-lo mais a baixo, Passado mais de hora, a gente se deparou com uma grande nascente, um grande buraco de onde a água brotava e tomava a direção exata do grande Vale do Itinguçu e foi aí que a gente começou a desconfiar que por uma grande sorte, havíamos finalmente achado a verdadeira nascente do rio. Aquela nascente foi ganhando outras vertentes de água e foi crescendo e quando ficou com mais ou menos um metro de largura, tivemos a certeza de que nossa navegação havia sido um grande sucesso, então não perdemos mais tempo com o GPS e tratamos logo de nos jogarmos de corpo e alma naquele corpo d’água. O rio foi crescendo, se alargando e quando pensávamos que nossas vidas seriam facilitadas, os homens que iam à frente foram surpreendidos por um Lamaçal de respeito, inclusive Daniel Troco e Vagner quase foram sugados para a entranha da terra, atolando seus corpos até na linha da cintura e outros que vinham atrás também tiveram o mesmo destino. As águas do córrego a cada curva ficavam mais cristalinas e o seu leito, antes barrento, começava a ganhar uma camada de pedregulho. Alargou-se de tal maneira que poços profundos já eram cruzados com a água acima da linha da cintura e quando chegamos a uma prainha formada por pedrinhas, paramos para um descanso e para morder alguma coisa. Sentados ali, naquele lugar lindo, em meio a uma das florestas mais espetaculares do mundo, há quase dois dias longe da civilização mais próxima, logo nos chama a atenção uma frutinha muito familiar, na verdade o chão estava qualhado delas: Quando alguém balbuciou dizendo que se tratava de JABUTICABAS, dei uma desdenhada antes de cair a ficha totalmente. Aquilo era realmente incrível porque se existe uma fruta que é símbolo do Estado e até do Brasil, essa seria a jabuticaba, mas eu em quase 25 anos de andanças pela Mata Atlântica jamais havia visto um pé selvagem desta fruta, já me deparei até com onças, mas jabuticaba era a primeira vez. Bom, a fruta estava ali, espalhada por toda a prainha, mas onde estaria o pé? Procurei pelo pequeno arbusto em meio às grandes e frondosas árvores e nada encontrei, até que do outro lado do rio, uma árvore de tronco esbranquiçado e de uns 15 metros de altura se curvava sobre nossas cabeças. Encontrar aquela raridade no Vale do Itinguçu foi mesmo uma grande honra e essa travessia iria nos mostrar que é igual a jabuticaba selvagem, só existe na Mata Atlântica e destinada a poucos. (Jabuticabas Selvagens) Retomamos a travessia, mas agora já sabedores de que os grandes desníveis não tardariam em se apresentar e logo quando o rio de pedrinhas se transformou em um rio de leito de rochas gigantes, as primeiras quedas já surgiram pelo caminho e para felicidade geral do grupo, uma delas nos chamou a atenção pelo tamanho do poço de águas esverdeadas e essa foi a deixa para todo mundo se jogar de vez e lavar a alma naquele dia ensolarado de verão. O poço fez a alegria da galera, o banho renovou os ânimos, lavou a lama e já nos mostrou um pouco do que nos esperava pela frente. O rio afunilou por um momento e logo apareceu uma cachoeira de tamanho considerado e aí foi hora de pararmos para estudar o terreno. Antes de expedição começar houve um embate sobre levar ou não cordas para fazer a descida das grandes cachoeiras. Eu e outra parte do grupo achávamos totalmente desnecessário carregar um material pesado para esse tipo de travessia selvagem, ainda sabendo que a possibilidade de pegarmos lugares intransponíveis seria praticamente nenhum, mas uma outra parte do grupo achou que seria viável e muito bem vindo para um treinamento específico, então parte da equipe acabou por carregar esse peso extra. Pois bem, ao nos depararmos com essa cachoeira, parte do grupo se preparou para montar as cordas e a outra parte se enfiou no vara-mato e ficou combinado de todos nos encontrarmos no patamar mais abaixo, no pé da cachoeira. Como imaginávamos, a passagem pela floresta, perdendo altura, foi rápida e tranquila, mesmo a gente tendo que nos pendurarmos numa parede coberta por vegetação solta e depois tendo que descer escorregando por outro barranco até ganharmos o leito do rio.Descemos e ficamos apreciar a galera fazer um bonito rapel ao lado da queda e quando todos estavam unidos novamente, partimos novamente por dentro do rio. (Primeira Grande queda do Itinguçu) Por dentro da corredeira o avanço é lento, mas muito prazeroso já que o calor estava de matar. O rio vai perdendo altura até que se joga novamente num abismo em forma de garganta e novamente o Vinícius, o Alexandre, o Gersinho e o Natan abrem mão do equipo para o rapel, enquanto os outros já encontram uma passagem pelo lado direito entre as árvores e em poucos minutos estávamos todos na entrada da garganta de pedras pretas e que logo ganhou o nome de CACHOEIRA DO CÂNION DO ÉBANO. Mais uma vez a gente assistiu de camarote a galera se pendurar nas cordas e ir baixando vagarosamente até caírem no leito do rio. Apesar desse procedimento tomar um tempo , a gente não estava muito preocupado com isso não, já que chegamos a uma conclusão que poderíamos estar com um tempo de sobra e poderíamos nos dar ao luxo de curtir cada parada. (Cachoeira do Cânyons do Ébano) Enrolada a corda e guardado os equipamentos, a descida continuou, mas não deu nem tempo da corda escorrer a água e já foi novamente retirada da mochila para fazer a descida de mais uma cachoeira aonde um grande poço na sua base convidava todo mundo para outro mergulho. Mais uma vez parte do grupo se aventurou pela descida sem corda, na verdade, somente eu, o Troco e o Vagner atravessamos a correnteza à beira da queda para tentar descer. O Vagner desceu um barranco pulando de uns três metros, se valendo de um patamar mais abaixo, mas eu não tive confiança de ariscar o salto porque se o tal patamar escondido na vegetação não parasse meu corpo, com certeza eu iria despencar no vazio e achei melhor tomar outro rumo. O Trovo passou pendurado numa rampa igualmente perigosa e foi se junta ao Vagner na base do poço. Retornei para junto do resto da galera e quando estava tentando procurar uma passagem mais segura pela direita, os caras me convenceram a descer pela corda. Nunca tive problemas com rapéis à beira de cachoeiras, pelo contrário, o fato de eu ter passado anos da minha vida me dedicando a descida de dezenas de quedas, fez com que esse tipo de atividade perdesse a graça e se tornasse uma coisa comum, mas confesso que até foi interessante me jogar novamente corda à baixo e deixar meu corpo cair dentro daquele poço incrível e sair nadando até sua margem. Quando todo mundo se juntou ao pé da cachoeira, partimos novamente, agora nos enfiando em mais um vale estreito e cada um vai desescalando como pode e logo mais a baixo, alguém chama atenção para uma cachoeira que despenca de afluente do lado direito do rio e para lá nos dirigimos, escalando alguns pequenos matacões até nos depararmos com uma parede negra de onde uma água limpíssima despencava de num véu incrível e a coloração da rocha já fez alguém batiza-la de CACHOEIRA NEGRA. Aproveitamos a parada para comer alguma coisa e para nos refrescarmos, mas foi uma parada rápida porque ainda sabíamos que teríamos que vencer mais uma grande queda até a hora de acamparmos (Cachoeira Negra) Outras pequenas quedas são cruzadas, alguns poços atravessados, barrancos desescalados até chegarmos às bordas da maior cachoeira da travessia. Não era uma cachoeira gigante, nos moldes das que estávamos acostumados a encontrar nessas expedições, muito porque já sabíamos que esse rio não seria um rio com desníveis abruptos e abismos colossais, mas era uma cachoeira muito cênica e os meninos que carregavam as cordas e vinham aprimorando suas técnicas, não perderam tempo e já instalaram o rapel do seu lado direito, enquanto o grupo sertanista, como o Trovo chamou em tom de brincadeira, se enfiou mato à dento do lado direito e em poucos minutos já estavam apreciando a movimentação dos canyonistas, sentados confortavelmente sobre uma grande rocha e ali ficaram, comendo “pipoca com manteiga” e assistindo a ação bem sucedida do grupo radical e para marcar esse ponto importante dessa EXPEDIÇÃO SELVAGEM, vou me dar ao direito de batizar essa cachoeira e o nome acho que não poderia ser outro, uma homenagem a esse rio incrível , que nasce no meio do nada e vai crescendo, ganhando corpo até se transformar nessa espetacular CACHOEIRA DO ITINGUÇU. ( Cachoeira do Itinguçu) O dia quase que já havia findado e o sol já se preparava pra se deitar ao oeste e então decidimos que já era chegada a hora da gente achar um lugar para acampar. Conseguir localizar um lugar descente e que possa abrigar nove exploradores não é tarefa das mais fáceis quando se está imerso dentro de uma vale com paredes rochosas dos dois lados e é preciso achar algo antes de escurecer. Todos estão cansados e loucos para descansar o esqueleto porque foi um dia de aventuras intensas, mas a cada passo dado e sem encontrar nada, a preocupação vai aumentando e até a euforia vai diminuindo consideravelmente. Um afluente quase seco faz com que a gente opte por um desvio e foi aí que o batedor que ia à frente vislumbrou um patamar acima, quase plano, com árvores grossas e espaçadas e não tivemos mais dúvidas, jogamos nossas mochilas ao chão e demos por encerrado mais um dia de explorações. ( Segundo Camping) Cada qual foi cuidar de montar seu abrigo e quem for mais esperto vai conseguir ficar com as melhores árvores, uns se dão bem, outros como eu, são obrigados a dormir pendurados a um passo da ribanceira. Montada minha rede, instalado o meu toldo, me livro das roupas molhadas e vou cuidar da janta, porque apesar de ter sido um dia duro e intenso, me sinto muito bem disposto. A janta não vai ser um banquete porque optei em vir o mais leve possível e apenas cozinho um pouco de arroz, frito umas fatias de bacon, pico um pedaço de pimenta dedo de moça, abro uma lata de sardinha, jogo um queijo ralado no arroz, dissolvo um suco de laranja numa garrafa pet e isso é o bastante para deixar a minha alma alegre pelo resto da noite. Antes das oito já me atiro para dentro da minha cama de mato, fecho o mosquiteiro e apago completamente. Acordo lá pelas cinco da manhã descansado e bem disposto e como ainda está escuro, fico envolto nos meus pensamentos e logo me lembro de que hoje acordei um ano mais velho e me sinto feliz de, aos 48 anos ainda estar ativo, podendo desfrutar de uma vida de aventuras. Lentamente vamos desmontando nosso acampamento e enquanto a água não ferve para preparar um café, resolvo instalar a capsula de registro das travessias selvagens, mas ao invés de uma capsula bem elaborada, desta vez apenas improvisei com uma garrafinha de suco de uva porque não queria me dar ao trabalho de carregar peso algum que não fosse o essencial para minha sobrevivência naquela expedição. A galera realmente acordou diferente nessa manhã de 12 de fevereiro, estavam parecendo mais leve, todo mundo mais animados, acho que já prevendo que seria um dia tranquilo, um dia dedicado ao divertimento e ao laser, já que a pior parte parecia ter ficado para trás. ( Capsula do tempo) A nossa travessia é retomada voltando de novo ao rio, mas por ainda ser muito sedo, vamos evitando entrar na água, só que o esforço de ficar quebrando mato no peito já faz com que parte do grupo proteste com os batedores que logo são obrigados a tomarem outro rumo e voltarem para o rio, fazendo com que o grupo seja obrigado a se pendurar num barranco alto, tendo que se jogar encima de um arbusto e fazer uma queda controlada até mais abaixo. O dia já começa quente e o melhor caminho é mesmo por dentro da água, deslizando entre suas correntezas, saltando nas suas piscinas naturais. O rio vai sendo cruzado de um lado para o outro, grandes pedras são escaladas ou apenas desescaladas. Quando os obstáculos parecerem intransponíveis é hora de avançar pelo mato e quando era preciso, um pedaço de corda era jogado e nele nos pendurávamos como dava e descíamos de volta para o rio. Algumas ilhas vão surgindo no nosso caminho, fazendo com que o rio se divida em vários, mas logo voltava a virar um só quando os rios se juntavam mais abaixo. Quando apareciam aqueles poços incríveis era hora de parar e desfrutar das suas águas incrivelmente cristalinas, era hora de se jogar, era a hora do divertimento, do lazer. Os mais eufóricos se jogavam de cima de grandes pedras em saltos espetaculares, outros só faziam passar vergonha com seus saltos pífios. Pelo caminho uma infinidade de pequenas cachoeirinhas é transposta, vales, corredeiras vão ficando para trás e antes do meio dia, como havíamos previsto, chegamos a um grande poço de onde uma CACHOEIRA se espalhava de um lado a outro do rio, formando um grande tobogã natural, hora de jogar as mochilas ao chão para um descanso mais demorado e comer algo porque o lugar é mesmo especial. Aquele lugar era mesmo incrível, de uma transparência única. Sentei-me sobre uma grande rocha para poder me aquecer um pouco, já que eu mesmo havia me atirado de cabeça naquele grande poço. Fiquei ali parado, inerte, assistindo parte do grupo despencar cachoeira abaixo, escorregando na grande rampa. Estávamos ali, imersos em um lugar onde, muito provavelmente, nunca ninguém esteve antes e aqueles homens, alguns com a metade da minha idade, mais pareciam crianças descendo no escorregador do parquinho, felizes da vida e imersos num mundo só deles, sem se preocuparem com coisa nenhuma, apenas a desfrutar de uma vida simples e de desapego. A galera parecia não querer ir mais embora, mas depois de descerem de trenzinho mais uma vez, tomaram ciência de que aquela expedição teria que terminar ainda hoje e para guardar uma boa lembrança daquele lugar, nos reunimos para uma foto histórica no coração selvagem da Serra do Mar Paulista, como a fazer um brinde pela vida e pela oportunidade de estarmos mais uma vez juntos em mais uma travessia memorável. Depois da cachoeira do grande escorregador, pegamos uma sequencia onde o rio afunilavam nos obrigando a descermos por dentro das corredeiras e sempre tendo que cuidar para não sermos levados ao desescalarmos por dentro da água e assim foi o ritmo por mais de uma hora até tropeçarmos em outro grande poço com uma pequena cachoeirinha que despencava num refluxo de águas azuis, onde mais uma vez fizemos uma parada para recreação, regados a muitos pulos e mergulhos. Na sequencia ainda passamos por incontáveis outros poços aonde nos jogávamos de cima das pedras e nadávamos para o outro lado, sempre nos divertindo muito até que chegamos a uma grande rampa d’água, uma cachoeira inclinada, que desaguava em outro poço fenomenal e ali paramos para mais uma descanso, para apreciar uns petiscos e esperar que a galera das cordas se divertisse tentando descer mais esse corpo d’água. Verdade mesmo que somente o Vinícius e o Natan acabaram por se envolver nesse rapel, porque o Alexandre e o Gersinho preferiram ficar à beira do poço degustando uma calabresa com limão e depois tiveram que ouvir poucas e boas porque o Vinícius teria quase se lascado na torrente de água e eles não estavam lá pra ajudar, mas não demorou muito e logo as coisas se acertaram. Lá pelas 14 horas começou a chover e estávamos sempre atentos para não sermos pegos por alguma possível cabeça d’água. A chuva veio, mas o tempo continuava quente e agradável e o rio continuava com a mesma transparência de sempre. A travessia continuava muito animada e tranquila e o terreno só se complicou um pouco quando chegamos a um grande desnível de onde despencava uma pequena cachoeira em um afluente do lado esquerdo do rio. Descemos por um desnível considerável e logo nos jogamos de cima de mais uma cachoeirinha e passado esse trecho enfrentamos uma sequencia de corredeiras mais violentas onde íamos nos jogando por dentro delas e deixando a força da água nos adiantar o caminho. No nosso localizador por satélite observamos logo que o final da travessia não estava muito longe, mas ao transpor mais um imenso poço de águas cristalinas nos deparamos com um amontoado de rochas e alguns que esperavam moleza no final, fizeram uma cara de desanimo. Foi aí que demos um pulo certeiro. Ao tentarmos varar mato pela esquerda nos deparamos surpreendentemente com uma trilha larga, aberta e bem consolidada. A trilha corria perpendicular ao rio e logo achei que ela poderia se perder em alguma localidade rural, mas o Rafael insistiu que deveríamos ir por ela, já que ele mesmo era exímio conhecedor ali daquela região. Seguimos então por ela e logo passamos por um afluente, onde o atravessamos e subimos o barranco do outro lado e em mais uns 10 minutos tropeçamos numa bifurcação e o Rafael reconheceu o lugar e nos indicou que