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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 16-08-2018 em todas áreas

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    Oi gente. Queria passar o reveillon em algum lugar Diferente .. Queria sugestões .. e saber quem tá afim de vir junto Bjs
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    Olá pessoal, Estou planejando uma trip de uns 10 dias pela região dos Lagos Andinos entre Chile e Argentina em novembro/18 A ideia é pesar a passagem de ida por Temuco e a volta por Puerto Montt (ou vice-versa) Roteiro poderia incluir Puerto Montt / Puerto Varas / Bariloche / San Martin de Los Andes ou Pucón. Alguém se interessa?
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    Olá Estou planejando uma viagem para conhecer os principais pontos do Equador, incluindo Galapagos. Pretendo sair de São Paulo no dia 26/11/2018, chegando a Quito dia 27 (essa data pode ser antecipada ou adiada, a depender de haver cia). Dia 27: Quito --> Otavalo: 1h30 Chegando a Quito, vou alugar carro (caso haja cia; se não houver, posso fazer os trajetos de ônibus) e subir até Otavalo (ficando lá 3 noites - 27, 28, 29 e 30 - saindo depois do almoço). Lá pretendo conhecer a lagoa Cuicocha (28) e a cachoeira Peguche (29), além da própria cidade de Otavalo (27 e 30). Dia 30: Otavalo --> Quito: 1h30 Volto para Quito e pretendo ficar lá por 5 noites (30, 1, 2 , 3, 4 e 5 - saindo bem cedo no dia 5). Passeios nos dias 1, 2, 3 e 4 para conhecer a cidade. Dia 5: Quito --> Latacunga: 2h Começo a descida para conhecer Cotopaxi (dia 5) e o lago Quilotoa (dia 6) e fico hospedada na cidade de Latagunga 2 noites (5, 6 e 7). Dia 7: Latacunga --> Banos: 2h Em seguida desço para Banos e devo ficar 5 noites (7, 8, 9, 10, 11 e 12 - saindo dia 12 de manhã). Dia 12: Banos --> Riobamba: 1h30 De lá continuo descendo, passando por Riobamba (dia 12 - parada para fazer a rota do trem Nariz do Diabo). Lá fico 1 noite (de 12 para 13), porque o próximo trecho da viagem será cansativo. Dia 13: Riobamba --> Ingapirca: 4h De Riobamba vou para Ingapirca (ruinas do império Inca - dia 14), ficando lá 2 noites (chegada dia 13, a noite, e saída dia 15, de manhã) Dia 15: Ingapirca --> Cuenca: 1h30 De Ingapirca vou para Cuenca, ficando lá 3 noites (15, 16, 17 e 18) para conhecer a cidade (15 e 17) e o Parque Nacional el Cajas (16). Dia 18 (manhã): Cuenca --> Guayaquil: 4h Em Guayaquil fico 2 noites para conhecer a cidade (18, 19 e 20), partindo dia 20 de manhã para Galapagos Dia 20: Guayaquil -- > Galapagos: 2h de vôo Em Galapagos pretendo visitar as 3 principais ilhas. Chegada a ilha de Santa Cruz dia 20 e estada por 3 noites (20, 21, 22 e 23). Partida para a ilha Isabela dia 22 e estada por 3 noites (23, 24, 25 e 26). Partida para a ilha San Cristobal e estada por 3 noites (26, 27, 28 e 29). Dia 29: Galapagos --> Guayaquil: 2h de vôo Guayaquil --> São Paulo: 16h de vôo Dia 30: chegada a São Paulo Ufa!
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    Olá! Estou indo para a Espanha no início de novembro e, por volta do dia 26 do mesmo mês, pretendo alugar um carro e fazer a Riviera francesa com destino a Paris. Alguém com a mesma ideia ou que vai estar pelos países nesta época (interrogação) Obs: estou indo só Obs2: não sei onde foi parar o ponto de interrogação do meu teclado :p
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    Olá galera! Estou planejando uma viagem de 30 dias para conhecer a Itália de norte a sul em setembro 2018, irei sozinha, porém tenho muitas dúvidas em relação o roteiro, acham que vale a pena eu expandir para outros países? Amo cidades históricas, estou indo principalmente por Roma, será minha primeira viagem internacional. Outra coisa, me aconselham levar mala ou mochila?
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    Salve, pessoal! Eis o relato resumido de 38 dias que passei mochilando em São Tomé e Príncipe, Gabão e Angola, incluindo um bom trecho de bicicleta nesse último. Isso ocorreu entre junho e julho desse ano. Quem quiser mais detalhes, pode conferir em meu blog de viagem Rediscovering the World. Preparativos Em agosto de 2017 surgiu a primeira de várias promoções no site Melhores Destinos para São Tomé e Príncipe (STP), o 10º país menos visitado no mundo naquele ano. Não perdi a oportunidade; logo comprei por 1690 reais a ida (02/06/18) e volta (09/07/18) saindo de Guarulhos pela TAAG. Nos meses seguintes tratei do planejamento. Fiz as reservas de São Tomé pelo Airbnb, pois além de estarem mais em conta, como o pagamento é antecipado eu não precisaria levar tanto dinheiro, já que não dá pra usar cartão de crédito em São Tomé e Príncipe (se precisar sacar, pode ir num hotel chique e pagar uma comissão). Desde 2015, brasileiros não precisam mais de visto para esse país, então foi uma burocracia e custo a menos. Como são 2 ilhas, precisei comprar os voos para a menor delas, Príncipe. Custaram 153 euros pela Africa's Connection, mas poderiam ter custado 102 pela STP Airways se eu tivesse tido sorte na escolha das datas. Outro país que visitaria durante esse tempo seria Gabão, pois há voos diretamente de STP, e o visto pode ser emitido pela internet previamente (85 euros), o que tentei no mês anterior junto com a compra das passagens aéreas (173 mil francos ~ 264 euros) pela Afrijet. Um dia antes da viagem o visto foi recusado sem motivos, então eu tive que fazê-lo no meio do caminho. Se fosse negado novamente, poderia ainda tentar na chegada. O último país a ser acrescentado foi Angola, pois tive sorte de um dos países mais fechados do mundo começar a processar pedidos de visto rapidamente pela internet (120 dólares) e sem necessidade de carta de indicação. Com sucesso, o emiti no mês anterior à partida, já que essa autorização deve começar a ser usada em até 30 dias de sua aprovação. As passagens desde STP até Luanda saíram por 345 dólares pela TAAG. Dia 1 Em 2 de junho de 2018, parti de Floripa a Guarulhos pela LATAM (129 reais), escapando por pouco da greve dos caminhoneiros. No fim da tarde, embarquei na estatal angolana para a longuíssima conexão em Luanda. O avião parecia novo, mas minha tela de vídeo não tava funcionando e a poltrona do lado não reclinava. Ao menos as refeições estavam boas. Dia 2 Dormi pouco no voo. Ao desembarcar no aeroporto, fui direto pra zona de conexão. O saguão melhorou um pouco em relação ao que vi há um ano, agora com ar e wi-fi, mas ainda não é o suficiente pra se passar 16h dentro dele esperando o voo seguinte! Só me restou dormir na cadeira e botar a leitura em dia no meu dispositivo Kindle, enquanto comia o que trouxe de casa, já que na cotação oficial o preço das refeições fica proibitivo. Dia 3 Assim que virou o dia eu desci em São Tomé, a maior das 2 ilhas do segundo menor país da África. Só que minha entrada não foi nada tranquila. Mochileiros não parecem ser bem-vindos por aqui. O dinheiro que eu tinha (600 euros) e as reservas feitas no Airbnb não foram suficientes pra comprovar que eu tinha vindo a turismo, então tive que me explicar pra uma carrada de gente diferente e ter a bagagem minuciosamente revirada num processo desgastante. O Maxime, francês que me hospedaria nas 3 primeiras noites, foi até chamado pra resolver minha situação. Depois que me livrei, ele me levou até sua casa, um lugar decente pra ficar. Dormi pouco novamente, sendo acordado por barulhos de crianças ao redor da casa. Tomei um café da manhã bem tardio e peguei um moto-táxi pra capital (15 dobras). Lá troquei um pouco de dinheiro, na cotação de 25 dobras por euro. Logo achei onde ficavam as vans amarelas que transportam a população local entre cidades de forma econômica. Rapidamente a que peguei encheu, e meia hora depois eu saltei na Lagoa Azul, pagando 20 dobras pelo transporte. Caminhei na praia vulcânica cercada por baobás, reparando nas poças de maré com corais, até subir um morrinho e ver porque possui esse nome. Havia poucas pessoas mais na praia quando larguei minhas coisas sem valor na areia (aqui já ocorreram furtos) e caí na água com o equipamento de snorkeling emprestado pelo Maxime. No mar, apenas peixes e corais simples, uma moreia, uma estrela e muitos trombetas. A única coisa mais interessante que vi foi o maior cardume que já presenciei. Deixei a praia e peguei uma van no mesmo sentido até Neves, por mais 10 mil. Dessa vez não fui espremido dentro, mas no compartimento de carga! Neves é uma antiga roça que foi tomada pela população quando se deu a libertação do país. É uma comunidade pobre. Lá eu comi num dos restaurantes mais famosos da ilha, pois servem as santolas, grandes caranguejos. São bons, mas dão um trabalho pra quebrar suas patas, e quem come que tem que o fazer. Custou 250 dobras. Ali também provei a única cerveja local, a razoável Rosema (20 dobras), produzida no mesmo vilarejo. Já com o sol baixando, peguei o transporte de volta, onde sofri assédio sexual - pena que a agressora era velha demais. Os sorridentes santomenses são muito simpáticos, no entanto, e o fato do idioma ser o mesmo ajuda muito na interação com eles. No caminho a pé até a hospedagem, parei no supermercado CKDO, o maior do país junto com o Continental no centro. Há apenas uma prateleira de produtos locais, pois quase tudo é importado. Entre o que é da terra, chocolate, cacau, café, chips de banana e fruta-pão, além da açucarinha. Esse é um doce feito com coco, mas que não apreciei muito. Nem um outro feito com banana. À noite troquei umas ideias com o Maxime e depois finalmente dormi. Dia 4 Para este dia acabei sendo convencido pelo Maxime a fazer um tour com ele em direção ao sul da ilha até o Ilhéu das Rolas, já que havia uma grande chance de eu não conseguir transporte para voltar de lá no fim do dia, caso fosse por conta própria. Paguei 60 euros por tudo, dividindo com sua amiga francesa Marielle. Primeira parada na Roça Água Izé. Ali vimos o hospital, a primeira das muitas ruínas do que restou das construções lusitanas abandonadas quando da independência do país em 1975. Todas as roças, fazendas com infraestrutura completa voltadas às maiores produções de São Tomé e Príncipe, como o cacau, foram entregues à população nativa, que sem instrução não soube como gerir. Como resultado, os prédios viraram algo como um cortiço e as plantações decaíram, então é quase tudo só na subsistência. Abaixo, paramos na Boca de Inferno, estrutura geológica no mar por onde as ondas violentas entram e fazem um show. Mais além, a estrada começa a piorar e a quantidade de veículos reduzir a quase nada, apesar de ser a única ligação ao sul da ilha. Enquanto ao redor da estrada só havia selva, eis que surgiu junto com uma plantação de palma (de onde se extrai uma bebida chamada de vinho) o fonólito Cão Grande. Este é um pico impressionante por seu destaque solitário na paisagem. Paramos na Praia Inhame, onde almoçamos na pousada chique que lá fica exclusiva. Lá mesmo tomamos um barquinho até o Ilhéu das Rolas. Achava que nessa ilhota havia apenas o resort da Pestana, mas há um vilarejo que já estava presente antes mesmo do hotel. O guia Pedro nos acompanhou, levando até o marco da Linha do Equador, onde há um monumento que marca o ponto exato onde a descarga muda de sentido horário pra anti-horário. Depois caminhamos até a Praia Café. A maré estava com uma correnteza fortíssima, o que infelizmente impossibilitou o snorkeling, que dizem ser bom ali. Com isso, ao final da tarde retornamos. No meio do caminho, policiais nos pararam para checagem. Não falaram nada sobre o motorista que estava sem cinto, mas implicaram porque eu estava sem camiseta, pode isso Arnaldo? A chegada foi à noite na capital. Depois do banho, fizemos uma degustação de vários licores artesanais com plantas típicas do país, como jaca, canela e até mesmo framboesa. Depois disso eu escrevi essas palavras meio alterado e fui dormir. Dia 5 Antes de tudo, fui à Embaixada do Gabão fazer meu visto de turista. Precisei apenas preencher uma folha, entregar meu passaporte, uma foto e 70 euros. Sem filas e sem incomodação. Visitei parte da capital pela manhã. Primeiro adentrei o Forte de São Sebastião (50 dobras). É um museu que através de artefatos conta um pouco a triste história da colonização portuguesa. Quase não há informações escritas, no entanto. De lá, segui pela orla da capital mais tranquila em que já estive. Há muitas construções do período colonial, mas a maioria está mal conservada, com exceção do imponente Palácio Presidencial e sua catedral vizinha. Almocei no recém-aberto restaurante Camões, onde comi um prato com búzios da terra (caramujos) por 120 dobras. Curti a ponto de repetir numa outra ocasião. Após, peguei minhas coisas e fui pro aeroporto, embarcando no voo para a Ilha de Príncipe com a Africa’s Connection, empresa banida de voar pra Europa devido à insegurança das aeronaves. Bom, mas a concorrente também está banida, e a viagem pelo mar não é mais segura que a de avião, então não tive escolha. Embarcamos num aviãozinho a hélice eu, coincidentemente outra brasileira com um português, e mais 2 turistas apenas. No final, tudo correu bem no voo de 40 minutos de duração. O que ocorreu melhor ainda foi que o casal estava indo para o mesmo caminho que eu, então consegui uma carona com eles de graça até a Roça Belo Monte, de onde peguei uma trilha na mata, ouvindo um monte de pássaros, até a Praia Boi, lugar em que estendi minha rede entre coqueiros e areia dourada. Achei que passaria a noite sozinho, mas a certa distância 2 jovens também pernoitaram pescando. Além disso, um número infinito de caranguejos também saiu da toca ao cair a noite. Os mosquitos incomodaram no começo, mas o repelente com icaridina que usei funcionou. Dormi ao som do mar, à luz de um farol e de milhares de estrelas. Dia 6 Não fui morto ou assaltado por humanos, mas os caranguejos malditos fizeram um estrago legal na camiseta que deixei fora secando. Deixei a Praia Boi e fui à seguinte, Praia Macaco. Aparência quase igual à anterior, exceto por um detalhe: há construções em ruínas de um antigo hotel abandonado que não resistiu ao baixo número de turistas. Subi o morro de novo até o Hotel Roça Belo Monte. No caminho, consegui fotografar os ariscos papagaios-cinza-africanos. Como não havia nenhum outro restaurante próximo, almocei nesse que é um dos resorts de luxo. Um prato simples saiu por salgados 15 euros. Admirei um pouco a beleza do hotel e logo mais desci até a praia particular, a Banana. Do mirante dá pra ter ideia do motivo do nome: a faixa de areia é no formato e na cor da fruta. A vista é espetacular. A melhor coisa ocorreu em sequência. Reencontrei o casal Mariana e Ricardo descansando num bangalô. Eles me deram um coco e me emprestaram o equipamento de snorkeling. Com isso, pude explorar o que dizem ser a melhor praia da ilha para esse fim. Entre as rochas à direita e uma praia de areia preta, há o que se ver. Além do interessante relevo submarino, alguns corais, esponjas e peixes pequenos e médios coloridos. Com a boa transparência da água, vi até mesmo uma tartaruga mais afastada. Coloquei um vídeo no meu canal do Youtube. Quando voltei à terra, fiquei sabendo que poderia passar a noite naquele bangalô na areia, com direito a uma ducha muito necessitada, segurança à noite e até mesmo um lanchinho na faixa! Não tinha como ficar melhor. Dia 7 Dormi mais tranquilo nessa noite. Ao acordar, deixei a praia e atravessei a Praia do Caju, onde as crianças corriam devido a uma atividade em comemoração ao Dia do Oceano. Na praia seguinte, a Burra, fica um vilarejo pesqueiro. Ali consegui um moto-táxi que por 50 dobras me deixou na capital, Santo Antônio. Fiquei na Santa Casa de Misericórdia, onde me hospedei. Um quarto simples com ventilador e banheiro compartilhado de chuveiro frio custa 300 dobras (ou 250 se dividir o quarto com outra pessoa), infinitamente menos que os hoteis luxuosos das praias e consideravelmente menos que as outras opções da cidade. Reserve com antecedência, pois há apenas 4 