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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 26-08-2018 em todas áreas

  1. Considerações Gerais: Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, hotéis, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então preços muitas vezes vão ser estimativas e albergues, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Meu objetivo era fazer uma peregrinação. Por isso procurei ficar em albergues associados à peregrinação durante o caminho. Mas aproveitei também para conhecer Madrid e algumas cidades de Portugal. Obtive a credencial de peregrino e muitas informações na Associação de Confrades e Amigos do Caminho de Santiago (https://www.santiago.org.br). Não me preocupei com conforto nem com luxo. Minhas paradas foram mais ou menos as seguintes com as respectivas distâncias caminhadas, salvo algum esquecimento (não tenho mais a credencial para confirmar, doei-a para a Associação de Amigos do Caminho): 4.a 28/3: Saint-Jean-Pied-de-Port a Roncesvalles - 30 km 5.a 29/3: Roncesvalles a Villava - 30 km 6.a 30/3: Villava a Pamplona - 4 km Sáb 31/3: Pamplona a Cirauqui - 30 km Dom 01/4: Cirauqui a Los Arcos - 32 km 2.a 02/4: Los Arcos a Torres del Rio - 14 km 3.a 03/4: Torres del Rio a Logroño - 18 km 4.a 04/4: Logroño a Nájera - 27 km 5.a 05/4: Nájera a Redecilla del Camino - 30 km 6.a 06/4: Redecilla del Camino a San Juan de Ortega - 35 km Sáb 07/4: San Juan de Ortega a Burgos - 23 km Dom 08/4: Burgos a Tardajos - 11 km 2.a 09/4: Tardajos a Castrojeriz - 30 km 3.a 10/4: Castrojeriz a Carrion de los Condes - 45 km 4.a 11/4: Carrion de los Condes a Sahagun - 38 km 5.a 12/4: Sahagun a Mansilla de las Mulas - 36 km 6.a 13/4: Mansilla de las Mulas a Leon - 18 km Sáb 14/4: Leon a Villadangos del Páramo (?) - 20 km Dom 15/4: Villadangos del Páramo (?) a El Ganso - 39 km 2.a 16/4: El Ganso a Molinaseca - 32 km 3.a 17/4: Molinaseca a VillaFranca del Bierzo - 27 km 4.a 18/4: VillaFranca del Bierzo a Alto de Polo - 36 km 5.a 19/4: Alto de Polo a Sarria - 31 km 6.a 20/4: Sarria a Ligonde - 36 km Sáb 21/4: Ligonde a Arzúa - 37 km Dom 22/4: Arzúa a Monte do Gozo - 33 km 2.a 23/4: Monte do Gozo a Compostela - 5 km Eu não sou cristão. Meu objetivo não era a instituição Igreja, mas sim a vivência espiritual que transcende as instituições religiosas e remonta à Natureza mais profunda do Universo. A rota que escolhi foi o Caminho Francês, saindo de Saint-Jean-Pied-de-Port. São cerca de 800 Km. Foi muito fácil achar informações sobre esta peregrinação. Ela é muito conhecida e há muitos brasileiros que a fazem. Pode-se encontrar informações em https://www.santiago.org.br, https://www.eurodicas.com.br/caminho-de-santiago-de-compostela, http://www.caminhodesantiago.com.br e http://www.melhoresdestinos.com.br/caminho-de-santiago-roteiro-dicas.html. Para hospedagem veja: http://caminodesantiago.consumer.es/albergues/#camino-frances Em Madrid e Portugal obtive mapas e roteiros turísticos gratuitos das cidades . Durante o Caminho geralmente fui muito bem tratado e muita gente, incluindo agricultores, ofereceu gratuitamente ou a preços reduzidíssimos alimentos, como maças e outros produtos, que em geral recusei, procurando não ofender os ofertantes, para deixá-los para quem estivesse em dificuldades. Foram raras as pessoas rudes durante o Caminho. A sinalização pareceu-me muito boa. Em raríssimas ocasiões fiquei em dúvida devido à falta de sinalização. Além disso, quase todos conheciam o Caminho e estavam quase sempre dispostos a auxiliar . Houve alguns trechos em que a peregrinação seguia por rodovias, o que fez com que fosse necessário ficar bastante atento para evitar acidentes. Houve muitos atrativos naturais, culturais, históricos e religiosos ao longo do caminho, como rios, parques, bosques, montanhas, igrejas, santuários, construções antigas (da Idade Média e da Idade Moderna principalmente), centros culturais, itens da cultura local, etc. Achei que as igrejas, apesar de espetaculares, geralmente tinham um astral carregado, com muitas imagens com aspecto de sofrimento. Em conversa com um padre sobre o assunto, ele me disse que isso se devia a serem de uma época em que houve muitas dificuldades, pestes, doenças, guerras, etc, que as pessoas pensavam serem castigos de Deus. Havia muitas igrejas e santuários enormes, com muitos ornamentos, em localidades pequenas. Em muitas havia símbolos do poder do Estado, provavelmente das idades medieval e moderna. A maioria absoluta das minhas refeições foram feitas com compras de supermercado, padaria ou similares. Pizza, pão, queijo, vegetais, frutas e eventualmente algum doce (eu sou vegetariano). Raras vezes fui a restaurantes ou pedi o menu do peregrino. Achar água potável ao longo da peregrinação foi razoavelmente fácil em alguns poucos trechos. Havia fontes que as pessoas disseram ser confiáveis e de que bebi. Minha mochila estava razoavelmente leve. Cerca de 7 kg, mas às vezes ficava mais pesada devido a comida e água que eu carregava. Em algumas vezes houve chuva e nos primeiros dias houve neve . Estas estiverem entre as situações mais difíceis durante o trajeto. Havia muita gente fazendo o Caminho. Encontrar peregrinos era muito fácil e era possível estar em grupo todo o tempo se fosse desejado. Algo que me surpreendeu foi a quantidade de cruzes e respectivas dedicatórias devido a pessoas que aparentemente morreram fazendo o caminho. E algumas delas ficavam em locais tranquilos, em que era difícil imaginar algum acidente ou cataclisma. Mas nunca se sabe o que pode acontecer, ainda mais considerando as diferentes condições de saúde dos peregrinos e o imponderável. Achei as espanholas lindas. Várias vezes fiquei admirando sua beleza. Acho que é meu padrão favorito de beleza. A circulação entre Espanha, França e Portugal foi livre, sem nenhuma checagem de documentos. Não tive nenhum problema de segurança durante o Caminho nem em Madrid nem em Portugal. Porém a Cidade do Porto e Lisboa pareceram-me não ter a mesma tranquilidade de segurança do que as outras. A Viagem: Minha viagem foi de SP (Guarulhos) a Madrid em 18/3/2007. A volta foi de Madrid a SP (Guarulhos) em 4/5/2007. Na ida e na volta fiz conexão em Buenos Aires. Os voos foram pela Aerolíneas Argentinas (https://www.aerolineas.com.ar/pt-br) A passagem de ida e volta custou aproximadamente US$ 995.00, incluindo todas as taxas. Brasileiros não precisavam de visto para entrar na zona Schengen, que inclui a Espanha, a França e Portugal. Era necessário um seguro de saúde, mas a Associação dos Amigos do Caminho me disse que bastava um documento do Ministério da Saúde dizendo que eu era coberto pelo SUS, pois existia acordo de reciprocidade de atendimento entre Brasil e Espanha. E foi o que eu levei, obtido no escritório do Ministério em SP. Porém o agente da imigração não me pediu nada além do passaporte, perguntou o que eu iria fazer, e quando respondi que pretendia fazer o Caminho de Santiago, disse que não era perigoso, era divertido, prontamente carimbou meu passaporte e autorizou a entrada sem nenhum problema . Cheguei em Madrid na 2.a feira 19/3. Minha bagagem não havia chegado . Perguntei aos funcionários do aeroporto e disseram que talvez chegasse mais tarde, pois poderia estar havendo algum tipo de operação contra terrorismo islâmico. Disseram para que eu deixasse o endereço e telefone que levariam lá, caso chegasse. Mas eu não sabia em que hotel iria ficar e não tinha telefone. Então disseram-me para voltar mais tarde para ver se havia chegado, que foi o que eu fiz. Passei no escritório de turismo do metrô, que era integrado ao aeroporto e peguei mapa e roteiros turísticos a fazer na cidade, além de sugestões de hospedagens baratas. Depois de muito procurar opções, fiquei hospedado no albergue da juventude (provavelmente era o da Calle Mejia Lequerica, 21). Depois de tudo ajeitado, voltei ao aeroporto, já no fim da tarde, e a minha mochila estava lá. Fiquei num quarto coletivo com um dançarino argentino, um japonês, franceses e outros, que foram mudando ao longo da minha estadia. Gostei muito de Madrid . Para as atrações veja https://www.esmadrid.com/pt, https://www.tudosobremadrid.com, https://www.spain.info/pt_BR/que-quieres/ciudades-pueblos/grandes-ciudades/madrid.html e https://www.lonelyplanet.com/spain/madrid. Os pontos de que mais gostei foram os parques, praças, monumentos (eram muitos, mas as Cibeles agradaram-me especialmente), os palácios públicos, os museus (principalmente Reina Sofia e Prado, com destaque para a sequência de Guernica), as igrejas, as vias arborizadas (como Paseo de Recoletos e Paseo del Prado) e a Gran Via. Procurei conhecer todos os locais a pé. Segui vários dos roteiros que havia ganho no escritório de turismo. Eles me pareceram muito úteis e bem apropriados, pois tinham muitas atrações próximas, indicando ainda algumas opcionais, além das que eu descobri por mim mesmo. A população em geral foi muito gentil dando informações sobre os locais . Em uma ocasião um homem de uns 60 anos me falou para falar para o Ronaldo (jogador, acho que na época no Real) que eu tinha ido visitar o urso e o madronho. Fiquei quase um dia todo conhecendo a Gran Via. Os palácios e as igrejas pareceram-me grandiosos. Achei muito bela a estação de Atocha, onde haviam ocorrido os atentados. Gostei dos parques e praças, especialmente a Praça de Espanha e o Retiro, um dos poucos locais em que fiquei com alguma preocupação referente à segurança. Em cada um dos museus Prado e Reina Sofia também fiquei quase o dia todo. Fui no final de semana, em que eram gratuitos. As alamedas próximas a eles pareceram-me locais muito agradáveis para se caminhar. De um modo geral achei a cidade bonita, muito bem organizada e limpa. Os monumentos eram limpos, sem estarem pichados e bem conservados. No sábado à noite achei que havia esquecido meus chinelos no albergue da juventude e fui a pé até ele. Voltei mais de 11 horas da noite e a cidade parecia tranquila, sem a menor preocupação com segurança. No início estava frio , chegando até a nevar um pouco numa tarde. Como consequência, como eu não protegi adequadamente o rosto, minha face, e especialmente minha boca, ficaram queimadas de frio . Precisei trocar de hospedagem na 6.a feira ou sábado porque não renovei minha estadia a tempo e o hostel era muito concorrido. Fui para a Pousada Sudamericana, que uma atendente me informou num guichê. Lá conheci brasileiros e italianas. Paguei US$ 40.61 pelas duas diárias. Fui muito bem tratado no geral. Os únicos locais em que me lembro de ter sido mal tratado foram a Igreja de San Isidro e um mercado de chineses. No final de semana tive um pouco de dificuldade de encontrar locais abertos para fazer compras de alimentos. Tive que recorrer a mercados de chineses, que não gostaram de eu pegar os produtos para ler detalhes das embalagens. Fiz a maioria das refeições com compras de supermercados e comprei um garrafão de água que foi suficiente para uma semana. Procurei usar o supermercado Lidl (https://www.lidl.es), que o argentino me sugeriu como tendo melhores preços. Perto do fim conheci um restaurante vegetariano muito barato chamado Maoz, perto da Praça Maior (http://maoz.com.br), mas que acho que fechou. Conheci vários brasileiros, alguns lá legalmente e outros não. Um pintor, que estava lá como ilegal, falou-me que estava muito sofrido e não estava compensando. Ganhava 1.300 euros por mês e achava que não valia a pena a distância da família e o que estava conseguindo enviar ao Brasil. Outra ocasião em que andava pela rua encontrei um brasileiro que estava vindo de Portugal para tentar emprego. Nos albergues havia uma jogadora de futebol do Brasil e outra brasileira que riu de eu ter queimado o rosto de frio. Fiquei em Madrid uma semana. Na 2.a feira 26/3 de manhã peguei um ônibus para Pamplona da Continental Auto por US$ 33.31 e de lá outro para Roncesvalles por US$ 6.11 da Autobuses Arieda (http://www.autocaresartieda.com), ambos pagos com cartão de crédito. Na viagem conheci a mineira Patrícia que morava em Estella, namorava um espanhol e estava um pouco triste, pois não poderia ter sua profissão reconhecida legalmente lá e o namorado não poderia ter a profissão dele reconhecida no Brasil. Espero que tenham conseguido ficar juntos. Cheguei a Roncesvalles no fim da tarde. O chão estava coberto de neve e o clima era bem mais frio . Fiz os procedimentos para me hospedar no albergue e fui dar uma pequena volta nas redondezas e também conhecer a igreja. Fiquei um pouco assustado com a quantidade de neve e o clima. À noite jantei junto com outros peregrinos comendo o menu do peregrino, que era um prato de entrada, um principal (macarrão) e pães para acompanhar. Acho que tinha uma garrafa de vinho também. Já no quarto conversei com os peregrinos que estavam iniciando o caminho e um que já vinha de outras etapas. O espanhol que já vinha de outras estava de bicicleta e falou sobre caminhos que não eram pela estrada, mas não era o Caminho de Napoleão (que foi a rota usada pelo exército Francês para invadir a Espanha no início do século 19, contexto que provocou a vinda da família real para o Brasil). Todos comentaram que o Caminho de Napoleão poderia ser perigoso, devido à neve. O espanhol falou também de um albergue 24 h em León e que na França havia albergues privados. Eles me sugeriram não ir a Saint-Jean-Pied-de-Port porque o tempo estava ruim e não valeria à pena. Um outro espanhol, Nazco (ou um nome semelhante), estava indeciso sobre ir ou não. Eu estava convencido e decidi ir assim mesmo. Antes de dormir ainda tomei banho quente. No dia seguinte, 3.a feira 27/3, resolvi ir a pé para Saint Jean. Após o café da manhã, saí caminhando. Estava muito frio, com neblina, havia uma pequena garoa ou neve fina. Caminhei até o início da estrada e pensei comigo: "Esta empreitada é grande demais para mim. Vou desistir" . Eu não tinha experiência nem equipamento nem roupas adequadas para neve. Estava de fleece e anorak leves, mas com tênis de pano. Mas resolvi ir um pouco mais para ver melhor a situação e tentar um pouco mais. Subi um pouco pela estrada e avistei uma pequena casa, que parecia ser uma capela. Fui até lá, abri a porta com dificuldade, pois estava bloqueada pela neve, e vi que era muito simples, com uma imagem de Maria. Gostei muito da capela e resolvi ir um pouco mais. Logo a seguir a estrada começou a descer e a neve no caminho a diminuir. Aí definitivamente decidi ir. E fui, sem grandes problemas, apesar de alguns cachorros bravos (ou pelo menos que latiam bastante) no trajeto . Conforme descia o clima melhorava, a garoa passou e a neve no entorno da rodovia ia ficando cada vez menor. Encontrei Nazco no caminho subindo e ele parecia feliz por ter escolhido ir. Pegou carona até Saint Jean, disse que ficou olhando para ver se me via para oferecer carona, e agora já estava voltando para dormir novamente em Roncesvalles. Achei muito belas as vistas , cruzei a fronteira, procurei um posto de imigração para saber se precisava realizar algum procedimento, mas não encontrei. Cheguei a Saint-Jean-Pied-de-Port no meio da tarde. Fui para o albergue oficial da peregrinação, onde Jeanine, de 72 ou 81 anos, recebeu-me muito bem. Perguntei por Madame Debrill, citada no livro "Diário de Um Mago" de Paulo Coelho, mas ela disse que ela já havia morrido e comentou que muitos perguntavam por ela. Ela me tratou muito bem e até fez um bom jantar para mim por 2 euros. Enquanto isso eu fui dar uma volta para conhecer a cidade, que me pareceu interessante, apesar de pequena. O quarto estava cheio de peregrinos durante a noite, vindos de muitas partes diferentes do mundo, a maioria europeus. Na 4.a feira 28/3 comecei a peregrinação. Inicialmente fui com um francês (acho que se chamava Gregorian ou um nome semelhante). Juntos ficamos em dúvida num certo ponto e no meio da estrada fizemos sinal para uma mulher de carro na estrada, que imediatamente parou para nos dar informações . Pensei que seria uma cena altamente improvável em São Paulo. Seguimos e ele achou que eu estava muito lento, querendo ver muitas coisas, conversamos e ele decidiu ir na frente. Tentei ir pela rota fora da estrada e um pouco à frente havia a entrada do Caminho de Napoleão. Havia uma placa dizendo que era proibido seguir aquele caminho fora da temporada de verão, com dizeres alertando sobre o risco em caso contrário. Eu pretendia tentar ir por lá, mas após todas as conversas que havia tido no Brasil e lá sobre aquele trecho, resolvi aceitar o que a placa dizia e ir pela estrada. A subida era um pouco longa, mas aceitável, com as mesmas vistas espetaculares da descida. Os cachorros continuavam lá, latindo bravios. Lembrei-me dos cachorros narrados no livro do Paulo Coelho. Já perto de Roncesvalles encontrei Gregorian parado do lado da estrada. Estranhei e fui cumprimentá-lo. Ele me cumprimentou alegremente e disse que estava sentindo dores nas pernas e os outros peregrinos que ele havia encontrado já tinham ido. Falei para ele que esperaria ele se recuperar para irmos juntos. Ele me disse que não precisava, não queria me atrapalhar. Eu disse que não me atrapalharia em nada, ficamos conversando um pouco e depois ele começou a andar vagarosamente. Acompanhei seu ritmo. Ele me perguntou se eu achava que ele tinha ido muito rapidamente. Respondi que cada um tinha seu ritmo. Estávamos chegando perto da capela e lhe disse que iria visitá-la (novamente), o que daria tempo para ele descansar, mas que se quisesse seguir ficasse à vontade, pois já estávamos próximos da cidade. Fui e a porta estava ainda mais difícil de ser aberta devido à neve no chão e a mochila nas costas dificultava a minha entrada. Mas consegui entrar e apreciá-la de novo. Quando voltei ele já tinha ido. Fiquei feliz, pois significava que havia conseguido. Registrei-me no albergue e fui assistir a Missa do Peregrino, que não havia assistido no primeiro dia em que cheguei em Roncesvalles. Gregorian esperou-me para jantar e jantamos o menu do peregrino sozinhos perto de 20:30. Os outros peregrinos haviam jantado perto de 19 horas. Continuava frio em Roncesvalles, mas o albergue possuía aquecimento interno, o que proporcionou uma ótima noite de sono. Conhecemos vários outros peregrinos, muitos alemães, um americano e outros. Na 5.a feira 29/3 parti rumo a Pamplona. Continuava a chover. A impermeabilização do meu anorak já não estava muito boa, então eu acabava me molhando um pouco. Havia levado um plástico improvisado de casa para proteger a mala, que serviu na maioria das ocasiões. No caminho encontrei um casal de coreanos, que iria fazer o caminho devagar, estimando em 45 dias. A mulher viu que eu estava um pouco molhado e me ofereceu uma capa , que gentilmente eu recusei, pois achei que dava para ir com o que eu tinha. Como não sabia se os albergues estavam abertos em Pamplona, resolvi ficar em Villava, a poucos quilômetros de lá. Jantei com compras do supermercado Eroski City Villava (https://www.eroski.es/localizador-de-tiendas/supermercado/navarra/villava-atarrabia/eroskicity-villaba) por US$ 5.24 pagos com cartão de crédito. Foram cerca de 40 km entre as localidades. Na 6.a feira 30/3 parti e logo cedo cheguei à Pamplona. O albergue da igreja estava fechado naquele período. Só encontrei um albergue aberto dentre os que constavam no meu guia, porém ele só aceitava alemães. Mesmo assim fui até lá, toquei a campainha e, quando a dona, uma alemã típica, atendeu, peguntei-lhe se poderia ficar aquela noite lá. Ela disse que eles estavam abrindo justamente naquele dia e que me aceitava, mesmo eu não sendo alemão . Porém deveria voltar mais tarde, pois ainda iriam arrumar as instalações para os hóspedes. Então eu aproveitei para ir conhecer a cidade. Gostei muito de Pamplona . Para suas atrações veja https://www.enforex.com/espanhol/fazer-pamplona.html, http://www.turismo.navarra.es/esp/organice-viaje/recurso/Localidades/2513/Pamplona.htm, https://www.lonelyplanet.com/spain/aragon-basque-country-and-navarra/pamplona e http://www.euskoguide.com/places-basque-country/spain/pamplona-tourism. Os pontos de que mais gostei foram as construções antigas, os monumentos, os parques, a catedral, as igrejas, a muralha medieval e conhecer o jogo de Pelota Vasca. Como era uma cidade relativamente grande no caminho, programei-me para ficar mais tempo e poder conhecê-la com mais detalhes. Passeei bastante, ficando muito na área em que são feitas as corridas de touros, onde ficam as construções antigas e na muralha medieval. No fim do dia fui assistir jogos de pelota vasca de juvenis no ginásio da cidade . Assisti alguns, mas não pude ficar até o fim pois não quis chegar muito tarde no albergue. Vários outros peregrinos não alemães estavam no albergue e eu acabei ficando no quarto com os alemães. Talvez por ser de tão longe mostraram-se interessados em conversar e saber sobre o Brasil. Quando o assunto foi para a questão da violência, tentei explicar-lhes como funcionava o PCC. Ficaram surpresos, quase incrédulos. Comentaram rindo também que eu estava precisando trocar de tênis, pois o calcanhar estava começando a quebrar devido a tanta neve e chuva, mas eu disse que iria com ele até o fim. Ensinaram-me algumas expressões em alemão referentes ao caminho . No sábado 31/3 descobri que havia um peregrino (acho que americano) que já estava no albergue e iria ficar mais, pois havia tido algum tipo de problema de saúde, talvez nas pernas. Eu não ouvi, mas os alemães me contaram que durante a noite houve muito barulho, um casal (talvez alcoolizado) chegou pedindo para ficar, mas o dono do albergue não aceitou porque eles não tinham a credencial de peregrinos. Após bom café da manhã, parcialmente ofertado pelo albergue, agradeci por terem me recebido e parti. Ainda fiquei boa parte da manhã visitando a cidade. Depois fui rumo a Cirauqui. No caminho um casal de franceses falou-me do jeito incorreto pelo qual eu estava carregando a mochila nas costas. Achei que falaram e demonstraram de um jeito um pouco grosseiro, mas realmente a sugestão que deram melhorou a carga e diminuiu a dor nas costas que estava começando. No fim da tarde ainda encontrei em Puente de la Reina um americano que havia conhecido em Roncesvalles, que disse que eu era "a brave man" por continuar naquele horário e depois cheguei a Cirauqui. Pela minha aparência, acho que a dona do albergue pensou que eu era um peregrino típico e me deu um prato de macarrão . Não deu tempo nem de eu recusar. Como não tinha almoçado, comi o macarrão e depois comi o que havia levado (eu como muito ). Conheci uma francesa que pediu auxílio com o computador, pois estava com dificuldades de entender configurações em espanhol. Tentei ajudá-la um pouco. Ela me mostrou fotos da subida da serra (acho que era a Serra do Perdão) e comentou do cansaço para a subida. Conheci também um francês que tinha