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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 16-12-2018 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Viajei sozinha. Desembarquei. E agora? Essa foi a pergunta que fiz quando cheguei a meu primeiro destino sozinha, Salvador... Foi nesse momento que iniciei o processo de auto conhecimento, tudo era novidade, tudo era incerto, não fazia ideia do que me aguardava. Se você pensa em viajar sozinha e tem medo, vá coleguinha, deu tudo certo pra mim e vai dar tudo certo pra você também. A dica é: Se permita, esteja aberto a conhecer pessoas, ouvir novas histórias, contar as suas histórias, da mesma forma que as outras pessoas são novidade para você, você também é uma novidade para elas, interaja, e a dica de ouro, RESPEITE, você vai conhecer outras culturas, outras religiões, outras opiniões, vá com o coração e a mente abertos... O mundo é uma diversidade, vamos lá, se mexa, levante o bumbum do sofá, saia da sua zona de conforto, vá viajar, vá mudar sua vida também, o mundo é nosso, mas a decisão de conhecer o mundo é toda sua.
  2. 2 pontos
    @lobo_solitário Obrigado!! Vou checar o manual... eu tenho mesmo é um grande medo em relação a grana, de faltar lá, não conseguir trampo etc... quem sabe estudando consiga quebrar esse medo auhauhau
  3. 2 pontos
    @Lucas Ianiak brother, por mais que pareça difícil planejar uma viagem voce precisa apenas de ler bastante e pesquisar o máximo de coisas possíveis. É um pouco cansativo mas vale a pena, aqui no fórum tem bastante informaçao sobre os mais diversos destinos e pode ti ajudar a ter um norte. O melhor destino é voce quem vai dizer, é voce que sabe onde quer ir, o que conhecer, o que fazer. Depois de escolher o(s) país(es) que quer visitar comece a pesquisar o que tem de interessante pra se fazer. Baseado nos seus destinos pretendidos vc irá saber se será preciso tirar algum tipo de visto ou nao. Aqui no América do Sul é bem tranquilo, além de nao precisar de visto vc pode até viajar sem passaporte (apenas com RG) para os países que fazem parte do Mercosul. Para os demais países vc obrigatoriamente precisará do passaporte. Alguns países como EUA, Australia, Canadá, India, dentro outros precisam de visto pra poder entrar no país. Para Europa nao precisa de visto porem vc pode ficar no máximo 90 dias dentro do tratado de schengen. Como pode ver, cada lugar tem suas particularidades, entao depois de escolher o destino, atente-se aos detalhes. Sobre como ir de um país para outro depende de cada lugar, pode ser por terra ou via aérea. Com exceção da America do Sul onde o pessoal é mais "relaxado" nos outros países vc precisará comprovar que deixará aquele lugar dentro do periodo do seu visto, ou seja, precisa de ter uma passagem de saida do país. Ex. se vc for apenas pra França, vc precisa apresentar aqui mesmo no Brasil a passagem de volta, caso contrário nem ti deixam embarcar no voo. Para comprar passagens aereas vc pode pesquisar preçoes em sites como kayak, skycanner, google flights, depois de achar o melhor preço entre direto no site da cia pra fazer a compra. Nao esqueça do seguro de viagem, ele é obrigatório na maior parte dos países e tambem do certificado internacional de vacina da febre amarela, em alguns países ele tambem é obrigatorio. Dê uma lida no link abaixo, vai ti ajudar muito também:
  4. 2 pontos
    Oi Lucas, Também sou de Florianópolis e tenho bastante experiência com Intercâmbio e viagens.... bora trocar uma ideia.. [email protected]
  5. 1 ponto
    Estou devendo esse relato há quase um ano. Mas agora, talvez possa ajudar quem está procurando um destino pra passar o ano novo: Ilha do Marajó! Lindas praias, belas paisagens, búfalos, guarás, uma rede na varanda e sossego. voo direto SP-Belém hospedagem Soure: Hostel Tucupi hospedagem Belém: Galeria Hostel (está fechado agora) Belém-Marajó: navio (ida) barco rápido (volta) Decidi a viagem na quinta-feira a noite, e na sexta a noite já fui pro aeroporto. Era 28 de dezembro de 2017. Paguei caro. Mas valeu cada centavo. Não deu tempo de pesquisar muito, também não achei informação com facilidade. Mas o norte estava me chamando e eu fui. E adorei! Peguei um voo direto de SP a Belém, na madrugada do sábado 30 de dezembro. Cheguei a Belém umas 3h da manhã e fiquei lá no aeroporto esperando amanhecer. Por volta das 6h, fui de Uber para o Terminal Hidroviário, em busca de uma passagem pra Marajó, pois não consegui comprar nada nem informações pela internet. Missão impossível: a fila ocupava o terminal inteiro, e muito antes de chegar perto de mim, o barco das 7h encheu. O próximo barco era o "navio" (a versão mais lenta de travessia), só às 14h e me deixaria no porto de Camará, mais longe, onde ainda teria que pegar um ônibus até Soure. na minha breve pesquisa antes da viagem, li em algum lugar "COMPRE O VIP, VOCÊ NÃO VAI SE ARREPENDER". E eu me lembrei disso e comprei o vip. Custou R$ 37, era uma poltrona, em ala separada, com ar condicionado.
  6. 1 ponto
    Olá pessoal, sou de Salvador, no ano passado aluguei quartos para carnaval, esse ano também estarei alugando, quem for e ainda não tiver onde ficar, e tiver interesse fala comigo que chamo no Whats, e passo mais informações, fotos do local, e tiro duvidas. Abraço
  7. 1 ponto
    Não faz muito tempo que voltei de uma experiência de imersão cultural entre a Ásia e Europa. Jogar uma mochila nas costas mesmo sem companhia e pouca grana, passagem só de ida, com inglês ‘the book is on the table’, sem roteiro e seguro viagem por quase um ano realmente demanda certa… ousadia? Um desafio um tanto revigorante pra um marinheiro de primeira viagem eu diria. Num primeiro momento é bem provável que você ai – sentado na sua cadeira giratória capenga esteja saturado de fazer o mesmo trabalho e destruído pela rotina maçante – pense que essa seria uma ótima ideia para meter o pé na jaca de vez e dar aquela renovada na vida. Porque afinal de contas toda experiência de se lançar ao desconhecido são oportunidades valiosas de crescimento pessoal – como sempre dizem nossos colegas High Performances. Mas sabe, convenhamos que além de todo glamour nesse pacote também vêm grandes e novos questionamentos, crises e medos. A lista de conteúdos pra digerir especialmente no retorno é gigantesca! E, sim, recomendo. Com toda certeza essa é uma das boas alternativas pra dar aquela repaginada, mas, agora devo alertar aos futuros aventureiros sobre um fato que faz diferença e que ninguém havia me contado antes de eu me jogar nesse mundão: Coragem e planejamento financeiro não irão bastar. Roteiros compactos ou mega elaborados também não. Devorar os blogs, pedir ajuda aos influencers de viagem, estender a jornada por mais tempo, nada mas nada mesmo poderá lhe salvar da severa crise do retorno. Aspectos emocionais, familiares, sociais, profissionais, psicológicos, culturais tudo sofre impacto quando você volta pelo guichê da imigração brasileira e vai humildemente dar continuidade na vida que ficou pra trás, mas agora, de uma maneira diferente porque parece que tudo mudou – em você. Enquanto viajava ouvia relatos de mochileiros sobre a dificuldade de reconfigurar a nova vida depois de tudo que viveram. É como se o espaço para a “vida normal” fosse reduzido a ponto de não caber mais na bagagem do novo Eu. O que acontece é um processo interno de autoanálises e julgamentos, morte de ideais e renascimento de outros e por aí vai. E ao voltar, é como se tudo fosse estranho causando isolamento – entre outros sintomas – pela dificuldade de partilhar aprofundando tal complexidade com as pessoas. Me lembrei que em 2015 – ainda quando atuava no corporativo e nem imaginava um dia cruzar oceanos – encontrei um estudo chamado de “Os custos imprevistos da experiência extraordinária” conduzido por pesquisadores de Harvard, publicado na Psychological Science, o qual não me fez muito sentido na época por alegar que: “Diálogos e relacionamentos são notoriamente baseados a partir de experiências comuns – O estudo mostrou que as pessoas gostaram muito de ter experiências ‘superiores’ àquelas dos colegas, porém, essas experiências haviam estragado suas interações sociais subseqüentes deixando-as piores do que se tivessem uma experiência comum.” Surgem algumas barreiras quando, por exemplo, alguém que deu a volta ao mundo tenta relatar ao colega que até o momento não saiu do estado em que nasceu. O máximo que ele poderá humildemente responder é “nossa deve ter sido uma experiência incrível”. O que não significa desqualificar ou diminuir o valor do colega de forma arrogante e ainda desconsiderar as exceções, muito pelo contrário, neste caso eles apenas não encontraram um ponto comum de discussão e está tudo bem. Naquele tempo fiquei com a pulga atrás da orelha ao ler isso porque diante de uma situação dessa só conseguia enxergar uma ótima oportunidade de trocas, mesmo com tamanha diferença entre duas pessoas – O que mudou depois de presenciar este fenômeno acontecer na vida real. A pesquisa de Gus Cooney ilustra claramente um aspecto da crise de retorno enfrentada pelos viajantes que sentem dificuldade em discutir com aprofundamento suas aventuras, o que não traduz necessariamente a quantidade países visitados, mas qual deles trouxe um elemento de conflito interno, autodescoberta, desafio e lição de vida, por exemplo, por que é disso que eles também gostariam de falar. E é ai que o mochileiro em abstinência sente-se perdido. Hoje quando encontro os desabafos – principalmente pelos grupos do facebook e instagram – carregados de confusões, medos e inseguranças por terem vivido algo tão rico e ao mesmo tempo, perdidos sem saber como enfrentar esses novos obstáculos, me lembro dessa pesquisa e o quanto ela se tornou pertinente. A comprovação da pesquisa chegou através do meu experimento pessoal e, depois, pelos relatos dos próprios viajantes pelas redes. Então o que pode ser feito? Se prepare e se jogue de cabeça na viagem incrível de renovação, autoconhecimento e descobertas ao redor do mundo, no entanto, devo lembra-lo que ao voltar, você se sentirá um completo estranho no ninho então se prepare pra enfrentar essa fase também – tenha paciência. O processo de readaptação poderá ser naturalmente denso e doloroso, podendo chegar a manifestar sintomas de episódios depressivos nos primeiros meses e causar confusão de pensamentos e insegurança assim como qualquer fase de transição e reconfiguração de cenários. Peça ajuda Não ceda ao desejo de isolamento. Procure se conectar com quem passou pelo mesmo momento seja presencialmente ou pela internet. Busque acompanhamento psicológico de profissionais que possuem experiência pessoal no assunto, assim como, terapias integrativas. Lembre-se sempre da importância do autocuidado, compaixão com suas limitações, falhas e com a dos outros. Faça pequenas viagens e passeios em lugares novos para estimular a aquela sensação de descoberta e aventura novamente. Primeiros meses após o retorno Muita cautela ao tomar decisões determinantes como trocar de trabalho, terminar relacionamento, mudar de casa etc. Em muitos casos, haverá uma ansiedade e confusão muito grande para que seja ponderado prós e contras de maneira analítica e imparcial. E por último e não menos importante Nunca deixe de valorizar suas conquistas e vivências inesquecíveis, porque no fim das contas você jamais estará totalmente preparado para enfrentar o desconhecido; estamos todos no mesmo barco e continuar navegando e fazendo cuidados emergenciais é preciso. ************ Eaí, voltou de sabático, férias ou viagem a longo prazo e se deparou com esse #caos interno? Compartilhe aqui quais foram seus sintomas, seus desafios a sua historia e como tem se cuidado para que possamos criar mais conexões e tb ajudar quem está no mesmo barco!
