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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 12-12-2018 em todas áreas

  1. 1 ponto
    Olá! Pretendo fazer uma trip pela Chapada Diamantina no final do ano, após o Natal. Gostaria de companhia disposta a fazer trilhas e desvendar a natureza Baiana. ✌
  2. 1 ponto
    Andei alugando um carro pela InterRent no Uruguai e não gostei. Li alguns relatos aqui no fórum atribuindo a eles o menor preço imbatível na Europa, em Portugal e Espanha ou coisa assim. Faz sentido: também foi o menor preço que encontrei. Nada de errado com o carro, que inclusive tinha o adesivo Europcar. Mas o atendimento é muito ruim. Acredito que esteja aí o pulo do gato: eles talvez não tenham uma frota própria e são simplesmente um esquema de cortar custos com o "middle management". Minha experiência: cheguei no aeroporto de Montevidéu e descobri que não há um guichê da companhia. Eles se baseiam no horário que você indicou na reserva (e deveria ser apenas uma estimativa) e mandam uma pessoa ficar circulando pela área de desembarque com uma plaquinha. Problema: você não sabia que funcionava assim, indicou o horário que te parecia mais plausível (e pode não se cumprir por uma infinidade de motivos - atrasos no voo, na retirada da bagagem, na alfândega etc) e chega lá pra encontrar uma pessoa que tá puta, te esperando há horas (a menos que haja muitos outros viajantes para encontrar). Você quer detalhes de como funciona o contrato (o que eu faço se acontecer X ou Y?) e a pessoa quer te dar o carro e vazar o mais rápido possível. Tentando abreviar o assunto: talvez funcione bem na Europa, pelo padrão de atendimento que é exigido dos prestadores de serviço em geral, mas noutros lugares vc pode acabar se arrependendo de ter economizado uns trocados pesquisando com o Rentalcars, pois teria uma estrutura mais confortável de apoio com uma empresa maior.
  3. 1 ponto
    Alter do Chão é o máximo, é DEZ para crianças e adultos, é um paraíso em plena Selva Amazônica. Se hospede em um hotel mais central, próximo a praça, para saborear o melhor da culinária local. Se dou uma dica de um site e aplicativo, AIRBNB, o link postarei abaixo https://www.airbnb.com.br/c/josehiltonp1?currency=BRL é o melhor site e apliativo para a escolha de hospedagens. faça os passeios que vão te oferecer logo que você chegar a praia, é mais barato que os hoteis oferecem e muito melhor.
  4. 1 ponto
    @Bruna Queiroz Veiga Oi bruna! Vou com meu namorado pra ilha grande no reveillon, mas ja fechamos uma pousada. Pensei em criar um grupo no whatsapp com o pessoal daqui pra trocarmos informacoes e tentarmos marcar coisas por lá. O que acha?
  5. 1 ponto
    Estou montando roteiro para março ou abril de 2019, Tailândia, Camboja e Vietnã.
  6. 1 ponto
    @Vinicius Leite Chucre Oi Vinicius, estarei por la paz nessas datas! Me envia teu contato, a gente pode criar um grupo com essa galera e talvez se encontrar por lá 61 999428501
  7. 1 ponto
    Pessoal to indo agora em novembro pra la paz, alguem sabe se é possivel estrangeiros cadastrarem chip na bolivia? Pelo que li internet wifi não é tao acessivel ainda. Ouvi dizer que a melhor operadora por lá é a entel. Alguém tem mais informações sobre essa questão de chip/operadora? Obrigado
  8. 1 ponto
    Na primeira semana de outubro, fui com um amigo conhecer Arraial d'Ajuda e cidadezinhas próximas: Trancoso e Caraíva. Fomos do Rio de Janeiro de GOL (vôo com escala em Brasília), chegamos em Porto Seguro às 11:20h. Não alugamos carro, fizemos tudo por conta própria. Vou detalhar tudo para vocês. Fiquei hospedada em 2 hotéis da Rede Porto Firme: Saint Tropez e Arraial Bangalô. Do dia 02 a 04 no primeiro, e do dia 04 a 07 no segundo. Ambos são MARAVILHOSOS! O Saint Tropez tem um ar de sofisticação e o atendimento foi perfeito, a praia do Parracho, que fica em frente, é tranquila e muito bonita. Andando 800m para a direita, praia da Pitinga, e 800m para a esquerda, praia do Mucugê. Fiz ambos os trajetos andando pela areia. Tranquilo! A localização é um pouco afastada do centro, mas taxis levam e trazem por R$20 o trecho. Fui em dupla, então, R$10 pra cada (as vans custam R$3,50). OBS.: Para ir ao centro, o hotel oferece uma van às 18h para os hóspedes. Super recomendo para quem gosta de glamour, sofisticação, sossego e pé na areia! O Arraial Bangalô é todo cercado de árvores e pé na areia mesmo (cadeiras de sol na areia dentro do hotel). A praia em frente é a Apaga Fogo, que possui em algumas épocas do ano, desova de tartarugas bem em frente ao hotel. Quando a maré está baixa se formam algumas piscinas naturais em frente ao hotel. E por possuir muitos recifes de corais e pedras em frente (com ouriços e peixinhos), basta andar 30 metros para direita ou esquerda, para conseguir entrar no mar. A praia é deserta, muito tranquila! Ponto positivo: O hotel fica muito perto da balsa que leva a Porto Seguro e mais perto do centro. Vans passam a todo instante e rodam a noite toda. R$3,50 é o preço. PRIMEIRO DIA (02/10 - terça-feira): Chegamos em Porto Seguro pela GOL às 11:20h. Do aeroporto pegamos um táxi até a balsa de Porto - Arraial d"Ajuda (R$30 reais). Atravessamos de balsa (R$4,50) e do outro lado pegamos uma van que fica parada logo ao lado da balsa (R$6,00). Encheu, saiu. A van nos deixou em frente ao nosso hotel (Saint Tropez). Fizemos nosso check in e fomos almoçar na Cabana Uikí, que fica ao lado do hotel (melhor acesso pela areia). Tinha uma banda ao vivo, muito animada. Pedimos uma moqueca de frutos do mar para dois (R$119), que servia três. Muito saborosa. Aproveitamos o resto do dia no hotel, tomando nosso drink de boas vindas e tirando fotos da paisagem e atrativos. A Praia do Parracho é bem tranquila e bonita. À noite, pegamos a van do hotel (exatamente às 18h eles disponibilizam para os hóspedes uma van para levar ao centro) e fomos conhecer a Rua Mucugê e o Beco das Cores. Depois, fomos à Pizzaria Paolo, localizada próximo à Rua Mucugê, no coração de Arraial D'Ajuda. O restaurante é muito aconchegante e acolhedor, com mesas em volta de uma gigantesca árvore. As opções de pizza são inúmeras. Pizza de massa feita NA HORA e bem fina, assada em forno à lenha, muito saborosa. Você vê sendo feita, um charme a parte! Uma pizza grande serve tranquilamente 4 pessoas e tem preço justo! No sabor, há opções para todos os gostos, inclusive combinações de ingredientes, com toque especial do Chef Paolo, uma figura muito simpática e acolhedora. Escolhemos metade Portuguesa Especial e metade Caprese (com mussarela de búfala, rúcula e tomate cereja), uma delícia. Pedimos cerveja para acompanhar. Uma das melhores pizzas que já comi! Super recomendo o restaurante pelo ambiente (que é uma graça), pela comida e pelo excelente atendimento. SEGUNDO DIA (03/10 - quarta-feira): Tentamos fechar um passeio para Trancoso + Praia de Taípe, mas não haveria saída na quarta. Então, resolvemos conhecer Trancoso por conta própria. Pegamos um táxi para o centro (R$20), e esperamos a van para Trancoso (R$12). Uma hora depois, chegamos à Praia dos Coqueiros. Lá, ficamos na Cabana Enseada Beach Trancoso. Tomamos uma Original 600ml (R$20) e só. Achamos os valores bem altos. O espaço tem chuveirão e banheiro. Além de rede para descanso junto ao restaurante. Andamos um pouco até a Praia dos Nativos (tem que atravessar o rio) e voltamos para conhecer o Quadrado. O vilarejo é muito tranquilo e traduz a paz. Lá tomamos um açaí de 500ml na Açaiteria Trancoso. Delicioso! Pegamos a van de volta à Arraial d"Ajuda às 14:30h (R$12), visitamos o Centro Histórico (igreja, mirante das fitas e lojinhas para comprar lembrancinhas) e depois paramos na Rua Mucugê para um "almojanta" PF de respeito (no Varanda Mucugê) e depois aproveitamos o finzinho de tarde no hotel. TERCEIRO DIA (04/10 - quinta-feira): Este dia foi um pouco corrido, já que precisaríamos fazer check out e check in no hotel novo. Acordamos cedo e fomos conhecer a Praia da Pitinga. Praia linda com falésias e mar calmo. Voltamos umas 10h, arrumamos nossas coisas e fizemos check out no Saint Tropez. Deixamos a mala na recepção e fomos almoçar na Cabana La Plage, na Praia de Mucugê (800m do hotel pela areia). O ambiente é lindo e acolhedor, tem espreguiçadeiras, redes e lounges para uso dos clientes, um excelente lugar para passar o dia e tirar muitas fotos lindas. Pedi uma cerveja assim que cheguei, e já agendei meu almoço. Fiquei relaxando no lounge, curtindo a música e olhando o mar. O almoço é servido em mesas dentro do ambiente. Sem problemas deixar os pertences longe. Mesmo para uma Carioca acostumada com a violência, confiei e me surpreendi. Almocei uma moqueca de camarão para dois (que serviu duas pessoas duas vezes, rs), bem temperada e muito saborosa, e, para acompanhar, uma cerveja, que estava super gelada. O preço é abaixo de outras cabanas que conheci. Voltaria, com certeza e indiquei para todos os amigos! Destaque para o DJ pelas ótimas escolhas musicais, tocou de rock à eletrônico. Dancei e cantei junto. Parabéns ao dono, Laurent, pela administração do local, e aos seus funcionários pela simpatia e cordialidade! Quando vier, não deixe de passar por aqui. Voltamos para pegar nossas malas e pedimos um táxi até o Arraial Bangalô (R$35). Fizemos check in e passamos o resto da tarde aproveitando a piscina do hotel tomando um drink de morango delicioso. À noite, novamente, fomos à Rua Mucugê e comemos um hambúrguer artesanal na Hamburgueria Mucugê. Super recomendo! O pão se assemelha com o do Madero e paguei apenas R$18 num hambúrguer artesanal e muito gostoso. Pedimos meia porção de fritas e um refrigerante para acompanhar. Neste dia, queríamos ir à Quintaneja do Morocha Club, mas começava as 23h e tínhamos passeio no dia seguinte. Voltamos! QUARTO DIA (05/10 - sexta-feira): Fechamos o passeio para a Praia do Espelho com a Portal Turismo (R$60 no dinheiro) e eles passaram pra pegar a gente às 8:10h. O guia Fernando e o motorista baiano que me fugiu o nome agora, são muito atenciosos e divertidos. Nota 10 para o serviço! No caminho passamos por uma aldeia indígena, a Aldeia de Imbiriba. Descemos para tirar fotos e comprar utensílios. Dica: as crianças deixam você tirar foto com as aves, dois reais e elas ficam felizes da vida. Entre para ver os preços das peças e se surpreenda positivamente. Chegamos na Praia do