começado o caminho bem antes de Saint Jean (acho que de Le Puy). Ele comentou que na França havia muitos caminhos a percorrer e as igrejas ficavam abertas para visitar, fato que até aquele ponto na Espanha nem sempre era verdade. No domingo 01/04, meu aniversário, fui para Los Arcos. Foi um dos melhores dias da caminhada . O tempo estava bom, as dores nas costas haviam sumido, passei por uma fazenda que tinha um dispositivo que oferecia alguns goles vinho aos peregrinos (somente para experimentar). Pela manhã em Estella, reencontrei uma alemã de cerca de 60 anos que tinha conhecido em Roncesvalles. Ela estava sentada numa escada e quando fui cumprimentá-la começou a chorar nos meus ombros. Disse que seus joelhos não estavam aguentando e que não conseguia acompanhar os mais jovens . Eles tinham ido comprar algo e na volta iria decidir se continuaria com eles ou não. Procurei ouvi-la e fazer ponderações para acalmá-la, fiquei com ela algum tempo até que se animasse e quando uma de suas amigas estava voltando, prossegui viagem. Cheguei a Los Arcos no fim do dia. Não tinha alimentos para o jantar e tudo estava fechado. Falei sobre isso com os holandeses que estavam à mesa e eles muito aborrecidos ofereceram-me parte de seu jantar, que eu recusei. Depois de perguntar e procurar orientações descobri um local aberto e pude comprar comida. Durante a madrugada esfriou muito e, como não havia aquecimento interno, precisei levantar algumas vezes e colocar agasalhos. Na 2.a feira 02/04 pretendia ir a Logroño. Foi o dia mais difícil da peregrinação . Teria sido melhor eu ter ficado dormindo . Um peregrino que dormiu no mesmo quarto que eu comentou que durante toda a noite havia chovido. Estava chovendo quando fui tomar café. Após o café preparei-me, coloquei a capa na mala e o anorak em mim, peguei o guarda-chuva e fiquei esperando a chuva passar ou diminuir (era de média intensidade). O francês que havia partido de Le Puy falou-me sorrindo que eu iria esperar bastante. Depois de cerca de meia a uma hora, vendo a hospitalera belga limpar a frente do albergue com um rodo ou vassoura, decidi partir. O tempo estava bem hostil, chuva, frio, vento. Conforme foi avançando a hora esquentou um pouco e houve alguns momentos em que a chuva diminuiu e quase parou. Mas depois voltou forte . Quando fui cruzar um curso de água numa área rural, que parecia uma enorme enxurrada, não avaliei bem a força da correnteza nem a profundidade. Quando dei um passo no meio, afundei mais do que a cintura, perdi um pouco do equilíbrio e quase caí para trás na correnteza com o peso da mochila . Tive que fazer força na perna e no joelho, o que talvez tenha me custado caro para depois. Na hora não senti nada. Depois disso decidi parar em Torres del Rio. Achei que não valia a pena continuar naquelas condições. Estava ensopado, hipotérmico e cansado . Pouco antes de mim chegou um casal de Murcia. À noite, começou uma enorme dor na minha perna direita , a mesma que havia forçado no curso de água. Eram fisgadas, principalmente quando apoiava a perna no chão. Fui mancando comprar a comida para o jantar. Conheci uma alemã, que comentou que poderia ser porque eu tinha ficado com os pés molhados por muito tempo. Talvez fosse algum tipo de dor reumática. Ela estava com os pés machucados. Progredi bem menos do que eu pretendia. Cheguei a pensar que não conseguiria continuar ou pelo menos não conseguiria terminar no tempo necessário para ir a Portugal. Na 3.a feira 03/04 fui para Logroño. Fui devagar, pois havia momentos em que doía muito a perna. Com o tempo eu fui achando uma posição em que doía menos, mas periodicamente voltavam algumas fisgadas. Após chegar, mesmo com um pouco de dor, mas sem a mochila nas costas, fui dar uma volta na cidade. Gostei também . Embora menor do que Pamplona, pareceu-me bem interessante. Em alguma destas paradas conheci um espanhol, que iria parar temporariamente o Caminho para encontrar os pais e disse que gostaria de me reencontrar mais para frente, algumas alemãs, que fizeram uma disputa de Liga dos Campeões para ver quem cozinhava mais rápido e muitas francesas, que me ofereceram espaguete que haviam feito, que gentilmente eu recusei. Também havia conhecido um casal de holandeses, cuja mulher era enfermeira. Quando ela me reencontrou, perguntou o que havia ocorrido com minha perna. Eu contei e ela me sugeriu andar menos em cada dia e mais devagar. Num outro episódio, um homem falou-me "Bom Dia!" e eu respondi com a mesma expressão, achando que pudesse ser português ou que tivesse percebido que eu era brasileiro. Talvez ele fosse da Galícia, em que se usa uma expressão parecida no dialeto local. Ele me chamou para conversar e me ofereceu trabalhar na sua companhia, que era algo como um circo itinerante. Pensei no pintor que havia conhecido em Madrid e me interessei em saber detalhes. Disse que pagava 200 euros, mais hospedagem, alimentação e tabaco. Se soubesse dirigir pagava mais 100 euros. Pensei comigo que isso era trabalho escravo . Ri, agradeci, mas nem continuei na conversa, pois era um quarto do que o pintor brasileiro ganhava em Madrid. Na 4.a feira 04/04 estava melhor, mas ainda havia dor de vez em quando. Decidi ir para Nájera, mas se não desse, pararia antes. Mas consegui. Cheguei a Nájera no meio da tarde. Lá encontrei um homem de uns 70 anos que vendo que eu era peregrino, convidou-me a conhecer a igreja de sua família (acho que era do século 15). Achei-a espetacular e fiquei surpreso com uma igreja particular daquele tamanho. No Brasil só havia visto igrejas particulares (que não fossem da Instituição Igreja) dentro de fazendas e eram bem menores. Dei uma pequena volta pela cidade e fui descansar. Não fui conhecer as tumbas dos reis porque estava um pouco cansado e para não forçar a perna, que estava melhor. Na 5.a feira 05/04, sentindo a perna bem melhor, resolvi tentar ir um pouco além. Fui até Redecilla del Camino. No caminho passei por Santo Domingo de la Calzada, onde parei para conhecer alguns pontos, principalmente os históricos e religiosos, que havia visto nos guias. No caminho uma espanhola me ultrapassou e depois nos encontramos no albergue à noite, quando falou que o mais importante era não ter mais chuva. Num dos dias conheci um espanhol chamado Angel, a quem ofereci parte do meu jantar, mas ele disse que iriam comer muito bem, pois estavam cozinhando. Em outra ocasião, a alemã que estava com os pés doendo perguntou-me sorrindo se eu já havia comido algo diferente de pizza. Reencontrei o americano que tinha passado em Puente de la Reina, ele se surpreendeu e me disse que quando eu o passei na estrada, esperava não mais me encontrar. Falei para ele que tinha ocorrido um problema com minha perna. Em um dos locais voltei a comer o menu do peregrino (novamente foi macarrão o prato principal) por 7 euros. Na 6.a feira 06/04 fui para San Juan de Ortega, um lugar bem frio . No caminho, por querer seguir estritamente as setas, acabei entrando num bosque cheio de vegetação e espinhos. Quando cheguei na margem do rio, achei melhor não atravessar e voltar para a estradinha, pois aquela água fria na perna que ainda não estava 100% poderia ser desastrosa. Quando fui voltar, acabei tropeçando em algum cipó ou tronco e caí com a mão, o pulso e um pouco do braço em cima de espinhos (parecia ser do tipo Coroa de Cristo). Eles entraram na minha carne. Doeu . E não foi só na hora. O incômodo que eles causaram durou por quase uma semana. Por coincidência era sexta-feira santa. Eu que sempre achei que Jesus espiritualmente estava muito acima da violência que sofreu, pude sentir na carne um infinitésimo do que foi aquela violência. No fim da tarde cheguei a San Juan de Ortega e o padre, já um pouco idoso, estava recebendo os peregrinos e fornecia uma pequena sopa simbólica. Um suposto americano me disse que não havia nenhum local para se comprar comida lá, mas acho que ele tinha entendido errado e os locais estavam fechados somente naquele horário. De qualquer modo, com esta informação, como eu não tinha levado comida, comi a sopa do padre com prazer e pensando que seria meu jantar. Depois descobri que havia um restaurante, em que mais tarde fomos jantar. Reencontrei o casal de Múrcia, que riu quando perguntei ao dono do restaurante como era a salada e ele respondeu que era verde. Conversando com o americano, ele disse que era médico, era irlandês mas vivia há muito nos Estados Unidos. Conversamos sobre a busca espiritual e ele parecia estar descobrindo um novo mundo . À noite passei muito frio , pois só havia um cobertor muito fino e lá era frio e úmido. No sábado 07/04 fui para Burgos. Gostei muito de Burgos . Para suas atrações veja https://www.lonelyplanet.com/spain/castilla-y-leon/burgos, https://www.spain.info/pt_BR/que-quieres/ciudades-pueblos/otros-destinos/burgos.html, http://www.aytoburgos.es/turismo-en-burgos e https://www.inspirock.com/spain/burgos-trip-planner. Os pontos de que mais gostei de burgos foram a catedral, as áreas naturais, as construções históricas e religiosas, os monumentos e o rio. Fui recebido no albergue com uma azeitona no palito de cortesia. Programei-me para poder ficar razoável tempo e conhecer a cidade. No domingo 08/04, Páscoa, fiquei visitando Burgos quase o dia inteiro. Pela manhã reencontrei o casal de holandeses e a enfermeira me disse que minha perna parecia bem melhor ao observar meu caminhar, ao que eu respondi dizendo que sim, tinha melhorado muito. No fim da tarde reencontrei a alemã de cerca de 60 anos e ela parecia bem e feliz . Narrou-me que havia assistido bem de perto a celebração de Páscoa e ficado bem próxima ao bispo ou responsável pela celebração. Fiquei feliz. No fim do dia fui para Tardajos, um local bem próximo, pois saí tarde de Burgos. Eu jantei e após admirar o céu, fui dormir. A mesma alemã estava lá e ficamos no mesmo quarto com outros peregrinos. Não a vi mais depois disso. Na 2.a feira 09/04 fui para Castrojeriz. Encontrei à noite no albergue o casal de jovens alemães que havia se formado no primeiro dia da viagem em Roncesvalles, com uma garrafa de vinho. Sentei com eles e perguntaram se não me importava que fumassem (acho que era maconha), ao que respondi que não. Ofereci-lhes parte do jantar e aceitaram e no fim pediram uma parte do chocolate preto que eu tinha. Dei-lhes. Ofereceram-me um pouco de vinho e, para não gerar uma situação embaraçosa e também para experimentar, aceitei um pouquinho. O hospitaleiro zangou-se conosco (ou com eles), disse que não era adequado ficar bebendo e fumando maconha numa peregrinação. Este não era bem o tipo de caminhada que eu desejava, eu não pretendia ser um turista, mas sim um peregrino. Na 3.a feira 10/04 pedi desculpas ao hospitaleiro pelo dia anterior, mas ele disse que o problema não havia sido comigo. Saí com o propósito de andar bastante. Perto da hora do almoço encontrei o casal de alemães da noite anterior e a moça ofereceu-se para pagar algo para eu comer. Mas eu não costumo parar para almoçar durante as caminhadas, então agradeci e delicadamente recusei. Prossegui até Carrion de los Condes. Num pequeno empório da cidade comprei os pães que restavam e depois ouvi os fregueses reclamando que não havia pão. O próprio dono veio comentar comigo para aproveitar bem o pão, pois havia acabado com seu estoque. Pensei até em devolver alguns, mas eram poucas peças grandes e ficou inviável . Lá conheci um alemão (Matiah - não sei se é assim que se escreve) e um francês. Ficamos apenas nós 3 num albergue pequeno, jantamos juntos e compartilhamos parte do jantar . Conversamos sobre o caminho, atualidades europeias e várias outras coisas. O meu sono foi muito bom. Na 4.a feira 11/04 fui até Sahagun. Na 5.a feira 12/04 fui até Mansilla de las Mulas. Numa das paradas fiquei num albergue com alemãs, sendo uma luterana, que não se conformava com as regras que o padre do albergue tinha feito para os hóspedes. O padre irritou-se com ela e se desentenderam durante à noite, mas nada grave. Foi para ele que perguntei sobre o astral das imagens nas igrejas. No dia seguinte reencontrei a alemã parada descansando. Ela me disse que tinha algum problema na perna e tinha que andar devagar. Fiquei comovido pela expressão dela e lhe desejei boa sorte. Na outra parada reencontrei o francês e ele me disse rindo que havia encontrado Matiah perto de 20 h e este ainda iria para uma localidade à frente. Num dos albergues encontrei italianos de Verona, falei-lhes sobre o titulo italiano do início da década de 1980, com Briegel, algo que muito os surpreendeu que eu lembrasse. Numa ocasião conheci sulafricanos, comentei da minha passagem por Johanesburgo e concordaram comigo de que não havia um relacionamento amistoso entre negros e brancos. Quando eu disse que era do Brasil, a mãe deles citou Maradona, que seu filho rapidamente corrigiu. Em outra ocasião, um dos hospitaleiros me ofereceu uma bota , quando falei que minha perna não estava muito boa, mas eu delicadamente recusei. Certa vez, estava cantando e um alemão apareceu, perguntou de onde eu era, falou do Pelé, eu tirei o agasalho e mostrei a camisa do Santos, time do Pelé. Paradas à frente, ele comentou com outra peregrina que enquanto muitos caminhavam reclamando, ele me havia visto cantando . Como eu não seguia exatamente os horários dos europeus, começava mais tarde e parava mais tarde, em alguns albergues hospitaleiros pediram-me para acelerar. Em um deles, um nem me deixou tomar café. Acabei de usar o banheiro e ele me falou para partir . Em Carrion de los Condes as faxineiras municipais encontraram-me tomando café quando chegaram para limpar o albergue . No meio de um trajeto duas peregrinas espanholas pediram para tirar uma foto comigo, que aparentava um peregrino do caminho. Quando o clima esquentou e o sol começou a ficar mais forte, comecei a ficar queimado, principalmente nas orelhas . Meu protetor solar estava fora de validade e acho que não estava me protegendo adequadamente. Procurei colocar toalhas nos pescoço e nas orelhas e plásticos nos braços e mãos. A questão do pescoço e das orelhas foi resolvida, mas acho que os plásticos fizeram concentrar suor e me geraram alergia . Quando eu entrei numa pequena igreja, muito antiga, em que estava sendo feita limpeza por faxineiras, percebi que elas pararam surpresas com a minha aparência, com tudo aquilo, talvez achando que eu era um peregrino das antigas . Na 6.a feira 13/04 fui até Leon. Levei bastante tempo entre a chegada às bordas de Leon e a chegada ao albergue. Percebi como a cidade era grande, com um ampla zona comercial ou industrial. Fiquei hospedado no albergue das Irmãs Carbajalas. Nem procurei o albergue 24 h, pois imaginei que teria ambiente turístico, com pouco silêncio para dormir. Como cheguei no meio da tarde, saí para conhecer um pouco a cidade. Fiquei bastante tempo comendo, cerca de 1 hora (eu não tinha almoçado), do que uma hospitaleira fez piada . À noite fomos a uma pequena celebração na igreja das irmãs. No sábado 14/04 fui conhecer um pouco mais León. Gostei da cidade . Para as atrações veja http://www.turismoleon.org, http://www.turisleon.com/es e http://www.leon.es. Numa igreja, quando fui entrar numa sala para conhecer, o padre assustado me perguntou aonde eu ia. Quando lhe disse que iria somente ver o que havia, ele me disse que não havia problema e só tinha me chamado porque as pessoas vão entrando e não se sabe para onde vão. À tarde fui para alguma cidade próxima. Acho que era Villadangos del Páramo. No domingo 15/04 aproveitei para andar bastante e fui para El Ganso. Achei este lugar tranquilo e meio afastado, exatamente do tipo de que gosto. No caminho passei por Astorga (http://turismoastorga.es), em que fiquei algum tempo para conhecer as obras arquitetônicas e históricas. Achei-a uma localidade muito bela . Numa ocasião, vi um homem velho parado numa pequena povoação, era a única pessoa visível ali, cumprimentei-o, ele respondeu sério, e continuei. Acabei caindo em pensamentos e perdendo a atenção e iria errar o caminho, quando ouvi gritos ao longe. Era o homem alertando-me para o erro. Voltei um pouco e reencontrei as setas e o caminho correto. Isso foi providencial, pois estava ameaçando chuva e eu não queria correr o mínimo risco de voltar a dor na perna. Fiquei feliz e quando olhei de volta para agradecê-lo, ele havia sumido. Impressionante como ele foi rápido, pois havia uma larga extensão para ele andar até eu não poder mais vê-lo. A aparência frágil dele enganou-me . Em outra situação um hospitaleiro comentou que achava que alguns peregrinos eram bon vivant e aproveitadores e parecia aborrecido com isso, apesar de depois completar que havia alguns pelos quais valia a pena se sacrificar. Na 2.a feira 16/04 fui até Molinaseca. Entre El Ganso e Molinaseca passei por Foncebadón e pela Cruz de Ferro, um ponto bem alto com uma cruz em que os peregrinos deixam pedras das localidades de onde vêm. Achei Foncebadón muito interessante, medieval, com suas antigas construções de pedra. Entrei numa pequena igreja de pedra para conhecê-la. Estava havendo uma missa. Não havia ninguém assistindo. Dois padres estavam rezando, um em latim, que só olhava para baixo, e outro em espanhol, que olhava para a igreja vazia. Eu estava com toalha no pescoço e orelhas e plástico nas mãos. O padre que rezava em espanhol olhou para mim como quem estava vendo um extra-terrestre . Delicadamente eu comecei a admirar a igreja e conhecer suas partes, procurando atrapalhar o mínimo a celebração. Quando eu já ia indo, chegou a hora do Pai Nosso. O primeiro padre começou em latim, o segundo repetiu em espanhol e eu repeti em português. Acho que aí o primeiro padre teve certeza de que havia mais alguém na igreja e passou a esperar um tempo a cada frase para que eu pudesse repeti-la em português. A cara do padre que rezava em espanhol ficou ainda mais espantada . Quando acabou o Pai Nosso eu acenei com a cabeça cumprimentando-o e o agradecendo e me fui. No meio da tarde, após longa subida, cheguei à Cruz de Ferro. Cumprimentei dois peregrinos que lá estavam, sem perceber que um deles chorava, parecendo estar sob emoção profunda. Logo saí para conhecer os arredores para deixá-lo em paz em sua aparente homenagem a alguém. Após algum tempo olhando os arredores, quando ele se afastou um pouco da cruz, voltei para observá-la. Peguei uma pedra de lá que minha prima Bernadeth havia pedido. Depois me arrependi, pois poderia ter pego de muitos outros lugares, e peguei justamente de um local para onde as pessoas levam suas pedras para depositar por suas crenças. No fim do dia cheguei a Molinaseca, onde já na entrada vi uma propaganda da Casa do Elias, que dizia ser o amigo dos peregrinos. Fiquei meio desconfiado com a propaganda, mas fui lá e realmente ele atendeu muito bem . Em seu empório ele tinha muitas coisas, e comprei queijo de ovelha misturado com vaca e mais algumas coisas. À noite no hostel reencontrei Gregorian, que parecia bem e estava viajando com os alemães, um dos quais havia falado de Pelé. Reencontrei as francesas que me haviam oferecido espaguete e me haviam visto com a perna dolorida. Elas ficaram muito contentes, gritaram e me cumprimentaram efusivamente . Acho que pensaram que eu não conseguiria prosseguir na situação em que me viram. Gregorian convidou-me para uma cerveja, mas eu recusei, fui tomar banho e jantar. Como já era tarde, acabei ficando só na sala de jantar. Quando voltaram das cervejas, vários me cumprimentaram em voz alta e os que estavam dormindo pediram silêncio . Na 3.a feira 17/04 fui para VillaFranca del Bierzo. A alergia melhorou, mas ainda incomodava. Minhas mãos e braços ficavam muito inchados, provavelmente pelo calor dos plásticos. Passei por Ponferrada (https://www.ponferrada.org/turismo/en), em que achei o Castelo Templário espetacular . O albergue de VillaFranca era todo estilizado, preocupado com o meio ambiente e sustentabilidade e com inclinação esotérica. Numa das paradas, por um hospitaleiro que anteriormente tinha sido guerrilheiro (acho que do ETA ou alguma organização semelhante), fiquei sabendo que no dia em que eu havia tomado aquela chuva, que me custou aquela enorme dor na perna, um inglês (portanto provavelmente alguém acostumado à neve) havia optado por seguir o Caminho de Napoleão no início do caminho em Saint Jean, só que como lá era muito mais alto, ao invés de chuva ele pegou neve, provavelmente se perdeu, caiu num buraco, acabou tendo hipotermia e, mesmo sendo socorrido após algum tempo, não resistiu e morreu. Por alguns dias de diferença eu escapei desta nevasca . Em outra ocasião, ao ir comprar alimentos, a dona do estabelecimento ofereceu-me gratuitamente uma maça, mas quis pagar por ela, aí a mulher achou muito o que eu dei e colocou mais itens. Na 4.a feira 18/04 fui até Alto do Polo. No início da tarde, na base da subida para o Cebreiro, encontrei o alemão que me falou de Pelé, e ele já tinha parado num albergue e me falou que era melhor subir para o Cebreiro pela manhã, quando se está descansado. Seu amigo explicou-me o significado de herzlich willkommen, como vindo do coração. Logo a seguir, perto de 14 hs encontrei um brasileiro, dono de um albergue, que me falou que a subida até o Cebreiro levaria cerca de 5 ou mais horas, e que eu pegaria os albergues lá em cima lotados chegando tarde. Mas eu decidi ir assim mesmo, só que fui preocupado. Fui tão concentrado, que acabei subindo em 2:45 hs. Mesmo assim ainda parei algumas vezes para desfrutar da paisagem . No caminho encontrei outro peregrino conhecido (acho que era alemão ou do leste europeu) pegando água de uma fonte. Perguntei se era confiável, ele disse que sim, e resolvi experimentar também. Havia um cemitério logo no início daquele povoado de origem celta. Como ainda era cedo, agora sem a pressão do horário, resolvi seguir um pouco mais. A vista lá de cima era espetacular . Fui até Alto de Polo, onde fiquei num albergue que era também bar ou restaurante. Fiquei só. Quando a dona me disse que tratava bem os peregrinos, perguntei-lhe quanto era a contribuição padrão ou sugerida e ela me disse 5 euros. Em frente havia outro hotel ou restaurante, pedi para ver o menu, para ver se achava algo mais barato, mas não achei e resolvi jantar no local em que estava hospedado, até como forma de pagar algo mais a elas. Porém neste hotel em frente reencontrei o francês que havia conhecido junto com Matiah junto com uma amiga. Conversamos até o prato deles chegar e eu voltei para jantar no albergue em que estava. A moça (provavelmente filha da dona) fez o menu do peregrino para mim, incluindo um copo de vinho. Fiquei sozinho no albergue. A noite foi muito boa . Peguei alguns cobertores adicionais de outras camas, pois achei que estava um pouco frio. Na 5.a feira 19/04 fui até Sarria. O albergue em que eu tinha ficado não tinha pães ou similares, que eu