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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 02-12-2018 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Uau... sempre gostei de ler e escrever mas 'em todos estes anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece' rsrs olho para a tela em branco mas as palavras não saem. Várias foram as vezes em que esta cena se repetiu nas últimas semanas e noto uma resistência interna em ordenar as palavras e externizá-las, permanecendo em silêncio degustando-as. Conheço bem essa resistência: é apego! Comumente remetemos o apego aos bens materiais mas quase sempre ignoramos que eles não passam de um símbolo. O real apego é sempre a ideia por trás do símbolo. Venho apegada à ideia da vida que vivi nos últimos dois anos e meio e soltar essa ideia é assumir que ela agora faz parte do passado. No entanto, o novo só vem quando soltamos o velho. E para isso se faz necessário ter coragem... As palavras que se seguem são um ato de coragem. CO.RA.GEM. substantivo feminino: 1.força ou energia moral diante do perigo; 2.sentimento de segurança para enfrentar situação de dificuldade moral; 3.atributo de quem tem determinação para realizar atividades que exigem firmeza. (Dicionário Michaelis) Ou, como uma irmã me ensinou um dia: do prefixo cor (coração) e do sufixo agem (do verbo agir): coragem é agir com o coração. E foi totalmente seguindo o meu coração que ao completar 26 anos em janeiro de 2015 escolhi ir viver as coisas nas quais acreditava. Contexto: na época uma angústia muito forte me acompanhava no dia a dia de faculdade, trabalho e nas pequenas efemeridades que caracterizam o cotidiano. No fundo, a angústia podia ser descrita como um sentimento de não pertencimento e até mesmo uma profunda incompreensão generalizada, não entendia o sentido de fazer as coisas que fazia pois enxergava uma sociedade doente e me apoiava em discursos de liberdade contra um "sistema opressor". No meu aniversário de 26 anos cansei de falar (lê-se: pregar) no facebook sobre as coisas nas quais acreditava e resolvi ir viver as coisas nas quais acreditava. Foi num ato repentino da mais profunda coragem num misto com a mais profunda inconsequência que parti. Com cinquenta e cinco reais no bolso, uma tampa de caixa de pizza escrito 'Alto Paraíso' e uma mochila extremamente pesada contendo 75% de inutilidades, fui para a BR. A única experiência que tinha era de ter pego carona com uma amiga até a cidade vizinha (interior de São Paulo, coisa de 100km de distância) poucas semanas antes, mas desde então sabia que se havia conseguido uma carona, conseguiria quantas precisasse. Afinal, muitos podem passar mas só preciso que 1 pare! E foi com essa confiança que, acompanhada de outra amiga que nunca havia viajado de carona, fui rumo a Chapada dos Veadeiros. Não olhei no Google, não tinha mapa, referências ou distâncias. Tudo o que sabia era que queria chegar na tal da Chapada e que pediria carona para isso. Há pouco tempo ouvi a seguinte frase sobre cair na estrada: "não tem como se preparar para isso". Essa é a mais pura verdade, e esse foi o primeiro grande aprendizado. Também é verdade que um único dia de BR te ensina muito mais do que toda a literatura que possa já ter lido, sobre todos os assuntos. Aprendi sobre política vendo a histórica desigualdade social na vida fora dos grandes centros urbanos e fora dos telejornais; aprendi sobre geografia percorrendo as estradas que cortam as paisagens entre serras e planaltos; aprendi sobre língua portuguesa e sobre licença poética nas placas pintadas à mão oferecendo os mais diversos trabalhos Brasil adentro; aprendi sobre matemática com os preços dos postos de combustível e suas lojas de [in]conveniência; aprendi sobre a biologia do corpo que, como um camelo, cobre distâncias incríveis sem uma única gota d'água; aprendi sobre a química da arte de cada estado em misturar água quente, pó de café e açúcar de maneira tão única (e gratuita!); e, sobretudo, aprendi a física envolvida no equilibrar de uma mochila nas costas de forma que ela (como um motor de Kombi que vem atrás) ainda assim te impulsione para frente. Sempre para frente. A BR é uma exigente professora muito dinâmica, com metodologia autodidata e tudo conta como matéria dada. E é justamente este nível de exigência da entrega total ao momento que nos permite absorver todo o seu conteúdo tão eficazmente. Afinal, não dá para estar na BR pensando no boleto que vai vencer ou na ração do gato. A BR te exige por inteiro. Mas essa exigência não é a toa, pois a todo aquele que se entregar plenamente, nada faltará. Nem a carona impossível do último raio de sol do dia, nem o alimento ora como cortesia, ora como oferta da natureza, nem o cantinho maroto para montar a barraca ou o banho, seja num rio, cachoeira ou nos oito minutos mais deliciosos de sua vida num chuveiro de posto de gasolina. Nada faltará! Esse foi o segundo grande aprendizado. Portanto, é um fato que a BR supre a todas as necessidades daquele que se entrega à ela, mas isso não quer dizer que nossas necessidades serão atendidas como gostaríamos ou quando gostaríamos, mas certamente sempre que realmente precisarmos. Aceitar essa falta de controle sobre as situações e ainda assim confiar que nada nos faltará é um desafio proporcional à magnitude do milagre de ser atendido. Porque a verdade é que nós não controlamos absolutamente nada. Abrir mão da ilusão de controle foi o terceiro grande aprendizado. Depois de aprender que não há como se preparar para isso, que são necessárias confiança e entrega e de ter aberto mão da ilusão de controle, algumas virtudes certamente já se apresentam desenvolvidas das quais destaco duas: a paciência e a gratidão. Estas duas virtudes são os maiores presentes que a BR me deu. A paciência de esperar o dia in-tei-ro por aquela carona naquela estrada de terra que não passa nem vento ou naquele trecho urbano em que milhares passam mas não param por medo. A gratidão de receber o dia chuvoso como se recebe o ensolarado, de ser grata pelo jejum assim como se agradece o banquete de coração ofertado. Tendo desenvolvido a duras penas a paciência e a gratidão, aprendi que a verdade é que tudo está em nossas mãos. Com paciência e gratidão criamos o que quisermos. Esse foi o quarto grande aprendizado. Esse é um dos mais belos paradoxos humanos: não temos o controle de nada e criamos tudo o que quisermos. As palavras nem ao menos tangenciam os processos dessas compreensões e permanecem assim no campo das inefabilidades. Mas afirmo: é real. No entanto, não acredite em mim. Duvide e tenha sua própria experiência. Além dos impulsos de buscar viver as coisas nas quais acreditava, também ansiava por ser maior do que meus medos. No angustiante período que antecedeu a partida, já havia compreendido que a crença em nossos medos é o que nos limita. Na época, havia feito uma lista com todos os meus medos dos mais esdrúxulos aos nunca antes pronunciados. Levei algo próximo de três meses para terminá-la, e esta lista finalizada lembrava em muito um pergaminho dado comprimento. Em seguida os analisei. Considerei medos-meus aqueles que havia tido uma experiência direta, real e empírica e considerei medos-não-meus aqueles adquiridos por indução social e inconscientemente reproduzidos. Fiz isso pois compreendia que poderia lidar com os meus medos e os demais devia apenas soltá-los, afinal não eram meus e gastava muita energia com eles... E de todo o pergaminho, a lista se reduziu a poucos ítens contados nos dedos das mãos. Esses eram os que me interessavam vencer, os demais , como disse, abandonei. Simples assim. Junte a angústia existencial gerada por uma sociedade de consumo com a vontade de vencer os medos limitantes e algumas sessões de 'into the wild' e você tem uma pessoa disposta a rasgar documentos, dinheiro, diplomas, desapegar-se de bens materiais e referências psicoemocionais, além de cometer um "socialcídio" nas redes sociais. Toda a viagem à Chapada dos Veadeiros durou entorno de duas semanas e, ao retornar, abri mão de todos os ítens acima citados. Quando voltei para a estrada possuía apenas o meu corpo, meus conhecimentos e uma mochila com algumas roupas e alguns poucos apegos que ainda permaneciam. Queria ver o mundo como ele era sem referências. Queria ver como eu era sem referências. Compreendia que o dinheiro era uma forma de energia mas não era a única e me propus a viver da troca de conhecimentos e da força braçal, bem como do voluntariado. Mas num bom e honesto português o que me motivou foi querer ver se o mundo era mesmo como o Datena falava que era, rsrsrs É com alegria e gratidão que posso afirmar que ele possui uma visão muito limitada (e triste) do que é o mundo... Nesse período de viagens de carona que se sucedeu com trocas e voluntariado, regado à paciência e gratidão, aprendi que quanto mais a gente se doa mais a gente recebe. Esse foi o quinto grande aprendizado. Também foi um período em que muitos valores morais e crenças caíram por terra. Descobri, como diria um professor que tive, que sou o extrato-do-pó-do-peido-da-pulga no universo! Rsrs E viajei, e viajei e viajei. Curiosamente, curtos foram os momentos em que viajei sozinha. Já viajei em dupla, em trio, com criança e em quarteto. Viajar bem acompanhada é delicioso! Comunhão, cumplicidade, respeito, reciprocidade, apoio e alguém que olhe sua mochila para ir ao banheiro! Rsrsrs No entanto, só quem já viajou mal acompanhado sabe o valor de se andar só. Uma vez li em algum lugar que a solidão só pode ser realmente sentida em meio a outras pessoas. Hoje compreendo isso. E foi ao escolher passar a viajar exclusivamente sozinha que compreendi a diferença entre solitude e solidão. A solitude é sobre estar só e não sentir solidão. A solidão é sobre estar acompanhado e se sentir só. Esse foi o sexto grande aprendizado. E ao aprender a apreciar a minha companhia e a ouvir tudo o que o silêncio tinha para me falar, a vida de caronas passou a ser incompatível com minhas novas necessidades introspectivas pois bem sabemos que o pegar caronas implica em conversar e interagir (além de responder várias vezes no dia as mesmas perguntas clássicas "de onde você é?", "para onde você está indo?", "você não tem medo?", "o que sua família acha disso?", Etc rsrsrs). As trocas me garantiam apenas o mínimo ao mesmo tempo em que recebia muitas doações, e foi quando passei a me sentir sustentada ao invés de me sustentar. Essa nunca foi a proposta. Concluí que estava na hora de ser autossuficiente, decidi investir em artesanatos e passar a viajar de bicicleta para ter mais independência. Viajar de bicicleta é outro universo...! Viajando de carona o mundo já é solícito, mas de bicicleta ele é escancarado! Minha bicicleta (Kali- A Negra) é dessas padrão, sem marca, aro 26 e 21 marchas onde os maiores investimentos que fiz foi instalar bar ends de deiz real, um selim mais largo e o bagageiro no qual amarrei dois baldes como alforges, com uma garrafa pet de paralama. Junte a cara de pau de uma bicicleta dessas circulando por aí como se fosse uma Specialized, o fato de eu ser mulher e estar viajando sozinha e você terá a trinca de ouro das portas abertas na sociedade. Tenho plena consciência da sociedade patriarcal em que vivemos e de como é nascer mulher em meio a isso, mas nunca havia experienciado isso de forma tão latente pois não se admiravam por ser uma pessoa viajando de bicicleta, mas por ser uma mulher sozinha, o que claramente indica a noção do inconsciente coletivo de que o mundo é sim um lugar hostil para mulheres, já que a mesma admiração não é comum aos homens viajantes solos. Também sinto que a hiperbólica solicitude que a bicicleta proporciona vem do próprio símbolo de liberdade atrelado à ela, afinal todos temos alguma memória afetiva de infância relacionada à sensação de liberdade com alguma bicicleta. Uma metáfora não-tão-metáfora-assim que a bicicleta me ensinou nos primeiros 10 minutos de viagem foi que não importa o peso que se carrega, mas sim como o equilibramos... E pedalei, e pedalei, e pedalei. Tomei chuva, me queimei no sol, atolei na lama, empurrei serra acima e senti a "mão de Deus no guidão" ladeira abaixo a 56km/h. Fui abordada diversas vezes pela própria curiosidade das pessoas, fui recebida e convidada à hospedagens e banquetes, ganhei dinheiro e presentes, orações, abraços cheios de ternura e querer bem e, por mais delicioso que tudo isso seja, estava looonge da intenção inicial de passar despercebida... Ao mesmo tempo isso ajudou com a venda de artesanatos (mandalas de papel com beija-flores, logo, Ciclobeijaflorismo) e pude experienciar o sucesso na autossuficiência plena com dinheiro suficiente para me hospedar em campings e realizar os desejos mais supérfluos de meu ego. É nesse ápice entre a plena autossuficiência profissional e a crescente necessidade de introspecção e silêncio não compatíveis com a imprevisível vida na BR que, com a Graça Divina, tive o maior dos aprendizados. Tudo o que fizera até então era em busca da liberdade, de acordo com os conceitos que possuía de liberdade. No entanto, em dado momento pude compreender que sempre fui livre. E pela primeira vez compreendi o que Renato Russo quis dizer quando afirmou que 'disciplina é liberdade'. Todos somos livres, sempre fomos e sempre seremos. Inclusive para nos prendermos ao que desejarmos. Esse foi o sétimo e maior aprendizado de todos nesses dois anos e meio de vida nômade. Faz aproximadamente quatro meses que parei de viajar e isso se deu por uma série de fatores, compreensões e necessidades do momento. Tudo o que materialmente ainda possuo é a bicicleta e os baldes alforges (tá, e documentos. Tenho todos novamente, rsrsrs), no entanto a bagagem que estes dois anos e meio me gerou eu ainda mal consigo mensurar (e nem tenho tal pretensão!). A proposta do momento é encerrar pendências diversas que a impulsividade de outrora deixou e, tendo renovado inclusive a CNH, dar início ao projeto da casa própria sobre rodas, afinal sou uma jovem senhora de quase 30 anos que busca alguns confortos que viver de mochila não oferece, rsrs. No entanto, como ou quando isso acontecerá não me pertence mas sei que assim como a estrada me chamou uma vez, quando houver de retornar não será diferente. Coração cigano só bate na poeira da estrada! E o que ficou disso tudo? O brilho dos primeiros raios de sol pela manhã refletidos na superfície de um rio; O aroma da primeira chuva que cai e toca a terra encerrando a seca. Uma verdadeira oração silenciosa de alívio e gratidão onde não se ouve nada além das gotas; A suculência da fruta madura saboreada direto do pé; O farfalhar das folhas com o vento no dossel; O toque da pele em cada rosto que se toca em um abraço ou das mãos que se apertam. E os sorrisos! Ah, os sorrisos... As donas Marias e os seus Zés... Esse foi meu relato de dois anos e meio de viagens conhecendo um pedacinho de cada uma das cinco regiões do Brasil, de carona, a pé e de bike com muito pouco ou nenhum dinheiro vivendo a base de trocas e voluntariado, posteriormente com a venda de artesanatos. Este relato não envolve descrição de lugares, roteiros, valores, dicas ou distâncias. Aliás, quando me perguntam sobre a maior distância que já percorri digo que foi entre querer viajar e colocar a mochila nas costas. Esta certamente foi a maior distância. Este relato apenas compartilha outros aspectos de um mochilão. E embora eu tenha dito que este é o meu relato, estou ciente de que também é ou pode ser o seu, afinal, Eu Sou o Outro Você. Dedico a todas e todos que abraçaram e abraçam o desconhecido, escolhendo ir além dos próprios medos. Agradeço a todos e todas que compartilham seus relatos de viagem. Agradeço a todas e todos que compartilham. Agradeço. Trilha sonora da escrita: *Quinteto Armorial - do Romance ao galope (1974) *Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto PRABHU AAP JAGO
  2. 1 ponto
    Saudações! Há pouco compartilhei um relato sobre como foi viajar e viver na BR nos últimos dois anos e meio conhecendo um pouquinho de cada uma das cinco regiões do Brasil de carona, a pé e de bike. O relato não aborda roteiros, preços ou dicas mas busca compartilhar outras dimensões e aprendizados que tive (e você pode entender ao que me refiro aqui: https://www.mochileiros.com/topic/66973-sobre-a-coragem/ ). Como venho assimilando as informações vividas nesse intervalo entre ciclos que se encerram e se iniciam - e como todos sabemos que "happyness is only real when shared" -, percebi que outros dois assuntos são recorrentes no curioso imaginário da arte de viajar ~por aí e resolvi compartilhá-los também buscando somar. No outro post, os aprendizados foram compartilhados a partir da óptica da coragem necessária para seguir o coração a despeito de quaisquer garantias ou certezas que um mochileiro enfrenta no início, e automaticamente me lembrei das muitas mentiras que também temos que encarar. Acredito que a maior mentira que a humanidade perpetua a si e ao coletivo - de maneira quase socialmente institucionalizada - é o "não tenho/deu tempo", que é a maneira politizada de dizermos que não-queremos-tanto-assim-fazer-algo-como-dizemos-que-queremos. Mas, uma vez tendo vencido este autoengano, me deparei com aquela que considero a segunda maior mentira do universo das viagens: "para viajar precisa de dinheiro". Criada num contexto de classe média baixa onde as viagens feitas não ultrapassaram os dedos de uma mão (e envolveram exclusivamente a visita a algum parente distante ou um bate e volta à praia mais próxima) cresci com a crença de que viagem é luxo e que precisa de dinheiro para isso. Ao me dispor a encarar esta máxima e colocar a sua veracidade em cheque, descobri que é balela: para viajar precisa ter vontade - e disposição, claro! Não estou pregando que o "certo" ou "errado" é viajar com dinheiro ou sem, até porque ele é apenas uma ferramenta. O que busco salientar é que ele não é obrigatório como cresci acreditando que era. Ao escolher viajar sem dinheiro precisamos das mesmas coisas que ao viajar com dinheiro (ou até mesmo se ficarmos parados!): precisamos comer, tomar banho, dormir em um lugar minimamente seguro, etc, a única diferença é que se faz necessário encontrar maneiras alternativas de suprir tais necessidades, e daí vai da disposição e criatividade de cada um. Como diz o ditado "quem quer arranja um jeito, quem não quer uma desculpa". Outra mentira na qual tropecei antes mesmo de colocar a mochila nas costas foi "é perigoso mulheres viajarem sozinhas". Tantas são as fobias e "-ismos" fortemente enraizados em nossa cultura que reproduzimos sem nem ao menos questionarmos as origens que eu mesma muito me admirei ao notar o sutil machismo que me habitava por acreditar nessa idéia. No entanto, após pensar um pouco, concluí que uma mulher viajar sozinha não é mais perigoso que uma mulher ir comprar pão, andar no transporte público ou ir para o trabalho. A sociedade é patriarcal e o assédio, infelizmente, encontra-se em todas as esferas sociais, logo é uma mentira acreditar que uma mulher viajando está mais susceptível à riscos do que qualquer outra mulher em qualquer outro lugar fazendo qualquer outra coisa. Outra ideia que tinha como verdadeira, e que descobri ser mentira muito rapidamente, é a de que "todo maluco de BR é paz e amor". Fui muito ingênua por acreditar nisso? Fui! Romantizava a vida na BR? Sim! Mas não levou muito tempo para que compreendesse que essa é uma inverdade por motivos lógicos! Hoje dou risada da magnitude de minha inocência por acreditar nesse estereótipo romantizado e assumo que compreender isso foi como levar um balde de água fria - necessário. Roubos, drogas, disputas e desonestidade são apenas alguns exemplos da realidade que não esperava conhecer entre os mais variados malucos de BR. Antes achava que todos eram "hippies saídos do Hair" ou "Cheech & Chong", embora estes existam em processo de avançada extinção... Rsrsrs sabe de nada, inocente... Mas de todas as mentiras, a que mais me pegou foi "só dá para viajar com equipamentos ~adequados (lê-se, caros)". Sonho em ter uma mochila da Deuter? Sonho. No entanto, consegui muito bem me virar, entre remendos e adaptações alternativas de baixo custo (a.k.a. gambiarra) com uma comprada na loja do chinês por R$80. É claro que poder ter um equipamento de qualidade implica diretamente na relação entre conforto e rendimento, mas nada que não possamos nos adaptar. Digo que foi um ponto que me pegou pois também passei pela situação inversa: investi em um equipamento de marca e me ferrei! Por muito tempo, após ter passado por uma experiência de chuva muito intensa com uma barraquinha dessas de supermercado sem ter nem ao menos uma lona (amadora, rsrs), juntei dinheiro decidida a investir na minipak. Como passaria a viajar de bicicleta, ela era leve e apresentava uma excelente coluna d'água pelo que a julguei perfeita. Porém, ao adquirí-la e usá-la realizei que não era funcional para mim pois sentia falta de ser autoportante, é muito chata de guardar, o teto é muito baixo para o cocoruto, é pequena para visitas (ou sou muito espaçosa...), o alumínio entorta fácil e a vareta com 3 meses de uso quebrou! Passei um bom tempo pensando em como uma simples lona custando 10x menos já resolveria meus problemas... Rsrsrs Dessa forma, aprendi que equipamento bom é o que temos pois atende às nossas necessidades e temos intimidade com ele. Mas ainda hei de comprar uma mochila da Deuter! Rsrs Outro tema recorrente aos mochileiros são os tais dos perrengues! Ouso até dizer que, aos que ainda sucumbem ao medo, eles interessam mais do que as viagens em si! Rsrsrs Os perrengues e dificuldades são tão relativos quanto possíveis, variando de viajante para viajante assim como em intensidade. Para alguns o maior pesadelo pode ser perder a reserva de hotel, para outros pode ser um pernilongo. Dentro do que me propus a viver, por saber e confiar que nada que realmente precisasse faltaria, também carregava a consciência de que assim como recebo posso ter tirado de mim, afinal o conceito de posse já não mais me acompanha. Dessa forma, por não carregar eletrônicos, documentos ou ítens de valor comercial reconheço que fica mais fácil não se preocupar com perrengues. Ou não. Ao menos era nisso que acreditava até tomar A MAIOR CHUVA dessa vida numa passagem pela Chapada Diamantina. Pelo meu característico amadorismo e excessivo despreocupar no começo da vida mochileira, nem lona carregava, logo, a barraquinha de R$50 do mercadinho só serviu para canalizar o fluxo d'água numa cachoeira central que molhou a.b.s.o.l.u.t.a.m.e.n.t.e. TUDO. Compreendo que qualquer adversidade que surja é passível de adaptação, no entanto ficar completamente molhado nos traz a pior sensação de impotência possível já que não se tem o que fazer... O perrengue de tomar uma chuva e ficar completamente molhado ainda se agrava pois a questão não é solucionada com o fim da chuva! Mochila, barraca, roupas e pertences permanecem molhados por dias e isso significa que também ficam mais pesados, fedorentos e com grande possibilidade de embolorarem, além do risco momentâneo de hipotermia. Certamente, nunca passei por perrengue tão intenso quanto ficar completamente molhada pela chuva. Por dias. Embora menos intensa quanto aos desdobramentos porém potencialmente problemática é a situação no outro extremo: ficar sem água. Houveram períodos em que levei bem a sério o Alex Supertramp e fui morar um tempo com minha barraquinha no meio do mato. O desafio principal está no fato de que não só o ser humano busca água como toda a natureza. Dessa forma, dividir a fonte com outros animais, fofos ou peçonhentos, é inevitável e saber a sua hora de usar a fonte e a hora deles é uma urgente sabedoria. Mas também houveram situações em que não havia uma fonte de água próxima e esse também se torna um desafio de captação, transporte, armazenamento e racionamento dessa água. Momentos como este reforçaram a consciência ecológica do desperdício-nosso-de-todo-dia com algo tão sagrado. Mas o perrengue mesmo é quando a água de beber acaba no meio do nada! A desidratação é um perigo silencioso e intenso pois o corpo buscará compensar a perda hídrica envolvendo todas as funções biológicas e então atividades simples como andar, falar e pensar se transformam em desafios homéricos. Saber calcular e administrar a relação distância x peso x sede é fundamental para evitar este perrengue. Além de ficar hipotérmica ou desidratada, os únicos perrengues que considero ter enfrentado derivam de um único fator: cansaço. Não me refiro ao cansaço físico pois este se resolve com uma ciesta, me refiro ao cansaço mental. Ter que retornar por caminhos já conhecidos, e que envolviam grandes centros urbanos, ou estar acompanhada de alguém com prioridades diferentes ou que só fazia reclamar são exemplos do que me causava o cansaço emocional. Então, mais de uma vez, a pressa por sair logo de uma dessas situações fez com que me colocasse no que chamo de vulnerabilidade desnecessária. Viajar exige uma pré disposição em se expor mas existem situações em que aceitamos nos submeter a uma exposição de alto risco sem real necessidade. Posso citar aquela carona que se aceita próximo do anoitecer pela pressa de chegar logo ou atravessar algum lugar, ou quando por preguiça de darmos uma volta maior mas que apresente menos riscos cruzamos trechos perigosos (estradas sem acostamento em trechos de serra, túneis ou viadutos), ou quando escolhemos parar em lugares sabidamente arriscados (como um leito de Rio ou cachoeira em época de chuvas, na praia aberta durante uma tempestade, sobre folhas secas ou chão batido certamente território de cupins ou formigas noturnas) ou quando aceitamos aquela carona cujo motorista apresenta nitidamente ao menos um pé na psicopatia - é raro, mas a energia que emanamos atraímos de volta). Felizmente aprendi rápido que o único remédio para o cansaço é descansar! Estes são exemplos da vulnerabilidade desnecessária que o cansaço mental atrai e transforma em verdadeiros perrengues. Sinto que as balelas e perrengues são intrínsecos a todos viajantes e, embora não pertençam ao lado glamouroso da viagem, são parte do alicerce. Que este compartilhar possa minimamente suprir a curiosidade dos que ainda buscam apoio na literatura assim como me confortam ao externizá-las, validando de certa forma as experiências que tive. Mas mais do que isso, que estas palavras sirvam de fermento ao questionamento. Não acredite no que falo. Duvide. Busque ter sua própria experiência. Dedico este compartilhar a todas e todos que têm ao menos um perrengue para contar pois acredito que este seja, no mais profundo, o seu propósito: transformar a história em estória... PRABHU AAP JAGO
  3. 1 ponto
    Como aproveitar um super feriado? Daquelas coisas que só acontecem no Brasil, de tantos em tantos anos: um feriado de 6 dias! Por que não ir para Belém e aproveitar pra conhecer o acolhedor litoral paraense? Destino: Ilha do Algodoal! veja mais fotos em instagram: @viagensdaleticia curta a página no Facebook: @viagensdaleticia e acesse http://viagensdaleticia.tumblr.com voo direto SP-Belém; uma noite em Belém (Grand Hostel Belém: bem localizado; instações medianas); ônibus para Marudá; barco para Algodoal Já havia estado em Belém no início do ano, então só tinha alguns passeios gastronômicos pendentes, pra fazer bem de boa. Aproveitei pra saborear uma comidinha orgânica e deliciosa no Iacitatá, depois tomar umas cervejas de bacuri e taperebá na Amazon Beer e tomar aquele sorvete maravilhoso da Cairu, apreciando um fim de tarde na Estação das Docas. A noite acabei conhecendo uma hamburgueria Geek, que também foi uma experiência interessante e, no dia seguinte, muito cedo, parti pra saga de Algodoal. COMO CHEGAR Pra chegar a ilha do Algodoal (que eu conhecia das músicas de carimbó), é necessário pegar um barco em Marudá, cidade a uns 170Km de Belém. Há vans e ônibus saindo de Belém pra lá, e leva mais de 4 horas. Peguei o ônibus da viação Princesa Morena na rodoviária de Belém (R$ 39 pela internet) às 6h da manhã, e cheguei a rodoviária de Marudá por volta das 10h. Lá peguei um táxi (R$ 10) até o porto, de onde peguei o barco para Algodoal na sequência (R$ 10). A travessia leva uns 40 minutos. Não basta levar dinheiro em espécie, tenha dinheiro trocado. Eu não tinha. Chegando a Algodoal (ilha Maiandeua, mais conhecida como Algodoal: uma APA, onde não tem veículos motorizados), você pode pegar uma charrete até a sua hospedagem, ou caminhar. Como eu só tinha nota de 100, não consegui pegar uma charrete e fui andando pela praia. Nada muito terrível, minha mochila estava só com 8Kg e naquele momento o sol estava escondido. Mas caminhar na areia nunca é tão fácil, mesmo que por 20 minutos. Porém, rapidamente achei o rumo da minha hospedagem.