Espelho às 10:30h e lá ficamos no Bar e Restaurante Aconchego do Espelho. Não nos cobraram consumação mínima porque eles são parceiros da Agência, mas consumimos uma carne de sol com mandioca (R$60) e uma Brahma 600ml (R$12). Voltamos no horário combinado (15:30h) e passamos para dar outra volta em Trancoso (40min). Tomamos um sorvete na Sorveteria Mucugê, no Quadrado. A loja tem uma árvore imensa dentro, saindo pelo seu telhado. Incrível! Chegamos às 18h no hotel. Cansados! rs Pedimos um hamburguer do hotel e dormimos cedo, amanhã tem mais passeio! QUINTO DIA (06/10 - sábado): Queríamos conhecer Caraíva, mas ficamos com receio de ir por conta própria, mas depois vimos que seria tranquilo, porém mais demorado. Então fechamos um passeio com a Cacau Tour (já que a Portal não tinha fechado grupo) - (R$70 no dinheiro). Passaram pra buscar a gente também às 8:10h. O motorista Nando é um amor! Às 10h chegamos para atravessar o rio. Ao chegar em Caraíva há estacionamento "do lado de cá" do rio (não sei o valor). Dali é só cruzar de canoa (R$5) e em menos de cinco minutos você já estará na vila, onde não circulam carros. A Vila é toda de areia fofa. Fomos direto para a praia e nos largamos no bar da Casa da Praia, que possui puffs da Corona muito confortáveis e colchões com almofadas coloridas. É pra relaxar MESMO! Conhecemos a praia e tomamos banho no rio ao lado esquerdo no final e depois voltamos para petiscar uma batata-frita (R$29). O atendente Junior é super atencioso. Infelizmente (ou não), em Caraíva não tem fácil acesso a internet. Fiquei o dia inteiro sem redes sociais! rs Às 16:30h atravessamos de volta (R$5) e esperamos o Nando para voltar para Arraial d'Ajuda. Chegamos no hotel ainda com sol e degustamos um espumante para já ir nos despedindo do paraíso! À noite fomos jantar no Cantinho Mineiro (na Brodway). Comi um contra-filé acebolado (R$24) e uma Brahma 600ml. Muito gostoso! SEXTO DIA (07/10 - domingo): Nosso vôo era cedo, infelizmente. Tomamos café da manhã e fomos para a balsa de van (R$3,50), atravessamos o rio (a volta é de graça) e pegamos um táxi até o aeroporto (R$30). Escala em Confins. Chegamos no RJ às 14:50h. DICAS: • Se tiverem mais tempo, conheçam Taípe e Araçaípe. • Sempre perguntem se as cabanas e bares das praias possuem consumação mínima. • Não tenham medo de andar de transporte púbico.
  9. 1 ponto
    Tb tenho interesse nessa trip logo após o natal. Alguém tem ideia dos valores, saindo de Salvador. Sou de Recife e terei um recesso no final do ano.
  10. 1 ponto
    Fui em fevereiro do ano passado. Ta bem corrido teu roteiro mas vou dar algumas visões gerais e você adapta na medida que encaixe no seu perfil. - Eu achei mergulho em Koh Phi Phi (não é muito mais caro) com muito mais vida marinha que Koh Tao (sou mergulhador). Koh Tao é o paraíso do mergulho principalmente por ser mais barato. Em Koh Phi Phi encontrei cardumes e cardumes de peixes. Em Koh Tao uns tubarões e poucos peixes (tive amigo que viu baleia). Se quiser te mando algumas fotos de ambas águas. - Dirigi de moto de Chiang Mai até Pai parando em todo o caminho, viagem inesquecível. Tem uma empresa que leva tua mochila e aluga a moto e você pode deovlver em Pai e voltar de van (essa volta de van foi um dos piores "passeios" que experimentei, curvas fechadas, motorista voando). E recomendo fortemente Pai, não é tão tradicional mas possui muitos turistas, uma feirinha muito legal e várias opções de passeios. Lá você consegue visitar cavernas/águas termais/etc. - As festas de Koh Phi Phi e a Full Moon Party em Koh Paghan são inesquecíveis. A atmosfera dessas ilhas são demais! Quem sabe você não consegue encaixar nesse roteiro se fechar com o perfil. - Em Bangkok e Chiang Mai utilize Uber, é muito mais confiável e barato que os malandros tuk tuk. - Quase não conseguimos sair da ilha de Koh Tao no dia previsto, basicamente compramos o ferry pra Koh Phi Phi de cambistas. Então busque garantir seus ingressos pra Koh Samui o quanto antes já que você não pode atrasar no vôo de volta pro Brasil. Qualquer coisa pode perguntar!
  11. 1 ponto
    14/09/2017: Dia de minha partida para o Marajó, saindo do terminal hidroviário de Belém as 08:00hs, na lancha rápida Golfinho I: Uma viagem rápida (02hs até Soure), confortável (poltronas acolchoadas, ar condicionado e TV) e com uma boa visão das águas da baia do Guajará. MARAJÓ 14/09/2017: Cheguei em Soure por volta das 10:00hs: No porto há vários moto-taxistas a espera de passageiros, peguei um deles para ir até minha hospedagem na Refazenda Marajoara, reservada no AirBnb. Os moto-taxis além de serem um meio de transporte ágil e mais em conta, são excelentes guias de turismo. Só usei táxis em raríssimos momentos. Minha hospedagem na casa do casal Gabriella e Anders foi excepcional, um local muito bom, tranquilo e, apesar da simplicidade, com todo o necessário para uma boa estadia. Em que pese estar a uma boa caminhada do centro, consegui me deslocar com tranquilidade pela região graças aos moto-taxis. Como não poderia deixar de falar, os búfalos são onipresentes no Marajó, olha minha visão diária da janela do meu quarto: Com a fome batendo forte, tratei de pedir logo um filé marajoara, nunca imaginei que carne de búfalo fosse tão boa: A tarde meu destino foi a fazenda São Jeronimo, que oferece um passeio composto por diversas etapas (navegação por igarapé, caminhada na praia e no mangue e, a incrível, cavalgada em búfalos). Na foto abaixo, estamos chegando na praia, já na foz do igarapé, após um bom tempo de navegação entre a mata: Após caminhada na praia, ingressamos no mangue, no qual se encontra passarelas suspensas, nas quais podemos conhecer com profundidade tal ambiente natural: Agora, a tão aguardada montaria em búfalos, bom demais: Chegada na sede da Fazenda São Jerônimo: Não posso deixar de falar do Sr. Brito, proprietário da fazenda, super receptivo e que gosta de contar bons causos. Voltando da Fazenda São Jeronimo, direto para tomar meu tão esperado açaí amazônico, encontrado em todos os restaurantes e lanchonetes de Soure. É uma experiência beeem diferente para quem, como eu, estava acostumado com açaí doce e gelado com granola, banana, etc. Aqui é uma porção muito bem servida acompanhada de açúcar, farinha e tapioca (farinha grossa), é uma verdadeira refeição: 15/09/2017: Logo cedo, dia de andar pela cidade de Soure, que se destaca por ter ruas totalmente alinhadas e nominadas por números cardinais e ordinais, o que permite se localizar com certa precisão. Agora os famosos búfalos policiais, mansos demais, permitem até que os turistas montem nos animais. Ademais, os policiais são extremamente gentis e receptivos, narrando diversas histórias sobre esses animais, seu treinamento e aventuras policiais nas terras marajoaras: Saindo da praça principal da cidade, fui ao Artcouro Curtume, local onde você pode ver todo o processo de produção de artesanato em couro, desde o momento da curtição do couro de búfalo até a fabricação dos produtos artesanais (bolsa, sandálias, cinto, etc): Agora, o ateliê Mbarayo, comandado por Carlos Amaral e sua esposa, que é uma pessoa excelente e que cativou a mim e outras pessoas que visitavam o local. Não sou muito de comprar souvenires, mas não resisti ao artesanato marajoara “de raiz” rs, comprei um uarabo para minha namorada e um cumaru e um canguçar para mim. Foto do local: Depois fui ao estúdio de artesanato de Ronaldo Guedes, com uma cerâmica mais elaborada e diversificada. Ali também comprei algumas coisas, especialmente os muiraquitãs, amuletos da sorte dos povos tradicionais amazônicos: Lembrando que todas essas andanças por Soure fiz de moto-taxi, inclusive meu próximo destino com hora marcada para voltar rs, a praia de Barra Velha: A praia é de uma beleza diferente, selvagem, apesar das barracas de praia as suas margens. O banho é mais para os corajosos em razão das arraias, uma vez que estamos na foz de um rio, para as quais somos alertados a todos os instantes inclusive com histórias de encontros muito dolorosos com elas. Em uma das barracas, comi o delicioso Filhote, peixe afamado na Amazônia, sem qualquer requinte, mas, muito sabor. Cena interessante, pescadores jogando tarrafa e usando botas de borracha, é o medo das arraias: A tarde, hora de visitar a Fazenda Bom Jesus, dessa vez o próprio pessoal da fazenda busca e leva de volta à Soure o visitante. O passeio consiste em uma longa caminhada entre as duas sedes da fazenda, passando por riachos, lagoas, pastos e mata. Ao longo dessa caminho encontramos diversos animais, desde guarás com sua linda plumagem vermelha à jacarés, de tranquilas capivaras a velozes macacos, além disso andamos em meio a búfalos e cavalos marajoaras, que são criados na fazenda: Horizonte a perder de vista: Fui na época da seca, mas o melhor momento é na época das fortes chuvas, uma vez que permite também a navegação com canoas. Pequenos pontos vermelhos, os guarás, que fazem uma linda revoada: Agora, as tranquilas capivaras, que permitem uma boa aproximação, tirei até selfie com elas kkk: Ao final da longa caminhada, chegamos na segunda sede da fazenda, onde nos espera um delicioso lanche com suco de fruta, bolos e queijos temperados com sabores regionais. Um passeio imperdível. 16/09/2017: Pela manhã, fiz umas boas andanças por toda a Soure, para me despedir da cidade. Já depois do almoço, peguei hora de voltar para Belém. Temos que pegar um micro-onibus até Salvaterra, atravessando de balsa um rio e percorrendo uns bons quilômetros de estrada. Ali peguei outra lancha para uma viagem mais rápida e confortável. Algumas considerações sobre Soure: - Todos os moradores se mostram muito prestativos e receptivos. De qualquer forma, como em toda cidade brasileira, é importante estar atento ao andar pelas ruas, especialmente ao anoitecer. - Os moto-taxis são a melhor opção de transporte e informações turísticas na cidade, lembrando que capacete é algo inexistente naquelas bandas rs. - Existem boas praias lá, mas fiquei desanimando em tomar banho com tantas histórias sobre como é dolorida a ferroada das arraias kkk. - Os passeios nas fazendas São Jerônimo e Bom Jesus, bem diferentes entre si, são imperdíveis, recomendo e assino embaixo. - Existem outras opções de passeios em Salvaterra e Joanes, mas, pelo meu pouco tempo, acabei não fazendo, mas todos me falaram muito bem deles.
