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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 29-07-2018 em todas áreas

  1. 1 ponto
    Gente quero dicas e lugares para viajar , minha primeira viajem como mochileiro[emoji7]
  2. 1 ponto
    ROTA DAS EMOÇÕES EM 15 DIAS – JUNHO/2017 (São Luís – Santo Amaro – Barreirinhas – Parnaíba – Barra Grande – Jericoacoara – Canoa Quebrada – Fortaleza) Saudações, amigos mochileiros!! Farei aqui o relato da minha viagem pela Rota das Emoções (passando pelas cidades apontadas no subtítulo) que realizei entre 16/06 e 01/07/17. A viagem foi feita com Rogério, meu amigo de longa data. Há tempos desejávamos fazer algo do tipo e, enfim, neste ano conseguimos conciliar nossos planos e partir juntos nessa mochilada. Contudo, antes gostaria de deixar claro algumas premissas: 1. O meu objetivo nesse relato é unicamente fornecer informações que possam auxiliar àqueles que as procuram para essa viagem. Eu pesquisei muito na internet antes de colocar o pé na estrada, e os dados que eu encontrei em minhas pesquisas me ajudaram bastante, contudo foi difícil obter todos referentes à Rota em um só lugar e, mais difícil ainda, encontrá-los atualizadas. Essa é uma forma que encontrei para retribuir ao ótimo conteúdo que encontrei pelos blogs e neste site. 2. Tentarei ser o mais detalhado possível, ignorando informações pouco úteis, a fim de tentar deixar o texto mais conciso. 3. O que vou escrever é baseado nas impressões que tive, das experiências que vivenciei e relacionado ao período em que viajei. Outros poderão ter realizado a mesma viagem, mas terem ido em período diferente, vivenciado outras experiências, e possuírem impressões divergentes. 4. Ao final detalharei os valores gastos e farei algumas considerações pontuais que podem ser úteis para outros; Dito isso, vamos ao que interessa, rsrs. A viagem foi planejada para a última quinzena de junho por dois motivos principais: ir no período após as chuvas na região, desfrutando assim das lagoas cheias; e ir antes da alta temporada, que tem o seu auge a partir de julho (período oficial nos Lençóis Maranhenses é de 20/06 a 20/09), além dos períodos tradicionais de fim de ano. O período chuvoso nos Lençóis Maranhenses tem o seu auge entre março e maio, sendo que as lagoas geralmente atingem seu nível mais alto de água no início de junho, e encontram-se secas, em sua maioria, em outubro. Apenas algumas mantêm água o ano todo e, mesmo assim, em nível baixo. DIA 1 e 2: Cheguei em São Luís/MA em 16/06, numa sexta-feira, no fim da tarde. Encontrei meu amigo no aeroporto e de lá fomos para o hotel Pestana, já previamente reservado (sem custo, meu amigo conseguiu uma cortesia). O hotel é bem localizado, perto da Avenida Litorânea, onde se encontra o calçadão, bom para se fazer uma caminhada e com várias opções de restaurantes, bares, pizzarias, etc. Como estava no período de festa junina, havia tempo para a trip, a saída para Santo Amaro era de madrugada e o tempo de voo para se chegar ao Maranhão foi longo (para ambos), achamos melhor passar duas noites na cidade. Na primeira fomos em um dos locais onde havia apresentação da festa folclórica da região, foi bem interessante. No dia seguinte ficamos na maior parte do tempo aproveitando a piscina do hotel. À noite fomos na Pizzaria Vignolli, localizada de frente para o mar na Avenida Litorânea. Além da pizza ser muito deliciosa, teve um atrativo a mais: todos comiam a pizza com a mão, utilizando uma espécie de “luva de plástico”. Achei bem interessante e diferente a peculiaridade do local. Valeu muito a pena tê-la escolhido para jantar. Vi no Tripadvisor algumas outras coisas para se fazer em São Luís, porém não achei interessante ir no Centro Histórico, ou outros locais comumente visitados. A praia próxima ao hotel tinha a água escura e era imprópria para banho. De uma forma geral não vi muitos atrativos turísticos para a Cidade. DIA 03: O transporte para Santo Amaro foi combinado diretamente com o Sr. Heitor, dono da Pousada Paraíso (98 98489-5598) na qual nos hospedamos. Foi cobrado o valor de R$ 90,00 por pessoa pelo transporte feito por uma Hilux, a qual levou 4 passageiros. O motorista foi o Assunção (98 98836-5687). Uns cinco minutos antes do horário combinado, 5h, o veículo já estava na recepção do hotel nos aguardando para iniciar o transporte. Outra opção de transporte seria ir com Denilson (98 98808-9190), que pegaria de van no hotel, levaria até Sangue, e de lá tomaríamos o famoso “pau de arara” (caminhonete com bancos na carroceria coberta) que transportaria até Santo Amaro, pelo valor de R$ 60,00. Não achamos vantajosa a economia, tendo em vista a rapidez e o conforto do transporte acordado, mas é outra opção válida para chegar à região. Para chegar a Santo Amaro percorre-se umas duas horas e meia na BR que liga São Luís a Barreirinhas, depois segue por aproximadamente mais uma hora na estrada que vai à Cidade. Desse trajeto apenas uns 10km não estão asfaltados, e, como essa parte da estrada é bem ruim e tem um rio raso que se atravessa perto da cidade, esse percurso geralmente é feito apenas por caminhonetes. Aproximadamente às 8:30 chegamos em Santo Amaro. Fomos deixados na Pousada Paraíso (diária a R$ 189,00 reservada pelo booking), onde o Sr Heitor já nos aguardava. Deixamos as coisas no quarto e fomos logo para o passeio da manhã: Lagoa das Américas (já previamente arranjado pelo dono da pousada), ao preço de R$ 40,00 para cada. A caminhonete passou para nos buscar e em poucos minutos nos deixou no lago onde pegamos uma voadeira para chegar aos lençóis. Ao desembarcar, o grupo passou em uma casa de uma senhora que vendia água e água de coco e, após, fomos para a Lagoa das Américas. O primeiro contato com os Lençóis foi fantástico!! Dunas que sumiam de vista e lagoas com águas mornas e cristalinas. Ficamos por umas duas horas nos deliciando naquelas águas e, após, retornamos a Santo Amaro para almoçarmos e fazermos o passeio da tarde. Por volta das 14h novamente a caminhonete passou na pousada, para então partimos à incrível Lagoa das Andorinhas (R$ 65,00 por pessoa), uma das mais visitadas. Com menos de 5 minutos já se alcança os Lençóis, tornando o trajeto maravilhoso de se observar. No caminho há inúmeras lagoas embelezando a região, as mais bonitas, fundas e acessíveis são as comumente nomeadas e visitadas. A da Andorinha foi um espetáculo a parte! Havia várias pessoas nela, mas como é bem extensa, foi só caminhar um pouco para ter uma “margem privativa”, rsrsr. Logo o guia colocou cadeiras de praia e disponibilizou uma caixa de isopor com gelo para colocarmos nossas bebidas. As lagoas, em geral, não estavam muito fundas, dificilmente uma passava de 1,60m. Entretanto, a das Andorinhas chegava a mais de 2m na parte central, tornando-a ótima para nadar! Ao fim do dia o motorista e guia, Nilson (ótimo profissional, atencioso e proativo, recomendo-o fortemente), nos levou em um ponto pouco conhecido para admirar o pôr do sol: sobre uma duna na qual podiámos observar o grande astro se pondo atrás do lago em que navegamos pela manhã. Foi lindo! O primeiro pôr do sol nos Lençóis. A noite fomos à praça da cidade e lanchamos na barraquinha que estava atendendo por lá. Santo Amaro é muito pequena, não possuindo oferta de entretenimento à noite. Há apenas umas 5 pousadas cadastradas no Booking e mais umas duas que vi por lá que não ofertam seu serviço pelo site (umas delas é a Pousada Cajueiro - 098 98749 4036-, nova e muito bem recomendada por um casal que conhecemos na viagem. Se retornasse provavelmente me hospedaria lá). Não há agência de turismo na cidade. A organização fica a cargo da cooperativa que padroniza os preços e serviços cobrados. Todos meus passeios foram muito simples de se combinar: os responsáveis pela pousada nos perguntavam o que desejávamos fazer e tentavam nos encaixar em algum grupo que estava sendo formado. Era possível contratar os guias com quadricíclo para personalizar mais os passeios, porém essa modalidade obviamente era mais cara. Apesar de se ter pouca coisa para se fazer na cidade, ela possui pontos muito fortes e atrativos em relação a sua “concorrente” Barreirinhas: em menos de 5 minutos já se alcança os lençóis de caminhonete; muito mais confortável o trajeto dos passeios; há muito mais lagoas; e elas são mais belas. O fato da cidade ser pacata pode ser visto como um ponto positivo: durante o dia os turistas passam as horas realizando os passeios pelas lagoas e, à noite, relaxam e descansam na pousada, recarregando as energias para as atividades do dia seguinte. As características marcantes da localidade é a tranquilidade vivenciada e os lençóis com inúmeras lagoas que ficam às portas da cidade. DIA 04: Não havia a necessidade de acordar muito cedo, pois as lagoas não ficam tão distantes da Cidade. Levantamos, tomamos um bom café da manhã na pousada e, por volta das 8:40, a caminhonete passou para nos pegar. Nesse dia fizemos o passeio de um dia inteiro para a comunidade da Betânia (R$ 80,00 por pessoa), novamente – e felizmente – com o Nilson. O passeio foi arranjado pelo Heitor, que não ganhava nada com isso, apenas tentava auxiliar os hóspedes a conhecerem a região com bons guias. No caminho paramos na Lagoa da Serra e em outros pontos para fotos. Posteriormente seguimos até a Lagoa da Betânia onde nos deliciamos com uma linda vista e ótimo banho. Posteriormente fomos ao lago onde pegamos uma embarcação para acessar a comunidade, na qual fomos muito bem servidos por um farto almoço pelo valor individual de R$ 30,00. Após foi possível relaxar um pouco nas redes que havia no local. Posteriormente pegamos novamente a embarcação para atravessar o lago e fomos de caminhonete até uma extremidade dos lençóis, onde foi possível ver as dunas avançando sobre a vegetação e ter uma boa visão dos lençóis. Em seguida o grupo aceitou o convite de ir conhecer a casa de uns dos guias, que ficava próxima, para então fechar o dia com mais um esplêndido pôr do sol. Nessa noite seguimos a sugestão de um casal que esteve no passeio conosco, e fomos comer uma pizza na Pousada Cajueiro, que possuía restaurante próprio. Também agendamos, por conta própria, o passeio de quadriciclo para a manhã seguinte com o Vinícius, apelidado de “branco”, para nos levar em direção à Lagoa das Emendadas por R$ 150,00. NÃO marquem nada com esse indíviduo! DIA 05: Estávamos às 8:00 esperando o tal do Vinícius aparecer na pousada, e nada... Com 30 minutos de atraso começamos a ficar com o receio de perder o dia de passeio, pois à tarde viajaríamos para Barreirinhas. A recepcionista da pousada, Cátia (extremamente atenciosa), tinha o número dele – e vários outros que prestam serviço em Santo Amaro – na agenda. Ela fez o favor de ligar para ele inúmeras vezes, mas o telefone só dava fora de área. Disse que já o tinha visto passar pela rua mais cedo, então ele deveria estar por perto. Quando percebemos que não adiantaria mais esperar, pedimos indicação a ela de outro. Prontamente ela ligou para uns dois guias e um deles ofereceu o passeio por R$ 170 (total). Aceitamos de imediato e em poucos minutos Everaldo estava nos levando para dentro dos lençóis. A Lagoa das Emendadas fica bem distante, dentro dos lençóis, e parte do trajeto é proibido pelos órgãos ambientais de se transitar com veículos automotores. Há inúmeras lagoas pelo caminho, e ao fim, conhecemos a mais bela de todas as lagoas que visitamos nos Lençóis: Infelizmente já tínhamos perdido muito tempo no início da manhã e às 13:30 já partia nosso translado, previamente agendado, para Barreirinhas. Dessa forma ficamos um pouco na lagoa, passamos em outros pontos para tirarmos fotos e iniciamos o regresso para Santo Amaro. Perguntei ao Everaldo se podíamos pilotar um pouco o quadricíclo e de muita boa vontade ele deixou eu e o Rogério conduzi-lo por quase todo o trajeto de volta. Um bônus que valeu muito contratar aquela modalidade de transporte. Ao chegarmos na Cidade fomos direto para o restaurante almoçar, após para a pousada e então ficamos de prontidão para o translado. Deu 13:45 e nada do Valdir aparecer (outro que NÃO deve ser contratado), pessoa com a qual combinamos, juntamente com um casal, de fazer o transfer privativo de caminhonete até Barreirinhas por R$ 300,00. Devido ao trauma da manhã, já pedimos socorro a Santa Cátia novamente. Ela não conseguiu falar com o Valdir. Pedimos para ligar para a pousada em que estava hospedado o casal, que também estava no aguardo como nós. Fomos na cooperativa para ver se dava tempo ainda para pegar a jardineira até Sangue, porém já tinha partido. A Cátia ligou para uns três motoristas, mas nenhum estava disposto a prestar o serviço por preço semelhante. Nesse meio tempo a outra pousada conseguiu uma caminhonete por R$ 450,00 (dividido para os quatro passageiros). Para não perdemos o dia seguinte, aceitamos. Porém o motorista não desejava atravessar o rio, limítrofe à Cidade, para nos buscar, pois a caminhonete em que estava não tinha suspiro elevado. A Cátia então pediu para um senhor que costumava prestar serviços a eles nos levar ao ponto de encontro, senhor que de muita boa vontade o fez. Assim alcançamos o transporte e seguimos para Barreirinhas, viagem de aproximadamente 3 horas. O motorista era o Alex, dono da agência de Turismo Vale dos Lençóis (http://www.valedoslencois.com.br). Durante a viagem deu várias dicas e sanou todas as dúvidas que possuíamos. Perguntou se já tínhamos hotel reservado, e ao ouvir que não, ligou para sua secretária e pediu para orçar uns três hotéis de acordo com as características que queríamos. Após recebermos o retorno, pedimos para deixar pré-reservado duas noite na pousada Paraíso dos Lençóis (diária de R$ 165,00, a uns 8 min de caminhada da orla onde se concentra o movimento à noite). Antes de irmos para a pousada passamos na agência dele para pagarmos o translado e vermos os pacotes que vendia. Como o preço parecia justo e o Alex passou muita confiança na qualidade do serviço, fechamos o passeio do dia seguinte: boia cross pelo Rio Formiga (R$ 60,00) e circuito da Lagoa Bonita (R$ 70,00). Posteriormente um motorista da agência nos deixou na pousada, que, diga-se de passagem, valeu muito a pena: limpa, bem cuidada, aparência de nova e um ótimo café da manhã. À noite fomos à orla comer e passar o tempo. DIA 06: pontualmente no horário combinado (8h, se não me engano) a caminhonete estava nos esperando. Fomos então para o local onde se iniciaria a descida do rio de boia. Demorou aproximadamente 1h15min para chegar lá, após “degustar” muita poeira na estrada de terra. No ponto de partida ficam vários moradores locais para fazerem o papel de guia, auxiliando na condução pelo rio. Nosso grupo tinha aproximadamente 12 pessoas, sendo providenciado para dois guias descerem conosco. A descida dura cerca de 1h30min. É bem relaxante e o rio possui uma boa profundidade, tendo mais de 1,6m em boa parte do percurso. Entretanto, não achei tão interessante esse passeio. A água era escura e a distância de Barreirinhas até o rio é bem extensa, sendo que ficamos expostos a muito vento na carroceria da caminhonete durante o trajeto (o carro anda em boa velocidade). Acho que só vale a pena se a pessoa não tiver outro passeio em mente para fazer. Ao retornar para a Cidade almoçamos em um restaurante (não me recordo o nome) de frente para o rio perto da pousada por um preço muito bom (uns R$ 20,00 o prato individual). Às 14h, pontualmente, mais uma vez estava a caminhonete nos aguardando para o passeio vespertino. Atravessamos o Rio Preguiça de balsa e iniciamos o percurso para se chegar aos Lençóis Maranhenses. Diferentemente de Santo Amaro, o caminho é muito mais extenso e bem mais desconfortável para chegar às dunas. Com aproximadamente 1 hora de viagem chegamos no ponto de acesso ao Circuito da Lagoa Bonita. Subimos uma enorme duna e no mesmo instante fomos recompensados pelo cansaço: inúmeras dunas enormes saudavam nossas vistas. Como Barreirinhas possui o turismo muito mais desenvolvido que Santo Amaro, havia muitos grupos fazendo o mesmo passeio naquele momento, porém nada que tornasse incômodo, frente à imensidão dos Lençóis. Fizemos uma leve caminhada até alcançarmos a Lagoa do Maçarico, primeira do circuito. Aquelas águas representavam um convite irrecusável para um mergulho. Após uns 30min iniciamos o caminho para a Lagoa Bonita, com direito a muitas paradas para fotos pelo trajeto. Ao chegarmos nela, constatamos o que já tínhamos ouvido: infelizmente o nome não representa mais a realidade. É uma lagoa, sim, bonita, mas os movimentos das dunas a diminuíram muito, tornando a lagoa que tínhamos ido anteriormente e todas as de Santo Amaro mais bonitas do que a detentora desse nome, rsrs. Após um período para banho, voltamos para o ponto de partida a fim de apreciar o pôr do sol. Ao chegarmos em Barreirinhas, fomos na agência do Alex fechar o passeio do dia seguinte (na noite anterior tínhamos comparado o preço com outras agências, e a cobrança era semelhante). Como estávamos fechando outros passeios com a Vale dos Lençóis, conseguimos um desconto ao custo de muito choro, kkkk. Acertamos o valor de R$ 100,00 (preço normal era 120) para fazer o passeio até Canto de Atins, indo para duas lagoas na região. Desejávamos fazer esse passeio principalmente para conhecer um pouco de Atins, já que tinhámos ouvido muitos comentários positivos a respeito. Nesse dia o Alex nos auxiliou a conseguirmos o translado para Parnaíba, nosso próximo destino. A primeira opção seria ir pela Rota Combo (http://www.rotacombo.com.br), empresa em operação há pouco tempo, oferecendo opções de transporte a fim de ligar os destinos da Rota das Emoções. Contudo os dias de viagem de Barreirinhas X Parnaíba são apenas TER/QUI/SÁB, com saídas por volta das 10h, no valor de R$ 100,00. Como era quarta, desejávamos fazer o passeio do dia inteiro na quinta e viajar na sexta cedo, optamos pela opção menos confortável: pau de arara até Paulinho Neves (R$ 30,00) e de lá táxi coletivo até Parnaíba (R$ 30,00 por pessoa), com prorrogação da estadia do hotel em uma diária. O Alex agendou com o “Miau” (sim, esse é o apelido dele) para nos pegar na pousada às 4h (se não me engano) de sexta. Com passeio e transporte acertado, voltamos para o hotel e, após, fomos novamente à orla jantar. Há alguns bons lugares para comer lá, com música ao vivo e um ambiente fresco e descontraído. Inclusive há Subway também, destino de nossa janta um dia para economizar. DIA 07: mais uma vez no horário combinado (8h, se não me engano) já estávamos embarcados iniciando nossa viagem para Atins. Depois de mais de uma hora de muito balança-balança na caminhonete, chegamos em algumas dunas. Paramos um pouco para fotos e seguimos viagem por mais uns 30min. Passamos por Atins e paramos num restaurante. Ficamos um tempo para tirar fotos e banhar na junção do deságue do Rio Preguiças com o mar. A água tinha cor meio barrenta, não estando muito convidativa para banho. Após seguimos mais um tempo até o Restaurante do Antônio, famoso pelos bons pratos de camarão. Encomendamos a comida e fomos nos banhar na Lagoa das Sete Mulheres, bem próxima, enquanto a comida era preparada. Voltamos, nos esbanjamos de comer (prato para 2 variava de R$60 a R$ 90), e descansamos um pouco nas redes disponíveis. Posteriormente fomos para a Lagoa da Capivara (acredito que esse era o nome), bem extensa, com água bem morna e profunda em umas partes (uns 3m). Por volta das 16:30 iniciamos o regresso, paramos nas dunas para apreciar o pôr do sol e seguimos viagem para Barreirinhas. Ao chegar perto do rio havia uma grande fila de veículos aguardando a balsa. Como ela transporta no máximo 6 caminhonetes por vez, e demorava uns 20 minutos para ir e voltar, tivemos que esperar mais de uma hora para irmos. Obs.: o guia disse que na alta temporada os últimos veículos que chegam costumam atravessar o rio apenas perto das 21h Fomos para o hotel, ligamos para o “Miau” (98 98706-4441), confirmamos o transporte do dia seguinte, fomos na orla comer e voltamos para dormir mais cedo, pois o cansaço imperava naquele momento. Em Barreirinhas há os seguintes passeios: - Boiacross pelo rio Formiga: meio período; R$ 60,00; - Circuito Lagoa Azul: meio período; de R$ 60,00 a R$ 70,00; - Circuito Lagoa Bonita: meio período; de R$ 70,00 a R$ 80,00 (todos dizem que é mais bonito esse passeio em relação ao da Lagoa Azul; ótimo de se fazer no período da tarde para aproveitar o pôr do sol); - Toyota até Atins: dia inteiro; almoço no famoso restaurante do Sr. Antônio ou da Dona Luzia; duas lagoas para banho; de R$100,00 a R$ 120,00; - Rio Preguiças:dia inteiro, descida de voadeira com parada em alguns pontos; R$ 120,00 (acho que esse era o valor cobrado); - Sobrevoo nos Lençóis: 30min; pode-se agendar desde o início da manhã até o pôr do sol; R$ 270,00 a R$ 300,00 por pessoa; mais barato na agência que operacionaliza o voo (as outras revendem), o nome era “FLY” + alguma coisa, rsrs; - Quadriciclo até os pequenos lençóis: dia inteiro; R$ 350,00, podendo ir duas pessoas; DIA 08: Acordamos às 3:30, comemos um lanche que a recepcionista tinha preparado para nós (tínhamos perguntado/pedido na noite anterior) e um pouco antes das 4h já estávamos alojados na carroceria do pau de arara. Foram umas duas horas até Paulino Neves, tomando bastante vento, em banco bem apertado (4 pessoas) e sentindo um pouco de frio... mas isso é mole para mochileiro né?! Kkkkkk Por volta das 6h chegamos na Cidade, e havia uns três táxis no ponto de parada da caminhonete. Um deles já tinha dois passageiros com destino à Parnaíba. Embarcamos e partimos. Paramos em alguma cidadezinha no meio do caminho para café (o lanche mais barato da viagem, café com leite mais um salgado e um bolo por R$ 5,00) e seguimos. Às 8h15min já estávamos chegando em Parnaíba. A idéia era tentar conciliar o passeio de Catamarã e ver a revoada dos guarás. No caminho o taxista deu muitas dicas, e disse que as agências e os locais de artesanatos e restaurantes, onde geralmente os turistas vão, ficavam no Porto das Barcas. Inclusive sugeriu o Hotel Delta, que era bem barato e ficava próximo. Pedimos para nos deixar logo na agência de turismo para reservarmos os passeios. Descobrimos lá que o passeio de Catamarã em baixa temporada só saía aos sábados e domingos (era sexta-feira), sendo que o passeio compreendia o horário de 9h-15h, e acessava só uma parte próxima do Delta, não chegando na parte da revoada dos Guarás e muito menos permanecendo até o horário em que as aves pousam (ao entardecer). Já o passeio para ver a revoada era feito em “voadeiras” (de 14:30 a 18:30), bastando alugar uma para ir. Passamos em três agências e o discurso era o mesmo. A única que destoava positivamente era a CLIP TURISMO, com a que fechamos, que oferecia o passeio da voadeira com outros turistas pelo valor de R$ 112,50 + R$ 15,00 pelo translado (que valeu muito a pena pois a distância do hotel até o local onde saía a lancha era grande). As outras, principalmente a Eco Adventure, só oferecia a voadeira privativa pelo valor de R$ 600,00, se não me engano. Ficava subentendido que tentavam lucrar o máximo sobre o turista, mesmo se aparecesse mais gente antes ou posteriormente querendo compartilhar. Passeio pago, fomos olhar o hotel sugerido pelo taxista. Era bem perto, bem localizado, e com diária para o quarto mais simples por R$ 127,00. Pagamos e fomos descansar um pouco (o hotel é bem antigo e simples, mas o custo benefício valeu à pena). Almoçamos no restaurante do SESC que fica no andar térreo do hotel: comida muito boa e diversificada, self service. Por volta das 14h o transporte nos buscou e iniciamos o passeio. Pegamos a voadeira com mais seis pessoas e iniciamos a navegação. O rio é muito extenso, cheio de “braços” e várias ilhas praticamente ao nível da água. No caminho paramos para o guia pegar uns caranguejos da região e nos mostrar, e depois fomos para umas dunas onde o rio deságua no mar. Ficamos aproximadamente 1 hora, tempo para se banhar e tirar fotos, e então seguimos para o local onde os Guarás vão dormir. Como chegamos bem antes do pôr do sol, só havia uma outra lancha e a árvore estava toda verde ainda. É muito importante que os observadores permanecem em silêncio enquanto estiverem por lá. Dessa forma a admiração se torna mais prazerosa e permite ouvir e gravar os sons que os pássaros fazem na árvore. Aos poucos foram chegando outras voadeiras, assim como os lindos pássaros vermelhos começaram a pousar. Para não incomodá-los e não espantá-los, deve-se desligar o motor das embarcações e aguardar de uma distância razoável. Lentamente grupos de Guarás saiam das ilhas e iam para o seu poleiro predileto. Logo aquela ilhota de poucas árvores começou a adquirir a tonalidade avermelhada. Era impressionante como todas aquelas aves se dirigiam apenas para aquele local e apenas para o lado onde o sol refletia. Ao fim, a “ilha dos Guarás” ficou parecendo uma imensa árvore de natal adornada de enfeites vermelhos. Além dessa linda cena, éramos contemplados também com a visão do sol se pondo no rio. Findado aquele espetáculo da natureza, partimos para Parnaíba. Chegamos na cidade já à noite, por volta das 19h. Fomos para o hotel e, posteriormente, para o Porto das Barcas. O local possui uma variedade imensa de artesanato. Contudo o movimento estava muito fraco. Mesmo sendo uma sexta-feira à noite, havia poucas pessoas para o “point dos turistas”. Comemos uma pizza e voltamos para o hotel. DIA 09: Nesse dia o objetivo era chegar à Barra Grande, outra cidade muito bem falada na internet. Quando fomos comprar a passagem, as pesquisas mostraram-se verdadeiras: só havia uma empresa de transporte (Damasceno/Fontenelli) de linha para nosso destino e, aos sábados, o ônibus só saía às 14h (SEG-SEX partem às 10h30, 14h e 16h30), pelo valor de R$ 13,00. Há também transporte da Rota Combo para lá, mas como o preço era R$ 65,00, não queríamos perder a chance de economizar. Aproveitamos a manhã para comprar logo a passagem e conhecer um pouco Parnaíba, caminhando. Passamos em um dos mercados centrais e em uma praça. Surpreendeu-nos muito a cidade: bem limpa, organizada e com um comércio bem movimentado. Almoçamos mais uma vez no SESC, e fomos para o local onde sairia o ônibus. O senhor Fontenelli era uma comédia a parte, muito falador e dizia o que vinha a mente, kkkk. Partimos em direção à Barra Grande e, após umas 2h, chegamos na cidade (asfalto bem cuidado). O ônibus nos deixou próximo ao hotel que queríamos nos hospedar. Passamos na pousada Casa do Velejador. A diária no Booking estava por R$ 200,00, pechinchando o responsável deixava por R$ 180,00. Decidimos passar na pousada Torre de Chocolate, que aparentava ser bem confortável pelas fotos no site de busca. Lá, a diária estava por R$229,00. No balcão foi informado preço menor, R$ 195,00. Choramos e deixaram duas pelo preço de R$ 160,00 cada. Valeu muito à pena, pois pessoalmente a pousada era ainda muito mais bonita e confortável do que as fotos do booking, toda bem rústica, com boa wi-fi, redes espalhadas, uma ótima piscina e um delicioso café da manhã. Essa foi sem dúvidas a melhor hospedagem que fizemos em toda a viagem. Um fato interessante é que a pousada tem uma parte utilizada como hostel, na qual os hóspedes pagam bem mais barato e tem acesso a todos os benefícios dos hóspedes dos quartos “normais”. Aproveitamos a tarde para rodar um pouco na cidade e ir na praia. Passamos na única “agência de turismo” e já deixamos acertado o passeio no dia seguinte para ver os cavalos marinhos (único passeio do local), pelo valor individual de R$ 50,00. À noite fomos comer uma pizza (há boas opções de lugares para comer/beber/lanchar lá) e voltamos para o hotel. DIA 10: No dia seguinte o guia veio nos buscar no hotel, seguimos até o local onde pegaríamos a canoa de carroça (uns 10 min), e juntamente com um casal e uma criança iniciamos o passeio. Dois guias foram remando e dando informações sobre os mangues, animais e curiosidades locais. Parou-se num ponto para banho e depois fomos para o local onde se encontram os cavalos marinhos. Um guia mergulhou e logo trouxe o peixe, colocou-o na caixa de vidro para observação e cada um pode olhá-lo e fotografá-lo a vontade. Não era permitido tocá-lo (tudo em nome da preservação). Saímos na praia e, ao invés de voltar de charrete, preferimos caminhar pela areia até o hotel. Era fim de manhã e a maré tinha abaixado muito, estava ruim para banho no mar. À tarde deu para dar um mergulho no mar e arriscar um stand-up. Agendamos o transporte para Jericoacoara pela Rota Combo para o dia seguinte (falamos com a Fátima, 86 99993-0111), contato obtido a recepção do hotel, e acertamos o valor de R$ 100,00 (mesmo do site), com saída do hotel por volta das 7h15m (ônibus inicia viagem em Parnaíba). Essa era a única opção para ir direto sem voltar para Parnaíba, e também se mostrou a mais interessante, pois o ônibus nos deixa na Lagoa do Paraíso, em Jijoca, onde tínhamos umas 3h para almoçar e aproveitar a linda Lagoa. Assim o translado compreende um “passeio”. À noite degustamos um delicioso hambúrguer e a piscina do hotel. Barra Grande apresenta uma característica interessante: ela é como uma vila, com ruas de paralelepípedo e bem tranquila, e quase toda a parte turística foi desenvolvida como um “bairro lateral”. As pousadas – praticamente todas muitas lindas e espaçosas -, os restaurantes, bares e lanchonetes se aglomeram em uma das adjacências. É um local em que essa parte turística é muito bonita, sempre com características rústicas, bem cuidada e com uma iluminação charmosa. Esse foi o principal atrativo do local, pois a praia considerei como “normal” - água morna, visibilidade média e muita sujeira do próprio mar (algas). No período em que fui não estava na época de vento ainda, então não vi ninguém praticando kite surf. A maioria dos turistas eram de Teresina, que desciam para o litoral no fim de semana (dia de semana em baixa temporada é bem parado por lá). A partir de julho os moradores locais falaram que a vila lota, principalmente gringos, para praticar o esporte. DIA 11: às 7h a guia que foi junto na viagem para Jeri já tinha ido na recepção do hotel nos chamar. Foi feita uma parada no caminho para lanche/café e pouco antes de meio-dia estávamos em um dos locais de acesso a Lagoa do Paraíso (há alguns locais com infraestrutura para aproveitar a lagoa). A Lagoa é espetacular! O dia estava ensolarado e podia-se admirar a água naquele degrade de cores belíssimo, partindo da tonalidade transparente, passando azul turquesa e findando no azul escuro. De toda a viagem, essa foi a lagoa com a água mais bela que apreciei (a beleza depende muito das condições climáticas também, e nesse dia tivemos muita sorte). Ficamos umas 3 horas lá, dando tempo para andar de caiaque, almoçar e descansar naquelas redes tão desejadas, srsrs Por volta das 15h fomos de caminhonete para Jeri demorando aproximadamente 1 hora. Praticamente todo esse trajeto é feito em estrada de areia. Na entrada da Cidade há um estacionamento para carros particulares, sendo permitido apenas os veículos que prestam serviço de turismo trafegar pelas ruas. Mesmo com a restrição, esse fluxo de veículo é intenso. Fomos na Pousada Hippopotamus, na Rua do Forró, negociarmos a estadia. No Booking a diária custava R$ 175,00, contudo no balcão estavam cobrando R$ 210,00 (único local que houve essa “inversão”). Tentamos pechinchar, mas o atendente falou que somente a gerente tinha autorização. Pedimos a senha do wi-fi então para reservarmos pelo site e nos hospedarmos lá, e ele veio com a história que demoraria para confirmar, etc (conversa mole), e ligou novamente para a gerente. Nesse meio tempo fomos olhar o quarto: ainda bem que fizemos isso! Quarto sem ventilação, pouco confortável, nada aconchegante à vista e com aspecto de mal cuidado. Nos despedimos e fomos olhar outra pousada, a Espaço Nova Era (na mesma rua). No Booking a diária estava no valor de R$ 200,00, mas com a cotidiana chorada conseguimos duas pelo valor de R$ 165,00 cada. Que sorte que tivemos o problema com a anterior, pois essa era uma pousada limpa, bem cuidada, espaçosa e aconchegante (só o quarto que estava com um leve cheiro de tinta, perceptível apenas quando entrava). Tomamos um banho e fomos para a famosa Duna do Pôr do Sol, ponto de encontro de contemplação dos turistas. Ventava muito, muito mesmo (deveria ter levado um boné), mas valeu a pena ter ido lá para apreciar esse famoso espetáculo. Na volta fomos olhar as opções de passeios. Em Jeri tem apenas dois tradicionais: um para o lado leste da Vila (árvore da preguiça, Praia do Preá, Lagoa Azul e Lagoa do Paraíso), com preço entre R$250,00 a R$ 300,00; e um para o oeste (cavalo marinho, travessia de balsa, mangue, dunas e Tatajuba), com preço variando de R$ 270,00 a R$ 350,00). Resolvemos fechar com a pousada que intermediava o passeio e ofereceu a R$ 130,00 para eu e meu amigo (já havia mais outras duas pessoas para dividir o buggy) o passeio leste. Iríamos ficar apenas duas noites em Jeri (pois ainda desejávamos ir para Canoa Quebrada), dessa forma tínhamos que optar por apenas um dos passeios. O escolhido foi por querermos passar na árvore da preguiça e também voltarmos à Lagoa do Paraíso, acessando-a dessa vez pelo Alchymist, local que despertava o interesse por possuir ótima infraestrutura e ser bem bonito e conhecido. O passeio do lado oeste possuía muitas coisas que já tínhamos visto, e além disso a Lagoa de Tatajuba (pelo que tinha visto em fotos e lido a respeito) não possui água clara. DIA 12: Logo após o café nos aprontamos e iniciamos a viagem. Após uns 25 minutos chegamos na árvore da preguiça... deu até vontade de deitar e tirar um cochilo por lá, kkkkkk. Depois chegamos no mar e o guia questionou se queríamos ir na Pedra Furada. Caso positivo, teríamos que fazer uma caminhada de ida e volta que, adicionada ao tempo que ficaríamos lá, totalizaria aproximadamente 1h30min. Como as outras duas pessoas já tinham conhecido o local e poderíamos ir até ele caminhando a partir da Vila ao fim do dia para observar o pôr do sol (ainda mais interessante), decidimos por continuar a viagem e aproveitar esse tempo nas lagoas. Passamos na Praia do Preá (nada muito interessante) e seguimos para a Lagoa Azul. Essa era bem menor do que a Lagoa do Paraíso, possuindo apenas um ponto com infraestrutura. Esse local também era mais desorganizado do que o que tínhamos conhecido no dia anterior. E para prejudicar ainda mais, o tempo estava nublado, impedindo assim a admiração das águas cristalinas. Ficamos um bom tempo lá, dando para arriscar outra vez o SUP (stand up paddle), nadar e relaxar. Após seguimos para o Alchymist Beach Club, na Lagoa do Paraíso. Lá a realidade foi outra: local muito espaçoso, bem organizado e limpo. Obs.: é neste local que fica o "portal do paraíso", arco muito visualizado na internet ao se pesquisar sobre a Lagoa do Paraíso. Havia poucas mesas sobrando. Sentamo-nos em uma delas e aproveitamos aquele lindo local. Almoçamos (preço mais salgado) e aproveitamos aquelas águas com temperatura terapêuticas. Não consegui/tentei deitar nas redes, pois, apesar te haver várias, a quantidade de pessoas interessadas por aquela mordomia era ainda maior, kkkkk. Infelizmente as nuvens deixaram o sol aparecer em raros e rápidos momentos, o que confirmou como esse fator influencia na beleza do local, pois no dia anterior tínhamos visitado a mesma lagoa em outro ponto e a experiência com a beleza da água foi bem diferente. Por volta das 15:30 voltamos para o estacionamento onde estava o buggy e retornamos para Jeri. O guia nos deixou no início da trilha que leva a Pedra Furada. Com uns 40min de caminhada chegamos em outro “cartão postal” da Vila. Foi uma pena o clima não ter colaborado, pois naquela época já estava sendo possível visualizar o sol se pondo no centro da Pedra. Retornamos para a pousada, descansamos e à noite fomos comer e comprar lembranças e souvenir nas lojas. Fomos também reservar a passagem para Fortaleza, pela Fretcar, comprando para o primeiro horário do dia seguinte (R$ 81,00, apenas à vista). Saídas de Jericoacoara: 6:15, 15:30, 16:55 e 22:30, com duração aproximada de 7h30min. Lá em Fortaleza o ônibus passa na Beira Mar, Aeroporto e Rodoviária. A Rota Combo também oferece esse translado, mas era um pouco mais caro. Um ponto que merece destaque é o charme de Jericoacoara à noite! Durante o dia as ruas são um pouco barulhentas, com movimento frequente de buggys e caminhonetes, e surge aquela impressão: “tá, é bacana, com ruas de areias, mas parece meio desorganizado”. Contudo à noite parece que uma magia toma conta do local: nenhum veículo transita pelas ruas, não há postes, cabo de energia elétrica expostos ou iluminação pública; toda a claridade que se vê na rua é fornecida pela iluminação dos estabelecimentos da vila; sente-se aquele ambiente todo aconchegante, tranquilo e seguro, com uma imensa quantidade de opções de lugares para comer, beber, comprar lembranças, etc. Todas as ruas tem estabelecimentos comerciais, mas a maior concentração ocorre próximo à praça da vila. E, um fato curioso, é a quantidade de turistas que há no local! Mesmo nós tendo passado as noites