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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 04-07-2018 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Salve galera, resolvi fazer esse relato porque quando fui procurar informações para montar meu roteiro encontrei bastante dificuldade. Nunca fiz mochilão, e esse vai ser o primeiro. Mas vou chamar de “mochilinha” porque são poucos dias! Ahahah. E esse é meu primeiro relato, desculpa se não estiver muito bom! E espero que ajude alguém! Eu e meu namorado (Felipe) encontramos um vôo de R$850 que era muito rolê, mas como estávamos com a grana curta, foi esse mesmo. Fomos 26 de junho e voltamos dia 3 de julho de 2018 (a época de temporada é julho a agosto); do dia 3 ao 7 ficamos em Buenos Aires. Saímos de Congonhas as 9h10, pousamos em Curitiba, fomos para Buenos Aires (BA) e terminamos em Jujuy as 21h30. Como passaríamos o dia todo no aeroporto, compramos vários snacks pra comer ao longo do dia e não gastamos com alimentação nos aeros. Para entrar na Argentina (para +18 anos) só aceitam RG ou passaporte (dentro da validade). Não aceitam CNH! Fizemos nosso câmbio no aeroporto de B.A no BNA (fica dentro do aeroporto mesmo) e estava 7 reais a cotação - tomem cuidado porque não aceitam notas rasgadas ou coladas com durex, deixamos de trocar R$200 por isso - não aceitam moedas - não cobram tarifas pelo câmbio - existe o câmbio paralelo, mas como existem altas chances de haver notas falsas, por isso optamos por não fazer! JUJUY Como estávamos cansados desse troca-troca de vôo, resolvemos tomar um chopp no hardrock que fica na área de embarque (2 chopp patagônia: 120 cada + 10 gorgeta) Chegamos em Jujuy e pegamos um remis AR550 (é um táxi, só que não tem placa de táxi). Fomos do aeroporto ao Airbnb que alugamos (Próximo a Plaza Belgrano) Quando for pegar remis aqui, sempre procure pessoas pra fechar o carro com 4. Por exemplo do aeroporto podiamos ter divido com outras pessoas para baratear. Recomendamos fortemente o local que ficamos, Nano nos explicou sobre tudo! Indicou um restaurante onde jantamos, chamado Viracocha bem próximo da casa. É excelente a comida, sendo o tamales sensacional! (Empanadas de carne,Tamales, Lomo de llama, Água, Couvert (cestinha de pães e molhos) (AR 435 jantar + 45 gorjeta) - Casa do Nano: https://abnb.me/JBJUH2WdbO JUJUY > TILCARA > HUMAHUACA Segundo dia de Argentina, saímos para comprar comidas no mercado (AR160), tomamos café com nosso querido Nano e sua amiga e logo partimos pra Tilcara. Nessa região é muito comum esse “uber pool”(remis). Na Rua Iguazú, próximo ao “Terminal Velho” (de onde saem os ônibus municipais), ficam várias pessoas gritando os destinos (purmamarca, tilcara, até la quiaca - divisa com a Bolívia) esperando para completar o carro ou minibus. Esperamos uns 5 minutos e já partimos! O preço compensa bastante se comparado com o ônibus (quase o mesmo preço e o remis é bem mais rápido) Jujuy > Tilcara (AR100 cada pessoa) O remis nos deixou no terminal, meu namorado quis usar o banheiro e foram cobrados AR5. Próximo ao terminal existem MUITOS hostels, um mais fofo que o outro. Mas já haviamos alugado um Airbnb, que ficava um pouco afastado do centro. Deixamos nossos mochilões na casa e voltamos para o Terminal onde compramos passagens para Humahuaca (AR45 na evelia; existem varias empresas que fazem esse trecho no dia e remis também. Não há necessidade de comprar antes) Nos ofereceram um passeio de remis até El Hornocal (que era o destino final), somente eu e meu namorado de Tilcara mesmo, porém o preço era AR1800. Então optamos por arriscar ir até Humahuaca que demorou 40 minutos de terminal a terminal. Chegando em Humahuaca, perguntamos sobre El Hornocal e na hora já apareceu um remis perguntando, haviam 3 meninas, e fomos apertados mesmo, era uma Hilux (AR250 pessoa) Na entrada do Hornocal precisa pagar AR10 (por pessoa) para a comunidade. Sério! Bizarro de bonito. Não tenho nem palavras ! Porém é muito muito frio, não consegui ficar sem luvas; não senti tanto o efeito da altitude, apesar de ser 4350m. Ficamos aproximadamente 1h30 e voltamos a Humahuaca. Andamos um pouco por lá, a cidade é pequena, os pontos principais são a praça da independencia e o comércio local, com bastante artesanato. Voltamos a Tilcara de onibus as 19h (era pra ser 18h30; sempre atrasam; AR45 cada) e fomos jantar em um restaurante no centro (La Cheba) que gastamos AR800 (tamales, prato principal, agua e vinho local). TILCARA > PURMAMARCA Terceiro dia, ainda em Tilcara, dia de conhecer o Salar Salinas Grandes (o 4 maior salar do mundo) e Cerro de Los Siete Colores. Saímos mais tarde porque o passeio que conseguimos (explicarei a diante) sairia 12h. Aproveitamos para acordar mais tarde, comemos empanadas (2 por AR25), tamales (AR30 cada) e compramos água (AR30). No dia anterior, havíamos conhecido uma mexicana que também não tinha ido. Ela conseguiu no Hostel (Tierras Andinas) que estava hospedada uma pessoa que havia oferecido o passeio. Foram AR500 por pessoa, com ida até o Salinas Grandes, passando na frente do Maimará/Paleta del Pintor, Cuesta Lipan e na volta parando em Purmamarca. Fomos eu, meu namorado, ela e o motorista num doblô. Sobre o Salar: sensacional! dá pra tirar varias fotos brincando com a perspectiva; para entrar na Salinas tem que pagar uma taxa por carro AR200 (onde entra um guia e vai explicando o caminho e contando da história) existem comerciantes locais que vendem empanadas e artesanatos de sal na entrada do Salar Depois fomos a Purmamarca, onde nosso guia nos perguntou se queríamos fazer o Cerro de los Siete Colores andando ou de carro, e optamos ir a pé mesmo, e foi a melhor opção da vida. Muito diferente de tudo que já vi. Muitos comparam com o Hornocal e dizem que lá é mais bonito, mas discordo. São experiências totalmente diferentes. O Hornocal já está no nome “Mirador Hornocal”, é muito contemplativo. Já a volta no Cerro você está dentro de toda aquela formação rochosa gigante, além das cores das rochas. É lindo demais! Sobre Purmamarca, a cidade em que se localiza o Cerro, é muito pequena, cerca de mil habitantes. É bem parecida com todas as outras, com feirinhas e hostels. Quando fui montar meu roteiro disseram que é um pouco mais cara que Tilcara, mas não pesquisei os preços. Na época que eu vim (antes da temporada), foi tranquilo de encontrar hostels para ficar, tanto em Purmamarca quanto Tilcara. Saímos 12h30 e voltamos 19h, mas o guia (Kevin) foi muito solícito, se quiséssemos ficar mais ficaríamos, mas foi suficiente! Assim que chegamos em Tilcara, no Terminal, já fomos jantar no Hostel Puerta Verde que Kevin havia nos indicado. Comemos uma pizza cada (AR150 cada; são pizzas de tamanho normal, mas somos brutos ahahah) e tomamos 2 cervejas Salta (120 cada). Gostamos bastante! Só vi uma casa de câmbio em Tilcara, entrei para perguntar por curiosidade e o vendedor até deu risada dizendo que era muito baixo, sendo 1 peso = 4 reais, sendo que pagamos 1 peso = 7 reais. E também não vi ninguém vendendo paralelo. Então não deixem para comprar lá! TILCARA > SALTA Nosso quarto dia, partimos de Tilcara cedo, arrumamos as coisas e fomos a rodoviária. Nesse horário (9h) existem muitos remis a Jujuy (AR100 cada). Chegamos e já encontramos um remis para Salta (AR250 cada). Nesse dia não tínhamos nada confirmado, sem Airbnb, sem saber de fato pra onde iríamos. Chegamos na Rodoviária e pedimos informações sobre Tolar Grande, queríamos muito visitar, mas haviam poucas informações na internet (vou fazer um post somente sobre isso com todas as informações que encontrei). Para ir a Tolar Grande você precisa chegar a San Antonio de Los Cobres (SAC), e existe uma empresa de ônibus que faz isso (Ale Hnos AR230 e saem somente de salta - os horários também vou colocar no post de Tolar Grande) A nossa dúvida era se somente empresas de turismo fazem esse roteiro mesmo, ou se íamos encontrar “remis” pra lá, ou guias locais que fizessem por um preço mais barato (porque as empresas giram em torno de AR 6 a 10 mil/pessoa). Então, não existe. Hahahahahah Procuramos um lugar com Wifi para comer e bookar um Airbnb ou qualquer coisa pra poder descarregar os mochilões (AR 280, 2 prato principais). Ah, se você precisa de internet free tem na “Informação de Turismo”, próximo a Praça 9 de Julio. Não sei se todos sabem, mas na Argentina existe uma lei para turistas que se você paga no cartão de crédito os hotéis (não é válido para Airbnb, não sei sobre Hostels), eles ressarcem os impostos, cerca de 21% Então encontramos um hotel para passar somente a noite e tentar ir a SAC pela manhã seguinte. Conversamos com uma agência (muito boa por sinal; recomendo fortemente se desejam ir a Tolar Grande, chamada Incañana) que tentou encontrar outras pessoas para podermos ir juntos, porém sem sucesso. Então, a Carolina (a mocinha da agência), muito muito muito fofa nos disse que existem pessoas que vão/voltam todo dia de Tolar Grande a SAC para fazer as coisas do dia a dia, já que lá é uma cidade muito pequena. Ela nos passou o contato de locais para tentarmos guias locais e hospedagem. Bom, passamos o resto do dia em Salta, que é uma cidade muito fofinha. Não foi a toa que apelidaram de “Salta, La Linda”; a Plaza 9 de Julio e seus arredores lembra bastante Campos do Jordão. É uma cidade grande, tem casas de câmbio em toda a praça e também os “doleiros” (câmbio paralelo - perguntei quanto estava para vender o real e disseram 5,5; achamos bem caro). Lá também tem restaurantes muito fofos, saímos para jantar no Doña Salta. É bem típico salteño; comi um Locro, meu namorado comeu um Chorizo com batata frita e tomamos um vinho (AR800). A comida e o atendimento são excelentes. SALTA > SAC Quinto dia! Já começamos muito errados! Iriamos a SAC, confundimos o horário do ônibus e perdemos. Nossa sorte foi que a atendente da Ale Hnos, Yanel, foi muito boazinha, pediu para o motorista esperar a gente chegar no local, e chamou o irmão dela (Gaston, que é taxista) para levar na próxima parada do ônibus (AR400 por esse vacilo, mas foi muito barato! Porque ela pediu para fazer um desconto). Chegamos lá e conseguimos embarcar no Puerto Quijano (AR 200 cada). E a estrada, porra! Maravilhosa! Tem uma parada do ônibus que chama “Ingeniero Maury” que pararam e pediram nossos passaportes (eu estava com RG então precisei mostrar aquele papel que dão na entrada do país). Eles fazem uma parada em Santa Rosa de Tastil de 5 minutinhos só pra ir no banheiro (AR5). A estrada toda é de asfalto e bem conservada, creio que dá pra fazer tranquilamente de carro. Chegamos em SAC, aqui não tem terminal, então se pretende voltar de busão, pergunta pro cobrador de onde ele sai. Bom, saímos perguntando na rua como que poderíamos fazer para ir a Tolar (ajudou muito o fato do Fê falar bem espanhol), mandaram perguntar numa rua sobre um cara que faz isso e conversamos um pouco (remis). A cidade é muito pequena então todo mundo se conhece. Falaram também de um restaurante que as pessoas param lá antes de seguir viagem para o Tolar (Huayra Huasi). A viagem só pode ser feita com veículos 4x4, então ficamos abordando as pessoas que entravam nos seus veículos (geralmente são mineiros, ou de empresas que tem que ir/vir; alguns falaram que nos levariam mas estava muito cheio; já outro disse que isso é proibido, e se pegarem carro de empresas transportando pessoas que não tem uma autorizaçao por escrita pela empresa, podem ter muito problema). Havíamos combinado com o remis de se encontrar na praça pra decidir se iríamos mesmo com ele ou não; como já não tínhamos mais opções, aceitamos. Ele disse que em 1 dia da pra conhecer todo o Tolar (saindo as 4h e voltando 22h de SAC; a viagem demora umas 4h a 5h). Então fechamos com ele mesmo, por AR6000 para nos levar a Tolar e fazer os passeios por lá. Ele nos deu carona pra um hotel de um amigo (Amanhecer Andino) com wifi (AR600/dia). Não recomendo, o dono (José) é bem escroto. O quarto em si é bom, mas sempre que vai sair/voltar depende dele para abrir a porta da hospedagem (e na maioria das vezes estava dormindo, então ficamos esperando do lado de fora no frio), fora que tivemos problema com o pagamento. Saímos para conhecer SAC, ir a famosa estação do Tren de Las Nubes (está funcionando, pelo que perguntei saia nas terças). E o pico lá é bem bonito! Principalmente o por do sol. Ah, sentimos um pouco do mal da altitude, compramos umas folhas de coca (AR30), os locais (todos muito simpáticos) nos ensinaram como fazer. Depois fomos num mercadinho onde compramos muita comida pro dia seguinte (AR340) e empanadas no mercado artesanal (AR300) já que as coisas em Tolar são mais caras. SAC > TOLAR GRANDE O dia mais esperado da viagem! Sexto dia. Acordamos as 4h e o remis veio nos buscar; o do dia anterior teve um problema com sua caminhonete e mandou seu amigo, que foi muito prestativo. A estrada é toda de pedra com curvas bem fechadas e costelas de vaca, tinha vezes que eu olhava pro lado (estava escuro ainda) e só via um penhasco e só cabia o carro. Não recomendo alugar carro e vir por conta. Acho que o mais adequado mesmo é contratar alguém, já que eles conhecem o caminho (fizemos em menos de 4h). Ah, e não é a mesma rota que mostra no google maps! Chegamos e ainda nem tinha amanhecido! Fomos direto pro Cono de Arita (60km), que fica dentro do Salar de Arizaro. O salar é bem diferente do Salinas Grandes e Uyuni, não é aquele tapete branco. E também não é sal, é salitre que tem no solo. Chegando no Cono paramos pra tirar umas fotos, e cara, aqui é muito frio! Venham preparados! Mas é bonito demais, o Cono fica sozinho no meio do nada, com todo o solo meio branco do salar! Mais pra frente tem a Mina “La Casualidad” mas é muito mais longe e optamos por não ir. Fomos no El Arenal, que são dunas no meio das montanhas. E pra fechar, fomos no “Ojos del Mar”. Pra esse lugar toda foto é pouca! Não tem comparações, sério. A viagem inteira foi muito boa, mas isso foi a cereja do bolo! É lindo demais, o azul turquesa é de tirar o fôlego! Saímos as 4h de SAC, chegamos as 8h em Tolar, visitamos esses 3 pontos e as 13h já estávamos indo embora. A cidade tem uns 40 habitantes, no domingo ainda, as ruas estavam desertas e todos os comércios fechados ahahah. Paramos no caminho de volta para tirar umas fotos (Salar de Pocitos e umas paisagens lindas congeladas) e chegamos em SAC as 16h30. Aproveitamos e tomamos uma cerveja (AR38 cada) e comemos amendoim na praça (ideia do Felipe! Estava muito frio e ventando demais!) Voltamos para o Hotel e fomos descansar. Jantamos o resto de comida que compramos pro Tolar. O passeio mais barato que encontramos foi por AR6mil cada um no Incañan (se tivéssemos em 4 pessoas; com hospedagem e todas refeições inclusas). Nosso rolê todo (ônibus ida e volta de SAC, refeição, passeio no Tolar) daria uns AR9mil para os dois (remis exclusivo). Dando uma economia de 3mil. Se você quer fazer esse passeio e não tem gente suficiente para sair de Salta, ou se tem mais pessoas para dividir o remis (porque ele cobrou pelo carro, não por pessoa), ou se esse dinheiro te faz muita diferença, recomendo o Remis Whatsapp do remis (Jorge Olmos): +54 3875199112 - ele cobra pela ida ao Tolar e pelos passeios que querem fazer, quanto mais distante, mais caro. Se quer mais tranquilidade, com um guia parando nas cidadezinhas de Salta ate Tolar, e tem tempo para convocar mais pessoas, recomendo que faça pela agência SAC > SALTA > JUJUY Sétimo dia de hermanos. Acordamos cedo para pegar o ônibus de volta de SAC (AR230 cada; só tem 3 na segunda! Se quiser a tabela de horários, estará no post de Tolar Grande). Chegamos as 6h40 e o ônibus já estava lá! Entramos e o ônibus partiu, mas nem tinha dado 7h (que era pra ser o horário). Aparentemente ele fica dando voltas pela cidade para as pessoas não esperarem no frio. Então recomendo que cheguem antes, porque não sei onde ele passa de fato! tem um hostel (de las nubes) na entrada da cidade que parece ser bom, tem wifi. Voltamos a Salta, fomos assistir o jogo do brasil (ainda é copa!) em um barzinho da Plaza 9 de julio, tomamos 3 cervejas e comemos uma duzia de empanadas e 2 tamales (AR640). Voltamos ao terminal para pegar um remis para Jujuy (AR250 cada), e depois fomos no mercado onde compramos algumas coisas pra comer em casa (já que o dinheiro estava acabando! AR330). Optamos por voltar pra casa do Nano mesmo, já que nosso vôo partiria de Jujuy para BA no dia seguinte. Sobre a melhor época do ano a visitar eu acho bom evitar épocas de chuva, já que tem muito deslizamento de terra nessa época (dez e janeiro). E no começo de fevereiro tem o “carnaval de tilcara”, quero voltar pra visitar. Acho que sobre o NOA é isso! Qualquer dúvida fico aí a disposição, se quiser pode mandar msg no meu insta também (ma.eguchi) que eu olho sempre. Estou terminando o post de Tolar Grande e já coloco também! Espero ter ajudado! 😊
  2. 2 pontos
    Olá, pessoal. Acompanho o fórum há muitos anos, mas nunca havia feito nenhuma contribuição. Recentemente, em fevereiro e março deste ano, fiz um mochilão de 30 dias por Bolívia, Peru e Colômbia e gostaria de compartilhar com vocês um episódio bem lamentável que ocorreu comigo. Sei que a intenção aqui também é compartilhar as experiências positivas e relatos de viagem, algo que também pretendo fazer. Essa viagem foi incrível e a Bolívia é maravilhosa. Não quero com este post desestimular ninguém, muito menos generalizar todo um país. Apenas compartilho o que aconteceu comigo, para que outras pessoas possam se prevenir e encarar uma situação dessas com mais preparo e informação. Aliás, essa é a primeira vez que falo "publicamente" sobre isso, algo que apenas amigos próximos e familiares sabem. Pois bem, eu entrei na Bolívia em um voo, por Santa Cruz de la Sierra, onde fiquei apenas algumas horas até tomar um avião para Sucre. Prestem atenção nas informações que darei agora, elas serão importantes mais adiante. Quando desembarquei e fui passar pela imigração, entreguei meu passaporte à funcionária e informei quantos dias permaneceria no país, conforme ela me perguntou. Ela me entregou o passaporte carimbado e foi isso. No avião preenchi um cartão a Receita Federal boliviana, com informações básicas para entrar no país. Este papel eu tive que entregar na Aduana e lá ficou. Lembro de ter perguntado se eu deveria ficar com alguma cópia ou algo assim, mas me disseram que era aquilo mesmo e que eu poderia seguir. Bom, fui para Sucre e lá permaneci duas noites. É uma cidade incrível, muito segura e tranquila, com a possibilidade única de conhecer mais sobre a história da Bolívia através da visita guiada na Casa Libertad. De Sucre segui para Uyuni, onde passei duas noites: uma quando cheguei, para no dia seguinte partir ao tour de 3 dias pelo Salar e redondezas, e outra quando regressei, para descansar antes de seguir viagem até La Paz. O tour pelo Salar foi maravilhoso, uma experiência única e inesquecível. Nem mesmo os perrengues e as precariedades abalaram a sensação de estar diante de algo totalmente inspirador e novo. Pelo contrário, acho que perrengues e precariedades já eram esperados e até fazem parte deste tipo de roteiro. Fiz o tour com a Quéchua Connection, que prestou um serviço de primeira. O guia José foi atencioso do início ao fim. O grupo, composto por mim, 5 colombianos e um casal de búlgaros, também estabeleceu uma ótima relação. Viajávamos em dois carros: um transportava os colombianos e no outro iam eu, José, o motorista e o casal de búlgaros, Alex e Borianna. Estávamos retornando a Uyuni pela rodovia principal após três dias intensos de tour. Eis que a Polícia Nacional monta um bloqueio na estrada e para o nosso carro. Um policial nada simpático se apresenta e pergunta quem está no veículo, para onde íamos e o que estávamos fazendo. Enquanto isso outros policiais cercam o carro e observam atentamente o interior. Todos estavam com cara de poucos amigos e armas bem grandes nas mãos, tipo aquelas utilizadas pelos seguranças de carro-forte que abastecem os caixas eletrônicos. O motorista então informa que no veículo há dois bolivianos, dois búlgaros e um brasileiro. O policial encarregado pede a identidade dos bolivianos, observa e devolve a eles. Em seguida pede para verificar o passaporte e o visto dos búlgaros (sim, búlgaros precisam de visto para entrar na Bolívia). Os vistos foram examinados sem problemas. Quando chegou na minha vez, o policial me pediu passaporte, tarjeta andina e certificado de antecedentes criminais. Imediatamente gelei. Eu tinha apenas meu passaporte, com o qual tinha entrado no país. Não sou uma pessoa descuidada, tampouco essa era minha primeira viagem. Eu obviamente havia pesquisado muito antes de viajar e sabia quais documentos eram necessários para ingressar na Bolívia. Poderia sequer ter ingressado com meu passaporte, usando apenas a identidade. Enfim, estava com o passaporte e o certificado internacional de vacinação. Nunca, em momento algum, eu havia topado com qualquer informação sobre necessidade de uma tarjeta andina, muito menos de certificado de antecedentes criminais. Por isso, quando o policial fez aquele pedido eu sabia que algo ruim iria acontecer. Informei ao policial que possuía apenas o meu passaporte, mais do que o necessário para um brasileiro ingressar no país. Relatei exatamente como eu havia entrado na Bolívia e o processo na imigração do aeroporto de Santa Cruz e na aduana. O policial, que já não estava alegre, ficou furioso. Disse que brasileiros precisam de certificado de antecedentes criminais na Bolívia, que ele não tinha como saber se eu não era um criminoso, um traficante ou um terrorista. E disse que era inaceitável ter apenas um carimbo de entrada no país no meu passaporte, sem que fosse informado quantos dias eu poderia permanecer, pois assim eu poderia ficar morando ilegalmente na Bolívia se quisesse. Foi então que ele me mostrou que no carimbo de ingresso havia um campo onde estava escrito: "Admitido hasta ____ " e um espaço em branco, onde supostamente a funcionária da imigração deveria ter escrito até quando eu permaneceria no país. Ela não escreveu, apesar de ter feito essa pergunta e de eu ter lhe dado a resposta. Na hora, cercado por policiais irritados e fortemente armados, pareceu que eu havia cometido um crime gravíssimo. Mas depois percebi que foi uma imensa bobagem e explico isso em seguida. O policial também disse que eu deveria ter recebido a tarjeta andina em meu voo. Relatei a ele que tinham me dado apenas o documento que ficou com a aduana, o mesmo que eu havia perguntado se deveria levar comigo e que me disseram para deixar lá com eles. Por fim ele resolveu me aterrorizar (ainda mais). Disse que eu não voltaria a Uyuni, que eu deveria descer do carro e permanecer detido ali, no meio da estrada, e que eu sequer poderia retirar minha mochila do veículo. Disse ainda que eu seria levado a uma delegacia em Uyuni e então deportado ao Brasil. E me ameaçou ainda mais, falando que eu não iria gostar nada do que iria acontecer comigo. Fiquei apavorado, em pânico, mas procurei demonstrar o mínimo possível. Não chorei, não me desesperei e não gaguejei. Segui argumentando educadamente com ele, embora minha vontade fosse dizer o quão absurdo era o que ele estava fazendo.. Felizmente falo espanhol fluentemente, então me fiz entender sem dificuldade. O guia José, ao ouvir as ameaças do policial, saiu do veículo e foi falar com ele, colocando-se entre mim e o policial. Apresentou sua carteira de guia profissional e explicou que eu era apenas um turista. O policial então perguntou: "O senhor é advogado?", ao que José respondeu que não. Então o policial disse: "Então volte para o veículo e permaneça lá. Se o senhor me dirigir mais uma vez a palavra, será preso por obstrução do trabalho policial". Foi horrível, José ficou muito nervoso e voltou para o carro absolutamente calado. Nesse momento eu tive certeza que minha viagem de 30 dias encerraria ali, sem sequer ter completado uma semana. Pior ainda: imaginei que fossem me bater e me roubar, afinal eu estava com toda a grana na minha mochila. Foi então que o policial disse que iria falar com um superior pelo telefone. Após alguns minutos ele voltou e disse que "por hoje" iria deixar passar, mas ressaltou que a Polícia Nacional faz barreiras em todas as estradas e que se me visse novamente no país, eu seria imediatamente deportado. Foi horrível, seguimos a viagem atônitos, todos. José estava constrangido por seus compatriotas e explicou que infelizmente a Polícia Nacional costuma agir desta forma. Os búlgaros também relataram uma série de episódios de abuso policial em seu país. E eu estava apavorado, planejando chegar em La Paz no dia seguinte e ir direto para a Embaixada brasileira. Eis que alguns quilômetros depois havia uma NOVA barreira policial. Foi a cereja que faltava no bolo. Agora sim eu tinha total certeza de que seria deportado. O roteiro foi o mesmo. O policial pediu a identificação de todos, meu passaporte, meu certificado de antecedentes criminais e minha tarjeta andina. Repeti todas as explicações, esperando ser retirado do carro, mas incrivelmente este policial apenas concordou comigo e disse que eu deveria providenciar os documentos. Ele tinha outro alvo no veículo: o motorista. O motorista dirigia com segurança, mas o policial lhe passou um sermão totalmente desnecessário. Enfim, seguimos viagem. Quando cheguei em La Paz, fui até a Embaixada brasileira e relatei o que aconteceu. A funcionária que me atendeu sequer ficou surpresa. Disse que provavelmente o policial queria dinheiro. Mas em nenhum momento ele sequer mencionou algo parecido. Frases como "como podemos resolver isso?" ou indiretas semelhantes não foram ditas. Na hora obviamente eu pensei que iriam me cobrar algo, mas não o fizeram e eu é que não iria oferecer. A Embaixada reforçou que minha situação na Bolívia era absolutamente legal. Que tudo que eu precisava era do carimbo de entrada em meu passaporte, com isso poderia ficar até 90 dias no país (se não me engano era 90, mas já faz tempo e posso estar enganado, poderia ser 30 ou 60, tava tão nervoso que não lembro direito dessa informação). A funcionária disse que certificado de antecedentes criminais é algo exigido apenas para brasileiros que desejam residir na Bolívia, nunca para turistas. Ela recomendou que eu fosse à oficina de migraciones, no Centro de La Paz, para relatar o que houve e solicitar que escrevessem em meu passaporte a quantidade de dias que eu ficaria no país, lá onde dizia "Admitido hasta", no carimbo. Fui até o escritório de imigração, que estava absurdamente lotado e caótico. A muito custo consegui falar com um funcionário, que me atendeu muito mal, ouviu meu relato com uma cara de bunda e disse que não tinha nada de errado com minha situação no país e se recusou a escrever qualquer coisa no meu passaporte. Voltei à Embaixada e contei como havia sido atendido em migraciones, então me deram um número de emergência da embaixada e me orientaram que retornasse a migraciones e, caso se recusassem a atender meu pedido, eu deveria ligar para o número da Embaixada e passar o telefone ao funcionário. Esse número, aliás, é um plantão que estaria à disposição para o meu atendimento 24 horas por dia. Pois bem, voltei a migraciones e fui mais enfático no pedido. O funcionário ficou putaço e me encaminhou a um oficial, que ouviu meu relato com mais atenção e disse para eu ficar tranquilo, pois a Polícia Nacional sequer tem poder para deportar estrangeiros, algo que apenas eles poderiam fazer. E por fim, para coroar essa novela kafkiana, ele escreveu "30 días" no meu passaporte, ali no espaço em que dizia "Admitido hasta" e disse que caso eu fosse importunado pela polícia novamente, deveria dizer que falassem com o "Inspector Gonzalo Murillo" em migraciones. Eu não sabia se deveria rir ou permanecer sério. Se o problema todo era escrever "30 días" no meu passaporte, eu mesmo poderia ter escrito isso com uma caneta, já que o inspetor sequer assinou alguma coisa. (Aliás, no Peru escreveram 30 dias no carimbo de entrada e na Colômbia me deram 60 dias). Aproveitei também para perguntar sobre a tal tarjeta andina e me foi informado que quem ingressa na Bolívia de avião geralmente não recebe esse cartão, apenas quem vem de ônibus, mas que não seria um problema na hora de deixar o país. No fim, quando atravessei a fronteira da Bolívia para o Peru, o oficial de imigração pediu minha tarjeta andina. Eu disse que não tinha e ele me deu uma para preencher na hora, carimbou meu passaporte com o carimbo de saída e foi isso. Eu gostaria de poder dizer a todos os brasileiros que não levem seus certificados de antecedentes criminais ao entrar na Bolívia. Mas eu certamente levarei o meu a partir de agora. Mesmo sabendo, como eu já sabia naquele episódio, que não é algo necessário. Mesmo com toda a garantia dada pela Embaixada e pelo setor de imigração do país. A realidade concreta parece importar pouco diante da vontade de um grupo de policiais fortemente armados em uma estrada no meio do deserto. Nunca vou esquecer aqueles momentos de pânico. Me senti impotente, sem saber como denunciar tudo que aconteceu às autoridades competentes. Não havia identificação no uniforme dos policiais, eu sequer saberia apontar nomes. Também fiquei com muito medo de denunciar e acabei optando por seguir a viagem normalmente. Tudo que eu queria era distância de uma delegacia. Desculpem se este relato mais alarma do que ajuda efetivamente alguém. Mas se isso aconteceu comigo, sabe-se lá com quantos mais pode ter acontecido ou ainda pode vir a ocorrer. A única dica concreta que eu tenho para dar é: andem sempre com o número do plantão da Embaixada. Aqui neste link tem as informações sobre o contato de emergência consular para brasileiros na Bolívia: http://lapaz.itamaraty.gov.br/pt-br/emergencias.xml Agradeço a quem leu até aqui e reforço: a Bolívia é um destino de viagem incrível e insuperável. Mesmo este episódio terrível não estragou a satisfação que tive em conhecer o país e passar vários dias lá. Prometo em breve fazer um relato detalhado de toda a viagem. Abraços!
