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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 15-03-2018 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Há 2 anos, insatisfeita com a vida já aos 24 anos, me via sendo engolida pelas responsabilidades, pelo trabalho, pela falta do inglês e pelos estudos que patinavam e não saiam do lugar. E mesmo começando a estudar, via um longo caminho desanimador pela frente. Via os dias, as semanas e os meses passando e não aprendia, não vivia, não conhecia lugares e pessoas novas. Foi quando me dei conta que ainda só tinha 24 anos e poderia traçar uma vida completamente diferente da que eu estava traçando. Percebi que toda aquela pressão de ter uma boa formação, uma boa carreira e até mesmo uma orientação sexual diferente do que eu realmente tinha, nada mais era do que a vontade das outras pessoas na minha vida. Senti então que eu precisava sair daquele ciclo vicioso pra poder ser eu mesma. Comecei a ler sobre mochilões, viagens low cost, histórias que me encantaram e realmente ganharam meu coração. Fiquei um ano pesquisando todas as possibilidades sobre esse tipo de vida e essa vontade crescia cada vez mais dentro de mim. Ao mesmo tempo, sentia um medo gigantesco de entrar em uma porta completamente escura. Em abril do ano passado, sai do trabalho que me engolia dia a dia e aí tive que decidir entre colocar em prática aquela loucura que vivia crescendo na minha cabeça e que ninguém botava fé que eu faria ou procurar um outro emprego pra viver naquele padrão que todo mundo estava acostumado. Deixei uns meses passar, por pura falta de coragem, mas eu sabia que não poderia mais viver daquele jeito. Foi quando, com um frio enorme na barriga e com as mãos suando, decidi dar o primeiro passo e comprar a passagem de avião só de ida pro Uruguay para o dia 29 de Julho de 2017, onde começaria minha nova vida, sozinha, livre de qualquer rótulo, pra eu crescer e amadurecer da forma que quisesse. Sai do Brasil com um medo que não tinha tamanho, com uma ansiedade maior ainda, mas uma sede de vida muito maior que qualquer coisa que pudesse me impedir. Hoje faz 7 meses que eu sai e quando olho pra tudo que vivi nesse tempo eu digo com toda a certeza desse mundo que foi a melhor escolha que fiz na vida, por todas as experiências e aprendizado que têm me proporcionado. Eu cruzei cidades e países sem precisar gastar com hospedagem e transporte durante toda a viagem, pedindo carona e usando o Couchsurfing. Muito mais que uma economia, o valor real dessas experiências é perceber o quanto as pessoas podem ser boas e gentis sem "ganhar nada em troca". O nada se transforma em tudo, quando percebemos que em cada "sim" para uma carona ou uma estadia ganhamos momentos e memórias de lugares e pessoas que vão marcando nossa vida, assim como deixamos um pouquinho de nós em cada uma delas. Assim, cruzei de carona a Patagônia Argentina, a Patagônia Chilena e subi até o Atacama, onde estou vivendo há alguns meses pra reabastecer as reservas. Neste tempo, tive experiências incríveis como dirigir pela primeira vez um caminhão (carregado) em plena estrada, acampar na beira da estrada, tomar banho em posto de gasolina, me hospedar em um veleiro de graça durante 4 dias na última cidade do mundo e pilotar o mesmo (pela primeira vez na vida) no canal mais austral do mundo. Conheci o parque nacional Torres del Paine, onde por falta de experiência não consegui completar o circuito W e tive inflamação nos dois joelhos e aprendi que nem tudo dá certo como planejamos ou queremos. Fiquei em casas de famílias, de casais, de amigos, de parentes e conheci pessoas de diferentes classes sociais, crenças e estilos. Conheci um casal que me acolheu em sua casa como uma filha em um povoado de 3 mil habitantes, tomei Mate com meus amigos de estrada, aprendi a fazer macarrão artesanal, alfajor caseiro, pizza e empanadas. Passei um dia com as crianças carentes de Bahia Blanca e vi o quanto temos a dar e a receber. Ajudei a levantar paredes de madeira em um hostal em El Bolson, aprendi a fazer Adobe e reformar um hostal no deserto e tenho coleção de pores do sol presenciados. Trabalhei e continuo trabalhando por mais algumas semanas em uma agência de turismo em San pedro de Atacama, conheço gente todos os dias, erro e aprendo todos os dias e daqui um mês sigo minha viagem. Parece muito tempo pra alguns e pouco tempo para outros, mas ainda é só o começo da minha vida. https://www.instagram.com/jevalcazara
  2. 2 pontos
    Olá, faz muito tempo que não entro aqui e como há alguns anos costumava entrar aqui para ler relatos e aventuras e até montar roteiros na minha cabeça que nunca saíram do papel, achei que seria um bom lugar para começar a planejar nossa viagem. A história é a seguinte, eu e minha esposa moramos juntos desde 2011 e só ano passado (2017) conseguimos ter nossa primeira filha, nos ultimos meses de gravidez descobrimos um problema cardiáco na nossa pequena, e nossa vida mudou de ponta cabeça, nos mudamos para a capital do nosso estado com 7 meses de gravidez e 8 semanas depois Valentina nasceu, muito melhor que o esperado pelos médicos e foi considerada nosso pequeno milagre. Infelizmente muitas batalhas, internamentos e uma fatídica cirurgia depois, nossa pequeno não resistiu e foi morar em outro plano agora em Janeiro. vocês podem imaginar como estamos arrasados e como lutamos tanto por ela e tivemos a oportunidade de ficar tão pouco entre nós (apenas um mês) eu e minha esposa estamos decidindo fazer uma viagem para nos reencontrarmos. Esperamos viver muito do nossa pequena nunca pode viver, fazer muito do que ela com certeza faria quando adolescente adulta etc... Ao invés de nos entregarmos ao luto, pretendemos VIVER! Nossa ideia a principio são tirar entre 100 e 120 dias para a viagem, começando de montevideo (já conhecemos punta) e de lá colonia del sacramento, buenos aires, mais uma cidade argentina sentido chile, santiago, valparaiso, vina, depois subir salar unyuni (é assim que escreve?) conhecer o titicaca ntes de atravessar o peru e depois não sabemos se equador ou colombia (depende de qual passagem aérea for mais barata para ir de lá para o USA) depois costa costa usa de los angeles para NY em 15, 20 ou 25 dias aí esta outra dúvida. depois NY para qual capital da europa seja mais barata a passagem aérea entre portugal, espanha, ou no mas frança e italia. aí o maximo de europa que o dinheiro permitir em 20 a 30 dias, depois a ultima parte ASIA e aí está tudo muito vago... eu quero india e depois nepal, minha esposa tailandia, indonesia (enfim praias). viajaremos de onibus de porto alegre até montevideo porque fica mais facil e barato pra nos, depois disso vamos alternar entre airbnb, hostel comunitario e apto etc.. viver de tudo um pouco economizando o que der aqui na america do sul pra poder aguentar o euro depois. não temos muita frescura para comer e dormir, exceto que minha mulher não é fã de ar condicionado e muuuuito frio (aqui onde moramos é frio tipo 5, 10 graus é suss pra nós) falo frio negativo mesmo, mas eu vou insistir um pouco nesse quesito pelo menos alguns dias. Estou nas pesquisas primárias ainda, mas ou estou muuuito louco ou acho que conseguimos fazer isso com orçamentos entre 40 e 60 mil reais para os 2?! quero considerações, dicas, divagações qualquer coisa que acrescentar ajuda, nem que seja um boa sorte. segue uma foto do ano novo de nós 3, espero que a gente consiga reencontrar o sentido de algo nisso tudo, e que isso sirva para sairmos fortalecidos como casal e como pessoas, e quem sabe até possamos ser pais novamente num futuro. obrigado pessoal.
  3. 1 ponto
    Por muitos anos eu e minha família adiávamos Jeri pelo “mito” de que tudo é caro demais, mas aquela pedra furada sempre foi um sonho meu e depois de reservar bastante dinheiro, tomamos coragem e fomos. Sempre digo que quem mora em Brasília não se assusta com os preços de lugar nenhum e dessa vez não foi diferente, achamos os preços super normais para uma vila simples e de difícil acesso. Usei menos da metade do dinheiro que juntei. Como essa viagem foi feita no final de junho do ano passado, com meus pais, final da baixa temporada, não me organizei para mostrar os preços exatos, mas vou tentar fazer uma estimativa. Importante dizer que não estávamos no perfil mochileiro, então minha intenção é dizer o que realmente achei da cidade e dos passeios. CHEGADA: Peguei um Voo LATAM ida e volta BSB -> FOR por volta de R$ 400,00, sem promoção. Saímos rumo à Jeri no ônibus superconfortável da Fretcar (passagens compradas antecipadamente pelo site, pegamos o ônibus semi-leito no aeroporto por 140,00 ida e volta/pessoa sem o transfer para a vila). Os tranfers apenas de ida em uma Hilux custam entre R$ 450,00-R$500,00 até dentro da vila. Vale a pena? Talvez, se dividir por 4 pessoas e se quiserem chegar logo, já que a diferença para chegar é de umas 3hrs, mas como já tínhamos programado para “perder” o dia, decidimos economizar. A viagem é tranquila, estrada no estilo “retona”, asfalto bom, o ônibus não vai pelo litoral, mas em compensação passa por parques eólicos bem interessantes! O ônibus faz apenas uma parada para um lanche/almoço rápido e segue até um posto de gasolina, onde fica o estacionamento, para pegar o “pau de arara” e seguir para a vila. Quem não comprou o transfer para a vila, compra lá na hora mesmo sem nenhum problema. Dica: Fomos à noite e o vento estava forte, para quem não conseguir ou não preferir ficar dentro do carro, recomendo levar uma blusa de frio leve e um lenço para segurar os cabelos. A ida até Jeri a noite é mágica, um céu cheio de estrelas indescritível! O transfer deixou cada pessoa em seus devidos lugares de hospedagem. HOSPEDAGEM: Para economizar, escolhemos Airbnb e demos a sorte de achar a Casa da Lydie (https://goo.gl/Ee8BdA) O total, com as taxas foi de R$1359,42 para 3 pessoas, 6 dias. Não acredito que tenha uma opção melhor para hospedagem, nem mesmo no famigerado Essenza . A casa é muito bem localizada, superequipada, limpa, linda de morrer! 3 quartos (2 suítes), varanda com rede e sofá, cozinha, e vista para o por do sol. Acredito que é importante detalhar estadias em Airbnb, então tirei muitas fotos da experiência. Acho que a casa é um “puxadinho” do hotel La Villa, pois tem o mesmo estilo do hotel. Nossa hospedagem dava direito de aproveitar as dependências e café da manhã do hotel ao lado se houvesse consumo. O café da manhã supercompleto e delicioso custou R$60,00 por pessoa, que aproveitamos uma vez. Os drinks e petiscos bem servidos estavam em torno de R$ 18 – R$20 e R$20 – R$30, respectivamente. Salvou em um dia que voltamos do passeio mortos de cansaço! Entrada da casa Dependências do Hotel La Villa: Café da manhã PASSEIOS: PEDRA FURADA: Fomos a pé, de manhã com a maré baixa saindo da praia principal. Não demora muito para chegar, cerca de 40 minutos, e o percurso é lindo, mar quentinho, rochas coloridas, cavernas e piscinas naturais, e é tranquilo. No caminho, paramos para tomar banho na praia malhada que, na minha opinião, é a melhor da vila, mas infelizmente quase não tem estrutura de barraca, apenas um senhor que aluga guarda sol e vende água/água de coco/refri e cerveja, a preços de quem não tem concorrência. Enfim chegamos na pedra e... LOTADO DE TURISTAS! Estava lotaaaaaaado! Chega bateu um desânimo... Mas logo vimos que era um grupo dos passeios e logo foram embora, deixando o lugar praticamente vazio. Chegaram outros, e também logo foram embora, e assim foi. É só ter paciência. O cartão postal é bem bonito, a rocha tem coloração rosada, não decepcionou! Porém na volta... SOCORRO! A maré tinha subido e não havia mais caminho pela praia, então tivemos que subir um morro bem íngreme para voltar por “cima”! Aí sim é difícil de verdade! O sol de matar só piorou a situação! Se for fazer esse passeio a pé, leve muita água e abrigo! Não recomendo para idosos. Praia de Jeri com a maré baixa. Caminho para praia malhadaPraia malhadaCaminho de volta DUNA DO POR DO SOL: É lindo, apenas! Dica: Uma boa opção é alugar um cavalo para andar na encosta da duna por R$50,00/1h (preste atenção na condição dos cavalos, caso decida alugar. Verifique se o animal tem machucados e se está bem nutrido, limpo e escovado. Próximo a casa tinha um senhor que cria e vimos que eram bem tratados). Atenção: venta muito mesmo e é um pouquinho frio. Fica lotado apenas em uma parte da duna, o começo, mais pro final praticamente não tem gente. LITORAL LESTE, as Lagoas: Contratamos o passeio com o pessoal da própria associação de bugueiros (fica uma barraquinha na frente do Supermercado Tem Tudo, ao lado do Samba Rock). Custou R$250,00 as 3 pessoas. Acaba que é tudo tabelado e preferimos ajudar a comunidade. LAGOA PARAÍSO: Fomos direto para lá, com uma parada em uma pequena lagoa que não sei o nome, só para fotos. É bem bonita. Chegamos no paraíso por volta de 10h e como não fomos primeiro para a Pedra Furada, o lugar estava bem vazio. O lugar é um Beach Club badalado, ótima estrutura, com comidas e bebidas caríssimas. Porém não paga para sentar nas cadeiras normais e nem para usar os banheiros, pelo menos. Fica tocando uma música meio lounge, meio eletrônica (bem chata e enjoativa para quem não curte). 12hrs é o horário ideal para observar a lagoa, já que o sol está a pino. É realmente belíssima, um verdadeiro oásis e ficar naquelas concorridas redes é maravilhoso . 10hrsR$100,00 para ficar nas espreguiçadeiras 12hrs LAGOA AZUL: Fomos depois da Paraíso e sinceramente? Muito sem graça! Talvez por que ela estava com muita água e por que fomos no Paraíso antes! Talvez seja melhor ir nessa antes para manter a expectativa lá em cima, depois da Lagoa do Paraíso todas as outras perdem um pouco da graça. A água é bem parada, funda e cheia de peixes. Em compensação, é notavelmente mais barato do que a Paraíso. Almoce e beba por lá, se preferir, a comida parece boa e bem servida! Cerveja bem gelada, 600 por R$9,00! Não tocou música, então o lugar é bem tranquilo. As mesas e cadeiras ficam dentro da água. PREÁ: Vila de pescadores bem simples. Mar agitado e areia cheia de conchas. Almoçamos na Barraca da Mônica por recomendação do guia. O lugar é bonito, mas achei que veio pouca comida para o valor (R$ 70 o prato com camarões pequeníssimos), serve pouco, mas é gostoso. Na vila compramos peixinhos e camarões para abastecer nossa geladeira, o preço é ótimo e é tudo fresco! ÁRVORE DA PREGUIÇA: Parada de 5 minutos. Apenas uma árvore seca (apesar de viva) retorcida e deitada. É bem bonita, mas é só um lugar para tirar foto (Se você der sorte de pegar o lugar vazio...). Para falar a verdade, você vê muitas dessas árvores pelo caminho, acredito que essa seja a maior. LITORAL OESTE: Também pela associação, R$150 3 pessoas. Não fomos ver os cavalos marinhos e seguimos direto ver as árvores secas, é um ambiente bem interessante! Nunca tinha visto nada parecido. As fotos ficam lindas. DUNAS: O motorista do bugue fez umas voltas bem legais, passeio com emoção! Você pode parar nas lagoas que ficam no caminho para fazer um skibunda. LAGOA DE TATAJUBA: É aqui que tem o cardápio vivo. Quando fomos, só tinham 2 famílias além da nossa. A lagoa é uma delícia, existem redes dentro da água também. Comida muito bem servida e muito gostosa, para 3 pessoas sobrou e foi R$ 80,00 o peixe mais guarnições a vontade! Se acabasse era só pedir que traziam mais. Aluguei um SUP por R$40,00 o tempo que eu quisesse. É um lugar para relaxar. A cor da água não se compara com a das outras lagoas, mas é tão paradisíaco quanto! Ficamos até cansar. CIDADE: A vila é simples, cheia de areia. Não há asfalto, então nem considere levar salto ou sapatos elaborados, lá só andam de tênis, chinelo ou descalço mesmo. Como estávamos com uma casa, não gastamos muito com comida, apenas no mercado (os preços são bons!). Comemos na excelente hamburgueria EAT On The Street uma noite, preço normal em torno de R$25-30 e na famosa pizza de metro Peperino, também bem gostosa. E pela vila tem em vários barzinhos legais e restaurantes do “PF” ao gourmet. Nem cogitamos alugar uma cadeira na praia principal, pois é cobrado por hora e a praia não é lá essas coisas, achamos coisa de gringo desavisado. Há várias lojinhas e boutiques, tudo bem caro e nada de especial. Porém, quero chamar atenção para a Associação das Crocheteiras. Nunca na vida achei que iria comprar um vestido de crochê belíssimo por R$40,00. Tudo feito a mão, impecável. Comprei porta guardanapo, vestidos, bolsinhas, tops e lembrancinhas. CONSIDERAÇÕES: Há muito hype em cima de Jeri, percebi que transformaram uma simples vila de pescadores em um lugar com desnecessária fama de badalada. Realmente, há uma estrutura meio hippie-chic mas em sua maior parte, Jeri continua sendo uma vila de pescadores, e ainda é tudo muito simples, não há nem necessidade de extravagância, eu só usei biquíni e shorts o tempo inteiro. Há um rebulinho de pessoas ricas que chegam por lá de helicóptero e ficam hospedados no Essenza com suas festas barulhentas, mas fica por isso mesmo. O clima de simplicidade é predominante. Separe e leve dinheiro em espécie, lá não tem caixa eletrônico (meio impossível para um carro forte chegar lá, né?) e muita coisa só vende no dinheiro mesmo, inclusive o transfer da vila para pegar o ônibus de volta! Ficamos 6 dias inteiros lá e no final das contas achamos muito. O ideal são 3 a 4 dias inteiros, ou 6 dias com passeio ao delta ou lençóis maranhenses. Acaba que depois de fazer os passeios não tem mais muita coisa para fazer. Me arrependi de não ter feito o passeio para Barrinha e ter ido no restaurante Komaki. Considerem incluir esse passeio no roteiro! Com muito planejamento dá pra fazer uma viagem custo-benefício e única!
