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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 15-05-2018 em

  1. 2 pontos
    Travessia Pico Paraná Picos visitados Camapuã Tucum Cerro Verde Itapiroca Pico Paraná 11 A 13 Maio 2018 Integrantes Pedrão Do Brasil Mario Firmino Hernan Gélson Edinei Karla Patrick Luciane Guia https://www.facebook.com/mariocesarfirmino 1° Dia Saímos de Florianópolis no dia 11 de Maio às 03:00 . Chegamos na fazendo do Bolinha as 07:30 hs. Nossa meta era começar pelo pico Camapuã , O que aconteceu. Iniciamos o trekking as 08:00 h como previsto. No início tudo bem. Mas logo apareceu um Morro maneiro, (Camapuã) daqueles que abrem o pulmão de qualquer um. Logo em seguida descemos e atingimos o (Tucum). Pico imponente daqueles que o sujeito pensa logo em desistir da empreitada, mas nada que não possa ser transposto. Descemos, subimos e atingimos o (Tucum). Em seguida descemos e como já era tarde optamos por ir dormir no Itapiroca, já que tínhamos que manter o conograma. Descemos e longo atingimos uma floresta densa e úmida. Iniciamos uma subida hard e logo caiu a noite. De lanternas chegamos ao cume (Itapiroca). Armamos barraca e logo veio uma chuva irada que se estendeu durante toda a noite. 2° Dia Acordamos tomamos café e o tempos ainda estava meio fechado. Desmontados barraca descemos uma descida muito inclinada e hard. Chegamos no entroncamento do Itapiroca com o Pico Paraná. Fomos em direção ao nosso objetivo. Passamos pelo acampamento A1. Logo seguimos nossa trilha, agora a qual ficou mais difícil, agora com obstáculos tipo grampos , cordas, correntes etc.... Trilha de ascensão difícil devido os obstáculos que requerem tempo, atenção e muito calma. Seguimos e logo atingimos o acampamento A2. Descansamos pegamos Água no Camelo, Pois na casa de pedra não havia água. Lembrando gente no topo não tem água. Seguimos em frente e logo nos deparamos com imensos abismos , os quais merecem atenção devida , pois um vacilo e pode se acidentar. Seguimos e logo atingimos o topo do (Pico Paraná) nosso alvo. Acampamos no pico. Irado Tempo bom Pessoas maravilhosas. Jantamos e fomos logo Dormir, pois estavamos todos exautos. 3° Dia Acordamos com o tempo fechado , tomamos café e iniciamos nossa descida, Pois ainda tínhamos que chegar na fazenda do Dilson antes do anoitecer. Descemos todos os grampos , passando pelo A1, A2, entroncamento Pico Paraná e Itapiroca. Descemos a biquinha, entroncamento com o (Caratuva) e seguimos até o Morro do Getúlio e atingimos a fazenda do Dilson as 18:30 hs. Após um merecido Banho quente descemos até Florianópolis onde chegamos as 00:00 hs. Finalizamos a travessia de corpos no limite do cansaço físico e mental. Trilha não recomendada para iniciantes. Tem que ter um bom preparo físico e psicológico. Guia: Mario Cesar Firmino (Montanhista Descalço) https://www.facebook.com/mariocesarfirmino
  2. 1 ponto
    Fala gentem, eu nunca peguei carona em veleiro mas ainda vou fazer isso. Conheci algumas pessoas q fizeram isso. Inclusive tem um site - na verdade tem mais mas eu nao conheco - especializado nisso. chama findacrew.net q vc ve la em q lugar do mundo esta e pra onde quer ir e acha um veleiro indo naquela direcao. Nao precisa necessariamente saber velejar, mas ajuda com certeza. A graaaande maioria eh nao remunerado ou vc tem q pagar rango a as vezes ate estadia. Logico q eh um tipo de carona pra quem tempo nao eh problema. To querendo ir pra africa ano q vem passar de 3 a 6 meses e estou pensando seriamente em ir de carona movida a vento. Fora o glamour de pensar q vc esta se deslocando grandes distancias sem emitir uma grama de carbono vindo de combustiveis fosseis. Sabiam q os avioes sao um dos principais responsaveis pelo aquecimento global? E o veleiro nao faz barulho, os unicos barulhos sao a agua no casco e o vento na vela. Isso eh demais!! Se alguem tiver algum tipo de experiencia, sugestoes ou opinioes manda ver!
  3. 1 ponto
    “no meio do caminho havia uma pedra E essa pedra era um quartzo rosa gigante Com um parque que vivia em cima dela” ~Parque nacional da chapada dos veadeiros Inicio o relato com essa frase, o que resume em grande parte a história e a cultura da região. E não é para menos! Passei uma semana maravilhosa desbravando alguns dos inúmeros lugares existentes nesse mundo repleto de boas vibes, misticismo e natureza. O objetivo do relato é passar informações atualizadas acerca do lugar para os futuros visitantes, e tentar descrever a experiência de outro ponto de vista, para diferenciar um pouco dos muitos relatos do mesmo local. Eu gosto de detalhar um pouco nos textos, então alerta de textão, ein (!) É importante ressaltar que, em outubro do ano passado, um grande incêndio criminoso assolou o lugar, repercutindo nas grandes mídias. Graças aos esforços dos moradores, brigadistas, e voluntários de diversos lugares, o fogo foi combatido, e o cerrado, um bioma forte, para dizer o mínimo, se recupera gradativamente como uma fênix surge das cinzas. Pensei que veria um cenário de certa forma seco e feio, mas me enganei, e ainda bem que me enganei. A flora do Cerrado é acostumada com incêndios, o ciclo de vida de algumas plantas e animais gira em torno disso. Ainda vemos marcas do incêndio de 2017. Para resumir as infos básicas, reservei 7 dias da minha vida apenas para conhecer o lugar (é o tempo mínimo, na minha honesta opinião, se vc quiser conhecer bem a chapada, e sempre vai ficar faltando lugar pra visitar, o que motiva mais ainda para uma próxima visita ), e sobrou mais um final de semana para conhecer Brasília (se der para emendar, emende porque Brasília é RICA em opções do que fazer), estipulei um gasto médio de R$ 1.500,00 (barato, comparado com outras chapadas, vai por mim), e aluguei um carro com mais 4 viajantes (dá para ir sem carro, mas vc fica sem poder ver muita coisa dependendo do seu tempo lá, fora o risco de perder vôo, ficar preso em cidade ou vila tal, enfim). Ah, optei pelo mês de maio, por ser o final das chuvas, ou seja, ainda veria o cerrado mais verde e com os cursos d'água volumosos, perfeito. Partiu? 1º dia: chegada à chapada A viagem mesmo iniciou no dia 5 (um sábado), depois de meses de expectativas e conversa com mais 4 pessoas com o mesmo objetivo em comum. Saímos pela manhã do sábado (a viagem leva entre 2 e 3 horas de BSB à chapada se não houverem imprevistos). Basicamente eu tinha elaborado um roteiro para essa trip, sabe como é, tentar “devorar” essa maravilha ao máximo, sem ficar perdido nem nada. Incrível que dos 5, só eu tinha isso graças a ele deu para curtir quase tudo, sem maiores imprevistos. Saímos, acho que umas 10 horas de Brasília, mas a viagem custou um pouco, tivemos que fazer compras, fora que paramos para almoçar no Rancho do Waldomiro, para provar a tão famosa matula. Comida caseira ok, com licores e umas cachaças de diversos sabores para degustação (e quem sabe compra). Ah, o Rancho agora conta com um camping, que te dá acesso a trilhas para subir o conhecido morro da baleia, era uma coisa que queria fazer, e muito, mas acabou não dando pela falta de tempo kkkk Paisagem apaixonante de um dos morros que cercam o rancho do Waldomiro. A priori era começar a aventura em São Jorge, e deixar Alto Paraíso por último. Iríamos para o quilombo kalunga conhecer a Santa Bárbara, no meio da semana, então logisticamente era melhor começar em SJ, depois Cavalcante x quilombo para retornar e ficar em Alto paraíso. Isso pouparia tempo e combustível. Mas foi um planejamento meu, vocês decidem o que é melhor para vcs . Enfim, atrasamos bastante, chegamos em São Jorge quase às 16:00 e descobri que muitos dos atrativos fecham as portas cedo (Raizama às 15:00, Morada do Sol às 16:00, Vale da Lua às 16:00 se não me engano), então meio que perdemos o dia para boa parte das atrações. Fica a dica: Tentem ir cedo para os banhos, fecham cedo para dar o tempo para as pessoas retornarem, já houveram muitos acidentes em alguns lugares, então esse controle é um pouco justificado. Mas há lugares que não fecham cedo! As termas do Éden e do Morro vermelho (basicamente clubinhos com piscinas de água quentinha) ficam abertas até a noite, então o grupo partiu para ter um pouco do sábado disponível. No meio da estrada, parada para tirar fotos em uma vista maravilhosa da região. Se na estrada já é bonito assim, imagina nos lugares, não? Quase qualquer foto rola com um plano de fundo desses Diga xis Passamos umas horas nas termas do morro vermelho (R$ 20,00, vc fica até de noite), e retornamos para São Jorge. Cara, a vila é um charme. Simples, com ruas de terra, basicamente tem uma grande rua principal, onde rola o “tudão” do dia e noite da pacata vila. Lembranças, mantimentos e um chopp gelado, td funciona ali. No sábado costuma ser BEM animado, pensei que estava rolando uma festa em particular mas não, simplesmente separam os sábados para os bares, o tal do forró, e a vila fica cheia de gente e carro circulando nas ruas (pode andar sem medo, é mais fácil uma dupla na moto te dar uma flor do que te assaltar). Gente alternativa aqui e ali, indígenas, hippies, desenhos estranhos em algumas casas, é uma vibe bem diferente da cidade grande. Típica noite na vila A rua principal Pista de pouso para OVNIS? O primeiro et da chapada a gente nunca esquece kkkkkkkkk vai se acostumando Fato que não vi em relato algum: a chapada costuma ser F R I A pela noite, e olha que estávamos no início da época seca. É tipo assim: sol de rachar o dia todo e noites frias da peste. Todo mundo andando agasalhado, vc se sente numa cidade sulista confesso que sofri no camping, levei pouquíssima roupa pro frio tbm. E como sou do norte, acostumado com a “quentura”, aí já viu Mas, há chuveiro elétrico em praticamente todo lugar. Leve roupas para o frio, caso vc não for acostumado(a). Lugar pra repousar não falta, eu e o Ricardo (um dos viajantes) escolhemos o camping Aracoara, Ambiente show de bola, vibe super positiva, e o dono é um cara mega humilde e gente boa, e guia também. Existem lugares para todos os bolsos, hostel, camp, até camping mais “gourmet” como o Ricardo falou , e do camp onde fiquei não tenho do que reclamar. 2º dia: compensando o dia anterior Estipulei dois dias para conhecer o parque Nacional da Chapada, e é o recomendado, no mínimo, pq as trilhas são longas, você vai querer ficar nos locais para banho por um bom tempo, fora as fotos, que você tira mais de 8000. Então, um dia para cada trilha é bom (existem 4 principais, saltos e corredeiras, cânions e carioquinhas, Seriema e travessia das 7 quedas.). A seriema pode até ser emendada com alguma outra, por ser a menor. Por ora, a única coisa cobrada no parque é o estacionamento (15 temeres), há boatos de que o parque será privatizado, aí vc já viu ne. Mas até então é 0800. E o parque é do lado de São Jorge, se vc está hospedado(a) na vila, poupe o combustível e faça um aquecimento indo a pé. Ah, o parque abre às 8:00 e fecha as portas às 12:00 ou quando alcança o limite diário de pessoas, que esqueci agora LOL Finalmente nessa delícia de lugar O domingo foi de Saltos e corredeiras. A trilha no cerrado é magnífica, te dá uma experiência maravilhosa de conhecimento, eu que estou acostumado com floresta amazônica, fiquei maravilhado com a flora do lugar (fauna também, mas dos mascotes do cerrado mesmo, só consegui ver 1, e no final da viagem). A trilha é autoguiada. Você praticamente só se perde se quiser Mimosa A imensidão desse espetáculo da natureza é de encher os olhos, sério O primeiro ponto é o salto de 120m. De lá vc tem uma vista TOP DOS TOP do vale x cânion da região, se vc tem um olho de águia, consegue até deduzir onde deve estar o mirante da janela. Essa cachoeira não é acessível, mas a visão por si só já é o suficiente. Chuchu beleza, um dos cartões postais da Chapada Logo em seguida vc chega no salto de 80m. Nesse sim vc pode nadar, a água é FRIA PACAS, mas não chega a ser a mais fria da chapada (!). Dá para passar umas boas horinhas aqui. Há limite de lugares para o nado, é bom respeitá-lo, ok? A maravilha de 80 mts. As cordas de segurança estão por um motivo ali, então seja consciente. Lugar perfeito para se concentrar na confecção de arte, n eh msm? Por fim, a trilha acaba nas corredeiras que alimentam as cachus, vc volta um pouco até a bifurcação na trilha principal. O acesso a este ponto se dá por uma trilha suspensa em madeira, isso é MUITO LEGAL para a acessibilidade de pessoas de idade, ou PNE’s (o parque tem até uma cadeira adaptada para se fazer a trilha, o que achei foda demais, sabe, fé na humanidade restaurada). Rumo às corredeiras E o passeio fica cada vez melhor! A água dança e renova a vida no meio das pedras Terminada a trilha, uma boa notícia: ainda havia tempo para conhecer mais um lugar. Decidimos conhecer o famoso vale da lua, que pelo que vc já deve estar careca de saber, tem a aparência de uma superfície lunar. Entrada 20 contos, vc dirige um pouco no ramal de acesso, mas a trilha da entrada é mega fácil e rápida. Eu não recomendaria ir a pé. De bike até pode rolar. Gravidade zero em solo lunar é bonito, mas cair ali é a última coisa que vc iria querer Show de bola. O Vale é lindo, misterioso, e também fatal para os desavisados. Os buracos e grutas submersas oferecem perigo de morte a quem cair ali. Muito cuidado, e se possível vá de bota, por oferecer maior estabilidade no passo. O vale não abre em caso de chuva, até pq é comum formarem trombas d’água em muitos locais (veja um vídeo de tromba d’água num youtube da vida pra vc ver que não é brincadeira). Água também super gelada, no final há um poço para nadar e tirar fotos show de bola. Engraçado que nesse dia dei de cara com mais um rapaz que conheci no mochileiros, mas pelo grupo já estar completo no carro, não deu para viajar junto. Eu nadando de boa e ele perguntando do nada se meu nome era tal, confesso que foi mega engraçado aliás, espero que sua estadia na chapada tenha sido ótima, amigo! Começa o toque de recolher às 17:15: e por sorte o sol estava começando a descer, ou seja, dava para dar um bate e volta no Jardim de Maytrea para ver o espetáculo da mãe-terra. Super obrigatório ver o pôr do sol ali. Atração 0800, é fácil achar, só ver o monte de carros parados no acostamento da estrada Alto Paraíso – São Jorge. Se lembra daquela primeira fase do primeiro donkey kong? Veio na cabeça, rs Massa, ne. Camping ae deve ser coisa de outro mundo O dia super rendeu, compensamos o que não podemos fazer no sábado, e com juros. E a noite ainda não tinha acabado. Fomos para a pizzaria Canela d´ema, na principal de São Jorge, não tem erro. Pizza ok, meio carinha, mas rachando pra um grupo fica de boa. A decoração é show, toda temática com os famosos alienígenas da chapada, bebidas variadas, e tem karaokê, ainda por cima! Todos beberam e foram roubar a cena cantando, mas como eu sou cantor de chuveiro, e não de barzinho, resolvi ir dormir cedo para o dia seguinte. E ae, amigo. Ets hoje, ets amanhã, ets sempre 3º dia: trilhas difíceis e final de tarde sussa. Nas segundas o parque da Chapada não abre, MAS é possível fazer a trilha do famoso mirante da janela, que te dá uma visão dos dois saltos do parque. É possível ir sem guia? Até é, mas é arriscado pq o caminho tem partes pedregosas que podem confundir, então pessoalmente sugiro que de primeira, contrate um guia. Vc decora o caminho, e das próximas vezes, show de bola. Contratamos o Rodrigo, do camping Aracoara (mais uma vez, super recomendo), e tratamos de sair cedo, para pegar pouco sol (pois é sol o dia todo, e essa é uma trilha de nível difícil). Ah, se vc vai com guia a entrada sai um pouco mais barata (15 reais), fora o valor do guia (geralmente em torno de 150 reais até 5 pessoas). Pegar estradinha de terra na traseira da Pick up não tem preço, me senti o rei do gado agora kkkkk O Rodrigo vai explicando de tudo um pouco: história da chapada, o lance dos ets, a geologia do lugar, histórias curiosas, um resumo da flora local... descendo um pouco chegamos na casa do guardião da trilha, um senhor humilde e gentil. Dá pra beber água para pegar um pique também. Encontramos uma cobrinha na trilha, mas fora isso, nenhuma surpresa. A parte fácil da trilha acaba quando chegamos nas proximidades da cachoeira do abismo. Ela já estava seca, e a água meio feinha, então seguimos. A caminhada é intensa, mas visões assim te enchem de determinação A caminhada exige um pouco, é um sobe e desce em pedras medonho, mas o esforço é recompensado com uma visão de reis do parque! Eu poderia passar o dia só sentado ali, contemplando toda aquela paisagem de cartão-postal e pensando em toda a minha vida =D Cara.....a gente estava ali ontem... A foto tradicional da janela, mas com uma pequena variação Como a chapada é magnífica, cara! Se a ida foi cansativa, a volta foi uma via sacra para algumas pessoas kkkkkkkkk o sol da tarde em cima da sua cabeça, mais o cansaço da vinda cobram seu preço na volta. Para quem não está condicionado(a) com trilhas, é possível ir, mas vc pode passar mal, então tente se condicionar um pouco com caminhadas antes de viajar. Ah sim. É possível ir ver o pôr do sol no mirante, o que deve ser uma coisa muito show. Fica para a próxima. Ainda havia tempo de visitar mais um lugar, então resolvemos conhecer a Morada do Sol. Na maioria dos relatos essa atração costuma ficar de fora, mas garanto que a visita vale. Paga 20 pila para entrar, chegue antes das 16:00 e fica de boa. Mas às 17:00 já precisa retornar, então se puder chegue às 15:00 no máximo. Tem uma trilha fácil em mata fechada no início, e consta de três ambientes: Morada do sol, um pequeno cânion para contemplação, apenas, e uma corredeira de águas calmas no final. Show de bola para descansar, nadar, tirar fotos. uma parte do cânion (vale das andorinhas) O final da trilha, bom para mergulhar e ser mordido por peixinhos A morada do sol propriamente dita. Super tranquila de nadar, mas pode haver tromba d'água na chuva Chegando a São Jorge, demos de cara com uma caravana de voluntários realizando o cursinho de brigadistas, particularmente isso deu um certo sentimento de esperança na humanidade, sabe..... de tempos em tempos o parque abre editais, então fica a dica, se puder ajudar, faça a sua parte, ok; A noite foi para descansar. Dia bem aproveitado. 4º dia: se despedindo de São Jorge =’( Como era terça, o parque estava aberto novamente! Então, partiu parque. Poderia ter rolado cachoeira do segredo por parte dos meus colegas, mas como eu já estava no parque adiantando a trilha, não tivemos como discutir juntos, talvez rolasse um desencontro e eu ficasse preocupado com eles, então o dia foi de parque mesmo. Cachoeira do segredo que me aguarde na próxima ida! Mais uma vez, atração 0800. A trilha dos cânions e Cariocas é a vermelha, e coincide com a trilha dos saltos por quase 2 km. Essa trilha é mais “plana” e fácil que a trilha dos saltos, porém é maior, vc anda, anda, e anda, e pensa que não vai chegar kkkkkk, mas só a paisagem de cerrado é o suficiente para vc se distrair e devorar o momento 😃 em uma parte vc tem a bifurcação, tanto nos cânions quanto nas cariocas vc pode se banhar, mas os cânions são mais para contemplação, aí vai de vc. O famoso chuveirinho do cerrado Os cânions são cercados por estruturas de pedra milenares, mais que milenares, datam de tempos pretéritos da terra, e dão mesmo a impressão de que pelo menos um vulcão poderia ter passado ali, não; lindo o lugar, só tome muito cuidado, pois há perigo de acidentes, e o parque não dispõe de serviço de resgate. Aprecie com cuidado Lindo Sim, eu usei bandana e óculos praticamente a viagem toda. Sol infinito, meus amigos! Depois teve as cariocas, que consiste de um paredão aquático muito bonito, espaço de sobra para nadar, muitos peixinhos te mordendo, e uma piscina acima, que dá um bom banho também. Dá para ficar um dia inteiro fácil ali. Visão de encher os olhos mesmo. Nessa cachu meu cel caiu num poço com água o coração quase sai pra fora, mas felizmente ele resiste um pouco à água, e ficou de boa kkkkk imagina queimar e perder umas 1500 fotos Magnífico tesouro do Parque Só de olhar da vontade de pular dentro e se molhar, não? Voltamos cedo para São Jorge, curioso que a vila fica bem pacata durante a semana, só abrem as lojas de lembrancinhas mesmo, e olha lá. O agito é aos sábados, feriados, e quando os colegas alternativos resolvem festejar algo (ali é uma mistura de culturas, tá ligado irmão?). Com isso, nossa estadia em São Jorge estava, por ora, encerrada. Triste, mas algo mais bonito estava nos esperando no dia seguinte. 5º dia: a menina dos olhos da chapada. Nesse dia, pegamos o rumo a Cavalcante x Quilombo dos Kalungas, no sertão do cerrado goiano. Objetivo: Santa Bárbara. Para isso, precisamos passar por Alto Paraíso, aproveitamos para reabastecer o vrum vrum pq a viagem custa. Saímos relativamente tarde, umas 9 horas, em alta temporada isso poderia nos custar um dia de espera, mas por sorte era dia de semana, e não estávamos em alta temporada, então foi tudo perfeito. Dica: na dúvida vá cedo. No caminho passamos pela entrada da cachoeira dos Cristais (que não visitamos), o jardim zen de pedras e o suposto paralelo 34 (que também não deu pra visitar), e o poço encantado (adivinha? não deu também kkk). Obs: você não para em Cavalcante, apesar de muita gente associar a cach. Santa Bárbara a Cavalcante. Isso é mito, ela é vizinha dos quilombolas, apesar de que há atrações próximas de Cavalcante, também. Passando da pequena cidade, você anda um pouco numa estrada de terra, meio complicado de chegar, mas com visões do cerrado e serras que compensam a viagem. Após umas 2 horas de carro, de alto paraíso, chegamos no pequeno engenho II, sede dos guias quilombolas. Nessa hora temos um choque cultural, vemos a realidade de um povo guerreiro, que vive de forma simples e aposta no turismo e venda de produtos para ganhar seu suado dinheiro, diante das dificuldades. Então aqui fica uma dica do tio, que com certeza já foi falado em outros relatos: contratem guias quilombolas direto da comunidade. Eles costumam ser mais baratos do que os guias de Cavalcante, e você está fomentando a economia do pequeno vilarejo, ajudando os habitantes. Sério. Aqui, confesso que você gasta um pouco, mas vale cada centavo: 30 reais para a associação responsável pelos passeios (mas vc pode fazer umas 3 cachoeiras de uma vez!), mais 100 trocados para o guia, e mais 10 para o pau de arara, caso seu carro não aguentar a estrada de terra para a Sta. Bárbara (mas até Uno caixinha vi na entrada, então se vc manja de volante e se garante, pode poupar esse cash). Os guias quilombolas contam diversas histórias, e no geral estão dispostos para tirar quaisquer dúvidas. Contratamos o Sr. Jesuíno, super gente boa, discutiu diversos assuntos, contou sobre seu ponto de vista do incêndio que assolou a região também. Ah, é possível encomendar um almoço para ser consumido na volta, comida caseira derivada da terra e trabalho dos próprios quilombolas. Nada de nutella, conservantes ou enlatados. 