deveríamos pegar para a direita que logo chegaríamos à Cachoeira do Paraíso. Bastou alguns minutos mais de caminhada e já avistamos a placa que indicava que deveríamos virar à direita e ao fazermos isso, já demos de cara com a cachoeira e seu grande poço de águas esverdeadas. Já fazia maios de 20 anos que eu não botava meus pés nessa CACHOEIRA DO PARAÍSO e sinceramente, nem me lembrava de que o poço era tão grandioso. Quando adentramos naquele lugar, que estava lotado de turistas, fomos recebidos com um enorme espanto pela multidão que se aglomerava naquela grande atração . Não sei o que houve naquela tarde de segunda-feira feira de carnaval porque surpreendentemente nosso grupo pareceu estar tão extasiado com o final daquela travessia que ninguém disse nada e como um zumbi, um a um foi caindo no poço e nadando para o patamar aos pés da cachoeira. Pior ainda foi a cara dos guarda-vidas do Parque Estadual, que só nos olhavam sem entender o que estava acontecendo. Quando todo o grupo se juntou, fomos tomados por uma sensação inigualável de sucesso, de dever cumprido. Havíamos proposto realizar uma travessia inédita, desbravar um grande rio a partir da sua nascente e agora estávamos todos ali, havíamos cumprido o planejado. Estávamos eufóricos, extasiados, inebriados pela conquista, nos abraçamos e celebramos o sucesso da empreitada. ( Cachoeira do Paraíso) Depois daquela cena memorável, varias pessoas ficaram nos perguntando o que estava acontecendo e de onde vínhamos com aqueles trajes de astronautas. Desconversamos, muito porque já percebemos que os salva-vidas ganharam a nossa movimentação e avisaram a portaria pelo rádio que algo estranho estava acontecendo. Juntamos-nos para uma ultima foto do grupo enfrente a cachoeira, apanhamos nossas mochilas e saímos vazados de lá. Bom, agora havia chegado a hora de enfrentarmos a fiscalização do Parque Estadual do Itinguçu, parque esse que foi meio que desmembrado da reserva Ecológica da Jureia, justamente para poder permitir que o cidadão pudesse frequentá-lo, mas que jamais entenderiam se falássemos que vínhamos da nascente do rio, três dias atrás, mesmo assim teríamos que enfrentar esse problema. Quando o grupo chegou à portaria não demorou muito para um dos controladores de acesso encurralar o Natan na parede. Perguntou que horas havíamos entrado, se estávamos nos aventurando mais acima da cachoeira do Paraíso e o Natan já deu um “migué” dizendo que havíamos chegado bem cedo e já foi picando a mula sem dar maiores satisfações e assim foi seguido pelo resto do grupo, que mal olhou na cara dos guardinhas e ganhamos rapidamente a rua e sem nem olhar para trás, continuamos caminhado até sair das vistas de quem quer que seja. Ficamos sabendo que o único ônibus que poderia nos levar de volta à civilização só partiria depois das oito da noite, então resolvemos caminhar uns 3 ou 4 km até uma bifurcação de onde tentaríamos outro ônibus ou uma carona para nos levar até Peruíbe, mas quando lá chegamos, descobrimos que talvez não houvesse ônibus algum, já que o rio que corta a estrada estava cheio. Mesmo chovendo, não Havia alternativa, senão tentarmos chegar ao vilarejo do Guaraú caminhando por umas três horas ou mais. Sem termos o que fazer, lá fomos nós, um pé à frente do outro até que logo à frente nos deparamos com a cheia do rio que inundou uns 200 metros de estrada e chegamos bem a tempo de presenciarmos um caiçara que incorporou a mãe d’água e foi morar com sua motoca no fundo da inundação. Depois desse trecho passamos por um camping e por sorte, uma conhecida do Potenza estava por lá “excursionando” e não demorou nadinha para o menino passar um óleo de peroba na cara e ir lá descolar uma carona numa Van, mediante a um pagamento simbólico. O veículo nos deixou numa pracinha do Guaraú, que fica bem ao pé do morro de mesmo nome e o que nos restava agora era termos paciência até que o ônibus que partiria para Peruíbe chegasse. A chuva não dava trégua e mesmo assim a festa de carnaval corria solta no vilarejo, onde um trio elétrico fazia a alegria da multidão de foliões que, possivelmente com a cara cheio de pinga, não estavam nem aí com a “molhasseira” dos infernos. A noite já ia caindo e nada do tal ônibus chegar. Estávamos todos molhados e com frio e ficamos ali, numa marquise de uma lanchonete, assistindo ao show de horrores dos “cú de pinga” dançando carnaval e quando um dos nossos (Alexandre), depois de tomar uma latinha de cerveja, resolveu descer na boquinha da garrafa, decidimos que era hora de fazermos algo pela gente e que nos tirasse daquele antro de perdição. Quando uma Kombi encostou enfrente a lanchonete do outro lado da avenida, vislumbramos a possibilidade de conseguirmos um transporte para Peruíbe e para isso destacamos para essa missão, nosso enviado especial para assuntos logístico, o xavecador mor, VGN Vagner e esse foi o maior erro que cometemos nessa expedição. O Vagner voltou dizendo que havia conseguido um carreto para Peruíbe por meros “cinco conto”, mas que o nosso motorista parecia estar um pouco alterado. Quando lá chegamos com nossas cargueiras, nos deparamos com uma Kombi toda zuada, sem bancos e com um “rippie maconheiro” , com o rabo cheio de fumo. Bom, é aquele negócio, já que está no inferno abraça logo o capeta, mas essa frase talvez não fosse muito adequada para o que ia se seguir. A chuva havia aumentado ainda mais e rapidamente nos jogamos com mochila e tudo para dentro da Kombosa e cada um se ajeitou como pode e como deu. O motorista e seu ajudante ainda tiveram tempo de dar um sorriso amarelo, quando viram nove homens e suas cargueiras adentrarem no veículo. Deu a partida no bagulho e logo que se livrou dos foliões que desfilavam atrás de nós, ganhou a estradinha escura que leva ao alto do Morro do Guaraú. O barulho era ensurdecedor, parecia que o carburador iria explodir a qualquer momento, mas mesmo assim estávamos contentes porque finalmente parecia que sairíamos daquela travessia, porque já tinha gente comparando aquela expedição com a Caverna do dragão. O rippie acelerou, esgoelou, a Kombi tremeu, balançou e foi subindo aos trancos e barrancos e nós tentávamos ajudar com a força do pensamento, mas quando faltava menos de 1 km para chegar ao alto da serra, o trambolho morreu de vez e ficou atravessada na diagonal, no meio da pista e não houve nada que o rip pudesse fazer para que ela voltasse a pegar, inclusive nem o freio ele conseguia acionar direito, fazendo com que a gente quase caísse na ribanceira. Ficamos todos ali, sem saber o que fazer e só esperando a hora que um carro viria para estraçalhar a Kombi com a gente dentro e a cada freada dos veículos na escuridão, nossos corações pareciam que saltaria pela boca. Ninguém disse uma palavra, eu olhava para os caras e só via olhos arregalados e o safado do rippie também não dizia coisa com coisa e quando alguém resolveu tomar uma atitude dizendo que iria sair para sinalizar e abriu a porta da perua, uma avalanche de mochilas e caras cagados, se jogaram para fora da Kombi naquela noite escura e chuvosa e essa foi a ultima vez que ouvimos falar do o tal rippie porque não quisemos nem saber o que houve com ele e com aquele veículo do satanás. Tendo nos livrado do rippie para salvar nossas vidas, caminhamos até o alto da serrinha e lá nos amontoamos embaixo de um ponto de ônibus mequetrefe e esperamos até que um ônibus nos apanhasse e evitasse que morrêssemos de frio e nos levasse direto para a rodoviária de Peruíbe e chegando lá, embarcamos imediatamente para Itariri. Já passava das dez da noite e ali na minúscula cidade, nos despedimos da galera paulistana, que conseguiram um taxi para poder resgatar o carro na fazenda de bananas, enquanto eu, o Alexandre, o Vinícius e o Gersinho resolvemos dormir num hotelzinho e voltar para casa somente na terça feira, já que não queríamos dirigir a noite por quase 300 km até a região de Campinas. E essa foi mais uma EXPEDIÇÃO, até então inédita na Serra do Mar Paulista, uma aventura que marca mais um pioneirismo em um dos mais exuberantes lugares do mundo, uma travessia de descobrimento, encantamento, regada a amizade, companheirismo e determinação, uma aventura em busca de conhecimento, de aprendizado, mas antes de tudo, um brinde a vida e ao desapego porque a simplicidade sempre nos bastou. Fomos em busca do novo, do diferente, de um mundo selvagem, nos embrenhamos na selva para escaparmos das mesmices de sempre e voltamos de lá extasiados pela descoberta, porque em matéria de AVENTURA, essa SERRA nunca decepciona . Divanei Goes de Paula - Fevereiro/2018
  6. 1 ponto
    Há 2 anos, insatisfeita com a vida já aos 24 anos, me via sendo engolida pelas responsabilidades, pelo trabalho, pela falta do inglês e pelos estudos que patinavam e não saiam do lugar. E mesmo começando a estudar, via um longo caminho desanimador pela frente. Via os dias, as semanas e os meses passando e não aprendia, não vivia, não conhecia lugares e pessoas novas. Foi quando me dei conta que ainda só tinha 24 anos e poderia traçar uma vida completamente diferente da que eu estava traçando. Percebi que toda aquela pressão de ter uma boa formação, uma boa carreira e até mesmo uma orientação sexual diferente do que eu realmente tinha, nada mais era do que a vontade das outras pessoas na minha vida. Senti então que eu precisava sair daquele ciclo vicioso pra poder ser eu mesma. Comecei a ler sobre mochilões, viagens low cost, histórias que me encantaram e realmente ganharam meu coração. Fiquei um ano pesquisando todas as possibilidades sobre esse tipo de vida e essa vontade crescia cada vez mais dentro de mim. Ao mesmo tempo, sentia um medo gigantesco de entrar em uma porta completamente escura. Em abril do ano passado, sai do trabalho que me engolia dia a dia e aí tive que decidir entre colocar em prática aquela loucura que vivia crescendo na minha cabeça e que ninguém botava fé que eu faria ou procurar um outro emprego pra viver naquele padrão que todo mundo estava acostumado. Deixei uns meses passar, por pura falta de coragem, mas eu sabia que não poderia mais viver daquele jeito. Foi quando, com um frio enorme na barriga e com as mãos suando, decidi dar o primeiro passo e comprar a passagem de avião só de ida pro Uruguay para o dia 29 de Julho de 2017, onde começaria minha nova vida, sozinha, livre de qualquer rótulo, pra eu crescer e amadurecer da forma que quisesse. Sai do Brasil com um medo que não tinha tamanho, com uma ansiedade maior ainda, mas uma sede de vida muito maior que qualquer coisa que pudesse me impedir. Hoje faz 7 meses que eu sai e quando olho pra tudo que vivi nesse tempo eu digo com toda a certeza desse mundo que foi a melhor escolha que fiz na vida, por todas as experiências e aprendizado que têm me proporcionado. Eu cruzei cidades e países sem precisar gastar com hospedagem e transporte durante toda a viagem, pedindo carona e usando o Couchsurfing. Muito mais que uma economia, o valor real dessas experiências é perceber o quanto as pessoas podem ser boas e gentis sem "ganhar nada em troca". O nada se transforma em tudo, quando percebemos que em cada "sim" para uma carona ou uma estadia ganhamos momentos e memórias de lugares e pessoas que vão marcando nossa vida, assim como deixamos um pouquinho de nós em cada uma delas. Assim, cruzei de carona a Patagônia Argentina, a Patagônia Chilena e subi até o Atacama, onde estou vivendo há alguns meses pra reabastecer as reservas. Neste tempo, tive experiências incríveis como dirigir pela primeira vez um caminhão (carregado) em plena estrada, acampar na beira da estrada, tomar banho em posto de gasolina, me hospedar em um veleiro de graça durante 4 dias na última cidade do mundo e pilotar o mesmo (pela primeira vez na vida) no canal mais austral do mundo. Conheci o parque nacional Torres del Paine, onde por falta de experiência não consegui completar o circuito W e tive inflamação nos dois joelhos e aprendi que nem tudo dá certo como planejamos ou queremos. Fiquei em casas de famílias, de casais, de amigos, de parentes e conheci pessoas de diferentes classes sociais, crenças e estilos. Conheci um casal que me acolheu em sua casa como uma filha em um povoado de 3 mil habitantes, tomei Mate com meus amigos de estrada, aprendi a fazer macarrão artesanal, alfajor caseiro, pizza e empanadas. Passei um dia com as crianças carentes de Bahia Blanca e vi o quanto temos a dar e a receber. Ajudei a levantar paredes de madeira em um hostal em El Bolson, aprendi a fazer Adobe e reformar um hostal no deserto e tenho coleção de pores do sol presenciados. Trabalhei e continuo trabalhando por mais algumas semanas em uma agência de turismo em San pedro de Atacama, conheço gente todos os dias, erro e aprendo todos os dias e daqui um mês sigo minha viagem. Parece muito tempo pra alguns e pouco tempo para outros, mas ainda é só o começo da minha vida. https://www.instagram.com/jevalcazara
  7. 1 ponto
    Olá pessoal, neste post eu vou falar só da minha visita ao Vulcão Poás, em Alajuela no dia 28/03/2017. Há muitos tours particulares que partem de diversas cidades para lá, mas eu recomendo que vá até Alajuela, e pegue um ônibus que sai de lá e vai direto para o Vulcão. Se você for contratar um tour você irá pagar até $100 por pessoa, mas se você não estiver afim de despender de todo este dinheiro, faça como eu, vá de ônibus por 1090 colones (aprox. R$6,50). Só há um ônibus durante todo o dia, se tu perder este, só no próximo dia, e ele sai exatamente às 9h10 (horário da CR), mas recomendo estar la uns 30 minutinhos antes para garantir seu lugar na fila, e a passagem tu compra direto com o motorista. A cor do ônibus é azul, e eu não me lembro o nome da companhia. Tu pega o ônibus e ele vai andar mais ou menos uns 40 minutos até a parada no meio do caminho para tu ir ao banheiro e é neste momento que tu não podes deixar de comer o morango que o rapaz estará vendendo, por 2000 colones (aprox. R$12,50) tu levas um copo de morango com leite condensado ou pode levar na bandeja, mas esta eu não sei o preço porque não perguntei. NÃO SAIA DE LA SEM COMER O MORANGO, mas não cheiro o leite condensado, só o coma, hehehehehe. Depois mais 30 minutos e já estarás no parque. Chegando ao Vulcão o ônibus vai parar na portaria do parque do vulcão, tu desces e compras a entrada por $15, tu volta ao ônibus e ele entra no parque e estaciona, a partir daí já é contigo. O parque tem um café e uma lojinha de souvenires, mas recomendo ir ver o vulcão e o lago primeiro e na saída tu visita estes lugares. Então iniciei a minha caminhada, no meio do caminho, ele se divide e tu pode ir ver o vulcão primeiro ou a Lagoa Botos, mas no final tu vai visitar os dois, pois o caminho é circular. Eu já tinha pesquisado antes na internet sobre este vulcão e vi que muitas pessoas não conseguiram ver a cratera por conta das nuvens que a cobriram então pensei: vou no vulcão primeiro, se ele estiver descoberto, ótimo, mas se ele estiver coberto eu vou à lagoa e depois volto para ver se a cratera do vulcão foi descoberta, mas para a minha sorte em momento algum ela foi coberta e consegui vê-la perfeitamente. O lugar é muito bonito e totalmente diferente dos desenhos animados onde fica a lava vermelha borbulhando, hehehehe, a foto do vulcão e da lagoa está abaixo. Vulcão Poás Lagoa Botos Um detalhe importante, durante a trilha tu sentirá muito, mas muito calor, mas depois que tu parar de andar o frio vai vir agressivo a ponto de tu colocar casaco e ainda sentir frio, então vá de calça e leve blusa de frio. Se tiver um Drone pode levar também que, creio que vá conseguir fazer belas imagens. La eles não barram este tipo de equipamento, creio que não por enquanto, até o pessoal começar a derrubar drones dentro do vulcão, hehehehehe. Na trilha é bem possível que tu encontrarás alguns animaizinhos também. Lembra que eu disse para deixar para ir ao café e à lojinha no fim? Isto é porque tu, andando sem pressa, faz todo este percurso em coisa de 2h30, então depois tu ficarás de bobeira esperando a partida do ônibus, e é neste momento que tu aproveitas e vais visitar a lojinha e tomar um café. Não perca o horário de volta do ônibus, porque tu só terás aquele para voltar. Na frente dele estará escrito o horário que volta, eu não vou nem arriscar a colocar o horário aqui porque não me lembro e posso escrever besteira, mas é entre 13h30 e 15h30 (horário da CR). Então é isso pessoal, esta foi a minha visita ao Vulcão Poás, na Costa Rica. Quem quiser ver o post completo da minha ida à Costa Rica é só pesquisar por 10 DIAS NA COSTA RICA. Quem ainda tiver dúvida ou quiser alguma dica, é só escrever depois nos comentários que, se eu puder e/ou souber, eu vou ajudar sim. Obrigado pessoal!
