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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 18-07-2018 em

  1. 1 ponto
    ROTA DAS EMOÇÕES EM 15 DIAS – JUNHO/2017 (São Luís – Santo Amaro – Barreirinhas – Parnaíba – Barra Grande – Jericoacoara – Canoa Quebrada – Fortaleza) Saudações, amigos mochileiros!! Farei aqui o relato da minha viagem pela Rota das Emoções (passando pelas cidades apontadas no subtítulo) que realizei entre 16/06 e 01/07/17. A viagem foi feita com Rogério, meu amigo de longa data. Há tempos desejávamos fazer algo do tipo e, enfim, neste ano conseguimos conciliar nossos planos e partir juntos nessa mochilada. Contudo, antes gostaria de deixar claro algumas premissas: 1. O meu objetivo nesse relato é unicamente fornecer informações que possam auxiliar àqueles que as procuram para essa viagem. Eu pesquisei muito na internet antes de colocar o pé na estrada, e os dados que eu encontrei em minhas pesquisas me ajudaram bastante, contudo foi difícil obter todos referentes à Rota em um só lugar e, mais difícil ainda, encontrá-los atualizadas. Essa é uma forma que encontrei para retribuir ao ótimo conteúdo que encontrei pelos blogs e neste site. 2. Tentarei ser o mais detalhado possível, ignorando informações pouco úteis, a fim de tentar deixar o texto mais conciso. 3. O que vou escrever é baseado nas impressões que tive, das experiências que vivenciei e relacionado ao período em que viajei. Outros poderão ter realizado a mesma viagem, mas terem ido em período diferente, vivenciado outras experiências, e possuírem impressões divergentes. 4. Ao final detalharei os valores gastos e farei algumas considerações pontuais que podem ser úteis para outros; Dito isso, vamos ao que interessa, rsrs. A viagem foi planejada para a última quinzena de junho por dois motivos principais: ir no período após as chuvas na região, desfrutando assim das lagoas cheias; e ir antes da alta temporada, que tem o seu auge a partir de julho (período oficial nos Lençóis Maranhenses é de 20/06 a 20/09), além dos períodos tradicionais de fim de ano. O período chuvoso nos Lençóis Maranhenses tem o seu auge entre março e maio, sendo que as lagoas geralmente atingem seu nível mais alto de água no início de junho, e encontram-se secas, em sua maioria, em outubro. Apenas algumas mantêm água o ano todo e, mesmo assim, em nível baixo. DIA 1 e 2: Cheguei em São Luís/MA em 16/06, numa sexta-feira, no fim da tarde. Encontrei meu amigo no aeroporto e de lá fomos para o hotel Pestana, já previamente reservado (sem custo, meu amigo conseguiu uma cortesia). O hotel é bem localizado, perto da Avenida Litorânea, onde se encontra o calçadão, bom para se fazer uma caminhada e com várias opções de restaurantes, bares, pizzarias, etc. Como estava no período de festa junina, havia tempo para a trip, a saída para Santo Amaro era de madrugada e o tempo de voo para se chegar ao Maranhão foi longo (para ambos), achamos melhor passar duas noites na cidade. Na primeira fomos em um dos locais onde havia apresentação da festa folclórica da região, foi bem interessante. No dia seguinte ficamos na maior parte do tempo aproveitando a piscina do hotel. À noite fomos na Pizzaria Vignolli, localizada de frente para o mar na Avenida Litorânea. Além da pizza ser muito deliciosa, teve um atrativo a mais: todos comiam a pizza com a mão, utilizando uma espécie de “luva de plástico”. Achei bem interessante e diferente a peculiaridade do local. Valeu muito a pena tê-la escolhido para jantar. Vi no Tripadvisor algumas outras coisas para se fazer em São Luís, porém não achei interessante ir no Centro Histórico, ou outros locais comumente visitados. A praia próxima ao hotel tinha a água escura e era imprópria para banho. De uma forma geral não vi muitos atrativos turísticos para a Cidade. DIA 03: O transporte para Santo Amaro foi combinado diretamente com o Sr. Heitor, dono da Pousada Paraíso (98 98489-5598) na qual nos hospedamos. Foi cobrado o valor de R$ 90,00 por pessoa pelo transporte feito por uma Hilux, a qual levou 4 passageiros. O motorista foi o Assunção (98 98836-5687). Uns cinco minutos antes do horário combinado, 5h, o veículo já estava na recepção do hotel nos aguardando para iniciar o transporte. Outra opção de transporte seria ir com Denilson (98 98808-9190), que pegaria de van no hotel, levaria até Sangue, e de lá tomaríamos o famoso “pau de arara” (caminhonete com bancos na carroceria coberta) que transportaria até Santo Amaro, pelo valor de R$ 60,00. Não achamos vantajosa a economia, tendo em vista a rapidez e o conforto do transporte acordado, mas é outra opção válida para chegar à região. Para chegar a Santo Amaro percorre-se umas duas horas e meia na BR que liga São Luís a Barreirinhas, depois segue por aproximadamente mais uma hora na estrada que vai à Cidade. Desse trajeto apenas uns 10km não estão asfaltados, e, como essa parte da estrada é bem ruim e tem um rio raso que se atravessa perto da cidade, esse percurso geralmente é feito apenas por caminhonetes. Aproximadamente às 8:30 chegamos em Santo Amaro. Fomos deixados na Pousada Paraíso (diária a R$ 189,00 reservada pelo booking), onde o Sr Heitor já nos aguardava. Deixamos as coisas no quarto e fomos logo para o passeio da manhã: Lagoa das Américas (já previamente arranjado pelo dono da pousada), ao preço de R$ 40,00 para cada. A caminhonete passou para nos buscar e em poucos minutos nos deixou no lago onde pegamos uma voadeira para chegar aos lençóis. Ao desembarcar, o grupo passou em uma casa de uma senhora que vendia água e água de coco e, após, fomos para a Lagoa das Américas. O primeiro contato com os Lençóis foi fantástico!! Dunas que sumiam de vista e lagoas com águas mornas e cristalinas. Ficamos por umas duas horas nos deliciando naquelas águas e, após, retornamos a Santo Amaro para almoçarmos e fazermos o passeio da tarde. Por volta das 14h novamente a caminhonete passou na pousada, para então partimos à incrível Lagoa das Andorinhas (R$ 65,00 por pessoa), uma das mais visitadas. Com menos de 5 minutos já se alcança os Lençóis, tornando o trajeto maravilhoso de se observar. No caminho há inúmeras lagoas embelezando a região, as mais bonitas, fundas e acessíveis são as comumente nomeadas e visitadas. A da Andorinha foi um espetáculo a parte! Havia várias pessoas nela, mas como é bem extensa, foi só caminhar um pouco para ter uma “margem privativa”, rsrsr. Logo o guia colocou cadeiras de praia e disponibilizou uma caixa de isopor com gelo para colocarmos nossas bebidas. As lagoas, em geral, não estavam muito fundas, dificilmente uma passava de 1,60m. Entretanto, a das Andorinhas chegava a mais de 2m na parte central, tornando-a ótima para nadar! Ao fim do dia o motorista e guia, Nilson (ótimo profissional, atencioso e proativo, recomendo-o fortemente), nos levou em um ponto pouco conhecido para admirar o pôr do sol: sobre uma duna na qual podiámos observar o grande astro se pondo atrás do lago em que navegamos pela manhã. Foi lindo! O primeiro pôr do sol nos Lençóis. A noite fomos à praça da cidade e lanchamos na barraquinha que estava atendendo por lá. Santo Amaro é muito pequena, não possuindo oferta de entretenimento à noite. Há apenas umas 5 pousadas cadastradas no Booking e mais umas duas que vi por lá que não ofertam seu serviço pelo site (umas delas é a Pousada Cajueiro - 098 98749 4036-, nova e muito bem recomendada por um casal que conhecemos na viagem. Se retornasse provavelmente me hospedaria lá). Não há agência de turismo na cidade. A organização fica a cargo da cooperativa que padroniza os preços e serviços cobrados. Todos meus passeios foram muito simples de se combinar: os responsáveis pela pousada nos perguntavam o que desejávamos fazer e tentavam nos encaixar em algum grupo que estava sendo formado. Era possível contratar os guias com quadricíclo para personalizar mais os passeios, porém essa modalidade obviamente era mais cara. Apesar de se ter pouca coisa para se fazer na cidade, ela possui pontos muito fortes e atrativos em relação a sua “concorrente” Barreirinhas: em menos de 5 minutos já se alcança os lençóis de caminhonete; muito mais confortável o trajeto dos passeios; há muito mais lagoas; e elas são mais belas. O fato da cidade ser pacata pode ser visto como um ponto positivo: durante o dia os turistas passam as horas realizando os passeios pelas lagoas e, à noite, relaxam e descansam na pousada, recarregando as energias para as atividades do dia seguinte. As características marcantes da localidade é a tranquilidade vivenciada e os lençóis com inúmeras lagoas que ficam às portas da cidade. DIA 04: Não havia a necessidade de acordar muito cedo, pois as lagoas não ficam tão distantes da Cidade. Levantamos, tomamos um bom café da manhã na pousada e, por volta das 8:40, a caminhonete passou para nos pegar. Nesse dia fizemos o passeio de um dia inteiro para a comunidade da Betânia (R$ 80,00 por pessoa), novamente – e felizmente – com o Nilson. O passeio foi arranjado pelo Heitor, que não ganhava nada com isso, apenas tentava auxiliar os hóspedes a conhecerem a região com bons guias. No caminho paramos na Lagoa da Serra e em outros pontos para fotos. Posteriormente seguimos até a Lagoa da Betânia onde nos deliciamos com uma linda vista e ótimo banho. Posteriormente fomos ao lago onde pegamos uma embarcação para acessar a comunidade, na qual fomos muito bem servidos por um farto almoço pelo valor individual de R$ 30,00. Após foi possível relaxar um pouco nas redes que havia no local. Posteriormente pegamos novamente a embarcação para atravessar o lago e fomos de caminhonete até uma extremidade dos lençóis, onde foi possível ver as dunas avançando sobre a vegetação e ter uma boa visão dos lençóis. Em seguida o grupo aceitou o convite de ir conhecer a casa de uns dos guias, que ficava próxima, para então fechar o dia com mais um esplêndido pôr do sol. Nessa noite seguimos a sugestão de um casal que esteve no passeio conosco, e fomos comer uma pizza na Pousada Cajueiro, que possuía restaurante próprio. Também agendamos, por conta própria, o passeio de quadriciclo para a manhã seguinte com o Vinícius, apelidado de “branco”, para nos levar em direção à Lagoa das Emendadas por R$ 150,00. NÃO marquem nada com esse indíviduo! DIA 05: Estávamos às 8:00 esperando o tal do Vinícius aparecer na pousada, e nada... Com 30 minutos de atraso começamos a ficar com o receio de perder o dia de passeio, pois à tarde viajaríamos para Barreirinhas. A recepcionista da pousada, Cátia (extremamente atenciosa), tinha o número dele – e vários outros que prestam serviço em Santo Amaro – na agenda. Ela fez o favor de ligar para ele inúmeras vezes, mas o telefone só dava fora de área. Disse que já o tinha visto passar pela rua mais cedo, então ele deveria estar por perto. Quando percebemos que não adiantaria mais esperar, pedimos indicação a ela de outro. Prontamente ela ligou para uns dois guias e um deles ofereceu o passeio por R$ 170 (total). Aceitamos de imediato e em poucos minutos Everaldo estava nos levando para dentro dos lençóis. A Lagoa das Emendadas fica bem distante, dentro dos lençóis, e parte do trajeto é proibido pelos órgãos ambientais de se transitar com veículos automotores. Há inúmeras lagoas pelo caminho, e ao fim, conhecemos a mais bela de todas as lagoas que visitamos nos Lençóis: Infelizmente já tínhamos perdido muito tempo no início da manhã e às 13:30 já partia nosso translado, previamente agendado, para Barreirinhas. Dessa forma ficamos um pouco na lagoa, passamos em outros pontos para tirarmos fotos e iniciamos o regresso para Santo Amaro. Perguntei ao Everaldo se podíamos pilotar um pouco o quadricíclo e de muita boa vontade ele deixou eu e o Rogério conduzi-lo por quase todo o trajeto de volta. Um bônus que valeu muito contratar aquela modalidade de transporte. Ao chegarmos na Cidade fomos direto para o restaurante almoçar, após para a pousada e então ficamos de prontidão para o translado. Deu 13:45 e nada do Valdir aparecer (outro que NÃO deve ser contratado), pessoa com a qual combinamos, juntamente com um casal, de fazer o transfer privativo de caminhonete até Barreirinhas por R$ 300,00. Devido ao trauma da manhã, já pedimos socorro a Santa Cátia novamente. Ela não conseguiu falar com o Valdir. Pedimos para ligar para a pousada em que estava hospedado o casal, que também estava no aguardo como nós. Fomos na cooperativa para ver se dava tempo ainda para pegar a jardineira até Sangue, porém já tinha partido. A Cátia ligou para uns três motoristas, mas nenhum estava disposto a prestar o serviço por preço semelhante. Nesse meio tempo a outra pousada conseguiu uma caminhonete por R$ 450,00 (dividido para os quatro passageiros). Para não perdemos o dia seguinte, aceitamos. Porém o motorista não desejava atravessar o rio, limítrofe à Cidade, para nos buscar, pois a caminhonete em que estava não tinha suspiro elevado. A Cátia então pediu para um senhor que costumava prestar serviços a eles nos levar ao ponto de encontro, senhor que de muita boa vontade o fez. Assim alcançamos o transporte e seguimos para Barreirinhas, viagem de aproximadamente 3 horas. O motorista era o Alex, dono da agência de Turismo Vale dos Lençóis (http://www.valedoslencois.com.br). Durante a viagem deu várias dicas e sanou todas as dúvidas que possuíamos. Perguntou se já tínhamos hotel reservado, e ao ouvir que não, ligou para sua secretária e pediu para orçar uns três hotéis de acordo com as características que queríamos. Após recebermos o retorno, pedimos para deixar pré-reservado duas noite na pousada Paraíso dos Lençóis (diária de R$ 165,00, a uns 8 min de caminhada da orla onde se concentra o movimento à noite). Antes de irmos para a pousada passamos na agência dele para pagarmos o translado e vermos os pacotes que vendia. Como o preço parecia justo e o Alex passou muita confiança na qualidade do serviço, fechamos o passeio do dia seguinte: boia cross pelo Rio Formiga (R$ 60,00) e circuito da Lagoa Bonita (R$ 70,00). Posteriormente um motorista da agência nos deixou na pousada, que, diga-se de passagem, valeu muito a pena: limpa, bem cuidada, aparência de nova e um ótimo café da manhã. À noite fomos à orla comer e passar o tempo. DIA 06: pontualmente no horário combinado (8h, se não me engano) a caminhonete estava nos esperando. Fomos então para o local onde se iniciaria a descida do rio de boia. Demorou aproximadamente 1h15min para chegar lá, após “degustar” muita poeira na estrada de terra. No ponto de partida ficam vários moradores locais para fazerem o papel de guia, auxiliando na condução pelo rio. Nosso grupo tinha aproximadamente 12 pessoas, sendo providenciado para dois guias descerem conosco. A descida dura cerca de 1h30min. É bem relaxante e o rio possui uma boa profundidade, tendo mais de 1,6m em boa parte do percurso. Entretanto, não achei tão interessante esse passeio. A água era escura e a distância de Barreirinhas até o rio é bem extensa, sendo que ficamos expostos a muito vento na carroceria da caminhonete durante o trajeto (o carro anda em boa velocidade). Acho que só vale a pena se a pessoa não tiver outro passeio em mente para fazer. Ao retornar para a Cidade almoçamos em um restaurante (não me recordo o nome) de frente para o rio perto da pousada por um preço muito bom (uns R$ 20,00 o prato individual). Às 14h, pontualmente, mais uma vez estava a caminhonete nos aguardando para o passeio vespertino. Atravessamos o Rio Preguiça de balsa e iniciamos o percurso para se chegar aos Lençóis Maranhenses. Diferentemente de Santo Amaro, o caminho é muito mais extenso e bem mais desconfortável para chegar às dunas. Com aproximadamente 1 hora de viagem chegamos no ponto de acesso ao Circuito da Lagoa Bonita. Subimos uma enorme duna e no mesmo instante fomos recompensados pelo cansaço: inúmeras dunas enormes saudavam nossas vistas. Como Barreirinhas possui o turismo muito mais desenvolvido que Santo Amaro, havia muitos grupos fazendo o mesmo passeio naquele momento, porém nada que tornasse incômodo, frente à imensidão dos Lençóis. Fizemos uma leve caminhada até alcançarmos a Lagoa do Maçarico, primeira do circuito. Aquelas águas representavam um convite irrecusável para um mergulho. Após uns 30min iniciamos o caminho para a Lagoa Bonita, com direito a muitas paradas para fotos pelo trajeto. Ao chegarmos nela, constatamos o que já tínhamos ouvido: infelizmente o nome não representa mais a realidade. É uma lagoa, sim, bonita, mas os movimentos das dunas a diminuíram muito, tornando a lagoa que tínhamos ido anteriormente e todas as de Santo Amaro mais bonitas do que a detentora desse nome, rsrs. Após um período para banho, voltamos para o ponto de partida a fim de apreciar o pôr do sol. Ao chegarmos em Barreirinhas, fomos na agência do Alex fechar o passeio do dia seguinte (na noite anterior tínhamos comparado o preço com outras agências, e a cobrança era semelhante). Como estávamos fechando outros passeios com a Vale dos Lençóis, conseguimos um desconto ao custo de muito choro, kkkk. Acertamos o valor de R$ 100,00 (preço normal era 120) para fazer o passeio até Canto de Atins, indo para duas lagoas na região. Desejávamos fazer esse passeio principalmente para conhecer um pouco de Atins, já que tinhámos ouvido muitos comentários positivos a respeito. Nesse dia o Alex nos auxiliou a conseguirmos o translado para Parnaíba, nosso próximo destino. A primeira opção seria ir pela Rota Combo (http://www.rotacombo.com.br), empresa em operação há pouco tempo, oferecendo opções de transporte a fim de ligar os destinos da Rota das Emoções. Contudo os dias de viagem de Barreirinhas X Parnaíba são apenas TER/QUI/SÁB, com saídas por volta das 10h, no valor de R$ 100,00. Como era quarta, desejávamos fazer o passeio do dia inteiro na quinta e viajar na sexta cedo, optamos pela opção menos confortável: pau de arara até Paulinho Neves (R$ 30,00) e de lá táxi coletivo até Parnaíba (R$ 30,00 por pessoa), com prorrogação da estadia do hotel em uma diária. O Alex agendou com o “Miau” (sim, esse é o apelido dele) para nos pegar na pousada às 4h (se não me engano) de sexta. Com passeio e transporte acertado, voltamos para o hotel e, após, fomos novamente à orla jantar. Há alguns bons lugares para comer lá, com música ao vivo e um ambiente fresco e descontraído. Inclusive há Subway também, destino de nossa janta um dia para economizar. DIA 07: mais uma vez no horário combinado (8h, se não me engano) já estávamos embarcados iniciando nossa viagem para Atins. Depois de mais de uma hora de muito balança-balança na caminhonete, chegamos em algumas dunas. Paramos um pouco para fotos e seguimos viagem por mais uns 30min. Passamos por Atins e paramos num restaurante. Ficamos um tempo para tirar fotos e banhar na junção do deságue do Rio Preguiças com o mar. A água tinha cor meio barrenta, não estando muito convidativa para banho. Após seguimos mais um tempo até o Restaurante do Antônio, famoso pelos bons pratos de camarão. Encomendamos a comida e fomos nos banhar na Lagoa das Sete Mulheres, bem próxima, enquanto a comida era preparada. Voltamos, nos esbanjamos de comer (prato para 2 variava de R$60 a R$ 90), e descansamos um pouco nas redes disponíveis. Posteriormente fomos para a Lagoa da Capivara (acredito que esse era o nome), bem extensa, com água bem morna e profunda em umas partes (uns 3m). Por volta das 16:30 iniciamos o regresso, paramos nas dunas para apreciar o pôr do sol e seguimos viagem para Barreirinhas. Ao chegar perto do rio havia uma grande fila de veículos aguardando a balsa. Como ela transporta no máximo 6 caminhonetes por vez, e demorava uns 20 minutos para ir e voltar, tivemos que esperar mais de uma hora para irmos. Obs.: o guia disse que na alta temporada os últimos veículos que chegam costumam atravessar o rio apenas perto das 21h Fomos para o hotel, ligamos para o “Miau” (98 98706-4441), confirmamos o transporte do dia seguinte, fomos na orla comer e voltamos para dormir mais cedo, pois o cansaço imperava naquele momento. Em Barreirinhas há os seguintes passeios: - Boiacross pelo rio Formiga: meio período; R$ 60,00; - Circuito Lagoa Azul: meio período; de R$ 60,00 a R$ 70,00; - Circuito Lagoa Bonita: meio período; de R$ 70,00 a R$ 80,00 (todos dizem que é mais bonito esse passeio em relação ao da Lagoa Azul; ótimo de se fazer no período da tarde para aproveitar o pôr do sol); - Toyota até Atins: dia inteiro; almoço no famoso restaurante do Sr. Antônio ou da Dona Luzia; duas lagoas para banho; de R$100,00 a R$ 120,00; - Rio Preguiças:dia inteiro, descida de voadeira com parada em alguns pontos; R$ 120,00 (acho que esse era o valor cobrado); - Sobrevoo nos Lençóis: 30min; pode-se agendar desde o início da manhã até o pôr do sol; R$ 270,00 a R$ 300,00 por pessoa; mais barato na agência que operacionaliza o voo (as outras revendem), o nome era “FLY” + alguma coisa, rsrs; - Quadriciclo até os pequenos lençóis: dia inteiro; R$ 350,00, podendo ir duas pessoas; DIA 08: Acordamos às 3:30, comemos um lanche que a recepcionista tinha preparado para nós (tínhamos perguntado/pedido na noite anterior) e um pouco antes das 4h já estávamos alojados na carroceria do pau de arara. Foram umas duas horas até Paulino Neves, tomando bastante vento, em banco bem apertado (4 pessoas) e sentindo um pouco de frio... mas isso é mole para mochileiro né?! Kkkkkk Por volta das 6h chegamos na Cidade, e havia uns três táxis no ponto de parada da caminhonete. Um deles já tinha dois passageiros com destino à Parnaíba. Embarcamos e partimos. Paramos em alguma cidadezinha no meio do caminho para café (o lanche mais barato da viagem, café com leite mais um salgado e um bolo por R$ 5,00) e seguimos. Às 8h15min já estávamos chegando em Parnaíba. A idéia era tentar conciliar o passeio de Catamarã e ver a revoada dos guarás. No caminho o taxista deu muitas dicas, e disse que as agências e os locais de artesanatos e restaurantes, onde geralmente os turistas vão, ficavam no Porto das Barcas. Inclusive sugeriu o Hotel Delta, que era bem barato e ficava próximo. Pedimos para nos deixar logo na agência de turismo para reservarmos os passeios. Descobrimos lá que o passeio de Catamarã em baixa temporada só saía aos sábados e domingos (era sexta-feira), sendo que o passeio compreendia o horário de 9h-15h, e acessava só uma parte próxima do Delta, não chegando na parte da revoada dos Guarás e muito menos permanecendo até o horário em que as aves pousam (ao entardecer). Já o passeio para ver a revoada era feito em “voadeiras” (de 14:30 a 18:30), bastando alugar uma para ir. Passamos em três agências e o discurso era o mesmo. A única que destoava positivamente era a CLIP TURISMO, com a que fechamos, que oferecia o passeio da voadeira com outros turistas pelo valor de R$ 112,50 + R$ 15,00 pelo translado (que valeu muito a pena pois a distância do hotel até o local onde saía a lancha era grande). As outras, principalmente a Eco Adventure, só oferecia a voadeira privativa pelo valor de R$ 600,00, se não me engano. Ficava subentendido que tentavam lucrar o máximo sobre o turista, mesmo se aparecesse mais gente antes ou posteriormente querendo compartilhar. Passeio pago, fomos olhar o hotel sugerido pelo taxista. Era bem perto, bem localizado, e com diária para o quarto mais simples por R$ 127,00. Pagamos e fomos descansar um pouco (o hotel é bem antigo e simples, mas o custo benefício valeu à pena). Almoçamos no restaurante do SESC que fica no andar térreo do hotel: comida muito boa e diversificada, self service. Por volta das 14h o transporte nos buscou e iniciamos o passeio. Pegamos a voadeira com mais seis pessoas e iniciamos a navegação. O rio é muito extenso, cheio de “braços” e várias ilhas praticamente ao nível da água. No caminho paramos para o guia pegar uns caranguejos da região e nos mostrar, e depois fomos para umas dunas onde o rio deságua no mar. Ficamos aproximadamente 1 hora, tempo para se banhar e tirar fotos, e então seguimos para o local onde os Guarás vão dormir. Como chegamos bem antes do pôr do sol, só havia uma outra lancha e a árvore estava toda verde ainda. É muito importante que os observadores permanecem em silêncio enquanto estiverem por lá. Dessa forma a admiração se torna mais prazerosa e permite ouvir e gravar os sons que os pássaros fazem na árvore. Aos poucos foram chegando outras voadeiras, assim como os lindos pássaros vermelhos começaram a pousar. Para não incomodá-los e não espantá-los, deve-se desligar o motor das embarcações e aguardar de uma distância razoável. Lentamente grupos de Guarás saiam das ilhas e iam para o seu poleiro predileto. Logo aquela ilhota de poucas árvores começou a adquirir a tonalidade avermelhada. Era impressionante como todas aquelas aves se dirigiam apenas para aquele local e apenas para o lado onde o sol refletia. Ao fim, a “ilha dos Guarás” ficou parecendo uma imensa árvore de natal adornada de enfeites vermelhos. Além dessa linda cena, éramos contemplados também com a visão do sol se pondo no rio. Findado aquele espetáculo da natureza, partimos para Parnaíba. Chegamos na cidade já à noite, por volta das 19h. Fomos para o hotel e, posteriormente, para o Porto das Barcas. O local possui uma variedade imensa de artesanato. Contudo o movimento estava muito fraco. Mesmo sendo uma sexta-feira à noite, havia poucas pessoas para o “point dos turistas”. Comemos uma pizza e voltamos para o hotel. DIA 09: Nesse dia o objetivo era chegar à Barra Grande, outra cidade muito bem falada na internet. Quando fomos comprar a passagem, as pesquisas mostraram-se verdadeiras: só havia uma empresa de transporte (Damasceno/Fontenelli) de linha para nosso destino e, aos sábados, o ônibus só saía às 14h (SEG-SEX partem às 10h30, 14h e 16h30), pelo valor de R$ 13,00. Há também transporte da Rota Combo para lá, mas como o preço era R$ 65,00, não queríamos perder a chance de economizar. Aproveitamos a manhã para comprar logo a passagem e conhecer um pouco Parnaíba, caminhando. Passamos em um dos mercados centrais e em uma praça. Surpreendeu-nos muito a cidade: bem limpa, organizada e com um comércio bem movimentado. Almoçamos mais uma vez no SESC, e fomos para o local onde sairia o ônibus. O senhor Fontenelli era uma comédia a parte, muito falador e dizia o que vinha a mente, kkkk. Partimos em direção à Barra Grande e, após umas 2h, chegamos na cidade (asfalto bem cuidado). O ônibus nos deixou próximo ao hotel que queríamos nos hospedar. Passamos na pousada Casa do Velejador. A diária no Booking estava por R$ 200,00, pechinchando o responsável deixava por R$ 180,00. Decidimos passar na pousada Torre de Chocolate, que aparentava ser bem confortável pelas fotos no site de busca. Lá, a diária estava por R$229,00. No balcão foi informado preço menor, R$ 195,00. Choramos e deixaram duas pelo preço de R$ 160,00 cada. Valeu muito à pena, pois pessoalmente a pousada era ainda muito mais bonita e confortável do que as fotos do booking, toda bem rústica, com boa wi-fi, redes espalhadas, uma ótima piscina e um delicioso café da manhã. Essa foi sem dúvidas a melhor hospedagem que fizemos em toda a viagem. Um fato interessante é que a pousada tem uma parte utilizada como hostel, na qual os hóspedes pagam bem mais barato e tem acesso a todos os benefícios dos hóspedes dos quartos “normais”. Aproveitamos a tarde para rodar um pouco na cidade e ir na praia. Passamos na única “agência de turismo” e já deixamos acertado o passeio no dia seguinte para ver os cavalos marinhos (único passeio do local), pelo valor individual de R$ 50,00. À noite fomos comer uma pizza (há boas opções de lugares para comer/beber/lanchar lá) e voltamos para o hotel. DIA 10: No dia seguinte o guia veio nos buscar no hotel, seguimos até o local onde pegaríamos a canoa de carroça (uns 10 min), e juntamente com um casal e uma criança iniciamos o passeio. Dois guias foram remando e dando informações sobre os mangues, animais e curiosidades locais. Parou-se num ponto para banho e depois fomos para o local onde se encontram os cavalos marinhos. Um guia mergulhou e logo trouxe o peixe, colocou-o na caixa de vidro para observação e cada um pode olhá-lo e fotografá-lo a vontade. Não era permitido tocá-lo (tudo em nome da preservação). Saímos na praia e, ao invés de voltar de charrete, preferimos caminhar pela areia até o hotel. Era fim de manhã e a maré tinha abaixado muito, estava ruim para banho no mar. À tarde deu para dar um mergulho no mar e arriscar um stand-up. Agendamos o transporte para Jericoacoara pela Rota Combo para o dia seguinte (falamos com a Fátima, 86 99993-0111), contato obtido a recepção do hotel, e acertamos o valor de R$ 100,00 (mesmo do site), com saída do hotel por volta das 7h15m (ônibus inicia viagem em Parnaíba). Essa era a única opção para ir direto sem voltar para Parnaíba, e também se mostrou a mais interessante, pois o ônibus nos deixa na Lagoa do Paraíso, em Jijoca, onde tínhamos umas 3h para almoçar e aproveitar a linda Lagoa. Assim o translado compreende um “passeio”. À noite degustamos um delicioso hambúrguer e a piscina do hotel. Barra Grande apresenta uma característica interessante: ela é como uma vila, com ruas de paralelepípedo e bem tranquila, e quase toda a parte turística foi desenvolvida como um “bairro lateral”. As pousadas – praticamente todas muitas lindas e espaçosas -, os restaurantes, bares e lanchonetes se aglomeram em uma das adjacências. É um local em que essa parte turística é muito bonita, sempre com características rústicas, bem cuidada e com uma iluminação charmosa. Esse foi o principal atrativo do local, pois a praia considerei como “normal” - água morna, visibilidade média e muita sujeira do próprio mar (algas). No período em que fui não estava na época de vento ainda, então não vi ninguém praticando kite surf. A maioria dos turistas eram de Teresina, que desciam para o litoral no fim de semana (dia de semana em baixa temporada é bem parado por lá). A partir de julho os moradores locais falaram que a vila lota, principalmente gringos, para praticar o esporte. DIA 11: às 7h a guia que foi junto na viagem para Jeri já tinha ido na recepção do hotel nos chamar. Foi feita uma parada no caminho para lanche/café e pouco antes de meio-dia estávamos em um dos locais de acesso a Lagoa do Paraíso (há alguns locais com infraestrutura para aproveitar a lagoa). A Lagoa é espetacular! O dia estava ensolarado e podia-se admirar a água naquele degrade de cores belíssimo, partindo da tonalidade transparente, passando azul turquesa e findando no azul escuro. De toda a viagem, essa foi a lagoa com a água mais bela que apreciei (a beleza depende muito das condições climáticas também, e nesse dia tivemos muita sorte). Ficamos umas 3 horas lá, dando tempo para andar de caiaque, almoçar e descansar naquelas redes tão desejadas, srsrs Por volta das 15h fomos de caminhonete para Jeri demorando aproximadamente 1 hora. Praticamente todo esse trajeto é feito em estrada de areia. Na entrada da Cidade há um estacionamento para carros particulares, sendo permitido apenas os veículos que prestam serviço de turismo trafegar pelas ruas. Mesmo com a restrição, esse fluxo de veículo é intenso. Fomos na Pousada Hippopotamus, na Rua do Forró, negociarmos a estadia. No Booking a diária custava R$ 175,00, contudo no balcão estavam cobrando R$ 210,00 (único local que houve essa “inversão”). Tentamos pechinchar, mas o atendente falou que somente a gerente tinha autorização. Pedimos a senha do wi-fi então para reservarmos pelo site e nos hospedarmos lá, e ele veio com a história que demoraria para confirmar, etc (conversa mole), e ligou novamente para a gerente. Nesse meio tempo fomos olhar o quarto: ainda bem que fizemos isso! Quarto sem ventilação, pouco confortável, nada aconchegante à vista e com aspecto de mal cuidado. Nos despedimos e fomos olhar outra pousada, a Espaço Nova Era (na mesma rua). No Booking a diária estava no valor de R$ 200,00, mas com a cotidiana chorada conseguimos duas pelo valor de R$ 165,00 cada. Que sorte que tivemos o problema com a anterior, pois essa era uma pousada limpa, bem cuidada, espaçosa e aconchegante (só o quarto que estava com um leve cheiro de tinta, perceptível apenas quando entrava). Tomamos um banho e fomos para a famosa Duna do Pôr do Sol, ponto de encontro de contemplação dos turistas. Ventava muito, muito mesmo (deveria ter levado um boné), mas valeu a pena ter ido lá para apreciar esse famoso espetáculo. Na volta fomos olhar as opções de passeios. Em Jeri tem apenas dois tradicionais: um para o lado leste da Vila (árvore da preguiça, Praia do Preá, Lagoa Azul e Lagoa do Paraíso), com preço entre R$250,00 a R$ 300,00; e um para o oeste (cavalo marinho, travessia de balsa, mangue, dunas e Tatajuba), com preço variando de R$ 270,00 a R$ 350,00). Resolvemos fechar com a pousada que intermediava o passeio e ofereceu a R$ 130,00 para eu e meu amigo (já havia mais outras duas pessoas para dividir o buggy) o passeio leste. Iríamos ficar apenas duas noites em Jeri (pois ainda desejávamos ir para Canoa Quebrada), dessa forma tínhamos que optar por apenas um dos passeios. O escolhido foi por querermos passar na árvore da preguiça e também voltarmos à Lagoa do Paraíso, acessando-a dessa vez pelo Alchymist, local que despertava o interesse por possuir ótima infraestrutura e ser bem bonito e conhecido. O passeio do lado oeste possuía muitas coisas que já tínhamos visto, e além disso a Lagoa de Tatajuba (pelo que tinha visto em fotos e lido a respeito) não possui água clara. DIA 12: Logo após o café nos aprontamos e iniciamos