pudesse ir comendo enquanto caminhava. Fui ao hotel restaurante em frente e o dono, aparentemente aborrecido, disse-me que eu o havia feito mostrar todo o menu no dia anterior e não tinha comprado nada. Falou-me para ir procurar em outro lugar, como o albergue em que havia ficado. Segui sem tomar café. No caminho eu o vi dirigindo um trator para trabalhar na terra. Seguindo, encontrei uma mulher aparentemente dando pequenos pães, mas quando perguntei disse-me que era 1 euro. Achei-o muito fino para pagar 1 euro. Ela disse que poderia levar de graça, mas agradeci e segui sem levar. Mais à frente uma mulher de aparentemente mais de 60 anos estava no meio do caminho com um carimbo perguntando aos peregrinos se desejavam que colocasse seu selo na credencial. Eu disse rapidamente que não e a reação dela pareceu-me ser de decepção . Talvez ela ficasse feliz em alegrar os peregrinos com seu carimbo. Poderia ter dito não de modo melhor, com um sorriso nos lábios e pondo a mão em seu ombro. Desci, achei um local para comprar o café almoço, mais à frente pedi para sentar numa mesa de uma lanchonete para comer, mas a dona me disse rispidamente que havia muitos locais públicos em que poderia sentar. Então mais à frente achei um e fiz minha refeição. No fim da tarde cheguei a Sarria. Numa determinada ocasião um velho perguntou-me sobre meus pais e quando lhe disse que meu pai havia morrido com 76 anos, disse-me que meu pai havia morrido cedo. Acho que ele tinha mais do que isso. Numa parte do caminho encontrei um francês com quem caminhei algum tempo. Ele falava de como tinha optado pelos ramos do caminho mais rurais, ao invés dos urbanos, e como tinha gostado da chuva que veio em um dos dias. Nesta chuva eu tinha me atrapalhado um pouco, mas nada grave, bem diferente daquelas no início do Caminho. Estava bem mais quente. Depois de algum tempo, falei-lhe que dali para frente continuaria um pouco sozinho, para poder entrar em contato mais profundo com o Caminho. Numa das noites, encontrei uma família de espanhóis num albergue, cujo filho adolescente estava em dúvida sobre que direção profissional tomar. Falei-lhe da minha experiência profissional, mas ele pareceu confuso com minhas explicações. Sua mãe estava na mesa conversando com outras mulheres. Os maridos estavam lavando louça, mas participavam da conversa também. No dia seguinte reencontrei-lhes e lhe desejei boa escolha do caminho a seguir. Eles só iriam até aquela cidade e continuariam a peregrinação em outra ocasião, fato comum entre os espanhóis. Na 6.a feira 20/04 fui até Ligonde. Antes de sair porém, fui procurar pelo local do Estádio de Sarriá, palco da derrota brasileira em 1982. Eu me lembrava que era numa cidade grande, que não era o caso de Sarria, mas estava meio confuso com o nome. Perguntei a um velho, que me disse que era em Barcelona. Aí eu me lembrei que realmente era e tinha sido demolido. No sábado 21/04 fui até Arzúa. Um dia encontrei um espanhol num albergue que ficou indignado pelo fato do albergue ser cobrado (6 euros). Disse que se conseguisse um carro iria pegá-lo para ir para outro que sabia ser gratuito. Em outra ocasião, quando falei para uma responsável por um albergue que a situação econômica do Brasil não estava muito boa, ela sensibilizou-se e disse que poderia retirar meu nome da lista de hóspedes e eu não precisaria pagar nada. Surpreendi-me, não concordei, disse que não havia problemas em pagar e que não seria justo eu não pagar e usufruir das doações sem estar em necessidade. Ela havia perdido a mãe há pouco e parecia num estado muito sensível. No domingo 22/4 cheguei a Monte do Gozo, última parada antes de Compostela. Poderia ir até o albergue de Santiago, mas decidi ficar ali e me hospedar em Compostela na manhã seguinte. O hospitaleiro ofereceu-me grão de bico, que experimentei um pouco , mas preferi deixar para quem não tivesse conseguido comprar comida e comi a minha. Fui dar uma volta nos arredores e vi um monumento aparentemente de peregrinos num gramado próximo. Fui lá apreciá-lo e vi que as estátuas olhavam para algum ponto. Então fiquei na posição delas e focalizei o ponto para que olhavam. Surpresa!!! Era a Catedral de Santiago de Compostela, o ponto final de chegada. Não pude conter uma enxurrada de lágrimas e me lembrar de tudo o que havia acontecido, desde o pensamento de desistir no início, da morte do inglês, de quase cair na enxurrada, da enorme dor na perna, de novo pensar em desistir, da queda nos espinhos, das queimaduras, da alergia, do frio, de todas as pessoas que havia conhecido, com um pouquinho de suas histórias e de tudo mais. Depois de vivenciar aquele momento, resolvi ir procurar o albergue em que ficaria em Compostela. Andei bastante, mas como era domingo, muito estava fechado. Não encontrei o albergue do Seminário Menor. Mas pude ter uma noção do que era a cidade. Não quis ir até a catedral. Deixei para o dia seguinte. Na 2.a feira 23/04, logo de manhã, hospedei-me no albergue, que permitia que se ficasse até 2 ou 3 noites. Nos outros albergues do Caminho, só se podia ficar uma. A atendente me disse que ainda estavam limpando e não tinham aberto, mas eu poderia deixar minha mochila e voltar depois. Pedi um cobertor a mais, ela foi pegar e disse "Esses brasileiros, sempre com frio!" . Depois fui até a Catedral e após contemplar sua frente um pouco, fui assistir a missa de encerramento da peregrinação. Nela havia um ritual diferente, o Botafumeiro, em que um incensário balançava pelo corredor central espalhando fumaça . Na missa avistei o francês que preferia os caminhos rurais. Terminando a missa fui novamente admirar a frente da catedral e passear um pouco pela cidade para conhecê-la. À tarde voltei para ver o local onde ficam os restos mortais de Tiago, atrás do altar, que muitas pessoas tocam, abraçam e beijam. Gostei de Compostela , mas a achei muito povoada por comércio turístico, bem diferente do clima da peregrinação que eu tinha feito. De qualquer modo, havia também várias atrações vinculadas à religiosidade e à espiritualidade. Para as atrações de Compostela veja https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/santiago-de-compostela e https://www.lonelyplanet.com/spain/cantabria-asturias-and-galicia/santiago-de-compostela Na 3.a feira 24/04 continuei passeando pela cidade, descobri que havia um ônibus para o Porto no meio da tarde e o peguei. Perguntei se era necessário algum procedimento para entrar em Portugal, mas me disseram que não. Antes de partir reencontrei o alemão que havia me explicado sobre herzlich willkommen e Gregorian, que parecia bem. Falei-lhes do Museu do Peregrino, que havia visitado, de que havia gostado e que era gratuito. Eles haviam falado de Finisterre, o fim da terra, que é uma continuação tradicional do Caminho, para deixar tudo que usou na peregrinação, e pretendiam ir até lá. Eu não fui com eles, pois se fosse não teria tempo de ir até Portugal. Passei também no local que dava certificado aos peregrinos, para registrar meu nome, mas não quis o certificado. Enquanto caminhava, parei numa casa para perguntar para uma velhinha onde era o Seminário Menor e ela voltou com um punhado de moedas e me deu. Devolvi e lhe disse que estava pedindo informações e não dinheiro. Cheguei ao Porto no fim da tarde (havia uma hora de fuso). Fiquei no albergue da juventude. Já na chegada percebi que a língua não era tão igual assim e os portugueses procuravam prestar muita atenção para entender o que eu falava e vice-versa. Fiquei lá até 6.a feira 27/4. Gostei muito do Porto . Para suas atrações veja http://www.visitporto.travel/Visitar/Paginas/default.aspx, https://www.tudosobreporto.com, https://www.feriasemportugal.com/porto e http://portoportugalguide.com/porto-portugal-pt.html. Os pontos de que mais gostei foram as pontes, o rio, o mar, as construções históricas, as igrejas, os equipamentos culturais, os parques, a arquitetura dos estádios e a visita com degustação de vinhos gratuita (naquela época) no alojamento Graham. Na 4.a feira 25/04, feriado nacional da Revolução dos Cravos, fui conhecer a parte central e histórica. A cidade estava bem deserta, cheguei até a ficar com um pouco de receio, mas conforme a hora foi avançando, as ruas foram ficando mais povoadas. Não tive problemas de segurança. Num beco as pessoas pareciam tensas quando me viram observando as construções. Quando me dirigi a elas falando que o pneu de um carro lá estacionado estava furado, um homem sorriu e seu semblante ficou mais leve. Quando estava conhecendo a parte histórica, inadvertidamente fiquei em cima da linha férrea olhando o mapa. Repentinamente ouvi um barulho de buzina. Olhei para a frente e vi o bonde lentamente vindo em minha direção. O condutor, de cerca de 60 anos buzinava nervoso, enquanto sua assistente bem jovem, ria . Saí imediatamente da frente e o bonde passou. No fim do dia comprei uma garrafa de vinho do Porto. Foi uma marca barata, mas me arrependi e deveria ter seguido a sugestão de uma portuguesa no supermercado e comprado uma marca tradicional. À noite encontrei alguns brasileiros que haviam chegado ao albergue, um deles morava em Lisboa e falou sobre a cidade, com sugestões de hospedagens e locais. Outro era ligado a Cinema e viajava pela Europa. Havia também um americano que viajava pela Europa e gostava muito de conversar. Num dos dias fui à praia e pedi para deixar minhas roupas sob a guarda de um bar lanchonete. Havia placas dizendo para se tomar cuidado com o choque térmico devido à diferença de temperatura entre a água do mar e o corpo. Quando entrei até a canela senti a água muito fria . Acabei desistindo de mergulhar. Não pude entrar em nenhum dos estádios, o Dragão estava fechado e o do Boa Vista estava tendo um treinamento que não se podia assistir. Tive dificuldade em achar banheiros públicos, assim como em Lisboa. Acabei usando o de igrejas, empresas de ônibus e até o rio e áreas verdes na sua margem. Na tarde do último dia, meu último programa foi ir a uma visita com degustação de vinhos no alojamento Graham, de que muito gostei. Quando cheguei, havia um casal de americanos ou ingleses na frente, então as explicações foram em inglês, devido à maioria. Chegaram duas portuguesas, mas aí já era tarde para mudar a língua. Depois de toda a visita e explicações, foi oferecida degustação de diversos tipos de vinho, incluindo um vintage, que achei maravilhoso . Saímos de lá um pouco trôpegos, pois eu (e acho que elas também) não estou acostumado a beber álcool. Mesmo assim fui a pé até o ponto de saída do ônibus para Fátima. Peguei o ônibus no fim da tarde e cheguei em Fátima no início da noite. Fui até o centro de peregrinos Pão da Vida. Havia um peregrino na minha frente que tinha subido a serra a pé (se bem me lembro estava descalço) e falava de dores nos pés. O responsável perguntou-me se eu tinha vindo a pé. Disse-lhe que não, porém que havia feito o Caminho de Santiago. Então ele me aceitou como hóspede. O albergue era gratuito, entretanto aceitava doações. Fiquei em Fátima até domingo 29/04. Gostei muito . Para as atrações de Fátima veja https://pt.wikipedia.org/wiki/Fátima, https://www.dicasdelisboa.com.br/2016/03/santuario-de-fatima-em-portugal.html# e https://www.feriasemportugal.com/fatima. Os pontos de que mais gostei foram o Santuário e a rota de peregrinação para conhecer a vida dos pastorinhos e as aparições. Nos diversos dias fui até o Santuário, que tinha uma cerimônia de velas à noite, que achei bastante interessante . Havia bastante gente, principalmente nas celebrações. Achei o clima bastante inspirador para espiritualidade e autoconhecimento. No início da tarde do domingo peguei um ônibus para Lisboa. O motorista, que acho que não conhecia bem Lisboa, não soube me indicar onde era o Parque das Nações, onde eu tinha informação de que era o albergue da juventude. Assim sendo, acabei ficando no ponto final, que depois descobri ser bem longe de lá. Voltei tudo andando a pé, mas não havia vagas. Fui então ao albergue que o brasileiro que tinha conhecido no Porto e morava em Lisboa tinha indicado, que era em Almada. Fui muito bem tratado e consegui vaga sem problemas. Achei espetacular a vista de Lisboa a partir dele , tanto diurna como noturna. Reencontrei o brasileiro ligado a Cinema que havia conhecido no Porto. Fiquei em Lisboa até 5.a feira 03/05. Gostei de Lisboa . Para as atrações veja https://pt.wikipedia.org/wiki/Lisboa, https://www.visitlisboa.com/pt-pt, https://www.dicasdelisboa.com.br/# e https://guia.melhoresdestinos.com.br/lisboa-157-c.html. Os pontos de que mais gostei foram a vistas do rio, as construções e monumentos históricos, especialmente o Padrão dos Descobrimentos e o mapa no chão com os locais até onde os portugueses foram, os bairros típicos locais, a arquitetura dos estádios de futebol, as áreas verdes, a ponte e a vista a partir de Almada. Na 3.a feira 01/05 tive dificuldade em conseguir ônibus para voltar, pois no feriado a quantidade e frequência dos ônibus era menor. Como começou a chover fraco, esfriou e a situação ficou ainda mais inóspita . Quando fui visitar a Praça do Comércio, veio um rapaz me perguntar se eu desejava haxixe . O brasileiro que morava em Lisboa havia previsto que isto iria acontecer quando nos encontramos no Porto anteriormente. Em certa ocasião cruzei com um carro de polícia, que estranhou o fato de eu estar indo em direção a um campo de futebol, que eu não sabia estar abandonado. Quando voltei do campo, o carro novamente cruzou comigo, pediu para que eu parasse e pediu meus documentos. Depois de verificar tudo e ver que estava regular, perguntou o que eu tinha ido fazer naquele campo. Talvez fosse local de consumo de drogas. Eu expliquei que gostava de futebol e não sabia que estava abandonado. Falei que pretendia ir conhecer a Faculdade de Arquitetura e me sugeriram almoçar lá. Num dos dias, chegou um português (aparentemente um filólogo) à noite no quarto do albergue em que eu estava e começou a querer conversar sobre filosofia, após eu lhe responder que tinha ido fazer o Caminho de Santiago. Mas como eu já estava dormindo, acabei não me envolvendo muito na conversa. Aí chegou o brasileiro ligado a Cinema, espantou-se em me ver acordado ainda, posto que sempre que chegava eu já estava dormindo, e conversou com ele por algum tempo, até a madrugada. Vi muitos motociclistas brasileiros (provavelmente que exerciam a profissão em São Paulo) trabalhando em Lisboa. Na 5.a feira 03/05 peguei um ônibus da ALSA (https://www.alsa.es) de manhã para Madrid e cheguei no fim da tarde. Durante o trajeto conheci um viajante do leste europeu, que falava fluentemente Português e comentou sobre as riquezas da Rússia. Em Madrid fiquei no albergue Los Amigos (Sol ou Ópera, não me lembro) na região central. Como era um dia só achei mais prático, posto que o preço não era tão maior do que a Pousada Sudamericana. No dia seguinte, 6.a feira 04/05, tive uma ligeira indisposição estomacal e deitei no chão da área de entrada do banheiro por um instante. Nisso entrou uma japonesa que levou um susto . Reencontrei no café da manhã novamente o brasileiro ligado a Cinema, que me disse sorrindo que eu o estava seguindo. Como ele só tinha um dia, sugeri-lhe os Paseo de Recoletos e Paseo del Prado. Ainda dei um passeio por Madrid e fui conhecer o Estádio Santiago Bernabéu por fora, que eu não tinha tido tempo. Interessante como sua localização era central. Perguntei numa empresa de recrutamento qual era o salário anual de um desenvolvedor ou engenheiro de software sênior, que era minha profissão, só por curiosidade, pois não pretendia me mudar. Achei que seria um pouco melhor. Descobri que poderia ser inferior ao do Brasil e confirmei que é muito inferior ao dos EUA. Passeei ainda por outras áreas de que havia gostado e algumas que não tinha podido conhecer. No fim do dia peguei o metrô para o aeroporto. No voo conheci um brasileiro de Goiás que trabalhava em obras gerais na Espanha como ilegal também e estava voltando ao Brasil para visitar a família. Passei novamente por Buenos Aires e cheguei em São Paulo no sábado 05/05 de manhã, após belo sobrevoo pelo litoral brasileiro , sendo que consegui reconhecer o fim do litoral paranaense e todo o trecho do litoral paulista.
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  2. Eu também tive dificuldade em achar um guia em português, mas em Lisboa conheci o seu Carlos na praça D.Pedro IV por indicação dos outros grupos de free walking tour que só tem em espanhol e inglês. Fizemos um tour em agosto de 2018 pelo Alfama e foi maravilhoso, ele é português e conhece muito sobre a capital e adapta o percurso as necessidades do grupo. o contato dele é +351960055186 (Carlos) ou se der sorte como nos demos ele pode ser encontrado na praça D.Pedro IV com seu guarda-chuva verde limão
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  3. Hoje ao acordar notei que tudo estava mais lindo, mais colorido, podia enxergar a alegria estampada em pequenos detalhes e afazeres. Não tinha como ser diferente afinal, não são todos os dias que fazemos aniversario, hoje dia 07/02/2018 faz exatamente 1 ano desde que sai do comodismo, do comum, da rotina estafante que vivemos, e continuamos, sabe por que ? por que temos a sensação de estar tudo bem, esta confortável, por que mudar algo que pensamos ser o melhor, afinal é seguro. Mas eu não, eu pensava diferente, não estava legal, não me completava, apenas me absorvia mais e mais, até que em certo ponto cansei de toda essa vida monótoma, e aqui estou completando 1 ano de viagem. Já contei minha historia aqui no grupo uma vez, mas vou contar uma segunda, pois sei que muitas pessoas mudaram sua forma de pensar e ver o mundo a partir do post que fiz. Sou christopher hoje com 23 anos, estou na cidade de Balneário Camboriú. Bom eu era normal como todos somos, o tipico jovem brasileiro, trabalho, casa, carro, relacionamento, amigos, festas etc. Mas certo dia algo mudou, não tinha mais aquela animação pra ir trabalhar, não tinha animação pra sair com os amigos, não tinha animação pra sair nem da cama se quer, apenas olhava tudo esvair de mim aos poucos, mais e mais, e cada vez mais era pisado pelo black dog, e me afundado em depressão, foi então que acabei saindo do emprego, pois não tinha animação pra ir, com o passar dos dias veio o termino do meu noivado, isso foi uma marretada para a angustia de um depressivo, logo as contas de fim de mês começaram a chegar, acabei vendendo meu carro para pagar-las e liquidar toda e qualquer divida que tinha. Então ali estava eu fechado em meu mundinho obscuro, cercado de pensamentos suicidas. Mas, surge aquela luzinha ao fim do túnel, então resolvo que eu tinha que sair dessa, minha vida não podia acabar ali naquela casa, sozinho, eu era mais que tudo aquilo, não era possível que vim ao mundo pra viver até os 22 anos e ser lembrado por amigos e familiares como o depressivo que se suicidou. Fui ao meu computador e resolvi terminar com tudo de uma vez, consultei o santo google ''Como sair de uma depressão'' eis que apareceu varias e varias coisas, abrangendo uma gama de assuntos sobre, mas algo me chamou muita atenção, ''viajar é o melhor anti-depressivo'' estava ali, era só absorver essa informação, mas poxa ''sou pobre, como vou viajar e conhecer o mundo ?'' consultei o google mas uma vez ''como viajar sem dinheiro'' advinha onde fui parar ? ''mochileiros.com'' me encantei com os relatos de viagens, pessoas que saíram meteram a cara com pouco e as vezes nada, então estava ali, era o que eu queria pra mim naquele momento, depois de me aprofundar nas teorias de viajeros, e aprender o ''básico'' sobre sobreviver na estrada, estava focado em sair, logo arrumei a bolsa que carregava meu antigo notebook, coloquei umas roupas, peguei minha carteira que tinha 170 reais e sai no outro dia logo cedo, as 7 horas da manhã do dia 7 de fevereiro peguei minha primeira carona de Cafelândia do Oeste para o mundo. e assim segui, conhecendo lugares incríveis, um mais lindo que o outro, conhecendo pessoas, pessoas essas que são como anjos para quem vive pela estrada, escuto muito dizerem que existe muita maldade no mundo que vivemos, mas acredite é minoria, a bondade é imensa quando você se permite mais. Bom, conheci o mar pela primeira vez no ano passado, quando sai de Cafelândia, sai com proposito único de realizar meus sonhos, e conhecer o mar era um deles, então fui ao litoral Catarinense, passei por lugares no Parana, São Paulo, uma beiradinha do Rio de Janeiro, Minas Gerais (estado que eu era encantado desde pequeno) Espirito Santo, e em cada lugar que ia, aprendia algo diferente que sempre me moldou a tornar-se um ser melhor, mais feliz, foi onde vi, que tudo de mal que vivi antes de meu renascimento, serviu apenas para mostrar que eu estava vivendo errado, e era necessário mudar minha forma de viver. para quem leu até aqui, muito obrigado, desculpa tomar tanto tempo, deixo para você uma frase para refletir ''Permita-se mais, não deixe para depois, o que pode ser feito agora, o depois pode não vir a existir''
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  4. Bom, finalmente regressei de Cuba, foram 30 dias incríveis com muitas descobertas e dicas excelentes, antes de viajar eu li em muitos blogs que a média de gasto em Cuba se da em torno de 40 dólares por dia, mas eu coloquei uma meta nessa viagem em gastar menos de 20 dólares por dia, e CONSEGUI, não foi fácil, tivemos que andar muito e buscar muita informação alternativa, pegar 3/4/5 transportes para chegar em determinada cidade, tudo isso sem poder usar a internet, google maps e etc, realmente acredito que essa foi um mochilão na sua essencial, hoje esta tudo mais fácil e mastigado, precisamos apenas ir e seguir as instruções, em Cuba não funciona muito assim, você tem que ir para as ruas e tentar a sorte, tivemos muitas informações erradas que nos fizemos andar quilômetros na direção errada, mas a maioria foram informações corretas que nos ajudaram muito. A partir de hoje vou postando aos poucos sobre cada cidade que recorremos, acabei fazendo um diário escrevendo sobre meu dia a dia e os posts tradicionais com o resumo de cada lugar, espero que gostem e ajudem a viajar CUBARATO. Abaixo esta o roteiro que acabei fazendo na ilha, a ordem é essa: 1 - Havana 2 - Cienfuegos 3 - Santa Clara 4 - Trinidad 5 - Camaguey 6 - Santiago de Cuba 7 - Baracoa 8 - Bayamo e Sierra Maestra 9 - Moron e Cayo Coco 10 - Varadero 11 - Havana 12 - Pinar del Río 13 - Viñales 14 - Havana Passamos por outras cidades como Guantánamo e Ciego de Avila, mas foram cidades que tivemos que parar para pegar um outro transporte ate o destino final, mas essas não entram na lista pois realmente não conheci nada delas. Com isso vou a partir dessa semana postando sobre cada cidade, sera aos poucos porque é muita informação para a cabeça hehehe.