  8. 1 ponto
    Uau... sempre gostei de ler e escrever mas 'em todos estes anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece' rsrs olho para a tela em branco mas as palavras não saem. Várias foram as vezes em que esta cena se repetiu nas últimas semanas e noto uma resistência interna em ordenar as palavras e externizá-las, permanecendo em silêncio degustando-as. Conheço bem essa resistência: é apego! Comumente remetemos o apego aos bens materiais mas quase sempre ignoramos que eles não passam de um símbolo. O real apego é sempre a ideia por trás do símbolo. Venho apegada à ideia da vida que vivi nos últimos dois anos e meio e soltar essa ideia é assumir que ela agora faz parte do passado. No entanto, o novo só vem quando soltamos o velho. E para isso se faz necessário ter coragem... As palavras que se seguem são um ato de coragem. CO.RA.GEM. substantivo feminino: 1.força ou energia moral diante do perigo; 2.sentimento de segurança para enfrentar situação de dificuldade moral; 3.atributo de quem tem determinação para realizar atividades que exigem firmeza. (Dicionário Michaelis) Ou, como uma irmã me ensinou um dia: do prefixo cor (coração) e do sufixo agem (do verbo agir): coragem é agir com o coração. E foi totalmente seguindo o meu coração que ao completar 26 anos em janeiro de 2015 escolhi ir viver as coisas nas quais acreditava. Contexto: na época uma angústia muito forte me acompanhava no dia a dia de faculdade, trabalho e nas pequenas efemeridades que caracterizam o cotidiano. No fundo, a angústia podia ser descrita como um sentimento de não pertencimento e até mesmo uma profunda incompreensão generalizada, não entendia o sentido de fazer as coisas que fazia pois enxergava uma sociedade doente e me apoiava em discursos de liberdade contra um "sistema opressor". No meu aniversário de 26 anos cansei de falar (lê-se: pregar) no facebook sobre as coisas nas quais acreditava e resolvi ir viver as coisas nas quais acreditava. Foi num ato repentino da mais profunda coragem num misto com a mais profunda inconsequência que parti. Com cinquenta e cinco reais no bolso, uma tampa de caixa de pizza escrito 'Alto Paraíso' e uma mochila extremamente pesada contendo 75% de inutilidades, fui para a BR. A única experiência que tinha era de ter pego carona com uma amiga até a cidade vizinha (interior de São Paulo, coisa de 100km de distância) poucas semanas antes, mas desde então sabia que se havia conseguido uma carona, conseguiria quantas precisasse. Afinal, muitos podem passar mas só preciso que 1 pare! E foi com essa confiança que, acompanhada de outra amiga que nunca havia viajado de carona, fui rumo a Chapada dos Veadeiros. Não olhei no Google, não tinha mapa, referências ou distâncias. Tudo o que sabia era que queria chegar na tal da Chapada e que pediria carona para isso. Há pouco tempo ouvi a seguinte frase sobre cair na estrada: "não tem como se preparar para isso". Essa é a mais pura verdade, e esse foi o primeiro grande aprendizado. Também é verdade que um único dia de BR te ensina muito mais do que toda a literatura que possa já ter lido, sobre todos os assuntos. Aprendi sobre política vendo a histórica desigualdade social na vida fora dos grandes centros urbanos e fora dos telejornais; aprendi sobre geografia percorrendo as estradas que cortam as paisagens entre serras e planaltos; aprendi sobre língua portuguesa e sobre licença poética nas placas pintadas à mão oferecendo os mais diversos trabalhos Brasil adentro; aprendi sobre matemática com os preços dos postos de combustível e suas lojas de [in]conveniência; aprendi sobre a biologia do corpo que, como um camelo, cobre distâncias incríveis sem uma única gota d'água; aprendi sobre a química da arte de cada estado em misturar água quente, pó de café e açúcar de maneira tão única (e gratuita!); e, sobretudo, aprendi a física envolvida no equilibrar de uma mochila nas costas de forma que ela (como um motor de Kombi que vem atrás) ainda assim te impulsione para frente. Sempre para frente. A BR é uma exigente professora muito dinâmica, com metodologia autodidata e tudo conta como matéria dada. E é justamente este nível de exigência da entrega total ao momento que nos permite absorver todo o seu conteúdo tão eficazmente. Afinal, não dá para estar na BR pensando no boleto que vai vencer ou na ração do gato. A BR te exige por inteiro. Mas essa exigência não é a toa, pois a todo aquele que se entregar plenamente, nada faltará. Nem a carona impossível do último raio de sol do dia, nem o alimento ora como cortesia, ora como oferta da natureza, nem o cantinho maroto para montar a barraca ou o banho, seja num rio, cachoeira ou nos oito minutos mais deliciosos de sua vida num chuveiro de posto de gasolina. Nada faltará! Esse foi o segundo grande aprendizado. Portanto, é um fato que a BR supre a todas as necessidades daquele que se entrega à ela, mas isso não quer dizer que nossas necessidades serão atendidas como gostaríamos ou quando gostaríamos, mas certamente sempre que realmente precisarmos. Aceitar essa falta de controle sobre as situações e ainda assim confiar que nada nos faltará é um desafio proporcional à magnitude do milagre de ser atendido. Porque a verdade é que nós não controlamos absolutamente nada. Abrir mão da ilusão de controle foi o terceiro grande aprendizado. Depois de aprender que não há como se preparar para isso, que são necessárias confiança e entrega e de ter aberto mão da ilusão de controle, algumas virtudes certamente já se apresentam desenvolvidas das quais destaco duas: a paciência e a gratidão. Estas duas virtudes são os maiores presentes que a BR me deu. A paciência de esperar o dia in-tei-ro por aquela carona naquela estrada de terra que não passa nem vento ou naquele trecho urbano em que milhares passam mas não param por medo. A gratidão de receber o dia chuvoso como se recebe o ensolarado, de ser grata pelo jejum assim como se agradece o banquete de coração ofertado. Tendo desenvolvido a duras penas a paciência e a gratidão, aprendi que a verdade é que tudo está em nossas mãos. Com paciência e gratidão criamos o que quisermos. Esse foi o quarto grande aprendizado. Esse é um dos mais belos paradoxos humanos: não temos o controle de nada e criamos tudo o que quisermos. As palavras nem ao menos tangenciam os processos dessas compreensões e permanecem assim no campo das inefabilidades. Mas afirmo: é real. No entanto, não acredite em mim. Duvide e tenha sua própria experiência. Além dos impulsos de buscar viver as coisas nas quais acreditava, também ansiava por ser maior do que meus medos. No angustiante período que antecedeu a partida, já havia compreendido que a crença em nossos medos é o que nos limita. Na época, havia feito uma lista com todos os meus medos dos mais esdrúxulos aos nunca antes pronunciados. Levei algo próximo de três meses para terminá-la, e esta lista finalizada lembrava em muito um pergaminho dado comprimento. Em seguida os analisei. Considerei medos-meus aqueles que havia tido uma experiência direta, real e empírica e considerei medos-não-meus aqueles adquiridos por indução social e inconscientemente reproduzidos. Fiz isso pois compreendia que poderia lidar com os meus medos e os demais devia apenas soltá-los, afinal não eram meus e gastava muita energia com eles... E de todo o pergaminho, a lista se reduziu a poucos ítens contados nos dedos das mãos. Esses eram os que me interessavam vencer, os demais , como disse, abandonei. Simples assim. Junte a angústia existencial gerada por uma sociedade de consumo com a vontade de vencer os medos limitantes e algumas sessões de 'into the wild' e você tem uma pessoa disposta a rasgar documentos, dinheiro, diplomas, desapegar-se de bens materiais e referências psicoemocionais, além de cometer um "socialcídio" nas redes sociais. Toda a viagem à Chapada dos Veadeiros durou entorno de duas semanas e, ao retornar, abri mão de todos os ítens acima citados. Quando voltei para a estrada possuía apenas o meu corpo, meus conhecimentos e uma mochila com algumas roupas e alguns poucos apegos que ainda permaneciam. Queria ver o mundo como ele era sem referências. Queria ver como eu era sem referências. Compreendia que o dinheiro era uma forma de energia mas não era a única e me propus a viver da troca de conhecimentos e da força braçal, bem como do voluntariado. Mas num bom e honesto português o que me motivou foi querer ver se o mundo era mesmo como o Datena falava que era, rsrsrs É com alegria e gratidão que posso afirmar que ele possui uma visão muito limitada (e triste) do que é o mundo... Nesse período de viagens de carona que se sucedeu com trocas e voluntariado, regado à paciência e gratidão, aprendi que quanto mais a gente se doa mais a gente recebe. Esse foi o quinto grande aprendizado. Também foi um período em que muitos valores morais e crenças caíram por terra. Descobri, como diria um professor que tive, que sou o extrato-do-pó-do-peido-da-pulga no universo! Rsrs E viajei, e viajei e viajei. Curiosamente, curtos foram os momentos em que viajei sozinha. Já viajei em dupla, em trio, com criança e em quarteto. Viajar bem acompanhada é delicioso! Comunhão, cumplicidade, respeito, reciprocidade, apoio e alguém que olhe sua mochila para ir ao banheiro! Rsrsrs No entanto, só quem já viajou mal acompanhado sabe o valor de se andar só. Uma vez li em algum lugar que a solidão só pode ser realmente sentida em meio a outras pessoas. Hoje compreendo isso. E foi ao escolher passar a viajar exclusivamente sozinha que compreendi a diferença entre solitude e solidão. A solitude é sobre estar só e não sentir solidão. A solidão é sobre estar acompanhado e se sentir só. Esse foi o sexto grande aprendizado. E ao aprender a apreciar a minha companhia e a ouvir tudo o que o silêncio tinha para me falar, a vida de caronas passou a ser incompatível com minhas novas necessidades introspectivas pois bem sabemos que o pegar caronas implica em conversar e interagir (além de responder várias vezes no dia as mesmas perguntas clássicas "de onde você é?", "para onde você está indo?", "você não tem medo?", "o que sua família acha disso?", Etc rsrsrs). As trocas me garantiam apenas o mínimo ao mesmo tempo em que recebia muitas doações, e foi quando passei a me sentir sustentada ao invés de me sustentar. Essa nunca foi a proposta. Concluí que estava na hora de ser autossuficiente, decidi investir em artesanatos e passar a viajar de bicicleta para ter mais independência. Viajar de bicicleta é outro universo...! Viajando de carona o mundo já é solícito, mas de bicicleta ele é escancarado! Minha bicicleta (Kali- A Negra) é dessas padrão, sem marca, aro 26 e 21 marchas onde os maiores investimentos que fiz foi instalar bar ends de deiz real, um selim mais largo e o bagageiro no qual amarrei dois baldes como alforges, com uma garrafa pet de paralama. Junte a cara de pau de uma bicicleta dessas circulando por aí como se fosse uma Specialized, o fato de eu ser mulher e estar viajando sozinha e você terá a trinca de ouro das portas abertas na sociedade. Tenho plena consciência da sociedade patriarcal em que vivemos e de como é nascer mulher em meio a isso, mas nunca havia experienciado isso de forma tão latente pois não se admiravam por ser uma pessoa viajando de bicicleta, mas por ser uma mulher sozinha, o que claramente indica a noção do inconsciente coletivo de que o mundo é sim um lugar hostil para mulheres, já que a mesma admiração não é comum aos homens viajantes solos. Também sinto que a hiperbólica solicitude que a bicicleta proporciona vem do próprio símbolo de liberdade atrelado à ela, afinal todos temos alguma memória afetiva de infância relacionada à sensação de liberdade com alguma bicicleta. Uma metáfora não-tão-metáfora-assim que a bicicleta me ensinou nos primeiros 10 minutos de viagem foi que não importa o peso que se carrega, mas sim como o equilibramos... E pedalei, e pedalei, e pedalei. Tomei chuva, me queimei no sol, atolei na lama, empurrei serra acima e senti a "mão de Deus no guidão" ladeira abaixo a 56km/h. Fui abordada diversas vezes pela própria curiosidade das pessoas, fui recebida e convidada à hospedagens e banquetes, ganhei dinheiro e presentes, orações, abraços cheios de ternura e querer bem e, por mais delicioso que tudo isso seja, estava looonge da intenção inicial de passar despercebida... Ao mesmo tempo isso ajudou com a venda de artesanatos (mandalas de papel com beija-flores, logo, Ciclobeijaflorismo) e pude experienciar o sucesso na autossuficiência plena com dinheiro suficiente para me hospedar em campings e realizar os desejos mais supérfluos de meu ego. É nesse ápice entre a plena autossuficiência profissional e a crescente necessidade de introspecção e silêncio não compatíveis com a imprevisível vida na BR que, com a Graça Divina, tive o maior dos aprendizados. Tudo o que fizera até então era em busca da liberdade, de acordo com os conceitos que possuía de liberdade. No entanto, em dado momento pude compreender que sempre fui livre. E pela primeira vez compreendi o que Renato Russo quis dizer quando afirmou que 'disciplina é liberdade'. Todos somos livres, sempre fomos e sempre seremos. Inclusive para nos prendermos ao que desejarmos. Esse foi o sétimo e maior aprendizado de todos nesses dois anos e meio de vida nômade. Faz aproximadamente quatro meses que parei de viajar e isso se deu por uma série de fatores, compreensões e necessidades do momento. Tudo o que materialmente ainda possuo é a bicicleta e os baldes alforges (tá, e documentos. Tenho todos novamente, rsrsrs), no entanto a bagagem que estes dois anos e meio me gerou eu ainda mal consigo mensurar (e nem tenho tal pretensão!). A proposta do momento é encerrar pendências diversas que a impulsividade de outrora deixou e, tendo renovado inclusive a CNH, dar início ao projeto da casa própria sobre rodas, afinal sou uma jovem senhora de quase 30 anos que busca alguns confortos que viver de mochila não oferece, rsrs. No entanto, como ou quando isso acontecerá não me pertence mas sei que assim como a estrada me chamou uma vez, quando houver de retornar não será diferente. Coração cigano só bate na poeira da estrada! E o que ficou disso tudo? O brilho dos primeiros raios de sol pela manhã refletidos na superfície de um rio; O aroma da primeira chuva que cai e toca a terra encerrando a seca. Uma verdadeira oração silenciosa de alívio e gratidão onde não se ouve nada além das gotas; A suculência da fruta madura saboreada direto do pé; O farfalhar das folhas com o vento no dossel; O toque da pele em cada rosto que se toca em um abraço ou das mãos que se apertam. E os sorrisos! Ah, os sorrisos... As donas Marias e os seus Zés... Esse foi meu relato de dois anos e meio de viagens conhecendo um pedacinho de cada uma das cinco regiões do Brasil, de carona, a pé e de bike com muito pouco ou nenhum dinheiro vivendo a base de trocas e voluntariado, posteriormente com a venda de artesanatos. Este relato não envolve descrição de lugares, roteiros, valores, dicas ou distâncias. Aliás, quando me perguntam sobre a maior distância que já percorri digo que foi entre querer viajar e colocar a mochila nas costas. Esta certamente foi a maior distância. Este relato apenas compartilha outros aspectos de um mochilão. E embora eu tenha dito que este é o meu relato, estou ciente de que também é ou pode ser o seu, afinal, Eu Sou o Outro Você. Dedico a todas e todos que abraçaram e abraçam o desconhecido, escolhendo ir além dos próprios medos. Agradeço a todos e todas que compartilham seus relatos de viagem. Agradeço a todas e todos que compartilham. Agradeço. Trilha sonora da escrita: *Quinteto Armorial - do Romance ao galope (1974) *Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto PRABHU AAP JAGO