de segunda e terça lá, as ruas estavam tomadas por turistas. Na verdade parece que a vila é “de turistas”. Mas em um nível tranquilo e agradável, pois ainda estávamos em baixa temporada, rsrs. Em relação aos preços, tanto para se alimentar como para se hospedar, há opções para todos os bolsos: desde padarias e lanchonetes com opções baratas até restaurantes chiques; desde pousadas com diária custando algumas dezenas de reais a aquelas valendo mais de R$ 2.000,00. DIA 13: às 6horas fomos para o escritório da Fretcar, nos acomodamos em umas das três caminhonetes que transportaria os passageiros e seguimos para Jijoca. Depois de uma hora chegamos em um grande posto de gasolina, onde os ônibus ficam estacionados. Tivemos tempo suficiente para tomar café da manhã (há dois locais no posto que vendem lanches) e partimos. Houve uma parada de uns 30min para quem desejasse almoçar. Às 14h chegamos na rodoviária de Fortaleza. Lá há duas empresas que possuem linhas para Canoa Quebrada, a São Benedito e outra que não me recordo do nome (que não tinha mais viagem para aquele dia). O próximo ônibus sairia às 16:30. Almoçamos e esperamos. Partimos no horário previsto e depois 3h30min chegamos à Canoa Quebrada. Queríamos ficar perto da Broadway (rua que é o “point” de Canoa Quebrada). Com já era tarde, não fomos ver outras opções de pousadas. Escolhemos o Il Nuraghe, que fica em frente ao início da citada rua (R$ 175,00 a diária, mesmo preço do booking – não adiantou chorar). A pousada era limpa, bem cuidada, com quartos espaçosos e um bom café da manhã. Mais tarde fomos comer e olhar as opções de passeios. Na Broadway havia umas três agências de turismos, mas tinha um assédio incômodo nas ruas com abordagens frequentes nos questionando se já tínhamos hotel, se desejávamos algum passeio, etc. Gostamos mais da agência que fica logo no início da Broadway. Era ofertado uns quatro tipos de passeios, chamados de circuitos 1 a 4. Um era mais diferente, no qual contemplava: passeios nas esculturas de areia, no símbolo de Canoa, canion, mergulho com máscara e snorkel; os outros passavam nas dunas, tirolesa, torres de energia eólica, etc, variando principalmente o tamanho do percurso e tempo do passeio. Era possível fazê-los de buggy ou quadriciclo (opção escolhida para adicionar mais adrenalina no dia). Com muito choro conseguimos baixar um pouco só o preço: Ficou R$ 350,00 para eu e meu amigo, fazendo o passeio do mergulho pela manhã e depois um que ia nas dunas, tirolesa e permanecia para o pôr do sol. O pessoal na rua oferecia os passeios um pouco mais barato (“clandestino”), porém gostamos do atendimento e confiança passada pelo responsável da agência. DIA 14: Após o café fomos na agência da empresa de ônibus São Benedito comprar a passagem do dia seguinte para Fortaleza. Os horários disponíveis eram os seguintes: O passeio se iniciou mais tarde na manhã, por volta das 10h, pois era necessário esperar a maré baixar para passar em um determinado trecho. Fomos com o dono da agência e um guia em dois quadriciclos para o início do caminho que faríamos. Lá recebemos as orientações de condução do veículo e treinamos um pouco (é bem fácil de conduzir). Esperamos chegar outro guia no buggy com dois casais que fariam os mesmos passeios e então partimos (eu e meu amigo num quadriciclo, dois guias com os casais no buggy). Paramos no símbolo oficial de Canoa Quebrada (há mais de um esculpido nas falésias) para fotos e seguimos para o local onde estão esculpidas as imagens nas falésias (R$ 2,50 para entrar). Ficamos por lá quase uma hora, e o ponto alto dessa parada foi observar os artesãos fazendo aquelas imagens em recipientes de vidro com areia colorida. Após paramos um pouco num pequeno cânion de falésias, paramos em um mirante quando saímos da praia, reservamos o almoço no único restaurante que havia na região (contudo bem estruturado, com ótima comida e por um preço justo), e nos dirigimos para o local onde faríamos o mergulho (R$ 15,00 por pessoa). Lá um senhor levava os turistas numa jangadinha para perto de uma pedra oca, onde se concentram os peixes. Como ele tinha acabado de sair com um grupo, tivemos um bom tempo para tirar fotos e relaxar. Após uns 40 minutos fomos apreciar um pouco a vida marinha. Próximo a pedra ele parou, deu tempo para todos colocarem as máscaras e snorkel (velhos e usados, mas eficientes ainda) e fomos para água (rasa). Ele colocava a mão mar segurando uma lagosta morta e aberta e logo inúmeros peixes vinham comer. Depois de um tempo fomos para a pedra, onde ele repetiu o procedimento e peixes maiores e mais diversos apareceram. A água tinha uma boa visibilidade, permitindo que esse passeio fosse bem interessante por variar um pouco o que vínhamos fazendo na viagem. Ficamos por aproximadamente uma hora e seguimos ao restaurante. O almoço foi ótimo, contudo nem deu tempo de curtir uma preguiça, pois estávamos atrasados e precisávamos chegar a Canoa para fazer o passeio da tarde. Fomos direto para o local onde o dono da agência nos aguardava, perto da cidade mesmo (uns 40km pela praia). A escolha do quadricíclo foi perfeita (ainda mais o de 1.000cc que conduzíamos), tornou a viagem muito mais interessante. Ao chegarmos no ponto de encontro os dois casais também desejaram fazer o trajeto seguinte de quadricíclo. Conversaram com o responsável e logo estavam recebendo as instruções. O Rogério estava com dor de cabeça e o dono da agência o levou para pousada. Logo o guia em uma moto, eu e os dois casais em três quadrículos partimos para as dunas, chegando logo na tirolesa. Havia opção de descer de esquibunda, tirolesa com caída na água e tirolesa mais extensa que termina depois do lago, com valores (se me recordo bem) por descida de 8, 10 e 15 reais, respectivamente. Para auxiliar os aventureiros, havia um “bondinho” puxado por cabo de aço através de um “trilho” para que a pessoa não precisasse escalar a duna. Logo depois fiz algo que tinha incluído no acordo do dia anterior na agência de turismo: descer a mesma duna de quadriciclo. Nossa, a duna é muito alta e inclinada, valeu muito adicionar essa adrenalina a mais no pacote fechado. Não deixem de fazer (pode ser feito de buggy também)! Posteriormente passamos num local chamado de “oásis” (vendia comida, eu acho, e tinha um lago pequeno com peixes bem grandes), nada muito interessante, e seguimos para um ponto próximo às torres de energia eólica. Já estava bem tarde, então logo partimos para a duna de onde apreciaríamos o último pôr do sol nas areias da Rota das Emoções. Mais uma vez um espetáculo!! Voltamos para Canoa Quebrada, chegando à cidade já à noite. Mais tarde fomos na Broadway jantar para fechar o dia. DIA 15: Às 9h30m iniciamos a viagem para Fortaleza. Próximo às 13 horas chegamos na rodoviária. Chamamos um Uber e fomos para a região da Avenida Beiramar. Os hotéis se concentram em maior parte nessa região. Há alguns próximos à Praia do Futuro (praia mais bem estruturada na Cidade), porém várias pessoas disseram que não tem nada à noite nas redondezas e que é muito perigoso por lá nesse horário. Como o calçadão que possui o movimento de pessoas, artesanatos e lugares para comer é o que ficava na Avenida Beira Mar, optamos por nos hospedar próximo ao local. Ficamos no Hotel Brasil Tropical, muito bem localizado, quarto bom e um ótimo café da manhã, entretanto foi o mais caro da viagem (diária a R$ 220,00) e praticamente não possuía área de lazer (a piscina parecia uma banheira). Almoçamos no hotel mesmo. À noite fomos caminhar no calçadão (bem movimentado), jantar e assistir a um show de humor (venda no próprio calçadão em uma banca própria), típico do Ceará. DIA 16: pela manhã fomos para a Cocobeach, Praia do Futuro. O local é imenso, bem cuidado, bonito e com uma excelente infraestrutura. O mar estava ótimo também e a calmaria das inúmeras lagoas em que nos banhamos foi substituída pelas ondas agitadas do mar. Voltamos para o hotel, almoçamos, fizemos o check out às 13h (foi autorizado fazê-lo uma hora mais tarde) e seguimos para o aeroporto (todos transportes em Fortaleza foram realizados via Uber), finalizando assim a viagem de 15 noites/16 dias pela adorável Rota das Emoções. GASTOS: Considerando todo o período da viagem, os meus gastos individuais foram: - hospedagem: R$ 1.110,84; - alimentação: R$ 1.176, 64; - passeio: R$ 992,50; - transporte: R$ 604,24; - outro (souvenir, show de humor, etc): R$ 507,60; - TOTAL (desconsiderando passagens aéreas): R$ 4.391,82; Obs.: é possível economizar um pouco mais em cada um dos tópicos acima (ficar em hostel, comer mais lanches ao invés de refeições completas, evitar pegar translado privativo, não comprar souvenir, etc). Apenas na parte dos passeios que é mais difícil, pois os preços variam pouco. Para economizar nessa parte só se fizer menos coisas... e acredito que essa escolha não seja vantajosa, pois é difícil realizar uma viagem dessas, sendo mais benéfico tentar aproveitar o máximo enquanto estiver percorrendo a Rota (meu ponto de vista). A forma mais eficaz em cortar gastos seria também passar menos dias na viagem. Barreirinhas x Santo Amaro Acredito que esse é um dilema com que a maioria das pessoas que planeja a viagem se depara (e mais uma vez muito pessoal a análise). Cada local tem seus pontos fortes e fracos em relação ao outro. - Santo Amaro: (+) Lagoas muito mais acessíveis; Lagoas mais bonitas; várias opções personalizáveis de passeios (particular, principalmente de quadriciclo); ainda não há “excesso” de turistas por lá; (-) Poucas opções de pousadas, possuindo ainda preços ligeiramente mais altos; sem opções de entretenimento à noite; turismo menos organizado; - Barreirinhas: (+) Muitas opções de hospedagens; turismo mais organizado; a orla é um bom lugar para comer e bater um papo à noite; (-) passeios fechados; acesso aos lençóis distante, demorando aproximadamente 1h para se chegar nas dunas sobre as caminhonetes no “balança-balança”; poucas lagoas quando comparado à Santo Amaro; No meu ponto de vista é muito interessante conciliar a ida as duas cidades, pois, apesar de as lagoas serem mais acessíveis e bonitas pelo lado de Santo Amaro, o Circuito da Lagoa Bonita é muito belo, possuindo dunas bem mais altas, complementando assim a admiração aos lençóis. Tempo de viagem A minha passagem pela Rota teve as seguintes estadias: - São Luís: 2 noites; - Santo Amaro: 2 noites; - Barreirinhas: 3 noites; - Parnaíba: 1 noite; - Barra Grande: 2 noites; - Jericoacoara: 2 noites; - Canoa Quebrada: 2 noites; - Fortaleza: 1 noite; A escolha dos lugares que irá e quantos dias permanecerá é muito pessoal, cada um avalia o que valoriza mais para decidir essa questão. Entretanto devo enfatizar que as três “localidades comerciais” da Rota das Emoções (Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba e Jericoacora) são essenciais para se visitar. Mesmo assim deixarei o meu ponto de vista (rsrs): de todos lugares que passei, o mais dispensável foi São Luís, sendo interessante ficar apenas uma noite por lá, ou, se conciliar o horário de chegada do voo, ir no mesmo dia para Santo Amaro/Barreirinhas (porém essa opção é mais cansativa). Na minha viagem eu retiraria um dia de São Luís e um de Barreirinhas (o passeio para atins não acrescentou muito), para poder acrescentá-los a Jericocoara (três noites lá acredito ser o ideal) e Fortaleza (para ir ao Beachpark). Se não tiver oportunidade de fazer passeio de quadriciclo em outro local, acredito ser muito interessante fazer o passeio para os Pequenos Lençóis em Barreirinhas (por sorte deu para encaixar o passeio nessa modalidade em Canoa Quebrada). Se o viajante possuir menos dias e tiver que cortar algo, acredito ser mais interessante não ir a Canoa Quebrada do que diminuir a estadia nas outras localidades (já se gasta muito tempo nas locomoções e cortar dias significaria cortar passeios interessantes). Apesar de Barra Grande não possuir alguma beleza natural chamativa (como os Lençóis, o Delta ou Jeri), achei muito válido a passagem por lá, pois o local é muito calmo e aconchegante (depois de passar uns dias nos Lençóis subindo e descendo dunas, é bom ter um pouquinho de sossego, rsrs) e logisticamente fica muito bem localizado entre Parnaíba e Jeri, sendo fácil de intercalar no percurso. Se for em casal acho ainda mais apelativo passar por lá, pois o charme do local é encantador. DICAS RÁPIDAS: - Santo Amaro: há sinal telefônico apenas da Claro e Oi; - Falta espaço na mochila? Descarte o tênis! Utilizei apenas nas viagens de avião. E apenas uma calça jeans é suficiente; - Protetor solar e óculos escuro são essenciais! E de preferência um modelo de óculos mais fechado para evitar que o vento jogue areia nos olhos pelas laterais; - Perfil principal dos turistas que observei na Rota: casais adultos. Apenas Jeri que distoava um pouco, tendo viajantes de todos perfis; - As pousadas em Santo Amaro nos finais de semana e feriados prolongados lotam. Muitos moradores de São Luís vão passar esses dias lá. Dessa forma é aconselhável realizar as reservas com antecedência; - Depois de Santo Amaro todas as hospedagens foram negociadas no balcão. Esse atitude permitiu economizar e tornou a viagem bem mais flexível, podendo estender ou encurtar a estadia de acordo com o gosto. Mas claro que em alta temporada pode ser mais arriscado adotar tal postura; - Atente para os transportes entre cada cidade que irá. Esse é um dos pontos de maior desafio da viagem, pois muitas vezes será necessário alterar o que deseja fazer a fim de conciliar passeios com translados, evitando "perder" algum dia; - É clichê mas merece ser falado: a beleza dos cenários presentes nessa viagem é muito maior do que a percebida nas fotografias capturadas;
  3. 1 ponto
    Neste relato vou contar a viagem feita de carro em Fevereiro/2017 com minha namorada Ariadine para Uruguai, Argentina e Chile. Nossa vontade de fazer essa viagem de carro surgiu em meados de 2015, mas como nós dois trabalhamos só temos as férias para passar um tempo viajando. O "problema" é que nas férias a gente sempre encontrava uma passagem de avião barata ou um lugar diferente para ir e acabamos postergando essa viagem, que finalmente em 2017 conseguimos fazer. Países visitados: Brasil - Uruguai - Argentina - Chile Distância percorrida aproximada: 9.211,4km Duração: 28 dias Veículo: Kia Sportage Maior distância em um dia: 968,6km (Santa Fé - Carazinho) Média geral de consumo: 10,78km/l Gasolina mais barata: Bariloche, equivalente a R$2,86/litro Gasolina mais cara: Punta del Este, equivalente a R$5,21/litro Quando se lê relatos de viagem muito se fala em equipamentos obrigatórios do veículo: cambão, dois triângulos, lençol branco, kit de primeiros socorros... Antes da viagem pesquisei muito e encontrei algumas informações para me embasar, incluindo a lei de trânsito argentina. De acordo com a lei, só é obrigatório triângulos (no plural) e extintor de incêndio. Levamos apenas dois triângulos e o extintor e em nenhum momento nos pediram. Dizem também que no Chile é proibido insulfilm mas não pesquisei a fundo, estava mais preocupado mesmo com a argentina. O carro tem película escura (exceto na frente) e não tivemos nenhum problema, mas no Chile fomos "parados" apenas nas fronteiras. Como gostamos muito de acampar, priorizamos ficar em campings sempre que possível, unindo o útil ao agradável: acampar e economizar com hotel e refeições. As exceções foram as grandes cidades (Montevidéu, Buenos Aires e Santiago), cidades onde não achamos camping (Santa Fé), quando estávamos muito cansados para armar barraca (Pelotas, Carazinho e Curitiba na volta) e quando tivemos contratempo com o camping (Urubici). Durante o planejamento foi bastante difícil encontrar informações dos campings, então tentei detalhar ao máximo no relato para outros que queiram fazer a mesma viagem. Antes de sairmos, com algum custo, conseguimos o telefone de todos os campings e ligamos em todos eles pelo menos confirmar que existem e estariam abertos. Além disso pesquisei bastante e consegui a coordenada de todos. Alguns divulgavam as coordenadas, outros peguei pelo endereço com a ajuda do Google Maps e outros mal tem endereço, coisa muito comum de acontecer com camping que comumente estão localizados em locais afastados (exemplo: Sair na saída X, atravessar a ponte Y e seguir placas). Fica muito difícil chegarmos na cidade sem conhecer nada e cansados, encontrar o camping apenas com as poucas indicações que alguns passam. Foi essencial perder um tempo anotando a coordenada de todos, mas no final deu certo e ajudou muito. Todos os campings, hotéis e motéis que ficamos estão descritos no relato de cada dia. Dentro do Brasil usávamos sempre o Waze e fora do Brasil para evitar gastos com roaming e com um chip local usávamos bastante o HERE Maps, que permite baixar mapas off-line. Algumas vezes quando tínhamos wifi programávamos o Google Maps com a rota do dia, e mesmo sem conexão ele continua indicando a rota (mas não recalcula). Nesta primeira viagem de carro tínhamos a vontade de parar nas capitais (Montevidéu, Buenos Aires e Santiago) e também em Santa Fé (Argentina), cidade onde morei entre meus três e seis anos de idade. Depois de termos feito a viagem vimos que o que nós gostamos mesmo é de acampar e cidades pequenas. Em uma próxima viagem vamos tentar evitar ao máximo essas cidades, já que em cidades menores tudo é mais simples, sem trânsito e sem necessidade de reservar hotel, podendo mudar os planos a qualquer hora e ficar mais ou menos dias em algum lugar. O planejamento original era: São Paulo/SP Curitiba/PR Urubici/SC (para passar pelas serras do Corvo Branco e Rio do Rastro) Pelotas/RS Punta del Este (Uruguai) Montevidéu (Uruguai) Buenos Aires (Argentina) via terrestre Bahia Blanca (Argentina) Neuquén (Argentina) Bariloche (Argentina) Puerto Octay (Chile) Chillan (Chile) Santiago (Chile) Mendoza (Argentina) Santa Fe (Argentina) Foz do Iguaçu/PR São Paulo/SP Poucos dias antes da viagem vi que o valor do Buquebus ficou aceitável e decidimos ir de Buquebus (balsa) de Colonia del Sacramento até Buenos Aires, evitando rodar em torno de 500km. Durante a viagem percebi ter reservado o Airbnb de Santiago para os dias errados, então acabamos mudando os planos e ficamos um dia a mais em Chillan e Mendoza, reduzindo Santiago. No final da viagem, quando saímos de Santa Fé, recebemos uma multa inesperada por uma lâmpada queimada no farol. Acabamos mudando os planos no meio do dia e cortamos Foz do Iguaçu, indo de Santa Fé para Carazinho/RS e de lá para Curitiba/PR. Todos esses acontecimentos estão descritos no relato abaixo. Nosso trajeto realizado foi o seguinte: Os gastos ao final de cada relato consideram apenas despesas relacionadas a transporte e hospedagem, já que o resto dos gastos (alimentação e compras) é muito particular. Muitas vezes fizemos comida no nosso fogão e tivemos gastos que outros não teriam, como supermercados e lembranças. De qualquer maneira tentei colocar no texto os restaurantes que comíamos e o valor gasto. Quando indicado "câmbio" é porque fizemos câmbio naquele dia, com a taxa indicada. Os valores estão descritos em moeda local ($). Em alguns momentos uso UYU para indicar pesos uruguaios, ARS peso argentino e CLP peso chileno. O horário também está descrito em horário local. Quando cruzamos do Brasil para o Uruguai voltamos 1h no relógio (Brasil estava em horário de verão) e quando entramos no Brasil na volta não teve mudança, já que o horário de verão tinha acabado e nenhum dos países que passamos estavam em horário de verão. ===================================================================================================== 28/01/2017 (sábado) - São Paulo/SP para Curitiba/PR Saída de SP: 08:13 Chegada em Curitiba: 13:40 Km inicial: 0 Km final: 475,8 Km rodados: 475,8 Depois de carregar todo o carro saímos, como sempre depois do planejado. A estrada não tem muito segredo, sempre duplicada (exceto Serra do Cafezal) e com boas condições. Pegamos a serra tranquila, tomamos café no Posto Fazendeiro (altura de Miracatu) e seguimos para Curitiba. Almoçamos no BBQ em Casa, que estávamos querendo conhecer faz um tempo. Ficamos no No Sol Camping, que fica a 17km do centro, no caminho para Campo Largo. A área da propriedade é muito grande e conta com piscina, campo de futebol e churrasqueira além de um salão grande utilizado para eventos. No camping não existe muita sombra para barracas, mas a oferta de tomadas e postes de luz era ok. O banheiro fica um pouco longe da barraca dependendo de onde você decide ficar, mas era muito limpo e grande, com banheiros separados para homens e mulheres. Éramos os únicos com barraca e além de nós estavam lá entre 5 a 10 motorhomes e trailers. Tinha wifi mas acabamos não pegando a senha. O sinal de celular dentro do camping era precário, mas na estrada que dá acesso ao camping já funciona bem. Depois de montar a barraca reparamos que estava muito quente e seria difícil dormir naquela noite e em outros lugares durante nossa viagem. Depois de perambular pela cidade encontramos ventilador USB para venda na Kalunga. Foi uma ótima aquisição e usamos bastante em toda a viagem. Abastecemos, jantamos na La Piazza que é um rodízio de pizza que sempre gostamos muito e voltamos ao camping para dormir. Durante a noite choveu e a barraca aguentou sem problemas. Abastecimento Curitiba/PR: Shell - R. Des. Westphalen x Av. Pres. Getúlio Vargas Gasolina comum R$ 3,470/litro Média: 10,05 km/l Hospedagem: Camping No Sol R$ 35 por pessoa Telefones: (41) 3649-4393 / (41) 99280-9892 Estrada da Riviera, 12, Campo Largo/PR -25.436250, -49.397545 Gastos do dia: R$ 19,90 Pedágios R$ 157,57 Abastecimento R$ 70,00 Camping Curitiba Início da Serra da Graciosa (parada só para fotos mesmo, já que queríamos chegar logo em Curitiba) ===================================================================================================== 29/01/2017 (domingo) - Curitiba/PR para Urubici/SC Saída de Curitiba: 09:50 Chegada em Urubici: 16:30 Km inicial: 475,8 Km final: 940,1 Km rodados: 464,3 Acordamos com chuva às 07:00 ainda com chuva, que logo parou. Desmontamos a barraca e arrumamos as coisas em uma área com piso coberto, para que pudéssemos secar os panos da barraca. Nesse tempo acabei esquecendo o contato do carro ligado com o farol aceso. Na hora de ir embora a surpresa: o carro ficou sem bateria. Fui até a portaria e conversei com o caseiro, que disse que o dono de um dos motorhome era mecânico e deveria ter cabo de chupeta, mas todos estavam dormindo ainda. Ele conseguiu emprestado o carro de uma mulher que mora lá e fizemos chupeta com um fio rígido. Na hora o carro ligou e finalmente pudemos ir embora. Abastecemos na altura de Itajaí em um posto aparentemente confiável e com gasolina barata, almoçamos no Madero que fica em Itapema. Estrada duplicada em todo o caminho e com muito sol. Começamos a subida para Urubici em uma estrada com pista simples, pegamos chuva muito pesada por uns 10 minutos e depois melhorou. Passando pela avenida principal da cidade compramos pão em uma padaria, para que pudéssemos sair cedo no dia seguinte. Fomos até o Camping Arroio do Engenho que fica no final de uma estrada de terra com uns 5 km. Ao chegar no camping ele estava fechado com uma corrente, e encontramos um alemão viajando em um Fox (brasileiro) que estava esperando alguém aparecer. Entramos a pé no camping, bati palma em algumas casinhas de madeira dentro da propriedade, mas não encontrei ninguém. Por telefone a dona havia me informado que estaria aberto, e se chegasse de noite o filho dela poderia abrir o portão. Enquanto estávamos procurando alguém começou a cair uma chuva forte, corremos para o carro e voltamos ao centro da cidade. Encontramos o Zeca's Hotel inaugurado há 4 meses, com as instalações muito novas, TV a cabo e café da manhã. Fizemos janta no quarto do hotel com nosso fogão portátil e assistimos séries no computador antes de dormir. Abastecimento Itajaí/SC: BR 101 (Posto Dubai) Gasolina comum R$ 3,499/litro Média: 11,99 km/l Hospedagem: Zeca's Hotel R$ 140 Telefones: (49) 3278-4501 / (49) 3016-2445 Av. Adolfo Konder, 522, Urubici/SC -28.011392, -49.591054 Gastos do dia: R$ 9,20 Pedágios R$ 69,21 Abastecimento R$ 140,00 Hotel Urubici Entrada da cidade de Urubici ===================================================================================================== 30/01/2017 (segunda) - Urubici/SC para Pelotas/RS Saída de Urubici: 11:20 Chegada em Pelotas: 21:00 Km inicial: 940,1 Km final: 1670,3 Km rodados: 730,2 Tomamos café da manhã no hotel e saímos às 09:00 para passeio na Serra do Corvo Branco. Novamente, mais tarde do que gostaríamos. A serra estava bem vazia e deu para tirar boas fotos. O caminho é por uma estrada de asfalto muito bem conservada e que depois vira estrada de terra. Lugar muito bonito, a "garganta" de pedra que fica na parte de cima da serra impressiona. Voltamos às 11:20 para Urubici, abastecemos e pegamos a estrada sentido Serra do Rio do Rastro, seguindo a caminho de Pelotas que seria o destino final. Como de costume pegamos muita neblina na Serra do Rio do Rastro, mas sem chuva. Paramos em alguns mirantes para tirar fotos e seguimos em pista simples sentido Criciúma procurando um lugar para almoçar, estava ficando tarde e complicado de encontrar algum lugar com comida (e não lanche) para comer. Paramos às 14:00 um pouco antes de Criciúma em um posto com um restaurante por kg, que estava começando a fechar. Depois do almoço seguimos pela BR101 em pista duplicada até Osório onde pegamos a BR290 também duplicada para Porto Alegre, que neste trecho é conhecida como Freeway. Depois de Porto Alegre seguimos pela BR290 para Eldorado do Sul, onde abastecemos. A partir daí seguimos pela BR116 em pista simples até Pelotas, mas com muitas retas e boas chances de ultrapassagens. Entramos na cidade de Camaquã para jantar, mas não encontramos nenhum lugar aberto, então seguimos até Pelotas onde chegamos às 21:00, comemos no Mc Donalds e seguimos para o Motel Arizona. Escolhemos ficar em motel para economizar o dinheiro de um hotel já que seria só para passar a noite. Com o pernoite iniciando às 21:30 e saída até 12:00 ele foi perfeito para nossas necessidades. No final da viagem, em Carazinho, devido a mudança de planos acabamos ficando em outro motel. Abastecimento Urubici/SC: Ipiranga - Av. Natal Zili x Av. Rodolfo Anderman Gasolina comum R$ 3,865/litro Média: 9,32 km/l Abastecimento Guaíba/RS: Shell - BR 116 (Posto Spolier 3) Gasolina comum R$ 3,699/litro Média: 11,70 km/l Hospedagem: Motel Arizona R$ 108 Telefones: (53) 3223-1416 / (53) 3223-4142 Av. 25 de Julho, 101, Pelotas/RS -31.728694, -52.345861 Gastos do dia: R$ 31,40 Pedágios R$ 262,55 Abastecimentos R$ 108,00 Motel Pelotas Serra do Corvo Branco ===================================================================================================== 31/01/2017 (terça) - Pelotas/RS para Punta del Este/Uruguai Saída de Pelotas: 08:50 Chegada em Punta del Este: 14:50 (-1) Km inicial: 1670,3 Km final: 2170,3 Km rodados: 500,0 Tomamos um café da manhã simples no motel e pegamos a BR471 sentido Chuí, com parada para abastecimento em Taim, já que talvez não conseguiria chegar até o Chuí. A BR471 depois de Rio Grande tem muitas retas com 10, 25 e até 40km de distância e seu trajeto é todo em pista simples, mas com muitas oportunidades de ultrapassagem. Entre Rio Grande e Chuí vimos uns três postos de gasolina na estrada, então durante toda a viagem sempre que chegava em meio tanque eu ficava atento para abastecer caso não soubesse que mais à frente teria alguma cidade maior. Chegamos no Chuí às 12:00, abastecemos para evitar o abastecimento no Uruguai e procuramos um restaurante para almoçar, acabamos parando em um restaurante por kg simples, mas com uma boa comida (R. Chile, entre R. Bolivia e R. Colombia). Já no lado brasileiro do Chuí o celular entrou em roaming pegando sinal da Claro Uruguai e também era possível ver vários estabelecimentos com placas em espanhol e carros com placas uruguaias. Depois de algumas fotos nas sinalizações de saída do Brasil e entrada no Uruguai (que pelas placas descobrimos que se chama República Oriental do Uruguai) chegamos na fronteira às 13:00. A estrada obrigatoriamente passa por dentro da fronteira brasileira e uruguaia, separadas por uma distância de poucos km. No Brasil não é necessário dar saída das pessoas e nem do veículo, mas no Chuí é necessário estacionar, ir até o guichê e fazer o procedimento de entrada. Foi solicitado o passaporte e documento do carro. O oficial apenas carimbou nossos passaportes, mas não entregou nenhum papel para a entrada do veículo. Voltamos ao carro e ao passar pela fronteira o oficial que fica na rodovia pediu o documento do carro, perguntou se eu mesmo era o dono (sem conferir meu documento) e estávamos oficialmente dentro do Uruguai. Em nenhum momento nós ou o carro foi revistado e todo o processo levou menos de cinco minutos. As estradas que nos levaram até Punta del Este também era em pista simples. Em certo momento choveu bem forte por uns 20 minutos acumulando água no caminho formado pelos carros, fazendo aquaplanar diversas vezes. Nosso caminho até o Camping San Rafael foi pelas Rutas 9, 104 (via Manantiales) e 10. Chegamos no camping às 14:50. Durante grande parte da viagem o Brasil estava em horário de verão, então ao entrar no Uruguai voltamos os relógios em uma hora. Montamos a barraca e saímos para passear. Apesar da garoa que caía, achamos a cidade muito bonita com seus grandes e modernos prédios e o imponente Conrad Casino. Fomos até o monumento La Mano (ou Los Dedos) que é uma escultura de cinco dedos gigantes enterrados na areia e conseguimos estacionar uma vaga na orla com certa facilidade. Aproveitamos a proximidade com um centro comercial e trocamos dinheiro, já que entramos no Uruguai com poucos pesos uruguaios trocados no Brasil apenas para pedágio. Visitamos também o farol de Punta del Este e a Paróquia La Candelaria que fica em frente. Encontramos um motorhome alemão estacionado em frente ao farol. Em torno das 18:00 voltamos ao camping, que é muito bem estruturado com cartão para abrir a cancela, salão de jogos, máquinas de lavar e secar (pagas a parte), tanques e banheiros com inúmeros chuveiros e água quente. O valor do camping é cobrado em dólares, mas eles também aceitavam reais, de acordo com a conversão usada por eles no dia. Preferimos pagar em reais. Tomamos banho no camping, e já que estava chovendo fizemos janta embaixo do avanço da barraca e dormimos com a chuva. Um fato curioso é que durante o dia pegamos uma via com velocidade máxima de 45 km/h. Abastecimento Taim/RS: Rodoil - BR 116 Gasolina comum R$ 4,149/litro Média: 11,06 km/l Abastecimento Chuí/RS: Ipiranga - R. Argentina x R. Chile (Posto Buffon) Gasolina comum R$ 4,099/litro Média: 12,87 km/l Hospedagem: Camping San Rafael US$ 22 por pessoa, US$ 2 por carro (alta temporada). Consultar outras tarifas no site http://www.campingsanrafael.com.uy Telefone: (+598) 4248 6715 Av. Aparício Saraiva, s/n, Punta del Este/Uruguai -34.914690, -54.884503 Gastos do dia: R$ 10,70 Pedágios R$ 177,38 Abastecimentos R$ 84 Camping Punta del Este Câmbio: taxa: 8,70 pesos uruguaios por real Primeira fronteira! E foi aí que descobrimos que o Uruguai se chama República ORIENTAL do Uruguai ===================================================================================================== 01/02/2017 (quarta) - Punta del Este (Uruguai) para Montevidéu (Uruguai) Saída de Punta del Este: 10:00 Chegada em Montevidéu: 15:00 Km inicial: 2170,3 Km final: 2321,4 Km rodados: 151,1 Acordamos cedo, desmontamos a barraca e arrumamos as coisas, fizemos o pagamento do camping e saímos em direção à Casapueblo, que fica a 20 minutos do centro da cidade. Fiquei com medo de não conseguirmos rodar todo o Uruguai com o combustível abastecido no Chuí e preferi abastecer o quanto antes, ainda no caminho da Casapueblo, para a facada não ser tão grande caso deixasse para abastecer mais a frente. No Uruguai a gasolina é chamada de nafta e a comum se chama Super. Eles também tem a Premium, equivalente da nossa aditivada. Apesar de muitos carros parados na estreita rua, não foi difícil encontrar uma vaga para estacionar e visitar a Casapueblo, que cobra 240 pesos uruguaios ou 30 reais por pessoa para visitação. Com a cotação que conseguimos na troca dos reais, valeu mais a pena pagar a entrada em pesos. O lugar tem uma boa vista do mar e sua construção é muito bonita e interessante. Conta com exposição e venda de algumas obras do artista Carlos Páez Vilaró e também mostra a história da Casapueblo. Terminamos a visitação às 11:40 e fomos tirar fotos no mirante que fica logo a frente, no término da avenida e tem vista para toda a orla de Punta del Este. Ficamos em dúvida sobre comer em Punta del Este (teríamos que procurar algo e provavelmente não seria muito barato) ou em Montevidéu (chegaríamos um pouco tarde para almoçar) e decidimos cozinhar ali mesmo. Tiramos do porta malas nossa mesa, banquinhos, fogão e cozinhamos arroz, feijão e seleta de legumes naquela bela paisagem. Como tinha muito vento, o gás do nosso fogão (que já tinha feito uma refeição em outra viagem além da janta em Urubici) acabou e abrimos um novo (o segundo da viagem). Terminamos o almoço às 13:00 e seguimos para Montevidéu pela Ruta Interbalneária que é duplicada. Nela pude reparar que quando o limite de velocidade é baixo para as condições da pista (60, 80 km/h) os locais não costumam respeitá-lo. Em Montevidéu pegamos um pouco de trânsito e por fim chegamos ao Hotel Ibis às 15:00. O checkin foi tranquilo e o quarto é padrão Ibis, com bom custo benefício principalmente pelo fato de que precisávamos de um hotel com garagem (custo de 5 USD por dia). Durante a tarde descansamos e pesquisamos onde jantaríamos. Encontramos pelo TripAdvisor, que foi muito útil durante toda a viagem, o restaurante La Pulperia que serve carnes assadas na parrilla. O lugar é pequeno e bastante simples, com mesas na rua e balcão dentro. Fica em uma rua de bairro, então é fácil estacionar. Pedimos meio Entrecot e meio Ojo de Bife acompanhados de provolone assado e batatas fritas. A comida é muito boa, muito bem servida e com um ótimo preço comparado à média que vimos na cidade. Importante chegar cedo porque às 20:00 já está com fila de espera. Voltamos ao hotel, assistimos séries e dormimos. Abastecimento Punta del Este: ANCAP - Zelmar Michelini x Av. Roosevelt Nafta Super $ 45,90/litro Média: 9,72 km/l Hospedagem: Ibis Montevidéu US$ 52,50 + US$ 5 garagem (por dia) Telefone: (+598) 2413 7000 Calle La Cumparsita 1473, Montevidéu/Uruguai -34.914439, -56.182385 Gastos do dia: R$ 134,65 Abastecimento (1185 UYU) R$ 54,55 Casapueblo (2 pessoas) (480 UYU) R$ 18,20 Pedágios (160 UYU) US$ 115 Hotel Montevidéu Câmbio: taxa: 8,80 pesos uruguaios por real Camping em Punta del Este ===================================================================================================== 02/02/2017 (quinta) - Montevidéu (Uruguai) Km inicial: 2321,4 Km final: 2327,1 Km rodados: 5,7 Saímos do hotel às 10:00 caminhando pela rambla (avenida da orla) até a R. Colón sentido Mercado del Puerto. Na esquina com a R. Reconquista compramos empanadas e doces na padaria, já que não costuma valer a pena pagar pelo café da manhã do Ibis. Do Mercado del Puerto fomos andando pela R. Sarandí e chegamos até a Catedral Metropolitana de Montevidéu e Plaza Constitución. Algumas ruas para baixo passamos em frente ao Teatro Solis e subimos para a Plaza Independencia, onde fica a Puerta de la Ciudadela, Palácio Esteves e Palácio Salvo. Sentamos próximo do meio-dia para procurar no TripAdvisor algum lugar para almoçar e encontramos ali perto a lanchonete Futuro, que fica na R. Ciudadela, 1188. Por fora não aparenta ser um lugar bom, e para ajudar ainda não tinha nenhum cliente. Decidimos dar uma chance ao lugar e entramos para ver o cardápio. Eles servem lanches (os famosos chivitos) e hambúrgueres. Pedi um chivito e minha namorada um hambúrguer, ambos acompanhados de batatas assadas com maionese, cebola e ervas. Toda a comida estava ótima e acabamos almoçando por um bom preço. Subimos novamente até a Plaza Independencia, seguimos na Av. 18 de Julio, entramos em algumas lojinhas e fomos até a Fonte dos Cadeados, que fica na esquina com a R. Yi. Descemos a R. Santiago de Chile até o hotel, onde chegamos em torno das 15:00. Descansamos e saímos para jantar no La Pulperia, de novo, de tão bom que achamos. Desta vez pedimos um Entrecot grande com duas batatas assadas (papas al plomo) e vinho da casa. Como esperado, a comida estava muito boa. Chegamos às 19:30 e já não tinham lugares nas mesas externas, acabamos sentando no balcão do lado de dentro. Nesta noite a rambla estava muito congestionada e cheia de pessoas, possivelmente por causa do dia de Iemanjá. Plaza Independencia ===================================================================================================== 03/02/2017 (sexta) - Montevidéu (Uruguai) para Buenos Aires (Argentina) Saída de Montevidéu: 08:50 Chegada em Buenos Aires: 22:00 Km inicial: 2327,1 Km final: 2527,9 Km rodados: 200,8 Fizemos checkout logo pela manhã e compramos algumas coisas no mercado ao lado do hotel para comermos