cômodos que lotaram assim que cheguei. Atravessei o Rio Papagaio onde os santomenses faziam suas tarefas diárias, até chegar ao Centro Cultural. Nesse momento só havia uma biblioteca por lá, com pouco livros escritos por autores de São Tomé e Príncipe. Li dois deles, por Olinda Bejo. Lá mesmo almocei um delicioso peixe grelhado com acompanhamentos por 100 dobras. O mercado que fica ao lado não tem quase nada além de peixes e algumas verduras. Continuando a caminhada, vasculhei cada rua do centro da pequena cidade, identificando algumas hospedagens, mini-mercados, restaurantes e demais comércios. Parte das construções é em estilo colonial e estão conservadas o suficiente para uma foto, como igrejas e o palácio do governo. Os demais edifícios governamentais (sempre casas, pois não há prédios de mais que 3 andares em Príncipe) ficam na orla da Baía de Santo Antônio e estão com aspecto decadente. Em busca de informações sobre a Reserva da Biosfera de Príncipe, que toma toda a metade sul da ilha, adentrei seu escritório. No entanto, seu material impresso é bem escasso. Mas aqui podes arrumar um guia, pelo menos. Eles são obrigatórios, ao custo de 25 euros para uma pessoa e mais 5 por adicional, além da taxa de 5 euros para ingresso no parque. Ao lado fica o banco, que em sua parte traseira possui uma biblioteca. Nela, há computadores com acesso à internet. Entre os livros, achei um interessante sobre a parte ambiental do país, o Paraíso do Atlântico - Carlos Espírito Santo. Como fechava às 5h, tive que deixar o ambiente refrigerado. Tomei um banho na Santa Casa antes que a água esfriasse e retornei ao centro para jantar. Parei no restaurante Fofokices, em que o prato do dia era 2 peixes chamados vadu, temperados e acompanhados por fruta-pão. O conjunto estava custando apenas 60 dobras. Como estava barato e eu comecei a conversar com um outro viajante sulafricano da mesa ao lado, resolvi tomar duas cervejas nacionais, por 30 dobras cada. Dia 8 Ao acordar, peguei uma carona de moto até o Hotel Bombom por 80 dobras. Na entrada, percorri um dos trilhos da Fundação Príncipe Trust, o da Ribeira Izé. Inicia-se atravessando um riacho e dali em diante é só mata, com algumas subidas, bastante lama e muitos mosquitos. Não está muito bem mantido. O final é uma travessia por uma árvore sobre a foz que chega à Praia Bombom. Eis outro dos resorts caros de Príncipe. Uma ponte liga à paisagem cênica do Ilhéu Bombom. Como o almoço em seu restaurante custava 30 euros, me contentei com uma barra de proteína que levei. Fiquei um tempinho usando o wi-fi liberado, antes de continuar por outra das trilhas, no próprio ilhéu. Essa caminhada é mais curta mas tão interessante, pois há algumas vistas, árvores enormes e até uma feição geológica submarina que espirra água. Passei através do hotel e peguei a moto para retornar. No que aparenta ser o mais completo “supermercado” da cidade, ainda muito aquém de qualquer estabelecimento brasileiro, comprei a coisa mais barata que achei para comer, já que estava com a grana a curta: um vidro de feijão cozido por 25 dobras. Depois disso, aguardei os 5 portugueses hospedados na Santa Casa para jantarmos fora. O problema de se andar em grupo é que tudo se desenvolve mais lentamente. Morto de fome, tive que aguardar 2 horas para eles se aprontarem. O resultado foi que os restaurantes já estavam sem comida, então só sobrou um com um frango de 150 dobras. Dia 9 De manhã fui até a entrada do Parque Nacional em Terreiro Velho na motoca (50 dobras). Chegando lá pensei que poderia entrar por conta própria, mas os guias estavam controlando a entrada, então tive que fazer um acerto, para me colocarem com um trio que havia recém iniciado a trilha. Até que foi bom, pois eles estavam mais interessados nos animais, mesmo os pequenos, do que na chegada, assim como eu. Um deles estava inclusive inventariando a fauna, e acredita que uma espécie de opinião (parente da aranha) minúsculo que eu achei possa ser uma espécie nova! Animados, seguimos morro acima, numa trilha tranquila, até avistarmos a Cascata Oque Pipi. Não havia muito volume na queda por se tratar do período seco, mas isso não tirou a beleza do cenário e a vontade de se jogar naquela água super refrescante. Meu tênis velho finalmente se desfez da parte da frente. Consegui grudar de volta com a cola para pneu de bicicleta que levei. No que sobrou de tarde, fiquei apenas conversando com uns nativos. Me reuni com os portugueses novamente para a janta, o que não foi uma tarefa fácil, pois muitos restaurantes estavam fechados, já que era domingo. Acabamos tendo uma refeição bem completa mas cara no Rosa Pão. O preço normal seria 250 dobras, mas como estávamos em um grupo maior e com voluntários de São Tomé, a Dona Rosa nos fez por 200. Comemos peixe, cabrito, lula, arroz, banana, obobó (feijão, farinha de mandioca e óleo de palma) e mousse de limão. Em seguida, tomamos uma gelada (25 dobras) com nossos novos colegas nativos Leo e Manoel num dos quiosques espalhados pela cidade. Dia 10 Voo de retorno a São Tomé pela Africa’s Connection. Paguei 30 dobras até o aeroporto. Tudo certo no céu. Ao desembarcar, recusei o taxista que queria me cobrar 10 euros (250 dobras) e optei por parar um motoqueiro na estrada, que ficou feliz em receber 25 dobras para me levar à Embaixada do Gabão. Lá eu fui ver se meu visto tinha sido aprovado ou rejeitado. E o resultado foi… aprovado! Para minha surpresa, no mesmo dia em que o solicitei, com direito a 15 dias de permanência (solicitei 8). Almocei novamente no lusitano Camões, dessa vez provando outro prato típico, a cachupa rica (carnes de segunda numa consistência pastosa com feijão, milho e temperos, acompanhada por farinha de mandioca), mais conhecida em Cabo Verde. Pra completar a comunidade portuguesa, o som ambiente era um funk carioca proibidão sem censura. Troquei uns dólares (cotação de 20 pra 1) e peguei um táxi compartilhado para Monte Café (25 dobras). Meia hora de subida depois, cheguei a um dos povoados mais elevados do país, a 700 metros de altitude. Boa parte fica dentro de uma antiga roça que produzia café, como aprendi no Museu do Café (3 euros). A visita guiada por uma das construções antigas lhe mostra através de máquinas, imagens e textos, como funcionava todo o processo do plantio ao grão pronto, por meio do trabalho semi-escravista. Ao final há uma prova da bebida. Já fazia décadas que eu não tomava uma gota de café, pois não gosto, mas abri uma exceção para esse. Peguei um da variedade Arábica, que é mais suave, mas mesmo assim foi difícil terminar uma xícara desse líquido amargo. Pelo visto, não vou provar outro café nunca mais. O resto do tempo foi passado conversando com os moradores locais, simpáticos como seus demais compatriotas, e avistando passarinhos e até mesmo uma cobra, chamada aqui de gita. Essa cruzou à minha frente como se desprezasse minha presença. À noite, a refeição mais cara da viagem, mas também a que me deixou com a barriga mais cheia, boa para que eu parasse de perder peso. Foi na Firma Efraim, produtora de café e cacau, também a hospedagem em que eu ficaria através do Airbnb. Liberei 250 dobras pra uma entrada de búzios da terra com pão, prato principal de uma montanha de feijão à moda da casa com arroz, e doces de maracujá e abacaxi de sobremesa. A respeito das instalações de hospedagem, há um bonito quarto cuja TV não funciona e um banheiro privado com água quente. Isso ao custo de uns 100 reais. Na hora em que fui dormir a eletricidade se foi e não voltou mais, o que é comum no povoado. Por isso há um gerador nessa casa. Dia 11 Depois do café da manhã, segui a trilha da Cascata do Vale do Rio D’Ouro. São 15 km de ida e volta pelo mesmo caminho, que se inicia em Monte Café, passa por uma estrada 4x4 na mata até o vilarejo rural de Novo Destino, e de lá vira para as quedas d'água. A ida foi uma descida bem tranquila. Passei por vários habitantes até o vilarejo. Vi e fotografei um tanto de bichos diferentes, principalmente invertebrados e aves. Ambos lados da trilha possuem uma faixa mista de cultivares, como banana e cacau, antes da mata fechada com árvores enormes surgir à vista. Cheguei na maior das cascatas sem ninguém por perto, e lá fiquei um tempo aproveitando a água gelada para um banho refrescante. A volta foi um pouco cansativa, pois a subida é um tanto íngreme e de vez em quando o sol equatorial saía por detrás das nuvens e castigava. O jantar dessa vez foi polvo, que eu adoro, acompanhada da erva lussua, banana, arroz com cúrcuma, bem como ceviche e escabeche de entrada. Fui pra cama estufado de novo. Dia 12 Tomei uma carona de moto até Bom Sucesso (70 dobras), onde fica a entrada do Parque Nacional Obô. Ali visitei seu jardim botânico. O passeio guiado que demonstra as espécies conservadas no jardim, entre orquídeas endêmicas, samambaias gigantes e outras flores e árvores de São Tomé e Príncipe funciona à base de doações. Em seguida, caminhei até a Lagoa Amélia, que na verdade é uma cratera vulcânica extinta. É recomendado fazer a trilha com guia, pois há bifurcações, a mata é meio fechada e há cobras-pretas, que são fatais. Mesmo assim, pedi permissão para ir por conta própria. O início é ladeado por plantios de hortaliças. Conforme a subida avança, o impacto humano diminui. Mas só vi passarinhos, um morcego e insetos, basicamente. Há trechos onde o tipo de formação vegetal muda, como mais para o final, quando há bambuzais. A uns 1450 metros de altitude fica o banhado da Lagoa Amélia. Não é muito grande, mas possui uma vegetação típica. Encharquei um pouco o calçado e voltei à sede do parque uma hora depois. Na entrada há um bar, onde pode ser que tenha almoço. No meu caso já havia acabado, então me contentei com os 3 sandubas de omelete com micocó, por apenas 10 dobras cada. Desci o caminho de alguns km de volta a Monte Café a pé, parando antes na bela Cascata São Nicolau. Mudei de hospedagem para outra anunciada no Airbnb, a casa de Brice, que fica próxima da anterior. Tem água quente e o quarto é espaçoso, além de ter internet, motivo principal da minha mudança. Dia 13 Meu tênis havia perdido a sola completamente na longa caminhada do dia anterior, mas consegui achar alguém no vilarejo que costurou na mesma hora. O custo foi tão ridículo (30 dobras pelos dois calçados) que até dei um pouco a mais. Regressei à cidade, troquei uns dólares, almocei novamente no Camões, comprei um salgado para mais tarde na Pastelaria Central (35 dobras) e fui até o aeroporto (20 dobras), onde aguardei pelo resto do dia. O avião turbo-hélice da Afrijet atrasou, então já era tarde quando descemos em Libreville, capital do Gabão. No desembarque a imigração foi tranquila, apenas algumas perguntas. Consegui sacar os francos na primeira tentativa (raridade) num dos caixas automáticos do aeroporto. Em seguida, consegui uma carona grátis de um santomense até o muito próximo Hotel Tropicana, onde eu havia feito reserva. Dia 14 Em frente à praia, por 25 mil francos (45 dólares) tive acesso a uma suíte com água quente e ar-condicionado. É um lugar movimentado. Pensei que o café da manhã estivesse incluído, de tão básico que foi, mas ele é pago à parte e custa 5 mil francos. Pior que isso só a internet, que é cobrada ao valor de 2 mil francos para 2 horas de acesso! Conclusão: esse país é caro demais, já que a moeda é atrelada ao euro. Paguei mais 2 mil francos para um táxi me deixar no centro da cidade, quase sem atrações e com pessoas antipáticas. Um fato curioso é que aqui os passageiros barganham o valor da carona, sejam turistas ou moradores. Ao entrar num dos dois conjuntos de lojas de artesanatos, descobri porque o centro estava quase parado: esse dia era Ramadã, feriado muçulmano, cuja presença em Libreville é marcante devido aos muitos imigrantes, pois a capital é mais desenvolvida e oferece melhores salários que seus vizinhos. Por 5 mil francos, comprei 2 máscaras pequenas da etnia Fang no único quiosque aberto. Segui para o escritório da SETRAG no centro, a companhia gabonesa de trem, já que li que o recomendado é comprar os bilhetes dois dias antes. Infelizmente não se pode mais comprar lá, então tive que pagar mais 2 mil francos pra outro táxi me deixar na própria estação de trem, que fica na cidade vizinha de Owendo. Lá levei mais de uma hora na fila para conseguir comprar os bilhetes para Lopé (15 mil cada trecho na segunda classe). Por que diabos não fazem a venda online? De volta ao centro, fui em busca de um lugar menos caro pra comer, já que os 2 restaurantes recomendados pelo Lonely Planet (La Pelisson e La Dolce Vita) estavam fechados a essa hora. Ao caminhar pela orla ao redor, parei pra tirar foto duma obra de arte que diz muito sobre Libreville, “L’esclave libéré”, pois a capital do Gabão foi fundada para receber os escravos libertos. Esse símbolo deveria ser um ponto turístico, mas não havia ninguém por ali, e só depois da foto eu descobri o porquê. Levei uma bronca de um dos militares que guardava o superfaturado palácio presidencial que fica logo atrás, pois não é permitido fazer qualquer registro, e ponto final! Bem que eu queria argumentar com o guarda, mas com uma arma praticamente apontada pra mim, segui adiante. Contudo, ainda consegui uma foto do seguinte prédio majestoso, da corte constitucional gabonesa. Enfim, decidi almoçar na zona dos hipermercados. Bem próximos do porto (Port Mole), o que explica o fato da maioria dos produtos nas prateleiras serem do exterior, principalmente França, já que Gabão era uma colônia desse país. Fiz um rancho de comida pra 3 dias por 16 mil francos no Géant CKdo, estabelecimento de boa qualidade. Depois voltei para o hotel. Como estava passando os jogos da Copa do Mundo de Futebol no bar, ali me sentei e os vi enquanto tomava uma gelada (1500 francos por 650 ml). Pretendia dar uma caminhada na praia entre as partidas, mas a maré alta, lixo e esgoto me fizeram desistir da ideia. Dia 15 Dei uma averiguada pela manhã no Instituto Francês, onde fica um prédio com biblioteca, exposições, cinema e apresentações, tudo relacionado ao idioma francês. De lá, eu e Massimo, um senhor italiano hospedado no mesmo hotel, dividimos um táxi, pagando 10 mil cada por 4 horas de condução. Pedimos para que nos levasse ao norte da capital, mais precisamente no Arboretum Raponda Walker. É uma floresta de restinga onde há algumas trilhas que podem ser percorridas sem o auxílio de guia, pois estão sinalizadas. Só vimos a vegetação diferente e invertebrados, mas ouvimos um ruído suspeito e depois descobrimos que há chimpanzés por lá! Depois da trilha, a decepção. Continuando para o norte, fomos ao recomendado balneário de Cap Estérias. Fiquem longe de lá! Primeiro porque num posto policial um agente corrupto nos cobrou 3 mil francos. Segundo porque a praia é feia e decadente. Só nos serviu para comer frutos do mar num dos restaurantes (4 a 6 mil o prato) e para saber que os pescadores podem levar turistas à Ilha Corisco pela bagatela de 150 mil francos (cerca de mil reais!) pela canoa, isso fora a propina que terá que ser paga na Embaixada da Guiné Equatorial para conseguir um visto pra lá… Ainda tive tempo de ver um jogo da Copa, antes da atividade seguinte. À noite, assistimos ao espetáculo de dança 007, apresentado por um grupo gabonês no Instituto Francês, por 10 mil francos. Até que foi proveitoso, mas eles não precisavam utilizar crianças que não tinham noção nenhuma de sincronia em metade do show de 2 horas. Antes de cada um retornar a seus devidos quartos, comemos espetinhos de gato quase em frente ao hotel, ao custo de 1500 francos cada um. Dia 16 Apenas fui ao aeroporto sacar mais grana pra poder usar em Lopé, já que lá não há caixas automáticos. Espero que as pessoas de lá sejam mais simpáticas, pois as maleducadas, malhumoradas e estressadas que moram na capital são o oposto dos santomenses. Almocei o resto dos sanduíches que montei da comida comprada no hipermercado. Depois rachei um táxi privado com Massimo (2,5 mil pra cada), que foi comigo à