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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 07-08-2018 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Olá aventureiros e aventureiras. Vou fazer um relato do meu mochilão Peru e Bolívia, contar cronologicamente como fiz a trip e dar dicas atuais (2018). Por ser um relato detalhado, o post ficou um pouco extenso, então, em algumas partes, eu o fiz de uma forma mais dinâmica para facilitar o entendimento. Lembrando que vou abordar apenas o trajeto terrestre de Rio Branco (Acre) x Cusco (Peru) e de Cusco x Santa Cruz de la Sierra (Bolívia). Esse roteiro foi o que melhor compensou em custo x benefício segunda minhas pesquisas. O trajeto começou com o único voo que fiz. >Avião no aeroporto de Guarulhos-SP para Rio Branco-AC< 380 reais com taxas. + 40 reais para bagagem. / 6:45horas com escala em Brasília. Ao chegar em Rio Branco, eu precisava esperar um amigo que chegaria no próximo dia, então fui pegar minha mochila na hora do desembarque, mas ela havia sido deixada em São Paulo, e só chegaria no próximo dia. Foi um momento tenso para mim, mas tudo se resolveu, a empresa Latam pagou uma estadia com alimentação para mim em um hotel da cidade. Desse acontecido já pude tirei uma lição > tudo tem seu propósito, se acalme e mantenha suas emoções sob controle durante suas viagens! Passei o dia conhecendo a cidade de Rio Branco e no dia seguinte meu amigo e mochila chegaram. Realmente começamos a trip. ➡️ Na primeira etapa, o incrível trajeto é feito pela Estrada do Pacífico, que inicia no Brasil, em solo amazônico aos singelos 153 metros acima do nível do mar. Durante o percurso você verá a paisagem se transformar de florestas a montanhas surreais e geleiras, sentira o clima tropical dar lugar ao clima árido e frio dos Andes, chegará a 4.725 metros e irá parar em Cusco. Fomos de táxi para a rodoviária e pegamos um ônibus que ia para Assis Brasil, cidade que faz fronteira com Iñapari, no Peru. Chegando lá, caminhamos um pouco até a imigração e demos entrada no Peru, também passamos pela alfândega Brasil – Peru. Esse ponto de imigração é tranquilo, foi rápido e pouco rígido. >Táxi aeroporto de Rio Branco x Rodoviária< 50 reais por pessoa. Uma facada! >Ônibus da rodoviária de Rio Branco x Assis Brasil< 40 reais, passagem comprada na hora. Ao adentrarmos no Peru, ainda próximo a imigração, fizemos o câmbio do dinheiro e fomos de van para Puerto Maldonado. Onde iriamos tomar um ônibus direto para a mágica cidade de Cusco. Em relação à estrada, a parte brasileira é de qualidade mediana, há trechos com buracos e asfalto ruim. Já a parte Peruana é de ótima qualidade, um ''tapete'' de asfalto bem sinalizado. >Van Iñapari x Puerto Maldonado< 30 Soles Peruanos. / 4:30 horas de duração. ✔️ >O câmbio na fronteira foi o mais barato que achamos, na data 06/18 trocamos o Real por 0,80 céntimos (centavos)< Nesse momento já notamos a grande diferença de preços entre Brasil e Peru, ônibus e van foram baratos se comparados com os mesmos serviços no Brasil. Quando chegamos em Puerto Maldonado era noite e conseguimos as passagens para Cusco com facilidade. >Ônibus Puerto Maldonado x Cusco< 42 Soles Peruanos + 3 Soles de taxa do terminal. / 8:00 horas de duração. Depois de 3 dias e meio desde que havia chegado em Rio Branco, finalmente eu estava em Cusco (ou Cuzco). Essa cidade tocou minha alma. Cusco está a 3.400 metros acima do nível do mar e foi fundada no panorama da civilização ocidental em 1534, pois ela já existia há muitos anos, construída por mãos Incas. É uma cidade linda. Algumas ruas, casas e alguns estabelecimentos são feitos com pedras e a cidade é extremamente limpa, dificilmente você verá lixo nas ruas. Ainda hoje existem construções feitas pelos próprios Incas, pois essa era a capital da civilização. A energia lá é rica e acolhedora. Existem simbologias Incas e desenhos espalhados por todos os lados, é incrível! A população é bastante animada, são pessoas honestas, bondosas, simpáticas e muito carismáticas, sem falar na cultura vívida que eles preservam de seus antepassados. E para melhorar, há pessoas do mundo todo passando por lá. É realmente apaixonante. Ficamos 2 dias em Cusco, nos hospedando em hostels (a maioria de boa qualidade com média de 30 Soles Peruanos). A comida Peruana é muito gostosa, há bastante diversidade e Cusco tem todo tipo de restaurantes, para todos paladares e todos os ‘’ bolsos’’. Existem desde restaurantes caros até restaurantes de comida caseira, feitas nas garagens ou mesmo os ambulantes. Também há restaurantes de outras culturas. Nesses dois dias conhecemos a principal Plaza de Armas, algumas ruas, igrejas maravilhosas - há muita coisa em estilo Barroco. Também participamos das festas que estavam sendo feitas nas ruas, pois como fomos no mês de Junho, os Cusqueños estavam em época festiva. Nesta época acontecem as festas de Solstício de inverno, uma tradição secular dos Incas. É maravilhoso ver as comemorações nas ruas, com muita música, cores, danças, alegria e celebração. A segurança, organização e limpeza de Cusco são impecáveis! Uma dica, o meio do ano é o melhor período para conhecer a capital, por ser inverno, o gelo é preservado. A única coisa incômoda é que diversas pessoas te oferecem milhares de coisas na rua, desde chip para celular até artesanatos. Isso pode ser inconveniente porque na maioria das vezes você não precisa, ou não está afim de comprar nada no momento, e esses vendedores ambulantes sempre estão ali. Teve casos do ambulante passar mais de 3 vezes me oferecendo seu produto. Cusco me fez clarear a ideia de que a diversidade é a coisa mais bela do mundo. Sermos e nos sentirmos diferentes e ao mesmo tempo semelhantes, nos une em um pensamento evolutivo, um propósito enquanto espécie. Cusco me proporcionou uma sensação de paz que nenhum outro lugar pôde me proporcionar. A união e a simplicidade daquele povo os torna enormes! A partir desse momento, no início da minha jornada, decidi que iria viver de viagens. Saindo de Cusco, fomos direto para o Vale Sagrado, onde iriamos participar do Arkana Festival, um festival multicultural de música eletrônica, mais precisamente de Psytrance e Techno. Pegamos um micro ônibus no centro de Cusco que nos levou diretamente para Ollantaytambo, uma das províncias do Vale Sagrado (Sacred Valley of the Incas). Esse trajeto demorou em torno de 2 horas em uma estrada de tirar o fôlego, cheia de curvas, montanhas, penhascos e incríveis montanhas com gelo, as famosas Cordilheiras dos Andes. Chegando na bela Ollantaytambo eu me apaixonei novamente. É um lugar extremamente lindo, e de fato, é um vale. O vilarejo é cercado por montanhas enormes que proporcionam uma atmosfera única para as províncias do Vale Sagrado. Me senti em um enorme caldeirão divino! >micro ônibus Cusco x Ollantaytambo< 15 Soles Peruanos. / 2:00 horas / o micro ônibus não era dos mais confortáveis, mas o momento e a paisagem tomavam conta das emoções. Então nos hospedamos em outro hostel, uma hospedagem sensacional por sinal, deixo aqui até uma indicação para vocês. Em Ollantaytambo, busquem por ‘’Casa Quechua Camping e Hostel’’ aquele famoso bom e barato. Pagamos 25 Soles peruanos na diária. Fomos para o festival, que ficava a 2 quilômetros da cidade e ele nos tomou 3 dias. Para fazer esse trajeto, fomos a primeira vez a pé, e as outras vezes usamos os famosos ‘’Tuc-Tuc’’ que são motos adaptadas com uma estrutura em forma circular. Eram baratos também, pagamos cerca de 4 Soles peruanos. Machu Pichu O festival era localizado a 2 quilômetros de Machu Pichu e foi uma experiência intensa para mim, repleta de evolução espiritual. Depois do festival andamos um pouco pelo vilarejo de Ollantaytambo e no outro dia pela manhã fomos para Águas Calientes, o vilarejo de entrada para Machu Pichu. Nesse percurso optamos pela van da hidrelétrica, que é a opção mais barata. Seu trajeto leva em torno de 7 horas até a hidrelétrica e nos deixa em uma parte da linha ferroviária e é necessário andar cerca de 10 quilômetros até Águas Calientes. Para os aventureiros é uma ótima escolha, pois a paisagem é bela e extremamente diversificada. Também há um trem que sai de Cusco, passa por Ollantaytambo e outros locais e tem como destino Águas Calientes, porém é uma opção cara, cerca de 130 dólares. (não me lembro se é possível paga-lo em Soles Peruanos) Chegando em Águas Calientes me surpreendi um pouco devido aos altos preços, de tudo! Contudo o vilarejo é extremamente encantador, cheio de lindas construções, com luzes cintilantes durante a noite e, para variar, cercado por montanhas ‘’hermosas’’. Nos hospedamos no hostel escolhido e dormimos, para no próximo dia antes do sol nascer, irmos para Machu Pichu. Aqui a trip tomou um patamar maior de experiência. Machu Pichu é simplesmente indescritível, aquele típico lugar que só se compreende estando lá. É fato que é um dos passeios turísticos mais caros da América Latina, porém cada centavo vale a pena. A história e a energia dessa cidade Inca me renovaram, transcenderam a vida que eu havia vivido todos esses anos... diversos pensamentos maravilhosos adentraram minha mente e eu me senti vivo e realizado, afinal, estava vivendo um sonho de muitos anos! ✔️Dicas: Compre os bilhetes pela região de Cusco, pois pela internet o preço se eleva em quase 30%, exceto se você for na alta temporada entre Junho - Agosto; Acorde o mais cedo possível para estar preparado as 05:30 para o ônibus que leva de Aguas Calientes para Machu Pichu; Leve comidas, água e agasalhos, lá as coisas são caras; ✳️Van hidrelétrica< 65 - 70 Soles / 07:00 horas de duração ✳️Ônibus Águas Calientes x Machu Pichu< 50 Soles Peruanos só ida. ✳️Trem Águas Calientes x Cusco< não me lembro o preço exato, mas era algo em torno de 60-80 Dólares. Após a extraordinária experiência em Machu Pichu, voltamos de trem até Cusco e ficamos mais dois dias na bela cidade. Então aproveitamos para conhecer o lazer noturno, fomos em alguns bares e curtimos com nossos amigos brasileiros e de outras nacionalidades. Também fomos até as salineiras de Maras, uma cidade vizinha de Cusco. Deixamos de fazer muitos passeios como as montanhas coloridas, as lagunas, e diversos pontos do Vale Sagrado, como Machu Pichu Pueblo que é encantador. Tivemos que fazer isso pois tínhamos pouco dinheiro. Porém levo como aprendizado a paciência e esperança, porque certamente voltarei ao Peru, mais preparado e familiarizado. Estava chegando a hora de partirmos do Peru sentido Copacabana na Bolívia. Nesse ponto da viagem, percebi que ser mochileiro é muito mais do que só viajar! É diferente de ser turista, porque para o mochileiro não é uma questão de conhecer o lugar, e sim de viver e aprender o lugar... aprender costumes, crenças, pensamentos comuns de cada destino, é realmente se integrar na cultura dos destinos escolhidos. Mochilar é literalmente fazer a faculdade da vida. Tudo que se aprende e conhece devido à liberdade de fazer um mochilão não tem preço, mas tem muito valor. Indo para Bolívia Nesse momento eu me separei do meu amigo, e comecei uma nova jornada ‘’solamente’’. Para chegar até a Bolívia, peguei um ônibus no terminal terrestre de Cusco, que fica não muito afastado do centro da cidade, pude ir a pé do hostel. O passagem que escolhi iria fazer transferência em Puno, ainda no Peru, então trocamos de ônibus nessa cidade, para então seguir sentido Copacabana na Bolívia. Os ônibus foram baratos e eram de ótima qualidade, me senti super confortável. Para atravessar a fronteira foi tranquilo também. As pessoas descem do ônibus, passam na imigração e andam cerca de 200 metros para fazer a baixa na polícia federal da Bolívia, depois entram novamente no ônibus para ir até a cidade de Copacabana. Nesse percurso, de Cusco até Copacabana eu vi uma incrível massa de franceses, e já tinha encontrado muitos outros na viagem. Acho que os franceses estão adorando a América do Sul ✳️Cusco-PE x Copacabana-BO< 80 Soles + taxa de 1,50 soles do terminal. / em torno de 12-15 horas ✳️Copacabana tem hostels e alojamentos de vários preços, é bom dar uma olhada no maior número possível, pois por ser uma cidade bem pequena é possível economizar nas estadias. Chegando em Copacabana, adivinhem... me apaixonei mais uma vez! A cidade é pequena e bem simples, fora os estabelecimentos comerciais, as casas são na maioria feitas com blocos aparentes e bem humildes. Por ser rota turística entre Peru e Bolívia haviam dezenas de viajantes de distintas nacionalidades e alguns deles trabalhando em hotel ou hostel e também em restaurantes lá (muitos viajantes trabalham enquanto viajam). Copacabana é recheada de história, tanto pré-hispânicas quanto hispânicas. Há três grandes igrejas e muita arte cristã na cidade. Lá também estão localizadas as duas ilhas da Bolívia, Isla del Sol e Isla de la Luna, lugares onde nasceu a civilização Inca. Vale cada minuto de visitação às essas fantásticas ilhas, que até hoje são habitadas e preservam aspectos da cultura Inca, como os idiomas Aymara e Quechua. É possível se hospedar e passar noites na Isla del Sol. Fiquei dois dias em Copacabana e tive bastante contato com a população local, fiquei amigo do dono de um restaurante – o restaurante chama-se Km 21 – e também fiquei amigo dos agentes turísticos da região. Em Copacabana está localizado o lado Boliviano do lago Titicaca, o lago mais alto do mundo. Esse lago é encantador, na verdade, ele mais parece um mar devido a sua extensão. Uma curiosidade é que esse lago foi formado devido à água descongelada das Cordilheiras dos Andes. Outra curiosidade é que a Copacabana brasileira é uma ‘’filha’’ da Copacabana boliviana, sua nomeação tem influência desse lugar. Após Copacabana, direcionei minha trip para La Paz, a capital política da Bolívia, e também a maior cidade desse País. Para chegar em La Paz é fácil, muitos ônibus partem de Copacabana por preços variados e baratos. ✳️Copacabana x La Paz< 35 Bolivianos / 04:00 horas. ✔️Dicas: Deixe para fazer a maior parte do câmbio de dinheiro no centro de La Paz, onde está o Mercado de Las Brujas, lá é mais barato. Em La Paz me senti deslocado e ao mesmo tempo situado em ambiente conhecido. Essa cidade é uma loucura, muitos carros, muita gente transitando, diversos ambulantes pelas ruas, muito comércio, prédios e aquele clima de cidade grande. Me senti como em São Paulo, porém Boliviano (kkkkk). Nesse lugar as pessoas são bastante ocupadas, percebe-se que cada um fica ‘’na sua’’ e não há muita beleza, além das grandes construções hispânicas, igrejas, praças e museus, e o famoso Mercado de las Brujas que é o centro comercial turístico de La Paz. Nesse mercado se encontra de tudo, desde bares e agências de turismo até variadas lojas de artesanato e roupas. Tudo muito barato e de qualidade, vale a pena para aqueles que desejam fazer compras. Algo que desgostei na Bolívia é que eles não são tão preocupados com o meio ambiente, têm bastante lixo nas ruas e estradas – se comparado com o Peru – e também as pessoas não são muito simpáticas e hospitaleiras, mas isso é um assunto que não deve ser generalizado, pois me deparei com amáveis Bolivianos também. Mas para equilibrar, algo que amei foram as belezas naturais que esse país tem. As montanhas, penhascos, lugares secos e outros nevados. É uma mistura de vegetações, climas e relevos de tirar o fôlego. Nesse período, fui conhecer o Vale de la Luna, uma região com milhares de formações de rochas vulcânicas que desenham uma paisagem singular, diferente de tudo que já tinha visto antes. Também estive em Chacaltaya, a grande montanha nevada que tinham uma estação de sky, fechada há 15 anos. É um lugar lindo, extremamente frio e alto – 5380 metros acima do nível do mar. É possível e eu recomendo ir ao Vale de la Luna por conta. Outro passeio que marcou minha viagem foi o dia de tour por Tihuanacu – a cidade onde estão as ruínas da antiga civilização Tiwanaku que foram os precedentes dos Incas. É um passeio histórico-cultural muito rico e com diversos monumentos do passado. O passeio incluía transporte até a cidade, ingresso ao museu, guia durante o roteio e um almoço. Ainda em La Paz eu participei da atividade mais louca da viagem, um mountain bike na cordilheira dos andes, mais precisamente, na Death Road. Esse passeio foi insano, são 62km de descida nas cordilheiras, sendo 22 na estrada asfaltada, 8 com a van e mais 32 na estrada de terra, que é a verdadeira Death Road. Esse foi o atrativo mais caro que participei, muito bem investido. ✳️Passeio por conta Vale de la Luna< ônibus ida e volta 8 Bolivianos + 10 Bolivianos entrada ✳️Passeio por Chacaltaya< 120 Bolivianos ônibus, guia. Não incluía entrada ✳️Passeio por Tiwanaku< 210 Bolivianos ✳️Passeio death road< 450 Bolivianos No fim do período da viagem, eu estava saindo de La Paz para ir até Santa Cruz de la Sierra, a capital econômica da Bolívia, onde mais acontecem as inovações. Então peguei um ônibus em La paz que iria direto para Santa Cruz, comprei a passagem no Terminal terrestre de La Paz para uma viagem de 16 a 17 horas. É fácil encontrar passagens pelos terminais no dia da viagem. Ao chegar em Santa Cruz, me acomodei na casa da minha prima que está morando na cidade, e aproveitei para fazer uns passeios urbanos e conhecer a moderna cidade de Santa Cruz. A cidade é grande mas a modernização ainda predomina o centro, contudo se vê muitas construções em direção aos lugares mais afastados. Nessa cidade há muitos latino-americanos estudando em universidades, e também há presença de muitos brasileiros, inclusive nas atividades econômicas. Fiquei dois dias na cidade voltei ao Brasil. Foram 2 ônibus, um de Santa Cruz para Corumbá (cidade no Mato Grosso do Sul que faz fronteira com a Bolívia), e outro de Corumbá para São Paulo, os dois foram comprados horas antes da viagem nos terminais. A Bolívia é um país em desenvolvimento ascendente e têm muita diversidade gastronômica, cultural, musical e artística. Sua cultura, alimentação, vestimentas e alguns hábitos são semelhantes ao dos Peruanos, devido à ancestralidade Andina. São dois ótimos países para se conhecer, principalmente no que se refere à história das Américas. Se você gosta de aventura unida à natureza e muito alto astral, esses destinos são perfeitos. ✳️ônibus La Paz x St. Cruz< 80 Bolivianos + 2 bolivianos de taxa do terminal ✳️ônibus St. Cruz x Corumbá< 70 Bolivianos + 2 bolivianos de taxa do terminal ✳️ônibus Corumbá x São Paulo< 280 Reais. Esse foi o depoimento do meu primeiro mochilão, pela América latina, também o depoimento que marca a decisão de conhecer mais, compreender mais e buscar o infinito conhecimento que o mundo pode nos oferecer. Por ser meu primeiro relato postado na web, peço desculpas por possíveis erros, falta de informação ou dificuldades de entendimento. Espero que esse relato possa ser útil para os mochileiros de plantão que ainda não visitaram esses belos países.
  2. 1 ponto
    Oi pessoal, tudo bem? Acredito que pouca gente aqui conhece ou até mesmo ja ouviu falar de Valência, na Espanha. A cidade é meu destino favorito na Espanha por vários motivos. Valência é a terceira maior cidade da Espanha e foi fundada em 138 AC. A cidade tem uma história rica e super interessante, pontos turísticos extraordinários, um contraste fascinante entre uma cidade medieval e futurística, praias bonitas e agradáveis, festivais inigualáveis, cozinha requintada e ainda por cima, é fácil de se locomover e os preços são muito razoáveis. Cidade das Artes e das Ciências, Valência Eu fiz vários posts sobre Valencia, inclusive um post e um video de um festival chamado Fallas, que é super interessante pois eles criam esculturas enormes que chegam a custar ate 200.000 euros, e no final queimam tudo. Todos os links estão abaixo e quem quiser mais informações so acessar o site ou mandar uma pergunta por aqui ou por lá. Abraço O que fazer em Valência Roteiros de 1, 2 e 3 dias em Valência, Espanha Fallas de Valência: Um Festival Único e Espetacular Tourada na Espanha: Se os touros não são feridos é aceitável assistir?
  3. 1 ponto
    Faz tempo que coloquei uma meta de deixar o peso base da minha mochila abaixo de 10 quilos, sem investir quantias elevadas em equipamentos ultra leves. Não foi fácil alcançar a meta, no inverno extrapolei um pouco, e no verão eu consegui. Se eu trocar meu saco de dormir de inverno ou meu isolante eu chego na meta, mas os valores são bem salgadinhos, então estou estudando... Para ajudar na escolha dos itens a levar, transferi meu check list de trilhas para o site LighterPack. A maioria deve conhecer, é uma ferramenta excelente para organizar e otimizar o peso da mochila para o trekking. Por vezes temos coisas aparentemente insignificantes, mas que são dispensáveis ou substituíveis (por exemplo: porque levar esparadrapo se eu levo Silver Tape, que serve para muitas coisas mais) e que na soma pesam muito. Minha lista é essa: https://lighterpack.com/r/7e3tat Na lista estão elencadas todas as coisas que tenho para levar em um trekking. De acordo com o clima ou a dificuldade da trilha, coloco na coluna "quantidade" o número zero se não pretendo levar, ou a quantidade que vou levar. Por exemplo, de acordo com a temperatura, levo um liner, ou um saco de dormir mais leve ou um mais pesado. Para baixar o peso em trilhas mais árduas, por vezes levo uma faca mais leve, deixo até a pá e o travesseiro em casa. Em uma trilha mais fácil, levo uma barraca mais pesada e mais escura para poder dormir até mais tarde, uma lona para fazer a cozinha e até uma rede para dar uma soneca depois do almoço... Marquei com estrelas os objetos de uso comum, alguns eu levo e outros (fogareiro/panela, gás e garrafa térmica) distribuo para os parceiros de viagem. A alimentação deixo para colocar a quantidade somente quando vou arrumar a mochila, porque varia muito. Espero que os mais experientes em trilhas contribuam com críticas e sugestões, para que esta lista possa nortear os iniciantes.
  4. 1 ponto
    Olá mochileiras, sou Pernambucana, 28 anos, solteira e hetero. Procuro amigas para viajar pelo Brasil ou ate mesmo por Pernambuco, pelo nordeste... Enfim, procuro AMiGAS, gente do bem, sem frescuras, divertidas e que assim como eu goste de sair do lugar, fazer história, conhecer gente nova e se divertir muito. E se no meio de toda essa diversão e viagens, surgir uma amizade dessas pra vida, sabe? Aquelas que vc pode contar pra tudo. (Curtir um show, um barzinho, sair pra paquerar, ficar bebadas juntas, viajar ou até ficar em casa jogando conversa fora e quando preciso chorar juntas tbm) Vai ser muito massa! Tow numa fase meio F... de amigas, onde 80% estão comprometidas e os 20% são mais desanimadas do que cachorro quando perde o dono (rsrs). Então pensei... já viajei com tanta hente legal do mochileiros.com, porque não procurar amigas na pag.? (E aqui estou!) Agora é torcer pra esse post dar certo. E que no mínimo eu encontre boas companheiras de viagens. Zap: 81 9 9665-3192 Face: Morggana Natalia Insta: Morggana_nat Abraços!
