Ir para conteúdo

Mais curtidos da Semana


Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 06-10-2018 em todas áreas

  1. 1 ponto
    Olá pessoal, Morei em Brasília por um tempo e em alguns finais de semana fui conhecer a Chapada dos Veadeiros. Me apaixonei por aquele lugar. Natureza em estado bruto! Acordava com tucanos nas árvores do lado do meu quarto. Enfim, segue um pequeno vídeo que fiz dos momentos que passei lá... Juntei algumas informações e dicas dos lugares que visitei. Segue abaixo: Informações gerais A Chapada dos Veadeiros é formada por várias cidades e mais de 2000 cachoeiras catalogadas para a região. A regiao fica no mesmo paralelo que Macchu Picchu e esta localizada em cima de uma imensa placa de cristal de quartzo que, reza a lenda, tornam a região brilhante se vista do espaço e atrai uma energia cósmica... Ou seja, a Chapada dos Veadeiros é considerada um dos maiores destino místicos do Brasil. As 3 cidades mais populares como ponto de acesso aos principais atrativos são Alto Paraíso, São Jorge e Cavalcante. Alto Paraíso é a maior cidade das 3. É onde se encontra maiores opções de hospedagem, restaurantes, etc. São Jorge é um vilarejo localizado a 35 km de Alto Paraíso e porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. São Jorge tem uma atmosfera mais hippie, com muitas lojas de artesanato e ruas apertadas (muitas delas sem asfalto). Cavalcante, localizada a 91 km de Alto Paraíso, é a cidade aonde todos vão com o objetivo de conhecer Santa Bárbara, a cachoeira mais famosa da Chapada. Mas também existem outras atrações imperdíveis como Rio da Prata. A maior cidade mais próxima da Chapada é Brasília. São 230 km da capital até Alto Paraíso que podem ser feitos de carro (melhor opção pois te dá autonomia em relação aos passeios), ônibus (empresa Real Expresso) ou carona. Existe dois grupos no Facebook de pessoas que oferecem carona (muitas vezes vc contribui na gasolina) que funcionam muito bem! Os links: https://www.facebook.com/groups/240194479350012/?ref=br_rs https://www.facebook.com/groups/1636791463255652/?ref=br_rs Dicas Gerais - A primeira coisa a se fazer assim que chegar m Alto Paraiso, Cavalcante ou São Jorge: Ir ao CAT (Centro de atendimento ao turista). Lá vc vai ver todos os passeios disponíveis, pegar informações sobre o estado atual das trilhas, contratar guias, etc. - Tênis confortável, protetor solar e MUITA água pras trilhas. - Não faça fogueiras nem use sabonete ou shampoo nas cachoeiras. - Na rua principal de Alto Paraíso tem um mercado e uma padaria muito bons (é fácil achar). A Padaria abre as 6:30 todo dia. Vendem omeletes, bolos e salgados bons pra levar pra trilha (pão de queijo deles é mto bom tbm), só não vendem água (que vc tem que comprar no mercado do lado). - Todo sábado pela manha acontece uma feira onde se vende artesanato, sucos, lanches, etc. Vale muito a pena ir tomar um café da manha por lá. É só perguntar no hotel que eles sabem dizer onde fica. - Quer ver muitas maritacas e tucanos? Tem um terreno baldio em Alto Paraiso que parece ser o dormitório deles. Siga até a Pousada Meu Talento e de lá ande uns 10 metros vc verá um terreno abandonado. É lá! Chegue umas 17:50 e espere ate eles aparecerem. Os tucanos ficam mais nas embaúbas. Eu pulei a cerca e entrei um pouco mais para ficar mais de perto (cuidado com os cachorros! Kkkk). Clique na imagem abaixo para ler melhor as informações: Dinheiro Leve dinheiro em espécie! Em Alto Paraíso tinha um caixa eletrônico, mas na época que fui (Agosto/2017) não tinha nenhum! Em São Jorge e Cavalcante também não existem caixas. Qual a melhor época? Existem 2 períodos: O da seca (maio a setembro) que é quando o nível de água das cachoeiras diminui e é possível tomar banho sem riscos. Já no período das chuvas o volume aumenta e elas ficam mais bonitas, mas o perigo de trombas d’água é maior. Onde se hospedar? A cidade com maior opção de hospedagem é Alto Paraíso. Das 3 vezes que fui fiquei em Alto Paraíso. Segue a avaliação das pousadas: - Buddy’s Hostel: Quarto limpo, staff atencioso e ambiente bacana. Tem quarto compartilhado e cozinha. Fica uns 10 minutos a pé da rua principal. Recomendo! Site: http://www.buddysalto.com/ - Pousada Caminhos de Santiago: Ótimo ambiente e café da manhã. O único problema é que alguns quartos ficam no segundo andar em uma construção de madeira que faz mto barulho quando as pessoas passam. Principalmente a noite. Site: http://www.pousadacaminhodesantiago.com.br/ - Pousada Meu Talento: Uma das melhores pousada que fiquei na vida! Café da manhã completo com vários tipos de queijo, frutas, sucos, etc. Staff extremamente atencioso, piscina, ambiente... Tudo perfeito! Ambiente romântico. Perfeito para casal. Mas se prepare pq é caro! Site: http://pousadameutalento.com.br/ Onde comer? Na rua principal de Alto Paraíso tem varias opções. - Caverna do Crepe: Crepe realmente muito bom e barato. - Ateliê da Pizza (conhecida tbm como Pizzaria 2000): Pizza OK. Nada demais. - Vendinha 1961: Um restaurante/bar com um clima legal. Olhando de fora parece que é caro, mas é um preço justo. Musica ao vivo, mas atendimento não muito bom. Especialidade em pastéis. Muito gostosos! - La Vita e Bella: Restaurante de comida italiana. Experimentei um nhoque que tava bem meia boca. Pode ser que os outros pratos sejam melhores. - Cravo e Canela: Restaurante vegetariano muito bom! Sabores bem diferentes. Me surpreendi. Só demoram pra fazer o prato. Recomendo! - Santo Cerrado Risoteria: Esse restaurante fica em São Jorge. Especialidade em risotos (óbvio) e realmente são muito bons! Com musica ao vivo no segundo andar. Ótima opção em São Jorge. Em feriados fazer reserva com antecedência!! - Jambalaya: Restaurante caro, mas um dos melhores de Alto Paraiso. Todo a luz de velas. Clima romântico. Comida maravilhosa (Pedi um pesto com filé ao molho de limão siciliano que tava perfeito). Ir de carro ou não? Fui 1 vez sem caro e outras 2 com carro. Sem carro fazia o seguinte: Fazia amizade com alguém do hostel pra conseguir carona ou acordava cedo e ia pra frente do CAT (Centro de Atendimento ao Turista, abre as 8h) e tentava puxar um papo com alguém que aparecesse ali em busca de informações e desenrolava uma carona. Dá certo! Tente não pedir carona para casais... Eles geralmente são mais fechados. Procure por turmas de amigos. Existe uma cultura enorme de carona na Chapada. É super comum! O fato é que o carro te dá maior liberdade de fazer os passeios que vc quiser na hora que quiser, portanto se puder, vá de carro!! Contratar guia ou não? Depende do passeio. Cachoeira Santa Barbara é obrigatório ter guia. A maioria dos passeios não precisam de guia, mas se vc perguntar no CAT eles vão sempre indicar o guia. Se vc for com um orçamento maior eu acho legal valorizar o trabalho dos guias. Minha opinião com base em todos os passeios que fiz: Não foi necessário guia (exceto na Cachoeira Santa Barbara e na Trilha das 7 Quedas), mas se vc gosta de saber informações do local, contrate, mas o guia tira um pouco da sua liberdade tbm. Exemplo: Cheguei ao Mirante da Janela e tinha um grupo com guia. Tiraram as fotos e foram embora! Eu fiquei lá um tempão curtindo sem hora pra voltar. Passeios Fiz todos eles foram saindo de Alto Paraíso. Quase todos os passeios são cobradas taxas de entrada que variam de 15 a 30 reais. - Cachoeira Segredo: Cascata enorme! Água congelante (quase todas são...rs). Pra chegar faz uma trilha na mata que vai travessando o rio umas 7 vezes! Tente fazer pela manhã, pois na parte da tarde não bate sol. Passeio de meio dia. - Cachoeira dos Cristais: A pior de todas! A queda não é tão bonita e como é de fácil acesso dá muita gente. Tem um restaurante na entrada da trilha o que deixa o lugar ainda mais cheio de gente. Passeio de meio dia. - Poço encantado: Lugar bom para crianças (tem salva vidas) e passar o dia relaxando. Tem uma “praia” de areia branca bem legal. Passeio de meio dia. - Catarata dos Couros: Uma das cachus mais incríveis da Chapada. Volume de água enorme. Fica um pouco longe de Alto Paraíso. Passeio de dia inteiro. Entrada grátis. - Mirante da Janela: Muitos dirão que é bom fazer com guia, mas digo: Não precisa! São 8km de ida e volta. No caminho tem a Cachoeira do Abismo, mas na época que fui estava seca. Do mirante tem vista da cachoeira dos Saltos dentro do Parque. Passeio de dia inteiro, mas se vc sair cedo e for no pique, dá pra fazer em meio dia e depois ir por exemplo no Vale da lua que fica no caminho de São Jorge para Alto Paraíso. Vi algumas pessoas com dificuldades para encontrar a famosa “janela” (onde dá pra tirar aquela foto famosa da Chapada). A dica que dou é: Assim que chegar ao mirante e ver a Cachoeira dos Saltos, observar uma trilha na parte direita no meio das pedras. A Janela fica bem embaixo do Mirante. Qualquer coisa pergunte alguém que estiver por lá. - Almécegas I e II e São Bento: Almécegas é uma das cachoeiras mais populares da Chapada. Sempre cheia nos finais de semana. Fica muito próxima a Alto Paraíso na estada que vai para São Jorge. Chegue cedo e vá direto pra Almécegas I (a melhor). Fomos pra Almécegas II no meio do dia e tava impossível andar de tanta gente. Cachoeira São Bento é legal... Tem local pra pular das pedras. - Santa Barbara e Capivara: Fica em Cavalcante (Saia bem cedo se vc se hospedar em Alto Paraíso). Santa Barbara é a cachoeira mais bonita que já fui. Água cristalina e fundo de areia branca. A cachoeira fica sob responsabilidade do povo Kalunga. É obrigatório contratar guia. Só chegar no CAT de Cavalcante que terão vários a disposição. O piso dos guias é R$120. Fizemos com a guia Jane. Melhor pessoa que conhecemos nessa viagem!! Atenciosa, preocupada com nosso bem estar. Nota 10! WhatsApp dela: (62)99652-2103. É possível ficar penas 1 hora na Santa Barbara, pois evita que a cachoeira fique lotada. Depois curta a Santa Barbinha que é uma cachoeira menor, mas muito bonita também. Dica: Faça primeiro a Santa Barbara e depois vá para a Capivara que é boa pra curtir e relaxar. Outra dica: Depois das cachoeiras pare no restaurante dos Kalunga e coma a comida de fogão a lenha. R$30 e come a vontade. DELICIOSA! - Vale da Lua: Achei bem sem graça. É aquilo q se vê nas fotos... Formações rochosas diferentes. Só. Tem uma parte para banho, mas dependendo de quando vc for vai estar lotado. - Loquinhas: Pertinho de Alto Paraiso. São vários poços de água transparente. Lindo demais! Vale muito a pena. - Trilha das 7 Quedas: Acordei cedo e fui pro CAT ver se encontrava alguém pra me dar carona pra algum passeio. De cara encontrei um cara que estava fazendo a trilha das 7 Quedas no parque. Só que detalhe: A trilha é feita em 2 dias e ele iria fazer em apenas 1. Colei nele e dividimos o guia. Andamos 25km no total!!!! Das 8:30 as 17:30. Com 3 paradas pra banho. Sol cascando em cima! Passeio bem legal, mas é muito puxado!! Tem que ter pique. Começamos numa entrada no caminho de Alto Paraíso para São Jorge e terminamos na entrada do parque em São Jorge. Esse passeio de 1 dia tem q ser com guia. Levem lanche e muita água. Levei 3 litros e foi pouco. Fotos Equipamento utilizado: Camera Nikon D5100 com as lentes 55-200mm e Tokina 11-20mm f/2.8, uma GoPro Hero 4 Silver e um iPhone 7 Plus.
