Ir para conteúdo

Mais curtidos da Semana


Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 11-04-2018 em todas áreas

  1. 3 pontos
    04-11: Passeio por Fez. Saí de manhã do hostel com a intenção de conhecer a medina, no que foi um dia, digamos, teeeenso! Já li trocentos relatos de gente que se viu ou em maus lençóis pelo assédio ou mal entendidos com pretensos guias ou gente “querendo” ajudar. Estava vacinadíssimo pra essas situações. E lá fui eu seguindo meu guia Lonely Planet, melhor do que qualquer outro de carne e osso competente ou não. É um caminho linear, mas com desvios pra atrações próximas, onde se passa por um portal lindão, depois pelo bairro judeu, onde havia uma sinagoga e um cemitério em evidência (este estava fechado por ser sábado). Pra encontrar a sinagoga é necessário pedir ajuda aos locais pois ela se encontra escondidinha. Daí você acaba conversando com um, com outro, e contatos vão sendo feitos. Assim, alguém aparecerá querendo “ajudar”. Antes que essas ajudas ficassem caras demais, resolvi optar por contratar um guia pra ir direto ao ponto e economizar tempo. Escolhi um figurinha meio com cara de humilde e menos falastrão. Pra evitar mal entendidos, já combinamos um preço (cem dirhans), determinamos um tempo (três horas) e lá fomos nós. Ele insistiu na necessidade de contratar um taxi que nos levaria até o outro lado da medina, onde poderíamos encontrar mais rapidamente aquilo que eu entendi que seriam as tinturarias, ou “os homens que trabalham com os pés”, nas suas palavras, já que eu não sabia dizer tinturaria nem curtume em inglês. Insisti com o guia para que fôssemos a pé mesmo, ao que ele concordou, mas insistiu que demoraria pra chegar nas tinturarias. Diante do que eu entendi que seria um “traço” de honestidade do cara, concordei então com o tal do taxi, isso pra economizar tempo (vai vendo no que deu). E lá fomos nós pro outro lado da medina, segundo ele, pra me mostrar também a Fez “real”, as oficinas, as fábricas, a gente simples sem máscaras ou assédio constante, o dia-a-dia dos habitantes locais, e isso, para um professor de geografia como eu, é ouro. Achei a proposta interessante, mas como nada tenho contra a massa ensandecida da turistaiada louca, muito pelo contrário, gosto de encontrar o pessoal do mundo todo nessa montanha russa de curiosidade, fome e sede de cor, som e sabor (abro mão do consumismo, até porque não tenho dinheiro, mas nem vontade de comprar mil coisas tenho, isso depois de trocentas viagens em que, chegando em casa, você se arrepende da bagagem extra que fazia sentido lá mas já não faz sentido cá), assim, concordei desde que chegássemos ao lugar “onde os caras trabalham com os pés” (tinturaria), economizando meu precioso tempo. Daí, fomos por um trecho realmente menos atraente, mais próximo ao ritmo local porém mais tedioso. Mas muuuuito tedioso mesmo. E o guia insistindo em me levar a uma fábrica de cerâmicas. Assim, entre teares, oficinas e padarias, acabamos chegando ao lugar “em que se trabalha com os pés”, ou seja, um curtume... e nada da tinturaria. Segundo o guia, essa só estava em atividade pela manhã. E isso, além de não ser verdade, ele só disse nesse momento. Juro que me senti um idiota, um coió-de-mola (como dizem no interior de São Paulo), um completo imbecil por insistir naquilo que todo mundo implora pra não fazer. E o cara querendo me levar pra fábrica de cerâmica. Peguei o relógio e vi que ainda faltava muito pra completar as três horas combinadas, mas conclui que aquela merda tinha que se encerrar ali mesmo pra que pudesse de fato ganhar o que restasse do meu dia. Contive meus impulsos homicidas que só fazem a coisa piorar quando acaba em briga, mas deixei claro que não era nada daquilo o que eu queria. Abortei os planos de continuar com o guia, paguei o que combinei, peguei um táxi e voltei pra estaca zero e com menos uma hora e meia de atividade possível nesse dia. Mereci tudo mas não aprendi nada, vai vendo. Novamente no bairro judeu, na estaca zero, o mapa do Lonely Planet me deixou confuso. Um cara com muleta, percebendo minha situação, se aproximou, puxou assunto e me pareceu muito instruído, foi se insinuando, falando do Brasil, daí há pouco já era o meu melhor amigo de infância. E começou a falar das muitas atrações escondidas pelas redondezas inclusive o mais incrível jardim de Fez (Jnam Sbil, lindão), enfim, fez meus olhos brilharem. E foi me conduzindo pelo emaranhado de ruas confusas e eu insistindo pra que ele me deixasse, que não precisava de ajuda, que era só indicar o caminho e o cara insistindo que pra ele seria importante se mexer. Ao findar o percurso, já ao lado do jardim, sinalizou por onde eu deveria ir e ficou ali esperando... Eu, constrangidíssimo, dei tchau, apertei a mão dele e ele então pediu uma “ajuda”. Dei 10 dirhans, e ele reclamou. E aqui eu digo, moçada, que o verdadeiro talento desse povo que assim age, é justamente saber exatamente o que fazer pra te deixar constrangido. Eu agora, pensando naquela cena, acho que teria sido bom dizer “você quem quis vir, por sua conta”, “foda-se a ajuda, não lhe devo nada” e por aí vai, mas o cara já te selecionou pelo seu perfil, eles sabem quem escolher... sim, fui um pato mega! Ou seja, não aceite a ajuda desse povo que se prontifica. Ninguém está ali pra fazer amizade! Pois bem, acatei a sugestão do Lonely Planet (recomendadíssimo) de fazer um percurso a pé que consiste em atravessar o portal Bab Boujloud, virar à esquerda e em seguida à direita, e ir descendo essa viela até o fim, observando os açougues com cabeça de camelo chamando a atenção (e dono bonzinho que deixa fotografar), a madrassa (lugar em que se aprende os ensinamentos do Corão) Bou Inania (20 dirhans e interessantíssima, aqui vale tentar um guia pra explicar um pouco de tudo), um mecanismo (a clepsidra) que funcionava como relógio mas hoje está desativado, o acesso ao museu Nejarine, que foi uma antiga hospedaria para viajantes endinheirados (bem legal, também por 20 dirhans, mas tem que sair um pouco da viela e vale cada centavo), além do visual único proporcionado pelas lojas e comércio borbulhante que se tem ali (e um incrível suco de romã, nos inúmeros locais que o fazem ao longo desse trecho, que fica na história gastronômica da viagem), como a confecção de tronos matrimoniais (uma tradição local, meio brega, porém, tradição), inusitado e muuuito interessante. Chegando ao fim da viela, vira-se à direita e imediatamente à esquerda e segue-se, assim contornando a universidade (a mais antiga do mundo) e a mesquita Kairaouine (em ambas não-muçulmanos não estão autorizados a entrar, infelizmente). Assim se chega a uma espécie de mini-praça, onde se encontram os artesões que trabalham com metais e coisas do gênero, atravessando o trecho em que se vende luminárias tipo lâmpada do Aladim, em lojas com cenários encantadores. Depois, é só seguir à esquerda da praça, descendo a rua dos tingidores. Mais adiante, se chega à praça R’cif, enorme, onde temos mini-táxis e ônibus pra todo lugar. Eu já ia embora meio triste, pois não encontrei os famosos tintureiros que são a imagem símbolo de Fez. Mas passava um jovem que lê pensamentos, captou meu instinto geográfico e “turistólogo” e já perguntando de onde eu era e se queria seguir com ele que ia encontrar o pai que trabalhava no “lance”. Daí, pensei: “já é fim de tarde e essa é minha chance de conhecer o tal do lugar. É isso ou nada, independentemente das consequências, que com certeza virão, não tenho dúvida” (estava muito desiludido com as maracutaias locais). E lá fui eu. O pai, na verdade, era funcionário de uma loja de artigos de couro (sacaram?), das muitas que rodeiam o curtume/tinturaria, formando uma barreira, tornando impossível que seja visto da rua e possibilitando um cinturão de contenção do cheiro ruim que dali exala. Então, como um bônus, a loja leva os clientes até o terraço, de onde se avista o processo. E vende seus artigos de couro. Que eu não queria. E vai convencer o pai do moço de que eu não precisava de uma jaqueta de 300 euros pra ser feliz. Então, me prontifiquei a dar uma gorjeta pelo favor de me deixar dar uma espiadinha e tirar umas fotinhas. Perguntei quanto costumavam dar os turistas que vinham ali, mas disseram que era por minha conta. Então, finalizada a atividade, tirei uma nota de 20 dirhans (uns 7 reais) da carteira. A cara que fizeram entrou pra história das intrigas internacionais. Me devolveram como se fosse esmola, se dizendo ofendidos, juntamente com um discurso, meus amigos, que me fez sentir uma mistura de Tio Patinhas com o próprio demônio. Mas eu saquei a paradinha. O pai ganha seus trocos com turistas sedentos de imagens-fetiche e potenciais compradores de artigos de couro que lhe garantam comissões (e os preços, pra quem gosta desses artigos, dizem que são os melhores), mas não tem permissão pra explorar a turistaiada, pois toda a transação ocorre longe da presença do dono da loja e dos demais funcionários. Então, provavelmente, se você se sentir coagido, creio que é só sair perguntando quem é o dono e como é que a coisa funciona de fato que acredito que resolve tudo. Mas é uma cena muito constrangedora. E não foi o que eu fiz. Na verdade, o pai acabou pegando o dinheiro que eu ofereci e eu me mandei sem querer saber de mais nada. Ou seja, três momentos tensos num só dia e todos previsíveis, o que me deixa com aquela sensação de que daria pra se evitar. Enfim, bola pra frente. Na volta pro hostel e já fora da medina, jantei um tajine de sardinha muito bom por 30 dirhans. Delicioso. Esse restaurante fica em um dos estabelecimentos em frente da estação de trem Gare de Fez (a uns 120 metros dela), com preços camaradas. Foto: feirante próximo à medina de Fez. Durante toda a viagem, procurei evitar fotografar o povo local, principalmente mulheres, pois percebi que eles entendem isso como invasivo. Entretanto, essa foto ficou natural pois foi tirada por um guia local do qual usufrui os serviços. Foto: jardim Jnam Sbil, próximo à medina de Fez. Foto: portal Bab Boujloud, acessando a medina de Fez. Foto: Tingidores - imagem curiosa e condições de trabalho medievais e medonhas. Foto: os tingidores não são vistos por quem passa pelas ruelas da medina pois se encontram neste local cercado de lojas por todos os lados.
  2. 2 pontos
    Para minha surpresa, Holambra é um amorzinho de cidade. Ainda jovem, no ano de 2017 completou 26 aninhos, comemorados a partir da emancipação do município em 1991 e não da chegada dos primeiros holandeses, que ocorreu em 1948. Está localizada no interior paulista, bem pertinho das cidades de Arthur Nogueira, Jaguariúna e Campinas. É famosa nacionalmente pelo comércio de flores e plantas ornamentais, sendo responsável por 45% da produção nacional. Talvez você não tenha ideia de onde fica essa cidade, do seu tamanho, da sua história... Mas é bem provável que já tenha ouvido falar da Expoflora, a maior Exposição de Flores da América Latina, sediada na "Holanda brasileira" anualmente no período de agosto a setembro. Algumas curiosidades: o nome é formado da junção de partes de três palavras Holambra = Hol: Holanda + Am: América + Bra: Brasil, a cidade se destaca pela alta qualidade de vida da população e também como detentora do melhor índice de segurança do país. Bom, como eu disse me apaixonei por Holambra. No intervalo de 1 ano, visitei-a umas quatro vezes e todas elas foram muito agradáveis, cada uma à sua maneira. A primeira visita não poderia ter sido em outra ocasião, Expoflora 2016. Fomos em um sábado de manhã, num grupo de sete pessoas. Chegamos uns 10 minutos antes da abertura dos portões (9hrs), por isso conseguimos estacionar tranquilamente nas vagas do lado de fora do estacionamento e muito, muito perto da entrada principal. Engana-se quem pensa que só havíamos nós lá nesse horário. Já havia umas 100 pessoas ali, em fila, aguardando para entrar, mas tudo estava muito organizado. Por volta das 13hrs, os pavilhões começaram a encher pra valer. Mas nesse tempo já havíamos visto quase todos os ateliers e exposições, almoçado, comprado, ou seja, é possível fugir da hora do rush mesmo aos finais de semana viu gente! Uma dica: a Expoflora, se programada com antecedência, pode sair bem em conta, com os ingressos custando menos de 20 reais (inteira). A segunda vez foi uma visitinha em casal, num clima mais romântico, sem programação. A ideia era passear pela cidade, almoçar, comer uma sobremesa, tirar umas fotos, sentar em uma praça pra papear e só. Dessa vez não chegamos tão cedo, por volta de 10h, passeamos por diversos pontos turísticos e paramos no Deck do Amor, demos uma voltinha pelo Moinho e caminhamos por alguns bairros e ruelas na região do Centro de Convenções (onde rola a Expoflora). Almoçamos no Martin Holandesa e lá experimentamos uma sobremesa típica holandesa (que eu não me atrevo a dizer o nome) maravilhosa!!! É uma maçã inteira, cozida no vapor e envolta em uma crosta de massa folheada com sorvete de creme. Bom demaaaais!! Na outra visita, o passeio foi em família, com a sister, papai e vovó e o objetivo seria levá-los aos campos de flores, que é uma atração à parte. Estudei um pouquinho sobre as opções e descobri que as visitas aos campos são feitas apenas mediante agendamento, via agências de turismo. Há passeios em praticamente todos os dias da semana e durante todo o ano, porém a cultura visitada pode variar por “n” motivos: estação do ano, condição climática, condição das flores e anuência do proprietário. Por esse motivo, recomendo contactar a agência com pelo menos dois dias de antecedência para verificar a disponibilidade do passeio e qual o tipo de campo está aberto à visitação. Os roseirais, por exemplo, só estão disponíveis nos meses mais frios do ano, crisântemos e gérberas o ano todo, girassóis na primavera e por aí vai. Além disso, um guia acompanha todo o percurso contando a história da cidade e curiosidades sobre as flores. Ah, se você também achava que veria um campo de tulipas (flor símbolo da Holanda) em Holambra (assim como eu achava), isso não será possível. Até existe o cultivo dessa flor por lá, mas os proprietários não permitem o acesso de visitantes. O cultivo e manutenção das tulipas no nosso clima tropical são complicados e todas as condições de umidade, temperatura e doenças são rigorosamente controladas em estufa. Entre as principais atrações turísticas, está o Moinho dos Povos Unidos. Ele é considerado o maior moinho da América Latina com 38,5 metros de altura e mais de 90 toneladas e é uma réplica fiel dos moinhos holandeses usados para moer grãos. O monumento foi construído no local mais alto da cidade, dessa forma, com 10 reais, é possível entrar e subir até seu topo tendo uma visão privilegiada. O Deck do Amor em frente ao Lago Vitória Régia, onde os enamorados espalham cadeados com suas iniciais nos alambrados, também merece uma visita. Ao sair da cidade, não deixe de passar pelo Grande Portal Turístico de Holambra, que em certa época do ano (abril, senão me engano) está todo florido. Também vale uma parada no Memorial dos Imigrantes e no Lago do Holandês, um antigo point de recreação que está sendo revitalizado pela prefeitura. Bom, não dá para passar em Holambra (que seja um dia) sem provar a culinária holandesa. Cada vez que vou à cidade experimento um restaurante e uma confeitaria diferentes. Algumas são muito tradicionais! Não dá para ignorar! Adianto aqui que as opções de refeição variam muito, dá para optar pelo tradicional à kilo ou self-service coma à vontade, assim como pratos à la carte. Dentro de cada uma dessas possibilidades, os preços também variam. Aí fica a cargo do freguês. Entre os restaurantes, guarde esses nomes: Martin Holandesa, Casa Bela, The Old Dutch e Amsterdan, esse último o mais em conta dos quatro e o point mais badalado da Expoflora. Em relação às confeitarias, experimente as tradições holandesas do Martin Holandesa e da Zoet en Zout. Maravilhosas!!!! O diferencial de Holambra é o seguinte: Independente do objetivo da viagem trata-se de um destino agradável, seguro, bonito para os olhos, gastronomicamente delicioso e com atrações turísticas gratuitas ou a preços acessíveis. Bom passeio!
  3. 2 pontos
    Oi, pessoal! Fui ao Chile tem alguns dias (26/03/18 - 31/03/18). Vou colocar aqui o que tenho salvo ainda do roteiro que programei. E ao final deixarei algumas observações gerais sobre a viagem. Espero que ajude alguém. Meu roteiro não foi um roteiro SUPER barato, mas também não saiu caro. Ao final da viagem, com transporte, alimentação, lembrancinhas, passeios, restaurantes, e baladas, gastei R$1.600,00, pegando a cotação 184, 183 e 181 (fiz três trocas de câmbio em 3 dias diferentes, por isso a variação), sendo que 150,00 troquei no aeroporto, logo na chegada, por 169 (mesma cotação das casas de câmbio no Brasil no dia, porém, não paguei IOF ou taxa de câmbio, algo que eu teria pago se tivesse trocado por aqui antes de ir). Já "ouvi" pessoas neste fórum criticarem meu roteiro chamando minha viagem de "esnobação", e que isso aqui é fórum para mochileiros e blábláblá. Então antes de tudo quero dizer que eu realmente não estava com um orçamento apertadíssimo, mas também não estava gastando horrores. Foi minha primeira viagem sozinha pra fora, então com certeza cometi erros (como conto no relato abaixo), e também não quis correr grandes riscos, mas no geral acho que fiz boas economias, mesmo tendo ido em dois restaurantes considerados caros e turísticos, e feito um dos passeios com agência. Enfim, fica aqui o relato para levarem em consideração algumas coisas na hora da viagem de vocês, seja ela mochileira, baixo custo c/ conforto ou esnobação haha. Antes de mais nada, SOBRE TRANSPORTE: me locomovi somente por metrô e ônibus. Para facilitar, eu indico a vocês baixarem o aplicativo Moovit e usá-lo na hora de usar meio de transporte público em santiago. Foi a minha SALVAÇÃO. Eu colocava como local de saída a estação de metrô quando saía do Hostel, ou o endereço onde eu estava, quando não estava perto de nenhuma estação. E colocava como destino o endereço do lugar que queria ir. O aplicativo dá pra você qual a cor do metrô que tem que pegar, para qual direção, em qual estação, avisa qual estação é pra descer, se tem que pegar ônibus também manda a localização do ponto de ônibus pra você seguir pelo GPS, informa qual o número do ônibus pegar e onde descer. Enfim, praticamente carrega a pessoa. MELHOR COISA DA VIDA. Usem sem dó. Eu só me locomovia assim por lá e deu super certo. 1ºDIA - 26/03 - SEGUNDA 1) Câmbio no aeroporto: Troquei R$150,00 na casa de câmbio Afex (fica à direita da saída para a área de pegar as bagagens, saindo do duty free). Errei em ter trocado tanto, já tinha uma ideia que o meu transfer até o hostel ia ser por volta dos $7.500 pesos, mas fiquei com medo de só trocar 10 mil pesos (que era minha intenção original) e acabei trocando 150 reais em uma cotação de 169, o que rendeu por volta de 25.000 pesos. NÃO VALEU A PENA. Deveria ter trocado só o necessário para o transfer. Sobre o transfer: em todo lugar que li diziam ser a melhor maneira para ir até o hostel. Não cheguei a verificar o transporte público, porque como estava sozinha e cheia do dinheiro para trocar quis pegar uma van mesmo. Transfer Compartilhado é mais em conta, o motorista espera a van encher ou passar 15min, dependendo do que acontecer primeiro (geralmente lota, porque chegam várias pessoas no mesmo avião e quase todo mundo vai pros transfer, pelo que vi lá), e aí a van van deixando as pessoas em seus hotéis. Demorou 1h até o Hostel onde fiquei (Kombi Hostel - no bairro Recoleta, localizado a duas quadras do Patio Bellavista). O hostel que peguei ficava no centro, e fui a última a ser deixada, todo mundo que estava hospedado na região do metro Santa Lucía e Plaza de Armas (centrão de Santiago) desceu antes de mim. As duas empresas de transfer que vi no aeroporto (depois de pegar as malas você passará por um último raio-x, da receita deles, acredito. Saindo desse raio-x já dá pra ver os balcões das empresas à esquerda): Transvip e Transfer Delfos. Dá para fazer simulação de preço nesses links (clique no nome da empresa que coloquei aqui). Paguei 7.500 pesos com a Delfos, que era a que não tinha fila no momento em que cheguei, mas pelo site da transvip estava saindo o mesmo preço. Na hora em que fui contratar o transfer já quis contratar o de volta e deixar garantido, mas o atendente me entregou um cartão e disse que era para entrar em contato por whatsapp com eles mais próximo da data da volta para agendar e que o preço sairia o mesmo que eu estava pagando ali (7.500). Acontece que quando eu mandei whats para ele na quinta (voltei no sábado) a pessoa quis me cobrar 8.000 pesos. Expliquei toda a situação do aeroporto e que o preço que haviam me passado tinha sido 7.500. Depois de um pouco de conversa (com ajuda do google tradutor kkk) consegui que fizessem por 7.500. Fica aí a dica e alerta! 2) Câmbio: nas ruas (calle) Agustinas e Moneda estão as casas de câmbio com a melhor cotação, perto da Plaza de Armas. Ficam abertas das 9h às 18h, entre o Paseo Ahumada e calle Banderas, no centro de Santiago. Aos sábados ficam abertas até as 14h, e aos domingos sempre tem uma ou outra casa aberta até as 14h, mas não é garantido (a do shopping Costanera fica aberta - Afex). No shopping costanera tem essa casa de câmbio com preços bons também, mas com certa diferença para as da agustina, então só indico para casos de necessidade porque não é a mesma coisa. A casa de cãmbio dentro do Patio Bellavista (um mini centro comercial no bairro Bellavista - centro) é a pior de todas. Nem cheguem perto. Só trocar dinheiro nas casas da rua (ficam várias casas uma ao lado da outra na agustina), não subir nos prédios (algumas podem ser golpe pelo o que me informaram no hostel) e não esquecer de pedir notas pequenas também para ter trocados (1.000 pesos). A JM Cambios costuma ter a melhor cotação, mas você pode verificar qual a melhor enquanto anda ali, eu sempre olhava todas, nas 3 quadras em da agustina em que estão mais aglomeradas, para depois trocar. https://www.cambiosantiago.cl/ - acompanhar câmbio (geralmente lá o preço é um pouco melhor do que neste site). 3) Sky Costanera: Peguei metrô na estação Santa Lucia e desci na estação Los Leones. Comprei Tarjeta BIP na estação (necessária para pegar a maioria dos ônibus e os metrôs - custou $1.550 sem carga).Vou deixar aqui a foto que bati dos preços do metrô. Sobre o Skycostanera, é a torre mais alta da América Latina, com um mirante no topo. Pode ter fila para subir, embora subam várias pessoas de uma vez. Localizado no Shopping Costanera Center. A visita ao mirante custa 15.000 pesos. Bilheteria se encontra no 1º andar. Se você for fazer compra nesse shopping, dá para ir no Informação para Turistas na entrada do shopping e pedir o cartão de desconto para turista. Basta mostrar o RG ou passaporte que eles dão um cartão válido por 7 dias para compras no shopping, mas não são todas as lojas que tem desconto. Porém, no dia em que fui, comprei um pizza individual da Domino's por $1.000 pesos, que foi meu almoço hahah Já ouvi dizer que às quartas-feiras, se não me engano até as 17h, a subida ao mirante é gratuita, então quem quiser economizar... Apenas verifiquem essa informação, porque não tenho certeza, é uma informação que escutei de outro mochileiro. Nesse shopping aproveitei e fui no mercado Jumbo, onde comprei os vinhos que quis trazer de lembrancinha muito mais em conta. Já tinham me dito que na vinícola concha y toro eram mais baratos os vinhos dela, mas não achei isso não, os que vi saiam quase o dobro na vinícola. Sem falar que no Jumbo você ainda pode aproveitar uma promoção ou outra que estiver acontecendo (final de mês estava cheio de promoção!). http://www.skycostanera.cl/pt/precos-e-horarios/#pt/planejamento Horário: de seg a dom das 10h às 22h (última subida ao mirante às 21h). Endereço: Avenida Andrés Bello 2425, Providencia, Región Metropolitana. Tomar cuidado em Providencia, dizem que possui maior ocorrência de furtos. 2ºDIA - 27/03 - TERÇA 1) Vinícola Concha y Toro: Tour marcado às 10h (em português). Peguei metrô às 8h. De fácil acesso por transporte público, possível ir de forma independente. Peguei Metrô na Baquedano, desci na estação La Mercedes, onde peguei o metrô vermelho, e desci na estação Plaza de Puente Alto. Tinha um ponto em frente a estação Plaza de Puente Alto, peguei o ônibus (metrobus) que me levava até a esquina da viníciola (a vinícola é virando à direita, bem próxima - ônibus 73, 80 ou 81 - Alto Jahuel param na esquina) que custou 600 pesos. A viagem de metrô e ônibus dura cerca de 1h, mas eu não estava em horário de pico. O tour tradicional dura cerca de 50min a 1h, guiado em português, e custa 16.000 pesos. Na vinícola aceitam o Brazilian Travel Card de desconto, que se faz pela internet antes de ir. Eu não sabia disso quando eu fui, mas fica a dica pra quem puder fazer antes. Pelo pouco que pesquisei sobre depois que voltei, esse BTC é um cartão que custa U$7, e você compra online (http://braziliantravelcard.com/), e tem direito a vários descontos em vários lugares nas principais cidades do Chile (não só Santiago). Vale a pena vocês conferirem se o valor pago no cartão compensa pelos descontos recebidos. O desconto dado na vinícola, por exemplo, seria de 2.400 pesos. Durante o tour foram feitas 3 degustações. Endereço: Avenida Virginia Subercaseaux 210, Pirque / Ramon Subercaseaux, 210 – Pirque. Horário: Segunda a Domingo. 10:00 as 17:10. Site para reserva do tour: https://www.conchaytoro.com/tour-wine-experience/reserva-tu-visita-pt/ 2) Passeo Ahumada: rua comercial fechada, não passa carros, apenas pessoas. Parei em um dos "cafés com pernas", são cafés em que as pessoas ficam em pé ao redor das mesas na calçada e as atendentes usam short curto, basicamente isso. Fiz várias compras nesse local, inclusive de perfumes e maquiagem, o resto não achei tudo isso. Vale a penas pesquisar os preços nas lojas dali. Aproveitei que estava no centro e fiz todo o tour pelo centro: Plaza de Armas, Catedral Metropolitana, Palacio La Moneda (não fiz o tour interno, mas pelo que pesquisei é gratuito para turistas. Também não vi a troca de guarda, porque em março ela só acontecia nos dias pares) 3) Restaurante Giratório: restaurante chamado Giratorio no 18ª andar de um edifício no bairro Providência. Próximo ao shopping costanera. A cada 1h o restaurante completa uma volta em seu próprio eixo, proporcionando vista da cidade e das cordilheiras. Fácil acesso através de metrô (descer na estação Los Leones - o restaurante fica em frente à saída da estação, mesma estação que se usa para descer quando vai para o Shopping Costanera). Realizar reserva antecipada (reserva por telefone ou e-mail). Fui bem no pôr do sol (19h), e a vista estava linda, mas já me disseram que no horário de almoço eles tem o Menu do Dia por um preço bem mais em conta. Espera máxima de 10min, não pode atrasar mais que isso. Gastei no meu jantar 26.500 pesos. Incluindo prato principal (lombo de porco com molho), um acompanhamento (purê apimentado), 2 long necks, uma água, sobremesa, e a gorjeta. Sinceramente, eu queria muito ir nesse restaurante pela vista e pela experiencia de estar em um lugar que gira. Então, pra mim, valeu a pena. A comida é bom, porém não é nada excepcional, mas pelo menos não peca. Eu achei caro sim, mas eu analisei o preço analisando os restaurante da cidade onde moro, em que um jantar sai basicamente a mesma coisa e não são nada turísticos como o Giratorio é. Então assim, vale você fazer a análise do que você está esperando: a experiência ou a comida. Se for pela comida, você pode achar lugar com a mesma qualidade por menos. Se for a experiência, vale a pena. Apenas frisando que eu comi apenas metade desse prato e metade da sobremesa, porque são porções grandes, às vezes compensa mais pedir um segundo acompanhamento e comer duas pessoas um único prato principal (carne). É que eu estava sozinha e não tive essa opção. Endereço: Avenida Nueva Providencia, 2250, Piso 16, Providencia-Santiago. Site: www.giratorio.cl (Reservas pelo telefone ou email [email protected]) Telefone: (56)22232-1827 ou (56)22334-5559 3ºDIA - 28/03 - QUARTA 1) Valparaíso: Peguei metrô na Baquedano, e fui até Universidad de Santiago (duração: 20min). O Terminal Alameda fica praticamente dentro do metrô, hora que desembarca já dá para ir seguindo as placas da TURBUS. A cada 15min sai do Terminal um ônibus até Valparaíso (duração: 1h30min). Paguei $3.000. Os ônibus da Turbus param em dois terminais Alameda (estação de metrô Universidad de Santiago, mais próximo do centro) e Pajaritos (na estação de metrô de mesmo nome), ambos estão praticamente dentro das estações de metrô. Na ida o ônibus para primeiro no Alameda, depois em Pajarritos, e na volta para primeiro em Pajaritos e depois no Alameda. Pode-se descer em qualquer um deles, aquele que for mais conveniente para a pessoa. Não comprei pelo site porque ouvi dizerem que não compensaria. Em Valparaíso passei muito frio. Saí de Santiago achando que iria passar calor (porque 11h em Santiago já estava todo mundo de short) cheguei lá e estava com uma neblina forte e muito fria a cidade. Fica a dica pra quem vai achando QUE por ser próxima de Santiago será a mesma temperatura: NÃO É. Na cidade fui primeiro no Porto (Muelle Barón) a pé ver os supostos lobos marinhos (não vi nenhum). Depois fui pelo centro da cidade até o Cerro Concepción. Sinceramente, só andar pelas partes mais altas da cidade já dão uma boa vista, eu não cheguei a subir o cerro porque como estava passando muito frio, desanimei e desci logo pra entrar em um restaurante e comer. Fui até o Reloj Turri, ali perto tem alguns restaurante. Almocei em um deles por $3.000 o prato do dia. Fui para o outro porto, Muelle Pratt. Tem feira de artesanato bem na frente dele. Comprei ali lembrancinha de Valparaíso e Viña del Mar (preço pouca coisa melhor que a Feira da Santa Lucía nas coisas de cobre). 2) Viña del Mar: Lá pelas 13/14h fui para Viña del Mar. Preferir ir de ônibus. Qualquer um que esteja passando pela Avenida Errázuriz (avenida da orla, bem em frente ao porto Muelle Pratt), indo sentido Viña del mar (sentido rodoviária da Valparaíso), eles param na frente do relógio das flores. Peguei um por $400 pesos. Do Relógio das Flores segui a pé pela orla até o Castillo Wulff. Bem próximo. Dá para entrar no castelo e é grátis (Horário: de terça a domingo, das 10h às 13h30 e das 15h às 17h30). Depois segui a pé para o Cassino, também seguindo a avenida da orla (você verá do outro lado da ponte o cassino). Dá para entrar de um lado e sair pelo outro, inclusive jogar. Grátis. Pelo horário segui para o Palacio Carrasco (Aberto das 9h às 17h30min e aos sábados das 10h às 13h). Paga para entrar. Quando fui estava fechado para reforma, então não consegui entrar. Fica na mesma quadra que o museu Fonk, logo ao lado dele. Segui para o Museu Fonk (Aberto das 10h às 18h. Entrada $2700). Tem uma feirinha de artesanato na frente, mas se for querer comprar algo ali sai mais caro que na feira de Valparaíso ou na do Cerro Santa Lucía em Santiago. Comprei lembrancinhas Rapa Nui (essa estátua) na feira do Bairro Bellavista, na rua Pio Nono, em Santiago, ela é pequena, porém com ótimos preços também. Melhor do que comprar em Valparaíso ou Viña del Mar. http://www.museofonck.cl/ Por último vi o Palacio Rioja (aberto das 10h às 13h30 e das 15h às 17:30). Fazem vistas guiadas para grupos, mas é preciso agendar pelo email ([email protected]), indo sozinho não precisa agendar. Guia em espanhol. Duração de aproximadamente 20 a 30 min. É um palácio onde você passa por quase todos os cômodos da casa. Muito bonito e gratuito, sem falar no jardim do lado de fora. Ao final do dia fui curtir um pouco o restante do sol na areia da praia. Fiquei até o sol se pôr, e depois fui embora para Santiago. Para ir ao Terminal Viña del Mar fui de uber. Gastei $1.500 pesos do começo da praia Acapulco até o terminal. A cada 30min sai um ônibus para Santiago. Paguei na minha volta $3.000 pesos. 4ºDIA - 29/03 - QUINTA 1) Bairro Patronato (bairro ao lado do Bellavista). Bom para comprar grandes quantidade de cachecóis e lenços. É a 25 de março de Santiago. Ir com roupa boa para provar roupas por cima, se for o caso, porque a maioria das lojas não deixa experimentar ou sequer tem provador. No Bairro tem uma Nicoply (loja chilena de roupa feminina), não cheguei a entrar nela, porque não me chamou a atenção pelos preços que vi online antes de ir, mas muita gente gosta de visitar. Comprei nesse bairro cachecol e lenço de lã de alpaca. São muito bonitos e a maioria dá desconto levando mais de 6 unidades. Trouxe vários para dar de lembrancinha, então consegui comprar cachecol de lã por 800 pesos cada (cerca de 5 reais, na cotação que peguei na época), e lenços também de lã (mais fina) por 1.800 pesos. Se estiver comprando muita coisa vale a pena pedir desconto. Diferentemente do Brasil, no Chile tudo abre tarde. Fui 9h para o bairro e pouquíssimas lojas estavam abertas, então se programem bem pra não perder tempo esperando loja abrir. 2) Outlet Buenaventura: Fica em um dos bairros mais afastados de Santiago. Muita gente disse que não dá pra chegar lá por transporte público e que era necessário pagar uber para ir, o que faria o preço das compras ali sair elas por elas. Acabei indo apenas porque meu pai tinha me dado dinheiro para comprar camisas da lacoste para ele (que no Brasil são 500,00 mais ou menos) e eu não tinha encontrado nenhuma loja que as vendesse no Costanera. Pelo aplicativo Moovit coloquei que iria sair da estação de metrô Baquedano e consegui ir por ele até a estação Zapadores, onde desci e peguei um ônibus no ponto que se encontra na esquina e que no final parou bem enfrente ao outlet. Sobre os preços, como a cotação que peguei estava cara (184 foi a mais barata que consegui) acabei não comprando muita coisa ali porque os preços não compensavam tanto por causa da cotação, mas não por causa do preço em si. Mas as camisas do meu pai, por exemplo, saíram por R$160,00 (BEM abaixo dos R$500,00 pagos por aqui), e basicamente o mesmo preço que ele havia pago em dólares em uma viagem que ele fez aos Estados Unidos alguns anos antes ($40 dólares cada em 2015 no EUA). Ou seja, dependendo do que for comprar por lá, compensa e MUITO. 3) Cerro Santa Lucía: O Cerro faz parte de um parque florestal pequeno. Da para subir por rampas e escadas até o mirante, passando pela Terraza Neptuno (fonte de água). Passem pela feira de artesanato do local. É a mais barata. Fica do outro lado da avenida, em frente ao cerro. Melhor lugar para comprar principalmente jóias de lapislazuli. 4) Restaurante Bali Hai: O restaurante que mais gostei. Você paga 32.000 pesos (aperitivo, entrada, prato principal, sobremesa), bebidas e gorjetas separado. Tem um show durante o jantar que dura cerca das 21:30 às 23/23:30. Nesse show de dança que acontece durante o jantar inteiro os dançarinos trazem as mais diversas culturas das diferentes partes do Chile, fazendo as coreografias conforme o jeito de dançar de cada lugar, inclusive das tribos da polinésia. Muito divertido o lugar e o show. Os dançarinos tiram as pessoas para dançar em vários momentos durante o espetáculo. Se tivesse que escolher entre Giratorio ou Bali Hai, seria Bali Hai. Embora o preço seja mais caro, achei a comida mais gourmet e fora o show de dança que foi muuuito bom e animado. Cheguei no restaurante por metrô + ônibus. O ponto de ônibus é bem em frente ao restaurante. E mesmo voltando a noite sozinha não me senti insegura em nenhum momento. Endereço: Av Cristobal Colon 5146, Las Condes.Santiago, Chile. Reservas: [email protected] 5ºDIA - 30/03 - SEXTA 1) San José del Maipo + Embalse el Yeso + Baños Colina (dia inteiro): Para ir a melhor forma é por agência de turismo (média de 55.000 pesos - paguei 50.000 com a empresa Viaja Brasil). Passeio dura 9 horas. Van sai cedo e chega somente a noite em Santiago. Levem lanche na bolsa e umas duas garrafas de água, porque lá na entrada do Embalse tem apenas uma lanchonete com preços mais altos. A empresa Turistik (https://turistik.com/pt/) faz o passeio, e em Embalse el Yeso é oferecido uma taça de vinho, queijos, castanha e azeitona para os turistas. O passeio passar pelo vilarejo San Jose de Maipo, pelo Embalse, por cachoeiras de degelo, e finaliza com um almoço em um restaurante típico na volta. Outra empresa para comprar o tour recomendada é o Get Your Guide (https://www.getyourguide.com.br). É possível perguntar antes por mensagem por quais pontos o tour passa, se inclui os 3 ou só 2 deles. A que usei foi a empresa Viaja Brasil Tour (http://www.viajabrasiltour.com.br/tours.html). O passeio custou 50.000 pesos. Durou o dia inteiro. Saímos às 06h da manhã de Santiago, com parada para comprarmos café da manhã em San José del Maipo. Depois seguimos para Baños Colinas, onde curtimos as termas e comemos no almoço um piquenique de vinho, suco, frios, bolachas, e biscoitos (esse almoço incluso no preço do pacote). Seguimos, por fim, até o Embalse. Chegamos em Santiago por volta das 19h. Levar várias garrafas de água, porque por causa da altitude é necessário ficar tomando água o tempo todo para evitar mal-estar. 6ºDIA - 31/03 - SÁBADO Tinha me programado para ir de manhã ao Cerro San Cristobal e depois pegar meu transfer para o aeroporto. PORÉM, fui em uma balada no Bairro Bellavista com o pessoal do hostel na noite anterior e no outro dia estava mor-ren-do. Não tive condições. Acabei ficando no hostel mesmo, porque meu transfer me buscava às 11h, e eu acordei tarde e ainda tinha malas para fazer antes de ir. INFORMAÇÕES GERAIS HOSPEDAGEM: A hospedagem no Chile tem 19% de imposto além do preço da acomodação, mas estrangeiros não precisam pagá-la se pagarem em dólar americano ou cartão de crédito. DICA - levar em dólar o valor da hospedagem. ENTRADA: Não precisa de passaporte, apenas RG com menos de 10 anos. Não se aceita outro documento de identificação sem ser RG. TRANSPORTE: Transporte público na cidade: ônibus não aceita dinheiro, metrô aceita. O ideal para economizar é comprar um Tarjeta BIP (1.550 pesos + 100 de recarga mínima) em qualquer estação de metrô (bilheteria) ou Centros Bip!, que é necessário para pegar ônibus, e também serve para metrôs. E com ela tem-se o direito a até duas integrações de ônibus + metrô no intervalo de 2 horas pagando-se uma só (o valor cobrado na integração é só o do metro) (http://www.tarjetabip.cl/). Preços e horários do metrôs: variam de R$3,50 a R$4,50 (https://www.metro.cl/tu-viaje/tarifas). Uber: o preço do uber para o táxi em um caminho do hotel para o aeroporto varia uns 3.000 pesos (uber: 15.200). Tendo como base o meu hostel que ficava próximo ao Pátio Bellavista. Usa-se o mesmo aplicativo do Brasil, mas na hora de pedir o preço já aparece em CHL. Intermunicipal: A melhores companhias são Pullman, Turbus, e JAC. As rodoviárias não são como as do Brasil, uma companhia pode parar em vários terminais. Tem que ficar atento para saber qual é o terminal certo de saída e de chegada. https://www.ventapasajes.cl/pullmanbus/?id=1511197013782 https://www.turbus.cl https://www.jac.cl/ ALIMENTAÇÃO: os restaurantes colocam placas na frente com o “Menú del dia”. São menus com entrada, prato principal e sobremesa (postre), em média por 6.000/8.000 pesos. Come-se bem e mais barato que os demais pratos. Geralmente isso é só no almoço. TOMAR CUIDADO: no bairro Providencia tem ocorrência de furtos. Não dar bobeira, ser o típico brasileiro: mochila na frente do corpo, nada de celular nos bolsos, nem usar muitas jóias e usar doleira. Essas dicas valem para todos os bairros do Chile. Fiquem bastante atentos, pois na volta para o Brasil estava conversando com uma brasileira no aeroporto e ela me contou que havia sido furtada nas imediações da Plaza del Armas (centro de santiago). Ela deixou a bolsa do lado do caixa em uma loja, logo em seguida um idoso esbarrou nela, derrubando um monte de moeda que ele tinha na mão, e ela começou a prestar atenção nele e na filha dela que tentava catar as moedas, e quando virou de volta, a bolsa dela já tinha ido com os passaportes dentro e tudo. Ou seja, Chile não é Noruega. Ainda é América do Sul, ainda é perigoso, a gente só não tem tanta noção porque o perigo no Brasil é muito maior. Mas isso não significa que Chile é Suíça. TOMADA: 220V com 2 pinos redondos iguais as do Brasil antigas.
