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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 17-04-2018 em

  1. 1 ponto
    Vou contar aqui o relato de minha viagem à Noruega, país que foi considerado o mais feliz do mundo pela ONU. Fatores que fizeram com que a Noruega alcançasse tal posto: qualidade de vida, acesso ao lazer, saúde e educação. Um país modelo. Espero ajudar a quem gostaria de conhecer o país e dar o máximo de detalhes possíveis, dicas, o que conhecer, onde ir, o que fazer e o que evitar. Fui conferir de perto este país vizinho ao polo norte no final de março de 2017. O que mais me perguntaram (aqui e lá) é por que querer conhecer justamente a Noruega. Bem, sempre fui um apaixonado pela cultura nórdica e o povo escandinavo. Por questões de tempo -- e dinheiro -- acabei optando pela Noruega, no futuro talvez conheça os vizinhos Dinamarca, Islândia, Suécia e Finlândia (nestes dois últimos posso dizer que pisei, falarei mais à frente). O planejamento da viagem foi o mais atípico possível. Eu consegui confirmar minhas férias em cima da hora, não tive tempo de planeja-las. Então vi algumas promoções de passagens e lá estava uma oferta interessante para a Noruega. Me perguntei: por que não? Nisso eu já estava de férias, entrando na segunda semana. Fui checar meus documentos e tive uma desagradável surpresa: meu passaporte estava vencido desde 2015! Eu havia me confundido, achei que o passaporte tinha validade de dez anos, mas era de cinco anos. Os novos é que valem por dez anos. Imediatamente entrei no site da Polícia Federal e consegui um agendamento de requisição de passaporte para dois dias depois. Fui lá, e me deram um canhoto informando a data para retirada do documento, exatamente uma semana depois. Perguntei ao agente da polícia se esta data costumava ser certa, se o prazo costumava ser cumprido, e ele me respondeu: "não costuma falhar, o governo pagou à Casa da Moeda"! Então voltei para casa, comprei as passagens de ida e de volta, as passagens dos voos domésticos dentro da Noruega, as reservas de hostels e outros trâmites necessários. Detalhe: a data da ida era a mesma da retirada do passaporte! Sim, sei que é loucura, ainda mais em um país como o nosso, de serviços públicos altamente ineficientes. Felizmente deu tudo certo com a emissão do passaporte, retirei o documento no Galeão pela manhã e à noite mesmo voltei ao Galeao para viajar! Com tudo planejado em uma semana e indo na cara e na coragem, foi uma aventura incrível! Vou dividir os futuros posts por dia, começando pelo embarque no Galeão. DIA 1: A IDA E OSLO Cheguei ao Galeão por volta das 20h, o voo era às 22h45. Fui de Lufthansa, Rio - Oslo com conexão em Frankfurt. Despachei a bagagem e o atendente já me avisou: você só pega a bagagem em Oslo. Achei excelente isso, em voo para os EUA, por exemplo, você tem que pegar a bagagem na conexão e redespachar. O mesmo vale para os nossos voos domésticos. O Terminal 2 do Galeão está em obras, está sendo praticamente refeito e está quase pronto, aliás. Por isso todos os voos estão se concentrando no Terminal 1, o que gera uma pequena confusão e uma certa lotação no local. Mas nada que atrapalhe. Andei demais para chegar no meu portão de embarque e pude ver como o Galeão se transformou da água para o vinho. Eu não ia ao embarque internacional havia seis anos. Não deve absolutamente nada para os aeroportos que vi na Noruega e Alemanha. Embarquei e o Boeing decolou sem atraso. Era um avião meio velho, mas o serviço de bordo da Lufthansa é excelente! Após servirem o jantar -- os tradicionais "pasta" ou "chicken", as bebidas eram à vontade e de maneira geral a tripulação era muito atenciosa e solícita. E aqui faço questão de abrir um parágrafo exclusivo para falar sobre serviço de bordo. Sempre digo que o reflexo de um bom serviço de bordo no custo total de um voo é ínfimo, irrisório. Tanto faz se é barra de cereal ou comida de verdade. Mas um cliente pode escolher uma companhia aérea justamente pela qualidade do serviço de bordo. Portanto, deixo um apelo aqui às companhias: pensem mais um pouco! Fui de classe econômica e cada passageiro tinha uma tela de entretenimento, com filmes, música e também o monitoramento do voo, indicando onde estávamos no momento. Depois do jantar assisti à um documentário sobre a história dos pitstops na F-1, apresentado por David Coulthard. Quando o avião finalmente saiu do continente para o Atlântico eu dormi. Acordei com o voo já na Espanha! Pela manhã foi servido um café da manhã tipicamente alemão: omelete! Comecei a notar instantes depois, próximo ao pouso, os fractais de gelo na janela. Interessante. Era um prenúncio do frio que eu ia sentir já na Alemanha. A fila da imigração em Frankfurt era longa, mas andou rápido. A agente que me atendeu só me perguntou para onde eu ia e carimbou o passaporte. Esta facilidade que tive na imigração não se repetiu no raio-x do embarque para Oslo, eu esqueci de colocar os líquidos (perfume, pasta de dente etc.) no famoso saquinho transparente e tive minha mochila toda revirada. Ainda recebi uma severa reprimenda do agente. Ele estava certo, afinal. Fiz voo doméstico aqui no Brasil alguns meses atrás na mesma situação e não me barraram. Lá as coisas são diferentes. Segui em um voo também da Lufthansa para Oslo, tudo no horário, serviço de bordo igualmente bom. O aeroporto internacional da capital da Noruega é fantástico. E fica a dica: no aeroporto, bem como em toda Noruega, não existe telefone público. Foram todos removidos há alguns anos, segundo o atendente do posto de informação do aeroporto. Se você quiser utilizar o Brasil Direto da Embratel, para ligar para o Brasil a cobrar, não vai funcionar do seu celular. Atenção: TODOS na Noruega falam inglês. Pelo menos todos com quem falei, sem exceção. Bagagens recolhidas, peguei um trem para o centro de Oslo. Comprei o ticket pelo cartão em uma máquina no próprio aeroporto. O que mais se encontra na Noruega são serviços automatizados assim. Até despacho de bagagens nos aeroportos, falarei em post à frente. Simplesmente sensacional. O trem, muito rápido e confortável, me deixou na Sentralstajon (estação central) em 30 minutos. Peguei um taxi para o hostel e puxei papo com o taxista. Que era da Somália. Isto é, a primeira pessoa com quem efetivamente conversei não era norueguesa! O taxi me deixou no hostel e, após fazer o check-in perguntei à recepcionista onde poderia fazer um lanche rápido. Eram 21h. Ela me indicou um McDonald's perto (fast-food foi o que mais comi na Noruega, falarei depois). Perguntei se não era perigoso, ela disse que não, ela mesmo saia sozinha tarde sem problemas. E realmente não era. Oslo parece o centro antigo do Rio de Janeiro no domingo. Ruas quase sempre desertas mesmo nos horários de movimento. Cheguei ao McDonalds, depois de um tempo eles desligaram o aquecedor e todos foram, assim, "expulsos". Voltei tranquilamente ao hostel pronto para os próximos dias. DIA 2 - OSLO Café da manhã reforçadíssimo no hostel, era minha tática já programada. Tudo é muito caro na Noruega, com a comida não seria diferente. Saí do hostel por volta de 9h. Minha primeira impressão da capital norueguesa durante o dia foi de uma antiga cidade do interior. Estava ensolarado mas frio. Fui diretamente à estação central, passei por trólebus e tramways nas ruas, todos velhos. No caminho passei pela catedral de Oslo e tirei umas fotos. O caminho até a estação foi permeado, também, por mendigos. E não eram poucos. Aliás, em todas as cinco cidades em que estive vi mendigos, a maioria idosos ou imigrantes de origem muçulmana. Confesso que foi minha maior surpresa nesta viagem à Noruega, não que eu não esperasse ver mendigos, mas pela quantidade de gente pobre no país mais desenvolvido do mundo. Realmente não esperava por isso. Também no caminho passei pelo Parlamento, pela Universidade de Oslo e uma praça próxima onde uma animada bandinha tocava músicas típicas de outros países. No centro de informações peguei um mapa e perguntei à menina de feição oriental que estava no balcão onde poderia adquirir um chip pré-pago com um número da Noruega. Ela me indicou a MyCall, me mostrou no mapa onde ficava e fui até lá. Rapidamente troquei meu chip, o chip novo funcionou em todo lugar que fui na Noruega e também na Suécia e Finlândia (quando estive em Tromsø e atravessei a fronteira), bem como na Alemanha (no aeroporto de Frankfurt, na volta). Até aqui no Rio de Janeiro o chip funcionou (fiz um teste por curiosidade dias depois da minha volta ao Brasil). O chip tinha validade de 30 dias e dava uma franquia de 2GB de internet. Em todo lugar que fui a banda de internet era 4G, full. Eu havia adquirido no hostel o Oslo Pass, um cartão que dá direito a utilizar todo o transporte público da cidade e oferece entrada gratuita ou desconto na maioria das atrações da cidade, e descontos também em restaurantes. O uso do cartão é ilimitado dentro de uma faixa de tempo. Eu comprei o cartão de 48 horas, isto é, em 48 horas eu poderia usufruir de tudo o que o cartão dava direito. Quando comprei o cartão peguei também um caderninho com tudo o que o cartão oferecia. Portanto, se você for à Oslo, antes de tudo, compre o Oslo Pass. Utilíssimo. O primeiro uso do Oslo Pass foi para visitar o Centro Nobel da Paz, na marina de Oslo. É lá que o tradicional prêmio é concedido anualmente. Para entrar você deve guardar sua mochila ou qualquer tipo de bagagem em um armário. Logo na entrada tem um mural onde as pessoas deixam seus recados e impressões sobre o lugar. Outra surpresa: de dez cartões, nove eram críticas à Noruega, vários deles dizendo que a Noruega era um país fake. Depois segui para a área dos museus, onde se encontra o Museu Viking. Neste museu estão dois barcos originais da era dos bárbaros, encontrados em escavações no início do século XX. Cada barco comportava cerca de 36 pessoas. Na hora minha impressão foi de como embarcação tão precária foi capaz de chegar ao Canadá! Sim, pelo que se sabe os vikings foram os primeiros a chegar ao continente americano, 600 anos antes de Colombo. Antes do museu, contudo, visitei uma imensa área ao ar livre retratando como era o cotidiano norueguês ao longo dos anos. Uma cidade cenográfica, com os interiores das contruções totalmente abertos ao público. Uma real imersão, você se sente voltando no tempo de verdade. Para chegar à área dos museus eu fui de barca, pois os museus ficam em uma península, e voltei de ônibus. No ônibus não foi necessário validar o Oslo Pass, até perguntei a um passagero como eu deveria fazer. "Não é necessário", me disse um senhor. Só embarquei e desembarquei, simplesmente. Um detalhe sobre o trânsito da Noruega: tudo muito calmo, sereno e tranquilo. Os motoristas não tem pressa e o tráfego flui. E o pedestre é altamente respeitado, tendo preferência sempre. Nos primeiros dias na Noruega eu não tinha muita noção do tempo, tanto que depois do café da manhã eu geralmente comia novamente por volta das 16h. Depois que fui voltei do museu, olhei para o Sol e vi que ele estava na mesma altura da manhã. Claro! Quase no polo norte, não poderia ser diferente. O Sol não sobe igual aqui no Brasil. Voltei ao hostel e conheci outros hóspedes. Saimos à noite e ficamos surpresos: tudo na Noruega fecha cedo! Fui entender melhor os motivos depois que estive em Tromso, fechar cedo pode ser uma questão de sobrevivência, leia posts adiante. O que fica aberto até mais tarde são os fast-foods e pizzarias. Aliás, pizzaria é o que mais tem na Noruega, tem uma tal de Pepe's Pizza em todo canto. DIA 3 - OSLO Saímos cedo e fomos visitar o Oslo Operahus, uma impressionante casa de ópera de estilo arquitetônico moderno. Morremos de pena dos patos que não conseguiam nadar, o lago estava congelado e eles não conseguiam se mover. Depois fomos ao museu de Edward Munch, atrás da famosa pintura "O Grito". Mas para nossa surpresa o quadro não estava lá, fomos informados pelo segurança de feição indiana. Voltamos mais para o centro de Oslo e, enfim, entramos no museu onde estava o quadro e outras obras famosas do pintor norueguês. Era o Museu Nacional da Noruega. Dá para se perder dentro do museu. Os museus lá são quase que cultuados, é frequente ver turmas escolares, de crianças de quatro anos, sendo guiadas pelas professoras e aprendendo sobre arte. À tarde encontramos um pub e foi possível experimentar uma sopa de siri e outros frutos do mar. À noite foi a hora de experimentar o tradicional Pinnekjøtt, um prato que os noruegueses costumam fazer no Natal. Trata-se de costela de carneiro acompanhada de purê de colza e batatas. A carne é salgada, parece carne seca. Achei que o prato não daria para nada, se é que você me entende. Mas, pelo contrário, é muito bom e nutritivo. Fiquei sabendo, depois, que na Noruega a batata é muito consumida, está presente na maioria dos pratos da culinária local. De volta ao hostel, dormir relativamente cedo e acordar realmente cedo para pegar o trem até o aeroporto. Próximo destino: Tromsø! DIA 4 - OSLO -> TROMSØ Acordei cedo e fui direto para a Sentralstajon. Daria para ir à pé. Embora fosse perto do hostel em que fiquei hospedado, digamos que a temperatura de 0°C não era muito amigável às 6h da manhã. Ainda mais que eu estava com bagagem, uma brava mochila e uma bolsa. Eu fiz um plano de pagar o que pudesse em dinheiro e deixar o cartão só para as hospedagens. No entanto, na hora de comprar o bilhete do trem a máquina só aceitava cartão de crédito. Porém fui informado que eu poderia emitir o bilhete e embarcar no trem, e só no destino (no aeroporto) eu pagaria a passagem. Foi o que fiz, e mais uma vez fiquei admirado com a praticidade (inteligência) do sistema. Contando, é claro, com a boa fé das pessoas. No aeroporto, no entanto, mais uma vez a máquina só aceitava cartão. Então não adiantou nada, paguei no cartão mesmo. Acho que até poderia pagar em dinheiro, mas tinha que chamar alguém. Não é possível deixar a plataforma sem pagar. Eles contam com a boa fé das pessoas, mas não dão sopa para o azar. O despacho de bagagens nos aeroportos da Noruega é self-service. Já falei isso? Se falei repito, porque achei o máximo. Você vai até uma esteira próxima ao balcão de check-in, pesa sua bagagem, você informa seu voo e sua identidade, a máquina te dá uma etiqueta, você etiqueta sua bagagem, com uma pistola você escaneia o código de barras da etiqueta e finalmente despacha a bagagem na esteira. Pronto! Leva dois minutos! Bagagem rapidamente despachada, fui para o embarque. O voo da SAS foi muito tranquilo, um serviço de bordo muito bom para uma companhia low cost. O avião estava relativamente vazio. Chegando em Tromsø, uma inacreditável paisagem branca. Fiz uma hora (horas) no aeroporto porque meu check-in no hotel era a partir das 14h e eu cheguei pela manhã. O aeroporto é pequeno mas muito funcional. Quando deu mais ou menos a hora peguei um ônibus e rapidamente procurei a loja onde eu reservara pela internet, ainda no Brasil, roupas de frio. Sim, as roupas que levei daqui nem de longe suportariam o frio da cidade. Tive que aluga-las. Existe um ditado norueguês que diz: "não existe tempo ruim, existe roupa inapropriada". Cheguei ao hotel. Deixei as bagagens lá e fui explorar a neve. Em Tromsø tem neve até no verão. As paisagens são espetaculares. Foi em Tromsø que realmente descobri porque tudo na Noruega fecha cedo: é uma questão de sobrevivência. A Catedral do Ártico, uma igreja onde o acesso é possível atravessando uma longa ponte, é linda à noite. Foi o que me disseram. Tentei ir lá, mas quando vi que por volta das 18h a tal ponte sumiu da paisagem no meio da neve eu desisti, é claro. À noite fui a um pequeno shopping comer alguma coisa, e descobri outra coisa: é muito usual você comprar comida e levar para casa. Quando comprei meu lanche perguntei à atendente onde eu poderia sentar para comer, pois não conhecia o shopping. Imaginei uma praça de alimentação, como temos por aqui. A resposta dela foi clara: "pode comer em qualquer lugar". E tem mais, fui a lugares na Noruega em que eles davam desconto se você pedisse para viagem! Voltei cedo para o hotel e assisti "O Quinto Elemento", passando na TV norueguesa sem legendas. Já disse que na Noruega todos falam inglês, né? DIA 5 - TROMSØ O hotel em que fiquei em Tromsø estava cheio. No café da manhã era necessário disputar um lugar, estava hospedada lá uma equipe esportiva. Não sei de que modalidade. Mas eram muitos os integrantes. Tomei o típico café da manhã norueguês (ou alemão?) com salsicha, presunto e outros condimentos. E café com leite, que para mim funciona melhor que Red Bull. Depois do café reforçado, fui até a Catedral do Ártico, finalmente atravessando a ponte. A travessia foi melhor do que a chegada ("O caminho é o que importa, não o seu fim", Louis L'Amour); As águas geladas do norte puderam ser vistas sob um céu cinza cujo Sol teimava em tentar sair. Um vento absurdo golpeava a ponte, o que tornou a experiência única. Parei no ponto mais alto da travessia e fiquei lá um tempo, observando. Chegando à catedral, tirei muitas fotos do lado de fora. A igreja estava fechada e mesmo assim a entrada era paga. Mas pelo que observei do interior, pelo lado de fora, não tinha muito o que ver lá dentro. De volta ao centro da cidade, depois de perambular em cada