  2. 1 ponto
    Olá a todos Estive no Amapá/Macapá recentemente e vou deixar um pouco de contribuição para os próximos viajantes. Como fui para outros lugares além do Macapá e voltei mais de uma vez, para cada retorno me hospedei em um local diferente. Na chegada fiquei numa pousada no bairro cidade nova. Não considero a localização boa, fiquei apenas 1 diária. Depois fiquei num hotel próximo ao shopping Macapá, foi o melhor que fiquei, meio caro todavia. O local era bom e deu para ir a pé ao museu sacaca. Por fim, na última estada fiquei num hostel relativamente perto do centro e do píer do santa inês. O local era bom também, de lá dá para andar até a fortaleza de São José do Macapá. O museu Sacaca e a fortaleza foram os principais pontos que visitei. Próximo à fortaleza tem também um lugar com vários restaurantes com comida a preços baratos e alguns bares. Um pouco mais à frente vários quiosques, todos bem parecidos vendendo água de coco e bebidas. Provavelmente à noite há mais opções por ali. Baladas me indicaram armazém, vitruviano e lótus. Só fui no armazém, que é tipo balada e casa de show com música ao vivo. Tinha bastante gente. Transporte usei uber e o 99 apenas. Não era caro, mas muitas vezes demorado e diversas vezes depois de uns bons minutos de espera, a corrida era cancelada. Se vc precisa ir ao aeroporto/rodoviária, chame com bastante antecedência. Oiapoque: paguei 115 em cada trecho na passagem, ônibus saia 18h e 17h , depende do dia e da empresa (idem p/volta). Não estava chovendo e cheguei cedo. Oiapoque só tem táxi, então tem que aceitar o preço. (+/- R$ 20/R$30 da rodoviária até a cidade). Pousada tem algumas, encontrei uma por R$ 70 e negociei mais meia diária até o horário do ônibus porque o calor é intenso p/ ficar na rua. O barco para a Guiana Francesa custa R$ 20 o trecho e sai a qualquer hora, é só chegar. Afuá (da foto anexa): pessoal de lá me indicou a cidade e vale a pena ir. É uma cidade totalmente diferente, erguida por palafitas, muitas já de concreto, aparentemente muito bem cuidada e lotada de bicicletas, pois é proibido transporte motorizado. Ela fica na ilha de Marajó. Para chegar lá tem um barco que sai do píer do Santa Inês na parte da tarde e custa R$ 45 o trecho. A viagem de barco passar por lugares bonitos e a viagem dura cerca de 2:00h. É necessário pelo menos passar uma noite e tem um hotel bem perto do píer. A diária era R$ 70. Um dia caminhando ali é mais que suficiente.
  3. 1 ponto
    Ola galera, sou o Rafael do site Follow the Portuga e estou deixando meu relato da bela cidade de SEvilla, para quem quiser ver mais fotos tenho o instagram @followtheportuga e o facebook Follow the Portuga. O que fazer em Sevilla em 02 dias? Viajar em Agosto para o Sul da Espanha é mostrar um pouco da minha loucura rs, muita gente me disse que eu iria me ferrar pelas altas temperaturas, fiquei mais de um mês me preparando mentalmente para aguentar esse calor todo, e sim, faz muito calor, mas nada que te impeça de passear por essa bela região. Os dias são longos, o Sol só ira desaparecer lá pelas 21/22 horas, isso te dá muitas horas para você programar o seu dia, visitar algo pela manhã, almoçar com calma, tirar a famosa soneca na hora que o calor esta mais forte e pelas 17 horas voltar a programação normal. Assim, fui preparado para enfrentar as altas temperaturas, que chegavam facilmente acima dos 40 Graus, para se ter uma ideia, um dia era 23 horas e fazia 38 Graus, para quem veio de São Paulo e esta morando em Portugal, não é fácil lidar com isso, mas Sevilla se provou ser uma cidade fantástica, e realmente é. - Hospedagem Fiquei hospedado no Hostel A2C, um hostel com ótimo custo beneficio, o quarto tinha ar condicionado, isso faz toda a diferença hehehe, ele fica localizado próximo a região dos bares de Sevilla, e uns 15 minutos a pé do centro histórico em uma região totalmente segura. O quarto era compartilhado em 08 camas, com um banheiro dentro do quarto, já tinha o café da manhã incluso e saiu por €14,00 a diária. **** Aos amigos do blog que vão viajar e reservar sua hospedagem, peço para usarem minha caixa de pesquisa na página inicial do site, assim o Booking repassa uma parte da comissão para mim, ajudando eu a seguir com o trabalho aqui no blog, isso não gera nenhum custo adicional para você. Valeu =] **** - Transporte Para quem esta acostumado a viajar pela America do Sul, ir para Europa é fácil demais, é tanta forma de chegar ao destino, que ate se fica perdido, para Sevilla você pode ir de várias maneiras, desde avião, ônibus, carro ou trem, eu acabei fazendo essa viagem de carro, desde a cidade do Porto. Único problema encontrado foi para estacionar o carro na cidade, aqui na Europa, temos sempre poucas vagas gratuitas para muitos carros, então tive que deixar um pouco afastado do centro histórico e ir a pé ate o hostel, mas deixar o carro na rua não tem nenhum problema em questão de segurançao, isso é um grande alivio. - Alimentação Na Espanha é normal você encontrar os famosos menus diários, como se fosse nosso prato feito, você escolhe o primeiro prato, depois o segundo, ganha a bebida e a sobremesa, tudo isso num valor entre 10-14 euros sempre na hora do almoço, óbvio que para quem gosta de frequentar restaurantes melhores o preço sobe um pouco. - Segurança Para quem viveu e foi criado em São Paulo, estar na Europa é estar em um local muito seguro, claro que alguns cuidados devem ser tomados, mas não tive nenhum tipo de problema em Sevilla, mesmo quando andava de madrugada pelas ruas. - Passeios Sevilla me surpreendeu muito pela quantidade de praças, igrejas e lugares que pode ser visitado, tudo muito bem conservado e acessível para ir a pé desde o centro. Vou começar por um dos lugares que eu mais gostei de Sevilla: Plaza de España A praça da Espanha tem uma formato já peculiar, pelo menos as que eu conheço são num formato quadrangular, essa já tem o formato da metade de um círculo, e além disso tem um lago para passear de barco, isso da um charme muito especial a praça e um certo ar de romantismo. Se você ir a Sevilla, esse lugar é obrigatório. Praça da Espanha - Sevilla Real Alcázar de Sevilla Esse é um outro ponto obrigatório para se conhecer em Sevilla, ganhou muita fama por ter a série da HBO, Game os Thrones, gravada no local, especificamente na parte dos jardins. O lugar é muito bonito e conta com uma rica história. O alcazár começou pelo ano de 713, já na época dominada pelo povo árabe, sempre serviu com o propósito de abrigar comandantes e pessoas da realeza, a entrada custa €11,50 e pode ser adquirido logo na entrada. Pensei em fazer o passeio lá pelo meio dia, mas a fila estava gigantesca, não tive coragem e aproveitei para conhecer outra parte da cidade, ao fim da tarde ao passar por lá, não havia fila nenhuma, não consegui entender muito o motivo disso, mas acabei gostando de entrar no local sem tomar 1 minuto de fila hehehe. Caso você queria se programar melhor, é possível comprar o ticket de entrada pela internet e assim evitar as possíveis filas. Metropol Parasol Não me pergunte o que isso significa hehe, brincadeiras a parte, aqui temos a maior construção de madeira do mundo, realizada por um arquiteto alemão e finalizada em 2011, ali se encontra área de restaurante, bares, com um belo mirador para o centro da cidade e um pequeno museu. A construção é muito intrigante e vale a visita. Metro Parasol Além dos 03 lugares citados acima, temos ainda Torre del Oro, Giralda e o Arquivo Geral das Índias, que valem a visita, apesar de não serem nada de extraordinário. Noite Para um final de semana esperava mais de Sevilla, mas por ser verão, percebi que a cidade estava um pouco mais vazia, talvez todos estivessem ido para a praia no sábado, mas deu para conhecer um pouco da noite quente de Sevilla, os dois lugares visitados foram o Bar New York e Manhattan, que fica beirando o Rio Guadalquivir, que pelo que percebi o publico é um pouco mais elitizado, por assim dizer. E outro lugar que achamos foi na Alameda de Hércules, um pouco mais alternativo por assim dizer, há diversos bares, muita gente bebendo nos bancos da praça, e o bom que era do lado do nosso hostel. Praça da Espanha - Sevilla Uma coisa muita estranha para mim foi a ausência de música nos bares e na rua, era um silêncio que ate incomodava, não encontramos nenhum artista de rua fazendo um som, ou algum bar mais animado, foi algo que não estou acostumado, já que a cidade do Porto é bem animada a noite. Como eu sempre digo, além de conhecer os principais pontos da cidade, a melhor coisa para se fazer é andar pelas vielas estreitas da cidade e captar cada detalhe das ruas, dos prédios, do dia a dia dos moradores de Sevilla. Espero que tenham gostado do relato e não se esqueçam de me seguir nas redes sociais =] Instagram e Facebook. Follow me
  4. 1 ponto
    Preciso relatar a minha experiência pelo Peru como forma de gratidão a esse site! Pois, aqui peguei muitas dicas. Meu roteiro foi Lima/Ica/Huacachina/Arequipa/Cusco/Machu Picchu. Comprei minha passagem pela latam através da CVC pois, estava mais barato do que na operadora. O trajeto foi Salvador/Cusco ida e volta por R$ 1.700,00. Porém, achei melhor na ida descer em Lima para depois descer a Cusco de ônibus e poder conhecer Huacachina e Arequipa. Para viajar entre essas cidades comprei as passagens na internet pelo sote da cruz del sur, recomendo! Tem muitas passagens promocionais (as passagens tipo: insuperable). 1. Dia - Lima Cheguei dia 21/09 pela manhã por volta das 11h e peguei um transfer do aeroporto até Miraflores. A empresa e a Quick Lhama, eles são muito pontuais e dal tolerância de apenas 5 a 10 minutos. Eles ficam no estacionamento do aeroporto atras de um hotel que fica em frente a saida de desembarque. São pontuais, rápidos e muito barato. Apenas 15 soles até Miraflores. No aeroporto só troquei 50 soles apenas para pegar o transfer pois a cotação no aeroporto tava de 0,68 soles por 1 real. Fiquei hospedada no Kokopelli hostel e eles deixam bem perto de lá, da para ir caminhando. Assim que cheguei comprei logo um chip da claro por 5 soles mais 30 soles pela internet de 3gb. Total 35 soles. A claro e bem cheia, atendimento devagar, mas valeu a pena. Pois, tive internet liberada pelos 11 dias e a claro pega em praticamente todo lugar! Até em Machu Picchu pega perfeitamente! Depois troquei mais dinheiro por 0,73pen/1real. Melhor cotação disponível 😢. A tarde fui passear pela orla de Miraflores, visual incrível! Bairro mais charmoso de Lima e o único que eu conheci. Mas, amei! Tinha passeio de parapente por R$ 260 por dez minutos. Mas, nao consegui fazer porque ja estava no final do dia. Mas, pros corajosos vale a pena porque a vista é linda demais!!! Lá conheci também o shopping larcomar que fica na beira do barranco e é a céu aberto. Depois peguei um taxi por 20 soles ate o parque da Reserva para ver o Circuito das Águas e é uma das coisas mais lindas!! Apenas 4 soles a entrada. Legal ir no fim do dia para ve as fontes no por do sol e aguardar e esperar anoitecer e ver tambem as fontes iluminadas. São lindas do mesmo jeito. E a tarde tem bem menos gente então da para tirar fotos melhores, sem ninguém por tras! A noite estava tão cansada que fui descansar pois no outro dia as 6:30h eu pegaria o ônibus para Ica/Huacachina. P.S.: minhas companheiras de Trip conheci em alguns grupos de WhatsApp de viagem e foi perfeito! Nos demos muito bem. 2. Dia - Ica/Huacachina peguei o ônibus da cruz del sur em Lima as 6:30h na javier prado e cheguei em Ica umas 10:30h. Chegando em Ica peguei um tuc tuc por 5 soles ate Huacachina, o trajeto e de uns dez minutos. Em Huacachina fiquei no hostel Bananas Adventure (Top!) fica na beira do oasis, é lindo e tem piscina. Paguei a diaria de 92 soles num quarto compartilhado com 6 mulheres e banheiro privativo. A diária inclui o direito a um passeio que pode ser um passeio a uma vinícola, passeio de bugue/snowboarding e tem outro que esqueci. Escolhi o passeio de bugue no final do dia. O lugar é incrível!!! Passei a tarde só contenplando o oasis. Almocei nun restaurante chamado oasis, comi um arroz com mariscos divino!! Depois fiquei num restaurante bem na beira do lago e fiquei a tarde tomando uma cusquena e aproveitando a tarde. Fim do dia fui para o passeio de bugue, muito massa!! E fiz snowboarding que foi radical!! A ultima descida é tensa, mas é muito bom. Curtir muito o dia e a boite fui pegar um ônibus ate Arequipa. 3. Dia - Arequipa Neste dia cheguei as 11h da manhã em Arequipa, fiquei no Hotel Jerusalen e adorei! Fui muito bem atendida! A tarde fui conhecer a plaza de armas a pé e os arredores. Conheci o Museu Andino onde fica a “múmia” Juanita. A visita foi guiada e ao final vc fazia uma contribuição ao guia. O Museo e muito interessante pois tem peças que foram encontradas com a Juanita. E ao final, depois de conhecer toda história é incrível conhecer a Juanita que fica numa câmara fria de vidro. Depois fui até o Monastério Santa Catalina, tudo com o Google Maps, muito fácil se localizar entre eles e ficam tudo perto da plaza de armas. O Monastério paguei 20 soles para a guia, a visita foi individual. E valeu a pena porque conheci toda história de cada canto no Monastério. A história é bem interessante. Faz você se sentir e imaginar a seculo atrás. No final do dia fui ate um Mirante para ver os vulcões e tirar fotos. Fui de taxi. Ele aguardou para tirar as fotos e no caminho de volta ate a plaza de armas parou em alguns pontos p tirar foto tambem. Fechei o vale del coca para o outro dia com a Colonial Tour. E gostei bastante! 4. Dia - Vale del Coca - Arequipa Me buscaram no hotel as 4h da manhã. Tava um frio!!! Mas, no ônibus eles deram cobertas para cada um. Umas 7h da manhã paramos para tomar café da manhã. E logo após fomos para o canyon. O lugar é demais! Esse é o segundo maior canyon do mundo. O visual nao existe de tão lindo e é possível apreciar o vôo dos condor que e a ave com maior envergadura do mundo. Ficamos em torno de 45 minutos no mirante do canyon e na volta fomos parando em alguns outros mirantes, uma cidadezinha. E depois paramos para almoçar que estava incluído no pacote do passeio. No retorno paramos para ver muitas lhamas, alpaca e vincuña que tinha no caminho e chegamos em Arequipa a noite. Ah, na volta depois do almoço paramos nas thermas para conhecer e teve um tempo para quem quisesse tomar banho. O lugar também é maravilhoso, água cristalina e quentinha. Valeu muito a pena o passeio!