  9. 1 ponto
    Salve, colegas mochileiros! Esse relato é o resumo de uma viagem econômica bem recente ao Oriente Médio. Quem quiser mais informações, poderá conferir em meu blog Rediscovering the World Dia 1 Em 6 de novembro de 2018 parti à tarde de Floripa ao Rio-Galeão pela Gol. Lá encontrei meu colega Mailton, que havia conhecido pelo fórum Mochileiros, e com quem viajaria junto. Usando meu cartão de crédito Smiles Platinum, pudemos aguardar o voo na sala VIP da Gol, comendo e bebendo à vontade. À noite, embarcamos com a TAP até Porto, onde faríamos uma conexão gratuita de quase 2 dias. Cada trecho do voo custou uns 850 reais, comprando com meses de antecedência. À bordo, o avião meio velho não reclinava quase nada, então foi difícil conseguir umas horas de sono. Dia 2 A janta foi boa, o café da manhã nem tanto. Descemos em Portugal de manhã cedo, passando tranquilamente pela imigração. Deixando o terminal, pegamos o metrô até a nossa hospedagem. O valor varia com a distância, mas fica em torno de 2 euros + 60 centavos pelo cartão recarregável que pode ser usado ainda nos bondes e ônibus. Ao chegarmos no estiloso albergue Rivoli Cinema Hostel, deixamos as mochilas e ainda pudemos aproveitar o café da manhã de graça, antes de sairmos para conhecer a cidade histórica que é patrimônio da UNESCO. A pé, vagamos pelos caminhos de pedra, adentrando construções antigas e importantes, como a Câmara Municipal do Porto. Passamos por diversas edificações, incluindo igrejas e a estação de trem de Bragança, que apresentam os famosos azulejos azuis portugueses em suas paredes. Em seguida, contornamos a Sé do Porto, onde a vista ao interior da cidade é bonita, para então chegar à fascinante Ponte Luís I. Do alto dela se pode admirar o que se eleva às margens do Rio Douro, sendo construções clássicas (ainda que parte delas lembre um pouco uma favela). Mais alto ainda, do outro lado da ponte, fica o Mosteiro da Serra do Pilar, com a vista sobre toda a região. Para isso não se paga, somente se quiser vê-lo de dentro (2 euros). Descemos tudo até a beira do rio. Diversos barcos ficam por lá, alguns para passeios turísticos e outros carregando barris de vinho. Tentamos achar um lugar para almoçar, mas estava meio caro nos restaurantes e até no Mercado Municipal da Beira-Rio, com diversas opções. Ficamos com o rodízio de pizza da Pizza Hut, por 11 euros. Só que saímos de lá meio arrependidos, pois ainda que tenhamos enchido nossas panças, a qualidade da comida deixou a desejar. Atravessamos à outra margem, mais interessante do ponto de vista arquitetônico. Nesse lado, andamos um tanto seguindo o rio, passando em frente a alguns museus. A certo ponto, pegamos um ônibus até a foz do rio, onde fica uma praia e um forte. Descemos lá a fim de ver o espetáculo das ondas atingindo com força total o molhe e o Farol de Felgueiras que lá se encontra. Ficamos até o sol se pôr e levamos um banho das ondas grandes. Caminhamos em direção norte por um calçadão com vários corredores e ciclistas, até um supermercado, onde jantamos uns salgados baratos. Para não dizer que não comi nada local, um deles era de bacalhau. Logo mais, voltamos de metrô até a hospedagem. Pagamos os 15 euros e nos retiramos, bastante cansados pela falta de sono da noite anterior. Dia 3 Tomamos um belo dum café da manhã no albergue. Depois disso, caminhamos sob chuva pela Rua Santa Catarina, onde fica o comércio. Pegamos algo para comer no caminho, indo de metrô até a última estação no norte, Póvoa de Varzim. Ao passar por um aqueduto, cerca de uma hora depois chegamos. A primeira parada na cidadezinha foi a Praça de Almada, que é a central. Depois de umas fotos, vimos a Igreja Matriz, também bonita. Em sequência, entramos no Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim. A entrada normal é de apenas 1 euro, mas naquele dia não pagamos nada. Há uma dezena de salas retratando a arqueologia e a história da região, bem como os costumes mais recentes dos povoanos (gentílico de Póvoa de Varzim).. Por fim, adentramos na Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, que mantém apenas a estrutura externa, do alto da qual se pode ver a bela orla da cidade. Compramos uns doces numa pastelaria (pastelarias não vendem pastéis em Portugal) e aguardamos o metrô para regressar e chegar no aeroporto. Com um pouco de atraso, decolamos na TAP ao aeroporto de Malpensa em Milão, um voo de 2 horas sem nem telas de vídeo. Na chegada, esperamos o transfer incluído da hospedagem em que ficamos (Bosco Gadda Bed & Breakfast - 49 euros o quarto duplo), bem próxima desse aeroporto. O quarto e o banheiro são impecáveis, e o local, no meio do mato, silencioso. Dia 4 Tomamos um café razoável e voltamos ao terminal aéreo, dessa vez para voar a Atenas com a Aegean (57 euros até a Turquia). Ganhamos um lanche a bordo. Ficamos esperando por 4 horas no aeroporto até o voo seguinte à Turquia. Há um pequeno museu gratuito com as descobertas arqueológicas na área do aeroporto. Comprei uma pasta de húmus e pão num mercado grego para almoçar. Fui espremido por um turco obeso no turboélice até Istambul, já à noite. No aeroporto Atatürk, compramos o cartão de transporte Istanbulkart (6 liras turcas ~ 4 reais), que serve pros dois, carregamos ele (só dinheiro é aceito) e o usamos no metrô (2,6 liras independentemente da distância + 1,85 a cada mudança de linha). Assim, chegarmos um tempo depois na Koçak Pansiyon. Foi lá onde dormimos, a 18 euros por um quarto razoável pra dois sem café. Dia 5 Pegamos o metrô até a estação Yenisahra. Na saída, fizemos um lanche na confeitaria Nuga. Comi um salgado com queijo e um smoothie por 16 liras, que puderam ser pagos com cartão de crédito. Em frente, tomamos o ônibus Havabus (14 liras), que parte a cada meia hora até o outro aeroporto (Sabiha Gökçen). Nada mal esse caminho. De lá, voamos a Diyarbakir com a cia de baixo custo turca Pegasus Airlines. O aeroporto de Diyarbakir é novinho, assim como uma parte da cidade por onde passamos no táxi superfaturado de 40 liras até a cidade velha. Descemos no portão Urfa e atravessamos as muralhas parcialmente erodidas da parte histórica. Caminhamos pela rua principal, cheia de comércios, aos olhos de todos que passavam pelos únicos turistas. Almoçamos no Mesopotamya, um café com música ao vivo. Um pratão de frango com molho apimentado, acompanhado de vegetais verdes e pães, custou 25 liras pra cada + 5 de couvert. Depois da substancial refeição, desviamos por uma das vielas, mas não achamos uma ideia muito boa, pois os becos são um pouco sinistros. Ao pôr do sol, entramos na mesquita Ulu Cami, a principal. É bonita por dentro e não se paga para conhecer. A presença da polícia nas ruas é marcante. De vez em quando se vê algum portando uma arma de guerra ou um veículo blindado. Por fim, subimos as muralhas da Fortaleza de Diyarbakir. Patrimônio da UNESCO, está preservada, ao contrário da zona a sua volta, que mais parece que foi atingida por um míssil. À noite, as muralhas, o jardim interno e a mesquita ficam iluminados, incrementando o visual. O museu já estava fechado, mas descobri que o complexo começou a ser erguido pelos romanos, passando a outras civilizações até os otomanos. Pegamos um táxi até a rodoviária (Otogar) por 28 liras. Organizada, bastou recolher nossos bilhetes comprados na internet, e aguardar até às 20h para a saída a Erbil, no Iraque. O custo foi de 150 liras num ônibus VIP, com tela de vídeo, tomada e líquidos. Só que faltou banheiro, espaço e inclinação maior nos assentos - não que esses últimos itens façam diferença, já que é impossível dormir. Dia 6 As paradas, inclusive policiais, foram várias. À 1 da manhã, jantamos uma refeição de 25 liras num restaurante bem na fronteira com a Síria, um lugar bom pra relaxar, só que não. Se não bastasse isso, o motorista guiou o ônibus dali até chegar no Iraque pela contramão, visto a fila quilométrica de caminhões que bloqueava a via correta. Deixamos a Turquia pela fronteira de Ibrahim Khalil. Nessa hora, entramos na sala onde conseguiríamos o visto para o Curdistão (que é diferente do iraquiano) ou não. Os oficiais nos fizeram algumas perguntas, olharam algumas listas atrás de informações, e a tensão ficou no ar… Mas felizmente nos deram um visto para 30 dias! Felizes com o sucesso, seguimos o resto do caminho, conseguindo dormir praticamente nada até a chegada a Erbil, com o sol já de pé. Isso foi às 7 da matina, ou seja, a viagem durou nada menos que 11 horas! Compramos a passagem de retorno (25 dólares) no terminal e vagamos que nem uns zumbis por quase 6 km até o hotel de Erbil. Nesse caminho não vimos absolutamente nada de interessante. Mas nos chamou a atenção a quantidade de câmeras de segurança e guardas armados com fuzil, o lixo jogado em qualquer lugar, bem como a alta proporção de fumantes, que praticam o ato até mesmo em lugares fechados. Conseguimos aproveitar ainda o exótico café da manhã do hotel Altin Saray, onde fizemos check-in. Teoricamente é 4 estrelas, mas de forma alguma eu o consideraria com mais de 3, visto seu estado de conservação e amenidades. Ao menos possui wi-fi. A diária custou 50 dólares, dividido em 2. Com o sol já quente, deixamos o quarto para nos aventuramos nos arredores. Trocamos dólares na cotação padrão (1200 dinares iraquianos por dólar) em uma das bancas na rua - Erbil é segura o suficiente para isso e os curdos são honestos. Depois, prosseguimos à cidadela, patrimônio da UNESCO que fica em um monte no meio da cidade. Apesar de ter uma história antiquíssima, com habitação contínua por cerca de 6 mil anos, as muralhas e demais construções em barro estão decadentes, e a restauração está deixando tudo muito artificial com itens modernos. Não se paga nada a entrar, somente os museus internos. Fomos nos 2 que estavam abertos: o têxtil (mil dinares) e o de geologia (1500 dinares). Fora isso, há uma mesquita e a vista dos 2 lados dos portões, mas a maior parte da estrutura interna está inacessível. Descemos do outro lado e um pouco depois achamos um lugar pro almoço. Com 8000 dinares cada, recebemos uma infinidade de comida no restaurante Ranya. O principal era o kebab, mas os acompanhamentos foram excessivos. Que nem bolas, rolamos até a parada seguinte, a majestosa mesquita de Jalil Khayat. Pegamos umas paradas no Carrefour do shopping ao lado, e em meio ao trânsito caótico, voltamos. Enquanto o Mailton foi pro hotel descansar, eu fui na cidadela assistir o sol se pôr e o chafariz da praça se elevar. Acabei fazendo amizade lá com um curdo e um árabe, que me pagaram um chá enquanto conversávamos. Depois disso me retirei ao hotel e desmaiei. Dia 7 O conforto do quarto estava bom, pois dormimos em torno de 12 horas! Depois do café, saímos a caminhar. Primeira parada: Erbil Civilization Museum. É um museu gratuito, com 3 salas, onde ficam diversos artefatos das civilizações que viveram no Curdistão no passado, principalmente os povos da Mesopotâmia. Enquanto vagávamos em direção aos parques, fomos repreendidos por tirar fotos que não deveríamos, uma paranóia só. Entramos em 4 parques, todos eles quase vazios, com a maioria das lanchonetes fechadas e dos chafarizes desligados. Aqui é tão seco que a água evapora dos lagos artificiais de uma hora pra outra. O primeiro parque foi o Gilkand, cujo destaque é uma cascata artificial. Depois, o Shanadar, que tem um mirante. Também é cruzado por um teleférico (que não estava ligado) até o seguinte, Minare Park. Seu nome é devido a um minarete antigo que se encontra dentro dele. Almoçamos em seguida no Supass, lanchonete onde comi um prato de saladas e tal por 3 mil dinares. Me deu uma zica no estômago, mas não tive onde me aliviar, pois nem ali e nem os parques eu poderia usar o banheiro, a não ser que fizesse de cócoras e limpasse o traseiro só com água - costume local que eu fiz questão em não aderir. O último parque (Sami Abdulrahman) é o maior deles, mas igualmente vazio e desprovido de grandes atrações. Nem os jardins são muito bonitos. De lá, tomamos um táxi ao Syriac Heritage Museum por 5 mil contos. Só que ao chegarmos lá, tivemos o desapontamento dele estar fechado. Não obstante, fomos ao sítio arqueológico vizinho de Qasra Knoll, onde foram achadas evidências de uma ocupação fortificada desde o tempo dos assírios. Apesar disso, não há controle e proteção alguma; os buracos das escavações estão cheios de lixo, como a maior parte de Erbil. Com uma procura básica, conseguimos até mesmo encontrar uns pedaços de cerâmica encravados na terra. Com o sol descendo, voltamos ao centro, mais precisamente no Bazar, o mercadão coberto. Provamos uns doces gostosos enquanto atravessamos os becos que vendem vários artigos, mas quase nada de souvenires. Ainda assim, levamos pedaços de tapetes curdos por 5 mil. Tiramos umas fotos da iluminação noturna ao redor e voltamos ao hotel. Dia 8 Tentamos alugar um carro, mas de última hora estava caro demais, então fomos até o terminal de ônibus. Lá, logo conseguimos um táxi compartilhado até Shaqlawa, ao preço de 20 mil dinares pelo carro ou 5 mil por passageiro. O veículo seguiu para as montanhas, passando pela pequena fortificação Khanzad, alguns vilarejos e checkpoints, até chegar em nosso destino uma hora depois. Descemos do veículo ao pés do santuário cristão e muçulmano Raban Boya, que fica quase no alto de um morro. No começo há um cemitério, depois alguns mirantes. Mas nada além, só pedra e lixo. Cruzamos por uma única pessoa até chegarmos na escadaria final, que atravessa um portal no paredão rochoso. Só que dentro dele, onde deveria haver o tal santuário, não há absolutamente nada. Para não perdermos a viagem, decidimos escalar ao topo do morro, só que nessa parte não há trilha, é realmente necessário escalar entre as rochas e árvores do vale. Foi duro e perigoso, mas poucas horas depois chegamos a um ponto 400 metros acima, onde encontramos vestígios de armas de guerra. Nessa hora, apreciamos um pouco a vista e decidimos descer, já que não queríamos virar alvo do Estado Islâmico. Continuamos descendo entre as ruas da cidade, com algumas belas moradias, por sinal, até acharmos um restaurante. Pedimos arroz e frango, mas como quase ninguém fala inglês nesse país, recebemos tudo quanto é vegetal menos arroz, além do frango. A refeição custou apenas 5 mil dinares para cada um. Por fim, chegamos ao movimentado centro. Entre as diversas lojas de guloseimas disponíveis, provamos crepes, milkshakes e sorvetes, incluindo o sabor romã, que é a fruta mais típica da região. Preços entre 1000 e 2500 dinares. No centro mesmo dividimos um táxi para voltar a Erbil, mas dessa vez tivemos que esperar um pouco. Na