a viagem. Após uns 25 minutos chegamos na árvore da preguiça... deu até vontade de deitar e tirar um cochilo por lá, kkkkkk. Depois chegamos no mar e o guia questionou se queríamos ir na Pedra Furada. Caso positivo, teríamos que fazer uma caminhada de ida e volta que, adicionada ao tempo que ficaríamos lá, totalizaria aproximadamente 1h30min. Como as outras duas pessoas já tinham conhecido o local e poderíamos ir até ele caminhando a partir da Vila ao fim do dia para observar o pôr do sol (ainda mais interessante), decidimos por continuar a viagem e aproveitar esse tempo nas lagoas. Passamos na Praia do Preá (nada muito interessante) e seguimos para a Lagoa Azul. Essa era bem menor do que a Lagoa do Paraíso, possuindo apenas um ponto com infraestrutura. Esse local também era mais desorganizado do que o que tínhamos conhecido no dia anterior. E para prejudicar ainda mais, o tempo estava nublado, impedindo assim a admiração das águas cristalinas. Ficamos um bom tempo lá, dando para arriscar outra vez o SUP (stand up paddle), nadar e relaxar. Após seguimos para o Alchymist Beach Club, na Lagoa do Paraíso. Lá a realidade foi outra: local muito espaçoso, bem organizado e limpo. Obs.: é neste local que fica o "portal do paraíso", arco muito visualizado na internet ao se pesquisar sobre a Lagoa do Paraíso. Havia poucas mesas sobrando. Sentamo-nos em uma delas e aproveitamos aquele lindo local. Almoçamos (preço mais salgado) e aproveitamos aquelas águas com temperatura terapêuticas. Não consegui/tentei deitar nas redes, pois, apesar te haver várias, a quantidade de pessoas interessadas por aquela mordomia era ainda maior, kkkkk. Infelizmente as nuvens deixaram o sol aparecer em raros e rápidos momentos, o que confirmou como esse fator influencia na beleza do local, pois no dia anterior tínhamos visitado a mesma lagoa em outro ponto e a experiência com a beleza da água foi bem diferente. Por volta das 15:30 voltamos para o estacionamento onde estava o buggy e retornamos para Jeri. O guia nos deixou no início da trilha que leva a Pedra Furada. Com uns 40min de caminhada chegamos em outro “cartão postal” da Vila. Foi uma pena o clima não ter colaborado, pois naquela época já estava sendo possível visualizar o sol se pondo no centro da Pedra. Retornamos para a pousada, descansamos e à noite fomos comer e comprar lembranças e souvenir nas lojas. Fomos também reservar a passagem para Fortaleza, pela Fretcar, comprando para o primeiro horário do dia seguinte (R$ 81,00, apenas à vista). Saídas de Jericoacoara: 6:15, 15:30, 16:55 e 22:30, com duração aproximada de 7h30min. Lá em Fortaleza o ônibus passa na Beira Mar, Aeroporto e Rodoviária. A Rota Combo também oferece esse translado, mas era um pouco mais caro. Um ponto que merece destaque é o charme de Jericoacoara à noite! Durante o dia as ruas são um pouco barulhentas, com movimento frequente de buggys e caminhonetes, e surge aquela impressão: “tá, é bacana, com ruas de areias, mas parece meio desorganizado”. Contudo à noite parece que uma magia toma conta do local: nenhum veículo transita pelas ruas, não há postes, cabo de energia elétrica expostos ou iluminação pública; toda a claridade que se vê na rua é fornecida pela iluminação dos estabelecimentos da vila; sente-se aquele ambiente todo aconchegante, tranquilo e seguro, com uma imensa quantidade de opções de lugares para comer, beber, comprar lembranças, etc. Todas as ruas tem estabelecimentos comerciais, mas a maior concentração ocorre próximo à praça da vila. E, um fato curioso, é a quantidade de turistas que há no local! Mesmo nós tendo passado as noites de segunda e terça lá, as ruas estavam tomadas por turistas. Na verdade parece que a vila é “de turistas”. Mas em um nível tranquilo e agradável, pois ainda estávamos em baixa temporada, rsrs. Em relação aos preços, tanto para se alimentar como para se hospedar, há opções para todos os bolsos: desde padarias e lanchonetes com opções baratas até restaurantes chiques; desde pousadas com diária custando algumas dezenas de reais a aquelas valendo mais de R$ 2.000,00. DIA 13: às 6horas fomos para o escritório da Fretcar, nos acomodamos em umas das três caminhonetes que transportaria os passageiros e seguimos para Jijoca. Depois de uma hora chegamos em um grande posto de gasolina, onde os ônibus ficam estacionados. Tivemos tempo suficiente para tomar café da manhã (há dois locais no posto que vendem lanches) e partimos. Houve uma parada de uns 30min para quem desejasse almoçar. Às 14h chegamos na rodoviária de Fortaleza. Lá há duas empresas que possuem linhas para Canoa Quebrada, a São Benedito e outra que não me recordo do nome (que não tinha mais viagem para aquele dia). O próximo ônibus sairia às 16:30. Almoçamos e esperamos. Partimos no horário previsto e depois 3h30min chegamos à Canoa Quebrada. Queríamos ficar perto da Broadway (rua que é o “point” de Canoa Quebrada). Com já era tarde, não fomos ver outras opções de pousadas. Escolhemos o Il Nuraghe, que fica em frente ao início da citada rua (R$ 175,00 a diária, mesmo preço do booking – não adiantou chorar). A pousada era limpa, bem cuidada, com quartos espaçosos e um bom café da manhã. Mais tarde fomos comer e olhar as opções de passeios. Na Broadway havia umas três agências de turismos, mas tinha um assédio incômodo nas ruas com abordagens frequentes nos questionando se já tínhamos hotel, se desejávamos algum passeio, etc. Gostamos mais da agência que fica logo no início da Broadway. Era ofertado uns quatro tipos de passeios, chamados de circuitos 1 a 4. Um era mais diferente, no qual contemplava: passeios nas esculturas de areia, no símbolo de Canoa, canion, mergulho com máscara e snorkel; os outros passavam nas dunas, tirolesa, torres de energia eólica, etc, variando principalmente o tamanho do percurso e tempo do passeio. Era possível fazê-los de buggy ou quadriciclo (opção escolhida para adicionar mais adrenalina no dia). Com muito choro conseguimos baixar um pouco só o preço: Ficou R$ 350,00 para eu e meu amigo, fazendo o passeio do mergulho pela manhã e depois um que ia nas dunas, tirolesa e permanecia para o pôr do sol. O pessoal na rua oferecia os passeios um pouco mais barato (“clandestino”), porém gostamos do atendimento e confiança passada pelo responsável da agência. DIA 14: Após o café fomos na agência da empresa de ônibus São Benedito comprar a passagem do dia seguinte para Fortaleza. Os horários disponíveis eram os seguintes: O passeio se iniciou mais tarde na manhã, por volta das 10h, pois era necessário esperar a maré baixar para passar em um determinado trecho. Fomos com o dono da agência e um guia em dois quadriciclos para o início do caminho que faríamos. Lá recebemos as orientações de condução do veículo e treinamos um pouco (é bem fácil de conduzir). Esperamos chegar outro guia no buggy com dois casais que fariam os mesmos passeios e então partimos (eu e meu amigo num quadriciclo, dois guias com os casais no buggy). Paramos no símbolo oficial de Canoa Quebrada (há mais de um esculpido nas falésias) para fotos e seguimos para o local onde estão esculpidas as imagens nas falésias (R$ 2,50 para entrar). Ficamos por lá quase uma hora, e o ponto alto dessa parada foi observar os artesãos fazendo aquelas imagens em recipientes de vidro com areia colorida. Após paramos um pouco num pequeno cânion de falésias, paramos em um mirante quando saímos da praia, reservamos o almoço no único restaurante que havia na região (contudo bem estruturado, com ótima comida e por um preço justo), e nos dirigimos para o local onde faríamos o mergulho (R$ 15,00 por pessoa). Lá um senhor levava os turistas numa jangadinha para perto de uma pedra oca, onde se concentram os peixes. Como ele tinha acabado de sair com um grupo, tivemos um bom tempo para tirar fotos e relaxar. Após uns 40 minutos fomos apreciar um pouco a vida marinha. Próximo a pedra ele parou, deu tempo para todos colocarem as máscaras e snorkel (velhos e usados, mas eficientes ainda) e fomos para água (rasa). Ele colocava a mão mar segurando uma lagosta morta e aberta e logo inúmeros peixes vinham comer. Depois de um tempo fomos para a pedra, onde ele repetiu o procedimento e peixes maiores e mais diversos apareceram. A água tinha uma boa visibilidade, permitindo que esse passeio fosse bem interessante por variar um pouco o que vínhamos fazendo na viagem. Ficamos por aproximadamente uma hora e seguimos ao restaurante. O almoço foi ótimo, contudo nem deu tempo de curtir uma preguiça, pois estávamos atrasados e precisávamos chegar a Canoa para fazer o passeio da tarde. Fomos direto para o local onde o dono da agência nos aguardava, perto da cidade mesmo (uns 40km pela praia). A escolha do quadricíclo foi perfeita (ainda mais o de 1.000cc que conduzíamos), tornou a viagem muito mais interessante. Ao chegarmos no ponto de encontro os dois casais também desejaram fazer o trajeto seguinte de quadricíclo. Conversaram com o responsável e logo estavam recebendo as instruções. O Rogério estava com dor de cabeça e o dono da agência o levou para pousada. Logo o guia em uma moto, eu e os dois casais em três quadrículos partimos para as dunas, chegando logo na tirolesa. Havia opção de descer de esquibunda, tirolesa com caída na água e tirolesa mais extensa que termina depois do lago, com valores (se me recordo bem) por descida de 8, 10 e 15 reais, respectivamente. Para auxiliar os aventureiros, havia um “bondinho” puxado por cabo de aço através de um “trilho” para que a pessoa não precisasse escalar a duna. Logo depois fiz algo que tinha incluído no acordo do dia anterior na agência de turismo: descer a mesma duna de quadriciclo. Nossa, a duna é muito alta e inclinada, valeu muito adicionar essa adrenalina a mais no pacote fechado. Não deixem de fazer (pode ser feito de buggy também)! Posteriormente passamos num local chamado de “oásis” (vendia comida, eu acho, e tinha um lago pequeno com peixes bem grandes), nada muito interessante, e seguimos para um ponto próximo às torres de energia eólica. Já estava bem tarde, então logo partimos para a duna de onde apreciaríamos o último pôr do sol nas areias da Rota das Emoções. Mais uma vez um espetáculo!! Voltamos para Canoa Quebrada, chegando à cidade já à noite. Mais tarde fomos na Broadway jantar para fechar o dia. DIA 15: Às 9h30m iniciamos a viagem para Fortaleza. Próximo às 13 horas chegamos na rodoviária. Chamamos um Uber e fomos para a região da Avenida Beiramar. Os hotéis se concentram em maior parte nessa região. Há alguns próximos à Praia do Futuro (praia mais bem estruturada na Cidade), porém várias pessoas disseram que não tem nada à noite nas redondezas e que é muito perigoso por lá nesse horário. Como o calçadão que possui o movimento de pessoas, artesanatos e lugares para comer é o que ficava na Avenida Beira Mar, optamos por nos hospedar próximo ao local. Ficamos no Hotel Brasil Tropical, muito bem localizado, quarto bom e um ótimo café da manhã, entretanto foi o mais caro da viagem (diária a R$ 220,00) e praticamente não possuía área de lazer (a piscina parecia uma banheira). Almoçamos no hotel mesmo. À noite fomos caminhar no calçadão (bem movimentado), jantar e assistir a um show de humor (venda no próprio calçadão em uma banca própria), típico do Ceará. DIA 16: pela manhã fomos para a Cocobeach, Praia do Futuro. O local é imenso, bem cuidado, bonito e com uma excelente infraestrutura. O mar estava ótimo também e a calmaria das inúmeras lagoas em que nos banhamos foi substituída pelas ondas agitadas do mar. Voltamos para o hotel, almoçamos, fizemos o check out às 13h (foi autorizado fazê-lo uma hora mais tarde) e seguimos para o aeroporto (todos transportes em Fortaleza foram realizados via Uber), finalizando assim a viagem de 15 noites/16 dias pela adorável Rota das Emoções. GASTOS: Considerando todo o período da viagem, os meus gastos individuais foram: - hospedagem: R$ 1.110,84; - alimentação: R$ 1.176, 64; - passeio: R$ 992,50; - transporte: R$ 604,24; - outro (souvenir, show de humor, etc): R$ 507,60; - TOTAL (desconsiderando passagens aéreas): R$ 4.391,82; Obs.: é possível economizar um pouco mais em cada um dos tópicos acima (ficar em hostel, comer mais lanches ao invés de refeições completas, evitar pegar translado privativo, não comprar souvenir, etc). Apenas na parte dos passeios que é mais difícil, pois os preços variam pouco. Para economizar nessa parte só se fizer menos coisas... e acredito que essa escolha não seja vantajosa, pois é difícil realizar uma viagem dessas, sendo mais benéfico tentar aproveitar o máximo enquanto estiver percorrendo a Rota (meu ponto de vista). A forma mais eficaz em cortar gastos seria também passar menos dias na viagem. Barreirinhas x Santo Amaro Acredito que esse é um dilema com que a maioria das pessoas que planeja a viagem se depara (e mais uma vez muito pessoal a análise). Cada local tem seus pontos fortes e fracos em relação ao outro. - Santo Amaro: (+) Lagoas muito mais acessíveis; Lagoas mais bonitas; várias opções personalizáveis de passeios (particular, principalmente de quadriciclo); ainda não há “excesso” de turistas por lá; (-) Poucas opções de pousadas, possuindo ainda preços ligeiramente mais altos; sem opções de entretenimento à noite; turismo menos organizado; - Barreirinhas: (+) Muitas opções de hospedagens; turismo mais organizado; a orla é um bom lugar para comer e bater um papo à noite; (-) passeios fechados; acesso aos lençóis distante, demorando aproximadamente 1h para se chegar nas dunas sobre as caminhonetes no “balança-balança”; poucas lagoas quando comparado à Santo Amaro; No meu ponto de vista é muito interessante conciliar a ida as duas cidades, pois, apesar de as lagoas serem mais acessíveis e bonitas pelo lado de Santo Amaro, o Circuito da Lagoa Bonita é muito belo, possuindo dunas bem mais altas, complementando assim a admiração aos lençóis. Tempo de viagem A minha passagem pela Rota teve as seguintes estadias: - São Luís: 2 noites; - Santo Amaro: 2 noites; - Barreirinhas: 3 noites; - Parnaíba: 1 noite; - Barra Grande: 2 noites; - Jericoacoara: 2 noites; - Canoa Quebrada: 2 noites; - Fortaleza: 1 noite; A escolha dos lugares que irá e quantos dias permanecerá é muito pessoal, cada um avalia o que valoriza mais para decidir essa questão. Entretanto devo enfatizar que as três “localidades comerciais” da Rota das Emoções (Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba e Jericoacora) são essenciais para se visitar. Mesmo assim deixarei o meu ponto de vista (rsrs): de todos lugares que passei, o mais dispensável foi São Luís, sendo interessante ficar apenas uma noite por lá, ou, se conciliar o horário de chegada do voo, ir no mesmo dia para Santo Amaro/Barreirinhas (porém essa opção é mais cansativa). Na minha viagem eu retiraria um dia de São Luís e um de Barreirinhas (o passeio para atins não acrescentou muito), para poder acrescentá-los a Jericocoara (três noites lá acredito ser o ideal) e Fortaleza (para ir ao Beachpark). Se não tiver oportunidade de fazer passeio de quadriciclo em outro local, acredito ser muito interessante fazer o passeio para os Pequenos Lençóis em Barreirinhas (por sorte deu para encaixar o passeio nessa modalidade em Canoa Quebrada). Se o viajante possuir menos dias e tiver que cortar algo, acredito ser mais interessante não ir a Canoa Quebrada do que diminuir a estadia nas outras localidades (já se gasta muito tempo nas locomoções e cortar dias significaria cortar passeios interessantes). Apesar de Barra Grande não possuir alguma beleza natural chamativa (como os Lençóis, o Delta ou Jeri), achei muito válido a passagem por lá, pois o local é muito calmo e aconchegante (depois de passar uns dias nos Lençóis subindo e descendo dunas, é bom ter um pouquinho de sossego, rsrs) e logisticamente fica muito bem localizado entre Parnaíba e Jeri, sendo fácil de intercalar no percurso. Se for em casal acho ainda mais apelativo passar por lá, pois o charme do local é encantador. DICAS RÁPIDAS: - Santo Amaro: há sinal telefônico apenas da Claro e Oi; - Falta espaço na mochila? Descarte o tênis! Utilizei apenas nas viagens de avião. E apenas uma calça jeans é suficiente; - Protetor solar e óculos escuro são essenciais! E de preferência um modelo de óculos mais fechado para evitar que o vento jogue areia nos olhos pelas laterais; - Perfil principal dos turistas que observei na Rota: casais adultos. Apenas Jeri que distoava um pouco, tendo viajantes de todos perfis; - As pousadas em Santo Amaro nos finais de semana e feriados prolongados lotam. Muitos moradores de São Luís vão passar esses dias lá. Dessa forma é aconselhável realizar as reservas com antecedência; - Depois de Santo Amaro todas as hospedagens foram negociadas no balcão. Esse atitude permitiu economizar e tornou a viagem bem mais flexível, podendo estender ou encurtar a estadia de acordo com o gosto. Mas claro que em alta temporada pode ser mais arriscado adotar tal postura; - Atente para os transportes entre cada cidade que irá. Esse é um dos pontos de maior desafio da viagem, pois muitas vezes será necessário alterar o que deseja fazer a fim de conciliar passeios com translados, evitando "perder" algum dia; - É clichê mas merece ser falado: a beleza dos cenários presentes nessa viagem é muito maior do que a percebida nas fotografias capturadas;
  2. 1 ponto
    -Qual a cidade que você mais gostou de visitar em Minas Gerais? -Acho que Milho Verde... -E o que tem para fazer lá? -Umas cachoeiras que dá para ir a pé... -E que mais? -Uma igreja muito pequenininha. -E esse foi o lugar que você mais gostou? Milho Verde é uma vilinha. Tem cerca de mil habitantes e algumas poucas ruas de terra sem iluminação. Pequenas casas de cores já gastas. Mato baixo do cerrado abrindo o horizonte do olhar. Gramadinho envolta da igreja, das menores que já vi. Tem cachoeiras... E só. E mais. Tem galinha passeando solta, tem mugido de vaca se intrometendo no seu telefone. Tem criança pequena montada a cavalo sem sela pela rua. Tem gente que chega com o violão, bate na porta (pura formalidade que aqui não é terra de trancas) e mostra a que veio: talento na voz e nos dedos de quem pouco estudou, mas muito aprendeu. Tem prosa na porta de casa para quem passar e tiver tempo de ouvir, histórias dos antigamentes. Tem os causos de hoje também, e convite para um jogo de cartas ou para um banho de rio... É andar pelas ruas cumprimentando as pessoas aqui e ali, todos já seus conhecidos em apenas três dias de estadia. Leia mais no post: https://noticiasdetodasorte.wordpress.com/2017/11/17/milho-verde-de-paisagens-e-historias/
  3. 1 ponto
    Introdução: Fala pessoal! Como aqui no fórum não existem muitos relatos de viagem sobre a China achei que detalhar um pouco da viagem que fiz com minha namorada pode ajudar quem pretende ir para lá no futuro, pois é uma viagem de difícil planejamento e mesmo quando bem planejada tende a resultar em alguns perrengues. Vou focar mais em aspectos práticos do que paisagens em si, pois as fotos do Google são melhores que as minhas, uma vez que viajei apenas com o celular. Ao final do relato do dia os gastos estarão marcados em RBM (lê se Renminbi) e BRL PARA CADA PESSOA. No período em que viajamos (Novembro/16) pagamos R$3,32 no dólar em espécie o que convertendo para reais da 1 BRL = 2 RMB, o que facilitou muito as conversões durante a viagem. A moeda deles, se chama Renminbi e é dividida na unidade maior, o famoso Yuan, e a unidade menor, o Jiao (1/10 yuan), e uma terceira pouco usada (Fen) com a qual não tive contato. Roteiro: Dia 0 - 14/11/16 – São Paulo (GRU) > Frankfurt (FRA) Dia 1 - 15/11/16 – Frankfurt - Frankfurt (FRA) > Shanghai (PVG) Dia 2 - 16/11/16 – Frankfurt (FRA) > Shanghai (PVG) - Shanghai Dia 3 - 17/11/16 – Shanghai Dia 4 - 18/11/16 – Shanghai Dia 5 - 19/11/16 – Shanghai Dia 6 - 20/11/16 – Shanghai > Changsha > Zhangjiajie - Zhangjiajie Dia 7 - 21/11/16 – Zhangjiajie (se pronuncia algo como “dian diai dié”) Dia 8 - 22/11/16 – Zhangjiajie > Wulingyuan - Wulingyuan Dia 9 - 23/11/16 – Wulingyuan Dia 10 - 24/11/16 – Wulingyuan > Xian - Xian Dia 11 - 25/11/16 – Xian Dia 12 - 26/11/16 – Xian Dia 13 - 27/11/16 – Xian > Beijing - Beijing Dia 14 - 28/11/16 – Beijing Dia 15 - 29/11/16 – Beijing Dia 16 - 30/11/16 – Beijing Dia 17 - 01/11/16 – Beijing (PEK) > Frankfurt (FRA) > São Paulo (GRU) Dia 18 - 02/12/16 – São Paulo (GRU) QUER MESMO VIAJAR PARA CHINA? Acho que a partir daqui quem estiver lendo tem interesse em um dia viajar para lá. Por isso é importante explicar a parte ruim da viagem. A China é um país magnífico e a viagem foi, sem dúvidas, sensacional. O país carrega uma cultura única e estar lá é uma constante explosão de novas sensações. Entretanto, como todo país, tem seus problemas, e no caso da china eu diria que ele é representado pela personalidade de uma boa parcela da população. É importante contextualizar que a China é um país onde até pouco tempo boa parte da população não tinha pleno acesso à comida, e que nos últimos dois séculos mais de 150 milhões de pessoas literalmente morreram de fome, isso em crises oficiais, sem contar casos esparsos que elevam muito esse número. E no meu entendimento, ao longo dos anos isso esculpiu o comportamento egoísta e não receptivo dessa fatia da população. Coloque na sua mente que ao contrário dos países os quais você está acostumado a viajar, na China, para boa parte da população, você não é bem vindo. Muitas pessoas não querem e não vão te ajudar. Acostume-se a interferências não bem vindas: a tentarem cortar fila, a crianças chutando o seu banco a viagem inteira, a pessoas empurrando sua mala para longe no metrô para ficar no lugar dela, a sentarem no seu lugar marcado no ônibus e se recusarem a sair, a fecharem o guichê na sua cara após mais de uma hora de fila porque deu o horário de ir embora, a alguém dar risada na sua cara e virar as costas quando você pedir ajuda, entre outras tristes situações... Se você não consegue lidar com esse tipo de coisa talvez a China não seja o destino certo para você, mas se conseguir, embarque nessa, pois na viagem você também encontrará muitos chineses bons e receptivos, e quando você encontra tudo parece valer a pena Se prepare... para manter a calma. Outros pontos a ponderar antes de viajar para lá: • É um destino solitário para turistas estrangeiros: A maior parte dos turistas lá são chineses e até nos hostels é bem difícil fazer amizade. O fato de haver poucos e raros bares não ajuda muito. Apesar de eu ter o costume de viajar sozinho, no caso da China, aconselho fortemente embarcar com companhia ou já se preparar para uma viagem meio solitária. • A China não é o paraíso das compras. Embarquei achando que o país seria um Aliexpress gigante e me decepcionei muito. Basicamente, tirando celular, tudo é fabricado no país e praticamente nada é vendido por lá. Fui a diversos shoppings e nem uma GoPro conseguia encontrar. Não vá para lá esperando voltar com uma mala lotada de compras. • É essencial falar inglês no mínimo avançado. Parece uma contradição, já que você raramente vai encontrar outra pessoa que fale. Entretanto, em algumas situações você pode precisar, e muito. • Pedestres e veículos não convivem de forma harmônica na China. Até nas calçadas a preferência é dos carros e os pedestres devem literalmente correr por suas vidas. Presenciamos tentativas propositais de atropelamentos. • Como a maioria sabe, higiene (nos modos ocidentais) não é o ponto forte dos chineses.. Aceitando tudo isso se prepare para uma viagem com um país e uma cultura únicos. Preparativos A ideia de viajar para China surgiu, como na maior parte das viagens, a partir de uma promoção de passagens. Entretanto demoramos muito para comprar e no final das contas ou pagava caro ou viajava poucos dias. Optamos pela segunda opção o que limitou a viagem em 16 noites e 17 dias em território chinês. O que é muito pouco, pois fui embora da china com gosto de quero mais e várias cidades para ainda conhecer um dia. A passagem da Air China custou R$ 2399, incluindo taxas aeroportuárias e tarifa do decolar. Todos os voos foram operados pela Lufthansa (codeshare). Ida: São Paulo (GRU) – Shanghai (PVG) – escala em Frankfurt (FRA) Volta: Beijing (PEK) – São Paulo (GRU) – escala em Frankfurt (FRA) Para tirar o visto chinês é necessário ter o roteiro pronto e reserva (com seu nome escrito) de todos os hotéis em todas as noites em que estará na china. Por isso a viagem exige bom planejamento. Essa exigência que a princípio parece ser um pouco absurda é conveniente e necessária, pois todas as acomodações e passagens aéreas se esgotam rapidamente no país com 1,3 bilhões de pessoas, e certamente, sem essa exigência, seria comum turistas tendo que dormir na rua por lá. Tem diversos tutoriais de como tirar o visto chinês pela internet e por isso não vou me estender aqui. Hoje com a viagem concluída mudaria pouca coisa no roteiro e, pessoalmente, creio que ficou bem equilibrado, tendo visto o que eu considerava como mais importante para se visitar. A viagem foi feita por um engenheiro civil e uma arquiteta, com gostos pra sistemas de transporte, infraestrutura, planejamento urbano, arquitetura e etc. Talvez um apaixonado por paisagens naturais pudesse traçar um roteiro trocando Shanghai e Xian por Guilim e Jiuzhai. Ou alguém que gosta muito de história poderia trocar Shanghai por Pingyao, por exemplo. Cidades que eu não visitei e fui embora querendo muito visitar, especialmente as duas primeiras: • Guilim • Lijiang e Região • Jiuzhai • Hong Kong • Pingyao • Harbin (durante o festival de gelo no inverno). O que não faltam são paisagens de tirar o fôlego, basta digitar os nomes desses lugares no Google. Ainda falando em preparativos, se você for fazer algum trecho aéreo é importante comprar as passagens com antecedência, pois os voos nacionais comumente lotam. O que fizemos por lá, fora de temporada, decolou com 100% de ocupação. Comprei a passagem quinze dias antes de embarcar no ctrip.com e pelo que eu pesquisei o preço é mais ou menos tabelado com os outros sites. Já as passagens de trem bala intercidades compramos todas com um dia de antecedência, na própria estação que iriamos embarcar, e não tivemos problemas. Creio que não é o caso na alta temporada uma vez que, mesmo sendo baixa temporada, os trens partiam com praticamente 100% de ocupação. Adiante no relato retornarei ao tópico (compra de passagens de trem). GASTOS COM PREPARATIVOS: R$ 2770 (por pessoa) • Passagem Aérea Brasil>China – China>Brasil: R$ 2400 (O trecho interno dentro da China estará contabilizado no relato do dia). • Visto: R$ 160 • Seguro Viagem R$ 210 (encontramos por bem menos, apesar de ter optado por esse mais caro). + GASTOS DURANTE A VIAGEM: R$ 2870 (por pessoa) (Gastos detalhados dia a dia no relato) = TOTAL DA VIAGEM: R$ 5640(por pessoa, exceto compras) Custo total da viagem, tirando roupas e compras e lembranças, incluindo os gastos na Alemanha (escala na ida e volta). É possível reduzir bastante este custo, entretanto, no caso dessa viagem, não era a maior prioridade.[/color] Dia 1 - 15/11/16 Chegamos com todo gás em Frankfurt depois de 11 horas infernais adoráveis de classe econômica. Como a escala era de 8 horas resolvemos sair para conhecer a cidade e de cara fomos recepcionados por chuva e temperatura negativa. A passagem pela imigração alemã foi tranquila e sem diálogos. Não vou me prender à Frankfurt porque não é o objetivo deste relato, mas deu para conhecer muita coisa, mesmo com chuva foi sensacional, e o eficiente trem que conecta o aeroporto à cidade em 15 minutos facilitou muito a vida. Aproveitei para comprar uma blusa de frio nova na Primark, o que foi de suma importância uma vez que eu mal sabia o frio que me aguardava na terra do Mao Tse Tung. Voltamos para o aeroporto embarcamos para a nova jornada de 10 horas até Shanghai. Me animei muito ao me deparar com um A380 na ponte de embarque e mais ainda quando constatei que o avião iria bem vazio, com menos de 40% de ocupação na econômica, tendo sido possível até deitar entre assentos. Quase chorei de alegria. Em seguida me frustrei muito devido ao mais intenso e consistente cheiro de chulé que presenciei em minha vida, vindo de um passageiro próximo, o que tornou esse trecho ainda mais desconfortável do que a primeira perna. GASTOS DO DIA: R$ 57 • Bilhete DayPass: R$ 32 (trem e metrô) • Alimentação: ~R$ 25 • 0,8 kg de Lindt para comer durante a viagem: ~R$ 40 (promoção no free shop) Imenso e vazio! Dia 2 - 16/11/16 No monumental aeroporto de Shanghai a imigração é tranquila e silenciosa, uma vez que você já chega com o visto. Logo no desembarque fomos abordados pela já esperada multidão de pessoas oferecendo os mais diversos serviços, como câmbio, hotel, taxi, tradução, etc, todos com bom inglês. Por curiosidade resolvi checar a cotação de câmbio, que posteriormente constatei não ser tão desvantajosa, mas como na hora não sabia disso e ainda cobravam uma taxa fixa, resolvi deixar para trocar dinheiro mais tarde. Ainda no aeroporto pegamos um mapa turístico da cidade em inglês (MUITO IMPORTANTE!). Para ir do aeroporto até a cidade existem duas opções de transporte público convenientes. O sistema de metrô da cidade (12 RMB = 6 BRL ) e a única linha de Maglev comercialmente operante no mundo (50 RMB = 25 BRL, aceitavam cartão de crédito). Optei pelo Maglev e me desapontei um pouco, pois devido ao horário de pico (três picos por dia: início da manhã, almoço e fim da tarde) ele não operou em velocidade máxima (430 km/h), mas sim a 300 km/h, velocidade padrão de um trem bala chinês. O projeto já antigo do trem também não reluz conforto, o que não é nenhum absurdo, já que a viagem de 30 km até Pudong (centro de Shanghai) leva 5 minutos. Chegando em Pudong fomos recepcionados pelo primeiro perrengue da viagem. Imaginava que a estação que compreendia três linhas de metrô e uma de Maglev, relativamente próxima ao centro financeiro, fosse um lugar muito fácil de trocar dinheiro e que, na pior das hipóteses, compraria os bilhetes de metrô com cartão de crédito. Não havia casas de câmbio. Não havia caixas eletrônicos e o metrô não aceitava cartão. Descobrimos naquele momento também que raramente encontraríamos pessoas receptivas que falassem inglês para nos ajudar, e mesmo quando encontrássemos, que a barreira do idioma esgotaria rapidamente a paciência até dos chineses mais simpáticos. Minha namorada havia levado um dicionário de viagem com frases prontas em mandarim. (MUITO IMPORTANTE!!!) Após mais de uma hora tentando resolver a situação nos arredores, resolvemos sair pela cidade (ainda com mochilas), apontando no livro a frase “Where’s the nearest ATM” em Mandarin. A área entorno da estação de Pudong ainda está em processo de urbanização e é constituída por avenidas largas sem calçadas. Após meia hora de caminhada e muita confusão com as pessoas que conseguíamos abordar, finalmente encontramos um banco, e uma hora depois tínhamos Yuans na carteira!!!! Em outra parte do relato explicarei sobre como trocar dinheiro. Voltamos pegamos metrô para o hotel. Nos preparativos da viagem demorei para reservar acomodação e quando fui reservar, todos os bons hostels da cidade estavam cheios. Reservei então um hotel de uma grande rede, estilo Ibis, chamada “JinJiang Inn”, próximo ao estádio Hongkou. Quarto privativo para até três pessoas sem café da manhã. Ao sair da estação de metrô mais próxima (Hongkou Football Stadium, cerca de 700 metros), liguei o Google Maps para fazer o trajeto que eu havia salvo off-line. Acredito que pelo serviço ser banido na china a base de dados deixou de ser atualizada e simplesmente não é confiável. Andamos cerca de 2 km até o local onde supostamente era o destino. No caminho por ruas estreitas e locais muito pobres tivemos contato com toda pobreza que não se pode ver no Google. Se não fosse o cansaço extremo das últimas 30 horas, as mochilas pesadas e todos os dólares da viagem na carteira, teria sido um ótimo contato com essa realidade. O Google nos fez chegar dentro de uma fábrica de vidro. Novamente dependemos do bom e velho papel (reserva impressa do hotel com endereço em chinês) e da boa vontade de uma em cinco pessoas que abordávamos e nos ajudava. Estávamos no meio de um bairro onde não havia taxis. Depois de atravessar Luxun Park, depois do sol se por, depois de muito vai e vem e uma hora e meia de caminhada no total encontramos nosso hotel. A lição que fica é não usar os serviços de GPS na China. Se eu manualmente tivesse traçado no mapa o caminho para percorrer até o hotel e tirado um screenshot, nada disso teria acontecido. Um táxi a partir de Pudong também teria sido uma ótima ideia. A missão do dia agora era descansar e tentar fazer os pés desincharem para aproveitar o próximo dia. Um “lamen” comprado na venda ao lado seria a janta. É na verdade um miojo em pote, como se fosse um Cup Noodles gigante com muito sódio e especiarias, para consumo individual, e foi consumido praticamente dia sim/dia não durante a viagem, usando as ‘chaleiras elétricas’ que você encontra em todo lugar. Essas chaleiras também são ótimas para ferver água e abastecer as garrafinhas. GASTOS DO DIA: 183 RMB = R$ 92 (por pessoa) • Maglev: 50 RMB = R$ 25 • Metrô: 6 RMB = R$ 3 • Miojo, água e guloseimas: 11 RMB = R$ 6 • Hotel JinJiang Inn: 116 RMB = R$58 (existem opções bem mais em conta). Maglev em Pudong Metrô de Shanghai: Todos no celular, parece ficção científica. Dia 3 - 17/11/16 Chuva na janela. Precisávamos gastar o dia em uma atração coberta. Resolvemos ir ao museu da ciência