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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 11-12-2018 em todas áreas

  1. 1 ponto
    Olá mochileiros(as)! Vim relatar uma roadtrip que eu e meu noivo, Luís, fizemos em dezembro de 2017. Saímos de Jaraguá do Sul/SC de carro (Vectra GT 2.0) e fomos até San Pedro de Atacama. Sei que há bastante relato sobre esse destino, porém, nada mais justo do que colaborarmos com nossa experiência depois de tanto utilizar o site Começarei com alguns tópicos antes de descrever o dia-a-dia, pois as vezes pode ser a dúvida de alguém. DOCUMENTAÇÃO Não temos passaporte, por isso fomos somente com o RG e CNH. O carro é financiado, porém o documento está em meu nome. Mesmo assim, escolhemos pedir ao Banco onde o financiamento foi feito a Autorização para Viagem ao Exterior para garantir. Depois fui ao Cartório para fazer o Apostilamento da Convenção de Haia (válido para os 2 países que passamos, Argentina e Chile). Fizemos Carta Verde pela SulAmérica através de uma seguradora daqui de Jaraguá. Pagamos R$151,38 por 12 dias. Tem a opção de fazer na fronteira, porém, como estávamos com horários apertados, não quisemos correr o risco. E foi ótimo, pois quando passamos de manhã para a Argentina, ainda estava tudo fechado. O SOAPEX, válido para o Chile, nós fizemos pelo site da HDI Seguros https://www.hdi.cl e pagamos $10,13 (dólares) no cartão de crédito. Fizemos também, para cada um, o seguro viagem. É o tipo de coisa que pagamos torcendo para não usar, mas é muito importante tê-lo. Contratamos pela Real Seguro Viagem. Custou R$66,24 cada, válido por 10 dias. A CNH de meu noivo, condutor por toda viagem, não foi pedida. Os policiais estavam mais interessados em saber sobre mim, a proprietária do veículo. Mas não deixa de ser um doc. obrigatório. Confesso que em nenhum momento nos pediram a autorização do carro e seu apostilamento. Mas tê-los em mãos foi uma tranquilidade pra minha cabeça durante a viagem rs. Outra questão foi a propina para policiais. Lemos que isso ocorre muito, e também ouvimos de pessoas próximas. Conosco não aconteceu isso. Na verdade, fomos parados apenas 1 vez na Argentina – na ida – além das fronteiras. E o policial que nos parou foi muito gentil,só pediu documento do carro e meu RG e nos lembrou de manter os faróis acesos lá mesmo durante o dia. Levamos cambão, kit primeiros socorros e os 2 triângulos exigidos, mas que também não foram pedidos. DINHEIRO Não foi nossa primeira viagem na América do Sul. Porém, cometemos um grave erro que não tínhamos feito ainda... Eu troquei na cidade onde moro uma grande quantia em pesos argentinos, o que seria suficiente para ida e volta (gasolina, hotéis, comida). A minha ideia era que só passaríamos por essas cidades, ou seja, não teríamos tempo de percorre-las atrás de casas de câmbio, então essa alternativa seria um ganho de tempo. E foi, mas perdi dinheiro. E muito. Pegamos uma cotação horrível, e cada centavo encarece demais uma conta a pagar na viagem. É muito mais vantajoso trocar na cidade. Se quiser levar alguma quantia na moeda do país, aconselho levar pouco. Resumindo: levamos 400 dólares, 3700 reais, 60.000 pesos chilenos e 9400 pesos argentinos. Também levamos cartão de crédito internacional. Em real, reservamos para tudo isso 8 mil. Mas por causa do “erro” da cotação podemos considerar que perdemos mais de 500 reais do total Os pesos chilenos eram só pra entrar no país, o restante para os dias que ficamos em San Pedro trocamos na rua Toconao, onde tem muitas opções. Os dólares foram o melhor negócio! Quando compramos, pagamos o equivalente a 3,30 reais por dólar. Lá vendemos por 3,42! ROUPAS Fomos no verão, mas por causa da altitude em alguns passeios, sabíamos que pegaríamos muito frio (chegamos a 10 graus negativos!). Por isso levamos casacos, gorro, calça, shorts, vestido, regatas... Mas sobre a temperatura falarei melhor em cada dia. DIA 1 – 23/12/17 (JARAGUÁ DO SUL – SÃO JOSÉ DO CEDRO) Optamos por não andar muito na ida para não cansar demais, e também porque quisemos fazer alguns caminhos de dia por causa da paisagem. Saímos logo após o almoço e percorremos 585km. Fomos sentido Mafra, Porto União, Palmas...Não pegamos pedágio nesse trecho. Nos hospedamos no Hotel Cedro Palace que fica perto da rodovia e pagamos R$110,00 pelo quarto duplo. A entrada da cidade tem o asfalto muito ruim, por isso cuidem com os buracos! Tudo no hotel é novo e bem confortável. O café da manhã estava incluso e era bem servido, com muitas opções! OBS: todas nossas reservas eram feitas pelo Booking e os nosso filtros eram: estacionamento gratuito, wifi e café da manhã incluso. Reservamos cada hotel 1 dia antes de ir para a cidade. Exceto o hotel em San Pedro de Atacama por causa da concorrência da data e dos preços que aumentam no final de ano. DIA 2 – 24/12/17 (SÃO JOSÉ DO CEDRO – RESISTÊNCIA) Após o café, saímos em direção a Dionísio Cerqueira para passar pela fronteira com a Argentina. Foi tudo bem rápido. Passamos por um primeiro guichê (sem sair do carro), onde o rapaz pediu nossos documentos, o do carro e a carta verde. Também tivemos que abaixar os vidros para enxergar que éramos só em 2 e abrir o porta malas. Depois estacionamos mais a frente para fazer a Migração. Descemos até o estabelecimento para entregar os mesmos documentos e dizer para onde estávamos indo. A moça preencheu tudo com nossos dados, nos entregou o papel e pediu para que guardássemos ele para a saída do país. Ali em Bernardo de Irigoyen abastecemos no YPF. No caminho todo abastacemos lá e no Shell. Em ambos os postos pedimos a Nafta Super (equivalente a nossa gasolina aditivada). O litro custava entre 24,99 e 26,36 pesos argentinos. DICA: Já adianto que a conveniência do YPF é mais cara. Chegamos a pagar 430 pesos para comer um lanche lá. A do Shell tem um preço beeem melhor e até mais opções. Pena que não são em todos os trechos que encontramos ele. Cuidado com uma coisa que em vários lugares fazem: não colocam preço nas mercadorias. Eles decidem no caixa o quanto querem te cobrar. Chegamos a pagar o equivalente a 13 reais por 1,5L de água. Se tiverem a oportunidade de entrar nas cidades para comprar essas coisas, aproveitem. Pois sentimos bastante diferença no bolso. No trecho desse dia, pagamos 3 pedágios: dois de 20 pesos cada e um de 15 pesos. No geral as estradas te um bom pavimento e o limite de velocidade chega a 110km/h. Dá pra andar bem por causa das retas, mas tem que cuidar muito com os animais na pista. Desviamos e até tivemos que parar o carro por causa de cachorros, bois, cabras e cavalos. Usamos o app