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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 23-09-2018 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Quando regressámos da viagem pelas américas trouxemos connosco a mesma vontade de conhecer coisas novas e acabámos por transportar isso para as cidades portuguesas. Em outubro fomos viver para Lisboa e começou a caça às atividades giras, preferencialmente gratuitas. Foi dessa forma que a Raquel, pelo Facebook, encontrou as visitas guiadas ao aqueduto de águas livres que se realizam ao sábado de manhã. Nenhum de nós tinha visitado o museu da água e apenas conhecíamos o aqueduto visto da estrada, em trânsito. Quem leu em adolescente os livros da coleção Uma Aventura quase de certeza não falhou o que se passa no aqueduto – Uma Aventura em Lisboa. Se forem como nós, desde essa altura têm uma vontade de atravessar o aqueduto. Por ser algo garantido, não se valoriza devidamente o acesso a água canalizada, que está sempre ali, à espera que se abram as torneiras. Pelo contrário, quem, como nós, viveu alguns meses sem água canalizada, a ter de comprar cisternas de água para encher depósitos, sabe como este é um bem precioso. O museu da água (EPAL) tem a função de consciencializar a população para o racionamento desse bem precioso, uma coisa que tem sido muito falada. O caso mais mediático é o da Cidade do Cabo, na África do Sul, em que há vários meses se fala no Day Zero, o dia em que a água vai deixar de correr nas torneiras devido à seca extrema. Esse dia foi sucessivamente adiado por medidas de poupança cumpridos à risca, redução do horário de fornecimento, proibição de desperdício e atribuição de um rácio de água por habitante. Mesmo em Portugal, em 2017, houve dias assustadores, com diversas barragens abaixo do recomendado e duas pontes outrora completamente submersas a surgirem de novo na paisagem. Nós fomos à procura de uma delas e o cenário é realmente desolador. Muitos criticam os preços que a EPAL cobra pela água, acima da média europeia, mas nem tudo é mau nesta empresa. Estes sabem que têm um papel na vida lisboeta que vai além da tarefa diária de manter a água a correr nas torneiras, dando valor ao património histórico e cultural, sendo um dos exemplos o museu da água aberto ao público. Houve tentativa de criação de museu em 1919, mas só em 1987 foi instalada uma exposição permanente. O museu tem um preço acessível, recebendo também concertos grátis e pagos. É constituído por: aqueduto das águas livres; reservatório da mãe d’água; reservatório patriarcal; estação elevatória a vapor dos Barbadinhos; Galeria do Loreto; Aqueduto das águas livres Os arcos que o compõem são uma das imagens de marca de Lisboa, visíveis da Avenida de Ceuta, Monsanto, Campolide, e até para quem chega de avião. O aqueduto foi construído recorrendo a um imposto especial aplicado aos bens essenciais, como azeite, vinho e carne, por determinação real de D. João V, em 1731, plena época de império português, onde circula ouro, diamantes, especiarias, tecidos e madeiras finas. Tempo de esbanje e de mostrar aos países vizinhos que temos tudo em grande, então, por que não fazer um aqueduto à sua imagem? Estes 14 quilómetros de aqueduto resistiram ao terramoto de 1755, mantendo-se inabaláveis os 127 arcos, inclusive o maior arco de pedra do mundo. O sistema completo percorria quase 60 quilómetros, trazendo água de 58 nascentes, tendo sido utilizado até 1967. Voltando ao início, em 1744, diz a EPAL que ao som de avé-marias, circulou primeira vez água de Belas (Sintra) até às Amoreiras, onde fica a mãe d’água. Fornecia 1300m3 de água, reforçados em 1880 com a inauguração do aqueduto do Alviela. É monumento nacional desde 1910. Foi cenário de diversas histórias e lendas, como a do célebre ladrão Diogo Alves, que atirava do topo do aqueduto as vítimas que roubava. Foi muito pela agitação criada por estas mortes que se fechou o aqueduto. Diogo é célebre por ser o último condenado à morte em Portugal, enforcado a 19 de fevereiro de 1841. Há um filme, estreado em 1911, sobre a sua história, e a sua cabeça encontra-se na Faculdade de Medicina de Lisboa, tendo sido estudada para perceber de onde vinha tanta malvadez. Voltando ao aqueduto, tem 941 metros abertos ao público, sobre o Vale de Alcântara. É uma caminhada fácil, agradável, com uma boa vista sobre a cidade, e com pouca gente em simultâneo. Tem um bebedouro junto ao portão de entrada onde podem encher garrafas que levem vazias. Reservatório da Mãe D’água Dois dos seus arquitetos morreram antes da finalização do projecto, que foi sendo alterado com as sucessivas trocas de responsável. Começou a funcionar em 1746, sem que o projeto estivesse finalizado. Passaram mais 80 anos, 7 reis, invasões francesas e o terramoto até que durante o reinado de D.Maria II, com alteração da imagem inicial, este ficasse concluído. Tem um certo misticismo, sendo amplo e luminoso. Arquitetonicamente é muito mais do que uma cisterna de água. Tem um terraço com vista sobre a cidade, um tanque de 5500m3, quatro colunas e é utilizado para receber exposições, algo que já tínhamos visto na Argentina, em Mar del Plata, uma Torre de Água que também é museu. Tem uma pequena loja com produtos alusivos à EPAL, é um espaço bastante interessante, merece que se fique ali a olhar para a cascata que sai da boca dum golfinho e para o tanque. Reservatório da Patriarcal Em pleno Príncipe Real, por baixo da praça D. Pedro V, existe um reservatório que era abastecido pelo novo aqueduto da Alviela. É um espaço imponente, também misterioso, onde se fazem desfiles e concertos. Os dois tanques têm uma capacidade próxima de 900m3 e foi construído para reduzir a pressão da água entre as Amoreiras (Reservatório da Mãe D’água) e a baixa da cidade. Tem um 31 pilares e abóbadas que sustentam o lago que permite o arejar das águas. São visíveis as três galerias que partem dali. Uma vai até à Galeria do Loreto, outra até à Rua da Alegria e a última até à Rua de S. Marçal. Partem daqui as visitas pela Galeria do Loreto, podendo ver-se os capacetes de segurança dispostos no início do túnel. Todas as sextas-feiras, às 19h, recebe concertos de fado, em parceria com a Real Fado. Estação Elevatória a Vapor do Barbadinhos Chegou um momento na história em que era preciso mais água, o sistema existente não dava conta do recado, por isso foi preciso encontrar outra solução. Entre 1871 e 1880 construiu-se o Aqueduto da Alviela, que trazia água a 114 quilómetros de distância. O reservatório foi construído junto a um extinto convento, foi desativado a 1928, mas ainda conserva as máquinas a vapor e uma exposição permanente. Nota: A nossa viagem não incluiu os Barbadinhos. Galeria do Loreto O sistema tem várias galerias, como a das Necessidades, Campo Santana, Rato, Esperança e Loreto. Esta é a única visitável, com guia, em duas partes: 1) do Reservatório Patriarcal até ao miradouro de S. Pedro de Alcântara; e 2) do reservatório até à Rua do Século. Todo o sistema da galeria do Loreto tem 2835 metros. Dizem que vale a pena a visita, mas tem sido difícil enquadrar os nossos fins de semana em Lisboa com as visitas guiadas. Preços: Os reservatórios, a estação elevatória e o aqueduto são grátis todos os fins de semana de 2018. Nos restantes dias, os preços variam, de 1 a 10€, dependendo do que forem ver. As únicas visitas mais restritas são as da Galeria do Loreto, que exigem marcação prévia. Vale a pena: Aproveitando os bilhetes grátis ao fim de semana devem visitar o museu. Mesmo pagando, por 15€ conseguem ter acesso a tudo. O ideal é encontrar um dia não muito quente para ir ao aqueduto. Tanto faz sentido ir em visita guiada, para receber o contexto histórico, como sozinhos, para calmamente apreciar e passear nos aquedutos e os reservatórios. R. Alviela 12, 1170-012 Lisboa, Portugal https://365diasnomundo.com/2018/09/19/agua-lisboa/
  2. 1 ponto
    Olá, farei o primeiro mochilão com um amigo, de 18 de dez a 17 de jan de 2013. Começarei pela Bolivia e terminarei em Lima, no Peru. A parte da Bolivia está meio corrida e a principio haviamos planejado passar o reveillon em Cuzco, no entando não sabemos se teremos tempo, a alternativa seria passarmos na Isla del Sol, na Bolivia. Alguem já passou lá?? sabe como é o esquema??? É tranquilo? comemoração somente para o povoado ou rola alguma festinha com os turistas??!!