  5. 1 ponto
    Olá a todos! Estes foram os integrantes dessa viagem: eu (Gabriel), meu irmão (Bruno) e mais três amigos: Guilherme, Gabriel e João. Além deles, tivemos a participação especial de duas amigas nossas em alguns momentos da viagem, a Maria e a Priscila (conhecida por todos como Pinga). Sobre viajar na Europa no inverno: não tenha medo! Usando as roupas adequadas, dá tudo certo. Sobre o roteiro que fizemos: gostamos de todos os lugares e recomendamos ir para todos! Eu vou dividir este relato em 4 partes para que fique mais fácil de achar as informações, caso não queiram ler tudo. A primeira parte é o roteiro. A segunda são dicas gerais da viagem. A terceira parte são dicas específicas de cada cidade que passamos. E, por fim, a quarta parte é um detalhamento por dia da viagem, incluindo várias fotos! Roteiro: Dia 1: (11/12/16) - São Paulo - Viena Dia 2: (12/12/16) - Viena Dia 3: (13/12/16) - Bratislava (bate-volta a partir de Viena) Dia 4: (14/12/16) - Viena Dia 5: (15/12/16) - Viena - Munique Dia 6: (16/12/16) - Munique Dia 7: (17/12/16) - Visita ao castelo Neuschwanstein Dia 8: (18/12/16) - Munique Dia 9: (19/12/16) - Berlim Dia 10: (20/12/16) - Berlim Dia 11: (21/12/16) - Berlim Dia 12: (22/12/16) - Potsdam Dia 13: (23/12/16) - Berlim - Praga Dia 14: (24/12/16) - Praga Dia 15: (25/12/16) - Praga Dia 16: (26/12/16) - Praga - Cracóvia Dia 17: (27/12/16) - Cracóvia Dia 18: (28/12/16) - Cracóvia - Oravsky Podzamok (Castelo do Nosferatu) - Zakopane Dia 19: (29/12/16) - Zakopane - Cracóvia Dia 20: (30/12/16) - Auschwitz Dia 21: (31/12/16) - Cracóvia (Mina de sal em Wieliczka) Dia 22: (01/01/17) - Cracóvia - Budapeste Dia 23: (02/01/17) - Budapeste Dia 24: (03/01/17) - Budapeste Dia 25: (04/01/17) - Budapeste Dia 26: (05/01/17) - Budapeste Dia 27: (06/01/17) - Budapeste - Zagreb Dia 28: (07/01/17) - Lagos Plitvice Dia 29: (08/01/17) - Zagreb - Ljubljana Dia 30: (09/01/17) - Ljubljana Dia 31: (10/01/17) - Bled (bate-volta) Dia 32: (11/01/17) - Ljubljana - Viena - São Paulo Dicas Gerais: Dinheiro: Eu infelizmente não tenho os preços de tudo anotado, mas tenho geral de quanto tudo custou. Levamos cada um 2000 euros para toda a viagem para ter uma segurança, e ainda sobrou bastante. Voo para a Europa: Compramos a passagem após ver uma promoção no "Melhores Destinos". O voo custou 1600 reais (com as taxas) até Viena, e foi pela Ethiopian Airlines, com escala em Lomé, no Togo, e conexão em Addis Ababa, a capital da Etiópia. Apesar de muito mais longo que as companhias tradicionais, os voos foram excelentes e a comida foi ótima, recomendo cogitarem viajar pela Ethiopian, pois os preços são muito bons! Ônibus: Viajar de ônibus na Europa é uma maravilha. No geral eles são muito mais baratos que trem ou avião, a maioria tem wifi (porém nem sempre funciona ::toma:: ). Alguns também tem tv que nem avião. Só é preciso ficar esperto nas companhias que não tem lugar marcado (como a Flixbus), pois as vezes o ônibus pode lotar, ou ser uma muvuca pra embarcar. O melhor site que usamos para achar as passagens foi o http://www.goeuro.com. Nele é possível ver os horários de ônibus e trem disponíveis para todos estes países, além do preço e da duração da viagem. Eu recomendo comprar as passagens de ônibus alguns dias antes da viagem, pois muitas vezes os trechos baratos esgotam (quase nos ferramos por causa disso, mais de uma vez), e os preços também sobem quanto mais perto da viagem. Além disso, pra comprar na rodoviária é cobrada uma taxa de serviço a mais, as vezes até maior que o IOF seria na compra pela internet. Hospedagem: Reservamos todos os hostels antes da viagem pelo Booking.com, pois seria possível cancelar as reservas caso precisássemos mudar o nosso planejamento da viagem. Em Viena ficamos em um apartamento, pois estava muito mais barato que qualquer hostel. Clima: O inverno na Europa varia de cada ano, tem ano que faz muito frio e tem ano que fica até "quente". A temperatura mais alta que pegamos em toda a viagem foi 7°C no primeiro dia de viagem, porém no segundo dia já caiu para 0°C. A maior parte da viagem ficou por volta dos -2°/-5°C. Já no fim da viagem, uma frente fria chegou na Europa, e as temperaturas despencaram. O mais frio que pegamos foi -16°C, enquanto visitávamos os lagos Plitvice na Croácia, porém se estivéssemos ainda na Polônia teríamos pego -20°C. No fim da viagem, quando fazia -4°C a gente já dizia que era calor, e realmente era! Além do frio, no inverno também é preciso levar em conta os horários de luz durante o dia. O sol aparece por volta das 8:00, e se põe por volta das 16:00, já ficando bem escuro. Teve lugar que às 15:30 já estava realmente escuro. Apesar das poucas horas de luz, isso não atrapalhou em nada a viagem. Só é preciso planejar o dia pra pegar as horas de luz nos lugares em que é bom estar de dia. Neve: Se você quer ver neve, como a gente queria, pode ficar tranquilo que pelo menos em algum desses lugares você vai! Vimos neve em todos os países, mas claro que em diferentes quantidades (Em Viena por exemplo só vimos da janela do ônibus enquanto íamos para o aeroporto) Roupas: É impossível sair pra rua sem touca e luvas, parece que a mão e as orelhas vão cair. Cachecol é muito necessário também, mas eu preferia usar uma pescoceira, pois era mais fácil de cobrir o rosto caso estivesse ventando. Usávamos sempre uma calça jeans com uma segunda pele por baixo, bota com uma meia (as vezes duas nos dias mais extremos), segunda pele de camiseta, um moleton/fleece e um casaco mais quente. Claro que em alguns dias era preciso diminuir a quantidade de roupa, ou aumentar! É bom sempre colocar camadas, pois dentro dos locais é quente, e aí precisa tirar o casaco. Free Walking Tour: Em quase todas as cidades que fomos existem free walking tours. Para quem não conhece, são tours que levam de 1:30 até 3h, na média, onde um guia leva todos a pé pelos pontos turísticos interessantes da cidade. Além de ser bem descontraído, nos tours os guias explicam sobre a história do país e da cidade, que muitas vezes não temos ideia de qual é, e são muito interessantes! No final cada um dá uma gorjeta para o guia, então o passeio pode ser bastante barato e informativo. Vale muito a pena! Carteirinha de estudante: Vale muito a pena levar se você tiver, pode ser a sua do Brasil mesmo, até se estiver vencida. Muitas vezes eles nem olham direito o que é e já dão o desconto. Comida: Europeu come muita coisa frita, é até demais. Para comer barato, além de algumas comidas típicas, sanduíches "roubados" dos hostels com café da manhã incluso e compras nos mercados, nós comíamos no geral salsicha, batata, pizza, mcdonalds e kebab, muuuito kebab. Kebab é seu maior aliado nas horas de perrengue. Enquanto todos os restaurantes já estiverem fechados, haverá um kebab aberto para salvar. Foi inclusive nossa ceia de ano novo 😂. Água: Sempre da pia! Pode beber sem problemas. Sempre andávamos com uma garrafa e íamos enchendo nos lugares. Não comprei nenhuma garrafa d'água em toda a viagem. GPS: Baixe no google maps o mapa offline de cada cidade que for passar (ou use o app maps.me). Ajuda muito, principalmente na hora de encontrar o hostel pela primeira vez (em budapeste chegamos a noite, sem internet, sem dinheiro e sem saber onde ficava o hostel, foi péssimo kkkk) Dicas de cada cidade: Viena: -Hospedagem: Apartments Heine - para nós ficou bem mais barato ficar em um apartamento. Ficava próximo à estação Praterstern do metrô, uma estação que possui conexão com diversas linhas. -Ficamos 2 dias inteiros na cidade, foi o suficiente para ver o geral da cidade. Porém, se quiser visitar os museus, é melhor adicionar mais dias. -Se quiser ir na Ópera e não quiser pagar muito, compre um ingresso para assistir em pé! Ele começa a vende 2h antes da peça, custa só 3 euros, e é bom chegar bem antes para garantir um bom lugar. Bratislava: -A maior dica é: vá! Muita gente nunca ouviu falar de lá, mas a capital da Eslováquia fica tão perto de Viena e é tão bonita que vale muito a pena dedicar um dia de bate-volta. -Acho que não vale a pena pagar pra entrar no castelo, porém a vista lá de cima é muito bonita Munique: -Hospedagem: 4 You Hostel, ao lado da estação de trem central (Munich Hbf). Foi o hostel mais caro da viagem (era o mais barato disponível, 60 euros para 3 noites), porém super bem localizado, muito tranquilo de ir andando até o centro, e com café da manhã incluso. -Ficamos 2 dias inteiros na cidade, acho que foi o suficiente para ver tudo (ainda mais no inverno, quando os biergartens estão fechados por causa do frio). É uma cidade boa para passear. -A Hofbräuhaus, apesar de meio cara para padrões mochileiros, vale muito a pena! Nada como tomar cerveja em canecas de 1l. Você verá que tudo na Bavária é relacionado com cerveja, então há muitas opções de cervejarias menos famosas. -Veja um jogo na Allianz Arena! - O Parque Olímpico é bem conservado, porém se estiver com o tempo contado, eu dispensaria. -Faça um bate-volta para o castelo Neuschwanstein. Berlim: -Hospedagem: Baxpax Downtown Hostel, perto da estação Friedrichstraße. Bem localizado, dava para ir andando até o Portão de Brandemburgo. -Ficamos 5 dias em Berlim. Achamos que foi tempo demais, acredito que o ideal seja 3 ou 4 dias. -Se tiver tempo, faça um bate-volta para Potsdam. Da pra ir de metrô, e lá tem vários palácios da época da Prússia. -O DDR Museum vale a visita. Ele é bastante interativo, e mostra como era a vida na Alemanha Oriental. Fica do lado da Berliner Dom, só atravessar a ponte. -Berlim transpira história! Faça o free walking tour! Fizemos com a empresa SANDEMANs New Berlin, que sai da frente do Portão de Brandemburgo, com guarda-chuvas vermelhos. -FIcamos tão interessados que fizemos também o tour do Terceiro Reich, que é pago, porém ele não passa por tantos lugares diferentes do Free tour, e é mais uma aula de história. Foi interessante. -Fizemos um pub crawl com a mesma empresa do free walking tour (queríamos ir com outra, mas não achamos o ponto de encontro). Foi MUITO RUIM kkkkkk, sério. Melhor ir direto pra uma balada. (talvez a gente tenha dado azar no dia, sei lá). Praga: -Hospedagem: Plus Prague Hostel. Fica na região de Praga 7, ou seja, longe do centro turístico. Porém há uma linha de bonde que passa na frente dele, e fica uma estação de bonde do metrô. Ou seja, em 10 minutos de bonde já estávamos no centro. Por ser mais afastado, possuía um preço ótimo. Além disso o hostel tem piscina interna (fria!) e sauna. -Ficamos 2 dias e meio em Praga. Deu pra conhecer bastante, porém não tivemos tempo de fazer um free walking tour. Nosso plano era ficar mais tempo, mas complicações nos horários dos ônibus fizeram a gente ir embora antes. -No natal os horários dos bondes mudaram, então fique de olho nisso! -Vá no Sex Machines Museum, fica em uma rua que sai da frente do relógio astronômico. Muita coisa bizarra kkkk -FAÇA O PUB CRAWL! Ele é caro, mas o primeiro pub é open, e foi muuuuito divertido. Ele passa por três bares, e acaba em uma balada de 5 andares. Só não se perca do grupo, se não eles não deixam entrar na balada (experiência própria kkkk). Cracóvia: -Hospedagem: ficamos em 3 hostels na Cracóvia! Parece um exagero, mas como fomos até Zakopane e depois voltamos para a Cracóvia, tivemos que ficar em 2 hostels diferentes. E o 3° foi porque tivemos que sair de Praga um dia antes, o que fez com que a gente tivesse que achar mais um hostel para ficar na primeira noite. 1° - Hostel Faust: ficava dentro da cidade antiga, ao lado da praça principal. Bem simples, mas super bem localizado. 2° - One World Hostel: Fica fora da cidade antiga, porém na sua "fronteira". Um pouco barulhento, pois os quartos ficam do lado da cozinha, porém tinha café da manhã incluso. 3° - Hostel 18/12: Foi o hostel que passamos o ano novo. Ele é um apartamento duplex, pequeno para um hostel (tem 3 ou 4 quartos), com um clima bastante familiar. Os donos, que são ucranianos, tinham acabado de comprar o hostel do dono antigo (a nossa primeira noite foi com o antigo), e são suuuper gente boa! No ano novo eles fizeram uma festa com todo mundo que estava hospedado lá, e depois todos fomos juntos para a praça principal. Adoramos muito ter ficado lá! O único porém é que ele fica um pouco longe do centro, mas tem estação de bonde perto. -Fizemos a versão "mineiro" do tour pelas minas de sal Wieliczka, mas achamos as atividades meio bobinhas (ainda mais já tendo visitado a mina de Potosí na Bolívia, muito mais roots). Talvez seja mais interessante o tour tradicional, não sei. -Faça um bate-volta para Auschwitz. -Fizemos o free walking tour da old town, com a empresa "free walking tour" (guarda-chuva amarelo) e foi muito interessante, pois além da 2ª Guerra nós não conhecíamos nada da história da Polônia. -Não entramos na fábrica do Schindler, pois estava fechada (dia 01/01...), porém falaram que vale a pena. -Ano novo em Cracóvia é bastante animado, a praça central fica bastante cheia e tem shows, nós nos divertimos muito. Porém os shows acabam cedo, e quase não há fogos. O ideal é reservar a entrada de alguma balada antes do ano novo, pois elas esgotam. Zakopane: -Hospedagem: Pokoje Gościnne Łukaszczyk - como era alta estação, todos os hostels estavam lotados. Ficamos nesta pousada, que é meio longe do centro da cidade. Porém, como estávamos de carro, foi ideal. -Alugamos um carro para ir para Zakopane, mas só porque queríamos passar no castelo do filme Nosferatu antes (Oravsky Hrad). Existem ônibus muito baratos da Polski Bus que vão pra lá. -Ficamos uma noite e um dia, foi o suficiente para se divertir e brincar na neve! -A cidade fica bastante cheia nessa época de natal/ano novo, porém mesmo assim, nos divertimos bastante. -A pista de esqui ideal para iniciantes é a "Nosal Ski Centre", as pistas são bem simples. Se quiser é possível fazer aula lá. -Esquiar em Zakopane é suuuuper barato, gastamos por volta de 70 reais com o aluguel dos esquis e um passe de 4h para os teleféricos (foi tempo suficiente). -Zakopane é tipo Campos do Jordão com neve -É possível fazer trilhas lá, porém é mais fácil fazer isso no verão. Nós não fizemos. Budapeste: -Hospedagem: Hostel Casa de La Musica - Era bem localizado, mas não possui atrativos além de um quarto para dormir (acho que possui um bar, que estava reformando, ou apenas fechado). Algumas vezes o banho era frio... -Ficamos 4 dias, acho que foi o ideal. Porém é possível ver tudo em 3 dias. -Suba na citadela, a vista vale a pena -Novamente, faça o free walking tour! -Fomos no museu "House of Terror", um museu onde ficava a sede do partido nazista húngaro e depois a sede do governo comunista. Era preciso ler uma bíblia de informações a cada sala que passávamos, para poder entender a história. Por este motivo, nós não gostamos. Existe a opção de ir com um audioguide, talvez assim o museu fique mais interessante. -Vá nos banhos termais!!! Fomos em dois, no Gellert Spa e no Széchenyi. O Gellert é melhor para banhos indoor, muito bonito por dentro. A piscina externa é pequena e lotada. Já o Széchenyi é ideal para a piscina externa, que é enooorme. Sair da água para ir embora é uma aventura a parte, nossa toalha até congelou! -Comer MUITO e barato: vá no restaurante Gastland Bisztró Király. Ele é all you can eat por 1190 HUF (4 euros). Fomos lá 2 vezes e saímos explodindo. -Vá em um ruin pub. Fomos no mais famoso, chamado Szimpla Kert. -Achamos legal entrar no parlamento, apesar de a visita ser curta. É preciso chegar lá e comprar a visita para o tour no idioma que você quiser. É bom não ir muito tarde, pois eles esgotam! Zagreb: -Hospedagem: My Way Hostel. Ficava perto da rodoviária e perto do centro, então deu pra fazer tudo andando. -O centro é bem pequeno, em uma tarde nós vimos tudo. -Lagos Plitvice: Vá! Que lugar bonito! Fizemos um bate volta. Pegamos o ônibus das 7:30 (compramos no site da rodoviária de Zagreb), e chegamos no parque por volta das 10:00. Cuidado ao comprar a passagem de ida e volta, pois no site não estava avisando qual o horário de volta que poderíamos pegar, e fomos descobrir só na hora de voltar que a empresa do ônibus da ida só iria voltar no fim do dia. Tivemos que pagar outra passagem para poder voltar. -Como no inverno uma parte do parque fica fechada, vimos tudo em umas 3h. Ljubljana: -Hospedagem: Sax Hostel. A cidade é minúscula, então tudo é perto. O hostel era bem bom, mas era possível ouvir a música do bar da rua (que é do hostel) até bem tarde. -A eslovênia é o país mais caro de todos que fomos -Vá no restaurante Druga Violina (Stari trg 21). Ele é bem baratinho, o menu do dia era 5 euros, e muito bem servido, com comida tradicional eslovena. Além disso o restaurante possui uma proposta muito legal, pois quase todos os garçons são portadores de necessidades especiais. Bled: -Fizemos um bate-volta até lá -O dia estava bastante nublado, e nevando. Achamos lá bonito, mas não imperdível. Talvez se o tempo estivesse melhor nós teríamos gostado mais. -A atração da cidade é dar a volta completa no lago, são 6km para apreciar a ilha no lago e o castelo na montanha. Dia por dia: Dia 1: (11/12/16) - Voo São Paulo - Viena Pegamos o Voo em Guarulhos às 02:00 (duas da manhã!!) com destino a Addis Ababa, na Etiópia, com direito a 1h de escala no Togo e, após uma conexão de 4h na Etiópia, finalmente o voo com destino a Viena! O primeiro voo teve duração de 14h, e o segundo de 6h. Apesar da longa duração, recomendo muito essa companhia! No aeroporto de Addis Ababa, é possível entrar em um dos restaurantes para conseguir o wifi, apesar de que nem sempre funcionava. De resto, é um aeroporto pequeno, não há muito o que fazer. Dia 2: (12/12/16) - Viena: batendo perna pela cidade O voo chegou em Viena as 5:50 da manhã. De lá pegamos um trem até a estação do nosso apartamento. Há a opção de escolher um trem expresso para o centro da cidade, mas é muuuito mais caro, realmente não compensa. Chegando na porta do apartamento, descobrimos que ele só seria possível pegar a chave as 10:00, então voltamos para a estação e ficamos usando wifi e comendo em uma cafeteria. Nessa espera também demos uma volta com os mochilões nas costas no Parque Prater, um parque de diversões no meio da cidade. Porém ainda estava muito cedo, então todas as atrações estavam fechadas. Somando com uma garoa no momento, voltamos para o calor da estação. Após conseguir finalmente entrar no apartamento, deixar as malas e esticar as costas, almoçamos um Wiener Schnitzel, super tradicional de Viena, que nada mais é que um bife a milanesa. Este dia se resumiu a caminhar pela cidade. Fomos andando até a Stephansplatz, e depois passamos por diversos parques e palácios do centro da cidade até chegar no parlamento. O parlamento austríaco Dia 3: (13/12/16) - Bratislava Neste dia nós fizemos um bate-volta para Bratislava, a capital da eslováquia! Ela fica muito perto de Viena, apenas 1h de ônibus. Pegamos o ônibus de manhã na rodoviária ao lado da estação de trem central (Wien Hauptbanhof), e utilizamos a companhia Slovak Lines. O ônibus possuía wifi e tv, porém os fones de ouvido eram cobrados. Fomos apreciando a paisagem até a capital eslovaca. A rodoviária de Bratislava fica a uns 10 - 15 min do centro histórico, e é só sair dela, virar a direita e seguir reto na avenida que você chega no centro. Já chegamos impressionados com as poças de água da rua, que estavam congeladas! É preciso ter cuidado para não escorregar nelas, muito lisas! O centro de Bratislava é pequeno e muito bonito, muito gostoso de caminhar. Achamos um museu da tortura, e como Bratislava é a cidade em que se passa o filme de terror "O Albergue", fomos sem hesitar. Ele era uma exposição dentro do prédio da antiga prefeitura, onde também pudemos subir na torre e apreciar a vista. A vista do topo da torre. Almoçamos fora do centro turístico, na rua da frente, pois os restaurantes eram mais baratos. Comemos Bryndzové halušky, uma espécie de nhoque com molho de queijo de ovelha e bacon, bem gostoso e super tradicional! Após o almoço subimos até o castelo de Bratislava, que tem uma vista incrível de toda a cidade e do rio Danúbio. Também entramos no castelo, mas acho que não valeu a pena, além de ser meio caro ele é muito moderno e possui apenas uma exposição de pinturas eslovacas. Na volta pegamos um ônibus da empresa RegioJet, a melhor empresa de ônibus de todas! Eles possuem tv, wifi e café/capuccino/chocolate quente de graça, além de ter passagens super baratas. Michael's Gate Dia 4: (14/12/16) - Viena: Belvedere, Schönbrunn Palace e Ópera Neste dia nos juntamos com as nossas duas amigas, a Maria e a Pinga. Este dia foi dedicado a visitar os palácios. Primeiro fomos até o Belvedere, onde andamos só pelo lado de fora, e visitamos os jardins. Belvedere O lago congelado Depois fomos até o Schönbrunn Palace, que foi o palácio do império Austríaco. Nele fizemos a visita interna mais curta, que incluia boa parte do palácio. Infelizmente não era permitido tirar fotos, mas vale bastante a pena entrar, ele é muito bonito, e possui muita riqueza! A visita é feita com audioguides, e em cada cômodo há um áudio explicando a história, de quem era o quarto, etc. Após sair da visita, passeamos pelo enorme jardim do palácio, muito gostoso de andar, apesar do frio. Subimos até uma outra construção (Schloss Schönbrunn Gloriette) no topo da colina, de onde se pode ter uma vista de toda Viena. Schönbrunn Palace Schloss Schönbrunn Gloriette Saindo do palácio, jantamos salsichas com batata, o clássico da viagem, e fomos até a ópera estatal de Viena. Este dia teria a peça "Macbeth", do Shakespeare. Como queríamos os ingressos mais baratos possíveis, esperamos até 2h antes da peça, que é quando começam a vender os tickets para assistir em pé a peça, que custam apenas 3 euros. Tínhamos visto na internet que normalmente há uma fila na porta para comprar estes ingressos, porém como chegamos um pouco depois de ter aberto a venda, já não tinha. Após comprar o ingresso é preciso entrar imediatamente para poder guardar os melhores lugares, e para isso é só amarrar seu cachecol na frente do corrimão de qualquer lugar vago. Como chegamos um pouco depois, só haviam lugares com vista parcial. Após reservar os lugares, é preciso ir até a chapelaria deixar os casacos, que é gratuito. Lá também é possível alugar um binóculo. Em cada lugar há uma legenda do que está se passando, e como a ópera era cantada em italiano, era muito útil. Atenção: Só pode sair da ópera no fim de cada ato, então se estiver muito chato, é preciso esperar (a peça durava 3h, a maioria de nós saiu no meio). Foi legal ter a experiência de uma ópera. Dia 5: (15/12/16) - Viena - Munique Nos despedimos da Pinga, que não ia para a Alemanha com a gente e pegamos de manhã o ônibus de Viena para Munique, pela empresa Flixbus. A viagem demorou umas 5h. Como o ônibus não tem lugar marcado, quando fomos embarcar ele já estava quase cheio, então cada um de nós teve que sentar em um lugar separado. Fui ao lado de uma senhora alemã que não parava de falar comigo, mesmo eu dizendo várias vezes que não entendia nada de alemão...ela até me deu uma bala! Chegamos em Munique já de tarde, deixamos nossas malas no hostel, tomamos banho e fomos passear pela cidade. Após caminhar até a Marienplatz e ver o mercado de natal, decidimos jantar na Hofbräuhaus, a cervejaria mais famosa de Munique. A Hofbräuhaus é gigante! Milhares de mesas, todas cheias. Os garçons e garçonetes utilizam roupas típicas, e tem uma banda tocando músicas da bavária, tudo bastante animado. Rodamos bastante procurando lugares para sentar, e dividimos a mesa com um casal de alemães e a sobrinha deles, americana. Nós comemos barriga de porco, e a cerveja chega em um canecão de 1 litro para cada pessoa! Apesar de ser cara (8,40 euros a caneca, 9,90 a barriga de porco), vale muito a experiência de ir na cervejaria mais famosa de todas! Dia 6: (16/12/16) - Free Walking Tour, Parque Olímpico e Allianz Arena Pela manhã nós fizemos um free walking tour. Ele saía da Marienplatz. Como não havíamos reservado, e chegamos em cima da hora, o tour em inglês estava esgotado, e tivemos que ir no tour em espanhol. Apesar de mais difícil de entender, pois a guia falava rápido com os turistas nativos espanhóis, foi muito interessante! Após o tour nós fomos passear pelo parque olímpico de Munique, que está muito preservado e agora é um parque para todos usarem. O parque olímpico Memorial do atentado na Olimpíada de Munique Fomos então até a Allianz Arena, o estádio do Bayern de Munique, querendo fazer uma visitação no estádio. Chegando lá nós descobrimos que ia ter uma partida da segunda divisão da Bundesliga, e ainda por cima com os ingressos mais baratos que o da visita! A partida foi entre TSV 1860 München e 1.FC Heidenheim, e o resultado foi 1x1. Porém nunca senti tanto frio! Não estávamos preparados para ficar a noite no estádio, e quase congelamos! Apenas cuidado com o tamanho da mochila que estiver carregando para o estádio. Estávamos com uma mochila relativamente pequena, e o segurança nos fez voltar até a frente da estação de metrô para guardar ela nos trailers de guarda-volumes. É uma caminhada até que longa do estádio até o metrô, ainda mais no frio! Portanto se for ver um jogo, é bom já deixar a mochila lá antes. Pau de selfie também não é permitido. Dia 7: (17/12/16) - Castelo Neuschwanstein: Fomos de manhã para a estação de trem e compramos o Bavarian Ticket, um bilhete que te deixa viajar por qualquer trem pela Bavária. Existem bilhetes de grupo na Alemanha, então tanto o trem quanto os metrôs ficam muito mais baratos quando se está em grupo. Pegamos então o trem para Füssen, a cidade próxima do castelo. A viagem levou por volta de 2h, e no caminho fomos observando os lindos alpes nevados, vista que nos acompanhou por boa parte da viagem de trem. Chegando em Füssen é preciso pegar um ônibus na frente da estação até Schwangau, a cidade do lado, onde os castelos estão. Com o Bavarian Ticket não é necessário pagar esse ônibus. É bom verificar antes na estação os horários dos trens para Munique, para não ter nenhuma surpresa na hora da volta. Chegando em Schwangau, já ficamos animados, porque lá já tinha neve! Compramos o ticket para visitar por dentro apenas o Neuschwanstein, o maior dos castelos. Também é possível visitar o Hohenschwangau, porém achamos que seria caro e desnecessário. Como havia tempo para nossa visita, ficamos passeando ao redor do lago, com uma linda vista para as montanhas. O castelo fica no topo do morro, e subir até lá também tem ótimas vistas, sendo a melhor de todas da ponte Marienbrücke, de onde se tem a clássica vista do castelo. A visita no interior do castelo é curta, porém seu interior é muito bonito, vale a pena. Para voltar até Munique não tínhamos certeza se estávamos no trem certo, mas seguimos o fluxo de turistas chineses, e tudo deu certo. Hohenschwangau Neuschwanstein Dia 8: (18/12/16) - Munique: Deutsches Museum Neste dia visitamos o Deutsches Museum, um museu gigante de ciências. Há setores de tudo o que você possa imaginar, desde submarinos até como se faz papel. Vale a pena pesquisar quais andares mais interessam, para não perder tempo nas coisas muito aleatórias. Após o museu fomos andando até o Englischer Garten, um grande parque da cidade, porém quando chegamos lá começou a nevar/chover, e tivemos que entrar num pub, pois estava molhando muito. Mais de noite começou a apenas nevar, sem chuva, e ficamos passeando no mercado de natal e vendo as pessoas patinarem no gelo. Marienplatz De noite pegamos o ônibus noturno para Berlim, uma longa viagem apertado no flixbus. Dia 9: (19/12/16) - Berlim: East Side Gallery + Andar pela cidade A rodoviária de Berlim, ao contrário da maioria das outras rodoviárias que passamos, fica um tanto afastada do centro da cidade. Pegamos o metrô então até nosso hostel, largamos as malas nos lockers (pois o checkin era só de tarde) e fomos até a East Side Gallery. A East Side Gallery é uma grande extensão do muro de Berlim ainda preservada. O muro lá é todo grafitado, então a região é um grande museu de arte a céu aberto. Após passear por lá, fomos até a Pariser Platz, onde está localizado o Portão de Brandemburgo. Andamos até o Reichstag (o prédio do parlamento alemão), que fica ali do lado, passamos pelo Memorial dos Judeus Mortos da Europa (ou Memorial do Holocausto), e por fim fomos até o Checkpoint Charlie. Quase todos os pontos turísticos em um dia hahaha! Tirando a East Side Gallery, todo o resto é muito perto de ir caminhando, tudo bem tranquilo. Passamos também pelo museu "Topographie des Terrors", localizado no prédio onde era o HQ da Gestapo e da SS. O museu possui várias fotos e textos informativos, bastante interessante. O único porém é que ele estava bastante lotado. Neste dia fomos jantar em uma hamburgueria chamada Peter Panes, perto do nosso hostel e da estação Friedrichstraße (hambúrguer muito bom!). Após nos despedirmos da Maria, que ia pra rodoviária se separar de nós, voltamos para o hostel. Quando conseguimos Wifi, tínhamos recebido várias mensagens como "Vocês estão bem??". Só então fomos descobrir que havia acontecido um atentado em um dos mercados de natal. Muito triste...felizmente estávamos longe do local. Portão de Brandemburgo Reichstag Memorial dos Judeus Checkpoint Charlie Dia 10: (20/12/16) - Berlim: Free Walking Tour, Berliner Dom, DDR Museum Neste dia, após acordar e ver na internet as repercussões do atentado, vimos que tudo estava funcionando normalmente na cidade, exceto os mercados de natal, que estavam fechados. No metrô nós vimos policiais procurando por bombas, e um pouco mais de policiais nas ruas, mas de resto tudo estava normal. Neste dia nós começamos fazendo o free walking tour, com a empresa Sandemans New Europe (guarda-chuva vermelho). Ele começou na frente do Portão de Brandemburgo as 10:00, e foi bastante interessante, pois além de ver os pontos turísticos, ficamos sabendo bastante sobre a história de Berlim. Além dos locais que já tínhamos passado, o tour passou pelo bunker do Hitler, pela Universidade que o Einstein