Maps.me para vermos nos mapas off-line onde tinham postos, restaurantes, pedágios e radares no caminho. Foi muito útil para programarmos quando parar para abastecer, principalmente, pois em alguns trechos demora pra encontrar um posto e as vezes ele é sem bandeira ou simplesmente está fechado. No restante do caminho, usávamos os mapas baixados do Google Maps. Em Resistência ficamos no Hotel Del Pomar. Pelas opções do booking, achamos as hospedagens disponíveis pro dia muito caras. Esse estava em “oferta” e saiu por $52 (dólares). É um hotel diferente do que estamos acostumados. Podíamos ter rodado a cidade para procurar outros que não estivessem no booking, mas sempre chegávamos muito cansados e o tempo estava curto. Nos programamos muito mal para passar o dia 24 na estrada. Os estabelecimentos fecham cedo, claro (no máximo até as 18h). Então nossa ceia foi um pacote de batata Lays e 2 cervejas. DIA 3 – 25/12/17 (RESISTÊNCIA – TILCARA) Tivemos que pagar um pedágio no Chaco. Custou 30 pesos – o mais caro que encontramos tanto na ida quanto na volta, mas nada comparado aos pedágios que pagamos nas estradas brasileiras. E outro pedágio perto de Salta. Esse saiu por 5 pesos (o mais barato). Em Monte Quemado, passando a rotatória da entrada, paramos num posto que tinha restaurante, do lado esquerdo da rodovia. Cada um comeu uma milanesa grande (frango) com salada e suco (eles estavam sem batatas, principal acompanhamento dos pratos de lá). Tudo saiu por 270 pesos. A estrada fica muito ruim por uns 30km após passar esse lugar. Muitos buracos, dava até medo pelo carro. Mas assim que passa o posto policial, tudo mudou e voltou a ter uma ótima pista. Foram 932km até chegar em Tilcara. E que cidade linda! Nos apaixonamos pela simplicidade das ruas, das pessoas...e estava bem cheia! Conforme nos aproximamos, a paisagem nos presenteia com lindas montanhas como podem ver nas fotos: Demos entrada no Hostal Antigua Tilcara. Pagamos $99 (dólares) por 2 diárias para casal. O lugar é muito aconchegante, nos sentimos em casa. Algumas coisas poderiam ser melhores: sair mais água no chuveiro e ter opções de salgado no café (um presunto e queijo estaria perfeito!). A internet não é muito boa, oscila bastante, mas deve ser por causa da localização. Descemos a rua do Hostal para dar uma volta a pé e depois jantar. Paramos no restaurante A La Playa para jantar. Dividimos uma cerveja local tipo stout chamada Tilcara. Eu comi Lomo de Lhama com creme de curry e batatas, e meu namorado pediu uma Milanesa com batatas. Tudo saiu por 440 pesos incluindo os 15 pesos da entrada (torradas com uma pasta de berinjela temperada). ALTITUDE: Tilcara encontra-se a 2465m de altitude. Já adianto que nem lá e nem no Paso de Jama (a 4200m) passamos mal. Estávamos preparados para vomitar, ter dores de cabeça, etc. Mas nosso organismo deu uma mãozinha e talvez ter feito o caminho de carro subindo aos poucos deve ter ajudado. O maior problema que enfrentamos foi o tempo seco. Nariz sangrando, olhos ardendo e boca rachada. Mesmo usando soro fisiológico, colírio e manteiga de cacau, foi difícil. De manhã e a noite é friozinho, pegamos 11 graus nesse período. Mas a tarde é quente apesar de ventar bastante. Acho que chegou a 30 graus. DIA 4 – 26/12/17 (PASSEIOS EM TILCARA) Após o café da manhã no Hostal, fomos de carro até Pucará de Tilcara e o Jardim Botânico de Altura (ficam no mesmo lugar). Estrangeiros pagam 100 pesos para entrar e ganhar um folheto/mapa explicativo como guia da visita. Neste dia as refeições foram mais econômicas, almoçamos no próprio Hostal, pois serviam combos individuais. Cada um pediu 4 empanadas + 1 Quilmes long neck, tudo por 100 pesos. A tarde fomos até Purmamarca visitar o famoso Cerro de los Siete Colores. Logo na entrada da cidade tem como estacionar o carro na rua e seguir a pé por 1 ou 2 quarteirões. Para você subir num morro de frente para o Cerro e observá-lo melhor, precisa pagar 5 pesos. É jogo rápido. A montanha é linda, claro, tem que visitar. Mas não precisa separar muito tempo para isso. Quando voltamos a Tilcara fomos passear na Plaza Alvarez Prado, a principal e onde muitos artesãos vendem suas criações. Passamos numa vendinha para comprar aquelas sopas de saquinho e um pouco de pão haha essa foi nossa janta. Aproveitamos que o Hostal tem cozinha compartilhada para dar uma economizada. DIA 5 – 27/12/17 (TILCARA – SAN PEDRO DE ATACAMA) Tchau Tilcara, tchau Argentina. Após o café, abastecemos o carro na saída da cidade (tem um YPF lá) e partimos rumo ao Paso de Jama que nos levaria ao destino principal: San Pedro de Atacama. Passamos por muuitas curvas na RN52, logo após Purmamarca. Dá medinho, mas o caminho é lindo demais! O asfalto está muito bom, o que dá mais segurança para dirigir por lá. O último posto de gasolina antes de subir o Paso de Jama fica na saída de Susques (na rodovia mesmo). Lá completamos o tanque e cada um comeu um lanche e o refri foi dividido. O “almoço” deu 170 pesos. Passamos pelas Salinas Grandes no caminho. Vale muito a pena parar para apreciar. A aduana chilena fica um pouco antes da fronteira em si. No primeiro guichê nos entregaram um papel que seria o controle dos carimbos. Estacionamos o carro e entramos. Lá dentro são 6 tramites, entra na fila do primeiro e conforme vão carimbando, eles te liberam para o próximo. Até o 4º pedem identidades ou passaporte e documento do carro. No 5º cada pessoa preenche a Migração, lá contém seus dados e se você declara estar levando mais de 10 mil dólares (ou o equivalente em outra moeda), produtos de origem animal ou vegetal ou animais de estimação. Depois de entregar a declaração eles perguntam se temos certeza do que declaramos e o último tramite é a revista do carro e das malas. Após a revista é dado o último carimbo e pode prosseguir. Todo o processo é demorado, acho que ficamos 1h lá. Já quaaaase chegando tem a Laguna Pujsa que dá uma prévia das coisas lindas que veríamos nos dias seguintes. Tínhamos reservado 4 noites no Hostal Montepardo 3 meses antes da viagem. Porém, como precisamos antecipar em 1 dia, não conseguimos entrar antes lá, já estavam cheios. Por isso a primeira noite em San Pedro dormimos no Hostal Atacama North. Foram pagos $64,26 (dólares) por um quarto com 2 camas de solteiro e banheiro compartilhado. Achei caro em vista do que estávamos pagando no caminho e do que estavam nos oferecendo. No mais, tudo bem organizado e limpo. Depois de fazer o check-in fomos a Rua Caracoles e suas transversais para fechar os passeios, trocar dinheiro, comprar água e jantar. A rua é demais! Tudo gira em torno dela: restaurantes, mercados, lojas, agências, câmbio... Pesquisamos em 4 agências e fechamos os passeios na Sun Travel (ou Yalcana) Pagamos 130.000 pesos chilenos em 3 tours para 2 pessoas: - Geysers del Tatio (4:30 as 12h com café da manhã) – incluindo Vado de Putana e o povoado Machuca - Piedras Rojas e Lagunas Altiplanicas (7h as 18:30 com café e almoço) – incluindo Salar de Atacama, Laguna Chaxa, Toconao, Socaire, Trópico de Capricórnio. - Laguna Cejar e Tebinquiche (16:30 as 20:30 com snacks e Pisco Sour) – inclui flutuação na Laguna Piedras e uma vista linda do pôr-do-sol na Tebinquiche com Pisco Sour. As entradas nos parques são a parte, nenhuma agência inclui esses valores nos passeios porque o pagamento é individual. Passarei os valores no relato de cada tour. Lá é muito comum o Menú. Geralmente ele compõe uma entrada, um prato principal (fondo ou principale) e as vezes vem bebida ou sobremesa (postre). No restaurante Paatcha (Caracoles, 140) o menu vinha acrescido de taça de vinho. Além disso pedimos 1 cerveja artesanal do tipo IPA e tudo saiu por 20.000 pesos (com 10% de atendimento chamado lá de propina ou “tips” e é opcional). A moça que nos atendeu era brasileira e nos explicou que toda noite lá você escolhe se quer 10% de desconto ou 1 Pisco Sour. Ficamos com a 1ª opção. Água lá preferimos comprar galão de 6 litros e encher nosso cantil. Pagamos 2500 pesos mas encontramos por até 1750 em alguns lugares. Convertendo, isso dá o mesmo do que pagávamos o de 1,5L na Argentina... DIA 6 – 28/12/17 (GEYSERS DEL TATIO / VADO DE PUTANA / MACHUCA) Nosso combinado no Hostal Atacama North foi: deixar paga a diária, deixar o carro estacionado na frente e as malas arrumadas dentro do quarto com a chave em cima. Assim a recepcionista poderia deixar na sala dela até voltarmos do tour e liberar o quarto para outros hóspedes, pois o check-out era 11:30 e só chegaríamos depois das 12h. Ela foi muito atenciosa em nos oferecer um lanche para levar de madrugada, já que não tomaríamos café lá. Mas recusamos, pois sabíamos que essa refeição estava inclusa no passeio também. E nos foi o suficiente. 4h da manhã acordamos, pois entre 4:30 e 5h a van da Sun Travel passaria para nos buscar rumo ao primeiro tour. É muito comum um determinado passeio não fechar número de pessoas o suficiente na agência. Quando isso ocorre, eles realocam as pessoas para ir com outra agência. Foi o que nos aconteceu no primeiro dia. Entrada por pessoa: 10.000 pesos. As 7h descemos do micro ônibus já nos Geysers e estavam deliciosos -10 graus! Fomos bem preparados com casacos, gorros, etc, pois quando fechamos o pacote o Alejandro (vendedor e guia da Sun Travel) nos alertou sobre a temperatura. O lugar é maravilhoso, e todos são avisados das regras que devem ser seguidas, pois já houve casos de pessoas que morreram no local por desatenção e desrespeito a essas regras. O guia Cristobán era muuuito animado e fez todos acordarem e se interessarem pelas explicações que ele dava. Até o momento que nem frio mais sentíamos <3 Ali mesmo, ao lado do micro, foi montada uma mesa com café, chás, pães, frios, bolos e bolachas e todos conversaram um pouco, comeram e apreciaram a vista. Em nosso tour tinham franceses, chilenos, alemães, brasileiros... Voltamos a estrada e paramos no Vado de Putana. Putana é o nome do vulcão que se vê ao fundo na próxima foto e nesse local se encontra uma ave que faz um barulho parecido com uma risada. Mais a frente, paramos no povoado Machuca, onde pudemos ficar 30 minutos livres, sem guia. Comemos um espetinho de lhama e andamos até uma igreja que tem no alto. Ao voltar para San Pedro, fomos almoçar no Sol Inti (Tocopilla, 130). O menu desse dia incluía entrada, prato principal e sobremesa. Além disso, cada um pediu uma cerveja Austral. Tudo saiu por 17.000 pesos. Buscamos nossas malas e o carro no hostal e fomos fazer o check-in no Hostal Montepardo, onde ficamos até o último dia. Eu amei lá! É muito familiar, a decoração é maravilhosa, tem 3 gatos lindos e o quarto é muito confortável. O Rodrigo nos recepcionou e nos apresentou tudo. Também se ofereceu para explicar sobre a região e ajudar nos tours. Tiramos a tarde para descansar, pois eu estava me sentindo um pouco mal. Acredito que por causa da diferença de temperatura da manhã para a tarde. E também porque vacilei em tomar pouca água só porque estava frio. Fim do dia fomos conhecer o La Frachuteria. É uma casa de croissants e pães comandada por um francês. Vale muito a pena tomar um café lá. Não é barato, mas eu mesma adoro esse tipo de comida e nunca tinha experimentado um tão bom! Cada um comeu um croissant salgado e dividimos um doce (de framboesa com chocolate branco). Eu tomei um café preto pequeno, e o Luís um com leite grande. Tudo saiu por 11.200 pesos. Eu já fui com a ideia de comprar umas lembrancinhas simples para familiares e para a gente também. Gostamos de ter em casa objetos que nos lembre constantemente da viagem. Então fomos até a Feira Artesanal ao lado da Iglesia San Pedro de Atacama. Acredito que os artesãos tem um acordo sobre os preços para não geral muita concorrência. Por exemplo, havia os mesmos objetos em todas as barraquinhas pelo mesmo valor. Uma ou outra se destacava por vender algo diferente. Roupas, decoração, acessórios, ervas, etc. Artesanato não é algo barato e acho que nem deve ser. Achei os preços bem justos. Compramos (quase) tudo o que queríamos para nós e para os outros e gastamos o equivalente a R$80,00 Para esta noite eu tinha reservado há meses o tour astronômico. Era o passeio mais esperado por mim. Ao chegar na agência SpaceObs para pagar, fui informada que estavam cancelando devido a quantidade de nuvens e a Lua cheia. Apesar de ficar muito chateada, eu entendi que é um lugar muito sério. Eles não queriam receber por um passeio do qual eu não desfrutaria completamente. Para quem não sabe, a luminosidade da Lua atrapalha a observação do céu, como o que ocorre com a luminosidade artificial que temos nas cidades. Fica para uma próxima DIA 7 – 29/12/17 (LAGUNAS ALTIPANICAS, PIEDRAS ROJAS E SALAR) De novo não conseguimos tomar café no hostal, mas o Rodrigo deixou preparado um lanche de queijo e peito de peru com uma banana e suco de maçã para cada <3 7:30 a van nos buscou. Foi um tour bem menor, com 8 pessoas. As explicações foram dadas pelo Alejandro em espanhol e inglês. Só nós 2 éramos brasileiros, a maioria eram coreanas e havia 1 italiano. Primeiro paramos no povoado de Toconao, onde observamos a igreja principal da cidade e ouvimos sobre os costumes religiosos e como a colonização espanhola influenciou neles. No caminho