  3. 1 ponto
    Alguém programando alguma viagem para novembro?Estarei de férias, tenho interesse...
  4. 1 ponto
    Galera, Estou indo na segunda quinzena. Com sede de liberdade e aventura
  5. 1 ponto
    Partiu Fortaleza - Canoa Quebrada - Jericoacoara de 22 de setembro até 2 de outubro. Alguém anima ou estará nessas datas?
  6. 1 ponto
    Estarei de férias do dia 02 ao dia 15 de novembro, estou pensando e 2 opções totalmente diferentes: Deserto do atacama ou percorrer o litoral da Bahia de carro! Quem topa?
  7. 1 ponto
    Se quiser, te coloco no grupo Add ai: 11969103983 Criei esses dias e tem nada organizado, mas são umas 20 pessoas que irão no começo do ano.
  8. 1 ponto
    BERLENGAS, UMA ILHA ALI TÃO PERTO (PORTUGAL) Anos e anos passados em Portugal e nenhum de nós se lembra de ter ido às Berlengas. Já tínhamos reserva feita para as galegas Cíes e não quisemos deixar o arquipélago português para trás. Bem mais fácil e rápido de lá chegar e preparar a visita. Bastou procurar uma empresa que fizesse a travessia, escolher o dia e fazer a viagem de pouco mais de uma hora de Lisboa a Peniche. A viagem de barco foi feita pela Viamar, mas também se pode ir pela AOMT. O arquipélago é reserva da biosfera da UNESCO desde 2011. É habitat natural de diversas espécies de aves e répteis, que não devem ser incomodados. Fomos em Agosto, num fim de semana de calor horroroso em qualquer ponto de Portugal, o que se revelou uma decisão inteligente. Estava muito mais fresco na ilha! Como chegar: Chegar a Peniche, estacionar gratuitamente no parque junto aos bombeiro e caminhar até ao cais. Na marina, vão à empresa onde reservaram antecipadamente, pagam e levantam os bilhetes. Se gostarem de arriscar e não tenham reservado, podem sempre procurar empresas que ainda tenham bilhetes disponíveis. A viagem de barco demora 40 minutos. No nosso dia o mar estava calmo, mas a fama e os sacos para vómito distribuídos no início da viagem são um pronúncio de que não é sempre tão fácil fazer os cerca de quinze quilómetros que separam as ilhas do continente. O que fazer: Praia: logo ao sair do cais há uma praia com um tamanho inversamente proporcional à afluência, agravado em maré cheia; Trilhos: estão bem assinalados e são acessíveis, não muito extensos nem íngremes (as estimativas de duração dos percursos estão folgadas): Trilho da Berlenga: 3km e 3h, permite passar pelo farol e pelo forte. Até ao forte consegue-se ir, mas o farol não é acessível; Trilho da Ilha Velha: 1,5km e 1h30, parte do bairro de pescadores, passa por Buzinas e pelo Carreiro dos Cações; Forte S. João Baptista: à chegada, basta subir seguindo pela esquerda, em direcção farol, e continuar o percurso, até ver o magnífico forte. Para quem não puder ou não quiser caminhar, também pode ir de barco; Visitar as grutas: há um passeio de barco pelas principais grutas (6€), não muito longo (1h). Existem diversas opções de barcos, alguns até com fundo de vidro; Desportos aquáticos: paddle, pesca, snorkeling, tudo pode ser feito. Onde dormir: Parque de campismo: chamar-lhe parque de campismo é talvez demasiado, porque é bastante simples, mas tem uma vista! Forte S. João Baptista: o forte está renovado e é possível dormir lá. Não vimos as condições, mas estava quase cheio. Mais um sítio com uma vista fantástica, literalmente em cima do mar; Pavilhão Mar e Sol: com um restaurante com o mesmo nome, este espaço tem alguns quartos pequeninos junto ao restaurante. Onde comer: Levar alguma coisa para comer é sempre mais barato, mas há alguns espaços que servem refeições: Restaurante Mar e Sol: consta que é caro, mas os pratos (principalmente a caldeirada) têm bom aspecto; Micromercado Castelinho. Notas: Não há multibanco (alguns sítios aceitam cartão); Só recebe 350 visitas/dia; É preciso seguir nos caminhos assinalados; O gerador é desligado às 23h; Deve-se trazer o lixo de volta, ou pelo menos até aos contentores no bairro dos pescadores; As gaivotas são territoriais junto aos ninhos, não atacam, mas não gostam de visitas junto das crias. A nossa opinião: Ir em Agosto, financeiramente falando, não é a melhor altura (bilhetes 7€ mais caros). É uma escapadela cara, mas continua a valer a visita. Pelo menos uma vez na vida devem ir, ver o verde translúcido das águas, o forte digno de cenário da Guerra dos Tronos, o farol, os trilhos, apreciar a vista e o domínio selvático das gaivotas, enfim, sentir um paraíso natural aqui tão perto. A água é fria, mas suportável. Talvez a praia fique demasiado cheia. Enquanto dormitámos ficámos demasiado encostados a malta que se sentou depois. Mas podem aventurar-se “praias” rochosas junto ao forte. Para quem vai para conhecer não achamos vantajoso dormir na ilha, porque não é grande, vê-se toda num só dia (6h entre as duas viagens de barco). Para quem gosta de campismo ou vai mesmo de férias já é outra história. E deve ter um céu estrelado excelente. O nosso conselho é ir a um dia de semana, em junho ou julho, para poupar, mas escolham uma altura de muito calor e sem vento. 365 dias no mundo estiveram 1 dia nas Berlengas, a 5 de agosto de 2018
  9. 1 ponto
    @Igor Bagnara sim, pretendo ir em janeiro de 2019.