  3. 2 pontos
    CAPÍTULO 11: 18/05: Chegada em Ica, bate volta em Huacachina e ida para Cusco. Nos planos iniciais dormiria em Ica e faria Paracas e Islas Ballestas, porém no decorrer da viagem decidi fazer apenas huacachina e gastar mais dias em Cusco. Sendo assim não havia necessidade de dormir lá, pois só gastaria com diária em hostel. Decidimos então também não dormir em Ica e ir direto para Cusco no mesmo dia. Foi bom? Em questão de economia de grana e tempo sim, mas se soubesse que iria ficar tão sujo, teria dado um jeito de arrumar um canto e tomar um banho e ralaxar. O tema desse capítulo deveria se chamar: Areia até no c*. Angéllica tava lá firme e forte compartilhando as loucuras. Conforme disse no capítulo anterior nosso ônibus saiu as 19:30 de Arequipa pela empresa Cruz del Sur e custou 80 soles (Semi-Cama). Chegamos em Ica por volta das 6:30h da manhã. Começamos dando uma volta pelas ruas (Não fazia a mínima ideia onde estava). Tinha tomado um dramim e desci do ônibus completamente perdido e tonto. O plano seria: comprar passagem de volta, pegar um Tuc-Tuc (Moto-táxi), ir para Huacachina, voltar a noite e ir direto para Cusco. Comprando passagem para Cusco: A bonita da Cruz Del Sur te deixa no terminal deles e não do geralzão, o que dificulta um pouco procurar outras opções de passagens. Perguntamos primeiro na Cruz Del Sur o valor da passagem e a mulher nos disse que estava 140 soles. Procuramos outro terminal e nada feito, achamos só uma que fazia Cusco e tava quase a mesma coisa. Não sei se aquilo era o terminal da cidade, confesso que não tava muito afim de correr atrás disso. Voltamos e já compramos a passagem para cusco pela Cruz del Sur. Porém depois de insistir muito a mulher procurou lá e achou umas cadeiras promocionais e o total para 2 deu 75 soles. Empresa: Cruz del Sur. Valor: (Semi-cama) 75 soles (O valor pode alternar dependendo do dia). Horário de saída: 21:30h. O ideal na Cruz del Sur é comprar antecipadamente, pois consegue valor promocionais ou ter a sorte de na hora que for comprar ter mais barato. Insista para a atendente procurar se não tem nem uma cadeira mais baratinha. Do nada aparecem umas perdidas. Passagens compradas!!! Demos um rolê até uma praça principal onde o nosso foco era trocar dinheiro. Depois de comprar a passagem cada um tinha apenas 40 soles. Quando começamos a sondar a cotação em Ica, vimos que estava horrível. Para ter ideia queriam pagar 0.60 pelo real. Achamos um absurdo e resolvemos que iríamos para Huacachina com 40 soles. Lá a gente se virava. Tínhamos 100 dólares inteiro, reais e os 45 soles. Alguma solução teria. Olhando pelas ruas de Ica a arquitetura da cidade é interessante, mas não vou dizer que é um lugar bonito, pelo menos na parte que andei. Nosso objetivo era chegar em Huacachina. Sobre ICA: A cidade sofreu muito com os terremotos de 2007. Fica situada as margens do rio Ica e é fértil principalmente para o vinho. Tem cerca de 247 mil habitantes e foi fundada em 1563 com o nome de Vila de Valverde, em suas imediações destacou-se a cultura inca, de seu apogeu até 1450 d.C. Passeios em Ica: Os principais passeios que saem de Ica são: Reserva Nacional de Paracas e Islas Ballestas, Oásis de Huacachina onde pode fazer o passeio de Buggy e Sandboard, Linhas de Nasca e Tour das vinícolas de vinho e pisco. Decidimos fazer apenas Huacachina. Pagamos um moto táxi que cobrou 5 soles paranos levar. Devem cobrar menos, mas como tá na cara que o sujeito é turista eles aproveitam. Tem TUC-TUC para todos os lados em Ica, e TODOS buzinam irritantemente a todo momento. Em poucos minutos chegamos em Huacachina. O solzinho estava maravilhoso, ainda mais com aquela lagoa e as dunas. A lenda de Huacachina: Uma jovem princesa foi pega durante seu banho por um caçador, ela fugiu, durante uma longa perseguição a princesa acabou voltando para a piscina onde tomava seu banho e lá algo de estranho ocorreu, a piscina se tornou o lago, e o véu de suas roupas tornaram-se as dunas. Lá ela vive até hoje como uma sereia. Gostei muito de ter ido em huacachina, apesar de ter pensado em não ir diversas vezes. Li relatos que falavam que não valia a pena, uns falavam que aquilo não passava de uma poça artificial, que a cidade era muito perto e que nem dava a impressão de ser deserto, enfim.... Resolvi ver por conta própria como era. Os relatos devem servir para um auxílio e nunca para verdade absoluta. Faça o seu planejamento, pois a sua experiência nunca será como a de outra pessoa. Alguém pode odiar e você amar. Leve em consideração as vantagens e desvantagens, mas faça sempre o que o seu coração mandar. Por experiência pessoal vale super a pena fazer Ica e Huacachina, mas ir e depois ir direto para Cusco é cansativo e desconfortável viajar sem tomar um banho antes, pois é muita areia. Você fica literalmente imundo. Continuando: Quando chegamos em Huacachina fomos procurar uma agência para fechar o passeio de Bugre. Fechamos com a agência Mário Tour`s. Agência: Mário Tour`s. Endereço: La Cabaña - Puesto - 40 - Tel.: 960522693. Passeio: Buggy + Sandboard. Valor: 30 soles. Horário de saída: 4:30h. O passeio costuma sair entre 15:30 e 16:00, porém tem outros horários e tipos de passeio. Escolhemos o que sairia 4:30h para que pudéssemos pegar o pôr-do-sol nas dunas. Não era nem 9 da manhã ainda. O jeito foi inventar o que fazer. Tem banheiro público no calçadão por 1 soles por pessoa. 6.50 soles no bolso, bora subir essas dunas enormes. Tínhamos ainda uns lanches, jantamos no ônibus, então tava de boa. Mano como eram altas aquelas dunas. Subia, subia, areia, mais areia, mais subida, escorrega na areia, cai na areia, engole areia. Por fim chegamos lá no topo e dava para ver huacachina toda. Detalhe que eu odeio areia fina demais (com todas as minhas forças), mas precisava superar isso. O sol começou a esquentar e eu convenci a Angéllica a descer para ficar na beira da lagoa na sombra. Quando chegamos perto da lagoa meu sonho era me jogar naquela água igual umas crianças loucas que estavam lá se acabando. Não fiz pelo fato de ter lido em algum lugar que aquela água era contaminada. Se era verdade ou não, preferi não arriscar. Deitamos na beira da lagoa, deu tempo de tirar um cochilo. Comprei um picolé por 2 soles. Por fim chegou o horário e fomos para frente da agência. Um grupo foi reunido e organizados dentro do Buggy que cabe aproximadamente 15 pessoas. Na entrada das dunas é necessário pagar uma taxa de: 3.60 soles. Os carros começam a andar pelas dunas gigantescas. É uma aventura bem legal. O motorista parava em algumas dunas específicas para que pudéssemos fazer Sandboard. Teve uma hora que bateu um cagaço de leve, pois era muito alta, mas como era areia, tava tudo certo. No final do dia o sol começou a ir embora por trás das dunas. A paisagem é muito linda. Ao anoitecer a gente começa a chegar perto de huacachina e aí você percebe o quanto aquele lugar é maravilhoso a noite. Acredito que vale a pena dormir em huacachina, pois o clima do lugar é bem legal. Deve rolar alguns bares e festas por ali também. Pegamos o Tuc-Tuc de volta para Ica, porém dessa vez nos cobraram 6 soles. Resumo: restava 2.90 soles no bolso. A gente estava com uma fome surreal e ia ser muito difícil achar algum lugar que aceitasse os 100 dólares ou real por ali. Tudo bem que nosso ônibus sairia as 21:30h, mas não dava para aguentar. Eis que nos surge uma barraquinha vendendo um hambúrguer de frango com salada e batata frita fritas. Nossa ideia era juntar a grana dos dois e comprar um para dividir. CARAAAAA, o lanche era 2.50. Que lanche delicioso, ele estava maravilhoso e era 2.50. ainda achamos umas moedas perdidas na bolsa e compramos uma coca lata pequena. Vocês perceberam que eu ia pegar uma viagem de não sei quantas horas e chegar em cusco sem nem 1 soles no bolso? Não façam isso!!! Chegamos em cusco era e não tínhamos dinheiro para absolutamente nada. Neste momento percebemos a burrada que a gente fez de não ter trocado grana suficiente. A vantagem disso é que obrigatoriamente você economiza. Finalmente indo para Cusco. Um dos lugares mais esperados da viagem. No próximo capítulo falo tudo que rolou em cusco, passeios, valores. Obrigado por acompanhar galera e espero que esteja ajudando em algo e não só escrevendo um monte de água aqui. Gastos em Ica + passagem para Cusco Cotação: 1 real = 0.85 soles. Passagem para Cusco: 75 soles. Tuc-Tuc para Huacachina (Ida e Volta - para cada pessoa): 5.50 soles. Passeio Buggy + Sandboard: 30 soles. Banheiro: 1 soles. Picolé: 2 soles. Taxa para subir nas dunas: 3.60 soles. Lanche sagrado + Coca: 3.50 soles. Total em Soles: 120.60. Toral em reais: R$ 141.88. Gasto parcial da viagem: R$ 3.943,15. Próximo capítulo: 19/05: Meta de vida alcançada: Conhecer Cusco.
  4. 2 pontos
    Concordo, do jeito que está, Berlin está servindo só para você desperdiçar tempo e dinheiro. Você vai estar saindo do Brasil ou de algum outro local na Europa? Por que se estiver saindo do Brasil, na verdade provavelmente você vai estar livre mesmo só no final da tarde ou começo da noite do dia 06., a assim o dia 06 provavelmente vai ser um dia perdido, pois alem de chegar tarde em Berlin, você vai estar cansada e meio perdida devido ao jetlag. E como no dia seguinte você já vai para Munich, não vai dar para ver nada em Berlin, que é a maior cidade de todo o seu roteiro, uma cidade que normalmente demandaria uns 3 ou 4 dias inteiros para você visitar as principais atrações da cidade com alguma calma. E ai chegando em Munich, também vai ser super corrido, você mal e mal vai ter tempo de ver o básico da cidade, não vai ter tempo de fazer a parte que realmente legal e interessante em Munich, que são os bate-voltas a Neuschwanstein/Füssen, Salzburg, Nürnberg, Garmisch-Partenkirchen, etc... Dubrovnik também é um lugar que pode ficar bem prejudicado se você não conseguir encaixar o ônibus de Zagreb e o voo para Roma em horários bons. Se não conseguir um horário "bom", pode acabar sobrando mesmo só 1 dia livre, o que é pouco tempo. E pra variar, como sempre, os voos em Dubrovnik não estão ajudando muito... O único voo do dia sai de Dubrovnik no dia 26 as 09:05 da manhã, então o dia 26 já é totalmente perdido em Dubrovnik, pois as 06:00 da manhã você já tem que estar lá no ponto de ônibus esperando o ônibus para ir ao aeroporto, alem da passagem neste dia estar meio cara... Então a primeira coisa que eu faria, seria adiar a ida para Roma para o dia seguinte, para o dia 27, desta forma você teria 2 dias inteiros livres em Dubrovnik, e a passagem custa metade do preço. Tirar um dia de Roma no final não faria tanta falta assim se não tiver muita coisa em específico planejada para Roma, você ainda ficaria com 4 dias inteiros livres em Roma. E também reveria a parte da Alemanha, por que do jeito que está, está ruim, você não vai aproveitar nada direito de nenhuma das cidades. Eu ficaria só com uma delas, só Berlin ou só Munich.
  5. 1 ponto
    Sempre quis sair da bolha e explorar um mundo que ia além da minha janela. Assim, embarquei em rumo à uma aventura com a mochila nas costas e fui vagar por um país vizinho, afim de me deliciar com o que a vida prepara pra gente. Enquanto me planejava, era questionado diversas vezes do porquê de ir à Bolivia; porque não para outro país “melhor”; o que fazer num país que não havia nada ou até mesmo se não havia outro país mais bacana mesmo com a moeda mais desvalorizadaem relação à nossa. Hoje vejo com mais clareza o preconceito e o estereótipo que ronda sobre a Bolívia, porém, no fundo, nada disso me importava. Sem nada reservado nem comprado com antecedência, adquiri a passagem aodesconhecido. Então, o sentimento de liberdade descomunal reinou. É libertador sentar ao lado de pessoas que nunca se tenha visto e as ver te ajudar com todo amor e disposição, cuidar de você como se fosse da família e escutar sobre suas histórias, seus romances, suas dificuldades, suas dores e – principalmente – seus sonhos. Entender sua história e sobretudo, deixar as ignorâncias e preconceitos de lado com essas experiências, mostra como, independente do canto do mundo, todo ser humano é igual. Sempre há um trauma, uma dor, uma necessidade de ser amado e de buscar a felicidade, da maneira que te faz bem. Ver o humano que existe dentro de cada uma destas pessoas, me fez ter a noção exata do espaço que eu ocupo neste vasto mundo e perceber o que é necessário carregar no peito e o que se deve deixar pra lá. Olhar pra dentro das pessoas é aprender ao mesmo tempo, sobre o outro e sobre si mesmo. A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul e já seria evidente pelos perrengues e principalmente pelos aprendizados. A singeleza estampada no rosto das pessoas, nas roupas e no modo de viver é um choque de realidade absurdo e o aspecto que torna esse país rico é sem duvidas, a simplicidade com que se leva a vida. As barracas de pano, as tendas de sanduiche no meio das ruas, a infraestrutura básica, pessoas comendo sentadas na calçada, os ônibus velhos sem cinto de segurança, os táxis e micros – que se parecem teletransportados dos anos 60 – caindo aos pedaços ou os rostos queimados devido às altitudes elevadas e à falta de condições para comprar protetor solar. Percebi como nesse país se leva as coisas da maneira que se pode levar, sem status exacerbados ou superficialidades desnecessárias; simplesmente de uma forma singela de garantir o básico da vida: a felicidade e o bem estar. Uma das sensações que mais me atinge quando bate a saudade desse país e gente que amo, é a insignificância e o anonimato. No nosso microcosmo cotidiano, nos afogamos num pires com frequência. Nos sentimos perseguidos por coisas que, muitas vezes, não possuem sentido ou sem nem saber o que realmente nos persegue. Viajar sozinho para outro país, com um idioma que eu não dominava, uma cultura completamente oposta e um preparo – quase nulo – de mochileiro de primeira viagem, me fez enxergar melhor esses incômodos e me proporcionou a autopercepção de ser só mais um cara vagando por aí, buscando ser feliz e realizar os sonhos do coração, como todos os outros 7 bilhões. Caminhar sem rumo no meio de um deserto onde só se vê vulcões de um lado e mais paisagens surreais do outro; absorver a beleza do céu refletido no Salar; perambular sem destino pelas vielas de Sucre e nas ruas de La Paz; interiorizar o silêncio das montanhas ou a laucura das buzinas desenfreadas de Santa Cruz, além de ficar em uma rodoviária com 27 pessoas por metro quadrado; tudo isso me trouxe uma noção exata do espaço que eu – e meus problemas diários – ocupam nesse mundão: basicamente zero. Nada melhor. Essa passagem pela Bolívia me conectou com a essência que se via aprisionada pela padronização de ideias e costumes. Essência essa de viver apenas com o que é essencial, sem se importar tanto com que pensam sobre nós, sabendo que a sua vida é apenas sua. A não carregar julgamentos, preconceitos ou ignorâncias nas costas, e entender que todos somos seres humanos buscando as mesmas coisas em todos os lugares do mundo. A ser mais simples, porque existem pessoas que nem isso possuem; e tentar levar a vida de uma forma mais leve e simplificada, procurando sempre a melhor versão de mim e ter empatia pelo próximo: pessoas como nós. E enxergar que o que há de mais precioso no mundo, é o que existe no coração de cada um. Ali eu soube como queria viajar e de que maneira caminhar. A Bolívia foi o começo de tudo. - se alguém quiser coloco detalhes de roteiro, custos ou dicas
  6. 1 ponto
    Caracas - Vista do Hotel VIP Caracas en Altamira Olá gente faz um tempo que quero fazer um relato sobre como está a Venezuela para viajar e tal e como recentemente fui ao casamento de um irmão lá, tenho informações fresquinhas sobre a situação do país e tudo mais, mais do que um relato detalhado da minha viagem vou fazer algumas observações em relação à moeda por exemplo que está bem bagunçado agora, questão de falta de dinheiro (notas), mudança de moeda, entre outras coisas que considerei mais importante relatar ok?, mas quem quiser mais detalhes fique à vontade para perguntar, vou deixar meu whatss no final do post pra facilitar ☺️ Bom sou venezuelana de nascimento, mas moro no Brasil há 22 anos, estive na Venezuela de 22/05/18 a 05/06/18 fui ao casamento do meu irmão e aproveitei pra turistar um pouquinho, recomendo muito ir pra lá principalmente pelos preços, como a moeda esta bem desvalorizada fica pra nós brasileiros muito barato ir pra lá e esbanjar. Só quero fazer uma observação quanto a situação do país atual porque mesmo tendo família lá eu me assustei com as notícias que chegam sobre a Venezuela, e a primeira pergunta que fiz ao meu irmão quando disse que ia fazer festa de casamento lá foi: Mas as pessoas estão passando fome? Como você vai conseguir comida aí? não ta faltando comida e tudo mais? E ele obviamente me disse que a situação não era assim tão ruim como a mídia mostrava, mas obvio que não acreditei e decidi ir ver com meus próprios olhos, então confirmei que há muito exagero na mídia sim, as pessoas que passam fome são as mesmas que passam fome aqui no Brasil e em países subdesenvolvidos, pobres e pessoas que dependem de ajuda do governo, já que a ajuda do governo é basicamente uma caixa de comida por mês, e os aposentados também porque o salário mínimo é hoje 23/06 em torno de 0,50 centavos de dólar, pelo cambio paralelo (falo mais disso la na frente). Então quem for pra lá fique tranquilo que você não vai ver pessoas revirando latas de lixo, nem pessoas assaltando o tempo todo, porque uma das poucas coisas boas que a crise fez foi q com a crise muitos foram embora do país, inclusive os bandidos, eu estive lá em dezembro de 2014 e a situação de segurança estava muito pior, eu me senti mais "segura" desta vez, mas os cuidados a serem tomados em QUALQUER região que vc estiver, são as mesmas dos grandes centros aqui no Brasil, como falar ao celular na rua nem pensar, sair depois das 19 horas NEM PENSAR, a vida noturna de Caracas praticamente acabou, mas ainda se consegue comer em bons restaurantes nas regiões nobres da cidade, e você vai até se esquecer que está na Venezuela. Bom começando com a minha experiência em Boa Vista, resolvi ir por Boa Vista pelo motivo óbvio rsrsr, preço, pois um vôo direto de São Paulo-Caracas Ida e volta está em torno de 6000 reais o mais em conta, bom os motivos pra isso são vários mas o principal é que poucas companhias estão fazendo o percurso, principalmente por causa da inflação que aumenta diariamente, então fica difícil fazer estimativa de preços de passagens e tal. Bom sou venezuelana de nascimento, mas moro no Brasil há 22 anos, estive na Venezuela de 22/05/18 a 05/06/18 fui ao casamento de um irmão, então vou contar um pouco sobre a viagem. Fui por Boa Vista por ser a opção mais barata, uma passagem de avião pra Caracas direto de São Paulo estava em torno de 6.000 reais, ida e volta, e isso estava bem fora do meu orçamento. Então cheguei a Boa vista no dia 22/05 às 3 da manhã, infelizmente os vôos pra Boa vista só chegam e saem de madrugada. Por causa da crise na Venezuela a cidade está um caos, cheio de venezuelanos dormindo no aeroporto e por isso achei melhor esperar amanhecer num hotel, peguei um taxi no aeroporto e pedi q me levasse a um hotel, me levou no hotel farroupilha, que por sinal não recomendo, além de me cobrar 100 reais pra dormir 3 horas, o banheiro não tem nem chuveiro elétrico, que era o mínimo q eu esperava pelo preço, mas enfim foi a opção que tinha no momento. Na volta eu também tive que dormir na cidade então optei pelo airbnb, fiquei na casa do Walber e super recomendo, ele é um policial militar muito gente boa e com certeza é melhor ficar lá que nos hotéis de Boa vista. Levantei e fui pro terminal do Caimbe pegar o taxi para Pacaraima, cidade que faz fronteira com Santa Elena de Uairen, o taxi cobra 50 reais por pessoa e leva 4 pessoas, são bem seguros peguei da empresa cootap mas tem outra e ambas cobram o mesmo. Saem em vários horários, na verdade conforme vai tendo passageiros para levar, fazem a travessia até 19 horas me disse o motorista, então a hora que chegar sempre vai ter alguém pra te levar. Cheguei em Pacaraima onde um primo venezuelano foi me buscar de carro, pra quem não está acostumado com fronteiras na América do Sul vai parecer assustador a quantidade de venezuelanos dormindo nas ruas, têm muitos trocando dinheiro dólar por Bolívar, Real por Bolívar o cambio está 4,1 reais por dólar até sexta 22/06/18. Não recomendo trocar dólares na fronteira, os motivos são vários vou citar os principais: - há pessoas que querem tirar proveito como em qualquer lugar do mundo, mas devido à crise q estão passando tentam ganhar de qualquer jeito, então o meu conselho é levar dólares daqui, de preferência notas de baixo valor, vou explicar o porque mais pra frente; - não adianta ter Bolivares, a não ser uma quantidade muito pequena, a inflação lá ta uma loucura então o bolivar se desvaloriza todos os dias, quando cheguei estava 1 dólar = 1.000.000 de bolivares (sim vc não leu errado um milhão) e quando vim embora estava 2.400.000, como são valores em milhões não há notas suficientes e nem como carregar tanto dinheiro assim, então as pessoas só usam notas para abastecer, porque a gasolina é infinitamente barata então com 500 bolivaresvc enche o tanque Ps: com 500 bolivaresvc não compra nem uma bala lá Gente percebi que o post vai ficar muito grande, então vou resumir e se tiverem dúvidas ou quiserem saber mais detalhes mandem email [email protected] ok? - se não tiver jeito mesmo e tiver que trocar reais por dólares só aceite as notas de 100 dólares, são as únicas que não podem ser falsificadas, masssdifíceis de trocar depois de estar lá dentro - a não ser que tenha conhecidos dispostos a te ajudar, ninguém vai trocar dólares pra vc no preço que está na cotação do dia, vou explicar melhor há 2 cambios na Venezuela o câmbio oficial e o paralelo ou negro, o oficial é o do governo, isto é o que é seguido pelas instituições financeiras, pelas operadoras de cartão de crédito etc, e o paralelo que é o do site dolartoday.com que hoje está 2.951.374, bom mas o que isso significa? A maioria da população segue o paralelo, todas as vendas tipo imóveis, carros são feitas seguindo o dolartoday mas cada pessoa pode barganhar esse valor, mais ou menos isso A cotação oficial é de 96.322, nem preciso dizer que não compensa passar o cartão de crédito internacional na Venezuela né?, pra quem não entender só pedir que eu explico melhor 😉 Bom e como eu fiz com relação ao dinheiro? Um primo me emprestou seu cartão de um banco de lá e eu troquei 100 dólares com ele assim que cheguei na Venezuela, ele deixou em bolivaresdisponíveis nessa conta, tudo absolutamente tudo é pago por débito, como comentei antes não tem notas no país suficientes pros valores praticados, e como tudo está custando milhões, exemplo 1 diaria de hotel custa 7 milhoesimagina carregar tudo isso em notas 🤔 Então em todo lugar aceitam cartão de débito, ah mas eu estou na praia e quero uma água de coco , provavelmente o cara que vende coco tem maquininha de cartão, que lá é conhecido como punto, vc vai ver placas dizendo HAY PUNTO, então se vc tiver alguém que possa te emprestar a conta enquanto vc estiver lá ótimo foi o que eu fiz. Mas há ressalvas, o governo controla a quantidade de dinheiro que vc pode gastar por dia, não oficialmente claro, mas na prática se vc quiser comprar alguma coisa que custe em torno de 100 dólares em bolivares provavelmente vão recusar a transação, então o que os lojistas fazem é dividir o montante em várias vezes e passar várias vezes o cartão, um saco na verdade, mas uma forma de burlar o sistema, pelo menos por enquanto. Outra forma de pagar é por transferências bancárias, é o que mais é feito na verdade, taxistas, lojas, tudo praticamente é pago por transferência bancária, a pessoa q vc esta comprando algo te passa o número da conta e vc faz a transferência e manda o print do comprovante por whatss, bem interessante como o ser humano se adapta a tudo NE.... Mas para quem não tem ninguém lá para emprestar a conta e tudo mais a única opção viável é pagar em dólares, por isso disse antes que o melhor é levar notas de baixo valor, por exemplo um café da manhã numa padaria vai de custar em torno de um milhao e quatrocentos bolivares isso dá menos de 1 dólar mas provavelmente não vai ser todo lugar que vai aceitar notas baixas porque podem ser falsificadas, lembra que eu disse que a única que não pode é a de 100 dólares?, então possivelmente também tudo vai sair mais caro para quem