até a próxima parada, passamos pela marcação do Trópico de Capricórnio. Lá foi explicado como se reconhece onde está o Norte, Sul, Leste e Oeste. Depois viajamos até Socaire. Lá há um restaurante onde muitas excursões param para tomar café e/ou almoçar. Tinha café, chás, ovos mexidos, manteiga, marmelada e pães. De barriga cheia, fomos a pé até uma outra igreja. Ao voltar, seguimos até as Lagunas Altiplanicas (Mistanti e Miñiques). Ali é paga a primeira entrada do dia: 3000 pesos por pessoa. Há delimitações feitas com pedras no chão para não chegar muito perto. Já voltando sentido San Pedro, paramos para almoçar no mesmo local que tomamos café, isso já era 15:30. Estava inclusa a limonada, a entrada e o prato principal. Como em todos os lugares que servem menu do dia, você tem 2 opções de entrada para escolher e de 3 a 5 opções de prato principal. Piedras Rojas acredito ter sido o lugar que mais gostamos de visitar. A paisagem é maravilhosa e o contraste da água clara com as pedras avermelhadas é demais. Nossa última parada foi o Salar de Atacama. Para entrar lá, cada pessoa paga 2500 pesos. Observamos mais de perto os Flamingos Andinos (existem 3 espécies na região e eles explicam como as diferenciar pelas cores) e soubemos um pouco mais sobre a Artemia salina, crustáceo que é o principal alimento para os flamingos manterem sua cor. Chegamos em San Pedro por volta das 18:30. Fomos até o hotel tomar um banho e sair para jantar. Nesta noite comemos no Barros Cafe (Tocopilla, 418). Ali não tinha opção de menu completo, então fomos direto ao prato principal: o meu era um quiche de queijo gouda com cebolas caramelizadas e acompanhava salada. Do Luís era um lanche bem grande, mas não me recordo tudo o que vinha nele. Dividimos uma Pisco Sour com Rica Rica (é uma planta de gosto mentolado) e tudo saiu por 15400 pesos sempre com os 10% incluso. DIA 8 – 30/12/17 (LAGUNA CEJAR, PIEDRAS E TEBINQUICHE) Chegou nosso último dia na cidade Tomamos um café maravilhoso no Montepardo e fomos alugar uma bicicleta. Não me recordo o nome do lugar, mas fica no início da Caracoles (se vc começa-la pela rua Ignacio Carrera Pinto). Se for nesse sentido será o primeiro lugar escrito Rent a Bike a esquerda que verá. Pagamos 8000 pesos para usar as 2 bikes por 6 horas (mas ficamos bem menos que isso). Está incluso o capacete, colete verde de segurança, kit remendo de pneu, bombinha e cadeado. No dia anterior eu machuquei minha perna esquerda e estava com dor muscular. Por isso usamos a bike para ir só até Pucará de Quitor (dá uns 6km ida e volta). A entrada lá custa 3000 pesos e leva 2h aproximadamente para percorrer tudo. Devolvemos as bicicletas e finalmente conseguimos sentar no ChelaCabur (Caracoles, 212). É um pub que só toca rock e vende várias cervejas nacionais muito boas. Sempre que passávamos lá estava muuuito cheio. Acho que só pegamos mesa porque devia ter aberto há poucos minutos. A partir das 12:30 você pode pedir pizza. Eles encomendam da Pizzeria El Charrua e vc come na embalagem mesmo com guardanapos. Lá sai barato pedir garrafa tipo litrão. Tem de 3 marcas e sai por 2500 pesos cada! Mas como queríamos experimentar outras do cardápio, fomos pedindo em tamanhos menores. Tomamos umas 5 (algumas de 500ml e outras de 330ml) e pedimos pizza de mussarela. Tudo saiu por 30100 pesos. Nos empolgamos, mas pelo menos o que sobrou da pizza foi nossa janta para compensar o gasto. Voltamos para hotel para descansar e trocar de roupa, já que as 15:50 tínhamos que estar na agência para visitar a Laguna Cejar e Tebinquiche. Entrada na Cejar: 17000 pesos. É a entrada mais cara e lá nos explicaram o porque. Uma das atrações é você entrar na Laguna Piedras para flutuar, pois ela tem 9x mais sal que o mar. Como estamos sempre com protetor solar e também levamos sujeira do corpo à laguna, o tratamento daquela água sai caro para o Parque. Lá nos perguntamos: mas não era na Cejar que se entra para boiar? Pois é, entramos na Piedras. Há uma proteção em volta da Cejar, um deck de madeira com proteção de ferro para delimitar até onde podemos ir. Eu sinceramente não entendi se nunca pôde entrar lá ou se isso é recente e transferiram o “mergulho” para a Piedras, pois todas as informações e relatos que lemos antes da viagem se referiam a Cejar. Como saímos cheios de sal da laguna, pudemos tomar uma ducha (proibido usar sabonete ou shampoo) e nos trocar antes de seguir até os Ojos del Salar. Lá, em um dos “ojos”, da para mergulhar, mas precisa saber nadar (sua profundidade não é totalmente conhecida, mas estima-se ter mais de 20 metros). Então por este motivo não entramos Por último, chegamos a Tebinquiche e tínhamos uns 15 minutos para percorrer o limite em volta dela até a mesa estar posta. Enquanto apreciávamos o pôr-do-sol, comemos uns snacks (amendoins, bolachas e batatas) e tomamos a famosa Pisco Sour (tinha opção de suco para quem não bebe). De volta para San Pedro levamos esse fim de tarde maravilhoso na memória como uma despedida do dia e de lá. Queremos voltar, não deu pra ver tudo o que queríamos e o legal – ao meu ver, claro - é você realmente aproveitar a cidade. O bom de ficar mais dias seria ter pausas entre os passeios para não se esgotar muito. O sol e a secura do tempo nos deixou mais cansados do que o normal, apesar de não sentirmos os males da altitude. No relato da volta serei mais sucinta, pois as novidades já se foram. DIA 9 – 31/12/17 (ATACAMA – SANTIAGO DEL ESTERO) Antes de partir, abastecemos no posto COPEC que fica na Toconao. No Chile usamos a gasolina 93 que equivale a nossa comum aqui, enquanto a 95 seria uma aditivada (tem a 93, 95 e 97). Saímos as 8:30 e começamos a voltar. Fizemos um caminho um pouco diferente da ida e dormimos em Santiago del Estero. Nesse trecho teve apenas 1 pedágio de 5 pesos. Nos hospedamos no Hotel Ciudad que fica bem no centro. A diária saiu por $61,71 (dólares) com café e estacionamento. Após o check-in e um banho, saímos a pé para procurar um lugar aberto para comer. Quase tudo fechado e os que estavam abertos eram muito longe do hotel – não queríamos entrar no carro de novo – ou só com reserva para a ceia e festa. Até que no quarteirão de cima do hotel encontramos o Alma. É um restaurante muuuito pequeno, uma portinha na verdade com 1 mesa na calçada que faz comida árabe. Pedimos 6 esfihas, 4 blakavas de sobremesa e uma coca e pagamos 150 pesos. Deixamos 50 pesos de gorjeta para o dono, que é Sírio na verdade. E apesar de ser uma prática muito comum na Argentina, ele não queria aceitar. Insistimos e ele ficou bastante feliz. Deu um beijo e abraço em nós 2 e nos