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  5. Olá Galerinha, Essa é a minha primeira postagem por aqui. Moro em Pelotas/RS, aqueles que desejam ir até o Uruguay é excelente começar por aqui, uma cidade charmosa ana Costa Doce do Rio Grande do Sul. Bom, mas para não perder o foco vamos lá ao que nos interessa por enquanto. Desde Pelotas tem um ônibus que sai direto da rodoviária para Montevideo, é da EGA a tarifa fica entre R$120,00 reais, mais não façam isso por favor pois assim você estará embarcando em uma viagem internacional, ou seja a tarifa é sempre mais cara, então já que somos aventureiros vamos economizar para curtimos mais a viagem. Vá no ônibus da empresa Rainha para a Cidade de Jaguarão [os ônibus saem da rodoviária de Pelotas a partir das 07:00 ae ae tem a cada duas horas] e custa R$21,15. A viagem dura em média umas 02h 30mim, é uma viagem maravilhosa passando por paisagens deslumbrantes aqui no sul o Brasil. Antes de chegar a Jaguarão faz-se uma parada na pitoresca cidade de Arroio Grande. Após chegar em Jaguarão dê uma voltinha pela cidade, tem vários prédios históricos. Vá em direção a Ponte Internacional, atravesse a pé, leva uns 5 minutinhos, até chegar a cidade uruguaya de Rio Branco, lá é um paraíso fiscal, pois tem os free shops, onde os produtos são livres de impostos e são vendidos por preços inacreditáveis. Passe alguma horas vendo as coisa, pois não é hora de comprar muito, deixe pra comprar na volta. Faça o câmbio por ali mesmo, é sempre melhor fazer o cambio lá do que no Brasil. Volte e atravesse o resto da ponte, até chegar a uma parte de Rio Branco que se chama Cuchilla, ande alguma quadras até chegar a Agência Rio Branco, pegue um ônibus bem estilo uruguayo por apenas $129 pesos uruguayos em direção a Cidade de Treinta y Tres. Uma rica de uma cidade, chegue lá e aproveite o máximo a localidade. De lá tem várias empresas que vão para Montevideo: Nuñez, Rutas del Plata são as melhores por apenas $288 pesos, são mais 04 horas de viagem até chegar a Montevideo. Você vai descer na em Tres Cruces que é a Rodoviária, e não vai pegar taxi, vamos de bus, pegue o cêntrico que desce lá mesmo custa $10 pesos. Lá fique hospedado em um hostel, nada de hoteis estrelados, acoselho ficar no Che Lagarto, que fica na Plaza Independencia, inclue café da manhã e internet, tem cozinha, então faça compras no supermecado ali perto e cozinhe vc mesmo, a diária custa a partir de U$S9 dólares. Use e abuse dessa cidade que encanta em todos os momentos. Entre no site http://www.trescruces.com.uy ali você encontrar os horários e tarifas para todos os lugares do país. Espero que eu tenha contribuido. Para mais informações e trocas de experiências de Viagem me add no msn: [email protected] Um Abraço, Alexandre.
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  6. Olá, viajantes Iniciei o planejamento de uma viagem de cerca de 30 dias entre os meses de dezembro/2018 e janeiro/2019. A ideia é iniciar um mochilão a partir de Porto Alegre e ir em direção a Montevidéu/Uruguai e seguir para a Argentina, Chile, Peru e (talvez) Bolívia - voltando ao Brasil por Corumbá/MS. Atualmente vivo em Dourados/MS. Estou a procura e aberto a quaisquer informações, ideias e afins! É isto! Paz & bem
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  7. Salve galera mochileira, estou aqui mais uma vez pra compartilhar com vocês outra viagem minha, dessa vez o destino foi o México, a viagem foi entre 17/09/17 e 11/10/17. Por conta da minha vida corrida não tive tempo de fazer o relato antes, então conforme for escrevendo vou postando aqui. Antes de começar o relato, eu vou colocar algumas informações básicas como hospedagens, alimentação, transporte e afins, assim quem tiver interessado apenas nisso não precisa depois perder tempo lendo todo o relato. ROTEIRO O roteiro final acabou sendo o seguinte: São Paulo - Panamá / Panamá - Cidade do México Cidade do México - 5 dias; Oaxaca de Juarez: 2 dias; San Cristobal de Las Casas: 3 dias; Valladolid: 2 dias; Tulum: 2 dias; Playa del Carmem: 3 dias; Cancún: 5 dias; Cidade do México: 1 dia. Cidade do México - Panamá / Panamá - São Paulo PASSAGENS AÉREAS As passagens aéreas, após muita pesquisa, comprei pela Copa Airlines (direto no site deles), tanto a ida quanto a volta tinha conexão no Panamá, saiu R$ 1440,00 parcelados em 5 vezes. ALIMENTAÇÃO Na Cidade do México comi muito na rua, a variedade de carrinhos e barraquinhas de tacos e outras coisas é enorme, e é bem barato, uma porção com 5 tacos variava entre 35 e 45 tacos, comer em restaurante também é de boa, procurem os que tem “comida rápida”, o preço médio é entre 50 e 65 pesos, dá pra comer bem. Com relação à pimenta não precisem se preocupar, pois na maioria das vezes ela vem separada da comida pra você colocar, e quando vem junto eles avisam que “pica”, portanto quem não gosta pode ficar tranquilo. Claro que às vezes rola umas “pegadinhas” , mas dá pra sobrevivier (se tiver dúvida, pergunte antes e cuidado com o “pica poco”, é tipo um russo falando que faz pouco frio na Rússia). Existem muitas coisas gostosas pra se comer no México, aconselho experimentar tudo, vou colocar abaixo algumas informações de comidas que podem encontrar por lá, algumas provei outras não por esquecimento (tipo, depois vou provar isso, e acabava esquecendo). Torta de pastor: ao contrário do que o nome sugere, é um sanduíche feito com uma carne que lembra o nosso churrasco grego, é bem gostoso e tem no país todo. (PROVEI) Conchinita Pibil: é um prato feito com carne de porco encontrado no estado de Yucatán. (NÃO PROVEI) Gorditas: é um tipo de salgado recheado com queijo ou carne, a massa dela é a mesma da tortilha. (NÃO PROVEI) Mole: mole é um tipo de molho encontrado facilmente no México, existem vários tipos, o mais popular é o mole poblano, ele é feito com chocolate e pimenta, inclusive existe uma receita de frango, o chamado “pollo ao mole poblano”, por incrível que pareça é bem gostoso (e eu não curto essa paradas agridoces). Pra se ter uma ideia, a guacamole é um tipo de mole. (PROVEI) Chamoy: é um tipo de molho ou condimento, sei lá, muito comum no México, se usa em doces, sucos, e até existe uma versão da famosa michelada feito com chamoy. Tem também um tipo de raspadinha chamada chamoyada, muito popular por lá. (PROVEI) Esquites: é o milho cozido misturado com queijo, sal, pó de chile (pimenta) e suco de limão, é servido num copo. (NÃO PROVEI) Elotes: é uma espiga de milho grelhada coberta com maionese ou manteiga, leva pimenta em pó e queijo em cima. (NÃO PROVEI) Marquesita: não confundam com a Bruna (ba – dá- tum), é um doce que existe na região de Yucatán , é uma espécie de crepe enrolado em canudo com recheio, que você pode escolher, é muito bom, recomendo o de Nutella com queijo bola (um tipo de queijo comum por lá). (PROVEI) Água: se você não curte água com gás (como eu), essa dica é importante, no México, quando for comprar água, olhe o rótulo e veja se é mineral ou purificada, a mineral é a com gás e a purificada é a normal. Por não saber, tive que beber 2l de água com gás. Água de jamaica: água é normalmente como chamam os sucos por lá (tem também os licuados, mas não entendi bem a diferença, e só tomei as águas), e um dos mais populares é a água de jamaica, que nada mais é um tipo de hibisco encontrado facilmente no México, tem uma coloração roxa. Existem várias bebidas feitas com jamaica, desde sucos, vinhos e até refrigerante. (PROVEI, tanto as águas quanto o vinho de jamaica) Refresco: é como chamam refrigerante no México, diferente dos outros países onde é gaseosa. Horchata: é uma bebida feita com arroz e amêndoas, não é alcoólico. (NÃO PROVEI) No México é muito comum uns mercadinhos que lembram muito as nossas lojas de conveniência de postos de gasolina e tem várias redes, as mais populares são a Oxxo (que existe também na Colômbia) e a Seven Eleven, dá pra comprar algumas coisas básicas, mas são bem mais caras que um mercado convencional, elas quebram apenas o galho quando não tiver mercado por perto. Sugiro o cachorro-quente do Oxxo, chamado Vikingo, rola uma promoção 3 vezes por semana (um dos dias é sábado) que são 2 por 30 pesos mais um refrigerante de 600 ml. SEGURANÇA Particularmente não tive problemas com segurança no México. Na Cidade do México, pelo menos na região central era uma média de uns 5 policiais por esquina, sem exagero (em algumas tinha menos e em outras mais), nas cidades do interior também caminhava de noite numa boa. Claro que furtos e roubos existem, basta tomar os mesmos cuidados que você tomaria se estivesse em uma grande metrópole aqui que nada acontecerá por lá. TRANSPORTE Na Cidade do México dá pra se deslocar de metrô, Metrobus, trem ligeiro, além de táxi e UBER. O metrô tem 9 linhas que ligam a vários pontos da cidade, o Metrobus é uma espécie de ônibus com corredor próprio e tem uma cara de metrô, pra quem já foi a Bogotá, na Colômbia, lembra muito o Transmilênio. UBER e táxi não cheguei a usar mas dizem funcionar bem e ser barato. Nas cidades do interior não usei transporte público porque as cidades costumam ser pequenas e dá pra fazer tudo a pé, em Oaxaca usei micro-ônibus para ir até Monte Albán, em San Cristobal usei van para ir e voltar de San Juan Chamula e em Valladolid usei van e ônibus pra ir e voltar de Chichen Itzá. Os deslocamentos entre cidades são feitos pela empresa ADO (lê-se “a-dê-ó”), que é a empresa que monopoliza o transporte no México, existem outras companhias como OCC, ADO Platinum, ADO Gl, AV, entre outras que pertencem a rede ADO. Todos que peguei, mesmo os mais baratos (sim, existe variedade de preços) eram confortáveis, alguns tem até carregador de celular. Recomendo baixar o aplicativo da empresa, inclusive se comprar antecipado (tanto pela Internet quanto pessoalmente no guichê), em alguns casos sai mais barato que comprar no dia. Eles cobram uma taxa de 9 pesos junto com a passagem. Também existem transportes mais baratos, como vans (pelo menos no litoral tinha e eram mais baratos que os ADO's), mas não cheguei a testar nenhum. HOSPEDAGEM Eu fiquei nos seguintes hostels: Cidade do México: México City Hostel, localizado próximo ao Zócalo (principal praça da cidade), bem no Centro Histórico, próximo da estação Zócalo do metrô. É um prédio onde os quartos ficam no 3º e 4º pisos, a cozinha e o refeitório no 2º piso e no térreo fica a recepção, onde vendem algumas bebidas como cerveja, água e refrigerante e também adaptadores de tomada. Tem café da manhã incluído, aliás, um dos melhores que tive, é bem sortido, tem suco, café, água quente e sachês de chá, iogurte, frutas cortadas (melancia e melão), cereal, e mais alguma comida feita no dia, tipo ovos mexidos, tacos no molho (é bem apimentado, pra quem não curte, fica a dica). A cozinha é grande, tem WI-Fi (nos quartos pega meio fraco) e tem lockers individuais nos quartos. Os banheiros são separados: os chuveiros ficam em um e os sanitários ficam em outro, e os masculinos ficam no 3º piso e os femininos no 4º. Oaxaca: Iguana Hostel, fica bem no centro, é uma casa comum, meio velha por fora e não tem identificação, mas por dentro é bem legal, assim que passa a recepção tem um espaço bem grande com almofadas no chão, umas redes e mesinhas, a cozinha é bem grande e talvez uma das mais equipadas que já vi, os quartos são bem espaçosos e nas camas tem tomadas e uma luminaria individual em cada cama, o banheiro tem lugar dentro do box pra colocar roupa, toalha, itens de banho. Tem também uma churrasqueira e uma área que fica na parte de trás, subindo uma escadaria. Não possui café da manhã mas você usar a cozinha pra fazer o seu. San Cristobal de las Casas: também fiquei no Iguana Hostel (é da mesma rede do de Oaxaca), são duas casas que ficam separadas por uma enorme praça, em uma ficam alguns quartos e a cozinha, que fica na parte de cima. Na outra casa fica a outra parte do hostel, onde tem mais quartos e um bar (que só funciona aos finais de semana), não sei se tem cozinha lá também. No café da manhã você ganha uma espécie de panqueca doce bem gostosa e dá pra usar a cozinha pra fazer algo. É bem localizado (até porque a cidade é pequena então tudo acaba sendo meio perto). Valladolid: Tunich Naj Hostel, vi muita gente recomendando e resolvi apostar, é uma casa bem grande, o quarto coletivo fica ao lado da recepção, é bem grande, os banheiros ficam nos fundos (tem saída pelo quarto), a cozinha também é externa, fica bem localizado (mesmo caso de San Cristobal). No primeiro dia você ganha um café da manhã de cortesia. O dono e os funcionários são muito simpáticos. Tulum: Nativus Hostel, é um grande casarão com uma cozinha não muito grande, uma enorme sala, os quartos ficam no andar de cima e tem ar condicionado. Tem um único banheiro interno e os outros ficam do lado de fora, próximos da piscina, tem café da manhã incluso, com pão de forma (tem uma torradeira se quiser usar), manteiga, geleía, cereal, café e água quante para fazer chá. O único problema é que se chover muito a rua enche (não chegou a alagar totalmente, mas na esquina tinha que desviar do pequeno lago que formou). Localização também é boa, próximo do terminal e de mercados. Playa del Carmem: Enjoy Playa Hostel, fica há uma duas quadras da 5ª Avenida (a principal da cidade), é por andares: a recepção, a cozinha (que é bem apertada) e o bar ficam no térreo, os quartos e os banheiros no andar de cima e tem um terraço com refeitório e redes. O café da manhã é simples mas bom: café, chá, frutas, pão com manteiga ou geleía e cereal. O staff é ótimo e a localição boa, perto de tudo, inclusive se caminhar umas ruas pra trás tem um Wallmart gigantesco. Cancún: Mermaid Hostel, fica no centro da cidade, tem um grande mercado próximo e andando um pouco tem um enorme Wallmart. Também não é muito longe da rodoviária, e andando duas quadras tem o ponto onde pega os ônibus que vão para a praia. O hostel tem uma enorme sala, a cozinha é razoável, no café da manhã eles disponibilizam os ingredientes para cada um fazer o seu (pão de forma, café solúvel, chá, leite, cereal manteiga, geléia, ovos, alguns temperos, tem chaleira, torradeira). Os quartos têm ar-condicionado e banheiro interno, tem uma área externa com redes. No geral, não tenho nada a reclamar de nenhuma hospedagem do México, mas sempre pesquiso bastante e usei o Booking para fechar todas as reservas, além de pegar umas ofertas ainda tenho pontos que me dão mais vantagens em futuras reservas. LEMBRANCINHAS Melhor lugar pra comprar lembrancinhas é na Cidade do México, os preços são melhores, recomendo os mercados La Ciudadela e San Juan (San Juan tem dois, o normal e o de lembrancinhas, esse fica na Ayuntamiento, em frente a bodega La Europea). No restante do país também é possível encontrar bastante coisas, mas os preços em geral são mais altos (se pesquisar direito talvez até ache algo mais em conta). Em relação a bebidas, se for comprar mezcal, compre em Oaxaca, é mais barato e tem mais variedades, recomendo também o vinho de jamaica em San Cristobal de Las Casas, muito bom e só vi por lá. Tequila é fácil comprar em qualquer lugar, mas recomendo olhar o Wallmart, o Soriana e a rede La Europea, há marcas boas com variedades de preços (às vezes uma marca é mais barato em um lugar e mais caro em outro). Segundo me recomendaram, as marcas consideradas boas são 1800, Corralejo, Dom Julio, Herradura, e lembrem-se de olhar o rótulo, tem que estar escrito 100% agave, e fujam das “triple destilación”. Pelo menos foram as dicas que me deram por lá. Segue abaixo uma planilha que elaborei com custos e roteiros que fiz pro lá. Continua... Planilha México_2017.xls
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  8. Olá 402620, Se tiver alguma dificuldade relacionada ao funcionamento da comunidade utilize o tópico do link abaixo para postar suas dúvidas : https://www.mochileiros.com/topic/72752-manual-do-usuário-saiba-como-usar-as-ferramentas-básicas-do-mochileiroscom/ Seja [email protected] ao Mochileiros.com!
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  9. Não tem como "escapar" deste voo do meio, agora que você comprou a passagem, não tem mais como "perder", cancelar ou alterar nenhum voo sem que lhe custe um monte de dinheiro. Por isto tem que se pensar muito bem antes de comprar qualquer passagem, por que depois de comprada, não dá para mudar ou "perder" nada sem que custe um monte de dinheiro. Se ficar só nos R$ 800 até estaria barato, pois normalmente custa bem mais do que isto remarcar um voo, 800 Reais costuma ser só a multa/taxa de remarcação, alem desta multa na maioria dos casos você também tem que pagar a diferença de preço entre o que você pagou originalmente e o preço atual.
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  10. Olá 402599, Se tiver alguma dificuldade relacionada ao funcionamento da comunidade utilize o tópico do link abaixo para postar suas dúvidas : https://www.mochileiros.com/topic/72752-manual-do-usuário-saiba-como-usar-as-ferramentas-básicas-do-mochileiroscom/ Seja [email protected] ao Mochileiros.com!
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  11. As atrações turísticas e comércio no geral, inclusive restaurantes, supermercados, padarias e lanchonetes costuma fechar ao meio-dia ou no mais tardar as 14:00 ou 16:00 horas do dia 31/12, depois disto só alguns poucos locais estarão abertos, como em estações de trem muito movimentadas ou uma e outra barraquinha de lanche no centro. O sistema de transporte público não costuma parar no dia 31/12 e 01/01, mas opera em horário reduzido, se em dias normais tem metrô e ônibus a cada 15 minutos, no dia 31/12 e 01/01 tem metrô e ônibus a cada 60 minutos.
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  12. Olá Estou planejando uma viagem com minha namorada agora em setembro para o Jalapão, entre os dias 15 e 22/07, nossa ideia é alugar um 4x4 em palmas e fazer o roteiro com calma em uns 6 dias. Se tiver alguém afim de embarcar da um toque.
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  13. po, incrível seu relato... como anda sua trip agora em agosto?Quais lugares pretende ir daqui para frente?
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  14. Esqueça roupas pesadas nessas regiões. Como o clima muda o tempo todo de frio pra calor, sol pra chuva, escolha roupas que protegem do frio e vento mas que sejam leves e fáceis de transportar, sem ocupar espaço ou pesar na mochila, no caso de precisar tirar. Fleece acho demais pra Machupicchu. Uma camisa/camisa de manga e uma jaqueta leve (de plumas) pra mim é suficiente. Se não tiver jaqueta impermeável leve uma capa de chuva por precaução (dependendo de como estiver o clima). Não se assuste com o tempo fechado (nublado) pela manhã na hora da subida - o tempo quase sempre fica assim nas primeiras horas do dia e logo abre.