esquina e me maravilhar com a neve, parei no meu amigo Burger King para aquela refeição econômica. Mas além da fila estar quilométrica, entrou um bêbado lá causando tumulto. Antes que desse confusão, eu fui embora. Foi aí que encontrei meu outro amigo, 7-Eleven. Levei o lanche para o hotel, descansei um pouco e mais tarde fui para a agência de correio da cidade, onde eu pegaria uma van para ver a famosa Aurora Boeral! No horário marcado com a agência que faz o tour da Aurora, apareceram duas vans. Incansavelmente eles dirigiram até a Suécia e Finlândia, em busca do melhor céu para observação, mas não foi possível ver o fenômeno. Paciência. Mas pelo menos eu nunca vi um céu tão estrelado quanto o de Karesuando, cidadezinha de 300 habitantes da Suécia/Finlândia (sim, a cidade pertence a dois países!). Você pode encontrar mais detalhes sobre este tour no TripAdvisor, onde fiz uma avaliação do serviço e conto detalhes. Comigo na van estavam um casal de Cingapura e duas italianas. No bate-papo, cada um se apresentando, dizendo o que faz etc., eu disse que era brasileiro, do Rio de Janeiro. A primeira coisa que queriam saber era sobre o zika virus. Eu disse que o virus foi debelado e a epidemia estava sob controle... Voltamos para o hotel por volta das 6h, dia claro. Eu pegaria um voo para Trondheim às 11h. Haja fôlego! DIA 6 - TROMSØ -> TRONDHEIM Devolvi a roupa de frio intenso na loja e peguei um táxi até o aeroporto. Era domingo de manhã, cidade totalmente deserta. O caminho até o aeroporto foi tranquilíssimo, existem túneis que deixam o percurso muito rápido. Entrei no avião, que faria uma parada em Bodø para pegar mais passageiros. Antes de decolar, foi necessário descongelar as asas da aeronave. Veio um caminhão e jogou água (era água?) nas asas e assim o avião pôde decolar. Nunca tinha visto este procedimento. Eu cheguei a achar que o caminhão iria bater na asa, de tão perto que chegou para fazer o degelo. A parada em Bodø foi rápida e logo chegamos a Trondheim. Chegando ao aeroporto, antes de embarcar no já conhecido Flybussen (o ônibus que conecta ao aeroporto às áreas urbanas da cidade), perguntei ao motorista qual seria a melhor parada para o endereço do meu hostel. Mostrei o endereço, e ele me disse o nome da parada, que eu achei que tinha entendido. Embarquei e curti as belíssimas paisagens do trajeto. Quando o ônibus começou a parar nos pontos, fiquei ligado e prestando a atenção no que poderia ser meu ponto de desembarque. Mas uma hora, acho que me distraí, o motorista parou em um ponto, saiu da direção, veio até mim e disse: "this is the correct stop for you". Como assim? O cara memorizou onde eu iria parar, saiu do volante na maior calma, caminhou até mim e me disse que ali era o ponto? Entendo quando dizem que dá até tristeza em voltar para o Brasil, não pelo país em si, mas pelo "modus operandi" das coisas por aqui. É um mínimo de cortesia e civilidade. Desci do ônibus e depois de uma breve caminhada cheguei ao hostel. Check-in feito, bagagens acomodadas, fui direto ao meu velho conhecido Burger King. A cidade estava vazia no domingo, mas o BK estava lotado. Não tinha muita coisa para ver à noite, então voltei ao hostel e me dediquei a fazer um backup das minhas fotos e vídeos, até então estava tudo no celular apenas. E também dar uma limpeza nele, muito lixo ocupando memória. A única aventura da noite, mesmo, foi quando me tranquei do lado de fora do quarto (quem nunca?) e a recepção estava fechada! Por sorte tinha um zelador ainda por lá, que tinha a cópia das chaves! DIA 7 - TRONDHEIM Pela manhã fui visitar a cidade. Mas meu alvo, mesmo, era a Catedral de Nidaros, uma das igrejas cristãs mais antigas de que se tem notícia. Erguida por volta do ano 900 DC, passou por inúmeras reformas, sendo a última na década de 1920 e que praticamente construiu e reconstruiu o que está lá hoje. Uma característica destas igrejas antigas são os cemitérios em volta. Fiquei impressionado com a antiguidade dos sepulcros. Dentro da catedral (paga-se um valor para entrar) a arquitetura é incrível, um silêncio ensurdecedor e tudo aberto para visitação. Mas tinha um escadinha que descia para um subsolo, sem nenhuma placa ou aviso dizendo do que se tratava... Eu desci, se alguém me repreendesse eu simplesmente pediria desculpas. O não eu já tenho, como se diz. Mas isso não aconteceu. Descendo as escadas estreitas, uma luz automática iluminou os degraus e depois o ambiente do subsolo. Dei de cara com túmulos muito pequenos. Eram túmulos de crianças. Estavam sem inscrição alguma. Uma descrição em um papel ao lado explicava quando estes túmulos foram encontrados, e dizia também que não há indício de qualquer tipo de identificação a respeito de quem jazia ali. Confesso que não sei muito bem o que senti na hora. Eram túmulos de crianças, e é sabido que sacerdotes da Igreja Católica Apostólica Romana, no passado, enterravam seus filhos proibidos nas dependências de sua própria congregação. O fato de não haver identificação corrobora isso, e também o fato de que os túmulos foram encontrados depois dos túmulos que estavam do lado de fora da igreja, deviam estar escondidos. Outra coisa é o fato de não existir aviso na escada, talvez para não fazer propaganda para visitante do que havia ali. Fiz uma ligação de uma coisa com a outra imediatamente. Muito chocante, para falar a verdade, quando você vê de perto o resultado das atrocidades que só lia nos livros de História. Como humanidade nós melhoramos, já fomos muito piores. Avaliei ali na hora, sozinho, no silêncio, no meio daquele cenário bárbaro. Eu acho. Saí daquele calabouço atroz, subindo de volta para o interior do templo, e havia começado uma missa. Mas foi rápida, como rápido saiu o padre do local após o serviço. Não tirei foto de nada do lado de dentro, por respeito. Não havia nenhum aviso, mas achei melhor não. Saindo da catedral, fui à famosa ponte sobre o rio cercado por tradicionais casas de madeira. Essas casas... Várias eram fake! Como um cenário de filme, só tinha a fachada, para compor o visual! Em Trondheim, como em toda Noruega, chove e faz sol em intervalos curtíssimos de tempo. Neste dia foi assim, cometi o erro de andar sem guarda-chuva. Assim foram as horas restantes do dia, finalizando com um khebab em um restaurante árabe próximo. Restaurantes árabes também podem ser seus amigos na Noruega. São baratos e te salvam. DIA 8 - TRONDHEIM - BERGEN Voei para Bergen pela manhã, e ao chegar na cidade imediatamente percebe-se que a energia é outra. É uma cidade universitária. Em termos de Noruega, pode-se dizer que é uma cidade movimentada, fervilhando de gente circulando pelas ruas, principalmente estudantes. Localizei meu hostel - o pior que fiquei, diga-se - e tratei logo de conhecer o pier. Tinha carne de baleia em um restaurante. Digamos que é uma comida diferente. Não se pode dizer que é boa, mas não é ruim. É... diferente. Depois de bater perna a tarde toda, olhei a previsão do tempo e vi que dava para conhecer o Mount Floyen. Você pega um trenzinho que sobe a montanha, e a vista de cima é espetacular. O anoitecer é simplesmente indescritível. Nada tão belo que não consigamos ver no Rio de Janeiro, por exemplo, mas a vista dos fiordes é imperdível. DIA 9 - BERGEN No dia seguinte me dediquei a conhecer a casa de Edward Grieg. Quando olhei o mapa, ainda no Brasil, pensei imediatamente em alugar um carro, já que a casa fica um pouco distante do centro de Bergen. O aluguel é fácil e a nossa CNH vale na Noruega, graças a um tratado internacional cujo Brasil é signatário. Mas acabei desistindo, vi que as distâncias são longas, não existe lugar para estacionar direito e, se o tempo fica ruim, pode acabar sendo perigoso (mais por causa da neve), se algum imprevisto acontecer não seria bom, ainda mais em um país cujo idioma você não domina. Deixei para chegar lá e ver o que aconteceria. Mas foi muito fácil chegar na casa de Grieg. No dia anterior eu peguei um mapa no centro de informações turísticas, onde também comprei minha passagem de ônibus de Bergen para Stavanger. A atendente me explicou como chegar de tramway, que é o nosso VLT. Cheguei na praça e peguei o VLT, e foi rapidíssimo. Aliás, cabe aqui uma observação. O VLT, lá, atinge uma alta velocidade porque parte da linha é segregada, isto é, fica fora das ruas, além das próprias ruas terem poucos carros e pedestres. Portanto o VLT de Bergen acaba funcionando como um trem comum. Bem diferente do VLT do Rio de Janeiro, por exemplo, que disputa espaço com zilhares de carros e pedestres. E por isso é lento e não transporta ninguém, indo do nada a lugar nenhum. Sigamos. Dentro do VLT, o anúncio de cada estação é personalizado, de acordo com o local. Quando o trem estava chegando na estaçao Hop, perto da casa de Grieg, os acordes eram do seu Allegro Molto Moderato, do Concerto para Piano em Lá Menor. O vídeo da chegada da estação Hop está aqui: https://youtu.be/9O1KvY9uk5U?t=91 (o vídeo não é meu). Do concerto está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=fKfGDqXEFkE . Depois de descer da estação, caminha-se um pouquinho e logo se chega a casa de Grieg. Uma casa pequena, com vários móveis originais e seu piano original! E a vista do lado de fora é espetacular, monhanhas e um imenso lago, além de um grande jardim e vista para floresta. Até eu comporia músicas fantásticas em um lugar desses (risos). Voltando ao centro da cidade reservei o resto do dia para aproveitar mais da área portuária e conheci a famosa carne de baleia. Uma carne com gosto de vinagre e um pouco salgada. Não é ruim. Mas é diferente. DIA 10 - BERGEN - STAVANGER Lembra que falei que comprei uma passagem de ônibus, de Bergen para Stavanger? Pois então, apareci cedo na rodoviária de Bergen para pegar o ônibus, seria uma viagem cujo um trecho é feito por balsa. E foi isso que me atraiu a fazer o trajeto pela estrada. Novamente pensei em alugar um carro, novamente desisti. Desta vez por conta do custo, seria caríssimo, somando a gasolina que é uma das mais caras da Europa. Mas entrei no ônibus e caí na estrada e... no mar! Como disse, um trecho é feito por balsa e leva quarenta minutos. Na balsa vão os veículos e, claro, os passageiros. Ainda em Bergen, na compra da passagem, a atendente disse que este passeio era muito bonito. E a intenção era mesmo cruzar os fiordes, que são belíssimos. Foi uma pena que o tempo estava péssimo, choveu muito principalmente durante a travessia por mar e não pude ver tudo o que queria. Chegando à rodoviária de Stavanger, peguei um taxi até meu último hostel. Era em um hospital universitário, em termos de instalações foi o melhor hostel. Tem um restaurante muito bom e com ótimo custo-benefício, no térreo. Além de uma lojinha que vende lanches, doces e salgados e fica aberta 24 horas. DIA 11 - STAVANGER Choveu bastante em Stavanger, o que acabou prejudicando os planos. Eu queria ir até a Preikestolen (https://www.visitnorway.com.br/onde-ir/noruega-dos-fiordes/seguranca-primeiro-uma-trilha-segura-em-preikestolen), mas fui fortemente recomendado a não fazer a trilha. O tempo estava chuvoso e, embora não houvesse neve, o caminho estava muito escorregadio e, portanto, perigoso. Perdi a manhã. À tarde fui dar uma volta na cidade. Bem neste local (https://www.google.com/maps/@58.968912,5.7318066,3a,75y,13.33h,94.73t/data=!3m8!1e1!3m6!1sAF1QipOjlsJTZlQHpsu9InL1Icfrty53wqNbwyEmx5ts!2e10!3e11!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipOjlsJTZlQHpsu9InL1Icfrty53wqNbwyEmx5ts%3Dw203-h100-k-no-pi-0-ya11.6884575-ro-0-fo100!7i8704!8i4352) um casal (ela da Noruega e ele da Eritréia) me abordou e fizeram uma oração. Conversamos brevemente sobre a vida e fui embora. Isso me marcou. Como o tempo melhorou à tarde, pude ver o belíssimo entardecer entre as ruas pacatas e as casas charmosas da cidade. Voltei à pé para o hostel. A temperatura caiu absurdamente à noite e novamente choveu. No dia seguinte, voo para Oslo e volta para casa. DIA 12 - STAVANGER - OSLO - FRANKFURT - RIO O voo para Oslo pela manhã foi rapidíssimo, menos de quarenta minutos. Chegando ao aeroporto de Oslo, eu tinha um certo tempo até o voo para Frankfurt. Já falei aqui das facilidades dos aeroportos da Noruega, certo? Você mesmo despacha sua bagagem em um sistema automatizado e tudo é muito rápido e fácil. Mas notei outra coisa: as bagagens podem ser despachadas por qualquer companhia aérea, não necessariamente a sua! No meu caso, despachei pela Scandinavian Airlines (SAS), uma companhia norueguesa, que repassou minha bagagem à Lufthansa. Sabe como se chama isso? Inteligência! Menos filas, mais rapidez, o passageiro ganha e as companhias também. Os voos seguintes, Oslo-Frankfurt e Frankfurt-Rio foram tranquilos. Chegando no Galeão, uma certa confusão de praxe, na aduana, com muita gente e poucos funcionários, mas nada demais. CONCLUSÃO Se você quer conhecer um país que, comparado ao Brasil, não tem movimento ou grande densidade populacional porém é ordeiro, sem violência, com pessoas super cordiais e onde os serviços funcionam, visite a Noruega. No meu caso, para o meu gosto pessoal, gostei muito da estadia lá, é um lugar para se viver fácil. É evidente que não tem o calor humano do Brasil, mas tem outras coisas que garantem seu bem estar. É outro mundo, por assim dizer. Esta viagem que fiz foi como mochileiro, fiquei em hostels e passei todos estes dias comendo em fast-food, e usei muito transporte público. Agora, se você for um turista "tradicional", prepare o bolso. Os restaurantes são caríssimos, os hotéis são caros e a vida na Noruega, em si, é cara. É uma viagem que vale a pena, você consegue conhecer de forma rápida as cidades (passei uma média de dois dias em cada uma) e você faz uma imersão cultural. Recomendo muito. Espero que este relato possa ajudar a quem quiser um dia conhecer a Noruega!
  2. 1 ponto
    Olá Mochileiros!!! Aqui vai um breve relato da viagem que fiz sozinho para Galápagos agora em Fevereiro de 2018. Qualquer coisa que eu puder ajudar, é só falar! Lá no meu blog Profissão: Viageiro tem mais fotos e detalhes para quem quiser visitar! www.profissaoviageiro.com Insta: @profissaoviageiro Então...... As coisas mudam tão rápido na vida... Essa viagem não foi na data que planejei inicialmente, não foi do jeito que planejei inicialmente e nem rolou todas as coisas que sonhei no princípio, mas no final das contas fiz uma ótima viagem para Galápagos e voltei cheio de recordações incríveis! Foram 8 dias em Galápagos, incluindo os de chegada e saída. Foi correria, principalmente porque conheci as 3 principais ilhas: Santa Cruz, San Cristóbal e Isabela. Fiz tudo da forma mais econômica possível, sem deixar de fazer nada que queria. E assim foi: 18/02/2018 – Santa Cruz Cheguei no aeroporto de Santa Cruz que fica na Isla Baltra ao meio dia, depois de um voo de SP para Lima, Lima para Quito, Quito para Guayaquil e Guayaquil para Baltra. Estava meio cansado! A essa altura já tinha pagado US$ 20,00 em Quito para pegar um formulário de entrada em Galápagos. Quando chega, já mostra esse formulário e paga mais US$ 50,00 para entrar. Então antes de ver um passarinho sequer já se vão US$ 70!!!! Fiz então o caminho da boiada... Primeiro o cachorro do policial cheira algumas malas, dá o seu ok e vamos todos para fora do aeroporto. Quem não tem esquema já arranjado, precisa pegar um ônibus de graça até a travessia entre as ilhas Baltra e Santa Cruz. Faz a travessia de balsa por US$ 1,00 se não me engano e depois pega um ônibus até Puerto Ayora por US$ 2,00 (acho) em uma viagem de quase 1 hora. Quem quiser pegar um taxi, existem muitas opções lá também. São sempre caminhonetes e se pode compartilhar com outras pessoas, mas se forem turmas diferentes, cada um paga a tarifa cheia e o cara deixa cada um em seu destino. Chegando no terminal de ônibus, existem alguns taxistas lá esperando. Como eu não tinha reservado hotel, fiquei vendo a movimentação da galera... Mas foi tudo muito rápido... Cada um já se pirulitou para dentro dos taxis com os nomes dos hotéis que estavam indo e em menos de um minuto já não havia mais taxis lá. Nesse momento dei a maior sorte que poderia ter dado nessa viagem. Conheci o Cezar, que estava lá oferecendo o seu hotel para os passageiros que chegavam. Só tinha ele lá e meio que sem opções aceitei ir com ele conhecer seu hostel. Ele foi muito simpático e disse que se não gostasse ele me deixaria no centro para eu procurar outro lugar. Bom, cheguei lá e o lugar era muito bom além de que o Cezar e a Alexandra, que eram os donos, eram sensacionais. Negociei uma suíte com TV e ar condicionado por US$ 25 por dia. Disse que tinha dado sorte, porque o Cezar me ajudou com absolutamente tudo na viagem e economizei uma grana com isso, sem contar que dava tudo certo, pois ele sabia os esquemas! Eles foram muito legais comigo, nem acreditei a sorte que dei!!!! Deixo aqui os contatos do Cezar, que recomendo muito! Nesse dia eu tentei organizar com eles tudo que queria fazer, descobri que tinha coisas lotadas que não conseguiria fazer (como Isla Bartolomé, por exemplo), e depois saí para o único rolê que dava tempo no dia: Las Grietas e Playa de los Alemanes. Peguei uma carona com o Cezar até os restaurantes baratos que ele me indicou para comer alguma coisa e depois fui para o píer. Peguei um aquataxi por US$ 0,80 e caminhei até Las Grietas, passando pela Playa de los Alemanes. Tinha um pessoal lá, mas sem muvuca. Me joguei na água fria e fui até onde dava no fim da formação rochosa. Já na volta parei na praia para curtir um pouco. De noite voltei para a rua dos restaurantes para jantar. Comi todos os dias aqui. Pagava US$ 5,00 em uma refeição com sopa de entrada, um prato principal e um suco. Ótimo custo/benefício! 