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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 21-09-2018 em todas áreas

  1. 4 pontos
    Oi galera! Estou aqui (depois de alguns poucos meses) pra compartilhar com vocês sobre a minha primeira (de muitas kkk) solo trip. Se me perguntassem há uns 2 anos atrás se eu teria coragem de viajar sozinho, eu certamente responderia que não faria isso (por medo+tensão+acho que não consigo). Até que a vontade de romper essa barreira passou a me consumir e comecei então a trabalhar a mente e me preparar aos poucos pra que eu realizasse isso que se tornou um sonho, uma necessidade. Minhas férias do trabalho venceram mas decidi que só as tiraria quando definisse um destino bacana, que tivesse praias lindas (e que eu acreditasse ser capaz de me virar sem companhia rs). Foi aí que decidi ir em abril para #Cartagena e #SanAndrés (aquele paraíso onde fica o famoso mar de 7 cores). Comecei então a olhar as passagens, lugares para me hospedar, definir rotas, pesquisar sobre a moeda e preços locais e assim fui me familiarizando com cada detalhe e adquirindo a segurança necessária pra embarcar na minha #primeiraviagemsozinho. Comprei minhas passagens de Brasília > Panamá > Cartagena / Cartagena > San Andrés / San Andrés > Cartagena / Cartagena > Panamá > Brasília... E FUUUI!!! Ao chegar no aeroporto de Brasília, bateu aquele leve medo de: é agora! Embarquei e durante o voo, devido a tensão, me lembro que tive até um pesadelo. Cheguei ao Panamá, celular sem bateria, sem adaptador de tomada mas feliz e empolgado, confiante e pronto pra continuar. Lá estava eu desembarcando no aeroporto de Cartagena arrepiado e sorrindo ao mesmo tempo. Sem celular e sem voucher de onde eu me hospedaria, fui até o balcão de informações e pedi pra que olhassem pra mim o endereço do hostel... deu certo. Que cidade linda, que energia boa, cheia de pessoas felizes, contagiante!!! Conheci lugares incríveis, conheci pessoas legais (sou tímido pra isso, mas estar sozinho e naquele lugar maravilhoso acabou mudando isso até sem eu percebesse). Dica: se hospedem no Bourbon St Hostel Boutique. Depois de 3 dias muito bem vividos, bora pra San Andrés conhecer o Caribe... Chegando no aeroporto (que tumulto!!!), eu só queria ver aquele mar das fotos que me fizeram chegar até lá... E WOOOOOOOOOW!!! Inacreditável! "P**rra, eu realmente tô no Caribe!" Dica: se hospedem no El Viajero. Depois de uma semana, de conhecer a beleza surreal da ilha e nadar bastante, partiu voltar pra Cartagena (com todo prazer!) por mais 3 dias. Em San Andrés, assim como em Cartagena, conheci outros viajantes que estavam viajando sozinho pela primeira vez também e compartilhar as experiências e momentos foi fundamental. Talvez se eu estivesse esperado alguém pra me acompanhar, eu não teria tido essa experiência sensacional, nem conhecido tais lugares e ainda estaria me questionando: será que eu consigo viajar sozinho? Sobre os lugares que visitei, recomendo e recomendo de novo. *A única coisa que me contrariou durante a viagem foi que comprei um sombreiro (esse das fotos) de um vendedor ambulante por 20.000COP e pouco depois achei numa loja por 7.000COP... aff, kkk... Se tiverem curiosidades ou quiserem dicas, é só me contactar :) Estou pronto pra próxima... a dificuldade agora é escolher algum destino dentre tantos maravilhosos pelo mundo... porque meu medo, eu já venci \o/
  2. 2 pontos
    Muitos me questionaram porque ir para Florianópolis que é a Ilha da Magia em pleno outono e a resposta foi bem simples: MEGA PROMO!! Tava um valor bom, então bora fazer desse limão uma limonada delícia. 😀 Floripa é muito conhecida por suas praias exuberantes e gente bonita passando para cima e para baixo. Mas por conta do período do ano (Outono) eu sabia que não daria praia, mas que poderia fazer muitas outras atividades como trilhas e bater perna por outras áreas. Época fria, mas tive a sorte de não pegar chuva nenhum dia, então, foram dias e noites bem aproveitados. Eu dispunha somente de um final de semana prolongado, então fiz muitas coisas nesses meus 3 dias e meio. Mais uma vez com a ajuda de alguns amigos desse site, consegui fazer a seguinte programação: 13.06.2018: Chegada em Floripa (à noite) 14.06.2018: Trilha Lagoinha do Leste 15.06.2018: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa 16.06.2018: Trilha da Galheta 17.06.2018: Jogo do Brasil e retorno para SP Dia 1: Chegada em Floripa Dentre as muitas opções que me foram dadas, optei em me hospedar na Lagoa da Conceição por ser o centro efervecente de Floripa, uma boa quantidade de hostels, restaurantes, bares, mercados, fácil acesso ao Sul e ao Norte. Enfim, localização perfeita! Me hospedei no Gecko´s hostel http://www.geckoshostel.com/ (RECOMENDO!!) e com um valor ótimo de diária R$ 30,00 sem café da manhã. Caso opte pelo café, paga-se R$ 10,00 a mais. 📌Sugestão: Faça suas compras nos mercados próximos. Há opções de orgânicos, sacolões, mercados grandes, mercados menores, padarias com pãoes quentinhos. É possível usar todos os utensílios da cozinha do hostel. Sai mais barato e você pode fazer um café mais reforçado, pois achei bem fraquinho o deles. Para o jantar, sugiro o mesmo, pois só tinha lanches disponíveis nos arredores e precisava de comida por conta da energia gasta nas atividades. Sendo baixissima temporada, muitos locais estavam fechados. Na ponta do lápis, foi uma ótima economia também!💲 Do aeroporto até o hostel o percurso foi de meia hora e custou R$ 26,00 com uber. Chegando lá, a recepcionista me perguntou se eu estava afim de ir numa festa numa balada onde a entrada era VIP até 23h30 e tinha um free shot de Catuaba pelo simples fato de estar hospedada com eles (ganharam pontinho positivo). Com meu colega de quarto (que tinha acabado de conhecer e topou meu convite) partimos para essa vibe underground chamada Santa https://pt-br.facebook.com/santalagoa/. O lugar toca um pouco de tudo desde funk a clássicos indie anos 2000. Tava meio vazio, mas o pouco pessoal que lá estava tocaram o terror e foi bem animado. Voltamos cedo porque no dia seguinte seria o único dia de sol daquele final de semana e queria fazer a melhor trilha de todas. Dia 2: Trilha Lagoinha do Leste De todas as dicas que recebi a mais indicada foi essa trilha. Ela possui dois caminhos: um fácil e rápido (sem vista) ou um mais longo e com vista espetacular. Optei pelo segundo. Usando ponto de partida como a Praia do Matadeiro: 📌Depois de passar pela praia e entrar na trilha