ensinava, por algumas praças, etc. Enfim, vários lugares! Gostamos bastante. Local do bunker do Hitler. Após acabar o tour, fomos até a Berliner Dom, a catedral de Berlim. Chegando lá, nós estávamos com muuuito frio, acho que um dos dias que mais sentimos frio, e devia estar uns 2 graus, vai entender...provavelmente era o vento. Por esse motivo nós não não ficamos muito tempo por lá, mas ela é muito bonita. Como tinha que pagar, nós não entramos. Atravessando a ponte ao lado da catedral, já encontramos o museu DDR. Antes de ir nele, almoçamos em um restaurante vietnamita que tinha do lado, mais pra fugir do frio mesmo kkkk. Além disso a comida era muito boa! O DDR Museum mostra como era a vida na East Berlim de uma maneira muito interativa. Tem até um modelo de uma casa da época lá, em tamanho real. Valeu muito a pena! Dia 11: (21/12/16) - Berlim: Tour do Terceiro Reich + Pub Crawl Neste dia nós acordamos mais tarde, fomos comer e depois fomos para o Tour do 3º Reich, que tínhamos reservado com a mesma empresa do Free Walking tour. Custou 12 euros (preço de estudante, 14 o preço normal). Ele começou as 14:30, e durou por volta de 3:30, ou seja, quando acabou já era noite! Ele é um tour sobre o nazismo, e passou por diversos memoriais, como o do holocauso (terceira vez passando por esse memorial na viagem), Politician Memorial, Soviet Memorial, Homosexual Memorial, Sinti Roma Memorial, além de passar pelo bunker do Hitler, o HQ de propaganda do Goebbels, a nova sinagoga e o bairro judeu. Como a maioria destes lugares são perto, o tour é muito mais falado do que andado, mas mesmo assim foi interessante, apesar de ir para alguns lugares que já tínhamos ido. De noite nós fizemos um pub crawl. Inicialmente nós queríamos fazer com uma outra empresa (que não lembro o nome), mas fomos até o ponto de encontro e não achamos. Então nós fizemos com a mesma empresa de todos os tours, que por acaso tínhamos visto na rua enquanto procurávamos pelo ponto de encontro. Esse pub crawl foi bastante ruim!! As bebidas eram caras e o grupo tinha umas 10 pessoas sendo que a maioria era um grupo de amigos que só conversava entre si! A balada final parecia promissora, porém chegamos lá e já queríamos ir embora... Para voltar pro hostel foi uma aventura a parte, o metrô estava fechado e nós tivemos que descobrir como voltar de bonde, fazendo baldeação. No fim deu tudo certo. Dia 12: (22/12/16) - Potsdam e Reichstag Já estávamos um pouco cansados de Berlim, então neste dia pegamos o metrô até Potsdam, a cidade vizinha. É só comprar um bilhete de metrô para as zonas mais longes. Em Potsdam estão diversos palácios da época da Prússia, com grandes jardins. Bem bonitos. Mas estava chovendo no dia, então não conseguimos aproveitar muito... Além disso era caro para entrar nos palácios para pouco tempo de visitação, achamos que não valeria a pena. Após caminhar um tanto, voltamos para Berlim. De noite nós fomos visitar a cúpula de vidro do Reichstag. É gratuito e é preciso reservar antes no site, e como nós demoramos para fazer isso, só tinha horários ou suuuper cedo ou de noite, e preferimos acordar mais tarde. TInham me falado para fazer o tour pelo parlamento além dá visita a cúpula, mas esse tour não estava disponível, talvez fora de época. Durante a subida até o topo da cúpula, um audioguide vai dizendo o que dá pra ver do topo, porém como era de noite, não dava pra ver quase nada. Há também informações sobre o parlamento alemão. Foi uma visita legal, mas deve ser muito melhor de dia! Dia 13: (23/12/16) - Berlim - Praga Pegamos de manhã o ônibus para Praga, e chegamos a tarde lá. Deixamos as malas no hostel e fomos para o centro da cidade jantar. Após comer, demos uma volta na Old Town Square e fomos seguindo a margem do rio até a Charles Bridge. Impressionante essa ponte, tantas estátuas! E de noite é bem mais tranquilo andar por ela, muito mais vazia. Do outro lado da ponte, comemos um Trdelnik, um doce tradicional de lá que é um cone de uma espécie de pão doce recheado com sorvete, gostoso porém um pouco enjoativo pelo tamanho. De lá pegamos um bonde que ia direto para o hostel, bastante prático. Dia 14: (24/12/16) - Praga Após acordar, encontramos novamente a Pinga, que ia ficar com a gente até o dia 26. Ela estava com uma amiga, a Thais. Este dia ficamos andando pela cidade: passamos pelo Sex Machines Museum (na rua da frente do relógio astronômico, muitas coisas bizarras lá), fomos para a praça central, novamente para a Ponte Charles, porém agora de dia, e então comemos uma pizza no bairro perto do castelo. Quando saímos do restaurante já era quase noite, mas deu tempo de ver o pôr do sol do castelo. Ceia de natal: Já era meio tarde quando resolvemos sair do hostel para comer. Fomos até o ponto de ônibus e descobrimos que os horários para a noite de natal eram outros, e que o bonde certo para ir até o centro não passaria... Cogitamos ir no mercadinho e comprar algumas comidas, porém o hostel não tinha cozinha! Conseguimos então chegar a tempo no restaurante do hostel, faltando 10 minutos para a cozinha fechar kkkk Como o hostel tinha a própria ceia de natal (custava uns 20 euros...muito caro!), só estavam servindo pizza aquele dia. E lá fomos nós comer pizza de novo hahaha. Após nossa incrível ceia, fomos para o Cross Club, um bar/balada perto do nosso hostel um tanto quanto peculiar. O lugar é todo cheio de sucatas, bastante labiríntico. Ficamos só na parte do bar, pois tinha que pagar pra ir na parte da balada e não estávamos afim. Resumindo a noite, novamente peculiar hahaha. Pizza natalina Dia 15: (25/12/16) - Praga - Natal e Pub Crawl! Acordamos mais tarde e resolvemos ir almoçar em um restaurante italiano que encontramos ao acaso, nosso almoço de natal! Após almoçados, fomos até a John Lennon Wall, e para chegar lá mais uma vez atravessamos a Charles Bridge. Confesso que achei que a parede ia ser maior e com mais pinturas, foi um tanto decepcionante. Porém as fotos ficaram legais. De noite nós fomos no Pub Crawl. A empresa se chamava Prague Pub Crawl (guarda-chuva vermelho), e o ponto de encontro era na praça da cidade velha. Ele era caro (22 euros ou 550 CZK), mas valeu muito a pena, apesar de alguns problemas. Foram 3 pubs, sendo o primeiro open bar por uma hora. O pessoal era muito animado. No fim ele acaba em uma balada de 5 andares que fica do lado da Charles Bridge. O problema foi que ao sair do último Pub, apenas o Gabriel e o Guilherme seguiram o grupo, nós que sobramos nos atrasamos um pouco, e quando chegamos na rua não sabíamos pra que lado eles tinham ido, pois eram vários grupos de pessoas indo para várias direções. Nós só sabíamos que a balada era do lado da Charles Bridge, então fomos perguntando na rua até conseguir chegar lá. Quando chegamos lá o segurança quis cobrar da gente, apesar de a gente estar com a pulseira do pub crawl. Não quisemos pagar, afinal já tínhamos pago 22 euros... Após muito discutir com o segurança, ele me deixou entrar para tentar achar o cara do pub crawl que estava nos guiando. Não achei, mas encontrei o Gabriel e o Guilherme, e assim fomos embora. Consegui ver que a balada é realmente muuuito grande, demorei muito pra conseguir achar a saída (isso porque só 2 andares estavam abertos, afinal, era natal!). Apesar desse problema, ainda assim nos divertimos muito. Não tivemos tempo no dia seguinte de ir reclamar com a empresa disso, mas se você for fazer pub crawl lá, fique atento para não se perder do grupo! A volta também foi uma aventura. Com o sistema de bondes alternativos do natal, acabamos pegando um que foi para o lado oposto do nosso hostel! Após muito rodar no frio, conseguimos voltar pra casa. Dia 16: (26/12/16) - Praga - Cracóvia Nosso plano era pegar um ônibus noturno para Cracóvia. Porém nós demoramos para comprar a passagem, e quando acordamos e fomos ver isso, já tinha esgotado! E todas as passagens noturnas estavam abusivas de cara. Novamente DICA: compre suas passagens antes! Fuçamos bastante na internet e encontramos uma passagem da RegioJet que saía no começo da tarde de trem até Ostrava, na fronteira com a Polônia, e depois ia de ônibus até Cracóvia. E o melhor de tudo, por 10 euros! Compramos na hora, mas tivemos que ir direto para a estação de trem. Antes disso almoçamos em um restaurante chinês perto do hostel. A RegioJet é maravilhosa! Tanto o trem quanto o ônibus tinham TVs individuais, e eles ainda davam água, café/capuccino/chocolate quente! Recomendo muito! Chegamos em Cracóvia a noite e fomos para o hostel. Dia 17: (27/12/16) - Cracóvia De manhã fomos procurar um carro para alugar, pois no dia seguinte nós iríamos para Zakopane. Nós então fizemos um free walking tour pela Old Town que foi bastante interessante, a Polônia tem muita história medieval que nós nunca ouvimos falar! Cracóvia é uma cidade que não foi destruída na guerra, então tudo está preservado como antigamente, a cidade é muito bonita! O tour andou por toda a parte do centro antigo, e não foi para o bairro judeu, etc. A casa do papa. Dia 18: (28/12/16) - Oravsky Podzamok - Zakopane Pela manhã nós pegamos nosso carro na locadora, era um Nissan Juke, um modelo que nunca tínhamos visto! Nosso roteiro era: dirigir mais ou menos 2h até a Eslováquia, até a cidade do castelo do Nosferatu, e depois ir até Zakopane, 1:30h de distância. E foi exatamente isso que nós fizemos! Conforme fomos nos distanciando de Cracóvia a neve começou a aparecer, e em certo ponto ficou com muita neve! Quando descemos do carro, a primeira coisa que fizemos foi uma guerra de bolas de neve! Até então só tínhamos pego neve em Neuchwanstein, mas era pouca. Além disso, no momento estava nevando bastante, foi bem divertido. Visitamos o castelo por dentro, e foi um tanto quanto peculiar, porque em cada parte do castelo que passávamos, uma cena de uma peça em eslovaco acontecia, com música e tudo. O problema era que a gente não entendia nada. Após a visita, almoçamos em um restaurante de comida típica eslovaca, e novamente comemos o "nhoque", só que esse estava muito melhor! Seguimos estrada, e a noite chegou rápido. Dirigir na neve no escuro foi uma emoção a parte. Quando chegamos na nossa pousada em Zakopane, havia uma rampa na rua até a entrada, mas ela estava tão congelada que não teve jeito do carro subir. Ficamos lá patinando com o carro. O dono da pousada veio então nos resgatar, mas tivemos que parar o carro embaixo e ir andando. Até subir a pé estava escorregando. Esse dia nós jantamos em um McDonalds ao lado de um posto de gasolina, pois estávamos longe da cidade para ir a pé e não queríamos mais arriscar atolar aquela noite. O carro atolado Dia 19: (29/12/16) - Zakopane Esse dia foi dedicado ao esqui! Fomos até a estação de esqui Nosal, que é a mais indicada para iniciantes. Compramos o passe de 4h para os lifts, e depois fomos alugar os esquis. Essas 4 horas só começam a valer depois do primeiro uso, pode ficar tranquilo. Saiba o tamanho do seu pé em número europeu, porque se não vai ter que experimentar 500 botas até achar a que serve. Ficamos nos divertindo bastante lá, até acabar nosso tempo, quase. 4h é mais que o suficiente. Esse dia estava bastante frio (~ -8°C), porém esquiando você não percebe, só quando para. A cidade estava muito lotada de carros, era difícil dirigir. Almoçamos em um restaurante de comida polonesa, e depois foi pé na estrada até Cracóvia. Mais 2h e estávamos lá. O centrinho de Zakopane Dia 20: (30/12/16) - Auschwitz O jeito mais rápido de ir até Auschwitz é pegar um ônibus ou van na rodoviária para Oświęcim, a cidade onde fica o campo de concentração. Ele leva aproximadamente 2h até lá. É bom ir cedo para lá, pois chegando na entrada para comprar ingresso, havia uma fila gigantesca. Uma amiga nossa contou que foi em um horário mais tarde e não conseguiu guia para a visitação. Na visita com um guia todo mundo ganha um fone de ouvido, assim o guia fala em um microfone e todos conseguem ouvir, mesmo à distância. A visita é dividida em duas partes. Na primeira se visita o campo de Auschwitz (que é o mais bem preservado) e depois toma-se um ônibus até o segundo campo, Birkenau, o maior de todos, que foi destruído em grande parte. A visita é pesada, mas achamos importante passar por lá e ver de perto esse lugar de tanto horror. Após o tour nós almoçamos já fora do espaço de Auschwitz (só atravessar a rua), os preços eram muuuito mais acessíveis. Na hora de pegar o ônibus de volta havia uma fila enorme, tivemos que esperar o primeiro encher e só conseguimos ir no próximo (eram de 30 em 30 min, que eu me lembre), então fique atento com os horários para não perder os ônibus. Dentro de uma câmara de gás Birkenau Câmara de gás destruída Dia 21: (31/12/16) - Wieliczka Salt Mine e Ano Novo! Acordamos e fomos até a estação de trem para ir até Wieliczka, a cidade que tem a mina de sal. Não lembro quanto custava, mas era muito barato, e demorava uns 20 minutos até lá. Existem dois tipos de tour, o tradicional e o "mineiro", sendo o tradicional o mais turístico. Nós escolhemos fazer a versão mineira, então eles nos deram roupas de mineiros para usar, lanternas, etc. Durante o tour há várias atividades para fazer, como moer sal, cerrar madeira, etc; atividades que os mineiros da época faziam. Nós achamos o tour meio bobinho e um pouco longo de mais, talvez a versão turística fosse mais legal. Para voltar pra Cracóvia nós ficamos esperando na estação de trem sem saber de nada, pois não havia lugar nenhum para comprar ingressos e nem para perguntar para ninguém. Depois de um tempo esperando, chegou um trem. Quando quase estávamos chegando em Cracóvia, uma mulher veio cobrar/vender os as passagens de trem. A noite todos os restaurantes próximos ao hostel estavam fechados (o hostel era longe do centro), então após muito procurar, achamos uma barraca de kebab que estava lotada de gente comprando, o único lugar aberto da região! Compramos marmitas de kebab (carne, batata frita, salada, molho e queijo!), levamos para o hostel e esse foi nosso jantar de ano novo! Após comer fomos para o quarto esperar um pouco para depois ir para a praça principal. Foi então que o dono do hostel nos convidou para sua festa de ano novo. Estavam todos os hóspedes do hostel lá: nós 5, mais 3 brasileiros, 2 holandeses, uma mexicana, um de bangladesh, uma chinesa e um tailandês, além dos donos do hostel que eram ucranianos. Ou seja, uma grande mistura de nacionalidades! Eles nos deram champagne e comidas típicas ucranianas. Depois de muito comer, fomos todos para a praça principal festejar o ano novo (exceto os donos do hostel, da chinesa e do tailandês). Os donos do hostel até falaram pra gente não voltar cedo porque não teria ninguém lá . A praça estava bastante lotada e com shows de música, que acabaram até que cedo. Para entrar em qualquer balada era preciso ter reserva, então voltamos para o hostel e ficamos conversando lá. Que ano novo! Dia 22: (01/01/17) - Bairro Judeu e ônibus para Budapeste Primeiro dia do ano e lá fomos nós acordando cedo para bater perna. O nosso ônibus para Budapeste saía as 15h, então deu tempo de ir dar uma volta pelo bairro judeu de Cracóvia. Nós passamos pela fábrica do Schindler, que estava fechada para entrar, por uma parte do muro gueto e pela Ghetto Heroes Square, uma praça com diversas cadeiras de metal. Esta praça era localizada dentro do gueto dos judeus, onde eles foram forçados a morar durante a guerra. Que começo de ano! Após isso, pegamos nossas malas no hostel e fomos para a rodoviária. Mais 7 horas de ônibus e estávamos em Budapeste! A fábrica de Schindler Resto do muro do gueto dos judeus. Ghetto Heroes Square Dia 23: (02/01/17) - Budapeste: citadela, castelo e Termas Gellért Começamos o dia indo até o Mercado Central, que fica próximo da Liberty Bridge. O mercado se parece bastante com o Mercadão de São Paulo, salvo os produtos que cada um tem. Após andar por lá, atravessamos a ponte para o lado Buda da cidade, e subimos o morro da citadela, onde está localizada a estátua da Liberdade de Budapeste. A vista lá de cima era espetacular, e as folhas das árvores estavam muito congeladas, dando um ar invernal ao local. Descendo da citadela, fomos até o castelo. A subida para o castelo é bastante tranquila, não entendemos como tinha tante gente esperando na fila do funicular, parados no frio. É possível até pegar uma escada rolante em certo trecho da subida. A vista do castelo também é muito bonita, ficamos um tempo apreciando o Danúbio e todas as suas pontes. Porém estava ventando muito lá, então descemos, atravessamos a Chain Bridge para o lado de Peste e fomos comer no restaurante Gastland Bisztró Király. Lá a comida custava o equivalente a 4 euros, e era possível comer a vontade. Comemos muuito! O castelo Fomos então para o banho termal Gellért, que fica ao lado do morro da citadela, logo depois de atravessar a Liberty Bridge. A arquitetura do seu interior é muito bonita, e ele possui várias piscinas internas, com diferentes temperaturas. No entanto, para entrar na maior e mais bonita delas era preciso usar touca, e além disso a água era mais fria, então não entramos. Havia também uma piscina externa, bastante simples. Para chegar nela era preciso sair do vestiário e subir algumas escadas. É bem relaxante ficar em uma piscina com a água a 37° e do lado de fora -5°, porém pra sair dela, imagina o sofrimento, a nossa toalha estava até congelada. O ingresso para as termas não é barato, 5300 HUF (algo como 17 euros), porém você pode chegar a hora que quiser e ir embora quando o spa fechar. Voltamos para o hostel muito relaxados, nem tivemos forças para sair pra jantar. Dia 24: (03/01/17) - Budapeste: Parlamento e Basílica de St. Stephen Após comer em uma padaria próxima do hostel, fomos andando até o parlamento. Chegando lá, reservamos nosso tour pelo interior, porém só conseguimos vaga para o tour em inglês no últimos horário do dia, que era de tarde já (se não me engano, 15h). Por isso, chegue cedo para reservar seu tour, pois há uma grande fila e eles podem esgotar! Como nosso tour era só a tarde, atravessamos a ponte para ver melhor o parlamento do outro lado do rio. Ficamos caminhando pela região e novamente almoçamos no Gastland Bisztró Király. A visita ao interior do parlamento é relativamente curta, algo como 40 minutos. Mas o seu interior é tão belo que vale bastante a pena. Tudo lá tem muito ouro! Saindo do parlamento, fomos até a Basílica de St. Stephen. Nós queríamos ver a mão mumificada do St. Stephen, que está preservada dentro da Basílica, porém chegamos muito tarde, e a visitação para esta parte já havia encerrado. De noite fomos em um pub assistir o jogo do Arsenal x Bournemouth com 3 Sul Africanos do nosso quarto do hostel, que torciam para o Arsenal. O placar foi 3x3. Dentro do parlamento Basílica de St. Stephen. Dia 25: (04/01/17) - Budapeste: Praça dos Heróis, Castelo Vajdahunyad, House of Terror e Szimpla Kert Acordamos tarde esse dia, e quando olhamos para a janela: estava nevando! Começamos o dia já indo almoçar, em um restaurante chamado Frici Papa (dica da Maria). Ele possui um preço bastante em conta, e serve uma comida húngara ótima. Lá comemos o famoso goulash húngaro. O Guilherme pediu um prato que se chamava Paprikash, e parecia bastante com um strogonoff. Gostamos bastante desse restaurante! Após almoçar, fomos até a Praça dos Heróis, uma praça com estátuas de diversas personalidades da história da Hungria. Ao lado dessa praça se encontra o Castelo Vajdahunyad, que fica dentro de um parque. O parque estava todo nevado, ficamos passeando por ele por um tempo. Castelo Vajdahunyad Fomos então para o museu House of Terror, um museu localizado na casa onde foi primeiro a sede do partido nazista húngaro (partido da cruz flechada), e depois foi sede do partido comunista na Hungria. Após ficar 1h na fila, conseguimos entrar. O museu era interessante, porém para entender o que se passava era preciso ler em cada sala no mínimo uma folha A4 inteira preenchida, que ficavam disponíveis em recipientes nas paredes. Chegou um certo ponto que não aguentávamos mais e só queríamos ir embora, mas para sair do museu era preciso pegar um elevador que fazia parte da exposição (havia um filme dentro dele). O elevador andava mais lerdo que uma lesma, e havia uma fila enorme pra pegar ele! De noite nós fomos no ruin pub mais famoso de Budapeste: Szimpla Kert. Sua decoração é muito maluca, lembrando o Cross Club de Praga, mas menos hardcore. O Szimpla Kert é um pub muito legal, vale a pena ir! Existem diversos ruin pubs em Budapeste, porém nós só fomos nesse. Dia 26: (05/01/17) - Budapeste: Free Walking Tour e Termas de Széchenyi Pela manhã nós fizemos um free walking tour. Apesar de ele passar por diversos lugares que já tínhamos ido antes, foi bem legal para saber mais da história da Hungria. O tour acabou ao lado da Matthias Church, uma igreja muito bonita que fica no Castelo de Budapeste, em uma parte que nós não tínhamos ido. Certamente uma das partes mais bonitas do castelo. Após o tour a guia nos levou para almoçar em um restaurante de comida húngara ali perto, onde ninguém falava inglês, e tivemos que escolher a comida meio que na sorte. Era bastante gostosa a comida, e também bem barato! Matthias Church. De noite nós fomos até as Termas de Széchenyi, que ficam no mesmo parque do castelo Vajdahunyad. Como chegamos após as 17h, pagamos um preço um pouquinho mais barato: 5100 HUF (~16 euros). Ao contrário das termas Géllert, nas Termas de Széchenyi as piscinas mais valorizadas são as externas, que são imensas. As internas eram pequenas e lotadas, além de não terem nada de mais, não entramos nessas. Haviam 3 piscinas externas, uma com água a 38°C, outra do lado oposto com 36°C e uma no meio com água fria, que nem ousamos entrar. Para ir da piscina de 38°C até a de 36°C e vice versa era preciso sair correndo no frio, e não era tão perto! Mas ao mergulhar de novo, tudo se resolvia. Foi muito bom! Novamente voltamos para o hostel super relaxados. Dia 27: (06/01/17) - Budapeste - Zagreb Este foi o dia em que a frente fria chegou. Acordamos cedo com -8°C. O nosso ônibus para Zagreb era as 7h. A viagem até lá foi bem tranquila. Chegamos na rodoviária de Zagreb e trocamos dinheiro lá mesmo, a cotação era boa, pelo que vimos depois. Deixamos as malas no hostel e fomos almoçar no centro histórico. Ele é bastante bonito, porém bem pequeno. Rodamos por lá e depois fomos para o hostel. De noite, compramos as passagens de ônibus para ir para os lagos plitvice. Compramos para ir as 7:30 da manhã (são 2:15h de viagem até lá). A passagem custou 135 kunas ida e volta (92 apenas um trecho). A passagem foi comprada no próprio site da rodoviária. Zagreb Dia 28: (07/01/17) - Lagos Plitvice Acordamos com -8°C em Zagreb, e com -17° nos lagos! Esse foi o dia que mais usamos camadas de roupa, e ninguém sentiu frio. Chegamos no parque quase 10h, e estava -16°. Começamos então a trilha. Que lugar lindo! Ela começa no alto, com uma vista incrível para a maior das cachoeiras. As cachoeiras estavam quase que totalmente congeladas, e os lagos estavam com as bordas congeladas. A trilha é por cima de passarelas de madeira, porém havia tanta neve que não era possível ver a madeira. As vezes era bem escorregadio, então era preciso tomar um certo cuidado. Em um momento da trilha é preciso pegar um barco para atravessar um lago. Cabiam mais de 100 pessoas lá, e nós calculamos que aproximadamente 90% dos passageiros eram asiáticos! No inverno não é permitido ir para a parte superior dos lagos, então após o barco nós andamos mais um pouco, brincamos na neve e depois pegamos um ônibus para perto da portaria, onde a trilha continua até acabar onde começou. Descobrimos que a empresa de ônibus que nos trouxe só iria voltar as 17h, e ainda eram 13h! Decidimos pegar o próximo ônibus para Zagreb, que era as 14h. Ficamos esperando em uma lanchonete que mal tinha nada para comer, e depois fomos esperar na estrada pelo ônibus. Porém enquanto esperávamos, um senhor de um tour ofereceu para nos levar de van até lá por 100 kuna. Aceitamos, pois a volta de ônibus custaria 92 de qualquer maneira, e assim chegaríamos mais rápido. E realmente voltamos mais rápido. Dia 29: (08/01/17) - Zagreb - Ljubljana Pegamos o ônibus para Ljubljana pela manhã. A viagem era para ter sido rápida, mas havia um trânsito gigantesco na fronteira com a Eslovênia, o que fez com que demorasse mais de 1h lá. Ljubljana é uma cidade bastante pequena, mas bem bonita. Ela fica ao redor de um rio muito verde, o rio Ljubljanica. Lá não há muitos atrativos além de passear pela cidade, e foi o que fizemos. Decoração de natal de Ljubljana Dia 30: (09/01/17) - Ljubljana: Free Walking Tour e Castelo Começamos o dia comendo em uma padaria próximo ao hostel, e depois indo para a praça na frente da ponte tripla, que era de onde começava o free walking tour. O tour começou as 11h, e andou por todo o centro turístico. Como tudo é perto, teria sido bastante tranquilo, se não fosse pelo fato de que estava uns -8° e que eu não tinha colocado muitos casacos. Nesse dia passei bastante frio. Mas o tour foi bastante interessante, a Eslovênia é mais um país que não sabemos nada da história. Eu só sabia que ela havia feito parte da Iugoslávia, e nada além disso. Após o tour nós almoçamos no restaurante Druga Violina, que foi recomendação do guia. Ele fica localizado bem na base da subida para o castelo. Este foi um restaurante muito especial, pois além de ter comida tradicional eslovena e ser bastante barato (5 euros o menu do dia), grande parte dos garçons eram deficientes intelectuais. Muito legal lugares assim, que dão emprego para as pessoas com dificuldades. Free walking tour. Após um delicioso almoço, subimos no castelo. A subida é curta, porém bastante íngreme. A vista lá de cima é bem bonita, é possível ver a cidade inteira, com os alpes ao fundo. O castelo em si foi muito modernizado, e não é tão interessante. O castelo de Ljubljana Vista do castelo. Dia 31: (10/01/17) - Bled De manhã acordamos com a cidade coberta de neve, e ainda nevando. Os flocos de neve estavam perfeitos, parecia desenho animado. Fomos até a rodoviária e compramos nosso ônibus para Bled. A viagem é rápida, aproximadamente 1h até lá. O grande atrativo da cidade é dar a volta no lago, e foi isso que fizemos. A volta completa tem 6km, e é possível admirar a ilha do lago e o castelo na colina de diversos ângulos. Chegando lá, verificamos nossas expectativas de Bled no inverno versus a realidade do dia: EXPECTATIVA: REALIDADE: Céu cinza, sem montanhas Infelizmente o dia estava nublado, e não foi possível ver as montanhas ao redor. O lago também não estava congelado como a gente queria que estivesse...Porém ainda assim o lugar é bastante bonito! É possível alugar uma canoa e ir até a ilha do lago, mas nós achamos muito caro. Quase no fim da volta, paramos para almoçar e procurar por souvenirs, mas só tinham coisas muito feias, assim como em Ljubljana (só achamos uma loja com souvenirs bons em ljubljana, ela fica ao lado da ponte dos dragões). Dica: não deixe para comprar os presentes da viagem na Eslovênia, é muito provável que você não vai achar nada que preste! Nós não subimos até o castelo de Bled, pois além de termos ficado com preguiça, iria passar um ônibus naquele instante que chegamos em Bled, e se nós subíssemos no castelo, teríamos que esperar mais 2h quase. Como o tempo estava feio, fomos embora. Nós achamos Bled bastante ok, nada mais que isso. Porém eu acho que se o tempo estivesse melhor, seria um lugar muito mais bonito! Neste dia nós fomos atrás de um restaurante que ficamos sabendo no free walking tour que supostamente servia urso (Bear), porém quando chegamos lá, descobrimos que era Javali (Boar), e que além de tudo era muito caro! Jantamos então pizza kkkk. Após a pizza fomos até um restaurante que o guia havia indicado para comer uma sobremesa tradicional eslovena: Prekmurska Gibanica. É um bolo de diversas camadas, que tem semente de papoula, noz, maçã, uva passa e queijo cottage. Achamos extremamente gostoso! Ele não é muito doce, e vale bastante a pena provar. O restaurante se chamava Gujžina, e fica na mesma rua do Druga Violina, na base do morro do castelo. Recomendo! Este foi praticamente o último dia de viagem, pois o próximo seria só para voltar... Dia 31: (10/01/17) - Ljubljana - Viena - São Paulo Acordamos na nossa última manhã fria: -13°C. Fomos até a rodoviária aproveitando os últimos momentos de frio para pegar o ônibus de volta para Viena, de onde era nosso voo. Como o voo era só 22:40, foi tranquilo de voltar para lá no mesmo dia. Canal congelado no último dia. Ficamos o dia inteiro no ônibus. O wifi não estava funcionando, mas em compensação a paisagem era muito bonita, tudo estava nevado, e em grande parte da viagem era possível apreciar os alpes. O problema foi quando escureceu e não tinha mais paisagem. Chegando na rodoviária de Viena, já pegamos o metrô para o aeroporto. Viena estava cheia de neve, pelo que deu para ver da janela do trem. Após isso, lá fomos nós novamente ficar nas intermináveis horas de avião até a Etiópia, e depois, até o Brasil! E assim terminou nosso incrível mochilão! Obrigado a todos os envolvidos nele!
  6. 1 ponto
    Continuando os relatos do Oeste de SC... Essa é a trilha mais bem estruturada de Chapecó. O acesso é fácil pela SC que liga Santa Catarina ao Rio Grande do Sul. Cerca de 5 km de estrada de chão vc chega a propriedade onde o Pitoco (cachorro da família) morava. Foi ele que desbravou o local, e seu neto ainda acompanha os trilheiros no caminho todo. Mostrando por onde vai, é uma coisa doida, ele vai na frente e fica de esperando em algum ponto.. A taxa é de 10 pila. No início da trilha tem o memorial do avô Pitoco haha. A trilha é simples, tem apenas alguns pontos onde a gente atravessa o rio, e quase toda a extensão é na encosta desse riozinho, cheio de belezas. Ao todo são 5 cachoeiras que você passa. Cada uma tem seus encantos, hoje a trilha tava seca, quando chove fica um pouco escorregadio. Também tem lugar pra passar o dia. Vale a pena conhecer!