durante a travessia no Buquebus e logo pegamos a Ruta 1 para Colonia del Sacramento. A cidade de Colonia del Sacramento é bem pequena e lembra muito cidades históricas do Brasil, como Paraty com suas ruas de paralelepípedo. Como chegamos perto do horário do almoço, fizemos apenas um passeio de carro mesmo até parar para almoçar no Carrito de Lo Marcos, que achamos no TripAdvisor. É basicamente um trailer adaptado para lanchonete, onde o proprietário construiu em volta um terraço para colocar as mesas e geladeiras. A comida é boa e barata. Depois do almoço estacionamos o carro na 18 de Julio esquina com Ituzaingó e saímos a pé para conhecer o centro da cidade. Andamos em praticamente todo o centro e pontos turísticos principais em meia hora, as poucas atrações da cidade estão todas agrupadas no centro facilitando bastante o roteiro. Voltamos ao carro e fomos até o Colonia Shopping, que na verdade é mais uma galeria. Passeamos pelo mercado, usamos o wifi e ficamos enrolando aguardando a hora do embarque do Buquebus que nos levaria até Buenos Aires. Às 16:30 fomos ao porto, com certa antecedência, já que não sabíamos direito como funciona o procedimento de entrada no porto com o veículo e embarque. Chegando no Terminal Fluviomarítimo (localizado em -34.473014,-57.843714) pedi orientações ao guarda da portaria e seguimos as placas "Embarque de Vehiculos" que fazem você dar a volta no terminal até chegar na parte de trás do prédio, restrita para carros apenas. Estacionamos o carro próximo da entrada da balsa e fomos a pé até o terminal, seguindo as placas "Checkin". O processo todo é muito simples e similar ao embarque em um aeroporto: passamos no balcão de checkin e entregamos as documentações, nos dirigimos para a fila do raio X e logo em seguida chegamos na imigração, que conta com oficiais uruguaios para registrar a saída e argentinos, que já registram a entrada na Argentina. Todo este processo não levou mais do que 15 minutos. Depois da sala da imigração basta seguir as placas "Embarque de pasajeros y conductores" para subir na sala de embarque e aguardar. Os motoristas são chamados mais ou menos 1 hora antes da saída da embarcação, pelo sistema de som, enquanto os outros passageiros e acompanhantes devem aguardar na sala de embarque. Os motoristas são encaminhados aos seus veículos e podem entrar no estacionamento da embarcação assim que liberado e orientado pelos funcionários. Ao estacionar na embarcação é necessário subir pela escada ou elevadores para o piso de passageiros e aguardar a entrada dos acompanhantes. A embarcação que nos levou pelo Rio de la Plata até Buenos Aires foi a Eladia Isabel, que tem capacidade oficial para 1200 passageiros, 130 carros, alcança velocidade máxima de 15 nós e foi construída em 1986, sendo a mais antiga da frota da Buquebus. A travessia de Colonia del Sacramento para Buenos Aires, nesta embarcação, leva pouco mais de 3 horas. O horário de saída da nossa embarcação era 18:41 e foi respeitado, saindo com atraso de 6 minutos apenas. No primeiro andar, em cima do estacionamento, está localizado o freeshop e uma área reservada para quem adquiriu bilhetes na classe executiva. O segundo andar conta assentos normais em grande parte do andar, além da lanchonete e algumas mesas. Na parte traseira deste andar existe uma área mais reservada, fechada com portas de vidro, destinada aos bilhetes comuns. O terceiro andar é apenas o terraço da embarcação, que proporciona um bonito pôr do sol. A embarcação não tem nenhuma opção de entretenimento, então recomendo que levem livros, filmes e músicas para passar o tempo. Durante a viagem comecei a ler o livro Sully, que ganhei de presente da minha namorada e conta a história do Comandante Sullenberger que pouso o avião em emergência no Rio Hudson, em NY, depois de perder os dois motores durante a decolagem. Enquanto estávamos planejando o roteiro, entre 6 a 8 meses antes da partida, o valor da travessia estava bastante caro (não me lembro ao certo, talvez em torno de R$ 1000) e por isso o planejamento inicial seria fazer a travessia por terra, cruzando a fronteira de Fray Bentos e percorrendo cerca de 470km. 10 dias antes da partida olhei por curiosidade os valores e estavam bem melhores, então mudamos os planos e fizemos a compra dos bilhetes diretamente no site da Buquebus. Alguns minutos antes da chegada os donos de veículos, desta vez junto com os acompanhantes, são chamados ao estacionamento para se prepararem para a saída. Ao chegar em Buenos Aires as rampas são abaixadas, os veículos liberados para saírem e entram na fila da aduana argentina. O oficial pediu apenas meu documento, o do veículo e seguro Carta Verde. Olhou rapidamente as malas do banco traseiro, o porta malas e depois de 10 minutos da chegada já estávamos andando nas ruas da capital argentina. Em Buenos Aires nos hospedamos em um apartamento alugado via Airbnb, localizado em Palermo e com garagem, que era essencial para nós. Durante o caminho para o apartamento conseguimos wifi e avisamos o dono que estávamos chegando. Nos encontramos no local e ele mostrou todo o apartamento, que fica em um prédio antigo (como todos os outros). Hospedagem: Apartamento reservado pelo Airbnb R$ 841 (4 noites) Gastos do dia: R$ 18,20 Pedágios (160 UYU) R$ 375,78 Buquebus (2 pessoas + carro) (1679 ARS) R$ 841 Apartamento Buenos Aires Farol em Colonia del Sacramento ===================================================================================================== 04/02/2017 (sábado) - Buenos Aires (Argentina) Km inicial: 2527,9 Km final: 2549,2 Km rodados: 21,3 Saímos para passear às 10:00 e fomos caminhando até a estação Scalabrini Ortiz da Linha D. Compramos o cartão SUBE (25 pesos) necessário para usar o transporte público (um cartão pode ser usado por várias pessoas) e já carregamos com crédito para quatro viagens (7,50 pesos cada). É importante ficar atento ao entrar nas estações pois a entrada de algumas estações serve apenas um sentido da linha, não tendo passagem interna para o outro lado da plataforma. Durante os dias que ficamos em Buenos Aires não vimos nenhuma escada rolante nas estações, que aparentam ser mais velhas e sujas do que em São Paulo. Descemos na estação Catedral, ao lado da Plaza de Mayo, e fomos caminhando até a Casa Rosada para a visitação que havíamos agendado para as 11:00. Acabamos conseguindo entrar na turma das 10:45. A visitação dura em torno de uma hora, é grátis, em espanhol e muito informativa. Durante a visitação somos levados por diversos salões da Casa Rosada, incluindo o gabinete da presidência, e o guia explica a origem dos lustres, palmeiras, ladrilhos, etc. Depois da visita fomos até a Calle Florida fazer câmbio em um local previamente escolhido e pelo TripAdvisor fomos almoçar no Capataz, que fica na Maipu 529. O lugar estava um pouco vazio mas a comida é boa, comemos um Mini Chorizo, nhoque com molho branco e um litro de Quilmes por 360 pesos. Depois do almoço continuamos caminhando pelos pontos que tínhamos anotado; fomos ao Obelisco, Teatro Colon, Galerias Pacifico, Falabella e Plaza San Martin. Durante o passeio paramos em um dos quiosques 25h e compramos alfajores, gostamos muito dos alfajores da marca Cachafaz. Para a janta fomos de carro até um lugar muito bem recomendado no TripAdvisor mas ao passar na frente vimos que estava cheio. Fomos então até a Corrientes e jantamos na Pizzaria La Rey. Pedimos uma promoção, que incluía uma pizza grande napolitana e duas bebidas por 299 pesos. O lugar é muito grande, com atendimento rápido, comida saborosa e preço justo. Gastos do dia: R$ 10,60 Metrô (25 ARS cartão SUBE + 30 ARS quatro passagens) Câmbio: taxa: 5,20 pesos argentinos por real Casa Rosada Obelisco ===================================================================================================== 05/02/2017 (domingo) - Buenos Aires (Argentina) Km inicial: 2549,2 Km final: 2549,2 Km rodados: 0 Saímos para passear às 10:00 e novamente fomos caminhando até a estação Scalabrini Ortiz. Carregamos o cartão SUBE com quatro passagens, fomos mais uma vez até a estação Catedral, a mais próxima do Puerto Madero onde iniciaríamos nosso passeio no dia. O metrô serve bem os pontos turísticos, com exceção da feira de San Telmo e Caminito / La Boca, que não tem nenhum metrô por perto. Andamos até a Plaza de Mayo, passamos por trás da Casa Rosada e entramos no Puerto Madero. Andamos por um tempo no Puerto Madero em direção ao sul e em certo momento entramos em direção ao centro da cidade para chegar na feira de San Telmo, que acontece todos os domingos na Calle Defensa, no bairro de San Telmo. São várias banquinhas na rua que vendem artesanato, camisetas, incensos e petiscos. Na rua algumas lojas e galerias de arte também ficam abertas. O planejamento inicial seria andar até o Caminito, evitando andar de ônibus, mas o clima estava muito ruim com vento forte e alternando entre garoa forte e chuva. Acabamos almoçando ali mesmo, no restaurante La Continental e pagamos 218 pesos por duas massas e bebidas. Voltamos para o apartamento de Uber (a outra opção seria andar de volta até a estação Catedral), que custou 90 pesos por uma viagem de 20 minutos e 8km. Para a janta, mais uma vez por recomendação do TripAdvisor, fomos a pé em uma lanchonete chamada Guimpi V, aberta desde 1984. O lugar trabalha basicamente com delivery de empanadas e pizzas e tem pouquíssimos lugares para comer no balcão. Foi a melhor empanada que comemos durante toda a viagem! Eles tem empanadas de presunto e queijo, espinafre, cebola e queijo, frango, queijo roquefort, carne, entre outas. Todas são ótimas e cada uma, independente do sabor, custa 20 pesos argentinos. Gastos do dia: R$ 5,80 Metrô (30 ARS quatro passagens) Puerto Madero / Puente de la Mujer ===================================================================================================== 06/02/2017 (segunda) - Buenos Aires (Argentina) Km inicial: 2549,2 Km final: 2549,2 Km rodados: 0 Saímos em torno das 11:00 para o último dia de passeios em Buenos Aires. Novamente fomos até a estação Catedral, andamos pela Florida, fizemos câmbio e almoçamos no restaurante Santos Manjares na Calle Paraguay; uma milanesa e um ojo de bife com duas águas nos custou 360 pesos. O ojo de bife estava muito saboroso e o atendimento no geral foi bom. Compramos mais alfajores para estocar, fomos andando até o Café Tortoni e voltamos ao apartamento para arrumar as malas para a saída no dia seguinte. Jantamos novamente no Guimpi V, comprando empanadas "reserva" para almoçar no dia seguinte durante a viagem, evitando parar para almoçar. Gastos do dia: R$ 2,90 Metrô (15 ARS duas passagens) Câmbio: taxa: 5,20 pesos argentinos por real Vizinhança do apartamento ===================================================================================================== 07/02/2017 (terça) - Buenos Aires (Argentina) para Bahia Blanca (Argentina) Saída de Buenos Aires: 08:30 Chegada em Bahia Blanca: 15:30 Km inicial: 2549,2 Km final: 3190,9 Km rodados: 641,7 Saímos do apartamento às 07:50, abastecemos perto de San Telmo e finalmente pegamos a estrada, que já estávamos sentindo falta. Assim como a maioria das cidades grandes, a saída de Buenos Aires para a estrada é um pouco confusa e com bastante movimento, tendo que pegar diversas avenidas, elevados e estradas secundárias até estar de fato na estrada. Nossa saída foi pela Auto Pista (AU) 25 de Mayo, que vira AU Luis Dellepiane e AU Tenente General Pablo Richieri. Próximo ao aeroporto de Ezeiza saímos na AU Ezeiza - Cañuelas (que tem limite de 130km/h) até a cidade de Cañuelas, onde pegamos a RN3 até a cidade de Azul, RN226 até Olavarria, RP76 e finalmente a RP51 até chegar em Bahia Blanca. Entre a saída de Buenos Aires e a Ezeiza - Cañuelas passamos por três pedágios, sendo que em um deles o atendente mandou passar direto. A maior parte da viagem foi em pista simples, mas em boas condições. Logo depois da cidade de Azul a pista estava em obras, com muitas pedras soltas. Uma dessas pedras foi levantada pelo pneu do caminhão na nossa frente e voou direto no para-brisa, que trincou na hora. Terminamos a viagem com ele trincado e substituímos depois de voltar, pelo seguro, sem nenhum incômodo das polícias. Um fato curioso é que durante a viagem vimos uma placa indicando a distância de 2859km até Ushuaia. Por coincidência o odômetro parcial (total desde a saída de São Paulo) indicava exatamente 2859km rodados! Às 15:30 chegamos em Bahia Blanca, uma cidade grande em comparação com as pequenas cidades que passamos pelo caminho, e fomos direto ao camping, que fica próximo à rodovia, já na saída da cidade. Chegamos no camping sem problemas, conversamos com a dona para acertar os detalhes e montamos a barraca. Fomos andar nos arredores do camping, que fica na costa e é vizinho de um balneário, aparentemente é um clube da polícia ou algo do gênero. Infelizmente aquela parte da costa não tinha praia e sequer mar, apenas uma grande extensão de terra, como se fosse uma represa seca. A região em frente ao camping e ao balneário tem wifi, que aparenta ser do município, mas o funcionamento é muito precário e nas poucas vezes que conseguimos conectar mal conseguíamos enviar mensagens. O camping tem uma boa área para barracas, com sombras, tomadas, um banheiro feminino e um masculino. Fomos até um mercado atacadista próximo e compramos um engradado de água, já que as trazidas do Brasil acabariam em breve, e também hambúrguer congelado para a janta. Enquanto fazíamos a janta chegou uma Ford Ecosport argentina puxando um trailer e se juntaram a nós, outra barraca e um motorhome Ford Transit espanhol. O banho foi gelado apesar da dona dizer que o camping tinha água quente. Já que o dia estava agradável não fizemos questão de reclamar, mas dos campings que ficamos este era o que tinha a estrutura mais simples, pecando um pouco na limpeza e manutenção dos banheiros (ralo entupido, pia soltando da parede); em compensação foi o segundo mais barato que ficamos durante toda a viagem. Abastecimento Buenos Aires: Shell - Calle Paseo Colon, 849 x Calle Estados Unidos Nafta Super $ 18,85/litro Média: 8,95 km/l Abastecimento Azul: Esso - Ruta Nacional 3 Nafta Super $ 20,55/litro Média: 10,84 km/l Hospedagem: Camping Municipal Balneário Maldonado $20 por pessoa, $75 barraca, $35 carro Telefone: (+54) 291 4551614 RN3 sul, km 695 x Calle Charlone 4600 (seguir placas Balneário Maldonado), Bahia Blanca/Argentina -38.733434, -62.314545 Gastos do dia: R$ 22,11 Pedágios (115 ARS) R$ 259,60 Abastecimento (1350 ARS) R$ 28,85 Camping Bahia Blanca (150 ARS) Camping em Bahia Blanca ===================================================================================================== 08/02/2017 (quarta) - Bahia Blanca (Argentina) para Neuquén (Argentina) Saída de Bahia Blanca: 09:50 Chegada em Neuquén: 16:00 Km inicial: 3190,9 Km final: 3737,8 Km rodados: 546,9 Durante a noite acordamos em torno das 03:00 com chuva e ventos muito, muito fortes chegando ao ponto de deformar a barraca, sentíamos que ela estava "dobrando", mas mesmo assim aguentou firme, acordamos bem e o melhor: com a barraca seca! Isso nos economiza minutos preciosos pela manhã, evitando ter que secar o quarto e o teto antes de enrolar para guardar. Saímos do camping às 09:00 e entramos na cidade para abastecer e comprar comida em uma padaria para o café da manhã e almoço. Compramos doces ótimos, então vale a pena indicar a padaria que fica na Colon x Tierra del Fuego. Pegamos um pequeno trecho da RN3 para sair de Bahia Blanca e depois rodamos durante o dia todo pela RN22 que é praticamente uma reta só. Rodamos em torno de 250km com umas cinco curvas leves apenas. O caminho foi praticamente de estradas de mão simples, mas com boas condições. O limite era de 80km/h, mas excepcionalmente nesse dia rodamos a 120, 130km/h para chegar o quanto antes em Neuquén. Neste dia não passamos por nenhum pedágio, apenas uma barreira zoofitosanitária que na teoria serve para impedir a entrada de frutas, vegetais e produtos derivados de animais. Na prática o fiscal apenas olhou as malas no banco traseiro. Chegamos na capital da província de Neuquén às 16:00 e fomos em um Carrefour comprar salsicha para a janta e medialunas para o café da manhã e almoço do dia seguinte. Aproveitamos para recarregar nosso estoque de alfajor comprando alguns da própria marca do Carrefour. Saindo do Carrefour passamos pela cidade tentando algum wifi para avisarmos as famílias, mas sem sucesso pegamos o caminho do camping e chegamos às 16:40. O camping está localizado a 10km do centro da cidade de Neuquén, sendo boa parte do caminho em estrada de terra com pedras soltas. Enquanto estávamos planejando a viagem, ainda no Brasil, fiquei com certo medo pois este foi o camping que nós menos encontramos informações em relação à localização e endereço. Ele fica em uma via de terra, e como a maioria dessas vias, não tem um endereço certo. De acordo com as instruções encontradas na internet consegui encontrar ele no mapa e marcar a coordenada. Felizmente foi fácil de chegar com as coordenadas, apesar do GPS ter nos guiado por um caminho diferente do divulgado pelo camping. Ao chegar no camping nos deparamos com uma grande área descampada e uma portaria de madeira. Na portaria alguns avisos pediam para que fossemos até a provedoria, que é um misto de recepção com um minimercado. O caminho é intuitivo e depois de algumas centenas de metros conseguimos chegar. A área de camping é muito grande com bastante verde e sombras. No fundo do camping passa o Rio Limay que tem muita correnteza, mas é ótimo para um banho. Depois de chegar, como de costume montamos a barraca e ficamos uma hora no rio descansando, aproveitando a bela paisagem e tirando fotos. Preparamos o jantar, lavamos louça e 21:00 ao anoitecer tentamos tomar banho, mas todos os chuveiros estavam ocupados. Os chuveiros são aquecidos (e muito bem aquecidos, por sinal) a lenha então o horário de banho é das 20:00 às 22:00 apenas. Minutos depois conseguimos tomar banho sem problemas. Os banheiros são limpos e em grande quantidade. No camping estava um grupo de cinco barracas e algumas outras avulsas, mas em nenhum momento fomos incomodados por barulho. Enquanto escrevia este relato (08/2/2017 22:00), deitado antes de dormir em Neuquén, percebi que fiz a reserva do Airbnb de Santiago para as datas erradas. Nossa passagem por Santiago estava prevista para 14 a 18 de fevereiro, mas acabei fazendo a reserva entre 18 e 22 de fevereiro. Me dei conta quando estava lendo os e-mails que chegaram enquanto estávamos conectados em algum wifi e vi o dono do apartamento dizendo que estava tudo pronto para minha chegada no dia 18. Fiz a confusão porque na nossa planilha de planejamento criei uma coluna para dia de viagem (Dia 1, dia 2, dia 3, etc) e uma coluna para data (28/01, 29/01, etc). O 18º dia de viagem seria dia 14/02, mas na hora da reserva bati o olho na primeira coluna e reservei a data errada. Como estávamos sem internet não conseguimos fazer nada. Ficou pendente resolvermos isto no dia seguinte. Abastecimento Bahia Blanca: YPF - 9 de Julio x Colon Nafta Super $ 20,73/litro Média: 11,80 km/l Abastecimento Choele Choel: YPF - Ruta Nacional 22 Nafta Super $ 14,88/litro Média: 9,95 km/l Abastecimento Cipoletti: Esso - Entroncamento da Ruta Nacional 22 e 151 Nafta Super $ 14,57/litro Média: 10,41 km/l Hospedagem: Camping Costa Soleada $70 por pessoa Telefones: (+54) 299 4436887 / (+54) 9 299 4291088 Ruta Nacional 22 sentido Sul, passando Neuquén virar à esquerda na esquina da Rio Colorado (antena da Claro). Seguir placas amarelas do camping, Neuquén/Argentina -38.971851, -68.175774 Gastos do dia: R$ 2,88 Barreira Zoofitosanitária (15 ARS) R$ 261,54 Abastecimento (1360 ARS) R$ 26,92 Camping Neuquén (140 ARS) Chegada do camping em Neuquén Rio Limay que passava dentro do camping em Neuquén ===================================================================================================== 09/02/2017 (quinta) - Neuquén (Argentina) para Bariloche (Argentina) Saída de Neuquén: 10:50 Chegada em Bariloche: 16:30 Km inicial: 3737,8 Km final: 4186,7 Km rodados: 448,9 De manhã, como de costume, arrumamos nossas coisas, desmontamos a barraca e antes de sair do camping decidi ir de carro até a beira do rio para filmar com a GoPro todo o caminho até a saída do camping. Tudo teria dado certo se o caminho até a margem do rio não fosse tão fofo! Como existiam várias pedras médias achei que seria tranquilo, mas quando fiz a travessia das pedras até o rio percebi que o piso segurou bastante o carro e seria difícil voltar. Manobrei o carro colocando de frente para a saída, GoPro filmando, acelera e... atolou nas pedras. Consegui dar ré, voltar até próximo do rio para dar embalo e atolou de novo. Repeti o processo umas cinco vezes, com controle de tração ligado e desligado, tentando pegar embalo, mas era difícil porque não tinha muito espaço com chão firme para acelerar, então desde a saída o carro já ficava patinando. Desci do carro, analisei o lugar e vi que o chão estava mais firme indo por outro lado, mas tinha um morrinho que teria que subir. Acabei conseguindo subir e depois de meia hora de tentativas fomos embora do camping às 09:45. Paramos em um posto YPF ainda em Neuquén para usar o wifi e resolver a questão do Airbnb de Santiago. Tentei fazer a alteração das datas mas infelizmente o apartamento já não estava disponível nas datas que precisávamos, então acabamos cancelando a reserva (reembolso de 50% do valor pago) e alugamos um outro para ficar duas noites a menos (o plano original era ficar quatro) já que durante a viagem descobrimos que gostávamos muito mais de acampar em cidades pequenas do que ficar em grandes centros com avenidas, trânsito, metrô, etc. Precisamos alocar as duas noites que ficaram sobrando em alguma cidade, já que em Santa Fé tínhamos hotel reservado. Decidimos ficar uma noite a mais em Chillan e outra em Mendoza. Saímos do YPF para iniciar o dia na estrada às 10:50; tarde para rodar os mais de 400km que teríamos, mas foi essencial para podermos resolver a questão do Airbnb. O caminho para Bariloche é bastante simples, seguindo pela RN22 saindo de Neuquén e logo pegando a RN237 pelo resto da viagem, sempre margeando o Rio Limay (que era o mesmo que passava no camping). O caminho foi todo feito em pista simples, mas em ótimo estado e com muitas retas e oportunidades para ultrapassagem. Paramos para abastecer em um posto sem bandeira na cidade de Picún Leufú, com medo de não encontrar postos a frente, mas depois percebi que poderíamos ter parado em Piedras del Aguila 100km a frente, com postos Petrobras e YPF. Observamos um fato curioso desde Bahia Blanca e que dia após dia foi se confirmando. Diferente do Brasil, quanto mais ao sul viajamos (e mais distante de Buenos Aires) mais barata ficou a gasolina. O menor valor que pagamos foi no dia anterior, a caminho de Neuquén, mas em todo esse trecho desde Bahia Blanca até Bariloche o litro da gasolina se manteve na faixa de 14 pesos. Durante a viagem passamos por uma pequena cidade chamada Piedras del Aguila e ao olhar para o lado vi várias formações bonitas. Entramos na cidade, passeamos por uns caminhos e tiramos algumas fotos. Ainda durante a viagem nos deparamos com paisagens lindas e paramos várias vezes para tirar fotos. Acreditamos que exatamente por causa dessas paisagens lindas acabamos nos decepcionando um pouco com Bariloche. Estávamos bastante empolgados para conhecer Bariloche, que apesar de ter paisagens bonitas também não se comparam ao que vimos na estrada. Acreditamos que no inverno a percepção seria diferente e a cidade ficaria ainda mais bonita. Chegamos na entrada de Bariloche às 16:30 com bastante trânsito no centrinho, lembrando muito Gramado e Campos do Jordão em épocas de pico (natal e inverno). Passamos pelo centro e chegamos no camping às 17:10, distante 24km do Centro Cívico. Fizemos nossa rotina de sempre, que é montar barraca, inflar colchão tomar banho e fazer a janta. O camping é muito bem estruturado, provavelmente o melhor que ficamos durante toda a viagem. Quando chegamos estavam em torno de 15 barracas, além de um trailer e uma Land Rover brasileira com barraca de teto, do André e da Ane do projeto Vem Conosco (http://www.vemconosco.com.br). Possui wifi que funcionou bem na maior parte da estadia, alguns chalés para locação, refeitório, banheiros com água bem quente e parrilla para uso dos hóspedes (não sei se é cobrado o uso). Durante o dia pegamos temperaturas entre 22 e 24 graus e agora a noite, enquanto escrevo este relato, segundo o Google a temperatura está em 14 graus. Abastecimento Picún Leufú: sem bandeira - Ruta Nacional 237 Nafta Super $ 15,59/litro Média: 8,63 km/l Hospedagem: Camping SER Bariloche $130 por pessoa http://www.serbariloche.com.ar / [email protected] Telefones: (+54) 294 4448308 / (+54) 9 294 4536006 Colonia Suiza, esquina das ruas Felix Goye e Beveraggi, Bariloche/Argentina -41.096380, -71.507637 Gastos do dia: R$ 55,77 Abastecimento (290 ARS) R$ 134,60 Camping Bariloche (700 ARS) (deveria ficar 780 pesos, mas na hora de pagar a dona nos cobrou 700) Amanhecer no camping em Neuquén Piedras del Aguila Estrada para Bariloche ===================================================================================================== 10/02/2017 (sexta) - Bariloche (Argentina) Km inicial: 4186,7 Km final: 4284,9 Km rodados: 98,2 Durante a noite passamos muito frio na barraca, acordando várias vezes e demorando para dormir. Como estávamos no verão acabamos subestimando a temperatura de Bariloche e não nos preparamos. Quando acordamos o termômetro do carro marcava 9 graus às 08:00. Saímos para percorrer o Circuito Chico, mas sinceramente não gostamos justamente por causa das paisagens que vimos na estrada no dia anterior. De qualquer maneira é um passeio bonito, passando pelos lagos Perito Moreno e Nahuel Huapi com algumas paradas para fotos. Fomos ao mercado La Anónima (Bustillo 12964) e compramos algumas coisas que estávamos precisando para as refeições. Vimos um isolante térmico a venda e compramos dois, além de pegar umas caixas de papelão para forrar o piso da barraca nas noites seguintes. Mesmo nos agasalhando, em outros dias sentíamos um frio nas costas, então esperamos que com o isolante e papelão essa percepção melhore. Voltamos ao camping em torno das 13:00 e fizemos o almoço. Logo no começo da preparação o nosso segundo gás da viagem acabou, foram quatro refeições feitas com ele (o primeiro havia feito três). Enquanto almoçávamos chegou no camping uma Kombi T3 (modelo não vendido no Brasil) com placas da Suíça. Enquanto lavava a louça tive a oportunidade de conversar com o rapaz da Kombi que viajava com sua esposa. Eles despacharam o carro em Hamburgo (Alemanha) e pegaram em Montevidéu (Uruguai). Passamos a tarde descansando no camping e em torno das 19:30 saímos para jantar no El Boliche de Alberto, um restaurante muito bem falado com algumas unidades em Bariloche. Fomos na da Av. Exequiel Bustillo 8400. Pedimos um ojo de bife e uma porção de batata frita, que é gigante. Como queríamos pontos diferentes da carne, pedimos ao garçom que dividisse em duas partes, cada uma com um ponto diferente, e ele gentilmente o fez. A Carne era simplesmente maravilhosa. Com bebidas o jantar saiu por 500 pesos, um ótimo custo benefício para Bariloche. Depois do jantar passeamos de carro pelo Centro Cívico mas ficamos com medo de estacionar e andar por ali já que todas nossas coisas estavam no carro. Na volta paramos em um mirante na Exequiel Bustillo com vista para o lago Nahuel Huapi, abastecemos e chegamos no camping às 23:00. Como de costume, abastecemos em um posto YPF com fila de três carros na nossa frente (até que estava pequena). Abastecimento Bariloche: YPF - Av Exequiel Bustillo (-41.132154, -71.332679) Nafta Super $ 14,88/litro Média: 10,48 km/l Gastos do dia: R$ 107,70 Abastecimento (560 ARS) Parada no mirante para fotos Lago no Circuito Chico ===================================================================================================== 11/02/2017 (sábado) - Bariloche (Argentina) Km inicial: 4284,9 Km final: 4359,7 Km rodados: 74,8 Desta vez nos agasalhamos bem para dormir, com meias, calça jeans e blusa. Não passamos frio durante a noite e nos demos ao luxo de dormir até acordar, o que aconteceu 11:30. Fizemos almoço, saímos para passear no Cerro Catedral, mas não achamos nada de interessante durante o verão, apenas umas lojinhas no alto do morro. Acabamos não pegando o teleférico para subir. Voltamos ao camping e fomos na prainha do Lago Perito Moreno que fica vizinho ao camping. A água estava congelante, muito difícil mesmo de ficar dentro, mas o lugar é muito bonito e ficamos um tempo sentados na praia (que lá é feita de pedras) com os pés na água. Fomos ao mercado (Todo, na Av Bustillo 3700) e compramos ingredientes para fazer hambúrguer caseiro na janta. Voltamos ao camping, tomamos banho, fizemos o hambúrguer e antes de dormir assistimos o filme Alive (Vivos) que relata a história do voo 571 da Força Aérea Uruguaia, que bateu em uma montanha da Cordilheira dos Andes. Camping em Bariloche Lago Perito Moreno, localizado na Colônia Suiza onde fica o camping ===================================================================================================== 12/02/2017 (domingo) - Bariloche (Argentina) para Puerto Octay (Chile) Saída de Bariloche: 11:00 Chegada em Puerto Octay: 17:45 Km inicial: 4359,7 Km final: 4630,0 Km rodados: 270,3 Saímos do camping às 11:00 depois de desmontar a barraca e arrumar todas as coisas. No caminho para o Chile tivemos que passar novamente por Bariloche e depois fomos pela RN40 e RN231 sentido Vila La Angostura, que se parece mais ainda com Gramado. Seguimos em frente até a fronteira com o Chile, que cruzamos pelo Paso Cardenal Antonio Samoré (atenção: esta fronteira não é 24h. Consultar o horário antes da viagem) O trajeto é feito em pista simples, em serra e com muitas curvas. Por este motivo a velocidade média acaba ficando bem baixa. Às 13:20 chegamos na região da fronteira (saída da Argentina) e ficamos parados por uma hora. Enquanto estávamos na fila o oficial nos entregou o papel do controle de barreira com a placa do carro, quantidade de pessoas e os passos que teríamos que fazer na fronteira. Às 14:20 fomos liberados para seguir até os escritórios, estacionamos o carro e fomos para a fila, que andava bem rápido. O primeiro passo foi no guichê da imigração, onde tivemos que apresentar os passaportes e documento do carro. O segundo passo é na aduana, onde novamente entregamos os documentos e o oficial nos perguntou por onde entramos na Argentina e em quais cidades dormimos. No terceiro passo o oficial os documentos do carro foram conferidos, recebemos um papel usado para entrada e saída do carro no Chile e Argentina e por fim foi feita uma simples revista no carro, olhando o compartimento do motor e o porta malas. Finalizamos os processos de saída da Argentina às 14:20. Nos direcionamos para a próxima fronteira onde daríamos a entrada no Chile. As fronteiras estão separadas por uma distância de 30 ~ 50 km e no meio do caminho existe a placa simbólica de divisa de países. Às 15:30 demos entrada na aduana do Chile, também recebendo um papel com o passo-a-passo. Esta fronteira estava bem mais tranquila, bastou estacionar e nos dirigir até os escritórios. Como na saída da Argentina, são três passos (imigração, aduana e inspeção do carro), com algumas diferenças: No primeiro passo eles dão um papel impresso com o número do passaporte. Importante conferir o papel, o meu estava errado e precisei voltar para que o oficial corrigisse. No segundo passo é necessário preencher um papel similar ao necessário para entrada nos EUA, informando seus dados, declarando que não está trazendo nenhum bem comercial, itens agropecuários e mais de 10.000 dólares (ou equivalente). No terceiro passo a inspeção do carro é muito rigorosa, tendo que colocar todas as bagagens do porta malas em um balcão onde os oficiais revistam tudo, inclusive por dentro. Isto acontece porque é proibida a entrada de produtos de origem animal e vegetal e eles levam isto bem a sério. Ao entrar no Chile a estrada vira Ruta CH-215. Seguimos por ela até a intersecção com a Ruta U-51. O caminho da fronteira até Puerto Octay é muito bonito, com o vulcão Osorno sempre aparecendo na paisagem. Chegamos na cidade (que é muito pequena) e no camping às 17:45. O camping custava 10.000 pesos por pessoa, mas como chegamos em um domingo e a cidade não tem casa de câmbio não tínhamos o valor completo. Levamos exatamente 10.000 pesos do Brasil para despesas pontuais como um lanche ou pedágio. Teríamos que sair cedo no dia seguinte, ir até Puerto Montt (140km ida e volta), fazer o câmbio e voltar para pagar o camping. Conversei com o dono que aceitou cobrar 30 dólares. Fizemos as conversões na hora e acabou ficando bom para as duas partes. Além disso tínhamos 30 dólares trocados, e acredito que seria difícil casas de câmbio aceitarem notas baixas assim. Ficamos felizes com a negociação. O camping não é muito grande, mas tem muitas árvores e um rio passando no fundo. Todas as "vagas" de barraca tem uma mesa de madeira e ponto de energia. A água é aquecida a gás. Abastecimento Bariloche: Esso - Av Juan Manuel de Rosas (41.1327879, -71.3180786) Nafta Super $ 14,88/litro Média: 9,62 km/l Hospedagem: Camping El Molino $10.000 por pessoa Telefone: (+56) 64 239 1375 Costanera Pichi Juan 124, Puerto Octay/Chile -40.977377, -72.882325 Gastos do dia: R$ 33,46 Abastecimento (174 ARS) R$ 99 Camping Puerto Octay (30 USD) Fronteira Argentina/Chile Vulcão Osorno ao fundo ===================================================================================================== 13/02/2017 (segunda) - Puerto Octay (Chile) para Chillan (Chile) Saída de Puerto Octay: 09:30 Chegada em Chillan: 16:40 Km inicial: 4630,0 Km final: 5222,4 Km rodados: 592,4 Saindo de Puerto Octay passamos por Osorno e aproveitamos para trocar dinheiro lá, já que é uma cidade bem grande. Não deixem para tirar fotos do vulcão quando passar pela cidade de Osorno, já que o vulcão fica mais ao sul. Sorte a nossa que tiramos algumas fotos no dia anterior. No dia anterior conseguimos pagar o camping em dólares, mas mesmo assim ainda precisávamos trocar pesos chilenos. Em Osorno trocamos dinheiro e aproveitamos para abastecer e comprar coisas para o café da manhã e almoço no carro. Fomos até Osorno pela U-55-V em pista simples com bom estado, e de Osorno até Chillan pela CH-5 que é duplicada, com postos e comércios. A CH-5 conta com bastante pedágios, que também existem nas saídas para as cidades. Pagando um pedágio da CH-5 você ganha isenção no pedágio da saída durante certo trecho da rodovia. No Chile reparamos que os postos Copec tem muita fila (a exemplo do YPF na Argentina), talvez por algum desconto, parceria com cartão de crédito. Algumas estradas que passamos tinham placas de velocidade sugerida ao invés de velocidade máxima. Chegamos na cidade de Chillan às 16:40 e no caminho para o camping paramos no supermercado Unimarc para comprar os itens da janta. Nesta noite fizemos hot-dog. Saímos do mercado às 17:00 e chegamos ao camping em torno de 17:20, já que ele fica a uns 20km da cidade. O camping se parece com um clube e é muito usado pelos locais para passar o dia, já que tem rio, piscinas, salão de jogos e churrasqueiras. A área para camping é muito, muito grande e o chuveiro é morno, aquecido pelo sol conforme informações recebidas do pessoal do camping. O rio não é muito bom para nadar, com muitas pedras, musgo e gravetos. O horário de silêncio é a partir das 01:00. É tarde, mas similar a outros campings que já passamos durante a viagem. Como nessa região escurece 21:00, faz sentido já que o pessoal tem o costume de acordar tarde. Montamos a barraca, passamos um tempo na piscina, tomamos banho e fizemos a janta. Neste dia nosso terceiro cartucho de gás acabou. A forma de cobrança do camping é um pouco diferente dos demais. Eles cobram por 3.000 dia e 3.000 por noite (por pessoa), desde que saia até 10:00. Como chegamos segunda de tarde e saímos quarta de manhã, foram cobrados dois dias e duas noites (segunda e terça). Nesta noite assistimos o filme " Um gato de rua chamado Bob". Minha namorada leu o livro e estava ansiosa pelo filme. É bem legal a história. Abastecimento Osorno: Shell - Juan Mackenna x Lord Cochrane Super 93 $ 766/litro Média: 11,68 km/l Abastecimento Temuco: Petrobras - Rodovia CH-5 km 658 Especial 93 $ 737/litro Média: 12,76 km/l Hospedagem: Camping Paraiso Chillan $3.000 por pessoa por dia / $3.000 por pessoa por noite Telefones: (+56) 999 090344 / (+56) 971 407220 Ruta N-55 km 20 sentido Chillan - Pinto, Chillan/Chile -36.679574, -71.923974 Gastos do dia: R$ 176,00 Abastecimento (35200 CLP) R$ 75,00 Pedágios (15000 CLP) R$ 120,00 Camping Chillan (24000 CLP) Câmbio: taxa: 620 pesos chilenos por dólar Camping em Puerto Octay ===================================================================================================== 14/02/2017 (terça) - Chillan (Chile) Km inicial: 5222,4 Km final: 5269,7 Km rodados: 47,3 Acordamos tarde já que o dia seria só para descanso. Fomos passear pela cidade e ver algo para