  10. 1 ponto
    A distribuição dos dias está relativamente boa, não teria muito o que mudar, só vou colocar algumas observações pontuais a respeito de alguns locais para você pensar e avaliar. Roma: 5 Dias OK, uma vez que o Vaticano consome 1 dia inteiro ou 2 dias dependendo do seu ritmo. Veneza: A cidade é relativamente pequena, e compacta, e cara, a maioria das pessoas acaba não ficando tanto tempo, mas se você for descontar meio dia para chegar lá e se acomodar, 3 dias dá para fazer tudo com bastante calma. Florença: Idem a Veneza, a cidade não é tão grande, a maioria das pessoas fica só 2 dias, mas se for descontar meio dia de deslocamento para chegar lá, dá para fazer tudo com bastante calma. Milão: É uma cidade meio polêmica, e sem graça, principalmente se for comparar com Veneza, Florença e Roma, e a maioria das pessoas volta meio desapontada com Milão, principalmente se deixar paro final da viagem, depois de você já ter visto um monte de locais muito mais interessantes, então é recomendável colocar ela meio no começo da viagem, para que as coisas ainda sejam novidade. A maioria das pessoas também não costuma ficar mais que 1 dia ou no máximo 2 dias em Milão, então se você não tiver nenhum interesse específico por lá, e se não quiser fazer nenhum bate-volta as cidades próximas, avalie bem se precisa realmente de tanto tempo em Milão, eu pensaria seriamente em passar 1 dia de Milão para a Costa Amalfitana pela dificuldade logística de se chegar e sair desta última. O restante estaria OK, sem nada a acrescentar ou mudar.
  11. 1 ponto
    O voo de vocês chega por qual cidade e o voo de volta é por qual cidade? Pelo que eu entendi, vocês vão viajar daqui a 3 semanas, mas você ainda não definiu a ordem das cidades? E por consequência também não fez as reservas de hospedagem e comprou as passagens dos trens? Ou pretende fazer tudo com carro alugado? Não faça as coisas na correria e desespero, sem pensar direito, mas é muito recomendável que você agilize esta parte, por que de agora em diante, faltando menos de 30 dias para a viagem, os preços dos hotéis e trens só aumentam dia após dia, mesmo sendo baixa temporada. Por exemplo, o trem entre Roma e Florença, se você comprar hoje para viajar daqui a 3 semanas, custa em torno de 30 euros, se deixar para comprar no dia, ou 1 ou 2 dias antes, irá custar 40 ou 50 Euros, e se tivesse comprado 60 ou 90 dias antes, teria custado 19 euros. E o mesmo se aplica em vários outros trajetos que vocês terão que fazer. E se a ideia é pegar um carro alugado, saiba que ele é meio inútil em cidades grandes como Roma, Florença, Milão e Veneza, o transito é horrível, as ruas estreitas, não tem onde estacionar, e os estacionamentos caros, a maior parte do centro que é onde ficam as atrações turística é somente para pedestres, você acaba deixando o carro parado o dia inteiro num estacionamento caro enquanto faz as coisas a pé. Então se for pegar carro, eu pegaria só em partes bem pontuais do roteiro, com na parte onde onde você vai a Cinque Terre, Pisa/Lucca, Siena e San Gimignano e depois novamente quando você for a Costa Amalfi. A mesma coisa em relação aos hotéis, quanto mais próximo da data, mais caras costumam ser as diárias, e se não tiver reservado nada antecipado, você corre o risco de só achar locais ruins e caros, ou então perder praticamente um dia inteiro em cada cidade correndo atrás de hotel que não seja muito ruim e que caiba no seu orçamento.
  12. 1 ponto
    Tem certeza que sobram 2 ou 3 dias? Não esqueça que o dia 1 não conta, por que é o dia de saída do Brasil, e como a maioria dos voos chega na Europa no dia seguinte após o almoço, até você passar na imigração, ir até o centro, achar o hotel e fazer check-in, geralmente já é final da tarde e vocês estarão mortas de sono e cansaço da noite em claro no avião, ou seja, e o dia 2 também costuma ser um dia perdido. E no dia da volta, dependendo do horário do voo de vocês, também será um dia praticamente perdido, pois 4 ou 5 horas antes do horário do voo você tem que largar tudo o que estava fazendo e começar a se mexer para ir ao aeroporto, então pode ser outro dia meio perdido, e você perdeu 3 dias de viagem só em função dos aeroportos e chegar lá. Tem outro detalhe, Costa Amalfitana fica meio fora de mão, se não estiver com carro alugado, você tem que primeiro ir até Nápoles, lá pega um trem até Sorento, onde finalmente você pega um ônibus para as cidades da Costa Amalfitana propriamente ditas. E contando o tempo de viagem no trem, o tempo de espera nas baldeações dos trens/ônibus, achar hotel e fazer check-in, você vai gastar quase um dia inteiro para chegar lá na Costa Amalfitana e se acomodar no hotel e outro dia para ir embora de lá. Então na verdade, provavelmente você terá que pensar em qual cidade cortar 1 ou 2 dias, para acomodar este tempo perdido nos deslocamentos, e não em incluir mais locais.
  13. 1 ponto
    Dia 1-Istanbul Comprei um vôo da Turkish Airlines paguei 2900 reais todos os trechos...o vôo foi tranquilo...a empresa é razoável...Paguei um pouco mais caro porque o vôo saiu de São Paulo em direção a Istanbul e depois fui de istanbul para o Cairo e de lá voltei para o Brasil...ou seja não comprei ida e volta via Istanbul...Normalmente pode se encontrar promoções por 2220 reais ida e volta...Fiz essa viagem com mais um amigo... Na chegada ao aeroporto procurei me informar a melhor forma de chegar ao hotel Meddusa hotel que se localiza bem na parte mais turística da cidade em Sultanahmet...perto da mesquita azul(que é cinza) e da Hagia Sophia...o hotel é velho mas pelo preço pago estava de bom tamanho(23 euros por pessoa por dia)...além disso fornecia café da manhã com as tradicionais frutas secas...ovos... pães e geleias... Como o país é desenvolvido fica fácil usar metrô e foi isso que fizemos...por 4 liras turcas compramos o ingresso saindo do aeroporto, fizemos uma baldiaçao e descemos na estação Sultanahmet e isso já era 23 hs da noite quando chegamos....Demoramos um pouco para conseguir informações de onde era o hotel mas por sorte achamos...Não tive muita dificuldade com idioma e apesar de ser turco a língua eu falava inglês na maior cara de pau e apenas me desculpava quando alguém não sabia falar e pedia informação para outra pessoa... A cidade estava lotada e tudo ficou aberto até 1:00hs...Nesse dia apenas comemos no Mc Donalds,giramos um pouco e já fomos dormir... Lá na Turquia eu não achei muitos albergues...eu até cheguei a ficar em um quando voltei para istambul depois, mas não era bom e nem se compara com esses que estamos acostumados com muitos jovens,pessoas animadas, festas e etc...Na verdade fiz mais turismo diurno que noturno no país...essa época que fui era de copa do mundo e no máximo encontrei barzinhos(que fechavam cedo)...Não cheguei a ir em baladas... Dia 2- Istanbul Istanbul é uma cidade bacana!!! Esse dia após o café decidimos apenas rodar pela cidade e como estávamos perto de todas as atrações fizemos quase tudo pela manhã a pé e deixamos a tarde para irmos de trem até o outro bairro turístico que é Beyoglu...Já fomos direto para a Blue mosque que não paga nada para entrar...apenas exige se que mulheres não deixem os cabelos soltos...A Arquitetura da mesquita é muito bonita...vale a pena!!!