estação de trem. Ao contrário dele, não precisei despachar a bagagem. Para variar o trem atrasou o embarque, então já estava escurecendo quando entramos no trem Omnibus. Nenhum incômodo na estação e até mesmo a segunda classe é bem decente. O problema é que não apagam a luz e os assentos não reclinam, então não dá pra dormir. Dia 17 Na saída, o guia Ghislain, que eu e Massimo havíamos contactado previamente, estava a nossa espera. Dormimos num motel bem caído em frente à estação de trem, por 15 mil francos o quarto com ventilador e 20 com ar, só no Gabão pra pagar tanto por uma espelunca. Almoçamos no restaurante La Main D’Or, onde tivemos um prato de frango com arroz por 2 mil francos, bem mais em conta que na capital. À noite voltamos aqui para comermos peixe, a única opção. Conhecemos em seguida Nico, um espanhol que está atravessando a África de moto e fazendo um documentário. Depois, caminhamos pelo vilarejo até o Hotel Lopé, o mais chique. À beira do belo Rio Ogoué, é um lugar bem bacana. Eis que no seu entorno, onde fica a savana aberta, vimos dois grupos de elefantes! Meio escondidos e silenciosos, se afastaram lentamente quando nos viram. Marchamos para nossa hospedagem da vez, bem no meio dessa vegetação. Para tanto, tivemos que seguir numa rota pouco trilhada já no escuro. Até búfalos nós vimos no caminho. Dormimos no Lopé Lodge Chalet, uma casa só pra gente, aparentemente um lugar bom, mas onde o quarto fedia, havia ratos e nada de torneiras (aparentemente não há encanamento no vilarejo), então o banho foi com um balde de água fria. Dividimos um quarto por 15 mil no total. Dia 18 Ghislain da associação Mikongo Vision veio buscar nós 3 para quase 2 dias de imersão na floresta dentro do Parque Nacional Lopé, com foco no avistamento de gorilas, atividade sempre cara. Barganhamos usando a divulgação em nossos blog/documentário como ferramenta para chegarmos em 115 mil por pessoa. O preço normal seria 214 mil. Uma hora e meia numa estrada de terra comprometida, adentramos a base da Mikongo Vision, com cabanas cercadas por selva a perder de vista. Partimos para a caminhada na floresta fechada com 2 guias. No começo, vimos apenas invertebrados e marcas de elefantes, panteras e antílopes. Mais além, um pequeno grupo de colobos negros pairou no topo de árvores próximas a onde estávamos. Cruzamos um rio, onde me abasteci de água. Pouco depois, vimos o que mais almejamos, gorilas! Surpreendentemente, um macho (pelo claro) e uma fêmea adultos alimentavam-se de um fruto alaranjado (pintabesma) na copa de uma árvore, um dos poucos restantes na estação seca. Mas quando perceberam nossa presença, começou um escândalo que eu nunca havia presenciado. Ruídos amedrontadores, batidas no peito e até mesmo chegaram a jogar coisas em nossa direção. Quando o macho desceu da árvore, nos mandamos de lá antes que fôssemos atacados. De volta ao acampamento umas 4 horas depois do começo, tomei um banho no rio próximo e fiquei admirando outros macacos bochechudos e bigodudos que se alimentavam em árvores próximas a nossas cabanas. Pena que já estava escuro o suficiente pras fotos não ficarem boas. Enfim, jantamos a luz de velas. Prato da noite: frango com arroz. Com a fome que eu tava, devorei rapidamente. De sobremesa, fomos até o Rio, onde caminhamos com a água na altura do joelho para focalizar filhotes de crocodilo. Vimos 3 pelo reflexo de seus olhos na lanterna de cabeça, sendo que o guia capturou um deles para nos mostrar de perto. De bônus, encontramos alguns dos barulhentos sapos. Cada um de nós ficou com um projeto de chalé, dentro das quais foram postas barracas com colchão. Dia 19 Dormi legal, mas acordar 6 e meia pro café da manhã não foi tão interessante. Dessa vez, caminhamos por outra área florestada. Apesar disso, não tivemos sorte de ver mais gorilas. Mas já era o esperado, já que a chance de vê-los é em torno de 50%. O total trilhado foi de 6 h, sendo meia hora de descanso para uma refeição. Nesse tempo, avistamos colobos, pequenas aves, insetos e cogumelos interessantes. Por fim, visitamos uma pequena queda d'água, eu tomei um banho de rio, lanchamos e partimos. Ao chegarmos, tentamos localizar elefantes na savana ao redor do vilarejo usando o drone do Nico, mas os bichos não estavam lá. Do alto de um pequeno morro, apreciamos um pôr do sol belo. A noite foi passando junto com meus últimos momentos com as companhias, até que os trens finalmente chegassem. Dia 20 Nico continuou por mais um dia em Lopé, Massimo pegou o trem para Franceville, enquanto eu pro sentido inverso, Libreville. Com o trem atrasado, a chegada foi por volta das 9 e meia. O único lugar que visitei, fora os lugares para comer, foi o Museu Nacional das Artes e Tradições do Gabão. É um museu pequeno, com dezenas de máscaras, estátuas e instrumentos musicais mostrando os ritos e crenças de algumas das diversas tribos do país. Entrada de 2 mil francos ou 3 com guia. Esperei no Hotel Tropicana até o horário de fazer o check in no terminal separado da Afrijet, mas antes disso troquei francos por euros (cotação bem boa) e dólares (nem tanto) na livraria do outro terminal. Logo mais, retornei a São Tomé. Nessa noite dormi em uma nova hospedagem via Airbnb, a oeste do centro numa área popular. Mais uma vez, consegui uma carona gratuita com um santomense. Dia 21 Dormi bem no quarto. Antes de partir, conversei um bocado com a simpática dona da casa, Maria. Tomei coragem e vesti a camiseta da seleção brasileira de futebol, em pleno dia de jogo. Como esperado, enquanto caminhava pelas ruas as pessoas iam me parando, já que era o único brasileiro ou com a tal camisa nesse dia. Passei por dentro do Mercado Novo, junto aos táxis, onde se vendem produtos dos mais variados tipos, mas principalmente alimentícios, em barracas ou no chão. Depois fui até o restaurante Camões para usar internet. Lá mesmo vi o jogo. Ainda bem que o Brasil ganhou, caso contrário teria que arrumar um jeito de esconder a amarelinha. A seguir, fiz o tour na famosa fábrica de chocolate de Cláudio Corallo, reputado como um dos melhores (e mais caros) do mundo. São 100 dobras de entrada, mas a parte da consumação já compensa esse pequeno investimento. Provei um pedaço de 10 tipos diferentes, além de aprender sobre a história da firma e modo de produção. Retornei à casa e, já à noite, fui ao aeroporto, onde esperei o voo da madrugada para Luanda pela TAAG. Me incomodei com vendedores de artesanato insistentes e funcionários do aeroporto que queriam que eu enviasse bagagem por eles. Vê se pode? Dia 22 Cheguei em Angola ao nascer do sol. Fui o único a entrar no país pelo novo sistema de emissão de vistos online. Só tive que pagar os 120 dólares em papel. Foi preciso usar meus 3 cartões pra sacar dinheiro dos caixas automáticos, pois o máximo que liberam por vez é 25 mil kwanzas. O quanto isso vale em dólares é difícil precisar, pois a cotação muda constantemente e a diferença da oficial dos bancos pro paralelo dos kinguilas (como são chamados os cambistas das ruas) é grande.Estava nesse momento em torno de 200 kwanzas por dólar em um e 350 no outro. Comprei lá mesmo um chip de telefone local, pela primeira vez na vida. Paguei mil kwanzas pelo chip Unitel (mas encontrei por 300 posteriormente), e mais uma milhares para voz e dados. Ao deixar o terminal, a Paula e Pedro estavam chegando para me levar até seu lar anunciado no Airbnb. O preço é bem bom pelas facilidades, limpeza e localização, mas tem o inconveniente de ser no 9° andar de um edifício com os elevadores desativados. Tirei uma soneca logo. Depois, Paulino, um amigo de Pedro, me levou até o bairro Mártires, onde fiz o câmbio. Só que apenas as notas grandes de dólar e euro tiveram uma cotação próxima ao esperado. O lugar é meio assustador, não recomendo nem um pouco ir sozinho. Com a grana na mão, fiquei no hipermercado Kero, um gigante com tudo para se comprar menos barras de cereal. Aqui vasculhei entre as latas velhas à venda para comprar uma bicicleta chinesa por 50 mil kwanzas. Pela porcaria que ela é, não compensou muito, mas é o que tinha à pronta entrega. Pelo menos possui marchas. Fui testar a bendita na espetacular zona da Baía de Luanda, uma área de lazer à beira-mar com diversas atrações, edifícios bonitos e grandes, além de uma ciclovia. Ate mesmo uma competição internacional de crossfit ocorria ali. Bem diferente do que eu veria no resto do país. Tentei achar um lugar pra jantar, mas todos que adentrei eram caros, e a segurança das ruas à noite é bem baixa, então voltei pro apê e comi o que havia comprado no mercado. Antes de dormir, gravei o primeiro vídeo da série “Angola by bike”, a ser lançada em breve. Inscreva-se em meu canal do Youtube para ser notificado no lançamento. Pedalado no dia: 13 km. Dia 23 Pelas 9 e meia comecei a aventura. Pendurei a sacola no guidão e segui para o sul, sempre pelo litoral. O começo foi amedrontador, pois o trânsito nas vias principais que tomei era um tanto pesado, além de haver zonas de favela com pessoas suspeitas. Passada a metrópole, a única incomodação foi o sobe e desce dos morros, bem como um pneu furado logo no primeiro dia. Consegui remendar com o material que eu carregava e com o auxílio de uns angolanos que caminhavam a esmo. O Museu Nacional da Escravatura estava em reforma, apenas uma feira de artesanato operava por lá. Assim, apenas segui o rumo, contemplando a península de Mussulo, o Saco dos Flamingos e o relevo costeiro impressionante que surgiu com baobás, falésias e mar grosso. Destaque para a área erodida do miradouro da lua, atração turística aberta. Mais à frente, recarreguei de água não potável num posto de combustível em Barra Kwanza. Atravessei a ponte do rio de mesmo nome e entrei na província seguinte. A natureza começou a florir, pois até o momento só havia visto aves pequenas, mas ali já havia macacos. Um pouco adiante, planícies de inundação com aves maiores. E finalmente com o sol a se pôr, cheguei à portaria do Parque Nacional Quiçama, quase 82 km depois. O acampamento ao lado do Kissama Lodge, onde há restaurante e de onde começam os safáris, custa 6 mil kwanzas. Felizmente, cheguei tarde demais para ir até lá, já que fica a 35 km de terra da portaria. Por isso, os guardas me deixaram montar minha rede entre 2 baobás pequenos e usar seu balde de água pra um banho, sem pagar nada. O único problema foram os mosquitos incessantes, mesmo ao lado de fora do mosquiteiro da rede. O dia foi super cansativo, além de eu não ter comido quase nada por falta de tempo. Quando eu pensei que iria dormir, tive outro problema. O celular desligou por falta de bateria, e quando o religuei, eis que foi necessário inserir o PIN do chip, caso contrário nada de internet e telefone. Pra variar, eu havia jogado no lixo o cartão com o código, mas como isso foi no apê em Luanda que fiquei, depois de certo trabalho e ajuda de um dos guardas do Quiçama, deu pra resolver. Pedalado no dia: 82 km. Dia 24 Acordei cedo para tentar arranjar carona até o local de início do safári, no alojamento do parque, a 35 km dali. Nenhum turista entrou, mas consegui ir num carrinho que vem diariamente trazer água até ali. A entrada do parque custa 2500 kwanzas. Já o safári, 4000 por pessoa, mesmo que seja uma só, como no meu caso. Num caminhãozinho, partimos eu, o guia e o motora por trilhas de 4x4 na área confinada do parque. O Quiçama foi fundado na década de 50, mas sofreu demais durante a guerra civil angolana, quando ficou largado aos caçadores. Atualmente tem se recuperado, com a reprodução dos animais, quase todos importados. Na savana cheia de baobás e cactos arborescentes (na verdade, Euphorbia), tive sorte de ver quase tudo que havia por ali: girafas, gnus, elandes, olongos, zebras e até uma manada de elefantes à distância, numa área alagada. Duração de 1:30 a 2 horas. Havia encomendado um almoço no parque, pois apesar de caro, eu não havia feito uma refeição sequer desde a chegada na Angola, e não havia outra opção por perto. Ao menos foi um baita prato de corvina, barata e legumes, que me satisfez muito bem. Barganhando, paguei 3500 com uma água, sendo que o preço tabelado é 3800 seco. Como nenhum turista apareceu, combinei de pagar 2 mil kwanzas para o mesmo veículo que me trouxe da portaria me levar de volta. Já era 4 e meia quando peguei a estrada. Novamente muitas subidas, o que me fez pedalar na completa escuridão à chegada em Cabo Ledo. Parei num posto pra comprar algo e adentrei uma estrada de areia, por onde até uma cobra atravessou, para chegar na praia do Carpe Diem Resort Tropical. Só depois que descobri que era uma naja-cuspideira! Havia lido na internet que eles são bem hospitaleiros com “overlanders”, que são os viajantes que atravessam a África por terra. O que não contava é que além do espaço pra armar a rede e o banheiro pra tomar banho, ainda ganharia um jantar maravilhoso na faixa do gerente português Daniel! Ficamos conversando e tomando umas Cucas (cerveja nacional), enquanto assistíamos um jogo da Copa. Pedalado no dia: 39 km. Dia 25 Passei a noite muito bem, finalmente descansando. Meu corpo, porém, estava bastante desgastado. Como o gerente insistiu, decidi relaxar e passar outra noite ali. Nesse tempo, conheci um trio de argentinos e uma dupla de ítalo-ingleses que está a cruzar a África em veículos terrestres motorizados e também repousaram na área do resort. O espaço tem uma estrutura muito bacana, é limpo e estiloso. Em frente fica uma praia para surfistas, com formação de tubos. Já do outro lado, há uma vila de pescadores. Como o preço do almoço estava além do que eu podia pagar, fui com um dos grupos almoçar no vilarejo. O restaurante 120 na Braza é o único aparente nas redondezas. O prato de peixe e complementos saiu por 2500 e levou quase uma hora pra ficar pronto. De volta ao resort, fiz o único exercício do dia, uma caminhada solitária pela praia. Fui afortunado novamente com um jantar grátis, dessa vez espaguete, junto com os colegas argentinos que estão participando da série África 360 do canal OFF. Por fim, Daniel me levou para conhecer o novo hotel e camping que está sendo construído na vizinha Praia dos Surfistas. A vista do alto é espetacular. Acho que esse foi o primeiro dia na África em que eu não suei. Pedalado no dia: 0 km! Dia 26 Me despedi e pedalei até a agência da Macon, aparentemente a melhor empresa de ônibus do país. Há tantos veículos da cia nesse trecho diariamente que nem é preciso comprar antecipadamente. Paguei 2100 kwanzas, joguei minha magrela no compartimento de cargas e subi ao assento confortável e com ar condicionado. Um dos motivos que me fez trocar a pedalada desse trecho foi o que confirmei logo ao deixar Cabo Ledo: a estrada está uma porcaria. São muitos trechos em reparo pelos chineses, onde os veículos são obrigados a seguir por estrada de chão. Nota-se também uma grande quantidade de carcaças de carro nesse caminho. Mais de 3 horas de paisagens semi-áridas e alguns rios, o ônibus desceu um morro pela amarela cidade de Sumbe, capital da província de Kwanza Sul. A primeira vista não me agradou. Achei o barato Hotel Sumbe, onde por 5 mil (+2 pro café) lhe dá direito a uma suíte individual com ar, frigobar e tv. De contra, a água gelada no chuveiro, muitos mosquitos e limpeza inadequada do quarto. Pedalei ao redor da cidade, vendo pouca coisa de interesse. Ao menos a região central é mais desenvolvida que os arredores, ainda que haja muito lixo em certos pontos da praia. Comprei uma porção de comidas no supermercado da rede sulafricana Shoprite, com preços bem justos pela qualidade dele. Com o sol já baixando no horizonte, regressei ao hotel para ingerir esses alimentos, sobretudo uma quentinha de feijoada com legumes por 800 kwanzas, seguido por uma sidra e uma cerveja escura nacional; isso enquanto assistia ao jogo do Brasil na Copa do Mundo. Pedalado no dia: 13 km. Dia 27 Apesar dos mosquitos incomodarem, dormi bem. Com o tempo nublado e temperatura aceitável, subi na bina (gíria angolana pra bike) e pedalei morro acima