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  15. Cuba é um país que vale muito a pena conhecer, por suas praias lindas, calor, povo hospitaleiro, e por toda a história da revolução, Che, Fidel e o socialismo. Pra ir pra lá e conhecer de verdade a realidade do país, a melhor coisa é ficar em casas de família – só desse jeito você vê como eles vivem no dia a dia, as dificuldades das restrições do embargo econômico, o que faz com que os cubanos sejam do jeito que são... É tudo tão diferente que no começo a gente estranha um pouco – todo mundo pede coisas na rua o tempo todo, conversam com você a toda hora, as mulheres viajando sozinhas são cantadas 100% do tempo, as malandrices do pessoal, as várias casas e ruas super zoadas, sem a menor manutenção... Pra se acostumar com isso e entender melhor porque as coisas são assim, a melhor coisa é conversar muito com o pessoal de lá! O bacana é que os cubanos adoram os brasileiros, te recebem super bem, e adoram ficar horas conversando contigo e sobre a vida por lá. Ir pra Cuba é quase uma viagem no tempo – por onde você anda vê zilhões de carros antigos, casas e hotéis com uma decoração que não se vê há anos, e quase não encontra internet (até tem, mas é lerda e cara pra caramba). Você esquece do mundo quanto está por lá! O QUE CONHECER É legal reservar pelo menos uns 10 dias pra conhecer Cuba, se você puder. Com duas semanas dá pra conhecer as principais cidades do país todo. Mas pra conhecer com calma, sem correria, nesse tempo é melhor escolher alguns lugares e se concentrar neles – fui pra Havana, Viñales, Trinidad, Santa Clara, Remédios e Cayo las Brujas – aqui nesse relato você encontra infos sobre essas cidades. Faltou tempo pra conhecer o oriente cubano, que é muito bonito também (Santiago de Cuba, Baracoa, Camaguey, Holguín). Também não fui pra Varadero, mas por opção (é super turística, cheia de resorts e casais em lua de mel). A porta de entrada pra quase todo mundo que vai pra Cuba é Havana, que sem dúvida é imperdível! A cidade é grande e super bacana, com lugares bem interessantes, como o centro histórico (Habana Vieja), o Malecón (muralha), o Vedado e a Praça da Revolução. É legal ficar em casas de família, porque aí você conhece de perto a cultura e dia a dia cubanos. Uma cidadezinha bem bacana, pequena, rural, é Viñales – lá você pode fazer passeios a cavalo, conhecer as fazendas de tabaco e ver como se faz o charuto, e ainda ver umas cavernas. Trinidad é muito legal também – histórica, cheia de casas antigas e ruas de pedra (lembra Paraty), bem bonita, mas também muito turística. Na região tem passeios ótimos, como cachoeiras, praias paradisícas e vales de engenho. Ah, lá tem opções bem legais para a noite também, como uma balada dentro de uma caverna! Santa Clara é destino de muitos viajantes, principalmente para conhecer o Museu do Che (a batalha da Santa Clara foi super importante para a revolução) – fora o museu, a cidade não tem nada demais. E pra ficar em um oásis de tranqüilidade no meio da loucura das cidades turísticas cubanas, não perca Remédios! A cidade é super pequeninha, sossegada, charmosa, com uma pracinha onde o pessoal fica sentado conversando, vendo o “movimento” e jogando dominó. Remédios é escolhida por muitos viajantes para ir para o Cayo Santa Maria e Cayo Las Brujas, que são ilhas com praias super bonitas. No blog tem várias fotos e infos sobre Cuba, olha só: http://mochilaotrips.com/category/america-central/cuba/ DINHEIRO / QUANTO LEVAR Após a ruptura e guerra com os EUA, foram criadas diferentes moedas em Cuba: o CUC, que equivale a 1 dólar, e a Moeda Nacional, que vale muito menos e é a principal moeda usada pelos cubanos no dia a dia (1 CUC = 25 pesos). Para a maior parte das coisas você vai precisar usar CUCs, mas dá pra trocar uma parte por moeda nacional – pra dar uma referência, troquei 20 CUCs por pesos (deu 500 pesos) para usar durante 14 dias de viagem. Os pesos você pode usar para pegar ônibus, comer nas pequenas lanchonetes que as pessoas têm nas janelas das casas, comprar coisas em mercados para cubanos etc. Quando for comprar alguma coisa, fique esperto, porque eles chamam de peso tanto o CUC quanto a moeda nacional, então é fácil você achar que alguma coisa é bem barata e no final ser uma facadinha... Aos poucos você pega a manha do que é CUC e do que é MN! Cuba não é um país barato, mas dá pra gastar menos do que se imagina. Os principais custos que você precisa levar em conta são a hospedagem (média de 15 CUCs/dia por pessoa, dependendo de você viajar sozinho ou acompanhado – sozinho é mais caro), refeições (dá pra considerar 13 CUCs/dia, contando café, almoço e janta - podendo gastar menos comendo nas lanchonetinhas) e viagens entre as cidades (média de 15 CUCs a cada 200 km) – sendo que 1 CUC = 1 dólar. Calculei uma média de 50 dólares por dia, mas gastei menos que isso. Ah, uma coisa importante: não leve dólares para trocar lá, eles cobram uma taxa de 10% em cima! Leve euros, é melhor. E a maioria dos lugares não aceitam cartão – tem algumas máquinas para sacar dinheiro em Havana, mas são pouquíssimas – é muito mais fácil levar em dinheiro mesmo. As casas de câmbio são chamadas de Cadecas por lá, tem várias pela cidade (todas com a mesma taxa de câmbio), principalmente nas regiões mais turísticas. Não troque muito dinheiro no aeroporto quando chegar, pra variar o câmbio deles é pior do que o das Cadecas. ONDE FICAR Minha ideia era me hospedar pelo Couchsurfing, como fiz na Colômbia, mas em Cuba as pessoas precisam pagar uma taxa para o governo para receber pessoas em suas casas. Grande parte das famílias paga essa taxa e aluga um quarto para viajantes, no estilo B&B. As casas são cadastradas em sites como http://www.casaparticularcuba.org e tem uma placa na frente (“Arrendador de Divisas”), mostrando que são casas oficiais. A maioria cobra um preço padrão por quarto (média de 30 CUCs - 60 reais), independente de você estar em 1, 2 ou 3 pessoas (o que complica um pouco para quem viaja sozinho...). Mas você sempre pode negociar, viajei sozinha e consegui pagar sempre 15 CUCs por diária, ou às vezes até 10, dividindo o quarto com mais alguém que apareceu por lá. Algumas casas também oferecem refeições, a média de preços é 3 CUCs (6 reais) pelo café da manhã, e 5 CUCs (10 reais) por almoço ou janta. Ah, você não precisa reservar todas as casas das cidades que vai conhecer antes de ir pra lá, é mais fácil reservar só a primeira (às vezes pedem essa reserva na imigração, ao entrar no país), e ir pedindo indicação nas próprias casas onde você for ficando. É bom porque aí você já pede a indicação de uma casa na mesma faixa de preço da anterior! COMO CHEGAR Tem várias cias aéreas que têm voos até Cuba, principalmente até Havana. Como fui pra Colômbia e Cuba na mesma viagem, fiz pela Avianca, http://www.avianca.com.br/ecommerce/ que é uma ótima empresa colombiana (o vôo para Havana faz escala em Bogotá). Pelo que ouvi dizer, a Cubana http://www.cubana.cu/home/ tem bons preços (mas parece que os aviões são meia boca). VISTO Essa é uma dúvida que muita gente tem - inclusive no site do consulado cubano informam que você precisa tirar um visto pra entrar no país. Mas se você for fazer uma viagem de menos de 30 dias, não precisa disso não – o que você tem que fazer é pagar uma taxa de 18 dólares para a própria cia aérea, quando for fazer o check-in, pela Tarjeta de Turismo. Ah, e tem que pagar pra sair do país também... São 25 CUCs (uns 50 reais), reserve esse dindin pra isso! COMES E BEBES - Restaurantes e Paladares: você encontra vários por Cuba, e os preços das refeições são praticamente os mesmos – a diferença é que os paladares são em casas de família e a comida é mais caseira. A média de preços é 5 CUCs (5 doletas) por almoço ou janta (10 reais) e 3 pelo café da manhã. É claro que fuçando bem você acha alguns paladares baratos – comi em um em Centro Havana onde a refeição custava 1 CUC, e era deliciosa. - Casas de Família: as famílias que alugam quarto normalmente também fazem refeições, pela mesma média de valores acima. Se a casa onde você estiver fizer, vale a pena aproveitar o café, e talvez também a janta! - Cafeterias: várias famílias também transformam suas casas em pequenas lanchonetes – você pede pela janela das casas e come na rua. Essa é sem dúvida a opção mais barata – as pizzas individuas custam 5 ou 10 pesos (+- 1 real), os sandubas saem por 5 pesos e os refrescos ou sucos naturais custam 2 ou 3 pesos (tipo uns 20 cents...). Uma pechincha! - Frutas: por onde você anda vê pessoas vendendo frutas, seja nas ruas ou em pequenos mercados. Vale a pena comprar, uma banana custa 1 peso (10 cents de real), e eles têm uma boa variedade. - Pra se encachaçar: em Cuba o pessoal toma muito rum, tem várias marcas boas por lá. Pelo que perguntei pra galera, a melhor é a Havana Club – em geral o que o pessoal mais compra é o Añejo Especial, que é envelhecido alguns anos, e é uma delícia! Tem uma cota de garrafas que se pode trazer para o Brasil (no máximo 3). Lá também tem cervejas boas, as mais conhecidas são a Cristal e a Bucanero Fuerte. PARA A NIGHT - Casas de la Música: você encontra várias em toda Cuba, são casas onde toca música o dia todo. Lá rola uma boa salsa para dançar, e tem vários turistas por lá (muitos turistas mesmo!). Em algumas cidades, como Trinidad, essa balada é aberta, na rua, não precisa pagar entrada. Já em Havana é cobrado entrada, e à noite é mais caro. - Cabarés: não é isso que você está pensando não! Os cabarés são casas noturnas/baladas frequentadas principalmente por cubanos, onde geralmente toca mais reggaeton que salsa. - Bares: esses são como os nossos – barzinhos de mesa onde você pode sentar pra tomar umas e curtir um sonzinho (ou sem som mesmo). Em alguns rolam apresentações de salsa. - Andar à noite: é bem seguro andar pelas ruas de Cuba, mesmo à noite. Dá pra sair sozinho, susse – a única coisa é que a mulherada leva uma cantada em cada esquina... rs... VIAJAR SOZINHA POR LÁ É DIFÍCIL? Olha, vou te falar que não é a coisa mais fácil, não. Já fiz outras viagens sozinha, curto bastante viajar desse jeito, mas Cuba tem algumas particularidades – dá pra ir só você, mas já vá preparada (principalmente as mulheres) para algumas coisas: - Cantadas: ok, não tem nada demais levar umas cantadas, né? O problema de lá é que isso acontece o tempo inteiro (sim, o tempo inteirinho!), independente de você estar com cara de acabada, roupa zoada, completamente largada e tudo mais. Tem hora que enche o saquito... Se você estiver andando pela rua e tiver algum ser do sexo masculino no caminho, se prepare porque com certeza ele vai mexer com você. Pra quem tem problema de auto estima, é perfeito! - Sair à noite: caminhar pela rua sozinha lá é mega susse, mesmo às duas da manhã, não tem perigo de assalto não. O problema é outro: normalmente você vai pra uma balada de salsa/reggaeton esperando que alguém te tire pra dançar, pra curtir e pronto, né? Só que não... rs... Como lá eles não podem sair do país (salvo raras exceções) e também não tem muito dinheiro, a forma que eles encontraram é grudar nas gringas para ver se conseguem se dar bem e casar com elas, pra poder ir pra outro país... O mínimo que eles esperam, quando te tiram pra dançar, é que você pague a bebida e a entrada deles na balada... Acabou virando um negócio, tem váaaarios cubanos pela night que são praticamente profissionais a procura de uma gringa pra bancá-los... aff... - Hospedagem: a maioria das casas de família onde você se hospeda cobra por quarto, e não por pessoa – e a média de valor da diária é 30 CUCs (30 doletas, caro pra caraca pra pagar sozinha). O valor é o mesmo pra ficar em 2 ou 3 – quem se ferra mesmo é quem não tem com quem dividir. Aí você tem duas saídas: a primeira é negociar muito bem, conversar bastante com eles (que adoram um bom papo), aproveitar que é brasileiro (já que eles adoram a gente!) e chorar aquele precinho bacana. Pra mim deu certo, paguei 15 CUCs pelo quarto nas casas onde fiquei. Ah, e um detalhe – como muitas vezes a família da casa onde você está é quem indica a próxima casa para você ficar (na outra cidade), o esquema é conseguir o melhor preço já na primeira casa. Aí eles vão te indicar outra casa no mesmo padrão de preço A segunda saída é avisar na casa que você não se importa de dividir o quarto, caso chegue mais gente – fiz isso em Viñales e em Trinidad, e paguei 10 CUCs a diária. Bem melhor! - Viagens: pra viajar entre as cidades cubanas uma ótima opção é usar o táxi coletivo – são carros que circulam por rotas fixas, como se fossem ônibus. Nesse caso o problema já tá no nome: para o táxi ser coletivo é preciso ter mais pessoas, né? Mas calma, dá pra pegar mesmo estando sozinho – desde que você negocie com o motorista antes pra ele te ajudar a procurar mais algumas pessoas pra dividir o táxi contigo. Normalmente o pessoal que faz o serviço de táxi coletivo fica nos terminais – o esquema é procurar os motoras no terminal e conversar com eles. Ou, claro, se você conhecer outros mochileiros pela viagem que estejam fazendo o mesmo percurso que você – aí com certeza fica tudo mais fácil! - Comportamento: esse não é exatamente um problema, mas é um fato – os cubanos ficam de cara quando você fala que está viajando sozinha. O país é bastante machista, então eles estranham muito que uma mulher saia por aí viajando por conta própria! HAVANA Havana é super interessante, e tem muitíssimas coisas pra conhecer, seja no centro histórico, no Vedado ou em outros bairros dessa grande cidade. Ao mesmo tempo que se vêem construções super bonitas e com grande valor histórico, também se vê muitas casas e ruas bem mal conservadas, se acabando pela falta de manutenção. Vale a pena reservar no mínimo 3 dias para Havana, e ir com a cabeça bem aberta pra entender e se adaptar à cultura cubana! Dá uma olhada nas fotos de Havana aqui: ou então aqui no blog: http://mochilaotrips.com/havana-coracao-de-cuba/ DO AEROPORTO ATÉ O CENTRO O aeroporto de Havana fica longe do centro - o preço cobrado pelos taxistas é padrão, 25 CUCs (uns 50 reais), mas dá pra chorar pra chegar até 20 CUCs. Na volta, saindo de Havana até lá, dá pra gastar bem menos - você pode pegar o microonibus Rutero (amarelinho) ou um táxi coletivo (carros antigos), ambos no Parque de la Fraternidad (praça perto do Capitolio, na continuação da rua Industria) e ir até Boyeros (avenida onde fica o Terminal 2 do aeroporto). O busão custa 5 pesos (tipo R$ 0,50, mas demora 1h ou mais e é bem cheio) e o táxi coletivo custa 20 pesos (2 reais, esse vale mais a pena porque é bem mais rápido). Ambos te deixam no Terminal 2, ali você pode pegar um táxi pro Terminal 3 do aero - internacional (vão te cobrar uns 3 CUCs - 6 reais). Uma ótima economia pra volta! ONDE FICAR Em Havana fiquei na casa de Carmen Peña e Olivia (neta da Dona Carmen), uma família super simpática, com quarto confortável, banheiro privado e até com direito a sacada com uma vista bem legal da cidade! O ap fica no décimo andar, eles oferecem café da manhã (3 CUCs), e fica super bem localizado - perto do Capitólio e do Parque Central, a 5 minutos a pé de Havana Vieja. Se for ficar por lá, diz que foi indicação da Carolina brasileira, falei pra eles que ia recomendar, porque gostei bastante! O preço normal do quarto é 20 ou 25 CUCs, dependendo da época (temporada alta ou baixa), mas consegui pagar 15 CUCs. Contatos: Carmen e Olivia Peña – Calle Industria, 270, AP 1001, 10o andar, entre Neptuno e Virtudes, Centro Habana / (53 7) 863 5697 / https://www.mycasaparticular.com/en/propiedad/detalle.php?id=391 BARES E BALADINHAS - Bar Factoria Plaza Vieja: é um barzinho que fica em frente à Plaza Vieja, e que também é uma fábrica de cerveja. Rola música durante quase todo o dia, e os preços são bons (um bom sanduba sai por 2 CUCs, por exemplo. - Casa de la Música: tem uma bem legal em Centro Havana, na Rua Galliano (Italia), entre Netuno e Virtudes. - Bares: tem vários bares legais em Havana Vieja e no Vedado, que ficam abertos de dia também. Curti o Ruínas del Parque, na Calle Obispo (rua principal de Havana Vieja). Pra quem fica hospedado no Vedado, ir nos bares da região é uma mão na roda, não faltam opções por lá, na rua principal (Calle 23). - Bodeguita del Medio: o bar é famoso e com filiais em vários países (Ernest Hemingway era cliente frequente e adorava os mojitos de lá). O Mojito é caro, custa 4 CUCs, mas você pode entrar só pra conhecer o bar e ver a galeria de fotos de famosos que já passaram por lá. O QUE FAZER POR LÁ - Havana Vieja – Calle Obispo: o centro histórico de Havana é bem bacana, vale gastar um dia inteiro percorrendo as ruas do bairro. A principal rua é a Obispo, onde se concentram vários bares, restaurantes e lojas de souvenirs. Nessa rua você encontra também várias livrarias, casa de câmbio (Cadeca) e centro de informações turísticas (o mapa não é de graça, custa 2 CUCs). A maioria das coisas ali são bem turísticas, mas tem também um mercado pra cubanos, onde tudo é barato e você paga em moeda nacional (Variedades Obispo) e um bar onde se paga em pesos também (La Luz). - Havana Vieja – Plaza de Armas e região: a Calle Obispo termina na Plaza de Armas, onde tem pontos turísticos interessantes, como o Palacio de los Capitanes Generales e o Templete (onde Havana foi fundada). Andando mais um pouco você chega no Malecón (antiga muralha de proteção da cidade, de frente pro mar do Caribe). Ali perto ficam também a Catedral (com vários restaurantes em volta) e a Bodeguita del Medio, bar famoso principalmente por seu cliente fiel e ilustre, Ernest Hemingway, que tomava mojitos ali. - Havana Vieja – Plaza Vieja: uma praça bacana na região é a Plaza Vieja, que foi completamente restaurada há uns cinco anos. Ali tem barzinhos legais (como a Factoria Plaza Vieja), o planetário e uma atração interessante: a Câmara Escura, onde você tem uma vista bem legal da cidade a partir de um periscópio desenvolvido por Leonardo da Vinci – parece um vídeo, mas é tudo ao vivo (entrada: 2 CUCs). Continuando o rolê por Havana Vieja você passa pela praça San Francisco, onde volta e meia acontecem concertos, e pelo Museu do Rum (que também é um bar do Havana Club, o rum mais conhecido de Cuba). - Museu da Revolução: esse é imperdível pra quem quer entender da história do socialismo cubano. Lá tem informações e materiais diversos sobre os períodos pré e pós revolução – não que o museu seja um espetáculo nem nada, mas é bem interessante pra saber mais sobre o tema. A entrada custa 6 CUCs (12 reais), e se quiser tirar fotos, tem que pagar mais 2 (mas não tem muito o que fotografar, já que quase tudo são textos). Fica em Havana Vieja, e é bom chegar cedo pra fugir do movimento. - Malecón: é a antiga muralha de proteção do mar do Caribe, contra os diversos invasores. Hoje ela é aberta em vários pontos, é um lugar bacana para um passeio com vista para o mar e para o Forte (onde toda noite acontece o show Cañonazo, às 21h). Andando por ali você chega até o Vedado (uma pernadinha...). Ah, no Malecón ficam vários "jineteros", que são aquelas pessoas que querem aproveitar que você é de fora pra tirar uma grana, fique esperto. - Capitolio: em Centro Havana, pertinho de Havana Vieja, fica o Capitolio, uma réplica do americano, que já funcionou como parlamento, mas hoje é um museu. Ao lado do Capitolio fica o Parque Central, com vários carros antigos em volta (táxis coletivos) e vários grandes hoteis. - Hoteis para visitar: Havana tem grandes hoteis cheios de história, que já hospedaram nomes como Ernest Hemingway, Frank Sinatra e até mafiosos italianos. É claro que são caros pra se hospedar, mas dá pra entrar em vários pra conhecer. O Ambos Mundos (em Havana Vieja) tem uma vista bem legal no último andar. O Hotel Nacional (no Vedado) é enorme e tem uma vista show do Malecón e do mar do Caribe - dá pra aproveitar e descansar um pouco por lá. Ah, e você pode usar a internet nos hoteis também (média de 10 CUCs a hora – 20 reais). - Vedado: esse é um bom bairro pra se hospedar também, é uma região cheia de bares e de cinemas. A principal avenida é a 23, é onde fica a Sorveteria Coppelia (bem gostosa), o Centro Cultural Fresa y Chocolate e o Cine Yara. Alguns bares que ficam por ali são o La Gruta, Sofia (bar e restaurante) e La Zorra y el Cuervo (bar de jazz). Saindo de Centro Havana ou Havana Vieja você pode ir até o Vedado caminhando pelo Malecón (é uma pernada) ou pegar um táxi coletivo (custa só 10 pesos, +- 1 real). Também tem alguns guaguas (ônibus) por 5 pesos. - Praça da Revolução: fica meio perto do bairro Vedado, é uma praça bacana onde fica o Monumento a José Martí (herói na independência cubana). O monumento é a construção mais alta de Havana, lá dentro é um museu. Nos prédios em frente à praça tem imagens gigantes do Che e de Camilo Cienfuegos, heróis na Revolução. SAINDO DE HAVANA (Terminal Via Azul) A Via Azul é a cia de ônibus para estrangeiros (não se pode pegar os busões dos cubanos para viajar entre as cidades...). A estação fica bem afastada do centro, no bairro Novo Vedado - para facilitar, você pode comprar a passagem uma hora antes de viajar (um táxi do centro até a estação custa em média 6 CUCs). De Havana até Viñales a passagem custa 12 CUCs (180 km, 3 horas de viagem). VIÑALES Viñales é um pueblo pequeno, bem rural, simples mas bem ajeitadinho. Se você gosta de natureza, montanhas, trilhas, cavernas e passeios a cavalo, esse é o lugar em Cuba! É uma vila bem susse, legal pra relaxar – além dos passeios na natureza, não tem muito mais coisas pra fazer por lá. Reservando 1 ou 2 dias pra conhecer, tá de bom tamanho. Ah, como é bem rural, é normal você acordar com os galos ou patos na tua janela... As fotos de Viñales estão aqui: COMO CHEGAR Viñales fica perto de Havana (180 km), de ônibus leva 3h pra chegar. Quem faz o transporte é a Via Azul, que é a cia de bus que faz a viagem para turistas (tem outra empresa, que só leva cubanos, sabe lá porque...). Custa 12 CUCs (uns 24 reais), e o busão é bem confortável. ONDE FICAR Praticamente todas as casas de Viñales alugam quartos para hospedagem, é impressionante. Quando você chega no terminal até leva um susto com a quantidade de gente oferecendo quartos! Gostei muito da casa onde fiquei, eles foram buscar no terminal, e o quarto é bem confortável, com banheiro privado e chuveiro quente (água quente é uma raridade por aqui!). É a casa da Odalys e Reynaldo, todos lá são super atenciosos e conversadores, cobram 15 CUCs (30 reais) pelo quarto, um bom preço (tem vários que cobram o dobro, só compensa se você estiver viajando em mais pessoas. Segue o contato (se for ficar por lá, diz que foi a Carolina brasileira quem indicou, falei pra eles que ia recomendar a casa!): tel: 0053 48 696937 / end: Calle Salvador Cisneros, 9A (principal rua de Viñales) / [email protected] / http://cubavacationpeople.com/index.php?archivo=includes/ficha.php&casa=81.ryo&lang=es COMES E BEBES As casas que oferecem hospedagem geralmente também fazem refeições - seja comendo nas casas, ou nos paladares (restaurantes) da vila, você vai gastar praticamente a mesma coisa: 5 CUCs (10 reais) por almoço ou janta (frango, bisteca ou peixe, acompanhados de arroz, feijão, salada e frutas) e 3 CUCs (6 reais) pelo café da manhã (com muuuita fruta, pão, café com leite e omelete ou ovo mexido). Tudo super caprichado e em porções generosas! Dá pra comer também em pequenas lanchonetes, que são mega baratas - a pizza brotinho/individual sai por 10 pesos (tipo 1 real), e o suco a 2 pesos (20 cents). O QUE FAZER POR LÁ - Passeio a cavalo / a pé: a maioria das casas oferecem esse passeio pela região, e geralmente dá pra dar uma boa chorada no preço. O passeio inclui um rolê de 4h pelo vale, visita à casa de um camponês que explica e mostra como é feito o charuto (onde você pode comprar charutos e provar coquetéis locais, feitos com coco, mel e rum) e visita a uma caverna (onde você pode tomar banho nas piscinas e onde tem lama medicinal). Fiz o passeio a cavalo, mas também pode ser feito a pé. Não fechei o passeio pela casa (o preço que tinham me passado era 15 CUCs por pessoa (30 reais), negociei direto com um guia perto das montanhas, e ele fechou o passeio por 25 CUCs para 3 (16 reais por cabeça). Obs: ande a cavalo de calça! Fui de shorts e fiquei toda zoada... kkk - Praias: tem algumas praias mais ou menos perto de Viñales (a 1h30 ou 2h - 60 km) - não cheguei a conhecer, dizem que são bonitas. Os guias oferecem esse passeio também. Pelo que ouvi dizer, uma alternativa é alugar uma scooter pra ir pra lá, parece que é bem barato. Ah, tem que pagar 5 CUCs pra entrar na praia (!) - Montanhas: a região é cercada de morros, dá pra subir em um deles por uma trilha que tem por lá. Não sei se é fácil de encontrar a trilha sozinho, mas qualquer coisa é só perguntar. - Bike: alugar uma bike pra dar um rolê é uma boa pedida por lá, dá pra conhecer muita coisa, e custa só CUC a hora (2 reais). - Aula de salsa: pra quem curte dançar, uma ótima oportunidade é fazer uma aula de salsa cubana. Fiz com um ótimo professor, que marca a aula no horário que você quiser: Omar - 0053 48 796132 - a casa dele fica perto do restaurante Don Tomás, na rua principal (Calle Cisneros, 163, casa verde). - À noite: tem um barzinho bem bacana na principal, chamado Patio del Decimista. Não precisa pagar entrada, tem mesas e também dá pra dançar uma boa salsa por lá! Outro bar, que abre mais tarde, é