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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 26-03-2018 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Fala galera linda! Resolvi fazer meu primeiro post no mochileiros como forma de retribuir tudo de bom que esse site já fez na minha vida ❤️ Meu primeiro mochilão foi em 2012 no roteiro Bolívia, Chile e Peru. Eu tirei todas as informações dos relatos daqui e ainda pelo site conheci gente que iria na mesma época que eu e consegui encontrar lá. Mesma coisa quando eu fiz minha primeira viagem internacional sozinha. Fui pra Tailândia. Logo tratei de entrar no ‘companhias pra viajar’ e fuçando em vários posts achei um grupo de WhatsApp de gente que ia estar lá na mesma época. Conheci um montão de gente do grupo e ficar sozinha foi o que eu menos fiz. Eu tinha vergonha de postar aqui no site no começo e depois na correria acabava sempre esquecendo de postar das viagens! Se vc tá indo pra algum lugar sozinho já corre lá no ‘companhias pra viajar’ e se não tiver postagem do seu destino já trate de criar a sua! Nessa viagem eu descobri pelo mochileiros a Dani. Ela chegava na Indonésia no mesmo dia que eu e também ia viajar sozinha. Como a gente queria ir nos mesmos lugares deu super certo e ela foi mega parceira de viagem! Nessa viagem me esforcei pra ir fazendo os relatos dos dias aos poucos, separei as fotos, tentei guardar o preço das coisas e fiz até videozinho pra empolgar vcs e todo mundo querer visitar esse país lindo!! Já vamos começar com o vídeo: Sobre preços de passagem: eu tava na Austrália, então a passagem da Austrália pra Indonésia foi beeeeeeem mais barata do que seria pelo Brasil. Pra quem já viaja essa dica pode ser repetitiva mas pra quem não sabe: sempre uso o skyscanner e o decolar.com. Comparo os preços de lá com o site da companhia também. As vzs o decolar tá mais barato que a companhia ou pela própria companhia sai mais barato. Entrada no país: se vce for ficar menos de 30 dias (meu caso) não precisa de visto, foi bem tranquila a imigração, perguntaram quantos dias eu ia ficar, falei 10, carimbaram meu passaporte e tchau. Precisa do certificado de vacina de febre amarela. Não sei agora sobre validade de passaporte pq o meu ainda falta pra vencer mas vale dar um google aí sobre isso. Logística pra rodar por Bali: quando eu resolvi que ia pra Indonésia e comecei a ler os relatos eu ficava um pouco confusa sobre como as pessoas iam de um lugar pro outro kkkkkk é mais simples do que parece! O que a gente mais vê são os famosos aluguéis de motocas. Até fiquei com vontade mas a preguiça falou mais alto Kkkkk A gente acabou fazendo tudo combinando com motoristas. Tem uma penca de banca vendendo os tours prontos: roteiros em ubud, visitar templos no uluwatu e por aí vai.. e com todo motorista também dá pra combinar de passar o dia com você. A gente acabou combinando sempre com alguém os passeios que a gente queria fazer e fugiu um pouco dos roteiros convencionais. Não sei falar se pegar esses roteiros prontos é mais barato do que o que a gente fez... vou deixar o whats de 3 contatos maneiros ao longos do relato que foram tios super legais pra combinar os passeios. Todo os 3 desenrolam bem no inglês e dá pra combinar pelo WhatsApp. Já adianto que foi missão atrás de missão, foi corrido e com certeza não foi a forma mais econômica. Como eu não tinha muito tempo pelo menos assim conheci muita coisa nesses dias e fiz quase tudo (impossível fazer tudo em tão pouco tempo) que eu queria fazer! Ao longo do relato vou dando umas sugestões de como você pode melhorar mais ainda esse roteiro! 😬😬 Moeda: no começo vc fica confuso com as rúpias. Depois vc acostuma mas de vez em quando dá umas notas de 2.000 achando que é 20.000 e por aí vai. Kkkkkk Cotação no aeroporto (pior): 1 dólar americano = 13.100 rúpias. Nas cidades vce acha até 13.500 (melhor que achei). Eu paguei 1 dólar = R$ 3,35. Pra facilitar eu tinha a média de 100.000 rúpias = cerca de 25 reais. Resumão rápido: 1º dia: Chegada em Denpasar + ida para Ubud 2º dia: Ubud - Mercado de Ubud, Tirta Gangga e Lempuyang 3º dia: Ubud - Bali swing, campo de arroz e templo da água sagrada 4º dia: Ubud - Gilli T (snorkel) 5º dia: Gilli T 6º dia: Gilli T + ida para Seminyak 7º dia: Day trip para Nusa Penida 8º dia: Day trip Uluwatu 9º dia: Seminyak + ida para Labuan Bajo 10° dia: Labuan Bajo: Day trip Komodo National park 11º dia: Labuan bajo + volta para Denpasar 20/02 Cheguei em Denpasar dia 20/02 por volta das 9 da noite. Vale combinar transfer, normalmente pra ubud é 300.000, eu não tinha combinado e paguei 500.000 no taxi. Não tentei chamar uber aqui qdo cheguei mas acho que dá também. Primeira dica da Indonésia: sempre barganhe! As vzs vira uma guerra de cabo de força pelo menor preço mas juro eles já até esperam sua proposta kkkkkk comum vce ouvir ‘quanto você barganha?’ Troquei um pouco de dinheiro também. Pior cotação então não troque mto. Foi mais ou menos 1h e 15min até ubud. Cheguei no odah guest house, o pessoal é super simpático, o lugar parece um templo e a localização boa. Não sei se indico lá rs acho que deve ter melhores opções em ubud pelo mesmo preço. Encontrei a Dani e aí resolvemos sair pra comer lá pra 1 hora da manhã. Em ubud tem uber, mas vce tem que chamar bem antes viu! Hahaha demora uns 20 minutos. Chamei um uber e aí recebi uma mensagem no whatsapp do motorista perguntando onde eu tava e pra onde eu ia. Fiquei assustadíssima pq nunca tinha visto uber fazer isso 😱 já achei q ia ser sequestrada, cancelei a corrida e avisei a Dani kkkk aí ela disse q tinha lugar q fazia isso mesmo.. ai chamei de novo e confiei kkkk e foi tranquilo. O uber chegou. Normalmente taxi pra andar dentro de ubud é 50.000, o uber é 15.000. Vale bem a pena né? E foi bom q aí ele disse que fazia os tours. Até então a gente tava cogitando fazer algum tour fechado ou alugar moto. Foi daí que a gente tirou a ideia de ficar com o motorista o full day tour. Quem quiser já combinar tai o whats dele: Ahmad Telefone + 62 813-3766-2610 A gente foi primeiro no ‘no más bar’ mas chegando lá não estavam servindo comida mais, só bebida. A gente tava morrendo de fome aí seguiu pela rua pra achar um lugar pra comer. Nessa rua tem vários barzinhos com música, a gente entrou no ‘cp lounge’. Estavam servindo comida e tinha música ao vivo ainda. Quando acabou a música ainda ficamos numa boate que tem lá mesmo. Tinha um povo dançando meio estranho mas ok kkkkkkk foi divertido. Voltamos de taxi 50.000 rúpias (gente, tava à noite, a gente tinha acabado de chegar e não tava se localizando mas era ridiculamente perto.. dá pra ir a pé de boa) 1º dia - Mercado de Ubud, Tirta Gangga e Lempuyang A gente queria conhecer alguns templos específicos. Tem um roteiro em ubud famoso: terraço de arroz, para naqueles lugares de café do bichinho famoso lá, templo da purificação, deve ter uns relatos disso aí e chegando lá vce acha fácil também. A vantagem de ficar com um motorista é escolher só o que você quer fazer. O valor é pelo carro logo vce pode dividir em até 4 pessoas. O motorista buscou a gente 8:15 e fomos conhecer o mercadinho de ubud. Se você é igual a mim e ama umas bugigangas: FOCO. Eu perdi o foco nesse mercado e voltei com uma mala a mais 😂 lá é ótimo pra sarong, kimono, bijus, bolsas e os famosos chapeus. Alô, atenção! Lá tem chapéu liso e estampado. Eu comprei um estampado lá mas os mais bonitos estampados que eu vi foram em tegalalang... Fica a dica pra garantir seu clique bafônico de chapeu !! A gente ficou umas 2 hrs aqui! Por um lado foi bom pq depois toda a sacolada ficou no carro mas é desnecessário usar o motorista pra ir no mercado. Então reflita aí seu planejamento de qdo ir no mercadinho. Depois fomos pro Tirta Gangga. É lindo! Acho que foi 10.000 ou 20.000 pra entrar, não precisa de sarong. Do Tirta Gangga fomos pro Lempuyang. Esse é um dos templos mais famosos também, do portal grande e que você consegue ver o vulcão agung. Logo que a gente entrou começou a cair uma baita chuva. Tava nublado, não deu pra ver o agung, andamos um pouco em baixo da chuva mesmo e aí voltamos pra ubud. Esses templos são bem longinhos de ubud.. foi mais ou menos 2 horas pra ir e 2:30 hrs pra voltar mas são relativamente pertos entre si então é uma boa fazer os 2 no mesmo dia. Passeando plenamente pelo mercadinho, já com o chapéu e a bolsa que eu tinha acabado de comprar kkkkkkk Tirta Gangga Tomei chuva mas tava feliz 2º dia: a gente tinha combinado 7:30 com o mesmo motorista do dia anterior mas ficou naquela de ‘mando whats confirmando’. Ele foi muito bonzinho e paciente, mas na hora de ir embora eu fiquei de confirmar e apaguei lindamente quando cheguei. Acordei umas 2 hrs da manha e vi msg dele: 7:30? Aí que eu respondi. Só que ~ acho~ (com certeza né 😂) q ele já tava dormindo e aí achou q não tava de pé. Não culpo ele tadinho e super indico. No outro dia eu acordei, liguei pra ele e ele tava dormindo ainda kkkkk como ele ia demorar a gente chamou um uber pra levar a gente pro Bali swing (abre às 8:00h). Quando o tio do uber chegou a gente perguntou se ele fazia transfer e fechamos 450.000 pra ficar c a gente até 17:30h. Segue whats dele: +62 813-5380-8671 (Made Harry - não tenho ctza se é esse o nome dele tá.. deve ser algo parecido com isso kkkk). Super bonzinho também. 1ª parada: bali swing, do lado desse tem mais uns 3 de balanço também.. vale ver qual o menor preço. O Bali swing mesmo foi 450.000 e vce pode até passar o dia todo lá. Esse valor dá direito a 1 refri, uma refeição e água. Tem os ninhos pra tirar foto e vários balanços. Eu amei e indico ❤️ A gente foi em todos os balanços e deve ter ficado umas 2:30h lá. De lá fomos pro Tegalalang. Entrada 20.000. Gente! Uma coisa.. conforme vce vai subindo eles cobram tipo um ‘pedágio’, no começo falaram que é uma ‘doação’ mas tem q ser no mínimo 10.000 pelo que eu entendi.. e pra sentar naquele banco famoso que tem escrito ‘bali’ é lá tem q pagar. Passeamos por lá... lá tem um balanço também por cima do arrozal, não é tão alto como os do Bali swing mas dá pra matar a vontade caso vce não tenha tempo de ir. Depois de lá fomos pro templo das águas sagradas! Achei o templo mais bonito e com a melhor energia. 20.000 a entrada e precisa de sarong, tem na entrada e eles emprestam de graça. Para evitar você de passar a mesma vergonha que a gente: não pode entrar de sarong na água!!! Pra isso vce precisa alugar uma roupa específica (uma verde) que fica perto da piscina por mais 10.000 rúpias. Tem uma placa falando isso mas as vzs a gente não lê as placas né kkkkk Depois a gente voltou pro mercadinho e ficou até fechar gastando todas as rúpias kkkkk Fazendo vibes passarinho no ninho kkkkkk Não sei se podia andar por esse pedaço mas andei e não levei bronca kkkk talvez não tenham me visto kkkkk Tirta Gangga: um dos momentos mais legais da viagem 3º dia: No próprio hostel a gente combinou o transfer + barco até gilli T: 300.000 rúpias por pessoa. Buscou a gente às 7:00, o barco saiu 8:30 (gente não lembro o porto 🙄 mas isso é irrelevante kkkk combina lá um transfer e confia). Acho q demorou de 2 a 2:30h o barco. Chegamos em Gilli e fomos pro hotel. A galera aluga bike pra dar volta na ilha e tem umas charretes que são tipo os ‘táxis’. Ficamos no Trawangan Dive Centre. Super indico. Maior concentração de gente bonita que eu já vi na vida. Mas não é beleza tipo planeta terra, sei lá de qual planeta aquela gente veio kkkkk lá em gilli é tradicional o mergulho com cilindro.. tem vários centros pra isso.. ouvi da galera lá que em komodo é melhor mergulhar.. q em gilli já ta mto poluído.. então pra quem tiver interesse dá um google aí pra saber melhor. Eu já tive 2 pneumotórax 🙈😪 então não quis arriscar mergulhando lá.. maaaaas deve ser duca e acho q todo mundo deveria mergulhar na Indonésia sim. Deixamos as malas e fomos fazer o passeio de snorkel pelas Ilhas. Tem várias bancadinhas lá vendendo os passeios, esse é um dos mais comuns. Tem saída às 9:00h e 13:30h. Normalmente passa em gilli meno e para em gilli air. Aliás essas duas ilhas são menores e mais tranquilas, quem não gosta de agito opta por ficar nelas. Eu queria agito, então fiquei em trawangan mesmo kkkkkk O passeio da tarde é mais curto e não para em gilli meno. Foi 150 mil rupias por pessoa. Vce pode alugar um barco privado também, não cheguei a ver o preço mas acho que fica em torno de 600.000. Aqui cuidado, o tio falou que iam 6 pessoas, chegando lá tinham 20... mas foi bom q fizemos amizades. Já de cara conhecemos um casal de nuruegueses e umas holandesas que deram dicas boas. O passeio para primeiro onde tem o honeymoon temple. É beeeem legal! Respire fundo e tenta ir lá no fundão. Qdo todos os barcos chegam na mesma hora e fica uma luta por espaço lá.. espera um pouquinho e depois garante seus cliques sem ninguém rsrs depois parou num ponto pra mergulhar com tartarugas.. eu só vi de longe 😞 fiquei um pouco decepcionada.. mas vai mto da sorte.. galera do meu barco mesmo falou que nadou com elas pertinho.. depois para num lugar pra mergulhar com peixinhos e depois pra almoçar em gilli air. Tem um outro ponto de mergulho que tem uma moto e outras coisas no fundo na água.. eu perguntei pro tio que vendeu o passeio se parava lá também ele disse que sim mas não parou então caso vce faça questão de ir nesse ponto certifique-se BEM antes. Voltamos umas 17:30h, aí fomos caminhar pra achar os famosos balanços de gilli ❤️ começou o pôr do sol e andando ali da região do porto até os restaurantes com balanço é meio longinho viu.. a gente conseguiu chegar no primeiro só no finalzinho do dia.. Night em trawangan: a ilha é famosa justamente pelo agito e pela gente bonita. Parece um pouco phi phi mas numa proporção menor. Eu me diverti muito e até ficaria mais lá kkkk mas não vá achando q é uma phi phi da vida tá? Vce pode se decepcionar rs e tb não vi a galera bonita do mergulho nas baladinhas a noite.. acho q eles devem ir em alguma festa particular da galera do mergulho kkkk se vcs descobrirem onde essa gente sai à noite em gilli T: me conte!! 😂😂 Tem também o famoso mushroom alucinógeno. Se tiver mais interesse dá um google aí q tem até vídeo no youtube explicando deles kkkkk A ruazinha na altura ali do porto ficam os bares com banda, dj, beer pong, gringos loucos, uns showzinhos pirotécnicos.. enfim.. se joga aí no rolê e boa sorte rs! Honeymoon temple: espere dar uma esvaziada pra garantir sua foto sem nenhum outro pé de pato aparecendo rsrs Sudades Gilli!!!!! 4º dia: Acordei às 7:00h e já que tinha acordado resolvi tentar a sorte lá no turtle point.. andando uns 200 metros do hotel q a gente tava tem uma plaquinha ‘turtle point’. Falaram primeiro que normalmente vce achava tartaruga lá às 7h e 16h. Arrastei meu corpinho até lá, fiquei uns 40 minutos e nada 😂 depois voltei pro hotel, tomei café e o cansaço bateu. Esse dia tiramos pra ficar de boa, pagamos 350.000 pra dar a volta na ilha de charrete (vcs tão vendo que eu tava preguiçosa né kkkkk em minha defesa eu já tava antes na Austrália e foram dias de quebradeira e o ritmo da viagem tava frenético tb.. mas se vce quiser vai a pé, de bike kkkkkkk enfim..) ai a gente sacou mais os balanços.. achamos o da bandeira com a rede, fica perto de um bar que chama The Exile. A gente voltou a tarde e fez massagem (fiz a de pedra quente no gili spa - foi mara).. depois lá fui eu pro turtle point tentar a sorte de novo.. eu fiquei umas 2 horas lá a tarde e nada kkkkkk ai um moço lá do restaurante disse que era melhor às 9:00h.. por fim resolvi que se as tartarugas quiserem elas que me encontrem agora hahaha umas 18:30 a gente foi encontrar os noruegueses no The Exile pra ver o pôr do sol.. mas choveu esse dia, não teve céu bonito 😭 só bebemos mesmo 😬 a partir daqui eu e a Dani estávamos sem planos... a princípio a gente ia tentar ir pra Nusa Penida e dormir lá.. mas sair de Gilli direto pra Nusa não tem como.. até tem um jeito lá que para numa ilha aí vai pra mais outra ilha.. enfim.. ia ser quase um dia inteiro pra chegar lá e pareceu muita missão. Aí a gente resolveu ir para Seminyak, usar lá como apoio e fazer a day trip pra nusa. Fechamos de ir no outro dia por 350 mil o fast boat + ônibus ate semynyak. O tio que vendeu garantiu q o barco era 1 hora depois mais 1 hora até seminyak. Não acreditem nos tios em Gilli T 😂 perguntem tudo com o máximo de informações e detalhes. Esse dia saímos de novo à noite pelas ilhas e nisso conheci uma galera que ia pra komodo, a Dani logo ia pra Singapura e eu ia ficar sozinha.. aqui comecei a cogitar então ir pra komodo 🙄 A noite em Gilli. Esse extrajoss é tipo um enérgetico deles. E a plaquinha dos famosos cogumelos. 5º dia.. Acordei com uma mega ressaca + cansaço + sono acumulado, juntei as malinhas e lá tava eu me arrastando por aquela areia pra próxima missão kkk o "fast boat" saía 10:30.. saiu com uma 1h de atraso e durou 2 horas e meia! Aí pensa no desespero dessa pessoa aqui.. chegando lá o tio do ônibus falou que pelo trânsito seriam mais 3 horas até seminyak. Nessa hora minha capacidade de resistência beirava a zero kkkkkk ai achei q tava valendo pagar um carro pra levar a gente mesmo.. foi mais 300 mil até o hotel. Agora que passou reflito se não foi golpe só pra gente pegar motorista particular.. nunca saberei 😪 hahaha mas enfim, chegamos em Seminyak.. fomos então pro famoso ‘el plancha’.. aquele bar na praia q tem as almofadas e sombrinhas coloridas. Gente, chegando lá tava lotado e a praia é mto suja. O primeiro impacto foi uma baita decepção. Já tava achando que ter ficado em seminyak tinha sido muuuuuita furada. Mas no fim a night lá é mega divertida e foi um bom ponto de apoio. A gente acabou sentando no segundo andar do la plancha e esperou o pôr do sol. Ainda bem q foi fodástico e compensou. O potato head é famoso também, não cheguei a ir. Esse dia a gente tava morta, saiu pra comer perto do hotel mesmo (The Aswana Seminyak - bom e bem localizado), na ruazinha que seguia pra praia. Ameiii essa rua também hahahaa é a rua do frankenstein bar (só lembro desse nome) e tem vários outros bares. 6º dia: Fechamos pelo whats com essa galera aqui do insta o dia em Nusa: @balidaily 700.000 por pessoa. Acho até que eles tem passeios para outras ilhas e até diferentes roteiros em Nusa Penida. Tem o instagram da @balicili também. O motorista veio buscar a gente no hotel, se vce não quiser o transfer sai mais barato. O pessoal da empresa é super organizado, tem sempre alguém pra te recepcionar e explicar tudo. A gente ia ficar com o motorista em Nusa que ia levar nos principais pontos. Não tem almoço incluído, então leve uns lanchinhos. Se vce quiser ele para em alum lugar pra vce almoçar mas ai é menos tempo na praia 🙄 tirei foto aqui dos horários se vce quiser ir pra nusa por conta própria. Vale muito a pena ficar mais tempo lá, é maravilhoso aquele lugar e poder nadar naquelas praias deve ser surreal. No passeio que a gente fez passava pela: T-rex beach (Kelinking), billabong pool (dá pra entrar aqui), Broken beach e depois crystal bay (praiazinha pra ficar). Eu achei a estradinha lá meio perigosa, cheia de buraco.. alugar moto lá e andar sozinho deve ser uma baita missão maaaaaaaas não desencorajo kkkk aos corajosos: vão firme kkkkk aos mais preguiçosos: o passeio é ótimo, super confortável, o motorista tem as manhas de tirar as fotos nox lugares estratégicos kkkkkk Aqui de fato eu gostaria de ter dormido e ficado mais. Nusa Penida não precisa de explicação. A fotos falam por si só e acreditem: é mais bonito ainda ao vivo. Saudades Nusinha!!! Voltamos e essa noite saímos na rua perto do hotel mesmo. A gente começou no frankenstein bar, depois foi pro bar q tem um jacaré na porta e tava rolando karaokê.. depois a gente foi parar num bar com drag queen kkkkk divertidíssimo! Sei q a gente saiu só pra comer e voltou às 4 da manhã kkkkkk E nesse dia tomei a decisão de ir pra Labuan bajo (cidade que serve de base pro komodo national park) 😬 eu tinha uma vaga ideia do que era komodo mas como eu ia ficar sozinha, tava sem planos, conheci a galera que tava indo resolvi fazer essa loucurinha ai e colar lá rs usei o skyscanner e comprei a passagem. Billabong/Broken beach T-rex beach 7º dia:Acordamos numa mega ressaca 😱 mas segue a missão. Saímos às 10 horas pro passeio do dia. Combinamos com o motorista do dia anterior de buscar a gente 10 horas até o final da cerimônia no Uluwatu temple. Ele ainda levou a gente no aeroporto pra Dani comprar a passagem dela sem cobrar mais nada. E também levou uma caixa térmica com gelo que a gente tinha pedido no dia anterior. A princípio a gente ia usar pra cerveja mas serviu só pra água e refri 😂 resumindo, melhor motô da viagem foi ele kkkk já segue whats desse tio: Bedul + 62 813-3861-3035Primeira parada: Tanah Lot. A maré estava baixa (umas 11:15h) e atravessamos até o templo. Quando você chega lá você não consegue entrar mas recebe uma benção deles ❤️. Pra vc que quer ter as fotos com florzinhas no cabelo saiba que passa umas tias vendendo a flor branca tipo de tnt por 10.000... vcs já sabem agora q a flor grande é fake 😂😂 Eles te dão uma benção com água, colocam o arroz na sua testa e uma florzinha natural. Aqui vce faz uma doação, não cobram valor fixo.De lá seguimos para Uluwatu. A ideia era parar em Padang Padang e depois ir pro eigte bali ( um hotel desses bem chiques que tem day use) conhecer a piscina com o fundo de vidro em cima de um penhasco. Chegamos na porta de padang padang e quando a gente viu aquele tanto de escada desistimos e fomos direto pro eidge bali (Culpa da noite anterior 😂). Chegamos no eidge bali (É bom fazer reserva antes. Pode ser que esteja cheio e vce não consiga entrar. Eu já sabia mas fiquei enrolando e fui reservar só no dia anterior. Só tinha horário pra 18 horas. Reservei e a gente foi arriscando que iam deixar a gente entrar mais cedo e deixaram 🤗). Lá é maravilhoso, vce paga 400k, reverte 350K em consumação e emprestam toalha. A piscina é incrível, nas fotos parece maior.. a parte do vidro é pequena tá gente? Só pra avisar rs mas é incrível a vista e mais ainda nadar lá de cima. Vale muito a pena. Tem vários outros hotéis com day use. E também vale a pena conhecer padang padang que todo mundo fala que é uma praia linda. Fica pra próxima rs De lá a gente seguiu pro Uluwatu temple pra ver a cerimônia de dança com o pôr do sol. O templo é lindo e a cerimônia é bem legal. Pra chegar no templo vce passa por uma caminhada curta que tem macacos também. Eu não fui na monkey florest de ubud, mas o guia falou que os macacos de uluwatu são menos dóceis. E eles também pegam as coisas dos turistas, então tome cuidado. Quando a gente tava indo embora um macaco roubou o chinelo de uma mulher com ela andando 😂 roubar chinelo eu não tinha visto nenhum relato. Então cuidado!! Consegui tirar a fotinha com um macaco e minha camiseta do hangover movie e me dei por satisfeita em relação a ver macaquinhos. Se vce quiser pegar neles sugiro falar com algum guia do templo pra te ajudar, eles colocam uma frutinha no seu ombro e chamam o macaquinho. Tem umas tias passando vendendo frutinha tb. Passemos pelo templo e depois fomos pro local da apresentação de dança. Começo da apresentação é um pouco cansativo mas do meio pro final fica muito legal. Sem falar que o pôr do sol é maravilhoso. Uma experiência incrível. Dura uma hora, começa às 18 horas. Às 19h fomos embora. Vale lembrar que esse horário de 19-21 tem mto trânsito. A gente gastou mais ou menos 1 hora de Uluwatu até o aeroporto. Passamos no aeroporto, a Dani comprou a passagem pra Singapura. E eu aproveitei pra ver o locker pra deixar a mala grande, tem no terminal internacional e no doméstico. Eu ia deixar no doméstico pq ia pra labuan bajo no outro dia. Valor do dia pro locker: 50.000 por mala/dia (não faz diferença ser grande ou pequena). Eu e a Dani que eu conheci graças ao Mochileiros/ Tanha Lot Recebendo a benção no Tanah lot Piscina em cima do penhasco Uluwatu temple e a cerimônia do pôr do sol A foto mais infame porém necessária da viagem kkkkkkk 8º dia:Pagamos 100.000 no transfer do hotel em Seminyak até o aeroporto, cerca de 30 minutos. Peguei o vôo... é meio confuso viu galera, mudaram o portão em cima da hora sem falar nada e atrasou. Mas deu tdo certo. Cheguei em labuan bajo e como tinha que esperar a galera de gili t chegar sentei lá e aí fui ler sobre labuan bajo hahhaha descobri lendo q era mais negócio tentar um private boat. No aeroporto eles vendem o pacote de 1 dia por 1.200.000 por pessoa em fast boat com 5 paradas: komodo island, pink beack, manta point e mais duas que eu não lembro pq não fiz (já conto esse rolê kkkk) No hostel tinha por 500.000 (imagino então que seja em local boat, não perguntei). Eu queria tentar um private boat mas nessa em me ferrei pq acabei alugando um local boat que anda bem mais devagar (cerca de 3:30h até komodo- a primeira parada) e foi meio cilada 😂 ficou mais barato mas pensando em logística de tempo talvez não tenha sido a melhor ideia. O preço dos taxis do aeroporto são tabelados 50.000 mas a gente conseguiu um cara que fez por 40.000 e aí fechamos o passeio de barco no outro dia com ele. Nem vou passar esse contato pq não valeu a pena kkkkkk Ficou saída às 5 da manhã por 2.300.000, esse valor pra 3 pessoas. Tem ainda a entrada na ilha de komodo: mais 250.000. A gente ficou no Komodo dive hostel, legal tb, vale a pena. Tem o Paradise bar que é famoso mas acabei não indo, tava morta esse dia.9º dia: O tio que a gente tinha fechado o passeio apareceu numa moto pra levar a gente pro porto. Então só podia ir um de cada vez. Um gringo ele já tinha levado e aí eu fui a próxima. Nessa hora já comecei a ficar com medo. Aí ele me deixou no porto, 5:20, escuro, sem ninguém e foi lá buscar o último gringo. Nessa hora eu não achava o canadense, mandei whats só aparecia um tracinho, já comecei a achar q ele tinha sido sequestrado e eu era a próxima 😱😱 já tava tendo aquele mini infarto quando eu vi ele lá no fundo. Kkkkk ufa! Fomos só nos 3 de fato mas aí veio a cilada. A gente tinha combinado 4 paradas, os caras do barco falaram q eram só 3... como no fim tava todo mundo morto a gente nem brigou.. mas fiquem espertos com isso também e com quem fechar o passeio. O amanhecer do sol foi bem legal e o passeio de barco já é bem bonito. Tinha lido essa comparação e achei válida, você se sente no filme Jurrasic Park. A primeira parada foi a komodo island. Demorou 3h e meia 😱. Chegando lá a gente escolheu fazer a trilha intermediária (tem curta, intermediária e longa). Logo no começo a gente já viu um filhote de komodo andando que pra mim foi o mais legal de ver.. ao longo do passeio a gente deve ter visto uns 5 dragões grandes também. O guia tem as manhas de te posicionar pra foto e a trilha é bem legal. Próxima parada: pink beach. Galera, aqui vale uma informação importante kkkkk não sei se eu que não li direito sobre pink beach ou se as vezes tem outra pink beach na Indonésia maaaaaaas é uma praia bem pequena e a faixa de areia rosa é só próxima da água. Fazer snorkel lá foi de fato bem bonito e beeeem melhor que em Gilli T por exemplo. Então acredito que mergulho de cilindro em komodo seja melhor mesmo. Depois a gente seguiu pro manta point. Fiquem espertos e olhando pra fora que vce pode dar a sorte de ver mantas pulando! Ahh e indo pra Komodo a gente viu golfinho tb.. 🤗 aí nessa parte a gente ficou uma meia hora caçando as mantas até q achou as grandonas lá no fundo.. nosso barco foi um dos primeiros a achar, no que a gente a pulou foi chegando vários outros barcos e aí o mar ficou mto agitado não dava pra chegar perto delas 😪 deu pra ver só de longe. Depois de tudo isso a gente tava tão cansado que nem dava pra brigar com os tios do barco pra mais uma parada. Voltamos pra labuan bajo.Sobre labuan bajo: galera aqui não é mto turístico, e pela primeira vez achei meio tenso assim.. ainda bem que eu tava com os meninos pq é cheio da galera sentada na rua e eles ficam encarando mesmo.. mas ninguém mexeu comigo nem nada.. só de vez em quando eles gritavam um ‘hi’ de longe mesmo.. como eu fui meio de supetão pra lá eu mal tinha lido sobre o lugar. Sei que aqui vce pode fazer passeios de 3, 4 dias pelo komodo national park.. vale ler melhor antes e não cair de paraquedas lá como eu kkkkk . No conjunto da obra pra mim valeu a pena ter ido pra labuan bajo mesmo com a cilada do barco. Mas se vce tem pouco tempo não sei até q ponto valeria a pena essa missão komodo pra um dia só. Com os dragõezinhos de Komodo Pink Beach 10º dia: Meu voo de volta para Denpasar era cedinho. Pra voltar pra Austrália saía às 23 horas. Peguei um hostel baratinho a 5 minutos do aeroporto pra poder ter onde deixar as coisas e tomar um banho. Dava pra ir a pé até a praia de Kuta mas achei bem feinha. Acabei combinando com um taxi que passava na rua de me levar até a praia de Nusa Dua (uns 30 minutos de onde eu tava, não ia ter mto tempo tive que escolher uma praia perto). Meu celular tava sem sinal na hora, mas dá pra chamar Uber lá de boa. Fiquei umas 2 horas lá pra despedir. Voltei, arrumei as coisas e fui de Uber pro aeroporto. Tchau Indonésia! Só sei que ainda sou só saudade desse lugar!! É isso! Espero que esse relato seja útil, incentive vce a conhecer esse país e se já tem a viagem marcada que ajude no seu roteiro. E meninas que querem viajar sozinhas mas por algum motivo tem medo:só vão! Esse mundão é bom demais! Beijos!!! Fui!! ❤️