  4. 2 pontos
    Prezados amigos , mais uma vez retorno ao fórum Mochileiros para relatar uma experiência de viagem , desta vez para USHUAIA na Patagônia Argentina . Na verdade aqui existem poucos relatos atualizados de Ushuaia no Inverno , daí a dificuldade que tive em cotar preços e até mesmo de passeios; parece que a galera prefere o verão e foge do frio heheh. No meu caso eu fiz a opção pelas paisagens maravilhosas do frio e não me arrependi. Então, com certeza esse post vai auxiliar muita gente na tomada de decisão e no orçamento da viagem. Informo que meu perfil de viajante é o econômico , mas isso não quer dizer que não fique em bons hotéis por exemplo ,é uma questão de procura, pois existe boas opções a preços camaradas. Recomendo enfaticamente a leitura do excelente blog do Viajanet sobre Ushuaia , foi a minha bíblia para organizar o roteiro ( http://www.viajenaviagem.com/destino/ushuaia ). O primeiro ponto que deve ficar claro é que Ushuaia por ser uma cidade localizada no extremo do continente americano ( a cerca de 1000 km da Artártida... ) recebe praticamente todos seus insumos de fora principalmente alimentos , o que encarece o custo de vida e por conseguinte a vida do viajante. Outro ponto : passeios e esportes de inverno são caros pois exigem equipamentos específicos e mão de obra especializada , então ,com certeza este foi um dos passeios mais dispendiosos que já realizei , mesmo procurando economizar. Passagens Aéreas : A opção mais barata foram as Aerolíneas Argentinas , mas um detalhe : a opção de compra pelo site da empresa mostrou um valor superior ao Viajanet.com . Outra vantagem do Viajanet é que ele te dá a opção de mais de um destino ( várias cidades ) com o mesmo bilhete; assim fiz uma parada de 3 dias em Buenos Aires antes de seguir para Ushuaia. Paguei R$ 1.500,00 ( ida e volta ) , saindo do Rio de Janeiro. O trecho Belém –Rio paguei em parte com milhagens. A Aerolineas Argentina costuma trocar alguns horários de voos, o que me prejudicou ,pois chegaria a Buenos Aires ás 9 da manhã e só cheguei ás 13:30 hs ; no mais me pareceu um boa companhia com bom serviço de bordo ( sim, eles ainda servem bons lanches sem custo adicional...). Moeda e Câmbio : depois de muito pesquisar tomei a decisão de levar reais e trocar por peso argentino no aeroporto em Buenos Aires, nunca troque peso no Brasil você perderá dinheiro. Em ambos os aeroportos da Capital Argentina ( Aeroparque e Ezeiza ) você pode fazer o câmbio na chegada. Troquei na base de 1 R$ = 4,2 Pesos ( OficiaL = R$ 4,.... possivelmente encontraria melhor cotação no mercado paralelo , mas não quis arriscar . Em Ushuaia a cotação é de R$ 4,00 . A vantagem de Buenos Aires é que aceitam reais mas com uma cotação nem sempre vantajosa , pergunte antes. Para sacar em peso argentino vá ao caixa eletrônico de qualquer banco e procure um caixa do BANELCO ( menu em português ) ; o único inconveniente é que cada saque tem o limite de 2.000 pesos , e aí você ainda paga uma taxa de 99 pesos por saque Translado do Aeroporto Aeroparque : se ficar em Buenos Aires provavelmente descerá neste aeroporto que é bem central . Ao contrário do Ezeiza não existem táxis com corrida tabelada como no Brasil ; assim pergunte antes ao motorista o preço da corrida . Até o centro ficará em média a 300 pesos. Existem muitos relatos de motoristas desonestos na Argentina, inclusive trocando dinheiro falso. Dei sorte e não fui enganado , mas se você mostrar que tem idéia do valor da corrida as coisas ficam mais fáceis. Existe o remis , que achei super caro, passe longe ..Uma informação importante : se o seu voo ate o Brasil ou no sentido contrário tiver mudança de aeroporto você pode solicitar o transfer gratuito das aerolíneas argentinas . Para isso entre no site , forneça o número da reserva e imprima o voucher .. economize 230 pesos . Leve o voucher até o box da empresa Tienda León no aeroporto e pegue a autorização de embarque. Existe a opção de imprimir o voucher no próprio aeroporto pagando 25 pesos em um locutório ao lado do box da aerolíneas ( Veja abaixo os horários de saídas ) CuadroTransfernuevo.jpg Horário de transfers da Tienda Leon CuadroTransfernuevo.jpg (204.97 KiB) Viewed 11 times Hotel em Buenos Aires: pesquisei bastante , já que li muitos relatos de hotéis no centro com problemas . Fiquei no excelente 3 estrelas Hotel UTHGRA de las Luces (Alsina 525, C1087AAG Buenos Aires ) ; hotel novo , quartos e camas limpos, café muito bom, wifi , etc.. . Localização excelente, próximo de muitos pontos turísticos como a Casa Rosada e o Obelisco. Diária de um quarto triplo a R$213,00. Recomendo. Se pagar com cartão você fica isento dos 21% do IVA, imposto pago pelos turistas no país. Restaurante em BA : para comer um mini bife de chorizo com acompanhamento a 200 pesos ( especialidade argentina ) vá ao Café de Lá Ciudad ( av Corrientes ,999 ); suba para o primeiro andar e desfrute de uma vista panorâmica a poucos metros do obelisco . Aliás o bife de chorizo explica toda a fama da carne argentina... ele parece dissolver na boca ... imperdível !! Uma opção mais em conta é ir ao La Sonada ( Maipú , 841 ) e pedir uma Parrillada PREMIUM, outra especialidade argentina ; serve tranquilamente 3 a 4 pessoas ; normalmente vem com dois acompanhamentos a escolha ( salada/batata frita/purê/ arroz ) . Preço : 490 pesos , cerca de R$ 100,00 , uma pechinha , considerando a grande quantidade de diversos tipos de carne e chouriços. Estadia em Ushuaia : optei por ficar em um apt alugado , mobiliado e com um quarto , e que custou cerca de R$ 1. 600,00 para oito dias . A proprietária , a Sra Célia ,foi muito atenciosa e prestativa inclusive me forneceu opções de passeios e transfer bem mais em conta que o mercado local. Quem quiser contatá-la segue o zap : +54 2901631168 .Se a opção for ficar em Hotel , fique na Av, San Martin ou redondezas , no inverno isso faz muita diferença pelo deslocamento para outros bairros que ficam prejudicado pela neve , e o que é pior , pelo Gelo. Eu escapei, mas meus familiares levaram vários tombos antes de aprenderem a se locomover no gelo. Aluguel de carro : boa opção para quem viaja em grupos para dividir o custo e fazer alguns passeios por conta própria. Um carro básico tem uma diária média de 1500 a 1700 pesos em Ushuaia . A empresa Tiger é uma possibilidade , entregam o carro no aeroporto se for o caso. ( http://www.tigerush.com.ar ) Alimentação : Quem for no sistema econômico pode alugar uma apartamento que tem a vantagem de você poder fazer algumas refeições e economizar bastante . Para se ter uma idéia, o quilo de carne em Ushuaia fica em média o equivalente a R$ 35 reais a R$ 40,00 reais, então imagine que comer carne em restaurantes não é barato ... Assim se prepare para pagar em média uma R$ 50,00 por refeição , mas descobri algumas exceções : - Para comer excelente hambúrgueres vá ao GELIDO ( San Martin , 1207 ), fica na rua principal do Centro , a San Martin. Dependendo do pedido você não conseguirá comer um hamburgue completo, pois são enormes . Lá é possível um Hamburgue com fritas , ovos, salame e carne por R$ 35,00 ou 185 pesos. Um chocolate quente a 75 pesos é uma boa pedida para acompanhar. Na boa, provavelmente o restaurante mais em conta e de boa qualidade para você comer em Ushuaia é o EL TURCO ( San Martin, 1410 ) ; descobri isso perguntando a um nativo. Lá é possível um bife á milanesa com acompanhamento a 180 pesos. Também existem excelentes massas a 230 pesos . Se tiver com dinheiro sobrando pode procurar outros restaurantes e comer um cordeiro fueguino , especialidade da região a 530 pesos , se gostar de mariscos a pedida é provar a Centolla , uma espécie de caranguejo gigante . Você poderá fazer uma reserva no restaurante do hotel Arakur , famoso por ter servido de abrigo a Leonardo de Capri, durante as gravações do filme O Regresso ( sim parte do filme foi gravado nos bosques de Ushuiaia..) , o bufê sai por 560 pesos por cabeça. Passeios : Em Ushuaia as agências praticam preços muito semelhantes, quase um cartel. Para nós brasileiros existe a agência Brasileiros em Ushuaia ( http://www.brasileirosemushuaia.com.br/ ) , que possui um ótimo atendimento e pessoal muito solícito ;até me concederam um transfer gratuito em minha chegada. No entanto, eu tenho que informar que é possível encontrar passeios com preços melhores que os praticados na agência brazuca , em seguida mostrarei alguns exemplos. Selecionei os passeios , após uma análise de custo beneficio. Por exemplo, como não faria ski , não fui ao centro Invernal Cerro Castor que cobra ingressos de 500 pesos na alta estação. Preferi ir a outro centro onde faria alguma atividade. Os passeios : 1- Navegação no canal Beagle : obrigatório , até pelos leões marinhos que são avistados e pelas paisagens da baia em frente a Ushuaia. Fui pela agência Tolkeyen Patagonia( comprado pelo decolar ) a R$ 149,00 ( Brasileiros em Ushuaia : R$ 253,00 ). 2- Parque Nacional Terra de Fogo : Excursão que leva você por regiões deslumbrantes do parque . Também fui pela Tolkeyen por R$ 176,00 (Brasileiros em Ushuaia : R$ 228,00) 3- Valle de Lobos : estação invernal onde você pode andar de moto na neve , ter aulas de ski ou fazer um percurso com cães siberianos em um trenó ( esta foi minha opção) . O passeio em trenós sai a 700 pesos . Paguei ainda 600 pesos por pessoa pelo transfer . Para ser sincero achei um passeio caro pelo tempo curto de cerca de 20 minutos de duração , mas a paisagem ao redor é muito bonita. http://www.valledelobos.com/es 4- Glacial Martial : Passeio que você pode fazer sem agência ou guia ( se for por agência vão te cobrar R$350,00 ). Basta pegar um taxi ou um transfer . Preço do transfer : 600 pesos ida e volta . Note que dependendo da condição da trilha até o topo do glacial você poderá ter que alugar raquetes para neve ou grampos para os sapatos ;isso é feito na base do Glacial . No dia do meu passeio havia chovido no dia anterior e havia muito gelo, sendo impossível subir sem grampos no sapato. Vejam os preços na tabela abaixo. 5- Lagoa Esmeralda : Acho que foi o melhor passeio. Este é outro que pode ser feito sem agência ( vão te cobrar R$ 380,00 por um trekking) . A trilha sinalizada facilita , no máximo você pode contratar um guia que sai bem em conta . São 4,8 km de trilha na neve ( 9,6 km , ida e volta ) , muitas vezes com neve com 40 cm ou mais. O percurso pode ser feito em 2 horas ( 4 ida e volta ) mas vale cada segundo pois as paisagens são deslumbrantes , variando de um bosque fechado e vales abertos. Não é passeio para turistas acomodados..Alugamos botas e calças impermeáveis na loja Jumping ( 9 de Júlio, 129 ) ; para esta trilha as botas impermeáveis são indispensáveis. Neste passeio o nosso guia foi o paranaense Jesse; o cara está rodando a América do Sul a bordo de um fusca 1968 acompanhado do seu cão da raça Golden . Foi divertido pegar uma carona no fusquinha até a entrada da trilha ..
  5. 2 pontos
    Galera, Antes de mais nada quero deixar claro que essa foi minha impressão da Ilha e eu sei que muitos vão discordar. Mas como já conversei com outras pessoas que tiveram a mesma impressão que eu, gostaria de colocar uma outra visão sobre a famosa ilha de Fernando de Noronha. Que o lugar é lindo (deslumbrante mesmo) e está na lista dos principais roteiros de viagens do país todo mundo sabe. Justamente por isso, resolvi provocar a discussão um pouco sobre os pontos negativos, que só fui descobrir quando cheguei lá. Toda essa introdução para dizer uma coisa simples: Fernando de Noronha deixou de ser um lugar voltado para o Ecoturismo para se tornar um point de Turismo de Luxo. Não é novidade para ninguém que a Ilha é o ponto turístico mais caro do Brasil e sempre teve preços exorbitantes. Mas o caso é que isso está afastando os ecoturistas e mochileiros para atrair um tipo de turista que eu particularmente não gosto de encontrar em minhas viagens, o turista predatório. Eu estive lá na primeira semana de setembro e fiquei 9 dias. O que pude perceber é que Fernando de Noronha está completamente dominada por turistas que compram seus pacotes em agências de farofeiros e que estão muito focadas com sua diversão e pouco se lixando para a conservação e preservação da Ilha. O fato é que Noronha virou o lugar da moda. E as pessoas não estão indo para lá porque adoram o contato com a natureza, porque gostam de mergulhar (a maioria que vai pra mergulhar nunca fez isso antes!), porque o lugar é incrível, etc. Estão indo para lá porque dá STATUS dizer que conhece Fernando de Noronha. Estão indo porque conseguem impressionar mais facilmente a namorada/noiva/esposa levando-a para Fernando de Noronha do que para a Costa do Sauípe. Isso, como vcs bem podem imaginar, muda completamente o perfil do turista e os serviços necessários para atendê-lo. A preservação do meio ambiente é levado a sério por Ibama, Tamar e outras Ongs de lá. Os turistas fazem de conta que contribuem, mas só fazem de conta. Todo mundo é a favor da preservação dos Golfinhos. Mas se o barco não fica fazendo meia volta para acompanhar o bando de golfinhos, os turistas reclamam. E não é novidade pra ninguém que os golfinhos só acompanham o barco pq estão se sentindo incomodados. Todo mundo é a favor da limitação de 100 pessoas por dia na praia do Atalaia, desde que esteja entre essas 100 pessoas. Se for barrado pelo Ibama, reclama e ameaça fazer escândalo. O ônibus coletivo de lá tb só é usado por nativos. Todo mundo prefere alugar uma land roover com o ar condicionado ligado no máximo e o diesel comendo solto. Acho que os buggys estão com os dias contados por lá. Inclusive qdo fui alugar um, o dono ficou falando uns 5 minutos sobre o “desconforto” do buggy, o que me fez imaginar o tanto de reclamação que ele não recebe sobre o vento batendo na cara, o sol, a areia, etc. No item desconforto, chega a ser hilário as tais “trilhas” de Noronha. Tirando a do Atalaia e do Capim Açú, o que eles chamam de trilha por lá é uma caminhada na praia. Pra atravessar 50m de uma praia pra outra no meio do mato lá é “trilha”, Pior que acaba sendo mesmo. Já que grande parte dos turistas lá já passou dos 60 anos e nunca fez uma trilha de verdade na vida. Fui a uma palestra do Ibama na qual eles fizeram uma apresentação da ilha. Todos os locais sobre qual eles falavam alguém levantava a mão e perguntava: “dá pra ir de carro”? Economia de energia e água? Esqueçam! Todo mundo é favor da preservação desde que não atrapalhe seu conforto pessoal. Apesar dos vários apelos do Ibama e nativos em geral. Aliás, é até engraçado falar em Nativos pq isso é um conceito ultrapassado por lá. Como o turista que está indo a Noronha é o popular “chato” (pra não dizer fresco), as operadoras, pousadas e restaurantes estão contratando gente de fora da ilha pra poder atender esse mala do jeito que ele acha que deve ser tratado. Com isso, em 9 dias de Noronha, não consegui conhecer uma única pessoa que estivesse mais de 4 anos na Ilha. Só trabalha com turismo lá quem é de fora. As tão famosas pousadas “domiciliares”? Pois bem, fiquei em uma delas. E descobri o que viraram: há alguns anos o governo de Pernambuco construiu e distribuiu algumas casas para os nativos que serviriam também como pousadas. Eles receberam as casas com o compromisso de não poderem vendê-las. O objetivo era desenvolver uma fonte de renda para essas famílias. Há um bairro novo lá, a Floresta Nova, que parece uma Cohab ou CDHU de pousadas: casinhas de madeira (bonitinhas) com quatro quartos para hóspedes. Fiquei numa dessas. Mas o caso, é que a família que é dona da pousada não mora na Ilha há tempos. Assim que receberam a casa arrendaram para uma empresa que detêm outras 10 pousadas (!!!!) do mesmo tipo. Essa empresa arrendou essas casas e centralizou a administração. Colocou um funcionário vindo do Continente em cada uma pra tomar conta, mas tudo tem uma gerência central, que inclusive tem um preço único e mesmo padrão de serviços para todas. Essa não é a única empresa que faz isso. Os moradores antigos? Todos vivendo em Natal ou Recife com o dinheiro do arrendamento. Isso parece besteira, mas na verdade é um dos motivos do preço alto. Já que o lugar virou um grande cartel. Outro problema: a ilha perdeu a identidade. Não há mais moradores que nasceram lá. Isso faz com que também não tenham nenhum compromisso com o local, pois sabem que amanhã poderão ir embora trabalhar em outro lugar. Enfim, como acho que já escrevi demais, só pra finalizar gostaria de dizer que todos esses problemas estão transformando Noronha em um lugar amorfo, totalmente sem identidade, sem uma cara. O lugar está ficando chato! Qdo voltei de Noronha todo mundo me perguntava como era lá e a resposta padrão que eu criei era: é lindo, mas é chato. Abs Marcelo
  6. 2 pontos
    Galera que acham de montarmos um grupo com a galera que deixou o número? Porque a criadora do post não responde. E geral fica comentando pedindo pra add.
  7. 2 pontos
    Fui pra Noronha a uns 20 anos atrás, mesmo naquela época os preços eram altos, até explicado pela distância do continente. Naquela época ficamos numa pousada familiar, com água fria, tudo como deveria ser num lugar natural, hoje pelo visto o que está predominando são as pousadas dos ricos. O lugar é lindo, mas pelo preço deve ser melhor ir pro caribe mesmo!
  8. 2 pontos
    02-11: Cortei a barba em um barbeiro da medina (15 dirhans); comi um doce que eu não consigo entender o nome quando o carinha vende (2 dirhans cada, geralmente compro uns 3 cada vez que passo ali – fica na rua da praça principal da medina). Se eu disser que é muito bom, não dá ainda a dimensão real da coisa. É divino. Antes, tentei uma atividade sugerida pelo Lonely Planet, que é acompanhar o leito do rio Ras El Maa, a partir do portão Bab Onsar da medina, até a Avenida Melilla, mas, contrariando o guia, já não é possível fazer esse percurso integralmente pois acredito que algumas mudanças ao longo do trajeto bloquearam a passagem dos pedestres. E já não se encontra em bom estado de conservação e limpeza, apesar de uma restauração ocorrida há alguns anos. Há muito lixo acumulado dentro do rio (saquinhos plásticos, recipientes de comida e artigos de limpeza, até bichinho de pelúcia jogado no fundo eu vi). Visitei a Casbá ao lado da “Grande Mesquita”, na praça Outa El Hammam (acho que foi cerca de dois euros), que recomendo pois tem, entre jardins, muros e torres, uma mostra que resgata a importância da mulher na sociedade marroquina, algo bem relevante num país árabe. Ali nos lembram da significativa participação das mulheres na política (perfazem mais de 80 parlamentares – no Brasil são quantas mesmo? Rolou uma vergonhinha alheia). À noite, jantar no restaurante Assaada (cuscus com carne de cabra). Depois, repeti um mesmo programa por todos os três dias que estive ali: ida à Mesquita Espanhola, pra ver o por-do-sol. E um pouco além, numa trilhazinha em direção às montanhas (lado oposto ao da cidade), pra me isolar e assim captar melhor as energias desse lugar tão especial. Era lua cheia e tem umas pastagens, umas oliveiras, uns cactos, numa paisagem que se tornou mais especial ainda diante dos sentimentos que surgem numa despedida, já que era meu último dia por ali. Que “demais”! Obrigado, Chefchaouen! Você já mora no meu coração! Foto: doce muito comum, mas que eu não me recordo o nome (eles diziam mas eu não conseguia entender direito – quem souber, dá um toque, por favor), vendido nas ruas por ambulantes. Delicioso. É uma massa frita coberta com uma calda e gergelim. Foto: Chefchauen vista da trilha pra mesquita Espanhola. Foto: dentro da casbá ao lado da “Grande Mesquita”, na praça Outa El Hammam. 03-11: despedida de Chefchaouen, que gostei tanto. Passaria muitos outros dias ali, se pudesse, tranquilamente. Assim, acabaria indo também pros parques nacionais ao redor, como o Talassemtane, bem próximo, fazer umas trilhas e conhecer cachoeiras, bem recomendadas. Conforme outro relato do “mochileiros.com”, é possível pegar um taxi e ir, mas os taxistas foram muito mercenários, queriam quantias astronômicas pra ir da rodoviária até o centro, imagina num roteiro saindo da cidade. Então, pensei: “se aparecer outro turista que vá, rachamos e vamos”, mas o “outro turista” a fim de natureza, não apareceu. Na verdade, muita gente tá ali é por causa do... haxixe! A região é grande polo produtor, consumidor e de tráfico de haxixe. Até crianças vendem na rua, apesar de ser proibido. Bom, não rolaram as trilhas mas nada como um bom motivo pra se voltar outra vez para um lugar que te cativou, não é mesmo? Hoje posso garantir que o Marrocos proporciona bem mais do que apenas 16 dias de viagens incríveis. Passagem comprada no dia anterior para Fez, empresa CTM, na própria rodoviária (pra não correr risco de não haver na hora - o ônibus saiu lotado, ou seja, não haveria): 75 dirhans mais 5 por uma mala (no Marrocos, as empresas de ônibus cobram esse valor por cada mala depositada no bagageiro). O ônibus saiu às 10:45 de Chefchaouen, chegando às 15:30 em Fez. Foi um trajeto tranquilo, montanhoso até Oussani (ou seja, cheio de curvas), com o predomínio de oliveiras e criação de cabras, e raramente hortaliças, tornando-se mais plano depois, num trecho voltado para o plantio mecanizado, com quase toda a zona rural ocupada por terra arada esperando a chuva pra plantar, provavelmente cereais (no Marrocos e nos países Mediterrâneos, é no outono e inverno que temos a maioria das chuvas, mas nada que atrapalhe os planos de um viajante, já que chove muito pouco – nesse setembro e outubro por Portugal, Espanha, Itália e Marrocos, só peguei um dia de chuva em Florença, na Itália, e nada muito volumoso). Esperava que Fez fosse uma Chefchaouen maior. Engano total. Amanhã irei na medina, mas já dá pra dizer que o lado moderno da cidade pode até impressionar. Avenidas amplas, com frequentes fontes jorrando água abundante, gramados, flores e “passeios” largos e ladeados por árvores e palmeiras. Numerosas famílias frequentando. Carroças que mais pareciam carruagens à disposição de quem quisesse um passeio mais requintado. Shopping igual a todos os outros mundo afora com preços idem (praticamente os mesmos do Brasil, talvez um pouquinho menos caros, com a maioria das mesmas franquias). O shopping “Borj Fez” que está próximo ao hostel em que me hospedei tem também Carrefour, onde lá fui eu comprar provisões de chocolates, torradas, biscoitos, água e maçãs. O hostel está vinculado à rede Hi Hostel e nele me hospedei por quatro dias (Rua Abdeslam Seghrini, Ville Nouvelle, R$ 27,00 a diária). Não se encontra na medina (30 minutos de distância, caminhando), o que acabei gostando pois me deu a oportunidade de explorar um trecho da cidade que talvez nem chegasse a conhecer caso tivesse me hospedado por lá. Foto: passeio público ao longo da avenida Hassan II, bem próximo ao hostel. Foto: loja próxima ao hostel, de moda masculina. Diferente, né? Essa é uma das opções de vestimenta por aqui. Mas nem todos os homens se vestem assim. Só os mais tradicionais, sejam mais velhos ou não. Grande parte se veste como no Brasil. Foto: e vejam só quem eu encontrei fazendo uma boquinha por aqui, num outdoor gigantão. Inusitado.
  9. 2 pontos
    Nasi Goreng é um prato bem comum, simples, barato e gostoso!
  10. 2 pontos
    Não contratem empresas brasileiras. As venezuelanas localizadas na cidade de Santa Elena de Uairén são infinitamente mais baratas e a galera de lá precisa mais de apoio do que as empresas já estruturadas do Brasil. Indico os guias Joel: https://www.facebook.com/joelmaikan e o Michael: https://www.facebook.com/michael.w.salazar (empresa Extremo Ancestral) Não recomendo a empresa venezuelana Mystic Tour com a qual fiz o trekking em 2014. O guia era ruim e o dono da empresa passou um orçamento mas na hora saiu outro preço. Como já estávamos lá, não tínhamos como dizer não. De resto, recomendo fazer o trekking de 8 dias com ida até o Lago Gladys e à Gruta do Coati. Não vale a pena fazer só 6 dias.