  7. 1 ponto
    Face sul do Pico do Tabuleiro As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/TravessiaDoPqEstDaSerraDoTabuleiroSCAbrMai13. O tracklog está aqui: Travessia do Pq Est da Serra do Tabuleiro - SC.gpx O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro foi criado em 1975 e é a maior unidade de conservação do estado de Santa Catarina. Apesar disso, ocupa apenas 1% do território do estado. Sua área de 841,3 km2 ocupa parte do território dos municípios de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes, ou seja, a diversidade de biomas é grande, indo desde os campos de altitude do interior até as restingas e manguezais do litoral e das ilhas. Quem caminha pelas trilhas do sul da Ilha de Santa Catarina sabe pelas placas (enquanto não acabarem de depredar todas) que está andando também pelo PE da Serra do Tabuleiro, que é administrado pela FATMA (Fundação do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina). Meu primeiro contato com esse parque foi através da revista Aventura & Ação, edição nº 132 (sem data, mas provavelmente de janeiro de 2006). Porém a linha editorial da revista não é de publicar roteiros detalhados e, sem as informações necessárias, a idéia ficou guardada por um bom tempo. Diga-se de passagem, na matéria o relato dessa travessia é extremamente superficial. Quando resolvi voltar a pesquisar sobre a travessia do parque, encontrei pouco material na internet, algumas fotos, mas achei os arquivos para gps de que precisaria, com vários pontos marcados. Já tinha assim o suficiente para me aventurar por mais essa região desconhecida para mim. Porém não contava em encontrar tanta dificuldade na segunda metade da travessia, com muitos trechos de mata alta e fechada que se deve atravessar sem trilha, varando mato mesmo, se enroscando e se arranhando todo. Somado a isso, próximo ao pico, mesmo a vegetação arbustiva é alta e compacta e dificulta cada passo dado, sendo impossível encontrar algum rastro de trilha, se é que existe algum. O melhor mesmo é fazer essa travessia em grupo e com pelo menos um facão para, num trabalho em equipe, localizar a possível trilha de aproximação do pico e reabri-la. Pico do Tabuleiro visto da rodovia BR-282, no posto Ipiranga do trevo de São Bonifácio DIA 0 - DE FLORIPA AO INÍCIO DA TRILHA Peguei o ônibus das 12h10 da empresa TCL na plataforma 5 do terminal da Praça 15 de Floripa com destino à pequena cidade de São Bonifácio. Durante a semana só há dois horários por dia dessa linha, o outro sendo às 17h50, bastante inconveniente para quem pretende fazer a travessia (a sugestão nesse caso seria dormir na Pousada das Hortênsias, a mais próxima do início da caminhada, mas não sei dizer o preço da diária). O atencioso motorista, ao saber que eu iria descer na estrada, perguntou para que local eu estava indo, e para minha tranquilidade ele conhecia tanto a entrada da Fazenda Weber quanto a do sítio do Gilson e Inês Hawerroth, os dois possíveis acessos à Serra do Tabuleiro pelo sul, sendo este último o meu destino. Depois de circular por todos os bairros possíveis e imagináveis das cidades do caminho, e até rodar por uma estrada de terra em plena mata, consegui saltar do ônibus azul às 14h55. Por sorte havia um ponto coberto na estrada pois o céu cinzento que havia se formado na última hora resolveu se transformar em chuva, o que me segurou por mais de uma hora ali abrigado. Esse ponto de ônibus fica 4km antes do centro de São Bonifácio e tem como referência uma placa marrom que indica os atrativos da localidade para onde eu me dirigia: Rio Moll, Recanto das Pedras e Travessia da Serra do Tabuleiro. Sim, por incrível que pareça, essa árdua caminhada (por conta da falta de trilha definida e dos muitos vara-matos, como disse) está escancarada ali numa placa de turismo à margem da rodovia, como se fosse um atrativo turístico igual aos outros. Enfim dei início à pernada às 16h04 atravessando a SC-431 e tomando a estrada de terra bem em frente. A altitude é de 436m e a paisagem é toda rural, com pastos, vacas para todo lado e uma concentração de umas dez casas que atravessei após cruzar a ponte de madeira sobre o Rio Capivari e tomar a esquerda na bifurcação. A estradinha acompanha o Capivari (à minha esquerda) durante algum tempo mas logo se distancia dele e das casas e vai encontrar o Rio Moll mais à frente, correndo à direita. Esse rio, afluente da margem esquerda do Capivari, será uma referência durante toda a primeira parte da travessia pois percorrerei seu vale florestado em direção à sua nascente até o momento certo de subir a Serra do Tabuleiro. Uma das 16 travessias do Rio Moll Às 17h10 alcancei o fim da estrada exatamente na frente da casa do Gilson, onde bati palma (altitude de 600m). Fui recebido por sua esposa, Inês, que me deu informações rápidas sobre o local e sobre o começo da trilha. "Não acampe perto do rio, ele é muito perigoso", recomendou fortemente ela, acrescentando que eu iria cruzar o Moll 13 ou 14 vezes, para minha surpresa (na verdade, foram 16 vezes). O começo da trilha é bem ali do lado esquerdo da casa, não tem erro. Pelo horário eu sabia que logo teria que encontrar um local para montar a barraca, mas assim mesmo quis adiantar algumas centenas de metros ainda nesse dia e não quis pedir para acampar no quintal deles. A trilha imediatamente entra na densa mata ciliar e começa a cruzar o rio a cada poucos minutos, pelas pedras. Não há grande dificuldade mas um bastão ou cajado ajuda bastante, então tratei logo de arranjar um pedaço de tronco como cajado. Às 18h06, quase sem luz natural no meio da mata, encontrei um espacinho plano e pouco úmido para pernoitar. Já havia cruzado o Moll 3 vezes. O céu no cair da noite continuava encoberto, com possibilidade de mais chuva, e a água que caía das árvores deixava tudo completamente molhado. Altitude de 666m. Nesse dia caminhei 5,5km. Primeira visão do Pico do Tabuleiro, ainda bem distante, à direita (o de topo mais chapado) 1º DIA - DO RIO MOLL AO MIRANTE DE FLORIPA A luz natural demorou um pouco para penetrar o vale e a mata, o que me tomou algum tempo para saber se a chuva do dia anterior iria atrapalhar o meu primeiro dia de travessia ou não. Felizmente um sol forte deu as caras e os ânimos se renovaram. Nessa expectativa, acabei saindo tarde, às 9h35. O Rio Moll, como disse, é uma referência constante pois a rotina da manhã toda foi cruzá-lo a cada 5 ou 10 minutos de trilha, mas sempre pulando pedras, sem necessidade de tirar as botas (uma boa bota impermeável vem bem a calhar nessas horas). Depois de atravessá-lo 12 vezes (contando desde o dia anterior) saio desse primeiro longo trecho de mata às 10h45 e encontro um pasto com vacas. A sequência agora passaria a ser essa: mais uma florestinha, outro pasto, cruza o rio, e assim por diante. No quarto pasto, depois de atravessar o Moll 16 vezes, é hora de ficar atento. A tendência natural da trilha (de bois) é atravessá-lo mais uma vez, e foi o que eu fiz. Porém encontrei logo à frente a trilha toda tomada por um rio largo e raso. Percebi que havia passado um pouquinho do ponto onde se inicia a subida da serra. Cruzei o Moll de volta e fui para a esquerda pelo pasto, na direção da floresta, tendo o rio bem à minha esquerda. A altitude é de 774m e nesse momento a direção geral da travessia, que vinha sendo basicamente norte, quebra para leste. Ali na borda da floresta, às 11h27, encontrei facilmente a trilha que a penetra e sobe bastante sob a sombra das árvores. Dois minutos depois de um colchete, abasteci os cantis no riachinho pois seria a minha última água fácil do dia. Subindo o Morro das Pedras A trilha sai no aberto às 11h59 e já é possível contemplar os morros e vales ao redor, embora ainda na modesta altitude de 865m. Na sequência, mais subida com samambaias e mais dois segmentos de mata até que se atinge o alto da serra, onde... vacas pastam! Quebra um pouco o clima de montanha, fazer o quê, mas é isso mesmo, grande parte dos caminhos dessa travessia são trilhas de boi que tomamos e abandonamos de acordo com a direção e conveniência. Logo descobri também que parte do terreno é formada por turfeiras, que são uma vegetação "esponjosa", rosada ou avermelhada, que acumula água e que é o terror de quem faz travessias na Serra Geral de SC e RS por significar solo encharcado e cansativo para caminhar. Mas aqui elas são bem menos frequentes, felizmente. No alto da serra, o pano de fundo para o tranquilo pastar bovino é uma cadeia montanhosa que surge a nordeste, com uma bela sequência de discretos picos que me traz uma boa novidade: a primeira visão do Pico do Tabuleiro, com seu característico topo chapado, ainda bem distante (cerca de 9km em linha reta), mas como um objetivo ao alcance do olhar. No topo do Morro das Pedras Continuando a subida seguindo sempre os caminhos bovinos mais marcados, atinjo às 14h30 um ponto bastante alto e aberto (1209m) onde há sinal da Vivo e Claro para poder dar um alô em casa depois de muitos dias sem contato. Aproveitei para um descanso e um lanche também. À minha frente (noroeste) já vejo o Rio Moll correndo dentro de um profundo vale. Desse ponto já avisto também bem próximo (nordeste) o Morro das Pedras, aonde chego às 16h25. O Morro das Pedras é uma crista formada de capim baixo, lajes e grandes blocos de pedra, a 1269m de altitude, com visão de 360º de serras distantes, e de onde se divisa a cidade de Florianópolis pela primeira vez na travessia, a nordeste. Ultrapassado o topo do Morro das Pedras a trilha desce suavemente contornando-o pela esquerda e em menos de 400m (após o topo) há uma bifurcação pouco perceptível no capim. O caminho natural da travessia vai para norte/nordeste (esquerda na bifurcação), mas a descida até o vale à direita (leste) é bastante interessante pois sobe a seguir a um cocuruto de pedras de onde se avista Floripa de camarote, além do enorme vale do Rio Vargem do Braço à direita. A vista desse mirante estava tão inspiradora que resolvi acampar por ali mesmo e ter a oportunidade de contemplar as luzes da capital catarinense durante a noite. Altitude de 1227m. Nesse dia caminhei 8,4km. Floripa vista do topo do Morro das Pedras 2º DIA - DO MIRANTE DE FLORIPA AO MINICÂNION O feriado de 1º de maio amanheceu completamente fechado no alto da serra, a neblina não deixava enxergar mais que 50 metros ao redor. Junto aquela garoa fina característica. Sem condição nenhuma de navegação visual e também sem pressa alguma de terminar a travessia (estava de férias), enrolei a manhã toda para ver se o tempo melhoraria com o sol mais forte. E deu certo. Aos poucos a neblina foi se dissipando. Com isso, acabei levantando acampamento somente às 13h40. Voltei pelo mesmo caminho até a bifurcação da tarde anterior e fui para a direita, descendo em direção a um riacho, uma das nascentes do Rio dos Porcos, onde parei para um lanche às 14h13. Retomando a caminhada às 14h42, acabo cruzando o mesmo córrego mais abaixo duas vezes e prossigo por um divisor de águas, com vales caindo para ambos os lados - nascentes do Rio Alto à direita e do Rio dos Porcos à esquerda. Subo um pouco e, contornando o morro à esquerda, desço a um vale e cruzo dois riachos, tributários de um outro córrego cujo vale se abre à minha direita (nordeste) e para onde os caminhos de boi me ajudam a seguir. Porém eles não me ajudam a descobrir o melhor ponto para atravessar duas faixas de mata sem trilha definida que aparecem a seguir. Daqui em diante, os trechos de mata tornam-se ruins de passar pois lá dentro há caminhos de boi para todos os lados, e ao mesmo tempo há taquarinhas que enroscam em todo o corpo, na mochila, nos aparelhos pendurados (câmera, gps). Mas o que eu passei até aqui foi só uma pequena amostra do que ainda estava por vir. O dia hoje não rendeu muito e logo depois da segunda matinha já era hora de montar acampamento, com a luz natural se esvaindo, às 18h. Altitude de 1018m. Uma curiosidade: as águas desse vale onde acampei, ao contrário de quase todas as outras dessa travessia, juntam-se para descer a serra tomando o rumo leste num rio sem nome na carta que desemboca bem abaixo no Rio Vargem do Braço, o grande vale que avistei à direita no mirante de Floripa. Quase todas os outros córregos com que tive contato formam rios que descem a serra na direção oeste. Essas nascentes são a preciosa fonte de água para a Grande Floripa e litoral sul do estado, daí a importância da preservação do lugar. Nesse dia caminhei 4,8km. Águas que vão para o vale do Rio Vargem do Braço 3º DIA - DO MINICÂNION AO COCURUTO VIZINHO AO PICO DO TABULEIRO De manhã, com mais luz, é que notei quão profundo era o vale ao lado do meu acampamento, quase um pequeno cânion. Como disse, esse córrego é um dos que despencam serra abaixo na direção leste e ajudam a engrossar o Rio Vargem do Braço. Comecei a caminhar às 8h40 e desci acompanhando o tal rio profundo até atravessá-lo facilmente pelas pedras depois de 17 minutos. Nessa descida, com o dia bem limpo (ao contrário de ontem), vou estudando o terreno à minha frente: uma muralha de morros bem altos com extensas faixas de floresta para complicar. Do ponto de vista que eu tinha tracei um caminho que me pareceu ser o mais desimpedido para a subida. No vale atravessei às 9h30 um bonito riacho com uma quedinha, abandonando com isso as trilhas de boi, que seguiam sem cruzar o riacho. Comecei a subir a encosta do alto morro sem trilha alguma, o que começou a me deixar ressabiado pois isso podia significar não estar num bom caminho. Porém, para minha surpresa, o gps confirmou esse trajeto. Pois bem, tanto eu quanto o gps estávamos errados pois aquele não era mesmo o melhor caminho. Devia ter seguido os bois e subido por uma outra encosta mais à esquerda (oeste). Aliás, essa é a proposta do tracklog do Hendrik Fendel (http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=3376898). Esse caminho que eu tracei visualmente, e o gps confirmou, sobe muito, vara uma mata curta porém cerrada (com um plástico azul sinalizando uma entrada menos ruim) e chega ao topo do morro para em seguida... descer boa parte do que subiu atravessando uma florestinha meio complicada. Como se pode ver, um caminho bem ruim. Vale de uma das nascentes do Ribeirão Vermelho De qualquer modo, por um caminho ou por outro, vamos atingir um riacho que é um dos formadores do Ribeirão Vermelho (aonde cheguei às 11h25), caminhar pouco mais de 200m bem junto a ele e abandoná-lo para subir a encosta da direita por trilhas de vaca ainda. Mas não sem antes encher todos os cantis pois seria a última água do dia. Essa nova subida amplia muito a visão do horizonte em todas as direções e às 12h35 já tenho à direita (leste) um profundo e belíssimo vale que se abre lá embaixo no Rio Vargem do Braço, com um povoado e a torre de uma igreja. Para trás, é possível visualizar grande parte do caminho percorrido, desde o Morro das Pedras, pelo menos. E subindo um pouco mais enfim surge à minha frente na cota dos 1222m o imponente e desafiador Pico do Tabuleiro, num ângulo em que o cocuruto que o acompanha fica à direita. Fiquei feliz por vê-lo finalmente, porém o que eu temia se concretizou: entre mim e ele um enorme e profundo vale recoberto de florestas. Qual caminho seguir? Muitas surpresas e perrengues estavam prestes a começar. Mas antes uma boa surpresa, uma nova vista de Floripa, ainda mais próxima e mais bonita. Porém duas centenas de metros depois a má notícia: os trilhos e caminhos de boi desaparecem completamente, o que de cara torna a caminhada menos óbvia. Passo então a descer às 13h50 a encosta de gramíneas sem trilha alguma e na lenta aproximação com o pico um caminho vai parecendo o menos ruim: à direita, uma continuação natural da crista, porém mais baixa, serve como um selado ligando a montanha que desço ao maciço do Pico do Tabuleiro, mais exatamente ao cocuruto vizinho ao pico. Porém esse selado também não deixa de ter suas faixas de mata e trechos mais íngremes, ou seja, não seria um caminho fácil. Selado cheio de mata fechada que tive que atravessar sem trilha Atinjo o ponto mais baixo do grande selado sem grande dificuldade (1059m), mas aí começam os fragmentos de mata. Como a chegada nessas matinhas se dá sem trilha alguma, perco algum tempo procurando uma entrada nelas que seja menos difícil e aponte para um possível caminho lá dentro com menos enrosco na vegetação cerrada, mas é praticamente em vão, não há mesmo um caminho, apenas vara-mato. Os quatro segmentos de mata do selado têm entre 40 e 200 metros de extensão cada um, mas fora deles também era difícil avançar pois a vegetação compacta de cerca de um metro de altura dificultava bastante cada passo. Uma camiseta de manga longa aqui é uma ótima dica para não chegar ao pico e ao final da travessia com os braços pegando fogo de tão lanhados. Após o quarto e último trecho de mata, o mais curto deles, termino de subir ao topo do cocuruto vizinho ao pico pelo capim baixo, porém com uma novidade, espinhentos gravatás, que insistem em espetar e cortar as pernas. Com o dia findando, às 18h, parei ali mesmo no alto do cocuruto e montei a barraca sobre um rastro de trilha que apareceu do nada. Altitude de 1206m. De novo tive uma visão privilegiada da Grande Floripa à noite, com a extensa massa de luzes amarelas espalhadas pela ilha e pelo continente. Nesse dia caminhei 6,7km. Nascer do sol na direção de Floripa 4º DIA - DO COCURUTO VIZINHO AO PICO DO TABULEIRO A CALDAS DA IMPERATRIZ Do local onde acampei eu tinha o grande platô do Pico do Tabuleiro bem à minha frente, porém com um profundo vale nos separando, e, pior, forrado de densa floresta. Mas explorações na noite anterior deram esperança de haver uma tênue trilha por essa mata. Outro fator importante a considerar é que eu deveria transpor essa mata necessariamente na direção da língua de vegetação rasteira que desce do cume para tornar viável a ascensão do outro lado. Desmontei a casa e parti às 7h31, adentrando a tal mata em menos de 100 metros. Dentro dela, procurando aqui e ali, um caminho foi se definindo e desceu bem forte e íngreme até um leito seco de rio. A primeira parte, portanto, já havia cumprido. Um pouco à direita, caminhando pelo leito seco, encontrei água parada porém limpa, que consumi sem problema. Restava encontrar a continuação do caminho para subir enfim a encosta do pico. Aí já não foi tão fácil. Não encontrei trilha e adentrei a calha de um outro córrego seco que parecia ir na direção desejada. Aqui, sem trilha, sem visão nenhuma e tendo de alcançar a ponta da única faixa de vegetação baixa que desce do cume, tive de lançar mão de um ponto previamente gravado no gps e traçar uma reta até ele para não ficar varando mato em várias tentativas sem sucesso. Assim, ao sair da calha do córrego seco procurei algum caminho orientado pela direção apontada pelo aparelhinho. Depois de vários enroscos e espinhos, encontrei algo que parecia ser uma tênue trilha que subiu, passou por outra água parada (mas limpa) e saiu da floresta às 8h53 exatamente na língua de mato que dá acesso ao cume - ufa! Vale do Rio Vargem do Braço Mas ainda faltava vencer um desnível bastante íngreme de quase 100m sem uma trilha bem definida, o que me matou logo cedo. Após subir com cuidado algumas lajes de pedra inclinadas e altas quase no topo, alcancei finalmente o cume do Pico do Tabuleiro às 9h38, confirmando seus 1249m de altitude. Explorei as bordas do grande platô para registrar a espetacular paisagem e caminhei (por trilha bem definida) até a ponta sudoeste para uma visão do caminho percorrido desde o Morro das Pedras, ainda no primeiro dia da travessia. A noroeste, é possível ver os carros passando na BR-282, rodovia pela qual vim de Floripa, e o posto Ipiranga do trevo de São Bonifácio. A nota negativa ficou por conta do lixo deixado pelos farofeiros que acampam numa grande clareira a oeste do cume, exatamente onde chega a trilha que sobe de Caldas da Imperatriz. Deixei o cume às 10h53 por essa trilha e levei bem mais tempo do que imaginava para chegar a Caldas: 3h40. A trilha, ao contrário do que havia lido, é bem aberta e marcada, sem nenhuma dúvida. O que acontece é que em alguns trechos os bambuzinhos projetam as folhas no caminho, raspando nos braços. De novo uma manga longa vai bem. BR-282 vista do Pico do Tabuleiro A descida é toda feita na sombra da mata e é bem íngreme no começo, perdendo altitude rapidamente. Há duas pequenas clareiras que servem como mirante (uma na cota de 986m e a outra na de 857m), mas em outros momentos também é possível ver entre o arvoredo a grande muralha do Pico do Tabuleiro ficando para trás. Às 14h, aos 439m, cruzei um pequeno curso-d'água que pode molhar a goela seca mas não parei pois topei com uma cobra marrom clara de tamanho médio bem ao lado (e eu ainda tinha água de reserva). Mais 13 minutos e aparece um casebre de madeira deserto no meio do nada com placa de "Sítio Orgânico Montanha do Tabuleiro". Após uma plantação de eucaliptos desemboco numa outra trilha e vou para a direita. Essa vai se transformando numa estradinha precária até terminar às 14h32 numa rua concretada de um bairro, exatamente onde um pé de mexerica carregado me convida a adoçar a boca. Dali bastou tomar à esquerda a rua concretada (que se assemelha a uma rua particular) e descer até a rua principal, onde há um portal de concreto com o número 2479 e um ponto de ônibus de cada lado. Altitude de 163m. Em poucos minutos tomei do outro lado da rua o circular Floripa-Caldas da Imperatriz que saiu do ponto final ali próximo às 15h15. Esse ônibus tem ponto inicial na plataforma 1 do mesmo terminal da Praça 15 onde tomei o ônibus São Bonifácio alguns dias antes. Nesse dia caminhei 7,8km. Total da caminhada: 33,2km Pico do Tabuleiro visto da descida para Caldas da Imperatriz Informações adicionais: O site oficial do parque é http://www.fatma.sc.gov.br/conteudo/parque-estadual-da-serra-do-tabuleiro. Horários de ônibus: O nome oficial do terminal da Praça 15 é Terminal Urbano Cidade de Florianópolis. . Floripa-São Bonifácio (empresa TCL - http://www.transportescapivari.com.br) - plataforma 5 do terminal da Praça 15 - R$16,25: seg a sáb - 12h10 e 17h50 dom e feriados - 17h50 . Floripa-Caldas da Imperatriz (empresa Imperatriz) - plataforma 1 do terminal da Praça 15 - R$5,40: consultar o site http://www.avimperatriz.com.br Cartas topográficas: . São Bonifácio - http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/mapas/GEBIS%20-%20RJ/SG-22-Z-D-V-3.jpg . Santo Amaro da Imperatriz - http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/mapas/GEBIS%20-%20RJ/SG-22-Z-D-V-1.jpg Rafael Santiago maio/2013 Percurso na carta topográfica: Percurso na imagem do Google Earth:
  8. 1 ponto
    Se tiver afim de trocar informações, fotos e energias positivas: 💖 - www.instagram.com/guiint Pedra da Macela (1840 metros) • Trilha Fácil • Cunha/Paraty Reunida a galera partimos subir a Pedra da Macela durante a madrugada para ver o céu estrelado enquanto o Sol nasce no horizonte atrás de Angra dos Reis e Ilha Grande. Apesar do frio de 10°C e do ventinho gelado da Serra, a subida íngreme e asfaltada (mas um pouco esburacada) foi tranquila, mais fácil do que a descida, talvez pelo efeito psicológico que andar a noite nos proporciona, ao não vermos o caminho a frente temos a sensação de que o percurso é bem mais curto que realmente é, ou na verdade o nosso cérebro só está aí pra pregar uma peça na gente ? Hehehe Chegando no topo vi o mais lindo céu aberto e estrelado, o maravilindo Sol nascendo e iluminando toda aquela beleza natural única. Não estávamos sozinhos, dezenas de pessoas também puderam contemplar esse momento enquanto acampavam ou namoravam, registravam suas selfies e até mesmo formavam grupos de orações, tudo muito significativo pra cada um. Descemos e aproveitamos o resto do dia em uma bem cuidada plantação de lavanda do Contemplário (de quebra trouxe um hidromel da região pra tomar enquanto assisto Vikings e alguns biscoitos de lavanda, mais exótico do que gostoso 😬); almoçamos e comemos umas frutas do pomar do próprio restaurante (economia total na sobremesa) enquanto na TV passava a surra da França em cima da campeã moral Croácia; conhecemos a Cervejaria Artesanal Wolkenburg e tomamos umas cervejas feitas sob a Lei da Bavária, alemã, assim como os donos carismáticos do local; faltou conhecermos a Cachoeira do Pimentas, mas fica pra uma certa próxima visita a Cunha... Quem fizer a trilha para a Pedra da Macela faça um duplo favor pela natureza: recolha o seu lixo e os demais que puder ver pelo caminho.⚠️
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    Prazer galera, me chamo Douglas e esse é meu primeiro post. Depois de quase quatro anos tomando coragem finalmente resolvi fazer a viagem de minha vida, me restam apenas dois meses em meu trabalho e minhas coisas estão quase todas compradas. Quero perguntar a quem já fez ou está fazendo o mochilão roots, sem grana, como e onde vocês dormem? Posto de gasolina? Beira mato em rodovias? Onde ficam a noite para ter mais segurança? Forte abraço e obrigado pelo ajuda. @edit Não é sempre que se vai poder contar com hostel e couchsurfing.
  10. 1 ponto
    Há 2 anos, insatisfeita com a vida já aos 24 anos, me via sendo engolida pelas responsabilidades, pelo trabalho, pela falta do inglês e pelos estudos que patinavam e não saiam do lugar. E mesmo começando a estudar, via um longo caminho desanimador pela frente. Via os dias, as semanas e os meses passando e não aprendia, não vivia, não conhecia lugares e pessoas novas. Foi quando me dei conta que ainda só tinha 24 anos e poderia traçar uma vida completamente diferente da que eu estava traçando. Percebi que toda aquela pressão de ter uma boa formação, uma boa carreira e até mesmo uma orientação sexual diferente do que eu realmente tinha, nada mais era do que a vontade das outras pessoas na minha vida. Senti então que eu precisava sair daquele ciclo vicioso pra poder ser eu mesma. Comecei a ler sobre mochilões, viagens low cost, histórias que me encantaram e realmente ganharam meu coração. Fiquei um ano pesquisando todas as possibilidades sobre esse tipo de vida e essa vontade crescia cada vez mais dentro de mim. Ao mesmo tempo, sentia um medo gigantesco de entrar em uma porta completamente escura. Em abril do ano passado, sai do trabalho que me engolia dia a dia e aí tive que decidir entre colocar em prática aquela loucura que vivia crescendo na minha cabeça e que ninguém botava fé que eu faria ou procurar um outro emprego pra viver naquele padrão que todo mundo estava acostumado. Deixei uns meses passar, por pura falta de coragem, mas eu sabia que não poderia mais viver daquele jeito. Foi quando, com um frio enorme na barriga e com as mãos suando, decidi dar o primeiro passo e comprar a passagem de avião só de ida pro Uruguay para o dia 29 de Julho de 2017, onde começaria minha nova vida, sozinha, livre de qualquer rótulo, pra eu crescer e amadurecer da forma que quisesse. Sai do Brasil com um medo que não tinha tamanho, com uma ansiedade maior ainda, mas uma sede de vida muito maior que qualquer coisa que pudesse me impedir. Hoje faz 7 meses que eu sai e quando olho pra tudo que vivi nesse tempo eu digo com toda a certeza desse mundo que foi a melhor escolha que fiz na vida, por todas as experiências e aprendizado que têm me proporcionado. Eu cruzei cidades e países sem precisar gastar com hospedagem e transporte durante toda a viagem, pedindo carona e usando o Couchsurfing. Muito mais que uma economia, o valor real dessas experiências é perceber o quanto as pessoas podem ser boas e gentis sem "ganhar nada em troca". O nada se transforma em tudo, quando percebemos que em cada "sim" para uma carona ou uma estadia ganhamos momentos e memórias de lugares e pessoas que vão marcando nossa vida, assim como deixamos um pouquinho de nós em cada uma delas. Assim, cruzei de carona a Patagônia Argentina, a Patagônia Chilena e subi até o Atacama, onde estou vivendo há alguns meses pra reabastecer as reservas. Neste tempo, tive experiências incríveis como dirigir pela primeira vez um caminhão (carregado) em plena estrada, acampar na beira da estrada, tomar banho em posto de gasolina, me hospedar em um veleiro de graça durante 4 dias na última cidade do mundo e pilotar o mesmo (pela primeira vez na vida) no canal mais austral do mundo. Conheci o parque nacional Torres del Paine, onde por falta de experiência não consegui completar o circuito W e tive inflamação nos dois joelhos e aprendi que nem tudo dá certo como planejamos ou queremos. Fiquei em casas de famílias, de casais, de amigos, de parentes e conheci pessoas de diferentes classes sociais, crenças e estilos. Conheci um casal que me acolheu em sua casa como uma filha em um povoado de 3 mil habitantes, tomei Mate com meus amigos de estrada, aprendi a fazer macarrão artesanal, alfajor caseiro, pizza e empanadas. Passei um dia com as crianças carentes de Bahia Blanca e vi o quanto temos a dar e a receber. Ajudei a levantar paredes de madeira em um hostal em El Bolson, aprendi a fazer Adobe e reformar um hostal no deserto e tenho coleção de pores do sol presenciados. Trabalhei e continuo trabalhando por mais algumas semanas em uma agência de turismo em San pedro de Atacama, conheço gente todos os dias, erro e aprendo todos os dias e daqui um mês sigo minha viagem. Parece muito tempo pra alguns e pouco tempo para outros, mas ainda é só o começo da minha vida. https://www.instagram.com/jevalcazara
  11. 1 ponto
    7 dias na chapada diamantina - de 2 a 9 de junho/18 Deixando meu relato de uma semana no paraiso, opss...chapada diamantina! vou tentar ser suscinto dessa vez...rs Bom , fui agora no inicio de junho-18..... sozinho, sem carro e sem cia Sai de sampa dia 1, voando latam, fiquei um dia em salvador ate pegar o busao pra lencois, que só sai as 23 hrs..chegando la por volta de 6 da manha !! vi muitos foruns, fiz contato com mochileiros, e vou ser categorico! Chapada diamantina sem carro = vc tem sim que contratar agencias se quiser fazer os passeios mais foda! eu pus na ponta do lapis, e sozinho e alugando carro, ficaria mais caro, mais cansativo e mais perigoso alugar carro, e isso uma semana apos a greve dos caminhoneiros no brasil, imaginao o preco da gasolina..inviavel Bem, apos muita pesquisa e whatssap, fechei meus 4 dias de tour com a CIRTUR turismo. Nao costumo fazer propagando de graça, mas essa agencia foi muito boa, e com um bom custo beneficio. A equipe é otima, os guias sao foda, a dona é uma pessoa muito atenciosa, os lanches e almoços foram impecaveis, enfim, so tenho uma nota a dar: 10 ! Vamos ao que interessa: DIA 1 - Cachoeira do buracao! sim, comecei minha aventura pela chapada pelo passeio mais foda, e realmente é ! Como eu fiz minha base em lencois, todos meus passeios sairam de la. a ida pra chegar ate a cidade que fica esta cachu dá quase 3 hrs de carro, claro que tem umas paradas pra banheiro e cafe, mas é um pouco cansativo. Apos chegarmos la, ainda tem mais uma trilha de quase uma hora, no qual passamos por algumas quedas dagua e outras cachoeiras maiores. A trilha em si ja é um atrativo a parte. Enfim, buracao! chegamos no fundo do canion e colocamos os coletes ( obrigatorio) e seguimos pelos paredoes do canion ate nos depararmos com a imensidao que é esta cachoeira ! simplesmente a cachoeira mais foda que ja vi ( em termos de volume força da agua). um espetaculo. tentei chegar perto da queda mas nao dá, venta demais e a fumaçeira de agua que faz , começa a atrapalhar a respiraçao. Ficamos ali quase uma hora e meia apreciando aquela maravilha e boiando naquelas aguas escuras...felizmente estava um sol legal e a agua nao tava tao gelada. Na volta, aproveitamos a correnteza e descemos pelo canion ate o ponto de entrada na cachoeira. Mais uma hora de trilha, e voltamos pra van, chegamos em lencois, quase 7 da noite. DIA 2 - *** hospital*** Tive que cancelar este dia de passeio, pois passei mal e fiquei de molho, dica importante ! deixem sempre uns 2 dias off pra nao comprometer a viagem. Uma torção no pé, uma dor de barriga, um mal estar, ninguem esta livre Dia 3 - poço encantado e poço azul um passeio tranquilo e nao muito distante, visitamos estes dois poços: no primeiro, o poço encantado, é apenas para contemplaçao, nao pode entrar na a´gua. na entrada da caverna tem uma lojinha com alguns souvenirs, doces tipicos, e muitos macacos interagindo com a galera. saimos de la , em direçao ao poço azul, neste sim, vc pode entrar e fazer flutaçao. há uma fenda na caverna por onde entra o sol que bate diretamente na agua, crianco um efeito incrivel. uma experiencia otima pra quem nunca fez esse tipo de coisa. obrigatorio uso de coleta e nadadeiras. agua cristalina, visibilidade 100% ate o fundo do poço, que dá quase 20 metros de profundidade, se nao me falha a memoria. DIA 4 - cachoeira da fumaça + riachinho A trilha para a cachoeira da fumaça é um pouco chatinha, os 800 metros iniciais sao de subida, entao tem que ter um certo preparo fisico e paciencia, porem depois desse trecho a trilha é plana, e com algumas areas alagadas, ate o joelho, bota é essencial.... depois de quase 3 horas chegamos no famoso e perigoso mirante. A vista é espetacular mas nao me senti nada a vontade em ficar sentado naquele precipicio, sao so 600 metros de queda livre...rs Depois de quase uma hora ali tirando fotos e apreciando a cachoeira, fomos pro outro lado , ver a fumaça de outro angulo, que a meu ver, era bem melhor e menos perigoso. o guia nos disse que a trilha para fazer a fumaça por baixo dura 3 dias....e dá quase 30 km. Mas deve ser bem interessante. Demos sorte por que pegamos a fumaça cheia, entao o poço la embaixo estava bem cheio. Hora de encarar quase 3 hrs de trilha e entao ir pra cachoeira do Riachinho, bem ali proximo, mas ficamos pouco, coisa de meia hora, que foi o suficiente. DIA 5 - DIA OFF no dia seguinte é que vc ve os estragos no corpo: meu joelho ficou doendo e de umas bolhas nos pés, nada serio, mas tirei um dia off pra ficar de boa e dar um role por lencois e dormir bastante. DIA 6 - MORRO DO PAI INACIO, cachoeira do diabo, gruta lapa doce Ultimo dia de passeio com a agencia....o passeio mais classico! (Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Gruta da Pratinha, Gruta Azul e Morro do Pai Inácio) o dia começou feio e chuviscando, passamos pelo poço do diabo, mas devido as chuvas, a queda dagua estava muito forte e o guia nao recomendou que entrassemos, pq estava perigoso. tiramos fotos e ficamos curtindo a paisagem, e na volta, quase pisamos numa cobra na trilha...por sorte foi so um susto. saimos de la e ficamos comprando besteiras na lojinha da entrada, tem coisas boas e baratas. De la fomos pra gruta lapa doce. Realmente incrivel e gigantesca, com muitas formaçoes interessantes, e um silencio e escuridao incriveis la dentro. o percurso total dá cerca de 1 km, e dura cerca de 35- 40 minutos. apos, almocamos e fomos para a Fazenda pratinha. Uma propriedade particular com varias atracoes, sendo as principais a gruta da pratinha, onde vc pode pagar a flutuaçao e adentrar na caverna. foi legal, a agua cristalina, vc ve peixes de tamanhos e cores variadas e ate tartarugas. So que eu me senti um pouco desconfortavel, pq em alguns momentos, deu uma sensacao de claustrofobia, em certos trechos sua cabeca quase toca o teto da caverna, entao se nao curte essa situaçoes, repense. A flutuacao custa 40 reais,e dura cerca de meia hora. Depois fomos para o Rio, que tem um tom de verde sensacional, demos uma volta pela área verde, interagimos com macacos, etc. No final fomos na gruta azul, bastante similar ao poço encantado, porem nao pegamos o raio de sol adentrando na caverna, nem foto tiramos. Pra fechar os passeios na chapada, o cartao postal: Morro do Pai Inácio. Muito legal, a subida é tranquila, muito bom ficar curtindo aquele visual sensacional, com o barulho do vento ou apenas o silencio..... conseguimos ficar pra ver o por do sol, que visto de lá, é realmente muito bonito, conseguimos gravar... DIA 7 - ULTIMO DIA - CURTIR ATRAÇOES GRATUITAS NA CIDADE DE LENÇOIS os lugares mais foda da chapada, realmente tem que ir de carro ou via agencia, mas felizmente tem coisas perto pra fazer : cachoeira do serrano, cachoeirinha, cachoeira da primavera, saloes de areia, ribeirao do meio.....com excecao do ultimo , fiz todos em apenas um dia, e de graça. fica a poucos minutos do centro de lencois e nao necessita guia. Bom pra repor as energias e fazer uma pausa entre dois passeios que sejam muito desgastantes. Fim do dia, hora de arrumar as malas e esperar o busao as 23 hrs com destino a salvador *** DICAS GERAIS **** . REalmente a chapada diamantina e a mae das chapadas, tudo é muito grande, bonito, distante a natureza exuberante, e a diversidade de atracoes nao se ve em nenhuma outra chapada lencois e uma cidade pequena, eu achei que os hostels deixaram bastante a desejar, mas nem vou comentar quais eu fiquei....a cidade tem bons restaurantes e cafes, para todos os gostos e bolsos A chapada diamantina nao é um passeio barato - vc vai gastar uma boa grana, seja alugando carro seja contratando agencias, seja pondo gasolina no seu carro....as atracoes sao muito distantes entre si. Na chapada NAO rola essa cultura de carona, como existe em veadeiros. La, NAO espere encontrar outros turistas com vaga no carro pra oferecer pra vc, isso deve rolar, mas é bem raro, pq quem vai, ou ja vai com grupo pronto, ou ja contrata agencia. Vi uma garota la perdidinha,achando que ia rolar esquema de carona, nao levou grana e se fu***. Ficou sem fazer a maioria dos passeios tops. lencois tem uma estrutura basica, a cidade é pequena, se ocorrer algo grave, tera que ir pra cidade de seabra, uma hora e poquinho de carro dali, foi isso que aconteceu com uma colega nossa.... veja se sua agencia oferece seguro de vida e de acidentes, pq nao e dificil se machucar nesses passeios nao, por isso cautela, usar bota de trekking, bermudao, prestar atencao se nao tem cobra nas trilhas ( na cachu do diabo, quase pisamos numa cascavel...) enfim, todo cuidaod é pouco por que se precisar de socorro, lencois é uma cidade bastante limitada ! Gastos aproximados: Aviao SP- SSA= 340 reais acomodação ( hostel) = 350 reais alimentação = 300 reais passeios = 900 Reais ( 4 dias de passeio com agencias, conforme detalhado acima) bus- salvador lencois = 170 reais ( ida e volta) seguem os videos que fiz dos meus passeios, ficaram bem legais, espero que possa ajudar voces a ter uma ideia da beleza que é este lugar . bom passeio pra voces !