30 reais para comer à vontade. Tem coisa melhor? Até o posto militar tem um design rústico no engenho, simples e bonito. Mais trilha aberta Você já ouviu a expressão “um oásis no deserto”? pois é. Santa Bárbara é isso e muito mais, de longe a mais linda da chapada. De tão azul e cristalina, nem parece natural, mas com certeza dá de dez a zero em qualquer piscina criada pelo homem. Aproveite cada segundo, pois há um limite de tempo de uma hora no local, além do limite de visitantes. O motivo: causar o mínimo de impacto natural possível. O horário mais disputado é o do final da manhã, pois o sol bate bem em cima da água, realçando o efeito das cores. As fotos parecem pinturas feitas a dedo. É. A chapada e suas jóias. A Santa Barbarinha. Que cor de água é essa, cara? Obrigado a Deus, grande Mãe, Gaia, Iemanjá, Espaguete Voador, qualquer um que tiver criado isso merece meu agradecimento! As únicas fotos submersas que prestaram foram aqui. Pq será? Legendas para isso serão poucas para descrever essa maravilha Após Santa Bárbara, fomos para a cach. da capivara, que emendamos com o guia. Dá para fazer Sta. Bárbara, Capivara e Candaru no mesmo dia, com o guia, como chegamos meio tarde, ficaria meio corrido de fazer as 3 e aproveitar bem. Capivara tem uma piscina com borda infinita, um piscinão para banho mais embaixo, e um cânion imenso para contemplação em seguida. Show de bola também. Outro tesouro guardado pelos quilombolas Piscina em Dubai? Nah, eu dispenso Chegamos cansados, os demais colegas com fome, foram almoçar/jantar, enquanto que eu tratava de administrar a memória dos celulares. Levei 3 aparelhos, e ainda precisei comprar um cartão pra armazenar mais fotos e vídeos Voltamos ao anoitecer, a estrada é um breu. Vá com cuidado e sem pressa que você chega lá. É possível dormir em Cavalcante, ou ir de uma vez para Alto Paraíso. Fica a seu critério. Em Alto, ficamos todos no Jardim da Nova Era, hostel e camping bem estruturado, equipe organizada e disponível para tirar dúvidas. Seria nosso lar nos próximos dois dias. Com tempo sobrando, aproveitei para dar uma volta na cidade. Alto Paraíso é aquela cidade de interior com seu toque alternativo. A Av. Ary Valadão é a principal para o turista, uma mistura de sons, cores e cultura. Aparentemente às terças e quartas ela fica mais parada, enquanto que nos finais de semana ela começa a “bombar”. Noite parada, aproveitei para provar os pastéis da vendinha 1961, point tradicional de pastéis e comidas mais completas, costuma dar gente quase todo dia. Infelizmente não tinham sucos regionais na ocasião, mas isso não desanimou meu estômago Lanche a luz de velas, isso pede uma companhia, ne Sabe quando eu disse que faz frio na chapada? Pois é. Em Alto é ainda mais frio do que em São Jorge todo mundo agasalhado como se estivesse numa Nova Iorque de inverno, e eu de calça e camisa normais. Não chega a incomodar para sair de noite, mas para dormir sim. E olha que dormia de calça, camisa de manga e capuz, saco de dormir, e acordava de madrugada reclamando do bendito frio. Com isso eu pensava. “P%#*@, como que eu vou fazer a travessia da praia do cassino, ou subir o monte Roraima, Pico da Bandeira e afins no futuro, onde a temperatura é mais baixa ainda? Tou lascado bicho”. 6º dia: Ets em todo o lugar.....e a água mais gelada da chapada (na minha opinião) Alto Paraíso é uma cidade segura. Vc sai de madrugada para andar, sem maiores preocupações. Nos dias em que fiquei lá já levantava às 5 (sangue tem que correr ne), e ia conhecer um pouco da cidade. Podia virar uma rotina sair para caminhar ou correr todo dia nesse horário que por mim estava de boa. Temperatura na faixa dos 18,20 graus, ok. Nascer do sol bonito, procurava sempre um lugar bom para assistir o raiar do dia, até numa torre de um posto de gasolina abandonado subi Menino barrigudo me encarando Um amanhecer desses, bicho O que vc tá olhando? Como é de conhecimento geral, a chapada tem fama de energia mística, que possivelmente atrai seres de outros planetas pra cá. A cidade tem referências de Ets em todo o lugar, o que deixa a coisa toda mais divertida. O portal da cidade é uma nave espacial, po. Será que isso sairá do chão um dia? Para o dia, o combinado era loquinhas + Cristais. Eu sempre vi a Loquinhas como uma cachu secundária, sem muita coisa pra ver, passeio de umas horinhas. Como estava enganado também. Ela é fácil de chegar, de dentro da cidade, anda por um ramal ok, chega na entrada da fazenda e desembolsa 30 mangos. Parece caro, mas assim, o lugar de fato é estruturado, e as trilhas são suspensas, até mirante e local para descanso ou piquenique tem. E a loquinhas é uma das trilhas, A cachoeira mesmo é a das esmeraldas. vai por mim, rola O poço do sol, que de sol não tem nada, gelado que nem o cão isso aí O poço do sol é um bem conhecido nas fotos, e o último da trilha loquinhas, ele é semelhante à da Santa Bárbara no quesito cor da água, mas este é esverdeado ao invés de azul. E ele é tão lindo quanto G E L A D O! Saía da água com o corpo dormente, em nenhuma de São Jorge tinha acontecido isso *lerigo.....go....* Ah, que coisa boa As trilhas são compostas de pocinhos, alguns ok, alguns bem sem graça e alguns lindos e fundos para nadar. Além do poço do Sol, adorei o poço da xamã, da trilha loquinhas, o poço do Saci, da trilha violetas, e o tranquilitas, da trilha rubi. Achei o poço da Xamã o mais bonito do local, tbm. O magnífico poço da Xamã O poço do Saci. Será que foi o Saci que botou esses totens? Tranquilitas. O grupo ficou uma boa parte do dia aqui, cochilamos até, no poço tranquilitas (olha o nome também ne), decidimos que a Cristais não seria bem aproveitada no dia, então voltamos para o hostel e camp mais cedo. Com tempo de sobra, tratei de procurar aluguel de Bike. Eu perguntei no fórum, há uns tempos atrás, mas ninguém me respondeu, então cabe a mim a decência de dizer: HÁ ALUGUEL DE BIKE SIIIM!!! Tanto em São Jorge quanto em Alto. Aluguei uma no paraíso das bikes pq precisava pedalar na cidade, e curtir o pôr do sol na estrada de São Jorge (que aliás, possui uma ciclovia bacana). Já me sentia um só com o cerrado, um lobo-guará em formação, correndo pelos campos de gramíneas e arvoretas...melhor sensação do mundo, vai por mim. Estacionamento errado, chapa! Indo para o jardim. O ar esfria mas o sangue ferve de excitação Pôr do sol na estrada com a magrelinha Após isso, só restava dormir cedinho, e pensar no quanto a semana estava sendo bacana, com tanta coisa para conhecer. O dia seguinte tecnicamente seria o último dia de chapada, então a tristeza, saudade de casa, entre outras coisas, começavam a se misturar. Noite afogada em pensamentos, quase não dormi. 7º dia: Fechando com chave de ouro num cartão postal Nesse dia, ficou decidido que visitaríamos a badalada catarata dos couros. Ela é um pouco problemática, pois fica no meio do cerrado e de ramais de fazendas, assentamento de sem-terra, campos de milho e abdução, e outras coisas mais. Guia é uma boa para essa, mas eu fui no CAT e nada de aparecer guia na manhã. Então surge a nossa salvação: um casal de moças resolveu ir “na cara e na coragem” usando o Waze (obrigado desde já e sempre, casal do Waze, vcs são fodas demais ), me meti na conversa, perguntei se podíamos acompanhar elas, por elas tudo bem. Eu já sabia que a trilha estava no google maps, mas como vc anda por uma hora dentro de ramais e ramais em território desconhecido, um erro e vc para na casa do leatherface kkkkkkk então era melhor ir de guia. Mas como tempo é precioso... Conseguimos. Por uns instantes pensamos que estávamos perdidos, mas enfim chegamos. Eu vou deixar uma dica aqui, mas que seja nosso segredinho, senão a associação dos guias de Alto bate aqui em casa, ok? há pouquíssimas placas da cachoeira nos ramais, mas vc pode usar o rancho da dona Luzia como referência, há referências no caminho, se vc estiver indo ao rancho da Luzia vc está no caminho. Vimos uma Seriema no final, mas não deu pra tirar foto. No estacionamento tem umas banquinhas pra vc comprar água ou comida, e paga um valor simbólico pro guarda cuidar dos carros. Acho super justo uns 15 reais simbólicos. A trilha é fácil a média, você chega primeiro na cachoeira da muralha, que é linda e a melhor para o nado. Pode ser deixada por último, para vc andar menos. La muralha Show de bola pra nadar Para ir para couros, só seguir a trilha do lado esquerdo do rio, há lugares nas corredeiras para tirar boas fotos e nadar também. Lindo, mas o melhor estava por vir Eita poha Cheio de curvas e poços para o banho....mas aguenta coração ae Caraca! Não imaginava que a imponente Couros fosse tão grande! Você precisa descer um tantinho para chegar na base dela, e dependendo da época do ano, ficar na base dela é arriscado, realmente o lugar é perigoso, pq um passo em falso e vc é arrastado para os níveis inferiores, fraturas e afogamentos não devem ser difíceis ali, então tome muito cuidado. Se Choveu, melhor sair fora. aviso dado. Para vc ter uma idéia do tamanhinho da bichinha Nível inferior, rola um banho, mas com cuidado. Passamos um tempo em todos os lugares, e no final da tarde, retornamos, enfim, para Alto. Se vc for sem guia, é bom que memorize as referências dos ramais, há sempre uma porta, placa ou peculiaridade de uma bifurcação que pode te ajudar. Dá para se perder sim, então leve combustível suficiente para evitar perrengue. A noite de sexta se resumiu em afogar as mágoas (os lugares badalados estavam abertos), e andar mais pela cidade, há sempre algo novo para se ver. Percebi que o povo goiano gosta muito de açaí e caldos diversos. Bem legal isso. Caldo combina com o frio, também, ne... Ah sim, há muita opção vegan e alternativa de comidas, também. Enfim.....a Chapada dos Veadeiros é mágica, misteriosa, repleta de histórias, uma verdadeira aquarela da humanidade, com tantas culturas e caras diversas em um só ponto, é um lugar onde passaria meus anos finais de vida, com certeza. O globo repórter fez uma ou duas matérias sobre o lugar, mas sabe.....aquilo só te dá uma noção mega superficial do ato de estar chapado pela magia daquele ambiente sobre a grande placa de quartzo. E com certeza será local de férias em oportunidades futuras. 😃 Agora as infos básicas: Transporte: Como é sabido, de BSB para alto vc pode pegar um ônibus da Real Expresso, a viagem é demorada, diz que os bus costumam atrasar.....para são Jorge existem viações e transportes específicos, pelo que vi num ponto da vila. Mas a cultura da carona existe. No Face existem vários grupos. Só entrar e anunciar. Em alto Paraíso existe uma parada de ônibus perto da nave espacial da cidade, é o point de carona. Em são Jorge o point é numa parada de ônibus na entrada da vila. Mas a melhor opção sem dúvida é carro próprio. Hospedagem: isso não chega a ser um problema se vc não está indo em temporada alta, em casa esquina há um hostel ou camp, alguns ok, outros meia-boca, e outros de excelência, vai do seu gosto. Custos: olha, rachando em grupo vc gasta menos do que o esperado, mas de uma maneira geral essa chapada tem um ótimo custo-benefício. Levei R$ 1.500,00 em espécie, fora o cartão, e ainda sobrou, e olha que gastei loucamente em algumas besteiras. Sendo mais “Julius”, poderia ter gastado em torno de 1.200,00, e isso incluindo um final de semana em Brasília que fiz após a viagem! Levo dinheiro ou cartão? Leve ambos, em muito lugar de alto e São Jorge vc pode passar o cartão. Eu achei tudo bem seguro ali, então levar dinheiro em espécie (devidamente guardado) é super de boa. Posso confirmar que tem itaú e casa lotérica em alto paraíso e banco do brasil em cavalcante (mas não confie muito nos serviços). Não cheguei a ver caixa em São Jorge. melhor época: o mês de maio é uma transição entre a época úmida e seca, então chega a ser uma boa pois vc vai pegar cachus caudalosas e céu limpo. E ainda não será alta temporada. Por que não ir no verão: cachoeiras e poços mais secos, sol mais forte. Por que não ir no inverno; Atrações fechadas pelo risco de trombas d’água, água não tão cristalina. Lá pro meio do ano rola o tal encontro de culturas, então se vc é caça-festa, acho que vai encontrar a chapada bem animada. O que levar: além do básico pra viagem, recomendo roupa pro frio (para andar de noite e dormir), protetor solar e labial forte (estou com ferimentos nos lábios até agora em virtude da secura, e olha que usei protetor labial e me mantive hidratado), MUITA, muita água mesmo, e lanchinhos para as trilhas (vc vai passar o dia fora, dependendo do lugar, com os lanches certos vc nem chega a passar fome, comidinhas com fibras, sementes, sucos, frutas e sanduíches são uma boa). Quanto tempo ficar: olha, mesmo com uma semana, faltou conhecer muita coisa. Eu não fui na cristais, almécegas, raizama, que são bem conhecidas, entre outras, a chapada é IMENSA, opção não falta, para todos os bolsos, pra isso, faça uma pesquisa prévia a respeito do que lhe interessou. Tem canionismo, tirolesa, vôo de balão, a pessoa que vive em 220v (que nem eu) fica bugada com tanta alternativa Se não conheceu tudo, já reserve uma visita futura, quem sabe vc não vê os etzinhos... Ah, devo contratar uma agência? NÃO PRECISA! Essa chapada te dá uma liberdade que muitos lugares não dão, vc pode ir de boa para muitos lugares por conta própria. Aproveite. Então é isso, gente boa. Permita-se, e seja abduzido(a) também 😃
  4. 1 ponto
    Comprei as passagens em setembro/2017 e paguei R$2000,00 em SP-BUE; BUE-FTE; FTE-BUE-SP. Levei R$5000 para todos os gastos em 15 dias e voltei com R$800. DIA 01/01/2018 Saí de São Paulo bem cedo, num vôo da Copa muito tranquilo, mas sem nenhum entretenimento a bordo e com um bolo de laranja e uma barrinha de cereal como lanche. Não há suco disponível, apenas chá, café, água ou refrigerante. Chegando no Aeroparque em Buenos Aires, bem próximo ao desembarque internacional, esperei séculos na fila do Banco de La Nacion Argentina para trocar dinheiro. Nesse dia, a cotação era de R$1 = 5,7ARS. Troquei R$1000 achando que a cotação estava ótima, comprei o cartão SUBE por 25ARS, carreguei + 125ARS num quioste do open25hours (tem vários no aeroporto). No lado oposto do aeroporto, não lembro se desembarque ou embarque nacional, peguei o Arbus (arbus.com.ar) sentido centro. Custou 75ARS e foi pago com o cartão SUBE. Em menos de 25min o motorista avisou a parada do Obelisco e ali eu desci na avenida Corrientes e fui andando até o hostel. 06 Central Hostel (1375ARS por 6 noites) Hostel muito bem localizado, tem funcionários brasileiros e quartos e espaço de convivência amplos. Peca no wifi instável e no café da manhã super pobre. Recomendo pela localização que é excelente! Deixei tudo lá depois do check-in e saí sem rumo sentido Obelisco procurando um lugar para comer. Na Avenida Corrientes, 965 encontrei uma pizzaria que vendia combos de empanadas e comendo no balcão era mais barato. Paguei 75ARS em 2 empanadas + copo de refrigerante e ali perto comprei uma garrafa de 1,5L num quiosque open25h e paguei 45ARS. Vale a dica que a água da torneira é potável, só TEM sabor (no Chile é pior), o que é de se estranhar para nós. Decidi que faria diferente nessa viagem e fui andando perdida pela cidade sem nenhum destino. Passei pelo centro, Florida, Casa Rosada, Manzana de Las Luces, seguindo para San Telmo (e passando por uns lugares meio estranhos, mas felizmente policiados) e fui parar em Puerto Madero, que estava bem suja por conta da virada do ano. Decidi voltar para o hostel e dormir cedo porque tinha acordado de madrugada para o vôo. Gastos do dia: 25 pesos cartão sube 125 recarga (sendo 75 do arbus) 1375 hostel 06 central 75 empanadas + coca (corrientes 965) 45 pesos água 1,5L (open25h) Avenida 9 de Julio e entradinha da Corrientes ↑ Avenida 9 de julio ↑ Museu Fragatta Sarmiento em Puerto Madero ↑ Casa Rosada ↑ Dia 02/01/2018 Às 10h30, em frente ao Teatro Colón, saem grupos de Free Walking Tour para a Recoleta (http://www.buenosairesfreewalks.com/). Os guias ficam de camiseta laranja, não tem como errar. Começaram separando os grupos em espanhol e inglês e como tinha muita gente, foram 2 grupos só de inglês com umas 40 pessoas em cada. As paradas não são muitas, mas os guias explicam muito sobre a história da cidade, dos prédios e a cultura e o tour acabou sendo bem leve e menos cansativo do que eu imaginava só que mais longo também, finalizando no no cemitério da Recoleta (o meu acabou às 14:30, mas o previsto era 14h). A programação "Aline" era voltar para o centro e ir no City Center Tour da mesma empresa que começa às 15h. Como a caminhada de volta seria bem longa e eu estava com fome, desisti e fui andando sentido hostel. Descansei um pouco à tarde e à noite jantei no restaurante La Cabrera, indicação do taxista, porque o restaurante bem avaliado e escolhido antes estava fechado. Gastos do dia: 7ars 1maçã XXars tips free tour 139ars combo Mc Donalds 1300ars jantar para 2 no La cabrera Teatro Colon ↑ Dia 03/01/2018 Como o city tour do Centro no dia anterior não deu certo, decidi tentar com uma empresa diferente que tinha saída às 11h do Congresso Nacional (http://www.bafreetour.com/) com grupos apenas em inglês (antes passei na calle Lavalle que tem várias lojinhas de souvenirs). Foi um grupo menor com menos de 10 pessoas se não me engano, mas também muito leve. A guia era muito simpática, explicava super bem e de fato, deu dicas sobre a cidade e os portenhos. Depois do almoço que já era lanche da tarde (no mesmo restaurante do dia anterior - El Rey - Corrientes 965), fui para Puerto Madero novamente. Me apaixonei por esse contraste de novo e antigo da cidade e achei lindo o Parque de las Mujeres Argentinas. Gastos do dia: 199ars globo de neve (lavalle 969) 100ars por 2 bandeiras/patches para o mochilão 45ars sorvete XXars ba free tour 40ars água 500ml 60ars 2 pedaços pizza + refri (el rey) Congresso Nacional ↑ Obelisco ↑ Parque de las Mujeres em Puerto Madero ↑ Dia 04/01 O dia começou na caminhada até a livraria El Ateneo Gran Splendid e que coisa maravilhosa são livros dentro de um teatro! Fiquei apaixonada, nem um pouco envergonhada de tirar mil fotos e fazer vídeos porque tinham muitos turistas lá também. De lá, segui para a faculdade de direito de Buenos Aires, passei pela Floralis Generica e acabei no Museo Nacional de Bellas Artes (gratuito). Gastei umas 2horas andando ali dentro e quando bateu a fome, fui até o SanJuanino (Posadas 1515) almoçar (lanche da tarde já). Pedi uma empanada que estava deliciosa e depois uma massa, mas vi muitas pessoas que pediram apenas as empanadas, sem prato principal. À noite era dia de tango e decidi escolher um menos turístico, mais simples e optei pelo Centro Cultural Borges que fica dentro das Galerías Pacífico. Começou as 20h, com duração de 1h10, misturando o tango de 4 casais, performance de músicos e um cantor - tudo ao vivíssimo. Superou minhas expectativas! De volta ao centro (porque a Galería e a praça de alimentação fecham as 21h), jantamos no restaurante com melhor custo-benefício da viagem e porque quando eu gosto, gosto de verdade, repito muito mesmo e conto e levo todo mundo que encontro. Gastos do dia: 250ars almoço empanada + massa + Pepsi 430ars tango CC Borges 40ars pão de queijo Starbucks 147ars jantar pizza no El Rei El Ateneo ↑ Faculdade de direito de Buenos Aires ↑ Floralis Generica ↑ San Juanino Empanadas ↑ Dia 05/01 Planejamento de parques, dia incrível, ansiedade a mil e... chuva! Triste, mas estamos sujeitos a isso em qualquer viagem. O roteiro que eu deveria ter feito era esse, mas nada deu certo e junto com mais 2 brasileiros, fomos ao Malba (atente-se ao horário de abertura, porque, como nós, muitos turistas tiveram a mesma ideia e deram de cara com as portas ainda fechadas). Sobre o Museu: prefiro o Bellas Artes, mas tem quem ache incrível, então melhor ver com os próprios olhos. Saímos dali e fomos até o Il Quotidiano (Uber), restaurante de massas super aconchegante, com pratos muiiiito bons. De lá, pegamos o metrô para tentar a visita guiada do Congresso Nacional e chegando lá fomos informados que as visitas estavam suspensas até fevereiro por conta das férias. Não fez sentido algum porque a cidade estava cheia de turistas, mas enfim, eram férias dos portenhos também. Paciência, mais um negócio do roteiro que não deu para fazer. Fomos até a Calle Lavalle comprar o restante das minhas lembrancinhas e lá descobri a Bomboneria Royal Lavalle (número 951) com preços bem camaradas para alfajor (me empolguei um pouco). Das marcas que experimentei, os que mais gostei foram: Milka sabor Mousse; Negro (chocolate ao leite com recheio de doce de leite e coberto com castanhas); Jorgito da embalagem azul (chocolate branco por fora e recheio de doce de leite). À tarde/noite fomos na Florida e nas Galerías Pacífico novamente. Gastos do dia: 25ars uber 120ars Malba 18ars uber 209ars Il quotidiano 282ars alfajor 120ars 2 imãs geladeira 180ars 2 chaveiros mafalda 150ars 2 chaveiros 50ars lanche avulso mc donalds Brazucas no restaurante Il Quotidiano ↑ Dia 06/01 Impressões sobre Buenos Aires: maior do que eu pensava, mais limpa, mais bonita. A impressão que tive é de que tudo é muito grande - ruas, praças, parques e numa arquitetura linda de estilo europeu (minha sogra por ex não curtiu e achou tudo com cara de velho), com muito mais para ver do que eu tinha planejado. Fiquei 5 dias quase completos e me arrependo de não ter colocado mais 2 para ver tudo com mais calma ainda, voltar aos locais que não consegui por causa da chuva e fazer as visitas guiadas nos prédios que tinha programado. Não tive muito contato com os portenhos, mas o pouco que vi, mostraram-se bem educados, sempre simpáticos e ainda mais ao saber