  5. 1 ponto
    Ola galera, sou o Rafael do site Follow the Portuga e estou deixando meu relato da bela cidade de SEvilla, para quem quiser ver mais fotos tenho o instagram @followtheportuga e o facebook Follow the Portuga. Óbidos é uma vila portuguesa situada em Leiria, a 80 km de Lisboa, contando com apenas 12 mil habitantes, a vila recebe centenas de turistas todas as semanas. A pequena Vila tem um charme especial para quem gosta de cenários que remetem a idade média, por ser pequena, o passeio acaba não sendo cansativo e com algumas horas, é possível visitar toda a cidade. Sua beleza acaba atraindo muitos turistas e assim o governo organiza alguns eventos durante o ano, são eles: Mercado Medieval de Óbidos Óbidos regressa a Idade Média e sua cidade passa a viver como seus antepassados, para mim, esse é um dos melhores festivais que acontecem em Portugal, já que ocorre em diversas cidades, há teatro, música, gastronomia, tudo remetendo ao passado e sempre contanto uma parte da história de Portugal. Para maiores informações: http://mercadomedievalobidos.pt/ Vila Natal De 30 de novembro a 31 de dezembro, ocorre o Vila Natal de Óbidos, e acho que o nome já diz tudo né. a entrada custa 07 euros para os adultos e 05 euros para as crianças. Para maiores informações: http://obidosvilanatal.pt/ Festival do Chocolate Em Abril ocorre o festival internacional do chocolate na pequena Vila de Óbidos, perfeito para quem gosta de um doce. Para maiores informações: http://festivalchocolate.cm-obidos.pt/ FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos Óbidos se transforma em uma vila literária Para maiores informações: http://obidosvilaliteraria.com/folio-festival-literario-internacional-de-obidos/ Fora as três atrações anuais que acontecem em Óbidos, a Vila continua sendo muito visitada em dias normais, a parte mais visitada são as muralhas de Óbidos, você consegue andar por quase 02 km em cima delas, tendo toda a vista para a cidade e o entorno, eu recomendo assim que entrar na Vila, fazer esse trajeto e depois na volta, ir pelas estreitas vielas da cidade. Não deixe de provar a famosa GINJA em copo de chocolate, Ginja é uma fruta similar a cereja e dela se obtém um licor, se for a Óbidos e não tomar ginja, quer dizer que você não foi a Óbidos. Espero que tenham gostado do relato, para qualquer dúvida só mandar mensagem pelas minhas rede sociais, estou presente no Instagram no rafacarvalho33 e no Facebook no Follow The Portuga. Follow me
  6. 1 ponto
    Tem o app Maps.me. Vc baixa o mapa da região e vc consegue navegar offline tranquilamente, dá pra salvar os pontos turísticos, restaurantes e tudo, bem personalizável.
  7. 1 ponto
    Dormir em aeroportos não é tão seguro, mas eu fiz isso em Roma, foi tranquilo, porém, amarrei a mochila com os equipamentos no corpo e a jaqueta por cima, carteira é vacilo, money belt é o esquema pra qualquer viagem. Também Couchsurfing, vale a pena tentar alguns lugares pra ficar. Um conselho, por experiência própria, não fique nessa de o máximo de cidades possíveis, cada voo/trem/bus que tu pega consome um tempo absurdo, não é só o tempo da viagem em si, é o tempo de você se locomover até o areoporto/rodoviaria/estação, tempo do check-in, tempo de espera do voo, etc.. Passei por 7 cidades em 32 dias, e foi BEM cansativo.
  8. 1 ponto
    Oi Luna, estou no bus de volta paa casa rs! Assim que eu chegar, vou atualizar e mando aqui tudo certinho! Foi sensacional rsrs foram 35 dias no total da trip! 5 Países, 22 cidades, 20 ônibus, 1 trem, 3 aviões e mta alegria rs
  9. 1 ponto
    Certamente, andar de moto é emocionante.... Mas até mesmo a emoção é uma condição tênue, pode facilmente deslizar para a ansiedade, assim como a paz pode degenerar para o tédio. A emoção é encontrada ao longo da estrada, não no final, e da mesma forma, a paz não é um ponto fixo, exceto talvez no indesejado sentido de “descanse em paz”. A paz é a pausa para respirar entre os destinos, entre as emoções, uma parte ocasional da viagem se tiver sorte. A paz é um espaço pelo qual nos movemos muito raramente e com muita brevidade, não é permitido ficarmos lá. É necessário continuar em movimento, e ir fazer o que você faz. Porque você pode... Neil Peart – Longe e Distante – Capítulo 20 O plano de fazer uma grande viagem de moto existia há um bom tempo. A vontade é ainda mais velha, e vem de uma época em que isso era apenas o sonho de um adolescente. Desse modo, aproveitando um rompimento definitivo com a então namorada, já que roteiro semelhante seria feito para ela, de carro, coloquei em prática aquela loucura. Christopher McCandless, em sua sabedoria suicida, dizia que a felicidade é um bem a ser compartilhado, sob pena de perder o sentido. Pois bem, nessa viagem eu vi que se não é possível dividir tal experiência, então deveria eu compartilhá-la comigo mesmo. Esperar pelos outros não é boa dependência e, levando-se em conta que prorroguei mais de uma vez tal objetivo para poder dividi-lo com alguém, é um ponto a ser considerado para reflexão. R.I.P., Christopher. Assim, dúvidas existenciais a parte, saímos eu e minha inglesinha (uma Triumph Speed Triple, de 1050cc) de Porto Alegre, no dia 4 de fevereiro de 2018, um domingo. Como de praxe, ansiedade forte misturada ao medo, afinal, eu jamais havia ido tão longe em duas rodas. Bariloche, meu objetivo mínimo, fica a cerca de 3000km de Porto Alegre. Tinha dúvidas se o meu antebraço direito iria aguentar (problema crônico de dormência), e se minha mente teria estrutura para tal jornada. Lembro das palavras do mecânico Muniz alguns dias antes: “não tenha medo de voltar”. Isso sem falar da moto, principalmente a velha desconfiança (puramente subjetiva) em relação a bateria. Dormi muito mal. Passei a noite numa espécie de vigília. Assim, decidi por pernoitar em Jaguarão (400km) antes mesmo de colocar as rodas no asfalto. Foi uma decisão mais do que acertada, eis que tal trecho é dos mais perigosos e serviu para “quebrar o gelo”, adquirir confiança e, assim, poder dormir melhor. A parte ruim da saída foi verificar que havia uma certa instabilidade nas bolsas, o que me obrigou a deixar todo o equipamento de camping em casa. Segurança em primeiro lugar. Foi mais uma decisão acertada, repensada a cada parada para verificação e ajuste de apenas uma bagagem, uma mochila Deuter cargueira de 55+15lts. Importante citar que não comprei alforjes ou outro tipo de acessório que fosse descaracterizar a inglesinha, uma naked pura. O máximo a que cheguei foi adquirir uma pequena bolsa de tanque com imãs, onde coloquei minha máquina fotográfica, o celular e alguns valores para os pedágios. Aquele primeiro trecho foi gostoso, com vários grupos de motociclistas passando em sentido contrário. E dê-lhe “cumprimento biker”. Cheguei a Jaguarão em torno das 14h e fui direto para o velho e bom Hotel Sinuelo. Descarregada a bagagem, fui providenciar a Carta Verde. No outro dia, acordei cedo, tomei meu café e decidi ir até Montevidéu pegar o Buquebus para Buenos Aires. Cruzei o Uruguai e cheguei àquela capital federal próximo das 15h. Chegando ao porto a atendente me informou que as passagens estavam esgotadas, mas havia a opção de partir de Colonia del Sacramento, distante 180km dali, às 20h01. Consultei o relógio e vi que havia tempo de sobra. O valor ficou em pouco mais de US$100,00. Fixei novamente a cargueira, abasteci a moto e me fui em direção a Colonia, onde cheguei próximo das 18h. O calor era forte. No caminho, ao parar para beber água, encontrei um cicloturista de Buenos Aires, o Martin, que havia entrado no Uruguai naquele dia e estava indo em direção a Punta del Leste. Conversamos, e ele me revelou que também era motociclista. Disse-lhe que gostava muito de Buenos Aires, ao que ele respondeu, de imediato, que Bariloche era um lugar melhor para se viver. Claramente havia uma insatisfação em relação à capital argentina e, estrada retomada, pensei em como também não me sinto feliz em Porto Alegre, mas imagino que, para um turista, ela possa até parecer “simpática e acolhedora”. Obs.: Não quis ficar no Uruguai porque já tive inúmeros problemas por lá em relação a dinheiro. Por exemplo: minha mãe recebeu troco em moeda antiga (inválida) e eu sofri com conversões cambiais nada oficiais. Fui logrado até mesmo em pedágios, quando em viagem de carro. Como isso se tornou uma constante, procuro usar aquele país apenas como rota de passagem. O embarque no Buquebus foi tranquilo, já que as motos têm prioridade. Havia outro motociclista em uma BMW e o cumprimentei. Era um sujeito bastante arrogante, pois respondeu com desdém, além de não ter havido qualquer tipo de conversa em relação às motos e destinos, algo comum entre motociclistas. O calor continuava forte e o embarque foi sofrido, pois estava vestindo a grossa jaqueta, carregando a pesada cargueira, a bolsa de tanque e o capacete. Isso foi complicado e, tão logo iniciou o serviço de bar, comprei duas águas para tentar estancar o sofrimento. Eu ainda não havia almoçado. BUENOS AIRES Meu primeiro contato sério com motos se deu por volta dos 16 anos de idade. Meu irmão tinha uma Turuninha vermelha e me ensinou a andar na garagem do prédio. Quando ele saiu de férias, achei melhor aprimorar a técnica indo para o colégio com ela. Ele descobriu e não gostou muito.... Cheguei a Buenos Aires em torno de 21h30 e não houve revista de bagagem. Fui direto para o Ibis Obelisco, hotel muito bem localizado na Av. Corrientes. O preço da diária foi de AR$950 (cerca de R$175). Como eu gosto muito daquela cidade (um paradoxo, pois meu sonho de vida tem um estilo mais, digamos, patagônico), resolvi ficar por duas noites. No dia seguinte, adquiri um chip pré-pago e pude ficar conectado 24 horas, principalmente quando da necessidade de usar o Waze para os deslocamentos mais complicados, justamente a saída daquela capital para pegar a Ruta Nacional 5 em direção a Santa Rosa, na província de La Pampa. Caminhei bastante por Buenos Aires, troquei alguns dólares na Florida e comi muito bem, o que serviu de preparação para o trecho seguinte. Também aproveitei para comprar Lysoform (altamente recomendável para esse tipo de trip) para aplicar nas roupas e no capacete. Em relação às refeições, minha preocupação maior sempre foi com o café da manhã, momento pelo qual eu procurava comer ao máximo, pois sabia que não iria interromper a viagem para almoçar. Quando eu parava para descansar, tomava água, café e, de vez em quando, comprava uma ou duas medialunas para quebrar o galho. Isso foi constante durante toda a viagem. Eu somente fazia uma refeição decente quando chegava em algum lugar para pernoitar. Uma boa surpresa foi verificar que a média de consumo ficava próxima aos 20km/l, o que eliminou algumas preocupações em relação ao trecho deserto entre Gen. Acha e Neuquén, e onde havia apenas um posto em Puelches, caso eu optasse pela Ruta Nacional 152. É claro que isso também tem a ver com a qualidade da gasolina argentina, muito superior a nossa. Saí de Buenos Aires no dia 7.fev às 6h, pois era imprescindível evitar o rush da manhã. Programei o Waze e coloquei os fones de ouvido, pois assim nem precisei visualizar a tela. Acessei a RN5 um pouco antes das 7h30. Obs.: As estradas argentinas em geral são muito boas, e cruzar aquele país em direção sudoeste, e depois para leste, me fez ver que está em curso uma grande reforma daquelas boas rodovias, a ponto de arriscar dizer que minha média horária só não foi melhor por causa das obras, em especial na Ruta Nacional 22, que liga Gen. Roca a Neuquén, trecho em que nos arrastamos a cerca de 10km/h por mais de uma hora. A viagem pela RN5 foi bastante tranquila e consegui