19/02/2018 – Santa Cruz Nesse dia pela manhã o Cezar me deixou em um lugar para tomar o típico café da manhã de Galápagos: Um Bolón com carne e ovo frito! Daí peguei um taxi até a entrada da trilha para Tortuga Bay. É uma bela caminhadinha até chegar na praia... Quando chega, percebe-se que valeu a pena! Uma praia linda!!!! Lá se chega pela Playa Brava, e caminhando até o fim dessa praia se encontra a Playa Mansa, onde a maioria da galera monta acampamento. Eu fiquei a maior parte do tempo entre as duas praias, em uma piscina natural onde várias iguanas nadavam. De tarde fui fazer o tour nas terras altas com o César. Paguei US$ 50,00. Lá as tartarugas gigantes vivem em seu habitat natural. Nesse mesmo passeio se vê os Túneis de Lava, e os Gemelos. Foi muito bacana o passeio... Muito mesmo. As tartarugas são incríveis e conseguimos ficar muito perto delas. Realmente um dos pontos altos da viagem! Queria ter ficado mais por lá. Nesse dia esqueci meu guarda-chuva lá e o Cezar deu um jeito de um conhecido dele pegar e me levar lá na pousada!!!! Túneis de Lava Los Gemelos Como alguns passeios estavam lotados e para não perder tempo, decidi ir para Isabela no dia seguinte e deixar reservado meu mergulho em Gordon Rocks para minha volta para Santa Cruz. Infelizmente muitos passeios estavam lotados e não consegui mesmo fazê-los. Uma pena. Quase nem o mergulho consigo. Eu ia fazer no dia seguinte, mas quando voltei para reservar já estava lotado o barco. Aí o César conseguiu com um outro cara pelo mesmo preço que esse para o dia que voltasse para Santa Cruz. Ele também me ajudou com os passeios em Isabela me colocando em contato com o Carlos e agilizando tudo para mim, inclusive o aviãozinho de Isabela para San Cristóbal PQP, ele me ajudou muito! Aí ele também conseguiu o ticket para o barco para Isabela pela manhã. Custa US$ 30,00. 20/02/2018 – Isabela Peguei o barquinho pela manhã, pagando ainda US$ 1,50 para o aquataxi me levar até o barquinho que não encosta no porto. Era um barquinho meio apertado... Não foi das viagens mais confortáveis. Demorou um pouco mais de 2 horas a viagem. Chegando em Isabela já tinha o pessoal da pousada Coral Blanco me esperando com plaquinha e tudo no píer. Paguei US$ 25 em uma suíte com ar condicionado. Ah, quando chega em Isabela tem que pagar uma taxa de US$ 10,00 para entrar... Lembra aqueles US$ 70? Então, viraram US$ 80 só para sorrir! Bom, Isabela tem menos estrutura que Santa Cruz. As cores do mar são impressionantes! Quando cheguei descobri que apesar da pessoa da companhia aérea ter confirmado que havia um lugar no voo no dia anterior, quando foi ver direito de manhã , não tinha lugar nenhum..... Isso me deixou bem puto, porque teria que abrir mão de ir para San Cristóban, pois não teria tempo de ir de barco. Me colocaram em uma fila de espera e ficaram de confirmar de tarde se arrumariam uma vaga ou não. Aí também descubro que o passeio para Los Tuneles estava lotado nesse dia e também no próximo.... Isabela não estava me dando muita sorte... O que fiz foi reservar o passeio para Las Tinoneras para o dia seguinte pela manhã e fui fazer outros passeios para Concha de Perla, a pé, e o Muro das Lágrimas de bike (US$ 10 por meio dia de aluguel). Concha de Perla fica bem pertinho do píer de entrada de Isabela. É uma grande “lagoa” de água do mar com peixes e lobos marinhos. Eu estava tão queimado de sol que fiquei mais me protegendo do sol do que fazendo snorkel no lugar. Aqui é a praia do lado do píer, cheia de lobo marinho. Quando voltei, almocei e aluguei a bike para fazer o Muro das Lágrimas. Fazendo um breve desvio no caminho, o primeiro lugar que parei foi o Centro de Crianza Arnaldo Tupiza. Um centro de criação das tartarugas gigantes de Galápagos. É possível ver as tartarugas de várias idades em ambientes fechados. Depois parei na Laguna Salina do lado do centro para ver os Flamingos que vivem lá. Então retomei meu rumo em direção ao Muro das Lágrimas. Quando cheguei no checkpoint do muro, encontrei uma menina do Japão que estava na minha pousada. Acabamos fazendo o resto do passeio juntos. A partir desse ponto já começamos a encontrar as tartarugas gigantes de Isabela no caminho. Sensacional! Existem muitas paradas no caminho até o muro, mas decidimos não parar muito e se tivéssemos tempo pararíamos na volta em alguma coisa. O muro em si não tem muita graça e nem muito sentido. O que vale é o passeio. Existe um morro ao lado com mirantes e decidimos subir até onde desse Na volta só paramos para as tartarugas mesmo. Eu estava meio com pressa, pois precisava saber se teria ou não um voo no dia seguinte, porque se não tivesse precisaria reorganizar toda minha viagem. Assim que cheguei na pousada recebi a notícia que conseguiram um assento para mim no dia seguinte as 13hs. Perfeito!!!!! Ainda deu tempo de pegar o por do sol na praia já bem feliz que o avião tinha dado certo! Fui então tomar um banho e me arrumar para procurar um lugar para jantar. Me encontrei com minha amiga japonesa e fomos em um restaurante que tinha umas promoções de comida e de drinks. Estava tudo muito bom. Ficamos conversando um pouco e depois fui dormir porque no outro dia tinha que acordar cedo para o passeio e ela tinha que pegar o primeiro barco para Santa Cruz muito cedo! 21/02/2018 – Isabela / San Cristóbal De manhã o pessoal do tour para Las Tintoneras passou para me buscar. O tour saiu por US$ 35,00 Chegamos lá no píer e ficamos esperando o horário do barco sair, enquanto isso fui fazer amizades com os lobos marinhos! Quando o passeio começa, a primeira parada é tentar encontrar os Pinguins de Galápagos. Não tivemos sucesso, mas por sorte encontramos o Atobá de Pata Azul (Sula nebouxii), ou Piquero de Patas Azules, ou ainda Blue Footed Booby Foi o primeiro da viagem esse. Muito lindo! Bom, sem os pinguins por perto, seguimos a viagem para uma caminhada de onde se pode avistar os Tubarões de Galápagos e um local que eles usam para descanso. Um lugar com muitas e muitas iguanas, fragatas e algumas outras aves, caranguejos e os tubarões, claro! A caminhada termina em uma linda praia que não podemos entrar e é destinada apenas aos moradores locais... Lobos Marinhos e todos os outros animais! Na volta, como não tínhamos visto os pinguins, fui lá encher o saco para procurarmos mais. E funcionou! Avistamos um casal voltando do mar e ficamos lá um pouco pertinho deles curtindo. De lá fomos para a área de Snorkel. Provavelmente o melhor Snorkel que fiz em Galápagos. Vi de tudo... Peixe, ouriço, iguana, estrela do mar, tartaruga, arraia, etc. E com isso, encerramos o passeio. Eu já estava na pressão na galera para me levarem embora porque não podia perder meu voo! No final deu tempo tranquilamente. O Carlos ainda pegou o carro da dona da pousada que estava e me deu uma carona até o aeroporto. E ainda não quis que eu pagasse pelo transporte... Foi muito gente boa!!!!!!! O contato do Carlos lá em Isabela é: Carlos Valencia +593 096 7643662 O Voo foi um capítulo a parte... Era necessário, além de muito bonito sobrevoar as ilhas, mas eu estava com um baita frio na barriga... O aviãozinho era muito pequeno! Eram 10 lugares... O piloto e mais 9 passageiros. E eu vacilei. O assento do lado do piloto podia sentar. Eu não sabia e sentei lá atrás. Que vacilo! No final o voo foi bem tranquilo e muito bonito! Custou US$ 135,00 o voo de Isabela para San Cristóbal e durou 45 minutos pela companhia Emetebe. Quando cheguei em San Cristóbal foi a mesma patifaria dos taxis. Um taxista chamou um taxi extra para mim e um casal que ficou para trás. Como não tinha lugar para ir, pedi que ele me levasse para um hostel barato. E deu tudo certo. Aí saí para fechar os passeios. Na verdade só iria fazer um passeio. Minha ideia inicial era fazer o tour para Punta Pitt, onde vivem os Atobás de Pata Vermelha. Não tinha nenhum tour para lá no dia seguinte, então fiz o Tour 360º. Ele passava por Punta Pitt, mas não descia, além de outros lugares bacanas, como Kicker Rock por exemplo. No final achei que foi a melhor coisa, pois vi vários Atobás e ainda fiz muitas outras coisas! Com isso resolvido, parti em direção ao Cerro Tejeretas. No Cerro Tijeretas existe um mirante com um visual bem bonito e para quem quer continuar, uma trilha já mais “suja” (sugeriram não fazer de chinelo, por exemplo) até uma outra praia com uns 40 minutos de caminhada a mais. A trilha até o mirante é urbanizada e até que tranquila. Eu me dei por satisfeito no mirante e após curtir o visual comecei a descida para o ponto de snorkel. Um lugar com a água bem azulzinha e lobos marinhos curtindo a vida. Já próximo do final do dia comecei minha caminhada de volta e meio que sem querer encontrei a indicação para uma praia para ver o por do sol. A praia era linda! Dei muita sorte! Foi um por do sol incrível!!!!!!!!! 22/02/2018 – San Cristóbal Acordei bem cedo para o tour 360º. Paguei US$ 160 pelo tour. O tour dá toda a volta na Ilha de San Cristóbal, mas os pontos de parada que são os mais interessantes, fora uma praia ou outra que avistávamos que dava vontade de conhecer. A primeira parada é para uma caminhada onde podemos avistar formações rochosas e lagoas bem bonitas. Depois fomos para o snorkel. Demos muito azar nessa hora. É um lugar que dizem que 99% das vezes se vê tubarões... Bom, nesse dia eles não estavam lá. E a visibilidade estava muito ruim... Não foi um snorkel dos mais legais, apesar de eu ter visto 2 vezes uma espécie de nudibrânquio bem bonita, além de muitos camarões e caracóis em forma de espiral bem diferentes! Seguindo fomos esperar o barco em uma praia bem bonita e ficamos um pouquinho lá curtindo. Passa tanta coisa na cabeça em lugares como esse........ A próxima parada era Punta Pitt, Eu já vim pondo pilha nos caras por conta de Punta Pitt o rolê inteiro, então quando chegamos lá o cara parou de verdade para eu conseguir ver os pássaros e tirar umas fotos... Pelo visto era só uma paradinha rápida, mas como eu falei com eles, ficamos um tempinho a mais por lá. Tinha muita ave ali! Inclusive a que eu estava atrás, o Atobá de Pata Vermelha (Sula sula), ou Piquero de Patas Rojas, ou ainda Red Footed Booby Já satisfeito, seguimos para uma praia onde ficamos curtindo um pouco a praia mesmo. Nessa praia tinha um jovem lobo marinho bem debilitado... Magrinho que só. Aí eu fui falar com o guia se eles têm algum programa de ajuda para esses animais quando os encontram precisando de ajuda, que na minha opinião era bem o caso daquele. Infelizmente ele disse que não e eles só agem se for algo não natural. Nesse caso não parecia que era o caso, então eles não faziam nada...... Uma pena. Não sei se o coitado iria conseguir sozinho, mas é a vida. E por último, fomos para Kicker Rock. Uma formação rochosa sensacional A vida debaixo d’agua é incrível. Corais, peixes, tartarugas e muitos tubarões! Isso que a gente estava só de snorkel... Mergulhar lá deve ser sensacional! Do lado de fora também é bem legal! E foi isso. Acabei ficando bem satisfeito com o passeio! Foi tudo muito bacana! Daí foi só pegar o por do sol na cidade, comer e dormir. 23/02/2018 – San Cristóbal Esse dia tirei para conhecer La Loberia. É uma praia bonita, com uma piscina natural onde ficam os Lobos Marinhos e é possível fazer snorkel, e a parte desprotegida, onde quebram altas ondas e ficam os surfistas. Nesse dia dei um pouco de azar. Só tinha um lobo marinho nadando por ali e para piorar ele estava bem agressivo. Ficou colocando a galera para correr o tempo todo. O tempo ainda estava péssimo e choveu muito! Mas muito mesmo. Muita chuva por muito tempo. Meio que deu uma miada no rolê. Já na hora que estava saindo apareceu um filhote de lobo marinho e ficou lá nadando um pouco. Então voltei pegar minhas coisas no hostel e fui para o barco. Dessa vez dei sorte. Era um barco confortável e com espaço sobrando. Foi tranquilo o trajeto entre San Cristóbal e Santa Cruz. De noite só fiquei caminhando no centrinho e jantei. 24/02/2018 - Santa Cruz Dia do mergulho em Gordon Rocks. Paguei US$ 160 no mergulho. A expectativa desse dia era grande! Muitas chances de mergulhar com Tubarões Martelo... Eu queria muito isso! O passeio começa cedo. Tem que estar as 6 da manhã na agência de mergulho. Lá nos encontramos todos, comemos um pão e um café com leite e partimos para o local de saída do barco, que não é muito pertinho. O barco vai tranquilo até Gordon Rocks. Quando chegamos lá tinha um lobo marinho que tinha pegado um peixe e ficou lá se exibindo para nós com seu peixe na boca! Foi bem legal! Pena que ninguém estava com a câmera nessa hora. Depois um pelicano quis porque quis pegar minha máscara de mergulho... Foi engraçado! Aí todo mundo correu pegar as câmeras para tirar foto! Bom, lá recebemos as orientações do mergulho, nos equipamos e bora para a água! O lugar é sensacional... A quantidade de tubarões é impressionante! Para todos os lados. Já nesse primeiro mergulho vi 2 Tubarões Martelo, mas o melhor estava reservado para o segundo mergulho. Infelizmente algo errado aconteceu com minha câmera e entrou agua no case. Não tinha câmera para o segundo mergulho e tive que pedir para o pessoal que mergulhou comigo me enviar as fotos, porque esse segundo mergulho foi insano! Eu vi mais de 100 Tubarões Martelo em cardumes de mais de 30 de cada vez... Foi uma das coisas mais bonitas que vi na minha vida... Era maravilhoso! Vi algumas raias, mas no final enquanto estava fazendo minha parada de descompressão, vi um cardume de raias que foi algo indescritível. Não dava para contar... Umas 60, 70... Sei lá. Elas passaram tranquilamente por baixo de mim........ Nossa, que imagem. Queria cortar os pulsos por não estar com minha câmera. Que mergulho!!!!! Missão cumprida!!!!!!! Depois que voltamos não tinha muita coisa para fazer e acabei ficando descansando na pousada. De noite fui dar minha volta e vi uma coisa que me deixou com pena dos equatorianos... O futebol deles é tão ruim que eles acham espaço para passar um jogo entre Flamengo em Fluminense do campeonato carioca na TV... Coitadinho daquele povo.... 25/02/2018 - Santa Cruz Nesse dia estava meio sem muito o que fazer e também sem dinheiro... Então decidi fazer o Tour da Baía... Acho que paguei algo em torno de US$ 25 ou US$ 30,00. Não me lembro exatamente. Acabou que foi um passeio bacana, apesar que dispensável para quem já tinha feito alguns rolês por lá. Mas eu gostei. Ocupou bem minha manhã! Vimos muitos animais no passeio. Inclusive uma das fotos que mais gostei da viagem eu tirei nesse passeio. Vi Atobás de Pata Azul, Lobos Marinhos, Iguanas, Pelicanos, Caranguejos, Fragatas e até um cachorrinho marinheiro!!!! Choveu muito esse dia também e foi um transtorno andar de chinelo na lama dos lugares que o passeio parava... O pé afundava com lama até as canelas! Tive que tirar e andar descalço mesmo. Essa é a foto que representa muito o que é Galápagos. Existem 6 espécies diferentes de animais nessa foto. Só a Fragata está desfocada no fundo... As outras todas aí no primeiro plano!!!! Mais fotos do passeio: No volta, mais um show de Galápagos... No píer tinha um cardume de Golden Rays, vários tubarões e lobos marinhos nadando juntos... Que absurdo esse lugar! Daí fui almoçar e depois iria para o centro de pesquisa Charles Darwin. Meu último passeio da viagem. Só tive que esperar o dilúvio que estava caindo na cidade passar. O Centro de Pesquisa Charles Darwin tem várias partes, nem todas abertas para turistas. As principais atrações são as tartarugas gigantes, claro, mas tem outras coisas para ver também. Aí no centro está “empalhado” (não sei qual é o nome correto disso) o Solitário George. Ele morreu em 2012 já bem velhinho. Ele que já foi parar no Guinness Book como o animal mais raro do mundo! Existe uma visitação controlada no local que ele fica. Quando eu o vi lá me deu um nó na garganta...... Triste.......... Ele foi uma das minhas grandes motivações de colocar Galápagos no meu radar de viagens... Ele é a história diante dos nossos olhos... Ele representa o que as pessoas estão fazendo com esse planeta. Uma pena que não consegui ir enquanto ele ainda estava vivo. Além de ter uma história tão triste de como foi encontrado na Ilha de Pinta depois de sua espécie já ter sido dada por extinta... Tadinho! Mas tenho certeza que foi muito bem cuidado nos últimos anos de vida depois que foi levado para Santa Cruz. Obrigado Lonesome George, por ajudar a abrir os olhos das pessoas! Obrigado por me levar à Galápagos! Bom, encerrado o passeio ainda parei na praia que fica dentro da área do centro de pesquisas. Muitos Darwin’s Finches na praia fazendo amizade com a galera... Principalmente os que deixavam farelos escaparem de suas refeições! Então me despedi de Galápagos. 26/02/2018 – Santa Cruz No aerporto Espero realmente um dia voltar para conhecer as coisas que não tive oportunidade nessa viagem. É tudo tão perfeito por lá! Valeu!!!!