  2. 2 pontos
    7 de dezembro (quarta-feira): Nara e Gion Acordou um frio do cão! FOTO 99. Dia de Nara, que alegria. Deu um certo trabalho chegar até lá. Fizemos duas baldeações (Mototanaka > Tambabashi > Nara Park) mas deu tudo certo. FOTO 100. No caminho, avistamos um senhorzinho com um andador mega motorizado, hahahahauaa, que comédia FOTO 101, e em uma das estações decidimos dar um de rycos e tomar café numa padaria que pareceu ser bem chique. FOTO 102. Era. Gastamos cerca de 50 pila cada no café da manhã, mas para comer os melhores doces ocidentais produzidos no oriente. Leves, sem ser enjoativos, meo, que foda de bom. Depois seguimos caminho com sono e jetlag. FOTO 103 Nara é uma fofura de cidade e os veados estão mesmo em toda parte e até as tampas de pv são lindas, aliás, por todo Japão. Você mal desce do trem e bichinos já estão lá. Dóceis, queridos, parecem cachorros. Por toda parte vendem biscoitos para alimentá-los, e com eles na mão, se prepare para a perseguição. Kkkk, vários correram atrás da gente e muitos nos deram dordidinhas na bunda, se marcar com as mãos pode doer, mantenha as mãos altas. FOTOS 104, 105 e 106. As fotos falam por si. O templo de Nara, Todai-Ji (museu e hall) foi dos mais fodas que visitamos no Japão. MUITO legal. É lá que tem o famoso nariz do Daibutso (Buda). Se vc passa pela narina dele (um buraco bem pequeno numa tora de madeira) vc vai atingir a iluminação... e se não passa, NÃO. Kkkkk, só o João chassi de grilo passou... aquilo foi feito pra japonês desnutrido. Eu, Gui e Lio entalamos. Sem chance de iluminação. FOTOS 107-111. Em Nara comemos uma comida relativamente boa, porém cara, cerca de 5000 ienes, 150 pila. Mas tomamos, pelas ruas do Parque, o melhor sorvete de melão, isso mesmo, prove, do MUNDO, kk Voltamos com planos de visitar Gion, o bairro das gueixas. Estava meio chuviscando e a noite as fotos não colaboram, mas o bairro nos pareceu lindíssimo e planejamos voltar de dia, o que não rolou. Por favor, vão a Gion durante o dia. Passamos num Fresco (mercadinho a la Family Mart) e compramos nossa janta e nosso vinho pra descansar em casa, dia MASSA! FOTOS 112-113 8 de dezembro (quinta-feira): Fushimi-Inari e Kyiomizu-dera Nosso dia foi dedicado a estes dois templos. O primeiro é aquele dos intermináveis toris. Super cênico, lindo, mas super função chegar. Porém se chega. O segundo, um dos mais populares de Kyoto, no alto de uma ladeira de comércio insano pelas ruas da cidade onde se vende de comida esquisita a o resto todo. Encerramos antes do previsto pq uma chuvinha chata nos pegou no Kiyomizu-dera, e perto de casa que estávamos, fomos descansar. O Fushimi-Inari é tudo o que falam! Lindo. No começo da caminhada montanha acima turistas se apinham por uma foto, mas a medida que se sobe tudo fica mais calmo e mais solitário. A subida completa leva em torno de 2h. Eu quase cheguei lá mas parei por conta de uma hipoglicemia (diabética mode on), esperei Lio e Gui completarem o caminho num dos pit stops, o que ocorreu poucos minutos depois. Voltamos para “Kyoto em si”, pq este templo é bem mais longe e fomos de novo tentar Gion e Kiyomizu-dera que estavam perto. Gion não rolou de novo e Kiyomizu, apesar de lindo demais, estava em reforma e isso atrapalhou um pouco a contemplação. Mesmo assim curtimos muito as ruas de comércio e fomos comendo de tudo, Lio até comeu um polvinho recém falecido, morri de dó. Só passando por lá pra ter ideia do tanto de coisa esquisita que se come. No caminho, umas turistas japonesas vestidas de gueixas pediram pra tirar foto com João e não foi a primeira vez que isso aconteceu. Segundo a nossa anfitriã de Kyoto, João parecia muito fofo e eles não estavam acostumados com crianças do ocidente. Ai que orgulho do meu mini mochileiro. Curiosidade sobre o Kiyomizu-dera: a pedra do amor. Não se assuste ao ver gente, num certo local do pátio do templo, andando de olhos fechados. Elas estão sendo guiadas por alguém para alcançar a pedra do amor, que garante o relacionamento perfeito. Eu li aqui no mochileiros alguém tentando ajudar a pessoa achando que era deficiente visual que ia trombar com uma pedra... kkkk, arruinou a vida amorosa da moça. Eu achei a pedra de olhos fechados tranquilamente já que já tenho o melhor companheiro da vida e guiei meu filho a ser bem sucedido no futuro. Ele achou a pedra de olhos fechados, kk. No fim a chuva pegou de jeito e capas de chuva e guarda-chuvas não estavam animando, voltamos pra casa pra mais um pique-nique na sala! FOTOS 114-120 9 de dezembro (sexta-feira): Studios Toei Nosso último dia em Kyoto. Acordamos mais tarde, estávamos de boa em não visitar os trocentos templos que não tinha dado tempo. Programamos apenas os Studios Toei pro dia. Se vc sabe o que é Studios Toei vc vai. Se vc não sabe, não vá. Eu sabia, queria, e mesmo assim me decepcionei. Achei caro demais pelo pouco que ofereceu. A parte de museu dos vermelhos até foi legal, mas a vila medieval em si deixou a desejar e este dia foi totalmente dispensável. Jantamos na amada Kyoto Station e nos preparamos para nossa última cidade: Tokyo! FOTOS 121-124. RESUMO KYOTO Adorável, embora os ciclistas fiquem mais retardados do que nunca aqui, fique esperto pra não ser atropelado. O transporte de ônibus dá um que de antigo que combina totalmente com a cidade. Exceto a Kyoto Sta, não espere se deparar com a modernidade do Japão aqui. Kyoto é a capital imperial, é antiga, histórica, calma. Ficamos, na minha opinião, um dia a mais do que deveria. Tiraria este dia de Kyoto e colocaria, FÁCIL, em Osaka. Os japoneses seguiram sendo um povo querido, nos levando onde não conseguiam explicar. As ruas seguiram sendo mais limpas que qualquer rua que conheçamos por aqui, a nossa anfitriã foi super boazinha, mas eu estava louca por chegar logo em Tokyo. CONTINUA.
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    @EstacioECL , ainda não terminei o relato para postar aqui, é muita informação e voltei ao trabalho e o tempo acabou..rsrsr levamos principalmente dólares para a viagem, alguns pesos chilenos e argentinos só para usar nos primeiros momentos em cada país. Me arrependi de não ter levado mais reais, porque no mês de janeiro vale a pena. em relação ao cartão de credito: sempre usava quando estava em uma cidade e o cambio não estava bom: em pucon e puerto natales comprei quase tudo no cartão e achei q não foi prejuízo. apenas se a trip começar por Santiago: voce cambia todo seu dinheiro lá de cara e vai gastando depois abs
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    Galera, Boa tarde! Minha busca é por pessoas que estão interessadas em conhecer a sí mesmo, enfrentando as adversidades da natureza e compartilhando momentos únicos. Tenho intenção de formar um grupo de mochileiros sólido para agendar viagens e trilhas interessantes pelo Brasil e mais pra frente pra fora do país também. Moro em São Paulo - Capital. Aos interessados deixem mensagem aqui e vamos nos falando! Obrigada!!
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    Olá tudo bem? É o meu primeiro tópico aqui e achei muito interessante o fórum. Pois bem: eu sempre tive o sonho de conhecer o mundo viajando a pé, de sair da vida repetitiva e conhecer oque o mundo tem a mostrar. Já vi relatos de pessoas que viajaram por grandes distâncias a pé, passando por vários obstáculos e relevos como montanhas e grandes florestas. Esse "atravessar florestas e montanhas" me atrai muito, sempre fui amante da natureza, é assim que penso em viajar se possível. Bem, além das pernas , oque eu preciso mais para realizar esse sonho? Sei que preciso de muito preparo físico e conhecer a técnicas para esse tipo de viagem mas acredito que a maior parte a gente aprender experimentando. Com certeza não estou sozinho nessa pois tenho vários amigos que tem o mesmo sonho. Não sei nem ao certo o nome dessa modalidade. Preciso muito da ajuda de vocês. Desculpem as perguntas, sou muito leigo no assunto, não sei nadica de nada e quero muito muito muito realizar esse sonho. Esse fórum é o lugar que mais me sinto confortável em perguntar. Muito obrigado!
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    No final da tarde de um sábado frio saímos de Três Lagoas, minha amiga Marjorie e eu em direção a Campo Grande/MS onde tudo começaria, cheios de expectativas do que seria a nossa viagem. Nosso ônibus sairia de Campo Grande as 23:59 com destino a Corumbá pela viação andorinha, (pagamos 117,00 reais cada) chegamos em Campo Grande com tempo por volta das 20:00 horas pois fomos de carona, então houve tempo para uma refeição digna de quem está iniciando uma aventura. Seguimos para a rodoviária por volta das 22:30 e lá esperamos pelo nosso ônibus. Chegamos em Corumbá as 6:00 horas da manhã pontualmente, porém perdemos o ônibus que nos levaria a fronteira que no domingo passa de 1 em 1 hora. Como não queríamos gastar com táxi o jeito foi esperar o próximo. (Para quem está indo e assim como nós não quer gastar muito dinheiro com táxi que cobra por volta de 50,00 reais para levar até a fronteira, pode optar por pegar o ônibus que saí da frente da rodoviária ele se chama Cristo Redentor, com ele você deve ir até o terminal e lá trocar pelo outro chamado Fronteira. Esse te levará até a Policia Federal). Chegamos na Polícia por volta das 7:30 da manhã do domingo, e tinha uma baita fila. Ficamos por volta de uma hora lá e então seguimos para a Imigração Boliviana. Essa sim demorou!! Ficamos lá por volta de umas 2:30 esperando a nossa vez. Apesar de termos levado nossas carteirinhas de vacinação internacional, eles não nos pediram para ver. (mas vale a pena levar pois a Interpol nos abordou 2 vezes e pediram para ver, mas isso eu conto mais para frente!! A dica aqui é, LEVE A SUA!). Seguimos então para a Terminal de Buses (Rodoviária) de Puerto Quijaro de táxi, e isso nos custou 30,00 bolivianos. A partir de agora os valores mencionados serão em bolivianos (a moeda de lá). Para converter é só dividir por 2!! pois trocamos nosso dinheiro na fronteira por um câmbio de 2 por 1. Antes de irmos viajar minha amiga e eu já tínhamos decidido em não ir pelo trem da morte e sim de ônibus pela comodidade e pelo tempo que gastaríamos para chegar até Santa Cruz. Resolvemos então comprar nossas passagens de ônibus Puerto Quijaro a Santa Cruz pela internet pelo site ticketsbolivia.com. Escolhemos a empresa Pioneira Trans Bolivia, e foi a pior escolha da vida. (NÃO COMPREM!) Existem na rodoviária muitas empresas de ônibus e nós inocentemente compramos antecipadamente pela internet pensando não haver muitas e tivemos problemas com essa empresa tanto na ida como na volta. Chegamos no Terminal de Puerto Quijarro por volta das 15:00 horas da tarde pois fomos almoçar e não estávamos com muita pressa pois nosso ônibus só sairia as 18:00 horas. Lá conhecemos alguns brasileiros e um mexicano que iriam pegar o mesmo ônibus e ficamos conversando até que a moça do guichê chega até nós e simplesmente diz que o ônibus não iria rodar pois havia quebrado. Nesse momento entramos em desespero. Havíamos pago as passagens (100 bolivianos cada) via cartão de crédito pela internet e no guichê não havia dinheiro para estorno. Depois de muitas ligações para a empresa e de sair do guichê por 25 minutos para buscar dinheiro a moça veio e nos devolveu o dinheiro, fomos rápido em uma das empresas da rodoviária e conseguimos comprar as 2 ultimas poltronas de um ônibus que sairia as 20:00 horas. (mais duas horas de espera) o jeito foi esperar tomando uma Paceña gelada. Por volta das 20:30 nosso ônibus saiu em direção a Santa Cruz e nós simplesmente apagamos. Nossa aventura só estava começando e nós já estávamos nos divertindo!! Continuando nossa história, chegamos a Santa Cruz (segunda cidade mais importante da Bolivia) por volta das 5 horas da manhã, e logo que descemos do ônibus já fomos surpreendidos por 2 policiais da Interpol Boliviana. Ainda estávamos com um pouco de sono, e nos assustamos muito com isso. Eles nos pediram todos os documentos e aqui vai uma dica super importante. (na fronteira, quando você passa pela policia boliviana eles carimbam seu passaporte e te dão um outro papel, uma espécie de formulário. Mesmo se você entrar só com o RG no pais eles vão te dar esse papel) é importantíssimo que você o guarde muito bem, pois foi com esse papel que eles encrencaram com uma moça que conhecemos no ônibus pois ela havia perdido o dela e eles começaram a fazer pressão nela dizendo que a deportariam, mas no final ela precisou pagar 100 bolivianos e eles a liberaram (mediante a propina). Santa Cruz é uma cidade muito amigável e muito bonita, a primeira impressão que tivemos na rodoviária horrível em que chegamos tinha ficado para trás. Pegamos um taxi é fomos direto para a plaza 24 de septiembre e tudo acontece praticamente em torno da praça que é onde está localizado a Catedral Basílica, a Casa do Governo, alguns museus, e vários bares e restaurantes, um deles onde mais gostamos foi o Irish Pub bem ao lado da praça. Nosso hostel ficava bem perto da praça cerca de 4 ou 5 quarteirões e era um hostel novíssimo, barato e o staff Manoel super atencioso e prestativo vou deixar o link AQUI, pois vale a pena se hospedar lá! A nossa janta foi numa pizzaria muito boa em Santa Cruz chamada La Bella Napolli, um lugar lindo e agradável, com uma pizza super saborosa. Gastamos lá um total de 160,00 bolivianos para dividir entre nós 2. Ficamos em Santa Cruz um dia e uma noite e no dia seguinte pegamos o nosso voo para La Paz. Como não tínhamos programado nada de ante mão, decidimos ir de avião pois o percurso entre Santa Cruz e La Paz é de aproximadamente 12 horas de ônibus enquanto que de avião é de apenas 1 hora. Compramos as passagens alí na hora mesmo e pagamos aproximadamente 500,00 bolivianos o que dá o valor de (250,00 reais aproximadamente). pela BOA – Boliviana de Aviación, é claro que de ônibus é mais barato, porém se você quer economizar um pouco mais, vale a pena ir no Terminal de Buses e comprar direto nos guichês, porém você pode fazer tudo online AQUI. correndo o mesmo risco que corri como conto no primeiro post desta série. Nossa chegada em La Paz foi aproximadamente as 9:15 da manhã e estava muito frio, estranhamos bastante nossa chegada na cidade pois estávamos numa temperatura de 30 graus em Santa Cruz e passamos para os 9 graus em uma hora, sem falar na altitude e do bendito “soroche” que nos fez ficar com bastante tontura. La Paz esta localizado a 3.660 metros de altitude acima do nível do mar, com uma população estimada em 2 087 597 habitantes. Lá está localizado a cede do governo boliviano apesar de não ser legalmente a capital do país. Chegamos a La Paz pela manhã e logo de cara ao descer do avião já sentimos a diferença de temperatura. Rapidamente puxamos nossos casacos da mochila e fomos pegar um táxi. Pegar um táxi na Bolivia é muito fácil, ainda mais no aeroporto, difícil mesmo é o transito (tenebroso) e para quem não está acostumado a desrespeitar as leis de transito pode se assustar um pouco. De cara os efeitos da altitude são um pouco de tontura e náuseas, que vão piorando conforme o tempo que se é exposto nesse meio. Porém, depois da primeira noite e de alguns chás de coca tudo parece bem melhor. Chegamos ao nosso hostel 1 hora depois de enfrentar aquele transito cabuloso e é claro que não poderíamos não escolher o Wild Rover para nos hospedar. É um hostel muito bacana, cheio de jovens, com uma comida muito boa e festas melhores ainda. Após fazer o check-in deixamos as nossas coisas em nosso quarto e fomos para a rua bater perna. Esse hostel está localizado bem próximo a Sede do Governo, da Praça Murillo, Catedral Metropolitana de La Paz e andando mais um pouco estamos na região da Igreja de São Francisco e do Mercado de las Brujas. Tudo isso possível de ser feito a pé, apesar das subidas bem íngremes. Bem ao lado da Igreja de São Francisco é uma rua muito comercial e ali é possível achar várias agências de turismo vendendo pacotes dos mais variados gostos. Pesquisando um pouco, decidimos que no dia seguinte iríamos conhecer o Chacaltaya que é uma montanha onde está a mais alta estação de esqui do mundo, porém desativada. E no outro dia iriamos fazer a famosa decida de bike pela montanha o Down Hill. Neste dia andamos bastante, e já começamos a comprar alguns dos presentes para o povo pidoncho!! (o almoço neste dia foi carne de lhama, é uma delícia e eu recomendo). Voltando ao hostel tomamos um banho e fomos para o pub que fica alí dentro mesmo. Conhecemos varias pessoas e eu ainda ganhei uma competição de quem comia doritos de pimenta sem usar as mãos mais rapidamente e de quebra ganhei uma camiseta exclusiva do hostel! sou foda!! =P Amanhecer com aquela ressaca que ninguém merece e ainda sentindo os efeitos da altitude foi foda, estava muito mal e o jeito foi tomar um chá de coca e mascar algumas folhas para ajudar. Seguimos para o Chacaltaya as 7 da manhã e subir aqueles 200 metros de ressaca foi a coisa mais difícil que já fiz na vida, valendo a pena cada paisagem que eu via pela frente. realmente uma experiencia única. A segunda parada do dia foi no Valle de la luna, um sitio arqueológico onde sua formação rochosa se parece com a lua. há boatos de que a transmissão da primeira expedição para a lua era falso e forjado, dizem que essa transmissão foi feita naquele local. De volta ao hostel ao final do dia, eu simplesmente tomei um banho, jantei e capotei! O dia seguinte foi o dia do Down Hill saímos do hostel por volta das 7 da manhã e o melhor é que as empresas mandam as vans nos pegarem na porta do hostel sendo bem comodo para nós. Chegando no local de partida, o guia nos explicou como seria o dia, como deveríamos proceder em caso de acidentes e para evitá-los e eu todo animado mal sabia que seria a maior adrenalina. Com certeza um dos melhores passeios que fiz até hoje valendo muito a pena realizar essa descida. De quebra no meio do caminho ainda parei para fazer uma descida de tirolesa e ao final fomos para um sitio aproveitar nosso almoço (incluso) e a piscina (mentira, estava frio)! De volta ao hostel, tomamos um banho e fomos sair para jantar num restaurante muito diferente, diferente mesmo, chamado 1700, muito peculiar para saber mais clique Aqui. Apesar da decoração bem underground sua comida é deliciosissisima (como diria o Chaves) e o menu claro que foi Lhama’s meat! O outro dia foi o dia de conhecer a famosa feira del alto. uma feira de rua onde você pode comprar de tudo, tudo mesmo! a preços muito baixos, jaquetas de frio muito boas por 70,00 bolivianos é de cair o queixo! (hora dos presentes)!! Aproveitamos bastante o dia na feira e a maravilhosa vista do bondinho vermelho que nos levou até lá, mas infelizmente a brincadeira estava acabando, e já era hora de partir. Saímos de lá e fomos ao Terminal de Buses achar a passagem mais barata que tinha para nos levar até Uyuni! As 20 hrs do mesmo dia estávamos prontos para embarcar para nossa próxima aventura. Uyuni nos esperava!! Bom, após deixarmos La Paz seguimos de ônibus (o mais barato que encontramos no terminal) com destino a Uyuni. Saímos por volta das 20 hrs e chegamos lá por volta das 4 da manhã num frio de arrepiar o pelos das costas. Sério tava muito frio! Se vocês vão nessa época do ano (julho) levem agasalhos! Entramos na primeira agencia que achamos ao descer do ônibus(já estavam abertos) e ali nos esquentamos um pouco com um fogareiro que estava ligado e um chá de coca bem quente! O pessoal foi muito simpático em nos receber (Tiago Tur). A priori minha amiga e eu iriamos fazer o tour de 3 dias, mas como já estávamos bem cansados de toda aventura, optamos por fazer o tour de 1 dia apenas o que nos saiu por 120,00 bolivianos. Uyuni está localizado no departamento de Potosí e no departamento de Oruro, no sudoeste da Bolívia, no altiplano andino, a 3.650m de altitude. O Salar de Uyuni. Com mais de 10.500 km², e estimados 10 bilhões de toneladas de sal, o salar é o maior deserto de sal do mundo. (wikipedia). Partimos as 10 da manhã em direção ao cemitério de trens. Eram locomotivas utilizadas no transporte de minério até a costa do pacífico, no início do século XX sendo hoje um lugar enorme com muitos vagões velhos que o pessoal adora tirar foto!!! 1 hora para fotografar, partimos em direção a um pequeno vilarejo com uma feira livre local e ali iríamos almoçar em seguida num restaurante com uma comida deliciosa (que já estava inclusa no pacote)! Saindo de lá, fomos em direção à imensidão do deserto de sal, (cara é realmente impressionante o tamanho daquele lugar!) Um verdadeiro deserto pois não se vê nada além do sal e das enormes montanhas no horizonte a quilômetros de distância. Depois de aproximadamente 1 hora de carro chegamos até o monumento construído para o Rally Dakar que passou pelo lugar em 2014, há também um restaurante e no local um hotel de sal (que não funciona mais) existe também o monumento das bandeiras (pausa para as fotos). Montamos no carro novamente e foi o momento de se enfiar (literalmente) no deserto de sal. Andamos como se não tivesse fim, ai andamos mais ainda. Então depois de termos andado muito, era hora de parar no meio do deserto para as famosas fotos de perspectiva. Todos pro carro novamente e nossa ultima parada do dia seria na Isla del Pescado ou Ilha do Pescado, Constitui-se numa pequena elevação de terra, cercada de sal por todos os lados. Em pleno salar, é um dos poucos pontos com alta concentração de seres vivos. Entre estes, destacam-se cactos com até dez metros de altura, com mais de 600 anos de idade (wikipedia). Nesse lugar você pode pagar em torno de 50 bolivianos e fazer um tour pela ilha ou apenas aproveitar algo no café que tem na entrada. Pausa de aproximadamente 1 hora e meia, e todos pro carro de novo para a volta na cidade. Com mais uma parada no meio do deserto para apreciar o mais bonito por do sol que já vi na vida! Após um dia super cansativo, era hora de voltar pra pegar o ônibus de volta a La Paz, mas como ainda tínhamos 2 horas fomos comer uma pizza na praça central da cidade onde há vários restaurantes. (Gente que pizza maravilhosa!). A volta pra La Paz e pra casa foi semelhante. Chegamos por volta das 4 da manhã em La Paz e fomos para um hotel descansar pois nosso voo que já estava comprado a 2 dias partiria só as 18 horas. Ali no hotel mesmo, preparamos a nossa volta. Reservamos o mesmo hostel da ida em Santa Cruz, e compramos todas as passagens de ônibus pela internet. Foram praticamente 2 dias a nossa viagem de volta, mas com uma sensação maravilhosa de dever cumprido. Jamais teremos uma experiencia como esta, então a lição que fica disso tudo é que devemos sempre valorizar nossa cultura e nosso povo, desapegando das coisas materiais e aproveitando mais esse mundo que Deus nos deixou de presente para ser explorado! É isso aí pessoal, É claro que o post dessa aventura ficou bem resumido então se vocês gostaram ou tem alguma duvida que não ficou claro no post deixem ai nos comentários que responderei pra vocês! Confira essa e outras aventuras lá no blog https://wordpress.com/view/aos30resolvimudar.wordpress.com assim vocês me dão uma força!!! VLW e até a próxima!