chegar a Gen. Acha por volta das 17h. Fui direto alugar uma cabana no Cabañas San Antonio de Padua, coincidentemente, fiquei na mesma que havia estado com meus filhos em 2016. Foi-me cobrado o valor de AR$880 (cerca de R$150). Um preço relativamente bom para aquela situação, mais ainda porque poderia checar alguns itens da moto e dar-lhe um banho antes de sair, o que também fiz com algumas roupas. Pilotei naquele dia por volta de onze horas, em torno de 700km, e pensei o porquê da média ter sido tão baixa. Talvez tenham sido as paradas, combinadas com a saída demorada de Buenos Aires. Ainda assim era estranho, pois na maioria do tempo a velocidade de cruzeiro ficou entre 120 e 140km/h. Creio que parei demais ou não me dei conta do tempo gasto nessas paradas. A cabana tinha à disposição cuia e erva-mate. Isso foi muito bem aproveitado naquele agradável final de tarde. Ao anoitecer, fui à cidade jantar (almoçar, na verdade) e todos os restaurantes estavam fechados. Restou ir para o posto de gasolina e comer umas fritas e um sanduba de queijo no La Papa Frita Loca. Abasteci a inglesinha e voltei para a cabana. Naquela noite bateu uma certa tristeza, único momento em toda a viagem em que fiquei um pouco desmotivado. Cheguei até mesmo a visitar a capelinha da pousada para curtir o seu silêncio acolhedor. Obs.: No posto onde parei para comer, verifiquei que o noticiário ainda dava como destaque o tiroteio ocorrido no centro de Buenos Aires (e perto do hotel onde fiquei) quase 48 horas antes. A imprensa de lá não se preocupa muito em inovar, já que tais destaques e discussões afins duram dias. SOLIDÃO Tomei conhecimento de Bariloche na 5ª série, com 10 anos de idade, no ano de 1977. O auditório do Colégio Americano estava lotado para assistir à apresentação com slides de uma aluna que havia viajado para aquela cidade. Lembro de, ao final, me dirigir a ela e perguntar o custo daquilo. Esperei meu pai chegar do trabalho e fui direto ao assunto. Ele não sabia dizer não diretamente, e ficava difícil para uma criança entender. No dia 8.fev acordei por volta das 4h. Estava frio e o céu maravilhosamente estrelado. Tomei um banho, preparei o café, arrumei a bagagem e saí pouco depois das 6h. A temperatura fria incomodou no início, pois minhas mãos ficaram bastante geladas. Na bifurcação encontrada, segui a direção da RN152 e, ainda que não seja a “Estrada do Deserto” original (pela Ruta 20), ela também poderia fazer jus a esse nome, eis que a solidão ali presente é bastante assustadora. Torci para que não houvesse problemas de abastecimento em Puelches, já que era o único posto disponível em um trecho de cerca de 300km. Tenho a impressão de que a Argentina ainda não se recuperou totalmente da crise de abastecimento ocorrida alguns anos antes, pois ainda que eu não tenha tido problemas em encontrar nafta (como é chamada a gasolina por lá), as filas nos postos eram muito frequentes e demoradas. Desse modo, procurei não ultrapassar os 120km/h a fim de estender o consumo caso houvesse problemas em Puelches, e eu tivesse que pilotar até Casa de Piedra, no limite de autonomia da inglesinha. Porém, tudo correu bem. Assim, aproveitei para tomar um café e comer o resto do sanduba que havia sobrado do dia anterior. Naquele posto, encontrei uma família de Itapecerica da Serra/SP, a qual também estava indo para Bariloche. Conversamos um pouco e segui viagem. Em Casa de Piedra, abasteci novamente e fui me hidratar com uma Coca-Cola pois, incrivelmente, não havia água à venda naquele local. Obs.: Ao atravessar a RN152 me dei conta de que não estava levando água para beber. Foi um grave erro, mas devidamente corrigido na primeira oportunidade, pois me imaginei com algum tipo de pane naquelas estradas desertas estando sem o elemento mais básico de sobrevivência. Após Casa de Piedra, segui para Gen. Roca. Passei pelo extenso, chatíssimo e imundo trecho em reformas da RN22 e atravessei a cidade de Neuquén (parece-me que os pardais da rodovia que atravessa aquela cidade foram retirados). Cruzei os postos de fiscalização fitossanitários e me foi liberado o pagamento da taxa (era AR$10) de inspeção. O esguicho de líquido bactericida nos carros estava funcionando, e fui premiado com ele em minhas pernas. LONGE DE CASA Minha primeira moto veio aos vinte anos de idade, uma nervosa Agrale Elephant 27.5, verde e branca. Como era militar em Santa Maria/RS, fiz inúmeras viagens sem jamais ter tido qualquer tipo de problema. Uma dois tempos marca a vida de um motociclista e, com ela, lembro de pedir a Deus para jamais me tirar o prazer de andar em duas rodas. O vento na estrada começou a incomodar, principalmente quando batia na lateral. Isso me fez decidir por pernoitar em Piedra del Águila, a cerca de 220km de Bariloche. Acabei ficando no hotel homônimo onde não me foi cobrado o pagamento antecipado da diária. O quarto era relativamente bom e limpo, mas as roupas de cama estavam bastante puídas e as toalhas furadas. Deixei para lavar a moto na manhã seguinte, já que o vento não dava folga e a poeira levantada era grande. Instalado, saí para melhor observar as estranhas formações geológicas observadas ainda na estrada, mas que acabaram não me chamando a atenção como tinha pensado. Havia até mesmo uma grande águia colorida colocada sobre uma delas. Tal “escultura” estava fortemente fixada por cabos e suportes de aço, e deixavam ainda mais feio o aspecto artificial aplicado. Achei melhor me recolher ao hotel e descansar um pouco. Obs.: Como de praxe naquela região, o wi-fi era sofrível. Todos os locais em que fiquei ofereciam tal comodidade, mas eram pouquíssimos os que funcionavam a contento. Assim, eu acabava optando pelo 3G/4G da operadora local, estupidamente melhor. Isso continuou ocorrendo até mesmo em Bariloche, cuja estrutura é infinitamente superior às cidades de acesso. E também ocorreu em Villa La Angostura, cujo roteador ficava em frente à porta do meu quarto, mas cujo sinal não chegava lá dentro. Quando saí para jantar à noite, optei por um restaurante alemão localizado a cerca de 100m do hotel. Comi a melhor salsa fileto (molho de tomate) de minha vida. O tempero era soberbo. Infelizmente, ao repeti-lo, o sabor veio diferente. No outro dia, o café da manhã servido pelo hotel era ultra simples: apenas torradinhas caseiras com manteiga ou geleia à disposição. Os pacotinhos de açúcar continham ilustrações da Patagônia. Juntei-os e tirei uma fotografia. A atendente queria que eu os levasse de lembrança e eu, para não fazer desfeita, separei três. Como Bariloche estava relativamente perto, não tive a preocupação de sair cedo. O vento ainda incomodava um pouco, mas começou a diminuir próximo à famosa Ruta 40 e suas paisagens deslumbrantes: picos de montanha nevados, florestas e águas cor esmeralda. Aquilo era soberbo e não havia como não parar para fotos ou diminuir a marcha para apreciar aquela beleza. Sob a perspectiva de tempo, foi o ponto da viagem que menos rendeu, excetuando-se o já referido trecho em obras na RN22. Como o frio já estava afetando a dirigibilidade, fui obrigado a parar para me agasalhar. Coloquei o forro da jaqueta e segui viagem até o belíssimo Anfiteatro. Parei ali por uns bons minutos e tirei boas fotos, ainda que a luz não fosse a mais ideal. Ao chegar àquele local, havia um senhor pilchado (trajes de gaúcho) tocando gaita (o acordeão), ao que era registrado por um de seus acompanhantes. Não consegui registrar aquele momento por ter sido ele breve demais e, tanto aquele senhor, quanto os dois rapazes que o acompanhavam em uma picape, eram extremamente simpáticos. Assim, me senti à vontade para pedir umas fotografias junto à inglesinha. A ESTRADEIRA E O RÍPIO A primeira vez que estive em Bariloche foi no inverno de 2006. A cidade e a região estavam cobertas de branco. A neve é algo surreal, e presenciar aquilo me fez imaginar alguém fazendo algum tipo de brincadeira ao espalhar aquela coisa branca por tudo. Foi uma excelente viagem, mas fiquei a imaginar aquela região sem aquele manto branco, e isso nunca mais saiu de minha cabeça. Chegando a Bariloche, fui direto para a Hosteria Nuevo Pinar, localizada em Playa Bonita, escolhida por meio do booking.com. O valor da diária foi pouco mais de AR$1500 (R$250), um preço alto, principalmente se comparado àquele do Ibis de Buenos Aires. O quarto era relativamente confortável e silencioso, mas o banheiro necessitava de reformas. Havia uma pequena TV de tubo afixada no alto da parede, mas nem me preocupei em ligá-la, assim como nenhuma outra em toda a viagem. O café da manhã era melhor que o do hotel Piedra del Águila. Fiquei três noites em Bariloche, e a temperatura permaneceu ainda baixa por dois dias, assim como o vento forte. Apesar dos passeios diários, consegui descansar bastante, ao ponto de achar que me estendi demais por ali e que poderia ter ido para outros locais. Ao menos pude planejar com toda calma, me decidindo por ir para Villa Pehuenia e depois para o Chile (descartei Ushuaia por causa do rípio). Perguntei para o proprietário da hosteria, o Eduardo, e ele me disse que todo o trajeto até Villa Pehuenia (pronuncia-se “vicha”) era asfaltado. Procurei em um site de estradas argentinas e o referido trecho não estava claro. Mesmo assim fiquei feliz, pois realizaria um velho sonho: cruzar a Cordilheira dos Andes em direção a Mendoza. Em Bariloche, comprei um decalque de silicone da Ruta 40. Voltando ao hotel, lavei a moto e colei o adesivo na inglesinha, uma espécie de medalha por ela ter colocado as rodas naquela mítica rodovia. Outro fator que merece registro foi experimentar um lançamento recente da Cervejaria Quilmes: a Quilmes Stout. Deliciosamente saborosa e cremosa. Obs.: No sábado, descobri que havia uma lavanderia a cerca de 150m do hotel e resolvi levar as minhas roupas para lavar. Isso era em torno de 11h. A responsável me disse que me entregaria na segunda, mas pediu para eu passar ali às 13h para me certificar disso. Quando ali cheguei, minhas roupas estavam lavadas, embaladas e cheirosas e ela me cobrou AR$150 pelo serviço (R$25). Isso em Porto Alegre seria praticamente impossível. Primeiro pelo preço, pois lavanderia aqui é artigo de luxo. Segundo, pelo prazo, que, ainda que fosse possível fazer em tão breve período, obviamente seria acompanhado de uma taxa de urgência. Poderia ainda citar um terceiro motivo: a boa vontade. Mas é melhor nem comentar. Na segunda, dia 12.fev, segui para a "preciosa" (como dizem os hermanos) Villa La Angostura. Meus planos iniciais eram acampar no camping La Estacada, a 15km de distância, mas, como dito no início, foram abortados em nome da segurança. A cidade estava bastante movimentada e o calor era forte. Cheguei e fui direto almoçar. Dali, fui procurar uma pousada e encontrei uma na estrada, a cerca de 3km de distância. Paguei (na saída) AR$1500 e não tive desconto no imposto IVA (21% em que os turistas, devidamente identificados, são isentos), ou seja, descobri que era mais vantajoso ficar em hotéis, que expediam fatura, e consequente desconto, ao invés das pousadas que não faturavam. Passeios de praxe, moto abastecida e levemente lavada, fui me certificar com o rapaz da pousada que o caminho para Villa Pehuenia realmente era asfaltado, o que foi confirmado de imediato. Não sei o porquê, mas estava um pouco desconfiado. Saí de Villa La Angostura e peguei a belíssima Rota dos Sete Lagos. Ali, encontrei um grupo de motociclistas de Gramado/RS. Conversamos bastante, trocamos dicas e seguimos viagem. Passei por San Martin de Los Andes e segui em direção a Junin de Los Andes. Já em Junin, passei por um posto com uma longa fila formada na estrada mas, como havia visto uma