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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 19-07-2018 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Bom, antes de mais nada gostaria muito de agradecer, pois graças a este site (mochileiros) e com ajuda de amigos que já fizeram esta viagem, eu consegui me planejar e deu tudo mais do que certo!!! Minha viagem foi de 9 dias, mas curti como nunca. Iniciei saindo da minha cidade natal, Campo Grande/MS até Corumbá, de lá fui na fronteira: Bolívia Dica nº 1 - A fronteira da Bolivia funciona em horário comercial, já a Polícia Federal , não consegui definir, porque eu cheguei 6:30h para dar saída do país e somente começaram a atender 9:30h (isso era em um sábado -16/06). Após ja ter carimbado meu passaporte, pegue taxi para ir até a rodoviária de Puerto Quijarro, paguei 10 bolivianos (dividindo o taxi). Dica nº 2 - Logo que você dá entrada na Bolívia, bem na frente tem vários locais para trocar dinheiro, eu trocava de pouco em pouco, de acordo com a minha necessidade. Já na rodoviária, eu paguei 50 bolivianos para ir até Santa Cruz de la Sierra (foram 8 horas de viagem). O horário (de todas as companhias) de saída do bus que peguei foi 11h da manha (que foi sair 12h), acho que tem para a noite também. Chegando na rodiviária em Santa Cruz de la Sierra, já consegui comprar passagem para La Paz, que sairia 20h (mas saiu 20:30h), por 100 bolivianos. Foram 18h de viagem (foi o mais cansativo). Em La Paz fiquei 1 dia só, dei um passeio no centro, no shopping, muito legal e o Mirador Killi Killi e andar de Teleférico (de lei). Dica nº 3 – Procure hostel longe da rodoviária pq eu me hospedei em um ao lado (que custou 80 bolivianos) com banheiro compartilhado. Depois me falaram que saindo da área da rodoviária tinha hostel com preços mais acessíveis. Fiquei impressionada com a rapidez, porque pelo meu planejamento eu iria chegar na segunda feira, mas como chegue no domingo 14h deu para conhecer um pouco La Paz, apesar do friooooo. Com isso decidi ir a Copacabana, e de la ir ao Peru. Copacabana, melhor decisão que eu tomei, que lugar impressionante!!! Eu me apaixonei por lá... Comprei a passagem por 30 Bolivianos e a viagem durou umas 3 horas só. Já dá para ficar babando no caminho pela paisagem... Tem uma hora que o bus manda todo mundo descer para poder atravessar o lago Titicaca. O Bus atravessa numa balsa e nós passageiros em uma lancha que custa dois bolivianos (eu amo a Bolivia). Depois o bus pega a gente numa pracça e seguimos a rota. Ao chegar em Copacabana, geral já te oferece hostel, eu fiquei em um próximo da praça em frente a igreja Nossa Senhora de Copacabana, paguei 35 bolivianos, sem café da manhã, mas com banheiro privado. No quarto tinha duas camas mas eu fiquei sozinha (ebaaa). Depois de já ter me hospedado já fui conhecer a cidadezinha, cheguei na praia, comprei os passeios (30 bolivianos para conhecer a Isla de la Luna e a Isla del Sol) e a passagem ao Peru (90 bolivianos). No dia do passeio, foi uma experiência única, uma aula de história, eu amei tudo... Segue algumas fotos para ter a noção da paisagem. Tem que pagar 10 bolivianos na Isla de la Luna para poder subir (super justo) Lá nos explicou sobre o templo das mulheres, sobre a Deusa Lua, entre outras coisas. Já na Isla del Sol, o nosso barco fechou com o guia (cada um pagou mais 30 bolivianos) para que ele nos deixasse pelo acesso sul da ilha, para depois ir ao porto da ilha. O guia nos explicou várias coisas a respeito, nos apresentou o templo de construção pré Inca, nos apresentou também uma planta para ajudar a respirar (não era a coca mas tinha mais ou menos mesmo nome) falou de muitas coisas sobre o local, seus habitantes, como trabalham além do turismo, etc. Depois fomos ao restaurante. Comi Trucha a la Diabla, que custou 40 bolivianos hahahaha, foi mais caro que os passeios mas valeu a pena. Após o almoço, tínhamos até 16h livre para passar, fui até o Mirador Pallakasa (4.000 metros acima do nível do mar). O trajeto dá um medo, e sabendo desta altura mais ainda, um monte de coisa passa na cabeça tipo: E se meu coração não aguentar pelo baixo nível de oxigênio? E se eu desmaiar lá em cima? Muitos “e se” mas quando se chega lá, é vitorioso demais!!! Bom, logo fizemos o caminho de volta para o barco para nos levar à Copacabana, chegamos na praia umas 17:30h. (Deu para passear mais com os novos amigos até dar horário de ir embora a Cusco que era 18:30). Dica nº 4 – No centro de Copacabana tem uma igreja, Nuestra Señora de Copacabana, que é aberto para visitas, mas não pode filmar e nem tirar foto. Quem puder vai lá visitar, pensa numa Igreja esplêndida!!! E o que mais chamou minha atenção foi que nessa igreja, tem uma sala com um monte de Virgens de vários países... Tinha do Brasil, Paraguay, Argentina, México e até da Polônia hahaha Dica nº 5 – Não perca por nada no mundo o papel que de dão na migração. Eu sinceramente não lembro de terem me dado este bendito papel, mas foi uma dor de cabeça e tanto na hora de sair da Bolivia e entra no Peru por causa desse papel. Enfim, paguei multa de 50 bolivianos (mesmo com carimbo no passaporte informando que tinha 90 dias de permissão). Me disseram que até tive sorte poque houve casos que por causa deste papel, teve gente que foi presa por 24 horas e teve que pagar uma multa mais salgada... Peru Já caminho a Cusco, antes paramos em Puno para fazer o “transbordo”. Trocamos o bus por um péssimo, e a minha janela ainda tinham acabado de trocar o vidro... Dica nº 6 – Sempre avise alguém dentro do bus que você vai no banheiro por exemplo, ou algum outro lugar, porque o pessoal lá não se importam muito em deixar o passageiro para atrás!!! Chegamos a Cusco umas 05:30 da manhã mais ou menos do dia 20/06/2018, eu já esperta em não procurar hostel perto de rodoviárias, procurei mais antes de tomar alguma decisão, mas aí fiz amizade com uma turma que tinham vindo de Copacabana também (o casal de uruguaio e a argentina meio que nos adotaram, foi muito legal a ajuda deles) e fomos todos procurar a pé hostel perto da Praça de Armas (umas 7 a 8 quadras da praça), que é o point principal de Cusco. Nos hospedamos no Hostel Felix, meia quadra da Praça de Armas, por 20 soles e café da manhã incluso. O hostel e simples mas muito aconchegante. Dividimos os quartos entre 7 pessoas (grupo que vieram de Copacabana) na primeira noite, com banheiro partilhado. Meio que montamos uma família... Foi muito legal. Nesse primeiro dia em Cusco mal ficamos no hostel, passeamos até... Tudo a pé. Na minha opinião, gosto mais de andar pois assim conheço melhor o local. Voltamos a rodoviária, para comprar passagens (eu de volta a La Paz e uma das colegas de Hostel para voltar em Puerto Maldonado e depois Acre). Começamos a procurar passeios para o tão sonhado Machu Picchu!!!! Conseguimos fechar com uma agência de viagem - Willy Travel - (tinha que ser tudo corrido já que tinha pouco tempo) por nada mais e nada menos de 250 soles (transporte, alimentação, hospedagem e ingresso a Machu Picchu cidade incluso), pechinchamos muito, claro, mas a faixa estava entre 280 a 350 soles!!! No dia 21/06, às 07:40 pegamos a van sentido a Hidroelétrica. São umas 6 horas de viagem com muitas mas muitaaaaas curvas!!!! O caminho todo mesmoooo... Dica nº 7 – Quem tiver problema (como eu) de estômago fraco com enjoos, comprem um remédio para não passarem mal. Eu passei muito mal, vomitei horrores (vergonhaaaaaaa hahahahaha) supliquei para o motorista parar a van, mas como era jogo do Peru contra a França na Copa do Mundo, e ele queria ver o final do jogo, não me deu muita moral hahahah. O remédio que uma senhora (que viu minha situação) me passou foi Graboll, comprei por 2 soles cada, isso já em Águas Calientes. Na volta, eu não senti curva alguma!!! Passamos por Santa Maria e logo depois Santa Tereza (me disseram que aqui tem as melhores piscinas termais, da próxima vou ai). Uma turma desceu em Santa Tereza e o resto foi para a hidroelétrica. Chegando lá, nos deram almoço para logo iniciar a caminhada pelos trilhos!!! Se preparem com um tênis bom porque são mais ou menos uns 15 quilômetros de caminhada com essas pedrinhas que dói... EU estava de tênis não muito bom e no dia seguinte meus pés estavam doendo horrores. Esses 15 km, eu fiz em 2:40h. Com paradinhas para tirar fotos (pq o caminho é lindo demais, é paisagem de filme!!!) e um ritmo bom. Chegamos de noite já em Aguas Calientes (leve lanternas ou o celular com bateria hahah). Tinha uma senhora nos esperando para nos levar no Hostel e tínhamos 1 hora para tomar banho e nos encontrar na praça para podermos ir jantar!! Indo no restaurante para jantar, fomos apresentados ao nosso Guia, que nos explicou de como chegaríamos à entrada de Machu Picchu!! Tinha a turma que iria de ônibus até a entrada (12 dólares) e a turma que iria pelas escadas. Eu claro fui pelas escadas!!! Queria sentir todo o ambiente!! O Guia Miguel então me explicou que eu deveria estar na fila de entrada a partir das 4 da manhã!!! Isso porque após às 5 da manhã eles não permitem mais entrar. Do Hostel que fiquei até o início para deixarem entrar foram uns 2km. Cheguei na fila umas 4:12h e já tinha uma turma de 20 pessoas na minha frente!! (Realmente tem que chegar cedo). Liberaram a entrada da ponte somente 5h, daí já tínhamos que mostrar o ingresso para deixarem entrar. Dica nº 8 – Foram 1 hora de subida às escadas, super cansativo, tudo escuro, mas tudo lindo!! Chegando na entrada, o guia já nos esperando, até 6:30, após isso já mandou entrarmos!! Tem lugar para guardar tuas mochilas por 5 soles, isso foi ótimo porque deu para guardá-la e aproveitar mais o passeio sem peso nas costas!!! Sonho realizado, eu toda besta babando, é uma experiência única!!! O guia super atencioso explicando cada coisa, cada detalhe da cultura Inca, poderia escrever tudo, mas seria detalhe demais!!! Ele nos explicou (e mostrou cada canto da cidade) por 2 horas e logo nos liberou, tínhamos até 12h para explorar tudo, para depois iniciar a galera do segundo turno. Dica nº 9 – Você deve sair da cidade para depois entrar novamente, quando liberarem para o “tempo livre”. Você tem direito a entrar a Machu Picchu 2 vezes. Ao descer, pelas escadarias claro, foi mais rápido , fiz em 40 min!! Passeamos em Aguas Calientes, e compramos passagem de trem até a hidroelétrica, pq não aguentava mais andar!! Essa brincadeira me custou 33 dólares, para andar de trem por 20 minutos!! Mas foi legal. Chegamos em Cusco umas 21h. O bom de junho é que em Cusco, é festa todos os dias!! É desfile, é apresentação, e tudo na praça de armas!!! Na véspera do Inti Raymi, o desfile começou umas 8h da manhã e foi acabar sabe lá que horas, mas eu aguentei até 22h e ainda estavam desfilando, me retirei do local pelo cansaço e pelo frio... E que frio!!! Esse desfile, é considerado a celebração do fim de ano!! Tem o mesmo peso que 31 de dezembro. E finalmente chegou o dia 24.06.2018 – Dia de Celebração do Inti Raymi (Fiesta del Sol). Eu fiquei em êxtase total... Foi um banho de cultura. Quem puder ir nesta época do ano, não se arrependerá. Se conhece tanta gente, tantas coisas, tantos lugares, que falta dias... Como tinha poucos dias, faltou para conhecer vários outros lugares como o Rainbow Mountains, ou a Laguna Humantay, até o Ollantaytambo não consegui visitar (este último confesso que não quis encarar aquelas curvas novamente haha) e os preços são acessíveis, mas era preciso descansar o corpo para poder explorar esses locais (que são puxados idem Macchu Pichu, até mais puchados). Mas isso é um incentivo para poder voltar, e COM CERTEZA voltarei!!! Resumindo, sobre os gastos, levei R$ 1.100,00 mais US$ 200,00 e sobraram dinheiro. EU ia levar tudo dólar, mas como estava muito alto na época no Brasil, segui o conselho do meu amigo e levei real. Na Bolívia me resolvi com real, no Peru, tendo em vista o rela estar menos valorizado, troquei os dólares. Esperoajudar com minha experiência, igual aos vários relatos que li aqui, e me ajudaram muito!!! Até a próxima!!