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    Olá, pessoal! Eu fiz uma postagem aqui pré-viagem sozinha em 2013 e calhou de ser a melhor viagem da minha vida, então resolvi voltar com o mesmo intento. Estou planejando uma viagem para Índia e Nepal em novembro desse ano. É, sei que pelo destino, dá pra achar que as coisas estão sendo resolvidas em cima da hora, mas foi praticamente um chamado (especialmente por causa do Nepal e suas trilhas absurdamente incríveis). Estou no processo de montar o roteiro agora, então, aceito o que vier de conhecimento. E se alguém estiver interessado em compartilhar o destino - ou parte dele -, será extremamente bem-vindo. Eu estou com a passagem de avião comprada para o dia 12 de novembro e vou colocar abaixo qual é a minha ideia inicial para divisão do tempo na viagem. É tudo muito desconhecido, muita gente está levantando a sobrancelha pra eu fazer isso sozinha (especialmente por ser mulher e por ser Índia) e eu já vivi histórias complicadas quando fui para a Bolívia... mas realmente senti como um chamado mesmo. Quem quiser conversar comigo pode comentar abaixo ou mandar um e-mail para [email protected] Gosto muito desse site e já conheci uma guria com uma vibração muito boa por aqui! Segue abaixo o pensamento inicial (bem inicial mesmo) de roteiro: Dia 1 - Nova Déli Ajustar corpo ao fuso horário e resolver questões iniciais (trocar moeda, etc) Dias 2/3/4 Conhecer o que for possível na Índia (arredores de Déli, templo budista, viagem de trem...) Dias 5/6/7/8/9/10/11/12/13/14/15/16 *Primeiro dia conhecer Catmandu Outros 11 dias para fazer a trilha (escolher trilha com previsão de até 10 dias, provavelmente circuito Annapurna Mountain Range) Últimos dias divididos entre Catmandu e volta para a Índia Sintam-se à vontade para sugerir, palpitar, mandar boas energias... estou aqui para isso!
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    Olá, pessoal. Acompanho o fórum há muitos anos, mas nunca havia feito nenhuma contribuição. Recentemente, em fevereiro e março deste ano, fiz um mochilão de 30 dias por Bolívia, Peru e Colômbia e gostaria de compartilhar com vocês um episódio bem lamentável que ocorreu comigo. Sei que a intenção aqui também é compartilhar as experiências positivas e relatos de viagem, algo que também pretendo fazer. Essa viagem foi incrível e a Bolívia é maravilhosa. Não quero com este post desestimular ninguém, muito menos generalizar todo um país. Apenas compartilho o que aconteceu comigo, para que outras pessoas possam se prevenir e encarar uma situação dessas com mais preparo e informação. Aliás, essa é a primeira vez que falo "publicamente" sobre isso, algo que apenas amigos próximos e familiares sabem. Pois bem, eu entrei na Bolívia em um voo, por Santa Cruz de la Sierra, onde fiquei apenas algumas horas até tomar um avião para Sucre. Prestem atenção nas informações que darei agora, elas serão importantes mais adiante. Quando desembarquei e fui passar pela imigração, entreguei meu passaporte à funcionária e informei quantos dias permaneceria no país, conforme ela me perguntou. Ela me entregou o passaporte carimbado e foi isso. No avião preenchi um cartão a Receita Federal boliviana, com informações básicas para entrar no país. Este papel eu tive que entregar na Aduana e lá ficou. Lembro de ter perguntado se eu deveria ficar com alguma cópia ou algo assim, mas me disseram que era aquilo mesmo e que eu poderia seguir. Bom, fui para Sucre e lá permaneci duas noites. É uma cidade incrível, muito segura e tranquila, com a possibilidade única de conhecer mais sobre a história da Bolívia através da visita guiada na Casa Libertad. De Sucre segui para Uyuni, onde passei duas noites: uma quando cheguei, para no dia seguinte partir ao tour de 3 dias pelo Salar e redondezas, e outra quando regressei, para descansar antes de seguir viagem até La Paz. O tour pelo Salar foi maravilhoso, uma experiência única e inesquecível. Nem mesmo os perrengues e as precariedades abalaram a sensação de estar diante de algo totalmente inspirador e novo. Pelo contrário, acho que perrengues e precariedades já eram esperados e até fazem parte deste tipo de roteiro. Fiz o tour com a Quéchua Connection, que prestou um serviço de primeira. O guia José foi atencioso do início ao fim. O grupo, composto por mim, 5 colombianos e um casal de búlgaros, também estabeleceu uma ótima relação. Viajávamos em dois carros: um transportava os colombianos e no outro iam eu, José, o motorista e o casal de búlgaros, Alex e Borianna. Estávamos retornando a Uyuni pela rodovia principal após três dias intensos de tour. Eis que a Polícia Nacional monta um bloqueio na estrada e para o nosso carro. Um policial nada simpático se apresenta e pergunta quem está no veículo, para onde íamos e o que estávamos fazendo. Enquanto isso outros policiais cercam o carro e observam atentamente o interior. Todos estavam com cara de poucos amigos e armas bem grandes nas mãos, tipo aquelas utilizadas pelos seguranças de carro-forte que abastecem os caixas eletrônicos. O motorista então informa que no veículo há dois bolivianos, dois búlgaros e um brasileiro. O policial encarregado pede a identidade dos bolivianos, observa e devolve a eles. Em seguida pede para verificar o passaporte e o visto dos búlgaros (sim, búlgaros precisam de visto para entrar na Bolívia). Os vistos foram examinados sem problemas. Quando chegou na minha vez, o policial me pediu passaporte, tarjeta andina e certificado de antecedentes criminais. Imediatamente gelei. Eu tinha apenas meu passaporte, com o qual tinha entrado no país. Não sou uma pessoa descuidada, tampouco essa era minha primeira viagem. Eu obviamente havia pesquisado muito antes de viajar e sabia quais documentos eram necessários para ingressar na Bolívia. Poderia sequer ter ingressado com meu passaporte, usando apenas a identidade. Enfim, estava com o passaporte e o certificado internacional de vacinação. Nunca, em momento algum, eu havia topado com qualquer informação sobre necessidade de uma tarjeta andina, muito menos de certificado de antecedentes criminais. Por isso, quando o policial fez aquele pedido eu sabia que algo ruim iria acontecer. Informei ao policial que possuía apenas o meu passaporte, mais do que o necessário para um brasileiro ingressar no país. Relatei exatamente como eu havia entrado na Bolívia e o processo na imigração do aeroporto de Santa Cruz e na aduana. O policial, que já não estava alegre, ficou furioso. Disse que brasileiros precisam de certificado de antecedentes criminais na Bolívia, que ele não tinha como saber se eu não era um criminoso, um traficante ou um terrorista. E disse que era inaceitável ter apenas um carimbo de entrada no país no meu passaporte, sem que fosse informado quantos dias eu poderia permanecer, pois assim eu poderia ficar morando ilegalmente na Bolívia se quisesse. Foi então que ele me mostrou que no carimbo de ingresso havia um campo onde estava escrito: "Admitido hasta ____ " e um espaço em branco, onde supostamente a funcionária da imigração deveria ter escrito até quando eu permaneceria no país. Ela não escreveu, apesar de ter feito essa pergunta e de eu ter lhe dado a resposta. Na hora, cercado por policiais irritados e fortemente armados, pareceu que eu havia cometido um crime gravíssimo. Mas depois percebi que foi uma imensa bobagem e explico isso em seguida. O policial também disse que eu deveria ter recebido a tarjeta andina em meu voo. Relatei a ele que tinham me dado apenas o documento que ficou com a aduana, o mesmo que eu havia perguntado se deveria levar comigo e que me disseram para deixar lá com eles. Por fim ele resolveu me aterrorizar (ainda mais). Disse que eu não voltaria a Uyuni, que eu deveria descer do carro e permanecer detido ali, no meio da estrada, e que eu sequer poderia retirar minha mochila do veículo. Disse ainda que eu seria levado a uma delegacia em Uyuni e então deportado ao Brasil. E me ameaçou ainda mais, falando que eu não iria gostar nada do que iria acontecer comigo. Fiquei apavorado, em pânico, mas procurei demonstrar o mínimo possível. Não chorei, não me desesperei e não gaguejei. Segui argumentando educadamente com ele, embora minha vontade fosse dizer o quão absurdo era o que ele estava fazendo.. Felizmente falo espanhol fluentemente, então me fiz entender sem dificuldade. O guia José, ao ouvir as ameaças do policial, saiu do veículo e foi falar com ele, colocando-se entre mim e o policial. Apresentou sua carteira de guia profissional e explicou que eu era apenas um turista. O policial então perguntou: "O senhor é advogado?", ao que José respondeu que não. Então o policial disse: "Então volte para o veículo e permaneça lá. Se o senhor me dirigir mais uma vez a palavra, será preso por obstrução do trabalho policial". Foi horrível, José ficou muito nervoso e voltou para o carro absolutamente calado. Nesse momento eu tive certeza que minha viagem de 30 dias encerraria ali, sem sequer ter completado uma semana. Pior ainda: imaginei que fossem me bater e me roubar, afinal eu estava com toda a grana na minha mochila. Foi então que o policial disse que iria falar com um superior pelo telefone. Após alguns minutos ele voltou e disse que "por hoje" iria deixar passar, mas ressaltou que a Polícia Nacional faz barreiras em todas as estradas e que se me visse novamente no país, eu seria imediatamente deportado. Foi horrível, seguimos a viagem atônitos, todos. José estava constrangido por seus compatriotas e explicou que infelizmente a Polícia Nacional costuma agir desta forma. Os búlgaros também relataram uma série de episódios de abuso policial em seu país. E eu estava apavorado, planejando chegar em La Paz no dia seguinte e ir direto para a Embaixada brasileira. Eis que alguns quilômetros depois havia uma NOVA barreira policial. Foi a cereja que faltava no bolo. Agora sim eu tinha total certeza de que seria deportado. O roteiro foi o mesmo. O policial pediu a identificação de todos, meu passaporte, meu certificado de antecedentes criminais e minha tarjeta andina. Repeti todas as explicações, esperando ser retirado do carro, mas incrivelmente este policial apenas concordou comigo e disse que eu deveria providenciar os documentos. Ele tinha outro alvo no veículo: o motorista. O motorista dirigia com segurança, mas o policial lhe passou um sermão totalmente desnecessário. Enfim, seguimos viagem. Quando cheguei em La Paz, fui até a Embaixada brasileira e relatei o que aconteceu. A funcionária que me atendeu sequer ficou surpresa. Disse que provavelmente o policial queria dinheiro. Mas em nenhum momento ele sequer mencionou algo parecido. Frases como "como podemos resolver isso?" ou indiretas semelhantes não foram ditas. Na hora obviamente eu pensei que iriam me cobrar algo, mas não o fizeram e eu é que não iria oferecer. A Embaixada reforçou que minha situação na Bolívia era absolutamente legal. Que tudo que eu precisava era do carimbo de entrada em meu passaporte, com isso poderia ficar até 90 dias no país (se não me engano era 90, mas já faz tempo e posso estar enganado, poderia ser 30 ou 60, tava tão nervoso que não lembro direito dessa informação). A funcionária disse que certificado de antecedentes criminais é algo exigido apenas para brasileiros que desejam residir na Bolívia, nunca para turistas. Ela recomendou que eu fosse à oficina de migraciones, no Centro de La Paz, para relatar o que houve e solicitar que escrevessem em meu passaporte a quantidade de dias que eu ficaria no país, lá onde dizia "Admitido hasta", no carimbo. Fui até o escritório de imigração, que estava absurdamente lotado e caótico. A muito custo consegui falar com um funcionário, que me atendeu muito mal, ouviu meu relato com uma cara de bunda e disse que não tinha nada de errado com minha situação no país e se recusou a escrever qualquer coisa no meu passaporte. Voltei à Embaixada e contei como havia sido atendido em migraciones, então me deram um número de emergência da embaixada e me orientaram que retornasse a migraciones e, caso se recusassem a atender meu pedido, eu deveria ligar para o número da Embaixada e passar o telefone ao funcionário. Esse número, aliás, é um plantão que estaria à disposição para o meu atendimento 24 horas por dia. Pois bem, voltei a migraciones e fui mais enfático no pedido. O funcionário ficou putaço e me encaminhou a um oficial, que ouviu meu relato com mais atenção e disse para eu ficar tranquilo, pois a Polícia Nacional sequer tem poder para deportar estrangeiros, algo que apenas eles poderiam fazer. E por fim, para coroar essa novela kafkiana, ele escreveu "30 días" no meu passaporte, ali no espaço em que dizia "Admitido hasta" e disse que caso eu fosse importunado pela polícia novamente, deveria dizer que falassem com o "Inspector Gonzalo Murillo" em migraciones. Eu não sabia se deveria rir ou permanecer sério. Se o problema todo era escrever "30 días" no meu passaporte, eu mesmo poderia ter escrito isso com uma caneta, já que o inspetor sequer assinou alguma coisa. (Aliás, no Peru escreveram 30 dias no carimbo de entrada e na Colômbia me deram 60 dias). Aproveitei também para perguntar sobre a tal tarjeta andina e me foi informado que quem ingressa na Bolívia de avião geralmente não recebe esse cartão, apenas quem vem de ônibus, mas que não seria um problema na hora de deixar o país. No fim, quando atravessei a fronteira da Bolívia para o Peru, o oficial de imigração pediu minha tarjeta andina. Eu disse que não tinha e ele me deu uma para preencher na hora, carimbou meu passaporte com o carimbo de saída e foi isso. Eu gostaria de poder dizer a todos os brasileiros que não levem seus certificados de antecedentes criminais ao entrar na Bolívia. Mas eu certamente levarei o meu a partir de agora. Mesmo sabendo, como eu já sabia naquele episódio, que não é algo necessário. Mesmo com toda a garantia dada pela Embaixada e pelo setor de imigração do país. A realidade concreta parece importar pouco diante da vontade de um grupo de policiais fortemente armados em uma estrada no meio do deserto. Nunca vou esquecer aqueles momentos de pânico. Me senti impotente, sem saber como denunciar tudo que aconteceu às autoridades competentes. Não havia identificação no uniforme dos policiais, eu sequer saberia apontar nomes. Também fiquei com muito medo de denunciar e acabei optando por seguir a viagem normalmente. Tudo que eu queria era distância de uma delegacia. Desculpem se este relato mais alarma do que ajuda efetivamente alguém. Mas se isso aconteceu comigo, sabe-se lá com quantos mais pode ter acontecido ou ainda pode vir a ocorrer. A única dica concreta que eu tenho para dar é: andem sempre com o número do plantão da Embaixada. Aqui neste link tem as informações sobre o contato de emergência consular para brasileiros na Bolívia: http://lapaz.itamaraty.gov.br/pt-br/emergencias.xml Agradeço a quem leu até aqui e reforço: a Bolívia é um destino de viagem incrível e insuperável. Mesmo este episódio terrível não estragou a satisfação que tive em conhecer o país e passar vários dias lá. Prometo em breve fazer um relato detalhado de toda a viagem. Abraços!
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    Travessia Parque Estadual da Serra do Tabuleiro São Bonifácio a Caldas da Imperatriz Localizado em uma região estratégica, única e muito especial da Mata Atlântica, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro possui uma ampla diversidade de habitats. Cinco das seis grandes formações vegetais do bioma Mata Atlântica encontradas no Estado estão representados no Parque. Por essa razão, ele abriga uma biodiversidade ainda maior que seus 84.130 hectares poderiam sugerir. O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro ocupa cerca de 1% do território catarinense. Abrange áreas dos municípios de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes. Fazem parte do Parque as ilhas do Siriú, dos Cardos, do Largo, do Andrade e do Coral, e os arquipélagos das Três Irmãs e Moleques do Sul. Fonte: Fatma A ideia da travessia surgiu no início de julho de 2017, exatamente 3 meses antes, em uma das ascensões ao Morro do Cambirela, quando no cume, já praticamente na face oeste do Cambirela, avistei aquela imensidão de montanhas que sugeriam uma travessia muito interessante. Fiz algumas pesquisas na internet, e encontrei dois tracklogs que dariam uma boa base para a travessia. Um deles foi do Rafael Santiago, que acompanhava um breve relato da expedição. O outro era o do aventureiro Hendrik Fendel. Analisei exaustivamente as fotos de satélites, juntamente com os mapas topográficos da região e o tracklogs, mesclando as informações e criando uma trilha que para mim seria mais ideal. Nada muito diferente do que os outros fizeram, mas que de certa forma poderia facilitar um pouco a travessia, visto que existe muita vegetação densa na região, mata fechada mesmo, com poucas trilhas marcadas, e arbustos e capim alto e úmido, que dificultam muito avançar nessa região nessa época do ano. Me preparei juntando alguns equipamentos que ainda não tinha, e fui em busca de um parceiro para a travessia. Tentei convencer dois amigos, mas sem sucesso. Já estava decidido a enfrentar sozinho, quando toquei no assunto da travessia com meu amigo Junior Borttoloto que surpreendentemente na hora comprou a ideia, e se dispôs a compartilhar essa aventura, mesmo com poucos recursos técnicos que dispunha até então. Sem muito tempo para correr atrás de equipamentos, juntou o que pode, e marcamos o dia da travessia. Seria dia 01 de outubro de 2017. Dados da Travessia: Distância Total: 37,5km Tempo Total (não conta tempo acampado): 1 Dia, 19 horas, 3 minutos. Tempo em movimento: 21 horas, 18 minutos. Tempo parado: 23 horas, 03 minutos. Velocidade Média: 0,87km/h Velocidade Média em movimento: 1,76km/k Altitude máxima: 1276 m (Morro das Pedras) Subida: 3072m Descida: 3111m Arquivo do Tracklog: https://drive.google.com/file/d/0B8ysaVUguG6sNDVVZG9tcS1Wcm8/view?usp=sharing Tracklog no Google Maps: https://drive.google.com/open?id=1OZgNa__mw1oh1GEJ94iPz_By8gQ&usp=sharing Primeiro Dia, 01/10/2017 Saímos de casa perto das 8:30 da manhã em direção a São Bonifácio, onde seria o início da travessia. Esta se iniciaria perto do centro da cidade, aproximadamente 4km antes, em uma estrada de terra, onde há uma placa indicando “RIO MOLL”. Se preparamos, e iniciamos a caminhada por volta das 10:10 da manhã. Sol forte, pouco conhecimento do terreno, mas fomos avançando até a casa do Sr. Gilson, na fazenda Recanto das Pedras. Chegamos lá por volta de 11:50, após ter caminhado 4,2km em estrada de chão, numa temperatura média de 30°C. Batemos palma, e ninguém atendeu. A casa estava toda aberta, janelas escancaradas, e para nossa surpresa não havia ninguém em casa. Foi quando avistamos um vizinho em uma casa um pouco antes; e então resolvemos retroceder para pegar informações a respeito do início da trilha que começava nos fundos da casa do sr Gilson. Este nos informou que o sr. Gilson não estava muito contente em liberar a travessia através do seu terreno, porque alguns aventureiros anteriores andaram deixando lixo espalhado pelas trilhas. Falou que ele não deveria voltar cedo para nos conceder autorização; foi então que começamos a pensar que a nossa travessia havia acabado no começo, porque não tínhamos autorização para entrar na propriedade particular. Foi quando o vizinho resolveu autorizar, e disse que poderíamos seguir tranquilos, que ele estava autorizando e iria informar o sr Gilson, que entramos em sua propriedade e sem previsão de retorno; já que sairíamos por Caldas da Imperatriz, e se comprometemos a levar todo lixo que fossemos a produzir. Autorização concedida, o início da trilha foi relativamente fácil; mata fechada, porém com uma trilha bem marcada, seguindo o Rio Moll e cruzando ele por volta de 12 vezes até chegar num primeiro pasto, lugar planejado para o primeiro pernoite. Era 16:10, e resolvemos acampar ali mesmo, após ter caminhado um total de 7,7km. Km total: 7,7km Tempo em movimento: 02:46:15 Tempo parado: 03:17:50 Altitude inicial: 443m Altitude final: 738m Perda elevação: 42m Ganho de elevação: 338m Algumas fotos desse dia: Segundo Dia, 02/10/2017 Tivemos uma noite tranquila devido ao lugar isolado e cercado por montanhas; sem vento, temperaturas amenas, e o som do Rio Moll proporcionaram uma noite de sono recuperadora. Após o café, partimos as 8:55 do primeiro acampamento; cruzamos o Rio Moll mais algumas vezes seguindo seu curso rio acima, e rapidamente chegamos a outro pasto, que também seria um excelente local para acampamento. Nosso objetivo do dia era acampar no Morro das Pedras, próximo do Cânions onde se tem uma vista da Ilha de Santa Catarina. Continuamos avançando e as 10:00 cruzamos o Rio Moll pela décima sexta vez, seria a última; porque no pasto seguinte nossa direção passou de norte para leste, iniciando uma subida muito acentuada em meio a mata, passando de 780m para 1100m. A visão do pasto lá embaixo deixava ainda mais evidente o quanto nós estávamos subindo. Nessa subida, após passar um colchete (porteira de arame), deveríamos ter coletado água num riacho que fica aproximadamente 50 metros após o colchete; mas na empolgação de avançar acabamos nos dando conta apenas lá em cima que estávamos ficando sem água. Foi quando começamos a racionar, até encontrar uma água parada e turva, próxima a um lamaçal e então usamos clorin para purificar. Já que não tínhamos previsão de encontrar agua tão cedo, resolvemos levar uma reserva para cozinhar. Caminhamos por mais uma hora; quando de repente o tempo começou a fechar rapidamente. Era nítido que não escaparíamos de uma chuva nesse dia. E foi só pensar, que em menos de 5 minutos começaram os primeiros pingos. Foi nesse momento que avistamos no horizonte pela primeira vez o cume Pico do Tabuleiro. Apesar de ainda estar cedo, começamos a procurar um local para acampar e descansar. Não chegamos nos cânions como pretendido, mas já estávamos no Morro das Pedras. Armamos as barracas, jantamos, e em seguida começou a chover muito forte, fez muito frio, e o vento pegou em cheio até umas 2 da manhã. Km total: 4,4km Tempo em movimento: 02:04:47 Tempo parado: 04:24:45 Altitude inicial: 735m Altitude final: 1195m Perda elevação: 34m Ganho de elevação: 494m Algumas fotos desse dia: Terceiro Dia, 03/10/2017 Após uma noite muito fria e com muito vento, acordamos por volta das 7:00 com tudo molhado e úmido. Deixamos o café de lado, tentamos secar o máximo possível e levantamos acampamento partindo as 9:00 rumo ao norte no morro das pedras. Ventava muito no local, e a temperatura por volta de 12°C naquela manhã nos dava uma sensação muito mais fria do que realmente estava. Por volta das 10:10 paramos para tomar café quando o sol já estava mais agradável, e abrigados do vento por alguns montes em volta. Continuamos avançando; e 200 metros a frente e 1256m de altitude, encontramos um outro local de acampamento, com uma fogueira cercada por pedras, panelas, e até um par de sandálias abandonado. Por todo trecho dessa travessia encontramos muito lixo, e tudo que foi possível levar nós levamos. Havia muito papel de bala, band-aid, etc. O que era leve e possível de carregar nos levamos para dar um destino adequado em casa. Seguindo viagem, logo a frente cruzamos a nascente do Rio dos Porcos, aonde tivemos que atravessar uma pedra por onde a água escoava, muito lisa e com limo. Vale lembrar que é muito bem-vindo um par de bastões nessa travessia. Eram 14:30 quando paramos para almoçar num trecho onde cruzamos um riacho, o local era ideal para o almoço. Lavamos algumas meias, secamos os pés, almoçamos, lavamos as louças e após uma hora e meia seguimos nosso curso na margem direita desse riacho, até encontrar nosso próximo ponto para acampamento. Chegamos no limite do pôr do sol, as 18:05 começamos a armar as barracas, e fomos coletar mais agua para fazer a janta. Este local é muito bom para acampar, tinha algumas pedras no centro do pasto, que permitem fazer uma fogueira se necessário - o que não fizemos - e um riacho bem perto para coletar água. Logo começou a cair um orvalho que molhou tudo rapidamente. Pegamos mais água, e fomos descansar. Km total: 7,3km Tempo em movimento: 03:46:55 Tempo parado: 05:37:04 Altitude inicial: 1191m Altitude final: 951m Perda elevação: 525m Ganho de elevação: 288m Algumas fotos desse dia: Quarto Dia, 04/10/2017 Nesse dia acordamos por volta das 7:30, e ainda muito cansados preparamos o café, levantamos acampamento e logo partimos. O objetivo era seguir a oeste partindo do acampamento, seguindo sem cruzar o riacho onde tem uma cachoeira. A ideia era não cruzar uma mata fechada, densa e sem trilha, que segundo Rafael Santiago é muito difícil de avançar, caso houvéssemos cruzando o riacho e seguindo o rastro dos bois. Foi nesse trecho que optamos pelo caminho do Hendrik, perdendo altitude, mas contornando essa mata difícil de atravessar. Na saída, acabamos saindo para sudoeste devido a um erro de interpretação e navegação, e acabamos perdendo 25 minutos. Rumo certo, e seguimos em frente. Após 1 hora de caminhada, encontramos um espaço no pasto que havia sido usado como acampamento recentemente; talvez 3, 4 dias atrás. Paramos as 12:30 para almoçar, e continuamos as 14:00 rumo ao norte, subindo cada vez mais, até alcançarmos 1236m, tendo uma visão do imponente platô do tabuleiro a nossa frente, visto de sua face sul. Nesse momento parecia estar muito perto. Estávamos enganados! Nesse dia, o objetivo seria acampar no cocuruto vizinho ao platô, para no dia seguinte atacar o cume pela manhã. Quando percebemos que não conseguiríamos chegar, resolvemos acampar em um descampado próximo aos cânions a 1073m, no pé do cocuruto, e com uma bela visão da ilha de SC. Outra vantagem é que nesse local tem sinal de celular, bom para dar o ar das graças em casa. Nesta noite ventou forte! Tão forte que achamos que as barracas não iriam aguentar, mas aguentaram! Km total: 6,7km Tempo em movimento: 03:29:10 Tempo parado: 04:33:00 Altitude inicial: 961m Altitude final: 1073m Perda elevação: 263m Ganho de elevação: 374m Algumas fotos desse dia: Quinto Dia, 05/10/2017 No último dia levantamos cedo, e partimos 7:40 logo depois de desmontar o acampamento. A caminhada logo começa em meio aos arbustos, e já enfrentamos dificuldades logo no início do dia. Tentando desviar um longo trecho de mata que havia entre nós e o cocuruto ao lado do pico, resolvemos seguir para oeste logo em seguida, contornando essa vegetação densa. Mas para isso precisávamos passar por outra área de uns 30 ou 40 metros de vegetação sem trilha, com arbustos e bambus que nos faziam andar dois passos para trás a cada um para frente. Não foi nada fácil passar essa mata estreita, porém sem trilha que tornaram essa manhã muito difícil. Cruzando essa mata, atravessamos um riacho, coletamos água e seguimos novamente para o norte rumo ao pico vizinho. Neste trecho há muito gravatás, uma planta de altura média com muitos espinhos que volta e meia raspavam nas pernas e espetavam mesmo por cima da calça. Nessa hora um facão faz toda diferença. 11:20 chegamos no pico do cocuruto vizinho, almoçamos e as 12:20 começamos a descer um pequeno vale no lado norte desse pico, afim de atravessá-lo para atacar o cume do platô pelo lado leste. Em meio a vegetação densa, uma descida muito íngreme, mas com uma boa trilha na primeira metade. Depois entramos em um trecho que não haviam trilhas visuais, e a vegetação dificultou muito por causa dos bambus que enroscavam de todos os jeitos. Após uma hora e meia descendo, conseguimos atravessar a mata, e logo começamos a subir pela face leste do Pico do Tabuleiro. Caminho relativamente tranquilo, com vegetação baixa e de fácil navegação. Trinta minutos subindo, e caminho nos leva a uma pedra um pouco alta, que necessita bastante atenção na subida. Transpondo esse pequeno obstáculo, em seguida estávamos no cume. Era 14:30, e o GPS registrou 1260m de altitude! O fato curioso aqui, é que este platô não é o ponto mais alto. Conforme dados do GPS, chegamos a passar por trechos onde a altitude era de 1276m no Morro das Pedras. Algumas fotos, descansamos um pouco, e uma hora depois começamos a descer. A trilha da descida do Tabuleiro para Caldas da Imperatriz é muito boa, mas não sei se devido a época do ano, havia muito bambu na trilha, que em alguns trechos a tornavam bem fechadas. Nessa hora os bastões auxiliaram para valer, afastando a medida que íamos andando, afim de abrir caminho sem ter que usar o facão. Chegamos no portal onde termina a trilha – na rua de concreto – as 19:40. Totalizando 4:10 de descida, onde pegamos por volta de 1:30 de trilha durante a noite. Chegamos no final muito exaustos, pés e pernas doendo, mas com sensação de missão cumprida. Nossa carona já estava aguardando no começo da rua, e depois de alguns minutos já estava em casa, sentado no sofá, assistindo tv, navegando na internet, voltando ao cotidiano, e pensando na próxima aventura. Km total: 10,0km Tempo em movimento: 06:37:35 Tempo parado: 06:24:43 Altitude inicial: 1076m Altitude final: 156m Perda elevação: 1639m Ganho de elevação: 574m Algumas fotos desse dia: Primeiro Dia Segundo Dia Terceiro Dia Quarto Dia Quinto Dia Percurso completo Algumas Dicas: Se resolver fazer essa travessia, esteja preparado fisicamente e emocionalmente. Ela é muito mais difícil e complexa do que parece. As fotos, cartas, tracklogs e os próprios relatos nunca lhe darão uma ideia exata das dificuldades dessa travessia. Tenha pelo menos um amigo disposto a encarar essa travessia com você, porque faze-la sozinho pode não ser uma boa ideia, e a torna cansativa de mais por causa dos vara matos. Lembre-se, é um local isolado, de difícil acesso, sem sinal de celular em quase todo trajeto. Não banque o Rambo, aproveite o passeio, e leve um rastreador pessoal para um caso de emergência (SPOT, inReach, etc). Material Utilizado na Travessia: Deuter Futura Vario 50+10 (muito boa, recomendo) Barraca Azteq Nepal 2 (muito resistente ao vento, poderia ser mais leve, não levaria novamente ) Isolante Térmico EVA (não levaria pelo volume, aconselho um inflável pequeno) Saco de Dormir Deuter Orbit -5 (Recomendo, mas muito volumoso) Bota Homero Impermeável (Recomendo, muito boa) Polaina anti-cobra Alpamayo (indispensável) Fogareiro portátil (Comprei da China, Recomendo) Refil de gás 230g (Recomendo 1 por pessoa) Panela Portátil de Camping (Joguinho comprado da China, leve e cabe gás e fogareiro dentro) 1 Caneca (Recomendo de plástico) Talheres de plástico Sacos de Lixo Refeições da marca “Comida Pronta” (Não recomendo devido ao peso, aconselho miojo ou outra comida desidratada, com calabresa, bacon e afins) Café solúvel com leite Biscoitos diversos para café 20 pastilhas de Clorin (Agua muito boa, mas em alguns casos usamos por precaução) GPS com pilhas Reservas ( Leve pelo menos 1 jogo de baterias para cada dia) Spot com pilhas Reservas (As originais duraram os 5 dias inteiros ) Capa de chuva Quechua (Boa, leve, e compacta) Fleece Quechua (Recomendo) Calça Bermuda Quechua Gorro de lã 1 Par de bastões (indispensável) 1 Facão (indispensável) 1 Lanterna de cabeça (indispensável) 1 Lampião de LED (Recomendo) 1 Garrafa de 1,5lt pra coleta de água (indispensável) Protetor Solar Repelente Óculos de sol