leva dólares porque vão cobrar o preço que quiserem por saber que vc não tem bolivares, é a situação econômica lá ta bem complicada, e pra piorar vão tirar 3 dígitos da moeda, para ao em vez de ser em milhões ser milhares, mas isso só vai acontecer em 3 meses. Bom o que fazer então? Sinceramente não sei, sempre pergunte quanto é em bolivares só fale que vai pagar em dólares em locais fechados e sempre que falar que vai pagar em dólares tome cuidado pra quem estiver em volta, porque sempre há gente mal intencionada e de olho em turistas pra assaltar etc., então o meu conselho é não confie em ninguém, a não ser que vá a casa da pessoa e esta seja de fato honesta. Quanto a viajar de carro pelo país, tenho várias ressalvas também, é complicado pela questão dos policiais serem corruptos, há muitas fiscalizações nas estradas, tipo blitz... e os policiais ganham um salário mínimo, que é em torno de cinqüenta centavos de dólar hoje, então imaginem passar um carro com turistas que eles sabem que carregam dólares, eles fazem de tudo para estorquir, então se for levar dólares leve bem escondidos, eles revistam tudo, reviram as malas, fazem revisão de homens e mulheres, palpam tudo... é bem constrangedor na verdade, a boa notícia é que turistas podem carregar até 10.000 dólares, mas nunca jamais em hipótese alguma faça isso, tenho um primo que carregava uns 5000 dólares e foi parado em uma alcabala (que como chamam as blitz la) e os guardas tiraram 4000 dele porque foi o que conseguiram encontrar, e ele teve sorte que não mataram ele porque a maioria das vezes eles tomam os dólares e levam a pessoa para um “passeio” para bater e tentar tirar o máximo possível de dinheiro, e para não correr o risco de serem denunciados eles matam e pronto, é parece filme de terror mas é assim mesmo. Por isso quanto mais mochileiro você parecer melhor, ou o menos turista possível melhor ainda. Para quem realmente quiser se aventurar de carro, NUNCA JAMAIS EVER dirija à noite, faça os percursos de dia, quando entardecer pare na cidade mais próxima e durma no melhor hotel que encontrar, são muito baratos quando fazemos a conversão, então sempre pergunte quanto é em bolívares e vc mesmo faça a conversão para dólares, e depois pergunte quanto é em dólares e comece a negociar a partir daí. Porque não dirigir à noite, bom além dos motivos óbvios, há trechos na Venezuela que são muito perigosos, um exemplo é a região de Caucagua, uma zona litorânea, que tem uma cidade chamada San José e, que obrigatoriamente temos que passar se vamos atravessar sentido Caracas ou outras cidades nessa direção por exemplo, é tão perigoso que para atravessar o povoado geralmente motoristas esperam a escolta da guarda nacional para passar ali, sim eu vivi isso porque meu primo atravessou essa cidade à noite no percurso que fizemos quando eu cheguei, foi horrível, mas deu tudo certo no final, por isso eu continuo dizendo JAMAIS viajem à noite. Há o risco do carro quebrar, furar pneu ou sei lá o que e vc vai ficar no meio do nada e provavelmente será secuestrado na melhor das hipóteses. Se você for atravessar o país de carro com venezuelanos é mais tranqüilo, deixe que eles dirijam e se for mulher melhor ainda, geralmente não param mulheres nas alcabalas, mas eu disse GERALMENTE. Fiquei em Guatire que é uma cidade próxima à Caracas, cerca de 30 min de carro, porque um tio mora lá e é mais tranquilo que Caracas, fica à meia hora de Higuerote que é litoral então é uma boa opção pra conhecer, como o mar que banha a Venezuela é o Caribe todas as praias são maravilhosas, mas recomendo que vá com pessoas que conheçam porque algumas praias tem muita correnteza e são perigosas na região, tenho um primo lá que pode ajudar quem quiser conhecer a região. Fui a margarita no dia 01/06/18 comprei a passagem lá em Caracas num shopping que se chama Líder, que tem uma agência de viagens de confiança, tenho o contato da moça que me atendeu, o whatss dela quem quiser me pede ok? bom como a questão financeira não está legal, tudo está um pouco louco, tem coisas que são extremamente baratas até mesmo pros Venezuelanos, uma passagem ida e volta pra margarita saiu por 32 dólares saindo de Maiquetia (Aeroporto principal da Venezuela- fica 30 min de Caracas). Para conseguir passagem pra lá recomendo que assim que chegarem em Caracas façam isso, ou então já deixem reservado com essa moça que comentei porque não é fácil conseguir passagens em cima da hora, eu tive sorte que consegui com 3 dias de antecedência, mas não façam isso porque é muito provável que não consigam passagem ok? E finalmente como está Margarita? a situação da ilha é menos ruim do que do resto do país, a ilha é bem grande então não dá pra percorrer a pé, nem de carrinho de golf como em San Andrés, por exemplo, então tudo é feito de carro ou taxis, e aí temos um problema, os táxis só aceitam transferência bancária... acho que tem alguns que aceitam dólares, tenho o contato de um taxista muitooooo legal que nos ajudou muito durante a nossa estadia na ilha, o nome dele é Johan, é o que cobra mais barato é super pontual e também oferece alguns passeios pela ilha. Eu fiquei só 3 dias infelizmente não tinha como ficar mais, mas recomendo que fiquem pelo menos 5 dias para aproveitarem tudo, não vou entrar em muitos detalhes sobre margarita porque o post já ficou longo demais, quem quiser mais detalhes é só pedir ok? Pra quem está curioso sobre quanto gastei ficando quase 3 semanas lá, eu gastei 200 dólares esbanjando muito e ainda trazendo 2 perfumes importados rsrsrsr, gente lá é tudo mais barato então é o paraíso pra comprar mas devido ao problema de dinheiro e das operações financeiras serem bem dificultadas acaba atrapalhando demais trazer muitas coisas, recomendo que levem pouca bagagem e que comprem o que precisarem por lá... é bem barato inclusive em alguns shoppings em Caracas mesmo, os Shoppings de Margarita são mais caros antigamente era o contrário mas como a ilha teve que se dolarizar acaba ficando mais caro. Dicas de hotéis e tudo mais é só pedir blz? Beijos desculpem o post enorme masss é a primeira vez que faço um relato ta bom? PS- Gente embaixo nas respostas tem um post explicando porque retirei os meus contatos ta bem?, abraços. 30/08/18 Isla de Coche - Nueva Esparta Vista do hotel hippocampus Isla de Margarita - Nueva Esparta
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    ESTOU PLANEJANDO UM MOCHILÃO NA AMERICA DO SUL, PASSANDO PELA BOLIVIA, PARTE DO CHILE E PERU, GOSTARIA DE SABER SE ALGUÉM QUE FEZ ALGUM PERCURSO INCLUINDO ESSES LOCAIS USOU O CAMPING COMO ALTERNATIVA, GOSTARIA QUANDO POSSÍVEL EM CASOS ACESSÍVEIS OU NÃO ACAMPAR PARA DAR UMA BARATEADA E DE QUEBRA CURTIR DE UMA FORMA MAIS INTENSA.
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    Salve galera. To querendo sair da minha cidade, conhecer outros lugares, ficar uns 3 meses em cada lugar. To pensando em ir para o sul do Brasil começando pelo litoral sp e descer até chegar no Uruguai e depois explorar mais a América do sul Mas to com pouca grana. A ideia é ficar em hostel, trabalhar em troca de acomodação e conseguir outro trabalho p levantar uma grana pra continuar nessa caminhada. Mas eu sou iniciante no rolê. Como conseguir trabalho em Hostel? E por fora, eu posso trabalhar com o que?(pensei em bar, restaurante, etc.. ) Queria dicas, sugestões, contatos, quem puder me ajudar vou agradecer muito .Vlw
  9. 1 ponto
    Junto-me ao "coro" de agradecimento aos relatos que li aqui e que me ajudaram a evitar perrengues e tomar decisões quanto ao roteiro e afins. Juntamente com o meu namorado, fui pro Peru do dia 06/06 à 15/06. Comprei as passagens GRU X Lima (meu namorado mora no Vale do Paraíba, eu moro no RS), na primeira semana de Dezembro, por 8500 pontos Multiplus o trecho para cada um + R$ 500 no total das taxas (4 trechos). Compramos as passagens de Lima X Cusco no site da LCPeru por 180 soles peruanos, cada trecho, diretamente no site da Cia. Não deu para comprar pelo cartão de crédito, daí foi feito pelo SafetyPay. Esta compra foi feita no mês de abril, quando havíamos definido totalmente as datas do roteiro da viagem. Estava decidida a comprar as passagens internas com Cia Peruana pq os preços da Latam e da Avianca eram muito maiores. Sabia que corria pouco risco dos vôos serem atrasados/cancelados (como é a fama quando se voa por estas Cias) em razão da época (inverno ser mais seco) e pelos horários dos vôos (li aqui, e em vários outros blogs que o problema é no aeroporto de Cusco - se pousar ou decolar após às 17h, a chance de ter alteração é enorme). Eliminei a Viva Air (Viva Colômbia), pois vi que era a pior dentre as nacionais. Pelo o que li, a Peruvian seria a melhor, mas não tivemos stress com a LCPeru. Voamos nos 2 trechos com aviões Boeing 737, com direito a uma mala despachada de 30Kg para cada um (a minha deu exatos 10Kg). Lanches bem básicos (pacotinho de nuts variados) com direito a Inka Kola. Passeio para o Valle Sagrado: fizemos o tour completo (Chinchero, Maras, Moray, Ollanta e Pisac +Salineras) mas SEM ALMOÇO por 40 soles por pessoa. Levamos lanche! Ida para Machu Picchu: acabamos indo e voltando com o trem Vistadome da PeruRail por US$ 40 o trecho (Cyberday promotion), comprados no final de Abril. Ida para Huaraz: fomos pela MovilTours na opção "Ejecutivo Vip" por 45 soles peruanos o trecho, para assento de reclinação de 160 graus. O preço normal para este tipo de assento/serviço é 65 soles, mas comprando com certa antecedência consegue-se encontrar alguns assentos promocionais. Terminada a informação sobre o investimento financeiro, irei tecer brevemente sobre o nosso roteiro e outras dicas e percepções, mas procurando evitar o óbvio. DIA 06/06 Vôo GRU X Lima: saída às 7h40min (aguardamos em torno de 30min dentro do avião para poder decolar em razão do FLUXO aéreo, cfme explicação do piloto). Resultou em 1h de atraso na chegada: pousamos ao meio-dia em Lima. Avião super confortável ( poltronas no formato 2-3-2). Vôo Lima x Cusco: saída às 14h40min (atraso de alguns minutos no portão de embarque - fomos de bus até o avião). "PERRENGUE": Reservei todas as minhas hospedagens pelo Booking, que informava que a hospedagem de Cusco ofereceria transfer. Escrevi mensagem para eles ainda em SP. Acessando os 30min de wifi free do Aeroporto de Lima, e não haviam respondido. Chegamos em Cusco e... Não tinha wifi free e nada de transfer. Pagamos 25 soles para um taxista fazer a corrida até o bairro de San Blás. "RECOMENDO": Jantamos no SUMAQ II, na Calle Siete Angelitos - nosso restaurante em Cusco. Barato, sem movimento, pizza em forno a lenha. Pão de alho e massa da pizza feitos artesanalmente e de forma excelente. Wifi bom tb. 07/06 Compramos os ingressos para Machu Picchu no "escritório" do Ministério da Cultura do Peru em effectivo (em soles, sem taxa extra nenhuma). Fiquei monitorando pelo site oficial a disponibilidade dos ingressos e, deu certo. "RECOMENDO": Mês de Junho é cheio de comemorações em Cusco. Pegamos vários eventos tri em razão do Corpus Christi, concurso de dança das escolas infantis de todo o Valle (ainda tem o Inti Raymi no "solstício do inverno"). Passeamos por Cusco mas sem entrar nas opções pagas de museus,etc. Só compramos o boleto parcial (70 soles por pessoa). "DETALHE IMPORTANTE": Fizemos a carteirinha internacional pq estudante paga metade no boleto "general" (o mais completo), mas tem a mesma regra que M.P.: só até 25 anos! pqp!!!! E tem outra: li aviso lá no Cosetur, que a carteirinha da ISIC (que nós fizemos) não teria mais validade nos próximos meses! 08/06 Fizemos o tour pelo ValleSagrado, mas sem entrar no Parque A. de Ollanta, pois pernoitamos naquela cidade, daí curtimos o acervo na manhã do dia 09/06 com toda a calma do mundo! Pq como vários relataram, é pouco tempo para contemplar e tirar fotos durante o tour grupal. Fora que, de manhã estava vazio!!!! (além dos tours grupais serem de tarde, a Copa do Mundo diminuiu mtooo o movimento lá na região! "DICA": se puderem ir lá pra Cusco/M.P. durante algum evento mundial importante (Copa/Olimpíadas) será ótimo! Nada de empurra-empurra, tumulto, dificuldade pra enquadrar fotos... oh maravilha!!!! 09/06 Ollanta de manhã, e de tarde pegamos o trem às 14h. Ollanta é muito agradável, mas bem pequena, com poucas opções de gastronomia (após às 21h, ao menos). De tarde pegamos o trem - confortável, pontual, etc. Ao chegarmos em Águas Calientes, encontramos a galera que reserva hospedagem por agência aguardando ser chamado... Meio ruim isso! Jantamos o prato menu (como em quase todos os dias no Peru) por 12 soles apenas! E com direito a Pisco Sour dupla gratuita! Pq? Copa do Mundo! Poucos turistas, vários restaurantes... É galera do "mete a faca no turista"! Nos mercadinhos os preços se mantinham exorbitantes, mas estavámos bem preparados. Só queria ter comprado BANANA (plátano) pois li no blog ApureGuria, que isso atraia as ilhamas em M.P.! Mas 1 sole por 1 plátano.. não! 10/06 Subida pela escada inca: mais do que dor nos joelhos pelos quase 35 anos "de velhice", senti minhas coxas "ficando pelo caminho". Me apavorei comigo mesma, ao ter que parar várias vezes para descansar, mas conseguimos fazer o trajeto em 1h10min! Não pegamos guia, segundo informações que colhi, só o pessoal dos grupos das agências não conseguem escapar. Se fez falta/se foi melhor, acho que é questão de opinião pessoal. Pesquisamos sobre a historia de M.P. antes da viagem. Enquanto a galera dos grupos guiados tinha poucos minutos para tirar fotos dos lugares, quase zero de tempo para contemplar a energia "em paz", nós tivemos, e muito! Saímos às 10h40min, tendo feito as 2 voltas no parque. Sentado um pouco para lanchar. Explorado tudo o que tínhamos à disposição (não pegamos nenhuma montanha). Na saída começou a chover. Uma garoa, mas constante. Não descemos muito rápido para evitar escorregões na escadaria, mas deu uns 45-50 minutos. Só na estação do trem é que fui ao WC. Ah! Sou alérgica a borrachudos, passei repelente, mas não senti nada de mosquitos querendo incomodar. Como pegamos o trem às 13h30min, chegamos cedo em Ollanta e fui tranquilo voltar de "colectivo" até Cusco (10 soles). "SOBRE AS VIAGENS COM O TREM": é disponibilizado wifi... Que era ótimo, rápido! 11/06 De manhã compramos alguns souvenirs e de tarde pegamos nosso vôo para Lima. Gastamos aproximadamente 5h no aeroporto de Lima (bus para Huaraz era às 23h30min - coloquei baita margem de segurança), usando o wifi do Starbucks, e tb resolvendo um PERRENGUE! "PERRENGUE": no dia anterior à saída do Brasil (05/06) recebo e-mail automático da Latam - nossa volta teria um atraso de 12 HORAS!!!! (vôo da volta seria às 23h30min de 15/06 com escala de uns 40min em Assunção). Só que o vôo "novo" sairia às 24h de Lima. E vôo saindo de Assunção às 5h40min não "existia" mais, e sim, só às 3h da madrugada (o que era inviável), ou às 17h - resultando numa chegada às 8h DA NOITE, quando inicialmente seria às 8h DA MANHÃ do dia 16/6. Escrevi no Twitter, no Facebook da Latam... expliquei que só teria wifi e em poucos momentos durante a viagem... Esperei por 1 semana para que tivessem a competência de resolverem. Nada! Escrevi minha reclamação no ReclameAqui. Entretanto, usei o tempo ocioso para buscar o guichê peruano da Latam. As atendentes alegavam que não poderiam remarcar os vôos por ter comprado por pontos. Mas, com mta insistência, e mostrando os e-mails de confirmação da época da compra com essa diferença absurda, elas resolveram o problema! Pegamos vôo direto, saindo às 24h30min de Lima! Então, salvem sempre suas negociações com print de tela e tal para estarem munidos!!!! 12-14 de Junho Chegamos em Huaraz às 7h e o Scheler (Artizona Trekking) nos buscou e levou até o nosso hotel. O check-in só seria permitido a partir do meio-dia, mas em razão do Scheler ter bom relacionamento com os donos do hotel, pudemos fazer check-in mais cedo e comer o desayuno. Assim como em Cusco e Ollanta, espirrava muita água do chuveiro (ducha) e emporcalhava o chão sem pano/toalha. Ficamos espantados, negativamente, com a sujeira vista pelas ruas de Huaraz. Nosso hotel ficava localizado na Av. 27 de Noviembre, a umas 2 quadras da avenida principal (da Plaza de Armas), tinha muiiito movimento de motocars, collectivos, carros, buzinas... Consideramos a cidade de Huaraz tb a mais barulhenta em relação as milhares de buzinadas ouvidas enquanto se caminha pelas calçadas (todo mundo parece ser Uber com seu próprio carro lá - não vimos bus pelas ruas da cidade). Tirando isso... nossos 2 passeios feitos - o Glaciar Pastoruri e a Laguna 69 foram maravilhosos! A caminhada até o Glaciar é curta, mas por causa da altitude, e pelo nariz escorrendo pelo friozinho, foi "puxadinho". A caminhada para a Laguna 69 é bem mais longa, mas é muiiiito bonito o caminho, e não possui apenas pontos de subida. Mas cansa bastante! Na volta tomamos banho no hotel (pagamos 10 soles por pessoa pelo "late check-out"), jantamos e fomos para mais uma viagem de bus com assentos reclináveis de 160 graus. Ah! Jantamos guacamole (com feijão preto junto - delicioso!) e um sanduíche quente para cada um no Café Andino (Jirón Simón Bolívar). Foi indicação de outros brasileiros que conhecemos durante o hiking, pois havíamos comentado sobre nossa avaliação "mediana para não-boa" dos restaurantes de Huaraz que havíamos pesquisado). Como estávamos extenuados pelo hiking, nesta viagem dormimos até Lima "apagamos"! SEGUE IMAGENS DO CAMINHO ATÉ A LAGUNA 69 Em Lima, "matamos" umas 5h no aeroporto, até que pudemos despachar as nossas malas, e daí partimos para Miraflores para explorar um pouco a cidade. Comemos Ceviche e um Arroz com Mariscos delicioso por 40 soles (Calle Berlim, ao lado da Casa de Ceviche, um restaurante que nem aparece no Google... Tapadita/Tarapadita... a atendente foi muiiiito atenciosa explicando os pratos!). Além disso, comemos este combo para 2 pessoas (um combo para 2! perfeito!). Fomos a pé no Parque del Amor e no Larcomar. Na volta...ninguém queria nos levar para o aeroporto... tudo em razão do alto tráfego! Com muita súplica, consegui um "Uber" por 40 soles (ele queria 70). Tinha alguns que nem faziam preço, ao informarmos que queríamos ir ao aeroporto já negavam a corrida! "DICA": evite ao máximo os horários de pico para se deslocar em Lima! (era uma sexta-feira, 19h). No vôo de volta ao Brasil (Lima x GRU) tivemos a desagradável surpresa do avião ser um usado nas rotas nacionais - assentos no formato 3-3-3, que reclinam pouco, sem tela de entretenimento... E a janta/lanche era "alguma coisa parecida com um tabule" e frango - frio (!!!!), um pedaço de bolo, 3 torradinhas e um potinho de cream cheese. OPINIÕES FINAIS/ "DESCOBERTAS": *** Se quiseres fugir dos custos do cartão de crédito, boa notícia: em todos os lugares aceitava pagar em dinheiro - alguns em dólar, inclusive. *** Alguns restaurantes/lojas/hospedagens e o Scheler (passeios em Huaraz) cobravam uma taxa de aproximadamente 5% se usasse o cartão de crédito!!!! *** Não sei como foi para os outros mochileiros que contrataram os passeios com o Scheler em Huaraz. Mas para nós, foram outras 2 agências que noas levaram (no mesmo esquema do tour do Valle Sagrado - turistas de várias agências). Inclusive, na volta da Laguna 69, o guia/agência não deixou a galera nas suas respectivas hospedagens. Todos tiveram que descer em frente da "oficina" da agência, a uma quadra da Plaza de Armas. Pra nós até era perto do nosso hotel, mas pra quem estava longe, foi uma baita sacanagem depois do cansaço físico do hiking!!! *** Vários relatos me ajudaram na montagem do roteiro, mas para mim, o melhor foi do Ronald Zirbes ( *** Levei R$ 500 que troquei em Cusco, mais US$ 580. Já havia comprado antecipadamente as passagens GRU X Lima (pontos Multiplus- 8500 pontos por trecho+R$ 250 de taxa para cada um), os trechos Lima X Cusco por SafetyPay, as passagens de trem e de bus (Huaraz) por cartão de crédito mesmo (direto nos sites). Só paguei em cartão de crédito algumas hospedagens (uns R$ 400) e restaurante (uns R$ 150), porque ficamos com receio que acabasse a nossa grana em espécie. No final, voltei com 100 dólares e 25 soles peruanos! *** Considerei muito satisfatório o nosso roteiro, apenas em Huaraz e em Lima saiu um pouco fora do imaginado. Dormimos mal no ônibus (não conseguimos descansar), daí a ideia que era, ir no dia 12/6 "direto" pro Glaciar, fazer a Laguna Churup por conta dia 13, teve uma pequena alteração. Dia 12/6 para descansar, dia 13 o Glaciar. Em Lima tb modificamos um pouco. Eu tinha comprado o bus com a opção de parar na "rodoviária" da MovilTours que fica no distrito de "La Victoria", que é o mais perto de Miraflores. Mas meu namorado não estava afim de perambular com a mala dele, daí descemos na "rodoviária" Tomás Valle, e de lá fomos pro aeroporto, esperando o horário para poder despachar as malas. Até existe um guarda-volumes no aeroporto, mas era por hora/$ e ficaria caro... *** O aeroporto de Lima não tem mais terminais, como GRU e vários outros aeroportos brasileiros, assim, tinha muita gente para poucas mesas na praça de alimentação. E sem opção de salas de "espera" fora da área dos portões de embarque. Era difícil encontrar mesa/cadeiras. ***Fiz minhas reservas de hospedagem pelo Booking e não tive nenhum estresse com as acomodações. *** Nos sentimos seguros andando pelas áreas turísticas. Um pouco menos em Lima e Huaraz, mas na região do Valle Sagrado foi mto de boa! Isso que, dia 08/06 - dia do Valle Sagrado Tour, ficamos uns 30 minutos num paradero em Pisac (isso após às 18h, e já escuro), e em torno de 1 hora no paradero em Urubamba aguardando locomoção. A locomoção entre Pisac e Urubamba foi uma van lotadaça por 4 soles. Já o deslocamento entre Urubamba e Ollanta (onde pernoitamos antes de ir para águas Calientes) foi de "Uber" compartilhado por 3 soles por pessoa!!!!!! *** Repito a dica de que, se puderem visitar a região de Cusco/M.P. durante um evento mundial, aproveitem, porque a muvuca é bem menor! E Junho é um mês de comemorações em Cusco! *** O guia do passeio para o Glaciar repassou uma dica que seguimos à risca, e reproduzo aqui: COMA CHOCOLATES PARA REPOR ENERGIAS GASTAS PELO ESFORÇO FÍSICO. MASSSSSSS, NA VOLTA! Ou, ao menos, quando estiveres no local destino (lá na contemplação da Laguna, por exemplo), PARA EVITAR ENJÔOS! *** Não achamos "tudo aquilo" Miraflores! Nada do que um bairro de bom padrão, assim como há em SP, em POA... Ah, lá o trânsito não era caótico. Aliás, que trânsito mais agressivo!!!! Trancam cruzamentos, carros/motos/ônibus/caminhões...vão "cortando a frente"... e isso é "normal" para eles! Fora a "proliferação" de ubers autônomos! Sinal de luz/buzinadas...quanta poluição sonora! *** Os peruanos são maravilhosos, conseguem entender e se fazer entender com o Português, mas para pechinchar... algumas palavrinhas em espanhol ajudam bastante!!!! Acho que é isso, AMEIII o Peru! Quero voltar o quanto antes!
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    Pessoal, Essa semana começaram a entrar em prática algumas das novas regras para visitação em Machupicchu, que haviam sido divulgadas em documento do Ministério da Cultura em 2017. Dentre as diversas regras presentes no documento estão a proibição do reingresso, proibição de bolsas, pau de selfie, definição de um circuito em apenas uma direção para tours guiados, proibição de entrada sem acompanhamento de guia, entre outras. Muitas dessas regras não estavam sendo cumpridas pela própria equipe até então, e meio que do nada, começaram a fazer valer alguma delas, pegando turistas, agências e guias meio que de surpresa. Ainda não sei ao certo quais das regras estão de fato sendo aplicadas. O único que sei é que já não estão mais permitindo reingresso (se você sair, só volta se comprar outro ingresso) e há apenas um circuito a ser seguido obrigatoriamente durante a visita guiada. Depois que o guiado termina, por exemplo, não estão deixando mais as pessoas voltarem para as partes por onde passaram anteriormente então basicamente a visita está acabando junto com o guiado já que não se pode mais voltar por onde passou. Até agora não recebi nenhuma informação de gente que foi barrada por entrar sem guia, então realmente ainda tá muito confuso sobre o que pode ou que não pode, e quais regras estão sendo aplicadas de fato. Assim que souber mais informações vou atualizando aqui. Outra regra que já sabemos que deve entrar em vigor em julho do próximo ano é a divisão das visitas em três turnos com horários diferentes, e não mais dois como atualmente. Bom, qualquer novidade vou atualizando.