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    Bem amigos do Mochileiros, crio este tópico com a intenção de facilitar ao máximo o planejamento de quem pretende viajar para a Itália (com um bônus na Suíça) e nunca foi antes, como era o meu caso. Não sei se chamo isso de Guia, FAQ, perguntas e respostas, etc...mas como dizem que o diabo mora nos detalhes, resolvi compartilhar com vocês todos os detalhes que não encontrei em nenhum site/blog de viagens enquanto estava planejando a minha viagem (embora alguns tenham sido bem prestativos de fato e irei mencioná-los ao longo do relato). Não vou entrar em detalhes sobre as atrações em si, a internet já está inundada de informações quanto a isso e a grande verdade é que a experiência de ver monumentos de mais de 2 milênios de idade é muito melhor do que qualquer foto possa proporcionar. O que vou procurar mencionar é o que vi nelas e/ou no entorno delas que seria legal eu ter sabido de antemão e não encontrei informação prévia. Porém fico desde já à disposição para tirar alguma dúvida sobre algum lugar que tenha estado, basta perguntarem. Como vai ficar muito grande isso aqui, e não estou com tempo de digitar tudo em uma tacada só, vou criar um post para cada um dos temas abaixo: 1 - Preparativos gerais / Roteiro 2 - Cia aérea / Vôo 3 - Aeroportos e Imigração 4 - Hospedagem 5 - Transporte Público 6 - Alimentação 7 - Atrações 8 - Segurança e sociedade Em cada seção haverá o maior detalhamento possível de preços/horários/localização dos serviços. Bom, vamos lá.
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    Travessia Chapada Diamantina Sul x Norte Travessia Extreme Chapada Diamantina 120 Km 5 dias Média de 24 km/dia Esta Travessia é puxada , anda-se muito 15 a 20 de março de 2018 1° dia 15 km Arvore x Cela via Machonbomba. Ínicio 10 hs Término 17 hs Iniciamos na trilha que leva a Cachoeira da Fumacinha na parte sul da Chapada. Pegamos a Trilha que vai para toca do Vaqueiro , em um certo momento deixa esta trilha e segue no Gerais do Machobomba Finalizamos as 17 hs na Cela que leva ao Rio Mucugê. Pernoitamos Roots na Trilha. 2° dia 25 km Cela x Mucugê Ínicio 9 hs Término 19 hs Saimos as 9 hs enm direção a Mucugê. Iniciamos coloca do totem e reabrindo a trilha. Atingimos o Rio Mucugê e des emos até o entroncamento com o Capão do Corrêa. Almoçamos e continuamos desce do o rio, agora em uma trilha e depois uma estrada até o centro. Pernoitamos no www.hostelmucuge.com.br da nossa amiga Bel. 3° dia 32 km Mucuge x paty Ínicio 9 hs Término 19 hs Iniciamos nossa incursão neste dia pelo acesso a trilha indo andando atéa AABB. dali pegamos meio que um misto de estrada e trilha de areia até a junção do Rio Preto com o Rio Paraguaçu. Tivemos que agravessar sem as botas. Tinha chovido muito e o rio estava cheio. Caminhamos até a Toca do Caboclo , lugar irado bom para Pernoitar. Tomamos um bom café e seguimos em direção a Serra do Palmito. Subimos ainda mais e chegamos na entrada do Cachoeirão por cima , Matinha e depois quando já era noite descemos o Arrodeio e chegamos na Igrejinha já no Vale do Paty. 4° dia 25 km Paty Igrejinha x vale do Capão Ínicio 9 hs Término 18 hs Neste dia saímos andando do Vale do Paty (Igrejinha) pelo Delson, uma trilha pouco usada por trilheiros e sim por mulas que levam os alimentos para o vale. Seguimos com muita chuva e trilha com muita água ao ponto de encharcar a bota. Depois de 3 horas andando atingimos o Rancho do Vaqueiro , lugar de descanso e de recuperar as energias. Dali seguimos pelo Gerais do Vieira e logo atingimos o Córrego das Galinhas. Seguimos de descemos o Bomba. Como estava tarde optamos por seguir a pé até o Capão. 5° dia 23 km Vale do Capão x Lençóis Ínicio 9 h Término 18 hs Na ultima pernada da trip foi iniciada com muito sol. Fomos em direção a Águas Claras e pegamos a interseçào para o Grisante que é uma cachoeira irada. Passamos pelo Rio Piaba. Entroncamento com o Fundão e 21. Seguimos em frente em uma trilha fantastica a qual não é vendida pelas agências de Trekking. Logo frente aparece Lençóis ao longe. Descemos mais e atingimos a Cachoeira do Grisante. Lugar irado.
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    Lugares por onde andei: uma viagem ao fim do mundo Iniciar uma historia com uma imagem é um desafio, assim como foi e é um desafio iniciar uma subida pelos flancos rumo às alturas da Cordilheira dos Andes, com começo no Glaciar Martial, na cidade de Ushuaia, na Patagônia argentina. Mas, vamos ao que interessa que é o relato da viagem, uma viagem pensada, por intermédio de um comentário surgido do nada, numa roda de bate-papo alguém disse que “... o Brasil é o fim do mundo...”. Logo, alguém disse que o fim do mundo era outro lugar e partir desta alusão resolvemos ir ao verdadeiro fim do mundo. Da aeronave se admira o caminho da neve formando os lagos e irrigando a planície. E então, numa bela noite calorenta, no paralelo 13, uma linha do Equador, na mais nova capital do Brasil, Palmas/Tocantins, nasceu esta viagem. assim teve inicio a viagem. Primeiro com a criação de um mapa mental que forçasse êxito do empreendimento. E fomos nós ao planejamento e surge, ai, a primeira duvida, quando ir, no inverno ou no verão? Optamos pelo verão porque somos do calor dos trópicos e não iriamos deixar a nossa origem. E daí, a pergunta: como seria o verão no fim do mundo? Recorremos às leituras sobre o assunto, leituras estas produzidas nos e pelos comentários daqueles que por lá passaram. Fizemos leitura e releituras sobre o assunto. Ficamos sabendo da velocidade do vento, da temperatura, dos hotéis, restaurantes, dos atrativos e nos atentamos para as respostas das perguntas comuns estampadas nos sites de viagens: como chegar, onde hospedar, por onde andar e o que comer. Essencial é preparar a documentação e trazè-la sempre consigo. Evidentemente que uma coisa é saber de longe, outra coisa é estar lá. E para estarmos lá marcamos a data de saída do Tocantins para o dia 09 de janeiro de 2017. Na madrugada deste dia demos inicio ao embarque rumo ao fim do mundo. Acordamos em São Paulo, onde passamos o dia e a noite, pois nosso voo para Santiago, capital do Chile, iria acontecer às 13 horas do dia 10. E lá pelas 11 horas já estávamos no aeroporto de Guarulhos e de reserva hoteleira na mão. Embarcamos num avião da LATAM e já vou logo dizendo foi uma viagem terrível. Calma! Não teve turbulência, o lanche era bom, o atendimento também, mas, os últimos assentos que a companhia aérea nos forneceu não tinha janelas. Não preciso dizer mais nada. Só digo que antes de embarcar não embarquem nesta furada. E nós que havíamos pensado tanto em fotografar as Cordilheiras, pela primeira vez, ao chegarmos à Santiago ficamos a ver navios nos ares de Santiago. Aí, lembramo-nos daquela passagem bíblica “os últimos serão os primeiros no reino dos céus”. E conformados, mas, indignados fomos ver Santiago só depois que a porta da aeronave se abriu. Santiago a nossos pés, do alto do Costanera. Na chegada, apanhamos um táxi e fomos direto para um hotel próximo ao aeroporto, afinal, se “mineiro não perde o trem”, imagine o avião. O fato de passarmos a noite próximo ao aeroporto é a comodidade para quem viaja. Primeiro porque evita-se gastar com táxi ou transporte correlato, segundo porque dá tempo de reorganizar estratégias de mobilidade como horários e distancia entre atrativos e terceiro porque dá tempo de recuperar de algum mal-estar. Como todo viajante que se preza sempre tem uma carta na manga nos tornamos clientes da rede RDC, onde se paga anualmente por 7 diárias em prestações mensais. Isso nos força a viajar pelo menos 7 dia no ano para não perdemos o investimento. Evidentemente que, para aqueles de maior poder aquisitivo pode-se dobrar este investimento. Isso irá permitir mais dias nos locais a se conhecer. No nosso caso, nesta viagem ficamos no Hotel Manquehue Aeroporto, a 3 kms do aeroporto de Santiago. E aproveitamos a estadia para dar um pulo no edifício Sky Costanera, o mais alto da America do Sul. Um longo caminho do aeroporto ao centro de Santiago. Fomos porque programamos nossa ida, senão nos conformaríamos em fica próximo ao aeroporto, de acordo com as comodidades citadas acima. A ida do aeroporto de Santiago ao centro da cidade é uma viagem. Podem preparar os pesos chilenos e a os olhos para observar o trajeto, que é um tanto quanto bem esticado, passando por um tunel bem dimensionado e por uma auto estrada bem edificada. Em Santiago, no Sky Costanera, cujo nome nos reporta aos canais de TV fechada pudemos admirar a beleza da capital, uma capital longitudinal, ou seja, uma cidade de delimitação que nos lembra a figura geométrica do paralelogramo, assim como o território chileno, que também lembra a mesma forma. Um lembrete: o elevador do Costanera é um foguete para percorrer seus 61 andares. Outra lembrete: instalado no 61º andar, um mirante oferece uma vista de 360º da capital. Num dia claro, dá para ver os Andes emoldurando a cidade no lado oeste. No inverno, os topos estarão nevados, com certeza. Em nossa ida ao mirante, o tempo estava bem nevoado, mas, deu para apreciar a beleza do lugar.Como só tinhamos o final do dia e a noite para gorgear em Santiago, jantamos numa das praças de alimentação do próprio edificio e em seguida voltamos para o hotel. Aeroporto de Santiago: porta de entrada para o fim do mundo, no bom sentido. E no dia seguinte, 11/01/17, o taxi do hotel nos levou ao aeroporto, onde um avião da LATAM aguardava para nos levar à Punta Arenas, ultima cidade da Patagonia chilena, objetivo primeiro do nosso tour pelo fim do mundo. Enquanto aguardávamos a chamada fomos reparar nos equipamentos do aeroporto e observamos que se tratava de um aeroporto com dimensões bastante econômicas -a volta mostrou o contrário. E, a medida que se aproximava o aviso para o embarque notamos que havia um movimento bem interessante entre as pessoas no saguão do aeroporto. Elas se movimentavam para colocar gorros, cachecóis, blusas e outras roupagens de inverno. Como isto poderia estar acontecendo se estávamos em pleno verão e o aeroporto estava com a temperatura bastante elevada? Nós, manga de camisa, óculos escuros, agasalhos guardados só olhávamos e comentávamos o quanto aquelas pessoas estavam sensíveis ao frio em pleno verão. Parecia até que estavam indo para o continente antárctico. E o aviso chegou. Fomos convidados a embarcar no voo para Punta Arenas/Chile. E lá fomos nós rumo a Cordilleira de los Andes. Desta vez, so faltou uma jnela panoramica para apreciarmos melhor o mundo visto de cima. Fantástico o que estavamos vendo e continuaríamos a ver durante praticamente todo o voo. Pela nossa cabeça passava o filme “ Os sobreviventes do Andes”, mas rapidamente o filme era cortado pela visão dos picos cobertos de neve que eram substituidos a todo momento por novas imagens. E assim fomos nos deleitando com os limites da imaginação daqueles que ousavam desfrutar de tão belo momento. A Cordilheira dos Andes é uma cadeia de montanhas localizada na costa oeste da América do Sul. Ela está presente no território de sete países Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Argentina e Venezuela. Suas principais características são a extensão, 7.240 quilômetros, a largura: entre 200 e 700 quilômetros, o seu ponto mais alto é o Monte Aconcágua com 6.962 metros de altura, sua altura média e de 4.000 metros e o clima predominante é o frio, muito frio. Em função de o clima ser inóspito (muito frio e ar rarefeito), existem poucas cidades e vilas instaladas nas partes mais elevadas da Cordilheira dos Andes. Não as vimos do alto. Também pudera a 37.000 pés (linguagem aérea) de altura, um tanto quanto difícil. Não vimos também, nem as lhamas, as vicunhas e muito menos as alpacas, animais estes que povoam nossos livros sobre a história andina. Mas, vimos os guanácos. Tripulação preparada para o pouso. E o comandante avisou que era chegada a hora do pouso na cidade de Punta Arenas e coração, apressado, palpitava. Em vez de tum-tum, fazia, tum-tum-tum. E pousamos. Enquanto taxiava na pista pudemos observar um “tucano” brasileiro (avião utilizado pela força aérea brasileira). Nada como algo conhecido na chegada. E observamos também que a paisagem era uma paisagem lunar, aquela que a gente vê nos filmes. Solo cinzento, vegetação esparsa e pouca, céu não-azul e somente construções que atendia os serviços do aeroporto. Nada que pudesse nos chamar a atenção pela grandiosidade. A atenção era despertada, justamente pela falta daquilo que estávamos acostumados a ver em outras paragens. Hora de dar "tchau" para os que ficaram na saudade. A porta da aeronave abriu e pegamos as nossas coisas. A mochila, mala e maletas, só na esteira, no interior do aeroporto. E adentramos ao aeroporto. Um aeroporto pequeno, silencioso e sem vento. O barulho que ouvíamos era só o falar das pessoas e o deslizar da esteira trazendo as bagagens de todos os passageiros. Demorou, mas, as nossas chegaram. Mochila, mala e maleta. Na próxima viagem, só mochila. Providenciamos um carrinho para colocar as nossas coisas e nos dirigimos para o balcão com a finalidade de contratarmos um veiculo que nos levasse ao hotel, já contactado anteriormente, naquele planejamento feito no Brasil. Veiculo contrato, fomos para fora do aeroporto para entrarmos no veiculo. Roupa leve, calor do aeroporto, curiosidade pela chegada. Mas, ao abrirmos a porta que dava para o estacionamento, aí foi que entendi porque as pessoas, no aeroporto de Santiago, antes do embarque para Punta Arenas, se preparavam como se fosse para o polo sul. Fomos pegos por um frio de “bater o queixo”, um vento que faltava nos carregar e um ar frio que nos fez lembrar a touca ninja que estava na mochila. Rapidamente voltamos com o carrinho das bagagens para dentro do aeroporto e arrancamos tudo aquilo que precisávamos para nos proteger do novo tempo, o qual iriamos conviver dai pra frente. A Van nos deixou no Keoken, um hostel muito aconchegante, aquecido de cima em baixo, com uma ampla recepção, uma proprietária atenciosa e cumpridora dos compromissos assumidos e equipamentos novos. Enfim, uma hosteria como havíamos imaginado, com preço acessível, wi-fi satisfatório e bem localizada. Quer dizer bem localizada porque é de fácil acesso, pois esta numa rua que não precisa dobrar nenhuma outra para chegar ao centro da cidade, onde estão os restaurantes, cafés, lanchonetes e atrativos. E por falar em atrativos ei-los, os principais, de acordo com nossa estadia (claro que existem outros), elencados: La luna restaurant: um dos melhores bares vistos em nossas andanças pelo mundo. Bonito de se ver, de se comer, comer, conversar, fotografar, trocar ideias com os proprietários e degustar piscosur, uma bebida local. Restaurante La Marmita: a ida ao Restaurante La Marmita em Punta Arenas foi coincidência. Claro que já tínhamos lido a respeito. Estávamos andando pela cidade quando nos vimos de frente a ele. Aí, entramos e nos demos bem. Uma visita com a observação de ser também imperdivel! E quando é assim, é melhor conferir. Cervejaria Hernando de Magallanes: a proprietária nos atendeu como se fossemos filhos pródigos voltando pra casa. Adquirimos uma cerveja artesanal produzida em Punta Arenas, província de Magalhães, extremo sul do Chile. Segundo um degustador “foi uma experiência ótima provar dessa cerveja. Ela tem todos os atributos das Golden Ales em geral, com creme alto e persistente, notas maltadas, extremamente marcantes, maltadas, caramelizadas, quase doce. Nota-se pouco o lúpulo. O gole é carbonatado e o retrogosto adocicado. Ótima”. Esta cervejaria fica próxima a orla, onde estão localizados alguns atrativos como monumento aos primeiros colonizadores, um ancoradouro desativado, uma praia gelada, mercado municipal e relógio inglês assentado na praça. Vale a pena caminhar por este local. Monumento al ovejero: um memorial dedicado à riqueza da pecuária e às tradições rurais da região de Magallanes. Nada é tão belo quanto subir no cavalo e se sentir o desbravador da região do Estreito de Magalhães Neste caminho também tem uma banca de souvenirs. Não se esqueçam de adquirir adesivos para colar em superfícies planas e para costurar em mochilas. Aproveitem e façam uma visita ao cemitério local. Ele foi tombado por uma organização internacional. Ele parece uma vila, onde se misturam túmulos imponentes e sepulturas decadentes, entremeados por ciprestes emoldurados. Monumento ao índio fueguino: ponto de visita obrigatória na Praça Munhoz Gamero. Diz a lenda que se você beijar o pé do índio você voltará a Punta Arenas. Foi o que fizemos, sem mais delongas. O pé do índio chega a estar brilhante de tanta gente que quer voltar a esta cidade. Estão ai alguns “points” desta cidade que nos cativou. Uma cidade aconchegante, com pessoas extremamente afetivas, cordiais, prestativas, disponíveis e responsáveis. Fomos surpreendidos positivamente pelo que vimos, ouvimos e participamos ao escolher esta cidade como o inicio da nossa viagem ao fim do mundo. E depois destas visitas voltamos ao Keoken para descansarmos e partirmos, no dia seguinte, de ônibus, para Ushuaia, ultima cidade da patagônia argentina. Lá, sim considerado o verdadeiro fim do mundo. Punta Arenas, podemos considerar o meio do fim do mundo. Hostel Keoken: na medica certa. E amanheceu. Como amanhece rápido no extremo sul do continente. Também pudera, os dias aqui duram 18 horas. Deve ser muito interessante viver por aqui porque existe até um movimento de libertação na região. Bem, aí, já é outra história, outra viagem. Juntamos as coisas e caminhamos muito bem agasalhados, botas, blusa corta-vento, gorro, cachecol, luvas para a garagem da empresa Bus Sur, que nos levaria para Ushuaia, uma viagem mochileira de 10 horas. E exatamente, no horário combinado rumamos para a Ruta (Rodovia) 255 e 257. O ônibus tem banheiro, pouco usado, por sinal, lanche a bordo (biscoito e suco) e velocidade de acordo com as normas necessárias para uma viagem tranquila. E íamos imaginando como seria a travessia do tão falado Estreito de Magalhães, Afinal foi para isso que adquirimos bilhetes rodoviários. E o ônibus tanto andou que chegou. Fomos gentilmente convidados a descer porque na travessia o veiculo fica vazio. Descemos e encaramos uma ventania digna dos filmes de cowboy. Soprava os ventos do Atlântico com os do Pacífico e, juntos, potencializava a friagem. Os passageiros não conseguiam ficar fora da cabine. Uma palavra sintetiza esta travessia: irada. É uma travessia de uma hora, aproximadamente, que nos remete ao tempo das grandes navegações e a Camões “navegar por mares nunca dantes navegados”, muito embora, Hernando de Magalhães seja espanhol. Fronteiras: daqui pra lá, de lá prá cá. Parada obrigatória para estar acordado com cada país. Após a travessia, todos ao ônibus e a viagem prossegue com a próxima parada programada para a fronteira, onde fica-se mais uma hora verificando a documentação dos passageiros. Momento do lanche, vento no rosto e fotografias ao acaso. E segue a viagem ao lado de pradarias, residências isoladas, guanácos, ovelhas, rebanho bovino, equinos e muitas áreas desérticas. Não tem como dormir diante do inusitado. E assim, com o correr do tempo e do coletivo nos aproximamos de Ushuaia. Ushuaia Com o canal do Beagle às nossas costas, uma cerveja patagônica pra comemorar a chegada. Enquanto íamos nos aproximando de Ushuaia, a ansiedade nos acompanhava em maior velocidade. Sabíamos disso pelo aparecimento da rede de eletrificação na margem da estrada. A vegetação se caracterizava pela existência de uma única espécie, de nome lenga, que resistia ás intempéries locais com extrema galhardia ao lado do sopé da Cordilheira. Quanto ao cume das montanhas quem dominava era a neve e isto enchia os olhos pela sua eternidade. Notamos também enorme quantidade de árvores caídas e soubemos que era um esporte praticado pelos castores, introduzidos por moradores para o comercio de peles. Depois este comercio foi extinto e ficaram os vorazes castores que, sem predadores, dominam as margens dos riachos e derrubam as árvores para fazerem seus diques, tão famosos nos desenhos da Disney. Um fim de mundo, tranquilo. Glaciar Martial: debaixo de neve, de chuva, de sol, de cerração, estamos na Cordilleira de los Andes. Um sonho. Depois de muitas curvas e quilômetros, eis-nos adentrando à cidade de Ushuaia. Sonho realizado. Agora é compartilhar a vida no fim do mundo e olhe que de fim de mundo não tem nada, talvez, seja o começo do tudo. O ônibus nos deixou no frio do cais do porto, onde os cruzeiros aportam para que pessoas do mundo inteiro possam conhecer o que a natureza nos oferece por estas plagas. Sinalizamos para um taxi que, prontamente, parou para nos atender e levar ao nosso quartel general – a Hosteria Bella Vista. Enquanto o taxista nos conduzia pelas ruas da cidade fomos mentalizando o trajeto, caso fosse preciso nos guiar pelas pernas para observar melhor o lugar onde ficaríamos por alguns dias. E chegamos ao hostel, distante bem uns 5 quilômetros do centro, mas, para quem tinha viajado mais de 6,5 mil aquilo era uma gota no oceano gelado da Antarctica. E a Bella Vista é um encanto. Uma proprietária falando português era tudo que queríamos para