e tecnologia. Mas antes resolvemos tomar café da manhã no hotel. Custava 20 RMB e comia o quanto quisesse. O café da manhã era uma legítima refeição chinesa, contando com larvas de bicho da seda e outras iguarias as quais me mantive distante. O mais próximo da alimentação ocidental era um macarrão frito e uma espécie de ovos mexidos. Havia também uma salsicha quase incomível (muito popular em Shanghai) e uma espécie de café com leite de soja de causar arrependimento. Chineses comem rápido e dividem a mesa. Fomos então ao belíssimo museu da ciência e tecnologia. Aparte do edifício megalomaníaco, o museu é direcionado para crianças, e elas são milhares, correndo, gritando, fazendo picnic no chão do museu. Apesar de o museu contar com sinalização em inglês, as atrações são totalmente voltadas para as crianças chinesas. Teria me arrependido muito de ter ido lá, mas foi possível me divertir vendo todas aquelas crianças num momento tão próprio delas. Saímos de lá e fomos direto para Pudong ver os grandes prédios. A área é fácil e confortável de se locomover, com muitas passarelas elevadas exclusivas para pedestres e acesso direto aos shoppings. A altura e beleza dos prédios são de cair o queixo. Lado a lado se encontram três dos 10 maiores prédios do planeta, incluindo a recém-inaugurada Shanghai Tower (2º edifício mais alto da terra, com 632 metros). Apesar do entusiasmo, a chuva e a neblina interferiram com os planos e resolvemos nos abrigar para comer uma vez que estava começando a escurecer. Por ser uma área cara resolvemos comer no Mc Donalds do shopping. Em Shanghai o Mc custa quase metade do que em São Paulo, entretanto a qualidade é inferior e o hambúrguer fininho. Aliás, tenha em mente que o consumo de carne na china é bem baixo, especialmente carne bovina. Leite então é ainda mais raro (e caro) de se encontrar, assim como o queijo. Faz todo sentido, já imaginou 1,3 bi de pessoas comendo carne e bebendo leite nas proporções ocidentais? Não há planeta que aguente. Depois de comer, ficamos uns 40 minutos andando na garoa procurando a entrada do ‘Bund Touristic Tunnel’. É um túnel iluminado e divertido (muitos vídeos na internet) que parece uma balada e com um pequeno trem, atravessa o Rio Huangpu e conecta Pudong ao The Bund (‘promenade’ de shanghai em que se pode observar Pudong através do rio). Valeu a experiência de pegar o trenzinho, pois ele desembarca a poucos metros do The Bund. O The Bund é uma área extremamente convidativa para andar, gastar o seu tempo e admirar a cidade. De um lado muitos prédios do início do século passado que esbanjam arquitetura, do renascentista ao gótico, do barroco ao românico, demais. Do outro lado o movimentado (muito) passeio a beira do Rio Huangpu, com Pudong ao fundo. Tudo é tão bonito que nem mesmo a multidão disputando espaço com você pode estragar. Estava ficando tarde e resolvemos voltar para o hotel. No longo caminho até o metrô nos perdemos (pra variar) e por sorte encontramos o bairro de ‘Old City of Shanghai’. Foi inesperado e muito oportuno. O bairro é repleto de construções de arquitetura clássica chinesa. Após mais uma hora de caminhada voltamos para o hotel, perto da meia noite. Na china é fácil encontrar lojas de conveniência 24 horas. Aproveitamos e passamos em uma para comprar algo para comer e alguns mantimentos para o próximo dia, pois se estivesse sol, iríamos para Disney. GASTOS DO DIA: 314 RMB = R$ 157 (por pessoa) • Café da Manhã: 20 RMB = R$ 10 • Metrô: 14 RMB = R$ 7 (três vezes ao longo do dia) • Science Museum: 60 RMB = R$ 30 • Mc Donalds: 26 RMB = R$ 13 • Bund Touristic Tunnel: 50 RMB = R$25 • Água, café solúvel, lanches e besteiras na loja de conveniência: 28 RMB = R$ 14 • Hotel JinJiang Inn: 116 RMB = R$58 (existem opções bem mais em conta). Café da Manhã no Hotel. Não espere muita higiene na disposição dos alimentos. Vista no ‘The Bund’ para o lado antigo. O lado do ‘skyline’ estava encoberto em neblina. Portal clássico chinês em ‘Old City’. Dia 4 - 18/11/16 Previsão de sol, dia de ir à Disney! Nunca fui em um parque deles e tinha vontade de conhecer. Acordamos cedo, tomamos café no hotel e fomos ao parque. É possível ir de metrô. O recém-inaugurado parque do Mickey em Shanghai é todo megalomaníaco, aos modos chineses e da Disney. A área de entorno é muito bonita, com um grande rio separando o parque do resort. Atenção, o parque é voltado para os chineses e estrangeiros definitivamente não são o público alvo. As atrações são todas em mandarim, o que foi extremamente frustrante, e muitas vezes a sinalização em inglês fica a desejar. Se não fossem os belíssimos banheiros temáticos que contavam com privadas normais entre às turcas eu diria que estrangeiros sequer eram bem vindos lá. Eu particularmente me decepcionei um pouco, pois esperava brinquedos de adrenalina. Entretanto as atrações são mais voltadas para crianças, envolvendo personagens da Disney. Ainda assim da pra se divertir bastante em meia dúzia de brinquedos, o que num dia cheio é o possível de se ir, contando até duas horas de fila para cada um. A dica é tentar pegar a fila individual (pessoas que servem para completar aqueles assentos ímpares), que chega a ser até cinco vezes mais rápida do que a fila em grupo. Encontramos um grupo de brasileiros por lá. Mais adiante só nos depararíamos com mais um brasileiro em toda viagem. O conselho que eu deixo para quem quiser ir é chegar cedo e preparar a paciência para as filas e para as pessoas que vão o tempo todo tentar corta-la. Se pudesse voltar atrás certamente teria gasto meu dia no aquário ou outras atrações da cidade. Entretanto, como toda a China, o parque, que caiu no gosto do povo é um grande canteiro de obras. Pode ser que daqui alguns meses tudo esteja muito diferente. GASTOS DO DIA: 442 RMB = R$ 221 (por pessoa) • Café da Manhã: 20 RMB = R$ 10 • Metrô: 12 RMB = R$ 6 (três vezes ao longo do dia) • Entrada para Disney: 370 RMB = R$ 185 • Casquinhas (muito melhores que Mc): 20 RMB = R$ 10 (duas) • Miojos a noite: 4 RMB = R$ 2 • Hotel JinJiang Inn: 116 RMB = R$58 (existem opções bem mais em conta). Você definitivamente não precisa atravessar ao mundo para ir à um parque da Disney. Os armários tem um depósito de segurança de uma moeda de 1 RMB, entretanto nada em inglês ou alguém que te conte isso (demorou até entender). Dia 5 - 19/11/16 Vou passar rapidamente pelo dia, pois foram muitas atividades. Acordamos, saímos do hotel para tomar café em algum lugar chinês típico, terminamos no KFC. KFC é o fastfood mais popular da china e vocês vão perceber no relato dos outros dias. Depois disso resolvemos ir comprar as passagens para Changsha, aonde pegaríamos o trem para Zhangjiaje no próximo dia. Li na internet que os trens partiam de Shanghai South e tirei um screenshot de um site que mostrava alguns números de trens. Chegando em Shanghai South, a surpresa, todas as informações sobre trens estavam em chinês, NADA EM INGLÊS. Procurando ajuda por todos os lados, NADA. A única informação em alfabeto romano era os códigos e horários dos trens. Fomos direto ao guichê onde se compravam a passagem. Mandaram-nos pegar outra fila. Essa situação parece ser simples, mas é muito complicada. Pois o chinês não tem um grande respeito por filas e demorar mais do que 30 segundos falando com atendente é motivo para desmanchar uma fila e todo mundo se tumultuar na frente, te interrompendo enquanto você tenta explicar para o atendente para onde você quer ir e quando. O atendente que não quer ou não sabe falar inglês tenta fugir de te atender, tornando a compra de passagens um desafio. Depois de muito stress e esforço tentando desvendar os símbolos chineses que representam os nomes das cidades as passagens foram compradas. Depois disso, fomos visitar vários pontos turísticos da cidade e fazer sightseeing. Deu pra aproveitar muito bem. Para quem gosta de planejamento urbano, aconselho fortemente o Urban Planning Exibition Center, que conta a história de como a cidade cresceu e esbanja o planejamento urbano necessário para manter a maior cidade do planeta fluindo tão bem. Fica em People’s Park e do lado de fora tem umas barracas de comida fastfood chinesas que podem ser interessante para quem deseja experimentar, mas não tem coragem de comer nas banquinhas mais simples. Eu fiquei com batata frita mesmo. O período da tarde foi recheado de perrengues. O perrengue legal foi se perder na cidade procurando um templo e parar num bairro nada turístico extremamente movimentado. O perrengue ruim foi esperar 1h20 (!!!) pra trocar dinheiro no banco (precisávamos muito trocar) e na hora de ser chamado nos expulsarem do banco pois havia dado 18h e o banco iria fechar. Depois disso fomos para Nanjing Road. É o lugar mais vivo de Shanghai, uma rua larga para pedestres, muito iluminada, lotado de lojas daquelas que da pra gastar horas sem precisar comprar nada e se divertindo com street performers, restaurantes e etc. Nessa hora a neblina abriu um pouco e foi possível ver as nuvens no céu. Saímos em disparate para tentar subir a Shanghai Tower (segundo maior prédio do planeta). Pegamos metrô novamente. Chegando em Shanghai Tower o tempo já havia fechado novamente. A própria atendente orienta a não subir pois eles não devolvem o dinheiro caso não haja visibilidade. (A ponta do prédio já estava dentro das nuvens). Pelo menos rendeu algumas boas fotos. Depois disso fomos ao The Bund nos despedir da cidade. Voltamos para o hotel perto da meia noite para dormir algumas horas antes de pegar o trem. Não tivemos forças nem para comer miojo. GASTOS DO DIA: 214 RMB = R$ 113 (por pessoa) • Café da Manhã no KFC: 14 RMB = R$ 7 • Metrô: 24 RMB = R$ 12 (seis vezes ao longo do dia) • Entrada para Shanghai UPEH : 30 RMB = R$ 15 • Lanche e café no fastfood chinês: 12 RMB = R$ 6 • Compras no supermercado (estoque de comida): 18 RMB = R$9 • Hotel JinJiang Inn: 116 RMB = R$58. Maquete em escala da cidade, com representação real das ruas e edifícios no Urban Planning Exibittion Hall Anima um fastfood? Vista do skyline no The Bund com menos neblina e chuva que o primeiro dia. Dia 6 - 20/11/16 Acordamos bem cedo pra pegar o trem das 7h30 em Shanghai South para Changsha e depois o trem a Zhangjijiae. Chegando em Shanghai South fomos barrados na hora de entrar na estação. Depois barrados na outra entrada, como se estivéssemos no lugar errado. Na melhor das hipóteses apontavam um caminho que nos mandava de volta ao metrô. No metrô alguém conseguiu nos mostrar, apontando em um mapa, que estávamos na estação errada (!!!!). Bateu um pânico instantâneo. Nas passagens estava realmente estava escrito Shanghai Hongqiao to Changsha. Entretanto em momento nenhum pensei que Hongqiao seria outra estação, ou que em uma estação me venderam uma passagem partindo de outra. Depois de muita correria e stress conseguimos remarcar a passagem SEM CUSTO NENHUM para um trem três horas mais tarde (ufa). Nosso trem partiria da estação Shanghai Hongqiao. É o exemplo perfeito da megalomania chinesa. Uma estação de trens balas com mais de 30 plataformas com trens partindo para o país inteiro. Vendo aquela estação fica fácil entender porque hoje no planeta existem mais quilômetros de trem bala dentro da china do que fora dela. O trem bala chinês é igual ao japonês (houve transferência de tecnologia da Mitsubishi para estatal chinesa). Confortável, rápido e silencioso. A comida a bordo foi uma das melhores que tivemos na viagem e é possível dividir o prato para duas pessoas. O trem bala é uma experiência importantíssima pois é possível ver como 1,3 bilhões de pessoas conseguem ocupar a china. Grandes planícies de plantação de arroz intercaladas com pequenos agrupamentos rurais e grandes cidades, essas últimas com obras e mais obras, uma infinidade de condomínios de dezenas de torres sendo erguidos cidade a cidade. Grande parte das cidades pequenas e agrupamentos rurais estão sendo abandonadas num movimento onde a população chinesa caminha para essas grandes cidades, sendo possível observar uma outra infinidade de casas e pequenos prédios em cidades pequenas totalmente abandonados. Chegando em Changsha por volta das 15 horas, fomos surpreendidos por uma estação de trem megalotada, com filas intermináveis e ausência de alguém que pudesse dar uma informação. Creio que aquela situação era anormal e aconteceu por ser domingo. Como o tempo era curto, ao invés de perder mais de uma hora na fila resolvi tentar procurar a rodoviária para ir de ônibus. É impressionante a frieza de algumas pessoas que além de se recusar em nos ajudar riam na sua cara e viravam as costas. Depois de quase uma hora encontramos a rodoviária e conseguimos comprar a passagem. A viagem para 6 horas para Zhangjiajie foi uma loucura por si só, impossível de se explicar. O conselho aqui é tentar a todo custo ficar na parte da frente da fila e entrar rapidinho no ônibus para garantir seu lugar. Vale também tomar cuidado com as paradas, pois o ônibus pode facilmente partir sem você, acredite. Chegando em Zhangjiajie já depois da meia noite, conseguimos encontrar facilmente o Hostel, que ficava no centro, próximo à rodoviária e estação de trem. E lá fomos recepcionados pelas melhores pessoas que encontraríamos na China, e o melhor, que falavam inglês. Estavam todos acordados somente esperando chegarmos. Nos ajudaram com tudo que poderíamos querer e muito mais. Nos deram mapas, informações do que fazer e o que não fazer, onde comer e tudo mais. O hostel é novo em folha e excepcionalmente bonito e aliviou o dia preenchido por perrengues. Nem pense duas vezes na hora de reservar: - Pengjiapu Community, Guanliping Street, Yongding District, Yong Ding, Zhangjiajie. Pegamos quarto privativo. A noite em quarto compartilhado nesse Hostel saía por 40 RMB (R$ 20). Como de costume na China, não inclui café da manhã. Café da manhã é uma refeição um pouco atípica por lá. Eles curtem comer um macarrão de manhã ou omelete e não possuem o vício da cafeína. GASTOS DO DIA: 706 RMB = R$ 353 (por pessoa) • Trem de Shanghai para Changsha: 478 RMB = R$ 239 • Refeição no trem: 23 RMB = R$ 12 • Ônibus de Changsha para Zhangjiajie: 118 RMB = R$ 59 • Hostel Zhangjiajie Mini INN: 84 RMB = R$ 42 Se imagine nessa fila sem falar uma única palavra em chinês e ao chegar na sua vez não ser atendido... Sorte que optamos pelo ônibus! Dia 7 - 21/11/16 Acordamos cedo para visitar a Tiamen Mountain. Estivesse nublado, chovendo ou nevando, iriamos subir a montanha. Aqui vale a pena eu me estender sobre um aspecto da viagem que foi de dificílimo planejamento: Quem visita a cidade de Zhangjiajie tem pelo menos dois objetivos: Visitar a Tiamen Mountain e o Zhangjiajie National Park (famoso parque das montanhas do avatar). Com muita pesquisa compreendemos que, para a confusão dos já confusos turistas, a Tiamen Mountain é acessível do centro da cidade de Zhangjiajie, a partir de ônibus e teleférico oficiais do próprio parque Tiamen, já o imenso Zhangjiajie National Park, que carrega o nome da cidade, não é acessível a partir da cidade propriamente dita (pelo menos não facilmente), sendo que para visitar o parque é melhor você se hospedar em outra cidade ou em um dos vilarejos nas entradas do parque. A decisão que tomamos por visitar o Zhangjijae National Park a partir da cidade de Wulingyuan se provou como a mais acertada de toda a viagem, como será possível acompanhar mais adiante no relato e se você pretende visitar ambos não deve pensar duas vezes. Voltando ao relato: A entrada do teleférico que dá acesso à Tiamen Mountain fica no centro da cidade. Aqui não existem muitas opções e para subir a montanha, é obrigatório pagar 258 RMB (129 Reais), que além da entrada para o parque inclui ingressos para o maior teleférico do planeta e passagem de ônibus para estrada das 99 curvas. Suba de teleférico e desça de ônibus, a menos que o tempo esteja ruim de manhã e houver perspectiva de melhoria para a parte da tarde. A subida de teleférico é simplesmente sem palavras. Pegamos tempo com muita neblina, entretanto, repentinamente, o teleférico acendeu acima das nuvens e meu queixo simplesmente caiu. Um interminável colchão de nuvens, furado por picos de um lado, o sol do outro e a frente a imensa montanha de Tiamen. É um daqueles poucos momentos na vida que você sente que seus cinco sentidos não são suficientes para absorver o que está lá. Você não consegue exprimir o que está sentindo, se inquieta, e simplesmente começa a rir. Com esse novo ânimo chegamos ao topo da montanha prontos para fazer as trilhas da parte alta. Para nosso azar o tempo logo se fechou novamente, mas ainda assim o possível de se avistar era estonteante. Tem bastante coisa para fazer na montanha, para aproveitar bem é bom acordar cedo. O melhor de tudo é que tudo é bem sinalizado em chinês e inglês. É impressionante a forma como as extensas passarelas beiram o desfiladeiro e intrigante pensar como elas foram construídas, algo que você só vê na china. Você pode se divertir muito parando alguns minutos para observar como todos ficam impressionados com o que estão vendo. Pelas duas da tarde resolvemos iniciar a descida, pois temíamos que se o tempo piorasse não conseguiríamos ver a ‘Heavens Door’. Depois de intermináveis escadas rolantes chegamos em ‘Heavens Door’, e embora o tempo estivesse um fiasco, é uma experiência única. O olhar de cada pessoa descendo aquela escadaria demonstra o fascínio do momento. São 999 degraus e alguns deles tão íngremes que um escorregão resultaria facilmente em morte. Quando terminamos de descer já queríamos subir de volta, mas era hora de embarcar no ônibus pela estrada das 99 curvas (eles gostam do número 9). Chegamos de volta na cidade e já estava escuro. Terminamos o dia caminhando pelas vielas do centro de Zhagjajae e comendo nas excelentes padarias locais. GASTOS DO DIA: 382 RMB = R$ 191 (por pessoa) • Café da Manhã e mantimentos: 22 RMB = R$ 11 • Ingresso Tiamen Mountain: 258 RMB = R$ 129 • Sorvete e água em Tiamen: 6 RMB = R$ 3 • Lanche a noite: 14 RMB = R$ 7 • Hostel Zhangjiajie Mini INN: 84 RMB = R$ 42 Reze por tempo bom. Passarelas e desfiladeiros acima das nuvens. Viagem tem dessas coisas. Dia 8 - 22/11/16 Antes de ir à Wulingyuan precisávamos trocar dinheiro. Na saída o staff do hostel nos deu todas as direções que precisaríamos no dia e até nos deu um mapa artístico do parque, pelo qual eu me disporia a pagar pelo menos 20 RMB se ele quisesse cobrar. Ele também nos escreveu o nome do ônibus em chinês, o que foi extremamente necessário para conseguir encontrar o bendito ônibus público, que passava em frente ao teleférico que havíamos pegado no dia anterior. Ao contrário do que estamos acostumados, trocar dinheiro na china não é uma atividade corriqueira. Aparentemente o governo tem elevado controle sobre as transações cambiais e são necessários vários procedimentos burocráticos e assinaturas. Enquanto estivemos em território chinês trocamos dinheiro seis vezes e apenas uma dessas vezes nos custou menos de uma hora entre fila e atendimento. A troca de dinheiro é feita em bancos, e não casas de câmbio. A única casa de câmbio que vimos foi no aeroporto de Shanghai e a taxa estava pelo menos 10% maior do que a que pagamos mais tarde em um banco. Você vai se acostumar a ver meia dúzia de bancos na China e aparentemente a cotação varia muito pouco (ou nada) entre eles. Notei uma tendência de melhor atendimento e rapidez no banco chamado ABC (Agricultural Bank of China). Mas em Zhangjiajie o ABC não trocava dinheiro e tivemos que pegar um taxi para outro banco. O atendente do banco ABC foi extremamente prestativo, nos achou um taxi e deu instruções explícitas para o taxista nos levar á uma determinada agência de outro banco. Táxi oficial na China (amarelo) é muito barato. Uma corrida de dez minutos nos custou 6 RMB (R$ 3) entretanto é difícil parar os taxistas. Depois de mais de uma hora e dinheiro na mão, fomos pegar o ônibus para Wulingyuan. A baratíssima viagem, feita por estradas pequenas, leva pouco mais de uma hora e você deve pagar para um cobrador que entra no ônibus durante o trajeto e sai logo em seguida. O ônibus não é limpo nem vazio. Mochilas no colo e chineses olhando feio. Wulingyuan é um distrito/cidade turística usada como base para quem está visitando o Zhangjiajie National Park, e como já disse anteriormente, visitar o parque por essa cidade foi uma das decisões mais acertadas da viagem. A cidade é repleta de resorts e hotéis luxuosos e felizmente alguns lugares mais baratos. Ficamos no Zhangjiajie 1982 Chujian International Youth Hostel (Intersection of Jundi Rd and Tuofeng Rd, Wu Lingyuan, 427000 Zhangjiajie, China). É um dos hostels mais bonitos que já vi e também contava com staff excepcional, que mesmo não sabendo falar inglês muito bem, tomava o tempo que fosse usando os serviços de tradução para te explicar as coisas, e isso estava fazendo muita falta na viagem. Além disso, fica localizado logo na entrada do parque, um luxo. Mas o principal motivo pelo qual aconselho você a se hospedar lá é que eles vão te dar de presente um mapa do parque em inglês, e isso não tem preço, acredite, pois até então não havíamos encontrado a venda em lugar nenhum. O ingresso para o parque custa 245 RMB e é válido para quatro dias. A princípio parece caro, mas o parque é gigante (400 km²) e conta com um eficiente sistema de ônibus gratuito, com várias linhas, além de toda infraestrutura do parque em si (trilhas, e mais trilhas, escadarias sem fim, banheiro, limpeza, etc..). O plano era ir ao parque naquela tarde para verificar se havia sinalização em inglês. Caso não houvesse, tentaríamos através do hostel contratar um guia para o dia seguinte. Entramos no parque e pegamos um ônibus que percorria cerca de 7 km até a primeira parada. Não adianta eu tentar descrever a vista aqui porque uma pesquisa no Google valeria mais do que qualquer coisa que eu pudesse escrever. Mas imagine que é um constante exercício de negação dos seus sentidos e autoquestionamento do porquê você nunca esteve lá antes. Entre as selfies você então promete que vai repensar as metas da vida, passar a trabalhar menos, viajar mais, vai voltar lá um dia e assim por diante. Para nossa felicidade, o parque contava com uma recém-implantada sinalização em inglês, que somada com o fato de possuirmos um mapa, nos pouparia de ter que contratar um guia. Ainda assim aconselharia quem for lá com mais tempo a cogitar a ideia, pois o serviço de guia não é caro (ouvimos dizer que era entorno de 100 RMB a diária) e o parque certamente guarda muitos segredos que não constam nos mapas. Depois de duas horas de caminhada, muita chuva e frio voltamos para o hostel para planejar o próximo o dia. O cansaço nos derrubou e comemos o miojo e bebidas disponíveis no quarto. Perdemos a neve que caiu naquela noite. GASTOS DO DIA: 367 RMB = R$ 183 (por pessoa) • Taxi: 6 RMB/2 = R$ 1.5 • Ônibus para Wulingyuan: 14 RMB = R$ 7 • Ingresso para o parque: 245 RMB = R$ 123 • Lanche a noite: 8 RMB = R$ 4 • Hostel Zhangjiajie 1982: 94 RMB = R$ 47 Antes mesmo de pegar a trilha as montanhas do Avatar dão as caras. Decoração excepcional! Dia 9 - 23/11/16 Uma das coisas mais difíceis de planejar na viagem foi decidir quanto tempo ficaríamos no parque. Vi relatos na internet de pessoas que ficam dez dias por lá. Acabamos decidindo por passar a tarde do dia anterior (que foi atrapalhada pela chuva), aquele dia completo, e 70% do próximo dia, pois naquela noite teríamos um voo para o próximo destino. Olhando para trás diria que foi pouco. Acordamos bem cedo e fomos ao parque dispostos a subir a montanha por uma das trilhas (se prepare para subir e descer uns quatro mil degraus) para conseguir esquentar um pouco, já que não esperávamos temperaturas negativas e não tínhamos roupas para aquele frio . As trilhas têm chão e escadas de pedra e são bem sinalizadas, o que te deixa confiante a entrar. Depois de poucos minutos na trilha descobrimos um problema que iria atrapalhar muito nossa vida: gelo. Não neve, mas sim gelo impregnado nas superfícies. Caminhar em gelo e subir escadas congeladas é um desafio que requer energia e paciência. Um acidente ali poderia ser uma catástrofe, já que era comum passar até uma hora de subida sem encontrar outras pessoas. Não imagino como um resgate poderia ser feito também. Em toda viagem não vimos um único helicóptero e hospital na China é coisa raríssima de se ver. Não só pelo frio, mas principalmente pelo fator gelo, pondere muito antes de visitar o parque no inverno. Se decidir visitar esteja mais preparado do que nós, e leve roupas e calçados apropriados. Ainda assim nada poderia estragar o espetacular cenário que era avistado em cada curva ou claraboia. E apesar dos pequenos perrengues a motivação era ímpar. Chegamos ao topo onde encontramos várias excursões de turistas e barracas de comida. Abastecemos com chá de gengibre e omelete enquanto observávamos outros turistas escorregando/caindo no gelo. Já depois das 13:00 resolvemos continuar pegando outras trilhas. Um fato interessante que eu não sabia é que a bateria do celular tem dificuldades de funcionar em temperaturas negativas. O celular desligava sozinho e descarregou rapidamente. Por sorte estávamos com a câmera da minha namorada. Tínhamos planos de pegar um ônibus até um local onde pudéssemos descer por uma trilha rápida que o mapa apontava ser uma descida de 30 minutos. Depois de nos perdermos um pouco (bastante), pegar ônibus errado, ir parar em outra entrada do parque, esperar uma hora até sair outro ônibus e muita confusão, encontramos o caminho. Nessa hora um funcionário com boa vontade nos alertou que a linha de ônibus que pretendíamos pegar estava fechada por causa do gelo na estrada e quis passar um senso de urgência muito grande para nós, interpretado mais tarde como um sinal de que deveríamos correr muito para chegar de volta em Wulingyuan. Falou para um motorista que já havia encerrado o expediente para nos dar carona até determinado local. Começamos então a nos dar conta que já estava tarde e que estávamos no meio do nada. Correndo muito e com muita sorte conseguimos pegar a penúltima viagem do Elevador Bailong , o maior elevador ‘outdoor’ que existe, com uma cabine de vidro que sobe a 326 metros. Como já estava completamente escuro não conseguimos ver nada. Felizes por não ter passado um perrengue maior, encerramos a fria noite comendo em um despojado restaurante local, que contava com uma simpaticíssima garçonete que nos ajudou a fazer o pedido usando seu Baidu Tradutor. GASTOS DO DIA: 203 RMB = R$ 102 (por pessoa) • Pães e bolachas no café da manhã: 4 RMB = R$ 2 • Lanche no parque: 9 RMB = R$ 5 • Elevador: 72 RMB = R$ 34 • Restaurante Chinês: 24 RMB = R$ 12 • Hostel Zhangjiajie 1982: 94 RMB = R$ 47 Piso de pedra nas trilas e razoável sinalização transmitem confiança para explorar o parque. Mesmo com correntes, algumas linhas ficaram inoperantes. Ah, os ônibus dentro do parque são eficientes e gratuitos (incluídos no preço do ingresso). Tire a selfie antes do celular/câmera desligar sozinho (por causa do frio). Frio estúpido, perrengues e cenários impagáveis! Faria tudo de novo. Dia 10 - 24/11/16 Acordamos cedo para subir as montanhas por um dos teleféricos, (o mais próximo da entrada de Willinguan). Deixamos as malas arrumadas pois teríamos que pegar o ônibus para Zhangjiajie as 15h. Os chineses não brincam em serviço e sabem escolher muito bem aonde colocam seus teleféricos. A subida de uns 5 minutos é repleta de cenários que literalmente vão te deixar sem palavras. No alto da montanha a temperatura novamente estava negativa, talvez na casa do segundo dígito, fazendo com que o celular não parasse ligado e tornando dificílimo, senão impossível, ficar sem luva para as fotos. Novamente não tem o que eu escrever já que as fotos valem por mil palavras e tudo o que você consegue pensar é quando você vai voltar ali. La no alto tem bastante coisa pra ver e fazer, restaurantes (inclusive Mc Donalds) e até hospedagens. O teleférico, assim como o elevador Butong, é cobrado ‘per ride’, ou seja, pra descer tem que pagar o mesmo valor da ida, o que e bom porque motiva as pessoas a descerem pelas trilhas. A trilha assim como todo resto daquele lugar é sem palavras. O lugar estava repleto de gelo, e sem calçados apropriados, tínhamos que descer longos trechos de escadas engatinhando, de costas, de lado. Uma aventura a ser esquecida. Conforme fomos descendo o gelo foi sumindo e mais da metade do caminho foi feito ‘sem aperto’. Entretanto, a descida que era sinalizada no mapa (em inglês) como sendo de 40 minutos levou quase quatro horas. Apesar de termos demorado, o mapa sem dúvidas estava errado, o que pode colocar em encrenca quem deixa para fazer a trilha com o horário apertado. Somado ao fato de que a trilha era praticamente remota e deserta, um anoitecer no inverno pode facilmente resultar em catástrofe. Então tenha em mente para se programar que não existe descida/subida para parte alta da montanha com menos de 1h30-2h30 no Zhangjiajie National Park, nem no verão. Se pudesse voltar no tempo teria feito o contrário, subido a pé e descido de teleférico. Descer escadas exige muito mais do joelho do que subir, levando-se em conta que estamos falando de 3 mil degraus. Os joelhos que já tinham pedido arrego no dia anterior arriaram de vez e eu parecia um velho manco procurando corrimões. Acabou que daquele dia em diante na viagem não teria mais joelho para nada e recorreria a todos os corrimões, literalmente uma pessoa de mobilidade reduzida. Mas que valeu a pena valeu. Que vontade de voltar e ficar uma semana inteira no parque. Voltamos, comemos no mesmo restaurante tradicional do dia anterior, pegamos a mala no hostel, escovamos os dentes e fomos para Zhangjiajie. Passamos em uma das deliciosas padarias para nos despedir. E pegamos o táxi, que cobra uma taxa extra para ir até o aeroporto, devendo o preço ser combinado antes da corrida. A única dica referente ao aeroporto é que eles são altamente intolerantes com as revistas. Respeite o limite das baterias e jamais tente carregar isqueiro. O avião para Xian decolou sem um único lugar vazio. Não se assuste com chineses fazendo grandes refeições trazidas de casa ou jogando lixo no chão do avião durante o voo. Chegando em Xian, com muita e muita negociação (MUITA), conseguimos um taxi compartilhado para o centro da cidade por 100 RBM, em uma espécie de uber pelo que eu entendi. O simpático motorista se considerava um piloto de F1 com seu Hyundai Elantra a 150 km/h, em uma pista com resquícios de neve. Me ajudou a compreender porque vídeos de acidentes de carro na China se tornam cada vez mais frequentes na internet. Chegamos no hostel 1h30 da manhã e a eficiente recepção era 24 horas. GASTOS DO DIA: 648 RMB = R$ 324 (por pessoa) • Teleférico: 67 RMB = R$ 3 • Restaurante Chinês: 26 RMB = R$ 13 • Ônibus para Zhangjiajie: 14 RMB = R$ 7 • Gastos na padaria: 8 RMB = R$ 4 • Passagem AéreaZhangjiajie – Xian: 453 RMB = R$ 227 • Xian Ancient City Hostel: 80 RMB = R$ 40 Subida para a montanha! Ah, se quiser voltar de teleférico tem que pagar de novo (meio caro). Impagável! Impagável 2! Com vários animais em aquários na porta do restaurante, nos esforçamos para pedir comida ‘não viva’. Mas o arroz veio com bacon, que estava ótimo. Dia 11 - 25/11/16 A histórica Xian é uma cidade única. Relativamente grande, mas com um ar um pouco interiorano e uma atmosfera muito agradável. Dos lugares que visitamos na China é a que as pessoas aparentavam ser mais felizes e também a cidade na qual se vestiam melhor. Ao contrário dos outros lugares em que estivemos, era comum avistarmos hospitais e ambulâncias, e também haviam padarias gostosas por toda parte. A cidade é dividida urbanisticamente por uma muralha, sendo comum para se localizar se referir ao lado de dentro e de fora da muralha. Lar de tantos imperadores, a cidade é repleta de monumentos e prédios históricos. Além de tudo, é notadamente planejada e possui ruas largas e arborizadas, o que a faz parecer uma cidade europeia no meio da china. Tudo isso surpreendeu bastante uma vez que a cidade é lembrada quase que exclusivamente pelo sítio arqueológico dos guerreiros de Terracota (Terracota Warriors), a cerca de uma hora e meia de viagem. Voltando ao relato, esse foi um dos dias mais mal aproveitados da viagem, entretanto corrido como sempre. Antes de sair do hostel coletamos o máximo de informações. Tínhamos um mapa em inglês da cidade, fornecido pelo hostel, e iríamos até a estação de trem central da cidade, de onde saía o ônibus para Terracota. Após cerca de duas horas andando de um lado para o outro, trocando informações confusas com locais e sem conseguir encontrar a bendita estação desistimos de ir naquele dia. Andando por ali nos deparamos com um parque gigantesco no qual foi possível passar um tempo brincando com a neve que estava derretendo e com os cachorros de rua. Esse local acidentalmente encontrado era na verdade um sítio arqueológico gigante (gigante mesmo) chamado Daming Palace. Desistimos de entrar quando vimos no nosso guia que era necessário um dia inteiro para visitar. Usando o belíssimo e eficiente metrô da cidade, fomos ao Pagoda do Grande Ganso Selvagem. Aí sim demos sorte, um monumento belíssimo que com 1300 anos de idade, e na sua frente, um dos maiores chafarizes do mundo, medindo meio quilometro de comprimento! O show do chafariz acontece todo dia a noite e teríamos que voltar ali depois. Comemos no Burguer King (precisávamos!). Fomos a outro monumento (que estava fechado) e depois à estação de trem no extremo