que eu era brasileira. Apesar de não ser o estilo de viagem que eu curto, gostei e voltaria com certeza! Esse dia foi praticamente perdido indo para El Chaltén. Saí do aeroparque às 12:50 e chegando no aeroporto de El Calafate, comprei o transfer Aeroporto FTE-Chalten e Chalten-Centro de Calafate com a empresa Las Lengas, que solicita a data de retorno, o hostel da saída e pede para confirmar um dia antes na rodoviária de El Chaltén sua partida. O transporte demorou aproximadamente 3h, com uma parada na La Leona, um hotel/restaurante/banheiro e mais duas paradas em miradores para o Fitz Roy. Cheguei já noite, deixei tudo no hostel e saí para jantar e tirar fotos no mochilão símbolo da cidadezinha. O mais impressionante foi jantar no Patagonicus com vista para as montanhas vendo o pôr-do-sol e as cores do céu depois das 22h. Incrível como os dias são longos! Gastos do dia: 110ars Uber para o Aeroparque 220ars Almoço no Hard Rock aeroparque 1300 Transfer FTE-Chalten e Chalten-calafate (las lengas) 2250ars Hostel La Luna Country 35ars kiwi e pêssego 40ars pão 120 Pizza no Patagonicus Chegando em El Chalten ↑ Parador La leona ↑ Uma das paradas que o motorista faz no caminho ↑ Mochila símbolo de El Chaltén ↑ Dia 07/01 Usei o aplicativo Windguru para a previsão do tempo porque é o mais recomendado para esse clima de montanha e o que mais acerta, pelo que eu ouvi dizer, fora que lá todo mundo usa esse. Havia previsão de chuva depois de meio-dia, então decidi acordar cedo e fazer a trilha para Laguna Torre porque tinha lido que eram só 14km e o sendero sai bem pertinho do hostel em que fiquei. Saí às 7h15 e em 2:30 cheguei na Laguna. A trilha não tem uma dificuldade alta e depois do km 5, vira praticamente uma reta só. Nos km 2, 7 e 8 você encontra pontos onde pode encher a garrafinha e no percurso vi 3 banheiros (recomendo fortemente que você fique apertado e não use, porque o cheiro é TENSO!). Chegando na Laguna (9km) e seguindo para o lado direito dela, a trilha continua por mais 3km (gastei 1h) até o Mirador Maestri, quando você chega bem mais perto do Glaciar. Essa continuação tem chão de pedrinhas soltas, uma desgraça que dificulta o percurso, mas a recompensa vale o esforço. Poucos viajantes continuam subindo até lá (encontrei apenas 2 voltando enquanto eu subia) e recomendo que você apenas faça isso se não houver ventos, porque é alto, em vários pontos estreito e fácil de escorregar. Qualquer ventinho que te desequilibre pode causar um acidente. Pausa para fotos, para contemplar aquela vista maravilhosa - SÓ PARA MIM, tempo fechando no Cerro Torre e decidi voltar. Enquanto voltava, o tempo fechou mesmo e começou a garoar um pouquinho. Essas mudanças são muito frequentes, então é importante ter um saquinho para proteger câmera, celular, passaporte e coisas de valor e um casaco de prefência impermeável. De volta ao hostel, depois de tomar banho e descansar um pouco, fui atrás de um mercado (achei 2 na cidadezinha), jantar e dormir. Gastos do dia: 55ars Frutas 84ars 3 iogurtes 270ars Jantar no La Estepa (+30ars gorjeta) Cerro Torre ao fundo ↑ Mirador para o Cerro Torre ↑ Laguna Torre ↑ Caminho para o Mirador Maestri: pirambeira de um lado e de outro também ↑ Vista do Mirador Maestri ↑ Dia 08/01 Previsão de chuva e ventos muito fortes, deixei de lado do plano de ir para Laguna de Los 3 e fui numa trilha mais de boas, sendo que cada trecho tem 3.5km. Saí umas 9h para o Chorrilo del Salto e tirando o vento forte que peguei na estrada aberta e dificultou muito a caminhada, a trilha é bem tranquila. Cachoeira linda só para olhar, com água congelante e queda muito forte para banhos. Depois do almoço, fui para outra trilha fácil que era Mirador de Los Condores (1km) e Las Aguilas (2km), que tem saída próxima da rodoviária. Começando pelo Mirador de Los Condores, a trilha é uma subida não muito íngreme que dá uma vista muito bonita para o cordão de Adela. Como ventava muito, acabei não continuando para Las Águilas mas me disseram que a vista de lá é ainda mais bonita, com alcance até o Lago Viedma. Gastos do dia: 300ars Almoço La Tapera Jantar no hostel (sobra do dia anterior) Caminhando contra o vento ↑ Chorrillo del Salto ↑ Vista de El Chaltén do Mirador de Los condores ↑ Dia 09/01 Com tempo favorável, reservei no dia anterior no próprio hostel o transfer para Hosteria Pilar, que me buscou às 8h e foi passando em outros hoteis pegando turistas. O percurso leva uns 30min, com uma parada num mirador para o Fitz Roy. Esse trajeto tem uma subida menos puxada que a trilha que sai direto da cidade e te possibilita ir e voltar por caminhos diferentes, com visões diferentes, com 10km em cada trecho. O caminho de ida é por bosques dentro da floresta que dão a sensação de filme, um cenário surreal, meio mágico, com pequenas subidas e descidas e o Fitz Roy te acompanhando do lado direito em boa parte do caminho. O brinde desse trajeto fica por conta do Glaciar Piedras Brancas - lindão lá no meio do nada. Depois ou um pouco antes do acampamento Poincenot, não me lembro bem, me deparei com umas 3 pequenas trilhas no caminho. Não reparei que uma delas tinha troncos pequenos colocados em cima e segui um pouco até perceber que tava estranho pois não havia ninguém na minha frente e nem atrás, então não pensei duas vezes e voltei. Não sei para onde elas iam, mas entravam mais na floresta, quando a trilha certa nesse ponto passava por um descampado. Minha dica então: sempre vá pela trilha mais batida e se encontrar pequenos troncos cruzados em alguma, essa não é a correta. Se estiver na dúvida, espere que algum turista vai chegar e você pode ir junto. O desespero começa mesmo no km 9 (levei umas 2h30 para chegar nesse ponto), quando você se depara com uma placa dizendo que falta 1km, com trilha de alta dificuldade desnível de 400m. Coma um alfajor, um gel de carboidrato ou qualquer coisa que dê energia e se tiver bastões de caminhada, não pense 2x e use muito! A subida é desgraçada, você começa achando que tá indo bem, aí os degraus de pedra começam a ficar cada vez maiores e mais molhados, você olha para cima achando que já andou bastante e vê umas formiguinhas se mexendo lá longe no alto. Nessa hora confesso que bateu o desespero, diminuí o ritmo, parei algumas vezes para respirar e apreciar a vista e uns 40min depois, cheguei na Laguna de los 3. Sério, nem todas as fotos da internet que eu tinha visto retratam o que é esse lugar! Pena que o Futz Roy tava meio tímido e encoberto durante todo o tempo que estive lá (e durante a trilha ele tava lindão todo se mostrando). Sentei, comi, quase chorei, continuei para o lado esquerdo e me deparei com a Laguna Sucia, do mesmo lindo tom de azul da sua vizinha maior. A volta foi punk, porque meus joelhos já podres (tenho condromalácia nos 2), resolveram que não era suficiente o problema que eu já tinha e me deram um novo no ligamento colateral lateral. Comecei a descida bem devagar, tentando não forçar muito (ilusão) e no final da descida (quase 1h depois, ou seja, mais tempo descendo que subindo esse trajeto), eu mal conseguia dobrar a perna esquerda. Continuei num ritmo tranquilo e dando graças a Deus que tudo virou uma reta quase infinita, passando por lugares lindíssimos. Depois de um determinado tempo você se depara com uma bifurcação que te dá a opção de contornar a Laguna Capri ou ir direto para Chaltén. Acredito que a distância seja a mesma, então vale a pena ir pela Laguna e ver uma paisagem linda e diferente. Nos últimos 3km mais ou menos, a reta dá lugar à descida (para o meu desespero e dor no joelho), mas nada muito íngreme. No último quilômetro temos o Mirador Rio de Las Vueltas com um visual lindíssimo que vale a parada. No final da trilha você chega no "finalzinho" do vilarejo, próximo a uma das ruas principais. Mortos de fome como estávamos (eu e mais um brasileiro), paramos no famoso restaurante Rancho Grande, com pratos bem servidos, wi-fi bom e preços bem razoáveis. Chegando no hostel, notei que meu joelho esquerdo estava muito inchado, então comecei a colocar gelo e tomar antiinflamatório torcendo para que não fosse nada sério. Gastos do dia: 150ars transfer hosteria el pilar 280ars almojanta no Rancho Grande No comecinho da trilha, perto da Hosteria Pilar ↑ Glaciar Piedras Brancas ↑ Laguna Capri vista de uma parte da trilha ↑ Finalzinho da trilha para Laguna de los 3 (quando vc acha que a subida acabou, percebe que ainda falta mais um tanto) ↑ Linda Laguna de los 3 e o Fitz Roy escondido ↑ Laguna Sucia ↑ Panorâmica da Laguna Sucia e de Los 3 ↑ Trilha de volta para EL Chalten ↑ Vista do Fitz Roy na trilha de volta (lembre de olhar para trás de vez em quando!) ↑ Laguna Capri ↑ Mirador Rio de las Vueltas ↑ Dia 10/01 O planejamento era fazer a trilha Lloma del Pliegue Tumbado, uma das mais bonitas segundo li e com aproximadamente 20km de percurso. Entretanto, nem tudo sai como planejado e ao acordar, meu joelho ainda doía muito, então decidi ficar de molho no hostel só tomando remédio e colocando gelo, já pensando em me poupar para o Big Ice que tinha reservado para fazer em Calafate. Saí apenas para almoçar, comprar frutas e alfajor. Gastos do dia: 140ars almoço (pizza) no Patagonicus 100ars 4 alfajor Milka 40ars Kiwi, banana e maçã Dia 11/01 Dia de terminar de arrumar o mochilão, fazer checkout e partir para El Calafate com o transfer que eu já tinha reservado quando cheguei no aeroporto na vinda. Logo de cara, percebe-se que El Calafate é uma cidade maior, mais bem estruturada para o turismo e com mais opções. Fiz checkin no Hostel Bla Guesthouse (recomendo pela qualidade do serviço, wifi e café-da-manhã muito bons, mas possuem poucos banheiros para a quantidade de quartos disponíveis) e fui para a avenida principal pagar pela reserva do Big Ice com a Hielo y Aventura (se você não possuir cartão de crédito ou não quiser pagar IOF, manda email para eles para reservar e pagar até 1 dia antes da data escolhida) e procurar as demais excursões que eu faria. Com o joelho ainda doendo muito e o esforço físico requerido para o Big Ice, achei melhor mudar a reserva e acabei pagando para o Mini Trekking. A única pergunta que fizeram foi porque da mudança e quando respondi, perguntaram se eu achava que estava bem o suficiente para o Mini. Na Chaltén Travel, na avenida principal, fechei o passeio Full Day para Torres del Paine e quase em frente, na própria agência da Estância Cristina, fechei o pacote Discovery. Jantei uma omelete gigante no Pietro's e depois tomei o famoso e delicioso sorvete de calafate (frutinha típica da Patagônia que parece uma blueberry) no Helados Tito. Sério, não vá embora sem experimentar o sorvete, porque a geleia não é tão boa quanto! Passei no Green Market, ao lado do Pietro's e comprei uma empanada para levar na excursão do dia seguinte. Eles tem sucos, empanadas, lanches naturais e várias opções de compra para levar aos passeios. Gastos do dia: 1412ars Hostel Bla Guesthouse 3300ars Mini trekking com Hielo y Aventura 2700ars Full day Torres del Paine com Chalten Travel 4280ars Estância Cristina Discovery 4x4 + 500ars pela entrada do Parque Nacional (cobram junto porque no local não há fiscais que recolham o dinheiro) 125ars Almojanta de omelete no Pietro's 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete de calafate no Helados Tito Hostel Bla Guesthouse ↑ Dia 12/01 Dia de mini trekking no Perito Moreno! Se não me engano, eles pegam no hostel às 9h. Quase 1h de estrada até a entrada do parque nacional, onde todos os veículos param e o fiscal cobra a entrada de todos presentes no ônibus. Eu tinha lido muito que residentes do Mercosul pagam mais barato que demais estrangeiros, entretanto, isso não é mais válido e apenas argentinos tem desconto no valor. Quase 30min depois andando pelo parque vemos a imensidão de gelo que é o Perito Moreno em algumas curvas que o ônibus faz (para essa visão, sente do lado esquerdo do veículo). Quando chegamos às passarelas, uma guia nos explica o percurso e por quais deveríamos andar e ter melhor visão dos descolamentos de gelo e quais eram melhores para o tempo que tínhamos disponível. O tempo estava horrível, uma chuva grossa, muita gente abrigada na plataforma principal que tem uma pequena cobertura... mas como o clima na Patagônia é bem variável, pouco depois depois já tinha parado e um leve sol surgiu (que também não durou muito tempo). No período em que estava andando por lá e observando, vi um descolamento gigante (mas não estava com a câmera fácil para gravar) e muitos outros pequenos. Esse é o motivo porque tantos turistas esperam nas passarelas, mas é um pouco triste saber o porquê de tais rupturas acontecerem. Uma hora e meia depois, voltamos ao ônibus para ir até o porto de onde sai o barco que nos leva até a base para os trekkings. A navegação leva uns 15min e chegando lá, você encontra um abrigo com banheiros onde pode deixar seus pertences para levar apenas o essencial. Uma caminhada rápida de 5min nos leva às cabanas onde são colocados os grampones e separados os grupos por idioma (inglês ou espanhol). Daí começa o mini trekking de verdade: próximo às cabanas, já subimos no gelo onde a guia nos explica como andar, subir e descer e todas as demais recomendações. Nos informes da Hielo y Aventura, é explicado que o tempo caminhando no gelo é de 1h30, entretanto, nosso grupo ficou quase 2h, o que eu achei suficiente e nem um pouco arrependida de ter mudado do Big Ice, visto que dá trabalho caminhar com os grampones e requer um esforço dos joelhos (talvez você não sinta se não estiver com o joelho machucado, como eu estava). Durante todo o caminho, são 2 guias que dão suporte, se oferecem para tirar fotos, falam sobre os glaciares e o Perito Moreno e ao final, chegamos no famoso whisky com gelo diretamente do glaciar. Eu passei a bebida (não gosto), mas peguei uma trufa de chocolate regional que eles deram como surpresa. Um bônus: naquele mesmo dia mais cedo, uma caverna de gelo se abriu bem perto das cabanas dos grampones e nossa guia nos levou para ver. Que negócio incrível! Achei bem legal da parte dela porque já tinha passado do nosso horário e outros grupinhos do mini trekking não viram o que o meu viu. Considerações sobre o mini trekking: posso dizer apenas sobre aquilo que vivi, então aqui vai: achei o mini trekking excelente! Não fiquei com vontade de fazer o Big Ice e pelo que eu entendi e um colega brasileiro que fez me contou, a grande diferença entre os dois (além do preço, claro), é o tempo caminhando no gelo e as cavernas de gelo que se pode visitar no Big Ice. Como eu dei sorte e vi uma caverna de gelo no mini trekking, fiquei super satisfeita. Além disso, toda a estrutura e o respeito que os profissionais tem com o lugar fazem com que o preço tenha valido cada centava pago. Mais 15min de navegação de volta, quase 1h30 de ônibus e cheguei no hostel por volta das 19h. Jantei no restaurante San Pedro na avenida principal e não anotei quanto paguei, mas comi uma pizza (para variar). Comprei umas empanadas para deixar no hostel umas bolachas para levar para Torres del Paine no dia seguinte. Gastos do dia: 500ars Entrada no Parque Nacional 70ars Empanadas no Green Market 85ars Bolachas num quiosque Vista do ônibus ↑ Nas passarelas, setor azul se não me engano ↑ Observe o tamanho das pessoinhas lá embaixo perto da geleira ↑ Outro grupo lá embaixo começando o mini trekking ↑ Com os grampones nos pés (use calçado impermeável!) ↑ Toda felizinha passando frio ↑ Caverna de gelo ↑ Esperando o barco chegar para ir embora ↑ Dia 13/01 Às 5h30 da manhã a empresa Always Glaciar me pegou no hostel depois de um pequeno susto - meu nome não constava na lista e aparentemente não tinha mais lugar disponível. Os locais de parada podem ser vistos no site da Chalten Travel (http://www.chaltentravel.com/main.php) e mesmo sabendo que seria extremamente cansativo por conta do tempo dispendido no ônibus eu quis arriscar e minha opinião: não vale a pena! hahahaha As paisagens são incríveis mas o parque é imenso e de fato vale a pena perder muito mais que 1 dia por lá. Fiquei com vontade de ver mais e não recomendaria a excursão porque além dos fatores já citados, tem o clima também. Pegamos um vento absurdamente forte, não conseguimos fazer a trilha de 1h até o Mirador para os Cuernos del Paine e tivemos que voltar. Não recomendo essa empresa pois o guia que estava conosco simplesmente saiu andando sem olhar para trás enquanto todos os outros estavam sentados sem conseguir andar por causa do vento e um jovem senhor americano caiu e cortou o rosto nessa empreitada. Quando chegamos na van, o guia soltou um: "eu avisei" e foi isso! Achei muito desrespeito, sério! O almoço é o ponto alto da excursão (já incluso no preço): num restaurante lindo ao lado de um lago lindo com vista para os Cuernos, com entrada (filé de peixe empanado), prato principal (uma carne que não reconheci e purê de batata) e sobremesa (pudim de leite), além de vinho ou refrigerantes. Cheguei em Chaltén em torno de 21h (o retorno deveria ser às 23h se tivéssemos feito a pequena trilha até o mirador) e fui jantar no Pietro's novamente (porque tinha wifi, era próximo do hostel, preço bem ok e eu gostei da comida). Gastos do dia: 200ars Pizza no Pietro's Cerro Castillo ↑ Vista ainda de fora do parque ↑ Vicuñas ↑ Lago impossível de escrever o nome e Cuernos del Paine ↑ Cachoeira Salto Grande Pequena demonstração do vento patagônico (fiquei com medo de perder o celular e saiu isso aí) ↑ Dia 14/01 Não sei o que dizer sobre a Estância Cristina além de "VÁ!", SIMPLESMENTE VÁ! Uma das coisas mais incríveis que meus olhos viram até hoje foi esse lugar. Existem 3 tours diferentes e eu escolhi o 4x4 porque um era mais barato mas não via tudo e outro era mais caro e tinha um trekking de 14km, então meus joelhos decidiram por mim e escolhi o conforto do carro. O tour começa te buscando no hostel às 7h e você leva mais ou menos 1h (não lembro com certeza) para chegar no porto Punta Bandera, onde pega uma linda embarcação e navega por quase 3h pelo Lago Argentino, com muitas pausas para foto e icebergs pelo caminho. Depois de tanto tempo, parabéns! você praticamente chegou no fim do mundo (ou foi assim que me senti). A estância foi criada em 1914 pela família Masters, que veio da Inglaterra quando ouviu falar sobre um lugar inóspito onde praticamente davam terras de graça a quem se interessasse. Hoje, tudo que era da família faz parte do Parque Nacional Los Glaciares, visto que não sobraram herdeiros. O tour começou num pequeno museu onde o guia explica sobre a história da família e você pode ver itens originais usando tanto na casa principal como itens que eles utilizavam na criação das ovelhas e para retirada da lã. De lá, um pequeno passeio em torno da propriedade principal, mostrando detalhes da flora e construções da família. Depois tivemos 1h para o almoço (custa 800ars se você reservar no barco e acredito que 500ars se você comprar junto com a excursão), mas não se apavore: muita gente não compra o almoço (como eu que levei minhas empanadas e alfajor) e pode comer junto com todo o restante no restaurante, sem problemas. Pelo que eu lembro, era oferecido uma entrada, um prato principal e sobremesa, além de água diretamente do glaciar da propriedade (bebidas são cobradas a parte). A melhor parte então: o 4x4! São dois carros que fazem um percurso de mais ou menos 40min só ida e o guia vai explicando muito sobre a história, sobre a fauna e a flora. Quando você acha que viu tudo, chega-se no Mirador do Glaciar Upsala e meu Deus, quase chorei de tão bonito! Ele delimitava a parte norte da propriedade dos Masters e eu só conseguia pensar em como eles conseguiam fazer tudo que faziam há 100 anos atrás, sem a tecnologia que temos hoje e num lugar de clima tão difícil. Uns 40min depois de ficar só apreciando (dica: prendam os cabelos o máximo que puderem, porque o ventinho patagônico não dá trégua e tudo vira um bolo infinito de nós), voltamos no 4x4 e pegamos o barco de volta para Punta Bandera, que não faz paradas para foto e portanto leva umas 2h, além do ônibus do porto até Chaltén, chegando por volta das 18h, quando fui bater perna no centrinho, comprar as geleias que eu queria e tals. Não jantei, só comi uma empanada e tomei um sorvetinho para me despedir. Consideração sobre o passeio: vale cada mísero centavo. Desde a organização, até a distância percorrida, você vê que tudo é extremamente bem cuidado, bem feito e sente que vale tudo que pagou. Recomendo mil vezes e voltaria com certeza! PS: eles tem um hotel e pelo que pesquisei, as diárias custam em torno de 500 dólares (sonho meu!) Gastos do dia: 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete no Helados Tito 160ars Por 2 geleias de calafate 96ars Por 3 alfajor Iceberg no Lago Argentino ↑ Iceberg diferentão no caminho (não lembro da explicação sobre a cor dele) ↑ Parte das hospedagens da Estância Cristina ↑ Pequena capelinha ↑ Moinho construído pela família Masters e rio de degelo dos glaciares ↑ Chegando no Mirador Upsala ↑ Glaciar Upsala (todo esse lago foi glaciar ainda em meados de 1950) ↑ Completamente apaixonada por esse lugar! ↑ Dia 15/01 Arrumei minhas malas e às 11h o transfer que reservei pelo próprio hostel passou para me pegar. Como fui a única passageira, o trajeto levou só uns 20min até o aeroporto. Fiz o ckeckin para o vôo que saia depois das 13h, almocei e fiquei esperando a hora de voltar para casa. Gastos do dia: 150ars transfer até o aeroporto 230ars almoço no aeroporto Sobre os hostels: Recomendo todos que eu fiquei, apesar dos pontos negativos já citados, todos tinham excelente localização e só isso já me conquista. Sobre comidas: Principalmente em Buenos Aires, existe opção para todos os gostos e bolsos. Eu comi a famosa carne argentina só uma vez porque de fato, não sou muito carnívora. As empanadas são outra coisa que você precisa comer pelo menos uma vez (e para isso, recomendo fortemente o restaurante San Juanino). Na região da Patagônia você tem que provar o cordeiro. Particularmente, achei a carne muito gordurosa e não gostei, mas valeu a experiência. Alfajor: Experimentei várias marcas e minhas preferidas foram Negro e Jorgito da embalagem azul marinho (super baratinho e me conquistou). Simplesmente esqueci de comprar doce de leite, mas tinham me recomendado a marca San Ignacio. Fim do meu relato e de mais um sonho realizado!