  8. 1 ponto
    Boa tarde, Me chamo Rodrigo Gasparini(30 anos) e resolvi fazer uma trip andando a pé sozinho a mais de um atrás. Me programei e consegui iniciar dia 25 de outubro de 2017. Coloquei meu mochilao de 23kg nas costas e bora bater perna. Foram 4 meses de puro amor e 1122km. Trocando energias mágicas com todos. Ganhando comida, lugar pra dormir de pessoas que nao conhecia. Como o dia que fui passando pela praia do espelho e me chamam pra um velório, onde era pura festa! Rolando feijoada e cerveja. O falecido era conhecido por ajudar pessoas que passavam por ali. Delirante. Com direito a dormir na casa do pessoal que me chamou. Historias de apertos por estar sozinho somente com a natureza e minha fé. Uma delas foi um semi afogamento tentando atravessar a barra do rio entre Guriri e Conceição da Barra. Sorte que depois de ter praticamente desistido, o mar foi me levando novamente a praia. Outra por conta da maré alta e ficar preso entre o mar, as pedras e a falésia. E graças a Deus nem meia situação estranha com o ser humano. Dormindo praticamente todos os dias na beira da praia. Eu, rede, barraca, mar, e na maioria das vezes com a dança dos coqueiros. Atravessei mais de 40 barras de rio. E por incrivel que pareça para esse mundo capitalista, devo ter pago somente 4 ou 5. Outra coisa mágica é atravessar com qualquer tipo de barco esses rios, sendo longos, como rio Doce, Jequitinhonha e Sao Franciso, ou pequenos que você tem que ter a sorte de estar passando algum pescador. Ja tive situações de esperar 3,4 horas e também de chegar e ter um pescador encostando na areia na hora. Parei pra trabalhar no Universo Paralello, festival magnifico. Onde tive meu primeiro machucado. E atento todos os mochileiros. Passei entre duas barracas e uma delas foi tensionada com um fio de nylon. Nao deu outra, passei andando e cortei meu dedo do pé. Tive q dar 5 pontos e ficar 20 dias de repouso. Passei pela Bahia toda, sergipe foram apenas 3 dias com direito de passar por uma cachoeira linda no meio das dunas e comer muitos cajus. Frutas! Comi muitas!!! Tempo todo! Maracuja silvestre, abacaxi, acerola, pitanga, pitaya, jaca, manga e muito coco...tudo do pé. Alagoas em particular é a beleza natural mais linda desse nordeste que conheci até agora. Vale a pena conhecer tudo, principalmente acima de Maceió. E cheguei em pernambuco bem rápido também. Onde tive a possibilidade de curtir o melhor carnaval do mundo! No Recife antigo e Olinda. Agora quero continuar o nordeste e chegar ate o norte andando. Buscando ajuda financeira (gasto de 30 reais por dia). Quem tiver mais interesse @toandando
  9. 1 ponto
    Se tem um lugar que me rendeu histórias foi em Buenos Aires, na verdade até antes mesmo de chegar la! Esse nosso lindo país vizinho, sem sombra de dúvidas tem muitas coisas para nos proporcionar. Infelizmente eu ainda não tive a oportunidade de explorá-lo por completo (ainda), mas tive a oportunidade de conhecer sua linda capital Buenos Aires. Essa viagem aconteceu em Fevereiro de 2016. Sim eu estava tentando fugir do carnaval (me julguem! rs) Por 2 meses minha prima e eu discutimos qual seria o nosso primeiro destino internacional! (olha que chique), depois de muita pesquisa e muitos destinos e como não podíamos esbanjar decidimos então que iriamos para Buenos Aires, e posso confessar uma coisa? foi a melhor decisão que tomamos!! Apesar de termos ido no auge do verão, pudemos aproveitar ao máximo os 6 dias que passamos na capital do tango e foi simplesmente maravilhoso!! e é essa história que vou compartilhar com vocês agora! O que fazer em Buenos Aires O que vocês vão ler aqui são dicas da minha experiência em Buenos Aires. Nada melhor do que uma longa pesquisa pela web para vocês bolarem o próprio roteiro de vocês! No entanto acho que algumas coisas valem muito a pena de serem vistas!! Nós chegamos ao nosso hostel, aproximadamente ao meio dia, deixamos nossas coisas e fomos explorar a região onde estávamos. Antes de sair do Brasil, nós tinhamos um roteiro pré estabelecido que queriamos seguir, mas acabamos que não o seguimos a risca, mas conseguimos ver tudo o que tinhamos planejado em ver!! Dia 1 Como nosso hostel era muito bem localizado na avenida Corrientes, uma das principais e que dá acesso ao Obelisco, principal monumento histórico de Buenos Aires, esse é um ótimo local para apreciar a cidade, tomar um café, fazer uma refeição, ou ir a um dos muitos sebos espalhados por alí! Descendo essa mesma avenida você tem acesso a rua Florida, uma grande rua com o muito comercio espalhado e muitas pessoas gritando câmbio, câmbio (é que nessa rua estão os trocadores de moeda, onde você pode trocar seus reais por pesos argentinos mais em conta que em casas de câmbio) porém, fica a ressalva para a distribuição de muitas notas falsas nesse local! (o negócio e ter sorte, ou ir com alguém que conheça as notas). Essa é uma boa rua para fazer suas comprar de lembranças e alfajores! No nosso primeiro dia também decidimos comprar o nosso passe de ônibus e metro! é muito simples e barato utilizar o transporte público em Buenos Aires. Dia 2 Acordando tarde no segundo dia após uma baladinha no dia anterior resolvemos ficar pela região do dia anterior e conhecer melhor mais alguns lugares famosos de Buenos Aires. Descendo reto na avenida Corrientes, você tem acesso ao bairro de Puerto Madero, onde você pode apreciar a linda Puente de la Mujer, e ainda tomar um café em um dos vários restaurantes a beira do rio, apreciando também o por do sol. Minha dica é que você pode visitar no mesmo dia, locais como: Casa Rosada, sede da Presidência da Republica, Plaza de Mayo, Lugar importante para os Argentinos, local de muitas manifestações, Catedral Metropolitana de Buenos Aires, é a principal igreja católica de Buenos Aires, impressionante pela arquitetura, local também onde o atual Papa Francisco era arcebispo e rezava suas missas. Cabildo, edifício histórico localizado de frente a praça de maio, onde funcionava a administração da cidade na época colonial. O que não pode faltar no final do dia é apreciar uma das inúmeras atrações de tango pela cidade. Dia 3 No terceiro dia, o Teatro Colón foi o escolhido para visitar. É um local maravilhoso, cheio de histórias e de esculturas. O teatro é a principal casa de ópera da cidade, e considerado pela sua acústica como o 5 melhor do mundo. Neste dia fomos também conhecer a famosa livraria El Ateneo Grand Splendid, nesta linda livraria funcionava um dos teatros mais movimentados da cidade de Buenos Aires. Já no final da tarde, pegamos um ônibus para o bairro La Boca, famoso por suas arquitetura e seus prédios coloridos, ótimo local para comprar suvenires e aproveitar uma apresentação de tango na rua. Perto dali, fica o estádio do Boca Juniors. (nesse lugar não fomos), mas para quem gosta de futebol, vale a pena conhecer o La Bombonera. Dia 4 O quarto dia foi reservado para a Região da Recoleta, famoso pelo Cemitério da Recoleta onde estão enterrados figuras marcantes da História da Argentina como Eva Perón. Porém, antes demos um pulinho na Galerias Pacífico (pra mim o shopping mais bonito de Buenos Aires), famoso pela sua arquitetura e seu teto todo pintado. Também demos um pulinho na Estação Ferroviária Retiro, com uma incrível arquitetura é um lindo local para se visitar também! Museu Nacional de Belas Artes, Este museu conta com o maior patrimônio do país e é um dos principais da America Latina. MALBA Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, Com peças incríveis para quem gosta de arte moderna e pós-moderna. (para quem não sabe, o quadro Abaporu esta exposto lá! assim como quadros de Frida Kahlo e Fernando Botero!). Na mesma região você pode dar uma passada para um chopp no Hard Rock Café® de Buenos Aires e Seguir em direção à Faculdade de Direto de Buenos Aires. Magnífica pela sua estrutura. Ao lado da Faculdade você encontra a Floralis Genérica é uma escultura metálica de 23 metros de altura, presenteada à cidade pelo arquiteto argentino Eduardo Catalano. Dalí, você pode seguir de apé até a região de palermo e conferir o Planetário de Buenos Aires (porém, fomos no outro dia). Dia 5 Voltando a região de palermo, pudemos conferir os lindos bosques de palermo, ideais para se sentar e ler um livro, praticar atividades físicas, picnic ou passear com o seu pet (reserve um bom momento para relaxar embaixo de uma boa sombra). Nessa região você pode conhecer também o famoso jardim japonês (mas nesse eu não fui). obs. (esse é pago) O Rosedal, é um outro parque famoso pela sua coleção de rosas. O Jardim Botânico de Buenos Aires também é um ótimo lugar para os amantes de plantas. O Planetário de Buenos Aires é um ótimo lugar e garante fotos lindas!! (nós não entramos pois estava fechado). Dia 6 No domingo, aproveitamos para ir na famosa Feira de San Telmo. Se você estiver me Buenos Aires no domingo, não pode deixar de conferir essa grande feira de artesanatos e comidas típicas, além é claro dos famosos mercados de pulgas que fica nessa região. Saindo de lá, fomos para Belgrano, área nobre de Buenos Aires, famoso pelo Barrio Chino, (uma espécie de Liberdade-SP) da cidade. é uma espécie de feira de rua, mas com locais físicos também, com tudo o que você imaginar, é bem legal! vale a pena! ________________________________________________________________ Sem sombra de dúvidas Buenos Aires é tudo aquilo que falam!!! Um lugar lindo para se conhecer e com certeza voltar para presenciar tudo novamente! Se você gostou, ou quer acrescentar algo, ou contar sua experiência, não deixe de comentar ok! e não deixem de dar uma força no blog! https://aos30resolvimudar.wordpress.com/blog/ Obrigado e até a próxima! X
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    Não foi você que apagou, não. Fui eu kkkk É que só depois percebi que tinha respondido errado. Eu estava lendo perguntas sobre Orlando e em seguida li a sua, aí me confundi. Na verdade estas dicas são para a cidade de Orlando. Sorry! Eu mandei um pedido ao Mochileiros pedindo para apagar porque não queria que você se confundisse.
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    Pois é LF BRASILIA , eram outros tempos aqueles, sem Facebook, sem mapas de satélites, sem gps, sem informações nenhuma. O mapa que eu tinha era uma rodoviário aonde eu usei para saber apenas em que local estava a estação de trem. O relato que me baseei era o do Sergio Beck, que narrava parte do caminho , ia até um ponto e retornava de novo, não ia até o litoral e ele mesmo nunca falou da tal Tribo Rio Branco( livo Caminhos da Aventura) . Toda caminhada era um tiro no escuro, vc sabia aonde possivelmente começava a s trilhas e não sabia mais nada. Hoje vc salva o percurso no seu celular, lê um milhão de relatos, traça o caminho do google Earth . A travessia do Rio Branquinho hoje é uma piada como caminho e pode ser feita até por quem não tem experiência nenhuma porque uma vez no rio, é só desce-lo até essa tribo se algo der errado .
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    Tosco relato? De jeito nenhum! Muito legal, Divanei! Obrigada por compartilhar! Você conseguiu transmitir bem os momentos crescentes de tensão. Ainda bem que a profecia não se cumpriu! Não imaginava que perto de uma metrópole gigante como São Paulo houvesse lugares tão secretos e comunidades indígenas praticamente isoladas. PS: A cara do pobre gato no final, sem imaginar o que estaria esperando por ele...
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    Sua jaqueta da conta sim, mas desde que use uma segunda pele e um fleece ou até mesmo um moletom grosso por baixo. No Salar propriamente dito, só faz muitooo frio a noite. Agora na metade do segundo dia em diante....aí sim vai fazer muito frio, fora o vento cortante, a noite vai estar no abrigo da Laguna Colorada, já fui duas vezes lá e nos locais que hospedei os cobertores deram conta perfeitamente, geralmente são uns 5 cobertores em cada cama, não é necessário preocupar em levar saco de dormir, a não ser que vá acampar em algum local ou faz questão de passar a viagem toda carregando peso desnecessário sendo que vai utilizar o mesmo por uma ou duas noites. Não esqueça de uma calça segunda pele também !