É um cartão postal da cidade...Eles deixam os turistas entrarem em horários diferentes das orações... Essa época que fomos(junho) era Ramadã...então as pessoas ficavam o dia inteiro sem comer, só podendo ingerir algo das 19hs as 03:00hs mas mesmo assim devido ao turismo restaurantes e tudo mais estavam abertos... Após girar bastante o centro, tiramos algumas fotos da Hagia Sophia por fora e vimos que tinha algumas atrações pagas por ali mas não entramos...decidimos entrar na Hagia Sophia apenas no dia seguinte... Depois decidimos ir comprar os tickets de ônibus para fazer os translados internos...Caminhamos um pouco e compramos pela empresa “turista”que fica na rua principal,o ticket para irmos a Bodrum por 85 liras turcas...Foi um pouco mais caro do que comprar diretamente na estaçao de trem mas pelo menos não precisamos gastar indo até a estaçao para comprar a passagem pela empresa de ônibus que chama metro(fizemos todos os trechos por essa empresa e ela é boa...serve até sorvete,bolachas,água e outras bebidas)...Dá até para pesquisar alguns valores de trechos internos pelo site http://www.metroturizm.com.tr/# mas eu não consegui comprar a passagem por ele...Não me arrependo!!! comprei lá sem problemas e sem Iof!!! tudo lá pessoalmente... A tarde após girarmos e comprarmos a passagem fomos almoçar em um restaurante perto do grand bazar que é onde fomos depois...A comida turca é boa...eles não usam carne de vaca...usam de carneiro...tem frangos e peixes...kebabs...koftas...esse dia já fomos enganados pelo garçom que foi nos oferecendo molhos e etc e depois cobrou tudo... O grand baazar é um bom lugar para comprar lembranças..e é bom trocar dinheiro lá dentro também já que o cambio é bom...Eu não tenho grandes atrações por compras mas para quem gosta lá é o local ideal... Depois do almoços decidimos então pegar o trem por 4 liras ida e 4 liras volta para beyoglu(não é barato o ticket...em média 5 reais o trecho...porém vc consegue fazer muita coisa de trem na cidade)...de Sultanahmet para Beyouglu não são muitas estaçoes...Lá apenas caminhamos bastante e chegamos até a praça Taksim depois já era tarde e voltamos para o hotel pois queríamos ver o jogo do Brasil em um bar... Dia 3-istanbul Esse dia reservamos para entrar na hagia sophia pela manhã...Pagamos 30 liras turcas a entrada e ficamos em média 1 hora e 30 minutos lá dentro...é um local interessante foi construído para ser a catedral de Constantinopla. Depois pegamos novamente o trem para Beyoglu e dessa vez descemos na estação da gálata tower...foi interessante que nos perdemos e encontramos um típico restaurante turco com comidas gostosas...almoçamos e pagamos 18 liras turcas para subrir a torre...é interessante a vista lá de cima mas não tem muito o que fazer só tirar fotos mesmo e pronto...após descermos da torre,caminhamos um pouco mais e chegamos na avenida Istikal que é muito famosa e movimentada...tem várias lojas,shoppings e muita coisa interessante....o final da rua é a praça Taksim...o trem passa bem perto das pessoas,não sei como não atropela ninguém porque na hora que ele vem é a maior correria e todos desviam causando tumulto... Andamos um pouco mais e tiramos algumas fotos no Bósforo mas como iríamos voltar a istanbul deixamos o passeio de barco e conhecer a parte asiática para depois... Esse mesmo dia pegamos o ônibus para Bodrum das 20:30hs que chegava as 08 hs...como falei compramos na empresa chamada turista o ticket e foi fácil achar a estação de ônibus de istanbul que chama se OTOGAR...pegamos dois trens(4 liras cada trecho...na Turquia para fazer baldiaçao paga se outro bilhete)...o ônibus da empresa metro é bem tranquilo dá para dormir(tirando o cheiro de alguns turcos que não tomam banho rs...No trem as vezes é foda aguentar, é um cheiro muito forte) Dia 4-Bodrum Logo cedo chegamos em Bodrum...a cidade é muito bacana,limpa,bonita mesmo...Reservei a kaya pension pelo booking e recomendo muito... paguei 23 euros por pessoa por dia...a pousada é bem localizada tem café da manhã...staff te ajuda em tudo... Nesse dia giramos bem a cidade fomos até a marina e já compramos o passeio do dia seguinte uma boat trip que passa por locais de mar azul(mar egeu)...Pagamos somente 25 liras turcas com almoço incluso(muito barato se levarmos em conta que na Turquia só um almoço já custa isso)... A tarde fomos descansar na praia porque a noite queríamos aproveitar já que Bodrum é uma cidade bem badalada...tem vários bares mas baladas mesmo só uma” a Halikarnas disco”... Dia 5-Bodrum Fomos as 9hs para a boat trip e foi muito legal...as fotos dizem tudo...tem várias paradas para fazer snorkel e nadar... é uma trip tranquila...servem almoço com bebidas a parte e caro por sinal...o tour vai até as 17hs e a noite ainda deu tempo de ir nos bares de Bodrum... Dia 6-Bodrum...indo para Pamukkale Esse dia levantamos bem cedo e fomos ver a tal das windmill...lá dá para ter uma visão bem bacana da cidade de Bodrum...fomos de ônibus até lá porque é muita subida mas voltamos a pé,o que foi bom porque paramos em um Carrefour para comprar algumas tranqueiras... Pegamos o ônibus pela mesma empresa metro que saiu 15:30 e chegou 21 hs em denizli paguei 35 liras turcas e tinha comprado uns dias antes na rodoviária de Bodrum que é ali no centro mesmo... Ao chegar em Denzili é fácil pegar ônibus para Pamukkale por apenas 3,50 liras turcas...Tem que descer uma escada rolante e pedimos informação para um policial de onde parava os micro ônibus para denizli ele nos apontou a plataforma 44 se não me engano...em 30 minutos chegamos em pamukkale e ao chegar já veio um homem querendo ajudar a gente perguntando se iríamos para capadócia e querendo vender passeio de balão...não comprei com ele óbvio mas ele fez o favor de ligar para nosso hotel nos pegar e esse é o hotel que eu mais recomendo...pode ficar sem medo!!! Chama Melrose Viewpoint hotel paguei apenas 21 euros por pessoapor uma diária somente...o hotel é novo as camas são super boas e o café é muito completo... http://www.melroseviewpoint.com/about.asp Nesse dia chegamos por volta das 22 