incrementarmos no almoço (normalmente hambúrguer ou salsicha). Encontramos o mercado Líder, que é um Walmart apenas com outra marca. Tem o mesmo estilo de comunicação visual e os mesmos produtos de marca própria (Great Value). Aproveitamos para almoçar no restaurante Doggis que fica no próprio mercado e tem, principalmente, hot-dog. O restaurante é estilo fast-food, mas o cachorro quente é muito gostoso. Experimentamos a famosa "palta" que é um tipo de pasta de abacate, e mesmo com cachorro quente ficou ótimo. Voltamos para o camping e passamos a tarde na piscina que tinha um toboágua bem legal. Tomamos banho, assistimos a séries e fizemos a janta. Depois da janta organizamos as malas, o carro, assistimos o filme que conta a história do comandante Sully e dormimos. Camping em Chillan ===================================================================================================== 15/02/2017 (quarta) - Chillan (Chile) para Santiago (Chile) Saída de Chillan: 10:00 Chegada em Santiago: 15:00 Km inicial: 5269,7 Km final: 5697,3 Km rodados: 427,6 Saímos do camping às 09:30, fomos para Chillan, abastecemos e pegamos a estrada para Santiago 10:00. Fomos para Santiago pela mesma estrada CH-5 do dia anterior, então não tem muito o que falar. Estrada bem conversava, duplicada em toda sua extensão, limite de 120 km/h e pedágios frequentes. Desta vez acabamos almoçando snacks em um posto de gasolina. Ao chegar em Santiago pegamos algumas vias expressas e diversas placas indicando "Solo Televia o sistema complementario", bem como alguns pórticos, aparentemente tratava-se de cobrança automatizada de pedágio apenas para veículos cadastrados. Passamos por alguns deles até eu ficar com medo da leitura de placa nos complicar na saída do Chile e fui pela via lateral, muito mais lenta e com semáforos. Chegamos na casa alugada pelo Airbnb às 15:00. Era uma pequena casa que fazia parte da casa principal, com sala e quarto integrados, banheiro, e fogão e frigobar escondidos dentro de um guarda roupa. A dona era uma senhora muito simpática e fez o possível para nos auxiliar durante a estadia. Como o tempo em Santiago seria curto logo saímos para passear. Fomos a pé até a estação Manquehue, compramos dois bilhetes para horário normal e descemos na estação Tobalaba. Em Santiago a tarifa do metrô varia conforme o horário. Passeamos no Costanera Center, o shopping center que fica localizado no arranha-céu mais alto da América Latina. Os pisos do shopping são divididos por tipo de lojas, por exemplo, um piso para mulheres, um piso para homens e crianças, um piso para esportes, etc. Enquanto passeávamos no Costanera conversei com o gerente da filial da nossa empresa no Chile e fomos até o escritório conversar com ele. Voltamos para o Costanera, andamos pelo resto dele e fizemos algumas compras para nossa futura casa. Jantamos no restaurante Elkika Ilmenau, tipicamente alemão, que eu havia ido três anos atrás em uma viagem a trabalho. Dois hot-dogs com bebida nos custou $ 7000. Andamos pelo bairro que é bastante arborizado enquanto esperávamos iniciar o horário de menor preço no metrô. Abastecimento Chillan: Shell - Collin, 788 Super 93 $ 699/litro Média: 11,08 km/l Abastecimento Rengo: Petrobras - Rodovia CH-5 Especial 93 $ 746/litro Média: 11,79 km/l Hospedagem: Apartamento reservado pelo Airbnb R$ 267 (2 noites) Gastos do dia: R$ 198,70 Abastecimento (39740 CLP) R$ 12,70 Metrô (2540 CLP) R$ 47,00 Pedágios (9400 CLP) R$ 267,00 Airbnb Santiago Casa alugada pelo Airbnb em Santiago ===================================================================================================== 16/02/2017 (quinta) - Santiago (Chile) Km inicial: 5697,3 Km final: 5725,4 Km rodados: 28,1 Neste dia fomos fazer o típico passeio de turista, conhecendo o centro. Pegamos o metrô e fomos até a estação Universidade do Chile. Passamos pelo Palácio de la Moneda, Tribunal de Justiça e Plaza de Armas. Nos sentimos bastante inseguros no centro, com vários moradores de rua olhando nossos pertences e volume no bolso. Compramos um sorvete e logo decidimos ir embora. Passeamos pela Falabella e paramos para almoçar em um pequeno restaurante chamado Poker de Ases (Bandera entre Catedral e Compañia de Jesus). Comemos dois lomo a lo pobre (bife com batata, ovo e cebola refogada) com duas bebidas por $ 13200. Comida simples e saborosa, mas nada de outro mundo. Ao voltar para casa saímos de carro para passear no Cerro San Cristobal, que tem alguns mirantes, trilhas e zoológico. Chegamos sem problemas com as orientações do GPS. O valor da entrada é de $ 3000 por carro, pela rua Pio Nono, com direito a voltar mais uma vez no mesmo dia. Estacionamos em uma das ruas internas e fomos ao zoológico, que cobra mais $ 3000 por pessoa. O zoológico é bastante íngreme, já que fica localizado em um morro. Ele começa na parte baixa do parque e vai até em cima. Algumas jaulas estavam sem animais e o mapa estava um pouco desatualizado, mas foi um passeio bem legal para nós que não íamos em um zoológico há algum tempo. Esse zoológico em específico tem alguns animais diferentes do que estamos acostumados, provavelmente pela região. Depois do zoológico subimos todo o morro de carro parando em um mirante com vista para a cidade, fomos ao Costanera Center comprar mais algumas coisas e também comida para a janta no supermercado Jumbo. Pagamos o estacionamento em uma máquina de autoatendimento sem segredo, bem parecido com o Brasil. O estacionamento custa $ 20 por minuto. O preço assusta pelo valor e pela cobrança por minuto, mas ao fazer a conversão vemos que fica até mais barato que shoppings de grandes metrópoles no Brasil. Fizemos a janta em casa, assistimos alguns vídeos do Youtube aproveitando o bom wifi, limpamos o cartão das câmeras e deixamos o computador fazendo upload das fotos para o Google Photos, já que estávamos sem um backup das fotos até então. Arrumamos as coisas para deixar tudo pronto para a saída no dia seguinte. Gastos do dia: R$ 13,20 Metrô (2640 CLP) R$ 15,00 Cerro San Cristobal (3000 CLP) R$ 30,00 Zoológico (6000 CLP) R$ 9,00 Estacionamento Costanera (1800 CLP) Cerro San Cristobal Selfie com a girafa Costanera Center visto do Cerro San Cristobal ===================================================================================================== 17/02/2017 (sexta) - Santiago (Chile) para Mendoza (Argentina) Saída de Santiago: 09:00 Chegada em Mendoza: 18:15 Km inicial: 5725,4 Km final: 6101,6 Km rodados: 376,2 Saímos da casa às 09:00, abastecemos e logo estávamos na estrada para Mendoza, cruzando pela Cordilheira dos Andes. No lado chileno fomos pelas Rutas CH-57 e CH-60. Depois de cruzar para o lado Argentino seguimos pela RN7 e RN40. Passamos por três pedágios no lado chileno até a fronteira, o que achamos bastante para uma distância de aproximadamente 150km. O último estava a apenas 30km da fronteira. Às 11:45 passamos por uma aduana chilena, mas as placas diziam que não era necessário parar já que a saída do Chile seria feita no lado argentino, integrado com a entrada na Argentina. Na estrada passamos por um trecho com muitas curvas, que lembram a Serra do Rio do Rastro e Corvo Branco (-32.855649, -70.140536). Enquanto estávamos parados para tirar fotos encontramos com dois motociclistas de Juiz de Fora/MG, pai e filho, que estavam voltando do Atacama. Seguimos viagem e fiquei atento ao GPS pois queria cruzar a cordilheira não pelo túnel, que é o caminho comum, mas pela pequena estrada de terra que nos leva ao Cristo Redentor de Los Andes a 3800m de altitude. A saída para a estrada de terra é bem mal sinalizada, mas prestando atenção conseguimos encontrá-la e subimos, passando por várias curvas, mirantes e pequenos rios de água congelante que desce a montanha. O caminho até o topo tem 8km. Chegamos lá às 12:35 com 3830m de altitude e 9ºC de temperatura, além do vento. Tiramos algumas fotos e iniciamos nossa descida pelo lado chileno às 13:00, chegando ao asfalto 20 minutos e 9km depois. Enquanto estávamos na rodovia vimos do lado esquerdo o Aconcágua (a montanha mais alta fora da Ásia) e 12km depois, do lado esquerdo, estava a entrada para a fronteira integrada Chile/Argentina (Control Integrado Complejo Horcones). Em toda a viagem esta foi a única fronteira que não ficava no meio da estrada; ela fica na lateral e nós temos que ter a consciência de entrar na fila. Paramos na fila de carros em torno de 13:30. A fila andava devagar e fomos atendidos apenas 15:15 no estilo drive-thru, sem a necessidade de estacionar o carro e ir até o guichê. O primeiro passo é na imigração do Chile, com os oficiais da PDI (Policia de Investigaciones). Foi necessário apresentar os passaportes, documento de entrada do carro e controle de barreira, que desta vez não nos foi dado. Tive que ir até o guichê da Gendarmeria e pedir. No segundo passo fica a aduana chilena e argentina. Entregamos os documentos para o oficial chileno, ele faz os procedimentos necessários e entrega ao oficial argentino. O oficial argentino veio até o carro, entregou o papel de controle de barreira e ao invés de fazer a revista no carro (como estava fazendo com os outros) perguntou nosso time. Falei que éramos palmeirenses e ele disse que desde que não fossemos corinthianos estava certo e nos liberou. Saímos do complexo fronteiriço às 15:30. 1,5km depois da saída tem uma pessoa na estrada pedindo o papel do controle de barreira. Um fato engraçado aconteceu enquanto estávamos na fila. Um adolescente estava com as várias notas de peso chileno na mão quando um vendo forte bateu e levou várias notas. Algumas pessoas ajudaram, mas com certeza ele perdeu alguns milhares de pesos nessa brincadeira. Em torno de Mendoza a estrada que o GPS nos mandava entrar estava impedida pela polícia por algum motivo. Depois de alguns desvios conseguimos chegar no camping El Mangrullo. O camping é bem estruturado e preparado, conta com espaço para barracas e cabanas. Wifi funciona apenas próximo da entrada, os banheiros são limpos e com água quente. Estavam hospedados alguns veículos europeus e uma Chevrolet S10 brasileira com um camper na caçamba. Fizemos a janta até mesmo andes de montar a barraca porque esse dia foi bem cansativo. Armamos a barraca, tomamos banho e quando fomos encher o colchão da marca Mor comprado novo para esta viagem vimos que ele estava furado na dobra de um dos gomos da parte superior. Tentamos remendar com o kit que veio com ele, mas por ser na dobra não deu muito certo. Acabamos forrando o chão com cobertor e dormimos assim mesmo. Abastecimento Santiago: Shell - Santa Maria 888 Super 93 $ 702/litro Média: 10,48 km/l Hospedagem: Camping El Mangrullo $150 por pessoa Telefones: (+54) 261 4440271 / (+54) 9 261 5604736 Avda. Champagnat 3002, Mendoza/Argentina -32.855704, -68.894194 Gastos do dia: R$ 54,00 Abastecimento (10800 CLP) R$ 26,50 Pedágios (5300 CLP) R$ 173,08 Camping Mendoza (900 ARS) Subida da Cordilheira dos Andes Saída do Chile, início do caminho pela Cordilheira dos Andes Subida para o Cristo Redentor de los Andes, fora da estrada principal Rio GELADO que desce dos Andes Cristo Redentor de los Andes, divisa Chile/Argentina ===================================================================================================== 18/02/2017 (sábado) - Mendoza (Argentina) Km inicial: 6101,6 Km final: 6205,3 Km rodados: 103,7 Acordamos e fomos ao Walmart 24h (Moldes 1023) tentar comprar um novo colchão inflável. Compramos um da marca Intex, além de água, pães para café da manhã, milho, macarrão, etc. Walmart muito grande, no estilo dos que existem nos EUA, com muita variedade de produtos que não estamos acostumados a encontrar em supermercados. Voltando ao camping fizemos o almoço e saímos para andar pelo centro. Conhecemos a Plaza Independencia e fomos sentido Maipú para conhecer a vinícola (bodega) El Enemigo. Nós gostamos de vinho, mas não somos conhecedores. Por este motivo acabamos indo em uma vinícola qualquer apenas para ver como funciona. Descobrimos a El Enemigo por algum relato lido na internet. Foi um pouco difícil de chegar até lá. Fomos até a rua divulgada (Videla Aranda) mas a maioria dos lugares não tem numeração. Depois de perguntar para uma pessoa conseguimos chegar no lugar. A vinícola é bem família e aparentemente o carro chefe é a degustação com almoço. Pedimos para fazer o tour e uma funcionária nos acompanhou até os barris de carvalho e nos explicou um pouco sobre as uvas utilizadas e história da vinícola. A degustação mais barata permitia escolher dois vinhos entre quatro (como estávamos em dois conseguimos provar todos os quatro: Malbec, Cabernet Franc, Chardonnay e Bonarda) e incluía pães com patê. De volta ao camping ficamos um tempo na piscina, tomamos banho, assistimos séries, fizemos a janta (que por sinal, foi a quinta com o mesmo gás no fogão. A falta de vento ajuda muito) e dormimos no colchão novo. Gastos do dia: R$ 95,96 Colchão Intex casal (499 ARS) R$ 75,00 Duas degustações (390 ARS) Visita na Vinícola El Enemigo Camping em Mendoza ===================================================================================================== 19/02/2017 (domingo) - Mendoza (Argentina) Km inicial: 6205,3 Km final: 6231,9 Km rodados: 26,6 Não há muito para falar, este foi um dia de descanso. Fomos ao mesmo Walmart comprar vinhos, voltamos ao camping, fizemos almoço (desta vez abrimos um novo gás, o quinto da viagem). De tarde terminei de ler Sully e assistimos Narcos. Arrumamos o porta malas e banco traseiro, limpamos o pó que estava acumulado, fizemos janta e assistimos The Grand Tour (série automotiva). Mendoza ===================================================================================================== 20/02/2017 (segunda) - Mendoza (Argentina) para Santa Fé (Argentina) Saída de Mendoza: 10:20 Chegada em Santa Fé: 21:10 Km inicial: 6231,9 Km final: 7151,9 Km rodados: 920 Apesar de ser uma cidade desconhecida para a maioria de nós e pouco turística, Santa Fé estava no nosso roteiro desde o começo do planejamento da viagem. Foi lá que morei entre meus três e seis anos de idade devido à transferência na empresa que meu pai trabalhava. Neste dia saímos do camping às 08:50 para o centro no intuito de trocarmos dinheiro. Diferente das outras que passamos pela viagem, a casa de câmbio estava com bastante fila. Depois de abastecer o carro pegamos a estrada RN7 às 10:20. Na altura de Desaguadero passamos por mais controle sanitário, mas sem surpresas. O fiscal olhou pelos vidros nossas bagagens, perguntou se tínhamos frutas e verduras e por último passamos por um equipamento que pulveriza o carro por baixo, acredito que para desinfetar (ou algo assim). Às 12:40 chegamos em San Luis e paramos no Sanluis Shopping para almoçar no BK. Saímos de San Luis em torno de 13:30 até a RN148 e logo pegamos a RP10, que começou a ser pista simples. No posto policial de La Punilla fomos parados e como de praxe o oficial nos perguntou de onde vínhamos, para onde iríamos, pediu carta verde e, pela primeira vez na viagem, a CNH. Pegamos a RP30 até Rio Cuarto e depois a RN158 que passa por Vila Maria e San Francisco, onde pegamos a RN19, duplicada, até Santa Fé onde chegamos 21:10. Ficamos no Hostal Santa Fe de la Veracruz, um hotel bem velho, mas limpo e com garagem. Aparenta ter sido um ótimo hotel no passado mas parou no tempo. Mortos de cansaço, fizemos janta no quarto do hotel mesmo e dormimos. Abastecimento Mendoza: Red Mercosur - General Lamadrid x Acesso Sur Nafta Super $ 17,99/litro Média: 10,31 km/l Abastecimento Rio Cuarto: Axion - Tierra del Fuego 932 Nafta Super $ 20,88/litro Média: 12,15 km/l Abastecimento Crucellas: Shell - Rodovia RN19 Nafta Super $ 20,99/litro Média: 9,96 km/l Hospedagem: Hostal Santa Fe de la Veracruz $950 por dia / $100 garagem Telefones: (+54) 342 455 1740 (41/42/43/44) San Martin, 2954 / 25 de Mayo x Gdor. Crespo, Santa Fé/Argentina -31.641930, -60.704511 Gastos do dia: R$ 462,50 Abastecimento (2405 ARS) R$ 35,58 Pedágios (185 ARS) R$ 403,85 Hotel Santa Fé (2100 ARS) Câmbio: taxa: 5,30 pesos argentinos por real Câmbio: taxa: 16 pesos argentinos por dólar ===================================================================================================== 21/02/2017 (terça) - Santa Fé (Argentina) Km inicial: 7151,9 Km final: 7194 Km rodados: 42,1 Tomamos café da manhã no hotel e fomos até a casa de câmbio trocar o resto dos reais, ficando com o dinheiro exato para combustível e pedágio até Foz do Iguaçu no dia seguinte. O banco estava com bastante fila mas acredito que por sermos estrangeiros nos mandaram direto ao balcão. Voltamos para o hotel e de carro fomos até a escola que eu estudei na pré-escola. Alguns meses antes da viagem minha mãe encontrou uma carta da minha professora na época, encontrei ela no Facebook e combinamos o encontro. Ficamos em torno de uma hora conversando na escola. Depois disso passamos na frente das casas que morei, visitamos a igreja de Nossa Senhora de Guadalupe e almoçamos no restaurante El Quincho del Chiquito, que existe desde quando morei na cidade (mais de 20 anos atrás). O restaurante serve uma sequência de peixes por um preço fixo. Os peixes são pescados no próprio Rio Paraná que passa pela cidade, gostamos muito do almoço. O valor é de 230 pesos por pessoa. Fomos passear no Walmart localizado na RN168, assim que sai da cidade. A visita ao Walmart foi na intenção de esperar o consultório do pediatra que me atendia abrir. Passamos lá e entre uma consulta e outra conseguimos conversar com ele, que não esperava a visita. Durante a conversa ele foi lembrando de mim, minha irmã e minha mãe. De volta ao hotel terminamos de assistir Narcos, tomamos banho, fizemos a janta e deixamos tudo pronto para ir embora no dia seguinte, já que iríamos encarar mais de 1000km até Foz do Iguaçu. Câmbio: taxa: 5,20 pesos argentinos por real Igreja Nossa Senhora de Guadalupe ===================================================================================================== 22/02/2017 (quarta) - Santa Fé (Argentina) para Carazinho/RS Saída de Santa Fé: 08:00 Chegada em Carazinho: 21:30 Km inicial: 7194 Km final: 8162,6 Km rodados: 968,6 Acordamos às 06:30, tomamos café da manhã e fizemos checkout às 07:20. Antes de ir embora de Santa Fé passamos por uma pracinha que eu brincava e também pela Plaza 25 de Mayo, onde aprendi a andar de bicicleta e onde ficam localizados os edifícios do governo. Pegamos a estrada às 08:00 e logo estávamos na divisa das províncias de Santa Fé e Paraná (Argentina), atravessando o túnel fluvial pela RN12 e em seguida RN127, todas pista simples. Ainda na RN127, na altura de Sauce de Luna, fomos parados pela polícia, que na província de Entre Rios onde estávamos é conhecida por seus policiais corruptos. O oficial pediu a CNH, documentos do carro, carta verde e pediu para eu acender o farol do carro, que já estava aceso (assim como no Brasil, em todos os países que passamos é obrigatório circular com os faróis baixos acesos nas rodovias). Não consegui entender direito, encostei o carro no acostamento e fui ver o que estava acontecendo. Uma das lâmpadas do farol baixo estava queimada, justo na parte mais corrupta da Argentina. Fui guiado até a guarita, mas antes aproveitei para colocar 100 pesos no bolso. Outro policial me atendeu na guarita, com uma tabela em mãos me mostrou que o valor da multa era em torno de 3800 pesos, mas se fosse paga diretamente na guarita em dinheiro eu teria um desconto de 50% e sairia com um papel para apresentar nas próximas barreiras policiais. A princípio desconfiei que fosse um pedido de propina e neguei pagar lá, mas enquanto o oficial preenchia a multa vi um papel colado na parede informando sobre o desconto de acordo com algumas leis. Até hoje não sei se é verdade ou não. Tinha o dinheiro exato dos 50% da multa para combustível e pedágios, mas preferi dizer que só tinha 100 pesos e estávamos pagando o combustível no cartão já que seria o último dia na Argentina. Ele não pediu os 100 pesos mas perguntou se não tínhamos reais. Pelo jeito 100 pesos era pouco para ele. A outra opção seria, segundo ele, pagar a multa na aduana assim que saísse do país. Concordei e pedi para que a multa fosse feita. O policial preencheu algumas informações no computador, me devolveu os documentos e pediu para assinar quatro vias da multa, sendo que fiquei com uma. Nela está escrito o valor da multa, a causa, a placa do carro, meu nome completo e número do RG (que estava na CNH). O policial que me parou inicialmente pediu para que seguisse com o farol alto ligado já que estava com o baixo queimado. E se me parassem e multassem por estar com o alto ligado? Preferi seguir com o baixo mesmo e qualquer coisa eu apresentava a multa que já havia sido feita. Depois disso pegamos a RN14, que é duplicada pensando no que poderíamos fazer. Nossa programação era sair por Puerto Iguazu (que faz fronteira com Foz do Iguaçu) para visitar as Cataratas e o Paraguai, mas chegaríamos em torno das 20:00. Com azar a multa estaria no sistema e teríamos que procurar algum lugar para sacar dinheiro e pagar a multa, a noite e fora do nosso país, correndo o risco de o cartão não funcionar mesmo com o aviso viagem. Poderíamos tentar sacar o dinheiro em alguma cidade no caminho, mas e se por algum motivo a multa não estivesse no sistema e não fosse cobrada? Ficaríamos com mais de 700 reais em pesos sem utilidade. Depois de pensar em algumas alternativas a mais racional foi sair na primeira fronteira que encontrasse (Paso de Los Libres, Uruguaiana/RS) e seguir viagem para casa, riscando Foz do Iguaçu do mapa já que estando no Rio Grande do Sul é muito longe ir para Foz sem entrar na Argentina. Não gostaríamos de entrar novamente na Argentina correndo o risco de ter a multa cobrada. Querendo ou não, não é nosso país, não conhecemos direito o funcionamento da polícia, suas regras, leis e etc. Concordo que estávamos errados, mas aquela região já é conhecida por abuso dos policiais e além disso é absurda uma multa de mais de 700 reais por circular com uma lâmpada queimada durante o dia, sendo que vários carros argentinos passam diariamente caindo aos pedaços (e com lâmpadas queimadas). Antes de entrar no Brasil ainda fomos parados em mais uma verificação de rotina. Enquanto um policial me pedia os documentos o outro foi até a frente do carro, ficou olhando, mas nenhum dos dois comentou sobre o farol queimado e mandaram seguir viagem. Vai entender. Chegamos em Paso de Los Libres e abastecemos pela última vez na Argentina para queimar os pesos que tínhamos na mão. Entramos com o carro na fila da saída da Argentina às 13:20. Ao chegar nossa vez o oficial pediu pelo papel da imigração, que não havíamos recebido. Então ele gentilmente nos instruiu a estacionar o carro e ir até o guichê fazer o processo de saída. Fomos ao guichê e entreguei apenas o passaporte, com receio de entregar o documento do carro. Passaporte carimbado, a oficial solicitou o documento do carro, entreguei, ela digitou algumas coisas no computador e fomos liberados. Como estávamos viajando com o passaporte ela informou que não seria necessário apresentar o papel da imigração. Voltamos ao carro, mostramos os passaportes ao primeiro oficial e fomos liberados, entrando no Brasil às 13:40 cruzando a ponte sobre o Rio Uruguai e entrando em Uruguaiana/RS. Como não demos saída do Brasil no início da viagem, a caminho do Uruguai, não nos preocupamos em registrar a entrada. Depois de liberados fiquei na dúvida do que aconteceria com a multa. Como estávamos viajando com o passaporte e a multa foi dada com o número do RG, imagino que eu posso voltar outras vezes para a Argentina (com o passaporte) sem problemas. Talvez o carro tenha problemas para retornar em uma suposta nova visita. Paramos em uma autopeças para comprar a lâmpada H7. Enquanto eu trocava a lâmpada minha namorada foi olhando no mapa nossas alternativas. Decidimos que iríamos passar novamente por Curitiba na volta, já que gostamos muito de lá; mas ainda assim precisávamos de um lugar para passar a noite. Decidimos dormir nas imediações de Passo Fundo e acabamos encontrando o motel Casa de Pedra na cidade vizinha de Carazinho/RS. De acordo com os relatos na internet aparentava ser bom e barato; para ajudar ainda pegamos um cupom de 20% no site deles. Como já era tarde e muito difícil encontrar comida para almoçar, acabamos comendo um tradicional xis gaúcho no Lanche da Praça. Saímos de Uruguaiana/RS em torno das 15:15 via BR472 e BR285 até Carazinho/RS, ambas em pista simples. Depois de trechos com chuva muito pesada, onde o limpador mesmo no máximo não dava conta, chegamos às 21:30 no motel. Fizemos a janta no quarto e dormimos. O motel é muito bom, surpreendente por estar localizado em uma cidade pequena e pelo valor pago. Abastecimento La Picada: YPF - RN12 km 28,5 Nafta Super $ 20,83/litro Média: 10,65 km/l Abastecimento Paso de Los Libres: YPF - Fronteira com Brasil Nafta Super $ 21,37/litro Média: 11,38 km/l Abastecimento Santo Ângelo/RS: Shell - BR285 x BR392 Gasolina Comum R$ 4,088/litro Média: 10,79 km/l Hospedagem: Motel Casa de Pedra R$87,00 Telefone: (54) 3329-4457 BR285, km 216, Carazinho/RS -28.315266, -52.780731 Gastos do dia: R$ 354,46 Abastecimento (1130 ARS + R$137,15) R$ 5,77 Pedágio (30 ARS) R$ 87,00 Motel Casa de Pedra R$ 35,00 Lâmpada do farol Fronteira Brasileira em Uruguaiana/RS, finalmente em "casa"! ===================================================================================================== 23/02/2017 (quinta) - Carazinho/RS para Curitiba/PR Saída de Carazinho: 08:30 Chegada em Curitiba: 18:30 Km inicial: 8162,6 Km final: 8782,4 Km rodados: 619,8 O dia foi praticamente de estradas em pista simples, cortando várias cidadezinhas com radares em trechos urbanos. Fomos pela BR285 até Lagoa Vermelha, onde pegamos a BR470. Uma hora depois da saída paramos na cidade de Mato Castelhano para café da manhã. Almoçamos no Posto Serrano I no entroncamento da BR470 com a BR116 e depois seguimos pela BR116 até Curitiba. O caminho todo foi com chuva, variando entre garoa e muito forte onde o limpador não dava conta. Muitas aquaplanagens quando a chuva ficava mais forte. Diversas vezes paramos na estrada em obras devido ao trânsito em meia pista, prejudicando ainda mais a duração da viagem. Chegamos em Curitiba às 18:30 e fomos direto para a pizzaria La Piazza, que gostamos muito (e paramos também na ida). Enquanto jantávamos pesquisamos algum hotel para ficar e encontramos o Ibis Budget. Chegamos no hotel, fizemos checkin sem problemas e dormimos. Abastecimento Curitibanos/SC: Ipiranga - BR470 km 252 Gasolina Comum R$ 3,889/litro Média: 10,81 km/l Hospedagem: Ibis Budget R$103,95 / R$17,50 Estacionamento Telefone: (41) 3218-3838 R. Mariano Torres, 927, Curitiba/PR -25.434290, -49.260721 Gastos do dia: R$ 169,12 Abastecimento R$ 22,40 Pedágios R$ 121,45 Hotel ===================================================================================================== 24/02/2017 (sexta) - Curitiba/PR para São Paulo/SP Saída de Carazinho: 08:30 Chegada em Curitiba: 18:30 Km inicial: 8782,4 Km final: 9211,4 Km rodados: 429 Acordamos tarde e enrolamos no hotel já que queríamos almoçar em uma churrascaria (Master Grill) que gostamos em Curitiba. Depois do almoço saímos de Curitiba em torno das 14:00 e chegamos em São Paulo 19:45, pegando chuva em alguns trechos e muito trânsito no Rodoanel devido ao horário de pico. Abastecimento Curitiba/PR: Shell - R. Des. Westphalen x Av. Pres. Getúlio Vargas Gasolina Comum R$ 3,39/litro Média: 10,07 km/l Abastecimento São Paulo/SP: Ipiranga - Av. Luis Dumont Villares x R. 24 de Dezembro Gasolina Comum R$ 3,447/litro Média: 11,01 km/l Gastos do dia: R$ 237,76 Abastecimento R$ 19,90 Pedágios
  4. 1 ponto
    Fala rapaziada, Estou fazendo o meu segundo relato aqui no mochileiros. Descobri que fazer um relato de viagem aqui no site além de contribuir com vocês é uma excelente maneira de guardar minhas memórias das minhas viagens. Especificamente essa viagem para o sul da África foi um pouco difícil de achar informações em português sobre alguns destinos. Embora eu tenha visitado locais incríveis e passado por experiências inesquecíveis, não é comum encontrar brasileiros por lá (com exceção da África do Sul), mas os lugares são infestados de Europeus e realmente vale a pena nós brasileiros irmos para lá e conhecer um pouco mais dessa cultura tão ligada com a nossa. Algumas informações: Clima: Embora muitos pensem que a África é só calor, nem em todo lugar é assim, especialmente no sul (para se ter ideia Cidade do Cabo fica abaixo do RS ). Em abril e maio, quando nós fomos, as noites são frias e os dias agradáveis. Passamos por lugares que uma toca e um casaco pesado foi indispensáveis e outros que um chinelo e uma bermuda deram conta do recado. Ou seja, mala cheia para todas situações . Dinheiro: Basicamente você precisará de dólares para trocar pela moeda local. Em alguns países (principalmente Tanzânia) dólares com data anterior a 2006 não são aceitas!!! E cartão de crédito apesar de ser aceito, normalmente é cobrado uma taxa extra de 5% a 10%!!!! A dica é, portanto, levar dólar em cash, e notas novas!! Segurança: A segurança de fato não é o ponto forte de muitos países da África. Apesar de nos sentirmos seguros na África do Sul, nos demais países estávamos sempre de olhos abertos e evitamos dar muita bobeira. Tirando umas extorsões de policiais em Zanzibar não passamos por situações claras de perigo, apenas momentos de tensão (o que talvez seja coisa da nossa cabeça, vai saber...) ãã2::'> Dia 1 - 21/abr/2016 Com relação à viagem, conseguimos uma bom preço para a África do Sul, algo em torno de R$ 2500 com as taxas em vôos direto de Guarulhos com ida chegando em Cidade do Cabo e voltando via Johanesburgo. Também é possível pegar cada trecho por 25 mil na TAM, e aqui vai a primeira dica: se for trocar por milhas na TAM, por telefone vc consegue melhores opções que no site, se no site aparecer vôos com escalas, por telefone é possível conseguir vôo direto Guarulhos -> África do Sul pela South African). Fizemos a viagem em 4 capangas, Eu, Guerrinha, Calado e Aroldinho. Dia 2 - 22/abr/2016 Para a África do Sul não é necessário visto, apenas a carteira internacional de vacinação contra febre amarela. Fizemos a conexão em Johanesburgo para a Cidade do Cabo na correria, pois o tempo era apertado, e como bons brasileiros furamos a fila do raio x para não perder o vôo . Lá no início da fila o segurança perguntou porque estávamos furando a fila, e explicamos que estávamos atrasados e que éramos brasileiros, ele apenas deu uma risadinha, falou um "obrigado" totalmente fora de contexto e nos deixou passar . Ahhh, como é bom ser brasileiro, parece que todo o mundo gosta da gente apesar das merdas que a gente faz.. hahaha Chegando em Cidade do Cabo trocamos alguns dólares no aeroporto, mas só o necessário, pq nos cobraram umas taxas que não foram cobradas no centro da cidade. Tínhamos 2 opções de transporte até o centro de Cape Town, um shuttle por uns 120 rands/pessoa, ou um ônibus que nos saiu 85 rands/pessoa. Claro que pegamos o busão, que por sinal é muito bom e funciona muito bem, além de interligar vários pontos da cidade. Dica importante, o ônibus não aceita dinheiro, apenas o cartão que pode ser recarregado nas estações interligadas. Em aproximadamente 1h o ônibus parou a 50m do nosso hostel Amber. Um bom hostel próximo a Long Street, uma rua movimentada no centro da cidade. Saímos caminhando para trocar mais dinheiro e conhecer a Long Street. Logo no começo da caminhada começou uma tempestade absurda que nos obrigou a entrar num pub chamado "beer house" que tinha mais de 100 rótulos de cerveja . Começamos a encher a cara para finalmente sentir as férias em nosso corpo . Assim que a chuva parou pegamos novamente o ônibus para o WaterFront. Paramos ao lado do belo estádio de futebol para algumas fotos e caminhamos pelo local que é muito bonito, organizado e turístico. Mais um pub, mais uns chopps e voltamos para dormir um pouco e esperar a chegada dos outros 2 capangas que chegariam em um vôo mais tarde. Lá pelas 23h chegaram o Calado e o Aroldinho, e como é um rito/obrigação do primeiro dia de férias, tinhamos que sair para beber. Eu tenho uma teoria, que a melhor maneira de se adaptar ao fuso horário é tomando um porre. Depois que você está muito bêbado basta dormir e quando acordar de ressaca vc não saberá onde vc está, quem vc é e o principal, que horas são!!! Aí basta olhar um relógio com o horário local e pronto!!! Seu relógio biológico se adapta automaticamente ao horário do relógio!!! Tiro e queda!! Convidamos um turco que estava dividindo o quarto compartilhado com a gente e fomos para o Club31. Um detalhe importante que só me caiu a ficha de verdade naquele dia, lá é mão inglesa!!! Percebi isso ao sair atrasado para pegar o táxi e os caras berraram para mim: "entra na frente", rapidamente corri para o lado direito do carro, abri a porta da frente com tudo e já ia sentando, quando notei que o taxista estava segurando o volante e me olhando assustado pensando que eu sentaria no seu colo! ãã2::'> Dia 3 - 23/abr/2016 Tínhamos alugado um carro no aeroporto e o plano para esse dia era ir para o Cabo da Boa Esperança, passando pela bela praia de Camps Bay, tendo Gansbaai, uma cidade bem ao Sul, como destino final. Seria em Gansbaai, cerca de 2h de carro de Cape Town, que tínhamos uma reserva para mergulhar com tubarões branco. Após várias barberagens, com direito a frequentes subidas em meio fio e entradas em contramão (eu fui eleito o que mais tirava fino ), chegamos na Camps Bay, praia bonita, mas não só pela praia em si, mas principalmente pelas belas casas e aquela grande montanha ao fundo que completa a paisagem. Caminhamos um pouco por ali sem pressa e almoçamos em um restaurante a beira mar. Terminado o almoço já eram quase 14h, e o dia estava lindo, sem nenhuma nuvem. Chegamos a conclusão que devido ao horário, e principalmente ao dia sem nuvens na table mountain (o que é raro) deveríamos adaptar os planos e ir para a imponente Table Mountain. Dica importante, compre os tickets para a montanha antes de ir para a África do Sul, além de ser o mesmo preço vc economiza muuuito tempo na longa fila de compra de tickets lá. A vista lá de cima é muito bonita, é possível ver a Robben Island, a parte turística com o estádio de futebol e as praias. Caminhamos lá por cima com bastante calma por cerca de 2h, quando começou a ficar muito frio. Descemos no último horário que era cerca de 17h30. Agora era ir para o Sul para o tão esperado mergulhos com tubarões branco, os mais perigosos animais do mar!!!! Estávamos prontos para ir rumo à Gansbaai quando vimos um email cancelando a saída para o dia seguinte devido as condições do mar. Puuuuuuuuuutz!!! Aí fod#%$& a porra toda... Esse mergulho era para nós o ponto alto deste destino, estávamos animados para isso, e se não fizessemos nesse dia estávamos com sério risco de perder esse passeio. Ligamos para outra operadora. A resposta? Também não faria a saída. E agora??? Achamos uma outra operadora que não tinha muitas recomendações, e pensamos: humm, quem sabe eles por eles serem menores são tambem irresponsáveis a ponto de sair mesmo com condições do mar desfavoráveis, era tudo que queríamos!! Ligamos e... batata!!! teria saída, e o principal era mais barata que as outras (1200 rands) e ainda estava incluso a hospedagem numa pousada por lá!!! ihaaaaaaaaaa. Lá fomos nós felizes da vida (e um pouco desconfiados da nossa sorte.. ) Depois de 2h de viagem em uma estrada muito boa (este é parte do famoso caminho do litoral da África que leva até Port Elizabeth), passamos por algumas das famosas vinícolas e por praias também até chegar no destino final próximo das 21h. Ao chegar na frente da pousada ng nos atendia... enviamos um whats para o dono que respondeu que já estava chegando... esperamos uns 20 minutos e nada.. ligamos e a resposta era a mesma "i`m going.." fuck, que demora do caraio... e dps de mais um bom tempo q esperamos cansados e com fome chega o dono cagado de bêbado . Parecia aquele morto muito louco com o rosto virado! A pousada era +-, um pouco de cheiro de mofo, mas foi mais do que o suficiente para nós. Após darmos algumas risadas com o esforço do dono para nos explicar como seria o dia seguinte sem parecer completamente bêbado (o que era impossível), tentamos sair para comer alguma coisa na cidade. Mas estava tudo fechado... Voltamos para a pousada e dormimos com fome. Dia 4 24/abr/2016 Acordamos tarde pois o mergulho seria somente às 10h da manhã. Passamos num supermercado e tomamos um bom café da manhã. Fomos de carro numa distancia de uns 15 minutos da pousada até a Supreme Shark, local onde mergulharíamos. Chegando lá uma ótima surpresa, ao contrário da pousada (e seu dono travado), o local era muito profissional, com bom equipamento, bom barco e ótima recepção. Tomamos um segundo belo café da manhã que não sabíamos estar incluso, ouvimos as instruções de como seria a ida, pegamos as roupas pro frio e lá fomos nós. É cerca de meia hora de barco, num frio do kct , e um cheiro de peixe ensurdecedor. Galera enjoa bastante. Tomamos um vonau para evitar o enjôo. Mas a condição do mar estava tranquila!!! Ponto para a escola irresponsável!! Chegamos