até o desvio off road pras Grutas de Sassa. Amarrei a bike e desci a trilha a pé. Como o nome indica, é mais de uma cavidade natural, sendo que visitei duas delas. A que fica a leste é mais iluminada, tem uma vista pro Rio Cambongo abaixo e pra outros buracos no morro à frente. Investigava uma amontoada de fezes de morcego, quando mirei a lanterna de cabeça pra cima e vi uma infinidade de morcegos, que com minha luz abandonaram seu refúgio. Foi uma gritaria e revoada sem fim, e o pior é que enquanto fugiam eles me bombarbearam. Deixei essa e fui pra outra gruta um tempo depois. Uma família aparentemente mora do lado de fora, onde o rio passa, mas consegui passar sem ser percebido. Ao chegar na entrada, dessa que é provavelmente a principal caverna, fiquei de queixo caído: nunca vi uma tão alta quanto essa! Adentrei ela admirado. De formações espeleológicas, vi praticamente só estalactites, mas há várias no teto alto. Mas o que me interessou mais foi a fauna troglóbia, especializada em sobrevivência sem luz. Vi diferentes espécies de aranhas, baratas, centopeias, insetos não identificados e, pasmem, até mesmo sapos! Não sei como sobrevivem se não há água dentro. Passei horas fotografando antes de retornar. Já na cidade, apenas dei uma volta rápida na cidade, o suficiente pra me sentir incomodado com a cara que todos fazem ao me ver. Nunca viram um branco numa bicicleta antes? Voltei pro quarto do hotel pra dar uma limpa no meu equipamento e vestuário. Depois de tanto lavar a roupa na pia, a água já sai preta. Pedalado no dia: 29 km. Dia 28 Dia praticamente perdido. Fiz o check-out do hotel às 11, horário que me disseram que haveria ônibus da Macon até Lobito, meu destino seguinte. No entanto, já era 14 horas e nada do convencional aparecer. Com isso, tive que pagar um adicional pra ir no executivo (de 2400 pra 3100 kwanzas). Pode esquecer a consulta online dos horários, pois ela não serve pra nada. A estrada meio remendada passou por grandes extensões no interior sem presença humana, exceto por algumas plantações, Canjala e vilarejos bem rústicos. O sol estava à beira do horizonte quando o ônibus adentrou uma enorme favela árida. Para meu espanto, isso é Lobito. Pedi pro motorista me deixar o mais possível além do terminal da Macon, para eu escapar daquela zona temerosa. Desci ao nível do mar, peguei a bike e pedalei no escuro por alguns km em direção à península turística chamada Restinga. Ali a diferença na qualidade das construções e da infraestrutura é brutal. Pelo asfalto liso, atravessei até a ponta, chegando no Hotel Éden, o mais barato dali (7000 kwanzas o quarto de solteiro com café da manhã). A suíte, assim como a anterior, possui ar, tv e frigobar, mas é mais limpa. Como todas de solteiro estavam ocupadas, fiquei com um cama de casal por mil a mais. Caminhei até uma lanchonete próxima, a Take Away, pra jantar. Um massa com frango custou 2 mil, um preço justo. Foi a primeira refeição do dia. Como quase não havia luzes nas ruas, deixei o passeio pra manhã seguinte, me retirando pro hotel. Mais uma avaria na bike: o guidão se soltou. Me pergunto se alguma parte chegará intacta no final da viagem. Pedalado no dia: 8 km. Dia 29 O pequeno almoço foi suficiente. Pedalei pela Restinga, quase vazia naquela manhã de sábado. Passei por alguns bares e pelo barco Zaire, que o presidente da Angola utilizou para ir ao Congo lutar pela independência do país. Nas lagunas de Lobito, fiquei observando as aves. Vi garças, biguás, pernilongos, andorinhas e muitos pelicanos. Mas o melhor veio por último: flamingos! Ainda é possível encontrar as aves que são o símbolo da cidade, apesar de toda urbanização e poluição em torno dos corpos hídricos. As próximas dezenas de km foram quase uma reta só ao longo da rodovia e ferrovia até Benguela. Cheguei na referida cidade morrendo de fome, então só larguei minhas coisas na Nancy’s Guest House e almocei na Pensão NB logo atrás. Tive um prato delicioso de choco (parente da lula) por 2500 kwanzas e mini-cervejas Cuca por apenas 150 cada. Depois da refeição, dei um giro por Benguela, mais conhecida pela corrente marítima de mesmo nome, que traz águas frias e ricas em nutrientes para cá antes de retornar ao litoral brasileiro. Aqui há algumas obras arquitetônicas interessantes do período colonial, como a Igreja de Nossa Senhora de Pópulo. A cidade foi bastante importante no século 16, como entreposto de escravos. As ruas também são mais limpas e tranquilas que a média angolana, mas isso não impediu um certo número de pedintes de me incomodar. Comprei meu bilhete seguinte de busão, saquei dinheiro num dos caixas automáticos e segui à praia para ver o vermelho sol se pôr no oceano. À noite jantei no mesmo lugar, dessa vez na cia de Gerry, um senhor americano mais viajado que eu que recém havia aparecido na hospedaria. A respeito da Nancy’s Guest House, é tanto uma escola de inglês, gerenciada por uma senhora americana, quanto uma hospedagem de 6 mil kwanzas por quarto com banheiro privativo, ar condicionado e água quente. O ambiente é simpático. Pedalado no dia: 58 km. Dia 30 Pela manhã, eu, Gerry, o costa-riquenho Esteban e o funcionário Ari fomos na picape da Nancy conhecer as praias ao sul de Benguela. Primeira parada no mirante da Caotinha, onde fica uma indústria pesqueira chinesa. Na Baía Azul, enquanto um grupo de crianças jogava capoeira, arte trazida ao Brasil da Angola, tomamos um café no estiloso Rasgado’s Jazz Bar. O diferencial de lá são as pinturas dos grandes músicos do mundo, inclusive brasileiros. A praia quase vazia começou a ter gente enquanto caminhávamos em suas areias verde-amareladas de águas tranquilas, onde fui nadar em seguida. Não consegui ver nada por debaixo dela, nem mesmo os chocos pescados ali. Em seguida, fui até os paredões sedimentares expostos na lateral da praia. Conforme supus, encontrei fósseis por lá, mas muito mais do que poderia esperar! Eram tantas conchas e tubos transformados em rochas que eu poderia passar o dia inteiro escavando, caso tivesse as ferramentas necessárias. Ainda passamos de carro pela Baía Farta, uma mistura arenosa de construções novas vazias e lixo espalhado ao redor. Já estava quase saturado de sol quando voltamos a Benguela, atravessando as paisagens semi-desérticas, mas parando antes no complexo formado pelo Kero e Shoprite para comprarmos comida. Fiquem atentos na hora de pagar, pois o valor de mais de um produto estava mais caro que o anunciado. Já havia passado das 3 da tarde, então não havia tempo hábil para fazer outra coisa senão assistir os jogos da Copa. O primeiro do dia vimos numa praça central onde um telão foi colocado. Já o seguinte, foi no quarto do hotel mesmo. Pedalado no dia: 0 km! Dia 31 Com um pouco de atraso, tomei o ônibus até Lubango (5100 kwanzas), na serra angolana. O motorista sem noção botou música ruim no último volume e o ar condicionado no quente, então foi difícil relaxar na longa viagem. Se não levasse 4 dias de bicicleta, eu desembarcaria agora mesmo. Ainda bem que depois da primeira parada as questões foram resolvidas. As paisagens dessa viagem já apresentaram porte e densidade maior da vegetação que no litoral seco, conforme a altitude ia subindo. Às 15 h, horário em que o Brasil estava entrando em campo, o ônibus finalmente chegou na capital da província de Huíla, aos 1800 m acima do nível do mar. Corri pro quarto do hotel Amigo onde o assisti. O quarto mais barato é de 8500 kwanzas com café da manhã, água quente, ar condicionado e frigobar. Fiquei ainda com uma vista bacana do morro que contém a estátua do Cristo Rei (uma cópia do Cristo Redentor) e o letreiro da cidade (uma cópia de Hollywood). No intervalo entre os jogos eu caminhei no entorno, comprei uns sandes (sanduíches) de chouriço e jantei frango no restaurante do hotel (2700 kwanzas). Por um acaso conheci um dos responsáveis pelo hotel nesse momento, que me pagou uma N’gola, cerveja produzida aqui mesmo em Lubango. Pedalado no dia: 4 km! Dia 32 Foi preciso vontade pra sair da cama aconchegante no friozinho matinal. Mais vontade ainda se considerar o café da manhã insuficiente. Na bike, fui em direção à Fenda da Tundavala, só que na busca de um atalho eu peguei uma estrada de chão em reparos. A cada caminhão que passava ao lado, eu perdia um dia de vida por inalar tanta poeira. Sempre subindo, cheguei ao asfalto na altura da fábrica da N’gola. Mais além, uma vista do reservatório que fornece água à cidade. Ali mesmo, o piso mudou novamente, para calçamento. Um pouco adiante, passei o restaurante e o camping que ficam na cachoeira da Tundavala, uma queda de médio porte. Finalmente, 2 horas de pedalada subindo mais de 500 metros, cheguei à parte plana de rochas dispersas e vegetação rasteira que levam a uma das 7 maravilhas naturais da Angola. A Fenda da Tundavala, a 2250 metros de altitude, é uma falésia que divide o planalto central do país com a província de Namibe bem abaixo. A entrada é gratuita e há alguns mirantes por lá, mas nada a mais de estrutura. Comi meu sanduba de chouriço enquanto admirava a beleza singular deste local. A geologia e flora são diferentes do que eu já havia visto na Angola. Depois de muitas fotos eu desci facilmente. Isso até a parada no Shoprite para comprar comida. Quando saí de lá, notei que o pneu traseiro estava meio murcho. Logo percebi que ele havia furado novamente! Tive que empurrar a bicicleta pelos quilômetros restantes até o hotel… Além disso, acabei me queimando no sol e machuquei um pouco o traseiro, pois a bermuda de ciclismo não estava com o ajuste correto. A solução foi pedalar com a bermuda de praia e sem cueca por baixo. A baixa umidade do ar também já está fazendo efeito em minha pele, e não deve melhorar até eu pegar os voos de volta. Jantei (refeição de supermercado = refeição de restaurante / 2) e fiquei vendo TV até a hora de dormir, já que o sinal da Unitel não pegava aqui de jeito nenhum. Pedalado no dia: 45 km. Dia 33 Comi, remendei o pneu e fui conhecer o Museu Regional da Huíla. De entrada grátis, conta com salas temáticas e centenas de peças sobre a etnografia dos povos do sul do país. Continuando, subi o morro mais inclinado que encontrei até o mirante da cidade. Eis que enquanto procurava um lugar pra encostar a bicicleta, passei com o pneu sobre um galho com espinho, puts! Tive que descer tudo de novo até uma borracharia no meio da rua onde enchi meu pneu anteriormente, já que só com a bomba de mão não tava dando conta. Mas como há males que vêm para o bem, descobri o porquê: havia não somente um furo novo, mas 3! A câmara com 4 remendos ficou uma coisa horrenda, mas pelo menos funcionou. E os rapazes que deram um jeito não queriam nem cobrar pelo serviço, dá pra acreditar? E depois ainda tem gente que diz que não dá pra confiar no povo angolano… Aproveitei as ferramentas pra apertar o guidão e o freio, e bora empurrar a bike pra cima de novo. Um tempo depois, cheguei numa reta, no eucaliptal próximo à cidadezinha de Humpata. Ali descansei e bati um rango. Em sequência, comecei a mais descer que subir, enquanto passava por campos e cultivos. Quase no final da tarde, deixei a rodovia e cheguei na hospedaria e restaurante Miradouro da Leba, onde dormi no quarto mais básico até agora (só cama, luz à noite, chuveiro frio compartilhado) por 6 mil kwanzas com café. Antes disso, jantei churrasco, que na Angola é de galinha. Um pratão com batata e uma salada caprichada, graças ao dono do local, saiu por 2750. Mas antes de antes disso, tive nada menos que uma das mais belas vistas que já presenciei na vida toda. A hospedaria fica no melhor ponto de vista da Serra da Leba, uma Serra do Rio do Rastro melhorada. São falésias altíssimas, cachoeiras, terras verdes à distância, além da impressionante estrada em ziguezague. Ao pôr do sol o cenário ficou mais bonito ainda. Sob um céu estrelado, dormi satisfeito. Pedalado no dia: 47 km. Dia 34 Acordei cedo, tomei o mata-bicho (café da manhã) e, antes de partir, consegui vender a bike por 15 mil kwanzas, sendo que eu entregaria ela em Namibe. A descida na serra foi incrível. Asfalto liso, paisagem cênica e poucos veículos. Cheguei a 74 km/h e avancei rápido. No meio da descida, vi ainda um desajeitado camaleão verde no meio da pista. Reencontrei o jipe do grupo de gringos que eu havia visto dois dias antes, e eles me deram um bocado de água. Um pouco depois terminou a descida e iniciou uma subida leve. Com o calor do sol e tempo bem seco, vide os rios só com areia que passei, parei um pouco pra comer e descansar. Já estava quase na metade, quando o mal de sempre me afligiu: pneu furado! Dessa vez eu desisti, pois ao checar a câmara, constatei que havia várias fissuras nela, então teria que trocar por outra, o que não valeria o custo e tempo. Precisei esperar várias horas no lar de um nativo da etnia mucubal, que me cedeu um lugar. No fim da tarde, consegui uma carona pra mim e pra bike com João, um rapaz que conheci em Lubango e que me reconheceu na beira da estrada. Seguimos pelo deserto ao anoitecer. Fiquei na hospedagem 2 estrelas Pensão Nelsal, entreguei a bicicleta e me retirei. Dormi sobre molas num quarto duplo com banheiro compartilhado, ar, TV, água quente e frigobar. O normal seria 8500, mas eu chorei por um desconto de mil, já que meu dinheiro estava chegando ao final, assim como a pedalada, que infelizmente terminou antes do previsto. Aqui descobri porque os hotéis geralmente só possuem 3 canais simultâneos de TV: para economizar, apenas na recepção fica um decodificador para mudar entre as várias dezenas de canais assinados. Pedalado no dia: 61 km. Total: 400 km. Dia 35 Até que o café da manhã tava prestável. Depois dele me pus a caminhar ao redor de toda a região central. Namibe, agora chamada de Moçâmedes, que era seu nome na época da fundação, é agradável. As ruas são mais limpas, tranquilas e os edifícios bonitos, na comparação com os demais municípios angolanos. Há várias construções em arquitetura colonial preservados e coloridos como a estação ferroviária, ainda operante, e os prédios governamentais. Destaque também para a quantidade de policiais à vista. Mesmo para padrões angolanos é excessivo, o que me deixou intimidado para fotografar os prédios. Em relação à praia urbana, não é tão bonita e tem um bocadinho de lixo disperso. Há alguns quiosques e um parque de campismo bem caído, onde quase acabei indo dormir, por ter um custo menor (2 mil). Sobre a comida, nos restaurantes em média refeições custam entre 2 e 3 mil kwanzas. Como minha grana estava quase esgotada, optei por comprar uns salgados de peixe na rua (150 kwanzas) e marmitas de feijoada e macarronada no supermercado Shoprite (cerca de 600 cada). Há também um mercado público com vegetais à venda. O único museu (Museu Provincial do Namibe) está reabrindo, mas ainda possui apenas duas salas de artefatos e textos. Ao menos é gratuito. Numa das salas do mesmo prédio, encontrei souvenires para comprar, principalmente máscaras e estátuas, a partir de 500 pilas. Com boa parte da cidade mapeada, fui assistir os jogos da Copa. Dia 36 Já na manhã, liguei para meu chapa João, o que me deu carona no dia anterior, para irmos ao oásis da Lagoa dos Arcos. Paguei o combustível (2500 nas minhas contas) e fomos na picape 4x4 dele. A rodovia que corta o deserto está como nova, já que não chove por ali. Há umas feições interessantes no terreno, não apenas areia, nessa parte que está parcialmente protegida pela Reserva do Namibe. Sobre plantas, há grupos de herbáceas verdes e isolados arbustos ou árvores. Mas o mais impressionante são as Welwitschia mirabilis. Gimnosperma que existe exclusivamente neste deserto, o que cresce nessa planta são suas 2 únicas folhas e não o caule. Pode chegar até um milênio de vida. Na hora de deixar o asfalto, pegamos o caminho errado algumas vezes, pois as indicações e as estradas pela areia não são claras. Na primeira tentativa fomos parar num povoado no meio da areia, e na segunda num cultivo, ambos ao redor do oásis que ali fica. Precisamos