  11. 1 ponto
    Olá amigos e amigas da rede Globo, digo digo dos mochileiros rsrsrs. Vou fazer uma post com descritivo de tudo q rolou, acredito que vai ajudar quem quer vir em julho que é alta temporada. 🚦Saimos do Brasil as 16:00 horas embarcamos no voo La817 da LATAM e um vou quase q diário da cia, porém nosso voo atrasou ele teria q ter saído 13 e pouco, mas sem problemas voar em uma avião praticamente novo boieng 787-9 e fabuloso! 🔛 Dicas: esse voo e bom pq além da aeronave ser mais nova ele tem refeição isso refeição mesmo uma massa dois tipos de vinho, depois um lanche com café wisky ! Quem.quiser posto fotos. ✅ Dicas para o voo assento né posição na aeronave: se você tiver mais sorte q eu vc verá as cordilheiras logo no seu por do sol e o elbalse que é lindo de perto imagine de cima, para que você. Consiga ver essa passagem sente na janela do lado esquerdo da aeronave. Observação nao sente lá na 41A caso voe de 787-9 pq não tem janela e um tampão. 🛄 Chegada: chegamos em volta das 19:20 com o papel de declaração que recebemos no voO, descemos na imigração um fila grande após isso pegamos as malas fomos para uma fila que vez um Scan de suas malas e fazem perguntas básicas o q traz e segue (Assim vale a pena trazer coisas do brasil). Logo na saí já tem milhões de taxistas NAO PEGUEM TAXI! nós jsá símos de Curitiba com a agência #Chilepremium insta @chilepremiumtours marcada, que fez nosso transfer até o Airbnb.(Suoer vale a pena Airbnb, muitos vao falar não tenho tempo e não quero cozinhar limpar lavar fazer café, você vai preferir fazer seu café pq das pessoas que convivemos aqui é que estavam em hotéis todas reclamaram do café e da comida, além do Airbnb ser mais barato é bem mais atrativo pelo fato de você receber visitas, fizemos varias amizades com brasileiros e não brasileiros e convidamos oara virem e tomar um vinho aonde nós hospedamos. 💶 Dinheiro/pesos: não troque pesos no aeroporto, troque no centro.... Há mas estou longe do centro pessa para seu transfer para um pouco ali a diferença chega a ser de até 10mil pesssa dependendo do lugar e no centro varia de 1mil a 2 mil apenas. 🚌🚎🇨🇱 agências: como já disse saímos do Brasil com a chilepremium já contratada, adoramos não temos o que reclamar nosso passeios transfer saiu 780 reais 2 pessoas, mas vimos que aqui e meio cruel a disputa de empresas de turismo fazendo os passeios. Então achamos umas coisas mais em conta que a que contratamos, mas não nos arrependendo pq chegamos a empresa já estava lá com nossos Chips da wom operadora local nos levaram para o centro trocamos pesos nos deixaram no AP depois. 🚠⛷🍷 passeios: fomos para Serro Santa Lucia Serro San Cristovão farelhones embalse Caio del ... Um mais lindo outro Farelhones pegamos um dia com sol sem vento, ali nos arrpendemos de ter alugado roupas pesadas pq daria pra ter ido sem 1/3 da roupa q locamos Cajon não íamos alugar e graças a deus alugamos pq nevou e fez mt vento. ✅ dicas: se for usar 2 dias ou mais compensa comprar roupas impermeáveis no Brasil na Decathlon te coisas muito baratas, pq aqui e 8 mil (em reais da quase 50 pila nesta época q eu fui junho 2018) pesos cada peça alugada. Serro Santa Lucia tem arteaantado preparem uns 80 mil pesos para gastar lá é bem atrativo. E fomos a pé e bem perto do centro não compensa pegar Uber nem metrô. Mais tarde posto demais vão perguntando que eu vou falando além de alimentar aqui os demais acontecimentos
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    Minha viagem ao México foi de três semanas em maio de 2018, período distribuído entre seis cidades, de onde fiz alguns bate-volta essenciais para conhecer algumas atrações imperdíveis no país. Chegando no aeroporto da Cidade do México, fui cuidar de três providências para o meu tempo de estadia no país. 1. Câmbio: como eu havia pesquisado antes de embarcar, o câmbio feito pelas financeiras do aeroporto da Cidade do México é equiparado ao que a gente encontra em outros lugares da cidade. A moeda que levei foi o dólar, mas as casas de câmbio trocam também euros. Já fui com o propósito de trocar boa parte do valor que eu usaria por um bom tempo, de forma a evitar fazer isso novamente, a menos que eu fosse muito gastador. 2. Chip para celular: também comprei no aeroporto o chip que eu usaria durante todo o período. No próprio aeroporto me indicaram uma lojinha chamada Mobo, onde vendem chips de diversas operadoras, além de acessórios para telefonia. Escolhi um da AT&T com 2GB de internet com validade para um mês ao preço equivalente a 40 reais. Funcionou muito bem em todos os lugares e foi muito útil quando eu não tinha wifi disponível. 3. Passagens de ônibus: como o meu roteiro já estava todo planejado e eu já sabia o dia certo que eu ia sair de uma cidade para outra, já fui no guichê da empresa de ônibus ADO no aeroporto para comprar os trechos. Comprar as passagens com antecedência proporciona descontos, enquanto que comprando no dia da viagem, o valor acaba sendo maior. Eu havia tentado emitir os tíquetes pela internet no Brasil, mas o site não aceita pagamento com cartão que não seja do México, informação que foi confirmada no guichê durante a compra. Na Cidade do México usei metrô o tempo todo e achei muito prático, já que tem uma boa malha que leva à maioria das atrações. Os vagões são estreitos e meio abafados, além de sempre cheios praticamente o dia todo. Como o valor da passagem é o equivalente a 1 real, é uma forma de deslocamento que vale muito a pena. Desde o dia que cheguei na cidade, saindo do aeroporto, até o dia em que parti, usei sempre o metrô. Um inconveniente é que as estações possuem muitas escadas (nem sempre rolantes), daí carregar mala não é muito fácil. Além do metrô, usei ônibus e vans na cidade e achei os motoristas de transporte público sempre muito mal educados e imprudentes no trânsito, ouvindo música alta, falando ao celular, discutindo com passageiros. Até mesmo nos ônibus intermunicipais da ADO os motoristas gostavam de colocar música alta e eu desisti de sentar na frente e fui pro fundo. Foi uma experiência que podia ter sido melhor. Por outro lado, os moradores locais foram receptivos e educados nas vezes que eu precisei de informações na rua. Teve uma mulher que insistiu em pagar minha passagem quando eu não tinha moedas trocadas suficientes para dar ao motorista do ônibus. Foi uma experiência gratificante. Quanto à comida, experimentei muitos pratos do país e de modo geral são bem apimentados, e ainda colocam umas tigelinhas de molho na mesa para quem gosta de elevar a picância. E a pimenta acompanha a comida a qualquer hora do dia, mesmo no café da manhã os cardápios já trazem muitas opções de ‘desayuno’ que têm mais cara de almoço ou jantar. Na maioria das vezes, comida com molho tem grande chance de ser bem apimentada. Quando eu não queria pimenta, eu escolhia comer ‘tacos’, que são simples e saborosos e o molho vem à parte. Cidade do México – 5 dias/6 noites Dia 1 Museu Nacional de Antropologia: o lugar é imenso e é dividido em uma quantidade sem fim de salas em dois andares. A indicação é conhecer o museu antes de partir para as demais atrações da cidade, porque assim a gente se contextualiza sobre as histórias dos lugares e suas peculiaridades, permitindo que os passeios sejam mais fluidos por causa das referências. Já na entrada do museu há uma escultura monumental, com uma grande coluna central decorada sustentando todo o teto do pátio, chamada ‘el paraguas’ (o guarda-chuva). Em um lugar tão rico de informações como esse, acaba que passamos muitas horas por lá. No entanto, senti falta de bebedouros com água, já que não é permitido entrar com garrafa de água ou mochilas, devendo ser deixados nos guarda-volumes próximo da entrada. A região onde fica o Museu de Antropologia é no Bosque de Chapultepec, um espaço bem cuidado e bem popular para os mexicanos. Eu fui em um domingo e nesse dia a rua principal (Paseo de la Reforma) fecha uma parte para permitir que as pessoas possam andar de bicicleta, patins, fazer caminhadas, levar animais, enfim, se divertir no parque. Do lado de fora do museu, acontecia uma feirinha com diversas barracas de comida e artigos variados. No meio do gramado, pessoas faziam piquenique, esquilos roubavam alguns tecos de comida, crianças corriam em meio à apresentação dos ‘Voladores de Papantla’, que consiste em um grupo de homens tipicamente vestidos e girando de cabeça para baixo, pendurados por cordas presas a um poste muito alto, enquanto vão gradualmente soltando a corda e se aproximando do chão. A contribuição do público na compra das lembrancinhas vendidas ou em ‘proprina’ aos ‘voladores’ é o que sustenta os seus espetáculos. Andando um pouco mais pelo Paseo de la Reforma, chegamos ao ‘Monumento a la Independencia’, conhecido como ‘El Angel’, erguido em comemoração ao centenário da independência mexicana. O monumento fica no meio de um cruzamento com diversas ruas, numa região com bastante policiamento, com ruas bem cuidadas, calçadas largas e prédios enormes e bonitos. Dia 2 Pirâmides de Teotihuacán: como muitas das atrações na Cidade do México são fechadas na segunda-feira, este dia é ideal para ir ao sítio arqueológico. Sendo um lugar longe e descampado, com muita exposição ao sol, melhor ir logo cedo, ainda mais porque a turistada vai chegando e enchendo o lugar à medida que o dia avança. É bom levar bastante água, um lanchinho e protetor solar. As distâncias entre uma pirâmide e outra são grandes e tudo embaixo de sol forte, nada de sombra. Para chegar lá, é necessário ir para o Terminal Norte, comprar a passagem (ida e volta) para a Zona Arqueológica de Teotihuacán e pegar um ônibus que faz o trajeto em cerca de 1h15min. Após andar um pouco e passar pela entrada, já se avista a imensidão de construções pré-colombianas ligadas por um caminho chamado de ‘Calzada de los Muertos’, cheio de sobe e desce de escadas, iniciando na Cidadela, passando pela Pirâmide do Sol e terminando na Pirâmide da Lua. Há vários vendedores de lembranças no caminho entre os monumentos e também em barracas próximas da entrada/saída e da Pirâmide da Lua. A maior construção do complexo é a Pirâmide do Sol, que dizem revigorar as energias positivas. Para chegar ao topo, é necessário fazer várias paradas para tomar fôlego, enxugar o suor e, claro, tirar as fotos do alto. Os degraus são difíceis e bem irregulares, mas só ter cuidado e calma. São vários níveis da base ao topo e o patamar mais alto, bem em cima, é bem desgastado e não tem os encaixes perfeitos de pedras que é possível ver mais abaixo. Mais adiante, a Pirâmide da Lua se destaca como a segunda maior do sítio arqueológico, mas ainda assim um monumento imponente por ter sido construído em uma posição um pouco mais alta do terreno. Segundo a crença, a Pirâmide da Lua descarrega as energias negativas das pessoas. Ao lado dela há várias outras pirâmides em tamanho menor e de frente para um altar numa praça central, onde se acredita que eram realizadas cerimônias religiosas. Andando um pouco além da Pirâmide da Lua, um pouco além do estacionamento, existe um museu que pode ser acessado usando o mesmo ingresso do complexo, onde existem várias informações e objetos preservados de Teotihuacán, mas tendo passado um tempo subindo e descendo monumentos tão imponentes, fica um pouco mais difícil se impressionar com um pequeno museu. Para retornar, basta voltar ao início e esperar o ônibus no mesmo lugar da chegada. O retorno pode ser mais demorado porque o trânsito chegando na Cidade do México não é tão fluido. Dia 3 Dia de explorar a região central da Cidade do México. El Zócalo: a grande praça principal da cidade é onde está o centro político e religioso, com uma enorme área aberta disponível para os transeuntes contemplarem os prédios majestosos ao seu redor. Ali está a Catedral da cidade, construção do século 16 logo após a conquista espanhola. A Cidade do México foi construída sobre uma região pantanosa que foi aterrada anteriormente à chegada dos espanhóis. Com o tempo, alguns prédios e monumentos foram apresentando sinais que estão afundando pouco a pouco. A Catedral é um deles, e em seu interior há registros das mudanças de posições que a torre da igreja foi tomando com o passar dos séculos. Templo Mayor: ao lado da Catedral está o sítio arqueológico que já teve dimensões gigantescas, inclusive ocupando em outra época a área hoje ocupada pela igreja, onde estão os vestígios de um templo asteca. O templo foi quase totalmente destruído pelos espanhóis e ficou por muito tempo soterrado. A sua nova descoberta só ocorreu no final dos anos 1970, com muitas áreas perdidas para várias construções próximas devido à sua localização central, onde sempre funcionou o poder político. Após percorrer as fundações do Templo Mayor, visita-se um rico e bem organizado museu com vários andares. Um destaque é a parede de crânios dos vários sacrifícios humanos feitos pelos astecas. Palácio de Belas Artes: alguns minutos andando pela rua de pedestres que inicia em frente ao Zócalo, chega-se a esse belíssimo edifício de Art Nouveau em mármore branco. Ali está o Museu do Palácio de Belas Artes, com exposições diversas, mas o que chama a atenção, além da beleza do prédio, são os murais enormes nas paredes internas dos vários andares que é possível percorrer. Torre Latinoamericana: a torre está quase em frente do Palácio de Belas Artes e é um arranha-céu que, por fora, não tem atrativo, mas lá do alto tem uma bela visão por cima do Palácio de Belas Artes e dos prédios vizinhos, além de avistar vários outros pontos importantes da cidade. O ingresso pode ser usado para subir de dia e voltar à noite no mesmo dia para contemplar a cidade em diferentes momentos. Museu Mural Diego Rivera: pouco adiante está a mais famosa obra do marido de Frida Kahlo, um pequeno museu com o mural que ocupa uma parede enorme trazendo ilustres e outros tantos personagens da cultura mexicana. Quando fui, não havia mais nenhuma exposição, somente o mural mesmo, então é uma visita relâmpago. Praça da República: próximo dali, está uma grande praça com fontes de águas orquestradas em um balé contínuo, abrigando um enorme arco. O governo da época queria erguer uma obra inspirada no Capitólio de Washington, mas a Revolução Mexicana interrompeu a continuidade da obra. No subsolo do arco há algumas exposições, além de um elevador que leva até a sacada lá no alto, onde é possível dar uma volta completa ao redor da cúpula. É também possível percorrer o interior da cúpula através de escadas vazadas, que dão um pouco de medo porque a gente consegue ver tudo embaixo. Em horários definidos (verifique com os funcionários lá em cima), o mesmo ingresso dá direito a uma visita guiada pelo interior da cúpula. Há muitas informações, detalhes, objetos de arte e personagens históricos que fazem essa visita valer muito a pena. Dia 4 Castelo de Chapultepéc: depois que se desce do metrô para o Castelo de Chapultepéc, o próprio caminho é uma atração – o lugar está localizado no agradável bosque onde as pessoas se reúnem. Para acessar o castelo, há uma longa ladeira pavimentada somente para pedestres que vai subindo em volta da colina. No início da subida, os guardas revistam os pertencem e impedem levar garrafa de água. Há armários onde podem ser deixados objetos mediante o pagamento de alguns poucos pesos. O caminho não é difícil, sempre há praticantes de atividades físicas passando, bem arborizado e com bebedouros em vários pontos. Recomendo não chegar tarde, porque quando eu já estava saindo tinha bastante fila. Eu cheguei pouco depois do horário que abriu (9h) e não esperei nada para entrar. O castelo é onde funciona o Museu Nacional de História. O espaço é cercado de jardins com fontes e terraços, com exposição de acervo de diversas obras da cultura mexicana, sobretudo os vários belos murais que ocupam cômodos inteiros, retratando importantes passagens históricas. Como também já foi usado como palácio imperial e residência presidencial, podemos ver ambientes preservados retratando outras épocas, com seus móveis, utensílios, decoração finamente expostos para o público visitante (algo como o Grand Trianon de Maria Antonieta em Versailles). Basílica de Guadalupe: no santuário há algumas igrejas e capelas, tendo destaque as duas basílicas: uma mais antiga, do século 17, pequena por dentro e, portanto, sem tanto espaço para um grande público; e outra mais ampla e moderna, de meados dos anos 1970, sendo a basílica mais visitada das Américas. Dia 5 Museu Frida Kahlo: comprei o ingresso pela internet porque havia lido que sempre há filas. O museu abre às 10h, mas o ingresso online só libera a entrada a partir de 10h30, então quem compra lá na hora acaba entrando antes. Sacanagem! Outro absurdo é ser preciso pagar uma taxa para poder tirar fotos. O museu na verdade é a casa onde a artista viveu e morreu, então pode ser percorrido em pouco tempo. A ‘Casa Azul’, como é conhecida, mostra obras de Frida Kahlo, algumas inacabadas, além de móveis e objetos de uso pessoal usados pelo casal de artistas. O quintal do terreno é bem espaçoso e possui jardins, uma lojinha de souvenir, além de algumas esculturas de arte pré-colombiana que pertenceram aos famosos moradores da casa. Não muito longe (a pé), está a Casa Museu de León Trotsky, onde se refugiou o russo. Ele foi perseguido e assassinado a mando de Stalin e a sala onde ele foi morto é preservada exatamente igual ao dia desse acontecimento. O museu é bem pequeno e pode ser interessante percorrer os cômodos se houver uma contextualização da vida do líder russo refugiado. Do contrário, pode não ser muito proveitoso. Mercado de Coyoacán: no mesmo bairro onde estão as duas casas museus, recomendo visitar o Mercado Coyoacán, onde se pode comer pratos mexicanos, além de encontrar produtos locais e ‘regalos’ com bons preços. Após andar um pouco pelo mercado, chamei um Uber (já que não tem metrô) para o museu diferentão do ilustre senhor Frida Kahlo, Diego Rivera. O prédio do museu Anahuacalli é inspirado em uma pirâmide pré-colombiana, todo construído em pedras, com um acervo de peças pré-hispânicas reunidas pelo pintor. No último andar, há alguns esboços de murais que o artista não chegou a concluir. Canais de Xochimilco: numa região bem mais distante, ao sul da cidade, cheguei as canais ‘estilo Veneza’, com barcos super coloridos, as ‘trajineras’, que levam turistas em um passeio diferente. Vários vendedores flutuantes oferecem desde comida a ‘regalos’ e acoplam os seus barcos com os turísticos para os interessados em consumir os seus produtos. Como é uma região um tanto afastada, acabei contemplando rapidamente os canais e voltando em seguida. Puebla – 2 dias/2 noites A cidade de Puebla fica a apenas duas horas de ônibus da Cidade do México. Da rodoviária peguei uma van para a região próxima do centro histórico. Fiquei hospedado perto do Zócalo, a grande praça principal e melhor região para turistar pela cidade. Achei tudo uma graça, um lugar muito gostoso de andar e com muitas opções de roteiro para fazer. Centro histórico: o Zócalo é o coração da cidade e o ponto de partida para conhecer tudo ali. Ao redor da praça estão a prefeitura, a grande catedral, prédios administrativos e um comércio bem organizado. A partir dali, começa a Avenida 5 de Mayo, uma rua somente para pedestres muito agradável de percorrer, mesma rua onde está localizada a Igreja de Santo Domingo e o seu anexo, a majestosa Capilla del Rosario, com sua bela cúpula abundantemente decorada em ouro. Outros pontos próximos são: Museo Amparo, bem grande e com um ótimo acervo, além de um terraço no último andar de onde se tem uma boa visão da cidade; Plazuela de los Sapos, uma feira de antiguidades e souvenirs no fim de semana, além de barzinhos bem agradáveis; Mercado de Sabores Poblanos, pequeno e organizado, onde se pode experimentar a culinária local. Eu tinha intenção de ir a um parque chamado Paseo Bravo, mas o recepcionista do hotel não recomendou, por ser mais afastado e ter sempre ocorrências de roubos. No segundo dia, peguei um ônibus próximo ao Mercado de Sabores para ir à cidade vizinha Cholula (cerca de 30min). Ali existe uma igreja no alto de uma montanha, em uma subida cansativa mas com uma linda vista da cidade. A igreja é pequena, mas linda por dentro, e lá do alto podemos ver ao longe um vulcão que ainda está ativo. Ao longo do dia o vulcão fica coberto pelas nuvens, então se chegar cedo é mais fácil para vê-lo. Descendo a extensa escadaria da igreja, ao pé da montanha está a entrada para o sítio arqueológico de Cholula. A grande montanha na verdade se trata de uma pirâmide de proporções gigantescas, que havia sido coberta por mato e terra com o tempo. Na impossibilidade de escavar sem trazer danos à igreja, apenas algumas partes da pirâmide estão visíveis, com acesso por um longo e estreito túnel, por onde os visitantes entram para explorar o lugar. Já perto da saída, há uma pequena amostra da pirâmide que foi restaurada e onde se pode subir até o alto. O mercado de artesanato está bem em frente e, entrando pela cidade de casas coloridas pela rua principal, ainda tem o Zócalo e um comércio bem agradável para um almoço. Na parte da tarde, incluí uma atração indicada pelo educado recepcionista do hotel: a ‘Feria de Puebla’, que é um grande parque de diversões localizado bem no alto da cidade. Mas a intenção não era de entrar nos brinquedos, e sim subir o teleférico para completar a experiência de ver a cidade por um outro ângulo e me maravilhar ainda mais com o lugar. Além de uma quantidade enorme de brinquedos, a ‘Feria’ ainda tem jardins lindos e cheio de esculturas, palco com dança caribenha, comidas, bares, em um lugar com segurança e organizado. No teleférico é possível comprar o tíquete de ida e volta, mas eu comprei só de ida para descer mais próximo da cidade e fazer o caminho de volta ao centro a pé (cerca de 30min). Oaxaca – 3 dias/3 noites De Puebla para Oaxaca de ônibus são cerca de 5h. Peguei táxi de madrugada para ir ao terminal de ônibus. Como nas outras cidades, o ponto de partida é o Zócalo, onde está a catedral, uma feirinha de artesanato, o comércio mais arrumadinho, com restaurantes e turistas transitando. Em um dia é possível conhecer as atrações do centro histórico, como o Mercado 20 de Noviembre, onde se encontra a culinária local; Mercado Benito Juárez, onde há bastante artesanato; Calle Macedônio Alcalá, rua para pedestres com opções de restaurantes; Igreja e Templo de Santo Domingo, que tem o convento onde funciona um museu com bom acervo e com vista para o jardim botânico; Museo Rufino Tamayo, que é pequeno mas bem simpático; Museo de Arte Contemporaneo de Oaxaca (Maco), que achei uma perda de tempo porque o que estava exposto parecia trabalhos de alunos na escola. Para o segundo dia, reservei um passeio diretamente na recepção do hotel e a van me pegou pela manhã. O ‘recorrido’ consistia em: Árbol del Tule, uma árvore de mais de 2 mil anos e com o caule gigantesco que fica numa cidade vizinha; Mitla, um sítio arqueológico com construções pré-colombianas que ainda preservam muitos detalhes apesar do tempo; Hierve el Agua, piscinas naturais no alto de uma montanha que ficam bem na borda do precipício e foram sedimentando e formando um desenho como cascatas de pedras nas suas bordas. Aproveitei as barracas de comida ali e já comi uns tacos, que foi uma decisão acertada porque a van parou para o almoço cerca de 15h e num lugar caro e com comida nada demais. O passeio passou ainda por uma fábrica de tapetes, mantas e roupas artesanais e terminou em uma fábrica de ‘mezcal’, que é uma bebida parente da tequila, só que um pouco mais forte e com uma larva dentro da garrafa para consumir quem bebe o último gole. Como os lugares são distantes um do outro, achei que vale a pena contratar o transporte (equivalente a cerca de 50 reais), além de ter um guia turístico para auxiliar com informações. No terceiro dia, fui por conta própria ao Monte Albán. Para ir é bem simples: compra-se o ingresso em um escritório um tanto decadente na Calle Mina 518, mesmo lugar de onde sai o ônibus a cada hora a partir de 8h30. Cerca de meia hora é o tempo para chegar ao Monte, em caminho que vai serpenteando a montanha com um pouco de emoção por causa do precipício a poucos centímetros das rodas do veículo. Comecei pelo museu, que é bem pequeno e dá pra ver em poucos minutos, para depois ir para o complexo arqueológico, que é enorme e debaixo de muito sol e calor, por isso é bom não esquecer de levar água, lanchinho e protetor solar. São muitas construções em lugares altos, onde é possível chegar por enormes escadarias de pedras e ter uma bonita vista de todo o lugar, além de ser possível ver a cidade do alto. Mérida – 3 dias/4 noites De Oaxaca para Mérida, peguei um voo pela Volaris com conexão na Cidade do México. Viajar pela companhia é parecido com viajar dentro do Brasil, nada demais, nada de diferencial. Finalmente chegando em Mérida, pude voltar a usar o Uber saindo do aeroporto, já que não tinha essa opção nas duas cidades anteriores, somente táxi. O que diferencia a cidade das anteriores é o excesso de calor e umidade que incomodam bastante. Da mesma forma, o ponto de partida é o Zócalo, com uma praça simpática, a catedral em frente e um comércio intenso ao redor. Os museus da cidade são bem pequenos e dá pra ver tudo em poucas horas, não achei muito interessante. O bom é que não cobram entrada. Os passeios dentro da cidade incluem o Museu de Montejo, Museu Macay, Museu da Cidade, Palácio do Governo, Paseo Montejo. Já no dia em que cheguei, fui providenciar no terminal de ônibus (TAME) a compra das passagens para os passeios nos dias seguintes. O interessante em se hospedar na cidade é poder visitar alguns sítios arqueológicos normalmente cheios de turistas que vêm de Cancún, mas sem pagar os preços vultuosos que cobram em Cancún. Uxmal: sítio arqueológico que fica a cerca de 80km de Mérida. Ao chegar, o lugar em que o ônibus para é no meio da estrada, sem dar muita pista de que é ali o meu destino final. Mas como há algumas placas, a gente vai andando e avistando a entrada. Bem próximo da entrada há um restaurante e hotel, além de barraquinhas de souvenir, água e lanches, mas tudo muito caro. Por isso é bom levar bastante água e algum lanche para o tempo em que estiver lá, e prepare-se para muito calor. Depois de passar pela bilheteria e andar um pouco na direção do sítio arqueológico, a bonita ‘Pirâmide do Adivinho’ vai se revelando. Não é permitido subir, mas o complexo arqueológico é tão grande e tem tantas construções, que dá para explorar bastante as demais estruturas espalhadas por lá. Uma delas é a ‘Grande Pirâmide’, que fica mais distante e num ponto mais alto do terreno, onde se pode subir as escadas muito íngremes e contemplar a beleza do local. Para retornar à cidade, basta esperar o ônibus do outro lado da pista, que passa em alguns horários específicos. O que eu esperava era o das 15h, mas ele só foi passar cerca de meia hora depois disso, enquanto o ponto ia enchendo de gente, mas acho que ninguém fez a viagem em pé no caminho de volta. Campeche: saí bem cedo para conhecer e ainda tomar café em Campeche, cidade a 180km de Mérida. Trata-se de uma cidade litorânea, onde os espanhóis se instalaram pela facilidade de escoamento de mercadorias. O intenso comércio na região portuária passou a chamar atenção de piratas, por isso foi construída uma muralha ao redor da cidade para proteção dos saqueadores dos mares. Ainda hoje existe parte dessa estrutura de pé, e as casas coloniais dentro da cidade murada estão perfeitamente conservadas. Da rodoviária para o centro histórico, peguei uma van que passa próximo da muralha. Como o calor é intenso, quando vai se aproximando do meio do dia, é um pouco difícil andar pelas ruas. Por isso, logo depois de almoçar, procurei pegar o ônibus de volta para Mérida. Chichén Itzá: a 120km de Mérida e 200km de Cancún, este é o sítio arqueológico mais cheio de turistas, com muita gente vinda de Cancún para conhecê-lo. Por esse motivo, se chegar mais cedo, fica mais fácil perambular com tranquilidade. Considerada uma das 7 maravilhas do mundo moderno, Chichén Itzá envolve um grande terreno com uma série de construções pré-colombianas, com destaque para uma grande pirâmide que chama atenção logo na entrada, ‘El Castillo’, muito bem conservada e onde não é permitido subir. Eu comparei um pouco o lugar com Uxmal e tive a impressão que Uxmal é maior e com mais construções espalhadas no terreno. Há uma quantidade sem fim de vendedores ambulantes oferecendo as mais diversas lembranças com um preço bem parecido. Se pechinchar um pouco, dá pra levar alguns artigos que valem a pena. O discurso dos vendedores é sempre o mesmo: ‘Como é a primeira venda do dia, então pra você eu vou fazer esse preço.’ Ao sair de Chichén, se estiver sozinho, dá pra compartilhar com algum outro turista a corrida de um táxi até o 'Cenote Ik-Kil', distante menos de 10min. Os cenotes são piscinas naturais formadas em cavernas ou em buracos bem abaixo da superfície do solo. O lugar é lindo e profundo e dá até pra aliviar o calor entrando na água. Para isso, há aluguel de armários para guardar os pertences e, se preferir, pode também alugar coletes de flutuação na água. Antes de entrar na água, é necessário usar os chuveiros do lado de fora. Na volta para Mérida, o ônibus do meio da tarde estava cheio e tinha muita gente em pé, mas ao longo do caminho alguns vão descendo e deu pra todos sentarem um tempo antes de chegar. Playa del Carmen – 3 dias/3 noites Fiquei hospedado do lado da 5ª Avenida, que é onde acontece tudo na cidade, uma rua só para pedestres com intenso comércio de todo tipo e uma quantidade enorme de turistas de todo o mundo. Cidade de praia com muito turista = preço altos. Comparado ao interior do país, a Riviera Maya (região caribenha) explora bastante o turista e nivela tudo a dólar e euro, precisando de uma quantidade enorme da desvalorizada moeda local. Cobá: pela manhã, peguei a van no terminal de ‘colectivos’ da cidade, para Tulum, onde peguei outra van para Cobá (50km). Acho que dei sorte, porque parece que os ‘colectivos’ que vão para Cobá passam em horário muito específico. Por causa dessa restrição de horário, é mais comum ver gente visitando o local de carro. As ruínas de Cobá estão bem espalhadas no meio da floresta, por isso é vantajoso alugar uma bicicleta por lá. Há também opção de ‘bicitaxi’, que é uma bicicleta adaptada com um banquinho para até duas pessoas na frente, guiada por um funcionário do local. Também é possível conhecer o lugar a pé, sem problema, só vai levar mais tempo e suar mais, porque o calor ali é muito forte. O principal templo de Cobá é a Pirâmide de Nohoch Mul, onde se pode subir seus inclinados degraus até o topo, que é bem alto. Lá de cima, tem-se uma bela vista da floresta, coisa totalmente diferente dos demais lugares que visitei, porque ficavam em terrenos sem tanta vegetação. Como cerca de 13h eu já estava pronto para sair, mas a van só partia às 15h para Tulum, me juntei a um grupo de pessoas para diluir o valor de um táxi. Tulum: almocei em Tulum e peguei o ‘colectivo’ para a zona arqueológica da cidade, que fica bem próxima. Um pouco antes da entrada, existe um serviço pago de transporte em um trenzinho que leva até a bilheteria. Acabei pegando para evitar o sol intenso do caminho, mas achei a distância pequena e perfeitamente possível a pé. As ruínas de Tulum estão espalhadas na beira do mar do Caribe e isso é o seu diferencial, um pano de fundo muito fotogênico. A maioria das construções ali estão bem desgastadas pelo tempo e ainda há algumas que sobrevivem de pé, mas não se pode aproximar muito, apenas contemplar à distância, sem interagir. Para entrar no mar, normalmente há bandeiras que indicam se é ou não recomendável, e nesse dia a bandeira vermelha estava levantada, com a água um tanto agitada e cheia de algas, infelizmente. Para o último dia na cidade, eu havia comprado pela internet um ingresso para o parque Xcaret para passar o dia. Peguei o ‘colectivo’ no terminal e desci na rodovia entre Playa del Carmen e Tulum, onde há um ponto de espera para o ônibus oficial (grátis) do parque. Para quem comprou o ingresso pela internet, a fila para trocar o voucher é diferente da fila geral, mas parece que levou o mesmo tempo para ser atendido. A vantagem é apenas o desconto por antecipação da compra. O Xcaret é um parque aquático que oferece diversas formas de entretenimento, muitas delas pagas à parte, como mergulho, passeio de balão, nadar com golfinhos ou tubarões, mas eu fiquei só com o ingresso básico mesmo e até que achei divertido, mas ainda assim superfaturado. Dentro do parque há vários caminhos para seguir com um mapa em mãos ou usando as placas espalhadas. Há aquário, borboletário, aviário, apresentações cinematográficas de cerimônias pré-hispânicas, e, claro, um mar lindo ao fundo. O passeio que eu curti muito e repeti foi o do rio subterrâneo. Dá pra guardar os pertences em uma bolsa, que depois eles levam na saída do rio pra gente pegar de volta, e também ganhamos um colete flutuante para o percurso, que é bem cansativo. Às 19h é apresentado o show de encerramento ‘México Espectacular’ em um ginásio, mostrando vários elementos da história e da cultura, grandioso, bem feito, organizado, demorado, pra família toda se divertir. Cancún – 3 dias/3 noites De Playa del Carmen para Cancún é cerca de 1h30 de ônibus, rápido e tranquilo. Fiquei hospedado no Ibis no Centro, que fica próximo a um shopping com bastantes opções de compras e refeições. Há também vários ônibus e vans que param na frente do shopping e levam para todo lugar. Um dos passeios que escolhi fazer na cidade foi atravessar a balsa para Isla Mujeres. Peguei uma van para Crucero e depois outra para Puerto Juarez, de onde sai a balsa. Deixei comprada a ida e a volta, podendo escolher na hora da compra se prefere voltar para outro porto, que foi o que fiz, voltando por Playa Tortugas. Partindo de Puerto Juarez, a travessia é rápida, cerca de 20min, deslizando sobre uma água em vários tons de azul muito límpida. Isla Mujeres tem praias muito gostosas, água com temperatura agradável e mar calmo e raso. Muita gente aluga carrinhos de golfe para percorrer a ilha toda, mas há praias ali pertinho da balsa que já compensam. Em Cancún, existe uma torre panorâmica giratória que revela uma linda vista da cidade do alto. Para quem visita o Xcaret, o ingresso na torre é gratuito, basta guardar a pulseira utilizada no parque e apresentá-la para ter direito ao ingresso. Dali se avistam as mais bonitas praias da cidade, com destaque para a mais famosa, Playa Delfines, praia pública com mar cristalino e com ondas. Nesta praia está o letreiro colorido de Cancún, onde sempre há uma fila imensa de turistas para tirar fotos. As praias em Cancún de modo geral são de propriedade particular. São poucas faixas de areia aberta ao público, a maioria é explorada exclusivamente pelos hotéis instalados em cada área. Por isso acaba sendo mais difícil para o turista encontrar muitos passeios para fazer na cidade, e muitos pagam o preço de ficar em resorts para terem disponível para si uma ‘praia particular’. Mas a beleza do lugar, a mistura do calor com aquele mar infinito que chama para um mergulho são capazes de hipnotizar o visitante, que fica exigente com outras praias depois de uma experiência como essa.
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    Fala mochileiros, tudo certo ??? Meu nome eh Rodrigo, e nesse dia 22 de Julho 2018 eu e mais dois amigos vamos começar um mochilão passando por Bolívia, Chile e Peru... Vamos iniciar saindo de SP e chegando até Corumbá, onde pegaremos o Trem da Morte até Santa Cruz de La Sierra. Sairemos de Santa Cruz e partiremos direto pra Uyuni, onde pegamos um hostel pra uma noite ... Pretendemos pegar alguma agência boa para descer até Atacama ... Ainda não fechamos nenhum passeio com nenhuma agência de passeios, gostaria de recomendações de agência e lugares para visitar por Uyuni e Atacama ( Para aventureiros kkk) Enfim, desceremos até Atacama onde ficaremos mais 4 dias por lá... Partindo de Atacama subiremos até Arequipa, e em seguida para Cusco ( também ficaremos cerca de 4 ou 5 dias em Cusco ). Para Cusco compramos somente o Macchu Picchu com antecedência para não ter problemas .... Saindo de Cusco ainda partiremos para Lá Paz para realizar um dos sonhos e fazer o tal Death Road de bike... Enfim, se alguém puder nos dar ajuda agradecemos mto 🙏🏻 Abraços !!!
  14. 1 ponto
    ainda está sinalizado circuito 1 e 2, não façam o 2 primeiro pois não vão conseguir entrar de novo pra fazer o 1... só passa por dentro ao final do circuito 2 quem tem ingresso para montanha ou huayna picchu...
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    Olá! Depois de 1 ano que fiz essa viagem resolvi compartilhar aqui, onde fico horas lendo as experiencias dos mochileiros. A ideia é fazer um relato rápido pra nao ser uma leitura cansativa, e tá mais focado nas experiencias, já que faz um ano que fiz a trip e nao lembro muito bem nome de hostels e quanto gastei, mas fica a dica de alguns lugares pra ir e fotos pra inspirar. Quem sou eu? Me chamo David, carioca, 25 anos, no momento a profissao é recepcionista de hotel, mas tenho sangue mochileiro. Saí do RJ com 22 depois de uma viagem ao Uruguai, onde me apaixonei pelo país e resolvi ficar pra estudar e trabalhar. Em junho de 2017 me surgiu a oportunidade de viajar, já que nao queria comecar a vida em outro país sem conhecer nada da América do Sul. O foco foi a Bolívia por X motivos - País barato, lindas paisagens, turismo de aventura, cultura totalmente diferente. Os objetivos foram o Lago Titicaca (Senti uma conexao com o lugar que vou explicar mais adiante, mas eu só sabia que PRECISAVA ir aí) e o Salar de Uyuni (por motivos obvios). Entao depois de 1 mes de voluntario num hostel em Rio das Ostras - RJ, parti sozinho pro que seria minha viagem mais intensa até agora. Fui a Sao Paulo, onde saiu o bus que fiquei por umas 17 horas rumo a Campo Grande (MS). Passei o dia em Sampa com os migos e de noite segui viagem. Foi uma das minhas primeiras viagens de ID Jovem, a essa altura era facil conseguir passagens 100% free, hoje em dia tem que solicitar com bastante antecedencia. Enfim, cheguei em CG e já fui direto pra fronteira, Corumbá e me ferrei! Cheguei de noite, parecia uma cidade fantasma, aquele clima de mal-assombrado, tudo escuro, uns fenos passando pela rua (exagero)... Eu tinha reservado um hostel no booking, mas chegando na rua que supostamente estava esse hostel no mapa, era uma rua super escura, com uns cachorros mal encarados que latiam pra mim, fiquei com medo e saí dali kkkkk Nisso já era mais ou menos 00h e tava eu rodando no meio de Corumbá com a mochila enorme nas costas. Achei um hostel e negociei um preco (acho que foi 30 reais) pra passar a noite e ir a Bolivia no dia seguinte. Puerto Quijaro e Santa Cruz de la Sierra Dia de ir a Boliviaaaa!!!!! weeeee 😜 Saí de Corumbá em um moto taxi que me levou até a migracao (eu nao tinha tomado a vacina da febre amarela, mas até aí sussa). Muita emocao atravessar a fronteira a pé, ver o verde e amarelo se transformar em verde/amarelo/vermelho da BO. Fiz um cambio (troquei 300 dolares por 2000 bolivianos e basicamente essa a grana que eu fiz a trip, com excessao de quando passei ao chile e o tour da bike que paguei no cartao) e fui rumo a estacao de trem pra pegar o famoso Trem da Morte. Fronteira Corumbá - Puerto Quijarro Eu pensativo no Trem da Morte A passagem de trem me custou 70 bol (35 reais, sempre divide os bol por 2) e o trem leva até Santa Cruz de La Sierra. E vou eu em mais uma viagem de 17 horas!!!!!!! Voce queria estrada @???? "É conhecido como Trem da Morte por causa de uma epidemia de malária que ocorreu durante a construção da ferrovia, que matou milhares de trabalhadores bolivianos." (wikipedia) Eu tava apreensivo mas foi uma experiencia bem normal pra falar a verdade. Legal viajar de trem e tudo, e era bem confortável, diferente de muito onibus na Bolivia hahah Dormi como um bebe. Nao senti falta de seguranca em nenhum momento, digo isso pq ja tinha lido muito de bagagens que desaparecem nesse trem, mas comigo foi bem tranquilo. Cheguei no outro dia em Santa Cruz e já na rodoviária senti a diferenca, acostumado com a rodoviaria do Rio que parece um shopping e a de Montevideo que literalmente tem um shopping, alguns terminais na bolivia sao bem feios, mas como já tinha lido muito já tava preparado pro que ia encontrar visualmente. O que eu nao estava nada preparado era para o frio!!!! Saí do terminal e voltei em seguida, paguei 1 bol pra usar o banheiro e lá coloquei o máximo de roupas que podia pra me proteger do frio, saí de la parecendo um esquimó. Andei bastante procurando lugar pra ficar, acabei em um muquifo que saia 35bol um quarto privado, mas o quarto tinha barata e nao tinha agua quente, tenso. Mas eu tava na Bolivia, tava feliz! Saí pra conhecer Santa Cruz e me pareceu uma cidade bem feia, muuuuuuuita gente na rua e a primeira surpresa: Cade o supermercado?? Nao existe, sao comerciantes ambulantes pela rua vendendo de tudo que vc possa imaginar. Andei um pouco pela city e descobri uma praca muito bonita que se chama Parque Arenal, tinha muuuuuito pombo, adoro pombos, sao simpaticos! 😂 Parque Arenal - Santa Cruz de la Sierra Próximo ao terminal de bus também tem um parque muito bonito que se chama Parque Urbano, pra gente como eu que é mais tranquila vai querer fugir da loucura de Santa Cruz nesses parques também. Basicamente aí descansei e procurei ter o primeiro contato com a Bolivia, observar a cultura e relaxar. Mas aí já tava na Bolivia e agora? Pra onde eu vou? Ainda meio na duvida fui no dia seguinte pro terminal e eu só pensava em chegar no Lago Titicaca, entao comprei minha passagem pra La Paz. Que bom! Uma viagem que nao é de 17hrs. Mas sim de 19hrs... uma eternidadeeeeeee, nao recomendo, parem em Cochabamba antes de seguir a La Paz, é uma viagem sofrida. Mas no caminho a primeira montanha nevada no horizonte, muita emocao! La Paz, Copacabana e Isla del Sol - LAGO TITICACA Chegando em La Paz achei um hostel pra ficar depois de andar um montao e me cansar demais, aí comecei a sentir um pouco os efeitos da altitude e sentia o ar mais denso, tinha que fazer um pouco mais de esforco pra respirar. Acho que o hostel se chamava GIMENEZ, numa acima da rua do mercado das bruxas, recomendo muito. Daí fui dar uma volta pelas agencias de viagens pra conhecer os tours que ofereciam aí (foi onde eu percebi que amo turismo e to estudando isso no Uruguai, mas isso é outra historia rs). Em uma dessas agencias eu conheci o Erick, um brasileiro muuuuuuito gente boa que tava estudando medicina em Cochabamba e tinha tirado uns dias pra conhecer La Paz. Recomendei pra ele o hostel que eu tava e saímos pra tomar uma cerveja e curtir a city. No nosso tour pelas Agencias de Viagens eu fiquei doido! Queria fazer todos os tours, um mais interessante que o outro kkkkk Queria ir ao lago, queria escalar montanha (ainda vou escalar o Huayna Potosi), queria descer a estrada da morte em bicicleta, queria tudo... Compramos o bus pra nos levar a Copacabana no dia seguinte pra ir ao lago, e eu tbm comprei o Valle de la Luna + Cerro Chacaltaya e o tour da Estrada da Morte (nao resisti, tinha que fazer rs). Assim no dia seguinte saimos bem cedinho com destino a COPACABANA, queria muito conhecer pra dizer que vim da Copacabana carioca a Copacabana boliviana kkkkk O caminho é lindo, primeiro vc tem uma visao panoramica de La Paz, que parece uma grande favela no meio da cordilheira porque as casas nao sao pintadas, é tudo no tijolo mesmo. Depois vem o lago imeeeeenso com aquela cor azul surreal. É impossível descrever com palavras o que é o Lago Titicaca, parece que voce entrou num quadro surrealista, voce se sente num paraíso. Chegando em Copacabana, conhecemos um casal de brasileiros e fomos todos almocar a famosa truta que se pescam aí, gostosa, mas nada imperdível, assim que se voce for mochileiro e sua prioridade é economizar, come algo barato mesmo, agora se tiver grana vale a pena. Depois já pegamos o barco e fomos pra Ilha do Sol, porque minha ideia era acampar lá (Ó AZIDEIA DA PESSOA). Descemos do barco e ali tinham duas meninas com uma barraca, eu perguntei se era seguro acampar ali e elas disseram que só tavam pelo dia, nao tinham passado a noite, mas que era tranquilo. Falei ok, montei minha barraca ali mesmo, tranquei com um cadeado e subi pra conhecer a ilha. LINDA! É UM LUGAR MUUUUUITO MÁGICO, SÉRIO! Se voce vai a Bolivia e nao vai na Ilha do Sol vai ter que ir de novo. Foi o lar antigo dos Incas, tem uma energia incrível e é cheio de ruínas históricas. Tudo isso com o azul do lago rodeando. É muito incrivel que nao dá pra descrever. Eu, o Erick e o casal comendo a Truta Lago Titicaca y yo Onde eu acampei a primeira noite Vista da minha barraca Bom, andei um pouco, tirei muitas fotos, e depois bateu a paranóia e desci pra ver a barraca. Descendo ajudei uma boliviana a descer com uns burros e ela foi me contando um pouco como o turismo transformou aquele lugar e como a comunidade local se adapta a isso. Muito interessante, mas chegando lá embaixo... CADE MINHA BARRACA? Desci e nao tava, olhei em volta, tinha uma escada que eu nao tinha reparado antes, fiquei confuso, disse QUE PASÓ??? Nao sabia se estava no lugar certo, perguntei e as pessoas diziam que só tinham 2 portos e queriam me vender um barco pra me levar até lá mas eu disse nao, eu faco a trilha até lá, obrigado. Andei pra caceeeeeeete sozinho na ilha do sol procurando minha barraca, cheguei no outro porto e eram umas ruínas belíssimas mas nada a ver com o lugar que cheguei. Entao resolvi voltar né, que ia fazer? Daí quando cheguei no primeiro porto já reconheci minha barraca, estava lá onde eu tinha deixado, eu nao entendi porque nao estava quando fui da outra vez, fiquei muuuitas horas pensando nisso, já estava convencido que tinha sido uma falha na matrix e eu tinha sido transportado a outro tempo quando vi que esse porto tinha duas descidas, entao com certeza eu desci por uma que nao foi a que eu subi, por isso a barraca nao tava ali do lado e quando cheguei e nao vi já me desesperei e nao olhei o outro lado do porto kkkkkkk Coisa minha, finge que nada aconteceu, seguimos viagem... De repente vem uma crianca boliviana falar comigo, já era noite, falando que tava procurando o brasileiro que tava acampando no porto kkkk Ele tinha uma mensagem do Erick (que estava hospedado num hostel subindo a ilha) e tava sem lanterna pra voltar, entao eu peguei minha lanterna, tranquei a barraca e subi com ele pra onde o Erick tava. Fumamos um, desci e fui dormir. Acampei sozinho essa noite cagado de frio, o céu caiuuuuu chovendo, uns raios muito loucos. Mas minha barraca aguentou bem! Acordei no dia seguinte com uma vista do caraiooooo, logo se aproximaram duas argentinas fazendo a mesma coisa que eu no dia anterior: perguntando se era seguro acampar ali kkkkk Eu disse que sim, tava tudo certo, acabou que fizemos amizade e desayunamos juntos, muito amor por essas meninas. Resolvemos acampar mais em cima e subimos com as barracas e os mochiloes. QUASE MORREMOS!!! Foi um grande esforco subir com tudo pela altitude e por ser subida, obvio, mas quando escolhimos o lugar pra montarmos nossa comunidade nao podia ser melhor!!! Uma puta vista! Tiramos muitas fotos e fomos buscar lenha pra fazer uma fogueira. Aí passamos por uma galera que tinha uma outra argentina que nao lembro o nome e a Jéssica, uma outra carioca que vai ser importantíssima na historia, mas nesse momento nem nos falamos. Essa outra argentina tava sem lugar pra ficar e a convidamos pra acampar com a gente, já que eu tinha um lugar na barraca. Caiu a noite e estávamos nós 4 e a fogueira lá e fizemos um ritual. Cada um fez um desejo e queimou uma folhinha de coca. RITUAL INCA! Eu nem lembro o que eu desejei mas com certeza se realizou. Jantamos paes com queijo e tomamos café, mate e chá de coca (QUE POR SINAL É DELICIOSO). Gi e Lala, as duas argentinas buena onda que me acompanharam na Isla del Sol Cachorro que acompanhava a gente lá e colocamos o nome de Salchi, que vem de Salchipapas, uma comida comum lá na bolivia que é batata frita com salsicha kkkk E uma llama posando pra foto ali atrás. Sem palavras... No dia seguinte subimos pra ter uma visao panoramica da ilha, muito lindo! Assim completei meu primeiro objetivo! Voltamos a Copacabana, me despedi das meninas e voltei a encontrar o Erick!!! Completamente por acaso! E onde? Numa agencia de viagens! kkkk Ele tinha comprado passagem pra ir ao Peru, e eu ia voltar a La Paz pra fazer meus tours, mas isso fica pro próximo post, onde vou contar como foram os tours Valle de la Luna + Chacaltaya (NEVEEEEEEE), Estrada da Morte (quase morrendo em bicicleta), Salar de Uyuni, minha aventura MUITO TENSA no Chile e Cochabamba! Bem patriota na Isla del Sol Nossa comunidade ARBRAZINCA (argentinas + brasileiros + incas) Eu bem mochileiro subindo a ilha Até o próximo post!
  16. 1 ponto
    Já fiz um mochilão passando por esses países que voce citou e sinceramente nao vi nada tão compensativo em acampar. Estes países já possuem uma hospedagem barata em quartos compartilhados e levando barraca voce irá é ter mais peso pra carregar. Eu fui com o mesmo pensamento que o seu e a única coisa que fiz foi levar a barraca para passear. Coloque na balança o custo-benefício pra ver se realmente vale a pena levar a barraca visto que nem sempre voce irá encontrar áreas de camping, normalmente essas áreas ficam mais afastadas do centro da cidade e voce terá um certo custo pra ir e voltar, ao sair para suas atividades diárias suas coisas ficarão "sozinhas" dentro da barraca.
  17. 1 ponto
    Muito obrigado pelas dicas lobo_solitário. Tive uma entrada barrada em Londres em 2016 e fiquei meio "traumatizado" depois disso. Forte Abraço !!!
  18. 1 ponto
    Estive nesse incrível e desconhecido Parque Nacional no carnaval desse ano. Considero o período de 4 dias bem adequado para conhecer a região. Sou Paulista e moro na GdeSP e saí da Paulistânia as 20:00 hs da sexta-feira dia 24/02 atraves de voo direto GRU - THE. Cheguei na capital piauiense as 23:00 hs mais ou menos. Preferi dormir para descansar e no dia seguinte ( sabado 25/02 ) as 10 da matina encontrei meu amigo Teresinense , pegamos o carro e fomos rumo ao sudeste do estado. Demoramos umas 10 horas de carro até chegar no nosso destino porque optamos por jantar em Oeiras na metade do caminho . ( o nornal seriam 7 horas ) A cidade maior e mais conhecida da regiao é São Raimundo Nonato ( SRN ) mas sugiro montar base na cidade ao lado Coronel José Dias ( CJD ). Digo isso porque encontrei um albergue ( Albergue Serra da Capivara ) que fica literalmente dentro do Parque Nacional Serra da Capivara ( PNSC ) e fica em CJD . Da porta do albergue até a portaria do PNSC são cerca de 2 KM, enquanto que SRN dista cerca de 60 KM do PNSC. Além do que SRN tem cara de "cidade grande" e CJD tem cara de interior. Pra mim essa característica ajuda a entrar no clima. Chegamos a noite e não tinhamos feito reserva. ( sugiro reservar antes ) mas resolvemos dormir la mesmo ( eu tinha levado barraca e dormi nela kkkkk meu amigo dormiu no carro ) O albergue tem um espaco imenso e fica em frente á uma chapada lindíssima. Ao amanhecer vc certamente verá a mesma revoada de papagaios que eu vi. Fiquei de queixo caído. O albergue é super limpo e tem quartos individuais e coletivos. Os banheiros são espaçosos e igualmente estavam em ótimas condições de higiene. Haviam poucos hóspedes, acredito que isso também ajudou a melhorar minhas impressões a respeito da limpeza.
  19. 1 ponto
    Olá Victor! Muito obrigada pelas informações, já me ajudou muito! Ainda estou decidindo o roteiro final e compartilho por aqui quando fechar.
  20. 1 ponto
    Do ponto de vista de alguém que foi lá em maio, diria que sim!! É possível. Claro, vai depender do tipo de viagem que a pessoa gosta de fazer. Se vc quer muito conforto, não tem pra onde correr, vai ter que alugar um carro, mas isso vai acarretar num gasto a mais. Bus tem entre Brasília e Alto, e vi lotação e taxis específicos em São Jorge. Carona tbm é possível (estamos na época do encontro de culturas, com certeza é temporada alta lá agora, arrumar carona tá mais fácil). Se vc for do tipo esportivo, dá até pra vc alugar bike em alto ou São Jorge e visitar as atrações. Não é exagero, boa parte delas é fácil de chegar pedalando. E acho o valor de R$ 60,00 por uma diária de magrelinha justo se vc souber se deslocar bem entre os locais. Agência tem aos montes, até nos campings e hostels vc encontra vários contatos. Tbm pode contratar algum morador associado, que tbm pode garantir um passeio bacana e não tão custoso. A dificuldade mesmo fica pra vc ir pra Santa Bárbara, que é badalada, e as atrações próximas de Cavalcante, pois ficam um pouco longes mesmo. Aí acredito que vc teria que ir com alguém. Eu estipulei uns R$ 1.500,00 (fora passagem) pra chapada quando comecei a me planejar. Gastei menos pq fui acompanhado na última hora mas acredito que esse orçamento seria suficiente (e sobrando dinheiro pro caso de emergência) pra uma trip de 1 semana. Só se atentar pros horários do bus BSB-alto e os valor da pernoite, que acaba sendo o grande vilão dos gastos, fora a comida.