placa da Petrobras, resolvi seguir mais um pouco. Mais adiante, questionei um policial e ele falou que aquela era a única estación de servicio por ali. Pelo visto a bandeira do posto havia mudado, mas a placa não. Apesar de eu estar com pouco mais de meio tanque, achei prudente retornar e garantir. Foi uma bela decisão, pois não imaginava o perrengue que iria enfrentar. Entrei na fila e, enquanto ela se arrastava, eu corria para a sombra das árvores para diminuir meu sofrimento. Tirar a jaqueta não era boa opção já que suo em demasia e sofreria em dobro para recolocá-la. Vestir as luvas com as mãos suadas já estava sendo bastante difícil (lembrar de levar talco na próxima). Idem para o capacete. Abasteci a moto até o talo e desci para me hidratar e comer uma medialuna. Ali, conversei com o Marcelo, um argentino que estava em uma Honda indo em direção a Villa La Angostura. Possuía amplo conhecimento das estradas, tanto argentinas quanto chilenas, e foi ele quem me deu a notícia de que o caminho para Villa Pehuenia (cerca de 150km) era quase que totalmente formado por estrada de rípio, excetuando-se um pequeno trecho em Aluminé. Aquela notícia foi um quase choque, mais ainda quando ele falou que os primeiros 40km estavam em mau estado de conservação, mas que, caso eu tivesse paciência e cuidado, eu e a inglesinha (uma estradeira pura) passaríamos sem problemas. Retornando para a moto, que havia ficado sob o sol escaldante, tomei um grande susto: o combustível estava vazando diretamente no motor e formava uma poça no chão. Instintivamente, abri o bocal do tanque e nivelei a moto, o que estancou o vazamento de imediato. O Marcelo, que estava mais calmo, viu que era apenas o respiro do tanque que estava cumprindo sua função devido ao forte calor. O problema real era que a mangueira do respiro não estava conectada. Nos despedimos, ele me desejou boa sorte e parti antes que o calor ficasse pior do que já estava. Logo, acessei o primeiro trecho de 90km de rípio e, confesso, fiquei preocupado. Surgiu uma pequena voz interior: “desista e retorne.....desista e retorne.....desista e retorne.....”. Ignorei-a, respirei fundo e resolvi abstrair o tempo que aquele trecho levaria. O odômetro, como de praxe, estava em modo não visual. Dei uma batidinha lateral no tanque da inglesinha e disse “vamos lá, garota”. Não sei precisar o tempo que levei naquele trajeto. Talvez três ou quatro horas até chegar ao posto de informações turísticas em Aluminé. Não sei. Suava em bicas. Para quem viaja de moto, proteção é fundamental e a jaqueta, além de ser de tecido grosso, possui “armadura”, tornando ainda mais desconfortável a sensação causada pelo forte sol. Mas, como o risco de queda é alto ao atravessar uma estrada daquelas, não existe a opção “retirar a jaqueta”. Isso é impensável. Chegando à uma elevação com uma bonita paisagem, resolvi parar para tirar umas fotos. Mas parece que a inglesinha não gostou e resolveu protestar atolando a roda dianteira. Quase caímos. Foi um momento tenso, pois estava na contramão, junto à beira da estrada e com um barranco logo a seguir. Como voltar era impossível, já que o banco de areia se acumulava no sentido lateral da estrada, resolvi fazer uso do potente motor, emparelhar a moto no sentido da via e andar alguns metros para frente até que o banco de areia ficasse menor e eu pudesse retornar. Apesar de aprofundar o atolamento levando a roda traseira ao mesmo problema, foi o que me fez sair daquele perrengue. Melhor deixar as fotos para outro momento. Obs.: Naquele trecho pensei em minha mãe e em como ela me xingaria, acaso soubesse onde eu estava metido. Consegui chegar ao posto de informações em Aluminé, e aproveitei para me hidratar e lubrificar a corrente da inglesinha, que estava “a milanesa”. Vi que um dos elásticos (num total de quatro) que fixavam a bagagem caiu por causa da vibração excessiva. Ainda havia cerca de 45km de rípio a enfrentar até chegar a Villa Pehuenia. Excetuando-se a qualidade daquela via, o tempo gasto, a baixa velocidade, a temperatura ambiente, o atolamento e a quase queda, o trajeto foi percorrido com relativa tranquilidade. “HÃ??”. Quero dizer: não houve nenhum tipo de problema mais sério. Como o rio Aluminé corria junto, pensei que ao menos de sede eu não morreria, caso eu fosse obrigado a parar. Cheguei a Villa Pehuenia no final da tarde e, felizmente, encontrei cedo o hotel, apesar das ruas de acesso um tanto confusas. Fiquei no excelente Peninsula de los Coihues. O quarto era enorme e bem iluminado, com grandes janelas. Tudo ali cheirava a novo. Havia até mesmo um varal retrátil no banheiro, bastante útil para o velho ritual de lava/pendura roupas ao final de uma viagem (pra citar um varal aqui é porque ele realmente foi útil). O visual era para o lago e para as montanhas, e o silêncio era acolhedor. Fiquei fortemente tentado a ficar ali mais um dia. Jantei um excelente “sorrentino” (um tipo de ravióli) de espinafre e mozzarela (me recuso a escrever “muçarela”) em um restaurante próximo ao hotel. Na manhã seguinte, antes de partir, fiz uma checagem geral, reapertei alguns parafusos e lavei a moto. O café da manhã foi muito bom. Obs.: Apesar de não ter ficado tempo suficiente para conhecer melhor, a impressão que tive de Villa Pehuenia foi de semelhança com uma daquelas pequenas praias catarinenses, ou seja, pequenos paraísos escondidos em nosso planeta. Eu tinha informações de que ainda enfrentaria mais 20km de rípio no Chile. Porém, no hotel, soube que haveria uma opção melhor, de 35km. Um trecho maior, mas em melhor estado. Quem me passou tal informe disse que havia feito há pouco o trecho de 20km em um 4x4.....a 10km/h, tamanho o mau estado daquela estrada. Disse-me que, com a inglesinha, eu não passaria. Então, “bora” encarar mais 35km de rípio. CHILE Em uma de minhas visitas a Buenos Aires, por volta de 2008, ao pegar um táxi no aeroporto, o motorista falou de suas férias de verão em Bariloche, de carro, a 1600km de distância dali. Exaltava os bons preços, a beleza e a paz daquela região. Não abria mão daquilo nas suas férias. Alertou, porém, o trecho deserto de mais de 500km (sendo 300km sem postos de combustíveis) e o clima desértico. Isso não mais saiu de minha cabeça.... Atravessei a fronteira e cheguei a Icalma. “Icalminha”, segundo os fiscais daquela aduana ao verem que eu era brasileiro. Trâmite normal e rápido onde, mais uma vez, não precisei retirar a mochila para revista (e foi assim até o final da viagem). Em um mercadinho adiante, troquei US$100 por CH$54.000, uma conversão cambial não muito justa pelo que eu pude ver depois (US$1 = CH$600). Aliás, não está na hora do Chile cortar alguns zeros do seu dinheiro? Cheguei à bifurcação que separava os trechos de rípio e peguei a estrada à direita, que levava até a cidade de Loicura. Ao contrário do rípio anterior, na Argentina, que mais parecia uma estrada de terra, o rípio chileno era autêntico (cascalho acizentado), mas o estado de conservação também não era lá essas coisas, o que me obrigou a fazer uma média próxima a 30km/h. Havia trânsito ali, e a poeira levantada pelos caminhões e ônibus em sentido contrário era absurda. Depois daquela experiência pensei que não seria necessário viajar ao Oriente Médio para conhecer uma tempestade de areia. O estado de minhas roupas era lastimável, e o banho dado na inglesinha foi praticamente desperdiçado. Cheguei a Loicura e, consequentemente, ao asfalto. Que maravilha poder andar livre novamente, pois as estradas chilenas são tão boas, ou melhores, que as argentinas. Mas, quilômetros à frente, comecei a desconfiar ao não avistar postos de combustíveis, e achei melhor parar para pedir informações e ficar mais tranquilo em relação à autonomia. Segui em direção a Victoria, a fim de pegar a Ruta 5 para Santiago. Antes daquela rodovia, as paisagens eram belíssimas: vulcões, montanhas, picos nevados e as belas áreas rurais chilenas (ainda que os cheiros não fossem tão belos assim). Em Lonquimay, ao acessar um dos inúmeros pedágios chilenos (e cujas motos não são isentas em nenhum deles), notei que havia uma demora excessiva para liberação. O motivo era o acesso ao estreito túnel Las Raices, de pista única, com quase 5km de extensão. Cruzar o interior de uma montanha em um túnel estreito e frio foi uma experiência interessante. A oferta de cabanas naquela região é bastante grande e fiquei a imaginar se os preços seriam bons por causa da concorrência, mas sabia que teria que rodar mais quilômetros para fazer render aquele dia. A Ruta 5, apesar de ser uma via dupla e com bom asfalto, foi a estrada em que menos pude curtir a pilotagem em virtude do movimento acentuado de veículos, do número alto de praças de pedágios e da incrível falta de locais com sombra para parar. Mesmo nos espaços de descanso, o sol reinava soberano. Isso sem falar das pouquíssimas opções de restaurantes. Fui até Chillán, dei umas voltas pela cidade, retornei e parei em um hotel na via de acesso que, segundo soube, era o único da cidade. Tudo no hotel era antigo (mas havia uma jacuzzi no banheiro) e no quarto havia avisos de não responsabilização por parte da administração em casos de furto. Achei estranho aquilo e decidi não deixar nada de muito valor por ali. Havia até mesmo, na porta, uma daquelas correntinhas “pega-ladrão”.....hahahahaha. Ao menos a moto ficava junto, pois a garagem era ao lado. O banho “meia-sola” da inglesinha estava garantido. O café da manhã no Chile me lembrou de um péssimo hábito naquele país: o café solúvel, assim como o sol na Ruta 5, reina soberano. Café tomado, hora de partir novamente. Agora em direção a Los Andes, cruzando Santiago. Por uma questão lógica, quanto mais perto da capital, pior o tráfego. Assim, só após cruzar aquela grande cidade eu pude relaxar um pouco. Bastava seguir em direção a Los Andes, direto para o Complejo Turistico Barros, também escolhido no booking.com. Aliás, aqui cabe um parêntese para comentar acerca do tal complexo. São três irmãos que o administram: Patricio, Santiago e Claudia. O local conta com cabanas novas e aconchegantes, uma área gramada com sombra e uma bela piscina. Enfim, tudo ali é voltado para o bem-estar do hóspede. Se solicitado, é servido janta e, no meu caso que sou vegetariano, fui muitíssimo bem atendido também nesse quesito. Os irmãos são extremamente simpáticos e sempre perguntam se é necessário algo mais para complementar a já boa experiência de ficar ali. É nítido o interesse de aprimorar aquilo que já é muito bom. Para se ter uma ideia melhor do que foi tal atenção, vou dar um exemplo: fiz a reserva de uma cabana familiar ao preço de US$98. Quando lá cheguei e eles verificaram que eu estava sozinho, baixaram o preço para US$75. Um belo desconto e algo honesto, diga-se, mas raríssimo de se presenciar nos dias de hoje. Em troca, pediram-me apenas que colocasse um comentário no booking. Justo! O café da manhã também foi muito bom (café solúvel, não esqueça) e completo. Certamente é um local anotado para retornar e ficar por ali alguns dias. Por volta das 9h30 saí para realizar a travessia da Cordilheira. Experiência magnífica!! Mas achei que pararia mais vezes para tirar fotos, o que acabou não acontecendo. Obs.: As montanhas que formam a Cordilheira dos Andes naquele trecho da travessia, sua imponência e suas cores (principalmente do lado argentino) são estupendas, e tenho muita gratidão por ter conhecido um lugar tão bonito. A questão das fotos, penso eu, não foi melhor aproveitada por um motivo: em 2016 fiz um trekking de alta montanha (nove dias + dois de aclimatação) na Cordilheira Huayhuash, no Peru. Aquela experiência fantástica foi o ápice de exuberância