  15. 1 ponto
    Depois de alguns meses estou aqui de novo, sem destino. Desde outubro de 2017 até abril de 2018 estava em San Pedro de Atacama, trabalhando e com um quarto/casa fixo, que dividia com amigos que fiz durante esse tempo. Para quem não leu e quer saber o início do meu mochilão, a história está aqui https://www.mochileiros.com/topic/72717-recomecei-novos-caminhos-estao-me-levando-para-uma-nova-história/ Antes disso viajei por três meses com um menino que conheci em um grupo de mochileiros. Nos conhecemos em Buenos Aires e viajamos pela patagônia argentina e chilena até chegar em San Pedro de Atacama, onde nossa viagem juntos terminou, mas isso não vem ao caso. Viajar também é aprender a lidar com as pessoas e isto ficou como mais uma lição. Assim como em todo momento tem alguém lá em cima cuidando de mim e de toda a minha viagem, tratou logo de arrumar uma pessoa muito especial pra viajar comigo, minha melhor amiga de infância Fran, que chegou no Atacama em janeiro/2018. Não satisfeito com isso, colocou mais um rapaz que conhecemos em sua viagem turística em fevereiro, o Rodrigo. Ele voltou ao Brasil, largou tudo e em março já juntou sua mochila com a nossa. Por fim, dois dias antes de sair a Aline, uma brasileira que também estava vivendo por lá, decidiu seguir viagem com a gente. E não terminou aí, encontramos uma cachorrinha de alguns meses na rua e decidimos adotá-la e levá-la conosco mundo a fora. (os país da pequena terremoto) Nesta vida de mochila não existe nada programado mesmo, uma viagem que faria sozinha quase virou uma excursão, hahahaha. Saímos então do Chile em 4 brasileiros e uma cachorrinha, a Lola. Era a primeira vez que os três estavam saindo para mochilar, estavam empolgados e como eles diziam: “preparados para passar perrengues”, hahaha. A ideia inicial era nos dividirmos pra pegar carona, mas logo na primeira tivemos a sorte de pegar um ônibus vazio até Calama e pudemos ir todos juntos. Em Calama nos separamos e nos encontramos no final do dia em uma praia em Arica, armamos nossas Barracas na areia e dormimos por lá. Pegamos um ônibus para atravessar a fronteira com o Peru porque ouvimos ser bem complicado por ali, porém não adiantou muito porque o ônibus nos deixou na fronteira, devido aos trâmites para entrar com a Lola no país, mas não teve problema, perdemos alguns minutos ali felizes por ter dado certo. Nossa sorte foi que passou um caminhoneiro brasileiro e nos levou até Tacna, mais uma vez todos juntos. Estávamos viajando sem destino certo, sem saber o próximo passo e muito menos sem saber aonde iríamos terminar ao final de cada dia. De Tacna decidimos de última hora ir para uma praia, assim poderíamos acampar. Fomos parar em Boca del Río às 20h e encontramos uma cidade toda escura, com apenas poucas luzes amarelas em algumas ruas e sem iluminação nenhuma na orla. Não havia absolutamente ninguém na rua e estava parecendo um filme de terror. Caminhamos enquanto decidíamos o que fazer com a nossa coragem, pensávamos em acampar na praia e revezar de 2 em 2 para ficar acordado para nos proteger de algum possível serial killer, Hahaha. Depois de quase 20 minutos caminhando no escuro encontramos um homem e pedimos informações sobre um hostal e ele nos explicou que só tinha 2 hotéis na cidade que abria aos finais de semana, pois era quando havia turistas na cidade (infelizmente estávamos numa terça-feira). Assim ele nos ofereceu para dormir na sua casa, porém estava em construção, então o banho foi em água fria e dormimos em saco de dormir no chão. Mas nem reclamamos e agradecemos por ter aparecido uma alma caridosa naquela cena de filme de terror. Do jeito que acordamos já saímos para ver a praia, linda e vazia... mas como o cenário já estava completamente diferente, cogitamos até ficar mais um dia por lá. Encontramos um restaurante, almoçamos e decidimos seguir pra uma praia próxima, Ilo, onde acampamos de novo na praia. Ficamos por 4 dias em Ilo, vimos muitos leões marinhos e pelicanos. E foi lá onde senti algumas conseqüências da diferença de cultura. Nos lugares que passamos no Peru observamos uma falta de higiene bem grande com os alimentos, principalmente as carnes vermelhas que ficavam expostas no chão, sem refrigeração nenhuma, em meio a cachorros que passavam pelas ruas. Como vida de mochileiro não é fácil e a economia sempre vem primeiro, não era difícil imaginar que pegaria uma intoxicação alimentar. Fiquei com febre, diarréia e dores no corpo. Minha dignidade foi ficando em cada banheiro que passava pelo caminho, Hahahaha. Depois seguimos de ônibus para Arequipa, onde o Couchsurfing falhou mais uma vez, ficamos por 3 noites em um hostal que cobrava 8 soles por pessoa, era um pouco afastado da cidade, com um cheiro forte de tempero, mas com pessoas muito boas. Os tres dias que ficamos lá, conhecemos a cidade, a praça de armas, o calçadão, onde encontramos um brasileiro tocando e cantando, decidimos parar por lá e curtir um pouco com ele, foi ótimo. Ajudei uma senhora por 40 minutos mais ou menos a andar uma quadra e meia, fomos conversando, e nesse tempo ela me perguntou umas 3 vezes o que eu fazia por ali, contei sobre a viajem todas as vezes, e quando a deixei em uma doceira, ela disse pra eu seguir conhecendo o mundo mas sempre com muito cuidado, disse que o faria. Depois pegamos um ônibus para Puno, onde tínhamos um Couchsurfing para os 4, era um francês, fomos até seu restaurante e ele nos levou pra sua casa, nessa altura, ainda com intoxicação alimentar, me sentia muito fraca, estava há mais de 4 dias assim, Rodrigo e a Aline começaram a sentir sinais da intoxicação, pensávamos estar com sorte, porém estávamos errados, pra começar, também nao tinha água quente para um banho e para terminar, as 20:30h o couch me enviou uma mensagem dizendo que não podíamos dormir lá porque seu amigo chegaria de viagem e precisava de privacidade. Arrumamos nossas coisas e logo saímos sem rumo, com uma temperatura de +- 4ºC. Reservei o hostal mais barato que encontrei pela internet e seguimos sentido a ele. Enquanto os 3 me xingavam interna e externamente, subíamos uma longa rua íngreme, mas como tudo que acontece tem seu motivo, era um hostal súper arrumadinho, um quarto só pra gente (e no Couchsurfing íamos dormir nos sacos de dormir, no chão). Ficamos lá por uma noite e no dia seguinte conseguimos um Couchsurfing para todos, dessa vez podemos ficar 🙌🏽 porém estava super frio e não tinha banho quente, ou seja, pagávamos um lugar para tomar banho um dia sim e outro não (onde foi o nosso primeiro banho quente no Perú). Como a casa dele era 1 cômodo só, com uma cama de casal, ele nos deixou sozinhos e foi dormir em outro lugar, Rodrigo e Aline dormiam na cama, eu e a Fran no chão com os sacos de dormir. Andamos em pedalinhos e conhecemos as ilhas flutuantes, é bem legal como eles constroem as ilhas e as casas, porém acho muito teatro por ser turístico. Passamos bons dias por lá, cozinhando nossa própria comida pra se recuperar. Hahaha Seguimos para Cusco, onde mais uma pessoa muito especial se juntou a nós, a Paulinha, meu enrosco há quase 1 ano, Hahaha. Ficamos alguns dias em Cusco e neste tempo fizemos um bate e volta para Machu Picchu, dormindo somente uma noite em Águas Calientes. Optamos por fazer a trilha da hidrelétrica para Machu Picchu, então viajamos de van por 7 horas (por 50 sólis depois de muita pechincha) até o início da trilha e caminhamos 13 km pelos trilhos do trem. Todo mundo dizia ser uma trilha fácil por ser plana e que era feita em até 2h30, mas foi cansativo andar pelas pedras e a caminhada parecia não render. Uma das meninas se cansou bastante e precisamos parar várias vezes. Com isso escureceu e ficamos um pouco perdidas porque em determinado momento existe um túnel e não é possível andar nos trilhos. Andamos uns 20 minutos num breu total, rezando pra estar no rumo certo. Quando finalmente chegamos tínhamos a sensação de ter andado por 5 horas, mas foram só 3h30 mesmo, hahaha. O interessante é que na volta fizemos a trilha em 2 horas e foi super tranqüilo, talvez por estarmos descansadas. Dormimos em Águas Calientes e no outro dia saímos às 5h30 da manhã para subir as escadarias até Machu Picchu. Subimos eu, a Paulinha e a Fran; a Aline decidiu ir de ônibus por conta do cansaço e o Rodrigo já conhecia Machu Picchu e então decidiu fazer um outro trekking com a Lola. Mais uma vez subestimamos o caminho e subimos a escadaria em 2h30, 1 hora a mais do que disseram ser o tempo médio. Porém, estávamos embaixo de muita chuva e neblina e toda a roupa que estava na mochila ficou encharcada. A sorte é que quando chegamos à entrada do parque a chuva parou, logo o tempo se abriu e saiu um sol lindo. Depois de todo o esforço, a energia daquele lugar valeu a pena, foi mais um sonho realizado. Como estávamos com muita dor nas pernas e no pé, decidimos voltar pra Águas Calientes de ônibus, 12 dólares suados. Chegamos em Águas Calientes às 13h30 e tínhamos o transporte da Hidrelétrica as 15h, não estávamos em condições de andar mais 13 km, e por mais “fácil” que pareça ser, andar nas pedras cansa muito. Decidimos sabiamente ficar um dia a mais, assim poderia curtir um pouco da cidadezinha aconchegante de Águas Calientes. No dia seguinte chegamos em Cusco às 21h sem ter onde dormir, pois o dia a mais em Águas Calientes custou a perda da reserva em Cusco. Isso não foi problema, com internet e todos esses apps que resolvem nossa vida, reservamos um hostel rapidinho e acabamos descobrindo um lado da cidade bem bonito onde vimos pela primeira vez uma lhama bebê. Depois de alguns dias seguimos eu e Paulinha até Ica, para conhecer Huacachina. Foi uma experiência única, o lugar é uma delícia, pena não poder ficar um dia a mais. Tentamos pegar carona até Lima no dia seguinte para encontrar todos os outros porque não tínhamos muito tempo, já que tínhamos as passagens compradas para San Andres e a ideia era subir até Cartagena de carona. Em menos de 5 minutos um caminhão parou, mas logo que subimos percebi que não tinha sido uma boa idéia: o caminhoneiro fez uma “brincadeira” e disse que iríamos dormir com ele aquela noite. Ele foi a viagem toda fazendo esse tipo de comentário, e nós duas pensando qual seria a melhor saída para aquela situação. Foi a primeira vez que tirei meu canivete da mochila, fiquei realmente com medo. Mas não aconteceu nada, graças a Deus. O que fica é um sentimento muito ruim de revolta e indignação por viver em um mundo super machista, onde os homens se sentem no direito de desrespeitarem as mulheres e tratá-las como objeto ou até mesmo cometerem coisas mais graves que julgam “normais”. Infelizmente este fato acabou inibindo nossa ideia de continuar o trajeto de carona. Além disso, quando chegamos em Lima (sã e salvas, ufa!), nos demos conta de que não daria tempo de chegar em Cartagena por terra e teríamos que pegar um avião de última hora, pois ainda era preciso fazer os papéis da Lola para entrar na Colômbia e isso requer tempo, e claro, dinheiro. Paulinha tinha 20 dias de férias e nossa viagem terminaria em San Andrés na Colômbia. Todos nós nos encontramos em Lima, mas ficamos separados: Paulinha e eu ficamos em um Couchsurfing, em um bairro classe média baixa, Fran e Aline ficaram do outro lado do planeta com a Lola e Rodrigo ficou em um Couchsurfing em um bairro nobre da cidade. Estávamos todos no extremo da cidade, para nos encontrarmos demorava 2h no mínimo (o trânsito é caótico). Conseguimos nos reunir e pensar sobre o que fazer da vida, hahaha. Naquela altura todo mundo já estava sem dinheiro e por isso a Fran desistiu de ir pra Colômbia e decidiu ir pra Santiago para trabalhar; como ia ficar fixa em um país, ficou com a Lola. Rodrigo também desistiu e decidiu ficar mais um tempo no Peru e a Aline desistiu e voltou pro Brasil. 😞 Eu e Paulinha seguimos então para Cartagena, fizemos escala em Bogotá e dormimos no aeroporto. Passamos dois dias em Cartagena. Acabamos ficando só no centro histórico porque estávamos prestes a ir a San Andrés e decidimos poupar nosso dinheiro. Conhecemos a cidade amuralhada e alguns barzinhos por ali. Ficamos 7 dias em San Andrés, e acreditem, choveu todos os dias! O sol dava as caras em breves momentos e quando a gente começava a ficar animada, lá vinha a chuva de novo (foi triste!!!). Mesmo assim conseguimos aproveitar bastante, realmente lá é maravilhoso, praias lindas e um calor absurdo. O único ponto negativo (e muito, principalmente pra nós) é que nos sentíamos como carne fresca ambulante e os homens uns animais famintos. Todo o tempo cruzávamos com homens na rua que buzinavam, diminuíam a velocidade, faziam cantadas, e quase nos comiam com os olhos. Respirávamos fundo e tentávamos não ligar, mas confesso que meu humor muitas vezes foi abalado, Hahaha. Nos assustamos um pouco com os preços na Colômbia, porque pelo que pesquisamos as coisas eram extremamente baratas e demoramos um pouco pra encontrar restaurantes que não ficassem acima de 60.000 COP para duas pessoas (isto porque além dos 10% é cobrado um imposto e pra ajudar o real está desvalorizado). Com as taxas, os 60.000 viravam 70.000, que em reais se transformava em 90,00. Isto não é caro se for a turismo, mas como estávamos mochilando e com pouca grana, 45 reais por refeição pesava bastante. No terceiro dia encontramos restaurantes em conta, com comida simples, boa, bem servida e sem taxas (uhuuu). Comíamos bem e nossa conta dava 24.000 COP para as duas (aproximadamente 15 reais pra cada). De forma geral, conseguimos curtir bastante San Andrés e a vontade era de morar por lá mesmo. Agora chegou o dia da Paulinha ir embora, faz 2 horas que ela se foi e eu continuo aqui no aeroporto, com o coração apertado. Meu vôo é só amanhã, mas como estou com pouca grana, vou dormir por aqui hoje. Moral da história: a vida sempre está em constante mudança, mas pra quem é mochileiro e está solto no mundo, isso acontece de uma forma muito mais radical, hahaha. As coisas mudaram de maneira tão rápida, que há um mês saímos do Chile em 4 pessoas e uma cachorrinha rumo à Colômbia; em determinado momento éramos em 5 e a Lola e acabamos ficando em 2 pessoas. Hoje estou aqui, sozinha, com a mesma sensação de quando saí do Brasil, com um pouco de medo e insegurança, e ao mesmo tempo com uma ansiedade boa de saber que vem coisa nova pela frente, tendo a certeza de que o cara lá de cima sabe o que será de mim amanhã. https://www.instagram.com/jevalcazara
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    Se chegarem a pedir para você mostrar comprovante de vínculo empregatício, é sinal que você já esta ferrado a muito tempo, e mostrar o comprovante de vínculo muito provavelmente não vai mais resolver nada, pois para eles chegarem a pedir este comprovante, você já tem que estar com outros problemas graves antes disto. Mas se você quiser levar o extrato do benefício dela, pode levar, mal não vai fazer. O que você precisa é de passagens de ida e volta marcada e compradas, reservas de hospedagem, dinheiro suficiente e seguro-saúde válido no Espaço Schengen e com cobertura mínima de 30 mil Euros.
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    Eu te entendo. Depois que fiz a Trilha Inca, minha rapidez pela vida mudou muito. Mas, para uma viagem assim, de sonho, às vezes compensam algumas exceções. No exemplo que te dei, indo de trem você vai perder tempo (8h no trem, 1h30 no voo) e dinheiro (190 euros trem, 51 euros no voo). Talvez, se você escolhesse um país e destrinchasse de trem, teria um efeito melhor para essa primazia em aproveitar mais a viagem. São escolhas, e sei que encontrarás o seu caminho melhor que ninguém
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    @top_dogO que quis dizer foi:Seria ótimo se chegasse em uma grande loja ou supermercado e tivesse essa opção, de pagar em dinheiro ou cartão. Não existe isso,todo mundo usa cartão até para pequenas compras,até banca de jornal é obrigatório receber, senão perde cliente. É que assim seja.,o negócio é não pagar anuidades no cartão, coisa que tenho no BB Estilo.
  20. 1 ponto
    Olá, esse roteiro que eu escolhi, os países são muito distantes um dos outros ? (Aparentemente no mapa a Irlanda é o mais distante de todos né...) Seria recomendado começar por qual país para não ser muito distante um dos outros ? Dei uma olhada no mapa da Europa e fiz o seguinte roteiro: Saindo de Paris e terminando na Croácia... Paris 5 dias Bélgica 3 dias Holanda 4 dias Alemanha 4 dias Praga 3 dias Hungria 3 dias Croácia 7 dias Sobre a passagem, devo comprar a ida para o país que começarei e a volta eu coloco para o último país que vou visitar certo ? Vlww.
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    Já falaram sobre o que há para fazer,menos no melhor em minha opinião, aquele que mostra a grandeza do Brasil e faz orgulho saber que você usa a luz produzida ali:usina de Itaipu,mas com o passeio completo, que te leva a sala de controle e a outros pontos do interior da usina.
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    @gisele.frança1 se puder conheça o parque também pelo lado argentino. É belíssimo e la se chega bem perto da garganta do diabo. Na verdade acho que de todos os passeios em Foz é o que mais vale a pena Sobre almoço nas cataratas do lado brasileiro leve um lanche e almoce quando voltar. O passeio não leva nem metade de um dia, é super rápido.
  23. 1 ponto
    Castrotrip, Não subi ao terraço do Parlamento Alemão em Berlim, mas sei que é uma atração concorrida e que tem filas. Atualmente, você precisa se registrar com antecipação para fazer a visita. Faça isso no site: https://visite.bundestag.de/BAPWeb/pages/createBookingRequest.jsf?lang=en Já no site: https://www.bundestag.de/en/visittheBundestag você encontra informações sobre horários, tipo de visita etc. Quanto a Torre Eiffel, é absolutamente recomendado que você agende uma visita. Você ainda aguardará na fila, mas vai demorar muito menos do que quem não agenda/compra com antecedência. Faça isso no site: https://www.toureiffel.paris/en/rates-opening-times Boa viagem.
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    Gisele, No Che Lagarto você estará a 500 metros do TTU - Terminal de Transporte Urbano de Foz, de onde saem ônibus para o aeroporto, para o parque brasileiro (é o mesmo ônibus, inclusive). Pela cidade tem ônibus para o templo budista; acredito que haja para todas as outras atrações, na real. Há ônibus inclusive para o Paraguai e para a Argentina (esses não passam dentro do terminal; passam em um ponto em frente). Pergunte nos guichês turísticos do terminal de ônibus. Segundo o Ricardo Freire, o Uber começou a operar lá. Nos comentários, viajantes dizem que pode demorar um pouco em alguns pontos da cidade: https://www.viajenaviagem.com/2018/07/uber-foz/ Boa viagem.
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    @Morggana Oi. Pode me add? 1198357-7064
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    Olá mochileiros! Essa é a primeira vez que eu escrevo aqui, ainda não entendi muito bem como funciona, mas achei muito legal a ideia do site e acho que deveria compartilhar com vocês a minha experiência desse último fim de semana (28/07/18) em Ilhabela. Eu e o Lucas resolvemos fazer a trilha que eu sempre sonhei até a praia de Bonete em Ilhabela, considerada uma das praias mais bonitas do Brasil. Pelo que eu tinha lido na internet não era uma trilha muito fácil de ser feita, então combinamos que teríamos um mês para nos preparar para andar com nossos mochilões com os utensílios necessários para acamparmos em um camping na praia. Ou seja, teríamos que aguentar 15km com bastante coisa nas costas. Foi a melhor decisão que tomamos, porque realmente seria difícil fazê-la totalmente sedentária. Enfim, vamos ao que realmente importa! Partimos de São José dos Campos às 4h30 da manhã com destino a balsa pela Tamoios. Estava bem vazia, então foi tranquilo chegar em São Sebastião. Demoramos algo em torno de 2h20 para chegar e mais 30 min para realmente iniciar a travessia da balsa. O preço para fazer a travessia é um pouco salgado, R$28,00, mas vale muito a pena. Chegamos em Ilhabela 7h30 e seguimos rumo extremo sul da ilha, onde lemos na internet ter um estacionamento do Zé da Sepituba. Para chegar la tivemos que andar alguns metros em uma estrada de terra bem tranquila e lá pelas 8h estávamos estacionados. O pernoite custou R$30,00. Fizemos um último xixi, comemos uns pãezinhos que preparamos para o fim de semana (foram ao todo 8 sanduíches com requeijão e presunto, 10 ovos cozidos e algumas tapiocas e sardinha, que acabamos não comendo) e iniciamos a trilha 8h30. A trilha é muito bem demarcada e não tem dificuldade nenhuma para seguir. Seguimos em um ritmo bem tranquilo, por mais ou menos 1h, quando alcançamos a primeira cachoeira. Nesse primeiro momento o cansaço ainda é pequeno, tem algumas subidas e descidas, mas não foi suficiente para nos deixar muito cansados. Porém, foi muito gostoso parar o esforço físico para entrar nas águas gelaaaadas da primeira cachoeira: cachoeira da Laje. Tem uma ponte bem bonitinha para atravessar, que é igual nas três cachoeiras seguintes. Primeira cachoeira (cachoeira da Laje). Depois de nos refrescarmos bastante seguimos nosso caminho, chegando na segunda cachoeira (cachoeira Areado) depois de mais ou menos umas 2h. Nesse ponto já havíamos subido e descido bastante então estávamos mais cansados. Tentamos entrar nela, mas os borrachudos que até então não tinham nos atormentado tornaram impossível ficar sem calça e blusa, o pouco de tempo que fiquei de biquini para entrar na água tomei algumas picadas no tornozelo. Resolvemos ficar com a roupa mesmo e apenas molhar os pés. Seguem fotos dela. Segunda cachoeira (cachoeira Areado). Depois dessa cachoeira, andamos por mais um tempo, não sei ao certo quanto, e vimos pela primeira vez a praia ao longe. Nesse momento, tente procurar por uma trilha secundária que dá em um mirante muito bonito da praia, como na foto abaixo. Já dava para ouvir o barulho da queda da última cachoeira o que significava que realmente estávamos chegando. Tiramos algumas fotos nesse mirante (até subimos em uma das pedras!) e depois seguimos para os últimos km até a maravilhosa praia do Bonete. Primeira vista da praia durante a trilha. Mirante incrível um pouco antes da última cachoeira. Por fim, chegamos na última cachoeira, cachoeira Saquinho, mas estávamos tão ansiosos para chegar a praia que tiramos algumas fotos rápidas e seguimos até o destino final. Última cachoeira (cachoeira Saquinho). Chegamos na praia por volta das 14h30, totalizando 6h de trilha. Assim que chegamos já fomos direto procurar por um camping. Tinha um logo no início da praia, bem próximo da areia que a princípio gostamos muito, mas tínhamos lido bastante sobre o camping do Eugênio e resolvemos procurá-lo para decidir qual era o melhor. O camping do Eugênio era muito mais longe da praia e não encontramos ninguém para nos informar quanto ao preço , banheiro, etc, então decidimos voltar para o primeiro que tinha banho quente e um espaço bom para colocar nossa barraca, por R$30,00 cada um. Montamos tudo e fomos para a praia. Nesse momento tivemos o primeiro vislumbre do que são os borrachudos e o poder que eles tem para incomodar. Passe muito repelente quando for e de preferência tente comprar o da ilha que na minha opinião é o único que funciona. Fui tão picada nessa viagem que minha perna está inchada até agora e estou tendo que tomar antialérgico de 8 em 8 horas. Depois de nos banharmos um pouco nas águas cristalinas do mar do Bonete (um mar bastante bravo), tomamos um banho e resolvemos descansar. Dormimos até 20h30 quando sentimos muita fome e fomos no restaurante ao lado do camping. Pedimos um prato comercial de 30 reais cada um, com filé de frango, farofa, arroz, feijão e salada. Muito bem servido, geralmente não aguento comer muito, mas nesse dia a fome tava gigante e comi até o último grão de arroz que tinha no prato. Depois dessa refeição maravilhosa fomos passear na praia a noite, sob uma lua cheia incrivelmente bonita. A praia era praticamente nossa, foi uma sensação gostosa passear por ela. Sentamos um pouco e depois quando sentimos sono voltamos para a barraca para dormir. No dia seguinte tínhamos combinado de acordar cedo para ver o nascer do sol, mas como ele não nasce no mar ficamos com preguiça e fomos acordar somente 8h30. Colocamos uma roupa para fazer trilha, pegamos uma mochilinha menor com apenas água, câmera e uns pãezinhos e partimos rumo ao mirante do outro lado da praia. a trilha é um pouco difícil de achar, mas é só perguntar para os moradores que indicam para você. Tem bastante subida, depois de andar até o Bonete pode ser bastante cansativo, mas vale muito a pena. Depois de alguns km, acredito que no máximo 2, você chega ao mirante. Tem várias pedras que você pode tirar fotos, é só continuar andando. Mirante da praia do Bonete. Vista do outro lado do mirante. Depois de tirarmos bastante foto resolvemos seguir a trilha que daria até a praia das Enxovas que, de acordo com a placa, ficava a 3,3km dali. Para chegar é bem fácil, apenas descida, mas para voltar pode ser bastante cansativa. A praia das Enxovas é maravilhosa também, mas sofremos um grande ataque de borrachudos quando chegamos lá. O mar possui bastante pedra, então tem que tomar cuidado para não machucar os pés. Praia das Enxovas. Depois de voltarmos para o Bonete, agendamos às 16h com um dos locais para voltarmos de barco, porque, confesso, minhas pernas já estavam muito cansadas para fazer a trilha de volta. Tomamos banho, arrumamos nossas coisas e fomos para o barco. Nesse momento foi quando mais tomei picadas em toda a viagem, por estar de shorts e não calça. Não façam isso! Essa última parte da viagem foi um pouco conturbada. O moço que nos levou de barco nos deixou em um lugar cheio de pedras muito escorregadias e nos pediu para seguir por uma trilha de uns 10 minutos até o estacionamento do Zé. Para mim foi muito ruim, porque escorregava muito e a minha mochila pesada me atrapalhava mais ainda, me deixando um pouco irritada. Lucas teve que me ajudar levando não só a mochila dele, mas a minha também, porque eu não conseguia subir sem escorregar. A trilha toda até o estacionamento foi assim, o que foi um pouco irritante. 17h estávamos no carro pronto para irmos comer em Ilhabela. Aproveitamos o fim de tarde para passear na praia do Julião e depois seguimos para a vila tomar um sorvete do Rochinha. Para completar a gordisse, passamos no restaurante "O caminho da pizza" para comer uma pizza deliciosa de massa fina na pedra. É isso! Foi um passeio incrível, com certeza farei de novo. Um dos lugares mais bonitos que já estive. Apenas os borrachudos poderiam ficar de fora. Até mais!