  4. 1 ponto
    Olá pessoal! Primeiramente, gostaria de explicar que sim, 4 dias para esse lugar é muito pouco e eu já sabia disso antes da viagem. Acontece que iríamos ao casamento de um amigo em Buenos Aires e queríamos encaixar no roteiro algum lugar da Argentina que ainda não conhecíamos e a decisão foi, claro, PATAGÔNIA! Durante as pesquisas vi que muita gente também teria poucos dias pra conhecer esse roteiro e pedia dicas de o que priorizar e como se deslocar. Que passeios priorizar em Calafate? Ir a Torres del Paine sem fazer trekking vale a pena? Contrata o passeio bate-volta para TDP ou vai por conta própria? Como ir de carro de El Calafate para Torres del Paine? Quanto vou gastar? Bem, espero que este relato ajude! 1º DIA - CHEGADA EM EL CALAFATE - 08/03/17 Como falei no início, fomos a Buenos Aires para um casamento e só depois de alguns dias fomos a El Calafate. A Capital Argentina é naturalmente onde você fará conexão caso vá para Calafate, se tiver disponibilidade claro que valerá a pena parar alguns dias pra conhecer (três dias inteiros dá pra fazer o basicão). O mais importante: fazer câmbio em Buenos Aires é muito, MUITO mais vantajoso do que no Brasil e, principalmente, na Patagônia. Em Março/17, quando viajamos, a cotação em BUENOS AIRES era US$ 1,00 = AR$17,50 Pesos, e R$ 1,00 = AR$ 5,10. Para comparar, em Calafate as cotações estavam US$ 1,00 = AR$14,00, e R$ 1,00 = AR$ 3,50. Hoje não vale mais a pena recorrer ao câmbio paralelo, fui direto às casas de câmbio, mas também ouvi dizer que o câmbio na agência do Banco de La Nacion nos aeroportos é muito bom. Bem, vamos ao que interessa: Chegada em Calafate! Partimos de Ezeiza pela Aerolíneas Argentinas num avião lotado de europeus, chegamos por volta das 14:00h. Importante informar que existe uma barreira sanitária na patagônia, ou seja, você não pode entrar com nenhum produto de origem animal ou vegetal que não esteja em uma embalagem lacrada de fábrica. (Mais infos: http://www.patagonia-argentina.com/e/content/funbapa.php). Já na saída da esteira de bagagens existe uma mini-alfândega e presenciamos uma mulher se desfazendo de uma bela quantidade de maçãs. Na saída logo procuramos o guichê do VES Patagonia, que faz o transfer entre o Aeroporto e o Hotel, ida e volta. Pagamos AR$ 240,00 por pessoa, no momento já informamos a data, horário e vôo de volta, e já somos informados do horário que nos buscarão na hospedagem na volta. O transfer é feito numa Van com um bagageiro no reboque que leva a mala de todo mundo. Esperamos ela encher por completo e, uns 20 minutos depois, partimos, num trajeto de aproximadamente 30 minutos até a cidade. Chovia bastante e a neblina bloqueou quase toda a vista. Nos hospedamos no Calafate Hostel, em um quarto privativo (AR$ 600,00 por noite), reservado pelo Booking.com. A estrutura do Calafate Hostel é muito boa, wi-fi liberado e de qualidade nos quartos, restaurante próprio, e a localização é excelente. Assim que chegamos, já reservei o passeio do MiniTrekking do dia seguinte no próprio Hostel: AR$ 2.400,00 por pessoa. Não está incluso no valor a entrada do Parque Nacional, que custa mais AR$ 500,00. Não há comidas a venda no local, então já recomendam a cada um que leve seu próprio lanche. A chuva tinha parado, então resolvi aproveitar a tarde/noite para conhecer o centro da cidade e ir ao mercado comprar as coisas pro lanche do dia seguinte e pro jantar. Na saída do mercado, surpresa: caía um TEMPORAL! Pra piorar, eu não lembrava que na Argentina não fornecem sacolas plásticas nos mercados. Tive que guardar tudo numa caixa de papelão e, quando a chuva diminuiu um pouco, resolvi correr até o hostel. Então, outra surpresa: as ruas estavam completamente alagadas! Impossível atravessar as ruas sem pisar numa poça. Lamentei profundamente não ter investido num calçado impermeável, já comecei a imaginar como seria o passeio do dia seguinte com o tênis molhado, com chuva, eu com uma bela gripe... nada mal para o primeiro dia. 2º DIA - MINITREKKING NO PERITO MORENO - 09/03/17 Fomos informados que a empresa Hielo y Aventura (a única que tem a concessão para fazer o minitrekking e o Big Ice) nos buscaria no hostel a partir das 7:00. Bem, as 7:00 já estávamos prontos, ajustamos os ultimos detalhes, verifiquei se não estava esquecendo nada (luvas, gorro, oculos, bateria da camera, lanche...), trancamos o quarto e fomos para a recepção. Perguntei ao funcionário se o transfer já havia passado e, quando que falei que seria a partir das 7:00, ele começou: "Amigo são 7:05. Se eles avisam que vão passar Às 7:00, deve estar aqui às 6:50. Se eles passaram aqui e vc não estava, eles nem te chamam no quarto, vão embora direto. Acho muito provável que vocês tenham perdido". Bateu aquele mini desespero. Me achei o cara mais idiota do mundo de ter pensado com a cabeça de brasileiro de "só mais 5 minutinhos", pensei no dinheiro que tinha perdido, na oportunidade que eu não teria de fazer este passeio outra vez... foram 10 longos minutos até a hora que, finalmente, a guia chegou e chamou nosso nome. Ufa! Entramos no ônibus às 7:15 e ele já estava bem cheio! Ou seja, de fato, eles começaram a passar nos hotéis a partir das 7:00h em ponto. Esse pessoal é bem organizado, fica a dica aí pra você ser pontual e não passar pela mesma situação rsrs. Entramos em um ônibus bem confortável, com uma guia falando em espanhol e inglês. Levamos cerca de 1:30h até a entrada do parque, onde dois guardas entram no ônibus para receber os AR$ 500,00. Depois andamos mais uns 30 minutos até as passarelas do Perito Moreno. Tivemos em torno de 1:30h para explorar as passarelas, uma vista simplesmente incrível! Não cansava de contemplar aquela paisagem surreal, o Perito Moreno, ver a geleira partindo, os blocos de gelo caindo na água e fazendo aquele som de trovão. Mesmo com o tempo fechado, a paisagem não deixa de ser espetacular. Achei o tempo curto, seria capaz de passar o dia naquele lugar. Muito bom pra meditar em quanto somos insignificantes diante da grandiosidade do Criador. Quando deu o tempo, voltamos ao ponto de encontro para pegar o ônibus e fomos para um cais, onde embarcamos numa lancha que nos levaria até o ponto de apoio para o trekking. Neste abrigo podemos deixar as bolsas e mochilas para fazer o trekking mais leve (o lugar é seguro e possui câmeras de vigilância). É ali que também paramos pra almoçar. Fomos então para a parte mais aguardada: o MiniTrekking no Perito Moreno! Após algumas explicações do guia, colocamos os "grampones" e iniciamos o trekking. Experiência espetacular! Vi muitas pessoas comentando que era um passeio caro. De fato é, mas quem valoriza experiências encara isso como investimento. Eu e a Ana Luiza estávamos simplesmente eufóricos! Nos sentíamos num cenário de filme, num programa do canal Off, num documentário do NatGeo... Algumas observações: O passeio não exige tanto preparo físico, até mesmo sedentários conseguem fazer. Você faz o trekking com 2 guias e um grupo de no máximo 16 pessoas, divididos por idioma (inglês ou espanhol). Não é necessário ter bota de trekking impermeável, eu e a Ana estávamos com tênis normais. Mas é bom ter, caso chova no dia isso poder salvar seu passeio. Com respeito a roupa, fomos com uma segunda pele e um casaco 3 em 1 (revestimento interno com fleece e revestimento externo impermeável e corta-vento). Compramos da marca Quechua na Decathlon. Para calça, fui com uma segunda pele e jeans. Levamos ainda um par de luvas e gorro. Para toda a viagem pela patagônia, foi mais do que suficiente, até senti calor algumas partes do trekking. Depois o ônibus nos levou de volta ao Hostel, chegamos por volta das 18:30h. Conversei com algumas pessoas sobre os passeios que tinham feito e cheguei à seguinte conclusão: Se estiver orçamento, faça o Big Ice (trekking de maior duração e que exige certo preparo físico). Caso não, faça o Minitrekking. É consenso geral que essa é a melhor experiência de Calafate. Conversei com pessoas que fizeram o passeio "Rios de Hielo" e acharam chato, um negócio bem turistão. Me falaram muito bem da Estância Cristina, me deu vontade de fazer se tivesse mais tempo na cidade. Também cogitaria voltar às passarelas do Perito Moreno e passar uma tarde explorando todos os setores. 3º DIA - IDA PARA TORRES DEL PAINE DE CARRO ALUGADO - 10/03/17 Queria muito incluir TDP no meu roteiro. Vi que muitos fizeram um tour no parque no mesmo dia, bate e volta de Calafate. Achei o preço muito caro e muito cansativo: 9 horas dentro do ônibus e apenas 3 no parque. Assim, achei que indo de carro e passando 1 noite dentro do parque seria a melhor forma de conhecer o básico, mas sem o ritmo alucinante de um city-tour de parque com bate-volta. Acordamos cedo, arrumamos tudo, fizemos check-out do hostel e fui retirar o carro na Álamo. Já havia reservado pelo rentalcars.com com antecedência, e lá dei graças a Deus por ser precavido: enquanto preenchia a ficha, um cara veio alugar e já estava tudo reservado pelas próximas 2 semanas! Fica a dica: reserve seu carro com antecedência para evitar surpresas. Caso vá cruzar a fronteira, não deixe de informar isso na hora da retirada. Eles preparam um documento que deverá ser apresentado na aduana, que você não pode perder de jeito nenhum! Para isso eles cobram uma taxa de US$ 90,00. Isso mesmo, em DÓLARES! Não vai se confundir... já fui sabendo dessa taxa porque liguei pra eles antes, mas não havia lido sobre isso antes em nenhum fórum. Então fica mais uma dica. Sobre o trajeto de Calafate a Torres del Paine: Eu vou a seguir contar como foi nosso trajeto de ida e de volta. Mas para resumir aqui: Sem dúvidas, o melhor trajeto é ir até Esperanza pela Ruta 40 e depois pela Ruta 5. Se você olhar no mapa verá que existe um atalho que corta um bom caminho, mas vai por mim: não vale a pena. Ele é de rípio, qualidade bem ruim, você corre alto risco de ter um problema com os pneus, no meio do nada, sem sinal de celular, e ninguém passa por lá. Embora a distância por Esperanza seja maior, o fato do caminho ser asfaltado faz o tempo de viagem ser o mesmo. Você gasta um pouco mais de combustível (só um pontinho a mais no tanque) mas a segurança e o conforto compensam (andar de carro por muito tempo no rípio é bem desconfortável). De Esperanza a Torres del Paine, aí sim, vale a pena cortar caminho. A distância no rípio é pequena, e a economia de tempo é bastante significativa. A passagem por Puerto Natales é totalmente dispensável. Muito bem, essa era a ideia de trajeto quando fomos. Logo na saída de Calafate, vimos um casal de mochileiros pedindo carona na estrada e convidamos pra irem conosco. Iam para Puerto Natales, combinamos de deixá-los na entrada de Torres del Paine, onde as opções até Puerto Natales são abundantes e muito mais baratas. Paramos em Esperanza, enchemos o tanque, fizemos um lanche e fomos. Pedi pra Ana Luiza verificar no GPS o trajeto, e ela disse: "Ta mandando ir direto". Fui... a conversa no carro era boa, apreciávamos o cenário, até que eu notei que estava levando mais tempo que o esperado. Continuei seguindo o GPS, e finalmente chegamos à fronteira. Levamos em torno de 20 minutos em cada aduana, depois seguimos viagem. Finalmente estávamos no chile, mas eu senti falta do atalho de rípio. Cadê ele? Já cruzamos a fronteira e ainda estamos no asfalto! Eis que surge uma placa: PUERTO NATALES: 3 KM! MEU DEUS! Acabamos nos distraindo com a conversa, passamos da entrada do atalho e perdemos 3 horas de viagem fazendo o desvio por Puerto Natales. Sorte do casal de mochileiros, que já ficou no seu destino final rs. Eu levei um tempo pra me recuperar desse mico... o planejamento era passar a tarde em TDP, depois curtir o dia seguinte de manhã e voltar pra Calafate de tarde. Nessa brincadeira a tarde já estava praticamente perdida, além de ter gasto muito mais gasolina. Enfim, seguimos viagem até o Parque Nacional. Durante o planejamento, vi que a maioria das pessoas se hospeda em Puerto Natales. Embora seja bem mais barato, a forma que nós visitaríamos o parque (pouco tempo e de carro) tornaria a estadia em Puerto Natales inviável. Assim, optei por ficar próximo ao Parque. Nos hospedamos no Nash Patagônia, próximo à entrada da Laguna Amarga (US$ 120,00 dólares por noite, por pessoa). A hospedagem no parque é cara, a principio ficaríamos em um quarto compartilhado mas que, por sorte, só tinha nós 2. No preço já está incluso um bom café da manhã, um EXCELENTE jantar (Sopa de entrada, uma bela carne com batatas, vinho e sobremesa, coisa fina) e um saco com lanche pro almoço (água, barras de cereais, uma salada de quinua, granola, e um sanduiche). O hostel fica a 2 minutos de carro da portaria do parque. Depois do check-in, fomos conhecer o Parque. Fizemos o cadastro na portaria e pagamos nossos tickets de entrada ($18.000 pesos chilenos por pessoa, válido por 3 dias). Seguimos a placa em direção do Lago Pehoé. No parque as estradas são de rípio, assim como o atalho, se anda em média a 50 km/h. Nosso carro era o Uno 1.0 que aguentou bem. Desde a portaria, levamos cerca de 30 minutos até a Hospedaria Pehoé, um belo hotel que fica no lago com uma pontezinha de acesso. O tempo estava fechado, a vista encoberta, mas o lugar não deixava de ser encantador. Curtimos um pouco mas o cansaço bateu forte, voltamos ao hostel para descansar e acordar bem cedo no dia seguinte. Torcia para que o tempo abrisse. 4º DIA - TORRES DEL PAINE E VOLTA PARA CALAFATE - 11/03/17 O relógio despertou às 6:00h. Levantei e fui ver o tempo lá fora. Mal pude conter a emoção quando vi que não havia uma única nuvem. Tempo totalmente limpo. Até me questionei se era digno deste presente de Deus. Todos no hostel informaram que o tempo estava assim já a mais de uma semana, e no meu único dia lá ele resolveu abrir. Ainda estava escuro, entrei para arrumar tudo rápido, tomar o banho e sair para apreciar o nascer do sol. Tomamos o café, nos despedimos e voltamos pro parque. Às 7:30h já estávamos parando o carro em um estacionamento próximo ao Mirante Pehoé (passando a Hospedaria Pehoé, existe uma placa indicando o estacionamento, é um recuo bem pequeno que não dá pra parar nem 5 carros direito rs). A partir deste mirante tem uma trilha que não sabíamos bem onde ia dar, só tínhamos certeza de que a vista seria espetacular. Depois de mais ou menos 1 hora de subida, fizemos um desvio e paramos em uma pedra. Nem precisamos ir até o fim da trilha, aquele ali seria nosso lugar. Sentamos ali e contemplamos a vida. Conversamos, lemos, oramos, tiramos foto, passamos mais de 2 horas ali. A sensação era de que, como estávamos sós e desviamos da trilha, tinhamos descoberto aquela pedra. Era um lugar só nosso. Já era hora de voltar, ainda queria conhecer o Mirador de Los Cuernos. Pegamos o carro e voltamos por uns 10 minutos, pegamos o desvio até a Cafeteria Pudeto, onde saem os barcos para o circuito W. Muitos ônibus ficam ali esperando os mochileiros chegarem para levar até Puerto Natales. Um pouco depois há um estacionamento para o mirador do Salto Grande e o Los Cuernos. Do estacionamento, andamos 10 minutos até o Salto Grande. Uma bela vista, a cor da água é incrível! Dali, seguimos a trilha por mais ou menos 45 minutos. O caminho é de nível fácil, beirando o Lago Nordenskjold. Cruzamos com alguns grupos no caminho, inclusive de idosos, até mesmo uma família com 4 crianças. No fim, chegamos ao Mirador de los Cuernos, simplesmente sensacional. Curtimos a vista por uns 30 minutos. Queria ter ficado mais, muito mais... mas infelizmente ainda precisávamos voltar a Calafate, o carro tinha que ser devolvido até as 20:00h. Então lá fomos nós, pegar a estrada de volta. Ainda paramos no caminho pra apreciar os guanacos(parentes das lhamas). Era o fim da nossa curtíssima viagem à Patagônia. A sensação era de que havia muito mais a conhecer, mas o basicão que fizemos valeu a pena demais! Caso vá nesse esquema de carro, sem fazer os circuitos W ou O, pode dedicar um dia à trilha da base das torres, e um outro ao Lago Grey. Na volta, agora sim, pegamos o atalho de rípio pela fronteira e cortamos um belo caminho. Na empolgação de cortar caminho, acabei pegando o atalho de rípio pela Ruta 40, sem passar por Esperanza, e me arrependi. A distância é longa demais, várias vezes achei que ia furar o pneu do carro, e tive a sensação de que levei mais tempo do que se fosse pelo caminho de asfalto. Por isso a dica do trajeto lá em cima. Chegamos em Calafate à noite, cansados mas realizados. Comi o tradicional cordeiro patagônico e fomos dormir. No dia seguinte, na hora combinada o transfer da VES nos pegou no hostel e nos levou ao Aeroporto. Nos despedimos da Paragônia, com a sensação de que precisamos voltar.