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    Gostaria de saber se alguem sabe como ir de bariloche a pucon, as cidades que tem q passar, empresas de onibus que fazem os trajetos. obrigado
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    Antes de criar este relato, olhei a lista de tópicos e vi que praticamente todas a viagens de carro da página estavam com Atacama em destaque. Ainda assim, gostaria de compartilhar minha experiência, tanto para retribuir as dicas e informações que consegui em outros relatos lidos quanto para tentar acrescentar com a minha viagem que teve não teve um único objetivo ou foco, percorrendo diferentes regiões e desfrutando de diferentes níveis de conforto ao longo da jornada. Tentando contextualizar brevemente, eu moro em Presidente Prudente, sudoeste do estado de São Paulo, e minha namorada mora em Cascavel, oeste do Paraná, próximo já de Foz do Iguaçu, terra das Cataratas do Iguaçu e tríplice fronteira com Paraguai e Argentina. Percorro mensalmente essa distância de quase 500km para visitá-la. Também já fiz diversas viagens de carro pelo sul do Brasil. Já fui do Paraná ao Acre numa época em que meus pais moraram por lá. Então, posso dizer que estou habituado com trajetos médios e longos na estrada. Além disso, já aluguei carro em viagens internacionais por EUA, México e Aruba, porém sempre para deslocamentos próximos. Ainda assim, nunca tinha cogitado uma "roadtrip". Foi então que, entre o final de 2017 e início de 2018, buscando um roteiro de férias para março/abril de 2018, eu e minha namorada não conseguíamos ficar satisfeitos com destinos muito "manjados", passando, por exemplo, apenas por Buenos Aires ou Santiago. Começamos a aprofundar a ideia de ir até Santiago e alugar um carro lá para conhecer os arredores, mas queríamos algo mais para o lado de natureza e paisagens. Tentamos simular um "multi-trechos" incluindo Buenos Aires e El Calafate ou Ushuaia, mas os valores e a quantidade de atrações que queríamos conhecer não cabiam em nosso orçamento e nos dias que teríamos de férias. Foi então que, após alguns relatos de amigos locais, pensamos: porque não irmos de carro? E para onde conseguimos ir de carro, com um mínimo de conforto (sem precisa acampar e cozinhar), com um orçamento de uns 10mil reais e com 15 dias de férias, que inclua natureza e paisagens legais? Voltamos àquela ideia de Santiago, mas logo adicionamos o deserto do Atacama! Daí em diante, foram horas, dias e semanas de pesquisa. Consegui muita informação nos tópicos aqui do forum, juntei com algumas coisas de blogs de viagens e finalizei com decisões e escolhas pessoais. Foi aqui que saímos do foco da maioria que concentra a viagem numa região e tentamos colocar alguns contrastes: ver o deserto mais seco do mundo mas ver também o Pacífico pela primeira vez; ficar num povoado com ruas de terra como San Pedro do Atacama e depois numa metrópole como Santiago; se hospedar em hostels ou hotéis baratos na maioria dos lugares mas ostentarmos em hotéis chiques em La Serena e em Mendoza; e por aí vai... Nosso roteiro ficou assim: (ver imagem anexa) OBS: Não consegui colocar todas as cidades relevantes (pernoites/passeios) no mapa pois o Google limita. Mas a lista completa ficou assim: Presidente Prudente/SP Foz do Iguaçu/PR Resistencia/ARG Salta/ARG San Pedro de Atacama/CHI Antofagasta/CHI Copiapó/CHI La Serena/CHI Vinã del Mar/CHI Santiago/CHI Mendoza/ARG Santa Fé/ARG Nos próximos posts, vou relatar cada um dos dias, tentando destacar algo que considerei mais interessante ou que seja uma dica mais valiosa para quem interessar. Foram quase que exatamente 8.000 km percorridos, somando todos os deslocamentos (tanto estrada entre cidades quanto o que rodamos para os passeios etc), feitos em 19 dias, entre os dias 13/04/2018 e 01/05/2018 (feriado do dia do trabalhador) sendo que dois deles viajei sozinho: o primeiro de Presidente Prudente/SP até Cascavel para buscar minha namorada e irmos até Medianeira/PR dormir na casa dos meus pais, e o último fazendo o inverso. Atualizando com uma das fotos mais "sugestivas" que encontrei para resumir a viagem: Salinas Grandes by Elder Walker, no Flickr
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    Após meses de estudo e preparo, mais uma vez seguimos com nossos sonhos e planos na estrada, depois de Ushuaia o destino não podia ser outro, Atacama e suas maravilhas, eu com a guerreira GS650 e Daniel parceiro na estrada e aventura com a 1200, o percurso de aprox 9000km foi feito em exatos 11 dias, na verdade não fizemos esta viagem para fazer turismo no atacama, la ficamos apenas um dia, com direito a descanso e um passeio agendado aos Canyons, mas viajamos sim com o maior interesse em pegar a estrada, ver novos horizontes, alcançar novos desafios, ate porque mais importante que o destino é o caminho que se faz pra chegar nele, e nisso esta viagem foi Show. na ida fomos de São Paulo a Foz do Iguaçu, seguindo com destino ao Chaco argentino, de la ate Salta, e de salta ao Atacama, na volta descemos beirando o Pacifico ate Copiapó, pasando pela famosa Mão do deserto, atravessando a cordilheiro pelo Magnifico Paso San Francisco, seguindo em direção a Concórdia, onde atravessamos o Uruguay, entrando no Brasil pelo Rio Grande do Sul com destino final a São Paulo, pouco tempo para tanta coisa, mas o que levamos de bagagem de vida e experiencia nestas empreitadas, com certeza valem o esforço e perduram por uma vida, vamos deixar que as imagens falem por si da beleza deste percurso...
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      Fala, Galera! Vou deixar aqui registrado o meu roteiro e alguns detalhes da viagem! Fui em fev/mar 2015, 2 pessoas. Abaixo um resumo do roteiro. Para mais detalhes como gastos, atividades nos lugares (com custo também) e etc, coloquei uma planilha no DOCS: http://goo.gl/dhjer2 Resumo do roteiro: 0 / Avião as 04h15m para Bangkok (vôo QR 772) / Brasil 1 / Chegada em Bangkok / Chatuchak Market / Khaosan Road / Tailândia 2 / Bangkok / Templos / Entrada para Grand Palace: 500B / Trem para Chiang Mai a noite (trem 51 - 431B) / Tailândia 3 / Chiang Mai / Templos / Tailândia 4 / Chiang Mai / Aluguel moto (180B/dia - 90 pra cada) / Templos, passeios de moto e pôr do sol no Doi Shuthep / Tailândia 5 / Ônibus para Pai (150B + 40B táxi rodoviária por pessoa) / Pai / Cervejas e mais cervejas / Tailândia 6 / Pai / Aluguel moto (140B/dia - 70 pra cada) / Pai Canion, Pam Bok, Memorial Bridge / Ticket ônibus + Slow Boat 1750B / Tailândia 7 / Pai / Ônibus no final da tarde para a fronteira (Chiang Khong) / hostel incluso para passar a noite / Tailândia 8 / Fronteira Tailândia/Laos pela manhã / Visto Laos: USD 31 / Início trip 2 dias no slow boat / Laos 9 / Segundo dia Slow Boat / Luang Prabang no final da tarde / Laos 10 / Luang Prabang / Kouangxi Waterfalls 25.000K tuk tuk + 20.000 entrada / ônibus para vang vieng (115.000K) / Laos 11 / Vang Vieng / Cerveja na cidade / Pôr do sol do outro lado do rio / Laos 12 / Vang Vieng / Tubbing / Bebidas / Laos 13 / Vang Vieng / Ônibus para Don Det - 4000 islands (250.000K) as 14hs - dia inteiro de viagem / Laos 14 / Don Det / Dia na ilha / Refeição preço médio de 2-3 U$ / Laos 15 / Don Det / Aluguel bike (10.000K) / Laos 16 / Don Det / Laos 17 / Don Det - Siem Reap / barco (15.000K) - táxi fronteira (USD 5) - saída Laos + entrada Camboja (2+35 USD) + ônibus Seam Reap (USD 23) / Camboja 18 / Siem Reap / Dia na cidade / Passagem para Sihanoukville (sleeping bus 16 USD) / Camboja 19 / Siem Reap / Templos o dia inteiro (tuk tuk 25USD/12,50 cada) - Entrada nos templos 20USD / Camboja 20 / Viagem até Sihanoukville - moto até pier (1 USD) - fast ferry para Koh Rong (20 USD) / Camboja 21 / Koh Rong / Camboja 22 / Koh Rong / Camboja 23 / Koh Rong / Camboja 24 / Koh Rong / Camboja 25 / Koh Rong / Day tour (snorkeling + fishing + long beach + bbq + plancton at night) - 10 USD / Camboja 26 / Koh Rong / fast ferry as 16h / ônibus HCC as 20hs (24USD) / Camboja 27 / Ho Chi Mihn - refeições leves (zuado estômago) / Vietnã 28 / Ho Chi Mihn - refeições leves (zuado estômago) / Vietnã 29 / Ho Chi Mihn - Museu Guerra (15.000D) / Ticket Cu Chi Tunnels (80.000D) / Vietnã 30 / Ho Chi Mihn - Cu Chi Tunnels - Cerveja a noite / Vietnã 31 / Vôo Ho Chi Mihn / Bangkok - Vôo Bangkok / Krabi - ônibus Krabi Ao Nang (150B) / Thailândia 32 / Ao Nang - Praia / Thailândia 33 / Ao Nang - Passeio 4 islands / Thailândia 34 / Ao Nang - Passeio Phi phi islands / Thailândia 35 / Ônibus Ao Nang/aeroporto (150B) - Vôo Krabi Bangkok / Vôo Bangkok - Doha - Brasil / Thailândia 36 / Vôo Bangkok - Doha - Brasil / Thailândia Como poderão ver na planilha, fiz no low budget total. Gastanto menos de US$ 1000 em 36 dias - média de USD 25/dia. Isso devido a correria pois o que mais encarece são os transportes e os vistos para o Laos e Camboja. A parte dos gastos da planilha, temos: - Passagem SP - BKK ida e volta: R$ 3.062 - Passagens Ho Chi Mihn -> BKK + BKK -> Krabi + Krabi -> BKK: R$ 430,00 - Visto VIetnã (tirei no Brasil para não depender de ficar 2/3 dias em alguma cidade na Ásia para tirar): R$ 225,00 Ásia é sim muito barata, mas como um bom mochileiro mão de vaca, adoro ir no mais barato do mais barato em tudo. Highlights/comentários: Tailândia - Bangkok: Como já conhecia BKK, passamos poucos dias antes de ir para o Norte. Já conhecia as ilhas (e no final da trip passei mais uns dias por lá) mas o norte é incrível. Diferente do sul que é MUITO cheio, bem mais caro, mais "ocidentalizado", o norte é mais "original" - Pai: Uma pergunta comum que se escuta dos outros mochileiros na Ásia, quando você fala que foi pro norte da thai: - VOCÊ FOI PRA PAI?. Pai é uma cidade que fica a 3 horas de Chiang Mai. Cidade tranquila, ambiente de uma energia incrível, moto baratinha pra alugar e muita coisa pra fazer ao redor, etc... Pai é incrível! - Krabi/ilhas: como adiantei, após se acostumar com a ásia do jeito que ela é, chegar em Krabi ou nas ilhas é meio que um choque. Resorts por toda a parte, restaurantes muito caros, ocidental total!! Sei que é um desejo de muitos ir por ser famoso e tal, foi um dos que eu menos curti. Não pela beleza em si, claro que é lindo! Mas a quantidade exagerada de pessoas e barcos deixam a água suja, tudo é super valorizado e etc. Laos - De Pai compramos o ticket para o Slow Boat (um pacote, na verdade, composto por uma van até a fronteira, uma noite em um hostel de lá, café da manhã no outro dia e transporte para cruzar a fronteira, transporte do outro lado e o barco, de 2 dias pelo rio Mekong). Vale muito a pena!! O Mekong é muito imponente e você vai cruzar com ele por muitos momentos na Ásia. Navegar por 2 dias nele é incrível. Fomos acompanhando os valores unitários dos ônibus e barcos e tal e fica mais barato comprar o pacote direto de onde vc estiver do que indo comprando 1 a 1. - Luang Prabang: cidadezinha bem tranquila e lotada (era ano novo Chinês). O principal e mais lindo de se fazer é Kouangxi Waterfalls. Não percam! - Vang Vieng: fomos até lá conhecer e fazer o famoso tubbing. Achamos que era uma coisa meio teen mas não! É realmente bem legal!! Comecem cedo e aproveitem lentamente, bebendo em todos os bares e no final muito provável que terá que pegar um tuk tuk para o trecho final (principalmente se for na época de seca), pois eles cobram um depósito e caso não devolva a bóia até as 18hs eles não devolvem o depósito - 4000 islands - bem legal! ficamos em Don Det. Not much to do, mas bem tranquilo... Preparem se para o calor Camboja - De Don Det saímos por conta própria até a fronteira. De lá pegamos uma van para SIem Reap. É a opção mais barata!! Fomos com a AVT e recomendamos!! http://www.asiavantransfer.com/ Acabei conhecendo o dono, Ramiro, um uruguaio gente boníssima que foi morar no Camboja e tem essa empresa de vans - A primeira parada foi em Seam Reap. O maior calor da minha vida. Tirei o print do celular no dia que fomos ao templo: 34 ºC com sensação térmica de 44 ºC. Para ir aos templos, pegamos um tuk tuk. Fomos com um que é bem recomendado no Trip Advisor e tem um diferencial: ele leva um isopor com inúmeras garrafas de água geladinha. Sempre que volta para o tuk tuk lá está ele com um sorriso contagiante e água gelada em mãos. Fizemos desde o nascer do sol no Angkor Wat até o pôr do sol. Small + BIG circuit. Pagamos 25 USD em 2 pessoas (mas ele poderia levar até 4 - não achamos ninguém pra dividir). Templos incríveis! Mas é sério: se preparem para o calor - Koh Rong: após uma correria de muitos dias, achamos um lugar para sossegar um pouco. Essa ilha é maravilhosa. Água azul, areia branca... Dá pau nas ilhas da Thai com um diferencial: continua roots e barato demais! No caminho fizemos alguns amigos e acabamos todos ficando lá por dias... Vietnã - Devido a falta de tempo, fomos apenas para Ho Chi Mihn (Saigon). Ficamos muito impressionados com esse país, no melhor dos sentidos. Uma palavra resume: MOTOS. Milhares, por toda a parte. Ficamos na cidade e fomos para Cu Chi Tunnels. Incrível! Museu da guerra tb é excelente pra entender o tamanho da guerra, o que destruiu e o que causou para eles... - Se tivesse um pouco mais de tempo, trocaria uma coisa: teria cruzado de Vang Vieng para Ha Noi e descido pelo Vietnã. É o país mais barato de todos esses 4. E no norte/parte central há MUITAS atrações incríveis!! Mas infelizmente ficará pra uma próxima vez (bem) Resumidamente é isso! Qualquer dúvida em relação aos transportes, atividades, etc... podem mandar!! Abs!    
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    Depois de ler todos os pontos desse tópico eu vou comprar uma bota vento agora o mais difícil é saber qual tamanho e modelo na minha cidade não tem lojas que vendem a marca apenas as bull terrier, Já tive um bull terrier e usava tamanho 40br, quero uma bota que sirva para trilhas e para voar de parapente e também usar no dia dia, pois as vezes vou andar em estadões de terra, as vezes asfalto e nas trilhas! Qual seria os modelos indicados da marca para meu caso? Ou seja melhor custo benefício?
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    @Tadeu Pereiraexato Tadeu abssss @Ivan Cionek muito obrigado queridoooooo abssss
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    Arrivederci, Italia! Ciao! Ci vediamo ancora altro giorno. Bem, acabou a a parte da Itália, logo mais conto como foi em Paris. Esta foto é dos Alpes italianos, sai de Firenze para chegar a Paris (CDG).
  12. 1 ponto
    Não sei se é assim que funciona. Ao menos na Alemanha isto não é aceito desta forma. Na Alemanha, para você solicitar a conversão do visto de turista para o de estudante, você já tem que estar estudando na Alemanha antes, enquanto estava com visto de turista. Mas como cada país pode ter regras diferentes, o ideal seria você verificar isto com o consulado Espanhol para ter certeza.