  4. 1 ponto
    Olá! Você que aparece por aqui dizendo que “gostaria de começar a viajar mas que não tem dinheiro e nem sabe como”, sua hora chegou! Estas palavras são digitadas pensando em VOCÊ! Antes, vamos iluminar alguns pontos: O Mochileiros.com é um fórum [lê-se: o maior e mais completo fórum] de troca de experiências e certamente você poderá encontrar riquíssimos relatos de viagens para se inspirar, dicas do que usar, orientações de onde ir e informações que deixam qualquer CAT (Centro de Atendimento ao Turista) no chinelo! Dessa forma, sugiro que procure, fuce, explore! Como já diziam as nossas avós “Quem procura, acha!”. Fatão! Dessa forma, te convido a degustar isso aqui: https://www.mochileiros.com/blog/mochilao Outro ponto que sinto ser importante iluminar é que, ainda que leia TUDO isso e muito mais, nada, NADA, vai te ensinar mais do que a prática. Esteja ciente. E, o mais importante é aquele velho ditado “quem quer arranja um jeito, quem não quer arranja uma desculpa”. Porque quando você REALMENTE quiser fazer algo, nada, ABSOLUTAMENTE NADA, poderá te impedir de realizá-lo. Inclusive viajar. A ideia é que, a partir do compartilhar destas experiências que tive, você possa se inspirar e traçar o seu norte de acordo com sua proposta de viagem. Se você ainda não sabe disso vou te contar uma coisa: não existe certo ou errado, inclusive para viajar. Viajar sem dinheiro não te faz uma pessoa melhor do que quem viaja com dinheiro, e vice versa. O que nos faz uma pessoa melhor é nossa capacidade de expressar o Amor [em todas as suas faces como a paciência, a honestidade, a gentileza, o perdão...] através de nossos pensamentos, palavras e ações. Em toda e qualquer circunstância. A todo e qualquer momento. Você só saberá se viajar sem dinheiro - ou como dizemos, no modo roots – serve para você depois de se permitir ter sua própria experiência. Antes disso, qualquer pensamento não passa de masturbação mental e especulação. E isso também vale para quaisquer outros aspectos da vida. Permita-se. Vou separar por ordem das perguntas que mais recebi ao longo do tempo: SOBRE AS CARONAS :: Como pedir: tenha em mente que uma imagem vale mais do que mil palavras e que esta imagem que o(a) motorista receberá de ti irá durar pouquíssimos segundos para que decida parar ou não. A maior parte das vezes usei um grande pedaço de papelão como cartaz no qual escrevia bem grande o destino final, seguido de uma cidade intermediária logo abaixo. O papelão é importante pois ele não reflete a luz solar, além de ser facilmente encontrado por aí e ser suficientemente resistente contra a ventania da BR. Sempre carreguei três cores de tinta para tecido (branco, vermelho e azul/preto) e um pequeno pincel para caprichar na placa. Vale a pena. Sempre começava o dia antes de o Sol nascer e encerrava o deslocamento diário umas duas horas antes do Sol se pôr. Raras foram as vezes em que viajei de noite, até porque a exaustão física orientava os limites. Como acredito em trocas, sempre fiz pequenas lembranças (como filtros dos sonhos ou dobraduras) para dar como forma de agradecimento a cada carona recebida. Também é importante lembrar que a carona é um genuíno e sagrado ato de confiança mútua e geralmente o deslocamento é oferecido em troca da sua história! A maior parte das pessoas que oferece carona está interessada em ouvir sobre você por se identificar ou pela curiosidade em si. Além disso, no caso dos caminhoneiros(as) a conversa é uma forma de quebrar o silêncio dos longos quilômetros de solidão que enfrentam diariamente. Alguns querem ouvir histórias, outros querem contar as suas histórias, desabafar sobre alguma questão ou simplesmente ter a oportunidade de falar. Deguste estes momentos. Aprenda. Ensine. ::Onde pedir: se estiver em trechos de BR, no mais amplo e longo acostamento em linha reta possível, nunca em curvas pois tanto o(a) motorista quanto você não terão visão. Em trechos de subidas/descidas/morros não adianta pedir carona no início da descida ou no final dela pois os veículos descem embalados em alta velocidade e não vão parar. Neste caso, ande até chegar no topo da subida do morro onde a velocidade é reduzida ou até o próximo trecho de linha reta com acostamento. Às vezes você poderá andar quilômetros até encontrar este trecho... Também é possível conversar com caminhoneiros estacionados em postos de combustível e acertar a carona. Ficar na saída dos postos também é um bom lugar, assim como logo após radares e lombadas onde os(as) motoristas obrigatoriamente passam com a velocidade reduzida aumentando o tempo do olho-no-olho. Um pouco a frente dos postos da Polícia Rodoviária também pode funcionar. SOBRE DORMIR ::Como e Onde dormir: Só não dormi em barraca nas vezes em que fui convidada para dormir em alguma pousada, bangalô, hostel ou casa de amigos feitos durante a viagem. Houve ainda duas ocasiões em que montei a rede. Mas a via de regra para não gastar com hospedagem é dormir com a barraca “moitada” (escondida) em algum lugar. Em trechos de BR geralmente falava com o segurança do posto de combustível e perguntava onde poderia montá-la para passar a noite (o famoso "mocó"). Em trechos de interior encontrava algum mato no meio do nada que muitas vezes se tornava meu endereço fixo por dias, ainda mais se tivesse rio ou cachoeira nas proximidades! E enquanto viajava de bicicleta tive duas experiências muito positivas utilizando o www.warmshowers.org. Em trechos urbanos e pontos muito turísticos é realmente mais difícil (~quaaase impossível) encontrar um lugar minimamente tranquilo e seguro para passar a noite, então sempre que possível trocava trabalho por estadias em campings ou hostels caso fosse necessário ficar mais dias no meio da civilização. Dentre as definições de trabalho posso citar: carpir terreno, podar árvores, pintar ou envernizar portas e janelas, pintar paredes, desenhar mandalas, consertar tomadas, chuveiros, lâmpadas ou outros reparos básicos de elétrica, trabalhar na recepção, lavar banheiro e cozinha, cuidar de jardins, bioconstrução, permacultura, paisagismo, tradução de textos e inclusive troca de artesanatos. Quaisquer dons e talentos podem (e devem!) ser usados. Autoconfiança é tudo. rsrsrsrs Tenha em mente que sempre que for moitar quanto menos atenção chamar, melhor para seu sono, seja em um posto de gasolina ou no meio do mato. Monte a barraca chamando menos atenção possível (ainda que isso signifique que terá de esperar algumas horas a mais - mesmo estando exausto(a)!!! - para que o movimento diminua). Se estiver no mato, tenha ciência de que fogo chama atenção e deve ser sabiamente manuseado (ainda mais em áreas naturais em períodos de seca, e isso vale para cigarros, incensos, velas) e examine bem o terreno quanto a possibilidade de formigas, cupins, pedras e gravetos. No litoral facilmente poderá pernoitar em postos de Bombeiros Guarda Vidas ou quiosques a beira mar. SOBRE TOMAR BANHO Durante períodos de deslocamento, como a maior parte dos pernoites ocorriam em postos de combustível, os banhos eram tomados nos próprios postos. No Sudeste, a maior parte dos banhos são pagos (entre R$3 e R$7) e para ter acesso é necessário retirar uma ficha com o frentista. Nunca paguei, sempre pedi cortesia e sempre ganhei. Mas atente ao tempo: pode variar de 6 a 8 minutos, mas garanto que serão minutos deliciosos... rsrsrsrs Centro-oeste, Norte e Nordeste apresentam em sua maioria banhos livres e gratuitos onde será possível até lavar aquela roupa em estado de decomposição avançada, porém não espere por chuveiro aquecido (o que é uma dádiva devido ao calor!). No Sul, os chuveiros são aquecidos e em sua maioria gratuitos. A composição dos banheiros pode variar muito: desde um cano que cai água até o luxo dos boxes de vidro com paredes de mármore e regulagem de temperatura e pressão. Permita-se ser surpreendido... rsrsrsrs Já em trechos urbanos recomendo o mantra “durmo sujo(a), acordo limpo(a)”... ¯\_(ツ)_/¯ Mas já consegui (em uma ocasião em que estava quase ligando para a vigilância sanitária me interditar hahahaha) trocar um banho em um hostel às 22h no meio de Belo Horizonte por... cristais!!! rsrsrsrs Mas no geral, como meus destinos sempre envolveram rios e cachoeiras, isso nunca foi um problema. Já cheguei a passar bastante tempo no mato relativamente longe da fonte d’água, o que não me impediu de ir a cada dois dias encher os galões ou de fazer um chuveiro com garrafa pet. A necessidade é a mãe da invenção! SOBRE COMER A maior parte de minhas viagens foram baseadas na troca ou na contribuição voluntária, só depois passei a vender artesanatos. Esse processo foi ocorrendo naturalmente a partir da maneira que passei a me relacionar com o dinheiro e com minhas reais necessidades. A princípio, sempre busquei manter meu estoque de “lembas” (vide: The Lord of the Rings) cheio. Isso quer dizer que sempre carreguei alguns alimentos básicos: amendoim salgado torrado, aveia, chia, uvas passas e cacau africano em pó e, eventualmente, bananas, maçãs ou pepinos. Também sempre carreguei alguns temperos como sal rosa do himalaia, canela em pó, cravo e orégano. Independente da situação, passava muito bem com estes alimentos o tempo que fosse. Na verdade, raramente me alimentava durante o dia por saber que a barriga cheia diminui o rendimento (principalmente viajando de bicicleta). Então, posso afirmar que nunca passei fome. O que fazia ao chegar nos postos de gasolina era pedir uma marmita no restaurante self service dos caminhoneiros [que fica nos fundos dos postos de gasolina das grandes redes, como GRAAL ou BR – onde também tem café de graça] e sempre fui prontamente atendida. Ao passar pelas cidades, qualquer restaurante oferecia marmita ao final do expediente, alguns solicitavam que deixasse algum pote com tampa para retirar posteriormente. Muitos montavam mesas com banquetes na relação de “quanto menor a cidade, maior a generosidade e recepção”. É claro que houve casos em que negaram o pedido de comida e, independente da falta de generosidade ou empatia, o fato é que ninguém é obrigado a nos dar nada. Ninguém nos deve nada, assim como não devemos nada a ninguém. Esses foram “nãos” essenciais ao meu crescimento pessoal e à compreensão de que é sábio buscar ser autossustentável em todos os aspectos da vida. O verbo que recomendo que conheça é manguear: a arte de trocar o seu artesanato diretamente pelo produto que precisa, sem precisar vendê-lo intermediariamente para só depois utilizar o dinheiro. Já mangueei colares de macramê e filtros dos sonhos por marmitas, lanches e sucos. Se for ficar um período maior em alguma cidade, encontre o maior mercadinho que tiver e descubra quando é a xepa. A xepa é o dia que antecede a chegada de novos produtos de hortifruti quando é possível pedir pelas frutas e legumes mais passadinhos (no limite do consumo) ou você pode comprá-los pelo simbólico valor de R$0,99/kg. Evite os produtos com marcas de bolor (como mamão e caqui) pois isso pode te livrar de uma bela diarreia fúngica. Esta assepsia também te livra da cólera e de morrer por motivos estúpidos... rsrsrsrs Sempre que fiquei parada por mais tempo em algum lugar usava uma pequenina panelinha em um fogão feito com latinha de refrigerante à álcool etílico (atenção ao manuseio!!! Para apagá-lo é necessário abafá-lo!!!). As cidades também possuem Centros Espíritas assistencialistas que geralmente oferecem durante a semana refeições em algum determinado horário. Em alguns lugares é conhecido como “sopão”. A verdade é que muitas são as refeições que se recebe, ainda mais se viajar de bicicleta. SOBRE LAVAR ROUPA Pelo menos uma vez na semana será necessário fazer essa função. Sempre que possível lavar no banho e já pendurar a peça de roupa na barraca para secar até o dia seguinte: faça! Nas regiões mais quentes isso é tranquilo de fazer. Se você tiver dinheiro, os postos de combustível das grandes redes possuem lavanderias pagas e sua roupa é entregue lavada, passada, limpa como nova e tudo isso enquanto você dorme! Pessoalmente nunca utilizei esse serviço, mas pude testemunhar muitos caminhoneiros utilizando-o. Mas bom mesmo é poder ficar na beira do rio e lavar roupa na pedra... Mas não se esqueça de usar sabão biodegradável (de coco de babaçu ou de cinza), por amor! Também é possível lavar roupas sempre que algum convite para hospedagem acontece. E também é possível usar uma roupa sem lavar por mais tempo do que você está imaginando agora... rsrsrsrsr SOBRE IR NO BANHEIRO Não tem mistério: “Moça(o), posso usar seu banheiro?” hahahahah funciona na maior parte dos estabelecimentos, ainda que seja apenas um buraco no chão no melhor China Style! Se estiver pelo mato acampado(a), não faça do seu banheiro a beira dos cursos d’água. Faça looonge, e enterre bem! E, se for ficar acampado(a) por mais tempo e não conhecer os princípios de decomposição de um banheiro seco, não faça sempre no mesmo lugar. No caso de ficar complicado sair de noite para fazer xixi, as garrafas pet estão aí, né, gentem?! E para as meninas existe o oigirl ( https://www.oi-girl.com.br/ ) e o InCiclo ( http://www.inciclo.com.br/ ) Só sucesso! O que é realmente importante que tenha em mente é qual o seu objetivo e qual o preço que está disposto a pagar por isso? Quer viajar sem dinheiro por curiosidade? Diversão? Por liberdade? Convicção política? Fetishe? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Para conhecer algum destino específico? Para ter experiências únicas? Conheça o que te move e saberá o que pode te derrubar. Está disposto a ficar longe do conforto? Precisa dormir bem toda noite? Tem pressa? Não gosta de interagir? Saiba qual o preço que está disposto(a) a pagar e nada poderá te derrubar. Se quiser saber sobre o que aprendi viajando, clica aqui: Se quiser saber sobre perrengues, espia: Se está buscando inspiração audiovisual, vai fundo: O resto é poesia.