  2. 1 ponto
    Pensando em ir para a África do Sul? Já sabe o que fazer lá? Vou contar para vocês como foi a minha viagem de 17 dias pela África do Sul, com os gastos diários o total que gastei na viagem toda, dicas de passeios, restaurantes, hotéis, locomoção, cultura, enfim vou fazer um resumão completinho sobre a África do Sul e a minha aventura por lá. Desde criança ouvi falar da África, mas não de uma forma boa. Pelo contrário, quando eu não comia toda a comida do prato na escola ou em casa, eu escutava frases do tipo “Não vai comer tudo? Não sabe que as crianças na África passam fome?” então eu imediatamente terminava de comer toda a comida do prato, pois não queria ser a responsável pela fome das crianças na África. Foi com essa ideia da África que eu cresci, a África era um continente pobre onde as pessoas estavam morrendo de fome e só. Quando comecei a entender melhor e com a ajuda da internet. Pesquisei sobre esse continente, eu não queria acreditar que era só isso. Fiquei deslumbrada com o que vi, como a África era maravilhosa! Se eu vi que realmente as crianças passavam fome? Claro que sim, assim como em qualquer lugar tem crianças passando fome, inclusive no país em que vivemos, mas o que eu descobri foi muito além disso, essa realidade era a única coisa que eu sabia da África e foi o que acreditei por muito tempo. Hoje eu quero contar para vocês um pouquinho desse meu sonho de criança de conhecer esse lugar incrível e contar como foi a minha viagem para lá, também quero mostrar como eu estou grata por ter ido atrás e descoberto que a vida vai muito além do que as pessoas nos contam ou ensinam e o mundo está aí para ser vivido! A África do Sul foi o meu primeiro país na África e tenho plena certeza que será o primeiro de muitos, pois quero conhecer cada pedacinho desse continente incrível. Confira como era o nosso roteiro inicial por esse país incrível: Mochilão África do Sul 2018 – Roadtrip Dia 1: O que fazer na África do Sul: Londrina -> São Paulo -> Joanesburgo Dia 2: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo – Arts on Main. Pata Pata Restaurant e festa de ano novo do hostel no rooftop. Dia 3: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo: Museu do Apartheid, Visita ao Soweto, Nelson Mandela Square, Berço da Humanidade – Cradle of Humankind, Montecasino. Dia 4: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo: Dirigir até o Paul Kruger Gate – Rest Camp Skukuza no Kruger National Park. Safári Guiado Sunset. Dia 5: O que fazer na África do Sul: Safári por conta própria. Ver o amanhecer no Lake Panic Hide Dia 6: O que fazer na África do Sul: Dirigir até Joanesburgo e voo para Durban. Dia 7: O que fazer na África do Sul: Durban – Temple of Understanding (Hare Krishna Temple). Atirar-se no maior swing do mundo, dentro do Moses Mabhida Stadium. Praia. Dia 8: O que fazer na África do Sul: Port Elizabeth. Praia. Shark Rock Pier. Kings Beach. Dia 9: O que fazer na África do Sul: Jeffreys Bay – Praia Dolphin Beach/Supertubes. Fazer compras: outlets e lojas de fábrica: Billabong, Quicksilver, Element, Rip Curl entre outras. Dia 10: O que fazer na África do Sul: Stormsriver. Maior Bungee Jump de uma ponte do planeta. Tsitsikamma National Park. Dia 11: O que fazer na África do Sul: Mossel Bay com parada em Plettenberg Bay (Lookout Rocks) e Knysna (The Heads – east head view point). Sandboard na Dragon Dune. Santos Beach. Cape St Blaize Cave. Dia 12: O que fazer na África do Sul: Dirigir até Cape Town com parada em Cape Agulhas. Dia 13: O que fazer na África do Sul: Dirigir pela Garden Route – Camps Bay. Chapman’s Peak. Boulders Beach. Cape of Good Hope. Dia 14: O que fazer na África do Sul: Table Mountain. Waterfront. Dia 15: O que fazer na África do Sul: LionHead. Kirstenbosch. Long Street. Dia 16: O que fazer na África do Sul: Ilha Robben e voo para Brasil. Dia 17: O que fazer na África do Sul: Voo SP > Londrina. Me acompanha nessa aventura e saiba o que fazer na África do Sul! No final do artigo vou deixar todos os valores que gastamos nessa viagem e também os sites para comprar os passeios e tours online. Vamos lá! Dia 1: O que fazer na África do Sul: Londrina > São Paulo > Joanesburgo Saímos às 7 horas da manhã de Londrina no Paraná de ônibus em direção a São Paulo, almoçamos na estrada e como a viagem é longa, assistimos vários episódios do Grey’s Anatomy no celular para passar o tempo. Chegamos na rodoviária de São Paulo e pegamos um Uber para o aeroporto, não teríamos tempo para esperar o busão. Lanchinho rápido no aeroporto e fomos para o embarque. Nosso voo saiu às 19:45 e logo foi servido o jantar, só comi e dormi feito um bebê, ainda cansada da viagem de ônibus, acordei na conexão em Luanda na Angola, onde aproveitamos para escovar os dentes e passar aquele lencinho umedecido maroto, já que banho não iria ter no dia, praticamente todas as mulheres do avião tiveram a mesma ideia, fila no banheiro com lencinhos na mão. Já aviso para sempre levarem esses lencinhos na bagagem de mão para quando encontrarem banheiros em aeroportos como o de Luanda, precário e sem papel higiênico, assim estarão preparadas. Voamos de TAAG aproveitando uma promoção de passagens para a África do Sul, com ida para Joanesburgo e volta por Cidade do Cabo (Cape Town). Pagamos R$ 1600,00 cada um pela passagem, isso viajando para ano novo. Não temos reclamações sobre a cia aérea, é simples, mas atende a todos os requisitos. A conexão em Luanda era de 2:30 de duração e foi tranquila, passageiros em transito não precisam de visto, único problema era que só tinha uma pessoa para atender a todos os passageiros de conexão, ele que olhava no monitor enquanto as malas de mão passavam e ele que revistava quando apitava em vermelho as pessoas, deu até dó do coitado, mas mesmo assim foi relativamente rápido e logo estávamos embarcando para Joanesburgo. Durante o voo de Luanda a Joanesburgo, almoçamos, assistimos filmes e tentamos nos manter ocupados e acordados para nos acostumar com o novo fuso horário de 4 horas de diferença do Brasil. Chegamos em Joanesburgo as 13:45 e agora sim a aventura começa. Dia 2: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo – Réveillon No aeroporto comprei um chip de internet para o celular, trocamos um pouquinho de dólares por rends (moeda da África do Sul) para emergências, pois pretendíamos trocar mais em uma casa de câmbio, a cotação do aeroporto era horrível, como é sempre em qualquer aeroporto, depois fomos procurar a companhia que alugamos o carro, fizemos tudo online ainda do Brasil, inclusive o pagamento, então foi só chegar, retirar e pronto, estávamos motorizados e dirigindo pela primeira vez na mão inglesa e com câmbio manual. Era cômico ver o Fernando ligar o limpador toda vez que queria dar seta! Mas fiquem tranquilos que chegamos vivos ao hostel, ele pegou o jeito rapidinho. Em Joanesburgo ficamos hospedados no Curiocity Backpackers. Quando comecei pesquisar o que fazer na África do Sul, Joanesburgo na verdade, só entrou no roteiro porque é a porta de entrada para quem quer fazer o safári no Kruger Park e também porque é por onde chegam os voos mais baratos do Brasil, não era um lugar que eu tinha desejo de conhecer, mas já que estávamos em Joanesburgo ou Joburg, como é carinhosamente chamada por lá, e era ano novo, tínhamos que aproveitar, certo? Chegamos no hostel já era final de tarde, só tomamos um banho e fomos jantar. Jantamos no restaurante Pata Pata, fomos a pé, fica a 2 quadras do hostel, o restaurante é bom, mas achei muito caro, R$ 108,40 para duas pessoas (sim, preço em reais e não em rends), e o pior é que um prato dava para duas pessoas comerem tranquilamente, mas eles não deixavam pedir só um prato para duas pessoas, pedimos dois pratos e veio comida para umas 8 pessoas, claro que não conseguimos comer nem metade, por sorte veio um senhorzinho e disse que estava com fome, se poderíamos dar-lhe um pouco de comida, falamos que não iriamos comer mais e se ele não se importava pediríamos para embrulhar e dar para ele, ele falou que seria a melhor comida que ele comeria em muito tempo e ficou muito grato, então fizemos isso e vimos ele sair contente de lá. Uma coisa que vimos na África do Sul, foi a desigualdade, tem pessoas que tem muito dinheiro e pessoas que passam fome literalmente, claro que isso existe em todo lugar, mas o que eu quero dizer é que lá não existe meio termo ou classe média, ou você tem bastante ou não tem nada. Dirigindo pela África do Sul vimos muitas e muitas favelas, em todo lugar, não é em apenas um lugar isolado, é em todo lugar, isso que passamos apenas pela rota mais turística, mas conversando com pessoas que moram lá, nos contaram que nas rotas menos turísticas é bem pior. Também ainda existe muita rixa por causa do preconceito racial, mas tem melhorado a cada dia, e como eles mesmo dizem por lá, eles têm certeza que as gerações futuras jamais vão passar por isso, vai ser apenas uma lembrança de um passado distante. Depois de ter deixado o rim lá para pagar a conta do restaurante, fomos para o hostel dar uma dormidinha antes do ano novo. Dessa vez colocamos 15 despertadores para não acordar só no outro dia como aconteceu na nossa viagem da Tailândia, acordamos com a insistência do despertador. Os meninos que estavam no quarto com a gente já tinham saído, pegamos um quarto misto para 8 pessoas. Depois de nos arrumarmos, fomos para uma festinha, que ficava a meia quadra do hostel, a festa era do hostel mesmo com entrada gratuita, só que era em um rooftop com vista para a cidade toda e churrasquinho de graça. O Fernando e eu éramos os únicos de roupa branca na festa de ano novo, acho que lá não tem esse negocio igual tem aqui que a cor da roupa atrai o que você deseja no ano. Eu também não acredito nisso não, mas no Brasil é tradição, então nos acostumamos a vestir branco no ano novo. Na festa estavam todos com roupas coloridas, felizes dançando, a dança deles é diferente da nossa, é lindo de ver e difícil de fazer igual. Os drinks também eram diferentes, era uma mistura de tudo que existe alcoólico e algo muito doce junto, tomei dois e já estava alegre. De lá conseguimos ver os fogos e comemoramos juntos a chegada de um novo ano em nossas vidas. Conhecemos um casal e mais 