acompanhou até a calçada. Não vimos os fogos, na verdade acordamos com eles hehe DIA 10 - 01/01/18 (SANTIAGO DEL ESTERO – POSADAS) Após o café da manhã com muitas meias-luas, seguimos por mais 948km até Posadas. Tivemos 3 pedágios para pagar: dois de 30 pesos e um de 15 pesos. Dormimos no Hotel Maryland, opção mais barata que o booking nos deu para aquele dia ($52). O hotel é bem simples, até por isso achei um pouco caro pelo o que oferecia e pelo o que encontramos nos dias anteriores. Mas era confortável e era só isso que precisávamos, na verdade. De novo começamos a saga de procurar algo para comer. Tudo fechado e não queríamos comer salgado no posto. Rodamos um monte com o carro até acharmos uma pizzaria e lanchonete que nos custou apenas 80 pesos por 2 lanches e 1 coca-cola! DIA 11 - 02/01/18 (POSADAS – JARAGUÁ DO SUL) Tínhamos a opção de passar pela fronteira de Porto Xavier, de balsa. Mas resolvemos subir até Dionísio Cerqueira (mesmo lugar que entramos na Argentina) e de lá voltar pela mesma estrada até Jaraguá do Sul/SC. Tivemos só 1 pedágio de 20 pesos. Foi uma viagem tranquila apesar da chuvinha, da neblina e do trânsito que encontramos no Brasil, totalmente diferente das estradas desertas que já estávamos acostumados. Resumindo: Nosso gasto total foi de 3500 reais por pessoa para 11 dias. Podíamos ter cozinhado mais para não comer tanto fora, dormir em hostel com quarto e banheiro compartilhado, não comprar lembrancinhas, ir com mais pessoas no carro. Enfim, dá pra fazer essa viagem com menos grana ainda! Valeu demais a experiência, com certeza o que vivemos brevemente lá nos deu muitas lições sobre pessoas, valores e prioridades. Desculpem o tamanho do relato e por ter esquecido o nome de alguns lugares. Postamos mais fotos no instagram @mrlaalm e @luizion_ e se quiserem perguntar algo por aqui, ficarei feliz em poder ajudar. Beijos e até um próximo relato!
  2. 1 ponto
    Acho que um dos pontos altos em minha vida foi ter colocado os pés nesse lugar, e com meus próprios olhos ver o que possívelmente será do planeta quando nós, humanos, partirmos dessa para melhor. Chernobyl é mesmo um local único e assustador. A vegetação descontrolada e livre, as paredes caindo, vidros quebrados, portas arrebentadas e objetos pessoais deixados para trás. Não apenas isso, Chernobyl é uma oportunidade única de vivenciar uma era congelada no tempo, a era soviética. Vamos aos fatos: • Chernobyl é o nome de uma pequena cidade (agora fantasma) localizada no norte da Ucrânia, muito perto da fronteira com a Bielorrússia. Próximo dali foi construída, ainda na antiga União Soviética (URSS), uma central nuclear. A cidade próxima deste local, e que de fato sofreu com a tragédia, é um pouco menos conhecida, e leva o nome de Pripyat. Ainda que não muito grande, em Pripyat viviam cerca de 50 mil pessoas, quando em 1986 um teste na usina deu errado, e um dos reatores colapsou, liberando altíssimas doses mortais de radiação por toda a área! Após o acidente, 3 dias depois as pessoas tiveram que sair às pressas de suas casas, por odem do governo, sem nem mesmo saber o motivo. Muitos pensavam que voltariam após alguns dias. Mas não foi bem isso o que aconteceu… Conhecendo o inimigo: a radiação Existem 3 tipos de radiação, conhecidas como radiação alfa, beta e gama. Os dois primeiros tipos são partículas sem muito poder de penetração, e que são barradas por poucos milímetros de proteção, como chumbo. A radiação gama, por outro lado, tem altíssimo poder de penetração, sendo necessária por vezes uma placa de chumbo de até 10 cm para contê-la. Por esse motivo, a primeira recomendação no tour é: UTILIZE ROUPAS QUE CUBRAM TODO O CORPO! Utilize camisas de manga longa, calças compridas e um calçado fechado, como bota. É óbvio que isto não barra toda a radiação incidente, mas pelo menos dos dois primeiros tipos você estará “a salvo”. Mas não se preocupe! O tour é seguro e bem feito. Na verdade, mesmo em uma radiografia (raio-x) ou um voo de longa duração recebemos uma certa dose de radiação. Então vai sem medo e curta esse lugar peculiar! Como chegar a Chernobyl? Simples: com um tour! Esta é a única maneira legal de se entrar na área. Apenas agências de turismo autorizadas e credenciadas pelo governo ucraniano têm permissão para realizar esta atividade. Em geral, todos os tours partem da capital ucraniana, Kiev. Na minha ida contratei o tour de 1 dia da companhia Chernobyl Tour (https://chernobyl-tour.com/english/). Na altura, fui no mês de agosto (alta temporada) e paguei cerca de USD 100,00 por todo o processo. Neste preço estava incluso o transporte de ida e volta, autorização para entrar na área e guia. Por falar nisso, a guia do tour era muito bem informada e prestativa. Sem dúvidas recomendo esta empresa. Feito isso, pé na estrada! Chernobyl possui 2 zonas de exclusão, uma de 30km e uma de 10km, contados a partir do marco zero, ou seja, a usina nuclear (ou o que sobrou dela). Cada uma das zonas é um posto de controle, vigiado pelo exército ucraniano, e este será seu primeiro contato com o local. Logo na primeira zona, a de 30km de distância, a van parou e descemos todos para que fosse feita a verificação dos passageiros. Nesse momento, checaram nossos passaportes e tudo mais, incluindo a autorização da agência para realizar esta atividade. Detalhe: brasileiros não precisam de visto para visitar a Ucrânia Passado pelo primeiro controle, seguimos em frente, agora já dentro da zona fantasma! Digo fantasma, pois desde o acidente em 1986, não há mãos humanas que façam a manutenção do local, e assim a natureza foi tomando conta. Prédios e casas foram abandonados, sofrendo com o tempo. Abaixo, uma foto de um antigo mercadinho soviético que ali existiu. Nem produtos, nem pessoas, nem nada. Só as marcas sombrias do que um dia foi uma próspera civilização. Quando estava lá, por vezes me sentia mesmo em outro lugar. Um cenário pós-apocalíptico, talvez. É realmente impressionante! Continuando o caminho pela estrada, chegamos na entrada da antiga cidade de Chernobyl! Sabe o que é interessante? Ainda moram pessoas lá!!! Cerca de 500 trabalhadores estão morando nesta cidade. Estas pessoas estão encarregadas de, em turnos, construir o novo galpão de contenção de radiação da usina, pois o antigo está vazando. Certamente estes são trabalhadores mais bem pagos, por razões óbvias. Ainda assim, como disse, no acidente a cidade de Pripyat foi muito mais afetada, pois está mais próxima da usina, e é para lá que seguimos. Após andar mais um pouco com a van, chegamos na última fronteira, a zona de exclusão de 10 km. Deste ponto em diante é