no local com todo mundo na expectativa pelos tubarões. O staff começou a jogar água com sangue de peixo no mar. E a gente só olhando atentamente em busca do monstro. Silêncio. Mais peixe no mar. E nada. O Staff comentou que acontecia de não aparecer nenhum tubarão às vezes, será que teríamos esse azar? Até que alguém aponta para o mar e lá estava uma grande vulto dentro do mar. O staff berrou para o primeiro grupo entrar na gaiola para descer na água e ver o bixo de perto. O pessoal entrou com a roupa de borracha naquela água geladíssima. E lá veio o tubarão!! Aliás um não, logo apareceram 3!!!! e um devia ter cerca de 3,5m, era gigante!! Nossa vez e entramos na gaiola, e tivemos a maior sorte do grupo, ao puxar a isca para atrair o tubarão, a isca grudou na gaiola bem na nossa frente, e o tubarão veio com a boca enorme e cheia de dente aberta em nossa direção!!! E ali ficou tentando dilacerar a isca a 10cm da gente, qq dedo fora que colocássemos fora da gaiola, seria um dedo a menos!!! Foi um momento de êxtase. Voltamos com frio e felizes pelo dia. A ótima companhia Supreme Shark ofereceu um almoço. Comemos e la pelas 14h saímos correndo pois estava no nosso plano voltar para o Cabo da Boa Esperança ainda naquela tarde. Infelizmente seria corrido, pois com o atraso da saída para o mergulho perdemos 3h importantes. Foram mais 2h de regresso com bastante transito (e muita barberagem) tentando chegar em Boulders Beach onde é possível ver os pinguins. Chegamos as 17h e o parque para ver os pinguins já estava fechando neste horário. Neste horário também não conseguiríamos aproveitar o cabo da boa esperança... Ferrou... Mas mesmo assim todo o trajeto era muito muito bonito, usamos a tarde apenas para dirigir e curtir a estrada e os belos visuais (Misty Cliff foi um local muito bonito, passe por lá!), além de uma zebra, alguns babuínos, avestruz... Passamos por um vilarejo de praia chamado Fish Hoek, muito agradável para passar uma pernoite, com bons restaurante e uma caminhada à beira-mar. Chegamos a cogitar ficar por ali mas desistimos pq já tínhamos uma reserva paga em Cape Town. Na volta para a capital pegamos pela parte mais bonita da estrada, onde estava a Champman Peak, uma estrada basicamente turística, porque era mais longe para voltar para Cape Town por ali e era cobrado pedágio, mas é passagem obrigatória, especialmente se puder ver o por do sol por ali. Incrível!! Chegando tarde em Cape Town, no hostel Big Blue (grande e bem clima de hostel com bastante gringo, bar, galera bebendo e trocando experiência). Saímos a pé para o WaterFront para comer algo e dar um passeio. Na volta tinha tipo uma baladinha na rua do nosso hostel. Tentamos entrar pra ver qual é. Mas era uma balada meio esquisita, tocando um hip hop com os negão dançando num estilo bem doido. Tomamos umas 2 cervejas, saímos para comer um cachorro quente podrão na rua e fomos dormir. Dia 5 - 25/abr/2016 Acordamos cedo para voltar àquela bela estrada que vai até o Cabo da Boa Esperança, pois era nosso último dia por ali, às 15h tínhamos um voo para a Namíbia. Como não foi possível ver tudo que gostaríamos por lá tivemos que optar neste dia entre a Robben Island ou voltar no Cabo da Boa Esperança. Pelas belas paisagens que vimos no dia anterior nossa opção foi aproveitar mais uma vez por lá (outro detalhe que a Robben Island tem q reservar com antecedência, o que não fizemos. Na hora só indo no local e contar um pouco com a sorte). Após um trajeto agradável chegamos ao Cabo da boa Esperança. Sinceramente, nada especial, apenas uma pequena placa com uma fila de turistas para tirar fotos. Alguns pinguins, uma zebra e nada mais. Mas a manhã valeu bastante a pena pelo trajeto. chegamos ao aeroporto às 13h30, almoçamos por ali e embarcamos para a Namíbia pela Namíbia Airlines. Uma companhia ok, até peguei umas dicas e troquei umas ideias com uma namibiana que sentou ao meu lado. O papo só teve q encerrar quando ela repetiu o vinho oferecido no avião pela quarta vez e começou a falar nada com nada... Aí resolvi ler a revistinha e não dar mais atenção à conversa que eu não entendia nada.. O aeroporto da Namíbia é pequeno, e nos cobraram a carteirinha de vacinação contra febre amarela. Por ali mesmo já trocamos dinheiro com uma taxa melhor que em Cidade do Cabo (a conversão é fixa: 1 Namibia = 1 rand). Compramos um chip de celular para usar o google maps e pegamos o nosso "tanque de guerra". O baita carro que alugamos tinha 2 tanques de combustivel com autonomia para 1200km. Alugamos esse carro pela Bidvest e só tivemos pequenos problemas na vistoria para a retirada do veículo pois algumas coisas não estavam funcionando. Mas nada de mais. Era minha vez de dirigir e o nível ia ficando mais elevado , estávamos praticamente com um caminhão, com câmbio manual, em mão inglesa, e atento aos avisos de animais na pista (e eles aparecem de mesmo, mas consegui não atropelar nenhum!!!) . Ficamos no hostel Chameleon, um hostel famoso e bem localizado por lá. Gostamos. A janta dessa noite ficou no famoso Joes Beerhouse, com certeza o melhor restaurante que passamos em toda a viagem!!! Comemos umas Carne de springbok, crocodilo, zebra, kudu e oryx. Todos deliciosos bichinhos que iríamos encontrar pela estrada. Dia 6 – 26/abr/2016 O plano para esse dia era usar a manhã para dar uma volta e conhecer Windhoek para ao meio dia partir rumo ao deserto de Sossusvlei. Na Namíbia não se sugere dirigir de noite. Pouquíssimas estradas são asfaltadas, e geralmente não se encontra uma alma viva por horas. Não há cidades nem postos de gasolina no caminho e ao final de tarde e de noite grandes animais podem invadir a pista. Tomamos o café razoável do hostel e descobrimos que sairia do hostel um free walking tour (Alvin the Guide) às 9h30, perfeito para nós!!! Aproveitamos a nossa sorte e conhecemos um pouco das pouquíssimas atrações da cidade. O mais interessante foi conversar com um morador da Namíbia (o guia) sobre economia, política, cultura e muito mais. Percebemos como ser uma colônia está vivo na vida dos africanos. Povos muito distintos foram forçosamente agrupados em um país assim como um único povo foi separado por uma linha no mapa. Conversando com esse Namibiano, que faz parte de um povo dividido parte na Namíbia e parte em Botsuana, fica fácil entender porque é tão difícil a unidade nos países da África, e, ao mesmo tempo, tão fácil guerras entre facções com o discurso da unificação dos povos separados. Terminado o walking tour passamos em um supermercado para comprar suprimentos para passar os próximos dias que seriam dirigindo em meio ao deserto. Lá um fato curioso, fui acusado de racismo no supermercado, simplesmente porque não entendi o que as mulheres do caixa me falaram. Depois de ouvir que nós estrangeiros brancos éramos arrogantes e racistas fui almoçar arrasado . Poxa, logo eu que estava com tanta simpatia pela cultura e história dos povos africanos... Mas enfim, bola pra frente. 13h30 estávamos na estrada, um pouco depois do que tínhamos planejado. Seguimos o caminho Windhoek – Rehobot – Bullsport – Solitaire – Sesriem. Os 350km e aproximadamente 5 horas de direção foi em com estrada de chão, sem cidades com comércio nem postos de gasolina, mas em boas condições que permitem andar, em média, 80km/h. Tínhamos locado um GPS para o carro e também tínhamos o google maps com 3g, nem um nem outro nos ajudou fora das grandes cidades. O que nos salvou foi o velho e bom mapa de papel que pegamos no hostel. A chegada em Sesriem (entrada para o belo deserto de Sossusvlei) é a parte mais bonita do trajeto, e o final de tarde com aquele enorme sol vermelho se ponto, formando um espetáculo de cores decorado por diversos animais que atravessavam as ruas foi um espetáculo a parte. Ali começou nossa paixão por esse incrivel deserto. Vimos praticamente todos os animais que tínhamos jantado na noite passada.. Chegamos no finzinho de tarde no camping “Desert Camp” que tínhamos reservado. Mas que camping porra nenhuma, era quase um resort!! uma bela de uma piscina de água bem azul em meio ao deserto, com um bar ao lado com um chopp beeem gelado e barato (25 Namibias). As “barracas” eram verdadeiros quartos de hotel, espaçosos, com um banheiro muito bom e uma cozinha externa com uma churrasqueira que ficou ainda mais maravilhosa quando descobrimos que era possível encomendar carnes exóticas na recepção para fazer no dia seguinte!! Dia 7 – 27/abr/2016 Hoje iríamos entrar no parque para conhecer o deserto. A entrada do parque abre ao nascer do sol (6h15 nesta época do ano). Existe um hotel e um camping dentro do parque, que permite a você chegar mais cedo para ver o nascer do sol nas dunas. Esse nascer do sol é fantástico de assistir nas dunas vermelhas de Sossusvlei, pois a medida que o sol vai se erguendo as cores das dunas vão se alterando do vermelho pro laranja tornando tudo um grande espetáculo. Acordamos as 5h da manhã pois queríamos ser os primeiros a entrar no parque. São 4km do Desert Camp até a entrada do parque (alguns alojamentos ficam a 60km dali, fique atento se for reservar algo por lá). Acordar cedo não valeu a pena, pois não tinha tanta fila. Entrando no parque são 45km até a Duna 45, o ponto de parada tradicional para subir a duna e assistir o nascer do sol, em nosso caso o “nascer do sol”, que já estava bem alto... Mais 20 km se chega na entrada do Dead Vlei, ali vc tem que deixar seu carro para pegar um transfer que custa 130 namibias por pessoa. É permitido ir com o seu 4x4, mas vimos vários atolados, não vale a pena. Após o transfer tem uma caminhada de uns 700m até o Dead Vlei, um paraíso para os amantes de fotos. Dead Vlei possui um chão bem branquinho onde brotam árvores milenares pretas, rodeado das enormes dunas vermelhas sob um céu azul sem uma nuvem. Incrível. Cada um de nós caminhou para um canto observando com nossos olhos o que muitos ficam perplexos ao ver somente as fotos. Eu com meu fone de ouvido com um pink Floyd, fui a um momento de êxito. Às 11h o sol já estava insuportável, nem passou em nossas cabeças fazer as loucuras de alguns e subir os mais de 300m de altitude da Big Daddy, a duna mais alta do deserto com 325m de altitude que fica ao lado do Dead Vlei. Decidimos voltar, mas antes almoçamos no restaurante da entrada do parque. Dali fomos para os canyons de sesriem, que fica próximo e dentro da entrada do parque, bacana conhecer. Às 15h estávamos tomando um maravilhoso chopp na piscina do Desert Camp que só foi interrompido por uma tempestade de areia!!! Já meio bêbados começamos o churrasco de kudu, oryx e impala. A sensação de fazer um churrasco praticamente dentro do deserto é indescritível. O silêncio, os animais que passavam por ali (3 oryx cruzaram o nosso acampamento, e até uma raposa que veio comer as sobras ao nosso lado), o céu que permitia ver a mancha branca da via láctea de tão estrelado. Tudo em meio à Namíbia, certamente um momento que não esquecerei nunca. Dia 8 – 28/abr/16 Tomamos um café da manhã no “acampamento” admirando aquela vibe fascinante pela última vez , às 8h estávamos na estrada. Logo já chegamos em Solitaire para uma breve parada, um café na boa padaria que tinha ali, e uma abastecida no nosso tanque, apesar de que na teoria não seria necessária mais combustível. Como falei antes, ali tinha o único posto que encontramos no trajeto desde Windhoek até Swankopmund!!! No caminho, sempre muito bonito e sempre de estrada de chão, passamos pela famosa placa do trópico de Capricórnio e às 13h30 chegamos no Hostal em Swankopmund, que era a casa de uma simpática namibiana que nos ensinou um pouco daquela língua africana que se fala estalando a língua, um sarro!!! Swamkopmund era muito bonita e organizada, parecia um pedacinho da Alemanha na África. Almoçamos num excelente supermercado chamado “Food Lovers” que tinha várias opções muito gostosas e rápidas (na Zâmbia descobrimos que essa era uma rede africana de supermercados). Dali fomos ao Desert Adventures onde tínhamos reservado para dar uma banda de quadrículo dentro do deserto!!! Cara!!! Isso ali foi demaaaaais!!! Foram 2h tocando o pau no meio do deserto, subindo e descendo dunas, cavalos de pau (quando o guia não estava olhando), com direito a um acidente do Aroldinho que sumiu no meio das dunas enquanto seu quadriciclo andava sozinho pelo deserto até se chocar com uma duna!! ::lol3:: Recomendo fortemente para quem gosta de um pouco de emoção misturado com uma sensação especial de estar no meio de um deserto muito top!!! Foram 600 Namibias por 2h. Na minha opinião não vale a pena pegar mto menos de 2h, acreditem, é massa mesmo!!! ::otemo::::otemo::::cool:::'> Ali na Desert já reservamos o passeio para o dia seguinte em Sandwich Harbor, 70 dólares por pessoa num tour privado para nós 4. De noite fomos em um restaurante famoso, chamado Tug, ele fica tipo em uma palafita no meio do mar. Era gostosinho, preço nem tão barato para o padrão Namíbia, mas valeu a pena. Ali vc entende um pouco da onde vem o racismo tão forte da Namíbia. 100% de quem estava jantando era branco, e 100% dos que estavam trabalhando eram negros. E os clientes não parecem muito preocupados em ser simpáticos com os atendentes... Enfim... ::bad::::bad:: Dia 9 – 29/abr/16 Às 8h o guia estava nos esperando na porta do Hostel para ir à Sandwich Harbor, o lugar onde a imensidão das dunas do deserto encontram o mar! Deserto e Mar!!! ::ahhhh:: Pode isso??? Muito louco... O passeio passa antes em alguns pontos bacanas da cidade, inclusive em uma orla com casas muito bonitas que segundo o guia eram casas de gringos cheio da grana. Depois entramos no meio das dunas do deserto com aquele caminhonetão parecido com o que dirigíamos. O cara ia na velocidade atento às trilhas e escolhendo os lugares onde não iria atolar na areia fofa. Se fosse eu no volante já tinha caído em um areia movediça nos primeiros 200m... ::lol4::::lol4:: Foram muitas dunas descidas com emoção, enquanto o guia contava do baixo risco das manobras e divertia-se com nosso apavoro. “Teve uma vez que o carro capotou na duna e uma gringa quebrou o pescoço e morreu, mas é raro” comentava ele ao meio de risadas... :o:o::vapapu:: ::vapapu:: Chegando perto de Sandwich Harbor não conseguimos avançar até o destino final, pois a maré estava alta e subindo, e como o caminho era entre os paredões de dunas e o mar, não seria possível seguir por ali. Subimos as dunas por ali mesmo e o visual era fantástico. Apesar de não termos ido ao ponto final, ficamos com a certeza de que dificilmente a paisagem conseguiria ser mais bonita que aquela! ::love::::love:: Na volta paramos para um almoço muito gostoso em meio ao deserto e um papo super divertido com o nosso guia nota 10 (infelizmente esqueci o nome dele e da companhia que ele trabalhava). ::prestessao:: Chegamos às 14h30 no hostel, um pouco depois que esperávamos, e seguimos voando para Windhoek para evitar a estrada de noite. Este trajeto era mais tranquilo, finalmente todo asfaltado. Foram 4h até lá com um pouco de transito na chegada. Chegando novamente no Hostel Chameleon, qual seria a opção de janta?? Joes, é claro. :D Não conseguimos nos convencer que arriscar uma outra opção de restaurante valeria a pena.. Sério, aquele Joes é demais!! ::lol4:: Era nossa última noite na Namíbia, e o dia seguinte seria apenas aeroportos, a estratégia era beber umas e se cansar para ter mais forçar para dormir nos aviões... ::hahaha::::hahaha:: . Fomos num cassino meio sem graça no hotel Hilton que era perto dali (única construção que estava com a pintura em dia na cidade). Mas não duramos muito e fomos dormir após o Guerrinha quase enriquecer no Black Jack e perder tudo na sequência.
  5. 1 ponto
    Meu nome é Leticia, tenho 17 anos e este é o relato da minha primeira viagem sem meus pais. Passei três noites, 24/07/2018 a 27/07/2018, em Campos do Jordão com mais quatro amigas de 16/17 anos. (Essa é a primeira vez que escrevo qualquer relato nesse fórum, não esperem que seja um post muito bom kkkk) Introdução: Eu e quatro amigas concordamos, em 2017, que a viagem de formatura para Porto Seguro, opção de grande parte dos alunos do terceiro ano de nossa escola, não era o tipo de diversão que nos agradava. Resolvemos, então, fazer a nossa própria. Depois de muito procurar por cidades que fossem próximas de São Paulo, que fossem bem equipadas com transporte público e que tivessem atrações concentradas em um eixo principal, percebemos que Campos do Jordão seria uma boa opção. Embora as informações sobre linhas de ônibus fossem escassas, sabíamos da existência de uma que nos levaria ao horto florestal sem problemas e, assim, já tínhamos o principal que procurávamos: natureza. E, além de tudo, poderíamos nos hospedar na pousada da tia avó de uma de nós, a Vila das Cores, sem precisar formalizar em cartório a autorização de nossos pais. A Viagem: 24/07- Nos encontramos cedo na rodoviária Tietê para imprimir nossas passagens compradas previamente e embarcamos às 9:30. Chegamos a Campos as 12:30 e, como a cidade tem poucos supermercados na zona turística e queríamos fazer um piquenique do horto floestal, montamos um plano para conseguir ir ao mercado próximo à rodoviária comprar a comida de que precisávamos, antes de ir para o hotel. Fomos três a pé enquanto duas ficaram cuidando das malas e procurando um taxista que topasse levar nós cinco à nossa pousada em um carro só. Nenhum aceitou... para economizar, três foram de táxi com as malas enquanto duas encontraram o caminho a pé com o google maps, o que se tornou uma caminhada de vinte minutos. Pelo percurso de 2km o taxista cobrou R$22,00l!! E não ligou o taxímetro!! Ficou bem claro que nos passaram a perna, mas não queríamos discutir, tínhamos acabado de chegar. Após deixar as malas no quarto e receber um convite para jantar na casa da tia, fomos felizes conhecer o Alto do Capivari onde ficam concentrados os restaurantes e lojas. Almoçamos no Pastelão do Maluf onde o número ímpar de pessoas dificultou um pouco a divisão de pastéis, que alimentam dois. O teleférico e o pequeno parque com laguinho ao pé do Morro do Elefante foram a próxima parada: pagamos o exorbitante valor de R$17,00 pelo teleférico e nos surpreendemos com o preço de, também, R$17,00 por pessoa para alugar o pedalinho. A subida, embora cara, é muito divertida e, como o mirante não estava tão cheio, conseguimos ficar um bom tempo lá observando. Depois tomamos um chocolate quente na loja Cacau Premium onde encontramos o melhor preço de R$6,00 pela mesma bebida vendida em outros lugares por R$15,00. Andamos sem rumo por um tempo conhecendo a cidade e voltamos à pousada cedo para iniciarmos a longa rodada de banhos em um banheiro só. A pousada Vila das Cores era exatamente o que procurávamos: ficava a poucos minutos de caminhada do centro e tinha opção de quarto para cinco pessoas. Pagamos cada uma R$400,00 pelas três diárias, um preço que achei justo, e ainda recebemos diversos pequenos agrados, como uma cestinha de bananas e maçãs e uma jarra de água que enchiam para nós todos os dias. Às 20:00 atravessamos a pousada e fomos à casa da tia avó jantar. Me surpreendi com a gentileza da senhora, que nos fez uma sopa deliciosa e teve a delicadeza de não acrescentar carne pensando que algumas de nós talvez não gostassem (e ela acertou, temos duas vegetarianas no grupo). A comida estava perfeita, não poderíamos ter tido uma melhor janta de boas vindas no frio e ainda recebemos outro convite para almoçar com ela na sexta-feira quando estivéssemos indo embora. Ela foi a primeira de uma série de pessoas que nos surpreenderam com a simpatia, gentileza e alegria na cidade. Pastel João Dória 2 (queijo minas + orégano + tomate MUITO BOM) Vista do mirante no Morro do Elefante Chocolate quente da Cacau Premium
  6. 1 ponto
    Bom pessoal, depois de deixar de relatar diversos mochilões porque demorava a escrever e esquecia muuuuitas informações, resolvi começar logo o relato dessa trip que eu e meu amigo (Diego) fizemos para esse lugar absolutamente incrível que possuímos aqui do ladinho de nossas casas!!! O objetivo desse relato não é apenas o de passar as informações, mas de tentar MOTIVAR o maior número de pessoas a irem a esse local que é FANTÁSTICO e que AINDA (mas em processo de) não é sugado pelas empresas. Fiquem a vontade para tirar QUAISQUER dúvidas. Se algo ficou meio difícil de entender, só falar que tento explicar de outra forma EDIT 1 (28/07/18): ADICIONADO MAPA DA TOPOGRAFIA E DISTÂNCIAS Nesse mapa abaixo, as estrelas vermelhas são os possíveis locais de entrada no parque. Exceto a seta que está escrito "Camp Fracês", que é um acampamento que não estava plotado no mapa! O QUE LEVAR? Pra dar um norte a alguns que não tem ideia do que levar, aqui vai a lista do que levei e do que poderia ter deixado para trás ou levado a mais: - Mochila Quechua de 75L; - Mochila de ataque levada no peito (não façam isso de levar uma mochila na frente, por favor kkkkk. Foi a pior burrice por um lado, mas por outro a câmera estava a todo momento protegida e de fácil acesso. Todavia, se eu voltasse lá, não faria isso kkkk); - 2 bastões de caminhada (ajudam ABSURDO, ainda mais para passar em determinados locais inundados ou com barro); - Comida liofilizada Moutain House (MUITO boa, mas não é fundamental), salame, chocolate, frutas secas + amendoim; - Barraca Azteq Nepal 2 (frente a outras que vimos por lá, aguentou ABSURDAMENTE bem); - Isolante inflável Thermarest; - Saco de dormir North Face Aleutian (Conforto: -3ºC, Limite: -9ºC e extremo: -28ºC. Um bom saco de dormir faz sua noite ser absurdamente agradável. O Diego usou um que não era para temperaturas tão baixas e passou algumas noites de desconforto); - Capa protetora da mochila (que se foi com o vento e é desnecessária. Como já tive vários estresses despachando mochilão, resolvi colocá-la para despachar e passei um rolo de papel filme – aqueles de comida mesmo – em volta, mas não adiantou. A proteção já chegou com alguns furos no destino); - Fogareiro JetBoil (muito bom pra economia de gás, praticidade, fazer um chá/café de forma bem rápida (e na “potência” mínima do gás), levando de 2 a 3 minutos para ferver 400ml de água com temperatura entre 0 e 5ºC); - Corta vento (superior e inferior); - Máscara facial + touca (grazadeus o Diego tinha um sobrando, pois esqueci o meu rsrs) - Luvas (nos salvou de voltar para casa com todos os dedos, mesmo que ainda não estejam 100%); - 2 Fleece (um eu nem usei e sumiu L. Ou seja, 1 dá conta do recado) - 15 cuecas (-.- ... isso se deve a um aperto que passei em uma viagem, mas TOTALMENTE desnecessário essa quantidade. Umas 5 ou 6 já está ótimo); - Calça térmica (te permite usar uma bermuda por cima, daí nos locais que começa a esquentar demais – dentro de florestas –, fica bom, não aquece muito); - Duas bermudas (aquelas de academia – uma seria o suficiente); - 6 Camisetas (3 ou 4 seriam suficientes); - Botas de caminhada (ajudou MUITO. Não faria de forma diferente); - Chinelos (ao chegar ao acampamento, ajudam a deixar o pé “respirar”); - Óculos de sol - Kit Emergência (diversos remédios, agulha e linha “cirúrgica”, tesoura, pinça, etc); - Kit Banho + creme hidratante (Isso ajuda MUITO a noite antes de dormir. A pele fica absurdamente seca devido ao vento incessante) - Protetor Solar (Não usamos muito, mas dependendo do dia pode ajudar bastante); - Chapéu pra proteger do sol (nem encostei nele, kkkk. Era o tempo todo de touca e máscara); - Lanterna de cabeça (Foi totalmente desnecessária, mas numa emergência pode ajudar. Lá temos em torno de 16h de luz, então 22:30h ainda está relativamente claro); - Kit de fotografia (T5i, 18-55mm, 70-200mm, limpa lentes – importante -, duas baterias – não foi nem metade de uma –, carregador, adaptador, 2 SD card de 16 gb cada e 1 de 32 gb. No total foram umas 1300 fotos em .RAW) - Sugiro colocar separadamente as coisas de dentro do mochilão em SACOS DE GELO, isso mesmo. Tudo ficará impermeabilizado e você não terá que se preocupar com isso pelo resto da viagem (lógico que eu não fiz isso – vacilei –, mas o Diego fez e teve uma tranquilidade absurda com relação à chuva durante todo o circuito). A MOTIVAÇÃO: Essa vontade de conhecer Torres del Paine veio depois de fazer um mochilão pela Patagônia (chilena e argentina) há 4 anos atrás. Eu e minha esposa fizemos algumas trilhas em El Chaltén, visitamos El Calafate, etc. Durante as pesquisas, me interessei por TdP, mas como estávamos com pouco tempo para esse mochilão, resolvemos deixar para outra vez, mas JUREI que iria voltar e fazer o circuito O um dia. AS EMPRESAS: Vocês não podem deixar de saber que antes de ir pra lá, vocês precisam de antecipação, planejamento e muita, mas MUITA paciência. Lá existem 3 empresas para se reservar as áreas de camping ou os “lodges”. São elas: Fantástico Sur, Vértice Patagonia e CONAF, sendo esta última governamental e responsável pela gestão de vários parques nacionais, incluindo TdP. Definidas as datas dos voos de ida e volta, começamos a correr atrás das reservas dos campings. Nesse ponto, vale um adendo: · O Circuito O só pode ser feito no sentido Anti-horário. Logo, deve-se fazer as reservas dos campings nesse mesmo sentido. Conseguimos fazer as reservas com a Fantastico Sur sem problema algum. Não havíamos decidido por nenhum acampamento da CONAF (que são de graça, todos). As reservas que faltavam eram apenas as da VERTICE PATAGONIA e é aí que começa a dor de cabeça. Um a dois meses antes da viagem, começamos a fazer as reservas. Inicialmente a Vertice estava com a página em manutenção. Ao voltar, possuía um sistema de reservas pelo próprio site, mas que desde o primeiro dia (literalmente), não funcionava. Então, a outra forma seria enviando um e-mail com o número de pessoas, data e locais que gostaria de reservar e, se eles lessem o seu e-mail, te responderiam com o passo-a-passo para realizar o pagamento. Bom, enviávamos o e-mail e nada. Como foi chegando o dia do voo de ida, começamos a procurar informações no Tripadvisor e lá uma pessoa havia informado que eles possuíam mais 7 e-mails. Começamos a bombardeá-los com e-mails, mas não obtivemos nenhuma resposta (havia a confirmação de leitura, mas não nos respondiam). Apesar de vermos várias pessoas mudando as datas da viagem ou até cancelando o voo, decidimos ir e lá procuraríamos a agência física da empresa (nem o telefone eles atendiam). Caso não conseguíssemos fazer a reserva pela Vertice, faríamos apenas o circuito W (que já estava reservado pela Fantastico Sur) e iríamos para El chaltén, uma cidadezinha argentina bem pequena e aconchegante que fica a 400km de Puerto Natales e que tem vários trekkings de dificuldade variada e de vários dias, ou seja, tem para todos os gostos! Dia 1 – Porto Alegre – Punta Arenas – Puerto Natales Embarcamos em POA para a conexão em Buenos Aires e Santiago com a ideia firmada que iríamos tentar chegar à cidade e ir à agência física da Vértice (o Google informava que estava permanentemente fechada e não atendiam o telefone. MAS, não confiem nesse tipo de informação do Google!!!). Bom, como desgraça pouca é bobagem, o voo de POA para Buenos Aires atrasou e perdemos a conexão para Santiago!!! Maravilha, que mais podia dar errado?! Maaas há males que vem para o bem! Nesse meio tempo de espera no aeroporto de Buenos Aires enviamos mais um e-mail para essa maldita empresa e embarcamos para Santiago. Eis que, ao pousar em terras chilenas, abrimos o e-mail e vimos uma resposta dizendo que nossas reservas estavam feitas mas para garanti-las teríamos que pagar em 48h. Como chegaríamos em Puerto Natales no dia seguinte, deixamos para efetuar o pagamento in loco e não ter mais nenhum estresse. Aqui vale ressaltar sobre a aduana chilena que são bem chatos com comidas e/ou qualquer coisa de origem vegetal ou animal (eu já havia sentido na pele isso alguns anos atrás). Sabendo disso, resolvemos declarar o que trazíamos e deixar que eles decidissem. Foi nessa que o Diego perdeu 5 salames que estava trazendo para o circuito. Segundo o fiscal, o salame era defumado e só poderia entrar se fosse COZIDO. Comigo ele perguntou o que eram as comidas liofilizadas e eu disse que eram como o macarrão instantâneo (vulgo miojo ahaha). Mesmo fazendo uma cara de desconfiado, deixou passar. Passamos a noite no aeroporto de Santiago e embarcamos pela SkyAirline para Punta Arenas. · Sugiro, quando forem pegar voos domésticos no Chile, procurar por esta empresa. Apesar de não darem nenhum lanchinho (kkkk), pagamos US$120,00 Santiago-Punta Arenas (ida e volta/pessoa). Ao chegar no aeroporto de Punta Arenas, havia um ônibus indo para Torres del Paine direto do aeroporto, mas não tínhamos pesos chilenos suficientes (deixamos de trocar no aeroporto de Santiago e no de Punta Arenas não tem casa de câmbio. Aquela famosa economia porca, pois poderíamos ter trocado o suficiente para o ônibus e, em Puerto Natales, trocaríamos o resto). Então, saímos perguntando o preço para ir para o centro da cidade e ouvimos dois israelenses pechinchando com um taxista. O Taxista pedia 10.000CLP. Sugerimos que dividíssemos o valor em 4 pessoas e todos aceitaram. · Em Punta Arenas não existe uma rodoviária única a todas as empresas. Cada uma possui a sua “estação”, a sua garagem e você precisa ir naquela que irá pegar o ônibus. Ao chegar à cidade, trocamos R$900,00 a 190CLP/real, uma boa cotação e que não acharíamos mais. Todavia, a cotação do dólar pouco variou de Punta Arenas para Puerto Natales (algo em torno de 5 a 10 pesos/dólar). Trocamos o dinheiro e saímos correndo para a Buses Fernandez. Por sorte, o ônibus ainda não havia saído. Acabara de fechar as portas, apenas. Pedimos pelo amor de deus para que abrissem e nos deixassem entrar kkkkk. Com cara de bravo, deixaram. Durante o trajeto havia wi-fi no ônibus, mas era pago. E caro. Nos cobraram 8.000 CLP/pessoa o trecho. Todas as empresas giram em torno disso, não tem muita diferença não. Chegamos em Puerto Natales 3 horas depois, numa viagem LINDA. Sugerimos que se mantenham acordados hehehehe. Deixamos nossas coisas no hostal Vaiora, que já estava reservado (US$20/pessoa). Um hostal bem simples, mas limpinho e aconchegante. Erramos o caminho ao chegar. Começo do treinamento. Andamos 1km para o lado errado, mais 1km para voltar, mas pelo menos vimos esse fucking Dog fotogênico hahaha · Vale lembrar que ao pagar em dólar, não existe a necessidade de pagamento de 19% do IVA (desde que mostre o papel que recebeu na entrada ao país), um imposto que eles deixam passar para incentivar o turismo e para aumentar a quantidade de dólar americano no mercado chileno. Na sequência fomos direto à Vertice fazer o pagamento da reserva (fica na Calle Manuel Bulnes, 100. Há duas, mas a certa é essa). Ao chegarmos, os atendentes estavam lá tranquilões, como se nada estivesse acontecendo. Milhares (literalmente) de pessoas desesperadas e eles super de boa, mas ok. Dissemos que queríamos fazer o pagamento da nossa reserva para o circuito O. Inicialmente a atendente não levou a sério (não acreditou que tínhamos a “autorização” daquela reserva), então mostramos o e-mail deles próprios. Pagamos e fomos fazer as compras de equipamentos que nos faltavam. Compramos um bastão, caneca com mosquetão (super indico. A caneca era FODA. Não sabemos dizer como, mas as bebidas quentes que fazíamos nela simplesmente NÃO PERDIAM CALOR hahahaha. Também pela facilidade de deixa-la pendurada e a qualquer água corrente que víamos no circuito, parávamos para beber), poncho da NTK (pelo amor de deus, não comprem isso!!! Material de péssima qualidade. Rasgou inteiro nos 20 primeiros minutos de trekking) e gás. Aproveitamos para passar no supermercado e na loja de frutas secas para comprar as guloseimas que faltavam. · A loja de frutas secas é excelente! Tem muitas variedades e num preço bem acessível. A loja chama Itahue e fica na Rua Esmeralda, 455B. Voltamos para o hostal, deixamos tudo, tomamos um banho e saímos para jantar. Mandamos uma pizza, mas cabiam duas kkkkk. Voltamos para arrumar as mochilas e dormir. Dia 2 – P. Natales – Torres Del Paine (1ª noite: Camping Serón) Pegamos o ônibus na rodoviária por volta das 07:30 e chegamos na entrada da Laguna Amarga umas 9:20. Ao chegar, todos devem desembarcar do ônibus e fazer a entrada no parque. Nessa etapa, pega-se uma fila enorme (todos os ônibus chegam juntos). Se der sorte de ser dos primeiros ônibus, ótimo, caso contrário vai esperar um pouquinho. Caminho para TdP: Após todos fazerem a entrada e o pagamento (21000CLP ou uns US$35 – aceitam os dois), todos devem assistir a um vídeo de 2 minutos aproximadamente, falando tudo o que pode e o que não pode fazer no parque, inclusive o valor e pena das transgressões. Após isso, todos voltam para os ônibus. Os que vão ficar na Laguna Amarga já podem pegar suas mochilas e iniciar o trekking ou então pagar 3000CLP para pegar outro ônibus que andará por 15 minutos (7,5km) até a área do Camping Central/Las Torres. Fora isso, o ônibus que estava lá parado espera os que vão para as outras duas entradas (Pudeto ou Sede Administrativa) voltarem para seguir viagem. Chegando à entrada da LasTorres tem uma lojinha com alguns artefatos de trekking, para aqueles que esqueceram de algo ou para os que tem muito dinheiro. Desde esse momento percebemos como as coisas seriam absurdamente caras em qualquer lugar dentro do parque!!! Por exemplo, uma coca-cola de lata de 350ml custa 2000CLP, algo em torno de 11 reais. Uma bolacha menor que Trakinas também tem o mesmo valor. A única coisa que eu vi que era RAZOÁVEL de se pagar (mas não era barato), foi no Camping Grey, que tinha um chocolate Prestígio por 500 CLP, algo em torno de 3 reais. Não comprei, me arrependi, pois não haveria outra oportunidade desse tipo kkkkk. Bom, começamos então em direção ao Camping Serón. É meio complicado de achar o caminho inicial. Não tem NENHUMA placa indicando a direção (algo que constatamos depois, foi que o Circuito O por ser menos procurado/turístico, não tem a mesma infraestrutura do W, mas essa foi a melhor coisa que poderíamos ter! J). Ficamos esperando ver se haveria algum fluxo de pessoas para algum lugar e em alguns minutos achamos o caminho. Começou uma leve subida e, nossa fiel e inseparável CHUVA. Como ainda estávamos sem experiência no que se trata de patagônia, desesperamos e começamos a colocar os anoraks e o bendito poncho (aquele que indiquei para não comprarem). Mas por que comprei essa droga? Para proteger a mochila com material fotográfico que estava no meu peito. Foi só eu colocá-lo e puxar a cordinha do capuz que começou o rasga rasga. Então peguei o que sobrou desta droga e só embrulhei a mochila (6300CLP jogados fora). No final do dia iríamos perceber que não precisa desse desespero. A chuva que cai, juntamente com o clima seco e o vento forte, não é o suficiente para molhar. O que molha já seca em segundos/minutos. E todo o resto da viagem foi usando esse aprendizado, ou seja, não colocávamos mais o anorak para proteger da chuva ou neve, mas sim do vento. O caminho do Central para o Serón é bem tranquilo. Em alguns momentos tivemos que atravancar pelo mato porque estava impossível de passar pela trilha. Muito barro! Uma das coisas que ajuda a ficar assim é que muitos cavalos vão até o Serón e isso piora absurdamente a trilha, mas nada que impeça de continuar. O tempo previsto era de 4h, mas fizemos em umas 5h, fomos bem tranquilos nesse primeiro dia. Chegando no camping, largamos as mochilas num canto, definimos onde iríamos montar a barraca, a montamos e fomos comer. Nesse camping existem algumas plataformas para se montar a barraca, mas não sabemos se era para todos ou teria algum preço diferenciado (eu particularmente não gosto. Como é em campo aberto – diferente do camping Francês que só tem plataformas mas é dentro da floresta –, facilita que o vento destrua a barraca se der uma rajada muito forte e entrar por baixo da plataforma, pois ela é como se fosse um estrado de cama). Após comermos e descansarmos um pouco, demos uma andada pela área. Há um local abrigado para cozinhar, algo que ajuda bastante!!! Os campings que não possuíam isso, juntando-se ao fato de o vento não parar um segundo, faziam com que preparar a comida se tornasse algo trabalhoso e chato, já que é um momento de socializar e descansar. Após jantarmos, fomos dormir e, algumas horas depois, começou uma chuva constante que seria nossa companheira até acordarmos. Pontos negativos desse lugar: Havia UM banheiro e UM chuveiro para mais de 20 pessoas. O banheiro estava em estado deplorável... o chuveiro não sei se era quente. Não tomamos banho esse dia. 3º Dia – Camp Serón – Camp Dickson Bom, deveríamos acordar 06:00h (depois percebemos que era desnecessário), mas ficou uma chuvinha tão boa desde a meia-noite que não conseguimos acordar. Acordamos umas 07:30h e ficamos enrolando dentro da barraca até as 08h. Esse dia andaríamos bastante, cerca de 19km (~6h), mas o nível de dificuldade era tranquilo, uma vez que a maior parte seria com pouca variação de altitude (mínimo de 170m e máximo de 330m). Levantamos, arrumamos todas as coisas e deixamos só a barraca por desmontar, torcendo pela chuva parar de cair (o que mais baixava o moral era guardar a barraca com chuva, pqp! Kkkk). Enquanto comíamos, a chuva parou! Como a barraca estava molhada da chuva e de manhã é sempre bem frio, foi difícil enrolá-la, as mãos doíam de tanto frio! Mas vamos que vamooos. Nessa parte do circuito o rio Paine nos acompanha a todo o momento pela direita e também tem umas belas montanhas no começo, mas com o tempo nublado pouco conseguimos ver. Rio Paine: É nessa trilha que fica a Guarderia Coirón que vai verificar se você possui reserva no Dickson para poder prosseguir no Circuito O. Não possuindo, o guarda parque te mandará voltar. Paramos diversas vezes para comer, descansar, observar. Como sempre, chega uma hora que o vento cansa, porque não para... então ele te obriga a pegar a trilha novamente hehehe. Esse dia foi o primeiro dia que sentimos o peso da mochila. O trapézio já estava pedindo um intervalo. Como só faltavam uns 4km fizemos uma longa parada pra descansar e tirar algumas fotos! Valeu muito a pena... O Camp dickson dá pra ver de longe. Fica num lugar bem plano, circundado pelo Rio Dickson. Quase no final da trilha tem um “mirador” que se consegue ver as construções do camping, o lago e o glaciar ao fundo, mas pra chegar lá ainda tem uma subidinha bem tranquila, mas uma descida íngreme. O bonito desse lago é que diversos icebergs se desprendem do glaciar e vem parar pertinho do camping. Com uma boa luz do sol dá pra tirar ótimas fotos! Pensamos em brincar um pouco e entrar no lago, mas nessa área o vento é bem mais forte do que havíamos pego até então e como todos sabem, o problema não é NA água, é depois de sair dela kkkkk. Assim que chegamos fomos ver se tinha água quente e... TINHA! Um lugar bem apertado, mas sem problema algum. Não batia vento!! Kkkk Tomei um banho rápido, montamos a barraca e saímos bater umas fotos e conhecer os arredores. No Camp Serón não lembro de ter nada a venda; já no Dickson tinha alguns biscoitos, chocolates, etc, coisa bem básica mesmo. Nada de refeições. Voltando das fotos fomos jantar. Era mais ou menos assim as refeições: eu fazia um pacote liofilizado pela manhã, comia metade no café e guardava a outra metade para a trilha (tem um sistema ziploc na própria embalagem). Durante a trilha comia a outra metade e algumas guloseimas. A noite fazia um outro pacote para a janta e um chá bem quente antes de dormir, elevava o moral ABSURDAMENTE! fikdik heheheh. Após isso, fomos dormir e já concluímos que a medida que íamos para traz das montanhas (pensando no sentido da chegada), a temperatura diminuía e o vento aumentava. Essa noite o vento castigou, pois é uma região com árvores num dos lados, mas de onde vem o vento não tem nenhuma barreira. Dormimos mal pra caramba, mas logo logo acostumaríamos com o vento. Detalhe: No Camping Dickson, não há local abrigado para se fazer a refeição. Existem várias mesas espalhadas, mas nenhuma construção para se abrigar do vento. 