2 rapazes na festa, eles vieram conversar com a gente e foi amizade instantânea, logo eles estavam convidando a gente para ir em outra festa com eles, que iriam tentar passar a gente sem termos que pagar, a festa era próxima dali e iriamos todos a pé. E não é que deu certo? Eles falaram “façam como a gente, só nos sigam, vocês têm cara de gente fina, nem vão conferir as entradas”. Eles já tinham entrado na festa, antes de ir para o rooftop, então tinham um carimbo no braço, colocaram a gente no meio da fila e entraram dançando, só seguimos eles dançando e entramos tranquilamente. A festa era eletrônica e foi incrível, em um lugar chamado Che Argentine Grill. Eu me senti uma princesa nessa festa, ou melhor durante a viagem toda, mas principalmente nessa festa, recebi muitos elogios, as meninas no banheiro elogiavam meu cabelo, minha roupa, meu corpo, minha tatuagem, tudo! O povo querido demais nessa África do Sul, massagearam o meu ego sem pedir nada em troca, só um sorriso bastava. Resultado da festa? Fomos dormir muito tarde e acordamos quase uma hora da tarde do outro dia, ok tínhamos perdido a manhã, então agora era correr para aproveitar a tarde do nosso último dia em Joanesburgo. Curiocity Backpackers Rooftop Dia 3: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo: Museu do Apartheid, Visita ao Soweto, Nelson Mandela Square Fomos conhecer a Mandela Square onde tem a famosa estatua do Nelson Mandela, aproveitamos para almoçar por lá, almoçamos no Rocomamas e que delicia de comida! A comida da África do Sul é muito parecida com a nossa, inclusive os temperos, é só um pouquinho mais apimentada, eu adorei. Depois de nos perder no shopping da Mandela Square, sim nos perdemos literalmente dentro do shopping, gente do interior quando vai para a cidade grande dá nisso. Depois de andar muito, conseguimos sair na porta onde tínhamos deixado o carro no estacionamento. Fomos em direção ao Museu do Apartheid, que na verdade era a única coisa que eu realmente queria fazer em Joanesburgo, mas o que a gente esqueceu? Era dia primeiro de janeiro, ou seja, feriado. E claro que o museu não abria no feriado, fiquei bem chateada e tudo que consegui foi tirar uma foto do lado de fora. Antes de ir para a África do Sul e ao pesquisar o que fazer na África do Sul eu li em algum lugar que se sua viagem para Joanesburgo é curta, você sairá daqui satisfeito, apenas conhecendo o Museu do Apartheid. Eu vi que as consequências desse regime fazem parte do dia-a-dia dos sul-africanos, principalmente em Joanesburgo e eu queria muito conhecer o museu, pois tenho certeza que seria uma imersão na história do país, diferente do que passou na mídia sobre o Apartheid lá eu teria acesso aos detalhes desse regime que existia até bem pouco tempo atrás, mas infelizmente por ser feriado não consegui visitar o museu. Saímos de lá tristes, mas tudo bem, a viagem estava só começando e tinha muito o que fazer na África do Sul. Mas fica a dica, quando for pesquisar o que fazer na África do Sul e ao fazer o seu roteiro, tenha cuidado para deixar o Museu do Apartheid em um dia que seja feriado. Fomos para o Soweto que é considerado o maior bairro do mundo (com mais de 3 milhões de habitantes). Mais conhecido por ser uma favela, o Soweto é a área urbana com a maior concentração de negros em Joanesburgo e também carrega um peso histórico muito grande, é um dos principais símbolos da história da África do Sul e do Apartheid, o regime de segregação racial instituído na década de 20 e que se estendeu até 1994. Foi residência, inclusive de Nelson Mandela. O Soweto cresceu muito na década de 50, com mais negros se mudando para lá, já que não podiam mais ficar nas áreas para brancos designadas pelo governo. Rodamos um pouco pelo bairro e fomos conhecer a Orlando Towers, famoso ponto para saltos de bungee jump, mas é claro que estava fechado, mesmo assim a vista de fora era ótima. Na estrada para as torres encontramos algumas crianças que pediam para nós tirar fotos delas, as crianças adoram fotos e tem os sorrisos mais gostosos da vida! O Soweto com certeza merece estar na sua lista de o que fazer na África do Sul. Era final de tarde quando lembramos que tínhamos que trocar dinheiro e comprar suprimentos para o safári do dia seguinte. Por ser feriado, praticamente tudo na cidade estava fechado, inclusive as casas de câmbio e mercados, rodamos, rodamos e não encontramos nada aberto, então voltamos para o hostel para tomar banho e ir jantar. Lembramos de um mercadinho que vimos no dia anterior, a duas quadras do hostel e resolvemos dar uma ultima chance e tentar encontrar um mercado aberto, e não era que estava aberto? Infelizmente era mais uma conveniência, e não tinha quase nada, pensávamos em comprar comida para fazer nos dois dias de safári e cozinhar no bungalow, mas não tinha nada, então compramos biscoitos, suco e água. Ao sair perguntei para o atendente no caixa se ele sabia de algum lugar onde poderíamos trocar dinheiro, ele disse que tinha uma pessoa e chamou um rapaz que veio falar com a gente, o rapaz disse que trocaria para a gente, a cotação era ruim, mas realmente precisávamos de dinheiro vivo, pois sairíamos ainda na madrugada para o safári e ouvimos dos locais para não viajar sem dinheiro, pois normalmente policiais faziam blitz e só deixavam passar com um suborninho. Um exemplo era você passar por uma placa com limite de velocidade de 100 e logo depois encontrar uma de 80 e a 50 metros depois dessa placa de 80 os policiais medindo a velocidade, claro que iriamos respeitar os limites de velocidade enquanto dirigíamos para o Kruguer Park, mesmo assim resolvemos não arriscar. Trocamos 200 dólares por rends e fomos jantar. Jantamos no Revo Revo a uma quadra do hostel, um macarrão ótimo. Depois de tomar uma cerveja na temperatura ambiente (sim, cerveja gelada não existe na África do Sul, eles dizem que é gelada, mas não é, cerveja gelada só no Brasil mesmo. Mais tarde descobrimos que o chopp era gelado, depois disso só tomamos chopp) fomos para o hostel arrumar as mochilas e descansar porque íamos dirigir para o Kruger Park antes do sol nascer. Queríamos ter feito o Cradle of Humankind (Berço da Humanidade) em Joanesburgo, mas como o nosso tempo era limitado acabou não dando tempo, mas deixamos essa sugestão para vocês de mais uma coisa de o que fazer na África do Sul. O Cradle of Humankind é um parque considerado Patrimônio Mundial da Unesco por abrigar milhares de fósseis de ancestrais do homem. O lugar tem cavernas, fósseis de hominídeos de milhões de anos atrás e é um passeio bem interessante para conhecer melhor a evolução do homem. Além disso também escrevi um artigo com mais opções de o que fazer em Joanesburgo, clique aqui para ler. Joanesburgo Mandela Square Mandela Square Museu do Apartheid Orlando Towers – Soweto Dia 04: O que fazer na África do Sul: Acampamento Skukuza – Safári no Kruger Park Acordamos as 6 da manhã, fizemos check out, sincronizamos o gps do celular rumo ao Kruger Park, abastemos o carro e partimos rumo ao tão esperado safári na África. A estrada é bem tranquila e demoramos 5 horas para chegar, isso parando para tomar café no caminho e parando em um mercadinho para tentar comprar comida para os dois dias de safári, porem também não tinha nada, compramos frutas e um tipo de sopa. Ao chegar no portão de entrada do parque descemos do carro e fomos na recepção, como tínhamos comprado tudo pela internet, foi rapidinho, só preenchemos uma ficha e fomos liberados para entrar. Quando comecei a pesquisar o que fazer na África do Sul, fiquei impressionada como fazer um safári era caro, até descobrir que eu poderia fazer um safári por conta própria, sem pacotes. Não se preocupe que eu fiz um artigo inteirinho ensinando como fazer um safári por conta própria no Kruger Park e também mostrando todos os sites que eu usei, clique aqui para ler. Para chegar no Skukuza Camp, onde ficava nosso bungalow, foi bem fácil, foi só seguir as placas pelo caminho, do portão de entrada até o acampamento demora mais 20 minutos, mas não se preocupe, você não vai ver o tempo passar, pois assim que entra no parque você já começa a ver os animais. Assim que você entra no portão do Kruger Park, você já se sente aventureiro, começa a olhar para todos os lados para ver se avista algum animal, e logo nos primeiros metros já vimos o primeiro animal da viagem, as impalas, são quase sempre quem faz as honras da casa, tem mais de 110 mil impalas no Kruger Park. Logo depois vimos muitos javalis, imaginem a minha emoção ao ver o Pumba pessoalmente! E ainda antes de chegar no acampamento tivemos que parar o carro e esperar uma família de elefantes que estava atravessando a rua, foi lindo demais ver o nosso primeiro Big Five. Assim que chegamos no Skukuza Camp fizemos check-in e fomos para o nosso bungalow, era um charme, quase consegui me sentir morando na natureza selvagem, quase né, porque o ar-condicionado entregava o jogo. A nossa primeira opção era as tendas, mas quando fizemos a reserva online as tendas estavam todas lotadas, então optamos pelo bungalow, e não nos arrependemos, é um pouquinho mais caro, mas compensa pelo conformo e praticidade. Como tínhamos tomado café da manhã tarde, estávamos sem fome, então comemos frutas, descansamos um pouco, fomos conhecer as outras áreas do acampamento. O Skukuza é um dos únicos acampamentos que tem wi-fi, mas o único lugar que pega é no restaurante, também tem posto de gasolina, caixa eletrônico, mercado, loja de souvenires e piscina. Contratamos ainda aqui no Brasil um safári guiado que saia as 16:30, pegava o por do sol e voltava as 7:30, os carros saem do lado da recepção, deixamos nosso carro lá e fomos embarcar no carro do safári. Recomendamos que vocês peguem pelo menos um safári guiado, porque os guias já sabem onde ir para ver muitos animais e eles se comunicam entre os carros sempre que avistam algum dos Big Five. Ao contrario do que muitos pensam os Big Five não são os maiores animais da África, se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. São eles: leão, elefante, búfalo-africano, leopardo e rinoceronte. Choveu um pouquinho a tarde, mas durante o passeio do safári não, o tempo estava nublado e começou a esfriar. Mas logo todos esqueceram o