Ir para conteúdo

Mais curtidos da Semana


Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 15-04-2018 em todas áreas

  1. 1 ponto
    Olá Mochileiros!!! Aqui vai um breve relato da viagem que fiz sozinho para Galápagos agora em Fevereiro de 2018. Qualquer coisa que eu puder ajudar, é só falar! Lá no meu blog Profissão: Viageiro tem mais fotos e detalhes para quem quiser visitar! www.profissaoviageiro.com Insta: @profissaoviageiro Então...... As coisas mudam tão rápido na vida... Essa viagem não foi na data que planejei inicialmente, não foi do jeito que planejei inicialmente e nem rolou todas as coisas que sonhei no princípio, mas no final das contas fiz uma ótima viagem para Galápagos e voltei cheio de recordações incríveis! Foram 8 dias em Galápagos, incluindo os de chegada e saída. Foi correria, principalmente porque conheci as 3 principais ilhas: Santa Cruz, San Cristóbal e Isabela. Fiz tudo da forma mais econômica possível, sem deixar de fazer nada que queria. E assim foi: 18/02/2018 – Santa Cruz Cheguei no aeroporto de Santa Cruz que fica na Isla Baltra ao meio dia, depois de um voo de SP para Lima, Lima para Quito, Quito para Guayaquil e Guayaquil para Baltra. Estava meio cansado! A essa altura já tinha pagado US$ 20,00 em Quito para pegar um formulário de entrada em Galápagos. Quando chega, já mostra esse formulário e paga mais US$ 50,00 para entrar. Então antes de ver um passarinho sequer já se vão US$ 70!!!! Fiz então o caminho da boiada... Primeiro o cachorro do policial cheira algumas malas, dá o seu ok e vamos todos para fora do aeroporto. Quem não tem esquema já arranjado, precisa pegar um ônibus de graça até a travessia entre as ilhas Baltra e Santa Cruz. Faz a travessia de balsa por US$ 1,00 se não me engano e depois pega um ônibus até Puerto Ayora por US$ 2,00 (acho) em uma viagem de quase 1 hora. Quem quiser pegar um taxi, existem muitas opções lá também. São sempre caminhonetes e se pode compartilhar com outras pessoas, mas se forem turmas diferentes, cada um paga a tarifa cheia e o cara deixa cada um em seu destino. Chegando no terminal de ônibus, existem alguns taxistas lá esperando. Como eu não tinha reservado hotel, fiquei vendo a movimentação da galera... Mas foi tudo muito rápido... Cada um já se pirulitou para dentro dos taxis com os nomes dos hotéis que estavam indo e em menos de um minuto já não havia mais taxis lá. Nesse momento dei a maior sorte que poderia ter dado nessa viagem. Conheci o Cezar, que estava lá oferecendo o seu hotel para os passageiros que chegavam. Só tinha ele lá e meio que sem opções aceitei ir com ele conhecer seu hostel. Ele foi muito simpático e disse que se não gostasse ele me deixaria no centro para eu procurar outro lugar. Bom, cheguei lá e o lugar era muito bom além de que o Cezar e a Alexandra, que eram os donos, eram sensacionais. Negociei uma suíte com TV e ar condicionado por US$ 25 por dia. Disse que tinha dado sorte, porque o Cezar me ajudou com absolutamente tudo na viagem e economizei uma grana com isso, sem contar que dava tudo certo, pois ele sabia os esquemas! Eles foram muito legais comigo, nem acreditei a sorte que dei!!!! Deixo aqui os contatos do Cezar, que recomendo muito! Nesse dia eu tentei organizar com eles tudo que queria fazer, descobri que tinha coisas lotadas que não conseguiria fazer (como Isla Bartolomé, por exemplo), e depois saí para o único rolê que dava tempo no dia: Las Grietas e Playa de los Alemanes. Peguei uma carona com o Cezar até os restaurantes baratos que ele me indicou para comer alguma coisa e depois fui para o píer. Peguei um aquataxi por US$ 0,80 e caminhei até Las Grietas, passando pela Playa de los Alemanes. Tinha um pessoal lá, mas sem muvuca. Me joguei na água fria e fui até onde dava no fim da formação rochosa. Já na volta parei na praia para curtir um pouco. De noite voltei para a rua dos restaurantes para jantar. Comi todos os dias aqui. Pagava US$ 5,00 em uma refeição com sopa de entrada, um prato principal e um suco. Ótimo custo/benefício! 19/02/2018 – Santa Cruz Nesse dia pela manhã o Cezar me deixou em um lugar para tomar o típico café da manhã de Galápagos: Um Bolón com carne e ovo frito! Daí peguei um taxi até a entrada da trilha para Tortuga Bay. É uma bela caminhadinha até chegar na praia... Quando chega, percebe-se que valeu a pena! Uma praia linda!!!! Lá se chega pela Playa Brava, e caminhando até o fim dessa praia se encontra a Playa Mansa, onde a maioria da galera monta acampamento. Eu fiquei a maior parte do tempo entre as duas praias, em uma piscina natural onde várias iguanas nadavam. De tarde fui fazer o tour nas terras altas com o César. Paguei US$ 50,00. Lá as tartarugas gigantes vivem em seu habitat natural. Nesse mesmo passeio se vê os Túneis de Lava, e os Gemelos. Foi muito bacana o passeio... Muito mesmo. As tartarugas são incríveis e conseguimos ficar muito perto delas. Realmente um dos pontos altos da viagem! Queria ter ficado mais por lá. Nesse dia esqueci meu guarda-chuva lá e o Cezar deu um jeito de um conhecido dele pegar e me levar lá na pousada!!!! Túneis de Lava Los Gemelos Como alguns passeios estavam lotados e para não perder tempo, decidi ir para Isabela no dia seguinte e deixar reservado meu mergulho em Gordon Rocks para minha volta para Santa Cruz. Infelizmente muitos passeios estavam lotados e não consegui mesmo fazê-los. Uma pena. Quase nem o mergulho consigo. Eu ia fazer no dia seguinte, mas quando voltei para reservar já estava lotado o barco. Aí o César conseguiu com um outro cara pelo mesmo preço que esse para o dia que voltasse para Santa Cruz. Ele também me ajudou com os passeios em Isabela me colocando em contato com o Carlos e agilizando tudo para mim, inclusive o aviãozinho de Isabela para San Cristóbal PQP, ele me ajudou muito! Aí ele também conseguiu o ticket para o barco para Isabela pela manhã. Custa US$ 30,00. 20/02/2018 – Isabela Peguei o barquinho pela manhã, pagando ainda US$ 1,50 para o aquataxi me levar até o barquinho que não encosta no porto. Era um barquinho meio apertado... Não foi das viagens mais confortáveis. Demorou um pouco mais de 2 horas a viagem. Chegando em Isabela já tinha o pessoal da pousada Coral Blanco me esperando com plaquinha e tudo no píer. Paguei US$ 25 em uma suíte com ar condicionado. Ah, quando chega em Isabela tem que pagar uma taxa de US$ 10,00 para entrar... Lembra aqueles US$ 70? Então, viraram US$ 80 só para sorrir! Bom, Isabela tem menos estrutura que Santa Cruz. As cores do mar são impressionantes! Quando cheguei descobri que apesar da pessoa da companhia aérea ter confirmado que havia um lugar no voo no dia anterior, quando foi ver direito de manhã , não tinha lugar nenhum..... Isso me deixou bem puto, porque teria que abrir mão de ir para San Cristóban, pois não teria tempo de ir de barco. Me colocaram em uma fila de espera e ficaram de confirmar de tarde se arrumariam uma vaga ou não. Aí também descubro que o passeio para Los Tuneles estava lotado nesse dia e também no próximo.... Isabela não estava me dando muita sorte... O que fiz foi reservar o passeio para Las Tinoneras para o dia seguinte pela manhã e fui fazer outros passeios para Concha de Perla, a pé, e o Muro das Lágrimas de bike (US$ 10 por meio dia de aluguel). Concha de Perla fica bem pertinho do píer de entrada de Isabela. É uma grande “lagoa” de água do mar com peixes e lobos marinhos. Eu estava tão queimado de sol que fiquei mais me protegendo do sol do que fazendo snorkel no lugar. Aqui é a praia do lado do píer, cheia de lobo marinho. Quando voltei, almocei e aluguei a bike para fazer o Muro das Lágrimas. Fazendo um breve desvio no caminho, o primeiro lugar que parei foi o Centro de Crianza Arnaldo Tupiza. Um centro de criação das tartarugas gigantes de Galápagos. É possível ver as tartarugas de várias idades em ambientes fechados. Depois parei na Laguna Salina do lado do centro para ver os Flamingos que vivem lá. Então retomei meu rumo em direção ao Muro das Lágrimas. Quando cheguei no checkpoint do muro, encontrei uma menina do Japão que estava na minha pousada. Acabamos fazendo o resto do passeio juntos. A partir desse ponto já começamos a encontrar as tartarugas gigantes de Isabela no caminho. Sensacional! Existem muitas paradas no caminho até o muro, mas decidimos não parar muito e se tivéssemos tempo pararíamos na volta em alguma coisa. O muro em si não tem muita graça e nem muito sentido. O que vale é o passeio. Existe um morro ao lado com mirantes e decidimos