terminantemente proibido passar a noite. Nesta área a radiação é de fato muito maior do que na cidade de Chernobyl em si! Difícil de acreditar, mas Pripyat é mesmo o local mais afetado, embora o acidente leve o nome de “Chernobyl”. Aqui as coisas ficam estranhas! Não são apenas casinhas e supermercados abandonados, é uma cidade inteira! Uma cidade inteira, com ruas, prédios, avenidas e praças tomadas pelo tempo. Uma história que está aos poucos se apagando com o passar dos anos. Vazio, apenas. Só se ouve o vento. O vento que corta os vidros quebrados das janelas. Na escola, ou o que sobrou dela, não se aprende mais nada. Livros espalhados pelo chão e cadeiras velhas apodrecendo nos dão uma aula importante da nossa fragilidade perante a natureza. Nas paredes da escola, o antigo sonho soviético de conquistar o espaço vai desbotando na solidão. A partir daí estávamos andando a pé, explorando a assombrosa e quieta cidade de Pripyat. Nos deparamos com uma antiga creche abandonada, que sem dúvidas é um lugar peculiar. Quando você pensa que está só, tem sempre uma boneca velha malvada te espreitando. Ou mesmo um coelhinho de pelúcia que às pressas foi deixado para trás. Continuamos nosso caminho, e aos poucos vamos encontrando ruas e paredes que perderam a batalha nesta cidade. Na cidade, um dos locais que mais marca presença é um antigo parque de diversões, que sequer chegou a ser inaugurado. Estes brinquedos nunca viram a diversão. Na frente, um campo de futebol que já não mais vê partidas e momentos de descontração. Em alguns lugares, o medidor já nos dá os alertas dos perigos. Obs: este contador pode ser alugado no tour por cerca de 6 ou 7 dólares, e no final do dia você ganha um certificado de visita constando a sua dose de radiação recebida. (Um belo de um souvenir para colocar na parede!) Seguindo em frente, entramos em um velho prédio. Lá, uma cena arrepiante: máscaras de gás utilizadas pelos corajosos heróis que prejudicaram suas vidas tentando conter a radiação. Ao fim do tour, passamos em frente à usina nuclear, que deu origem à tudo isso. Uma oportunidade de registrar o momento único na vida. Ao final do dia, voltamos em direção à van e regressamos para Kiev. Chernobyl é um lugar a se conhecer, e seguindo as instruções de segurança é seguro. Há, de fato, radiação, mas nada tão absurdo se vc evitar determinados lugares por lá. Na verdade, recebemos muito mais dose de radiação em uma viagem intercontinental de avião, do que em um tour por aquela região. Podem ir tranquilos. Por fim, fica aqui uma imagem que traduz este relato.
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    Quando você dorme numa casa de família, somos tremendamente bem tratados, verdadeiramente como membro da família. As coisas acontecem sutilmente, mostrando o amor que essas pessoas sentem pelo próximo, quando você pergunta para os anfitriões, por exemplo, que horas vai ser servido o café da manhã, eles não respondem, simplesmente te perguntam: Que horas que vcs querem! Ou seja, estão te mostrando que estão ali para te atender! Isso é uma forma clara de demonstrar AMOR ao semelhante. Obs.: Apesar da dona Cleusa ter dormido um pouco tarde, serviu café da manhã antes das 05 da manhã. 4° dia - 17.06.2018 - Sábado Saída da fazenda do Sr Kinzinho e chegada a Jaranápolis (distrito de Pirenópolis -Go) +-22 kms em aprox. 05:10hrs Acumulado: 111 kms Dona Cleusa preparou café da manhã bem cedo, apesar do trecho de hoje ser curto, preferimos caminhar com o tempo frio, pois o calor tá muito forte, mesmo sendo inverno. Depois de 4 quilômetros e 00:50hrs chegamos ao pequeno distrito Caxambu, atravessamos e viramos à esquerda e pegamos estrada de terra com poucas subidas e descidas leves, muitas retas. Trecho mais tranquilo até agora, somente estrada de terra, com muita criação de gado de corte. Depois de 3 horas de caminhada chegamos na BR(rodovia Belém x Brasília) , viramos à direita nela(estrada asfaltada com muito movimento de veículos), e seguimos +- 1 km, na terceira entrada à esquerda (tem uma árvore grande e uma casa que vende coco), vire à esquerda. Pegamos estrada de terra com subidas e descidas leves, aqui não entra em nenhuma porteira de fazenda, sempre reto. Depois de uma casa do lado direto chegamos num entrocamento e seguimos reto, atravessamos uma porteira e entramos numa fazenda. Depois dela , siga sempre reto, passando por porteiras. Entramos num grande pasto cheio de bois, mais à frente atravessamos plantação de eucaliptos, chegamos num entrocamento e viramos à direita numa estrada de terra, com poucas subidas e descidas leves, seguimos até o distrito de Radiolandia. Neste distrito não tem hospedagem, então paramos num bar/mercearia e conversando com o pessoal, um deles nos levou até 7 kms adiante no distrito de Jaranapolis (Pirenópolis), pagamos $30. Tem ônibus que sai de Radiolandia para Jaranapolis entre 13:30 e 14:00hrs Comemos Self-service à vontade por $10 por pessoa na beira da rodovia em Jaranápolis. Jaranapolis: pequeno distrito, tem somente uma pousada e 2 restaurantes, comércio bem básico (farmácias, supermercados...) Hospedagem: Pousada Caboclo, na beira da BR, fones: 99420-0611 e 99228-6734, camas duras e pequenas, tv aberta, wifi, ar condicionado, frigobar, banheiro privativo, limpo. Preço $75 por pessoa com café da manhã. E não é! Árvore majestosa E agora. .... Perfeito! Chegando a Radiolandia, céu sem nenhuma nuvem
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    Usei e uso o Ziggy, acho extremamente eficiente no isolamento, bem confortável e resistente. Fui pra Serra fina, papagaio, Torres del Paine e Ushuaia com ele e não senti frio não. O grande problema dele é o peso mesmo, mas se não se importar com isso pode ir nele. Eu tô procurando algo mais leve, talvez o Eva mesmo.... vamos ver
  5. 1 ponto
    Parabééééns!!! Estou exatamente nessa vida há 3 anos e meio e vivi exatamente as mesmas coisas (óbvio que cada um de um jeito), as mesmas sensações antes, durante e aprendi mais do que nas duas faculdades que fiz, em qualquer emprego que tive...Foi a melhor escolha da vida, é VIDA. E comecei aos 37 anos e não foi tarde. Nunca é tarde. Se eu tivesse escolhido fazer aos 70, teria sido perfeito de qualquer forma. Que lindo que tu conseguiste fazer antes... Parabéns de novo!!! Em setembro começo o mesmo roteiro que tu fez (estou em casa dando uma visitada), mas nunca mais me imagino naquela vida padrão. Os valores aqui dentro cresceram, o que importa mudou e o mundo é só um motivo para aprender, conhecer gentes e amar a todos, sem diferença! Grande beijo e gigantes jornadas pra ti!