hs e mesmo assim nos serviram jantar que foi pago a parte porem preço justo...já negociamos para no outro dia deixarmos as malas fora já que iríamos passar o dia inteiro no parque... Dia 7- Pamukkale Acordamos bem cedo para aproveitar o dia no parque...O café da manhã no hotel teve de tudo e foi diferente dos cafés turcos das outras hospedagens...uma pena que mal aproveitei o hotel... Paga se 20 liras turcas para entrar no parque que abre as 8hs e está incluso a entrada na cidade de hierapolis...Não pagamos nada mais lá dentro...Chegamos por volta das 9hs e fizemos tudo com bastante calma...mesmo assim um dia lá dentro é suficiente...Dá pra andar com bastante tranquilidade e ir tirando fotos lentamente...Eu e meu amigo fomos subindo e decidimos visitar hierapolis primeiro para depois mais tarde nadas nas piscinas...Por volta do meio dia o sol já estava insuportável visto que era junho a época... Por volta das 17hs já tínhamos visto tudo e então saímos do parque mas como não poderíamos mais ficar no hotel e nosso ônibus de denizli para goreme só sairia as 23 hs teríamos que enrolar mais um tanto então decidimos ficar em um clube lá mesmo na cidade de pamukkale pagamos um taxa para entrar e usufruir as piscinas... como não tínhamos comido nada aproveitamos e jantamos lá em frente vendo o jogo do Brasil(era copa do mundo) As 21:3o hs pegamos nossas malas no hotel e o próprio motorista do hotel nos levou de carona ao centro de pamukkale para pegarmos o ônibus para goreme pagamos 3.50 liras até a estacao rodoviária de denizli. De denizli eu já havia comprado pela mesma empresaq metro por 55 liras turcas o ônibus para goreme(capadócia) que chegaria no dia seguinte pela manhã Dia 8-Goreme Chegamos por volta das 8:30hs em goreme que é a cidade base da capadócia...é um vilarejo pequeno e eu já tinha reservado no booking 3 diarias no melek cave hotel por 13 euros por pessoa por dia um quarto com duas camas...esse hotel não é muito bom e também não tem café da manhã....a idéia era ficar num hotel caverna esse até que tentou imitar um pouco mas lógico que os típicos hotéis cavernas são bem mais caros...descobrimos dias depois ao encontrar brasileiros que tem hostel lá também em goreme e eles disseram que era um bom hostel...não lembro o nome... Descemos no centrinho de Goreme do ônibus vindo de Denizli e por ser uma cidade pequena nem precisamos de taxi para chegar no hotel apenas fomos perguntando as direções e após uma subida alcançamos o hotel por conta... Como não queríamos perder tempo nesse dia mesmo já saímos em busca dos passeios...no hotel o cara já queria nos vender o passeio de balão e com a mesma desculpa furada de segurança e tal, logico iria nos vender mais caro...se não me engano 130 euros...decidimos não comprar e fomos até uma empresa de turismo no centro mesmo... após chorar nos venderam o passeio pela anatolian por 110 euros em um balão pequeno(os balões pequenos são melhores pq vai menos pessoas e dizem que é mais seguro normalmente eles vendem balões pequenos mais caro mas demos sorte e por ter comprado o green tour e o red tour ele nos deu desconto... nos vendeu os 2 passeios por 200 liras turcas(mais os 110 euros do balão) Este primeiro dia decidimos andar por conta pela cidade já que não dava mais tempo de fazer nenhum passeio(aliás os passeios acabam sendo meio repetitivos por isso nem me arrependi de não ter feito o blue toour tb) No entardecer vale a pena subir a colina e ir ver o pôr do sol lá em cima...todos fazem isso porque a visão da capadócia de lá é espetacular... Dia 9-Goreme Nesse dia acordamos de madrugada pra ir voar de balão...o passeio dura pouco por isso dá pra fazer o balão e mais algum tour no mesmo dia...as 5hs e pouca já estávamos lá na sede e todos os balões saem o mesmo horário o tour dura 1 hora e nem preciso dizer que esse passeio é obrigatório...por volta das 7hs já estávamos de volta ao hotel e 9:30 saímos para o green tour(esse passeio tem umas enrolações inclusas como por exemplo andar em uma floresta levam para fabricas de tapetes e etc mas vale a pena para ter uma visão geral da capadócia o almoço é incluso...inclui uma cidade subterrânea que é bem legal também) Dia 10-Goreme Esse dia deixamos nossas coisas prontas porque meio dia terminaria a diária do hotel mas como nosso vôo de nevsheir de volta a Istambul só sairia as 22:10hs fizem os o red tour... Este tour inclui o goreme open air museum que é bem perto daria até para fazer por conta...leva também a um lugar onde se fabrica cerâmica e termina no pigeon valley que é uma visão bem típica da capadócia... Voltamos para o hotel porque compramos um translado para o aeroporto de nevsehir que nos pegaria diretamente lá(compramos no centro e não estou lembrando o valor mas sei que estava mais barato que comprar pelo hotel pra variar hahahahaha) O voo de nevsehir para Istambul comprei pela empresa http://www.pegasus.com que é muito boa por sinal paguei 37 dolares somente pelo voo e dependendo da classe da tarifa vem com refeição...não precisei nem fazer check in on line Dia11-Istambul Deixamos mais dois 2 dias para istanbul (reservamos no yeni hostel pelo booking achei que seria um hostel tradicional e encontraríamos mais jovens...que era um hostel festeiro e tal mas não é...por isso não recomendo)... para quem não tem tempo nem precisa ficar mais que 4 dias lá... Esse dia deixamos para ir do lado asiático pegamos uma balsa e descemos do outro lado que na verdade não tem muitas atrações como já tinha lido...tem um shopping e fomos só dar uma girada...mas não passamos muito tempo do outro lado...a tarde já estávamos de volta no lado europeu... Dia 12-istambul como no início já tínhamos feito o principal deixamos para conhecer a parte mais distante saindo de sultanahmet indo em direção aos bairros de bebek e ortakoy...o que fizemos foi pegar o metrô e depois um ônibus como eu e meu amigo não sabíamos ao certo o que faríamos aquele dia somente caminhamos pela orla e vimos a organização da cidade No dia seguinte peguei vôo logo cedo para cairo e o relato do egito está em outro tópico Bom é mais ou menos isso o resumo...nos meus relatos não falo de restaurantes nem vida noturna e etc para quem quiser tirar mais duvidas e ver fotos pode me add no facebook https://www.facebook.com/diego.costa.79
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    Ótima idéia Alex, tenho pensado em fazer coisa parecida (mas misturando camping para economizar).
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    Essa foto do centro de Lençóis me trouxe tantas boas memórias!!! Essas cadeiras do lado direito são de um restaurante delicioso e baratíssimo, pelo menos era em 2011 hehehe.