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    Viagem feita na segunda-feira de Carnaval, 16 de fevereiro de 2015. Terra Ronca O Parque Estadual da Terra Ronca, situado no nordeste de Goiás, abrange uma área de 57 mil hectares com um rico patrimônio espeleológico e áreas de Cerrado preservado. Anexo ao Parque, há ainda uma Unidade de Conservação federal - a Reserva Extrativista do Recanto das Araras de Terra Ronca - com quase 12 mil hectares de extensão que favorece a conservação do Cerrado na região. No Parque Estadual estima-se que há cerca de 300 cavernas, mas apenas algumas delas são exploradas turisticamente: Terra Ronca I e II, Angélica, São Mateus, São Bernardo, São Vicente e Bezerra. Essas duas últimas são exploradas por poucos guias, entre eles o Ramiro ([email protected] com ou (62)9666-2767), guia mais antigo e conhecido em Terra Ronca; as outras já são exploradas por todos os outros guias da região, o que não necessariamente quer dizer que sejam muitos guias. Nos períodos de maior movimentação na região, há inclusive o risco de falta de guias para realizar os passeios pelas cavernas. Chegamos na segunda-feira de Carnaval à noite e como muitas pessoas já haviam ido embora, felizmente não enfrentamos esse problema. Do meu ponto de vista, a melhor base para se conhecer os atrativos do Parque é o povoado de São João, situado a 51,7 km de Guarani de Goiás (odômetro zerado na ponte de Guarani / início da estrada de chão e tomando como referência a primeira pousada de São João: Estalagem). Porém não espere um centro de apoio ao turista no povoado. Lá há apenas uma vendinha/boteco simples, que vende apenas alimentos e itens básicos de higiene pessoal, e a casa da Jane, que serve lanches e deliciosas e refeições com preços bem em conta. Dicas básicas - o que levar e abastecimento na estradar: - Saco estanque para manter os seus equipamentos secos, já que na maior parte das cavernas é necessário andar na água; - Boas lanternas e pilhas reservas (faz muita diferença no interior das cavernas); - Lanches para as caminhadas (no povoado existem poucas opções de coisas práticas para levar nas caminhadas); - Repelente é importante, apesar de não termos sentido necessidade de usar; - Tênis de caminhada (levei botas, mas nem as usei por conta da demora para secar e do peso); - Calças de rápida secagem são mais apropriadas para andar nas cavernas; - Encha o tanque na estrada; bem antes de Posse, há várias opções de postos com gasolina R$0,10 mais barata que em Brasília. Em Guarani, a gasolina é cara, e em Terra Ronca é o olho da cara. Hospedagem No povoado São João há duas pousadas - Estação Lunar (antiga Lua de São Jorge) e Estalagem - e duas áreas de camping anexas a essas pousadas. Além dessas opções de hospedagem, há ainda na estrada que vai de Guarani ao povoado de São João, as seguintes opções de hospedagem: Camping do Ramiro (próximo da caverna Terra Ronca; a 39,5 km de Guarani e 13,7 km de São João), Pousada Alto da Lapa (a 12,1 km de São João), Pousada Terra Ronca (a 11,6 km de São João)e Pousada São Mateus (a 2 km de São João; também tem opção de camping). Ficamos no camping do Peskero, anexo à pousada Estalagem (Site: http://www.terraronca.com.br/). Na verdade, atualmente o camping e a pousada são uma coisa só. O camping fica logo na entrada do povoado São João, como relatadado acima. Foi o que achamos com o melhor preço no período em que fomos, R$15. O camping possui dois banheiros (um com chuveiro quente e outro frio) e uma ampla área onde se pode acampar. Como éramos os únicos no lugar, escolhemos um local muito bom, bem sombreado e à beira do rio, para armar a nossa barraca. O pessoal da pousada/camping foi super atencioso com a gente. Estavam sempre solícitos e dispostos a dar dicas. No restaurante/bar da pousada é permitido usar a cozinha para cozinhar. Por sinal, lá também servem café da manhã e refeições deliciosas, com opção de omelete para os vegetarianos com ovo caipira e verduras da horta (ovolacto). Estrada (distâncias e condição) De Brasília, pegue a saída norte e siga pela BR-020 até Posse; atravesse a cidade e pegue a estrada que leva a Guarani de Goiás (não há placas; é bom perguntar para os moradores); siga até Guarani de Goiás; entre na cidade, atravesse-a e pegue a estrada de chão, que se inicia após uma ponte; depois é só seguir sempre reto para chegar em Terra Ronca. Quando fomos, a estrada de chão não estava na melhor das condições, mas também não estava muito ruim. Fomos em um veículo pequeno Peugeot 207 e conseguimos ir em todas as atrações, enfrentando dificuldades grandes apenas na ida à caverna São Mateus. - Brasília - Guarani de Goiás: aprox. 350 km - Guarani (início da estrada de chão) - entrada do Parque Estadual Terra Ronca (placa): 28,2km - Entrada do Parque - povoado São João: 23,5 km Total de Brasília a Terra Ronca (povoado São João): aprox. 402 km Atrações visitadas - Cavernas: Angélica, São Mateus, Terra Ronca 1 e São Bernardo. Cada uma bem diferente da outra e todas maravilhosas. Faltaram: São Vicente, Bezerra e Terra Ronca II (que é melhor visitar entre abril e julho para ver melhor o fenômeno da entrada de luz na claraboia). - Cachoeira Palmeiras - Outros: rio São Vicente e mirante Roteiro 1º dia) Chegada Chegada no final da tarde após 6h de viagem. Armamos a barraca no camping, jantamos, tomamos uma cervejinha e depois dormimos para aproveitar bem o dia seguinte. 2º dia) Caverna Angélica, rio São Vincente e mirante Saímos às 9h rumo a caverna Angélica. Nos juntamos com um outro grupo grande e assim pagamos R$20,00 por pessoa. Esse é o preço padrão para grupos com 5 ou mais pessoas. O preço da diária guia para grupos menores fica em R$100,00 para qualquer uma dos roteiros que fizemos. Não sabemos se é esse mesmo valor para as cavernas São Vicente e Bezerra, que são mais restritas. A caverna Angélica, assim como todas as outras que fomos, é uma caverna com rio corrente. Entretanto é a única em que os guias não costumam entrar na água. A caverna é de fácil acesso após uma caminhada leve de aproximadamente 10 min e é a de mais fácil locomoção interna. Possui uma ampla entrada e belos espeleotemas (formações geológicas em cavernas) com destaque especial para as suas grandes cortinas. Depois de aproximadamente 2h de caminhada pelo interior da caverna, voltamos em direção ao povoado e demos uma paradinha no rio São Vicente para um banho e depois fomos ao mirante - que fica perto de São João, em frente ao campo de futebol - para ter uma bela vista, mesmo com o tempo nublado, da Serra Geral. Depois almoçamos na casa da Jane, que fica em frente a vendinha/boteco de São João. Comida simplesmente deliciosa e com preços em conta, com direito a docinhos de sobremesa e a um cafezinho, além de toda cortesia da Jane! Direções e distâncias: - São João até bifurcação com placa indicando a Angélica: 21 km; da placa até o estacionamento próximo à caverna: 3,5 km 3º dia) Caverna São Mateus e cachoeira Palmeiras Saímos cedo para a caverna São Mateus, que já foi considerada a maior do Brasil. Depois de andar pela estrada no sentido de Guarani de Goiás e pegar uma entrada à direita bem escondida, percorremos uma estrada de chão com uns trechos um pouco complicados para um carro pequeno e enfim estacionamos o carro. Daí caminhamos por aprox. 25 min até a entrada da caverna. O acesso à caverna é feito por uma descida bem íngreme e por espaços bem estreitos. Dentro da caverna, os guias costumam passar por dentro da água em um trecho para chegar a um local onde é possível ver um "fervedouro" do rio que corre dentro da caverna. Entretanto, é possível fazer o passeio sem ter que passar por dentro da água. A caverna é simplesmente maravilhosa! Várias estalactites e estalagmites lindas e destaque especial para os salões com vários canudinhos. Não é à toa que muitos a consideram a mais bonita do Brasil. Depois de caminhar por umas 3h30 dentro da caverna, saímos dela, voltamos pela trilha e seguimos na estrada de chão no sentido de Guarani de Goiás com destino à cachoeira Palmeiras. O acesso á cachoeira é feito por uma propriedade da família, super acolhedora e humilde, que nos ofereceu um cafezinho e proseou bastante com a gente. Adoramos a hospitalidade! Eles cobram uma pequena taxa de R$3 ou 4 pela visita à cachoeira. É possível ir até lá sem guia. A cachoeira tem duas quedas de água, sendo que na primeira se forma um poço bom para tomar banho. Direções e distâncias: - São João - caverna São Mateus: 14 km - Para a cachoeira: saindo de São João no sentido de Guarani - parada de ônibus: 16,7km; pegar a pista a esquerda e seguir por mais 4 km até a propriedade. 4º dia) Cavernas Terra Ronca 1 e São Bernardo e viagem até Mambaí Acordamos cedo para desmontar a barraca e guardar tudo no carro, pois depois da última caverna, iríamos seguir na estrada até Mambaí. Pagamos um extra de R$30 para o guia poder voltar de moto ao povoado, depois da caverna São Bernardo, e a gente não ter que voltar mais de 20 km para deixá-lo. Tínhamos como opção fazer Terra Ronca 1 e 2 ou então fazer Terra Ronca 1 e São Bernardo no dia. Acabamos optando por esta opção, pois o acesso à Terra Ronca 2 poderia estar ruim com as chuvas, o caminho até o principal salão dela é longo e segundo o guia, no mês em que fomos não é muito legal para ver a entrada de luz no salão da Terra Ronca 2, que cria um cenário bem bonito na caverna. Melhor ir entre abril e julho para ver este espetáculo. Pegamos a estrada e chegamos a caverna Terra Ronca 1, que é a de mais fácil acesso em toda a região. A caverna é grandiosa! A sua entrada tem mais de 90 metros e há espeleotemas gigantescos dentro da caverna. Dá para se guiar por conta própria na caverna, mas recomendamos um guia para auxiliar e até para evitar qualquer problema com servidores da Secretaria de Meio Ambiente estadual, que eventualmente fiscalizam a entrada na caverna e permitem a entrada apenas com guia. Depois de caminhar por aproximadamente 50 min dentro da caverna, chegamos a sua saída. De lá percorremos uma trilha de uns 30-40 min de caminhada até o alto da caverna, de onde se tem uma bela vista da região. Depois de tirar algumas fotos, descemos por um trilha um pouco íngreme (uns 15 min de caminhada) para chegar até próximo do estacionamento. Pegamos o carro e seguimos até a caverna São Bernardo. Caminhamos por uns 15 min até a entrada da caverna. Na caverna, correm dois rios que se encontram em seu interior. Fizemos um percurso de aproximadamente 2h30 no total, passando várias vezes por esses rios. Em alguns pontos, a correnteza é bem forte - no dia em que fomos estava especialmente forte pois choveu bastante - e a água chega à altura da cintura de uma pessoa com 1,80 m de altura. É preciso ter bastante atenção para não tropeçar em pedras e cair no rio. A caverna tem belas formações geológicas com destaque para as pérolas e para as represas de travertinos, especialmente no último salão que visitamos. Depois da caverna, pegamos o carro e seguimos pela estrada até Mambaí, onde chegamos já à noite. p.s: Anualmente nos dias 5 e 6 de agosto, ocorre a tradicional Festa de Bom Jesus da Lapa na Terra Ronca 1. Deve ser bem interessante! Direções e distâncias - São João - caverna Terra Ronca 1: 13 km - Caverna Terra Ronca 1 - São bernardo: 10,2 km - São Bernardo - Mambaí: 175 km Total percorrido no dia: aprox. 198 km Mambaí A pouco mais de 300 km de Brasília, a cidade de Mambaí abriga belas cachoeiras e cavernas ainda pouco conhecidas, além de opções de esportes radicais como tirolesa e rapel. A maior parte dos passeios só pode ser feita com acompanhamento de guia através de agência de turismo local. A cidade é de pequeno porte, porém nos últimos anos vem passando por um vertiginoso crescimento. Possui algumas opções de restaurantes econômicos e lanchonetes simples. Hospedagem Na cidade há duas opções de pousadas - Maredu e Cerrado - e três hotéis - Maris, APM e Savana. Os hotéis estavam custando de R$85 a R$100 no período Ficamos na pousada Maredu por R$70 a diária pro casal. A pousada fica perto do ginásio e é bem simples, com TV, wi-fi fraca e um café da manhã com uma ou duas opções de frutas, suco, café, pão e biscoito de queijo e bolo. Estrada (distâncias e condição) De Brasília, pegue a saída norte e siga pela BR-020 até o trevo com indicação de Mambaí a aproximadamente 260 km de Brasília. Do trevo até Mambaí são pouco mais de 50 km. A estrada quase toda está muito boa. Há apenas alguns pequenos trechos com buracos. Atrações visitadas - Caverna: Lapa do Penhasco - Cachoeiras: Paraíso do Cerrado, do Alemão e do Funil; faltou conhecer a cachoeira Poço Azul - Outras: tirolesa Roteiro 5º dia) Cachoeira Paraíso do Cerrado (ou Véu de Noiva) e cachoeira do Alemão Primeira coisa a se saber: para chegar à cachoeira Paraíso do Cerrado não é necessário estar acompanhado por guia. Não se leve pelo o que o operador da agência de turismo falar! Saia de Mambaí e siga no sentido de Damianópolis, corte a cidade e depois pegue uma estrada de chão à esquerda até a chácara. No caminho há várias placas que indicam o local, sendo assim não é necessário pagar guia. A cachoeira é bem bonita, com águas de um verde meio esmeralda, porém infelizmente fomos em um dia que estava chovendo muito e a água estava bem turva. Além disso, o caminho até a cachoeira, que costuma ser tranquilo (uns 20 min de caminhada), estava bem lamacento. Voltamos à casa dentro da chácara onde se situa a cachoeira para almoçarmos. O almoço estava simplesmente maravilhoso! Simples e delicioso! Além disso, depois do almoço tivemos de cortesia um cafezinho moído e torrado ali na chácara, adoçado com rapadura mesmo e ainda uma aula de fabricação e enovelamento de fio de algodão com os super simpáticos e hospitaleiros donos da chácara, seu Silvano e sua esposa. Deu vontade de ficar ali a tarde toda para continuar conversando e aprendendo com eles! Depois seguimos para a cachoeira do Alemão, que fica dentro de uma propriedade privada com uma casa que pode ser alugada. O acesso para a cachoeira é feita por uma estrada de chão perpendicular à estrada que vai de Mambaí à Bahia. A cachoeira é cercada por mata e é bem bonita! Não estava turva como a Paraíso do Cerrado, pois a sua nascente fica próximo à sua queda d'água. Direções e distâncias - Mambaí - Damianópolis: aprox 15 km; Damianópolis - Paraíso do Cerrado: aprox. 15 km em estrada de chão em estrada razoável - Mambaí - cachoeira do Alemão: 13,7 km 6º dia)Caverna Lapa do Penhasco, tirolesa, cachoeira do Funil e retorno a Brasília Colocamos todas as nossas coisas no carro e saímos para encontrar com o restante do grupo e os guias que iriam fazer os passeios com a gente nesse dia. Primeiramente fomos à caverna Lapa do Penhasco. A caverna fica na mesma propriedade onde é feita a tirolesa. Caminhamos por uns 15 min em uma trilha tranquila, mas um pouco íngreme, até chegar próximo à sua entrada. Neste ponto é necessário passar pelo rio que chega quase à altura do peito. A caverna, apesar de não se comparar com as de Terra Ronca, também é bem interessante principalmente devido a sua dimensão. O caminho dentro dela também é tranquilo, sem grandes dificuldades. Ficamos em seu interior por mais ou menos uma hora e meia. Depois de conhecer a caverna, fomos fazer a tirolesa sobre o cânion. Vale muito a pena! A vista que se tem do cânion, por onde ela passa, é muito bonita! Após a tirolesa, tínhamos a opção de ir fazer um rapel que desce pelo alto de uma caverna em uma claraboia (valor: R$30), mas tivemos que ir direto à cachoeira do Funil porque não queríamos pegar a estrada de volta para casa muito tarde. A cachoeira do Funil fica dentro de uma propriedade privada e deve ser visitada com guia. A trilha até a cachoeira é uma atração à parte. Nela vemos várias rochas exumadas sobrepostas, formando em alguns locais labirintos e formações bem interessantes. Parte do caminho é feito dentro de uma caverna, que depois chega até a cachoeira. Por sinal, que espetáculo da natureza! Uma cachoeira que cai em uma dolina e depois desaparece em uma caverna inferior...tudo isso podendo ser visto da caverna. Espetacular! Depois de conhecer a cachoeira, fomos almoçar no Rancho do Zé. A comida não estava boa e o lugar é completamente dispensável. Após o almoço, infelizmente tivemos que voltar em Mambaí apenas para fazer o pagamento pelos passeios na agência. Custo dos passeios nos dois dias por pessoa: R$100,00 + R$30,00 da tirolesa Pegamos a estrada já com vontade de voltar a Terra Ronca e a Mambaí! Direções e distâncias - Mambaí - Lapa do Penhasco/tirolesa: aprox. 17 km no sentido da BR-020 - Lapa do Penhasco - cachoeira do Funil: 12 km, voltando a Mambaí - Mambaí - Brasília: aprox. 310 km
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    Oláá!! Consegui uma promoção muito boa e então decidi ir pra Chapada dos Veadeiros novamente!! Estou a procura de parcerias para que a gente divida as despesas com aluguel de carro e acima de tudo façamos uma viagem incrível e inesquecível!! Já conheço lá, mas quero ir novamente em todos os lugares que já fui e fazer render muito mais a viagem indo nos tantos outros lugares que faltaram.. Chego dia 22/12 logo cedo e retorno dia 01/01 fim de tarde, se conseguíssemos alinhar as datas seria perfeito, aproveitaríamos muito!! A idéia também é ficar hospedado os dias suficientes para cada região, assim a gente aproveita muito melhor de cada uma e não perde tempo, passando por São João d'Aliança, Alto Paraíso, Cavalcante e o restante dos dias em São Jorge!! A quem interessar, fale comigo para que possamos conversar melhor no whatsapp, deixe seu contato garanto que astral e risadas não vão faltar!! Segue o roteiro que montei, claro que não vai dar pra fazer tuuudo, quem dera, mas dá pra ter uma base e aproveitar intensamente cada lugarzinho mágico da Chapada: ROTEIRO CHAPADA DOS VEADEIROS São João D'Aliança - 3 dias, 22 a 24/12 - Cachoeira do Label (maior da Chapada, saindo do aeroporto) - Cataratas dos Couros + Cachoeira da Muralha + Cachoeira do Papagaio - Bocaina do Farias (lugar incrível) - Cachoeira do Macacão + Cachoeira dos Macaquinhos - Cachoeira do Dragão (mais maravilhosa, vai um dia todo) Alto Paraíso - 2 dias, 25 e 26/12 - Cachoeiras Loquinhas + Cachoeira dos Anjos e Arcanjos - Cachoeira dos Cristais + Cachoeira Água Fria - Cachoeira do Sertão Zen (vai um dia todo, mirante incrível) Cavalcante - 2 dias, 27 e 28/12 - Cachoeira Poço Encantado (passadinha, beira da rodovia) - Cachoeira Ave Maria + Cachoeira Capivara + Cachoeira Santa Bárbara + Cachoeira Candaru - Cachoeiras do Prata (distantes, mas valem a pena) - Fazenda Veredas (Cachoeiras Veredas + Veredinhas + Véu da Noiva + Cobiçada + Toca da Onça + Poço Encantado + Cânion) São Jorge - 4 dias (tudo muito perto), 29/12 a 01/01 - Cachoeira São Bento + Cachoeiras Almécegas I e II - Morro da Baleia + Jardim de Maytrea + Cachoeira da Bailarina - Fazenda Volta da Serra (Cachoeiras Cordovil + Encontro + Rodeador + Poço das Esmeraldas) - Vale da Lua - Mirante da Janela + Cachoeira do Abismo - Cachoeira Morada do Sol + Cachoeira Raizama (pequenas, mas pertinho) - Cachoeira do Segredo (maravilhosa, vai um dia todo) - Águas Termais (perfeito pra relaxar anoitecendo) - Praia das Pedras + Encontro das Águas (distantes, não compensa) Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (São Jorge) - Cachoeira dos Saltos + Cachoeira do Garimpão + Corredeiras + Cachoeira do Carrossel - Cachoeira Carioquinhas + Cânions I e II - Cachoeira das 7 Quedas (travessia, vai um dia todo, fica pra próxima)
  7. 1 ponto
    Galerinha a trip desse FDS foi na atualmente comentada Cachoeira do Label, aberta a pouquíssimo tempo para visitação na Reserva Belatrix A CIDADE - SÃO JOÃO D'ALIANÇA(GO) Então fomos fazer um confere em São João D’Aliança - GO, a população foi estimada em 2017 em 12 643 habitantes. Localizado na Chapada dos Veadeiros, localizada a 152 km de Brasília. Está no caminho de Brasília para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a 105 km da entrada do Parque. A principal via de acesso à cidade é pela BR-020 a partir de Brasília sentido Planaltina ( antes de Formosa no trevo para que divide-se para Formosa e outras localidades, vira-se à direita ( contornando pela rotatória) para esquerda na DF-345 até a fronteira com Goiás, onde a estrada passa a se chamar GO-118 ou BR-010 (Rodovia Belém-Brasília). A estrada é sempre tranquila, o fluxo de caminhões fica bem tranquilo e é só seguir via GPS com uma atenção para a entrada que a frente do ante do segundo posto de gasolina da cidade em uma rua discreta e de terra. HISTÓRICO DO LOCAL O nome Label vem de uma comunidade quilombola que se localizava na região do topo da cachoeira. Ainda existem vestígios da ocupação na área. Segundo o Correio Brasiliense - o local já era vitado por moradores da região desde 1980, a abertura ao público só ocorreu há menos de um mês, em 29 de janeiro: área ganhou trilha, sinalização, restaurante e espaço para camping ( descordei somente do restaurante que na verdade servem almoço o qual você deve, caso queira, encomendar com a senhora que mantém a casa no local) A cachoeira fica na Reserva Bellatrix, uma área Particular do Patrimônio Natural (RPPN) localizada a 26km do município de São João d’Aliança, na região da Chapada dos Veadeiros. A pequena cidade fica a cerca de 150km de Brasília. Apesar de ser visitada por moradores da região desde a década de 1980, a abertura ao público só ocorreu, em 29 de janeiro. A fazenda onde a cachoeira se localiza foi comprada em 2016 e transformada em uma reserva. Nos últimos dois anos, a área ganhou trilha, sinalização, restaurante e espaço para camping, exatamente para atrair turistas. “Protegida pelas matas e grandiosos rochedos da Serra Geral do Paranã, lugar que ainda abriga uma vasta variedade da fauna e flora nativas do Cerrado, essa queda d’água de 187 metros de altura compõe um dos mais belos cenários do Centro-Oeste brasileiro” (fonte: Sítio Amarelo) O percurso total da trilha é de 1800 metros. Logo no início você encontra a primeira piscina. Daí pra frente há outras 4. Ao final dos 900 metros chega-se ao paredão (e que paredão!). Não há foto capaz de ser fiel ao tamanho e imponência da cachoeira. TRETA SOBRE A RESERVA Façam o confere sobre a treta da reserva e conheçam mais sobre a área e o que rolou e apreciem essa foto que ficamos quase 30 minutos esperando os coleguinhas liberarem a passagem: https://www.metropoles.com/brasil/meio-ambiente-brasil/briga-por-terra-veta-acesso-a-maior-cachoeira-da-chapada-dos-veadeiros O ACESSO ATÉ A RESERVA - IMPORTANTE SEJA BOM DE RODA!! Galera as informações que tivemos antes de partirmos era que não é necessário 4x4, realmente carro baixo cumpre a missão, contudo ressalto que tem que ser bom de volante, pois o acesso a partir da BR é por estrada de terra e para quem pretende seguir o GPS utilizando o App do Google Maps tenha cuidado pois por ele marca-se apenas os 14Km iniciais. O acesso também possui muitas subidas PUNKS) e para quem vai em seu 1.0 o carro chora na missão quase pedindo arrrego...rs Atenção se chover algumas curvas são em áreas bem altas então a atenção deve ser redobrada... comparei lá ao nível para quem vai conhecer Santa Barbara ou para quem já fez Ibitipoca porém em um nível acima!!! Por penúltimo tenha cuidado com outros carros pois algumas partes são de curvas fechadas e nem sempre tem como ver ou escutar carros vindo no sentido oposto! Eeeeeee por último cuidado com as pontes deve-se ter por a umas 3 ou 4 ... e clarrooooooooooo uma pequena travessia por um córrego que merece muita ATENÇÃO, tenha experiência nessa hora e envie alguém a frente para verificar a profundidade antes de passar! A TRILHA Ao chegarmos nos deparamos com uma casa simples, dos caseiros que nos receberam muito bem, e nos deram as primeiras informações (valor estava R$20,00 por pessoa e assinamos o termo de de visitação) em seguida partimos. Para os trilheiros que pretendem passar o dia... levem lanche/comida o local é simples e rústico e não possui uma estrutura requintada, não possui venda de água ou outras bebidas...logo recomendo que levem seu conforto. Para tipo 1 o local dispõe de um banheiro na casa para os visitantes. Antes de iniciarmos a trilha fizemos um confere no local super bem cuidado com um árvores frutíferas e plantações mantidas pelos caseiros. No meio do caminho apenas tenham atenção na parte com pedras e com água pois algumas partes ficam escorregadias e podem gerar problemas com crianças, um bom calçado ajuda bastante! A atenção com trombas d'águas também é sempre IMPORTANTÍSSIMO, por isso as informações sobre tempo chuvoso! Os últimos 200metros são mais acidentados porém de longe se pode avistar a quebra imponente do Label, os vários poços possuem identificação ao logo do caminho mas deixaremos para uma próxima visita. Outra atenção começa a partir desse ponto... alguns trechos merecem atenção pois possuem corrimão de cordas e cabos de aço para manter a segurança. Ao final as imagens falam por tudo... Uma importante observação é você levar valores em espécie para facilitar almoço e sua entrada ( também muito IMPORTANTE verificar no posto ou locais sobre o clima ( chuvas recentes etc...). Até a próxima rota! 
  8. 1 ponto
    Ola gente como estão? Estou indo para para esses 3 países, eu saí de Joinville- SC , passei pelo Paraná, cruzei o estado de São Paulo de leste a oeste , passei pelo norte de Mato Grosso do Sul e agora estou no estado do Mato Grosso ..destino a Porto Velho RO, de Rondônia irei pro Acre e lá cruzarei a fronteira com o Peru, subirei ao Equador e enfim chegarei a Colômbia " ESTOU VIAJANDO DE MOTO" hahaha Bom ..estou escrevendo um relato ... depois compartilharei aqui, confesso que é uma grande aventura e é muito legal mas eu acho que seria mais interessante se tivesse alguma pessoa para compartilhar essa aventura...mas geralmente geral tá trabalhando ou não tem tempo... Eu pretendo passar o ano Novo em Medellín ( tem uma amiga minha me esperando lá ) Fora isso , só conheço uma mulher de Cordoba e outras duas de Cundinamarca ( Bogotá ) No Peru e no Equador não conheço absolutamente ninguém..então..não sei como vai ser passar por lá... Kkk Bom .. eh isso ... como disse .. depois irei escrever o relato dessa aventura! Bye bye
  9. 1 ponto
    Se você vai viajar na econômica, não tem nada de diferente na Copa em relação a todas as outras companhias aéreas, tudo igual, não muda praticamente nada. A única diferença da Copa, é que ela usa somente aviões "pequenos", por pequenos não entenda "teco-tecos", mas sim aviões iguais aos que a Gol usa para para voos domésticos no Brasil, e algumas pessoas "torcem o nariz" para isto, pois querem voar em aviões grandes para o exterior... Mas em questão de conforto, viajando na classe econômica, é tudo igual, sempre vai ser apertado e desconfortável, independente do avião ser grande ou pequeno, e da companhia aérea. E a questão da conexão no Panamá, como não há voo direto de Recife para o Canada, você já teria que fazer conexão em algum lugar de qualquer jeito, e só de não ter que encarrar conexão nos aeroportos americanos, com aquelas filas enormes, agentes de imigração mau humorados, procedimentos de segurança meio chatos, e que exigiria que você tirasse visto dos EUA alem do visto do Canada, já é lucro.