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    Olá, amigos do Mochileiros.com! Escrevo este post ainda sob os efeitos do fuso horário... Cheguei ontem do Japāo de uma viagem que me surpreendeu bastante. O Japāo é um país fantástico e que vale muito ser visitado. Espero ajudar os futuros visitantes com este post assim como fui ajudado pelos colegas que lá estiveram antes de mim. Vou dividir este post no antes e durante a viagem, pois ir ao Japāo requer uma preparação diferente de uma ida a Europa. PREPARATIVOS: Em primeiro lugar vamos aos preparativos da viagem! Como todos devem saber, para ir ao Japāo é necessário visto que vale apenas para uma entrada no país. Após a viagem, o visto perde a validade e se quiserem retornar à Terra do Sol Nascente será necessário um novo visto. Eu achei bem chatinho o processo para tirar o visto... Tive que ir duas vezes ao Consulado Japonês na Avenida Paulista aqui em São Paulo. O que eles pedem? Copia das passagens aéreas. Sim, tem que comprar a passagem antes de tirar o visto. E se eles negarem? Azar! Perdeu o dinheiro. Formulário preenchido com os dados pessoais do viajante e que é encontrado no site do Consulado. Formulário com o roteiro da viagem e que também é encontrado no site do Consulado. Neste formulário você basicamente vai colocar as cidades que visitará, as datas propostas e os hoteis em que se hospedará. Eles querem saber basicamente o que você pretende fazer no Japāo. E, claro, já reserve os hoteis antes e leve os comprovantes das reservas para eles verem que você não está mentindo. Copia da declaração do Imposto de Renda. Este foi meu problema... Eu entreguei com atraso este ano, pois estava viajando a trabalho. Eles exigiram que eu redigisse uma carta explicando o motivo de eu ter entregue com atraso. Cópia dos holerites e da Carteira de Trabalho das páginas onde estão a foto e o atual contrato de trabalho se você estiver empregado. E se você não estiver? Encontre um amigo ou mande o do pai e da mãe. Enfim, de alguém que vai custear sua viagem. Cópia do RG. Copia do extrato bancário para que eles tenham certeza que você tem dinheiro para viajar. Ouvi falar que eles exigiam cerca de R$ 10 mil na conta. Não é verdade! Eu tinha menos e o visto foi aprovado. Passaporte válido. É óbvio! Kkkk Foto 3x4 Com tudo isso em mãos é só seguir ao Consulado das 9h às 12h às segundas, quartas ou sextas-feiras para fazer o pedido do visto de turismo. Terças e quintas não adianta ir, pois são dias reservados para as agências de viagens. Não se preocupem com filas. Eu demorei no máximo meia hora para ser atendido. Bem rápido! Aprovado, o visto demora geralmente dois dias úteis para ficar pronto. Eu fui na segunda-feira, tive que voltar na quarta para entregar a carta explicando porque havia entregue o IR com atraso e na sexta já estava com o visto no passaporte. O pagamento da taxa de emissão do visto japonês é feito no momento da retirada do passaporte e custa R$ 97. Atenção! Só aceitam em espécie o valor. Nada de cartão. Com a passagem comprada, hotéis reservados (eu faço sempre pelo Booking), roteiro definido e apresentado ao Consulado e visto tirado é hora de partir para o Japāo. Ahhhh, esqueci de um detalhe. O visto precisa ser usado em até três meses. Portanto, não adianta ir ao Consulado quatro ou cinco meses antes da viagem. E, segundo: se quiser mudar o roteiro depois de apresentado ao Consulado, sem problemas. Eles não vão ficar te vigiando haha Vale eu falar um pouco sobre a compra da passagem aérea. Geralmente, uma ida ao Japāo custa em torno de R$ 4500. Mas eu consegui pagar “apenas” R$ 2800 numa oferta que encontrei no Decolar.com voando pela Air Canada. Como sempre tem aquela taxa do Decolar, fui também no site da companhia canadense para ver a mesma passagem. Só que lá estava mais caro. Portanto, excepcionalmente, comprei no Decolar. Não há voos diretos do Brasil para o Japão. Você necessariamente pingará em algum lugar. No meu caso foi no Canadá com escalas em Toronto e Vancouver. Mas é possível ir pelos Estados Unidos, México, Europa, Qatar, Emirados Árabes ou Turquia. Vale sempre ficar de olho nas promoções das companhias e aguardar o melhor momento. Abaixo de R$ 3 mil, compra! Cuidado apenas com o local da escala, pois dependendo do país pode ser necessário um segundo visto. O Canadá, por exemplo, exige. Mas atualmente os brasileiros que tem visto americano ou já tiveram algum tipo de visto canadense podem solicitar pelo site do Consulado um eTA (Autorização Eletrônica de Viagem). O formulário pode ser preenchido em menos de 5 minutos, custa 7 dólares canadenses e é válido por 10 anos. Bem pratico! Outro ponto que merece destaque nos preparativos da viagem diz respeito ao Japan Rail Pass, o JR Pass. Este é o passe de trem que dá direito ao turista pegar quantos trens quiser no Japāo sem pagar nada mais. Ele não pode ser adquirido no Japāo. Tem que ser comprado antes da viagem no país de origem do viajante. No nosso caso, claro, o Brasil. Você deve acessar o site da companhia (jrpass.com) que tem versão em português e escolher o tipo de passe que quer. Há três tipos: 7 dias e que custa US$ 253 ou ¥ 29110 (cerca de R$ 900) 14 dias e que custa US$ 403 21 dias e que custa US$ 515 É caro? Sim, muito! Mas vai por mim, pode ser muito mais caro sem ele dependendo do que você for fazer no Japāo. Se a sua viagem for apenas por Tóquio e redondezas eu acredito que não vale comprar o JR Pass. Agora, se pretende ir a Kyoto, Osaka e Hiroshima, portanto, cidades mais distantes, vale muito a pena! Um trecho apenas entre estas cidades pode chegar a ¥ 10000. Como eu teria um período de 14 dias de viagem e boa parte seria por Tóquio e região, decidi comprar o passe de 7 dias. Portanto eu teria 7 dias para sair de Tóquio e conhecer Kyoto, Osaka, Hiroshima, Nara, Miyajima e Himeji. Foi o suficiente? Digo que sim. Mas claro que se tivesse mais dias seria melhor ainda. Comprei o passe pelo site e em sete dias úteis o voucher me foi entregue pelos Correios num envelope da FedEx. Este voucher deve ser apresentado no balcão da JR Pass na sua chegada ao Japāo para que eles façam o passe. Foi bem tranquilo o processo de compra. Atenção: o JR Pass vale para quase todos os trens do Japāo. Digo quase, pelo seguinte: O passe pertence a empresa JR. Portanto, você só pode andar nos trens operados pela JR sem pagar quando está em posse deste passe. E mesmo assim, há dois tipos de trens da JR que não são cobertos pelo JR Pass: o Nozomi e o Mizuho que são os trens-bala mais rápidos que ligam as cidades japonesas. Mas há outros tipos de trem-bala que ligam estas mesmas cidades como o trem Sakura e que são cobertos pelo passe. Além disso, a JR tem linhas de ônibus e ferrys e que também são cobertos pelo passe. Portanto, vale a pena e faz você economizar muito. Eusir, mas como vou descobrir que transporte posso usar? Há um site muito bom chamado Hyperdia que é especialista em transporte no Japão. Na versão em inglês, você coloca local de destino e partida e o horário que vai sair. Ele te dá todas as opções possíveis com horários e números das plataformas de embarque e você decide o percurso. Além disso, você pede a ele que exclua os trens NOZOMI e MIZUHO. Assim, evita dor de cabeça. Na viagem eu usei mais o Google Maps, mas quando o Maps me indicava apenas a opção de pegar o NOZOMI, por exemplo, eu ia no Hyperdia e ele me dava outras mil opções de chegada no local que eu queria. Há outras empresas que administram o transporte sobre trilhos no Japāo. Basicamente, as linhas de metrô e linhas de ônibus municipais. Como escolhi usar o JR Pass apenas fora de Tóquio, usei mais o Google Maps na capital para saber quais linhas de metrô e trem eu deveria pegar para chegar nas atrações. Mas o Hyperdia é uma opção caso precisem. Último item dos preparativos para a viagem: internet! Varios blogueiros me alertaram que ficar sem internet no Japāo torna a viagem um desespero. Isso porque fica difícil (às vezes, impossível) achar o hotel em que se está hospedado ou mesmo o ponto turístico. O sistema de endereçamento lá é completamente diferente. As ruas não tem nome. Também é necessário ficar toda hora usando o Google Maps ou o Hyperdia para fazer simulação de rotas de trem e valores. Eu digo: sem internet não dá pra ficar! No próprio site da JR Pass há uma opção para aluguel de um pocket Wi-Fi. Eu decidi comprar por ali mesmo e paguei cerca de US$ 90. O pocket Wi-Fi não vem pelos Correios. Você recebe o voucher da empresa pelo e-mail (a empresa chama-se Ninja Wi-Fi) e com este voucher retira o aparelho no aeroporto em que vai chegar. No site há a opção de escolha entre Haneda ou Narita. O meu roteiro inicial ficou da seguinte forma desenhado: Dia 23 de outubro - viagem para o Canadá Dia 24 de outubro - viagem do Canadá para o Japāo Dia 25 de outubro - chegada ao Japāo Dia 26 de outubro - Tóquio Dia 27 de outubro - Tóquio Dia 28 de outubro - Tóquio Dia 29 de outubro - Kyoto e início da validade do meu JR Pass Dia 30 de outubro - Kyoto Dia 31 de outubro - Bate e volta em Nara Dia 1 de novembro - Osaka (com bate e volta em Himeji) Dia 2 de novembro - Osaka Dia 3 de novembro - Bate e volta em Hiroshima e Miyajima. Dia 4 de novembro - Retorno para Tóquio e término da validade do meu JR Pass Dia 5 de novembro - Tóquio Dia 6 de novembro - Tóquio Dia 7 de novembro - Tóquio Dia 8 de novembro - Retorno ao Brasil Dia 9 de novembro - Chegada no Brasil Último conselho com relação ao idioma. Dá pra se virar bem com um inglês básico. Não há muitos japoneses que falam inglês, mas você sempre acha alguém. Vamos agora ao relato da viagem: DIA 1 - 23 DE OUTUBRO - VOO SÃO PAULO - TORONTO (SEGUNDA-FEIRA) 21h25 - Voo Air Canada AC 91 - Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino a Toronto. O processo de check-in foi bem rápido e tranquilo. Eles conferem se você tem o visto ou eTA canadense e o visto japonês. Sem surpresas... Os voos da Air Canadá é que eu acho que são um pouco desconfortáveis. Pouco espaço entre as poltronas... Bem chato para enfrentar as 10 horas de voo para Toronto. A comida servida também não é das melhores, mas também não foi a pior que já comi num voo. Destaque positivo para o atendimento da equipe da empresa e para o sistema de entretenimento a bordo com muitos filmes legais. Inclusive, em português. DIA 2 - 24 DE OUTUBRO - VOO TORONTO - VANCOUVER - TOQUIO (TERÇA-FEIRA) 05h30 - Chegada em Toronto - Aeroporto Internacional Toronto Pearson Como era de se esperar cheguei bem cansado em Toronto e ainda tive que enfrentar uma conexão mega rápida para Vancouver. E a mala não segue direto para o destino final. Em viagens ao Canadá, na primeira cidade em que você para é necessário pegar a mala para inspeção alfandegária. Aí você despacha de novo e a mala pode seguir para o destino final. Então este foi meu esquema na chegada a Toronto: desembarque, passagem pela Imigração Canadense, retirada da bagagem, passagem pela inspeção alfandegária e despacho da bagagem novamente na Air Canadá. Eu tinha 1h15 pra fazer tudo isso! Pouquíssimo tempo! Mas ainda no Brasil os funcionários da empresa me tranquilizaram e disseram que eu seria realocado em outro voo para Vancouver se perdesse a conexão. Foi o que aconteceu. Perdi o das 6h45 e embarquei no das 7h30. A imigração foi um pouco chata, mas liberou minha passagem rapidamente depois de eu deixar claro por duas vezes que estava de férias. Acho que o policial percebeu que eu não estava nas melhores condições de humor devido ao voo haha Minha mala não demorou para ser entregue e a inspeção alfandegária não quis nem checar haha Rapidamenre cheguei ao balcão de conexão da Air Canadá. Em tese, teria dado tempo de eu pegar o voo das 6h45. Mas quiserem realocar mesmo assim. 07h30 - Voo Air Canada AC 101 - Aeroporto Internacional Toronto Pearson para Vancouver. 09h - Chegada em Vancouver - Aeroporto Internacional de Vancouver Algumas horinhas de conexão em Vancouver para tomar um café da manhã decente no aeroporto. Fato triste é que perdi meu fone de ouvido Estava muito cansado e, com certeza, deixei ele cair no chão do saguão de embarque. Uma pena! Apesar dos horários de saída de Toronto e chegada em Vancouver não pensem que foi uma hora e meia de voo. Foram quase 4 horas! Há diferença de fuso horário entre estas duas cidades. 13h15 - Voo Air Canada AC 3 - Aeroporto Internacional de Vancouver Mais 10 horas de voo! Parece que não chega nunca o Japāo! Kkkkk E a comida servida neste voo conseguiu ser ainda pior que a do primeiro. Foi difícil! DIA 3 - 25 DE OUTUBRO - CHEGADA EM TÓQUIO (QUARTA-FEIRA) 15h10 - Chegada em Narita - Aeroporto Internacional de Narita Após 30 horas de viagem desembarquei no Aeroporto Internacional de Narita. A cidade de Narita para efeito de comparação é mais ou menos como Guarulhos em termos de distância. Tóquio também tem aeroporto internacional, Haneda. Mas a maioria dos voos chega por Narita. Exausto, desembarquei e passei pela imigração sem nenhum problema. Conferiram meu visto, perguntaram quantos dias eu ia ficar e me liberaram. Minha mala foi uma das últimas a ser entregue e confesso que bateu aquele medinho de ela ter ficado em Vancouver haha. De posse da mala, hora de resolver o JR Pass e pegar o Pocket Wi-Fi. Em Narita, o escritório da JR fica no subsolo no local de onde partem os trens com destino a Tóquio. Você enfrenta uma filinha básica de turistas estrangeiros, mas retira sem muita dificuldade o passe apresentando o voucher que recebeu no Brasil pelos Correios. É importante deixar claro a partir de qual dia você pretende que inicie a validade do JR Pass. No meu caso seria apenas no dia 29 de outubro. Mas se vocês pretendem usar o JR Pass já no primeiro dia de viagem saibam que não vão pagar nada para chegar a Tóquio. Já vão poder desfrutar dos benefícios do passe nos trens de Narita para Tóquio. A viagem demora cerca de 1 hora. Eu tive que pagar a bagatela de ¥ 2630 por esta viagem até Tóquio. Cerca de 85 reais. Mas antes de pegar o trem para Tóquio fui pegar meu Pocket Wi-Fi. E apesar de ter feito a compra no site da JR não é lá que se retira. No saguão de desembarque há um balcão de uma empresa chamada QL. Eles são tipo uma empresa de entregas. A Ninja Wi-Fi, empresa que presta este serviço de internet do site da JR, deixa o pocket Wi-Fi na QL e é com eles que você retira. Seu nome constará numa lista. Claro que eu demorei pra entender isso haha Hora de usar a internet e descobrir qual trem pegar do aeroporto até o meu hotel que ficava na zona norte de Tóquio. Usei o Hyperdia e ele me indicou pegar a Keisei LINE da JR até a estação de Nippori, em Tóquio. Nesta estação eu faria baldeação para mais uma linha de trem da JR, a Yamanote, para desembarcar na estação Higashi-Jujo. Meu hotel era bem ao lado desta estação. Cheguei por volta das 18h no hotel Flexstay Inn ansioso por um banho e cama haha. Bom hotel. Quarto pequeno, mas muito confortável. Valeu o investimento. Eu ia ficar em Hostel, mas decidi mudar para um hotel avaliando que eu estaria podre após 30 horas de viagem. Decisão sábia! Para tentar acordar no dia seguinte sentindo pouco os efeitos do fuso horário de 11 horas a frente de Brasília, decidi tomar banho e sair para comer algo e conhecer algum ponto turístico. Fui para Shibuya! O cruzamento mais movimentado do mundo. Lindo demais lá. As luzes dos prédios, as ruas cheias. Confesso que me deu uma revigorada. Cheguei de volta no hotel umas 23h e aí sim capotei não cama. Aproveito aqui para colocar os valores do que foi gasto no dia: Trem do aeroporto para o Hotel ¥ 2630 Guarda Chuva ¥ 874 (chovia forte em meu primeiro dia e tive que comprar rsrs) “Jantar” no Mc ¥ 680 (eu não curto comida japonesa) Compras no mercado ¥ 394 (água e lanche) Bilhete Único de Tóquio (cartão Suica ) ¥ 2000 Vale mais um comentário bacana a respeito do transporte público de Tóquio. Lá você paga pelo tanto que usa o transporte. Se usa muito o metrô, paga muito. Se usa pouco, paga pouco. E como saber o quanto vai pagar ao final? Confesso que não entendi e achei melhor adquirir o cartão de transporte público de Tóquio: o Suica. Há támbem o cartão chamado Pasmo. Ambos são aceitos em toda a rede de trens, metrôs e até alguns ônibus (acho que todos) de Tóquio. O cartão custa 500 ienes e você compra nas máquinas de autoatendimento que podem ser acessadas em inglês. Compra, carrega já um valor e fica despreocupado com ter que ficar fazendo contas de quanto vai pagar em cada viagem. O cartão desconta o valor correto e quando estiver acabando o saldo você carrega mais. Simples. Fácil! Bom, como já escrevi demais hoje vou deixar para continuar amanhã. Espero que gostem do relato até aqui rsrs Abs!