depois das placas indicativas, mantenha sempre o lado direito. Pq uma hora as placas desaparecem e sobram trilhas no chão. Não tem erro. É tranquilo. Essa foi a única placa que encontrei no caminho, depois foi seguir esse esquema de manter a direita e deu tudo certo. Pelo caminho sempre se encontram pessoas que estão fazendo o mesmo trajeto e passada a parte de mata fechada, se abre um costão lindo, rende fotos espetaculares: E o lance de manter a direita faz todo sentido se chega nessa parte: se for para a esquerda você desce o costão que cai direto no mar, e não queremos isso, certo? Fiz uma parada para contemplação e lanchinho antes de continuar a caminhada e depois que retomei o caminho, vê-se do alto de um morro o destino: Praia da Lagoinha do Leste: Como se pode ver no canto direito da foto é realmente uma lagoinha que fica de frente para uma praia. Sendo baixíssima temporada, estava sem ninguém, por exceção de dois pescadores que parei para conversar e saber como ir embora (já que não seria o mesmo caminho da ida) e como faz para chegar no ponto alto do passeio: Morro da Coroa. Andando pela praia vê-se uma montanha e dizem que no alto dela a vista é sensacional, mas tem que ter disposição e pernas fortes para subir. Como não estava lá à toa, fui, é claro. É uma subida realmente bem íngrime e há pontos em que para ter mais segurança, você sobe literalmente de quatro, mas vale a pena e a vista. Os pescadores tinham dado uma dica boa por qual caminho seguir onde não há desprendimento de pedras no caminho e subi bem e em segurança. À medida em que se vai ganhando altura, consegue ver perfeitamente a Lagoa e a praia. Chegando no topo, estava receosa de estar sozinha no meio do nada e no alto de um morro, mas tinha um grupo de amigos lá e me juntei a eles. Foi ótimo pela cia, pela conversa, pelas trocas de fotos e principalmente pela cia no retorno, pois apesar de gostar de entrar no meio do mato, não gostaria de estar nele sozinha com pouca luz, afinal, segurança em primeiro lugar. Existe um ponto de foto clássica nesse morro, tipo Pedra do Telégrafo no Rio de Janeiro. Fiquei meio desengonçada, mas eu fiz a tal foto depois de milhares de tentativas. Ficou mais ou menos boa. Preciso de braços mais fortes para erguer as pernas, mas o que vale é a intenção. Esse foi o único dia de sol que realmente peguei nessa viagem então, a cor da água fica incrivel e rende ótimos flashs. Super recomendo. (Mesmo em dias nublados, porque a vista vale muito a pena, além do desafio de fazer uma trilha de tempo razoavelmente longo) Como tudo o que sobe, desce, fizemos com tranquilidade o caminho de volta e com atenção para não nos machucarmos ou sofrer qualquer torção. Porque sendo íngrime, certas partes na volta, também faz-se sentado. O retorno foi feito pela trilha do Pântano Sul que é bem demarcada, com pontos onde é possível encher as garrafas de água e não tem erro porque ela é fechada por mata e não tem bifurcações, mas diferente do caminho da Praia do Matadeiro, ela não tem vista, e consequentemente ela é mais rápida (45 mins mais ou menos) A saída por essa placa leva a uma rua que não sei o nome, mas que tem ponto de ônibus que roda por vários lugares, inclusive para a Lagoa da Conceição. Mas não pode ter pressa, porque o sistema de transporte de Florianópolis não me pareceu muito eficente: ele te deixa num terminal e depois desse terminal tem que pegar outro ônibus. É bem demorado, mas é o modo mais econômico. Chegando no hostel, fui fazer meu jantar e descansar, afinal a caminhada foi boa: 3h na ida e 1h20 na volta + o trajeto de buso que desisti de contar o tempo. Portanto, se forem à Floripa coloquem esse destino na lista, não vão se arrepender! 📌O que levar para esse passeio: Água: não há quiosques ou ambulantes pelo caminho (na alta temporada, talvez); Lanche; Protetor solar; Agasalho; Ao fazer a trilha pelo Matadeiro, sugiro estar com calça comprida para proteger as canelas da vegetação rústica que tem pelo caminho e não se machucar; Repelente; Câmera para fotos espetaculares; Disposição, muita disposição. Dia 3: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa Por meio do app Couchsurfing troquei contato com uma pessoa que mora em Floripa e estava disponível para me levar para passear. Esse novo amigo me perguntou o que eu gostaria de conhecer e respondi que parte histórica das cidades é algo me encanta. Então, fomos eu e uma colega do hostel que estava sem programação. Colocamos gasosa no carro do amigo e fomos rodar por aí para conhecer um pouco do passado para entendermos o tempo presente. Esse foi o nosso roteiro: Foi muito produtivo! Breve resumo histórico: "Os primeiros habitantes da região de Florianópolis foram os índios tupis-guaranis. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência. Os indícios de sua presença encontram-se nos sambaquis e sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4.800 A.C. Já no início do século XVI, embarcações que demandavam à Bacia do Prata aportavam na Ilha de Santa Catarina para abastecerem-se de água e víveres. Entretanto, somente por volta de 1675 é que Francisco Dias Velho, junto com sua família e agregados, dá início a povoação da ilha com a fundação de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) - segundo núcleo de povoamento mais antigo do Estado, ainda fazendo parte da vila de Laguna - desempenhando importante papel político na colonização da região. Em 1726, Nossa Senhora do Desterro é elevada a categoria de vila, a partir de seu desmembramento de Laguna. A ilha de Santa Catarina, por sua invejável posição estratégica como vanguarda dos domínios portugueses no Brasil meridional, passa a ser ocupada militarmente a partir de 1737, quando começam a ser erguidas as fortalezas necessárias à defesa do seu território. Esse fato resultou num importante passo na ocupação da ilha. Nesta época, meados do século XVIII, verifica-se a implantação das "armações" para pesca da baleia, em Armação da Piedade (Governador Celso Ramos) e Armação do Pântano do Sul (Florianópolis), cujo óleo era comercializado pela Coroa fora de Santa Catarina, não trazendo benefício econômico à região. No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se Capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade, com o investimento de recursos federais. A modernização política e a organização de atividades culturais também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845). Dentre os atrativos turísticos da capital salientam-se, além das