subir até onde desse Na volta só paramos para as tartarugas mesmo. Eu estava meio com pressa, pois precisava saber se teria ou não um voo no dia seguinte, porque se não tivesse precisaria reorganizar toda minha viagem. Assim que cheguei na pousada recebi a notícia que conseguiram um assento para mim no dia seguinte as 13hs. Perfeito!!!!! Ainda deu tempo de pegar o por do sol na praia já bem feliz que o avião tinha dado certo! Fui então tomar um banho e me arrumar para procurar um lugar para jantar. Me encontrei com minha amiga japonesa e fomos em um restaurante que tinha umas promoções de comida e de drinks. Estava tudo muito bom. Ficamos conversando um pouco e depois fui dormir porque no outro dia tinha que acordar cedo para o passeio e ela tinha que pegar o primeiro barco para Santa Cruz muito cedo! 21/02/2018 – Isabela / San Cristóbal De manhã o pessoal do tour para Las Tintoneras passou para me buscar. O tour saiu por US$ 35,00 Chegamos lá no píer e ficamos esperando o horário do barco sair, enquanto isso fui fazer amizades com os lobos marinhos! Quando o passeio começa, a primeira parada é tentar encontrar os Pinguins de Galápagos. Não tivemos sucesso, mas por sorte encontramos o Atobá de Pata Azul (Sula nebouxii), ou Piquero de Patas Azules, ou ainda Blue Footed Booby Foi o primeiro da viagem esse. Muito lindo! Bom, sem os pinguins por perto, seguimos a viagem para uma caminhada de onde se pode avistar os Tubarões de Galápagos e um local que eles usam para descanso. Um lugar com muitas e muitas iguanas, fragatas e algumas outras aves, caranguejos e os tubarões, claro! A caminhada termina em uma linda praia que não podemos entrar e é destinada apenas aos moradores locais... Lobos Marinhos e todos os outros animais! Na volta, como não tínhamos visto os pinguins, fui lá encher o saco para procurarmos mais. E funcionou! Avistamos um casal voltando do mar e ficamos lá um pouco pertinho deles curtindo. De lá fomos para a área de Snorkel. Provavelmente o melhor Snorkel que fiz em Galápagos. Vi de tudo... Peixe, ouriço, iguana, estrela do mar, tartaruga, arraia, etc. E com isso, encerramos o passeio. Eu já estava na pressão na galera para me levarem embora porque não podia perder meu voo! No final deu tempo tranquilamente. O Carlos ainda pegou o carro da dona da pousada que estava e me deu uma carona até o aeroporto. E ainda não quis que eu pagasse pelo transporte... Foi muito gente boa!!!!!!! O contato do Carlos lá em Isabela é: Carlos Valencia +593 096 7643662 O Voo foi um capítulo a parte... Era necessário, além de muito bonito sobrevoar as ilhas, mas eu estava com um baita frio na barriga... O aviãozinho era muito pequeno! Eram 10 lugares... O piloto e mais 9 passageiros. E eu vacilei. O assento do lado do piloto podia sentar. Eu não sabia e sentei lá atrás. Que vacilo! No final o voo foi bem tranquilo e muito bonito! Custou US$ 135,00 o voo de Isabela para San Cristóbal e durou 45 minutos pela companhia Emetebe. Quando cheguei em San Cristóbal foi a mesma patifaria dos taxis. Um taxista chamou um taxi extra para mim e um casal que ficou para trás. Como não tinha lugar para ir, pedi que ele me levasse para um hostel barato. E deu tudo certo. Aí saí para fechar os passeios. Na verdade só iria fazer um passeio. Minha ideia inicial era fazer o tour para Punta Pitt, onde vivem os Atobás de Pata Vermelha. Não tinha nenhum tour para lá no dia seguinte, então fiz o Tour 360º. Ele passava por Punta Pitt, mas não descia, além de outros lugares bacanas, como Kicker Rock por exemplo. No final achei que foi a melhor coisa, pois vi vários Atobás e ainda fiz muitas outras coisas! Com isso resolvido, parti em direção ao Cerro Tejeretas. No Cerro Tijeretas existe um mirante com um visual bem bonito e para quem quer continuar, uma trilha já mais “suja” (sugeriram não fazer de chinelo, por exemplo) até uma outra praia com uns 40 minutos de caminhada a mais. A trilha até o mirante é urbanizada e até que tranquila. Eu me dei por satisfeito no mirante e após curtir o visual comecei a descida para o ponto de snorkel. Um lugar com a água bem azulzinha e lobos marinhos curtindo a vida. Já próximo do final do dia comecei minha caminhada de volta e meio que sem querer encontrei a indicação para uma praia para ver o por do sol. A praia era linda! Dei muita sorte! Foi um por do sol incrível!!!!!!!!! 22/02/2018 – San Cristóbal Acordei bem cedo para o tour 360º. Paguei US$ 160 pelo tour. O tour dá toda a volta na Ilha de San Cristóbal, mas os pontos de parada que são os mais interessantes, fora uma praia ou outra que avistávamos que dava vontade de conhecer. A primeira parada é para uma caminhada onde podemos avistar formações rochosas e lagoas bem bonitas. Depois fomos para o snorkel. Demos muito azar nessa hora. É um lugar que dizem que 99% das vezes se vê tubarões... Bom, nesse dia eles não estavam lá. E a visibilidade estava muito ruim... Não foi um snorkel dos mais legais, apesar de eu ter visto 2 vezes uma espécie de nudibrânquio bem bonita, além de muitos camarões e caracóis em forma de espiral bem diferentes! Seguindo fomos esperar o barco em uma praia bem bonita e ficamos um pouquinho lá curtindo. Passa tanta coisa na cabeça em lugares como esse........ A próxima parada era Punta Pitt, Eu já vim pondo pilha nos caras por conta de Punta Pitt o rolê inteiro, então quando chegamos lá o cara parou de verdade para eu conseguir ver os pássaros e tirar umas fotos... Pelo visto era só uma paradinha rápida, mas como eu falei com eles, ficamos um tempinho a mais por lá. Tinha muita ave ali! Inclusive a que eu estava atrás, o Atobá de Pata Vermelha (Sula sula), ou Piquero de Patas Rojas, ou ainda Red Footed Booby Já satisfeito, seguimos para uma praia onde ficamos curtindo um pouco a praia mesmo. Nessa praia tinha um jovem lobo marinho bem debilitado... Magrinho que só. Aí eu fui falar com o guia se eles têm algum programa de ajuda para esses animais quando os encontram precisando de ajuda, que na minha opinião era bem o caso daquele. Infelizmente ele disse que não e eles só agem se for algo não natural. Nesse caso não parecia que era o caso, então eles não faziam nada...... Uma pena. Não sei se o coitado iria conseguir sozinho, mas é a vida. E por último, fomos para Kicker Rock. Uma formação rochosa sensacional A vida debaixo d’agua é incrível. Corais, peixes, tartarugas e muitos tubarões! Isso que a gente estava só de snorkel... Mergulhar lá deve ser sensacional! Do lado de fora também é bem legal! E foi isso. Acabei ficando bem satisfeito com o passeio! Foi tudo muito bacana! Daí foi só pegar o por do sol na cidade, comer e dormir. 23/02/2018 – San Cristóbal Esse dia tirei para conhecer La Loberia. É uma praia bonita, com uma piscina natural onde ficam os Lobos Marinhos e é possível fazer snorkel, e a parte desprotegida, onde quebram altas ondas e ficam os surfistas. Nesse dia dei um pouco de azar. Só tinha um lobo marinho nadando por ali e para piorar ele estava bem agressivo. Ficou colocando a galera para correr o tempo todo. O tempo ainda estava péssimo e choveu muito! Mas muito mesmo. Muita chuva por muito tempo. Meio que deu uma miada no rolê. Já na hora que estava saindo apareceu um filhote de lobo marinho e ficou lá nadando um pouco. Então voltei pegar minhas coisas no hostel e fui para o barco. Dessa vez dei sorte. Era um barco confortável e com espaço sobrando. Foi tranquilo o trajeto entre San Cristóbal e Santa Cruz. De noite só fiquei caminhando no centrinho e jantei. 24/02/2018 - Santa Cruz Dia do mergulho em Gordon Rocks. Paguei US$ 160 no mergulho. A expectativa desse dia era grande! Muitas chances de mergulhar com Tubarões Martelo... Eu queria muito isso! O passeio começa cedo. Tem que estar as 6 da manhã na agência de mergulho. Lá nos encontramos todos, comemos um pão e um café com leite e partimos para o local de saída do barco, que não é muito pertinho. O barco vai tranquilo até Gordon Rocks. Quando chegamos lá tinha um lobo marinho que tinha pegado um peixe e ficou lá se exibindo para nós com seu peixe na boca! Foi bem legal! Pena que ninguém estava com a câmera nessa hora. Depois um pelicano quis porque quis pegar minha máscara de mergulho... Foi engraçado! Aí todo mundo correu pegar as câmeras para tirar foto! Bom, lá recebemos as orientações do mergulho, nos equipamos e bora para a água! O lugar é sensacional... A quantidade de tubarões é impressionante! Para todos os lados. Já nesse primeiro mergulho vi 2 Tubarões Martelo, mas o melhor estava reservado para o segundo mergulho. Infelizmente algo errado aconteceu com minha câmera e entrou agua no case. Não tinha câmera para o segundo mergulho e tive que pedir para o pessoal que mergulhou comigo me enviar as fotos, porque esse segundo mergulho foi insano! Eu vi mais de 100 Tubarões Martelo em cardumes de mais de 30 de cada vez... Foi uma das coisas mais bonitas que vi na minha vida... Era maravilhoso! Vi algumas raias, mas no final enquanto estava fazendo minha parada de descompressão, vi um cardume de raias que foi algo indescritível. Não dava para contar... Umas 60, 70... Sei lá. Elas passaram tranquilamente por baixo de mim........ Nossa, que imagem. Queria cortar os pulsos por não estar com minha câmera. Que mergulho!!!!! Missão cumprida!!!!!!! Depois que voltamos não tinha muita coisa para fazer e acabei ficando descansando na pousada. De noite fui dar minha volta e vi uma coisa que me deixou com pena dos equatorianos... O futebol deles é tão ruim que eles acham espaço para passar um jogo entre Flamengo em Fluminense do campeonato carioca na TV... Coitadinho daquele povo.... 25/02/2018 - Santa Cruz Nesse dia estava meio sem muito o que fazer e também sem dinheiro... Então decidi fazer o Tour da Baía... Acho que paguei algo em torno de US$ 25 ou US$ 30,00. Não me lembro exatamente. Acabou que foi um passeio bacana, apesar que dispensável para quem já tinha feito alguns rolês por lá. Mas eu gostei. Ocupou bem minha manhã! Vimos muitos animais no passeio. Inclusive uma das fotos que mais gostei da viagem eu tirei nesse passeio. Vi Atobás de Pata Azul, Lobos Marinhos, Iguanas, Pelicanos, Caranguejos, Fragatas e até um cachorrinho marinheiro!!!! Choveu muito esse dia também e foi um transtorno andar de chinelo na lama dos lugares que o passeio parava... O pé afundava com lama até as canelas! Tive que tirar e andar descalço mesmo. Essa é a foto que representa muito o que é Galápagos. Existem 6 espécies diferentes de animais nessa foto. Só a Fragata está desfocada no fundo... As outras todas aí no primeiro plano!!!! Mais fotos do passeio: No volta, mais um show de Galápagos... No píer tinha um cardume de Golden Rays, vários tubarões e lobos marinhos nadando juntos... Que absurdo esse lugar! Daí fui almoçar e depois iria para o centro de pesquisa Charles Darwin. Meu último passeio da viagem. Só tive que esperar o dilúvio que estava caindo na cidade passar. O Centro de Pesquisa Charles Darwin tem várias partes, nem todas abertas para turistas. As principais atrações são as tartarugas gigantes, claro, mas tem outras coisas para ver também. Aí no centro está “empalhado” (não sei qual é o nome correto disso) o Solitário George. Ele morreu em 2012 já bem velhinho. Ele que já foi parar no Guinness Book como o animal mais raro do mundo! Existe uma visitação controlada no local que ele fica. Quando eu o vi lá me deu um nó na garganta...... Triste.......... Ele foi uma das minhas grandes motivações de colocar Galápagos no meu radar de viagens... Ele é a história diante dos nossos olhos... Ele representa o que as pessoas estão fazendo com esse planeta. Uma pena que não consegui ir enquanto ele ainda estava vivo. Além de ter uma história tão triste de como foi encontrado na Ilha de Pinta depois de sua espécie já ter sido dada por extinta... Tadinho! Mas tenho certeza que foi muito bem cuidado nos últimos anos de vida depois que foi levado para Santa Cruz. Obrigado Lonesome George, por ajudar a abrir os olhos das pessoas! Obrigado por me levar à Galápagos! Bom, encerrado o passeio ainda parei na praia que fica dentro da área do centro de pesquisas. Muitos Darwin’s Finches na praia fazendo amizade com a galera... Principalmente os que deixavam farelos escaparem de suas refeições! Então me despedi de Galápagos. 26/02/2018 – Santa Cruz No aerporto Espero realmente um dia voltar para conhecer as coisas que não tive oportunidade nessa viagem. É tudo tão perfeito por lá! Valeu!!!!
  2. 1 ponto
    Boa tarde, gostaria de saber pq não criam uma ferramenta para apagar postagens!!!
  3. 1 ponto
    O vulcão Chimborazo é o mais alto do Equador, com 6.310 msnm (alguns lugares citam 6.268). Fica na Reserva de Produccion Faunistica Chimborazo. Está localizado na província de mesmo nome, aproximadamente 180km ao sul de Quito, entre as cidades de Ambato e Riobamba. Está rodeado por ‘páramos’ secos, sendo uma região com clima bem árido. Em pontos elevados, clima glacial. A temperatura gira em torno de 0 a 10 °C. Possui 2 refúgios, sendo a Cabaña Carrel a 4.850 metros e a Cabaña Whymper a 5.000 metros. O principal atrativo é a chegada ao primeiro refúgio e depois a subida ao segundo refúgio para quem tiver disposição, já que a altitude cobra seu preço dos visitantes. Mas há outras opções a serem feitas com guia, como trekkings e escalada, bem como o ciclismo de montanha. Entre a portaria principal e o primeiro refúgio há uma estrada de terra de aproximadamente 8 km a ser percorrida, sendo só subida. Alguns o fazem na caminhada, mas geralmente percorre-se esse trecho em veículos com guias que ficam estacionados na entrada do parque. No nosso caso, o guia nos cobrou U$ 20 pelo trajeto (ida-volta). É interessante citar, também, que é possível carimbar o passaporte no primeiro refúgio. Como chegar: o trajeto principal é o que sai desde o terminal de Riobamba, onde toma-se o ônibus que segue para Guaranda. Deve-se descer na entrada do parque. Para voltar, basta tomar o ônibus em frente a portaria , sentido Riobamba. Quanto custa: a entrada ao parque é gratuita (outubro de 2017). O valor do ônibus Riobamba-Guaranda é U$ 2,50. Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Chimborazo http://www.ambiente.gob.ec/reserva-de-produccion-de-fauna-chimborazo-26-anos-de-proteccion/ http://areasprotegidas.ambiente.gob.ec/es/areas-protegidas/reserva-de-producción-faunística-chimborazo A seguir, algumas fotos do local, tiradas em nossa visita em outubro de 2017:
  4. 1 ponto
    Retornei de Fernando de Noronha ontem e fiquei muito decepcionado com a administração do parque. Embora haja belas paisagens o custo benefício não compensa, por vários motivos: 1- Estradas esburacadas e em mal estado de conservação; 2- Há lixos despejados desordenadamente em praticamente toda a área habitada; 3- A taxa que se paga à econoronha e ICMBio não dão retorno algum ao contribuinte. A única praia com trilhas feitas com material sintético e isso é especialmente importante para idosos e deficientes só existe no mirante da baía do Sancho e, assim mesmo é miuto curta; 4- Dentro do parque nacional marinho há cavalos e dejetos, o que contribui para a degradação tanto da vida terrestre quanto marinha. Por esses e outros motivos, Noronha já está fora da lista dos lugares mais encantadores do mundo. 5- Esse não é o melhor spot de mergulho do Brasil. Está longe de ser. A ilha de Boipeba, por exemplo, é muito melhor tanto em termos de beleza cênica quanto em termos de condições de mergulho e infraestrutura. O próprio site tripadvisor coloca boipeba na lista de ilha mais bonita e com maior biodiversidade marinha do litoral brasileiro. 6- Os prédios históricos estão em péssimo estado de conservação. Há plantas e fungos crescendo em canhões, fortes e outros prédios antigos; 7- Logo ao lado da capela centenária, na vila dos remédios, há lojas de grande estilo, o que descaracteriza e polui visualmente o centro histórico, que está quase em ruínas. 8- O abandono já pode ser visto logo em frente ao prédio da prefeitura. Lixo por toda parte e plantas crescendo nos canhões. Tenho fotos de muitas coisas horríveis que vi em Noronha. Posso postá-las aqui no site, se houver alguma maneira ou posso mandar pra quem tiver interesse. Basta escrever. Portanto, minha recomendação é; Se você guardou uma boa grana, vá pra abrolhos, boipeba, morro de São Paulo ou praia do espelho. Garanto que são lugares muito melhores. Não vá a Noronha. O arquipélago é uma grande enganação. Nativos e sócios de nativos que possuem empreendimentos lá vão querer fazer você gastar muito, vendendo ilusões
  5. 1 ponto