  11. 2 pontos
    27 de novembro de 2017, segunda Dia light. O Jeferson tinha me dito que tinha uma van, de uma empresa chamada Marsol, que pega no hostel em Santa Marta e deixa em Cartagena. O escritório deles ficava a 8 quadras do hostel, na carrera 4 depois da calle 23. Fui lá pra ver a parada. Era 48mil pesos pra te pegar no hostel ou 40mil se você for pegar la no escritório deles. Como o escritório fica a 8 quadras do hostel (e as quadras de Santa Marta são pequenas) obvio que preferi economizar 8mil pesos e ir pro escritório. Comprei pra 1 da tarde. Sai andando sem rumo em Santa Marta, passei de fora de um cemitério de imponentes tumulos brancos...entrei pra ver turismo cemiterial gente, tem quem goste não era nenhuma Recoleta mas era bacaninha. Saí logo correndo mas não era fantasma não, era o sol fritando mesmo Observei um pouco aquele pitoresco transito de Santa Marta, com um monte de carros se enfiando por qualquer canto, motos costurando, tuc tuc atravessando, gente zanzando…era de longe a cidade com o transito mais bizarro da Colombia Entrei na catedral de Santa Marta. Tinha um tumulo la dizendo q ali tinha sido sepultado Simon Bolivar mas que em seu testamento era desejo dele ser levado depois pra Caracas e que pra Santa Marta aquilo representava um grande vazio. Nunca tinha me interessado muito pela historia dele, mas agora já pesquisei tudo além de um rostinho bonito sou cultura também Voltei pro hostel pra esconder do calor, aproveitei a piscina... Posso dizer que senti mais calor em Santa Marta que em Cartagena, oooooo lugar fervilhante Fui pro escritório da Marsol, o Jeferson já tava lá. Fomos na mesma van pra Cartagena. Nem procurei saber preço de onibus, mas achei bem justo o valor da van, são pouco mais de 4 horas de viagem, essa ia direto, não parava em Barranquilla e se não deixa no seu hotel, deixa bem perto. Fiquei a 3 quadras do meu hostel. Cheguei no El Viajero de Cartagena umas 18h. Hostel bom, ar condicionado nos quartos que é indispensavel em Cartagena, bar. Eu tinha feito reserva pelo booking, mas o Marcus do grupo do zap e que tava lá também, tinha me dito que era mais barato ir sem reserva então uns dias antes eu cancelei minha reserva e fiz la na hora no balcão. O quarto de 8 camas era 54mil pelo booking e 40mil no balcão sem reserva. Diferença boa, valeu pela dica Marcus Enquanto fazia o checkin o Marcus apareceu lá, tava no mesmo quarto que eu ia ficar. Saimos depois pra procurar comida mas andamos muito aleatórios e eu tava achando tudo muito caro. Voltei pro hostel e comi um burrito do bar mesmo. Mais tarde saí pra uma volta na cidade com o Marcus e o Facundo, argentino. Vamos andando sem rumo pela cidade e na praça perto da Torre del Reloj, dou de cara com quem? Quem Luciana de novo!! essa garota tá me seguindo parte 3 Ela juntou com a gente e daí foi só farra, pinga e foguete fomos parar la na Plaza de La Trinidad no Getsemani. Anote esse nome. A praça tava lotada de gente e não tinha nada de especial lá. Só um monte de gente bebendo, conversando, segunda-feira e a praça bombando. Concentraçao de mochileiros, dava pra perceber. Aquela praça tava o que há. Compramos suco de maracujá, misturamos com rum, viramos uma garrafa. Fomos levar a Luciana no hostel dela ali perto, Mamallena e ainda entramos pra beber no bar, que logo fechou e nos mandaram embora. Na volta, na madruga, tranquilamente mais de 50 putas na praça da Torre del Reloj. Cartagena tem uma prostituição muito, mas muito forte. Grande parte delas são venezuelanas fugindo da crise. Ali tem muita puta, muita gente vendendo maconha e cocaína, principalmente a noite, mas não é um lugar perigoso, é bem de boa. Um ‘no gracias’ resolve fácil. Mas quem não sabe pode se espantar porque a abordagem é intensa, principalmente se estiver sozinho. Avisados estão Chegamos no hostel umas 3 da manhã e o Marcus ainda ia ter q sair cedo pra voltar pro Brasil Isso é Cartagena fi não tem como escapar da noite, desde segunda a cidade já bomba 28 de novembro de 2017, terça Dia de bater perna sem rumo pelas ruas de Cartagena. Pra começar, fui ao Castillo San Felipe de Barajas. Fui a pé mesmo, brincando com a morte e a insolação naquele viaduto antes de chegar lá pouco mais de 9 da manhã e o calor de Cartagena já é tão desumano que eu fiquei uns 10 minutos escondido na sombra de uma estátua antes de entrar no castelo pra tentar voltar a vida e a sanidade comprei a entrada pro castelo por 25mil pesos e no guichê ao lado peguei o audioguia por 15mil pesos. Eles ficam com algum documento seu como garantia q você vai devolver o aparelhinho do audioguia depois. O bom do audioguia é q você anda no seu tempo e vai entendendo as coisas. Sem ele o castelo é só um monte de pedras. Fiquei mais de uma hora lá, principalmente aproveitando os pontos de sombra. Bacana pra tirar fotos, pela historia, mas eu esperava mais do lugar. Tudo bem que eu sou mais trilheiro e tal, mas o castelo vale a visita. Enfrentei o mesmo sol implacável da ponte, depois fui me esgueirando pelas sombras pesquisei casas de câmbio, todas iguais entre 2770 e 2780 pro dólar. Fui pro hostel seco numa ducha só esse dia foram umas 4 calor úmido da porra Saí sem rumo pelas ruas de Cartagena. Nem tenho muito o que dizer sobre essa tarde. Só que o melhor a fazer é deixar-se perder por aquelas ruazinhas...olhar as casas, as sacadas, as lojinhas...a cidade amuralhada é absurdamente fotogênica Tentei ver se tinha por do sol no Café del Mar mas era por de nuvem Comprei o passeio da chiva rumbera numa banca de jornal na praça da Torre del Reloj, o jornaleiro é Roberto Rojas e me cobrou 35mil pesos. Tem agência que cobra até 50mil!! O passeio sai as 19:30 e durou quase 3 horas. Uma garota que tava no meu quarto do hostel, a Dauluana, tinha comprado esse mesmo passeio, também por 35mil com outra empresa e fomos na mesma chiva. Encontramos duas cariocas e um casal do Piauí e enchemos uma fila da chiva de brasileiros animados Eu gostei pra caramba do passeio. É coisa de turistão mas o importante é que é muito animado, principalmente se tiver uma galera bacana que entre no clima. A musica é a mesma o tempo todo, com uns músicos de vallenato que vão junto cantando e quando eles param botam um reggaeton pra animar. Tem o animador da chiva, tem rum e um licor lá pra ir botando a turma na vibe e termina na balada, na Taboo Disco e tava bem animado lá Depois fomos procurar outra balada e na praça nos ofereceram pra entrar na Vip. Tava mais animado ainda. Cartagena bomba!! 29 de novembro de 2017, quarta Saí pra procurar passeio pra Playa Blanca. Até pensei em ir de onibus mesmo mas queria conhecer as islas del Rosário então tinha q ser passeio mesmo. Não pesquisei muito também não. Perto do hostel tinha uma joalheria, ofereciam passeio na porta, 50mil pesos tava dentro da média que tinha lido por aki, perguntei se tinha vaga pra aquela manhã. Ligaram pra alguém, disseram q tinha. Foram na joalheria me buscar, segui um rapaz que depois falou pra mim seguir outra moça e ela depois me passou pra outra mulher e depois de seguir não sei quantas pessoas cheguei no porto Paguei a taxa do porto, 15mil pesos, e na hora que entrei pro porto quem eu encontro? Luciana!! Qual a chance de você encontrar a mesma pessoa aleatoriamente 4 vezes na mesma viagem? E qual passeio ela ia fazer? O mesmo que eu! Em qual barco? O mesmo que o meu! Ela tinha trocado de hostel, pra onde ela foi? El Viajero!! Realmente a gente tava se seguindo O passeio foi de lancha, fomos primeiro ate as islas del Rosário. A cor do mar vai melhorando demais a medida que se distancia de Cartagena. Nas islas o que eu queria mesmo era ver as islas e a cor do mar. O barco parou no Oceanario mas a ideia de pagar 30mil pesos pra ver os peixes e golfinhos não me atraiu muito. Fiquei de fora tomando limonada de coco Quem entrou disse que valia a pena pelos golfinhos. Depois fomos pra Playa Blanca, uns 20 minutos de lancha. Direto pro almoço que tava incluso e é bem simples, arroz, repolho, patacones e um peixe inteirão. Sobrou uma hora pra ficar no mar. A parte onde eu tava não tinha tanta gente. Li muitos relatos que era muvucado lá, gente demais, mas tava tranquilo. A praia é bonita mas não é espetacular. Particularmente gostei mais do que vi no Tayrona. A lancha volta as 15h. Ela e todas as outras e no caminho vao apostando uma corrida pra ver quem chega primeiro em Cartagena um pokinho de adrenalina pra valer o dinheiro gasto. O tempo tava melhorzinho, era minha última chance, partiu tentar aquele por do sol no Café del Mar. Não foi lá aquele por do sol, mas deu pro gasto. Só usei o Café del Mar pra fotos mesmo, porque pra consumir não dá, uma limonada de coco por exemplo, que eu cansei de achar por 7mil lá era 20mil Fui gastar meus ultimos pesos comprando quinquilharias, comendo ceviche...Última noite da viagem, bateu aquela bad...fui no hostel Media Luna pra ver se tinha a famosa festa das quartas-feiras lá mas o movimento tava fraco. Fui pra praça da Trinidad que tinha ido segunda e lá sim tava bombando de gente, a mesma vibe incrível, amei aquela praça!! Tinha ganhado uma entrada pra Eivissa na praça do Reloj, com uma marguerita grátis, fui lá, tava bacana mas eu q não tava legal. Deprê fim de trip bateu forte. Acabei indo cedo pro hostel, meia noite, bati uns papo com a Dauluana lá, não vi mais o Jeferson nem a Luciana e preparei meu espírito pro regresso. 30 de novembro de 2017, quinta Caí da cama cedo, juntei as tralhas e chegou a dolorosa hora do parto. Peguei um táxi do hostel até o aeroporto, preço tabelado em 15mil pesos. Imigração com pelo menos 2 policiais federais no caminho, umas 3 revistas, negócio aparenta seriedade Pouco depois de 9 da manhã me despedia do solo colombiano. Foram dias muito legais, conheci pessoas muito legais, Bogotá me surpreendeu, gostei muito da cidade. Catedral de Sal também superou minha expectativa. Medellin tá bem bacana, pra mim lembrou um pouco BH, montanhas, barzinhos... Guatapé é FAN-TÁS-TI-CA, dá vontade de morar lá. O Tayrona é sensacional, passaria tranquilo mais uma noite lá, faz meu estilo Cartagena é muito bonita apesar de eu ter achado muito artificial, muito criada pra turista ver. E tem ótimas baladas e o povo colombiano é um capítulo a parte, eita gente simpática Já que você chegou aqui, vou seguir com um mini relato do Panamá. Meu voo chegou 10:30 no Panamá e o voo pra BH era 15:30. É corrido, mas sim, dá pra dar uma escapadinha no Panamá. E foi tudo de graça Tem uma van que leva e trás do shopping Metromall. Vc pode sim sair do aeroporto de boa, não paga nenhuma taxa de embarque por fora se ficar menos de 24 horas. Na imigração te perguntam umas coisas lá, tipo em qual voo você veio, quando vai embora, cadê a passagem de saída, que você vai fazer...então, to vindo de Cartagena, vou pra BH daqui a pouco mais de 4 horas e só quero dar um rolê pra umas comprinhas pra colecionador de carimbo é frustante porque o carimbam só a entrada e é um carimbo bem feio Depois tem que declarar a bagagem. O comissario no voo de Cartagena pro Panamá me disse que eu não precisava declarar só minha mochilinha de mão, já que o mochilão tava indo direto pra BH, mas precisei sim. Preenchi um formulario la por causa da minha mochilinha que não tinha quase nada e um filão pra passar no controle de bagagem. Nao imaginava que tinha tanta gente assim saindo do aeroporto do Panamá, pra mim aquilo lá era mais lugar de conexão e me espantei com a quantidade de gente dando entrada no Panamá. Só nesses trâmites alfandegários aí se foram uns 40 minutos Enfim no Panamá, na saída do desembarque à esquerda tu já vê uma mulher segurando uma plaquinha Free Shuttle, fui lá e tinha uma van as 11:30 e já marquei a volta pra 13:30. A mulher mandou eu esperar num cantinho até dar a hora e era só eu. Achei que ia ter transporte vip pro shopping até que brotaram 6 pessoas, todos brasileiros de Garça/SP, uma turminha já de seus 50 e poucos, 60 anos, tavam vindo de Cancun e foram dar uma escapada no Panamá e nada como lotar uma van de brasileiros pra dar um rolê no shopping do Panamá O shopping é perto do aeroporto mas o trânsito….garrado….cheguei no shopping já era meio-dia e eu tinha pouco tempo, ao contrário das doninhas que tavam super animadas com as compras. Me despedi dos paulistas e fui comer. Só isso que fiz lá mesmo O Metromall é tranquilo, não tava muito cheio mas o bom é que tem mais opção de comida e mais barata que no aeroporto. Mais lanchonetes, opção de parrillas e almoço enquanto no aeroporto só vi um Subway e umas 2 cafeterias. Comi um combo de burrito e fritas com refri por 4 dolares. Não olhei preços nas lojas mas me pareceram semelhantes ao aeroporto, com a diferença que no aeroporto muitas não aceitam cartão. Foi uma passagem curta, só pra dizer que pisei no Panamá, e como diz o ditado, de graça até injeção na testa A van chegou 13:30 trazendo mais uns brasileiros e aí eu voltei de transporte vip, só eu na van menos trânsito na volta, nem 20 minutos e já tava no aeroporto. O trâmite de saída, ao contrário da entrada, muito rápido. Não carimbam passaporte de saída, só olharam ele e liberaram, não sei porque, talvez porque a entrada tinha sido no mesmo dia, mas não carimbam. Também nem queria mais um daquele carimbo feio e acabou. Agora o que um mochileiro faz? Escreve esse relato aqui e começa a ler outros relatos pra pensar na próxima!!! espero que essa historinha que contei seja útil pra alguém. A la orden mochileiros!!
  12. 1 ponto
    Olá Mochileiros!!! Aqui vai um breve relato da viagem que fiz sozinho para Galápagos agora em Fevereiro de 2018. Qualquer coisa que eu puder ajudar, é só falar! Lá no meu blog Profissão: Viageiro tem mais fotos e detalhes para quem quiser visitar! www.profissaoviageiro.com Insta: @profissaoviageiro Então...... As coisas mudam tão rápido na vida... Essa viagem não foi na data que planejei inicialmente, não foi do jeito que planejei inicialmente e nem rolou todas as coisas que sonhei no princípio, mas no final das contas fiz uma ótima viagem para Galápagos e voltei cheio de recordações incríveis! Foram 8 dias em Galápagos, incluindo os de chegada e saída. Foi correria, principalmente porque conheci as 3 principais ilhas: Santa Cruz, San Cristóbal e Isabela. Fiz tudo da forma mais econômica possível, sem deixar de fazer nada que queria. E assim foi: 18/02/2018 – Santa Cruz Cheguei no aeroporto de Santa Cruz que fica na Isla Baltra ao meio dia, depois de um voo de SP para Lima, Lima para Quito, Quito para Guayaquil e Guayaquil para Baltra. Estava meio cansado! A essa altura já tinha pagado US$ 20,00 em Quito para pegar um formulário de entrada em Galápagos. Quando chega, já mostra esse formulário e paga mais US$ 50,00 para entrar. Então antes de ver um passarinho sequer já se vão US$ 70!!!! Fiz então o caminho da boiada... Primeiro o cachorro do policial cheira algumas malas, dá o seu ok e vamos todos para fora do aeroporto. Quem não tem esquema já arranjado, precisa pegar um ônibus de graça até a travessia entre as ilhas Baltra e Santa Cruz. Faz a travessia de balsa por US$ 1,00 se não me engano e depois pega um ônibus até Puerto Ayora por US$ 2,00 (acho) em uma viagem de quase 1 hora. Quem quiser pegar um taxi, existem muitas opções lá também. São sempre caminhonetes e se pode compartilhar com outras pessoas, mas se forem turmas diferentes, cada um paga a tarifa cheia e o cara deixa cada um em seu destino. Chegando no terminal de ônibus, existem alguns taxistas lá esperando. Como eu não tinha reservado hotel, fiquei vendo a movimentação da galera... Mas foi tudo muito rápido... Cada um já se pirulitou para dentro dos taxis com os nomes dos hotéis que estavam indo e em menos de um minuto já não havia mais taxis lá. Nesse momento dei a maior sorte que poderia ter dado nessa viagem. Conheci o Cezar, que estava lá oferecendo o seu hotel para os passageiros que chegavam. Só tinha ele lá e meio que sem opções aceitei ir com ele conhecer seu hostel. Ele foi muito simpático e disse que se não gostasse ele me deixaria no centro para eu procurar outro lugar. Bom, cheguei lá e o lugar era muito bom além de que o Cezar e a Alexandra, que eram os donos, eram sensacionais. Negociei uma suíte com TV e ar condicionado por US$ 25 por dia. Disse que tinha dado sorte, porque o Cezar me ajudou com absolutamente tudo na viagem e economizei uma grana com isso, sem contar que dava tudo certo, pois ele sabia os esquemas! Eles foram muito legais comigo, nem acreditei a sorte que dei!!!! Deixo aqui os contatos do Cezar, que recomendo muito! Nesse dia eu tentei organizar com eles tudo que queria fazer, descobri que tinha coisas lotadas que não conseguiria fazer (como Isla Bartolomé, por exemplo), e depois saí para o único rolê que dava tempo no dia: Las Grietas e Playa de los Alemanes. Peguei uma carona com o Cezar até os restaurantes baratos que ele me indicou para comer alguma coisa e depois fui para o píer. Peguei um aquataxi por US$ 0,80 e caminhei até Las Grietas, passando pela Playa de los Alemanes. Tinha um pessoal lá, mas sem muvuca. Me joguei na água fria e fui até onde dava no fim da formação rochosa. Já na volta parei na praia para curtir um pouco. De noite voltei para a rua dos restaurantes para jantar. Comi todos os dias aqui. Pagava US$ 5,00 em uma refeição com sopa de entrada, um prato principal e um suco. Ótimo custo/benefício! 19/02/2018 – Santa Cruz Nesse dia pela manhã o Cezar me deixou em um lugar para tomar o típico café da manhã de Galápagos: Um Bolón com carne e ovo frito! Daí peguei um taxi até a entrada da trilha para Tortuga Bay. É uma bela caminhadinha até chegar na praia... Quando chega, percebe-se que valeu a pena! Uma praia linda!!!! Lá se chega pela Playa Brava, e caminhando até o fim dessa praia se encontra a Playa Mansa, onde a maioria da galera monta acampamento. Eu fiquei a maior parte do tempo entre as duas praias, em uma piscina natural onde várias iguanas nadavam. De tarde fui fazer o tour nas terras altas com o César. Paguei US$ 50,00. Lá as tartarugas gigantes vivem em seu habitat natural. Nesse mesmo passeio se vê os Túneis de Lava, e os Gemelos. Foi muito bacana o passeio... Muito mesmo. As tartarugas são incríveis e conseguimos ficar muito perto delas. Realmente um dos pontos altos da viagem! Queria ter ficado mais por lá. Nesse dia esqueci meu guarda-chuva lá e o Cezar deu um jeito de um conhecido dele pegar e me levar lá na pousada!!!! Túneis de Lava Los Gemelos Como alguns passeios estavam lotados e para não perder tempo, decidi ir para Isabela no dia seguinte e deixar reservado meu mergulho em Gordon Rocks para minha volta para Santa Cruz. Infelizmente muitos passeios estavam lotados e não consegui mesmo fazê-los. Uma pena. Quase nem o mergulho consigo. Eu ia fazer no dia seguinte, mas quando voltei para reservar já estava lotado o barco. Aí o César conseguiu com um outro cara pelo mesmo preço que esse para o dia que voltasse para Santa Cruz. Ele também me ajudou com os passeios em Isabela me colocando em contato com o Carlos e agilizando tudo para mim, inclusive o aviãozinho de Isabela para San Cristóbal PQP, ele me ajudou muito! Aí ele também conseguiu o ticket para o barco para Isabela pela manhã. Custa US$ 30,00. 20/02/2018 – Isabela Peguei o barquinho pela manhã, pagando ainda US$ 1,50 para o aquataxi me levar até o barquinho que não encosta no porto. Era um barquinho meio apertado... Não foi das viagens mais confortáveis. Demorou um pouco mais de 2 horas a viagem. Chegando em Isabela já tinha o pessoal da pousada Coral Blanco me esperando com plaquinha e tudo no píer. Paguei US$ 25 em uma suíte com ar condicionado. Ah, quando chega em Isabela tem que pagar uma taxa de US$ 10,00 para entrar... Lembra aqueles US$ 70? Então, viraram US$ 80 só para sorrir! Bom, Isabela tem menos estrutura que Santa Cruz. As cores do mar são impressionantes! Quando cheguei descobri que apesar da pessoa da companhia aérea ter confirmado que havia um lugar no voo no dia anterior, quando foi ver direito de manhã , não tinha lugar nenhum..... Isso me deixou bem puto, porque teria que abrir mão de ir para San Cristóban, pois não teria tempo de ir de barco. Me colocaram em uma fila de espera e ficaram de confirmar de tarde se arrumariam uma vaga ou não. Aí também descubro que o passeio para Los Tuneles estava lotado nesse dia e também no próximo.... Isabela não estava me dando muita sorte... O que fiz foi reservar o passeio para Las Tinoneras para o dia seguinte pela manhã e fui fazer outros passeios para Concha de Perla, a pé, e o Muro das Lágrimas de bike (US$ 10 por meio dia de aluguel). Concha de Perla fica bem pertinho do píer de entrada de Isabela. É uma grande “lagoa” de água do mar com peixes e lobos marinhos. Eu estava tão queimado de sol que fiquei mais me protegendo do sol do que fazendo snorkel no lugar. Aqui é a praia do lado do píer, cheia de lobo marinho. Quando voltei, almocei e aluguei a bike para fazer o Muro das Lágrimas. Fazendo um breve desvio no caminho, o primeiro lugar que parei foi o Centro de Crianza Arnaldo Tupiza. Um centro de criação das tartarugas gigantes de Galápagos. É possível ver as tartarugas de várias idades em ambientes fechados. Depois parei na Laguna Salina do lado do centro para ver os Flamingos que vivem lá. Então retomei meu rumo em direção ao Muro das Lágrimas. Quando cheguei no checkpoint do muro, encontrei uma menina do Japão que estava na minha pousada. Acabamos fazendo o resto do passeio juntos. A partir desse ponto já começamos a encontrar as tartarugas gigantes de Isabela no caminho. Sensacional! Existem muitas paradas no caminho até o muro, mas decidimos não parar muito e se tivéssemos tempo pararíamos na volta em alguma coisa. O muro em si não tem muita graça e nem muito sentido. O que vale é o passeio. Existe um morro ao lado com mirantes e decidimos subir até onde desse Na volta só paramos para as tartarugas mesmo. Eu estava meio com pressa, pois precisava saber se teria ou não um voo no dia seguinte, porque se não tivesse precisaria reorganizar toda minha viagem. Assim que cheguei na pousada recebi a notícia que conseguiram um assento para mim no dia seguinte as 13hs. Perfeito!!!!! Ainda deu tempo de pegar o por do sol na praia já bem feliz que o avião tinha dado certo! Fui então tomar um banho e me arrumar para procurar um lugar para jantar. Me encontrei com minha amiga japonesa e fomos em um restaurante que tinha umas promoções de comida e de drinks. Estava tudo muito bom. Ficamos conversando um pouco e depois fui dormir porque no outro dia tinha que acordar cedo para o passeio e ela tinha que pegar o primeiro barco para Santa Cruz muito cedo! 21/02/2018 – Isabela / San Cristóbal De manhã o pessoal do tour para Las Tintoneras passou para me buscar. O tour saiu por US$ 35,00 Chegamos lá no píer e ficamos esperando o horário do barco sair, enquanto isso fui fazer amizades com os lobos marinhos! Quando o passeio começa, a primeira parada é tentar encontrar os Pinguins de Galápagos. Não tivemos sucesso, mas por sorte encontramos o Atobá de Pata Azul (Sula nebouxii), ou Piquero de Patas Azules, ou ainda Blue Footed Booby Foi o primeiro da viagem esse. Muito lindo! Bom, sem os pinguins por perto, seguimos a viagem para uma caminhada de onde se pode avistar os Tubarões de Galápagos e um local que eles usam para descanso. Um lugar com muitas e muitas iguanas, fragatas e algumas outras aves, caranguejos e os tubarões, claro! A caminhada termina em uma linda praia que não podemos entrar e é destinada apenas aos moradores locais... Lobos Marinhos e todos os outros animais! Na volta, como não tínhamos visto os pinguins, fui lá encher o saco para procurarmos mais. E funcionou! Avistamos um casal voltando do mar e ficamos lá um pouco pertinho deles curtindo. De lá fomos para a área de Snorkel. Provavelmente o melhor Snorkel que fiz em Galápagos. Vi de tudo... Peixe, ouriço, iguana, estrela do mar, tartaruga, arraia, etc. E com isso, encerramos o passeio. Eu já estava na pressão na galera para me levarem embora porque não podia perder meu voo! No final deu tempo tranquilamente. O Carlos ainda pegou o carro da dona da pousada que estava e me deu uma carona até o aeroporto. E ainda não quis que eu pagasse pelo transporte... Foi muito gente boa!!!!!!! O contato do Carlos lá em Isabela é: Carlos Valencia +593 096 7643662 O Voo foi um capítulo a parte... Era necessário, além de muito bonito sobrevoar as ilhas, mas eu estava com um baita frio na barriga... O aviãozinho era muito pequeno! Eram 10 lugares... O piloto e mais 9 passageiros. E eu vacilei. O assento do lado do piloto podia sentar. Eu não sabia e sentei lá atrás. Que vacilo! No final o voo foi bem tranquilo e muito bonito! Custou US$ 135,00 o voo de Isabela para San Cristóbal e durou 45 minutos pela companhia Emetebe. Quando cheguei em San Cristóbal foi a mesma patifaria dos taxis. Um taxista chamou um taxi extra para mim e um casal que ficou para trás. Como não tinha lugar para ir, pedi que ele me levasse para um hostel barato. E deu tudo certo. Aí saí para fechar os passeios. Na verdade só iria fazer um passeio. Minha ideia inicial era fazer o tour para Punta Pitt, onde vivem os Atobás de Pata Vermelha. Não tinha nenhum tour para lá no dia seguinte, então fiz o Tour 360º. Ele passava por Punta Pitt, mas não descia, além de outros lugares bacanas, como Kicker Rock por exemplo. No final achei que foi a melhor coisa, pois vi vários Atobás e ainda fiz muitas outras coisas! Com isso resolvido, parti em direção ao Cerro Tejeretas. No Cerro Tijeretas existe um mirante com um visual bem bonito e para quem quer continuar, uma trilha já mais “suja” (sugeriram não fazer de chinelo, por exemplo) até uma outra praia com uns 40 minutos de caminhada a mais. A trilha até o mirante é urbanizada e até que tranquila. Eu me dei por satisfeito no mirante e após curtir o visual comecei a descida para o ponto de snorkel. Um lugar com a água bem azulzinha e lobos marinhos curtindo a vida. Já próximo do final do dia comecei minha caminhada de volta e meio que sem querer encontrei a indicação para uma praia para ver o por do sol. A praia era linda! Dei muita sorte! Foi um por do sol incrível!!!!!!!!! 22/02/2018 – San Cristóbal Acordei bem cedo para o tour 360º. Paguei US$ 160 pelo tour. O tour dá toda a volta na Ilha de San Cristóbal, mas os pontos de parada que são os mais interessantes, fora uma praia ou outra que avistávamos que dava vontade de conhecer. A primeira parada é para uma caminhada onde podemos avistar formações rochosas e lagoas bem bonitas. Depois fomos para o snorkel. Demos muito azar nessa hora. É um lugar que dizem que 99% das vezes se vê tubarões... Bom, nesse dia eles não estavam lá. E a visibilidade estava muito ruim... Não foi um snorkel dos mais legais, apesar de eu ter visto 2 vezes uma espécie de nudibrânquio bem bonita, além de muitos camarões e caracóis em forma de espiral bem diferentes! Seguindo fomos esperar o barco em uma praia bem bonita e ficamos um pouquinho lá curtindo. Passa tanta coisa na cabeça em lugares como esse........ A próxima parada era Punta Pitt, Eu já vim pondo pilha nos caras por conta de Punta Pitt o rolê inteiro, então quando chegamos lá o cara parou de verdade para eu conseguir ver os pássaros e tirar umas fotos... Pelo visto era só uma paradinha rápida, mas como eu falei com eles, ficamos um tempinho a mais por lá. Tinha muita ave ali! Inclusive a que eu estava atrás, o Atobá de Pata Vermelha (Sula sula), ou Piquero de Patas Rojas, ou ainda Red Footed Booby Já satisfeito, seguimos para uma praia onde ficamos curtindo um pouco a praia mesmo. Nessa praia tinha um jovem lobo marinho bem debilitado... Magrinho que só. Aí eu fui falar com o guia se eles têm algum programa de ajuda para esses animais quando os encontram precisando de ajuda, que na minha opinião era bem o caso daquele. Infelizmente ele disse que não e eles só agem se for algo não natural. Nesse caso não parecia que era o caso, então eles não faziam nada...... Uma pena. Não sei se o coitado iria conseguir sozinho, mas é a vida. E por último, fomos para Kicker Rock. Uma formação rochosa sensacional A vida debaixo d’agua é incrível. Corais, peixes, tartarugas e muitos tubarões! Isso que a gente estava só de snorkel... Mergulhar lá deve ser sensacional! Do lado de fora também é bem legal! E foi isso. Acabei ficando bem satisfeito com o passeio! Foi tudo muito bacana! Daí foi só pegar o por do sol na cidade, comer e dormir. 23/02/2018 – San Cristóbal Esse dia tirei para conhecer La Loberia. É uma praia bonita, com uma piscina natural onde ficam os Lobos Marinhos e é possível fazer snorkel, e a parte desprotegida, onde quebram altas ondas e ficam os surfistas. Nesse dia dei um pouco de azar. Só tinha um lobo marinho nadando por ali e para piorar ele estava bem agressivo. Ficou colocando a galera para correr o tempo todo. O tempo ainda estava péssimo e choveu muito! Mas muito mesmo. Muita chuva por muito tempo. Meio que deu uma miada no rolê. Já na hora que estava saindo apareceu um filhote de lobo marinho e ficou lá nadando um pouco. Então voltei pegar minhas coisas no hostel e fui para o barco. Dessa vez dei sorte. Era um barco confortável e com espaço sobrando. Foi tranquilo o trajeto entre San Cristóbal e Santa Cruz. De noite só fiquei caminhando no centrinho e jantei. 24/02/2018 - Santa Cruz Dia do mergulho em Gordon Rocks. Paguei US$ 160 no mergulho. A expectativa desse dia era grande! Muitas chances de mergulhar com Tubarões Martelo... Eu queria muito isso! O passeio começa cedo. Tem que estar as 6 da manhã na agência de mergulho. Lá nos encontramos todos, comemos um pão e um café com leite e partimos para o local de saída do barco, que não é muito pertinho. O barco vai tranquilo até Gordon Rocks. Quando chegamos lá tinha um lobo marinho que tinha pegado um peixe e ficou lá se exibindo para nós com seu peixe na boca! Foi bem legal! Pena que ninguém estava com a câmera nessa hora. Depois um pelicano quis porque quis pegar minha máscara de mergulho... Foi engraçado! Aí todo mundo correu pegar as câmeras para tirar foto! Bom, lá recebemos as orientações do mergulho, nos equipamos e bora para a água! O lugar é sensacional... A quantidade de tubarões é impressionante! Para todos os lados. Já nesse primeiro mergulho vi 2 Tubarões Martelo, mas o melhor estava reservado para o segundo mergulho. Infelizmente algo errado aconteceu com minha câmera e entrou agua no case. Não tinha câmera para o segundo mergulho e tive que pedir para o pessoal que mergulhou comigo me enviar as fotos, porque esse segundo mergulho foi insano! Eu vi mais de 100 Tubarões Martelo em cardumes de mais de 30 de cada vez... Foi uma das coisas mais bonitas que vi na minha vida... Era maravilhoso! Vi algumas raias, mas no final enquanto estava fazendo minha parada de descompressão, vi um cardume de raias que foi algo indescritível. Não dava para contar... Umas 60, 70... Sei lá. Elas passaram tranquilamente por baixo de mim........ Nossa, que imagem. Queria cortar os pulsos por não estar com minha câmera. Que mergulho!!!!! Missão cumprida!!!!!!! Depois que voltamos não tinha muita coisa para fazer e acabei ficando descansando na pousada. De noite fui dar minha volta e vi uma coisa que me deixou com pena dos equatorianos... O futebol deles é tão ruim que eles acham espaço para passar um jogo entre Flamengo em Fluminense do campeonato carioca na TV... Coitadinho daquele povo.... 25/02/2018 - Santa Cruz Nesse dia estava meio sem muito o que fazer e também sem dinheiro... Então decidi fazer o Tour da Baía... Acho que paguei algo em torno de US$ 25 ou US$ 30,00. Não me lembro exatamente. Acabou que foi um passeio bacana, apesar que dispensável para quem já tinha feito alguns rolês por lá. Mas eu gostei. Ocupou bem minha manhã! Vimos muitos animais no passeio. Inclusive uma das fotos que mais gostei da viagem eu tirei nesse passeio. Vi Atobás de Pata Azul, Lobos Marinhos, Iguanas, Pelicanos, Caranguejos, Fragatas e até um cachorrinho marinheiro!!!! Choveu muito esse dia também e foi um transtorno andar de chinelo na lama dos lugares que o passeio parava... O pé afundava com lama até as canelas! Tive que tirar e andar descalço mesmo. Essa é a foto que representa muito o que é Galápagos. Existem 6 espécies diferentes de animais nessa foto. Só a Fragata está desfocada no fundo... As outras todas aí no primeiro plano!!!! Mais fotos do passeio: No volta, mais um show de Galápagos... No píer tinha um cardume de Golden Rays, vários tubarões e lobos marinhos nadando juntos... Que absurdo esse lugar! Daí fui almoçar e depois iria para o centro de pesquisa Charles Darwin. Meu último passeio da viagem. Só tive que esperar o dilúvio que estava caindo na cidade passar. O Centro de Pesquisa Charles Darwin tem várias partes, nem todas abertas para turistas. As principais atrações são as tartarugas gigantes, claro, mas tem outras coisas para ver também. Aí no centro está “empalhado” (não sei qual é o nome correto disso) o Solitário George. Ele morreu em 2012 já bem velhinho. Ele que já foi parar no Guinness Book como o animal mais raro do mundo! Existe uma visitação controlada no local que ele fica. Quando eu o vi lá me deu um nó na garganta...... Triste.......... Ele foi uma das minhas grandes motivações de colocar Galápagos no meu radar de viagens... Ele é a história diante dos nossos olhos... Ele representa o que as pessoas estão fazendo com esse planeta. Uma pena que não consegui ir enquanto ele ainda estava vivo. Além de ter uma história tão triste de como foi encontrado na Ilha de Pinta depois de sua espécie já ter sido dada por extinta... Tadinho! Mas tenho certeza que foi muito bem cuidado nos últimos anos de vida depois que foi levado para Santa Cruz. Obrigado Lonesome George, por ajudar a abrir os olhos das pessoas! Obrigado por me levar à Galápagos! Bom, encerrado o passeio ainda parei na praia que fica dentro da área do centro de pesquisas. Muitos Darwin’s Finches na praia fazendo amizade com a galera... Principalmente os que deixavam farelos escaparem de suas refeições! Então me despedi de Galápagos. 26/02/2018 – Santa Cruz No aerporto Espero realmente um dia voltar para conhecer as coisas que não tive oportunidade nessa viagem. É tudo tão perfeito por lá! Valeu!!!!