magníficas praias, as localidades onde se instalaram as primeiras comunidades de imigrantes açorianos, como o Ribeirão da Ilha, a Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa e o próprio centro histórico da cidade de Florianópolis." Fonte completa: http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/turismo/index.php?cms=historia&menu=5&submenuid=571 Santo Antonio de Lisboa: grande ocupação açoriana e portuguesa. Região que tem grande concentração de sambaquis que são vestígios indígenas. Igreja de Nossa Senhora das Necessidades: construção proximada em 1750. Considerada uma das mais belas expressões do barroco no sul do Brasil. Jurerê Internacional: a cara da riqueza com suas mansões estilo americanas. Casas sem muros e ruas largas. Muito chique. Fortaleza de São José de Ponta Grossa (1740): Ao Norte da Ilha de Santa Catarina, entre as praias do Forte e Jurerê, ergue-se um dos mais belos monumentos catarinenses do século XVIII: a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Em conjunto com as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones, formava o sistema triangular de defesa que deveria proteger a Barra Norte da Ilha contra investidas estrangeiras e consolidar a ocupação portuguesa no Sul do Brasil. (Fonte: http://www.fortalezas.ufsc.br/fortaleza-ponta-grossa/guia-fortaleza-de-sao-jose-da-ponta-grossa/) Fui muito bem recebida por um ser gracinha que estava no caminho😍 Barra da Lagoa: O bairro da Barra da Lagoa está localizado na costa leste da Ilha de Santa Catarina, entre o Rio Vermelho e a Lagoa da Conceição. Distante cerca 19,8 km do centro de Florianópolis, a Barra da Lagoa é uma comunidade tradicional, que ainda mantém viva a raiz cultural açoriana e madeirense, como a pesca e a produção de trançados, a confecção da renda de bilro e de redes para a pesca artesanal. (Fonte: http://www.guiafloripa.com.br/cidade/bairros/barra-da-lagoa) Ruelas estreitas, vida simples e com um paz que muita gente procura. Ótimo lugar para caminhadas. Dia 4: Trilha da Galheta Florianópolis tem muitas trilhas para serem apreciadas. Escolhi essa porque me falaram que era muito bonita a vista e daria tranquilamente para eu fazer sozinha. Sai na caminhada da Lagoa da Conceição e fui até a Praia Mole. Chegando lá tem uma entradinha de terra sentido praia que disseram que era caminho para chegar na Galheta. No final dessa estradinha realmente vira praia e como era um dia de semana, no outono e tempo nublado não tinha quase ninguém só raros gatos pingados. Não deu praia, mas deu para fazer a caminhada com muita tranquilidade e relaxamento: Da praia mole até a Galheta há um paredão de pedras que a gente segue uma trilhazinha e é bem demarcada e esse lado é realmente muito bonito. No meio do caminho encontrei um rapaz que fazia sua caminhada de boas como eu e conversamos. Como ele tb estava sozinho, eu disse que estava fazendo essa trilha da Galheta e queria sair na Barra da Lagoa, perguntei se ele tava afim de acompanhar e ele topou. Perguntamos a um local como fazíamos para subir a trilha pela mata e ele indicou uma faixinha de areia que passou desapercebida da gente e seguindo os conselhos do local deu tudo certo e tivemos essa vista: Tenho certeza que num dia ensolarado a cor da água deve ser sensacional. Infelizmente não há placas indicativas, mas depois que se entra na trilha é só seguir a demarcação no chão e seguir sempre em frente. No final saimos num bairro residencial e encontramos outro morador ilustre pelo caminho e não resisti, tirei uma fotinho: O final do nosso caminho nos levou até a Trilha Arqueológica também chamada de Trilha da Oração, é um santuário Arqueoastronômico. Nela encontra-se um conjunto de Monumentos Megalíticos, que são pedras que estão posicionadas de forma estratégica, que mostram exatamente quando ocorrem os fenômenos de solstício e equinócio, e também determinam a direção norte-sul. (Fontes: https://inspiralma.com/2017/10/11/trilha-arqueologica-fortaleza-da-barra/ https://arqueoastronomia.com.br/atividades) Infelizmente não pude conhecer esse lugar e estava rolando umas atividades muito boas e algumas gratuitas, mas como eu tinha caminhado uns 9km estava bem cansada e precisava almoçar em algum lugar. Deixo os links acima para quem tiver interesse nesse lado místico que eu achei sensacional e gostaria de me aprofundar, mas a natureza da fome foi mais forte. Tudo bem, mais um motivo para voltar para esse lugar incrível e como vocês podem ver, há muitas trilhas e caminhos para desbravar. Depois de comer algo, mais uns 3km desse local chegamos na Barra da Lagoa e é uma graça de simplicidade e beleza: Meu parceirinho de trilha precisava ir embora e eu estava cansada, mas aproveitando que eu já estava na Barra da Lagoa, fui conhecer uma trilha que leva para umas piscinas naturais Ela é bem curtinha e leva uns 30 minutos e é bem sinalizada. Reuni força, animo e vontade e fui. Valeu a pena! Depois de ver tudo o que gostaria, peguei um ônibus de volta para a Lagoa da Conceição. Jantei, estiquei as pernocas e vocês acham que fui dormir? Bem, era esse o plano original, mas quando você se hospeda em hostel, ainda mais naqueles que parece que você está em casa com seus melhores amigos, recebi o convite para um aniversário de uma moça que estava no mesmo quarto que eu numa balada mara em Floripa. Fizemos nosso esquenta no hostel e depois tocamos pra vibe! Já que temos espírito teen, ele baixou em mim e assim ficou...hehehe Pessoas sensacionais. E que noite!!! O dia seguinte era meu retorno a SP e pela primeira vez na trip me permiti dormir até a hora em que meu corpo quisesse. (Respeitando o horário do check out, é claro). Esses poucos dias foram lindos e intensos e conheci muita gente boa e especial pelo caminho. Muitas mulheres ficam com receio de sairem sozinhas por ai afora e posso dar a dica de ouro: SE JOGA!! Quando emanamos boas energias, boas pessoas e bons momentos serão atraídos até a gente. Não se limite a esperar cia, às vezes a sua agenda e de seus amigos podem não bater e você perde a oportunidade de fazer bons novos amigos pelo caminho. Ir para novos lugares é um prazer imenso e uma perfeita válvula de escape para mim, mas voltar para casa tb me alegra, e muito. Espero ter colaborado um pouco para o planejamento de algumas pessoas e mostrar que a Ilha da magia, mesmo em céu cinzento é linda e acolhedora. Qualquer dúvida que tiverem podem me perguntar que será um prazer ajudar. Tenho comigo a planilha de gastos dessa viagem, caso necessitem.