pagar para entrar, pois há um bando que cuida da lagoa. O valor é negociável; No nosso caso, 500 por cabeça. Protegida por uma cadeia rochosa, no centro há uma lagoa que permite a vida ao redor: Passarinhos, patos e invertebrados, bem como plantas menores e até árvores como palmeiras. A atração que dá nome ao lugar é um conjunto de arcos nas rochas, cercado pelas águas. Vi até mesmo conchas fósseis infiltradas no relevo sedimentar. Um aracnídeo que estudei na biologia mas vi ali pela primeira vez na vida foi a diminuta aranha-camelo (Solifugae), que não é bem uma aranha. Retornamos, me despedi do moço e passei o resto do dia sem fazer muito. Dia 37 Antes do horário do check-out, caminhei na praia urbana, passando pelos naufrágios. O primeiro é composto apenas de umas máquinas aterradas, mas o segundo, do navio Independência de Cabo Verde, está com o exterior quase intacto. Achei que iria almoçar lagosta por 2 mil, mas o restaurante Django Mbazo não conseguiu uma pra cozinhar. Dessa forma, fui até o restaurante Ponto de Encontro, à beira da praia, para comer outro prato do mar: amêijoas (700 kwanzas) e caranguejo (600). Com o pãozinho extra, deu pra forrar o estômago gastando pouco. Com o resto do dinheiro, peguei uma moto até o Shoprite, onde comprei comida pras conexões intermináveis, e segui ao aeroporto (apenas 300 kwanzas de moto-táxi) que fica cercado pelo deserto. Na hora do check-in me incomodei, pois os funcionários insistiram que era proibido levar comida a bordo, restrição que não faz sentido e não está descrita para os passageiros em lugar algum! Pedi diversas vezes que me mostrassem onde constava essa proibição, mas no final acabei cedendo e despachei a sacola com as comidas e o resto. O primeiro vôo foi até Luanda. Ao chegar lá, me deparei com uma situação que não esperava: o terminal doméstico fica a certa distância do internacional, e é preciso ir pela rua até lá. Ainda bem que não era noite naquela hora. Esperei umas horas para o voo seguinte, até São Tomé. Dia 38 Algumas horas depois, na madrugada, retornei a Luanda. Por mais incoerente que isso possa parecer, foi mais barato comprar um voo à parte do que alterar o anterior, por isso tive que voltar pra capital angolana. Lá, tirei um cochilo no banco e depois passei o dia todo à espera do voo para o Brasil. Passei um pouco de fome, pois não tinha mais um centavo e meus cartões não foram aceitos. Na virada do dia o voo atrasado decolou, chegando na manhã seguinte. Eis o fim da proveitosa viagem! Curtiram as fotos? Então não deixem de conferir minha conta no Instagram, onde assim como em meu blog eu demonstro um pouco sobre cada um dos 92 países e territórios em que já estive, e o que mais vier. Até a próxima!
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    Olá, pessoal. Acompanho o fórum há muitos anos, mas nunca havia feito nenhuma contribuição. Recentemente, em fevereiro e março deste ano, fiz um mochilão de 30 dias por Bolívia, Peru e Colômbia e gostaria de compartilhar com vocês um episódio bem lamentável que ocorreu comigo. Sei que a intenção aqui também é compartilhar as experiências positivas e relatos de viagem, algo que também pretendo fazer. Essa viagem foi incrível e a Bolívia é maravilhosa. Não quero com este post desestimular ninguém, muito menos generalizar todo um país. Apenas compartilho o que aconteceu comigo, para que outras pessoas possam se prevenir e encarar uma situação dessas com mais preparo e informação. Aliás, essa é a primeira vez que falo "publicamente" sobre isso, algo que apenas amigos próximos e familiares sabem. Pois bem, eu entrei na Bolívia em um voo, por Santa Cruz de la Sierra, onde fiquei apenas algumas horas até tomar um avião para Sucre. Prestem atenção nas informações que darei agora, elas serão importantes mais adiante. Quando desembarquei e fui passar pela imigração, entreguei meu passaporte à funcionária e informei quantos dias permaneceria no país, conforme ela me perguntou. Ela me entregou o passaporte carimbado e foi isso. No avião preenchi um cartão a Receita Federal boliviana, com informações básicas para entrar no país. Este papel eu tive que entregar na Aduana e lá ficou. Lembro de ter perguntado se eu deveria ficar com alguma cópia ou algo assim, mas me disseram que era aquilo mesmo e que eu poderia seguir. Bom, fui para Sucre e lá permaneci duas noites. É uma cidade incrível, muito segura e tranquila, com a possibilidade única de conhecer mais sobre a história da Bolívia através da visita guiada na Casa Libertad. De Sucre segui para Uyuni, onde passei duas noites: uma quando cheguei, para no dia seguinte partir ao tour de 3 dias pelo Salar e redondezas, e outra quando regressei, para descansar antes de seguir viagem até La Paz. O tour pelo Salar foi maravilhoso, uma experiência única e inesquecível. Nem mesmo os perrengues e as precariedades abalaram a sensação de estar diante de algo totalmente inspirador e novo. Pelo contrário, acho que perrengues e precariedades já eram esperados e até fazem parte deste tipo de roteiro. Fiz o tour com a Quéchua Connection, que prestou um serviço de primeira. O guia José foi atencioso do início ao fim. O grupo, composto por mim, 5 colombianos e um casal de búlgaros, também estabeleceu uma ótima relação. Viajávamos em dois carros: um transportava os colombianos e no outro iam eu, José, o motorista e o casal de búlgaros, Alex e Borianna. Estávamos retornando a Uyuni pela rodovia principal após três dias intensos de tour. Eis que a Polícia Nacional monta um bloqueio na estrada e para o nosso carro. Um policial nada simpático se apresenta e pergunta quem está no veículo, para onde íamos e o que estávamos fazendo. Enquanto isso outros policiais cercam o carro e observam atentamente o interior. Todos estavam com cara de poucos amigos e armas bem grandes nas mãos, tipo aquelas utilizadas pelos seguranças de carro-forte que abastecem os caixas eletrônicos. O motorista então informa que no veículo há dois bolivianos, dois búlgaros e um brasileiro. O policial encarregado pede a identidade dos bolivianos, observa e devolve a eles. Em seguida pede para verificar o passaporte e o visto dos búlgaros (sim, búlgaros precisam de visto para entrar na Bolívia). Os vistos foram examinados sem problemas. Quando chegou na minha vez, o policial me pediu passaporte, tarjeta andina e certificado de antecedentes criminais. Imediatamente gelei. Eu tinha apenas meu passaporte, com o qual tinha entrado no país. Não sou uma pessoa descuidada, tampouco essa era minha primeira viagem. Eu obviamente havia pesquisado muito antes de viajar e sabia quais documentos eram necessários para ingressar na Bolívia. Poderia sequer ter ingressado com meu passaporte, usando apenas a identidade. Enfim, estava com o passaporte e o certificado internacional de vacinação. Nunca, em momento algum, eu havia topado com qualquer informação sobre necessidade de uma tarjeta andina, muito menos de certificado de antecedentes criminais. Por isso, quando o policial fez aquele pedido eu sabia que algo ruim iria acontecer. Informei ao policial que possuía apenas o meu passaporte, mais do que o necessário para um brasileiro ingressar no país. Relatei exatamente como eu havia entrado na Bolívia e o processo na imigração do aeroporto de Santa Cruz e na aduana. O policial, que já não estava alegre, ficou furioso. Disse que brasileiros precisam de certificado de antecedentes criminais na Bolívia, que ele não tinha como saber se eu não era um criminoso, um traficante ou um terrorista. E disse que era inaceitável ter apenas um carimbo de entrada no país no meu passaporte, sem que fosse informado quantos dias eu poderia permanecer, pois assim eu poderia ficar morando ilegalmente na Bolívia se quisesse. Foi então que ele me mostrou que no carimbo de ingresso havia um campo onde estava escrito: "Admitido hasta ____ " e um espaço em branco, onde supostamente a funcionária da imigração deveria ter escrito até quando eu permaneceria no país. Ela não escreveu, apesar de ter feito essa pergunta e de eu ter lhe dado a resposta. Na hora, cercado por policiais irritados e fortemente armados, pareceu que eu havia cometido um crime gravíssimo. Mas depois percebi que foi uma imensa bobagem e explico isso em seguida. O policial também disse que eu deveria ter recebido a tarjeta andina em meu voo. Relatei a ele que tinham me dado apenas o documento que ficou com a aduana, o mesmo que eu havia perguntado se deveria levar comigo e que me disseram para deixar lá com eles. Por fim ele resolveu me aterrorizar (ainda mais). Disse que eu não voltaria a Uyuni, que eu deveria descer do carro e permanecer detido ali, no meio da estrada, e que eu sequer poderia retirar minha mochila do veículo. Disse ainda que eu seria levado a uma delegacia em Uyuni e então deportado ao Brasil. E me ameaçou ainda mais, falando que eu não iria gostar nada do que iria acontecer comigo. Fiquei apavorado, em pânico, mas procurei demonstrar o mínimo possível. Não chorei, não me desesperei e não gaguejei. Segui argumentando educadamente com ele, embora minha vontade fosse dizer o quão absurdo era o que ele estava fazendo.. Felizmente falo espanhol fluentemente, então me fiz entender sem dificuldade. O guia José, ao ouvir as ameaças do policial, saiu do veículo e foi falar com ele, colocando-se entre mim e o policial. Apresentou sua carteira de guia profissional e explicou que eu era apenas um turista. O policial então perguntou: "O senhor é advogado?", ao que José respondeu que não. Então o policial disse: "Então volte para o veículo e permaneça lá. Se o senhor me dirigir mais uma vez a palavra, será preso por obstrução do trabalho policial". Foi horrível, José ficou muito nervoso e voltou para o carro absolutamente calado. Nesse momento eu tive certeza que minha viagem de 30 dias encerraria ali, sem sequer ter completado uma semana. Pior ainda: imaginei que fossem me bater e me roubar, afinal eu estava com toda a grana na minha mochila. Foi então que o policial disse que iria falar com um superior pelo telefone. Após alguns minutos ele voltou e disse que "por hoje" iria deixar passar, mas ressaltou que a Polícia Nacional faz barreiras em todas as estradas e que se me visse novamente no país, eu seria imediatamente deportado. Foi horrível, seguimos a viagem atônitos, todos. José estava constrangido por seus compatriotas e explicou que infelizmente a Polícia Nacional costuma agir desta forma. Os búlgaros também relataram uma série de episódios de abuso policial em seu país. E eu estava apavorado, planejando chegar em La Paz no dia seguinte e ir direto para a Embaixada brasileira. Eis que alguns quilômetros depois havia uma NOVA barreira policial. Foi a cereja que faltava no bolo. Agora sim eu tinha total certeza de que seria deportado. O roteiro foi o mesmo. O policial pediu a identificação de todos, meu passaporte, meu certificado de antecedentes criminais e minha tarjeta andina. Repeti todas as explicações, esperando ser retirado do carro, mas incrivelmente este policial apenas concordou comigo e disse que eu deveria providenciar os documentos. Ele tinha outro alvo no veículo: o motorista. O motorista dirigia com segurança, mas o policial lhe passou um sermão totalmente desnecessário. Enfim, seguimos viagem. Quando cheguei em La Paz, fui até a Embaixada brasileira e relatei o que aconteceu. A funcionária que me atendeu sequer ficou surpresa. Disse que provavelmente o policial queria dinheiro. Mas em nenhum momento ele sequer mencionou algo parecido. Frases como "como podemos resolver isso?" ou indiretas semelhantes não foram ditas. Na hora obviamente eu pensei que iriam me cobrar algo, mas não o fizeram e eu é que não iria oferecer. A Embaixada reforçou que minha situação na Bolívia era absolutamente legal. Que tudo que eu precisava era do carimbo de entrada em meu passaporte, com isso poderia ficar até 90 dias no país (se não me engano era 90, mas já faz tempo e posso estar enganado, poderia ser 30 ou 60, tava tão nervoso que não lembro direito dessa informação). A funcionária disse que certificado de antecedentes criminais é algo exigido apenas para brasileiros que desejam residir na Bolívia, nunca para turistas. Ela recomendou que eu fosse à oficina de migraciones, no Centro de La Paz, para relatar o que houve e solicitar que escrevessem em meu passaporte a quantidade de dias que eu ficaria no país, lá onde dizia "Admitido hasta", no carimbo. Fui até o escritório de imigração, que estava absurdamente lotado e caótico. A muito custo consegui falar com um funcionário, que me atendeu muito mal, ouviu meu relato com uma cara de bunda e disse que não tinha nada de errado com minha situação no país e se recusou a escrever qualquer coisa no meu passaporte. Voltei à Embaixada e contei como havia sido atendido em migraciones, então me deram um número de emergência da embaixada e me orientaram que retornasse a migraciones e, caso se recusassem a atender meu pedido, eu deveria ligar para o número da Embaixada e passar o telefone ao funcionário. Esse número, aliás, é um plantão que estaria à disposição para o meu atendimento 24 horas por dia. Pois bem, voltei a migraciones e fui mais enfático no pedido. O funcionário ficou putaço e me encaminhou a um oficial, que ouviu meu relato com mais atenção e disse para eu ficar tranquilo, pois a Polícia Nacional sequer tem poder para deportar estrangeiros, algo que apenas eles poderiam fazer. E por fim, para coroar essa novela kafkiana, ele escreveu "30 días" no meu passaporte, ali no espaço em que dizia "Admitido hasta" e disse que caso eu fosse importunado pela polícia novamente, deveria dizer que falassem com o "Inspector Gonzalo Murillo" em migraciones. Eu não sabia se deveria rir ou permanecer sério. Se o problema todo era escrever "30 días" no meu passaporte, eu mesmo poderia ter escrito isso com uma caneta, já que o inspetor sequer assinou alguma coisa. (Aliás, no Peru escreveram 30 dias no carimbo de entrada e na Colômbia me deram 60 dias). Aproveitei também para perguntar sobre a tal tarjeta andina e me foi informado que quem ingressa na Bolívia de avião geralmente não recebe esse cartão, apenas quem vem de ônibus, mas que não seria um problema na hora de deixar o país. No fim, quando atravessei a fronteira da Bolívia para o Peru, o oficial de imigração pediu minha tarjeta andina. Eu disse que não tinha e ele me deu uma para preencher na hora, carimbou meu passaporte com o carimbo de saída e foi isso. Eu gostaria de poder dizer a todos os brasileiros que não levem seus certificados de antecedentes criminais ao entrar na Bolívia. Mas eu certamente levarei o meu a partir de agora. Mesmo sabendo, como eu já sabia naquele episódio, que não é algo necessário. Mesmo com toda a garantia dada pela Embaixada e pelo setor de imigração do país. A realidade concreta parece importar pouco diante da vontade de um grupo de policiais fortemente armados em uma estrada no meio do deserto. Nunca vou esquecer aqueles momentos de pânico. Me senti impotente, sem saber como denunciar tudo que aconteceu às autoridades competentes. Não havia identificação no uniforme dos policiais, eu sequer saberia apontar nomes. Também fiquei com muito medo de denunciar e acabei optando por seguir a viagem normalmente. Tudo que eu queria era distância de uma delegacia. Desculpem se este relato mais alarma do que ajuda efetivamente alguém. Mas se isso aconteceu comigo, sabe-se lá com quantos mais pode ter acontecido ou ainda pode vir a ocorrer. A única dica concreta que eu tenho para dar é: andem sempre com o número do plantão da Embaixada. Aqui neste link tem as informações sobre o contato de emergência consular para brasileiros na Bolívia: http://lapaz.itamaraty.gov.br/pt-br/emergencias.xml Agradeço a quem leu até aqui e reforço: a Bolívia é um destino de viagem incrível e insuperável. Mesmo este episódio terrível não estragou a satisfação que tive em conhecer o país e passar vários dias lá. Prometo em breve fazer um relato detalhado de toda a viagem. Abraços!