nos inteirarmos dos momentos a serem vividos. Ela foi uma “lady” no convívio durante o tempo, no qual ficamos hospedados em sua pousada. Nos deixou completamente a vontade: nos indicou onde comer, preços, variedades, caminhos, onde ir, como ir e principalmente nos “empurrou” para o ponto alto de Ushuaia, o Glaciar Martial. Falou da família, do trabalho, dos objetivos, porque estava lá e deixou a pousada à nossa inteira disposição, inclusive ligando para outras localidades para tentar resolver “acidentes de percurso”, coisa bastante comum para quem viaja por lugares diferenciados. E depois de estarmos bem acomodados fomos “curtir” o “porquê” estávamos ali. Nos dias subsequentes à nossa chegada fizemos um tour pela cidade, um tour pelo Canal do Beagle, onde Charles Darvin também fez, melhor, ele faz antes da gente, lá pelos idos de 1832. Numa manhã fria, bem, em Ushuaia todas as manhãs são frias, extremamente frias, embarcamos numa Van para a Estancia Harberton, onde visitaríamos um museu de espécies marinhas, além de visualizar as árvores-bandeiras e porque deste nome, e, posteriormente, uma creche, isto mesmo, uma creche no meio do fim do mundo. Mas, não era uma creche qualquer. Era e é um berçário de pinguins. Pinguins para todos os gostos, na Pinguinera Martillo, uma ilha do Canal do Beagle. Pinguins para todo lado, grandes, pequenos, todos de fraque sem cartola e tinha até dois intrusos pinguins imperadores, pareciam estátuas, trazidas por alguma onda sem rumo. Muito interessante e pedagógico. Devo dizer que a Van nos deixou na Estancia e daí pra frente foi só transporte marítimo. Inicialmente por uma lancha bimotor, porque para navegar no gelado Beagle tem que ter potencia e segundamente num belo catamarã, de fazer inveja a muito barco utilizado por agencias de turismo em outras extremidades da Terra. E foi neste catamarã que nos aproximamos da Ilha dos Pássaros, dos Lobos e do genérico Farol do Fim do Mundo, pois o verdadeiro, descrito por Julio Verne, estava a quilômetros dali. Foi tudo fantástico. Um passeio monstruoso para ser muito bem relatado e influenciar pessoas a trilhar este mesmo caminho. No meio do caminho do fim do mundo existe um farol. Centolla: nao fique sem degustar. No quesito gastronomia, encaramos a famosa “centolla”, prato típico do lugar. Bem, foi preciso umas duas garrafas de Pinot noir para degusta-la de fato, mas, como voltar sem passar por esta prova? Em outros momentos degustamos algumas taças de Cabernet Sauvignon e Malbec, afinal, momentos especiais, paladares apropriados. Outro prato bastante apreciado foi a merluza negra, esta sim, não era preciso nem ajuda etílica. No mais, com uma culinária bastante variada, voltado mais para frutos do mar, fomos digerindo o cardápio fueguino e bebericando bons vinhos argentinos. E o trem? Bem, o trem foi um dos pontos altos do passeio. O tão decantado trem do fim do mundo foi vivido com muita intensidade desde a saída da estação até a entrada do Parque Nacional. Uma viagem pela História da Terra do Fogo. Tudo muito bem organizado, desde as instalações de embarque até o trem propriamente dito, com locomotiva nova e vagões bem aconchegantes, com bancos confortáveis, janelas panorâmicas e som a bordo. Só que na época de presidio não era assim. Enquanto o trem fazia “piuí piuí” íamos admirando a natureza e sabendo da vida dos presidiários naquele fim de mundo. E assim passamos as horas de alguns dias em um dos extremos da Terra. Esta viagem é obrigatória. E numa outra bela e fria manhã embarcamos num voo para El Calafate, onde visitaríamos o Glaciar Perito Moreno. El Calafate Primeiramente, calafate é nome de uma fruta miúda que pode ser utilizada na fabricação de licores, sorvetes e sucos. Quem provar do calafate voltará onde foi provado, diz a lenda. Provar, não provamos, mas a vontade de voltar, depois de ver um dos maiores glaciares do mundo é imensa. Pra quem chega de avião, no nosso caso, o aeroporto fica a 23 km da cidade e o transfer para a cidade, hotel ou hostel pode ser feito de taxi ou serviço de van. Apesar de El Calafate ser uma cidade pequena, alguns hotéis ficam um pouco longe do centro. É bom dar uma olhada no mapa antes de fazer a reserva, pois a caminhada pode ser longa e talvez seja necessário pegar um taxi. E tenha cuidados na escolha. A melhor época pra visitar El Calafate é na primavera e no verão, entre Outubro e Março. Fomos em janeiro. O clima nesse período é frio e seco com poucas chuvas e a temperatura pode variar entre 28˚C durante o dia e 10˚C a noite. Como viemos para visitar Perito Moreno, vamos a ele. Mas, antes, visitamos o pequeno centro da cidade e agendamos as passagens e o ingresso para o dia seguinte. Fomos ao supermercado, onde adquirimos algo para o lanche da manhã e a merenda no glaciar. Glaciar Perito Moreno: sonho de consumo de mochileiro. E amanheceu, corremos para a rodoviária e ficamos aguardando o ônibus que nos levaria ao Glaciar Perito Moreno. Fica a cerca de 85 kms do centro da cidade em estrada boa. O passeio é bem organizado e tem 7 kms de passarelas que chegam até muito perto daquela parede enorme de gelo que tem 5 kms de frente e 60 m de altura, em média. Esse passeio dura cerca de uma hora e serve para olharmos mais de perto aquelas formas de massa azulada gigante. O glaciar Perito Moreno é uma exceção entre os glaciares, pois ao invés de estar derretendo, aumenta a cada ano. Ele faz parte do Gelo Continental Patagônico, que é um resquício da última era do gelo. Lembrou-se do filme? Ele é formado pela compactação da neve pela gravidade ao longo do tempo, junto com quaisquer substancias que estejam pelo caminho. Ela é azulada porque esse gelo é muito denso e absorve todas a cores, menos as de tons azuis. A popularidade deste glaciar decorre da facilidade de acesso. Visto o Perito Moreno, voltamos á pousada, repousamos para, no dia seguinte, embarcamos para Punta Arenas, de onde voltaríamos pra casa, sem antes, passarmos próximo à Torres del Paine, fronteira novamente, rodoviária de Puerto Natales, local de conexão rodoviária e aportamos novamente em Punta Arena, onde, no dia seguinte, voo de volta para o Brasil. Assim foi a viagem ao fim do mundo. Até a próxima. Desta vez no calor dos trópicos, o arquipélago de Fernando de Noronha, onde, segundo especialistas, se localiza a melhor praia do mundo, a Praia do Sancho. Bem, aí, é outa história. Hasta la vista!
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    Muito obrigado, fico muito feliz em saber que estou te ajudando.
  11. 1 ponto
    @msouza97 Parabéns cara, sou relato foi demais. Irá ajudar muito na minha trip.
  12. 1 ponto
    Oi Clara, adorei seu relato. Morro de vontade de fazer um mochilão assim, mas acabo tendo medo de enfrentar sozinha. É a parte boa é que moro em Rondônia, bem perto. Vc ainda tem os contatos das agências? Se possível poderia compartilhar comigo? Bjus
  13. 1 ponto
    Estou indo para Santiago entre 03 e 10 de maio. Seu relato foi bastante útil para mim. Obrigado.
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    sei como é .. mas nesses sites, você compra a milha e emiti a passagem no seu nome , tem posse do localizador etc ..resumindo, a passagem é sua. se o voo for cancelado ou mudar de horário será notificado. Eu sempre consulto meus voo semanalmente .. caso altere eu ligo p cia e eles mandam voce escolhe um horário comodo caso voce reclame, pois é de direito! algumas vezes queria um voo com horário caro, e comprei no horário péssimo pq era barato, dai o voo foi alterado e outro cancelado e automaticamente quando consultei, tinha um aviso e meu horario diferente, liguei e escolhi o horário caro sem custo! "depois que compra a passagem, já era .. voce decolar nem q seja na asa hahaha "
  16. 1 ponto
    Muito obrigado pela atenção! É a primeira vez que estou comprando passagens e por isso o meu receio... Tenho medo do voo ser cancelado no dia e ter dificuldades para a remarcação do mesmo para um próximo voo, precisando que o vendedor das milhas faça isso.
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    @Barbos4 e @luizh91 como henrique falou ... porém os dados de contato pela cia fica com dados dos vendedores das milhas, porém no meu caso pela latam eu mesmo alterei, e as demais n informa contato. mas a cia você consulta normal pelo localizador q dão, como você comprou sem login na cia, fica block para alguma alteração, caso queira terá que ligar apenas, liguei está tudo certinho. esse FDS comprei mais dois trechos, é suave, confiável!
  19. 1 ponto
    @dan_08_08 : a estrutura turística em Pirenópolis é muito voltada para quem vai de carro (tanto que por isso eu mesma nunca fui lá, hehe!). Até conheço gente que pedala por aquelas bandas, mas levando a própria bicicleta no carro. Ou mesmo pedalando até lá. Se você vai de ônibus, são 4h de viagem e fica inviável voltar no mesmo dia. Então sugiro que você entre em contato direto com as pousadas e veja se alguma oferece esse serviço.
  20. 1 ponto
    Mais barato que o Centropuerto é a jardineira de turbus. Quando chegar ao desembarque verá ali parada,da última vez que passei lá,custava 1700 pesos até o terminal Alameda com parada no Pajaritos.Se vai seguir viagem estará no lugar certo,se vai ficar há metro na porta,só não pegue táxi,pois ali há muita desonestidade.
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    Fiz esse trekking em dezembro. Praia das ostras em Prado até Trancoso. Duração: 3 dias Total percorrido: 100km
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    3 - Aeroportos e imigração 3.1. Aeroportos de Guarulhos / Zurique / Roma GRU: Não conhecia ainda o Terminal 3, que é bem amplo e atende bem a demanda. O controle de acesso é feito automaticamente, basta encostar o código de barras do cartão de embarque e passar, logo na sequência tem o raio-x e controle de passaportes...depois vem um sem mundo de lojas, começando claro pela Dufry. O salão de embarque é gigantesco, e tem uma excelente vista para quem quer fazer spotting (observação das aeronaves), pois dá de cara para as pistas. A conexão de internet estava ok até pelo que testei, mas fiquei usando os dados da minha operadora. ZRH: O aeroporto de Zurique frequentemente é tido como o melhor da Europa, e consegue-se perceber que o título é justo. Muito bem sinalizado em Alemão e Inglês, com muitos sanitários, pontos de informação, e lojas/restaurantes, tudo com preços um pouco intimidadores (por exemplo um lanche no Burguer King a 17 Francos Suíços, convertendo vai para uns 50 reais..admito que nesse instante esqueci da regra "quem converte não se diverte" hahaha). Só tirei essa foto abaixo de lá: Detalhe: Quem vem de países de fora do tratado Schengen desembarca no Terminal E, que é fisicamente separado dos outros dois terminais A e B, que é onde fica o controle de imigração. Então existe um trenzinho muito charmoso, o Skytrain (embora tenha esse nome corre todo o tempo no subterrâneo), que te leva do E para o prédio principal do aeroporto. Os vôos regionais europeus (para países de dentro do Espaço Schengen) saem dos terminais A e B. Porém como nem tudo são flores, tenho duas críticas à esse belo aeroporto: A internet é praticamente impossível de se acessar (pede pra ativar por meio de um código SMS que nunca é enviado) e não tem água potável gratuita em nenhum lugar. Ou toma bastante água no avião, ou compra nos cafés pagando 7 Francos Suíços. FCO: Aeroporto ok, não vi nada diferente que me chamasse a atenção. Abaixo falo mais do que dá pra resolver de útil nesse aeroporto: Chip de celular: Tinha lido previamente que a melhor operadora na Itália era a Vodafone, com a TIM logo em seguida. Assim sendo procurei por um guichê ou loja dessa empresa, mas não achei, pelo menos não vi no Terminal 3, que foi onde desembarquei. Mas achei a loja da TIM, e eles tinham o chip que me interessava mais, que é o Tim for visitors (saiba mais aqui) que é mais prático e feito para viajantes, e com várias opções de combinações entre dados e minutos para ligação. A moça que me atendeu disse que poderia escolher se quisesse a opção somente com dados, com incríveis 30 GB, ao custo de 30 euros. Como já sabia do preço comprei sem problemas (saiu muito mais barato do que comprar chip em Guarulhos). Pedi a ela que ativasse o chip para mim, ela me explicou o processo que é bem simples e consiste nos seguintes passos: 1 - Trocar o chip do celular para o da TIM 2 - Ligar o celular e aguardar um SMS da TIM no celular (demora até 30 minutos para vir a mensagem, no meu caso foi exatamente esse o tempo) 3 - Reiniciar o celular logo após receber a mensagem 4 - Pronto. Já tem internet. Funcionou direitinho para mim. Quanto ao sinal, não tive nenhum problema de conexão em todos os lugares onde passei, inclusive na cidade de Montepulciano, a mais distante de tudo em que estive. A única coisa que percebia era que durante viagens de trem, em alguns momentos no meio do nada o sinal dava uma caída drástica, mas naquele momento não precisava usar. Quanto ao tamanho do pacote de dados, foi mais que suficiente para Whatsapp, Facebook, enviar várias imagens e vídeos de vários MB, abrir Youtube...terminei a viagem crendo que sem usar ainda boa parte do que comprei. Recomendo. OBS: Nas ruas do centro de Roma encontra-se várias lojas da Vodafone, para quem ainda assim desconfiar da TIM, então se não quiser pegar chip com eles, só andar pela cidade que achará. Roma Pass: Outra coisa útil que dá pra fazer lá é comprar o Roma Pass. Eu sei que ele vende pela internet também, mas achei o método de pagamento confuso e o site não aceitou o meu cartão de crédito não sei o motivo até hoje (bandeira MasterCard). Então tive que comprar na hora...é uma loja que fica bem próximo à saída, em frente a da Trenitália. O atendente descobriu minha nacionalidade e explicou em Português de Portugal como se utilizava o cartão. Quando você compra, vem junto numa espécie de Voucher, onde tem também um mapa da cidade de roma e do sistema de metrô/trens, um guia com as atrações cobertas pelo cartão, e um cartãozinho de desconto. Dois cartões de 72 horas saíram 77 euros no total. O cartão em si parece com aqueles de banco, e tem no verso um campo para que você escreva o seu nome e o dia de ativação, mais para te recordar do que qualquer outra coisa. O modo de usar é simples...a sua missão é validar (assim como tudo que envolve transporte na Itália, sobre o qual falarei nas próximas seções). Como você faz isso depende de onde você vai utilizar o cartão primeiro. Se for no transporte público, é nos validadores dos ônibus ou Tram (ou também conhecido como VLT) ou nas catracas das estações de metrô. Nos validadores dos ônibus existe um local onde você insere cartões, é ali que deve ser colocado para ser lido, já no metrô você simplesmente o encosta no leitor da catraca, igual se faz com o bilhete único no metrô aqui de SP, irá aparecer "Titulo Convalidado" e pronto, já está contando o prazo de uso do cartão. Caso vá utilizar primeiramente em alguma atração, o próprio atendente irá validá-lo. OBS: O Roma pass não serve nos trens que ligam o aeroporto até o centro de Roma. Essas passagens devem ser compradas à parte! (te falo onde jajá) 3.2. Imigração Bom, a imigração não foi feita na Itália, e sim na Suíça, no prédio principal, pois é um país que embora não faça parte da União Europeia está incluso no Tratado de Schengen, e como a regra diz que se faz a imigração no primeiro país desse tratado a mesma ocorreu lá em Zurique. Sempre trato a imigração como assunto seríssimo (fruto de muito tempo assistindo "Barrados na Fronteira" do canal AXN) e embora tenha lido e ouvido falar que é bem tranquilo a imigração na Europa de um modo geral ainda assim deu um certo "frio na barriga". Mas a verdade é que na Suíça pelo menos a coisa é muito tranquila. Vi muito Chinês cometendo a falta grave de usar o celular na fila da imigração, tinha gente até filmando os postos de entrevista...meu espanto vem pela experiência americana, lá nos EUA o celular e qualquer outra coisa eletrônica deve obrigatoriamente estar desligada na hora de passar pelo CBP (Controle de fronteiras). Vi gente levando dura de oficiais por desobedecer tal regra...mas lá na Suíça nem ligaram para isso. Antes, fica aqui a dica útil: em Zurique há dois locais onde se faz a imigração, um para quem tem como destino final a Suíça e vai sair do aeroporto para a rua/estação de trem e outro para quem vai pegar conexão para outros lugares. Como eu não sabia disso, fui seguindo as placas de Passport control logo assim que saí do SkyTrain e peguei a fila junto com quem tinha como destino final aquele país, somente quando chegou a minha vez de ser atendido o oficial me explicou que se passasse ali teria que dar toda a volta e refazer o check-in para entrar no próximo voo...Então o segredo é, se vai fazer conexão para outro lugar, siga direto as placas que informam onde está o Portão de Embarque do seu próximo voo...com certeza antes de ter acesso à sala de embarque você vai ter que passar pelo controle de imigração. E esse caminho é por um corredor à direita do controle de imigração principal (rumo aos terminais A e B). Sobe um escada rolante e ali estão os guichês de imigração para quem está em trânsito pelo aeroporto. Quanto a imigração em si, super tranquila, só me perguntou o que iria fazer na Itália e por quantos dias, sem sequer scanear os dedos ou tirar fotos (chatices da imigração americana) nem pedir nenhum documento, carimbou os nossos passaportes e liberou-se o acesso aos portões de embarque. OBS: Como viajei com meu passaporte no limite do tempo, com somente 7 meses de validade após o retorno, o oficial me concedeu de visto apenas a quantidade exata de dias que disse que iria ficar, o que não me causou transtorno algum, porém reduz margem para imprevistos.
  23. 1 ponto
    Pra gente não teve, mas algumas pessoas foram selecionadas pra passar por eles (daí nao sei como funciona - só sei q eles iam selecionando pessoas q tinham mta coisa). Como sou cagona mesmo eles não ligando pra mim avisei q tinha notebook e se precisaria declarar e eles disseram q não. Na saída vc declara a nota do q comprou (caso queira IVA) e se eles quiserem podem abrir sua mala. Como a fila estava enorme eles não abriram de ninguém. Acho que td depende do fluxo do dia.
  24. 1 ponto
    A trilha sai da barra de Valizas tem cerca de 8 a 12km, dependendo se vai em linha reta ou seguindo a costa. Provavelmente ninguém vai te impedir de ir com o cachorro, mas cabo polônio é uma área de preservação ambiental, se não é permitido a entrada com animais, é bom respeitar.
  25. 1 ponto
    Foi em Setembro/2017. Sim a Santa Rita é um pouco mais longe, a partir da Concha Y Toro chamei um Uber que me custou quase 5 mil Pesos (R$25) pra chegar na Santa Rita. No meu relato tem mais detalhes e algumas dicas que podem te ajudar a planejar esse dia das Vinícolas.
  26. 1 ponto
    Opa, tudo certinho Guto? Me desculpe a demora, estava em uma outra aventura e retornei hoje! Fiquei sem internet por alguns dias rs. Li o que o pessoal falou aqui e tudo é bem válido. Quando fui em 2014, o booking era uma boa opção, mas de fato, fiz agora uma viagem ao Chile e no booking nunca mostra a tarifa... Me parece que se paga em dólar não há essa cobrança, porém se pagar com cartão ou efetivo tem. De fato, disponibilidade sempre há, mas entendo a preocupação por viajar com criança! Acho que já deixar tudo reservado te da uma paz. Vi que sugeriram chegar cedo nas cidades para alugar casa, pode ser uma opção, seria necessario dirigir a noite para chrgar pela manha...mas eu não recomendo dirigir pela noite... Uma grande parte das estradas sao de uma faixa de ida e outra de volta... A noite não é muito bem sinalizada e se tiver algum motorista vacilando pode ter algum acidente... além de que o ponto máximo, para nós pelo Menos, foi olhar a paisagem das estradas de dia que são incríveis. Uma coisa importante... Algumas aduanas mais ao sul fecham as 7 da noite! Quebrei a cara uma vez...saindo de Bariloche não chegamos a tempo e tivemos que dormir em um hostel de última hora! Foi fácil achar, mas n tinha calefação quase viramos picolé rs E quanto a planilha, puxa infelizmente ao tenho com a acomodação e tudo mais. Na época ficamos em hostes beeem baratinhos e como já foi há 4 anos pode ser que os preços subiram um pouco! A comida a gente fazia um cardápio mesmo e ia comprar no mercado. Levamos aqueles fogareiros de butano e cozinhavamos na rua mesmo, quando estávamos indo para alguma cidade.
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    1 - Avião 2 - Possivel é, ideal não. Você pode fazer no Dia 1 Valle de la Luna + Tour Astronomico (se for sortuda) e no segundo dia fazer Lagunas Altiplanicas. 3 - Maioria dos passeios precisa de agência porque tudo é distante da cidade
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    Muito obrigado pelo retorno, Henrique. Vou fazer o teste em uma próxima viagem, rs
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    Eu já, nacionais e internacionais, e nunca tive problemas. Após a compra você recebe o código localizador. A passagem é emitida em seu nome e dados. Você consegue, inclusive, usar essa passagem para acumular milhas no seu programa de pontos.