  3. 2 pontos
    Vc é muito chato senhor dezenas de contas repetidas e com nome só números... Mania de comentar em quase todos os tópicos, mesmo quando não é para responder a pergunta inicial e nem falar nada construtivo.
  4. 1 ponto
    Fala Galera, Tudo Bom? Oque vocês acham de juntar os amigos e viajar? Top né!!!! E viajar de Kombi, por quase 10 mil Km? Então! Muitos devem estar pensando que isso é até legal, mas uma verdadeira loucura e burrice. Mas nós somos loucos mesmo, por isso compramos uma Kombi ano 96 e decidimos ir nela para Machu Picchu/Peru. Nossa ideia foi sair de BH/MG, passar em Bonito/MS, Salar de Uyuni/Bolivia, Lago Titicaca (Bólivia e Peru) e finalizar em Cusco, ou melhor Machu Picchu/Peru. Depois voltar pelo caminho mais rápido possível. No inicio tivemos alguns problemas, pois nosso mecânico atrasou a entrega da Kombi em uma semana, ou seja, menos uma semana de viagem. Após muito trabalho e desgaste ela estava pronta. Como já estávamos atrasados, não dava para perder mais tempo, pegamos ela as 21:00 do dia 13/07/2017 e na mesma noite começamos a colocar os bancos, plotagem, bagageiro e trocamos as rodas, no final passamos a madrugada toda fazendo oque tinha que ser feito para começar a viagem. como estratégia, um de nós 6 ficou em casa dormindo, assim quando o trabalho de preparação terminasse, ele iria dirigir. Finalizamos tudo por volta de umas 09:30 do dia 14/07/2017. E as 11:00 após abastecer e lubrificar, saímos de BH rumo a Bonito/MS. Para não atrasar mais nossa viagem, fizemos um revezamento de motoristas, como já foi dito eramos 6, porem só 5 com CNH. Cada um dirigia um tanto bom e quando este casasse, outro assumia o volante. Ao longo do caminho tivemos dois problemas, após andar em torno de uns 900km começamos a sentir cheiro de gasolina, e vimos um rastro no asfalto. Bem! acredito que saibam que a kombi é famosa por pegar fogo,então assim que detectamos o cheiro saímos o mais rápido e analisamos no motor qual seria o motivo do vazamento. Ficamos olhando e especulando até que dois de nós, identificaram que havia uma braçadeira muito bamba, então apertamos ela e outras que estavam na mesma situação. Uma falha mecânica, que poderia dar fim a nossa viagem ali mesmo, mas consequência da nossa loucura, pois pegamos a kombi no dia em que seu motor tinha ficado pronto e colocamos na estrada, sem fazer antes um teste rigoroso. Bola pra frente! seguimos mais uns 100 km, até que o cheiro de gasolina voltou, novamente corremos para ver qual seria o problema, com uma nova analise, foi averiguado que uma mangueira não estava bem encaixada, por isso soltava gasolina quando acelerava. Neste momento alguns estavam com receio de continuar e a gasolina voltar a vazar, mas nosso ilustre capitão "Matchola Sparrow" nos afirmou que não iria acontecer, pelo menos não com aquela mangueira, pois ele viu como ela estava encaixada antes e como ficou depois, garantindo aos demais que não voltaria a acontecer. E de fato não ocorreu, vez ou outra achávamos que estava vazando gasolina, mas era só coisa de nossas cabeças. Vá me dizer que não iria ficar assim também??? Pois bem, chegamos em Bonito no dia 15/07/2017 em torno de umas 20:00, então não tinha como aproveitar nada, pois a noite em Bonito é bem parada, suas grandes atrações são seus parques naturais que funcionam de dia. Assim, só ficamos por montar as barracas, fazer um rango e dormir. Quando amanheceu, peguei a viola botei na sacola e fui viajar! (brincadeira!!!!)rsrsrsr. Fizemos uma analise e para nós que ficaríamos por pouco tempo, era vantajoso o passeio na Nascente Azul, além de ser muito top o lugar, poderíamos ficar na reserva aproveitando seus atrativos como piscinas, tirolesas e outros, mesmo após terminar o passeio principal que envolve flutuação na água. Ficou em uns R$ 200,00 para cada, não achei barato, mas... foi de fato incrível!!! Por volta de umas 17:00 horas pegamos a Kombi, voltamos para o camping e fizemos um churras. Bom por hoje é isso, depois irei postar a continuação e falar sobre nosso triste encontro com a policia boliviana, a quase perda da kombi para o governo boliviano, a fuga da Bolívia para não perder a kombi e o quase fim dela em uma estrada de terra em Goiás!! Ah!! Apelidamos ela de Judit-Kombroza!! https://www.facebook.com/judithKombroza/
  5. 1 ponto
    @Érica Martins Decidi ficar esse tempo lá pra não ficar na correria de fazer tudo... Eu adorei as dicas que você me deu e com certeza eu vou seguir elas e já inclui no meu roteiro.