norte da cidade comprar nossa passagem de trem para Pequim. Gastamos o restante de noite andando no movimentado e vivo centro comercial de Xian e tentando, sem sucesso, fazer umas comprinhas. As 20h30 voltamos ao Pagoda do Grande Ganso para, em meio à multidão, assistir o excepcional show do chafariz, que cumpre o que promete. Ufa! O bar do Hostel estava vazio, subimos para o quarto e encerramos a noite comendo guloseimas de padaria e o usual balde de miojo, o qual a essa altura do campeonato eu já havia compreendido ser essa a mais legítima experiência chinesa. GASTOS DO DIA: 124 RMB = R$ 62 (por pessoa) • Burger King: 24 RMB = R$ 12 • Mantimentos: 6 RMB = R$ 3 • Metrô ao longo do dia: 9 RMB = R$ 5 • Xian Ancient City Hostel: 80 RMB = R$ 40 • Miojo para o jantar: 5 RMB = 3 Você já deve ter visto um show de chafariz antes, mas não um em que você podia andar no meio, com meio quilometro de comprimento, em frente a um Pagode de 1300 anos. Paraíso dos eletrônicos? Não, paraíso da moda. Centenas de lojas de roupas e nenhuma Gopro. Dia 12 - 26/11/16 Você pode visitar o sítio arqueológico de Terracota através de um tour ou pode tentar fazer você mesmo, utilizando-se de transporte público (famoso ‘Bus 5 (306)’, o que te economizará um bom dinheiro. Escolhemos a segunda alternativa. Depois de tomar um café da manhã reforçado no hostel (relativamente caro, não valeu a pena), saímos cedo e pegamos um ônibus para a bendita estação de trem. Não sabíamos como pagar e nem conseguimos, tendo ficado essa viagem de graça. Depois de muito procurar encontramos o ônibus 5 (306) que ia para Terracota. É necessário muito cuidado para não cair nas armadilhas de diversas empresas de ônibus e tours privados que tentam se passar por ‘serviço púbico’, embora, pelo que eu vi, alguns deles até valessem a pena. O ônibus público era azul e de fato se parece com transporte público. O curioso ônibus híbrido conta até com um serviço de guia (em chinês) incluído no preço da passagem que dura uma hora e meia, passando por autoestradas e cidades menores. Não vou me estender sobre o sítio de Terracota em si porque com certeza não conseguiria escrever nada melhor do que os vários textos dedicados internet afora. Mas creio que seja a maior atração chinesa após a grande muralha e motivo de grande orgulho para o país. É a maior escavação arqueológica em andamento no planeta no entorno da qual foi construído um grande complexo turístico. É uma experiência riquíssima e interessante até mesmo para quem se considera desinteressado em história. É possível assistir aos arqueólogos trabalhando em tempo real. Além disso tem muita coisa na região e é possível passar dois ou três dias visitando as diversas atrações próximas (como Huaqing Hot Springs). Nas lojinhas diversas na saída de Terracota meus olhos brilharam quando me deparei com um restaurante Subway (o primeiro que encontramos na viagem até então). Ainda comemos um sorvete antes de ir embora. Na volta descobrimos que trânsito na china não é brincadeira e o trajeto de volta a Xian demorou quase 3 horas, sendo que ficamos 30 minutos parados em um único cruzamento. Chegando já a noite na cidade, o mapa mal feito fez que nos perdêssemos mais uma vez, cruzando a cidade de muralha a muralha. Depois fomos à Torre do sino no cetro da cidade, já era tarde e não dava pra entrar. Acidentalmente, seguindo outros turistas, descobrimos uma das coisas mais legais da cidade e que desconhecíamos, o ‘Muslim Quarter’: uma longa rua para pedestres, muito iluminada e animada, com muitos turistas, comida e coisas pra se ver entre as chinesas fantasiadas de islâmicas e os chineses batendo uma massa com marreta gigante. Resolvemos comer no lugar que tinha mais fila, decisão que se revelou acertada, pois o pão com “carne maluca apimentada” estava divino. Ótimo para comprar lembrancinhas da China e tudo com ótimos preços. Já perto da meia noite voltamos para o hostel, pois muito cedo pegaríamos o trem para Pequim, última parada da viagem. GASTOS DO DIA: 290 RMB = R$ 145 (por pessoa) • Café da manhã no hostel: 32 RMB = R$ 16 • Ônibus para Terracota (ida e volta): 14 RMB = R$ 7 • Ingresso para Terracota: 120 RMB = R$ 60 • Lanche no Subway e Sorvete: 22 RMB = R$ 11 • Mantimentos e água: 12 RMB = R$ 6 • Comida de rua no Muslim Quarter: 10 RMB = R$ 5 • Xian Ancient City Hostel: 80 RMB = R$ 40 Uma das três ‘tumbas’ do exército de Terracota. Apesar de ter bastante informação em inglês a história entorno do sítio arqueológico é complexa e exige um pouco de estudo prévio. A Torre do sino é o exato centro da cidade, dividindo a região dentro da muralha em Norte e Sul, Leste e Oeste. Passagem obrigatória, o ‘Muslim Quarter’ não tem nada de muslim. Carne suína é amplamente servida em todas as bancas e restaurantes, inclusive com carcaças penduradas do lado de fora. Dia 13 - 27/11/16 O hostel que havíamos escolhido fica exatamente ao lado de uma estação de metrô onde se cruzam duas linhas. Tomamos café no quarto e saímos, ainda no escuro, rumo a estação de trem XianBei (Xian Norte), aonde pegaríamos o trem bala para BeiJing (Capital do Norte). Antes de viajar para a china vale a pena estudar minimamente o idioma e símbolos básicos do Mandarin. Além de ajudar durante a viagem torna tudo mais divertido. Assim como as outras estações de trem bala que conhecemos na China, a estação de Xian também era colossal moderna e contava com ótima infraestrutura. O trem bala chinês tem assentos marcados, o que não impede a formação de uma grande fila no portão de embarque e um breve tumulto na abertura desses portões. Não duvido que em épocas de pico essa marcação de assentos seja totalmente desrespeitada. Novamente confortabilíssimo, a grande diferença desse trem Xian-Beijing para o Shanghai-Changsha é a paisagem. Enquanto a anterior era dominada por planícies e plantações de arroz o novo cenário intercala grandes relevos, montanhas áridas, dezenas ou centenas de quilômetros de paisagens com solo em aparente erosão. Não entendo a causa dessa erosão, por isso não vou me estender no tópico, mas é assustador, principalmente se você pensar que o país tem 1,3 bilhões de bocas para alimentar. A outra diferença na paisagem fica por conta das plantações nas planícies. O arroz deixa de ser regra e o trigo passa a dominar, o que explica porque havia tantas padarias gostosas em Xian e criou ótimas expectativas da comida que nos aguardava em Pequim. Chegamos a Pequim por volta das 14h e fomos para o metrô, que estava bem cheio com as pessoas voltando do trabalho, mostrando que alguns chineses aproveitam o domingo para sair mais cedo do serviço (a semana na China tem 7 dias úteis) . Pequim era uma nova realidade para nós. A extensa rede de metrô faz tudo parecer próximo, mas não é. A colossal cidade de 20 milhões de pessoas é tão grande quanto precisa ser para acomodar tanta gente e os deslocamentos invariavelmente demoram muito, coloque isso na conta quando for planejar sua visita na cidade. Sem grandes expectativas do que fazer naquela tarde fria, resolvemos tentar fazer umas compras (ainda queria minha GoPro e iria comprar eletrônicos para a família). No hostel a simpática recepcionista falava inglês suficiente para nos passar direções de como chegar no grande centro de eletrônicos da cidade, Zhongguancun, conhecido como o vale do silício chinês. Saímos do hostel e fomos trocar dinheiro para as compras (sim, o banco estava aberto na tarde de domingo), depois fomos para esse centro de eletrônicos. Já estava escuro quando chegamos lá. O lugar que eu pensava ser um bairro com iluminados bulevares e lotado de lojas a la best buy era mais parecido com uma Santa Efigênia vertical na hora da chepa (Santa Efigênia é uma rua de comércio popular de eletrônicos em São Paulo). Certamente o fato de ser uma noite de domingo não ajudou, mas o lugar não passava nenhuma confiança para se comprar. Encontramos uma única GoPro que um cara falou que tinha, foi dar uma volta pra procurar e voltou depois de 15 minutos. O preço era igual ao do Brasil. Tirando os celulares de fabricantes chineses não compensava comprar muita coisa por lá. Saímos de lá e fomos para o centro da cidade (Quiamen) procurar um restaurante que constava no nosso guia. O centro de Pequim é pouco amigável para pedestres e a maioria das avenidas são atravessadas por passagens subterrâneas, o que era de intenso sofrimento já que meus joelhos estavam falhando desde a descida da montanha em Zhangjiajie eu quase abraçava o corrimão para descer as escadas. Terminamos não encontrando o restaurante chinês e comemos novamente no KFC. Entretanto, acidentalmente, não era qualquer KFC, era o primeiro da china, aberto em 1987. As paredes continham murais explicando a expansão da rede no país “comunista” desde sua inauguração até o momento atual, sendo a maior rede de restaurantes do país, com mais de cinco mil lojas (mais unidades do que nos Estado Unidos). Impressionante, não? Demos mais uma volta pelo vazio e frio centro , até que jogamos a toalha e resolvemos voltar para o hostel, onde desabamos. GASTOS DO DIA: 655 RMB = R$ 328 • Entradas no metrô (1 em Xian e 4 Pequim): 18 RMB = R$ 9 • Trem Bala Xian - Pequim: 516 RMB = R$ 258 • KFC: 23 RMB = R$ 12 • Happy Dragon Courtyard Hostel Dongsishitiao: 98 RMB = R$ 46 Eles vendem muitas "cachaças"... Essa bebidinha da foto é a única bebível (e é muito boa!)... Salvou a viagem e as pontas dos dedos de não congelarem em vários momentos. Uma cidade com 20 milhões de pessoas. Mas elas não saem de casa em noites geladas. Dia 14 - 28/11/16 Com a previsão de sol não pensamos duas vezes. A meta do dia era acordar cedo e visitar a tão aguardada muralha. Existem dois pontos principais para se visitar a muralha a partir de Pequim: Badaling e Mutianyu. Badaling é mais popular, pois existe um serviço de trem muito eficiente e barato que vai até lá. Entretanto é o ponto mais comercial e cheio, e pelo que eu andei lendo por aí, chega a ser insuportável na alta temporada. Mutianyu não é tão acessível quanto Badaling, entretanto também é restaurada e é bem menos cheia, além de ser possível descer a muralha de escorregador, em uma espécie de carrinho (pesquisem por “Mutianyu slideway” no youtube). Para chegar lá o melhor é ir de taxi (para ir de ônibus era bem complicado, uma vez que era necessário descer em uma rodovia para pegar outro ônibus). Existem outros pontos para se visitar a muralha que devem ser cogitados na alta temporada. Durante o inverno eu aconselho muito ficar nas duas principais. O tour para Mutianyu custava muito caro no hostel, e na falta de tempo de procurar outro, resolvemos então ir para Badaling. Tomamos café no quarto e saímos do hostel, onde iriamos de metrô até Changping North, uma vez que a estação habitual (Beijing North) estava fechada para reformas. Depois de uma hora de viagem e mais 40 minutos de confusão, descobrimos que o trem para Badaling saía de outra estação (o site Travel China Guide estava com informação errada). Chegamos em Huangtudian e na hora de comprar o ticket vimos nosso trem partir, o próximo só as 13:20. Frustrados os planos de conhecer a muralha resolvemos aproveitar o dia para conhecer o Summer Palace. Sem dúvidas um “must see”, foi um dos melhores dias da viagem. O Palácio de verão é um complexo de parques, lagos, jardins, templos, arquitetura, arte, religião e tudo o que você pode imaginar que representa o lado mais fino da cultura chinesa. Vale a pena comprar o ingresso completo, que dá acesso a algumas áreas internas e o mapa que é vendido na entrada. O complexo é sinalizado em inglês e tem muita informação. Programe um dia inteiro para visita-lo e torça por tempo bom para que você possa presenciar o impagável por do sol no lago Kunming. Após o por do sol nos perdemos e andamos por uma hora até encontrar a estação de metrô. Aproveitamos para comprar comida. Fomos então procurar o que fazer nesse restante de noite e depois de muita confusão na estação nos mandaram para estação mais próxima da famosa Wangfujing Food Street. Novamente acertamos na decisão e o lugar é tudo o que você espera. Muita gente, movimento e comida... um pouco para inglês ver, as barracas servem espetos de tudo que se mexe: escorpiões, aranhas, cobras, insetos, etc. Tem muita comida comum também. O ótimo preço faz a oportunidade ideal para você experimentar tudo o que conseguir entre salgados, doces e o que você não faz nenhuma ideia ser. Sem dúvidas o melhor lugar para experimentar todo tipo de comida chinesa. A noite surpreendente só foi frustrada por um yakisoba insosso que comemos em uma das lojas. O bairro é ótimo para comprar lembranças, incluindo o famoso chapéu do exército chinês. Acomodação em Pequim, assim como em Shanghai, é relativamente cara. Voltamos para o hostel e descobrimos que o bar, que é o principal atrativo do local, não abria na baixa temporada, sobrando apenas uma área externa para convivência, que talvez devido ao frio, não foi frequentada por ninguém da hospedaria nas quatro noites em que estivemos lá. GASTOS DO DIA: 188 RMB = R$ 94 • Ingresso completo para o Summer Palace: 50 RMB = R$ 25 • Água e mantimentos do dia e para o próximo: 24 RMB = R$ 12 • Comidas em Wangfujing: 18 RMB = R$ 9 • Metrô: 16 RMB = R$ 8 • Happy Dragon Courtyard Hostel Dongsishitiao: 98 RMB = R$ 46 Arquitetura, natureza e good vibes pra animar a viagem. Ou o gelo era fino ou os chineses não gostam de patinar. Provável que as duas alternativas estão corretas. Os escorpiões são espetados vivos e muitos assim permanecem até a hora de assar, o que achei desnecessário. E quem é que come estrela do mar? Dia 15 - 29/11/16 Como não era dia de perder trem acordamos cedo para chegar com antecedência na estação, de onde partiríamos para Badaling. Mais cedo o metrô é muito cheio, padrão São Paulo mesmo, e a espera para entrar no trem é maior, tendo sido prudente sair com boa antecedência. O trem para Badaling é novo, bonito, eficiente e muito barato, sendo o serviço nitidamente patrocinado. Da estação de trem de Badaling você pode facilmente ir andando para a entrada da muralha, mas um bait bus (ônibus isca) colorido, na saída de estação, anunciando transporte gratuito até a muralha, se torna extremamente convidativo em temperaturas negativas. Como boas sardinhas entramos no ônibus, que te deixa de frente para um teleférico que leva ao topo da muralha. Achando que era o padrão para visitar a muralha, compramos o ingresso do teleférico que já incluía as entradas para a muralha, concretizando o golpe do ônibus. (assim é pago o “ônibus gratuito”). Ainda, assim como em grande parte das atrações chinesas, no teleférico eles tentam te vender uma espécie de seguro. Se você já tiver um seguro de viagem fuja dessa venda casada. O teleférico é legalzinho, entretanto não chegando aos pés daqueles em Zhagjaje, por isso não teve tanta graça. Entretanto não hesite em subir de teleférico caso você não tenha visitado as montanhas de Avatar. Antes de subir saí em busca de um copão de café para me deixar mais acordado. Uma lojinha local vendia um expresso a assustadores 36 RMB (18 reais). Saí correndo. Para fazer graça perguntei a um vendedor local onde era o KFC e prontamente me apontaram a direção :D:D Paguei 10 RMB em 600 ml de café (Americano, bem aguado). Deu pra nos esquentarmos bem. Então subimos a marulha e... PAUSA. Você olha o horizonte, amolece um pouco e conclui que realmente é tudo o que dizem. Simplesmente fantástico. Invariavelmente você se flagra pensando como foi que fizeram aquilo, como cada uma daquelas pedras impossíveis de serem carregadas sozinhas foram colocadas ali. E ao multiplicar isso pelo seu possível tamanho (algo entre 6 mil e 15 mil km), você imagina quantas vidas e gerações devem ter sido consumidas em toda a sua extensão para que aquele monumento existisse. Enfim, chega a ser filosófico. Aparte disso, mesmo com temperatura negativa o local estava bem cheio. Entretanto a multidão estava concentrada na saída do teleférico e se afastando um pouco já era possível ter tranquilidade para admirar o horizonte e tirar boas fotos. A atmosfera do local é muito boa, com todos felizes e passando pela mesma sensação que você. Escolhemos um lado para caminhar e após quinze minutos encontramos a verdadeira entrada da muralha, que era totalmente desvinculada do teleférico e custava menos da metade do preço que pagamos. A muralha, mesmo totalmente restaurada, é bem íngreme, chegando a ser quase necessário escalá-la em alguns pontos. Continuamos caminhando por uns 30 minutos e a presença de gelo no piso de pedra foi se tornando mais frequente, até que em determinado ponto, o piso estava completamente vitrificado e era proibido prosseguir, o que evidencia que os administradores da muralha derreteram o gelo da extensão da muralha por onde andamos. Na volta uma parada no Subway para reabastecer. Embora quiséssemos ficar para aproveitar a neve que começava a cair precisávamos pegar o trem de volta para Beijing, porque à noite iriamos a uma Peking Opera (espécie de ópera teatral regional), sendo necessário antes passar no hostel para se vestir adequadamente. Com muita confusão e atraso da minha parte (desci na estação errada, minha namorada quase me matou), chegamos atrasados no Lyuan Hotel, aonde assistiríamos a ópera. Entretanto a pessoa com quem reservamos o ingresso promocional pela internet não estava lá (site Beijing Theathre). A concierge do local que felizmente falava inglês bem fez umas ligações, mas não encontrou a pessoa, entretanto nos ofereceu uma suposta “exceptional offer” onde ao invés de ficar na plateia, ficaríamos nas mesas e teríamos ‘tea’ e ‘some finger food’ disponível, tudo isso por só 80 RMB a mais. Acho que essa proposta só foi feita porque era um dia de semana e era baixa temporada, porque fomos acomodados em uma mesa imediatamente a frente do palco com ótima comida, o upgrade foi ótimo. E apesar do atraso felizmente o show não havia começado. Sobre a Peking Opera é algo muito específico e característico que eu absolutamente não sei como descrever, mas que provavelmente agrada aqueles que têm cabeça aberta para arte e para música, o que felizmente era o nosso caso. Por sorte, havia um painel narrando à estória em inglês, o que fez a apresentação ser compreensível! No final das contas apesar de um pouco caro valeu bem a pena. Na saída constatamos que uma série de personalidades já se sentaram nas mesmas cadeiras que estávamos. Voltamos para o Hostel e desmaiamos. GASTOS DO DIA: 443 RMB = R$ 221 • Trem para Badaling: 8 RMB = R$ 4 (absurdamente barato) • Café em Badaling: 5 RMB = R$ 3 • Teleférico e entrada para a muralha: 80 RMB = R$ 40 • Subway: 20 RMB = R$ 10 • Peking Opera = 220 RMB = R$ 110 • Metrô: 12 RMB = R$ 6 • Happy Dragon Courtyard Hostel Dongsishitiao: 98 RMB = R$ 46 Essa foto não tem nada demais, exceto pelo fato que é a estação que teriamos que encontrar na hora de ir embora (Badaling). Viajando na china fotografe os locais que você precisa ir para facilitar quando tiver que pedir informações sobre eles sem saber pronunciar uma única palavra. Muralha!!!!!! Peking Opera no teatro Lyuan: Na baixa temporada o teatro fica praticamente vazio, embora as performances aconteçam diariamente. Sentamos no mesmo lugar onde Margareth Thatcher se sentou. (Foto da Internet) Dia 16 - 30/11/16 Último dia antes do embarque! Acordamos cedo e tomamos café no Hostel “irmão”, na mesma rua (comida gordurosa, ruim, bem cara e que deu dor de barriga) e então saímos para visitar a ‘Forbiden City’. Antigo Palácio Imperial da China e hoje patrimônio mundial da humanidade a Cidade Proibida é demais para quem gosta de arquitetura e arte. Trata-se do mais perfeito exemplar da tradicional arquitetura chinesa dos palácios. Foram projetados e executados de uma forma tão bela, sendo inacreditável pensar que aquelas construções foram feitas no século 15! Visitar a Cidade Proibida é bem fácil, basta descer na Estação Tiananmen East e caminhar. Chegue tão cedo quanto puder pra evitar as multidões e escolha roupas e sapatos confortáveis porque sua caminhada dentro da cidade será longa. Como padrão para acessar qualquer espaço público com acesso controlado na china, antes de entrar é necessário passar todos seus pertences em uma máquina de raio-x, o que explica parte da demora no acesso. E não esqueça passaporte! De forma geral, a infraestrutura ao turista é muito boa. As placas estão escritas em Chinês e Inglês, há vários banheiros, lanchonetes e lojinhas de souvenirs. Logo na entrada são oferecidos vários serviços de guias aos visitantes. Contratamos um áudio-guia que era mais barato (40RMB) e tinha em português! O áudio-guia nada mais é do que um pequeno aparelho com fone de ouvido. Outra coisa legal é que o aparelho tem um mapa com os principais pontos de visitação, ele reconhece sua localização e automaticamente começa a contar as histórias e curiosidades daquele ponto. Além de acender uma pequena lâmpada de posição, o que facilita bastante porque é fácil demais se perder dentro da muralha. Como o tempo era curto, apenas meio período (à tarde faríamos compras!), Focamos em conhecer a arquitetura. Tente reservar um dia inteiro para conhecer a Cidade Proibida, pois só assim conseguirá ver tranquilamente o que for de seu maior interesse. Pois não deu pra entrar dentro da maior parte das construções e museus. Você iniciará a visitação seguindo o eixo Norte/Sul, nele encontrará os palácios mais importantes, onde o imperador exercia suas atividades como líder. Acostume-se a ficar de queixo caído ao ver tanto luxo e ostentação imperial. Cada palácio tem sua função específica e seu grau de importância. Olhe para o telhado e veja que nas pontas existem diversas estatuetas de animais. Quanto mais animais, mais importante é a construção. Todas as construções foram feitas em madeira e isso se torna ainda mais espantador ao pensar, como eles eram capazes de fazer algo tão grandioso naquela época. O grau de detalhamento das construções é extremamente absurdo, quase tudo já foi restaurado, motivo de estarem tão vibrantes e preservados. E como os chineses amam dragões, é claro que não faltará oportunidade de vê-los em várias formas, tamanhos e posições. Seguindo pelos vermelhos portões laterais, você encontrará as residências imperiais. E por um instante, se sentirá em uma cidade cenográfica! Particularmente, achei que este espaço parecia um labirinto. Por sorte estava mais deserto, o que rendeu ótimas imagens. Quando pensei que a visita estava no fim, eis que surge uma das surpresas mais agradáveis. O Jardim Imperial! É onde você entende o que seu professor tentou ensinar nas aulas de paisagismo! É um ambiente completo. Ele impacta visualmente porque é exuberante, e aos pouco você começará a perceber a volumetria das árvores, a beleza das flores, os espaços de sombra, as esculturas... Enfim, tudo lá parece não existir de forma isolada e sim como parte de um projeto harmônico e perfeito, muito além da nossa imaginação. Já à tarde, saímos de lá para fazer compras, pois parentes queriam celular computador, enfim... Comemos no Mc’Donalds e depois fomos a uma grande loja de eletrônicos, mas não encontramos nada diferente. Entretanto em frente a essa loja encontramos o inesperado: Walmart! Aquilo sim é o paraíso das compras. Tirando eletrônicos (que era o foco inicial) havia de tudo lá, corredores de doces diferentes, cervejas diferentes, bebidas diferentes, alimentos diferentes e tudo muito mais barato do que havíamos visto até então na viagem! Teria feito muito bem ter encontrado um Walmart antes, entretanto fez mais ainda termos encontrado no final. Compramos litros daquele saquezinho de abacaxi que mencionei anteriormente (uma garrafa mais bonita que a outra). Compramos tanta coisa e tanto doce que o único jeito de voltar para o hostel era de táxi, em pleno horário de pico. Voltamos para o hostel e estava passando a queda do avião da chapecoense no noticiário chinês. Tomamos banho e fomos para Salitun, bairro supostamente boêmio de Pequim. Não sei se a noite chinesa acaba cedo ou se é porque estava frio, mas o bairro estava meio vazio e miado. Perto da meia noite voltamos para o hostel para arrumar as malas. GASTOS DO DIA: 276 RMB = R$ 138 (por pessoa) • Café da manhã no hostel: 53 RMB = R$ 27 • Metrô: 9 RMB = R$ 5 • Forbiden City: 40 RMB = R$20 • Audioguide: 20 RMB = R$10 • McDonalds: 24 RMB = R$ 12 • Doces e outras guloseimas: 16 RMB = R$8 • Táxi: 16 RMB = R$ 8 • Happy Dragon Courtyard Hostel Dongsishitiao: 98 RMB = R$ 46 Forbiden City! Chegue cedo, se prepare para filas e não esqueça o passaporte! Atenção ao detalhe, excepcional! Casa aonde o imperador levava suas convidadas para "ver as estrelas". Só na china o Walmart vende "comida viva". Dia 17 - 31/11/16 Saímos do hostel com quatro horas e meia de antecedência para o voô e, portando as pesadíssimas malas resultantes da compulsão do dia anterior, não havia como utilizar o transporte público. Um transfer a partir do hostel custava absurdos 300 RBM enquanto lemos na internet que um taxi era menos da metade disso. Fomos à avenida pegar táxi e entre muitos motoristas que não paravam e outros que paravam e recusavam a corrida conseguimos entrar em um táxi que topou, sendo necessário então apenas rezar muito para que ele tivesse entendido que queríamos ir para o aeroporto internacional. De repente nos deparamos com uma variável não computada: trânsito. O trânsito era impressionante e todos os motoristas simplesmente desligavam o carro pra esperar ele passar. O fato de chingarem pouco mostrou que aquele trânsito era esperado, o que me faz entender porque alguns taxistas recusaram a corrida. Começa a bater aquele nervoso, de estar parado no meio do nada sem sequer saber se está indo para o lugar certo e se vai acertar o terminal. No final das contas deu tudo certo e o motorista, que entendeu que estávamos atrasados, passou a se comportar como um piloto de F1 e nos deixou na porta de embarque do nosso terminal. Ganhou uma gorjeta de 30 RMB e ficou muitíssimo feliz. Entre sair do hostel e chegar ao aeroporto demoramos 2h30. O voo de volta para Frankfurt começou repleto de paisagens espetaculares. Entretanto na Rússia ficou tudo nublado e não vimos mais nada. Esse voo é muito curioso, pois se voa no sentido de giro da terra quase que paralelo ao equador. Saímos de Pequim meio dia e após dez horas de voo pousamos em Frankfurt às 15h. Como na escala da ida conhecemos os pontos turísticos aproveitamos essa volta para fazer mais umas compras e comer boa comida. A cidade estava enfeitada para o Natal. E nas lojas, com muitas pessoas falando português (na China encontramos só dois brasileiros), caiu a ficha que a viagem chegara ao seu final. GASTOS DO DIA = R$ 94 • Taxi para aeroporto: 66 RMB = R$ 33 (para cada um, inclui gorjeta) • Bilhete DayPass em Frankfurt: R$ 32 (trem e metrô) • Alimentação em Frankfurt: ~R$ 29 Aqui da pra ver bem o modelo de habitação chinesa explicado no relato (foto tirada sobrevoando a Mongólia interior, uma província chinesa) A Mongólia (dessa vez o país mesmo) não parece ser um lugar agradável para se visitar no inverno. Coisas importantes não mencionadas durante o relato: • O passe de metrô em todas as cidades vale apenas para o dia. • É comum diferentes linhas de metrô pararem na mesma plataforma, fique de olho na cor do trem, símbolos e avisos sonoros. • Guarde todos os seus bilhetes e ingressos de atrações, pois eles frequentemente pedem na saída. É isso pessoal. Escrever esse relato foi um exercício de memória muito agradável. Após umas 25 horas de escrita e muita colaboração da minha namorada que ajudou a lembrar de tudo revisou e até escreveu umas partes, este relato virou um pequeno livro que vou poder guardar para vida sobre uma viagem espetacular que fizemos. Espero ajudar quem pretende ir para lá. Qualquer dúvida é só postar
  4. 1 ponto
    Olá, Mochileiros!!! Este é meu quarto ou quinto relato, e estou aqui para dividir com vocês a nossa (minha e do Felipe) viagem para as Filipinas. Ano passado fiz parte das férias sozinha (relato Camboja, Vietnã e Laos), e como era o ano do Felipe escolher o destino, quando voltei seguimos para 15 dias na Colômbia. Este ano, minha vez de novo (o/ aeeee) e obviamente completei meu terceiro ano seguido desbravando terras asiáticas! 😊 Pensamos juntos em alguns lugares, e o foco da pesquisa acabou seguindo para as Filipinas: um país composto por mais de 7.000 ilhas, com 70% da população católica e de paisagens de tirar o fôlego! Em Novembro de 2016 compramos nossas passagens, e começamos a trabalhar no roteiro. Ao contrário do que muitos consideram, eu não recomendo combinar a viagem para Filipinas com outros destinos (isso serve para os viajantes com tempo limitado, como nós, que temos 20 dias de férias por ano). Tem MUITA coisa para conhecer por lá, em muitas ilhas diferentes – deslocamento é um tanto complexo e cansativo. Tentamos combinar Filipinas com Indonésia, mas além de ficar caro, limitou muito os lugares que conheceríamos em ambos países. A região é bem conhecida também pelas monções, tufões e terremotos – os dois últimos são muito difíceis de evitar, mas a época mais recomendada pelos sites que eu passei é de Dezembro a Maio: melhor período para conhecer este paraíso e evitar as chuvas. Aqui vocês vão encontrar um resumo da nossa viagem, mas todos os posts já estão no blog caso precisem de mais detalhes para planejar a viagem de vocês (clique aqui para conferir). 30/03 a 01/04 – Guarulhos > Etiópia > Bangcoc > Kuala Lumpur Viramos mestres do desapego, colocamos nossos mochilões de 6 quilos nas costas e embarcamos no vôo da Ethiopian, que saiu de Guarulhos 01:00 AM. Chegamos na Etiópia próximo a meia-noite, e desembarcamos para esperar o vôo que seguia para Bangcoc. Com as malas nas costas, seguimos para o portão de embarque pois o vôo saía 01:35AM – pois é, saía... <Sou meio supersticiosa, então nunca falei em voz alta...mas nos meus pensamentos, sempre me gabei por nunca ter passado por nenhum problema nos meus vôos de longa distância...até eu comprar essa passagem da Ethiopian ☹> O vôo começou a atrasar mais meia hora a cada anúncio que era feito pela Cia. Aérea. “Bom, mas enquanto não derem água e comida, significa que logo embarcamos” – não deu 2 minutos dessa frase para começarem a distribuir água e um bolinho muito ruim. Enquanto as pessoas foram direcionadas para a sala VIP para jantar, descemos para uma cabine onde eles estavam dando suporte para aqueles que perderiam o vôo de conexão, já que o vôo não sairia mais 01:35AM, e sim às 07:00AM. A gente tinha uma passagem de Bangcoc para Kuala Lumpur da Air Asia às 10:30AM e devido ao atraso não conseguiríamos pegar o vôo. Eles não reembolsaram a nossa passagem, alegando que o que tínhamos em mãos era uma reserva, e não o ticket do vôo – uma tremenda palhaçada. Cansados de tentar resolver um problema que não geramos, desistimos de discutir e decidimos que tentaríamos resolver a hora que desembarcássemos em Bangcoc. No fim das contas, resolvemos sozinhos o problema e o melhor: sem custos adicionais \o/ <Não vou entrar em detalhes aqui no relato – mas quem sabe se nos encontrarmos por aí, a gente não toma uma cerveja e eu conto como a gente se virou?!> 01/04/2017 – Kuala Lumpur (Malásia) > Boracay (Filipinas) Chegamos meia-noite no aeroporto, foi o tempo de pegar um Uber, tomar banho no hostel, tirar um cochilo de 3 horas, e voltar para pegar o vôo com destino a Boracay. Normalmente a porta de entrada nas Filipinas mais frequente é Manila – vimos muitos relatos sobre o caos desse aeroporto, e optamos por descer direto em Boracay. São dois aeroportos: Caticlan e Kalibo. O Caticlan é muito próximo do porto que leva até Boracay, enquanto Kalibo fica a 1 hora e meia deste mesmo porto. Nós optamos pelo Kalibo, pois os vôos que chegavam no Caticlan tinham escala obrigatória em Manila – compramos essa passagem na Cebu Pacific, uma das low costs das Filipinas. <Eu tinha esquecido como os vôos da Air Asia são um freezer – sempre carregue uma blusa na bagagem de mão> Durante a imigração ninguém deu bola para o nosso certificado da febre amarela – li em vários lugares que é obrigatório. Trocamos dinheiro logo na saída do aeroporto (do lado direito tem 2 cabines de casa de câmbio) e acertamos na hora a van até o porto. Uma hora e meia depois, chegamos no porto. O barco estava incluso no valor da van, mas é obrigatório o pagamento das taxas de meio-ambiente e do terminal – eles recolhem os comprovantes no caminho até o barco. Atravessamos o canal e chegamos em Boracay por volta das 06:00PM; pegamos um triciclo até o hotel Greenyard Inn, nos trocamos e saímos para caminhar. A beira da praia é bastante animada, cheia de bares, restaurantes e barraquinhas de souvenir; jantamos e voltamos para o hotel para dormir. 