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    Voltamos da nossa viagem ao Irã com boas histórias pra contar, muitas fotos, vídeos e, acima de tudo, vontade de inspirar todo mundo a visitar esse país que transpira cultura, paisagens incríveis e milênios de heranças espalhadas por mesquitas, palácios e jardins. Quando decidimos viajar para lá, fomos bombardeados de perguntas, como se fôssemos loucos pela escolha do destino da vez. Os anos de embargo comercial não foram boa publicidade para o país e fazer parte do infame "eixo do mal" criado por Bush, menos ainda. Percebi, através de alguns comentários, como o Oriente Médio é reduzido a uma só história, mesmo em toda a sua diversidade. Além do mais, as notícias que chegam sobre os conflitos na Síria e no Iraque, assustam as pessoas, mesmo que o Irã seja outro país e que esteja em tempos de paz. Por essas e outras, voltei dessa viagem com uma vontade ainda maior de espalhar por aí como é seguro e fácil viajar pelo Irã. A verdade é que, quem decidir parar pra me escutar, não vai se arrepender. O país ainda está começando a explorar seu potencial turístico e a hora para visitar não podia ser melhor. Já é possível contar com uma boa infra estrutura turística e ao mesmo tempo aproveitar as atrações sem a concorrência das multidões que vemos invadindo as cidades mais famosas do mundo. TEERÃ O ponto de partida do nosso roteiro foi a capital, Teerã, onde tiramos nosso visto "on arrival" no aeroporto. Apesar de demorado, o processo foi simples e entramos no país sem maiores problemas (saiba mais como tirar o visto para o Irã aqui). Infelizmente ficamos apenas duas noites na cidade que, apesar de não ter as atrações dos destinos seguintes, traz o lado mais moderno e liberal do país e uma janela para observar outros aspectos da sociedade iraniana. Adoramos bater perna, ver homens e mulheres a caminho do trabalho ou socializando nas casas de chá e nos parques. O bairro que escolhemos ficar era descolado e frequentado por estudantes, artistas, cineastas, o que tornou a experiência na capital ainda mais interessante. Apesar do tempo curto, conseguimos visitar bazares e museus - inclusive o imperdível National Jewelry Treasury - experimentar os bons restaurantes da cidade e bater papo com os locais na companhia de chá e shisha. KASHAN Depois de deixar a capital Teerã pra trás, nos deparamos com uma pequena cidade chamada Kashan, à beira do deserto de Kavir. O lugar tem ares de oásis com suas construções cor de terra e calor abafado. Mansões tradicionais construídas por ricos mercadores no século 19, quando a cidade era um ponto importante na rota comercial da região, foram preservadas e estão abertas para visitação esbanjando jardins, vitrais, mosaicos e espelhos. Algumas se transformaram em hotéis pitorescos onde vale a pena se hospedar! Nós ficamos na Morshedi House e adoramos a experiência!! Kashan foi uma bela surpresa logo no começo da viagem! ISFAHAN O ponto alto dos nossos dias no Irã foi a cidade de Isfahan, um museu a céu aberto de onde uma construção mais linda que a outra brota a cada esquina. A praça principal do centro histórico, patrimônio da UNESCO, é uma das maiores do mundo e está longe de ser apenas um ponto turístico. Ali também é ponto de encontro da população local que curte o fim de tarde em família com enormes piqueniques com direito a botijão de gás, panelões, shisha, tapetes e muita conversa até altas horas. A ponte Si-o-se-pol, construída em 1599, é outro lugar querido entre eles, mesmo com o rio completamente seco nessa época. Soma-se a isso mesquitas, palácios e bazares centenários, pessoas simpáticas, ótimos cafés e hotéis para completar a experiência de viagem perfeita. Saímos de lá com o coração já apertado de saudade... YAZD O quarto destino da viagem foi YAZD, uma cidade espremida entre dois desertos no centro do país e cercada por montanhas áridas. O centro histórico parece cenário de cinema com suas casas cor de barro e labirintos de becos e vielas. Para fugir do calor da tarde, explorávamos o lugar de manhã bem cedo, antes mesmo do café da manhã, quando as ruas estavam desertas e em silêncio, como se paradas no tempo. Os primeiros assentamentos em Yazd datam de 5 mil anos atrás e não faltam heranças deixadas por povos e culturas que passaram por ali ao longo dos séculos. Com os dias quentes e secos, não faltou por do sol pra gente admirar no deserto ou no rooftop de algum hotel charmoso na cidade. Um destino imperdível pra quem curte história e aventura! SHIRAZ Depois de passar por Teerã, Kashan, Isfahan e Yazd, nossa viagem chegou ao seu destino final em Shiraz. A cidade dos poetas e da literatura exibe orgulhosa os ecos de um passado glorioso quando acumulou mesquitas, palácios, praças e jardins cheios de romantismo. Teria tudo para ser um reduto boêmio dos mais charmosos, não tivesse a tradição milenar de produzir vinho na região terminado com a revolução islâmica. Shiraz também é ponto de partida para visitar as ruínas de Persépolis, uma das mais famosas cidades do antigo império Persa e hoje um sítio arqueológico patrimônio da UNESCO. Dos seus mais de 2500 anos de história restaram escadarias, colunas e impressionantes paredes esculpidas ainda cheia de detalhes. Não muito longe dali, está a Necropolis com os gigantescos túmulos dos imperadores Darius e Xerxes. Demos uma esticadinha até Pasárgada, mas não valeu a visita, pois da cidade persa restou apenas o túmulo de Ciro, o grande, e algumas colunas. A passagem por Shiraz foi uma deliciosa aula de história e literatura (que, não conta pra ninguém, cairia muito bem com um vinhozinho local...) e encerrou a nossa "aventura persa" com chave de ouro. Pegamos o avião de volta à Turquia de lá mesmo após 12 dias inesquecíveis de uma viagem segura, fácil e confortável. Para mais conteúdo sobre o Irã, dicas para tirar visto, como se vestir, fotos e vídeos da aventura, acesse: www.aculpaedofuso.com/ira
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    @Dan Wollker Tem umas pessoas que eu quero visitar em Sucre!!
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    Resolvi criar este tópicos com o intuito de passar algumas dicas para quem se interessa em estar por Foz do Iguaçu em alguma oportunidade. É uma cidade muito boa de modo que dá vontade de morar. Primeiro pela calmaria e segundo pelo custo de vida bem acessível e pela praticidade de mover-se pelo centro (tudo se interliga e você "se encontra" com facilidade). O clima é agradável e as pessoas são bem educadas. Tive a oportunidade de estar de 10 a 13 de fevereiro de 2018 (carnaval) de modo que, pelo pouco tempo, deu para tomar algumas coisas como importantes não apenas para repassar para viajantes como para planejar minha próxima ida à Foz. Se nesse momento você está planejando viajar pra lá com amigos, sozinho, com família ou em viagem romântica este tópico pode lhe servir muito! As dicas estarão separadas de modo a facilitar: DICAS DE TRANSPORTE EM FOZ DO IGUAÇU (BRASIL) Eu fui de avião então tomei um táxi apenas do aeroporto para o hotel e do hotel para o aeroporto. Como NÃO TEM UBER ou outros aplicativos de transporte na cidade, o TAXI custa caro até mesmo para pequenas distâncias. As corridas que mencionei custaram 70,00 e 55,00 respectivamente mas foram necessárias por causa das malas. Para ir aos destinos turísticos (Cataratas, Parque das Aves, Paraguai e Argentina) utilizei os ônibus coletivos sem nenhuma dificuldade e com muita praticidade. Logicamente alguns ônibus estavam cheios de gente justamente por causa do período de carnaval e muitos turistas também estavam utilizando dessa forma de transporte. Se você for, por exemplo, visitar as Cataratas ou o Parque das Aves, cada trecho de ida e volta custa R$ 3,45 por pessoa! Os trechos dentro de Foz no Brasil são baratos. Se você quiser pegar um TAXI apenas pelo ar-condicionado e porque estará sentado, pagará entre 40 a 60 reais (nesse caso pode até valer a pena desde que você "rache" o preço com outras 3 pessoas para ocupar o TAXI inteiro. Mas mesmo assim, eu pegaria ônibus pela economia. O terminal de ônibus é MUITO perto da Av Brasil. DICAS DE TRANSPORTE PARA A ARGENTINA Você poderá tomar um ônibus no centro de Foz do Iguaçu diretamente para a Argentina (free shop). É um ônibus que vem escrito no letreiro (FOZ DO IGUAÇU - ARGENTINA) e a passagem custa 5,00 por pessoa. São ônibus humildes (sem ar condicionado) e cadeiras tradicionais como as do Brasil. Porém, paga-se pouco e chega-se logo. O ônibus para exatamente na frente do Free Shop de Puerto Iguazu que fica ao lado da Aduada para entrada na Argentina. Dependendo do período que você for à Foz, pode ter trânsito intenso pela alta demanda de turistas além dos próprios moradores de Foz e do Paraguai que transitam por ali todos os dias. Para voltar da Argentina à Foz você pode tomar um ônibus na rodoviária de Misiones que custa também 5 a 8 reais por pessoa mas em ônibus mais confortáveis (ar condicionado e poltronas acolchoadas). Atente-se aos horários dos ônibus! DICAS DE TRANSPORTE PARAGUAI No mesmo ponto de ônibus já mencionado (em frente a igreja da Av. Jorge Sch...) tomei um ônibus paraguaio (há muitos) com o valor de R$ 5,00 por pessoa.Há muitos ônibus paraguaios que fazem a rota Foz - Ciudad del Este. Basta perguntar na cidade qual vai direto e o valor mas sái em média 5 reais por pessoa. Também há (claro) ônibus de volta do Paraguai para o Brasil pelo mesmo preço mas você deve se atentar aos horários! ORGANIZAÇÃO DE PASSEIOS PRIMEIRO DIA: Por ter chegado em Foz ao meio dia, peguei o restante do primeiro dia para ir logo ao free shop da Argentina. Fiquei em um hotel na Av Brasil, que facilita o acesso à tudo. Subindo à pé até a avenida Jorge Schimmelpfeng (em frente a igreja), tomei um ônibus (já mencionado anteriormente) e fui. Foi uma viagem curta por um preço muito acessível: um TAXI cobraria 70 reais só pra isso. Passei pouco tempo nesse free shop pois o dólar estava alto na cotação do dia e comprei pouca coisa mas também tirei fotos em volta do shopping (que é muito bacana). Aproveitei para passar pela Aduana e segui à pé. O primeiro ponto de parada foi o Casino logo no início: dá pra tirar fotos e otimizar seu tempo, jogar não é aconselhável, lógico (você perde tempo e dinheiro). Na entrada principal da cidade (logo após o Casino), dobrei à direita e encontrei uma Vinõteca muito simpática ao lado esquerdo onde praticamente tudo era a preço de custo! Lanchei ali, fui super bem atendido pela vendedora e pelo dono e recebi boas dicas! Como estava chovendo, peguei um taxi por 10 reais até o centro de Misiones-Puerto Iguazu. Neste centro você tem: a feirinha, o freddo (sorveteria) o bar da cerveja Quilmes, a rodoviária (para voltar, claro) e algumas feiras de artesanato e produtos regionais. Na feirinha (o principal) aproveitei pra comprar Alfajor e alguns temperos de cozinha que são muito bons, em boa quantidade e a excelente preço (que no Brasil seriam MUITO CAROS). Sobre alfajor: há uma marca que vem numa caixa branca com 24 unidades por 25 reais. Há outras marcas como Milka que são muito bons mais são unidades pequenas a 25 reais e apenas 15 unidades. No fim das contas, Alfajor tem o mesmo sabor! Você encontrará muitos potes grandes de azeite, salame e principalmente azeitonas (muitas) expostas sem proteção e isso eu não recomendo. Ah...nessa feirinha também tem restaurante mas como já havia comido, nem liguei. Passei pela sorveteria Freddo (pedi o sorvete pequeno de doce de leite, claro) e continuei o trajeto pelas outras lojas na Av Brasil deles e de lá fui pra rodoviária pegar o ônibus de volta para Foz a 5,00 por pessoa (com ar e poltronas muito boas)! Se for à Argentina, lembre-se de não ir apenas ao free shop e deixe pra comprar Alfajor nessa feirinha já mencionada: sái mais barato! SEGUNDO DIA: O segundo dia aproveitei para fazer dois passeios por serem ambos próximos: CATARATAS + PARQUE DAS AVES. Como um é do lado do outro literalmente, vale a pena conhecer logo esses dois em turnos distintos, claro. Eu optei pelo Parque das Aves a manhã inteira e as Cataratas à tarde. Acredite, você vai cansar e no final do dia estará exausto mas VALE A PENA! Você pode comprar os ingressos das Cataratas pelo site deles até mesmo antes de viajar! Nas Cataratas o passeio custa em média 36,00 e no Parque das Aves 45,00 (valores por pessoa). No Parque das Aves, se você for estudante (com carteirinha) ou professor (com comprovação) paga meia entrada a 22,00 mas nas Cataratas o valor é inteiro para todos. Há um restaurante muito bom dentro do Parque das Aves onde fui muito bem servido com um cheesebacon gormet e um chopp artesanal em tulipa com 27 reais (e satisfaz). Nas Cataratas também tem, mas não comi porque já estava cheio. Optei por jantar num restaurante muito bom na Av Brasil no primeiro quarteirão perto do hotel onde estive (Rhema). Come-se bem, barato e satisfaz (mas não lembro ao certo o nome do local). TERCEIRO DIA: Aproveitei para ir ao Paraguai. Já que comprar leva tempo justamente pela altíssima demanda de lojas e produtos no país e, também, pelo trânsito MUITO INTENSO (toda hora) tanto para entrar como para sair daquele país, fiquei o dia todo focado nisso. No mesmo ponto de ônibus já mencionado (em frente a igreja da Av. Jorge Sch...) tomei um ônibus paraguaio (há muitos) com o valor de R$ 5,00 por pessoa. Há muita (mas muita) gente o tempo todo circulando, ambulantes vendendo de tudo e muitas barracas em torno dos shoppings e prédios comerciais. (LEMBRE-SE DE LEVAR SUA CARTEIRA E CELULAR SEMPRE NOS BOLSOS DA FRENTE...VOCÊ CORRE RISCO DE SER FURTADO SEM PERCEBER, SE DER BOBEIRA). Os camelôs vendem algumas coisas muito baratas e outras nem tanto. Os ambulantes, obviamente tentarão lhe vender coisas a preço de banana, principalmente meias, calcinhas e cintos. Meu conselho: compre apenas lembranças (artesanato, tipo chaveiro) para dar de presente a amigos nesses camelôs. Deixe para fazer as suas compras de preferência no SHOPPING PARIS (onde fica no último andar o SHOPPING CHINA). O Shopping Monalisa é muito divulgado mas tudo é muito caro, os únicos andares de coisas boas são os últimos (coisas originais) mas os vendedores são rudes. O Shopping China já é mais organizado, tem uma variedade muito maior em um mesmo espaço e tem muita coisa etiquetada em promoção (comprei perfume, roupa, acessórios e até whey protein) nesse shopping! Os restaurantes do centro da Ciudad del Este são "fedidos a mijo e outros odores", cheios de formiga e insetos, são amontoados de gente mas são baratos e, claro, NÃO RECOMENDO! O Shopping Paris dispõe de uma praça de alimentação com excelentes opções de comida a preço bom, mas o atendimento do povo paraguaio parece padrão: rude, irônico e esnobe! Para voltar ao Brasil, devido ao trânsito e o cansaço, optei por tomar um TAXI paraguaio dentro do Shopping Paris que cobrou-me 50 reais até o meu hotel em Foz. Ele pegou um baita atalho, não demorou tanto e fui com um pouco mais de conforto para o hotel. No entanto, os carros são velhos, muitos são batidos e os paraguaios também dirigem como na Índia. Por falar e Índia, alguns amigos me disseram e eu lembrei que Ciudad del Este lembra bem a Índia por motivos óbvios. E lembre-se: no Paraguai não é tudo que vale a pena comprar primeiro pelos preços e, claro, pelo risco de falsificação (algumas extremamente grosseiras). Outra dica que lhes dou: alguns paraguaios vão lhe parar na rua perguntando o que querem. Não dê muita importância e dispense logo! Se disser o que quer eles irão lhe seguir até a loja onde eles querem que você vá com a conversa de que "meu patão vai ficar feliz sabendo que lhe trouxe" e lhe esperam dentro da loja e lhe seguem de volta! Já de volta ao Brasil, optei por jantar em um barzinho chamado O BOTECO na Av Jorge Sch. Fui muito servido de comida e bebida (uns pastéis de creme de frango e milho + um senhor pão de alho + 1 chopp de 300ml + 1 caipirinha + 1 chopp de 1 litro). A conta saiu a preço de custo a uma excelente refeição, lugar muito aconchegante com música ao vivo, boteco requintado e descontraído e super bem atendido! E o local não cobra os 10% do garçom. QUARTO E ÚLTIMO DIA: Com o voo de volta previsto para as 18:00 pude ir apenas ao templo budista! Fui e voltei de ônibus coletivo brasileiro saindo do terminal a 3,45 cada trecho. O templo não cobra a entrada e as fotos são maravilhosas! É excelente para fotos! O ambiente, as obras, as estatuas, esculturas, o jardim, o silêncio...o conjunto da obra encanta e vale a pena! É um passeio que não demanda de tanto tempo justamente porque só se tratam de fotos então você acaba tendo tempo para conhecer outro ponto da cidade. Pelo tempo apertado em virtude do voo, só pude conhecer este. Tomei um lanche na CONFEITARIA MARIAS & MARIA que fica na própria Av Brasil. É um conceito de padaria e restaurante. Eu fiquei com a opção de almoço mas também comi alguns quitutes da padaria. Todos os dias eles oferecem uma excelente opção de almoço (sem bebida) por 15,00 por pessoa cada prato já feito por eles. Come-se bem, em um ambiente MUITO BOM e é SUPER BEM ATENDIDO. Além disso, os pratos e demais produtos são bons! Você pode optar por comprar alguma coisa ali para levar de volta pro hotel ou pra acompanhá-lo em seus passeios. É uma viagem que preciso fazer novamente não apenas para repetir alguns (ou todos esses passeios) mas para conhecer o Marco das 3 Fronteiras e outras atrações que não deu tempo. No geral, foi uma viagem que considero ter sido super bem aproveitada, custeada muito bem e bem servida de passeios e atrações para uma viagem curta. Busquei passar as dicas de ônibus pois, como a cidade não tem UBER acaba tudo sendo focado em TAXI e pode sair mais caro do que você planejou. A cidade é pacata (pelo menos me pareceu) e andei tranquilo.