  5. 1 ponto
    Prezados amigos , mais uma vez retorno ao fórum Mochileiros para relatar uma experiência de viagem , desta vez para USHUAIA na Patagônia Argentina . Na verdade aqui existem poucos relatos atualizados de Ushuaia no Inverno , daí a dificuldade que tive em cotar preços e até mesmo de passeios; parece que a galera prefere o verão e foge do frio heheh. No meu caso eu fiz a opção pelas paisagens maravilhosas do frio e não me arrependi. Então, com certeza esse post vai auxiliar muita gente na tomada de decisão e no orçamento da viagem. Informo que meu perfil de viajante é o econômico , mas isso não quer dizer que não fique em bons hotéis por exemplo ,é uma questão de procura, pois existe boas opções a preços camaradas. Recomendo enfaticamente a leitura do excelente blog do Viajanet sobre Ushuaia , foi a minha bíblia para organizar o roteiro ( http://www.viajenaviagem.com/destino/ushuaia ). O primeiro ponto que deve ficar claro é que Ushuaia por ser uma cidade localizada no extremo do continente americano ( a cerca de 1000 km da Artártida... ) recebe praticamente todos seus insumos de fora principalmente alimentos , o que encarece o custo de vida e por conseguinte a vida do viajante. Outro ponto : passeios e esportes de inverno são caros pois exigem equipamentos específicos e mão de obra especializada , então ,com certeza este foi um dos passeios mais dispendiosos que já realizei , mesmo procurando economizar. Passagens Aéreas : A opção mais barata foram as Aerolíneas Argentinas , mas um detalhe : a opção de compra pelo site da empresa mostrou um valor superior ao Viajanet.com . Outra vantagem do Viajanet é que ele te dá a opção de mais de um destino ( várias cidades ) com o mesmo bilhete; assim fiz uma parada de 3 dias em Buenos Aires antes de seguir para Ushuaia. Paguei R$ 1.500,00 ( ida e volta ) , saindo do Rio de Janeiro. O trecho Belém –Rio paguei em parte com milhagens. A Aerolineas Argentina costuma trocar alguns horários de voos, o que me prejudicou ,pois chegaria a Buenos Aires ás 9 da manhã e só cheguei ás 13:30 hs ; no mais me pareceu um boa companhia com bom serviço de bordo ( sim, eles ainda servem bons lanches sem custo adicional...). Moeda e Câmbio : depois de muito pesquisar tomei a decisão de levar reais e trocar por peso argentino no aeroporto em Buenos Aires, nunca troque peso no Brasil você perderá dinheiro. Em ambos os aeroportos da Capital Argentina ( Aeroparque e Ezeiza ) você pode fazer o câmbio na chegada. Troquei na base de 1 R$ = 4,2 Pesos ( OficiaL = R$ 4,.... possivelmente encontraria melhor cotação no mercado paralelo , mas não quis arriscar . Em Ushuaia a cotação é de R$ 4,00 . A vantagem de Buenos Aires é que aceitam reais mas com uma cotação nem sempre vantajosa , pergunte antes. Para sacar em peso argentino vá ao caixa eletrônico de qualquer banco e procure um caixa do BANELCO ( menu em português ) ; o único inconveniente é que cada saque tem o limite de 2.000 pesos , e aí você ainda paga uma taxa de 99 pesos por saque Translado do Aeroporto Aeroparque : se ficar em Buenos Aires provavelmente descerá neste aeroporto que é bem central . Ao contrário do Ezeiza não existem táxis com corrida tabelada como no Brasil ; assim pergunte antes ao motorista o preço da corrida . Até o centro ficará em média a 300 pesos. Existem muitos relatos de motoristas desonestos na Argentina, inclusive trocando dinheiro falso. Dei sorte e não fui enganado , mas se você mostrar que tem idéia do valor da corrida as coisas ficam mais fáceis. Existe o remis , que achei super caro, passe longe ..Uma informação importante : se o seu voo ate o Brasil ou no sentido contrário tiver mudança de aeroporto você pode solicitar o transfer gratuito das aerolíneas argentinas . Para isso entre no site , forneça o número da reserva e imprima o voucher .. economize 230 pesos . Leve o voucher até o box da empresa Tienda León no aeroporto e pegue a autorização de embarque. Existe a opção de imprimir o voucher no próprio aeroporto pagando 25 pesos em um locutório ao lado do box da aerolíneas ( Veja abaixo os horários de saídas ) CuadroTransfernuevo.jpg Horário de transfers da Tienda Leon CuadroTransfernuevo.jpg (204.97 KiB) Viewed 11 times Hotel em Buenos Aires: pesquisei bastante , já que li muitos relatos de hotéis no centro com problemas . Fiquei no excelente 3 estrelas Hotel UTHGRA de las Luces (Alsina 525, C1087AAG Buenos Aires ) ; hotel novo , quartos e camas limpos, café muito bom, wifi , etc.. . Localização excelente, próximo de muitos pontos turísticos como a Casa Rosada e o Obelisco. Diária de um quarto triplo a R$213,00. Recomendo. Se pagar com cartão você fica isento dos 21% do IVA, imposto pago pelos turistas no país. Restaurante em BA : para comer um mini bife de chorizo com acompanhamento a 200 pesos ( especialidade argentina ) vá ao Café de Lá Ciudad ( av Corrientes ,999 ); suba para o primeiro andar e desfrute de uma vista panorâmica a poucos metros do obelisco . Aliás o bife de chorizo explica toda a fama da carne argentina... ele parece dissolver na boca ... imperdível !! Uma opção mais em conta é ir ao La Sonada ( Maipú , 841 ) e pedir uma Parrillada PREMIUM, outra especialidade argentina ; serve tranquilamente 3 a 4 pessoas ; normalmente vem com dois acompanhamentos a escolha ( salada/batata frita/purê/ arroz ) . Preço : 490 pesos , cerca de R$ 100,00 , uma pechinha , considerando a grande quantidade de diversos tipos de carne e chouriços. Estadia em Ushuaia : optei por ficar em um apt alugado , mobiliado e com um quarto , e que custou cerca de R$ 1. 600,00 para oito dias . A proprietária , a Sra Célia ,foi muito atenciosa e prestativa inclusive me forneceu opções de passeios e transfer bem mais em conta que o mercado local. Quem quiser contatá-la segue o zap : +54 2901631168 .Se a opção for ficar em Hotel , fique na Av, San Martin ou redondezas , no inverno isso faz muita diferença pelo deslocamento para outros bairros que ficam prejudicado pela neve , e o que é pior , pelo Gelo. Eu escapei, mas meus familiares levaram vários tombos antes de aprenderem a se locomover no gelo. Aluguel de carro : boa opção para quem viaja em grupos para dividir o custo e fazer alguns passeios por conta própria. Um carro básico tem uma diária média de 1500 a 1700 pesos em Ushuaia . A empresa Tiger é uma possibilidade , entregam o carro no aeroporto se for o caso. ( http://www.tigerush.com.ar ) Alimentação : Quem for no sistema econômico pode alugar uma apartamento que tem a vantagem de você poder fazer algumas refeições e economizar bastante . Para se ter uma idéia, o quilo de carne em Ushuaia fica em média o equivalente a R$ 35 reais a R$ 40,00 reais, então imagine que comer carne em restaurantes não é barato ... Assim se prepare para pagar em média uma R$ 50,00 por refeição , mas descobri algumas exceções : - Para comer excelente hambúrgueres vá ao GELIDO ( San Martin , 1207 ), fica na rua principal do Centro , a San Martin. Dependendo do pedido você não conseguirá comer um hamburgue completo, pois são enormes . Lá é possível um Hamburgue com fritas , ovos, salame e carne por R$ 35,00 ou 185 pesos. Um chocolate quente a 75 pesos é uma boa pedida para acompanhar. Na boa, provavelmente o restaurante mais em conta e de boa qualidade para você comer em Ushuaia é o EL TURCO ( San Martin, 1410 ) ; descobri isso perguntando a um nativo. Lá é possível um bife á milanesa com acompanhamento a 180 pesos. Também existem excelentes massas a 230 pesos . Se tiver com dinheiro sobrando pode procurar outros restaurantes e comer um cordeiro fueguino , especialidade da região a 530 pesos , se gostar de mariscos a pedida é provar a Centolla , uma espécie de caranguejo gigante . Você poderá fazer uma reserva no restaurante do hotel Arakur , famoso por ter servido de abrigo a Leonardo de Capri, durante as gravações do filme O Regresso ( sim parte do filme foi gravado nos bosques de Ushuiaia..) , o bufê sai por 560 pesos por cabeça. Passeios : Em Ushuaia as agências praticam preços muito semelhantes, quase um cartel. Para nós brasileiros existe a agência Brasileiros em Ushuaia ( http://www.brasileirosemushuaia.com.br/ ) , que possui um ótimo atendimento e pessoal muito solícito ;até me concederam um transfer gratuito em minha chegada. No entanto, eu tenho que informar que é possível encontrar passeios com preços melhores que os praticados na agência brazuca , em seguida mostrarei alguns exemplos. Selecionei os passeios , após uma análise de custo beneficio. Por exemplo, como não faria ski , não fui ao centro Invernal Cerro Castor que cobra ingressos de 500 pesos na alta estação. Preferi ir a outro centro onde faria alguma atividade. Os passeios : 1- Navegação no canal Beagle : obrigatório , até pelos leões marinhos que são avistados e pelas paisagens da baia em frente a Ushuaia. Fui pela agência Tolkeyen Patagonia( comprado pelo decolar ) a R$ 149,00 ( Brasileiros em Ushuaia : R$ 253,00 ). 2- Parque Nacional Terra de Fogo : Excursão que leva você por regiões deslumbrantes do parque . Também fui pela Tolkeyen por R$ 176,00 (Brasileiros em Ushuaia : R$ 228,00) 3- Valle de Lobos : estação invernal onde você pode andar de moto na neve , ter aulas de ski ou fazer um percurso com cães siberianos em um trenó ( esta foi minha opção) . O passeio em trenós sai a 700 pesos . Paguei ainda 600 pesos por pessoa pelo transfer . Para ser sincero achei um passeio caro pelo tempo curto de cerca de 20 minutos de duração , mas a paisagem ao redor é muito bonita. http://www.valledelobos.com/es 4- Glacial Martial : Passeio que você pode fazer sem agência ou guia ( se for por agência vão te cobrar R$350,00 ). Basta pegar um taxi ou um transfer . Preço do transfer : 600 pesos ida e volta . Note que dependendo da condição da trilha até o topo do glacial você poderá ter que alugar raquetes para neve ou grampos para os sapatos ;isso é feito na base do Glacial . No dia do meu passeio havia chovido no dia anterior e havia muito gelo, sendo impossível subir sem grampos no sapato. Vejam os preços na tabela abaixo. 5- Lagoa Esmeralda : Acho que foi o melhor passeio. Este é outro que pode ser feito sem agência ( vão te cobrar R$ 380,00 por um trekking) . A trilha sinalizada facilita , no máximo você pode contratar um guia que sai bem em conta . São 4,8 km de trilha na neve ( 9,6 km , ida e volta ) , muitas vezes com neve com 40 cm ou mais. O percurso pode ser feito em 2 horas ( 4 ida e volta ) mas vale cada segundo pois as paisagens são deslumbrantes , variando de um bosque fechado e vales abertos. Não é passeio para turistas acomodados..Alugamos botas e calças impermeáveis na loja Jumping ( 9 de Júlio, 129 ) ; para esta trilha as botas impermeáveis são indispensáveis. Neste passeio o nosso guia foi o paranaense Jesse; o cara está rodando a América do Sul a bordo de um fusca 1968 acompanhado do seu cão da raça Golden . Foi divertido pegar uma carona no fusquinha até a entrada da trilha ..
  6. 1 ponto
    Se tem um lugar que me rendeu histórias foi em Buenos Aires, na verdade até antes mesmo de chegar la! Esse nosso lindo país vizinho, sem sombra de dúvidas tem muitas coisas para nos proporcionar. Infelizmente eu ainda não tive a oportunidade de explorá-lo por completo (ainda), mas tive a oportunidade de conhecer sua linda capital Buenos Aires. Essa viagem aconteceu em Fevereiro de 2016. Sim eu estava tentando fugir do carnaval (me julguem! rs) Por 2 meses minha prima e eu discutimos qual seria o nosso primeiro destino internacional! (olha que chique), depois de muita pesquisa e muitos destinos e como não podíamos esbanjar decidimos então que iriamos para Buenos Aires, e posso confessar uma coisa? foi a melhor decisão que tomamos!! Apesar de termos ido no auge do verão, pudemos aproveitar ao máximo os 6 dias que passamos na capital do tango e foi simplesmente maravilhoso!! e é essa história que vou compartilhar com vocês agora! O que fazer em Buenos Aires O que vocês vão ler aqui são dicas da minha experiência em Buenos Aires. Nada melhor do que uma longa pesquisa pela web para vocês bolarem o próprio roteiro de vocês! No entanto acho que algumas coisas valem muito a pena de serem vistas!! Nós chegamos ao nosso hostel, aproximadamente ao meio dia, deixamos nossas coisas e fomos explorar a região onde estávamos. Antes de sair do Brasil, nós tinhamos um roteiro pré estabelecido que queriamos seguir, mas acabamos que não o seguimos a risca, mas conseguimos ver tudo o que tinhamos planejado em ver!! Dia 1 Como nosso hostel era muito bem localizado na avenida Corrientes, uma das principais e que dá acesso ao Obelisco, principal monumento histórico de Buenos Aires, esse é um ótimo local para apreciar a cidade, tomar um café, fazer uma refeição, ou ir a um dos muitos sebos espalhados por alí! Descendo essa mesma avenida você tem acesso a rua Florida, uma grande rua com o muito comercio espalhado e muitas pessoas gritando câmbio, câmbio (é que nessa rua estão os trocadores de moeda, onde você pode trocar seus reais por pesos argentinos mais em conta que em casas de câmbio) porém, fica a ressalva para a distribuição de muitas notas falsas nesse local! (o negócio e ter sorte, ou ir com alguém que conheça as notas). Essa é uma boa rua para fazer suas comprar de lembranças e alfajores! No nosso primeiro dia também decidimos comprar o nosso passe de ônibus e metro! é muito simples e barato utilizar o transporte público em Buenos Aires. Dia 2 Acordando tarde no segundo dia após uma baladinha no dia anterior resolvemos ficar pela região do dia anterior e conhecer melhor mais alguns lugares famosos de Buenos Aires. Descendo reto na avenida Corrientes, você tem acesso ao bairro de Puerto Madero, onde você pode apreciar a linda Puente de la Mujer, e ainda tomar um café em um dos vários restaurantes a beira do rio, apreciando também o por do sol. Minha dica é que você pode visitar no mesmo dia, locais como: Casa Rosada, sede da Presidência da Republica, Plaza de Mayo, Lugar importante para os Argentinos, local de muitas manifestações, Catedral Metropolitana de Buenos Aires, é a principal igreja católica de Buenos Aires, impressionante pela arquitetura, local também onde o atual Papa Francisco era arcebispo e rezava suas missas. Cabildo, edifício histórico localizado de frente a praça de maio, onde funcionava a administração da cidade na época colonial. O que não pode faltar no final do dia é apreciar uma das inúmeras atrações de tango pela cidade. Dia 3 No terceiro dia, o Teatro Colón foi o escolhido para visitar. É um local maravilhoso, cheio de histórias e de esculturas. O teatro é a principal casa de ópera da cidade, e considerado pela sua acústica como o 5 melhor do mundo. Neste dia fomos também conhecer a famosa livraria El Ateneo Grand Splendid, nesta linda livraria funcionava um dos teatros mais movimentados da cidade de Buenos Aires. Já no final da tarde, pegamos um ônibus para o bairro La Boca, famoso por suas arquitetura e seus prédios coloridos, ótimo local para comprar suvenires e aproveitar uma apresentação de tango na rua. Perto dali, fica o estádio do Boca Juniors. (nesse lugar não fomos), mas para quem gosta de futebol, vale a pena conhecer o La Bombonera. Dia 4 O quarto dia foi reservado para a Região da Recoleta, famoso pelo Cemitério da Recoleta onde estão enterrados figuras marcantes da História da Argentina como Eva Perón. Porém, antes demos um pulinho na Galerias Pacífico (pra mim o shopping mais bonito de Buenos Aires), famoso pela sua arquitetura e seu teto todo pintado. Também demos um pulinho na Estação Ferroviária Retiro, com uma incrível arquitetura é um lindo local para se visitar também! Museu Nacional de Belas Artes, Este museu conta com o maior patrimônio do país e é um dos principais da America Latina. MALBA Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, Com peças incríveis para quem gosta de arte moderna e pós-moderna. (para quem não sabe, o quadro Abaporu esta exposto lá! assim como quadros de Frida Kahlo e Fernando Botero!). Na mesma região você pode dar uma passada para um chopp no Hard Rock Café® de Buenos Aires e Seguir em direção à Faculdade de Direto de Buenos Aires. Magnífica pela sua estrutura. Ao lado da Faculdade você encontra a Floralis Genérica é uma escultura metálica de 23 metros de altura, presenteada à cidade pelo arquiteto argentino Eduardo Catalano. Dalí, você pode seguir de apé até a região de palermo e conferir o Planetário de Buenos Aires (porém, fomos no outro dia). Dia 5 Voltando a região de palermo, pudemos conferir os lindos bosques de palermo, ideais para se sentar e ler um livro, praticar atividades físicas, picnic ou passear com o seu pet (reserve um bom momento para relaxar embaixo de uma boa sombra). Nessa região você pode conhecer também o famoso jardim japonês (mas nesse eu não fui). obs. (esse é pago) O Rosedal, é um outro parque famoso pela sua coleção de rosas. O Jardim Botânico de Buenos Aires também é um ótimo lugar para os amantes de plantas. O Planetário de Buenos Aires é um ótimo lugar e garante fotos lindas!! (nós não entramos pois estava fechado). Dia 6 No domingo, aproveitamos para ir na famosa Feira de San Telmo. Se você estiver me Buenos Aires no domingo, não pode deixar de conferir essa grande feira de artesanatos e comidas típicas, além é claro dos famosos mercados de pulgas que fica nessa região. Saindo de lá, fomos para Belgrano, área nobre de Buenos Aires, famoso pelo Barrio Chino, (uma espécie de Liberdade-SP) da cidade. é uma espécie de feira de rua, mas com locais físicos também, com tudo o que você imaginar, é bem legal! vale a pena! ________________________________________________________________ Sem sombra de dúvidas Buenos Aires é tudo aquilo que falam!!! Um lugar lindo para se conhecer e com certeza voltar para presenciar tudo novamente! Se você gostou, ou quer acrescentar algo, ou contar sua experiência, não deixe de comentar ok! e não deixem de dar uma força no blog! https://aos30resolvimudar.wordpress.com/blog/ Obrigado e até a próxima! X