02/04/2017 – Boracay (Filipinas) Nos hospedamos na White beach – ela é dividida nas Stations 1, 2 e 3. A Station 1 é próxima do D’mall, onde estão os restaurantes, bares e lojinhas mais badalados; A Station 3 é a mais afastada, com menos agito mas ainda assim com bastante vida noturna – você consegue ir de ponta a ponta em uma caminhada de meia hora. E finalmente, a Station 2 que conecta as demais foi onde nos hospedamos. Acordamos e estava chovendo bastante. Tomamos o café-da-manhã incluso na diária, e diferente de muitos lugares, nas Filipinas o café-da-manhã não é servido em buffet; eles preparam o prato na hora, em porção individual (mas muito bem servida). Assim que a chuva deu trégua saímos para procurar o hotel que ficaríamos nos demais dias (Villa Sunset Boracay). Se quiser saber mais detalhes desses hotéis, confere lá no blog 😊 Neste dia, nós almoçamos barbecue no Azurro seafood – muito caro, não vale a pena – e curtimos um pouco a praia. Ela não é muito bonita, é bem cheia de gente e barco para todos os lados. A noite existem bares com música ao vivo, e descobrimos o Sugba de Boracay: tomamos cerveja, comemos porção e curtimos uma banda de reggae bem legal que estava tocando lá. 03/04/2017 – Boracay (Filipinas) Neste dia alugamos uma moto para rodar um pouco a ilha. O triciclo fica mais caro pois eles cobram pelo tempo que ficam aguardando nos locais que você quer parar. Vale muito a pena conhecer as praias mais afastadas: ficamos na Llig-Lligan e Puka beach. As praias são bem limpinhas e tem bem menos gente que a White beach. Ficamos o dia todo por lá; eles disponibilizam esteiras e guarda-sol se você consome no bar/restaurante deles. Devolvemos a moto no final da tarde, e descobrimos que era um cara meio clandestino mas não tivemos nenhum problema. A noite compramos alguns souvenirs e ficamos no mesmo bar na beira da praia curtindo a banda de reggae. Sobre Boracay... É possível encontrar de tudo em Boracay: muita gente e agito em White Beach, com muitas atividades no mar (Island hopping e vários esportes radicais) e um pouco mais de sossego nas praias mais afastadas. Confesso que não achei White Beach muito bonita, mas é uma praia cheia de energia e repleta de opções que atendem a todos os gostos. A noite é bem animada, e talvez o número de pessoas acaba ofuscando a beleza natural da ilha. Existem algumas casas de câmbio, e se você se hospedar em White Beach é possível fazer praticamente tudo a pé. 04/04/2017 – Boracay (Filipinas) > Coron (Filipinas) No nosso último dia em Boracay, tomamos o café-da-manhã do hotel e caminhamos pela praia. Arrumamos a mala e logo já era hora de partir. No check-out do hotel, pedimos na recepção por um triciclo, que nos levou até o porto. Lá pagamos novamente a taxa do terminal antes de pegar o barco. Do outro lado é possível ir caminhando do porto até o aeroporto, que é super pequeno. Almoçamos em um restaurante bem simples, e passamos por uma experiência bem esquisita – pedimos um prato chamado Boneless Crispy Pata...era carne de porco e parecia bem gostosa, até que tivemos uma bela surpresa...dentes!!! Enquanto a gente pesquisava sobre a nossa viagem, encontramos somente 2 maneiras de chegar a Coron: com o navio da 2Go Travel (viagem de 15hs) ou um vôo da Cebu Pacific com escala em Manila – ambos tornariam a logística da nossa viagem muito mais complexa. Descobrimos meio que ao acaso a Air Juan: uma cia. aérea particular que tem vôos diretos para algumas localidades. O avião tinha assento para oito pessoas, e foi uma experiência muito legal. Antes de embarcar foi necessário pagar a taxa do aeroporto. O vôo durou 40 minutos e foi muito tranquilo. Saindo do aeroporto você já vê várias vans; não deu tempo de procurar outro meio de transporte, pois um rapaz disse que o próprio hotel oferece esse serviço de transfer – ele só esqueceu de avisar que era pago (descobrimos isso no check-out do hotel). Então antes de embarcar em vans, acho que devem ter triciclos que fazem a viagem por um preço mais camarada. Em meia hora ou até menos, estávamos no hotel. Ficamos hospedados no Coron Bancuang Mansion. Saímos para caminhar e conhecer o centro da ilha. Tudo lembrava um pouco Luang Prabang no Laos. Tomamos cerveja em um lugar bem gostoso, depois jantamos e voltamos no hotel pra fechar o island hopping do dia seguinte. Resolvemos dormir... 05/04/2017 – Coron (Filipinas) Tomamos o café e esperamos a van nos buscar para levar até o barco do tour. A van nos buscou super atrasada, e quando chegamos no porto ainda ficamos mais de 1 hora esperando pois eles ainda buscariam um grupo que se juntaria no barco com a gente. Já passamos por coisas parecidas em todas as nossas viagens para a Ásia, e o segredo é permanecer calmo pois hora ou outra as coisas vão dar certo. Enquanto a gente esperava, um rapaz nos abordou oferecendo um tour privado pelo mesmo preço que o barco que pegaríamos em grupo, só não tinha o almoço incluso. Neste meio tempo conhecemos um casal de Argentinos, a Vicky e o Julio, que a partir dali se tornaram nossa companhia de viagem 😊 – então decidimos seguir com o barco privado e cancelamos com a agência que nos fez esperar. O tour foi sensacional, só nós quatro no barco e o fato de termos saído bem depois de todos os outros, fez com que todos os pontos de parada estivessem vazios e fossem exclusivos pra gente! O barqueiro deixou a gente escolher 4 paradas, entre 10 – mais por causa do horário – então passamos pela Twin Lagoon, Barracuda Lake, Reef Garden e Atwayan Beach. No retorno, paramos em uma agência e fechamos junto com a Vicky e o Julio o tour para o dia seguinte – o roteiro tinha o nome de Tour Escapade. 06/04/2017 – Coron (Filipinas) Tomamos o café-da-manhã, que não estava incluso na diária, e esperamos pela van – e claro, ela nunca chegou. Fomos a pé até a agência, e eles correram atrás para nos colocar logo em um barco. Nós avisamos sobre a Vicky e o Julio, para garantir que eles não fossem esquecidos; minutos depois eles apareceram pois também foram esquecidos rs. A viagem de ida é de 2 horas no barco, mas compensa demais! Primeira parada foi na Bulog Island, depois almoçamos na Banana Island, e seguimos enfim para a Macapuya Island. Voltamos para Coron, e combinamos de jantar com nossos amigos argentinos. Eles descobriram um restaurante um pouco acima do nosso hotel muito bom, chamado Kawayanan Grill – tomamos muita cerveja e comemos uns pratos sensacionais lá. 07/04/2017 – Coron (Filipinas) Os tours são sensacionais, mas confesso que a gente estava bem cansado neste dia, então resolvemos ficar na piscina no hotel e explorar a cidadela. Tentamos negociar com um triciclo pra ir até Kabo Beach, mas o melhor valor que conseguimos foi de PHP 400 porque o triciclo fica no local esperando para trazer os passageiros de volta. Só que encontramos um lugar onde o aluguel da moto por 2 horas era de PHP 250 então alugamos e seguimos até a praia. São 7km do centro e parte da estrada é de terra mas é bem tranquilo de chegar lá; Kabo Beach é uma praia simples, eles cobram uma taxa de entrada de 50 pesos e tem pouca gente – conversamos bastante com alguns filipinos que estavam passando as férias em Coron...foi uma ótima experiência. Devolvemos a moto e depois nos encontramos com nossos grandes amigos Vicky e Julio para jantar. Eles também ficaram pela cidade pois o Julio estava praticamente com insolação coitado, de tão queimado que ficou do tour do dia anterior. Eles iam ficar um dia a mais em Coron, mas nos encontraríamos em El Nido em seguida; então esse foi nosso jantar de despedida, e como sempre estava tudo muito gostoso. 08/04/2017 – Coron (Filipinas) > Puerto Princesa (Filipinas) Nós lemos muito sobre o “barco da morte” que faz o percurso de Coron > El Nido e vice-versa. São 5 horas de barco, e praticamente todos os relatos diziam que muita gente passa mal a viagem toda. Eu enfrento qualquer parada, mas o Felipe passa mal com qualquer coisa...então encontramos um navio da 2Go Travel, que nos levou até Puerto Princesa, e de lá seguimos de van até El Nido. O esquema do navio também não é para qualquer um...são 15 horas de viagem; os quartos compartilhados são muito baratos (USD 35/pessoa) mas é esquema super desapego porque são vários beliches para várias pessoas, não é muito confortável e os banheiro são compartilhados e não são muito limpos não. Já os quartos privativos são bem legais, mas custam praticamente o mesmo preço de uma passagem de avião, então é válido avaliar o custo/benefício. Chegamos de noite em Puerto Princesa, e a saída do porto é uma confusão – aquelas bagunças da Ásia, que no final dá tudo certo. Os caras dos triciclos disputavam a gente como um pedaço de carne...depois de negociar um pouquinho, subimos no triciclo e seguimos para o hotel Prima Residence. Escolhemos esse hotel pois teoricamente ele é perto da rodoviária, de onde saem todas as vans para El Nido. Como li em alguns relatos que é mais seguro fechar a van com antecedência, o próprio cara do triciclo arranjou uma caroninha pra gente (o amigo, do amigo, daquele outro amigo rs). 09/04/2017 – Puerto Princesa (Filipinas) > El Nido (Filipinas) O cara do triciclo chegou pontualmente, pouco tempo depois de tomarmos o café-da-manhã. Ele nos levou até a agência de onde sairia a van, e foi bom ir cedo porque pudemos escolher onde a gente ia sentar. Ficamos rodando um pouco antes de iniciar a viagem, buscando outros passageiros – por um lado foi legal porque conhecemos um pouquinho de Puerto Princesa, que nos pareceu uma cidade bastante aconchegante. Como sempre essas viagens de van são loucura total (não tem como não lembrar da nossa experiência em Machu Picchu...a van da morte!). Depois de 2 horas o motorista fez uma parada – como comem esses Filipinos! No meio da viagem o motorista quase atropelou um triciclo com um casal de senhorzinhos...quando eu falo van da morte, pode considerar o real significado das palavras. A chegada em El Nido é impressionante – a cidade fica no pé de uma montanha enorme, muito peculiar. Descemos na rodoviária e rachamos o triciclo com um brasileiro que conhecemos na van – nosso hotel era próximo, mas não tinha como chegar a pé. Depois que fechamos o roteiro, descobri que estaríamos em El Nido bem na semana santa das Filipinas – ou seja, a cidade estava lotada de gente...o que dificultou um pouco pra gente achar um lugar bom pra nos hospedarmos. Consegui 2 diárias no Spin Designer (um dos hostels mais bem avaliados do mundo), e as outras 2 diárias tivemos que fechar no Ricgem Place (um hotelzinho bem mais ou menos). Almoçamos na beira da praia, e caminhamos um pouco para conhecer as redondezas e fechar o tour do dia seguinte. No final, descobrimos que no nosso hotel eles ofereciam os tours em barco próprio, e saía bem mais em conta...para ter uma idéia, o tour A variava de 1.000 a 1.200 pesos, e no hotel fechamos por 800 pesos. Então definimos que o dia seguinte seria dedicado ao tour A. 10/04/2017 – El Nido (Filipinas) Dia de Tour A! A Big Lagoon é linda, mas não pudemos nadar nela...só navegar e tirar algumas fotos. A Secret Lagoon não é nem um pouco interessante; talvez porque chegamos em horário de pico, estava lotada e a água toda remexida. Paramos para almoçar em uma prainha, e como sempre a comida estava uma delícia. Seguimos para a Small Lagoon e fizemos 1 hora de kayak. A última parada foi na praia Seven Commando e estava bem vazia pois chegamos antes dos demais barcos. Foi bem diferente pegar esse barco somente com filipinos, porque eles sempre voltavam para o barco muito antes do horário combinado – nos outros barcos que dividimos com outros estrangeiros, o pessoal enrola demais para voltar...muitas vezes até atrasa a partida do barco. A noite caminhamos um pouco pelo centro, e jantamos em um dos restaurantes pé na areia que ficam lotados de gente. Ficamos no Big Mamma´s, um dos únicos com meda disponível...mas confesso que não gostamos muito não. 11/04/2017 – El Nido (Filipinas) Como nós fechamos o tour C e ficamos o dia todo fora, tivemos que fazer o check-out antes de sair pela manhã. Um guia veio nos buscar e demoramos para sair pois pegamos um barco que não era do hotel. Quando finalmente conseguimos sair, o barco quebrou. Começamos o tour bem depois dos demais barcos, que no final foi bom pois não tinha aquele monte de gente nas paradas que fizemos – quando a gente chegava, todos já estavam saindo. Paramos na Helicopter Island e fizemos um pouco de snorkel. Depois seguimos para almoçar na Talisay Beach – comida novamente sensacional. Seguimos para a Hidden Beach, e depois para a Mantiloc Shrine, onde pudemos desfrutar de uma das vistas mais linda da viagem. Retornamos do tour, pegamos nossas malas e seguimos para o Spin Designer. Neste dia a noite, nossos amigos argentinos foram nos encontrar no hostel para jantarmos juntos! Escolhemos um restaurante na beira da praia, e depois de muita risada combinamos de alugar uma motoca no dia seguinte e conhecer Nacpan. 12/04/2017 – El Nido (Filipinas) Tomamos o café-da-manhã estilo buffet, e comemos o omelete feito na hora. Saímos com nossos amigos para alugar a motoca, abastecemos e seguimos para Nacpan – uma viagem de 40 minutos em estrada asfaltada. Aqui vai a dica: abasteçam a moto com 1,5 litros pois não vai gastar mais do que isso para ir e voltar. A praia é linda demais, de águas transparentes e areia quente de queimar a alma. Por volta das 16hs retornamos e decidimos assistir o pôr-do-sol em Las Cabañas – um ritual bastante comum na região; todo mundo vai pra lá! Devolvemos as motos a noite, e já fechamos a van para o dia seguinte, que nos levaria de volta para Puerto Princesa para seguir viagem. Dali pra frente não encontraríamos mais nossos amigos argentinos, então foi hora de nos despedirmos. Nesta noite decidimos comer o churrasco do hotel – quando digo churrasco, entenda frutos do mar, frango e porco na brasa. Foi meio caro, mas foi ótimo não ter que caçar um restaurante vazio no centro para conseguir comer. 13/04/2017 – El Nido (Filipinas) > Puerto Princesa (Filipinas) A van nos buscou no hotel pouco depois de tomarmos café-da-manhã, e ao contrário da ida, essa van era bem zuadinha. Tivemos que viajar com o ar condicionado desligado, e mesmo assim a van quebrou duas vezes. Algumas pessoas perderam (ou quase perderam) o vôo, mas o nosso era mais tarde então esse imprevisto somente reduziu o tempo que ficaríamos esperando no aeroporto. Fazia muito calor, então ao invés de procurar um lugar para comer com os mochilões nas costas, ficamos em um restaurante bem simples do lado do aeroporto – pelo menos tinha ar condicionado. É engraçado porque a gente falava que era brasileiro, e todo mundo começava a falar em espanhol com a gente. Nas Filipinas você paga as taxas de terminal a parte. Todo aeroporto ou porto que você for, vai cobrar uma taxa antes de você embarcar. Chegamos no aeroporto de Cebu, e de lá pegamos um taxi até o terminal de onde saem os ônibus que circulam pela ilha. Quando fechei a rota, descobri que o meio mais barato de chegar nas praias de Cebu são os ônibus amarelos da Ceres. Só que eu achei que era tudo bem mais próximo; pegamos o ônibus às 18h10 e chegamos em Moalboal às 21h20 (o Felipe queria me matar hahaha) – detalhe: pergunte pelo ônibus com ar condicionado! A gente viajou em um ônibus sem ar, e foi tenso. Ficamos na beira da estrada, e pegamos um triciclo até o Marcosas Cottage Resort. 14/04/2017 – Moaboal (Filipinas) Acordamos para o café-da-manhã, que estava incluído na diária – e era bem gostoso! Do lado do hotel tinha um mercadinho, e lá eles alugavam moto. Diferente dos outros lugares, o capacete estava incluído no valor do aluguel. Seguimos na estradinha de Cebu, que é linda de morrer! A viagem até a Kawasan Falls durou por volta de 30 a 40 minutos; precisa pagar a entrada, mas a trilha é muito bem estruturada e fácil de se localizar. Infelizmente era feriado, e a cachoeira estava cheia de gente, mas ficamos por lá por um tempo, mergulhamos, subimos até a parte de cima e rendeu boas fotos. Retornamos para Moalboal para conhecer as praias. A Panagsama tem pouquíssima areia e optamos por seguir até a White Beach. A praia estava abarrotada de gente, mas caminhamos pela areia para conhecer um pouquinho do que tinha lá, almoçamos no restaurante de um hotel, que é pé na areia. Eles têm o costume de armar algumas barracas na areia e alugam para quem quer passar o dia ali – como se fosse nossos guarda-sóis e cadeiras de praia. Como tinha muita gente, saímos para comprar uns snacks e aproveitar um pouco a piscina do hotel, que era gigante. Também usamos o tempo para replanejar nossos próximos passos. A idéia era no dia seguinte irmos para Dumaguete, mas fazer o Tubarão-baleia de lá seria muito puxado...então decidimos mudar o roteiro e ir direto para Oslob. Encontramos um hotel que ainda tinha vaga e era bem barato, e a boa notícia é que não tivemos que pagar o hotel que cancelamos. Jantamos no próprio hotel, e foi uma das melhores comidas que experimentamos durante toda a viagem. 15/04/2017 – Moaboal (Filipinas) > Oslob (Filipinas) Quando acordamos, vimos que tinha chovido pela manhã. Tomamos o café-da-manhã, arrumamos nossas malas e fizemos o check-out. O triciclo nos levou até a beira da estradinha, e esperamos pelo ônibus que nos levaria até Oslob. A gente achava que seria o mesmo ônibus que pegamos até Moalboal, mas depois de 10 minutos de espera chegou um ônibus amarelo da Ceres bem mais espaçoso e com ar condicionado (uhuuu). Depois de uma hora e meia, paramos na rodoviária a céu aberto de Bato, onde pegamos o ônibus para Oslob. Em 20 ou 30 minutos chegamos no Lantawan Resort. Um cara do hotel nos deu carona de moto a noite até o centro da cidade – sim, estávamos em 3 na moto rs. O centro de Oslob é bem simples mas é bem legal; tem alguns restaurantes, casa de câmbio, mercadinho e muita comida de rua. Depois de jantar, combinamos com o pessoal do hotel de alugar a moto para o dia seguinte. Compensava mais tanto pelo que pagaríamos, quanto pela liberdade de ir de voltar de onde quiséssemos. 16/04/2017 – Oslob (Filipinas) Acordamos super cedo para ir até o Tubarão-baleia; chegamos lá ainda não era 5 horas da manhã – e já estava cheio de gente. O Whale Shark Watch fica aberto das 6 horas da manhã até o meio-dia, e a gente decidiu ir até a feira da manhã que acontece no centro de Oslob, e tentar voltar mais tarde para ver os tubarões. A feira é bem rústica e tem de tudo – carne, frutas, vegetais, várias coisas dissecadas. Tomamos café-da-manhã ali, e era extremamente barato e gostoso (confesso que não era o lugar mais limpo do mundo, mas a gente gosta de se misturar com os locais e vivenciar um pouco do dia-a-dia deles). Trocamos dólar na casa de câmbio, e debaixo de uma chuvinha chata voltamos no tubarão. Estava bem menos caótico, e foi uma das coisas mais impressionantes que já fiz na minha vida. Ver estes animais em alto mar, fora de cativeiro, foi sensacional. Para ir e ficar no barco você paga 500 pesos, com snorkeling 1.000 pesos e o mergulho com cilindro é 1.500 por pessoa – esse é o preço para turistas, pois os filipinos pagam metade do preço. São 30 minutos de interação. Seguimos para a Tumalog Falls; não precisa pagar para entrar, mas não pode descer a estradinha com a sua moto. Descemos a pé porém a subida é bem pesada, então pegamos carona com uns motoqueiros que fazem o percurso por 30 pesos. A cachoeira é super diferente, mergulhamos um pouco mas o chão dela é meio de lama. Quando saímos de lá, um minitruck quase pegou a gente de moto na estrada; passou muito rápido e tinha muita gente em cima da caçamba. Na velocidade que estavam dava para perceber que não seria possível frear até a beira da estrada e eles acabaram capotando e bateram em uma casinha na beira da rodovia – o acidente foi muito feio, e foi muita sorte não caírem no barranco à beira mar. Voltamos ao hotel, e almoçamos em um restaurante muito legal perto do local onde nadamos com os tubarões. Lá eles tinham contato com os barqueiros que fazem o percurso de Oslob até Bohol, e pagamos até mais barato do que o preço normal (800 pesos por pessoa) – não tivemos que pagar nada na hora. Ficou combinado de um triciclo nos buscar no hotel no dia seguinte; saímos de lá e seguimos até o centro histórico de Oslob para caminharmos e conhecermos as redondezas. 17/04/2017 – Oslob (Filipinas) > Bohol (Filipinas) Nós devolvemos a motinho que alugamos na noite anterior, então tomamos café-da-manhã no hotel mesmo e fizemos o check-out. Para não fugir da rotina, nossa carona até o porto não chegou rs mas a gente já tinha super se acostumado. O pessoal do hotel foi muito gentil, e correram atrás de um triciclo pra gente – uns fofos, pois eles não tinham obrigação nenhuma de fazer isso. O barco é grande e não balança tanto; a travessia dura de 1:30 a 2 horas e é bastante tranquila – pagamos 800 pesos por pessoa (o preço normal é 1.000 pesos), além do triciclo que nos levou até o barco. Chegamos em Bohol na hora do almoço. Desembarcamos na ilha de Panglao na praia, e um caminhãozinho levou a gente até o centrinho de White Beach, próximo do nosso hotel. Fizemos o check-in e saímos para almoçar. Já era bem tarde, mas conseguimos encontrar um lugarzinho bem bacana para comer. Caminhamos um pouco pela praia...ela é bem ok, mas depois de El Nido e Coron, fica difícil de se impressionar. Aproveitamos a piscina, apesar de a água estar bem quente, e mais tarde jantamos em um restaurante com música ao vivo na beira da praia. 18/04/2017 – Bohol (Filipinas) Além de conhecer as praias, fomos até Bohol com um objetivo principal: os Tarsiers!!! Os pontos principais de Bohol ficam um pouco distantes da praia, o que super vale curtir uma viagem de moto nas estradinhas filipinas. Alugamos uma moto bem cedo – 350 pesos por 24 horas (muito barato!). Rodamos 40 km até chegar na Mahogany Forest, e depois mais 5 minutos até o Santuário dos Tarsiers. Que criaturas mais impressionantes! Eles são muito pequenos e parecem viver em uma paz sem igual...foi uma experiência muito curiosa, mas ao mesmo tempo existem algumas controvérsias neste “santuário”...os Tarsiers são tão pequenos que é necessário sempre ter alguém indicando para os turistas onde eles estão, apesar de todo o local ser cercado. Como em todo lugar no mundo, tem muita gente sem noção que desrespeita a distância mínima e enfia a câmera na carinha desses seres tão impressionantes. Saindo de lá seguimos por mais uns 15 km até Chocolate Hills. Se prepare para subir alguns vários degraus, mas que a vista compensa infinito. Na volta, almoçamos no restaurante que fica na frente dos Tarsiers, e paramos para tirar algumas fotos na Mahogany Forest. A estrada é muito bonita, e só a viagem de moto já valeria a pena. A noite fechamos o barco que nos levaria até Cebu no dia seguinte, e jantamos em um restaurante muito fofo chamado Guinit Bar – rústico, e pagamos 10 dólares em uma porção de frutos do mar fenomenal, que alimentaria umas 4 pessoas tranquilamente! Um dos melhores pratos de toda a viagem. 19/04/2017 – Bohol (Filipinas) > Cebu (Filipinas) > Cingapura Fizemos o check-out bem cedo e devolvemos a motoca na rua onde ficam os triciclos. Na noite anterior combinamos com um motorista de nos levar até o porto, em Tagbilaran – pagamos 300 pesos. Foram 40 minutos, na mesma estradinha que nos levou até os Tarsiers. O barco é simples, e tem 3 classes. Nós pagamos a classe intermediária: banco um pouco mais espaçoso e ar condicionado; foi 1:50 de viagem, e do porto em Cebu pegamos um taxi até o aeroporto. Como eu mencionei antes, em todo aeroporto e porto você paga uma taxa antes do embarque. O embarque para Cingapura nos custou 750 pesos por pessoa – bem cara! Nós chegamos em Cingapura já era noite, então trocamos um pouco de dinheiro no aeroporto, e ao invés de ir de metrô, desta vez optamos em ir de Uber para chegar mais rápido no Wink hostel; era bem ok, com aquelas camas meio cabines. Jantamos em um restaurante chinês na esquina do hostel, e saímos correndo para conseguir ver o Gardens by the Bay de noite. Valeu muito a pena a correria, ele é lindo demais! A entrada é gratuita, você só paga se quiser entrar em algumas atrações dentro do parque que funcionam somente de dia. 20/04/2017 – Cingapura > Bangcoc (Tailândia) Tinha bed bugs na nossa cama ☹. Acordamos bem cedinho porque tínhamos horas contadas para explorar Cingapura. Tomamos café-da-manhã em Chinatown, e seguimos de novo para o Gardens by the Bay para explorar de dia. As atrações pagas abrem a partir das 9hs, então chegamos meio cedo demais rs mas subimos na ponte suspensa – que é alta pra caramba! De lá caminhamos pelo shopping e seguimos até o Merlion Park (mais ou menos 1,3 km – 20 minutos andando), e não tivemos tempo de subir no topo do Marina Bay Sands. A gente voltou para o hostel e fez o check-out. Aproveitamos as últimas horas para conhecer Chinatown, e descobrimos um mercadão local, cheio de restaurantes bem simples e recheados de comidas típicas. A comida era muito boa, e enquanto a gente almoçava conversamos bastante com um casal chinês que mora faz anos em Cingapura. Foi uma experiência muito rica, e ficamos muito felizes de ter descoberto esse lugar! Buscamos nossos mochilões no hostel, e pegamos o metrô até o aeroporto para fechar nossa viagem com chave de ouro: em Bangcoc! 21/04/2017 – Bangcoc (Tailândia) De Tailândia a gente já está super expert, então passamos por lá mais pra matar saudade 😊. Ficamos hospedados no Lebua at state hotel, e ele é sensacional! O quarto é enorme, tem piscina, e o café-da-manhã é ridículo de bom. A gente se deu esse presente, aproveitando uma promoção e para descansar bem antes do retorno. A tarde nós fomos até o Chatuchak Market – ele abre somente de final de semana, mas na sexta-feira funciona parcialmente. Compramos bastante coisinhas pra casa e algumas roupas, voltamos para o hotel para tomar um banho e iniciamos nosso retorno pra casa. <Como de costume, fizemos uma planilha com todos os gastos; se quiserem receber é só deixar o e-mail nos comentários que eu retorno o quanto antes >
  5. 1 ponto
    Alguém pretendendo ir para Lisboa Fevereiro de 2019 ? No período do carnaval ? Achei passagens com bons preços e estou muito interessada em ir, qualquer coisa meu whats é 71993994535
  6. 1 ponto
    Segue o relato dos 25 dias que eu e meu marido dividimos entre Istambul (conexão), Tailândia (Bangkok, Chiang Mai e Rai, Railay Beach e Koh Phi Phi), Vietnã (Hanói e Halong Bay), Camboja (Siem Reap), Malásia (Kuala Lumpur). Os valores serão colocados por pessoa, no decorrer do relato. Quando for preço para o casal, será escrito. (U$ para dolar, Bh para Baths e os nomes dos dinheiros quando necessário!) Lembrando que todos os meus stories do dia a dia da viagem estão salvos no highlights do meu Instagram @viagensdapriscilla Depois de acompanhar as passagens por uns 3 meses, esperando preço bom para a data de nossas férias, compramos as passagens pela Turkish Airways de São Paulo a Phuket, com conexão na ida e na volta em Istambul. As duas passagens, no total, saíram por R$ 6.573,88, pela Viajanet. Com passagens compradas, definimos o roteiro e, ainda no Brasil, compramos todos os voos internos e fizemos reservas dos hotéis pelo Booking. Também reservei o passeio do Patara Elephant Farm, em Chiang Mai, e reservei e paguei o passeio do Sleep Aboard em Phi Phi. Eram coisas que eu queria muuuuito fazer, e não podia arriscar não ter vagas!!!! O Patara não cobra nada na reserva. O Sleep sim, mas eles devolvem o dinheiro no caso de desistência com aviso prévio (aliás, esse eu paguei antes de comprar as passagens! Kkkkk doidinha!). Ah! Também reservei o cruzeiro em Halong Bay pelo booking. Ficamos surpresos com a Turkish, ótimo avião, excelente serviço de bordo, e hotel com transfer gratuito para conexões maiores de 10h em Istambul. Embarcamos em Guarulhos dia 24/03 às 3h50 da manhã. Chegamos à Istambul às 22h10 de lá. Imigramos e nos dirigimos ao balcão chamado Hotel Desk, para solicitar hotel. Ficamos bem animados com a localização do hotel que nos levaram, bem próximo à praça Sultanahmet. No dia 25, acordamos bem cedo e pegamos um Uber (20 Liras no total) junto a outros 2 casais de brasileiros que conhecemos no transfer, e fomos conhecer a Mesquita Azul, Hagia Sophia e a Cisterna. Entramos somente na cisterna (20 Liras), pois a mesquita está fechada para reforma, e a basílica deixamos para a volta. Mesquita azul o fundo Cisterna Às 11h estávamos de volta ao hotel para pegar o transfer da Turkish e embarcar para a Tailândia. Chegamos em Phuket às 4h da manhã. Como eu fiz um roteiro para terminar a viagem nas praias, não ficamos ali. Pegamos o voo da Nok Air para Bangkok (R$ 198 para nós dois, + R$ 58 de IOF no cartão). O balcão do Health Control estava fechado, então o certificado internacional de vacina foi checado diretamente com o agente da imigração. Avião da Nok Air fofinho! BANGKOK – 26/03 – Grand Palace, Wat Phra kaew, Wat Pho e Khaosan Como fizemos um voo interno, chegamos pelo aeroporto Don Mueang. Trocamos 50 dolares já para os gastos iniciais e saímos pelo portão 6, pegamos o ônibus A4 (50 Baht) que para ao lado da Khaosan Road. Não precisa comprar bilhete. Uma mulher passou cobrando durante o trajeto. Como não tínhamos muita pressa, achamos bacana ir de busão e já sentir o ritmo da cidade, ver centenas de pequenos e grandes templos no caminho.... massa!!!!! Finalmente estava em Bangkok!!!! Próximo à nossa parada, a cobradora gritou “Khaosaaaaan”... descemos a 50m dela..... engraçado como de dia nem parece a mesma rua que é de noite!!!! Khaosan rd Ainda não tínhamos comprado o chip, mas o maps.me funciona muito bem offline. Baixamos todas as cidades por quais passamos e foi muito útil. Já tínhamos marcado nossos hotéis no mapa com antecedência. Seguindo, então, o mapa, chegamos ao nosso hostel. Acho que fica a uns 10 minutos de caminhada da Khaosan. Pegamos um quarto privativo com banheiro compartilhado. Gostamos muito!!! Quarto pequeno, porém novinho e cama excelente, banheiros super limpos. Tivemos sorte de quase não encontrarmos ninguém nos momentos que usamos os banheiros! Vivit hostel: 1854 Bh por 2 diárias (+- R$ 191) com café. Como o quarto ainda não estava disponível, por ser antes de meio dia, deixamos as mochilas lá e fomos bater perna, rumo ao tão esperado Grand Palace, antiga residência real e onde fica Wat Phra kaew, templo do Buda de esmeralda!!!! Era pertinho, fomos à pé. Já na entrada, para comprar os tickets, a muvuca era imensa.... senhoooor amado, quanta gente!!!! Um calor de uns 37 graus, grupos de chineses mal educados por todos os lados.... paciência e foco!!!! Eu levei um “kit templo” para essa viagem!!! Nos dias quentes que não dava pra vestir roupa comprida e com manga, eu levava na bolsa uma saia midi e um bolero de manga curta. Esquecemos que o Grand Palace é o único templo onde homem também não pode mostrar os joelhos, então o Jander teve que comprar uma calça na portaria (200 Bh). Ele estava com aquelas calças que viram short, mas esquecemos as “pernas” no hostel! Fazer o quê?! Morrer com vintão!!!! Ao entrar no templo.... woooooooow!!! Que é aquilo?????? Que coisa suntuosa, magnífica!!!!!! Respirei fundo pra não me irritar mais com o tanto de gente, e fui desbravar aquele lugar incrível! E que calor!! Realmente março e abril são meses muito quentes no sudeste asiático!! Não foi fácil!!!!! Mas o lugar valia a pena!!! Saindo do Grand Palace, foi uma mistura de felicidade intensa por ter estado naquele lugar tão incrível... e também de alívio, devido ao calor e muvuca de seres humanos diversos! Kkkkk.... Como era começo de viagem, evitamos ao máximo comer em qualquer lugar, beber coisas com gelo, pra evitar uma intoxicação... então passamos na 7 eleven logo na saída do templo para comprar uns snacks, frutas e bebidas... Trocamos mais 50 dolares ali ao lado e partimos para o Wat Pho, o templo do Buda deitado. Durante toda a viagem, pegamos cotações entre 1 dolar = 30,2 Baht e 31,02 no máximo, em Chiang Mai. Caminhamos uns 400m até a entrada do Wat Pho, pagamos 100 Bh cada, e entramos. O ticket dá direito a uma garrafa de água. Tiramos os tênis e entramos na fila da muvuca de gente pra ver o budão de boas deitado!!! Pensa num chulé lascado lá dentro, todo mundo sem os tênis naquele calor da pega!!! Kkkkkkkk... tampa o nariz e vai, meu filho!!!! Tenha paciência e respeite a fila que sua hora de tirar a foto perfeita vai chegar!!!! Saímos do templo do Budão e fomos conhecer os templinhos em volta, ainda dentro do complexo do Wat Pho.... que lugar lindooooo!!! E menos gente que o grand palace!! Saindo dalí, caminhamos mais uns 350m até o Tha Tien terminal de balsas, sentamos um pouco e ficamos observando o vai e vem de barcos no rio Chao Phraya... bem divertido!!!! Descansados, pagamos 30 Bh e pegamos o barco que atravessa o rio e deixa na entrada do Wat Arun, templo do amanhecer (50Bh). De volta ao barco, cruzamos o rio e pegamos o caminho de volta ao hostel. Paramos em um restaurante charmoso e pedimos nosso primeiro Pad Thai (160Bh)!!! Apesar de estar delicioso, o calor e o jetleg me deram um pouco de náusea... só comi um pouco e preferi ficar nos líquidos... Caminhamos 1,1km até o hostel, fizemos check-in e fomos descansar um pouco, tomar banho, e mais tarde sair para jantar na famosa Khaosan!! Passamos por ela, que diversão!!!! E fomos jantar na Rambuttri. Antes de comer, seguimos até o hotel Rambuttri para fechar o passeio do mercado flutuante e do mercado de trem na agência ao lado do hotel. Passeio fechado (valor 400Bh), seguimos em busca de comida. Meu estômago estava meio zuado, então optei por uma pasta bem ocidental!!! #sqn!! A moça disse que não era spicy, mas era!!! Afastei um pouco o molho bolognesa e comi o penne!! O carbonara do Jander não tinha nada de pimenta. (valor 650Bh jantar + bebidas). Vai uma porção de ovo de codorna frito aí?!!?!? Voltamos de novo pela Khaosan e fomos embora descansar. BANGKOK – 27/03 – Mercado do trem e mercado flutuante. Mercado de flores e Chinatown. Acordamos às 6h40 para estarmos na agência às 7h30. Estava uma chuva torrencial em Bangkok, e seria impossível ir à pé. Os taxis que passavam em frente ao hotel não paravam, e o Uber, não sabemos porque, não estava funcionando naquele momento. Então explicamos nossa situação para a recepcionista e ela fez a gentileza de ligar na agência e avisar que a gente talvez se atrasasse um pouco. Fomos de novo para a calçada e finalmente um taxi parou. Em 15 minutos, no máximo, chegamos à agência (100Bh). Atrasamos um pouco para sair, devido à chuva. Era uma van boa, nova, com nós e mais uns 8 turistas. Seguimos direto para o mercado flutuante mais tradicional de Bangkok, e mais turístico também. Os menos turísticos e mais genuínos só funcionam final de semana... então vai tu mesmo!!!! A primeira parada deveria ser no mercado sobre o trilho do trem. Mas devido ao nosso atraso, perdemos a primeira passagem do trem, e deixamos para a das 11h. Eu estava bem apreensiva com esse passeio sobre o mercado flutuante Damnoen Saduak, porque li muitos relatos dizendo que era só pra turista ver, que não valia a pena e etc.... mas como sou dessas que preciso ver para tirar minhas próprias conclusões, fui conferir e foi a melhor coisa que fiz! Apesar de hoje o mercado ter um propósito mesmo turístico, foi incrível ouvir as explicações da guia de como ele foi construído, da história da vinda dos chineses, da importância dele para os chineses na época de sua construção... e foi sensacional navegar por aqueles canais imaginando que aquilo já foi, um dia, fundamental para um grande número de imigrantes... enfim!! Foi massa demais!!!! Sem falar que como atrasamos e fomos ali primeiro, estava bem vazio no início! Depois, claro, como tudo na Tailândia, craudiou tudo!!! Kkkk Além do valor do passeio, tivemos que pagar separado para andar de barquinho (150 Bh) Terminado o passeio de barquinho, e resistido sem comprar nenhum artesanato maravilhoso, trocamos para um barco com motor para irmos ao local de “desembarque”.... foi bacana, pois passamos por outras partes dos canais, onde estão as casas... a van estava lá no esperando para seguirmos para o mercado do trilho do trem. Ao chegar ao Maeklong Railway Market, a guia logo nos mandou achar um lugar de nossa preferência perto dos trilhos, porque o trem não tardaria muito a passar. Valeria a pena ter ido lá só pela feira em si, independente do trem!!! Pois é uma feira genuína, onde os tailandeses vão para comprar seus legumes, frutas, temperos, carnes frescas (frescas depende do ponto de vista!!)