frio, assim que começou a aparecer os primeiros animais. As primeiras foram as zebras, era chuva de câmeras para tirar fotos a cada parada do carro, depois as girafas, macacos, e quando vimos muitos carros parados na rua, tínhamos certeza que era um Big Five, e estávamos certos, todos estavam olhando o Leopardo, que dormia na copa de uma arvore distante. Rolou uma inveja da menina que estava do nosso lado com uma lente de câmera que parecia uma arma de tão grande, ela conseguia capturar todos os detalhes, que a gente não enxergava só com os olhos, a minha lente não tinha o zoom tão longe, cada foto ela mostrava para a gente e ficávamos maravilhados. Mais a frente vimos mais um Big Five, os rinocerontes, lindos e gigantes e estavam pertinho do carro. Continuamos e vimos mais zebras, mais girafas, muitos elefantes, hienas, impalas, antílope, eram muitos animais! Assim que escureceu o guia teve auxilio de lanternas no carro que refletiam nos olhos dos animais, estávamos atrás dos leões. Infelizmente não conseguimos ver nem os leões e nem os búfalos para fechar os 5 Big Five, mas calma que ainda tinha o dia seguinte inteiro para tentarmos ver esses e muitos outros animais. Era hora de voltar para o acampamento, assim que chegamos vimos que nosso carro estava trancado no estacionamento, não tinha como tira-lo, pois, tinha carros dos lados e atrás. E adivinha? Não carros não eram das pessoas que foram fazer o safári com a gente, eram de funcionários do parque e que só voltariam ali no outro dia pela manhã. Ou seja: estávamos a pé até o dia seguinte! Imaginem o meu desespero, tudo bem que não deveria ter leões dentro do acampamento (pelo menos eu espero), mas e os outros animais? As cercas não eram tão altas, macacos podiam pular tranquilamente, e durante o dia os portões do acampamento ficavam abertos, ou seja, qualquer animal poderia ter entrado. Eu comecei a imaginar mil jeitos de morrer devorada, mas não tinha outra alternativa, teríamos que ir para o nosso bungalow a pé e a noite. Apenas com a lanterna do celular acesa, começamos a andar e eu tentei pensar em 50 assuntos diferentes para não pensar nos barulhos sinistros de animais que eu ouvia, andando o mais rápido possível conseguimos chegar sãs e salvos no nosso quarto. O Skukuza é enorme, demoramos uns 10 minutos andando para chegar no quarto, e não eu não iria até o restaurante ou mercado que ficava no lado oposto, nem que tivesse que dormir com fome. Por sorte tínhamos uma sopa de macarrão que compramos antes de ir, então fizemos aquilo mesmo, porém como não almoçamos direito eu continuei com fome, comi fruta, biscoitos e tudo que trouxemos. Depois que estávamos alimentados e que passou o susto, um banho e uma ótima noite de descanso era só o que faltava no dia. Kruger Park Kruger Park Kruger Park Kruger Park Kruger Park Kruger Park Kruger Park Kruger Park Dia 5: O que fazer na África do Sul: Safári por conta própria no Kruger Park O Fernando foi pegar o carro e fomos tomar café no restaurante do acampamento, uma delícia de café da manhã, tem várias opções de escolha. Depois disso era hora de começar a aventura, de fazer o safári com o nosso próprio carro e sozinhos! Ainda dentro do acampamento vimos 2 javalis, dentro do acampamento! Lembrar que eu estava andando a pé no escuro pelo acampamento no dia anterior me deu um frio na espinha. Também vimos várias placas para ter cuidado com os babuínos que ficavam pelo Skukuza. Logo que saímos do acampamento tivemos que esperar uma tartaruga atravessar a rua, e logo em seguida um macaco. Começamos o dia bem! Mais a frente vimos 2 carros de safári e fomos lá conferir, era um Big Five! Uma manada de búfalos, lindos e majestosos! O mais perigoso dos Big Five. Demos a volta para tentar vê-los mais próximos e conseguimos, ficaram pertinho do carro e tiramos milhares de fotos deles. Continuamos e vimos elefantes, e mais elefantes e muitos outros elefantes. Elefantes foram os animais que mais vimos, e toda a vez eles nos encantavam. Já tivemos uma experiência com os elefantes na nossa viagem para a Tailândia, mas os elefantes da África eram diferentes, eram muito mais selvagens e na minha opinião eram mais bonitos também. Continuei o relato com todos os gastos, dicas de passeios, restaurantes, hotéis, locomoção, cultura local e mais no blog! Clique aqui para ver http://oquefazer.blog.br/o-que-fazer-na-africa-do-sul/ Qualquer dúvida que tenha restado é só perguntar! Bora viajar gente? No blog também disponibilizo uma planilha gratuita para planejamento de custos de viagem! http://oquefazer.blog.br/planilha-gratis-para-planejamento-de-custos-de-viagem/ Finalizo com mais algumas fotos da viagem Espero que gostem do relato, continue lendo no blog que tá completinho http://oquefazer.blog.br/o-que-fazer-na-africa-do-sul/
  3. 1 ponto
    Pessoal, aquele mochilão por volta de setembro até dezembro (ou antes), alguém com o roteiro definido ou a definir? gostaria de compania/fazer, tenho 28, sou arquiteto. Espero encontrar novos amigos viajantes!
  4. 1 ponto
    Pessoal, em setembro pretendo passar 10 dias no Ceará para conhecer Canoa Quebrada, Fortaleza e Jeri. Alguém topa?
  5. 1 ponto
    Então, me expressei errado!! Pelo que relataram lá, tem o "mesmo peso" que o fim de ano nosso!!! Realmente a festa está bem turística , mas tem muita participação da população sim. Tanto é que vem gente de outras cidades (vizinhas principalmente) para participarem do desfile da véspera do Inti Raymi!!! O que me encantou é a questão deles trazerem de volta esta cultura que havia morrido por um tempo devido a proibição na época da colonização espanhola... Agora é um teatro (até a morte da Llama, por sorte) mas eu fiquei muito admirada da forma que os Cusquenhos tem orgulho de mostrar ao mundo esta cultura super rica!!!
  6. 1 ponto
    Só uma correção: o Inti Raymi não tem nada a ver com fim de ano. Era um ritual de homenagem e adoração ao "deus" sol (Inti), e marca o solstício de inverno nesta região. De qualquer forma era sim a maior celebração do calendário inca, e segue como um dos dias mais importantes do calendário festivo cusqueño (mas infelizmente foi quase que completamente consumida pelo turismo, excluindo a população local de se envolver mais com sua própria história e suas raízes).
  7. 1 ponto
    @Monique k Rosas! te mandei no privado. Obrigada,
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    Rosemeire, O Ricardo Freire costuma ter roteiros muito bem azeitados: https://www.viajenaviagem.com/destino/santiago/como-chegar-santiago/#segue Neste link você terá sugestões do que fazer no Chile após conhecer Santiago. Boa viagem.
  9. 1 ponto
    Pessoal, Estou querendo ir ao Jalapao em novembro (15) e passar 4 dias la. Alguem interessado?
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    Olá... amei seu relato... vai me ajudar muito na viagem que farei em outubro com uma amiga... então vc acha necessário comprar os ingressos de macchu picchu antes? Faltou apenas relatar o valor gasto ao todo... adorei! Quem sabe um dia não viajaremos juntas! Deus abençoe e boas novas viagens
  11. 1 ponto
    Oláa mochileiros, Estou planejando uma trip no modo econômica pra America do Sul, ainda não escolhi os países que quero conhecer (se pudesse, conheceria toooodooss) também não estou com roteiro definido, o que facilita caso alguém queira embarcar nessa comigo, vamos planejar juntos! Bom, estou em busca de companhias pra essa trip, pessoas com vibe beem bacana e aquela pitada de alto astral pra se divertir muito e fazer essa trip ficar na historia. rsrsr Se alguém vai estar em algum pais da América do sul em novembro, fala comigoo a gente pode se encontrar! E se alguém está na mesma situação que eu, acabou de achar companhia! \0/ Vamos conversar e fazer essa trip rolar. Meu Zap: 81 9 9665-3192 Abraçoos!
  12. 1 ponto
    Oi Camila, fui pra Cusco na ideia de fazer Salkantay por conta, ia alugar os equipamentos la, pegar um wikiloc e ir. Mas chegando lá, sentindo os efeitos da altitude e conversando com as pessoas sobre a trilha decidi contratar um grupo com guia. No meu caso, q não tenho costume de andar grandes distancias na altitude e ainda com peso nas costas, foi a melhor coisa que fiz, explico porque. Achei a trilha difícil, pesada e em alguns pontos meio confuso o caminho, se fosse sozinho e levar mochilão não sei se ia aguentar kkkkk Contratei o rolê com um brasileiro q conheci la e tem a agencia, paguei 180u$ com tudo incluso: Transporte de van ida e volta, equipamentos, mula q carrega as coisas pesadas, dois guias, cozinheiros, entrada pra machu Picchu etc) Foi muito bom, a gente chegava nos refúgios e o alMoço Tava pronto, chegava no camping a barraca Tava montada é a janta sendo feita, pq os caras iam nas mulas antes da gente q ia de a pé kkk. Mas se tiver equipamentos, preparo e conhecimento da pra ir sim. Vou ver se acho um mapinha e wikiloc q usei pra "viajar" no caminho e posto aqui.
  13. 1 ponto
    Prezado, Apesar do tempo transcorrido, gostaria de registrar minha resposta para que, eventualmente, eu possa ajudar outros mochileiros na mesma dúvida. A Travelgênio é uma empresa que fica sediada na Espanha, até onde eu sei. Ano passado efetuei uma compra neste site, cujas informações estavam todas em português. A transação ocorreu toda em Reais (moeda brasileira). Quando a fatura do meu cartão chegou, a despesa havia sido lançada em dólar, gerando não só uma diferença cambial, mas também de impostos. Pedi o estorno do valor e cancelamento da compra, que foi por volta de 6 mil reais. Até hoje não recebi meu dinheiro. E eles tem a cara de pau de me dizer, até hoje, quase 1 ano depois da compra, que estão tentando obter uma resposta da companhia aérea sobre meu reembolso. E, mais, não estando localizados aqui no Brasi, não respondem de acordo com as leis brasileiras. Então estão simplesmente se lixando para o Código de Defesa do Consumidor e ignoram qualquer regra ética de comércio que possa existir. São arrogantes, ordinários, superficiais e tratam o consumidor com a maior falta de respeito possível. O brasileiro precisa se conscientizar de que empresas assim, ainda mais estando fora do Brasil, não merecem nosso dinheiro. Espero que possa ajudar alguém neste post. Abs.