4º Dia – Camp Dickson – Camp Los Perros Bom, esse dia acordamos com uma tranquilidade absurda. Teríamos que andar apenas 9km, cerca de 4h. Começamos a rotina de arrumar tudo e guardar a barraca. Aproveitamos a manhã de sol para tirar umas fotos do lago Dickson e da geleira ao seu fundo, mas as nuvens como sempre impediam a luz do sol de deixar o lugar mais bonito. Café da manhã no Dickson: Não faz maaaaal!!! O lugar já era maravilhoso por natureza! Essa caminhada foi excelente. Só o comecinho que pega bastante, pois é uma subida relativamente íngreme e parece que não acaba nunca! 90% da trilha é dentro de bosques, ou seja, algumas horinhas sem o vento de arrancar o couro da gente! A paisagem se alterna entre muitas árvores e as montanhas nevadas ao fundo e quando as copas dão uma brechinha...fica mais ou menos assim: Quase chegando ao Camp Los Perros, começa novamente uma subida, mas o problema dessa subida é que é SÓ PEDRA!! Isso acabava cansando um pouco e forçava as articulações. A dica nesse trajeto é fazer com bastante calma e tranquilidade. Fazer algumas paradas ajuda a descansar e a aproveitar a vista! J Esse trajeto é sem vento, mas quando se chega na parte mais alta, aí segurem seus gorros, óculos ou o que tiver solto: ao subir sobre a colina para observar o glaciar Los Perros ao fundo do lago, virá uma rajada de vento que desce da ravina e passa por sobre o lago, atingindo essa colina! Já na parte mais alta e pouco antes de chegar ao acampamento, tem uma geleira ao fundo. Pequena, mas com sua beleza. Uma seta dizia que o caminho estava fechado. Fomos ao acampamento deixar as mochilas e fazer o “check-in” e foi nesse momento que o guarda-parque daquele camping falou que o Paso John Gardner estava fechado e não deveria nos deixar passar, mas como já havíamos chegado até ali, seria a mesma distância de voltar e, por fim, acabou nos deixando seguir o circuito. Glaciar: Como chegamos muito cedo no acampamento e não tinha mais o que fazer, veio o ócio e, todos sabem, “mente vazia, oficina do capiroto”. Resolvemos desconsiderar o aviso e fomos até o mirador que fica em frente ao glaciar. Perigo, na real, só tem se você der mole. Basicamente é um terreno íngreme com muitas pedras soltas, à beira de uma grande queda. Se for sempre jogando o corpo para dentro do terreno e “sentindo” o chão antes de jogar o peso todo, sem problemas. Fomos, voltamos e ficou tudo bem. Seguimos para o acampamento. Esse camping é excelente! Não bate um vento, pois fica no meio das árvores. Durante a noite você ouve o vento chegando pelo barulho das copas e espera a hora de atingir a barra (como era em qualquer outro camping), mas a melhor parte é que ele nunca chegava! Hahahah. E você pode dormir tranquilamente. A partir desse dia comecei a me “acostumar” com o vento na hora de dormir, mas mesmo assim o sono não melhorou muito. Essa era a noite que teríamos que dormir o máximo possível e com mais qualidade, pois no dia seguinte seguiríamos até o Camp Grey, que daria um total de 24km (11h de caminhada, pelo mapa), incluindo a transposição do famoso e temido Paso John Gardner. 5º dia – Camp Los Perros – Camp Grey (o dia da emoção) Acordamos depois de uma noite relativamente bem dormida. Estava bem frio e chovendo, mas as árvores seguravam um pouco a água. Arrumamos as mochilas e fomos tomar café. Nós já sabíamos que esse seria o dia mais difícil (só não sabíamos que teríamos uma surpresa: uma nevasca) de todo o circuito, então comemos bastante no café da manhã e já deixamos tudo preparado para o meio da trilha. Assim que fomos tomar o café, percebemos, em cima de uma das mesas, um verdadeiro BANQUETE, com direito a tudo que imaginarem, TUDO. Naquele momento algo chamou nossa atenção: Meu deus, como alguém resolve trazer tanta comida assim para esse circuito?!?!?!? Nós estávamos contando cada grama de comida e equipamento e eles trazem tudo isso? Bom, foi nesse momento que observamos o seguinte: · Existe uma forma de contratar uma EQUIPE para fazer esse circuito O com você (ou com um grupo). Sempre vai, junto ao grupo, um guia e um ajudante. Além disso, existem mais 3 “sherpas” (sim, o mesmo nome daqueles que carregam os equipamentos dos que querem escalar o Everest) que só são responsáveis por carregar o geralzão. Como assim? Quando o grupo sai, eles ficam para trás desmontando as barracas, sacos de dormir, etc. Quando terminam, começam a correr (LITERALMENTE) até o próximo camping, para chegarem antes do grupo e montar tudo que tiver que montar. Eles levam quilos e quilos de comida e equipamento, cozinham e preparam lanches para o dia seguinte (separados em sacos ziploc) para cada integrante do grupo. Não temos ideia do quanto se paga por isso, nem perguntamos, mas não deve ser barato... Após tomarmos café, vimos vários desses guias desmontando as barracas e as levando para dentro do refeitório para que secassem e posteriormente dobrassem. Resolvemos fazer o mesmo. Já na saída do camping começam as subidas. Estas, que seriam nossas fiéis escudeiras ao longo de todo esse dia de caminhada kkkkk. Esse comecinho é totalmente dentro de um bosque, então estava bem tranquilo. Foi aí que começamos a ver granizo no chão. Já começamos a imaginar que logo logo veríamos neve. Não deu uns 20 minutos e começou a nevar sobre a gente! Maior felicidade kkkk À medida que subíamos começamos a ver maior acúmulo de neve, o que começava a dificultar a trilha. Continuamos na trilha que estava bem sinalizada, mas em um determinado momento acabamos pulando uma estaca laranja e chegamos num lugar que passava um rio por baixo do gelo! Já viu né? Frio, água e pé não combinam NADA! Paramos e começamos a olhar em volta... a estaca que então havia sido deixada para trás, estava mais para baixo e fomos até lá para evitar esse rio. Após alguns minutos de caminhada, começamos a nos dar conta do quão difícil seria o trajeto: um vento absurdo (ainda algo em torno de 60 a 70 km/h) já dificultava o nosso progresso mesmo sobre pedras e uns 30 cm de neve. E o que acontece quando se junta neve caindo e vento forte? Você não consegue olhar para a frente! O que acabávamos fazendo era seguir a trilha do grupo que estava à nossa frente (cerca de 300m), olhando para baixo, no máximo procurando a próxima marca laranja que indicava o caminho a seguir. Continuamos subindo e subindo... Não acabava nunca!!! Víamos o grupo com o guia no topo de uma montanha. Imaginávamos que aquele local seria o Paso ou estaria muito próximo dele, mas não. E pior, toda aquela neve batendo no nosso rosto, aquele vento baixando a sensação térmica e a neve acumulada aumentando, iam deixando o trajeto mais difícil ainda! Foi a partir de uma das placas que informa a distância e a elevação daquele local que a “brincadeira” começou a ficar séria... Já não víamos mais o grupo (com guia) que estava na nossa frente. As pegadas que deixavam na neve? Já haviam sumido! As estacas alaranjadas estavam começando a ficar encobertos pela neve acumulada. O vento? Só aumentava! Foi nessa hora que a CALMA falou mais alto. Paramos atrás de uma pedra, respiramos, pensamos e comemos. Retomamos a trilha... À medida que subíamos o vento aumentava numa proporção astronômica! Só conseguíamos olhar para baixo. Ao chegar numa estaca laranja, olhávamos para o horizonte, achávamos a próxima, baixávamos o rosto e íamos olhando para baixo. Lembram da subida? Ainda estava lá!!! Kkkkkk o peso das mochilas deixava TUDO mais difícil. À medida que pisávamos na neve, afundávamos. Na maior parte do tempo eram necessários dois passos no mesmo lugar para conseguir progredir. A neve estava na altura dos joelhos já. Num determinado momento o Diego, que estava na frente, parou e me falou que estava preocupado com suas mãos. Nesse momento, me dei conta que eu também tinha mãos! Kkkkkk a partir daí, também percebi que já não sentia a ponta de todos os dedos, mesmo com a luva. Primeiramente tentei achar o problema, pensando que a luva estivesse molhada, mas não! Era a neve acumulada, juntamente com o vento, que estava baixando a temperatura. Tirei a neve, coloquei as duas mão atrás da mochila que estava no meu peito e comecei abrir e fechar as mãos. Em alguns minutos havia voltado ao normal e falei para o Diego fazer o mesmo. Entretanto, à medida que usávamos os bastões para nos ajudar na neve (e acreditem, eles fazem uma diferença ABSURDA nessa situação), as pontas dos dedos voltavam a doer absurdamente. Mantivemos o ritmo. Mais pra cima? Mais TUDO! Mais vento, mais neve... e vocês já sabem. Devido à nevasca não conseguíamos ver além de 15m e aqui deixo a minha crítica ao parque: as estacas que indicam o caminho nesse trecho (O MAIS CRÍTICO DO PARQUE) são escassas. Em alguns momentos você tem que chutar uma direção e ir. O que nos ajudou numa das situações mais críticas desse trecho foi que a neve encobria as pegadas do grupo, mas os buracos dos bastões ficavam visíveis! Seguimos os buracos e logo em seguida achamos o caminho novamente. Chegando próximo do Paso, a preocupação com as mãos aumentava, mas outra coisa estava nos tomando mais a atenção: O vento. Simplesmente não conseguíamos avançar!!! Dávamos 3 passos para a frente e o vento nos empurrava 5 para trás ou nos derrubava! Vendo que não conseguiríamos competir com ele, começamos a engatinhar até chegar próximo de uma encosta rochosa onde o vento diminuiu e conseguimos chegar ao outro lado da montanha, aonde vimos o IMENSO Glaciar Grey, em toda sua infinita extensão. Após passar pelo topo o vento diminuiu consideravelmente. Sabíamos que a partir daquele ponto seria apenas descida. A partir de então foi o inverso. Era descida que não acabava mais! Em determinado momento, não era mais possível descer caminhando, de tão escorregadio que estava. Acabamos descendo de esquibunda kkkkkk. Nesse momento, juntamos a alegria de ter sobrevivido com as brincadeiras na neve. Enquanto descansávamos, um dos sherpas estava descendo (também de esquibunda kkkk), parou e nos ofereceu um chá quentinho. Aceitamos e conversamos um pouco. Ele disse que nunca havia visto essa parte do circuito, dessa forma. Era novidade para ele, mesmo já trabalhando nisso há alguns anos. Chegamos ao Camp Paso. Tinha uma infraestrutura bem básica. Fizemos um café, dividimos uma caixinha de leite condensado inteiro e recuperamos as energias. Energia recuperada, retomamos a descida. Nesse dia meu joelho começou a gritar!! Era descida que não acabava mais... Depois de algumas horas de caminhada, chegamos às pontes que são bem conhecidas (as pessoas que fazem o W pernoitam no Grey só para poder subir até essas 3 pontes que tem entre o Camp Paso e o Camp grey). O dono do hostel que viríamos a ficar em P. Arenas trabalhou para a Vértice e disse que antigamente no lugar dessas pontes, haviam escadas. Com o derretimento do gelo, a água descia e levava a escada embora. Assim, os guarda-parques iam lá e colocavam CORDAS temporariamente. Imaginem a dificuldade de subir, através de cordas, com uns 20kg a mais de equipamento, um barranco de uns 6m. Felizmente não são mais escadas, mas 3 pontes que balançam MUITO! Como estávamos cansados da travessia, a neve não parava de cair e o vento também não parava de soprar, acabamos passando meio que batido, sem ter apreciado muito bem essa parte. Depois de algumas horas de descida chegamos ao Camp Grey. Com uma boa infraestrutura, o Grey tinha uma cozinha bem espaçosa e fechada. O banheiro masculino eram duas privadas e duas duchas (chuto que o feminino era a mesma coisa). Bem pouco, pensando que esse Camping faz parte de uma das pernas do W e fica lotado de turistas. Mirador no Camp Grey: Não saiam daí! To be continued... hahahahah
  7. 1 ponto
    AGULHA DO DIABO “Agora não adianta chamar por santo nenhum, quem mandou se meter no Caldeirão do Inferno. Pendurados no meio da Unha da Agulha do Diabo, a gente só pensa em não cair e tenta grudar as costas naquela chaminé diabólica, tentando evoluir centímetro a centímetro, mas a gente sabe que o próprio dono da montanha está lá, sentado logo acima com seu rabo a balançar, como a nos atrair para uma armadilha. Não quero olhar para baixo, mas a curiosidade é maior que o meu bom senso e quando faço isso, o mundo parece dar uma rodopiada e é nessa hora que penso em gritar um “valei-me Nossa Senhora”, mas me contenho a minha insignificância diante daquele colosso de pedra, porque cada um é responsável por exorcizar seus demônios interiores e sigo determinado, sabendo que eu mesmo terei que chutar o traseiro do cão se quiser conquistar aquela montanha. ” Não por acaso que a AGULHA DO DIABO foi escolhida mundialmente entre as 15 montanhas mais bonitas e mais desejadas para se escalar em todo o planeta. Um gigante rochoso tocando o céu no meio selvagem do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no estado do Rio de Janeiro, a meio caminho entre Teresópolis e Petrópolis, mas por incrível que pareça, mesmo estando no parque por meia dúzia de vezes para a travessia famosa e para escalar o Dedo de Deus, eu jamais consegui por meus olhos nessa formação rochosa e quando os meninos levantaram a possibilidade de escala-la , aceitei o convite sem nem pensar se teria ou não condições de ir ao cume com os meus toscos e rudes conhecimentos do esporte. Havíamos combinado então que, quando o inverno desse as caras, a gente partiria para o Rio, mas a ansiedade de alguns do grupo fez com que antecipassem a tentativa da escalada para maio, data em que eu estava às voltas com uma Expedição Selvagem previamente programada na Serra do Mar Paulista, então fui deixado para trás. Nessa ocasião o grupo que tentou escalar a Agulha cometeu alguns erros de logística, extrapolaram o tempo e dos 7 integrantes, 5 ficaram pelo caminho e somente 2 foram ao cume e assim mesmo tiveram que subir quase ao anoitecer. Diante desse meio fracasso, o Alexandre Alves retomou o projeto antigo que havíamos traçado e para aproveitar um feriado Paulista, resolvemos montar uma equipe 100 % caipira, a mesma equipe que havia conquistado o Dedo de Deus (1.692 m), os mesmo que haviam se juntado um dia para aprender a escalar por conta própria. A equipe inicial seria formada por mim, pelo Alexandre e pelo Vinícius e de última hora surgiu o Dema, mas o Alexandre estava meio com um pé atrás com ele porque fazia muito tempo que o professor não aparecia para treinar e poderia pôr em risco nossa segurança por estar desatualizado quanto aos procedimentos, mas no final, a amizade acabou por falar mais alto que a nossa segurança e essa tomada de decisão seria fundamental para o sucesso daquela “expedição” rumo ao cume daquela diabólica agulha. Foram acaloradas as discussões sobre qual estratégia usar, alguns achavam que fazer um bate e volta apenas com mochila de ataque seria o ideal, já outros discordavam veementemente e insistiam que deveríamos subir com cargueira para estarmos seguros, se desse alguma merda, já que a pedra ficava num fim de mundo escondida no meio de um vale sinistro e potencialmente perigoso, além do mais , se houvesse um fracasso no primeiro dia, poderíamos acampar e tentar num segundo dia, coisa que seria impossível se estivéssemos apenas com mochilinha de ataque, sem os equipos para acamparmos. No fim, nos convencemos de que subir com as cargueiras seria a melhor estratégia e essa tomada de decisão foi a responsável por um dos integrantes, além de nós quatro, picar a mula da escalada, alegando que a gente era doido de enfrentar aquela subida do satanás com mochilas nas costas. Paciência, perdemos um experiente escalador, mas a equipe puro-sangue se manteve e se era para “se lascar” todo naquela montanha, que fosse então com um grupo acostumado a se meter em encrencas e a fazer isso com alegria. Foi então que numa tarde ensolarada de um sábado, que o Vinícius apanhou o Alexandre na rodoviária de Sumaré-SP e passou na minha casa para que eu e o Dema nos juntássemos a eles e partíssemos para Teresópolis-RJ, onde lá chegamos umas sete horas depois, já no início da madrugada de domingo, onde nos refugiámos num posto de gasolina aos pés do Escalavrado(1.410 m) e passamos a noite lá até esperar pela abertura do Parque nacional às seis da manhã. Com o ingresso do parque já comprado antecipadamente e impressos e as devidadas autorizações assinadas, não tivemos dificuldade de acesso e antes das sete da manhã, já havíamos estacionados o veículo o mais próximo possível da barragem e adentramos na trilha histórica que faz parte da Travessia Petrópolis x Teresópolis ou usada para quem quer ir apenas até o cume do parque, na Pedra do Sino (2.275) ou mesmo visitar trocentas outras montanhas de belezas ímpar. No início a subida parece ser bem suave, muito porque estamos todos animados e cheios de energia. O caminho vai se enfiando por dentro da floresta, cruzando algumas pontinhas e menos de uma hora depois chega a uma grande gruta ou toca, onde é possível bivacar com um certo conforto. Não demora muito e damos de cara com a Cachoeira Véu de Noivas, completamente seca, mas já não é grande coisa com água, pelo menos não, se compararmos com as maravilhas que estamos acostumados na Serra do Mar de São Paulo, mas também não viemos aqui atrás de quedas d’água e tocamos para cima, um passo de cada vez, numa subida enfadonha. Eu já havia subido e descido aquela trilha nas duas vezes que estive nas travessias de Petrópolis para Teresópolis e ao contrário e as duas vezes havia odiado aquela parte do caminho, mas pensando bem, acho que odiei pouco, não sei se era pela minha tenra idade com muita mais energia que agora ou porque naquela época tudo me parecia novidade em matéria de trilha, o certo é que aquele zig-zag infernal vai dando nos nervos e só faz aumentar nossa ansiedade de chegar logo na tal Cota 2.000, de onde parte a trilha mais em nível para acessar o tal Caminho das Orquídeas. Quando as curvas acabam, damos de cara com o grande descampado, chegamos ao ABRIGO 3, mas não passa mesmo de um gramado convidando-nos para um descanso, porque abrigo nem existe mais mesmo. Aqui a trilha vai dar uma guinada para a esquerda e vai dar uma nivelada, passar por um mirante também à esquerda. É preciso ficar esperto porque quando o altímetro bater uns 2.000 de altitude e mais ou menos 7,2 km desde a barragem, no início da trilha, precisamos nos atentar para uma saída à esquerda, quase imperceptível. É mesmo uma trilha meio sem vergonha e não há nenhuma placa, nenhuma identificação dizendo ser esse o caminho que vai nos levar para o Mirante do Inferno, ou por negligência do Parque Nacional (grande novidade!) ou por sacanagem de guias e agências que retiram as placas para que ninguém chegue sem seus serviços. Pegando essa bifurcação mencionada, adentramos na direção do tal Caminho das Orquídeas ou talvez seja um atalha para ele. Vamos descendo, agora numa trilha bem mais fechada, quase uma picada e logo que tropeçamos numa bifurcação, pegamos para direita e seguiremos reto até que o mundo se abre à nossa frente num MIRANTE espetacular, com um vale profundo e mais à frente já podemos deslumbrar uma minúscula parte da ponta da Agulha a nos convidar para uma aventura inesquecível. Desse mirante é possível ver também parte do Dedo de Deus e o que é mais interessante é que não é possível ver a Agulha do topo do Dedo e nem ver o Dedo do topo da Agulha, como se Deus e o Diabo nunca pudesse se confrontar. (Dedo de Deus visto do mirante) De cima do mirante às vistas para outras montanhas do parque são deslumbrantes, mas não é hora de perder tempo, o relógio anda e precisamos nos apressar. Nossa jornada é descendo pela laje de pedra e se enfiando nas canaletas floresta à dentro, desescalando até atingirmos o fundo do vale onde um brejo tem que ser pulado para não empapar os nossos tênis. Logo temos água boa vinda de um pequeno córrego e então chegando a mais uma bifurcação e seguimos para a direita contornando uma pedra e não demora muito, às 10:30 desembocamos no ACAMPAMENTO PAQUEQUER, que não passa de um lugar mais aberto no meio da trilha, às margens da nascente do riachinho de mesmo nome, hora de parar para um breve descanso, mais um gole de água e traçar uma estratégia. (Paquequer) Numa breve reunião, decidimos esconder nossas cargueiras ali nos arredores do acampamento e seguir apenas com os equipos de escalada e com uma mochilinha de ataque. Portanto, pulando o riacho, interceptamos o estirão final que vai subir sem dó em direção ao mirante e logo que chegamos mais ao alto, beirando uma grande pedra do lado esquerdo, interceptamos a tal saída que vai nos levar para a Agulha, mas antes de para lá partirmos, seguimos em frente e menos de dez minutos depois chegamos à beira do GRANDE ABISMO DO MIRANTE DO INFERNO. (Mirante do Inferno) Aquilo era inacreditável! Eu já havia dito que achava o Dedo de Deus a montanha mais espetacular do Brasil, mas diante daquela visão eu estava confuso, perdi a referência, meio que perdi o chão. O Dema e o Vinícius também pareciam encantados com aquele gigante de pedra. Dali era possível contemplar outras montanhas : São João, São Pedro(2.160), Verruga do Frade(1.920), Pedra da Cruz(1.980), Capuchinho do Frade, Santo Antonio e tudo beirava à santidade, mas era ela a grande atração do lugar, enfiada no meio do Caldeirão do Inferno, a AGULHA DO DIABO parecia nos convidar para uma grande aventura e a gente estava em êxtase e não havia mais como fugir, a gente poderia ficar por ali mesmo e nos entregarmos as coisas do céu, mas o desafio é que nos move, porque o montanhista de aventura nunca vai se contentar com o calmo e o sereno, ele quer é ver a desgraça de perto, ele quer o caos, quer a tormenta e foi com esse pensamento que a gente largou tudo para trás , voltamos a descer por uns cinco minutos e adentramos de vez à direita na trilha rumo ao nosso desafio. Esse caminho em forma de picada vai seguindo quase que em nível, mas logo faz uma curva para direita e se enfia numa garganta montanha à baixo, numa sequência de gretas e fendas potencialmente perigosas. Vez por outra surge à nossa frente assombrando a nossa alma a silhueta da AGULHA e numa dessas aparições acabei ficando para trás para tentar sacar uma foto e perdendo o equilíbrio, escorreguei de um patamar e enfiei meu pé numa laca de pedra e virei o tornozelo que veio a inchar instantaneamente. Nessa hora pensei que minha jornada naquela montanha havia acabado, mas mesmo assim gritei para que o grupo me esperasse e aguardasse uns minutinhos até que a dor diminuísse um pouco. Tentei ser forte e demostrar calma, não queria de jeito nenhum dar chance para que alguém pudesse me mandar voltar para o acampamento para eu não atrapalhar a escalada, muito porque eu mesmo já teria feito isso se sentisse que daria problema. (Agulha vista de dentro do Cadeirão do Inferno) Continuamos seguindo até nos vermos quase no fundo do vale, onde um pequeno riacho seco descia da direita e é justamente nesse amontoado de pedras que nosso caminho segue e segue subindo para valer, nos fazendo escalar rochas escorregadia e íngremes. Vou me arrastando como posso, mesmo com muita dor, me agarro na minha vontade de não desistir, pelo menos até chegarmos ao início da via. Logo à frente somos barrados por uma gruta, uns amontoados de matacões gigantes. Estamos na GRUTA DA GELADEIRA e não há outro caminho possível se não o de passar por dentro dela e sair pelo teto, por um buraco tão estreito que mais parece que você está saindo do útero da sua mãe. Escalado esse trecho apertado e úmido logo damos de cara com um pequeno platô que poderia servir até para um bivac numa emergência e mais acima, quase ao meio dia, nos deparamos com a linha de escalada propriamente dita, hora de calçar as sapatilhas, fazer o sinal da cruz e enfrentar de vez essas forças do além. (Gruta da Geladeira) Acima das nossas cabeças o gigante rochoso se elevava num espigão assombroso, rodeados por paredes escuras e colossais. Havia chegado a hora de desafiar o guardião do Caldeirão do Inferno e todas as discussões acaloradas vividas meses antes de estarmos ali, agora teriam que nos mostrar que serviu para alguma coisa. É bom lembrar que dos 4 integrantes daquela empreitada, apenas o Alexandre e o Vinícius poderiam ser considerados como escaladores de verdade, porque eu e o Dema não passávamos de meros bons montanhistas trepadores de paredes, mesmo assim, aquele grupo heterogêneo não deixava de ser formado por escaladores ainda com muito à aprender. Em um primeiro momento havia se decidido que formaríamos duas duplas para a escalada, sendo a primeira composta pelo Alexandre e o Dema e a outra pelo Vinícius e por mim, sendo que o Alexandre e o Vinícius subiriam guiando a corda e eu e o Dema faríamos o "segue"(manobras realizadas com a corda para dar segurança ao companheiro), mas num ato de desapego, de última hora, o Vinícius abriu mão de guiar e foi decidido que apenas o Alexandre seria o responsável por levar a nossa corda e essa atitude foi mesmo muito sensata, porque nos faria ganhar tempo precioso e isso também faria toda a diferença na conclusão daquela escalada. (acima croqui da escalada) Traçado a estratégia, a primeira enfiada (lance) já começa encrencada. Parece fácil, mas é uma rampa lisa e sem agarras e já no começo o Alexandre dá uma sambada até que resolve colocar um camalot (pequeno equipamento que ao ser enfiado numa fenda, por exemplo, trava e se pode pendurar a corda para dar segurança ao escalador, numa explicação bem tosca, rsrsrsr ) numa fenda para dar uma estabilizada no psico. Depois é preciso se entalar numa fenda e se espremer até ganhar o alto e subir por outra rampa até uma paredinha que dá acesso a parada junto a um platô. O Dema zueiro que é, já inventa de nem colocar as sapatilhas nesse trecho, apanha sua mochilinha e também a do Alexandre e se agarra à corda e depois se lascou todo para conseguir passar pela fenda lateral e não deu outra, ficou entalado, o tonto, rsrsrsrsr. O Vinícius foi outro que deu uma sapateada nessa rampa e eu, sem molejo para dança nenhum, não fiz mais bonito que ninguém, também rebolei pra subir ali, mas me agarrei no que deu até me juntar aos amigos do platô. (Primeiro lance) O segundo lance nada mais é que uma passagem seguindo em frente, praticamente caminhando ao lado de uma parede com vegetação. É um lance fácil, mas para mim que era o último, achei um pouco exposto e passei com cuidado, mas ao tentar descer no final do corredor de pedra, fiquei sem saída e com medo de pular até atingir a parte mais abaixo, antes de ganhar uma parede final. O problema é que você não pode seguir o seu instinto e querer perder altura logo, é preciso ir até o final da parede caminhando, onde tem várias agarras de pé e de mão para se descer em segurança e uma vez no chão é só fazer a travessia para direita quase numa escalaminhada tranquila e ir subindo até a parada em nível. (segundo Lance) A enfiada seguinte, a terceira, é um pouco mais técnica por ser mais inclinada. Começa com uma fenda em forma de diedro, do qual é necessário subir em oposição. A gente enfia as mãos dentro da fenda e começa a puxá-la até ganhar altura, mas alguns não estavam nem aí e subiram com os pés na fenda e as costas na parede abaulada da direita porque na escalada clássica a única regra é não ficar lá embaixo moscando e atrapalhando o andamento da empreitada. Depois dessa fenda, desse diedro, a parede empina de vez e é preciso ir achando as agarraras certas até poder se pendurar numa fenda horizontal, uma verdadeira salvação para quem já está despencando parede à baixo. Uma vez travado nessa fenda, onde você já está rindo à toa, aí você percebe que não há mão para ficar em pé e colocar os pés dentro da fenda para ir caminhando para esquerda e tem que colar o corpo na parede e ir levantando de vagar, raspando seu nariz na pedra até se estabilizar, pelo menos foi isso que aconteceu comigo, e logo em seguida subir e ganhar a parada. (terceiro Lance) Quando me estabilizei na parada, clipando minha solteira (pedaço de fita preso ao corpo com um gancho na ponta, afff Maria, que explicação furreca !), o Alexandre e o Dema já haviam partido para a quarta enfiada. Esse lance é muito esquisito porque se faz todo praticamente caminhando ao lado de um abismo, junto à uma parede que se estende por uns 15 metros. Dali de onde estávamos eu e o Vinícius, já era possível avistar a imponência da CHAMINÉ DA UNHA, uma laca de pedra descolada da Agulha do Diabo, uma visão assombrosa e é melhor nem ficar pensando muito e apenas nos concentrar nos problemas presentes, deixemos o futuro para depois. Essa próxima enfiada é fácil, mas com uma grande exposição para quem guia e para quem vem por último na cordada e eu passo por ali com todo cuidado, primeiro me agarrando como posso para descer um pouco mais à baixo, depois seguindo lentamente, caminhando quase numa trilha de pedra até me grudar de vez ao chegar na parada com 2 “P” e é bom marcar bem esse lugar porque será aqui o penúltimo rapel para quando voltar. (quarto Lance) Até ali, a escalada estava fluindo numa perfeição espantosa, tudo afinado e alinhado. A subida seguia sempre a mesma linha, com o Alexandre guiando a corda, precedido pelo Dema e o Vinícius, tendo eu como o último homem a fechar a corda. Ganhávamos terreno rapidamente e cada vez mais íamos subindo, nos elevando metro a metro e foi nesse quinto lance que a gente começou a tomar ciência de que estávamos chegando perto dos enfrentamentos maiores. Aliás, esse lance não passa de mera caminhada, que vai se enfiando numa trilhazinha e subindo numa escalaminhada fácil, vira totalmente para a direita e sobe até uma espécie de gruta, que também não passa de um amontoado de pedras. Passa ao lado do Pico do Diabinhoque é uma formação rochosa belíssima e já te joga de frente para as “Chaminés em L “, hora de juntar a equipe novamente, tomar fôlego, beber um gole d’água e se preparar para ganhar altura de vez. Essa tal “Chaminé L”, que marca a sexta enfiada, é muito parecida com a chaminé do Dedo de Deus, com paredes largas e com boa aderência, a subida é bem no final dela, onde a parede se fecha, e sobre o teto despenca uma rocha entalada em formato de estalactites, aquelas formações que pendem dos tetos das cavernas. É preciso subir até essa formação, que não fica a mais de uns 4 metros de altura e alcançando-a, saindo para a direita, mas isso é tão óbvio porque não existe mesmo outro caminho. O Alexandre se pendura nessa parede, se agarra na estalactite, passa pelo buraco apertado e some das nossas vistas. Lá de baixo, eu o Vinícius e o Dema não conseguimos ver nada do que se passa depois disso e mal escutamos a voz do Alexandre que parte sozinho para essa passagem para a direita. O tempo vai passando e o “nosso guia” pouco dá sinal de vida, vez ou outra ouvimos sua voz sussurrando alguma coisa e acaba demorando para descobrirmos que a corda havia enroscado. Diante daquele imbróglio todo, resolvemos mandar o Dema atrás dele e para isso foi preciso que ele escalasse em livre, ou seja, sem nenhuma segurança, foi um risco, mas era o que tinha para o momento, mesmo porque era uma subida muito tranquila e não achamos que seria um risco tão grande. Uma vez que o Dema se juntou ao Alexandre, depois de algum tempo, a corda foi liberada e logo foi o Vinícius que se esgueirou parede acima e ganhou o alto, sumindo das minhas vistas e para o nosso azar, a corda voltou a enroscar novamente. O Vinícius teve que mudar novamente a instalação da corda para liberar a minha subida. Encostei as costas na parede esquerda da chaminé e finquei os dois pés na outra parede, mas logo notei que poderia fazer diferente: Meti o pé esquerdo no fundo da chaminé onde ela se eleva até o buraco de saída, junto à pedra entalada, e fui alternando os movimentos, como se subisse num batente de porta, mas agora com o pé esquerdo na parede do fundo e o direto na parede lateral. Não sei se esse estilo foi o melhor, só sei que rapidinho eu me agarrei na estalactite e me elevei para dentro do buraco e ressurgi para um outro mundo. Depois virei para a direita, que é o único caminho onde fica plano e é necessário encostar as mãos do lado direito e dar um pulinho maroto de menos de um metro, um pulo tranquilo, mas a prova de qualquer erro ou então é cair no vazio e virar carne moída de tanto que vai ralar nas paredes da chaminé. O Vinícius foi fazendo meu "segue" até que eu me juntei a ele onde uma paredinha final de uns três metros precisa ser escalada usando uma fita em um grande “P” para poder se elevar, agarrar em um arbusto e se jogar definitivamente para cima de um grande platô, cheio de árvores, onde de tão grande, poderia servir até para se montar um abrigo provisório. Nesse GRANDE PLATÕ foi instalada uma placa para homenagear os conquistadores de 1941, mas a importância daquele lugar vai muito mais além, ali naquele marco geográfico da escalada é o lugar onde vai se separar os homens dos meninos, é ali que se define quem vai ao cume ou quem definitivamente vai abraçar o fracasso , botar o rabo entre as pernas e bater em retirada, seja por incompetência técnica ou por incompetência na hora de montar a logística, fazendo com que ao se chegar aqui, já tenha extrapolado o tempo hábil para se ir ao topo. Essa pode ser considerada a anti-sala do inferno, é aqui que o diabo faz a sua triagem, separando os caras que tem ou não as condições de enfrentar o seu desafio derradeiro, uma vez tomada a decisão de seguir em frente, você acabou de colocar seu nome na roleta russa, ou é tudo ou é nada. O Alexandre fracassou aqui da outra vez, portanto agora para ele é tudo novidade e havia chegado a hora de enfrentar o tal CAVALINHO, uma passagem alardeada por muitos como sendo a parte mais complicada da escalada, é o sétimo lance, uma passagem por fora da montanha, uma fenda lateral que vai dar acesso a entrada da Unha do Diabo. A partir de agora todos as mochilas devem ficar ali no platô, todos devem esvaziar as suas mentes, sua bexiga e tudo mais que faça o sujeito entrar leve porque uma vez dentro da chaminé, até respirar será difícil. O Alexandre procura não perder tempo e quando vejo , ele já havia sumido das minhas vistas e quando chego à beira do abismo, só consigo ver parte do Dema já dentro da fenda , gemendo para conseguir se jogar para dentro da chaminé. (Cavalinho) Quando chega a vez do Vinícius, auxilio fazendo uma espécie de segundo "segue". Ele se apoia na costura na entrada da fenda fixada logo acima, enfia a perna esquerda e parte do corpo