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    Muito bom seu relato, e apareci nele, kkkkkkkk. Que bom que teve sorte para entrar no Castelo de graça, também aplica para quem chega antes das 9h, uma vez fui com um amigo mineiro e como chegamos antes que abrissem as bilhererias entramos de graça, o castelo é dos meus sítios favoritos da cidade. Não deu para nos encontrar, mas quem sabe logo nos encontremos em algum canto do mundo (é sério, já encontrei amigos em Torres del Paine e New York sem sabes que estavam aí).
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    https://www.mochileiros.com/topic/68548-primeiro-mochilão-uk-2017-inglaterra-e-escócia-21-dias-junho/?tab=comments#comment-697414
  29. 1 ponto
    CAPÍTULO 13: 21/05: As cores incríveis da Humantay. Desculpem pelo sumiço. Deu uma embolada no meio de campo na minha vida, mas nada como o tempo para fazer tudo se normalizar. Fazer esse mochilão mexeu um pouco comigo e com tudo que vinha acontecendo antes da viagem. Você começa a entender melhor as pessoas que te cercam, suas atitudes e começa a perceber realmente quem importa e quem se importa. Tudo normalizado, aqui estou para falar um pouco de uma dos melhores momentos da viagem que é a Laguna Humantay. Detalhes do passeio: Agência: Machu Picchu Reservations. Valor: 80 Soles. Entrada: 10 Soles. Duração: 4 horas da manhã às 19 horas. Inclui: Café da manhã e Almoço. A Humantay fica nos pés da montanha Salkantay que está a 6.200 metros de altitude. A lagoa está a 4.630 metros e é passagem para quem faz a trilha Salkantay com destino a Machu Picchu. localizada na província de Anta, no distrito de Mollepata, próxima ao povoado de Soraypampa. No trajeto passa pelo povoado de Izcuchaca, Ancahuasi e Limatambo onde há alguns sítios arqueológicos. Inicialmente a dica principal que dou é: Não faça esse passeio assim que chegar em Cusco. Fique pelo menos uns dois dias na cidade para se aclimatar e não passar mal. Ignorar essa adaptação é um erro e você pode se dar muito mal. Confesso que eu fiquei impressionado com tudo, desde o início da trilha até a chegada na lagoa. Acho que o esforço para chegar até lá torna tudo mais encantador que dá vontade até de chorar. A paisagem é incrível e quando chega na lagoa e vê aqueles tons de azul, verde cristalino é uma sensação maravilhosa. A lagoa é abastecida com o desgelo da montanha e por isso já pode imaginar que é muito gelada. desaparecerá. Uma pena né! Como chegar na Humantay? Eu fechei esse passeio com a agência que falei no capítulo anterior (Machu Picchu Reservations), porém há outras opções: Os que optam fazer a trilha Salkantay, quem quer ir por conta própria contratando um carro ou pelos coletivos. Por Agência: O passeio é vendido por diversas agências e dura o dia inteiro. A van te pega às 4 da manhã aproximadamente e volta por volta das 19h para Cusco. A agência que contratei não era tão pontual então saímos aproximadamente de Cusco umas 5 da manhã. O tour incluiu transporte, café da manhã e almoço. O primeiro trecho é com estrada asfaltada, porém com muitas curvas, descidas e subidas chegando até Mollepata que é o ponto onde as pessoas param para comprar suprimentos. O guia aconselhou comprar capa de chuva, mas não quis, pois achei desnecessário. Comprei apenas uma água por 5 Soles. Neste lugar paramos para tomar um café da manhã. Dessa vez não quis exagerar, pois fiquei com medo de passar mal por conta da altitude. A entrada custa 10 soles e é pago em Mollepata a parte do valor da agência. O guia pediu para todo mundo assinar uma folha, saiu e pagou de todo mundo, ou não, sei lá. Não fiquei muito preocupado com isso. Queria mesmo era chegar na lagoa. Após isso fizemos mais 1 hora de viagem até Soraypampa que já está a 3.900 de altitude. Por fim iniciamos o trekking. Uma caminhada de aproximadamente 2km. É um pouco inclinado. Demorei quase 2 horas para chegar até a lagoa e 1 hora e 20 minutos para descer. Fui bem devagar, pois ficava muito cansado. Não fiz a Rainbow Mountain, mas dizem que é pior um pouco, porém mais curto o caminho. Chegou em um momento que fiquei tonto várias vezes, minha vista escureceu, faltou muito ar e tive que parar, sentar e me recompor para conseguir chegar até o final. Confesso que em alguns momentos eu andava automaticamente, mas tava quase desmaiando. Caso não consiga ir à pé, há a possibilidade de alugar cavalos, inicialmente eles custam 60 soles, mas vai diminuindo a medida que o caminho vai ficando mais curto. A Angéllica contratou um cavalo. A ideia que tive é que os donos dos cavalos ficam alí parados, tipo agorando o sujeito, igual Urubu esperando o animal virar carniça, kkkkkk. Com certeza todos estão olhando para sua cara e pensando: "Perde o ar!", "Perde o ar!", "Perde o ar!" e você lá com cara de zumbi, sem uma saliva na boca, sem um ar no pulmão e aquele cavalo olhando para você com a cara mais tranquila do mundo convidando: "Venha a mimmmm, venha a mimmm". Não desisti e continuei meu caminho até a luz. Ver a Salkantay junto com aquela paisagem é maravilhoso e mais perfeito ainda é começar a ver aquela água cristalina de pouco a pouco. Esqueci as fotos e subi até um ponto mais alto, onde fiquei admirando aquela coisa incrível e quanta energia boa estava rondando por ali. Muitas Apachetas tornavam o cenário ainda mais lindo. Segundo o site conectandooser: "Apachetas são montes de pedras que os povos indígenas dos Andes construíam por dois motivos: 1º para marcar e sinalizar o caminho no deserto. 2º eram altares sagrados construídos para os deuses incas. Além de marcar geograficamente o caminho, a apacheta possuía um significado simbólico: uma orientação espiritual, um local sagrado de descanso para outros viajantes do deserto, onde eram deixadas oferendas para seus ancestrais pedindo boa sorte no caminho, proteção e uma boa colheita e agradecendo à Pachamama (mãe terra) por cuidar tão bem deles". Depois tirei algumas 7645387873873 fotos e logo nosso guia nos convidou a fazer um ritual com ele. "A principal oferenda ritual chama-se k’intu que compreende três folhas de coca (ou seis ou nove, ou mais, múltiplos de três), sendo que a maior folha é dedicada aos Apus, espíritos da natureza protetores representados nas montanhas e picos andinos. Os Apus (que em quéchua significa “Senhores”) são respeitados e invocados nos rituais. Entre eles estão: Apu Salcantay, Apu Ausangate, Apu Willkamayu, Apu Sawasiray, Verônica, Putukusi, Machu Picchu, Huayna Picchu, entre outros. A segunda folha, mediana, é dedicada à Pachamama, Mãe Terra, nutridora, provedora da vida. E a terceira folha, de menor tamanho, representa a humanidade. Essas folhas são consagradas com um pequeno sopro ou com o hálito, que significa o sopro de vida que todos temos dentro de nós" (Fonte: xamanismo.com). No final essas folhas de coca são colocadas embaixo de uma Apacheta. Humantay e o ritual k’intu Finalizando, o grupo se juntou para fazer o caminho de volta. Na descida levei alguns escorregões e uma queda de bunda. Força bastante o joelho, mas é bem mais tranquilo do que a subida. De lá fomos até a aldeia de Mollepata, paramos para o almoço e retornamos para Cusco, chegando em torno de 19h. Por conta própria: Tem uns coletivos que levam até Mollepata que saem da Avenida Arcopata, em Cusco. O valor custa aproximadamente 15 soles. Depois é possível conseguir carona em caminhões que seguem a Soraypampa ou pode-se contratar um carro que custa aproximadamente 130 à 150 soles. Nem cheguei a pensar nessa hipótese, então não tenho muito o que falar ou dicas para dar. Trilha Salkantay: A trilha tem o objetivo de chegar até a cidade de Macchu Picchu e tem um percurso de 74 quilômetros com duração de 5 dias. O ponto inicial desta trilha é o mesmo para quem irá passar apenas o dia para conhecer a laguna. A chegada será após uma caminhada de três quilômetros, a partir de Mollepata. Dicas para quem vai fazer a Humantay: - Masque folhas de coca, chá e se possível tome remédio contra o mal da altitude. Conforme já disse, se puder faça uns 2 dias depois da chegada em Cusco. Aclimatação é essencial; - Levar: Roupa para frio, sapatos de trekking confortável, chapéu para o sol, óculos de sol, protetor solar, lanche (Confirmar se a agência oferece café e almoço), água, roupa cômoda, bastões de trilha de possível, casaco e luvas para o frio. Restrições: - Não é permitido para gestantes. - Idade mínima de 12 anos. - Não é apto para pessoas com problemas cardíacos. Desculpe gente, mas impossível não postar zilhões de fotos desse lugar. Prometo que nos próximos posto menos fotos. ahahah Gastos totais Cotação: 1 real = 0.85 soles. Agua: 5 Soles. Passeio Humantay: 80 Soles. Entrada Humantay: 10 Soles. Total em Soles: 95 Soles. Toral em reais: R$ 111.76. Gasto parcial da viagem: R$ 4.207,73. Próximo capítulo: 22-23/05: Trilha da Hidrelétrica, Aguas Calientes Subida a pé e a chegada em Machu Picchu. 
  30. 1 ponto
    DIA 24 – 10/10 - Cancún / Cidade do México Levantei umas 5h, tinha comprado a passagem de ônibus para às 6h, era o tempo de tomar um café da manhã, me arrumar e vazar, a Vanessa tinha dito no dia anterior que eu poderia montar o café da manhã sem problemas, era só pegar as coisas e já era. Tava de noite ainda e caminhei até o terminal, era perto, peguei o busão e já próximo ao aeroporto arriou o mundo. O aeroporto de Cancún é um pouco longe da cidade, levou quase uma meia hora pra chegar lá, o meu vôo saia do terminal 2, e ele para primeiro no 1 e ainda vai para o 3 depois, eles são afastados um do outro. Na hora de descer, ele parou longe e tive que pegar minha mochila e caminhar até o terminal debaixo de uma puta chuva, mas beleza. Meu vôo era às 8h52 e fiquei fazendo hora, o foda é que o Wi-Fi lá é pago, como tava entediado acabei comprando um pacote de 50 pesos, não lembro quanto tempo dava, mas foi o suficiente pra passar a hora. O tempo melhorou, o vôo foi tranquilo e em 2h30 estava na CDMX. Deixei minha mochila num locker do aeroporto (custava 120 pesos por um período de 24h) e peguei o metrô até a estação Chapultepec, minha primeira parada seria o Museu da Antropologia que eu queria ter visitado mas não pude por causa do terremoto. Entrei pelo bosque e andei um bocado até chegar nele. Antes de comprar a entrada, fui a uma exposição sobre os maias que estava acontecendo num salão na entrada do museu, foi bem interessante e grátis. Depois comprei a entrada e comecei a explorar o local, realmente tem muita coisa pra se ver. São várias salas, cada uma especifica sobre um povo do México: maias, astecas, zapotecas, povos do Caribe, do Norte e por aí vai; e em cada uma tinha imagens, bonecos representando os povos com suas roupas típicas, reproduções de habitações, gráficos, enfim, era uma verdadeira viagem pela história do país. Devo ter passado umas 3h ou 4h lá dentro, são dois andares e várias galerias, realmente vale muito a pena, um dos melhores museus que já conheci na vida. Saindo de lá, caminhei um pouco pelo bosque e parei pra comer num trailer, tinha muita fila (o lugar estava muito movimentado, era um belo dia de sol e calor) e segui em direção ao Castillo de Chapultepec. Quando cheguei lá, descobri que fechava às 17h e já eram umas 16h30, acelerei pra subir (sim, ele fica no alto e é uma subidinha chata) e pra miiiiiinhaaaa alegriiiiiaaaa descobri que a bilheteria já havia fechado e a entrada estava liberada DE GRÁTIS!!!!!! Mas precisava ser rápido, porque só teria uma meia hora pra visitar o lugar, mas dei conta, esse lugar era a casa de verão do rei se não me engano, tinha vários cômodos bem preservados, é bem suntuoso. Também tem uma bela vista panorâmica da cidade. É um passeio interessante, mas deve ser melhor ainda feito com calma. De lá, segui rumo ao mercado La Ciudadela, afinal, tinha deixado pra aquele dia comprar lembrancinhas, mas creio que foi uma péssima ideia. Como uma toupeira que sou, fui lá, olhei novamente preços e resolvi (gênio) ir no outro (o San Juan) ver se conseguia preços melhores, só que lá já estava quase tudo fechado, daí me dei conta do horário: eram quase 18h, corri até o outro e já tava começando a fechar várias lojas, mas ainda sim consegui pegar muitas abertas e algumas que, apesar de fechando, me atenderam. Mas quase fiquei na mão. Conselho: se quiserem comprar lembrancinhas, ou compra antes ou vai cedo, senão fica corrido e corre o risco de não conseguir. Já começava a anoitecer e bateu um frio desgraçado do nada, achei estranho porque no tempo que fiquei lá não fez frio em nenhum dia, e estávamos mais próximos do verão (é hemisfério norte anta) , mas o fato que esfriou bastante, e eu estava só bermuda e camiseta. Parei num restaurante chinês que tinha buffet, mandei um rango e sai pra enrolar um pouco mais na cidade (meu vôo era só às 6h52) e ver se em algum lugar estava passando o jogo do Brasil (Brasil x Chile pela última rodada das eliminatórias), mas além de só estarem passando o jogo da Argentina com o Equador, o frio apertou e decidi, contrariado, voltar pro aeroporto, peguei o metrô na praça Bellas Artes e tive que ficar fazendo toda a hora do mundo no aeroporto, fora que pra ajudar a Internet não funcionava (só consegui conexão umas 1h ou 2h da manhã, e bem ruim mesmo assim) e o check in pra despachar a mala (tive que retirar ela do locker pra pegar blusa de frio, e uma vez retirada, teria que pagar novamente pra guardar de novo) só abriria às 4h e não pude dormir pra tomar conta da mochila (melhor prevenir que remediar). Ah, e quando conectei a Internet, percebi que o Michradu, um colaborador frequente aqui do Mochileiros e é mexicano, havia me mandando mensagem dizendo pra combinar com ele assim que eu chegasse em CDMX de dar algum peão pela cidade, mas só vi aquela hora. GASTOS DO DIA Internet no aeroporto: 50,00 (cartão) Guardar mochila: 120,00 Museu Antropologia: 70,00 Torta: 50,00 Castillo de Chapultepec: 0800 hahahaha Água: 6,00 Chaveiros e ímãs: 430,00 Sombrero: 160,00 Mascara: 85,00 Camisas: 310,00 Caveiras: 210,00 Rango chinês: 109,00 (89,00 + 20 refri) Jornais para embrulhar as coisas na mochila: 6,00 Chaveiro no aeroporto: 90,00 Cappuccino: 25,00 Rosquinha: 13,00 Continua...
  31. 1 ponto
    @Silnei, talvez fosse o caso de mandar esse tópico para a sessão "papo mochileiro"? Temos algo em comum Rafael, também me incomoda ver valores sendo deteriorados. Mas nem todos compartilhamos os mesmos valores. Eu valorizo liberdade de expressão, boa educação e compartilhamento de informações corretas (ao invés de alegações sem sentido), entre outros valores. E por valorizar tudo isso estou aqui te respondendo. Outro dia abri um tópico em que uma garota perguntava sobre "morar na Espanha" http://www.mochileiros.com/topic/76626-morar-na-espanha/ e vc, sem interagir com a garota, sem perguntar quanto tempo ela queria morar na Espanha, sem perguntar se ela já tinha investigado sobre vistos, se tinha cidadania européia, enfim - sem interação nenhuma com a garota vc já saiu mencionando que "imigração ilegal é crime!". Pra vc isso é promover valores? Pra mim sua resposta naquele tópico foi uma total falta de educação. Já li aqui no mochileiros um tópico sobre "morar na Europa" , em que o viajante tinha planos de morar num país Europeu por... 2 semanas! Ou seja, não sabemos o que as pessoas estão planejando, a não ser que elas nos digam. Não precisamos assumir o pior de cada um. E nesse tópico onde estamos agora: rapaz admitiu ter ficado ilegal na Europa e de ter recebido uma multa ao sair. Ele pergunta o que fazer para voltar. Vc grita "imigração ilegal é crime", e tenta calar o debate de uma maneira muito curiosa: nos alertando (ameaçando?) que "quem contribui em concurso de crime responde como cúmplice". Qual valor vc está tentando promover, seria algum direito seu de banir tópicos e nos constranger? Eu valorizo liberdade de expressão e não gosto de alegações sem sentido, então achei melhor deixar claro que a legislação brasileira não prevê o crime de "estar ilegal'. Então não temos como ser cúmplices de um crime inexistente. Afinal é a legislação brasileira que rege o fórum, item 4 das regras, para vc que é todo preocupado com legalidades: http://www.mochileiros.com/guidelines/ Quanto ao cenário legal nos demais países ser diferente, com certeza. Diferente inclusive do que muitos pensam. Estar ilegal, nos EUA, não é crime, é transgressão civil. Nesse artigo vc encontra os entendidos explicando como a coisa funciona: http://www.politifact.com/new-york/statements/2017/dec/01/kathy-sheehan/being-undocumented-immigrant-us-not-crime/ Na Espanha, estar "sin papeles" é infração administrativa: http://www.interior.gob.es/web/servicios-al-ciudadano/extranjeria/regimen-general/infracciones-y-sanciones Não saí procurando lei de cada país, mas as vezes as coisas não são bem como a gente imagina. O fato ilegal já aconteceu (extrapolou os 90 dias) e as autoridades competentes já tomaram as providências que julgaram cabíveis (multa de 700 euros). Depois de paga a multa e transcorrido o tempo (se é que foi banido, não sabemos) pode ser que ele consiga voltar legalmente (talvez precise de visto), mas o rapaz não foi banido pela vida toda. Então voltar p/ Europa para passar mais um tempo talvez seja perfeitamente legal e possível, é o caso de fazer a coisa certa (começando com o pagamento da multa recebida). Vc está confundindo fato com opinião. Fato é um acontecimento, opinião é a nossa interpretação do acontecimento. Por exemplo: FATO (ou seja, o que aconteceu): em 2017, mais de 3500 brasileiros foram removidos da EU. E olha só que fato interessante: foram removidos mais de 2000 brasileiros do UK, e da Alemanha, apenas 40. Fonte: estatísticas da EU, dá pra pesquisar por países e nacionalidades:http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=migr_eirtn&lang=en sua opinião (ou seja, como vc interpreta o fato): essas pessoas estão literalmente queimando o meu filme! minha opinião (=minha interpretação): esse fato não me afeta - e confesso que nem sabia que o número de brasileiros removidos do UK era assim tão alto. Vivi por quase 20 anos no UK e o alto número de brasileiros ilegais nunca me impediu de fazer amigos, progredir profissionalmente, ter um bom relacionamento com meus vizinhos. Estou vivendo no hemisfério norte desde os anos 90, sempre me apresentando como brasileira em situações sociais/trabalho etc (apesar de ter também 2 nacionalidades europeias, que nem menciono se não vem ao caso). Enfim sou bem feliz sendo brasileira e não sinto que minha imagem está sendo prejudicada pelo comportamento de terceiros. Os prejudicados são eles mesmos: imigração ilegal é um atraso na vida deles! Em alguns casos tenho até pena. Fiquei muito surpresa também como o número de brasileiros removidos da Alemanha é baixo. FATO é um só, opinião são várias. Porque a sua opinião seria a mais importante que existe, capaz de banir qualquer debate? Não sou da Administração do forum, o administrador se chama Silnei. Sou apenas mais uma usuária. Gosto muito do mochileiros.com e quero que o fórum siga num ambiente saudável onde as pessoas possam fazer perguntas sem automaticamente receberem respostas autoritárias como a sua. "independente do tema, não debato mais nada". Se vc só conhece duas maneiras de abordar um assunto (exigindo que tópicos sejam banidos.. ou então assumindo um papel de vítima depois da primeira pessoa que não concorda com vc), vc faz muito bem em evitar debates. Mas se vc mudar de idéia: o lugar correto para ficar discutindo assuntos variados é a sessão "papo mochileiro", de acordo com a regra 6: http://www.mochileiros.com/guidelines/
  32. 1 ponto
    Dia 13 Dia de conhecer a famosa região de Cajon del Maipo, mais especificamente Embalse el Yeso. Falando ainda do turismo em Santiago, acho que a maioria acaba colocando vários dias justamente pelos arredores de Santiago, sendo um dia para Viña del Mar e Valparaíso (que passamos no caminho de ida), um dia para estação de sky (que não estávamos na temporada de neve), um dia para vinícola (que iríamos dedicar 2 dias em Mendoza)... então, para nós, sobrava apenas o centro da cidade que fizemos no dia anterior e essa parte de Cajon. Acordarmos relativamente cedo, tomamos café no hostel e pegamos a avenida já em frente a ele para seguir no sentido da saída da cidade. Fizemos uma parada num supermercado para comprar água e alguns lanches, sabendo que não teríamos muita estrutura neste dia. Aproveitei para comprar alguns vinhos. Aliás, para quem quiser vinhos baratos e médios, o lugar é esse mesmo: supermercados. Consegue-se bastante coisa honesta por 25~30 reais. Ainda com menos de 50 reais já é possível levar vinhos mais elaborados, que custariam aqui entre 100~150 reais. Um exemplo: Marques de Casa Concha, que é o vinho "top" oferecido no tour da vinícola, que custa por aqui uns 130 reais, lá saiu por 45. Fomos seguindo e achei curioso como mesmo uma cidade daquele tamanho parece mudar tanto em tão pouco espaço percorrido. Digo, os bairros mais afastados já nem lembram aquela cidade enorme do centro. E mais um pouco adiante, já parecíamos estar no meio do mato, longe de tudo, em total contato com a natureza. E assim fomos, seguindo pela estradinha que indicava pouco mais de 90km desde o nosso hostel no centro. Mas não se enganem: esses 90km pareciam não chegar nunca. Mesmo com pouco movimento, a viagem não rende muito graças as várias curvas e vilarejos que são cortados pela estrada. Mais adiante, o asfalto acaba e começa uma estrada de chão batido. A paisagem por si já é um atrativo, com vários rios, montanhas para ambos os lados, nascentes, casinhas, flores... Conforme nos aproximamos da represa, a inclinação da subida vai aumentando. O tráfego de caminhões e máquinas da mineradora que ali opera também fica intenso. Há um bloqueio num determinado ponto que controla o fluxo. Fomos parados ali e encontramos um casal de Curitiba que estava com um carro alugado bem na nossa frente. Como eles viram minha placa do Brasil, vieram conversar por alguns minutos. Achei legal achar mais alum doido indo por conta pra lá... Quando chegamos no início da represa, o impacto visual foi imediato. É um local bonito mesmo, a cor da água impressiona. O problema é que neste primeiro ponto haviam muitas vans e turistas (na maioria brasileiros), então optamos por apenas tirar algumas fotos e seguir mais adiante pela estradinha, buscando novos pontos de parada. Era complicado, já que a estrada era bem estreita e em alguns pontos só passava um carro por vez. Mas com um pouco de empenho e coragem, fomos margeando a represa e parando para contemplar e fazer algumas fotos. Fomos até o final da represa. Depois voltamos e paramos num ponto estratégico para o nosso "almoço". A primeira foto abaixo, apesar de não ter ficado tecnicamente boa nem visualmente tão bonita, graças a luz dura do sol do meio dia, me traz um sentimento difícil de explicar, mas que é de certa forma um orgulho, uma sensação de dever cumprido por ter conseguido chegar a lugares que eu jamais imaginava ser possível alcançar com meus próprios recursos. Toda a viagem e todas as fotos na estrada me trazem isso, em maior ou menor grau, mas não sei porque essa me marcou mais. Talvez pela estrada meio precária e perigosa, talvez por essa transição entre metrópole e paisagem real feita em tão poucos kilômetros... mas o fato é que me marcou. DSC04253 by Elder Walker, no Flickr DSC04222 by Elder Walker, no Flickr A região ainda teria vários outros atrativos, incluindo San Jose del Maipo, alguns banhos termais, propriedades que oferecem atividades rurais etc. Cheguei a pegar um mapa detalhado com todas elas ainda no Brasil, mas preferimos ir apenas até a represa e voltar. No caminho de volta, acabamos pegando uma outra rota que passou por pedágios, alguns deles indicados apenas por cobrança automática (tipo TAG instalado em cada veículo). Fiquei meio apreensivo, mas lembrei de outro relato aqui mesmo do forum que não encontrou o tal TAG para vender e não teve qualquer problema. Chegamos pouco antes do final da tarde no hostel, descansamos um pouco, saímos jantar e arrumamos nossas coisas para sair no dia seguinte rumo a Argentina, cruzando novamente a cordilheira!
  33. 1 ponto
    Dia 12 Dia inteiro dedicado a conhecer Santiago. Na realidade não é muito a nossa praia esse negócio de cidade "cosmopolita", mas como já estávamos aqui, fomos bater cartão nos principais pontos turísticos. De posse de um mapinha fornecido pelo hostel, saímos não muito cedo, após o café da manhã e pegamos o metrô na estação baquedano que ficava a poucos metros do hostel e descemos duas ou três estações depois, na parte do centro histórico. Passamos pela plaza de armas, la moneda, museu pré-colombiano (embora não tenhamos entrado) e mercado municipal. Passamos também pela catedral que, apesar de não ser uma atração muito falada, achei muito bonita, especialmente por dentro. Aproveitamos a ida ao centro para fazer câmbio na rua Augustas. Almoçamos num shoppingzinho localizado entre estas atrações, apenas um fast-food e continuamos a caminhada. Durante a tarde, subimos o cerro sán cristóbal de funicular e fizemos o roteiro completo com o bondinho. É um lugar bonito, bem cuidado, tem uma vista legal da cidade e foi meio que o que salvou o dia, mas acabamos caminhando bastante e cansamos um bocado. O pessoal que atende nas "estações" do bondinho é muito atencioso e deu dicas do que ver etc. Apenas depois é que fui descobrir que parece ser possível subir com o carro próprio, o que poderia nos ter economizado uma boa caminhada (entre algumas atrações em cima do morro) e a subida de funicular. Mas enfim, valeu a experiência. DSC04205 by Elder Walker, no Flickr OBS: Não sei se demos azar ou se normalmente é assim e as fotos publicitárias que enganam, mas era quase impossível visualizar as montanhas ao fundo como em algumas fotos de cartão postal. Essa espécie de névoa de poluição e/ou poeira era bastante persistente e não saiu nem com uma garoa que tivemos num dos dias. Voltamos ao hostel, saímos para jantar em Lastarria, uma ruazinha repleta de restaurantes descolados. Novamente, não temos um paladar tão sofisticado e até por isso tivemos dificuldade em escolher um restaurante que tivesse pratos do nosso agrado, mas depois de olhar o menu de quase todos, escolhemos um e jantamos. Santiago me pareceu legal justamente para quem curte esse tipo de coisa, um lugar com prédios históricos, museus, gastronomia, vida noturna etc... talvez por isso a cidade esteja aborrotada de brasileiros de classe média/alta, com gosto para essas coisas. Aliás, o que não faltam são atrações "pega-turista", desde passeios duvidosos fornecidos por agências até restaurantes que nem sempre são bons apenas por serem caros. Mas sabendo escolher bem e sabendo o que quer, realmente, tem bastante atrativos.