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    @Tadeu Pereira oi meu querido tudo bem ? bemmmm, na minha época, tirei os 2 na hora...... Mas especificamente com relação ao Vietna, vc precisa de algo como uma carta convite (volto a dizer, antes era assim, agora talvez possa ter mudado)... No caso, eu consegui isso com a agência que agendei meu tour... Você pode verificar isso. E o visto tirei na hora mesmo... e obrigado pelo elogio abs =)
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    Paso San Francisco Travessia Cordilheira sentido Chile - Argentina 470 km entre um cidade no Chile e outra na Argentina, sem postos de combustível , sem comércio, somente você e a natureza t
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    A 2 anos atras a situação era completamente diferentes, havia uma enorme sobre-oferta de voos para a Europa e pouca gente com dinheiro para viajar devido a crise. Para não ter 100% de prejuízo, as empresas estavam literalmente vendendo passagem abaixo do preço de custo, era comum achar passagem por 500 dólares + taxas. O preço do petróleo super barato de 2 anos atras, também permitiu que elas vendem passagem mais baratas nos anos anteriores. Mas uma hora as empresas aéreas chegaram a conclusão meio óbvia que é melhor ter menos voos, mas conseguir cobrar um preço que dê lucro, do que ter um monte de voos gerando prejuízo ou lucro irrisório, e cansadas de perder dinheiro, passaram a faca geral, cortaram vários voos, colocaram aviões menores, etc... Como agora tem menos voos e não estão sobrando uma quantidade enorme de assentos vazios em cada voo, eles conseguem cobrar um valor que dê algum lucro, o que é algo em torno de 800 a 900 dólares + taxas. Só que para complicar, o dólar subiu um monte, e agora qualquer passagem de 800 dólares já chega nos 3 ou 4 mil se for somar as taxas aeroportuárias. E como desgraça pouca é bobagem, o preço do petróleo que estava a 35 dólares em 2016, e 50 dólares em 2017, hoje está custando 78 dólares, ou seja, quase triplicou desde 2016. E com o Trump aprontando as dele lá em Washington, impondo sanções contra o Irã, o mundo está com medo de que vai faltar petróleo, uma vez que o Irã é um dos maiores exportares de petróleo, isto está fazendo o preço do petróleo subir, tem gente achando que chega perto dos 100 dólares até no final do ano... E como o combustível representa quase metade do custo de um voo, as companhias aéreas estão se cagando de medo de que o petróleo realmente chegue a custar 100 dólares no final do ano, o que faria o custo delas disparar, e voltarem ao prejuízo. E como gato escaldado tem medo de água fria, para se prevenir, as companhias aéreas estão jogando o preço das passagens lá para cima. Se a previsão do petróleo a 100 dólares no final do ano se confirmar, elas não terão prejuízo por que venderam as passagens mais caro, e se o petróleo não chegar nos 100 dólares, melhor ainda, o lucro será maior... Toda esta história, só para explicar como que atos de um maluco lá nos EUA, atos que em um primeiro momento parecem não nos afetar em nada, na verdade podem ter um grande impacto nas nossas vidas. E este é um exemplo bem claro do que uma caneta do maluco lá de Washington pode causar no mundo, e no Brasil temos os nossos dois próprios malucos liderando as pesquisas eleitorais para ajudar...
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    Firenze – Luogo dei pensatori Quinta-feira, 11 de janeiro de 2018. Depois de vários dias acordando bem cedo, acordamos um pouco mais tarde, em torno das 8 da manhã. Tomamos café no hotel e logo saímos. Tínhamos este dia todo para explorar Firenze, pois no dia seguinte conheceríamos Pisa. O dia amanheceu meio nublado, com cara de que iria chover, mas teve apenas alguns chuvisqueiros leve, saia o sol, voltava nuvens e ficou assim. Mas foi ótimo. O clima, bem frio. Media de uns 8º C. Estava bem gostoso, para quem pegou zero em Torino. Duomo di Firenze. Nosso hotel não ficava na região histórica de Firenze, nem próximo a nenhuma das duas estações de trem, ficava entre elas. Eu estava muito preocupado com isso, pois era media de 1,5km a 2km de distância destes locais. O preço nestas regiões citadas, estava elevado. Confesso que acertei mais uma vez. Para duas pessoas jovens que gostam de andar, 15 minutos caminhando a mais ou menos, não atrapalha, pelo contrario, você vê como a cidade se comporta. Passamos em frente a escolas, comércio, casas. Enfim, vimos um pouco da “italianada” em suas rotinas. Rua típica de um bairro em Firenze. Claro que, a primeira atração que visitaríamos seria a catedral Santa Maria de Fuori, ou o Duomo di Firenze e por ali ficamos nas redondezas. Até vimos de entrar nela e tal, mas tinha uma fila pequena, só que o que pegou mesmo foi o valor. Estava bem salgadinho. Era aproximadamente 20 euros. Não lembro o valor exato. Firenze tem um comercio popular bem forte, tem muitas lojinhas, que aqui no Brasil seria chamado de “paraguaizinhos”. Passamos pela Piazza della Reppublica, pela Ponte Santa Trinita (paralela a Ponte Vecchio) e fomos em direção ao Giardino Bardini e ao Giardino delle Rose, até que chegamos na Piazza Michelangelo. Lá de cima tínhamos uma vista fenomenal da cidade de Firenze e sues arredores. Passamos também pelo Mura de Firenze, uma muralha gigantesca que cerca uma parte da cidade. Ponte Vecchio. Mura di Firenze Pallazio Vecchio Depois descemos e andamos por todo o centros histórico novamente e fomos almoçar já era mais de duas da tarde no famoso restaurante Perseus, aquele das famosas bisteca Fiorentina. Não comemos a carne, pois era um absurdo, se vi direito eram 50 euros uma bisteca daquelas que vinha próximo de 700 gramas de carne, super mal passada. Saindo sangue mesmo. Fomos ao mercado Esselunga que ficava próximo ao restaurante e já comprei uns vinhos, chocolates, e guloseimas para ter o que comer nos últimos dias de Itália. Escadinha básica para chegar aos jardins e a praça de Michelangelo. Prepare o fôlego. Voltamos a andar pelo centro histórico e jantamos em uma pizzaria. Uma das melhores pizzas que comemos em toda Itália. Gigantesca. Preste atenção na plaquinha de proibido fumar, bem embaixo dela, estávamos nós. Quando estavam preparando a pizza, e estávamos esperando, o pizzaiolo estava com seu cigarrinho do capeta lá fumando escondido. O cara era muito gente fina, mas isso era sacanagem né? Eu nada falei, a pizza estava uma delícia. Voltamos ao hotel e dormimos um pouco cedo, em torno das 10 da noite, pois sairíamos cedinho para Pisa. Gastos do dia: €36,00 – Almoço – Dinheiro. €26,00 – Mercado – Dinheiro. €31,00 – Jantar – Dinheiro. €8,00 – Sorvete – Dinheiro. Total: €101,00 Sexta-feira, 12 de janeiro de 2018. Stazione Pisa Centrale. Nosso trem para Pisa partia às 7 da matina da stazione Firenze Santa Maria Novella. Então, 6 horas da manhã já estávamos comendo no hotel e saindo ás 6h30 do hotel. Chegamos na hora, tranquilo. A viagem até Pisa foi aproximadamente 50 minutos. Tivemos algumas paradas pelo caminho em cidadezinhas minúsculas, a maior delas foi Empoli. Vista de Pisa as margens do Rio Arno (o mesmo de Firenze) Fomos a pé da estação central de Pisa até a Piazza del Duomo e todo seu arredor. A cidade é basicamente voltada para este local. Li bastante que tinha algumas outras coisas, mas nosso foco era apenas este ponto histórico marcante. Tudo era muito bonito por lá e o clima estava muito bom como podem ver nas fotos. Subimos apenas na torre, pois o pacote completo sairia meio carinho e tomaria muito tempo. Para subir ao topo da torre eram 18 euros por pessoa. As outras atrações eram pagas a parte, 5 euros por atração ou 8 euros (um combo) as outras três atrações. Nem precisa de legenda. Confesso que se soubesse como seria subir lá em cima, não teria ido. Pode ficar o tempo que quiser, mas mais que meia hora é loucura ficar lá. Não tem o que fazer. Não recomendo a ninguém subir lá, a não ser que tenha dinheiro sobrando. Eu usaria estes 18 euros para comprar um bom vinho toscano ou comer massas. A visão lá de cima é até boa, mas são muitas grades atrapalhando tudo. Não sai uma foto legal. Escadarias.... Visão lá de cima. Voltamos por outro caminho a estação central e conhecemos um pouco mais da cidade. Adiantamos nossa estadia em Pisa e pegamos o trem das 12h30 ao invés de 13h00. Como os trechos de cidades próximas valem por 4 horas, optamos por antecipar nossa viagem. Este era um trem mais rápido e em meia hora estávamos em Firenze. Não rodamos muito e resolvemos comer na Trattoria San Lorenzo, o restaurante que levava o nome do time do Papa Francisco. Apenas por isso entramos. Claro que não, era pelo preço e ambiente que vimos. Basílica di Santa Croce di Firenze. Andamos nos mercadinhos populares, fomos ao mercado central e fomos conhecer outra parte da cidade. Ficamos um dia e meio em Firenze. Gostaria de ter ficado um dia a mais na Toscana para conhecer alguma vinícola, mas ficará para uma próxima vez. Dumo di Firenze la note. Esse era nosso último dia de Itália e na manhã seguinte iríamos para Paris. Mesmo sem conhecer Paris (e foi muito bom) eu trocaria tranquilamente esses 4 dias na capital francesa por 4 dias na Itália em qualquer canto. Caras, a Itália superou todas as minhas expectativas, todas mesmo. Eu não tenho um “A” do que reclamar, e nem mudaria meu passeio, apenas deixaria mais dias para Roma. Mas eu voltarei a Itália com certeza e não vai demorar muito, no mais tardar na década que vem. Não tenho nenhuma origem italiana na família, mas sempre curti a Itália, pela culinária, pela história, por seus esportistas fantásticos, pela música. Por tudo. Eu já estava com saudades da Itália mesmo antes de deixá-la. Ainda estou. Gastos do dia: €35,60 – Firenze/Pisa/Firenze – Comprado no Brasil. €36,00 – Subir na Torre de Pisa – Dinheiro. €27,00 – Almoço – Dinheiro. €5,00 – Sorvete – Dinheiro. Total €103,60
  17. 1 ponto
    Boa tarde. Ontem pelas nove e meia cheguei em Huaraz, pensei que na cidade fosse frio como em Cusco, mas aqui é mais quente. A viagem de busão de Lima até aqui é muito cansativa, viajei pela Oltursa. Hoje basicamente dei uma volta pela cidade, cidade não muito bonita, fui no supermercado, acho que tem dois supermercado, mas são pequenos. Nas casas de câmbio trocam reias, mas não achei grande coisa, mesma cotação do aeroporto. Há caixas eletrônicos para saque em conta corrente também.
  18. 1 ponto
    Dificilmente compensa amigos ir para Lisboa e de lá aventurar outro voo! Até mesmo porque os preços da TAP estão de tirar o coro!! Talvez Madri fosse ate melhor opção do que Lisboa O que poderia ajudar seria uma passagem promocional, como as que rolam nas low coast de 50 euros para diversos destinos, mas tem que dar muita sorte com as datas, geralmente são horários péssimos e sem bagagem de porão inclusa. Não há 400 reais que compense depois de 08 ou 09 horas de voo, sob o efeito de jetlag, ter que ficar mais 05 ou 06 horas em um aeroporto esperando novo voo, que pode inclusive atrasar.
  19. 1 ponto
    @D FABIANO cara, não sou paulista KKK Vc não entende nada do que lê mesmo, triste. Vc fala pra gente estudar e deixar de pensar em dinheiro?! Não quer ser recompensado pelas suas descobertas? Pelos seus esforços?! Kkkk Vc é piada demais mano. Esse cara tá tão louco que só fala de governo e política nos comentários. Aqui é sobre viagem. Se diz esquerda mas tem preconceito com os outros. Rio capital do país?! Pq seria?! Kkkdpsjspvsvs Aaah, vc diz que ninguém pode mudar sua opinião né.. Então continue estudando e vc mudará sem perceber.
  20. 1 ponto
    Isso é verdade, outra coisa a se levar em consideração é a correria entre a troca de avião ou simplesmente o embarque novamente, ou no melhor dos casos só esperar dentro do avião, faz muito a diferença. Os custos realmente serão em base uns 50>100 euros para cada passagem, no caso da minha sugestão, ou seja, você gastara entre 100 e 200 euros para ir para onde quer de lisboa e voltar de onde quer para lisboa, esse valor tem que compensar em relação a passagem direta, além do procedimento não ser ruim para você.
  21. 1 ponto
    Você não pode só olhar o preço da Libra na hora de decidir se algum lugar é mais caro que o outro. Você tem que olhar o custo efetivo das coisas, não só o preço da Libra/Euro. Por exemplo, em Paris, um almoço, pedindo o prato do dia de um restaurante simples, custa no mínimo 15 Euros. Lembro que em Londres, você achava restaurantes similares oferecendo também o prato do dia por 12 Libras. E 12 Libras convertidas para Euros dá 13.50 Euros, ou seja mesma a Libra sendo mais cara que o Euro, no final das contas almoçar em Londres era mais barato do que em Paris. A mesma coisa com a hospedagem, lembro que em Londres eu consegui quarto de casal por 50 Libras (equivalente a 57 Euros) a noite, mas em Paris o melhor que achei foi 70 Euros por noite...
  22. 1 ponto
    As vezes isto dá certo, e as vezes não... Por que dê nada adianta você comprar uma passagem 300 Reais mais barata indo e voltando por Lisboa, se depois tem que pagar 100 Euros (465 Reais) para ir e voltar de Paris/Roma até Lisboa. Neste caso é melhor ir direto a Paris, do que se estressar com uma outra passagem comprado separado, com hotel em Lisboa, etc... Para valer a pena, a passagem para Lisboa teria que ser pelo menos 500 Reais mais barata, isto só para empatar o custo, mas ainda corre-se o risco de as passagens de Lisboa para Paris/Roma estarem caras naquele dia específico, e acabar sendo mais caro que ir direto. Então se for tentar algo assim, sempre tem que conferir e somar o custo total das duas passagens, caso contrário, corre-se grande risco de isto ser um tiro no pé, onde você acaba gastando mais do que se fosse "direto" ao destino desejado.
  23. 1 ponto
    É uma alternativa, mas no final das contas, o custo total final vai dar praticamente no mesmo. Você vai ter custo adicional de hospedagem mais cara em Mt. Saint Michel, custo de ir e voltar a Paris, custo adicional do voo mais caro para Florença do que para Roma, custo adicional na passagem de trem do bate-volta a Pisa, custo adicional da passagem de trem de Florença a Roma, etc... Somando tudo isto, vai dar praticamente no mesmo, ou uma diferença muito pequena em relação ao plano original de ficar em Londres... Em resumo, e sendo sincero, pela minha experiência, a menos que as passagens saindo do Brasil acabem ficando mais baratas, fazer esta troca não vai lhe trazer nenhuma diferença significativa nos custos totais finais da viagem. Se tiver alguma diferença, ela será pequena...
  24. 1 ponto
    Dia 03 Resistencia/ARG x Salta/ARG 821km Dia de cruzar a província de Chaco. Nas minhas pesquisas, sempre lia algo como "temido Chaco" ou atributos neste sentido. Não achei nada demais! Dormimos muito bem na noite anterior no Hotel Gala, tomamos um bom café, carregamos as mochilas (as malas maiores não eram necessárias aqui) e, quando estávamos para sair, percebi o pneu traseiro do lado do motorista muito baixo. Fui até o posto próximo ao hotel, abasteci e havia uma "gomeria" (borracharia) ao lado também. Calibrei todos os pneus e vi que este traseiro já havia perdido 3libras ao final da calibragem. Estava furado. Solicitei ao rapaz que fizesse o reparo. Havia um prego cravado nele. Calculem o tamanho da sorte, já que o prego foi o suficiente para furar, mas não o bastante para esvaziar o pneu a ponto de me deixar na estrada. Além disso, era domingo de manhã e o pessoal estava trabalhando nessa borracharia. O que poderia tomar uma eternidade da viagem (trocar o pneu na estrada, tirar bagagens, reparar o pneu) foi feito tudo ali, em poucos minutos, sem stress. Seguimos viagem pela RN-16. A estrada segue em pista dupla por um bom trecho até o movimento diminuir nos arredores de Resistencia. Pista simples depois, porém com ótimo asfalto, sempre em longas retas. Algumas cidades com postos relativamente estruturados no começo, até a altura de Pampa del Infierno. Daí em diante, cidades cada vez mais pobres e feias, sem muita estrutura. Ao se aproximar de Monte Quemado, começam alguns buracos dispersos, que requerem atenção mas permitem manter uma boa velocidade. Após essa cidade, o único trecho HORRÍVEL a ser superado: não são mais buracos, são crateras misturadas com pequenos resquícios de asfalto, onde você precisa de atenção e habilidade para calcular qual a menor e entrar nela. Devo ter demorado mais de um hora para cruzar uns 30km nestas condições. Não consegui pensar num motivo para este abandono, já que estamos falando da mesma rodovia, na mesma província... toda ela super bem-cuidada e este único trecho destruído! Antes arrancassem todo o asfalto e deixassem uma estrada de terra compactada que seria muito melhor! Aliás, em alguns locais compensava andar pelo acostamento de terra/pedra do que tentar desviar dos buracos, mas nem sempre isso era possível. Após este trecho, as coisas voltam ao normal e a estrada segue sem muitos atrativos até se aproximar da intersecção com a RN-9, onde entramos rumo a Salta. Ali começamos a ver as primeiras montanhas, embora a paisagem ainda não seja exatamente bonita. O fluxo de veículos aumenta MUITO nessa rodovia, e ela é toda duplicada. Neste dia também não almoçamos. Fomos comendo algumas porcarias que compramos no mercado em Resistência e apenas compramos um saco de gelo num posto para nossa bolsa térmica. Chegamos em Salta no entardecer e o GPS nos guiou tranquilamente até o Hotel Almería, super bem localizado numa rua charmosa e próxima ao centrinho e praça da catedral. O hotel é antigo mas muito bem cuidado, gostamos bastante e achamos um ótimo custo/benefício. A avaliação dele também foi deixada no Booking com meu nome. Tomamos um banho e saímos caminhar pela cidade. Conhecemos a praça, a catedral e alguns prédios históricos. Era domingo e havia bastante gente na rua. Estavam começando a montar uma espécie de feitinha de artesanato num calçadão. Jantamos no restaurante "Dona Salta" e aqui vale uma indicação extremamente honrosa: foi um dos melhores da viagem! Sério, fomos sem maiores pretensões, mas adoramos! O local é super rústico, os garçons vestidos à caráter, a comida sensacional. Foram as melhores empanadas que comi em toda viagem, e olhe que comi quase todos os dias! Eu peguei um bife de chorizo e minha namorada uma massa fresca, ambos excelentes também! Depois voltamos para o hotel e dormimos para encarar o trecho de estrada no dia seguinte que viria a ser o mais bonito de toda a viagem...
  25. 1 ponto
    HOI AN (2 DIAS) Depois de 11 horas cheguei a Hoi An (não confundir com a capital Hanoi), a cidadezinha é a mais bonita do país e também a mais turística e aqui vem algo bem chato. É preciso pagar para andar em um pedaço do centro histórico, ou atravessar a ponte japonesa, claro que não paguei e fiquei de cara com isto, não faz nenhum sentido. A região tem várias atrações que nem vou ficar citando, o que compensa mesmo é aproveitar a noite para andar na cidade e curtir as centenas de lanternas espalhadas pelas ruas (de graça). A maioria dos lugares mais legais é preciso ir com tour. Aqui estou para contar mais como foi a experiência, e não foi boa em Hoi An, o calor de 38º graus estava muito desgastante e fiquei apenas uma noite e nem dois completos na cidade. Cuidado com a simpatia para fotos, ela queria $1 mas não falou antes, ou seja, não dei nada Hoi An é muito colorida e bem turística Ponte Japonesa, você precisa pagar para atravessar ela e ir até o centro histórico Qualquer cidade pequena voltada para o turismo é um saco mesmo, acabei parando para conferir as lanternas e entender o motivo de Hoi An ser tão procurada pelos turistas. Recomendo sim se você tiver paciência para andar em lugares entupidos e tudo caro, ao menos o hostel saiu $5 (113000 dongs) e comer na rua uma sopa por $0,88 (20000 dongs). Ao menos o pôr-do-sol é de graça e lindo Você pode alugar um barco e dar uma volta no rio O charme da cidade são as laternas
  26. 1 ponto
    Antes do relato detalhado, trago uma das fotos que mais gostei da viagem e que traduzem essa questão do contraste: as longas retas do deserto, com montanhas de um lado e o mar do Pacífico de outro. E também algumas informações gerais e preparativos... Carro: fomos com o meu Peugeot 208 com motor 1.6 16V e câmbio automático, ano/modelo 2017/2018 que estava com 10.500 km no início da viagem e, portanto, novo e recém revisado (revisões a cada 10 mil km). É um carro relativamente pequeno e não muito usual para esse tipo de viagem, mas o porta-malas é incrivelmente aproveitável, anda bem, não gasta muito, conta com vários itens de conforto e conveniência como a central multimídia com espelhamento e Android Auto que nos ajudou bastante, etc. Talvez o único ponto negativo foi que, por ser de uma versão especial (Urbantech), as rodas de aro 17" e os pneus de perfil baixo (205/45) me deixavam preocupado nos pouquíssimos trechos de estrada ruim e/ou de terra que percorri nos passeios. Ainda é um carro pequeno e baixo, mas para esse roteiro, não existe a mínima necessidade de um SUV, camionete ou muito menos um 4x4! Seguros: fiz a Carta Verde (exigido na Argentina) com meu corretor local pelo período da viagem ao custo de aproximadamente R$ 150,00 e o SOAPEX (para o Chile) pelo site da HDI por cerca de USD 10,00. Não fizemos seguros pessoais (seguro saúde ou seguro viagem) e também não fiz a extensão da cobertura do seguro normal do meu carro: essa foi a parte corajosa da viagem! haha Documentos: levamos nossos passaportes, e isso facilita bastante nas imigrações e também na questão de isenção do imposto IVA dos hotéis, tanto na Argentina quanto no Chile. Recomendo fortemente! Levei o documento do carro (CRLV) e carteira de motorista normal (sem PID). Fiz cópia de todos estes documentos para qualquer eventualidade e levei numa pastinha junto aos vouchers dos hotéis e junto as leis de trânsito Argentinas impressas. Aqui uma observação: muito se lê sobre a questão do documento do carro em caso de financiamento, sobre a necessidade de autorização da financeira etc... mas convenhamos: caso o documento esteja em seu nome (ou no nome de alguém dentro do carro), não existe nenhuma restrição, aparece apenas algo no campo "observações" na parte de baixo do CRLV e ainda por cima tudo abreviado. Duvido que algum policial vá olhar para aquilo, entender que seja referente a alienação fiduciária, e vincular que possa ter alguma restrição que por sinal acredito ser apenas nos casos de leasing em que o bem de fato não é seu. Enfim, não sou especialista no assunto, mas arrisco-me a dizer que isso é algum boato que surgiu e que nós, como precavidos, fomos generalizando e correndo atrás de permissões para nos prevenir de qualquer situação possível. Exigências: além dos seguros e documentos, levamos extintor, dois triângulos, cambão e kit primeiro socorros (que nós mesmos montamos). A única coisa que me foi solicitada foi a carta verde e, numa única vez, o extintor. Hotéis: como o roteiro estava bem enxuto e bem definido, optamos por já deixar todos reservados, ainda que na opção mais cara de cancelamento gratuito em muitos casos. Sei que isso acaba saindo um pouco mais caro, mas nos poupou MUITO tempo e trabalho de pesquisa, além de poder escolher bem a localização e o nível de conforto que gostaríamos. Vou relatar cada uma das hospedagens nas publicações de cada trecho. As reservas foram feitas na maioria por meio do Booking, e alguns diretamente com os hotéis/pousadas por email ou site próprio. GPS: baixei a região de cada cidade que iríamos pernoitar ou passear no Google Maps e acabei usando basicamente só isso. Baixei também, por precaução, o app Here WeGo, reconhecidamente um dos melhores para navegação offline, mas acabei não utilizando muito, até porque apenas o Google Maps roda nativamente no Android Auto. Sempre dava uma olhada no roteiro diário e memorizava as cidades e/ou rodovias que iria passar, e me orientava mais pelas placas do que pelo GPS. Apenas dentro das cidades é que dependia 100% do GPS, especialmente para chegar no hotel e para ir até restaurantes e atrações. Aqui uma observação: li muita gente relatando dificuldade em encontrar as atrações na região de São Pedro de Atacama e especialmente as vinícolas em Mendoza. Ao contrário destes relatos, eu achei MUITO fácil e o google me levou perfeitamente e precisamente em todas as situações. Internet: comprei o chip da Easy SIM 4YOU que nada mais é do que um chip da T-Mobile dos EUA habilitado na função roaming nos países em que há cobertura (existe uma lista com mais de 140 países). Comprei na função de dados ilimitado, porém sem opção de chamadas. Na Argentina a cobertura foi sofrível, ao menos nos locais que passei. Mesmo em cidades grandes, como Mendoza, a navegação era lenta. Até consegui mandar um whatsapp ou pesquisar alguma coisa, mas era lento. Na estrada ou nas cidades menores, era quase zero! No Chile a cobertura melhora bastante, mesmo em algumas rodovias e locais afastados conseguia algum sinal. Ainda assim, percebia que quem estava com chip comprado localmente conseguia uma navegação infinitamente melhor, cheguei a ver o pessoal fazendo video-chamadas nos passeios no meio do nada do Atacama!