chegada, perambulei pela rua para, entre uma dezena de carrinhos de comida de rua, encontrar uns sanduíches de mil dinares para guardar para a janta. Dia 9 Partimos às 9 e meia na mesma companhia, mas num ônibus pior dessa vez, e vazio. Minha poltrona não reclinava, o ar não funcionava, nem o wi-fi e a tela de vídeo idem. E dá pra acreditar que o motorista foi fumando dentro do ônibus enquanto dirigia? No trajeto todo, da janela só se viu paisagens semi-desérticas monótonas. O que não foi monótono foi o interrogatório pesado que nos fizeram na entrada da Turquia, achando que éramos terroristas. Por muito pouco não nos negaram a entrada… Novamente a jornada durou 11 horas. Pegamos um táxi na chegada até o portão norte da cidade velha, onde ficamos no hotel Kaya. Um quarto decente pra 2 com café custou 15 euros no total. Ficamos vendo um pouco de TV na Al Jazeera e dormimos em seguida. Dia 10 O café do hotel foi um pouco fraco, mas pelo preço não deu pra reclamar. Caminhamos ao redor de toda a muralha da cidade antiga de Diyarbakir. Ao sul ficam os jardins de Hevsel, também incluídos no Patrimônio da Humanidade. Com a volta completa, paramos no museu da fortaleza. A entrada é de 6 liras, mas nos deixaram entrar de graça. Há algumas construções modernas que abrigam em seu interior peças e informações históricas e arqueológicas de períodos antigos desde os povos da Idade da Pedra da região da Anatólia. Há também um castelo e uma mesquita em ruínas. Bacana. Almoçamos numa das muitas lanchonetes de kebab, pagando 5 liras num sanduba desses. Depois negociamos a ida ao aeroporto por 30 liras no total. Lá aguardamos o voo de retorno a Istambul pela Pegasus. Com um bocado de horas até o embarque do voo seguinte a Teerã, passamos o tempo no shopping Viaport Outlet que fica próximo do aeroporto Sabiha Gökçen (20 liras de táxi). Quase virando o dia, embarcamos mais uma vez com a Pegasus, até a capital do Irã. Dia 11 O voo foi uma droga. Além das poltronas não reclinarem absolutamente nada (como em todos os voos da Pegasus), a descida foi de uma turbulência tremenda. Ao desembarcar, precisamos comprar o seguro de saúde (14 euros ou 16 dólares) e pagar pela emissão do visto (80 euros ou 92 dólares), cujo formulário havia sido preenchido e pré-aprovado no sistema de eVisa. Enfim, consegui entrar no meu país/território de número 100! Comemoração sem álcool, já que no Irã é totalmente proibido. A troca de dinheiro foi outra saga. No guichê de câmbio na área de retirada de bagagem a cotação era baixa, então fomos recomendados a trocar no câmbio da área externa no andar acima. No caminho, fomos interceptados por cambistas que tentaram nos enganar, dizendo que a cotação da tal casa de câmbio era pior, o que não era verdade, pois conseguimos 110 mil rials (ou 11 mil tomans, mais usado no comércio) por cada dólar, muito melhor que a cotação oficial de 42 mil! Essa cotação atualizada diariamente pode ser conferida no site Bonbast. Certifique-se de estar levando dinheiro suficiente, pois no momento não são aceitos cartões de crédito internacionais nem pra pagamento e nem pra saque. Como o metrô só abriria às 6 e 50, e a distância até a cidade é longa, negociamos com um táxi para nos levar por 10 dólares até o terminal doméstico de Mehrabad, já dentro de Teerã, onde voamos com a Mahan Air até Shiraz, no Sul do Irã. Pagamos 260 reais cada para comprar a passagem pela internet. O voo foi num BAE-146, mesma aeronave que vitimou o time da Chapecoense. Há um baita espaço interno nesse avião antigo. Também serviram um lanche e uma revista. Ao pousar com sucesso, não foi dessa vez que usamos metrô, pois ele fecha no dia sagrado do islã (sexta-feira). Um táxi (200 mil rials) nos deixou no hotel Niayesh, onde nos hospedamos por míseros 5 dólares a cama com café. É bem organizado e limpo. Almoçamos no próprio restaurante do albergue, num tapete no chão. Escolhi o prato típico “kalam polo” com arroz, repolho e temperos e um suco. A comida deu 220 mil, ou seja, apenas 2 dólares. Caminhamos em seguida pelas atrações ao redor, sob chuva moderada. Primeira visita foi guiada gratuitamente no santuário Islâmico Shah Cheragh. É um espaço grande preenchido por pátios, mesquita e uma sala que contém o túmulo do homenageado pelo conjunto. A decoração de todo conjunto é bela e interessante como as demais iranianas, mas a sala do túmulo é especial, pois é toda preenchida por micro espelhos. Visitamos depois o Naranjestan, que contém um jardim de laranjeiras, o casario antigo de Zinat Al-Moluk e um museu de antiguidades arqueológicas persas. Vale o investimento de 200 mil. Algumas das atrações estavam fechadas, então seguimos pra última do dia, a Cidadela de Karim Khan. As muralhas restauradas e iluminadas à noite em uma área agradável de Shiraz são impressionantes. O seu interior, ao custo de 200 mil rials, nem tanto. Jantamos frango com arroz numa lanchonete por somente 160 mil e voltamos para o hotel. No primeiro dia já me senti bem seguro, ainda que a presença policial e militar fosse menor que no Iraque. As pessoas olham bastante pro alemão aqui e até cumprimentam, pedem foto e fazem perguntas, mas é mais por curiosidade mesmo, e não interesse. Dia 12 Às 7 tomamos o café, que nos surpreendeu pela qualidade, pois meia hora depois começamos um tour pelas cidades antigas do Império Persa. Reservando com a própria hospedagem e executado pela agência Key2Persia, custou 30 euros com transporte, um bom guia, entradas, lanche e refeição. Sessenta quilômetros separam Shiraz de Persépolis, a principal capital dos persas durante o período Aquemênida. Ela está em ruínas principalmente devido à invasão de Alexandre. São 200 mil rials de entrada para se ver portais, colunas, pavilhões e murais adornados dos palácios que compunham a cidade da auge do Império Persa, quando era formado por 28 povos da Líbia à Índia. Além disso há um museu e as tumbas dos imperadores Artaxerxes II e III, que ficam num morro de onde se vê toda a capital. Em seguida, visitamos a necrópole próxima, chamada Naqsh-e Rostam. Por mais 200 mil se vê o exterior das impressionantes tumbas dos demais imperadores persas, entalhadas na montanha. Abaixo delas ficam murais em alto-relevo do período Sassânida e o “cubo” do zoroastrismo, religião oficial que foi a primeira monoteísta no mundo. Almoçamos no restaurante e hospedagem tradicional Ojag Seyyed. A decoração é autêntica e os diversos pratos típicos deliciosos. À tarde, paramos em Pasárgada, a capital anterior. Aqui já não há tanto para se ver como em Persépolis, e as ruínas estão mais espalhadas. A principal é o mausoléu de Ciro, o Grande, mas também há palácios menores. Na entrada ficam lojas com souvenires. Comprei uma estátua do homem alado representante do zoroastrismo por 200 mil rials. Tomamos um chá ali perto e voltamos com o sol se pondo atrás das montanhas áridas da região de Fars. Descemos direto no Vakil Bazar, mercadão coberto. A exemplo do Irã em geral, os preços aqui são bem baratos. Compramos alguns tapetes pequenos estilosos em torno de 150 mil cada. Se tivéssemos espaço suficiente eu levaria pra casa toda. Tomei um gostoso suco natural de romã (100 mil), antes de voltarmos pro hotel para jantar. Comi um tal de “tahchin” de frango por 220 mil. Dia 13 A noite foi bem dormida nesse quarto bacana. O café bem aproveitado sem pressa. Em sequência, fomos à mesquita rosada (Nasir Al-Mulk), assim nomeada devido à refração da luz solar sobre vitrais coloridos num salão interior. Esse efeito só ocorre pela manhã, e quanto mais cedo melhor - tanto pela intensidade quanto pela lotação. Tiramos uma fotos e seguimos de táxi (150 mil) ao portal Qoran Gate, na saída de Shiraz. Ele estava em reforma, mas ainda deu pra ver algo. Além disso, subimos as escadarias do morro ao lado para termos a vista da cidade inteira. Ao descer, passamos pelo Jahan Nama Garden, que não vale nem o tempo e nem o dinheiro. Caminhamos em frente ao mausoléu de Hafez, também nada de mais pra turistas. Poderíamos voltar de metrô, mas o táxi é tão barato que quase não compensa. Almoço típico no hostel e check-out, visitamos o Eram Garden antes da partida. É um jardim botânico que faz parte de um patrimônio da UNESCO. Não obstante, é pouco interessante. Vi alguns passarinhos no jardim; praticamente a única fauna nativa até então. Passando mais tempo no trânsito, percebemos como ele é frenético e, ao contrário do Curdistão Iraquiano, os carros aqui são bem velhos. Na rodoviária pegamos um ônibus espaçoso até Yazd. Compramos antecipadamente pela internet por quase 10 euros, mas poderíamos ter deixado para comprar na hora por menos da metade do preço. Seis horas depois, descemos na rodoviária da outra cidade, onde seguimos pela noite num táxi possivelmente clandestino (200 mil) até o Dalan-e Behesht (4 euros a diária com café). No check-in já aproveitei para usar a máquina de lavar roupa de graça, enquanto jantei uma baita refeição de apenas 155 mil. O quarto ficou só pra gente novamente. Por 6 euros por pessoa, não é tão bonito quanto o outro. Dia 14 O café da manhã foi fraco. De barriga não totalmente cheia, caminhamos pela cidade de adobe (barro+palha). Todo a parte antiga, com alguns milhares de anos, é feita desse material, o que lhe rendeu o título de Patrimônio da Humanidade. Descobrimos o que parece ser um cemitério abandonado ou bombardeado. Chamado Imam Zadeh Jafar Fateh, num pavilhão no meio da cidade velha estavam mausoléus caindo aos pedaços, com lápides espalhadas a esmo. De volta à rua, comprovamos a hospitalidade iraniana ao ganharmos laranjas ao passarmos em frente a uma fruteira. Um pouco além, conhecemos uma construção típica de Yazd, o reservatório de água Rostam-e Giv, que é uma semiesfera com quatro torres exteriores com aberturas que servem para refrigerar o ambiente, e realmente funcionam. Logo depois fica o templo de fogo da religião Zoroastrismo (Zoroastrian Fire Temple), cuja entrada custa 150 mil rials. Há uma estrutura que mostra um pouco sobre essa religião e que contém o fogo sagrado, que segundo contam, é mantido aceso há milhares de anos. Pegamos um táxi até uma das bordas da cidade, onde ficam dois dos montes funerários chamados de Tower of Silence (150 mil). Os seguidores da tal religião sepultavam os defuntos de uma forma diferente, levando-os ao topo de um morro e colocando eles numa vala aberta para, com o uso de ácidos e aves saprófagas, decompor os corpos. Com o comércio quase todo fechado no começo da tarde, tivemos que caminhar um tanto para acharmos um que servia kebab azerbaijani por 250 mil. Descobrimos que a cidade praticamente para das 13 às 17 horas. Visitamos brevemente a praça do Amir Chakhmag Complex, antes de vagarmos por quase meia hora até outro do conjunto de jardins tombados pela UNESCO. Esse se chama Dowlat Abad Garden, sendo que paga-se 150 mil pra entrar, mas também não nos convenceu. Tirando uma pequena mata seca, há um canal de água com fontes em frente à maior torre de vento de Yazd. Uma coisa boa desse município é que há bebedouros espalhados pela cidade, imprescindível com a baixa umidade do ar que faz. Com o sol sumindo e o comércio reabrindo, tomamos na praça anterior sorvetes deliciosos. Estava tão barato (40 mil) que peguei 5 bolas. As mesquitas são iluminadas à noite. Passamos por algumas delas até que eu entrei na Jameh Mosque (80 mil), enquanto Mailton voltou ao hotel. Na saída, fui abordado por um grupo de estudantes iranianos que queriam praticar o inglês. Foi bacana o papo. Terminei o city tour pelos becos sem problema algum de segurança, até achar novamente o Dalan-e Behesht. Por fim, jantamos o mesmo da noite passada. Dia 15 No check-out paguei em euros, pois a cotação estava ainda melhor que antes (1450 rials). Em seguida, negociamos no hotel um tour privado pras cidades vizinhas por 15 euros no total. Só foi deixarmos Yazd que o deserto árido e montanhoso tomou conta da paisagem o dia todo. A primeira parada foi em Kharanagh. Aqui ficava um vilarejo de adobe até uns 50 anos atrás, quando todos deixaram o local devido à falta de recursos. Hoje em dia pode ser visitado de forma completa, inclusive escalando pulando sobre os telhados que estão se desmanchando. A vista das construções arruinadas é de outro mundo. Não se paga nada aqui. Já no caravansarai em frente, 50 mil. É uma das mil unidades desse tipo espalhadas pelo país que foram construídas há centenas de anos para abrigar os viajantes e seus animais. Nas retas intermináveis ao ponto seguinte, o motorista chegou a insanos 170 km/h. Chak Chak (100 mil) é outro local sagrado do zoroastrismo, onde os seguidores se refugiavam dos árabes. Fica escondido entre montanhas ferrosas, e seu nome é devido ao gotejamento de água que há nesse local e que propicia a vida. Há vários mirantes, mas o melhor é um monte que fica de frente ao complexo, mas fora da rota. O final foi em Meybod, uma cidade antiga. Entrei no Narein Castle (150 mil), fortificação de adobe, e vi de fora a torre onde se coletava fezes de pombo e o salão onde se mantinha o gelo sem eletricidade. Finalmente, entramos no caravansarai, que não se paga, onde ficam lojas e museus. Almoçamos bem ali por 180 mil, incluindo um buffet de saladas. Experimentei uma cerveja local (somente sem álcool); entre os ingredientes inusitados, ácido ascórbico, ácido lático e água carbonatada. Ao invés de voltarmos a Yazd para pegar o ônibus a Isfahan, nosso motorista achou melhor tentarmos dali mesmo. Acontece que ônibus após ônibus estavam todos cheios, e a noite foi chegando. Até que por 250 mil conseguimos um lugar nada usual. Não havia mais assentos disponíveis, então ficamos na escada. Até que não foi tão ruim, considerando que outros dois coitados tiveram que ficar no bagageiro! Viemos conversando com um grupo de estudantes iranianas no trajeto de 2 horas. Ao descer no terminal de Soffeh, pegamos um táxi ao Annie Hostel, um albergue de verdade. Ficamos num dormitório coletivo por 5 euros, sendo que a limpeza dos ambientes não é o ponto forte. Pedimos um rango vegetariano de tele-entrega para comer antes de dormir. Dia 16 O café de 1 euro foi pão chato em metro com um molho branco que o Mailton comeu e um marrom de lentilha que eu escolhi. Decidimos não repetir no dia seguinte. A longa caminhada pela metrópole de Isfahan começou por palácios e praças bonitas. Pagamos 150 mil no Hasht Behesht, um palácio pequeno com teto de ouro, mas com as pinturas das paredes necessitando seriamente de restauração. Atravessando o agradável Rajayi Park, entramos no museu do palácio Chehelsotoon (200 mil). A construção aqui é alta, com piscinas de água, e com quadros bonitos no interior, mas os andaimes do exterior estragam a paisagem. Bagh Homayoun foi o restaurante típico onde almoçamos. Por 300 mangos pedi o prato iraniano chamado “dizi”, que é uma mistura doida de carne, batata e vários vegetais num molho. Gostei. A grande praça de Naqsh-e Jahan é frequentada pela população local, mas também é turística, então fomos abordados continuamente. Entramos em uma de suas alas laterais e só saímos quilômetros depois. Os corredores são um bazar infinito! Vimos a luz do dia novamente na grande mesquita de Isfahan (Jameh Mosque). Por 200 