  10. 1 ponto
    PARTE 2 – PARAGUAY DIA 5 – VIAGEM FOZ–ASSUNÇÃO Cruzamos a fronteira Foz-CDE logo cedo. Carimbamos passaporte na polícia Paraguaia para dar entrada no país e na polícia brasileira para dar saída do Brasil. Foi tranquilo e sem problemas em ambas. Quando acaba o perímetro urbano da Cidade do Leste tem o primeiro pedágio. Rodovia em condições boas e duplicada por uns 70km, mais uns trechos em obra para duplicação e depois é pista simples sem obras até próximo a Assunção. Paramos numa cidadezinha logo após o fim da pista duplicada para tomar café e conhecemos a famosa Chipa (uma espécie de biscoito fofo mineiro mas com erva doce). A proprietária foi simpática, já dando bons ares para nossa viagem. Seguimos lentamente porque nosso mini carro era fraco e estava muito pesado. Fomos curtindo as mudanças na paisagem pelo interior do país até a capital. O centro do país é uma imensa planície agrícola, com poucos povoados e cidades no caminho. Almoçamos numa churrascaria mediana na metade do caminho. Paisagem pelo interior do Paraguay Fazia bastante calor e à medida que íamos nos aproximando de Assunção esquentava mais ainda. O relevo fica mais acidentado e a vegetação vai adensando. Já quase na região metropolitana tem outro pedágio e as condições da estrada melhoram, com trecho duplicado. O percurso Cidade do Leste-Assunção é feito pelas rodovias nº 7 e nº 2; durou ~ 6:00, com parada para café e almoço. Chegamos em Assunção ~15h de um domingo muito quente. Nossa hospedagem, o Hostel Panambi, é um casarão reformado com 3 quitinetes no centro antigo da cidade e não tinha estacionamento, quase ao lado de um supermercado. Ficamos nele de 12 a 15 de novembro. O anfitrião Marcos e sua companheira nos recebeu muito afetuosamente. Deu todas as dicas possíveis e impossíveis para curtir a cidade e economizar. Colocaram-se prontamente disponíveis pelo WhatsApp 24h. O carro ficou na rua e caminhamos tranquilamente pelo centro, inclusive a noite. Segurança não nos pareceu uma preocupação. Fomos caminhando até a Costanera, um calçadão e avenida que margeia a baía de Assunção, nas margens do rio Paraguay. Estava tomada de pessoas com suas garrafas de tererê, crianças, idosos, jovens, vendedores, bicicleta, skate, carros de som e tudo que se possa imaginar. Uma grande área de lazer democrática que funciona assim todo fim de semana. Muito legal. O pôr-do-sol daqui é o mais lindo da cidade. Experimentamos tererê, gelado e refrescante a R$ 4 (1 térmica de água gelada e 1 cuia com ervas diversas). No caminho conhecemos a Catedral Metropolitana de Nuestra Señora de la Asunción que estava aberta (bastante opulenta dentro), a Plaza de Armas, alguns prédios públicos e vimos que a principal comunidade de Assunção fica logo ali, entre o poder público na Plaza de Armas e a Avenida Costanera. Uma proximidade surpreendente, mas que em nada influi na sensação de segurança local. Segundo o Marcos esta comuna é bem tradicional e antiga. Por mais que tentem retirar os barracos as pessoas retornam porque a maioria trabalha em restaurantes, bares, comércios e casas de família da região central e não querem depender de 2h de transporte público para chegar ao trabalho (Estão errados? Não!). Vimos por ali ação de ongs e do Aldeias Infantis SOS. Domingo na Praça – Crianças da Comuna e Freiras – Plaza de Armas – Assunção - Paraguay Catedral Metropolitana de Nuestra Señora de la Asunción – Assunção - Paraguay Comuna entre a Avenida Costanera e a Plaza de Armas – Assunção – Paraguay Domingo do lazer na Avenida Costanera – Assunção – Paraguay Pôr-do-Sol na Playa de La Costanera – Assunção – Paraguay Lanchamos sanduíches (~ R$20) e cerveja na famosa Av. Palma. Subimos por ela e vimos uma quantidade enorme de baladas, pubs, bares descolados e restaurantes. Compramos cervejas e café num supermercado e seguimos para o merecido descanso e ar condicionado. DIA 6 – ASSUNÇÃO CENTRO Café da manhã no famoso e turístico Lido Bar, na Av. Palma, onde experimentei a Chipa-guazu, uma espécie de torta de milho avinagrada e salgada que não tem nada a ver com a Chipa. Restaurante muito bom mas não é barato. Almoço na zona portuária, em La Chopería del Puerto, com várias cervejas diferentes, decoração bacana e som massa. Comida boa com preço mediano. Dia que circulamos livremente pelo centro da cidade entre prédios e grafites. Como era segunda, alguns prédios estavam fechados para visitação. Lugares que visitamos: Senatur (Tourist Information) na Av. Palma; Plaza Uruguaya e suas livrarias; Estacion Central del Ferrocarril; Universidad Catolica "Nuestra Señora de la Asunción"; Catedral Metropolitana de Nuestra Señora de la Asunción; Centro Cultural de la República el Cabildo; Plaza de Armas; Congreso Nacional; Parque de La Victoria; Palacio de los López; Plaza de los Desaparecido; Biblioteca y Archivo del Congreso Nacional; La Recova mercado de artesanias; Iglesia de la Encarnación; Museo de Arte Sacra; Iglesia San Francisco; Teatro Municipal Ignacio Alberto Pane; Plaza de La Democracia; Dirección Nacional de Correos del Paraguay. Igreja de São Francisco de 1901 – Assunção – Paraguay Grafiti – Assunção – Paraguay Ônibus peculiares, símbolos da cidade – Assunção – Paraguay Existem ônibus convencionais, de concessão pública, com ar condicionado, circulando pela cidade (passagem ~ R$ 3). Mas esses customizados são privados e mais baratos (~ R$ 1,20). Não tem ar condicionado e os motoristas vão correndo, disputando passageiros em cada parada. Cada indumentária do ônibus seria para atrair os clientes..hehe Direção Nacional dos Correios do Paraguai – fundado em 1864 – Assunção – Paraguay (funcionou aqui o primeiro telégrafo da América do Sul) Teatro Municipal Ignacio A. Pane – Assunção – Paraguay (Prédio lindo, do século 18, mas refeito e modernizado; com extensa programação cultural) Estacion Central del Ferrocarril na Plaza Uruguay– Assunção – Paraguay (Dentro funciona um museu mas estava fechado) Parêntese: o Paraguay também sofreu um recente golpe de estado onde retornou ao poder grupos reacionários do Partido Colorado, representantes diretos da ditadura. Durante as manobras para o golpe de estado vários grupos populares foram instrumentalizados para garantir a derrota de qualquer vestígio de continuidade política de Fernando Lugo (supostamente de centro-esquerda, impichado em 2012). Dentre estes grupos o principal foi um similar ao MBL que fez várias coisas, dentre as quais, atos de violência contra minorias, quebra-quebra e um incêndio que destruiu parte do Congresso Nacional. Ainda vimos vestígios dos atos. Câmara de Deputados interditada e parcialmente destruída – Assunção – Paraguay Carro incendiado na Plaza de Armas – Assunção – Paraguay Qualquer semelhança entre a história social e política dos países latino-americanos não é mera coincidência. Tentamos fazer a visita guiada ao Palácio Legislativo mas estávamos com roupa inadequada (não pode entrar de shorts e sandálias). Palácio Legislativo, mantida uma parede do prédio original – Assunção – Paraguay Plaza del Congresso – Monumento ao Marechal Franco Solano Lopez – Assunção – Paraguay (2º presidente da república, comandante das Forças Armadas e chefe supremo durante o genocídio da Guerra do Paraguai) Centro Cultural de La Republica “El Cabildo”, principal museu da cidade – Assunção – Paraguay Este museu merece uma visita calma e duradoura para ajudar a entender a história de formação do povo paraguaio, as imigrações, as duas guerras que o país enfrentou (o genocídio executado por Brasil, Argentina e Uruguai e a Guerra do Chaco contra a Bolívia), a história de uma das repúblicas mais antigas do mundo e como se deu a formação da cidade de Assunção (“el cabildo”). Possui um acervo muito interessante e um cafezinho para descanso. Interior do Museu “El Cabildo” com bela arquitetura – Assunção – Paraguay Povos do Chaco Paraguaio – Museu “El Cabildo” – Assunção – Paraguay Um documento no interior do museu dizia o seguinte: “Depois do desastre demográfico que significou para nosso país a Guerra dos 70 anos (conhecida por nós como Guerra do Paraguai), onde se estima que 65% da população paraguaia de aproximadamente 450.000 pessoas pereceu – maioritariamente por fome e enfermidades – a reconstrução do país desde praticamente do zero enfrentava problemas quase insolúveis. Carente de recursos, com uma produção agrícola arruinada e destruída a produção industrial, uma das soluções encontradas por governos do pós-guerra foi a venda de terras públicas ao melhor comprador gerando problemas subsequentes e atuais com o campesinato pelo interior do país”. Pesado. Palacio de Los López, prédio de 1857, gabinete presidencial e sede do governo – Assunção – Paraguay Pirei nesse grafitti – Assunção – Paraguay Letreiro de Asuncion no fundo do Palacio de Los López, perto da Costanera – Assunção – Paraguay Plaza de Los Desaparecidos (da ditadura) – Assunção – Paraguay Visita guiada à moderna e imponente Biblioteca y Archivo Central del Congreso Nacional inaugurada em 2017 – Assunção – Paraguay La Recova, mercado de artesanatos perto da zona portuária – Assunção – Paraguay Museu Panteón Nacional de los Héroes y Oratorio de la Virgen de Asunción – Assunção – Paraguay (Segue fechado para reforma desde 2015) Uma das várias barracas de mate da Plaza de La Democracia – Assunção – Paraguay Preparação do mate na hora – Plaza de La Democracia – Assunção – Paraguay Grafittis e Pixo – Assunção – Paraguay Na Plaza de La Democracia ficam bancos, grandes empresas, grandes hotéis, prédios antigos e o Panteão Nacional (fechado para reforma). Tem feirinha de rua, parklets e vendedores ambulantes diversos. É movimentada e cheia dia e noite. Tivemos a imensa sorte (sem saber) de ver acontecendo um festival anual de culturas populares, com várias apresentações artísticas, venda de artesanatos e outras manifestações culturais de todo o país, concentradas num evento lindo e organizado na Plaza de La Democracia. Foi emocionante <3. Grupo de Música Indígena do Chaco Paraguaio – Festival de Culturas Populares – Plaza de La Democracia – Assunção – Paraguay 31.mp4 Apresentação de Dança – Festival de Culturas Populares – Plaza de La Democracia – Assunção – Paraguay DIA 7 – ASSUNÇÃO Dia 3 em Assunção. Vimos coisas que ficaram faltando no centro e partimos para visitar outros dois lados da cidade: o Jardim Botânico e o chiquetoso Las Lomas. Café da manhã com croissant no delicioso e bonitinho (mas não barato) Medialunas Calentitas Palma. Super recomendo! Almoço mediano no Restaurante Mingo na Av. Palma. Barato mas não tão bom. Jantar: lanchinho de empanadas e cervejas no Lido Bar. Lugares que visitamos: Museo Casa de La Independencia; Arquivo Nacional; Casa Bicentenária da Literatura “Augusto Roa Bastos” (existem 4 casas bicentenárias temáticas dedicadas às artes – música, artes plásticas, cinema e literatura – mas só visitamos a de literatura); Jardim Botânico; La Recoleta. Museu Casa de La Independencia – Assunção – Paraguay (interior da casa onde foi decretada a independência do país em 1811, com documentos e objetos de época. Excelente visita guiada) Jardim interno do Museu Casa de La Independencia e nossa querida e politizada guia – Assunção – Paraguay O Arquivo Nacional está situado em um prédio histórico; o encontramos por acaso. A visita é gratuita e guiada e o acervo é pequeno, porém, belíssimo. De acordo com o guia; em 1867 as mulheres, voluntariamente, doaram suas joias para financiar a Guerra da Tríplice Aliança. Por causa do gesto, o Presidente de então, ordenou que fosse elaborado um livro que relacionasse todas as doações de forma bonita e que fizesse justiça ao gesto das filhas da nação. O Brasil acabou por levar o livro como saque de guerra para o Rio de Janeiro e só o devolveu em 1975 ao Paraguai, de onde nunca deveria ter saído. Me recordei da nossa guia no Museu Casa de La Independencia contando que, devido à morte de 80% de seus homens em guerra, o Paraguai é um país essencialmente feminino e matriarcal, apesar de ainda machista. Visita guiada ao Arquivo Nacional – Livro de Ouro das Senhoras Paraguaias – Assunção – Paraguay O Museu Casa Bicentenário Augusto Roa Bastos é um casarão histórico restaurado na Plaza Uruguaya que guarda o acervo pessoal e o biográfico do principal escritor paraguaio. Ele teve uma intensa atuação política na história do Paraguai. Lutou a Guerra do Chaco contra Bolívia, se exilou 2x por causa de duas ditaduras e chegou a perder a nacionalidade. É vencedor de prêmios internacionais como o Prêmio Miguel de Cervantes e tem livros traduzidos para mais de 20 idiomas. O casarão do museu é lindo e a visita é gratuita. Museu Casa Bicentenário Augusto Roa Bastos – Assunção – Paraguaya Do centro pegamos um daqueles ônibus ornamentados e seguimos para o Jardim Botânico. O percurso, depois do almoço sem ser horário de pico, demorou 25-30 minutos. O jardim botânico é uma grande área verde numa parte super movimentada da cidade. A portaria principal fica no cruzamento da Av. Primer Presidente com a General Jose Gervasio Artigas. Tem algumas partes com paisagismo e outras com vegetação natural. Tinham umas esculturas metálicas no jardim perto da portaria. De estrutura conta com pista de cooper, área de picnic, um lago, um zoológico, um clube de golpe, casas de pesquisa e museu de história natural chamado Casa Museo Dr. Gaspar Rodriguez de Francia. Vale a visita se quiser dar uma pausa na cidade e descansar. O museu natural não tem grandes coisas. Saímos de lá quase 17h e vimos uma grande quantidade de pessoas chegando para caminhar e correr. Entrada do Jardim Botânico (escrito em Guarany) – Assunção – Paraguay Museu de História Natural – Jardim Botânico – Assunção – Paraguay Jardim Botânico – Assunção – Paraguay Do jardim botânico pegamos ônibus colorido na Av. Santissimo Sacramento e seguimos para a “zona nobre” da cidade. Descemos no Shopping Paseo Carmelitas. A região conta com diversos shoppings, lojas de grife, bares, pubs, casinos e várias pessoas desfilando seus carrões. Um oásis em meio à uma cidade tão simples. Não vi muito o que fazer mas é bom para quem gosta de compras, lojas e baladas (não é o meu gosto pessoal). Demos uma volta por dois centros comerciais, tomamos um cafezinho e compramos chocolates no Paseo Via Allegra. Dali seguimos para o happy hour do Long Bar, um bar bonitão com música muito boa e ambiente bem legal, mas é caro. A noite por aqui deve ser muito animada porque vimos a movimentação dos casinos e bares se iniciando quando fomos embora, por volta de 19-20h. Vale o passeio porque o ônibus cruza diferentes bairros da cidade e você consegue ir percebendo os contrastes tão típicos das grandes cidades latinas. Pegamos ônibus colorido de volta para o centro na Av. España e descemos próximo ao Panteão na Plaza de La Democracia para curtir o resto da noite regada à boa animação, desconcentração e baixo custo do centro hehe Paseo Carmelitas – Zona nobre de Assunção – Paraguay Por falta de tempo não visitamos algumas atrações do centro (outras casas bicentenárias dedicadas às artes; Museu Nacional de Belas Artes; Museu Judio do Paraguay; Parroquia Santuario María Auxiliadora; Centro Cultural de España Juan de Salazar; Mercado Municipal Nro. 1; Museo Etnográfico Andrés Barbero; Centro Cultural Manzana de la Rivera e muitos outros) por isso gostaria de ter ficado mais um dia. CONTINUA...
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    Dia 6 – 11/09 - La Paz Sobrevivemos a noite anterior? Sobrevivemos! E ainda consegui acordar mais cedo e tomar um banho antes de sair😅. O passeio para Tiwanaku sairia as 8h da manhã e eles me buscariam no hostel mesmo. Fiquei um tempo na recepção e logo depois meu guia apareceu, ainda buscamos outras pessoas no caminho e depois seguimos para lá. Eu queria muito conhecer Tiwanaku, pois gosto de estudar sobre civilizações antigas, mistérios e coisas desse tipo. Tiwanaku fica aproximadamente uns 70 km de La paz, mais ou menos 1h e meia de microbus. Paguei 180 bolivianos pelo passeio, no qual estavam inclusos a entrada no sítio e museus e também o guia e o transporte. Infelizmente o lugar tem alguns problemas de conservação, devido a falta de investimento, mas mesmo assim conseguimos ver muitas coisas interessantes e aprender um pouco mais sobre essa civilização. Andamos, tiramos fotos e no final tivemos um almoço num restaurante próximo. O almoço tinha buffet livre de saladas e guarnições e era possível escolher o tipo de carne. Eu escolhi carne de llama (tadinha, mas é uma delícia). Depois disso chegamos em La Paz por volta das 16h. Porta do Sol - O monumento mais famoso de Tiwanaku Monolitos de Tiwanaku - as duas cores presentes simbolizam o lado positivo e negativo. Yin e Yang Templo de Kalasasaya - Tiwanaku Em La Paz, nos deixaram na Plaza São Francisco, aproveitei pra trocar mais uma grana, por motivos de Paceña rs, brincadeira.. Tinha que pagar o check-out já no outro dia de manhã e reservar uma parte para Copabana. Arrumei minha mochila e como uma boa moça ainda fui pra festcheeeenha no bar.
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    @Fdavalos.md quanto tempo leva fazendo dessa forma? Pensei em ir de Ollantaytambo porque vou fazer o passeio do Valle Sagrado nesse dia. Sei que as pessoas que terminam esse passeio por lá, geralmente pegam o trem. Se eu completar o passeio e voltar a Cusco, consigo ir no mesmo dia ainda? As vans e trens circulam até tarde?
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    DIA 9 - 12/06/2017 – SEGUNDA FEIRA Não lembro a hora que acordei, nem a hora que sai do hostel, só sei que foi meio tarde e que eu tomei um copo de leite com café e parti rumo a National Gallery. Como já disse, visitei ela meio por cima no meu segundo dia em Londres, mas como minha câmera ficou sem bateria, eu decidi que voltaria novamente. Fui direto pra lá, e dessa vez fiz a visita certinho. Passei no balcão de informações, peguei o mapa (£ 1) e iniciei minha visita. A entrada é gratuita. Que lugar incrível! Esse foi meu museu preferido... não entendo quase nada de arte, mas não deixo de apreciar por esse motivo. Fico perdida no meio daquelas pinturas lindas, tanto dos “quase-anônimos” quanto dos grandes mestres. As pinturas são maravilhosas. O prédio em si é lindo de viver. Vale muito muito muito a pena visitar. Eu quase me dou ao luxo de dizer que passei por todas as salas (exceto as de exibições temporárias), e não devo ter ficado mais de 2h30 lá dentro, então mesmo se estiver com pouco tempo, ou não seja tãaao interessado em arte, dá pra perder uma meia hora por lá pra ver, pelo menos, os clássicos Quando sai de lá estava com fome, então procurei qual Shake Shack ficava mais próximo, porque né, quando você acha algo que gosta no meio de um mar de coisas que não gosta... O mais fácil de chegar era o que ficava no Soho, então peguei o metrô ali em Charing Cross (na frente do museu) e desci na estação de Piccadilly Circus, terminei de chegar a pé. Lá eles têm um segundo andar, onde só tem mesas, então fiz meu pedido, peguei meu lanche e sentei numa mesinha na janela. Quando olhei pro lado nem acreditei no que vi... M&M’s World! Já sabia meu destino depois que terminasse de comer haha Geeeente, que loja mais incrível! Você nem precisa gostar de M&M pra ir naquela loja... Se não me engano tinha um andar pra cima, num mezanino, o térreo, na altura da rua, e dois andares pra baixo. A loja é imensa, tem de tudo o que você imaginar relacionado a M&M e todas as cores do doce que você quiser, seja de chocolate ou de amendoim. Não ia comprar nada, porque tudo é bem caro e eu tinha comprado um pacote grande de M&M no mercado no outro dia por tipo £ 1.50. Maaaas, é claro que eu vi a caneca mais linda da face da Terra e ela necessitava ser minha, dai ferrou. Custou um pedaço do fígado, mas valeu cada centavo ❤️ £ 12.95 essa belezura (e, depois que fiz as contas, não achei tão cara, primeiro porque ela é enorme, segundo, vai tentar comprar uma dessas aqui pra ver se paga menos de 50, 60 reais... então achei que foi um gasto ok!). Também tinha que levar um pouco de M&M da própria loja né, então peguei um copo, que tinha preço fixo de £ 6.95 e você enchia com o quanto quisesse – se a tampa dele fechasse, tava valendo! Tinham também saquinhos, que daí eram cobrados por peso, não lembro quanto era, mas não era pouca coisa, e a maioria das pessoas tavam pegando com ele. Eu acho que elas pensaram que era £ 6.95 só o copo, e mais o peso dos doces depois – mas era £ 6.95 o copo cheio! Tinham umas mantas muuuuuuuuuuuuuuuuito fofas. As mantas mais macias que já senti na minha vida. Mas eram mais de £ 30 cada uma Quando passei no caixa me ofereceram uma mantinha mais sem vergonha por £ 3.00 hahaha Peguei né, por £ 3! Hoje ela fica no canto do sofá em casa... é nossa manta do cochilo haha Sai de lá que nem uma doida, porque meu horário no Sky Garden era 16h15 e nisso já eram 15h50. A estação de metrô mais próxima de onde eu estava era Covent Garden, e segui pra lá na correria. Queria ter parado na Lego Store – fica em frente ao M&M’s World – mas não deu tempo Mas acredito que Deus sabe o que faz hahaha não teria dado certo minha pessoa numa loja de lego, ia querer trazer um jogo para cada um dos meus priminhos, e eu tenho MUITOS priminhos! Haha (MENTIRA, ia querer trazer pra mim mesmo!!!) Me confundi no metrô, e, ao invés de pegar o metrô que ia para a estação Monument – que é do lado do Sky Garden – desci em Bank, que também é próxima, mas não tanto. Eu cheguei na estação de Bank já eram 16h15. Tive que parar até meu celular voltar a ter sinal pra olhar no mapa e não seguir na direção errada novamente. Quando ele voltou, consegui chegar com facilidade no prédio. O esquema de segurança pra visitar o Sky Garden foi o mais cheio dos paranauê que eu vi na viagem toda. Quase tão rígida quanto as dos aeroportos. Detector de metais, máquinas de scanner e raio-x – pra você e seus pertences. Cheguei um pouco atrasada mas ninguém nem falou nada, porque como, em tese, você tem uma hora lá dentro com o seu ingresso, chegando dentro desse espaço não vejo porque não te deixariam entrar. Lá em cima ninguém fica conferindo ingresso também não. Talvez no pico do verão se lotar demais aconteça, mas nesse dia fiquei até a hora que quis e ninguém falou nada. O Sky Garden é reservado pela internet, no site próprio deles, e as datas abrem geralmente com um mês de antecedência. É gratuito, e, posso falar? Achei que valeu muito mais a pena do que se eu tivesse pagado as absurdas quase £40 que custa pra subir no Shard, porque esse prédio do Sky Garden fica EM FRENTE ao Shard, então além de tudo, você tem ele na vista! Tem um bar, ou talvez sejam dois, lá em cima. Fiquei com a dúvida: se você fizer uma reserva pro bar, você consegue subir mesmo sem ingresso? Ou o bar só está lá pra quem está fazendo o passeio? Enfim. Também tem um restaurante, mas esse fica meio que pairando em cima do jardim, achei estranho haha Estava me sentindo cosmopolita, então pedi um drinque. Mentira, era limonada - £ 3.50 haha Me sentei em uma das mesinhas que ficam bem de frente com o mirante. Que vista, que lugar, que beleza! Fiquei lá um tempãaao mesmo... por um momento pensei até em esperar o pôr do sol, mas estávamos numa época do ano em que isso acontecia muito tarde, então acabei indo embora umas 19h. Sai de lá e fui andando até a estação de metrô Monument, que foi nomeada em referência ao Monumento ao Grande Incêndio de Londres, de 1666. O construíram no marco zero, onde na época ficava a padaria que iniciou o fogo. Pra quem gosta, a BBC fez uma série contando a história, se chama The Great Fire. Durante o dia o monumento funciona como um mirante, não sei quanto custa, mas parece que tem um elevador que vai até o topo. Quando sai de lá fiz a pior burrada de toda a viagem. Mas assim, A PIOR BURRADA. Metade da família tinha pedido coisas, e eu ia deixar pra comprar no último dia em Londres por motivo de: não ter que carregar mala e não acabar usando meu dinheiro de emergência antes do fim da viagem. Acabou que eu tive uma margem maior pra gastos supérfluos, então decidi passar na Primark comprar algumas coisas antes de ir pra Escócia (até porque eu realmente precisava de um casaco a prova de vento, minha parka era quentinha, mas como lá ventava muito e ela era de lã, não tava resolvendo muita coisa pra ventania). Então lá fui eu. Não vou dar detalhes das minhas compras (pra quem quiser saber mais sobre preços e variedades manda uma mensagem privada que eu respondo, mas aqui não acho que seja necessário), o que importa é que: comprei bastante coisa e também comprei uma mala G daquelas duras, de quatro rodinhas, pra carregar as compras. Meu gasto total na Primark nesse dia foi £ 211.00. Sim, comprei coisa pra caraleo. Só no caminho da loja até o hostel, passando por duas estações de metrô e algumas escadarias... ó, o arrependimento chegou tão rápido! Mas a caca já estava feita, não ia voltar na loja e devolver tudo agora (até porque sai da loja quase na hora de fechar, as 22h). Enfim. Cheguei no hostel as 22h20 mais ou menos, e as luzes do meu quarto já estavam apagadas, sendo que eu ainda precisava rearrumar minhas malas pra ir embora no dia seguinte pra Edimburgo. Ah é, não comentei ainda das minhas colegas de quarto: 90% eram orientais. Não sei se é uma coisa cultural, mas elas iam dormir super cedo e já iam apagando as luzes do quarto Em todos os outros dias eu fazia minhas coisas no escuro mesmo, mas nesse dia me recusei. Pelamor né, nem era tão tarde assim, e todas as outras garotas não japonesas/coreanas/chinesas estavam andando pelo quarto fazendo coisas ainda. Acendi a luz mesmo. Falei “sorry, but I have to pack, I’m leaving in the morning” e acendi mesmo. Tentei não fazer muito barulho e fazer o mais rápido que deu. Em meia hora arrumei tudo dentro das duas malas – só deixei minha roupa que ia usar na manhã seguinte pra fora. Meu trem para York sairia no outro dia as 09:30. Eu iria passar o dia por lá e seguir para Edimburgo no fim da tarde. Ó... se apenas eu soubesse o que me aguardava! hahaha GASTOS Alimentação £ 12.95 (Shake Shack) Souvenirs!