  4. 1 ponto
    Relato da viagem feita no período de 13/6/2017 a 4/7/2017. Vou começar com comentários gerais, pois eu não fiz planilha detalhada de custos nem anotações de gastos diários: - Passagem aérea: Comprei na Black Friday de novembro de 2016, por R$1.800 e alguns centavos, com valor das taxas inclusas (Saída do Aeroporto de Guarulhos), considerando que o voo seria no verão, na alta temporada praticamente, achei o preço muito acessível. -Imigração: Fiz uma conexão em Madrid na ida e na volta, e só digo uma frase: imigração espanhola sabe ser nojenta. Se eu não tivesse todos meus comprovantes de deslocamentos, hospedagens, passagens etc, eu não teria saído do aeroporto sem ir pra temida "salinha" de quem é retido na imigração. Falar espanhol também ajuda. Deixo claro aqui que eu FALO ESPANHOL, por isso escolhi ir por Madrid ao invés de por Paris que tinha um preço muito similar, e que educação e respeito é algo esperado em agentes de imigração de qualquer país. Quando cheguei, eu tinha uma conexão de uma hora apenas em Madrid, eu pedi em espanhol obviamente aos funcionários do aeroporto que me deixassem passar, já que tinha uma fila enorme e me foi vendido um voo com essa uma hora apenas, os funcionários falaram que dava tempo, quando cheguei, o agente já recebeu minha pasta com toda documentação impressa e mesmo tendo deixado claro que eu ficaria apenas em Portugal, com todos comprovantes de hospedagens, seguro saúde, passagens de ida e volta, etc etc, o cara ficou perguntando meu roteiro, eu respondi, mas avisei que eu tinha um voo que já tinha começado o horário do embarque. Só consegui pegar o voo para Lisboa porque literalmente saí correndo no aeroporto. Na volta, tinha uma fila escrito União Européia, mas estava indo gente no geral nela, eu questionei a um funcionário, ele disse que essa fila era para todos. O agente me recebeu sorrindo, quando pegou o passaporte e viu a minha nacionalidade, a expressão dele mudou para cara fechada, de raiva e de nojo inclusive, folheou meu passaporte, foi bom poque ele viu diversos carimbos, Portugal é meu sétimo país, eu não quis responder nada porque tive dias incríveis na minha viagem e não quis deixar uma atitude preconceituosa com sul americanos estragar a energia boa! Detalhe: pedi informações para locais nas ruas em Madrid e fui super bem tratada, quiseram saber de que país eu era e ninguém fechou a cara dessa forma, então meu ranço fica todo para a imigração mesmo. Até editei esse campo porque uma pessoa veio me mandar mensagem privada questionando se eu era mulher, sozinha e que não falava espanhol, se era "só" por isso (como se justificasse) que a imigração teve essa atitude. Sou mulher sozinha, no sétimo país sozinha, com vínculos comprovados no Brasil, e que sim, fala espanhol. Mesmo se não falasse, ressalto que respeito é algo que se espera em todo lugar. - "Só Portugal?": Ouvi essa pergunta várias vezes. Viagem tem muito a ver com os gostos pessoais de cada pessoa, mas eu fiz a escolha de ficar apenas em Portugal e pra mim foi muito satisfatório. Conheci cidades históricas, praias, um arquipélago, um Parque Nacional, e expandi meu roteiro para além do planejamento inicial. Se eu recomendo meu roteiro? Sim! a única coisa que eu vi "a mais" foram castelos que há em várias das cidades que visitei, mas isso não foi um incômodo. - Quanto custou? Reservei 1.500 Euros para essa viagem, e voltei com cerca de 500 euros. Todas as hospedagens foram pagas no local, exceto uma que foi cobrada antes pelo cartão de crédito, eu fiz as reservas pelo site da Booking mesmo. Com esse valor eu não precisei fazer economias de perrengue, cozinhei em Lisboa por opção e preguiça de sair pra comer por uma noite, de resto dá pra comer bem pagando desde 5 euros até 8 euros, comida farta e de qualidade. Também tomei uma sopa de noite que custou menos de 2 euros. Portugal faz valer a fama de país mais barato da Europa. - Sequência de cidades/locais visitados: Lisboa, Arquipélago das Berlengas (em Peniche, fiz bate e volta de Lisboa, é corrido mas dá e achei melhor, comprei as passagens de ônibus Lisboa x Peniche antecipadamente e fiz a reserva do barco pela internet, mas o pagamento desse barco com a reserva feita é pago na hora, o ônibus partiu bem vazio, o turismo por lá ainda é pouco conhecido, ufa!), Sintra, Évora, Óbidos, Nazaré (Óbidos e Nazaré estão muito próximas e como Óbidos é bem pequena, dá pra fazer as duas cidades no mesmo dia e voltar de Nazaré a Lisboa direto de ônibus, recomendo fazer assim), Lagos , Sagres (Cabo de São Vicente), Portimão e Aljezur ( Lagos ,Sagres, Portimão e Aljezur são parte do litoral do Algarve, Lagos foi minha cidade de base para o Algarve, pra quem tá a pé é a melhor opção de cidade pra escolher, na minha opinião), Porto, Parque Nacional Peneda Geres (na região norte também, fiz bate e volta desde Braga com uma brasileira que conheci em Lisboa), Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo, Braga, Guimarães e Aveiro. - Locomoção pelo país: Achei o transporte com preço justo e o deslocamento é bem fácil. Andei de ônibus, trem, metro e barco no caso de alguns passeios. Também fiz de carro o Parque Nacional Peneda Geres, poque estava com uma brasileira que conheci em Lisboa, com ela também me desloquei até Ponte de Lima, Valença e Viana do Castelo, tudo isso em dois dias, um só para o Parque e outro para as cidades, partindo de Braga. - Curiosidades: 1) Idioma: É muito diferente do nosso português em muitas coisas, desde o sotaque, à forma de falar, à rapidez da fala e às palavras que tantos nós quanto eles desconhecem. Suco por exemplo é sumo, dentre outras coisas; 2) Pessoas: Achei os moradores de Porto mais abertos à troca de experiências e ideias do que os moradores de Lagos por exemplo, já que Lagos é terra dos ingleses no verão. Mal se vê alguém falando português por lá. Lisboa tem uma diversidade, pessoas mais abertas e pessoas mais distantes; 3) Segurança: Até o momento, Portugal foi o país onde mais me senti segura, claro que temos que ter cuidados básicos, mas mesmo Lisboa, cidade onde vi muita gente em situação de alta vulnerabilidade (dormindo nas estações de metro aos montes por exemplo), não me senti insegura em nenhum momento. 4) A temperatura no verão: Pense num lugar que faz muito calor e o sol arde. Sim, é ali. Por sinal, no verão as noites portuguesas começam após 21h, ou seja, até esse horário ainda é dia! Dá para aproveitar muito bem o dia justamente por isso. 5) Sobre os comboios: Os comboios (trens aqui no nosso português) funcionam no geral da seguinte forma: você recarrega o bilhete, tem um local antes de subir no trem, na plataforma, aonde você encosta seu cartão para pagar a tarifa e sobe. Nesse percurso não tem ninguém te fiscalizando, não existe uma catraca te impedindo de subir no trem sem registrar a tarifa, a plataforma é livre, você por uma questão de honestidade vai encostar o cartão e subir. O curioso é que já com o trem em movimento, vem um fiscal e com uma máquina ele pega seu cartão e confirma se você pagou ou não a tarifa, caso não tenha pago, ele te cobra na hora. O duro é o cara guardar o rosto de todo mundo, porque estes trens vão parando e em cada embarque e desembarque vão entrando mais pessoas que o cara precisa conferir o cartão. Eu achei bem diferente de tudo que já tinha visto, mas me acostumei logo, até porque andava de trem em Porto com muita frequência. O mais doido é que no teu cartão fica o registro de onde você já foi, poque você compra a recarga no guichê dizendo pra onde vai. Um dia um atendente verbalizou a surpresa em ver o quanto eu já tinha andado na mesma semana. 6) Posto de gasolina: Esqueça o frentista, o esquema ali é você e a máquina, alguns postos ainda têm funcionários que te dão dicas caso não saiba abastecer o carro você próprio, no posto em que fui com a Caroline tinha uma pessoa e tinha loja de conveniência, mas ela comentou que passou por outros locais onde era só você e a máquina para abastecer. Te vira! - Registro fotográfico: Utilizei a Canon SL1 e a GoPro. Optei por fazer a postagem de fotos sem relatar extensamente o dia em que as fotos foram tiradas, já que imagens falam mais do que o relato em si! FOTOS DE LISBOA - DIAS 14 (CHEGADA NO FIM DA TARDE)E 15/6 Eu recém chegada em Lisboa! Esse Elétrico faz o percurso apenas de subida do morro de acesso ao bairro alto. Dá para subir caminhando, mas como eu havia feito um voo de dez horas e estava com mochila cargueira, acabei pegando o Elétrico, a subida dura cerca de 1 minuto e não é barata! O hostel em que me hospedei estava logo ali, bem perto da subida do morro. Recomendo conhecer o bairro alto, esse foi um dos bairros onde me hospedei em Lisboa, já que fiquei em três regiões diferentes da cidade. Foto também do primeiro dia, estava em reforma o Mirante do bairro alto, mas pelas grades deu pra ter essa linda vista de Lisboa. Dia seguinte, dentre as opções na região da Torre de Belém, eu recomendo começar com o Mosteiro dos Jerónimos por vários motivos: arquitetura espetacular, ter uma fila mais rápida que a da Torre de Belém, e principalmente porque dá desconto no ingresso comprar os ingressos do Mosteiro e da Torre de Belém juntos, e graças a isso, quando você chega na Torre e está aquela fila gigante pra entrar, ao ter já o ingresso comprado ali no Mosteiro, você passa à frente da fila e já entra. Aproveitando a belíssima arquitetura do Mosteiro dos Jerónimos. Neste dia, antes de sair do hostel, logo na recepção passando protetor solar, uma moça me abordou e se convidou pra sair andar comigo, no meio do caminho fi que dissemos nossos nomes. A Thelma foi uma excelente fotógrafa e também uma ótima companhia para este primeiro dia de andanças pela linda Lisboa. A ideia de começar pelo Mosteiro partiu dela, e eu achei muito válido. Saindo do Mosteiro, ao atravessar a rua você logo vê esses jardins muito bem cuidados, esse caminho leva à Torre de Belém. São poucos minutos de caminhada. O Marco do Descobrimento é um outro atrativo bem próximo também. A Torre de Belém e sua gigante fila para entrar. Com o ingresso comprado junto no Mosteiro, você dá um tchauzinho para esta fila e entra direto! Arquitetura externa, mas já "adentrada" na Torre! Cada detalhe dessa arquitetura é um arraso à parte. Aqui uma pequena amostra do visual do Rio Tejo de cima da Torre de Belém. Eu me sentei nesta muretinha para tirar essa selfie, é bem alto, não façam isso crianças! Ponte 25 de Abril, sensacional esse visual da ponte sobre o Rio Tejo. Ao lado esquerdo, o Marco do Descobrimento. Terra à vistaaaaaaa!!!! Marco do descobrimento. Era um dos meus sonhos pra essa viagem tirar essa foto aí, com um pouco da história do que foi essa invasão portuguesa no nosso país, que apesar dos pesares, aconteceu e faz parte da nossa história. Esse monumento é imponente, e extremamente preservado. Dá para entrar no Marco do Descobrimento, é cobrado também o ingresso, vale a pena pela vista que se tem lá de cima, é um local pequeno com passagem apertada se acumulam pessoas, mas achei que compensou a visita. Essa imagem da Torre de Belém e do Tejo vistos do alto foi tirada lá. Vista do Mosteiro dos Jerónimos do alto do Marco do Descobrimento. Logo ali perto do Marco do Descobrimento, tem o famoso local que vende os pastéis de Belém. Local concorrido para sentar, mas conseguimos uma mesa sem esperar tanto. Os pastéis são divinos, nós compramos a caixinha que vem com 6 e comemos cada uma um para provar. Esse visual maravilhoso de Lisboa foi visto do Castelo de São Jorge, antes de adentrar no castelo. Cabe pontuar que essa região é distante de Belém, nós pegamos um "bonde" que é tipo um trem com uma velocidade bem rápida que passa na frente de onde vendem os pastéis, lá nós buscamos informação de onde descer, eu pedi informação para uma senhora local, que por sinal estava indo para a região que nos deixaria num elevador gratuito que facilita o acesso ao castelo. Essa senhora foi pouco calorosa, mas muito solícita e nos ajudou a chegar mais rápido com as dicas. Ruínas na entrada para o castelo São Jorge! Considero obrigatório esse passeio do castelo em Lisboa. Com a Thelma, que eu conheci em Lisboa =) Castelo de São Jorge Visual de Lisboa desde o Castelo de São Jorge. Castelo de São Jorge Ao sai do Castelo de São Jorge, Thelma e eu fomos à Praça do Comércio, bem movimentada e com uma bonita vista do Tejo também. Nos arredores, passando o arco, tinha um cara vendendo pastel de cereja, no estilo pastel de Belém, só que recheado com cereja, eu curti bastante, apesar de ser bem doce. --- FOTOS DO ARQUIPÉLAGO DAS BERLENGAS - PENICHE - DIA 16/6 Como relatado, para chegar: ônibus Lisboa a Peniche, de lá toma-se um barco, esse da foto, que leva de 50 minutos a uma hora para chegar. No ônibus conheci duas meninas de Buenos Aires que me fizeram companhia durante todo esse dia e no dia seguinte também. Cabe colocar aqui uma curiosidade até nojenta: ao entrar no barco, um funcionário da tripulação começou a distribuir sacolas plásticas dessas pra pessoa vomitar dentro. Achei estranho e quase que gargalhei sozinha, mas aguardei. Apesar de ter boa estrutura, na ida o barco vai contra a maré e balança muito. Ao meu lado tinha uma moça que vomitou em pelo menos três sacolas, eu fechei os olhos e tentei ao máximo segurar o vômito e consegui, mas atrás de mim tinha mais gente vomitando, ou seja, mais da metade do barco vomitou. Desci bastante tonta e enjoada, mas isso foi passando ao longo do dia. Cabe ressaltar que vale muito a pena, apesar desse sufoco! Primeiro morrinho de caminhada do barco para explorar o arquipélago! Arquipélago das Berlengas Aquele lugar sem graça *risos* muito preservado e espero que o turismo não chegue desenfreado por lá. Lá embaixo, os barquinhos que fazem os passeios ao redor das muralhas. O forte. *clap clap clap* Foi exatamente esse "cartão postal" do arquipélago que me levou para conhecê-lo. Vista do forte! Teve passeio de barquinho, o forte visto do mar. Com a Sol e a Natalia, da esquerda para a direita! chicas argentinas muy tranqui FOTOS DE LISBOA - 17/6 Oceanário de Lisboa, é uma opção para fazer junto com o Parque das Nações, é um local tranquilo, rola até fazer um pique-nique se quiser embaixo das árvores. Eu sou bem crítica quanto a passeios envolvendo animais que não estejam soltos, mas resolvi conhecer o Oceanário e achei o lugar ok, não deixaria de indicar a visita; Oceanário - parece que tá rolando uma reunião entre os Pinguins. Essa lontra tava toda curtindo - Oceanário Oceanário Oceanário Estação Oriente de metrô - Uma região da "Lisboa moderna" em contraste com a Lisboa histórica mais tradicional. Esta estação tem uma arquitetura bem moderna e também é um ponto importante de deslocamento, já que conta também com um terminal de ônibus intermunicipais e é uma região de deslocamento ara diversas localidades que partem de Lisboa. Parque das Nações - Saída da estação oriente dá para um shopping, saindo do shopping temos o Parque das Nações, uma Lisboa de arquitetura moderna. Parque das Nações FOTOS DE SINTRA - 18/6 Castelo dos Mouros. Para chegar a Sintra há um comboio (trem) que leva uns 30 minutinhos, é barato e compensa. Estava com Sol e Natalia do passeio das Berlengas, estava conosco uma Venezuela que elas conheceram em Lisboa. Ao chegar lá em Sintra optamos por pegar um ônibus que faz o circuito dos palácios. A primeira parada é no Castelo dos Mouros. Castelo dos Mouros Palácio da Pena! Palácio da Pena Cabo da Roca - Sintra não é só a cidade dos palácios, Cabo da Roca tem um litoral bem interessante. Existe um ônibus desses de bairro que sai do centro de Sintra para Cabo da Roca o mar em Cabo da Roca Cabo da Roca Um brinde à vida em Cabo da Roca. FOTOS DE ÉVORA - 19/6 Évora é uma cidade que contemplei a linda arquitetura. Não é Grécia, é Portugal! A arte de colocar a câmera em disparo automático hahaha Capela dos Ossos. "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos" A energia desse lugar é muito forte e densa, mas acho imprescindível fazer a visita (paga) desse lugar. Capela dos Ossos. Diz nos escritos ali dentro que são ossos do cemitério da cidade, foram revestidos no cimento. A capela traz mensagens de valorização da vida, de se atentar à perda de tempo na vida etc. Capela dos Ossos, em Évora. Choque de realidade. FOTOS DO DIA 20/6 - ÓBIDOS E NAZARÉ *Óbidos Óbidos, pequenina e acolhedora. Castelo em Óbidos. Espaço de artistas alternativos independentes, como esse moço que saiu na foto. Óbidos charmosa! *Nazaré Nazaré, cidade que é um vilarejo de pescadores. Boa combinação: Óbidos de manhã e Nazaré de tarde. há um ônibus com bem poucas opções de horário que sai de Óbidos, deixa num terminal rodoviário próximo e de lá pega-se um outro ônibus a Nazaré. Parte baixa. De um funicular dá pra ir na parte alta de Nazaré, o visual vale muito a pena. Dá para ir caminhando também, mas com o sol intenso e o calor que fazia, preferi não fazer isso! FOTOS DA REGIÃO DO ALGARVE: LAGOS, SAGRES (CABO DE SÃO VICENTE, PORTIMÃO E ALJEZUR - DIAS 21, 22, 23, 24 E 25/6 *Lagos Lagos, a partir desse forte, subindo, começa um circuito de praias que eu recomendo demais, pode ser feito à pé como fiz. Praia da Batata - circuito de praias em Lagos Praia do Estudante, é um pouco "escondida", logo após a praia da Batata - circuito de praias em Lagos Praia do Pinhão - circuito de praias em Lagos Praia da Dona Ana - Circuito das praias em Lagos Praia do Camilo - Circuito de praias em Lagos - pra mim essa é a segunda mais bonita de Lagos. Ponta da Piedade - Circuito de praias em Lagos. Aqui não existe praia para banho, só mar aberto, mas o visual é sem palavras. Esplêndido. Ponta da Piedade - Lagos - Circuito de praias de Lagos Prainha - por algumas moedinhas dá para atravessar de barco até esse mar azul claro à esquerda, totalmente sem ondas, fica na parte central da cidade, recomendo um mergulho. A cidade de Lagos sua arquitetura histórica! *Sagres - Cabo de São Vicente Paredão de Sagres - Cabo de São Vicente. Tem poucos horários de ônibus de Lagos direto ao Cabo de São Vicente, pois é distante do centro Eu aguardei o ônibus sem pressa, contemplando esse lugar que é magnífico e venta um bocado, mesmo no verão. Sagres - Cabo de São Vicente - o Atlântico a seu dispor! Sagres - Cabo de São Vicente. *Portimão Portimão, fiz um passeio de barco pelas falésias, há vários ônibus e há também trem de Lagos a Portimão, é fácil e rápido de chegar. Passeio de barco em Portimão Passeio de barco em Portimão. *Aljezur Aljezur - com um nome até difícil de falar, essa cidadezinha faz parte também do litoral do Algarve, porém é muito pouco conhecida pelo turismo estrangeiro. Vi mais portugueses e alguns espanhóis, pouca gente. Existem poucos ônibus nos finais de semana, o que eu peguei não entra na cidade, era domingo e eu acordei invocada que queria ir neste lugar, peguei um ônibus que deixa na estrada, caminhei cerca de uns 15 minutos até a cidade, ao chegar lá são mais uns 5km até a praia, na ida um local me parou e ofereceu carona, pelo meu nível de cansaço com o calor, aceitei e não levou 5 minutos de carro, o cara me deixou no vilarejo da praia, esse da foto! Pense num lugar pitoresco, intocado e incrível, é ali. Natureza virgem de tudo. Fiquei em êxtase de conhecer, apesar de ter tido pouco tempo. Vilarejo de Odeceixe Pense: esta água que parece uma miragem é um rio, ou seja, existe um encontro do rio com o mar que é impressionantemente preservado, como é bom conhecer um local onde o turismo ainda não chegou, sem impacto ambiental, vazio, tranquilo. Odeceixe, na cidade de Aljezur, Algarve. Mar de Odeceixe, vilarejo em Aljezur. Mar de Odeceixe, vilarejo em Aljezur. Dica para quem vai de ônibus de Lagos a Aljezur ou qualquer outro local na região de Lagos que não tenha terminal rodoviário e desça na estrada: NÃO VÁ SÓ COM PASSAGEM DE IDA! Eu fui comprar a ida e a volta juntas, mas em Lagos o rapaz do guichê falou que não precisava. Conclusão? Na volta eu peguei um ônibus que nem era certo o horário, cada pessoa falou uma coisa, que passou na estrada, e o cara exigiu o bilhete do ônibus. Eu expliquei que tentei comprar em Lagos, mas o rapaz falou que era para comprar em Aljezur. Óbvio que eu quase chorei e implorei para o cara me levar, porque eles não vendem passagem no caminho, saca? Nossa, fiquei em pânico porque não queria ter que dormir ali, apesar de lindo vilarejo, eu já estava com minha diária do hostel em Lagos paga e no dia seguinte iria embora. O motorista resmungou, mas teve um bom coração e me deixou embarcar, disse que se algum fiscal parasse ele teria problemas, quando chegamos em Lagos ele pediu para eu ir ao guichê e me acompanhou, eu paguei a passagem lá como se fosse pegar outro dia, joguei fora e tudo certo, não se arrisque! *Lagos Praia da Luz - Lagos. Em Lagos, meu último dia foi aproveitando uma manhã livre nesta praia, que fica mais afastada do centro da cidade. Há ônibus regulares de linha que passam no local! Praia da Luz, Lagos - caminhando admirada com este mar de um azul incrível. Praia da Luz, Lagos -deste lado a praia é mais rústica. Me despedi de Lagos com as duas mochilas da viagem, uma de 10 litros e outra de 50 litros, optei por tomar um trem, comprado previamente, a estação de Lagos fica bem no centro, basta atravessar a ponte. O bacana de visitar um país pequeno é a agilidade de locomoção: de Lagos (sul) ao Porto (norte), com uma rápida passagem para embarque/desembarque em Lisboa, tive apenas 7h de viagem. Recomendo! Há ônibus que fazem o percurso, porém antecipado o trem estava consideravelmente mais barato do que o ônibus. FOTOS DE PORTO, PARQUE NACIONAL PENEDA GERES, PONTE DE LIMA, VALENÇA, VIANA NO CASTELO, BRAGA, GUIMARÃES E AVEIRO - 26/6 A 1/7 Porto WALKING TOUR EM PORTO - o tour tem saídas regulares pela manhã depois das 10h, acho muito válido fazer para ter detalhes da história da cidade. Também pude entender melhor do estilo de vida da população local, da realidade socioeconômica de quem vive com um salário mínimo etc, coisas que ir só a turismo sem esta troca não proporciona. O tour sai desta praça. Os hostel sabem bem como indicar o horário e o ponto de encontro. WALKING TOUR EM PORTO - Estação de trem central, uma das primeiras paradas do tour. WALKING TOUR EM PORTO - Parte