  12. 1 ponto
    Oi Gabriel, tudo certo? Espero que consiga aproveitar a estadia em Foz quando vier para o congresso! A cidade é bem legal como um todo, seja nos atrativos turísticos ou nos bares e restaurantes. Uma boa dica é você estar hospedado em um hotel próximo ao terminal de transporte urbano (TTU) ou no centro da cidade para que consiga ir para todos os cantos sem problemas. Minha indicação de hospedagem é o Tarobá Hotel, fica ali no centro mesmo e bem próximo do TTU, (https://www.hoteltarobafoz.com.br/). Sobre os atrativos turísticos você pode ir nas Cataratas tanto o brasileiro quanto o argentino se der um tempo, na Itaipu Binacional, no Ecomuseu que conta um pouco da história de Foz e claro no Marco das 3 Fronteiras para ver o show noturno que ocorre lá. Sobre os bares no centro você vai encontrar vários, é só ir conversando com a galera que eles te indicam o que é melhor pra você! Boa viagem e boa sorte com o artigo!
  13. 1 ponto
    @MARTA GUIMARÃES Compensa flor, vc só terá um pouco mais de trabalho se for de ferry, por causa do fluxo de pessoas, mas nada q uma vista bonita n cure.
  14. 1 ponto
    Prelúdio – Dientes de Navarino, Trekking do Fim do Mundo. [align=center][/align] Sempre tive atração por locais remotos, me atraía a sensação de como era estar na última cidade do continente (Puerto William, não Ushuaia) e melhor ainda, qual seria a sensação de fazer um trekking remoto, inóspito e selvagem na Patagônia. Foi lendo o Lonely Planet - Trekking In The Patagonian Andes que soube da existência do circuito de Dientes de Navarino e fiquei mais empolgado ainda com a publicação do roteiro nos guias de trekking do Guilherme Cavallari. Sendo assim ainda consegui reunir bons amigos de caminhada, Ronald e LH e a minha esposa Roberta para encarar este desafio. Desafio sim, pois Dientes não tem nada a ver com Torres Del Paine, El Chalten, Refúgios de Bariloche (já fiz todos esses citados) onde, na maioria deles você conta com apoio, comida, cama, e até banho quente! Já Dientes não, pela proximidade do Cabo de Hornos, mal tempo, frio, chuva e ventos antárticos são quase que uma garantia e não se tem para onde correr. Na trilha encontramos somente uma pessoa, a qual estava trabalhando na demarcação da mesma! O circuito pode ser feito em 4 ou 5 dias (optamos por 4 dias) de caminhada e apesar das distâncias não serem longas e não haver grandes desníveis, o terreno é muito irregular e a caminhada não rende, pois sempre se caminha por pedras, encostas e sobe-desce de pasos de montanhas, bosques com inúmeras árvores tombadas e também muitas áreas de charcos enlameados. Em alguns trechos não há marcação alguma e o caminho não é tão óbvio assim. Tem de estar bem preparado, encarar e também claro, desfrutar de suas magníficas paisagens, lagunas, montanhas e bosques multicoloridos. Bom, abaixo segue o esquema relatado para se alguém quiser (e eu incentivo, não vão se arrepender) a repetir a viagem. Dia 1 – Sexta-Feira, 9/3/2012 – São Paulo / Buenos Aires Saímos Roberta, Ronald e eu do aeroporto de Guarulhos pela Aerolíneas com destino a Ezeiza, Buenos Aires. Chegando lá, fizemos câmbio (cotação horrível) e fechamos um taxi (Ar$ 250) para o Aeroparque de onde tomamos o primeiro voo do dia para Ushuaia. Dia 2 – Sábado, 10/3/2012 – Buenos Aires / Ushuaia [align=center][/align] Chegamos em Ushuaia quase 10 da manhã. O taxi para o hostel saiu por Ar$20. O hostel que escolhemos foi La Casa de Alba (http://www.lacasadealba.com.ar/), diária em quarto privado por Ar$300. O hostel é simples, mas é bem limpo, silencioso e tem um bom café da manhã. Fica a uns 10 minutos de caminhada do centro e a Dona Alba agiliza muita coisa para os hóspedes, desde táxi até passeios. Neste dia fechei o barco para Puerto William com a agência Fernandez Campbell (http://www.fernandezcampbell.com/) (Us$125 ida + Us$8 taxas portuárias). A cabine de atendimento dele fica no porto de Ushuaia. São lanchas rápidas e muito confortáveis ao contrário dos botes infláveis da Ushuaia Boating. Além disso, a lancha nos deixaria direto na cidade de Puerto Williams, sem a necessidade de usar van, caso optássemos pela Ushuaia Boating. E outro detalhe, somente Fernandez Campbell possui saídas aos domingos. No restante do dia, andamos pela cidade, pegamos um tempo ótimo, céu azul o tempo todo. Comemos empanadas nas casas de comida próxima a Rua Perón, longe do centro comercial. São as melhores e mais baratas, pois não é para turista e sim para os locais. Indicação da Dona Alba. Ao fim do dia encontramos o LH que chegou o voo da noite e saímos para tomar umas e fechar os últimos detalhes da trilha. Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/265/Ushuaia_-_ARG Dia 3 – Domingo, 11/3/2012 – Ushuaia / Puerto Williams [align=center][/align] Saímos de Ushuaia para Williams às 14h. O trajeto leva em torno de 1h30min. Demoramos mais na aduana chilena, pois não havia ninguém para recepcionar a gente! Imaginem esta cena... você chega num país e não há ninguém para carimbar seu passaporte, realmente chegamos no fim do mundo! Enfim, após algumas ligações dos barqueiros vieram os agentes para fazer os trâmites de alfândega. Revistaram nossas mochilas para saber se havia algo orgânico e nos levaram até o prédio onde tivemos nossa entrada na cidade liberada. Júlio do Hostel Akainij (http://www.turismoakainij.cl) já nos esperava lá para nos levar à casa dele, que por sinal fica próximo, aliás tudo é próximo lá. Gostei bastante do hostel, apesar da água quente não estar funcionando bem, mas tanto Gabi quanto Julio são pessoas muito simpáticas e o quarto privativo é bem aconchegante e o café da manhã é excelente. Tudo por Us$50 o quarto. Nosso problema agora era encontrar algo para comer. Como era Domingo, todos os 2 restaurantes da cidade estavam fechados. Sorte encontrar um mercadinho aberto onde compramos pães, frios e cervejas. Além disso, a Roberta perguntou e descobriu que em frente ao mercado havia uma senhorita chamada Paty, Dona do Hostel Pusaki, que servia jantar mediante reserva e foi o que fizemos. Antes do jantar eu e o Ronald saímos para bater perna na cidade, estava bem frio e ventando, prévia do que encontraríamos na trilha. Desde a cidade é possível avistar o Cerro Bandera e os picos de Dientes de Navarino, nosso destino para o dia seguinte. Fomos ao museu que conta a história dos índios Yaganes, visita que vale muito a pena, e lá conheci uns americanos que haviam concluído o circuito e nos alertam pela quantidade de charco na trilha e também sobra e temível descida do Paso Virginia. Andamos mais um pouco pela vila, típica vila militar, casas idênticas, veículos militares a mostra como exposição, grandes navios, etc... povo muito simpático e que gosta de conversa. Já me sentia adaptado ao fim do mundo, ainda mais tomando uma cervejinha Austral. De volta, compramos algumas bebidas no mercado e voltamos a casa de Paty para jantar. Estava excelente, ela preparou uma salada com King Crab e mais umas costelinhas de boi com arroz. Tudo por Us$ 20. Por coincidência os americanos estavam lá e conversamos mais um pouco sobre a trilha e conseguimos pegar algumas dicas valiosas. Terminado o jantar, fomos aos Carabineiros para nos registrar para o Trekking. Lá você informa seus dados, passaporte, a data de ida e volta da caminhada. Além disso, ainda eu tinha mais um objetivo em Williams, o qual era conhecer o Micalvi Yatchi Club. Este lugar é sensacional, é um bar-barco onde claro, tomamos mais umas Austral e apreciamos o lugar. Viajantes do mundo inteiro, inclusive Amyr Klink, decoram o local com flâmulas de seus respectivos barcos, expedições ou países. Valeu muito a pena a visita. [align=center][/align] Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/267/Puerto_Williams_-_CHI Dia 4 – Segunda-Feira, 12/3/2012 – Trekking Dientes de Navarino – Laguna Del Salto – Dia 1 [align=center][/align] Enfim começamos a caminhada, passamos pela Plaza De La Virgem, continuamos pela estrada cercada por bosques até chegarmos ao começo da trilha para o Cerro Bandera, onde há uma placa com indicação do caminho. A trilha inicia por um bosque, caminho aberto e fácil de caminhar até chegamos ao topo do Cerro Bandera, após vencer 600m de desnível. Paramos um pouco para descansar a apreciar o visual ali mas foi uma péssima ideia, muito vento e frio... quase congelamos. Tratamos de continuar a trilha que entrou por uma encosta muito íngreme de montanha e foi assim praticamente até o fim do dia. Sempre acompanhando a Laguna Del Robalo à direita e o pico de Los Dientes à frente. Sempre na encosta, Chegamos até a Laguna Del Salto e descemos a pirambeira com o máximo de cuidado. O local foi excelente para acampar, pouco vento, bem protegido e água e muito visual. [align=center][/align] Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/268/Dientes_de_Navarino_-_Laguna_del_Salto_-_Dia_1 Dia 5 – Terça-Feira, 13/3/2012 – Trekking Dientes de Navarino – Laguna Escondida – Dia 2 [align=center][/align] Já começamos o dia subindo uma piramba enlameada. Passamos pelo Paso Primero e depois Paso Austrália. Fizemos uma descida perigosa por gelo e enfim chegamos ao Paso de Los Dientes onde começamos a ter visão sul da ilha. Como o tempo estava ótimo, foi possível ver o arquipélago de Hornos. Seguimos a esquerda de uma linda lagoa até uma bifurcação que iria para Lago Windhond, outra opção de