o Pollo Montañez, que fica ao lado da igreja. A entrada é só 1 CUC (2 reais), é bem legal pra dançar também, toca salsa, reggaeton e merengue. DE VIÑALES ATÉ TRINIDAD A maior parte das pessoas que visita Viñales segue dali para Trinidad (ou para Cienfuegos, que é uma cidadezinha pequena que fica um pouco antes). Pela Via Azul o trecho sai por 37 CUCs (74 reais) e leva 8h30 - ou 32 CUCs até Cienfuegos, 7h. Também dá pra viajar pelos táxis compartilhados - tem vários taxistas oferecendo o serviço no próprio terminal, que é compartilhado pela Via Azul e pela Cuba Táxi, por praticamente o mesmo preço - é mais rápido dessa forma (umas 6h), mas tem que esperar o táxi lotar (4 pessoas). TRINIDAD Trinidad, em Cuba, é uma cidade histórica super bonita, patrimônio da humanidade, com construções antigas e ruas de pedra. O legal é que pertinho da cidade ficam lugares diferentes e super legais pra conhecer, como a Playa Ancón (linda, com água transparente!), vales, morros, cachoeiras e antigos engenhos de açúcar. Uma programação bem variada! É legal reservar 2 ou 3 dias pra ficar por lá. A única coisa ruim de lá é que é uma cidade mega turística, e que por isso também é mais cara que as outras – a média de preço por refeição lá é de 8 CUCs em vez de 5, e é bem mais difícil encontrar uma hospedagem por 15 CUCs (fundamental pra quem tá viajando sozinha). Quer ver umas fotos de Trinidad? ou então no blog: http://mochilaotrips.com/historia-musica-natureza-trinidad-cuba/ COMO CHEGAR De Havana até Trinidad são umas 5h30 pela Via Azul. Saí de Viñales (mais longe ainda, passando por Havana – o busão só sai às 7h da matina, custa 37 CUCs – uns 75 reais), a viagem deveria durar 8h30, mas levou quase 12h porque o ônibus quebrou... Também dá pra fazer a trip em táxi coletivo – normalmente eles cobram o mesmo preço da Via Azul, mas tem que ter 4 passageiros pra fechar o carro (dá pra tentar juntar mais gente na própria estação). A agência da Cubatáxi fica junto com a da Via Azul em Viñales. Ah, se for de busão com a Via Azul, leve uma blusa à mão, eles sempre usam o ar condicionado trincando de gelado! ONDE FICAR Trinidad é pequena, então não é difícil ficar em uma casa bem localizada. Fiquei na casa da Nairobis, bem legal – a família é super simpática e os quartos são espaçosos, com banheiro individual (só o colchão que achei meia boca...). Fica no Centro Histórico, perto dos principais restaurantes e bares, como a Casa de la Música. Ela pediu 20 CUCs pela diária, mas chorando consegui chegar em 15 (no dia seguinte chegaram mais pessoas e aí pude dividir o quarto, ficou 10 por cabeça). Os almoços e jantas custam 8 CUCs (16 reais) e o café da manhã é 4 CUCs. Eles enviam alguém (bicitáxi) pra te esperar no Terminal quando você chega, mas ele cobra 3 CUCs pra te levar até a casa – e não precisa, são só 10 minutos andando. Segue o contato: Nairobis Sanchez – 053 41 992026 – Calle Colon, 368, entre Jesus Menendez e J. A. Mella (Alameda). COMES E BEBES Não faltam opções de restaurantes no Centro Histórico – o chato é que é difícil escolher com tanta gente te caçando na rua pra te convencer a ir ao seu restaurante. Na maior parte dos dias comi em casa mesmo, a comida da Nairobis é bem gostosa. Comi um dia no Sol Ananda, perto da Plaza Mayor (Calle Real, 45), que é uma casa antiga super bonita, onde hoje funciona o restaurante – é engraçado porque as mesas foram montadas espalhadas pela casa, comi no quarto, todo ambientado... A comida é deliciosa, mas não muito barata (gastei 17 CUCs, incluindo um drink). Além dos clássicos mojito e daiquiri que você encontra em qualquer lugar, nessa região tem um drink típico: a canchanchara, feito de rum, limão, mel e açúcar. Outra opção é tomar doses puras de rum, o Añejo Especial do Havana Club é o preferido da galera. Em Trinidad, como em toda Cuba, tem diversas cafeterias também (pequenas lanchonetes que as pessoas montam em suas casas), onde você pode comer pizzas e sandubas com tortilla (omelete) por 5 ou 10 pesos (menos de real). Ao lado do Terminal da Via Azul tem uma cafeteria onde o caldo de cana (garapo) custa 1 peso (tipo R$ 0,10)! É pra se acabar! O QUE FAZER POR LÁ - Centro Histórico: é onde ficam as principais atrações de Trinidad, e também onde está a maior concentração de pessoas pedindo ou oferecendo coisas. A Plaza Mayor é o centro de tudo, ali fica a Casa de la Música, a Casa de la Trova (ambas são barzinhos), restaurantes, lojas de souvenir e o Museu de História, de onde se tem uma vista 360 graus da cidade (o museu fecha aos domingos). Por ali também rola uma feirinha de artesanato. - Playa Ancón: praia linda que fica pertinho de Trinidad, a 13km. Água transparente e super tranquila, uma verdadeira piscina! Vale muito a pena passar um dia por lá. Dá pra usar os sombreros dos hoteis que tem na praia sem pagar nada, e as espreguiçadeiras custam 2 CUCs (4 reais). O bom é que dá pra ficar bem susse, o pessoal do hotel não fica tentando fazer você consumir nada, e não tem ambulantes na areia. E os preços de comes e bebes no quiosque do hotel são bem razoáveis, comi um hamburgão por 3 CUCs (uns 6 reais), bem bom. Pra ir pra lá você pode pegar o ônibus (van) que sai da Rua Antonio Maceo (em frente a HavanaTur), custa só 2 CUCs (ida e volta), as saídas são às 9h, 11h e 13h, e as voltas às 15h, 17h e 18h. No mesmo lugar tem vários táxis oferecendo cada trecho a 5 CUCs, é uma alternativa caso você perca o busão. Tem bastante gente que também aluga bike e vai pedalando – como é uma pernadinha embaixo do solzão forte, e a ida de busão é super barata, nesse caso a bike não é a melhor opção... Vale pelo passeio, a estrada é super bonita, mas em questão de tempo e dindin, o busão ganha! - Área rural / Vale dos Engenhos: andando um pouco você sai do vuco-vuco do centro e chega à área rural de Trinidad – é o caminho que leva ao Vale dos Engenhos e à cachoeira. Ambos são longe e você pode ir a cavalo, fechando o passeio através de agências (como HavanaTur – http://www.havanatur.com/), através da casa onde estiver hospedado (eles sempre indicam alguém como guia, e ganham comissão em coma) ou então simplesmente andando por essa zona rural (com certeza vai aparecer alguém oferecendo o passeio – essa última é a opção mais em conta, pois você negocia direto com o guia). Também dá pra fazer o passeio de carroça, pra quem não curte ir montado a cavalo. - Cachoeira: tem uma cachoeira bacana a umas 2h de caminhada, mas a maioria das pessoas faz o passeio a cavalo (ou com carroças), que cansa bem menos. Dá pra fechar direto com o guia por 10 CUCs, como descrito aí em cima. Fiz andando, aí paguei 5 pro guia (Jorge), mais a entrada do parque (6,5 CUCs). A cachoeira não é muito grande, mas é bonita e é uma delícia se refrescar por lá do calorão que faz em Trinidad! Normalmente o passeio também passa por olarias, que são engenhos desativados, e pela casa de um fazendeiro (onde você toma caldo de cana e ouve ele cantar... Não cobram nada por isso, mas é legal deixar pelo menos 1 CUC). BARES E BALADINHAS - Casa de la Música: principal bar e ponto de encontro da galera à noite em Trinidad. É um bar aberto, não precisa pagar entrada, a galera fica sentada nas escadarias curtindo a música e alguns dançando salsa (não é exatamente um lugar pra dançar, a pista é pequena e de pedra). É um bar super turístico, quase só tem gringo, os cubanos que se vê por lá normalmente são os jineteros, em busca de algum turista endinheirado pra se dar bem... Mas é um lugar legal pra começar a night, lá pela 21h já tem bastante gente por lá. - Disco Ayala – balada na caverna: essa balada é irada porque é dentro de uma caverna de verdade, muito show! Toca de tudo, desde reggaeton até Eu quero tchu (!), é bem turística, mas também tem cubanos por lá. O ambiente é muito legal, e a entrada é baratinha: 3 CUCs, e você ainda ganha um drink. Começa lá por meia noite, quando o esquema da Casa de la Música tá acabando. Vale ir nem que seja só pra conhecer! DE TRINIDAD ATÉ SANTA CLARA O ônibus da Via Azul de Trinidad até Santa Clara é na verdade uma van, e por isso tem poucos lugares – reserve antes, não deixe pra comprar na hora. Só tem saídas às 7h ou às 15h – é o mesmo ônibus que vai pra Cienfuegos (primeira parada) e também Remédios (depois de Santa Clara). Como minha ideia era passar o dia em Santa Clara e dormir já em Remédios, peguei o das 7h da matina até Santa Clara (8 CUCs, 3h de viagem). SANTA CLARA Santa Clara é uma cidade grande, movimentada, com grande importância histórica por ser o local onde ocorreu a vitória de uma batalha fundamental na implantação da revolução, liderada pelo Che. O grande atrativo da cidade é o mausoléu onde fica o monumento e o museu do Che. Fora isso, não tem muito mais a se fazer por lá. Só passei o dia, mas na verdade é um destino que poderia ser facilmente pulado, não achei nada demais... Olha umas fotos de lá: COMO CHEGAR A empresa de ônibus que leva a Santa Clara é a Via Azul. Fui de Trinidad até lá (saídas às 7h ou às 15h de Trinidad, 3h de viagem). O Terminal da Via Azul em Santa Clara fica a 3km do centro, os taxistas cobram 3 CUCs pra te levar até lá - e são infernais, quando veem que o ônibus chegou pulam em cima das pessoas, berrando e oferecendo o táxi, nem te deixam pensar... Uma mierda... Se você só for passar o dia, como eu, dá pra deixar a mochila guardada no escritorio da Via Azul. Ah, e se a ideia for ir direto no Monumento do Che, não precisa ir até o centro, fica a uns 15 minutos andando desde o terminal. O QUE FAZER POR LÁ - Monumento e Museu do Che: principal atração de Santa Clara, é sempre bem cheio de turistas. E fique esperto, não abre às segundas! Tinham me dito que fechava aos domingos, aí fui pra lá numa segunda... Mifu... Só pude tirar foto da fachada! O monumento fica mais ou menos perto do terminal da Via Azul, a uns 15 minutos andando. - Trem Blindado: esse fica perto do centro, é o trem blindado que foi tomado pelos guerrilheiros na emblemática batalha de Santa Clara. Foi montado um pequeno museu dentro dos vagões, a entrada custa 1 CUC. - Centro: dar um rolê pela praça central pode ser uma boa pedida, para observar o movimento e as construções históricas ao seu redor (igrejas, museu, cinema). Ali perto fica o Boulevard (Calle Independencia), uma rua com vários restaurantes e lojas. DE SANTA CLARA ATÉ REMÉDIOS A Via Azul só tem uma linha que vai até Remédios (é nova, nem tá no site deles ainda), que sai às 9h30 da manhã, um horário bem péssimo pra quem quer só passar o dia em Santa Clara. A Astro, que é a empresa para cubanos, tem busão às 14h30, mas parece que só vendem para quem é de lá. Pra pegar um táxi coletivo, o melhor é negociar com os taxistas no terminal de ônibus da Astro, que é o mais perto do centro - se for pegar um táxi normal o preço é 25 CUCs, mega caro pra uma viagem de 50 km. Dá pra negociar um coletivo por 10 CUCs (se o carro lotar, dá pra chegar em até 5!). Aí se você tiver deixado a mochila no da Via Azul, é só pedir pro táxi coletivo dar uma paradinha ali (é caminho). REMÉDIOS Remédios é uma cidadezinha super pequena e muito gostosa. É super tranquila e tem uma atmosfera ótima, bem acolhedora. Depois de passar uns dias no vuco-vuco turístico de Trinidad, chegar em Remédios é como estar em um oásis de tranquilidade! A cidade é bem bonitinha, cheia de construções antigas (parece uma Trinidad em miniatura), e com uma pracinha central onde tudo acontece – as pessoas costumam passar um tempão ali, conversando, jogando baralho ou dominó, vendo o movimento. Não é uma cidade turística, a maioria dos viajantes passa por lá para ir para os Cayos Santa Maria e Las Brujas, e acaba não ficando muito. Mas curti demais o jeitão de Remédios, acabei passando 2 dias e meio por lá! Veja aqui umas fotos de Remédios: http://www.flickr.com/photos/[email protected]/sets/72157632700584005/ ou então no blog: http://mochilaotrips.com/remedios-cidade-caminho-cayos/ COMO CHEGAR A Via Azul tem uma linha nova que leva de Santa Clara a Remédios, mas que só sai às 9h30 da manhã (nem está no site deles ainda). Os ônibus da Astro também vão pra lá, mas eles só vendem passagens para cubanos... Outra opção para ir de Santa Clara até Remédios é de táxi – é caro, eles pedem 25 CUCs (dá pra negociar por uns 20), para 50 km de viagem. O melhor é pegar o táxi coletivo, que dá pra fechar por uns 5 CUCs. Esse você pega no Terminal Municipal (que fica perto do centro, dá pra ir andando, é o terminal de onde saem os ônibus da Astro, só para cubanos) – dá pra negociar direto com os taxistas que ficam por lá. ONDE FICAR Fiquei na casa da Yunai, e amei. Ela é um amor de pessoa, super querida e atenciosa, adora conversar. O quarto é bem confortável e espaçoso, e ela cozinha super bem! Paguei 15 CUCs pelo quarto, e 5 pelas refeições (almoço e janta), e 3 pelo café da manhã. A casa fica a umas três quadras da pracinha, que é o centro de Remédios, e onde ficam os principais restaurantes e bares. A Yunai é tão querida que um dia tomei um torrão na praia e ela fez questão de me emprestar um hidratante pós sol... uma fofa! Falei pra ela que com certeza ia indicar a casa, então se você for ficar por lá, avisa que foi a Carolina Brasileira quem indicou! =) Contato: Casa Yunai (Hostal La Lucia) – Calle Hermanos Garcia, 137, entre Independência e José Antônio Peña (em frente à praça do parquinho) / (53) 042 396 710. COMES, BEBES E BALADINHAS A cidade não tem tantas opções de restaurantes, mas tem um restaurante em frente a praça (de frente pro bar El Louvre) que tem bom preço (é em moeda nacional) – a média dos pratos é 39 pesos (menos de 2 CUCs). Como é de se imaginar, também não tem muitas baladinhas por lá – em compensação, tem barzinhos legais, como o El Louvre, em frente à praça, e um bar e restaurante que fica ali perto, na rua Independência – o garçom, o Chino, é gente finíssima! Tem uma baladinha que se chama La Leyenda, mas no dia em fomos tinha tantas primas por lá que preferimos nem entrar... =) As cervejas custam 1 CUC (2 reais), a Cuba Libre custa 2 CUCs e o Mojito 2 ou 3 CUCs, mas o que compensa mesmo é pedir uma dose de rum Añejo Especial (Havana Club) – a dose custa só 50 cents! Ótemo! Como os bares fecham cedo (por volta da meia noite durante a semana), uma ideia é comprar uma garrafa do rum (7,9 CUCs) pra tomar na praça. =) O QUE FAZER POR LÁ A cidade de Remédios é bem pequena, então não tem muitas opções de coisas pra se fazer por lá – os principais passeios são na região. Na cidade mesmo o programa é dar um rolê pelas ruas tranquilas e ficar sentado na pracinha, curtindo o movimento. Em volta da praça ficam quase todos os restaurantes e bares da cidade, e também uma sorveteria e até um cinema. Você também pode alugar uma bike – a galera pedala bastante por lá, bem legal. Em dezembro acontece na cidade uma festa bem conhecida na região, as Parrandas – são como um carnaval local. Nessa época a cidadezinha ferve. Na região tem dois passeios muito bacanas: para os Cayos Santa Maria e Las Brujas, e também para as cachoeiras e caverna do Rancho Querete. CAYOS SANTA MARIA E LAS BRUJAS Perto de Remédios ficam dois Cayos, o Las Brujas e o Santa Maria (conhecidos como Cayerías del Norte). Tem vários cayos em Cuba, são pequenas ilhas com praias muito bonitas – para alguns é preciso ir de barco ou avião, para outros é possível ir por terra, como é o caso desses dois. Pra chegar lá não é preciso pegar barco, eles são ligados a Cuba por uma estrada de 50 km construída sobre o mar (é o Pedraplen, um trabalho de terraplenagem que foi até premiado internacionalmente). Só dá pra ir pra lá de táxi – se for pegar sozinho, prepare-se pra facada: 25 CUCs (50 reais), no mínimo... Se conseguir juntar mais gente pra dividir, fica 10 pilas por cabeça. A trip leva 1h (são uns 50 km). Veja aqui algumas fotos do Cayo Las Brujas: http://mochilaotrips.com/praias-lindas-norte-cuba-cayos-2/ - Cayo Santa Maria: no Cayo Santa Maria a praia é toda dos resorts que tem por lá – ou seja, se você não for se hospedar nos resorts, tem que pagar pra entrar na praia, uns 20 CUCs. Pra ficar nos resorts, o preço é meio salgado, varia conforme a época – fui em novembro, quando está começando a alta temporada, e o mais barato que pesquisei, para ficar sozinha, era 80 CUCs, com refeições incluídas. Tenho um amigo que foi pra lá em setembro e pagou 50 dólares, mas acho que ele dividiu o quarto. Se você for pra lá, ainda que seja caro, de repente pode valer a pena pagar uma diária e passar um dia de madame ou madamo por lá! - Cayo Las Brujas: se você chegar ao Cayo Las Brujas pela entrada principal, que é onde fica o único hotel de lá, também precisa pagar pra entrar. O que os taxistas fazem é deixar os passageiros em uma outra entrada, onde você não paga, e aí tem que andar uns 20 min pela praia pra chegar próximo ao hotel – que é o único lugar da praia com estrutura, se você quiser comer ou beber alguma coisa. Lá não tem bares, restaurantes nem quiosques, é bem susse, só tem o hotel mesmo. É bom levar uns comes e bebes, para facilitar – o restaurante do hotel não é tão caro assim (dá pra almoçar por uns 12 CUCs), mas você economiza se levar as tuas coisas. Os passeios para o Cayo Las Brujas são apenas para passar o dia – o taxista combina o horário para te buscar, na entrada principal da praia (perto do hotel). Ah, não esqueça de levar bastante repelente, os mosquitos atacam as pessoas na praia! RANCHO QUERETE Esse é um passeio a 1h de Remédios que pouca gente conhece, mas é super bacana – é um rancho onde tem cachoeiras bem legais, ótimas pra se refrescar do calor, e uma caverna embaixo de outra cachoeira. Pra ir pra lá o esquema é fechar um táxi mesmo (se for mais gente junto, dá pra negociar – fechamos 30 CUCs para 4 pessoas). Além desse custo, você tem que pagar a entrada do rancho, que custa 5 CUCs. Tem um guia que faz o passeio com você, bem simpático, te leva pra conhecer as cachoeiras e a caverna, e explica várias coisas sobre as árvores e plantas da região. Tem até um salva-vidas que acompanha o passeio. As cachoeiras são bem legais, é uma delícia tomar um banho naquela água gelada, porque lá faz um calorão, e quando você tá na água foge dos mosquitos! =) Não esqueça de levar bastante repelente pra lá! Também é bom levar uma calça, porque as trilhas são pelo meio do mato, a mosquitarada ataca mesmo! SAINDO DE REMÉDIOS Você pode pegar o ônibus da Via Azul pra ir pra Santa Clara, ou usar as mesmas opções da ida pra lá: pegar um táxi particular ou um coletivo (esse último sai por 5 CUCs por pessoa, negociando). Dá pra pedir indicação de um taxista na casa onde você estiver – e se você negociar com o mesmo taxista o passeio para o Cayo e a ida para Santa Clara, consegue preços melhores. Pra ir pra Havana, você tem que ir primeiro pra Santa Clara, e depois pra lá. Uma alternativa é pegar um táxi coletivo pra Havana, eles costumam fazer o mesmo preço da via Azul (18 CUCs), com a vantagem de te deixar na casa (o terminal da Via Azul em Havana é bem longe do centro). --------------------- É isso aí, pessoal! As infos dessa trip também estão no blog, se quiser dar uma olhada lá, tem várias fotos também: http://www.mochilaotrips.com.
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  16. Oi @Carolina Conde, tudo bem? Desculpa a demora. Não tinha visto e não chegou notificação. Olha, não tenho 100% de certeza, mas acredito que foi 12,50 CUC. Fomos em 8 pessoas mais o motorista Mas tranquilo, o carro era grande e vale muito a pena ir até lá, é muito bonito mesmo. O valor deve ficar nessa faixa dos 10-15CUC, depende de quantas pessoas eles tem para ir até lá e de você negociar também. Mas não foge disso não.
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  17. Fala pessoal, Estou de volta já e a viagem foi sensacional, superou minhas expectativas e gastei menos do que esperava. Abaixo um resumão do que fiz, de quanto gastei e minha opinião sobre os principais tópicos. Foram 14 dias no total e 6 cidades, passando por Havana, Cienfuegos, Trinidad, Santa Clara (Bate e volta Cayo Santa Maria), Varadero e Vinãles (Bate e volta Cayo Jutias). Por fim retornei a Havana para voltar ao Brasil. No meu instagram estou postando algumas fotos para quem quiser ver; @eduambrosio Gastos: Passagem GRU-HAVANA com conexão no Panamá com a Copa: R$1.733,00 Dia a dia com alimentação, hospedagem, transporte, etc: R$2.500,00 (4,45) = EUR 562,00 (1,154) = 649,00 CUC Seguro Viagem (R$115,00) e Visto para entrar em Cuba em GRU com a cia aérea (R$90,00) Total: R$4.438,00 Hospedagem: Como faço na maioria das minhas viagens busquei os hostels. Pelo site Hostel World consegui reservar com antecedência a maioria das minhas hospedagens e nos locais que não encontrei (Cienfuegos e Varadero), contei com a ajuda da Irina, cubana que sempre ajuda o pessoal aqui no fórum. Em 5 das 6 cidades fiquei hospedado nas casas dos próprios cubanos, apenas em Havana que o local era de fato um hostel. A média de valor que paguei na diária foi de 10CUC, com valores indo desde 7CUC até 25CUC em Varadero, sendo o local mais caro e saindo totalmente do padrão de preços. Alimentação: Café da manhã nas casas, valor de 3 CUC para um café mais simples e 5 CUC para um café completo. Varia um pouquinho de uma casa para outra, mas geralmente tem pão, manteiga, suco, frutas, eventualmente ovo, um queijo e café ou chá. Falando assim parece pouco, mas da para comer bem sim, alguns lugares mais e outros um pouco menos. Refeições, por valores de 4CUC até 8CUC você consegue comer um prato bem servido da comida criolla. Consiste num prato com arroz, feijão preto, alguma carne (frango, porco ou peixe), com algum legume e verdura. Por pouco mais que isso você consegue comer as famosas lagostas e algum fruto do mar, ou carne bovina. Por menos que isso você consegue comer um spaghetti com molho vermelho por exemplo. Quebra-galhos, aí que entram as famosas pizzas e lanches que você encontra no meio da rua. São bem baratos custando de 1CUC para menos e da para dar aquela enganada. Algunas pizzas são bem grandes, mas simplesmente não da para ficar comendo toda hora. Transporte: Optei por ir de uma cidade para outra através da Viazul, comprei praticamente todos os trechos com antecedência aqui do Brasil através do site. Para alguns trechos acabei fazendo de taxi coletivo e posso dizer que muitas vezes o preço do táxi acaba sendo superior ao do ônibus. Por exemplo, passagem de ônibus de Vinales para Havana custou 12 CUC, de taxi coletivo pagaria 15 CUC. Outra situação em que o ônibus estava atrasado e tive que pegar um taxi coletivo, a passagem era 11CUC e o taxi com muita insistência fez por 12CUC. Os ônibus da Viazul são muito pontuais e confortáveis, você leva o voucher impresso e troca pelo bilhete antes de embarcar. Tive apenas esse inconveniente em que o ônibus quebrou e iria atrasar mais de 2hrs, porém fui reembolsado no mesmo dia. Dentro das cidades o esquema é andar a pé mesmo, só Havana que é um pouquinho mais complicado devido ao tamanho da cidade comparada com as outras, mas estando em Centro Habana ou Habana Vieja da para se deslocar de um local para o outro sem problemas e conhecer tudo caminhando. Eventualmente é válido pegar algum taxi para um local mais distante ou os ônibus circulares, esse último ajuda bastante também, principalmente na questão da economia. Exemplo, na chegada gastei 25 CUC para ir do aeroporto a Centro Habana de taxi, na volta optei por ir de circular para o aeroporto e desci praticamente na porta por apenas 0,05CUC. Demora mais, não é tão confortável mas quis ter essa experiência e deu super certo, valeu a pena. Nesses bate e volta que fiz para os Cayos a opção foi ir de taxi coletivo mesmo, no caso com o taxista esperando no local durante o dia, geralmente você vai em grupo e é isso que ocorre. Moeda: Como já adiantei ali em cima levei Euro e logo na chegada, no aeroporto, já troquei pelos CUC. Levei um susto porque a taxa de conversão não estava tão boa quanto havia pesquisado e estava esperando pagar, mas no momento não tinha muito o que fazer e conclui a troca. Sugiro pesquisar bem e analisar a questão do dólar canadense, na hora acabei nem reparando qual era a cotação pois não tinha mais o que fazer, mas façam as contas, pesquisem bem antes sobre este tema. Se você quiser utilizar apenas CUC é possível, mesmo para as coisas bem baratas você utiliza as moedas de centavos e tudo certo. Eventualmente irão de dar alguns CUPS mas tranquilo, só fazer a conta 1 CUC = 24 CUP tbm que não tem erro. Pelo menos essa era a conversão de agora. Considerações Gerais: Gostei demais de lá, o país é muito rico em cultura, história e beleza natural, voltaria com certeza e recomendo principalmente para quem gosta mesmo de viajar. De fato é um lugar muito seguro, o cubano adora o brasileiro, é um povo muito alegre, hospitaleiro e boa gente mesmo. O único ponto negativo são as abordagens a todo momento nas ruas para tentar te oferecer alguma coisa ou te levar para algum lugar, isso sempre vai envolver algum interesse financeiro por trás e acaba sendo um pouco chato. Mas fazer o que? É importante entendermos a situação deles, eles ficam o tempo todo tentando conseguir alguns CUC. Acabei passando mal por lá também, enquanto estava em Trinidad, não sei se foi algo que comi ou gelo das bebidas, (dificilmente são feitos com água potável, mas por sorte durou apenas um dia. De maneira bem breve é isso. Qualquer dúvida, se eu puder ajudar, será um prazer.... Vlw!!