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    EM LA FORTUNA DEMOS BOLEIA (COSTA RICA) A duas horas e meia de Monteverde está La Fortuna, onde se encontra o famoso vulcão Arenal. Em dias de céu claro consegue-se ver fumo a sair da cratera, porque há neste momento dois vulcões em erupção. Nada que deva preocupar moradores e visitantes, desde que se cumpras as recomendações. Historicamente, é uma cidade muito jovem, conhecendo-se como primeiro habitante Marcial Jarquín. Em 1968, uma forte erupção matou centenas de habitantes e retirou o valor às terras agrícolas, dando-se o êxodo da população. Já em 1982, a cidade percebe que o vulcão atrai visitantes e foca-se no turismo. Hoje, a cidade é famosa pelas suas termas, tendo muita hotelaria direcionada para este mercado. Leia-se hotelaria de luxo, ou apenas cara. Foi o primeiro sítio na Costa Rica onde demos boleia, a um casal argentino, a Amancay e o Teine, que acabaram por ir connosco ao trilho dos campos de lava, cerro chato e águas termais, em dois dias. No final desta jornada juntos, ofereceram-nos um caderno feito à mão por ela, como agradecimento pelas boleias. O que fazer: Não é possível subir ao vulcão Arenal, dizem que por razões de segurança, porque em caso de acidente não é possível evacuar por via aérea. Ir ao Cerro Chato. Outra cratera de vulcão, esta mais baixa e larga. Na cratera do vulcão extinto está um lago. O acesso é feito por dois caminhos, um junto à cascata, que estava fechado, e o outro através de um parque que fica imediatamente antes do Observatorio Lodge. O parque fica à esquerda, depois da ponte, e tem um preço de 10 USD (6000 Colones) para ir ao cerro e aos campos de lava de 1992. A subida ao cerro é difícil, principalmente se for num dia de chuva, pela razão habitual: lama. São cerca de 10 subidas e descidas, umas mais acentuadas que outras. Chegando ao lago, este tem uma cor turquesa muito bonita, mas a água é fria. No percurso vêem-se aves, macacos, insetos e répteis. O campo de lava é um trilho mais fácil, mas que não tem muito que ver. Pagar para ir só ao campo de lava é um desperdício de dinheiro. Do Cerro Chato tem-se uma boa vista para o vulcão e para o lago. O parque tem sinalização durante o percurso, casas de banho e água potável. Enquanto pesquisávamos para o post de San Jose lemos que o Cerro Chato está ou esteve com o acesso fechado, porque havia uns malucos que o usavam para aceder ao Vulcão Arenal (o que é PROIBIDO), tendo havido acidentes com turistas. Ir à Cascata La Catarata Río Fortuna. Tem um custo de 15 USD, mais 2 USD pelo cacifo, com 10 USD de caução. Dizem que é bonita, limpa, organizada, com um caminho de orquídeas, mas para nós era demasiado caro. É preciso subir 530 degraus para chegar até à cascata de 70m. Os nossos amigos vinham de lá e gostaram. Para saber como chegar é só ver no site. Ir às águas termais, imperdível, por vários motivos. Por baixo de uma ponte rodoviária passam as águas termais naturais e são grátis, basta estacionar o carro e descer – localização. Só por serem grátis já vale a pena, mas são mesmo agradáveis, a água é quente, formam-se umas mini-piscinas naturais, o que permite que cada grupo tenha a sua privacidade. Se escolherem uma zona onde a água tem pressão, ainda recebem um jacuzzi. No dia em que lá fomos choveu imenso e foi agradável estar dentro de água quente enquanto caía a chuva fria. Ir até ao lago Arenal. No lago é possível passear de barco ou andar de caiaque. A vista para o vulcão é magnífica. Ir ao Campo de Lava Arenal 1968. É o campo de lava mais famoso. Há tours de dia inteiro por 15 USD. Existem dois trilhos, o amarelo (4,5km) e o vermelho (2,5km), mais curto. Encontram a Lagoa Los Patos e vários animais, principalmente aves e macacos, mas podem encontrar também répteis. A entrada custa 12 USD. Onde comer: Soda Cafe Lago, fica em El Castillo, fora da cidade. Encontrámos este espaço quando vínhamos do Cerro Chato. Apesar de ser de uma local fomos atendidos por uma estrangeira, provavelmente voluntária. A comida era boa, a memória já nos atraiçoa, mas a Raquel tem uma vaga ideia que alguma coisa não veio para a mesa muito limpa. Soda Sabor Tico. Fica no centro, a comida não é má, mas falha nos sumos, que são excessivamente doces e artificiais. Onde dormir: Nós ficámos no Sunset Inn Valle del Volcan. Não é mau, mas também não é fantástico. O quarto tinha um dos vidros partidos o que permitia livre circulação de mosquitos. A casa de banho era partilhada e podia estar mais limpa. O pequeno-almoço era bom: ovos mexidos, torrada, arroz com feijão (gallo pinto), banana caramelizada, café e sumo natural. Foi uma ótima refeição para ganhar energias para subir à cratera. O dono da casa tentou ajudar-nos a descobrir o que fazer, apresentando-nos os pontos turísticos num mapa. 365 dias no mundo estiveram 2 dias e 1 noite em La Fortuna, de 26 a 27 de junho de 2017 Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ Preços: médio/caro Categorias: cidade, cultura, natureza, aventura Essencial: Vulcão Arenal, Cerro Chico, Campos de Lava, Catarata, termas, Lago Arenal Estadia Recomendada: 3 dias www.365diasnomundo.com
  8. 1 ponto
    Trekking no Pico Paraná – 28 e 29 de Dezembro de 2017 "Pode ser difícil admitir que passar o tempo em remotas paisagens preservadas em seu estado natural signifique, o mais das vezes, passar o tempo confinado nas paredes de uma cela de náilon molhado, sem poder sair da barraca." Jon Krakauer, em 1990, Sobre Homens e Montanhas Com a citação do escritor e montanhista Jon Krakauer, inicio o relato da viagem feita em 28 de dezembro de 2017, para o trekking e acampamento no Pico Paraná. A serra Ibitiraquire é o local onde está inserido o P.P. (Pico Paraná), que é a maior montanha da região Sul do Brasil, contabilizando 1.877 metros de altura. A trilha para alcançar o cume demanda entre seis e oito horas em ritmo de caminhada. A ideia aqui era ir de Maringá a Curitiba (427 Km) dividindo o carro em quatro ocupantes: Leila, João Milton, João Paulo (meu namorado) e eu, subir a montanha, pernoitar em acampamento, fazer o ataque ao cume e descer rumo ao litoral. Vale dizer que todos os meus companheiros possuem grande afinidade com atividades físicas ao ar livre e nesse caso eu era a exceção. Quem sou eu? Arquiteta, quase balzaquiana, mais sedentária do que ativa, cuja experiência em aventura se resume, ou no caso resumia, a inúmeros episódios de ‘Man vs. Wild’ e ‘Largados e Pelados’. Para minha preparação, li relatos de outros viajantes e assisti a vídeos de outras pessoas que se aventuraram a subir o P.P., na esperança de antever o tipo de dificuldades que iria encontrar, além de visualizar partes do trajeto e tornar toda a aventura mais palpável. Resolvi correr, mas com a frequência de atleta de final de semana. Fora isso, havia iniciado a leitura de “Sobre Homens e Montanhas”, o que se fez bastante útil, principalmente o capítulo “Sem poder sair da barraca”. Em várias conversas com o João Paulo, fui alertada que além de ter condicionamento físico eu teria que prestar atenção ao estado psicológico, uma vez que uma eventual mudança de humor poderia afetar negativamente o restante do grupo e tornar a jornada - que já é cansativa – uma experiência de exaustão. Entretanto, minha principal preocupação continuou a ser o meu condicionamento físico, pois em minha primeira experiência em montanha, feita um mês antes no Pico Agudo – Sapopema, Paraná, trilha considerada de dificuldade fácil, eu havia sentido um esforço físico significativo. Com essa lembrança em mente e sabendo que enfrentaria uma longa “escalaminhada” (uma mistura de trajetos em terreno plano, mas também subida e descida por meio de pedras e troncos caídos, muitas vezes com auxílio de cordas ou grampos de metal fixados permanentemente em pedras), preparei a mochila e topei a viagem, mais por impulso e desejo de variar os ares do que por consciência. O objetivo principal da trilha no P.P. era servir como treinamento para o longo trekking (longo mesmo, com duração de sete a nove dias) percorrendo o circuito “O” em Torres del Paine, na Patagônia Chilena, do qual os meus companheiros participarão em Março de 2018. Por esse motivo, ficou decidido que faríamos a trilha e acamparíamos no chamado "falso cume" da montanha, pois seria uma ótima oportunidade de testar os equipamentos que eles pretendem levar para o Chile. Não tínhamos muitas opções de datas para a subida da montanha, por isso acompanhamos diariamente a previsão do tempo especificamente no Pico Paraná e na noite anterior à nossa partida, a previsão constava de tempo aberto com pancadas de chuvas de 1 mm durante a tarde do dia 28, o que parecia bastante bom. Partimos de Maringá a bordo de um Fiesta Sedan, após constatar que o porta-malas de um Gol não daria conta de transportar quatro mochilas cargueiras. Chegamos a Curitiba e nosso primeiro destino foi a Decathlon Barigui, aproveitamos para comprar equipamentos que faltavam, não era o meu objetivo, mas foi o conjunto de calça e jaqueta impermeável que me salvou de um grande perrengue! Descansados da viagem, deixamos Curitiba às 6h00 da manhã do dia 28 rumo à Fazenda Pico Paraná (58 Km), paramos pra tomar café em um posto e chegamos um pouco depois das 8h00. Todos que vão subir as montanhas a partir da Fazenda Pico Paraná devem deixar seus dados na sede, incluindo a data de retorno e telefone de emergência, bem como pagar uma taxa para o acesso (R$10,00) que dá direito a estacionar o carro e utilizar o banheiro da sede. Mochilas nas costas! Seguem os itens: Barraca Azteq Nepal; Saco de dormir; Isolante térmico; Quatro litros de água; Alimentos (salame, chocolate, miojo carboidrato em gel); Fogareiro e talheres; Roupas impermeáveis; Toalha; Lanternas de mão e de cabeça; Canivete; Apito; Fleece (precaução para baixas temperaturas); Roupas secas; Kit primeiros socorros; Kit higiene; Travesseiro inflável; Capa de chuva (poncho e capa para a mochila) Estávamos prontos! Em meio a uma garoa fininha e temperatura quente iniciamos a trilha às 8h50. A primeira parte, um trajeto de terra batida e pedras cercado por um tipo de vegetação que lembrava samambaias, durou cerca de uma hora e teve um ganho de altitude significativo, fizemos uma pequena pausa para hidratação e continuamos. Como sabia que a subida inicial era a pior parte, fiquei animada com o que estava por vir! Passamos pela bifurcação das trilhas que seguem para o Pico Paraná, sinalizado por fitas brancas e Caratuva, sinalizado por fitas amarelas, seguimos em direção às fitas brancas! Seguimos nosso destino, a trilha varia entre trechos de mata fechada e caminhos ao ar livre, chão de lama, troncos e galhos retorcidos, pedras grandes e cheias de limo que demandavam o uso das mãos para subir e descer. Permanecemos secos durante umas duas horas de trilha, quando começou a garoar, então colocamos as capas de proteção nas mochilas. Nas primeiras poças de lama, encharquei os dois pés! Caminhamos mais um pouco entre pedras, paramos na bica d’água para abastecer as garrafas, sempre por subidas e descidas. Em uma dessas descidas, escorreguei e caí de lado em uma pedra, o que me rendeu um roxo maior que a palma da minha mão aberta e que até hoje (08/01) permanece na minha perna. Mesmo após a queda eu estava realmente me divertindo e me sentindo muito bem, curtindo a paisagem que é espetacular! Em uma pequena clareira, quando terminávamos uma subida, vimos um montinho gordinho e branquinho. Era um cachorro deitado. Chegamos perto e chamamos o cachorro que parecia não querer sair do lugar. No primeiro momento pensamos que poderia ser de alguém e que essa pessoa havia deixado o cachorro ali para poder fazer o restante da caminhada e encontrar com o bichinho na volta. Voltamos para a trilha e o cachorro levantou, era uma fêmea e parecia bem alimentada. A cadelinha decidiu ir conosco e foi avançando sem a menor dificuldade por entre galhos e pedras, fazendo caminhos alternativos. Em certo ponto, penso que ela se cansou do nosso ritmo devagar e se mandou na nossa frente. Atingimos outra clareira no topo de uma montanha menor e decidimos parar para comer e beber água, eram cerca de 13h00, foi o primeiro momento em que tiramos as mochilas das costas para relaxar um pouco. O tempo continuava ruim, além de garoa havia muita neblina e não conseguimos ter uma visão ao certo do que estava ao nosso redor. Assim que tirei a mochila, resolvi bater o grosso da sujeira que estava em mim após os tombos (que foram uns dois na ida), senti que havia alguma coisa errada com a traseira da minha calça... Um buraco enorme! Para a minha salvação, a calça impermeável, aquela da Decathlon, estava dentro da mochila. Troquei de roupa atrás de uma moitinha e resgatei a dignidade. Alimentados e hidratados voltamos ao caminho, mais mata fechada e a chuva começou a ficar mais forte. Em certo ponto da trilha, chegamos a uma montanha que dá visão ao P.P. e toda a sua imponência. Nesse momento paramos para admirar, apesar de toda a neblina, é uma paisagem de tirar o fôlego! Você se sente muito pequeno diante de uma porção de terra tão desafiadora. Estava tudo certo até aí, sentia cansaço, mas nada que me impedisse de continuar, os chocolates e o gel de carboidrato cumpriam seus papéis. Foi quando o João Paulo apontou para um lado da parede de pedra e observando com calma ele disse: “É por ali que nós vamos ter que subir” e foi aí que comecei a ficar realmente apreensiva. Entramos por mais uma porção de trilha com mata fechada e saímos diante do paredão de escalada. A chuva engrossou e confesso que nesse momento todo o meu bem estar psicológico escorreu parede abaixo. Eu e J.P. estávamos na frente e fomos os primeiros a começar a escalada. O J.P. subiu com facilidade (mesmo com uma mochila de mais de 15 Kg nas costas) e com tranquilidade me chamou pra começar a subida. Coloquei o pé e me apoiei no primeiro grampo, minhas pernas tremiam visivelmente, meu rosto era puro desespero. A Leila que estava logo atrás de mim percebeu que eu não estava bem e avisou todo mundo. Tenho medo de altura, aquele medo que faz a planta do pé doer só de me aproximar de uma varanda no terceiro andar de um edifício. Sentei na pedra mais próxima a pedidos do grupo, nesse momento, um pouco de melodrama: ”Não tem vista que compense isso que a gente está fazendo! O que a gente está fazendo é burrice!”. Então, com toda a paciência do mundo, o J.P. subiu, deixou sua mochila no final da parede de grampos, desceu, colocou minha mochila nas costas e subiu junto comigo, sempre me animando e me dando incentivo! Nessa hora eu não sabia mais o que eu sentia, era uma angústia muito grande misturada com a vergonha de ter tido um surto enquanto meus companheiros pareciam bastante tranquilos. Nem preciso dizer que subi cada um desses grampos pensando realmente que a minha vida dependia apenas das minhas mãos, tremendo da cabeça aos pés e amaldiçoando mentalmente a minha decisão de ter encarado esse trekking. Coloquei o título desse relato com uma frase de In Bloom do Nirvana porque o tempo de fato muda o humor das pessoas, ainda mais em situações de stress. Acredito que se tivéssemos pego um tempo estável, sem chuva, a dificuldade de subir ainda existiria, mas eu talvez não surtasse. Após a subida dos grampos, mais trilha por caminhos de pedra e argila que agora pareciam pequenas cachoeiras. Estávamos em meio a uma chuva torrencial que com certeza passou muito além do 1 mm previsto! Levamos sete horas pra chegar ao chamado “falso cume” e a partir dali fomos procurar um local para montarmos acampamento. Os melhores locais, planos e protegidos estavam ocupados por outras barracas de forma que tivemos que acampar em terreno inclinado. Depois percebemos ter sido uma boa escolha, visto que onde era plano ficou completamente alagado. Encontramos nesse momento, 16h00, dois caras que estavam voltando do cume, eles passaram pelo nosso grupo durante a trilha e chegaram muito tempo antes de nós ao acampamento. Eles acharam um pedaço de lona preta gigante e se ofereceram para estendê-la e nos deixar montar as barracas protegidos da chuva. Acampamos em uma descida, exposta ao vento e a dez passos do limite da montanha. Tudo pronto! Eu e o J.P. em uma barraca e João Milton e Leila ao nosso lado. Apesar de termos abrigo senti que estava apavorada, nunca havia acampado e logo na primeira experiência peguei chuva sem parar... Por dezoito horas seguidas! Eu entendo que para a maioria das pessoas a experiência que estou relatando não é o perrengue todo que eu descrevo, mas venho aqui humildemente explicar que eu sou o tipo de pessoa que raramente sai de sua zona de conforto. Estava tentando colocar a cabeça no lugar, mas a única coisa que conseguia pensar era em como descer a parede de grampos na pedra inclinada com chuva forte. Mesmo que novamente o J.P. descesse com a minha mochila, eu ainda considerava perigoso demais para qualquer pessoa que fosse, encarar esse trecho com o mau tempo. Eu tinha medo por ele, por mim, pelo J.M. e pela Leila. Passaram-se horas, comemos nosso macarrão instantâneo com sopa em pó e salame, tiramos as roupas e os coturnos encharcados de água e lama, abrimos os sacos de dormir e tentamos descansar. Eu deitei, mas demorou muito tempo até que eu conseguisse desligar minha cabeça da preocupação com o retorno. Nesse ponto eu nem pensava em subir até o cume, pensava apenas na sensação maravilhosa que seria estar na base da fazenda. Dia 29 de dezembro, acordamos perto das 8h00, a chuva continuava sem dar trégua, entre gritos de barraca a barraca, estabelecemos um horário para desarmar o acampamento e começar a descida. Abrimos um pouquinho da lona da barraca e quem estava ali? Nossa dog trekkera! Toda molhada de chuva, porém plácida, sentada ao lado da barraca de nossos amigos (descobrimos mais tarde que a cadela vive na fazenda e faz o percurso várias vezes ao dia). Não tentamos subir ao cume, muita chuva, vento e neblina (nenhuma visibilidade do entorno da montanha), somados ao meu maravilhoso estado de espírito, nos levaram a decidir que a melhor coisa a se fazer seria voltar para a base. Os rapazes que nos ajudaram também estavam se preparando para descer, aproveitamos para irmos juntos (fica aqui registrada a minha distração de não ter ao menos perguntado o nome deles, que mancada!). Segui na frente do grupo, pois a minha mochila era a mais leve de todas e fui seguindo os rapazes, o cara de chapéu de duende e seu amigo. Eles me esperaram nas partes de escalada nos grampos para descer com a minha mochila e foram muito pacientes. Fica aqui meu agradecimento pela ajuda muito importante de vocês ao nosso grupo! A descida foi mais tranquila, ainda que com muita chuva, fui me acalmando, mas ainda me sentia responsável pela frustração de todos em não ter subido até o cume. Encontramos um grupo que subiu até o cume em um bate e volta de cinco horas, enfrentando chuva grossa e neblina e mesmo assim encararam até o final! Nessa momento eu senti o ‘L’ de loser se desenhando na minha testa. Levamos cerca de cinco horas para fazer a volta, a lama estava por todos os lados, desistimos de desviar das poças. Cansados e escorregando o trajeto final inteiro, chegamos à base. Lá, sentamos, pedimos três cervejas (mantendo o motorista sóbrio, sempre!) e pastel de carne (R$5,00 a latinha de Budweiser e R$7,00 por pastel, feito na hora por sinal), mochilas para o lado e finalmente a alegria de termos chegado ao fim. Banho tomado, arrumamos nossas mochilas no porta-malas, limpamos o que pudemos da sujeira dos coturnos e seguimos rumo ao litoral para passar o Réveillon. Não chegamos ao cume, mas a sensação de ter encarado esse desafio (ainda que pequeno aos olhos dos mais treinados) foi de orgulho, algo completamente fora da minha rotina, que eu jamais planejaria por conta própria e que deu uma sensação de superação que eu ainda não tinha sentido. Não vou recomendar a qualquer um que encare esse trekking só porque eu saí inteira, seria muita irresponsabilidade. Fui acompanhada de pessoas que sabiam o que estavam fazendo e que se prepararam com antecedência, cuidadosamente e só por esse motivo consegui acompanhar. Em vários relatos, as pessoas começam alertando que: “O Pico Paraná não é passeio!” e essa frase nunca esteve tão certa! Passado o frenesi e esse misto de sensações, agradeço de coração ao João Milton e a Leila por toda a compreensão e paciência e em especial ao J.P. por todo carinho, incentivo e dedicação para me ajudar em todos os momentos! Depois que as dores nas pernas e ombros foram embora, começamos a pensar no retorno, com tempo estável, outra estratégia de ataque à montanha, preparo físico melhorado, fotos do entorno, assinatura no livro e comemoração no cume!