  21. 1 ponto
  22. 1 ponto
    Saulo, quero me jogar na estrada entre dezembro e janeiro, sentido Uruguay, Argentina, Chile, Peru... o céu é o limite, só vamos. Está com ideia de quando pretende fazer esse trekking?
  23. 1 ponto
    @felipenedo Passar o dia no frio e ter abrigo é relativamente tranquilo, acampar que é complicado e exige cuidados e preparativos maiores. Se vai ficar apenas uma noite no parque vá para o Campamento Torres, lá é o ponto de partida para Mirador Base de las Torres. Se tiver bastante disposição para uma boa caminhada podia fazer uma parte do W que é bem interessante: Dia 1 Chegada no Campamento Torres > Mirador las Torres > Campamento Italiano Campamento torres até o Mirador las Torres 3hrs; Las Torres até o italiano nesse trajeto se faz em no máximo 5 hrs e a trilha fecha as 14hrs Dia 2 Acordar cedo e subir o Vale do Francês até o mirador Britânico > Ir direto para o Paine Grande e pegar a balsa para voltar. Se quiser fazer mais tranquilo ainda pode dormir no Paine Grande ou voltar para os Campamento Torres. De toda a maneira recomendo você investigar como está acessibilidade no inverno, existem regras especiais para essa época do ano. Site do parque http://www.parquetorresdelpaine.cl/es Regulamento para inverno http://www.parquetorresdelpaine.cl/upload/files/2018.1 REGLAMENTO ACTIVIDADES DE SENDERISMO EN ÉPOCA INVERNAL(1).pdf
  24. 1 ponto
    Olá, @lizadavis. Bom, estive na Argentina (Buenos Aires) e no Uruguai (Montevidéo) em 2014 (ok, faz um tempinho já rsrs) e no Peru (Lima, Cusco e Machu Picchu) em 2016. Eu achei Buenos Aires o mais barato de todos para visitar: na época, troquei meus Reais/Dólares pelos Pesos Argentinos e achei que tinha ficado rica! akakakakakkaka A moeda estava muito desvalorizada naquela época... Já o Peru, principalmente a região de Cusco e Machu Picchu, por ser tão tão turístico, achei que foram os mais caros. Como eu disse, já faz um tempinho, teria que observar valores mais atuais. Quanto a locais legais, acho que qualquer um dos três países (que são os que eu conheci) são muito legais, com diversidade de atrações. Leia muito sobre cada destino, veja vlogs, veja as muitas atrações para que você consiga ter um norte para se decidir. Quando decido ir para algum destino, tento ler e ouvir várias opiniões, sempre em blogs e em vlogs, no youtube, pegando relatos de quem já foi e do que a pessoa fez no lugar, pegando roteiros, tipo "roteiro de 4 dias em Buenos Aires" para pelo menos ter uma ideia do que se pode fazer nos lugares... Boa sorte!!!
  25. 1 ponto
    to indo na primeira quinzena de julho, alguem vai estar por la
  26. 1 ponto
    @ekundera Obrigado! Olha, eu acho que os Alpes são o que a Suíça tem de melhor. Mesmo assim, os Alpes em outros países não devem ficar atrás. Conheci os Dolomiti, na Itália, e foi incrível também. Abraços.
  27. 1 ponto
    @Anton Fiz a viagem no final de abril pra maio desse ano. Eu havia feito essa planilha (abaixo) no início da viagem para ter noção de valores, então acho que ela abrange a maioria dos gastos que tive.
  28. 1 ponto
    A Viagem – Resumo, equipamentos, alimentação, dicas, etc O Trekking da Serra Fina tem como uma de suas características a pouca oferta de água durante o percurso, então é normal você reabastecer sempre com 5 L em média. Isto posto, sabíamos que deveríamos levar uma mochila leve, mas sem descuidar ou ignorar nenhum equipamento de segurança e proteção contra o fio ou intempéries. Seguimos algumas filosofias do “Lightweight Trekking” e conseguimos fechar as mochilas com cerca de 11,5 kg (sem a água). Bem, saímos do Recife as 6:00 am do dia 29/08/17 em um voo da Gol. Chegamos em Guarulhos às 9:30, onde o Taxista Amaury estava nos aguardando para nos levar até Passa Quatro. Se fossemos de ônibus seria um pouco mais barato, porém não tínhamos tempo suficiente no cronograma da Viagem, pois nossa ideia era começar a caminhar por volta das 14:30. Chegamos a Passa Quatro às 12:40, almoçamos em uma churrascaria na beira da estrada. Fizemos um almoço farto e tomamos muito líquido para reforça a hidratação. Ainda levamos uma garrafa de água de 1,5 litro para ir bebendo no carro no percurso até o início da Trilha. Nosso resgate ( Patrícia 35- 99133-7585 / (https://www.facebook.com/adventuretransfer/?fref=ts) nos pegou as 13:40 e seguimos para o início da Trilha. Dia 1 - Do ponto de Partida antes da Toca do Lobo até o acampamento anterior ao Capim Amarelo. Ficamos no final da estrada, a cerca de 20 minutos da Toca do Lobo. Começamos o Trekking rumo a Serra Fina as 14:40, apenas 10 minutos depois do previsto, e fizemos o caminho até o Capim Amarelo em 3:40h. Fizemos algumas pequenas paradas a cada 1 hora para lanchar ou tomar um carb up. Em cerca de 1:30h estávamos cruzando a crista da Serra onde as fotos mais famosas da trilha são tiradas, e de onde provavelmente vem o nome da Travessia: Serra Fina. O tempo ajudou, o céu estava lindo e o vento confortável. Seguimos subindo com o Sol se pondo a nossa esquerda , nos sentindo agraciados com aquele espetáculo de tanta beleza. O que nos chamou atenção foi a rapidez com que a temperatura despencou após o sol se por. A temperatura estava na casa dos 18ºC, e em questão de minutos caiu para cerca de 12ºC. Acampamos no último local antes do Cume, pois já estávamos caminhando há cerca de 1 hora com a luz das Headlamps e resolvemos não arriscar o último trecho á noite, pois sabíamos que haviam alguns trechos mais técnicos e expostos de escalaminhada. Paramos as 18:30. Montamos acampamento, jantamos, ligamos para casa( A Vivo pegou bem lá) e fomos dormir. A noite dentro da Barraca a temperatura chegou a 6ºC. Resumo do Dia 1 – 29/08/17 Distância: 7,5 km Tempo de Caminhada: 3:50 h Dia 2 - Do acampamento anterior ao Capim Amarelo até o Cume da Pedra da Mina Acordamos as 5:30 am, desmontamos o acampamento, apreciamos o nascer do sol, comemos e iniciamos o segundo dia da Travessia da Serra Fina as 8:20. Em 20 minutos chegamos ao cume do Capim Amarelo, assinamos o livro do Cume, curtimos o visual e seguimos a trilha. Embora estivéssemos atentos as dicas dos relatos que lemos sobre pegar a trilha da esquerda, erramos e pegamos a trilha errada que desce de forma íngreme levando a lugar nenhum. Percebemos o erro e retornamos, achamos a trilha correta e seguimos o rumo descendo. Embora o Dia 1 (Subida para o Capim Amarelo) tenha a fama de ser o mais difícil, achamos o trajeto do Capim Amarelo a Pedra da Mina mais puxado, foi muito sobe e desce. Muito sobe e muito desce mesmo. Neste dia o sol castigou muito, fiquei bem feliz em estar usando uma Blusa com Proteção Solar e um Chapéu Legionário. Paramos para almoçar um pouco antes do cume do XJ (diz assim no mapa) e seguimos o rumo. O ponto de água conhecido como cachoeira vermelha fica realmente na Base da Pedra da Mina, chegamos nele depois de cerca de 6h de caminhada. Tomamos o resto da água que existia nas garrafas e reabastecemos com 3 Litros cada. A Subida para a Pedra da Mina é bem puxada, levamos cerca de 2 horas para chegar ao Cume. Neste momento já sentíamos o cansaço acumulado da longa caminhada, e para nós que saímos do Recife (Nível do Mar), sentíamos também o efeito do ar rarefeito, o que deixava a respiração um pouco mais ofegante. Após 8:40 h de percurso, chegamos ao cume da Pedra da Mina. Ô lugar lindo! Que Astral! Que Vibe!!! Montamos o acampamento rapidamente, assinamos o livro do cume e paramos para curtir o Pôr do Sol. Em seguida organizamos o jantar (rapidamente apareceram alguns ratinhos para tentar comer do nosso strogonoff), curtimos um pouco a visão do céu estrelado e fomos dormir mais cedo. Havíamos conversado sobre a possibilidade de acordar mais cedo no dia seguinte, e combinamos que se chegássemos no Pico dos 3 Estados até as 13h do dia seguinte, tentaríamos esticar e terminar a Travessia naquele mesmo dia caminhando até o começo da noite. Resumo do Dia 2 – 30/08/17 Distância: 7,7 km Tempo de Caminhada: 8:40 h Dia 3 - Do Cume da Pedra da Minha até o Sítio do Pierre Coloquei o despertador para as 4 am. O termômetro marcada 3ºC e o vento era fraco. Após passar a preguiça, levantamos, desmontamos o acampamento e paramos para apreciar o Nascer do Sol. Muito lindo realmente. Vale muito a pena acampar no Cume da Pedra da Mina para apreciar aquele espetáculo da natureza. Tomamos nosso café da manhã e iniciamos o último dia do Trekking da Serra Fina ás 6:50 am, rumo ao vale do Ruah. Os relatos são bem claros quando a dificuldade de navegação no Vale. Na descida na Mina o mato parece mais um pasto, porém ao chegar lá você se depara com um mato alto que tem mais de 2 metros de altura. O tempo estava aberto e fomos seguindo em direção ao “V” conforme explicado nos relatos. Achamos o Rio e seguimos a orientação de caminhar com ele a nossa esquerda. Em certo ponto existe uma pequena cachoeira e o rio forma uma espécie de Poço onde é possível tomar um banho gelado e gostoso. Porém paramos apenas para pegar água (5 Litros cada. Este é o último ponto de água) e seguimos em direção ao Cupim de Boi. Passamos por mais um Cume (não fala o nome no Mapa), descemos e iniciamos a subida para o Cupim de Boi. Este trecho tem uma parte mais exposta a direita com um belo Visual de belos paredões rochosos. Passar ali com o vento forte deve ser um pouco assustador. Passamos pelo cume do Cupim e descemos até uma matinha na base dos 3 Estados onde paramos para almoçar e descansar um pouco. Recuperamos as energias e atacamos o Pico dos 3 Estados. O trajeto estava seco, e ficamos pensando como deve ser subir aquilo com o terreno molhado e escorregadio. A subida é bem puxada, a medida que subíamos as nuvens da montanha iam chegando e cobrindo o visual atrás de nós. O Cupim de Boi já estava todo encoberto. Passamos na hora certa, seguimos em frente com as nuvens chegando e encobrindo nosso percurso. Chegamos no cume dos 3 Estados as 13:30. Curtimos o cume um pouco, assinamos o livro e seguimos em direção ao Alto dos Ivos. A descida é íngreme e todo cuidado é pouco. Nesta hora eu lembrava constantemente do conselho do meu filho Henrique de 5 anos (“Papai, cuidado para não sofrer um acidente”). Nos momentos que eu esquecia um pouco disto, Filipe e Bruno estavam lá para nos lembrar disto. (rsrsrs). Antes do Alto dos Ivos, vimos uma parede de rochas e o que parecia ser uma fita vermelha. Pensamos: “Não é possível que seja por ali, aquilo deve ser uma flor”. NÃO ERA! De longe assusta um pouco mas este paredão tem agarras bem generosas e com calma e cuidado é possível atravessar aquele ponto com bastante segurança. Antes de iniciar a subida para o Alto dos Ivos o trajeto faz uma longa descida. Chegamos na base do pico e estávamos no gás para terminar naquele dia. Pensamos na Cerveja gelada que iríamos tomar naquela noite em Passa Quatro, e subimos voando o Alto dos Ivos. Chegamos lá por volta das 16:00h, curtimos o cume por uns 30 minutos, fizemos belas fotos e ligamos para o nosso resgate ( Patrícia – Adventure Transfer) e combinamos as 19h no sítio do Pierre. Ainda faltavam 3 hrs de caminhada. Iniciamos o trajeto de descida, mais uma vez atravessando as nuvens que passaram a nos acompanhar no período da tarde, e adentramos na mata. Headlamps acesas e uma caminhada rápida e intensa, até que às 18:40, exatamente 12:00h após o início da nossa caminhada encontramos a Patrícia no Sítio do Pierre e encerramos a aventura. Fizemos o percurso em 2 dias e meio, o tempo ajudou. Valeu muito a pena ter feito a Travessia da Serra Fina! Dever cumprido! Hora de iniciar o planejamento para a Próxima Aventura. Dia 3 – 31/08/17 Distância: 18 km Tempo: 12:00 h O que levamos: Roupas/Equipamentos: 2 Camisas com Proteção Solar FPU 50+ UV action (https://uvaction.com.br/) 1 Legging Emana UV action Boné Legionário UV action 1 Calça Bermuda Tactel Poliamida 1 par de Luvas para usar durante a trilha 1 Par de Botas 1 Anorak 1 Calça Impermeável 2 Cuecas Calça + Camisa Segunda Pele Casaco Fleece (apenas a parte de Cima) Gorro Fleece Balaclava (Máscara Ninja) Luvas de Fleece Óculos Escuros Capa de Chuva para Mochila 3 Garrafas de Água de 1,5 L + 1 Garrafa de 500 ml Kit Higiene Pessoal(Escova de dente,desodorante,papel higiênico, lenço humidecido, Desidin,etc) Mochila Cargueira 40 L Cobertor de Emergência Isolante Térmico Saco de dormir -4C Headlamp Canivete 1 Bastão de Caminhada(servia também como bastão para Selfie) GoPro + 2 Baterias Extras Celular + PowerBank de 10.000 ma Clorin Protetor Solar + Protetor Labial Bússula + Mapa (http://www.extremos.com.br/download/2015/0616_serra_fina/) Apito Barraca de Camping Para Alimentação: Fogareiro + Gás 1 Chaleira 1 colher 1 copo 1 tupperware com tampa (servia de prato) · Optamos por não cozinhar no café da manhã, com isto a gente ganhava tempo, e carregava menos peso pois não precisava trazer nenhum outro utensílio de cozinha como uma frigideira para Tapioca por exemplo. · No jantar, o próprio saco da Comida Liofilizada servia para esquentar/cozinhar a comida. Desta forma a Chaleira era suficiente para atender nossas necessidades. Alimentação: Fizemos um cardápio de aproximadamente 3.600 calorias por dia, tentando balancear Carboidrato/Proteína/Gordura. Um dos critérios principais usados para escolher os alimentos foi do fator Calorias/Grama(Peso). Tentamos sair o mais leve possível então levamos em consideração quantas Calorias a alimentação oferecia por cada grama(g) carregada. Neste ponto a comida Liofilizada leva uma grande vantagem. Cardápio: Café da Manhã Granola + Nesfit + Leite em Pó + Açaí Liofilizado Banana + Maça Liofilizada Suco em Pó Almoço Rap10(tipo tortilha) + Polenguinho + Salame Italiano + Suco em Pó Jantar Arroz/Purê/Strogonoff de Carne Liofilizado + Suco em Pó Lanche durante a trilha 4 Carb Ups por Dia 1 Barra de Proteína Abacaxi Liofilizado Chips de Batata Doce Liofilizado 1 Chocolate A Travessia da Serra Fina foi realizada por Igor Santos (EU )(37 anos) , Bruno Guimarães(37 anos) e Filipe Cabral(36 anos). Somos todos do Recife, casados e com filhos pequenos (Igor – 2, Bruno -3, e Filipe – 1). Links Interessantes: (http://www.mochilandocomelas.com.br/2016/06/29/serra-fina-itinerario/) (http://coconomato.com.br/serra-fina/) (https://www.facebook.com/adventuretransfer/?fref=ts) (http://ecoviagem.uol.com.br/blogs/ecofotos/boletins/travessia-serra-fina-6157.asp) (http://www.seumochilao.com.br/travessia-da-serra-fina-um-trekking-de-gente-grande/)
  29. 1 ponto
    Ao invés de pegar os voos e trem de manhã, o que vai lhe estragar praticamente o dia inteiro até você se ver livre de tudo, tente se programar para pegar os trens/voos no final da tarde ou começo da noite. Pois assim você terá toda a manhã e tarde livres para passear, e lá pelas 18:00 ou 19:00, quando já estará escuro mesmo, e muito frio para você ficar rua e todas as atrações turísticas fechadas, você pegar o trem/avião para a próxima cidade, num horário em que você chegue ao destino antes das 22:30, a tempo de ainda conseguir pegar metrô/ônibus até o seu hotel e não precisar pegar um táxi caro, e ainda conseguir dormir bem e acordar cedo e descansado para um dia cheio de atividades. Fazendo estes ajustes finos, para que você não perca praticamente 3 dias inteiros em função de se deslocar entre as cidades, até daria para pensar em manter Lisboa, Londres, Amsterdam e Paris, mas agora se você ficar pegando trem/avião de manhã e perdendo praticamente o dia inteiro aproveitável nisto, não tem jeito, teria que cortar uma cidade para que fique viável.
  30. 1 ponto
    Que horas você chegaria em Lisboa no dia 23? Sobraria algum tempo livre para você aproveitar algo da cidade neste dia? Você não vai estar caindo de sono depois de passar uma noite em claro no avião até Lisboa, isto provavelmente depois de já não ter dormido direito na noite anterior ao voo direito devido ao ansiedade? Pergunto isto por que geralmente o dia de chegada geralmente é um dia meio perdido, onde você não consegue fazer muita coisa depois de ter passado pela burocracia do aeroporto e se acomodar no hotel e jetlag da noite em claro. E como você já pretende ir embora dia 26 cedinho, 2 dias pode ser pouco tempo em Lisboa. Se ficar só em Lisboa, até daria tempo em 2 dias, mas um dos passeios mais legais de se fazer em Lisboa é ir até Sintra, e isto consome um dia inteiro. Para chegar em Londres ainda de manhã, você teria que sair de Lisboa de madrugada, o que causa outro problema, pois para você pegar um voo as 07:00 da manhã, você tem que estar lá no aeroporto as 05:00 da manhã, para ter tempo de fazer check-in e passar por toda burocracia pré-embarque com calma, e para estar lá no aeroporto, você tem que acordar as 04:00 da madrugada ou antes, e estar pegando um táxi caro as 04:30, pois neste horário não há metrô e nem ônibus para o aeroporto. Se for pegar o voo num horário mais civilizado, onde você não precise acordar de madrugada e gastar um monte de dinheiro em táxi, você teria que pegar um voo depois das 09:00, o que significaria que você chegaria em Londres as 13:00, ai até passar na imigração, ir até o centro que é super-distante, achar o seu hotel, fazer check-in e se acomodar no quarto, que já ser 16:00 horas e estar escurecendo, ou seja, foi praticamente um dia inteiro perdido só em função de ir de uma cidade para a outra, sem que você tenha feito ou visto nada de interessante. Como você já quer sair dia 30 de manhã cedinho para Amsterdam, na prática você teria só 3 dias úteis livres em Londres, o que pessoalmente eu acho pouco tempo para uma cidade enorme como Londres. Esta ida a Amsterdam é outro problema, mesmo pegando o primeiro trem do dia em Londres, você vai chegar em Amsterdam depois das 13:00, ai novamente até achar o seu hotel, fazer check-in e se acomodar, facilmente será umas 15:00 até você se ver livre, e será outro dia praticamente perdido, pois as 16:00 horas já está escuro... E como no dia 02 você já quer ir cedinho para Paris, na prática você teria um único dia livre aproveitável em Amsterdam, o que é muito pouco tempo, já pensou que pode chover ou nevar neste dia? Se isto acontecer, será viagem perdida, por que você não vai conseguir fazer quase nada em Amsterdam com frio e chuva. Paris estaria com uma quantidade de tempo relativamente aceitável. Em resumo, na minha opinião o roteiro está muito corrido, você vai ter muito pouco tempo realmente aproveitável em Lisboa, Londres e Amsterdam, pessoalmente eu cortaria uma destas cidades do roteiro, de preferência Lisboa ou Amsterdam.