mil, visitamos seu interior, de arquitetura interessante. Em seguida, estreamos o metrô. Assim como as demais cidades grandes do Irã, Isfahan possui um moderno sistema de trem subterrâneo. Nos deixaram usar de graça. Descemos numa estação ao sul da cidade, uma área bacana. Resolvemos entrar na confeitaria Amooghannad, que descobrimos ter doces bonitos, bons e muito baratos. Por menos de 1 dólar comi 8 deles - fora as amostras grátis que nos ofereceram. Perdemos a visita às igrejas próximas por já estar no pôr do sol, mas nem nos importamos. Seguimos ao ponto turístico seguinte, melhor visto à noite. É a ponte Si-O-Se-Pol, com diversos arcos, que atravessa um leito de rio largo absolutamente seco! Passamos mais um tempo à toa no movimentado centro, comendo, até voltar ao albergue, onde conhecemos uma chinesa. Dia 17 Esse dia foi intenso. Eu, Mailton e a chinesa pegamos um ônibus de manhã até o terminal de Soffeh (10 mil rials, ou 5 mil se comprar um cartão de 50 mil), de onde caminhamos até a entrada do Soffeh Park. Aos pés da montanha de mesmo nome, pegamos o teleférico até o alto, ao custo de 300 mil pela ida e volta. É possível subir a pé também, por um caminho que passa por um zoológico mixuruca. A estação de teleférico fica a 2040 metros de altitude, enquanto que o topo da montanha está 200 metros acima. A partir dali não há um caminho fácil para seguir ao cume, pois é preciso escalar rochas sem proteção alguma. Por isso, os dois decidiram ficar por lá, enquanto eu fui sozinho. O trajeto é apenas de pedras e solo, nenhum animal ou árvore. Só que a vista lá de cima compensa, pois é possível ver de longe em 360 graus. Além de toda cidade de Isfahan, vislumbra-se montanhas e desertos. Fiquei um pouco no topo, onde tomei um chá com iranianos. Um caminho lateral leva até as ruínas de uma fortificação antiga e algumas cavernas. Como eu precisaria pegar um ônibus para Teerã às 16 horas, comecei a descida às 13:45h. Cheguei à estação 5 minutos depois que ela havia fechado (14h), mas ainda me deixaram descer. Lá em baixo, corri até a estação de ônibus de Soffeh, onde penei pra achar o ônibus certo até retornar ao albergue e pegar minha mochila. Cheguei no Annie Hostel esbaforido, onde reencontrei Mailton. Por sugestão dos anfitriões, pegamos um táxi de aplicativo tipo Uber que saiu por 50 mil, dividido entre nós dois. Enfim, paramos no terminal de Kaveh, trocamos os bilhetes e subimos no ônibus quase no minuto em que ele estava partindo! A viagem, que incluiu um lanche, durou 6 horas com a parada, até a chegada ao terminal sul de ônibus. Só que nós perdemos o ponto e só conseguimos descer no terminal norte. Quando entramos na estação de metrô, o último vagão do dia estava chegando. Pura emoção! Nao precisamos pagar de novo. Descemos algumas estações depois e dormimos no Seven Hostel. Há um banheiro com chuveiro em cada quarto compartilhado de 2 beliches. Dia 18 O café da manhã vem num pacote fechado e é suficiente. Do terraço dá para se ver a montanha nevada ao fundo. Mailton foi pra montanha, então sozinho eu peguei o metrô, que custa 10 mil, independente da distância ou troca de linha, até um dos parques que visitaria no dia. As estações de metrô são decoradas e limpas, ao contrário de certos países desenvolvidos. Desci no ponto do parque Chitgar. Tinha escolhido atravessá-lo em direção ao jardim botânico, uma longa caminhada, pois pensei que escaparia da muvuca da cidade grande, mas acontece que nos finais de semana e feriados os parques lotam, e aqui não foi diferente. Carros com som alto, piqueniques com fogueiras e muitos olhares tiraram minha paz. Só vale a pena passar por aqui se você alugar uma bike pra usar os caminhos designados a elas. Uma dezena de quilômetros depois, almocei uma vitamina doida (180 mil) e prossegui ao National Botanical Garden of Iran. A entrada custa 120 mil, e aqui também estava bem movimentado. Em cerca de 150 hectares (metade das quais com acesso restrito), há uma dezena de jardins de diferentes temáticas, com elementos paisagísticos e espécies das regiões. Só que no outono poucas flores estão coloridas, então não foi tão interessante assim. Voltei de metrô até a estação do albergue, para procurar um lugar para comer de verdade. O melhor que achei foi um self-service de falafel (bolinho frito de grão-de-bico e especiarias), onde comi uma baguete com isso e cheia de salada e mais uma samosa por apenas 85 mil rials! O resto da noite passei no Seven Hostel. Mailton voltou da montanha com uma clavícula quebrada, devido a uma queda no snowboard. Por isso teve que ficar usando um imobilizador e restringir o movimento pelo resto da viagem, que azar! Dia 19 Acordei empolgado pra esquiar na montanha. Tomei o café, peguei uma hora de metrô até a estação final Tajrish e arranjei um táxi compartilhado (20 mil) até a entrada do parque. Subi os 1,5 km finais até o teleférico, só pra descobrir que hoje o parque estava excepcionalmente fechado devido a um feriado! Que balde de água fria na minha animação.. Pra não perder a viagem, desci até o complexo de palácios e museus Saad Abad. Num baita terreno florestado ficam antigas residências importantes, transformadas agora em museus de diversos tipos. A entrada em cada um deles é 80 mil, e nos jardins e porção exterior do complexo é 150 mil. Na praça Tajrish fica também um pequeno bazar e uma mesquita que eu visitei. Voltei de metrô até Park-e Shahr, onde ficam 2 dos principais pontos turísticos: Palácio de Golestão e Museu Nacional do Irã. O museu custa 300 mil e conta através de vestígios a história do Irã durante a antiguidade, dos povos pre-históricos ao fim do Império Persa com a conquista dos árabes. Há um material interessante, mas pra quem viu na prática, parte disso perde a importância. O palácio já estava fechado quando passei na frente, mas acabei reencontrando um chileno que eu havia conhecido em Yazd e que, como descobri ali, é um famoso cinegrafista (Jorge Said). À noite, repeti o rango e fiquei de boa. Dia 20 Mais uma frustração quando fiquei sabendo que a estação de esqui estava fechada devido ao mau tempo. Aqui se foram minhas chances de esquiar num dos lugares mais baratos do mundo (1,5 milhões de rials). Com isso, só me restou dar um giro aleatório pela cidade sob chuva e frio. Acabei descobrindo junto ao parque Taleghani, que tem uma ponte bacana sobre a floresta e a rodovia, que há um museu militar (Holy Defence Museum - 250 mil). Não cheguei a entrar nele, mas na área aberta ao público há a maior coleção que já vi de veículos militares, como tanques, aeronaves e mísseis. Depois disso, passei debaixo da enorme Torre Azadi. Assim como nos demais dias em Teerã, não consegui achar comida decente para almoçar. Retornei ao albergue e esperei o tempo passar até pegarmos o confuso metrô no começo da noite para o aeroporto distante, por 75 mil rials. Ali acabou nosso dinheiro. Dia 21 Tivemos que virar a noite para aguardar o voo seguinte a Istambul pela Pegasus às 4 da madrugada. Ainda bem que o fundo estava meio vazio, pois assim consegui uma fileira pra deitar no avião. Ao desembarcar, pegamos o ônibus Havabus (14 liras) e o metrô para chegarmos ao centro em Sultanahmet, onde nos reencontramos com Jorge Said. Ele nos pagou um café da manhã em agradecimento a uma tarefa que fiz pra ele. Nesse dia caminhamos um bocado por essa região. Vimos algumas mesquitas esplêndidas no exterior, como a Mesquita Azul, Hagia Sophia e Suleymaniye. Os interiores não foram legais, pois o dessa última não era tão bonito, da anterior teria que pagar absurdas 90 liras pra ver e da primeira estava em reforma. A praça onde ficam as duas mesquitas principais é bem turística. Possui ainda alguns monumentos da época do Império Bizantino, e a muralha que cercava a cidade. O Grande Bazar também é outro atrativo. Cheio de opções para todos os gostos, só é preciso negociar bem para conseguir um souvenir bacana. Ainda mais pra quem acabou de voltar do baratíssimo Irã. Depois de uma espreitada no movimentado Estreito de Bósforo, comemos e retornamos ao aeroporto. O último voo da Pegasus foi para o Líbano. Sem problemas, entramos no novo país, pegamos libras libanesas (400 por real), retiramos o carro alugado na Budget (59 dólares com desconto, para 4 diárias) e seguimos a Beirute, que estava com o trânsito tranquilo àquela hora da noite. Ficamos hospedados num apartamento simples pelo Airbnb, fora do centro, mas na zona portuária, portanto meio barulhento. Dia 22 Recuperamos o sono perdido. Ainda pela manhã, fizemos um rancho no supermercado Co-op logo após deixar Beirute. A comida aqui não é nada barata. Seguimos pelo litoral rumo ao sul num dia ensolarado e quente, passando por muitas plantações. A primeira parada foi na cidade de Sidão. Foi fundada pela civilização marítima Fenícia, mas sobraram poucas ruínas para contar a história. A cidade velha agora é um pequeno labirinto usado no comércio e moradias. Uma das ruínas que possui um pavilhão interno estava sendo palco de um evento político em defesa da Palestina. Com minha cara de gringo, achei melhor não permanecer. Já o pequeno castelo marítimo vale a foto gratuita de longe, mas não chegamos a pagar as 4 mil libras libanesas para vê-lo de perto. Mais ao sul, passado um posto de controle militar, estacionamos em Tiro, outra cidade bíblica. Aqui ficam ruínas consideradas como Patrimônio da Humanidade. Uma parte dela fica à beira-mar e pode ser vista de fora ou pagando entrada. Outra fica cercada a um quilômetro dali, mas no lado oposto da bilheteria há um buraco na cerca por onde entramos. Há colunas, arcos e arquibancadas de um antigo hipódromo romano. Fomos em seguida pelo interior, subindo as colinas libanesas. Em Qana fica uma gruta sagrada para os cristãos. Há uma estrutura para o turismo, mas quando chegamos à portaria não havia ninguém. Novamente, passamos por um buraco na grade. Na borda de um vale cheio de rochas, há uma pedra com corpos esculpidos e uma pequena gruta com uma cruz e uma imagem santa. Nada além disso. Tentamos continuar pelo interior, mas a poucos quilômetros da fronteira com Israel fomos barrados e tivemos que retornar. Como o sol já estava se pondo, voltamos a Beirute e ao hotel. Percepções do dia: depois do árabe, o inglês e o francês são igualmente compreensíveis; há muitos guardas armados e cartazes com incentivo à luta armada; o trânsito é meio caótico e os motoristas impacientes. Dia 23 Através de incontáveis postos de checagem militar, subimos a serra até o Vale de Beqaa, onde predominam plantações e ruínas. Fomos atrás da segunda opção. Para entrar no patrimônio da cidadela de Anjar, fundada por árabes no século 8, pagamos 6 mil libras, ainda que poderíamos ter entrado de graça pelo lado oposto do portão. As ruínas daqui se resumem a paredes, colunas, arcos, mosaicos e outros elementos rasteiros. De mais legal, vi uma aranha buraqueira e um camaleão. Na entrada de Balbeque, algumas dezenas de km adiante, paramos para almoçar. Pedimos esfirras, mas para nossa desilusão, vieram apenas trouxinhas minúsculas de carne, ao custo de 1 real e pouco por cada. O sítio arqueológico de Balbeque tem uma entrada nada barata (15 mil), mas que vale a pena. É um dos mais completos que já vi. Foram erguidos templos para os deuses romanos Júpiter, Baco e Vênus, sendo que o de Baco está bastante preservado. Também há outras estruturas religiosas e defensivas que foram sendo construídas conforme a cidade passava de mãos entre cristãos e muçulmanos. Um pequeno museu completa o todo. Ao sair, tomamos um sorvete bom e barato (500 libras por bola) na frente, e seguimos estrada ao escurecer do céu. Quando já estava preto, atravessamos a nebulosa montanha coberta de neve. Dormimos no Vale de Qadisha, no vilarejo de Bcharré, na hospedagem Tiger House. Pagamos 15 dólares cada por um quarto compartilhado sem café. Foi legal que conhecemos outros viajantes, mas o lugar não disponibiliza cozinha e fede, pois a dona fuma na sala de estar dos hóspedes. Dia 24 Acordamos cedo, pegamos o carro e entramos num dos vilarejos nos penhascos, onde subimos numa laje para admirar o visual do vale. Essa região é dominada por cristãos, então há igrejas e cruzes por todos os lados. Em seguida, conhecemos a floresta protegida de cedros-do-Líbano (Cedrus libani), espécie de pinheiro ameaçada que é bem bonita. A entrada é mediante doação. Ao redor, há um bocado de quiosques vendendo souvenires de cedro. Atravessando estradas pelo meio das montanhas, nós dois e mais o indiano Rishal chegamos numa maravilha da natureza. Por 4 mil cada, acessamos um lugar onde fica uma comprida cachoeira que atravessa um sumidouro em uma rocha parcialmente perfurada, como nunca vi antes. Lá encontramos outros colegas da hospedagem, com quem fomos juntos ao mirante da cruz de Jesus. Subimos e apreciamos a paisagem. Depois nos separamos e paramos pra comer num restaurante no caminho ao litoral. Gastamos 6 mil cada por um tipo de sanduíche típico. Enquanto o sol se punha, bem cedo como de praxe, descemos a serra até Biblos. Apesar de já estar escuro, vimos de fora a iluminada cidade velha (patrimônio da UNESCO e uma das mais antigas do mundo). A região portuária pareceu ser bem agradável. Enchemos o tanque (1240 libras por litro) do carrinho e pegamos a rodovia movimentada em ambos sentidos próxima da capital, onde ficamos novamente no apê do Airbnb. Dia 25 Reservamos o dia para conhecer Beirute. Há barricadas militares por todos os lados, o que dificulta o acesso. Para estacionar, em alguns momentos conseguimos nas ruas de graça, enquanto em outros precisamos pagar no parquímetro (250 libras por 15 minutos). Existem prédios religiosos por todos os lados, mas por incrível que pareça, as igrejas estão em maior número. Há um bocado de prédios bem modernos também, principalmente ao redor da marina de Zaitunay Bay. Ainda, ruínas romanas estão concentradas numa área, mas não bem cuidadas. No litoral, há uma praia e uma dupla de rochas que se elevam no mar e são chamadas de Raouche. Conhecemos também o museu nacional (5 mil). Em três andares, é uma rica coleção de peças arqueológicas dos períodos de ocupação do Líbano desde a pré-história, passando pelos fenícios, gregos, romanos e otomanos. É interessante. Almocei em dois lugares diferentes, pois no primeiro deles (Zaatar W Zeit) a comida estava meio cara e insuficiente. Já no segundo (The Hunger Game, o ponto baixo foi a demora no atendimento. Sem muito mais o que fazer, demos uma volta pelos vilarejos no interior, até chegar no decorado castelo de Moussa. De lá, com o sol se esvaindo, retornamos à rodovia do litoral, onde paramos em uma das diversas casas especializadas em doçuras. Comi sorvetes deliciosos (1000 por bola) e tomei um suco natural (3000 por meio litro). Nosso voo demoraria a sair, mas como já era noite, retornamos o carro e esperamos no aeroporto. O voo curtíssimo nos levou de Cyprus Airways até Lárnaca, no Chipre, por 48 euros. Retiramos o carro alugado (56 dólares pra 3 diárias) e seguimos pro hotel Mariandy, onde dormimos num quarto para 2 por 30 euros. Como eu descobriria no dia seguinte, meu leito provavelmente estava infestado de percevejos de cama. Dia 26 Como perdemos um dia no Chipre devido à falência