  13. 1 ponto
    Olá gente! Vim finalmente contar como foi a minha aventura, cheguei de viagem no dia 25/06/17, depois de 21 dias na Grã-Bretanha. Segue o link do roteiro dessa viagem, http://www.mochileiros.com/inglaterra-e-escocia-abril-ou-maio-2017-t127092.html Ali tem bastante informação do planejamento e também recebi várias dicas, pra quem quiser ver! Comecei a escrever esse relato na semana que cheguei, e ainda não terminei, olha que papelão! Mas já to quase terminando, e vou ir postando o que já está pronto! Vou começar dando uma noção geral do orçamento da viagem, e depois, durante o relato, vão ir vendo o que deu e o que não rolou. Eu viajei sozinha, parti no dia 03/06/17 e cheguei de volta no dia 25/06/17, foi uma viagem bem mochileira de rodinha mesmo... sem luxos no dia a dia nem nada, mas vim com uma lista de compra da família, então tinha uma reserva pra esse tipo de gasto. Meu roteiro era só Reino Unido mesmo, Inglaterra e Escócia, e foi a viagem dos sonhos! <3 Espero poder ajudar um pouquinho quem está precisando, porque nunca teria conseguido realizar essa viagem sem os cinco anos que passei atormentando o povo nesse fórum com perguntas! PASSAGEM AÉREA Comprei pelo Decolar, foi a única opção que me ofereceu a combinação de companhias que eu precisava (a Gol, com escala direto em Guarulhos, sem ter que trocar de aeroporto) e um parcelamento em mais vezes do que a maioria dos sites oferece (até 4x). Vinha pesquisando durante vários e vários meses, até que chegou a hora da compra! Minha passagem foi pela Gol + Air Europa saindo de Londrina, com escalas em São Paulo e Madri, chegando em Londres pelo aeroporto de Gatwick (na volta foi o mesmo esquema). A passagem saiu por R$ 3.200,00, com 2 malas de 32kg incluídas, porque comprei algumas semanas antes da mudança na lei, em março desse ano. Sobre a compra: foi tudo ok! O pagamento foi aprovado sem nenhuma encheção de saco da operadora do cartão (eu havia ligado 2 dias antes avisando que iria fazer essa compra), o ticket eletrônico chegou logo em seguida no meu e-mail com todas as informações do voo, nº do bilhete, código para check in tanto da Gol quanto da Air Europa e código para "rastreio" da passagem. Tentei fazer o check in online na sexta a noite (meu voo saía no sábado) com o código fornecido e não consegui, nem no site da Gol e nem no da Air Europa, embora com o código de rastreio eu conseguia encontrar minha passagem e, podia, inclusive, fazer a reserva de assento, se quisesse. Como sou gato escaldado, liguei na Gol na sexta pra perguntar se podia fazer meu check in pelo telefone, e a atendente me informou que para o trecho nacional com a Gol o check in só abre 3 horas antes do voo. Achei estranho, mas ok. Pedi pra ela confirmar se minha passagem estava lá, e ela confirmou, estava tudo ok e minha passagem estava certinha! Deu até aquele alívio, porque comprando por intermediadores a gente sempre fica com aquele receio né Sobre a companhia e o voo: Ouvi horrores da Air Europa enquanto pesquisava, mas quando fui comprar, o melhor preço com as melhores condições eram deles, então pensei "quer saber? São só 30 horas das minhas férias que vou passar voando, mesmo se for ruim, me levando até lá tá ótimo!" e encarei! Comprei com eles e não me arrependi nem um pouco! Na ida os aviões saíram pontualmente, a equipe foi super educada e prestativa, a comida tava até gostosinha (frango ou massa) e não, realmente não tinha entretenimento de bordo individual (nem nenhum, na verdade, já que os monitores só ficaram acompanhando o voo 70% do tempo, e nos outros 30% ficaram passando uns vídeos de pegadinha estilo Silvio Santos ). Mas como eu já sabia disso, carreguei um pen drive com filmes e séries, e levei meu tablet com bateria cheia, então meu plano era assistir isso durante o voo. Na volta, o voo Londres-Madri e Madri-São Paulo atrasaram. O de Londres atrasou 30 minutos, e o de Madri atrasou 2 horas (era pra ter saído as 23:20, saímos a 01:20), sem nenhuma explicação por parte da companhia do porquê dos atrasos, simplesmente ficamos no portão de embarque esperando até que decidiram abrir pra embarque. Já o voo da Gol vindo pra Londrina saiu até adiantado. Como minhas escalas eram relativamente longas (3h de espera em Madri e 7h de espera em Sampa) não chegou a interferir nada pra mim, mas quando descemos em Guarulhos, um funcionário do aeroporto estava na porta anunciando as "conexões perdidas" e chamando as pessoas pra um canto, então imagino que pelo menos já haviam tomado providências e não ficaram esperando as pessoas chegarem e irem reclamar pra se mexerem. O serviço de bordo na volta também foi bom, funcionários educados e prestativos - só um comissário que fez o voo Londres-Madri tava meio estressado, mas eu até entendi a irritação dele... naquele momento onde eles estão passando as informações de segurança e eles mostram as saídas de emergência e tal, tinha um grupo de garotas bem do lado dele falando e rindo alto, o que eu particularmente achei falta de respeito, não é porque poucas pessoas realmente prestam atenção naquilo que você tem direito a atrapalhar também né! Enfim, ele não chegou a dizer nada, mas vi na cara dele o mal humor chegando. O que ferrou na volta foi a comida, o jantar tava meio ruinzinho - era frango ou massa, eu peguei o frango, que foi minha opção na ida e deu certo rs - o frango em si não tava ruim, era com um molho de cogumelos, até saboroso, mas o acompanhamento era arroz, e parecia aquele arroz requentado no terceiro dia seguido? Meio desmanchando, empapado e parecendo meio oleoso? Sei lá, tava com uma cara horrível. E a sobremesa era um "mousse" de limão, que na verdade era um chantilly com sabor de limão, porque não tem outra explicação pra consistência daquilo... Aaaah, é importante dizer que as bagagens chegaram comigo em todos os pontos! Quando fui embarcar aqui em Londrina, o rapaz da Gol me disse que eu ia retirar elas direto em Londres, e não me deu mais nenhuma instrução. Chegando em São Paulo, fiquei sabendo que eu tinha que ir até o balcão da Air Europa pra "reencaminhar" a bagagem e pegar o Cartão de Embarque deles. Isso feito tava tudo certo. Na volta, o senhor que fez meu check in em Gatwick já avisou que eu ia ter que retirar minha bagagem em São Paulo e despachar ela pra Londrina direto no balcão da Gol, e foi o que eu fiz, daí no balcão da Gol eles substituíram meu Cartão de Embarque da Air Europa por um deles (aquele papelzim reba amarelinho que parece nota fiscal de mercado). Enfim, no geral, eles entregaram um serviço melhor do que estava esperando e o voo foi super tranquilo. Nunca tinha voado então não sei o que as pessoas consideram "turbulência", mas na minha percepção só tivemos um pouquinho na volta, já chegando em São Paulo, e, teve uma hora que eu acho que o piloto deixou o volante escapar, já em Sampa também, porque a gente tinha começado a perder altitude, e de repente foi de uma vez, se não fosse o cinto todo mundo teria caído, cheguei a sentir minhas pernas e minhas costas saírem da cadeira, e a mulher do meu lado começou a agarrar o marido e falar "Ai meu Deus do céu!". Agora já consigo rir disso, mas na hora, fí do céu... Não me passou pela cabeça "o avião vai cair" em nenhum momento, mas eu fiquei com medo de toda a descida ser na pancada daquele jeito. Mas no fim deu tudo cedo, cheguei vivinha da Silva e é isso que importa HOSPEDAGEM Já tinha reservado todos os hostels antes, porque meu roteiro já estava decidido. Londres - Palmer's Lodge Swiss Cottage, reservado pelo site do próprio hostel, £ 201.00 para 9 noites, quarto feminino com 14 camas. Pago na reserva £ 37.18, a pagar na chegada £ 164.82 - aceitam cartão. Eles possuíam um café da manhã estilo "buffet self service" que você podia comer a vontade e repetir, por £ 4.90, não tomei café lá nenhum dia, então não posso dizer se é bom. Café e chá estavam disponíveis gratuitamente durante todo o dia. O Hostel também possui um pub no andar “ -1 “ que funciona das 17h ás 00h, e lá eles também servem comida até as 22h. Tem um ambiente interno, que parece um refeitório hipster e um espaço externo bem legal. Eu gostava bastante desse espaço externo pra ficar sentada a noite, quando precisava ligar pra casa ou simplesmente pra sentar e conversar com alguém. Ele possui lockers de tamanho grande nos quartos, embaixo das camas, e você leva seu próprio cadeado. O acesso a área dos hóspedes e aos quartos é feita através de um cartão magnético que você recebe no check in. Os banheiros são por andar, portanto, mistos, mas era bem tranquilo de usar, não peguei fila nenhuma vez pra usar o chuveiro. A ducha era muito boa, com bastante água e você ajustava a temperatura ao seu gosto. A lavanderia era lave-você-mesmo, e ouvi alguém comentar que uma maquinada saía a 6 libras, mas como não usei, não sei detalhes. Um adendo, a localização dele havia motivo de dúvida pra mim... porque olhando no mapa, parece longe do centro de Londres, mas, de verdade, não fez diferença nenhuma! Como fica a uns 2 minutos da estação de metrô Swiss Cottage, e ela é da linha Jubille (que vai até Westminster, além de baldear com quase todas as outras linhas), eu pegava o metrô todo dia pra ir até a região que visitaria no dia, fazia tudo a pé, e a noite pegava o metrô de volta. Nunca foi um problema, uma dor de cabeça, muito pelo contrário, o bairro era delicioso! E por não ser no fervo do centro de Londres, e sim uma área mais residencial, deu pra ter um leve gostinho de como seria morar por ali... amei muito mesmo! Acessibilidade: o hostel possui uma escada com 3 degraus logo na entrada, e na saída para a área externa do pub tem 2 degraus também. Dentro os corredores são todos planos e eles possuem um elevador que alcança todos os andares. Minha impressão: Gostei muito do hostel. O pessoal que trabalhava lá não me pareceu dos mais simpatiquinhos, mas sempre foram educados e o serviço era entregue de acordo, então tudo certo. Esse foi o quarto que dividi com mais pessoas, pois eram 14 camas, mas ainda sim foi o que senti que tive mais privacidade, em virtude de todas as camas terem cortinas em volta. Eu recomendaria todos os hostels na Terra a terem isso, porque é divino você poder fechar aquelas cortininhas e ter seu próprio espaço! A localização também é muito boa, porque embora não fique no centrão de Londres, fica muito perto de uma estação de metrô da zona 2, então é fácil ir pra qualquer lugar dali. A limpeza também é muito boa! O quarto não cheirava a nada, tudo era bem limpo e eu vi camareiras limpando os quartos duas vezes, quando voltei pro hostel no meio do dia. Os banheiros então... eram limpíssimos. Havia um aviso na porta falando que de tal a tal horário o banheiro ficava fechado pra uso para limpeza, geralmente uns 20 minutos, 4 vezes por dia! Enfim, de modo geral, eu daria 4 estrelas pro Palmer’s Lodge Swiss Cottage! Edimburgo - Castle Rock Hostel, reservado pelo próprio site também, £ 81.00 para 5 noites, quarto misto com 8 camas. Pago na reserva £ 15.00, a pagar na chegada £ 66.00 - aceitam cartão. O café da manhã deles custa £ 1.50 e consiste em uma tigela de cereal (haviam 4 tipos), um pão, uma fruta e um copo de suco. Parece um buffet, você vai lá e faz sua própria tigela com seu cereal de preferência, adoça com mel ou açúcar, coloca leite se quiser, pega seu pão (do tamanho de um pão francês) e recheia, pega sua fruta (de 3 opções) e coloca seu suco (de 3 opções). Eles tem café, chá e chocolate quente gratuitos disponíveis durante todo o dia. Os lockers nos quartos são de tamanho médio, e são abertos por chave, então não precisa de cadeados aqui. O acesso a área interna do hostel é feito através de um cartão laranja que eles te dão no check in, você tem que mostrar toda vez que for entrar, e o quarto é aberto com uma chave normal, no mesmo chaveiro vem a chave do seu armário. Eles pedem como depósito pela chave o valor de £ 10 ou um documento com foto, quando fizer o check out, eles te devolvem o valor. Os banheiros também eram mistos e por andar, bem grandes, peguei fila uma vez pra tomar banho. As duchas também eram ótimas, com muita água e você regulava a temperatura ao seu gosto. Eles possuem um serviço de lavanderia por £ 4.00! Você pode encher um saco, tipo saco de lixo de 50 litros, que eles lavam, secam, passam e dobram e te devolvem no mesmo dia até as 22h (se entregar pra eles até as 17h). Acessibilidade: o hostel possui 1 degrau na entrada, e, dentro, a área comum fica toda no andar da rua, sem degraus. Já para acessar os dormitórios que ficam nos andares acima e abaixo do nível da rua, só através das escadas, eles não possuem elevador. Minhas impressões: Amei o hostel! Desde o momento que cheguei – tinha passado um nervoso nesse dia, que verão mais pra frente – fui super bem tratada e recebida com muita gentileza e educação! O pessoal da recepção é demais, te ajudam no que precisar, são suuuuper prestativos e alguém que tava lá um dia no turno da noite tem o melhor gosto musical da vida hahahahahaa Achei o café da manhã deles incrível! Porque por £ 1.50 você não compra nem um copo de café, quem dera uma refeição inteira... achei muito bom mesmo! Aqui foi o único hostel onde fiquei num quarto misto, porque quando fui reservar o quarto só feminino já estava esgotado. Lembro de ter aberto a porta do quarto e ser recebida por um cheio incrivelmente forte de meia suja misturado com cueca suja e mais alguma coisa azeda. Pensei “fantástico, que agradável serão meus próximos 5 dias nessa delícia!” hahaha Mas acabou que quando você fica dentro do quarto por um tempo, você meio que se acostuma com o cheiro. Enfim. Não era isso que iria estragar meu dia. A localização do hostel é muito boa, fica do lado do Castelo de Edimburgo e, como mais central do que aquilo é impossível, dá pra andar pra qualquer lado da cidade com tranquilidade dali! Minha nota pro Castle Rock é 4 estrelas - só por causa do cheiro do quarto, que eu ainda acho que é um pouco de falta de limpeza haha Oban - Backpackers Plus, reservado pelo próprio site, £ 80.00 para 4 noites, quarto feminino com 6 camas. Pago na reserva £ 80.00. O café da manhã é incluído, bem simples, mas dá pro gasto. Cereal, leite e afins, pão, manteiga e geleia. Eles também tem café, chá e chocolate quente gratuitos durante todo o dia. Os lockers são bem grandes e ficam embaixo das camas também, precisa de cadeado próprio. O acesso a área dos quartos e ao lounge do hostel é aberto, com a porta principal do hostel só fechando as 22h. O acesso ao quarto é feito por chave, que você recebe no check in, a mesma chave pode ser usada para abrir a porta principal do hostel, caso você chegue depois das 22h. Eles pedem um depósito de £ 5 pela chave, que é devolvido no check out. A recepção aqui não é 24h, caso esteja chegando muito cedo ou muito tarde, entre em contato com eles para deixarem alguém te esperando. Os banheiros eram espaçosos, mas nem tanto. Aqui haviam 2 banheiros mistos e 1 estritamente feminino, não peguei ele ocupado nenhuma vez! Parecia que só tinha eu naquele andar, na verdade haha O único problema aqui eram as duchas... ela era com timer, igual as torneiras de shopping? Então você tinha que ficar apertando ela pra sair água, e mal você tinha tempo de fazer qualquer coisa, ela já parava de novo Sem contar que o espaço da ducha é pequeno, então, quando você dá os primeiros 3 pump's, a água sai super fria e não tem onde se esconder! Esse ia ser meu hostel favorito, não fosse o drama na hora de tomar banho Eles também oferecem um serviço de lavanderia igual o anterior, lavam, secam, passam e te entregam as roupas dobradas, mas aqui custava £ 6, se não me engano, e eles te entregavam de volta no dia seguinte. Acessibilidade: O hostel não é nem um pouco acessível, a própria recepção fica no segundo andar do prédio, junto com a área comum, e para chegar até lá somente subindo dois lances de escadas. Eles não possuem elevador. Minhas impressões: Aaaah, esse hostel <3 Quando cheguei eu quis odiar, mas depois ele acabou me conquistando, fazer o que >.< Ao chegar, exausta e carregando duas malas super pesadas, me deparei com uma escada enorme... já não acreditei “alguém tá tirando comigo, não é possível!”, mas quando eu ia começar a subir as malas, apareceu uma pessoa bendita e me ajudou com a mala mais pesada. Logo em seguida, descobri que o check in era só a partir das 15h e que até lá não teria ninguém na recepção, e que eu teria que ficar aguardando por praticamente 1h30m. Nesse ponto eu já estava preparada pra odiar aquele lugar... Mas, quando a moça da recepção chegou, me encaminhou pro quarto e eu vi aquele lugar todo fofo e aquelas pessoas todas legais... tive que amar, fazer o que! Hahaha O hostel tava meio vazio, porque a cidade enche mesmo durante os meses de julho e agosto, então eu dei sorte de ter um banheiro quase que só pra mim e o quarto pra 6 pessoas nunca ter mais de 3! O café da manhã aqui é incluído e é bem simples mesmo, tipo cozinha de casa, onde você pega sua tigela, pega seu cereal, esquenta o leite se quiser, pega o pão direto do saco... enfim, bem informal, mas suficiente (y) A única coisa que me estressou nesse hostel foi o chuveiro, não fosse isso, seria nota 5, mas como tem esse inconveniente... 4 estrelas para o Backpackers Plus! Londres (2ª estadia) - YHA London Oxford Street, reservado pelo Hostelworld, £ 36.05 para 1 noite, quarto feminino com 4 camas. Pago na reserva £ 5.33, a pagar na chegada £ 31.72 - aceitam cartões. O café da manhã é pago, £ 4.50 e consiste num buffet de café da manhã normal. Eles não possuem nada gratuito ou de cortesia. Os lockers são muito grandes, de tipo, caber uma mala G com tranquilidade, mas nem todos são verticais, alguns são embaixo das camas - também grandes, mas fica difícil enfiar a mala dentro haha, precisa de cadeado próprio. O acesso ao hostel e aos quartos é através de um cartão magnético que você recebe no check in. Os banheiros aqui são meio estranhos, porque são várias portinhas no corredor mesmo e algumas são com privadas e outras com duchas, daí você tem que entrar em várias até achar o que quer , mas tirando isso, os banheiros são ótimos e os chuveiros são incríveis... sai muita água, na temperatura que você ajustar, e o espaço dentro da ducha foi o maior de todos! Adorei de paixão Acessibilidade: O hostel tem um elevador que te leva do nível da rua até o 3º andar que é onde fica a entrada/recepção. Nesse nível fica a área comum. Para chegar nos dormitórios somente através de alguns lances de escada, pois eles não possuem elevador até eles. Minhas impressões: Esse hostel foi o mais ambíguo para mim haha Por um lado a localização foi incrível pro meu propósito – que no último dia eram compras – então estar do lado da Oxford Street foi a melhor pedida DA VIDA. Eu ia nas lojas, voltava pro hostel guardar, ia em outras, fazia isso de novo... Enfim, era super prático! Mas no restante... achei o Palmer’s Lodge melhor em quase tudo, menos os chuveiros haha O quarto era pequeno pra 4 pessoas, mal dava pras quatro ficarem em pé ao mesmo tempo. Os armários eram bem grandes, o que é ótimo, mas as camas rangiam bastante e nosso quarto estava QUENTE, QUENTE, QUENTE... O ventilador de “teto” do quarto estava quebrado, então trouxeram um pequeno portátil que não fazia vento nenhum! A só janela abria uns 2 centímetros, então mesmo sendo no 5º andar, não entrava ar! Na única noite que dormi lá, dormi mal pra caramba, porque acordei várias vezes soando bicas, com o lençol úmido e, simplesmente desconfortável por causa da situação! Não foi uma noite bem dormida nem agradável. E isso porque minha colega de quarto americana disse que aquela noite ainda tinha sido melhor, que as noites anteriores tinham sido bem piores! Outra coisa que me incomodou foi que, no momento do check out, a recepcionista ficou toda “ah, mas você viu como o nosso custo benefício é bom? Porque nossa localização é a melhor! E não sei mais o que...” Sabe, tentando vender o peixe pra gente deixar uma boa review no Hostelworld, Tripadvisor ou o que seja? Não me pareceu genuíno e eu não gostei disso. Especialmente depois da noite que tinha tido no quarto direto do inferno que a gente dormiu. Por esse motivo, dou 3 estrelas pro YHA London Oxford Street. TRANSPORTE Os trechos longos têm preços melhores quando comprados com certa antecedência, então foi isso que eu fiz. Londres – York, York – Edimburgo, Edimburgo – Oban, Oban – Glasgow e Glasgow – Londres foram todos comprados com antecedência de 3 meses. Todos os trechos foram feitos de trem, exceto Glasgow – Londres que foi num ônibus noturno. Já nas daytrips, algumas passagens foram compradas com antecedência (Bath e Cambridgde) e outras eu deixei para comprar na hora porque o preço era o mesmo (Stirling e Dunfermline). Sobre os meios de transportes: andei de metro e viajei de trem, ônibus e ferry, e o que dizem é a mais pura verdade – “pontualidade britânica” não ganhou sua fama sem merecimento. Se seu trem parte ás 11:00, ele vai partir as 11:00. Se seu ferry está marcado para as 09:00, ele vai sair as 09:00. É incrível de ver... e mais incrível de sentir na pele quando você perde por segundos haha O site que eu usei para pesquisa de trens foi o da National Rail, e pretendia comprar por lá também, mas não dava certo na hora de fazer o pagamento, então, utilizei o site The Trainline. Todas minhas passagens foram compradas por ele, as compras foram super tranquilas e fáceis de fazer, e o ticket ou código para coleta já chegava logo em seguida no meu e-mail. Recomendo! A única passagem de ônibus que comprei, foi pelo site da National Express. A compra também foi bem fácil de fazer e o ticket já chegou logo em seguida no e-mail. Todos os trens que utilizei tinham espaço para bagagem em algum ponto do vagão, fosse próximo da divisão com os vagões da frente ou de trás, ou no meio do vagão, perto das portas centrais. No ônibus, o espaço para bagagem também era bem grande, o ônibus foi quase cheio e todos pareciam ter pelo menos uma mala grande, e mesmo assim vi que sobrou bastante espaço. No ferry, aparentemente, não havia restrição de bagagem, acredito que seja “tudo o que conseguir carregar” haha Havia uma área que parecia propícia para se colocar malas, mas havia um aviso logo em cima que dizia algo do tipo “deixe por sua conta e risco” o que achei meio desencorajador, mas como não utilizei o ferry com malas, não precisei enfrentar o dilema haha Agora, uma aventura é utilizar o metrô com malas... sim, porque fiz a besteira de comprar outra mala no meio da viagem. Gente, chegou uma hora que eu tava a ponto de largar as duas em qualquer lugar e continuar a viagem livre leve e solta, de tanta raiva que tava me dando! Isso porque os londrinos ainda são muito educados e sempre me ajudaram quando eu tinha que subir ou descer escadas nas estações. Então, ficou uma grande lição para o futuro, pois embora você já saiba, existem coisas que só passando pela experiência te fazem realmente valorizar, então: UMA MALA SÓ PRA TODA ETERNIDADE! E se possível menor do que a mala que eu fui ainda, que era uma mala de média pra pequena... se der pra viajar só com a mala de mão ainda... perfeito! Pratiquemos o desapego! Rs No total, meu orçamento de transporte/viagens internas era £ 238.60. ATRAÇÕES Os lugares que já sabia que ia querer visitar, pesquisei para ver se haveria desconto caso comprasse o ingresso online com antecedência, alguns tinham, outros não, outros eu acabei esquecendo de comprar mesmo haha Acabou que as únicas coisas que comprei/agendei com antecedência foram os ingressos para a Abadia de Westminster, a Torre de Londres, o tour nos estúdios do Harry Potter (que, por sinal, precisa OBRIGATORIAMENTE ser agendado com antecedência), a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (também, é necessário a compra antecipada), a visita ao Sky Garden e o passeio de Punting em Cambridge. Todas as outras atrações, passeios e tours comprei por lá mesmo. Todas as atrações vendem os ingressos na “porta”, então não tem erro. O único que comprei com alguns dias de folga foi o tour até a Ilha de Mull e Iona, que em alta temporada pode esgotar alguns dias antes, então se for tentar comprar na hora ou pro dia seguinte, pode acontecer de não ter mais vagas. Comprei no domingo para fazer o passeio na terça, custou £ 35 só a parte de transporte, sem nenhuma entrada incluída. O passeio que chegava até a ilha de Staffa saía a £ 55. No total, gastei com entradas £ 237.00. ALIMENTAÇÃO Lendo vários relatos e pesquisando bastante restaurantes bons e baratos no TripAdvisor, fiz uma média de £ 30/dia para alimentação. Que, para 21 dias, dava um total de £ 630.00. Não contei o dia da saída nem o da chegada no Brasil, então dependendo de onde vai sair e qual o tempo das suas escalas (se tiver que almoçar e jantar no aeroporto, por exemplo) tem que ter uma margem para isso também, porque se um cappuccino com um pão de queijo já sai R$ 20,00, imagina uma refeição completa... Nessa minha média de £ 30, eu coloquei o valor referente a uma refeição com comida mesmo e um lanche (torta, sanduíche etc), como não tenho costume de comer de manhã, não separei uma quantia específica para café da manhã, só para um cappuccino ou chocolate quente mesmo. Se deu? Saberão nos próximos capítulos hahahaha Mas posso afirmar, com alguma certeza, que esse valor por pessoa numa viagem econômica é suficiente pra comer sem ter que sacrificar tanto a qualidade, fazendo uma refeição, um lanche e um café por dia (também é uma boa opção fazer uma compra no mercado e deixar frutas, leite, bolachas no jeito, tanto pra tomar café e fazer aquele lanche esperto da noite, como para cozinhar mesmo, se tiver tempo/vontade/necessidade). Vou falar tudo durante o relato, mas só pra que tenham uma ideia, vou colocar aqui os valores de algumas refeições que fiz durante a viagem, para dar uma noção do custo: - Combo Whopper do Burguer King: £ 5.90. - Big Mac, batata frita e refrigerante: £ 4.90. - Hamburguer, fritas com queijo e limonada (Shake Shack): £ 11.20 - Restaurante italiano em Oban, macarronada com almondegas e suco de laranja: £ 10.90 - Restaurante indiano Massala Zone em Londres, prato de butter chicken com vários acompanhamentos (na minha opinião, serve duas pessoas tranquilamente) e 2 sucos de laranja + gorjeta, £ 25.00. - Chocolate quente + muffin num café perto do hostel, £ 4.20. - Pizza de pepperoni + suco de laranja 1 litro, comprados num mercado: £ 1.90 (e tava uma delíiiiiicia!) - Pizza de frango com bacon na Pizza Hut + gorjeta, em Edimburgo: £ 14.70 (a pizza do mercado tava mais gostosa! xD). - Sorvete de massa estilo italiana na Royal Mile, em Edimburgo: £ 2.50. - Chocolate quente, 1 croissant de manteiga e 1 croissant de chocolate no Café Nero (delícioooso) : £ 6.20. Enfim, dá pra ter uma ideia! Acho que o geralzão é isso... se eu lembrar de mais alguma coisa, adiciono aqui embaixo em vermelho gritante Maiores detalhes a respeito de cada tópico eu vou dando conforme for andando no relato. E já deixo avisado que sou detalhista e gosto de escrever, então, brace yourselfs, o maior relato já visto está chegando hahahaha Era pra ter postado antes do Natal, mas não rolou. Feliz Natal atrasado pra quem estiver por aqui e um ano novo cheio de viagens maravilhosas pra todos nós!!! Até logo! ADENDO EM VERMELHO GRITANTE: Esqueci de um detalhe básico desse relato... o roteiro! Como quando comecei a escrever esse relato o planejamento ainda estava fresco na minha cabeça e o link com o roteiro da viagem seria colocado aqui, nem me passou pela cabeça de colocar ele diretamente aqui! Mas, sem mais enrolação, lá vai! 03/jun - Saída Londrina 04/jun - Chegada Londres 05/jun - Londres 06/jun - Londres 07/jun - Londres 08/jun - Londres 09/jun - Londres 10/jun - Londres 11/jun - Londres 12/jun - Londres 13/jun - Londres - York - Edimburgo 14/jun - Edimburgo 15/jun - Edimburgo 16/jun - Edimburgo 17/jun - Edimburgo 18/jun - Edimburgo - Oban 19/jun - Oban 20/jun - Oban 21/jun - Oban 22/jun - Oban - Londres 23/jun - Londres 24/jun - Saída Londres 25/jun - Chegada Londrina Prontinho! Agora sim!