  9. 1 ponto
    É muito bom viajar sozinho, é como ela disse, gente se planejem e vão, pra que essa preocupação exacerbada com segurança e blablabla, as vezes o lugar que moramos é bem mais perigoso haha! A primeira vez que fui, eu Tava morrendo de medo, mas sempre falava uma coisa pra mim que uso pra TUDO : "se tiver medo, vai com medo mesmo" e boa viagem mochileiros !!
  10. 1 ponto
    O mundo precisa de pessoas com atitude e coragem para assumir os próprios quereres. Você está literalmente neste caminho. Sei de onde você vem mas sei que é impossível prever até onde você pode chegar. Os jovens precisam de exemplos para encarar essa grande aventura que é o viver em um mundo real. Temos que sair das tocas, temos que desatar os laços que nos prendem à nossa zona de conforto e seguir em frente. Não é fácil, mas pelo caminho vamos encontrar pessoas, gente pela qual vale a pena acreditar.Te desejo uma vida nova a cada km percorrido e que você saiba por na mochila todo o aprendizado que está encontrando por este novo caminho.
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  12. 1 ponto
    É isso mesmo! Eu já havia estado em 16 países antes.... a Índia certamente, de longe, foi o mais difícil. Muito difícil. Me senti uma mochileira totalmente inexperiente....
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    Amritsar Essa cidade foi uma bela surpresa, não esperava gostar tanto. Havíamos programado ficar um dia, e aumentamos mais um. No primeiro dia fomos de manhã para o Golden Temple, e voltamos nele à noite. No dia seguinte fomos ver a fronteira com o Paquistão, a cerimônia de troca de guardas. Gostamos da cidade, achamos interessante. O Golden Templo é o local sagrado dos sikhs, uma das religiões da Índia. É um lugar mágico, tem uma atmosfera muito única, realmente vale a visita na cidade. Para entrar no templo, é necessário tirar os sapatos (aliás, isso é regra em quase todos os templos em que fomos) e cobrir as cabeças. Para quem não tem um lenço, eles te emprestam um na entrada (higiene duvidosa). É bom dedicar um tempo para essa visita, fazer com calma, porque o lugar é grande e você verá muitas cenas diferentes. Tem uma parte em que servem refeições gratuitas, você pode servir ou comer se quiser. Imperdível voltar no templo à noite. O ouro fica iluminado, deixando um reflexo incrível no lago artificial. Tirei fotos lindas ali. A cerimônia de troca de guardas é algo que nunca poderíamos imaginar. Tem que ir ver como é. Índia e Paquistão brigam por território há tempos, e agora estão em um período de paz. Para mostrar isso, fazem essa cerimônia cheia de pompas e gritarias para firmar a paz. É algo teatral. Vale para entender mais sobre os povos. Parece um jogo de futebol, com as torcidas em cada lado da fronteira. Amristsar tem um centrinho, ficamos hospedados perto dele, e na praça central tem um Mc Donald´s, totalmente vegetariano. Comemos lá algumas vezes, e no Domino´s. Hotel: Osahan Paradise. Havíamos reservado pelo Booking. Chegando lá, pedimos para ficar um dia a mais, ele disse para cancelarmos a reserva no Booking, fingirmos que não encontramos o lugar, e pagar direto para ele. Ok, fizemos isso. As tramóias fizeram parte do nosso cotidiano. Gostamos do hotel, ficamos em dois quartos, no primeiro dia era um quarto de frente para a rua. O quarto era grande, tinha até chuveiro, porém não dava para abrir a janela de jeito nenhum. Tinha muitas, muitas e muitas pombas. Moravam nas janelas. Não tinha condições de abrir, mesmo. Fora o barulho insuportável da rua. Fiquei com um super medo daquela doença fatal que vem do coco de pomba. No dia seguinte, ficamos em um quarto voltado para os fundos, foi beeem melhor. Dava para abrir a janela e até entrar um solzinho (coisa que seria bem rara no resto da viagem, visto que na maioria das Guest Houses em que ficamos não tinha janela no quarto). Em geral, gostamos desse lugar e recomendamos. Só peça um quarto que fique voltado para os fundos.
  14. 1 ponto
    Hi-ho, mochileiros! Estou com uma voltinha agendada pra Chapada dos Veadeiros, mas infelizmente não dá para arrastar minha bike da terrinha para lá, então gostaria de saber se em Alto ou São Jorge existem serviços de aluguel de Bike (o que facilita bastante o acesso para algumas atrações, uma vez que não estarei de carro). Alguém pode dar uma luz?
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    @rodrigomds Opa! O nome eu não lembro, mas fica na Calle Quera entre Calle Matara e SanAndres.
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    Moro em Bariloche.. posso ajudar ai no planejamento
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    @Humberto Antonio Siqueira Ao que sei tem metro e aerobus também, mas não estará sozinho,pode ser melhor o táxi mesmo,por isso deixo a pergunta,são tabelados por um valor fixo como em vários lugares ou é em taximetro como no Santos Dumont?
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    @Amilton & Poly Depende do cartão, o meu cobre tudo,mas quando precisei em La Paz não tinha feito a emissão do seguro,tive um trabalho daqueles para ser ressarcido, mas como quase morri,seria um problema. O que importa é que recebi tudo e vivi para contar a história, que muitos nao acreditam,e não viajo mais antes de emitir a apólice. Sabe quem inventou esse nome,portuñol?Nosso graaaande presidente escritor letrado José Sarney.Era pequeno nesse tempo,ao contrário de ensinar español ao povo,inventou isso na criação do MERCOSUL. Fui aprender español quando,corrido do Brasil,me refugieei em Chile e vi que não tem a ver com o que sabia.Lógico que não na frente,mas chileno ri e crítica os falantes dessa "lingua".
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    Ok. Valeu por responder. Muito bom todos os relatos! Tenho uma dúvida, viajarei em junho com minha esposa para Lisboa. Após o desembarque, o que se faz primeiro: pegar as malas ou passar na imigração? Compensa pegar um táxi para o hotel? Se puder responda para [email protected]
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    Pessoal, acabei de voltar de Ushuaia e El Calafate, na Patagônia Argentina. Vou fazer um relato aqui para vocês e espero que seja útil. Caso tenham dúvidas, me perguntem! PASSAGEM Eu achei a passagem meio salgadinha... paguei um total de R$ 2.453,00 para os trechos: 1) Rio de Janeiro para Ushuaia (com escala em Buenos Aires, no Aeroparque); 2) Ushuaia para El calafate (direto); e 3) El calafate de volta ao Rio (com a mesma escala da ida). Talvez a passagem seja cara (especialmente para Ushuaia) porque não tem ligação terrestre com o resto da Argentina. Se quiser ir de carro, parece que tem que colocar o carro em balsa em algum momento da viagem... fora que tem que passar pela fronteira com o Chile para depois entrar na Argentina de novo. Haja paciência para essa burocracia de entra e sai em país. Período: 19/02 a 23/02 em Ushuaia e de 23/02 a 26/02 em El Calafate. Comprei pelo Decolar (estava mais barato que direto pela cia aérea) e todos os voos foram operados pela Aerolineas Argentinas. Nunca tinha viajado com eles e achei bem fraquinho. O voo não atrasou nem nada, mas achei o lanche bem ruim (nuts, barra de cereal e um bolinho seco, além de refri e água) e as poltronas meio desconfortáveis. CÂMBIO Esse foi um tópico tenso. Decidi levar tudo em dinheiro (maior parte em reais e menor parte em dólares) e usar cartão de débito ou crédito somente para emergências. Minha intenção era chegar no aeroporto de Buenos Aires e cambiar pesos lá. Porém, para a minha surpresa, os bancos estavam de greve por dois dias, começando pelo dia que cheguei. Então, apelei para o plano B, sacando alguns pesos no ATM que tinha no aeroporto, só para pagar o taxi lá em Ushuaia. Quando cheguei em Ushuaia, vi que grande parte das lojas aceita reais, doláres e euros, além de pesos argentinos, claro. Na própria frente da loja já tem a cotação do peso em cada uma dessas moedas. Quando fui, a maioria das lojas estava cotando o real a 6 pesos, o mesmo da casa de câmbio Jupiter (Rua Pres. Bernardino Rivadavia 176, na região central), onde fui lá trocar meus reais. Porém, se eu tivesse ficado hospedado em Buenos Aires, poderia ter pegado uma cotação muuuuuito melhor de pesos no centro da capital. CHEGADA EM USHUAIA O aeroporto é bem pequenininho e, assim que você pega o táxi, você já percebe na estrada qual é a vibe da cidade: a simplicidade. Não tem nada de impressionante, é uma cidadezinha coerente por estar no fim do mundo! O aeroporto é perto da região central (acho que uns 8 km). O táxi rodou no taxímetro e deu uns 200 pesos (R$ 33). HOSPEDAGEM EM USHUAIA Eu fiquei em um hotel meio sofisticado por conta de estar com a minha mãe, já idosa. Ele fica muito bem localizado, na rua Gobernador Deloqui 198, que é paralelo à rua principal, San Martin. Se chama Hotel Tierra Del Fuego, um quatro estrelas. Porém, bem perto dele, tinha um hostel que me indicaram chamado Hostel Cruz Del Sur. Meio que me arrependi de não ter pegado um quarto privado nesse hostel (nem sei se tem) pois acho que valeria a pena ter uma cozinha disponível, conto o porque no tópico COMIDA. Nas minhas viagens, gosto sempre de estar perto de onde as coisas acontecem, para evitar, ao máximo, pegar transportes para chegar aos pontos de interesse. Esse hotel fica pertinho do porto, onde tem a saída de um dos passeios e bem colado à Rua San Martin, onde tem restaurantes, lojas e ag. de turismo. Paguei uns US$ 712 por 4 dias para duas pessoas. O quarto era enorme, dois em um, com uma cama de casal em um e duas de solteiro e outro. Achei que esbanjei demais, não precisava. PASSEIOS EM USHUAIA Dos passeios disponíveis, escolhemos fazer a Navegação no Canal de Beagle e o Parque Nacional Tierra Del Fuego. A navegação tem como opcional a caminhada com os pinguins (exclusivo pela agencia Piratour), onde você desembarca na ilha dos pinguins e anda ao lado deles, bem pertinho, separado por uma corda. Eu decidi não optar por isso por dois motivos: 1) acho invasão demais ao habitat dos bichinhos; e 2) a menina da agência me disse que os pinguins ficam mais perto do mar à procura de alimento e não da cordinha onde os turistas passam. Nesse passeio você vê o Farol do Fim do Mundo, Leões Marinhos, Pinguins, muitos pássaros. É bem legal! Uma dica: nesse passeio VENTA MUITO! Vá bem agasalhado, de preferência com um casaco corta-vento. Você tem a opção de ficar dentro do barco, que é envidraçado e climatizado, mas não é a mesma coisa, né? Outra dica: um dia depois que fiz esse passeio, estava ventando muito na cidade de Ushuaia. Tanto que a Marinha proibiu que esse passeio de navegação fosse realizado naquele dia. Umas mulheres que conhecemos depois falaram que perderam o dinheiro do passeio porque a navegação não foi permitida. Tivemos sorte por termos feito um dia antes, onde não ventava muito na cidade. Para começar esse passeio de navegação você tem que ir andando até o porto de Ushuaia (é pertinho do hotel e da zona central - rua san martin) e pagar uma taxa portuária (não lembro ao certo quanto foi, mas é baratinha, acho que uns 20 pesos). O barco que fomos não permitia que levassemos comida ou bebida. Mas eu levei assim mesmo e comi no banheiro e disfarçando pra guia não ver rs. Vendem coisas no barco, mas só a água custava 8 reais... imaginem o resto! E os lanches eram bem ruinzinhos. O Parque Nacional é bem bonito, vale muito a pena ir também. Tem o opcional do passeio de trem, que eu achei beeeeeeeem fraquinho. Quem não quiser, continua no micro onibus da agência e faz o trajeto do trem por ele. Acho que o que mais valeu do trem é que tem uma gravação com as histórias das paisagens em três línguas: inglês, espanhol e português! No parque, a nossa guia fez uma pequena trilha de uns 20 minutos com a gente. Essa trilha é opcional, quem não quis ou não pode fazer, ficou no ônibus e foi para o próximo ponto. O passeio no parque faz várias paradas, mas as que mais chamam atenção é a Laguna Verde (tava ventando MUITOOOOO no dia, levem casaco corta vento), que estava belíssima e o Correo Del Fim Del Mundo, onde eles carimbam o passaporte com um carimbo bonito de Ushuaia (óbvio que tendo que pagar 3 dólares). Esse correio é a última agência postal do mundo e funciona, efetivamente. Você pode mandar postais dali direto para quem você quiser. Obs: ao entrar no parque, você terá que pagar 350 pesos para entrar (valor para não argentinos), exclusivamente em dinheiro. Obs: Os dois passeios começam por volta de 9h e terminam umas 14h. Eu contratei os passeios pela ag. Info de Ushuaia (San Martín 775) e paguei 3.650 pesos (R$ 608) por pessoa, os dois passeios. Lembrando que nesse valor não estão incluídas a entrada do parque, a taxa portuária e qualquer tipo de alimentação e bebida. COMIDA EM USHUAIA Esse tópico é tenso! Achei a comida em Ushuaia e El Calafate cara e ruim, bem ruim. Minha mãe achou o mesmo. O melhor restaurante que comemos lá foi um que fica na Galeria Temática, na Rua San Martin. O prato era um frango recheado com espinafre e envolto em bacon. acompanhado de um purê de batatas com pedacinhos de bacon. Além disso, tinha um molhinho de pimenta sem gosto... rs. Para beber, tomei um suco gelado batido (eles chamam de Licuado), não era da fruta mas tava gostoso. A comida tava bem mais ou menos, esperava mais tempero no frango, mas era melhor do que já tinhamos comido até então. O preço? 75 reais a comida + suco, por pessoa. Pesadíssimo para o dia-dia da viagem e para um almoço, dentro do que eu estava disposto a pagar. Perguntamos para alguns locais, onde seria um lugar não tão caro para comer. Nos indicaram uns restaurantes que servem entrada+prato principal+sobremesa a 190 pesos. Quando a esmola é muita.... rs Tem dois desse tipo na san martin, eles ficam quase que um de frente ao outro e as opções e o preço são escritos de giz em um quadro negro na porta do restaurante. Minha mãe e eu entramos em um. Ela pediu um guisado (guiso) e eu uma milanesa (bife). O bife á milanesa de lá é super fino e eles fritam bastante. Então, o que eu comi taca suuuper duro. O guisado que minha mãe pediu, ela disse que nem os legumes, nem a carne tinham gosto. Ela acha que eles congelam e depois descongelam os alimentos, fazendo com que eles percam muito do seu sabor. Para acompanhar isso, tinha uma cestinha de massa folhada com um pouquinho de alface e meio tomate cereja. A sobremesa não tem como ser ruim, né? TEM! Eu pedi um pudim de pão e minha mãe, um sorvete. O pudim tava duro, mas tão duro que se tacasse na cabeça de um, matava. O sorvete da minha mãe tava até bom, mas era uma bola tão pequena que parece que foi tirada com uma colher de chá rs. Para lanche, gostei muito do Banana Café e Bar, na san martin. Os hamburgueres eram realmente deliciosos, mas bem caros. Cada hamburguer custava uns 230 pesos, em média. Dependendo da fome, dá até pra duas pessoas. Mas é o hamburguer puro, sem qualquer complemeno. No finalzinho da estadia em Ushuaia, achamos um restaurante "ok". É um restaurante de massas na San Martin que fica do lado de um corredor com uma galeriazinha recuada. Ele parece caro, mas não é. Comemos um macarrão lá bem razoável. Lá eles cobram a massa e o molho separado. Eu paguei 180 pesos para comer spaguetti ao molho branco e minha mãe comeu de bolonhesa. Não tava divino, mas em comparação ao guisado e o bife... tava ótimo! Por isso, se eu fosse fazer essa viagem de novo, ficaria em um hostel ou apto onde eu pudesse cozinhar. As coisas no mercado (La anonima, perto do hotel) não eram tão caras e eu poderia temperar as comidas bem mais. Acho que compensa. CHIP PRÉ PAGO Foi um parto achar um chip pré pago em Ushuaia. Rodei a san martin toda (tem várias lojinhas da Claro e da Movistar), mas tem loja que só faz recarga e onde vendia chip da claro, tinha acabado. Só consegui comprar na loja grande da movisar (Av. Maipú 215). Você mostra o passaporte, pega uma senha e espera atendimento, bem parecido com o que fazemos no Brasil. O chip da movistar saiu de graça e era possível recarregar em várias lojas pela san martin. A movistar dá o whatsapp de graça e te cobra 10 pesos por uma navegação diária de 50 mb. Acabou a franquia, reduz-se a velocidade ou se contrata por sms mesmo mais franquia, por 10 pesos. Achei a velocidade muito boa, mas acabou a internet acabou rapidinho rs. EM USHUAIA, CONTRATEI OS PASSEIOS DE EL CALAFATE Decidi fazer dois passeios em El Calafate, que considero serem os principais: Glaciar Perito Moreno (com ou sem navegação, optei pela navegação) e Rios de Hielo. Fui até a agência Brasileiros em Ushuaia, na San Martin, para negociar os passeios. Essa agencia tem site e cobra os passeios em reais, mas é muuuuito mais barato reservar lá, pessoalmente. Fechei os dois passeios de El Calafate + os dois transfers + o transfer de saída de Ushuaia de brinde por uns 4.650 pesos por pessoa (775 reais). Além disso, a gente tem que pagar 500 pesos de entrada no Parque Nacional Los Glaciares, por pessoa, a cada dia de passeio. Em El Calafate, eles terceirizam o serviço para a agência Criollos, que achei muito boa. Ambos os passeios são incríveis, imperdíveis MESMO. A cereja do bolo da viagem! Ver os Glaciares em movimento são espetáculos da natureza que nunca vi igual! Anexei fotos, vejam. Existe a opção de caminhar no Glaciar Perito Moreno. É bem caro, mas eu o faria se não estivesse com a minha mãe, que não pode fazer esses trekkings. Nos dois passeios, levem comida. Até tem lugar pra vender, mas pode demorar e vcs ficarem com fome. CHEGADA EM EL CALAFATE A cidade é muito bonitinha, bem mais desenvolvida que Ushuaia, sem dúvidas. Tem umas arvores enormes na rua principal, que traz um clima bem europeu à cidade. Fora que existem muito mais opções de restaurantes e serviços HOSPEDAGEM EM EL CALAFATE Fiquei hospedado na pousada kau kaleshen, reservei no booking e gostei bastante. Preço bom, localização excelente, confortável e bonitinha. As fotos que estão no booking correspondem à realidade. Paguei 245 dólares por 3 diárias para 2 pessoas com café da manhã. Como eu disse, gosto sempre de estar perto de onde as coisas acontecem. Em El Calafate, a rua principal é a Av. del Libertador Gral. San Martín. COMIDA EM EL CALAFATE Tão ruim quanto em Ushuaia rs. Comi um fondue de queijo a 500 pesos (para duas pessoas) lá que estava bem ruim... Parecia aquele fondue que a gente compra no mercado que nada mais é que um requeijão requentado. Vale muito a pena fazer mercado lá. Um pacote de 500 gramas de macarrão custava uns 2 reais, água de 1 litro também. Vários lanchinhos prontos para levar para a viagem a um preço camarada... O mercado lá é o La Anonima também, que fica no iniciozinho da rua principal. CÂMBIO EM EL CALAFATE Não existe casa de cambio lá, mas a Western Union (na rua principal) troca seus reais por pesos. A cotação estava pior que em Ushuaia (cada real custava 5,5 pesos). E não eram todas as lojas em El Calafate que aceitava reais. Em geral, só aceitavam dólar e euro. LEMBRANCINHA BARATA Para lembrancinha, sugiro comprarem um sabonete de Leche de Los Glaciares, o branco. Comprem na farmácia que é mais barato (100 pesos). Ele é cheiroso e esfoliante, bom para presentear com algo diferente. Obs: O café da manhã nas duas hospedagens era fraco. Um croissant melado, pão de forma, sucrilhos, manteiga, café, leite, iogurte (ruim), salada de frutas sem gosto... enfim, um horror! Vocês podem estar me achando um fresco para comer, mas eu juro que não sou! Como qualquer tranqueira mas comida sem gosto não desce! Obs2: Nessa época do ano, 21h ainda está claro!