    Importante: Esse trekking apesar de parecer fácil (só andar pela praia) exige uma alta compreensão sobre marés e condições climáticas (todos os dias olhávamos o tábua de marés de noite e de manhã), pois qualquer mudança de tempo pode acarretar na abordagem do trekking. É recomendável fazê-lo na lua nova* Iolanda me chamou para realizar esse trekking por volta de Setembro/2017 com previsão de realizarmos em Março/2018, como eu já estava no mochilão pelo Brasil eu não dei certeza, mas me programava para realizá-lo, pois depois de pesquisar sobre o trekking me encantei com a história. Em fevereiro consegui a passagem para Itamaraju para o dia 09/03 e estávamos marcando para iniciar o trekking no dia 12/03. Embarquei no dia 09/03 para Itamaraju para encontrar a Iolanda na casa da avó dela. Após 27hrs de viagem cheguei em Itamaraju na madrugada do dia 11/03. Ficamos o dia 11/03 inteiro atrás de mercado e lugares para comprar o que faltava, mas esquecemos que era domingo e cidade do interior não funciona igual Sampa rsrs 1° Dia - Itamaraju a Barra do Cahy Percorridos: 11km. Tempo estimado: 4hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) (Ônibus Itamaraju x Prado: R$14 Táxi Prado x Cumuruxatiba: R$15) Acordamos por volta das 6hrs da matina e fomos tomar café, nos despedimos de todos e corremos para rodoviária, chegando na rodoviária vimos o ônibus para Cumuruxatiba saindo e o próximo seria só às 14h30. Optamos pela opção de ir até Prado e de Prado tentar um táxi ou pegar o ônibus às 12hrs para Cumuruxatiba. Chegando em Prado nos deparamos com os primeiros oportunistas que encontraríamos no caminho dessas cidades que estão virando turísticas, o senhor queria cobrar R$200 (exatamente duzentos reais) para deixar a gente no trevo de Cumuruxatiba e assim tentarmos carona, nem fodendo que íamos pagar tudo isso em um táxi sendo que o ônibus não era nem R$15. Aproveitamos o intervalo para irmos no mercado para comprar o restante das coisas que comeríamos nos próximos dias. Voltando do mercado um senhor ofereceu para levar a gente por R$15 até Cumuruxatiba e nos deixaria onde quiséssemos, por esse preço não dá para recusar né...logo aceitamos! Chegamos em Cumuruxatiba por volta das 10h30 e junto conosco chegou uma puta de uma chuva! Como estava chovendo muito resolvemos parar em um restaurante para “encher a pança” antes de começar a caminhada. Encontramos PF há R$15 no Restaurante da EMA que fica atrás da igreja de Cumuruxatiba. Após comermos iniciamos o trajeto até Barra do Cahy era por volta das 12hrs. No começo da caminhada estava uma maravilha, tinha parado de chover, o sol estava entre nuvens, estava um vento agradável, a vista da praia era muito foda. Mas como nem tudo são flores o céu começou a fechar e logo começou a chover muito. Começou a ficar ruim para andar na areia com chuva e maré alta corremos para andar perto das vegetações. E foi desta forma que achamos o camping da Glória, onde decidimos entrar e ficar para esperar a chuva passar Pagamos R$ 30 pp, o camping é bem estruturado e tem uma “puta de uma vista”. 2° dia - Barra do Cahy x Corumbau Percorrido: 16km Tempo estimado: 5hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) Acordamos por volta das 5h para ver o Sol Nascer, mas o tempo não colaborou para um belo nascer do sol. Fizemos nosso café e enquanto comíamos olhavamos o site Tábua de Maré para saber o horário exato da maré morta, assim não teríamos surpresas ao chegar no Rio Cahy. Nesse dia a maré morta seria por volta das 9h portanto saímos do camping por volta das 9h já que estamos há uns 30min do Rio. Passamos pela tão famosa “placa do desembarque e pela Cruz do Marco do Descobrimento” (que cada um diz que foi em um lugar). Chegamos no Rio e ele estava realmente muito baixo e como diz os locais “a água berava o jueio”. A vista é espetacular, mas a maré estava subindo e isso dificultou a nossa passagem por um dos “cotovelos de falésias” onde atravessamos com a água “berando o jueio”, mas depois desse “cotovelo” já avistávamos a ponta de Corumbau que dizem que chega a 200m a dentro do mar (eu não tinha uma fita para medir, mas ia longe…). Após algumas horas de caminhada (até que tranquila já que o clima ajudou bastante), chegamos em Corumbau e fomos direto olhar o Rio para ter uma noção da maré no pico mais alto e ver se dava para atravessar na maré morta. Chegando perto do rio já fomos surpreendidos por um índio muito louco de cachaça que queria de todo jeito levar a gente para o outro lado, mas decidimos pernoitar em Corumbau e sair no dia seguinte. Encontramos o camping Ilha do Sossêgo do Seu Zé que nos cobrou R$10 pp. O camping não era tão estruturado, tinha banheiro e se quisesse usar a cozinha poderia usar a da casa do Seu Zé. Por volta das 18hrs a maré estaria quase morta então resolvemos ir no Rio Corumbau para ver a possibilidade de atravessar no dia seguinte. Mesmo a maré não estando morta dava para atravessar com a água na cintura, ou seja, na maré morta a gente passa com a água “berando o jueio”. 3° dia - Corumbau x Caraíva Percorrido: 12km Tempo estimado: 3hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) Acordamos por volta das 5hrs, mas novamente o tempo nublado não quis colaborar para vermos um belo nascer do sol. Enquanto preparavamos nosso café da manhã Seu Zé veio “trocar um dedinho de prosa” com a gente e tomar um cafezinho de mochileiro. Contou diversas histórias de quando era mais jovem e fazia esses caminhos a pé pois não tinha outra opção. Contou sobre como a vila e a aldeia vem crescendo nos últimos tempos e melhorando o acesso às cidades vizinhas. Contou mais um monte de histórias, típico de senhor do interior que já vivenciou muita coisa e sempre tem bons "causos" pra contar. Depois de boa conversa com Seu Zé saímos para mais uma caminhada e já beirava as 9hrs onde passávamos tranquilamente pelo rio “berando o jueio”. Agora sim estávamos trilhando na Bahia o sol batia os 35° logo pela manhã e andar na areia fofa de Corumbau para Caraíva não estava sendo nada fácil. Pouco tempo andando na areia corremos para a estrada que liga Caraíva a Aldeia de Corumbau (onde passa muitos bugs), o chão ficou melhor para caminhar mas o sol e a ausência de vento continuava o mesmo. Cada sombra que encontrávamos tínhamos que parar para um descanso e em uma delas encontramos uma entrada de carro que dava para uma estupenda vista do mar esverdeado. Entramos e logo avistamos diversos coqueiros e o mar mais bonito visto até agora (Praia do Negro). Conversamos com dois senhores que estavam parados lá pegando coco e aproveitamos para pegar coco também pelo menos a água de coco para matar um pouco desse calor bahiano. Dali em diante seguimos pela areia até começarmos a avistar as aldeias de Caraíva e o calor nada de diminuir. Entramos no primeiro camping que vimos e negociamos um valor para ficarmos 2 noites já que estávamos com tempo e não tínhamos pressa de chegar em lugar algum. No camping do xando cobram R$15 pp e não é tão estruturado, os banheiros são compartilhado com a aldeia toda e a cozinha se quiser usar pode usar de uma das casas. Após fecharmos os dias no camping fomos conhecer a vila e realmente Caraíva é muito aconchegante, diversas casas coloridas e um povoado bem hospitaleiro, andamos bastante na vila e fomos para a barra para analisar o Rio e o nível da maré no seu pico máximo, aproveitando que estávamos lá ficamos para curtir o restante do dia. De noite fomos até a vila para conhecer o comércio e tudo é muito limpo e organizado, mas os preços são absurdos! Tudo é superfaturado (mesmo para um local de difícil acesso). Aproveitamos o horário para ver a maré morta para estudarmos uma forma de passar. Voltamos para a vila e curtir um pouco mais da noite e os poucos lugares abertos (talvez porque era uma quarta pós temporada). 4° dia - Caraíva Percorrido: 0km Tempo estimado: dia de descanso Novamente acordamos as 5hrs e a neblina não ajudou no nascer do sol, mas também não dava para ficar muito tempo na barraca afinal estamos na Bahia. Após o café da manhã fomos na barra ver o nível na maré morta e se realmente dava para passar. Depois ficamos o dia todo curtindo a praia, a vila e o rio. A noite fomos em um MPB que estava rolando em um dos bares e a maioria dos comércios estavam abertos (creio que porque era quinta) diferente do dia anterior que estavam todos fechados. 