  27. 1 ponto
    Comprei nos sites peruanos (inclusive uma pelo despegar), em dolares, passagens da faixa intermediária (com malas despachadas, as "valisas") entre abril e maio passagens de lima a cusco e outra voltando, para voar em junho/agosto de 2018. Durante a compra e após em consulta ao sites nao encontrei nada sobre essa taxa. Mas os relatos era justamente sobre essa surpresa. FIz uma pesquisa, achei esse site de turismo peruano falando que desde 26 de dezembro a LATAM e desde fevereiro a AVIANCA não mais estavam diferenciando passageiros residentes de estrangeiros para fins da cobrança da famosa "grigo tax", que existia desde 2008, e, embora a pesquisa, nao descobri a troco de que era cobrada, nem a fundamentação formal/legal. Taxa governamental não pode ter sido, porque as outras empresas (locais, low cost) nunca cobraram. Enfim, apenas para garantir, entrei em contato com ambas as empresas pelo twitter (!) e ambas confirmaram que não cobram mais essa taxa. A Latam confirmou que a nova forma de venda de passagens para estrangeiros vale para os bilhetes cobrados/emitidos após 26 de dezembro de 2017. A Avianca confirmou também e a atendente até me pediu para enviar os dados da compra pra ela acaso tivesse aparecido algum aviso no sentido da cobrança para que ela pudesse "revisar o que aconteceu". Então, acho que menos essa dor de cabeça para quem quiser fazer passeios mais "livres" internamente no Peru, ou para quem só estiver "de passagem" ou quer esticar com um "stop over". Boas viagens! Fontes: http://tnews.com.pe/latam-peru-ya-cobra-la-misma-tarifa-a-pasajeros-nacionales-y-extranjeros-en-vuelos-domesticos/ http://tnews.com.pe/avianca-ya-cobra-a-extranjeros-igual-que-a-nacionales-en-vuelos-domesticos/
  28. 1 ponto
    Myanmar / Burma ou Birmânia 23 dias Eu simplesmente amei o Myanmar por vários motivos. Vamos lá primeiro dicas depois impressões pessoais. 1° Chegada em Yangon 4 dias: Sai do aeroporto Don Mueang pela Airasia paguei 265 reais. Com direito a uma bagagem e refeição. *Dica vi mochileiros tendo que pagar pela bagagem na hora do check-in. Acabou aquela bagunça de colocar uma mochila na frente e outra atrás. Vi uns 4 mochileiros tendo que pagar. Ao que tudo indica eles estão mais espertos e organizado. Chegada em Yangon: Depois de negociar fechei um táxi por 8 dólares. Estava cansada o vôo atrasou (estava menstruada, para alguns não e nada para mim é um sofrimento) vi um pessoal dividindo táxi, mas se vc souber negociar não vai fazer muita diferença, pois eles pagaram 6 dólares. Eu queria ir logo para meu hostel tomar um banho. Fiquei em um Hostel no centro da cidade Chamado: Traveller's House 4 diárias por 24 dólares + café da manhã, limpo e organizado.Recomendo foi o mais barato que achei pelo booking. Super bem localizado perto da Sule Pagoda staff é super atenciosa. Ônibus: Da Sule Pagoda tem dois ônibus número 36 e 37. Eles vão até a Bus Station (Aung Mingalar Highway Bus Station,onde sai os ônibus para outras cidades)passam perto do aeroporto. Esses ônibus serve para ir até Shwedagon pagoda. Dica: Comprei a passagem para Mandalay no meu Hostel, pois não tinha diferença de preço. Paguei 19.000 Quiates uns 15 dólares.Pessoal de trem e bem mais barato uns 9000.00 Quiates. E a galera fala que é uma puta experiência. Impressões pessoais: Foi assustador a chegada.Cidade é um grande caos. Sujeira para todo lado, trânsito caótico, homens cuspindo o Betel por toda parte. Passei uns 2 dias assustada sem coragem para comer, por causa da sujeira. Só comprava coisas nos supermercados: pão, bolachas, etc... Até conhece dois argentinos que me fizeram desencanar. Foi a melhor coisa. Comecei a comer nas barracas de rua mesmo. Sem dó. Porém no 4 dia fui para Mandalay.
  29. 1 ponto
    Na verdade o número de novos posts e novos tópicos bateram recorde nos primeiros meses de 2018 como mostra as estatísticas do fórum abaixo: O que mudou foi a forma de uso do fórum. Antes as pessoas usavam o fórum pra tudo, batiam papo em tópicos específicos que muitas vezes chegavam a a ter centenas de páginas. Hoje os fóruns não servem mais pra isso, hoje as pessoas batem papo via WhatsApp, Telegram, etc O papel dos fóruns hoje é exclusivamente de busca de conteúdo de referência e de informação específica sobre determinado assunto. Em relação a crise, com certeza ela fez as pessoas viajarem menos, mas mesmo assim há quase que diariamente novos relatos por aqui, basta clicar no link abaixo pra constatar: https://www.mochileiros.com/search/?tags=relato&sortby=newest&page=1
  30. 1 ponto
    Esta foi minha primeira viagem internacional. Fiz várias pesquisas, e depois de tentar encaixar a data com várias amigas sem sucesso, resolvi partir solo. E ó: FOI EXPLÊNDIDO! DIA 01 - Cheguei em Santiago dia 18/08/2017 no meio da tarde. Depois de esperar umas 2 horinhas até passar pela imigração (levei só a mala de mão), fiz o mínimo de câmbio: só pra pegar o bus e comprar/carregar a tarjeta do metrô. (Dica pra ver as Cordilheiras do Avião: sente na janela do lado esquerdo). Peguei o METROBUS do lado de fora do aeroporto - um ônibus azul chamado CENTROPUERTO, e avisei ao motorista que ia descer na estação Pajaritos. (1.700 CLP - ideal ter dinheiro trocado pq eles quase nunca tem troco). Na estação, emiti minha Tarjeta BIP (1.550 CLP) e carreguei com o que eu tinha previamente calculado pro itinerário da cidade. Me hospedei no Hostal Providencia, então desci na Estação Baquedano e fui andando até lá. Depois de acomodar minhas coisas, corri pra pegar o metrô de novo (a propósito o metrô de Santiago é MUITO bom e organizado!) e fui pra Rua Augustina fazer o câmbio (levei cartão de crédito e reais em espécie). voltei pra Providencia de metrô e caminhei no final da tarde, comecinho da noite. A região é linda e achei bem segura também. Fui no Tacobel e comprei meu jantar kkkkk (dica econômica: na Calle Pio Nono vc tem o basicão de fast food: Tacobell, Subway, um Mc em uma travessa por ali), depois voltei ao Hostel e fui descansar pq tava só o pó. Sobre o Hostal Providência: Não gostei do quarto que fiquei, misto p/ 04 pessoas. Muito mofo na parede e pra chegar no banheiro tinha que passar pela área de luz (num frio duzinfernos). Pontos positivos: locker era bem grande, o café muito bom e bem completo pra um hostel (c/ ovo cozido, pão fresquinho, várias geléias, banana, maçã, tangerina, aveia, café e leite), a equipe também super agradável e solícita. A localização é excepcional: 500m do metrô, em Providência - um bairro central e elegante, perto de mercados, farmácias, restaurantes e cafés, e também do bairro Bellavista. Ficaria novamente pelo preço/localização, mas tentaria trocar de quarto (o que n o fiz). DIA 02 - acordei e fui fazer meu roteiro city tour. Comecei indo a pé para o Bairro Bellavista, admirar a arquitetura do bairro e o clima descolado. Tudo muito lindo! Fui almoçar no Patio Bellavista, no La Casa En El Aire e pedi o prato do dia (entrada - sopa c/ torradas + principal - carne, arroz e batata frita - + sobremesa + uma taça de vinho ). N me recordo o valor, mas tava bem em conta e bem servido. Depois caminhei mais um bocadinho até o funicular pra o Cerro San Cristobal. Subi de funicular e fui observar a paisagem e o local. Estava com um pouco de fog, então não dava pra ver bem as Cordilheiras, mas n anulou o visual maravilhoso. Lá tem o Santuário da Imaculada Conceição , uma praça de alimentação, (onde vc tem que tomar o Mote con Huesillos (uma espécie de bebida com trigo e pêssego em calda) e vários locais pra você se aconchegar e contemplar. É uma delícia de lugar, que transmite uma paz sublime. Depois de explorar essa parte, peguei o teleférico. Fui e voltei sem muita demora porque ainda tinha várias coisas na agenda do dia. Daí desci de funicular e segui o roteiro. Peguei o metrô pra o Mercado Central, mas infelizmente o Empório Zunino estava fechado e não comi suas famosas empanadas. Nem cogitei a tal da Centoula, mas fiz um passeio rápido pelo Mercado. Depois disso, fui andando até a Praça de Armas e o Palácio da Moeda. Daí parti pro Cerro Santa Lucia, mas faltou perna pra subir. Kkkkkkk. Eu estava EXAUSTA! Então deixei pra próxima oportunidade e segui pro Hostal. DIA 03 - Fui visitar a Concha y Toro pela manhã. Pra isso peguei o Metro até a Estação Las Mercedes, de lá um metrôbus pra vinícula (apenas os 73, 80 e 81 passam por ela). Acabei fazendo o tour em Inglês porque era o horário que encaixava bem na minha manhã. O tour é bem basicão msm, a experiência é interessante, mas não espere nada muito elaborado. Almocei no restaurante de lá, um sagu de cordeiro c/ uma taça de Marques Casa Concha. Fui na loja de souvenires e comprei um kit de vinhos e alguns chaveiros (Atenção, não faça como eu e esqueça que pra comprar o kit tem q despachar bagagem! Paguei + 100.000 CLP pra despachar. Quase choro de ódio). Depois peguei o bus/metrô e parei na estação Tobalaba, de onde segui pro Skycostanera. Dei uma enrolada no shopping (comprinhas!), lanchei uns Tacobells kkkk e esperei pra subir ao pôr-do-sol (onde se teria a melhor visão). O que de fato procede. A vista é de tirar o fôlego e estava sem FOG, o que proporcionou A visão das Cordilheiras em toda sua majestade. \o/ Fiquei até o cair da noite. Detalhe: só tinha brasileiros lá em cima. Sério. Aparentemente é um programa brazuca. Hahaha. Peguei o metrô e voltei pro Hostal. Arrumar as malas pra pegar o avião pra fronteira c/ o Peru. Comprei pela SKY Airlines. Ficou - US$45 (Santiago/Arica) - pela internet, com bastante antecedência. É low cost, só com bagagem de mão de 10kg. Cheguei em Arica, peguei um tranfer compartilhado pra rodoviária e de lá um bus pra Tacna. AMEI SANTIAGO! Espero voltar em breve pra conhecer os arredores, Valle Nevado, Viña Del Mar e Miraflores. Foi o que deu pra fazer nesse tempinho curto, mas adorei cada minuto. O clima, a cidade, a arquitetura, as paisagens. Tudo.
  31. 1 ponto
    A Suíça faz sim parte do espaço Schengen, então você vai fazer o processo de imigração em Zurich. Você troca sim de avião em Zurich. O avião vindo do Brasil chega no terminal 2, voce desce do avião, pega o trem interno do aeroporto para o terminal 1, passa na imigração e pega outro avião para a Alemanha saindo do terminal 1.
  32. 1 ponto
  33. 1 ponto
    Acho meio arriscado deixar para comprar na hora, as passagens costumam acabar com semanas de antecedência. Tudo bem que existe alguns tickets reservados a turistas, mas sinceramente prefiro não arriscar a travar todo o roteiro, a não ser que você não tenha um roteiro pré-definido e vá ficar muito tempo pelo país. Quanto ao preço, não comprei na cota turista e sim nas cotas normais, e claro o agente ganhou e para eles até pode ser bastante dinheiro, mas sinceramente para nós brasileiros acho que vale a pena pela praticidade. Comprei 6 tickets noturnos e paguei no total 35 dólares com todas as taxas, inclusive a do PayPal e do agente, o que convertendo daria uns 125 reais todas as seis passagens.
  34. 1 ponto
    Voltando para dar um feedback. De fato não consegui comprar pelo site da IRTC e o problema é crônico, nenhum brasileiro que encontrei na Índia havia conseguido comprar. Me recomendaram um agente indiano, de início fiquei com um pé atrás, mas resolvi arriscar e acabei tendo só elogios aos serviços prestados pelo Raj Yadav. O e-mail dele é [email protected] e é bastante atencioso, realizei o pagamento via PayPal (50% de antes e 50% depois que ele envia as passagens) e não tive problemas. Comprei seis passagens de trem com ele e andei na 2ªclasse, 3ª classe e na temida Sleeper (4ª classe), caso alguém tenha dúvidas das diferenças entre as classes só me chamar. Viajei em Outubro/2017.