  14. 1 ponto
    Saudações mochileiros, principalmente aqueles que querem viajar de carro. Não tive tempo de relatar minha viagem de carro de Belo Horizonte ao Atacama realizada em setembro de 2017, mas aqui vai minha contribuição. Após várias pesquisas aqui no site e com a ajuda de várias pessoas para o planejamento como o grande viajante de carro HLIRAJUNIOR e sua companheira (muito conhecimento e experiência), ao Alexandre e Rosângela do blog VIAJANDO DE CARRO (no qual baseie meu roteiro e pelas dicas providenciais por email), o João Carlos Truppel (Facebook), grande viajante de carro da América do Sul, ao Guilherme Pegoraro (que me enviou uma planilha bacana de roteiro e gastos – descobri um relato dele no blog VIAJANDO DE CARRO), ao blog www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br onde peguei várias dicas e mapas dos passeios. Também à Marisa Belle Bertoldo (relato no blog FELIPEOPEQUENOVIAJANTE) pelas dicas e ao blog MOCHILA CRÔNICA pelas informações. No relato não vou me a ter a pequenos detalhes. Caso alguém tem interesse, pode entrar em contato ([email protected]). Agradeço a todos pela disponibilidade e me coloco também a disposição para ajudar a quem pretende realizar esta viagem espetacular. Para quem vai se aventurar de carro pelo NOA ARG e CHI em direção ao Atacama é sempre bom estar com as informações claras e atualizadas. Nesta viagem fomos eu e meu irmão de república da época da faculdade Rômulo pois minha esposa desistiu pela longa distância (pior que ela tinha razão: é muito longe). Então, para quem pretende, é melhor preparar o psicológico, pois a cada dia você está mais longe de casa – mas é muito longe mesmo. Todos os hotéis da ida foram reservados antecipadamente via Booking e a volta íamos escolhendo a cada destino (mas com algumas opções já pesquisadas). Qual carro nós fomos? Punto Essence 1.6 2013/14. Mas dá para ir? Tranquilamente. A viagem foi feita em 17 dias. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS (ARG e CHI) – Dica: organizar pasta com documentos. • Passaporte (agiliza o trâmite nas fronteiras) ou Identidade (com o RG o seu comprovante de entrada e saída dos países será um ticket estilo supermercado, logo se rasgar ou perder vai ter muita dor de cabeça. Com isso recomendo o passaporte). • CNH e muito recomendado Permissão Internacional para dirigir (PID). Não me pediram mas preferi evitar problemas. • CRLV do veículo. • Seguro Carta Verde (Pedi via internet no site Luma Seguros - foi mais em conta do que na minha corretora). • Seguro SOAPEX (comprei no site da HDI Seguros via cartão de crédito – para preencher os dados é necessário o número do motor do carro. Caso tenha dúvida, veja algum vídeo no youtube de como achar o número do motor do modelo do seu carro – lembrando: NÃO é número do Chassi) • Extensão de perímetro do seguro do automóvel (Eu fiz com o corretor do meu seguro. Como o meu seguro cobria o Mercosul, estava tranquilo quanto à ARG, mas os 4 dias no CHI preferir pagar quase 400 reais, pois estaria no meio do deserto e sabe-se lá o que poderia acontecer – melhor prevenir). Dia 1 Belo Horizonte-MG a Marília-SP. Distância média: 880 Km Tempo (com paradas): 11h Saímos cedo de BH e fomos tranquilos até Marília – SP. O dia estava ensolarado, a pista era duplicada e em bom estado. Paramos para lanchar e almoçar no caminho. *No roteiro, defini que os primeiros dias da viagem seriam os mais extensos para poder curtir melhor na ARG e CHI. Com o ânimo de início de viagem e tendo alguém para conversar, ajuda a deixar o cansaço de lado. *Pedágios: Foram 13 pedágios entre BH e Marília com média de R$ 5 (total de R$ 65,70). Hotel em Marília: Almaru Flat Hotel (Muito confortável). Média R$ 150,00 a diária. Já na estrada ainda em Minas Gerais. Final de tarde chegando em Marília-SP. Dia 2: Marília-SP a Puerto Iguazu-ARG Distância média: 710 Km Tempo (com paradas): 11h Saímos cedo. O dia estava ensolarado e a estrada era pedagiada e em bom estado. Fomos para Foz do Iguaçu, onde trocamos reais/dólares por pesos argentinos em um shopping. Abastecemos e depois cruzamos a fronteira no mesmo dia para Puerto Iguazu. Na travessia, geralmente tem uma pequena fila de carros (depende da época e horário que você estiver atravessando). Já separe os documentos (passaportes e do veículo, abaixe os vidros e acenda as luzes internas (se for noite) pois geralmente eles dão uma olhada geral nos passageiros para ver quantos são e se condizem com os documentos. Nossa travessia foi bem tranquila e rápida. Puerto Iguazu é muito legal de conhecer. Preferimos deixar o carro no hotel e sair para conhecer a pé. A cotação estava R$ 1 = PA$ 5. (A cotação que consegui em BH foi 1 dólar = R$ 3,28). *Pedágios: Foram 8 pedágios entre Marília e Foz do Iguaçú com média de R$ 12 (total de R$ 97,40). Hotel em Puerto Iguazu: Hotel Oxum (Simples mas limpo e confortável). Média PA$ 900,00. Na estrada no Paraná. Ainda no Paraná sentido Puerto Iguazu. Atravessando a fronteira em Foz para ARG Dia 3: Puerto Iguazu – ARG a Corrientes - ARG Distância média: 625 Km Tempo (com paradas): 10h Saímos de Puerto Iguazu e o dia estava chuvoso. Seguimos com calma por causa da pista molhada. Na saída, ficamos um pouco perdidos com o GPS que estava indicando a rota pelo Paraguai (estava configurado para menor distância. Mudamos para menor tempo e colocamos a cidade de Posadas como destino). *Dica: De preferência, no GPS coloque sempre uma cidade próxima ao invés de colocar seu destino final do dia. Com isso, você diminui a chance de ficar perdido! Havia algumas barreiras policiais mas apenas uma nos parou (Gerdameria) e perguntou aonde iríamos *Dica: Mesmo indo para o Atacama, sempre falávamos que iríamos para a próxima cidade do nosso destino, pois evitava a suspeita de que estávamos com muito dinheiro e bagagem. Isto funcionou durante toda a viagem sem problemas. As vezes que fomos parados na ARG era apenas para perguntar onde iríamos ou conversar por sermos brasileiros. A maioria era bem receptivo. Não tivemos problemas com a corrupção. Independente disso, levamos o formulário de multa anti-corrupção do governo da ARG. Neste caso, deve ser o último recurso. Passamos por San Ignácio Mini para almoçar e acabou que não fomos às ruínas (vai ficar para uma próxima oportunidade). Nosso destino neste dia foi Corrientes. É uma boa cidade para pernoite. Vale a pena visitar o cassino e a região beira-rio. *Pedágios: Foram 3 pedágios entre Puerto Iguazu e Corrientes: Eldorado PA$ 20,00, Santa Ana PA$ 20,00 e Ituazingo PA$ 20,00 (total de 12 reais). Hotel em Corrientes: Hotel Orly (Bom, limpo e confortável). Média PA$ 980,00. Hotel central com estacionamento a uma quadra). Em Corrientes abasteça e compre lanche reforçado e água: próximo dia de trecho sem muito atrativo para refeições. Observação: Nas cidades das províncias de Missiones, Chaco e Salta durante a tarde, mais ou menos a partir das 14h as cidades ficam vazias depois do almoço até às 17h, parecendo que é feriado (siesta). Após as 17h, tudo volta ao normal e o comércio (principalmente bares e restaurantes) fica aberto até tarde. Ir se acostumando com a rotina das siestas. Na estrada depois da saída de Puerto Iguazu. Na estrada sentido Corrientes. Na estrada sentido Corrientes. Passando por Ita Ibate sentido Corrientes. Fim de tarde sentido Corrientes. Chegando em Corrientes. Corrientes a noite. Dia 4: Corrientes – ARG a Salta - ARG Distância média: 840 Km Tempo (com paradas): 11h Foi um dos percursos mais cansativos. Possui muitas retas e é monótono (pode dar sono). O dia estava nublado, o que ajudou por ser uma região que faz muito calor. Fique atento a animais como cabras atravessando a pista em alguns pontos próximos de cidades. A pista é simples mas boa (não possui acostamento asfaltado). Possui muitos insetos chocando contra o para-brisas (não esqueça de colocar solução de limpeza no reservatório do para-brisas para facilitar o uso). Apesar de ser quase tudo reto durante boa parte do trajeto, não abuse da velocidade. Vá curtindo a viagem e além disso não dê sorte para o azar (nem para a polícia). Saímos de Corrientes sentido Salta passando logo no início por Resistência. Andamos cerca de 700km pela RN 16 (cerca de 8h). É uma região com pouca estrutura e possui cidades pequenas na beira de estrada sem muitos atrativos para lanche (tente levar da cidade de origem). *Muito importante abastecer sempre que o tanque passar de ¾ cheio se seu carro tiver pouca autonomia ou metade se tiver uma boa autonomia (o meu tanque de 60L dava uma média de 750 km). Neste dia paramos em um posto YPF e tivemos que esperar cerca de 40 minutos até o caminhão abastecer o tanque. Os postos ficam mais nas proximidades de cidades, vilarejos (pueblos) e trevo de acesso ao último trecho de 45km para Salta. Quando chega próximo de Monte Quemado (Província de Santiago del Estero) o asfalto fica cheio de buracos e deve-se reduzir bem a velocidade. Tomar cuidado com os veículos contrários que invadem a contramão tentando desviar dos mesmos (você também terá que ir para a contramão, então cuidado ao atravessar para a outra pista e não foque apenas nos buracos). Antes de chegar no cruzamento com a Ruta 9 começa a ter mais curvas e no horizonte começa-se a ver as primeiras montanhas da Cordilheira dos Andes. Após entrar na ruta 9, a viagem já estava bem cansativa, logo redobre a atenção e tente parar um pouco mais para curtir esta região que é muito bonita. Neste momento estava próximo do pôr do sol e a paisagem ficou bem marcante. A chegada de Salta é bem bonita com uma descida espetacular. Chegamos cerca de 19:30. Durante o percurso passamos por alguns postos e blitz da polícia Caminera e Gerdameria. Não tivemos problemas em nenhum, inclusive no posto mais comentado e famoso de Pampa de Los Guanacos. *Pedágios: Foram 2 pedágios entre Corrientes e Salta: Resistência PA$ 15,00 e Makalle PA$ 30,00 (total 9 reais). Na chegada de Salta não havia pedágios (havia lido relatos de que tinha). Havia alguns trechos em obras, logo, no futuro podem haver outros pedágios ou pode ser algum pedágio que existia que estava em reforma. Salta: a cidade possui ótima estrutura turística, com diversos hotéis e restaurantes. A temperatura estava agradável. Achei a cidade tranquila e segura. A noite vale a pena conhecer as famosas peñas (por mais que seja pega-turista, como gosto da cultura, achei muito interessante). Compre folhas de coca seca para mascar ou fazer chá para tolerar melhor a altitude. Próximo dia: começa a melhor parte da viagem. Hotel: Hotel Samka (Bom, limpo e confortável). Média PA$ 920,00. Hotel central com estacionamento. Saindo de Corrientes para cruzar a ponte sentido Resistência. Saindo de Corrientes para cruzar a Ponte sentido Resistência. Reta do Chaco sentido Salta. Esquece, é só reta. Reta do Chaco. Reta do Chaco. Animais na pista próximo a entrada de alguma cidadezinha no norte da ARG. Começam os buracos próximo a Monte Quemado. Primeiras montanhas da Cordilheira próximo ao cruzamento com a ruta 9 sentido Salta. Na ruta 9 sentido Salta. Fim de tarde sentido Salta. Em Salta. Dia 5: Passeio Salta Cachi Cafayate Distância média: 360 Km (boa parte em rípio) Tempo (com paradas): 8 h Saímos tarde de Salta (em torno de 11:30) em direção à Cafayate (rutas 68, 33 e 40), passando pela Cuesta del Obispo e Parque Nacional Los Cardones. O dia estava ensolarado e seco. A Cuesta del Obispo é muito linda, com paisagens bem diferentes das nossas (vale muito a pena). A estrada é de rípio e estava boa, com muitas subidas e curvas. Indo devagar, curtindo a paisagem e ouvindo uma boa música fica tudo tranquilo. Pegamos muitos ventos fortes que levantava muita poeira. Ao final do trecho de rípio pegamos um trecho de subida asfaltado em bom estado (a esquerda tinha uma placa do Parque Los Cardones e uma estradinha mas deve-se seguir direto no asfalto (entramos a esquerda e saímos em um lugar que parecia ser de piquenique, muito legal e bonito mas acabou nos atrasando – se sair cedo de Salta vale a pena). Depois tem uma descida íngreme e sinuosa (nessa hora ficamos meio confusos com o GPS pois mandava sair do asfalto - pode continuar no asfalto que não tem erro) até chegar na reta del Tin Tin, onde paramos para tirar fotos dos cactos gigantes. A região também é muito bonita e diferente. Depois seguimos para Cachi e achamos tudo fechado por causa da siesta. Só conseguimos o restaurante de um clube que fez uns sanduiches de presunto e mussarela. A cidade é muito tranquila. Seguimos para Cafayate (RN40) em estrada de rípio em estado regular. É uma região pouco habitada. Pegamos muito vento e poeira (parecia o fim do mundo, muito diferente). Atentar sempre para a direção que está seguindo no GPS pois as vezes tem alguma bifurcação e não tem placa indicando. Como saímos tarde de Salta, chegamos tarde em Quebrada las Flechas e já estava escuro e não aproveitamos (logo saia cedo de Salta e aproveite). Chegando em San Carlos, a estrada já é asfaltada. Log depois chega em Cafayate. Chegamos cansados no hostel e depois do descanso saímos para conhecer a cidade. É pequena mas muito boa e tranquila. Conhecida como a terra do bom vinho de altitude, onde as principais atrações são suas bodegas. Dicas Levar muita água, roupa corta vento, protetor solar e lanche muito reforçado. É uma região bem inóspita e a falta de água ou alimentação pode levar a uma desidratação ou hipoglicemia e o resgate pode ser muito demorado por ser uma região pouco habitada. Além disso, tem a siesta e caso chegue nestes horários, vai achar a cidade vazia e comércio em geral fechado. Parece cidade fantasma. Entre Cachi e Cafayate, dirija devagar. Não deixe de tomar o vinho Quara uva Torrontés em Cafayate. Ficar atento ao GPS se está configurado como menor distância, menor tempo ou fora de estrada. Quando íamos pegar estrada de rípio muitas vezes mudávamos para menor distância ou fora de estrada. Depende muito da hora, logo é importante estudar e conhecer muito bem todo o roteiro para evitar seguir o GPS e ir por um caminho não programado. Na saída de Salta, configure o GPS para menor distância e cidade: Cachi. Quando saímos configuramos para Cafayate e o GPS nos direcionou para a RN 68 (asfaltada e que não passaria por Cachi). Como já havia estudado o roteiro, ficou mais fácil perceber e corrigir. Vale a pena ficar 2 dias em Cafayate. Quando for embora, saia mais cedo para aproveitar as paisagens da Quebrada de Cafayate. Hotel: Hostel Andino (parece hotel mas é hostel, bem limpo e confortável). Média PA$ 900,00. Saída de Salta sentido Cuesta del Obispo. Por enquanto asfalto. Início da Cuesta del Obispo ainda asfalto. Ainda asfalto. Início para a Cuesta del Obispo. Ainda asfalto mas depois começa o rípio. Início da Cuesta del Obispo já com rípio. Paisagem no início da Cuesta del Obispo. Rípio na Cuesta del Obispo. Cuesta del Obispo. A estrada clara ao fundo é de onde viemos. Cuesta del ObispoPercorre-se todo a estrada de rípio até em cima. Imensidão. Depois do rípio da Cuesta del Obispo nesta placa deve-se seguir direto no asfalto para chegar ao Parque Nacional Los Cardones. Na placa a esquerda tem uma estrada de rípio que dá em um lugar bem bonito no meio do nada - mas não é sentido Los Cardones – se sair cedo de Salta vale a pena conhecer). Se virar a esquerda na placa vai conhecer este lugar. Ao final da estrada tem umas mesas para piquenique. Seguindo no asfalto após a placa sentido Los Cardones. Seguindo no asfalto após a placa vai começar algumas curvas e depois uma descida sinuosa (onde foi tirada a foto). A fina faixa reta na foto é a reta del Tin Tin já em Los Cardones. O embaçado é poeira levantada pela ventania. Los Cardones. Aqui tem um local para estacionar o carro e curtir. Cuidado com outros carros ao atravessar o asfalto. Por mais que seja uma região pouco habitada as vezes passa algum carro. Após Los Cardones, Payogasta sentido Cachi. Em Cachi. Parecia cidade fantasma por causa da siesta. Vilarejo após Cachi sentido Cafayate. Após Cachi pegamos estrada de rípio sentido Cafayate. Muita ventania. Paisagem desoladora, parecia o fim do mundo (veja ao fundo da imagem). Sentido Cafayate. Muita ventania. Paisagem desoladora. Quebrada las Flechas a noite. Uma pena não ter saído mais cedo de Salta. Dia 6: Cafayate – ARG a Tilcara Distância média: 200 Km (até Salta) e 173 Km (até Tilcara passando por La Cornisa) Tempo (com paradas e engarrafamento de acidente): 10 h Cerca de 09:00 seguimos em direção a Salta pela Ruta 68 - asfaltada e em ótima condição. No início tem-se as formações rochosas da Quebrada de Cafayate (Los Castillos, El Obelisco, El Fraile, El Sapo, El Anfiteatro e Garganta del Diablo - todas identificadas). Vale a pena fazer este percurso com calma e apreciar as paisagens e as diferentes formações rochosas. Paramos no restaurante Posta de Las Cabras (ruta 68 - Km 88) para almoçar. É um lugar gostoso para descansar e curtir a calmaria. Cuidado ao pegar o volante após o almoço por causa do sono que pode vir. Seguimos em direção à Salta e de lá pegamos a estreita Estrada de La Cornisa sentido San Salvador de Jujuy para chegar em Tilcara. Em Salta, agarramos um pouco e saímos depois de 14hs. A estrada de La Cornisa é muito bonita e diferente, mas aviso que é muito estreita, logo tem que haver muito cuidado, uma certa perícia do motorista e cautela nas curvas. Tem uns mirantes que valem a pena parar. Pegamos a parte final já escuro. Recomendo sair de Salta no máximo entre 11-12h. Vá com calma para curtir cada detalhe. Depois de Jujuy houve um acidente na estrada e ficamos mais de 1 hora parados com isso chegamos a noite em Tilcara. Tilcara é muito legal de conhecer, um lugar alternativo no norte da ARG. Hotel em Tilcara: Villa del Cielo (muito bom, só fica um pouco distante do centro, mas vale a muito a pena). Média PA$ 950,00. Bônus: O hotel já havia sido eleito um dos melhores que ficamos, mas algo nos deixou ainda mais confiantes. Meu amigo esqueceu uma bolsa com dinheiro no hotel e só constatou no meio do caminho indo para o Atacama. Como conversei muito com a gerente Marisel por email antes da viagem não preocupei muito e fiquei de mandar um email para ela quando chegássemos ao deserto uma vez que iríamos passar por Tilcara na volta. Então, quando chegamos no hotel em SPA, ela já havia enviado um email informando do ocorrido e que a bolsa estava no cofre do hotel à disposição. Combinei que na volta pegaríamos e foi isso mesmo que aconteceu. O atendimento da Marisel é muito claro e honesto. Inclusive no primeiro dia, ao pagar, o meu cartão de crédito não estava passando, então o funcionário ligou para ela (que estava em Buenos Aires) e conversamos a melhor forma de resolver o problema e foi muito tranquilo. (Dica: tente manter um contato mais próximo com os hotéis que irá ficar para facilitar numa situação como esta). Vinícola em Cafayate Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta. Quebrada de Cafayate e formações rochosas. Retorno de Cafayate sentido Salta. Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta. El Fraile. Quebrada de Cafayate. Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta. Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta. Após Salta já na Estrada de La Cornisa. Estreita e sinuosa mas uma experiência sem igual. Após Salta já na Estrada de La Cornisa. Estreita e sinuosa mas uma experiência sem igual. Dique - La Cornisa Paisagem na Estrada de La Cornisa Parador Posta de las Cabras sentido Salta Praça em Tilcara Dia 7: Tilcara (ARG) a San Pedro de Atacama (SPA) - CHI Distância média: 436 Km Tempo (com paradas): 8 h (considere o tempo que pode ficar na aduana, ficamos quase 1:30. Melhor é estimar em 10 horas para ir com calma. Esta parte é um dos lugares mais bonitos da viagem (coisa que quem só vai de avião nunca vai conhecer). De Tilcara até SPA: asfalto em bom estado e não há pedágio (apenas algumas curvas da Cuesta de Lipán que estão sem asfalto). Tomamos café da manhã e saímos cerca de 8h. Reservamos o dia para a travessia da Cordilheira dos Andes via Paso Jama. Enchemos o tanque um dia antes no posto YPF na saída de Tilcara. Saímos de Tilcara e seguimos sentido Purmamarca. Subimos a Cuesta de Lipán com uma visão sem igual. Depois da subida começa uma descida também sinuosa. Embora o trecho do dia não seja tão longo, reserve o dia todo pois possui muitos atrativos com lugares bonitos, além disso, possui grande altitude (logo o carro perde potência e vai mais lentamente) além de trechos de subidas e descidas sinuosos. Todo o trajeto é tranquilo mas deve-se tomar cuidado (curvas, subidas, descidas e altitude). Quase ao chegar no topo da Cuesta de Lipán (depois de Abra de Porterillos) começa-se a descer uma região bem bonita (todas são). Quando acabam as descidas mais ingrímes começa-se uma parte mais reta e chega-se ao salar Salinas Grandes (não tem como não parar e ver a beleza). A RN52 corta o salar e fica bem interessante. Seguindo adiante, passa-se pelo Salar de Olaroz e de Jama, que também são magníficos (ainda na ARG). Depois vem Susques (um vilarejo bem diferente; na entrada tem um centro de informação ao turista com muitos mapas e catálogos de turismo grátis). Abastecemos para garantir e seguimos em direção à aduana ARG/CHI. Já na aduana, primeiro paramos no posto para completar o tanque e depois loja de conveniência. Depois fomos aos guichês com a documentação, onde faz-se a burocracia de saída da ARG/entrada no CHI (migração). Depois você continua os trâmites em várias cabines ao lado (sanitário onde declara que não leva itens proibidos como vegetais e etc. e para verificar a documentação do carro). Depois um agente vai vistoriar o carro. O nosso apenas pediu para abrir o porta-malas, deu uma olhada e nos liberou (mas vimos carros que tiveram que tirar a bagagem – aí demora bem mais). Depois que você é liberado e recebe o recibo validado, vai com o carro até uma cancela na estrada onde um agente vistoria os recibos de migração e abre a cancela para poder continuar sentido CHI. Aí é uma paisagem mais diferente e impressionante atrás da outra. Sem explicação. Após ver paisagens que mais parece outro planeta por um longo tempo começa-se a descida já próximo a SPA (de 4200m para 2200m em 42Km). Tem que ir com o carro sempre engrenado e não deixar embalar muito (ir freando aos poucos para os discos de freio não esquentarem e perderem o atrito). Por segurança mantenha baixa velocidade durante a descida. NÃO UTILIZE O FREIO CONSTANTEMENTE EVITANDO O SUPERAQUECIMENTO. Observação: *Com as altas altitudes você vai perceber o carro perdendo potência, mas é normal. Fique atento também quanto aos sintomas da altitude. *Agasalhe bem pois nos pontos mais altos do percurso a temperatura pode chegar a temperaturas negativas. *Nos lanches que são levados, se tiver frutas e vegetais terá que jogar fora antes da fronteira; inclusive você consegue ver várias coisas jogadas antes da fronteira. Água e refrigerante fechado não tivemos problema. *Na parte de documentação pegamos agentes educados e prestativos mas também pegamos um sem paciência. Então sempre esteja com a sua documentação e a do carro em mãos para agilizar. Seguimos sentido SPA pois tínhamos que chegar antes das 16h para pagar o Tour astronômico da Space Orbs. Chegamos um pouco antes e fomos direto acertar e depois procurar o hotel. (É necessário fazer o pagamento até as 15h00 do dia para confirmar o tour, porém combinei antes por email a necessidade de um prazo um pouco maior justificando a travessia da fronteira neste dia e a agência aceitou). SPA é uma cidadezinha diferente, parecendo o velho oeste moderno em outro planeta. Não vou me ater aos detalhes pois aqui nos mochileiros já tem muitos relatos e informações sobre a cidade. Acho importante dizer que no início você fica meio perdido sem saber como funciona o trânsito. Então, antes de entrar em alguma rua, veja se já tem carros e qual o sentido que eles estão para evitar maiores problemas com os Carabineros do Chile. Sempre via carros da polícia na cidade e região. Depois achamos o hotel que havia reservado (Geisers del Tatio). Arranjamos as coisas para cerca de 20h encontrar a van da agência para irmos ao Tour. Vale muito a pena. O céu é muito diferente lá no Atacama. Experiência única estar lá no meio do nada e ver o firmamento. (Fizemos a opção em espanhol). Hotel em SPA: Geisers del Tatio (muito bom, cerca de 8 minutos andando do centro de SPA. Boa estrutura. Valeu a pena, embora queria ter reservado o Pueblo de Tierra - melhor custo benefício). Média R$ 1500 as 4 diárias. Tour Astronômico: Agência PC$ 20000 (cerca de R$ 105,00 cada). Dicas *Para o dia da travessia do Passo Jama saia com o tanque cheio pois o consumo de combustível aumenta devido a altitude. De preferência abasteça em Susques e complete o tanque na fronteira. *Conselho: NÃO LEVAR NADA REFERENTE A ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL OU VEGETAL pois pode atrasar e muito! Além disso podem revistar o carro todo ou multar. *Pesquise ao menos 3 lugares de câmbio na Calle Toconao e faça o câmbio de pesos chilenos (calcule a necessidade média para alimentação, passeios e gasolina de acordo com os dias que vai ficar em SPA). *Importante atentar que o pagamento do hotel em moeda forte (dólar ou euro) pois isenta os turistas estrangeiros (menos de 60 dias no país) do pagamento do imposto IVA, que tem alíquota de 19% no CHI. Paguei no cartão de crédito e obtive o desconto.(Apesar do IOF, é muito mais tranquilo e seguro do que ficar viajando com uma grande quantidade de dinheiro em espécie, uma vez que o hotel tende a ser o seu maior gasto em SPA). Para a isenção tem que apresentar o passaporte ou cartão de entrada no CHI (tarjeta migratória). Veja no site do hotel ou confirme se ele está registrado ano Serviço de Impuestos Internos (SII). *Antes dos passeios em altas altitudes: bastante líquido, refeição leve e evitar excesso de bebida alcoólica. *Pagamento da entrada dos passeios deve ser em pesos chilenos. De preferência, o de restaurantes também, pois com a conversão que eles aplicam você pode ficar em desvantagem. *Recuse troco de notas de dólares velhas ou rasgadas. Tente reservar hotéis ou hostels que possuam estacionamento (algumas ruas não é permitido estacionar). Leve no mínimo 2 L de água por pessoa a cada passeio. *Restaurantes: por volta das 22h00 já começam a fechar as portas. Adição de 10% de propina (gorjeta). *Leve lanche para café da manhã/tarde para os passeios independentes e para os mais longos levar um lanche mais reforçado ou programe um almoço em algum ponto de apoio (Toconao ou Socaire por exemplo). O nosso cronograma básico foi este (a parte de descanso ficou entre descanso e conhecer a cidade): Cronograma Atacama Manhã Tarde Noite Tilcara SPA Tour astronômico Descanso Laguna Chaxa/Ojos del Salar/ Laguna Tebinquiche Descanso Geisers del Tatio Almoço/ Vale de la Luna Descanso Piedras Rojas/Lagunas Altiplânicas Altiplânicas/Socaire Descanso SPA Tilcara Descanso Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán. Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán. Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán. Cuesta del Lipán. No alto da Cuesta del Lipán em Abra de Porterillos. Após Abra de Porterillos. Este local também é muito bonito. Sentido Paso Jama. Faixa branca ao fundo - Salinas Grandes Susques Susques Atravessando a Cordilheira dos Andes Atravessando a Cordilheira dos Andes Fronteira ARG/CHI Paso Jama. Atravessando a Cordilheira dos Andes Gelo na beira da estrada. Vulcão Licancabur. Quando avistar está próximo de SPA. Descida de 42 Km sentido SPA SPA SPA Hotel Geisers del Tatio Dia 8: SPA (CHI) A cotação em SPA estava US$ 1 = PC$ 620 (Como comprei o dólar a R$3,28, R$ 1 = PC$ 189). De manhã resolvemos descansar, conhecer a cidade, fazer o câmbio (Calle Toconao), almoçar e fechar o passeio de Geisers del Tatio para a manhã do próximo dia. À tarde pegamos o carro e fomos para Toconao, Laguna Chaxa, Ojos de Salar e por último ver o pôr do sol na Laguna Tebinquiche. É tranquilo de ir seguindo as orientações (www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br) e placas indicativas. Não fomos à Laguna Cejar pois achei que não justificava o preço absurdo que estão cobrando. Para chegar na Laguna Chaxa é bem tranquilo (cerca de 30 min de SPA). Passa se por Toconao e depois tem a placa indicativa para virar à direita numa estrada de rípio e sal em bom estado. Da Chaxa, também é simples ir aos Ojos del Salar que já é caminho para Tebinquiche, onde o pôr do sol é um espetáculo. De Tebinquiche, volta-se já escurecendo mas fica fácil ao seguir os carros das agências. Os passeios valeram muito a pena e é inesquecível o pôr do sol na Laguna Tebinquiche. A noite descasamos para o outro dia de manhã (para os Geisers tem que acordar bem cedo, a van passou no hotel cerca de 05:00). Ingresso Laguna Chaxa: PC$ 5000 (cerca de R$ 27,00). Ingresso Laguna Tebinquiche: $4000,00 (cerca R$ 21,00). Em nenhuma da lagunas pode entrar na água. Toconao Rípio sentido Laguna Chaxa Placa indicativa. Muito bem sinalizado. Laguna Chaxa Laguna Chaxa Placa indicativa. Muito bem sinalizado. Ojos del Salar Laguna Tebinquiche Mudança das cores na Laguna Tebinquiche com o pôr do Sol Dia 9: SPA Geisers del Tatio e Valle de la Luna Resumo do dia: a manhã toda: passeio Geisers del Tatio/povoado Machuca. Almoço em SPA. A tarde: descanso e saída cerca de 15:00 para Valle de la Luna. O horário que a agência agendou para a van nos pegar foi próximo de 05:00. No dia anterior avisamos no hotel que precisaríamos do café com antecedência e eles deixaram tudo pronto e um funcionário inclusive levantou para nos atender no que pedíssemos. Tomamos pouco café no hotel e levamos um lanche (não deixe de levar água também - ao longo do dia vai fazendo muito calor). Estava bem frio e o deslocamento foi um pouco mais de 1 hora até o parque. Leve muita roupa de frio inclusive luvas boas pois as mãos quase congelam e é muito ruim (fui com calça térmica e outra calça por cima além de blusa térmica, uma normal e uma corta vento, duas meias para trilha e luvas - mesmo assim sente um pouco de frio. O pior mesmo foram as mãos). De qualquer forma você faz um sacrifício mas vale muito a pena. O lugar é diferente do que estamos acostumados e te faz lembrar os desenhos animados de infância. Foi muito bom conhecer este lugar. O frio incomoda mesmo só até o sol aparecer (naquele dia foi cerca de 06:40). Depois ficou muito tranquilo (depende da época que você vai). Tomamos um café da agência quando chegamos lá cerca de 06:10 e a temperatura era cerca de 7 graus negativos. Na volta, passamos pelo povoado de Machuca que tinha muitos turistas. *Cuidados: Os poços são demarcados mas evite chegar muito perto. Nunca coloque a mão diretamente nos poços e nem chegue muito perto. Segundo informações do guia já aconteceram acidentes fatais. A temperatura da água pode chegar a 85°C. Geisers del tatio: Agência PC$ 19000 (cerca de R$ 100,00 cada) e ingresso para entrada: PC$ 5000 (cerca de R$ 27,00 cada). Chegamos cerca de 12:00 em SPA e fomos almoçar em algum restaurante. Depois descansamos um pouco no hotel e pegamos o carro e fomos ao Valle de la Luna. . Valle de la Luna É bem perto de SPA. Cerca de 15-20 minutos de carro. Para este passeio leve boné, passe protetor solar, óculos de sol, algo para comer, muita água, roupa leve, bota de trilha ou tênis. Antes passamos na entrada do Valle de la Muerte mas não entramos pois este dia foi cansativo e não daria para fazer os 3 passeios. Seguindo pelo GPS e as placas é bem fácil. O acesso é muito próximo de SPA - cerca de 3km. Depois pega-se uma estrada de rípio. Chega-se na entrada do parque e paga-se o ingresso. Eles dão um mapa e explicam o tempo médio entre cada ponto. Depois de pagar a entrada, com o carro, anda-se uma parte de rípio até ter a parada para as Cuevas de sal. Estacionamos o carro e seguimos um grupo de turistas com guia nas cavernas. É bem legal mas quem não gosta de lugar fechado não vale muito a pena. Eu não tenho problema com isso, mas como tem gente na frente e atrás, você fica um pouco apreensivo. Depois de visitar as Cuevas , pegamos o carro e seguimos até as Tres Marias (cerca de 8 minutos), mas é bem bonito o caminho então paramos muito. Antes de chegar às Tres Marias, do lado direito tem o Anfiteatro. Depois voltamos e paramos em um estacionamento e subimos a pé para a Grande Duna. É uma caminhada de cerca de 10 minutos. Lá em cima cuidado ao ficar nas beiradas dos paredões. Subimos antes do pôr do sol para aproveitar bem a paisagem. Vale muito a pena este passeio. Retornamos para o Hotel antes do escurecer e a cor do ceu é indescritível. Valle de la Luna: Ingresso $3000,00 (cerca R$ 15,00 por pessoa). Geisers del Tatio Geisers del Tatio Geisers del Tatio Geisers del Tatio SentidoMachuca Povoado de Machuca Entrada do Valle de la Muerte Valle de la Luna Cuevas de sal Anfiteatro Três Marias Valle de la Luna no topo da Grande Duna - a esquerda o Anfiteatro sentido Três Marias Pôr do sol no Valle de la Luna Retorno do passeio do Valle de la Luna Dia 10: Piedras Rojas (PR) / Lagunas Altiplânicas (Lagunas Miscanti y Miñiques) e Socaire (nesta ordem). Distância média: 300 Km ida e volta Tempo (com paradas): 9h. Piedras Rojas (PR): Acordamos cerca de 05:00, tomamos café no hotel (avisamos um dia antes o horário) e pegamos estrada. Ainda escuro e frio fomos tranquilo sentido Toconao, Socaire. Após Socaire seguimos sentido Lagunas Altiplânicas. Passamos pela entrada das Aliplânicas (bem sinalizado) e seguimos a estrada direto, sentido Paso Sico. Após a entrada das Lagunas, a estrada de asfalto, após um tempo, vira uma estrada de rípio. Toda a paisagem da região é também indescritível. Não tinha nenhum carro ou van de agência então ficou um pouco estranho, mas uma hora passou uma van de agência e vimos que estávamos no caminho certo. A estrada de rípio estava transitável e não era ruim. Apenas vá com calma e aprecie. Após a entrada das Altiplânicas foi cerca de 35 Km até chegar em Piedras Rojas (GPS -23.91180, -67.69249). Antes da entrada das PR havia umas curvas sinuosas e até passei direto (não vi nenhuma placa, apesar de falarem que tem uma placa a direita com o dizer Salar de Águas Calientes). Então fiquei sem saber onde era, mas como uma van havia nos passado, com o zoom da câmera ficamos procurando e a vimos bem de longe (da entrada até o local é cerca de 1,5Km). O caminho até lá é um pouco ruim mas nada demais, só ir devagar. Não conseguimos parar onde a van estava, então paramos antes e fomos andando até o local. Obs: A entrada para as PR é gratuita. Não tem banheiros. O local estava tão frio que o computador do carro acusou “9 graus negativos. Possível gelo na estrada”! Após curtir e comtemplar muito aquele local magnífico (não faça como muitos que vi por lá, chegam, tiram fotos e saem – sente e curta por muito tempo aquele local inesquecível). Antes de sair, conversei com um guia para saber se as Lagunas Altiplânicas estavam abertas (por causa do gelo, no dia que chegamos houve relatos que estava fechado – logo o local que mais queria conhecer), mas aí o guia falou que estava liberado o acesso. Dica: se for em época de muito frio tem grande chance de não conhecer as Altiplânicas por causa da neve, pois o acesso é de subida até chegar no guarda parque e descida mais íngreme para chegar às lagunas). Lagunas Altiplânicas Voltamos das PR pelo mesmo caminho e viramos à direita no acesso às Altiplânicas. Depois de sair da estrada principal, a estrada de acesso até o guarda parque é muito tranquila (cerca de 8 minutos). Chegando lá, pagamos a entrada e recebemos as instruções. Depois descemos até as lagunas (lá tem estacionamentos e banheiros). A descida estava um pouco molhada e com barro por causa do derretimento do gelo, com isso tinha que ir com mais cuidado. O local é magnífico. Se Deus quiser eu vou voltar (de carro). Depois de parar na Miscanti e contemplar, seguimos para Miñiques (parece um quadro)! Acabei perdendo algumas fotos, mas na minha memória ainda estão as paisagens. Saímos cerca de 13:00 e fomos em direção a Socaire para almoçar. Não me lembro muito bem o nome do restaurante mas fica na estrada que corta a cidade. Lagunas Altiplânicas: Ingresso $3000,00 (cerca R$ 15,00 por pessoa). Dica: este dia você vai para um lugar que não tem estrutura, então leve muita água, protetor solar, protetor labial, casaco corta vento, luvas, gorro, chapéu, óculos de sol e muito lanche. Faz bastante frio (e venta muito). Saia cedo para aproveitar melhor o local pois a medida que o tempo vai passando vai chegando mais turistas e fica difícil de aproveitar (como fomos bem cedo teve momentos bem tranquilos sem turistas). Como saí bem cedo ainda está escuro, então tome cuidado na estrada pois acaba sendo mais perigoso. De preferência, leve folhas de coca para mastigar pois o passeio está a quase 5000 metros de altitude. Não ultrapasse as demarcações das trilhas. Respeite a cultura e a preservação do local. Socaire: cidadezinha interessante, povoado pré-colombiano. Paramos na volta para almoçar uma comida típica atacamenha. Depois voltamos para SPA (mais uns 45 minutos). É um dia cansativo mas que vale muito a pena. Piedras Rojas: recomendo colocar as coordenadas no GPS antes de sair para garantir que vai achar. Sobre os Carabineros de Chile Os Carabineros de Chile são muito honestos. Relato duas experiências com eles. Uma foi no dia da volta da Laguna Chaxa, já a noite e na chegada, já dentro da cidade encostei o carro para verificar o GPS para ver qual caminho seguir. Como estávamos vindo da estrada, o farol estava alto e esqueci de abaixar o farol. Logo, vem um carro no sentido contrário e quando fui ver uma caminhonete verde dos Carabineros e o policial já foi logo falando em tom forte: Baja la luz! Baja la luz! Um pequeno detalhe, mas que para eles pode influenciar na segurança dos demais motoristas. Só fiquei com certo medo de querer multar, mas abaixei a luz e disse que tinha abaixado e eles foram embora. Em outro episódio, voltando das Lagunas Altiplânicas, iria parar em Socaire para almoçar e havia uma blitz na estrada principal que corta a cidadela. O policial veio e solicitou a documentação do veículo e motorista. Entreguei logo a PID (Permissão Internacional para Dirigir) para não ter problema e o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo). Ele verificou e começou a anotar algumas coisas num caderninho dele (aí eu fiquei pensando: será que ele vai me multar?). Já fui perguntando: ¿Que eres esto? Aí ele falou que era apenas para controle deles (me pareceu mais alguma coisa sobre estatística - talvez sobre veículos estrangeiros - ou evitar parar um carro mais de uma vez, pois quando fui embora ele já acenou para passar direto). Nesta abordagem, pedi para tirar uma foto do carro dos Carabineros e ele autorizou (é bem diferente), mas acabei perdendo a foto mas não a memória. Se tiver interesse veja no google como são. Estrada asfaltada para Piedras Rojas/Altiplânicas Estrada de rípio após a entrada das Altiplânicas sentido Piedras Rojas Piedras Rojas. Lá na frente fica a estrada de rípio sentido Paso Sico Piedras Rojas Piedras Rojas Piedras Rojas Piedras Rojas Piedras Rojas Piedras Rojas Lagunas Altiplânicas Lagunas Altiplânicas (perdi muitas fotos da Lagunas) Retorno das Lagunas Altiplânicas sentido Socaire Dia 11: SPA (CHI) a Maimará (ARG) Aqui termina nossa estadia no deserto, mas não a aventura. Retornamos de SPA para Maimará apreciando as paisagens. Foram muitas paisagens diferentes . No caminho demos carona para um casal de mochileiros argentinos. Foi muito legal a troca de experiência e poder treinar um pouco o espanhol. Paramos muito pois na ida paramos menos por causa que tínhamos que chegar em SPA a tempo de pagar o Tour Astronômico. Na fronteira foi bem tranquilo. Inclusive meu amigo foi atendido e tomou oxigênio no centro médico. Atendimento bem rápido e prestativo. Chegamos em Maimará e fomos ao hospital da cidade pois meu amigo estava sentindo um pouco de mal por causa da altitude. Embora tínhamos o seguro viagem, resolvemos ir no hospital da cidade (público). O atendimento também foi bem prestativo e mediram a oxigenação dele que estava um pouco baixa. A noite fomos a Tilcara para distrair pois Maimará não tem opção a noite. Hotel em Maimará: Posta de Gherard (simples mas o quarto que ficamos estava com um pouco de cheiro de mofo, o que para mim é muito ruim por causa de rinite). No mais atendimento muito atencioso. Sem café da manhã. Média PA$ 600,00. Estacionamento na frente do hotel. Retorno de SPA para ARG Retorno de SPA para ARG Retorno de SPA para ARG Paletas del Pintor – Maimará Cierro Siete Colores - Pumamarca