  22. 1 ponto
    @Maria A G P Ferreira boooa! não dei essa sorte do upgrade, mas o valor compensou ir de Avianca. não saiu caro, pelo trecho que compraram
  23. 1 ponto
    Pesquisei bastante e na época comprei da Decolar todas as passagens pelaAvianca. Por incrivel que pareça, saiu mais barato que comprar direto com a Avianca e ainda ganhamos um up grade pra classe executiva no trecho Cartagena/San Andres. Nosso roteiro SP/Bogota/Cartagena/San Andres/SP com todas as taxas R$ 2010,00 Comprei em outubro e vamos em março.
  24. 1 ponto
    Oi pessoal, gostaria de retribuir a ajuda que tive aqui e relatar minha viagem a Los Roques em janeiro/18. Fomos em familia, casal e dois filhos de 22 e 17 anos, e ficamos 9 dias completos em Los Roques. Moramos em Boa Vista/RR então preferimos ir de carro de Santa Elena até Puerto ordaz (não fomos em carro próprio, por segurança optamos em contratar um taxi/transfer venezuelano). Em Puerto Ordaz pegamos um voo pela Conviasa até Maiquetia (cidade ao lado de Caracas onde fica o aeroporto) e de lá outro voo para Los Roques. Contratamos o serviço de transfer em Santa Elena, com o Sr. José Louzada, super bem recomendado, já faz esse serviço para brasileiros a 7 anos, conhece demais a estrada. O resto (voo de Puerto Ordaz, hotel em Maiquetia, voo para LR e hospedagem e alimentação em LR) foi contratado com a Pousada La Corsaria, e recomendo muito!! Foram incriveis na assistência que nos deram durante a chegada em Maiquetia (parte que acho mais perigosa nos tempos atuais) a Pousada tem a Mary (gerente) em maiquetia e ela nos acompanhou em todos os momentos desde o desembarque e embarque para LR. Ela foi demais!!! Muito atenciosa e preocupada com nossa segurança. Detalhe: esse serviço (de receptivo em Maiquetia) as outras pousadas não oferecem e fez total diferença em nossa viagem, nos sentimos muito seguros! Outro atrativo da La Corsaria é que o proprietário é brasileiro, e pudemos fazer o pagamento em conta corrente no Brasil. A pousada tem site e lá vc pode fazer orçamento on line. E em LR eles foram incriveis tb, a comida é maravilhosa! Sou ovolactovegetariana e não tive problema nenhum com minha alimentação, aliás comi muito bem. Agora vamos aos valores que me lembro: Janeiro/2018 1 real = 35.000bol 1 dolar = 80.000bol (se for querer efetivo (papel) 1 dolar = de 150.000 a 200.000 bol (dependendo do local que vc esteja comprando algo/consumindo) Entrada no Arquipelago: 47.000bol por pessoa, foi a unica coisa que pagamos em bolivares em Los Roques, o resto foi em dolar e compensou de mais!!! Passeios para 4 pessoas com cadeiras e guarda-sol: Madrisqui: 20 dolares Noroquises/Sarqui/Le parque: 50 dolares Francisquises: 24 dolares Caya de Agua/Carenero/Dos Morquises: 100 dolares Cayo Muerto: 28 dolares Despesas totais: Transfer ida/volta Puerto Ordaz: 800,00 reais Pousada em Los Roques+Hotel em Maiquetia+Passagem aérea Puerto Ordaz/Maiquetia/Puerto Ordaz= 3.021 dolares Despesas com passeios: 300 dolares Despesas extras (barzinhos/comprinhas/aluguel de snokel: 410 dolares
  25. 1 ponto
    30 dias da pra conhecer bastante coisa. Como eu curto bastante praia sou um pouco suspeito de sugerir quantos dias ficar em cada canto hehe, mas penso que pelo menos uns 3 dias inteiros dependendo de quantos destinos voce quer inserir na sua programaçao. Quando estive lá fiquei 40 dias mas "só" conheci de Bankok pra baixo, dos dois lados do continente (Ko Lipe > Ko Phi Phi > Ko Tao > Krabi > Ko Pha Gan > Ko Lanta) Esses foram alguns dos locais q passei na ordem que mais gostei. Uma outra dica é nao tentar colocar dezenas e mais dezenas de locais pra ir e nao poder desfrutar com calma cada praia que passar, pois nao tem coisa melhor do que acordar cedo e ficar olhando pro nada de frente aquele mar azullll.
  26. 1 ponto
    Olá galera! Costuma acampar e vejo sempre muitos amigos passando dificuldades com barracas em dias de chuvas fortes. Eu tenho uma super esquilo 2 da Trilhas e Rumos e para duas pessoas é ideal. Leve e resistente a vento e água. Agora comprei uma super esquilo 4 e já estou trcatrocando por uma super esquilo 6, pois agora aqui em casa somos 3. Ela é muito boa. Resistente a ventos e a uma coluna forte de chuvas. Da para ficar em pé e se torna confortável para 3 pessoas pois ainda cabe um cooler e também as mochilas. No Brasil não conheço nenhuma outra marca melhor do que a Trilhas e Rumos. As outras podem até serem mais baratas e leves mas vão dar dor de cabeça caso pegue uma chuva forte. Para quem gosta de se garantir, pode adquirir um sobre teto extra da mesma marca e modelo, tambem pode adquirir estacas de alumínio que resistem bem mais a ventos fortes e se não quiserem comprar o sobreteto ou um piso extra, basta procurar na internete um spray impermeabilizante e montar a barraca antes de usar, aplicar o produto no sobre teto e deixar secar antes de dobrar. Outros complementos importantes para quem gosta de acampar são: Cooler Fogareiro Lampião de led Faca de caça Canivete Cordas Pederneira Botas Luvas Repelente E uma caixinha de primeiros socorros Fica aqui a minha dica. Um abraço a todos e bom acampamento.
  27. 1 ponto
    @jeffecosta83 o planejamento para uma viagem de longa duraçao não é fácil, chega a ser cansativo mas em contra-partida voce ja viaja antes de sair de casa. Fiz uma volta ao mundo ha pouco tempo e fiquei 1 ano fora de casa, so andando pelo mundo. A dica que ti dou é... faça um bom planejamento para nao desperdiçar tempo e dinheiro. Neste primeiro momento voce vai querer colocar no roteiro dezenas e dezenas de destinos, mas no final verá que suas economias poderá nao ser suficiente pra fazer tudo e ai vem a parte dificil de fazer os cortes. Mas basicamente o seu passo a passo deve ser: Colocar no papel os destinos que voce pretender ir e o que fazer em cada lugar, sem muitos detalhes para entao voce saber aproximadamente quantos dias ficar em cada lugar. Depois que fizer um escopo inicial voce vai aprofundando e detalhando melhor cada cidade. Depois comece a estudar a logistica pra se chegar de um ponto a outro. Pesquisando bastante voce ira encontrar varias cias aereas, empresas de onibus, trens, etc. Sugiro se preocupar em onde se hospedar depois de definir os destinos, mas mesmo assim, pesquise por alto pra ter ciencia dos preços de cada lugar pra saber se sao caros de mais ou nao. Porque de fato as reservas voce ira fazer apenas quando estiver proximo de chegar a determinado destino. O roteiro vai ti servir como um norte pra ter uma ideia do que fazer e pra onde ir, mas existe grandes possibilidades de voce mudar seu destino durante a viagem. Sem falar que muita das vezes voce vai chegar em um lugar e saber quem tem muitas outras coisas interessantes pra se fazer que vc nao sabia. Aqui no fórum voce pode encontrar inumeros relatos de viagem para os mais diversos destinos. Pesquisando bem voce poderá esclarecer muitas duvidas e a medida que outras duvidas pontuais forem surgindo vá perguntando aqui. Boa sorte
  28. 1 ponto
    Em Maio de 2017, passei 6 dias em Cuba, fiquei 5 dias em Havana e 1 dia fiz um bate-volta em Valle de Viñales, e devo agradecer a galera daqui do fórum que me ajudou muito através dos relatos, e por isso, resolvi fazer um também! Eu vou focar nas dicas do que é importante saber e sugestões de passeios, e menos nos detalhes do que eu fiz no dia-a-dia por lá(até porque tenho memória péssima). Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais lá no meu instagran, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato/ Cuba O gasto total que tive por 6 dias foram de 300,00 euros(eu levei euro, pois o dólar tem uma taxação de 10%), isso com hospedagem/passeios/comida/transporte, era pra ter sido 400 euros mas fui roubado antes de chegar em Cuba(eu estava na Colômbia), por isso tive que ser mega-econômico, não fiz o bate-volta para Varadero que estava planejado, não andei de táxi, sai de noite pra curtir só um dia, e acabei bebendo bem menos mojitos do que gostaria hehehe. Apesar disso, percebi que poderia ter gasto bem menos, caso tivesse mais tempo, pois poderia ter ido pra Viñales e Varadero por conta, de ônibus(Via-Azul), e não no turístico que foi mais caro(67,00 euros, detalhes mais pra frente). Pra quem está pensando em fica apenas em Havana não deve gastar mais do isso que gastei não. Por outro lado, poderia ter gasto bem mais, principalmente se tivesse ido a lugares muito turísticos, bares e restaurantes mais conhecidos, cuja as refeições e drinks tem preços europeus, é sério, pagar mais de 20 euros num almoço não é algo comum pra quem mochila aqui na América do Sul. Dicas Gerais: Dinheiro, Cuba possui duas moedas, o peso conversível(ou só CUC) que é a moeda que os turistas trocam quando fazem o câmbio, e a outra é o peso cubano(ou só CUP), que é a moeda que os cubanos usam no dia a dia deles, cuidado para não confundir as notas e moedas, elas são parecidas, sempre confira o dinheiro antes de pagar e o troco também. Muitos lugares aceitam ambas, já outros só aceitam CUC, principalmente aqueles mais voltados para os turistas. A cotação fica assim, 1 CUC ≅ 1 Euro, e 1 CUC = 24 CUP, como dá pra ver, o peso cubano é beeem desvalorizado se comparada ao CUC, isso faz com que os cubanos procurem ganhar sempre em CUC, qualquer trocado que vc der, já vale bem mais do que eles costumam conseguir no dia-a-dia(aconteceu um causo engraçado comigo que explicita bem isso que conto mais pra frente). Tem lugares que praticamente só são frequentados por turistas, e outros que vc só encontra moradores(e mochileiros sem grana, tipo eu rs), pra ter ideia, o café da manhã do hostel me cobravam 5 CUC, uma refeição bem completa, mas se eu tomasse café numa das vendas caseiras que tem pela rua, onde os moradores comem, pagava 0,5 CUC, em dois pães com queijo e mortadela e um refresco, então se o desejo é economizar, faça como os cubanos, e coma com os cubano Câmbio, quando chegar no aeroporto, troque logo o dinheiro na casa de câmbio que existe lá, a diferença para a casa de câmbio em Havana é muito pequena, já que o Governo que cuida disso, acaba não existindo concorrência. Caso prefira fazer o câmbio depois, o endereço da caso em Havana é rua Amargura 158(entre as ruas Aguiar e Cuba), Habana Vieja. Eles vão te dar o peso convertível(o CUC), peça pra trocar uma quantia pequena por peso nacional também, isso ajuda em a não pagar a mais em alguns lugares, pois costuma ter o golpe do "não tenho troco". Cartão de Crédito, em nenhum lugar eu vi aceitarem cartão de crédito. Existem caixas eletrônicos, do Banco de Crédito y Comercio (BANDEC), em alguns pontos da cidade, mas não consegui sacar neles, nem com cartão de débito ou o de credito, eu li sobre alguns lugares(tipo hoteis) que você pode passar o cartão de crédito e eles de dão o dinheiro, mas também cobram uma boa taxa em cima do valor. Visto para Cuba, quando vi que era possível pegar o visto antes de embarcar, deixei pra resolver isso lá na hora, e foi bem fácil, eu voei pela COPA, não sei se as outras companhias também oferecem isso, na hora de fazer o check-in no aeroporto, você paga a taxa de US$ 20,00(eu estava na Colômbia, então tive que pagar em Pesos Colombianos) e eles te dão a ficha do visto para preencher, quando chegar em Cuba, foi só apresentar e pronto. Seguro-saúde, eu li em vários lugares que o seguro-saúde viagem era obrigatório, estava com o meu, mas em momento algo pediram, mesmo assim eu não arriscaria ir sem, pode ter sido apenas sorte minha. Internet, o 3g lá não funciona, você só consegue internet por WiFI, que tem nos hotéis e praças, para conseguir acesso,precisa comprar uma espécie de cartão pré-pago no Tele-Punto ETECSA, fica na esquina das ruas Havana X Obispo. No cartão tem uma senha, e vc entrega para o hotel onde está hospedado, para eles te darem a senha do Wi-FI, eu achei meio burocrático isso tudo, e a conexão é péssima pelo que falaram, e já que não estava fazendo tanta falta assim, nem tentei. Um aviso, tem pessoas vendendo o cartão na rua também, mas não é recomendável comprar deles, pode ser um cartão vencido, melhor pegar a fila e garantir um que funciona. Transporte, Do aeroporto para o Havana Vieja, paguei 30 CUC, tente conseguir alguma companhia por lá para dividir o táxi. O sistema de ônibus de cuba é meio confuso, e é difícil conseguir informação, geralmente a galera percebe que vc é turista e diz pra vc pegar um táxi. Idioma, Eu não falo espanhol, mas até entendo um pouco quando escuto, e pude perceber que o deles é bem diferente do espanhol dos outros países da América do Sul, mas pode falar português que eles até conseguem entender, e os cubanos são mesmo muito receptivos, eu costumava ficar sentando no banco de alguma praça, e sempre chegava alguém pra puxar conversa, as vezes pra vender algo, outras só pra bate-papo mesmo, aproveite esses momentos, é muito bom ouvir as histórias deles. Havana La Habana Vieja, ou Old Havana, é o bairro onde você vai passar mais tempo provavelmente, pois é onde fica a maioria dos museus, bares, praças de Havana, não cabe aqui eu falar onde vc deveria ir, o melhor a fazer é pegar um mapa e ir visitando os lugares, ande pelas ruas, se gostar de algum lugar, entre, fique um pouco por lá, ande mais um pouco, se perca nas ruas, pare pra beber, acho que é a melhor maneira de aproveitar a cidade. Se eu tivesse que dar apenas uma dica do que fazer em Havana, seria fazer o Free Walking Tour, logo no primeiro dia, fiz o tour com o guia chamado Nik(ou Mik?) , muitas das dica que darei aqui, eu aprendi com ele, e tiveram muitas outras que eu não lembro agora, mas que fizeram uma grande diferença, Havana tem muitos segredinhos e macetes que só um morador saberia, além disso tem toda a parte histórica da cidade e de Cuba, histórias dos lugares, das igrejas e castelos, e se não fosse o bastante, ainda tem o ponto de vista de um cubano sobre Cuba, sem viés nenhum(fiz um passeio "do governo" para Viñales, e sabe como é, não acredite em tudo que um governo fala... nenhum governo). O guia contou um pouco da própria história e como é sua vida lá, apesar do passeio ser gratuito, é difícil não dar uma boa gorjeta no final, foram 4 horas com dicas e histórias que eu não conseguiria achar em nenhum livro ou na internet. O tour é feito 2 vezes por dia, às 9:00 e as 14:00, eu fiz no da tarde, e o local de saída é na Boulevard de San Rafael (do lado do Hotel Inglaterra) Caso puder gastar um pouco mais, existem guias que te acompanham pelo dia inteiro, indo nos lugares a sua escolha, te levam também dentro dos museus te explicando as obras de lá. Fui abordado por uma na Plaza de San Francisco, ela disse que cobrava 30,00 CUC, como eu estava no modo extra econômico, tive que recusar, mas se tivesse mais dinheiro sem dúvida iria fazer esse tour guiado. Tem duas agências que achei por lá, que podem ser bem úteis, uma é a San Cristóbal, fica na rua Oficios em La Habana, além dos tour que você encontra em todas as outras, aqui vc ainda pode consultar os horários e comprar os bilhetes para o Via-Azul(única companhia intermunicipal), isso é bom pois o outro lugar que compra é meio afastado(Avenida 26 y Zoológico, Nuevo Vedado). A outra agência fica dentro do Palacio de la Artesania(Calle de Cuba 64), tem os mesmos tour que a primeira, mas descobri(depois de chorar um pouco que os passeios estavam caros rs) que ela também tem passeios mais baratos, pois são passeio para o público local, que geralmente não tem o guia incluído, só o transporte, mas acaba compensando, eu quase fiz o passeio para Varadero, em que o para "turistas" custava uns 80 CUC(incluído um quarto num resorte com open bar) e o pacote custava uns 30 CUC se não me engano, que inclua apenas o transporte pra lá, então recomendo passar por lá, mas dê uma chorada antes, e pergunte se ela não teria pacotes mais baratos. O HavanaBus Tour é uma maneira barata(10 CUC) de se locomover por Hanava, são aqueles ônibus que tem a parte de cima aberta, eles tem um trajeto circular e vão parando nos pontos turísticos, a cada meia hora passa um outro em cada ponto, principalmente para ir na Plaza de La Revolución que é meio longe do centro. Lugares que vales a visita: Plaza de La Revolución, fica no bairro de Vedado, para chegar lá, peguei o ônibus turístico, ele te deixa bem na praça vc ainda pode usar a mesma passagem pra voltar. Sobre a praça, ela é gigante, mas num dia normal é só um gigante espaço vazio, o melhor pra aproveitar aqui é o monumento de José Martí (entrada 5CUC a entrada, incluindo subir na torre), é uma estrutura muito alta, na parte de baixo é uma espécie de museu e galeria de poesia, no topo vc encontra a melhor vista de Havana. Da praça, dá pra caminhar(ou esperar o ônibus turístico) até o Cemitério Cristóbal Colón, é um cemitério com várias obras de artes e mausoléus, ele é gigante, mesmo! Malecón, o melhor lugar pra passar o final de tarde, é a área do calçadão do lado do mar, que percorre todo o bairro de Habana Vieja, lá não é um ponto de banho, é só pra recostar no muro de boas, conversando, ver o pôr do sol, o que faz as pessoas locais. Castillo de la Real Fuerza, bem grande, e vale a pena conhecer, muitas obras sobre navios e a marinha de Cuba, 3CUC a entrada. Museo de la Revolucion, 8CUC de entrada, mas vale a pena, bem detalhada todo o processo de revolução cubana, muitas fotos e recortes de jornal, além disso tem uns desenhos muito bonitos no teto do palácio. E como eu falei, tem tantos outros que o melhor é vc caminhar e ir entrando nos lugares que achar legal Hospedagem: Fiquei no DRobles Hostal, as fotos são bonitas, uma casa colonial e tal, mas enganam, pois essa é a parte dos quartos privados, os quartos compartilhados ficam numa casa ao lado, que é bem +ou-, quarto pequeno, banheiro também, até as camas são mais estreitas que a normal que temos aqui, paguei 7 CUC a diária, achei que foi OK pelo preço. O bairro é o Centro Habana, gostei de lá, é uma área mais residencial, parece uma periferia misturada com centro histórico, o melhor é que fica perto da Habana Vieja, dava pra ir andando pra lá, e era onde eu encontrava uns locais baratos para tomar o café da manhã ou uma refeição rápida. Nesse bairro, você encontra muitas casas que oferecem lanches, é uma maneira dos moradores ganharem um dinheiro extra, um pão com mortadela e queijo mais um copo de refrigerante saia por 12 pesos cubanos(ou 0,50 CUC), pra mim estava ótimo, se este era o café da manhã da maioria dos cubanos que viviam ali, estava bom pra mim. Valle de Viñales Região oeste de Cuca, uma área mais rural, aqui é onde é cultivado o tabaco para o charuto, além de outras atrações mais natureza, fiz o passeio de bate-volta de um dia, comprei o tour pela agência San Cristóbal que comentei acima por 67 CUC, o passeio incluía as paradas em: -Em Viñales, é uma pequena cidade, nessa parada visitamos uma destilaria de rum, para conhecer o processo de fabricação e degustar um pouco, -Num mirante para ver as formações de rocha Mogote, são parecidos com o Pão de Açúcar do RJ, é uma vista bem bonita, boa para fotos, -Despois foi em um pequeno lugar onde um senhorzinho nos mostrou processo de montagem manual de charutos, achei interessante, se tiver dúvidas ele responde tudo, -No famoso Mural de la Prehistoria, um desenho numa parede com 120 metros de altura, tem dinossauro, monstro do mar, caracol, humanos, tudo isso para simbolizar a teoria da evolução(não sei como rs), aqui também teve um almoço que já estava incluído no pacote, -Por último uma visita na Cueva del indio, com passeio de barco a motor dentro de uma caverna subterranea, Achei que foi bastante coisa pra visitar, tudo num ônibus com ar-condicionado e guia nos acompanhando, só achei que foram muitas pessoas, caso tivesse mais tempo tentaria fazer esse passeio por conta. Sobre jineteros Um causo que aconteceu comigo em Havana, pra começar tenho que explicar sobre uma "profissão" em Cuba, chamada jinetero, são pessoas que puxam conversa com turistas, para oferecer algo ilegal... ou para indicar um restaurante barato(mas que vai cobrar um pouco a mais de vc, e essa parte vai para o jinetero)... ou estão vendendo rum/charuto de pior qualidade... ou em último caso, eles só pedem algum trocado mesmo. Lembro que eu estava numa das praças centrais de Havana, e um senhor de idade avançada se aproximou de mim, eu tinha certeza que ele era jinetero, mas cedi a conversa, só pra ver até onde isso iria. Devo dizer que ele foi esperto na abordagem, pois me ofereceu uma nota de 3 pesos cubanos(atente esse detalhe), que tinha o Che Guevara nela, e começou a falar bem dele e tal, insistiu que eu ficasse com a nota, de lembrança, acabei aceitando. Ele sentou do meu lado no degrau da igreja, e começamos a conversar sobre os turistas, o clima, da bebida de Cuba. Em um certo momento ele disse que quando jovem, era um boxeador famoso, havia conquistado alguns títulos mundiais, e outros sul-americanos que não me lembro agora. Nesse ponto, ele se ofereceu para me dar um autógrafo! Afinal, era um honra para mim encontrar com ele. Concordei(porque não?), e entreguei o guia de viagem que havia comigo, e deixei ele assinar a última página. Antes de ir embora, perguntou se eu teria algum trocado para ele(sim... era janiteiro), nessa altura eu nem me importei se era verdade mesmo a história, e dei uma moeda de 1 CUC para ele, fui embora com minha nota nota de 3 pesos e o autografo, e acabei esquecendo desse encontro Alguns dias atrás, enquanto folheava o guia, encontrei a assinatura dele, e resolvi pesquisar o seu nome, Jorge Luis Romero, ganhou medalha de prata na World Amateur Boxing Championships de 1974.