  14. 1 ponto
    Se tem um lugar que me rendeu histórias foi em Buenos Aires, na verdade até antes mesmo de chegar la! Esse nosso lindo país vizinho, sem sombra de dúvidas tem muitas coisas para nos proporcionar. Infelizmente eu ainda não tive a oportunidade de explorá-lo por completo (ainda), mas tive a oportunidade de conhecer sua linda capital Buenos Aires. Essa viagem aconteceu em Fevereiro de 2016. Sim eu estava tentando fugir do carnaval (me julguem! rs) Por 2 meses minha prima e eu discutimos qual seria o nosso primeiro destino internacional! (olha que chique), depois de muita pesquisa e muitos destinos e como não podíamos esbanjar decidimos então que iriamos para Buenos Aires, e posso confessar uma coisa? foi a melhor decisão que tomamos!! Apesar de termos ido no auge do verão, pudemos aproveitar ao máximo os 6 dias que passamos na capital do tango e foi simplesmente maravilhoso!! e é essa história que vou compartilhar com vocês agora! O que fazer em Buenos Aires O que vocês vão ler aqui são dicas da minha experiência em Buenos Aires. Nada melhor do que uma longa pesquisa pela web para vocês bolarem o próprio roteiro de vocês! No entanto acho que algumas coisas valem muito a pena de serem vistas!! Nós chegamos ao nosso hostel, aproximadamente ao meio dia, deixamos nossas coisas e fomos explorar a região onde estávamos. Antes de sair do Brasil, nós tinhamos um roteiro pré estabelecido que queriamos seguir, mas acabamos que não o seguimos a risca, mas conseguimos ver tudo o que tinhamos planejado em ver!! Dia 1 Como nosso hostel era muito bem localizado na avenida Corrientes, uma das principais e que dá acesso ao Obelisco, principal monumento histórico de Buenos Aires, esse é um ótimo local para apreciar a cidade, tomar um café, fazer uma refeição, ou ir a um dos muitos sebos espalhados por alí! Descendo essa mesma avenida você tem acesso a rua Florida, uma grande rua com o muito comercio espalhado e muitas pessoas gritando câmbio, câmbio (é que nessa rua estão os trocadores de moeda, onde você pode trocar seus reais por pesos argentinos mais em conta que em casas de câmbio) porém, fica a ressalva para a distribuição de muitas notas falsas nesse local! (o negócio e ter sorte, ou ir com alguém que conheça as notas). Essa é uma boa rua para fazer suas comprar de lembranças e alfajores! No nosso primeiro dia também decidimos comprar o nosso passe de ônibus e metro! é muito simples e barato utilizar o transporte público em Buenos Aires. Dia 2 Acordando tarde no segundo dia após uma baladinha no dia anterior resolvemos ficar pela região do dia anterior e conhecer melhor mais alguns lugares famosos de Buenos Aires. Descendo reto na avenida Corrientes, você tem acesso ao bairro de Puerto Madero, onde você pode apreciar a linda Puente de la Mujer, e ainda tomar um café em um dos vários restaurantes a beira do rio, apreciando também o por do sol. Minha dica é que você pode visitar no mesmo dia, locais como: Casa Rosada, sede da Presidência da Republica, Plaza de Mayo, Lugar importante para os Argentinos, local de muitas manifestações, Catedral Metropolitana de Buenos Aires, é a principal igreja católica de Buenos Aires, impressionante pela arquitetura, local também onde o atual Papa Francisco era arcebispo e rezava suas missas. Cabildo, edifício histórico localizado de frente a praça de maio, onde funcionava a administração da cidade na época colonial. O que não pode faltar no final do dia é apreciar uma das inúmeras atrações de tango pela cidade. Dia 3 No terceiro dia, o Teatro Colón foi o escolhido para visitar. É um local maravilhoso, cheio de histórias e de esculturas. O teatro é a principal casa de ópera da cidade, e considerado pela sua acústica como o 5 melhor do mundo. Neste dia fomos também conhecer a famosa livraria El Ateneo Grand Splendid, nesta linda livraria funcionava um dos teatros mais movimentados da cidade de Buenos Aires. Já no final da tarde, pegamos um ônibus para o bairro La Boca, famoso por suas arquitetura e seus prédios coloridos, ótimo local para comprar suvenires e aproveitar uma apresentação de tango na rua. Perto dali, fica o estádio do Boca Juniors. (nesse lugar não fomos), mas para quem gosta de futebol, vale a pena conhecer o La Bombonera. Dia 4 O quarto dia foi reservado para a Região da Recoleta, famoso pelo Cemitério da Recoleta onde estão enterrados figuras marcantes da História da Argentina como Eva Perón. Porém, antes demos um pulinho na Galerias Pacífico (pra mim o shopping mais bonito de Buenos Aires), famoso pela sua arquitetura e seu teto todo pintado. Também demos um pulinho na Estação Ferroviária Retiro, com uma incrível arquitetura é um lindo local para se visitar também! Museu Nacional de Belas Artes, Este museu conta com o maior patrimônio do país e é um dos principais da America Latina. MALBA Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, Com peças incríveis para quem gosta de arte moderna e pós-moderna. (para quem não sabe, o quadro Abaporu esta exposto lá! assim como quadros de Frida Kahlo e Fernando Botero!). Na mesma região você pode dar uma passada para um chopp no Hard Rock Café® de Buenos Aires e Seguir em direção à Faculdade de Direto de Buenos Aires. Magnífica pela sua estrutura. Ao lado da Faculdade você encontra a Floralis Genérica é uma escultura metálica de 23 metros de altura, presenteada à cidade pelo arquiteto argentino Eduardo Catalano. Dalí, você pode seguir de apé até a região de palermo e conferir o Planetário de Buenos Aires (porém, fomos no outro dia). Dia 5 Voltando a região de palermo, pudemos conferir os lindos bosques de palermo, ideais para se sentar e ler um livro, praticar atividades físicas, picnic ou passear com o seu pet (reserve um bom momento para relaxar embaixo de uma boa sombra). Nessa região você pode conhecer também o famoso jardim japonês (mas nesse eu não fui). obs. (esse é pago) O Rosedal, é um outro parque famoso pela sua coleção de rosas. O Jardim Botânico de Buenos Aires também é um ótimo lugar para os amantes de plantas. O Planetário de Buenos Aires é um ótimo lugar e garante fotos lindas!! (nós não entramos pois estava fechado). Dia 6 No domingo, aproveitamos para ir na famosa Feira de San Telmo. Se você estiver me Buenos Aires no domingo, não pode deixar de conferir essa grande feira de artesanatos e comidas típicas, além é claro dos famosos mercados de pulgas que fica nessa região. Saindo de lá, fomos para Belgrano, área nobre de Buenos Aires, famoso pelo Barrio Chino, (uma espécie de Liberdade-SP) da cidade. é uma espécie de feira de rua, mas com locais físicos também, com tudo o que você imaginar, é bem legal! vale a pena! ________________________________________________________________ Sem sombra de dúvidas Buenos Aires é tudo aquilo que falam!!! Um lugar lindo para se conhecer e com certeza voltar para presenciar tudo novamente! Se você gostou, ou quer acrescentar algo, ou contar sua experiência, não deixe de comentar ok! e não deixem de dar uma força no blog! https://aos30resolvimudar.wordpress.com/blog/ Obrigado e até a próxima! X
  15. 1 ponto
    Essa viagem foi há muito tempo em uma galáxia distante, rsrsrs. Somente agora estou colocando as lembranças aqui no mochileiros. Bem, para mim foi muito especial essa viagem, porque tinha sido apenas minha segunda viagem internacional depois de uma para a Europa e nessa viagem à Patagonia de 30 dias descobri qual é o meu estilo de viagem e quais seriam os meus próximos destinos, a viagem para a Europa tinha sido legal também, mas nada como ir para um lugar em que a Natureza dá espetáculo e te deixa boquiaberto. Aqui irei falar apenas de uma pequena parte da viagem entre a patagônia argentina e chilena: a trilha em Torres del Paine, então, vamos lá !!!! Nunca tinha feito trilha antes, nem acampado, nem nada de nada, mas resolvi fazer esse negócio, rsrrss, e assim foi. Tudo começa em Puerto Natales a cidade base para quem quer ir para Torres. Cheguei lá em novembro de 2008 e tava um frio danado, e no início da temporada o que de certa forma é bom, bem menos gente na trilha, mas é um pouco mais frio. A temporada alta lá é a partir de dezembro. A ideia em Puerto Natales era gastar um dia procurando equipamento e no outro ir para o parque, mas não foi bem assim, fiquei dois para alugar o equipamento, ahhh não tinha nada, e outro para comprar comida, não tinha menor ideia do que comprar, mas aí já abro um parêntese para dica sobre isso (pão, miojo uns 7 pacotes, queijo, presunto, doces, e outras pequenas coisas como amendoas e etc) e foi só isso que comprei, acreditei que com o frio o queijo e o presunto não iria apodrecer e o pão não mofar. Graças a Deus deu certo, rsrs. Cuidado com a quantidade de coisa que comprar, porque é difícil carregar muita coisa e não esqueça que vc vai ter que caminhar muito com tudo isso. Se não tiver sozinho como eu, pode dividir, mas sozinho é osso ter que levar barraca e toda comida. Ok comprei tudo e aluguei a barraca, saco de dormir e etc. Dica: cheque tudo, pois eu não chequei e tive problemas logo com o saco de dormir, putz. Certo, tudo pronto, agora era hora de partir e aí refuguei, kkkkkkkk, quando acordei de manhã para ir pegar o ônibus tava um frio danado e aí inventei que o tempo não tava bom naquele dia e etc e bla bla, mas na verdade foi medo mesmo rsrsrrsrs, sou de Brasília nunca peguei um frio menor de 8º, tinha somente ido à Europa na primavera, tava morrendo de medo de morrer congelado e ainda ia acampar kkkkk, foi foda, mas no outro dia, sem desculpas, me arrumei e fui, pensando ainda, o que que eu to fazendo aqui? ( galera que já faz trilha, relaxa, tô só colocando minha visão na época de quem nunca tinha feito nada de nada, o medo era o desconhecido para mim, mas a trilha é tranquilízima) Então, assim fui no ônibus que sai de Puerto Natales e leva as pessoas para o parque. A vista na estra já é surreal. Aqui vai um detalhe, eu fiz o W ao contrário do que as pessoas geralmente fazem, então desci na última parada do ônibus e fui para o Refugio Paine Grande de barco, na época eu nem sei porque eu fiz isso, mas foi a melhor escolha, adorei, porque assim você conhece as torres no último dia, como a cereja do bolo. Ahhh e só mais uma explicação: o W que estou me referindo é um circuito de trilha no parque Torres del Paine que se vc ver o desenho parece um W, feito geralmente em 5 dias. Aqui vou só relatar minha experiência, mas no google há muitas informações detalhadas sobre esse circuito, com mapas e etc. Primeiro dia Beleza, peguei o barco e fui para o camping chamado Refugio Paine Grande, a viagem no barco é muito massa logo de cara vc ver as montanhas, lindas, brancas, a cor do lago com seu azul top, e o ventão, aí vc já ver o que te espera, foi uma sensação e tanto, principalemnte para mim que nunca tinha nem sequer visto uma montanha gelada, tudo muito novo, e mais um detalhe não tinha pesquisado muito, nem sabia como seria o camping, se era no meio do nada ou não e etc, eu tava preparado para camping selvagem, mas aqui já dou um spoiler, em todo o circuito só fiz uma noite de camping selvagem, embora nos que não eram eu não