  14. 1 ponto
    DIA 8 – 11/06/2017 – DOMINGO Nesse dia meu plano era visitar a cidade de Cambridge. Meu trem sairia as 09:00, então pra não correr o risco de perder, acordei as 07h, só me arrumei e já segui para a estação de trem. Esse trem sairia da estação de Liverpool Street, que é um pouquinho mais longe, então o metrô até lá levaria mais tempo. Uma coisa que ninguém quase nunca fala nesses relatos é: como viajar cansa! Gente, sério, pelo menos em Londres que é uma cidade plana e que passa a impressão de que tudo fica perto, você acaba andando muito mais do que sequer imagina ser capaz! E como anda olhando pros lados e tirando fotos e observando a arquitetura e a paisagem, você nem percebe o quanto tá andando... até a hora que para e senta e suas pernas quase desmontam! Eu estava sem preparamento físico nenhum pra essa viagem, saí de uma vida totalmente sedentária para caminhar quilômetros e quilômetros por dia. Meu corpo aguentou, mas gente, a canseira era grande de vez em quando viu... por mais lindo que tudo é, tem horas que dá vontade de chamar um táxi e ficar bem aconchegado no banquinho enquanto ele te leva pra algum lugar haha Mas enfim, cheguei na estação, a passagem dessa viagem já tinha vindo no meu e-mail, então não precisava trocar nas máquinas. Cheguei um pouco mais cedo, então aguardei aparecer no telão de qual plataforma meu trem sairia e segui pra lá assim que foi anunciado. Nesse trem para Cambridge não haviam reservas de assentos, então só procurei por um que fosse virado para a direção da viagem e me ajeitei (os trens tem bancos virados pra ambos os lados porque eles viajam pra ambos os lados – coisa que eu não sabia porque hey, nunca andei de trem na vida, mas sim, eles não precisam “dar a volta”, e como me dá náusea andar de costas pra direção da viagem, tive a preocupação de sempre quando possível reservar assentos virados pra direção que o trem estivesse indo - que não necessariamente era pra “frente”). Não sei o que estava acontecendo naquele dia, mas era um domingo no final do semestre e o trem estava basicamente ocupado por pessoas orientais com roupas sociais (tipo aqueles uniformes de escolas particulares onde os adolescentes usam terno e gravata pra aula?). Não sei se era alguma visita de alguma escola chinesa, japonesa ou coreana para a universidade, mas eles estavam conversando em uma dessas línguas entre si. Achei tão primeiro mundo isso haha Fiquei ouvindo música no meu lugar até chegar lá, de Londres a Cambridge o trem levou cerca de uma hora. Havia dado uma olhada no mapa da cidade antes da viagem e sabia que a estação de trem ficava um pouco afastado do centro de Cambridge, onde ficam as universidades e as capelas. Como eu não havia tomado café da manhã e estava com um pouco de fome (eram umas 10h), parei em um Café Nero logo em frente da estação e pedi uma limonada suíça, um croissant de manteiga e um de chocolate, deu £ 6.50+-. Tava maravilhoso! Esses croissant do Nero são divinos e eu comi várias outras vezes. Sentei em um dos banquinhos do lado de fora pra comer e depois segui em direção ao centro. Esse foi um dos momentos em que eu queria pedir um táxi e só ficar sentadinha enquanto ele me levava até lá. O caminho até lá não tem nada de especial, é só uma rua/avenida normal, e, junta o cansaço das pernas, a vontade de ter ficado dormindo mais um pouco, a falta de coisas lindas nesse trecho em particular... nossa, deu um desânimo haha Por isso que falo, viajar sozinho é maravilhoso, mas nesse momento em particular, se tivesse tido alguém junto pra ir conversando, parece que teria chegado mais rápido. Mas enfim, pequeno momento depressivo superado haha fui chegando mais perto do centro e começaram as construções mais antigas e bonitonas. Chegando na Market Square, percebi que havia uma feira acontecendo, como era domingo de manhã imagino que seja a feira recorrente da cidade e não algo que estava acontecendo por uma ocasião especial, ou algo do tipo. Haviam barracas de comidas, souvenirs, roupas, bordados, bijuteria, prata celta (ou é o que eles dizem haha), livros, discos, enfim, de tudo! Passei também por algumas das lojas que estavam abertas na rua da praça, e entrei pela primeira vez numa papelaria inglesa. Gente, só quem me conhece pra entender minha obsessão com artigos de papelaria hahahaha Quando entrei naquela WHSmith meu coração bateu mais rápido ❤️ Que lindo lá dentro! Só quem tem esse amor por papel me entende nessas horas hahaha Comprei um caderno de tamanho médio com três divisórias por £ 3.90 e um estojo com 20 canetas da Stabilo por £ 7.99 numa promoção *--* Sai de lá e fui em direção a King’s College. Por orientação da Adriana, daqui do Mochileiros mesmo, pesquisei antes quais College’s estariam abertas a visitação, porque em época de provas elas fecham para os turistas. Acabou que todas que me interessavam estavam fechadas haha Assim que você entra na King’s Parade já existem dezenas de estudantes oferecendo o passeio de Punting, então caso não tenha pesquisado ou reservado anteriormente, pode comprar lá na hora. Eu já havia reservado o meu pelo site do Visit Cambridge porque saia a £ 15, enquanto os passeios lá na hora geralmente saem a £ 20 ou £ 25, dependendo da temporada e da disponibilidade naquele dia. Eu tinha anotado alguns lugares para visitar, lugares que pelas minhas pesquisas estariam abertos, a Great St. Mary’s Church, King’s College Chapel, The Round Church e o Museu Fitzwillian. Li que o que vale muito a pena na Great St. Mary’s é a vista, mas que a igreja em si não é imperdível, então como não estava a fim de subir muitos degraus, acabei não visitando, só passei na frente. Para visitar a capela da King’s College é necessário comprar o ingresso, £ 9, ele é vendido tanto na loja da universidade, na King’s Parade, quanto na entrada da capela em si, que é por trás, meio escondida. Por eu ser a louca da pesquisa, me surpreendeu como eu havia ignorado a Capela de King’s College durante todo o planejamento dessa viagem... eu realmente não sabia nada dela! Aliás, mentira, eu sabia que a King’s College havia sido fundada pelo Rei Henry VI. Mas só. E, gente, como ela é linda! Eu não fazia ideia. Nessa hora a bateria da minha câmera estava acabando, o que me deixou muito puta porque ela parecia estar escolhendo os dias mais legais pra me deixar na mão. A capela é tão enorme e comprida que você fica até meio perdido de pra onde olhar. Tirar fotos lá dentro então é um pesadelo, porque você quer pegar o chão, as paredes, os vitrais e o teto tudo na mesma foto hahahaha Ela é linda, e dentro dela também existem aquelas pequenas capelas individuais, todas muito bonitas! Existe um pequeno passeio dentro da capela também, você entra por uma porta lateral e tem uns painéis e alguns objetos em exposição, tudo relacionado a fundação e construção da Capela. Fiquei um tempo sentada lá, só olhando tudo e tirando fotos. A bateria da câmera acabou aí. Quando sai de lá eram perto das 14h, decidi já ir a caminho do passeio de Punting – não sabia quanto tempo levava o passeio, imaginei que cerca de 30 minutos (foram 40~45 minutos) – então abri o aplicativo de mapas do meu celular e joguei o nome da empresa pra ver onde ficava exatamente. Assim como a maioria das empresas que fazem Punting, as barracas ficam na beira do Rio Cam. A que eu havia reservado, naturalmente, era a mais afastada no mapa haha Segui pra lá olhando sempre no mapa, não podia me dar ao luxo de me perder em Cambridge, afinal, não tinha tanto tempo assim na cidade. No meio do caminho, ao virar uma esquina, dei de cara com a igreja redonda! Nem acreditei na minha sorte, porque achei que não ia dar tempo de visitar ela. Achei ela pequena e charmosa de fora, e, assim que entrei, um senhor sentado numa mesinha já me recepcionou muito bem. Não lembro com exatidão quanto custou o ingresso, mas foi algo na faixa de £ 3.50~£ 4.50, e ele ainda me perguntou se eu era estudante no Brasil, porque se fosse o caso, eu teria direito a desconto no valor da entrada. Pensei comigo mesma pela milésima vez “que diferença!”, por aqui ninguém não só não oferece, como nem sequer se importa em te lembrar que você pode ter direito a um desconto ou meia-entrada. A igreja por dentro também é bem pequena e pra muita gente talvez não chegue a interessar, mas eu achei muito fofa, e adorei como eles se esforçaram pra tornar aquele ambiente um pouco mais do que ele é, dar um apelo a mais. Ela é uma das únicas igrejas redondas que remanescem na Inglaterra, sobreviventes do tempo, e anteriores as construções das igrejas em formato de cruz. Existem vários painéis que fazem o círculo da construção original contando sobre a fundação e construção da cidade de Cambridge desde os celtas. Também há exibição de um documentário, que agora não lembro o tema exato, mas era relacionado a cidade, em um lado da igreja. Em um dos painéis informava que existia tour guiado em certos horários, pelo que vi tinha um terminando no momento que cheguei, mas não é extremamente necessário para a construção - deve ser interessante para saber mais sobre a cidade. Como eu tentei realmente ler todos os painéis, devo ter levado uns 30~40 minutos por lá, mas a visita em si dá pra fazer em 10 minutos. Quando sai de lá já eram mais de 15h. Finalmente fui em direção ao Rio Cam e a Margareth’s Punting Company. Quando encontrei o point deles perto do rio, só entreguei meu e-mail com a confirmação da compra e ela já me encaixou no próximo passeio, que sairia as 16h. Aqui foi uma das maiores raivas da minha câmera na viagem! Ela me largou em momentos de necessidade duas vezes importantes, aqui foi uma delas. Só consegui tirar fotos e filmar o passeio com meu celular, que então começou a anunciar que estava de saco cheio, digo, armazenamento cheio! O passeio é lindo. Incrível. Foi uma das melhores experiências de toda a viagem. Meus companheiros de viagem foram um grupo de amigos da Colômbia e uma família chinesa que mora na Inglaterra. A filha do casal chinês era uma graça, ela que manteve o nosso guia/motorista sempre falando e ocupado. Que passeio mais gostoso! Ele vai realmente contando histórias sobre a arquitetura dos prédios, a vida universitária, a própria história das universidades... é demais Passeio que eu mais recomendo da viagem toda! Na ida a Cambridge poderia não ter acontecido mais nada, que só de fazer esse passeio já teria valido a pena! Por ser domingo, achei que a cidade não estaria tão cheia... como estava enganada! Ela estava lotada de turistas! E mais de uma vez ouvi o “brasileiro” sendo falado nas ruas. Quando terminou o passeio de Punting eram quase 17h, meu trem sairia as 17h29, então comecei a caminhar de volta pra Market’s Square e de lá para a estação de trem. No meu ritmo – e nessa hora eu já estava bem cansada – eu levaria uns 20 minutos da praça central até a estação, e da estação de Punting até a praça central mais uns 10 minutos, então decidi que não ia tentar correr pra pegar o trem não... se perdesse, perdeu, em seguida teria outro de qualquer forma. Realmente não corri, fui andando tranquila, parei pra comprar um sorvete (que por sinal era vendido em barraquinhas em cada esquina da cidade), duas bolas saíram £ 4.00+-. Quando cheguei na estação era 17:36. Comprei uma nova passagem de volta pra Londres, +-£ 17, e segui meu caminho feliz da vida. Além do café da manhã e do sorvete, não havia comido mais nada durante o dia, e estava com uma ânsia por comida de verdade... que vou te contar! Estava com vontade de experimentar comida indiana já fazia algum tempo, então decidi que hoje seria o dia. Meu gasto com alimentação estava bem abaixo do esperado então ia me dar ao luxo de comer num restaurante de verdade. Assim que cheguei no hostel troquei meu tênis por uma sapatilha, troquei minha parka gigante por um casaco preto menos esportivo e joguei no google “best indian restaurants in London”. Várias opções apareceram, dentre essas eu vi quais eram mais acessíveis no TripAdvisor e acabei me decidindo pelo Massala Zone. Vi que o restaurante fechava aos domingos as 22h, como ainda eram 20h imaginei que daria tempo, e lá me fui. Depois descobri que havia mais de um Massala Zone em Londres – eu fui no que fica próximo a Carnaby Street. Decidi que iria de ônibus, porque uma das linhas que passava na Finchley Road (rua debaixo do hostel) ia direto para Oxford Circus, e de lá seria fácil terminar de chegar a pé até o restaurante. Foi o que fiz. Fora do horário de pico os ônibus são rapidinhos pra chegar onde precisam. Aaah, detalhe! A bateria do meu celular havia acabado em Cambridge, por causa das fotos e vídeos do passeio de Punting, então eu sai do hostel só com a minha câmera (cuja bateria eu carreguei durante a viagem de trem – vários trens tem entradas de usb e energia então dá pra aproveitar pra carregar os eletrônicos enquanto viaja!). Cheguei no ponto onde ia descer e peguei o mapa, onde já tinha marcado a localização do restaurante e só segui reto, certa do que eu estava fazendo. Pensei que tinha alguma coisa estranha porque tudo parecia muito residencial, mas ok, era uma região da cidade que eu não havia explorado ainda então vamos lá. Ok. Depois de andar por uns 15 minutos e chegar exatamente onde meu mapa estava riscado, percebi que alguma coisa estava definitivamente errada. Parei numa esquina, olhei pra todos os lados, e fui na direção da rua que parecia ter mais movimento de carros. Quando cheguei lá tentei reconhecer os prédios, as placas com os nomes das ruas, qualquer coisa! Nada. Finalmente, quando passei na frente de um prédio bem bonito, cheio de carros na frente (acho que era uma casa do governo ou algum baile muito chique, pela pompa do lugar), vi uma fileira de carros pretos parados. Táxis! Terminei de caminhar só até a próxima esquina, continuei sem reconhecer nada. Desisti. Voltei até a fileira de táxis e andei pela primeira vez num black cab. Ele me levou até a porta do restaurante, não lembro quando custou a corrida, mas foi cerca de £ 7. Descobri então o meu erro. Eu havia feito o caminho certinho, na direção errada hahaha Quando cheguei no restaurante nem sei que horas eram, mas já devia passar das 21h. O restaurante não estava lotado, então assim que dei meu nome, já me sentaram numa mesa para duas pessoas, ao lado das janelas. Nunca tinha comido comida indiana na vida, então estava ansiosa para provar. Quando recebi o menu tive minha primeira decepção: eles não tinham Chicken Tikka Massala. Enquanto pesquisava sobre restaurantes e assistia vídeos de viagem no youtube, encontrei várias referências a esse prato indiano, que era dito ser um pouco mais suave, e uma boa escolha pra quem está experimentando pela primeira vez e quer pegar leve na pimenta. O segundo prato que tinha ouvido falar era o Butter Chicken. Como não quis ser muito aventureira – até porque sou alérgica a bastante coisa – decidi ir por ele mesmo. Existia a opção de pegar o prato com um acompanhamento “puro”, ou ele num combo com vários outros acompanhamentos. Escolhi a segunda opção. Para beber pedi um suco de laranja (não bebo álcool). Assim que experimentei já senti a pimenta... gente, o negócio é forte mesmo! Haha Enquanto comia, pedi um copo de água da torneira pro garçom, pra ajudar a amainar a pimenta. Ele me trouxe logo uma jarra haha Também acabei pedindo outro suco. Ao fim, a conta, com gorjeta, deu £ 25.03 . Não dei conta de comer tudo, e o pior é que nem foi pela pimenta, porque era só tomar água que ajudava. Meu problema foi o curry. Tudo que veio no prato parecia ter curry e o sabor começou a me deixar de estômago embrulhado. O frango era saboroso, e tudo era bem temperado. Mas em tudo tinha curry. Valeu a pena por ser uma experiência gastronômica nova, e o restaurante é super bem avaliado e todo mundo que estava lá parecia estar adorando tudo! Então, pra quem gosta, eu recomendo o restaurante sim, porque a comida estava boa (dentro do que eu consegui comer haha), o serviço foi ótimo e o ambiente também era bem gostoso, mais familiar, não tão baladeiro ou exclusivo. Gostei muito e me senti super a vontade, mesmo estando sozinha! Finalmente quando sai do restaurante já era quase 23h. Fiquei com dó dos funcionários, porque nas mesas ao meu redor as pessoas ainda estavam comendo e conversando animadas, sem a menor cara de que iriam embora tão cedo. Quando cheguei no hostel estava realmente acabada. Tomei um belo de um banho, me enfiei debaixo das cobertas na cama e fiquei assistindo Gilmore Girls na Netflix até quase uma da manhã hahaha Não tinha nada planejado pro dia seguinte, exceto a visita ao Sky Garden no fim da tarde e planejava acordar na hora que Deus quisesse, sem despertador nem nada disturbando meu soninho. GASTOS: Alimentação £ 35.53 (Café Nero + Sorvete + Massala Zone) Atrações £ 28.50 (Kings College Chapel + passeio de Punting + Round Church) Transporte £ 37.00 (passagem de trem + passagem do trem que eu perdi + taxi) Souvenirs!