trilha que há por lá. Adentramos em um trecho de bosque colorido e vimos a Laguna de Los Dientes, por difícil decisão elegemos este lugar o mais lindo de toda a travessia. Descansamos por um bom tempo lá até retomar a caminhada por um bosque (trecho confuso, quase não há marcações), pois tínhamos que descer ao nível da lagoa e contornar o Cerro Gabriel e enfim chegar à Laguna Escondida. Não vou me estender no relato para tentar detalhar a beleza do local, pois as fotos já o fazem. Acampamos num local meio exposto na Laguna e com poucos pontos de fixação. Resultado, noite mal dormida devido aos fortes ventos. A barraca do LH (que na verdade estava emprestada pelo Bob) teve suas varetas envergadas, tamanha era a força do vento. [align=center][/align] Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/269/Dientes_de_Navarino_-_Laguna_Escondida_-_Dia_2 Dia 6 – Quarta-Feira, 14/3/2012 – Trekking Dientes de Navarino – Laguna Martillo – Dia 3 [align=center][/align] Iniciamos o dia caminhando pela borda da lagoa e descobrimos pontos melhores para se acampar, mais ao fim da lagoa. Cruzamos um rio por cima de uma castoreira e começamos a andar numa sucessão de bosques e rochas até iniciar a subida do Paso Ventarrón, onde encontramos a única pessoa durante a trilha toda. Fugiu-me o nome dele, mas era um guia local que estava trabalhando na demarcação da trilha. Por coincidência, mostrei uma foto do livro do Guilherme Cavallari e ele disse que era ele na foto e havia sido ele quem guiou o Guilherme na publicação do livro, que coincidência! Muito solicito, nos forneceu dicas valiosas, pois pretendíamos avançar ao máximo o dia de hoje e conseguimos obter informações de onde acampar, mais próximo ao Paso Virgínia. Após terminar a subida do Paso, demos de cara com um local belíssimo. Um vale com inúmeras lagoas e picos nevados ao fundo. Beleza cênica! O problema que para descer o paso teríamos que andar pela encosta íngreme novamente. Neste local devido aos fortes ventos, já li relatos de pessoas que despencaram morro abaixo e se quebraram inteiro. Ainda bem que não foi o nosso caso e conseguimos chegar inteiros ao vale. Em outra bela lagoa paramos para fazer nosso almoço e descansar para encarar a subida do Paso Guerrico. Este subida na maior parte é por mata fechada e a descida bem mais tranquila. Fomos andando pela margem esquerda da “hermosa” Laguna Hermosa até enfim cruzar o riacho e chegar ao local de acampamento da Laguna Martillo. Como nossa ideia era avançar o máximo possível e ainda tínhamos muito tempo, continuamos margeando a laguna por um trecho bem difícil de pedras e charco. A trilha sobe se afastando um pouco da laguna para contorná-la e em seguida descemos para acompanhar a margem de um rio. Chegamos num bosque excelente para acampamento, bem protegido e o visual das montanhas estava magnífico naquele momento. A Roberta sugeriu pararmos por ali e como já havíamos avançado pelo menos umas 2h ficamos o resto do dia cozinhando e curtindo o visual. [align=center][/align] Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/270/Dientes_de_Navarino_-_Laguna_Martillo_-_Dia_3 Dia 7 – Quinta-Feira, 15/3/2012 – Trekking Dientes de Navarino – Paso Virgina – Dia 4 [align=][/align] Como combinado, levantamos às 5h da manhã, em pleno breu tomamos nosso café a luz de lanterna, sorte que a chuva da noite e o frio nos deram uma trégua. O dia seria puxado e o mais difícil, por isso decidimos partir cedo a fim de terminar naquele dia a trilha. Começamos a andar 7h em ponto e já pudemos ver a piramba da subida do Paso Virgina. Para chegar a sua base, andamos por charcos e por lagunas, uma delas era a Rocallosa que como o próprio nome diz é cheio de pedras que dificultam muito o avanço. Qualquer vacilo era um pé torcido. Enfim chegamos à base do Virginia e pra variar mais lama. O trecho inicial é difícil, vamos tomando cuidado para não se afundar na lama e vamos ganhando altitude aos poucos, afinal eram quase 500m de desnível. Após vencer o trecho do bosque enlameado, vem o que? Encostas de montanha que a Roberta tanto adora... porém o visual vai ficando cada vez mais magnífico. Pudemos observar Ushuaia, a estância Haberton e também o conjunto de montanhas conhecidas como Montes Lindenmayer. Ao final da subida tem-se a impressão que estamos na Lua. Pedra por todos os lados e uma superfície plana por onde andamos por alguns KM, até enfim chegar à famosa descida do Paso Virgínia. Aqui eu entendi o porquê que todo mundo recomenda utilizar bastões na trilha e também o porquê que eu lia frases do tipo “Mais assustadora do que perigosa”. Como a Roberta sofre com alturas já estava fazendo um psicológico nela e mostrando a “trilha” que deveríamos fazer. O Ronald arriscou ir à frente acompanhado pelo LH. Quando vi o Ronald sentando na trilha, logo no começo, escorregando e sem conseguir ficar de pé... pensei, “fudeu, vamos todos se arrebentar aqui!!!”. Sorte que ambos se ajudaram e conseguiram vencer este trecho técnico e o LH foi me orientando como descer enquanto eu segurava a Roberta para não entrar em pânico da maneira que dava, tentando transmitir segurança para que ela desse um passo por vez. Na base da motivação consegui que ela vencesse seus medos e caminhasse, mesmo que devagar. Perguntava várias vezes se ela queria um banho e uma cama quente à noite, não havia outra opção, teríamos que descer! Passado este trecho, o restante foi mais tranquilo e sem sustos até chegar a Laguna de Los Guanacos. Local onde fizemos mais uma parada para restabelecer o físico e principalmente o psicológico. Contornamos a laguna e fomos seguindo o curso do rio até chegar a Laguna de Las Guanacas, onde seria o último ponto de acampamento para quem faz em 5 dias. Como estávamos de acordo com o planejamento por termos levantado cedo, decidimos continuar e cruzar o último trecho de bosque até o pesqueiro, fim da trilha. Todas as informações que tínhamos sobre este bosque eram unânimes. Estava terrível, sem trilha, lamaçal e sem marcações, pois havia muitas árvores tombadas, nas quais estavam as marcações. Pelo menos tínhamos uma direção, uma bússola e um mapa. Nosso objetivo era tocar sempre para Nordeste, contornado as árvores tombadas e tentando nos manter na encosta da montanha e não margear o rio, pois aí sim segundo informações teríamos vários problemas com obstáculos naturais. Por sorte (ou competência de navegação, ou os dois) conseguimos identificar algumas poucas marcações que serviram de alento para nós. Continuamos sempre na direção por umas 3h de caminhada dentro do bosque, até enfim sairmos num pasto onde conseguimos ter uma navegação visual a partir daqui, pois a estrada já estava visível a nossa frente. Nem bem chegamos à estrada, já conseguimos carona para o centro da cidade com duas senhoras em uma Van, parece que a sorte do dia não tinha fim mesmo. Percorremos os 7km restante até a cidade onde pegamos nossas coisas no Akainij Hostel (não continuamos lá pois não haviam mais vagas) e migramos para o Pusaki Hostel da Paty, a qual nos esperava com uma deliciosa janta de frutos do mar. Antes passamos nos Carabineiros para dar baixa de nossa retorno e também passamos no Shila Turismo para confirmar nossa passagem de volta para Ushuaia. O hostel tem um ambiente legal, ela prepara a comida para todos os hóspedes e serve na mesma mesa. Muito legal a interação, havia chilenos, um austríaco, um lituano e nós. A Paty é muito simpática e gosta de beber um vinho com a galera e também gosta de música brasileira, pois a Roberta teve que explicar qual o sentido do “Ai Se eu Te Pego” para ela depois de uns vinhos e outros. Parece que a onda Michel Telló chegou até ao fim do mundo também! Nesta Babel no fim do mundo, bebemoramos a noite toda o sucesso da travessia. [align=center][/align] Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/271/Dientes_de_Navarino_-_Paso_Virginia_-_Dia_4 Dia 8 – Sexta-Feira, 16/3/2012 – Puerto Williams / Ushuaia [align=center][/align] Acordei na ressaca brava, mas não me impediu de dar mais umas voltas na cidade de Puerto Williams. Desocupamos o hostel e fomos para a Shila Turismo por volta do meio-dia para fazer os trâmites de alfândega e pegar nosso barco de volta para Ushuaia. Em Ushuaia voltamos para a Casa de Alba e fomos comer no El Turco (fuja dessa merda!) Dia 9 – Sábado, 17/3/2012 – Ushuaia - Glaciar Martial [align=center][/align] As montanhas amanheceram brancas, resultado na nevasca da noite anterior e da manhã de sábado. O céu azul deixou o tempo perfeito para uma visita ao Glaciar Martial (pelo teleférico, claro... nada de andar!). Em pleno verão, Ushuaia chegou a marcar -5º ! Era tudo o que desejávamos pra aproveitar o Glaciar. Comemos no Bodegon Fueguino, gostei bastante da comida, preço e do atendimento. Fotos: http://diarionamochila.multiply.com/photos/album/266/Glaciar_Martial_-_Ushuaia Dia 10 – Domingo, 18/3/2012 – Ushuaia - PN Tierra del Fuego [align=center][/align] Logo pela manhã nos despedimos do LH. Enrolamos mais um pouco no hostel e fomos para o Parque Nacional Tierra de Fuego. O clima não estava lá grande coisa, muito vendo e a chuva se alternava com as nuvens cinzentas. De qualquer modo fizemos a Senda Costera, tomamos umas Quilmes no Lago Roca e depois voltamos para a cidade para enfim, degustar um Tenedor Libre de Cordero Fueguino no restaurante La Terraza (é bom dar uma gorjeta antes para o