... tem que ter mente aberta e estômago forte em alguns momentos, pois ver aquelas carnes sendo manuseadas de qualquer jeito, com aquela mistura de cheiros, com muito calor... C-nhor!!!!! Que loucura!!!! Até que notamos os feirantes se movimentando, recolhendo produtos, toldos... ouvimos as buzinas do trem... ansiedade!!!!e lá vem ele, passando a centímetros de nosso nariz... pelo menos no local onde ficamos, foi centímetros mesmo!!! Um pouco assustador, mas o trem passa beeeem devagar!!! Tão logo ele passa, produtos e toldos voltam instantaneamente aos seus lugares...e pronto... tudo vira apenas um mercado novamente!!!! Loucuraaaaaaa!!! Espremidos!!!!! Foi ali que tomei o meu primeiro smoothie de frutas (50Bh), arriscando pegar um gelo com procedência duvidosa... meu marido nem quis saber e ainda ficou bravo comigo! Kkkkk... não seria nada bom ter uma diarreia logo no início da viagem, com horas contadas e passeios marcados!! Mas arrisquei.... já quis adaptar logo meu organismo para novas bactérias!!! Hahahahahahaha.... e o gelo tinha procedência, porque não tive nada! Acho que levamos mais ou menos 1h30 para retornarmos à Khaosan. Dali, fomos andando ao píer Tha Tien. Ficamos totalmente perdidos porque tinha gente vendendo passeios de barco...e não entendemos muito bem.... além da quantidade de turistas... até que finalmente alguém me entendeu que eu queria ir ao flower market, e pediu pra gente esperar em determinada fila. Até que chegou nosso barco. Pagamos no barco mesmo, passou cobrador (15Bh). O duro foi saber que hora descer, porque o barco vai rápido, e na hora do píer que queríamos o cobrador estava longe pra gente confirmar, e foi uma parada bem rápida. Olhamos no Google maps e vimos que era aquele mesmo. Então descemos no próximo e voltamos à pé ao píer Yodpiman, foi menos de 500m. Esse píer é bem bonito, pois tem uma espécie de mall, onde almoçamos. Chao Phraya river Yodpiman station - foto do google Conta do almoço... entendemos tudo!!!! Então seguimos caminhado pelos fundos do mall, e entramos no mercado de flores. Muito legal!! Ali eles produzem os arranjos para enfeitar os templos, e como todo budista tem seu templo em casa, a venda desses arranjos, e flores em geral é grande. Apenas atravessamos o mercado e continuamos a caminho do Chinatown, guiados pelo maps.me. O Chinatown é um bairro cuja rua principal se chama Yaowarat rd. É verdadeiramente uma china dentro de Bangkok!!!! Adoramos o passeio... muita coisa bizarra, muitos cheiros, comida de rua, trânsito... sensacional! Deus me livre morar ali!!! Mas passear é obrigatório!!!! Hehe... ao final dessa rua Yaowarat há o Wai Traimit, onde fica o Buda de ouro maciço. Não fomos porque já estava fechado, já era mais de 17h, e também porque tava mais interessante meter-nos pelas ruas paralelas da Yaowarat observar toda aquela cultura tão distinta da nossa!!! Comemos um guioza de-li-ci-o-so!!!!!! A primeira comida de rua da viagem!!! Deu tudo certo!!! Para voltar ao hotel, pegamos o nosso primeiro tuk tuk!!! Apesar de ser mais caro que Uber, não podíamos nos privar dessa experiência! E foi massa!!! O cara andava rápido pra caramba!!! Divertido!!!! Tomamos banho e nem tivemos forças para sair!! O guioza foi suficiente para o jantar!!! BANGKOK – 28/03 - Wat Saket e Chiang Mai Como tínhamos que estar no aeroporto às 13h30, no máximo, era prudente que pegássemos um transfer às 11h. Acordamos bem cedo e fomos conhecer o Wat Saket, Temple of the Golden Mount, pois era bem pertinho do nosso hotel, 15 minutos de caminhada. No caminho, passamos por uma rua cheia de pequenas fábricas de coisas de madeira... portas, bancos.... comprei as letras do meu nome, Pri, no alfabeto tailandês. Custou uns 4 reais, no máximo. Também passamos por um prédio do governo... e vielas... Pagamos a entrada do templo (50Bh) e começamos a subir as escadas. Como pode um lugar tão silencioso e mágico bem no meio da selva de pedras???? A subida é bem tranquila, e lá de cima tem-se uma linda vista da cidade. Valeu a pena!!! Íamos para o aeroporto com o mesmo ônibus que pegamos na chegada. Afinal, tínhamos duas horas para chegar lá. Mas na hora H meu marido ficou inseguro, com medo de o trânsito piorar muito na hora do almoço. Então resolvemos pegar um uber, porque na noite anterior simulamos e ficaria uns 40 reais. Porém, às 11h da manhã, o preço subiu para 750 Bh. Mas fomos mesmo assim, apesar de caro, tivemos um pouco de conforto naquele calor de matar, e também a garantia de que chegaríamos na hora certa! No fim das contas, com o cambio e o IOF do cartão, essa corrida nos saiu por 98 reais.... xxxxeeeeçus!!!! Kkkkkkkkkk dava pra 4 pessoas almoçarem com esse valor!!! Kkkkkk tudo bem!!! Já superei!! Com muita dor, nos despedimos de Bangkok!!! E muito ansiosos por tudo que ainda estava por vir!! CHIANG MAI Eu não conseguia segurar minha felicidade de estar nessa cidade!!!! Afinal, era ali que eu passaria o dia com um elefante, meu sonho de vida!!! Reservei esse passeio antes mesmo de comprar as passagens, bem antes, pra garantir!!! Hehehehehe... alterei a data duas vezes, e foi de boa! Aterrissamos às 15h50, desembarcamos e já na saída havia as tradicionais caminhonetas vermelhas de Chiang Mai! Pagamos 40 Bh cada para ir até o hotel, e havia outros turistas no carro. Cansada e feliz!!!! Fizemos check-in no Chedi Home (3.062 Bh por 3 diárias) com direito a um welcome drink delicinha. Adoramos o hotel. Apesar da ducha ter pouca pressão, o quarto é excelente, e o café da manhã também. Como já era fim do dia, e o calor intenso, descansamos um pouco, tomamos banho e fomos à pé para o night bazaar. Foi uns 10 minutos de caminhada. Jantamos no Ploen Ruedee, um espaço com vários food trucks e música ao vivo, tomamos algumas changs e fomos caminhar pela avenida do night market. Dessa vez não resisti e comprei alguns souvenires, tudo muito lindo e barato! Voltamos ao hotel descansar porque o dia seguinte seria o melhor!!! CHIANG MAI – 29/03 – Patara Elephant Farm e Doi Suthep Acordamos às 6h40, fomos tomar café e esperar a van do Patara, que passaria nos pegar às 7h30. Eu nem acreditava que esse dia havia chegado!! Embarcamos na van e seguimos em direção às montanhas do norte da Tailândia. Seguimos por uma estrada sinuosa e, de repente, paramos próximo à beira da estrada, e o motorista apontou pra mim e pro Janderson e disse “family here”... então nós dois descemos sem entender muito, e as outras 3 turistas da van seguiram caminho.... a van nos deixou ali com uns 4 moços, e uns 6 elefantes, que estavam comendo cana de açúcar. Eu fiquei já muito emocionada de ver aqueles bichos enormes ali, soltos, e também muito nervosa e com medo! Assinamos um termo que dizia que a gente se responsabilizava por qualquer coisa que acontecesse, inclusive levar uma pisada de elefante no pé... ui ui ui!!! Os tailandeses ali não falavam inglês. Então, por meio de gestos, eles pediam pra gente se aproximar dos elefantes, encostar, e pediram meu celular pra tirar fotos minhas.... nisso, nossas mochilas ficaram em um banco de madeira próximo á rodovia... com nossos passaportes e dinheiro.... fiquei com muito receio de algo acontecer, mas fazer o quê?! Aproveitar os elefantes!!! Chorei!!!! Aos poucos fui me aproximando dos grandões, tentando perder o medo que eu nem sabia que tinha... havia uma adolescente chamada Lalaman; ela era muito geniosa e vez ou outra corria atrás de nós pra dar cabeçadas!!! Definitivamente, ela não foi com nossa cara! Passou uns 40 minutos e continuamos ali, interagindo com aqueles elefantes. Estava legal, mas comecei a achar estranho, porque não foi por aquilo que paguei! (O passeio custou 3.200 Bh/pessoa com fotos inclusas). Até que apareceu um instrutor que falava inglês e começou a nos explicar algumas coisas, ufa!!! Ele nos chamou para irmos mais adiante, até uma barraca, para sentarmos e ouvirmos como seria o passeio. E minha cabeça de brasileira desconfiada pensando nas mochilas largadas lá com tailandeses que nem falavam inglês!! O instrutor nos deu nossa roupa do Patara, justificando que os elefantes estão acostumados com ela, também nos explicou como saber se o elefante está saudável, se está nervoso... até cocô nós cheiramos para entender (cheirava cana de açúcar!). Então aprendemos alguns comandos para dar comida e para que o elefante nos acompanhe. Toda vez que ele nos obedecia, tínhamos que dizer “Didi”.... ai que fofuraaa!!!! Eu só falava didiiii.... didiiii... hahahahaha.... Após darmos umas 80 bananas, uma a uma, seguimos morro abaixo para tomar banho no rio. Pensa na alegria daqueles elefantes ao entrar na água!!!! Uma festa!!! Eu passava a escova no meu elefante, e ele pegava água com areia no fundo do rio e jogava nas costas!!!! Sujando de novo!!!! Levei um monte de jato de areia também!!! Hahahahaa Após o banho, despedimos dos nossos elefantes e ganhamos uma cesta cheia de frutas, e sticky Rice com côco enrolado na folha de bananeira, e suco. Pausa para o lanche. Lembrando que a todo momento havia um fotógrafo nos acompanhado!! Em seguida, eles nos informaram que iríamos de van para outro local, uma espécie de hospital de elefantes, para ver dois bebês.... oi?!!?!?! Eu entendi isso??? 2 bebês elefante???? Yeeeees!!! Ficamos mais de uma hora brincando com eles!!! Foi mais que um sonho!!! Após uma manhã intensa e maravilhosas, voltamos ao hotel e almoçamos ali mesmo. Saímos em direção ao centro procurar pela agência Amporn, indicada pelo blog Um Viajante, para fazer o passeio para Chiang Rai. Após fechar o passeio (1350Bh), seguimos ao templo Doi Suthep. Paramos um daqueles carros vermelhos e pagamos 40 Bh cada para ir até o Zoológico. Do zoo até o alto da montanha, pagamos 100Bh cada para subir, ficar por lá durante 1h30, descer e sermos deixamos no hotel ou qualquer lugar dentro da Old Quarter. Na volta, ficamos direto no Night Bazaar para trocar dinheiro, comprar souvenires e jantar. Continua em breve... Continuando.... CHIANG RAI – 30/03 – Bate-volta para Chiang Rai A Van da empresa Amporn passou nos pegar às 7h30 para o passeio a Chiang Rai (1.350 Bh), incluindo a vila Karen, mais conhecida como long neck woman, e o Golden Triangle, fronteira entre Tailândia, Laos e Myanmar. A primeira parada foi em um lugar chamado Hot Spring, na beira da estrada, há tipo uma feira cheia de coisas pra comprar, e próximo à feira, há fontes de águas termais, nas quais você pode colocar os pés para relaxar (lotaaaado de chineses), ou comprar tipo uma vara de pescar com uma cestinha e um ovo na ponta, e colocar esse ovo para cozinhar em uma das fontes, e comer!!! Dispensamos tudo isso e ficamos apenas olhando tudo o que tinha para vender naquela feira!! Sem querer ser chatona, mas depois de ver os geisers lá no deserto do Atacama, essas termais aí ficaram no prego do chinelo!! hihihi Seguimos viagem para a tão esperada parada, o White Temple. E não deixou a desejar! Que lugar incrível!! Aquela brancura, os detalhes, pequenos mosaicos de espelho... e os banheiros então?!?!!?!? Um luxo!! Nossa guia disse que foi bom ter chegado mais cedo, porque tinha menos pessoas..... WHAT!!?!?!? Aquilo ali de gente era pouco?? #sqn Mas deu para empurrar alguns chineses e conseguir uma boa foto!!! Hahaha... a única coisa triste que nos acompanhou em quase toda a viagem foi o céu... devido a queimadas ilegais que ocorrem em todo o sudeste asiático, o céu não ficou azul nenhum dia... mas um cinza nada glamoroso... apenas nas praias não havia essa nuvem de fumaça. Uma pena... mas não reduziu em nada a beleza dos lugares, só não favoreceu as fotos. Enfim... o verão, entre março e abril, além de temperaturas escaldantes, ainda pode ter as queimadas.... haja litros de água e de Chang pra alivar!! Hihi Esse é o banheiro do templo!!! wow! Seguimos pelo interior do país... muito legal isso! Observar a zona rural, as montanhas.... chegamos na vila da tribo, se não me engano, Akha. Há muitas tribos que vivem nas montanhas da Tailândia, algumas ainda mantêm suas tradições. Nessa que fomos, algumas mulheres se vestem com roupas típicas para os turistas conhecerem, e vendem seus artesanatos. Podemos observar um pouco de suas casas feitas de bambu.... e como eram férias escolares, havia muitas crianças brincando ali.... umas fofuras! Quem pagou o passeio completo, como nós, seguiu até os fundos dessa vila, que é onde começa a vila das “mulheres girafa”. Não gosto desse termo, prefiro o verdadeiro, que é tribo Karen. Quem não pagou, fica esperando na vila anterior. Esse pagamento é uma forma de ajudar a tribo, porque são imigrantes do Myanmar.... algo assim. Está aí outro passeio que eu estava com receio, pois muitas pessoas diziam que parecia um zoológico onde você vai pra ver gente exposta... mas vou falar uma coisa, eu gostei muito! Porque ali é onde elas vivem, independente do turismo. Enquanto seus maridos vão trabalhar nas fazendas, elas ficam ali recebendo turistas enquanto fazer seu artesanato, que a propósito é lindo. Na verdade eu que me senti Tonga, porque imagino que elas ficam pensando “esses turistas bocós atravessam o mundo pra ver a gente aqui sentada trabalhando”.... sei lá.... me senti bem! Comprei um artesanato e tirei uma foto! Quando eu organizava o roteiro, queria muito ir ao Myanmar, mas não deu tempo. Nas pesquisas, eu li que eles usavam a Tanaka como protetor solar natural. É uma árvore, eles ralam e molham pra formar uma pasta. Quando eu vi todas as mulheres Karen com Tanaka no rosto, pedi pra guia ver com uma menininha linda se ela passava takana em mim, dei umas moedinhas e ela passou. Eu fiquei muito emocionada e chorei, pois aquela menina linda, toda delicada, parecia que estava pintando uma tela!!!! 6 É linda demais!!!! Hora de ir para o Golden Triagle. Lá na fronteira, pegamos um barco e navegamos alguns minutos até a fronteira com o Myanmar, onde o guia explicou sobre problemas com tráfico de ópio e etc.... depois fomos até a fronteira com o Laos. Ali pudemos descer e dar uma volta pela feira do Laos. Os corajoso puderam provar whisky com pênis de onça, com cobra, com ópio etc.... acho que ficamos ali uns 40 minutos e voltamos pro barco. Vai encarar um whiskinho?! Portal do Laos! De volta à van, seguimos para o restaurante: Buffet livre de comida tailandesa!!!!! Genteeeee.... mas eu comi tanto que fiquei até com vergonha!! Provei as nada, pouco e muito apimentadas... não perdi a chance!!! Hehehe.... amei!!! A viagem de volta foi super cansativa... durou 4h em uma estrada sinuosa, com uma parada pra xixi. Chegamos ao hotel moídos. O Janderson foi na 7 eleven buscar uns lanches e jantamos no quarto mesmo. SIEM REAP - CAMBOJA – 31/03 – Voo de Chiang Mai para Siem Reap (U$ 192 o casal) e circuito grande. Pedimos um Uber às 6h para o aeroporto (R$ 20,00). Nosso voo da Air Asia tinha uma conexão de uma hora em Bangkok. Tomamos um café caro pacarai no aeroporto e partimos para o Cambodia. Levem caneta na mochila de mão, porque tem que preencher o cartão de entrada em cada país que passamos. Ao chegar, seguimos ao balcão para fazer o pagamento do visto (U$30) e deixar nossos passaportes. Seguimos para o outro balcão onde esperamos pelos passaportes já com o visto. Isso durou uns 20 minutos. Passaporte em mãos, passamos pela imigração e saímos do aeroporto. Dessa vez achei que teríamos transfer esperando com plaquinha e nossos nomes... mas não dá pra ser rico nessa vida: eu me esqueci de enviar email ao hotel com horário da chegada. Enfim, pegamos um taxi credenciado e a corrida ficou U$ 10. Lembrando que no Cambodia não precisa trocar os dólares, pois lá eles aceitam. Então foi um baque sair da Tailândia, onde 100 Baths era 10 reais, e chegar no Cambodia, tudo em dólar.... ainda mais com nosso temers desvalorizados.... bola pra frente que quem converte não se diverte!!! Nosso hotel tinha uma piscina maravilhosa, café da manhã excelente e camas muito boas, mas o banheiro era meio aspecto de sujo. Pagamos U$53 por duas diárias, barato demais!! Então tá tudo certo! Pedimos informações sobre os passeios e acabamos contratando um tuk tuk ali pelo hotel mesmo, para os dois dias (U$38), incluindo o nascer do sol no Angkor Wat. Nosso motorista não era muito de conversa, apesar de simpático, e não serviu de guia, como já li por aí muitos motoras de tuk tuk vão explicando tudo. Tive que me valer dos meus guias em PDF para entender um pouco sobre os templos. Ate cotei o guia Alex, que fala português, mas ele cobra U$70 por pessoa, o que não estava em nosso orçamento. Também não quisemos guia em inglês porque C-nhor amado!!! Como entender aquela pronúncia dos cambodianos?!?!!?!? Tinha hora que só na mímica! Como ainda tínhamos a tarde pela frente, fomos fazer o circuito grande, que leva esse nome porque as distâncias entre os templos são mais longe. Pegamos nosso guia e mapa e partiu Angkor. Nosso motora parou na bilheteria para comprarmos o ticket de 3 dias (U$62... isso mesmo... U$124 para nós dois... 0_0...). começou uma chuva de leve, mas logo parou e deu pra visitar de boas... só que não teve pôr do sol. Até fomos a um templo para isso, mas o sol estava encoberto pelas nuvens. Foi lindo, mas não se compara às fotos do entardecer de lá que vemos por aí!!! Maravilhados com tudo aquilo, voltamos para o hotel, curtimos um pouco da piscina. Após o banho, saímos para jantar na Pub Street. Nosso hotel era perto, mas muita preguiça de caminhar, então pegamos tuk tuk (U$2 o casal). Tanto como em Bangkok quanto em Chiang Mai, Siem Reap tem a sua rua louca!! São algumas quadras de bares, restaurantes, comida de rua, artesanato.... woooow!!!! Eu A-MEI a pub street!! A melhor de todas!! Sem falar que meio litro de chop custa 1 dolar!! SIEM REAP – 01/04 – Angkor Wat e circuito pequeno Como combinado com nosso motora no dia anterior, acordamos às 4h para ir ver o sol nascer no magnífico Angkor Wat. Nosso hotel havia deixado preparado nossa marmita do café da manhã. Estacionamos, marcamos bem a árvore ao lado do tuk tuk, porque um mundaréu de gente chegava também!! Caminhamos naquele breu imenso seguindo o fluxo de gente até chegarmos no lago. Ali, tinha um vendendo de café e chá. Compramos um pra podermos sentar nos tapetes bem na beira do lago (4U$) Aquela multidão ansiosa ali... maaaaaaas... o sol não nasceu... buááááá.... ele até se esforçou!! Mas nada! Não tivemos sorte!! Foi lindo, mas imaginem com sol?!!?!? Vejam: Imaginem com sol nascendo atrás do templo! Tomamos nosso café ali mesmo, enquanto o dia surgia... e partimos desbravar o sublime Angkor Wat. Gente, sério! É magnífico!! Pensar na história daquilo ali, de ter sobrevivido ao tempo, às guerras, aos seres humanos... de arrepiar!!! Imagine com um bom guia?! Acho que ficamos mais de uma hora por ali. E voltamos para o estacionamento, que ainda tinha o circuito pequeno inteiro para visitar!! O mais esperado era, claro o Ta Phrom, e fazer carão de Angelina Jolie nas fotos!!! Hehehe É impressionante ver essas árvores sobre as ruínas!!!!! Olha vou falar uma coisa... andar pelos templo cansa muuuito! É um sobe desce em degraus imensos e irregulares!! Um calor!!! E a fome foi batendo! Sorte que em todo lugar tem saquinho de manga ou abacaxi mega doces pra comprar!!! A hora que deu umas 13h30 chegamos ao limite! E pedimos para nosso motora nos deixar na pub street. Como era domingo de páscoa, decidimos ter um almoço especial de comida típica!!! Amei o picadinho de carne deles, chama-se Lok Lok... também comemos sopas e peixes da culinária Khmer. Eles usam muito galangal, um tipo de gengibre, e capim limão.... as sopas são apimentadas e refrescantes... também usam uma massa de peixe fermentado nas sopas... gosto forte e exótico...gostei de tudo!! Após almoço voltamos ao hotel pra tirar um cochilo que não deu muito certo, pois acordamos já no início da noite. Então bora voltar pra pub street comprar souvenir e despedir daquele lugar top demais!!! O night market de lá tem roupas muito baratas, e panos também (pashmina, toalhas de mesa etc)... e lá no fundo do mercado tem um palco onde ladyboys se apresentam transvestidas...tipo um show de dublagem.... meio bizarro, porque é tipo a propaganda da prostituição explícita.... ficamos uns 3 minutos olhando mas logo saímos...uma delas ficou encarando meu marido!! Hahahaha.... Neste dia voltamos embora a pé, para poder ver um pouco mais das ruas, das feiras, das comidas de rua.... que diferente, massa!!!! SIEM REAP – 02/04 – APOPO e voo para Bangkok Nesse dia eu queria ir para Beng Mealea, templo afastado da cidade. Mas a gente vinha de ritmo intenso de acordar cedo, passear muito, calor, estômago meio ruim.... Então acordamos mais tarde, tomamos café e resolvemos dar uma descansada, pois ainda tinha muita viagem pela frente! Acabamos o café já era umas 10h00.... voltamos ao quarto arrumar as coisas, e pegamos um tuk tuk para ver a pub street de dia.... tomamos umas cervejas, almoçamos lá pelas 13h30 e decidimos ir conhecer o Apopo, um projeto no qual eles treinam ratazanas para encontrarem minas explosivas pelo olfato (U$5). Pesquisem na internet sobre os HeroRats. É incrível!! Ratos salvando vidas! Rato James! Minas encontradas por ratos. No início da noite, pegamos o transfer gratuito do hotel (pois não pegamos quando chegamos) e fomos pro aeroporto. Embarcamos para Hanoi, no Vietnã (R$ 700 o casal), mas com conexão de uma noite em Bangkok. Então pegamos um hotel ao lado do Don Mueang, Hotel Hopper’s place (900Bh). Até dormir, já era meia noite, e o transfer gratuito sairia do hotel às 3h30. Achamos muito cedo, considerando que o hotel era perto e o voo era às 6h45. Mas foi a melhor coisa que fizemos, pois como quase todo aeroporto da Ásia, estava lotaaado já pela manhã. HANOI - VIETNÃ – 03/04 – Conhecendo Hanoi Às 8h30 já estávamos aterrissando em Hanoi. Fomos até o balcão para tirar o visto, mais ou menos como no Camboja (U$ 25), levou uns 40 minutos. E que emoção chegar ao Vietnã!!! Até então só visto em filmes de guerra!! Pegamos uma van no aeroporto que enche de gente e vai deixando nos hotéis do centro histórico (U$ 6 o casal). Quanto mais nos aproximávamos do centro, mais louco ia ficando o trânsito!! Aquele caos de motos e pedestre, mas que funciona! Descemos da van e andamos umas 5 quadras até o hotel. Duas vendedoras tipo de pão frito viram os 2 turistas bocós com suas mochilas, e já vieram empurrar a sacola do pão cobrando 2 dolares, e colocando a sacola em nossa mão, falando e sorrindo, tudo muito rápido. Demos 1 dolar e pegamos 2 pães e saímos.... apesar de muito gostoso, não valia tudo aquilo... aprendemos a lição: nem olhar para os vendedores e seguir andando! Após o check-in (aliás, como os recepcionistas são simpáticos!!), deixamos as malas e corremos desbravar a cidade. Que loucuraaaa!!! Eu amei tudo!!!! Achei realmente incrível, uma cidade enérgica, louca.... fantástico!!! Quero voltar!! O que é atravessar a rua nessa cidade?!!?!? Medoooooo... Após passar pelo lago Hoan Kiem, bem próximo ao nosso hotel, seguimos para conhecer o Templo da Literatura, o que já foi a primeira universidade do país. Aluguei um áudio guia e fiquei simplesmente maravilhada com aquele lugar!! Eu que sou formada em Letras, estava no templo da sabedoria! Amazing!!!!! Dois tickets custaram 60 mil Dongs, o que dá mais ou menos 10 reais. O áudio guia acho que foi uns 20 reais. Entrada Por este caminho só passavam os governantes e os mestres do saber Fotos dos formandos!! Tudo muito incrível! Foi próximo ao templo que tomamos nosso primeiro café vietnamita, tão famoso! Tomamos um gelado com sorvete de coco, e o tradicional com leite condensado. Como não gosto muito de café doce, prefiro o gelado com coco! Mas os dois são bons! Fiquei uns 15 minutos esperando o café passar em cima do leite condensado!!! Seguimos a pé para o museu da guerra (80mil Dongs o casal). Tínhamos apenas meia hora até fechar, então foi rapidinho!! na parte interna havia muitas fotos e informações Depois fomos para o Thang Long Water Puppet Theater (Uns 15 reais). Gente, que demais!!!! É tão bizarro e engraçado, e ao mesmo tempo tão fofo... super recomendo!!! Porque faz parte da tradição deles, e eu teria ido só pela música, que é ao vivo!!! Parece bobo, mas é a forma de retratarem toda a cultura deles. Demais!!!! o palco é uma piscina as marionetes saem da água!!! e a banda fica ao lado Jantamos em uma hamburgueria e fomos descansar. Andamos mais que notícia ruim nesse dia! Diária no Hanoi Stella Hotel (bom!) + 1 kg de roupa na lavanderia = U$ 32 HANOI - VIETNÃ – 04/04 – Halong Bay Além de estar no Vietnã, que já é demais, chegou o dia de ir para Halong Bay. Reservamos o cruzeiro pelo booking, com base nas avaliações (U$ 210 com transfer). O onibus atrasou bastante para nos pegar no hotel. Tomamos café rapidamente para estarmos prontos às 7h30, e eles chegaram às 9h.... fazer o quê?! Levamos umas 4h para chegar em Halong. Embarcamos e começamos nosso lindo passeio por aquela baía magnífica. Nosso barco era intermediário, conforme o que pagamos. Nosso quarto era bom e a comida excelente. Tudo ok! Nada extraordinário! O passeio foi o bem tradicional: almoço, surprise cave, caiaque em um lugar belíssimo, cooking class, jantar, pernoite, café, view point, praia, almoço e retorno. Eu amei!!!! Plantações de arroz ao longo do caminho... Iniciando a navegação! enfrentando o trânsito na subida para a caverna.... a imensa e linda Surprise Cave! Vista ao sair da caverna De volta ao barco! Nada mal esse caiaque, hem!? Pode haver fim de dia mais lindo!?!!? Demais! E não parava de ficar lindo! Nem de noite!! Aprendendo a fazer o spring roll do Vietnã! HANOI - VIETNÃ – 05/04 – Halong Bay e retorno para Hanoi Bom dia with a view!!!!!! Que tal a vista da minha janela??? view point... após muitos degraus!!! valeu o esforço! só pra dizer que molhei as canelas!!! Mozão nem pensando na fatura do cartão que estava por vir!!! hehehehe O passeio terminou ao meio dia. Pegamos o busão de volta pra Hanoi. Umas 16h30 já estávamos no hotel. Só deixamos as coisas e fomos curtir um pouco mais da cidade, pois no dia seguinte, pela manhã, já iríamos embora. Sim! Apenas 3 dias no Vietnã, pois eu achei melhor ir pouco que ir nada! E ficou a vontade imensa de voltar, porque tem muuuuuito mais o quer ver pelo país. O chapeu não é pra turista ver... eles usam mesmo! A maioria dos prédios são estreitos para pagar menos impostos One Pilar Pagoda Mausoleu de Ho Chi Minh.... até às 11h é permitido entrar para ver o corpo do principal lider que eles já tiveram, e gratuito. The note, uma cafeteria toda estilosa cheia de recadinhos!!! finalmente achamos um bar de breja artesanal na viagem!! 3.wmv Neste video, imagens das ruas, da tentativa de atravessar a rua, e de uma rua badalada!
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    Me enviei seu numero para add no grupo
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    Oieee meninas...sou do interior de SP, sempre vou a capital de sp mas por falta de companhia acabo q não saio por lá...,tbm quero amigas p conhecer novos lugares... Super curti a idéia!
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    Oi pessoal! Também estou procurando cia pra viagens... novas amizades são sempre bem vindas. Abraço
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    Vale muito a pena! Recomendo. Só não recomendo gastar mais de 2 horas em Morretes. 1:30 hora está de bom tamanho (opinião pessoal)
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    Olá meninas! Estou de férias em Salvador até final de julho. Me add no grupo: (71)99276-4016
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    @Wesley Felix te inseri no grupo de colaboradores. Tente agora.
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    Exato! Eu também viajo frequentemente a trabalho e também acho uma tremenda falta de respeito com os outros passageiros quando chega aquele passageiro inconveniente com uma cargueira enorme e fora dos limites como bagagem de mão mais uma bolsa de 40 L, alem dos casacos e jaquetas, ele toma o espaço e atrapalha outros 3 ou 4 passageiros, que ficam sofrendo por não ter onde colocar a sua bagagem que está dentro dos limites. Podem me chamar de chato, mas já pedi para o comissário de voo mandar o passageiro tirar a mochila enorme dele e despachar no porão, por que ele estava tomando o bagageiro inteiro e não tinha mais espaço para os demais passageiros, e eles fizeram o cara descer do avião com a bagagem enorme e despachar...
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    Os trens da Inka Rail e Perru Rail vão somente até Ollantaytambo que fica a uns 60 km de Cusco, de lá você tem que pegar uma van até Cusco. Alguns poucos horários de trem seguem até Poroy, que fica a uns 12 km de Cusco, de lá você também tem que pegar uma van ou táxi até Cusco. Normalmente sempre tem um monte de vans ou táxis esperando na frente da estação, é só chegar lá ver qual está saindo antes, e "negociar" o preço. As vans costumam sair meio sincronizadas com os horários dos trens, como o último trem vindo de Aguas Calientes chega em Ollantaytambo lá pelas 20:00, até uns 30 ou 45 minutos depois do trem chegar vai ter van, mas muito mais tarde que isto, provavelmente não tenha mais van, ou se tiver será uma ou outra van "perdida" e com uma longa espera até chegar o horário de ela partir.
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    Botas EPI são vida, paguei R$55 nas minhas. O conforto resolve com uma palmilha de silicone ou uma de EVA da Macboot. Impermeabilidade é uma faca de dois gumes... o pé não molha de água mas cozinha no suor. Melhor se preparar levando pares de meia extras e passando graxa/óleo no couro da bota para repelir um pouco da água.
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    http://maladeaventuras.com/2016/02/3-cachoeiras-para-conhecer-no-vale-do-capao-rio-preto-purificacao-e-conceicao-dos-gatos/ Segundo a pessoa que escreveu, tratam-se de trilhas mais leves... agora, se é tranquilo de ir, carregando uma criança de colo, aí já não sei dizer...
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    Pessoal, Estou querendo ir ao Jalapao em novembro (15) e passar 4 dias la. Alguem interessado?
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    Tem uma diferença absurda de preço entre você fazer os passeios em um tour privado para vocês 3 em um carro de passeio ou minivan ou se juntar num tour "coletivo" de micro-ônibus das agências junto com outras 10 ou 12 pessoas. Então veja bem certo o que você está comparando, não compara tour privados com tours "coletivos", um tour privado é geralmente 5 ou 6x mais caro do que se juntar num tour coletivo. Mas quando você está em 3 u 4 pessoas, as vezes pegar um tour privado pode ficar com preço total interessante, mas se estiver em uma ou duas pessoas, um tour privado pode pesar. Procurando nos meus e-mails antigos, eu achei este endereço http://www.roundtriptravel.com/ que foi a agência que eu fiz o passeio Vale sagrado (Pisac e Ollantaytambo). Como estava viajando sozinho, peguei um tour coletivo, saímos de manhã cedo de Cusco, passamos pelo Vale Sagrado e chegamos em Ollantaytambo no meio da tarde, onde peguei o trem no final da tarde para Aguas Calientes. Eles tinha pacote completo, mas eu peguei só parte do vale sagrado feito de van.