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    Bom dia LF. Exato, nossa ideia é fazer um curso em Londres. Por isso os altos dias, mas levando em consideração o valor da libra, é algo de se pensar ainda. Se realmente vale a pena. Em relação a Varsóvia, estávamos pensando em fazer bate e volta no interior sim. Cracóvia e visitar os campos de concentração também. Baseado aqui no fórum, reconheço que tem cidades que dias a mais do que o necessário. Mas no nosso pensamento seria legal ficar uns dias atoa em algumas cidades, andando, comendo algo um pouco melhor. E teria mas dias para descansar, não ficando apenas nos ônibus e trens muito seguido assim. Mas é um pensamento nosso só, não sei se é uma boa isso kkkkk
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    Oi @Vivian Lira Liverpool é bem interessante, mesmo pra que não é fã de Beatles, mas entre essas opções acho que Edimburgo vale mais a pena, é linda!
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    Depois de 40 dias Viajando cheguei à Ushuaia o Fim del Mundo... estou viajando de carona e tenho passado por experiências incríveis!! as longas conversar durante a viagem com pessoas diferentes tem me feito pensar muito na vida cada vez mais sinto que preciso fazer algo pelo mundo... Eu agradeço pela vida e a coragem e ao universo pela oportunidade... 🇦🇷🇦🇷🇦🇷🇦🇷🇦🇷🇦🇷🇦🇷🇦🇷🇦🇷🇦🇷🇦🇷🇦🇷😆😆😆😆 Achei o "Fim Del Mundo" agora tenho que achar o começo ... trajeto até aqui : Brasnorte-MT> Cuiaba-MT> Campo Grande MS >Candido Mota SP > São Paulo SP (consulado americano) > Rio de Janeiro SP > São Paulo SP > Curitiba PR > Rio Negrinho SC > Florianopolis SC > Serra Do Rio do Rastro > Foz do Iguaçu PR > Província del Salto Salto Encantado ArGemtina > Porto Maua RS > Ijuí Rs> Ibirubá RS > Gramado RS > Canela > Cambara do Sul RS> PraiA Grande SC> Torres RS> Rio Grande RS > Chuí Rs> Punta del Diablo Uruguai > Punta del Este URUGUAI > Salto > Buenos Aires >Coronel Pingles AR > Puerto Madryn >Puerto Pirâmides> CaLeta Ovivia AR > Rio Gallegos > Tolhuin > AGORA ESTOU EM Ushuaia Tenho q medir a distância mas acredito que já foram mais de 8.000 km tudo de carona e sem gastar dinheiro com hospedagem e economizando muito estou postando nas histórias diariamente quem quiser acompanhar pode seguir no insta: gabrielviajou
  21. 1 ponto
    Vai do gosto pessoal de cada pessoa , mas pessoalmente eu ficaria com Edinburgh
  22. 1 ponto
    £100 para um voo comprada uma semana antes, não está caro, na verdade até está barato, normalmente está muito mais caro do que isto. Não limite a suas buscas somente na Ryanair, na maioria das vezes os voos dela nem são os mais baratos. Há várias outras empresas operando voos na Europa, nesta rota entre Londres e Porto há pelo menos outras 3 empresas alem da Ryanair operando voos, e quase sempre os voos das outras estão mais baratos. Em outras rotas pode haver muito mais empresas operando, e também com preços melhores, então sempre busque as passagens utilizando algum buscador que busque em todas as empresas, como por exemplo o www.skyscanner.com. E quando você tiver achado a empresa com o melhor preço, você vai no site dela e compra as passagens. Barcelona fica super longe de Porto, são umas 20 a 24 horas de viagem, e para um lugar tão longe, as passagens não vão custar menos de 70 ou 80 Euros, o que somado ao preço da passagem de Londres até Barcelona, dá praticamente o mesmo de um voo direto para Porto. Isto sem contar o tempo de voo ate Londres, o tempo de "conexão" com o ônibus, no final dá mais de 30 horas de viagem para chegar em Porto de ônibus via Barcelona. Madrid já fica um pouco mais perto de Porto, mas mesmo assim são umas 10 horas de ônibus. Você consegue achar passagens para Porto na ww.alsa.es custando uns 40 Euro. O problema é o horário, pois o ônibus sai de Madrid as 09:00 da manhã, e você não consegue chegar na rodoviária de Madrid a tempo de pegar o ônibus, o que significa que você tem que ir no dia anterior, dormir num hotel em Madrid, pagar jantar e café da manhã, metrô, etc, e somando tudo, dá o mesmo custo de pegar um voo direto para Porto, na verdade eu acho que dá até mais... Santander é a mesma história de Madrid, 11h horas de ônibus até Porto, mas as passagens são um pouco mais baratas, você consegue achar por 20 Euros na www.flixbus.com. Mas novamente o horário é ruim, o ônibus sai as 10:00 da manhã, e você não consegue chegar em Santander a tempo, tempo que ir no dia anterior, dormir num hotel, gastar dinheiro com alimentação, ônibus até o centro, etc... E novamente, se somar tudo á capaz de ficar até mais caro do que ir direto para Porto. Em resumo, não tem jeito não, qualquer deslocamento longo que você resolver fazer em cima da hora vai ser bem caro, então ou você se conforma que vai ser caro e compra um voo direto para o Porto, ou desiste da ida ao Porto, não tem outro jeito.
  23. 1 ponto
    Olá Raísa! Estou indo num período não muito legal (final de março), mesmo assim, irei me arriscar. Gostaria de saber com quem vc fechou os pacotes em Santo Amaro, pois irei fazer uma rota semelhante e gostei dos valores...
  24. 1 ponto
    Errado. Também se chega caminhando (trilhas) ou combinando van e caminhada (via hidroelétrica). Sobre os trens, há duas empresas que operam esse trecho: PeruRail e IncaRail.
  25. 1 ponto
    Claro, se lembrar me avisa que localizo o contato pra você. Me manda seu e-mail (via inbox) pra eu buscar aqui as informações do seu tour, de repente encontro no e-mail de confirmação o nome do guia. Eu tô trabalhando com atendimento aqui na agência, com foco nos brasileiros.
  26. 1 ponto
    Belém – PA 18 a 22 de novembro de 2017 Chegar de avião em Belém já é bem interessante: imensidão de rios!!! Deixei a bagagem no hostel (Grand Hostel Belem) e fui caminhando até a estação das Docas ver o pôr do sol. Foram uns 10min de caminhada pela avenida do hostel, mas é um lugar perigoso para caminhar à noite, à tarde ainda tinha movimento do comércio, mas precisa caminhar como quem vai ao centro de São Paulo, sem dar bobeira. Tomei sorvete carimbó: sorvete de castanha do Pará com doce de cupuaçu!!! Amei!!! Comi no Amazon cervejaria (queijo marajó) e cerveja cupulate. Os pratos eram caros e não estava com fome...por isso comi só o queijo que também era muito para quem vai sozinha. Voltei para o hostel de taxi. 19/11/17: Dormi muito mal no hostel, toda hora chegava alguém, uma pessoa roncava e o ar condicionado estava forte...senti frio ... Acordei às 8h cansada...tomei café e fui andando em direção à praça princesa Isabel. Passei pela feirinha da praça da república, fiz a visita no Teatro da paz. Peguei começado, mas valeu! Começava às 9h, perdi uns 10 min... O piso na entrada tem formato da cruz suástica que significa paz, acredita! Infelizmente está mais associada ao nazismo que à paz... As classes mais ricas ficavam embaixo. No último andar ficavam os servos, nem tinha cadeira para eles... Tirei fotos da praça da república e fui andando em direção à praça princesa Isabel...parei no caminho pois era uma região esquisita, sem calçada... fiquei com medo...perguntei numa barraca de tapioca e indicaram pegar ônibus... No mapa parecia fácil chegar caminhando, mas nada como quem conhece para falar... Peguei o barco até Ilha de Combu (R$:5,00). Parei no Saldosa maloca (o restaurante sobre o qual havia lido) a ilha em si não tem muita coisa, você precisa ir já sabendo onde quer descer...o legal foi ver pé de cacau e de cupuaçu. Suco de taperebá..(=cajá). No Saldosa, tem algumas atividades como tiro ao alvo, rapel na árvore gigante...escalada...tudo bem simples e caro. Almocei arroz com jambu (verdura) e camarão, pirarucu fresco e purê de pupunha (pupunha parece uma castanha portuguesa mas tem gosto de milho Depois de voltar de barco para a Praça Princesa Isabel, peguei uber para Mangal das Garças que é um lugar bonitinho, tem um restaurante e um mirante para o rio que para mim foi o lugar mais gostoso do parque. As garças são muito bonitas, parecem esculturas... O chato é em todo lugar falarem...é deserto, melhor não ir andando... então esta foi a viagem em que menos caminhei.... 20/11/17: dia da consciência negra. Não é feriado aqui em Belém. Caminhada do hostel até rodoviária valeu a pena. É um lugar movimentado, bem diferente de ontem. Caminhei pela Av Nazaré até o final, depois ela muda de nome e logo chega na rodoviária. Total de 1h com parada no supermercado e fotos na basílica. Parei na basílica de Nazaré e como estava começando uma missa fiquei. Comprei uma fitinha e fiz 3 desejos. Onibus para mosqueiro: empresa condor ou coopetran 11,00. Fui de coopetran 10:15 (é a que saiu primeiro). Tem para voltar a cada 30 min e a viagem dura 2 h. Me indicaram descer na praia do chapéu virado que é onde tem mais movimento. Demorou 2h até chapeu virado. O cobrador que ia me avisar desceu antes!!!! Ainda bem que eu tinha celular e deu para ver no maps quando cheguei. Tem vários quiosques, parei no Lambretta 62 que tinha cara boa e toca mpb. Pratos são para 2 pessoas, mas faz 1/2. Comi o tal filhote grelhado. Gostei desse peixe e o dono é muito atencioso, é de Curitiba. Fiquei encantada com a praia de rio!!! Tem ondas, areia, mas é rio! Do outro lado está a Ilha de Marajó. Caminhei 1 h até a vila, onde fica a rodoviária...pensei que poderia ter algo interessante...mas só passei calor. Tem uma praça mas nada q valesse tanto o esforço... peguei ônibus de volta pela mesma companhia que sairia antes. Depois vi um blog que dizia uma linha que leva para Mosqueiro e que era mais barata, mas se é o que eu vi passando não compensa, sem ar condicionado, ônibus urbano que pega estrada... 21/11/17: depois do café caminhei até o ver o peso (um cheiro horrível, loucura... Caminhei até catedral que fica em frente ao forte do presépio e casa das 11 janelas. Os palácios Lauro Sodré e antonio lemos ficam um ao lado do outro. No Lauro Sodré tem o museu de história do Pará, que eu queria conhecer, mas está fechado para reforma. No Antônio Lemos tem o museu de arte, mas não quis ver. Passei pela rua Siqueira Mendes, onde tem saídas de barco para lugares que eu nunca ouvi falar...a única q eu já ouvi mas não lembro direito por que chama Barcarena. Os barcos para Marajó saem de perto das Docas... Terça é dia de museu grátis!!! Dei sorte. Visitei a casa das 11 janelas (já abrigou um hospital, restaurante) que tem um acervo permanente e exposição temporária. Depois fui ao Forte do Presépio. Havia formandos tirando fotos por ali! Depois fui ao museu de arte sacra (funciona onde já foi igreja de São Francisco, só entrei porque era grátis) e museu do Círio (gostei, bem pequeno). Voltei para o Ver o peso e comprei bombom de carimbo. Almocei no Point do açaí (em frente estação das docas). Filhote grelhado na manteiga, arroz, farofa e açaí. O garçom foi muito atencioso, mostrou que o açaí tenho que deixar na cumbuca, não é para colocar como molho "ele mistura com o peixe na boca" kkkk. Comi como ele falou, mas não gostei. O peixe e a farofa eram uma delícia, o açaí comi com açúcar no fim, como sobremesa, uma delícia tb... voltei para o hostel e deixei os chocolates para não derreter. Deitei para fazer a siesta porque depois daquele açaí e com o calor ficou difícil de andar... Depois caminhei até a rua onde tem a loja do Bombom do Pará. Comprei mais alguns chocolates, doce de cupuaçu e casadinho de cupuaçu...esses são realmente melhores que aqueles do Ver o peso Tomei sorvete de Muruci na Cairu do shopping Patio belem. Caminhei até a av Nazaré e comprei o tacacá da d. Maria. Achei um bom atendimento, ninguém foi grosso, não tinha fila, tinha cadeiras pra sentar....(eu havia lido sobre opiniões bem contraditórias). Pedi o meu para viagem Tomei no hostel, sentada na mesa. O cheiro é estranho, tem tucupi, goma de tapioca, jambu e camarão. O jambu deixa a boca dormente. Experimentar foi bom, mas não gostei como gostei do sorvete de carimbó ou do filhote.... Ia ver o preço do barco para Marajó mas uma senhora me botou medo "vc vai por ali sozinha!" Voltei na hora, ... fiquei sem saber...vi um senhor oferecendo barco para Manaus (300,00 dura 5 dias) pra Santarém dura 2 dias!!! E com risco de ser atacado por piratas. No centro de turistas no aeroporto pedi informação: empresa Arapari leva para Ilha do Marajó. Tem dois horários: 6h e 14h. Saida do terminal hidroviário. Há também uma lancha que sai às 8:30 e custa 50,00...segundo ele, não vendem por internet. Essa viagem foi bem diferente. Hostel estava lotado de estudantes e professores que tinham ido para seminário de museologia!!!. Sobre o hostel: banheiro fica em cima ou embaixo, armário fica nos halls...mas tem tomada em cada cabeceira, café é bom, staff atencioso (Neuma e Rafael) e café da manhã ok! Localização muito boa, já que pelo visto qualquer lugar aqui é perigoso... O Manga hostel do qual ouvi falarem também, fica perto da rodoviária.... achei o meu melhor. 22/11/17: Tomei café e já peguei uber pro aeroporto. O motorista comentou sobre o restaurante chalé da İlha (em Cumbu) que tem umas piscinas e redes ( não cobram como o saldosa..) É mais novo, deve ser menos caro. Não achei tão fácil ter informações sobre os passeios em Belém...no aeroporto o guiche de informações turísticas estava fechado na chegada. No aeroporto, enquanto aguardava o embarque meu nome foi chamado. A Gol teve problemas em Congonhas, teve que retirar alguns passageiros do voo, eu fui uma delas. Teria que voar pela latam num voo para Guarulhos! Muito pior, pois Congonhas é muito mais perto de casa...mas a gol ia pagar o taxi até em casa... O pior foi ter que sair da área de embarque e fazer novo check in na latam, passar no rx e implicarem com minha tesourinha! Sendo que eu já havia passado pelo mesmo rx. Com o tempo extra de espera fiz pesquisa no site da anac e descobri o significado da “preterição” que foi o que a gol fez comigo ao me impedir de embarcar...na verdade eles não me deram opção, eu aceitei o que me foi imposto, já que não havia pelo jeito opção muito melhor... O lado bom foi fazer amizade com um casal que foi ao meu lado no vôo. Trabalham com turismo rodoviário, excursões para o nordeste e sul do país. Iam ficar uma semana em São Paulo, dei várias dicas. O marido morria de medo de avião... Conversando, o avião pousou e eles nem sofreram tanto!