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    Olá amigos Mochileiros. Queria compartilhar com vocês uma informação bem legal! Recentemente abriu uma loja virtual de equipamentos ponta de estoque, usados e novos. Eles compram, vendem e consignam produtos para camping e aventura. Chama Armazém Aventura http://www.armazemaventura.com.br" onclick="window.open(this.href);return false; É possível achar vários equipamentos bem bacanas por preço justo! Abraços e boas aventuras.
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    Viagem de 6 dias para a Serra Gaúcha (RS), em julho de 2018 (Hospedagem em Canela, Carro Alugado) Do ES para RS. Essa viagem começou uns 15 dias antes, com toda uma pesquisa de fizemos, em sites como o próprio mochileiros.com, vídeos no Youtube e outros sites que nos trouxessem informações interessantes. Contratamos a viagem pelo site da CVC, pedimos o serviço de bagagem pelo site da GOL. Se não tivéssemos questões muito particulares e pudéssemos programar com mais antecedência, não teríamos contratado os serviços dessa empresa e, não possivelmente não passaríamos por algumas situações um tanto frustrantes. 1º DIA - VIAGEM DE IDA Nossa viagem começou de fato num sábado de madrugada. Saímos de Colatina, no interior do ES às 02:30. Em Vitória, pegamos o vôo para o RJ e de lá para Porto Alegre, onde já havíamos contratado o serviço de aluguel de carros da Movida. O carro foi um FIAT MOBI da cor vermelha. Alias, gostamos muito do serviço dessa empresa. O carro estava novo e deu conta muito bem de ir a todos os lugares que precisamos, foi bem econômico também. Viajamos por 02:00 até a Pousada Casa Rosa, em Canela. No caminho paramos para almoçar, o que nos chamou a atenção foi o tipo de prato que pedimos, o qual não conhecíamos, uma "Alaminuta", tipo um PF (com arroz, batata frita, bife de carne de boi ou frango, salada e feijão). Tudo estava gostoso mas o valor já começou a fica meio salgado. Foram 25 reais por cada prato. Daí pra lá tudo vai ficando muito mais caro. Chegando à Pousada Casa Rosa fomos muito bem recebidos. Para chegar ao quarto 39 precisamos subir alguns lances de escada, mas o recepcionista as levou. Quando oferecemos a gorjeta, pois as malas estavam realmente pesadas, ele negou dizendo: "Capaz, capaz..." e foi uma forma curiosa de se expressar. A pousada é muito boa, tem piscina (embora não vi ninguém usando pois a água pareceu bem fria), uma área bonita de café da manhã, chuveiro quentinho (apesar de um pouco instável as vezes), água da pia aquecida (embora demorasse um pouco para aquecer), bem limpo, com excelente serviço de quarto e principalmente ótima cordialidade de todos os atendentes. Ou seja, o atendimento e a limpeza foram os pontos fortes. No entanto o ponto fraco a meu ver, foi a calefação, que demorava a ligar, pois só era acionada quando a temperatura caía a uns 17 graus, e de manhã já estava desligada. No entanto o quarto era bem quentinho, as cobertas davam conta de aquecer a noite e isso não fez lá tanta diferença. Nota 8 pra pousada Casa Rosa, em Canela, RS. Nesse dia a noite fomos convidados pelo atendente da Pousada a experimentar um prato típico da região, o "Fundue em sequência" e o próprio restaurante Sky providenciou o transporte. Ganhamos de brinde um vinho local. Chegamos lá tinha música ao vivo, muito legal. Serviram vinho e trouxeram a primeira sequência, batatas, brócolis e torradas no molho de queijo, em seguida, trouxeram as carnes (de boi, porco e frango) e nós mesmos fritamos, com uns 15 molhos diferentes à nossa disposição, desde os agridoces aos apimentados, por último, trouxeram as frutas e o chocolate. Gostamos muito apesar de ter ficado bem caro. Foram 77 reais por pessoa, mais o couvert artístico, mais o atendimento (10 %) e a conta ficou bem alta. Nos levaram de volta ao hotel e estava relativamente frio. Fazia uns 16 graus. 2º DIA - ANDANÇAS POR CANELA E GRAMADO No outro dia acordamos um pouco mais tarde, afinal, foram muitas horas de viagem no dia anterior. Tomamos um café da manhã reforçado e partimos andando de Canela para Gramado. Nesse dia andamos cerca de 23 km. Passamos por muitas lojas de roupas de frio, sapatos, tapetes... comprei um casaco de frio vermelho (R$160) na loja artesanato do Noel e um tênis Adidas para caminhar (afinal, o tênis que usava fez uns estragos no meu pé direito) no Mundo dos Sapatos por R$60,00. Passamos por pontos turísticos como O Mundo a Vapor, Super Carros, O Museu da Moda, mas não entramos. Não é muito nosso barato essas atrações mais enlatadas. Em Gramado, fomos ao Palácio dos Festivais, à Rua Torta, passamos pelo famoso Termômetro, Praça das Etnias, Fonte do Amor Eterno (onde coloquei um cadeado com um coração vermelho com nossos nomes, tranquei na grade da fonte e joguei a chave fora), à Igreja de Pedra de Gramado e ao Lago Negro. Tudo a pé. Nesse meio tempo, almoçamos no restaurante Belle Vitrine. No início ficamos impressionados com a entrada, muito farta, com molhos, torradas, tudo muito gostoso. Mas não pedimos. Eles trouxeram. Depois cobraram 17 reais somente por isso. Escolhemos saladas como pratos, eram opções que nos agradavam e mais em conta, e de fato, estava muito bom, ótimo tempero. No entanto, quando veio a conta, aos 17 reais, somaram-se os pratos e o atendimento e a conta, mais uma vez, ficou um pouco salgada. Seguimos passeando pela cidade, tirando fotos e conhecendo, conversando com as pessoas. Uma coisa que percebemos é que tentam te pescar o tempo todo. Oferecendo apresentações de produtos que giram em torno de 40 minutos, em troca de brindes como entradas em parques. Nem sempre isso é exatamente vantajoso, pois em nosso caso, o tempo era precioso para fazer tudo que estava planejado. Esperamos o UBER na calçada do Hard Rock Café e voltamos para Canela. De lá pegamos o carro e seguimos para conhecer a Igreja de Pedra (Nossa Senhora de Lourdes) de lá e ficamos maravilhados com aquela construção gótica ao entardecer. Como já estávamos com fome, fomos a um café próximo dali no Empório Canela, ambiente descolado, atendimento ótimo, comida em conta. Eu pedi um quiche do dia(R$12,00) e um suco tropical (R$10,00) (abacaxi, morango e laranja) e foi barato. O marido pediu uma torta, um café... tudo muito gostoso. Rodamos um pouco pela cidade e seguimos para a Pousada, descansamos e voltamos para jantar, dessa vez por nossa conta, em Canela mesmo, no Bistrô Sabor de Mel, simples e aconchegante. Servem um capelete com Legumes delicioso. A temperatura começou a baixar, o céu cheio de nuvens, o dia foi bem quente, ou seja, sinal de chuva. A previsão do tempo estava certa, funciona mesmo. Fiquei impressionada por ser um domingo, muitas lojas abertas até tarde (até as 18:00). Muitas lojas de chocolates, sapatos e de confecção. No entanto a maioria dos Bistrôs fecha por volta das 10 horas. E os gaúchos me pareceram bem fiéis aos horários. 3º DIA - CHUVA E NEBLINA - PARQUE DO CARACOL E CAFÉ COLONIAL Amanheceu chovendo, com neblina e isso não nos intimidou. Após o café seguimos de carro até o Parque do Caracol, cuja entrada foi R$20,00 por pessoa. O local é muito limpo, bem sinalizado e organizado. Precisamos usar capas de chuva para andar pelo parque e foi ótimo mesmo assim. A queda principal e linda. E os vários caminhos dentro do parque levavam à cachoeiras, represas, centros históricos, grandes Araucárias, pátios gramados, lugares bem bonitos. OBS. 1 - Uma armadilha lá dentro, não vá no trenzinho, a não ser que você esteja com crianças. É para crianças e nos custou R$10,00 por pessoa. O passeio não demorou 3 minutos. OBS. 2 - Leve uma meia extra na bolsa ou deixe no carro, pois em passeios assim as chances de vocẽ molhar o calçado são grandes. E é chato ter que limitar o passeio por conta disso. Uma meia extra e/ou tênis extra resolvem tudo. Exploramos o máximo que conseguimos, com os tênis encharcados e seguimos para o Parque da Ferradura, no entanto o senhor da guarita de entrada disse que não valia apena entrar pois a neblina nos impediria de ver a paisagem e que era melhor voltar num outro momento. Foi então que decidimos conhecer um Café Colonial, o Bela Vista. Ambiente bacana, ótima recepção, e muita, muita comida. Nesse dia, esse foi o nosso almoço. Comemos até não aguentar mais. A consumação foi de cerca de R$70,00 por pessoa. Mais alguns acréscimos, que sempre ocorreram. Como estava chovendo, resolvemos pensar em alguma atração fechada. Foi então que passamos pelo Museu da Moda e resolvemos entrar. Muito organizado, construído a partir de uma pesquisa da Estilista Mika Wolf, conta com vestes de 2000 a.C até os dias atuais. Custou R$70,00 por pessoa (a inteira) mas eu paguei meia pois chorei o desconto por ser professora. Então paguei R$45,00. Fomos para a Pousada e então pegamos o carro e fomos até Gramado, curtir a noite, embora a neblina estivesse bem forte e pouco conseguíamos ver a estrada à nossa frente. No Largo da Borges encontramos uma cafeteria e livraria em interessante, a Mania de Ler. Então depois de olhar algumas opções, resolvemos jantar um caldo ou creme e optamos pelo creme no Pão. O Bistrô dessa vez foi na rua coberta, o Pastascuitta. Local aquecido, comida saborosa. Cada prato ficou em torno de R$34,00 e pedimos 4 queijos e batata com camarão (veio muito camarão). Uma cilada: quando estávamos terminando o jantar, vimos um homem chegando com um violão, ele sentou num canto, e começou a tocar. Logo em seguida pedimos a conta e veio incluído o couvert artístico. Nem tentamos contestar. Mas deveria haver bom senso da casa a nosso ver. Saímos em busca de uma boa sobremesa. A temperatura estava caindo e optamos por um fundue de frutas. Na própria avenida de Gramado subimos uns degraus e entramos no Lounge Gourmet Florybal, local aquecido mas o atendimento deixou um pouco a desejar. Nós mesmos preparamos do fundue e tinham opções diferentes de chocolate. Tudo muito gostoso. E a pessoa podia acrescentar sorvete também. O preço foi bem em conta. E assim encerrou a noite. É um lugar, aliás, com bons chocolates, pra todo lado. 4º DIA - CONHECENDO CACHOEIRAS E LAGOAS NUM DIA CHUVOSO EM SÃO FRANCISCO DE PAULA/RS & GARFO E BOMBACHA Acordamos decididos a ir até São Francisco de Paula conhecer o Parque das 8 cachoeiras, mesmo chovendo. Seguimos de carro até lá. o GPS ligado o tempo todo. Levamos carregadores do nosso próprio carro e cabos. O som ficou por conta da JBL Wind, pois o som do carro não tinha Bluetooth. Ao chegarmos lá fomos recepcionados por dois cães bonitos, um escuro e um claro, mas com bocas grandes. Depois entendemos o quanto eram mansos: A Marsha e o Urso. Custou R$20,00 a entrada por pessoa e valeu muito a pena. Fomos primeiro na cachoeira Remanso, bem exuberante. Estávamos com nossas capas de chuva por que estava chovendo, mas de qualquer forma iríamos nos molhar com os respingos da cachoeira. Depois seguimos para a Escondida, mas não conseguimos completar o percurso pois estava muito cheio o rio e mesmo que a Marsha passou, nós não conseguimos passar. Ela nos acompanhou por todo o percurso e nos esperou. Uma excelente guia, muito quieta e paciente. Uma linda. Seguimos então em meio a trechos com lama, pedras, água escorrendo, pontes e pinguelas e fomos conhecendo as quedas mais fáceis de acesso. "Cascatinha" nos surpreendeu por ser linda e cordial, não nos molhou e não deu vontade de ir embora. Depois seguimos para a 'Xaxim", que também foi linda e cordial e nos rendeu belas fotos. Na estrada encontramos um restaurante simples, mas com a comida bem caseira, bife grelhado na hora, a R$20,00 por pessoa, o "Restaurante e Café Sabor Campeiro" RS-235 km 66. Seguimos viagem até o lago São Bernardo e ficamos encantados com a beleza. Diga-e de passagem, bem mais bonito que o Lago Negro. Demos a volta em torno do lago ,a pé. Nos deparamos com belas paisagens, marrecos, muitos bancos coloridos, locais de contemplação, piers, pinheiros cercando o lago além de cerejeiras e muitas árvores de Plátano (árvore típica do Canadá). Com um visual lindo, nostálgico e belo em todos os ângulos, tiramos muitas fotos, selfies e curtimos àbeça e não pagamos entrada. Uma curiosidade: No entorno do lago tem uma capela bem mística, onde era um local de adoração indígena, depois católico, protegido também por muçulmanos, evangélicos e budistas ao longo da história. Sem dúvida senti uma energia poderosa, apesar de vandalizado nesse momento. Seguimos de volta para Canela por uns 30 km, bem pertinho, e descansamos. Ainda chovia e resolvemos conhecer uma casa noturna e churrascaria com show típico: Garfo e Bombacha. Eu gosto muito de dança, música e churrasco, então achei que seria algo inesquecível. Contactei nesta tarde com a própria casa via WhatsApp e logo fui atendida. Custou bem caro, R$179 por pessoa, com o transporte de ida e volta, não incluindo bebidas. Combinamos que iriam nos buscar por volta das 20 horas e lá estavam no horário marcado. A volta seria às 23 horas. Fomos muito bem recebidos e servidos. E no fim, comemos muito até quase estourar, ficamos numa mesa um tanto longe do palco, os garçons circulavam em nossa frente, servindo os clientes, durante o show e não gostamos tanto do churrasco. Ou seja, não consegui ver direito o show, não gostamos muito do churrasco e não foi lá essas coisas. Lá tiram fotos de você usando um chapéu gaúcho e um chimarrão na mão sem compromisso, as imprimem e depois te vendem a 15 reais. Nós, na empolgação do momento, compramos também. Foi nossa primeira lembrança de viagem. No fim todos dançam, mas à essa altura já está bem vazio, e tudo acaba antes de 23 horas. Não achamos que foi um dinheiro bem gasto. Melhor teria sido se escolhêssemos uma churrascaria típica bem renomada e pagássemos o valor do rodízio. 5º DIA - DIA DE SOL DE CONHECER NOVA PETRÓPOLIS E BENTO GONÇALVES (VALE DOS VINHEDOS E CAMINHOS DE PEDRA) Foi o dia de correr pelas estradas. E foi bem cansativo. 