na grande rachadura e se pendura no vazio até se arrastar para a entrada da chaminé e com muita dificuldade consegue se jogar para dentro. Assim que o Vinícius se acomoda entre as paredes da Unha, dá o start para que eu comece a escalar. O problema de fechar a corda é ter que fazer alguns lances tão expostos quanto quem faz a guiada e aqui no Cavalinho é pior ainda, porque se houver uma queda, além do escalador despencar no vazio fazendo um pendulo monstro, ainda vai arrastar o cara que está dando "segui" de dentro da unha, porque mal é possível se mexer lá dentro. Me aproximo do abismo com muito cuidado e já me agarro à costura para manter o equilíbrio. Muitos escaladores dão a dica para se entrar nessa fenda deitado com a barriga para cima, ou seja, enfiando a perna direita e ir se arrastando de costas até chegar na entrada da chaminé e já entrar virado para o lado certo, mas para mim é uma grande bobagem, coisa de gente barriguda mesmo. Portanto, seguro firme na costura e enfio a perna esquerda dentro da fenda que num primeiro momento me deixa com metade do corpo pendendo no vazio e para contraria as dicas dos velhos escaladores, já me ponho a olhar para o abismo de uns 200 metros, mas para quem já esteve pendurado no lance da Maria Cebola no Dedo de Deus, aquilo nem causa vertigem. Colo o corpo à pedra e vou avançando fenda acima porque na realidade não é uma reta e sim uma diagonal e é necessário fazer força para se avançar. Ganho meio metro de terreno e o meu corpo já escorre para dentro da fenda e me entalo dentro do buraco. Que beleza! Aquilo foi mole, uma vez dentro do fundo da fenda só faço avançar lentamente e já caio direto no interior da GRANDE CHAMINÉ DA UNHA DO DIABO, para mim aquele cavalo não passou de um pônei. Claro, caí do lado errado, com as costas viradas para a Unha, quando o certo é estar com as costas na parede da Agulha, mas basta um contorcionismo indiano e já me junto aos meus companheiros, tentando buscar um melhor posicionamento num lugar tão estreito que mal se consegue virar o pescoço e quem sofre de claustrofobia, deve pensar muito antes de encarar esse desafio. Continuando com a analogia, uma vez dentro da Unha, você agora está no terreno do tinhoso, agora não tem mais volta. Naquele lugar frio e úmido, espremido feito uma mortadela no pão de forma, é preciso ter sangue frio para seguir em frente, no caso, seguir definitivamente para cima. Aquele colosso de pedra que marca o oitavo lance dessa escalada incrível, vai com certeza marcar a vida de qualquer homem metido a escalador e eu acho que não há ninguém que não saia dali transformado, pelo menos não se o cara for alguém chegado recentemente ao esporte ou até mesmo velhos escaladores, o certo é que ninguém sai indiferente. O Alexandre foi quem veio tocando toda nossa escalada até então, coube a ele a responsabilidade de abrir caminho guiando a nossa corda, fazendo desenrolar as encrencas que iam surgindo pela frente, e sem que ninguém se apresentasse para enfrentar o demônio de frente, coube também a ele arrombar as portas do inferno e dar início aos trabalhos de escalada da temida chaminé da Unha. O primeiro grande problema é conseguir sair do chão nessa chaminé, já é difícil até respirar lá dentro de tão apertada, imagina conseguir espaço para se elevar e se grudar às paredes, ainda mais para o Alexandre com estatura alta. A ralação inicial é de dar dó do coitado, mas ninguém disse que seria fácil. Aos poucos ele foi progredindo e quanto mais se sobe, melhor fica, porque a parede vai abrindo aos poucos. Logo ele chegou à primeira proteção da chaminé e estacionou numa grande fenda que serve como um patamar de descanso, o primeiro demônio havia sido vencido, mas uma legião de outros demônios estava à espreita, só esperando para o contragolpe final. (chaminé da Unha ) Lá embaixo, estacionados no fundo da Chaminé da Unha, Eu, o Dema e o Vinícius, não conseguíamos ver nada do que estava acontecendo com o Alexandre, porque como eu disse, o lugar é estreito e sobe em curva. O Alexandre fez de tudo, mas parecia mesmo que esse era um demônio que ele não estava a fim de encarar guiando. Também pudera, sua condição psicológica já deveria estar em frangalhos somada ao excesso de gasto energético ao qual tinha passado para trazer nossa corda guiando até o momento. Ele resmungava ao longe, como se tentasse levar os capetas guardadores de chaminé na conversa, mas não teve jeito e não houve reza e nem oração que fizesse com que deixassem o nosso amigo passar, seria preciso chamar alguém tão ruim quanto aqueles filhotes de satanás. Ainda lá embaixo, passando frio e apreensivos quanto ao rumo daquela “expedição”, três escaladores quase que brigavam para não ir, ou ao menos, não ser o primeiro a tentar salvar aquela escalada, já que o nosso principal guerreiro já estava meio fora de combate grudado na parede mais acima. Nessa luta do bem contra o mal, cada um se defende como pode e eu já usei minha arma principal, que é a de persuasão e logo tentei convencer que o DEMA era o cara perfeito para aquele enfrentamento, olha só que ironia, o mesmo cara que saiu desacreditado porque estava há muito tempo afastado da escalada. Mas o Dema foi o cara que se apresentou primeiro mesmo, parecia ser o cara mais confiante naquele momento e eu e o Vinícius torcíamos muito para que desse certo, senão teríamos que sair da nossa zona de conforto, que nem era tão confortável assim, e nós mesmo tentarmos fazer aquilo que a gente sabia que teríamos que fazer. Assim foi feito, com as nossas bênçãos, o Dema grudou naquela parede e subiu até onde estava o Alexandre e daí para a frente mal ouvíamos a conversa entre os dois, somente quando o Dema gritava para que os demônios que o atormentava fosse saindo do seu caminho é que ouvíamos a sua voz. O Alexandre auxiliava ele, mas ali não é a técnica que prevalece, é a força interior é a vontade de não cair e de permanecer grudado à parede, a vontade de chegar ao final da chaminé, e só o Dema poderia narrar esse sentimento, o certo é que quando ele gritou:" cheguei", o ecoo da sua voz chegou ao nossos ouvidos lá embaixo e houve um misto de felicidade e satisfação, era a certeza de que havíamos dado um grande passo para que aquela escalada terminasse com sucesso. Chegando na Ponta da Chaminé da Unha, o Dema puxou o Alexandre, fazendo o "segue" dele e quando esperávamos que seria a nossa vez de nos juntarmos aos dois, o próprio Alexandre pediu que esperássemos porque não havia mais lugar lá encima e que primeiro faria a proteção para que o Dema fosse ao cume e nos esperasse lá, era mais do que justo. Quando o Vinícius partiu de vez, foi que me vi só naquele mundo hostil, encravado no meio de um vale selvagem, quase no cume de uma das formações rochosas mais espetaculares do todo o planeta. O Vinícius chegou ao topo da unha, não sei como, não sei de que maneira, não sei que tipo de enfrentamentos teve nesse seu martírio, só sei que quando ele gritou que o "segue" já estava pronto e que eu poderia subir, não deu nem tempo de fazer o sinal da cruz porque a ansiedade era tanta que eu já estava a uns dois metros do chão, totalmente inebriado pelo aquele momento mágico. No começo a subida parece impossível, mas pensando bem, mesmo apertado e quase que usando os dentes para conseguir ganhar altura no início, é muito melhor do que o que estava por vir. Logo chego à primeira proteção, onde consigo encaixar os pés e tomar fôlego, tiro a corda da costura e ao olhar para cima ainda me dou conta que faltam uns 15 ou 20 metros de chaminé, Jesus! Naquela Chaminé dos infernos pouco importa se você está guiando ou se está indo de "segue", ali os seus demônios interiores vão te colocar à prova. Quando meus pés deixaram aquele ultimo patamar e virei com as costas agora para pedra da unha, foi como se todos os demônios pulassem para cima dos meus ombros. Milímetro a milímetro fui vendo aquela parede passar diante dos meus olhos e o demônio da dor foi o primeiro a tentar me derrubar pelo tornozelo, já bastante inchado pela torção na trilha de acesso. Me concentrei o máximo que pude, as pernas tremiam e a cada metro ganho, mais infeliz eu ficava porque via o chão cada vez mais distante. “Não quero cair, não vou cair, sai pra lá cão dos infernos, cadê o fim disso meu Deus do céu? ‘ Minha cabeça parece girar, não quero olhar pra baixo, mas é o instinto ou é a tentação do além que me força a fazer isso. A cada metro subido, a chaminé vai ficando mais larga e mais difícil de se sustentar, já perdi a concentração, mas continuo mirando somente a costura que está acima da minha cabeça, não quero nem saber, vou me agarrar nela quando lá chegar, mas quando lá chego, ela já ficou para baixo dos meus olhos e nem serve mais para nada mesmo, só faço seguir adiante confiando que o Vinícius ainda vai estar lá para me receber e não o chifrudo guardião do lugar. Na hora que minhas duas mãos tocam a aresta afiada do topo da CHAMINÉ DA AGULHA DO DIABO e prendo minha solteira nos cabos de aços que vão levar ao estirão final, mentalmente dou uma banana para aquele diabólico abismo em forma de chaminé. “ Não foi dessa vez que vocês nos venceram, seus desgraçados! Sentei-me ali na ponta da Agulha na companhia do Vinícius, já que o Alexandre também havia partido para o cume. Aliás, a visão do estirão final até o cume é algo impressionante, uma ponta de pedra lisa e que se não fosse a instalação de um potente cabo de aço, seria impossível ir ao cume dessa montanha. O tempo está perfeito, mal ventava nesse dia, lá encima muito mais quente que dentro daquela chaminé. Tomei folego, apreciei a paisagem ao redor e quando a “segui” vindo dos meninos do cume ficou pronta, me grudei aos cabos de aço e clipei minha solteira para o derradeiro lance antes da conquista final. (subida final) Esse é o nono lance, o que antecede o cume, e olhando para ele você acha que vai ser uma moleza e que vai passar com os pés nas costas. Eu também achei e me lasquei bonito, porque entrei nele todo displicente, somente pensando no topo e por isso mesmo fui com tanta sede ao pote que levei um escorregão e dei um tranco nos braços. Aquela pedra é extremamente lisa, é preciso procurar as aderências certas e botar uma força descomunal, além de ter que ir passando a sua solteira de um lado para o outro até que finalmente consigo avistar o Dema e o Alexandre junto à caixa do livro de cume. Estava definitivamente vencido os 2050 metros da AGULHA DO DIABO e quando lá cheguei, já não havia mais nenhum diabo para chutar a bunda, os meninos já haviam feito o serviço sujo e quando o Vinícius se juntou a nós, foram calorosos os abraços de comemoração, havíamos conquistado o PENHASCO FANTASMA, como era conhecida essa montanha nos seus primórdios. O topo é minúsculo, mas muito maior do que havia sido alardeado por outros escaladores, tanto que depois ouvimos uma história de que alguém havia acampado no cume com uma barraquinha e se o topo não é lá grande coisa, a paisagem ao redor é grandiosa. Para muitos estar no cume daquela montanha lendária poderia ser somente mais uma escalada, mas para nós era mesmo uma grande honra, como eu havia dito, não somos pertencentes as comunidades de escaladores tradicionais, somos mais um grupo de amigos do interior Paulista que um dia ousou se juntar para aprender os rudimentos da escalada e olha só aonde fomos parar. Aquilo era incrível, quanta montanha linda ao nosso redor, quantos abismos colossais, que paisagem fenomenal ! ( Cume) Já passava das cinco da tarde e era preciso parar de sonhar e voltar ao mundo dos homens, muito porque, subir é só a metade do caminho e já é sabido que a maioria dos acidentes acontecem nas descidas. Assinamos o livro de cume e já demos início ao primeiro rapel que num primeiro momento vai nos devolver até o topo da unha. A descida do cume da Agulha do Diabo até topo da chaminé da unha é um dos piores rapeis que eu já enfrente na vida. É necessário descer a pedra lisa, atrelando a solteira ao cabo de aço porque é muito grande a chance de se escorregar e fazer um pendulo que vai rodopiar no vazio. A gente vai descendo e a força da gravidade vai te jogando para fora da pedra, te empurrando, como se quisesse te chutar para fora da montanha. Uma vez no topo da unha da chaminé, o segundo rapel não é por dentro dela e sim por fora, uma descida não muito melhor que anterior e só não é pior porque alguém serve como anjo lá embaixo, guiando a corda para fora dos abismos até que se chegue em segurança no platô da unha, juntamente enfrente de onde está a placa homenageando os conquistadores. Quando desclipo a corda e me achego ao próximo rapel, o terceiro em questão, nem encontro mais o Alexandre e o Dema, que já desceram com a outra corda e já vão se encaminhado e adiantando o caminho. Nesse terceiro rapel vamos descer direto do platô da unha até a entrada inicial das chaminés em “L”, bem de frente para o pico do Diabinho, o que vai nos fazer cortar todo o caminho. Quando o Vinícius fecha a descida, ajudo ele enrolar a corda e juntos já pegamos a trilha, passamos novamente por dentro da caverninha e descemos até onde termina a quarta enfiada, aquele lance que você caminha beirando a parede rochosa. Nesse ponto encontramos dois “P” e nele já vemos a corda instalada que vai se enfiar por dentro de um mato e esse será o quarto e penúltimo rapel. Ao chegarmos ao patamar mais abaixo, agora sob a luz das nossas lanternas, finalizamos o último rapel, o quinto e descemos todos em segurança aos pés da Agulha do Diabo, perfazendo assim quase sete horas de escalada entre subir e descer. ( Pico do Diabinho) Conquistada aquela montanha, agora era preciso sair vivo daquele buraco. Sem muitas delongas já estávamos de volta à Gruta da Geladeira, mas ao invés de nos enfiarmos no buraco no teto e voltarmos para útero da nossa mãe, aproveitamos um “P” instalado encima da gruta e improvisamos um rapel até o chão e sem perder tempo fomos descendo aquele vale de pedra no escuro, escorregando nos patamares rochosos até chegar na curva que vai nos levar de volta para cima. É uma subida de matar mula, coisa que nem nos demos conta quando estávamos descendo, talvez pela ansiedade da escalada, mas agora é um tormento. Aquilo é praticamente outra escalada e a canseira e o sono vão tomando conta da gente e quando saímos desse racho da montanha e nos vimos na parte plana, foi como se tirássemos uma tonelada das nossas costas. O Alexandre ia à frente porque conhecia mais a trilha e sem que nos descemos conta, pegamos uma bifurcação errada. Gritei para o Alexandre que estávamos confusos e ele murmurou algo sem sentido e eu acabei indo parar numa falsa trilha, descendo em um mato alto e me perdendo e aí tive que varar um capim no peito e subir trepando um barranco íngreme e enquanto fazia isso, ia fazendo elogios à mãe do Alexandre por não ter nos esperado naquele trecho. Interceptamos a trilha da descida final e logo caímos morto novamente no Acampamento Paquequer. Ao chegarmos ao Paquequer, o Alexandre já foi dizendo que não ia acampar ali de jeito nenhum, que ali era muito úmido e que ia passar um frio do cão. Eu por mim teria desmaiado por ali mesmo, mas como o Vinícius e o Dema também não quiseram enfrentar a “tirania” do Alexandre, pouco me importei e quando eles levantaram a bola de fazer uma janta quente antes de partirmos para talvez acamparmos no gramado do Abrigo 3, eu já estava com o fogareiro ligado tostando o bacon. Já era bem tarde quando partimos e deixamos aquele vale para trás. Escalamos as rampas de pedra até o mirante, nos embrenhamos na mata morro acima até saírmos de vez na trilha principal que desce da Pedra do Sino e nos pomos a caminhar mais rapidamente, agora com a visão deslumbrante das luzes de Teresópolis no vale. Ao chegarmos no Abrigo 3, um infeliz dos infernos teve a ideia de querer continuar a caminha a fim de bivacarmos na grande toca que fica há mais ou menos uma hora do final da caminhada. Nessa hora eu já não tinha mais vontade de dar opinião nenhuma, eu era só um zumbi tomado pela vontade de ver o fim daquela aventura terminar em algum lugar que pudesse esticar o esqueleto. Caímos de vez novamente naquele zig-zag irritante e uma hora depois, ao pararmos para tomar um folego, já havíamos tocado o foda-se e decidido não dormir em mais nenhuma toca, iríamos sair do parque seja lá que hora fosse. A madrugada já ia alta e a gente ainda estava presos naquela trilha e pior, até os caras novinhos não faziam outra coisa senão a de amaldiçoar aquele caminho. Teve uma hora que o grupo se dispersou. Minha lanterna já não clareava mais nada e eu mal enxerguei quando a tal gruta passou ao meu lado. Eu já nem caminhava mais, meu pé já parecendo uma bola, apenas fazia com que eu me arrastasse em transe e não demorou muito para o Alexandre me ultrapassar e me por na condição de fiofó de tropa. Pensei em parar, sentar, deitar um pouco para aliviar os pés e as dores nas costas por causa da mochila, mas não estava querendo passar atestado de molenga, tinha uma reputação a zelar e quando ouvi o barulho de água me animei um pouco e tirei forças para desembocar de vez no asfalto da barragem, já dentro da sede do Parque Nacional da Serra dos Orgãos e sem perder tempo já descemos pelo asfalto até onde havíamos deixado o carro estacionado. Passamos pela portaria do Parque, demos baixa na nossa saída e ganhamos a estrada e voltamos novamente ao posto de gasolina aos pés do Escalavrado, chegando depois das 2 da manhã, 20 horas depois de termos partido daquele mesmo ponto. Ninguém queria saber de nada e eu muito menos, tanto que quando me deitei em um lugar qualquer naquele posto de gasolina, já ameacei de morte o primeiro cara que inventasse de me acordar antes das oito da manhã. Quando o dia amanheceu e o sol ameaçou nos despejar, pegamos nosso caminho e voltamos para a nossa aldeia , perdido num canto esquecido do interior Paulista. Na semana que antecedeu a escalada, a maioria teve insônia e a ansiedade tomou conta de praticamente todo mundo. Naquele momento cada qual travava uma batalha ferrenha, era uma guerra silenciosa contra os seus próprios demônios interiores. Parece ter ficado claro que todos os tais demônios narrados nesse relato, nada tem a ver com personagens malignos, tirados de qualquer religião, é tão somente a materialização dos nossos medos, das nossas angustias, das nossas frustrações. Temos medo do fracasso, medo de não dar conta da empreitada que nos propusemos a realizar, medo de falhar e por consequência, nos quebrar, mas quando esses medos são domados, esses demônios exorcizados, aí a gente cerra os punhos e comemora a vitória, aí a gente volta para casa feliz, porque a luta valeu a pena, descobre que não vencemos só uma montanha, mas vencemos a nós mesmos. E aquela AGULHA nem era tão do Diabo assim, haja vista que nos fez voltar para casa com um belo sorriso no rosto, nos fez voltar para casa muito mais satisfeitos, porque juntamos um grupo de velhos amigos num só objetivo: Escalar uma das mais incríveis montanhas do mundo e celebrar a vida. Divanei Goes de Paula - julho/2018 NOTA IMPORTANTE: Esse relato foi escrito de uma forma simples para que as pessoas que não são ligadas a escalada possam enterder, muito porque, eu mesmo sou apenas um montanhista que aprendeu os rudimentos da escalada para poder ir ao cume de montanhas como a Agulha do Diabo e o Dedo de Deus, portanto, se você é escalador profissional ou graduado, leve isso em consideração antes de tecer elogios a minha mãezinha (rsrsrrsr) . Abraços a todos.
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    Muito obrigada pelo comentário, me fez feliz. Ainda não terminei (não pensei que alguém fosse realmente ler rsrsrs) mas com certeza vou guardar o relato ❤️
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    25/07- Acordamos cedo para o café, que abria às 8:00, e logo saímos (a pé) para o arvorismo que decidimos fazer. Andamos alguns quilômetros até o Bosque do Silêncio onde fizemos um percurso de duas horas e meia com um grupo bem grandinho, que fez trânsito em cima das árvores. Aproveitamos a oportunidade para conversar com os instrutores e entender como funcionavam as linhas de ônibus e pegar dicas de restaurantes mais baratos. Mais uma vez me surpreendi com a simpatia, todos tão abertos a conversar e a contar sobre a cidade. Fiquei muito feliz, não costumo ver isso em São Paulo. O arvorismo completo com diversas travessias e duas tirolesas custou R$110,00. Foi tão longo que até nos cansamos perto do final, eu só queria o chão e meu almoço, mas foi muito divertido, era uma atividade que queríamos muito fazer em Campos. Quando finalmente descemos pela tirolesa de 250 metros, já eram quase 13:00 e nos sentamos nas redes em frente à sede para comer nossos lanches e aguentar um pouco mais até o almoço (que acabou nunca acontecendo). Estômago falsamente preenchido com club social e frutas, demos algumas voltas pelo Bosque, que não tem muito para se ver ou fazer além das atividades pagas. As trilhas nem podem ser chamadas de trilhas, têm no máximo 400 metros. Saímos, então, para a Ducha de Prata, que fica bem perto do Bosque do Silêncio, caminhando em uma estrada estreita que muitas vezes não tinha calçada. Embora muito artificial, o lugar é bonito e, descendo um pouco mais, pode-se ver o rio em seu curso natural. Aproveitamos as lojas para comer mais e pagamos R$10,00 por crepes de chocolate. No caminho para o hotel, passamos por vários restaurantes e calculamos qual seria o melhor para comermos o tão esperado fondue, à noite. Escolhemos o Restaurante do Sino, na Av. Sen. Roberto Simonsen, onde pagaríamos (não me recordo exatamente) R$85,00 pelo de carne e R$75,00 pelo de queijo e chocolate. Seguindo a rua do Restaurante do Sino, passamos em frente à Casa do Strudel que anunciava fornadas às 16:00 todos os dias. Olhamos as horas, era exatamente 16:08 e não pude passar reto, entramos e pagamos R$16,00 por um pedaço generoso que dividimos em três. Depois retornamos ao hotel, onde jogamos baralho, cansadas, e nos arrumamos para sair. Fizemos mais uma caminhada até o restaurante, dessa vez no escuro, mas não sentimos medo. Embora a rua estivesse deserta e mal iluminada e homens de moto passassem esporadicamente, estávamos tranquilas e não pude deixar de pensar em como seria incrível ter essa liberdade e segurança fora da porta de casa todos os dias. Foram coisas como essa que me deixaram muito feliz em Campos do Jordão, experiências que eu nunca havia vivido em São Paulo: cumprimentar estranhos, se sentir segura nas ruas à noite, sorrir para os motociclistas simpáticos, ser recebida por alguém desconhecido com sopa <3. No restaurante, pedimos um fondue de cada e uma água para economizar. Fizemos muitas contas para dividir o preço de forma justa entre nós cinco aproveitando para acertar os gastos de umas e outras que havia sido maior ou menor no último dia. Acho que nossa economia tocou os garçons, que nos ofereceram uma repetição cortesia do fondue de chocolate. Adoro ganhar coisinhas de graça e essa gentileza, em especial, fez nosso dia. Voltamos muito felizes para o hotel. (Pagamos um total de R$53,00 por pessoa no Restaurante do Sino) Sede do Bosque do Silêncio Parte de baixo da Ducha de Prata Ducha de Prata Comércio na Ducha de Prata Strudel da Casa do Strudel Fondue de queijo do Restaurante do Sino (acompanha batatas deliciosas que chegaram depois) Fondue de chocolate do Restaurante do Sino
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    Exatamente como vc tá planejando mesmo.. Um dia só e suficiente.. Visto q vc chegará lá já anoitecendo
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    Nós tbm temos gnv. O local mais caro que abastecemos foi justamente em Pelotas kkk. R$3,39m3. Acho que vc tá tranquilo então de combustível. Só abastecer no chui e levar o galão cheio que não terá problemas. Cara, cabo polônio nós não fomos por que tínhamos pouco tempo, mas o pessoal fala que é bom passar um dia inteiro lá. Se fosse vcs, iria pra lá direto, quando fosse a tardinha iria para punta Del este e dormia lá.
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    Chegou a hora! Quem tiver interessada dá um alô. ... Tudo será combinado!
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    Oi meninas !!! Sou do RJ e queria entrar no grupo 21980755331 !! 😉
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    @Gabriel S Oliveira Oi Gabriel, eu fico até dia 8. Vc tem algum passeio programado no período entre 4 e 7/10? Se tiver e quiser compartilhar, podemos combinar algo. Tô indo com meu esposo, mas ele só quer saber de ficar no hotel se torrando na piscina. E eu prefiro conhecer a cidade. Como n gosto de sair sozinha e tbm n me sinto segura, então resolvi postar aqui. Qualquer coisa, avisa!!! Abraço!!!💪
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    A oportunidade de viajar para a Itália veio com a “promoção” da Ibéria no final de junho, com a qual pagamos R$1.250,00 na passagem ida-volta com as taxas, com saída de Foz do Iguaçu e destino a Roma. Tivemos pouco mais de um mês para programar tudo. Os hotéis foram reservados ainda do Brasil, pelo Booking.com, depois de muita pesquisa aqui e no tripadvisor. O Roma Pass, ingresso para o Museu do Vaticano e os bilhetes de trem para viagens longas (entre cidades) também foram comprados do Brasil, pois viajamos em alta temporada e tínhamos receio do preço subir. Li aqui no fórum que agosto não é um bom mês para viajar para a Itália pois é o mês em que os italianos saem de férias e as cidades ficam desertas. Mas constatamos isso em poucos momentos, como em Verona num domingo de manhã, e em alguns momentos em outras cidades, mas no geral tudo funcionava normalmente. Para quem ficar receoso de viajar em agosto para a Itália, para nós isso não foi um empecilho, o que incomodou mesmo foi o clima, pois estava muito quente. Ah, nunca esqueçam de validar os bilhetes de trem antes da viagem, seja dentro da cidade seja para fora. Nos trens entre cidades eles conferiram nossas passagens, e quem não validou tem que pagar multa. E quem não se importar, dá para andar com garrafinha de água porque em todas cidades tem fonte com água potável. Assim dá para economizar uma graninha com água e abastecer as garrafas na rua. Aqui segue o relato dos nossos 15 dias na Itália, com informações sobre os passeios, pontos turísticos, hotéis e gastos diários. Espero que ajude na programação da viagem de vocês! Preparem-se para comer muito bem e ver lugares maravilhosos! DIA 1 – Roma Chegamos no aeroporto Fiumicino às 14 horas e, após pegar as bagagens, fomos até a loja do Roma Pass para validar nosso passe, pois já tínhamos comprado pela internet e depois compramos os bilhetes de ônibus no guichê da empresa Terravision para irmos do aeroporto até a estação Termini. O serviço do ônibus é bastante desorganizado, tinham muitas pessoas aglomeradas e nenhuma fila e não tinha ninguém para colocar sua mala no bagageiro. Foi um empurra-empurra, mas colocamos e subimos no ônibus e em 40 minutos estávamos na Termini. Reservamos o Hotel Ferrarese, que fica à 3 quadras da Termini. É um hotel bem simples, o banheiro estava um pouco sujo, mas o sinal da wifi era bom e gostamos bastante da localização, porque facilitava muito pegar trem/metrô a parti dali, além de terem vários restaurantes e lojinhas de souvenir na região. Após um banho, saímos para comer nosso primeiro prato de massa italiana e conhecer a Igreja Santa Maria Maggiore e a Piazza Vittorio Emanuelle. A praça é bem simples, nada demais! Gastos do dia (individual): - 1 água 750ml: 2,10 euros. - 1 bilhete de ônibus terravision: 5,00 euros. - Roma Pass 3 dias: 34,00 euros. - mapa da cidade: 3,00 euros. - frutas, água e suco: 5,50 euros (para os dois). - jantar (massa muito boa - restaurante elettra, ao lado do hotel Ferrarese): 10,00 euros. DIA 2 – Vaticano Pegamos o metrô na Termini e fomos até a estação Otaviano e de lá caminhamos até o Museu. A fila para quem não tinha ingresso era imeeeeensa, todos embaixo do sol numa fila interminável! Por sorte havíamos nos programado e comprado no Brasil os ingressos para o Museu do Vaticano para às 09h (primeiro horário de visita). Começamos nossa visita pelo caminho mais curto, porque queríamos aproveitar para entrar na Capela Sistina quando ainda não estivesse lotada, então fomos direto até lá e deixamos para olhar as obras que estavam no caminho depois de visitar a Capela Sistina (ou seja, saímos da Capela e refizemos o caminho, mas agora olhando e tirando fotos). Quando chegamos na Capela Sistina já tinham algumas pessoas, mas estava praticamente vazio perto do que ficou depois. Conseguimos sentar e ficar admirando a obra, muito encantador! Depois fizemos o caminho completo pelo Museu. Em seguida fomos à Praça de São Pedro, almoçamos e aguardamos nosso passeio à Necrópole do Vaticano (reservas feitas com antecedência através do email: [email protected]; enviar email com nome, nacionalidade, número de participantes, dia de disponibilidade e idioma do tour – esse passeio evita a fila para entrar na Basílica). Foi muito legal esse passeio, com dados históricos interessantíssimos, e o término dele é dentro da Basílica de São Pedro. Optamos por não subir e apreciar a vista devido ao calor escaldante e ao cansaço que já nos consumia (estava insuportavelmente quente neste dia). Após visitar a Basílica fomos até o Castel Sant’ Agnello. De tardezinha (só escurece mesmo às 21h) fomos ao Coliseu ver o pôr do sol, foi muito bonito! Gastos do dia (individual): - Ingresso Museu do Vaticano: 20,00 euros. - Internet e impressão do ingresso Necrópole do Vaticano: 0,75 euros. - Ingresso Necrópole do Vaticano: 13,00 euros. - Jantar: 9,00 euros. DIA 3 – Roma Outro dia com muito calor, no qual foi indispensável carregar uma sombrinha para se proteger do sol. Visitamos o Coliseu logo cedo, depois o Palatino e o Fórum Romano. Para esses três pontos turísticos o Roma Passa valeu a pena demais! As filas eram muito longas e ficar esperando com aquele sol não deve ter sido fácil.. Nós chegávamos e já entrávamos no local. Passamos bem rápido pelo Palatino, estávamos exaustos por causa do calor e os locais que queríamos conhecer com mais atenção estavam fechadas para reforma! Após o almoço fomos até a Igreja Santa Maria in Cosmedin onde fica a Boca della Veritá (conta a lenda que a boca mordia a mão dos mentirosos) e depois fomos para as Termas de Caracalla, onde me decepcionei muito! É preciso muita imaginação para recriar o que foram as Termas com as poucas ruínas que sobraram lá. No final do dia fomos para a Fontana di Trevi e tinha muuuita gente! Ficamos um tempão lá apreciando e tirando fotos! Eu me surpreendi, achei que a Fontana fosse bem menor, é enorme e linda! E conforme foi anoitecendo as luzes da fonte foram ligando e deixando o monumento ainda mais bonito! Ali perto tem a sorveteria que aparece no filme Comer, Rezar e Amar: Il Gelato di San Crispino. Para fechar a noite fomos até a Piazza Spagna, que tinha um clima bem gostoso com música ao ar livre. Na volta (22H) passamos na Fontana Di Trevi novamente, que continuava lotada. Gastos do dia (individual): - Almoço: 10,00 euros. - Jantar: 7,00 euros. DIA 4 – Roma -> Veneza No final da tarde iríamos para Veneza, então levantamos, tomamos café e arrumamos nossas malas. Fomos novamente à Fontana di Trevi, que estava menos lotada de manhã mas também estava menos encantadora (gostei bastante do efeito das luzes). Em seguida fomos para a Piazza Veneza conhecer o enorme monumento Vittorio Emanuele, depois fomos para o Pantheon, que tem entrada gratuita, e para a Piazza Navonna, bem lindinha com exposição de telas e restaurantes bonitos. Almoçamos em um dos muitos restaurantes espalhados pelas ruas, que tinha promoção de massas. Seguimos caminhando pela Via del Corso, onde estão várias lojas bacanas (Zara, Ferrari, GAP, Nike, Adidas, H&M..), e depois fomos até a Piazza Giuseppe Garibaldi. Não lembro até onde pegamos o metrô, sei que descemos na região do Vaticano e caminhamos rápido por uns 40 minutos até chegar na praça! Como a praça fica num lugar bem alto, a vista de lá é muito bonita, é um lugar gostoso para relaxar, mas nós tínhamos que pegar o trem para Veneza e não pudemos ficar muito. Na volta pegamos o ônibus 64 até a Termini. Fomos ao hotel buscar as malas e de lá pegar o trem para Veneza-Mestre. A viagem durou cerca de 3 horas e foi bem confortável, tinha restaurante e wifi no trem. Para ficar tranquila, levei uma corrente tipo de bicicleta para prender as malas, pois li relato de pessoas que tiveram as malas furtadas. Gastos do dia (individual): - Hotel Ferrarese (3 noites com café da manhã + 12 de imposto + 15 de ar condicionado): 207,00 euros para os dois (quarto duplo). - Almoço: 5,00 euros. - Sorvete: 2,50 euros. - Frutas e água no trem: 5,60 euros. DIA 5 – Veneza Ficamos em Mestre, nosso hotel era mais uma pousadinha, chamado Vila Teresa. Fica à 3-4 quadras da estação de trem e a recepcionista foi bem atenciosa. Avisamos por email que iríamos chegar após o horário do check-in e a recepcionista foi até o hotel no horário combinado. Comi dois croissants de chocolates muito gostosos em uma padaria perto do hotel e depois pegamos o metrô para Veneza. Veneza é linda! Achei muito encantadora! Caminhamos muito por lá, fomos até a Piazza San Marco, subimos no Campanário e vacilamos por não termos entrado na Basílica de San Marco e no Palácio Ducale! Ficamos pensando e o tempo passou, mas todos falaram que a Basílica é incrível por dentro! Fomos até a Ponte Rialto, Ponte dos Suspiros, a Academia e fizemos o passeio de gôndola completo de 50 minutos com um casal e duas crianças russas, estávamos negociando com o gondoleiro um passeio de 30 minutos mas eles chegaram e resolvemos ir juntos e fazer o passeio mais longo. Depois fomos atrás de souvenirs legais (comprei uma máscara pequena, mas linda) e voltamos para Mestre. Gastos do dia (individual): - Café da manhã: 3,00 euros. - 2 bilhetes de metrô: 2,80 euros. - Hotel Vila Teresa (2 noites sem café da manhã + imposto): 123,60 para os dois (quarto duplo). - Ingresso Campanário (torre): 8,00 euros. - Almoço: 6,00. - Passeio de gôndola: 30,00 euros (130 no total). - Souvenirs: 15,00 euros. - Mercado (jantar): 4,20 euros. DIA 6 – Veneza -> Verona -> Florença Enquanto meu irmão foi para Modena conhecer o Museu e Fábrica da Ferrari, eu fui para Verona. Já tínhamos as passagens de trem, e saímos bem cedo de Veneza. Eu cheguei em Verona +- uma hora depois. Era um domingo e estava deserto, tudo fechado. Comecei a visita pelo Castelvechio e ponte do castelo, depois visitei a Arena, que achei meio decepcionante para quem já entrou no Coliseu, a casa de Julieta, onde coloquei o cadeado com a minha inicial e do meu namorado no mural dos cadeados. Também visitei a Piazza Bra, Piazza Erbe, andei uns 30 minutos procurando o jardim e não encontrei (e não tinha ninguém na rua para dar informação) e desisti de entrar no local para ver a tumba da Julieta porque custava 7 ou 8 euros e não achei que valesse a pena. Meu trem para Florença era às 19h e eu tinha deixado a mala na estação de trem. O depósito de bagagem é grande e espaçoso, coube minha mala de rodinha nada pequena tranquilamente. Cheguei em Florença já era noite e fui a pé da estação Santa Maria Novella até nosso hotel, chamado Novella House. Gastos do dia (individual): - Café da manhã: 1,80 euros. - Almoço: 3,40 euros. - Ingresso Arena: 6,00 euros. - Tortelete de morango: 3,00 euros. - Souvenirs: 2,00 euros. - Mix de frutas: 2,70 euros. - Depósito de bagagem: 8,50 euros. - Banheiro estação do trem: 0,80 euros. DIA 7 – Florença + Pisa O Hotel Novella House é muito bom! Quarto bem espaçoso e com afresco no teto, a localização é ótima (perto da estação SM Novella), só o café da manhã que é fraquinho: um croissant e uma bebida, servido num bar perto do hotel. Nosso primeiro dia em Florença foi uma segunda-feira, em que os museus e outros atrativos estão fechados. Começamos o dia com visita à Ponte Vecchio e queríamos visitar o Palácio Pitti, que estava fechado. De lá fomos para a fila gigantesca da Duomo (na qual ficamos por 2 horas, no solzão) e aqui vai um conselho: só entre se não tiver claustrofobia e bom condicionamento físico; são quase 500 degraus em escadaria circular. Eu achei a cúpula muito bonita, mas as 2 horas na fila tinham me animado para ver mais! Quase em frente da entrada para a cúpula fica a loja da Lindt! Experimentem o sorvete, é bom demais! Não entramos no Batistério, já ficamos satisfeitos com a cúpula e a catedral, e não subimos no Campanário porque vimos Florença do alto da cúpula. O cansaço era tanto que almoçamos ali na praça da Duomo – onde não era tão barato, mas achei Florença mais cara que Roma para alimentação – e depois compramos uma passagem de trem e fomos para Pisa. Caminhamos meia hora até a Torre de Pisa. Eu adorei, acho que de perto parece mais inclinada! É legal ver o desnível na base da torre. Depois de muitas fotos, aproveitamos para comprar uns souvenirs e voltamos para a estação para voltar para Florença, e chegamos lá bem de noite e fomos procurar um lugar para comer. Ah, o Firenze Card custa 72 euros, não compramos porque não valera a pena para nós, mas para aqueles que pretendem visitar várias e várias atrações e que vão em alta temporada pode ser uma boa ideia por causa das filas! Gastos do dia (individual): - Hotel Novella House (4 noites + café da manhã + imposto): 292,00 para os dois (quarto duplo). - complemento do café da manhã: 2,00 euros. - ingresso para a Duomo: 8,00 euros. - chocolate Lindt: 2,00 euros. - almoço + suco: 10,00 euros. - sorvete Lindt: 2,50 euros. - passagem de trem para Pisa: 8,00 euros. - passagem de trem para Florença: 7,90 euros. - souvenirs: 3,00 euros. - jantar: 11,00 euros. DIA 8 – Florença Neste dia o objetivo era visitar a Academia e a Uffizi, mas as filas eram imensas! Então meu irmão comprou ingresso para visitá-las no dia seguinte e nós fomos conhecer a Santa Croce, que abriga o túmulo do Galileu, Maquiavel, Michelangelo, dentre outros. Fomos à Piazza San Marco pois a bilheteria da Academia fica bem pertinho, Piazza do Palácio Vecchio e no final do dia fomos caminhando (mas para quem quiser visitar a longa escadaria recomendo ir de ônibus – nº12 ou 13 do ponto de ônibus na estação de trem) até a Piazza Michelangelo para ver o pôr do sol. Vale muito ir até lá! A vista é linda demais, a mais bonita de Florença na minha opinião. Para jantar fomos ao Restaurante Zázá, recomendado por uma brasileira que vive em Florença. Gostamos muito!! Fica próximo à Capela Médici, tem um ambiente super agradável e comida deliciosa. 