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    @KarlaBoim Oi Karla tudo bom? Seguinte, reveillon em Jeri tem a praça principal da cidade que tem alguns shows e a queima de fogos que pode ser na praia, além das pousadas que (algumas) realizam a sua própria queima. Essa é a opção barata, 0800 na verdade. Mas nessa época do ano a cidade fica lotada, tem que correr para achar locais nas pousadas. Segue um guia de dicas: https://www.buenasdicas.com/reveillon-jericoacoara-3152/
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    Salve salve mochileiros! Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha onde irão encontrar algumas maravilhosas cachoeiras, belas paisagens e uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo. Ida - 10/09/18 - 05h00min - São Paulo x Rio Grande da Serra x Paranapiacaba - Metrô e Trem R$4,00 - Ônibus R$6,90 Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Verde x Azul) para baldear para a linha vermelha seguindo até a estação Sé (linha Azul x Vermelha) onde peguei para a estação Brás (linha Vermelha), para finalmente pegar o Trem da CPTM sentido Rio Grande da Serra que foi nossa primeira parada. O trajeto todo até a primeira parada teve uma duração de aproximadamente 1h30min . Chegando na estação de Rio Grande da Serra, após sair pelas catracas atravessamos a linha do trem e viramos para a direita na rua e depois viramos na primeira rua a esquerda onde tem um ponto de ônibus que leva tanto para a vila de Paranapiacaba quanto para a entrada da trilha que fica a poucos quilômetros de Rio Grande da Serra. O ônibus é do transporte público então é só esperar alguns minutos que logo encosta um. Mas antes de pegar o busão nós aproveitamos e fizemos umas comprinhas nos mercados e padarias que encontramos por ali ao lado do ponto de ônibus, nada de mais, somente alguns pães, água, presunto, queijo e chocolates, pois nossas mochilas não poderiam ficar pesadas para fazer a trilha. Comprados nossos alimentos seguimos para o ponto e em alguns minutos o ônibus chegou. Conversei com motorista antes e pedi para o que nos deixasse na entrada da trilha da Cachoeira da Fumaça e minutos depois la estávamos na entrada da trilha. Na entrada existe uma porteira de madeira, é só dar a volta e atravessar e seguir reto por esta estrada passando por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama em alguns trechos então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico! A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol, ficamos por alguns minutos ali vendo vários girinos e peixinhos nadando naquela água cristalina. Depois de contemplar aquele primeiro paraíso seguimos a diante. A trilha começa a ficar bem fechada mata a dentro, em alguns trechos ela irá cruzar o rio tendo que continuar a trilha do outro lado. Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos em um ponto muito legal, a segunda parada da trilha foi em um ponto onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e a cidade, ótimo lugar para tirar belas fotos. Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda, com um grande volume de água caindo. Ficamos algumas horas nesse local perplexos com a grandeza de detalhes que a natureza estava nos proporcionando. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma! Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali naquele paraíso. Seguindo o curso do rio encontramos a trilha novamente, andamos mais alguns minutos pela mata, mas sempre do lado do rio, foi quando um clareira se abriu na nossa frente nos mostrando aquela imensidão grandiosa da natureza novamente e o rio que estávamos seguindo se transformando em uma queda fantástica, a Cachoeira da Fumaça. Estava ali o nosso destino, uma cachoeira majestosa com uma delicada e ao mesmo tempo brusca queda de água que deixava o lugar com uma sonoridade única. Ficamos horas nesse lugar e ainda demos a sorte de não encontrar muitas pessoas, pois fomos logo depois do feriado de 7 de Setembro numa segundona braba hehehehe. Vantagens de quem tem folga na segunda rs. Foi um momento muito lindo ver aquela enorme cachoeira, aquelas montanhas rodeadas de matas verdes por todo canto e ainda contrastando com o mar ao fundo, sinceramente não estava nos nossos humildes planos toda aquela beleza de uma vez só! Mas a natureza ainda nos proporcionou uma ótima visão desta mesma cachoeira só que de frente. Encontramos alguns caras que estavam acampando por ali perto que nos indicou o caminho. Descemos pelo lado esquerdo da cachoeira por uma trilha bem escorregadia e medonha que levava de frente da cachoeira. Levamos alguns bons minutos descendo essa trilha pois foi de nível médio para difícil. A trilha estava muito escorregadia e de altura considerável então foi meio tenso a descida com as mochilas, mas conseguimos descer depois de alguns minutos e todo o esforço valeu muito a pena. A vista da Cachoeira da Fumaça de frente é de uma beleza ímpar. Algumas horas se passaram com a gente ali paralisados com tanta beleza, contemplamos aquela maravilha até o último momento, foi quando uma névoa cobriu todo lugar deixando a visibilidade muito ruim. Decidimos ir em embora pois estava ficando sem visibilidade por causa da neblina e não gostaríamos de pegar a trilha escura. Por volta das 16:30 arrumamos nossas mochilas e partimos para o retorno. Fizemos exatamente a trilha que viemos e foi bem rápido e tranquila. Volta - 10/09/18 - 16h30min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Ônibus R$6,90 - Metrô e Trem R$4,00 Chegando na rodovia do lado direito tem um ponto de ônibus, então é só caminhar até ele e aguardar pelo ônibus que em alguns minutos irá passar, e foi o que aconteceu, em menos de 20 minutos pegamos o ônibus de volta pra Rio Grande da Serra e finalizamos mais uma fantástica trilha bate e volta com cachoeiras e paisagens maravilhosas bem pertinho de São Paulo. Gratidão! Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/ Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp
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    Oi pesssoal!! desculpem eu nao ser blogueirinha hehehe estou passando so para mostrar a vcs um pouco dessa louca viagem a Argentina jejeje Vamos la! Quanto gastei? Partindo de Recife-PE(Estava mochilando por lá mas moro em Sao Paulo) com destino a Porto Alegre em um voo com diversas escalas kkkk por ser mais barato, eu nao faria a viagem de aviao,porem,ganhei a passagem que custou uns R$370,00 reais. Chegando em POA (Porto Alegre) Fui ate a rodoviaria,paguei uns R$16,70 de uber,achei barato e comodo ja que nao queria demorar a chegar para nao perder o onibus,porem vc consegue sair do aeroporto de transporte publico tambem. Na rodoviaria,fui saber o valor do onibus para Buenos aires, a passagem estava no valor de 345,00 reais,porem,alguns dias antes (acho que quase um mes antes) tinha pesquisado o valor oelo celular e a passagem aparecia no valor de R$171,80 para o mesmo dia e horario,mostrei para a atendente(Empresa JBL,muito boa! mas existem varias! mas essa é referencia e sempre tem umas promocoes) que disse "Tudo bem,vou cobrar esse valor" (eu quase pulo de alegria kkkkk) Eu estava preocupada,pq so tinha 500,00 reais para cambiar e sobreviver kkkkk corri,fui a uma casa de cambio e comprei os pesos com a grana que restou e deixei uns reias caso precisasse.(precisei kkk) Comprei o peso a 7,12 (R$ 1,00 = $7,12 pesos) A gente acha que vai ficar rica kkkk nao fica mas da pra sobreviver kkkk. (Atualmente o peso esta a R$ 9,10 vou correr para trocar os 50 reias que ainda tenho kkkkk) Fiquei atenta ao cambio pois o pais( Argentina) esta passando por uma crise financeira e politica,Usei o site "Conversor.Dolar.com.br "(Deve ter outros mas gosto desse,acompanho o jornal de buenos aires e a cotacao bate com o transmitido pela tv)que é atualizado a cada segundo. Em resumo,só gastei os 171,00 da passagem de onibus,isso mesmo! entrei em BsAs por apenas 171,00 reais! A viagem nao foi cansativa,foram apenas 20 horas de viagem,(ja viajei 3 dias de onibus por issonao achei cansativa kkkk) Quando vc compra a passagem,vc tem direito as duas poltonas(isso mesmo,duas poltronas por 171,00 reias :) ),dai da pra voce dormir bem jejejej Tem que ficar bem agasalhado por o arcondicionado do onibus pode matar um de frio kkkk. Passando pela fronteira,voce tem que ir a emigracao,o onibus para la dentro,o motorista pede para todos descerem com documento em maos (RG em bom estado) Parte dos funcionarios falam mais espanhol que portugues,porem o procedimento é rapido entao nao tem o que conversar com eles. Eles entregam um papel carimbado, com visto de 90 diascomo turista,mas vc indo ao consulado Brasileiro vc consegue estender o prazo para nao ficar ilegal(Calma! vc nao vai preso caso isso acontece kkk apenas paga uma multa que nao é tao cara deve ser uns 25,00 reais que sao 200 pesos) Nao estou gastando com hospedagem pq estou na casa de um amigo maravilhoso,que conheci esse ano em um hostel que trabalhei como voluntaria,sim,o trabalho voluntario em hostel é a melhor coisa que se pode fazer em uma viagem longa e sem dinheiro kkkk Daqui de Buenos Aires vou para cordoba tambem trabalhar como voluntaria em um hostel por um mes. É a primeira vez que escrevo aqui heheh entao,se quiserem mais alguma informacaozinha é so falar ta?