120 km de ida e mais a mesma quilometragem de volta. A primeira parada foi na Queijaria Valbrenta, onde compramos um biscoito de azeitona muito gostoso. Seguimos até Nova Petrópolis para conhecer o Labirindo Verde no meio da Praça das Flores. Foi bem legal o labirinto, muito divertido, especialmente para crianças. A praça das flores tinha poucas flores nesse momento. Pegamos a estrada para o Vale dos Vinhedos e visitamos a vinícola Miolo, custou R$30,00 a entrada com direito a reverter R$10,00 em certas bebidas na loja. Nas mais caras. O rapaz que fez a exposição pareceu bem informado, muito conhecedor dos processos e falou tudo com muita clareza e fluidez. Conhecemos o processo inicial, o processo moderno de produção, engarrafamento, fizemos uma prova de 4 vinhos diferentes e foi ótimo. Mas ainda não tinha valido a viagem. Compramos um espumante, um abridor de vinho, suco de uva de 1 litro e tudo estava muito gostoso. Então seguimos para os Caminhos de Pedra e paramos num Bistrô no início do caminho, um self service de boa qualidade. Lá nos deram um mapa com instruções sobre o caminho e não foi muito legal. Não gostamos muito, talvez porque estávamos cheios e não desejávamos comprar mais vinhos, queijos, massa de tomate ou qualquer outra coisa de comer. Desistimos e seguimos para Canela com a esperança de ainda conseguir ir ao Parque da Ferradura mas pegamos um engarrafamento em Gramado e não deu tempo. Foi então que vimos o Castelinho Caracol e resolvemos parar para tomar um café. Foi ótimo. Deu a graça que faltava ao dia. Primeiro conhecemos a propriedade, que é linda. Como beirava as 18 horas, ficamos presos dentro da propriedade. Abriram a porta com cara feita e entramos na casa, pagamos R$10,00 e tivemos acesso ao museu e ao café. Tomei um suco de maça muito bom e meu esposo comeu a torta típica de maça com sorvete de creme, chamada Apfelstrudel. Seguimos felizes para a pousada e a noite tomamos um caldo verde no charmoso Bistrô em Canela, o Cheiro de Canela. 5º dia - DIA DE CONHECER OS CÂNIONS FORTALEZA E ITAIMBEZINHO Acordamos cedo, tomamos o café com uns 15 minutos, e pegamos a estrada. O objetivo era chegar em Cambará do Sul a tempo de conseguir conhecer dois Cânions. Os dois ficam em parques estaduais. Tivemos que preencher um documento em ambos. Primeiramente fomos ao Fortaleza, o mais exuberante, digamos "Selvagem". Saindo de Canela, às 07h20min. chegamos à entrada do Cânion por volta das 10h00min. Lá tem uma bica, com água potável. Enchemos o recipiente e seguimos até o estacionamento. De lá seguimos a pé até o Cânion. Com 2/5 da caminhada já dá pra ver o Cânion. É lindo. Tiramos muitas fotos lindas. Como sou espírita, fiz muitas orações naquele ambiente. Ahh, venta muito e é preciso tomar cuidado pois não há contenção, cercas, nada disso. É você e o precipício, frente a frente. Fomos até onde conseguimos andando. Muita gente parou antes. Não deu vontade de ir embora. Mas como tínhamos o objetivo de conhecer Itaimbezinho, no outro parque estadual, resolvemos seguir. Almoçamos num restaurante próximo a um posto, e desta fez sem glamour, foi um PF. Mas estava muito bom. Aliás, adorei o tempero da comida dos gaúchos. Seguimos e a estrada até Itaimbezinho não estava amigável. Muito cascalho. Um trecho considerável assim. Chegando lá tem um trecho de asfalto e chegamos à sede do parque. Primeiramente tem uma parte mais curta, com uma visão mais limitada, mas bem bonita. Fomos à casa da Vovó, compramos um queijo serrano, admiramos a feitura da lã à moda antiga, compramos um chocolate e seguimos caminho para a parte mais exuberante. São aproximadamente 3 km de ida mas o visual de fato compensa. Inclusive vimos vários ciclistas fazendo o trajeto de bike. Bem bonita a visão do cânion desse ponto. E no ponto final tem uma espécie de arquibancada com troncos de madeira, onde se pode sentar e admirar de um ponto bem privilegiado o cânion. Voltamos num ritmo de caminhada pesado, pois queríamos um café e o cansaço já estava aumentando. Seguimos de volta para Canela. Descansamos um pouco e saímos para fazer nossa última refeição num Bistrô de Canela. Tomamos um caldo verde e apreciamos o crepe de maça com canela. 6º dia - VOLTANDO PRA CASA Acordamos cedo, terminamos de arrumar as malas, presenteamos um dos atendentes da pousada com um vinho local, tomamos o café da manhã e partimos para a estrada por volta das 07h30min. Dirigimos até Porto Alegre. Devolvemos o carro na agência. Fomos de Van até o aeroporto. Embarcamos para RJ. No aeroporto Galeão almoçamos uma salada superfaturada e embarcamos novamente no avião para Vitória. De lá pegamos nosso próprio carro e seguimos para nossa cidade. Chegamos por volta das 21 horas. Foram 14 horas de viagem para retornar que valeram totalmente a pena. E temos a intensão de voltar, para conhecer mais de Praia Grande, Cambará e um monte de lugares que não visitamos pro falta de tempo. Esperamos ter colaborado para a sua viagem com nossa experiência. Hasta la vista e até o próximo relato. Vista para o Vale dos Quilombos Andando por Canela e Gramado a pé Andando por Canela Lago Negro Lago Negro Andando por Gramado Fonte do Amor Eterno Termômetro em Gramado Rua Coberta Igreja de Pedra de Canela Lago São Bernardo Lago São BernardoParque das 8 Cachoeiras e a MarshaParque das 8 Cachoeiras Café Colonial Bela Vista Parque do CaracolParque do Caracol Parque do Caracol Pelas ruas de Canela ao entardecer Cânion FortalezaCânion FortalezaCânion FortalezaCânion Fortaleza Cânion Fortaleza Amigos que encontramos pelo caminho Nova Petrópolis - Praça das Flores Próximo ao Cânion FortalezaInício do Caminho até o Cânion Fortaleza Cânion Itaimbezinho após 3 km de Caminhada Cânion Itaimbezinho Indo para o Cânion Fortaleza Cânion Itaimbezinho
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    Legal o post, tenho vários outros de atrativos do Rio Grande que podem te interessar.
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    Faz tempo que não apareço por aqui, mas vou tentar lembrar todos os momentos da minha ultima viagem, fui pra Jeri sozinha, nossa que lugar incrível, achei meio cansativo ate lá, mas depois que cheguei valeu todo sacrifício. Sai da minha cidade no dia 20 de Fevereiro, às 5 da manhã, fiz uma escala em Guarulhos, mas foi rápido, antes das 11:30 já estava em Fortaleza, assim que cheguei chamei um Uber e fui para pousada, agora não vou lembrar o nome, mas era perto da praia de Iracema. Fiz meu check-in, deixei as malas no quarto e sai para almoçar, fui caminhando até a praia, almocei em um quiosque perto da praia e fiquei admirando a beleza do local, uma praia urbana, mas estava bem vazia, caminhei pelo calçadão e voltei pra pousada. À noite resolvi ir conhecer a feirinha, famosa no calçadão, mas preferi ir de uber, em um lugar estranho, melhor não arriscar, olhei as barraquinhas, comprei umas coisinhas, até que fui abordada por uma moça, para ir assistir um show de piadas, resolvi ir, afinal eu estava no Ceara, dizem que os melhores comediantes são daqui, dei risada, comi, incluía pizza no show de comedia, assim que acabou de novo chamei um uber e fui pra pousada, precisava dormir, tive um dia cansativo. No dia seguinte bem cedinho, segui viagem para Jeri, de van já tinha contratado junto com a hospedagem de Jeri, o transfer para lá, nossa foi o dia todo praticamente, fomos até Jijoca, às vans só podem ir até esse ponto, descemos almoçamos, ha tem que pagar uma taxa por dia para ficar em Jeri, fizemos tudo isso na parada, e seguimos em uma caminhonete 4x4, pensei que nunca mais ia chegar muita areia, já na pousada mesmo procedimento, check-in, ir para o quarto deixar as malas e fazer reconhecimento do local, andei bastante, achando tudo muito diferente, as ruas todas de areias, com famosos "becos" que atravessam de uma rua para outra tudo meio que perto, mas eu confesso que me perdi. Na praia sentei na areia, fiquei observando até o por do sol, eu estava pertinho das dunas do Por do sol onde todos sobem até la para ver melhor atração, mas não me animei para fazer isso. Voltando para a pousada fiquei mais admirada ainda, com lugar que não existe iluminação publica, que a luz das pousadas, bares é o que ilumina as ruas, de volta em "casa" fui curtir a noite quietinha no meu canto, essas viagens que eu faço, eu gosto muito de passear conhecer novos lugares, mas as noites eu prefiro ficar mais de boa, mas como toda regra a uma exceção, uma ou outra eu ainda saio. Acordei cedo pra ir conhecer Jeri, já que estava por la, vamos conhecer tudo, que der tempo, tomei café e na pousada mesmo peguei um buggy para conhecer o litoral leste dividi o mesmo com duas paulistas ,foram ótimas companhias, nos divertimos, rimos, valeu a pena cada minuto. Acredito eu que é o lado mais conhecido, onde passamos os principais pontos turísticos, como a Pedra furada, mas só observamos de longe, resolvemos não parar, combinamos com o guia onde iríamos parar mais tempo, ai seguimos para a Árvore da Preguiça, com muita aventura nas dunas de areia, tem esse nome devido a dificuldade que árvore teve em se erguer, parece até que está se rastejando, seus galhos se estendem por cerca de 4 metros e isso aconteceu devido aos fortes ventos que tem em Preá, não se vê nada ao lado a não ser dunas, o mar e a Árvore da Preguiça. Em seguida passamos pela praia do Preá, apenas para fotos e seguimos para a Lagoa Azul, uma lagoa simples, tem redinha na água tiramos fotos, ficamos por um tempo e continuamos, mas não se compara com a lagoa do Paraíso, que é realmente um paraíso, onde existe dois pontos de apoio o The Alchymist Beach Club, esse você paga para entrar, há estudante paga meia, e um outro um pouco mais a frente onde nós ficamos, sensacional valeu a pena cada minuto da aventura de buggy até la, tomar caipirinha nas redes sobre as águas não tem como explicar, eu estava no paraíso. No próximo dia não tinha nada marcado pra fazer, então o que fazer, uma das meninas do dia anterior me ligou e me chamou para ir caminhando até a famosa Pedra furada, eu tinha que ir, pensa em uma caminhada exaustiva, debaixo do sol quente, pedras, gramas, mas nós fomos, nossa que sensacional, esculpida pela natureza via ondas do mar, a Pedra Furada fica na praia de Jericoacoara, e é o cartão postal do Ceará, dizem que no mês de julho dá pra ver o sol se pôr pelo buraco da pedra, deve ser lindo, fomos pela estrada e voltamos pelo mar com a maré baixa da para fazer isso, foi cansativo mas valeu muito a pena. À tarde voltamos para a lagoa do Paraíso, pegamos uma caminhonete 4x4 e rumo ao paraíso dessa vez ficamos no ponto de apoio The Alchymist Beach Club, nossa valeu muito a pena voltar, é lindo de mais, a estrutura é sensacional, as redes, só indo pra saber. De volta na vila paramos para um lanchinho e refrescar com uma gelada, já à noite peguei um dos "becos" e fui dormir, teria uma nova aventura no dia seguinte. Passeio de Buggy logo cedo litoral Oeste agora da vila, fomos com dois buggy, eu uma família que não me recordo da onde era, mas muito legais, pessoas que conhecemos assim são os melhores, não te julgam, e acabam fazendo com que sua viagem se torne incrível, esse passeio inclui uma parada no delta do Guriú, onde você pega um barquinho de madeira para ver cavalos marinhos, eu não fui ver, devia ter ido pois eu já estava la mesmo, mas não acho graça nisso, depois disso, o buggy atravessa o delta numa balsa, passa pelo mangue seco até chegar na velha Tatajuba (vila que foi soterrada pelas dunas) e pela nova Tatajuba, que tem uma vista deslumbrante do mar, que passeio sensacional, fiquei admirada pelos mangue seco. Curti cada momento, logo em seguida, está a duna do funil, onde é possível fazer sandboard e esquibunda e, por fim, o passeio termina na lagoa Torta, onde há um ponto de apoio para comer e beber com os pés na água, lugar bacana, redinhas sobre água com uma caipirinha não tinha coisa melhor naquele momento. À noite tive que sair da minha zona de conforto fui conhecer a vila, era minha ultima noite por lá, aproveitei pra fazer umas comprinhas, tirar fotos, beber uma caipirinha, tinha uma rua com tantos quiosques de caipirinha, nunca tinha visto nada igual, aproveitei também e fui no forro da Dona Amélia, ponto de encontro em Jeri, para quem curte uma boa musica vale muito a pena, e na hora de ir embora começou a chover, muita chuva e pra ir não tinha como, parei para comer um lanche e a chuva caia legal, era até bonito de ver as areias das ruas tudo sendo carregada pela fortes correntezas de água, o jeito foi encarar a chuva, tirar o chinelo e seguir, chuva no Ceara, tava uma delicia, valeu cada momento nesse lugar, posso dizer que aproveitei, eu fui feliz nesses dias, só um detalhe vai de chinelo, nada de muito luxo, as ruas de areias, nada melhor que o bom e velho havaianas. Continuando a minha aventura pelo Ceara, logo cedo o meu carro chegou, mas uma vez rumo a Lagoa do Paraíso, dessa vez para almoçar e seguir para fortaleza, nossa a volta foi mais cansativa, o dia todo até chegar na pousada, o que eu fiz quando cheguei deitei e dormi, quem lê pode achar estranho que eu não curto as noites, mas eu prefiro assim. Como eu ia ter poucos dias em Fortaleza então optei em fazer logo no primeiro dia o passeio três praias, conhecido assim pelas agencias, para quem tem pouco tempo, mas bom para conhecer três praias em um dia a de Morro Branco, das Fontes e Canoa Quebrada. Este Tour tem duração de um dia inteiro, inicia pelo litoral leste às três principais praias da região onde a primeira parada foi em (Morro Branco) distante cerca de 85Km de Fortaleza, de buggy, eu fiz o passeio onde conheci as principais características de Morro Branco, as falésias abertas pela erosão do vento e da chuva nas quais surgem as areias coloridas, ainda com o buggy já