  6. 1 ponto
    Olá Rafael, eu moro na CdMx, qualquer dúvida específica é só dar um toque. Perto da CdMx tem muitas cidades e vilarejos a serem visitados, como Puebla e Cholula, que já foram recomendados, mas também pode visitar algumas cidades por perto como Taxco, Real de Monte, Huasca de Ocampo e se quiser ir mais longe pode visitar Querétaro, Guanajuato, San Miguel de Allende ou Morélia. Na Cidade do México, além dos passeios tradicionais que todos os turistas fazem, pode visitar: - Cidade Universitária da UNAM. - Bairro de Santa Maria la Ribera. - Sítio Arqueológico de Cuicuilco (Dá para combinar com a CU-UNAM). - Tlalpan (Dá para combinar com a CU-UNAM). - Parque Nacional Desierto de los Leones (Tem visita guiada no convento). - Bairros de San Ángel e Chimalistac. Respeito ao Nevado de Toluca, é bem complicado ir de conta própria e as agências são meio chatas para aceitar só uma pessoa, mas vou consultar para uns amigos que faz pouco tempo foram para o vulcão e fecharam com uma agência na hora, vou tentar conseguir o contato para facilitar o passeio. Caso não seja possível, o que pode fazer é pegar um ônibus na rodoviária Observatório que vá para Sultepec e pedir para o motorista descer em Pueblo Raíces, daí pode caminhar para a entrada do Parque e pedir carona pra subir à cratera, o ideal seria que fosse em final de semana para ter mais chances de pegar carona.
  7. 1 ponto
    Reclamações todas as seguradoras vão ter, mas a Zurich é uma das maiores seguradoras do mundo, e eles não se associariam a uma empresa qualquer de fundo de quintal que sujaria o nome deles a qualquer momento, então a princípio não deve ter maiores problemas em contratar um seguro com eles.
  8. 1 ponto
    1º dia = Brasil - Los Angeles. Aéreo: Compramos as passagens aéreas da COPA Airlines por 2200,00 com taxas e conexão na cidade do panamá com total de 15h30 de viagem. Gostamos muito da cia aérea (bancos espaçosos, 🍴 muuuuita comida, atendimento simpático, enfim gostamos). A conexão se deve ao avião ser pequeno. Comunicação: CHIP celular Confesso que ja fui uma mochileira mais raiz e que a idade está me tornando meio nutella, rsrsr, e dessa vez me dei ao luxo de comprar um chip para o celular (acreditem mas eu viajava sem celular e com mapa de papel). Compramos da empresa FlexiroamX que na verdade é um chip adesivo que fica por cima do chip da sua operadora do Brasil (apelidei de chupachip) e que vc pode reabastecer para viagem em 140 países. O custo foi de R$ 99,00 (reais) do chip e u$ 37,50 do pacote de 5gigas de dados para 15 dias. AAAAMMMEEIII. funcionou super bem, e ainda sobrou 1,5g e eles ainda dão suporte por watsapp caso dê algum problema. https://www.flexiroam.com.br/preco.php?gclid=Cj0KCQjwrZLdBRCmARIsAFBZllHwwH5AgTz3kJZMe77pYWkGc5Yl_NTjv_sNRXzgpgJ9ZJwCb6iQrG4aAnRxEALw_wcB Transporte: Chegando em Los Angeles e na saída do próprio aeroporto tem um monte de ônibus das locadoras de veículos que ficam passando e levando a galera para as agências deles pois elas ficam um pouquinho longe dali. Pegamos o ônibus da BUDGET e bora pegar nosso fiel escudeiro. Alugamos um carro Sentra da Nissan, automático com 6900 milhas rodados por U$ 400 + U$ 107 seguros extras por 14 dias com km ilimitados e o carrinho foi ecomônico chegando a 17km/L. Passeio:. Com o nosso passante em mãos, fomos conhecer a praia de Santa Monica e Muscle Beach. Achamos um estacionamento a preço amigável e fomos caminhando até o pier. Lá tem muuuuito turista mesmo, tem aquele parque com montanha russa inacreditavelmente se equilibrando no pier, tem a placa do final da rota66, tem restaurantes, muvuca, alternativos, e um visual lindo do pacífico. Continuamos a caminhada até a Muscle Beach (aquela que o Arnold Schwarzenegger fazia altas musculação) e o pessoal bem ativo nos equipamentos no meio da areia. Lá da pra alugar bike e fazer um pedal a beira areia com direito a faixa exclusiva para ciclistas. Depois demos um passeio pelas ruas próximas para ver os preços das lembrancinhas de viagem e com o carro fomos tomar um sorvete na Coolhaus (que é um sanduiche de sorvete dos deuses) Hospedagem: Depois dos passeios na praia fomos fazer check in no Days Inn by Wyndham Hollywood Near Universal Studios, por U$ 495 - 3 diárias para 1 casal com cafe da manhã. O hotel é muito bem localizado (cheio de loja, mercado, restaurante e claro 2 quadras da calçada da fama), tem um cafe da manha daqueles continental mas com bastante coisinhas pra comer, e é bem silencioso. O estacionamento é U$ 15 por dia. Gastos do dia: Aéreo: R$ 4566,00 para o casal. Comunicação: U$ 62 Aluguel de Carro: U$ 487 Hospedagem: U$ 495 Alimentação +supermercado: U$ 77
  9. 1 ponto
    @Rafaelrds se tiver dois dias extras disponíveis recomendo ir até a cidade histórica de Puebla e ao sítio arqueólogo de Cholula. Na CDMX tem mil coisas mas considero imperdível: Teotihuacan (que você já falou), Museu de Antropologia, ruínas de Tenoctlan (Museu El Templo Mayor), Zócalo, Museu da Memória e Tolerância (visita guiada), Palácio Nacional (murais) e Palácio de Belas artes (visita guiada sobre os murais). Foi simplesmente a cidade mais surpreendente e incrível que já conheci no mundo, até hoje O nevado não consegui ir por causa das dificuldades de conseguir transporte. Acabei indo até Puebla e Cholula e depois até o sítio arqueológico de Tulum, muito pouco visitado e belíssimo.