natural a que pude presenciar em minha vida: montanhas de 6000m, cores e contrastes absurdos, ambiente inóspito, céu magnífico, flora e fauna adaptados, solidão e conexão arrebatadoras. Com isso, creio que fiquei um pouco mais exigente na hora das fotos e nas inevitáveis comparações. O trâmite na aduana foi demorado. Muitos veículos e muitas pessoas passando de um lado para o outro. A coisa estava tão amarrada, e a fila de veículos para inspeção estava tão grande, que eu achei que dessa vez iriam complicar. Mas não. A liberação oficial (um pedacinho de papel-jornal com um carimbo ilegível) me foi entregue. Eles devem estar carecas de saber que um motociclista que encara tal tipo de viagem certamente não precisa de emoções artificiais para poder curtir a vida. Carregamos o necessário. Isso basta. Já em território argentino, passo pelo último posto de fiscalização e entrego o tal papelzinho de “última geração”. O destino agora é Mendoza. Paro para abastecer em Uspallata, entro na fila e eis que o relógio vibra em meu pulso: “Aviso de Tempestade”........... huuuuuuuummmmmm. Retomada a estrada, observo as nuvens negras se formando junto à cadeia de montanhas - Parar para vestir o impermeável, ou não? Ó, dúvida cruel!! - Como as nuvens se concentravam apenas ali, achei melhor arriscar. Além do que, a grossa jaqueta não deixava passar nem pensamento. Bingo! A chuva durou pouco, apesar de seus grandes “pingos”. MENDOZA Em fevereiro de 2015 fiz minha primeira viagem solo a Bariloche, de carro. Ali, redescobri a vontade de viver ao acampar numa Reserva Florestal em Santa Rosa/AR, na ida para Bariloche. Com exceção da barraca, esqueci de levar todo o resto que deveria acompanhá-la e, mesmo assim, aquela noite mal dormida foi reveladora. Chegando a Mendoza no início da tarde, fui direto procurar um local para dormir. Os argentinos haviam me dito para ficar alerta porque, segundo eles, o maior índice de criminalidade daquele país estava ali. É claro que para um brasileiro isso pode soar um tanto exagerado (Porto Alegre faz parte da lista das 50 cidades mais violentas do planeta), mas é justamente essa nossa experiência que não nos permite “abrir a guarda”, não importa o local. Ao circular por aquelas avenidas e ruas, o número de flanelinhas me chamou a atenção. Fiquei no Jaque Mate Hostel, próximo à agitada Av. Arístides Villanueva, lotada de bares e restaurantes. Fiquei em um quarto sem banheiro, ao preço de AR$600. Os banheiros compartilhados estavam bastante sujos e com os cestos de lixo transbordando de papéis. Um deles estava com a lâmpada queimada e permaneceu assim até a minha saída. Ao deitar, desconfiei (um pouco de otimismo cai bem) que as roupas de cama não haviam sido trocadas. Como ficaria ali apenas uma noite, achei melhor não reclamar - até porque o estado dos banheiros já indicava o tipo de cuidado ali dispensado -, e enrolei o travesseiro em uma toalha e dormi sobre a colcha. Apesar de bem localizado, não indico para ninguém. Mendoza é uma bela cidade e, como em todas que fiquei naquele país, me senti bastante à vontade ao caminhar por aquelas ruas. Escolhi aleatoriamente um restaurante, onde pude saborear uma Quilmes Stout e um prato de massa. Na manhã seguinte, tomei meu banho e saí para buscar a inglesinha que havia ficado em uma garagem a algumas quadras dali. Retornei ao hostel, arrumei a bagagem e parti em direção a Santa Fé. Na estrada, ao parar para abastecer, veio um hermano conversar comigo, o Franco, de Achiras. Muito simpático, quis saber detalhes de minha viagem, da moto, etc. Alertou-me em relação aos motoristas argentinos daquela região, bem como me disse para abrir o olho em Santa fé. Nisso, veio um senhor que estava nos escutando e me aconselhou a ficar em San Francisco, uma cidade vizinha a Santa Fé, muito mais tranquila, segundo ele. Dica anotada, me despedi e agradeci a ambos. Entrei em San Francisco e escolhi o primeiro hotel que encontrei. Preço bom (AR$790) e a melhor conexão de internet de toda a viagem. Ao falar que havia ficado ali por sugestão de outros viajantes, o atendente me disse que San Francisco, apesar de ser uma cidade, mantém a mentalidade de povoado, ao invés de Santa Fé, uma cidade maior. Pude confirmar isso à noite quando fui jantar. Pela primeira vez me foi oferecido salada. Aceitei e pedi uma massa, uma água e uma Quilmes (1lt) para acompanhar. As porções eram generosas e comi muito bem na minha última noite naquele país. O preço total foi de AR$240 (R$40). Ali, testemunhei algo bastante raro nos dias de hoje: o garçom, que não deveria ter mais do que vinte e poucos anos de idade, ao ver que um grupo de senhoras estava com dificuldades para atravessar a rua, foi em direção a elas e estendeu seus braços para que elas pudessem cruzar a avenida em segurança. Um ato bastante gentil e atencioso. Há um bom número de motos em San Francisco e são raros aqueles que usam capacete. O problema maior é que vi muitas famílias com crianças pequenas sendo levadas na frente, em velocidades nada baixas. Todos, obviamente, sem qualquer tipo de proteção. Saí daquela cidade na manhã do dia 18.fev, com o objetivo de cruzar a fronteira com o Brasil naquele mesmo dia. Entraria na província de Entre Rios, cuja polícia, com fama de corrupta, não goza de boa reputação com os viajantes brasileiros que entram naquele país por Uruguaiana, RS. Relatos de extorsão são bastante comuns, sendo esse um dos motivos pelos quais eu sempre entro na Argentina por território uruguaio. Importante citar que, até aquele momento da viagem, eu não havia sido parado em nenhuma ocasião pela polícia argentina (e nem pelas polícias uruguaia e chilena). Pois bem, no primeiro posto policial de Entre Rios, o policial manda encostar e pede meus documentos. Carta Verde, CNH e documento do veículo em ordem. O policial ficou bastante interessado na inglesinha e fez várias perguntas (na verdade, em todo território argentino foi assim) acerca do modelo, da marca, cilindrada, etc. Fui liberado e o policial entrou no posto. Logo a seguir saiu, atravessou a pista novamente em minha direção e fez mais perguntas sobre a moto. Eu saí dali imaginando o cara ligando para o posto seguinte dizendo que cruzaria um brasileiro em uma moto azul. E não é que no posto seguinte fui novamente parado? Mas não fui achacado em momento algum. Os mesmos documentos foram solicitados e logo fui liberado. O interessante é que dessa vez a policial era uma loira muito bonita, e achei uma pena ela não tomar mais do meu tempo. Ao passar pelo terceiro posto, o policial tinha uma cara bastante suspeita. Diminuí a marcha, ao que ele, de maneira impaciente, fez sinal para eu seguir em frente. Sei que é um pouco de paranoia de minha parte, mas em nenhum momento tive problemas com a polícia de Entre Rios. Mas eu atribuo um pouco a isso o fato de eu estar saindo, e não entrando na Argentina. Enfim..... FIM Em Gen. Acha, no ano de 2015, retornando de Bariloche, encontrei um motociclista solitário em uma Triumph Tiger, o Paulo, também de Porto Alegre/RS. Tomamos um café (ainda tô devendo, Paulo) e conversamos um pouco. Nos despedimos e seguimos viagem. Quando retornei para o carro, me questionei o porquê de estar sem moto, já que elas sempre fizeram parte de minha vida. Ainda naquele ano veio a inglesinha Cheguei em Paso de Los Libres em torno de 18h. Estava muito quente. Passo pela aduana argentina (até porque o Brasil não tem controle algum de brasileiro saindo e muito menos voltando), entro em território brasileiro e sou ignorado pelo fiscal da Receita. Aí, depois de duas semanas fora, levo aquele choque de realidade: lombadas eletrônicas, pardais mal sinalizados, estradas em mau estado de conservação e limite de 80km/h em grande parte da BR290. Realmente, há algo de errado por aqui. Não é possível tanta intervenção estatal em nossas vidas. Há algo de podre, e pra mim isso tem nome: má-fé. Para se ter uma ideia, na Argentina, a fiscalização por radar funciona da seguinte maneira: primeiro, há uma placa informando da fiscalização (teor educativo). A seguir, avista-se uma fileira de cones na estrada. Por fim, ao longe, fica fácil de ver a viatura atravessada com o fiscal dentro, ou próximo a ela. Vi apenas duas vezes esse tipo de fiscalização: uma nesta viagem, próximo a Santa Fé, e outra em 2015, na saída de Buenos Aires. Sei que é óbvio que acidentes aconteçam, muitas vezes ocasionados pela velocidade inadequada, mas nas três vezes que entrei em território argentino (2015, 2016 e 2018), jamais presenciei qualquer tipo de sinistro naquelas boas estradas. Outro fato que me chamou a atenção ao entrar no Brasil foi a inexistência de pousadas e hotéis após Uruguaiana. Assim, cansado, tive que pilotar até Alegrete, onde me hospedei no Hotel Alegrete, dentro da cidade. Bom quarto (apesar de pequeno), boa limpeza e bom preço. Só estava desacostumado com o chuveiro elétrico. O hotel ainda conta com um bom restaurante e o café da manhã oferecido também é de boa qualidade. Saí de Alegrete sob chuva fina para o trecho final da viagem. Apesar de incomodar um pouco, ela não demorou a parar. A cerca de 120km de Porto Alegre, parei para abastecer e encontrei um motociclista de Canela/RS, que estava retornando de Ushuaia. Falei que havia pensado em ir para lá, mas acabei mudando de planos. Também disse ter ouvido comentários de que não havia nada de mais em Ushuaia (exceto o vento e o frio), e que muitas pessoas vão apenas para tirar uma simples foto junto à tal placa do fim do mundo. Foi o que bastou para ele emendar aquele discurso de que todo motociclista deve ao menos uma vez na vida ir a Ushuaia. Acho isso um saco! Há um filme no youtube de dois motociclistas que vão para o Atacama e um deles aumenta o trajeto em 900km apenas para tirar uma foto junto à "mão do deserto", simplesmente porque "todo motociclista que se preze tem uma foto ali". Ora, eu pretendo ir ao Atacama um dia, de moto ou não. Não vou para lá apenas porque "todo motociclista que se preze faz essa viagem". Eu não escolho meus destinos porque eles estão na moda, ou porque todos tiram uma foto em tal lugar. Vou para determinado local porque acho que vale a pena e porque combina comigo. Simples assim. Seguimos juntos até Porto Alegre e nos separamos logo após a Ponte do Guaíba. Curiosamente, foi o único momento, em 6500km, em que tive a parceria de alguém. Infelizmente, ao achar que pararíamos para nos despedir, não trocamos informações de contato, o que é uma pena. E me dei conta de que o mesmo aconteceu em toda a viagem, e que isso sirva de lição para a próxima. Como voltar para casa é o mesmo que voltar à rotina, o retorno acaba sendo um misto de alegria e tristeza e, de certa maneira, isso sempre me lembra algo que me foi dito certa vez: "tu não cria raízes", ou seja, aqui elas não estão. Porém, estacionar na garagem é outra coisa. É quase um orgasmo, pois simboliza o sucesso e sepulta o fim de todo medo e incerteza havida no início. Assim, me resta continuar em movimento, em busca de emoções, e da paz que eventualmente vier. Afinal de contas, é necessário continuar no caminho e ir fazer o que eu faço. Porque eu posso....e tenho uma puta gratidão por isso. Números: A viagem teve uma duração total de quinze dias, com 6.500km percorridos, excetuando-se o trecho no Buquebus, em oitenta e quatro horas e meia de pilotagem. Foram consumidos muitos litros de água, alguns litros de cerveja e uma garrafa de vinho. Três capitais visitadas: Montevidéu, Buenos Aires e Santiago. Doze cidades pernoitadas: Jaguarão, Buenos Aires, Gen. Acha, Piedra del Águila, Bariloche, Villa La Angostura, Villa Pehuenia, Chillán, Los Andes, Mendoza, San Francisco e Alegrete.