da Cia aérea Cobalt, tivemos que correr para conhecer o país em apenas 2 dias. Tomamos o bom café da manhã do hotel e partimos. A ilha de Chipre tem influência e é dividida entre 3 grupos. Os britânicos ocupam algumas bases militares e os territórios de Acrotiri e Deceleia, além de repassarem um dos idiomas, o padrão de tomada e o sentido de condução veicular. Os turcos invadiram quase metade da porção superior da ilha e lá usam sua moeda e idioma. Já os gregos, esses colonizaram no passado e deixaram sua marca na maior parte cultural, como no idioma principal do Chipre. Depois de atravessar as bases militares, entramos na praia mais badalada da ilha, a Nissi. Só que nessa época de quase inverno o litoral do Chipre fica abandonado, com pouca gente e a maioria dos estabelecimentos fechados, então a praia estava meio morta. Mesmo assim, é bem bonita. Mais adiante, paramos em um arco de calcário sobre o mar. Junto dali, havia uma exposição ao ar livre de estátuas de vários tipos e artistas de diversos países. A praia seguinte conhecida foi Fig Tree Bay. Dizem que ela é uma das mais bonitas do mundo, mas, além de ter a Bandeira Azul, não achamos nada de especial nela. Perdemos tempo no trânsito bloqueado por uma maratona e pela impossibilidade de cruzar a fronteira para o Chipre do Norte (turco) de carro, já que teríamos que pagar um seguro extra de 20 euros. A linha de fronteira ao longo da rodovia foi toda desocupada à força, então mais parecem vilarejos fantasmas. Meu almoço foi num restaurante típico (Avra) na turística Agia Napa. Paguei 8 euros por um frango com batata, salada grega e pita com tzatziki, saindo de lá estufado. Vimos um baita pôr do sol nas 4 e meia da tarde sobre o promontório do Parque Nacional Cabo Grego, que protege uma área de restinga endêmica. Peguei a rodovia pela noite até a capital Nicósia, dividida ao meio entre o Chipre e o Chipre do Norte. Estacionamos o carro antes da fronteira e a atravessamos a pé. Ao contrário da parte do sul, aqui as ruas são meio escuras e abandonadas. Há alguns prédios antigos a serem visitados, como mesquitas, museus, moradias e ruínas venezianas. Por 5 liras eu comprei uma cerveja turca num mercadinho, que surpreendentemente aceitou cartão de crédito, e vaguei com o Mailton pelas ruas. Cerca de uma hora depois, jantamos e retornamos. Passamos a noite na Lima Sol House, um projeto de albergue que precisa de umas melhorias. Pagamos 27 euros por um quarto duplo. Dia 27 Pela manhã, caminhamos através da cidade velha até a orla. Lá fica um calçadão e uma marina, num ambiente atrativo. Atravessamos um mercado de rua, mas que não vendia souvenires. Havia apenas uma loja aberta aquela hora para tanto. Com o carro, passamos pelo castelo Kolossi e depois por Acrotiri, outra área britânica com um conjunto sinistro de antenas ligadas por redes. Dentro dessa área fica uma laguna salina, com seu ecossistema típico que inclui flamingos. Em seguida, entramos no sítio arqueológico de Kourion (4,5 euros). Com vista privilegiada pro Mar Mediterrâneo, ficam ruínas greco-romanas que incluem casas, santuário, praça, teatro e banhos. É interessante e bastante visitada. Dali, subimos para as montanhas Troodos. No pé delas, almoçamos na Kouris Tavern. Queria experimentar o típico “meze”, que consiste em duas dezenas de pequenos pratos diferentes, mas como precisa de pelo menos 2 pessoas e o meu colega não gosta de comer nada diferente, fiquei só na vontade. Num ziguezague interminável, chegamos ao topo da floresta de pinheiros e visitamos algumas das igrejas antigas que são patrimônios da UNESCO: Archangelos Michail, Panagia tou Moutoulla, Agios Ioannis Lambadistis. De pedra e madeira no exterior, possuem belas pinturas em seu interior, num estilo diferente do que se vê em igrejas modernas. Na última delas, que é um mosteiro, compramos uma garrafinha de vinho licoroso (3 euros) produzido localmente. Quando retornamos já era noite completa, e o GPS nos mandou por umas estradas bem sinistras. Com a cia de um nevoeiro, o caminho foi emocionante. Passamos o dia tentando achar um lugar para imprimir os cartões de embarque da Ryanair, pois senão teríamos que pagar uma taxa bem desagradável no aeroporto. O problema é que não havia lugar nenhum aberto no domingo pra isso. Foi só ao chegar em Pafos, que conseguimos num mercadinho por 50 centavos a folha. Ficamos no Panklitos Apartments, num apê completo de 22 euros por 2. Pena que não pudemos aproveitar muito, já que teríamos um voo cedíssimo. Dia 28 Morrendo de sono e com o tanque completamente vazio, fomos ao aeroporto da cidade, embarcando no voo até a Jordânia por apenas 18 euros! Na imigração nem precisamos abrir a boca, só mostramos o Jordan Pass (70 dinares jordanianos = 370 reais) que o visto foi concedido. Alugamos um carro na Green Motion, com um preço exclusivo pela Easyrentcars que custou 17 euros pra 2 dias! O Kia Picanto parece ser o carro mais popular do Oriente Médio, pois foi a terceira vez que ficamos com um. Primeiro visitamos o sítio arqueológico de Madaba (3 dinares pra quem não tem o Jordan Pass). Aqui foi descoberta uma antiga cidade bizantina, rica em mosaicos. Mas além disso, não há muito o que ver. Seguimos pela infinita rodovia do deserto. São 300 km até Wadi Rum, com nada mais que areia e pedra em praticamente todo trecho. Até que isso não seria um problema, só que a estrada está toda em obras, com limite de 60 km/h nessas partes, e com vários radares fixos e da polícia! Resumindo, levei um tempão pra guiar o carro até o patrimônio da Humanidade de Wadi Rum (5 dinares sem o Jordan Pass), onde chegamos no vilarejo ao pôr do sol. Um tempo depois, a empresa Bedouin Traditions, com quem havíamos reservado, nos levou de caminhonete sobre as areias até o acampamento isolado. À noite nos serviram em uma tenda um buffet livre de comidas típicas que estava muito bom! Fazia tempo que não comia algo decente assim. Depois da janta, houve cantoria, instrumentação e dança com o pessoal. A maioria se retirou em seguida para suas cabanas individuais, mas eu fui explorar o deserto. Não achei escorpiões, apenas insetos, mas aproveitei bem o céu estrelado. Vi um meteorito cair bem próximo dali. Também consegui fotografar a galáxia de Andrômeda. Enfim, dei uma averiguada no banheiro e fui repousar solo. A limpeza não é o forte do estabelecimento, mas pelo menos há cama coberta, luz e banheiro ocidental. Dia 29 O café da manhã também estava incluso no pacote, mas não cheguei a provar tudo. Depois dele, esperamos pelo passeio de veículo na cia de mais gente pelas belas formações geológicas do vale desértico elevado de Wadi Rum. Foram quase 2 horas entre um cânion, uma duna e uma nascente. Todas as atividades e comidas nos custaram 35 dinares cada. Ao deixarmos o vilarejo, pegamos um almoço bom num posto Total (3 dinares cada quentinha) para devorarmos na estrada. Enquanto um dirigia, o outro comia. A rota até Petra é bem mais interessante que a outra, pois aqui a paisagem é variada e a estrada em melhor condição. Com o Jordan Pass, não precisamos pagar a tarifa absurda de 50 dinares para entrar numa das maravilhas do mundo moderno. Tivemos 4 horas para explorar a área das ruínas. Foi o suficiente, mas se quiséssemos ver tudo, um dia inteiro seria necessário. Petra é a capital do povo árabe nabateano, fundada no século II a.C, escavada no arenito de um vale. Apesar de ter sofrido terremotos, a fachada dos templos e tumbas é estonteante. Há uma certa variedade nas obras, o que vai se notando conforme se desce os 4 km até o final da parte principal. Há uma porção de vistas interessantes das montanhas rosadas. Fomos e voltamos a pé, mas quem quiser pode pagar por veículos a tração animal. Com o sol se pondo, dirigi até a reserva de Dana, onde ficamos à noite. Por 8 dinares cada, ficamos com quartos individuais no hotel de pedra e exageradamente decorado que se chama Dana Tower. Ponto negativo pro chuveiro, wi-fi e barulho. Dia 30 Levantamos cedo para chegarmos ao Mar Morto antes de devolvermos o carro. A estrada por esse lado é mais cênica e verde. Chegamos a uns 400 metros abaixo do nível do mar lá! De volta ao aeroporto, pegamos o ônibus de 3,5 dinares que nos largou na estação norte de ônibus de Amã, Tababour. Lá dividimos um táxi até o hotel no centro, que saiu por 11 dinares no taxímetro. Almocei no Sara Seafood Restaurant. Pedi um risoto de frutos do mar que saiu por 8,8 dinares. Mas o almoço estava delicioso e foi tão volumoso que saí de lá passando mal de tanto comer. Segui pra cidadela, que custa 3 dinares pra quem não porta o passe. Fica num monte de onde se vê todo o centro. Há um pequeno museu com artefatos e bastante história. Fora isso, as ruínas romanas e árabes das ocupações anteriores. Saí de lá quando fechou no pôr do sol. Depois só dei uma volta pelo centro, usei meu último dinar pra comprar comida pra noite e fiquei no hotel, que foi o Nobel (7 dinares). Até o momento não tinha do que reclamar. Dia 31 Fomos de táxi até a fronteira de King Hussein Bridge (25 dinares por 2). Chegando lá, tivemos que pagar uma taxa de saída de 20 dinares. Depois disso, tivemos que dar mais 7 pro ônibus Jett que atravessa os 5 km até a entrada de Israel. O responsável pela hospedagem anterior nos assegurou que o táxi nos levaria, o que não foi verdade. E não é permitido ir a pé. Teria saído mais barato se fôssemos de ônibus ou Uber. Depois de um interrogatório leve na imigração, pagamos 42 shekels + 5 por bagagem para ir de “sherut” (van) até Jerusalém, tendo que esperar o veículo encher para sair. Eles aceitam moedas estrangeiras no pagamento, mas a cotação não é das melhores, assim como a casa de câmbio na saída da imigração. O shekel vale o mesmo que o real. A van atravessa a Palestina até a entrada em Jerusalém, controlada por Israel. O ponto final, onde descemos, é o Damascus Gate. Almoçamos ali um prato de comida por 25 shekels no restaurante Amir, mas como não tínhamos o dinheiro, o vendedor nos passou a perna na conversão. Fizemos o câmbio ao lado, mas ainda assim a cotação não foi como a oficial que, como descobrimos depois, é oferecida dentro da velha cidade murada. Lá dentro é como um labirinto. Há comércio de alimentos, souvenires e outros bens por todos os lados. Em toda parte há algum tipo de edificação, templo ou monumento religioso, tanto cristão, quanto judaico e Islâmico. Entramos na prisão de Jesus, no jardim Getsêmani onde foi capturado, no Monte das Oliveiras onde ficam infinitos túmulos, no Muro das Lamentações e no Santo Sepulcro. Na parte muçulmana onde fica a Cúpula da Rocha, não nos deixaram entrar. Estava uma chuva danada que alagou tudo. Retornamos ao albergue Hebron Youth Hostel para o jantar grátis. Já a diária, essa foi de 41 shekels por cama. Lá conversei com o pessoal, que incluiu o manauara judeu Alan. Dia 32 Arranjamos alguma comida perto pro café da manhã e seguimos de ônibus (6 shekel) para Ramallah, capital cultural da Palestina. Como era sexta-feira, o dia sagrado dos muçulmanos, só conseguimos o ônibus n° 274 que para no check-point de Qadisha. Ficamos surpresos com o muro de concreto que impede os palestinos de se locomoverem como querem em sua própria terra. De lá, tomamos uma van até o centro da cidade (3,5 shekels). Estava um tempo horroroso e todo o comércio fechado quando chegamos. Felizmente, o Museu do Arafat (5 shekels) não. Moderno, conta a história trágica da Palestina desde a instituição de Israel e relaciona os fatos com o principal, Yasser Arafat, envenenado pelos judeus em 2004. A construção fica bem onde jaz a morada e local de trabalho final de Arafat, bem como seu mausoléu. Ao sair, seguimos pela avenida principal, organizada como o resto da cidade em geral, muito diferente de Gaza. Num mercadinho dessa via, comprei barras grandes de Milka, meu chocolate preferido, por 9 shekels cada, preço melhor que do país de origem. Como aceitava cartão de crédito, almoçamos alguns salgados no descolado Zeit ou Zaatar, que tocou umas músicas brazucas pra gente. De sobremesa, fomos às sorveterias. Mailton foi na primeira que apareceu e pagou caro, enquanto eu tomei um cremoso na Baladna ao custo de 4 bolinhas por 8 shekels. Depois, adentramos a casa histórica de Dar Zahran. De graça, ali fica uma galeria de arte e o dono gosta de conversar. Com o sol se pondo, voltamos ao muro e ao check-point. Acabamos nos perdendo a princípio, devido a informações desencontradas, mas passamos de volta a Israel. Enquanto meu amigo foi quase xingado ao retornar, na minha vez a agente de imigração até flertou comigo! Voltamos no mesmo ônibus, ingerimos o jantar grátis do albergue e ficamos conversando com Alan até a hora de tentar dormir, ao som de altos roncos. Dia 33 Ainda chovendo, nós 3 subimos o Monte das Oliveiras, passando os simplórios cemitérios judeus. Lá de cima, tivemos a melhor vista da cidade velha de Jerusalém, com seus múltiplos templos religiosos, claramente destacando-se a dourada Cúpula da Rocha. Perto do mirante, também visitamos a Tumba dos Profetas (5 shekels). Descemos e atravessamos até o quarteirão judeu, limpo e pouco movimentado, já que era dia de descanso para eles. Vimos lá a Sinagoga de Hurva. Em seguida, almoçamos. Os árabes nos meteram a faca na refeição de carne e salada. Nos despedimos de Alan e pegamos uma van árabe até Tel Aviv, por 35 shekels. Queria ter pego o ônibus que custa metade, mas como era sábado, nada que seja judeu funciona de dia. Uma hora depois chegamos na cidade moderna. Caminhamos 2 km, nos quais praticamente só vimos pedestres e comerciantes africanos, até que chegamos no Florentine Backpackers Hostel. Foi nesse agitado albergue que dormimos, por 76 pilas a cama com café. Saí pra jantar nas redondezas, usando meus últimos 27 shekels numa satisfatória refeição de pão, batata, salada e húmus. Dia 34 Pela manhã, tomamos um trem (13,5 shekels) até o aeroporto, onde voaríamos de easyJet para Milão-Malpensa. No entanto, a informação da estação de trem estava incorreta e o processo de emigração ridiculamente longo, então acabamos perdendo o voo! Tivemos que comprar um voo da Turkish com conexão em Istambul por absurdos 280 dólares, para que pudéssemos pegar a conexão seguinte. Só que esse voo atrasou, e na hora de transferir para o voo a Milão, tivemos que correr para não perdê-lo. Ao menos os voos da Turkish foram de qualidade. Ao desembarcar, fomos levados ao Aer Malpensa Hotel, onde mal pudemos passar a noite. Se desse pra cancelar o pagamento de 41 euros por 2, eu dormiria no aeroporto mesmo. Dia 35 Acordamos às 5 para pegar o voo da TAP a Porto, com conexão em Lisboa. Passei o dia no Mar Shopping, fazendo compras - principalmente na enorme loja Decathlon que fica ali. Por um acaso, o metrô estava em greve nesse dia, mas só me afetou pelo trânsito que o ônibus (n° 601) pegou em direção ao centro na hora do rush. Pernoitamos novamente no Rivoli Cinema Hostel. Dia 36 De metrô, segui ao aeroporto. Tive um voo com a TAP para Rio-Galeão, que lá chegou no final da tarde. Fui de frescão até Botafogo (17 reais), onde me encontrei com meus ex-colegas de trabalho num bar. Depois, dormi na casa de um deles. Finalmente, na manhã seguinte voei de Azul até Floripa e cheguei em casa!