parrilheiro, gentileza gera gentileza!). Como já havia visitado Ushuaia anos atrás, estava mais focado em desfrutar a culinária mesmo! Dia 11 – Segunda-Feira, 19/3/2012 – Ushuaia [align=center][/align] O Ronald ainda se arriscou a caminhar, foi subir o Jaraguá com neve de Ushuaia, conhecido também como Cerro Guanaco. Teve sorte pois o tempo estava bom, aberto. Eu e a Roberta continuamos nossa epopeia etílica, visitamos o bar mais antigo de Ushuaia, o Bar Ideal. Aqui acho que presenciei uma das cenas mais globalizadas da viagem. Estávamos em Ushuaia, em um típico pub irlandês, o qual estava tocando Bossa Nova. Comemos hamburgers americanos, bebendo a Quilmes Argentina e de repente toca o celular de uma portenha ao lado com o ringtone de “Ai Se Eu Te Pego” (de novo ela). À noite fomos comer uma truta no restaurante Tante Nina, muito bom também. Dia 12 – Terça-Feira, 20/3/2012 – Ushuaia [align=][/align] O Ronald partiu logo cedo. Nós ainda tínhamos o resto do dia pois nosso voo só sairia a noite. A Roberta fez questão de me surpreender e reservar um almoço no Cerro Castor, no restaurante La Morada Del Aguila (http://www.cerrocastor.com/). Sim, lá só atende por reserva. Por ser bem afastado da cidade, a comida é preparada por demanda e na ocasião estávamos a sós no restaurante. O local é bem aconchegante e foi a melhor comida que provei na viagem e também não achei caro, Ar$100 pelo Cordeiro Fueguino, à vontade. No local há algumas cabanas para alugar, fiquei com vontade de retornar lá em uma outra ocasião, a região do Cerro Castor é magnífica, cercada de boques coloridos e de montanhas, além claro, da excelente comida. Voltamos para a cidade, fizemos algumas compras finais, arrumamos a mala e deixamos Ushuaia debaixo de uma chuva gelada, quase virando neve. Não tivemos problemas com os voos e chegamos em Sampa na quarta-feira, pela manhã. Tracklog do Circuito Dientes de Navarino: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=2674988
  15. 1 ponto
    Oii, Drika. A passagem custou R$ 8,00 (VANS DA LINHA BRANCA), conforme dito no relato
  16. 1 ponto
    1) "Mesmo que ocorram pesquisas intensivas durante 30 anos na reserva de Tumucumaque, não se conhecerá tudo sobre a reserva!" - Christoph Jaster ( Eng Florestal com mestrado na Alemanha, doutorado e chefe do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, ele é alemão naturalizado brasileiro, apaixonado pelo Brasil e pelas florestas brasileiras). 2) "Tumucumaque mantém intacto um Brasil de 2 mil anos atrás" - Olimpio Guarany ( jornalista, amapaense de coração e conhecido como o Repórter da Amazônia). 3) "Com licença Pai da Mata" - Pedido de licença que os caboclos da região falam quando vão entrar na floresta de Tumucumaque. Eles têm um pensamento de que não estão alí para abrir um espaço, eles querem licença para fazer parte do espaço, é este conceito conservacionista, que durante séculos mantém Tumucumaque intacta. Estas três frases acima são uma síntese sobre a grandiosidade e o alto grau de conservação de Tumucumaque, a maior reserva de floresta tropical do mundo com área praticamente igual ao estado do Espírito Santo. Para visitar o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, precisa pedir autorização ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), ele está aberto à visitação, não precisa ser pesquisador para visitá-lo, o importante é que se forme um grupo para que seja economicamente viável, pois inclui diária de barco e piloteiro, a diária estava em R$ 250,00. A gasolina e alimentação não estão inclusas. Aproximadamente 80 litros de gasolina para ir e voltar, pense em ter gasolina extra para eventuais passeios. O piloteiro que o ICMBio te indicar, cuidará disso para você. Eu já fui diversas vezes ao Pantanal, e posso afirmar que uma viagem à Tumucumaque sai muito mais barata do que ao Pantanal. No blog de Tumucumaque ( http://montanhasdotumucumaque.blogspot.com.br ) têm as informações necessárias, telefone, email e endereço. No parque existe uma estrutura bem rústica com cozinha, refeitório e redário, é o Centro Rústico de Vivência, que eles chamam de CRV, neste meu relato, também o chamarei de CRV. Para se chegar de Macapá à Serra do Navio, pode-se ir de trem, ônibus ou carro. Eu não sobrevoei Tumucumaque, mas dizem que Tumucumaque visto de um avião é como um enorme tapete verde, mas acrescento que é um tapete verde com muitas cores, um espectro de cores! Leve máquina de fotografia para Tumucumaque, eu tirei mil fotos e fiz uma centena de filmagens. Caso você não goste de fotografar, leve assim mesmo uma máquina e peça para o piloteiro do barco tirar as fotos para você, eles sabem tirar foto e gostam. Abaixo algumas fotos dos amigos que nos acompanharam e ajudaram a realizar o documentário fotográfico. Minha preparação para a viagem à Tumucumaque começou com três meses de antecedência comendo pelo menos uma vez por semana inhame cozido, este é o método que os índios usam para depurar o sangue e se proteger de doenças tropicais, tomei a vacina de febre amarela que têm validade por 10 anos e estudei muito sobre métodos de repelir mosquitos. Existe um estudo do exército brasileiro disponível na Internet sobre repelentes, em resumo : 1 - andiroba : não têm efeito prolongado, você precisaria passar a cada 15 minutos, isto é impraticável dentro de uma floresta. 2 - complexo B - não têm eficácia comprovada. 3 - cápsula de alho - não têm eficácia comprovada. 4 - querosene - não passe querosene no corpo, o efeito na pele é devastador. 5 - repelente à base de DEET ( dietil-meta-toluamida ) com concentração entre 20% e 30%. É eficaz. Mas em concentrações menores terá efeito por um curto espaço de tempo. Portanto entre num supermercado e compre um repelente que tenha DEET ( dietil-meta-toluamida ) com concentração entre 20% e 30%! Isto está escrito no verso do repelente. Todos os repelentes que existem no mercado têm o DEET, mas alguns possuem concentrações menores. Eu deixei para comprar a rede de dormir e acessórios em Macapá, existe um endereço no centro de Macapá que têm várias lojas especializadas em rede, fica na rua Cândido Mendes entre as ruas Padre Júlio e av Professora Corá, entre numa loja e fale para o vendedor suas intenções de dormir na floresta que ele te venderá exatamente o que você precisa, tinha mais de 200 tipos de redes. Eu comprei uma rede de pano grosso, um mosquiteiro especial para rede, uma colcha, um travesseiro, uma fronha e um jogo de cordas, tudo por R$ 115,00. Dica, não compre rede muito fina ( rede garimpeira ), pois dentro da floresta de Tumucumaque a temperatura baixa para 18 graus Celsius por volta de 4 horas da madrugada ( eu levei um termômetro profissional e medi ), portanto faz muito frio de madrugada. No comércio de Serra do Navio, pode-se também comprar esta rede e acessórios. Use o mosquiteiro para dormir, alguns caboclos da região dormem sem mosquiteiro, mas o sangue deles já têm anticorpos. O mosquiteiro protege não só contra mosquitos, mas também contra lacraia, escorpião, aranha caranguejeira, carrapato, etc. Neste acampamento que eu participei, um dos guias foi picado por uma lacraia, ele estava dormindo em rede sem mosquiteiro, mas ele já está acostumado, você que vêm de fora, não está acostumado com isso. Na minha rede, eu vi uma lacraia caminhando em cima do mosquiteiro e um escorpião subindo pelo tronco da árvore que eu havia amarrado a rede, tudo isto o mosquiteiro protegeu. Portanto não se esqueça de levar o mosquiteiro, é muito importante! Tumucumaque é um paraíso para insetos, se você tiver oportunidade, coloque uma tela à noite dentro da floresta com uma lanterna atrás, quanto mais tarde for, maiores serão os insetos que aparecerão. Você precisa proteger contra água seus equipamentos, etc. Pois, pelo fato do rio ter várias corredeiras, pode ocorrer do barco virar durante a viagem ou então pegar uma chuva muito forte. Eu comprei sacos plásticos transparentes ( 60cmx90cm com espessura 0,10mm ), coloquei minhas bagagens dentro, e coloquei os sacos dentro das bolsas que eu levei, pois é mais fácil arranjar sacos resistentes pequenos do que grandes para colocar a bolsa e/ou mochila inteira dentro do saco. Na Amazônia eles usam como mala o carote ou jericã, é um vasilhame plástico com vários tamanhos, 50 litros, 100 litros, têm uma tampa que fecha. O carote pode ter base redonda ou retangular. Caso ocorra naufrágio do barco , o carote ficará boiando. Se achar necessário, você pode comprar um carote ou jericã nos mercados mini-box de Macapá. Perto do mercado de peixes Igarapé das Mulheres ( bairro Perpétuo Socorro ) (latitude = 0.041091N, longitude = 51.047256W), que também é uma região portuária, têm várias destas lojas que vendem o carote ou jericã. Eu não comprei, mas vi um carote de 50 litros por R$ 50,00. Durante a viagem de ida e volta no barco, eu não tive problemas com água respingando, mas no CRV em Tumucumaque, eu enfrentei dois tornados tropicais que foram um verdadeiro teste de coragem, é como se você estivesse em pé e 10 pessoas em sua volta te jogando baldes de água. Portanto não se esqueça de acondicionar muito bem seus equipamentos fotográficos com os sacos plásticos que eu mencionei. Proteja também sua rede de dormir contra chuva, pois dormir numa rede molhada é gripe certa. Em frente ao CRV, existe uma ilhota ( latitude = 1.186326N, longitude = 52.370531W ) com uma pequena