5° dia - Caraíva x Curuipe (um pouco mais pra frente) Percorrido: 12km Tempo estimado: 3hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) Novamente acordamos as 5hrs para ver o sol nascer e o tempo nublado não ajudou, mas aproveitamos para tomar café e arrumar as coisas para sairmos. Após 10min de caminhada chegamos no Rio Caraíva no momento exato da maré morta e conseguimos passar com a água “berando o jueio”. Andamos aproximadamente 3km e chegamos na praia do Satu (homenagem ao antigo morador da praia) e, na minha opinião, o local é muito mais bonito que Caraíva e tem opção de camping agora. Seguindo pela praia de Satu passamos pela primeira lagoa que sabíamos que encontraríamos pelo caminho, mesmo estando vazia preferimos seguir pois sabíamos que havia outra logo a frente e que era ainda mais bonita. chegamos na segunda e paramos para admirar a paisagem e tomar um “banhão” naquela bela Lagoa esverdeada e de água morna. Para nossa surpresa pouco tempo depois da segunda lagoa encontramos uma terceira é essa terceira é bem agitada, mesmo na maré morta a água estava com um nível elevado e a correnteza forte pra caramba. Seguimos para a falésia onde subiríamos para chegar no espelho (e para bom um observador a trilha da falésia é vista de Caraíva). Subimos por uma escada que ajudou bastante, mesmo em construção, e logo avistamos a placa indicando a praia do espelho para esquerda, mas também tinha uma trilha para a direita que, aparentemente, iria para a ponta da falésia, claro que pegamos para a direita! E que bom que pegamos para a direita passamos por diversos mirantes com vistas de tirar o fôlego e conseguíamos avistar até Corumbau. Seguimos a trilha e encontramos as placas do espelho novamente, ou seja, devemos ter andado 1km a mais do que a trilha indicava. Descendo a falésia avistamos um mar surpreendente e a movimentação de turistas, deduzimos que estávamos bem perto da praia do espelho. Chegando na praia do espelho tava lotado de turistas, não tinha nem lugar para sentar mais portanto seguimos e Curuipe também não foi diferente. Lembramos que era sexta-feira e que a parte “tranquila” de praia tinha acabado. Andamos um pouco mais e decidimos parar para dormir do jeito que a gente gosta (no bivaque). 6° dia - Curuipe x Trancoso Percorrido: 18km Tempo estimado: 4hrs Novamente acordamos as 5hrs e hoje sim valeu ter acordado cedo, que nascer do sol foda! Na nossa cara, saindo de dentro do mar. Tomamos café e saímos por volta das 7h30 para chegar no Rio dos Frades na maré morta. Após 1h de caminhada chegamos no Rio dos Frades e ele realmente é como falaram, largo e com muita correnteza. Mas como estávamos sempre atentos na tábua de maré sabíamos que estaria chegando a hora da maré morta e daria para passar, dessa vez a água chegou na cintura e foi um pouco mais trabalhoso a correnteza, mas passamos! Estamos firmes seguindo o plano de não pagar canoa proposto no início da trilha. Como estava bem cedo tinha muito pescador de polvo e de siri. Seguimos firmemente por todas as praias aproveitando o tapetão de areia firme formado pela maré morta e o sol entre nuvens também estava ajudando, tudo propício para andar mais de 15km. Após passar várias praias sem ninguém, começamos avistar muito, mas muito guarda sol e logo tivemos certeza que estávamos chegando em Trancoso pelas abordagens. Foram umas 5 abordagens de turistas perguntando onde estávamos, quantos km, se dormíamos (?) e essas coisas (até pediram para tirar foto com nossas cargueiras). Enfim, Trancoso e a muvuca de turistas e muita gente e sem paz nem Sossêgo. Fomos então para o famoso quadrado de trancoso, entramos na placa da associação, passamos por uma ponte de madeira que corta o mangue e já começamos avistar muitos carros principalmente subindo a estrada para o quadrado. Andamos pelo quadrado e lembra bastante Caraíva (só que 3x maior e mais cheio de gente), paramos no mercado pra comprar uma breja e brindar a caminhada. Enquanto conversávamos sobre como Trancoso estava cheio e como a cidade estava grande (tem de tudo por aqui mas para alta sociedade) uma senhora abordou a gente e perguntou se não queríamos ficar no camping dela que era R$15 pp e ficava bem próximo da praia. Aceitamos e fomos para a Casa Harmonia. O lugar está começando agora, mas a recepção foi bem boa e decidimos pernoitar nele mesmo. (Como estava tudo muito cheio, praticamente não tiramos fotos) 7° dia - Trancoso x Porto Seguro Percorrido: 21km Tempo estimado: 5hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) Como estávamos em um camping tranquilo, não tinha vista pro mar e era praticamente o último dia de trekking resolvemos aproveitar mais para dormir. Acordamos por volta das 7hrs, tomamos aquele café da manhã que acaba com tudo o que tem pra ficar mais leve e seguimos. A praia dos nativos é bem bonita e ainda não tinha muitos turistas, pois era bem cedo. O tempo, novamente, ajudou para mais esse dia de caminhada. Sol entre nuvens, areia firme, maré baixa e pé na areia! Pouco tempo de caminhada passamos pelo rio da barra que estava com a água “berando o jueio” e assim finalizamos nosso acordo de não pagar canoa para atravessar nenhum rio! A vista de Trancoso para Arraial é igual todas que estávamos vendo até hoje, mar azul, mar verde, falésia, areia grossa, areia fina e céu azul tudo muito foda como foram esses 7 dias. Após algumas horas de caminhada começamos ver a movimentação dos turistas andando pela praia e assim foi até chegar na Praia do Mucugê (uma das praias de Arraial d'ajuda). Entramos em uma ruazinha para conhecer a vila e me apaixonei por ela. De todos os lugares que passamos Arraial d'ajuda foi o que eu mais gostei. Casinhas coloridas, bares e restaurantes temáticos, ruas de pedras, nativos bem receptivos, preços não era tão abusivos...era praticamente uma cidade grande com cara de interior na praia (ótima denominação). Andamos bastante por arraial d'ajuda e seguimos pela praia até a balsa para passar para Porto Seguro e finalizarmos nosso trekking. A praia dos pescadores e Araçaipe nem se comparam com as praias que passamos tanto pela cor do mar como pela vista e a movimentação dos turistas. Chegamos na balsa e para atravessar para Porto Seguro não paga, mas para voltar para Arraial d'ajuda tem uma taxa de R$5. Descemos da balsa e fomos andando pela passarela do descobrimento para dar uma olhada na orla de Porto Seguro (e uma analisada nos preços das coisas) fomos até a ponta onde começa a praia e voltamos para finalizar nosso trekking com chave de ouro. Paramos em um bar para beber uma breja e comer porque ninguém é de ferro! Foram 7 dias de trekking, mais de 100km andados e 90km gravados, valeu cada esforço! Dava para ter feito em menos dias, mas não tínhamos pressa de nada e fomos aproveitando cada minuto desse pedacinho do Brasil de tirar o fôlego. O litoral Bahiano não deixa de ser uma bela atração para todos os gostos e nunca desanima. Quem sabe um dia a gente não segue subindo até onde der 😁 Link do trekking no wikiloc: https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/trekking-do-descobrimento-23334805 Para mais fotos e dúvidas (@sobralsemfreio): https://www.instagram.com/sobralsemfreio/
  6. 1 ponto
    Pessoal, embarco dia 17/03 para Lima e só volto das terras Incas no dia 08/04. Montei um roteiro, baseado no que pretendo fazer e conhecer por lá, e preciso de ajuda para saber se está tudo de acordo. Será meu primeiro mochilão. Agradeço a quem puder ajudar. 17-03 - GRU - Lima 18-03 - Lima - Huaraz 19-03 - Huaraz 20-03 - Huaraz - Chavín de Huantar 21-03 - Huaraz - Pastoruri 22-03 - Huaraz - Laguna 69 23-03 - Huaraz - Lima 24-03 - Lima - Ica - Huacachina 25-03 - Ica - Paracas 26-03 - Paracas - Arequipa 27-03 - Arequipa 28-03 - Arequipa - Canion 29-03 - Arequipa - Puno 30-03 - Puno - Cusco 31-03 - Cusco 01-04 - Cusco - City Tour 02-04 - Cusco - Maras Moray 03-04 - Cusco - Vale Sagrado 04-04 - Cusco - Ollantaytambo 05-04 - Ollantaytambo - Hidrelétrica - Aguas Calientes 06-04 - Aguas Calientes - Machu Picchu - Cusco trem 07-04 - Cusco - Vinicunca 08-04 - Cusco - GRU Todas as viagens de ônibus longas eu farei à noite, para economizar tempo e dormir nos ônibus. As viagens de bus: 18/03 - Lima - Huaraz - Oltursa S/. 80.00 saída 22:50 Av. Andrés aramburú - chegada 06:50 23/03 - Huaraz - Lima - Oltursa S/. 80.00 saída 22:30 - chegada 24/03 - 06:00 Av. Andrés Aramburú 24/03 - Lima - Ica - PerúBus S/. 50.00 saída 08:30 Av. Mexico 333 - chegada 13:00 25/03 - Ica - Paracas - Oltursa S/. 25.00 saída 08:30 e chegada 09:50 26/03 - Paracas - Ica - Arequipa - Oltursa S/. 25.00 saída 10:15 chegada 11:30 - Cruz S/. 120 saída 21:00 e chegada 08:30 29/03 - Arequipa - Puno - Cruz del Sur S/. 90.00 saída 22:30 e chegada 05:00 30/03 - Puno - Cusco - Cruz del Sur S/. 80.00 saída 22h e chegada 04:30 A parte mais confusa ficou no deslocamento de Lima para Paracas e Huacachina. Não parece ser muito fácil economizar tempo neste trecho e com o roteiro, acabei deixando de fora as linhas de Nazca. Não sei o que tirar para adicioná-la.