Pumamarca Tilcara Dia 12: Maimará (ARG) a Joaquín Victor Gonzales (ARG) 490 km 08h-17h Distância média: 490 Km Tempo (com paradas): 8 h Saímos cedo de Maimará para conhecer as Paletas del Pintor e depois fomos para Pumamarca conhecer o Cierro Siete Colores e passamos a manhã por lá e almoçamos. Possui muitas feiras de artesanato e é bem diferente. Havia decidido que não iríamos em Humahuaca e Iruya desta vez por falta de tempo (vai ficar apara a proxima). Em Humahuaca tem o Cierro Cuatorze Colores que parece valer muito a pena. Depois do almoço seguimos sentido joaquín Vicotr Gonzales (JVG) onde havíamos decidido que seria nossa pernoite. Na volta da viagem não reservamos nenhumlocal para ficar e achamos uma pousada de um português na beira da estrada principal que corta a cidade. JVG não tem muito atrativo, acho que vale mais como ponto de apoio para pernoite. Sem fotos. Dia 13: Joaquín Victor Gonzales a Resistência Continuação do retorno da viagem. Reta do Chaco sem muito atrativo. Manter autonomia de gasolina e comprar lanche. Resistência é uma cidade melhor estruturada do que Corrientes. Gostei muito de conhecer. Lá vale a pena tomar um chope na Choperia Mosto e tomar café da manhã na lanchonete Cascanueces. Sem fotos. Dia 14: Resistência a Foz do Iguaçu Retorno ao BRA por Foz do Iguaçu. Dia também cansativo mas tudo tranquilo. Demos carona para um venezuelano mochileiro que mora em Bariloche e estava indo para o Rio de Janeiro e nos ensinou muito o espanhol. Antes da travessia da fronteira passamos em Puerto Iguazu para comprar uns vinhos pode vale a pena. Jogar fora qualquer vestígio de folhas de coca antes de atravessar a fronteira pois é proibido no Brasil. A travessia da fronteira foi tranquila. A noite no Brasil te traz uma certa tranquilidade de saber que está em casa. A noite o venezuelano saiu para tomar uma cerveja gelada conosco. Hotel em Foz: Hotel Coroados (simples e preço justo). Média de 135,00 a diária. Sem fotos. Dia 15: Foz do Iguaçu (Cataratas do Iguaçu) Resolvi deixar mais um dia em Foz no roteiro devido a previsão do cansaço acumulado da viagem. É uma boa opção tendo em vista que você pode conhecer as Cataratas do Iguaçú. Já conhecia mas vale muito a pena o passeio. Neste dia também fomos no Free Shop na ARG pois vale a pena para muitos produtos (tente ter uma noção dos preços no BRA mas as promoções de bebidas estavam com preço bom). Ingressos Cataratas: R$ 37,00 mais R$ 20,00 de estacionamento. Próximo dia preparar para pegar estrada. Cataratas do iguaçú. Por mais que seja apenas uma foto vale muito a pena conhecer. Dia 16: Foz do Iguaçu a Marília Neste dia na saída de Foz a Polícia Rodoviária Federal nos parou e deu uma revistada básica no carro, inclusive pedindo para abrir bagagem. Como há um grande contrabando de mercadorias do Paraguai para o Brasil é normal eles pararem neste posto. Não é proibido levar bebida só não vá levar todo o bagageiro de bebidas. O retorno fica mais cansativo com o passar dos dias da viagem. Logo tem que descansar bem e distrair relembrando cada detalhe de uma aventura e experiência que você vai poder contar para as pessoas mais próximas e se Deus quiser para os filhos e netos! Sem fotos. Dia 17: Marília a BH Este percurso foi bem longo e cansativo mas chegamos bem em BH, quase 22:00. Fica aqui o nosso relato e que possa ajudar muito mochileiros que desejam fazer uma aventura dessas. Abraço a todos. Último registro da viagem Dicas gerais da viagem *A média do preço da gasolina na ARG e CHI não estavam muito diferentes do Brasil, porém a gasolina lá é mais pura e rendia mais, logo acho que estava valendo o preço. *De preferência para roupas fáceis de lavar, pois uma viagem longa requer que você constantemente lave algumas peças de roupa para economizar espaço no carro. *Conhça bem o carro que vai e mantenha sempre revisado. *Na nossa saída de Belo Horizonte levamos 2 fardos de 12 garrafas de 500 mL e 1 fardo de 6 garrafas de 1L. Vale muito mais a pena você comprar antes da viagem e levar. Durante toda a viagem no carro há um grande consumo de água. Se for comprar toda essa água no caminho fica no mínimo 4 vezes mais caro. Essa água deu até o segundo dia em SPA sendo que em alguns hotéis a gente reabastecia. Se coubesse tinha levado no mínimo mais um fardo de 6 de 1 L. Logo, tente levar mais. *Segundo a legislação não pode levar bagagem no banco de trás do carro, então tente se programar com um carro que caiba toda a bagagem no porta malas de acordo com o número de pessoas. Algumas coisas levávamos embaixo e atrás dos bancos (motorista e passageiro – cuidado para não rolar para os pés do motorista podendo causar acidentes). Evitávamos colocar mochilas no banco de trás para não ter problemas com a polícia. *Tente prever uma média de gastos em cada país com alimentação, hospedagem e combustível para facilitar a média de dinheiro que será convertido em outra moeda. Caso tenha maior interesse entre em contato. *O carro fica todo empoeirado se for na época de seca, então tem que parar um dia para tentar passar uma pano úmido por dentro para facilitar a viagem (lavar não adianta muito). *Viajei de carro próprio então se for de veículo financiado procure maiores informações. *Na ARG, veículo não pode ter engate traseiro. *De preferência todos os passageiros adultos devem ter uma noção do roteiro e outros detalhes importantes da viagem. *Ande sempre com um galão de água no carro. *Tente reduzir o custo da viagem pegando promoção em sites de reserva de hoteís, levando água e lanches já da sua cidade de origem ou comprando em supermercados. *O preço médio das refeições não estavam muito diferentes do Brasil (embora a maioria dos lugares que comemos você pedia um prato e dava para duas pessoas. *Agende e/ou pague as contas/compromissos (Cemig, Condomínio, Net e outros) do período antes da viagem. Site pesquisados: www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br http://mydestinationanywhere.com/ http://www.fragatasurprise.com/2016/03/San-Ignacio-Mini.html http://www.meumapamundi.com.br https://www.viagemdigital.com.br http://www.phototravel360.com/ http://www.estrangeira.com.br/ http://www.maiorviagem.net/ http://www.portao02.comi http://viajarintenso.com.br http://estradaseuvou.com.br/ http://queimandoasfalto.com.br/ http://www.abrainternacional.com.br/servicos/paises-signatarios/ https://weather.comHYPERLINK "https://weather.com/"/ https://weatherspark.com/ http://maladeaventuras.com/ www.viaggiando.com.br http://apureguria.com/tag/atacama/ https://viajento.com/ https://omochileiro.wordpress.com/2014/12/24/deserto-do-atacama-para-mochileiros-tudo-qHYPERLINK "https://omochileiro.wordpress.com/2014/12/24/deserto-do-atacama-para-mochileiros-tudo-que-voce-precisa-saber/"ue-voce-precisa-saber/ http://www.ruta0.com/ http://www.guiaviagem.org/argentina-clima/ https://www.welcomeargentina.com/purmamarca/caminata_cerroscolorados.html http://viajandodecarro.com.br/ http://www.360meridianos.com/2015/02/purmamarca-e-o-cerro-de-los-siete-colores.html http://mundosemfim.com http://HYPERLINK "http://www.cabostral.com/clima-argentina.php"www.cabostral.com/clima-argentina.php# http://www.pasosfronterizos.gov.cl/complejos_pais.html http://chile.travel/donde-ir/norte-desierto-atacama/san-pedro-atacama/ http://roteirosemais.com/dicas-de-viagem/frases-basicas-em-espanhol-para-viagHYPERLINK "http://roteirosemais.com/dicas-de-viagem/frases-basicas-em-espanhol-para-viagem/"em/ http://aurelio.net/viagem/atacama/ http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/deserto-do-atHYPERLINK "http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/deserto-do-atacama/"acama/ http://www.terraadentro.com/2015/02/21/deserto-do-atacama-de-carro/ https://atacamadecarro.wordpress.com/2015/06/14/trajeto-de-san-pedro-de-atacama-as-lagunas-antiplanicas-e-laguna-chaxa/ Tem muitos mais sites que pesquisei não salvei. http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/sete-motivos-para-voce-conhecer-o-deserto-no-atacama/ http://www.vidavivida.com.br/2010/12/24/deserto-do-atacama-cidades-e-passeios/comment-page-1/ (Cidades norte ARG) http://viajandodeHYPERLINK "http://viajandodecarro.com.br/como-planejar-sua-viagem/combustivel/"carro.com.br/como-planejar-sua-viagem/combustivel/ COMBUSTÍVEL http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/assuntos-consulares/organizacoesHYPERLINK "http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/assuntos-consulares/organizacoes-de-assistencia"-de-assistencia CENTROS DE AJUDA AO TURISTA EM CASO DE NECESSIDADE MAPAS DE COMO CHEGAR EM ALGUNS LUGARES NO ATACAMA http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/2013/08/deserto-do-atacama-mapas-e-gps-viajando.html http://www.viajenaviagem.com/2013/01/roteiro-atacama-50-dicHYPERLINK "http://www.viajenaviagem.com/2013/01/roteiro-atacama-50-dicas"as http://www.rbbv.com.br/americas/america-do-sul/chile/ Postos YPF http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicioHYPERLINK "http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicio&filtro=ProvinciaES"&HYPERLINK "http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicio&filtro=ProvinciaES"filtro=ProvinciaES COTAÇÕES http://brl.pt.fxexchangerate.com/ars/ http://www.oanda.com/lang/pt/currency/HYPERLINK "http://www.oanda.com/lang/pt/currency/historical-rates/"historical-rates/ http://www.exchangemoney.com.br/novosite/?ref=HYPERLINK "http://www.exchangemoney.com.br/novosite/?ref=mundodeviajante"mundodeviajante http://www.cambiosantiago.cl/?page_id=17 http://g1.globo.com/economia/mercados/cotacoes/moedas/index.html http://blogdescalada.com/saiba-quais-sao-as-vacinas-necessarias-para-viajar-pela-america-do-sul/ (VACINAS) Pesquisa de notas falsas: Blog Viajeibonito e Descortinando horizontes
  15. 1 ponto
    Vou contar aqui o relato de minha viagem à Noruega, país que foi considerado o mais feliz do mundo pela ONU. Fatores que fizeram com que a Noruega alcançasse tal posto: qualidade de vida, acesso ao lazer, saúde e educação. Um país modelo. Espero ajudar a quem gostaria de conhecer o país e dar o máximo de detalhes possíveis, dicas, o que conhecer, onde ir, o que fazer e o que evitar. Fui conferir de perto este país vizinho ao polo norte no final de março de 2017. O que mais me perguntaram (aqui e lá) é por que querer conhecer justamente a Noruega. Bem, sempre fui um apaixonado pela cultura nórdica e o povo escandinavo. Por questões de tempo -- e dinheiro -- acabei optando pela Noruega, no futuro talvez conheça os vizinhos Dinamarca, Islândia, Suécia e Finlândia (nestes dois últimos posso dizer que pisei, falarei mais à frente). O planejamento da viagem foi o mais atípico possível. Eu consegui confirmar minhas férias em cima da hora, não tive tempo de planeja-las. Então vi algumas promoções de passagens e lá estava uma oferta interessante para a Noruega. Me perguntei: por que não? Nisso eu já estava de férias, entrando na segunda semana. Fui checar meus documentos e tive uma desagradável surpresa: meu passaporte estava vencido desde 2015! Eu havia me confundido, achei que o passaporte tinha validade de dez anos, mas era de cinco anos. Os novos é que valem por dez anos. Imediatamente entrei no site da Polícia Federal e consegui um agendamento de requisição de passaporte para dois dias depois. Fui lá, e me deram um canhoto informando a data para retirada do documento, exatamente uma semana depois. Perguntei ao agente da polícia se esta data costumava ser certa, se o prazo costumava ser cumprido, e ele me respondeu: "não costuma falhar, o governo pagou à Casa da Moeda"! Então voltei para casa, comprei as passagens de ida e de volta, as passagens dos voos domésticos dentro da Noruega, as reservas de hostels e outros trâmites necessários. Detalhe: a data da ida era a mesma da retirada do passaporte! Sim, sei que é loucura, ainda mais em um país como o nosso, de serviços públicos altamente ineficientes. Felizmente deu tudo certo com a emissão do passaporte, retirei o documento no Galeão pela manhã e à noite mesmo voltei ao Galeao para viajar! Com tudo planejado em uma semana e indo na cara e na coragem, foi uma aventura incrível! Vou dividir os futuros posts por dia, começando pelo embarque no Galeão. DIA 1: A IDA E OSLO Cheguei ao Galeão por volta das 20h, o voo era às 22h45. Fui de Lufthansa, Rio - Oslo com conexão em Frankfurt. Despachei a bagagem e o atendente já me avisou: você só pega a bagagem em Oslo. Achei excelente isso, em voo para os EUA, por exemplo, você tem que pegar a bagagem na conexão e redespachar. O mesmo vale para os nossos voos domésticos. O Terminal 2 do Galeão está em obras, está sendo praticamente refeito e está quase pronto, aliás. Por isso todos os voos estão se concentrando no Terminal 1, o que gera uma pequena confusão e uma certa lotação no local. Mas nada que atrapalhe. Andei demais para chegar no meu portão de embarque e pude ver como o Galeão se transformou da água para o vinho. Eu não ia ao embarque internacional havia seis anos. Não deve absolutamente nada para os aeroportos que vi na Noruega e Alemanha. Embarquei e o Boeing decolou sem atraso. Era um avião meio velho, mas o serviço de bordo da Lufthansa é excelente! Após servirem o jantar -- os tradicionais "pasta" ou "chicken", as bebidas eram à vontade e de maneira geral a tripulação era muito atenciosa e solícita. E aqui faço questão de abrir um parágrafo exclusivo para falar sobre serviço de bordo. Sempre digo que o reflexo de um bom serviço de bordo no custo total de um voo é ínfimo, irrisório. Tanto faz se é barra de cereal ou comida de verdade. Mas um cliente pode escolher uma companhia aérea justamente pela qualidade do serviço de bordo. Portanto, deixo um apelo aqui às companhias: pensem mais um pouco! Fui de classe econômica e cada passageiro tinha uma tela de entretenimento, com filmes, música e também o monitoramento do voo, indicando onde estávamos no momento. Depois do jantar assisti à um documentário sobre a história dos pitstops na F-1, apresentado por David Coulthard. Quando o avião finalmente saiu do continente para o Atlântico eu dormi. Acordei com o voo já na Espanha! Pela manhã foi servido um café da manhã tipicamente alemão: omelete! Comecei a notar instantes depois, próximo ao pouso, os fractais de gelo na janela. Interessante. Era um prenúncio do frio que eu ia sentir já na Alemanha. A fila da imigração em Frankfurt era longa, mas andou rápido. A agente que me atendeu só me perguntou para onde eu ia e carimbou o passaporte. Esta facilidade que tive na imigração não se repetiu no raio-x do embarque para Oslo, eu esqueci de colocar os líquidos (perfume, pasta de dente etc.) no famoso saquinho transparente e tive minha mochila toda revirada. Ainda recebi uma severa reprimenda do agente. Ele estava certo, afinal. Fiz voo doméstico aqui no Brasil alguns meses atrás na mesma situação e não me barraram. Lá as coisas são diferentes. Segui em um voo também da Lufthansa para Oslo, tudo no horário, serviço de bordo igualmente bom. O aeroporto internacional da capital da Noruega é fantástico. E fica a dica: no aeroporto, bem como em toda Noruega, não existe telefone público. Foram todos removidos há alguns anos, segundo o atendente do posto de informação do aeroporto. Se você quiser utilizar o Brasil Direto da Embratel, para ligar para o Brasil a cobrar, não vai funcionar do seu celular. Atenção: TODOS na Noruega falam inglês. Pelo menos todos com quem falei, sem exceção. Bagagens recolhidas, peguei um trem para o centro de Oslo. Comprei o ticket pelo cartão em uma máquina no próprio aeroporto. O que mais se encontra na Noruega são serviços automatizados assim. Até despacho de bagagens nos aeroportos, falarei em post à frente. Simplesmente sensacional. O trem, muito rápido e confortável, me deixou na Sentralstajon (estação central) em 30 minutos. Peguei um taxi para o hostel e puxei papo com o taxista. Que era da Somália. Isto é, a primeira pessoa com quem efetivamente conversei não era norueguesa! O taxi me deixou no hostel e, após fazer o check-in perguntei à recepcionista onde poderia fazer um lanche rápido. Eram 21h. Ela me indicou um McDonald's perto (fast-food foi o que mais comi na Noruega, falarei depois). Perguntei se não era perigoso, ela disse que não, ela mesmo saia sozinha tarde sem problemas. E realmente não era. Oslo parece o centro antigo do Rio de Janeiro no domingo. Ruas quase sempre desertas mesmo nos horários de movimento. Cheguei ao McDonalds, depois de um tempo eles desligaram o aquecedor e todos foram, assim, "expulsos". Voltei tranquilamente ao hostel pronto para os próximos dias. DIA 2 - OSLO Café da manhã reforçadíssimo no hostel, era minha tática já programada. Tudo é muito caro na Noruega, com a comida não seria diferente. Saí do hostel por volta de 9h. Minha primeira impressão da capital norueguesa durante o dia foi de uma antiga cidade do interior. Estava ensolarado mas frio. Fui diretamente à estação central, passei por trólebus e tramways nas ruas, todos velhos. No caminho passei pela catedral de Oslo e tirei umas fotos. O caminho até a estação foi permeado, também, por mendigos. E não eram poucos. Aliás, em todas as cinco cidades em que estive vi mendigos, a maioria idosos ou imigrantes de origem muçulmana. Confesso que foi minha maior surpresa nesta viagem à Noruega, não que eu não esperasse ver mendigos, mas pela quantidade de gente pobre no país mais desenvolvido do mundo. Realmente não esperava por isso. Também no caminho passei pelo Parlamento, pela Universidade de Oslo e uma praça próxima onde uma animada bandinha tocava músicas típicas de outros países. No centro de informações peguei um mapa e perguntei à menina de feição oriental que estava no balcão onde poderia adquirir um chip pré-pago com um número da Noruega. Ela me indicou a MyCall, me mostrou no mapa onde ficava e fui até lá. Rapidamente troquei meu chip, o chip novo funcionou em todo lugar que fui na Noruega e também na Suécia e Finlândia (quando estive em Tromsø e atravessei a fronteira), bem como na Alemanha (no aeroporto de Frankfurt, na volta). Até aqui no Rio de Janeiro o chip funcionou (fiz um teste por curiosidade dias depois da minha volta ao Brasil). O chip tinha validade de 30 dias e dava uma franquia de 2GB de internet. Em todo lugar que fui a banda de internet era 4G, full. Eu havia adquirido no hostel o Oslo Pass, um cartão que dá direito a utilizar todo o transporte público da cidade e oferece entrada gratuita ou desconto na maioria das atrações da cidade, e descontos também em restaurantes. O uso do cartão é ilimitado dentro de uma faixa de tempo. Eu comprei o cartão de 48 horas, isto é, em 48 horas eu poderia usufruir de tudo o que o cartão dava direito. Quando comprei o cartão peguei também um caderninho com tudo o que o cartão oferecia. Portanto, se você for à Oslo, antes de tudo, compre o Oslo Pass. Utilíssimo. O primeiro uso do Oslo Pass foi para visitar o Centro Nobel da Paz, na marina de Oslo. É lá que o tradicional prêmio é concedido anualmente. Para entrar você deve guardar sua mochila ou qualquer tipo de bagagem em um armário. Logo na entrada tem um mural onde as pessoas deixam seus recados e impressões sobre o lugar. Outra surpresa: de dez cartões, nove eram críticas à Noruega, vários deles dizendo que a Noruega era um país fake. Depois segui para a área dos museus, onde se encontra o Museu Viking. Neste museu estão dois barcos originais da era dos bárbaros, encontrados em escavações no início do século XX. Cada barco comportava cerca de 36 pessoas. Na hora minha impressão foi de como embarcação tão precária foi capaz de chegar ao Canadá! Sim, pelo que se sabe os vikings foram os primeiros a chegar ao continente americano, 600 anos antes de Colombo. Antes do museu, contudo, visitei uma imensa área ao ar livre retratando como era o cotidiano norueguês ao longo dos anos. Uma cidade cenográfica, com os interiores das contruções totalmente abertos ao público. Uma real imersão, você se sente voltando no tempo de verdade. Para chegar à área dos museus eu fui de barca, pois os museus ficam em uma península, e voltei de ônibus. No ônibus não foi necessário validar o Oslo Pass, até perguntei a um passagero como eu deveria fazer. "Não é necessário", me disse um senhor. Só embarquei e desembarquei, simplesmente. Um detalhe sobre o trânsito da Noruega: tudo muito calmo, sereno e tranquilo. Os motoristas não tem pressa e o tráfego flui. E o pedestre é altamente respeitado, tendo preferência sempre. Nos primeiros dias na Noruega eu não tinha muita noção do tempo, tanto que depois do café da manhã eu geralmente comia novamente por volta das 16h. Depois que fui voltei do museu, olhei para o Sol e vi que ele estava na mesma altura da manhã. Claro! Quase no polo norte, não poderia ser diferente. O Sol não sobe igual aqui no Brasil. Voltei ao hostel e conheci outros hóspedes. Saimos à noite e ficamos surpresos: tudo na Noruega fecha cedo! Fui entender melhor os motivos depois que estive em Tromso, fechar cedo pode ser uma questão de sobrevivência, leia posts adiante. O que fica aberto até mais tarde são os fast-foods e pizzarias. Aliás, pizzaria é o que mais tem na Noruega, tem uma tal de Pepe's Pizza em todo canto. DIA 3 - OSLO Saímos cedo e fomos visitar o Oslo Operahus, uma impressionante casa de ópera de estilo arquitetônico moderno. Morremos de pena dos patos que não conseguiam nadar, o lago estava congelado e eles não conseguiam se mover. Depois fomos ao museu de Edward Munch, atrás da famosa pintura "O Grito". Mas para nossa surpresa o quadro não estava lá, fomos informados pelo segurança de feição indiana. Voltamos mais para o centro de Oslo e, enfim, entramos no museu onde estava o quadro e outras obras famosas do pintor norueguês. Era o Museu Nacional da Noruega. Dá para se perder dentro do museu. Os museus lá são quase que cultuados, é frequente ver turmas escolares, de crianças de quatro anos, sendo guiadas pelas professoras e aprendendo sobre arte. À tarde encontramos um pub e foi possível experimentar uma sopa de siri e outros frutos do mar. À noite foi a hora de experimentar o tradicional Pinnekjøtt, um prato que os noruegueses costumam fazer no Natal. Trata-se de costela de carneiro acompanhada de purê de colza e batatas. A carne é salgada, parece carne seca. Achei que o prato não daria para nada, se é que você me entende. Mas, pelo contrário, é muito bom e nutritivo. Fiquei sabendo, depois, que na Noruega a batata é muito consumida, está presente na maioria dos pratos da culinária local. De volta ao hostel, dormir relativamente cedo e acordar realmente cedo para pegar o trem até o aeroporto. Próximo destino: Tromsø! DIA 4 - OSLO -> TROMSØ Acordei cedo e fui direto para a Sentralstajon. Daria para ir à pé. Embora fosse perto do hostel em que fiquei hospedado, digamos que a temperatura de 0°C não era muito amigável às 6h da manhã. Ainda mais que eu estava com bagagem, uma brava mochila e uma bolsa. Eu fiz um plano de pagar o que pudesse em dinheiro e deixar o cartão só para as hospedagens. No entanto, na hora de comprar o bilhete do trem a máquina só aceitava cartão de crédito. Porém fui informado que eu poderia emitir o bilhete e embarcar no trem, e só no destino (no aeroporto) eu pagaria a passagem. Foi o que fiz, e mais uma vez fiquei admirado com a praticidade (inteligência) do sistema. Contando, é claro, com a boa fé das pessoas. No aeroporto, no entanto, mais uma vez a máquina só aceitava cartão. Então não adiantou nada, paguei no cartão mesmo. Acho que até poderia pagar em dinheiro, mas tinha que chamar alguém. Não é possível deixar a plataforma sem pagar. Eles contam com a boa fé das pessoas, mas não dão sopa para o azar. O despacho de bagagens nos aeroportos da Noruega é self-service. Já falei isso? Se falei repito, porque achei o máximo. Você vai até uma esteira próxima ao balcão de check-in, pesa sua bagagem, você informa seu voo e sua identidade, a máquina te dá uma etiqueta, você etiqueta sua bagagem, com uma pistola você escaneia o código de barras da etiqueta e finalmente despacha a bagagem na esteira. Pronto! Leva dois minutos! Bagagem rapidamente despachada, fui para o embarque. O voo da SAS foi muito tranquilo, um serviço de bordo muito bom para uma companhia low cost. O avião estava relativamente vazio. Chegando em Tromsø, uma inacreditável paisagem branca. Fiz uma hora (horas) no aeroporto porque meu check-in no hotel era a partir das 14h e eu cheguei pela manhã. O aeroporto é pequeno mas muito funcional. Quando deu mais ou menos a hora peguei um ônibus e rapidamente procurei a loja onde eu reservara pela internet, ainda no Brasil, roupas de frio. Sim, as roupas que levei daqui nem de longe suportariam o frio da cidade. Tive que aluga-las. Existe um ditado norueguês que diz: "não existe tempo ruim, existe roupa inapropriada". Cheguei ao hotel. Deixei as bagagens lá e fui explorar a neve. Em Tromsø tem neve até no verão. As paisagens são espetaculares. Foi em Tromsø que realmente descobri porque tudo na Noruega fecha cedo: é uma questão de sobrevivência. A Catedral do Ártico, uma igreja onde o acesso é possível atravessando uma longa ponte, é linda à noite. Foi o que me disseram. Tentei ir lá, mas quando vi que por volta das 18h a tal ponte sumiu da paisagem no meio da neve eu desisti, é claro. À noite fui a um pequeno shopping comer alguma coisa, e descobri outra coisa: é muito usual você comprar comida e levar para casa. Quando comprei meu lanche perguntei à atendente onde eu poderia sentar para comer, pois não conhecia o shopping. Imaginei uma praça de alimentação, como temos por aqui. A resposta dela foi clara: "pode comer em qualquer lugar". E tem mais, fui a lugares na Noruega em que eles davam desconto se você pedisse para viagem! Voltei cedo para o hotel e assisti "O Quinto Elemento", passando na TV norueguesa sem legendas. Já disse que na Noruega todos falam inglês, né? DIA 5 - TROMSØ O hotel em que fiquei em Tromsø estava cheio. No café da manhã era necessário disputar um lugar, estava hospedada lá uma equipe esportiva. Não sei de que modalidade. Mas eram muitos os integrantes. Tomei o típico café da manhã norueguês (ou alemão?) com salsicha, presunto e outros condimentos. E café com leite, que para mim funciona melhor que Red Bull. Depois do café reforçado, fui até a Catedral do Ártico, finalmente atravessando a ponte. A travessia foi melhor do que a chegada ("O caminho é o que importa, não o seu fim", Louis L'Amour); As águas geladas do norte puderam ser vistas sob um céu cinza cujo Sol teimava em tentar sair. Um vento absurdo golpeava a ponte, o que tornou a experiência única. Parei no ponto mais alto da travessia e fiquei lá um tempo, observando. Chegando à catedral, tirei muitas fotos do lado de fora. A igreja estava fechada e mesmo assim a entrada era paga. Mas pelo que observei do interior, pelo lado de fora, não tinha muito o que ver lá dentro. De volta ao centro da cidade, depois de perambular em cada esquina e me maravilhar com a neve, parei no meu amigo Burger King para aquela refeição econômica. Mas além da fila estar quilométrica, entrou um bêbado lá causando tumulto. Antes que desse confusão, eu fui embora. Foi aí que encontrei meu outro amigo, 7-Eleven. Levei o lanche para o hotel, descansei um pouco e mais tarde fui para a agência de correio da cidade, onde eu pegaria uma van para ver a famosa Aurora Boeral! No horário marcado com a agência que faz o tour da Aurora, apareceram duas vans. Incansavelmente eles dirigiram até a Suécia e Finlândia, em busca do melhor céu para observação, mas não foi possível ver o fenômeno. Paciência. Mas pelo menos eu nunca vi um céu tão estrelado quanto o de Karesuando, cidadezinha de 300 habitantes da Suécia/Finlândia (sim, a cidade pertence a dois países!). Você pode encontrar mais detalhes sobre este tour no TripAdvisor, onde fiz uma avaliação do serviço e conto detalhes. Comigo na van estavam um casal de Cingapura e duas italianas. No bate-papo, cada um se apresentando, dizendo o que faz etc., eu disse que era brasileiro, do Rio de Janeiro. A primeira coisa que queriam saber era sobre o zika virus. Eu disse que o virus foi debelado e a epidemia estava sob controle... Voltamos para o hotel por volta das 6h, dia claro. Eu pegaria um voo para Trondheim às 11h. Haja fôlego! DIA 6 - TROMSØ -> TRONDHEIM Devolvi a roupa de frio intenso na loja e peguei um táxi até o aeroporto. Era domingo de manhã, cidade totalmente deserta. O caminho até o aeroporto foi tranquilíssimo, existem túneis que deixam o percurso muito rápido. Entrei no avião, que faria uma parada em Bodø para pegar mais passageiros. Antes de decolar, foi necessário descongelar as asas da aeronave. Veio um caminhão e jogou água (era água?) nas asas e assim o avião pôde decolar. Nunca tinha visto este procedimento. Eu cheguei a achar que o caminhão iria bater na asa, de tão perto que chegou para fazer o degelo. A parada em Bodø foi rápida e logo chegamos a Trondheim. Chegando ao aeroporto, antes de embarcar no já conhecido Flybussen (o ônibus que conecta ao aeroporto às áreas urbanas da cidade), perguntei ao motorista qual seria a melhor parada para o endereço do meu hostel. Mostrei o endereço, e ele me disse o nome da parada, que eu achei que tinha entendido. Embarquei e curti as belíssimas paisagens do trajeto. Quando o ônibus começou a parar nos pontos, fiquei ligado e prestando a atenção no que poderia ser meu ponto de desembarque. Mas uma hora, acho que me distraí, o motorista parou em um ponto, saiu da direção, veio até mim e disse: "this is the correct stop for you". Como assim? O cara memorizou onde eu iria parar, saiu do volante na maior calma, caminhou até mim e me disse que ali era o ponto? Entendo quando dizem que dá até tristeza em voltar para o Brasil, não pelo país em si, mas pelo "modus operandi" das coisas por aqui. É um mínimo de cortesia e civilidade. Desci do ônibus e depois de uma breve caminhada cheguei ao hostel. Check-in feito, bagagens acomodadas, fui direto ao meu velho conhecido Burger King. A cidade estava vazia no domingo, mas o BK estava lotado. Não tinha muita coisa para ver à noite, então voltei ao hostel e me dediquei a fazer um backup das minhas fotos e vídeos, até então estava tudo no celular apenas. E também dar uma limpeza nele, muito lixo ocupando memória. A única aventura da noite, mesmo, foi quando me tranquei do lado de fora do quarto (quem nunca?) e a recepção estava fechada! Por sorte tinha um zelador ainda por lá, que tinha a cópia das chaves! DIA 7 - TRONDHEIM Pela manhã fui visitar a cidade. Mas meu alvo, mesmo, era a Catedral de Nidaros, uma das igrejas cristãs mais antigas de que se tem notícia. Erguida por volta do ano 900 DC, passou por inúmeras reformas, sendo a última na década de 1920 e que praticamente construiu e reconstruiu o que está lá hoje. Uma característica destas igrejas antigas são os cemitérios em volta. Fiquei impressionado com a antiguidade dos sepulcros. Dentro da catedral (paga-se um valor para entrar) a arquitetura é incrível, um silêncio ensurdecedor e tudo aberto para visitação. Mas tinha um escadinha que descia para um subsolo, sem nenhuma placa ou aviso dizendo do que se tratava... Eu desci, se alguém me repreendesse eu simplesmente pediria desculpas. O não eu já tenho, como se diz. Mas isso não aconteceu. Descendo as escadas estreitas, uma luz automática iluminou os degraus e depois o ambiente do subsolo. Dei de cara com túmulos muito pequenos. Eram túmulos de crianças. Estavam sem inscrição alguma. Uma descrição em um papel ao lado explicava quando estes túmulos foram encontrados, e dizia também que não há indício de qualquer tipo de identificação a respeito de quem jazia ali. Confesso que não sei muito bem o que senti na hora. Eram túmulos de crianças, e é sabido que sacerdotes da Igreja Católica Apostólica Romana, no passado, enterravam seus filhos proibidos nas dependências de sua própria congregação. O fato de não haver identificação corrobora isso, e também o fato de que os túmulos foram encontrados depois dos túmulos que estavam do lado de fora da igreja, deviam estar escondidos. Outra coisa é o fato de não existir aviso na escada, talvez para não fazer propaganda para visitante do que havia ali. Fiz uma ligação de uma coisa com a outra imediatamente. Muito chocante, para falar a verdade, quando você vê de perto o resultado das atrocidades que só lia nos livros de História. Como humanidade nós melhoramos, já fomos muito piores. Avaliei ali na hora, sozinho, no silêncio, no meio daquele cenário bárbaro. Eu acho. Saí daquele calabouço atroz, subindo de volta para o interior do templo, e havia começado uma missa. Mas foi rápida, como rápido saiu o padre do local após o serviço. Não tirei foto de nada do lado de dentro, por respeito. Não havia nenhum aviso, mas achei melhor não. Saindo da catedral, fui à famosa ponte sobre o rio cercado por tradicionais casas de madeira. Essas casas... Várias eram fake! Como um cenário de filme, só tinha a fachada, para compor o visual! Em Trondheim, como em toda Noruega, chove e faz sol em intervalos curtíssimos de tempo. Neste dia foi assim, cometi o erro de andar sem guarda-chuva. Assim foram as horas restantes do dia, finalizando com um khebab em um restaurante árabe próximo. Restaurantes árabes também podem ser seus amigos na Noruega. São baratos e te salvam. DIA 8 - TRONDHEIM - BERGEN Voei para Bergen pela manhã, e ao chegar na cidade imediatamente percebe-se que a energia é outra. É uma cidade universitária. Em termos de Noruega, pode-se dizer que é uma cidade movimentada, fervilhando de gente circulando pelas ruas, principalmente estudantes. Localizei meu hostel - o pior que fiquei, diga-se - e tratei logo de conhecer o pier. Tinha carne de baleia em um restaurante. Digamos que é uma comida diferente. Não se pode dizer que é boa, mas não é ruim. É... diferente. Depois de bater perna a tarde toda, olhei a previsão do tempo e vi que dava para conhecer o Mount Floyen. Você pega um trenzinho que sobe a montanha, e a vista de cima é espetacular. O anoitecer é simplesmente indescritível. Nada tão belo que não consigamos ver no Rio de Janeiro, por exemplo, mas a vista dos fiordes é imperdível. DIA 9 - BERGEN No dia seguinte me dediquei a conhecer a casa de Edward Grieg. Quando olhei o mapa, ainda no Brasil, pensei imediatamente em alugar um carro, já que a casa fica um pouco distante do centro de Bergen. O aluguel é fácil e a nossa CNH vale na Noruega, graças a um tratado internacional cujo Brasil é signatário. Mas acabei desistindo, vi que as distâncias são longas, não existe lugar para estacionar direito e, se o tempo fica ruim, pode acabar sendo perigoso (mais por causa da neve), se algum imprevisto acontecer não seria bom, ainda mais em um país cujo idioma você não domina. Deixei para chegar lá e ver o que aconteceria. Mas foi muito fácil chegar na casa de Grieg. No dia anterior eu peguei um mapa no centro de informações turísticas, onde também comprei minha passagem de ônibus de Bergen para Stavanger. A atendente me explicou como chegar de tramway, que é o nosso VLT. Cheguei na praça e peguei o VLT, e foi rapidíssimo. Aliás, cabe aqui uma observação. O VLT, lá, atinge uma alta velocidade porque parte da linha é segregada, isto é, fica fora das ruas, além das próprias ruas terem poucos carros e pedestres. Portanto o VLT de Bergen acaba funcionando como um trem comum. Bem diferente do VLT do Rio de Janeiro, por exemplo, que disputa espaço com zilhares de carros e pedestres. E por isso é lento e não transporta ninguém, indo do nada a lugar nenhum. Sigamos. Dentro do VLT, o anúncio de cada estação é personalizado, de acordo com o local. Quando o trem estava chegando na estaçao Hop, perto da casa de Grieg, os acordes eram do seu Allegro Molto Moderato, do Concerto para Piano em Lá Menor. O vídeo da chegada da estação Hop está aqui: https://youtu.be/9O1KvY9uk5U?t=91 (o vídeo não é meu). Do concerto está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=fKfGDqXEFkE . Depois de descer da estação, caminha-se um pouquinho e logo se chega a casa de Grieg. Uma casa pequena, com vários móveis originais e seu piano original! E a vista do lado de fora é espetacular, monhanhas e um imenso lago, além de um grande jardim e vista para floresta. Até eu comporia músicas fantásticas em um lugar desses (risos). Voltando ao centro da cidade reservei o resto do dia para aproveitar mais da área portuária e conheci a famosa carne de baleia. Uma carne com gosto de vinagre e um pouco salgada. Não é ruim. Mas é diferente. DIA 10 - BERGEN - STAVANGER Lembra que falei que comprei uma passagem de ônibus, de Bergen para Stavanger? Pois então, apareci cedo na rodoviária de Bergen para pegar o ônibus, seria uma viagem cujo um trecho é feito por balsa. E foi isso que me atraiu a fazer o trajeto pela estrada. Novamente pensei em alugar um carro, novamente desisti. Desta vez por conta do custo, seria caríssimo, somando a gasolina que é uma das mais caras da Europa. Mas entrei no ônibus e caí na estrada e... no mar! Como disse, um trecho é feito por balsa e leva quarenta minutos. Na balsa vão os veículos e, claro, os passageiros. Ainda em Bergen, na compra da passagem, a atendente disse que este passeio era muito bonito. E a intenção era mesmo cruzar os fiordes, que são belíssimos. Foi uma pena que o tempo estava péssimo, choveu muito principalmente durante a travessia por mar e não pude ver tudo o que queria. Chegando à rodoviária de Stavanger, peguei um taxi até meu último hostel. Era em um hospital universitário, em termos de instalações foi o melhor hostel. Tem um restaurante muito bom e com ótimo custo-benefício, no térreo. Além de uma lojinha que vende lanches, doces e salgados e fica aberta 24 horas. DIA 11 - STAVANGER Choveu bastante em Stavanger, o que acabou prejudicando os planos. Eu queria ir até a Preikestolen (https://www.visitnorway.com.br/onde-ir/noruega-dos-fiordes/seguranca-primeiro-uma-trilha-segura-em-preikestolen), mas fui fortemente recomendado a não fazer a trilha. O tempo estava chuvoso e, embora não houvesse neve, o caminho estava muito escorregadio e, portanto, perigoso. Perdi a manhã. À tarde fui dar uma volta na cidade. Bem neste local (https://www.google.com/maps/@58.968912,5.7318066,3a,75y,13.33h,94.73t/data=!3m8!1e1!3m6!1sAF1QipOjlsJTZlQHpsu9InL1Icfrty53wqNbwyEmx5ts!2e10!3e11!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipOjlsJTZlQHpsu9InL1Icfrty53wqNbwyEmx5ts%3Dw203-h100-k-no-pi-0-ya11.6884575-ro-0-fo100!7i8704!8i4352) um casal (ela da Noruega e ele da Eritréia) me abordou e fizeram uma oração. Conversamos brevemente sobre a vida e fui embora. Isso me marcou. Como o tempo melhorou à tarde, pude ver o belíssimo entardecer entre as ruas pacatas e as casas charmosas da cidade. Voltei à pé para o hostel. A temperatura caiu absurdamente à noite e novamente choveu. No dia seguinte, voo para Oslo e volta para casa. DIA 12 - STAVANGER - OSLO - FRANKFURT - RIO O voo para Oslo pela manhã foi rapidíssimo, menos de quarenta minutos. Chegando ao aeroporto de Oslo, eu tinha um certo tempo até o voo para Frankfurt. Já falei aqui das facilidades dos aeroportos da Noruega, certo? Você mesmo despacha sua bagagem em um sistema automatizado e tudo é muito rápido e fácil. Mas notei outra coisa: as bagagens podem ser despachadas por qualquer companhia aérea, não necessariamente a sua! No meu caso, despachei pela Scandinavian Airlines (SAS), uma companhia norueguesa, que repassou minha bagagem à Lufthansa. Sabe como se chama isso? Inteligência! Menos filas, mais rapidez, o passageiro ganha e as companhias também. Os voos seguintes, Oslo-Frankfurt e Frankfurt-Rio foram tranquilos. Chegando no Galeão, uma certa confusão de praxe, na aduana, com muita gente e poucos funcionários, mas nada demais. CONCLUSÃO Se você quer conhecer um país que, comparado ao Brasil, não tem movimento ou grande densidade populacional porém é ordeiro, sem violência, com pessoas super cordiais e onde os serviços funcionam, visite a Noruega. No meu caso, para o meu gosto pessoal, gostei muito da estadia lá, é um lugar para se viver fácil. É evidente que não tem o calor humano do Brasil, mas tem outras coisas que garantem seu bem estar. É outro mundo, por assim dizer. Esta viagem que fiz foi como mochileiro, fiquei em hostels e passei todos estes dias comendo em fast-food, e usei muito transporte público. Agora, se você for um turista "tradicional", prepare o bolso. Os restaurantes são caríssimos, os hotéis são caros e a vida na Noruega, em si, é cara. É uma viagem que vale a pena, você consegue conhecer de forma rápida as cidades (passei uma média de dois dias em cada uma) e você faz uma imersão cultural. Recomendo muito. Espero que este relato possa ajudar a quem quiser um dia conhecer a Noruega!