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  18. @Eveliny de Carli existem muitos relatos aqui no site sobre ida a Machu Picchu. Uma forma econômica e mais tradicional é fechar com alguma agência van ida e volta até a hidroelétrica, caminhar da hidroelétrica até Machu Picchu Pueblo (Águas Calientes) subir e descer a pé até Machu Picchu retornando até o ponto de encontra que a van deixou. É possível economizar mais pegando ônibus de Cusco até Santa Maria depois Santa Teresa onde fica a hidroelétrica e fazer o restante do caminho caminhando até Águas Calientes e etc...
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  19. Estou indo a Cuba em julho e ainda não me decidi sobre qual moeda levar. Já li algumas pessoas indicando o dólar canadense. Seria realmente mais vantajoso do que o euro e o dólar americano?
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  20. @Natasha1983, tudo bem? Acabei de publicar sobre isso no meu tópico e vou replicar aqui: ""Eu fiz uma pequena simulação para poder definir qual moeda das duas levar e cheguei nessa conclusão: Exemplo: R$3.000 - (R$4,45) = 674,16 Euros - (1,21) = 815,73 CUC R$3.000 - (R$2,93) = 1023,89 CAD - (0,78) = 798,63 CUC Para nós é mais barato comprar CAD, porém na hora da paridade CAD para CUC acaba perdendo e valendo a pena o Euro mesmo. Pelo menos nesse dia que fiz a comparação mas acredito que esse padrão se mantenha."" Aconselho você fazer essa comparação no momento que for realizar a compra da moeda para verificar qual valor do EURO e CAD aqui no Brasil assim como a paridade dessas moedas para o CUC.
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  21. Eu fiz uma pequena simulação para poder definir qual moeda das duas levar e cheguei nessa conclusão: Exemplo: R$3.000 - (R$4,45) = 674,16 Euros - (1,21) = 815,73 CUC R$3.000 - (R$2,93) = 1023,89 CAD - (0,78) = 798,63 CUC Para nós é mais barato comprar CAD, porém na hora da paridade CAD para CUC acaba perdendo e valendo a pena o Euro mesmo. Pelo menos nesse dia que fiz a comparação mas acredito que esse padrão se mantenha.
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  22. Dificilmente, os taxistas que transportam turistas de uma cidade à outra vão com uma só pessoa. Eles mesmos dão conta de angariar passageiros, então isso não é preocupante. Quanto à taxi pra locais onde turistas não podem usar, nunca tive problema com isso.
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  23. Boa sorte na procura da acomodação. O site hostels.com ajudará. Só procure ficar perto do capitólio, ficará muito mais fácil se locomover. Quanto aos taxis, tem 2 tipos, os de turistas que vão te cobrar caro, claro, e os dos cubanos, onde vc paga 1 CUC pra ir até determinado ponto. Eles tem lá linhas fixas, como se fossem onibus. Então, com um pouco de pesquisa com os locais, fica mole. Tem os onibus circulares, 10 centavos de CUP, se não me engano, de graça. Peguei umas vezes, mas se atente, é um pouco mais complicado. Talvez se vc perguntar pro local se tal busão vai pra onde vc quer ir, ele te indicará o certo. Onibus intermunicipal, não peguei, nem precisei. Os táxis que transportam turistas entre as cidades são muito melhores. Os cubanos tem uma rede de contatos entre si que não é difícil achar um vá pra onde vc quer ir. Só cidades muito longe, como por exemplo, Santiago de Cuba, ficaria dificil vc ir, eles pegam cidades próximas pra ir. O que eu fiz e foi muito legal foi ir de Havana pra Viñales, aí Cienfuegos, Trinidad, Santa Clara e de volta pra Havana. Vc conhece muita gente. Pra vc ter idéia, aluguei um taxi pro dia todo, sozinho, pra ir de Viñales à Pinar. Moleza. O Viazul pode ser dor de cabeça. O sistema deles não é computadorizado. Burocracia. Às vezes vc tem que deixar seu nome lá na rodoviária, pois tem lista de espera. Só use em último caso e não em cima da hora.
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  24. @JuniorCastor22 Outra informação relevante a ser observada é que o Real é bem aceito e você conseguirá facilmente fazer o câmbio Real x Soles, pois fazendo o câmbio Real x Dólar x Soles você "perde" 2x. Quanto mais câmbios maiores as perdas.
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  25. Olá, estou planejando mochilão por Cuba e pesquisando sobre transporte acabei achando uma extensa rede ferroviária pela ilha. Gostaria de saber se alguém já usou e se é viável custo/tempo da viagem. Sempre que possível, gosto de priorizar o transporte ferroviário e achei bem interessante. Trenes nacionales Trenes locales: Estación Sancti Spiritus Ferrocarriles de Cuba (FCC). Los Ferrocarriles Nacionales de Cuba, es la empresa estatal cubana dedicada al transporte de pasajeros y mercancías a lo largo de la isla. Fonte: http://www.cuba-individual.com/s_horario.htm#horario https://www.google.com.br/search?q=mapa+ferrocarriles+cuba&rlz=1C1GCEA_enBR779BR779&tbm=isch&source=iu&ictx=1&fir=vi-UVCS8PaMyZM%3A%2Cyp1OmUPPCnjMsM%2C_&usg=__PtsBlihWZ2eWwPWzkMDRu13KdiY%3D&sa=X&ved=0ahUKEwiVvPm1uvrYAhVBUZAKHdDMBHgQ9QEILzAB#imgrc=vi-UVCS8PaMyZM: https://www.ecured.cu/Ferrocarriles_de_Cuba
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  26. Não tenho 100% de certeza, mas acredito que esse transporte é exclusivo para Cubanos, assim como certas linhas de onibus interegionais. Pois eles incentivam o turista a utilizar os taxis particulares para gerar renda para a Ilha. Abs,
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  27. Olá! O ideal para viajar de moto é não usar mochila nas costas. Afim de evitar cansaço e dores nas costas. Veja um meio seguro de prende-la a parte do garupa. Ou providencie um baú.
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  28. Que massa!! Um dos meus projetos... Aqui, é um requesito reservar as estadias antes? Com data de entrada e saída?
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  29. No post anterior eu escrevi um pouco sobre a questão de hospedagem econômica em Cuba, hoje vou tentar escrever um pouco sobre o transporte cubano, que não é nada fácil, pois as informações variam de cidade em cidade, então vou explicar um pouco sobre as minhas experiências na ilha para quem sabe poder ajudar vocês. Existem diversas formas de se locomover em Cuba, desde alugando carro, indo de ônibus ou usando táxi coletivo (conhecido lá como máquinas), a opção do carro é um bem cara para quem esta viajando de forma econômica, assim tem a opção de ônibus, mas aqui em Cuba tem uma particularidade única, existe uma empresa chamada VIAZUL que é voltada ao turista, os preços são mais caros que o normal e tem trecho por toda ilha, é a forma mais fácil com um preço moderado, você precisa somente comprar a passagem, ir ao terminal e tomar o ônibus para o seu destino, mas o preço ainda é um pouco caro para alguns trajetos, além disso há também os táxis coletivos, onde você pode dividir o veículo com outras pessoas, geralmente cubanos ou algum turista igual a você, mas ai é necessário negociar o preço com o motorista e a fórmula que descobrimos foi sempre pagar menos que o ônibus da Viazul, taxista sempre vai te pedir um valor muito alto, para qualquer lado eles falam de 20/25 Cuc´s, chega até ser engraçado, ai eu anunciava que eu só pagaria X valor, que era mais abaixo que os ônibus, e sempre conseguia esse preço pedido. Agora tem uma quarta opção que eu deixei para esse parágrafo em especial, que são os caminhões, são beeemmmm baratos e a aventura é garantida, o conforto é minimo, o barulho é grande, mas ali você é capaz de fazer muitos amigos cubanos, é um transporte onde 99% são locais, em 30 dias viajando, e em diversos caminhões que peguei, só encontrei 01 mochileiro, os preços variam de 1/2 Cuc´s dependendo do trecho, em comparação com os ônibus da Viazul, a economia saia quase de 70%, então foi essencial descobrir esse tipo de transporte para fazer essa viagem de forma barata. A dificuldade é que nem toda cidade tem esses caminhões, em lugares há terminais bonitinhos, em outros você precisa ficar na rua esperando ele passar, é sempre uma aventura ir atrás deles hahaha. Na viagem eu usei todos os transportes possíveis, em cidades que não tinha caminhão, eu buscava o táxi coletivo, e usava quando conseguia (foi como fizemos Havana - Cienfuegos, por exemplo), se a distância fosse muito grande os táxis coletivos não aceitavam, ai o jeito era buscar ônibus da Viazul, mas na viagem eu peguei ate ônibus de trabalhadores, ônibus dos cubanos de forma ilegal dando uma grana para o motorista levar a gente, peguei carona e ônibus municipal, tive toda a experiência possível em Cuba e a ideia desse texto foi mostrar que se você for para Cuba, você terá X opções para se locomover, cada um com seus benefícios. Eu recomendo vocês a lerem os resumos que eu escrevi de cada cidade, lá tem os relatos de como eu me locomovi de cidade a cidade, isso pode te ajudar, se você descobrir uma forma melhor de um trajeto, deixe seu comentário para ajudar os mochileiros que ainda vão para lá.
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  30. Nono dia de viagem 28/04/2017 – Sexta Feira - Camaguey Acordamos as 07:30 da manhã, arrumamos as mochilas e fomos tomar o café da manhã lá na mesma senhora do dia anterior, ali já compramos sanduíches para o almoço, fomos no terminal de ônibus e compramos as passagens para Camaguay (15 Cuc´s),seria a primeira vez que andaríamos de Viazul, saímos as 10 horas da manhã e chegaremos as 15 horas, porque teremos uma maldita parada para o almoço, aproveitamos e já compramos passagem para Santiago de Cuba (18 Cuc´s), sairemos a meia noite de hoje e chegaremos por volta de 6:30 da manhã, será um dia bem longo aqui em Cuba, teremos algumas horas para conhecer Camaguay, estamos dando esse sprint porque queremos passar o PRIMEIRO DE MAIO, um feriado muito importante aqui, em Santiago de Cuba, a segunda maior cidade da Ilha, terra de Fidel Castro e Jose Martí. Depois das 5 horas de viagem, chegamos a Camaguey e deixamos as mochilas no terminal mesmo, por apenas 2 pesos cubanos por item, lembrando que 1 Cuc = 24 pesos cubanos, ou seja, alguns centavos apenas, o centro estava distante em torno de 3 km e assim fomos andando ate lá, no caminho paramos para almoçar e fomos conhecer o centro histórico e a Praça da Revolução, bem bonitas por sinal. A cidade é muito bonita, e bem menos turística que Trinidad, tem um calçadão para caminhar com uma linha de trem cruzando a cidade, muito legal ver o trem passando por ali. Como nosso ônibus era somente a meia noite, tínhamos muito tempo livre, ficamos sentados nas praças da cidade observando a vida local cubana, e as 19 horas decidimos ir para o Terminal e ficar por lá esperando o ônibus, jantamos sanduíches numa banca e só foi sentar e esperar o horário, conseguimos ver um pouco de novela brasileira na Tv Cubana, aqui as novelas são bem famosas e todos gostam, encontramos com um casal argentino que tinha vindo com a gente ate aqui e iriam para Santiago de Cuba também. Esse foi mais um dia na ilha, a correria tem sido grande, muita caminhada e sempre correndo atrás de informação, como estamos na pegada de fazer a viagem custando menos de 20 Cuc´s ao dia, temos que correr para caminhos alternativos para economizar grana, buscar casas um pouco afastadas do centro e sempre ver o melhor jeito de se locomover entre as cidades, dentro da cidade fazemos tudo a pé, nos proibimos de pegar qualquer tipo de transporte interno, tudo pela economia, se você tiver mais grana é mais fácil, nos terminais tem os ônibus da Via Azul e só ir comprando as passagens desejadas e chegando na cidade tomar táxi ate a casa desejada, a gente na viagem mais roots possível tem que ficar caçando restaurante popular para economizar uns 3 Cuc´s por refeição hehehe. O bom que já estou me sentindo ate um explorador, desbravando as cidades cubanas, talvez fosse assim que os mochileiros dos anos 70,80 e 90 viajavam... Follow me
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  31. Quarto dia da Viagem 23/04/2017 – Domingo - Havana Acordamos bem cedo, pois estávamos com a intenção de ir para Viñales e fomos a busca de informação pelos terminais, o ônibus Via Azul, que só transporta turista estava 12 Cuc´s (mas teríamos que comprar antecipado), táxi compartilhado estava por 20 Cuc´s só a ida, mas sabíamos que poderíamos ir de forma mais barata só não sabíamos como ainda, ate pensamos em chamar a galera do hostel para dividir um táxi, mas deixamos para lá, voltamos ao apartamento e mudamos os planos. A ida para Viñales ficou para o final da viagem, como teríamos alguns dias de sobra no final de viagem, encaixaremos Viñales aí, e iriamos organizar nossa ida a Cienfuegos, ainda estamos tentando descobrir como funciona para viajar barato por Cuba, e numa cidade grande como Havana, fica díficil, fomos a outro terminal tirar informações, o ônibus da Via Azul saia por 20 Cuc´s, e táxi compartilhado a 30 Cuc´s, chorando muito caia para os mesmos 20 Cuc´s, na saída do terminal conversamos com 02 cubanos que nos ajudaram e deram uma informação muito boa, disseram que em um lugar perto de uma autopista há um controle policial e todos os caminhões que transportam pessoas param ali, com isso conseguiríamos pegar um desses para Cienfuegos, espero que dê certo rs, isso nos fara economizar muito dinheiro. No apartamento começamos a pesquisar nos mapas onde ficaria esse autopista, a Dona Teresa fez algumas ligações para nos ajudar, mas cada um falava uma coisa, em um lugar diferente, ou seja, FODEU, o que faremos agora? Bolamos um plano de buscar táxi compartilhado por 10/15 Cuc´s que era um preço acessível para o tamanho da viagem, se não rolar, vamos buscar os caminhões pela cidade, nessa corrida atras de informações, acabamos por caminhar muito e conhecer outras partes da cidade, já que fazemos tudo a pé, e o Terminal da Viazul, por exemplo, ficava a 3 km da nossa hospedagem. A noite chegou e fomos jantar, arrumamos as mochilas e deixamos algumas coisas com Dona Teresa para ter a mochila mais leve na viagem e carregar menos peso, amanhã era dia de acordar cedo e buscar essa ida para Cienfuegos. Quinto dia da Viagem 24/04/2017 – Segunda Feira - Cienfuegos Acordamos as 07 horas da manhã, tomamos um banho, um café puro e vazamos com receio de não conseguir chegar a Cienfuegos com o valor que a gente gostaria de pagar, fomos ao Terminal e vimos 2 caminhões, a esperança apareceu, fomos nos informar, mas eles iam para Pinar del Rio por 06 Cuc´s, lado oposto para onde iriamos, pelo menos já sabemos como ir para Vinales. Ao saber que queríamos ir a Cientifuegos apareceu um taxista oferecendo levar nos por 20 Cuc´s, achamos CARO e não estava no nosso orçamento, fizemos um leve jogo duro e baixou para 15 Cuc´s, aceitamos, já que nem sabíamos direito aonde saia os caminhões, quais os horários e preços, compramos 5 sanduíches de mortadela por 1 Cuc e fomos embora. No táxi fui eu, Paulo e mais dois cubanos, a viagem durou cerca de 3 horas, ao chegar o taxista perguntou se tínhamos lugar para ficar, falamos que não e ele disse que um amigo dele faz por 25 Cuc´s para nós dois por uma noite, falei que estava caro e todo papo de brasileiro pobre que eu tenho e que queríamos um lugar por 20 Cuc´s, o taxista falou que seria difícil, que ali não encontraríamos, mas respondi que tínhamos que tentar, ao nos deixar na rua, surgiu um amigo dele e ofereceu nos levar a uma casa, chegando lá e o preço era 20 Cuc´s hahaha coincidência ne?! Na verdade o taxista deu um toque para o amigo que saiu voando para falar com a dona da casa para ela dizer o preço que queríamos escutar, mas como achamos muito fácil decidimos procurar um preço mais barato, a meta agora era de 15 Cuc´s, ao atravessar a rua um cara nos abordou oferecendo quarto por 20 Cuc´s, respondi que só pagaria 15 Cuc´s a noite para duas pessoas, fomos a uma casa e não rolou, na segunda casa a dona aceitou alugar o quarto por 15 Cuc´s, um quarto com 1 cama de casal, 1 de solteiro, 1 banheiro privado, ventilador e 1 ar condicionado, bem melhor do que o apartamento que ficamos em Havana, pagando o mesmo valor, assim ficaremos 2 noites aqui, deixamos nossas coisas, descansamos por 30 minutos e já saímos buscando um PALADAR (restaurante popular cubano) para comer, o almoço com sobremesa e refrigerante em lata saiu por 2,50 Cuc´s, demos uma volta no centro, conhecemos um pouco da cidade de Cientifuegos, tem um belo calçadão com muito artesanato e voltamos para a casa, sol estava muito forte e a cidade é bem pequena, deixamos para fazer o resto no final da tarde e buscar informações para a Playa Girón e Santa Clara, lugares que ficam a 1 hora daqui. A tardinha eu e Paulo fomos ao terminal dos caminhões e descobrimos que para Santa Clara sai a cada 30 minutos custando 1 Cuc e o ultimo caminhão regressa as 14 horas, para Playa Giron sai as 07:00 da manhã e não sabemos o horário de volta, depois disso fomos ate o Malecón, com o sol menos forte foi tranquilo andar por ali e ver um bonito por do sol, que aconteceu as 19:45 da noite, aqui os dias são muito longos, depois procuramos outro restaurante para comer por 1 Cuc e fomos dormir. Cienfuegos é uma cidade muito bonita, muito mais que Havana, as casas são novas e bonitas, esperava que depois de Havana as coisas iam piorar por ser interior, mas parece que as coisas são mais arrumadas por aqui, vamos ver nas próximas cidades.