  10. 1 ponto
    Buenas galera! Chegou a hora de contribuir um pouco aqui no mochileiros. Eu e mais dois amigos decidimos conhecer um pouco do Uruguai. Estávamos com grana e tempo curtos (essa informação é importante!!!), portanto decidimos acampar a maioria dos dias. Saímos aqui do Paraná sem roteiro definido, nossa única limitação era que dia 3 de janeiro de 2015 deveríamos estar em Montevideo para pegar o Buquebus para Buenos Aires (passagens compradas ainda no Brasil). Eis nosso roteiro final: DIA 26/12/2014 - LONDRINA/POA O nosso voo de Londrina saiu às 15:55h e estava marcado para chegar em Porto Alegre às 17:55 horas. O tempo estava feio em Santa Catarina. Depois de muita turbulência e uma queda brusca de altitude o piloto decidiu mudar a rota e sobrevoar pelo litoral de SC, o que atrasou um pouco a chegada em POA. Do aeroporto, caminhamos pela passarela até o ponto do trem, e de lá fomos até a rodoviária. Nosso ônibus para o Chui estava marcado para às 23:30. Reparei que muita gente estava com mochilas cargueiras nas costas, depois descobri que a empresa Planalto tinha dobrado a quantidade de ônibus para o Chui, em razão do aumento no número de interessados em ir pro Uruguai. Para começar bem a viagem tínhamos que tomar a última cerveja antes de deixarmos o Brasil, então resolvemos ir atrás de uma cerveja gaúcha (Polar) nos estabelecimentos da rodoviária de POA. Todos já estavam sentindo aquele clima de mochilão que só rodoviárias transmitem. Voo Londrina - Porto Alegre: R$ 193,00 (http://www.voeazul.com.br) Trem do aeroporto até a rodoviária: R$ 1,70 (http://www.trensurb.gov.br) Ônibus Porto Alegre - Chui: R$ 119,00 (http://www.planalto.com.br) DIA 27/12/2014 - PUNTA DEL DIABLO Chegamos no Chui por volta das 7:00. Atravessamos a fronteira para o Uruguai a pé (uma avenida separa o Chui do Chuy) e fomos até a empresa Rutas del Sol (http://www.rutasdelsol.com.uy) para comprarmos as passagens para Punta del Diablo. Como estávamos com pouca grana, resolvemos comprar as bebidas no free-shop e levar na mochila durante a viagem. Depois das compras partimos para o ônibus. A Rutas del Sol vende a lotação total (lê-se passageiros sentados e passageiros em pé), então dica: se quiser viajar sentado, chegue primeiro, garanta seu banco e lute por ele! No busão conhecemos umas gurias de POA que também iriam acampar. A distância de Chuy para Punta del Diablo é de apenas 46 km, mas demorou um pouco por causa da burocracia na aduana. O ônibus estava lotado. Quando o motorista abriu a porta do bagageiro e viu todas aquelas cargueiras espremidas até desistiram de fiscalizar! Depois de duas horas estávamos em Punta del Diablo. Dicas: Decidimos ficar no Camping Flor de Pez (http://www.portaldeldiablo.com.uy/pt/alojamientos/flor-de-pez-camping-y-glamping) porque era o "menos afastado do centro". Existem 3 campings mais famosos lá: o Flor de Pez, o Camping Punta del Diablo (http://www.portaldeldiablo.com.uy/pt/alojamientos/camping-punta-del-diablo - inicialmente nossa escolha, porém 3.000 metros de distância da praia) e o Camping de la Viuda (http://www.campingpuntadeldiablo.com - 800 metros de distância da praia), então pense na sua mobilidade antes de escolher onde acampar. A rodoviária de Punta del Diablo fica um pouco afastada, então fomos de van até o camping (as mochilas cargueiras foram na carreta). Chegamos, armamos as barracas, jogamos tudo pra dentro e partimos para tomar a primeira breja uruguaia da trip. Do camping até a Playa del Rivero (a mais movimentada) demoramos cerca de 15 minutos caminhando. Sentamos no primeiro bar que encontramos e pedimos uma cerveja Patrícia. Tinha bastante gringo nesse bar, a maioria fumando um! Bateu uma fome e resolvemos voltar para o camping. Na cozinha tinha um pessoal fazendo a janta. A galera do camping estava bem animada, curtindo Cuarteto de nos, Calle 13, Manu Chao etc. e tomando vinho em volta da fogueira. Acabamos nem saindo esse dia, ficamos curtindo com a galera do camping. Ônibus de Chuy para Punta del diablo: R$ 8,00 (pagamos com real mesmo, eles aceitam) Diária no Camping Flor de Pez: UYU$ 300,00 Van da rodoviária para o Camping Flor de Pez: UYU$ 20,00 DIA 28/12/2014 - PUNTA DEL DIABLO Levantei, tomei um banho e fiz um café pra "acordar". Fomos até a Playa Grande (praia deserta) pra curtir o visu. Voltamos e as gurias que conhecemos no dia anterior estavam fazendo almoço, aproveitamos e fizemos o nosso também. Depois de almoçarmos fomos dar uma volta no povoado. Poucas pessoas na água por causa da baixa temperatura. Um uruguaio recomendou uma balada num hostel chamado Bitácora, que ficava próximo do Camping Flor de Pez (http://www.bitacorabar.com). Voltamos para o Flor de Pez e encontramos o camping tomado por brasileiros. Um pessoal tinha acabado de chegar com um motorhome. Nos enturmamos com o pessoal e começamos a tomar umas garrafas de rum na cozinha do camping. Todos resolveram ir na balada sugerida pelo uruguaio. Achei a balada bem legal, estava lotada e o som rolou até o nascer do sol. O hostel também pareceu ser legal, tem piscina, salão de jogos etc. Achei curioso porque era meu segundo dia de viagem e eu tinha falado com poucos uruguaios! Infelizmente começou a rolar música brasileira sem parar! A última coisa que quero ouvir em outro país é música brasileira! DIA 29/12/2014 - BARRA DE VALIZAS Desarmamos as barracas, fizemos check out e partimos em direção a um "ponto de van" que existe no "centro" de Punta del Diablo. Pegamos a van e fomos para a rodoviária. Na rodoviária compramos as passagens para Barra de Valizas (não me lembro o valor). De Punta del Diablo para Valizas são apenas 58 km. A viagem demorou um pouco porque passamos duas vezespelo Parque Nacional Santa Teresa (o motorista esqueceu de pegar alguém). Dica: muita gente vai caminhando de Punta del Diablo para o Parque Santa Teresa, 1 hora de caminhada, há camping. Logo nos primeiros passos em Valizas vi uma lanchonete chamada McValizas e a frase "Y como no sabia que era imposible, lo hizo" pichada em um muro. Diferente de Punta del Diablo, em Valizas há muitos hippies, muito artesanato, um clima bem roots. Demos uma volta no "centro" e entramos numa mercearia pra comprar água para o trekking. Como não é permitido acampar em Cabo Polônio, decidimos acampar em algum lugar entre Valizas e Cabo Polônio. As gurias que conhecemos no camping Flor de Pez gostaram da ideia e decidimos ir todos juntos. A distância entre Barra de Valizas e Cabo Polônio é de 12 km pela beira mar e 8 km pelas dunas. Antes de começarmos o trekking nas dunas tivemos que atravessar um braço da Laguna de Castillos. Dava pra atravessar a pé, mas como já estava tarde (a água já batia nos ombros) e estávamos com a mochila cargueira e de ataque, resolvemos não arriscar, fomos em um barco. Logo nos primeiros metros andando nas dunas de Valizas já percebi que não seria fácil! Estávamos com cerca de 25 kg cada um, a areia era bastante fofa. Um morador local disse que as dunas chegam a alcançar 30 metros de altura, na hora eu duvidei! O por do sol das dunas de Valizas é incrível! Encontramos poucas pessoas percorrendo a trilha. Resolvemos acampar logo depois de meia hora de caminhada, já estava bem escuro, mas dava pra ver as luzes do farol de Cabo Polônio no horizonte. Esticamos uma lona atrás das barracas das gurias para proteger do vento e fizemos a janta (salgado e vinho!!!). O céu estava limpo e estrelado. De um lado avistávamos as luzes de Barra de Valizas e do outro as luzes do Farol de Cabo Polônio. Dicas: 1) Na trilha de Valizas para Cabo Polônio leve pelo menos 1 litro de água por pessoa. 2) Se for fazer a trilha a noite, leve lanterna. Travessia de barco pelo braço da Laguna de Castillos: UYU$ 50 DIA 30/12/2014 - CABO POLÔNIO Acordei por volta das 6 horas da manhã sentindo vento com areia no meu rosto. Nosso café da manhã nesse dia foi barrinhas de cereal, água e frutas. Depois do café, desarmamos a barraca, dobramos a lona e o saco de dormir colocamos tudo nas mochilas cargueiras e continuamos a trilha para Cabo Polônio. No caminho avistamos vários lobos marinhos mortos, o cheiro forte dava pra sentir de longe. Em maio de 2014, no Parque Tayrona (Cabo San Juan), Colômbia, fiz amizade com uma argentina de BA, que coincidentemente estaria em Cabo Polônio no dia 30/12/2014. Conversando pelo facebook, ela me disse que ficaria no hostel de um amigo, e, se quiséssemos, conversaria para reservar outras 3 camas pra gente. Eu disse que não precisava, pois não tinha certeza que estaria dia 30 em Cabo Polônio. Enfim, chegamos no povoado e não havia lugar para dormir! A maioria dos poucos "hostels" (tecnicamente casas de telha dos moradores, lotadas de beliches) que ainda tinham lugares, cobravam absurdamente muita plata - coisa de Uru$ 700 a 800! Cabo Polônio é um lugar pra dedicar no mínimo 3 dias, uma pena que não tínhamos esse tempo. O vilarejo tem pouquíssimos nativos e não há energia elétrica (a iluminação é feita toda por velas, lampiões e fogueiras). Minha amiga ficou com pena da gente e foi conversar com o proprietário do hostel para nos ajudar. O dono do tal Hostel Viejo Lobo também tinha um bar, e depois de entender nossa situação, deixou que dormíssemos na parte de dentro do bar dele. Gracias Ceci y Gastón! Deixamos nossas mochilas no bar e fomos conhecer o vilarejo. O povoado é bem pequeno, mas estava lotado de turistas brasileiros e argentinos. Há um banheiro público bem na parte central do vilarejo onde se cobrava pra utilizar (não me lembro o valor). Há vários restaurantes no povoado. Escolhemos um que tinha o melhor sanduíche do mundo (quando se está com fome, toda comida é a melhor do mundo!!). Obs: não fizemos nossa comida porque achamos que seria demais pedir pra utilizar a cozinha do bar que dormiríamos. Tiramos algumas fotos dos lobos marinhos que ficavam atrás do farol. Do farol da pra ver todo o povoado. A subida é cobrada, 20 pesos uruguaios. Já na parte central de Cabo Polônio cruzamos com uma loira linda andando completamente nua na rua! Na mesma hora que cruzávamos com a loira um bêbado que estava encostado na parede de mercadinho, gritou tome una fotografía de la niña! Fomos para a praia do lado sul de Cabo Polônio e encontramos minha amiga com o pessoal do hostel. Sentamos na areia e começamos a conversar tomando um mate. A banda uruguaia Cuarteto de Nós tem uma canção ironizando a briga pela nacionalidade de Carlos Gardel ("La guerra de Gardel"). Como na roda de mate havia argentinos e uruguaios, eu perguntei para os uruguaios: "Carlos Gardel és argentino ou uruguayo?" ( ) Na mesma hora um argentino levantou e gritou "Es tan Argentino como el asado!!" O por do sol de Cabo Polônio é fantástico. Começou a escurecer e fomos para o bar pra pensar numa maneira de tomar banho. Conversando com o proprietário do bar ele disse que poderíamos tomar banho lá, só pediu que fossemos rápidos pois os clientes já estavam chegando e não pegaria bem sairmos de toalha no meio do bar. Quando nós três terminamos de tomar banho o bar estava completamente lotado. As mesas iluminadas a luz de velas e um sol ao vivo rolando. Abrimos um whisky e brindamos com o pessoal do Hostel Viejo Lobo, que chegou minutos depois pra ver a banda. De uma hora pra outra a cidade inteira ficou um breu e do nada o bar que dormiríamos virou o lugar mais agitado de Cabo Polônio. O local onde dormiríamos estava lotado de gente dançando e curtindo a banda tocar a luz de velas. Eram 6 instrumentistas (flauta doce, violão, cajon, bongô, trompete...) fazendo todo mundo dançar e respirar o que é latinamérica! Um dos pontos altos da viagem. As primeiras luzes do dia vieram acompanhadas por um chuvisco frio. Em poucos minutos o bar viejo lobo se esvaziou e finalmente pudemos esticar o saco de dormir e capotar. Entrada no farol: UYU$ 20 DIA 31/12/2015 - LA PEDRERA Quando fomos dormir só nós três estávamos no salão do bar, porém, quando acordamos, o salão estava lotado de gente dormindo. Saímos com um sol violento nas nossas cabeças. Passamos pela Av. Pepe Mujica e tiramos uma foto! Depois fomos até o ponto onde saem os caminhões 4x4 que levam os turistas para a rodoviária de Cabo Polônio (7 km de distância, também feito a pé. Dica: leve água). Éramos os únicos no caminhão, fomos na parte de cima para curtir a brisa e tirar umas fotos. O caminho é bem esburacado, em menos de vinte minutos estávamos na simpática rodoviária. Ao chegarmos na rodoviária compramos os bilhetes para La Pedrera, onde decidimos passar o reveillon. De Cabo Polônio para La Pedrera são 39 km. Cochilei nessa viagem, não me lembro de nada, só do ônibus parando no meio da rua e todos saindo. La Pedrera não tem rodoviária. Fizemos uma pequena reunião e decidimos ficar num hostel naquele dia, afinal de contas era ano novo! Fomos até o hostel El Viajero (http://www.elviajerohostels.com/hostel-la-pedrera/), haviam