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    @Cah Fortunato : algumas dessas cidades são relativamente próximas entre si e a viagem por terra é viável. Ex: Paris e Londres, Berlim e Praga... Mas você tem alguns trechos muito longos que teriam que ser feitos de avião, considerando o tempo disponível. É o caso de Amsterdam - Berlim, por exemplo. Dicas: - utilize o Rome2Rio para simular os deslocamentos. Exemplo: https://www.rome2rio.com/pt/map/Amsterdam-Centraal/Berlim - Ao planejar deslocamentos, considere aquele dia como perdido para efeitos de passeio. Ou melhor: o que você conseguir passear nesses dias, é lucro. - Cuidado com a tentação de pegar ônibus noturno "para economizar na hospedagem". Provavelmente você vai chegar moída e não vai conseguir aproveitar nada. - Quanto ao roteiro, a maioria dos que vejo aqui se baseiam no seguinte: Paris (4 ou 5 dias completos) + Londres (4 a 5 dias completos) + Amsterdam (3 dias completos) + Berlim (4 dias completos) + Praga (3 dias completos) + Roma (4 dias completos) + (2? 3 dias) Cinque Terre + 8 dias deslocamentos (incluindo ida e volta Brasil - Europa): mínimo 32 dias. OK, sendo menos radical na história de "deslocamento = dia perdido" (já que alguns deslocamentos são mais rápidos e podem ser feitos em horários convenientes) podemos considerar que esses dias seriam suficientes, sim. Vai depender dos meios de transporte que você escolher, o que tem muito a ver com o seu orçamento. Outra ideia, na linha "menos é mais", é reduzir a área geográfica do seu mochilão. Isso aumenta suas chances de aproveitar melhor a viagem.
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    Olá @João Paulo Falanque ! O trajeto Santa Cruz - Sucre eu fiz pela Amaszonas e foi bem tranquilo. Na época tb era a empresa que tinha o menor preço. Abraços!
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    16/8/2017: São Paulo – Aracaju - Piranhas Alugamos carro no aeroporto de Aracaju e fomos almoçar na orla de Atalaia, antes de pegar estrada rumo a Piranhas. Minha amiga queria ir ao restaurante Parati, que já conhecia e achava bom. Mas era um pouco distante e os restaurantes no caminho estavam fechados...voltamos e comemos no Paraíso do baixinho, restaurante na beira da praia, tinha guaximum e caranguejos que são pratos típicos de lá, mas não tive coragem de provar...principalmente por ver os bichos vivos... Comemos um peixe (Vermelha) na brasa, com arroz, farofa e legumes. Gostoso, principalmente porque estávamos com muita fome. Pegamos estrada usando gps (sou meio atrapalhada com tecnologia, mas consegui ser boa copiloto). Pegamos a BR101, saída para areia branca e Itabaiana (br235). Paramos no posto em Rondonópolis para abastecer e usar banheiro. Passamos por dentro da cidade N. Sra Aparecida. Como já era noite, nos atrapalhamos, mas não atrasamos tanto. A estrada não tinha iluminação alguma, muitas lombadas sem sinalização. Mas foi uma viagem tranquila (umas 5 h de estrada) Ficamos na Pousada Sol Nascente que fica em Piranhas nova, tem fácil acesso, estacionamento e é novinha. Existe há 2 anos e seu dono Cícero é muito solícito e gentil! Contou histórias sobre a região, explicou sobre os passeios. Contratamos ali mesmo a Rota do cangaço e os Cânions do Xingó. Fomos ao centro histórico, jantamos e ficamos vendo o forró na praça. Teve também apresentação de dança de garotos vestidos de cangaceiros. 17/08/2017: Passeio Rota do cangaço O catamarã empresa MF Tur saía às 8:45h do centro histórico de Piranhas e navegava pelo Rio São Francisco até o Cangaço Eco Parque, fica na cidade de Poço Redondo (vimos essa cidade na estrada que vem de Aracajú). É um lugar bem bonito, onde se pode fazer slack line, stand up, trilha para grota do angico e pegar o barco que leva a Entremontes. Fizemos a trilha que demorou cerca de 1h30min, uma guia vestida como cangaceira ia contando histórias do local. Depois ainda pegamos o barco até Entremontes (vilarejo de rendeiras) e tivemos 1h para andar pelo local até o barco nos levar de volta ao parque. Esses dois passeios eram extras, gostei dos dois. Depois do almoço, às 14h, o catamarã retornou para Piranhas. Chegamos quase às 15h. No centro histórico de Piranhas, caminhamos pelo museu do sertão, casa de cultura, Iphan. Tudo isso fica onde antes funcionava a estação ferroviária. Subi e desci a escadaria para a igreja Nossa Sra do Bonfim. Depois subi a escadaria para o mirante, onde fica o restaurante Flor de cactos. Minha amiga foi de carro, pela estrada em direção à Pousada Pedra do Sino que leva ao mirante. À noite voltamos ao centro histórico para comer e vimos mais forró de graça na praça. 18/08/2017: Cânions do Xingó/ Aracaju Fizemos check out na pousada e saímos ruma a Canindé de S. Francisco que fica em Sergipe e é a cidade de onde saem os catamarãs para os Cânions do Xingó. Na estrada pudemos avistar a Usina Hidrelétrica de Xingó (para os interessados é possível fazer um passeio guiado, mas não teríamos tempo, só tiramos fotos por fora). Primeiro catamarã saía às 10:30 (aos finais de semana e feriados tem barco mais cedo). A saída é do restaurante Karrancas, uma estrutura muito bem montada, almoço buffet e a la carte, voos panorâmicos, tudo dominado por essa empresa MF Tur. O catamarã navega pelo Rio São Francisco até os cânions, onde fica parado e os turistas podem fazer um passeio extra de barco pequeno até próximo dos paredões e podem mergulhar numa região delimitada com boias. Próximo aos paredões tem uma parte de terra que pode ser acessada por quem faz a trilha do Mirante do talhado, pelo que entendi é uma trilha só para hospedes de uma pousada de mesmo nome na cidade Delmiro Gouveia. Após almoço, pegamos estrada rumo a Aracaju. Chegamos à noite, viagem tranquila também. Jantamos tapioca maravilhosa na orla de Atalaia. Ficamos na pousada Aguas Douradas, bem próxima à orla. 19/8/2017: Centro histórico Aracaju Pegamos ônibus sentido centro histórico. Visitamos a catedral, andamos pela ponte do imperador e depois visitamos o Museu da Gente Sergipana: grátis, interativo, gostei muito. É um prédio muito bonito onde foi uma escola (Colégio Atheneu Pedro II) e atualmente tem exposição sobre os sergipanos e exposições temporárias. Comemos na lanchonete do museu: petit gateau de macaxeira e charque, adorei! Estava chovendo muito e esperamos um pouco para ver se diminuía para voltarmos a andar...iríamos visitar o mercado central. Mas como era sábado, fecharia às 13h...não deu tempo. Pegamos taxi até o Oceanário e Projeto Tamar em Atalaia. A parte mais interessante no projeto Tamar foi ver a alimentação dos peixes e tubarões. Um monitor explicou sobre as espécies que vivem lá. Durante a alimentação dos tubarões era possível passar a mão neles junto com o monitor. Tubarão lixa...bem áspero! Tirei foto clássica nas letras da palavra ARACAJU. E à noite fomos jantar no restaurante Cariri ( passarela do caranguejo). Nesse lugar tinha música ao vivo na parte de restaurante e tem um local para show de forró após 22h. Na pousada havia folder de agencias que fazem passeios de 1 dia para os cânions por 150-170,00. Sai mais barato do que o que fizemos, mas fica muito cansativo ficar tanto tempo na estrada! Gostei de ficar em Piranhas e de fazer a rota do cangaço também! A partir de Aracaju também é possível ir a Mangue seco (Bahia) e conhecer o parque dos falcões, na serra de Itabaiana. Próximo de Piranhas tem as cachoeiras na cidade de Paulo Afonso, mas ficou para outra viagem também...
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    [... Continuando] Dia 4 - Huacachina/Nazca [23/08/2017] Levantei cedo, como o café da manhã não estava incluso na diária, precisei comprar. Tomei café numa boa, estava bem bom. Foi no hostel mesmo, barato e ótimo. Após o café troquei de roupa e fui andar por Huacachina. Este foi um dos momento que passei comigo mesma, sozinha por aqueles caminhos, pensando, refletindo, fotografando, curtindo. Caminhei, sentei, admirei por aproximadamente umas 2 horas. Achei uma faixa de colocar no cabelo. Super barato! 5 soles, comprei. Estava esquecendo que precisava fazer o checkout antes de sair com Peru Hop. Foi aí que entrei correndo para arrumar as malas e me preparar para a noite do ônibus. Almocei no hostel mesmo e saímos para a parada em Nazca e depois a noite para Arequipa. Em direção a Nazca, também é tudo desértico. Assustei quando chegamos para ver as linhas. Elas ficam no meio de uma rodovia deserta. E a ponte para view é umas escadas de ferro. Passam 5 minutos lá e desce. Após isso, jantamos em um restaurante de posto mesmo e partimos para a noite no ônibus a caminho de Arequipa. [Continuação nos próximos posts...] Beijos! Tabata Instagram: @tatablita
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    Pessoal, acabei de voltar de Ushuaia e El Calafate, na Patagônia Argentina. Vou fazer um relato aqui para vocês e espero que seja útil. Caso tenham dúvidas, me perguntem! PASSAGEM Eu achei a passagem meio salgadinha... paguei um total de R$ 2.453,00 para os trechos: 1) Rio de Janeiro para Ushuaia (com escala em Buenos Aires, no Aeroparque); 2) Ushuaia para El calafate (direto); e 3) El calafate de volta ao Rio (com a mesma escala da ida). Talvez a passagem seja cara (especialmente para Ushuaia) porque não tem ligação terrestre com o resto da Argentina. Se quiser ir de carro, parece que tem que colocar o carro em balsa em algum momento da viagem... fora que tem que passar pela fronteira com o Chile para depois entrar na Argentina de novo. Haja paciência para essa burocracia de entra e sai em país. Período: 19/02 a 23/02 em Ushuaia e de 23/02 a 26/02 em El Calafate. Comprei pelo Decolar (estava mais barato que direto pela cia aérea) e todos os voos foram operados pela Aerolineas Argentinas. Nunca tinha viajado com eles e achei bem fraquinho. O voo não atrasou nem nada, mas achei o lanche bem ruim (nuts, barra de cereal e um bolinho seco, além de refri e água) e as poltronas meio desconfortáveis. CÂMBIO Esse foi um tópico tenso. Decidi levar tudo em dinheiro (maior parte em reais e menor parte em dólares) e usar cartão de débito ou crédito somente para emergências. Minha intenção era chegar no aeroporto de Buenos Aires e cambiar pesos lá. Porém, para a minha surpresa, os bancos estavam de greve por dois dias, começando pelo dia que cheguei. Então, apelei para o plano B, sacando alguns pesos no ATM que tinha no aeroporto, só para pagar o taxi lá em Ushuaia. Quando cheguei em Ushuaia, vi que grande parte das lojas aceita reais, doláres e euros, além de pesos argentinos, claro. Na própria frente da loja já tem a cotação do peso em cada uma dessas moedas. Quando fui, a maioria das lojas estava cotando o real a 6 pesos, o mesmo da casa de câmbio Jupiter (Rua Pres. Bernardino Rivadavia 176, na região central), onde fui lá trocar meus reais. Porém, se eu tivesse ficado hospedado em Buenos Aires, poderia ter pegado uma cotação muuuuuito melhor de pesos no centro da capital. CHEGADA EM USHUAIA O aeroporto é bem pequenininho e, assim que você pega o táxi, você já percebe na estrada qual é a vibe da cidade: a simplicidade. Não tem nada de impressionante, é uma cidadezinha coerente por estar no fim do mundo! O aeroporto é perto da região central (acho que uns 8 km). O táxi rodou no taxímetro e deu uns 200 pesos (R$ 33). HOSPEDAGEM EM USHUAIA Eu fiquei em um hotel meio sofisticado por conta de estar com a minha mãe, já idosa. Ele fica muito bem localizado, na rua Gobernador Deloqui 198, que é paralelo à rua principal, San Martin. Se chama Hotel Tierra Del Fuego, um quatro estrelas. Porém, bem perto dele, tinha um hostel que me indicaram chamado Hostel Cruz Del Sur. Meio que me arrependi de não ter pegado um quarto privado nesse hostel (nem sei se tem) pois acho que valeria a pena ter uma cozinha disponível, conto o porque no tópico COMIDA. Nas minhas viagens, gosto sempre de estar perto de onde as coisas acontecem, para evitar, ao máximo, pegar transportes para chegar aos pontos de interesse. Esse hotel fica pertinho do porto, onde tem a saída de um dos passeios e bem colado à Rua San Martin, onde tem restaurantes, lojas e ag. de turismo. Paguei uns US$ 712 por 4 dias para duas pessoas. O quarto era enorme, dois em um, com uma cama de casal em um e duas de solteiro e outro. Achei que esbanjei demais, não precisava. PASSEIOS EM USHUAIA Dos passeios disponíveis, escolhemos fazer a Navegação no Canal de Beagle e o Parque Nacional Tierra Del Fuego. A navegação tem como opcional a caminhada com os pinguins (exclusivo pela agencia Piratour), onde você desembarca na ilha dos pinguins e anda ao lado deles, bem pertinho, separado por uma corda. Eu decidi não optar por isso por dois motivos: 1) acho invasão demais ao habitat dos bichinhos; e 2) a menina da agência me disse que os pinguins ficam mais perto do mar à procura de alimento e não da cordinha onde os turistas passam. Nesse passeio você vê o Farol do Fim do Mundo, Leões Marinhos, Pinguins, muitos pássaros. É bem legal! Uma dica: nesse passeio VENTA MUITO! Vá bem agasalhado, de preferência com um casaco corta-vento. Você tem a opção de ficar dentro do barco, que é envidraçado e climatizado, mas não é a mesma coisa, né? Outra dica: um dia depois que fiz esse passeio, estava ventando muito na cidade de Ushuaia. Tanto que a Marinha proibiu que esse passeio de navegação fosse realizado naquele dia. Umas mulheres que conhecemos depois falaram que perderam o dinheiro do passeio porque a navegação não foi permitida. Tivemos sorte por termos feito um dia antes, onde não ventava muito na cidade. Para começar esse passeio de navegação você tem que ir andando até o porto de Ushuaia (é pertinho do hotel e da zona central - rua san martin) e pagar uma taxa portuária (não lembro ao certo quanto foi, mas é baratinha, acho que uns 20 pesos). O barco que fomos não permitia que levassemos comida ou bebida. Mas eu levei assim mesmo e comi no banheiro e disfarçando pra guia não ver rs. Vendem coisas no barco, mas só a água custava 8 reais... imaginem o resto! E os lanches eram bem ruinzinhos. O Parque Nacional é bem bonito, vale muito a pena ir também. Tem o opcional do passeio de trem, que eu achei beeeeeeeem fraquinho. Quem não quiser, continua no micro onibus da agência e faz o trajeto do trem por ele. Acho que o que mais valeu do trem é que tem uma gravação com as histórias das paisagens em três línguas: inglês, espanhol e português! No parque, a nossa guia fez uma pequena trilha de uns 20 minutos com a gente. Essa trilha é opcional, quem não quis ou não pode fazer, ficou no ônibus e foi para o próximo ponto. O passeio no parque faz várias paradas, mas as que mais chamam atenção é a Laguna Verde (tava ventando MUITOOOOO no dia, levem casaco corta vento), que estava belíssima e o Correo Del Fim Del Mundo, onde eles carimbam o passaporte com um carimbo bonito de Ushuaia (óbvio que tendo que pagar 3 dólares). Esse correio é a última agência postal do mundo e funciona, efetivamente. Você pode mandar postais dali direto para quem você quiser. Obs: ao entrar no parque, você terá que pagar 350 pesos para entrar (valor para não argentinos), exclusivamente em dinheiro. Obs: Os dois passeios começam por volta de 9h e terminam umas 14h. Eu contratei os passeios pela ag. Info de Ushuaia (San Martín 775) e paguei 3.650 pesos (R$ 608) por pessoa, os dois passeios. Lembrando que nesse valor não estão incluídas a entrada do parque, a taxa portuária e qualquer tipo de alimentação e bebida. COMIDA EM USHUAIA Esse tópico é tenso! Achei a comida em Ushuaia e El Calafate cara e ruim, bem ruim. Minha mãe achou o mesmo. O melhor restaurante que comemos lá foi um que fica na Galeria Temática, na Rua San Martin. O prato era um frango recheado com espinafre e envolto em bacon. acompanhado de um purê de batatas com pedacinhos de bacon. Além disso, tinha um molhinho de pimenta sem gosto... rs. Para beber, tomei um suco gelado batido (eles chamam de Licuado), não era da fruta mas tava gostoso. A comida tava bem mais ou menos, esperava mais tempero no frango, mas era melhor do que já tinhamos comido até então. O preço? 