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    Como eu disse no último post, no meu primeiro dia de Torres del Paine, meu objetivo era chegar até o Refugio Grey. De Paine Grande - onde eu desci do catamarã e iniciei minha caminhada - até o Refugio Grey são 11 km. Que eu deveria ter feito em 3,5 hs. Deveria. D-E-V-E-R-I-A. 🙈🙉🙊 Mas, como eu gosto de emoção, eu levei 7 horas. Eu não chamaria aquilo de caminhada, eu diria mais é que eu me arrastei até lá. Um à zero para o sedentarismo. No início da caminhada, a trilha passa por uma grande área que sofreu com um incêndio causado por um turista descuidado, anos atrás. É triste. Nesse ponto se faz silêncio, parece que nem o vento faz barulho. A natureza está se reconstruindo, mas ainda vai levar muitos anos para que tudo volte a ser verde ali. Depois desse ponto, você chega na Laguna Los Patos. Tem um mirante e um pessoal almoçando. Nesse ponto eu encontrei uma família de brasileiros, mãe, pai e dois meninos com cerca de 10 anos. Achei lindo. Mas me deu uma saudade enorme de casa. Me senti sozinha de novo. Muita gente faz esse percurso como bate e volta, apenas para ver o Glaciar Grey, que é realmente um espetáculo. Do Refugio Paine Grande até o Mirador Lago Grey são 4,5 km. A partir dali, até o refugio, são mais 6 km de caminhada descendo rochas. E na volta, toda descida vira........ subida! Isso mesmo, parabéns! (hahaha) To rindo, mas é de desespero. Acho que não te falei, mas você desembarca do catamarã, em Paine Grande, por volta das 11hs da manhã. Então se você for fazer um bate e volta no Lago Grey, e voltar para Puerto Natales no mesmo dia, tome cuidado com o último horário que o catamarã retorna para Pudeto. Segundo a indicação da placa, são 4,5 km para chegar até o mirante, então considere o tempo de volta, o tempo de parada e contemplação e as pausas para descanso. Deixa eu te contar então o que eu fiz, pra você fazer diferente. 😬 Primeiro, lembra que eu deixei para amaciar minhas lindas botinhas fazendo a trilha da Laguna de los Três, lá em El Chaltén? Pois então, anote: erro nº 1. Isso esfolou meu calcanhar de uma forma que a tendência seria piorar. E piorou? Claro. Eu cuidei do machucado, que graças a Deus era só no pé esquerdo. Eu levo uma "farmacinha" comigo em qualquer viagem que eu faça, então eu estava preparada para o caso de precisar fazer um curativo (ou vários, como você vai ver a seguir). Pois esse foi o meu primeiro mochilão na vida. Então, claro, minha mochila era nova. Obviamente eu a testei em casa, coloquei todo o peso dentro dela e aprendi a ajustá-la corretamente no meu corpo, evitando dores nos ombros e costas, bem como a sobrecarga nos joelhos. Ah, não se iluda amiguinho! A essa altura do campeonato você já me conhece o suficiente para saber que eu fiz o contrário do que é recomendado. Erro nº 2. Eu coloquei a mochila nas costas e ela estava tão pesada - ou eu estava tão desacostumada ao peso - que todas as vezes que eu precisei tirá-la das costas, tinha que procurar uma pedra ou uma encosta para me apoiar, porque senão eu caía. Era engraçado (e ridículo haha). Mas o pior mesmo não era o peso, eu realmente levei apenas o que precisava para passar os dias. O problema todo aqui foi a falta de ajuste. Esse tipo de mochila é preparado para se ajustar ao seu corpo. Portanto, você precisa encontrar o ajuste que a deixe confortável em você. No meu caso, eu só fui perceber o que deveria fazer no dia seguinte. Então camarada, quando você for utilizar um mochilão, ajuste ele ao seu corpo, utilize a barrigueira - que é a fivela que prende o mochilão entorno da sua cintura - e cuide para ficar confortável nos ombros. Dessa forma, você distribui o peso do mochilão e sua caminhada não se torna um martírio. Outra dica: guarde seus pertencer na mochila de forma que o mais pesado fique na parte inferior. Hoje, se eu fosse fazer de novo, eu teria me hospedado em Paine Grande, pego apenas uma mochila de ataque - aquelas mochilinhas pequenas apenas para passar o dia - teria ido até o mirante (mirador) e voltado, passaria a noite ali e no dia seguinte seguiria meu rumo. Ir até o Refugio Grey é mandatório para quem faz o Circuito O. Mas no meu caso, não havia necessidade. O Refugio Grey não faz parte do circuito W, então são 6 km - com muita subida e descida - de brinde. O caminho é lindo, mas é extremamente puxado. Você pode conferir as diferenças de altitude em uma das fotos que estou anexando aqui. Tire suas conclusões. Claro que, se eu não estivesse com o pé machucado e o mochilão desajustado nas costas (e fizesse exercícios no dia a dia), a minha percepção seria diferente. Então, leve em consideração que essas dicas aqui estão sendo dadas por uma marinheira de primeira viagem. Absorva só o que te for útil. Não pense você que eu não havia lido - em um milhão de sites diferentes - o que eu deveria ter feito para me prevenir desses erros estúpidos que eu cometi. Eu li as recomendações de todos os aventureiros do planeta, e elas são bem simples: não deixe para amaciar as botas na viagem, teste seu mochilão em casa, se prepare fisicamente para esse tipo de viagem, leve uma farmacinha com você... mas como você pode perceber, eu só levei a sério a história da farmacinha. Eu poderia mesmo escrever uma manual do que NÃO fazer pra se dar bem. 😜 Mas, voltando para o que interessa mesmo, depois de 4,5 km de caminhada, você encontra o Mirador Lago Grey e aquela vista estonteante do Glaciar Grey. No fim do ano passado, um pedaço considerável da geleira se soltou, o que é alarmante. Eu havia lido em alguns blogs o seguinte comentário: "se você viu o Perito Moreno, você não precisa ver o Grey". Comentário absolutamente descabido, na minha opinião. São experiências completamente diferentes. O ambiente em Torres del Paine é absolutamente outro. O Parque Nacional Los Glaciares, onde está o Perito Moreno, é completamente "urbano" se comparado à Torres del Paine. Então, se puder, vá e conheça ambos. Te garanto que vai valer a pena. Você já ouviu falar que em Torres del Paine venta loucamente, não é? Mas eu posso te afirmar que venta mais do que isso aí que você está imaginando. Eu tentei chegar no meio da pedra grande do mirante, mas o vento não deixou. Fiquei uns minutos encostada numa pedra enquanto tentava tirar uma foto, sem perder a máquina fotográfica para a ventaria. Você não tem mais nem expressão facial nessa hora, porque o vento estica tudo. É um belo lifting. Quem é que precisa de Renew, meu bem? hahaha. Eu vi um grupo de pessoas que conseguiu chegar mais adiante, e foram deitados até lá, pra você ter uma ideia. É nesse ponto que as pessoas se separam. A maioria retorna para Paine Grande, mas alguns poucos, como eu, seguem até o Refugio Grey. O caminho para o refugio é uma aventura a parte. Uma parte é trilha de terra, a outra parte é pedra. Então você desce pelas pedras, algumas vezes acompanhadas de um rio. Existem pontos extremamente íngremes e é importante você cuidar para não torcer um tornozelo ou os joelhos aqui. Eu levei um par de joelheiras e usei todos os dias, depois desse. Pode ser efeito placebo, mas te dá uma sensação de segurança maior. Como havia muita descida, um terreno muito íngreme e meu calcanhar pedindo socorro, eu comecei a chutar pedras. Era sem querer, eu juro. Mas acho que o cansaço, que já estava se tornando exaustão, não me deixava levantar os pés direito pra andar. Perdi uma unha. Eu estava com um bastão de trekking, mas deveria ter levado dois. Te dá um excelente apoio. O meu bastão é o mais baratinho da Decathlon. Paguei 50 reais e ele não me deixou na mão em nenhum momento. Foi mais resistente do que eu imaginei. Nesse dia eu encontrei a Grace pelo caminho. Acho que você ainda não conhece a Grace. A conheci na hora que fui dormir, lá naquele hostel em Puerto Natales. Ela é da Lituânia (terra da minha bisa, por parte de pai), mas mora em Londres. Ela havia estado no Rio de Janeiro no mês anterior. Pessoa super simpática. A Grace saiu depois de mim do hostel, mas me passou na trilha - parou um pouco para conversar comigo e saber se eu estava bem - e chegou duas horas antes de mim no refugio. Grace não é sedentária. 😂 Em um outro momento da trilha, eu sentei num tronco de árvore caído, e um grupo com uns 4 rapazes - que acredito serem mexicanos - passaram por mim. Me deram o maior apoio moral pra continuar: "vamos, já estamos chegando, força!". Enquanto eu tentava acomodar o mochilão nas costas, proteger o calcanhar da bota, não cair com a ventania, e segurar a minha língua que estava quase arrastando no chão, eu vi as paisagens mais incríveis da minha vida (até aqui). Ah, essa perna do circuito W é bem gelada, viu? Vá bem agasalhado, mas no sistema "cebola". Paulistas conhecem bem: você coloca várias camadas de roupa para ir tirando ao longo das várias temperaturas no decorrer do dia. 😅 Pra finalizar, vou te contar uma coisa que me deixou bem intrigada: fui a última a chegar no Refugio Grey e fui encaminhada para um quarto compartilhado, com duas beliches. Apenas uma cama estava ocupada. A outra seria a minha. Para conseguir uma cama nesse refúgio foi uma guerra, contei num post. E quando cheguei lá, surpresa: duas camas vagas. Tirando o problema de organização com as reservas, o refugio é excelente. Tomei um banho bem quentinho, lavei o que dava para lavar no chuveiro, voltei para o quarto e desmaiei. Eu levei comida, mas eu não sentia fome. Eu peguei um pão tipo hambúrguer, que havia comprado em Puerto Natales, e comi metade. Não eram nem 19hs. Fiz um curativo no pé, que havia piorado um pouco, dormi e acordei no dia seguinte, às 6hs da manhã. O refugio fica sem energia elétrica a partir das 22hs e retorna às 6hs. Acordei, me ajeitei, ajeitei minha mochila, deixei um pacote de nhoque - que não precisava de refrigeração - e um saquinho de molho pra trás (na esperança de fazer a mochila pesar menos). Não comi nada. Meu estômago estava enjoado e eu não sentia fome. Às 7hs já estava fazendo a trilha de volta, agora seguia para o Camping Francés. Seria um longo dia. Loooooongo. Mas essa história eu te conto no próximo post. O que levei desse pedaço de trilha: apesar de todo o perrengue, cada vez que eu via algum capricho da natureza, eu esquecia das dores no pé ou nas costas e só pensava "valeu totalmente a pena". Enquanto caminhava sozinha, eu tinha muito tempo pra conversar comigo mesma, pensar na vida, refletir. Chorei um pouco e pensei o quanto mudaria algumas coisas. A solidão é um santo remédio pra quem tem a cabeça cheia e o coração cansado. Recomendo. Até logo, viajante! Bruna.
  22. 1 ponto
    Ilha comprida Há tempos aguardava a oportunidade perfeita para conhecer o litoral sul de SP. A parte norte, com acesso mais fácil a quem mora no vale do paraíba, eu já havia “mapeado” muito bem: conheço cada cantinho. A travessia da Ilha Comprida, os muitos quilômetros de areia estavam no topo da lista. Saí de Taubaté na parte da tarde. Com os recentes acontecimentos, evito ao máximo andar em Sampa de moto, então desci ao litoral pela Mogi/Bertioga e rumei ao sul, passando por Guarujá, Santos, Peruíbe e etc. Chega-se à Régis Bittencourt e algusn quilômetros depois pega a saída sentido Iguape/Ilha Comprida. Ilha comprida é uma cidade espalhada, e muito calma e pacata. Chegando em Iguape, é só atravessar a ponte. Infelizmente parece a crise pegou lá de jeito, e além de quase todos os campings estarem fechados e com placa de “Vende-se”, mal há iluminação nas ruas a noite. Asfalto em meia dúzia de ruas fora a da orla. Depois de perambular pelo centro em busca de um camping, sem sucesso, segui rumo ao norte, onde alguns quilômetros pra frente encontrei a Pousada e Camping Beira Mar (que, diga-se de passagem, também estava com placa de “vende-se”), onde iria montar a barraca por R$30, até o dono oferecer um quarto por R$40... e ali fiquei. O percurso do dia era conhecer o norte da ilha pela manhã, chegar em Cananéia à tarde, para no próximo dia, durante o retorno, fazer a famosa trilha do despraiado na volta pra casa. Saí em direção às dunas, e resolvi que queria tomar café. Virei, voltei e alguns kms depois de passar na pousada, o pneu traseiro fura. Resolvi voltar pra pousada e tentar trocar a câmara sozinho, e, pasmem, com muito orgulho, posso dizer que pela primeira vez na vida consegui trocar uma câmara sem estragar ela. Mas como a fita de proteção que fica na cabeça dos raios se perdeu, sabia que era questão de tempo até furar a câmara nova. Isso me tirou um pouco o tesão. Fui calibrar direito o pneu pra assentar o talão, aproveitei pra abastecer e tomar um café, e voltei conhecer o norte. Me diverti nas dunas, um parque de diversões pra quem gosta de offroad. Só me faltava uns pneus melhores, já que com pneus lisos não havia tração pra subir nas dunas. Me diverti ali por um tempo. Fui conhecer a vila que fica no extremo norte da ilha, e voltei. Cheguei na pousada, arrumei as coisas pra ir embora e com tudo arrumado olho no relógio: ainda eram 11:00h. Resolvi seguir pra Cananéia, sem pressa. Fui pela avenida principal até acabar o asfalto, segui mais um pouco. De repente a estrada sumiu, só tinha grama. Aí não teve jeito, atravessei a faixa de areia fofa e cheguei a orla, onde já avistava alguns carros andando. Pouco tempo depois, passo um CrossFox parado. Antes de um riozinho, parei pra tirar fotos e ele resolveu atravessar o rio mais perto do mar. Mau negócio. Não sei o que aconteceu, mas o carro parou e não ligava mais. Consegui, às custas da minha enbreagem, puxar o carro pra areia seca. Como não conseguiria fazer nada, segui viagem. Nenhum vídeo que vi da ilha faz juz a sua beleza. É muito bonito! Também colaborou que o dia estava perfeito, com um belo céu azul. Segui sem pressa e logo me vi esperando a balsa. Ao olha no relógio, ainda eram 12:30h! Em Cananéia, almocei num restaurante lá e tentava pensar o que fazer. A moto já não me deixava confortável: a embreagem patinando, a câmara com grande possibilidade de furo e não ter uma câmara reserva, me deixava apreensivo. Enquanto almoçava, olhei no GPS e ele dizia: seis horas até casa. Resolvi seguir. Saí de Cananéia as 14:00h, cheguei em casa as 20:30h, cansado, e com vontade de voltar. Steve em ilha comprida!
  23. 1 ponto
    Marcio, como vai? Puxa vida, ficamos muito honrados e felizes em ouvir isso. Vou mostrar seu comentário para todo nosso time aqui. Conte sempre conosco para o que precisar, ok? E se precisar de algo, já sabe, estamos aqui em Pé e à Ordem para lhe ajudar. Fraternal Abraço,
  24. 1 ponto
    Olá pessoal, Estava a várias semanas pesquisando sobre botas impermeáveis, onde vou fazer do Chile ao Peru. E entrei em contato com várias marcas... Venho aqui elogiar, pois a UNICA que fez um atendimento personalizado foi a VENTO. Me perguntaram onde eu iria, e realmente encaixaram a bota que eu já queria comprar, pela leitura técnica que eu tinha feito. Isso é o que falta no Brasil, maioria das marcas se preocupam em vender e não com o cliente, o que ele realmente precisa... Mas eu fiquei impressionado com a qualidade de atendimento da Vento. Abraço a todos!
  25. 1 ponto
    O Bruna, que legal a gente se esbarrar aqui. Mundo pequeno, não? (Rafael aqui!) Show a sua viagem. Viajar sozinho, pra alguns é um problema, pra outros, salvação. Cada forma de viajar é um visão, uma experiência diferente. Fazer essa mesma viagem acompanhada será como fazer outra. Como comentei patagônia está nos meus planos futuros, era pra ter sido ano passado, mas com a chegada do bebê acabei adiando. Fica o convite quando vc passar por aqui vir tomar um café e contar melhor essa viagem ok? E não sei se já viu, mas dá uma olhada nos meus relatos por aqui também!
  26. 1 ponto
    Mais um relato riquíssimo de vocês!! Adorei Frank! Já quero ir nessa Trilha, mas o negócio será na pernada e nos tal 5 dias de trekking!! Parabéns pela aventura e superação!!
  27. 1 ponto
    Seu relato está muito bom, Bruna! Parabéns pela viagem! Estou indo para Torres del Paine agora em Outubro e estou bem confuso ainda com a logística de tudo por lá... Eu vou ficar apenas uma noite no parque... Quero acampar por lá e fazer as principais trilhas possíveis dentro desses dois dias dentro do parque. Você tem alguma sugestão? Valeu!!!!
  28. 1 ponto
  29. 1 ponto
    Boa tarde! Então, estou com o mesmo problema relatado por alguns aqui: bota Vento Finisterre com o solado "rachado", tendo entrado água em sua utilização. Mesmo a minha bota estando fora da garantia entrei em contato com a empresa e fui muito bem atendido. Solicitaram que eu encaminhasse a bota para análise e recebi como resposta que o solado seria trocado. Porém, vi alguns relatos de que essa troca não é recomendada e que não fica 100%. Como utilizo a bota para trabalhar, não quero correr o risco de um novo incidente na sua utilização. Alguém já teve o solado trocado? Como ficou? Abraços
  30. 1 ponto
    Que relato sensacional! Viajei junto. Parabéns! Aguardando a continuação. Tô querendo ir para a Patagônia, passar a lua de mel rsrsrs (mochileiro tem dessas... vc vai para um resort? Não, eu quero fazer trilha e acampar em plena lua de mel)
  31. 1 ponto
    Que ma-ra-vi-lha de relato! E que linda viagem! Aumentou minha vontade de conhecer este pedaço do mundo. 😊 Aguardando os próximos posts!
  32. 1 ponto
    Pelo Paso Cardeal Samore é o caminho,fiz isso várias vezes. Se for de ônibus compre a Osorno,e vá de lá.
  33. 1 ponto
    To pretendendo ir em Janeiro tbm, mas não sei os dias ainda pq vai depender das minhas férias. Vou sair de Curitiba ou Blumenau.
  34. 1 ponto
    Procura alguma da marca VENTO. É nacional, mas resistente e não tão cara. Há vários tópicos sobre ela aqui no fórum...
  35. 1 ponto
    Que lindo relato. No aguardo do próximo capitulo (...)
  36. 1 ponto
    Oi Ana, Que dia? Eu pretendo ir no dia 14 de novembro
  37. 1 ponto
    @Cibele Santana, estou fazendo orçamentos para o Jalapão também, pretendo ir em novembro.
  38. 1 ponto
  39. 1 ponto
    Depois de exatos 7 dias explorando a Patagônia, finalmente chegou o dia mais esperado de toda a minha viagem: o primeiro dos 5 dias que eu passaria no Parque Nacional Torres del Paine. ✨ O planejamento de toda a minha viagem girou em torno desses dias, e eu explico o porquê: para você acampar no parque, obrigatoriamente, você precisa reservar uma vaga. O parque aceita um limite de pessoas acampando lá por dia, isso ajuda a preservar o meio ambiente, é turismo sustentável e responsável. Só que isso torna essas vagas disputadíssimas. Preste atenção: faça a sua reserva o quanto antes. Eu fiz a minha com 5 meses de antecedência e ainda passei um baita perrengue, o que rendeu pauta até para um post, que você pode conferir aqui: Tentando acampar em Torres del Paine: Vértice Patagônia e a angústia que te dá! Muito bem. Eu li muito sobre o parque, os campings e refúgios e os circuitos. E eu escolhi percorrer o Circuito W inverso, o que significa que eu iniciaria a minha jornada por Pudeto e terminaria em Laguna Amarga. Escolhi esse circuito inverso porque li muitos relatos de que esse seria o percurso mais leve, em relação a inclinação do terreno. Teoricamente as subidas seriam menos sacrificantes. Uhum, tá ok (hahaha). Passei 5 dias e 4 noites lá, que é a média de quem faz o circuito W. Mas tem quem faça em menos tempo. No primeiro dia, cheguei com o ônibus na Portaria de Laguna Amarga. Todo mundo desce do ônibus para se registrar no parque. Isso é obrigatório e é para sua própria segurança. Você preenche um formulário, paga o ingresso (somente em dinheiro) e ainda pode carimbar seu passaporte. Depois é encaminhado para uma sala, onde recebe orientações por vídeo. Quem inicia a travessia por Las Torres, começa a caminhada ali mesmo (também tem um serviço de transfer dentro do parque, que é pago, e te deixa numa estação rodoviária mais adiante no parque, próxima ao Hotel Las Torres, que é o início efetivo do circuito). Recomendo. Utilizei o serviço na volta. Quem inicia a travessia por Paine Grande, retorna para o ônibus. O ônibus te leva até o píer de Pudeto. Nesse ponto você pega um catamarã, que atravessa o lago Pehoe e te deixa no refugio Paine Grande, início do circuito. Os barcos tem horário e não são muito tolerantes com atrasos. No fim desse post tem um link para você acessar horários e valores atuais. Nesse dia, meu destino era o Refugio Grey. O planejado foi o seguinte: Dia 1: Chegada ao Parque Nacional Torres del Paine: início da trilha por Paine Grande até o Refugio Grey - 11 km de percurso; Dia 2: trilha do Refugio Grey até Camping Francés, passando pelo Valle del Francés, até mirador Británico - 31 km de percurso; Dia 3: trilha do Camping Francés até Camping Cuernos - 3 km de percurso; Dia 4: trilha do Camping Cuernos até Camping Chileno - 16,6 km de percurso; Dia 5: trilha do Camping Chileno até as Torres del Paine e retorno a Las Torres, onde pegaria o transfer até a portaria e lá, o ônibus para Puerto Natales - 13,8 km de percurso. Até aqui, te contei o que planejei. Mas claro, não saiu como o planejado. 😂 Dicas valiosas: ➼ Preste atenção nas orientações na entrada do parque. Não subestime a natureza. Quinze dias depois que deixei o parque, um rapaz morreu, e tudo indica que ele foi derrubado pela força do vento. Os ventos em Torres del Paine passam de 100 km/h. Eu senti isso na pele, foi desesperador. Não brinque com isso. ➼ Eles recomendam que você nunca faça as travessias sozinho. Eu fiz e havia muitas pessoas fazendo, tanto homens quanto mulheres. Mas se você tiver uma companhia, é mais seguro e provavelmente mais divertido. Você não corre nenhum risco dentro do parque além de sofrer com a força da natureza, mas isso basta, não é? ➼ Existem pumas dentro do parque. Não vi nenhum. Também não há relatos de acidentes com pumas. ➼ Existem áreas bem complicadas de atravessar. Pontos onde você tem que escalar pedras ou descer por elas, passagens dentro de rios, com uma correnteza considerável, áreas de penhasco e ventania forte. O vento é o seu maior inimigo. Se estiver ventando muito, pare de caminhar e encontre um ponto de apoio, algo em que se segurar. Não tente, de jeito nenhum, enfrentar a ventania. ➼ Leve dois bastões de trekking. Eles são de uma ajuda inestimável. Levei um só e me arrependi. ➼ Suas botas precisam ser impermeáveis. Como eu disse, você vai passar dentro de rios, obrigatoriamente. ➼ Não faça fogo fora das áreas permitidas. Além de você correr o risco de ser pego e expulso do parque, você pode causar um incêndio. Não seria a primeira vez. ➼ Respeite seu limite, não force seu corpo. Pare e descanse quantas vezes precisar. O dia é longo e escurece tarde (no verão). ➼ Leve todo o seu lixo com você. Não deixe nada para trás. ➼ Leve, pelo menos, duas garrafinhas de 500ml com você. Existem muitas fontes de água fresquinha e potável pelo caminho. Geladinha, delícia. Não passei sufoco. Bebi água como nunca. ➼ Beba água. Beba, beba, beba. Você precisa repor o que perde. ➼ Assim que você chegar ao parque, preste atenção no seu ônibus, anote a placa para você não se perder. São muitos ônibus chegando ao mesmo tempo. Os motoristas esperam todos se registrarem, então não se desespere. Muitas pessoas ali vão seguir a pé, então você vai notar que o ônibus que sai para Pudeto vai com poucas pessoas. No meu caso, eles juntaram a turma de vários ônibus em um só. ➼ Os horários dos ônibus e embarcações dentro do parque, bem como seus valores, você pode encontrar aqui. ➼ A embarcação em Pudeto e o transfer para Las Torres, são pagos - em dinheiro apenas - na hora. O ticket do catamaran é cobrado depois que você entra e todos estão acomodados. Quando fui, o barco encheu e pessoas ficaram de pé. O trajeto não é longo, mas... ➼ Coloco o link com o mapa de Torres del Paine aqui. Ai que saudade desse lugar! 💗 Tem muita história pela frente ainda! Te conto no próximo post! O que aprendi até aqui: "Tá com medo? Vai com medo mesmo!". Até logo, aventureiro!😊 Bruna.
  40. 1 ponto
    Ressuscitando o tópico... Salar de Uyuni/Bolivia.
  41. 1 ponto
    Olá, Pessoal. Tenho minha bota finisterre a 1 ano, até agora super recomendada. Tá com mais de 1000Km. Fiz Caminho de Santiago, Monte Roraima.... Abraço
  42. 1 ponto
    Prezados, Boa Noite, To querendo comprar um modelo da vento para fazer a trilha inca do peru. Não entendi muito bem pelo site deles qual a diferença entre os modelos Caos, Finesterre, Jackal e Titã. Alguém sabe me informar se a diferença é só estética ou se existe diferença técnica entre elas? qual delas seria mais indicada para uso na trilha inca tendo em vista que existe a possibilidade de encontrar temperaturas próximas a 0º ?
  43. 1 ponto
    Olá pessoal, Vou ser breve e objetivo nesse relato. No dia 21/04/2016 sai para Ibitipoca - MG, foram 300km em cima da moto e sozinho, praticamente a viagem mais longa que fiz. O pior trecho foi da cidade Lima Duarte até Ibitipoca, pois foram 27KM de estrada de terra praticamente. Não recomendo ir lá com moto baixa, pois tem uns lugares bem inclinados e com pedras na estrada. Gatei em torno de 3 tanques e meio, devido as bagagens na moto, a moto perdeu desempenho e consumiu bastante gás A viagem foi incrível, sair de madrugada e sozinho na moto, não conhecia muito bem a estrada, cheguei a imprimir um mapa no papel. (nem utilizei o mapa kkkk ) Fiquei no camping Ibitilua, localizado no centro do vilarejo, paguei 40 pela diária. Nesse camping não tem estacionamento, porém como a moto é pequena, a moça deixou eu guarda-la no camping. Lá eu encontrei uma galera mochileira criadores do tópico da viagem no site mochileiros.com , muito gente boa o pessoal ! Chegando em Ibitipoca, exausto, eu me senti com a missão e dever cumprido , fiquei tomando cerveja no barzinho. A chegada foi um momento que me enchi de paz, coragem e força, romper limites é muito bom. Sobre o parque, custa R$20,00 pra visitar. Existe uma limitação de pessoas para entrar no parque, por isso, recomenda-se chegar cedo lá, por volta de 7:00 - 7:30 da manhã. Mas, foi tranquilo entrar, achei que teria mais pessoas. Fiz uma trilha de 6KM IDA pra chegar na janela do céu, porém ela está com controle de acesso, pode ficar apenas 5-10 min lá. Depois foram mais 6 KM de volta e 4 KM do parque até o vilarejo, nunca andei tanto na minha vida, fiquei com as pernas um "regasso".... Tudo valeu a pena, faria de novo! É isso, tem muita coisa pra contar ainda, porém depois eu faço uma atualização do post. E digo, se você tem vontade de fazer algo, apenas faça! Seja corajoso! Viva experiências e sensações! Vale muito a pena. Paz e luz galera!!! A gente se encontra pelas estradas.
  44. 1 ponto
    Pena q ngm respodeu trouxe 200 dólares (comprei a 3,81 em sp) e o resto em real. cambio bem ruim para real. 1 real - 0,8 soles (melhor) variando desde 0,75 1 dólar - 3,26 soles ta ruim trazer real; não recomendo pelo menos aqui em Lima (avenida José pardo)
  45. 1 ponto
    Comprei nos sites peruanos (inclusive uma pelo despegar), em dolares, passagens da faixa intermediária (com malas despachadas, as "valisas") entre abril e maio passagens de lima a cusco e outra voltando, para voar em junho/agosto de 2018. Durante a compra e após em consulta ao sites nao encontrei nada sobre essa taxa. Mas os relatos era justamente sobre essa surpresa. FIz uma pesquisa, achei esse site de turismo peruano falando que desde 26 de dezembro a LATAM e desde fevereiro a AVIANCA não mais estavam diferenciando passageiros residentes de estrangeiros para fins da cobrança da famosa "grigo tax", que existia desde 2008, e, embora a pesquisa, nao descobri a troco de que era cobrada, nem a fundamentação formal/legal. Taxa governamental não pode ter sido, porque as outras empresas (locais, low cost) nunca cobraram. Enfim, apenas para garantir, entrei em contato com ambas as empresas pelo twitter (!) e ambas confirmaram que não cobram mais essa taxa. A Latam confirmou que a nova forma de venda de passagens para estrangeiros vale para os bilhetes cobrados/emitidos após 26 de dezembro de 2017. A Avianca confirmou também e a atendente até me pediu para enviar os dados da compra pra ela acaso tivesse aparecido algum aviso no sentido da cobrança para que ela pudesse "revisar o que aconteceu". Então, acho que menos essa dor de cabeça para quem quiser fazer passeios mais "livres" internamente no Peru, ou para quem só estiver "de passagem" ou quer esticar com um "stop over". Boas viagens! Fontes: http://tnews.com.pe/latam-peru-ya-cobra-la-misma-tarifa-a-pasajeros-nacionales-y-extranjeros-en-vuelos-domesticos/ http://tnews.com.pe/avianca-ya-cobra-a-extranjeros-igual-que-a-nacionales-en-vuelos-domesticos/
  46. 1 ponto
    1 DIA- Parnaiba Chegada a Parnaiba (fomos de carro, do interior do ceara), hospedagem na pousada SAGRADA FAMÍLIA (pousada super simples, sem luxo, ventilador, localizada próximo a rodoviária- na rua principal), valor da diária 50,00 para 2 pessoas, Sem café da manhã. Passeio ao delta do Parnaiba, o único das Américas aberto ao mar (fizemos com a ecoadventure, o ideal é reservar antecipadamente pelo site da delta rio, pois a procura pelo passeio é grande e fica sujeito a lotação), o passeio sai por volta de 09:00 do Porto do tatus e está incluso frutas pela manha, almoço e uma caranguejada ( tudo muito farto) valor 55,00 por pessoa. O passeio consiste no barco que leva à foz do rio Parnaiba, no mar com paradas para banho em água salgada e doce. De janeiro a junho é considerada época de chuva, o que não atrapalha o passeio, O retorno é as 15:00. Parnaiba é uma cidade em desenvolvimento e universitária, há várias opções de restaurantes e a noite um dos pontos de encontro é o candeeiro bar, onde de um lado funciona como pub, com música alternativa e sinuca e do outro um grupo de pagode ao vivo. Comidas e drinks excelentes, indico. 2- DIA CONHECENDO O LITORAL PIAUIENSE Como o litoral do Piauí é bem pequeno ( o Ceará cedeu uma parte de seu litoral em troca de outra cidade) as principais praias que o compõe são: pedra do sal (em Parnaiba), Luís Correia, Atalaia, coqueiros (em Luis Correia) e barra grande (cajueiro da praia). Todas as praias são bem bonitas, sendo as melhores para banho atalaia, coqueiros e barra grande (informação dos locais). Há também em Parnaiba uma lagoa bem bonita chamada lagoa do portinho, ideal para passar uma tarde e ver o pôr do sol, nela há um complexo de bares e restaurantes em volta. As praias de luis Correia são bem próximas, então fazer bate-volta de Parnaiba é tranquilo. 3 DIA- BARRA GANDE Barra grande lembra jericoacoara (antes da fama e de um modo bem rústico), a praia fica localizada na cidade de cajueiro da praia e dista uns 60 kms de Parnaiba ( a dica é não ir pelo litoral pois o caminho se torna mais longe), a cidade é pequena e o circuito de pousadas e bares que compõe barra grande é dominado por estrangeiros. Barra grande é conhecida nacionalmente pelo kite-surf que rola a partir de julho a dezembro (se não me engano). A rua das pousadas é apaixonante, em terra, um charme. Hospedagem: ficamos no CASA CAMPING, o único camping da região, com uma super estrutura, limpo, arrumado e organizado. A dona se chama Rocilda, que acabou virando um amiga. Atenciosa com os clientes e uma história de vida de dar exemplo. A diária para quem leva barraca são 20,00 por pessoa, há o aluguel de barracas oferecidos pelo camping também, outra opção de hospedagem são os quartos que dona Rocilda aluga, 100,00 para o casal ( em barra grande as hospedagens são bastante custosas, quem procura por algo simples e de boa qualidades, preços acessíveis a melhor opção é o CASA CAMPING). Há uma página no facebook com tel e email (pelo face eles respondem muito rápido também). Em barra grande De dia há um passeio para ver cavalos marinhos e fazer flutuação que custa 40,00. É gerenciado pela barra tur, que fica na rua das pousadas (quem quiser fazer o passeio deve ir cedo à agência pois o passeio é sujeito a lotação). Há também na praia o aluguel de caiaques e pranchas para stand up (o valor muda de acordo com a temporada). Não fizemos o passeio pois já estava lotado, fomos então a praia e ficamos na barraca marisol (custo acessível, mas há diversas barracas para todos os gostos e bolsos). Almoçamos e curtimos bem a praia de água quente. A noite as barracas da praia ficam fechadas e os restaurantes abrem na rua das pousadas (a pizza do La pizza é uma das melhores que já comi, fina e muito recheada, aconselho). A noite é bem tranquila, nada de agito (exceto nas épocas de ano novo e carnaval). Facebook da Casa Camping a Dona se chama Rocilda a melhor dona de camping eveeer : https://www.facebook.com/CasaCampingBG?fref=ts 4 DIA- RETORNO Realizamos check out no camping e tomamos o caminho de volta em direção a Ceará.
  47. 1 ponto
    Bah!!! Renascendo o tópico!!! Meu primeiro post!! É mais para contribuir com as informações. Eu tenho uma trip da manaslu desde 1999 e a barraca é bala!!! Curto muito acampar nos Aparados da Serra no RS onde faz frio e vento forte, a trip é uma excelente opção, aguenta bem demais. No verão se ficar pegando sol tu não consegue ficar dentro dela e à noite as vezes tiro o sobreteto pra dormir, o que é bom também, curtir as estrelas. Mas acampei há um mês atrás em Cambará, fez -6°C, se não fosse a barraca eu tava f.... Resumindo, Manaslu é qualidade!!! Questão de peso tem que se acostumar, não dá pra ter tudo, uma barraca boa, resistente e quente é difícil ser leve. O chão das barracas manaslu é fora de série, incomparável com as barracas mais comuns, não estraga nunca. Isso aí galera, abraços e boas trilhas!!!