  10. 1 ponto
    O downhill na estrada da morte na Bolívia não pode faltar para aqueles mochileiros que amam uma aventura, como eu! Para quem ainda não conhece, é a descida de bike em uma das mais perigosas estradas do mundo, com precipícios que beiram os 900 metros de altura e trechos com apenas 3 metros de largura. Nós pagamos cerca de 150 bolivianos (R$70,00) mas o valor pode variar de acordo com o tipo de bike e tração. É bom reservar um tempinho para andar na rua Sagàrnaga e pechinchar entre as agências para conseguir o melhor preço. Este passeio dura o dia todo, mas em nosso caso, tivemos uma situação um tanto conturbada que dobrou o tempo de duração, portanto irei dividi-lo em três partes: Início, meio e experiência de quase morte. hahahhaaha. Calma que eu vou explicar. Início: O tour inicia-se às 7h00 e inclui transporte até o topo da estrada, na cidade de El Alto, vestimenta (jaqueta fina, calça e luvas), equipamentos de segurança, fotos, almoço e guias para conduzir o grupo. Quando desembarcamos lá em cima, fazia muito frio, portanto recomendo levar mais uma blusa apenas para o início da descida, pois da metade para o final faz muito calor. Dessa forma, é importante ter uma camiseta por baixo de tudo. Também é fundamental levar óculos de sol para evitar que a poeira entre nos olhos. A descida começa ainda em estrada asfaltada, a uma altura de mais ou menos 4.000 mil metros. A sensação de liberdade é indescritível e é ainda mais incrível olhar para os lados e perceber que está pedalando na altura dos picos das montanhas! Após em média 50 minutos pedalando na estrada asfaltada, começa o temido caminho na estrada de cascalhos, terra e muita poeira. O guia fez algumas recomendações importantes e demos início a largada! Não vou negar que no começo fiquei com bastante medo, mas depois de 10 minutinhos, peguei o jeito e me acostumei. Ahhh! Fique tranquilo, caso não tenha experiência com bikes, é só descer com calma e não há motivos para algo dar errado. O trajeto completo dura em média 4 horas e vai dos 4.000 aos 1.110 metros em 65km de estrada. Meio: O percurso passa por pequenas cachoeiras e recomendo que OLHEM PARA OS LADOS, mesmo pedalando, pois a vista é inacreditável! Eu até vi um gavião voando na mesma altura que estava! É incrível! Há paradas para descanso, fotos, lanche e histórias macabras. Depois de completarmos a descida, há um almoço delicioso com comida bem típica e depois, começamos a volta à La Paz, já dentro da van. Experiência de quase morte: Depois do almoço, retornamos à van e notei logo de cara que o guia estava bêbado e não conseguia formar uma frase, provavelmente, tinha bebido enquanto almoçava. Mesmo com essa situação, ninguém se manifestou de início e seguimos viagem pela estrada, que não é da morte, mas ainda sim, haviam precipícios e neblina. Um pouco antes da metade do caminho, nossa pista estava interditada em um pequeno trecho, sendo necessário desviar por um minuto na contramão, era uma manobra fácil e foi o que nosso motorista fez, o único problema era o caminhão vindo em nossa direção e o motorista da van continuou indo, mas parou bem em cima! Depois desse susto, todos ficaram preocupados e alguns até mais exaltados. Assim, exigimos que eles parassem a van, o que eles se recusaram de início, mas cederam quando viram um comércio na beira da estrada. Nós descemos da van e paramos uma outra van de transporte público que estava indo para La Paz e nos levou junto. Nós falamos com a agência e a responsável nos reembolsou o dinheiro extra gasto com a van pediu mil desculpas. Acredito que o guia e motorista eram novos e foram advertidos ou até dispensados depois das reclamações que receberam. Tenho certeza de que essa situação foi uma exceção e quero que entendam o relato como uma lição para prestarem mais atenção nos guias, pois não depende somente das agências. Por favor, não deixem de fazer esse tour incrível, lindo e sensacional!!!!! As fotos dizem por si só!
  11. 1 ponto
    >>> O Raj vale muito a pena<<< Victor, encontrei esse seu post aqui na semana passada, já em estado de desespero por não conseguir comprar bilhetes de trem no site da IRTC. Entrei em contato com o Raj e digo que vale a pena. Comprei com ele todos os meus bilhetes de trem, ao total 4 e paguei via paypal. Não tive problemas e foi super fácil. Fizemos todos o processo via e-mail e Skype. Ele cobrou 23 rúpias de taxa pela emissão de cada ticket , porém nesse custo já está incluído taxa de paypal e diferenças cambiais. Ele é muito transparente. Te mostra a cotação no próprio site da IRTC para te mostrar que ele não está superfaturando etc. Além disso, ele me passou uma cartilha de como identificar plataforma do trem, porque nas estações as informações são bastante confusas. Me passou também cuidados e instruções de segurança (por eu ser mulher viajando sozinha de trem). Enfim, obrigada pela sua super dica. Achei importante relatar aqui como foi minha experiência e recomendar também este serviço para xs viajantes desesperadxs com essa burocracia dos bilhetes de trem na Índia. Atualizo aqui o contato dele para quer quiser: Whatsapp, Viber and voice calls: +91 8962129008. E-mail: [email protected] and [email protected] Skype: rajneeshya Facebook: https://www.facebook.com/rajneesh.yadav.528 É isso aí!! Namastê!