  7. 1 ponto
    @Procurando ângulos Olá! Sobre o hostel, eu não conheço. Mas estive em BH recentemente e a maioria dos locais você pode conhecer a pé ou com transporte público. Minhas sugestões: Praça da Liberdade e Mercado Municipal (esses dois dá para ir a pé de um ao outro), Praça do Papa e Mirante das Mangabeiras (há ônibus saindo direito do Centro, há um mirante lindo da cidade por lá), Lagoa da Pampulha e arredores (também acessível por transporte público). Eu fiz o trajeto BH - Vitória com o trem da Vale, se gostar de trem e tiver tempo sobrando para conhecer as duas cidades é uma boa pedida.
  8. 1 ponto
    Isso é uma justificativa para aquelas perguntas do tipo: "porque você sempre viaja para fora, com tanta coisa bonita no nosso país??"
  9. 1 ponto
    Se o cartão de crédito estiver no seu nome, e possuir um limite alto, que seja condizente com o tempo que você vai ficar lá na Europa, 500 Euros em espécie + cartão devem ser suficiente.
  10. 1 ponto
    Ricardoooooooo!!! kd o resto do relato irmão? rsrs Mto útil e super explicativo, obrigado! PS: manda a planilha aí, hombre!!!!
  11. 1 ponto
    @laura swinerd @laura swinerd oi laura ja decidiu? To indo pra uruguai em julho, e pretendo gastar um pouco menos que isso. Topa?
  12. 1 ponto
    @lojudice Fui fazer uma pesquisa de hospedagem em FN, Cancun e San Andres. Em casa de família em FN o preço mais baixo está na faixa de $270. Cancun e San Andres têm muitas opções abaixo de $200. Esse é outro problema de FN: não tem opção mais barata de hospedagem. Sério. Tá certo que os nativos precisam faturar, mas os preços são exorbitantes pelo que oferecem.
  13. 1 ponto
  14. 1 ponto
    Excelente feedback, @Aluísio Cardoso. Em relação ao dedão eu não tive problema e a numeração é que sempre uso. Já minha namorada reclamou muito em relação ao incômodo no dedão, principalmente em decidas. Vi que muitas pessoas recomendam comprar um número maior por conta da proteção e que os pés incham durante uma caminhada, por exemplo. Ah... eu troquei a palmilha da minha bota com uma bota antiga que eu tenho da Vento Finisterre, melhorou absurdamente. Valeu!
  15. 1 ponto
    Procure se hospedar no Matices Patagonicos. Tem tudo que vc quer. É uma vila de casas que a proprietária administra e vai todos os dias no local. Ajuda com passeios e etc... Sempre me hospedo lá e nunca tive problemas, além do mais as casas são seguras e todas tem alarme e estão localizadas num lugar muito tranquilo. Fica no km 5,7 da Bustillo
  16. 1 ponto
    Isso rola sim. Mas depende da area da cidade. Em geral eh bem seguro mas tem muito bandido tambem. Ja ouvi muitas historias de roubo mas em geral todo mundo vai embora feliz, ou seja, nao deixe que isso atrapalhe sua viagem. Airbnb tem muitas opcoes em bariloche.. deve ser tranquilo achar. Talvez pelos kilometros seja mais seguro. Valeu
  17. 1 ponto
    04-11: Passeio por Fez. Saí de manhã do hostel com a intenção de conhecer a medina, no que foi um dia, digamos, teeeenso! Já li trocentos relatos de gente que se viu ou em maus lençóis pelo assédio ou mal entendidos com pretensos guias ou gente “querendo” ajudar. Estava vacinadíssimo pra essas situações. E lá fui eu seguindo meu guia Lonely Planet, melhor do que qualquer outro de carne e osso competente ou não. É um caminho linear, mas com desvios pra atrações próximas, onde se passa por um portal lindão, depois pelo bairro judeu, onde havia uma sinagoga e um cemitério em evidência (este estava fechado por ser sábado). Pra encontrar a sinagoga é necessário pedir ajuda aos locais pois ela se encontra escondidinha. Daí você acaba conversando com um, com outro, e contatos vão sendo feitos. Assim, alguém aparecerá querendo “ajudar”. Antes que essas ajudas ficassem caras demais, resolvi optar por contratar um guia pra ir direto ao ponto e economizar tempo. Escolhi um figurinha meio com cara de humilde e menos falastrão. Pra evitar mal entendidos, já combinamos um preço (cem dirhans), determinamos um tempo (três horas) e lá fomos nós. Ele insistiu na necessidade de contratar um taxi que nos levaria até o outro lado da medina, onde poderíamos encontrar mais rapidamente aquilo que eu entendi que seriam as tinturarias, ou “os homens que trabalham com os pés”, nas suas palavras, já que eu não sabia dizer tinturaria nem curtume em inglês. Insisti com o guia para que fôssemos a pé mesmo, ao que ele concordou, mas insistiu que demoraria pra chegar nas tinturarias. Diante do que eu entendi que seria um “traço” de honestidade do cara, concordei então com o tal do taxi, isso pra economizar tempo (vai vendo no que deu). E lá fomos nós pro outro lado da medina, segundo ele, pra me mostrar também a Fez “real”, as oficinas, as fábricas, a gente simples sem máscaras ou assédio constante, o dia-a-dia dos habitantes locais, e isso, para um professor de geografia como eu, é ouro. Achei a proposta interessante, mas como nada tenho contra a massa ensandecida da turistaiada louca, muito pelo contrário, gosto de encontrar o pessoal do mundo todo nessa montanha russa de curiosidade, fome e sede de cor, som e sabor (abro mão do consumismo, até porque não tenho dinheiro, mas nem vontade de comprar mil coisas tenho, isso depois de trocentas viagens em que, chegando em casa, você se arrepende da bagagem extra que fazia sentido lá mas já não faz sentido cá), assim, concordei desde que chegássemos ao lugar “onde os caras trabalham com os pés” (tinturaria), economizando meu precioso tempo. Daí, fomos por um trecho realmente menos atraente, mais próximo ao ritmo local porém mais tedioso. Mas muuuuito tedioso mesmo. E o guia insistindo em me levar a uma fábrica de cerâmicas. Assim, entre teares, oficinas e padarias, acabamos chegando ao lugar “em que se trabalha com os pés”, ou seja, um curtume... e nada da tinturaria. Segundo o guia, essa só estava em atividade pela manhã. E isso, além de não ser verdade, ele só disse nesse momento. Juro que me senti um idiota, um coió-de-mola (como dizem no interior de São Paulo), um completo imbecil por insistir naquilo que todo mundo implora pra não fazer. E o cara querendo me levar pra fábrica de cerâmica. Peguei o relógio e vi que ainda faltava muito pra completar as três horas combinadas, mas conclui que aquela merda tinha que se encerrar ali mesmo pra que pudesse de fato ganhar o que restasse do meu dia. Contive meus impulsos homicidas que só fazem a coisa piorar quando acaba em briga, mas deixei claro que não era nada daquilo o que eu queria. Abortei os planos de continuar com o guia, paguei o que combinei, peguei um táxi e voltei pra estaca zero e com menos uma hora e meia de atividade possível nesse dia. Mereci tudo mas não aprendi nada, vai vendo. Novamente no bairro judeu, na estaca zero, o mapa do Lonely Planet me deixou confuso. Um cara com muleta, percebendo minha situação, se aproximou, puxou assunto e me pareceu muito instruído, foi se insinuando, falando do Brasil, daí há pouco já era o meu melhor amigo de infância. E começou a falar das muitas atrações escondidas pelas redondezas inclusive o mais incrível jardim de Fez (Jnam Sbil, lindão), enfim, fez meus olhos brilharem. E foi me conduzindo pelo emaranhado de ruas confusas e eu insistindo pra que ele me deixasse, que não precisava de