  34. 1 ponto
    Expedição Lima x Nazca x Deserto do Atacama x Salar de Uyuni x Sucre 18 Julho a 02 Agosto 2018 LIMA 18 de Julho Saída Brasil, chegando em Lima as 23:00 hs. Ida para o 151 hostel em Miraflores. Dia 19 saida para o centro de Lima. Conhecendo as atrações. Não fui no Cerro San Cristovam devido o mesmo estar fechado em função de um acidente que aconteceu . Onde 10 turistas morreram. Ainda pelo centro comemos o famoso CEVITE. Que por sinal é muito bom. Rodamos e no final do dia me desloquei para o Malecon ( calçadão) a beira do mar do pacifico. Dia 20 foi o dia de conhecer bem Miraflores que por sinal é o melhor lugar para se ficar em Lima Suas ruas e calcadoes são top. Mais segurança etc... O point de Mirafloes é sem Dúvida o Lacomar Lugar que é o ícone local. Neste mesmo dia fui para Nazca, chegando lá as 23:00hs. Onde me hospedei no Braban Hostel NAZCA Dia 21 manhã acordei e tomei café e parti para o tão esperado vôo para ver as linhas de NAZCA. Foi sensacional poder ver as linhas de Nazca. Parece coisa de ETS. poder ver estas linhas são uma dádiva, pois são extremamente surrealistas. Tinha pessoas de todo o mundo. Dia 21 Tarde. Contratei um tour no próprio Hostel por 80 soles. Embarcamos numa espécie de aranha, estes carros que só tem motor e estrutura. Foi alucinante. Passamos pelo Aqueduto Ocangalla, Piramide cahuachi, Cemitério Cahuachi , Sandboard em Cahuachi em dunas na areia. Iradooo. Voltamos para Nazca a noite. Dia 22 fiquei descansando e a noite embarquei num ônibus para Tacna. Arica e são Pedro do Atacama. TACNA E ARÍCA Parti as 21:00 h e rodamos a noite toda e parte do dia, chegando em Tacna em torno do meio dia. Durante a viagem pude observar o quão é deserto entre cidades. As estradas são perigosas demais. Precipícios gigantes estão a todo instante aparecendo. O ônibus da Cruz del sur é muito confortável. Tem cama e semí cama. Servem refeições e desaiuno. Dia 23 Chegamos em Tacna as 12:00 h. Logo paguei um microonibus par Arica,o qual levou cerca de 01:30. SÃO PEDRO DO ATACAMA Comprei passagem pela www.turbus.cl para São Pedro do Atacama as 21:00 hs, chegando as 08:00 hs do dia Seguinte. Dia 24 . A cidade é muito legal. Povo acolhedor. Fiquei no hostel la florida, que por sinal é muito legal. Tem um Jardim interno. Cozinha etc... Dia 25 descansei e fiz um tour na parte da tarde. Laguna Cejar. Laguna Piedra e laguna Baltinache, todas salgadas. Lagunas Ojos del salar, Tebenquinche Pela Agencia volcanoaventura DESERTO DO ATACAMA Deixamos de conhecer laguna Verde, Águas Termales e Geyser devido ter nevado muito e interrompeu a estrada. Dia 26 saímos as 04:00 hs da manhã em direção ao então alvo da trip, o DESERTO DO ATACAMA. Logo atingimos 4000 mts de altitude. Atravessamos a fronteira do Chile e da Bolivia. E chegamos ao mirante do Vulcão Ollangue. Muito frio neve etc... Seguimos em frente e pararmos na lagoa Hedionda, onde ficamos maravilhados com os Flamencos. Eles deram um show a parte. Almoçamos e partimos para a lagoa de Canapa., lagoa Chiarkota e Lagoa Honda que é um show. Logo atingimos ó Arbol de Piedra, um ícone do desero do Atacama. Continuamos e alcançamos a lagoa Colorada cheia de Flamencos. Pernoitamos no Arbol de Piedra Hostel. Estas Lagoas situam-se a +- 4500 mts de Altitude e o Mal da Montanha ataca rápido. Dia 27 acordamos tomamos café e partimos para o segundo dia da expedição. Detalhe ninguem do grupo tomou banho, pois estava a -5 ° c. Kkkkkkk. Poder conhecer o deserto do atacama é uma oportunidade. Diferente de todos os desertos que já fui. Semi árido e seco, é importante que todos bebam bastante água, usar bastante protetor labial e principalmente fazer uso do remédio para o mal da montanha. Saimos e atingimos o povoado de Villa Mar, Rocas ( Itália Perdida), Laguna Vinto. Chegamos na laguna Catal local onde almoçarmos. Mais adiante chegamos ao Canhão de Anaconda , lugar fantástico, destes que parece que foi criado pela queda de um meteoro. Logo depois adiante chegamos em Sora. Lugar magnífico onde se tem uma visão surrealista do Atacama. A frente chegamos em San Augustin. Cidade pacata. O engraçado é que todas as cidades os cidadãos pagam para passar, uma espécie de pedágio. Logo chegamos ao Salar de Chiguana. Paramos para lanchar e adiante chegamos no Hotel de Sal Tambo Loma. Um hotel difefente onde as paredes são de Sal. Saímos do hotel as 05e30 da manhã e logo atingimos o Salar de Uyuni. De repente furou o pneu do carro. Feito o reparo partimos e logo chegamos na ilha Incahuasi, uma ilha irada no meio do deserto de sal. Repleta de Cactus gigantes. Estava muito frio algo em torno de 0 °c. Saímos e logo chegamos no Dakar, o primeiro HOTEL DE SAL do Salar. Logo próximo na saída do deserto chamado Colchani, lugar onde se compra artesanatos etc... Na parte da tarde fomos ao Cemintério de Trens. Interessante que eles guardam esta memória. CIDADE DE UYUNI Di 28 Logo apos o cemintério de trens chegamos na Cidade de Uyuni, lugar legal porem meio sem nada para fazer na cidade, já que ela é porta de entrada do salar. Me hospedei num hostel , já que não tinha reserva. Dei um rolê para descansar. Dia 29 viagem BUS até Sucre passando por Potosi. Cheguei em sucre no dia 29 noite. SUCRE Dia 30 acordei e dei um rolê pela cidade que se mostrou interessante com seus monumentos, parques e Jardins. Sucre é a quinta cidade mais populosa da Bolívia. Dia 31 Ida a Santa Cruz de La Sierra pela Amaszonas, uma cia aérea, pois só tinha ônibus a noite e eu estava cansado da trip. Sai as 15:25 e cheguei em Santa Cruz de La Sierra as 16e30 hs. Pernoitei Dia 01 Agosto Santa Cruz de La Sierra. Conhecendo a cidade que não tem muito a oferecer. Dia 02 ida para o Brasil Pela Gol Dicas: -Se prepare para as altitudes. -Leve remédio para dor de cabeça, pois a Sorose (Mal da Montanha Ataca). -Se prepare para baixas temperaturas.
  35. 1 ponto
    Fui com meu Renagede 1.8 para o Jalapão em janeiro de 2017. Ele tem ponto para ancoragem nos parachoques. Tanto que precisei usar para ser puxado por um 4x4 em um trecho. Consegui chegar até a Cachoeira da Velha sem muitos problemas. Cachoeira da Formiga e os fervedouros do Ceiça e Buritizinho idem. O único local que não arrisquei foi nas dunas. Seria meio loucura. Para lá fomos caminhando a partir da estrada principal. Ao todo ficamos presos nos facões três vezes. Duas no mesmo local. No mais o carro não teve nenhum dano. Semana que vem volto para o Jalapão. Mas dessa vez vou alugar um 4x4 em Brasília.
  36. 1 ponto
    Galerinha eu e minha esposa estamos há 2 anos morando em Brasília e resolvemos ajudar a catalogar alguns lugares. Resolvemos compartilhar com os mochileiros nossas trips... A CIDADE Então fomos fazer um confere em Mambaí - GO que é uma cidadezinha no interior de Goiás, quase na divisa com o estado da Bahia. A cidade é simples, rústica e tem apenas 8.000 habitantes. É um dos points de ecoturismo por aqui. Está a cerca de 310 km de Brasília, situada na Área de Proteção Ambiental (APA), nas nascentes do Rio Vermelho. A estrada é super de boa, depois da saída de Formosa-GO o fluxo de caminhões fica bem tranquilo e é só seguir via GPS passando por Lago Azul e Alvorada do Norte ( logo após esta cidade atenção na saída para Mambaí). O QUE FIZEMOS NA CIDADE? Como era nossa primeira ida em Mambaí e seria por somente um final de semana, optamos por fechar com uma agência de turismo local a Cerrado e Aventura onde fechamos alguns passeios, trilhas com caverna, pêndulo e tirolesa ( a melhor parte ). o carro é importante, todos os roteiros dependem de carro para chegar nas posições mais próximas, o guia acompanha o grupo dentro de um dos carros! o material de segurança é disponibilizado pela agência. Durante os passeios podemos encontrar uma diversidade enorme de belezas naturais, como cachoeiras, cânions e cavernas em meio ao cerrado. No entanto, a descoberta do potencial turístico ainda é recente e a cidade carece de infraestrutura para receber uma quantidade significativa de visitantes. Recomenda-se visitá-la fora de temporada (e foi o que fizemos ) para garantir melhores condições e visuais mais surpreendentes. ONDE FICAMOS? Ainda existe um esforço da cidade para se desenvolver e se preparar, na medida do possível, para recepcionar os turistas da maneira mais adequada e satisfatória. Não encontramos muitas opções para comidas e saídas noturnas, a cidade fica bem pacata porém muito segura... Pode-se achar alguns barzinhos legais e depósitos de bebidas para comprar e ficar pela pousada. E por falar em Pousada ficamos em uma super bacana O Luar encantado Pousada e Camping, muito diferente de outros lugares que fomos, o clima lá é super família e bem aconchegante. No terreno da pousada a dona tem uma horta onde podemos apreciar de tudo um pouco... mais ao fundo do terreno (60M) podemos desfrutar de um gostoso banho em um córrego de nascente com água bem relaxante. O café é incluso na estadia da pousada e é super bem servido, aproveitamos para fazer um vôo com Drone e deixamos de presente algumas imagens para a dona da pousada. Pagamos em torno de 150 para um quarto para 3 pessoas. Os valores variam dependendo da época! Os valores de Camping gera em torno de 30 a 50 por pessoa e a estrutura é muito boa! INFORMAÇÕES IMPORTANTES É importante deixar o pacote montado antes de ir pois os guias são ajustados de acordo com o que seu grupo irá fazer, fechamos tudo por whatsapp/e-mail e fomos muito bem atendidos, a agência também te da a opção de pagamento em cartão e crédito ou dinheiro. Uma importante observação é você levar valores em espécie para facilitar almoço ( também muito IMPORTANTE deixar encomendado via a agência em algum dos poucos lugares que trabalham nessa parte). Até a próxima rota!
  37. 1 ponto
    Olá meninas, sou do interior de SP! Gostaria de companhia para viajar, fazer umas trilhas... Conhecer novas pessoas, compartilhar dicas e acho que sai mais em conta viajar com mais pessoas pra dividir os gastos. Bom, qualquer coisa chama lá 12 997521965 ou se preferir meu insta @caamilamouraa
  38. 1 ponto
    Durma em qualquer canto que se mostrar razoavelmente propício. Eu já dormi embaixo de passarela na Via Dutra, já montei barraca na cara de pau em calçada, já dormi no mato, em posto de gasolina... Use a criatividade e aguce o senso de reconhecer possíveis locais. A necessidade faz o inventor. Aí cabe a você avaliar se aquele local é seguro, se vale o risco. Algumas cidades tbm possuem abrigos públicos pra quem vive na rua.
  39. 1 ponto
    Frank, muito bem relatado e fotografado. De todas as fotos, destaco a foto entre as sapopemas (raízes da árvore) e de tudo que você escreveu destaco este trecho que indica uma enorme sensibilidade de sua parte "Por onde passamos ninguém se falava em dinheiro nem valores, era como se fossemos da família, mas claro que tudo tem custos e não fomos pra explorar ninguém,..." . O espírito é esse mesmo, parabéns! Minhas saudações também para Thalita Figueiredo que fez o primeiro comentário, ela e sua turma foram brilhantes companhias na Serra do Divisor há dois anos em que produzimos dois bons e saudosos relatos nos Mochileiros. Abraços capixabas de Hilton
  40. 1 ponto
    Olá Rafael, sim estamos num fórum voltado a viagens, mas de vez em quando aparece alguém com algum tipo de problema ou irregularidade, não é coisa recente, nem que me incomode. Pelo jeito o assunto imigração ilegal te incomoda bastante, a ponto de afirmar (em maiúsculas): Imigração ilegal é crime! Já é o segundo tópico que te vejo mencionando isso, só nessa semana. Sendo que no outro tópico ninguém tinha perguntado sobre ficar ilegal na Europa, vc estava assumindo que seria o caso. Mas como vc mesmo sugeriu "basta não responder". Então quem sabe vc segue sua própria sugestão. Em relação a migração ilegal, é crime "promover, com o fim de obter vantagem econômica, a entrada ilegal de estrangeiro em território nacional ou de brasileiro em país estrangeiro" (art 232-A do nosso CP). Mas "estar ilegal" no Brasil não é crime, então vc pode abandonar esse seu discurso de criminalidade e cumplicidade. O estrangeiro que infringe a lei e fica em situação irregular está passível de multa e expulsão. Sendo que o STF já decidiu que é vedada a expulsão de estrangeiros em alguns casos. Enfim, a realidade é diferente do que vc imagina. Olá Erick, não leva a mal, mas acho improvável que essa multa que vc recebeu não tenha indicação de como pagar. Quem sabe vc escaneia/fotografa a multa frente e verso (ocultando seu nome e outros dados identificadores) e coloca aqui no tópico pra gente te ajudar a encontrar a solução. Quanto ao seu nome: viajantes na sua situação, além da multa, podem ter o nome incluído no sistema (SIS - Schengen Information System). Para saber se vc está ali ou não, basta escrever e perguntar. Vc encontra informações (inclusive modelinho de carta para fazer o pedido) no site https://www.cnpd.pt/bin/direitos/schengen.htm
  41. 1 ponto
    É com imensa satisfação que escrevo esse relato sobre a segunda e sucedida tentativa de subida ao Pico Paraná. Fiz um relato aqui no mês passado pra contar uma trip maravilhosa de ida ao PP. Porém naquela ocasião o clima não foi tão amigo assim. E o destino foi o A2, o segundo acampamento do Pico Paraná. Dessa vez pegamos um fim de semana com previsão de sol, o que se cumpriu. Tempo ótimo, não muito frio e com um sol sensacional. A trilha de subida ao PP é bem desafiante, mas é daquelas coisas que te fazem crescer, é como começar tomar café sem açúcar. Depois do PP você fica exigente pra trilha, e qualquer coisa não te satisfaz, precisa ser desse nível e além. Uma dica pra quem teve medo dos grampos a primeira vez é que na segunda fica bem mais fácil hehe. Relato aqui então a parte do A2 até o cume! O acampamento foi no A2, e o por do sol é lindo, uns 20 minutos de subida do A2 já da pra ter uma vista maravilhosa. A noite deu pra ver a Via Láctea! A subida ao cume começou as 05:30 da manhã com lanternas, e em torno de 1 hora chega-se ao Cume. Comparado com o restante da trilha essa última etapa é bastante íngreme, então tome um bom café antes de começar. E o espetáculo do nascer do sol é uma coisa de outro mundo. Então, eu só tenho cada vez mais admiração e carinho pelo Pico Paraná, sou fã, meio suspeita a falar, porque nesse ano já é a terceira vez que fui pra fazenda. E ta a uns 600 km de distância de casa, e todo esforço vale a pena pra quem já foi picado pelo bicho da montanha. Obs. No A2 não está tendo água nesses tempos, se abastece nos pontos de subida! VID-20180717-WA0009.mp4
  42. 1 ponto
    @Victor_Lima quando fiz meu mochilão em 2015 o roteiro foi o seguinte: São Paulo - Santa Cruz de La Sierra (avião) Santa Cruz - Sucre (avião) Sucre - Uyuni (bus cama) Salar de Uyuni (3 dias) Uyuni - La Paz (bus cama) La Paz - Cusco (bus cama) Cusco Vale Sagrado (3 dias) - tour contratado via boleto turístico MAchu Pichu (via hidrelétrica) (van contratada com uma agência) Santa Teresa (banhos termais) - Cusco Cusco - Arequipa (bus cama) Arequipa - Copacabana - isla del sol (bus cama + barco) Copacabana - La Paz (bus cama) La Paz - SP Durou 20 dias. Não sei qual a sua disponibilidade, mas essa trip foi incrivel. Certeza que vc vai amar.
  43. 1 ponto
    @Apaula.Sales Eu comprei as passagens separadas sabe, ida fui de Latam. Um B777 apertadíssimo. O avião da RAM era zerado, um Boeing 787 Dreamliner. Veja no seu bilhete se é esta aeronave. Pra você ter ideia de como as malas vieram intactas, eu trouxe umas 8 garrafas de vinho. Eu também li muito a respeito da RAM justamente nessa época do ano passado. E estava morrendo de medo. Eu li tanta coisa ruim, que não sei se tive sorte ou as pessoas que li tiveram azar. Por que elogiar, ninguém elogia também, agora, reclamar... Eu tinha comprado esta passagem pelo decolar.com. 5 meses antes da viagem, foi mudado a malha aerea da RAM para o Brasil, e pensei que teria problemas para remarcar o voo. Você acredita que eu entrei em contato pelo twitter com a RAM por DM, eles pediram o telefone e me ligaram (em inglês). Resolveram tudo. Só precisei do decolar para remarcar mesmo, mas eles (RAM) tinham me mostrado todas as alternativas dos voos. O aeroporto de Casablanca é super pequeno. Em 10 minutos (se não tiver muita gente, claro) você entra no aeroporto e já estará em seu terminal. Como disse, não sei se tive sorte. Mas, um conselho. Leve as roupas mais importantes, caras e que você mais gosta na bagagem de mão. Agora, eu estou em uma sinuca de bico. Comprei passagens para a Europa pela Alitalia, minha viagem é em dezembro, e dizem que depois de 30 de outubro a Alitalia vai falir. Mas, de boa. Nem vou esquentar a cabeça. Já comprei parte dos euros também. É só esperar. Se der certo deu, se não der. Fico no aguardo.
  44. 1 ponto
    Bem legal a iniciativa! Estou pensando em fazer algo similar focando em equipamentos importados da china, então já vou deixando aqui algumas recomendações de produtos. Todos estão no aliexpress por preços bastante atrativos. Saco de dormir aegismax m2 - Plumas de ganso, temperatura conforto de 2℃ - 750g Isolante térmico naturehike - Adequado até -5c ou até menos - 400g Barraca 1p 3f lanshan - Usa bastões de trekking para sustentação, existe versão 2p - 900g Fogareiro BRS-3000t + panela de titanio toaks, lixada ou keith 900ml - 200g Bastão de caminhada pioneer - 190g Dry bags naturehike, 3f ou greenhermit - ~25g
  45. 1 ponto
    "O barato eh loko e o processo eh lento" Dois anos depois, finalmente, segue o relato da viagem...😛 Após publicar aqui a intenção de fazer a travessia, conheci o Adriano q topou fazer a trilha comigo. Atenção: eh preciso enviar um e-mail para o ICMBio com no mínimo três dias de antecedência para fazer a travessia a pé. A propósito, o Adriano eh um cara "bem disposto", após viajar com a mulher dele pra Canela-RS desembarcou em Congonhas enquanto a esposa seguiu pra Goiânia. Fui me encontrar com o Adriano em Congonhas e daí começou a Trip. Pré-trilha dia 25/08/16 - quinta-feira De Congonhas seguimos para o Terminal Tietê e pegamos um bus para Guaratinguetá. (Bus direto de SP para São José do Barreiro-SJB somente um único horário aos sábados) Em Guaratinguetá nos hospedamos em um hotel no centro ao lado da igreja matriz, q fica bem perto da rodoviária. 1° Dia 26/08/16 - sexta-feira Deixamos o hotel bem cedo para pegar o primeiro ônibus para SJB, onde fica a entrada do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Partimos de Guaratinguetá às 07h00 e chegamos em SJB por volta das 09h00. A ideia inicial era ir andando até a entrada do parque, ou seja 26 km de subida da rodoviária de SJB até o início da trilha. NÃO FAÇAM ISSO! Uma luz tomou conta de nossas cabeças, mas não queríamos pagar 200 reais pra um jipe nos levar até a entrada do parque. Conversando com um jardineiro da prefeitura q trabalhava na praça, este se ofereceu para nos levar de carro por 100 reais. FEITO!!! Oh Lord!!! Durante o caminho percebemos a encrenca da qual nos livramos. Eh mta subida, sem lugar pra pegar água nem nada e o clima estava bastante seco. Aproximadamente duas horas de carro chegamos à portaria, na qual havia um guarda. A gente se identificou e assinamos um registro lah. Seguimos um croqui q peguei no relato do Raffa 😕 Bem perto da portaria uns 500 metros à esquerda encontra-se a Cachoeira Santo Izidro, boa para tomar um banho num dia de verão, no inverno impossível colocar os pés. Tira foto, curte um pouco a vista e o som da cachu e segue a trilha até chegar a cachoeira da Posse fora da trilha principal. De volta à trilha, mto sol e pouca sombra. Detalhe q no relato do Raffa ele fala sobre um atalho, daí eu e o Adriano seguimos a trilha e em determinado momento observamos uma placa indicando o atalho, achamos estranho o caminho do atalho apenas subir, mas tudo bem há momentos de subida e descida... qdo chegamos ao final do atalho a grande surpresa! Havíamos passado a entrada do atalho na ida e acabamos voltado todo o percurso Volta tudo de novo e segue pro Sítio do Tião. No caminho, já quase anoitecendo, numa estradinha de terra passa uma caminhonete em sentido contrário para a qual perguntamos se já estávamos próximos do sítio do Tião, daí o motorista responde dizendo q ele era o Tião, Uffaa..., disse q ia levar um casal até a entrada do parque pois a mulher do casal estava com bolhas e não conseguiria continuar a trilha... poucos quilômetros depois chegamos ao sítio... o Tião soh voltou bem mais tarde... 2° dia 27/08/18 - sábado Com certeza o melhor dia da trilha Logo após tomar café da manhã, subimos até o Pico do Gavião q fica do lado do Sítio Desmonta a barraca e trilha q segue. Esse segundo trecho da trilha eh o mais bonito, em meio à mata atlântica segue-se o caminho de "pé de moleque" feito pelos escravos para transportar o ouro de Minas até Parati. Como o tempo estava ensolarado e seco não tivemos problemas durante o percurso, mas acredito q em dias de chuva ou q tenha chovido alguns dias antes esse trecho seja BEM difícil de fazer pois as pedras devem ficar bastante escorregadias, logo eh bom ter um bastão de trilha ou um cajado nesses dias. Ao final da trilha de "pé de moleque" chegamos a um rio onde andando à sua margem em pouco tempo encontra-se um casebre abandonado onde deixamos nossas coisas e seguimos para a cachoeira do Veado. A trilha para esta cachoeira estava bem úmida apesar de não ter chovido. Voltamos para o casebre e montamos a barraca de camping, embora seja possível dormir no interior do casebre, onde inclusive há um fogão à lenha, no qual preparei o jantar: miojo à lenha 3° dia 28/08/18 - domingo O dia mais ROOTS! Bem perto do casebre há uma ponte nova para atravessar o rio e seguir a trilha do outro lado à direita da saída da ponte. Eh nesse trecho q se encontram os caminho do ouro q vêm de SJB e do Cunha. Apesar da água gelada, tanto no rio ao lado do casebre quanto no rio Mambucada foi possível tomar banho, pois não era insuportável. Como não contratamos transporte do final da trilha até o Campo da Gringa fizemos esse percurso a pé, ou seja, haja "sola de sapato" e paciência pq nunca chega. Pior parte! Mas dá pra vez ou outra se refrescar no rio. Chegando na Gringa tem ônibus pra Parati ou pra Angra. O Adriano seguiu pra Parati pra voltar pra SP e depois Goiânia e eu segui pra Angra com destino a Ilha Grande, mas essa eh outra história, pois quero voltar e fazer a volta à Ilha. Dicas Importantes: 1- Vá com calçados adequados, de preferência bota de trekking e meias q não absorvam umidade. 2- Para comer levei queijo, salame, miojo, chocolate, frutas secas e pão q compramos na padaria em Guaratinguetá. 3- Uma garrafinha de água de 500ml eh suficiente, pois há água em todo o percurso, levei um cantil de 600ml. 4- Protetor solar, principalmente, para o 1° e 3° dias. 5- A trilha é bem marcada, difícil de se perder.
  46. 1 ponto
    Falaê pessoal! Tudo numa boa? Vamos para mais um relato! Resumo do Relato: Data da Viagem: 05/03/2017 a 15/03/2017 Valor Total: R$ 4.226,25 TimeTable: 05/03 - Embarque em SP - Destino Madrid 06/03 - Chegada em Madrid às 8h30 - Dia em Madrid - Embarque Madrid - Santiago de Compostela 20h20. 07/03 - Santiago de Compostela - Ferról 08/03 - Início do Caminho 09/03 - Caminho 10/03 - Caminho 11/03 - Caminho 12/03 - Santiago de Compostela 14/03 - Santiago de Compostela 15/03 - Santiago de Compostela - Madrid - São Paulo Sobre o Caminho: Os Caminhos de Santiago são os percursos percorridos pelos peregrinos que afluem a Santiago de Compostela desde o século IX para venerar as relíquias do apóstolo Santiago Maior, cujo suposto sepulcro se encontra na catedral de Santiago de Compostela. A peregrinação foi uma das mais concorridas da Europa medieval, cuja importância só era superada pela Via Francigena (com destino a Roma) e Jerusalém, sendo concedida indulgência plena a quem a fizesse. Depois de vários séculos relativamente esquecida, desde os anos 1980 que a popularidade da peregrinação tem vindo a crescer substancialmente, embora grande parte das pessoas que fazem o Caminho — nome pelo qual é também conhecida a peregrinação — atualmente não o façam por motivos religiosos. O Caminho tornou-se um itinerário espiritual e cultural de primeira ordem, que é percorrido por dezenas ou centenas de milhares de pessoas todos os anos. Foi declarado Primeiro Itinerário Cultural Europeu em 1987 e Patrimônio da Humanidade (na Espanha em 1993 e na França em 1998). Dia #1 e #2 Embarque SP - Chegada a Madrid O embarque foi feito em SP com destino à Madrid, pela Air China, o voo foi direto e bem tranquilo, com direito a cervejas brasileiras e chinesas! Após a chegada em Madrid (08h35) e imigração (super tranquila), fui a estação de trens no terminal 4 do aeroporto, há trens e metrôs integrados nos terminais 1, 2 e 4. Metrô - Terminais 1 e 2 Trem - Terminal 4 Com todo o dia livre em Madrid, resolvi conhecer a cidade e fazer o tour pelo estádio Santiago Bernabeu. Se locomover por Madrid é muito fácil, o metrô é muito grande e de fácil entendimento. Para quem é apaixonado por futebol o tour pelo Bernabeu é fantástico! O valor é de 24€. O metrô e trem são pagos de acordo com o percurso, o valor médico fica em 2,5€. Após o tour, fui comer e voltei ao aeroporto (já era por volta das 17h), às 20h20 peguei um voo pela RyanAir (low cost) e cheguei por volta das 22h em Santiago de Compostela. Em Santiago peguei um transer até o centro da cidade por 5€, e fui apé até o Blanco Albergue (12€), que recomendo muito! https://www.booking.com/hotel/es/blanco-albergue.pt-br.html Continua...
  47. 1 ponto
    Oii! Eu tenho um cartão Visa internacional pelo Banco do Brasil. Autorizei para saques e compras no período da viagem. Usei em uma loja normalmente (no crédito) e saquei em um caixa eletrônico na estação do trem, desses 24h que são para todos os bancos. Depois de sacar, eu conversei com brasileiros que estavam lá e eles me disseram que é mais seguro ir no Banco Nacional do Peru e sacar diretamente no caixa... é uma opção. Em Cusco o Banco Nacional fica na avenida principal da cidade.
  48. 1 ponto
    Dias #4, #5, 6# e #7 - Fotos do Caminho Inglês de Santiago de Compostela
  49. 1 ponto
    Adendo - Informações sobre o Caminho Inglês para Santiago de Compostela "A lenda que existe hoje do caminho Inglês, remonta há muitos anos, sendo esta a mais importante rota de peregrinação por via marítima. Milhões de peregrinos usaram o barco como transporte para os portos de El Ferrol e A Coruña, poupando as estradas intermináveis e seus perigos para chegar a Santiago. Aos portos de Ferrol e Corunha, assim como a Ribadeo e Viveiro, afluíam peregrinos de barco provenientes das ilhas britânicas. Dos portos do Báltico e do Atlântico chegaram os escandinavos, holandeses, belgas, franceses e, em maior número, irlandeses e ingleses. No século XII, mais precisamente, no ano de 1147, a esquadra da Segunda Cruzada, com destino à Terra Santa, de má memória para os cristãos, efetuou, a pé, o caminho entre os portos Ferrol e da Corunha e Santiago de Compostela, com o fim de visitar o túmulo do apóstolo, antes de participar naquela que foi a única vitória cristã, precisamente a reconquista de Lisboa, em 1147, sob a solicitação de Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal." (Escrito por Oswaldo Buzzo) Em termos de extensão, são 121 quilômetros caminhados na direção norte-sul, que separam a cidade de Ferrol a Catedral de Santiago de Compostela. As cidades com mais habitantes presentes no trajeto são: Santiago (95 mil); Ferrol (74 mil); Betanzos (13 mil). Vale ressaltar, que também é possível fazer o Caminho Inglês começando por "A Corunha", porém, para que se possa receber o documento da Compostela, se faz necessário percorrer no mínimo 100km a pé ou 200km em bicicleta. O trajeto saindo por A Corunha à Santiago tem menos de 100km, ou seja, fazendo essa rota, não se recebe o documento da Compostela. As etapas do Caminho são: Ferrol - Pontedeume Extensão: 29,7km Dificuldade: 3/5 Pontedeume - Betanzos Extensão: 20,2km Dificuldade: 2/5 Betanzos - Hospital de Bruma Extensão: 27,8km Dificuldade: 4/5 Hospital de Bruma - Sigueiro Extensão: 24,00km Dificuldade: 2/5 Sigueiro - Santiago de Compostela Extensão: 16,7km Dificuldade: 1/5 Todas as informações referentes ao Caminho podem ser encontradas no site: https://www.gronze.com/camino-ingles Esse site é muito completo e informativo, desde os percursos, hospedagens e altimetria do terreno. O Caminho é bem sinalizado, embora possa melhorar um pouco. A sinalização é feita por totens, flechas e pequenas placas com o desenho da concha, símbolo do peregrino. O Caminho é composto por áreas urbanas e muitas rurais, ora você passa por um pequeno vilarejo e depois passa bons kms por florestinhas e até uma linha de trem! Na próxima postagem colocarei apenas as fotos do Caminho, tentando descrever um pouco os lugares e acomodações. Tudo é bem simples e bem organizado, o que faz com que a experiência no Caminho seja reflexiva e solitária, e um bom momento pra passar com si mesmo.
  50. 1 ponto
    Dia #3 - Ferrol Acordei em Santiago de Compostela e fui direto ao terminal de ônibus da cidade (Terminal de Buses), lá peguei um ônibus com destino a cidade de Ferrol (pronuncia-se Ferólllll). A cidade é pequena, porém possui uma estrutura bem interessante e bonita. Também há uma Decathlon bem grande, que vale muito a pena fazer umas compras! Lá, comprei uma bota a prova d'água por 30€! Mas lembre-se, tudo o que você comprar, levar e vestir, se transformará em peso para fazer o Caminho! Para fazer o caminho de Santiago de Compostela, é necessário ter a Credencial do Peregrino, o valor é de 2€, e pode ser comprada na Concatedral de San Xulián. Feito isso, voltei a hospedagem (Hostal La Frontera) 20€. O hostel é muito bom, os quartos são individuais e com banheiros, bem próximo ao centro e a Concatedral de San Xulián. Arrumei a mochila da melhor forma possível, dormi cedo pois no dia seguinte começaria o Caminho para Santiago de Compostela.
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


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