árvore ( uns 3 metros de altura ), nesta árvore existe um ninhal frequentado por algumas dezenas de pássaros japiin ( Cacicus cela cela ), eles ficam o dia inteiro saindo e entrando, fazem a maior algazarra, pássaro preto com bico branco, com amarelo no baixo dorso, centro da barriga , asas e cauda. É um pássaro muito comum no Amapá. Em Macapá, na frente da loja Top Internacional ( esquina da av Mário Cruz com rua São José - latitude = 0.036769N, longitude = 51.051673W ) eu também presenciei uma árvore com centenas de japiins. É foto certa, cada uma melhor do que a outra. Você será acompanhado nas trilhas de Tumucumaque pelo pássaro capitão-do-mato ( Lipaugus vociferans ), em outras regiões do Brasil também é conhecido como cricrió. Seu canto estridente e profundo age como um alarme na mata, começando a cantar quando algum animal grande ou pessoa entra em seu território. É a Sentinela da Amazônia, assim como no Pantanal existe o tachã que é conhecido como o Sentinela do Pantanal. Esses pássaros são ótimos indicadores se têm onça na área. Procure na Internet o canto, eu achei no YouTube, é um pássaro de difícil visualização devido a ser pequeno, inclusive se tiver, leve um bom binóculo, nestas horas é que vale à pena ter um binóculo russo Swarovski. Se prepare, pois o guia poderá apontar o capitão-do-mato e você não será capaz de enxergá-lo, pois as árvores são muito altas (40 metros em média). Os guias reconhecem a forma do pássaro no meio das folhagens. Quando eu comecei a caminhada pela trilha de Tumucumaque, eu fiquei na dúvida se vestia camisa de manga comprida ou curta. Devido ao calor intenso, eu optei por manga curta, pois o guia vestia uma camiseta sem manga. Ao final da caminhada meus braços estavam com vários minúsculos carrapatos grudados, tive que tirá-los. Eles ficam nas folhas, quando você passa e esbarra nelas, eles passam para seu braço. Mas isto não é um problema, basta ter a paciência de inspecionar bem o corpo para tirá-los enquanto ainda não cresceram. Lá em Tumucumaque não é lugar para se pegar a febre maculosa. Portanto pode ficar tranquilo. A emoção e a riqueza das trilhas do CRV compensam qualquer esforço. No CRV, a água do rio Amapari é puxada para uma caixa d'água e tratada com hipoclorito de sódio, fica totalmente potável e saborosa. Os banheiros do CRV são ecologicamente corretos, ou seja, são banheiros secos que usam o cal para transformação dos dejetos em pó, dispensando o uso de água. O banho ocorre no rio Amapari, que pode ser perto de umas pedras que servem de apoio para colocar toalha, sabonete, etc. Nesta região do rio Amapari não têm arraias e nem piranha do tipo voraz ( informação da Dra Cecile - bióloga, ictióloga e especialista em arraias de água doce, e do guarda-parque Valdeci), portanto pode tomar banho à vontade. No período da noite há a opção de utilização de geradores para iluminação e recarga de aparelhos. No rio Amazonas têm arraias, caso você seja ferroado pelo rabo de uma arraia, um ótimo neutralizador da dor é água quente, muito quente. Encha uma bacia com água quente e coloque a parte afetada lá dentro por duas horas. Uma dica, caso você se perca do guia dentro da floresta, a melhor maneira é bater numa sapopema com um pedaço de pau, o som grave e seco irradia pela árvore e se ouve longe, se você gritar, sua voz será abafada pela floresta. Sapopema ou sapobemba é uma palavra originada do tupi sau’pema, que significa raiz chata. É um tipo de raiz grande que se desenvolve junto com o tronco de várias árvores da floresta pluvial, formando divisões achatadas em torno dele. Raízes do tipo sapopema são facilmente encontradas em matas de terra firme e de igapó (zona alagável) da Amazônia, vi uma sapopema em Tumucumaque com 6 metros de altura. As sapopemas agem como escoras que dão mais estabilidade aos troncos das árvores. Você verá sapopema a todo instante em Tumucumaque, esta raiz é de uma beleza admirável! Abaixo fotos do guarda-parque Valdeci numa sapopema de 6 metros de altura de uma árvore tauari com 50 metros de altura. Uma das trilhas em Tumucumaque é a trilha da Copaíba, homenagem à uma árvore copaíba no meio da trilha, esta trilha é uma aula de floresta amazônica. O guia te mostrará a copaíba e explicará o método de extração do óleo de copaíba. Você terá a oportunidade de mastigar um pedaço da casca da quina, extremamente amarga e usada na cura da malária. Esfregará em suas mãos um pouco da resina breu branco, o famoso extrato aromático. Verá uma árvore acapu, muito usada na confecção de barcos por ser uma madeira muito resistente à água. Recentemente descobriu-se que acapu foi usada como estacas de madeira na base da fortaleza de São José (Macapá). Esta trilha da Copaíba começa no CRV indo no sentido oeste pelo meio da floresta passando por um igarapé e terminando na cachoeira Genipapo que é a primeira cachoeira do rio Feliz, aproximadamente 2500 metros de extensão. Ela está documentada no mapa para GPS do projeto Track Source (http://www.tracksource.org.br). A saída do barco ocorreu no Porto Terezinha ( latitude = 0.88160N, longitude = 52.01024W ). O CRV fica na posição (latitude = 1.186995N, longitude = 52.370978W), que é exatamente a confluência dos rios Feliz ( também conhecido como Tucunapi pelos índios ) e Amapari. Distância total = 85 km Tempo de subida do rio Amapari do Porto Terezinha até o CRV = 3h43min ( este parâmetro depende das condições do rio, mais seco ou cheio e quantidade de pessoas dentro do barco, nós estávamos em 5 pessoas ) Tempo de descida do rio Amapari do CRV até o Porto Terezinha = 2h37min (aproximadamente 1 hora menor que o tempo de subida). A viagem de barco do Porto Terezinha até o CRV é uma odisseia, pois dependendo da época do ano, o barco terá que transpor vários trechos encachoeirados, o piloto ( o Edimilson estava pilotando ) do barco além de conhecer todas as pedras, reconhece pela forma da correnteza e turbulência o melhor lugar para passar, assim ele fará zigue-zague em vários lugares, além das árvores caídas dentro do rio que atrapalham a navegação, mas que não deixam de serem belas! Uma dica, mesmo que você tenha a carteira da Marinha do Brasil de Arrais Amador, não tente pilotar o barco numa corredeira, deixe esta tarefa para o piloto que você contratou junto com o barco, gaste seu tempo tirando fotos, pois cada km uma emoção, uma paisagem! À medida que se afasta de Serra do Navio as casas dos ribeirinhos se tornam mais escassas. Observe que todas as casas ficam em cima de estacas de madeira elevando-as do chão para se adaptarem ao regime das águas, inclusive a Unidade Básica de Saúde Alcimar Almeida Silva na Comunidade Capivara. A última casa no rio Amapari fica a uma distância de 35 km do CRV. A fauna também se torna cada vez mais intensa, assim você verá aves, tracajás (quelônio da Amazônia) e floresta cada vez mais alta e fechada. Prepare a câmera de fotografia, muitas e muitas fotos! Eu faço parte do projeto Track Source (http://www.tracksource.org.br). Reúne milhares de colaboradores voluntários e produz mapas do Brasil para GPS, esses mapas são totalmente gratuitos, assim levei em minha viagem dois GPS e portanto os pontos e informações de distância que aqui menciono são precisos. À noite, reserve um tempo para você parar e ficar ouvindo os sons da floresta de Tumucumaque, são intrigantes, não adianta você querer saber a origem de todos os sons... É um espetáculo da meditação! De manhã, ao nascer do sol, você verá o rio Amapari atrás das árvores, saindo uma névoa. Dentro da floresta de Tumucumaque, quando você pisar numa camada de folhas e seu pé afundar 30 cm, você terá a prova concreta que está numa floresta primária, intacta. Elas estão alí há séculos, as folhas caem umas sobre as outras e vão se decompondo formando esta camada de adubo natural. As árvores crescem em busca do sol, 40, 50 metros sem nenhuma ramificação. Por causa dessa característica, não é fácil encontrar uma forquilha dentro da floresta, são troncos completamente retos que cresceram procurando o sol. Os cipós que você verá em Tumucumaque descendo do topo das árvores com comprimentos de 30 a 40 metros, aparentam serem frágeis, mas é só na aparência, pois são muito fortes e resistentes. As árvores que nascem perto da margem do rio, também se tornam gigantescas, mas não crescem retas como as que crescem dentro da floresta, crescem tortuosas. Tumucumaque está muito longe de qualquer tipo de poluição e por ser uma floresta tropical é muito úmida, assim os fungos proliferam, veja abaixo fotos de cogumelos e líquen ( associação entre os fungos e as algas ), estes para que se se estabeleçam, é necessário ar limpo, pois são muito sensíveis a radiação e dióxido de enxofre, assim servem como bioindicadores. Tive a satisfação de conhecer e ser ciceroneado nesta viagem pelo Olimpio Guarany, ele é conhecido como o Repórter da Amazônia, grande jornalista e conhecedor da cultura da Amazônia. Recomendo muito a leitura de seu blog ( http://olimpioguarany.blogspot.com.br/ ) e também assistir a vários vídeos publicados no YouTube. Tive conversas com ele que foram aulas intensas e concentradas sobre o Amapá e seu mosaico de ecossistemas. O CRV é uma base de apoio para pesquisadores e visitantes, assim você poderá encontrar lá equipes fazendo levantamento e monitoramento da biodiversidade, etc de Tumucumaque. Nesta minha visita, eu encontrei com o Christoph