  35. 1 ponto
    Depois de muito enrolar, aqui vai meu primeiro relato para o mochileiros.com, site que tanto me ajudou em praticamente todas minhas viagens. Espero que possa ajudar a quem se interessar, é meu único propósito, retribuir de alguma forma. Essa viagem está sendo longa (83 dias), passando por Marrocos (um dia), Portugal (19 dias), Suíça (8 dias), Itália (19 dias), Londres (seis dias), Paris (seis dias), Espanha (cinco dias), Marrocos novamente (15 dias) e cidade de São Paulo no restante dos dias. Faz parte de um projeto bacana de transformar 2017 em um ano semi-sabático depois de trabalhar desde os 13 anos, e desde os 14 com carteira de trabalho. Sou professor de geografia, moro em Nhandeara (interior de São Paulo), tenho 45 anos e sou mochileiro nato. A maior parte do trajeto foi e está sendo feito com hospedagens em hostels, que geralmente adoro. Acho que mesmo se tivesse um dinheirão, ainda optaria pelos hostels e seus tipos humanos “universais”. Adquiri as passagens de ida e volta pela “Decolar.com”, a 2.600 reais, em março de 2017, ou seja, com 5 meses e alguns dias de antecedência. Optei por fazer relatos separados por país. Assim, vou pular o primeiro dia no Marrocos e ir direto pros 19 dias portugueses. Já fiz várias viagens interessantes na vida, mas todas pela América Latina, de onde nunca tinha saído. Então, reuni os destinos europeus que povoavam meus sonhos, nessa viagem de arromba. São destinos em que depositava muitas expectativas (Suíça, Cinque Terre, Roma) ou outros obrigatórios, como Veneza, Londres e Paris (não tinha muita expectativa, mas queria ver qual é a delas e o que poderiam me ensinar. Além do que, será preciso ter expectativas pra gostar delas? Acho que não). Portugal eu tinha certeza que seria muito agradável, por conta da língua e do povo, e Marrocos é o destino exótico que precisa ser desmitificado e que tá logo ali, então precisei aproveitar a oportunidade. A Espanha, nas minhas pesquisas, foi dos que mais me surpreenderam, então resolvi passar ali apenas como trampolim pro Marrocos e voltar exclusivamente pra ela numa outra oportunidade (além do que, tenho passaporte espanhol, meu avô veio de lá). Pra você que se interessar, uma boa viagem! Vou tentando postar algumas fotos aqui, mas quem quiser poderá encontra-las no meu facebook, por país em “álbuns”. Dia 19/09 - Saída da cidade do Porto (Portugal) e embarque para Genebra, na Suíça, num voo da TAP de 2 horas de duração (atrasou um pouco) que me custou R$ 176,99 (comprei com 5 meses de antecedência). Na Suíça, tudo rápido, nem precisa de muita burocracia, pois ela faz parte do Espaço Schengen, mesmo sem pertencer à União Europeia (ou seja, turistas que já estão nesse espaço, como eu, que cheguei por Portugal, que também faz parte, não pecisam dos trâmites já realizados lá). Junto ao aeroporto há uma estação de trem, e lá fui eu comprar o famoso Swiss Pass (376 francos suíços para 8 dias contínuos, mas tem trocentas outras opções – um dia, quatro dias, quinze dias, dias alternados...), é o passe para atrações turísticas (tipo museu) e transporte público integrado (todo e qualquer transporte público, seja trem, ônibus ou barco, isso no país inteiro, além de dar desconto nos trens turísticos, que são privados e mais caros e te levam às maiores atrações “montanhosas” do país). Confesso que morria de medo de chegar numa cidade que fala francês e ir para outra que fala alemão (Interlaken) e não conseguir tudo o que gostaria, como parar no meio do caminho em Berna (a capital – língua alemã) para um rolezinho por ali, e aquela coisa da insegurança para achar um guarda-volumes ou mesmo um banheiro, ou comprar coisas como comida e água. E daí, meu primeiro choque com a realidade suíça. Até então, pra mim, o povo chileno era imbatível quanto à prestatividade. E o que eu digo agora? Povo suíço pra prêmio Nobel ou criemos um prêmio pra eles. Povo lindo, solidário, educadíssimo em níveis que jamais nem imaginei no meu mais otimista sonho de brasileiro que “malemá” domina o inglês e espanhol. Coisas como se antecipar quando percebiam que eu estava confuso com placas e direções, ou se prontificar a me pagar (um rapaz pagou) pra entrar no banheiro quando percebeu que eu não tinha moedas para usá-lo (isso tudo sem eu pedir absolutamente nada), me ensinaram com um sorrisão acolhedor como chegar até os ursos de Berna. Isso fosse o guarda, o funcionário da ferrovia ou um cidadão qualquer na rua. Nunca vi nadinha sequer parecido. OBS: depois de rodar o país quase inteiro, posso dizer que essa é uma característica mais perceptível em Berna. E talvez tenha a ver com a altitude, rsrsrs, pois acima de 2.000m não vi esse comportamento em quase ninguém, e foi na altitude que levei um pito homérico. Falo sério, talvez seja científico. Brincadeira, claro. Mas nas cidades pequenas e zona rural, o povo foi menos acolhedor. Pois bem, como saí de Genebra às 15:00 com um trem pra Interlaken (meu destino) passando por Berna onde trocaria de trem, não tinha certeza se daria pra dar um rolê na capital, dada a insegurança com o idioma. Como o Swiss Pass permite embarcar e desembarcar do trem quantas vezes quiser e pra onde quiser, resolvi arriscar e descer em Berna e ver como me saia na primeira experiência suíça. E foi aquilo que escrevi antes. Tudo perfeito, encontrei o guarda-volumes (com ajuda e muito inglês macarrônico), me informei quando sairia o último trem pra Interlaken e lá fui eu explorar Berna. A estação é bem próxima do centro histórico (uns dez minutos ou menos), que é muito simpático, tem um relogião famoso numa torre em que, nas horas cheias, há uma dinâmica com bonecos (que não vi, mas há quem tenha falado muito bem). Como o tempo era curto (nem tanto, mas tinha receio que faltasse), fui cumprir minha meta: ver os famosos ursos que vivem ali pertinho, em um espaço exclusivo, rebaixado, onde os ursos (vi três) interagem com um trecho de água do rio ao lado, um gramado, algumas plantas e me pareceram bem tratados e com ótimo aspecto. Depois disso, voltei para a estação de trens e comi um lanche e tomei um suco de laranja por 12 francos suíços, e peguei o trem para Ost Interlaken (é o mesmo que Leste de Interlaken, mas é claro que eu me confundi e fui parar na West Interlaken – meio que associando o O de Ost com Oeste, portanto, todo cuidado é pouco). Até iria andando 20 minutos, segundo disseram, até a outra estação, já que o hostel fica em frente a ela. Mas resolvi ir de taxi (12 francos suíços, raios múltiplos). Cheguei ao hostal Interlaken Youth, pra quatro noites por 154 francos suíços. Além da super-estrutura, fica ao lado da estação ferroviária, o que facilita imensamente a vida. Um quarto pra seis pessoas, todas muuuuuito estranhas na primeira noite, depois foi melhorando. Teve quem não respondesse boa noite, teve quem me ajudou a descobrir como o armário funcionava, visivelmente a contragosto. Mas a estrutura do hostel é incrível e tem almoço e jantar a 12,50 francos suíços. O café da manhã está incluído e só amanhã saberei como é, mas boto maior fé. Expectativas: com o Swiss Pass ninguém me segura, quero cruzar o país inteiro umas trocentas vezes já que eu adoro uma viagem de trem e ainda mais cruzando essas paisagens que são uma coisa de outro mundo. O trem de Genebra para Berna, que tem trechos nem tão turísticos assim, já é incrível (no mínimo), imaginem os outros. De Berna pra Interlaken deve ser lindo mas fiz o trecho à noite, então não deu pra ver nada pois o trem vai com a luz acesa. Peninha! Outra coisa: se tiver tempo firme vai rolar um Jungfrauzinho (a mais famosa montanha de Interlaken). Dedos cruzados. Dia 20/09: Sim, o povo do quarto está entre os mais estranhos do universo. O tiozinho que não responde “boa noite” botou um despertador pra tocar às sete da manhã. Muito cedo isso por aqui, ainda escuro nesta época. Mas o despertador tocou e... tocou... tocou... sério, por uns cinco minutos. “Morreu o homem!”, pensei. Fui lá e desliguei o despertador (depois me arrependi e pensei que seria melhor tê-lo acordado). Cinco minutos depois e novamente o despertador tocou. Desencanei, acordei, entendi que era um sinal de Deus tipo “vá”, peguei minhas coisas, saí do quarto e o tio ali, imóvel! Café da manhã: sabe aquele cafezão-sonho que você nunca, nunquinha, achou que veria num hostel? É a segunda vez que isso acontece nesta viagem. A primeira, foi no hostel do Porto. Tudo abundante e variado: flakes, danone, iogurte, pães, geleias, sucos, frutas, leite, chá... ok, o hostel é o mais caro da vida, mas não achava que rolaria assim (lembrando: provavelmente a suíça tem o mais alto custo de vida de todos os sete países dessa viagem). Comi loucamente pra compensar um pouco os custos, pra aliviar no almoço, pra aproveitar que era tudo gostoso e de qualidade... cansei de comer. E estava cansado de ter acordado cedo pelo despertador do fulano, então voltei pro quarto pra dormir mais um pouco. Estou eu lá dormindo e me entram duas pessoas orientais falando mais que “o homem da cobra”, ignorando minha presença. Chato isso. O cara tá dormindo, “manera” um pouco, assim penso eu. E falaram alto, hein? Parecia de propósito, chata a falta de desconfiômetro. Daí, mais cansado do que nunca, dormi até às 12:00. Fui até a estação ferroviária pensando em um trem pra Lucerna e depois pra Zurique, mas fui demovido pelo funcionário da estação. Ele sugeriu que, estando o tempo bom (e estava) e com o tempo que me restava do dia, o correto seria ir até Lauterbrunnen, subir até Murren, depois Grimewald e, finalmente, de “cable car” até a montanha do 007 (Schiltorn), onde um dos filmes dele foi filmado. Acatei. E fui meio sem expectativas, acho que pelo cansaço. Mas bastou algumas centenas de metros pra me empolgar. O que rola é o seguinte, a suíça resolveu com o destino, com os deuses, buda, Alá, Jeová, mas, veja bem, com todos eles juntos, que seria o país mais lindo do mundo. Já visitei muito lugar no Brasil, alguns trechos legais de Cuba, muita coisa nos Andes (de Machu Picchu até a Patagônia), Salar do Uyuni (com água, divino), Atacama etc. Poderia dizer que “haaaa, são coisas diferentes” ou sei lá o quê, mas o que acontece é que esse tal trem vai subindo, subindo, e o queixo caindo, caindo! Falemos da natureza do “queixo que cai”, ele “cai” e “volta” logo a seguir ao seu normal. Aqui, meus queridos, cai e fica. Porque depois daquela paisagem inigualável que você acabou de ver, vem outra, e outra, e mais espetacular ainda, daí você vê a casinha com gerânios (ou sei lá que flores) na janela ao lado da vaquinha com sino no pasto na beira do precipício com florestas “desenhadas/pintadas” ao redor e montanhas nevadas ao fundo, mas tem também um lago lá embaixo... só por Deus! E o dia tava lindo, o sol forte, tudo certo... até que veio a montanha do Bond, James Bond! A expectativa é que fosse a cereja do bolo, já que a plataforma de observação tá a uns 3.000 metros, tá em ciminha do topo, tem visão 360 graus, museu do Bond (muito legal, estão lá os filmes sendo exibidos, as melhores cenas, um mapa com os lugares do mundo todo que receberam as filmagens, Brasil inclusive, um simulador de voo legalzão como se sobrevoasse os arredores...) mas, até onde a vista alcançava, só nuvens, nuvens e nuvens. E neblina. Ou seja, não se enxergava nadica além de uns 50 metros do seu focinho. Broxada mega! Todo mundo triste. Até porque não é nada barato. Mais precisamente 82,20 francos suíços (50% de desconto pro Swiss Travel Pass). Ou seja, com desconto paguei uns 140 reais. O transporte todo (trem e cable cars, tanto pro Schiltorn – menos o último cable car - quanto pros arredores) está incluído no Swiss Travel Pass. Então o lance é o seguinte. Só subir a montanha se o serviço meteorológico garantir que o tempo está bom, mas muito bom mesmo, pois lá embaixo em Interlaken o sol reinava, e mesmo assim não rolou lá em cima. Peninha. Mas valeu o dia, porque as paisagens do caminho são no mínimo emocionantes, grandiosas, espetaculares! Só faltou o topo da montanha, mas quer saber, duvido que seja mais interessante do que a “metade do caminho”, que é estupenda. Toque legal: depois de subir tudo isso de trem e de “cable car”, vale a pena descer a pé as trilhas que ligam alguns desses vilarejos. Eu, mesmo tendo começado às 12:00 e tendo portanto pouco tempo, fui de Gremewold até schelker a pé e valeu muito a pena. O caminho é bem sinalizado, não tem como se perder, mas prepondera a lógica: basta ir descendo. Outros gastos do dia: o Hostel disponibiliza jantar por 12,50 francos suíços (um salsichão, batatas pequenas cortadas ao meio cozidas/fritas – sei que tem um nome mas não me lembro qual – e legumes cozidos). Bem farto e legal. Mas quem quer acrescentar salada, sobremesa e café, fica 17,50. Mas dá também pra comprar coisas no mercado pra lanchar no hostel a preços módicos (e tem supermercado a cem metros). Levei na trilha 1,5 litro d’água, um pacote de docinhos cobertos com chocolate, um pacote de biscoito também coberto com chocolate e um suco de laranja, tudo por 8,10 francos suíços, mas tem de tudo. Obs (dias depois): há uma característica principalmente em Interlaken que é o grandessíssimo número de orientais turistas por ali, ao menos neste mês de setembro, sei lá se tem a ver com o período de férias deles, ou se tem a ver com alguma empresa especializada em trazer turistas asiáticos, ou simplesmente que a Ásia está dominando o mundo e quase só eles tem dinheiro pra gastar onde a programação é muito cara (e em Interlaken é – a subida ao Jungfraujoch, por exemplo, sem descontos com passes, sai por 204 francos suíços, isso na segunda classe, veja bem – é facada mega – com 25% de desconto se você tem o Swiss Pass). Então, é muito comum você encontrar trens para os destinos mais procurados dominados por pelo menos 90% de asiáticos. Torça pra que isso aconteça, pois é divertidíssimo. Toda aquele comportamento tímido que se nota no Brasil quando um oriental é minoria, se esvai quando são maioria. E não economizam nas interjeições quando o lance é legal. Então, cada nova paisagem é um sonoro “Hoooooo”, ou “Uauuuuuuu” que não acaba nunca, deixam mesmo a emoção extravasar. E os respectivos flashes. Estive também em trens com vagões ocupados por europeus e não tem nem 10% da mesma graça. 21-09: Manhã – visita ao Schynige Platte (trem para Wilderswill, outro trem até o topo da montanha, a quase 2.000 metros). Sei que não é um programa tão conhecido, mas eu adorei. E, comparando, a não ser que o objetivo seja ver muuuita neve, muito melhor do que a visita ao Matterhorn, que fiz alguns dias depois. E dá pra fazer zilhões de trilhas lá em cima. Com Swiss Travel Pass é free. À tarde, trem até Grindelwald, pra conhecer a cidade. Dali, erroneamente, entrei em um trem parado com destino a Kleine Scheidegg, cidade que dá acesso ao monte Jungfrau. Achei que com o Swiss Travel Pass fosse possível usá-lo, só que não. Levei um pitaço, mas me prontifiquei a pagar até a próxima estação, mas a mulher do trem não tinha troco e não aceitava cartão. Então, desci e voltei a pé no que foi uma trilha incrível (há males que vem pra bem), não fosse ter pisado na merda ao tirar foto da vaquinha com sino estilo milka (há males que vem pra males, até hoje acho que o cheiro da merda não saiu com a lavada que eu dei). Mas, tudo certo, vida que segue. 22-09: resolvi aproveitar o Swiss Travel Pass e ir até Zurique (uma das cidades mais caras do universo), passando por Lucerna (Interlaken-Lucerna é um trecho lindo, a viagem já vale por essa paisagem). Voltei por Zurique-Berna-Interlaken. Em Zurique, também por conta do passe, visitei o Landesmuseum (ou Museu Nacional Suíço), moderno e lindo, na linha museu interativo. É logo atrás da estação de trem. Super recomendo. Tem biblioteca com vários jornais europeus e parque divino pra descansar ao fundo. Depois, fui ao parque Lindenhof, simpático, já com as árvores amarelando pela chegada do outono. Dali, fui meio sem rumo até qualquer igreja que aparecesse numas de conferir a diferença entre estas protestantes e as católicas mundo afora. E são muito austeras, sem quase ornamentação nenhuma. E transitei pelo centro da cidade, que não é um destino obrigatório mas resolvi conferi-la já que é a maior cidade suíça. Até que os preços regulam com o restante da Suíça, mas restaurantes cobram uns 20 % a mais. Em Berna, passei por um mercado (COOP, há muitos pela cidade) onde comprei uma fanta, um lanchinho (pão com atum), um macarrão pronto pro consumo e três maçãs “Golden”, tudo por 10,45 francos suíços (34 reais, no valor comercial), pra se ter uma noção de preços. 23-09: finalizando Interlaken, peguei o trem até Zermat (2 horas e quinze minutos). Um caminho bonito, mas não tanto quanto o de Interlaken-Lucerna e sem comparação possível com Interlaken-Lauterbrunnen e arredores, além de haver um trecho longo por túnel. Eu, enrolado como sempre, acabei não acordando cedo como previsto, então saí com o trem das 10:00 (tem vários, quase sempre de meia em meia hora), chegando 12:15, depois de duas trocas (em Spiez e Visp). A ideia é que, se o tempo permitisse, já visitasse o Matterhorn (o pico que aparece na embalagem do Toblerone) ainda nesse dia, mas havia algumas nuvens no céu, o que significa “perigo” de tempo ruim lá em cima, mesmo que o sol rache aqui embaixo. Então, ficou pro dia seguinte mesmo. Ao acordar e não ver o tempo ensolarado e limpo, iria ou pra Montreaux ou pra Locarno, deixando o Materhorn pro dia seguinte. Se o tempo tivesse bom, vou de manhã pro Matterhorn e, à tarde, talvez um ou outro desses destinos, assim pensei. Então não tem jeito, é acordar cedo e fazer render o tempo. Enfim, nesse dia não houve programação intensa. Fui pro hostal (Zermatt Youth Hostel, 265 reais por dois dias, cerca de 15 minutos a pé da estação ferroviária, mas a recepção só funciona a partir das 16:00, podendo deixar as malas lá mesmo antes disso). Zermatt é simpática mas tudo cheira a turismo. Daí, fica um pouco aquela sensação de que todo lugar quer seu dinheiro e ponto. Valorizando o local, é legal dizer que não circulam veículos poluentes. Há micro caminhões e táxis que usam combustível não poluente ou motores elétricos. Mas o fluxo que impera é o de pedestres. Dando um rolê pela cidade, encontrei o museu local, ou Museu Matterhorn, cujo ingresso já está contemplado com o Swiss Travel Pass. Bem interessante, pois é uma reprodução do modo de vida tradicional dos povos daqui, e um apanhado de informações legais sobre o Matterhorn, seus heróis e suas vítimas (tem até uns curta-metragens bacanas permanentemente sendo exibidos). Recomendo. Próximo ao museu (tudo é próximo, a cidade é muito pequena), temos a igreja de St. Mauritius, protestante e com pinturas bastante curiosas e moderninhas, diferentíssima da iconografia católica. O altar é até bem ornamentado para os padrões das igrejas protestantes. Ao lado, um pequeno cemitério para os alpinistas e seus guias que morreram ao escalar a montanha, entre outros. E também ali do lado, a ponte Kirchebrucke, de onde já é possível avistar o Matterhorn, mas ainda meio longe. 24-09: acordei e o tempo ainda indefinido. Resolvi o que ainda não havia se passado na minha cabeça: fazer uma trilha. No caminho, passei por onde saem os “cable car” (tipo bondinho do pão de açúcar) pro Matterhorn Glaciar Paradise (onde há neve abundante o ano todo) pra saber quanto era e como estava o tempo lá em cima. Na bilheteria eles tem imagens de câmeras lá de cima pra saber como está o tempo. E não estava adequado. Resolvi continuar a trilha e voltar mais tarde pra saber se havia melhorado. Fui pra trilha chamada “Matterhorn Trail” (há muitas outras opções) e que passa por Zmut, um vilarejo próximo. Interessante, corta propriedades rurais, avistando carneiros e cabras com sininhos, bosques, ladeia um rio e uma usina hidrelétrica, até chegar num pequeno lago artificial. Agradável (nível médio de dificuldade por causa da subida, mas bem tranquila). Ao todo, caminhei por quatro horas ida e volta. Dali, continua até a base de algumas geleiras aos pés do Matterhorn, mas resolvi voltar pois o tempo melhorou e eu queria subir com os “cable cars”. Mas... descobri que fecham às 15:00 – é quando sai o último deles. Vida que segue. Assim, fui pra segunda maior atração local: de trem até o Gronegrat, plataforma com vista panorâmica para geleiras e picos. 28 francos suíços pra quem tem Swiss Travel Pass. E foi um passeio bem legal, a vista é incrível, vale a pena. Dali se avista o Matterhorn bem de longe. 25-09 - Acordei com um propósito: passear de trem pelas belas ferrovias, aproveitando o Swiss Travel Pass, até chegar em Lucerna (meu próximo destino) e tendo em vista os elogios que fazem a elas. Ou, caso o tempo estivesse totalmente limpo, sem nuvens, ir ao Matterhorn Glaciar Paradise, o local onde o ano todo pratica-se esqui em Zermatt, sempre com neve abundante. E... o tempo estava soberbo. Com o passe, consegui o ingresso por 50 francos suíços (50% de desconto). Subindo os “cable cars”, se fica de frente pro Matterhon no seu melhor ângulo, aquele da embalagem do Toblerone, até porque na trilha do dia anterior é possível se aproximar mais, mas para uma face bem menos fotogênica. Assim, após mais dois “cable cars” finalmente se chega à plataforma, a 3.883 m. Bom, impossível não comparar. As vistas panorâmicas dos arredores de Lauterbrunen, em Interlaken, mesmo sem neve, são realmente imbatíveis. E olha que quando fui pro Schiltorn, passando por ali, o tempo estava fechado lá em cima. Ouso dizer que gostei até mais do Schynige Platte, apesar do Guia Lonely Planet classificar a ida ao Matterhorn Glaciar Paradise como a melhor programação suíça. Talvez seja, para quem esquiar. Depois, fui de trem pra Vegs e dali pra Brigs, onde peguei o trem Glaciar Express até Andermatt, um trecho bem bonito. Depois, de Andermatt fui pra Lucerna, novamente com vistas incríveis, com destaque para os lagos e montanhas ao fundo. Ali, fiquei no Youth Hostel (endereço: Sedelstrasse, 12) por 79 Francos Suíços por dois dias (já com a taxa de visitação, um imposto municipal cobrado por cada dia que ali se permanece). Lance legal: cada hóspede de hotéis e congêneres em Lucerna tem direito ao transporte urbano gratuito, ao menos na zona em que se encontra. Ou melhor, nem tão gratuito assim, já que há a taxa de visitação. Mas quase todas as cidades turísticas europeias tem essa taxa e não te dão transporte free. De qualquer forma, o Swiss Pass cobre ônibus urbano também. Saindo da porta principal da estação de trem, há uma espécie de terminal de ônibus circular; pensei em chegar ao hostel de ônibus. Ficou no pensamento, pois o problema seria, primeiro, descobrir qual a linha de ônibus circular que passa por lá, segundo, em que momento descer. Mas teria sido fácil. É o ônibus 18, que para num ponto chamado Jungendherberge (lá, os pontos de ônibus são nomeados e os ônibus possuem telas que informam tanto o itinerário quanto o tempo que falta para se chegar no próximo ponto, assim como os trens, não tem erro – nem atraso). O táxi ficou em 17,50 francos suíços. 26-09: Concluía minha viagem pela Suíça sem ter encontrado uma cidade que me encantasse tanto quanto Lagos, Tomar e Lisboa, em Portugal. Berna, uma graça mas meio escura no centro histórico. Zurique, linda mas ostensivamente cara. Interlaken, um ponto de passagem, lhe falta “personalidade”. Mas, daí, meu último destino, Lucerna (Luzern), num dia em que o mal tempo me tirou do rumo das montanhas, se revelou uma preciosidade. Cosmopolita e inclusiva, tem como não gostar de um lugar em que quem nele se hospeda ganha trânsito livre no transporte local? Tem como não gostar de quem te trata bem? Foi de todas aquela em que mais percebi o grande número de estrangeiros vivendo por ali, gente da Ásia, da África e da América. Saí do hostel e usufruí do ônibus circular . Parei assim que vi um trecho interessantão do centro. Caminhei até achar as muralhas da cidade antiga, abertas à visitação: tanto um longo trecho da muralha quanto a Torre do Sino, que faz parte do conjunto. Ao lado, uma parque urbano com bovinos típicos das montanhas (peludinhos) e dois guanacos (?). Continuando a caminhar em direção ao centro encontrei a catedral católica da cidade, lindona, vale uma visita. Dali, fui pra beira do rio, onde muita gente, turistas e locais, interagem com espreguiçadeiras, cisnes, pistas de ciclismo etc., coisas de lugar civilizado. Dali, tirei umas fotos e, de bobeira pela rua, me aparece o museu Sammlung Rosengart Luzern, com uma exposição gigantesca de Picasso (muitos quadros e gravuras), entre outros (Monet, Modigliani etc.). Eu imaginei que fosse uma exposição temporária, mas é permanente (!!!!). Aí que eu me lembrei que li alguma coisa sobre ele ter vivido um tempo na suíça. Acervo incrível e museu lindo. Free para quem porta o Swiss Travel Pass. Depois, usufrui de algo que já sabia pelo pessoal do “mochileiros.com”, que bem depois do horário do almoço, muita comida entra em promoção. Daí, encontrei uma salada com atum de 6 por 3 francos suíços. Mais suco e lanche, tudo saiu por 10 francos suíços. Uma pechincha para os padrões locais. Começou a chover e procurei proteção na estação ferroviária (gigantesca e dotada de loja de tudo que se possa imaginar, além de mercado com preços mais acessíveis – comprei biscoito e chocolates pro dia seguinte em uma loja de chocolates suíços). “Me dei” ao luxo. Comprei três tipos de chocolates diferentes e foi um favor que fiz pra alegrar minha existência, pois são bons demaaaaais. Meio carinhos mas inesquecíveis. Coisa de louco. Voltei de ônibus para o hostel. Lá chegando, resolvi dar uma conferida no lago próximo e suas trilhas ao redor, já que a chuva parou. Muito legal pra cooper, ciclismo e afins. Já é praticamente zona rural e ao redor pastam vacas com sininhos, uma constante na Suíça. Quando cheguei na cidade, até achava que a localização do hostel distante da estação ferroviária fosse seu ponto fraco. Ledo engano, pois ter que fazer esse trecho (lembrando que cada ponto de ônibus tem seu nome em destaque, com boa sinalização, e o ônibus vai informando em uma tela) deu uma dimensão melhor do que é e como funciona uma cidade suíça, e o hostel ao lado do lago é um charme só. Valeu suíça, demais! E Lucerna foi chave de ouro! No dia seguinte, trem para Milão. Fotos: 1 - Centro histórico de Berna 2 - Lago de Thun, visto do Schynige Plate, próximo de Interlaken: 3 - Zurique: 4 - Bicho não identificado (arriscaria “carneiro”) mas bonitinho na trilha pro Matterhorn (houve quem arriscasse : 5 - Arredores de Lauterbrunen: 6 - Trilha em Grindelwald: 7 - Quando me dei conta de que o outono tinha chegado, em Zurique: 8 - Parque urbano mágico em Lucerna: 9 - Matterhorn ao pôr-do-sol (visto do Gronegrat): 10 - Mais bichos fofos (especialidade suíça) em parque urbano ao lado das muralhas de Lucerna:
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    MORRO DE SÃO PAULO De Boipeba para Morro de São Paulo pode-se contratar uma lancha, pegar um passeio em volta da ilha e descer por lá ou atravessar o rio e pegar um 4x4 contratado previamente e ir pelas praias, se a maré permitir, até um certo ponto e depois por estradas até chegar na cidade. Foi a nossa escolha, que custou R$ 90 por pessoa, arranjado pela própria pousada. De lancha ficaria R$ 70,00 com paradas, o que nos faria perder o dia. Saímos logo cedo, após o delicioso café da manhã preparado pela Penha e equipe. Pegamos o barco em frente à pousada e em 5 minutos já estávamos na Ilha de Tinharé. Montamos na Toyota e partimos rumo a Morro de SP. No caminho uma parada para uma água de côco na Praia de Garapuá de águas calmas e límpidas. A partir daí, o caminho foi pela estrada, cruzando alguns rios com até 1 metro de água. Atolamos ao sair da estrada cruzando com outro veículo mas o 4x4 deu conta, foi só o susto. Chegar a Morro por terra tem a vantagem de não ter que subir as ladeiras após o atracadouro. Mas ainda tem uma pequena caminhada até a pousada, os poucos veículos ficam restritos à rua de trás da praia. Reservamos a Pousada Bahia Tambor que fica de frente para a praia e tem um piscina de borda infinita maravilhosa. O atendimento é cordial e o café da manhã ótimo. Tudo bem limpo. O ponto negativo foi a falta de guarda-sol na piscina. A localização, na segunda praia, não podia ser melhor por isso o preço um pouco salgado R$250 a diária. Muitos bares e restaurantes nas proximidades com promoção, com preços semelhantes aos de Boipeba. Depois de almoçarmos numa das barracas e tomarmos um banho de mar, fomos descansar para ver o pôr do sol na falada Toca do Morcego, recomendaram-nos chegar às 16:30h para pegar um bom lugar. Chegando lá, para nossa surpresa, a Toca estava fechada e só deve reabrir em Junho. Ainda assim, deu para ver o pôr do sol do alto do morro mas ainda acho o de Boipeba mais bonito. Aproveitamos então para dar uma volta pelas ladeiras da vila e comprar algumas bugigangas. Jantamos no Sambass Bar, um prato misto de lagosta, camarão, peixe e polvo que serviu 4 pessoas, a R$ 150. Boa comida. Cada um ganhou um drink de boas vindas. No dia seguinte acordamos cedo para aproveitar a maré baixa que forma piscinas naturais acessíveis na Terceira Praia. Por sorte levamos umas sapatilhas que compramos numa viagem a San Andrés na Colôbia, há muitos corais e o acesso descalço é um pouco difícil. Muitos peixes ficam aprisionados nas piscinas então dá para se divertir bastante. Uma senhora vende um saquinho de ração e assim o cardume perto de você fica garantido. Com nossa Nikon AW120 subaquática, tiramos ótimas fotos. Voltamos então para trocar de pousada por uma mais barata já que não havia necessidade de pagar muito por um lugar apenas para dormir. Fomos para a Bahia 10, do mesmo grupo, diária de R$ 150, na rua de trás. O mesmo conforto mas sem a piscina de frente para a praia. Depois fomos comer um guaiamu no Caranguejo Vermelho, também uma boa opção. Ao entardecer fomos de novo na vila para dar uma volta e jantar. No dia seguinte contratamos um "taxi" para levar nossas malas até o atracadouro de onde pegamos a lancha para Valença, onde nosso carro estava estacionado. Apesar do pouco tempo, foi possível conhecer muitas praias e desfrutar de belas paisagens. Ainda faltou conhecer Bainema. Cova da Onça e Ponta dos Castelhanos. Embora Maio seja um mes de muitas chuvas por lá, demos sorte e pegamos tempo bom. Nossa avaliação foi muito positiva e certamente são lugares que valem a pena uma nova visita.