ajuda, que era só indicar o caminho e o cara insistindo que pra ele seria importante se mexer. Ao findar o percurso, já ao lado do jardim, sinalizou por onde eu deveria ir e ficou ali esperando... Eu, constrangidíssimo, dei tchau, apertei a mão dele e ele então pediu uma “ajuda”. Dei 10 dirhans, e ele reclamou. E aqui eu digo, moçada, que o verdadeiro talento desse povo que assim age, é justamente saber exatamente o que fazer pra te deixar constrangido. Eu agora, pensando naquela cena, acho que teria sido bom dizer “você quem quis vir, por sua conta”, “foda-se a ajuda, não lhe devo nada” e por aí vai, mas o cara já te selecionou pelo seu perfil, eles sabem quem escolher... sim, fui um pato mega! Ou seja, não aceite a ajuda desse povo que se prontifica. Ninguém está ali pra fazer amizade! Pois bem, acatei a sugestão do Lonely Planet (recomendadíssimo) de fazer um percurso a pé que consiste em atravessar o portal Bab Boujloud, virar à esquerda e em seguida à direita, e ir descendo essa viela até o fim, observando os açougues com cabeça de camelo chamando a atenção (e dono bonzinho que deixa fotografar), a madrassa (lugar em que se aprende os ensinamentos do Corão) Bou Inania (20 dirhans e interessantíssima, aqui vale tentar um guia pra explicar um pouco de tudo), um mecanismo (a clepsidra) que funcionava como relógio mas hoje está desativado, o acesso ao museu Nejarine, que foi uma antiga hospedaria para viajantes endinheirados (bem legal, também por 20 dirhans, mas tem que sair um pouco da viela e vale cada centavo), além do visual único proporcionado pelas lojas e comércio borbulhante que se tem ali (e um incrível suco de romã, nos inúmeros locais que o fazem ao longo desse trecho, que fica na história gastronômica da viagem), como a confecção de tronos matrimoniais (uma tradição local, meio brega, porém, tradição), inusitado e muuuito interessante. Chegando ao fim da viela, vira-se à direita e imediatamente à esquerda e segue-se, assim contornando a universidade (a mais antiga do mundo) e a mesquita Kairaouine (em ambas não-muçulmanos não estão autorizados a entrar, infelizmente). Assim se chega a uma espécie de mini-praça, onde se encontram os artesões que trabalham com metais e coisas do gênero, atravessando o trecho em que se vende luminárias tipo lâmpada do Aladim, em lojas com cenários encantadores. Depois, é só seguir à esquerda da praça, descendo a rua dos tingidores. Mais adiante, se chega à praça R’cif, enorme, onde temos mini-táxis e ônibus pra todo lugar. Eu já ia embora meio triste, pois não encontrei os famosos tintureiros que são a imagem símbolo de Fez. Mas passava um jovem que lê pensamentos, captou meu instinto geográfico e “turistólogo” e já perguntando de onde eu era e se queria seguir com ele que ia encontrar o pai que trabalhava no “lance”. Daí, pensei: “já é fim de tarde e essa é minha chance de conhecer o tal do lugar. É isso ou nada, independentemente das consequências, que com certeza virão, não tenho dúvida” (estava muito desiludido com as maracutaias locais). E lá fui eu. O pai, na verdade, era funcionário de uma loja de artigos de couro (sacaram?), das muitas que rodeiam o curtume/tinturaria, formando uma barreira, tornando impossível que seja visto da rua e possibilitando um cinturão de contenção do cheiro ruim que dali exala. Então, como um bônus, a loja leva os clientes até o terraço, de onde se avista o processo. E vende seus artigos de couro. Que eu não queria. E vai convencer o pai do moço de que eu não precisava de uma jaqueta de 300 euros pra ser feliz. Então, me prontifiquei a dar uma gorjeta pelo favor de me deixar dar uma espiadinha e tirar umas fotinhas. Perguntei quanto costumavam dar os turistas que vinham ali, mas disseram que era por minha conta. Então, finalizada a atividade, tirei uma nota de 20 dirhans (uns 7 reais) da carteira. A cara que fizeram entrou pra história das intrigas internacionais. Me devolveram como se fosse esmola, se dizendo ofendidos, juntamente com um discurso, meus amigos, que me fez sentir uma mistura de Tio Patinhas com o próprio demônio. Mas eu saquei a paradinha. O pai ganha seus trocos com turistas sedentos de imagens-fetiche e potenciais compradores de artigos de couro que lhe garantam comissões (e os preços, pra quem gosta desses artigos, dizem que são os melhores), mas não tem permissão pra explorar a turistaiada, pois toda a transação ocorre longe da presença do dono da loja e dos demais funcionários. Então, provavelmente, se você se sentir coagido, creio que é só sair perguntando quem é o dono e como é que a coisa funciona de fato que acredito que resolve tudo. Mas é uma cena muito constrangedora. E não foi o que eu fiz. Na verdade, o pai acabou pegando o dinheiro que eu ofereci e eu me mandei sem querer saber de mais nada. Ou seja, três momentos tensos num só dia e todos previsíveis, o que me deixa com aquela sensação de que daria pra se evitar. Enfim, bola pra frente. Na volta pro hostel e já fora da medina, jantei um tajine de sardinha muito bom por 30 dirhans. Delicioso. Esse restaurante fica em um dos estabelecimentos em frente da estação de trem Gare de Fez (a uns 120 metros dela), com preços camaradas. Foto: feirante próximo à medina de Fez. Durante toda a viagem, procurei evitar fotografar o povo local, principalmente mulheres, pois percebi que eles entendem isso como invasivo. Entretanto, essa foto ficou natural pois foi tirada por um guia local do qual usufrui os serviços. Foto: jardim Jnam Sbil, próximo à medina de Fez. Foto: portal Bab Boujloud, acessando a medina de Fez. Foto: Tingidores - imagem curiosa e condições de trabalho medievais e medonhas. Foto: os tingidores não são vistos por quem passa pelas ruelas da medina pois se encontram neste local cercado de lojas por todos os lados.
  18. 1 ponto
    Aline, mto legal seu roteiro, estou planejando fazer algo parecido, mas como vou antes de vc (agosto e setembro) não penso em passar por copenhage e noruega. Estou começando a planejar agora, por enquanto só comprei os aereos de ida e volta rsrsrs. Caso ja tenha evoluido no planejamento, pode compartilhar como fara os deslocamentos? onde pesquisou os valores ? tem ideia dos valores ja ? Obrigado =)
  19. 1 ponto
    Se eu fosse você, focava nos lugares baratos e deixava os com maior custo e tempo pra uma segunda Eurotrip. O legal, é que vc nessa segunda conhecendo esses lugares maiores você terá mais tempo nelas e mais tempo pra juntar dinheiro pra curtir bastante. E o mais legal ainda é que você vai ter conhecido muita coisa na Europa, o que é uma oportunidade incrivel. Se joga no seu roteiro de cidades menores e com custo mais baixo. Boa viagem!
  20. 1 ponto
    Você deveria ter comprado a volta em trem, assim não teria que se preocupar com o horário e poderia ficar até quase as 13h em Machupicchu. Mas já que vai voltar de van, melhor reservar antes se possível pra evitar problemas. Você tem que estar nas vans as 15h então depende de como você vai descer de Machupicchu para Aguas Calientes (de ônibus ou a pé) pra calcular o horário de saída. De qualquer forma eu evitaria passar das 11h. Você já vai estar cansada e ainda terá que fazer a caminhada. Melhor descer, comer alguma coisa e caminhar tranquilamente até a hidroelétrica.