  31. 1 ponto
    Ola Zervelis, você está de parabens pelo conteudo. Queria ter encontrato seu blog antes de fechar o aereo que me tirou tanto o sono, pois usando sua agencia teria sido uma experiencia muito mais tranquila rs. Enfim, estamos usando seu blog para quase tudo em nossa viagem pela grecia , principalmente as pousadas e alugueis de carros e quads(estaremos la entre 30/05 chegando cedo e 12/06 partindo 11 da noite para seguir viagem pela turquia . Certamente também conheceremos os amigos que fez la. Por favor nos de um feed back sobre o roteiro abaixo, se está de acordo (visto que perdemos nosso sono planejando ele entre Cyclades e Jonicas, casando horário de voos, onibus e balsas). Desde já agradecemos. Abraço 1 segunda-feira, 28 de maio de 2018 Saída de Curitiba terça a noite para voo quarta as 03:00h da manhã em GRU 2 terça-feira, 29 de maio de 2018 Saída de GRU 03:15 para chegada em Istambul 21:50 em Istambul, daí voo para athenas a 01h da manhã e chega em Athena 02:20. Viaja para K\mykonos 05 da manhã e chegada 6:30 da manha via Olympic 3 quarta-feira, 30 de maio de 2018 mykonos 1 - vindo de Atenas - Aereo 06:30 da manhã 4 quinta-feira, 31 de maio de 2018 mykonos 2 5 sexta-feira, 1 de junho de 2018 mykonos 3 6 sábado, 2 de junho de 2018 Myoknos 4 para Santorini 1- saida final do dia para Santorini, se possível 7 domingo, 3 de junho de 2018 Santorini 2 8 segunda-feira, 4 de junho de 2018 Santorini 3 Santorini sai de santorini para Kefalonia Aereo/Olympic as 11 da noite e chega as 06 da manhã da terça dia 05.voo barato mas de 6 horas total via Atenas 9 terça-feira, 5 de junho de 2018 Kefalonia 10 quarta-feira, 6 de junho de 2018 Kefalonia 11 quinta-feira, 7 de junho de 2018 Kefalonia 12 sexta-feira, 8 de junho de 2018 Kefalonia 4 e saída para Zakynthos durante a tarde 08:00H 13 sábado, 9 de junho de 2018 zakynthos 2 14 domingo, 10 de junho de 2018 zakynthos 3 e saída para Athenas de Onibus da Ktel as 17:30 da estação de Zakynthos, chega por 21:30 em Atenas 15 segunda-feira, 11 de junho de 2018 Atenas 1 16 terça-feira, 12 de junho de 2018 Atenas 2 e saída para Istambul: 22:25 para chegada 23:55 em Istambul 17 quarta-feira, 13 de junho de 2018 Istambul 1 18 quinta-feira, 14 de junho de 2018 Istambul 2 19 sexta-feira, 15 de junho de 2018 Istambul 3 20 sábado, 16 de junho de 2018 Istambul 4 21 domingo, 17 de junho de 2018 Capadocia 1 - Sai de Istambul 10:00h chega aerop capadocia as 11:20 22 segunda-feira, 18 de junho de 2018 Capadocia 2 23 terça-feira, 19 de junho de 2018 Capadocia 3 Volta de noite , para dormir em Istambul e viajar as 09 da manhã 24 quarta-feira, 20 de junho de 2018 Retorno para o Brasil - Saída de Istambul 09:25 da manhã, chega em SP as 16:25 (13h de trip)
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    Pode sim...é um documento válido emitido por um órgão reconhecido nacionalmente, e além disso não é mencionado no passaporte o nº de RG. O problema no Brasil é não ter unificado ainda o sistema de emissão de RG a nível nacional, para evitar bizarrices como essa de possuir 2 RGs emitidos em estados diferentes. Apenas lembre-se de levar o RG que você mencionou no DS-160, pois é o que o oficial do consulado poderá querer ver na hora (muito embora creio que vá contentar-se apenas com o passaporte)
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    @Mandythely em todas as estaçoes a agua pode ficar fria (ou gelada!), devido a um fenômeno chamado ressurgência, comum por lá. mas nao é nada que vá impedir sua viagem, nem de curtir uma boa praia - e lá tem várias! as noites costumam esfriar um pouco, tambem nada demais, um casaco simples resolve. sobre acomodação, vce encontra bons hostels por R$40,00 com café da manhã incluído. se vce ficar na Praia Grande, estará próxima de restaurante, bares, mercados etc e de outras praias como, p ex, Praia dos Anjos (onde tem o píer no qual saem barcos para passeios e para as Prainhas - as mais bonitas na minha opinião), Praia do Forno (trilha ou barco), bem como do Centro da cidade (onde está a rodoviária - distância essa que pode ser percorrida a pé).
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    Pelo que lembro, o consulado americano não tem acesso ao RG que você informou para fazer o passaporte, então tanto faz qual você use. Mas o recomendável é usar o CPF ao invés do RG.
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    O campo National Identification Number poderia ter sido preenchido com o CPF ao invés do RG
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    DEDO DE DEUS-RJ: A conquista que atravessou o tempo. 1997: Dois amigos de infância tentam alcançar a montanha mais lendária do Brasil, sem experiência nenhuma em escalada, tentando laçar pinos com uma corda de sisal, fracassam e fazem um juramento de um dia botar os pés no topo daquela montanha. Juntos, ganham parte do Brasil subindo outras montanhas, atravessando vales selvagens, desbravando lugares praticamente intocados e um deles também se aventura por outros caminhos do Continente Sul-americano. A vida vai passando, os filhos vão chegando e entre uma montanha e outra, sempre ficam remoendo o fato de ainda não terem cumprido a promessa que haviam feito. 2017: (junho) Por um golpe do destino, apenas um desses dois amigos consegue se agrupar com outros amigos em comum e numa tentativa de chegar ao cume da montanha, perdem a trilha, cometem alguns erros e são obrigados a enfiar o rabo entre as pernas e voltarem para casa sem chegar ao topo: mais um fracasso! Tendo já feito praticamente tudo em matéria de montanhismo clássico, subido todo tipo de montanha no Brasil e algumas fora dele, tendo me dedicado vários anos a exploração selvagem de vales e rios, tendo tido a honra e a oportunidade de, junto com alguns amigos, poder botar meus pés em montanhas onde outros jamais puseram, vi que havia chegado a hora de aprender os rudimentos da escalada. Quase que inconscientemente eu sabia que aquela promessa feito 20 anos atrás, jamais sairia do papel se uma atitude não fosse tomada. Mas há um porem: A escalada é um mundo fechado e diferentemente do montanhismo clássico, poucos são os praticantes que estão dispostos a perderem seu precioso tempo para ajudar novatos, muito porque esse é um esporte caro e por isso mesmo, o tipo de gente que o pratica costuma ser um pouco mais elitizada. Como, ainda bem, tudo na vida tem suas exceções, um convite de um casal de amigos para conhecer o esporte, fez com que eu tivesse esse primeiro contato com o mundo das paredes. Aprendi meia dúzia de procedimentos, mas foi o suficiente para eu voltar a sonhar com a promessa de 20 anos atrás. Num dia qualquer, sem nada para fazer em casa, tive uma “ideia brilhante”: Peguei minha velha corda de rapel, minha cadeirinha antiga e um freio da década de 90 e uns mosquetões de aço de construção civil e convidei meu grande amigo de infância e mais outros novos amigos de algumas roubadas memoráveis. e foi assim que 4 paspalhões se encaminharam para uma pedreira abandonada em Campinas, que virou palco de escalada com mais de 80 vias, no interior de São Paulo. A nossa chegada à Pedreira do Garcia acabou por se tornar um evento de bizarrices, os escaladores locais nos olhavam com cara de reprovação, alguns com cara de nojo, mas a gente estava feliz. Subíamos três ou quatro metros de paredes e nos divertíamos para valer com aquilo e pouco nos importávamos se tinha gente gostando ou não, a gente nunca esteve nem aí pra coisa alguma porque ao contrário do que os outros imaginavam, tínhamos plena consciência do que estávamos fazendo, porque não éramos garotinhos brincando pela primeira vez no balanço da mangueira e naquela mesma pedreira, mais de uma década atrás, a gente já tinha feito muito rapel e ficar pendurado numa corda não era nem de longe nenhuma novidade pra gente. Voltamos um outro dia na Pedreira, agora com uma corda de escalada conseguida pelo Alexandre e algumas costuras, estávamos evoluindo, no nosso conceito, porque no conceito de outros, continuávamos os mesmos merdas de sempre, rsrsrsrsrsr. Mas, como ainda é possível continuar acreditando em parte da humanidade, alguns escaladores se sensibilizaram com a gente e vieram oferecer ajuda, gente que hoje somos eternamente gratos, do qual acabamos nos tornando amigos também. Naquele dia, com uma corda de escalada, mesmo com o fiofó na mão, alguns de nós conseguiu guiar algumas vias fáceis, no caso, eu, o Vinícius e o Dema, porque o Alexandre mal conseguia se segurar a três metros, inclusive eu e o Dema comentamos que o Alexandre era um dos que não iria a lugar nenhum, não havia nascido para o esporte. Entre idas e vindas à pedreira, somente o “molenga” do Alexandre foi quem efetivamente começou a se dedicar verdadeiramente ao esporte, porque eu e o Dema aparecíamos esporadicamente, às vezes passávamos meses sem nem aparecer por lá. O Vinícius foi outro que procurou correr atrás, fazendo alguns cursos de técnicas verticais com a galera da espeleologia e começou a subir alguns degraus na escalada. Mas foi mesmo o safado do Alexandre que se entregou de cabeça, foi ele quem correu atrás de se especializar, fez cursos rápidos no Rio de Janeiro e adquiriu equipamentos mais modernos. Continuamos a nos encontrar para algumas vias de escalada, inclusive em algumas paredes de escalada clássicas, mas nada que exigisse muito da gente e sempre que estávamos juntos, lembrávamos que um dia havíamos combinado que escalaríamos o Dedo de Deus e que quando isso fosse acontecer, iríamos pegar firmes e treinar pelo menos uns três meses antes. Pois é, mas um dia o Alexandre me manda uma mensagem no meio da semana e me diz : -“ Se prepara Divanei, domingo vamos subir “sua montanha”. O Alexandre estava de brincadeira, não havia o menor cabimentos de nos metermos naquela enrascada de uma hora para outra sem uma preparação específica, mas ele não queria nem saber, era agora ou nunca e pior, o Dema não poderia ir nessa data, logo ele que havia jurado estar comigo no topo daquela montanha antes de morrer. Não era o que eu queria, mas era o que me restava e se eu não fosse, não aproveitasse aquela oportunidade, talvez jamais teria outra. Eu não estava pronto, mesmo assim aceitei o desafio. Chegamos em Teresópolis de madrugada e mesmo praticamente sem dormir, nos lançamos na trilha que nos levaria às paredes do Dedo de Deus, nos agarramos aos cabos e cordas e quando vimos, estávamos perdidos lá no começo da via Teixeira. Havíamos perdido a trilha de acesso à VIA LESTE e quando a reencontramos, tínhamos perdido várias horas, além de já encontrarmos outros escaladores congestionando a parede de escalada. Cometemos alguns erros, demoramos demais e quando a noite nos pegou, estávamos ainda a mais ou menos uma hora do cume e para piorar, perdemos a sequência da via e sem saber para onde ir, demos meia volta e descemos no escuro fazendo rapel e desescalando até depois da meia noite, FRACASSAMOS BONITO ! Voltei para casa arrasado, decepcionado, havia decidido que não queria nem escalar mais. Mas a raiva passou uma semana depois e caí na besteira de contar em relato como havia sido aquela aventura fracassada. Resolvi contar como se sentia um novato no mundo da escalada, os sofrimentos, as dificuldades, as agruras, os erros cometidos e os medos passados. Foi a deixa para parte da comunidade escaladora me bombardear sem dó nem piedade, destilaram ódio, não aguentaram ver novatos como a gente se meter sem um guia no solo sagrado do montanhismo nacional. Disseram que a gente havia subido nos cabos de forma totalmente errada e que agora havíamos comprometido a estrutura dos mesmos, colocando em risco a vida de todo mundo. Apontaram erros que eu nem havia mencionado nem em relato e nem em fotos, ou seja, aproveitaram a oportunidade para deixar bem claro que aquilo ali era feudo de meia dúzia de grupinhos constituídos. Não posso negar, fiquei puto com parte daqueles caras, mas também me serviu para correr atrás de aprender os tais procedimentos alardeados por eles, mesmo que outros escaladores tivessem me dito que isso não passava de um monte de mimimi, mas se havia algum procedimento específico, não custava nada aprender. Algumas semanas se passaram depois disso, ninguém mais tocava no assunto Dedo de Deus. O Alexandre até falava que poderia ir escalar a Agulha do Diabo com um escalador experiente qualquer dia desses, mas esse menino não se tornou amigo nosso de graça, só sendo um grande porra louca mesmo e num ataque de porra-louquisse desvairada, jogou logo no ar que voltaria na Serra dos Órgãos porque não aguentava mais ficar com aquela montanha entalada na goela. Aquilo assombrou todo mundo, porque ninguém nem sonhava em voltar lá tão sedo, inclusive o Natan e o Gersinho que estiveram lá na primeira investida, já sinalizaram que não poderiam ir na data estipulada. Para ser sincero, nem eu mesmo estava em condições de novamente fazer uma loucura daquela, de viajar em um bate e volta de 1200 km para o Rio de Janeiro, mas foi aí que o Dema me encostou contra a parede: “- Divanei, meu amigo, você esqueceu do nosso juramento? É chegado a hora, vamos lá amigão, a gente merece aquela montanha por tudo que já fizemos juntos em mais de duas décadas de montanhismo. ” 2017- (Agosto) Ali estávamos nós, depois de viajarmos por mais de sete horas, estacionamos novamente atrás do Restaurante Paraíso das Plantas, a pouco mais de 1 km da trilha de acesso ao Dedo de Deus. Alias, de onde estávamos era possível avistar o grande gigante de pedra tocando o céu, numa imagem assustadora. Já passava das duas da madrugada e combinamos em dormir até pouco depois das quatro da manhã ali mesmo, deitados no duro concreto de uma calcada fria e úmida, que faria qualquer mendigo ter náuseas. Quando o celular despertou-nos, eu que já havia dormido de bota e tudo, dei um salto, estava muito ansioso, mas não menos que o Dema , o Alexandre e o Vinícius. Arrumamos tudo nas pequenas mochilas e partimos. Uns 15 minutos de caminhada descendo o asfalto nos leva para a curva da Santinha, junto a uma pequena cachoeira e aí é só continuar descendo e ir se atentando para quando passar os dois próximos bueiros e depois do segundo, uns 30 metros à frente, entramos numa trilha, subindo o barranco à direita, que em mais alguns metros vai tropeçar numa cerca onde está a placa do Parque Nacional. Para não termos que ficar ouvindo bobagens de outrem e para não correr o risco de uma possível encheção de saco na volta, desta vez enviamos as autorizações com os nossos nomes para a sede do Parque, coisa que nem os próprios escaladores locais costumam fazer, como ficamos sabendo dos grupos que encontraríamos na montanha. Na cerca, adentramos para a esquerda e acessamos a trilha que sem nenhuma bifurcação vai nos levar em uma hora, direto para a grande parede rochosa da Toca da Cuíca, onde começam os cabos de aço. Diante da grande parede dos cabos de aço, que ainda não é a via de escalada obviamente, é preciso parar para uma breve reflexão: São quase 100 metros de cabos de aço, mas no início não existe cabo algum. São uns 10 metros de parede lisa, com uma sequência de chapeletas a cada uns dois metros. Tudo isso foi planejado para que nenhum montanhista desprovido de equipamentos de escalada pudesse acessar a montanha e segundo a comunidade escaladora, ir fazer alguma merda lá encima. Claro, isso é uma posição que eu como montanhista, apesar de entender os porquês, não concordo, mas é uma opinião exclusivamente minha, não sendo compactuada com o resto do grupo. Mas a questão nem é essa, segundo as “normas”, os cabos de aço devem ser subidos com uma corda paralela, como se a pessoa estivesse escalando de fato e usando os cabos apenas para ganhar terreno. Essa são as normas e foi por causa de contar que nós subimos apenas nos apoiando aos cabos com as mãos é que fomos “ameaçados” de morte e de linchamento pelos escaladores, mas não me contentando com essa cagação de regra toda, fui ler relatos e ver vídeos na internet e foi aí que me caiu a ficha. Praticamente todos os vídeos que eu vi e relatos que eu li, todo mundo subia o cabo de aço feito chimpanzé de circo e para minha surpresa, eram escaladores renomados, gente experiente, dono de agencia de escalada, que fazia esse procedimento inclusive guiando seus clientes. Diante do exposto acima, conclui que havíamos sido apenas vítimas de preconceito por nos colocarmos como iniciantes no esporte e querermos fazer algo que apenas os mais graduados se achavam no direito de fazer. Claro, não posso deixar de citar as dezenas de pessoas que entraram em contato comigo depois do primeiro relato, oferecendo nos guiar de graça e também agradecendo por eu ter tido a coragem de contar algo que parece ser um tabu na escalada, porque esse não seria um esporte para pessoas fracas e todo mundo que escala estaria acima desses “sentimentos mesquinhos “, o que obviamente não passa de uma grande bobagem. Bom, o certo é que a gente tinha combinado que da próxima vez que voltássemos lá, procuraríamos seguir todas as regras da ABCR (associação brasileira dos cagadores de regras), mas diante de tudo que havíamos visto, resolvemos somente subir pensando mesmo só na nossa segurança e para subirmos os primeiros 10 metros sem cabos, usamos 2 solteiras cada um. Escalávamos um misero metro, colocávamos uma solteira longa e quando alcançávamos a próxima chapeleta, instalávamos mais uma solteira e retirávamos a anterior e assim sucessivamente até ganharmos os cabos de aço. Nos cabos de aço apenas nos preocupamos em clipar as duas solteiras e ir subindo nos apoiando levemente. Claro, há a possibilidade de por qualquer descuido escorregar e despencar por uns 4 metros e a gente sabe que solteira não foi feita para receber impacto, mas como não se trata de uma queda livre, é quase impossível haver um rompimento. Mas também, se o sujeito não tem competência para se segurar num cabo tão grosso que é capaz de aguentar o peso de ônibus, então não há nenhum motivo para que esteja ali, que vá procurar outra coisa para fazer e além do mais, nós estamos acostumados a nos pendurarmos em paredões escorregadios de 200 metros na Serra do Mar apenas nos segurando em cipós, bromélias e cordinhas de varal e aqueles cabos são brincadeirinha de criança no jardim da infância. Não levamos nem quinze minutos e já nos livramos daquela parede, depois os cabos se alternam com algumas cordas e como dessa vez já conhecíamos a trilha, mais uns 15 minutos nos deparamos com a bifurcação à direita que vai nos levar direto para a via de escalada propriamente dita ( via Leste), seguindo a esquerda ou reto é a continuação da trilha para a via Teixeira, a via da conquista de 1912. Essa trilha para a direita vai beirar um grande paredão e também vamos ganhando altura e terreno nos valendo de alguns pedaços de cabos de aço e cordas velhas e não leva nem 15 minutos, já estamos no selado de conexão entre o Dedo de Deus e o Polegar. O caminho para a via de escalada segue para a esquerda, mas antes fomos até o Polegar para admirar o gigante de pedra. De cima do Polegar é possível vislumbrar toda a parede que iremos escalar a partir de agora e é a hora de sentir a grandiosidade daquela montanha lendária. Eu e o Dema estamos ansiosos porque é chegado a hora de nos lançarmos para aquilo que esperamos por vinte anos e agora é caminho sem volta, estamos prontos e resolutos a não cometermos nenhum erro dessa vez. Descemos ao selado entre o Polegar e o Dedo de Deus e adentramos logo na última escalaminhada até o início da escalada e ao chegarmos na primeira enfiada (lance) decidimos que não escalaríamos encordados, muito porque essa primeira enfiada tem somente um lance de escalada e o resto não passa de uma escalaminhada. Da outra vez, essa foi a única parte que cai porque entrei com o pé errado. Aqui muitos se enfiam dentro de uma pequena fenda a esquerda e vão ganhando altura até conseguir uma mão na pedra abaulada. O Vinícius subiu com a ajuda do Alexandre e amarrou a corda em um arbusto apenas para que a gente tivesse uma segurança psicológica. Logo em seguida o próprio Alexandre se pendurou e ganho o patamar mais acima. Eu e o Dema analisamos melhor a subida e concluímos que o melhor mesmo era subir pela direita, que é muito mais exposto, mas muito mais fácil e para não corrermos risco de despencar no vazio, providenciei um prussik de segurança e o amarrei à corda e subimos de Batmam mesmo e já nos encaminhamos para a segunda enfiada, onde os outros dois já nos esperavam, fim da brincadeira, hora de checar todos os procedimentos e começar a escalar de verdade. Dessa vez estávamos em quatro e não mais em cinco, mas não sei porque, acho que é pura perseguição, o Alexandre mais uma vez me colocou novamente como cú de tropa, ou seja, o ultimo de novo. A configuração se deu então com o Alexandre guiando e como ele é esperto, colocou logo o Dema para fazer a segurança dele, acho que no intuito de filar uns torresmos e umas mandiocas fritas de vez enquando, já que o Dema sempre carregava esses petiscos a tira colo. O Vinícius desta vez insistiu em ficar em terceiro para poder operar a câmera e a máquina fotográfica. Ancorados numa árvore e em um “P” sobre um platô de pedra, ficamos ali a acompanhar o Alexandre levar nossa corda para cima. Nessa segunda enfiada é preciso se enfiar numa chaminé de meio corpo, ganhar altitude e já sair dela. É um lance fácil para qualquer escalador, mas obviamente para alguns de nós que não tem lá tanta experiência assim, qualquer lance no Dedo de Deus vai ter que ser vencido na raça e nada vai vir de graça. A parada dessa segunda enfiada é lá encima já perto de uma rampa exposta que leva à gruta onde está a árvore e onde as vias se separam em duas. Quando o Alexandre chegou nela, já nos avisou pelo rádio (sim, a gente levou rádio) que poderíamos subir. O Dema foi o próximo e como ele era o único que ainda não havia subida aquele trecho, teve uma certa dificuldade no início e pagou o preço de ser o “debutante “da turma, mas como ele é um cara safo, não demorou muito, já se juntou ao Alexandre. O Vinícius nem perdeu tempo também, trepou na rocha e subiu feito um lagarto assustado e quando percebi, ele já havia sumido da minha vista. Quando chegou minha vez, desclipei minha solteira do pino e já me agarrei à rocha e me enfiei na fenda e fui subindo por dentro dela e logo a subi como se estivesse numa chaminé e assim consegui ganhar a parede do lado direito, que é meio arredondada, mas com várias agarras boas. Ao chegar ao fim dessa paredinha é preciso fazer uma espécie de travessia mais para a direita, se segurar numa raiz e ganhar um arbusto. Daí para frente é uma subida gostosa, cheio de grandes agarrar até finalmente dar de cara com a rampa que leva até a gruta. Essa rampa é meio exposta, mas a rocha é muito áspera e subir por ela desencordado é bem seguro e foi o que fizemos. Agora reunidos dentro da gruta, aos pés de uma grande árvore que teimosamente sobrevive ali naquele mundo hostil, havia chegado a hora de enfrentar mais uma vez a temida enfiada conhecida por MARIA CEBOLA. Na gruta, junto à arvore, a sequência da escalada se divide em duas: Temos a já citada Maria Cebola, que é uma curva tenebrosa na quina da montanha, bem na beira do abismo de centenas de metros e a outra variante é uma sequência de chaminés escuras conhecida como Blackout . A gente já tinha se fodido na Maria Cebola da outra vez e agora decidimos que iríamos “se foder” novamente (rsrsrsr). Mais uma vez coube ao Alexandre levar nossa corda, mas antes ligamos os rádios porque depois da curva do abismo, a comunicação fica bem prejudicada. Ver o Alexandre guiar ali é um motivo de orgulho para a gente, um cara que até esses dias mesmo tinha dificuldade para subir até pé de goiaba e agora estava escalando naquele nível, com aquela eficiência, é um avanço muito acima da média. E ele fez mesmo bonito, nem chegou a sofrer na curva e quando pisquei o olho, ele já estava no arbusto montando a parada e pedindo para o Dema subir, hora de comer uns torresmos e nos preparáramos para o show, de horrores. ( rsrsrsrsr) Eu e o Vinícius também já havíamos passado por isso na primeira vez e agora a gente ia se divertir vendo o inexperiente Dema passar pela Maria Cebola. Como todo mundo, ele já se pendurou na primeira costura e se jogou, pulando de cima da árvore direto para a parede e antes mesmo de se estabilizar, já tremeu as pernas buscando alcançar a nova costura à frente, onde já tratou de passar a outra corda que prendia ele a mim e ao Vinícius. Aos trancos e barrancos chegou à curva, aonde um escalador local contou que havia visto a sua vó e ali naquela curva de gente morta, o coitado pagou todos os seus pecados, desta e das vidas passadas. Esqueceu de retirar a corda que o prendia à costura e ficou preso na curva com o corpo pendendo para o precipício. Ficou gritando para liberar a corda e quando ela afrouxou um pouco, desesperado gritou para retesar. Fazendo a segurança dele, o Alexandre se cagava de tanto rir e compartilhava a sua zoeira com a gente falando pelo rádio. O Vinícius então, era outro que até caiu no chão de tanto rir de ver o Dema se lascando na curva. Eu fui o único que “se manteve firme|”, sério, como a situação exigia, afinal de contas era meu amigo de infância que estava ali se fodendo e eu tinha a obrigação de ir passando os betas, as dicas e não era conveniente ficar fazendo galhofa numa situação daquelas. (Só que não, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk). O Dema chegou lá encima, junto ao Alexandre, sem saber nem onde estava, mas sobreviveu a passagem lendária. O próximo foi o Vinícius, que da primeira vez foi quem mais sofreu nessa terceira enfiada, mas vejam só, dessa vez passeou na via e enquanto eu conversava com um grupo de escaladores que acabara de chegar onde estávamos, ele já virou a curva e eu não o vi mais. Falando nisso, nos preocupou muito a chegada desse grupo e ficamos com medo de eles começarem a botar pressão encima da gente, o que poderia colocar todo o nosso planejamento em risco, mas felizmente os caras foram de boa e ficaram na deles, mesmo porque eu já tinha comentado que dessa vez não iria ter choro nem vela, não iríamos dar uma de Rubinho Barrichello e deixar nenhum Schumaker nos passar na curva final. Ainda em casa, o Alexandre havia me dito que eu guiaria a Maria Cebola dessa vez e eu mesmo cheguei a pensar nessa possibilidade e psicologicamente já fui preparado para isso, caso ele insistisse muito, mas como na hora ele já tomou à frente e nem disse nada, nem fiz questão em relembrar essa promessa que ele havia feito, as coisas estavam dando tão certo que preferi não ariscar em acabar levando uma queda e correr o risco de me machucar. Mas quando chegou