  15. 1 ponto
    DIA 7 – 10/06/2017 – SÁBADO Bom, nesse ponto vocês devem estar pensando “a viagem dela foi tranquila o suficiente, nenhum grande perrengue ou grande aventura aconteceu, que bom que deu tudo certo”. Oh dear, oh dear, oh dear. Hoje começam uma série de eventos dos quais eu chamo carinhosamente de “o trem me perdeu” HAHAHAHAHAHA Meu dia começou ok o suficiente. Meu trem saindo de Paddington para Bath estava marcado para as 08:30, então acordei as 07h, me arrumei, arrumei minha mochila com as coisas que ia precisar no dia (câmera, meu GorillaPod, um pacote de Pringles, garrafa de água e chocolate) e parti rumo à estação lá pelas 07:50. Comprei a passagem pelo site da Trainline, e paguei £ 29.00 pela ida e volta. Não havia recolhido meus tickets nas máquinas ainda, por motivos de: esqueci (e também não havia passado por nenhuma estação de trem, exceto o dia do Harry Potter, que foi daquele jeito). Meu caminho no metrô seria Swiss Cottage-Baker Street e Baker Street-Paddington. Não me perguntem o que deu errado, porque eu não sei. A estação de Baker Street é enorme, então dentro dela eu realmente andei bastante, mas mesmo assim não explica o que aconteceu haha Cheguei na estação de metrô de Paddington, subi até a estação de trem, e, novamente, me assustei com o tamanho do lugar, mas, como já estava em cima da hora e eu já havia meio que aprendido como funcionavam as estações, fui direto nas máquinas para retirar meu ticket. Tive que aguardar na fila até liberar uma máquina, mas daí foi rapidinho, é só digitar o código que vem no e-mail e inserir seu cartão de crédito que ele já libera as passagens. Peguei elas, eram 08:26. Eu nem pensei que perderia o trem, porque dá pra correr pra qualquer lugar lá dentro nesse tempo. Então voltei pra frente dos telões, encontrei o trem que ia pra Bath – que por sinal já era o próximo a partir – e então, onde deveria estar escrito “Bath – 08:30 – Plataform X (número da plataforma)” estava escrito “Bath – 08:30 – Plataform – (sem número nenhum)”. Quando ainda não foi anunciada em qual plataforma algum trem vai embarcar, ela fica desse jeito, só aparecendo o destino final e o horário que vai partir, mas a partir do momento em que a plataforma é anunciada, geralmente uns 15~20 minutos antes do horário de partida, o número da plataforma aparece. No meu caso, é claro, não apareceu. Eu fiquei tão “WTF?” que demorei a perguntar pra algum guarda, ele também foi olhar na plataforma – como se eu não tivesse acabado de fazer isso - e quando viu que estava daquele jeito, e foi perguntar pelo rádio, já tinha dado 08:30 e não dava mais tempo de pegar. Engraçado que em todas as estações que eu passei, se eu perguntasse de onde o trem de tal horário para tal lugar estivesse partindo, o funcionário sempre tinha na ponta da língua, exceto o bendito para quem eu perguntei nesse dia. Mas decidi que isso não arruinaria meu dia, voltei, como o cão arrependido, pras máquinas de tickets de novo e fui ver quanto sairia uma passagem só de ida pra Bath naquele momento. Estava £ 32.90, então comprei. É aquela coisa, se eu estivesse no Brasil ou se isso tivesse acontecido mais pro fim da viagem, quando eu estivesse me sentindo mais confiante com esse negócio de andar de trem, eu provavelmente teria ido até a administração brigar e pedir pelo ticket de graça, porque a falha foi deles, mas eu fiquei tão surpresa com o que aconteceu que nem pensei nisso na hora. Estava mais preocupada em pegar o próximo trem pra não acabar perdendo meu dia em Bath. Minha nova passagem era pro trem que sairia as 09h, então aguardei pouco tempo até ser anunciada a plataforma, e já segui pra lá. ESSE EU NÃO PERDERIA! A viagem foi super tranquila, esse trem não era direto, mas só tinha duas paradas logo saindo de Londres, depois era direto até Bath. O caminho é bem bonito, embora o trem passe bem rápido na maior parte do tempo. Mesmo assim deu pra conhecer um pouco da paisagem dos condados de Berkshire e Wiltshire. Já fui entrando no clima Austen ❤️ O trem chegou as 10h30, e, saindo da estação, a direção é basicamente em frente haha Já havia olhado diversas vezes no google maps, então já conhecia o caminho. Como tinha saído sem tomar café e estava com um pouco de fome, parei em um PRET A MANGER (restaurante/lanchonete) no caminho da estação até o centro histórico. Tinha uma rua muito bonitinha, cheia de lojas, parecia um outlet ao ar livre! Nada a ver com a ideia que eu tinha da cidade, mas mesmo assim era lindo ❤️ Comprei um sanduíche e um suco de laranja, deu £ 4.50, e tava uma delícia! Quando se olha a cidade no mapa, tudo já parece perto, mas, lá... é mais perto ainda! Senti que não tinha andado nada e PUF! Olhei pro lado e lá estavam as Termas Romanas, virei uma esquina e pronto, Abadia de Bath! A parte histórica e turística da cidade é toda juntinha, uma graça! A Pultney Bridge também fica bem próximo, é só ir na direção do rio por trás da Abadia, e pronto, olhou pra esquerda e lá está a ponte. Lindeza demais gente ❤️ Quando cheguei na praça onde fica a entrada das Termas Romanas e da Abadia de Bath, vi que as Termas tinham fila e a Abadia não, então, obviamente, pensei “vou na Abadia primeiro”. Mas quando cheguei na entrada, tinham dois senhores muito simpáticos informando que a Abadia só abriria para visitas naquele dia das 16:15 as 17:30. Tava explicado. Aqui percebo que menti haha, a maior fila que enfrentei não foi no Museu Britânico, foi aqui! Entrei na fila das Termas Romanas cerca de 11h e estava bem grande. Demorou uns bons 20 minutos até entrar, e quando entrei percebi que lá dentro a fila continuava até a bilheteria, onde fiquei mais uns 10 minutos. O ingresso custou £ 15.00, com áudio guia incluído. Quando você sai da bilheteria, já entra naquela parte de cima das termas. Eu sempre achei esse passeio interessante, mas, ao mesmo tempo, meio sem graça, porque na minha cabeça era só aquela parte das piscinas e é isso aí, e, gente... é tão mais que isso! O lugar é enorme, tem muita coisa pra dentro do prédio e até subterrâneo que você fica de boca aberta em pensar que tudo aquilo foi construído a 2 mil anos! O lugar é muito interessante e vale demais a visita. Liguei pra casa uma vez depois do passeio e disse “nossa, você conseguia cheirar a antigueza do lugar”, minha mãe tirava sarro “você quer dizer séculos de mofo?” hahahaha E é tipo isso, o lugar é muito antigo, e em alguns lugares específicos onde é bem úmido o cheiro de mofo é realmente bem forte. Eu tenho rinite e sou bem alérgica, mas graças a Deus não tive nenhuma reação feia. Tinham me dito que a Europa na primavera é o terror dos alérgicos, mas eu realmente não tive nenhuma reação. Espirrei um total de 2 vezes a viagem toda. Sim, foi tão pouco que cheguei a contar hahaha Não, mas é que quando eu espirrava eu ficava esperando pra ver se ia começar uma crise de espirros eternos ou era só uma coisa de momento mesmo! Dentro do museu – porque é praticamente um museu sobre a vida romana na Inglaterra – existem várias esculturas, maquetes, vídeos exemplificativos, painéis de informações... É um passeio bem completo e você sai de lá sendo capaz de entender como funcionava toda aquela estrutura e sua importância pra vida romana naquele tempo. Demorei bastante lá dentro, e dessa vez não intencionalmente, é que tem muita coisa pra ver! Quando achei que tinha acabado, a gente saiu na parte debaixo, bem onde fica aquela piscina principal. Lá é onde o passeio termina, depois só tem uma gift shop no caminho pra saída. O negócio é tão antigo que você tem que caminhar com cuidado perto da borda da “piscina” porque as pedras ali são as originais e algumas chegam a estar meio soltas... tem que prestar atenção pra não tropeçar por ali. Como havia chegado um pouco mais tarde na cidade, fiquei com medo de não dar tempo de fazer tudo o que eu queria – embora a cidade seja realmente pequena e eu não precisava ter me preocupado – assim que sai dos Banhos já comecei a subir em direção ao Circus e ao Royal Crescent. Assim que virei na primeira esquina passei na frente de uma Boots e uma Superdrug (ambas farmácias, e, aparentemente, uma não vive sem a outra porque pqp, em todos lugares elas estavam lá, lado a lado!), também tinha uma Primark em frente a Boots e, logo em seguida, a loja onde eu descobri como a vida pode ser boa: Poundland! Gente, pirei ein. Duas garrafas de 600ml de refrigerante por £ 1, barra de Toblerone grande por £ 1, três Kinder Bueno por £ 1, dois sorvetes estilo Magnum £ 1, sério, mil coisas. Nem lembro o que comprei, mas sei que foi um monte de coisa desnecessária haha Paguei o equivalente a £ 11 de produtos e ainda tive £ 1 de desconto por ter comprado menos de 15 unidades hahaha Também na rua a caminho do Royal Crescent, passei em frente ao Jane Austen Centre ❤️ É muito fofinho! Eu sabia que ele existia mas eu achei que fosse só uma loja temática de Jane Austen, mas na verdade é um museu que usa ela como tema para retratar a vida de uma casa na época da Regência. Tem um ingresso que custa algumas libras (não sei quantas porque não entrei), e a loja que é aberta para qualquer pessoa. Só fui nela. Tem camisetas, moletons, canecas, livros, chaveiros, cartões e mais várias coisas relacionadas aos livros. Comprei um cartão postal de Persuasão, que vem com ilustrações de algumas cenas do livro e é lindo ❤️ Tinham de todos os livros e eles são em tamanho maior do que um cartão normal, custa £ 1 cada. Por algum motivo que não sei explicar decidi que não compraria um de cada Hoje me arrependo MUITO. Comprei também uma plaquinha de madeira com uma cordinha de pendurar (£10). Ela é pequena e vai ficar uma graça assim que eu conseguir arrumar um espaço no meu quarto haha Nela vem escrita a frase mais reconhecível de Austen, eu creio, que é a primeira frase de Orgulho e Preconceito, “É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, em posse de uma boa fortuna, deve estar à procura de esposa”, em inglês, obviamente. Em 1800 era “aaaaaaaaaw”, hoje em dia a gente lê isso e é “ah tá” hahahahaha Mas não deixa de ser um clássico! ❤️ Terminei de subir a Gay Street, até chegar no The Circus, a construção é bem bonita, pena que nas fotos não pega o círculo completo. Você segue pela rua a esquerda e já está no Royal Crescent, que é mais lindo ainda! A cidade toda é encantadora, tanto a parte mais velha, na qual a maioria das construções são de 1700’s, quanto a parte mais nova, perto da estação de trem, que também é muito gracinha! Em Royal Crescent tem uma área verde estilo parque que fica bem em frente das casas, haviam várias pessoas por lá curtindo a tarde de sábado. Nesse momento já eram quase 16h e eu decidi ir ver a Pultney Bridge antes de visitar a Abadia, porque quando saísse dela já deveria ir para a estação de trem, porque aquela minha passagem já comprada de volta (e que eu perdi a ida) era 17:40. Passei em frente ao Jane Austen Centre novamente e perguntei para o senhor que fica vestido a caráter lá na frente o caminho mais rápido para a Pultney Bridge. Ele mais ou menos me indicou e eu também já tinha uma ideia, então rapidinho cheguei lá. Se tivesse mais tempo, teria dado a volta pra ver ela de ambos os lados, mas só por ali a vista já é linda! A ponte é muito bonita e é uma das únicas quatro pontes no mundo a ter lojas em cima dos dois lados (assim como a Ponte Vecchio, em Florença). Existe algum tipo de passeio que passa pelo rio Avon, que corta Bath, mas não cheguei a pesquisar, só vi alguns botes no trecho mais próximo das escadas d’água, bem próximos da ponte mesmo. Depois fui para a Abadia, entrei quando eram 16:10, eles haviam aberto um pouco antes e não tinha quase nenhuma fila. É uma daquelas coisas... quem pega aqueles tours que visitam várias cidades no mesmo dia, acabam perdendo a oportunidade de visitar alguns lugares caso isso aconteça (de abrir só no fim da tarde ou no começo da manhã), porque pode acontecer de o horário de funcionamento variar em lugares que não são apenas pontos turísticos, mas prédios em funcionamento com uma comunidade que se utiliza dos serviços. Haveria um passeio guiado até as torres da Abadia umas 17h, mas eu não quis fazer, só visitei a Abadia mesmo, que era gratuita. Eles sugerem uma doação no valor de £ 4, mas na entrada ninguém ficou mendigando a doação não. Entrei, disse que queria visitar só a Abadia, ela me deu o ingresso e foi isso aí. O valor do passeio até as torres é de £ 6, e é obrigatório a compra do ingresso na bilheteria no dia do passeio. Ela é linda por dentro, muito alta e grande, os arcos no teto são lindos e os vitrais mais ainda. Existem algumas capelinhas anexas a grande nave, as quais você acessa por portas nas paredes laterais, elas são mais simples mas ainda sim bem charmosas. Entrei, sentei um pouco e fiquei observei o teto, depois comecei a fazer o círculo dentro da igreja em si. Devo ter ficado uma meia hora lá dentro passeando. Dá pra ficar mais se for muito ligado em arquitetura, mas para leigos, quem só olha e acha bonito, uns 30~40 minutos é suficiente para explorar a Abadia toda. Quando estava indo para a saída, vi uma daquelas estruturas de ferro onde queimam as velas acesas pelos visitantes. Fiz uma doação de £ 2 e acendi uma também. Sai da Abadia, tirei mais umas fotos da praça e da igreja e fui caminhando sem pressa, observando a cidade no caminho para a estação de trem. Chegando lá ainda faltavam uns 15 minutos pro trem, então utilizei o banheiro e depois fui na Starbucks que tinha na estação, comprei um Frapuccino de chocolate tamanho médio, £ 3.25 (nada na Starbucks é barato). Vale ressaltar uma coisa, que era uma dúvida cruel que eu tinha antes de viajar... todos os banheiros que precisei usar na rua – fossem restaurantes, estações de trem, aeroportos etc – tinham limpeza impecável! E todos tinham papel também haha Só em um lugar que eu tive que usar, antes de embarcar no ônibus noturno que me levou de Glasgow a Londres, tive que pagar pelo benefício. Não lembro exatamente, mas não era barato! Foi tipo £ 1.50 para usar o banheiro da rodoviária de Glasgow, e chegando na estação de ônibus de Victoria também precisava pagar, então segurei e só utilizei no hostel, quando entrei. Achei sacanagem isso, porque em todos os outros lugares era gratuito... não entendi, mas enfim. Quando o trem chegou, só procurei meu assento e fui embora de volta pra Londres, tomando meu Frapuccino e comendo algumas das porcarias que tinha comprado na Poundland (um salgado tipo Cebolitos e Pop Tarts!). Já cansei de falar, minha alimentação nessa viagem foi longe de exemplar, mas juntou a comida de gosto (tempero) estranho e minha falta de apetite mesmo... deu nisso haha Foi cerca de 1h40m no trem de volta, e ao descer na estação de Paddington vi o primeiro quiosque do Burguer King que vi na viagem toda. Detesto McDonald’s, mas adoro um BK! Então pedi um Whoper (só o lanche) pra viagem (£ 4.90), e fui direto pro hostel, o combo sairia £6.90. Tomei banho, jantei e liguei pra casa. Fui dormir um pouco mais cedo também, acho que eram umas 22h30. No outro dia iria para Cambridge e decidi acordar ainda mais cedo, pra não correr o risco de perder mais um trem haha Não sei se cheguei a comentar, mas o sinal do meu 4G da Vodafone não pegava muito bem no meu quarto, porque ele ficava num nível abaixo da rua, mas o sinal do wifi do hostel funcionava super bem. E foi o único lugar onde eu consegui assistir Netflix antes de dormir haha Em nenhum dos outros hostels o wifi aguentava carregar os vídeos! GASTOS DO DIA Atrações £ 17.00 (Termas Romanas + doação na Abadia de Bath) Transporte £ 61.00 (£ 29.00 das passagens pré adquiridas + £ 32.00 da passagem comprada na hora) Alimentação £ 22.90 (Pret + Poundland + Starbucks + Burguer King) Souvenirs! Comprei cartões postais, as coisinhas na loja da Jane Austen e marca páginas da Abadia. Tudo deve ter dado umas £ 20.00.
  16. 1 ponto
    DIA 6 – 09/06/2017 – SEXTA-FEIRA Nesse dia meu plano era visitar o British Museum. Já tinha me conhecido como turista o suficiente nesse momento pra fazer qualquer plano além desse hahaha meu único outro objetivo era conhecer Covent Garden no fim do dia, mas esse não tinha hora pra fechar, então de boa. Acordei cedo com o corpo meio dolorido – provavelmente porque andei muito mais do que tinha planejado no parque no dia anterior – então voltei a dormir mais um pouco. Também não podia esquecer que eu tava de férias né. Quando saí do hostel já eram 11h. Eu tinha planos de comprar uma segunda mala, no fim da viagem, porque a minha tinha vindo no limite de espaço, então não caberia nada que eu comprasse. Tinha pesquisado e vi que na Primark vendia malas com bons preços, então fui pra lá antes de começar meu dia turístico. Desci na estação Tottenham Court Road e fui na Primark Oxford Street East. Gente do céu. O que é aquele lugar. Primeiro que aquela nem é a maior loja deles ali, mas já era mega enorme, com quatro andares e tinha de tudo para todos os gostos! E, realmente, muita coisa muito barato! Foi difícil passar incólume, ainda mais porque demorei eras pra achar onde ficavam as malas, e andei por todos os setores haha Mas venci! Saí de lá sabendo que iria precisar comprar uma mala maior do que a minha, e não uma igual, como era meu plano, porque né haha Quando voltei pra rua decidi que faria pelo menos uma refeição no horário certo nessa viagem haha e várias pessoas já tinham me falado a respeito do bendito Shake Shack, então, quando sai da Primark e comecei a andar em direção ao Museu, acabei passando na frente de um e pensei “É HOJE!”. Nossa gente, que alimento maravilhoso que era aquele! HAHAHA Tava comendo tão mal até então, e minha única experiência com hambúrguer tinha sido o McDonalds-blergh e o hambúrguer do pub que também não tava aquelas coisas, então fiquei tão feliz por encontrar alguma coisa que eu gostei ❤️ Não era muito barato, um hambúrguer, uma porção da famosa batata frita com queijo e uma limonada saíram por £ 12.25. Era o valor de um almoço num pub, basicamente. Agora a melhor parte dessa experiência foi a atendente... gente, melhor pessoa da vida me atendeu lá! Hahahaha Na minha segunda visita a esse estabelecimento descobri que o nome dela é Amanda, daí ficou explicado o porquê dela ser tão incrível obviamente Mas ela é um doce, eu tava meio perdida porque, obviamente, nunca tinha ido lá, e quando você passa pelo caixa eles te dão aquele controle que vibra e apita quando seu pedido está pronto, mas eu não sabia onde retirar o pedido e nem onde sentar, porque o lugar tava cheio. Ela me viu parada olhando pros lados que nem barata tonta, então fui perguntar onde eu retirava o pedido e ela, muito desinibida, pegou o controle da minha mão e disse “não se preocupa com isso querida, onde vai sentar?”, como a única mesa vazia era uma enorme, ela limpou uma mesa de dois lugares que um rapaz tinha acabado de sair e me acomodou lá. Então me perguntou se eu queria ketchup e maionese, e, quando meu controle apitou, ela pegou meu pedido pra mim, passou pela mesinha onde ficam todos os “acessórios” do lanche e já trouxe direto na minha mesa ❤️ Ela conversou um pouco comigo, enquanto zanzeava pelo lugar limpando as mesas, atendendo outras pessoas e tal. Muuuito gente boa! Quando sai dali estava estufada depois de fazer uma refeição completa pela primeira vez em 7 dias. Segui meu mapa caminhando e então cheguei no Museu Britânico. Aqui foi onde enfrentei a maior fila de toda a viagem. Mesmo sendo gratuito e não tendo bilheteria nem nada. A segurança aqui foi a mais minuciosa, o que fazia a fila andar um pouco mais devagar. Deve ter demorado uns 15 minutos no total. Uma vez dentro do museu decidi que ia fazer o negócio do jeito certo. Fui até aquela parte central, do teto bonito, e lá aluguei um áudio guia por £ 6. Também peguei um mapa do museu por ali. A entrada é gratuita. Como o museu é bem enorme, decidi primeiro ver as coisas que mais me interessavam e depois, de acordo com o tempo, visitar o resto. As sextas-feiras o museu fica aberto até as 20h, então já tinha planejado visitar nesse dia pra poder ficar ad eternum lá dentro, sem nenhuma preocupação de horário Comecei pelas alas do Egito e Grécia e Roma Antigas. Depois fui para a área da Europa, Oriente Médio, Ásia, Américas e por último visitei a ala Africana. O museu é separado por alas tanto de épocas quando de locais, então fica mais fácil ir direto no que quer ver ou simplesmente seguir o roteiro andando por tudo. Ninguém me tira da cabeça que esses dois são Voldemort e o Michael Sheen! Acho que andei pelo museu todo. Se vi tudo... não. Até porque tem certas coisas que são bem específicas, e deve interessar mais a quem já tiver algum conhecimento a respeito, então você acaba olhando de longe e é isso aí. Outras coisas são bem interessantes pra qualquer pessoa, eu acho. Como a Ala Egípcia e as partes do Parthenon. Algumas coisas que me interessaram bastante foi a sala com o que restou do Mausoléu de Halicarnasso (uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo), as peças de xadrez de Lewis, as múmias, a sala com os relógios, e, incrivelmente, porque eu não achei que gostaria tanto disso, a sala com as cerâmicas chinesas... achei uma graça! J Dentro do museu só comprei um suco de laranja, que foi bem caro, £ 3. Quando saí do museu já eram mais de 19h, então, apesar de cansada, decidi seguir com meu planejamento e fui até o Covent Garden. Achei o lugar muito lindo! Eu acho que teria sido mais legal visitar acompanhado de alguém, porque daí você poderia sentar em uma das mesinhas, pedir alguma coisa pra lambiscar em um dos restaurantes e só ficar ouvindo os artistas cantando ao vivo por lá. Sozinha não deu graça de fazer isso haha Comprei dois macarons na Ladureé (£ 3.70) e sentei numa calçada, do lado da St. Paul’s Church, e comi enquanto via o movimento. Tem alguns restaurantes com espaço no terraço do prédio, então pra quem quiser ir lá para jantar deve compensar reservar antes e pegar uma dessas mesas, com a vista exclusiva lá de cima. Não fiquei tanto tempo lá, devo ter andando cerca de 1h. De lá fui pro hostel e me recolhi mais cedo, nos dois dias seguintes iria fazer daytrips e queria dormir bem, pra não correr o risco de perder a hora e o trem por falta de sono! GASTOS Alimentação £ 18.95 (Shake Shack + Suco de Laranja + Macarons). Áudio guia £ 6.00.
  17. 1 ponto
    Adorei seu relato de viagem, temos uma CB300 e sempre rodamos ai dentro do Estado mesmo, fiquei empolgada com sua história, pois agora sei que é possível. Parabéns e muitos KM de estrada.