  21. 1 ponto
  22. 1 ponto
    Entendi. Mas você não precisa voltar pra Cusco. Pode ficar por algum lugar no Vale Sagrado mesmo e no dia seguinte sair pra fazer rafting no trecho entre Urubamba e Ollantaytambo. A não ser que queira fazer em Cusipata, que fica na direção oposta, aí vale a pena voltar a Cusco.
  23. 1 ponto
    Fernando de Noronha NAO vale a pena, e os motivos sao muitos. 1- Taxa de turismo preservação ambiental é altíssima, mas o nativos dizem que nao sabem onde este dinheiro todo é aplicado DIZEM QUE NA ILHA NAO É MESMO visto que a preservação é precária é feito por uma empresa do governo federal a PETROBRAS, ai você ja sabe onde vai este dinheiro todo...né? 2- lixo em todas as partes 3- Taxa de preservação alta, mas nao tem nem hospital que seja pelo menos básico na ilha, se vc quebrar o dedao do pé TEM QUE TOMAR UMA AVIAO e sair da ilha. 4- Quer sair a noite da pousada e dar uma passeada pelo centro da vila? se prepare! é escuro, sujo, ruas esburacadas, lugares mal cuidados. 5-Quer jantar a noite? se prepare os VALORES sao fora da realidade da ilha e do brasil. conheço muito bem a Europa, e os valores praticados nos restaurantes da ilha por um bom prato esta no mesmo valor da Europa. 6-Quer ir a praia? como, se tudo é a titulo de preservação e nao pode ficar por ali, ou nao tem fácil aceso, se fora a Noronha esquece que vai ter praia normais...nao vai! 7-O valor das pousadas de baixo nível sao ate razoável, porem ser quiser uma pousada melhor, se prepare! pois o valor da diária é o mesmo que um hotel 4* em roma, Madrid, Lisboa. Fiquei na melhor pousada da ilha, a do ZÉ MARIA, paguei pelo quarto em conta, que tem preço de Europa(sou agente de turismo, e sei o que estou dizendo) e o quarto esta 100 metros da recepção, descendo escadarias interminaveis, para minha surpresa o quarto ficava em um buraco onde a vista era um barranco. 8-Quer alugar uma bug para andar na ilha? se prepare...o valor é de tirar o coro do turista que nao tem outra saída para se locomover na ilha. 9- Pagar por passeio com os barcos das agencias de turismo que tem na ilha - chega a ser irritante o que eles fazem, pois nao tem tempo de nada é uma correria louca, nao tem tempo para saborear as praias, pois as mesmas sao preservadas, e quando tem é por apenas 30 minutos... ESTAS COISAS NINGUÉM TE FALA ANTES - pois se a agencia te falar antes voce nao viaja para Fernando de Noronha. Sai da ilha com nariz de palhaço e revoltado.
  24. 1 ponto
    Trota de Latacunga acho que é perder dinheiro fazer o tour com agencia... de onibus por conta propria tu vai gastar uns 4 dolares, e o tour estava U$35,00... nao vale a pena, indo por conta propria tu fica o tempo que quiser, aproveita muito mais e gasta muuuuiiiiito menos! Déia
  25. 1 ponto
    Muito obrigado danielrmt! Vou colocar aqui o link para as fotos no site que recomendou. Por favor não pensem que eu tenho alegria em postar as fotos. Sinto uma tristeza muito grande em ver um santuário ecológico e patrimônio histórico sendo degradados. Mas, como poder econômico é o que manda no país, tenho poucas esperanças de que as coisas vão melhorar. Aqui vai o link http://fabiano1.imgur.com/all/ A foto 1 foi tirada na região próxima à Igreja NSa dos remédios. Reparem no buraco e no estado da estrada. Isto pode ser visto em toda a ilha. As fotos 2 e 3 mostram os mal estado de conservação dos canhões do Palácio São Miguel. Reparem nas plantas crescendo sobre eles As fotos 4 e 5 mostram o lixo espalhado desordenadamente no palácio São Miguel, que é a sede administrativa de Fernando de Noronha. Claro, se há sujeira ali, imaginem no restante da ilha. As fotos 6 e 7 mostram o lixo espalhado na rua do sol. A foto 8 é de fezes de cavalo na trilha grande de Atalaia, dentro do parque nacional marinho. A foto 9 é a placa indicadora da trinha longa de atalaia. Reparem no estado de conservação da placa. Está quase apagada. Ou seja, há muito tempo sem manutenção. Há placas assim por toda a ilha. A foto 10 foi tirada no forte, que está quase em ruínas. Reparem na haste de sustentação e no estado das bandeiras. Tenho muitas fotos, mas creio que estas já ilustrem bem a situação. Forte abraço a todos, Fabiano.
  26. 1 ponto
    Oi Arlan! Obrigado pela mensagem. Que bom que reconhece que o que eu disse é verdade. Acho importante as pessoas saberem disso antes de ir. Como disse, as taxas de administração são elevadas e não há retorno ao contribuinte. Cabe a quem planeja a viagem decidir se ela vale a pena. Pelo que percebi muita gente ficou surpresa com o que está escrito. Reforço o que disse. Claro, é a minha opinião. O custo benefício não compensa e eu não recomendo.
  27. 1 ponto
    Oi Gente! Posso postar as fotos e até quero porque são revoltantes. Alguém sabe como devo proceder? Olha, já viajei um bocado e não só pelo Brasil. Mas nunca vi uma propaganda tão desproporcional. As informações da internet são totalmente mentirosas sim. Concordo com o Marcos, a ilha grande tem belíssimas praias. Estive lá e recomendo. Fernando de Noronha tem praias lindíssimas mas tem todos os problemas que citei acima. Querem pagar pra ver? Eu não pagaria, até porque sai bem caro. Há uma explicação para a coisa ter chegado neste nível de degradação, e parece que vai piorar. Vou tentar resumir muito aqui. Em 1988, Fernando de Noronha deixou de ser um território para ser parte intergrande de Pernambuco, com 70% da área sendo transformada em parque nacional marinho, administrada pelo Ibama e atualmente pelo ICMBio. Quem ia a Fernando de Noronha na década de 80 ou era militar ou pescador nativo mesmo. Aí o lugar era bem rústico e, de fato, lindo. Nos anos 90 um plano diretor e um plano de manejo foram elaborados. Apenas nativos poderiam abrigar turistas e a melhor acomodação da ilha era a base militar americana abandonada. As águas que abasteciam turistas e moradores vinham das chuvas do meio do ano. O arquipélago continuava lindo e rústico. No fim dos anos 90, os planos de manejo e diretor mudaram. Nativos poderiam associar-se a milhonários para que grandes empreendimentos fossem construídos. Há agora resorts que abrigam celebridades. Aí a coisa caiu em desgraça e está piorando. Por quê? Porque é preciso dessalinizar a água pra atender a demanda (um processo caro e com impactos significativos). As coletas de lixo não são regulares e há dejetos espalhados por toda parte. As taxas de administração e preservação são elevadas e aparentemente nada está sendo feito. Bom, reconheço que há belas paisagens mas o preço não compensa e eu não recomendo. Quero postar as fotos do que disse. Alguém sabe como devo proceder? Posso também criar um flicr só pra isso. Por favor me avisem sobre o melhor procedimento porque falo questão de mostrar. Está tudo documentado. Grande abraço, Fabiano.
  28. 1 ponto
    Infelizmente o colega pegou Noronha num momento ruim, assim como já estive em Morro de São Paulo onde vi as praias tomadas por lixo. Lamentável ver que o Brasil ainda não conseguiu aprender tratar bem o que tem. Já visitei Noronha em dois momentos e, na minha opinião, é o lugar das praias mais espetaculares do Brasil, devendo ser visitada entre os meses de agosto a novembro, pois permite uma melhor visibilidade. A Ilha de Boipeba foi eleita pelos internautas, os quais nem sempre conhecem os dois lugares para fazer a comparação. Para mim, das ilhas que conheço, Noronha e Ilha Grande, no Rio de Janeiro, são as duas ilhas brasileiras que possuem as praias mais impactantes do Brasil. Conclusão: vale a pena sim ir a Fernando de Noronha. Abração. Marcos.
  29. 1 ponto
    fiquei realmente intrigada com este relato, pois é o primeiro comentário negativo que vejo a respeito do de fernando de noronha. nunca estive lá, mas muitos amigo/conhecidos meus SUPER viajados sempre me afirmaram que o lugar é mais bonito do que qualquer ilha do caribe, pacífico ou até maldivas. enfim, como não acredito em unanimidades, gostaria de ver estas fotos também para conseguir visualizar o que descreveu.
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


×
×
  • Criar Novo...