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    @Thais Machado eu já peguei carona algumas vezes mas sempre a gnt fica com aquele pé atrás porque de certa forma sempre tem um certo risco tanto pra quem pega a carona quanto pra quem oferece a carona. Uma forma de "ganhar tempo" é escrever com letras grandes em um papel (quanto maior melhor / mais visível) o nome do seu destino, com isso quem estiver passando consegue ver de longe qual o seu interesse. Quando alguém parar acho que nada melhor do que seguir sua intuição, se não for com a cara de quem está oferecendo a carona simplesmente vire as costas.
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    Se tem um lugar que me rendeu histórias foi em Buenos Aires, na verdade até antes mesmo de chegar la! Esse nosso lindo país vizinho, sem sombra de dúvidas tem muitas coisas para nos proporcionar. Infelizmente eu ainda não tive a oportunidade de explorá-lo por completo (ainda), mas tive a oportunidade de conhecer sua linda capital Buenos Aires. Essa viagem aconteceu em Fevereiro de 2016. Sim eu estava tentando fugir do carnaval (me julguem! rs) Por 2 meses minha prima e eu discutimos qual seria o nosso primeiro destino internacional! (olha que chique), depois de muita pesquisa e muitos destinos e como não podíamos esbanjar decidimos então que iriamos para Buenos Aires, e posso confessar uma coisa? foi a melhor decisão que tomamos!! Apesar de termos ido no auge do verão, pudemos aproveitar ao máximo os 6 dias que passamos na capital do tango e foi simplesmente maravilhoso!! e é essa história que vou compartilhar com vocês agora! O que fazer em Buenos Aires O que vocês vão ler aqui são dicas da minha experiência em Buenos Aires. Nada melhor do que uma longa pesquisa pela web para vocês bolarem o próprio roteiro de vocês! No entanto acho que algumas coisas valem muito a pena de serem vistas!! Nós chegamos ao nosso hostel, aproximadamente ao meio dia, deixamos nossas coisas e fomos explorar a região onde estávamos. Antes de sair do Brasil, nós tinhamos um roteiro pré estabelecido que queriamos seguir, mas acabamos que não o seguimos a risca, mas conseguimos ver tudo o que tinhamos planejado em ver!! Dia 1 Como nosso hostel era muito bem localizado na avenida Corrientes, uma das principais e que dá acesso ao Obelisco, principal monumento histórico de Buenos Aires, esse é um ótimo local para apreciar a cidade, tomar um café, fazer uma refeição, ou ir a um dos muitos sebos espalhados por alí! Descendo essa mesma avenida você tem acesso a rua Florida, uma grande rua com o muito comercio espalhado e muitas pessoas gritando câmbio, câmbio (é que nessa rua estão os trocadores de moeda, onde você pode trocar seus reais por pesos argentinos mais em conta que em casas de câmbio) porém, fica a ressalva para a distribuição de muitas notas falsas nesse local! (o negócio e ter sorte, ou ir com alguém que conheça as notas). Essa é uma boa rua para fazer suas comprar de lembranças e alfajores! No nosso primeiro dia também decidimos comprar o nosso passe de ônibus e metro! é muito simples e barato utilizar o transporte público em Buenos Aires. Dia 2 Acordando tarde no segundo dia após uma baladinha no dia anterior resolvemos ficar pela região do dia anterior e conhecer melhor mais alguns lugares famosos de Buenos Aires. Descendo reto na avenida Corrientes, você tem acesso ao bairro de Puerto Madero, onde você pode apreciar a linda Puente de la Mujer, e ainda tomar um café em um dos vários restaurantes a beira do rio, apreciando também o por do sol. Minha dica é que você pode visitar no mesmo dia, locais como: Casa Rosada, sede da Presidência da Republica, Plaza de Mayo, Lugar importante para os Argentinos, local de muitas manifestações, Catedral Metropolitana de Buenos Aires, é a principal igreja católica de Buenos Aires, impressionante pela arquitetura, local também onde o atual Papa Francisco era arcebispo e rezava suas missas. Cabildo, edifício histórico localizado de frente a praça de maio, onde funcionava a administração da cidade na época colonial. O que não pode faltar no final do dia é apreciar uma das inúmeras atrações de tango pela cidade. Dia 3 No terceiro dia, o Teatro Colón foi o escolhido para visitar. É um local maravilhoso, cheio de histórias e de esculturas. O teatro é a principal casa de ópera da cidade, e considerado pela sua acústica como o 5 melhor do mundo. Neste dia fomos também conhecer a famosa livraria El Ateneo Grand Splendid, nesta linda livraria funcionava um dos teatros mais movimentados da cidade de Buenos Aires. Já no final da tarde, pegamos um ônibus para o bairro La Boca, famoso por suas arquitetura e seus prédios coloridos, ótimo local para comprar suvenires e aproveitar uma apresentação de tango na rua. Perto dali, fica o estádio do Boca Juniors. (nesse lugar não fomos), mas para quem gosta de futebol, vale a pena conhecer o La Bombonera. Dia 4 O quarto dia foi reservado para a Região da Recoleta, famoso pelo Cemitério da Recoleta onde estão enterrados figuras marcantes da História da Argentina como Eva Perón. Porém, antes demos um pulinho na Galerias Pacífico (pra mim o shopping mais bonito de Buenos Aires), famoso pela sua arquitetura e seu teto todo pintado. Também demos um pulinho na Estação Ferroviária Retiro, com uma incrível arquitetura é um lindo local para se visitar também! Museu Nacional de Belas Artes, Este museu conta com o maior patrimônio do país e é um dos principais da America Latina. MALBA Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, Com peças incríveis para quem gosta de arte moderna e pós-moderna. (para quem não sabe, o quadro Abaporu esta exposto lá! assim como quadros de Frida Kahlo e Fernando Botero!). Na mesma região você pode dar uma passada para um chopp no Hard Rock Café® de Buenos Aires e Seguir em direção à Faculdade de Direto de Buenos Aires. Magnífica pela sua estrutura. Ao lado da Faculdade você encontra a Floralis Genérica é uma escultura metálica de 23 metros de altura, presenteada à cidade pelo arquiteto argentino Eduardo Catalano. Dalí, você pode seguir de apé até a região de palermo e conferir o Planetário de Buenos Aires (porém, fomos no outro dia). Dia 5 Voltando a região de palermo, pudemos conferir os lindos bosques de palermo, ideais para se sentar e ler um livro, praticar atividades físicas, picnic ou passear com o seu pet (reserve um bom momento para relaxar embaixo de uma boa sombra). Nessa região você pode conhecer também o famoso jardim japonês (mas nesse eu não fui). obs. (esse é pago) O Rosedal, é um outro parque famoso pela sua coleção de rosas. O Jardim Botânico de Buenos Aires também é um ótimo lugar para os amantes de plantas. O Planetário de Buenos Aires é um ótimo lugar e garante fotos lindas!! (nós não entramos pois estava fechado). Dia 6 No domingo, aproveitamos para ir na famosa Feira de San Telmo. Se você estiver me Buenos Aires no domingo, não pode deixar de conferir essa grande feira de artesanatos e comidas típicas, além é claro dos famosos mercados de pulgas que fica nessa região. Saindo de lá, fomos para Belgrano, área nobre de Buenos Aires, famoso pelo Barrio Chino, (uma espécie de Liberdade-SP) da cidade. é uma espécie de feira de rua, mas com locais físicos também, com tudo o que você imaginar, é bem legal! vale a pena! ________________________________________________________________ Sem sombra de dúvidas Buenos Aires é tudo aquilo que falam!!! Um lugar lindo para se conhecer e com certeza voltar para presenciar tudo novamente! Se você gostou, ou quer acrescentar algo, ou contar sua experiência, não deixe de comentar ok! e não deixem de dar uma força no blog! https://aos30resolvimudar.wordpress.com/blog/ Obrigado e até a próxima! X
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    Vou comprar uma kombi e personalizar para viagem.. vou precisar de duas compania. Alguem? Preferencia: experiência de roteiro colombia chile mexico.