  12. 1 ponto
    Feriado de semana santa, ano complicado de promoções de passagens. Não que não role, nós quase sempre conseguimos alguma oportunidade mesmo em feriados, mas tem sido cada vez mais difícil. Neste ano conseguimos promoção para Cuiabá. Quando compramos as passagens, os voos de ida e volta eram diretos, com a Tam. E logisticamente ótimos: ia e voltava de noite. No entanto, ambos foram cancelados pela Tam meses antes. Pelo menos foi possível manter a viagem, reorganizamos os trechos com conexões em Brasília. Desde nossa primeira vez no Mato Grosso, não houve ano em que não retornássemos. Estivemos na Chapada, em Nobres e uma penca de vezes no Pantanal. Aliás, sempre que podemos (sempre que há promoções), voltamos ao Pantanal Norte. Seria uma opção para o feriado, mas avaliamos que, em abril, ainda não estaria no ponto ideal para curtir, poderia haver lamaçal na Transpantaneira. Eu ainda quero curtir a Transpantaneira num período de chuva, para ver como é, mas ficou para uma outra vez. Ativei um plano antigo, então: fazer duas trilhas que faltaram na nossa visita à Chapada dos Guimarães: Cidade de Pedra (estava fechada quando fomos) e Morro São Jerônimo (na época achei que Katia não encararia). Tendo um dia de sobra no roteiro, decidi encaixar Nobres para conhecer o Rio Triste e refazer alguma atração daquele lugar extraordinário. Desenhei um roteiro que nos fez pingar de pousada em pousada. Dormiríamos em frente ao aeroporto na chegada e antes da partida (a volta era de madrugada), em Nobres num dia e na Chapada noutro. Com o cancelamento do voo direto, o jeito foi chegar às 2 da matina em Cuiabá. Foi só para dormir por algumas horas mesmo, pq logo cedo pela manhã já estávamos na estrada para Nobres, nosso primeiro destino. Tinha agendado nosso passeio para o Aquário no primeiro horário, 8 da manhã. Chegamos a tempo. Importante para quem vai para Nobres: o lugar para onde vc ir é Bom Jardim, e não Nobres exatamente. Bom Jardim é um distrito, bairro, ou coisa parecida de Nobres. É lá onde ficam as atrações. Já conhecíamos o Aquário, optamos por voltar lá por ter sido o mais bacana da outra vez que estivemos em Nobres. Segue sendo um espetáculo mesmo. Mas achei que havia menos peixes dessa vez. Talvez tenha sido a hora do dia. Curtimos muito, de qualquer forma. Aquário Lá no Aquário nos recomendaram conhecer o Duto do Quebó, um passeio de boia que passa por dentro de uma caverna. O passeio de boia em si não me atrairia, mas o lance de passar por dentro de uma caverna chamou a atenção e decidimos ir. Meu maior objetivo dessa nova ida a Nobres era ir no Rio Triste, que ficou faltando na nossa outra visita. Soube que agora não precisava agendar para ir lá, era só chegar e, se fosse o caso, ficar na fila. Ótimo. Então fomos para o Duto do Quebó. Chegando lá tinha a maior galera, teríamos de esperar. Feriado é assim, então relaxamos (esperamos) e aproveitamos. No meio tempo, caiu uma chuvarada. Tinha visto que andava chovendo com constância por lá, e havia previsão de chuva para todos os dias do feriado. Confirmado. Enquanto esperávamos pela nossa vez no passeio, fomos conhecer a ponte de pedra Chegou nossa vez, ali meio que pela hora do almoço, e fomos lá curtir o passeio. É exatamente aquilo: vc desce o rio de boia e, no meio do caminho, tem uma caverna por onde vc passa. O passeio é necessariamente guiado e em grupos, como as outras atrações da região. Em algumas partes o grupo deve estar junto, em outras pode dar uma dispersada. Dentro da caverna, logo na entrada, tem um desnível, ou seja, sua boia vai dar uma descidinha. E aí Katia virou dentro da água. Sempre ela! Tal qual Inle Lake, semanas antes. Mas sem maiores problemas, sem machucados, felizmente. Rapidamente se recompôs e subiu de volta na boia. Dentro da caverna curtimos a bicharada que mora lá dentro. Lanternas são fornecidas para curtirmos. Foi bem bacana. Já prestes a sair da caverna, Duto do Quebó De lá partimos direto para o Rio Triste, que fica meio que “do outro lado” (de onde estávamos) de Bom Jardim. Havia pouca gente, de modo que seríamos o grupo seguinte a descer o rio. Acho que nos demos bem dessa vez, pq logo a seguir chegou uma galera, e mais outra, e mais outra. A fila seria longa para eles. Enquanto esperávamos, o tempo dava mostras de querer desabar de novo, e não deu outra: mais chuva. E bem na nossa hora de descer para o rio. Descemos sob chuva. Vamos nos molhar mesmo, qual o problema? O Rio Triste é mais “veloz” que os outros. Vc desce mais rápido, o fluxo do rio é mais vigoroso. E havia mais peixes que no Aquário dessa vez. A visibilidade é ótima, mesmo prejudicada pela menor intensidade da luz (céu nublado). Curtimos bastante. Bateria da máquina acabou no meio da descida. Uma arraia no Rio Triste Ainda deu tempo de retornarmos ao centro e embicarmos para o pôr do sol (sem sol!) na Lagoa das Araras. A luz daquele fim de tarde estava especialmente bela. As araras, tal qual da outra vez, nós só vemos ao longe. Dessa vez curtimos muito o som noturno dos bichos. Fomos os últimos a voltar para o carro, já escuro. Anoitecer na Lagoa das Araras Bom Jardim não mudou muito desde quando fomos. O asfalto ainda acaba por ali, algumas novas pousadas abriram, mas não houve mudança significativa. De modo que não é fácil encontrar lugar para jantar, se vc quer jantar mais cedo. Somente depois das 19hs, ou coisa parecida. Ao menos fomos no Chapolim, que ficava ao lado da nossa pousada. Comida farta e saborosa, apresentada pelo simpático dono fantasiado de Chapolim. E fomos dormir, pq dia seguinte era dia de viagem logo cedo e trilha. Preços dos passeios em Nobres: não me lembro com exatidão os preços de cada um, mas todos na faixa de 75 BRL por pessoa. Araras ainda a 15 BRL. No sábado partimos cedo, logo às 7 da manhã. Ainda deu para curtir um pouco do café da manhã da pousada, pq gentilmente nos permitiram entrar antes da hora. Mas foi meio the flash, partimos logo