interna da estação de trem central. Cada azulejo desses foi pintado a mão, os murais retratam a história de Portugal. WALKING TOUR EM PORTO WALKING TOUR EM PORTO - Teatro: o guia estava dizendo que a população que recebe um salário mínimo - média de 600 euros (mas tem despesas em euros também, né pessoal!) não tem renda que sobra para lazer como teatro ou viagens, portanto não são todos os moradores que conseguem usufruir de uma peça de teatro por exemplo. WALKING TOUR EM PORTO - Entrada de uma igreja que só está sendo visitada praticamente pelo pessoal do waking tour (esse pessoal na foto é de outro guia com walking tour também), ao lado direito, nesta parede branca, um antigo convento, no qual as meninas que não queriam se casar com pessoas "arranjadas" tinham opção de se instalar. O detalhe é que uma vez dentro do convento, contato ZERO com o mundo, ou seja, sequer recebiam visitas dos familiares, ali passavam, viam a família pelo lado de dentro, numa brecha na igreja, mas sem contatos de abraço, etc., até o resto da vida. Como é difícil ser mulher e não ter outra opção contra casamentos forçados a não ser fugir (o que faria uma menina a partir dos 12 anos fugida para sobreviver?), cometer suicídio ou se internar neste convento. Hoje ele é desativado e não pode ser visitado. Dentro da igreja, proibidas fotos. WALKING TOUR EM PORTO - Detalhe na pista: passa um trem que percorre a cidade bem nesses trilhos , se você não prestar atenção pode se machucar feio! WALKING TOUR EM PORTO - O dito-cujo do trem que passa bem no meio da rua! WALKING TOUR EM PORTO - A cidade foi apaixonante pra mim! WALKING TOUR EM PORTO - Visão de Gaia, do outro lado do rio, lado esquerdo. Dali saem os famosos vinhos. WALKING TOUR EM PORTO - Catedral de Porto. WALKING TOUR EM PORTO - Mirante no entorno da catedral. WALKING TOUR EM PORTO - Ruelas de Porto WALKING TOUR EM PORTO - Natas do céu doce típico. O guia leva para as ruelas onde ficam as casas de alguns moradores, ali tem o comércio de distribuição de doces de uma senhorinha e seu marido, havia outras opções, mas como este era doce típico, eu quis prová-lo! Adianto que é muito bom, mas tem alto teor de ovo! Boa parte dos doces portugueses são repletos de ovo. Eu gosto, mas fica enjoativo comer muito! WALKING TOUR EM PORTO - Esquerda para direita, as duas primeiras meninas são a dupla de amigas brasileiras, a terceira é a americana, o guia e eu! Fim do tour. Porto - Depois do walking tour, eu, uma brasileira que conheci antes do tour - local de encontro, Marilda (de calça preta na foto), mas que fez o tour em inglês e me encontrou depois para almoçar e curtir o dia, e mais uma sul coreana, alugamos uma bicicleta para explorar a cidade. Sou preguiçosa com bike quando tô sozinha, mas achei a ideia muito boa e foi divertido, fora que deu para conhecer muito mais da cidade. Tour de Bike por vários pontos da cidade do Porto! Tour de Bike pela cidade Depois de muito pedalar, devolvemos a bike e fomos percorrer a pé a cidade do Porto, Gaia fica do outro lado do rio. Olhares sobe a cidade do Porto. Do lado de Gaia, eis Porto e suas construções do lado de lá. *Parque Nacional Peneda Gerês Sobre o Parque: Tem cerca de 70.000 hectares, abrange o território de diversos locais, como Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro. Saímos de Braga, local estava hospedada a Caroline, brasuca que conheci em Lisboa. Pouquíssimo frequentado por turistas, exige uma boa direção ao voltante, tem curvas bem acentuadas, mas estando vazio como estava, foi tranquilo. Nesta região do norte do país o tempo é mais frio, mesmo no verão. Não existe cobrança de entrada para visitação. . À esquerda a Caroline e eu, ao fundo a primeira cachoeira que visitamos. A primeira cachoeira. O que impressiona é a cor esmeralda da água do poço, que parece bem fundo e é alto! O parque é todo arborizado com estradas de asfalto como essa Cascata do Arado, eu diria que foi a cereja do bolo e o bolo inteiro do parque. Chovia na hora, não deu pra ficar por mais tanto tempo, mas esse lugar é magnífico. Não sei dizer se o acesso ao poço é fácil, mas só a contemplação foi indescritível. Mirante no parque nacional Saindo do Parque para voltar a Braga, este mirante incrível que achamos completamente aleatório! <3 *Ponte de Lima Cidadezinha bem ao norte do país, rolou um bate e volta saindo de Braga, alternando com outras cidades, de carro com a Caroline. Ponte de Lima é considerada a vila mais antiga de Portugal, é distrito de Viana do Castelo, tem arquitetura predominantemente medieval. *Valença Valença fica também ao norte, é distrito de Viana do Castelo, visitamos esta fortaleza, na qual também se encontram moradores, comércios, uma sede de prefeitura, algumas igrejas. A cidade fica na divisa com a Espanha (município de Tuí), separados apenas por uma ponte, dá pra cruzar a ponte a pé, não tem imigração alguma. Lado externo das muralhas! Então, se você cruzar o outro lado da ponte, ao final dela estará na Espanha, em Tuí. Rolou até piadinha com a imigração com dancinha do outro lado da fronteira kkkk Brincadeiras à parte (ou não), sambando na cara da imigração espanhola! *Viana do Castelo Uma cidade que pude conhecer muito correndo, mas achei uma gracinha, tem também lindas praias que diria que certamente devem vale a pena Dá para subir e ter um visual da cidade toda lá do alto, vale a pena! Lá no alto tem também essa catedral meio estilo Notre Dame, está em reforma, mas a arquitetura é bem impressionante! *Braga Braga apresentou um clima mais fresco e céu mais nublado, assim como Porto. Eu gosto assim! Santuário Bom Jesus do Monte. Tem ônibus no centro da cidade de hora em hora, deixa na frente de onde tem um bondinho pra subir ou as escadarias (que não são essas da foto, são bem antes), eu fui só andando e quando vi tava nas escadarias, fui e voltei por elas, são muitos lances de escada, mas deu pra ir. O local é bem bonito, não sou católica, mas gosto da arquitetura. Tem um jardim incrível também. Santuário Bom Jesus do Monte, logo que as escadarias acabam (mais ou menos, tem mais algumas escadinhas nas laterais que dá acesso à igreja, aos locais que vendem comida, ao banheiro, etc. Santuário Bom Jesus do Monte - destaque para o jardim! Santuário Bom Jesus do Monte - Braga vista do alto. *Guimarães Conhecida como a cidade dos castelos, confesso que não explorei tanto esta parte porque conheci Guimarães no mesmo dia de Braga e de transporte público, o que me fez chegar na cidade já quase no fim do dia. Ainda que os dias tenham sol até umas 21h no verão em Portugal, foi corrido, mas deu pra sentir um pouco desta cidade tão importante do país. Centro da cidade. Centro histórico *Aveiro Popularmente conhecida como a "Veneza de Portugal" por causa dos passeios de barco, principal atrativo da cidade. Eu não achei tudo isso, fiz o passeio de barco e não achei que valeu o que se paga, ele só passa pelo canal e é contada a história, é um passeio de uma hora só, estava em dúvida entre fazer ou não e acabei fazendo, mas se você tiver dúvida, é dispensável! Fábrica de cerâmica em Aveiro. Arte de rua. Eu e o famoso barco. Em Aveiro os doces típicos "Ovos moles" são mais populares, também há como comer ovos moles de recheio em algumas opções de massa tipo crepe, eu experimentei, achei muito doce e com muito ovo, mas é gostoso para comer sem exageros, senão enjoa hahaha De Aveiro eu retornei ao Porto para uma última noite, dia 1/7 e dia 2/7 eu peguei um ônibus para Lisboa, onde passei minhas últimas horas até pegar a conexão a Madrid e voar ao Brasil. Foi gratificante pra mim viver essa viagem! <3
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    Galera, Antes de mais nada quero deixar claro que essa foi minha impressão da Ilha e eu sei que muitos vão discordar. Mas como já conversei com outras pessoas que tiveram a mesma impressão que eu, gostaria de colocar uma outra visão sobre a famosa ilha de Fernando de Noronha. Que o lugar é lindo (deslumbrante mesmo) e está na lista dos principais roteiros de viagens do país todo mundo sabe. Justamente por isso, resolvi provocar a discussão um pouco sobre os pontos negativos, que só fui descobrir quando cheguei lá. Toda essa introdução para dizer uma coisa simples: Fernando de Noronha deixou de ser um lugar voltado para o Ecoturismo para se tornar um point de Turismo de Luxo. Não é novidade para ninguém que a Ilha é o ponto turístico mais caro do Brasil e sempre teve preços exorbitantes. Mas o caso é que isso está afastando os ecoturistas e mochileiros para atrair um tipo de turista que eu particularmente não gosto de encontrar em minhas viagens, o turista predatório. Eu estive lá na primeira semana de setembro e fiquei 9 dias. O que pude perceber é que Fernando de Noronha está completamente dominada por turistas que compram seus pacotes em agências de farofeiros e que estão muito focadas com sua diversão e pouco se lixando para a conservação e preservação da Ilha. O fato é que Noronha virou o lugar da moda. E as pessoas não estão indo para lá porque adoram o contato com a natureza, porque gostam de mergulhar (a maioria que vai pra mergulhar nunca fez isso antes!), porque o lugar é incrível, etc. Estão indo para lá porque dá STATUS dizer que conhece Fernando de Noronha. Estão indo porque conseguem impressionar mais facilmente a namorada/noiva/esposa levando-a para Fernando de Noronha do que para a Costa do Sauípe. Isso, como vcs bem podem imaginar, muda completamente o perfil do turista e os serviços necessários para atendê-lo. A preservação do meio ambiente é levado a sério por Ibama, Tamar e outras Ongs de lá. Os turistas fazem de conta que contribuem, mas só fazem de conta. Todo mundo é a favor da preservação dos Golfinhos. Mas se o barco não fica fazendo meia volta para acompanhar o bando de golfinhos, os turistas reclamam. E não é novidade pra ninguém que os golfinhos só acompanham o barco pq estão se sentindo incomodados. Todo mundo é a favor da limitação de 100 pessoas por dia na praia do Atalaia, desde que esteja entre essas 100 pessoas. Se for barrado pelo Ibama, reclama e ameaça fazer escândalo. O ônibus coletivo de lá tb só é usado por nativos. Todo mundo prefere alugar uma land roover com o ar condicionado ligado no máximo e o diesel comendo solto. Acho que os buggys estão com os dias contados por lá. Inclusive qdo fui alugar um, o dono ficou falando uns 5 minutos sobre o “desconforto” do buggy, o que me fez imaginar o tanto de reclamação que ele não recebe sobre o vento batendo na cara, o sol, a areia, etc. No item desconforto, chega a ser hilário as tais “trilhas” de Noronha. Tirando a do Atalaia e do Capim Açú, o que eles chamam de trilha por lá é uma caminhada na praia. Pra atravessar 50m de uma praia pra outra no meio do mato lá é “trilha”, Pior que acaba sendo mesmo. Já que grande parte dos turistas lá já passou dos 60 anos e nunca fez uma trilha de verdade na vida. Fui a uma palestra do Ibama na qual eles fizeram uma apresentação da ilha. Todos os locais sobre qual eles falavam alguém levantava a mão e perguntava: “dá pra ir de carro”? Economia de energia e água? Esqueçam! Todo mundo é favor da preservação desde que não atrapalhe seu conforto pessoal. Apesar dos vários apelos do Ibama e nativos em geral. Aliás, é até engraçado falar em Nativos pq isso é um conceito ultrapassado por lá. Como o turista que está indo a Noronha é o popular “chato” (pra não dizer fresco), as operadoras, pousadas e restaurantes estão contratando gente de fora da ilha pra poder atender esse mala do jeito que ele acha que deve ser tratado. Com isso, em 9 dias de Noronha, não consegui conhecer uma única pessoa que estivesse mais de 4 anos na Ilha. Só trabalha com turismo lá quem é de fora. As tão famosas pousadas “domiciliares”? Pois bem, fiquei em uma delas. E descobri o que viraram: há alguns anos o governo de Pernambuco construiu e distribuiu algumas casas para os nativos que serviriam também como pousadas. Eles receberam as casas com o compromisso de não poderem vendê-las. O objetivo era desenvolver uma fonte de renda para essas famílias. Há um bairro novo lá, a Floresta Nova, que parece uma Cohab ou CDHU de pousadas: casinhas de madeira (bonitinhas) com quatro quartos para hóspedes. Fiquei numa dessas. Mas o caso, é que a família que é dona da pousada não mora na Ilha há tempos. Assim que receberam a casa arrendaram para uma empresa que detêm outras 10 pousadas (!!!!) do mesmo tipo. Essa empresa arrendou essas casas e centralizou a administração. Colocou um funcionário vindo do Continente em cada uma pra tomar conta, mas tudo tem uma gerência central, que inclusive tem um preço único e mesmo padrão de serviços para todas. Essa não é a única empresa que faz isso. Os moradores antigos? Todos vivendo em Natal ou Recife com o dinheiro do arrendamento. Isso parece besteira, mas na verdade é um dos motivos do preço alto. Já que o lugar virou um grande cartel. Outro problema: a ilha perdeu a identidade. Não há mais moradores que nasceram lá. Isso faz com que também não tenham nenhum compromisso com o local, pois sabem que amanhã poderão ir embora trabalhar em outro lugar. Enfim, como acho que já escrevi demais, só pra finalizar gostaria de dizer que todos esses problemas estão transformando Noronha em um lugar amorfo, totalmente sem identidade, sem uma cara. O lugar está ficando chato! Qdo voltei de Noronha todo mundo me perguntava como era lá e a resposta padrão que eu criei era: é lindo, mas é chato. Abs Marcelo
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    Pretendo ir a Buenos Aires em julho e de lá pegar um ônibus para Santiago. Isso tudo sozinho. Tenho algumas dúvidas - Alguém já fez esse de ônibus percurso? Podem me indicar a empresa de bus? É tranquilo o caminho nessa época? - Queria também indicações de agências que fazem passeios pelo Chile. A maioria que acho tem que fazer reserva com no mínimo duas pessoas. Quem puder me ajudar, agradeço muito =D
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    Segue breve relato de locais que visitamos em um mochilão de 20 dias no México em janeiro de 2018. Trajeto da viagem: i. Destaques: Museu de Antropologia da Cidade do México, San Cristobal de Las Casas e Palenque ii. Custo da viagem: o preço médio que paguei para a diária do hostel foi de cerca de MXN 200, que equivale a cerca de R$38. Acredito que o preço para comer uma refeição em um restaurante do México é de cerca de 70% do que gastamos em uma capital brasileira. Se você optar por comprar no supermercado e cozinhar sairá ainda mais em conta. Na região do caribe eu fiquei apenas dois dias inteiros e como era muito caro comer fora eu preparava lanches reforçados para os passeios. Em relação ao preço de transporte sugiro consultar o site das companhias Ado e Primera Plus (principais companhias de ônibus do país). Realizei muitas viagens em diferentes regiões e distâncias. Sempre considerei o preço barato quando comparado ao que pagamos em uma viagem intermunicipal no Brasil, e os ônibus são de muita qualidade assim como a qualidade das estradas. Chegar nas estações também foi fácil em todos os locais que estive. No geral o preço dos passeios foi barato, com exceção do ingresso para entrar no Chichén Itza, passeios no litoral do Caribe (que não realizei) e o tour de um dia em Palenque (não me recordo quanto paguei). Sugestão de avião: o mais barato. Mas atenção: acredito que não compensa iniciar a viagem em Guadalajara caso não tenha interesse de ir para o litoral oeste. Acredito que convém começar direto da Cidade do México ou de Cancun. Outra opção (caso haja dindim de sobra, tempo e interesse) é iniciar a viagem em Cuba e depois partir para o México. iii. A viagem que realizamos iniciou em Guadalajara (pois a passagem na época de ida e volta estava muito mais em conta). O inconveniente (que compensou financeiramente) foi ter que pegar um avião no final da viagem de Cancun para Guadalajara. iv. Dica, comprar a passagem próximo do ano novo e iniciá-la distante de Cancun. Nesta época todos os passeios que realizei estavam com pouquíssimos turistas, os preços dos hostels estavam maravilha e a temperatura estava muito agradável em todo o país. v. Em Guadalajara vale conhecer o teatro que fica no centro histórico e os museus da região. Caso fique por lá por 2 dias pode valer fazer o passeio nos locais que produzem Tequila (não fiz este passeio). Se quiser comer bem sugiro um restaurante patrão chamado La Chata (meu prato estava bem apimentado para dar as boas-vindas). Sugiro o hostel Hospedarte Centro (barato e no centro). vi. Após ficar um dia inteiro em Guadalajara parti para San Miguel de Allende. Nesta pequena cidade moram (além dos locais) muitos pintores e artistas plásticos estrangeiros em busca de uma aposentadoria calma e mais barata que em seu país de origem. O local em sí é bonito para um passeio de um dia. Vale subir até o mirante do local para ter uma vista da cidade. Me decepcionei pois grande parte dos museus estavam fechados. Sugiro o hostel La Catrina (apresenta um terraço conveniente para um papo com os demais hóspedes). Vista do mirante vii. O próximo destino foi a Cidade do México. Ficamos no hostel Casa San Ildenfonso. O inconveniente do local são os 4 andares de escada e o chuveiro no terraço que não está bem coberto (entra muito vento e no inverno isso não ajuda muito, mas no verão deve ser bom). Este hostel também possui um terraço agradável e está na região central próximo do metrô, mas o café da manhã não é tudo isso. viii. Na Cidade do México o melhor passeio foi o Museu de Antropologia, no qual dá para ficar muitas horas (caso tenha perna e interesse). Parte externa no Museu de Antropologia xix. Um passeio interessante para o final da tarde (quando os demais museus já fecharam) é ir conhecer a Biblioteca Vasconcelos. Biblioteca Vasconcelos x. Um passeio que desaconselho é o de barquinho que costumam sugerir para turistas (não me recordo do nome - que fica no cafundó do judas). Vale ir lá apenas se tiver interesse de conhecer uma região mais periférica da cidade e quiser dar um rolê perdido para conhecer a malha metroviária (só os loko). Nesta região ao menos passamos por essa rua abaixo: xi. Um passeio típico é ir nas pirâmides de Teotihuacan (dá para fazer em uma manhã caso você pegue o primeiro ônibus que vá para lá): xii. Perto do Museu da Frida Kahlo (que sempre tem muita fila) também há o museu do Trotsky e um parque ótimo para um cochilo no pós almoço no restaurante La Terminal (chegue cedo pois pode ter muita fila pois o local é muito barato e vem muuuita comida local). xiii. O transporte entre as cidades é muito fácil de ser feito de ônibus. Há muitos horários e as partidas são pontuais e os preços são bons. A dica é já comprar a próxima viagem no terminal logo ao chegar da viagem anterior, ou tentar comprar pela internet (às vezes o site da companhia local não funciona). xiv. Depois da Cidade do México fomos para Puebla. Me deu branco do local hehe. xv. Em seguida fomos para Oaxaca. Cidade muito simpática e com muito artesanato. Um passeio imprescindível por lá é o sítio arqueológico Monte Albán que fica no topo de uma montanha com um visual zica. xvi. O próximo destino foi San Cristobal de Las Casas. Esta pequena cidade possui muita história (pesquise), sobretudo relacionada ao movimento Zapatista. Vale fazer o walking tour para conhecer mais da história do local. Acredito que de todos os locais que visitamos este é o que apresentou melhores produtos para se comprar como recordação do México caso tenha interesse. Sugiro ficar no Hostal Puerta Vieja (um dos melhores que já fui). Neste município atualmente a população indígena depende majoritariamente da agricultura e do comércio de artesanato para geração de renda. Nos arredores da cidade há uma vila indígena que eu recomendo visitar para conhecer melhor sua cultura e tradição. No local há o Templo San Juan de Chamula que eu considero um local imprescindível de se conhecer. Templo San Juan de Chamula (jamais tire uma foto de dentro do local – não direi o que acontece caso contrarie a dica) Centro de San Cristobal de Las Casas xvii. Em seguida fomos para Palenque através de um ônibus noturno. Acredito que este é o sítio arqueológico mais bonito do país (cada um possui sua história que não é passível de comparação) pois a parte que foi restaurada está muito bem conservada e o local fica literalmente no meio da floresta. Na região de Palenque vale fazer o passeio de um dia para o sitio arqueológico e para as cascatas Água Azul. Palenque Cascatas Água Azul (na foto não parece, mas a água é realmente azulzinha) xviii. Em Palenque passamos o dia e pegamos novamente um ônibus noturno (economia das boas com hostel e ganho de tempo) com destino à Mérida. xix. Mérida não tem muita graça, mas no seu arredor tem o sítio de Uxmal. A formação das construções deste sítio arqueológico difere muito do padrão das demais que visitamos na viagem. xx. De Mérida fomos para o famoso Chichén Itza. O local é muito turístico e para quem fez a viagem que fizemos pode-se considerar um dos sítios menos belos da viagem, apesar da história e da mística do local. xxi. Chichén Itza fica no meio do caminho para a região das praias do litoral do caribe. Recomendo se hospedar em Tulum ou Playa del Carmen caso queira fugir minimamente da badalação de Cancun. Em todo este litoral os preços são um absurdo. Ao menos o dobro do que pagamos no resto de toda a viagem. Se estiver disposto a gastar e conhecer uma praia bonita (mas não melhor que muitas que temos no Brasil) ou tiver interesse em ficar em resorts este é o local. Não fizemos esta escolha, mas conhecemos a praia de Tulum que é muito bela. xxii. Paralelo as praias há uma rodovia que está cercada de dezenas de Cenotes. Vale conhecer ao menos dois. Pode compensar alugar um carro para um passeio de um dia caso esteja com mais gente, tentar conseguir carona ou pegar as mini vans locais (o inconveniente é que elas não levam e buscam de todos os cenotes, mas fazem o trajeto Playa del Carmen x Tulum frequentemente). Cenote (quando me recordar do nome escrevo aqui) Tulum
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    Se é a viagem dos seus sonhos, acho que esperar dois meses é até pouco. Por curiosidade, qual seria essa sua viagem dos sonhos?