Jaster, Eng. Florestal Dr., Chefe do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque que estava chefiando uma equipe de monitoramento da floresta, o prof Alexandre Souto Santiago com sua equipe fazendo inventário preliminar dos macros invertebrados aquáticos, a Lais Fernandes (bacharel em Ciências Ambientais) e sua equipe fazendo levantamento das borboletas frugívoras, Cecile de Souza Gama (bióloga doutora) ictióloga (peixes) e especialista em arraias de água doce fazendo um inventário preliminar da ictiofauna. Conversar com esses especialistas da biodiversidade é uma avalanche de conhecimentos. Um site da Internet que eu também recomendo a leitura é o site do Hélio Alessandro e do Charles Sampaio que organizaram uma pedalada de Macapá ao CRV ( http://www.pedalextremo.com.br ). Para a correta identificação das aves aqui fotografadas, eu usei o melhor guia brasileiro que é o Guia Completo para Identificação das Aves do Brasil - Vol 1 e 2 do Rolf Grantsau e Haroldo Palo Júnior ( http://www.ventoverde.com ) Vale à pena ter este guia, pois é mais completo e de fácil consulta com pranchas mostrando as aves. O Amapá com um todo é lindo, seu povo têm uma cultura forte que se faz representar, os amapaenses têm orgulho de seu estado, uma prova desta paixão são os habitantes que foram de outros estados e com pouco tempo passaram a se sentir amapaenses, conheci vários assim, cariocas, paulistas, potiguares, alemães, etc que foram morar no Amapá e hoje se sentem amapaenses. Em Macapá me hospedei num hotel no centro, fica perto do comércio e dos principais pontos turísticos, andei muito a pé. Em Macapá os motoristas param o carro para os pedestres atravessarem, isto é um ótimo indicativo da educação do povo. A musicalidade no Amapá também é intensa, conheci vários músicos de várias tendências, fui numa festa musical em que cantaram fados portugueses, samba, bossa nova, rock, etc. Existe um ritmo tradicional da cultura do Amapá chamado Marabaixo, quando o rei do baião Luiz Gonzaga esteve no Amapá, gostou tanto do Marabaixo que fez uma música homenageando. Assim procure na Internet a música Marabaixo de Luiz Gonzaga e aprenda a cantar pelo menos o refrão (abaixo), pois é uma espécie de hino deles. O Laguinho no refrão é um bairro tradicional. Aonde tu vais rapaz? Neste caminho sozinho } bis Eu vou fazer minha morada Lá nos campos do Laguinho ... Me peguei com São José Padroeiro de Macapá Pra Janarí e Guaracy Não saíssem de Macapá Em Macapá pode-se saborear as comidas nortistas nos quiosques da orla do rio Amazonas e perto da Casa do Artezão, eu gosto e comi em vários quiosques tacacá, maniçoba, pirarucu de casaca, etc. O foco deste relato é Tumucumaque, assim deixo para outros mochileiros relatarem o mosaico chamado Amapá com sua capital Macapá. Mas faço uma homenagem ao maior rio do mundo, também chamado de rio-mar e termino com uma foto da turma do kitesurf na foz do rio Amazonas (foto tirada no trapiche Eliezer Levy, ponto turístico de Macapá). Aprendam bastante com Tumucumaque e boa viagem! Hilton Vitória-ES
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    Fala galera mochileira , tudo belezinha? Vou contar um pouco da minha ida à Copacabana e Ilha do Sol na Bolivia, e como é para cruzar a fronteira Peru- Bolivia. Eu estava em Cusco, todos os dias tem saída para Bolivia, o melhor horário é a saída das 22horas, pois para chegar até Copacabana são feitas 2 paradas, e aproximadamente 12 horas até lá, e você vai dormindo e ainda economiza com hotel/hostel. Contratei com a agencia http://www.chaskiperutrek.com os tours e o bus para chegar em Copacabana, paguei S./90,00 (Soles) na passagem muito bem gastos. A empresa de ônibus se chama Transzela, para quem curte ir confortável e tranquilo, o ônibus tem wi-fi, serviço de bordo com bebidas calientes, cobertor, filme e o banco que vira cama! 7 horas de viagem assistindo filme e dormindo confortável, paramos em Puno no terminal terrestre para a troca de ônibus. Só algumas empresas circulam por lá, e a baldeação é inclusa, normalmente feita pela agencia Titicaca. Depois de mais ou menos 2horas chegamos na imigração do Peru, dando a saída do País . No ônibus eles entregam os papeis de imigração para serem preenchidos, o de saída do Peru e o de entrada para Bolivia. O ônibus para na frente da Imigraçāo do Peru, eles carimbam a saída e você caminha 2 minutos cruzando a fronteira e pega a fila para Imigração Boliviana, dando entrada no país. Depois que o último integrante do ônibus pega o carimbo, o ônibus sai na frente da parte Boliviana , chegando em Copacabana entre ás 11:30 am. Para hostel, você encontra de todos os preços com água quente ou fria, você decide… kkkk O sol é forte, mas quanto mais vai passando o dia,vai caindo a temperatura, e faz FRIO! Nos hospedamos no Hostel Central, ele fica na rua principal onde tem os restaurantes, um quarteirão acima. Recomendo pois todos os quartos sāo privados com banheiro agua quente,perto de tudo, tem terraço e bem limpo, 30 Bolivianos por pessoa (R$15,00). Depois de descansar um pouco, fomos almoçar. Todos os restaurantes contam com a opçāo de MENU, com sopas ou cremes de entrada, prato principal: peixe, carne ou frango com acompanhamento de arroz batata frita e saladinha, bebida e sobremesa inclusas nos 25 Bolivianos. Fomos em um restaurante na frente do lago, e pedimos a tradicional Trucha a la plancha pescada no lago Titicaca. Recomendo experimentarem! Ah… E Happy Hour funciona o dia todo em quase todos os restaurantes, nāo podia esquecer de falar da cerveja deles, a tradicional Paceña de La Paz, muito muito boa! Depois de comer, vimos o maravilhoso pôr do sol de Copacabana. Um cenário incrível, com cores maravilhosas. Bom, para se visitar em Copacabana temos a maravilhosa Catedral construída pelos Espanhois, e o cemitério que fica em cima da montanha tendo toda a vista da orla. Nas margens do rio também se pode alugar pedalinhos, lanchas, barcos ou jetsky cobrados por hora. -------------------------------------------------------------------------------------------------- ISLA DEL SOL A ilha do sol é um roteiro obrigatório para quem passar por Copacabana. O tour se compra nas agencias da rua principal , saem todos os dias ás 8:30 am, 2 horas de barco até a ilha, chegando na parte Norte com 4 horas de caminhada até a parte sul, guia particular e parada para almoço. O almoço está incluso, tudo sai na base de 80Bolivianos (R$40,00) por pessoa, e o ingresso das ruínas é cobrado a parte, 10Bolivianos (R$5,00).
  18. 1 ponto
    Rodrigo, Não sou de fazer relatos, mas vou dar uma “atualizada” nas informações aqui em seu relato, para deixar tudo concentrado aqui, acho interessante para o forista. Vamos por partes: TRANSLADO USHUAIA/NAVARINO Paguei US90 + taxas portuárias, via Ushuaia boating. Não sei porque foi mais barato, fui na mesma época que você (10 de março!). Campbell cobrava o mesmo preço e ambos desembarcavam longe (Puerto Navarino), necessitando usar a van. Não havia barcos as 14:00, apenas as 09:00. DICA:Vale o contato por email com as agências, avisei que chegaria no aeroporto e que pegaria um taxi direto para o porto. Meu avião atrasou 2:00horas devido ao mal tempo, e claro, perdi o barco. Mas quando cheguei, disseram que me aguardaram por quase 1:30hrs... COMO NÃO INICIAR A TRILHA Eu tentei fazer o translado, almoçar e partir para Laguna Del Salto no mesmo dia. Me enrolei na cidade, estava cansado da trilha anterior (Canadon de la oveja) e e ainda por cima errei o caminho (detalhes abaixo)! Comesse o circuito de manhã cedo, assim faz com calma, em caso de erros pode consertar, dá para tirar fotos, etc. Muitas pessoas faziam a mesma coisa, iniciar após o almoço e todas chegavam na laguna del Salto junto (ou depois) do por do sol. Percebi que no geral, acordavam mais tarde, perdiam o nascer do sol, etc. NÃO comesse a trilha depois do almoço. MARCAÇÔES DA TRILHA ESTA RENOVADA Pela ausência de comentários da net, acho que tive o privilégio de conhecer a nova marcação dos dientes. O investimento em turismo do Chile é mesmo incrível. Enquanto aqui no Brasil praticamente não há uma única placa dizendo “ Inicio da trilha” , eles estão construindo até mesmo mirantes! Grandes plataformas com bancos(!) em lugares realmente difíceis de chegar, como a laguna escondida! Vão além, colocando placas de acrílico descritivas com a paisagem, região e elementos.... um carinho ao turista que ultrapassa o desnecessário. Prepare-se: Daqui a uns 10/15 anos, não duvido que comece a ter refúgios e aquilo vire um TDP. Se quer conhecer algo inóspito, você já esta perdendo. DIFICULDADE É unanime nos relatos de internet e livros que esta é uma trilha extrema, apenas para trekkers altamente experientes, com incríveis poderes de navegação e em excelente forma física. Eu fiz o circuito mas não estava em forma ideal, tinha machucado o pé e ficado de molho por 30 dias (sem exercício, mas andando, mancando na 1ª semana. O médico chegou a fazer uma ressonância porque não tinha certeza se meu pé havia quebrado). Faltando 15 dias para a viagem, podia manter a ociosidade ir “na raça” ou me exercitar arriscando uma piora pelo exercício antecipado a cura completa. Optei por tomar uma cerveja. Meu preparo físico, para essa trilha foi de um quase quarentão com 60 dias de ociosidade. Minhas grandes conquistas, habilidades de navegação..... bem, TDP, Chalten.... vou