pq havíamos marcado às 9 na Chapada. Da outra vez em que estivemos na Chapada dos Guimarães, tínhamos feito as trilhas com a Marcia. Era dica do mochileiros.com, e gostamos muito. Dessa vez entrei em contato com ela, mas ela não me retornou, então pesquisei outras opções. Fechamos com a Nidelci. Para o passeio para a Cidade de Pedra, pedi a ela para incluir o transporte, pq precisaria de um carro tracionado (depois vi que até seria possível encarar de carro comum, mas exigiria uma perícia que eu talvez não tivesse, de modo que achei uma boa ter incluído o 4x4). Os preços mudaram muito desde nossa outra ida à Chapada: 100 BRL por pessoa para o Morro e 150 BRL para a Cidade de Pedra + Rio Claro (os 50 a mais são por conta do carro). Do que eu pesquisei, é o preço que todos cobram. Enfim, partimos para a Chapada. Conforme ia me aproximando, fui ficando tenso. Não via postos de gasolina e o tanque estava esvaziando. Achava que, chegando na estrada de Cuiabá para a Chapada haveria postos. Não havia. Quando chegamos lá, o tanque já estava na reserva. Piscando. E tome banguela onde fosse possível. E nada de posto. Já estava imaginando eu ligando para a Nidelci nos socorrer no meio da estrada, atrasando o dia de todo mundo. E nada de posto. E eu contando os km que faltavam para a cidade, estimando quanto ainda haveria no tanque. As contas indicavam alto risco de acabar antes. Já estava há tempos na reserva, e a estrada era mais de subida. E num ritmo relativamente lento. E nada de posto! Já nos arredores da cidade, vejo um! Mas era miragem, o posto estava desativado. Quando entrei na cidade e vi um posto aberto, foi um alívio como há tempos eu não sentia. Amem! Fomos para a praça central, onde havíamos combinado com a Nidelci. Ela sugeriu de fazermos check-in na pousada que ela nos buscaria lá mesmo, e assim foi. Partimos para a Cidade de Pedras. Um outro carro com duas meninas iria também no mesmo grupo. No caminho, vimos que a Salgadeira ainda estava fechada (na verdade eu tinha visto na chegada, mas a tensão com o tanque não me permitiu dar maior atenção). É uma atração belíssima (que eu nunca conheci!) da Chapada, logo no começo, que está interditada há anos, com tapumes medonhos. Um exemplo de Brasil. Enfim, Cidade de Pedras. Absolutamente espetacular. Seguramente o mais representativo do que eu tenho na mente como imagem da Chapada dos Guimarães. Da outra vez que estivemos lá, fomos nas Caverna Aroe Jari e na Rota das cachoeiras. Ambos passeios excelentes, mas o visual que eu tinha em mente de Chapada dos Guimarães, aqueles chapadões de rocha, eu só tinha a partir da estrada mesmo. Agora não. A Cidade de Pedras me permitia observar plenamente a Chapada. Sublime. Vc vai percorrendo um desfiladeiro por trilhas bem demarcadas e acompanhado de guia. Amplo visual. Sol a pino. Diversos mirantes para parar e admirar o espetáculo. Muita beleza e amplitude. Ficamos lá até o final da manhã, talvez eu tivesse ficado mais, se pudesse. Mas tinha a próxima parada, o Vale do Rio Claro, que ficava lá embaixo. Cidade de Pedra No caminho paramos rapidamente para observar novamente a imponente Cachoeira do Véu de Noiva. Partimos para o vale. Entre partes cheias de areia e buracos e desníveis propícios para off-road, chegamos num ponto em que deixamos o carro e seguimos andando. Paramos primeiro para nadar no Rio Claro, onde rola uma flutuação com obstáculos. É bom levar snorkel, mas são tantos obstáculos (troncos na maioria), que toda hora vai ter de retirar o rosto da água. Rio Claro – é claro mesmo De lá fomos subir a Crista do Galo. Outro lugar extraordinário de bonito, com visual estonteante. Sob sol a pino ainda. De lá nós observamos onde estávamos horas antes, lá no alto. Uma outra perspectiva. Vale demais. Crista do Galo Descemos e fomos curtir outro banho de rio, agora no Poço das Antas. Relax muito agradável com o grupo. Nadamos, curtimos, resfriamos, conversamos. E retornamos. Chegamos na cidade depois do pôr do sol. Fomos arrumar um lugar para comer – o passeio do dia não tinha pausa para almoço, exatamente como gostamos de fazer! Mas a galera leva suas barrinhas, sanduíches e etc. para matar a fome. Rodamos um pouco pela cidade e fomos na dica que pegamos com a Nidelci: Restaurante Popular. Preços maravilhosos e boa fartura. Vc escolhe a carne e o buffet de acompanhamento é livre. Excelente custo-benefício. Encerramos o dia curtindo showzinho na praça (estava cheia!). Domingo. Nosso último dia era dia da trilha do Morro São Jerônimo. Katia foi ler sobre a trilha e ficou meio tensa com a parte difícil que todos relatam. Falei pra ela que ela tinha subido um lance difícil no Cariri paraibano (as Sacas de Lã), mas nem assim ela acalmou. Foi preparada para empacar naquele ponto e nos esperar voltar. Fazia sol na ida. Cruzamos algumas partes da trilha para a Rota das Cachoeiras, especificamente a Casa de Pedra. O plano era voltar por ali e curtir uma cachoeira pra relaxar. Fazia sol na ida. Pedra Furada, no caminho do Morro São Jerônimo Foram +- 3,5hs de caminhada na ida. Visuais estupendos ao redor, tudo quase sempre aberto. No lance da escalaminhada, Katia levou algum tempo, teve muita ajuda (valeu, Nidelci!), mas superou. No alto do morro, o tempo mudou e nublou. Observávamos ao longe a chuva caindo em diversos lugares. Muito bacana. Visual de 360 graus lá de cima. Do alto do Morro São Jerônimo Na volta ainda paramos na Cachoeira do Pulo, uma das que compõem a Rota das Cachoeiras, e onde nos banhamos da vez em que fizemos a Rota. Apesar de nublado, não choveu na trilha! Mas choveu na cidade e no Véu de Noiva. Chuva também é coisa relativa por lá. Valeu, São Pedro! Já no fim da tarde, encerramos e retornamos direto para Cuiabá. Pernoitaríamos pertinho do aeroporto e voltaríamos ao Rio na madrugada. Dia seguinte já era dia de batente de novo. ------------ [Algumas das fotos são do Instagram da Katia]
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