  18. 1 ponto
    No mês de maio de 2018 viajei para a Itália com o objetivo de assistir a duas etapas do Giro d’Italia, uma das competições de ciclismo mais importante do mundo ao lado do Tour de France. Ao todo são 21 etapas. Nessa edição as três primeiras etapas foram em Israel antes de chegar na Sicília, já na Itália, e subir até o Norte e depois retornar ao Sul para a última disputa em Roma. Meu objetivo era assistir a 14ª etapa, com partida de San Vito Al Tagliamento com chegada no Monte Zoncolan. Assistir de perto uma final de etapa sobre o mítico Zoncolan na região do Friuli é o sonho de qualquer ciclista ou apreciador do esporte. Considerada a montanha mais dura da Europa, com 10,2km e com ganho de elevação de 1.225 metros, torcedores do mundo todo disputam espaço ao longo de toda subida para ver de perto o sofrimento e a garra dos melhores ciclistas de estrada do mundo. Na tarde do dia 19 de maio eu e o amigo Tacio Puntel, que mora no país há 13 anos, estávamos estrategicamente colocados sobre a Montanha para assistir à chegada. Milhares de pessoas chegaram cedo ou até acamparam no local, onde a temperatura mínima naquela madrugada tinha ficado abaixo de zero. Mas tudo é festa. Ali ficou evidente para mim como a cultura do ciclismo é tão importante para a sociedade italiana e europeia. Mas para a alegria de alguns e a tristeza de outros quem ganha a etapa é o britânico Chris Froome (que se tornaria o campeão do Giro) seguido de perto por Simon Yates e em terceiro colocado o italiano Domenico Pozzovivo. No outro dia fomos até Villa Santina para assistir a passagem da 15ª etapa com 176km, que teve início em Tolmezzo e chegada em Sappada, também na região do Friuli. A passagem dos ciclistas ocorreu dentro da cidade. Sentados em um bar ao lado rua, podemos ver toda a estrutura envolvida para dar suporte as 22 equipes que somam quase 180 ciclistas. Ônibus, Vans, Carros de abastecimentos, motos, equipes de televisão, ambulâncias. Uma grande logística para um negócio milionário que percorreu mais de 3.571 mil quilômetros em terras israelenses e italianas. Mas nem só de assistir ao Giro se resumiu essa viagem. Após passar alguns meses planejando roteiros para pedalar na Itália, Áustria e Eslovênia, chegava a hora de pôr em prática. Narro a partir de agora alguns trechos de cicloturismo que realizei nos três países. Cleulis (Itália) – Passo Monte Croce - Dellach (Áustria) – 70km. Acordei decidido que iria almoçar na Áustria. Para chegar até lá teria que enfrentar o Passo do Monte Croce Carnico, ao qual já tinha subido e tinha noção que não era muito difícil. O retorno porém, era uma incógnita. O dia estava bonito, a minha frente a espetacular Creta de Timau, a montanha de 2218m, me mostrava o caminho. Uma parada rápida para foto na capela de Santo Osvaldo e cruzo Timau, a última frazione antes de chegar à fronteira. A partir dali, só subida e curvas. Muitas curvas. Eram incontáveis os grupos de motociclistas, trailers e cicloturistas que desciam a montanha. A cada curva um novo panorama se abria. Placas indicavam a altitude, 900m, 1000m, 1200m, até alcançar os 1375m na fronteira Itália/Áustria. Depois, só alegria... Descida de 12km até Mauthen. Parada em Kotschach para foto e planejar o próximo passo. Viro à direita na 110 e o vale que se abre a minha frente (e que se estende por quase 80km até Villach) me faz recordar da Áustria dos cartões postais e filmes. Campos verdes infinitos e montanhas que ainda conservavam a neve do inverno. O que mais me impressionou foi o aroma. Um frescor no ar. Uma mistura de terra molhada com lenha verde recém cortada. Segui por esse vale até encontrar a primeira cidade, a segunda, a terceira. Resolvi que era hora de voltar. Encontro a Karnischer Radweg R3, uma ciclovia que acompanha um belo Rio de águas cristalinas. Chego novamente em Mauthen, compro um lanche reforçado e quando vejo já estou subindo os 12km em direção a Itália. Começa a chover faltando poucos quilômetros para a fronteira. Parada obrigatória no Gasthaus Plockenhaus. Tempo depois a chuva diminui e começo o último trato até a fronteira. Mais um túnel congelante. Pedalo forte para esquentar o corpo. Na fronteira, já aquecido, vou beber um café no Al Valico, no lado italiano. Como ainda tinha algum tempo até anoitecer e querendo aproveitar ao máximo a viagem, deixo a bicicleta no restaurante e parto rumo a um trekking montanha acima, rumo ao Pal Piccolo. O local foi cenário de um dos episódios mais sangrentos da Primeira Guerra Mundial e hoje abriga um museu a céu aberto, onde mantém em perfeito estado as trincheiras e equipamentos utilizados nas batalhas entre o Império Austro-Húngaro e Itália. Seria uma caminhada de 2km com quase 600m de subida. Logo comecei a ver alguns animais selvagens e neve. Nenhuma palavra pode descrever o que eu senti lá. É emocionante estar em um local de Guerra tão bem preservado a quase 2 mil metros de altitude. Ali as trincheiras ficam a menos de 30 metros umas das outras. A bateria da Gopro e do celular já tinha acabado. A minha também. Apenas uma foto registrou a chegada. Não demorei muito e comecei a descer. Depois de 40 minutos de descida até a fronteira, pego a bicicleta e desço em direção a Cleulis, sob chuva e vento forte. Grossglokner Alpine Road – Áustria – 30km O corpo cobrava o preço do esforço dos últimos pedais e do cansaço da longa viagem. O sábado amanheceu bonito na região da Carnia na Itália e fazia calor quando partimos rumo a Heiligenblut na Áustria. O contraste do verde das montanhas com alguns pontos de neve com o céu azul e a brisa leve nos lembravam que a primavera havia chegado e não iria demorar muito para o verão dar as caras. Por volta do meio dia chegamos a Heiligenblut. A partir dali eu seguiria pedalando. Rapidamente preparo a Mountain Bike, me visto, respiro fundo e começo a “escalar” os 15 quilômetros até o mirante do Grossglockner, a maior montanha da Áustria e a segunda da Europa, com 3797m de altitude. Os primeiros metros, com uma inclinação de 15% já demonstravam que o desafio seria vencido com paciência e força. O calor me surpreende, o Garmin marca 33 graus e uma altitude de 1295m, o que só aumenta o desconforto, que iria diminuir conforme ganharia altura. Pra quem já subiu a linha São Pedro, Cortado, Cerro Branco, Lajeado Sobradinho, Linha das Pedras ou Linha dos Pomeranos pode ter uma pequena ideia do que foi. Chegava na marca dos 11km de subida, na altitude de 2000 mil metros. Pausa para hidratação e para admirar a paisagem. Picos nevados, cachoeiras, mirantes, campos verdes. Impossível não ficar hipnotizado com tamanha beleza de uma das estradas alpinas mais bonitas do mundo. Depois de 2 horas e 15 minutos e algumas paradas para hidratação chegava a 2.369m com uma visão espetacular do Glaciar Pasterze com 8,5km de comprimento e do imponente Grossglockner. Depois de comprar alguns souvenires e comer um pouco, iniciei a descida que em alguns pontos era possível ultrapassar facilmente os 80km/h. Triglav - Kranjska Gora (Eslovênia) Tarvisio - Pontebba - Chiusaforte - Moggio Udinese (Itália) Parque Nacional Triglav, Eslovênia. Passava do meio dia quando inicio mais uma pedalada. O trajeto do dia seria quase todo em ciclovias através de vales. Segui até a fronteira em Ratece e dali até Tarvisio na Itália onde encontrei a ciclovia Alpe Adria que inicia em Salsburgo na Áustria e vai até Grado no litoral do mar Adriático. Feita sobre uma antiga ferrovia, asfaltada e bem sinalizada é considerada uma das mais bonitas da Europa. Diversos túneis, pontes, áreas para descanso e pontos para manutenção das bikes com ferramentas a disposição. Durante o dia cruzei por centenas de ciclistas e fui cumprimentado por japoneses, espanhóis, alemães, holandeses e claro, italianos. É um parque de diversão só para ciclistas. Um ponto de encontro de apaixonados por bicicleta de diferentes nacionalidades. Ali famílias pedalam tranquilamente, sem pressa. Mais do que uma atividade física, percorrer a Alpe Adria é uma viagem na história e nos valores culturais e ambientais do Friuli. A paisagem mudava constantemente, ao fim de cada túnel se abriam bosques selvagens, montanhas rochosas e rios com água em tons de azul. Parei na antiga estação de Chiusaforte que foi transformada em um bar para cicloturistas. Dessa cidade as famílias Linassi, De Bernardi e Pesamosca emigraram para a Quarta Colônia na década de 1880. Recarreguei as energias com café e cornetto e segui em frente encantado com a beleza do Rio Fella. Após alguns quilômetros, ao lado do Rio Tagliamento encontrei a cidade medieval fortificada de Venzone. Próximas paradas: Buia terra das famílias Tondo e Comoretto e a cidade de Gemona Del Friuli das famílias Copetti, Forgiarini, Baldissera, Londero, Brondani, Papis, Rizzi, Patat e tantas outras que dali saíram para colonizarem a região central do nosso Estado. Nos últimos quilômetros encontrei a belíssima planície friulana e Údine, Palmanova e Aquileia, a antiga cidade romana fundada em 181 a.C. que conserva vestígios arquitetônicos do Forum, do porto fluvial e os 760 metros quadrados de mosaico do século III na Basílica de Santa Maria Assunta. Já era tarde da noite quando cheguei em Grado. Degustei uma pizza e um bom vinho tocai friulano e adormeci ao som do Mar Adriático. Pendenze Pericolose Pendenze Pericolose é um hotel para ciclistas de estrada em Arta Terme. Estrategicamente localizado próximo das subidas mais desafiadoras da Europa como o Zoncolan e o Monte Crostis é também cenário para diversas competições esportivas. Foi ali que conheci seu idealizador, o romano Emiliano Cantagallo que deixou o emprego de Guarda do Papa para se dedicar inteiramente ao ciclismo e a hotelaria na região da Cárnia. Eu já acompanhava seus vídeos na internet com ciclistas profissionais em lugares incríveis onde ele demonstrava a paixão que sentia por aquela terra. Estando tão perto eu não poderia perder a oportunidade de ter essa experiência. Através dos amigos Tácio e Marindia Puntel o encontro foi marcado. No outro dia já estávamos na estrada, eu, Emiliano e Alessandra que também veio de Roma e estava hospedada no hotel. Fiquei espantado com seus níveis de condicionamento físico. Normal para quem faz por volta de 150km todos os dias. Nesse dia aliviaram para mim, seriam 100km e “apenas” duas montanhas. Foi um dia inesquecível, apesar do ritmo forte, conversamos muito. Emiliano contava sobre cada lugar: Sella Nevea, Tarvisio, Montasio... Falamos sobre o acaso da vida. Dois romanos e um brasileiro nas montanhas da Cárnia unidos por um esporte e com visões de mundo semelhantes. No meio do caminho, fizemos uma parada no Lago del Predil. Contemplamos o lago cercado por montanhas e nos abraçamos como velhos amigos. Foram mais de 500 quilômetros pedalados entre Áustria, Itália e Eslovênia durante a primavera do hemisfério norte. Foram 15 dias de imersão cultural, descobrindo e aprendendo. Permaneci a maior parte do tempo entre Arta Terme e Paluzza. Sentia-me em casa convivendo com pessoas que possuem uma ligação genealógica e afetiva com nossa região. Daquela área saíram as famílias Anater, Prodorutti, Puntel, Maieron, Dassi, Muser e Unfer. Se não fosse pela língua e pelas montanhas, diria que estava na Linha dos Pomeranos ou na Serraria Scheidt. Na fração de Cleulis, em Paluzza, conheci as casas que foram de alguns emigrantes. Construções em sua maioria de dois pavimentos e que ainda se mantem intactas e bem cuidadas. Foi de Cleulis que iniciei mais uma pedalada, agora até o Lago Avostanis. Não fazia ideia do que ia encontrar quando parti às 7 horas de um domingo ensolarado e frio. Logo comecei a subir por uma estrada de terra que serpenteava a Floresta de Pramosio. Muitas curvas. Seriam mais de cinquenta nos dez quilômetros até o topo. A inclinação era absurda. A mata fechada permitia que apenas alguns raios de sol atingissem a estrada. Quanto mais alto, mais a temperatura diminuía e a paisagem se transformava. Parei em uma placa indicativa que mostrava em detalhes como a vegetação se dividia conforme a altitude. Assustei-me quando percebi que havia percorrido apenas um terço do caminho. O silêncio era quase total, ouvia apenas a minha respiração e o barulho do atrito dos pneus com o cascalho. O ambiente, muito bem preservado, é lar de cervos e coelhos selvagens que saltavam de um lado para o outro. Na altitude de 1500 metros está a Malga Pramosio. Malga é uma espécie de estabelecimento alpino de verão, geralmente um restaurante ou bar com produtos típicos. Segui em frente. O caminho a parti dali só é possível ser feito a pé ou de bicicleta. Ainda havia muita neve em alguns pontos, o que exigia colocar a bicicleta nas costas e caminhar sobre o gelo ao lado de um precipício. Foi assim que cheguei a quase 2 mil metros de altitude no Lago Avostanis que ainda estava congelado. Foi o lugar mais bonito de toda a viagem, uma beleza que só se revela para aqueles dispostos a enfrentar a si mesmos e a respeitar o poder da natureza em sua forma bruta. Durante esse tempo pedalando por antigas estradas romanas, cidades medievais, atravessando fronteiras e exposto a uma diversidade de culturas e tentando me adaptar a cada uma delas, percebi uma coisa que mais me chamou atenção: o respeito. O respeito não só com o ciclista, mas com o ser humano em si. E o respeito se transformava em solidariedade, em empatia. Por diversas vezes, em bares e restaurantes principalmente no Friuli, recusavam-se que eu pagasse a conta. Não sofri qualquer tipo de preconceito por ser brasileiro ou por não ter sangue “puro” italiano. Havia apenas curiosidade e fascínio de ambas as partes. Foram tantos os detalhes que me chamaram atenção durante esses dias que são difíceis de enumerá-los. Desde beber água direto das fontes à beira da estrada até a generosidade daquele povo. É poder conhecer coisas assim quer torna o ciclismo tão especial. Não é apenas o lugar em si. Mas o modo que você o visita. As pessoas e as histórias que conheceu. O que você precisou fazer para chegar até ele e o quanto dele ficou em você quando foi embora. Roberto Tonellotto Vice presidente do Fogolar Friulano de Sobradinho - RS - Brasil
  19. 1 ponto
    Obrigada, adorei e ajudou bastante.
  20. 1 ponto
    Bike: já que estará pela Zona Sul sugiro utilizar o App Bike Rio para alugar as bikes. Passeios: orla do Flamengo/Botafogo/urca/copacabana/ipanema/Leblon dá pra fazer de bike. Não deixe de visitar o Perequê Lage e o Jardim Botânico. 0800 para entrar em ambos. A Trilha para o morro da Urca também é gratuita e vale muito a pena fazer.
  21. 1 ponto
    Buenas noches Mancha (galera/gente gíria peruana) Os preparativos para viagens começam dois dias antes da viagem marcada para o dia 07/02/2018. Fui ao aeroporto pegar meu certificado internacional de vacinação. Para entrar ao país não precisa, mas como nesta época são paulo estava com muitos casos de febre amarela, fiquei preocupada e fiz meu certificado (melhor estar preparada).Neste mesmo dia troquei reais por dólares (100 dólares deu aproximadamente 342 reais). Não peguei soles (moeda do país), pois meu amigo (nativo do perú) fez uma cotação pra mim la no país e trocar dólares por soles era mais em conta no perú do que no Brasil, então troquei 20 dólares por soles no aeroporto em cusco apenas. Taxi aceita dólares e alguns lugares para comer aceitam também. Dia da viagem 07/02 peguei o voo as 05:50 no aeroporto de Curitiba -PR com destino a São Paulo. Em São Paulo peguei outro voo a Lima com duração de 4 horas. Em lima peguei outro voo a cusco (aqui vale a pena comentar que se você comprar a passagem pela avianca, e o clima estiver nublado ou chovendo, eles remarcam sua passagem para até dois dias e não dão hotel para se hospedar. Se você for de latam, eles descem em cusco com ou sem neblina, mas podem não descer se tiver chovendo, podendo então remarcar seu voo para mais tarde, mas no mesmo dia). Quando cheguei em cusco, estava chovendo muito (háa bom comentar que fevereiro é um período muito chuvoso) e tivemos que voltar a Lima. Ao chegar a Lima, a chuva parou e voltamos a cusco. Eu deveria chegar as 15 horas (horario de cusco! horario do Brasil seriam 18 horas da tarde) cheguei as 19 horas em cusco (horario de cusco). Como já tinha onde ficar, não fiz cotação de hostels ou hotel, mas caminhando pela cidade vi muitooooos hostels. Para ir a casa de meu amigo nativo, pegamos um onibus de valor de 80 centavos (o que seria quase uns 80 centavos aqui no Brasil). Meu amigo mora em um bairro alto, então começando a subir, senti o efeito da altitude. Fiquei cansada só de subir a escada de sua casa. Para comer, tomei um plasil, pois eu estava sentindo os efeitos da altitude e com medo de passar mal. Clima era de chuva e muito frio. Dia seguinte (08/02), conheci a cidade, museus que não precisavam do boleto turístico. Para alguns lugares precisa apresentar um boleto turístico que custa 130 soles (tipo uns 130 reais). Os locais que visitei e não precisei do boleto foram: - Templo da Mercê (10 soles) - MARAVILHOSO! - Museu Scotia Bank (Graça) - Tupac inca yupanqui (Graça) -Direção desconcentrada da cultura (graça) (aqui se compra os boletos a machupicchu - Comprei inteira e paguei 153 soles apenas passeio a machupicchu sem a montanha) -Qorikancha (15 soles) - bacana ir! - Palácio (Prefeitura) Municipal de cusco (aqui tem dois museus: um precisa do boleto turístico e outro fica no pátio da prefeitura tem amostras de graça) - Hilário Mendivil (Atêlier de artesanato- Graça) isso na praça de San Blas. No dia 8 e 9 fiz o tour pela cidade visitando os lugares citados a cima. Peguei o onibus pagando apenas 80 centavos nas viagens. Comprei algumas coisas e vale a pena comentar que sempre negocie o valor. Como eu estava com um nativo, eles cobravam mais barato. Os lugares que pedi sozinha, me cobravam até o triplo do valor. Dia 10 levantamos cedo rumo a machupicchu. Nesta aventura foram eu, Joel (amigo nativo) e sua namorada colombiana Alejandra. Pegamos uma van as 8 da manhã até a hidroelétrica ( varia de 30 a 35 soles direito ida e volta). Chegamos as 14 horas na hidroeletrica. Uma estrada muitooo loca, um abismo, uma poeira, um frio, altitude de mais de 3000 metros. Chegando a hidroelétrica tem um lugar para comer, mas é caro em torno de 18 soles. Então caminhamos em direção a estrada que nos leva a cidade de machupicchu. Mas antes almoçamos por algumas tendas em frente ao trem e pagamos 6 soles pela comida. Para machupicchu tem dois jeitos de chegar, caminhando a pé pelas linhas do trem ou por trem. Como o trem para brasileiros é caro, fomos a pé mesmo. Fui com uma mochila pequena, pois sabia que ia caminhar muitoooooo. Durante a caminhada vimos muitos turistas! se você for sozinho (a), fique tranquilo (a) sempre tem pessoas passando por você pelo caminho. Foram 11 Km da hidroeletrica a águas calientes (cidade de machupicchu). Isso deu em torno de 3 horas caminhando, parando para tomar agua e comer algo pelas tendas instaladas pelo meio do caminho. Chegamos ao final da tarde na cidade e pegamos um hotel de valor de 20 soles para um quarto de solteiro e um de casal por 40 soles. Isso para uma noite. Tomamos banho, descansamos e fomos dar umas voltas pela cidade (LINDAAA). Jantamos por 13 soles ( foi o prato mais caro que comigo durante todo o tempo em cusco, inacreditavel não?!) De manhã cedo (dia 11) pegamos uma van para subir até o lugar sagrado, pagamos 12 dólares cada um para apenas subir, para voltar teríamos que pagar mais 12 dolares, mas como iriamos voltar para hidroeletrica e não para águas calientes (cidade de machupicchu) então pagamos apenas 12 dólares para subir e descemos a pé. Cerca de meia hora para chegar ao lugar sagrado. Sem palavras! lindoo, sensação milll. Ficamos em torno de 3 horas (utilizamos 1 hora para conhecer ponte inca, muita gente não sabe desse lugar, aconselho ir ver). Saimos do lugar sagrado perto do meio dia e como la é tudo muito caro, decidimos descer e comer durante o caminho a hidroeletrica. Pra descer tudo aquilo que subimos de van, demorou 1 horas, uma descida muitoooooo complicada! Nessa hora que vc percebe que deveria ter ido de trem e pegar outra van para descer hehehe, mas logo vc percebe que não tem muito dinheiro e vai hehehe. Quando chega a estrada, tem mais umas 3 horas caminhando até a hidroelétrica e assim consegue almoçar e descansar. Esse dia caminhamos por 7 horas! (se você é gordinha como eu, foque tranquila que vc consegue heheh. O bom é que não pega altitude nestes lugares). Na hidroeletrica pegamos um taxi até a cidade de santa teresa ( não se assuste se o taxista colocar mais umas 3 pessoas juntos e alguns vão no porta malas, bem tenso isso). Escolhemos ir a santa teresa, pois voltar a cusco seriam mais 6 horas dentro de uma van nada confortável e uma estrada sinistra. Então pagamos 5 soles cada um até santa teresa e ficamos em um hotel pelo valor de 20 soles o quarto de solteiro e 30 o casal para uma noite apenas. Jantamos e fomos relaxar nas aguas termais. Um lugar fantastico! ( para quem caminhou muitoooooo, bem merecido!). Para ir la pegamos um taxi e pagamos 3 soles cada e para entrar no termas, pagamos 10 soles cada um. Fomos a noite, pois durante o dia, é muito quente a cidade. A noite é frio, então vale a pena ir a noite. No dia seguinte, bem cedo fomos a Santa Maria (10 soles cada no taxi) para visitar Ollantaytambo (boleto turistico) e voltamos a cusco. Para voltar a cusco fomos a praça para pegar um taxi ou van (10 soles cada). No dia seguinte dia 13,fomos a pisaq (pegamos uma van no mercado Rosaspata pagamos 4 soles cada). Em pisaq você pode subir a pé (cansativo) ou pode pegar um taxi (25 soles total). Pegamos o taxi hehehe. Para voltar a cidade, voltamos a pé para não pagar mais 25 soles de taxi. Ao terminar toda a descida, pegamos uma van (4 soles) de volta a cusco, mas descemos em outro ponto turistico que fica na entrada decusco mesmo, chamado de Sacsayhuamam (boleto tursitico) e encerramos nosso passeio pelos principais pontos turísticos. Havia mais, mas por termos um tempo curto, apenas deu para conhecer os principais. Lugares que fomos para beber e comer: - Limbus (lindooo principalmente a noite! vá) -chec maggy (pizzaria, muitooooo boaaaa) -la yola (muito bom e barato! comida bem peruana) Na rua teecsecocha muuitos bares de rock (nós curtimos só rock) Importante comentar que feiras nos sábados (el baratilho) tem preços mais baratos ainda para comprar artesanatos e lembrancinhas (mais barato de todo o cusco) ex: uma chompa (blusas de lã) 20 soles, mas nas lojas as mesmas estão por 35 soles e no aeroporto vai achar por 100 dolares. Lenços (13 soles) e não esqueça de levar um pisco (bebida tipica alcoólica de peru e a inca kola (refri de cola do peru). Voltei ao Brasil com a boca rachada (clima muitooo seco em cusco), muitas bolhas no pé e amando este povo muito educado e humilde. Ameiii conhecer e voltarei para conhecer outros lugares! Qualquer dúvida chama ai. Bjão
  22. 1 ponto
    confesso que não li tudo, mas parabéns...
  23. 1 ponto
    Bom, antes de ir li muito aqui no forum, me ajudou muito! Mas ja queria desmistificar o maior mito, que é que precisamos de muitos dias para fazer essa viagem, principalmente sobre machu picchu. Mitos e verdades: - Troque real por soles na Plaza de Armas em Cusco, é a melhor cotação. Se vc quer soles antes da cidade, troque no aeroporto de Lima. A casa de cambio do aeroporto de Cusco é disparadamente a pior escolha para trocar reais por soles. - Guia nos passeios é ESSENCIAL. Sinceramente tive pena de quem fez os passeios sem guias e tudo não passou de uma paisagem bonita ou pedras. Existe muita historia, curiosidade e mistica em cada ponto dos passeios que simplesmente voce não vai ver sem um guia. - Eu comprei todas as coisas na hora como as dicas do forum, não precisa de reservas ou pagamento adiantado no Brasil. Mas pelo menos reserve a hospedagem para garantir! - Faca o City Tour com guia particular: é garantido que voce vai conhecer todas as ruinas de Cusco e não perde horas vendo a catedral ou o tempo do sol em Cusco. Esses 2 passeios voce pode fazer sozinho. - Compre o boleto turistico SIM. De preferencia o de 130 soles, ja que nao da pra fazer todos os passeios em 1 dia so. - Principalmente em Cusco, a economia é em volta do turismo. A maioria dos empregos é em volta disso. Então as pessoas vão sempre pedir para fazer passeios, comerem nos restaurantes deles, e as vezes é chato falar toda hora No Gracias. Seja paciente e entendam que eles precisam disso. Os taxistas então nem se fala, teve uma hora que ficou um clima chato, de eu falar que não tinha dinheiro para fazer o passeio com ele , e ele ainda dizer que pararia perto de um Cajero para sacar dinheiro! hahah, mas aprenda a dizer NAO (gracias!) que eles vão respeitar. Não ceda aos pedidos. A cidade é super segura, praticamente não ha criminalidade, apenas vi 1 pessoa pedindo dinheiro no tempo todo que fiquei la (e era em frente a igreja). Todas as pessoas, inclusive crianças que voce ve que estão precarias, passando fome, elas NUNCAM TE PEDEM DINHEIRO, elas vão vender algo ou um serviço (como tirar foto). Voce ve que ali como as coisas são mais precarias (viver nas montanhas), não so os Incas foram criativos para sobreviver, como ate hoje os Cusquenos são um povo MUITO CRIATIVO para sobreviver e tirar leite de pedra, e todos são MUITO BATALHADORES, dava ate um sentimento estranho ver um guia dedicado, apaixonado que estudou muito (os guias são obrigados a fazer faculdade), ficando horas com voce por poucos soles, e nao ver vagabundagem nenhuma, TODO MUNDO TRABALHANDO. No dia que voltei no brasil, ao comprar bilhete do metro, ver gente pedindo dinheiro, ver esquemas de gente vendendo bilhete mais barato, serio deu um desgosto tremendo e uma vontade de sair daqui de imediato, que contraste de cultura - Não precisa mais do que 5 horas em Machu Picchu. N˜o sei porque a maioria das pessoas insistem em falar para dormir em Aguas Calientes para aproveitar o dia todo. Eu fiz o passeio de 1 dia com trem (vai e volta no mesmo dia), chegando em Machu Picchu umas 10hrs, fiquei 2hrs com o guia, explorei a cidade inteira, e de quebra ainda visitei o templo do sol em Machu Picchu (ida e volta foi pelo menos 1h30). Fiz tudo, ja tava esgotado, desci a montanha de ape (eh muito desgastante e leva 1h30) e ainda assim eu cheguei em Aguas Calientes muito cedo, tendo que esperar horas para o meu trem de volta. - Não precisa mais de 5 dias para fazer TUDO em cusco. Em 3 dias eu fiz as ruinas de cusco, machu picchu, vale sagrado (Ollantaytambo, Pisac, Chinchero, etc..), deu para explorar a cidade de Cusco, compras, ver os locais fazerem trabalho com la de alpaca, tintura. Foi um pouco desgastante fazer em 3 dias, dormi pouco sem dias de descanso mas da. Fiz isso em um final de semana + feriado emendado, apenas pedi 1 dia no meu trabalho para fazer a viagem de ida, ja que so tem horarios de voo de manhazinha. - Banhos termais em Aguas Calientes são dispensáveis: para não dizer que é nojento e voce deva evitar!! É simplesmente piscinas comunitarias, de agua quase parada, onde todo mundo entra do jeito que ta (depois de umas 6hrs fazendo Machu Picchu entrei la direto). Os vestiarios e a limpeza sao precarios, nao foi feito para turistas apenas para moradores locais. O bom foi que lá eu interagi bastante com os peruanos ,e ate demais, no outro dia tive sangramento na urina, se daqui um tempo não aparecer nada de doença, nem uma micose, vai ser milagre. (Edit de um ano depois 08/2017: não tive!) - Compre o almoço embutido no passeio do vale sagrado. Sim, vai parecer caro USD $15, mas vale a pena, o buffet é prato avonts, e comida e restaurante de qualidade. Se vc não comprar na hora as outras opções são restaurantizinhos beira de esrada O que eu fiz em 3 dias: Dia 1 - Sai de SP 5h00 e Cheguei em Cusco as 10h30 , havia marcado com o hostel para me pegar no aeroporto. Como nao apareceram eu peguei um taxi com David, que eles estao no aeroporto com colete preto. La ele tbm trabalhava com turismo e fechei com ele para me buscar as 14h00 no hostel para fazer os passeios de Sacsayhuaman, Q’enqo, Tambomachay e Puka Pukara. Ele nao era guia, apenas ia levar, mas indicou um guia que fizemos o transporte + guia com ele (Raul). O transporte para esses 4 passeios foi 100 soles, e o guia foi 50 soles. Ate antes do passeio deu para guardar as coisas no Hostel, conhecer a cidade de Cusco e almocar. Voltamos do passeio no inicio da noite, jantei e fiz o briefing do passeio de Machu Picchu para o proximo dia. Fui no mercado comprar mantimentos para viagem e deu tempo de dormir cedo. Dia 2 - Saida as 4h00 do hostel para pegar o trem em Ollantaytambo. Sim, os perueiros sao doidos nas estradas haha, as 5h30 o trem saiu para aguas calientes e assim que chegamos o guia ja estava esperando para subirmos para Machu Picchu. Uma dica: muita gente nao entende que o templo do sol eh bem distante da cidade, pensam que o templo do sol eh apenas a parte de cima. Eu fui para ver a parte de cima, mas errei o caminho e fui para o templo do sol, eh quase 1h de caminhada, mas nao desista! A vista la eh recompensadora, e vc ve Machu Picchu de longe! Depois desci para Aguas Calientes, faltavam ainda 5 horas para o trem de volta. Para ocupar o tempo fui para os Banhos termais (nao recomendo muito pois nao eh higienico, mas ajudou a relaxar depois de tanta caminhada em MP), e jantei. Depois fiquei mais 2hrs esperando o trem na estacao. Cheguei de volta no meu Hostel em cusco as 1h30. Dia 3 - Saida as 7h30 para fazer o passeio do vale sagrado, que sao varias coisas, Pisac, Ollantaytambo, ai varias cidadezinhas, o final foi em Chinchero numa cooperativa la de mulheres que trabalham com la, artesanato, mostra varias curiosidades, bem legal, cheguei de volta em cusco no inicio da noite, deu para jantar e dormir bem. Dia 4 - Saida as 7h30 para o aeroporto, para voltar para casa! Espero ter ajudado alguem, e ver que não precisa tirar ferias para conhecer as maravilhas do entorno de Cusco e o passeio de Machu Picchu, negocie 1 dia a mais no seu trabalho junto com algum feriadão, e faça você tbm! - Passagens: ida e volta uns 2200 reais - Hospedagem: 38 soles a diaria ( uns 45 reais) de um quarto compartilhado com 6 pessoas com banheiro privativo no Loki Hostel - City tour particular: 150 soles - Machu Picchu 1 dia por trem feito na Loki Tour (dentro do Loki Hostel): 225 dolares - Vale sagrado feito pela Loki Tour: 18 dolares + 14 dolares de almoco incluso Alimentação: Barato, mas veja os precos antes de entrar. Comi 2 pecas suculentas de T-Bone, com batatas por apenas 28 soles!! Ja uma pizza eh uns 38 soles, questão de andar um pouco e ver as opções. Mas entre, pois esse restaurante do TBone parecia ser muito chique, ficava ali na Plaza de Armas com uma excelente vista e foi baratissimo! Comprem agua no mercado, 2.5 litros por 2 soles. Durante os passeios vao ser de 5 a 8 soles a garrafinha pequena! Melhor viagem da minha vida por enquanto! Conheci um australiano que fizemos juntos o passeio de MP, ele estava 8 meses fazendo europa, depois do mexico descendo ate o Brasil, e ele mesmo falou que foi um dos melhores. Aproveitem pq uma maravilha dessas tao perto do nosso pais eh de se apreciar! Cidade linda, com uma historia fantastica (por isso falo VA COM GUIA NOS PASSEIOS, tem muita curiosidade e historia que vc nao percebe apenas olhando), e de quebra com um povo educado, hospitaleiro, prestativo, e com a violencia praticamente zero. Encontrei varias mulheres sozinhas o tempo todo, inclusive descendo a montanha de Machu Picchu sozinha a noite, da pra ver na cara que os turistas estao distraidos, com muitos dolares, equipamentos caros a mostra, sem falar 1 pingo de espanhol... e mesmo assim nao tem ninguem para assaltar ou pedir dinheiro!!! pra mim que sou de Sao Paulo um lugar tao violento, ver que existe muita paz de um pais vizinho foi inacreditável. Espero ter ajudado, qualquer pergunta estou ai!