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    Tarija é uma cidade boliviana de 500mil habitantes, onde há uma das maiores e mais reconhecidas produçoes de vinho da America Latina. Está a poucas horas de Uyuni (se vêm à Bolivia precisa ir ao Salar! Incrivel!!), mas como o turismo tarijense nao é tao explorado como em Sucre ou La Paz, muitos mochileiros nao sabem o que há para fazer e passam direto. Por isso vim contar um pouco da minha experiencia e falar para vocês que se têm espaço no seu roteiro, dá um jetinho de colocar essa cidade porque vale a pena. Eu dediquei algumas semanas da minha viagem em terras bolivianas para conhecer a gastronomia, a cultura, as paisagens, a historia e as belezas de Tarija. Comi comidas típicas deliciosas como Saice, Churrasco, Picante de Pollo (e muuuito barato), fiz alguns tours com agência e outros trekkings sozinha tambem. Em Abril é aniversario da cidade, entao têm varios eventos culturais interessantes todos os dias... apresentaçoes de dança, de musica e de teatro, feiras de roupas e de comida tradicionais, onde te fazem provar uma por uma de graça (por fim, eu ja estava satisfeita e nem precisei comprar nada haha). Passeios e trekkings têm vários! San Jacinto, Coimata, San Lourenzo, El Valle de La Concepción, sao povoados lindos que ficam ao redor da cidade e pode-se pegar um bus por 0,75 centavos e visitar com algumas horas, um dia ou acampar e fazer uma caminhada de dois dias. O centro da cidade também têm praças lindas, miradores, de onde se vê toda a cidade do alto, e construçoes antigas e coloniais. E o melhor dos passeios: tour guiado nas vinerias com degustaçao gratis! Vinhos incriveis! haha Por ultimo, o que tornou melhor minha estadia em Tarija: La Cúpula Hostel & Camping, uma pousada que fica perto do centro, é a mais barata da cidade (por 17 reais voce acampa e com 27 reais voce tem um dormitorio compartilhado, ambos com cafe da manha incluso) e têm uma energia super boa. No proprio hostel os donos preparam eventos de intercambio cultural, com dança, comida e musica, entao sempre há o que fazer. Nunca vai estar sozinho e, ao mesmo tempo, se quer relaxar um pouco, é um otimo lugar! Fotos da vigem e link do hostel La Cúpula: https://www.facebook.com/hostelandcamping.tarija.bolivia/?ref=bookmarks
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    @rafamilano Olá, sobre os passeios no Chile, quais passeios vocÊ pretende fazer ? A maior parte das agencias brasileiras, fazem passeios compartilhados, que voce pode reservar 24h antes do passeio, eles saem em uma van com cerca de 15 pessoas, te buscam onde você estiver cedinho, geralmente 7,8h e depois te devolvem em casa ...
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    Eu sinceramente acho esses tamanhos excessivos para uma cargueira feminina. A maioria dos blogs especializados e de marcas de mochilas voltadas para mulheres indicam no máximo 65L. A não ser que vc tenha um porte corporal grande e boa condição física para carregar tanto peso. Pq qto maior a mochila, mais pesada ela é em sua estrutura (normalmente), e isso é uma informação importante a se considerar na compra. Outra é o fato do peitoral ser móvel, nem todos são, e isso pode machucar os seios. O melhor é sempre experimentar na loja. Eu compraria uma de 60l e levaria uma menor parar carregar na frente. PS: Tenho a Forclaz 50l da Quechua, mochila simples e boa. Lembrando que não faço trekking com ela, uso só para deslocamentos.
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    Eu vou ficar no Reino Unido 19 dias , chego dia 05/05 e vou embora dia 23/05
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    Tem que ficar de olho na previsão do tempo. Esse ano ainda tem a Copa, o que deve diminuir, ainda mais, o fluxo de turistas para aquela região. Se você quer unir preço baixo x lugares lindos x sossego, a melhor época é essa. Se chover muito, você ainda tem a opção de pegar neve em São Joaquim.
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    Olá, @Helen Pusch! Eu amei a região de Takayama e acho que a época mais linda de ir é no inverno. Bom, eu amo frio e amo paisagens com neve, acho lindo demais. Não sei se você curte. Para o frio, é só levar um bom casaco. Se tiver neve, um sapato impermeável, talvez uma galocha. Eu não estava com um sapato ótimo para neve, então, às vezes tinha que entrar em alguma loja para aquecer meus pés. Sobre Seul, eu amei também. Você não precisa de mais de 4 ou 5 dias em Seul. A comida é muito boa, muito melhor que a do Japão. Seul é um paraíso para quem gosta de cosméticos, são baratos e maravilhosos. Seul é mais frio que Tóquio mesmo, bem mais frio. Mas como eu gosto, achei tranquilo. A dica é ter um bom casaco. Olha, eu passei 3 semanas viajando com apenas 2 casacos. Mas, 90% dos dias eu usei apenas 1 casaco que é perfeito. No frio, a gente não transpira tanto, e se transpirar é só trocar a blusa de baixo e o cachecol (esses eu trocava sempre). O que quero dizer é que não precisa levar milhões de roupas, leve pouca, mas que seja adequada. Que saudade da minha pele no frio! Minha pele é sempre muito oleosa aqui no RJ, quando eu viajo eu fico maravilhada com a minha pele sequinha. Vocês vão viajar quando? Se tiver mais perguntas, pode escrever que eu adoro lembrar da viagem! : -)
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    Fiz duas vezes a volta de Florianópolis à pé no mês de Julho. Olha, peguei frio e chuva, mas deu pra fazer. A vantagem que os bairros ficam próximos das trilhas (algumas um pouco distante ) então dá para planejar bem. Noutras ocasiões fiz o litoral sul e o norte à pé (de Torres-RS a Laguna-Sc) e (Bombinhas-SC a Curitiba-Pr). Nestes trechos peguei pouca chuva e muito sol. Compensa fazer é tudo muito lindo e tranquilo, os preços de hospedagem caí muito neste período, vc curte uma praia praticamente sozinho.
  17. 1 ponto
    pelo que pesquisei amigo, chove muito pouco julho, porém faz frio apenas! então se tiver que ir mesmo, dá pra fazer trilha sim
  18. 1 ponto
    essa questão não sei dizer, aguarde um pouco que já já alguem responde que tenha conhecimento ou more lá .. https://www.guiaviagem.org/santa-catarina-clima/#
  19. 1 ponto
    você recomenda locais com praia e trilhas por exemplo? Msm nessa época ?
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    essa época santa catarina tem turismo devido o frio .. são joaquim por exemplo
  21. 1 ponto
    Veja uma passagem chegando por Londres e voltando de Roma, ou vice-versa. Coloque Paris no meio dessas duas cidades. Se for tirar 15 dias, recomendo ficar 5 dias em cada. Lembre-se que vc vai perder quase meio dia com os deslocamentos, ainda mais se fizer tudo de avião uma vez que os aeroportos costumam ficar longe do centro das cidades. Independente de sua religião, não deixe de visitar o Vaticano. Eu não tenho religião alguma mas conhecer a Basílica de São Pedro foi uma das experiências mais incríveis que eu já tive. O Museu do Vaticano e Capela Sistina também valem muito a pena ver! Anexei um "mini guia" de Londres, com dicas do que ver/fazer/comer etc. Espero que ajude. Boa viagem! guia_londres_FINAL.pdf
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    Eu comecei a assistir, mas parece fora da realidade (+- fictício), só o que eles gastam no ônibus, câmeras, gasolina e comida;; um sonho viajar com toda essa grana hahaha Mas realmente, os lugares que eles visitam são incríveis!
  23. 1 ponto
    Olá, @Carola_RJ ! Parabéns pelo excelente relato, estou planejando minha ida ao Japão e muuuitas informações tuas estão sendo bastante úteis. Tenho a mesma limitação de época que tu para viajar, pois meu marido é professor. E essa está sendo uma das minhas preocupações neste momento: o frio! Estou a fim de incluir a região de Takayama-Shirakawa-Kanazawa no roteiro, mas estou com receio de não aproveitar direito em função do clima. O que tu podes dizer a respeito disso? Foi muito sofrido? Ainda sobre isso, como foi tua experiência em Seul? O que achaste da cidade, atrações etc, e também sobre o frio hehe, pois já vi que lá as mínimas são ainda mais baixas. Chegaste a fazer um relato sobre Seul? Muito obrigada pelas informações! Um abraço.
  24. 1 ponto
    Pessoal o ministerio do turismo do Equador criou nova exigencia para turista, começa valer a partir de maio 2018. confere aqui na minha pagina, aproveita e me ajuda curtindo a pagina, quero compartilhar meus mochiloes com voces. https://www.facebook.com/MochileiroFrois/ obrigado
  25. 1 ponto
    Na pegada desbravadores, encaramos esse lugar único, sem guia, sem muita grana, mas com energia de sobra! Não conhecemos tudo, mas já fico feliz com o que conheci e na próxima irei pegar um guia, pois sem eles deixo de conhecer histórias da região. Demos preferência para locais com cozinha compartilhada, mercados próximos e comidas praticas. Mapa da chapada : http://www.trilhasecaminhos.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=51&Itemid=58 obs: O post ainda em construção. 1° Dia (02/03) SP - Salvador - Andaraí - Cachoeira do Ramalho https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=10525377 - Dormimos em Igatu ( Camping Xique Xique R$ 15,00 por dia) 2º Dia (02/03) - Poço encantado (Entrada R$25,00 só visitação) e Poço azul (Entrada R$,30,00 esse pode mergulhar) https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=10222459 Nas proximidades de Mucugê - Projeto sempre viva ( Entrada R$20,00 ) https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=738595 - Cachoeira da Piabinha - Cascatas do Tiburtino - Cachoeira das Andorinhas - Cascata do Funil - Dormimos em Igatu ( Camping Xique Xique R$ 15,00 por dia) 3º Dia (03/03) Nas proximidades de Igatu https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=8547213 - Mirante do Caim - Balneário paranaguassu - Cachoeira da donana - Dormimos em Igatu ( Camping Xique Xique R$ 15,00 por dia) Se fizer essa trilha, tentar fazer a descida do rio pelo lado esquerdo e sempre a procura de uma na mata, caso contrário vai subir e descer pedras gigantescas. 4º Dia (05/03) - Gruna e Poço do Brejo. R$10,00 por pessoa. Um Senhor acompanha o grupo contando a historia da cidade e muita curiosidades. O poço é ótimo pra banho. - Ruínas de igatu (Machu Picchu da Bahia) - Dormimos em Baixão, na entrada da trilha para fumacinha por baixo, no Marão (R$ 10,00 por dia) 5º Dia (06/03) - Fumacinha por baixo http://www.oscacadoresdecachoeiras.com.br/2015/09/cachoeira-fumacinha-por-baixo-chapada.html https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=10782516 - Depois de muita procura em Ibicoara, acabamos dormindo em Baixão, na entrada da trilha da fumacinha por baixo. Lá o Marão nos recebeu com muita simpatia e simplicidade. Ele vende um caldo de cana para os visitantes e o camping fica R$ 10,00 por dia com banho quente e fogão a lenha. 6º Dia (07/03) - Buração - Entrada R$6,00 mais guia local obrigatório( 120 o casal, em grupo fica mais barato ) - "Cachoeiras do Recanto das Orquídeas" - "Cachoeiras do Recanto Verde" - travessia do Canyon até o poço do "Buracão". http://www.oscacadoresdecachoeiras.com.br/2014/11/ibicoara-cachoeira-de-buracao.html https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=5909435 - Trilha do Firmino até a cachoeira do Licuri. https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=5909511 - Dormir em cascavel( renascer ) Pousada do baixinho (R$80,00 o casal) 7º Dia (08/03) - Fumacinha por cima Estrada até a entrada da trilha: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=10141573 Trilha: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=5697720 - Deixamos o carro no estacionamento do carlinhos por 10,00 o dia e acampamos no quintal dele. 8º Dia - Gerais do Vieira, Quebra Bunda e Gerais do Rio Pedro https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=9755871 Preço tabelado (Igrejinha) - R$20,00 por pessoa o camping 9º Dia - Cachoeirão por Cima https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=9755752 Preço tabelado (Igrejinha) - R$20,00 por pessoa o camping Taxa para utilização do gás: R$15,00 por grupo. 10º Dia - Funis, Lajeado e Bananeiras https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=9755752 Preço tabelado (Algnaldo) - R$20,00 por pessoa o camping 11º Dia - Morro do castelo https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=8609811 Preço tabelado (Jailson) - R$20,00 por pessoa o camping 12º Dia - Poço da prefeitura (Cachoeirão por Baixo Abortado devido a uma lesão no joelho) https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=12672377 Preço tabelado (Jailson) - R$20,00 por pessoa o camping 13º Dia - Calixto,Angélica e purificação, Palmito, Degraus https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=9755653 Camping ganhesha - R$20,00 por pessoa 14º Dia (15/03) Riachinho e Conceição dos Gatos ( Entrada R$10,00 por pessoa) Camping ganhesha - R$20,00 por pessoa 15º Dia (16/03) Fumaça por cima ( Tem que assinar um livro de controle e se quiser contribuir com algum valor ) Camping ganhesha - R$20,00 por pessoa 16º - Dia (17/03) Vale do Capão - Lençois pela estrada - Gruta da Torrinha (Escolhemos o roteiro 3 - R$35,00 por pessoa ) - Gruta da Pratinha (Entrada ?Agora nao lembro se foi 20,00 ou mais?) - Morro do pai Inácio (Entrada uma pequena taxa, de R$3,00 a R$6,00) - Morro do camelo https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=6099844 https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=12956953 Pousada em Lençois - Pé no Rio (R$ 60,00 o casal) 17º Dia (18/03) - Passeio na cidade e Descanso - Pousada em Lençois - Pé no Rio (R$ 60,00 o casal) 18º Dia (19/03) - Cachoeira dos Mosquitos e poção (R$15,00 por pessoa) - Poço do Diabo e Rio Mucugezinho - Pousada em Lençóis - Pé no Rio (R$ 60,00 o casal) 19º Dia (20/03) - Ribeirão do Meio (escorrega) - Cachoeira do sossego https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=10666791 - Serrano - Salão de Areias Coloridas - Mirante de lençois - Poço Halley - Primavera https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=14812849 https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=9809618 - Pousada em Lençois - Pé no Rio (R$ 60,00 o casal) Faltou - Cachoeira do Herculano https://es.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=15357377 - Travessia Lençois x Capão via Morrão https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=15160985 - Cachoeira Encantada - Cachoeira do fundão - Cachoeira do vinte e um - Cachoeira Mixila - Cachoeira Capivara - Cachoeira Palmital - Cachoeira da Fumaça por baixo - Rancho do vaqueiro - E tantos outros lugares 20º Dia (21/03) Entrega do carro Lençóis - Salvador - Morro de SP - Hostel Rosa dos Ventos (R$40,00 por pessoa) 21º Dia (22/03) Passeio das ilhas e morro de argila, almoço em gamboa - Hostel Rosa dos Ventos (R$40,00 por pessoa) 22º Dia (23/03) Passeio Ilha de boipeba - Camping Boipeba (R$20,00 por pessoa) 23º Dia (24/03) - Caminhamos na praia de Tassimirim e ficamos por lá. Da pra chegar até Moreré onde tem algumas piscinas naturais. - Camping Boipeba (R$20,00 por pessoa) 24º Dia (25/03) Curtimos a praia de boipeba e de tarde pegamos uma lancha para Barra Grande. - Pousada do sabiá (R$80,00 o Casal) 25º Dia (26/03) - Ponta no Mutá - Praia dos Três Coqueiros - Praia Bombaça - Pousada do sabiá (R$80,00 o Casal) 26º Dia (/03) - Passeio das ilhas e cachoeira Tremembé - Pousada do sabiá (R$80,00 o Casal) 27º Dia (/03) De quadricículo (R$100,00 o dia + Combustível) - Taipú de Fora - Lagoa Azul - Praia e Lagoa Cassange - Mirante do Farol - Taipú de Dentro - Pousada do sabiá (R$80,00 o Casal) 28º Dia (/03) - Dia de muita chuva - Pousada do sabiá (R$80,00 o Casal) 29º Dia (30/03) Peninsula de Marau - Salvador - SP Esse é meu primeiro post e espero pode ter ajudado os mochileiros de plantão. Flw []s
  26. 1 ponto
    @tainaralmeida vc chegou a ver o novo vôo da aerolineas argentina que vai de SP a Jujuy no norte da Argentina? Acredito ser a opção mais em conta, dai de lá pode seguir de ônibus para Tilcara, Purmamarca, San Pedro...