  37. 1 ponto
    Fala galera, blz? Viajar de carona é uma ótima ideia mesmo. Este ano estive em Ushuaia com intenção de tentar carona em veleiro até a Antártida, mas não rolou por que cheguei tarde (fim do verão). Quem quiser tentar esse role lá precisa chegar cedo, tipo Outubro. Janeiro em diante já fica bem difícil. Esse artigo também reune algumas informações sobre como viajar de carona em barcos, quem quiser da um bis: http://instintoviajante.com/viajar-de-carona-em-barcos-e-veleiros/ Abraços!
  38. 1 ponto
    rs, tanto dinheiro? eu sou duro pra caralho. Se eu tivesse um filho vc ia me perguntar de onde eu tiro tanto dinheiro? a vida das pessoas em geral, nao sei a sua, custa muito mais caro do que viajar o mundo... prioridade eh o nome do jogo
  39. 1 ponto
    Galera... Me cadastrei em um site chamado Sailbrasil, a algum tempo... E ai, agora quando eu menos esperava recebi um e-mail de um cara de Minas Gerais, de uma cidade chamada São josé del rei ... Ele entrou em contato comigo, disse que viu meu anúncio para tripulante nesse site e que ele velejava desde garoto etc... e quer companhia para velejar... não tem nada certo ainda, nenhuma viagem agendada, disse que procura amigos, pessoas afim de velejar... Me passou o modelo do veleiro, mandou algumas fotos... conversei com ele por skype e me pareceu sei lá, uma pessoa do bem... Falou que gosta de viajar, esportes radicais etc... Tenho 20 anos, nunca peguei carona na vida... Bateu um frio na barriga, um medo... Ainda mais porque perguntei se ele sabia em média numa viagem básica pela costa brasileira qual seria o gasto por pessoa e ele disse que nunca cobra dos amigos/colegas que viajam com ele, disse que é empresário industrial.. Achei tudo bom demais para ser verdade, sabe? Por um lado fico pensando que eu gosto de acreditar nas pessoas e que esse tipo de coisa bacana acontece, que realmente existe gente só em busca de amizade e interesses em comum, mas por outro lado tem a insegurança né, vemos tantas coisas nos noticiários... Alguém me da uma luz... se já pegaram carona em veleiro ou qualquer outro tipo de carona com completos desconhecidos. Desde já, agradeço. abraços
  40. 1 ponto
    Buenas! Eu sou a pessoa a qual o Xaliba se referiu como uma pessoa que pegou carona e foi até Rapa Nui(ilha de Páscoa). Vou relatar um pouco da viagem para demonstrar o humor da viagem toda da carona de um veleiro. Começo: Sempre gostei de barco, velejo em barcos monotipo (laser e dinghy) em Porto Alegre e já tinha a experiência de passar uma semana no mar, sem banho, com um capitão de origem alemã e que tinha MUITO orgulho disso(interpretação livre). Além do mínimo arrais. Estava indo para o RJ para verificar um curso de fabricação de barcos de madeira, por curiosidade. Acabei "trombando" com o Xaliba e ele me falou do Findacrew. Eu já usava diversos outros serviços, mas não esse. No apartamento da minha sócia no RJ eu fiz o cadastro e no dia seguinte já tinha a mensagem de um capitão Sueco, que havia vendido a empresa e estava viajando pelo mundo. Isso já há alguns anos. Uma pessoa experiente, que veleja desde os 17 anos, diversas travessias na costa e experiências em altíssimas latitudes (Spitsbergen ao norte e Ilha decepção ao sul - vale procurar fotos no google). A minha sorte é que esse sueco já havia encontrando um brasileiro, muito gente boa. Esse brasileiro resolveu me "verificar" - conversamos por algum tempo via skype, trocamos telefone, dados "profissionais" e nos tornamos amigos no FB - onde se é possível ter uma ideia das ideias das pessoas. No decolar.com achei uma passagem de ±1000 Reais para Puerto Montt e encontrei a Marina onde o veleiro estava. Lá já havia outro tripulante, um israelente de 59 anos, vegetariano que dormia e acordava cedo. Mal tocava no alcool. Passamos uma semana entre 12ºc e 4ºc. O ponto positivo é que como o barco é preparado para o frio, havia calefação sempre enquanto estávamos na Marina. Em alto mar isso ia mudar, porque o plano é Rapa Nui, muito mais ao norte, com temperatura que lembra o RJ. Durante essa semana fiz trabalhamos simples como remover as velas dos depósitos e ajudar a iça-las em suas reespectivas adriças. Tivemos que baixar um grande cabo que faz tensão no mastro, chamado estai. E no chão consertar o enrolador da genoa. Fizemos a compra de comida em excesso, para garantir. A divisão de contas foi apenas sobre a comida que foi consumida, bebidas e combustível consumido. Mais nada. Para 31 dias o valor ficou em torno de ±1000 - foi acertado no dia anterior ao meu desembarque. Uma estimativa de valor de contribuição costuma estar presente nos perfis dos barcos que oferecem carona, sempre calculados por dia. Nao cheguei a passar frio, mas teve momentos que usei 2 calcas e mais a roupa de tempo por cima. Algumas noites usei 2 casacos + lã + thermoskin. O capitao fornecia toalhas, lencois, cobertores. Isso é algo para ser verificado antes - porque pode te poupar espaço na mala, ou vai te obrigar a levar as coisas. Para quem quiser ter uma ideia dos sujeitos e dos lugares que visitamos, há um album público no FB aqui: Para as meninas, peço para verificarem sempre que tipo de cia um capitão está requerendo. Pode haver interesse sexual sim, mas isso não é ruim - todo mundo nesse mundo tem o direito a um bom sexo. Mas todas as partes envolvidas tem que estar de acordo. Sejam claras e objetivas nas suas expectativas, é normal que velejadores sejam pessoas MUITO bacanas. Não é todo mundo que aguenta ficar viajando apenas pelo vento e horas e horas de solidão. Um tipo de relação que envolta sexo pode ser muito legal ou muito ruim e isso será exponenciado pelos dias a bordo. Imaginem uma cia não tão legal depois de 39 dias, sendo que não tem para onde fugir...conversem bastante antes de entrar numa situação não elegante. Para enjoo: Não vejo porque não abusar dos remédios existentes. No exterior há um adesivo que se cola atrás da orelha e age por 72h - milagroso. Há também o Vonau Flash. Remédio para tratamento de enjoo durante o tratamento de cancer. É um comprido que deve ser dissolvido embaixo da língua - age em no máximo 15 minutos e o enjoo vai embora. Dá sono. Há quem prefira o uso indiscriminado de cannabis para efeitos de enjoo. Daí depende de uma PROFUNDA compreensão de si sob o efeito dela e pelo amor dos meus filhinhos, se acertem com o capitão sobre isso ANTES de levar qualquer coisa a bordo, o barco é dele. Minhas duas experiências com capitães distintos me mostraram que nenhum dos dois abusa de alcool ou faz uso de outras substancias a bordo. No entanto, conheci um barco russo onde a tripulação só funcionava a base da erva. Nada de alcool, mulheres e remédios para enjoo. Para quem quer começar a brincar de vela, saber se gosta ou não - vá até um clube, se inscreva na aula de vela monotipo, conheça a galera que usa seus barcos de oceano e tirem suas dúvidas, tentem uma carona curtinha. Como qualquer coisa que custa dinheiro, há donos de barco que só tem barco pelo prazer de dizer que tem. Daí aqueles barcos são condenados a uma negação de sua função e cuidados apenas pelos funcionários de marinas. Evitem esse tipo de gente, até porque não gostam mesmo do ato de velejar, mas sim de ostentar um barco. Tem várias pessoas da vela aqui no thread. Mandem suas dúvidas e boa sorte. Amo velejar, amo a solidão que existe entre o céu e o mar, amo passar "perrengue" e ficar timoneando na chuva. Se conheçam, saibam se é isso que vocês querem e se for qualquer coisa com vela... boa viagem! Deem seu passo de fé. Abraços!
  41. 1 ponto
    Conheci um cara pra quem eu falei desse esquema de ser tripulante em um veleiro faz poucos meses atras - atraves desse site 'find a crew'... logo depois ele me escreveu dizendo que tava indo pro chile pra pegar um veleiro pra ir ate a ilha de pascoa... claro q ele nao foi de 'carona', ele tava interessado acima de tudo no role de barco, e a carona vale no minimo tanto quanto o destino... vou pedir pra ele postar aqui falando um pouco como foi, como arrumou o esquema, como foi o contato, a apreensao se os caras eram confiaveis, enfim... acho q logo mais tem noticia aqui. ab
  42. 1 ponto
    fala bro, legal hein esse seu role! eu ainda nao tive experiencias de andar de veleiro assim fazendo travessias e tals, mas ja vi pessoas como vc oferecendo vaga apenas para mulheres. Sei q vc ja deve ter muita experiencia com isso, mas acho q nao eh demais comentar que onde vi anuncios como o seu de "mulheres apenas", deixou a mulhereda com a pulga atras da orelha e por extrema desconfianca da parte delas nao rolavam candidatas... nao rolou isso com vc ja?
  43. 1 ponto
    Ai galera Estou na Venezuela indo para o arquipélago de Los Roques, depois Bonaire e Curaçao.Já estou no mar faz um tempo.Antes andei pelo mediterraneo e cruzei o atlantico até o Brasil e depois até Trinidad e Tobago até chegar aqui na Venezuela.Tenho um catamaran de 40 pés, que tem toda a segurança e conforto para essas travessias.Infelizmente apenas aceito mulheres como tripulantes !! As interessadas podem trocar informações pelo meu e mail [email protected] Bons Ventos a todos
  44. 1 ponto
    Os requisitos de entrada em qquer pais nao mudam... independente de vc chegar de onibus, aviao ou barco, vc vai ter q passar pela aduana e cumprir com os requisitos. O q pode acontecer eh q as autoridades sejam mais relax para deixar as pessoas q chegam de barco passar e os caras mais casca grossa sao mandados para os aeroportos e fronteiras com historico mais critico de imigracao e tals.... mas esteja preparado para entrar na europa como se vc estivesse chegando de aviao
  45. 1 ponto
    Ai galera, alguem planejando ir pra africa do sul sem muita restricao de tempo??? tem um doido ai no find a crew q ta no brazil querendo tripulacao pra cruzar pra africa do sul, tem q pagar seus proprios custos, ele nao arca com comida ou com sua passagem de volta. Eh perfeito pra quem ta querendo ir pra africa sem muita data pra voltar. Inclusive ele coloca q nao eh necessario experiencia. So lembrando q passagem so de ida - ou no caso de volta - costuma custar quase o preco de ida e volta ver perfil https://www.findacrew.net/secure-server/eng/account/boat.asp?eid=dn_cnu&aid=129121&sdt=20111227&account=207462
  46. 1 ponto
    Oi galera! Bacana ver gente se interessado pela vela em um país onde a navegação nunca foi muito divulgada. Eu e minha esposa estamos na Republica Dominicana, nos preparando para uma volta ao mundo. Acabamos de comprar nosso veleiro por aqui, um "ocean going" como os gringos chamam os veleiros com qualidade estrutural para longas passagens oceânicas. A vida a bordo realmente não é das mais confortáveis, mas também não é nenhum masoquismo. Dá para se tomar banho com água doce, ter muita energia e cozinhar deliciosamente, desde que você se prepare: water maker, baterias novas, painéis solares, bom cozinheiro... Tempestades não são situações pelas quais temos que passar sempre, desde que se tenha calma para esperar as janelas de tempo. Tempestades assombrosas não existem entre os 30 graus (pra cima e pra baixo) do equador, a não ser em época de furacões, onde nenhum velejador consciente quer estar. Como perceberam, dá pra ter uma vida muito bacana em um barco, desde que você respeite mil fatores, e se prepare de mil maneiras antes de zarpar. Se conseguir lidar com isso, se prepare para passar os melhores momentos de sua vida, ver os mais belos pores-do-sol e conhecer as pessoas mais bacanas e divertidas de cada parte desse planeta imenso. Contem comigo para quaisquer dúvidas, ou até mesmo caronas por aí... Danilo Mesquita
  47. 1 ponto
    The Little...Boa Noite!! Tenho 51/52 anos e estou me preparando para em 4 anos estar aposentado e comprar um barco no Caribe e ficar velejando por lá por uns 3 anos...depois com experiencia adquirida, talvez seguir para a Polinésia. Tenho lido muito a respeito (livros de aventuras, experiencias e tecnicos tambem), além de estar há um ano treinando vela.... Agora em março vou a Los Roques para uma semana e depois pretendo pegar carona em algum barco em direção a Bonaire, Curacao e Aruba...podendo se tiver carona ir até o Panamá...de lá até San Blas com uns amigos....mas, aí é na maciota...heehheeh...num catamarã alugado para 6 com crew completa...so na manha.... Por acaso tens os sites dos iates clubes da Venezuela ou de Bonaire, onde poderei encaminhar um anuncio para colocarem no mural do iate me oferecendo para tal empreitada?? Já sou Premium no Finacrew, o que tem me proporcionado contatos interessantes... Abração....Saude e Paz!!! Ferrari ([email protected])
  48. 1 ponto
    Fala pessoal, Seguinte fiz meu cadastro no findcrew.com que é um site de "anuncios" de veleiros procurando tripulante e tripulante procurando veleiro (meu caso). Já me responderam ( foi muito rápido, em 1 dia já tinha e-mail ), um cara que está na Bolívia e que está procurando companhia, disse que vai fazer a volta ao mundo e já começou a viagem. Seguinte: Vou ou não vou? Afinal bate aquele medo, sabe, serei eu, com 22 aninhos, mulher, sozinha, em um veleiro, com um cara que eu não conheço, de 57 anos, dizendo que procura amizade. Tipo é a minha primeira viagem, não pensem que é uma questão de preconceito, mas é preconceito , infelizmente é difícil confiar nas pessoas. Eu já formulei idéias mirabolantes na minha cabeça...não sei o que fazer. Mas tenho medo de perder a viagem da minha vida, por causa de um preconceito, de não confiar que as pessoas podem simplesmente querer o que elas estão dizendo que querem.... E então? Algum conselho?
  49. 1 ponto
    fala broder, muito legal o q vc falou aqui, sao otimas dicas!! Qto a mim, eu sou marinheiro experiente, nao em veleiros, em barcos a motor, ja rodei muito esse nosso brasil e um pouco do mar vermelho e ja passei muitos dias da minha vida embarcado em alto mar e por sorte sou um dos caras com a bunda virada pra lua q nunca passou mal no mar . Sei bem do q vc fala sobre as dificuldades de viver em um lugar altamente confinado. Claro q o role nao seria pra economizar na passagem, passar 30 dias velejando ja seria parte da viagem. Eu normalmente viajo por longos periodos e isso se enquadra perfeitamente na minha proposta. abraco broder
  50. 1 ponto
    Xaliba, td bem? Gostaria de dar a minha opinião sobre veleiros, já que sou velejador há bastante tempo. Em primeiro lugar velejar é para poucos. Muito poucos eu diria. As limitações a bordo são inumeras. Iniciando pela energia disponível, água potável, comida, etc; veja bem, a vida em alto mar é completamente diferente a esta que estamos acostumados em terra firme. Banhos normalmente são no esquema do balde com água do mar. Com isto o cabelo por exemplo sempre fica um pouco úmido, mas nada demais. Além disso a possibilidade de enjoar é quase certa, são muito poucas as pessoas que não enjoam em alto mar. Veleiros balançam bastante. Roupas são lavadas com água do mar, mesmo com sabão sempre fica aquele cheiro de maresia. Eu já fiz duas travessias e fui convidado para varias outras. As travessias que fiz foi na rota RIO-ESPANHA e na rota FRANÇA-RIO. As duas duraram 30 dias aproximadamente incluindo aí as escalas pelo caminho. Na primeira travessia quase não enjoei, mas esta da França enjoava direto, um inferno. Mas fala sério, 30 dias atravessando o oceano para economizar na passagem aérea que custa +- 1000 dolares ida e volta? só se voce realmente gostar da coisa. Para voce fazer um "test drive" pode escolher um curso de vela oceanica que ocorrem regularmente em ilhabela por exemplo na BL3: www.bl3.com.br. Ou então no iate clube do rio de janeiro www.icrj.com.br. Os cursos normalmente são em um fds ou dois no maximo. Dá para voce sentir se se adapta ou não ao barco. Se depois do curso voce ainda pretender achar carona em veleiro, isso é o mais fácil (a carona). Pela nossa costa velejam inumeros veleiros estrangeiros e sempre precisando de tripulação. Para fazer qualquer coisa, cozinhar, limpar, navegação, timonear. Em toda a costa brasileira especalmente nas capitais existem iates clubes onde ficam aportados os veleiros. Nesses iates clubes voce conhece gente do mundo inteiro e é convidado a velejar/atravessar oceanos. É só frequentar um, ou então deixar bilhetes se oferecendo como tripulante. Bom, especificamente quanto a tua pretensão de ir a africa velejando eu recomendo fortemente que voce NÃO faça isso. Não como primeira travessia. Pode até rolar convite e tal, e uma vez até me ofereceram estadia gratuita lá na africa e passagem aerea de volta ao brasil. Entretanto a rota ate a africa é complicada por dois motivos: não existem escalas pelo caminho e esta rota é muito sujeita a frentes frias e tempestades que sobem do pólo sul. Portanto, se voce não tem experiencia na coisa pode entrar em panico em uma tempestade e acabar fazendo besteira. Oceano a gente respeita e muito. Mas na hora do "pega prá capar" dá vontade de sair correndo. Mas não tem como....aí vem o enjôo.... e voce se pergunta mil vezes porque foi parar ali......A rota Brasil-Africa dura aprox 30 dias. Sem escalas como já disse. Enfim, considere o que eu escrevi, NÃO se jogue direto em uma travessia, vai velejando aos poucos, sentindo a vida a bordo. Depois voce faz uma e me conta como foi. Um abraço.
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