  16. 1 ponto
    Olá, pessoal que frequenta o site “Mochileiros.com”. Depois de muita enrolação, segue aqui o meu relato de uma viagem de 16 dias pelo Marrocos, a partir da Espanha, de 31 de outubro a 15 de novembro de 2017. Fez parte de uma viagem maior que começou em 30 de agosto e em que percorri Portugal, Suíça, Itália, Londres, Paris, Madri, e que finalizei com o Marrocos. Por sua vez, essa viagem “maior” fez parte de um 2017 semi-sabático e que me trouxe muuuita realização. As informações que obtive neste site nessa e em praticamente todas minhas viagens recentes sempre foram muito relevantes. Então, está aqui minha retribuição. Precisando, é só entrar em contato que tenho o maior prazer em ajudar a esclarecer qualquer dúvida. Vamos lá: 30-10: Da estação Sur de autobus de Madrid (bem próxima ao metrô Mendes Alvaro, uns dois minutos a pé) pra Tânger, no Marrocos (passagem comprada pela Internet da “InterBus” dois dias antes – três trechos, de ônibus entre Madrid/Algeciras, das 22:00 às 6:00, e depois, saindo literalmente ao lado de onde o ônibus anterior te deixa, para o trecho Algeciras/Tarifa, das 7:00 às 7:35 - e travessia do Estreito de Gibraltar, a partir das 8:00, tudo por uns € 65,00 – no detalhamento da passagem, só a travessia do estreito consome € 38,00). O trecho intermediário não estava explícito na passagem, o que me preocupou um pouco, mas deu tudo certo. Detalhe: é bom ficar de olho nesta passagem pra quem pretende fazer esse trecho de ônibus, pois, ao contrário do Brasil, não é tão comum se viajar de ônibus pela Europa, ou seja, as passagens podem se esgotar, a depender do trecho em questão. Então, é bom compra-la o quanto antes. Teria sido possível um preço melhor se tivesse comprado ainda antes, mas tinha dúvidas quanto a permanecer ou não mais dias na Espanha (acabei ficando um pouco mais do que o previsto, pois Madri mereceu, êta cidade incrível). 31-10: Uma dúvida que me consumiu nesta viagem foi quanto ao tempo necessário pra aduana, imaginava que poderia não ser suficiente. Mas, na verdade, a “aduana” Espanha-Marrocos é feita na própria embarcação e até que foi rápido. Me pareceu que a embarcação só parte depois que a aduana encerra seus trabalhos. Ou seja, sem estresse. Chegando a Tânger, consegui uma carona até a rodoviária ao ajudar uma senhora com suas malas. Como teria 16 dias no Marrocos e estava ansioso para chegar em Chefchaouen, abri mão de conhecer Tânger, que me pareceu uma cidade super interessante e de boa infraestrutura urbana, para os padrões de uma país emergente. Fica pra próxima viagem. Por 35 dirhans (a moeda marroquina) o equivalente a três euros, comprei uma passagem pra Chefchaouen. Pra se ter uma base, taxistas se ofereciam pra fazer o trajeto por 60 euros. Cada euro vale 11 dirhans. Façam as contas e vejam de quanto seriam as perdas. Foi uma viagem de pouco mais de 100 km feitos em quase três horas. Mas valeu imensamente pela economia. Além de que, te dá uma noção da realidade marroquina e passa por Tetuão, uma das mais importantes do norte do Marrocos. Chegando em Chefchaouen, neguei todo o assédio de taxistas e quem mais fosse que oferecia serviços e hotel, pra conseguir chegar sozinho às proximidades da medina (cidade velha), a menos de 1,5 km, e procurar um hotel. Achei o Hotel Zerktouni (bem simples), na Rua Zerktouni, 9 (tel 0539882694). Assim como a maioria dos hotéis locais, alguém sempre fala espanhol ou algo parecido, então dá pra se virar numa boa. 100 dirhans por uma diária. Viva o Marrocos I. Deixei minhas coisas e fui pra medina, a menos de 100 metros do hotel. Pra quem não sabe, medina é o que corresponderia ao centro histórico de uma cidade marroquina, cercado por muralhas. Nela, funcionam mercados, feiras, casas de artesãos, barbearias, mesquitas, lares, restaurantes, ambulantes e todo tipo de comércio tradicional. Geralmente, são muito interessantes e tentadores para “ocidentais”. E bem fáceis de se perder, é sempre bom estar acompanhado por um mapa ou ter algum ponto de referência, como um cartão do hotel ou uma mesquita mais famosa (sempre há inúmeras, pra todo lado). E é um lugar privilegiado para se entrar em contato com o que há de mais tradicional no país, e, ao contrário do que se vê mundo afora, ou seja, muita coisa fake, aqui tudo me pareceu autêntico. Por exemplo, as pessoas vestem o que realmente corresponde aos seus hábitos. Mas é perceptível que, fora da medina, diminui consideravelmente o número de pessoas com indumentária tradicional, e o comércio vende de tudo que se venderia no Brasil, por exemplo. Andei um pouco ao léu, fiz uma refeição (delicioso tajine de frango ao molho de limão com batatas fritas e suco de laranja natural por 47 dirhans, pouco mais de 4 euros, no restaurante Assaada, bem próximo à porta “Bab El Aín” da medina). Viva o Marrocos II. Quem viaja pra cá vai sempre encontrar essa opção de alimento, que é o Tajine, uma modalidade de preparo, servido quentinho em uma espécie de prato de barro coberto por uma tampa também de barro que conserva o calor por um certo tempo. Tem de vários tipos. Continuei andando pela medina, tirei fotos de casinhas e cenários azuis – o forte de Chefchaouen - e fui parar na mesquita espanhola, como eles chamam uma certa construção já fora da cidade mas bem próximo dela, a uns cinco minutos de caminhada após atravessar a porta Bab Onsar, e o rio Ras El Maa, e indo um pouco além, até alcançar a tal mesquita, pequenina e que nunca chegou a ser usada, que dá pra uma bela vista panorâmica dos arredores. Voltei, me perdi, me reencontrei geograficamente, belisquei “docinhos-mara”, comprei pão caseiro e queijo. Show de bola. Daí você volta pro hotel e dá de cara com gente ali ajoelhada fazendo orações, sem falar das mesquitas que, cinco vezes ao dia, anunciam as preces em alto e bom som. Benvindo ao Marrocos. Obs: Chefchaouen se mostrou um bom lugar para trocar euros por dirhans. Aqui encontrei quem me desse 10,80 dirhans por euro, o que é praticamente a cotação que aparece na net como câmbio oficial. Não sei como seria em Tânger, pois não tive a oportunidade de explorá-la, tão grande era minha vontade de conhecer Chefchaouen. OBS: na verdade, depois de 16 dias no Marrocos, verifiquei que as casas de câmbio praticam valores muuuito parecidos, todas nessa faixa. Foto: Chefchauen (significa algo como “olhe as montanhas”) vista da “casbá”, ou seja, a parte fortificada da medina. Esta cidade se tornou minha maior paixão no Marrocos. Chama atenção pela maioria das casas adotarem uma coloração azul. A origem disso é incerta, mas parece estar ligado a tradições judaicas, seus primeiros habitantes. Mas há também quem diga que essa cor espanta mosquitos. 01-11: Acordei tarde, me distrai com a internet, mensagens, facebook. Ontem, zanzando por aqui encontrei outro hotel mais barato, mais limpinho e dentro da medina (Hotel Abi Khancha, em frente à mesquita de mesmo nome, Avenue Assaida Alhorra, 57, por 60 dirhans a diária, tel. +212539986879, +212602246223 e +212626878426, [email protected]) e lá fui eu trocar de hospedagem. Fiquei tão entusiasmado com o dia anterior que resolvi abdicar das trilhas que pretendia fazer nos arredores em prol de mais uma procura pelos melhores ângulos da cidade azul. E valeu a pena, pois ela não decepciona. É única mesmo. Além do entusiasmo com a cidade, incrível, tem o fato de se estar mergulhando na rotina local, com tudo o que ela contém e ainda mais na cidade velha (a medina), com aquele “trupé” de mulas, motos, corredores estreitos, pórticos, pequenas praças e feiras, o colorido dos produtos à venda expostos nos muros e nas lojas, os habitantes locais entrando e saindo das mesquitas (numerosas, em todo lugar tem uma), enfim, a realidade marroquina em gênero, número e grau, com toda sua intensidade em odores, cores e afetos, é notório que esse país não quer que você fique indiferente a ele. Encantador e envolvente. E assim foi o dia, entre mercados de rua com produtos ultracoloridos, comidinhas e bebidinhas curiosas (tipo suco de tâmara, muito doce mas tem lá seu valor gastronômico, por 12 dirhans). Mandei pro papo também um tajine de carne com ovo (30 dirhans) e um cuscuz de carne de cordeiro com legumes (35 dirhans), mais suco de laranja (a laranja daqui tem um “tchan” – 12 dirhans – na Espanha é quase sempre extremamente ácida). No caso do cuscuz, é praticamente o que se come em Pernambuco e diferente do baiano, ou seja, feito com farinha de milho mas comido seco, com a carne e os legumes por cima. Muito bom! Foto: sucessão de construções coloridas na medina, com o onipresente azul. É tudo assim grudadinho uma casa na outra, dando pra corredores estreitos pra circulação (carros não entram). E muitas parreiras nos telhados. Às vezes, formam um verdadeiro túnel com seu emaranhado. Pra quem puder, procurem ficar hospedados dentro da medina para se ter uma noção melhor do que há de mais tradicional por aqui. Foto: ruelas estreitas com produtos à venda nos muros. Fotos: dois dos recantos mais charmosos da medina em Chefchauen.
  17. 1 ponto
    Boa noite, Hotel bom para ficar é o Principal? é seguro? ´Levar dólares? ou reais e porque? Pr favor responda quem está no México ou acabou de chegar,ok?
  18. 1 ponto
    Sou Bom não tenho muita ideia do roteiro, em Portugal queria Algarve, Vale do Tejo e Madeira. Não tenho muito interesse em turismo religioso e gosto de vida noturna! 😁 Espanha seria basicamente Barcelona e Madri, talvez Granada e Sevilha. França pensei em Paris e Riveria Francesa. Alguem já fez algo parecido para dicas!?
  19. 1 ponto
    Muito Obrigado !! vou ver aqui !! Acabei de assistir o vídeo !! Boas informações !! Me tranquilizou muito !! Porém se alguém ainda poder me ajudar em um roteiro !! Aind eposso dormir com eles pois meu carro e um cobalt !! Então minha ideia e pousadas ou até mesmo hotéis que permitam os dois muito obrigado
  20. 1 ponto
    Num país assolado pelo Dengue, e outras doenças transmissíveis pela picada do mosquito..... Tá aí. São milhões ....porque não existe o mínimo cuidado de prevenção!! Depósitos de água abertos, água parada em toda a esquina...
  21. 1 ponto
    Pois é!!! A ironia né!!! Não caia nessa!!!
  22. 1 ponto
    O gado ( vacas, bois, porcos) ficam assim na beira da estrada fazendo estrume direto para a calçada.... isto ficava quase em frente à minha pousada onde fiquei por uma semana ( pior semana da minha vida de férias) era um cheiro... cheio de mosquitos e quando chovia... sem palavras!!!!!!! 🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮
  23. 1 ponto
  24. 1 ponto
    Dan melhor conselho que te posso dar, NÃO vá!!!!! Gasta o teu dinheiro em outro lugar existem tantos lugares lindos com estrutura para receber turistas, com preços razoáveis onde o turista não se sinta “ carne para canhão” como em Noronha.... tudo se paga caro desde que tu entra na ilha com as taxas de preservação (Oi) [emoji848][emoji848] até ao táxi que te leva ao aeroporto no dia da volta.
  25. 1 ponto
    Em Outubro de 2016 o aplicativo do Melhores Destinos apitou no meu celular: Promoção de passagens para diversos países na África a partir de R$ 363,00 ida e volta! E dentre os destinos estava lá: Namíbia me saía por R$ 1.024,00 ida e volta com todas as taxas inclusas. Sem necessidade de visto. Não pensei muito. Nunca tinha ouvido falar do país, não sabia o que poderia encontrar lá, quais eram os pontos de interesse, a língua oficial, o clima, a condição econômica e social da população… Mas eu não podia perder essa promoção! 5 minutinhos no Google teriam que ser suficientes para saciar a curiosidade inicial sobre o país. Logo mandei mensagens para uns amigos para ver se alguém topava ir comigo. Já viajei sozinha algumas vezes, mas sendo mulher e com cara de adolescente, fiquei com pé atrás de ir sozinha para o continente africano. Na hora o Thiago Cunha topou. Ele também não tinha ideia de que país era esse, de quanto a viagem poderia custar e o que esperaria por ele lá. Na verdade, ele nunca tinha feito um mochilão na vida. Mas sendo doido como ele é, topou sem pensar duas vezes. Afinal, quando se trata de promoção de passagem por esses preços, temos que tomar decisões rápidas e às vezes por impulso, rs. E durante a viagem toda ele foi sensacional na tarefa de puxar conversa com os locais, conseguir dicas, histórias e até lições de como falar a língua Khoekhoe, apelida de “click language”, tornando a viagem ainda mais rica e a vivência daquela cultura ainda mais imersiva! Com as passagens compradas, lá fui eu fazer uma das coisas que mais gosto: pesquisar e montar o roteiro! De fato, o processo foi cheio de altos e baixos: aquelas fotos maravilhosas do Deadvlei que o Google me mostrava enchiam meus olhos e me empolgavam ainda mais. Mas a falta de informações detalhadas na internet de como se deslocar entre os pontos de interesse de forma barata e independente (sem contratar pacote de agência) foram muitas vezes frustrantes e desanimadoras. Confesso que cheguei a cogitar desistir da viagem mais de uma vez. Maaaas, procurando na internet por outras pessoas que tivessem comprado a mesma promoção, criei um grupo no facebook para trocarmos dicas de roteiro e achar companhias de viagem. Assim cada um poderia se juntar com as outras pessoas que compraram as mesmas datas para alugar um carro juntas e dividir os custos da viagem. E foi assim que eu conheci a Marília Mendes. De Goiânia, foi a terceira integrante dos nosso grupo. Super paciente, parceira, tranquila, ela acabou sendo a motorista da viagem! E que motorista! Mesmo com um carro simples 4x2 (um Toyota RAV4), em plena temporada de chuvas na Namíbia, percorrendo 3 mil quilômetros nas estradas tortuosas de pedregulhos, por por entre cânions, tempestade de areias, e rios que ressurgiram por causa de um temporal depois de 3 anos sem chover no deserto, nós não furamos nenhum pneu, não rachamos o para-brisa e sequer arranhamos o carro que estava novo em folha! Mas confesso que atolamos. Não só uma, mas 4 vezes! E uma delas foi no meio de um desses rios no deserto. Se não fosse quase 30 namibianos empolgados que prontamente entraram no rio e nos ajudaram a desatolar, acho que não teríamos saído de lá de jeito nenhum. Que povo parceiro, de coração aberto e disposto a estar junto e ajudar o próximo! Mas essa história fica para depois… E assim 3 meses se passaram. Trocando ideia com o pessoal que encontrei pela internet, enfim montei um roteiro e arrumei as malas! A partir de agora, vou contar um pouco dessa roadtrip de 10 dias pela Namíbia. Foi um país incrível, com paisagens maravilhosas, uma história rica, um povo acolhedor, uma cultura ancestral e um aprendizado constante. Mas de fato, o que realmente fez a viagem foram as pessoas que conheci pelo caminho! Foi ótimo conhecer na estrada o pessoal do grupo do Facebook e trocar dicas de roteiro e histórias de viagem, dividir risadas e a empolgação de desbravar um país desconhecido e inesperado! Sem esquecer, é claro, dos namibianos descendentes do povo Damara, que abriam um sorriso no rosto sempre que falávamos que éramos brasileiros, e que nos ensinaram pacientemente sobre a sua história e seu idioma nativo apelidado de “click language”. Voltei com a certeza de que o continente africano é muito rico e com a vontade de voltar em breve. Botswana, Victoria Falls, Tanzânia e Madagascar já estão na minha bucket list. Com certeza foi uma das melhores experiências da minha vida! (viajar sempre é, rs) E que venham mais promoções de passagem! Em breve o diário de bordo dessa viagem!
  26. 1 ponto
    Quanto a Scoot te pegar em Ubud faz uma simulação no site ou manda e-mail perguntando, todos nestas bandas são muito solícitos, trocar dinheiro há diversos lugares os que mandei me passaram confiança e são oficiais, dirigir Scooter aqui há alguns agravantes, sinalização péssima e é lógico não dá para usar o GPS enquanto dirige Se for um grupo de 3 ou 4 sempre vai sair mais em conta Uber ou Grab o chip eles chamam sim Card tem na maioria delas a primeira vez sempre causa um impacto.
  27. 1 ponto
    Sim, esse por exemplo não negociei pois já cobrou IDR 15.000,00 aí é esculacho mas já me cobraram 30 ou 25 e tive que negociar, na Ásia e Oriente Médio é assim em certos lugares é um insulto aceitar o primeiro preço.
  28. 1 ponto
  29. 1 ponto
    Até o final de maio a Scoot Fast Cruises não está a cobrar o transporte por terra ou seja eles te pegam onde você está te levam até o barco e na ilha te levam ao lugar que vai ficar, o carro que me buscou foi um carrão e fui sózinho isso tudo por $22,40 para Nusa Lembongan para Gili deve ser um pouco mais, a bagagem é no máximo dois volumes com 30 kg total mas não são muito rígidos é só para conter exageros.
  30. 1 ponto
    Não... Calle = Rua Nome da agencia é Pró Downhill
  31. 1 ponto
    A FARSA DE NORONHA!!! [emoji1319][emoji1319][emoji1319][emoji1319][emoji1319] aplausos pela sinceridade, quando eu digo que Fernando dez Noronha é uma desilusão é um lixo aberto é caríssimo as pessoas acham que exagero. Estive em F.N faz um mês nunca mais nem de graça volto, Tudo caro, tudo quebrado sem as mínimas condições de receber turistas. Penso que em pouco tempo e se continuar assim F.N vai ter um decréscimo imenso de turismo... é uma pena Tá aí a lama de Noronha.
  32. 1 ponto
    Um amigo meu foi de ônibus, ele disse que a viagem foi muito cansativa e o onibus muito ruim.