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  32. De Balneário Camboriú até Buenos Aires de Ônibus Depois de tantas viagens aqui pelo Brasil, chegou a hora de aumentar os quilômetros rodados e ir para mais longe. Este é meu primeiro relato aqui no site e peço desculpas caso meu relato não esteja tão bom quanto os muitos aqui do site, mas como para tudo há um começo lá vou eu. Decisão do Destino Inicialmente tinha certo receio de ir para fora sozinho, pois pensava uma coisa é viajar sozinho em seu país e outra é viajar sozinho no exterior. Pois bem como sempre tiro férias fim do ano e nunca sei ao certo as datas fica impossível poder programar a compra das passagens aéreas. Por isso decidi que iria viajar de ônibus. O destino inicial era o Uruguai, um país pequeno, e próximo de onde moro no caso Santa Catarina. Fiz várias pesquisas sobre o país, locais para visitar lista de hostels, e tinha no roteiro inicial a ideia de dar um pulo em Buenos Aires através dos barcos que fazem a travessia de uma país ao outro através do Rio da Prata. Mas em minhas pesquisas sobre o que fazer em um dia em Buenos Aires, acabei me encantando pela cidade e cai de cabeça nas pesquisas e decidi que iria para Buenos Aires devido ao grande número de atrações das cidades. Bem nas pesquisas acabei definindo quais pontos visitar nos dias que passaria na cidade e peguei dicas com amigos que já visitaram a cidade e claro com meu chefe que por sinal é argentino. A decisão mais difícil foi em qual bairro ficar na cidade, cheguei a abrir um tópico aqui no mochileiros.com pedindo uma ajuda para galera. Por fim decidi por me hospedar em San Telmo, um bairro lindo e histórico muito bem localizado na cidade. Tive um problema com meu cartão, o banco garantiu que a função internacional estava liberada, mas na prática na hora de reservar o hostel isso não ocorreu, por sorte fiz a reserva diretamente com a adm do hostel via watsapp e fiquei de pagar em dinheiro na minha chegada no dia 27/12/16. Feito isso chegou a hora de comprar as passagens, moro em Jaraguá do Sul no norte de SC, o embarque mais próximo para Argentina seria Balneário Camboriú SC, como estava de férias resolvi aproveitar para passar um dia em Balneário e comprar as passagens (Balneário fica a menos de uma hora e meia de viagem aqui de minha cidade). As passagens saíram R$ 480,00 cada totalizando R$ 960,00 ida e volta. (Bem menos do que apenas uma passagem de ida no mesmo período de avião). A data de embarque marquei para 26/12/16 e o retorno dia 03/01/17. Escolhi o serviço semi-cama que seria mais ou menos o nosso semi-leito do Brasil. Saída de Balneário Camboriú 26/12/16 Chegado o dia da viagem saí de Jaraguá do Sul as 05:30 da manhã rumo a Balneário Camboriú, pois conforme orientado é necessário chegar com uma hora de antecedência para ser feito o check-in. Chegando em BC fiz o check-in, no meu caso o fiz com minha carteira de identidade (dica a mesma deve estar “atualizada” para esta viagem fiz uma identidade nova pois a minha tem mais de 10 anos, e li em alguns blogs e sites que eles ás vezes não aceitam identidades antigas, por isso achei melhor não arriscar). Para entrar na Argentine você pode usar o passaporte ou a identidade (CPF, Habilitação, Título de Eleitor não são aceitos). Após fazer o check-in fui para a sala vip da empresa de ônibus na rodoviária de Balneário Camboriú uma sala espaçosa com café fresquinho, ar condicionado e televisão ( se bem que esses itens a rodoviária também conta), mas local agradável. Em fim foi anunciado o momento do embarque. No meu caso não tinha bagagem para deixar no maleiro do ônibus, pois levei apenas minha mochila (mochila pequena, diga-se de passagem, esse ano irei comprar uma mochila digna de um mochileiro hehehehe). Mesmo assim a mesma precisa ser etiquetada juntamente com a passagem. Meu acento era na parte superior nos fundos do ônibus, no embarque ganhei uma caixinha com biscoitos, alfajor e suco de maçã. O ônibus não sai lotado de Balneário Camboriú, ele faz paradas em Florianópolis SC, Torres RS e Porto Alegre RS daí sim ele acaba lotando. Como a viagem é longa aproveitei para colocar a leitura em dia, até o fim dia conclui a leitura de um livro de 400 páginas. O ônibus diz que conta com wi-fi porém o mesmo não funcionava. Chegamos na fronteira em Uruguaiana RS por volta das 01:00 da manhã do dia 27/12 /16, chovia torrencialmente, o ônibus para em frente ao prédio da Receita Federal, a onde descemos na chuva e ficamos numa fila, a onde quando chega sua vez o agente pede sua identidade e passagem e não fala nada e te libera (processo não dura 1 minuto) já a fila..... Feito isso todos embarcam no ônibus novamente e cruzam a ponte sobre o rio Uruguai rumo a Passo de Los Libres já na Argentina. Se achou que daí em diante é só seguir viagem rumo a Buenos Aires está completamente enganado, você cruza a ponte e cai direto em um posto da Gendarmeria Nacional Argentina e novamente todos descem do ônibus (como dito no meu caso em uma chuva daquelas com raio e trovões comendo soltos) e detalhe lá o posto é menor que o Brasileiro e você tem que fugir da chuva como pode. E o processo é mais demorado, quando chega sua vez de ser atendido, o agente novamente pede seu documento e passagem, e fica lá digitando um punhado de coisas e te entrega um papelzinho bem simples é o visto de turista com validade de 90 dias, este papel deve ser muito bem guardado pois tem que ser entregue na volta ao Brasil. Após todos fazerem o processo é hora de voltar ao ônibus e seguir viagem até Buenos Aires, e até a capital é chão mas as estradas no lado argentino até lá são duplicadas, e pelo que notei são pedagiadas. A viagem é tão longa que tu acaba fazendo amizades no ônibus, conheci uma galera bem legal e de várias partes do Brasil que escolhem o ônibus como meio de transporte até o país vizinho. Entre as pessoas que conheci, havia um brasileiro que mora em Buenos Aires há 07 anos e que estava em férias em Porto Alegre, ele foi de grande ajuda pois nos levou em um local seguro para trocar dinheiro na rodoviária mesmo (precisei trocar uma pequena quantia lá pois levei apenas reais, não fiz câmbio no Brasil) e também nos levou a um local para fazermos o cartão SUBE (que você usa no metrô e ônibus em Buenos Aires). Também conheci uma moça de Porto Alegre, a qual se tornou uma amiga de viagem. Uma última informação, saí no dia 26/12 ás 09:00 da manhã de Balneário Camboriú e cheguei no dia 27/12/ por volta das 13:00 horário local ( Buenos Aires não tem horário de verão então atrasei meu relógio) 1º dia - San Telmo, Centro e Puerto Madero Da rodoviária do retiro que fica numa região central, fui de subte (metrô portenho) direto para o Hostel. Como dito tudo certo no check-in, após quase 30 horas de viagem uma pessoa normal iria o quê? Descansar correto? Não eu, larguei a mochila no quarto e parti para conhecer as redondezas. San Telmo é um bairro lindo histórico repleto de bares, restaurantes, mercados, em fim um local boêmio. A primeira coisa que fiz foi conhecer a estátua da Mafalda (personagem das tirinhas de jornais de muito sucesso na América Latina) o local virou ponto turístico obrigatório em San Telmo. Aproveitei a caminhada e acabei seguindo entre as ruas estreitas do bairro e quando me dei conta estava em plena Praça de Maio, com a casa rosada bem a minha frente, claro que aproveitei para tirar muitas fotos por lá. Fui me informar se haveria visitas guiadas no fim de semana, porém por ser fim de dezembro as visitas estavam suspensas. Decidi retornar para o hostel e descansar. Mas no meio do caminho a amiga que tinha feito no ônibus perguntou o que faria durante a tarde. Disse que já estava caminhando pela cidade, ela sugeriu irmos à Praça de Maio para vermos a casa Rosada. Embora já tivesse passado por lá, topei na hora, afinal não tinha nada para fazer e ainda não conhecia ninguém na cidade. Retornei à Praça de Maio para espera-la. Novamente mais fotos em frente à casa rosada (o legal das praças de Buenos Aires é que elas são bem animadas, as pessoas deitam-se nos gramados para descansar, ler, beber com os amigos). Decidimos ir para Puerto Madero que é bem próximo da Praça de Maio. Antes passamos pelo Centro Cultural Kirchner um belo palácio próximo a Casa Rosada. Chegamos a Puerto Madero que realmente é um bairro lindo, moderno, cool e caro. Paramos em um restaurante tomamos uma água e um suco e lá se foram $200,00 (pesos). Mas valeu a pena porque o local é sensacional. De lá decidimos retornar a San Telmo a onde esta minha amiga tinha amigos também hospedados na cidade. Marcamos de nos encontrar em um barzinho próximo a Mafalda. Foi muito divertido de lá seguimos para um pub de estilo inglês também em San Telmo, e por fim fomos em um outro pub mais movimentado também em San Telmo próximo ao Hostel a onde estava hospedado. Assim conclui meu primeiro dia em Buenos Aires que adentrou o segundo dia, cheguei tarde no hostel digo cedo. 2ºdia inteiro dedicado ao Bairro da Recoleta Buenos Aires é uma cidade ideal para ser descoberta a pé, (isso é o que todos os guias falam) e realmente pude constatar que estavam cobertos de razão. A cidade de Buenos Aires é plana e suas calçadas estão bem cuidadas. Mas depois do meu primeiro dia agitado na cidade resolvi fazer um passeio cultural conforme tinha programado. Por isso decidir ir para Recoleta, um dos bairros que preservam aquele ar aristocrático da Buenos Aires de antigamente. O bairro é lindíssimo repleto de cafés e atividades culturais gratuitas. Minha primeira parada no bairro foi no Palácio das Águas Correntes, um prédio muito bonito que você ao vê-lo pensa ser algum órgão importante do governo local. O prédio realmente é bem importante, porém ele foi a primeira sede do departamento de saneamento da cidade, ou seja, um prédio lindíssimo feito exclusivamente para tratamento da água. Após algumas fotos no Palácio das Águas Correntes, segui direto para a livraria El Ateneo, que é uma rede de livrarias bem famosas na cidade, porém a unidade da Recoleta é ainda mais famosa e alguns sites a listam como uma das livrarias mais incríveis do mundo. O motivo? Esta livraria está localizada em um antigo teatro, que foi todo preservador a adaptado para receber os livros e claro um café muito charmoso. Como sou um amante dos livros passei com certeza umas duas horas no El Ateneo da Recoleta, tirei muitas fotos e claro aproveitei para ler muito. El Ateneo acabou sendo o ponto de encontro com aquela minha amiga que conheci no ônibus. Como as amigas delas ainda não haviam chego a Buenos Aires (elas saíram no Brasil um dia depois de nós) fizemos mais um dia de passeio. Do El Ateneo seguimos rumo ao cemitério da Recoleta a aonde estão enterradas diversas personalidades argentinas dentre as mais famosas a emblemática Eva Perón. Quando chegamos ao cemitério já era por volta do meio dia o sol estava castigando (pessoal fica a dica Buenos Aires tem um verão bem quente). Antes de irmos ao cemitério paramos em uma sorveteria (Buenos Aires possui muitas sorveterias ou gelaterias uma melhor que a outra). Na sorveteria que se localiza em um belo Bulevar em frente ao cemitério. Baterias recarregadas fomos ao cemitério, lá chegando existem horários de visitas guiadas (algumas pagas), decidimos achar o famoso mausoléu por conta através do mapa do cemitério, mas nos perdemos e tivemos que recorrer a um funcionário do local que nos indicou o caminho. A surpresa em vista dos túmulos suntuosos (que facilmente acolheria uma família inteira em vida) o de Eva Perón é bem simples, porém com uma fila de turistas querendo fotografá-lo. Após visitar o cemitério demos uma volta no shopping em frente ao cemitério para descansarmos no ar-condicionado e seguirmos com a pernada pelo bairro. De lá nosso roteiro seguiria para o MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires). Porém antes acabamos fascinado com um belo prédio suntuoso com gigantes colunas gregas, era a faculdade de Direito de Buenos Aires, minha amiga quis entrar para vê-lo por dentro, e valeu muito a pena, o local é muito bonito (gratuito) wi-fi nota mil rsrsrs, e com muitas informações relevantes sobre a história da Argentina. (Este prédio não consta nos guias de viagens, pelo menos nos que pesquisei). Da faculdade de direito fomos para o Museu de Belas Artes de Buenos Aires, ali permanecemos um bom tempo porque as obras são belíssimas, o museu possui um ambiente mais lindo que o outro, você viaja no tempo e conhece vários momentos da história mundial e argentina através das obras ali expostas, esta também é uma atração com entrada gratuita que vale muito ser conhecida. Depois de conhecer o Museu de Belas Artes, fomos a Floralis Genérica, que nada mais é que uma bela flor metálica em meio a um belo parque n coração da Recoleta. Essa atração merece ser visitada sem sombra de dúvidas, aproveite tome um sorvete e tire muitas fotos. E por fim ainda na Recoleta, concluímos a pernada no MALBA a onde fui ver pessoalmente um quadro muito famoso em nossas aulas de artes e história, o Abaporu de Tarsila do Amaral. Essa obra faz parte do acervo permanente do MALBA. Sim um quadro brasileiro em terras portenhas. E o mais legal é que no MALBA você encontra obras de vários artistas famosos do continente como a Mexicana Frida Kahlo. Um detalhe importante o MALBA cobra entrada, quando fui foram $50,00 (pesos) Após concluída a jornada pela Recoleta por volta das 18:00 regressamos para nossos respectivos hostels, minha amiga em Palermo e eu para San Telmo, nos demais dias seguimos roteiros distintos. Conhecê-la foi uma destas alegrias inesperadas nestas viagens “sem roteiro. ” Ao retornar ao hostel conheci minhas colegas de quarto, como cheguei tarde e saí cedo não deu tempo de nos apresentarmos, uma brasileira de Porto Alegre e uma colombiana de Bogotá. Amizade à primeira vista, e um convite para um show de tango a céu aberto em San Telmo, junto com outro brasileiro e um americano do Texas. Os brasileiros e o americano se renderam a experimentar o Fernet bebida típica argentina, como trabalho em uma empresa argentina já conhecia a bebida e dispensei a rodada. No fim acompanhei a amiga colombiana no Gim. O show de tango ao ar livre foi legal, tamanha foi minha surpresa ao descobrir que o dançarino era brasileiro, brinquei com os colegas de mesa que isso era uma prova da globalização um brasileiro dançando tango em plena Buenos Aires, agora preciso ir ao Rio de Janeiro e conhecer um argentino dançarino de samba. Após o show acabamos indo para um dos barzinhos de San Telmo para pôr fim retornarmos ao hostel, e assim findou-se o 2º dia em Buenos Aires. 3º dia Caminito e Microcentro, e Congresso Nacional Acordei cedo tomei um café caprichado com muito doce de leite, e fui para mais um dia de caminhada, com um objeto comprar lembrancinhas, e uma dica preciosa o Caminito possui as lembrancinhas mais baratas da cidade, mas mesmo lá você deve pesquisar bastante. Como estava em San Telmo fui de transporte público (Linha C do Metrô até a estação Constituicion, e de lá um ônibus linha 53 que para em frente ao Caminito). Foi tranquilo usar o transporte até o Caminito além de ser mais barato, grande parte da frota parece antiga à primeira vista, mas ao entrar neles eles são bem confortáveis e na sua maioria contam com ar condicionado e wi-fi. Chegando lá você é abordado por suposto “dançarinos (as)” de tango que te convidam para tirar fotos, chega a ser chato a maneira como te abordam, como já tinha lido muito a respeito já sabia que as fotos são cobradas, ao ser abordado já fui direto ao ponto e perguntei quanto custava a foto, a guria me responder R$ 30,00 por três poses, mas nem em sonho pagaria esse valor para tirar 03 fotos com meu próprio celular, agradeci e disse que era um viajante econômico kkkk, pronto um santo remédio elas acabam falando para as outras supostas dançarinas que você não tem dinheiro e pronto não te importunam mais. O Caminito é um local muito lindo parece uma galeria de arte a céu aberto, você vai encontrar muitas apresentações musicais, cuide ao tirar fotos e filmar qualquer uma delas, você será cobrado, presenciei uma discussão com turistas lá. Quanto as lembrancinhas são muitas opções de preços variados, aconselho andar por todo Caminito antes de comprar qualquer item, pois você encontra o mesmo item com preços diferentes. Por exemplo comprei uma caneca da Mafalda para minha mãe, na primeira loja que vi estava a $50,00 (cinquenta pesos) e após andar todo o Caminito encontrei a mesma caneca por $ 25,00 (vinte e cinco pesos), os famosos imãs de geladeira então vale a pena pesquisas, por exemplo comprei 5 imãs por $50,00 (cinquenta pesos) já em algumas lojas o mesmo imã sai por $20,00 (vinte pesos). Aproveite o Caminito para tirar muitas e muitas fotos. O Caminito possui uma variedade boa de restaurantes com preços bem bacanas. Após muitas fotos, lembrei que precisava fazer câmbio, pois não troquei todos os meus reais ao chegar a Argentina. Decidi ir ao Micro Centro em busca de uma casa de Câmbio. Quando se fala em Câmbio em Buenos Aires, o endereço mais lembrado é a Calle Florida no centro da cidade, este local é uma rua fechada para pedestre na década de 70, a onde você encontra muitos, muitos mais muitos turistas em sua maioria brasileiros. Ao andar por esta espécie de “calçadão” gigante prepare seus ouvidos para ouvir pessoas berrando: “-Câmbio, Câmbio! ” Estas pessoas te abordam e te levam para locais pouco convencionais para fazer a troca do dinheiro, como pesquisei e vi muitos relatos de pessoas que foram roubadas ou que receberam notas falsas, achei por bem ir direto a uma casa de câmbio oficial (quando se vai com um orçamento mais ou menos na estica é melhor não arriscar). Na Calle Florida, você vai encontrar lojas dos mais variados produtos, porém por ser uma região de muitos turistas os preços não são os melhores da cidade, os portenhos mesmo compram em outras regiões da cidade. Mas em fim como uma das paradas obrigatórias na Calle Florida é a Galerias Pacifico, foi para lá que fui e já aproveitei para fazer a troca de dinheiro em uma casa de Câmbio existente dentro da galeria. Quanto as Galerias Pacíficos, posso dizer que todos os guias de viagens e blogs tem razão na descrição que fazem dela, realmente é um local muito bonito, não encontrei nada igual ainda aqui no Brasil, se tiver algo parecido por gentileza me informem nos comentários, um palácio transformado em shopping, dica para turistas econômicos os preços são salgados na Galerias Pacífico, porém a praça de alimentação tem opções baratinhas para um lanche rápido, mas como queria almoçar apenas tomei um sorvete nas Galerias Pacifico e saí em busca de um restaurante ali mesmo pela Calle Florida. Encontrado um restaurante BB (bom e barato), prato padrão (milanesa de carne com papas fritas e suco de laranja) $ 90,00 (noventa pesos). Na parte da tarde resolvi conhecer o Congresso Nacional, lá chegando um funcionário do congresso passando pela rua vendo que estava fotografando o prédio, me chamou e disse para segui-lo para tirar uma bela foto da cúpula do congresso de um ângulo diferente, o senhor me pareceu de confiança e acabei por segui-lo até uma lateral do congresso a onde ele me mostrou um prédio espelhado no qual a cúpula do congresso se reflete por inteiro, realmente rendeu fotos bem legais, o senhor um argentino funcionário do congresso apaixonado pelo Brasil, todos os anos passa férias no Rio de Janeiro, disse que sonha morar no Brasil. Agradeci do simpático senhor e descobri que o Congresso é aberto para visitas, e que a última visita de 2016 ocorreria naquele mesmo dia ás 15:00 horas. Me cadastrei para fazer a visita. Aproveitei para passear pela praça em frente ao congresso enquanto não chegava a hora da visita, aproveitei para visitar a biblioteca do senado, e também parei para tomar um café nas imediações. Chagada as 15:00 se iniciou a visita guiada pelo congresso Nacional (ironia como não conheço Brasília, acabei por conhecer primeiro Congresso, Senado e a Sede do Governo do País vizinho) O prédio é lindo, com uma história bem legal e no final da visita ainda lhe dão de presente a Constituição Argentina. (Agora tenho a obrigação de conhecer Brasília hehehehe). Neste dia andei tanto que cheguei no hostel tomei um banho e simplesmente apaguei. 4º Dia Palermo e Recoleta novamente Logo cedo foi de despedida da amiga brasileira que estava no hostel, assim como eu ela voltaria de ônibus, como ela chegou a Buenos Aires via Buquebus vinda do Uruguai, ela não sabia ao certo a onde era a rodoviária do Retiro, e acompanhei ela até lá Saindo do Retiro, me dirigi novamente a Recoleta, pois tinha que visitar um bar muito famosos o qual um amigo pedira que tirasse a foto de uma guitarra lá exposta, ambiente muito legal e uns drinks bem refrescantes para enfrentar o calor que fazia. (Nesse dia estava mais mão aberta como já havia economizado nos dias anteriores, estava sobrando uma graninha). Saindo da Recoleta me dirigi a Palermo, um bairro muito lindo e boêmio, bares e lojas para todas as tribos para todas as tribos mesmos. Li em um blog a respeito de um clube com restaurante que servia uma carne de ótima qualidade por um preço maneiro. Valeu a pena a carne era muito boa (dica se você não é fã de carne mau passada, sempre peça no ponto um pouco mais ) eles vão entender. Ao sair resolvi dar uma andada pelos bosques de Palermo (um jardim mais bonito que o outro). Ao retornar para o quarto encontrei meu novo colega um francês, por sorte minha amiga colombiana falava francês, e naquela noite lá fomos nós (brasileiro, colombiana, francês e um peruano) para um dos barzinhos de San Telmo, cerveja e empanadas para animar a noite! 5º Dia – Tour Pela Avenida de Mayo No dia 31 fiquei no hostel durante a manhã, e na parte da tarde eu, minha amiga colombiana e o amigo francês, fomos a um free tour a partir do congresso nacional até a casa rosada, foram umas 03 horas de tour caminhando e conhecendo um pouco mais da história dos pontos turísticos e outros nem tantos desta região central da cidade. Vale muito a pena, não fiz o city tour de ônibus (o mesmo está custando mais $400,00 pesos). O tour foi muito proveitoso e rendeu belas fotos. E você contribui com o que pode. Ao voltar para o hostel a cozinha estava lotada, também foi combinado um churrasco a onde cada hóspede faria uma salada de seu país para compartilhar com os demais, resolvi fazer um vinagrete (com ajuda via watss da minha mãe, porque não sou um hábil fazedor de saladas kkkk). Foi um banquete de sabores uma salada melhor que a outra e claro carne muita carne. Próximo à meia noite quem quisesse poderia acompanhar um grupo que sairia do hostel para ver a queima de fogos em Puerto Madero. 6º dia – Feirinha de San Telmo Domingo dia 1º de Janeiro, tudo fechado em Buenos Aires, o jeito foi mosquear no hostel até meio dia. No hostel informaram que alguns restaurantes estavam abertos. Lá fomos eu e o amigo francês caçar o almoço, mas no fim apenas fizemos um lanche. Ahhh pela manhã nossa amiga colombiana partiu rumo a Mendoza, de lá seguiria para Santiago do Chile e posteriormente para Lima Peru (que inveja boa dela rsrsrs). Na parte da tarde resolvemos ir na Feirinha de San Telmo que ocorre todo domingo faça chuva ou sol seja feriado ou não. Uma feirinha bem grande com antiguidades, roupas usadas, comidas, bebidas, lembrancinhas, artigos made in china, só não vende animais mas de resto tem tudo o que se possa imaginar. Meu amigo francês comprou sua cuia de mate, ele me questionou porque não comprei uma para mim, expliquei que a onde moro no Brasil também tomamos mate (chimarrão) e que já tinha algumas cuias em casa, assim como no Caminito é bom pesquisar a feira toda antes de comprar um item, os preços variam bastante. De volta o hostel foi fazer uma janta, banho e cama. 7º e último dia. No último dia hora de deixar o hostel, eu em direção ao Brasil e meu amigo francês seguindo viagem para Iguaçu na Argentina. Passamos o dia em San Telmo, almoçamos em um restaurante um bife de chouriço e milanesas (mais argentino impossível) E no fim da tarde seguimos para o terminal do Retiro (em vista das rodoviárias brasileiras o Retiro é uma grande bagunça e bem suja, contrasta com a limpeza que você vê na cidade). Meu amigo embarcou primeiro e eu aguardei minha vez até a meia noite graças a Deus na sala vip da empresa de ônibus, bem ampla e moderna. No retorno não ganhamos lanche igual na ida, raiou o dia e ainda não havíamos chego à fronteira, quando chegamos foi pior do que na ida, como o número de argentinos para entrar no Brasil nesta temporada está mais alto dos que nos anos anteriores, ficamos parados mais de 03 horas nas duas aduanas. Saí na terça feira uma da manhã de Buenos Aires e cheguei a Balneário Camboriú as seis da manhã de quarta-feira. Como curto muito viajar e gosto de conhecer novos locais valeu muito ir de ônibus (e claro financeiramente também). As paisagens são belíssimas, jamais esquecerei essa agradável viagem que foi a minha primeira trip fora do país! Espero que tenham gostado ficou um pouco longo, mas tentei ser o mais sucinto possível, forte abraço a todos! (Como sou novo aqui, ainda não estou dominando como postar fotos, mas caso desejarem passem no meu insta, a onde tenho postado as fotos e colocando algumas dicas dos locais visitados)
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  33. Se não tiver pressa e quiser economizar, vai de carona, pelo menos na parte para baixo de Bariloche. É muito comum viajar desta forma na Argentina e, pela minha experiência, é mais rápido que ônibus (nas rotas principais nunca demorei mais que meia hora para conseguir uma carona, e os carros iam no pau, já que é tudo reta). Além disso vai poder conhecer lugares espetaculares, como o Fitz Roy (que, na minha opinião, é muito mais bonito que o Ushuaia).
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  34. Olá, ainda estão com a ideia de acampar? Eu tbm não tenho experiência, na verdade nunca fui, mas pretendo começar.
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  35. Olá, sou de Porto Feliz costumo acampar com minha amiga qdo temos tempo sobrando... se tiver afim podemos combinar um dia um acampamento... Normalmente vai sempre eu e ela pq as outras pessoas sempre combinam mas acabam furando, eu e ela somos ponta firme... e qremos pessoas assim para acampar ...... se tiver afim... Ali em votarantim tem umas cachoeiras ja fizemos a trilha da Hidro e da Paradise, nunca acampei por la mas estamos planejando ... Acampamos no primeiro fds de abril/2015 em Tapiraí no camping cachoeira do chá foi mto legal..... Bora conosco!!
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  36. Olá Pessoal! Eu segui as indicações deste post quando sai de Pelotas e fui para Montevideo, até hoje foi a melhor férias da minha vida, eu super indico! Só preciso ressaltar que ao atravessar a ponte, a agência de viagem que tem ônibus para Montevideo, não é tão pertinho quando você está carregando malas, sugiro pegar um táxi, ele nos cobrou uns R$ 7,00. Eu peguei um ônibus direto para Montevideo, que vai passando por diversas cidades do Uruguai. Se você comprar a passagem de ida e volta, gasta uns 888 pesos, equivalente a R$ 85,00 (em 2011) pela Rutas del Plata, os horários são 13h30, às 15h, às 18h e às 23h é o último, demora 6h para chegar a capital uruguaia. Vale a pena!
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