75 reais a comida + suco, por pessoa. Pesadíssimo para o dia-dia da viagem e para um almoço, dentro do que eu estava disposto a pagar. Perguntamos para alguns locais, onde seria um lugar não tão caro para comer. Nos indicaram uns restaurantes que servem entrada+prato principal+sobremesa a 190 pesos. Quando a esmola é muita.... rs Tem dois desse tipo na san martin, eles ficam quase que um de frente ao outro e as opções e o preço são escritos de giz em um quadro negro na porta do restaurante. Minha mãe e eu entramos em um. Ela pediu um guisado (guiso) e eu uma milanesa (bife). O bife á milanesa de lá é super fino e eles fritam bastante. Então, o que eu comi taca suuuper duro. O guisado que minha mãe pediu, ela disse que nem os legumes, nem a carne tinham gosto. Ela acha que eles congelam e depois descongelam os alimentos, fazendo com que eles percam muito do seu sabor. Para acompanhar isso, tinha uma cestinha de massa folhada com um pouquinho de alface e meio tomate cereja. A sobremesa não tem como ser ruim, né? TEM! Eu pedi um pudim de pão e minha mãe, um sorvete. O pudim tava duro, mas tão duro que se tacasse na cabeça de um, matava. O sorvete da minha mãe tava até bom, mas era uma bola tão pequena que parece que foi tirada com uma colher de chá rs. Para lanche, gostei muito do Banana Café e Bar, na san martin. Os hamburgueres eram realmente deliciosos, mas bem caros. Cada hamburguer custava uns 230 pesos, em média. Dependendo da fome, dá até pra duas pessoas. Mas é o hamburguer puro, sem qualquer complemeno. No finalzinho da estadia em Ushuaia, achamos um restaurante "ok". É um restaurante de massas na San Martin que fica do lado de um corredor com uma galeriazinha recuada. Ele parece caro, mas não é. Comemos um macarrão lá bem razoável. Lá eles cobram a massa e o molho separado. Eu paguei 180 pesos para comer spaguetti ao molho branco e minha mãe comeu de bolonhesa. Não tava divino, mas em comparação ao guisado e o bife... tava ótimo! Por isso, se eu fosse fazer essa viagem de novo, ficaria em um hostel ou apto onde eu pudesse cozinhar. As coisas no mercado (La anonima, perto do hotel) não eram tão caras e eu poderia temperar as comidas bem mais. Acho que compensa. CHIP PRÉ PAGO Foi um parto achar um chip pré pago em Ushuaia. Rodei a san martin toda (tem várias lojinhas da Claro e da Movistar), mas tem loja que só faz recarga e onde vendia chip da claro, tinha acabado. Só consegui comprar na loja grande da movisar (Av. Maipú 215). Você mostra o passaporte, pega uma senha e espera atendimento, bem parecido com o que fazemos no Brasil. O chip da movistar saiu de graça e era possível recarregar em várias lojas pela san martin. A movistar dá o whatsapp de graça e te cobra 10 pesos por uma navegação diária de 50 mb. Acabou a franquia, reduz-se a velocidade ou se contrata por sms mesmo mais franquia, por 10 pesos. Achei a velocidade muito boa, mas acabou a internet acabou rapidinho rs. EM USHUAIA, CONTRATEI OS PASSEIOS DE EL CALAFATE Decidi fazer dois passeios em El Calafate, que considero serem os principais: Glaciar Perito Moreno (com ou sem navegação, optei pela navegação) e Rios de Hielo. Fui até a agência Brasileiros em Ushuaia, na San Martin, para negociar os passeios. Essa agencia tem site e cobra os passeios em reais, mas é muuuuito mais barato reservar lá, pessoalmente. Fechei os dois passeios de El Calafate + os dois transfers + o transfer de saída de Ushuaia de brinde por uns 4.650 pesos por pessoa (775 reais). Além disso, a gente tem que pagar 500 pesos de entrada no Parque Nacional Los Glaciares, por pessoa, a cada dia de passeio. Em El Calafate, eles terceirizam o serviço para a agência Criollos, que achei muito boa. Ambos os passeios são incríveis, imperdíveis MESMO. A cereja do bolo da viagem! Ver os Glaciares em movimento são espetáculos da natureza que nunca vi igual! Anexei fotos, vejam. Existe a opção de caminhar no Glaciar Perito Moreno. É bem caro, mas eu o faria se não estivesse com a minha mãe, que não pode fazer esses trekkings. Nos dois passeios, levem comida. Até tem lugar pra vender, mas pode demorar e vcs ficarem com fome. CHEGADA EM EL CALAFATE A cidade é muito bonitinha, bem mais desenvolvida que Ushuaia, sem dúvidas. Tem umas arvores enormes na rua principal, que traz um clima bem europeu à cidade. Fora que existem muito mais opções de restaurantes e serviços HOSPEDAGEM EM EL CALAFATE Fiquei hospedado na pousada kau kaleshen, reservei no booking e gostei bastante. Preço bom, localização excelente, confortável e bonitinha. As fotos que estão no booking correspondem à realidade. Paguei 245 dólares por 3 diárias para 2 pessoas com café da manhã. Como eu disse, gosto sempre de estar perto de onde as coisas acontecem. Em El Calafate, a rua principal é a Av. del Libertador Gral. San Martín. COMIDA EM EL CALAFATE Tão ruim quanto em Ushuaia rs. Comi um fondue de queijo a 500 pesos (para duas pessoas) lá que estava bem ruim... Parecia aquele fondue que a gente compra no mercado que nada mais é que um requeijão requentado. Vale muito a pena fazer mercado lá. Um pacote de 500 gramas de macarrão custava uns 2 reais, água de 1 litro também. Vários lanchinhos prontos para levar para a viagem a um preço camarada... O mercado lá é o La Anonima também, que fica no iniciozinho da rua principal. CÂMBIO EM EL CALAFATE Não existe casa de cambio lá, mas a Western Union (na rua principal) troca seus reais por pesos. A cotação estava pior que em Ushuaia (cada real custava 5,5 pesos). E não eram todas as lojas em El Calafate que aceitava reais. Em geral, só aceitavam dólar e euro. LEMBRANCINHA BARATA Para lembrancinha, sugiro comprarem um sabonete de Leche de Los Glaciares, o branco. Comprem na farmácia que é mais barato (100 pesos). Ele é cheiroso e esfoliante, bom para presentear com algo diferente. Obs: O café da manhã nas duas hospedagens era fraco. Um croissant melado, pão de forma, sucrilhos, manteiga, café, leite, iogurte (ruim), salada de frutas sem gosto... enfim, um horror! Vocês podem estar me achando um fresco para comer, mas eu juro que não sou! Como qualquer tranqueira mas comida sem gosto não desce! Obs2: Nessa época do ano, 21h ainda está claro!
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    Eu estou Chris !! Acabei de responder um post seu contando a sua história e esqueci de mencionar que também quero viajar assim... e agora vi esse post seu procurando cia e eu também to procurando companhia pra viajar sem dinheiro... Me chame no whats 41 99926-5169
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    Como administrador do site e pelo que eu acompanho aqui ao longo dos anos e já são quase 20 anos de Mochileiros.com ( posso dizer isso com total isenção pois nunca tivemos parceria comercial com eles), a Vento é a única empresa que vejo aqui esclarecendo dúvidas e até atendendo os viajantes que entram aqui procurando informação ou reclamando de algum problema. Eu nem precisava dizer isso pois o próprio tópico com 84 página é a prova do que estou falando. No tópico da Bull Terrier por exemplo há várias reclamações sem qualquer resposta. Cheguei a entrar em contato com eles pra ver se alguém da empresa poderia vir aqui para responder. Quem me atendeu lá dizendo ser o responsável pelo SAC é o dono de uma empresa terceirizada de criação de sites e que também administra a página deles no Facebook. Disseram que responderiam os usuários aqui e nunca apareceram pra dar qualquer resposta. Eu imagino o quanto deve ser complicado ser sério em um mercado onde 90% dos que compram produtos estilo "trekking e aventura" não fazem trekking de fato. No caso da Bull Terrier me parece que eles resolveram focar nesses 90%, o que pode até ser condenável, mas é ao mesmo tempo fácil de entender o porque seguem esse caminho. Concorrer com grandes marcas gringas, com a China e tentar focar em produtos técnicos para um grupo de consumidores cada dia mais seleto e pequeno não deve ser uma tarefa fácil.
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    Eu já comecei o meu , tem 2 mês já só viajo d carona , procurando fazer um mochilao mais roots possível se alguém quiser trocar informação meu número e 62 991341560
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    não sei se tem ônibus de Sp direto pra região dos lagos. Caso não tenha tu vai ter que ir pra rodoviária novo rio e de lá pra Região dos lagos, recomendo cabo frio. Em cabo frio mesmo tem excelentes praias, e arraial do cabo é logo do lado. é melhor ficar hospedada em cabo frio do que arraial pois vai pagar bem mais barato, e de ônibus de cabo frio pra arraial é no máx 20 min.
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    Tem um lugar barato,mas não presta,perto da rodoviária de Cabo Frio,nome é Pousada Cabo Frio, mas é uma espelunca.
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    estou nessa tambem...a um ano eu e um colega que conhecemos aqui fizemos uma trip de carona por Minas, Sao Paulo e Rio de Janeiro de carona. Correu tudo bem e nos divertimos muito. Eu vou sair para mais uma aventura dessa dia 20/02 estou indo sozinha fazer a Travessia da Serra Fina, se alguem quiser se juntar chama no whats...62 99315-7663.
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    To afim tambem só que pela America do sul Pedindo carona, trocando trabalho por hospedagem e CURTIR PAISAGENS E CULTURAS diferentes. Zap 85 98811 2278
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    Olá pessoal, tenho 22 anos e sou do interior de São Paulo. Resolvi fazer a minha viagem há uns 2 meses atrás, e estava decidido que ficaria 10 dias na Costa Rica, escolhi sair de São Paulo no dia 21/03/2017 e voltar dia 30/03/2017, e logo já fui correndo atrás das passagens. Pesquisei primeiro no site Decolar.com para saber quais seriam as melhores companhias aéreas e então cheguei à COPA AIRLINES. Depois fui ao site da companhia e comprei direto deles, paguei aproximadamente R$2.200,00 com saída de Guarulhos, escala no Panamá e destino final Alajuela, na Costa Rica. Como eu queria conhecer alguns lugares que sempre tive vontade, decidi reservar 3 Hostels em lugares distintos, para eu não me sentir muito "preso", então meu itinerário ficou assim: Dia 01: BRA - Alajuela Dia 02: Alajuela – Jacó Dia 03: Jacó - Jacó Dia 04: Jacó - Jacó Dia 05: Jacó – San José Dia 06: San José – San José Dia 07: San José - Alajuela Dia 08: Alajuela - Alajuela Dia 09: Alajuela - Alajuela Dia 10: Alajuela – BRA - Escreverei todos os horários como se fossem o de Brasília, mas se vocês quiserem saber qual era o horário no Panamá subtraiam 2 horas, e na Costa Rica subtraiam 3 hora - Todos os quartos dos Hostels e Hotel que fiquei foram privativos com banheiro/chuveiro privativo. DIA 01: No primeiro dia sem novidades. Cheguei no Aeroporto e logo vi uma fila gigantesca nos guichês da Copa, mas vi que tinha um senhor dando informações e ele me perguntou se já tinha feito o check-in online e se estava com o meu cartão de embarque impresso, e respondi que sim, logo ele me indicou uma outra fila com apenas 1 casal na minha frente. Então já fica a primeira dica para vocês: façam o check-in online, além de já escolherem o assento, na hora de despachar a mala, tu terás preferência. Como tenho conta no Banco do Brasil eu fiz o saque em dólar direto no caixa eletrônico, paguei mais ou menos R$ 3,14. Como tenho facilidade de dormir, eu fui dormindo nos dois voos e não consegui pegar nenhuma das refeições. Tive que esperar umas 2 horas no Panamá, a partir daqui recomendo a desligarem a chave do Português e ligarem a chave do Espanhol. Eu, que nunca tinha viajado para nenhum país de fora, fui testar o meu espanhol de vídeo game comprando, no próprio aeroporto do Panamá, aqueles travesseiros de pescoço, e até que fui bem, consegui comprar por $10 um belo de um travesseiro de pescoço que tornou as minhas sonecas muito mais confortáveis (segunda dica). O avião do Brasil para Panamá tem uma televisão onde tu consegue escolher alguns filmes (dublados) para ir assistindo, ou músicas para ir ouvindo, e você também consegue reproduzir fotos, músicas e vídeos que você tem em seu pendrive. Em Alajuela fiquei em um Hostel que foi projetado para Estadunidenses, mas como tinha gostado das fotos, preço e localização, resolvi ficar la, até porque eles não iriam impedir a minha estadia porque sou BR né! Reservei por e-mail, e paguei $200 pelas 4 noites. HOSTEL: Alajuela Backpackers ([email protected]) DIA 02: No meu segundo dia, fui para Jacó, uma cidade litorânea que é banhada pelo Oceano Pacífico. Fui de ônibus mesmo, paguei uns 1000 colones (a conversão grosseira pode ser feita 500 colones=1 dolar). Neste dia visitei só a praia da própria cidade mesmo, que tem uma areia grossa e água um pouco mais escura do que estamos acostumados. Em Jácó fiquei em um outro Hostel chamado El Crucero, reservei pelo chat do Facebook, que paguei $130 pelas 3 noites. HOSTEL: El Crucero (https://www.facebook.com/elcrucerolodge/) DIA 03: No outro dia acordei cedo e fui para o Parque Manuel Antônio. Peguei o ônibus em frente a uma loja chamada EKONO, é um ônibus verde que passa a cada hora ímpar, que vai para a cidade de Quepos, de lá tu pega um circular e vai para o Parque Manuel Antônio. O ônibus para Quepos vai LOTADO, então tente pegar o mais cedo possível. Quem visitar a Costa Rica e não for visitar este parque, certamente perdeu uma grande oportunidade, inclua este local no seu roteiro! Estrangeiros pagam $16 para entrar, no parque. No caminho encontra-se vários animais, como bicho preguiça, uns macaquinhos, ..., mas não vá lá com o intuito de ver animais, pois este é só um “bônus”, o principal mesmo é a praia de Manuel Antônio. Praia lindíssima, e com uma bela trilha para se fazer, onde, no meio do percurso, tu encontras alguns mirantes para o mar, não perca a oportunidade de tirar várias fotos nestes mirantes. Neste parque não se pode entrar com alimento, o guarda faz uma vistoria na sua bolsa antes de tu entrar, mas pode-se, e deve levar maquinas fotográficas. Em frente ao local onde compra-se as entradas ficam vários guias oferecendo serviços, mas eu fui sem nenhum guia e consegui ver todos os animais, fazer as trilhas e ir à praia tranquilamente, então eu não recomendo guia não. Além disso o parque é super bem estruturado, tem local para você se banhar depois de sair da praia. Tome cuidado pois na praia há muitas pedras e tu pode se machucar, além disto, a praia é funda, então se não souber nadar, fique bem no cantinho. DIA 04: Fiquei só na praia de Jacó mesmo, sem inventar muita coisa. O que tem para jantar que já conhecemos la é KFC, Pizza Hut e McDonalds. Como não sou muito fã de McDonalds eu acabei comendo mais no Pizza Hut e no Pollolandia, que é um concorrente direto do KFC, e eu o gostei mais do frango da Pollolandia. DIA 05: Neste dia eu saí de Jacó para a capital San José, neste dia eu fui ao Castros’s Bar. Este é outro lugar que também recomendo para terem uma ideia dos ritmos e das danças da Costa Rica. Neste lugar rola um DJ todo sábado, então se for, vá em algum sábado. La vão pessoas sozinhas também, e creio que, se tu pedir para elas te ensinarem um passinho ou outro, creio que elas te ensinarão, eu não tentei, hehehehehe. Para se locomover dentro da própria cidade, qualquer cidade, vá de Uber, é muito barato e eficiente (Dica 03). Hotel: Hotel Novo ([email protected]) DIA 06: Acordei cedo mais uma vez e fui para o Parque Diversiones, fica em San José também e dá para ir de Uber, tu paga para