usei nada do camping, pois estava com minha comida e equipamento, então comia o que tinha e etc. Quando o barco me deixou, foi só chegar montar a barraca e admirar a beleza do lugar, incrível que iria dormir ali, essa noite era na parte de trás de um hotel de montanha de luxo a beira do lago e que eu não tinha coragem nem de entrar lá, rsrsrrs, a noite foi massa, fria, mas quando pela primeira vez na vida entrei em um saco de dormir, descobri que dentro do saco realmente não faz frio, o problema foi só o vento e a chuva leve, passei a noite toda rezando com medo do vento que era realmente forte, parecia que iria levar tudo, com aquele forte barulho de vento que parecia trovão, isso aconteceu em todas as noites. Os ventos da patagônia são impressionantes. Quando acordei segui meu roteiro, comi meu pão com queijo e presunto e fui trilhar com um outro sanduiche para comer na trilha. A ideia hoje era ir até a geleira grey. Nunca vou esquecer esse dia em que tive a experiência de passar por vários climas diferentes em um mesmo dia: saí com sol e estava um pouco quente, depois fechou tudo e fez frio, choveu leve e para finalizar nevou forte a ponto de me deixar todo branco parecendo um boneco de neve, e, para variar, depois fez sol, kkkkkkkk, o clima da patagonia é muito Louco. Isso foi uma das coisas que mais gostei. Outra coisa sensacional é a surpresa, lembro que estava caminhando subindo olhando para baixo, com o lago do meu lado e quando fiz uma curva na trilha, como uma esquina, levei um forte vento na minha cara e uma mostruosidade branca apareceu na minha frente. Ali estava ela a geleira, pela primeira vez na minha vida tinha visto uma, foi incrível, fiquei um tempão ali comemorando sozinho e vendo aquilo, imagina para quem mal conhecia o mundo ver aquele negócio soprando vento com força para o lago. Foi Animal. E assim continuei caminhando em direção a ela com icerbergs flutuando no lago ao meu lado, porque vc sempre caminha com o lago do lado. Cheguei na geleira tirei um monte de fotos, comi meu pãozinho e acelerei para voltar porque o tempo ficou feio bem rápido, como sempre, rsrsrs, aí foi só voltar feliz da vida e vendo as mudanças de tempo que nesse dia foi sensacional. Para quem quer ir: relaxa que as trilhas são bem marcadas, vc não se perde, tem muita gente caminhando e leve roupas impermeáveis, o tempo é louco!!!!! Segundo dia E ae!!! Vamos para o segundo dia: Depois de uma noite foda que passei ela toda rezando com medo do vento e do frio, kkkk nunca tinha visto isso, o vento a noite fazia som de trovão e maior friaca, mas graças a Deus sobrevivi e acordei com um dia chuvoso não muito bonito, mas fazer o que tinha que seguir viagem. Levantei acampamento e segui caminhando com chuva leve e sem capa de chuva, só tinha para a mochila, mas mesmo com chuva ainda assim a paisagem era bonita, segui a trilha com poucas pessoas que encontrava no caminho. O plano era acampar no acampamento dos italianos e no mesmo dia ir até o acampamento dos britânicos para tirar fotos (é uma bela de uma subida que te leva para um ponto alto, bacana para fotos), mas aí fiz uma besteira. Isso que é bom de ler relatos, para não cometer as mesmas burrices de alguém que já fez kkkkkk. Então, cheguei rápido no acampamento dos italianos e o tempo estava chuvoso não dava nem vontade de parar para acampar e olhando para frente na direção do refúgio dos cuernos parecia que o tempo estava melhor, aí pensei que indo para lá que PARECIA perto eu iria adiantar meu passeio e no outro dia podia voltar sem mochila para ir até o acampamento britânico e tirar minhas fotos. Grande engano hahhahaha, o que parecia próximo no mapa na verdade não era, pois a trilha ficava bem mais difícil para andar com subidas e descidas inclinadas aí perdi maior tempo para chegar no Refugio dos Cuernos e quando cheguei estava morto só deu tempo de armar a barraca, comer o miojo e cair no sono. Lembro que nesse acampamento tem um hotel de luxo próximo e que eles deixam vc usar o banheiro, quase morri de inveja ao ver as pessoas chiques bebendo vinho com lareira e apreciando a vista das montanhas hahaaha e eu ia dormir lá fora, molhado da chuva, bota encharcada de lama e um miojozinho. O bom foi que dormi rápido, mas o vento a noite toda é impressionante. Antes que eu esqueça, fiz burrice, o certo é ficar no acampamento dos italianos e ir sem mochila para o britânico (olhando o mapa fica mais fácil de entender) o curvelo deixa para o outro dia. Aí seguindo minha burrice vem o terceiro dia: Terceiro dia Acordei 9:00 porque estava morto do dia anterior, mas hoje tinha que ir até o acampamento britânico, mal sabia o que me esperava. Esse dia o bicho pegou, achei que não seria tão ruim por estar sem mochila, mas não foi bem assim não. Segui rápido para o acampamento dos italianos passando pela mesma trilha que ficou um pouco mais fácil sem mochila, mas ainda deu um pouco de trabalho, porém o dia estava bonito e tirei várias fotos das montanhas, andava o dia todo avistando as torres que dão nome ao parque, só que bem distantes, nem imaginei que um iria chegar tão perto delas. Água não é problema nessa trilha vc bebe a água mais pura do mundo descendo direto das geleiras e a vista dessas montanhas ali do seu lado, só estando lá para sentir e apreciar. Cheguei nos italianos e agora vem a parte mais difícil, hora de subir o morro para o camp. britânico o início é pelas pedras e vai subindo, vai subindo, vai subindo. O barato é que vc ver uma geleira enorme no alto de uma montanha a sua direita, linda, mas com uma coisa engraçada: esse dia estava perfeito, com sol e sem nuvens e todo tempo ouvia barulho de trovão e ficava procurando as nuvens e nada, até que pergutei para umas pessoas lá e em falaram que era o barulho das pequenas avalanches da geleira. Poxa bem legal, não via as avalanches, porém ouvia bem o barulho. E assim continuei subindo e subindo. Finalmente cheguei no camp. britânico, achava que teria gente acampada lá, uma pequena estrutura e etc., mas não tinha nada só uma plaquinha hahahha. Tudo bem, vc tem que andar mais um pouco do acampamento britânico para poder chegar no mirante. E nesse ponto a vista é IMPRESSIONANTE. A trilha já estava cheia de gelo e isso para mim era bem legal, enfim tirei várias fotos e agora era hora de descer. Agora a situação começou a complicar já estava tarde e lá de cima conseguia ver onde estava o meu camping. Era longe, muito longe. Ainda bem que teria sol até às 21h e assim desci, comecei a ver que o tempo iria ficar apertado e acho que na presa errei o caminho da trilha na parte das pedras onde a marcação são só estacas. Caminhei pela pedras e quanto mais andava em nada chegava. Converso que bateu um desespero não podia passar a noite ali sem nada, porque iria morrer de frio, além de estar sem comida, sem nada. Bem, acredito em Deus e comecei a rezar para sair dali ou encontrar alguém que me ajudasse a encontrar o caminho. Graças a Deus e com confiança achei uma estaca e depois outra e depois um casal que estava andando por ali. Na hora que eu estava ali não era para encontrar mais ninguém, pois já estava tarde e fui o último a descer o camp. britânico, ainda assim, encontrei essa casal que estava indo para os italianos. Fomos juntos até lá, me desejaram boa sorte e fui caminhando o mais rápido que pude para os curvelos e mais uma vez cheguei lá morto hahahahhaha e lembro que já era mais de 21h já anoitecendo. Foda kkkkkkk Vou parar por aqui, mas prometo voltar logo para continuar escrevendo sobre os próximos dias, para mim vale a pena escrever aqui e recordar essa viagem incrível. Até mais pessoal, qualquer pergunta é só deixar nos comentários. Também estou colocando as fotos no instagram: @raimundo_junior__
  16. 1 ponto
    Pessoal, fiz em setembro deste ano e compartilho com vocês o tracklog que gravei: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=15418133 Coloquei também algumas dicas lá na descrição do track. Ele está bem atualizado, incluindo algumas partes em que a trilha mudou (devido a deslizamentos) depois de Collpapampa. Além disso, inclui a Laguna Humantay. Boas andanças.
  17. 1 ponto
    A Patagônia é um destino super popular não somente entre os brasileiros, mas entre turistas do mundo inteiro. Paisagens incríveis em um dos lugares mais isolados do mundo, proporcionam uma experiência única que não pode ser encontrada em nenhum outro lugar do planeta. Os meses mais procurados pelos viajantes é durante o nosso verão, ou seja, de dezembro até inicio de abril. Nessa época as temperaturas não são tão congelantes como no inverno, todas as atrações estão disponíveis e dificilmente você terá problemas na estrada por causa de nevadas. Durante o inverno muitos hostels, restaurantes e agências de turismos fecham as portas devido a baixa procura, limitando as opções dos turistas. Organizar um roteiro pela Patagônia pode parecer um pouco complicado a primeira vista, muitas cidades, dois países envolvidos (Argentina e Chile), distâncias que parecem curtas mas que podem levar horas de viagem e surpresas no orçamento caso você não se planeje direito. Por isso resolvi escrever esse post para te orientar na hora de montar seu itinerário por esse lugar fantástico. Em relação as passagens e transporte entre as cidades, eu apenas comprei uma bilhete aéreo de ida de São Paulo até Ushuaia (escala em Buenos Aires) e volta de Buenos Aires para São Paulo. Todos os outros trajetos eu fiz de ônibus, e ia comprando as passagens conforme chegava em cada cidade. Caso você não tenha muito tempo para ficar viajando de ônibus, você pode pesquisar a passagem aérea de múltiplos- destinos, muitas vezes o valor acaba compensando. Ushuaia-Torres del Paine- El Calafate- El Chatén Pegue um voo de Buenos Aires até Ushuaia e comece a descobrir a Patagônia pela cidade mais austral do mundo, quer dizer, pelo menos para os argentinos, que defendem essa fama com todas as forças. Pergunte a um chileno se isso é verdade e você escutará um sonoro NÃOO como resposta. A situação é a seguinte, a pequena cidade chilena de Puerto Willians está de fato localizada mais ao sul do que Ushuaia, porém, a maioria dos argentinos alegam que Puerto Willians trata-se apenas de um porto, e com uma população tão pequena que não pode ser considerada uma cidade. Discussões a parte, reserve quatro ou cinco dias inteiros para conhecer a gelada, porém encantadora Ushuaia. Afinal você não veio tão longe para passar apenas duas noites, certo?! A cidade pode ser percorrida a pé. Reserve um dia para conhece-la, passando pelas praças e parques, museus, e organizando/reservando os passeios dos próximos dias caso você ainda não tenha feito isso. Há muitas, mas muitas agências de turismo que oferecem diversos passeios pela região de Ushuaia. Pesquise bastante antes de fechar negócio. Alguns dos passeios que fiz e recomendo são: Glaciar Martial, Parque Nacional Tierra del Fuego, Isla Martillo (Pinguinera) e passeio pelo Canal Beagle. Você não precisa fazer todos esses, ou se achar pouco, há muitos outros que você pode incluir no roteiro, tudo depende do seu tempo e orçamento disponível. Hora de