passei também na segunda praia (Praia das Fontes) eu tive sorte nesse passeio como tava todos em grupos eu fiquei sozinha no buggy, pela praia foi sensacional, logo em seguida voltamos para o ônibus e seguimos para a terceira praia (Canoa Quebrada), adorei o passeio meio cansativo mas vale a pena para quem ta com o tempo "apertado", Canoa quebrada é bonito, quem sabe em um futuro próximo eu volto com mais tempo, enquanto aguardava no ponto de apoio meu almoço, conheci um menino que faz aquelas garrafinhas com areias coloridas, ele fez uma copo bem bacana para mim, foi bem legal, super simpático ainda me levou para tirar foto no famoso letreiro de Canoa Quebrada. E meu passeio continua hoje, será para onde? Não podia deixar de ir ao Beach Park é um complexo turístico na praia de Porto das Dunas, município de Aquiraz, a 26 quilômetros de Fortaleza, foi sensacional, a infraestrutura do parque é de primeiro mundo, e a praia nem se fala é linda e os brinquedos muito divertidos, o parque não é muito barato não $220 a entrada, ainda bem que consegui usar minha carteirinha, detalhe não é todas que eles aceitam, nesse passeio conheci um pessoal de BH foi de mais, andamos em todos os brinquedos, ainda bem que eu fui em baixa temporada, conseguir andar em todos, e ate repetir os que mais gostei, mas um dia de férias e viajem que segue. Praia de Lagoinha, meu ultimo passeio em Fortaleza, fica a 130km da capital do Ceará, a praia é muito bonita e conta com um ponto de apoio bem estruturado, com ótimas opções de almoço, é opcional mas tem que fazer um passeio que inclui buggy, catamarã e “pau de arara”, que vale muito a pena, pois mostra outros lugares tão bonitos quanto a praia, como esse passeio acontece na parte da manhã, é possível aproveitar a bela praia a tarde toda, tem uma duração aproximadamente de duas horas passeando pela cidade e conhecendo outros locais próximos a Lagoinha com esses três meios de transporte, o ônibus de turismo vai até a praia e de lá fizemos a primeira parte do trajeto de "pau de arara" até um ponto de apoio que fica na Lagoa das Almécegas onde eles fazem uma parada de cerca de meia hora pra banho, de la seguimos de catamarã e atravessa a lagoa, ao chegar do outro lado você continua o restante do passeio de buggy que te leva pra algumas paradas e fotos em diversos locais, dunas, praias e o local do famoso cartão postal da Praia de Lagoinha. De volta em Fortaleza, à noite fui novamente à feirinha, comprar umas lembrancinhas, inclusive comprei um vinho de caju, que até hoje eu não experimentei para ver se é bom, isso porque deu trabalho para eu trazer, no aeroporto não queria me deixar despachar, mas eu dei meu jeitinho de brasileiro. Despedindo-me de Fortaleza, fui para o aeroporto, mas as minhas ferias, ainda não tinha terminado, ia seguir para Recife, de lá seguiria para Porto de Galinhas, mas Porto era mais para descansar mesmo, nada de passeios, só ficar de boa curtindo a linda praia de Porto de galinhas, me sinto bem lá por isso todo ano eu volto, voltei para casa no dia 07 de março, com escala em Viracopos, a volta foi mais demorada sai de Recife as 13:00 cheguei em casa as 19:30. O que dizer da minha viagem, sem muitos detalhes, porque eu demorei muito para resolver escrever, espero que eu tenha conseguido transparecer como foi a minha aventura pelo Ceara, eu sempre viajo sozinha, não sei se é por escolha ou por falta de opção, mas o que eu posso dizer que não me arrependo nenhum momento das minhas decisões, eu sou/fui feliz assim. Às vezes somos julgados, mas nem tudo que aparenta ser é o que realmente é, espero que as pessoas que me julga, um dia consiga perceber, que eu sou apenas uma menina que quer ser feliz.
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    Rodamos exatos 4.254km a bordo de um Ford ka 2015 1.0 foram 20 dias e essa foi nossa primeira parte da viagem. Iniciamos nossa viagem saindo do Rio De Janeiro como primeiro destino a Chapada Diamantina. Fizemos duas paradas pelo caminho uma pouco antes de Governador Valadares e outra em Vitória Da Conquista, passando por dois pedágios R$18,10 e R$5,10. foram 6 dias na Chapada, trilhas e lugares mágicos. NOSSO ROTEIRO: CACHOEIRA DO BURACÃO: (obrigatório guia, a entrada custa R$6,00 por pessoa, trilha leve e bem tranquila para quem é sedentario. aprox 50min) CACHOEIRA DA FUMACINHA: (indicado guia, entrada 0800, a trilha tem aprox um total de 20km e sobre o leito do rio que a torna bem técnica) **FIZEMOS ESSAS DUAS TRILHAS COM O GUIA LUCIANO E SUPER INDICO: @GUIABICHO / CEL.77 99130-0392 / EMAIL. [email protected]** POÇO ENCANTADO/ POÇO AZUL/ OLHO D'AGUA: Todos com trilhas bem tranquilas e de fácil acesso. agora vamos aos valores na ordem. R$30,00 ( crianças ate 10 anos paga meia) / R$30,00 (ate criança) / pagamos um guia local para nos levar até olho d'agua R$50,00 dividido para 3 pessoas. GRUTA LAPA DOCE / FAZENDA PRATINHA / MORRO PAI INÁCIO: Existe várias grutas na chapada, optamos por essa por ser uma das mais famosas e mais extensa. R$30,00 (criança ate 10 anos paga meia) na fazenda pratinha paga-se o valor de R$40,00 (criança ate 10 anos não paga) e você pode usar toda a estrutura da fazenda, flutuação com snorkel, mergulho, fotos subaquaticas e tiroleza são pagos a parte dentro da fazenda, para visitar as grutas da fazenda não tem taxa extra. A trilha para o pai Inácio é de aprox 30min e o visual e incrível, o valor é cobrado no início da trilha R$6,00 (criança ate 10 anos não paga) CACHOEIRA DO MOSQUITO / POÇO DO DIABO: Trilha de aprox. 50min de nivel leve, o valor é pago na portaria da propriedade R$15,00 ate criança. Já a trilha para o diabo é parte sobre algumas pedras mas bem tranquila, trilha de 20min no máximo e o melhor 0800. RIBEIRÃO DO MEIO: Trilha dentro da cidade de lençoes de fácil acesso, aprox 1h de triha e você se depara com um poço maravilhoso e um tobogã natural incrível. e adivinha é 0800 também. * * * * Super indico ir de carro ou alugar um em Salvador pois os atrativos são longes e as agências cobram um valor absurdo. Se curtiram o relato não deixem de acompanhar os outros locais, para fotos e vídeos só olhar no Instagram e youtube. @andarilho_alemao Canal: andarilho_alemao
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    Bom dia galera, super topo tb, estou sem destino ainda pro feriado, eu posso qualquer dia porque estarei de férias até o dia 9/9/2018. Partiu.... de Bus? Carro ? Moro em SP Capital.
  15. 1 ponto
    Beth, A Tailândia é um dos destinos turísticos mais procurados do mundo, sobretudo por europeus e americanos. Acredito que nos pontos turísticos e locais com público internacional (como imagino ser a escola onde você fará o curso) não será difícil se comunicar em inglês. Se ainda se sente insegura com o inglês, sugiro pesquisar frases cotidianas simples (há pequenos livros específicos com esse conteúdo) e pelo menos olá/obrigado/por favor/com licença/tchau na língua local. O esforço de falar o idioma local é sempre muito apreciado. Seguem 2 relatos (em inglês!) de mulheres que viajaram sozinhas para a Tailândia. A opinião geral é: é um dos melhores destinos para mulheres que viajam sozinhas e que nunca foram para a Ásia. https://www.adventurouskate.com/solo-female-travel-thailand-safe/ https://gotothailand.com/solo-travel-female/ E aqui uma lista de blogueiras que viajam sozinhas pelo mundo: https://www.internationalteflacademy.com/blog/10-female-solo-travel-bloggers-you-should-be-following Boa viagem.
  16. 1 ponto
    Amanda, eu EXIJO o restante deste relatório! kkkkkkkkkkkk Seu relato tem sido uma biblia para mim, pois eu estou planejando viajar para Inglaterra e Escócia no ano que vem. Seus posts são tão completos, que parece que já fui e voltei! kkkkkkk Amando aqui! Por favor, não abandone este projeto de nos contar suas peripécias por aqui!
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    Já estive em vários lugares do mundo e do Brasil. Procuro uma ou duas companhias, homem ou mulher (sou hétero), sem interesse sexual, para chegar a lugares interessantes e dividir experiências. Tenho recursos financeiros moderados. Não tenho um plano de viagem, apenas ideias, sonhos. Uma viagem de trailer pela Europa me atrairia. Da mesma forma uma viagem de mochila por lugares exóticos do Oriente (já estive em alguns). Tampouco tenho ideia de datas. Penso deixar o Brasil e seguir para leste, o que já fiz uma vez com minha ex-mulher, e deu muito certo. Como estou em férias e me aposento em seguida, não teria data fixa para retornar. Moro numa agradável área natural, com mata e rio, a 25 Km de Belo Horizonte. Como é uma ideia para longo prazo (meses? um ano? anos?), acho importante ter um bom tempo para conhecer quem se interessar em compartilhar esse sonho.
  18. 1 ponto
    Também fui parado por um Policial se dizendo da Interpol no Biomodal, mostramos os documentos e nos liberou, mas na hora achei estranho. Quanto ao caso do tópico, que situação bizarra hein, já fui duas vezes a Bolívia, nunca me pediram isso, nem a tarjeta andina, e uma vez saindo de Tiwuanacu seguindo pra La Paz um policial de barreira parou o ônibus e se grilou com o meu RG, na época era plastificado, e me perguntou porque no Brasil alguns são e outros não, mas gelei né. E saindo do Peru e entrando na Bolívia por Desaguadero (lugar mais sinistro que já vi) o Policial da aduana boliviana, olhou toda a minha mochila, procurando algo, me interrogou e queria saber quanto eu tava levando de dinheiro, tive que mostrar minha doleira pra ele, e ele fico contando o dinheiro, tava louco pra morder algo, mas felizmente me liberou. Quero conhecer Uyuni ainda e esse relato vai me ajuda muito pra não ter esse perrengue.
  19. 1 ponto
    Na cidade de Foz do Iguaçu rodam os ônibus internacionais que vão tanto pra Ciudad del Este quanto para Puerto Iguazu, pra você pegar esses ônibus você pode pegar direto da rodoviária (é só pedir informação ali mesmo sobre o local exato do ponto que você consegue), agora se você for pegar no centro tem que ficar atento que nos pontos de ônibus eles dizem se são linhas internacionais ou não. Além de que existe o terminal de transporte urbano (TTU) que você pode pegar qualquer ônibus que vá pra qualquer canto da cidade. Caso você venha pra se hospedar em Foz do Iguaçu, eu indico o Tarobá Hotel (https://www.hoteltarobafoz.com.br/).
  20. 1 ponto
    @Sarah Teixeria, Não seria interessante deixar Boston e Washington para uma próxima oportunidade? Penso que em 8 dias você deveria focar apenas em NY mesmo, tem muita coisa para fazer e conhecer por lá. 3 cidades em 8 dias é muito puxado e acho que você não vai conseguir aproveitar bem cada lugar, principalmente por querer fazer uma das cidades em apenas 1 dia por exemplo. Não sei qual é sua expectativa quanto a NY e o que gostaria de fazer por lá, mas te garanto que tem bastante coisa pra fazer e ver. Nunca esqueço, da vez que fui para lá, sentei ao lado de um taxista no avião e ele disse assim: "Trabalho há 30 anos como taxista em NY e ainda não conheci tudo na cidade" Então fica aí a dica.
  21. 1 ponto
    Combinado com o que? Quanto de temperatura negativa? Aferido por termômetro? Eu tenho um Orbit +5°C e com 0°C já passo frio, uso minhas roupas e um liner Reactor da STS pra aguentar. Importante deixar as coisas claras, pois uma informação mal interpretada pode levar outras pessoas a passarem um perrengue brabo. Do jeito que você colocou seria possível, por exemplo, ir pra patagônia no verão com o Dream Lite, o que na minha opinião é um erro.
  22. 1 ponto
    Senti falta de um tópico fixo sobre assunto, gostaria que esse fosse mantido aqui. Vou para a Itália em abril agora e fiquei extremamente preocupado com as ZTL's na Itália, no meu caso as encontrarei em Firenze, Pisa e Lucca. Aos que já foram, como foi a experiência? Onde encontro mapas atualizados com tais informações? As informações encontradas no google são desencontradas, confusas e parecem desatualizados e aqui no mochileiros estão bem desconexas. Aos que puderem ajudar, ficarei agredecido.
  23. 1 ponto
    Pesquisei sim. Vamos lá para as informações completas: Florença: Você só pode andar nas vias em amarelo, ou seja, cilada na certa, errou uma rua, já era. Sugestão: alugue um carro fora do Centro. Lucca Você não pode andar de carro nas áreas verde e amarela. Sugestão: Para conhecer o Centro, estacione nos estacionamentos na parte sudoeste da cidade dentro dos muros, ou fora dos muros, que já fica longe. Pìsa Não se pode andar de carro nas áreas sombreadas. Sugestão: Estacionar na região noroeste do mapa, há inclusive um estacionamento gratuito há 1400m da torre. Roma Em Roma há uma ZTL durante o dia e outra a noite. Durante o dia você não pode andar de carro na região sombreada de amarela e a noite na região sombreada de azul.
  24. 1 ponto
    Alguém já comprou lá? estou começando agora, e com pouco dinheiro... seria ótimo descobrir um ligar confiável mais barato.
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    Karol, se você quer economizar eu sugiro Pernambuco e Paraíba, Você pode ficar no Hostel Manaíra e de lá se deslocar por todo o Litoral conhecendo tudo e gastando Muito pouco, já que dá pra fazer quase todos os passeios rachando o bugy ou a gasolina de alguém que esteja hospedado lá, o pessoal que se hospeda sempre é muito solícito e estão em busca de parceria para conhecer os roteiros. o custo é muito pequeno e as praias são lindas, em pernambuco, vá para a cidade de são José da Coroa Grande, cidade pequena mais muito bonita, com pousadas que custam em média R$ 50,00 e fica no meio entre Porto de Galinhas e Maragogi, o que dá pra ir de ônibus, que é baratinho mesmo. em setembro terei quatro dias de folga, e estarei rodando por estes lados, se você quiser, podemos marcar algo aí pelo meio.
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