entrar 8mil colones e desfruta de todas as atrações do parque. Recomendo irem com roupa leve e que seca rápido, porque la tem brinquedos que são na água, brinquedos mais tranquilos e também alguns com mais adrenalina. Tem como você alugar um guarda volumes la também. Dentro do parque também tem uma praça de alimentação muito boa com opções de frango, pizza e lanches. Vá cedo para que não pegue muita fila nos brinquedos, então tu vais em todos os brinquedos que queira de manhã, almoça, dá uma descansada, e a tarde vai mais uma vez. No parque há também uma mini fazenda com alguns animais, nada muito diferente da nossa realidade: vacas, galinhas, cabritos, ... DIA 07: Fiz isto também para que ficasse fácil para que eu fosse ao aeroporto no meu último dia também. Voltando para Alajuela, neste dia estava programado para eu ir visitar a Basílica de Nossa Senhora dos Anjos, mas acabei chegando tarde em Alajuela e perdi o horário do trem que ia para Cartago, cidade que fica a Basilica, então resolvi deixar para o dia 09. DIA 08: Talvez este tenha sido o segundo dia mais aguardado por mim (depois de Manuel Antônio), o dia de conhecer o tão famoso Vulcão Poás. Aqui não vou detalhar muito, mas neste outro post (vulcao-poas-costa-rica-t142506.html) eu conto os detalhes só deste dia. Mas adiantando: coloque este destino também na sua lista. Acabei jantando no Subway perto do Hostel mesmo. DIA 09: Como dito acima, no dia 08 eu jantei um lanche do Subway, foi a pior coisa que fiz em toda esta minha viagem. Eu peguei uma intoxicação alimentar que não saía do banheiro! Fiquei todo o dia tomando soro e comendo banana e maçã no Hostel e, por conta disto, não consegui visitar a Basílica em Cartago. DIA 10: Depois de 2 litros de soro ingerido, 1 cacho de banana e algumas maçãs no dia anterior acordei melhor para pegar o meu voo para o Brasil. Como já tinha feito o check-in online e já tinha impresso o cartão de embarque foi só despachar a minha mala, mas desta vez sem fila preferencial porque tinham pouquíssimas pessoas na fila. Cheguei na minha escala no Panamá e fui direto ao meu portão de embarque para o Brasil, e, para minha surpresa, só estava faltando eu. Mas não foi culpa minha o atraso, é que o avião que eu estava vindo da CR tinha pousado mas não tinha finger para que nós pudéssemos desembarcar, então tivemos que ficar esperando uns 20 minutos dentro do avião. No avião do Panamá para o Brasil você já começa a se sentir mais familiarizado com as pessoas, porque a maioria são brasileiras e estão vindo dos EUA, México, República Dominicana e também fizeram escala no Panamá, mas mesmo assim é melhor tu não desligar a chavezinha do Espanhol para tu se comunicar com as aeromoças. Nestes voos, diferentemente dos da ida, eu consegui ficar acordado e pegar as refeições que eles serviram. De CR para Panamá eles serviram um pão com uma salada este da foto abaixo; e do Panamá para BR eles serviram uma macarronada que você podia escolher o molho, de carne moída ou frango, eu peguei de frango e uma CocaCola, mas tinham várias outras opções como Schweppes, vinho, vodka, água, CocaZero. Depois eles passam mais umas duas vezes oferecendo bebidas. Chegando em GRU, peguei a minha mala despachada e na primeira andada já percebi que tinha algo errado, então sentei e fui conferir se não tinha enroscado nenhum plástico ou nada nas rodinhas, foi aí que vi que a companhia tinha quebrado a rodinha da minha mala. • Eles são muito patriotas; nos dias que eu fiquei lá a seleção de futebol deles iria jogar, e muitos homens e mulheres só andavam com a camiseta da seleção deles. • A comida deles é um pouco diferente das nossas, eles gostam muito de frango e mariscos. Eu que não gosto muito de mariscos resolvi ficar só no frango e pizza mesmo. • Eu me identifiquei mais com o reggaeton deles, com a salsa, merengue, bachata, eu não gostei muito não. • Acostume-se em fazer contas rapidamente para tu converter de colones para dólar e depois para Real. A maioria dos lugares fazer a seguinte conversão: 500 colones = 1 dólar = R$ 3,14 (em março/2017). • As coisas são muito caras lá, vá preparado! • Há muitos ATM e ATH para você realizar saques em todas as cidades, pelo menos nas que eu passei: San José, Alajuela e Jacó. • Ande de Uber tranquilamente. • Lá eles gostam muito de brasileiros, porque creio que uns 70% dos visitantes de lá são estadunidenses, então tu falas que é do Brasil, eles piram. • Respeite a cultura deles, pois o estranho lá é você. Então é isto pessoal, esta foi a minha visita à Costa Rica. Quem ainda tiver dúvida ou quiser alguma dica, é só escrever depois nos comentários que, se eu puder e/ou souber, eu vou ajudar sim. Obrigado pessoal!
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    Fui em Março de 2017 e gostei muito! Paguei 70 Soles, não me recordo o nome ou endereço da agência, mas todas que fazem esse passeio tem boas indicações. Café da manhã e almoço excelente, os melhores e mais fartos da viagem. Eu fiquei com medo de não conseguir fazer ou passar mal, um amigo havia feito e disse que quase "morreu" e pensou em desistir várias vezes. Exageros á parte, o soroche varia de organismo para organismo e, eu, particularmente, não senti os efeitos nesse dia Realmente cansa pela caminhada e a falta de ar, mas eu faria novamente e olha que no dia anterior eu tinha voltado de Machu picchu depois de subir e descer a pé e com poucas horas de sono.
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    Olá pessoal. Favor concentrar o assunto apenas sobre CUSCO e o VALE SAGRADO. Novos posts fora do tópico serão deletados. Intééé
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    Conheça um pouco sobre o Pico do Lopo Pertencente ao estado de Minas Gerais fazendo divisa com o estado de São Paulo, o Pico do Lopo com seus 1.750 metros de altitude está situado na cidade de Extrema oferecendo em seu ponto culminante uma visão de 360° sobre as demais cidades, a represa Jaguari e até uma simples, quase imperceptível vista da cachoeira dos Pretos em Joanópolis. São esses meros atrativos que fazem do lugar um dos passeios mais procurados por aqueles que dão valor ao contato com a natureza. Relato Todo mundo passa por aquela fase que aparece um monte de B.O. pra resolver, e no meu caso, essa fase já estava completando três meses de inatividade natureba, mas meus amigos não esqueceram de mim rs. Eu nem estava esperando convite por essa data, ainda mais com as chuvas e a friaca que estava fazendo. Mas o convite veio, e com isso surgiu até uma incerteza de saber pra onde ir, uma falta de coragem pra sair de casa com tantas previsões de tempo ruim que os sites anunciavam. Mais sabe comé né!? Os "matero" aqui são como cães de caça procurando o inesperado. Com sol ou com chuva, frio ou calor eles estão lá. Depois de muita conversa e disparo de convites aos aliados, e muita não como resposta, eu e meu brother Léo Almeida decidimos acampar no Lopo mesmo que sozinhos, mas nos 45 do segundo tempo, nosso outro brother (Valério Alves) confirmou presença na jogada que tinha como foco o nascer do sol na manhã de domingo, dia 01/06/2014. Como sábado é dia de "pião" trabalhar, marcamos o encontro às 13h, depois do meu expediente no trampo, acabei saindo com muita pressa do serviço e não prestei atenção em *meros detalhes. No local e horário marcado, cada qual com sua cargueira arrumada, sem muitas delongas saímos rumo ao norte pela rodovia Fernão Dias que dá acesso a Extrema, primeira cidade mineira pra quem parte de SP. A viagem seguiu tranquila e sem dificuldades, o trânsito livre pra rodar 100 km's em uma hora e meia sem pressa nenhuma. Chegamos. Pela hora que era, e eu só com o café da manhã me sustentando, imagina a fome. A barriga trovejava, e antes de subir a estrada que leva a serra do Lopo compramos água, 1,5L por cabeça, isso pra consumir, cozinhar e lavar talheres rs. Foi aí que dei uma breve abastecida no "estrômbago" rs. Dali da parte baixa onde estávamos começa a trilha do pinheirinho, essa trilha é atalho bem íngreme pra quem pretende subir a pé e não tá afim de enfrentar a estradinha de terra e calçamentos (esse não foi o nosso caso). Coloquei meu guerreiro (Fiesta Trail) pra sofrer, o valente tem o poder magnífico de um carro mil ou 1.0 como costumam dizer, mas ele supera muito bem os desafios que eu lhe obrigo a passar. Uma pausa na rampa de vôo livre já na parte alta da serra nos rendeu algumas fotos com presepadas de saltos ornamentais. rsrs. Como não pode perder muito tempo em um mirante já visitado outrora, seguimos por mais algumas centenas de metros, deixamos o carro na entrada da trilha e mergulhamos na mata, acelerados e nos perguntando onde pernoitar. A ansiedade de poder ver o sol se pôr do alto da Pedra do Cume, em um céu maravilhoso como aquele nos fez acelerar ainda mais os passos, e a vantagem a nosso favor foi ter um grupo pequeno e rápido. Logo que chegamos na Pedra das Flores as nuvens já começavam a encobrir boa parte da paisagem, porém, na linha do horizonte era possível ver que o alvo do poente permaneceria limpo. Aceleramos de novo. Chegamos na primeira clareira, sem nenhuma chance de montar as barracas, o lugar parecia um condomínio (cerca de umas 10 barracas ou mais), na segunda clareira a mesma situação: ESPAÇO OCUPADO. Só nos restou mesmo o cume, que pra variar também estava ocupado nos deixando com duas opções: acampar com o vento a chacoalhar-nos a noite inteira, pois a área livre era no olho do furacão, ou dividir hospedagem nas barracas na última área livre que estava ocupada por uma Guepardo com três pessoas, então foi ali mesmo nosso pernoite. Nunca vimos tanta gente acampando no Lopo antes, pensamos que seríamos os únicos nesse dia. Só foi o tempo de tirar a mochila das costas que o sol começou descer. Pareceu que ele nos aguardava para se exibir em um espetáculo para poucos, e que saibam dar valor às dádivas do Pai. Que privilégio. As várias fotos foram tiradas em grupo, carreira solo, um mix total rsrs. O que os olhos passavam a ver era difícil de acreditar ser real. É muito indescritível para explicar, falta palavras. É muito foda. Só quem vive pra saber como é. Quando o crepúsculo acabou com o degradê entre o azul e o alaranjado do final de tarde que decidimos levantar morada. Arrumamos nosso canto, preparamos nossa janta, que na verdade era pra ser uma gororoba por que errei o modo de preparo, mas ficou até que gostosa. Com tudo ajeitado voltamos ao cume pra jogar conversa fora e admirar as estrelas, aliás, que cena. O tempo limpou de repente e expôs um céu estrelado que eu não me lembro de ja ter visto igual. Uma pena não ter uma máquina com tecnologia suficiente para fazer um registro. Nos escondemos atrás de uma rocha pra nos proteger do vento, o danado soprava forte a ponto de desequilibrar enquanto a gente andava (perigoso ficar pelas beiradas). O esconderijo foi o canal, ficamos por mais de uma hora sentados com exclusividade observando as constelações e focados no CRUZEIRO apontando para o sul, imaginando como os antigos navegantes usavam-no como instrumento de direção. O espetáculo estava tão favorável pra nós que até uma estrela cadente veio rasgar a escuridão embelezando ainda mais o cenário noturno. *ESTRELA CADENTE: são fragmentos de pedras espaciais, meteoritos que entram na atmosfera terrestre com uma velocidade de aproximadamente 250.000 km/h. Isso acontece a cerca de 50 km da superfície da terra, e devido ao atrito se tornam incandescente, vindo a se desintegrar deixam um rastro de luz. A noite estava previsto 8°, mas a sensação térmica era de uns 6° por causa do vento gelado e incessante que chegava a zunir subindo a montanha . Foi difícil dormir, pelo menos pra mim e pro Valério que vira e mexe iniciava um papo pra ver se as horas passavam mais rápido, acredito que eu consegui apagar só depois das três da matina. Eu tinha colocado o celular pra despertar a tempo de levantar e ver o nascer do sol, mas esqueci e deixei desligado. O bom foi que às 06:20 a.m. o Léo já estava todo aceleradão chamando: levanta, levanta que já está clareando e vem vindo uma tropa trilha a cima. Num pulo de gato me pus de pé rapidinho, e logo na sequência já estávamos mais uma vez absolutos a assistir o show. A rapaziada que subia a trilha não chegaram a tempo de ver a melhor parte. Depois de alimentar a alma com aquele momento único, aquecemos o corpo com um chocolate quentinho preparado no fogareiro, completamos o "café" da manhã e recolhemos acampamento. Como ainda estava bem cedo e tínhamos um atrativo famoso na cidade vizinha fomos visita-lo. A Cachoeira dos Pretos fica em Joanópolis, a 30 km a partir da entrada da trilha das flores em Extrema, oferece grandes obstáculos para quem vai (como eu) com carro baixo pela íngreme estradinha de terra que desce a direita da serra a partir do trevo das placas que indicam: Pedra do sapo, Pedra Sacerdotisa, Torre da Embratel, e etc... É o caminho mais curto. Passando pelas ruas principais dava pra perceber que vários eventos acontecem por lá, pois de todos os cantos surgiam cavalos, alguns até de raça nobre indo em direção ao centro da cidade. Por hora também desfilavam inúmeros "cavalos do diabo" com seus motores potentes fazendo aquela barulheira toda, mas o que tirou mesmo nossa atenção foi a quantidade de Homens Lobo, isso mesmo, LOBISOMENS espalhados por toda parte, a enfeitar e nomear a pequena e pacata cidade como a cidade do Lobisomem devido a várias lendas e histórias. Chegando no ponto em que queríamos ensaiamos de subir a trilha que leva ao topo da Cachoeira, mas optamos por subir de Jeep a R$13,00 por cabeça. Enquanto aguardávamos o retorno do Jeep, fomos procurar o que comer pq a fome era gritante. A comida caseira a moda mineira e com um preço justo foi nossa benção do dia. Tiramos algumas fotos com o tempo fechado mesmo, e fomos desanimando cada vez mais de irmos fazer o passeio, o risco de não aproveitar nada por causa da chuva era grande. Desistimos, ótima escolha, foi só o tempo de entrar no carro pra ir embora que o pé d'água caiu. *mero detalhe: na hora de irmos embora, cadê a habilitação e o documento do carro? Procurei rápido, meio por cima e não achei. Pensei: deve estar na mochila, mas também pensei que poderia ter perdido na mata. Aí me preocupou. Chegando em casa, procurei por todo o carro, mochila, roupas que usei, e nada achei. No dia seguinte encontrei os documentos dentro do meu armário no trabalho. Ainda bem que não tomamos nenhum enquadro, ou passamos por alguma situação que precisasse deles. Uuufa. observação: aqueles que não possuem carro também podem fazer esse passeio pelo transporte rodoviário. Por exemplo: no Term. Rodoviário do Tiete- SP, saem ônibus direto para Extrema a custos de R$ 20,90/ida (atualmente), porém, tendo de encarar um dos dois caminhos: trilha do pinheirinho ou a extensa, íngreme e cansativa estradinha que leva à rampa de vôo livre. Isso pode levar horas rs. É isso. Ah, já ia esquecendo... ...se vc leu desse relato, gostou, e ele te instigou a fazer algo parecido, seja vc novato ou experiente em trilhas, seja no Pico do Lopo ou em qualquer área natural desse planeta, seja consciente, NÃO SEJA MAIS UM que leva seus kits pra conforto na mata e deixa pra trás uma imundícia total. Você é capaz de levar o trouxe! Deixo esse recado pq já é maçante esse tipo de coisa. Na primeira clareira por onde passamos, haviam dois "guias" com rádio de comunicação e outros aparatos pra impressionar e conduzir o pessoal que acamparam com eles, mas no nosso retorno foi impossível na se incomodar com a quantidade de lixo deixada ali. Se vc não estiver com guias, se policie, mas se estiver acompanhado de algum, você tem todo direito de cobrar a preservação a partir deles . Fica a dica.
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