falar o que é: sei voltar pro carro no estacionamento do shopping e tenho medo de altura assim como a média da população, mas compenso com grande bom senso de segurança que meus quase 40 anos me dão e que como adolescente logicamente não tinha. Resumindo: um 40tão de escritório, fora de forma, com noção de direção e amor a vida, vulgo bom senso. Fiz o circuito SOLO, beirando o despreparo, “sem dificuldade”, e não sou nenhum herói. Sendo eu, “um bosta”, fiz uma trilha solo, onde apenas “a nata” em um grupo de elite faria.... não sei é uma auto-imagem de baixa auto estima, ou se os caminhantes que fazem a trilha “se acham” porque vão onde a maioria não vai pq tem nojinho de ir em um lugar que não tem banheiro para cagar. Se quiser se balizar.....quem conhece o pico dos Marins, vá. Lá tem uma navegação mais difícil, afinal, não há uma única placa, apenas pircas e algumas setas pintadas. (agora vou torcer para não ter matado ninguém por ter estimulado pessoas despreparadas a ir aonde não conseguiria voltar) PREÇOS Esta tudo mais caro, prepare seu bolso. Alguns itens (como taxi e pousadas em Ushuaia) estão custando o dobro. Em Navarino, não vi grandes novidades. DIA1 (11/3/13) HITO1 até HITO 6,75 CUIDADO COM AS MINHAS BURRICES NÃO AS COMETA Translado com 1º dia não da certo. Da cidade até o início da trilha e até la em cima quando sai da floresta, é a prova de burrice. La no topo, caminhando, eu dei minha orelhada. Apesar de estar com GPS com tracklog, nem olhei, porque o caminho era óbvio, muito óbvio. Pois é, caminho errado. La em cima existe um óbvio caminho saindo levemente para direita e seguindo para baixo. Quando eu achei que a coisa toda estava estranho, era tarde demais, olhei o GPS e vi o tracklog a mais de 200metros de onde eu estava. O caminho dava em um riacho, e, é um caminho tão bem marcado justamente porque as pessoas vão e voltam por la apenas para pegar agua. Ir e voltar pela encosta é tranquilo, escalar a encosta é arriscado. Voltar ou escalar a pirambeira não eram opções, porque me sentia muito cansado e iria para o alto de uma montanha desabrigada a pouco tempo do anoitecer. Devido ao erro, e a minha atlética forma olímpica de jogador de truco, calculei umas 2 horas de caminhada, contra 1hora de sol. Acampei improvisadamente no riacho. Quando eu cheguei, tudo bem, dei sorte, mas no dia seguinte, o riacho estava seco, alias, congelado dezenas de metros acima. Em dias frios, não tem agua lá. DICA DE OURO: Abasteça de água no início da trilha, na estação de tratamento de agua. Não há garantia de agua até a Laguna del Salto. Não existe mais problemas d agua em toda a trilha, pode deixar a mochila “seca” a partir dali. DIA2 (12/3/13) HITO 6,75 até HITO 10 Cheguei na Laguna del Salto e de castigo pelas burrices anteriores descansei lá até o dia seguinte. Acampe no sul da lagoa, próximo da cachoeira. Tem solo seco, agua corrente da cachoeira, abrigado, você nem mesmo precisa desviar do seu caminho. (evite pegar agua diretamente dos lagos, castores cagam lá. Eu evitei, mas não me proibi, sede é sede e tinha preguiça de carregar agua. Não tive problemas) DIA3 (12/3/13) HITO 10 até HITO 17 Sai da Laguna del salto e IA subir o monte Betinelli apenas para ver a vista e acampar no pé do morro antes da subida, voltando para trilha dos dientes no dia seguinte. Não deu certo devido a chuva (pra que subir no Betinelli se não ia ver nada?) Logo após o paso primeiro (uma subida logo depois da cachoeira da laguna del salto) você anda 10 minutos e chega em uma belíssima área de acampamento. (Hito 12). Caso chegue ainda disposto na laguna del salto recomendo fortemente continuar e acampar aqui. Quem quiser ir até o Betinelli (ou mesmo lago Windhood), fiz parte bem inicial do caminho e aviso, é um pula arvore que não acaba mais. RECOMENDO, mas aviso que haverá dor. Na laguna de Los dientes (Hito 17), diferente da laguna escondida, tem poucas (apenas 2), mas abrigadas áreas de acampamento. DIA4 (13/3/13) HITO 17 até HITO 26 Fui da Laguna de Los Dientes até a Laguna Martillo. Dei muita sorte no paso ventarón, pois não tinha nada de vento. Não chegue lá com pressa, é uma encosta com pedras gigantes e soltas. Via que partes pequenas da trilha no paso ventaron haviam sofrido deslizamento (ou avalanche?) e estava bem irregular. PERIGOSO! Sobre lugares não oficiais para acampar, achei um bom lugar entre os Hito 20 e 21, com um belo riacho para abastecer, porém desabrigado do vento. Em uma emergência, com paso ventaron “fechado” não precisa voltar até a laguna. DIA5 (14/3/13) HITO 26 até HITO 35 Fui da Laguna Martillo até a laguna guanaco. Achei pesado, porque é morro acima. Mas o Rodrigo mandou bem parando onde parou, ir além não há boas áreas para acampar, principalmente devido ao solo que é encharcado. No entanto, o paso virginia é bem interessante, é bom ser feito com calma. Eu acamparia na floresta pouco antes de chegar na parte rochosa da montanha, apesar de ser um lugar desnivelado. DIA6 (15/3/13) HITO 35 até cidade Vale a pena o amanhecer no paso Virginia, não passe direto para cidade. A área é exposta, mas há um muro de pedras para quebrar um galho, também colocaram um mirador lá. Acampar mais embaixo na floresta é mais abrigado porém vai perder um visual. Descer para cidade é um inferno, não a segredos o caminho é horrível mesmo. Seja bravo. O QUE NINGUÉM ME CONTOU A Tierra del Fuego como um todo.... é úmida, MUITO ÚMIDA. O solo molhado, usar chinelo vai ficar com o pé sujo de lama. Lavei e pendurei uma camiseta dry para secar a noite. Amanheceu molhada. Se não quiser ver NINGUEM na trilha em dia nenhum, pule o acampamento da Laguna del Salto. Eu só vi nesse dia. Como já disse, não sou um cara de relatos, apenas dicas e fotos. Estou fazendo um vídeo da trilha, que não esta pronto. Por enquanto, tem o "esquenta". Se quiser dar uma olhada:
  19. 1 ponto
    No meu caso, que tenho um saco de 7º extremo, eu sempre levo esse "aditivo". http://www.mundoterra.com.br/camping-e-trekking/sacos-de-dormir/liner-reactor-thermolite_sea-to-summit.html Ele promete manter mais 8º de temperatura... Nunca tive que usa-lo, pois sempre consegui controlar a temp com fleece, segunda pele e meias... Claro q nao paguei esse valor, meus velhos foram para os EUA e eu pedi para trazerem. Custou menos de R$100. Ah.. e pra constar.. esse vai ser meu Kit para a travessia da serra fina, que ja foi relatado temperaturas de -7º
  20. 1 ponto
    ate que enfim, nao vejo posts do tipo . . . sou mulher" pra mim eh mais dificil . . . e bla bla bla :'> :'> :'>
  21. 1 ponto
    Viajo de carona pelo Sul do Brasil... até então só peguei duas caronas ruins, mas muitas outras boas .. mas sempre fico pensando qual desculpa usar pra se livrar de uma carona ruim na tranquilidade, ou seja com segurança,rs... que tática vocês usam? procuro apontar na placa por caronas com trajeto de 1 hora e também só dizer meu destino final, quando adquiro certa confiança, bem, tem dado certo. Sou mulher as vezes vou sozinha, outras acompanhada de uma amiga mochileira, moro em SC e por aqui carona sempre foi fácil, cheguei a fazer 800km em um dia.
  22. 1 ponto
    Respondendo ao primeiro tópico da comunidade, não concordo... Sou mulher, viajei sozinha do Acre ao Rio Grande do Sul, 5 dias de viagem, 11 caronas diferentes, e naaaaaada de caminhoneiro com gracinha. A postura define tuudo! Melhor experiencia da minha vida.. tinha 20 anos.
  23. 1 ponto
    Antes de tudo digo que errei na informação acima: A temperatura extrema dele não é -15ºC, mas sim -10ºC Marca: Waterdog Outdoor Modelo: Shaba 450 Temperaturas: Min. -10ºC / Máx. +15ºC Tipo: Sintético Informação adicional: Aircomfort System * Todas as informações acima foram tiradas do próprio saco de dormir Fotos: - Com o saco de compressão, mas não comprimido - Aberto - Detalhes dos cordões para capuz e pescoço - Mais duas aberto Quanto a qualidade das fotos e demais objetos do meu quarto, prefiro não comentar Espero que dê pra ter uma idéia desse equipamento, que me foi muito útil e que valeu a compra, apesar da marca desconhecida. Abraços
  24. 1 ponto
    Galera, Vou dar meu pitaco porque estou vendo muita gente com medo da Patagônia. Voltei de lá no final do mes passado, onde fiquei por quase 20 dias. Comprei um saco de dormir da Waterdog sintético com de extremo -15ºC. Eu nunca tinha ouvido falar da marca e nem sei se é tão confiável. Paguei R$150 e lá me fui para El Chalten. Passei 4 frias noites no parque, com temperaturas de -3ºC e sensação de -15ºC sem nenhum problema. Eu sinto pouco frio e só comprei esse saco de dormir porque a patroa é bastante "friorenta" e ela usará por aqui, senão, iria alugar. Dormia apenas de ceroula de algodão da Hering, camiseta dry fit e fleece 100, ambos Quechua. O vento sempre presente assustava algumas vezes, mas o frio mesmo não chegou a incomodar. Não estou falando que um sleep TOP é dinheiro jogado fora, apenas que pode existir opções mais baratas e que lhe suprem suas necessidades Abraços
  25. 1 ponto
    Galera, dei uma de louco, usei o meu nautika micron x-lite em TDP !! Lá em P. Natales comprei um liner de poliester que ajudou bastante, logicamente não dormi pelado, usei underwear e polartec, além de meias e gorro... Aguentou bem... minha barraca é uma Artiach series 8000 para média montanha... Valeu a dica do LINER !!!
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