  31. 1 ponto
    E m caminhadas anteriores pela Serra Fina (SF), ralando pelo Paiolinho ou suando pela Toca do Lobo, com frequência vinha à mente uma ideia meio masoquista, e visionária: por que não fazer uma caminhada que somasse a tradicional travessia Toca do Lobo/Sitio do Pierre com ataques aos Picos de maior destaque no entorno? Seria uma forma de ver essas montanhas de ângulos diferentes... Conhecer mais da SF, deixar pegadas em sítios históricos, observar a geologia e a vegetação em pontos menos afeitos à maioria dos caminhantes... Ou seja: uma chance de se arrastar a montanhas menos frequentadas, mais ermas e não menos belas que as da rota tradicional. Toca do Lobo – Quartizito-Capim Amarelo-Melano-PM-Cupim de Boi-Três Estados- Alto dos Ivos- Sitio do Pierre. Essa ideia, com certeza passou pela cabeça de muitos outros montanhistas, e aos poucos o plano foi se desenhando: faríamos a Travessia em um feriado, na temporada de montanha (nada de dar muita margem ao clima inóspito daquelas plagas) e nos condicionamos a fazê-la no prazo normal da travessia clássica: 4 (quatro) dias, com 3 (três) noites na serra. Em conversas anteriores, alguns já haviam se pronunciado pelo interesse na empreitada, com as restrições de compromissos profissionais, médicos, familiares, etc., o grupo tinha 4 (quatro) integrantes com agenda disponível para o feriado de 31/05/2018: Eu, que vos escrevo (Rogério Alexandre), o Rodrigo Oliveira, o Douglas Garcia, e o Marinaldo Bruno. E eis que surge a Greve dos Caminhoneiros, que com reivindicações justas, nos levou a um ponto de inflexão: manter a data ou postergar? Pesadas as opções, adotou-se a contingência de irmos de ônibus e compramos passagens para P4. Com as datas de retorno disponíveis, o Rodrigo não poderia participar. Ficamos no aguardo, na torcida pelo melhor desenlace da greve dos caminhoneiros e o retorno ao abastecimento de combustíveis nos postos, condição que se impunha para a participação do Rodrigo na empreitada. Na manhã de quarta, veio a boa notícia: carro abastecido! Corremos com últimos preparativos: lanches, verificar bateria do GPS, cancelar as passagens e retirar qualquer grama a mais das cargueiras, etc. Nesse dia, na ânsia de aproveitar ao máximo a folga e fazer uma reserva de energia, abusei um pouco da alimentação: sanduiche de mortadela, milho verde com manteiga, almoço de mãe, ceviche de pescada e lula. Esse abuso teria consequências no meu desempenho na pernada, rs. Escrito por Rogério Alexandre com revisão do restante do time, uma pequena noção e, que palavra nenhuma explicaria, o que foi essa aventura! Primeiro dia: C hegamos em Passa Quatro às 20h30 e depois de procurar um pouco, encontramos a casa da Patrícia, onde guardamos o carro, separamos o que ficaria para uso na volta a SP, colocamos as cargueiras na Pajero dela e pegamos estrada, às 21h de quarta (véspera do feriado), para o ponto próximo da Toca do Lobo. Vestimos as cargueiras, nossas companheiras de relação amor e ódio pelos próximos 4 (quatro) dias, fizemos os últimos ajustes e nos colocamos a andar pela antiga estradinha que leva a Toca do Lobo. Ali fizemos as primeiras fotos, à luz das lanternas, nos hidratamos e nos abastecemos da água necessária para alcançar o Quartizito, onde faríamos a primeira recarga maior de água. Nesse trecho, bastou-nos um litro por cabeça, já que faríamos a ascensão mais leves e na madrugada, o que ajuda em muito no menor consumo de água. Como planejado, pontualmente às 22h, partimos em busca do primeiro cume da travessia: Cume do Cruzeiro. A subida começa relativamente íngreme, nos alertando para o que nos esperava. Vamos em passo normal, poupando forças para a longa jornada. Em pouco tempo saímos da mata e começamos a curtir mais a caminhada, apreciando a beleza da Serra, os contornos da crista que iríamos subir, que iluminados pela lua cheia, pareciam nos desafiar. Para o Rogério a caminhada tinha uma complicação adicional: para não utilizar a lente de contato por um período longo demais, decidiu utilizar óculos durante a noite, e só colocar a lente com o dia já claro. Até aí nada demais, se a joça dos óculos não teimasse em ficar embaçando a cada pouco, fazendo com que, ele alternasse em caminhar sob uma “neblina” particular, que só ele via, tateando com os pés em algumas passagens ou parar a cada pouco para limpar a lente dos óculos. Era trabalho de Sísifo: bastava desembaçar para o processo de enevoar recomeçar, principalmente nas partes menos expostas à gélida brisa noturna. Apesar de aborrecer um pouco, ainda surgiria uma dificuldade para se somar com essa, e que faria com que ele deixasse de “puxar” o grupo e passasse a ser o “cerra fila”, decorrente da sua gula durante a preparação para a travessia. Voltamos a essa questão mais adiante. Alcançamos a crista e seguimos subindo buscando o Quartizito e seu ponto de água, tementes quanto à disponibilidade, pois da presença de água ali possuíamos apenas relatos, já que sempre passamos naquele trecho já abastecidos de água. Os temores se mostraram infundados, e depois de descer uma pirambeira, pudemos completar o abastecimento para a caminhada até a base da PM, onde sabíamos encontrar água para o primeiro pernoite, na nascente do Rio Claro. Subimos o Quartizito, no escorregar clássico da montanha que parece se desmanchar em pedriscos aos nossos pés e, à meia noite alcançamos seu cume e iniciamos a descida para o ombro por onde faríamos a longa subida do Capim Amarelo, ansiosos pelos trechos com cordas que noticiam a proximidade do cume. Um detalhe sobre a subida do Capim Amarelo merece registro: esse trecho é um dos que, para os que o percorrem pela primeira vez, testa a determinação do montanhista. A cada falso cume, têm-se que redobrar a disposição, diante da descoberta de que o almejado cume ainda não chegou; são vários os falsos cumes, então, haja determinação para não esmorecer. Sabedores disso, vamos subindo procurando não pensar muito nisso, curtindo a pernada, o visual da Serra Fina ao luar ajudando a dispensar os pensamentos. Alcançamos o terceiro cume da nossa travessia às 2h30min da madrugada. Fizemos uma pausa maior para recuperar o folego, registramos a passagem no livro de cume e, tentando não perturbar os colegas que descansavam acampados ao lado do livro, comemoramos a primeira etapa. Partimos para a descida do Capim Amarelo, pouco antes das 3h da madrugada, atentos para não desviar da trilha correta, que segue bem à esquerda. Nesse trecho, há uma trilha muito marcada, porém errada, pouco à direita da trilha correta, que termina em uma grota, e que expõe os muitos que a tomam, ao desgaste do retornar trepando por raízes e pedras, no mínimo. A necessidade de se escalaminhar para corrigir a descida errada explica que ela esteja mais clara do que a trilha correta, já que, com o erro, você desce e sobe ela, como já o fiz noutra pernada. Mais tarde ficaríamos sabendo que um ou dois “ponteiros”, supondo sermos de empresa concorrente, na ânsia de nos alcançar, acabaram por cair nessa grota. Felizmente, nada de mais grave ocorreu, visto que, pouco além da grota, há um precipício de uns 30 (trinta) metros, no mínimo. Na descida, o Rogério encontrou um isolante perdido, certamente subtraído pelos bambus que insistem em retirar qualquer objeto que esteja fora da mochila (em sua travessia anterior - Casa de Pedra-Tijuco Preto-PM-Paiolinho- acontecera com ele... A estrutura de sua barraca ficou pelo caminho, e o colocava numa situação nada agradável... Felizmente, um montanhista amigo encontrou e o livrou de um belo perrengue). Agora seria sua vez de retornar ao Universo a boa energia. Não pensou duas vezes, e passou a levar o isolante nas mãos, para prendê-lo na cargueira quando alcançássemos o Maracanã, onde faríamos uma breve parada, se o dono não estivesse por ali mesmo. No Maracanã, haviam duas barracas e apesar do avançado da hora, 4h30min, achamos por bem, perguntar se o dono do isolante perdido estava ali... Foi um reencontro emocionante, rsrs... Nada como uma madrugada gélida para curar mágoas. Nesse momento as tripas do Rogério começaram a alardear que ele havia sido, no mínimo, ousado demais em comer de tudo um pouco durante o dia. O desconforto se avolumava e a necessidade de encontrar um ponto afastado da trilha para cavar uma fossa emergencial se fazia cada vez mais urgente. Seria sua sina pelos próximos quilômetros, deixar a pazinha, o papel e o lenço de fácil acesso. Ele procurava levar com bom humor a desagradável questão, considerando, que pelo menos, precisava carregar menos peso, a cada fuga para alijar parte da carga que ele carregava e que seu corpo não curtia. No plano, sem mochila, e com as facilidades da vida moderna, a questão já é delicada... Imagine subindo montanha, meio que às cegas, com cargueira de 15 (quinze) kg, a atenção que se dispensava para os sinais do seu corpo, tornara o caso tragicômico. Tocamos em frente, e pouco depois do nascer do sol estávamos andando na crista do Melano, no sobe e desce típico de crista de serra, perdendo altitude até alcançar a Cachoeira Vermelha às 9h da matina. Animados com o rápido progresso até ali, guardamos as cargueiras e partimos para o ataque ao Pico do Tartarugão, passando pela crista do Tartaruguinha. Não encontramos muitas referências para atravessar os trechos de capim, então fomos no bom e velho vara-mato até a base e subimos em ziguezague em duas duplas, para reduzir a chance de uma pedra solta acertar alguém. Alcançamos o cume do Pico do Tartarugão às 10h30min. Fizemos uma breve pausa para a manutenção do tubo de cume, fazer os devidos registros no livro, fotos e caminhadas pelo topo da montanha e começamos a descida, retomando as cargueiras na Cachoeira Vermelha e partindo para reabastecer o inventário de água no Rio Claro, ao pé da Pedra da Mina (PM). Aproveitamos para nos fartar de água e tocamos para a última subida do dia, chegando no alto da PM às 13h30min... O cume estava estranhamente vazio para um feriado prolongado, talvez consequência da crise no abastecimento de combustíveis. Escolhemos os melhores lugares, substituímos o livro de cume por um novo e, também deixando um reserva, uma vez que o anterior, iniciado em 03/02/2018 estava completo, registrando nosso progresso no novo livro, preparamos a primeira refeição da trilha e ficamos curtindo o visual. Conforme entardecia, esfriava e se formava a costumeira neblina na região, começamos a ficar um pouco apreensivos com o Adilson Cypriano que subia com outro grupo pelo Paiolinho e que não havia chegado ainda, chegando a considerar descer até a base da pedra, pelo caminho de quem vem pelo Paiolinho para verificar se estavam acampados na base, mas o cansaço e a confiança na capacidade do nosso amigo nos levaram a abandonar a ideia. Foram diversos gritos de “Adiiiiiiiilsoonnnnnnnnn” que marcaram o fim de tarde na Pedra da Mina, todos sem resposta perceptível. Conjecturamos sobre a pertinência de algum tipo de sinal sonoro com apitos, que permitisse a comunicação em distância maiores e ficamos de buscar possíveis códigos. Nos recolhemos cedo, para recuperar as forças para a pernada do dia seguinte, que prometia ser ainda mais pesada. Segundo dia: N a madrugada, descobrimos que o grupo do Adilson havia chegado pouco após o anoitecer e acampado próximo de nós. Apesar de ser uma rota muito mais curta que a pernada que havíamos feito desde a Toca do Lobo, a subida da PM, via Paiolinho é bastante exigente devido às subidas do Deus-Me-Livre e da Misericórdia, bastante íngremes e que tem que ser vencidas com as cargueiras carregadas. Felizes e aliviados com o reencontro, fizemos planos de atacar o Ruah Maior com ele, na tardinha do segundo dia, marcando encontro no alto do Pico do Avião, 15h. Levantamos cedo, 5h da madrugada e ficamos curtindo a alvorada e o nascer do sol, enquanto preparávamos as mochilas de ataque para as investidas do dia. Apesar de ser de ataque, as mochilas não estavam particularmente leves, pois, além da água e do mínimo para um eventual perrengue (casacos, kit de 1º socorros, lanches e petiscos para o dia), levamos os tubos de cume para serem instalados nos picos dos Camelos e os cadernos para reposição dos livros de cume, caso necessário. Um pouco tarde, mas refeitos do cansaço da véspera e tendo curtido o nascer do sol com calma, às 7h40min começamos a descida da PM pela rota da travessia tradicional, porém nosso primeiro destino era o Ruah Menor, de forma que, na bifurcação para a subida ao Pico do Avião, deixamos a trilha e passamos a seguir pela encosta, através das lajes de pedra e curtos vara-matos até alcançar o ponto onde nos parecia mais viável atravessar o Vale do Ruah para iniciar a subida. Nesse ponto é justo o registro de que, trilhávamos, se não nas exatas pegadas, no rumo aproximado que os amigos montanhistas Adilson Cypriano, Douglas Garcia e João Siqueira haviam desbravado em pernadas anteriores, quando em (29/07/2017) instalaram o Tubo de Cume no alto do Ruah Menor (ou Ruah Leste). Bom, uma ressalva é que na Serra Fina, “desbravado” não quer dizer “manso”, então tivemos nossa cota de vara-mato para alcançar a base do Ruah Menor e mesmo na subida, o que nos consumiu quase uma hora para avançarmos poucos metros. Chegamos ao cume às 9h30min, fizemos os registros devidos, observando que, desde a instalação no ano anterior, nenhum outro montanhista anotou sua passagem por aquelas plagas, algumas fotos de um ângulo diferente da PM e dos arredores, estudamos um pouco os próximos passos enquanto lanchávamos e começamos a descida, agora buscando nos aproximar do colo entre o Pico do Avião e o Primeiro dos Camelos. Nova seção de vara-mato; porém o estudo feito a partir do Ruah Menor se mostrou bastante preciso, e em “pouco” tempo estávamos escalaminhando as lajes de pedra do Pico de Avião, tendo passado pela famosa lata de sardinha deixada por alguém para marcar o caminho. O avançado estado de corrosão da lata indica que deve estar lá há pelo menos um par de anos, talvez mais. Quando alcançamos o colo entre os Picos do Avião e Camelos 1 (um), passamos a descer para buscar o acesso ao Camelos 1 (um), que por ter poucos trechos de vara-mato foi alcançado com relativa facilidade. A partir daí bastou “tocar para cima” até o Cume, alcançado às 11h. Nesse Cume não paramos para descansar, preferimos tocar para o Camelo 2 (dois), para recuperar um pouco do tempo dispendido nos vara-matos pelo Vale do Ruah. Entre lajes de pedra e escalaminhadas, progredíamos rapidamente e, pouco antes do meio dia, já estávamos descansando no cume do Camelos 2 (dois). Sob doação do Douglas, instalamos o primeiro dos Tubos de Cume que transportávamos, com material para “safar a onça” de um montanhista num perrengue naquela região onde quase ninguém vai (vela, fosforo, cobertor de emergência, coordenadas de latitude e longitude para solicitação de resgate), ideia e patrocínio do Douglas Garcia. Se alguém um dia precisar, já sabe a quem agradecer! Numa outra pernada o Rogério disse que vai acrescer uns saches de mel. Fizemos um breve registro no livro, algumas fotos e partimos para o Pico dos Camelos 3 (três), não muito distante, mas que exige mais técnica em algumas passagens à descoberto, com precipícios de ambos os lados... Nesse ponto a SF se afina ainda mais, rs, e é difícil não sentir um frio na base da espinha ao pensar no “e se”... Por outro lado, a vista da Crista do Pico Cupim de Boi, das montanhas do Parque Nacional do Itatiaia, do Vale das Cruzes e dos outros vales ainda sem nome ali é estonteante e vale todo o esforço. Alcançamos o Camelos 3 (três) e procuramos avaliar a viabilidade de alcançar o Pico dos Camelos 4 (quatro), terra que, até onde sabemos, ninguém pisara. Rapidamente entendemos o porquê: uma borda abrupta com penhascos a perder de vista de um lado e uma quiçaça quase intransponível do outro lado, coroando outros penhascos... Bom, como escrito anteriormente, “quase intransponível” e não “intransponível” descemos por esse lado, palmilhando cada passo com extremo cuidado, em busca de possíveis gretas escondidas pelo matagal que poderiam resultar num acidente grave ou mesmo fatal. Basta dizer que todos palmilhávamos a mesma passagem com igual cuidado, do primeiro ao último, considerando que a “racha fatal” poderia estar de olho em qualquer um, de campana, escondida sob moitas de capim navalha e bambus. Tomou tempo. Assustou. Custou sangue e suor. Mas atravessamos a quiçaça e retornamos às lajes de pedra, duas dezenas de metros abaixo da borda abrupta do Camelos 3 (três). Estávamos na parte menos conhecida de toda a nossa empreitada, trepando pedras e escalaminhando em busca do cume do Camelos 4 (quatro). Alcançamos o cume às 12h30min. Fizemos um breve descanso, depois nos veio à cabeça estabelecer um totem ali, que fosse visível da travessia tradicional, nos mirantes do Pico Cupim de Boi e também do Pico do Cabeça de Touro... Então enquanto descansávamos as pernas, exercitávamos (mais) os braços carregando pedras... Fizemos uma divisão de tarefas para minimizarmos o tempo e começarmos o retorno: um preparava o tubo de cume, fazia os devidos registros, com outro “kit perrengue” patrocinado pelo Douglas, outro fotografava (todos os créditos ao Rodrigo Oliveira nesse aspecto), outro trazia as pedras finais para o totem. Resolvi fazer 4 (quatro) círculos na encosta menos inclinada para ajudar na visualização do totem, raspando com uma pedra e removendo parte da rocha já intemporizada e escurecida pelo sol, revelando a rocha clara (gnais?) que forma aquele espigão (muito provavelmente, um batólito, formado à quilômetros de profundidade, que a erosão diferencial acabou por expor). Iniciamos o regresso, buscando manter o acordado de nos encontrarmos com o Adilson às 15h no Pico do Avião. Agora com o caminho já trilhado uma vez, porém sem descuidar, voltávamos mais rápido, parando para admirar a paisagem e retomar o folego de quanto em quanto, sempre em lugares mais amplos e antes das passagens mais arriscadas. Nesse ritmo, pouco antes das 15h (14h56min) estávamos no Cume do Pico do Avião, sozinhos... O grupo do Adilson se atrasara um pouco em relação ao previsto. Fizemos a abertura do tubo do Cume do Pico do Avião instalado em (21/07/2017), por doação do Douglas Garcia, e parceria com Adilson Cypriano, João Siqueira, Rodrigo Oliveira, Leo Muniz e Gabriel Aszalos, onde percebemos que um montanhista distraído deixou a tampa entreaberta e com os efeitos climáticos prejudicou a conservação do livro, o qual ficou todo encharcado, sendo contabilizado, 43 (quarenta e três) assinaturas desde sua inauguração. Realizamos sua manutenção e substituímos o livro de cume, realizando os registros. Em uma próxima oportunidade após a secagem, o Douglas irá levar cópia do primeiro livro e deixar no tubo de cume para consulta. Tiramos fotos, esticamos as pernas e descansamos um pouco, ponderando as opções. A possibilidade de varar mato para ir e voltar ao Pico Ruah Maior, provavelmente também varar mato montanha acima e montanha abaixo, o tempo frio, ventando forte e a névoa que começava a se formar desaconselhavam a empreitada. A lembrança do montanhista francês falecido no Pico dos MARINS e a dos dois montanhistas socorridos com hipotermia na semana anterior no Parque Nacional do Itatiaia contribuíam para a indecisão. O atraso do nosso colega foi a gota d’agua para adiarmos essa parte da empreitada. Enquanto curtíamos o frio e o fim de tarde no Cume do Pico do Avião, pensávamos no que fazer em seguida, o grupo do Adilson chegou e acabamos por dividir novamente as tarefas: enquanto o Rogério e o Marinaldo foram até os destroços do Avião (Monomotor PT-KMB, que saiu do Campo de Marte, SP, com destino a Juiz de Fora, MG, colidindo em 05/01/2000 na encosta Sul do Pico do Avião (São João Batista), vitimando 05 (cinco) ocupantes) o Douglas e o Rodrigo que já o conheceram em incursões anteriores iriam buscar água no Rio Verde, no Vale do Ruah. Nos encontraríamos no começo da subida da PM para retornar ao acampamento e descansar, de forma que a primeira dupla ao chegar deveria esperar a outra para dividir a carga na subida da PM. A caminhada até o local da queda foi rápida e após descer cerca de 100 (cem) metros de altitude em relação ao Pico, observamos os destroços, em grande parte ainda preservados devido aos materiais empregados e ao clima da Serra. Para não deixar os colegas esperando, uma vez que imaginamos que eles precisariam de uma hora para chegar no ponto de encontro, começamos a caminhada ao ponto de encontro às 15h50min, visando chegar na bifurcação das trilhas antes da dupla que havia ido buscar água. Chegamos lá em pouco mais de 40 (quarenta) minutos de caminhada pelas lajes da encosta do Pico do Avião. Aguardamos até as 17h20min pelo retorno dos amigos, que haviam se atrasado ajudando outros montanhistas que estavam perdidos no Vale do Ruah a retomar a trilha correta. Novamente reunidos, nos empenhamos em chegar ao Cume da PM antes do final da tarde, o que conseguimos apenas em parte, vimos os últimos raios de sol quando estávamos no último trecho da subida. Tratamos de preparar o jantar e nos recolhemos para as barracas, na esperança de que o descanso noturno nos trouxesse de volta às melhores condições. Meio engano: mesmo com a boa noite de sono, no outro dia o cansaço das sucessivas provações começava a se firmar e os músculos reclamavam aos novos esforços. Educados, reclamavam, mas atendiam aos comandos de “marche!”, “ande!” e “suba!” que recebiam. Terceiro dia: A cordamos cedo, ainda antes do sol nascer desmontamos as barracas e preparamos as mochilas, a pernada do dia seria longa, com o ataque ao Pico do Cabeça de Touro e havia alguma ansiedade com a solução que daríamos ao problema de acampar nessa noite, uma que a SF estava coalhada de grupos guiados ou autônomos que seguiam pela rota tradicional da travessia e que acampariam no Pico dos Três Estados e imediações, uma vez que a área de acampamento no cume dele é pequena e não comportaria tantas barracas. Consideramos bivacar próximo ao Cume, o que foi descartado pelo fato de não dispormos de equipamento para essa opção sem passar perrengue e ainda não estávamos precisando disso. Cogitamos passar direto pelo Cume e acampar mais para frente, mas a ideia de ver o sol nascer no último dia da travessia, no ponto de divisa dos Três Estados era por demais tentadora para ser ignorada sem uma longa análise. Acrescentamos um novo livro de Cume na PM, em somatória com aquele que colocamos na véspera, em parte surpresos com a quantidade de gente que registrara a presença desde que o iniciamos, em parte aborrecidos com o descaso que faz com que alguns pulem páginas ou grandes espaços em branco antes de registrarem a presença. Não há regramento, de forma que é aberto e livre o que e como registrar, desde data/nome/origem e destino, até os sentimentos experimentados, sonhos, promessas, enfim... Tudo. Mas nos entristeceu um pouco a atitude de alguns colegas de montanhas: de um dia para o outro, metade de um livro de Cume havia sido "preenchido"... Será que supõem que os livros de cume são de geração espontânea? Será que não podem aquilatar o trabalho que dá para manter esses registros nesses lugares inóspitos. Enquanto alguns desses supostos montanhistas se arrastam montanha acima, seja carregando todo o equipamento ou com apoio de terceiros no transporte, outros, de forma abnegada, o fazem com mais do que o material para si: trazem livros para reposição, tubos e caixas de cume montanha acima, para que todos possamos fazer registro dessa singular experiência que é alcançar alguns dos pontos mais altos do País. Iniciamos a descida da PM, agora no sentido da travessia tradicional, comentando a questão do lixo que alguns montanhistas deixam para trás, muitas vezes por descuido ou falta da educação adequada, outras pela situação de perrengue extremo em que se encontram. Ficava para trás, na Pedra da Mina, quase que junto ao livro de cume, os restos de uma barraca, certamente como consequência de uma situação de perrengue dessas, haja visto que pouco tempo antes, o fim de semana tinha coincidido com uma chegada de frente fria, com ventos de mais de 60 (sessenta) km por hora e muita chuva. Pode parecer pouco, mas combinado com a temperatura “normal” no cume da Pedra da Mina nessa época, inferior a 10°C, faz com que a sensação térmica seja abaixo de 0°. A julgar pela barraca, dificilmente os colegas estavam com os demais equipamentos adequados para a noite que passaram, ou melhor sofreram. Alguns montanhistas disseram que fariam uma subida para recolher lixo e que desceriam os restos da barraca. O Rogério pegou uma garrafa de 1,5 litros para levar embora; mesmo porque havia perdido outra de 500 ml cheia d’água, na pernada do dia anterior e por mais que procurasse, nem sinal. Acabou que combinamos de acampar no primeiro ponto que fosse adequado pouco antes ou após o Pico Cupim de Boi e retornarmos para o ataque ao Pico do Cabeça de Touro. Dessa forma, nosso abrigo já estaria garantido e, mesmo que a volta ao acampamento ocorresse durante a noite, teríamos condições para algumas horas de sono bem abrigados. Com essa intenção em mente, aproveitamos o nascer do sol na PM e pouco depois das 7h partíamos em direção ao Vale do Ruah, último ponto de abastecimento de água para a caminhada que ainda faríamos. Dessa vez, procuramos nos hidratar ao máximo, e levar todos os litros possíveis, pois sabíamos que a subida do Cabeça de Touro, com o sol à pino seria desgastante e consumiria bastante água. Passamos pelos grupos que acamparam no Vale do Ruah e seguimos em passo forte pelos sobe-e-desce dos morros que fazem caminho até a base do Pico do Cupim de Boi. Enquanto caminhávamos, todos os mirantes eram motivo de apertarmos os olhos na tentativa de distinguir nosso totem no Camelos 4 (quatro), desde a parte do Vale das Cruzes até o Cume do Pico Cupim de Boi, que alcançamos pouco depois das 11h. Na passagem pela crista do Pico do Cupim de Boi, observamos e avaliamos as opções de acampamento que haviam, mas nenhuma se mostrou muito convidativa para abrigar 3 (três) barracas, de forma que seguimos o sugerido pelo Douglas e descemos a encosta do Pico do Cupim de Boi, em direção ao Pico do Três Estados até um bosque de bambus no colo entre as montanhas, ali escolhemos os melhores lugares e rapidamente montamos acampamento e organizamos as coisas nas mochilas de ataque para o retorno ao Cume do Pico do Cupim de Boi, e em seguida, ao próprio Pico do Cabeça de Touro. Nesse momento o Rodrigo, permaneceu na dúvida se seguiria com o grupo ao ataque ao CT, por estar sentindo uma indisposição somada pelo esforço da empreitada, mas como diz o provérbio chinês: “Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”... Bastou uma troca de palavras com o Douglas, que o convenceu a nos acompanhar. Pouco antes das 12h partimos para o último ataque da travessia, com 2 (dois) litros de água para cada um, lanches e guloseimas, material de primeiros socorros, lanternas e os kits de perrengue para caso algo falhasse. Enquanto buscávamos o melhor ponto para descer a encosta do Pico do Cupim de Boi até o vale formado entre ele e o Pico do Cabeça de Touro, pudemos orientar muitos montanhistas que nos vendo seguir em frente após a bifurcação da trilha da travessia, seguiam nossos passos e acabariam em apuros para voltar com as cargueiras se insistissem no caminho que fazíamos. O que ocorre, é que naquele ponto a trilha da travessia faz uma curva à esquerda que 90º e passa a descer a encosta do Pico do Cupim de Boi em ziguezague e, sendo um trecho de laje de pedra, é fácil ao montanhista desatento passar direto por essa curva e gastar algum tempo tentando entender porque a trilha que vinha tão nítida “some” de uma hora para outra. Encontrado o ponto certo, começamos a descida, tomando cuidado com as pedras soltas. O Douglas seguia na frente, seguido pelo Rodrigo e pelo Rogério e o Marinaldo fechava a fila. Bastou descermos alguns metros para termos uma desagradável surpresa: enormes formigas soldados ameaçavam fazer o Rodrigo despencar montanha abaixo. Após alguns momentos tensos, com a ajuda do Douglas, conseguiu livrar-se dos raivosos insetos. Sabedores da nova complicação, todos adotaram uma tática: não parar onde fosse visualizado um formigueiro ou em quiçaças, assim, esperávamos que houvesse mais espaço entre os colegas que iam à frente e passávamos os trechos mais delicados com rapidez, o que nos livrou de maiores tormentos com as doloridas mordidas. Em condições normais, seria pouco mais que um inconveniente a presença desses insetos, porém ali, entre pedras soltas e um precipício de dezenas de metros às costas, era uma situação realmente delicada. De pedra em pedra, alcançamos a Peladona e dali miramos a peladinha e começamos a descer pela vegetação da encosta, pelo caminho que há pouco mais de um mês, Douglas, Adilson e o Rogério haviam aberto na base do vara-mato no peito. Como a gente sempre busca melhorar algo, testamos virar para direita e buscar uma laje de pedra para facilitar o avanço até o totem natural que existe no selado entre as duas montanhas. Depois de algumas fotos com a curiosa formação geológica começamos a escalaminhar a encosta do Pico do Cabeça de Touro, alcançando o Cume, todos juntos, às 13h20min. Fizemos as honras de praxe, descobrindo que o Cume havia recebido a visita de outra turma de montanhistas entre nossa passagem anterior e a presente. Mesmo assim, o livro de Cume do Pico do Cabeça de Touro tem menos de 40 (quarenta) assinaturas diferentes, desde 1992! Indício da dificuldade de acesso? Seria em razão do menor interesse dos montanhistas pelos cumes menos acessíveis da SF? ou pelo fato de montanhistas em alguma visita, não encontrar o livro? Ficam as perguntas. Procuramos com bastante afinco nosso totem no Camelos 4 (quatro), mas ficamos sem conseguir um registro fotográfico claro dele, mas sabemos que ele está lá aguardando a visita de novos montanhistas. Combinamos de começar a descida às 15h e, enquanto o Rogério fazia um abrigo de pedra para fugir do sol escaldante, os demais (Douglas, Marinaldo e Rodrigo) foram até os destroços de uma outra Aeronave que se chocou contra o Pico do Cabeça de Touro, um Embraer XC-95 Bandeirante, Prefixo FAB-2315, que vitimou 08 (oito) ocupantes, tinha partido da Base Aérea de SJC – CTA – SP, para retornar ao mesmo local. Assim, foi descoberto em pernadas anteriores, outro avião em um local de mais difícil acesso. Após tirar fotos e caminhar por muitos destroços espalhados pela montanha, seguiram pela crista do CT até o seu extremo para curtir o visual do ponto mais próximo do Parque Nacional de Itatiaia. Na incursão anterior, em (22/04/2018) a ideia era aferir com pelo menos dois aparelhos de GPS diferentes a altitude do Pico do CT. Encontramos 2633 metros de forma coerente entre os dois aparelhos. Ao nos afastarmos do Pico, o valor decrescia de forma coerente e nossos relógios apontavam pequena divergência, inferior a 5 (cinco) metros com os valores observados pelos GPS. Pouco depois das 15h, começamos a descida, e com a experiência acumulada, em pouco mais de 20min estávamos caminhando pelas lajes de pedra em busca do melhor ponto para atravessar o capim navalha que cresce no selado entre as duas montanhas. E como cresce! Há lugares que as touceiras suplantam a altura de um homem com as mãos para cima... E pensar, que vistos lá de cima, parece longos trechos gramados. Uma observação empírica: quanto mais água disponível mais o capim cresce e, mais ele entrelaça as folhas com as touceiras vizinhas. Da base do Pico do Cupim de Boi nesse selado bastou aplicar o “toca para cima” de tudo quanto é jeito que em pouco tempo estávamos novamente na Crista do Pico do Cupim de Boi. O Douglas e o Marinaldo optaram por ficar para ver o sol se pôr, enquanto o Rogério e o Rodrigo desceram até o bosque para jantar e dormir. Porém eles não esperavam que o bosque estivesse daquele jeito. Parecia que estavam na Praça da Sé em SP, na hora do rush... Não havia um caminho livre, todos os cantos e passagens estavam tomados por barracas... Com “com licença” e “desculpe” foram se esgueirando até suas barracas para tentar dormir em meio ao burburinho de dezenas de pessoas que estavam em diversos grupos se espremendo no bosque. Apesar de não haver mais caminho livre, ainda haviam grupos de amigos chegando e com alguma paciência e bastante colaboração entre desconhecidos, todos conseguiam se acomodar. O Rogério ajudou alguns montanhistas a instalar a barraca e foi dormir, com uma facilidade incrível (o barulho eufórico era intenso), mas havia um motivo essa sua facilidade: levantaríamos às três da madrugada para partir às quatro e chegar no Cume do Pico do Três Estados a tempo de ver o sol nascer. Quarto dia: O Douglas acordou todo o grupo às duas da madrugada com uma mudança de planos: havia muita gente combinando partir para o Pico do Três Estados às quatro da manhã, era grande a chance de ocorrer um “congestionamento” na trilha o que poderia arruinar nossa ideia de curtir o nascer do sol e já começar a descer para o Sítio do Pierre. Foi providencial a mudança de planos, pois teríamos a comprovação desse temido congestionamento ao longo do dia nas trilhas. Em meia hora, Rogério estava pronto com a mochila pronta e foi fazer hora, enquanto o Douglas preparava o café da manhã com uma crepioca (ovo com tapioca, queijo provolone e sal de ervas). Diga-se de passagem, muito boa! O Rodrigo estava pálido, consequência das fortes cólicas intestinais que prejudicaram seu sono e o atormentava, mesmo após seguidas idas às moitas mais distantes do equipamento. Ainda assim, o planejado foi mantido, considerando que, caso fosse algo mais grave que uma “mera” indisposição intestinal, o quanto antes alcançássemos a civilização, melhor seria. Com a cargueira vestida, o apertar da barrigueira lhe deu um conforto temporário e seu rosto adquiriu uma coloração rosa-pálida que ainda denotava seu sofrimento. O Rogério se ofereceu para levar sua cargueira por um tempo, para reduzir seu martírio, mas ele valentemente, não aceitou. Talvez adepto da filosofia que prega que “cargueira é como consciência, cada um leva a sua”... Para desconfortos intestinais e preocupações em geral, nada melhor que um bom ”toca para cima”, de forma que terminamos de preparar as coisas para a pernada do dia. Partimos 3h20min pelos labirintos formados pelas barracas e logo começamos a encontrar outros madrugadores nas trilhas, mas que ainda não estavam com todos os apetrechos guardados. De forma que éramos o primeiro grupo a subir a encosta do Pico Três Estados e podíamos ditar nosso ritmo, apertando o passo em certos momentos e aliviando em outros para descansar e apreciar a paisagem sob o luar parcialmente amortecido pelas nuvens. Em alguns pontos, quando já estávamos próximo ao primeiro Cume do dia, podíamos divisar as luzes dos acampamentos entre as folhagens dos bosques abaixo. A imagem lembrava as fotografias noturnas de acampamentos de garimpeiros, isolados na escuridão da floresta. Não deixava de ser poético, o contraste entre a tranquilidade da escuridão e a agitação das luzes das turmas em preparação para o último dia de caminhada. Alcançamos o Cume do Pico do Três Estados às 5h manhã, assinamos o livro de cume e escolhemos um bom lugar para apreciar o nascer do sol, abrigado do vento frio da madrugada. Procuramos um local para que o Rodrigo pudesse bivacar, estendemos um isolante na laje de pedra para deixa-lo confortável enquanto ele buscava se acertar com o intestino rebelde. Enquanto esperávamos, rememorávamos acontecimentos e impressões dos últimos três dias. Conforme amanhecia, as nuvens que amorteciam o brilho da lua se tornavam mais visíveis e traziam dúvidas sobre aquele nascer do sol tão esperado. Pouco antes do romper da aurora, o sol tingiu de sangue o horizonte com o perfil das montanhas do PN de Itatiaia ao fundo. Fizemos fotos de perfil contra a vermelhidão do amanhecer ... Foram breves momentos, antes das nuvens se fecharem e ocultarem inteiramente o sol, mas valeram todo o esforço. Como combinamos, começamos a descida do Pico do Três Estados pouco após as 7h pela trilha da direita, bastante íngreme e progredíamos com velocidade, porém acabou que na “pressa” em começar a descida, deixamos o Douglas para trás, e como ele não se manifestou logo no início, descemos quase que toda a encosta antes do Marinaldo nos alertar sobre a ausência do Douglas. Aguardamos um pouco, chamamos algumas vezes por ele e ante a ausência de resposta, só nos restou tocar montanha acima, voltando sobre nossos passos na busca do amigo retardatário... Alcançamos o Cume do Pico do Três Estados e nada dele, procura daqui, procura dali e nada... Mistério... Supondo que ele tivesse optado pelo caminho da esquerda, começamos a descer novamente, chamando por ele e... Ouvimos ao longe “frannnnnnnngoooooo”, quase que um grito de guerra do nosso amigo. Numa mistura de alivio e zanga, apertamos o passo, mas sem responder a ele e ao pé da descida nos reencontramos. Feitas as acusações mútuas de praxe e vencida a zanga, fizemos as pazes e retomamos a pernada, caminhando em direção ao Cume do Pico do Bandeirante, alcançado em pouco mais de uma hora de caminhada, em passo tranquilo. Na verdade, a partir do Pico do Três Estados, não seria muito preciso dizer que estávamos “trilhando”, seria mais justo dizer que passeávamos, curtindo a trilha, as montanhas, o cheiro da mata. Acho que nesse ponto, mesmo o Rodrigo também curtia, ainda que sofrendo com a cólica. Supondo que tivesse alguma relação com a economia de água, procurei fazer com que bebesse a cada pouco. Não havia mais pressa, não havia mais “ataques”, era uma questão de manter o foco, para evitar acidentes e caminhar pelo ombro do Pico dos Três Estados e subindo pelo Pico do Bandeirante, penúltimo Cume da travessia. A partir do Cume do Pico do Bandeirante, seguimos no tradicional sobe-e-desce da SF, perdendo altura de forma consistente, enquanto buscávamos o sopé do Pico do Alto dos Ivos, derradeiro Pico da Travessia. Da base dele até o cume, são cerca de 130 metros de altura, menos de metade da diferença de cota observada na Pedra da Mina ou no Pico do Cabeça de Touro, mas com o cansaço somado dos dias anteriores, não deixa de ser uma visão ameaçadora para os que estão se arrastando na travessia. Para nós, marcava o início do fim da nossa aventura pela Serra Fina. A partir desse cume, alcançado às 9h20min, a trilha seria de descida quase que constante até alcançar o Sitio do Pierre. Como havíamos sido conservadores com o consumo de água, tínhamos agora água abundante e fazíamos uso dela com muito gosto. Caminhando sem pressa, procurando distrair o Rodrigo das cólicas, fizemos os últimos quilômetros caçando morangos silvestres, framboesas, azuizinhos do cerrado, e amoras silvestres, chegamos ao ponto de resgate às 13h30min, com considerável margem para o horário marcado das 15h. O Douglas e o Marinaldo chegaram pouco depois, o Douglas mancando um pouco devido aos calos que o atormentavam desde a descida do Pico dos Três Estados. Aproveitamos para comprar alguns produtos de um produtor local, pouco acima do local do resgate. Queijo, mel, doce de leite, goiabada cascão... Tudo provado e aprovado. Fizemos a tradicional foto de fim da travessia, nos parabenizamos mutuamente e ficamos curtindo a sensação de superação e orgulho pelo sucesso da empreitada, inédita ao nosso conhecimento em vários sentidos, realizando a Travessia Serra Fina em 4 (quatro) dias subindo todos os Picos da Travessia Tradicional, mais os Picos do Tartarugão, Ruah Menor, Camelos 1 (um), Camelos 2 (dois), Camelos 3 (três), Camelos 4 (quatro), Avião, e o colossal Cabeça de Touro (que está inteiramente no território do Estado de São Paulo, sendo o mais alto do Estado), onde a batizamos de Travessia Serra Fina Full (TSFF).