  6. 1 ponto
    Que lindo Jessica! Parabéns pela coragem! Tô querendo fazer o mesmo, mas um pouco apreensiva ainda... Muita sorte e luz na sua caminhada! :*
  7. 1 ponto
    O mundo precisa de pessoas com atitude e coragem para assumir os próprios quereres. Você está literalmente neste caminho. Sei de onde você vem mas sei que é impossível prever até onde você pode chegar. Os jovens precisam de exemplos para encarar essa grande aventura que é o viver em um mundo real. Temos que sair das tocas, temos que desatar os laços que nos prendem à nossa zona de conforto e seguir em frente. Não é fácil, mas pelo caminho vamos encontrar pessoas, gente pela qual vale a pena acreditar.Te desejo uma vida nova a cada km percorrido e que você saiba por na mochila todo o aprendizado que está encontrando por este novo caminho.
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    Keep shinning crazy diamond!!! Seu exemplo é muito importante!!
  9. 1 ponto
    @Jéssica Valcazara , parabéns pela coragem, força de vontade e experiência vivida. Se possível, traga mais informações sobre o seu mochilão, para inspirar mais pessoas.
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    Admiro sua coragem e te desejo toda as energias boas deste universo <3 Um dia quem sabe tomo coragem também
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    Portugal é um país que aprendi gostar. Não era aquele país dos meus sonhos de criança como França e Egito, eu tinha muitos preconceitos como muitos brasileiros ainda tem devido à nossa colonização, ao que é ensinado nas escolas e principalmente à falta de conhecimento. Depois que, ainda aqui no Brasil, comecei a mergulhar um pouco na sua cultura e história foi que me surgiu uma vontade (ainda pequena) de conhecer este país. Em 2008 pisei por lá a primeira vez e depois disso outras 4 vezes. É um dos países que eu escolheria para morar se fosse possível no momento. Adoro sua cultura, história, paisagens e sim... até seu povo. Este não é um relato de viagem, mas sim um apanhado geral do pouquinho que conheço de Portugal. Deixei de fazer os relatos no calor da viagem e por isso acabei perdendo as anotações dos valores gastos, dos horários, das ideias...mas não perdi as memória, emoções e principalmente...as fotografias. Escrevo aqui não como uma ajuda prática, que muitos buscam no fórum. Escrevo mais como um "apelo" a mais para que conheçam Portugal. Lisboa, Porto, Mafra, Fátima, Tomar, Óbidos, Ericeira, Sintra, Cascais, Estoril, Vila Franca de Xira serão algumas das cidades que "visitaremos" com algumas fotos. Espero que gostem. Vamos começar por Lisboa? Claro, a maior cidade de Portugal, e na minha opinião uma das melhores cidades para turismo na Europa. Digo isso um pouco por experiência própria e muito baseado em pesquisas anuais sobre turismo. Sim, Lisboa (e Portugal) como um todo é frequentemente citada como destino nota máxima, digamos assim. Boa infraestrutura para os visitantes, transporte público eficiente, belas paisagens, arquitetura preservada, clima ameno e por ai vai.
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    Passei um bom tempo longe deste post, na verdade me esqueci de acrescentar a visita que fiz a Mafra, mais especificamente ao Palácio Nacional de Mafra ou Convento de Mafra. Trata-se de um dos grandes monumentos de Portugal, que teve sua pedra fundamental colocada a 300 anos! "Mandado construir no século XVIII pelo Rei D. João V em cumprimento de um voto para obter sucessão do seu casamento com D. Maria Ana de Áustria ou a cura de uma doença de que sofria, o Palácio Nacional de Mafra é o mais importante monumento do barroco em Portugal. Construído em pedra lioz da região, o edifício ocupa uma área de perto de quatro hectares (37.790 m2), compreendendo 1200 divisões, mais de 4700 portas e janelas, 156 escadarias e 29 pátios e saguões. Tal magnificência só foi possível devido ao ouro do Brasil, que permitiu ao Monarca por em prática uma política mecenática e de reforço da autoridade régia." Seu interior é rico em obras de arte e mobílias. Abaixo a igreja do palácio. Sem dúvidas o maior "tesouro" de Mafra é sua biblioteca, considerada uma das mais bonitas do mundo. Infelizmente não encontrei nenhuma fotografia nos meus arquivos, mas para ilustrar tem esta do site http://www.palaciomafra.pt
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    Hoje minhas memórias vão para Ericeira, linda cidade a uns 40 km de Lisboa e 20 km de Sintra. A cidade é uma daquelas à beira de um penhasco, com a maioria das casas pintadas de branco com detalhes em azul. Muito agradável. É uma cidade famosa pelo surf, imagino que no verão fique lotada, pois é um lugar muito agradável, com pôr-do-sol espetacular. Em Ericeira uma boa visita é a Aldeia Típica de José Franco. É como se fosse um museu em miniatura sobre o Portugal típico, com várias casinhas decoradas tradicionalmente e com bonecos e vários utensílios feitos pelo tal José Franco. Infelizmente perdi várias fotos de lá só sobraram poucas e já era noite.
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    Minhas lembranças agora seguem para a cidade do Porto. Foi um bate-e-volta, sai bem cedo de Lisboa e cheguei à estação de Campanhã depois de 2:30h. Porto é uma cidade belíssima, dizem ser a Londres portuguesa pois tem muitos dias nublados, mas quanto lá estive estava tempo bom. A arquitetura é rica, e apesar das ladeira é um prazer andar pelo centro. O ponto mais alto da cidade é a Torre dos Clérigos. A subida é difícil, mas vale muito pela vista da cidade! Para quem tem pouco tempo como foi o meu caso, vale comprar o passe para o ônibus turístico. Passa-se nos principais pontos da cidade, inclusive atravessando para Vila Nova de Gaia pela ponte D. Luís I. Em Gaia é que se tem noção da incrível beleza do Porto, como o bairro da Ribeira. Para quem gosta, a boa é visitar as caves de Vinho do Porto, como a famosa Ferreira. Não deu tempo para mim ... fica pra próxima! Sé do Porto... Abaixo o Porto e suas pontes sobre o rio D'Ouro.