  27. 1 ponto
  28. 1 ponto
    Gostei muito do relato, e adorei as fotos! Com certeza uma viagem muito bem aproveitada! Mas fiquei curiosa se suas amigas conseguiram voltar pro Brasil sem serem multadas por estarem sem visto de entrada.
  29. 1 ponto
    @thiago boury Ola,bom dia acamping tem quebra anzol fica 2,0 km da hidrelétrica de furnas . Pousada Paraiso de Furnas 199267-4849 Suzana esse whast dela Pousada Araras do lago de Furnas 35 99241-7472 Carlos Eduardo Essas pousadas acima ficam no bairro de Furnas ,locais barato e aconchegante ,vale a pena .... Passeio de lancha pessoal do Restaurante do Turvo 35 99981-0760 Passeio 4*x4 : 3499324-6227 Edinho é interessante marca os passeios antes ,para garantir vagas .... Caso precisar de mais alguma coisa,ou essas pousadas nao der certo me chama aqui ... t+
  30. 1 ponto
    @vitor.chaves eles só aceitam dinares, tem que trocar antes mesmo. Quando eu fui a fronteira estava vazia, então o procedimento foi bem rápido.
  31. 1 ponto
    Olá! Nunca precisei entrar em contato com nenhum Consulado. A descida nos portos é normal, como se você fosse um tripulante. Seu nome consta da lista de Tripulantes. Você sai da navio sabendo a hora máxima de voltar, vai até a porta de entrada do porto e seu nome está lá, como tripulante e você está de crachá, capacete e colete. Saia tranquilamente e volte..... você estará só com a cópia de seu passaporte que fica com o comandante até seu destino final. É tudo muito normal. Estou indo em maio para minha 8 viagem! abraço, boa sorte!
  32. 1 ponto
    Eu achava que ser mochileiro já era ser raiz, mas realmente tem gente de tudo que é tipo kkkk Divertida sua lista, mas me identifiquei com pontos das 2 partes, não consegui me enquadrar rs
  33. 1 ponto
    Se você estiver na região de Gifu, não é. Eu fiz base em Takayama, então as vilas ficaram perto..
  34. 1 ponto
    A alimentação é mais um item que vai levar boa parte do seu orçamento e, caso você venha a dar um pequeno vacilo com qualquer coisa que comer ou beber durante a viagem, a chance de ficar de molho por alguns dias por conta de intoxicação alimentar é grande. Os casos da chamada Diarreia do Viajante são muito comuns, alguns sites dizem que chegam a afetar até 50% dos viajantes. A causa provavelmente é a mudança temporária de hábitos, temperos, sabores, descuidos alimentares e da bactéria Escherichia Coli. Para evitar a contaminação, além dos cuidados básicos de higiene e de alimentação, hoje há também uma vacina tomada de forma oral chamada Dukoral que além da Escherichia Coli, também protege contra a Cólera. Tópicos Relacionados: - Diarréia do Viajante - Guia Prático de Tratamento Fundamental. - Medicina do viajante - Consulta grátis e pouco divulgada - Diarréia do viajante - Perguntas e Respostas CAFÉ DA MANHÃ INCLUSO + SUPERMERCADO: A DUPLA DE SUCESSO! Se hospede em lugares que ofereçam café da manhã incluso e cozinha coletiva. Geralmente a maior parte dos hostels oferece as 2 opções, assim você já elimina este custo do café da manhã e pode se virar pra cozinha seu almoço ou jantar. Escolher apenas uma das duas opções pra conhecer a gastronomia local é outra forma de economizar (aí vale a dica abaixo). FUJA DOS “RESTAURANTES PARA TURISTAS” Os restaurantes frequentados por moradores certamente terão os pratos da gastronomia local a preços bem menos salgados. Se você não curtiu a comida local por algum motivo, mais uma vez o mercado entra em cena.
  35. 1 ponto
    Fiz um pequeno relato com fotos sobre minha viagem ao Japão. Tá no link abaixo. Seu roteiro está bom. Talvez possa aproveitar mais os arredores de Quioto e Tóquio. Takayama, a vilazinhas próximas, Kanazawa e Matsumoto (esse não conheci) são lugares que recomendo também.
  36. 1 ponto
    Olá, Bruno. Eu te indicaria passar em Takayama e Shirakawa-go.. são bem interessantes! E você chegou a pesquisar os matsuris de outubro? Participei de um em abril e valeu bem a pena!
  37. 1 ponto
    Quero deixar meu relato de como conheci 7 cidades europeias em 6 diferentes países em 4 semanas, gastando apenas R$ 7.000,00, incluindo seguro viagem e passagens aéreas. (OBS: quando a cotação do Euro estava em mais de R$ 4,40). Decidi conhecer o centro-leste europeu em parte para conhecer um pouco das minhas origens eslavas nos países da Ucrânia e Polônia, e também porque queria estar em contato com lugares repletos de história (Turquia e Alemanha, mais especificamente Berlim). A princípio comprei um bilhete de ida e volta de Guarulhos a Istambul, pagando R$ 2500,00 numa promoção que achei, voando pela Swiss Airlines, com escala de um dia em Zurique na ida. Sabendo que Zurique é uma cidade cara, logo procurei um host na comunidade Couchsurfing, e encontrei um suíço super gente fina que me deu hospedagem por uma noite na sua casa. A experiência não poderia ter sido melhor, pois além de me hospedar, ele me buscou e levou de volta ao aeroporto de Zurique. Durante o dia andei pela cidade com um espanhol que havia se hospedado em sua casa até a noite anterior, pois o meu host estava trabalhando e não pode sair conosco. Nem preciso falar que Zurique é uma cidade como aquelas dos contos de fadas, totalmente segura e organizada. O único problema é o alto custo de vida. Para se ter ideia eu paguei em uma refeição de rua cerca de USD 20,00. Felizmente a noite meu host se propôs a cozinhar. Fomos ao supermercado e compramos legumes, pães, queijo, vinho. Ele fez um delicioso fondue suíço para nós. Experiências que só quem tem o espírito couchsurfing conhece. No dia seguinte peguei minha conexão para Istambul. Cheguei na cidade em 1 de maio, feriado. Tudo estava fechado e havia forte policiamento isolando uma grande área da cidade. Istambul sofreu 2 ataques terroristas antes da minha chegada, e um mês depois do meu retorno houve um ataque no aeroporto de Ataturk. O terrorismo espantou muitos turistas da cidade. Meu primeiro dia em Istambul não foi dos melhores, pois como cheguei num feriado, não pude aproveitar quase nada. Também o hostel onde fiquei estava em uma boa localização, porém em uma parte muito feia e aparentemente perigosa. De qualquer forma não tive nenhum problema nos 5 dias que fiquei hospedado ali. Istambul é uma cidade que me dá arrepios só de falar sobre ela. É uma cidade com uma história milenar, antiga capital do império romano do leste, também conhecida como Constantinopla. Ali fica Haya Sofia, um templo de mais de 1500 anos, que já foi sede das igrejas Católica e Ortodoxa, já foi mesquita Islâmica e hoje é um museu. Além do mais, a cidade está entre a Europa e a Asia, encontro de dois mundos. É também um lugar onde o tradicional e o moderno se encontram, e onde o a religião e o secularismo convivem pacificamente, já que a Turquia é a maior república democrática laica do mundo muçulmano. De Istambul fui direto para Berlim, pagando EUR 37.00 numa promoção pela cia aerea Onurair. Fiquei 3 dias hospedado na casa de um amigo polonês. Berlim é uma cidade que possui muitos atrativos, e me arrependi de ter programado apenas 3 dias para ficar nela após perceber tudo o que a cidade tinha para oferecer, mas eu já tinha bilhetes de ônibus compras para Varsóvia, na Polônia. Além do mais, eu pensava que iria gastar muito permanecendo na zona do euro, mas Berlim é uma cidade incrivelmente barata, mesmo pagando em euros. Em Berlim peguei um ônibus noturno para Varsóvia pela companhia Polskibus, uma empresa com passagens rodoviárias a preços populares. Confesso que a viagem foi bastante desconfortável, pois os assentos são bastante apertados, e eu mal consegui cochilar no caminho. Cheguei a Varsóvia antes das 5 da manhã, porém já estava claro. O metrô ainda não estava funcionando e tive que esperar até a cidade acordar para chegar ao meu hostel. Varsóvia na verdade foi uma cidade que usei de ponte para chegar à Lviv, na Ucrânia, da qual falarei mais adiante. Fiquei igualmente impressionado com Varsóvia, pela história que possui e como ela se reconstruiu após ser bombardeada na Segunda Guerra Mundial. Além do mais, a cidade possui áreas verdes muito bem cuidadas. Varsóvia abrigava a maior população judia da Europa antes da guerra. Fiz um tour guiado que contava a história sobre o Gueto de Varsóvia, e percorria os lugares onde ele ficava. Infelizmente essa parte da viagem é muito triste, mas necessária para conhecer o passado, e para reflexão sobre como o homem pode ser cruel contra sua própria espécie. Após 3 dias em Varsóvia, peguei um ônibus noturno para Lviv, Ucrânia. Este foi o primeiro trajeto de ônibus realmente ruim que fiz, uma vez que para cruzar a fronteira entre Polônia e Ucrânia o ônibus levou cerca de 3 horas (sim, 3 horas apenas para cruzar a fronteira). Todos os passageiros tiveram que descer do ônibus no meio da madrugada para fazer a imigração. Como a Ucrânia não faz parte da União Europeia, os ucranianos precisam de visto, assim como os poloneses. Após cerca de 9 horas que tinha saído de Varsóvia, finalmente cheguei a Lviv. Um contato do Couchsurfing havia me passado um número de taxi para ligar assim que chegasse à rodoviária para poder ir até o hostel. Como eu não falo nada de ucraniano, escrevi um texto no Google Translator pedindo ajuda. Logo que desci do ônibus avistei um jovem casal e perguntei se falavam inglês. Por sorte eles falavam e foram muito prestativos, ligando para o número que forneci e pedindo um taxi para mim. Fiquei 5 dias em Lviv. Foi a cidade mais barata que visitei. Eu mesmo nunca havia ouvido falar desta cidade na Ucrânia, porém me interessei por visita-la quando descobri que ela é a cidade cultural do país. Trata-se de uma típica cidade ao estilo polonês (no passado Lviv pertenceu à Polônia), com uma praça central, o prédio da prefeitura no meio e vários comércios ao redor. Lviv possui inúmeros cafés temáticos, cada um mais interessante que o outro. Alguns exemplos são Mineradora, Sado Masoquista e Idade Média. Saindo de Lviv retornei para a Polônia, dessa vez para visitar a Cracóvia, cidade do Papa João Paulo II e próxima a Auschwitz e Birkenau, locais onde houve dois dos maiores campos de concentração nazista. Novamente passei perrengue no ônibus noturno. O ônibus estava extremamente lotado e me sentei na última fileira, onde o acento não reclinava nem um centímetro. Outra vez tive que passar cerca de 3 horas na imigração, e dessa vez o guarda me fez diversas perguntas, pois ele não estava entendendo o meu itinerário nem compreendendo minhas curtas estadias entre cidades. Tive que explicar que estava em tour pela Europa, e mesmo assim ele não se conformou, ligando para algum número que pudesse confirmar (provavelmente) minha passagem legal dentro e fora da União Europeia. Após vários minutos de suspense, finalmente ele carimbou o meu passaporte e me deu passagem. Nem preciso falar que todos os passageiros estavam olhando para mim com raiva, pois “eu” estaria atrasando a viagem de todos. Chegando à Cracóvia me hospedei próximo à praça central. A cidade, que já foi capital da Polônia, não foi destruída na Segunda Guerra, diferentemente do que ocorreu na atual capital do país, Varsóvia. Cracóvia é a principal cidade turística do país, pois além de uma vibe medieval, ela é caminho para quem quer visitar os campos de concentração de Auschwitz e Birkenau. Um fato interessante sobre esta cidade é que o que se vê não é o mesmo dos tempos medievais, pois na antiguidade ao invés de limparem as ruas da sujeira que se acumulava, os governantes simplesmente mandavam aterrar. Sob a praça principal há um museu incrível que mostra as diversas camadas que a cidade possui, além de uma coleção inimaginável de detritos. Ainda durante minha estadia na Cracóvia fiz um tour de um dia em Auschwitz e Birkenau, onde mais de 1 milhão de judeus foram assassinados durante a Segunda Guerra Mundial. Nem todos os judeus foram levados à força para lá. Na verdade, a maioria ia acreditando na propaganda de Hitler, de que encontrariam moradia e emprego, mas o que os esperavam na verdade era trabalho forçado e a morte. Apesar de ser uma experiência de vida, visitar locais como este não é para qualquer um, pois as histórias que ouvimos, fotos e objetos que vemos das pessoas que por ali passaram causam um impacto muito forte. Não é raro ver e ouvir pessoas chorando. Eu mesmo fiquei muito comovido com o que presenciei ali, e não sei se voltaria a visitar um local assim. De qualquer forma, não se pode fechar os olhos para o passado, e isto nos serve para reflexão quando ouvimos atualmente alguns governos atacando outras minorias. Deixando a Cracóvia fui de ônibus para Budapeste, na Hungria. Este foi o melhor trajeto de ônibus que fiz durante toda a viagem, primeiro porque não houve imigração, já que ambos os países fazem parte da União Europeia, e segundo porque viajei durante o dia, o ônibus estava vazio e a paisagem é simplesmente sensacional. Passei pela Eslováquia e vi uns dois castelos pelo caminho. Budapeste é uma cidade dividida pelo Rio Danúbio, onde de um lado fica Buda, e do outro, Peste. Como a cidade já foi invadida pelo Império Otomano, ficaram algumas heranças da época, como diversos banhos turcos espalhados pela cidade. Uma das comidas típicas deste país é o LANGUS, uma espécie de biscoitão frito, que as pessoas comem com muito queijo e outros recheios. Após 5 dias em Budapeste, subindo e descendo ruas e montanhas, tomei um voo para Istambul, de onde partiria meu voo internacional de volta ao Brasil.
  38. 1 ponto
    Ser hospedado de graça, eliminando assim uma das maiores despesas de viagem. Conhecer pessoas interessantes, cabeça aberta, geralmente viajadas e interessadas em você. Descolar aquelas dicas que só os locais têm acesso. Ser convidado para uma festa na casa de alguém ou uma baladinha nada turística. E, porque não, reestabelecer a fé na humanidade. Para um mochileiro, ainda não inventaram na minha opinião um conceito melhor do que o couchsurfing. Desde que me inscrevi na comunidade de surfistas de sofá de Montréal, a princípio só como anfitriã, recebo entre 1 e 5 pedidos de hospedagem por semana. É muita gente, e não posso (e nem quero) atender a todos os pedidos. Pra certas pessoas eu digo “não”, mesmo tendo tempo e lugar pra recebê-las. Pra outras eu digo “sim”, mesmo se eu estiver super ocupada, cansada e se já tiver gente hospedada em casa. Como você pode aumentar suas chances de fazer parte da galera pra quem nós, os hospedeiros, dizemos sim? 1 – Tenha um perfil atraente, completo, sem erros de ortografia, com muitas fotos e que te represente bem Se você me parece ser alguém interessante, eu vou querer te conhecer. Se eu achar que somos altamente compatíveis, ou que você tem algo pra ensinar que eu esteja justamente interessada em aprender, eu vou dar um jeito de te arrumar um lugar em casa. No mínimo, vou propor uma data alternativa pra tentar te encaixar de algum jeito. E eu vou sentir que você é alguém que se investiu pra realmente fazer parte da comunidade, e não alguém que fez um perfil de qualquer jeito e de última hora, só pra arrumar um lugar pra ficar de graça. 2 – Capriche na mensagem de pedido, o “couchsurfing request” Ponto importantíssimo. Se sua mensagem for muito genérica e tiver aquele jeitão de ctrl+c/ctrl+v, suas chances de botar o pé aqui em casa diminuem consideravelmente. Às vezes até faço uma exceção pra quem tem um profile bem interessante. Mas sempre tente conquistar o anfitrião comentando sobre as coisas que você leu no seu profile. Use essas informações pra dizer porque esse possível encontro vai dar liga, faça um elogio sincero. Mesmo porque não é legal ser hospedado por alguém que não tem nada a ver com você. Diga por favor e obrigado. Todo mundo gosta de se sentir especial, e nós não somos diferentes. Já hospedei muitas pessoas sem referência alguma só porque fui conquistada pela mensagem de pedido. 3 – Use um bom timing Não peça hospedagem com mais de três semanas de antecedência. Entre 7 e 10 dias é um tempo ideal, na minha opinião. Em primeiro lugar, porque minha casa não é hotel. Segundo, porque eu não tenho como saber se daqui a três semanas eu vou querer viajar (principalmente durante o verão), se vai rolar uma festival, se eu vou ter que trabalhar de fim-de-semana… Pedir hospedagem de última hora é também mais arriscado, já que eu posso ter feito outros planos. 4 – Consiga referências Você pode fazer como eu, e antes de usar o serviço como hóspede, abrir sua casa como anfitrião para ir construindo uma reputação na comunidade. Ou encontrar um amigo que também esteja cadastrado, e trocar referências. Mas só faça isso com gente que você conhece e confia de verdade, e em pessoa. É a sua reputação, além da segurança da comunidade, que estão em jogo. O Couchsurfing mudou a minha vida pra melhor. E você, tem dicas, dúvidas ou experiências pra contar sobre o serviço?
  39. 1 ponto
    Que legal que gostou do blog brother!! Eu tive mais sorte que você na imigração, tinha uma fila pequena e nem durou 10 minutos mas tenho que dizer que foi meio louco quando chegamos em Tokyo, a estação de trem é gigantesca e tem muita gente!! O que ajudou foram as placas em inglês em todo o canto com o símbolo do JR e do Shinkansen, se estivesse tudo apenas em Japonês a gente não chegaria na plataforma em tempo. Foi muito maneiro!! O Japão transpira tecnologia em tudo quanto é canto, até na vila que comentei, ficamos num Ryokan(estilo gasshō-zukuri) super roots e quando entramos no quarto e lemos o panfleto já tinha a senha da wi-fi lá em cima, heheheheheh!! Gostaria muito de passar uma temporada em Kyoto, gostei muito daquela cidade!!
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