  10. 1 ponto
    Olá pessoal, tudo bem? Meu nome é Lucas Ianiak, tenho 19 anos e moro em Florianópolis. Nasci em Porto Alegre mas vim para cá aos 2 anos de idade, e nunca mais saí, viajei uma vez para São Paulo para ver o show do Metallica, e uma vez para Glorinha - RS para um festival de trance. Como podem ver, não sei viajar, não pude, não tive oportunidades nem de sair dessa cidade... Faz quase 1 ano que estou tentando sair das correntes de Matrix, mas ainda não consegui. Aconteceram imprevistos e toda grana que juntei, se foi. Agora, tenho exatos R$ 1.000,00 na conta. Pretendo partir no início de 2020, o que posso juntar por mês é algo entre R$ 700,00 ~ R$ 800,00. Meu inglês é bom, não fluente, mas sei que consigo me comunicar tranquilo se necessário. Não domino nenhum outro idioma no momento. Comecei a estudar Design Gráfico, Social Media, Fotografia e audiovisual por conta própria, para quem sabe fazer uma renda extra lá fora, mas nada concreto. Pretendo me jogar, trabalhar com o que rolar, ficar em hostel, albergue, trampo voluntário, estou aberto as oportunidades do universo... mas eu não sei como me organizar, qual o melhor destino, como comprar as passagens, como funciona a transição de um país para o outro, como fazer um roteiro com uma grana bem curta, como não ser deportado kkkkkkk, se comprar passagem de volta em um país x, posso sair em país y, etc... Para mim é tudo muito distante ainda, parece intangível, mas sei que é possível sim
  11. 1 ponto
    @poiuy e @LF Brasilia obrigado pelas dicas
  12. 1 ponto
    Ja tirei um ano sabático e fiz uma volta ao mundo e na minha opinião seria mais prudente e proveitoso vc planejar pra onde quer ir, e fazer uma estimativa de gastos. Voce vai encontrar por aqui muitas pessoas que vão dizer pra vc simplesmente ir e se virar no meio do caminho. Mas pelo que vi nem sempre pode ser simples arrumar um local pra dormir ou até mesmo arrumar um trampo. Voce sempre terá um visto de turista e esse tipo de visto nao ti permite trabalhar legalmente em nenhum lugar, caso vc consiga algum trampo ele será um subemprego que nem os locais estarão querendo fazer entao o empregador vai pagar mais barato ainda pra pessoas como vc. Já li muitos relatos de pessoas que combinam um valor x e na hora de receber o empregador paga outro menor, as vezes nem quer pagar e por ae vai. Numa dessas vc vai reclamar pra quem? Pra polícia alegando que estava trabalhando ilegal e q seu empregador nao quis pagar o combinado? Acho q nao ne.. Quando comecei a planejar minha rtw a vontade era de sair no mesmo dia mundo a fora, mas tive que planejar e saber o minimo de grana que precisaria pra alcançar meu objetivo. Tive que abrir mao de muita coisa e esperar longos 3 anos até ater toda a grana que eu precisava. Entao planeje e comece a juntar seu dinheiro pois num tipo de viagem assim vc ira se deparar com muitas coisas diferentes pra se fazer e tudo precisa de grana, sem grana vc so vai ficar na vontade. Descobrir o quanto de dinheiro vc ira precisar vai depender do lugar que vc quer ir, europa (zona do euro) o real nao rende muito, norte da europa na escandinávia pior ainda. Na Ásia as coisas sao bem diferentes, nossa moeda vale bem mais que a do pessoal de lá, entao é possivel comer, passear e se deslocar pagando bem pouco.
  13. 1 ponto
    Analugcs, acredito que tenha havido alguma confusão na interpretação de sua intenção no inicio do tópico. No meu entendimento você quer montar uma Startup de apoio a viajantes. A idéia é muito válida e há mercado para isto em minha opinião. Hoje há muitas agencias de viagem que fazem isto, mas não com tanta personalização como entendi que você quer oferecer. Agora, você precisa montar um plano de negócios para entender a viabilidade do projeto. Sinceramente, o que você deseja oferecer não me parece viável ao custo de R$15. Fazendo algumas contas básicas, com esse valor você deve ter que organizar 133 viagens para um faturamento bruto de 2mil reais por mês. 133 viagens você precisa montar 4,5 roteiros personalizados por dia (trabalhando de domingo a domingo), o que é impossível na sua proposta. A ideia é valida, mas precisa pensar em como operacionalizar isto, sem oferecer um serviço "meia boca" e sem ter prejuizo.
  14. 1 ponto
    Entendi melhor a sua duvida agora. Com um visto de longa duração italiano (Tipo D), você pode circular livremente pelos outros países do Espaço Schengen desde que não ultrapasse 90 dias por semestre fora da Itália. Isto é para evitar que você peça um visto para estudar na Itália, mas resolva ir morar na França, Holanda, etc... Ou seja, se você pediu o visto para a Itália, é para ficar na Itália a maior parte do tempo, você pode ir para outros países Schengen a passeio sem problema, mas não pode ficar fora da Itália mais de 90 dias acumulados em um semestre, sob pena de o seu visto de longa duração ser revogado caso seja descoberto.
  15. 1 ponto
    Uau mulheeeeer! Que texto incrível, cheguei a me arrepiar com seu relato. Parabéns! Que orgulho de você viu. Obrigada por compartilhar sua experiência. Sucesso nos seus projetos! Abraços!
  16. 1 ponto
    Juliana, Achei o seu relato incrível. Tenho passagens compradas para África do Sul em Março (16 à 29) e tomei a liberdade de "roubar" o seu roteiro. Vou com minha esposa e o seu roteiro se encaixa perfeitamente naquilo que gostaríamos de fazer. Já temos experiência com viagens, todavia, a única dúvida que restou é com relação as reservas dos bagalos dentro do Kruger. Achei as informações bem confusas, não consegui entender aqueles bangalos com as camas de casal para 3 pessoas. Eu só gostaria de um lugar, sem luxo, para eu e minha esposa dormir hahaha. Você sabe onde consigo informação mais detalhada sobre como fazer as reservas?
  17. 1 ponto
    @xiku Andei no capital bus,tem uma diferença que só se encontra na Europa. A passagem vale 24h corridas,ou seja se entra a tarde,vale até a outra tarde.
  18. 1 ponto
    Acho bom seu roteiro, e vale a pena sim assistir a luta livre, esteja ligado nos shows que vai ter naqueles dias. Onde fica esse hotel é uma região comercial e muito movimentada, então tenha cuidado com batedores de carteira. Recomendo chegar andando pelas ruas San Ildefonso e República de Argentina ou Brasil, que são mais tranquilas.
  19. 1 ponto
    @Érica Martins Eu moro em São Paulo, mas trabalho na Terra Indígena Wajãpi, então sempre vou pra Macapá mas não sou eu quem pago minha estadia na Ekinox, então não sei quanto fica um quartinho mais barato por lá, mas vale a pena dar uma ligada. Macapá, como o colega aí já disse, é um lugar maravilhoso e esses pontos que ele falou são legais de visitar. A cachoeira se você se programar bem dá pra ir pelo Jari, mas informo que ela já não é a mesma de muitos anos atrás devido a construção da Usina de Santo Antonio, perdeu muito fluxo, infelizmente. EU fiz uma viagem há muitos anos atrás que atravessei a ilha de Marajó de Macapá a Belém. Fui pingando de Afuá até Soure passando por Chaves, pelo oceano, com uns barqueiros que iam pescar em alto mar, foi lindo! Depois fui pra Joanes, Ponta de Pedras e Belém. A região lá é linda, eu gosto. Assim como você já morei no norte e adoro a cultura local, então não fico indo atrás de grandes atrações turísticas, mas sim de vivenciar a cidade, conversar com o povo local, comer a comida deles, andar easy rider, sentar na pracinha e observar o movimento, essas coisas; se gosta disso, vai amar! Mas não recomendo fazer o que fiz não, meio arriscado não conseguir, dei sorte. Recomendo voltar pra Macapá, ir pra Santana (a Bangladesh brasileira, uma zona!) e pegar o furo de Santa Maria pra Belém. E ah!, em Belém, vai pra Algodoal pelo amor de deus huahauhua, ok? Bom passeio, qualquer dúvida só falar,
  20. 1 ponto
    ROTEIRO DE 27/12 A 01/01 / VALOR ENTRADA / TRILHA IDA E VOLTA SÃO JORGE 27/12 - Mirante da Pedra da Baleia e Jardim de Maytrea indo pra São Jorge * Camping Casa da Sucupira (R$60 a diária com café da manhã) 28/12 - Cachoeira do Segredo (R$35, 16km) + Raizama (R$20, 2km) + Morada do Sol (R$20, 2km) 29/12 - Mirante da Janela + Cachoeira do Abismo (R$20, 8km) + Cachoeiras da Fazenda Volta da Serra (R$25, 8km) 30/12 - Cachoeiras Almécegas I, II e São Bento (R$40, 4km) + Vale da Lua (R$20, 1km) + Almoço no Rancho do Seu Waldomiro 31/12 - Parque Nacional - Trilhas dos Saltos + Trilha dos Cânions (Gratuito, 11km+11km) 01/12 - Check-out e Translado para o Aeroporto (Vôo 18h) * Águas Termais anoitecendo pra relaxar (R$20) ALTO PARAÍSO Se der pra encaixar e rolar carona, dá pra fazer em um dia: Cachoeira dos Cristais (R$20) + Cachoeira Água Fria (R$20, 2km) + Cachoeiras Loquinhas (R$20, 1.5km) + Cachoeira dos Anjos e Arcanjos (R$15, 2.5km) TOTAL R$275 (ENTRADAS) + R$210 (CAMPING COM CAFÉ DA MANHÃ) = R$485
  21. 1 ponto
    Pessoal.. tmb pretendo fazer a trilha... Mas tô indo de carro p rodar por outros lugares. e vou fazer tbm o salar de uiuny.... não sei ainda a data... mas se alguém animar...
  22. 1 ponto
    @Pinnng De Huaraz tem ônibus até a cidade portuária de Chimbote (tem que confirmar), ou até Trujillo, de lá tem ônibus para Guaiaquil no Equador. Creio que a Cruz del Sur faz até o Equador. Na época fui de Lima para Guaiaquil pela Ormeno, só não lembro se eles pegaram passageiros nestas cidades. Tem uma outra opção: sai de Huaraz e vai até a cidade de Caraz, de lá tem taxi (coletivo) para Chimbote. Esses táxis fazem esse roteiro via Cannyon del Pato. Pesquise ligando numa agência de turismo em Caraz ou Huaraz para confirmar se ainda fazem. Cannyon del pato, estrada incrível, passará por mais de 50 túneis feitos na rocha .
  23. 1 ponto
    @Pinnng Huaraz só tem ônibus a Lima,quando fui lá queria seguir a Ayacucho,mas tive que voltar a Lima.Não tem jeito. Ônibus a Ecuador só vai encontrar em Mancora ou Tumbes.As empresas de Ecuador são pequeninas,particulares, com poucos ou ônibus único,e de qualidade péssima. Vai entender quando chegar lá.
  24. 1 ponto
    O descaminho é a entrada ou saída de produtos permitidos, mas que não passaram pelos trâmites burocrático-tributários devidos. O descaminho corresponde, muitas vezes, ao crime de sonegação fiscal, na qual se caracteriza por comprar produtos permitidos mas que servem para fins comerciais (tudo aquilo que você compra com a intenção de revender), bem como não passar por um controle nem pelos procedimentos de importação e pagamento de tributos. Ou seja, o descaminho é quando você compra um celular, computador ou qualquer outro produto que ultrapasse o valor da cota, passa pela aduana brasileira e não declara o imposto devido: o famoso “vou fazer de conta que já era meu”, ou mesmo exceder as quantidades permitidas de produtos como perfumes, celulares ou qualquer outra mercadoria que extrapole o limite de quantidade (desde que NÃO sejam produtos proibidos ou piratas). Por exemplo: se alguém traz uma televisão, câmera, celular, filmadora (e demais produtos) do exterior sem pagar os tributos devidos ao que exceder da cota, o crime não é considerado contrabando, mas de descaminho, neste caso. Descaminho Art. 334. Iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. §1º Incorre na mesma pena quem: I - pratica navegação de cabotagem, fora dos casos permitidos em lei; II - pratica fato assimilado, em lei especial, a descaminho; III - vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de qualquer forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria de procedência estrangeira que introduziu clandestinamente no País ou importou fraudulentamente ou que sabe ser produto de introdução clandestina no território nacional ou de importação fraudulenta por parte de outrem; IV - adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria de procedência estrangeira, desacompanhada de documentação legal ou acompanhada de documentos que sabe serem falsos. §2º Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos deste artigo, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino de mercadorias estrangeiras, inclusive o exercido em residências. §3º A pena aplica-se em dobro se o crime de descaminho é praticado em transporte aéreo, marítimo ou fluvial.
  25. 1 ponto
    @Sozinho no mundo procura pelo Worldpackers. Você consegue trabalhar em hostel em troca de hospedagem, caso não consiga no Counchsurfing e tem alguns lugaresn o WP que te pagam uma graninha por semana (não é muita coisa, mas ajuda).