a minha vez de enfrentar novamente a lendária Maria Cebola, decidi que o faria com a maior dignidade possível, provando para mim mesmo que eu seria capaz de guiar aquele lance e quando o Alexandre gritou pelo rádio que eu poderia ir, me posicionei rapidamente encima do tronco de árvore, junto a parede e liguei minha câmera instalada no capacete. Um dos grandes problemas é justamente o de ter que se jogar de cima da árvore direto para essa parede exposta. Ao lado da primeira costura até tem uma boa agarra do lado esquerdo, mas o fato de não haver um pé que lhe de segurança é uma situação difícil, porque se você der o bote e não se sustentar, vai despencar de cima da árvore e vai se ralar bonito. Então fiz igual a todo mundo, inclusive os escaladores graduados, me segurei na costura acima da minha cabeça e me grudei à parede. Uma vez equilibrado, retirei essa primeira costura e rapidamente encontrei uma ótima agarra para as mãos e outra para os pés e sem muitas delongas já consegui retirar a segunda costura. Minha intenção era passar todo esse lance sem “roubar” nenhuma vez, ou seja, sem tocar na corda, nas chapeletas ou nas costuras instaladas pelo Alexandre. Logo em seguida chego bem perto da curva maldita, onde até os escaladores experientes fazem uma prece. Estou diante de um diedro em curva, onde os mais medrosos tendem a se enfiar em baixo de uma grande quina de pedra para fugir do abismo e quando fazem isso, ficam entalados e começam a amaldiçoar o filho da puta que resolveu estabelecer uma via naquele inferno. Já tendo passado por isso na outra vez, não quis nem saber, peguei por baixo da rocha, me equilibrei na beira do abismo, me posicionei na curva, dei um bom dia para minha avó e fui ganhando centímetro por centímetro e vez ou outra, olhava para baixo somente para me sentir um coitado pendurado a uns 500 metros de altura. Claro, minha vontade era a de agarrar logo em tudo que é costura e sair vazado dali rapidinho, mas pela minha honra resisti bravamente e quando passei a curva já me joguei com a mão esquerda dentro do diedro e fui me arrastando pela rampa acima até que sem nem perceber, já me dei conta que estava na grande fenda que nos levaria para a sequência de chaminés, passei limpo, estava feliz, uma satisfação pessoal indescritível, adeus minha vó, adeus Maria Cebola, até nunca mais. ( rsrsrssrrs) Dentro daquela fenda monstruosa, fria e úmida, onde da outra vez o Alexandre não quis nem guiar, desta vez não nos pareceu tudo isso e o próprio Alexandre não perdeu tempo, se esgueirou parede acima e já montou a parada. O Dema se assustou no começo, mas bastou subir uns dois metros para ele se adaptar e rapidinho já estava apoiado a uma pedra entalada no meio da chaminé e estando lá, puxou nossas mochilas e já passou para o Alexandre. O Vinícius dessa vez, se disfarçou de calango, juntou as pernas curtas nas duas rochas e subiu cantando. Para falar a verdade, apesar desta ser apenas a segunda vez que a gente encara uma chaminé, vimos que se fosse preciso solaríamos de boa, mas como a corda já estava instalada, me apoiei na parede e fui subindo alternando os pés até alcançar a tal pedra entalada uns quatro ou cinco metros acima, aí é preciso ficar em pé encima dela e ganhar um grande facão diagonal do lado esquerdo e finalizar essa grande chaminé invertendo o corpo, passando a subir com as costas do lado direito até poder montar na rocha e passar novamente para o lado direito, onde está instalado o pino onde se coloca a parada e aí poder se deslumbrar com uma vista estonteante de todos os abismos dessa montanha, onde você se torna um nada diante da grandiosidade da pedra. Depois de subir essa chaminé gigante, a sequência da via vai prosseguir entrando- se em outra fenda horizontal obvia de uns 10 metros, porque não há mesmo para onde ir e adentrando até quase o seu final já é preciso subir mais uma chaminé de não mais de uns 4 ou 5 metros para conseguir sair da própria fenda. Dessa vez não teve conversa, subimos sem corda nenhuma, todo mundo solou. É uma subida fácil, uma chaminé estreita onde é pouco provável que alguém caia de lá, basta subir e ganhar uma rocha com ótima mão e se lançar para cima onde existe um amontoado de grandes rochas. Olha, foi justamente nesse ponto que dá outra vez a noite nos apanhou e tivemos que enfiar o rabo entre as pernas e sair correndo para casa, descendo tudo de rapel naquela madrugada fria e agora nem ao meio dia ainda havíamos chegado. Até agora havíamos feito um trabalho excelente, nenhum erro, tudo como havíamos planejado. Quando chegamos ao alto daquele amontoado de pedras gigantes, onde uma fenda monstro separa onde estávamos do estirão final para o cume do Dedo de Deus, não teve como não sentir um frio na barriga, e agora José, acharíamos a sequência da via? Não posso negar, a partir dali eu estava ansioso, com uma descarga de adrenalina que ia transbordando, sim, eu estava extremamente nervoso. Ali era o lugar que nos disseram que teria que fazer um pulo exposto para passar de onde estávamos para a outra sequência da montanha e veja bem, não demorou nada para eu bater o olho num pino “P” na altura do umbigo para me ligar que era ali o tal pulo, coisa que nem me passou pela cabeça na outra vez, não sabia se ficava feliz ou muito puto com aquela descoberta. O lance é o seguinte: É preciso passar uma costura no “P”, apoiar levemente a mão encima dele, colocar o pé direito na parede entre a fenda e dar um pulo e agarrar um patamar uns 2 metros e meio acima da cabeça com a mão esquerda. É um lance fácil, principalmente para quem é alto, mas para quem tem tamanho de toco de amarrar jegue, tem que ser um pulo com vontade e certeiro porque se não corre o risco de despencar dentro da fenda e cair no vazio. O Alexandre nem precisou instalar corda alguma, se apoiou na parede e já se jogou lá para cima, agarrou com vontade o bloco de rocha e montou nele como se tivesse subindo em um cavalo e antes mesmo de ir investigar, já puxou o Dema lá para cima, entraram em um arbusto do lado esquerdo e não deram mais sinal de vida por um bom tempo, deixando eu e o Vinícius mais agoniados ainda. Logo os caras do “outro lado do mundo” chamaram o Vinícius para fazer parte do clubinho deles e eu fiquei ali, largado para as cobras, criando uma úlcera no estomago de tanta ansiedade. Por mais de meia hora o tempo parou para mim, sentado naquela rocha exposta, meus pensamentos voavam longe e quanto mais demorava para saber o que se passava do outro lado da fenda, mas ansioso eu ficava, pensei em passar sem depender deles, mas achei melhor não, ali não era lugar para cometer nenhum erro. Quando o Vinícius me chamou, levantei-me rapidamente e me posicionei conforme o procedimento correto e avisei o meu amigo que pularia. Apoiei a mão direita no referido “P”, olhei para cima com vontade e determinação, coloquei meu pé direito em um regletinho (pequena ranhura) na base da parede e saltei feito um campeão olímpico disputando a medalha de ouro: -“Segura essa porra aí caralho, ai meu Deus do céu! Não alcancei o patamar e minha mão esquerda passou no vazio, despenquei no meio da fenda e fiquei pendurado na corda, feito siri no pau. O Vinícius fez um ótimo trabalho, foi tão bom que nem consegui esticar a perna para voltar a minha posição anterior, tendo que implorar para que ele afrouxasse um pouco a corda para eu me recompor. Na segunda tentativa só fiz elevar mais a minha perna direita um palmo mais acima e aí pulei tão forte que mais um pouco eu alcançava a Pedra do Sino, lá na Travessia Petrópolis x Teresópolis. Agarrei a patamar rochoso como se fosse um prato de comida, passeia aperna por cima dele e de me segurei no arbusto, longe do abismo. A esquerda desse arbusto existe uma fenda horizontal de uns 4 metros e a diferença dessa fenda para as outras, era que essa não tinha chão. Quando cheguei nela os meninos já não estavam mais, já haviam passado, mas como estavam perto de mim, eu podia ouvi-los muito bem e logo perguntei as dicas para onde seguir. O Alexandre já gritou: -“ Facin, facin, Divanei, é só entrar na fenda e pisar nesse patamar do lado direito e atravessa até o final e aí tu sobe a chaminé de uns 3 metros e pronto” Eu até encontrei o patamar que se referiu, mas como diabos esses caras passaram nessa fenda sendo que não havia chão pra pisar e em baixo dos nossos pés, um abismo monstro ficava rindo pra gente. Eu já estava nos cascos, meu coração já estava tamborilando faz tempo, respiração ofegante e eu mal estava conseguindo raciocinar direito. Olhei uma pedra entalada no meio da fenda sem chão, mas ela estava uns 3 metros de mim e já pensei logo; mas nem fodendo que eu vou conseguir pular lá naquela rocha e fiquei vendido naquele lance. Tentei me acalmar e prestar bastante atenção na dica que vinha do outro lado da fenda: Entendi qual era o lance: Na parede do lado direito existia uma rachadura que corria na horizontal bem embaixo dos pés e por incrível que parece o próprio pé cabia dentro da rachadura e aí o lance é colocar as costas na parede do lado esquerdo e os pés dentro da rachadura e simplesmente caminhar, um procedimento ridículo de fácil, mas extremamente exposto e ao chegar ao final, subir uma chaminé de uns 3 metros e se agarrar numa rocha pontuda que se não tomar cuidado , acaba furando seu olho. Subindo essa pequena chaminé, emergi dentro de uma grande gruta e já me dei conta de que o Alexandre já estava bem adiantado nos procedimentos para a última enfiada, porque reconheci a grande estalagmite de rocha que eu havia visto numa foto, onde é preciso amarrar uma grande fita em volta para poder colocar uma costura, estávamos sem sombra de dúvida no PASSO DO GIGANTE. O Alexandre levou a nossa corda , ancorou-se e logo pediu para que o Dema subisse. Nesse lance é preciso retirar as mochilas e coloca-las na solteira e subir com elas no meio das pernas, coisa que vai te jogando para baixo, mas ninguém reclamou e o Dema macaqueou para cima, se agarrou onde deu e sumiu na última rampa de acesso. Ajudei o Vinícius a ganhar a primeira rocha e esse foi outro que que se livrou rapidinho desse lance e foi se juntar ao Dema e ao Alexandre. Não sei porque, mas aos meus olhos, levou uma eternidade até que o Vinicius autorizasse a minha subida. Segurei em oposição na rocha que dava acesso ao início da subida e ganhei terreno em direção a estalagmite. Pouco consigo descrever como foi essa última enfiada, só sei que uma hora você tem que encostar as costas no teto e ir se elevando e aí passar para o outro lado para ganhar a rampa. Juro que não me lembro de nenhum passo de gigante, minha cabeça e meus pensamentos voavam no tempo, voltei para 1997. Eu já não enxergava mais nada, só me lembrava que não podia mais cair e aquela luz que vinha lá de fora era minha única direção. Minhas pernas já foram bambeando e quando meus olhos se acostumaram com a claridade e alguém lá de cima gritou: “ Olha Divanei, que maravilha, a escadinha do cume “. Lentamente levantei meus olhos e quando o metal brilhou, minha cabeça rodou e deixei aflorar toda minha fraqueza humana. Os caras estavam irradiantes, o Dema transbordava de alegria, mas eu desgraçadamente desabei a chorar. No meu caso e do Dema não se tratava somente da conquista de uma montanha, era muito mais do que é isso, era a promessa cumprida de nos mantermos vivos e ativos na vida desde a nossa juventude, era a consolidação de uma amizade que atravessou uma geração e que começou no nosso tempo de escola, 35 anos atrás. A gente sobreviveu ao tempo, ultrapassamos as agruras da vida para estarmos juntos ali naquele momento magico na vida de cada um. Nem estávamos no cume ainda e já nos abraçamos ali mesmo e chorando, fiz um discurso de agradecimento e muito provavelmente não disse coisa com coisa. Ainda faltava subir uns 4 metros de escadinha para chegarmos ao topo e fizemos questão que o Alexandre tivesse a honra de ser o primeiro do grupo, mas ele se recusou e pediu para que eu e o Dema subíssemos. A escadinha é um tanto exposta e eventualmente perigosa, tanto que a maioria sobe nela encordado, mas eu e o Dema estávamos pilhados demais para qualquer outro procedimento se não o de subir correndo e nos jogarmos no estirão final. Quando ganhamos o cume, tocamos juntos a pedra que marca o seu ponto mais alto, onde fica a caixa com o livro e mais uma vez deixamos as emoções aflorar. Éramos duas crianças a se esbaldar de felicidade no cume do DEDO DE DEUS (1692 m) e quando o Vinícius e o Alexandre chegaram, a felicidade se completou. De cima daquele Dedo Divino, que quase tocava o céu, era possível se maravilhar com as montanhas ao redor, além de uma vista linda da Baia da Guanabara, é um mundo de beleza e encantamento, que faz do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, um dos mais bonitos do mundo. Logo o outro grupo chegou e como não é possível ser feliz para sempre, vimos que era hora de descermos, porque o cume é apenas metade da conquista. Decidimos que faríamos o descenso pelo rapel vertiginoso e para achar os dois pinos é necessário caminhar como quem vai em direção ao Pico do Garrafão, já que o topo do dedo de Deus é surpreendentemente do tramando de uma quadra de futebol de salão, o que mostra a grandiosidade dessa montanha. Estávamos com duas cordas de 60 metros e amarramos uma a outra para descermos com ela dupla. O Alexandre desceu, montou a parada e deu o gritou para que o Dema fosse, já que o nosso rádio havia acabado a bateria. Depois do Dema, eu fui o próximo a me clipar à corda. Rapel é uma coisa que nunca me assustou, mesmo sabendo que é nesse procedimento que a maioria dos acidentes acontecem. A saída à beira do abismo é complicada, mas rapidamente montei o meu prussik e me lancei no vazio, mas infelizmente com o peso da corda é preciso fazer uma força tremenda para que se possa pegar alguma velocidade. Esse rapel de fato não tem mais que uns 50 metros, mas não leva o nome de vertiginoso atoa, porque mesmo que a parada seja em um patamar mais abaixo, a gente fica uns 500 metros pendurado no vazio, só vendo as árvores no fundo do vale e quem sofre de medo de altura vai cagar nas calças. Para desgraçar tudo, o Vinicius preocupado demais com a segurança, me fez dar umas 3 voltar no nó blocante e o resultado foi que ele acabou travando no meio da descida e como eu não estava com mais nenhuma cordinha, fiquei pendurado sem ter o que fazer. Só depois de várias lutas é que consegui derrotar o prussik e consegui chegar em segurança ao patamar, mas já é necessário ficar esperto para tocar o rapel sempre para esquerda, para não correr o risco de passar direto e ficar pendurado sem ter como subir, principalmente para o primeiro que vai descer. O patamar à beira do abismo até que comporta bem uma meia dúzia de pessoas. Nele temos um arbusto que serve muito bem para uma ancoragem, além de mais um pino instalado junto a ele e mais três pinos para a segurança do próximo rapel. Logo que o Vinícius desceu e juntou-se a gente, o Alexandre já se posicionou e despencou no próximo rapel. São mais uns 20 metros de descida, mas é necessário descer bem para a esquerda, junto à parede e instalar uma costura para evitar que a corda acabe pendendo para o lado do abismo. Esse procedimento é necessário apenas para o primeiro e uma vez no chão, é só ficar atento para direcionar a corda para os outros, tratando de não deixar que eles pendam para o vazio e cheguem ao chão em segurança, já que o segundo ao descer, já fez o procedimento de retirar e recolher a costura. O último e derradeiro rapel não tem mais que uns 10 metros e nenhum segredo aparente, finalizando esse, mais uns 20 metros de caminhada nos leva até a gruta onde há uma pequena placa que homenageia os escaladores brasileiros mortos no Aconcágua. E assim se finaliza a descida que vai beirando a lendária rota da via Teixeira, usada pelos pioneiros de 1912 para a grande conquista. Agora com os pés firmes no chão, mas nem tanto assim, vamos desescalaminhando um pequeno trecho de rocha, onde um cabo de aço todo enferrujado e nenhum um pouco confiável, ainda sobrevive. O tempo está incrível e a vista do Escalavrado e dos Dedinhos é arrebatadora. Descemos por mais um pedaço de cabo de aço até não ter mais jeito e termos que instalar a corda para descer de rapel. Todo mundo se encordou e deslizou rapidamente, menos eu que, só me agarrei a corda e desci esse pequeno trecho no braço mesmo. Daí para frente ganhamos a trilha e fomos descendo lentamente, hora usando alguns cabos, hora nos valendo de algumas cordas, até que antes do sol se pôr, tropeçamos no grande e derradeiro paredão dos cabos de aço. Eu e o Dema pensamos logo em nos agarrarmos nos cabos e deslizarmos até lá embaixo, no braço mesmo, mas como havia alguns guias descendo com uns clientes, o Alexandre montou logo um rapel com as duas cordas e assim evitamos de alguém nos torrar a paciência e agente ser obrigado a mandar a merda e rapidinho já nos vimos de volta à Toca da Cuíca, já na boca da trilha. Menos de uma hora, esse foi o tempo que levamos para novamente nos vermos de volta à civilização, agora totalmente em segurança. Desta vez não houve espaços para comemorações e cada um seguiu caminhando no seu ritmo naquela noite escura e agradável de primavera. Eu mesmo me pus a caminhar por último, minha cabeça ainda rodopiava e eu quase que levitava naquele último trecho de asfalto. Vez por outra eu me virava para trás e me punha a contemplar a silhueta do grande DEDO DE DEUS e eu poderia passar os restos dos meus dias olhando para aquela montanha e mesmo assim não me cansaria de contempla-la, parecia mesmo que o grande DEDO havia se curvado, como a me dar um joinha e a dizer: ” Valeu meninos, obrigado pela visita, nos vemos novamente daqui uns 20 anos”. Chegamos de volta ao carro antes das sete da noite e sem pensar muito, já pegamos a estrada para casa e oito horas de viagem depois, estávamos novamente de volta ao nosso mundo no interior de São Paulo. E esse não foi nem de longe um relato de grandes conquistas, de feitos memoráveis, realizados por grandes escaladores. Esse é um relato que fala de amizade, de perseverança, de aprender a não desistir, de saber esperar o momento certo. No meu caso e do Dema a espera foi de 20 anos e foi uma grande honra poder dividir esse sonho com esses outros dois grandes amigos, que calhamos de encontrar na curva do tempo. Estar no topo do Dedo de Deus foi ter a oportunidade de relembrar dos velhos tempos de juventude, tempos de espirito livre, onde o mundo parecia menos complicado e subir montanhas era apenas um ato de se libertar das mediocridades da vida, um tempo de montanhas sem donos, onde todo mundo tinha acesso livre e precisa apenas se preocupar em cumprir com as promessas feitas e no nosso caso: PROMESSA MAIS DO QUE CUMPRIDA! Divanei Goes de Paula – Agosto/2017
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    @luizh91 Olá Luis! Eu fiz os passeios com a agência de uma moça chamada Ana Karla, segue o contato: (82) 8883-4112. Esse é o whatsapp dela, agenda todos os passeios por lá. Quando ao bate e volta, acho que Maragogi e São Miguel dos Milagres merecem dois dias cada. O ideal é alugar um carro e ir pra Maragogi e ficar dois e na volta ficar mais dois em São Miguel... Mas como fui sozinha foi impossível fazer isso, ficaria muito mais caro. Tinha me programado pra ficar 2 dias em Maragogi e desisti d última hora, fui na van do passeio e iria voltar no dia seguinte em outra van, mas acabei desistindo e me arrependi muito. Pq o bate e volta em maragogi dá pra você conhecer só as piscinas naturais. Não dá tempo de ir à Praia de Antunes que gostaria de ter ido e não fui... Lá dizem não ter nada à noite, mas acho que vale a pena sim ficar lá dois dias. São Miguel também achei corrido pelo mesmo motivo... Consegui conhecer tudo que queria lá... Mas foi muito rápido, não dá tempo de curtir a praia direito. No passeio de buggy você fica uns 20 minutos em cada praia só. Ai é bem corrido. Se tivesse de carro teria aproveitado mais com certeza. As outras praia achei bate e volta suficiente... Se você for com mais pessoas te aconselho alugar o carro
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    Olá pessoal! Como vocês estão? Como sempre, alguns meses depois finalmente parei para poder escrever o meu relato da minha viagem para a Croácia que fiz em Julho/2017. Nesta viagem, fomos apenas eu e Anna Luiza, minha namorada. Caso queiram acompanhar nosso instagram de viagens: www.instagram.com/QuandoAGenteViaja Diferentemente da última viagem que tínhamos feito para a Europa que com com mais um casal de amigos, caso tenham interesse de verificar como foi podem acessar o relato também: CLICA AQUI :) Vamos aos detalhes? QUANTO GASTAMOS? Acredito que essa seja a principal pergunta quando se está falando de viagens, né não? A viagem foi relativamente curta mas não relativamente barata hahahaha Em relação aos gastos diários, levamos em consideração uma média de preço fornecida pelo site Quanto Custa Viajar e alguns relatos daqui mesmo. Passagem do Brasil para a Europa: R$ 2.200,00 / EUR 577,00 Gasto diários: EUR 940,00 Hospedagens: EUR 410,00 Translados (SpeedBoat + Avião): EUR 190,00 Seguro Viagem: R$ 400,00 / EUR 102 TOTAL: EUR 2.200,00 / R$ 8.580,00 por pessoa. Euro na época estava a R$ 3,90 O que encarece bastante a viagem para nós brasileiros, acaba nem sendo a quantidade de dias e sim o peso do preço da passagem, porque uma vez que está lá as coisas são mais baratas, pelo menos é o que acho. PASSAGEM TRANSATLANTICA: Dessa vez, a companhia escolhida foi a AirEuropa, foi a promoção que conseguimos comprar. Como moramos em Aracaju/SE, cerca de 4h de carro até Salvador/BA, compramos a passagem a partir de Salvador. O valor da passagem ficou em R$ 2.200,00 saindo de 18/07 Salvador > 19/07 Madrid > 19/07 Roma e o retorno em 01/08 Roma > 01/08 Madrid > Salvador. A escolha de ir para Roma foram por dois motivos; meu pai mora bem próximo à Roma, coisa de 30 minutos de carro, e além disso, os transportes para a Croácia também são bem tranquilos já da Itália. Ah, pra quem anda com dúvida onde acompanhar as promoções de passagens, indico os instagram da Melhores Destinos e o Passagens Imperdíveis, o Pi to achando mais esperto do que o ME, uma dica legal é acionar a notificação de quando eles postarem, assim você vai ser sempre ligado no que tiver rolando. Ambos também possuem aplicativo DESTINOS: 19/07 - Roma 20/07 - Roma > Split 21/07 - Split 22/07 - Split 23/07 - Split > Hvar 24/07 - Hvar 25/07 - Hvar 26/07 - Hvar > Dubrovnik 27/07 - Dubrovnik 28/07 - Dubrovnik 29/07 - Dubrovnik > Roma O restante dos dias fiquei na casa do meu pai, então não vai ter muita coisa para falar sobre TRANSLADOS EUROPA: ROMA > SPLIT: Fomos de avião saindo do principal aeroporto de Roma, o Fiumicino. Fomos de Vueling, nos custou EUR 95,00 por pessoa. Ah, não esqueçam de pegar um lugar na janela, a vista da aproximação em Split é linda demais! <3 SPLIT > HVAR: Já na Croácia, usamos os barcos gigantes que possuem várias saídas durante o dia, você praticamente não sente o balanço e é bem rápido até, mas compramos antes pela internet, a empresa foi a M.B. Kapetan Luka, que custou KUNAS 80,00 por perssoa. HVAR > DUBROVNIK: Fomos novamente pela Kapetan Luka, KUNAS 200,00 por pessoa. DUBROVNIK > ROMA: Voltamos novamente de avião, pela Vueling, por EUR 70,00 por pessoa. HOSPEDAGENS: Valores para o casal ROMA: The Yellow Hostel - EUR 64,00 - Reservado pelo Booking Como chegamos em Roma praticamente umas 19h decidimos dormir por lá mesmo em vez de irmos à casa do meu pai, até para comprar algumas roupas e curtir a noite. Os quartos são super bacanas, possuem lockers embaixo das camas, o que é bom pra quem estiver viajando com mala grande, não sei se são todos assim mas o quarto que fiquei era. Ahh, caso queiram curtir uma baladinha, o bar do Yellow é bem movimentado e quem reserva o quarto pelo site ganha um desconto legal nas bebidas SPLIT: Split Inn Apartments - EUR 195 - Reservado pelo Booking Muito muito muito boa a localização, praticamente na parte antiga da cidade, para a orla principal de Split que é onde fica o movimento não dá 5 minutos caminhando. Recomendo demais! Isso sem falar do atendimento da recepcionista onde nos indicou vários lugares e restaurantes. Ah, sem falar do quarto que era ótimo também! :)) HVAR: The White Rabbit Hostel - US 76,00 - Reservado pelo Hostel World Bem localizado também, fica bem próximo a antiga igreja e próximo à uns restaurantes na praça. A equipe do hostel é bem simpática e ele é bem movimentado. Ahh, até tinha alguns brasileiros que trocaram alguns dias de hospedagens por um trabalhinho, caso queiram economizar Sobre aluguel de lancha, perguntem à recepcionista que ela vai indicar uma lancha bem no precinho e ainda dão o cooler, vale a pena demais! O que ela nos indicou foi de longe a lancha mais barata que encontramos, foi 450 kunas e podiam 6 pessoas! DUBROVNIK: Old Town Hostel - EUR 40,00 - Reservado pelo Hostel World Mais um hostel super bem localizado, dentro da cidade murada. Um porém é que como é na parte murada, o hostel não tinha elevador, então caso esteja com mala grande você irá sofrer para subir as escadinhas hahahah Ah, o restaurante em frente ao hostel é muito gostoso! Recomendo! VAMOS COMEÇAR O RELATO? Como não lembro de muitos detalhes, vou fazer como fiz no meu último relato, vou citando as cidades e o que mais me chamou a atenção. Além do que, fizemos vlogs diários e postamos no youtube. Então para começar, segue o primeiro dia, da viagem de Salvador até Roma. SALVADOR > MADRID > ROMA - Não sei vocês mas não curto viajar de AirEuropa, o serviço é bem fraquinho. Indico que levem seus respectivos fones de ouvido, senão terão que comprar para poder se entreter durante o vôo ; - O aeroporto de Madrid é gigantesco, logo, é melhor saber onde vocês possuem o embarque para não perder o vôo saindo do freeshopping e caminhando mais de 40 minutos para o seu portão; - A imigração por Madrid está bem mais tranquila, passamos sem muitas perguntas na segurança; VLOG: Continua :))
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    Este tipo de manifestação e bloqueios já ocorre a várias décadas na Bolívia, todo ano acontece uma meia-duzia de vezes de manifestantes bloquearem os acessos ao Salar e reterem todos os turistas por vários dias. Até hoje não se tem notícia de nenhuma violência contra os turistas, eles só retem os turistas até alguma autoridade ouvir/atender as reivindicações deles. Então quem for viajar para lá, já tem que viajar sabendo que isto pode acontecer, e ir preparado para ficar retido por vários em caso de bloqueio. E sempre é bom levar água e lanche adicional, para o caso destes bloqueios acontecerem.