  29. 1 ponto
    @Francisco Amaral Olá Francisco, tudo bem?? 1 - Condições da estrada RJ - Niteroi - Itacoatiara; Não existe estrada, mas quando você chega na Região Oceânica as ruas estão em obra, então precisa ter atenção no caminho, mas é bem tranquilo. Agora com o tunel ficou bem mais tranquilo! 2 - Qual forte tem a melhor vista? (só pra registro, pq quero ir para a praia mesmo) Eu gosto muito da Fortaleza de Santa Cruz (Endereço: Estrada General Eurico Gaspar Dutra, s/n), mas a vista do Parque da Cidade é imperdível e você pode chegar de carro. 3 - Qual um restaurante bom em itacoatiara? Em Itacoatiara tem o Restaurante Areias, não vou tem um tempo, mas era bom! Além do Abskan que tem batata recheada. Eles não ficam exatamente dentro de Itacoatiara, mas é bem próximo a entrada. Tem uns posts no Instinto Viajante sobre as melhores praias de Niterói http://instintoviajante.com/praias-de-niteroi-rj/ e tem um post falando sobre as trilhas do Costão e sobre Itacoatiara http://instintoviajante.com/praia-e-costao-de-itacoatiara-niteroi/. Espero ter ajudado. Abs, Isabela
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    Por favor, mais desse relato! Estou adorando! Parabéns pela coragem de se aventurar por um país que tão poucos ousam!
  31. 1 ponto
    Dia 5 - Segunda-feira, 08/08/2016 É chegado dia de seguir para Semuc Champey, na região central do país, o lugar lindo que eu conheci por fotos e me fez pesquisar mais sobre a Guatemala. O destino é um pouco esquecido por muitos, que preferem seguir direto de Antígua para Flores, por vans ou avião, além do quê o acesso é um pouco difícil. Há vans que fazem o trajeto até Lanquín, cidade-base para ir a Semuc, com saídas de hora em hora a partir de 8h até as 16h. O trajeto é uma estrada bem ruim, custa 20 quetzales e dura 2 horas. Peguei a van de 9h, chegando as 11h em Lanquin. Em Lanquín se pega uma pick-up (20 quetzales) em que se vai em pé na parte traseira dividindo a carroceria com mercadorias e a população local, afinal o veículo é o transporte usual deles. É normal eles se comunicarem no proprio idioma. Eu era o único estrangeiro ali, e após cerca de uma hora e apenas 9 km (estrada bem ruim, mas com algumas belas paisagens) se chega ao Hostel El Portal de Semuc, o hotel mais próximo da entrada do parque, onde me hospedei. O El Portal é muito interessante, apesar de só ter eletricidade entre 18h e 23h, e o wifi, apenas nesse intervalo, ser bem ruim. Ou seja, aproveite para se isolar do mundo e curta o local. São várias cabanas, sendo algumas delas privadas e outras compartilhadas. Os valores das refeições variam entre 40 e 60 quetzales, um pouco mais alto que nas cidades mas ali você tá isolado e não tem muito pra onde ir. O calor à tarde é simplesmente insuportável, se sua em qualquer lugar que for. De dentro do hostel há um acesso para o Rio Cahabon, aproveite pra se refrescar. Dei sorte porque choveu durante a noite, melhorando o calor. Dia 6 - Terça-feira, 09/08/2016 E o grande dia chegou: conhecerei Semuc Champey! No próprio hostel tem um tour guiado - pelo custo de 150 quetzales o turista entra no parque, visita o mirante e as piscinas, sai para almoçar (almoço não incluído no pacote) e à tarde visita a gruta Kan Ba segurando apenas uma vela e depois faz o tubing, descida sobre uma câmara de ar, no Rio Cahabón. Preferi não fazer o tour para ficar mais livre nas piscinas, visto que esse era meu objetivo principal de toda a viagem! A entrada custa 50 quetzales. Caminhei até o mirante, é um pouco cansativo mas muito recompensador. A vista é incrível! Na descida para as piscinas me perdi mas sem desespero encontrei o caminho de volta me guiando pelo barulho do rio (acho que devo esse instinto aos meus antepassados do sertão do Ceará). Cheguei nas piscinas e por lá fiquei até as 14h, o suficiente para a pele das costas sair nos dias posteriores. É sensacional, sem palavras o quão bonito são as piscinas de Semuc. Passei o tempo descendo de uma pra outra, são cinco, ao longo de 300m que é a distância entre os locais em que o rio adentra o subterrâneo e sai posteriormente. Depois era só sair da água e voltar pela passarela de madeira que tem ao longo do caminho e entrar de novo. Nessa hora o único incômodo eram os peixinhos mordendo os calos que ganhei nas Grutas Del Rey Marcos, lembram? A quem interessar, o hostel El Portal vende shuttles, que são como são chamadas as vans com turistas que vão direto de um ponto a outro. Para Antígua ou Flores custa 140, para Cobán custa 45 e para Río Dulce custa 165 quetzales. Independente para onde você vá a saída é as 7h naquelas pick-ups e só em Lanquín se dividem nas vans. Comprei para Río Dulce, próximo destino do mochilão.
  32. 1 ponto
    Jaumz, Opa... que banco é esse que te isentou das tarifas de saque? Mesmo assim, levando em conta que você vai ficar fora por 3 anos... tenha cuidado para ver se esse banco não está "metendo a faca" na conversão, ou seja... se não está cobrando mais que outros bancos na conversão e te isentando das taxas (o que pode te deixar no prejuízo). O dólar da conversão é quanto acima do comercial? Como você vai gastar aprox. 75 mil dólares em 3 anos, eu consideraria abrir uma conta offshore. Não sei como andam os procedimentos aí no Brasil para abrir uma conta fora, mas recomendo muito para o teu caso. Porque a historia dos cartões pré-pagos é engana trouxa... o cara carrega um cartão tipo Visa Travel Money a uma conversão absurda e logo de início perde muito dinheiro, além de perder nas taxas de saque e conversões. Preste atenção nisso aí, que fará diferença na sua conta no final! Outra dica que fica, é SEMPRE levar uns 200 dólares em notas escondidas. Podem te salvar em enrascadas em países onde a rede do cartão não está funcionando, quando você é roubado... enfim, sempre bom ter um dinheiro vivo para resolver problemas. Sobre os vistos: Russia já foi um problema, hoje todo mundo sabe que somos privilegiados em entrar sem necessidade de visto. Austrália tbem já foi mais complicada, só emitia em embaixadas de países onde você comprovasse residência, hoje o processo já é feito pela internet. Japao é que pode ser uma pedra no seu sapato... não sei se alguma embaixada emite o visto japonês para brasileiros que não residam no país onde está a embaixada, vale a pena você pesquisar e postar para a gente. A mesma observação vale para Arabia Saudita, Iraque, Paquistão e Bielorrusia. Sobre os demais países no seu roteiro, você conseguirá emitir o visto em países vizinhos no caminho. Sobre os documentos para tirar os vistos no caminho, recomendo que você leve varias fotos 3x4, comprovante de renda ou poupança no Brasil... raramente te pedem documentos além do passaporte, é sempre um formulário para preencher e o seu passaporte, sobre isso é tranquilo. A maioria dos países sequer pedia comprovante de bilhete de saída para a emissão dos vistos, mas os que pediam, eu acabei colocando trechos (digitando no formato de uma reserva, baseado em números de voos dos sites da internet) bilhetes que não eram exatamente verdadeiros... mas que comprovavam a minha intenção real de sair do país, eles ficavam satisfeitos e eu também. Os vistos em geral não registram a fronteira pela qual você disse que iria entrar... portanto poderá apresentar um bilhete aéreo para entrar na China por Pequim, mas acabar entrando pela fronteira por terra vindo do Vietnam, o mesmo vale para a saída! O mais importante é cumprir os prazos dos vistos e claro, sempre mostrar que a sua intenção é fazer a viagem de volta ao mundo, confirmar as datas de saída sem hesitar (eles - oficiais de imigração - costumam perguntar mais de uma vez para ver se você não fala respostas diferentes). Quando começa a tua viagem? Abs
  33. 1 ponto
    Fala Jaumz, Hahahah, obrigado. É uma honra para o "membro de honra" aqui ser inspiração para alguém. Aliás, é sempre muito bom ajudar o pessoal a viajar mais e melhor! Na época em que fiz a minha RTW, utilizei o Hospitality Club... o CS ainda estava engatinhando. Infelizmente o CS está migrando para uma plataforma de pensamento mais capitalista... o negócio ficou grande DEMAIS, mas FELIZMENTE isso não impossibilita os usuários de fazerem o que querem com o site. Vamos ao que interessa: em geral o pessoal do CS tem prazer em hospedar. Eu tenho hospedado muita gente aqui no Malawi, por isso não há muito desse sentimento de hospedar sem lucrar. O lucro sempre tem que ser a troca cultural, o conhecimento... a quebra de rotina. Eu costumo dizer que se eu não posso viajar, por que não trazer a viagem/viajantes para a minha casa? O CS não vale para lugares onde você só vai pular rápido... porque é estranha a sensação de usar a casa de alguém como hotel. O ideal é ter tempo para gastar com o seu host... seja no final do dia (não esqueça que muita gente trabalha, por isso também não vão ficar como se fossem seus cicerones) ou num final de semana. É sempre muito interessante fazer couch surfing... economiza-se em dinheiro com hospedagem e às vezes até com comida, lavanderia... e ganha-se muito no quesito cultural, na troca de informações dos lugares que os locais frequentam, de como é a vida, a política, os negócios no país... em contrapartida você vira uma espécie de embaixador do Brasil... porque estão ali medindo de certa forma o seu comportamento, o seu jeito de ser... enfim... CS pode te trazer experiências muito diversas, tudo vai depender das pessoas envolvidas. Tem de tudo, o segredo está em escolher bem as pessoas, para que elas batam com o que você está esperando da viagem e das experiências. Sobre o orçamento, era uma curiosidade minha. Cada um tem o seu orçamento, e nas RTW é quase impossível prever o seu orçamento com um grau de certeza alto. Acho 70 dólares por dia uma boa média... eu gastava em média 1000 dólares por mês, com os cintos apertados. Claro que no sudeste asiático, China, América Latina, Egito e países do Leste Europeu a média caía para compensar o tempo nos países mais caros. Uma das coisas que você vai notar é que você vai acabar se dando mais luxos nos países mais baratos, e isso acaba puxando a média deles para cima... o que é perfeitamente normal, porque muito mochileiro fica perambulando quase como mendigo na Europa e não aguenta esse esquema por muito tempo... chega na Eslováquia por exemplo e começa a gastar mais numa festa a noite, num taxi porque está cansado de carregar a mochila... enfim... rs rs Normal. O importante é economizar com o que é fácil de se economizar... investigar agora qual banco tem uma melhor taxa de conversão e menores taxas para saque no exterior, tentar lembrar de amigos que poderão te hospedar no exterior... esquecer o preconceito com agua da torneira (isso vale para as cidades onde a agua de torneira é potável) e ter sempre o seu cantil para recarregar. Prestar atenção na alimentação é um fator muito importante... tentar cozinhar sozinho ou em grupo no hostel ou na casa do teu anfitrião. Não tem corpo que aguente comida de rua ou de restaurante por mais de alguns meses viajando! Estamos aí para o que precisar... Abraaaços
  34. 1 ponto
    Olá galera do mochileiros! Eu acabei de chegar de uma viagem de 4 dias de Foz e vou fazer o meu relato tentando dar umas dicas para a galera que está pensando em ir para lá! Cheguei lá na quarta à tarde e vim embora na segunda bem cedo. No primeiro dia de viagem, nós demos um azar danado... estava caindo um temporal... e realmente não dava para ir a lugar nenhum, mas nós descobrimos um shoppinzinho que tem cinema, restaurante e boliche. Esse shopping fica nas Avenida Cataratas e abre todos os dias a partir das 17 h, dá para ir de ônibus tranquilamente. O cinema só tem as sessões da noite e o boliche é bem barato, 17 reais a hora. Foi a salvação! Tem o site do shopping... é shopping Boulevard... só pesquisar no google que dá pra ver toda a programação. No segundo dia de viagem o tempo abriu um pouco e fomos direto para as Cataratas do lado brasileiro. Na avenida das cataratas tem o ônibus que passa de 20 em 20 minutos. Nós não ficamos em hotel no centro, ficamos nessa avenida, mas mesmo assim dá para ir aos lugares de ônibus... é tranquilo, se for de dia. Então pegamos o ônibus que vem escrito "cataratas" na própria Avenida das Cataratas, e fomos direto para lá. Leva apenas uns 20 minutinhos para chegar ao Parque Nacional Iguaçú... custou 22 reais para mim e 11 reais para meu marido pq ele tinha cartão itaú. Parece que estudante tem desconto, mas nós não levamos nossa carteirinha. Assim que entramos no parque, tinha logo um ônibus panorâmico esperando para levar a galera até o início do caminho para as cataratas. Bom... dá para fazer o caminho das cataratas em 1 hora... mas nós levamos 2 horas pq fomos admirando e tirando muiiiitaass fotos! Assim, quando foi meio-dia, já tínhamos chegado ao final. Olha... acho que essas cataratas foi o lugar mais bonito que já fui na minha vida! É realmente incrível... e impressionante! Como nós terminamos o trajeto no meio do dia e extamente nesse momento o Sol resolveu abrir... resolvermos fazer todo o percurso denovo... heheh... foi incrível... rsrsr. Então demos 2 voltas no circuito, ou trilha das cataratas, e terminamos o passeio às 2 horas da tarde. Quando terminamos o trajeto, fomos comer... tem um restaurante bem bonito que custava 40 reais o almoço, para se servir à vontade... e tem um fast food. Como nós estávamos com pressa, rolou um fast food mesmo. Logo que acabamos de comer, pegamos o ônibus que tem dentro do parque de volta para a entrada do parque, é um ônibus panorâmico que está incluso no ingresso do parque. Nós pretendíamos fazer o rapel, mas estava fechado e também não tinha grupo fechado para fazer o rafting... então saímos do parque e fomos direto para o Parque das Aves. Esse Parque das Aves fica quase em frente ao Parque das Cataratas e nós achamos que valeu muito a pena... o lugar é lindo! Para chegar lá andando, é só sair do parque nacional iguaçú e pergunta para alguém onde é a entrada do Parque das Aves. Andando bem devagarzinho e parando para tirar fotos o tempo todo, levamos 2 horas dentro do parque... mas dá pra fazer em 1 hora e meia. O ingresso do Parque das Aves foi 18 reais. Em frente ao Parque tem um ponto de ônibus que volta pela Anenida das Cataratas. Sempre tem alguém no ponto... é tranquilo, é bem em frente aos helicópteros... fácil de achar. Esse ônibus vai para o centro de Foz também... e fomos ao centro para comer. No terceiro dia o Sol resolveu abrir de verdade... que bom! Resolvemos ir então ver as cataratas do lado argentino. Bem... na própria Avenida das Cataratas tem um ônibus que vai para a Argentina. Se alguém ficar em um hotel perto do Terminal Urbano, vai até o terminal e pega esse ônibus para a Argentina, mas nós estávamos em um hotel na Avenida das Cataratas, então deu pra pegar o ônibus ali mesmo. O recepcionista do hotel disse que o ônibus passa de 40 em 40 minutos... mas nós demos sorte e ele chegou em 10 minutinhos. É fácil de ver... vem escrito na frente do ônibus "ônibus internacional" ou uma placa "Argentina"... custou 5 pesos ou 3 reais. Esse ônibus leva uma meia hora até a rodoviária em Puerto Iguazu. Lá na rodoviária, a gente pegou outro ônibus para as cataratas... que levou mais uma meia hora. Sabe... como demos sorte com a demora dos ônibus, chegamos rápido à Argentina... mas acho que no mínimo se leva 1 hora e meia para chegar até o parque, então acho que vale a pena acordar bem cedo para chegar ao parque bem cedo e aproveitar ao máximo. O parque abre às 8 da manhã e custou 45 pesos. Eles não aceitam reais... tem que ser pesos, então tem que trocar o dinheiro antes de ir para lá. O Parque Nacional Iguazú, na Argentina, é bem maior e tem bem mais coisas para fazer que o lado brasileiro. E, nós temos que adimitir, é realmente bem mais interessante que o lado brasileiro. Além do passeio principal, que é até a Garganta do Diabo, tem outros cirucuitos. Nesse dia, nós fizemos o circuito inferior logo que chegamos. A primeira parte do circuito inferior leva de 1 hora e meia a 2 horas. Mas a segunda parte, que é a volta na ilha, leva mais 1 hora e meia... e é imperdível, então... para completar todo o circuito levamos umas 3 horas. Foi bem cansativo... mas valeu muito a pena! Nós vimos as cachoeiras por vários ângulos... bem legal. Fomos fazer um lanche e depois fomos para a Garganta del Diablo. Pega-se o trenzinho denovo... e depois de mais meia-hora, chega-se lá. Para ir, apreciar e voltar da vista principal, levamos umas 3 horas. Olha... a vista é sensacional! Você vê bem do alto... é outro ângulo... parece que as cataratas não parou de nos surpreeder por um minutinho! Nós gostamos tanto que decidimos voltar ao parque Argentino no dia seguinte para fazer o circuito superior e os passeios de barco que iam em baixo das quedas d'água! No quarto dia choveu... e nós tivemos que ir a Usina e ao Paraguai! Depois com mais calma continuo este depoimento. Espero que esse relato ajude a quem quer ir visitar as Cataratas! Nós imaginávamos que o lugar seria lindo... mas ficamos bastante surpresos, foi bem mais bonitos do que imaginávamos! Beijos a todos!