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    Organizei essa travessia um mês antes de pegar a estrada definitiva que me conduzia para mais uma aventura. Como normalmente sou um viajante solitário, nada me prendia, como o tempo, clima, calendário em fim nada mesmo, só eu e minha mochila.Sabia que ia ser uma travessia árdua e cansativa, porem minha curiosidade pelo desconhecido foi maior que meu medo. Bem, minha longa caminhada começou em uma cidadezinha pitoresca e histórica chamada São José do Barreiro. Cheguei bem tarde, ás 8:00 da noite, pois fiquei esperando o ônibus em Guaratinguetá por longas horas na rodoviária. Chegando em São José do Barreiro, logo fui procurar uma pousada para descanar. Fiquei no da dona Maria, por um preço camarada, tomei um longo banho e sai para comer algo e explorar a cidade a noite. Somente três bares estavam abertos beirando a praça central e que também eram o ponto de encontro do pessoal. Percebi que todos se conheciam, e que eu era o forasteiro na cidade. Sentei, pedi uma cerveja e alguns petiscos para comer e lá fiquei por algumas horas observando aquelas pessoas e do que elas falavam. Paguei a conta e sai para andar um pouco pela cidade, lógico acompanhado sempre pela minha inseparável câmera. Passei pela praça, onde haviam várias pessoas por lá, algumas fantasiadas de festa junina e outras com roupas pesadas de inverno e eu de bermudão e camiseta perambulando pela praça. Eu acho que era o único turista daquele dia. Sobe ladeira e desce ladeira dei de cara com o histórico cemitério dos escravos em uma ruela sem saída. Dei uma volta ao redor do muro e encontrei uma passagem perfeita para explorar aquele lugar ás 11:30 da noite. Pulei o muro e dei de cara com um túmulo meio aberto, onde quase caí dentro dele. Bem tirando o susto, adentrei no cemitério para fazer uma matéria. Com uma lanterna na mão e a câmera em outra comecei minha excursão por lá. E um verdadeiro cenário de terror.Voltei para a pousada umas 2:00 h da manhã, sendo que pretendia sair bem cedo, mas só pretendia, pois acordei ás 10:00 h.Pulei da cama, reorganizei minha mochila e deixei a pousada ás pressas. Tomei um rápido café em um bar e parti para a empreitada. A minha intenção logo de início era subir a serra á pé, que até o parque são 27 km de subida, e muita subida. No começo é tudo flores, mas depois de duas horas em uma subida que não tem fim, seu corpo começa a reclamar e cada placa de quilometragem te avisa o quanto ainda tem que andar. A música fazia me esquecer um pouco do cansaço e a beleza da serra me extasiava de prazer e felicidade e uma paz que invade a alma. Em cada curva um cenário diferente. Já eram 4:00 h da tarde, precisava parar, escançar, na verdade repousar. Meu corpo já estava esgotado e no Km 6 estava louco procurando um lugar para montar acampamento, o que era difícil. Em uma região onde havia morro e algumas fazendas cercadas, eu tinha que procurar muito.Quando estava descendo a estrada, bem do alto, pude visualizar a região e encontrar um possível lugar para acampar, foi quando eu vi uma área plana em cima de um barranco. Mas ainda tinha que chegar lá e trinta minutos depois me deparei com esse barranco, que tinha uns dois metros de altura e ficava bem em uma curva. Soltei a mochila e circulei o barranco para encontrar alguma parte mais baixa. Nada feito, mas tinha uma árvore em cima e algumas raízes que me ajudaram a subir. Amarrei uma corda na mochila e lá de cima puxei, já quase sem forças. Quando eu olhei para esse plano, percebi que na verdade era um pasto, um imenso pasto. Não tinha gado, mas sua marca estava em quase todo lugar. Procurei um lugar mais limpo e realmente consegui montar a barraca e cair dentro, onde dormi até ás 10:00, com um frio de congelar e com uma chuva fina que não dava trégua. Fiz a minha janta e tomei um copo de vinho tinto e voltei a dormir até ás duas da manhã, quando um mugido alto veio me acordar. Eu pensei: isso são horas de vacas pastarem e eu lá bem no meio do quintal delas. Levantei, peguei minha lanterna e sai para fora da barraca para ver onde elas estavam. Nada vi, e o som abafado não parava nunca e nada de vacas, bois e nem bezerros.Entrei na barraca e consegui dormir. Ás 6:00 h levantei no meio da forte neblina e um frio cortante, comecei desmontar acampamento para prosseguir e quando estava tudo pronto dei uma última olhada no lugar e descobri de onde estava vindo aquele som de vacas.Em uma fazendinha bem distante onde eu estava, lá estavam elas, berrando feito doidas.Serra da Bocaina Quando cheguei no Km 7 encontrei minha companheira de trilha, parece que ela estava lá me esperando. Parei para descansar, abri um pacote de bolacha e ela acanhada me olhando devorar aqueles biscoitos. Ofereci alguns para ela, que não fez cerimônia alguma, até que finalmente terminamos aquele pacote, mas eu precisava prosseguir minha jornada. Peguei minha mochila e segui.Essa cadela me acompanhou até o Km 25 Não estava nem na metade do caminho e já estava precisando descansar mais uma vez. Quando o trajeto é longo e em subida ingrime, sua velocidade é lenta, e com uma mochila pesada, se torna mais árduo e cansativo. Tive que fazer mais um pernoite na estrada. Desta vez peguei um terreno acidentado, mas era o que tinha e lá montei mais uma vez a barraca e dormi no Km 18. Ao amanhecer me senti mais disposto, eu já estava bem no alto da serra, mas tinha mais subida pela frente, até o Km 25, depois é suave até a entrada do parque. A subida continua, e a vontade de chegar lá, aumentava em cada passo. Cada quilômetro percorrido já era uma vitória, uma conquista. Mas o prazer de estar lá, lá em cima era imenso. Todo meu esforço foi compensado. Porque fazer o trajeto do modo mais fácil, alugar um carro e subir aquela imensa serra, deixando tudo passar pelo retrovisor ou apenas sentir o vento frio entrando pela janela, se pode sentir isso e muito mais subindo em companhia dela, da natureza. E assim fui eu caminhando no meio do nada, ou melhor de tudo, tudo que é belo e magnífico, que com certeza jamais esquecerei, e lógico, voltarei a passar pelo mesmo caminho, onde que do cansaço e exaustão extraiu minha perseverança e coragem de prosseguir o meu caminho no parque, que irei atravessar. 27 Km a menos. Agora eu prossigo o caminho do ouro até o final da trilha. Será o próximo relato de um caminhante solitário.
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