  17. 1 ponto
    Outro bom lugar para visitar em Sintra é a Quinta da Regaleira. Lugar muito bonito, cheiro de simbolismo ligado à Maçonaria, aos Templários e à Rosa-Cruz. São vários túneis, muitas grutas e lá fica o famoso Poço Iniciático. De lá eu recomendo muito ir conhecer o Cabo da Roca, simplesmente um dos lugares mais bonitos que já visitei. Dei uma tremenda sorte pois no dia fez sol. Como escreveu Camões: "Aqui ... onde a terra se acaba e o mar começa..."
  18. 1 ponto
    Pegando o comboio na estação do Rossio com destino à Sintra, no meio do caminho fica a região de Queluz. Indico uma visita ao Palácio Nacional (do século XVIII) , onde a família real portuguesa viveu até a fuga para o Brasil em 1807. Foi neste palácio que nasceu (e também morreu) Dom Pedro I - Predro IV para os portugueses. Desculpem por aparecer em muitas fotos, pois dessa vez eu não tinha levado minha máquina! De lá siga para Sintra, que cidade encantadora! De vários lugares avista-se o Castelo dos Mouros... ... e o Paláco Nacional da Pena ... O Palácio Nacional de Sintra também é uma boa visita, mas o menos interessante de todos. Abaixo o Castelo dos Mouros visto do alto...e a cidade de Sintra.
  19. 1 ponto
    Voltando ao centro, um ótimo lugar para conhecer é o Chiado, ali a vida noturna é intensa juntamente com o Bairro Alto e Alfama (na colina oposta) e vai até altas horas. Durante o dia é uma caminhada agradável, apesar das ladeira. Por lá ficam a famosa cafeteria A Brasileira com a estátua de Fernando Pessoa e também varias lojas de marcas famosas. Um shopping pequeno, porém agradável é o Armazéns do Chiado, existe uma loja da Fnac entre outras. Continuando pelo centro, é uma boa atravessar o Rossio e ir conhecer a Rua Augusta. São vários quarteirões apenas para pedestres, terminando em um bonito arco. Finalmente chega-se ao Terreiro do Paço, ou Praça do Comércio. Na época que fui estava em reforma (já concluída). Como este dia estava quente em Lisboa eu merecia....
  20. 1 ponto
    Abaixo a Praça de Touros do Campo Pequeno. Hoje ainda ocorrem corridas de touros e muitos shows. Abaixo da praça existe um Centro Comercial. É fácil chegar de metro. Seguindo agora para a Estação Oriente, chegamos ao Parque das Nações, a parte mais moderna da cidade. O Parque da Nações foi construído para sediar a Exposição Mundial de 1998.
  21. 1 ponto
    Thiago Gentil , Com relação a Nepal " aguentar o tranco " não posso te confirmar com certeza absoluta ..pois dpende do tranco ( neve ..ventos , etc ) . Fiz a escolha pela Nepal baseado em alguns pontos . Uma barraca para 3 estações , resistente a chuva ( sobreteto 3000 e piso 6000 ) , relativamente leve ( menos de 2 kg ) , com espaço interno que comporte duas pessoas de 1,80 m ( eu e meu irmão ) com duas portas , boa area de ventilação e avanço adequado para manter equipos . Sabedor de seus pontos negativos ( apenas uma vareta e não ser autoportante ) , não pensei em utilizá-la em climas extremos - pois aí , caberia uma de 4 estações cujo custo elevaria . Acredito ter feito a escolha certa . Em el Chalten , os camps estão em uma área relativamente protegida de ventos fortes ( saber escolher o bom local para armá-la ) e o solo não ser rochoso - facilita a fixação com os espeques de alumínio . Um ponto que acho importante foi a condensação que aconteceu numa noite muito fria ( negativa ) . Acredito que geramos muito calor e com pouca ventilação ( a "saia " presa por pedras cria-se um efeito estufa ) . Fica a dica ...prender a saia da Nepal e usar um bom saco de dormir . Não pegamos chuva e nem vento forte . Outros detalhes ....te informo . abraço !
  22. 1 ponto
    Olá JJM! Note que quando me referi ao fato da Nepal aguentar as condições típicas da Patagônia (leia-se ventos fortes) eu disse "abrigada". Aliás, que fique a ressalva: não há barraca totalmente indestrutível frente a vento e totslmente exposta, seja na Patagônia ou não. A Nepal, insisto, montada corretamente (fixados seguramente todos os cordins) e em local abrigado suportará ventos fortes mas não fará milagres se a coisa "enfeiar". Abraço!
  23. 1 ponto
    Olá Coxinha! Perdoe, mas só hoje vi este tópico ao passear aqui pela seção de "barracas"... Vou emprestar aqui uma imagem sobre isso que talvez te ajude um pouco. Depois me fala se restou alguma dúvida mais específica e então complemento, ok?! Essa imagem foi feita por um colega aqui do Fórum, só não lembro agora quem foi: Abraço!
  24. 1 ponto
    O anzol serve pra engatar em raizes, caules, pedras, etc... em lugares em que não é possível enfiar/enterrar o espeque. Como as barracas da Aztec não são auto-portáveis é extremamente nescessário esticá-la toda, senão ela não fica em pé.
  25. 1 ponto
    Oi Elaine! nossa viagem tá chegando!!! vou postar abaixo dicas de amigo meu que acabou de voltar de lá. achei bem legais. - qdo vc voltou, tava dando qtos graus? tô na expectativa de pegar 5/10 graus. brbrbrbr... Na Itália tava agradavel, cerca de 25 graus. De noite esfria, mas nada demais. Na frança tava frio. Mais que na inglaterra. Va preparada pra abaixo de 10 graus. Ah... LEVE O GUARDA_CHUVA!! Em Londres não pára de chover rsrs - onde vc rangava? me preocupo com o custo de Londres... libra não é brincadeira. Em londres eu não me preocupei muito em comer em lugares bons não. Eu comia na rua mesmo, mcdonalds, pizza, o que vier... Eu tinha q fazer lanches curtos pq tava muito corrido. Ah.... uma dica importantissima. Se vc for andar de metrô, compre o 1 day pass. O ticket de metro la é um absurdo, 4 libras por viagem. Como vc tende a entrar e sair varias vezes, vc economiza fazendo isso. Custa 8 libras o passe em horario de pico e fica 6 libras depois das 9:30 da manhã. Vale muito a pena isso. <<>> - como foi na imigração inglesa? vc entrou lá com algum medicamento?? vou precisar tomar meu dorflex pra coluna, e não sei se dá pra levar. foi tranquilo na imigração. me perguntaram o q eu ia fazer na inglaterra, eu disse q estava de ferias. perguntaram qnts dias eu ia ficar la, eu respondi e ainda mostrei o voycher da passagem aérea de volta pro brasil. foi tudo bem. eu tb levei remedio pra coluna e eles não revistaram nem pergutaram nada. Nao deixe de levar seus remedios viu? minha coluna tb atacou feio la porcausa do esforço que fiz. Ah.... compre os ingressos da madame tussauds e london eye no site deles. eles fazem uma casadinha que sai mais barato e vc tem direito de entrar sem pegar fila. vale a pena.
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