  32. 1 ponto
    Excelente post! E não se preocupe com o tamanho dele, quanto mais informação, melhor. Estou com uma vontade grande de fazer o Monte Roraima no ano que vem, e talvez emendar com uma breve estadia por lá, mas ficamos todos confusos com as mil estórias que contam da bagunça que está por lá =T Muito válido e muito legal da sua parte passar esse bizu. =)
  33. 1 ponto
    1. Fique consigo mesmo Viajar sozinho de moto lhe dá a oportunidade de ficar sozinho consigo mesmo. Havia muito tempo que não tinha essa oportunidade e isso foi muito bom. 2. Liberte sua mente Viajando de moto, sem precisar conversar com ninguém por horas, você tem umA excelente oportunidade de libertar sua mente de tudo e deixar apenas a estrada e o que ela revela em foco. Isso traz uma paz interior que, imagino, só os monges consigam em suas meditações mais profundas. 3. Não se prenda a horários, regras e itinerários Sim, é importante você criar um itinerário e ter um "norte" em sua viagem, mas como você está sozinho, você pode decidir ficar mais tempo em uma cidade que gostou ou sair antes para um novo destino. Pode mudar sua rota para conhecer algo que não havia previsto ou só soube da existência naquele momento. Esse tipo de liberdade é impagável. 4. Sinta-se parte da paisagem Já viajei muito de carro, mas só quando viajo de moto me sinto parte da paisagem. De moto você sente o clima, a umidade, os cheiros e tem toda a sensação de que você faz parte do ambiente em que stá inserido. 5. Você não precisa dar satisfação a ninguém Coma na hora que quiser, como o que quiser, pare para olhar uma paisagem que achou interessante ou simplesmente deixe pra parar depois. Viajando sozinho só precisa agradar a você mesmo e por isso tem total liberdade para fazer o que quiser e na hora que quiser. 6. Se permita experimentar coisas novas Como você está totalmente livre, você pode experimentar uma comida diferente, uma bebida diferente... Só não passe seus próprios limites. 7. Conheça pessoas diferentes das que convive todos os dias Viajando pelas estradas passei por muitas cidades bem pequenas, lugarejos, que me permiti parar para tomar um refrigerante e conversar com alguém do local, e percebi o quanto o ambiente, o local e a cultura nos faz diferentes, nem melhores nem piores, mas diferentes e que essas diferenças são necessárias para sobrevivermos no ambiente em que estamos inseridos. 8. Obtenha novos conhecimentos Na estrada, um certo momento, parei em um lugarejo e perguntei a um senhor quanto faltava para chegar a uma cidade no meu itinerário e ele me respondeu "duas léguas". Entendi que ele não sabia dizer em quilômetros e só vim descobrir que uma légua é o equivalente a 6 KM depois que cheguei ao meu destino e procurei no google. Nunca iria procurar sobre isso se não fosse este fato. 9. Descubra que você pode resolver os problemas sozinho Quando a coisa apertar, você vai dar um jeito, e vai descobrir isso viajando sozinho. 10. Descubra que você pode viver com menos Viajando de moto, você precisa levar pouca bagagem e com isso vai perceber que você pode viver com muito menos e que toda a bagagem que leva no dia a dia é, muitas vezes, pesada demais para se carregar. 11. Descubra que existem pessoas que o ajudarão sem pedir nada em troca Deixei por último por achar o mais importante de todos os itens a cima. Na estrada, quando você está sozinho, vai encontrar pessoas que nunca lhe viram e nunca mais lhe verão, que lhe ajudarão simplesmente pelo prazer de ajudar. Comigo aconteceu algumas vezes, graças a Deus com problemas bobos, mas fiquei realmente impressionado com o altruísmo de certas pessoas, que pararam para me auxiliar sem me cobrar nada, sem pedir nada em troca. Alguns os chamam de anjos da estrada, outros apenas de pessoas altruístas, o fato é que eles aparecem, basta você precisar deles. Coisas que não se podem ser explicadas.
  34. 1 ponto
    Olá amigos viageiros!!! Aqui vai um pouquinho da minha primeira visita ao Hawaii, algum tempo atrás!!! Para mais detalhes e o book completo das fotos, podem ir lá no meu blog: www.profissaoviageiro.com E para seguir no Insta: @profissaoviageiro Fui para a Big Island, casa do feroz vulcão Kilauea. Aproveitei que meus pais estavam indo para lá e arrumei um sofá para mim no hotel que estavam! Foi uma hospedagem mais confortável das que costumo pegar por conta própria!!!!! Cada uma das ilhas do Havaí tem sua característica: Oahu tem a estrutura de Honolulu e as ondas de North Shore; Maui (que ainda não conheço) tem suas lindas praias; E a Big Island tem a natureza abundante e a fúria de seus vulcões! A Big Island é linda!!!!! Os pássaros, a paisagem, a vida marinha, as praias, enfim, absolutamente tudo é lindo lá! Como não é a ilha mais habitada, essas belezas naturais são muito preservadas, mas vendo também a parte das facilidades, as vezes não era fácil achar um restaurante aberto de noite para jantar um pouco mais tarde, por exemplo. Fiquei hospedado na cidade de Kailua. E assim foi... Dia 1 - 20/06 Depois de encontrar meus pais no aeroporto de San Francisco, eu vindo de Los Angeles e eles de algum outro lugar que não me recordo agora, pegamos o voo juntos para Kailua. São aproximadamente 5 horas de voo. Chegamos, pegamos o carro alugado e fomos para o hotel. Esse primeiro dia não fizemos muita coisa e ficamos curtindo o hotel mesmo. Era um lugar bem bonito com muita coisa para fazer. Será o São Benedito?!?!?! De tarde teve uma cerimonia havaiana para os hospedes e depois eu tratei de reservar os mergulhos que queria fazer lá para os dias seguintes. Dia 2 De manhã fomos visitar uma praia de areia preta. A areia é assim por conta de pequenos fragmentos de lava que se acumulam nessas praias. De tarde eu saí para meu primeiro mergulho. A visibilidade estava muito boa e tinha muita vida lá!!! Depois um tempinho na superfície para comer alguma coisa, assistir o lindo por do sol e se preparar para o mergulho noturno com as Raias Mantas! O mergulho é específico para ver as raias se alimentando durante a noite. São colocadas lanternas no fundo do mar para atrair o plancto, e, consequentemente, as raias! Elas ficam muito perto de nós e passam sempre encostando em nossas cabeças! Por isso nesse mergulho nem pode descer com snorkel acoplado na mascara, pois pode pegar nelas. São animais maravilhosos! Elas ficam dando um looping para pegar o plancto que é espetacular de assistir!!! Aquele bixo monstruoso dando voltas e mais voltas, comendo um bichinho que a gente nem consegue ver! Ainda consegui ver alguns peixes, uma moréia e uma linda Siba! Missão cumprida! Bora descansar para o outro dia! Dia 3 Esse dia fomos passear pela ilha, parando em alguns lugares, incluindo o jardim botânico. Aqui já dentro do Jardim Botânico Depois fomos conhecer o norte da ilha Dia 4 Logo cedo já saí para mais 2 mergulhos. Mais uma vez as condições estavam muito boas e foram dois ótimos mergulhos! Aqui mais um exemplo da diferença de fazer isso em países de primeiro mundo… Um cardume de golfinhos cruzou nosso barco e o instrutor disse que quem quisesse cair para nadar com eles, estava liberado… Ele apenas passou algumas rápidas instruções e estávamos liberados! Aqui no Brasil os caras nem sonhariam em permitir isso, como eu já presenciei. Bom, claro que peguei minha máscara e me joguei na água. Foi sensacional! Depois Descemos para o segundo mergulho E foi isso, fim dos mergulhos na Big Island! De tarde ficamos curtindo o hotel e a região por ali. Dia 5 Tiramos esse dia para conhecer o Parque Nacional dos Vulcões. Um lugar impressionante com vários vulcões ativos e um cenário maravilhoso! Também caminhamos pelos túneis de lava (Lava Tubes), que são túneis esculpidos pela lava procurando um lugar para sair! A natureza no local é impressionante, especialmente por pensar que estamos basicamente em cima de pedra! Aqui estamos dentro da cratera de um vulcão ativo... Quando de repente surge esse arco íris que fica somente dentro da cratera Realmente isso é quando a natureza sorri para você!!!!! Passamos praticamente o dia inteiro dentro do parque De noite fomos ver a lava de um vulcão em erupção que fica constantemente derramando lava na ilha. As fotos ficaram muito ruins, mas a cena de ver a lava descendo do vulcão é espetacular! Impressionante e lindo! Dia 6 Era nosso último dia inteiro e decidimos sair para explorar as praias da ilha. Saímos rodando curtindo a natureza! São muito pássaros por lá! Praias de pedras vulcânicas de todas as cores! Várias espécies de animais... Árvores... Um lugar para ver os Petroglifos das civilizações que viviam lá há centenas de anos atrás. Paramos em praias de areia branquinha e água muito gostosa. São muitas por la!!! Aqui uma praia de pedras vulcânicas bem branquinhas! Essas “lagoas” são áreas preservadas que possuem ligações subterrâneas com outras lagoas. E por fim ainda vi algumas ondas havaianas que são bem mais raras nessa época do ano! Dia 7 Dia de se despedir do Hawaii! Acordar e direto para o aeroporto. A Big Island é um lugar único! Lugar onde a natureza não está para brincadeira!!!! Espero voltar um dia! Se eu puder ajudar com alguma dúvida, é só mandar! Abraço, Felipe www.profissaoviageiro.com Insta: @profissaoviageiro
  35. 1 ponto
    Oi! Então, eu tô me preparando pro meu primeiro mochilão e também fiquei nessa questão de como economizar na hospedagem e vi vantagens em usar o worldpackers. Realmente tem pagar 50 dólares pra usar o site, mas aqui no mochileiros tem um código de desconto de $10, ou seja, você paga $40. Isso dá uns R$ 150~160. Hostel barato tá na faixa de uns R$ 30, em 5 dias já compensou o investimento, e esse valor permite que você use o site por 1 ano!
  36. 1 ponto
    @Henrique Azevedo, realmente as Fresh and Black são excelentes, tenho uma para duas pessoas (não é XL), é absolutamente impermeável, o tecido é muito resistente, muito fresca e escura para dormir, por um preço incrivelmente baixo (R$ 230,00). Parece a barraca ideal, não? Calma aí, vamos para os (pequenos) defeitos. Primeiro: a minha não tem avanços, então tem que se organizar muito para dormir em duas pessoas mais equipamentos dentro dela. Segundo: toda esta tecnologia do tecido tem um preço que se traduz no tamanho e peso. A minha barraca pesava 2,6 kg, troquei as varetas e espeques por materiais de alumínio e baixei para 2,37 kg, ainda muito pesado para trekkings difíceis como montanhas. O modelo XL tem a vantagem do avanço, mas o peso de 4,4 kg a torna inviável de se levar na mochila, a não ser que se reparta o peso por mais de uma pessoa. Para trilhas mais difíceis eu tenho uma Nature Hike, Cloud Up 2 Ultralight (cor cinza, mais leve) que acho a ideal para um casal: impermeável, muito leve (1,44 kg) um bom avanço na frente, o único defeito é o preço um pouco mais elevado, em torno de R$ 600,00. Achei no ML esta que está com preço ótimo: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1037676000-barraca-naturehike-cloud-up-1p-ultralight-_JM
  37. 1 ponto
    @erika.rodriguesss Existem duas empresas de onibus que realizam o transporte diariamente de Cuiabá para Nobres, mas depois de nobres você precisa ir para Bom Jardim, que é onde de fato ficam os locais turisticos, mas não é frequente onibus de Nobres até Bom Jardim. Outra opção é você fechar o transporte de Cuiabá para Bom Jardim, ou de Nobres para Bom Jardim direto com a agencia que for comprar os passeios
  38. 1 ponto
    Oi Henrique tudo bem ?? Desculpa mais não sei mexer muito bem nesse site ainda .. me cadastrei hoje .Qual o dia q vc ?? Podemos conversa !!!
  39. 1 ponto
    Em relação a Oktoberfest, eu acho que vale a pena, mas a questão mesmo é se a Oktoberfest cabe no seu orçamento... Durante a oktobefest tudo fica absurdamente caro em Munich, qualquer cama num quarto coletivo de hostel de quinta categoria custa 50 Euros por noite, e os melhores facilmente custam 100 ou 150 euros por noite, a cerveja é cara, a comida é cara, etc... As passagens saindo e chegando de Munich também são bem mais caras nesta epoca. Então antes de decidir ir a Oktobefest, dê uma boa olhada nos custos da hospedagem e passagens saindo Munich, para que depois você não acabe descobrindo que 3 ou 4 dias em Munich vão consumir um terço do seu orçamento, e que por causa disto o resto da viagem vai ficar complicado.
  40. 1 ponto
    A cidade de Munich em si, demanda facilmente 2 dias para você ver só o que está no centro da cidade. Se pretende visitar o campo de concentração de Dachau que fica na periferia de Munich, já precisa de mais um meio dia só para Dachau, ai já arredonda para 3 em Munich. Mas ir a Munich e não ir a Neuschwanstein é quase uma heresia, um pecado! rsss! E visitar Neuschwanstein consome um dia inteiro, com você saindo de manhã cedo de Munich de trem e voltando só a noite. Então se for ir a Neuschwanstein, alem de Dachau, já seriam recomendáveis 4 dias em Munich. E se tiver "sobrando" tempo, coloque estes dias sobrando em Munich, pois saindo de Munich você pode fazer excelentes bate-voltas de 1 dia até Salzburg e Nürnberg de trem gastando pouco dinheiro utilizando o Bayern Ticket. Nürnberg inclusive fica bem no meio do caminho entre Munich e Praga, dá até para pensar em visitar Nürnberg como um pit-stop entre as duas, ou dormir uma noite em Nürnberg. Eu sempre recomendo Nürnberg, pessoalmente eu acredito que é uma cidade com grande potencial turístico, tem castelo, cidade murada, igrejas medievais, etc, tudo no centro da cidade e com ótima infraestrutura, mas e subestimada pelos brasileiros, que só pensam em Munich e Berlin.
  41. 1 ponto
    Comprando antecipado, as passagens de trem entre Viena e Praga custam a partir de 20 Euros, já entre Budapeste e Praga elas custam em média a partir de 30 Euros. O tempo de viagem entre Viena e Praga é de aproximadamente 4 horas, já entre Budapeste e Praga é de aproximadamente 6:30 horas. Fazendo Viena x Praga, você pode pegar o trem das 18:10, fazendo render o seu dia em Viena e ainda chegar em Praga num horário bom, as 22:10, a tempo de ir para o hotel, dormir e descansar bem e acordar cedo e disposto para aproveitar bem o dia seguinte em Praga. Fazendo Budapeste x Praga, você tem que pegar o trem em Budapeste as 15:30 para chegar no mesmo horário em Praga, o que lhe deixa menos tempo livre em Budapeste... Mas também não é algo significativo, que você não possa relevar caso as passagens para Viena esteja mais baratas. De novembro em diante o clima só pior, os dias são cada vez mais curtos, as 17:00 já está completamente escuro, dias mais nublados e mais frios, e com mais chances de pegar chuva. Mas se você levar roupa de frio adequada, e viajar ciente disto, ciente de que os passeios ao ar livre e na podem ficar um pouco prejudicados, e que você tem que focar mais em atrações indoor, dá para aproveitar bem a viagem mesmo no inverno. Só não viaje pensando que você vai passar muito tempo na rua, em praças, parques, etc, ou vendo uma paisagem verde e florida.. Final de Novembro também já existe alguma possibilidade de você pegar neve. Lembro que em alguns anos já tinha algumas nevascas mais leves aqui na Alemanha no final de Novembro, principalmente na parte norte, na região de Berlin. Mas também nada impede que não tenha alguns dias de frio fora do comum no começo de novembro, lembro de uns 3 ou 4 anos atras, em que teve uma massa de ar polar que veio da Sibéria e fez as temperaturas caírem para -5ºC em Viena no começo de Novembro. Eu estava lá e quase morri congelado rss, pois não tinha levado casaco para tanto frio, me obriguei a comprar algo lá em Viena. Mas também não vá se animando em ver neve rsss, não dá para dar certeza que vai ter neve, na maioria dos anos não tem. Certeza mesmo e que será bem frio e terá um vento gelado, que vai fazer com que depois de 30 ou 40 minutos na rua, você estaeja louco entrar em um local abrigado do vento e frio. Histórico de temperaturas Berlin: https://www.accuweather.com/pt/de/berlin/10178/month/178087?monyr=11/01/2017&lang=pt-pt Praga: https://www.accuweather.com/pt/cz/prague/125594/month/125594?monyr=11/01/2017 Viena: https://www.accuweather.com/pt/at/vienna/31868/month/31868?monyr=11/01/2017
  42. 1 ponto
    Isto é questão de gosto e preferência pessoal de cada pessoa, tanto Berlin e Munich tem perfis diferentes que agradam mais algumas pessoas e menos outras pessoas. Berlin é uma grande metrópole, com muita coisa moderna, baladas, e vida noturna animada, mas também tem ótimas opções mais culturais, mas algumas pessoas dizem que Berlin tem cara de "centrão de São Paulo". Já Munich apesar de ser uma cidade enorme, do tamanho de Curitiba, tem um ar que lembra um pouco uma cidade pequena, com seus biergartens e centro histórico. Mas o melhor de Munich são os bate-voltas de 1 dia que você pode fazer a partir de lá usando trem e o Bayern Ticket. Por exemplo, dá para ir a Neuschwanstein/Füssen, Salzburg, Nürnberg, Garmisch-Partenkirschen, etc... Só lembre que no começo de outubro está acontecendo a Oktoberfest em Munich, e os custos costumam ser absurdamente altos em Munich durante a Oktoberfet e semanas imediatamente anteriores e posteriores. Então antes de se decidir por Munich, dê uma olhada nos custos da hospedagem e passagem para Munich, para que você não tenha uma surpresa desagradável quando for reservar hotel. PS. A Oktobefest também afeta um pouco os custos em Berlin, Praga, Viena e Budapeste, pois boa parte das pessoas que vai a Oktoberfest, acaba dando uma esticadinha até algumas destas cidades. E como o Euro anda bem caro, e a tendência só subir, então dê uma boa conferida nos preços antes de se decidir por alguma coisa, para que depois não acabe descobrindo que é tudo muito mais caro do que você pensou, e acabe passando aperto por falta de dinheiro.
  43. 1 ponto
    Cesky Krumlov que a Adriana falou também é bem popular entre os brasileiros. Pilsen também é bem popular entre os turistas brasileiros, especialmente para o pessoal mais ligado na cultura cervejeira. O pessoal acaba ficando só em Praga mesmo por causa da logística, pois tirando Pilsen que é uma cidade grande e com boa oferta de transporte público ligando a Praga e outros países, e Cesky Krumlov que tem algumas poucas opções de transporte público para fazer bate-volta saindo de Praga, os demais locais com atrativos turísticos interessantes na Rep. Tcheca não tem muita estrutura para receber turistas, pois a maioria fica em cidades pequenas com acesso via transporte público meio complicado, obrigando você a alugar um carro para que isto não tome muito do seu pouco tempo de viagem. E ai como ir de transporte público para estes locais no interior acaba ficando meio demorado e consumindo muito tempo, e a maioria dos mochileiros não quer ou não tem condições de alugar um carro (devido aos altos valores das cauções), fica meio complicado para a maioria das pessoas encaixar outros locais alem de Praga, Cesky Krumlov e eventualmente Pilsen.
  44. 1 ponto
    Nossa, obrigada pelo relato. Tem uma semana que estou montando roteiro sem saber como chegaria a piranhas de transporte público. Obrigada pela dica. Sabe dizer qual a empresa que faz o trajeto de Aracaju a Piranhas? Obrigada!
  45. 1 ponto
    @Nani84 tô lutando com minha parceira para fazermos um michilao de carona. Meu sonho de consumo. Sair do Brasil e ir até a patogonia e de lá subir a pé até final do chile. Ela topa ir à pé. ..mas de carona não!
  46. 1 ponto
    Adorei! Há tempos quero informações sobre como chegar em Piranhas de transporte público! Obrigada.
  47. 1 ponto
    Maravilha! Obrigado pelo relato. Estou em Maceio e verei como fazer o caminho inverso, terminando em Aracaju. Deu pra ver que da. Abs
  48. 1 ponto
    Uyuni -> La Paz >>> o habitual é fazê-lo trem até Oruro e seguir de ônibus até La Paz, inclusive a maioria das agências já vendem os bilhetes casados. La Paz -> Cusco >>> Tem várias opções, avião pela grande Amaszonas, ônibus direto... se quiser ir parando dá para fazer: A) La Paz->Copacabana (Lago Titicaca - lado Boliviano - isla del sol e dela luna) - opções Ônibus Turistico ou Ônibus Convencional (lado do cemitério). B) Copacabana->Puno (lado Peruano - islas uros, amanti e taquiles) - opções Ônibus Turistico. C) Puno->Cusco - opções Trem muito luxo cerca de USD153, ônibus turístico parando em alguns pontos USD50. ônibus convencional direto. Claro, há outras opções privativas ou ainda um cruzeiro no titicaca.
  49. 1 ponto
    A maioria das minhas fotos no nascer/por do sol infelizmente saem uma porcaria (eu não sei lidar com a câmera nessa situação). A melhorzinha foi essa nas cordilheiras blancas no nascer do sol. [col]|[/col]
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