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    Prove uma salteña,comida típica e também um locro,é espetacular!
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    Olá Humberto, não coloquei o endereço pq eh fácil de achar no google... bem tranquilo. Preferimos focar no relato da nossa experiência no local!
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    Estarei indo na segunda semana dia 11 a noite, será que teremos neve?
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    Olá Paola, boa noite!! Super útil o seu relato, pretendo ir em Maio e aguardo as dicas , principalmente do trecho Atacama - Arequipa. Abs!!
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    Eu costumo andar a pé, por perto da minha cidade...Barroso MG...ando 30 a 35 km...Prados, São Joao del Rei, Tiradentes, Barbacena.....tentei uma vz ir de Barroso a Ouro Preto..pelo caminho velho..mais torci o pé dentro da canaleta da margem da estrada ( asfalto) em Lagoa Dourada..andei 70km num dia....E muito...o ideal e de 30 a 40km ou de cidade em cidade... Chamo esta modalidade de ANDARISMO....sei lá...kkkk tem ciclismo, motociclismo...então acho que andarismo e legal!!!
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    Achei otimas as dicas, parabéns. Estarei indo para o Canada em junho, vou participar de uma corrida de bike em north vancouver de 07 a 13/7. A corrida passa por varios lugares e termina em Whstler. Chego em Toronto dia 20/6 e vou para Vancouver dia 01/7. O que voce recomendaria fazer nesse tempo antes da corrida? Obrigado.
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    Olá, Vi que tu está afim de trabalhar em cruzeiros, eu estou prestes a fazer minha primeira viagem. Escolhi a Infinity para ser minha agência pq ela trabalha com várias cias e te da um bom suporte. Se tiver alguma dúvida quanto a seleção e cursos obrigatórios só perguntar... \
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    BEIRANDO OS ABISMOS DA SERRA GERAL ATÉ APARADOS Parece "deja vu". Mal havíamos retornado meses antes de uma travessia pelos cânions de Urubici q novamente nos sentimos impelidos a retornar àquelas gargantas de pedra q servem de divisa natural entre SC e RS. Desta vez nos aventuramos bem mais ao sul, indo alem do extremo norte do PN Serra Geral ate seu "rincão" sul, em Aparados da Serra. Criados recentemente p/ proteger uma das paisagens mais bonitas do sul do pais, o primeiro tem pouca infra-estrutura e por isso mesmo oferece uma bela caminhada cercada de natureza intocada. Iniciando a pernada bem além do limite norte do parque, foram 5 dias e quase 50 kms por campos de altitude, atravessando capões de araucárias, nenhum ser humano, inumeros "banhados" ou charcos repletos de turfas, mas sempre acompanhados - à nossa esquerda - por um onipresente e impressionante abismo de quase mil metros! INICIO DE JORNADA Eu e minha amiga Fran ("esposa", segundo o motorista do buso) saltamos em Araranguá (SC) 11hrs, naquela manha quente e ensolarada de sabado, após quase 17hrs cansativas de viagem (Pluma das 18hrs, o das 20hrs não serve) de sampa. Garantimos as passagens p/ Bom Jesus as 12:15hrs e depois mandamos ver um pf num quiosquinho proximo. Araranguá , embora tranqüila e pacata, parecia mobilizada pelo futebol e bandeiras enormes do Grêmio ornavam a pequena rodoviária. A jornada serra acima foi tranqüila. Passamos pelas cidadezinas de Ermo, Turvo e Timbe do Sul, com sua tipica arquitetura européia e seus campos de pastagem verdes salpicados por pés-de-laranjas. Mas o q realmetne impressiona é, diante da enorme planície q atravessamos, a aproximação daquele enorme paredão rochoso e imponente de rocha à nossa frente chamada de Serra Geral. A partir de Timbé, a estrada passa a ser de terra e estreita ate q finalmente comeca a subida da serra propriamente dita, vagarosa e trepidante. Ganhamos altitude em inúmeros ziguezagues pela encosta e os vales verdes catarinenses finalmente se abrem, p/ colirio nos olhos. Estamos prestes a colocar nossos traseiros quadrados p/ caminhar e a ansiedade aumenta! No alto da serra a paisagem muda radicalmente, as verdejantes planícies e focos de mata atlântica cedem lugar a campos amarelecidos ondulantes de se perder a vista! Após passar uma placa ("Rota dos Campos de Cima da Serra- São Jose dos Ausentes 20km"), outra marcando a divisa catarinense/gaúcha e uma torre de retransmissao (à esquerda), é hora de saltar do busao. Estamos no meio do nada e do lugar algum, onde o forte vento nos açoita da mesma maneira q remexe o capimzal em volta. São 14:30hrs e o dia esta lindo nesta região q os locais conehcem como Serra da Rocinha. Arrumamos as mochilas enquanto vemos, ao longe, a poeira do busao q segue campo adentro, sentido a Encruzilhada das Antas. Andamos um pouco pela estradinha pedregosa, acompanhando uma cerca à esquerda, ate finalmente entrar pela precária porteira da qual segue uma estradinha (quase um carreiro) p/ sul, beirando o alto da serra. Não tem erro, é so seguir a estradinha, ignorando qq bifurcão p/ direita. Basta se orientar pelos penhascos, à nossa esquerda. A estradinha serpenteia, sobe e desce suavemente pequenos morros, beirando campos e alguns reflorestamentos de pinus. Chama a atencao esta estradinha estar repleta de montes de terra, tipo quebra-molas, provavelmente p/ evitar q veículos circulem nela já q há pequenas placas avisando p/ não cavar nada devido a presença de dutos enterrados. Por conta disso, ela já virou quase um carreiro erodido, onde apenas dividimos seu espaço c/ as varias vaquinhas q nos observam curiosas, enquanto o forte vento nos refresca do calor do sol da tarde. As vaquinhas são reflexo da intensa atividade pecuária; as cercas, de q estamos em gigantescos lotes de fazendas onde não se vê alma viva. Logo a estrada subitamente termina, obrigando-nos a passar por baixo da primeira cerca, nos restando seguir em frente pelo capim ralo alternado pelas turfas de coloracao avermelhada-rosada, as esponjinhas de praxe. Uma suave colina é vencida p/ depois, no seu topo, avistarmos reflexos de um pequeno riacho la embaixo (sudoeste), q é onde devemos seguir pois nosso suprimento de água é insuficiente. Alias, minha preocupação de água era à toa pq a td hora há córregos e riachinhos. Descemos a colina, atravessamos um foco de mata em seu trecho + estreito, composto de pequenas arvores repletas de liquens (verde-claros) pendendo de seus galhos retorcidos e muito lamaçal. Desce-la é fácil, bastando seguir as pegadas e trilhos de vacas. Após pegar água, caminhamos um bom tempo num platozao de capim, contornando pela direita um morrao na crista do penhasco. Daqui já é visível um belo selado, realçado pelos raios do sol de final de tarde, q nos servirá de pernoite, bem no meio de um alto morrote na beira da serra e um foco de mata do outro, ideal p/ nos proteger do vento. Mas ate la ainda temos um bom trecho do platô, levemente encharcado, onde as poucas vaquinhas pastando são testemunhos de q a Fran decididamente não gostou nem um pouco dos brejos, das turfas e de molhar seu pezinho. O vento aqui parece diminuir. Alcançamos a base do morrote(1238m) na beirada da serra as 17hrs, subindo seu topo apenas pra apreciar a paisagem e o trajeto a seguir no dia sgte. Olhando p/ trás, vemos os menos de 7km q andamos nas quase 2:30hrs de pernada ate ali, e avistamos o alto da serra, seus campos e penhasco, ate a torre de retrasnmissao, serem banhadas pelos últimos raios de sol, q cai rapidamente a oeste. Voltamos ao pe do morro onde montamos rapidamente a barraca do lado da mata. Jantamos um delicioso rizotto engrossado c/ ervilhas e bebemos minha onipresente cerveja, pra logo depois cairmos no sono as 19:30hrs. A noite estava tremendamente estrelada, não fez o frio previsto e estava ate bem agradável, porem ventou muito. O MAIS LONGO DOS DIAS Acordei por volta das 7hrs c/ o tempo cheio de promessas de sol e céu azul. Dose foi remover o "bicho preguiça" Fran do saco de dormir.. Conseguido isto, tomamos rapidamente café p/ levantar acampamento na sequencia. Deixamos o seladinho por volta daas 8:20hrs sob forte ventos vindos do oeste. Avançar p/ sul ao proximo campo exigia descer suavemente a encosta de capim, e atravessar mais um foco de vegetação fechada. Dentro dela, nos guiávamos sempre pela bússola (sentido sul/sudeste) acompanhando os vestígios de trilhos lamacentos, sujeirinhas e pegadas de vaquinhas. Sacal mesmo é meter as caras em irritantes teias de aranha em td trajeto. Por descuido, avançamos muito sentido oeste quase na íngreme encosta de um vale de mato fechado, mas logo depois retomamos o rumo certo e alcançamos o platozao de capim acima avistado, na beirada da serra. No descampado é fácil se guiar, sempre sul, um pouco afastado da borda do penhasco. Daqui já vemos as torres de alta tensão q devemos alcançar, longe, a sudoeste. Andamos um pouco pelo dourado campo p/ depois seguir p/ oeste pela crista ondulada, pois diante nosso há um enorme e imponente penhasco q devemos obviamente contornar, o q toma um tempinho. Chegando bem no vértice dele, 10hrs, uma mata considerável e fácil de transpor toma conta do trajeto. É geralmente aqui q se acham riachinhos convidativos, o daqui (Arroio do Fundo do Saco, de acordo com a carta) abastece nossos cantis, e damos continuidade à pernada, rumo as torres de alta tensão, já bem próximas. Estamos afastados da beirada da serra, mas seguimos rumo sul, subindo um alto morro após passar 2 cercas. À direita vemos 2 estradinhas precárias q se encontram, mencionadas no roteiro, q já nem seguimos diante da facilidade de navegação visual. No alto do morro, descansamos e comemos algo abaixo das torres de alta tensão. Venta muito aqui, tornando imperceptível a incidência forte dos raios solares. Em seguida, pernamos pelo enorme platozao de pasto ralo p/ sul, ate chegarmos ao seu final. Ignoramos uma estradinha pedregosa transversal e mais uma cerca, descemos o platô suavemente pro descampado abaixo, agora em diagonal p/ ir novamente de encontro à beirada da serra, a sudeste. A vista do descampado dourado de capim ondulado é muito bonita, realcada pelos raios do quase meio-dia em contraste com o céu inteiramente azul! A sudeste um pequeno galpão indica civilização. Atravessamos um pequeno vale e 2 riachinhos, alem de passar por alguns charquinhos básicos. Aqui, ao pe dos morros a esquerda há uma casinha em ruínas, provavelmente pto de pernoite tropeiro. Alcançada novamente a beirada da serra, é um sobe-desce cansativo pelo capinzal amarelecido, mas sempre recompensado pelo visual da enorme planície catarinense e das cidades ao pé da serra. Subitamente, o chão acaba num novo precipício q devemos contornar pela direita, sudoeste. E la vamos nos pela crista não tão suave, com mto sobe/desce, q juntamente com o sol inclemente fadigam rapidamente a Fran, c/ cansaço estampado no rosto. Após sermos surpeendidos por uma horda de quatis (q, assustados, correm pelo capinzal em direção ao penhasco) resolvemos dar uma nova parada, sentados à sombra de uns arbustos, onde lanchamos e bebemos um bem-vindo suco. Chegando no q julgamos ser o vértice do cânion, avançamos erroneamente por um bosque afim de transpô-lo, mas percebemos q ainda há penhascos pela frente. O jeito é contornar a mata mesmo, seguindo pelo capim (repleto de mudas de pinus) sabe-se-la-qto em direção oeste, ate um selado de ligação. Não demorou e encontramos uma precária estradinha de terra q seguia p/ sul, numa crista de ligação q beirava o vértice do cânion em si. Agora tínhamos novamente q seguir diagonalmente p/ sudeste p/ reencontrar a borda da serra. Pra isto tivemos antes q cruzar um belo vale td encharcado, 2 riachinhos, algumas cercas e beirar 2 pequenos morros p/ alcançar um novo descampado, onde vaquinhas pastavam tranqüilamente. Atravessamos o platozao numa boa, desviando dos charcos e turfeiras, sempre tendo os morros cheios de floresta à esquerda. São 14:20hrs. De longe já víamos um longo carreiro de boi (quase estradinha) q seguia p/ sul, nosso destino, e foi p/ ele q nos dirigimos. Chegando nele td pareceu mais fácil, pois logo ele se enfiou na mata do morro em meio a uma "passarela de arvores", mas q tava repleta de lama/charco em quase td trajeto. A Fran era engraçada: evitava a lama mas qdo se sujava, limpava o tênis (sim, tava de tênis pq de botas teria bolhas devido aos charcos) p/ depois suja-los novamente, e assim sucessivamente. Em alguns trechos a lama era puro sabão e nem pulando nos tufos de capim resolvia. O bom é q aquele trecho era sombreado e andamos um bom tempo nele, contornando o enorme morro a nossa esquerda, p/ logo sair novamente no descampado beirando a serra. Agora era somente caminhar pelo platozao dourado e seguir em frente. A vista animava e muito: um descampado amarelo, tendo à esquerda recortado como q a faca, despencando num precipico enorme e c/ um pequeno cânion no trajeto; e a direita campos de capim ondulantes de perder a vista! Daqui já víamos nosso local de pernoite, bem no final do descampado, no belo degrau de mata no morrao a nossa frente. Este trecho foi sossegado, atraves do capim ralo contornamos rapidamente o pequeno cânion avistado, passamos uma porteira, seguindo pelo descampadao de pasto ate atingir um belo e largo riachinho (Lageado dos Marrecos). Como faltava pouco p/ acampar resolvemos passar ali o final de tarde. Estávamos cansados, mas aquele riachinho caiu muito bem. Mesmo com pequenos poços ate a canela, deu p/ tomar um revigorante banho! Com o sol lentamente se pondo à oeste, apressamos o paso em direção ao pé do morrao q avistáramos, ao sul, e subimos ate um amplo degrau dele protegido de mata pela direita. Foi aqui mesmo q jogamos definitivamente nossa mochilas no chão, cansados mas contentes pela caminhada de quase 17km daquele domingo extenuante! Montada a barraca, já fomos preparando nossa janta, q consitiu num arroz curry c/ carne de soja devidamente temperada q nunca foi tão saborosa! P/ rebater, um vinhozao tinto q foi td de bom. Não deu nem 19hrs e nos recolhemos, exaustos. À noite ventou muito, foi estupidamente estrelada e dormimos bem. Enfim, nenhum indicio dos tão famosos e rigorosos invernos gaúchos. Ate aquele dia. NEVOEIRO, CHUVA E MUITO FRIO Levantamos as 6:15 moidos do dia anterior, porem revigorados. Pra nossa surpresa, la fora estava totalmente nublado e garoava fino. A frente fria prevista chegara antecipadamente causando a temida viração no alto da serra. A proximidade com o mar e o choque com a serra faz com q qq frente fria se condense na forma de nevoeiro (ou "nada", como aqui chamam) Puts, pior q a navegação é praticamente nula e tínhamos prazo p/ voltar. Bem, o jeito foi torcer p/ ela passar, e aguardar. Enrolamos na barraca após o café da manha, já sentindo o frio pegar. Como não havia indicio algum do nevoeiro limpar o jeito foi avançar o maximo q desse mesmo assim, na raça. Perder um dia, nunca. Levantamos acampamento as 10:15hrs protegidos pelos anoracks, q rapidamente ficavam umedecidos com a garoa trazida pelo frio e forte vento. Não se enxergava um palmo a frente e o jeito foi ter a bússola sempre em mãos. Como estávamos num degrau do morrao sabíamos q devíamos subi-lo p/ chegar no outro lado e seguir pela borda serrana. Pra subi-lo tivemos q atravessar uma mata fechada, sentido sul, q ascendemos vagarosamente, contornando arbustos e troncos umedecidos. Felizmente achamos um trilho de vaca q nos levou rapidamente ao topo, totalmente encoberto. Aqui em cima, um platozao de capim encharcado, continuamos seguindo apenas pro sul, intuitivamente. Subitamente, uma mata obstrui nosso caminho adiante, e procuramos contorna-la. Fran, felizmente, encontra um trilho bem nítido q desce o morro suavemente, e é por onde continuamos a pernada no meio de muito lamaçal preto e muita mata fechada. Sempre orientados pela bússola, sentido sul/sudeste, bastava seguir os trilhos de vaca q fossem nessa direção, ate q finalmente saimos num amplo descampadao de capim, mais abaixo. Não enxergando um palmo diante nosso, fomos simplesmente p/ sul, passamos algumas cercas, algumas turfeiras e charcos (agora bem úmidos) ate alcançarmos agora sim a beirada de um penhasco, q evidentemente passamos a acompanhar, ainda mais qd havia uma trilha bem mais nítida q qq trilho de vaca, alternando carreiro erodido, rocha e pasto mesmo. Sabíamos q beirávamos um abismo de quase mil metros mas não enxergávamos nada, apenas um branco enorme ao nosso lado. Fran não se conformava c/ a paisagem q perdiamos, sentimento acentuado qdo passávamos por belas e imponentes rochas q serviriam perfeitamnte como mirantes. Paciência.. De repente, mata densa obstrui continuar pela borda e o jeito é contorna-la (oeste) nos obrigando a subir e descer morros continuamente. Mas como nos afastamos muito da borda e sem ter noção de distancia alguma, o jeito é buscar algum trilho de vaca q atravesse a mata sentido sul/sudeste. Encontro o q parece ser um trilho mata adentro, q arriscamos seguir. A mata ta muito úmida e apenas encostar nela já encharca a roupa. Ainda assim, eu e Fran prosseguimos bravamente, seguindo as pisadas e rastros das vaquinhas q vão no sentido q desejamos, descendo suavemente. Em alguns trechos ate duvidamos de presença das vaquinhas de tão fechado ou íngreme q é, mas as pegadas dela tão ai. Afinal seriam vacas ou cabritas montanhesas? Mas é sempre bom seguir seus rastros pq é sinal de campo/pasto proximo. Após um tempo varando mato úmido sem-fim, eis q finalmente chegamos num descampado de capim!! Mesmo nubladao é mais confortável andar neles q em mata fechada. O nevoeiro engrossa e a garoa torna-se uma breve chuva. Ta muito frio, sensação agravada pelas nossas roupas molhadas e pelo vento, mas o jeito é seguir adiante. Sempre sul/sudeste, passamos cercas e charcos q são trasnpostos pisando nas fortes bromélias, ate q novamente damos de cara com a borda da serra a nossa esquerda. Ufaa!! Estamos no sentido correto. Seguindo pela beirada do mesmo e c/ garoa fina fustigando nossos rostos, esbarramos numa mata de encosta num cânion à nossa frente, q temos q contornar pela direita, mais uma vez. Este cânion na verdade é continuação do anterior (pelo mapa), e precisamos atingir seu vértice, sabe-se-la-onde-fica. A medida q avançamos, pode-se ver a outra parede do outro lado, o q é um alivio, sabendo q falta pouco pro seu vértice. Antes de lá chegar, atravessamos um belo riachinho onde abastecemos nossos cantis, e onde vemos as primeiras vaquinhas do dia. Proximos da florestinha do vértice e cansados, resolvemos fazer uma pausa pro lanche, as 13hrs. P/ não pegar garoa e vento, nos ajeitamos dentro da mata, onde a água acumulada nas folhas goteja + grosso q la fora. Dane-se, colocamos lonas e plásticos sobre nós q servem de canga e toldo providenciais. Bastou parar de caminhar q o corpo esfria rapidamente. Mandamos ver um chocolatao, Nutris, bolacha, suco, o q for..enquanto a Fran dava uma de protetora dos bichos, no caso de uma lagartinha q quase pisei inadvertidamente. Bem, se ate ali o tempo não melhorara acreditamos q não mudasse + naquele dia. Ao menos dava pra enxergar ao longe alguns campos pois o nevoeiro baixara, mas a chuva não. Estávamos c/ frio, molhados, os pés encharcados começavam a congelar, o q nos motivou a acampar por ali mesmo. Foi um dia inútil, mas ainda assim andamos quase 6km.. Montamos a barraca na entrada da mata, um lugar ate protegido do vento e chuva. Eram quase 15hrs. Fran ate improvisou um toldo pra barraca c/ uns plásticos avulsos. Ela é a McGayver, cheia das gambearras! Claro q trocamos as vestes molhadas por aconchegantes agasalhos e meias secas. Devidamente acomodados, não nos restou senão enrolar, tomar chocolate quente e avaliar as opções pro dia sgte. Eu ainda confiava piamente q "Depois da tempestade, vem a bonanza".. Jantamos antes deescurecer um sopao de legumes c/ ervilhas delicioso enquanto nos aqueciamos com o fogareiro. La fora se alternava entre rajadas de vento e breves chuviscos q dedilhavam o sobreteto da barraca, num frio considerável. Foi qdo começou a gotejar dentro da barraca, mas Fran McGayver tinha plásticos de sobra p/ esta ocasião e substituiu os furados do sobreteto. Mesmo assim, não contamos com a água q ia acumulando em baixo da barraca, principalmente nos pés, o q percebemos so no dia sgte. Essa foi uma noite mal-dormida, de virar e desvirar por lado constantemente, de dormir espremido p/ não se molhar com as paredes da barraca umedecidas e de sentir frio nas laterais e nos pés..mas ao menos deu pra descansar dos dias anteriores. NA MARGEM NORTE DO CANION FORTALEZA E BARRADOS NO PARQUE Terça -feira amanheceu melhorzinha, porem muito fria. Acordamos cedo aguardando a chance de parar de chuviscar e desarmar a barraca. Depois do café, eu - com a meia da Fran - enxugava a poçona q havia sob nossos pés. Td estava umedecido, desde a mochila ate algumas roupas, mesmo ensacadas. Qdo a chuva parou definitivamente, foi a vez de levantar acampamento e, sob muito frio e mãos umedecidas, esse trabalho é deveras um martírio. Mas as subitas cortinas se abrem no tempo, q permitiam ver o lindo céu azul, já eram mais q animadoras. Saimos 9:30 contornando o vértice do cânion subindo o suave morro p/ sul, e do outro lado abria-se um vasto chapadão de capim cercado de pequenas colinas q iamos atravessar, obviamente. Bem ao fundo, a boca pedregosa de um enorme cânion q certamente seria o Fortaleza. O chapadão era uma sucessão interminável de charcos e turfas (p/ desgosto da Fran, q decididamente