  24. 1 ponto
    De volta a Plaza de Mulas – Lar Doce Lar Chegamos exaustos. Eu estava completamente sem energia . Precisava comer. Mas antes tínhamos um trabalho a fazer. A barraca, que estava lá sozinha há 6 dias, havia sido empurrada com os ventos da noite anterior, e um monte de pedras grandes rolaram pra debaixo dela, que ficou toda entortada inclinada pra frente. Quando Carlo e Greison saíram pra ir embora, deixaram a bolsa com o nosso estoque de comida e gás dentro da barraca, e o vento foi forte o suficiente pra levantar a barraca mesmo assim, empurrando a bolsa pra uma das pontas. Pensei que a estrutura da barraca tivesse quebrado, mas não. Depois de cerca de uma hora removendo pedras, recolhendo as coisas esparramadas dentro e fora da barraca e reforçando a segurança da barraca pros ventos que viriam, fui fazer meu almoço, feliz de não precisar derreter neve! Poder pegar água no galão, poder lavar as mãos e jogar água no rosto, mesmo em temperatura congelante, era muito bom! Era bom voltar a ter "banheiro" também, e um pouco mais de oxigênio! Era como voltar pra casa. Philipp e Andre chegaram em seguida. Philipp deixou a barraca dele lá em cima, e iria dormir com a gente nesses dias em Plaza de Mulas. A previsão era de que poderíamos subir novamente no dia 26. Mas estava mudando toda hora... Em um momento o prognóstico mostrava que o único dia possível pra fazer o cume era dia 28, depois era dia 27, depois era dia 29, depois era 27 ou 29. E foi dando medo de mudar pra dia 30, ou de simplesmente não ter essa janela. Dia 29 era nossa última chance, ainda assim muito apertada, porque teríamos que descer no mesmo dia do cume todo o caminho até o acampamento base (a maioria das pessoas descansa uma noite no último acampamento superior ou em Nido antes de descer). O voo do Philipp de volta pra Alemanha saía de Mendoza no dia 31 de manhã. Eu ainda poderia ficar mais 1 ou 2 dias, mas nesse ponto combinamos que iríamos sair juntos, com cume ou sem cume, e assim podíamos dividir nossa mula com os dois. O certo era que não dava pra subir antes do dia 26. Nevasca, vento branco e frio perigoso. Em três na barraca, começamos a ter mais problema com condensação. O vento batia a noite sacudindo a barraca e o gelo formado no tecido caía por cima dos sacos de dormir. Às vezes no rosto, às vezes dentro da garganta, com a boca aberta pra respirar. Com o frio e a ventania, a gente ficava o dia todo dentro da barraca conversando. Apesar do tédio, lembro de muita risada A nossa única obrigação diária era caminhar até a tenda dos guarda-parques pra checar as mudanças na previsão do tempo e nos programar. Nesses dias não dava pra cozinhar dentro da barraca, por causa da condensação, e de fora era impossível também com aquele vento. Começamos a usar a barraca domo (aquelas tendas grandes em formato hexagonal pra uso comunitário), apesar de que a regra era não cozinhar lá dentro, apenas comer. Mas não tínhamos muita escolha. Nós quatro (Andre também) começamos a levar o almoço e o jantar e passar o dia lá dentro. Um dos problemas de cozinhar lá era que também tinha condensação, e de repente começava a chover gelo derretido nas nossas cabeças. Em uma dessas tardes conhecemos Ravi, um experiente guia de montanha malasiano que havia perdido 8 dedos das mãos por frostbite no Everest, no mesmo dia em que morreu o montanhista e escalador brasileiro, Vitor Negrete. Ouvir suas histórias faz crescer nosso respeito pelas montanhas. Um grupo de russos (na verdade eram da Letônia), três homens e uma mulher, estavam sempre na tenda comunitária também. Até dormiram lá dentro uma noite que o vento tinha rasgado a barraca deles. Eram muito fortes e não muito sociáveis, com exceção de um deles, Alex, que conversou mais vezes conosco, em um sotaque muito engraçado. Coincidentemente, nossa barraca em Nido estava montada ao lado da deles, que era um modelo fraco (e remendada depois de ter rasgado com o vento), e por isso precisaram colocá-la no único local do acampamento onde ela teria proteção por quase todos os lados. Era quase uma muralha de pedras com a barraca deles no meio. A nossa estava de fora da “muralha”, mas usando sua proteção lateral. No dia 23 nós só descansamos. No dia 24, Andre subiu até o cume do Cerro Bonete, sozinho, pois optamos por continuar poupando forças. Eu queria muito ter ido também, mas eu já tinha perdido toda a minha (pouca) camada de gordura e massa muscular, e estava difícil comer mais calorias do que a gente estava gastando, mesmo parados. Então realmente pensei que a melhor opção era me poupar para nossa longa subida final, que iniciaria nos próximos dias. Depois me arrependi de não ter ido, claro... Natal Na manhã do dia 24 os porteadores nos convidaram pra uma festinha que teria à noite na tenda verde, organizada pela galera que trabalha na montanha. Disseram que não seria nada grande, porque eles trabalhariam no dia seguinte. E que no réveillon a festa seria maior... Passamos o dia falando de comidas de natal, famintos por algo suculento, por comida de verdade, depois de duas semanas com alimentação precária. Chegando na festinha à noite, tinha uma mesa cheia de delícias pra todos comerem à vontade pra nossa surpresa. Pena que a gente tinha enchido a barriga antes de ir pra lá, pensando que não teria nada . De repente entraram carregando a árvore de natal: um bloco enorme de gelo em formato de árvore. Em seguida encheram a “árvore” de luzes fluorescentes piscantes. Tava frio demais, mesmo dentro da tenda, e resolveram colocar a árvore do lado de fora...mas minutos depois o vento a derrubou e quebrou no meio E foi chegando mais e mais gente na “festinha” até que não tinha mais espaço. Retiraram as mesas de comida e puxaram a caixa de som para o meio e a festa durou até umas quatro horas da manhã, regada a fernet com coca-cola e muito calor humano. Estavam lá os porters e demais pessoas que trabalham lá, alguns guias, alguns poucos montanhistas independentes, e nós. Quem estava em expedições pagas, teve algum tipo de celebração com suas respectivas empresas, e foram dormir cedo (ou tentar dormir, porque no dia seguinte tinha gente reclamando do barulho da nossa festa rs). Alguns guias da Mountain Madness estavam lá, e perguntamos se no acampamento base do Everest também havia festas assim. Disseram que “assim só aqui no Aconcágua”. As rajadas de vento pareciam que iam derrubar a tenda, e a cada rajada mais forte todos ajudavam a segurar o teto, com muita risada... Fiquei pensando se a gente ainda ia rir na hora de voltar pra barraca pra dormir com aquela ventania . Acho que foi a noite mais fria em Plaza de Mulas. E a noite com o céu mais estrelado...coisa linda! Lembro do Zaney me chamar na porta da tenda pra ver o céu e eu entender que tava chamando pra gente já voltar pra nossa barraca e eu ainda não queria ir. E aí vi o céu e fiquei embasbacada . Mais uma das cenas que não vai sair da minha cabeça. Em algum momento depois que voltamos pras nossas barracas pra dormir, começou a nevar, o vento forte varrendo a neve do chão ao mesmo tempo. Com todo o frio que estava fazendo de fora, a condensação com três pessoas dentro da barraca aumentou, e acordei com um monte de gelo sendo jogado por cima de mim. De manhã tinha gelo por cima de todas as minhas coisas e do saco de dormir. E continuava caindo mais. Não tinha muito que fazer... não dava pra tirar o saco de dormir pra secar e não molhar mais, porque estava nevando. Parou de ventar, a neve começou a acumular rapidamente lá fora. De repente, tudo ao redor era branco naquela manhã de natal. Meu primeiro natal com neve A paisagem no acampamento base havia mudado completamente. Fomos checar o prognóstico do tempo. Estando ainda em Mulas, já não existia opção de fazer cume dia 27. Ou era dia 28 ou dia 29. E tínhamos que subir pra Nido no dia seguinte (26). A previsão continuava mostrando o dia 29 como única pequena janela. Dia 30 as condições pioravam de novo. De qualquer forma, dia 30 já estaríamos deixando o parque.
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    Agora a gente estava à mercê do clima... O jeito era aproveitar os próximos dois dias de bom tempo pra aclimatar ali em Canadá e fazer porteio até o camp 2, e seguir acompanhando a previsão do tempo pra ver se algo mudaria. Não tínhamos internet nem rádio, mas sempre passava alguém com notícias, algum guia, guarda-parque, ou algum montanhista subindo do acampamento base ou descendo do camp 2 (lá também tem uma tenda de guarda-parques). Os Andes (especialmente o Aconcágua) têm a fama de clima instável e imprevisível, o que veio a se confirmar na semana seguinte, dificultando nosso planejamento. Amanheceu um dia lindo e gelado (18 de dezembro). Esperamos até o sol sair de trás da montanha e bater nas barracas, pra esquentar um pouco antes de nos prepararmos pro porteio. Philipp subiu com a gente. Nesse dia ele estava carregando mais peso e por isso foi mais lento. Fui parando às vezes pra esperar e não ficar muito distante. De repente vimos que o Zaney, que estava à frente, parou e estava abaixado sem sair do lugar. Acelerei pra ver o que tinha acontecido. À frente dele tinha uns três metros de gelo duro, liso, completamente escorregadio. Aquele trecho tinha menos de 30 graus de inclinação, mas suficiente pra que um escorregão mandasse a gente umas dezenas de metros pra baixo. A gente tinha subido sem os crampons, mas mesmo com eles estaria arriscado atravessar aquele trechinho. Zaney estava fincando o gelo com o bastão pra tentar deixar firme pra pisar. Philipp nos alcançou e ele estava com sua piqueta, o que facilitou o trabalho. Mesmo assim o Zaney tava com dificuldade pra atravessar, não se sentia seguro nesse terreno... então evitaríamos esse caminho na volta e no dia de subir novamente. Philipp atravessou na frente e o ajudou. Eu fui em seguida. Mais à frente tinha outro trecho assim. Atravessei rápido sem pensar. Philipp e Zaney desviaram por outro caminho mais acima. Em seguida vi que eu deveria ter feito o mesmo, pois ainda tinha um último trecho daquele jeito e esse era mais íngreme, e eu não conseguiria voltar pelo caminho que tinha acabado de passar. Consegui passar uma parte e parei sem saber como continuar. Mas Philipp já estava do outro lado e me estendeu seus bastões pra que eu tivesse algum apoio, e assim consegui. Continuamos tranquilamente, fazendo o caminho mais direto. Ao chegar em Nido de Condores estava frio DEMAIS. Corremos (correr é só modo de dizer, não dá pra correr naquela altitude) para a tenda dos guarda-parques pra perguntar onde era mais seguro deixar nossas coisas. Na verdade foi mais uma desculpa pra entrar na tenda quentinha deles por uns minutos. Enquanto isso vesti mais um casaco e as luvas mittens. Despejamos nossas coisas em um saco impermeável e colocamos ao lado de uma pedra grande. A vista a partir daquele acampamento é incrível, mas tava frio demais pra ficar parados admirando. Até tentamos... sentamos atrás de uma outra pedra que parecia proteger dos ventos...mas não adiantou Muito vento. Muito frio. Partimos de volta ao acampamento Canadá, tentando fazer o caminho mais direto e rápido pra escapar do frio. Nesse trajeto a neve estava fofa e algumas vezes afundei a perna até quase no joelho. Como eu não estava usando os gaiters, entrou neve dentro das botas duplas.. Ainda bem que tinha sol, e coloquei os liners pra secar quando chegamos ao acampamento. E depois da rotina de derreter neve, cozinhar, comer, hidratar... fomos dormir. Dia 19 de dezembro. Dia de cume. Não para nós. Mas mais de 50 sortudos estavam na noite anterior no último acampamento superior, Cólera, prontos para tentar o cume nesse dia, que foi o melhor da média temporada, quase sem vento, temperaturas muito favoráveis, nenhuma nuvem no céu. No nosso caso, como não adiantava correr com o cronograma, pois de qualquer forma não dava pra subir pro cume tão cedo, decidimos descansar mais esse dia. Fomos orientados a dormir uma ou duas noites em Nido de Condores para aclimatação, e depois descer de volta pra Plaza de Mulas, e esperar lá até a próxima janela de tempo bom. Não havia muita opção. Então, no dia seguinte subiríamos pra Nido com esse novo plano. Outro alemão que também estava subindo solo, o Andre, chegou a Canadá naquela tarde, montou acampamento e continuou subindo para aclimatação. Foi até o acampamento Cólera e voltou, com uma velocidade impressionante. Nesse dia o clima estava agradável. Recebemos até visita de uma raposinha andina e do gigantesco condor andino, que depois de muito sobrevoar a área resolveu pousar e tentou roubar um salame que o paulista Victor tinha deixado escondido debaixo de umas pedras no acampamento enquanto subia rumo ao cume. Dizem que avistar um condor andino é um grande sinal de sorte...
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    Havia comprado o ingresso do Louvre antecipado pro horário das 09h30. A brasileira que decidiu nos acompanhar não tinha ingresso. Eu queria ir bem cedo pra evitar a lotação e assim fizemos. Fomos de metrô até a estação Palais-Royal Musee do Louvre. Chegamos pouco depois das 8h ao museu e havia uma pequena fila tanto pra quem estava com ingresso quanto pra quem não tinha. Tiramos algumas fotos no exterior do museu e entendi quando as pessoas falavam que o museu é enorme: é mesmo! De fora já é bem impactante. Nesta foto aqui embaixo dá pra ver o tamanho das filas: na esquerda quem tem ingresso, na direita quem ia comprar – a brasileira que estava conosco entrou uns 20 minutos depois da gente. Vale dizer que mesmo nosso ingresso sendo pras 09h30 entramos as 09h, quando o museu abriu. Entramos na fila por volta de 08h40 – já estava um pouco maior. O frio estava de lascar e os 20m na fila até a abertura do museu foram puxados.. Mas sobrevivemos e depois de passar pelo detector de metais e pela conferencia dos ingressos, saímos correndo atrás da bendita Monalisa. Se você, como eu, também quer ir logo atrás da bonitona, não se preocupe: o museu é todo sinalizado com a direção que você deve seguir até alcança-la. Fomos quase correndo e quando chegamos na sala onde o quadro está exposto havia umas 10 pessoas, no máximo. Contemplamos, tiramos fotos, fizemos homenagem pra minha irmã que leva o seu nome e tudo mais.. alguns minutos depois, a sala foi enchendo e a nossa companheira brasileira chegou. Mas ainda estava suportável. Fomos em busca da ala egípcia (enorme e muito interessante) e ficamos um bom tempo nos perdendo no museu até que nós três decidimos que já tava bom de museu ... saímos por volta do meio dia e, gente do céu, que fila era aquela? Estava gigantescaaa!!!! Do Louvre saímos andando com direção ao Arco do Triunfo, passando pelos Jardins de Tuileries, Praça da Concórdia e Champs Elysee. Lanchamos uma baguete numa feirinha que tem próximo da Roda Gigante na Praça da Concórdia – tudo muito caro por lá. Estavamos no iniciozinho da primavera e o caminho foi bem florido. Do Arco pegamos o metrô até o Hotel de Ville e seguimos andando até a Notre Dame que é linda, por fora e especialmente por dentro. Atravessamos a ponte Saint Michel e uma rua atrás encontramos diversos restaurantes com menu do dia por 10 euros (incluindo entrada, prato principal e sobremesa). Optamos por um com cardápio em português, wi-fi e aquecedor potente - parecia o paraíso. hahaha De lá, pegamos o RER até a Torre. Eu e minha mãe tínhamos ingresso para as 17h30 – comprei com antecedência na esperança de ver o por do sol lá de cima, resultado: estava nublado. E frioooo! Vida que segue... Ao sair da estação do RER e me deparar com a torre meu pobre coração disparou! A primeira visão dela, bem de pertinho, é inesquecível. Tiramos muitas fotos no entorno até chegar próximo ao horário da nossa entrada. Pegamos uma filinha pra o detector de metais e seguimos para a fila dos que tinham ingresso, enquanto nossa amiga seguia para a dos sem ingresso. Entramos na fila uns 10 minutinhos antes das 17h30 e assim que deu o horário fomos liberadas pra subir (tinham 5 pessoas em nossa frente, bem tranquilo). Nossa amiga pegou cerca de meia hora de fila e nos encontramos lá em cima. Nem preciso comentar sobre a vista.. É realmente estonteante! Ficamos lá em cima até as luzes da torre serem acesas e a cidade luz se iluminar! Começou uma chuva fina e fomos até o Trocadero. Estava muito frio e, sabe Deus porque, nós três esquecemos completamente de esperarmos para ver a torre piscando – só lembramos quando entramos no metrô com destino ao Hostel. Acho que o frio afetou os neuronios! Arrasei! Prometemos voltar no dia seguinte só prá isso. No hostel, fomos ao bar que tem no terraço e passamos o resto da noite conversando entre brasileiros e tomando bons drinks com uma vista linda de Paris. Eu já estava completamente apaixonada pela Cidade Luz!
  27. 1 ponto
    Nosso voo para Lisboa era no começo da tarde. Acordamos, arrumamos as malas, tomamos nosso café e fizemos o check out no hostel, seguindo de metrô + trem até o aeroporto. Embarcamos às 14h20 e chegamos em Lisboa às 14h45 (Lisboa tem o fuso de 1h a menos). Voo pela TAP, super tranquilo. Para locomoção em Lisboa compramos o cartão Viva Viagem (€0,50) – necessário um para cada uma – e recarregamos com €10 cada cartão (sobrou e perdemos dinheiro ) na modalidade Zapping. Fizemos a compra e recarga nas máquinas de autoatendimento no próprio aeroporto. A recarga nessa modalidade permite que o cartão possa ser utilizado em qualquer tipo de transporte (ônibus, metrô ou bonde). O cartão é de papel e é bom ter cuidado, pois se estragar não há reembolso dos valores. Fomos de metrô do aeroporto até bem próximo ao Hostel, na estação Baixa-Chiado. O Metrô de lisboa também é ótimo e tranquilo de usar. A recepção no Home Lisbon Hostel foi com uma Ginginha, bebida típica portuguesa. O hostel é bem charmoso e super bem localizado, próximo à Rua Augusta. Já estavámos azuis de fome e fomos até o Armazens do Chiado, um shopping bem próximo ao hostel, pois queríamos comer rápido. Há boas opções de restaurantes com um precinho bacana. A partir daí, passamos a percorrer o centro de Lisboa. No fim da tarde, achamos um barzinho que fica no canto esquerdo da Praça do Comércio com uma vista linda para o por do sol chamado Cais da Favorita. A estrutura do bar é em um barco e tem umas cadeiras de praia ao ar livre, voltadas para o Tejo (gostamos muito e acabamos voltando outro dia também!). A noite fomos até o Mercado da Ribeira onde funciona o Time Out Market. Assim como o Mercado de São Miguel em Madrid, eles revitalizaram o local, dando um ar mais gourmet e convocando grandes chefs para colocarem seus stands. Vale dizer que os preços não são dos melhores – gourmetizaram, né? Mas tem excelentes opções pra comer e tomar uns drinks.
  28. 1 ponto
    Bom, eu tenho todos os modelos da Mont Blanc, então posso diser que é a melhor marca nacional.
  29. 1 ponto
    poxa.. pensei que ela era toda de Cordura, me falaram que o fundo eh de Cordura 750 e o restante de Cordura 500. ENfim... no geral parece o melhor custoxbeneficio.. acho que vou levar essa mesmo..
  30. 1 ponto
    nao tem acesso pelas laterais, nas laterais tem dois bolsos expansiveis. tem divisao interna e acesso só por cima e pelo fundo.o ajuste de altura é facil e por fitas, o problema é que cada alça tem seu ajuste de altura individual ai se nao tiverem bem ajustadas vc pode caminhar com uma alça diferente da outra. o +15 é igual ao da curtlo. tem 3 fitas de compressao por lado, uma em baixo, uma no meio e uma mais em cima. Eu comprei e nao tive tempo de usar, mas visualmente ela é mais confortavel que a curtlo, barrigueira e alças mais grossas e mais duras, e uma "almofada" muito boa nas costas, na regiao que entra em contato logo em cima da bunda, onde a mochila faz mais pressao nas costas. a desvantagem dela é nao ser feita de cordura (so a parte de baixo é)o que a torna menos resistente que a curtlo, mas para mim que so uso uma vez por ano é mais que suficiente. nao tenho experiencia pratica, mas olhando e pegando ela esta no nivel da curtlo
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