1kg de bisteca fiorentina custa 38,00 euros. Gastos do dia (individual): - Croissant (café): 1,00 euro. - Ingresso Santa Croce: 6,00 euros. - Capa para cobrir as pernas na Santa Croce: 1,00 euro (estava de shorts). - Almoço: 10,00 euros. - Sorvete: 3,00 euros. - Souvenirs: 27,50 euros. - Frutas: 2,00 euros. DIA 9 – San Gimignano + Siena Como meu irão tinha agendado os ingressos para a Academia e Uffizi para o dia 15/08, aproveitamos para fazer um passeio pela Toscana. Para ir à San Gimignano é preciso pegar um ônibus ou trem até Pogibonsi e de lá outro ônibus para San Gimignano. Optamos por fazer tudo de ônibus e compramos as passagens na hora, o terminal de ônibus fica ao lado da estação de trem, mas como a estação é gigantesca é bom pedir informações lá, pois é difícil explicar. San Gimignano é uma gracinha! Um clima apaixonante percorre aquela cidadezinha. Chegamos perto da hora do almoço e sentamos em um restaurante na Piazza Cisterna. De sobremesa tomamos sorvete na Gelateria Dondoli, em que foi eleito o melhor sorvete do mundo (tem mais de uma sorveteria que anuncia ter o melhor do mundo, mas a correta é essa que eu indiquei; na entrada da sorveteria está escrito os anos em que ganharam o prêmio de melhor sorvete; é muito bom, tomei um de nutella incrível!). Passeamos mais um pouco pelas ruelas, passamos pela Piazza Duomo e fomos até o jardim da cidade para apreciar uma vista muito bonita da paisagem da Toscana. Compramos as passagens de ônibus para ir a Siena em uma padaria logo na entrada da cidade. Não é difícil achar a rua pois San Gimignano é toda murada e a entrada à cidade é por uma única rua. Chegamos em Siena e fomos direto para a Piazza del Campo, em seguida fomos conhecer a Duomo e lá aconteceu algo muito legal: começou um desfile com trajes medievais e bandeiras e de repente percebemos que era um dos eventos que antecede o Palio de Siena (nós estávamos em Siena numa quarta e a corrida ocorreria no domingo). Seguimos o desfile até a Piazza del Campo, onde já se aglomeravam muitas e muitas pessoas, e resolvemos ficar por ali para ver o que ia acontecer. Todas as sacadas estavam lotadas, assim como as praça e as arquibancadas. As contradas também estavam espalhadas pela praça, vestindo as cores da respectiva contrada, com bandeiras e gritando hinos. Depois chegaram os cavalos e teve uma espécie de corrida. Esperamos mais de uma hora e durou 60 segundos, mas eu amei participar dessa tradição tão importante! Não sei explicar muito bem o que foi esse evento, mas foi emocionante! Já era bem tarde quando terminou e fomos a pé (cerca de 30min) até a estação de trem e compramos nossas passagens. O trem pára em Empoli e é preciso trocar de trem lá para chegar em Florença. Gastos do dia (individual): - Ônibus para San Gimignano: 6,80 euros. - Almoço: 8,00 euros. - Sorvete: 3,00 euros. - Vinho de San Gimignano: 16,00 euros. - Ônibus para Siena: 6,00 euros. - Trem de Siena para Florença: 8,60 euros. - Jantar: 7,50 euros. DIA 10 – Florença -> Napoli -> Sant’Agnello Acordei sem hora para levantar, primeira vez nos últimos 10 dias, arrumei as malas e dei uma última volta pela cidade enquanto meu irmão foi conhecer a Uffizi e a Academia. De tardezinha partimos, de trem, para Napoli. Ao desembarcar, seguimos as placas que indicavam a linha “Circumvesuviana” e compramos nossas passagens para Sant’Agnello. Como bem alertado, é um choque andar com esses trens (sujos, velhos, pixados e sem ar-condicionado), depois das viagens com a Trenitalia, mas 2 horas de viagem não matam! Hehe Em Sant’Agnello, fomos caminhando até nosso hostel, que ficava a 15 minutos de caminhada da estação. Sorrento é a última parada da linha, mas escolhemos Sant’ Agnello como nossa base para visitar Capri e a Costa Amalfitana, principalmente porque não encontramos hotéis dentro do nosso orçamento em Sorrento. Ficamos no Hostel Seven Rooms e eu recomendo! Estávamos em um quarto para 6 pessoas e era bem organizado. O Hostel é muito bonito e decorado, no último andar tem um terraço onde fica o bar e “restaurante” que proporciona uma vista linda. É um lugar bem gostoso para fazer uma refeição no final do dia. Também adorei o café da manhã, o melhor dentre os que tivemos nos outros hotéis. Gastos do dia (individual): - Hostel Seven Rooms (3 noites + café da manhã + imposto): 192,00 euros para os dois (dormitório para 6 pessoas com banheiro dentro do quarto). - Almoço: 9,50 euros. - Sorvete: 3,50 euros. - Chocolates Lindt: 3,00 euros. - Lanche mc donalds: 4,35 euros. - Passagem Napoli-> Sant’Agnello: não anotei. DIA 11 – Costa Amalfitana Após um café da manhã com muito croissant e nutella, pegamos o trem até Sorrento e logo na saída, do outro lado da rua, vimos uma fila para aguardar o ônibus que faz uma espécie de tour pela Costa Amalfitana: pára em várias cidades ao longo da Costa Amalfitana, assim é possível descer em uma e conhecer e depois pegar o ônibus para a próxima. Dica: sentar do lado direito na ida e esquerdo na volta para apreciar a vista. Compramos as passagens que nos davam direito a circular pela Costa o dia todo e nossa primeira parada foi Positano. Foi a cidade que eu mais gostei, onde aproveitamos para tomar banho de mar mediterrâneo (é lindo demais)! Em seguida fomos para Amalfi, que eu achei menos charmosa. A praia estava lotadíssima, assim passeamos um pouco e seguimos para Ravello. Demos uma volta bem grande em Ravello, tanto que visualizamos Amalfi de dois sentidos opostos e depois disso pegamos o ônibus para voltar para Positano, mas a viagem foi tão cansativa (ficamos de pé uma boa parte do percurso e o ar condicionado não funcionava) que acabamos indo direto para Sorrento, só que tinha muito congestionamento (estávamos lá no feriadão de Ferragosto – 15/08) e acabamos chegando no hostel bem mais tarde do que o previsto. Ah, em Amalfi me informei sobre o passeio à Gruta Esmeralda, que fica um pouco antes de Amalfi. O passeio de barco até lá 10,00 euros + 5,00 euros para entrar na Gruta. Gastos do dia (individual): - Passagem de trem Sant’Agnello-Sorrento: 1,30 euros. - Água: 2,00 euros. - Almoço: 7,00 euros. - Jantar: 6,00 euros. DIA 12 – Capri Outro passeio para o qual estava animadíssima: conhecer Capri. Pegamos um trem até Sorrento e de lá fomos caminhando até o porto, é perto, uns 10 minutos de caminhada, a parte ruim é subir a escadaria que dá acesso ao porto na volta! Compramos na hora as passagens do ferry para Capri e 40-60minutos depois estávamos lá. Logo que você desembarca tem uma banquinha vendendo o tour em Capri por 17,00 euros. Li recomendações para comprar ali mesmo e foi ótimo! A dica que dou é para sentar no fundo do barco, nas laterais, posição estratégica para tirar fotos. O passeio começou pela gruta azul e quem quisesse entrar era só trocar para um barquinho menor, além de pagar a taxa de entrada na gruta. Nós fomos e foi lindo! A cor do mar é incrível, parece que tem um canhão de led no fundo do mar. E os barqueiros ficam cantando músicas, é muito legal. Quem não quer fazer o passeio de parco pode ir até a gruta de ônibus (não lembro qual) e descer uma escadaria que dá até na gruta e dali você pega um barquinho. Em seguida passamos pela gruta branca e gruta verde e o barco ia bem pertinho para tirar fotos. Eles indicaram outras atrações menos importantes que esqueci de anotar.. Depois passamos pelos faragliones e voltamos para o porto. O passeio durou em torno de 1 hora. Depois de almoçar ficamos um pouco na praia pública, ao lado do local em que compra as passagens de funicular e depois pegamos o funicular (o trenzinho vertical) para subir em Capri (a cidade mesmo) e de lá um ônibus para anacapri. A dica é ir até o Monte Solaro, a vista é alta mas muito bonita. Depois pegamos um ônibus para marina picola, tem uma praia privativa lá, mas fomos para apreciar a vista dos faragliones. Enquanto em Anacapri a vista é beeem do alto, da marina picola é como se fosse no “térreo” e as rochas estão bem a vista, relativamente perto. Rodamos mais um pouco e já era hora de voltar para Sorrento.. Gastos do dia (individual): - Passagem de trem Sant’Agnello-Sorrento: 1,30 euros. - Ferry ida/volta Capri-Sorrento: 27,90 euros. - Tour de barco em Capri: 17,00 euros. - Taxa de entrada na gruta azul: 12,50 euros. - Gorjeta para o barqueiro: 2,00 euros. - Almoço: 11,00 euros. - Funicular: 3,60 euros. - Ônibus: 5,40 euros. - Sorvete: 2,50 euros. - Salada + iogurte (foi o jantar): 4,20 euros. DIA 13 – Pompeia e Napoli Chegamos em Pompeia era quase meio dia e fazia muuuito calor. Nossa ideia era de visitar as ruínas em 2 horas, mas acabou passando de 4. Indispensável levar sombrinha ou boné para quem vai no verão. É tudo aberto e muito calor. Até a água que saía da fonte vinha fervendo. Apesar disso eu adorei o passeio. É uma história muito triste, mas foi a tragédia que nos permite conhecer e recriar na nossa imaginação o que era aquele lugar antes do Vesúvio derramar suas cinzas por ali.. Para organizar nossa visita pegamos um mapa que eles dão na entrada e circulamos o que achávamos mais importante (e foram várias coisas) e depois é caminhar! Chegamos no local e pegávamos o guia para saber exatamente o que era aquilo, para poder entender melhor. Para quem não vai alugar um áudio-guia, acho bem interessante ter um guia completinho em mãos. Para almoçar tem um restaurante para cima do Fórum, preços normais, nada de exorbitante. Em seguida fomos para Napoli e me assustei ao chegar lá! A cidade é muito feia, fiquei com bastante medo. Nosso hotel ficava bem perto da estação, pq só paramos lá para dormir, no outro dia iríamos cedinho para Roma. Gastos do dia (individual): - Passagem de trem Sant’Agnello-Pompeia: 2,20 euros. - Depósito de bagagem em Pompeia: 3,00 euros. - Ingresso Pompeia: 11,00 euros. - Almoço + água: 5,50 euros. - Trem para Napoli: 2,90 euros. - Jantar: 10,00 euros. - Hotel Ideal Napoli (1 noite com café da manhã + imposto): 41,00 euros. DIA 14 – Roma Tiramos esse dia para comprar souvenirs, passar mais uma vez pelo Coliseu e aproveitamos para visitar o Campidólio (mas o Museu Capitolino estava fechado – era segunda), fomos conhecer o Fórum de César, de Augusto e o Mercado Trajano. Queríamos ir para o outlet Castel Romano, li várias indicações de que tem várias marcas legais com preços bons, chegamos a comprar a passagem de ônibus para ir e voltar (compra em frente ao terminal Termini, na mesma rua em que ficam os ônibus da Terravision, mas do outro lado da rua), mas desistimos depois que o ônibus chegou e as pessoas estavam brigando para conseguir entrar! O ônibus já estava lotado e só deixou uns 3 passageiros subirem. A desorganização me desanimou e passamos o dia caminhando sem rumo e comprando suvenirs. Gastos do dia (individual): - Hotel Ferrarese (1 noite com café da manhã + imposto): 69,00 euros para os dois. - Almoço: 9,50 euros. - Trem: 2,50 euros. - Jantar: 12,00 euros. - Sorvete: 2,00 euros. DIA 15 Era hora de voltar para casa! Adeus massas e sorvetes deliciosos! Como nosso voo era de tarde, passeamos na região ao redor do hotel para comprar mais umas coisinhas, comemos uma bela massa na hora do almoço e fomos para o aeroporto Fiumicino de ônibus, pegamos ali na Termini mesmo. Tinham ônibus de 2-3 empresas ofertando o transporte até lá por 4-5 euros, muito acessível. Com isso encerramos nossos 15 dias muito bem aproveitados na Itália! Espero que o relato ajude vocês a se programar, e qualquer dúvida é só perguntar! Tive o cuidado de anotar tudo durante a viagem para passar para vocês. Gastos do dia (individual): - Almoço: 10,00 euros. - Ônibus para o aeroporto: 4,00 euros. - Jantar aeroporto em Madrid: 6,00 euros. - Café da manhã em São Paulo: 12,00 reais.
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    Planejamento Antecipado Este é o segredo de quem viaja de forma independente. Quem reúne antecipadamente o máximo de informações sobre os destinos que irá visitar, faz a viagem se tornar muito mais enriquecedora, segura e barata. Faz parte do planejamento antecipado pesquisar além do “esquema pra turista ver”, além dos cartões postais. Pesquise sobre a cultura, a história, a política, a geografia e a economia dos destinos. Se deseja visitar parques nacionais e outras áreas preservadas e/ou selvagens tente saber mais sobre a fauna e flora da região e os cuidados que se deve tomar antes de se aventurar em alguma trilha, por exemplo. Pesquise também sobre quais são as roupas e equipamentos mais adequados ao clima e geografia das regiões que irá visitar. DOCUMENTAÇÃO Antes de começar a organizar a viagem, a primeira coisa que você precisa resolver é a documentação. Para não ter dores de cabeça durante a viagem e nem ter de enfrentar a fila dos serviços públicos na última hora. Em primeiro lugar pesquise se os países de destino necessitam de visto para brasileiros e como consegui-los. Alguns não exigem visto, mas para entrar em seus territórios é necessário atender algumas formalidades como no exemplo dos países europeus que fazem parte do Acordo de Schengen . ( Confira os documentos básicos: - RG (em boas condições) - Pode ser utilizado como documento de identificação sem a necessidade do uso de passaporte em todos os países membros e associados ao MercoSul. Confira quais são os 9 países onde é possível viajar só com o RG Tópicos relacionados: https://www.mochileiros.com/posso-viajar-so-com-a-identidade-t69733.html - Passaporte (com ao menos 6 meses antes da data de expiração para viajar para alguns países) - Certificado Internacional de Vacinação (O site da Organização Mundial da Saúde traz uma lista completa de países que exigem vacinação e neste documento da Anvisa você encontra os endereços dos Centros de Orientação para saúde do viajante em cada Estado brasileiro – eles emitem o certificado). Tópicos Relacionados: https://www.mochileiros.com/febre-amarela-e-certificado-internacional-de-vacinacao-civp-t57013.html https://www.mochileiros.com/certificado-internacional-de-vacinacao-t104128.html
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    Dia 16 – 06/mai/2016 Zanzibar pode ser dividida em duas atrações principais, o centro com toda a sua história como rota de comercialização de escravos e especiarias e as praias de um mar azulzinho típico do Oceâno Índico. Esta manhã tínhamos separado para conhecer a parte histórica, que era muito louca por sinal. Você consegue imaginar uma ilha com colonização britânica, de forte religião mulçumana e habitada por africanos? Saímos sem rumo e já na primeira parada no forte da praça principal fechamos com um guia para nos levar para conhecer tudo no pouco tempo que tínhamos ali. Negociamos de 80 mil Xelins por 50 mil Xelins (sem muito esforço) para nós 4 e partimos com o guia locão . O centro é um labirinto e nosso guia conhecia cada canto e cada morador dali. Muito interessante passear por aquelas ruelas apertadas e imaginar como funcionava aquela cidade durante os séculos XV, XVI... Ter um guia valeu muito a pena, pois ele nos levou na loja mais barata de artesanato, nos ajudou a comprar um chip de celular que usaríamos para dirigir em Zanzibar, nos apresentou muitos lugares, contou muitas histórias e até nos ofereceu drogas e prostitutas . Negamos educadamente mas dissemos que aceitaríamos uma sugestão para o almoço. A dica era uma feirinha muito boa que ficava na praça, mas devido ao surto de cólera a feira estava fechada e era melhor comer em algum hotel à beira-mar!! . Depois do almoço fomos buscar nosso carro no hostel. A ideia de alugar o carro veio depois de ler alguns relatos sobre a distância até as praias e também com o objetivo de conhecer várias praias. O valor de 35 dólares por dia também justificava a escolha. Bom, mas alugar um carro foi furada, vocês entenderão o por quê. O carro alugado foi da Kibabu, já nas instruções iniciais nos foi explicado que arranhar ou pequenas batidas no carro não eram problemas, só não podia arrancar pedaços. Ok, entendido! Também era necessária uma licença para dirigir que só vale em Zanzibar (um pedaço de papel assinado pelo próprio Kibabu e que custava 10 dólares por motorista ). Além disso era necessária uma carteira de motorista internacional, porém recomendo levar também a sua CNH do Brasil. E, por fim, a última instrução era como lidar com os policiais corruptos quando eles nos parassem na estrada!! Sim, eles sempre param!!!! Abastecemos e seguimos os cerca de 60km rumo à praia dos mochileiros: Nungwi. No caminho novamente aquela mesma sensação que sentimos em Dar Es Salaam, de que todos te olham por você ser diferente aliado a um sentimento de falta de segurança. Tudo é muito pobre, muitas pessoas andando no meio da rua e para tudo que é lado. Na primeira barreira policial um policial nos parou e pediu nossas licenças. Eu estava dirigindo e mostrei tudo. O policial olhou pra gente, pros documentos, fez um suspense e nos liberou. Mas não tivemos a mesma sorte na segunda barreira policial, onde 2 policiais no meio da estrada estavam parando somente carros com turistas (leia-se brancos). O primeiro policial chegu e pediu os documentos, entreguei a licença de Zanzibar e a carteira internacional. Mas ele disse que também era preciso a carteira do Brasil, mostrei . Ele pegou todos os documentos e saiu. Depois de um tempo ele voltou dizendo: você não ligou o pisca após parar (detalhe, o pisca estava ligado) . Argumentei que estava ligado, e ele disse q eu demorei para ligá-lo, e que não ligar o pisca ao parar é uma grande ofensa em Zanzibar . Fiquei 15 minutos discutindo com ele que eu não tinha feito nada errado, então ele chamou o outro policial que supostamente era o seu superior. Aí começaram as ameaças! Iriam nos prender e nos levar para a corte pelo nosso erro. A situação começou a ficar bem tensa quando eu cansado de tanto blá-blá-blá perguntei se não tinha outra alternativa para resolver. E é claro, tinha!!! Bastaria pagar a multa diretamente pra ele, eram 50 dólares!!!!!! Aí começamos a segunda etapa do teatro, a negociação! Mais 15 minutos de negociação e paguei pra ele o equivalente a 14 reais... Saímos dali, e apesar de saber que aconteceria exatamente desta maneira, fiquei bastante tenso. Nessas horas além de indignação vem uma baita sensação de impotência, se o cara por algum motivo quisesse me ferrar eu não teria ninguém para ajudar, estava vendido... Para completar, chegando em Nungwi a estrutura não é nada como estávamos esperando. Era uma grande favela!!! E pior, não tínhamos feito reserva por sugestão minha, pois imaginei que como era baixa temporada e estávamos de carro poderíamos negociar um ótimo hotel por um bom preço. Bom, isso até era verdade, mas o que não estava nos planos era o fato de ali não ser um lugar interessante para turistas ficarem perambulando. Entramos numas ruas sinistras até achar uma rua que tinha alguns hotéis perto. No fim achamos um ótimo, o Smiles Beach Hotel por 105 dólares num quarto para 3 (os preços no site eram bem maiores que isso). Esse hotel fica na beira do mar e do lado do Hilton! Aí sim, estacionamos o carro e fomos tomar um merecidíssimo banho de mar no belo pôr do sol no mar de Zanzibar. Dia 17 – 07/mai/2016 Acordamos bem cedo e nos despedimos do Aroldinho, a viagem dele seria mais curta e ele pegou um “táxi” agendado pelo cara do hotel rumo ao aeroporto. Aproveitamos a maré baixa para caminhar em direção à praia de kendwa, que também era muito bonita. A maré alta sobe tanto que muitos trechos da praia ficam inacessíveis pela areia, e não existe um calçadão. Ou seja, locomoção a pé só na maré baixa. Passamos por muitos resorts tops, e aí percebemos que o pessoal vai para lá para ficar num resort aproveitando, estilo Punta Cana, e fora desses hotéis era uma pobreza extrema e pouquíssima infraestrutura . Não era bem nossa intenção ficar no hotel, queríamos conhecer algumas praias, mas a Zanzibar que conheci não permite muito disso . Almoçamos sempre em torno de 18mil xelins nos restaurantes à beira-mar de Nungwi (uns 35 reais). Os peixes recém pescados ficavam ali expostos para vc escolher. Era tudo feito ali na hora e na brasa (sem cólera, ufa!! ) Para mim um dos pontos altos de Zanzibar seria um mergulho com cilindro na ilha de Mnemba. Tínhamos reservado o mergulho pela Spanish Dancer Divers, que fica ali em Nungwi. Porém chegando ali para conversar eles disseram que não iriam para Mnenba, e além disso descobrimos que o barco deles era uma canoa que demoraria 2h30 pra chegar até a ilha . Acabamos encontrando a East Africa que tinha um speed boat bom e iria para Mnenba no dia seguinte, o trajeto levaria 30 minutos. O preço era salgado, 150 dólares 2 mergulhos para mergulhadores certificados e 50 dólares para quem fosse fazer somente snorkeling. Apesar de caro, o preço era quase igual aos outros que tinham um barco bem pior. Fechei o mergulho pra mim e o Calado e o Guerrinha foram de snorkeling. De tarde a maré subiu e já não dava mais para caminhar pela praia. Pegamos umas cervejas e ficamos curtindo o sol em nosso hotel ali de frente para aquela beleza de mar. De noite saímos para jantar e conversamos com uns turistas do kenya, bem tranquilo. Dia 18 – 08/mai/2016 Às 9h saímos para o mergulho, o dia estava demais! Estávamos com muita sorte em plena estação chuvosa . O speed boat era rápido mesmo, se a gente bobeasse saía voando barco afora. No caminho a cor da água não deixava de nos impressionar, inclusive alguns golfinhos nos acompanharam em parte do trajeto. Fui para Fernando de Noronha e Zanzibar não perde nada, isso se não for ainda mais límpida! Na hora que coloquei a cabeça embaixo da água um novo mundo surgiu, visibilidade de mais de 20m fácil fácil!!! E um azul do mar que nunca vi igual. Alguns peixes do Índico são diferentes daqueles do Atlântico, e os corais eram um show a parte. Apesar de não ter visto nada muito incomum no mergulho, com certeza valeu muito a pena!! Sobre a East Coast, equipamento bom, seguro. Apenas os staffs não eram muito de conversar, mais na deles, mas valeu a pena simplesmente pelo speed boat. Às 13h estávamos regressando para comer um polvo fresquinho sentados na areia da praia e depois curtir o resto da tarde com uma bela cerveja gelada em nosso hotel. Se Zanzibar tem uma coisa chata, são os vendedores locais tentando vender de tudo o tempo todo de maneira irritantemente insistente!! Eles aparecem o tempo todo e não te deixam relaxar. Não adianta dizer não, porque eles vão insistir até se convencerem que você não quer NADA mesmo. No começo eu me sentia um pouco chateado de ter que ignorá-los, depois peguei as manha e ignorava na caruda para evitar aquela meia hora de insistência. Dia 19 – 09/mai/2016 Era nosso último dia em Zanzibar, aproveitamos para caminhar para a outra direção durante a maré baixa. Tínhamos desistido de rodar por outras praias de carro pelos motivos já expostos. Nossa caminhada foi de uns 3km em direção ao extremo norte da ilha. Ali aconteceu uma situação curiosa, um vendedor de qq coisa começou a nos seguir e oferecer de tudo, como prática de sobrevivência, o ignoramos por 30 minutos!!!! E o cara não saiu do nosso lado, apenas tinha desistido de falar continuamente e só ia caminhando ouvindo nossa conversa em português sem entender nada. Ô cara mala . Então quando notei que ele não iria sair do nosso lado resolvi puxar conversa e no fim tivemos um papo bacana. Ele adorou que a gente era do Brasil e falou que o sonho dele era vir pra o Brasil para trazer cocaína dentro do estômago e assim ser bem sucedido na Tanzânia... Que visão! Que imagem do Brasil!! Ensinamos pra ele que isso não era uma boa ideia, que ele tinha coisas melhores pra fazer da vida . No fim ele pediu algumas roupas que eu dei pra ele, inclusive uma camisa do Santos, que fez o maior sucesso entre os colegas dele!!! Era hora de voltar. Separamos as propinas estrategicamente distribuídos nos bolsos e liberei a direção para o Calado passar pela emoção da extorsão policial.. Em menos de 10km de estrada e dois policiais que estavam de moto na estrada nos viram deram a meia volta para nos parar!! O calado que já estava treinado, deu a seta para parar, parou fora da pista e rapidamente ligou o pisca alerta! Agora sim!!! Neste momento chega o policial chega e diz: “por que vcs estão com o pisca ligado? Isso é uma grave ofensa aqui em Zanzibar!” Puuuuuta que paril!!! Aí foi todo aquele mesmo papo de novo, ameaça de nos levar presos, multa de 250 dólares, blá-blá-blá, e acertamos a propina de 6 reais!!! Os policiais nos liberaram como se estivesse fazendo um favor e fomos embora novamente com aquela raiva!!! Era meio dia e no caminho não encontramos nenhum restaurante, aliás, nada convidativo a um turista. Paramos num mercado perto do aeroporto e compramos algumas besteiras para comer. No mercado as coisas eram caras, aliás, qualquer produto industrializado era muito caro! Fiquei me perguntando como que um povo tão pobre sobreviveria com os preços desse lugar . Esse tempo na Tanzânia serviu para uma reflexão sobre a distribuição de riquezas no mundo, e principalmente como governos corruptos, desumanos e incompetentes fazem uma nação rica em recursos naturais viver manipulados e presos em tanta pobreza... Devolvemos o carro no estacionamento do aeroporto e pegamos o avião para Lusaka, na Zâmbia, 30 minutos antes do previsto. Dps de um vôo tranquilo chegamos à Zâmbia e pagamos os 80 dólares para o visto de múltiplas entradas (o de entrada única é 50 dólares).Isso porque faríamos um safari em Botswana a partir da Zâmbia e regressaríamos ao país. Brian nos esperava no aeroporto, era um negão gente boa que o hostel agendou para nos buscar, já estava nos esperando com um corolla 1960. Ligou uma reggaera e não passou dos 50km/h nos 25km de estrada até o nosso hostel. Estávamos apreensivos com Lusaka dps da experiência em Dar Es Salaam, mas a tensão logo passou, Lusaka era uma cidade bem melhor do que esperávamos (quando comparado com Windhoek e Dar Es Salaam), com Cassinos, algumas ruas e prédios bonitos. Chegamos ao bacana hostel Lusaka Backpackers, quando a luz acabou!! Pra variar !! Porém, mais uma surpresa agradável, o hostel contava com geradores de energia solar e baterias que suportaram as luzes nas áreas comuns enquanto durou a falta de luz. Dia 20 – 10/mai/2016 Pretendíamos passear por Lusaka só pela manhã, pois iríamos para Livingstone e tínhamos lido que os ônibus só dirigiam durante o dia, teríamos que sair logo dps do meio dia. Não planejamos nenhuma visita em Lusaka antecipadamente, inclusive fomos à Lusaka somente devido a diferença de preços de passagem para chegar ali ou em Livingstone. Logo na saída do hostel já tinha um belo shopping com uma loja Food Lovers (a mesma que comemos na Namíbia :'> ). Comemos um sanduíche muito gostoso e uns donuts dos Deuses (e pensar que na Tanzânia não conseguíamos nem achar uma venda para comprar bolacha... ). Fomos caminhando para a rodoviária e compramos o ticket para Livingstone no último horário, era 14 se me lembro bem (detalhe: não há vendas pela internet). Portanto ainda deu tempo de dar uma caminhada pelo centro de Lusaka para observar o dia-a-dia da Zâmbia. Voltamos para a rodoviária, que era uma loucura, velha e caindo aos pedaços, os ônibus se espremiam em meio a tanta gente! Mas eu gostei daquela desordem, me sentindo na África mais uma vez. . Compramos a passagem para as 14h pela empresa Mazhandu Family pois lemos na internet que era a melhor, porém não demorou muito para percebermos que tinham ônibus melhores por lá. Nosso ônibus era bem velho e não tinha ar condicionado nem banheiro (foram cerca de 8h de viagem) . Saímos (atrasado) e os primeiros 30 minutos foram apenas para sair do portão da rodoviária sob as rezas fortes de um pastor africano que tinha como objetivo reforçar a nossa fé . Os próximos 30 min foram para andar cerca de 1km e sair do centro da cidade. A partir daí o motorista ligou o rádio no máximo e fomos curtindo o desconforto do ônibus em uma estrada que pode-se chamar de boa para os padrões vistos até então na África (tirando Àfrica do Sul, é claro). A chegada em Livingstone foi já um pouco tarde e fomos recebidos por um corredor polonês de taxistas nos alertando dos perigos da cidade e as vantagens de irmos de taxi com eles. Mas como sabíamos que o hostel era a cerca de 1km da rodoviária, resolvemos ir caminhando, numa boa. O hostel é super bacana, bem grande com uma piscina no meio e uma área de convivência de respeito. Tomamos umas por ali e depois arriscamos sair para algum bar. Paramos no 7-eleven, que estava tocando um som alto, estava vazio com alguns locais dançando estranhamente. Dia 21 – 11/mai/2016 Acordamos cedo pois o hostel oferece uma van de graça para as cataratas, ficamos de fora pq lotou antes ãã2::'> . Aproveitamos pra fechar com o Hostel um safari por Botswana para o dia seguinte, seriam de 2 dias e 1 noite. Chegando nas cataratas tomamos um banho de molhar as cuecas, era época de cheias e o simples caminhar pelas trilhas já nos encharcou. Além disso a atração que mais nos interessava, a Devil`s Pool estava fechada devido ao nível da água. Não poderíamos tirar aquela foto clássica na borda da 2ª maior catarata do mundo . Bom, para quem conhece as cataratas do Iguaçu, essa cataratas não tem muita graça. Valeu pela vista na bela ponte que divide a Zâmbia do Zimbabwe com seu famoso bungee jump e de passar do lado daqueles baboons que pareciam gorilas andando tranquilo soltos no parque. Por fim fomos almoçar num resort top que existia ali na borda das cataratas, o Hotel Royal. O Resort era realmente coisa de primeiro mundo, somente para turistas com grana, claro. Comemos um hambúrguer muito bom e passamos a tarde ali admirando a beleza e tomando umas (várias) cervejas. O preço era justo, a conta deu uns 70 reais por pessoa e deu para ficar bêbado e de estomago cheio... A noite fomos caminhando para a pizzaria Olgas comer uma pizza de crocodilo. Nada de especial. E quem se alimentou bem mesmo foram os mosquitos que não me deram sossego ::hahaha:: ! Dia 22 – 12/mai/2016 Às 7h saímos rumo a Botswana. Lá não pagamos pelo visto, apenas temos que pisar em um talco mágico que elimina toda e qualquer doença existente na sola dos nossos sapatos!!! ::dãã2::ãã2::'> ::lol4:: Já em Botswana tomamos um gostoso café da manhã às 9h e partimos com um grande barco fazer a primeira parte do safari pelo rio que divide a Botswana da Namíbia. A paisagem é muito bonita, e ali já vimos alguns crocodilos e o mais legal, um elefante atravessando o rio nadando!!! Sim!! Eles nadam!!!! :mrgreen: Almoçamos por ali e seguimos ao Chobe. A reserva do Chobe é realmente de uma paisagem fantástica, a combinação do rio com uma mata mais alta ressalta uma beleza que não vimos na Tanzânia. Apesar de que na nossa experiência vimos menos animais aqui que no Serengueti. Mas não vimos pouca coisa não, nesse primeiro dia foram muitos leões (um deles atacou um kudu mas não conseguiu alcançá-lo), elefantes, girafas, búfalos... O carro por lá é totalmente aberto, diferentemente da Tanzânia que só tinha o teto que abria, e ver um leão perto assustava!!! Mas o guia assegurou que era seguro, fingi que acreditei e relaxei 8) . Mais uma vez, valeu a experiência. Durante o pôr do sol estávamos andando de carro beirando o rio. O rio refletindo um céu totalmente rosa e centenas de animais à beira do rio tornaram o visual de uma beleza que certamente nunca vou apagar da minha memória. Não é só o que você vê, é como se tudo aquilo entrasse em você gerando um sentimento indescritível, de arrepiar só de lembrar. ::love::::love:: Chegamos quase de noite no acampamento que já estava montado para nós. Desta vez sem banheiros, mas com uma bela fogueira que usamos para jantar e nos deliciar com um péssimo vinho oferecido pela companhia ::lol4:: . Após a janta, estávamos ao redor da fogueira trocando altas ideias com um inglês e um americano quando ouvimos uma treta entre animais longe dali. O som que vinha da selva parecia q um elefante ao ser atacado por chipanzés acabou pisando num filhote de leão que estava comendo um búfalo vivo... Imagina a barulheira!!! ::hahaha::::hahaha::::hahaha:: Pouco depois outro barulho, agora bem perto, na mata ao nosso lado. :shock::shock: Olhamos para os lados e estávamos sozinhos ali, sem ter muito pra onde correr. Apontamos a lanterna para a mata e demos de cara com 2 olhos brilhantes olhando fixamente para nós!!!! :o:o Não preciso dizer q neste momento todos nós perdemos nossas cuecas :roll: ... chegamos mais perto do fogo e continuamos observando aqueles olhos parados nos fitando. Alguém pediu para ver ao redor e, ao mover a lanterna, mais olhos!!! Uuufa, para mim, expert em animais selvagens, foi o suficiente para ficar mais aliviado, animais que andam em bando não ofereciam perigo, a não ser que fossem hienas. Mais um tempo se passou enquanto planejávamos como ir para nossas barracas sem correr risco de vida até que ouvindo os animais comendo grama.... ::lol3::::lol3::::lol3:: Alivio geral e fomos dormir antes que os animais resolvessem comer carne dps da salada.. ::hahaha::::hahaha:: Dia 23 – 13/mai/2016 Foi mais um dia de safari bacana até umas 13h. Mas nenhum animal fora daqueles que se ve em tudo, como elefantes, girafas, algumas poucas zebras, búfalos, impalas, baboons, etc etc etc. Na volta, já na Zâmbia, um cara daqueles insistentes tentou me empurrar uns artesanatos. Eu disse que não tinha dinheiro (que era quase verdade), mas ele não parava de insistir :x . Até que institivamente falei pra ele que sem dinheiro a única coisa que eu poderia dar era o tênis que estava vestindo. Ele olhou pro meu adidas velho e disse “ok” ::ahhhh:: . Fiquei sem argumentos, arranquei o tênis e entreguei pra ele. Ele agradeceu e me deixou 2 rinocerontes de madeira.. ::lol4::::lol4::::lol4:: Voltei para o hostel só de meia e admirando o belo artesanato fruto do meu escambo. Era nosso último dia antes do regresso. Ficamos ali na área de convívio para usar a internet e tomar uma cerveja de despedida. Até que conhecemos um casal de suíços que morava ali numa missão especial de trabalho. Nos convidaram para conhecer um bar que ia rolar umas músicas e costumava ir bastante gente, local e gringos. Aceitamos e fomos lá. Foi engraçado. Na volta eles convidaram para entrar na casa deles tomar a saidera, já que era no caminho. Aceitamos. Eles moravam numa casa enorme rodeada de cerca elétrica e tinham segurança particular!!! Nos contaram que não conseguiram se misturar muito pois a cultura era muito diferente e as amizades sempre ruíam. Ficamos ali um tempo e voltamos ao Hostel para dormir. Dia 24 – 14/mai/2016 Era dia de iniciar a volta. Pegamos um táxi ao novíssimo e bonito aeroporto de Livingstone. Dali Fomos para Johanesburgo. Lá ficaríamos num apartamento excelentíssimo chamado Capital Villa, que é estilo um airbnb. Recomendo bastante. Na saída do aeroporto iríamos pegar um trem, porém para 3 pessoas sairia mais barato um táxi! Foram 300 rands até o apartamento. Comemos uma carne no Butcher, um ótimo restaurante no Nelson Mandela Square. Depois um chopp no Hard Rock que ficava do lado e na volta vimos um barzinho agitado. Tentamos entrar e o segurança implicou com nossos tênis, falando que estávamos muito mal vestidos para entrar. Nos olhamos e “ok, vamos embora então”, mas o segurança não deixou irmos, nos disse algo do tipo “qualé, nem vão tentar entrar? Vcs não estão adequados para entrar, mas se me derem 100 rands cada eu dou um jeito de liberar para vcs”. Educadamente o mandamos à merda e fomos embora ::toma:: ... Uber e casa Dia 25 – 15/mai/2016 Fomos ao aeroporto e ali acabava essa viagem que era um sonho antigo meu e certamente deixará muitas experiências marcadas na memória. Um local diferente de tudo que se está acostumado, que despertam sentimentos e reflexões diversas. Que me permitiram até crescer como pessoa.
  19. 1 ponto
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