  48. 1 ponto
    Olá pessoal, segue meu relato, dia a dia, de 7 lindos dias que estive por Porto de Galinhas, Maragogi e arredores, de 24 de fevereiro a 02 de março de 2013. Foram reservadas antecipadamente hospedagem para 3 pessoas. Liguei para muuuitas pousadas e os melhores preços que achei, levando em conta que queria pelo menos quarto e banheiro privativo e ar-condicionado, foram no "Chalés Hibiscus" em Porto de Galinhas, diária em 150 reais sem café da manhã, tem piscina na pousada, distância de 10 minutos a pé para o centrinho de Porto de Galinhas e praticamente de frente pra praia. Na verdade em Porto de galinhas tinha uma pousada mais barata chamada Maré Mansa que custava 120 reais a diária, mas preferi o chalé que tinha cozinha e até uma pequena sala. Em Maragogi fiquei na pousada "Verdes Mares" á 4 minutos da praia principal de Maragogi, 3 diárias com café ficou em 250 reais. Só lembrando que esses preços foram para 3 pessoas no quarto. Se fosse casal sairia mais barato. Obs: não vi uma chuva por lá esses dias e na verdade já não chovia fazia um bom tempo, foi sol forte a viagem toda, assim como é na maioria dos dias por lá. Amém!! 1 dia - 24/02/2013 Embarque no aeroporto de Guarulhos SP ás 6 e 30 da manhã e chegada em Recife as 9 e 30 da manhã, voo direto. Li vários relatos aqui no Mochileiros antes de ir, e ao chegar, fui em busca dos ônibus da viação Cruzeiro do Sul visando a economia (vc pode ver os horários no site deles), ônibus sem ar cerca de 6 reais e com ar 11 reais, eles fazem o trajeto do aeroporto de Recife até Porto de Galinhas, me informei onde pegava (vc pode perguntar onde pegar o ônibus no balcão de informações do aeroporto), é facinho logo na saída do aeroporto e fiquei por lá a esperar. Não deu 1 minuto um taxista me abordou oferecendo o translado para Porto por 30 reais/ pessoa, chorei pra 25 e ele aceitou, de táxi levamos 50 minutos de viagem, de ônibus seriam cerca de 2 horas. Feito o check-in na pousada fomos em direção a parte mais movimentada de Porto de Galinhas que é a praia em frente ao seu centro, era domingo por volta das 13 hs, praia beeem lotada. No caminho fui abordado por um vendedor de passeios, coisa normal por lá esses caras, acabei fechando com ele um passeio para o dia seguinte (comento o passeio no 2 dia) e ficamos em um guarda sol em frente a praia, em geral os pratos dos restaurantes vão de 40 a 100 reais, tem que consumir para ficar por lá, pedi uma porção de filé com fritas por 45 reais, saborosa a carne. O mar de Porto é bonito, verde, e água bem salgada como nunca tinha visto antes. Pela noite fui no centrinho de Porto, comemos das deliciosas Tapiocas que há por lá, e uma fogazza tripla. O centro la é grande e bonitinho e tem muuitas opções de alimentação e com todos os preços, pra quem quer economizar tem restaurante que cobra 8 reais e vc come a vontade, tem lugares que vendem lanches a 4 ou 5 reais... 2 dia - 25/02/2013 Lá em Porto de galinhas existe um passeio clássico chamado "ponta a ponta", o bugueiro te leva de norte a sul em todas as praias dos arredores de Porto, normalmente da praia de Muro alto (norte) até a praia de pontal do Maracaípe (sul), eles cobram um certo preço para fazer esse passeio em 3 a 4 hs, te deixando dar um mergulhinho em cada praia, ou por um valor um pouquinho maior ele te deixa a vontade e fica com vc o dia inteiro nessas praias, eu escolhi dia inteiro por 130 reais do que 3 à 4 horas por 110 reais, esses foram os valores que consegui com o clássico "choro"(não deixe de fazer isso), pq no folheto original que ele tinha em mãos seria o de 3 à 4 hs por 160 reais e o de dia inteiro por 180 reais. Como combinado no dia passado, o bugueiro Nelson nos buscou na pousada pontualmente ás 8 e 30 da manhã, nos levando primeiramente ao local de embarque para as piscinas naturais, onde vc tem que pagar à parte 15 reais por pessoa, e depois sim começariamos a conhecer as praias de ponta a ponta onde ficariamos o tempo que quiséssemos. E assim foi. O embarque de jangada que leva ate as piscinas naturais fica em frente ao centrinho de Porto, nesse dia o horário da maré baixa era as 9 e 15 da manhã e nós chegamos por la umas 8 e 50, o ideal mesmo é chegar um pouco antes do horário da maré baixa pq depois do horário da tábua ela começa a subir (atentem a tábua das marés, ja devem ter lido isso por aí). Nós tivemos sorte de pegar uma maré de 0.2 (que é baixa, a mais baixa é 0.0, até 0,5 fica bom, maior que isso vc corre o risco de não encostar o pé no chão, a não ser que seja um gigante rs) e lua cheia ( na lua cheia e nova a maré fica ainda mais baixa, é o que falam). Lindo o lugar, o jangadeiro da um pouco de ração para vc alimentar os peixes, basta jogar uma bolinha e já vem um monte nas suas mãos, vc tem direito a máscara e snorkel que é indispensável (ja incluso nos 15 reais que vc pagou). Vc anda por sobre os corais, vá calçado ok, tem ouriços e os corais tb podem te cortar, eu fui de crocs mas tinha muita gente de havaianas mesmo, e tem uma piscina natural cheia de peixes reservada para mergulho, eu tenho 1,80 metros e a água estava na minha cintura. O passeio dura 45 minutos. Tem pessoas por lá oferecendo fotos e mergulho, eu fiz mergulho nas galés em Maragogi e digo que é mil vezes melhor, mar mais claro e azul, massss, já li opiniões diferentes, não sei como. Saindo das piscinas de Porto fomos de bugue para a praia de Muro Alto, muito linda a praia, água verdinha clara, tem um muro de pedras no meio do mar, menos pessoas, tem hotéis e Resorts mais caros e luxuosos por lá por isso se torna um pouco mais requintado digamos. Quem for em Porto não deixe de conhecer Muro Alto, vale a pena. Ficamos um pouco por lá e depois demos uma passada na praia do Cupe, praia inferior as outras na minha opinião, e logo fomos para a praia de Pontal do Maracaipe, vi 2 carros atolados no caminho, dificinho de chegar nas praias eu achei e muita estrada de areia de praia né, não acho que compensa alugar carro não, talvez compense alugar carro para ir até a praia de Carneiros que falarei no dia 3. Chegando em Pontal o bugueiro nos deixou em um restaurante onde agendamos o almoço para as 13 hs, gastamos cerca de 70 reais 3 pessoas, no momento era umas 11 e 30 hs e corremos para a praia para pegar a maré ainda um pouco baixa. Praia muito bonita tb, muitos bancos de areia onde o rio se encontra com o mar. A tarde o bugueiro nos levou, à 3 minutos dali, ao local de embarque das jangadas que levam vc ao passeio no Rio Maracaipe onde vc vê os Cavalos Marinhos, o passeio é legalzinho mas achei caro pela simplicidade do passeio, 15 reais por pessoa, vc anda um pouco na jangada, muitos mangues e tal, e aí em um certo local os jangadeiros mergulham e pegam uns 2 cavalos marinhos, colocam dentro de um vidro para vc ver e tirar foto e depois acabou o passeio. Saindo do passeio dos Cavalos Marinhos, já voltando, ainda passamos por outra praia que não me recordo o nome (dos surfistas acho) e chegamos de volta a pousada por volta das 17 horas. Á noite no centrinho de Porto comemos pastel de sorvete ( Pastelaria de Porto) por 10 reais e espetinhos no "Espetinhos Comedoria" nos sabores: manteiga do sertão com mel de engenho, filét mignon com geléia de pimenta, frango com pasta de provolone e por aí vai, muuitos sabores. É tudo muito fácil de achar lá no centrinho. Ahh, o bugueiro nos indicou um taxista para nos levar para a praia dos Carneiros no dia seguinte, falo mais a seguir. 3 dia - 26/02/2013 Ás 8 e 30 hs o taxista chegou a nossa pousada como combinado, Jorge seu nome, o passeio ficou em 120 reais, o que daria 40 por pessoa ja que estavamos em 3, mas ainda pagaríamos lá em Carneiros 25 reais por pessoa para o passeio de catamarã pra conhecer toda a praia (indispensável esse passeio), o taxista tb ficaria a nossa disposição o dia inteiro. Algumas agências ofereciam o passeio à Carneiros por 60 reais por pessoa sendo que com eles vc não precisa pagar os 25 reais que eu comentei que paguei acima por ir com o taxista, com as agências vc já vai de catamarã e além disso pelas agencias vc passa pela Ilha de santo Aleixo, indo de táxi não fui lá. Optei em ir de táxi pq assim ficaria a vontade na praia de carneiros pois li alguns relatos comentando que com as agencias vc acaba ficando pouco tempo lá por Carneiros e tal, enfim, questão de escolha. De Porto a Carneiros foram quase 1 hora. Que praia linda vimos ao chegar, a mais linda de Pernambuco com certeza, com a maré baixa que pegamos a praia fica mais bela, agendamos o horário do almoço no restaurante como é de costume por lá e fomos para o passeio de catamarã que leva em 3 pontos especificos: beira de uma praianha onde extraem argila e te dão pra passar no corpo se vc quiser rejuvenescer 15 anos, e se vc acreditar nisso, eu não acreditei mas passei, tem tb outras funções para pele. Ficamos 20 minutos nesse local onde tem uns caras vendendo cocadas além dos famosos bolinhos de goma de maragogi que já estavam sendo vendidos por lá tb. Depois, a catamarã segue para umas ilhotas, bancos de areia que ficam bem no meio do mar, bem bonito tb, fica mais uns 20 minutos por lá, e depois vamos para o mais legal e bonito local que são as piscininhas naturais que se formam em umas pedras com recifes na praia de Carneiros, nesse passeio se vc quiser máscara e snorkel tem que pagar 10 reais, eu levei o meu kit de casa. Nessa piscina que se forma em carneiros tem menos peixe que nas piscinas de Porto mas é tão lindo quanto, águal azulada e clarinha, nesse local acho que ficamos por uns 45 minutos. No total o passeio da um pouquinho mais de 2 hs, foi das 10 e 30 hs até quase 13 hs. Depois desembarcamos na praia e cada um segue pro restaurante que lhe agrade ou fica na praia. Na catamarã vende espetinhos e bebidas tb pra quem quiser. Voltando ao restaurante almoçamos, como já disse, nos restaurantes de praia os valores vão de 40 a 120 reais, pratos para 2 pessoas, muitas opções de peixe mas tem também frango e carne. Por volta das 14 hs caminhamos uns 10 minutinhos pela beira do mar até a famosa igrejinha de carneiros que não me recordo o nome, estava fechada quando fui. Por volta das 15 e 30 hs o taxista nos levou para a praia de Tamandaré ali perto, só olhamos e fotografamos e voltamos para pousada por volta das 17 hs. A noite de volta ao centrinho de Porto, comi mais espetinhos e fui no ponto de táxi combinar meu transfer para Maragogi no dia seguinte, não consegui por menos de 130 reais, parece que é tabelado entre os taxistas. Acho que mais 2 dias em Porto seria o ideal, para fazer em um dia o passeio a cabo de Santo Agostinho e Calhetas, que são outras praias da região, e fazer tb o passeio para Recife e Olinda, mas não tínhamos mais tempo e não fizemos esses passeios. Vc pode tb fazer o passeio até as Galés de Maragogi a partir de Porto de galinhas, esse passeio vale muito a pena, vou falar adiante. 4 dia – 27/02/2013 Esse já era o dia de ir para Maragogi!! Na noite passada pesquisei taxistas para nos levar de Porto de Galinhas à Maragogi. O preço era praticamente tabelado, pagamos 130 reais, para os 3 no carro, poderia ter ido mais uma pessoa ainda pelo mesmo preço. No dia seguinte o taxista nos buscou por volta das 10 da manhã na pousada conforme combinado, fizemos o check-out e fomos para Maragogi. No caminho ainda passamos na linda praia de São José da Corôa Grande, a última praia de Pernambuco sentido Alagoas, é incrível como quanto mais perto do Alagoas vc chega, mais lindo fica o mar. Já adianto que o mar, e as praias do Alagoas, são, muito provavelmente, as mais lindas do Brasil. Ainda não fui ao caribe mas olhando por fotos o mar me parece bem semelhante! Levamos 1 hora de Porto até Maragogi, cidade bem pobrezinha e simples, mas ai de repente vc olha por uma rua e vê a praia e o azul do mar, chega a ser bonito o contraste. Dado o check-in na pousada Verdes Mares, na verdade eu sempre abusei das pousadas, eu sempre chegava 3 a 4 horas antes do horário de entrada no quarto, e sempre foram gentis e me liberaram a entrada. Em Maragogi os preços de pousadas são bem mais baratos que em Porto e as comidas são apenas levemente mais baratas. Por volta das 13 hs fomos para a praia principal de Maragogi que era onde ficava nossa pousada, nos sentamos em umas deliciosas espreguiçadeiras acolchoadas e contemplamos o lindo mar beeem azul de Maragogi. A praia principal não é das mais lindas, a não ser pelo lindo mar azul. A praia tem toda uma orla de restaurantes e pousadas. Passamos essa tarde apenas curtindo Maragogi, comemos o famoso bolinho de goma, delicioso, tem recheado, tem tradicional...e fomos atrás de marcar o passeio para as famosas piscinas naturais chamadas Galés. Os restaurantes na orla da praia são os locais onde vc encontra o pessoal das agências vendendo os passeios que em 2013 estavam saindo por 65 reais por pessoa, de catamarã, e 90 reais o mergulho já com fotos (mergulho tipo "reboque", vai sempre um cara segurando no teu cilindro e sua profundidade máxima será de 5 metros, tem o outro mergulho sem ninguém te segurando que custa por volta de 160 reais, ai vc tem que fazer uma aulinha antes e blá bla bla). Caminhando pela orla um rapaz reparou minha cara de turista, e me ofereceu fazer o passeio de lancha até as Galés, que é bem mais rápido e bonito que catamarã, por 60 reais por pessoa, fechei com esse camarada conhecido por Camarão. Olha, tudo é questão de choro e de fugir das agências se vc quiser economizar, uma outra turista depois me disse que fez o passeio até as galés por 30 reais a pessoa, com um cara que tinha uma barca mais velhinha, mas poxa 30 mango vale a pena, vc chega nas Galés de qualquer jeito. Tem muito pescador, autônomos que fazem o passeio em outros tipos de barcas por 50 ou 40 reais, enfim, é ir andando pela orla, esperar alguém te abordar ou abordar alguém que vc perceba que seja barqueiro. Só cuidado que existem outras piscinas naturais que não são as galés, as vezes vendem mais barato mas te levam em outro lugar, deixe bem claro que vc quer ir as galés, que é o maior recife e o mais famoso também. Pela noite andamos pela orla da praia que é onde tem os comércios, comemos lanche nessa noite e depois fomos conhecer a famosa tapioca da Martha, indicada pelo guia 4 rodas, custa em torno de 7 reais, e é tão boa quanto as de Porto de Galinhas que custam 4 reais, as tapiocas tanto em Porto e Maragogi você encontra com várias opções de recheio: doce de leite, queijo, chocolate, morango e pode misturar também os sabores. Nesta noite também fechei dois passeios de bugue pelas praias do Alagoas, explico melhor adiante. 5 dia - 28/02/2013 Neste dia a maré baixa em Maragogi seria às 11h15 da manhã, maré em 0.2. A lancha que nos levaria até as galés sairia as 10 hs. Os passeios as galés duram 2 hs em geral independente com quem você feche, só que de lancha você gasta 10 minutos da praia até as galés e de catamarã com as agências leva mais de 20 minutos, então de lancha vc acaba ganhando mais tempo para curtir o local e chega antes do povão. Combinei com o Camarão de me pegar ás 9 horas na pousada porque antes das galés gostariamos de andar de mini bugue, tem uns desses na praia para vc dar uma volta pela areia, 30 reais por 20 minutos e vai 2 pessoas no mini bugue. Foi divertido andar de buguinho pela extensão da praia, atolei o bichinho mas é levinho pra empurrar, foi divertido. Às 10 da manhã embarcamos na lancha e em menos de 10 minutos chegamos as Galés. Incrível, o mar de Maragogi é azul mas quando você chega nas Galés a água fica esverdeada e muuuito transparente que te possibilita ver a areia branca abaixo. As galés foi o melhor passeio que fiz em toda essa viagem, só vendo as fotos. Nesse dia a água estava na minha cintura, todo mundo andando tranquilamente, máscara e snorkel indispensável, eles emprestaram na lancha sem custo para quem não tinha. Tem bastante peixe e de vários tipos, uns bem grandes até, tem gente que fala que em Porto de Galinhas tem mais peixes, é que em Porto é menor, e as Galés são bem maiores então eles ficam mais espalhados mas tem muuuito peixe por lá também. Detalhe: lá nas galés não é permitido dar ração para os peixes, para preservar a qualidade da água e tal, eu sabendo disso antes fiquei com medo de não ver os peixes e inventei de levar uma bisnaguinha (pão) dentro da sunga, eu destruidor da natureza. Não faça isso!! A hora que desci da lancha quase fui castrado, foi o tempo de tirar o pão de dentro da sunga e levar umas mordidas na mão, ainda bem que só na mão. Lá no local tem mergulhadores e fotografos oferecendo seus serviços, não há necessidade de fechar antes, por lá vc consegue preço melhor. O mergulho com fotos, que eu fiz, custou 80 reais por pessoa, mergulho do tipo reboque (já explicado acima) , e 50 reais se vc quiser só tirar foto sem mergulho. No meu caso eu fiz tudo, então paguei 80 do mergulho com as fotos submerso, e mais 50 para tirar fotos normais por lá, os fotografos jogam um pedacinho de pão perto de vc ai enche de peixe para sair nas fotos. Você deixa o seu nome e a pousada em que está hospedado e mais tarde eles te levam o cd com as fotos e só então você paga. De volta a praia por volta do meio dia, infelizmente agora as galés só nas fotos a não ser que um dia eu volte, um bugueiro já estava me esperando para me levar nas praias ao norte de Maragogi, escolhi conhecer esta parte ao norte, que não é tão extensa, nesta tarde, e deixar o próximo dia inteiro só para ir ao sul. A primeira praia ao norte chama-se Burgalhau, é município de Maragogi, só muda os nomes das praias. Gente, a partir dessa praia de Burgalhau as praias são fantásticas, o mar que já era lindo em Maragogi consegue ficar melhor, agora é azul beem mais clarinho, melhor que de piscina, o bugue vai pela areia da praia, em Maragogi pode bugue na areia da praia, diferente de Porto de Galinhas que o bugue vai por estradas mesmo. Depois de Burgalhau segue: praia do Xeréu, praia do Antunes, Ponta de mangue, Praia do Dourado, Peroba, a praia é a mesma mas muda os nomes. Essa parte norte é a mais linda de Maragogi com certeza. Mergulhamos em Ponta do Mangue, praias todas bem desertas, tinha uma ou outra casa frente a praia ou resort e muuitos coqueiros. Ficamos em um restaurante que montou umas tendas lindas para almoçar frente ao mar na praia de Burgalhau e depois voltamos para a pousada por volta das 16 e 30 hs, esse passeio custou 70 reais, barato mas apesar de terem sido várias praias percorridas, é tudo perto, pouca kilometragem. Só frisando que em um bugue vai até 4 passageiros, o valor é o mesmo para 4 ou 1 passageiro, isso em todo o nordeste. Pela noite fomos em um restaurante caseiro barato na orla de Maragogi, pedi um bife acebolado para 2 pessoas por 22 reais, que tempero maravilhoso, e vinha macaxeira frita ainda. E tinha pratos individuais tb a partir de 15 reais. 6 dia - 01/03/2013 Nesta manhã o bugueiro chamado Leno nos pegou na pousada ás 9 hs como combinado. Nesse dia iriamos até São Miguel dos Milagres, no caminho para lá, passaríamos pela famosa praia do Patacho que eu queria muito conhecer por estar em todas as últimas listas de tops praias do Brasil, além de ver os peixes-bois que fica lá por perto também. Esse passeio saiu 230 reais por ser uma kilometragem bem maior que a do dia passado e além disso eu teria que pagar a travessia de balsa(10 reais por carro que atravessa) de Japaratinga para Porto de Pedra, 2 municípios pelo caminho. Agora rumo ao Sul, sentido Macéio, passamos pelas praias do Camacho e de São Bento onde se vê vários pescadores e suas casas beira mar, passamos e vimos a casa onde é feito os tais bolinhos de goma, são feitos um a um, na mão meu amigo, nada de forma não. Nesse caminho tem um lindo local onde um rio encontra o mar, encontros de rio com mar é comum pela região e formam lindas paisagens. Logo chegamos em Japaratinga, cidade vizinha a Maragogi que é dona de uma linda praia com falésias, mar azul e piscinas naturais, vale muito a pena ir a Japaratinga. Depois de uns mergulhos em Japaratinga seguimos rumo a tal balsa para atravessar ao município de Porto de Pedras, os moradores da região andam orgulhosos por lá por causa da posição que a praia do Patacho vem aparecendo em sites de viagem e turismo e também porque recentemente haviam sido feitas reportagens dos programas da Fátima Bernardes e da Ana Maria Braga à respeito de Patacho e do projeto do peixe-boi, enfim, uma meia hora para atravessar a balsa, 10 minutos para atravessar e 20 esperando, só atravessa de 2 em 2 carros, sacanagem. Do outro lado seguimos para o projeto peixe-boi na cidade de Tatuamunha. O local que abriga o projeto é uma casinha simples onde você paga 40 reais por pessoa, aceita cartão, achei caro. Lá tem umas pelúcias bonitinhas de peixe boi, 30 reais a mais barata. Um guia te acompanha por umas pontes finas de madeira sobre mangues onde você verá vários tipos de carangueijos. Após a caminhada de uns 10 minutos, você entra em uma jangadinha no rio onde vivem 11 peixes-bois. Vimos 4, um deles chamado Aldo agarrou na nossa barca com a pata e ficou, muito bonitinho, o passeio todo durou por volta de 1 hora e pouco. Depois disso seguimos para São Miguel dos Milagres, que praia linda meu Deus, muitos barcos de pescadores encalhados, muitos recifes, muitas piscinas naturais formadas, mar azulzinho, praia bem deserta, muitos coqueiros...seguindo chegamos a praia do Toque que segue a mesma lindeza de São miguel dos Milagres, adiante tem um local paradisíaco que eles chamam de Boca do rio, é outro encontro de rio com o mar, fantástico o local, água meio salgada meio doce, sei lá. Depois disso voltamos um pouquinho para a estrada e pegamos uma trilhazinha entre coqueiros, é o caminho para Patacho, desembocamos na praia da Lage, que já é linda de morrer, e seguindo pela areia da praia chegamos a escondida praia do Patacho. Ja tinha visto tanta praia linda que não imaginava como Patacho poderia me surpreender, mas surpreendeu. Essa praia é 99% deserta, o 1% fica por conta da Pousada do Patacho que tem por lá, não sei explicar direito mas realmente é a praia mais linda que há por lá, só coqueiros frente ao mar, restos de barco. Estou eu sentado em um coqueiro tombado em Patacho quando de repente um barulho ao mar me chama a atenção, um cardume enorme de peixes passa ao mar pulando em correta sintonia, muito linda a praia! Por volta das 17h30 chegamos de volta. 7 dia – 02/03/2013 O próprio bugueiro nos indicou um taxista para nos levar à Macéio para seguirmos viagem. De Maragogi a Macéio (aeroporto ou rodoviária) é cobrado 30 reais por pessoa, mas eles só vão se encher o carro. Tinha alguém que ia sozinho, nós estavamos em 3 e fechamos o táxi. Leva cerca de duas horas de Maragogi à Macéio. Existe um ponto cheio de táxis lá em Maragogi onde você pode negociar esses transfers. Na verdade minha viagem daqui seguiu para Sergipe, Salvador e Costa do Sauipe, mas vou parar por aqui e separar os relatos. Quem quiser ver todas fotos dessa viagem, e são muitas pode visitar meu facebook: http://www.facebook.com/fabianogauss ou instagram: @fabianogauss , quem visitar pode adicionar e terei o maior prazer em tirar qualquer dúvida sobre esses lugares visitados. Boa viagem!!!
  49. 1 ponto
    DIA 3 – PARQUE AQUÁTICO WILD WADI. Galera, ir a um Parque Aquático em Dubai é uma das melhores idéia do século. O clima por lá normalmente é um inferno de quente, por isso nada melhor que um dia entre piscinas e toboaguas para refrescar. E lembre que você estará em Dubai, onde quase tudo é o maior e melhor do mundo, agora imagina os Parques Aquáticos de lá? Há quem diga que são os melhores do mundo, melhores que os de Orlando e tudo mais. Eu não posso opinar sobre isso, pois só fui nos Parques Aquáticos do Brasil: Beach Park em Fortaleza e os do estado de São Paulo. Mas posso dizer que vale a pena demais! FALANDO UM POUCO SOBRE O WILD WADI E AQUAVENTURE WATERPARK Wild Wadi (preços e informações) - http://www.jumeirah.com/en/hotels-resorts/dubai/wild-wadi/rates/general-admission--rates/ Aquaventure Waterpark (preços e informações) - https://www.atlantisthepalm.com/pt/marine-water-park/aquaventure-waterpark Em Dubai existem dois parques aquáticos, ambos com avaliações muito boas: Wild Wadi e Aquaventure Waterpark. Se tiver tempo, vá aos dois. Nosso tempo não era tão extenso para contemplar os dois parques, por isso tive a dura missão de escolher um deles. Após ler muitas opiniões pela internet sobre qual dos dois parques escolher acabei optando pelo Wild Wadi simplesmente porque nas minhas pesquisas achei que esse foi o parque que levemente teve mais pontos positivos em relação ao seu adversário. Mas as avaliações deixam claro que ambos são ótimos parques e com certeza você que vai em Dubai deve fazer um grande esforço para visitar algum deles, seja ele qual for. Uma das atrações que mais me chamava atenção para escolher o Aquaventure, é um toboágua que cai dentro de um aquário com tubarões e arraias, vi alguns vídeos no youtube e pareceram bem legais. Anexo a este parque você também tem a possibilidade de visitar, por um valor extra, o “The Lost Chamber Aquarium”, só lembre que no Dubai Mall você vai visitar, visita obrigatória para mim, o Dubai Aquarium, então pense se vale a pena visitar dois aquários. Ainda no Aquaventure você tem a possibilidade de nadar com Golfinhos, tipo em Cancun, sabe? E aí você tem a possibilidade de fechar pacotes, tipo: entrada do parque + aquário + golfinhos. Este parque é ao lado do Hotel Atlantis, um dos melhores de Dubai. Os preços são parecidos, mas a entrada para o Wild Wadi em geral vai custar um pouco mais caro. Enquanto escrevia esse relato olhei no site dos dois e os preços estavam em 295 EAD(Wild Wadi) contra 260 EAD(Aquaventure). Para ambos não é necessário comprar ingresso antecipado, é tranquilo comprar na bilheteria ao chegar. Um detalhe que me lembro inclusive é que na bilheteria o ingresso estava 20 EAD mais barato em relação ao preço do site do Wild Wadi. O horário de funcionamento de ambos são das 10 às 19hs no verão, e das 10 às 18hs no resto do ano. Escolhi o Wild Wadi, principalmente porque as avaliações que li comentavam que este tinha uma estrutura melhor que a do Adventure, mais arrumado, mais novinho, e também comentam que no Wild Wadi você consegue caminhar sem chinelo tranquilamente devido ao seu sistema de resfriamento do chão, já no Aquaventure você não consegue andar sem chinelo, o chão é muito quente. O Wild Wadi fica ao lado do Burj Al Arab, e praticamente de todo o parque ele pode ser visto. Nenhum dos dois parques é acessível por metrô, ou você vai de táxi ou combina metrô e táxi para economizar, como eu fiz. Só lembrando que existe um outro parque aquático famoso em Abu Dhabi, o Yas WaterWorld, não fomos nesse. Dei algumas informações sobre ele no começo do relato. Falarei mais sobre minha experiência no Wild Wadi mais adiante. MINHA EXPERIÊNCIA Era 01/01/2016, uma sexta-feira, o que acaba sendo um problema para os turistas em Dubai já que muitos dos comércios não abrem na sexta, mas...o parque aquático abre!!! Já sabendo disso, programamos nossa visita ao Wild Wadi na sexta. Antes de ir havia lido também que na sexta-feira os metrôs começavam a funcionar apenas por volta do meio dia. Antes de sair do hotel me informei sobre e me falaram que isso já mudou faz um tempinho e que agora os metrôs funcionam normalmente na sexta, ou seja desde cedinho. Eram quase 10hs quando saímos do hotel, embarcamos no metrô, descemos na estação FGB Metro Station e pegamos um táxi que saiu por 12 EAD. Com os 6 EAD que cada um gastou no metrô, no total gastamos para chegar ao parque 24 EAD, bem mais barato do que se fossemos de taxi do nosso hotel em Bur Dubai. E rapidinho também, foram uns 20 minutinhos de metrô mais uns 8 minutos de táxi. Não havia fila na bilheteria e o parque estava com pouca gente, uma benção! Talvez por ser o primeiro dia do ano, a galera de ressaca talvez. Já li pessoas que ficaram 30 minutos na fila da bilheteria e ficavam cerca de 30 minutos na fila de cada brinquedo. Nós pegamos apenas filas pequeninas nos brinquedos. Na bilheteria, após pagar as entradas, eles te colocaram uma pulseira, tipo um relógio, e te explicaram o seguinte: -Você pode deixar uma quantia desejada ali na bilheteria, essa quantia estará disponível para você usar dentro do parque através da sua pulseira. Você não precisará andar com dinheiro, usará a pulseira para comprar qualquer coisa no parque. Por exemplo, em uma lanchonete dentro do parque o atendente encostou a minha pulseira em um leitor e pronto, paguei com o crédito que deixei na bilheteria. Quer saber seu saldo, sempre ao fazer uma compra o atendente poderá lhe informar. Tecnologia top essa viu. E se sobrar dinheiro você pode pegá-lo na saída integralmente. -Você também usa a pulseira para abrir e fechar seu Locker, caso tenha alugado. -O aluguel do menor locker é 20 EAD. Na bilheteria você paga 40 EAD, mas na saída recebe 20 EAD de volta. Existem lockers maiores por preços maiores, esse menor é grande o suficiente para um casal ou até três pessoas. Estava sol nesse dia, mas não estava calorão, chegamos até a sentir friozinho depois que saia da água sabe. Na verdade, não lembro se já comentei aqui no relato, mas não pegamos aqueles calorões infernais em Dubai não, sempre fresquinho. O parque é lindo, todo no estilo Árabe mesmo. Mas achei que o parque não é tão grande, podia ser maior, ter mais atrações. Logo na entrada tem a área dos banheiros, chuveiros, vestiários e dos lockers. Não precisa andar de chinelo no parque, pois o chão não é quente, se preferir pode andar com o chinelo sem problemas até porque em cada brinquedo tem espaço para guardá-los A atração chamada Jumeirah Sceirah talvez seja a principal do parque. Bem lá no alto você entra em uma cápsula e após uma contagem regressiva o chão se abre e você escorrega por um toboagua que começa quase que com 90º kkk, muito animal esse brinquedo. Outro brinquedo radical é o Tantrum Alley, uma bóia com capacidade de no máximo 4 pessoas, que desce em um toboagua que em alguns momentos parece que vai dar um looping com você. Muito boa essa atração. Slides é um brinquedo que percorre todo o parque. Você vai em uma bóia, pode ser sozinho ou casal, por correntezas que muitas vezes te darão mais que uma opção de caminho, ou seja, ao terminar um percurso você pode voltar e seguir pelo outro caminho. Achei legal que em algumas partes desse brinquedo tem subidas, e quem te faz subir é a força da água. Muito loco. Tem piscinas para ficar de boa, tem uma prainha artificial, tem piscina de ondas, outra piscina de ondas para surfar, entre outras atrações. A alimentação lá dentro é cara. Não tem muitas opções: lanches e pizzas. O combo mais barato que vinha hambúrguer, fritas e refri custava 50 EAD, mas é muito bem servido. Vimos algumas mulheres de burquini no parque, bem engraçado, de resto todo mundo com maiô, biquíni, sunga, o habitual do parques aquáticos. É permitido levar a gopro nos brinquedos desde que ela esteja presa ao seu corpo. Coloquei a alça no meu pulso e fui em todas as atrações com ela. Na atração Jumeirah Sceirah não é permitido nenhum tipo de câmera. Há uma área só para as crianças com brinquedos infantis. Neste dia lá no parque estava o jogador de futebol Valdívia com sua família, que hoje joga em um time dos Emirados Árabes. Ficamos no parque até mais ou menos 16hs. Na saída tinha uma filinha para pegar um táxi, mas não demorou. Para voltar ao hotel, fizemos o trajeto contrário da ida. Nesta noite ficamos apenas pela região de Bur Dubai comprando coisinhas e acabamos comendo por lá. Olha, muita coisa barata heim, ótima região de Dubai para comprar presentes pros amigos e familiares, coisas pra casa, doces, comidas diferentes e até roupas e sapatos. Comprei 2 pares de sapatos legais, simplesinhos mas descolados por 20 EAD cada par, isso da uns 18 reais, uso eles até hoje. Veja, tudo isso em lojas do tipo “Tudo até 8 EAD”, tem várias dessas lojas por lá. Compramos uma daquelas “Lâmpada do Gênio”, bem legal. Nessa noite comi no KFC, e percebi como a galera de lá curti uma pimenta viu, tudo nessa rede de fast food tinha a opção “picante”, eu pedi um lanche “picante”, com batata frita “picante”, quase não aguentei comer, e os caras comendo tudo picante de boa. Assim como na Tailândia, nas redes de fast food as bebidas tem tamanho padrão bem maior que no Brasil, nos combos básicos por exemplo vem refri de 700ml se não me engano. Legal dessa noite também foi rodar os Supermercados dos locais, nada do luxo de Dubai, supermercados simples, cheio de imigrantes Indianos, muitos homens, 99% vestindo chinelo, calça e camisa. Essa foi nossa noite na Old Dubai, mas amanhã passaríamos o dia na Dubai do luxo, lojas caras e prédios suntuosos. CONTINUA...DUBAI MALL E BURJ KHALIFA.
  50. 1 ponto
    Bom, sei que este assunto já deve ter sido bastante explorado, mas gostaria de saber se realmente tem gente que faz este tipo de trilha. Nos últimos anos quase não encontro mais ninguém para as caminhadas. As desculpas dos amigos são sempre as mesmas: A mulher e a namorada não deixa, trabalho, falta de dinheiro, tõ cansado, tenho trabalho da faculdade pra fazer, tenho que levar a minha vó na musculação, etc... Como fiquei de saco cheio, comecei a sair sozinho e acabei encontrando prazer nisso, será que sou maluco? Às vezes fico dias sem ver ninguém por onde passo, será que estou me arriscando muito? Gostaria de saber se tem mais gente como eu.
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