  35. 1 ponto
    Boa tarde galera. Fiquei de quinta a segunda em Foz... Esse lugar é Fantástico e foram 5 dias muito bem gastos eu diria. Obtive muita informação e ajuda aqui pelo site... Fui sozinha, porém, mochileiro faz amizade em qualquer canto do planeta... Fiz um roteirinho mas depois acabei fazendo algumas modificações, para aproveitar melhor os dias e deu certo. 1º dia Cheguei no albergue (http://www.paudimar.com.br) por volta de 14h. Esse albergue é afastado do centro, o que não faz tanta diferença, pois tanto as Cataratas Brasileiras como a dos nossos Hermanos o albergue se localiza no meio do caminho dos dois parques... e detalhe ele é 5 estrelas, tranquilíssimo, não tem barulho, uma delícia de hospedar, se eu for a Foz novamente, ficarei nele. Depois do check-in, só coloquei a bermuda e fui para o Parque das Aves. Lindo demais, e a gente pode entrar nos viveiros, com os tucanos, araras, pássaros e outras espécies que eu pelo menos nunca tinha visto na vida rs, alguns podem até vir em cima, o que foi o meu caso, hilário. A entrada do Parque custa R$18,00 e a caminhada pode durar pelo menos 1h a 1h30m dependerá da sua empolgação. Depois disso voltei para o albergue para descansar, pois tinha chegado de viagem nesse dia como falei. *O Parque das Aves fica praticamente do lado do Parque Nacional Brasileiro, você vai a pé, mas como cheguei nesse dia, deixei para fazer as Cataratas depois para aproveitar melhor. 2º dia LADO HERMANO CARACA MUITO MANEIRO Acordadona às 07h30... saída do albergue 09h. O albergue fazia passeios para o Parque Nacional deles, em Puerto Iguazu. Mas mesmo assim tem um ônibus que te leva até lá, ir de taxi pode sair um pouco caro, pois, depois de passar pela Aduana, é uma distância enorme. Posso dar um chute de que a corrida ficaria em torno de uns R$110,00 e como falei não precisa, pois, tem ônibus. Chegando ao parque fiz o passeio de Barco (Gran Aventura) inclui um Safari (que não achei nada demais) e acaba no passeio de 30min de barco dentro das Cataratas, FANTÁSTICO. Lindo de viver. Depois caminhamos todo o parque, Passarelas superior e inferior, garganta do diabo, Circuito San Martin, Trilha Verde , e o passeio de trem que te leva até a passarela para garganta. E retornamos às 17h, sim o dia inteiro no lado argentino e quase não dá tempo de fazer o último circuito. Voltamos para o albergue, banho e saímos correndo para chegar a tempo para a iluminação noturna da Itaipu Binacional que começa às 20h00, mas o ônibus de dentro da hidrelétrica já estava de saída, não rolou, eles não deixaram comprar ingressos, pois deveríamos ter chegado mais cedo rs, ué nem ligamos fomos para um “boteco” e saímos rolando de tanto comer pizzas e felizes hahahaha... algumas coisas na viagem podem não sair perfeitas rsrsrs e mesmo assim é bacana... 3º dia Acordamos cedo também – 07h30. Direto para Itaipu Binacional para fazer o passeio Panorâmico, dura umas 2hs, e é muito maneiro também. Saímos de Itaipu direto para PARAGUAI, maluco que lugar é aquele, 3x pior que a 25 de março ou a Uruguaiana no Rio, atravessamos a ponte da amizade a pé, pois queríamos ver de perto (loucos). Mas tem ônibus, mototaxi, taxi, cavalo, camelo, bote etc... várias maneiras de atravessar ... Porém mais uma vez, pare na aduana. É assim, uma loucura, coisas baratas, gente pra todos os lados, mas não pode deixar de ir, afinal quando é que você vai cometer o suicídio de ir ao Paraguai por livre e espontânea vontade, NUNCA. Por isso, aproveita pois já que ta ali do lado NE... Eu so comprei um cartão para minha máquina, mas um amigo que fiz no albergue comprou uma câmera Nikon semi-profissional e a loja entregou lá no albergue mesmo, e ele pagou o restante na entrega. Saímos do “La garantía soy yo” direto para o lado Brasileiro das Cataratas, não é porque sou brasileira, mas a vista é linda demais do nosso lado... é tem ângulos privilegiados que Los Hermanos não tem. E ainda fiz o Rafting, bem legal. Acabamos isso tudo umas 18hs. Voltamos para o albergue, tomamos banho correndo e fomos para a perdição Argentina chamada de Duty Free. Para nossa alegria a Duty Free fica antes da aduana argentina, mas depois da nossa Polícia Federal. (Fica entre os dois países, só que antes da aduana deles). Esse foi o dia mais cansativo de todos, pois rodamos muito e estava um sol lindo, mas foi ótimo. 4º dia Dava tempo de eu ir conhecer o templo Budista que tem um Buda gigante lá dentro e a Mesquita Mulçumana, mas fiquei curtindo o albergue. Batendo papo fazendo nada, foi uma delícia também. 5º dia Malas prontas direto para Sampa novamente, e como qualquer turista uma bagagem de boas lembranças e experiência. Peguei muita dica nessa parte do site também (Trajetos, preços e horários): foz-do-iguacu-guia-de-informacoes-t30067.html *Não fui para a noitada Argentina que é badalada, tem desde Cassino até boteco. Parece ser bem maneiro, lá do Albergue a maioria preferiu ficar de papo lá dentro e curtir o dia e não a noite. * Esse albergue é o Paudimar Campestre, é 5 estrelas como falei, mas fica afastado do centro. Não tive absolutamente nenhum transtorno para locomoçção, pois a estrutura do albergue colabora bastante. Tem o Paudimar do centro, que também é bacana e o Muffato. Beijo queridas e queridos mochileiros e ótima viagem.
  36. 1 ponto
    Opa, acabei de voltar de la. Cheguei ontem em SP de alma lavada em um dos melhores e mais inusitados carnavais da minha vida. Segue um relato: Decidi ir para o Monte no Carnaval mas como todo mundo queria ir pro rio acabei sem companhia e fui sozinho mesmo. Armei todo o esquema de logistica de comida, roupas, itens essensiais, remédios, etc. Tudo muito além do realmente precisava mas queria encarar um esquema bem independente. Amanhã coloco por aqui a minha planilha de logistica. Tinha conseguido de tudo, até um mapa bem detalhado do monte com coordenadas de GPS e os melhores pontos. Botei tudo na mochila e ficou um mostro de pesado, algo como 38 kilos, mas la me fui. Cheguei em Boa Vista e fiquei no Hotel Ideal, uma espelunquinha barata e bem ruizinha, mas que deu pra dormir bem. Dia seguinte me informo que o melhor jeito de ir pra Santa Elena não pe de onibus mas de Taxi. fui para o "ponto" e o motorista me explicou que precisa de 4 passageiros para viabilizar a viagem, mas como ja tinha 3 esperando la fomos nós, 25 reaus por pessoa. O motorista que era Cearense, eu, um garimpeiro e dois indios que viviam na fronteira. Em 2 horas e pouco estava em Santa ELena na rua das operadoras e dos hoteizinhos de gringos. Fiquei no Hetel Michelle, que fica do lado de um restaurante chines e é bem tranquilo, barato e com chuveiro elétrico e ventilador. Ai coimecei a passear e conversar com as pessoas. O transporte independente até Paraitepui saia 200000 bolivares (200 reaus) que achhei muito caro. Ai em uma das operadoras um grupo estava se formando para o dia seguinte. Conversei com o guia (um indio da guiana que ja tinha cortado madeira no paraná) e falei que queria ficar mais no topo e que tinha ja tudo esquematizado, não precisava de nada. Ele falou que eu deveria acompanhar eles e ai ele me arrumava um guia para ficar la em cima. O preço foi 300000 bolivares (os outros estavam pagando 500000, pois não tinham nada, nem barraca nem comida) achei justo. De cara todos viram com espanto o tamanho da minha mochila e ficaram abismados me perguntando pq eu levaria tanta coisa e não iria como eles. tentei explicar mas não acho que eles entenderam até eu falar: Se o guia fugir com toda a comida vcs estçao fudidos e perdidos e eu ainda consgo ficar 7 dias por la e ainda saber voltar sozinho. No final acabei rachando um porteador com um casal de polacos (que não queriam carregar nada) e minha mochila ficou com uns 30 kg só (o que fez uma baaita diferença). Ai começou a andança. Eu com mais do que o dobro de carga que a maioria sempre ficava um pouco pra trás e o pessoal ainda achando que eu era louco. Primeiro dia até Rio Tec, segundo dia mais puxado até a Base (só subida) e o terceiro o mais puchado de todos que foi a subida de 3 kms com uma variação de 1000m de altitude até o topo. La em cima acampamos em um Hotel, uma de muitas formações de rocha que tem puchados ou caverninhas onde da pra armar a barraca. O visual do lugar era mesmo incrível. Parece outro planeta ou a terra num tempo muito primitivo, muita rocha, alguma e baixa vegetação e muuuita agua e umidade. Em todo lugar se ve rios, laguinhos, riachos, poças, lama.... De uma hora para a outra o tempo fehcou e não se via mais nada, tudo branco e muita chuva. Ai acho que o grupo começou a me entender... As barracas alugadas deles enchiam de agua, a comida não era pouca mas muito sem graça e sem sustância, nenhum deles tinha um abrigo ou casaco bom para a chuva e o sleepings alugados (que ja estava meio molhados) não seguravam o frio de uns 4 ou 5 graus a noite. E eu sequinho, bem alimentado e aquecido. No dia seguinte o tempo estava igual, muuito ruim e eu que ja estava com o meu guia resolvi ficar para esperar o tempo melhorar antes de embarcar para o norte o Roraima, onde eu dormiria no unico Hotel em territorio brasileiro. Os outros do grupo fincaram o pé que queriam ir ver o ponto triplicie naquele dia (fronteira entre BRasil Venezuela e Guiana Essequiba) eu comentei que achava bobagem pq não se via nada, o guia falou a mesma coisa e enfatisou que ninguem tinha equipo bom para chuva. Mas la foram eles, se erolando em sacos de lixo e pedaços de plastico. Passei um dia fantastico, relaxando e conversando com outrso guias que de hora em hora apareciam para trocar uma ideia. Noi fim da tarde regressam o grupo... encharcados e com uma cara pior que a outra. O polaco me desabafa: se houvessem pegado a mochila e andado em volta do hotel por 7 horas teriam visto a mesma coisa que viram. Estavam meio desolados e decepcionados. No dia segiuinte eles voltaram para a base e eu fiquei la em cima e... o tempo abriu! Partimos eu e o guia (um idiozinho de uns 50 anos que parecia um moleque pulando pelas pedras). Andamos cerca de 5 horas até o Hotel Coati, o hotel brasileiro. As paisagens eram espetaculares, haviam vales, gretas, picos realemnte indicritível. E o Coati foi uma atração a parte, parecia uma caverna mesmo com duas entradas, um riozinho correndo ao lado, e o melhor, ninguem por perto (onde estavamo0s antes se via constantemente outros gfrupos passeando) Ainda resolvemos ir mais ao norte ainda (depois de armar as barracas e deixar as coisas prontas) para tentar chegar na Proa, o extremo norte do Roraima. Mas ai mais uma vez fomos barrados pelo tempo inconstante. De uma hora pra outra tudo fechou e começou uma baita chuva e uma neblina que não se enchergava um palmo na frente. Depois de andar 4 kms assim acabei desistindo e voltando, comecei a ter a impressão que o guia esva meio perdido mas depois jogando os dados no GPs vi que era aquilo mesmo, mas não foi dessa vez. Esse dia me fez repensar bem o que pretendia no inicio, fazer a trip sozinho sem guia. Nso primeiro dias é COMPLETAMENTE DESNECESSÁRIO o acompanhamento de um guia, a trilha é uma só e bem demarcada, a subida tb e não apresente quase nenhum trecho muito complicado (fora umas pedrinhas lisas). Com GPS então tranquilíssimo. Agora la em cima as coisas mudam e mudam bom. Não ha trilhas pois só se caminha sebre rochas e leitos de rios. Os caminhos são muito serpenteados, se sobe e desce muitos picos e vales de rocha no caminho e o pior, exitem muitos lugares onde se pisa e a lama vai até o joelho. O guia sabe exatamente onde pisar para que isso não aconteça e eu me via contantemente seguindo exatamente os passos do guia para não passar o resto do dia com o pé molhado. La em cima um guia é imprescindível mesmo com GPS. A volta foi bem acelerada, saimos do Coati as 9 da manhã e as 14 ja estavamos na beira da descida, mais 3 horas e estavamos no campo base sozinhos. Dia seguinte tb comemos uma etapa, fomos do campo base direto para PAraitepui, 2 horas até o Rio Tec e depois mais 4 exauistivas atpe paraitepui. Isso no final fez com que a pesar de ganhar 2 dias (usualmente se faria esse percurso em 4 dias) tive que pagar os miseraveis 200000 para umtransporte para Santa ELena, ja que não havia ninguem que estivesse regressando para la aquele dia que eu pudesse pegar carona. E vi que os indios viram que eu estava cansado demais pra procurar por um negócio melhor... fiquei meio puto nesse final, mas nada que uma bela Polacita (brejinha) e um enorme prato de Yaquisoba com centenas de imagens incríveis na mente não melhorasse. Foi assim dia seguiinte peguei um Taxi para Pacaraima (cidade da fronteira) e deposi um teaxi no mesmo esquema da ida para Boa Vista. Chegando la tive que fazer uma hora incrível pois o avião só saia a 1:40 da manhã. Peguei um taxi local e pedi que ele me levasse para um bom restaurante no Rio Branco. Chegamos num lugarzinho super simpatico que chamavase Ver o Rio. Pedi uma moqueca de Dourado e umas cervejinhas com o rio como pano de fundo e o tempo voo até a hora de ir pro aeroporto. Foi isso. Agora é me aprontar para a proxima!
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