vagas, porém o preço estava caríssimo, 750 pesos uruguaios (quarto compartilhado). Tomamos um merecido banho e fizemos nosso almoço na cozinha do hostel. Depois do almoço fomos dar uma volta na rua principal de La Pedrera. No primeiro mercadinho que encontramos enchemos nossa bolsa térmica de gelo e cerveja. Quando estávamos chegando na areia começou um temporal. Só tivemos tempo para nos abrigarmos numa casa que estava pra alugar ali perto. Ficamos lá por 2 horas. O vento foi tão forte que mesmo no embaixo do toldo e no centro da área da casa que invadimos, ainda recebíamos rajadas laterais de vento e chuva. Pelo menos tínhamos cerveja gelada! Quando o sol apareceu fomos para a praia. Depois que acabou a cerveja voltamos para o hostel. Fizemos amizades com um pessoal e combinamos de passar a virada na rua principal da cidade. O hostel organizou uma ceia, mas estava muito caro (como sempre nessas ocasiões) e resolvemos não participar. Perto das 23 horas resolvemos subir para a parte central junto com uns argentinos e uruguaios. Encontramos alguns amigos que havíamos conhecido em Punta del Diablo. Próximo da meia noite a rua principal ainda não estava cheia. A contagem regressiva em uníssono e os fogos de artifício anunciaram a chegada de um novo ano! Vimos fogos de artifício por pelo menos 15 minutos, foi bem legal. Por volta das 2 da manhã a rua principal já estava lotada. A galera ficou na rua pra ver o primeiro nascer do sol de 2015. Lá pelas 6 horas eu não aguentava mais ficar em pé. Já fazia algumas horas que não via meus 2 amigos. Eu e uma amiga uruguaia resolvemos voltar para o hostel. Da avenida onde estávamos até lá foram uns 15 minutos de pernada (aproximadamente 500 metros até o Hostel El Viajero). De Cabo Polônio para La Pedrera: UYU$ 69 Diária no Hostel El Viajero: UYU 750 (aproximadamente) DIA 1/1/2015 - PUNTA DEL ESTE Acordei cedo só pra aproveitar o café da manhã do hostel e depois voltei a dormir! Depois que todos levantaram fizemos check out e fomos comprar a passagem para Punta del este. Péssima notícia, naquele dia 1º não havia serviços de ônibus direto de La Pedrera para Punta del Este. Depois de uma pesquisa com os motoristas das empresas de ônibus (cada motorista falava uma coisa, ninguém sabia com certeza como ir para Punta de Leste), um motorista me informou que deveríamos pegar um ônibus para a cidade de San Carlos e depois outro ônibus para Punta del este. Resolvemos fazer isso. Enquanto estávamos esperando o ônibus encontramos as gurias que conhecemos em Punta del Diablo, elas tinham dormido em um camping naquele dia. Nosso dinheiro estava acabando. A primeira coisa que teríamos que fazer em Punta del este era comprar pesos uruguaios. De La Pedrera para Punta del este são 120 km. Chegando em San Carlos compramos as passagens de ônibus para Punta del este. Ficamos esperando por 1 hora no ponto de ônibus na companhia de outros viajantes que também tinham como destino o Punta del este. Após chegarmos em Punta del este, resolvemos buscar informações sobre como chegar no camping San Rafael (http://www.campingsanrafael.com.uy/sitio/home). O Camping San Rafael fica localizado no bairro de La barra, próximo da famosa ponte ondulada. Paramos em um ponto de ônibus a poucos metros da ponte e fomos andando até o camping (20 minutos). Nos surpreendemos ao chegar, pois não imaginávamos que fosse daquela tamanho. Camping muito estruturado, banheiro com água quente, mercado, energia elétrica disponível para todas as barracas, salão de jogos, Wi fi, etc. Lamentamos por termos escolhido ficar apenas um dai ali. Montamos as barracas e decidimos comprar pão e mortadela no mercado que havia no camping. Depois da janta resolvemos ir a pé nos bares de La Barra. Apesar de exaustos pelo ritmo da viagem, queríamos pegar uma balada por lá. A vontade sumiu depois que nos informamos do preço!!! Decidimos ficar pelos bares mesmo! Diária Camping San Rafael: 11 dólares DIA 2/1/2015 - MONTEVIDEO Acordamos bem cedo, fomos a pé até o ponto de ônibus localizado antes da ponte ondulada. De lá pegamos o ônibus até a rodoviária. Do ônibus reparei nas elegantes casas à beira-mar existentes em Punta del este. Fizemos câmbio próximo da rodoviária. Compramos a passagem de ônibus (coletivo) até o ponto mais próximo da Casapueblo, localizada na península de Punta Ballena (15 km de Punta del Este). Chegando no ponto caminhamos cerca de 20 minutos até chegarmos no museu. A região também possui várias casas e condomínios luxuosos. Os brasileiros estavam fazendo fila pra entrar na famosa Casapueblo, ateliê e museu (também funciona como hotel e restaurante) do artista uruguaio Carlos Vilaró. A primeira vez que ouvi falar do artista Carlos Vilaró foi no livro Os sobreviventes - A tragédia dos Andes, de Piers Paul Read. Depois que visitamos a Casapueblo fomos até a final da rua (camino a la ballena), onde há um pequeno comércio de artesanato. O vento nessa região é muito forte! Ficamos mais de 1 hora pedindo carona para as pessoas nos levarem até a rodovia novamente, mas não conseguimos, tivemos que voltar pra rodovia a pé. Na rodovia esperamos por cerca de 45 minutos um ônibus que nos levou de volta para a rodoviária. Chegando na rodoviária atravessamos a avenina e fomos conhecer o símbolo mais famoso de Punta del Este, o Monumento al Ahogado, conhecido como La mano (obra de Mario Irarrazabal, 1982). Pegamos outro ônibus até o "ponto da ponte ondulada" e caminhamos a pé de volta ao Camping San Rafael, onde desmontamos as barracas e voltamos para a rodoviária para pegar o ônibus até Montevideo. De Punta del este para Montevideo são 132 km. Logo que chegamos na capital uruguaia pegamos um ônibus que nos levou até o centro da cidade, próximo da região dos hostels. No caminho fizemos amizade com uma uruguaia que sugeriu que ficássemos no Hostel Willy Wonka. Descemos próximo da Plaza Independencia. Conhecemos o Teatro Solís, Palácio Salvo, ramblas a puerta de la ciudadela etc. O Hostel Willy Wonka estava lotado, passamos em mais 6 hostels, todos lotados. Já estávamos cogitando dormir embaixo da ponte (rs) quando encontramos o Red Hostel (http://www.redhostel.com). O hostel estava lotado de mineiros, até parecia que estávamos em Minas Gerais. Fomos a pé do Red Hostel até o famoso El Pony Pisador. Mais ou menos 1,5 km já de madrugada, porém bastante seguro. Na ida encontramos um mineiro perdido no meio do caminho, ele resolveu ir com a gente pra festa. A festa estava lotada, não tinha como se mexer. Não pagava nada pra entrar e havia bancos do lado de fora, na calçada. Fiquei algumas horas sem ver meus dois amigos! Depois de algumas cervejas começou a bater o cansaço. Olhei no relógio e vi que já estava na hora de voltar pro Red Hostel. Paramos rapidão pra comer um lanche de rua (café da manhã!) que ficava em algum lugar entre a balada e o hostel! Entrada na Casapueblo em Punta del este: 180 pesos uruguaios Diária Red Hostel: R$ 55,00 (estava mais barato pagar em real) DIA 3/1/2015 - BUENOS AIRES Depois que chegamos no Red Hostel só tivemos tempo de pegar a mochila, fazer check out e partir para a rodoviária para pegar o ônibus que nos levaria para o porto em Colônia de Sacramento. Eu estava exausto, resultado de muitas noites mal dormidas! O barco atrasou quase 2 horas, tivemos que ficar lá esperando, poderíamos ter aproveitado o café da manhã com tranquilidade no Red Hostel! Eu não consigo entender a atração do brasileiro por filas. Depois que foi anunciado que o barco atrasaria, os brasileiros ainda continuaram na fila, mais de 1 hora em pé! Eu tirei uma pestana ali mesmo! Depois que foi autorizado a entrada no barco, só me lembro de ter escolhido a poltrona, fechado os olhos e ter acordado na Argentina! Perguntei para meus amigos se eles tinham feito algum registro da viagem e eles disseram que não. Nem vimos o barco sair. Chegando em Buenos Aires fomos direto na Calle Florida procurar nosso contato pra trocar real por pesos argentinos. Conseguimos uma cotação boa, 1 pra 4,5. Em Buenos Aires ficamos na casa de uma amiga que conheci no Peru em 2009, a Maria. Nos encontramos na Calle Florida, logo depois que fizemos o câmbio. Fomos até a casa dela, deixamos as coisas fomos procurar um restaurante bom e barato. Encontramos um próximo da casa da Maria. Lá fizemos amizades com alguns garis que também estavam almoçando. Eles acharam curioso os 3 brasileiros mortos de fome e pediram pra tirar uma foto! Depois pegamos um ônibus até o centro da cidade. Muitas ruas estavam fechadas por causa da largada do Rally Dakar em Buenos Aires. Decidimos tomar um café no bar mais famoso de Buenos Aires, o Café Tortoni."Um café, por favor." "Sim, senhor. Algo para comer?" Indiquei um salgado do menu. O barbudo e bem-vestido garçom olhou o pedido, virou-se e saiu em direção a cozinha sem anotar o pedido. Toda vez que venho ao Tortoni, sinto que meus pedidos serão enviados enganados a alguma mesa vizinha. Saimos do Tortoni, já a noite, e pegamos um Ônibus até o bairro Agronomia onde mora minha amiga Maria. Maria chamou seus amigos argentinos pra nos mostrar o legítimo churrasco porteño!! Depois da janta deliciosa nos arrumamos pra pegar uma balada no bairro de Palermo. Chegamos na balada 3 horas da manhã. Nós estávamos mortos, tomei alguns energéticos pra aguentar a noitada. A balada tinha dois andares, me lembro que pagamos 80 pesos argentinos para entrar e 100 pesos de taxi. Foi muito legal. Fomos praticamente expulsos da balada, os últimos a ir embora, o sol já estava forte. DIA 04/01/2015 - BUENOS AIRES Acordamos, fizemos o café e pela enésima vez arrumamos nossas coisas para partir. Pegamos um trem até o Terminal Retiro e largamos as cargueiras em um guarda-volumes no sub-solo (não me lembro quantos pesos). Depois, tomamos um ônibus até o famoso bairro de San Telmo. Já conhecíamos a feira de outras passagens, mas ela sempre é interessante. As barraquinhas, os artesanatos, os livros usados, a comida de rua e música ao vivo. Uma banda em especial, a Tony Montana, merece ser vista. Tocam um rock/reggae misturado com a cumbia em uma apresentação muito louca. Não dá para visitar San Telmo e deixar de passar pela Mafalda (que ganhou mais dois amigos para posar para as fotos dos turistas, Manolito e Susanita). Conhecemos duas meninas do interior de São Paulo que acabaram nos acompanhando. Comi um pancho enorme pela pechincha de 15 pesos argentinos. Resolvi sair da "avenida principal" e zique-zaguear pelas ruelas perpendiculares. Gastamos umas boas horas de nossa tarde por lá, até que pegamos um novo ônibus para o Retiro, agora tendo nossas casas como destino. No ônibus encontramos um grupo de torcedores fanáticos pelo River Plate. Os caras estavam chapados! Descemos e encostamos em um boteco próximo da rodoviária. Aqui vale uma reflexão de como os argentinos são realmente apaixonados pelo futebol (os uruguaios também!). Sem entrar em polêmicas, mas em várias oportunidades durante a viagem tivemos futebol como assunto, e é realmente impressionante como eles não apenas torcem, mas vivem o esporte! Conversa vai, conversa vem. Brejas pra cá e para lá... Eis que alguém pergunta o horário de saída do ônibus para o Brasil (não me pergunte quem). Outro de nós (que também não lembro, mas prefiro nem saber) disse com firmeza "20:50"!. Final da história: chegamos por volta das 20:20, pegamos nossas mochilas (que estavam no guarda-volumes) e nos preparamos para viagem. Nos posicionamos no terminal, compramos uma Quilmes e ficamos tomando e jogando conversa fora! Após 30 minutos de "atraso" começamos a desconfiar. Com 45 minutos fomos em busca de informações.... Após questionar o motivo do atraso do ônibus o atendente da Crucero pegou minha passagem, analisou, pegou uma caneta e circulou na própria passagem a informação "20:30". Tragédia, havíamos perdidos o ônibus pro Brasil!!! Não havia mais ônibus da Crucero para o Brasil naquele dia, teríamos que pegar o primeiro ônibus do dia seguinte (05/01/2015), que sairia na parte da tarde. Entramos em contato com a Maria, que gentilmente disponibilizou sua casa novamente (Gracias Maria y Alexandra!). Não tínhamos mais grana para o taxi, havíamos torrado tudo em cerveja e lembranças em San Telmo e na rodoviária. Decidimos pegar um ônibus da rodoviária até a casa da Maria. O problema era que não tinha ônibus direto até o terminal mais próximo da casa dela (100 metros da casa), teríamos que parar em um terminal mais afastado. Depois que o motorista nos deixou, caminhamos por meia hora até chegarmos na casa da Maria, já de madrugada. No dia seguinte (05/01/2015) finalmente pegamos nosso ônibus para o Brasil. É isso aí pessoal. Espero que as informações e dicas sejam úteis. Qualquer dúvida podem me mandar mensagem que responderei com todo prazer. Abraço a todos!!!
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


×
×
  • Criar Novo...