  33. 1 ponto
    NOSSO RELATO DE DEZEMBRO/2017, DETALHADO E COM DICAS ECONÔMICAS CIDADES/LOCAIS: CHUY – LA CORONILLA - PUNTA DEL DIABLO – AGUAS DULCES – VALIZAS – CABO POLÔNIO – LA PEDRERA – LA PALOMA – COSTA BONITA – EL CARACOL – LAGUNA GARZON – ARENAS DE JOSÉ INACIO – JOSÉ INACIO – SANTA MÓNICA – EL CHORRO – LA BARRA – PUNTA DEL ESTE – PIRIÁPOLIS – PLAYA PARQUE DEL PLATA – ATLANTIDA – EL AGUILA – FORTIN DE SANTA ROSA – MONTEVIDEO - COLONIA DEL SACRAMENTO – FRAY BENTOS CHUÍ TROCA DE ÓLEO + FILTRO ÓLEO+ FILTRO AR DA KOMBI: em uma casa de óleo ao lado do posto Shell-Atlântica: R$ 144,00. ACESSÓRIOS CARRO: compramos pelas lojinhas da Av. Uruguay/Av. Brasil - 1 triângulo extra: R$ 31,00. - 1 cambão: R$ 30,00. SEGURO CARTA VERDE: é vendido no Chuí. Os preços são todos na mesma faixa – R$ 220,00/mês. Porém nessas corretoras só se consegue comprar seguro para no máximo 30 dias. Se for usar para um período maior, compensa comprar o SEGURO ANUAL numa cidade chamada SANTA VITÓRIA DO PALMAR, à 23 km do Chuí: R$ 435,00 na corretora DS CRED. Não precisa comprar com antecedência. O atendimento foi ótimo e rápido. INTERNET: compramos um chip da Entel no Chuí mesmo. Só precisamos do RG para fazer o cadastro do chip. Pacote de dados de 10 GB por 10 dias por apenas $U 260,00 (ou R$ 32,50). Internet impecável, rápida e com sinal forte. Funciona em 95% da costa. CÂMBIO: fomos trocando pelo caminho à medida que precisamos. Sempre na faixa de $U 8,00 - $U 7,50 para R$ 1,00. Não encontramos muita variação. PERNOITE CHUÍ: último posto de gasolina da RS-471 (Shell Atlântica), pois não queríamos cruzar a fronteira à noite. Lugar seguro, funciona 24 horas, há motorhomes estacionados, wi-fi grátis (senha dentro da lanchonete). Banho R$ 10,00 pp (banheiro top 3 dos mais nojentos de toda nossa viagem, mas melhor do que ficar sem). Lanchonete e loja de conveniência. Aceita Real e Pesos Uruguaios. ADUANA: pegamos uma fila no escritório para carimbar os passaportes. Apresentamos a Carta Verde e o Documento do Veículo. Se for somente com o RG tem que preencher um formulário e apresentar junto à identidade sempre que requisitado. Se o carro for de terceiro ou estiver alienado precisa de procuração. A vistoria do carro foi super tranquila, só deram uma olhadinha por dentro da Kombi, não tocaram em nada, não pediram para abrir o frigobar, nenhum alimento ficou retido. Um casal de alemães que conhecemos lá tiveram que jogar fora todos os alimentos frescos que tinham no carro. Evite levar frutas, verduras, frios, carnes e ovos crus. Se estiverem cozidos passam. COMBUSTÍVEL: a gasolina no Uruguai se chama NAFTA (as variações são as nossas aditivadas e podium). Se você pedir Gasolina podem confundir com Gas Oil e encher seu tanque com Diesel. Fique atento! O preço da NAFTA no Uruguai é desanimador, $U 45,00/litro (R$ 5,62/litro). ALIMENTOS: Faça uma boa compra antes de entrar no país. Abuse de produtos industrializados em geral, biscoitos, chocolate, produtos de higiene pessoal e até mesmo papel higiênico e água. ̶P̶o̶r̶ ̶m̶e̶n̶o̶s̶ ̶d̶e̶ ̶R̶$̶ ̶1̶0̶,̶0̶0̶ ̶v̶o̶c̶ê̶ ̶s̶ó̶ ̶e̶n̶c̶o̶n̶t̶r̶a̶ ̶a̶l̶f̶a̶c̶e̶.̶ Mesmo com a diferença cambial, o país é extremamente caro para nós brasileiros. É de assustar o preço dos alimentos, principalmente em Punta del Este, que é a cidade mais cara, dentro de um país caro. Deixe para comprar lá somente o essencial e em supermercado grandes, os pequenos te arrancam o couro. ATENÇÃO: checar aqui lista de alimentos que são proibidos na fronteira pela barreira sanitária. www.mgap.gub.uy/…/b…/informacciongeneral/productosprohibidos Se precisar comprar água, procure na embalagem a informação “BAJA EM SÓDIO”. A água é muito salobra, parece que alguém jogou uma colher de sal em um copo de água. CARTÃO DE CRÉDITO: não podemos passar muitas informações pois não foi o nosso caso, mas diversos estabelecimentos oferecem descontos de impostos para turistas que pagam no crédito. Vimos restaurantes que abatiam até 20% do valor para esses casos. CLIMA: VENTA MUITO O TEMPO TODO. Dias sem vento são raros. Essa época faz muito calor, mas quando o sol baixa o vento é gelado. Leve um casaco corta vento e algo para fixar o cabelo, de preferência aqueles tapa-orelhas que já são também uma faixinha de cabelo. Foi tanto vento no ouvido, somado a janela do carro sempre aberta na estrada (não temos AC), que desenvolvi uma sensibilidade no ouvido e passei por boas 2 semanas com dor. A noite a temperatura fica bem gostosa. O POVO URUGUAIO: isso é bem pessoal. Nós tivemos a melhor experiência possível. Ficamos apaixonados pelos Uruguaios. Um povo gentil, simpático, educado e, em nossa opinião, sua característica principal: fofura - talvez por ser um país predominantemente de gente idosa. Amamos como se expressam, de todas as formas: “feliz viaje”, “muy amable”, “muy hermoso” e a melhor “muy rico”. Diferente do Brasil, onde usamos a expressão “muito rico” mais relacionada à bens materiais, os uruguaios usam mais frequentemente para expressar sabor, diversidade e qualidades. Utilizam-se de bandeiras coloridas em pontos de ônibus, comércios, obras na estrada ou qualquer coisa que se deseje chamar a atenção, já que o país é bem “vazio”, no sentido de ocupação/espaço. ̶F̶i̶c̶a̶ ̶t̶u̶d̶o̶ ̶m̶u̶y̶ ̶h̶e̶r̶m̶o̶s̶o̶.̶ SEGURANÇA: para nós brasileiros parece surreal. Notamos que as pessoas largam os carros abertos para ir à praia. Alguns surfistas deixaram os vidros dos autos abertos com pranchas e roupas de borracha secando no interior enquanto surfavam. As bicicletas, ferramentas ou brinquedos dormem para o lado de fora das casas, sem muros ou barreiras. A criminalidade no Uruguai (com exceção das cidades grandes) é quase inexistente. RELATO CIDADES: 1º dia: La Coronilla - Fortaleza Santa Teresa A primeira coisa que você vai notar ao entrar no Uruguai, ̶d̶e̶p̶o̶i̶s̶ ̶d̶a̶ ̶f̶o̶f̶u̶r̶a̶ ̶d̶o̶s̶ ̶u̶r̶u̶g̶u̶a̶i̶o̶s̶, é que no meio da Ruta 9 há uma pista de pouso de avião em meio ao tráfego de autos. Isso mesmo, a pista simplesmente se alarga nos dois sentidos e as faixas pintadas tomam grandes proporções. ̶ ̶N̶o̶s̶ ̶s̶e̶n̶t̶i̶m̶o̶s̶ ̶n̶a̶q̶u̶e̶l̶a̶s̶ ̶f̶a̶s̶e̶s̶ ̶d̶o̶ ̶m̶u̶n̶d̶o̶ ̶g̶i̶g̶a̶n̶t̶e̶ ̶d̶o̶ ̶S̶u̶p̶e̶r̶ ̶M̶á̶r̶i̶o̶ ̶B̶r̶o̶s̶.̶ Ficamos bem curiosos para entender como funciona essa logística, passamos por ali umas 3x mas não vimos nada. Visitamos a Fortaleza Santa Teresa em La Coronilla (R$ 6,00 pp) e descobrimos que possuem um camping dentro do Parque Nacional Cerro Verde. $U 180,00 pp sem energia+água ou $U 200,00 pp com energia+água. Estadia mínima de 2 dias. O camping é enorme mesmo (se entrar a noite, como nós, terá problemas para encontrar as áreas de camping, pois a única iluminação são os faróis do carro). Também possuem cabanas próximas à praia e área para motorhomes. Como é um parque, você pode encontrar animais selvagens andando pelo camping. Nós encontramos um veado. À noite, sem querer, topamos com o fenômeno da bioluminescência no mar em La Coronilla. Achamos que havíamos dado sorte, e não procuramos mais nas outras noites, mas pelo que ouvimos é sempre assim por ali, então quando estiver por lá, procure, é lindo! 2º dia: Punta del Diablo – Aguas Dulces - Valizas – Cabo Polônio – La Pedrera - La Paloma Punta del Diablo tem uma vibe muito legal, muitos jovens, muitos cafés e lanchonetes, mas é uma cidade bem pequena. Não encontramos muito o que fazer por lá. Provamos as famosas empanadas ($U 60,00 cada) e como estava ventando muito e muito frio, seguimos viagem. Em Valizas já estávamos atrás dos leões marinhos e infelizmente topamos com um filhote morto na areia. Cabo Polônio National Park é uma área protegida e morada da maior colônia de leões marinhos do Uruguai. Custa em torno de $U 210,00 pp para entrar + $U 110,00 pelo estacionamento por 24 horas. Um caminhão 4x4 te leva em meio as dunas até o centro do vilarejo (tabela com horários de ida/volta na bilheteria. No verão, a cada duas horas mais ou menos). É proibido e impossível entrar de carro. Você pode passar a noite por lá, existem pousadas no vilarejo. Como iríamos continuar descendo a costa até a Argentina, e teríamos outras oportunidades de ver os leões marinhos, acabamos não entrando. Entre Cabo Polônio e La Paloma há um monte de nada assustador - mas um assustador gostoso. Rodamos por umas ruazinhas de terra tentando entrar nas praias. Encontramos algumas casas vazias, muitas vacas, poucos carros, mas nenhuma pessoa. Chegamos a abrir o portão de uma fazenda que dava acesso à uma praia (havia uma placa que nos deu a entender que podíamos entrar), dirigimos pelo gramado em meio as vacas, encontramos uma parte enorme de navio abandonado na areia, mas ninguém apareceu. ̶ ̶P̶a̶r̶e̶c̶e̶ ̶q̶u̶e̶ ̶v̶o̶c̶ê̶ ̶e̶s̶t̶á̶ ̶n̶u̶m̶ ̶c̶e̶n̶á̶r̶i̶o̶ ̶d̶e̶ ̶f̶i̶l̶m̶e̶ ̶p̶ó̶s̶-̶a̶p̶o̶c̶a̶l̶í̶p̶t̶i̶c̶o̶ ̶e̶ ̶t̶o̶d̶o̶ ̶m̶u̶n̶d̶o̶ ̶m̶o̶r̶r̶e̶u̶.̶ Dirigimos por horas sem encontrar nenhuma pessoa. O que acontece é que o Uruguai tem apenas 3,5 milhões de habitantes em todo o país. Fazendo uma breve comparação, apenas a cidade de São Paulo possui 12 milhões de habitantes. La Paloma já é uma cidade com um pouco mais de estrutura. Entre o Museu e o Porto da cidade há um grande estacionamento, onde passamos a noite na companhia de vários MHs, notamos um controle de placas pela manhã pelos funcionários do porto. Local tranquilo mas sem facilidades (água/energia/sanitários). Vimos 2 campings pela cidade, mas pareciam estar fechados. La Paloma tem praias lindíssimas, inclusive para Surf, como a praia Anaconda ̶(̶p̶r̶e̶f̶e̶r̶i̶m̶o̶s̶ ̶n̶ã̶o̶ ̶s̶a̶b̶e̶r̶ ̶o̶ ̶p̶o̶r̶q̶u̶ê̶ ̶d̶o̶ ̶n̶o̶m̶e̶)̶.̶ 3º dia: Costa Bonita – El Caracol - Laguna Garzón – Arenas de José Inácio – Jose Inacio – Santa Mónica - El Chorro – La Barra – Punta del Este Seguimos por uma espécie de Rodovia Interpraias que ainda estava em obras, sendo asfaltada (vai ficar linda, o visual é de morrer!). Paramos no mirador da Laguna Garzon em Costa Bonita e a praia é simplesmente fora do sério. Areias claras e finas, a cor do mar verde clara e um braço da lagoa (?) por quilômetros cortando a areia da praia em paralelo. Inexplicável. E totalmente deserta. Tentamos mostrar nas fotos, mas fomos chicoteados pela areia fina, o vento estava muito forte. Mais a frente está a Puente Laguna Garzón, em formato de caracol. Essa parte da Laguna tem inúmeras escolinhas de esportes náuticos, como windsurf e kitesurf. Vontade não nos faltou, mas os valores eram muito salgados (no Brasil é bem mais em conta, mas lá realmente venta muito). Se decidir fazer algum curso, podem passar a noite no estacionamento da escolinha e usar as facilidades, pois são vários dias de curso. Continuando, chegamos em Arenas de José Ignacio e Farol de José Ignacio. A beleza da praia é espetacular, mas só para olhar. Como todas as praias que passamos daqui para cima da costa, com excessão de La Paloma, ventava muito. A água é muito gelada e tem um cheiro muito forte de algas, mas tudo isso não é suficiente para estragar a beleza do lugar. Nem sempre é possível utilizar guarda-sol nas praias do Uruguai, muitos utilizam uma lona quebra-vento lateral, e não tomam cerveja gelada, mas sim um chimarrão quentinho (Mate). Água quente para o Mate é vendida por todos os lados, até em casas, por algo em torno de $U 10,00. Sentindo Punta del Este ainda passamos por El Chorro e La Barra. A Bikini Beach parece ser uma praia bem badalada por jovens e a que fica mais cheia na região. Para chegar a Punta del Este é necessário atravessar a Puente Leonel Vieira, que é uma das atrações da cidade, nem tanto pela beleza, mais pelo seu formato em relevo. Em Punta del Este tínhamos 2 opções de camping: San Rafael, parecia bem legal mas muito caro por ser afastado das praias e do centro. O outro camping em Punta Ballena. Tão afastado quanto, mas mais barato. Tentamos o de Punta Ballena, mas o camping estava infestado de besouros (cascudos), inclusive nos banheiros. Acabamos indo embora e tivemos um trabalhão para tirar todos de dentro da Kombi no dia seguinte. Como estava escuro e não conseguimos limpar tudo na hora, tivemos que ficar em um hostel, o único da viagem. La Lomita del Chingolo, mais próximo ao centro e às praias. Para quem não liga para simplicidade, um achado em Punta del Este. U$ 30,00 dólares a diária para nós dois, por um quarto praticamente privativo (poque não tinha mais ninguém no quarto) e com banheiro. O local é bem simples, mas o café da manhã é bom e os donos são um casal bem legal, o que compensa toda a simplicidade. 4º dia: Punta del Este – Piriápolis Depois de rodar por toda cidade de Punta del Este, fomos para Punta Ballena assistir ao pôr do sol no morro, que dura das 19 hrs às 21 hrs mais ou menos. É um evento turístico na cidade, embora a grande maioria vá até o local para assistí-lo do lado de dentro da Casa Pueblo - um antigo casarão de verão de um arquiteto/artista local - que conta com um museu, uma galeria de arte, hotel e um restaurante chamado Las Terrazas. A entrada custa $U 240,00 pp (algo em torno de R$ 35,00). Acho que é possível visitar apenas o restaurante e consumir alguma coisa para poder assistir ao pôr do sol do lado de dentro. Uma curiosidade sobre o local é que há uma exposição em homenagem à Carlos Miguel, filho do artista e dono da casa, e também um dos 16 uruguaios sobreviventes do acidente do vôo 571 que caiu nos Andes, conhecido como “El Milagre de los Andes”. Demos até logo à famosa Punta del Este e seguimos descendo pela costa até a cidade de Piriápolis, onde encontramos um camping legal - Camping Piriápolis por $U 275,00 pp - com campo de futebol, mini academia e um dono bem simpático que ainda nos arrumou um galão para combustível extra, que usaríamos na região da Patagônia. A 2 quadras do camping ficamos felizes em encontrar, por um preço acessível, uma lavanderia de roupas, pois no Brasil sempre lavamos na mão nos campings. Pagamos $U 320,00 (R$55,00) por duas bacias grandes cheias de roupas, toalhas, roupa de cama, e fomos buscar 2 horas depois. Lavar roupa fora no Uruguai vale muito a pena. No Brasil esse tipo de serviço é muito caro. Pudemos esperar pelas roupas na praia enquanto experimentamos e aprovamos a famosa Patrícia, cerveja Uruguaia. O vento ainda deu uma trégua e pudemos curtir a tranquila praia de Piriápolis. 5º dia: Piriápolis – Playa Parque del Plata - Atlantida – El Águila - Fortin de Santa Rosa Seguimos viagem para a praia Parque del Plata. O lugar é de tirar o fôlego, não é à toa que foi cenário de um filme - El Viaje Hacia el Mar. Na entrada há uma floresta em meios as dunas de areia e para chegar até o mar, é preciso atravessar um braço de rio (lembra Guarda do Embaú em SC). O pessoal acaba curtindo a praia às margens do rio mesmo, porque a temperatura da água ali é menos fria do que no mar. Atlântida também tem umas praias bonitas, paramos em El Águila, uma casa em frente à praia em formato de águia. Apesar da má conservação, vale a visita e é grátis. Apesar de todas as praias paradisíacas, já estávamos os dois exaustos devido ao forte calor que vínhamos pegando à dias. Na costa Uruguaia e nas estradas quase não há árvores, então o calor não dá trégua. Descemos até um balneário de apenas uma rua, chamado Fortin de Santa Rosa, sentido ao camping La Ponderosa que buscamos no app Ioverlander, decididos a nem pesquisar preço, apenas tomar um banho e dormir. Os donos estavam na portaria e foram super simpáticos, inclusive trocaram alguns UYUs para gente, num câmbio justo, pois não tínhamos mais quase nada. Pagamos um ótimo preço pela diária $U 240,00 pp sem nem olhar as instalações do camping. Quando entramos, nem acreditamos. O camping ficava em frente à praia, tinha 3 piscinas e um mini mercadinho que vendia Patrícia. Tivemos um ótimo fim de dia, o camping estava cheio de uruguaios simpáticos e fofos. O dono do mercadinho, é um senhor de uns 70 anos, entusiasta de viagem com ótimo gosto musical. Já mochilou muito na vida e fez questão de nos mostrar todos os tipos de instalações do La Ponderosa. Eles possuem opção de cabanas para famílias (não espere nada sofisticado, é bem simples) e um hostel com quartos privativos, apenas banheiros e cozinhas são compartilhados. Também possui uma piscina aquecida dentro das instalações. Porém só abrem na altíssima temporada. 6º dia: Fortin de Santa Rosa A emoção foi tão grande e o cansaço era tanto, já vinhamos viajando a mais de 2 meses, que resolvemos ficar mais um dia e descansar. ̶E̶ ̶t̶o̶m̶a̶r̶ ̶m̶a̶i̶s̶ ̶P̶a̶t̶r̶í̶c̶i̶a̶.̶ 7º dia: Montevideo Montevideo, como toda cidade grande, não possui campings – estava tudo fechado pois era dia 24/Dez. Demos uma volta para conhecer a cidade e resolvemos procurar a casa do ex presidente Mujica, ̶O̶ ̶f̶o̶f̶o̶.̶ Pincelamos informações desencontradas na internet e pegamos direções muito erradas, até encontrarmos um relato na Internet indicando direções fora da cidade e no mesmo sentido do Camping Municipal. Dessa vez encontramos a escola agrícola, paramos em frente para tirar umas fotos. Havia uma barreira na rua à frente e uma guarita com um soldado nos observando. Uma caminhonete passou por nós, ficamos meio sem graça, então não demoramos muito e corremos para o mercado para comprar algo ̶u̶v̶a̶ ̶p̶a̶s̶s̶a̶ para a ceia de Natal. O Camping Municipal Punta Spinillo custa apenas $U 100 pp. Uma pechincha. Único ponto negativo – que pode ser também positivo – é que era muito afastado da cidade, no meio do nada. Tem uma área com churrasqueiras e banheiros, totalmente grátis, muitas famílias passam o dia comendo assado às margens do Rio da Prata. Também é possível pernoitar, mas chuveiros, apenas na parte paga. 8º dia: Montevideo – Colonia del Sacramento Não gostamos das fotos que tiramos em frente à escola agrícola às pressas. Como ficava à apenas 5 km do camping e bem em nosso caminho de saída, resolvemos passar por lá novamente, já que tudo na cidade estava fechado e não tínhamos nada para fazer. ̶ ̶M̶e̶n̶t̶i̶r̶a̶ ̶e̶u̶ ̶s̶o̶n̶h̶a̶v̶a̶ ̶c̶o̶n̶h̶e̶c̶e̶r̶ ̶o̶ ̶f̶o̶f̶o̶ ̶d̶o̶ ̶M̶u̶j̶i̶c̶a̶,̶ ̶m̶a̶s̶ ̶n̶ã̶o̶ ̶q̶u̶e̶r̶i̶a̶ ̶i̶n̶c̶o̶m̶o̶d̶a̶r̶.̶ Assim que chegamos, passou a mesma caminhonete do dia anterior, entraram na escola agrícola e nos perguntaram o que queríamos. Totalmente sem graça, dissemos que só queríamos tirar uma foto da escola e que iríamos embora. O casal desceu da caminhonete e me disse que iam chamar o Pepe para tirar uma foto conosco. Dissemos que não queríamos incomodar, que era Natal, e que devia estar com a família. Nos disseram que ele estava apenas esquentando água para tomar um Mate e que era uma hora apropriada. O Gu correu para pegar a câmera e eu fiquei parada digerindo a informação ̶e̶n̶q̶u̶a̶n̶t̶o̶ ̶f̶a̶z̶i̶a̶ ̶f̶o̶r̶ç̶a̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶s̶e̶g̶u̶r̶a̶r̶ ̶o̶ ̶c̶h̶o̶r̶o̶ ̶e̶ ̶n̶ã̶o̶ ̶p̶a̶g̶a̶r̶ ̶m̶i̶c̶o̶.̶ Ambos, Mujica e a senadora Lucía foram adoráveis. A casa muito simples, sem luxos, assim como suas vestes. Não consegui ver o fusca azul. Perguntei sobre Manuela, a cachorra tripé, ele disse que ela ainda vivia, mas que só dorme devido à idade, já com 19 anos. Nos despedimos e fui falar com a moça que chamou o Pepe para nós, não sei se era parente ou amiga, pus a mão no coração e agradeci. Ela me deu uma olhada tão maternal que eu nem soube como agradecer. Ficamos o resto do dia digerindo o que aconteceu e não conseguimos ver ou fazer mais nada na cidade. Aquilo tinha sido surreal. Seguimos viagem passando pelo litoral do Rio da Prata, entrando em muitos balneários. Encontramos um camping depois de Nueva Palmira (GPS: S 33°48.627’, W 58°25.601’) com ponto de energia, chuveiros e duchas totalmente grátis. O lugar também conta com campinhos de esportes, churrasqueiras e mercadinho com itens básicos. Um dos poucos lugares da costa que não pega sinal de telefone. Tomamos uma ducha fria, fizemos almoço e continuamos para Colonia del Sacramento. Chegamos em Colonia já a noite e cansados. Encontramos um gramado cheio de motorhomes estacionados perto do centro de informações turísticas, que acabou sendo a nossa morada por 2 dias, já que encontramos diversas duchas na orla da Playa Urbana. O gramado fica de frente para o Rio Uruguai e a noite podíamos ver as luzes da Argentina bem pequenininhas do outro lado. 9° dia: Colonia del Sacramento Logo deu para entender porque é conhecida como a Paraty Uruguaia. Colonia também foi colonizada pelos portugueses. As ruas e as construções foram preservadas para manter seu aspecto original. As casas coloridas com janelas e portas voltadas para a rua, os nomes das ruas instalados em azulejos na parte superior das paredes, as calles de pedras portuguesas e as luminárias coloniais de luz amarela, transformam um simples passeio pelo seu centro histórico em uma prazerosa viagem no tempo. Diferente das outras cidades uruguaias, Colonia é também bem arborizada e florida. Todo esse conjunto dá a cidade um ar romântico. É com certeza a cidade mais charmosa do Uruguai. Colonia tem muitos museus e toda uma estrutura turística para todos os gostos. Não resistimos e sentamos em um de seus inúmeros restaurantes para jantar e curtir o anoitecer. Se há uma cidade que vale a pena gastar um pouco mais, é essa. Uma das ruas mais preservadas é também ponto turístico da cidade. A Calle de los Suspiros, que conta com inúmeras lendas e versões interessantes para uma tentativa de explicar seu nome. A mais provável, é a de que a rua era um reduto de prostíbulos, onde os marinheiros portugueses e espanhóis que desembarcavam na cidade vinham atrás de diversão, causando suspiros. Porém o pessoal gosta de contar inúmeras outras histórias fantasiosas. 10º dia: Colonia del Sacramento – Fray Bentos Seguimos viagem até uma cidadezinha chamada Fray Bentos, onde encontramos um camping muy hermoso, às margens do Rio Uruguai. O Camping El Paraíso fica em Las Canas e custa $U 180 pp. O lugar é perfeito para quem precisa atravessar a fronteira para a Argentina por Gualeguaychu e não quer fazê-lo à noite. Tem lanchonete, mercadinho e até uma feirinha, o que é ótimo considerando que Fray Bentos fica no meio do nada. O pôr do sol em toda a costa do Rio Uruguai é um espetáculo de cores. Nos despedimos do Uruguai com um céu sensacional. Valeu Demais Uruguai !! Até logo !! No Facebook: kombimarylou
  34. 1 ponto
    Dias 11, 12 e 13 - 12/01 a 14/01 - De Salta a Curitiba Saímos de Salta na sexta feira dia 12/01 pela manhã, a temperatura estava agradável, mas logo que chegamos na Ruta 16, o termômetro disparou e chegou a 40°C. Essa ruta já é bem conhecida, então fizemos poucas paradas nesse dia. Pegamos um pouco de chuva depois de Monte Quemado, o que amenizou o calor por poucos quilômetros. O trecho de asfalto ruim antes de Monte Quemado continua igual ou pior do que quando passamos por lá em 2012 e 2016, impressionante como ninguém arruma aquilo. Chegamos em Roque Sáenz Peña no final do dia e nos hospedamos no hotel Aconcágua novamente. No sábado chegamos a Corrientes na hora do almoço e aí veio a chuva torrencial. Um trecho da ruta 12 entre Corrientes e Paso de lá pátria estava alagado, o que nos obrigou a dar uma volta a mais até retornar a Ruta 12. Dirigimos com chuva sem parar até chegar em Eldorado onde ficamos no hotel Che Roga a beira da ruta 12, perto do posto YPF. No domingo saímos cedo novamente com chuva e entramos no Brasil por Dionísio Cerqueira, onde pegamos uma fila para sair da Argentina. Seguimos até Pato Branco e depois pegamos a estrada para Guarapuava, sempre com chuva. Em Irati outro temporal daqueles, não dava para ver mais que 5m a frente do carro. Chegamos em Curitiba já no início da noite, cansados de dirigir com tanta chuva. Dos 2050 quilômetros de Salta a Curitiba, dirigimos por cerca de 1200km com chuva sem parar, nunca vi nada igual, felizmente tudo ocorreu bem. A viagem não saiu como planejado, mas foi bacana, visitamos o Paraguai, que nos surpreendeu positivamente pela receptividade das pessoas e também termas de Río Hondo, Taffi del valle e Cafayate, locais que não conhecíamos e gostamos muito. Foi um relato curto, qualquer dúvida mais específica vou respondendo Fotos: Ruta 9 Ruta 9 Chuva depois de Monte Quemado na Rn 16 40ºC Saindo de Roque Sáenz Peña, temporal se formando Rio Parana A partir daqui só chuva até chegar em Curitiba
  35. 1 ponto
    Cidade 001: Capelinha 07/07/2017 a 22/07/2017 Nossa primeira parada nessa viagem de 853 destinos foi a cidade de Capelinha/MG. Gilberto e eu nascemos aqui; já para Thiago, era tudo novo. Começar nossa Expedição por aqui teve um enorme significado. Grande parte de nós ainda vê a própria cidade com um olhar banalizado. A grama do vizinho ainda é mais verde! Constantemente, repetimos que nossa cidade não tem nada. E ficamos ansiosos por aquela Eurotrip, a foto na janela do avião, o passaporte lotado de carimbos... Claro que tudo isso tem seu valor, sua magia. Mas é preciso reconhecer que há muito do nosso ego envolvido; quanto mais quilômetros rodados, maior o “status agregado”. Comigo não foi diferente: foi preciso que eu vivesse longe pra então passar a valorizar o lugar de onde vim. Mesmo tendo morado em Capelinha por mais de vinte anos, percebi que eu não sabia nada sobre a cidade. Quando fui apresentá-la ao Thiago, me deu aquele estalo: e agora? O que é que a cidade tem?? E este foi o primeiro grande presente que a Expedição Pão de Queijo me deu: aprender a enxergar de verdade; abrir os olhos e nunca mais deixar que qualquer detalhe escapasse! No fim das contas, havia tanta coisa pra fazer que faltou tempo. Vivemos grandes experiências! Não foi tudo novo só para o Thiago... CAPELINHA Capelinha é uma cidade jovem, com seus 100 anos recém completados. Tem cerca de 40 mil habitantes e ares bem interioranos. Um terço de sua população vive na zona rural, e as atividades ligadas ao campo são bem comuns. A cidade está localizada no Vale do Jequitinhonha, uma região bastante estigmatizada. Chamado de Vale da Pobreza, da Miséria e da Fome, já não é mais este o cenário encontrado há mais de década! Mas ainda é o que a mídia veicula... Quando Thiago falou em Petrópolis que viajaria para o Vale, seus amigos o advertiram para que viesse preparado para um cenário difícil, já imaginando o chão trincado e os ossinhos de vaca... Algumas cidades ainda enfrentam dificuldades devido ao clima e à localização geográfica, mas o Jequi é terra rica e próspera (teremos a oportunidade de mostrar isso aos poucos, o que também é parte do nosso objetivo com a Expedição). Capelinha é a prova disso. Conhecida como Cidade do Café, tem clima ideal para o cultivo do grão (isso também poucas pessoas sabem, pois a produção da bebida no estado sempre é associada ao Triângulo Mineiro e ao Sul de Minas). São inúmeras fábricas e torrefações, além de lavouras para todo lado que se olha! Do ponto de vista geral, Capelinha não é uma cidade turística, o que não quer dizer que não haja coisas para serem descobertas e visitadas! O que fizemos em Capelinha? Nossa estadia em Capelinha durou 16 dias. Caminhamos pelas ruas, conversamos com pessoas, aprendemos um pouco sobre o lugar pela ótica de quem vive aqui, e bebemos muito café, claro! Aliás, aqui tudo (ou quase tudo) gira em torno do café! Grande parte da economia do município gira em torno disso. Como apreciadores da bebida, mergulhamos nesse universo, numa oportunidade de aprendizado incrível! Visita à Fábrica de Café Acompanhamos, durante um dia, todo o processo pelo qual o grão passa, desde a remoção das impurezas até o momento em que sai para o comércio. O estoque armazena pilhas gigantescas de sacas do café que é comprado dos produtores locais. Dali, ele é colocado em uma máquina que faz a limpeza dos grãos. Este é o único momento em que os funcionários entram em contato com o produto. A máquina se encarrega de tudo: limpa, torra, mói, empacota. Quando ele chega novamente às mãos dos funcionários, já está no saquinho, e eles apenas organizam em fardos de 5kg, como é levado aos mercados. Pensa no cheirinho bom de café torrando? Conhecemos uma lavoura em época de colheita... Estávamos no final de julho, quando algumas colheitas ainda estavam acontecendo. Decidimos ir até uma lavoura de café para conhecer de perto a rotina de quem está no início de todo o ciclo (do plantio à colheita). Uma manhã congelante! Frio de doer os ossos. Ganhamos uma carona até a fazenda que nos autorizou fazer os registros. Chegamos lá por volta das 5h da manhã. Aproveitamos que ainda não havia ninguém e fomos assistir o nascer do sol do alto do morro onde ficava a plantação. Um visual incrivelmente lindo! Logo começaram a chegar os trabalhadores. Subiam entre os pés de café, e logo desapareciam. Quem conversou com a gente foi seu Raimundo, que ainda colhe do modo antigo: com as mãos. Sua pele já está bastante calejada. Quando questionado, ele diz que já nem sente... Há tantos anos trabalhando na roça, a mão grossa já está resistente aos brotos dos galhos. Muita gente utilizava máquina, que é como um cabo de vassoura, com um motor em uma extremidade e, na outra, uma peça plástica que se assemelha a duas mãos abertas com dos dedos esticados. Seu Raimundo disse que quem tem a máquina faz muito mais dinheiro, já que recebem por cada saco cheio que entregam no dia. Além disso, a colheita hoje dura menos tempo. O que antes se estendia por até 4 meses, termina agora em 1 mês e meio. E eles ficam sem trabalho depressa. Quando questionado sobre ter uma máquina, respondeu que é cara para ele que tem família para sustentar. Muito simpático, nos ofereceu um pouco do café em sua garrafa térmica, depois foi sumindo em meio às fileiras de café... Viemos embora com a promessa de que agradeceríamos mais vezes pelos tantos “Raimundos” que trabalham duro pra que tenhamos tudo em nossas mesas. Feira Livre A Feira Livre é um ícone de Capelinha! Quando chegamos, todas as pessoas que nos viam com as câmeras nas mãos ficavam curiosas. “O que fazem por aqui?”. Quando respondíamos, logo nos recomendavam ir até a feira para conhecer e fotografar. A feira acontece aos sábados pela manhã. Bem cedinho, antes mesmo de o sol nascer, vão chegando os ônibus que buscam os trabalhadores na zona rural. Eles expõem seus produtos em banquinhas de madeira que ficam dentro do Mercado Municipal (um grande galpão coberto). Tem de tudo um pouco: mel, cachaça, fumo de rolo, palha, frutas, verduras, feijão, ovos caipira, farinha, urucum, biscoitos, etc. Tudo é produzido por eles, que muitas vezes têm apenas uma horta pequena. Os capelinhenses se orgulham muito da feira, e marcam presença todo final de semana! Além do prestígio aos conterrâneos, também preferem comprar ali, por saberem que grande parte não utiliza defensivos e agrotóxicos no cultivo, ao contrário do que vem de grandes distribuidoras para os supermercados. O sorriso está sempre estampado no rosto de quem fica por trás das banquinhas! Seu Dodô proseou com a gente por alguns minutos e contou um pouco de sua história. Hoje com 68 anos de idade, já soma 65 só de feira! Quando era criança, já sentava no chão do Mercado acompanhando o pai, com quem trabalhou a vida toda e de quem herdou o amor pela profissão. Vila Dom João Antônio Pimenta Durante o final de semana, fomos disfrutar um pouquinho da zona rural. Conhecemos a Vila Dom João Antônio Pimenta, uma comunidade rural pequenininha há 10km da cidade. Sua igrejinha é sua marca, e pode ser vista por quem passa pela BR. Aprendemos como se faz queijo, visitamos uma horta com legumes enormes, brincamos com os bichos, e comemos o melhor da culinária mineira (se continuarmos assim, as últimas cidades do estado visitaremos rolando!). Sarau Para nos despedir de Capelinha, estivemos em um Sarau na Casa de Cultura da cidade. Ficamos impressionados com a organização do evento! Uma molecada de 12 a 18 anos extremamente engajada com os movimentos culturais da cidade, e que está inclusive promovendo festival de teatro por conta própria! Teve música ao vivo, poesia, crônicas, tudo isso em um ambiente intimista e aconchegante, todo decorado com artesanato mineiro local. - Não importa o quão pequeno um lugar seja, ele terá sempre algo pra nos ensinar, alguma coisa pra gente viver e aprender. Capelinha surpreendeu pelas tantas coisas que nos ofereceu. Tantas que até faltou tempo: descobrimos uma porção de coisas para fazer, mas já estava na hora de partir para outro destino. Ainda assim, ficamos muito felizes com o resultado da nossa "viagem piloto". Estreamos a Expedição da melhor forma possível! A conexão com as pessoas, a forma como nos receberam, como partilharam um pouco de suas vidas... E o mais valioso: o despertar do olhar e o abrir da mente! NOTA É bastante difícil resumir tudo assim, em um texto breve. Dá vontade de contar cada história que ouvimos, descrever detalhadamente as paisagens... e às vezes dá vontade de conseguir mostrar os aromas que sentimos do café torrando, das folhas de café molhadas pelo orvalho da manhã... Infelizmente não dá! As fotos também são muuuuuitas! Nossos HD's e cartões de memória estão lotados! Mas não dá pra encher o relato com tantas. Além disso, algumas fotos não estamos conseguindo postar, porque dá erro (já entramos em contato com o pessoal aqui do site pra tentar resolver). O texto anterior ficou sem imagens por isso! Mas pra quem se interessar em saber mais sobre o nosso projeto, temos as redes sociais. No blog da Expedição tem os textos e relatos mais completos, com mais informações caso alguém precise/queira. No Instagram tem mais fotos, e no Facebook tem os bastidores das nossas viagens (e as fotos "maravilhosas" de making of! hahaha). Qualquer dúvida, a gente responde aqui nos comentários, ou por direct/messenger/sinal de fumaça!
  36. 1 ponto
    Olá companheiros, Existe um site (pt.rotavicentina.com) que mostra todas as informações possíveis sobre o assunto, onde destaca por exemplo, para responder a indagação da Ana, que na Trilha dos Pescadores (120 km, que é junto ao mar), não é permitido acampar. Achei interessante o site, pois pretendo, em alguma momento, fazer o referido Caminho. Este ano estarei a visitar Portugal em junho,mas irei a outros sítios, como dizem lá os portugueses.
  37. 1 ponto
    Realmente, ponderei essa questão do tempo e claro tb grana. Desistimos da Califórnia por hora, vamos deixar para uma outra viagem para explorar o estado. Mas, o ponto de partido é Miami por conta da nossa localização geográfica, como estamos em Belém-Pa, o único voo direto(e “barato”) é para Miami. Enfim, decidimos realmente por uma viagem mais a fundo pela Florida e um pulo em Nova Iorque... Obrigado pelo toque galera. Em relação aos pontos turísticos tem outros que vcs poderiam sugerir? Em Nova Iorque onde podemos ir? To totalmente perdido e indeciso... heeheheh obrigado pela ajuda. Obs: Opa, n tinha visto os relatos, vou dar uma lida! Valeu Glaucia!
  38. 1 ponto
    @Geraldo Tavares você achou a trilha para a laguna esmeralda bem sinalizada? Eu queria muito ir sem guia. Seria um gasto a menos, e eu prefiro a liberdade de ir sozinha, fazendo as coisas no meu tempo. Mas você acha possível fazer a trilha sem guia? A neve não prejudica na marcação das trilhas?
  39. 1 ponto
    Eu irei agora em julho e pelo que pesquisei, achei um ótimo custo benefício o hostel Therome helio, fica bem perto da estacão de trem termina. Boa sorte!
  40. 1 ponto
    Boa tarde, Livia! As locadores que fiz as cotações são 'Imperial car' (Zakynthos) e em Kefalônia foi a que o Zervelis citou no relato dele, não me recordo o nome, desculpe-me. Ainda não finalizamos o processo, pois estamos ocupados com outras coisas da viagem, mas vamos pegar e devolver nos seguintes locais: aeroporto/porto (Zakynthos), porto/porto (Kefalônia). Quando a carteira internacional: não informaram a obrigatoriedade. Beijos!
  41. 1 ponto
  42. 1 ponto
    @George Lino Tudo bem? Pode me informar quais as locadoras que fez as cotações em Zakynthos e Kefalônia? Vou para Grécia em Agosto e estou fazendo cotações. Você alugará em um ponto e entregará em outro? Eles informaram se precisa da PID? Aguardo!!!!!
  43. 1 ponto
    Oi!! Não estou planejando ir em julho, mas sim no final do ano, de dezembro até março, mais ou menos. Você se importa em dividir quais agências deu uma olhada? Obrigad!
  44. 1 ponto
    Simplesmente incrível! Uma verdadeira inspiração para mim, que uma semana atrás larguei tudo, de uma forma muito mais brusca É sem nenhum trocado no bolso, e meti o pé na estrada. Deixei pra trás a família, a casa alugada com todas as minhas coisas dentro, dois empregos e uma namorada que super apoiou minha decisão. Cortei toda forma de contato com tudo e com todos que fizeram parte da minha vida, joguei fora o meu chip e exclui todas as redes sociais. Radical, estúpido e perigoso? Sim! Está valendo a pena? Cada segundo! Indescritível a sensação de ser completamente livre para ir onde as suas pernas puderem te levar!
  45. 1 ponto
  46. 1 ponto
    oi, o meu roteiro está praticamente pronto, chego dia 11/05 em Londres e retorno no dia 05/06, vou p Londres, Bergen, Oslo, Estocolmo, Copenhagem, Helsinque, St Pettesburgo e Moscou. Chego por Londres e retorno tbem. Quem coincidir no mesmo roteiro, pode mandar um e-mail: [email protected]
  47. 1 ponto
    @Bruna Lopes Gyn, Essa ferramente já existe. Basta clicar no link "Denunciar Post" (que aparece em todos os posts) que nós apagamos.
  48. 1 ponto
    Show, to acompanhando... É incrível como cada relato desse mesmo roteiro é único, já li vários e nunca me canso. Um dia farei o meu Parabéns pelo relato !!
  49. 1 ponto
    Oi pessoal! Acabei de voltar dessa maravilhosa viagem! Sem dúvida foi a melhor até agora de minha vida! Fomos eu e meu esposo. Pretendo relatar aqui algumas dicas, furadas e preços... Espero que esse espaço ajude o preparo de roteiros dos demais mochileiros, assim como outros relatos me ajudaram a preparar o meu... Boa viagem!!! Dicas iniciais: - Para entrar na Bolívia (Salar de Uyuni) você deve estar vacinado contra febre amarela, no mínimo 10 dias antes da viagem! Em São Paulo basta ir no posto de saúde do Terminal Tietê. E não se esqueça de exigir o nº do lote da vacina, pois para tirar a Carteira Internacional esse número é essencial. A Carteira Internacional você consegue no próprio Aeroporto de Guarulhos. - Levei R$ 2.300,00 de dinheiro, sendo R$ 1.000,00 em Dólares e R$ 1.000,00 em Pesos Chilenos e ainda mais R$ 300,00. Os dólares troquei no Banco do Brasil (melhor cotação do dia) e os pesos chilenos na Action no próprio aeroporto. 1º dia: 16/01/09 - Saímos do Aeroporto de Guarulhos as 16:00h pela PLUNA, fizemos conexão em Montevidéo e chegamos em Santiago as 21:00h(22h no nosso horário). Empresa boa, com aviões novos e serviços de bordo simples. VALEU! - Nosso roteiro previa ida a San Pedro de Atacama no dia seguinte de ônibus, mas mesmo assim fomos dar uma olhadinha no preço das passagens aéreas até Calama, já que comprando pela net as passagens os preços eram abusivos e comprando lá, dentro do Chile, os preços eram melhores. Infelizmente o guiche da Sky Airline (o mais barato) estava fechado! O da Lan estava aberto e o custo para Calama estava de U$330,00. Nem pensar!!!! O jeito mesmo era encarar o busão! - Dormimos no aeroporto. Muitas pessoas fazem o mesmo, mochileiros, famílias, pessoas de negócios. Tranquilo... VALEU!! Custos por pessoa: - passagem ida/volta São Paulo/Santiago: R$ 1151,41
  50. 1 ponto
    Oi Pessoal, eu estou morando em Cairns há 3 meses e estou adorando a cidade... Pontos Positivos: - O transporte é bicicleta, até para ir para night. - As boates são de graça para entrar ou no máximo $10,00. - É tudo perto, então vc não gasta tempo para ir no mercado, escola, trabalho e etc - Não tem tanto backpackers, entãp nõ é tão difícil de arranjar emrego - Acomodação é mais barata, um double room perto do centro, com piscina, máquina de lavar, Tv e Dvd no quarto, internet e churrasqueira fica uns $180,00. - Não faz frio nunca! A alta temporada começa em abril e vai até outubro, mais tempo do q nas cidades do Sul. - Não tem mt brasileiro. Se vc não estudar na GEOS nem precisa conhecer brasileiros se não quiser. Pontos negativos: - Os cursos e trabalhos são todos voltados para a área de biologia, turismo e hospitalidade, então quem não se interessa por isso, não tem, muito para onde crescer. - Não tem praia com onda, aliás as prais não são tão bonitas aqui, mas tem a barreira de corais, q é foda! - Para quem gosta de agito, grandes centros, trânsito e etc enlouquece aqui, pq não tem carro nas ruas, a impressão q dá é q como é baixa temporada tem mais rua, restaurante, boates do q pessoas. Bom, se alguém quiser mais dicas é só perguntar! bjos! Renata
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


×
×
  • Criar Novo...