não foi com a cara deles), razão pela qual optamos por contorna-los pelas beiradas dos morrinhos. Olhamos p/ trás e vimos, alem do mato no qual acampáramos, a impressionante beirada do cânion q percorrêramos às cegas o dia anterior. Chegamos na beirada da serra, mais especificamente na pta extrema norte do Fortaleza. As nuvens lentamente vão se dissipando, mas ao mesmo tempo conferem um ar místico e majestoso a região. Na verdade estamos acima delas! As paredes rochosas de cor acizentada c/ matinha nebular despencam verticalmente, e é necessário contornar o canionzao. Mas daqui não se tem uma vista geral dele adentrando p/ oeste, ainda temos q subir e contornar um morrao à direita. Neste trecho, pelo capim, temos q pular vários pequenos e mansos riachinhos, q se transformam de repente numa cascata q se dissolve ao não achar mais chão reto na beirada. Descemos um pequeno vale por trilho de vaca p/ depois contornar em subida o morro mencionado, e depois passar por uma mais uma cerca, do lado do precipício, claro! Deste ponto elevado temos agora uma vista privilegiada do colosso q é o Canion Fortaleza, uma enorme fenda de quase 8km de extensão (e 30km de borda) rasgando o campo à oeste no formato de um gigantesco "V", idéia intensificada pela proximidade dos paredões, muralhas colossais de rocha e mata!! Agora é so contornar sua borda norte p/ sudoeste, e pelas dimensões, o resto do dia seria td dedicado a este cânion. O tempo abre lentamente, e o sol vai destacando de maneira impar as belezas deste imponente cânion. É quase meio-dia e pouco! Beirando o penhasco pelo capim ralo, muitas paradas são feitas p/ clicks. Do outro lado do paredão, podemos ver uma estradinha q corre pelos campos dourados e varias cascatinhas q caem retilineamente. Do nosso lado, não há um precipício súbito, e sim uma sucessão de barrancos cheios de mata q deslizam suavemente 1000m abaixo. Num deles, parecido com um platô rebaixado ou uma ilha, inúmeras vaquinhas pastam calmamente fazendo com q a gente se pergunte como diabos elas foram parar lá. "É o Paraíso dos Unicórnios!", comenta Fran. Esta caminhada é bem agradável e há uma trilha precária q se funde ao trilho de vaca existente, q por sinal é bem pouco usada. Depois de um certo tempo, temos q descer um barranco de pedra e capim de quase 30m p/ continuar beirando o cânion, no descampado abaixo. Daqui vemos o qto falta pro vértice e, ao noroeste, reflorestamentos e riachinhos quebrando a monotonia dos onipresentes descampados de capim. Agora o "perau" (precipício, como chamam aqui) é quase vertical, cheio de mata nebular, florestinha baixa q sobrevive com a umidade dos nevoeiros. La embaixo vemos o Rio Fortaleza correr sinuosamente manso entre as pedras e alguma mata atlantica, emparedado, literalmente. Mais adiante, uma belíssima cachoeira despenca furiosa em dois níveis, da outra parede, formando dois enormes poços. É a Cachoeira do Tigre Preto. Ainda serpenteando o abismo, vemos q estamos quase chegando ao seu fim, marcado de muita mata e um morrao do outro lado. Daqui vemos ao longe, oeste, uma estradinha q corta o campo p/ sul, e é p/ la q vamos cortando caminho pelo capim, charco e, finalmente, um sem-numero de arvores secas caídas, com jeitão q foram queimadas ou cortadas mesmo. Subimos e descemos suaves colinas, e atravessamos o q julgo ser o mirrado Arroio Fortaleza, p/ chegar na estradinha avistada, q não leva a lugar algum. Bem, mas basta seguir p/ oeste q de alguma maneira vamos esbarrar com uma estradinha principal. Contornamos pequenos morros à nossa frente ate q chegamos numa estradinha secundaria, q nos leva ate a principal, marcada por um belo pinheiral, uma placa de q essa propriedade pertence a uma fabrica de moveis (daí as arvores caídas e o reflorestamento) e do outro lado outra placa indicando o inicio do PN Serra Geral, p/ esquerda. E la vamos nos pela estradinha pro sul, contornando morros tendo de um lado uma bela floresta de araucárias e do outro campos de capim com mudas de pinus. No percurso, Fran insiste p/ descansar e comer algo. São 14:30hrs e tb aproveitanos p/ estender as roupas ao sol, na beira da estrada mesmo. Mas devemos ser breves já q tencionavamos adiantar a pernada e pernoitar no interior do pq. Ainda pela estrada, percebemos o escasso movimento nela, apenas alguns veículos contados passaram por nós, todos p/ visitar o pq pelo dia. Agora descendo a colina já podemos ver os campos alem do Fortaleza, uma retidão amarelecida só! Chegando na portaria norte do parque, bem simplezinha, qual nossa surpresa de q é proibido camping em seu interior!? E q a travessia pra portaria sul só era permitida com guia!? E agora, José? Tentamos argumentar com o guardinha de q estávamos ali justamente p/ isso, no entanto ele foi reticente qto as normas. Puts, bateu um desanimo total, não nos restando senão dar meia-volta!! Mas p/ onde, se tava td longe?? Conversamos com o motorista de uma van (q aguardava uma excursão) se poderia nos dar carona p/ Cambará do Sul mas ele ficou de ver c/ o guia. Q droga!! Não acrditava q tavamos sendo barrados de algo q nos havíamos proposto desde o inicio! Minha indignação era evidente, traduzida pela desengonçada tentativa de encher a garrafa dágua com uma mangueira dali. Eu e Fran demos meia-volta, retornando cabisbaixos pela estradinha, decidindo oq fazer naquela situação imprevista no roteiro. Cogitávamos pegar carona ou acampar ali perto e ir a Cambara no dia sgte, sei la.. Foi ai q estendi o dedão p/ pedir carona pra uma caminhonete, q por sinal era do parque e conehcemos o Luciano, outro guardinha q foi nossa salvacao. Explicamos nossa situação e suas informações contradiziam as q havíamos recebidos pouco antes: disse q acampar dentro é proibido mas a travessia sem guia é permitida, desde q dentro dos limites de horario de visitação!!! Comentou tb q o outro guardinha quiçá nos barrou mesmo pq já era final de tarde e q deduziu q acamparíamos la dentro, o q era verdade e tava evidenciado por nossas pesadas cargueiras. Foi o q bastou p/ nos animar novamente e continuar nossa travessia p/ Aparados! Luciano nos deu carona e nos deixou proximo do pinheiral do inicio, pois era bom local p/ pernoite, longe dos limites do pq, claro! Ainda com os sol de final de tarde montamos acampamento, quase beira de estrada. A temperatura caia rapidamente, agravada ainda mais com as rajadas frias de vento oriundas dos campos a oeste. Estendemos algumas coisas pra secar enquanto nos abrigávamos do forte vento. Luciano voltou novamente apenas p/ bater papo breve conosco e p/ nos dizer q deixara avisado na portaria q faríamos a travessia no dia sgte cedo, permitindo nossa entrada. Quase escurecendo, preparamos o "miojo c/ molho de carne nosso de cada dia" e fomos deitar, p/ levantar cedo o dia sgte. Essa noite foi a pior e mais fria!! Um vento glacial insistia em correr ate dentro da barraca, mas la fora devia estar bem pior; so de ouvir as furiosas rajadas sacudindo os pinheirais ao lado já inibia qq tentativa de ir ao "banheiro". Nem juntando os sacos de dormir (tática pingüim) aquecia o suficiente p/ dormir tranqüilamente, e estávamos com todas as roupas vestidas. Dormíamos mas logo acordávamos. Vira aqui e vira acolá, no meio da noite preparamos um chocolate quente p/ ver se aquecia o ambiente, mas foi uma medida de resultado provisório, mas valeu! Nunca uma noite demorou tanto p/ passar e o sol matinal foi tão bem quisto. Naquele dia foram apenas 11km percorridos. PELO CANION CHURRIADO E MALACARA A quarta-feira amanheceu limpa, clara e fria, tanto q aguardamos ate o sol sair p/ desmontar barraca. Enquanto isso, a contragosto, nos desapegávamos dos sacos de dormir, tomamos um café quente e iamos arrumando as coisas. Sair dali p/ encarar o vento glacial q soprava não foi fácil. A barraca tava coberta por uma esbranquiçada camada de gelo, o sobreteto tava duro, o zíper semi-travado, a meia úmida q Fran deixou p/ secar congelara e as poças de água proximas pareciam pistas de patinação. Mesmo totalmente agasalhado as mãos logo não respondiam, e levantar acampamento demorou devido as pausas freqüentes p/ aquece-las. Exatas 8:30 colocamos pé na estrada, apressando o paso p/ esquentar o corpo enquanto o sol matinal ajudava tb. A estradinha tava repleta de gelo e de poças congeladas, q partiam feito vidro ao serem pisoteadas! Meia hora depois estávamos na casinha de madeira q serve de portaria do PN, desta vez sendo gentilmente recebidos pelo mesmo guardinha de ontem, q nos desejou boa sorte na travessia. E la fomos nós. A estrada de terra segue pro sul, na bifurcação, tomamos à esquerda, p/ sudeste, novamente de encontro com a outra borda do Fortaleza, porem relativamente distante dela. Chegando na ponte do Arroio Segredo - um simpático riacho largo cujas frias e escuras águas contrastam com o campo dourado e q forma a Cach. Tigre Preto - uma breve pausa p/ arrumações finais de mochila. Fran calçou seu tênis congelado, q agora estava suportável. Daqui em diante não seguiremos pela estradinha, q continua pela borda p/ leste, ate finalizar no Morro Quebra Cangalha, na boca do cânion. Deixamos o Arroio Segredo e a Pedra do mesmo nome (monólito rochoso q se equilibra noutra pedra), pra agora adentrarmos nas suaves colinas de capim em diagonal sentido sudeste, cortando caminho ate chegar na beirada da serra outra vez. Este trecho é tranqüilo, felizmente não é nada acidentado e mto agradável de se caminhar. É um platozao dourado interminável, no qual apenas nos preocupávamos de desviar dos "banhados" (como chamam aqui os charcos c/ turfeiras) e dos riachinhos q estão sempre presentes. Aqui não havia sinal algum de vaquinhas, embora seus rastros estivessem presentes. Fazia um sol agradável, mas o forte vento congelante nos obrigava a estar bem agasalhados, com capuz e td mais. Chegando na borda da serra novamente, continuamos ora pela beirada ora por um carreiro bem amplo e visível de longe. Mas a vista era o melhor: a planície q leva ao litoral e no fundo, a faixa azulada do céu se misturando com a do Oceano Atlântico; nesse meio-termo, as casinhas de Praia Grande, a Lagoa do Sombrio e os edifícios brancos do balneário catarinense de Torres, quebrando a horizontalidade da paisagem! Seguindo pelas escarpas da serra, andamos por uma estradinha de terra e pedras bastante precária, q nos acompanha na subida de um morro beirando a serra. Dali temos uma visão do Cânion Churriado, menor q o Fortaleza, porem com abertura maior permitindo uma vista mais ampla enquanto o percorremos em quase todo seu perímetro. Logo, a tal estradinha cede lugar ao capim e estamos pernando por trilho de vaca outra vez. Mas a direção é clara, e deixar o Churriado é penetrar no descampado, seguindo reto p/ sul e aproveitar a imensidão amarelada ao redor, um tapete dourado q se estende ate perder a vista, forrando as baixas colinas. Aos poucos, a boca pedregosa do Cânion Malacara vai aparecendo, com escarpas separadas do mesmo parecendo ilhas flutuantes serra acima, e a cidadezinha de Praia Grande logo abaixo. Um pouco antes de chegar em sua beirada, somos novamente saudados por hordas de quatis assustados em meio ao capinzal. Desta vez, Fran não mostrou tanta emoção pelos bichinhos, sinal de q tava emburrada devido ao cansaço da longa pernada. Mesmo assim, seguiu firme e forte. Chegando na beirada do cânion, uma idéia de sua descomunal rachadura - povoada de andorinhões e araras azuis - há de se contorna-lo pela direita (oeste), claro, subindo e descendo suavemente as escarpas e descampados de capim, vez ou outra saltando algum riachinho. Percebi q td cânion tem seu charme, este era mais acidentado e c/ muita mais mata sem eu interior. E foi quase q chegando em seu vértice, após um tempo q pareceu interminável, q vimos os 2º seres humanos do dia, q era um jovem levando um casal p/ trilhar pela região. Mais adiante, um trio com a mesma finalidade nos diz q ainda há uma boa pernada ate a portaria do parque. EM BUSCA DA PORTARIA PERDIDA Após uma porteira encharcada pode-se dizer q chegou-se ao vértice do cânion, repleto de mata onde o Arroio Malacara despeja suas águas. Uma trilha obvia segue p/ sudoeste contornando pequenos morros, mas q logo depois se confunde com outras q aparecem no caminho. Foi ai q nos embaralhamos. Irônicamente, sair do parque foi + difícil do q percorre-lo, isto pq daqui não se vê a estrada ou portaria alguma, pq ate chegar aos canions não há descampado algum e sim uma profusão de colinas e mata q impede ver adiante. Bem, o jeito era seguir intuitivamente. Na primeira bifurcação deveríamos ter seguido por um trilho q estava bloqueado por arvores caídas, mas não foi o q fizemos e sim contornamos o tal morro sentido sudoeste, chegando do outro lado. Mas la mais trilhos apareciam, o q nos obrigou a cortar caminho pelos selados dos morros e descampados de charco afim de não sair do sul/sudeste. Porem, nunca chegavamos a lugar algum e nem sequer víamos a maldita estrada/portaria, o q me obrigou subir numa colina p/ estudar a região. Decidi seguir a bússola assim mesmo. E por uma estradinha q logo se perdeu acabamos entrando numa mata td enlameada na qual não chegávamos a lugar algum, o q nos obrigou a subi-la e ir subindo e descendo coxilha, bem mais seguro, contornando os eventuais capões de mata. Chegamos enfim, numa estradinha precária q cruzava belos riachos, mas q subitamente terminava num cocho bem gramado. Depois de mto quebrar a cabeça e tomar novamente trilho errado (porem desta vez visualizando nosso destino) cheguei a conclusão q a estradinha seguia perto do cocho avistado. Dito e feito, ela tava escondida numa passarela de arvoredo q atravessava a suposta mata intransponivel. Daqui em diante não há mais segredo algum em percorrer os quase 5km restantes, q são feitos em descida suave em meio a mata. Aí notei um belo rasgo em minha calça, provavelmente algum espinho no meio da mata. Chegamos na casinha avistada as 15:30hrs, saindo à esquerda da estrada!! Fim de trilha! Aquela la devia ser casa dos caseiros das Fazenda Malacara e pedimos dicas p/ tiazinha simpática q nos atendeu. Pra chegar na estrada bastava seguir um trilho q saia atrás do curral de ovelhas, cruzava um rio e pronto. Chegamos na estrada de terra. p/ Praia Grande em menos de 15min. Porém, ai lembramos q tínhamos q dar baixa na entrada/guarita sul do PN! Isto é, devíamos ter seguido pela estradinha e não ter saído pelo atalho da fazenda. Bem, o jeito foi andar pela estrada os 3km p/ oeste ate encontrar a portaria Gralha Azul p/ dar nossa baixa, mesmo q nossa intenção fosse seguir sentido oposto. Paciência. RELAX EM CAMBARÁ DO SUL Felizmente, os gaúchos são mto gentis e conseguimos carona facil p/ tal portaria. Aqui vimos as diferenças gritantes entre o PN Aparados da Serra e o PN Serra Geral: o primeiro tem estrutura de 1º Mundo, hotel, trilhas e passarelas devidamente sinalizadas, estrada asfaltada, etc; o segundo nem tinha guarita (somente a portaria norte), infra estrutura alguma, precariedade total, estrada precária e captação de recursos nula. E a tal Portaria Gralha Azul era a de Aparados! Depois me disseram q na verdade são um parque só, pois antes so havia o Aparados. Daí p/ preservar a área vizinha saia + em conta (burocraticamente) criar um novo pq do q amplia-lo! Bem, como nossa travessia tava concluída e conehcer o Cânion Itaimbizinho (PN Aparados) seria apenas mais um programa turistico fora de nosso roteiro, resolvemos conseguir carona p/ Praia Grande pq nosso prazo espirava. Novamente pernando pela estrada e com o dia findando, já iamos perdendo as esperanças de carona p/ Praia Grande, ao pé da serra, uma vez q veículos mesmo so havia sentido Cambará do Sul. Já cogitavamos acampar novamente e aguardar o busao p/ Praia Gde no dia sgte, qdo aceitamos a gentil "carona" de 2 policiais p/ Cambará do Sul assim q disseram q lá havia um albergue barato e o busao p/ Praia Gde saia de la cedo. Beleza! Nos acomodamos entre coletes e uma sirene portatil e la fomos nós pelos quase 20km restantes, atravessando campos da serra fomos conversando com os simpáticos policiais gaúchos, q nos deram varias dicas da pequena cidade e os costumes locais. A viatura nos deixou na frente do albergue as 17hrs, onde fomos atendidos gentilmente pelo jovem e unico recepcionista. Na verdade éramos os únicos hospedes lá. Após um banho quente e comprar etílicos no armazém o lado, preparamos o resto de nossos suprimentos na cozinha comunitária toda pra nós. A noite teve muito fria e matamos o tempo na sala principal, q dispunha de um simpático fogão a lenha, típico de todas as casas daqui, q serve tanto p/ aquecer como p/ preparar refeições. Na verdade estávamos trancados, pois o rapaz havia saído na night. Cansados dos quase 20km percorridos naquele dia, tivemos a melhor noite nos aconchegantes beliches dali. De noite deu pra perceber q ventou muito, a janela trepidava e agradecemos ter achado o hostel. Tanto é q ate as vaquinhas mugindo la fora reclamavam do frio.. A VOLTA Levantamos as 7:30hrs p/ curtir o farto café-da-manha (grátis) gaúcho, cheio de doces, mel, paes, etc.. Mandei ver sem dó! Depois fomos dar uma rápida volta pela pequena cidadezinha, tomada pelo frio intenso e garoa fina. Cambará do Sul ("Capital do Mel") é a típica vila gaúcha, com construções de madeira coloniais, gente c/ feições européias com chimarrão a tiracolo, nativos de chompa e bombachas, etc..No Centro Cultural uma idéia da historia da cidade, c/ objetos do tempo da onça emuitas fotos. Antes das 10hrs arrumamos as mochilas, deixamos o albergue e tomamos o busao diário p/ Criciúma(SC), q atravessou os campos e capões da serra novamente, desceu a dita cuja em meio a muita garoa, p/ chegar com tempo ótimo ao pé dela, na cidadezinha de Praia Grande ("Cidade das 2 Mentiras", não tem praia nem é gde) uma hora depois. Curioso ver os estabelecimentos comerciais com nomes de "lancheria", "redutor de velocidade", etc.. O litoral tava com tempo ótimo, mas nuvens negras dominavam o alto da serra, ao longe. Depois de passar por Sombrio, chegamos em Criciúma por volta das 13:30hrs, onde almoçamos, demos uma volta, "internetamos", ate finalmente tomar o busao das 16:30hrs p/ sampa, onde chegamos às 8hrs do dia sgte. Assim como a imponência q as montanhas oferecem, as gdes depressões q a natureza oferta são igualmente tentadoras em transpor; estas a gente apenas acompanha, restando a opção de descer pros mais ousados e aventureiros. No entanto, aqui não há montanhas nem gde picos; caminha-se já num "gde pico", onde o campo avança ondulado ate se perder a vista. E é caminhando por aqui - ao invés de faze-lo a cavalo, como manda a tradição gaúcha - nesta aparente monotonia geográfica q se esconde o melhor q a região oferece, assim como os costumes desta humilde gente da serra.
  50. 1 ponto
    Segue sugestão de Roteiro para conhecer 11 sítios arqueológicos entre teotihuacanos, aztecas, zapotecas, mixtecas e maias, além de outras cidades mexicanas. Realizei este itinerário do dia 3 a 23 de Janeiro de 2008. Itinerário: Dia 1: chegada na Cidade do México Dia 2: visita à Catedral e Templo Mayor (Cidade do México) Dia 3: Visita ao Museu de Antropologia e o Bosque de Chapultepec (Cidade do México) Dia 4: Teotihuacán (sitio arqueológico teotihuacano e azteca) e partida para Oaxaca (ônibus noturno) Dia 5: Chegada em Oaxaca e tour para Monte Albán (sitio arqueológico zapoteca e mixteca), Santa María del Tule, Tenotitlán del Valle e San Pablo Villa de Mitla (sitio arqueológico zapoteca e mixteca / fábrica de mezcal). Almoço no mercado 20 de noviembre. Dia 6: Visita ao mercado de abastos de Oaxaca e partida para San Cristóbal de Las Casas (ônibus noturno) Dia 7: Chegada em San Cristóbal de Las Casas e ida a San Juan Chamula (vila indígena). Dia 8: Tour saindo de San Cristóbal de Las Casas para Água Azul (conjunto de cascatas), Misol-Ha (cachoeira) e Palenque (sítio arqueológico maia) e partida para Mérida a partir da cidade de Palenque (ônibus noturno). Dia 9: Chegada em Mérida e tour para Uxmal (sítio arqueológico maia). Dia 10: Tour saindo de Mérida para Chichén Itzá (sítio arqueológico maia) e deixando-nos em Playa del Carmen ao entardecer. Dia 11: Snorkeling em Cozumel pela manhã e praia pela tarde (em Playa del Carmen) Dia 12: Saída para Tulum (sítio arqueológico maia). Visita ao sítio arqueológico de Tulum e partida para Chetumal (fronteira com Belize). Em Chetumal já tomamos o ônibus das 18h00 para Orange Walk (Belize). Dia 13: Tour saindo de Orange Walk para Lamanai (sítio arqueológico maia). À tarde, na volta do tour já partimos para Belize City e em seguida para Socotz, na fronteira com a Guatemala. Dia 14: Visita à Xunantunich (sítio arqueológico maia) e partida para Guatemala. Cruzamos a fronteira e já partimos para Flores. Chegada em Flores. Dia 15: Tour saindo de Flores para Tikal (sítio arqueológico maia). Dia 16: Partida de Flores para Palenque (México) – são 3h de ônibus de Flores a Betel (fronteira com o México), 30 mins de barco pelo rio Usumacinta, e mais 3h de ônibus da fronteira Mexicana em Chiapas até Palenque. À noite partimos diretamente para Puebla (ônibus noturno). Dia 17: Chegada à Puebla, visita a San Andrés Cholula (cidade colonial e vulcão). Há também um sitio arqueológico na cidade. Dia 18: Saída de Puebla para Veracruz. Chegada em Veracruz e visita ao Museu Naval. Dia 19: Visita ao Aquário de Veracruz e ida a La Antígua (cidade colonial). Dia 20: Volta para a Cidade do México. Dia 21: Volta para o Brasil
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