atravessar a fronteira e ir até um dos parques mais bonitos do Chile, o Parque Nacional Torres del Paine. Para ir até o parque, é interessante você ter como base a cidade de Puerto Natales. De Ushuaia há ônibus que fazem esse trajeto, porém não diariamente. Caso não coincida com o dia que você quer, uma opção é ir primeiro até Punta Arenas (Chile) e de lá para Puerto Natales. Independente de qual for sua opção, esteja ciente que gastará praticamente todo o dia no trajeto. Dica Importante: Compre sua passagem para Puerto Natales/Punta Arenas assim que chegar em Ushuaia ou com uma antecedência de pelo menos três dias. Você pode conhecer Torres del Paine em um passeio de um único dia, saindo bem cedo de Puerto Natales e retornando quase a noite. Nesse caso, será necessário ir com alguma agência de turismo, pois além de incluírem o transporte de ida e volta até o parque, você conhecerá o lugar basicamente de dentro de uma van, parando apenas nos “principais pontos de interesse” para uma pequena caminhada e fotos. A outra opção e que é muito mais interessante na minha opinião é o trekking. Nesse sistema você pode ir por conta própria, sem contratar nenhuma agência. Os circuitos mais tradicionais é o W, que dura quatro dias; e o circuito O, também conhecido como circuito completo. Nesse segundo você conhecerá praticamente todo o parque, e precisará de sete a dez dias. Caso você não tenha todos os equipamentos necessários para trilha e acampamento, em Puerto Natales há muitas lojas que alugam esses itens como saco de dormir, isolante térmico, barraca entre outros. Depois de conhecer esse lugar incrível no Chile, voltaremos para a Argentina, rumo a El Calafate. A viagem desde Puerto Natales até El Calafate é bem tranquila e dura mais ou menos seis horas. Reserve dois ou três dias inteiros para essa cidade. A grande atração que você não pode deixar de conhecer é o Parque Nacional los Glaciares, onde fica o grande e imponente Glaciar Perito Moreno. Essa incrível geleira é considerada uma das reservas de água doce mais importantes do mundo. Outros lugares legais para se conhecer em El Calafate é o Glaciarium (bar e museu de gelo) e a Laguna Nimez. A última cidade do roteiro foi a que eu mais gostei na Patagônia, El Chaltén. O pequeno povoado localizado dentro de um parque nacional possui em torno de 600 habitantes e está apenas a três horas de El Calafate. A pequena cidade é considerada a capital mundial do trekking devido as inúmeras opções disponíveis. E o melhor é que a grande maioria é de graça, você não precisa pagar nem um centavo para faze-las. A maioria das trilhas você pode fazer em um dia, ou seja, sair bem cedo de El Chaltén e retornar no fim do dia. As mais procuradas são: as que levam até o Cerro Fitz Roy e Cerro Torre. Reserve pelo menos três dias inteiros para El Chaltén. Texto publicado originalmente no meu blog (http://www.voltologo.net/dica-de-roteiro-pela-patagonia/)
  18. 1 ponto
    Era um sábado ensolarado, o que me animou logo na chegada! Em passos acelerados deixei a estação central e me dirigi ao albergue Belfast International – próximo ao centro, dispõe de ótimas acomodações e de uma agência de viagens. Com um mapa na mão e muita disposição, fui atrás dos atrativos da cidade. Eu não tinha a menor ideia do que estava por vir e, inclusive, tinha dúvidas se gostaria de uma cidade tão pouco mencionada que visitam o continente europeu. No entanto, era por este motivo que eu estava lá! Muitas pessoas estavam aproveitando aquele dia de céu azul para circular a pé pela cidade. Caminhei pela praça que compreende o belo prédio do City Hall, um monumento dedicado aos náufragos do navio Titanic (que foi construído na capital) e a Belfast Wheel (a roda gigante da cidade). Os jovens se concentravam na região do Waterfront Hall (um centro de entretenimento, artes e conferências) que, como o nome sugere, fica em frente ao Rio Lagan. O consumo de bebidas alcoólicas é proibido no local, o que instiga os jovens mais rebeldes a desafiarem os policiais que agem frequentemente. Segui para a Queen’s Bridge (aberta em 1849) e depois andei vários quilômetros (e alguns a mais por ter errado o caminho!) até encontrar o Muro de Belfast – marco da separação de ideais políticos e religiosos. Ao longo do muro inúmeras manifestações são pintadas, principalmente na Shankill Road (de maioria protestante) e Falls Road (de maioria católicos-romanos). Fugindo do clima pesado, visitei o famoso e colorido Crown Liquor Saloon para tomar um pint. Quem gosta de visitar pubs não pode deixá-lo de fora da lista. Trata-se de um pub genuíno, que se auto intitula “atemporal, de valor inestimável” e “um dos grandes bares do mundo”; e certamente ele o é! Descendo a Great Victoria Street, cheguei à Queen’s University, de onde parti faminto para KFC mais próximo. Depois de degustar uma Full Loaded Meal (que incluía sanduíche, coxa de frango, fritas, meia espiga de milho e refrigerante) retornei empanturrado ao albergue. Durante a noite foi bem difícil pegar no sono, pois um dos companheiros de quarto, um holandês, parecia estar bêbado (no mínimo) e com sérios problemas intestinais. A Irlanda do Norte me agradou tanto que decidi ficar mais um dia para poder conhecer também o norte do país. Pela manhã tomei um chocolate quente e embarquei no ônibus (que sai do próprio albergue) para fazer o tour pela costa norte. Saímos de Belfast com terríveis 4°C. A primeira parada, em Carrickfergus, foi apavorante. Ao sair do ônibus para conhecer o castelo a sensação era de estar congelando. O tempo estava fechado, ventava demais e o frio era extremo. Por alguns instantes, até me arrependi de ter mudado o roteiro para fazer o tour. O tempo permanecia fechado por todo o caminho que percorríamos, mas as belas paisagens já começavam a aparecer. Foi em Carrick-a-Rede (no litoral norte) que o tempo colaborou. Apesar do frio e do vento forte, o sol brilhava em um céu azul quase sem nuvens. O grande atrativo do local é a Rope Bridge – uma ponte feita de cordas que liga duas montanhas, passando sobre um braço do mar. Para chegar até lá é necessário caminhar cerca de um quilômetro a partir do guichê de entrada. O lugar é fascinante e paradisíaco, com paisagens dignas de cartões postais. No fim da visita fui até a lanchonete e, enquanto eu degustava tranquilamente um pedaço de bolo para recuperar as energias, começou, inexplicavelmente, a nevar. Eu mal podia acreditar na rapidez com que o tempo havia mudado. Assim, voltei correndo para o ônibus que partiu para Bushmills, onde visitamos a Old Bushmills Distillery – a mais antiga destilaria de uísque (ou whisky, se preferir) do mundo, fundada em 1608. Após a visita a neve, que parecia nos perseguir, chegou por lá também. Nossa terceira, e mais importante parada, era pra ver o principal atrativo do passeio: Giant’s Causeway. Nada menos que impressionantes formações rochosas poligonais, esculpidas pela natureza. Diz a lenda que um gigante, que não sabia nadar, queria construir uma calçada sobre o mar para encontrar sua amada que vivia em uma ilha escocesa (onde, curiosamente, existem formações semelhantes). A explicação científica, bem menos interessante, relata que há seis milhões de anos, a lava derramada começou a rachar-se, dando origem a essas formações. Vale mencionar que a singularidade do local vale qualquer desvio no seu roteiro! De volta para a estrada, após uma breve parada para fotos em mais um castelo, voltamos à capital. Depois de um longo dia de passeios, eu queria apenas uma ótima noite de sono que, novamente, não se concretizou, dessa vez devido ao falso alarme de incêndio e aos escoceses que chegaram de madrugada! Acordei na manhã seguinte e fui ao centro, de onde tomei um táxi, depois de descobrir que os ônibus não vão até o porto, que me levou aos ferrys da Stena Line. Aliás, foi o único táxi que tomei durante todo o mochilão (e como mochileiro, me orgulho disso!) e era um Fairway Black Cab – daqueles pretos, tradicionais, grandões e desajeitados que, na parte traseira os passageiros ficam de frente uns para os outros. Seguindo a viagem… O ferry era um navio completo, com cinemas, lanchonetes, restaurantes, lojas, fliperamas e até cassino. Infelizmente zarpamos com atraso, o que fez muita gente (inclusive eu) perder o trem de Stanraer para Glasgow. Devido ao atraso, a empresa providenciou um ônibus até a estação ferroviária de Ayr, de onde finalmente embarquei em outro trem para Glasgow. Leia o post original com fotos: http://viajanteinveterado.com.br/belfast-e-giants-causeway-belfast-irlanda-do-norte/ Este é o 14º post da série Mochilão na Europa I (28 países) Leia o post anterior: Na terra dos Leprechauns (Dublin, Irlanda)
  19. 1 ponto
    Sugestão de itens a levar, a maioria são de uso comum a todos, outras podem ser pessoais que julguei importantes. Fiz uma coleção de muitas sugestões dos fóruns agregando umas coosas e tirando outras. Documentos: -Carteira de Identidade / CPF ou Passaporte -Carteira de Habilitação Nacional e Internacional (Chile) -Certificado de propriedade da moto em nome do condutor -Seguro da moto, Carta Verde (Argentina) -Cópia de todos os documentos devidamente plastificados Acessórios para a moto: GPS Tomada 12 Volts Baú central "Grelha" para o baú central Báus laterais ou alforges e afastadores Bolsa de tanque Extensores de diferntes tamanhos e "aranhas" Bolha alta para maior proteção e conforto do piloto Proteção do motor Protetor de mãos Tanque maior de plástico ou reservatórios extras de combustíveis Vacina de pneus Equipamentos de manuteção da moto: Kit de ferramentas original Óleo para lubrificar corrente Mini compressor de ar 12v Lâmpada reserva do farol, da lanterna traseira e do pisca Pedaço de mangueira (pode ser do mesmo diametro da mangueira que sai do tanque) Grafite Kit para reparo em spray e tarugo Chave reserva da ignição, dos baús e cadeados Emenda para corrente Ferramentas em geral: Chave socket 10, 12,13,14,15,17,19,22, 24. Jogo de chaves Allen e Torx Fenda Philips Alicate Universal Arame Porcas e parafusos Pedaços de fio Canivete suíço Lanterna Fita isolante Fita silver tape SuperBonder Roupas e acessórios de proteção do piloto: Capa de chuva caso o conjunto não seja impermeável Touca ou balaclava Óculos de sol Luvas verão e frio Bota de proteção Jaqueta e calça de proteção Camisa, calça e bermuda "segunda-pele". Protetor de coluna caso não tenha na jaqueta Camel bak - mochila com reservátório de água. Roupas para uso "fora" da moto: 01 calça jeans 01 bermuda 04 camisas 05 cuecas 04 pares de meia 01 par de tênis 01 sandália havaianas 01 Toalha Outros acessórios do piloto: Celulares de diferentes operadoras e carregadores Intercomunicador Máquina Fotográfica/smartphone Cartões SD e Baterias extras Mapas, Canetas, Diário de bordo Câmera capacete Saco de dormir Produtos de higiene tais como: sabonete, pasta e escova de dente, shampoo (frasco pequeno), desodorante, lenço umedecido, papel higiênico. Remédios: Kit de emergência de primeiros socorros (básico) Dramin – náuseas e vômitos Epocler – ativador função epática Buscopan – cólicas, analgésico Aspirina – analgésico Neosaldina ou Dorflex - p/dor muscular Voltaren – antiinflamatório Kolantil – pastilhas antiácido Imosec – antidiarréico Eno – sal-de-frutas Colírio - Lacrima Hipoglós oftálmico Protetor labial Repelente de insetos Creme hidratante Protetor solar Tomar a vacina contra Febre Amarela (em alguns países)
  20. 1 ponto
    Falae, pessoal! Esse semana visitei Edimburgo, na Escócia. Cheguei no aeroporto por volta de meio dia de sexta-feira. Fui pegar o carro que eu havia reservado e assim que entro levo o primeiro susto... "Ué, cadê o volante??"... aí que lembrei que no Reino Unido o trânsito é ao contrário. O problema não é simples assim, pois rotatórias, cruzamentos e retornos são todos ao contrário. Após uns 30 minutos de altas barbeiragens, cheguei na rua do Cairn Hotel. Como eu só poderia fazer o check in algumas horas depois, estacionei na rua e já ia andando para o Castelo de Edimburgo quando avistei a maquininha do estacionamento... e aí, como ela funciona? O problema é que a máquina só aceita moedas e eu ainda não tinha trocado os euros por libras. Pensei em deixar pra fazer isso depois, mas alguns metros afrente vi um carro com um pequeno detalhe... Uma multinha que havia sido aplicada alguns minutos antes... fiquei desesperado e saí correndo pra arrumar moedas. Você coloca as moedas na máquina e ela te dá um adesivo que você coloca no vidro do carro. Depois segui para a Princess Street, em direção ao Castelo de Edimburgo. A cidade é muito charmosa e o tampo não estava tão ruim. Alguns minutos depois cheguei ao Castelo de Edimburgo. O lugar é muito legal e está bem preservado. Gravei estes vídeos lá: http://www.youtube.com/watch?v=I3fip2jTI7s http://www.youtube.com/watch?v=8EJV8oPv5C8 Dentro do castelo tem o Museu Nacional de Guerra e o monumento aos soldados mortos em combate. Fora que tem uma lista privilegiada da cidade. Depois tentei entrar no Scotch Whisky Experience, mas estava abarrotado de turistas e eu não achei que valai a pena perder tanto tempo lá. Segui caminhando pelas ruas até encontrar o Museu Nacional de Historia, que estava vazio. Depois voltei para fazer o check in no hotel e dar uma descansada. Mais a noite fui tomar uma cerveja na Rose Street, no centro da cidade. Gravei esse vídeo em um dos pubs: http://www.youtube.com/watch?v=1XYhTCd1XPs Não fique até muito tarde, pois queria acordar cedo pra curtir as highlands. No dia seguinte acordei umas 7:00 e peguei a estrada em direção a Stirling, mas antes parei na Forth Bridge para tirar umas fotos. Segui para Stirling, ao norte de Edimburgo, em direção ao Monumento Nacional William Wallace, o herói nacional. Chegando lá gravei o vídeo abaixo: http://www.youtube.com/watch?v=VESlF8d6ZBw Depois parti pro Castelo de Stirling: http://www.youtube.com/watch?v=3CIRIVgdxsE Saindo do peguei a estrada para o norte, rumo a Aberfoyle. No caminho existem diversos lagos, os lochs, um deles é o Menteith: http://www.youtube.com/watch?v=k0BnogB0ts8 Chegando em Aberfoyle, uma cidadezinha bem simpática na entrada do parque Queen Anne, aproveitei para almoçar curtindo o visual das montanhas. Depois segui para o Three Lochs Drive, um caminho que passa por três grandes lagos no caminho para a cidade de Trossachs: http://www.youtube.com/watch?v=i3yakv1IcPs http://www.youtube.com/watch?v=27IvkT0zhFc Chegando em Trossachs segui para o lago Katrina, onde aluguei uma bike http://www.youtube.com/watch?v=hkHq6WkMt8g http://www.youtube.com/watch?v=a-bjkpm0psQ Depois terminei a viagem em Callander, outra cidadezinha bem simpática nas highlands. No dia seguinte fui visitar o Blackness Castle. O castelo foi utilizado como prisão no século 15 e depois como base militar, até que no fim da primeira guerra mundial foi desativado. Está muito bem conservado e poucos turistas vão para lá. http://www.youtube.com/watch?v=AJVcNQltSRw Depois peguei o avião de volta para Amsterdã. Até mais!
  21. 1 ponto
    Estive a trabalho por dois meses na Escócia e nas horas vagas aproveitei para conhecer um pouco mais do pais. Se;gue abaixo um resumo e fotos dos principais lugares da Escocia. Aberdeen: É a terceira maior cidade da Escocia, fica bem ao norte e para chegar lá vindo do Brasil, pode-se fazer conexão em Londres pela Brithsh, em Paris pela Air France ou em amsterdan pela KLM. Foi a cidade onde fiquei pois é a cidade base para as plataformas do setor Inglês do Mar do Norte, uma espécie de Macaé britânica. Tem uma rede hoteleira muito boa, mas poucos atrativos turísticos. É basicamente uma cidade de negócios ligada a extração de petróleo. Quem gosta de balada vai curtir muito Aberdeen na sexta e sábado. Muitas discotecas e muitos estudantes vêm das cidades vizinhas para curtir a Night. Mas é só sexta e sábado. Algumas dicas de boates que valem a pena: Tiger-Tiger fica na Shiprow quase em frente ao Hotel Ibis, é uma danceteria mais sofisticada ponto das patricinhas. Priory, fica na Belmont street, é uma antiga igreja transformada em boate. As boates ficam abertas até as 3 da manhã quando acaba a música e as meninas, de cara cheia, saem pela Union Street ( a principal rua da cidade) para voltar pra casa . A maior diversão na cidade é realmente beber. Existem muitos pubs e restaurantes, mas a cozinha fica aberta até as 9 horas no máximo. Depois só vendem bebida. Uma opção para quem gosta de jantar um pouco mais tarde é o Shopping União Square ( o melhor shopping da cidade) onde os restaurantes fecham a cozinhas por volta das 10 da noite. De uma maneira geral , como todo o Reino Unido, é uma cidade cara. Uma refeição básica para 1 pessoa com entrada, prato principal e sobremesa sai por mais ou menos 20 libras (R$ 50,00). Existe um restaurante Brasileiro chamado Tropeiro, onde serve rodízio. Fica longe dos nossos melhores rodízios, mas quem como eu passou dois meses lá, é uma boa oportunidade de comer um feijão preto e uma farofa. O preço é 25 libras no jantar sem bebida e 12,50 libras no almoço, mas as carnes são limitadas. Os ingleses usam o jantar como refeição principal. Eles não tem muito o hábito de almoçar como nós. Para visitar vale a pena o Museu Marítimo e o Farol de Aberdeen. Aluguel de carro também é caro (sai por aproximadamente 80 libras/dia um carro compacto) e dirigir do lado direito requer muita atenção principalmente para nós. Entrei diversas vezes na contra-mão até me acostumar. Sorte minha que os ingleses andam devagar e são pacientes no trânsito. Achei tranqüilo dirigir por lá, mesmo do lado trocado. Centro Aberdeen Farol de Aberdeen Edimburgo: é a capital da Escócia e foi a única cidade onde vi escoceses de kilty andando pela rua. Durante o mês de agosto existe uma parada militar chamada Military Tatoo e a cidade fica lotada de turistas. Foi uma grata surpresa para mim, pois não levava a menor fé na cidade. É uma cidade muito bonita, bem no estilo medieval com a chamada cidade velha, muitos restaurantes e hotéis e um visual ótimo para fotos. Nào deixem de ir a Calton Hill, uma pequena colina atrás da estação de trem onde tem um observatório e um excelente ponto para tirar fotos de todos os ângulos da cidade. Saindo de Calton Hill pode-se dar uma passada no Shopping Saint james (nada de interessante) e ir ao Monumento Scott, que é um monumento em Estilo gótico em homenagem ao escritor de Ivanhoé, Sir Walter Scott. Fica 5ebem na rua principal e pode-se subir pagando uma entrada de se não me engano 7 libras. Atravessando o vale, outro lugar que deve ser visitado é o Castelo de Edimburgo. A entrada custa 15 libras e também é um excelente lugar para fotografar a cidade do alto. O tour do castelo leva aproximadamente 40 minutos e ao sair, logo ao lado do Castelo visite a loja Whisky Experience, onde vc poderá comprar diversas variedades do Single Malt. Detalhe: os preços não variam muito, portanto não vale a pena pechinchar pois vai encontrar basicamente o mesmo preço em todos os lugares. A catedral de Edimburgo também vale a pena a entrada. Em estilo gótico, como toda a cidade, é muito bonita. De Aberdeen para Edimburgo são 2 horas e meia de carro, passando por Dundee. Estacionar carro em Edimburgo não é muito fácil, procure o estacionamento da estação de trem, que embora um pouco distante é melhor que ficar rodando atrás de vaga. Ir de trem também é uma boa, mas o transporte de trem na Escocia não é barato. Uma ida e volta de Aberdeen a Edimburgo custa 75 libras. De resto é curtir as ielas da cidade velha, entrar nas lojinhas etc... É cidade para se visitar a pé. Vista da cidade de Calton Hill Castelo de Edimburgo Scott Monument Cidade Velha Glasgow: É a maior cidade da Escócia e também a menos atrativa do ponto de vista turístico. Uma típica cidade grande com bancos, comércio forte, shoppings ou seja tudo que a gente pode ver por aqui mesmo. Um centro com um calçadão de lojas e no final um grande shopping. Vários restaurantes de todas as nacionalidades, etc... Bem só fui mesmo pq estava lá há 2 meses e já estava faltando assunto. De bom mesmo o tour pelas destilarias de Whisky na perifieria de Glasgow. Tem uma que vale o destaque: Chama-se Glengoyne e fica a umas 20 milhas de Glasgow. Esta vale a visita. Tem um tour de aproximadamente 45 minutos onde eles explicam num inglês bem pausado, todo o processo de fabricação do Whisky, com um tour pelas instalações da destilaria. O tour é o mesmo e o preço varia de acordo com a quantidade de Whisky que você pretende degustar. Varia de 7 a 35 libras. Visite WWW.glengoyne.com . O tour vale a pena, não é cansativo e agrega conhecimento. Quanto a Glasgow....pode passar batido. Glasgow Glengoyne Destilary Inverness: É a cidade mais ao norte da Escócia, saída de barco para as ilhas mais ao norte e tem no Lago Ness e na historinha do monstro que ninguém nunca viu, seu principal atrativo turístico. Vale a pena um “Cruise” de 1 hora pelo lago. Existe uma empresa chamada Jacobite Cruise. (WWW.jacobite.co.uk) que tem vários tours interessantes pelo lago. Fiz um tour de 1 hora que sai do Claismann Hotel e vai até o Ulquhart Castle, outro ponto muito interessante a beira do lago e vale a visita ( 7 libras a entrada). Também tem um outro tour de 2 horas que para no píer do Castelo e você tem 1 hora para visitar o castelo. Um almoço no hotel Claismann com vista para o lago também vale a pena. É importante verificar a previsão do tempo para fazer o passeio. Com tempo chuvoso, coisa rotineira por aquelas bandas, pode esquecer o passeio. Se estiver de carro vale um a esticada para Fort Augustus, também a beira do lago. É interessante o sistema de comportas que fazem os barcos sair de um rio bem acima do lago descerem para entrar no Lago Ness. Não deixem de comprar um masacote da Nessie (o nome do tal monstro) para namorada, filha, amante,etc...é muito fofo.... Ulquhart Castle Hotel Clansman Fort Augustus Nessie Bem, espero que tenha contribuído em mostrar os principais atrativos da Escócia. Rodei por dois meses e uma coisa que não vi foi favela, nem nada parecido...O padrão de vida dos caras é bem alto. Ponto negativo é o clima, verão de 18 graus, um calor infernal para eles. Já no inverno, chega a -25 celsius mole.
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