  26. 1 ponto
    ¡Hola! ¿Qué tal? Iremos dividir nosso relato da seguinte forma: Roteiro, Custos aproximados e Relato. Esperamos que ajude quem tenha esse destino, assim como fomos ajudados pelo fórum e outros grupos de dicas. Roteiro: 15/10/2018 a 25/10/2018 15/10/2018 – Voo Bsb – Panamá – Cancún; Translado Cancún – Playa Del Carmen 16/10/2018 - Tulum + Praia Santa Fé/ Praia Pescador + Akumal 17/10/2018 – Valladolid + Chichen Itza + Cenote Ik kil 18/10/2018 – Cozumel 19/10/2018 – Xcaret 20/10/2018 – Translado Playa Del Carmen – Cancún (via ADO) 21/10/2018 – Isla Mujeres 22/10/2018 23/10/2018 – Cocobongo 24/10/2018 25/10/2018 – Retorno Custos: Transporte Passagens: R$ 2528,37 (por pessoa) pela Copa. Translado (Casal) CnC – PlD U$ 30,00 PlD – CnC U$ 24,00 Hospedagem (Casal) Playa Del Carmen – Unic Desing 5 diárias (15/10 a 20/10) U$ 223,95/R$ 1230,52. Cancún – AirBnB (2 noites) R$ 377,54. Cancún – Riu Cancun (4 noites) R$ 2685,82 Passeios (Por pessoa) Tulum: Van 50 pesos, Ingresso 70 Pesos. Akumal: Van 40 pesos, Colete (jaleco) salva vidas 75 pesos, Ingresso 200 pesos (tínhamos nosso snorkel). PlD: Van 35 pesos. Pacote Chichen Itza + XCaret R$ 659,00 com transfer e alimentação. Cozumel: Ferry Ultramar 300,00 pesos; 300 Pesos pela Scooter + Reabastecimento. Isla Mujeres: Ferry Ultramar U$ 19,00; Consumação para uso dos cadeirões e guarda sol na Playa Norte 400,00 pesos. Cocobongo: Pista Open Bar U$ 65,00. Alimentação: Aqui é bem pessoal. Tem preço pra todo bolso gosto, mas lanches nos Oxxo são mais baratos. Os restaurantes tem 2 pra 1 e os passeios podem ter all inclusive. Contudo, para ter uma base, jantares/almoços ficaram entre R$ 60,00 a 120,00 pro casal com muita comida e algumas brejas. Relatos: Fala viajante! Suave? Pois bem, minha esposa Jéssica e eu, fomos passar nossa lua de mel no Caribe (bem clichê..rsrs). Nos casamos no sábado e viajaríamos na madrugada de domingo para segunda. Assim que deixamos o carro no estacionamento do aeroporto e descemos as malas veio a pergunta: “Amor, cadê as carteirinhas de vacinação?” (leia-me com voz de desespero). No sábado do casamento foi tudo muito corrido, não conseguimos fazer o check list e passamos um apuro logo no começo. Já no despacho das malas estavam pedindo passaporte e cartão internacional de vacinação. Sentamos, fiquei bem borocoxô pelo vacilo. Era cerca de 11 da noite e o embarque começaria 1:00 da madrugada, estávamos a 300 km das carteirinhas. Adianto, deu tudo certo, mas passaram várias ideias na cabeça, contudo melhor que o destino é uma boa companhia. Minha esposa, bem generosamente, me disse; se tudo der errado e não embarcarmos nós remarcamos pro dia seguinte e um amigo nosso que viria pra BSB iria trazê-las pra nós. De repente, trocaram o turno dos funcionários da Copa, o substituído era um zagueiro que fazia marcação cerrada e o substituto ainda estava meio frio, aproveitamos e fomos pro contrataque: usamos apenas o passaporte para dar um drible e fizemos o gol. Já havíamos entrado em contato com o pessoal que estava fazendo escala no Panamá e nos informaram que para fazer a conexão não estavam solicitando a carteirinha. Seguimos pra despachar as malas e teríamos direito a 2 malas de 23 kg cada e as mochilas que levamos conosco. Só levamos uma mala cada e uma ultrapassou o peso em 2 kgs, mas não nos cobraram excesso, só nos alertaram que no retorno não deixariam passar. De toda forma, iríamos comprar uma mala pra trazer lembranças e assim fizemos. O voo foi bem tranquilo e como estávamos exaustos do dia anterior da festa, dormimos ele todo, acordando apenas pra refeição. Antes de pousar em Cancún já nos entregaram o formulário de imigração e declaração de bens; já no aeroporto, antes da aduana, tem um totem onde se faz uma ficha de ingresso (dados do passaporte, foto e digitais... bem tranquilo), não nos pararam na aduana e a luz de revista da mala não acendeu quando passamos. Pegamos nossas malas e saímos do aeroporto, inicialmente iríamos de ADO (rede executiva de ônibus) de Cancún para Playa. Daí, antes de chegar ao terminal da empresa, fomos abordados por um pessoal que dizia trabalhar para a ADO (caô)... O ADO custaria 12 dólares por pessoa e eles queriam nos cobrar 25 dólares por pessoa, como ainda faltava 1h para o ônibus sair decidimos ir com eles. Esperamos uns 20 minutos e eles não conseguiram lotar uma van, começamos a ficar desconfiados de que seríamos passados pra trás... Havia negociado com eles de que iríamos pagar 15 dólares cada para ir para Playa, na hora do “vamo vê” quis cobrar 25 dólares de cada, pedi meu dinheiro de volta e disse que iria de ônibus. Me devolveram a grana mas pediram pra eu esperar mais 5 minutos que iriam nos levar pelos 15 dólares. Aguardamos e assim foi, conseguiram um táxi para nós e para um casal argentino... seguimos para Playa del Carmen. Dica: Vá direto para o terminal, não passe raiva... haha. Chegamos em Playa por volta de 15:00 horas, fizemos o check in e fomos dormir. Ainda a noite fomos no Walmart de Playa, fizemos alguma compra: uma mala, comida, protetor solar biodegradável, sapatilha de neoprene (foi muito útil) e algumas cx de corona. Voltamos pro hotel e fomos jantar no restaurante La Vagabunda, que fica na 5ª avenida. Ufa! Dia grande assim como o relato, daqui em diante serei mais enxuto. Dia 2 – Saímos cedo e fomos até a 5ª Avenida c/ a rua 2. As vans saem de lá e é bem tranquilo. Fizemos o passeio Tulum + Santa Fé/Pescador + Akumal por conta. Pegamos a van na 2 e descemos em frente a entrada do parque. Levamos uma mochila de ataque cada com água, frutas, biscoitos, snorkel, as sapatilhas e capa de chuva. Fomos as ruínas (sem guia) e depois nas praias Santa Fé e Pescador, elas estavam com uma montanha de sargaço e infelizmente não aproveitamos lá. Pegamos outra van para Akumal para tentar ver algumas tortugas, mas desconfio que eles alimentam elas onde é reservado para passeio guiado e não vimos nenhuma, como estava um pouco nublado e a água não estava translúcida, desconfio que ninguém naquele horário viu. Comemos hambúrguer no La vaca Gaucha, também na 5ª avenida, estava dois pra um e ficou baratinho. Dia 3 – Valladolid + Chichen Itza + cenote Ik kil. Acordamos cedo e fomos para a 5ª c/ 34 em frente a Bodeguita Del Medio, de onde sairia nosso transfer que nos levou até o centro de distribuição do XCaret e lá pegamos um ônibus executivo. A viagem até Chichen é longa, cerca de duas horas e meia, mas não é maçante, pois o guia já foi falando sobre a cultura e interagindo com o pessoal. Passamos pela cidade de Valladolid e fizemos um tour panorâmico, que só foi avisado que seria assim depois do pacote fechado, mas... segue o jogo. O ônibus fez uma parada para compra de souvenir, mas naqueles locais de pegar turista com preços bem mais caros. Deixem pra comprar nas ruínas, centenas de barracas e são preços negociáveis “pra brasileiro é barato, quase de graça”. Chegamos às ruínas e é uma maravilha! Uma das 7 rsrsrs... é de uma riqueza cultural e arquitetônica imensurável, não deixem de ir. O parque é grande, quente e a caminhada é longa. Vá com roupas leves, leve água, boné ou chapéu e algo para comer. Saímos de lá cerca de 15 horas e fomos para o cenote ik kil. Almoçamos mais ou menos às 16:00 horas num restaurante lá mesmo no cenote. Tínhamos apenas uma hora e meia para almoçar e curtir o cenote, foi bem corrido. De lá retornamos para Playa exaustos, mas recompensados. Dia 4 – Cozumel: Fizemos este passeio independente. Pegamos um ferry até a ilha. Quando chegamos lá o tempo virou! As nuvens estavam bem carregadas e decidimos não fechar o passeio de El Cielo. Alugamos uma scooter para fazer um ilha tour. Demoramos cerca de duas horas e meia para fazer o circuito. No meio do caminho caiu uma tromba d’água e tivemos que parar. Daí, aproveitamos para almoçar na Playa Palancar, mas nem deu pra entrar no mar. O dia poderia ter ido por água a baixo, mas uma boa companhia supera muita coisa. Voltamos para Playa e comemos um churrasco argentino de bife angus no La vaca Gaucha que também estava de 2X1. Delicioso! Dia 5 – XCaret: Pegamos o transfer na 5ª c/ a 34 e fomos para o parque. O parque tem cerca de 60 atrações e ele é bem extenso, vá com disposição para andar. Fechamos o pacote Plus que dava direito ao locker, snorkel e almoço. Lá tem uma ótima estrutura e é muito bem sinalizado. Tem tanta coisa para fazer que você deve dar uma priorizada no que tem mais relação com seu gosto. Lá fazem pequenos espetáculos culturais em vários horários do dia e no final um grande espetáculo: México Espetacular, riquíssimo. Ele faz um resumo sobre a história do povo mexicano, suas crenças e seus costumes. Aqui você deve chegar com antecedência para poder escolher um bom lugar para assistir ao show. Outro passeio que aconselhamos não deixar de ir. DIA 6 – Descanso. Pegamos um táxi do hotel até o terminal da ADO e seguimos de lá para Cancún, pagamos 74 pesos por pessoa e foi bem tranquilo. Alugamos uma hospedagem do Airbnb em frente ao RIU Cancun. Decidimos fazer dessa forma pq iríamos para Isla Mujeres e não rolava pagar o all inclusive para não fazer proveito. Se fosse hoje, teria tomado um Ferry de Playa Del Carmen para Isla Mujeres e me hospedado pelo Airbnb lá, a ilha é menor e onde encontramos as praias mais limpas. Ficamos na praia norte e pagamos de consumação mínima 400 pesos para usar os cadeirões e o guarda sol. DIAS seguintes: Nosso quarto no Riu Cancun estaria disponível às 15:00 horas. Aqui recebemos uma boa DICA: A hospedagem está disponível as 15 h, mas você já pode fazer o check-in cedinho e aproveitar o hotel. Com essa dica, economizamos o café da manhã e o almoço, e só fomos para o quarto às 17 h. As malas ficam numa área reservada e bem segura. O hotel foi o melhor custo benefício que encontramos, pois a localização é boa, sendo o mar calmo e com pouco sargaço. Na terça, à noite, fomos para a Cocobongo e aproveitamos o espetáculo circense que tem, muito interativo e sem muita forçação de barra. Havia visto alguns relatos de que tinha que dar uma subornada no garçom para ser servido, mas não aconteceu isso. Em todos os lugares os trabalhadores são identificados, tem uma plaquinha com seu nome. E em todos os lugares eu me dirigia a estas pessoas por seus nomes, isso causa empatia e gentileza gera gentileza. Obs: trabalhei muito tempo como garçom e gostava de receber gorjeta, mas preferia receber respeito. Nesta noite, o Alfredo não deixava meu copo vazio, fique bêbu! Como havia comprado o ingresso no hotel não ficamos com grana trocada para poder oferecer ao nosso bom amigo, pena. Lá as relações trabalhistas são “flexibilizadas” e os mexicanos fazem seu corre com a Propina/Gorjeta e mesmo assim não insistem, te deixam a vontade para ofertar e sempre descriminam na conta. Se for um pouco atento verá que os próprios mexicanos dão de bom grado propina para os trabalhadores (vi isso acontecer muito nos caixas do Walmart). Pesquisamos muito nos grupos antes de decidirmos o destino e agradecemos pelas dicas. Aqui faremos umas dicas breves pq lá em cima ficou textão. Dicas: Faça o seu check list. Faça câmbio de real por dólar aqui no Brasil, mas peça notas menores. Lá, faça câmbio de dólar por peso aos poucos. Pergunte o preço em pesos, pra americano é mais caro. Leve um cartão de crédito internacional. Além de ser uma reserva, o dólar pode estar mais baixo do que quando você comprou, mesmo com IOF. Os mexicanos, assim como os brasileiros, são um povo caliente. Se esforçam bastante para te compreender, mesmo que fale em português e são sempre simpáticos. Vários passeios podem ser feitos de forma independente, alguns não. Os que podem ser feitos independente, faça assim e economizará para a próxima viagem. As vans e os ônibus (ADO, R1 e R2) são bem fáceis de pegar e bem mais barato que táxi. Feche os passeios lá, o clima pode virar e você pode negociar. Existem várias agências e os hotéis têm parceiros para oferecer os serviços. Mas já vá com seu cronograma meio montado, compre lá ou faça independente. “Camarão que dorme a onda leva”: tem muita gente oferecendo gato por lebre também. Charlatanismo existe no mundo todo. Caso não beba, alugue um carro para ter mais independência ainda e siga as regras de trânsito para não cair na mão de policial corrupto (não vi e nem ouvi relato disso acontecer). Dá pra gastar menos, como estávamos em lua de mel os custos foram maiores. O México e seu povo são incríveis, aproveite o momento e seja gentil com os trabalhadores. Nós presenciamos algumas cenas lamentáveis e ficamos ofendidos por eles, pq nós não tivemos problemas em momento algum. Eles vivem, basicamente, da exploração do turismo e da prestação de serviço. Logo, tem que vender o peixe deles e esperar algum trocado de retribuição. Tmj. Boa viagem!
  27. 1 ponto
    Mochileiros, boa tarde. Nesta página de relatos, tento descrever e comentar minha viagem de 11 dias para: Jalapão-TO (4 dias), Alter do Chão-PA (4 dias) e Floresta Nacional dos Tapajós –PA (2 dias). Espero que ajude aos interessados.... Jalapão (TO) - Sai de São Paulo em direção a Palmas no Tocantins...após uma escala em Brasília, cheguei a Palmas e por lá fiquei durante o sábado. Palmas possui poucos atrativos, então acho desnecessário passar mais de 1 ou 2 dia por lá.......mas próximo a Palmas existem opções de cachoeiras e outros....como Taquaralto.(não fui). - No dia seguinte, fui à sede da agência Norte Tur e de lá saímos rumo ao Jalapã guia e dono Flávio, é muito prestativo, conhece muito bem as informações e histórias locais e possui grande experiência quando falamos de Jalapão.....além de possuir um Jipe Bandeirantes em excelente estado e muito confiável, pois lá é fundamental um carro assim....... Nos 4 dias de passeio, conheci todas as atrações possíveis e imagináveis e sem ser aquela correria de ficar 20 minutos em cada atrativo......Tudo apresentado no roteiro foi realizado...Morro da Catedral, Fervedouro, Pedra Furada, Cachoeira da Velha, Serra do Espírito Santo (nascer do sol incrível, vale a pena), Morro Vermelho, Rio Sono, e outras atrações mais........Nos hospedamos em duas pousadas, uma em Mateiros (Buritis) e outra em Ponte Alta (águas do jalapão)...muito boas. Depois de 4 dias incríveis, voltei a Palmas e me encaminhei (avião) para o Estado do Pará, na cidade de Santarém.....50km de Alter do Chão..... Alter do Chão(PA) Ao chegar em Santarém ( 38º graus) , fui ao encontro dos Rios Tapajós com o Rio Negro, muito bonito e interessante......mas pode-se avistar o encontro dos rios da própria avenida, se for economizar (R$ 30 p/ ir de barco ao encontro) fique na orla mesmo...... Após o passeio, peguei o ônibus que me levou a Alter do Chão em 50 min e custa R$ 2,50.......chegando em Alter do Chão logo me surpreendi. Uma cidade muito agradável e com praias de Rio ( Margens do Rio Tapajós) lindas, maravilhosas, realmente o apelido de caribe brasileiro é justificável..... Por lá, fiz passeios de barco e fui conhecer: Ponta de Pedra, Ponta do Cururu, Igarapé dos Macacos e Camarão, Lago Verde, Mirante da Ilha ..... além do que, consegui ver os dois tipos de Boto: o Cor de Rosa ( difícil visualização) e o Tucuxi (cor cinza e + fácil de encontrar) Pousada: Sombra do Cajueiro - excelente Restaurantes ótimos: Parada obrigatória, Tribal e Pousada Alter do Chão Peixes excelentes: Tucunaré, Pirarucu e Surubin.... Floresta Nacional dos Tapajós (FLONA) Após 3 dias de muito descanso, sol, praia e cerveja, resolvi passar 2 dias na Flona ( Floresta Nacional dos Tapajós) e me hospedei na casa de um morador da comunidade dos Tapajós, muito interessante e claro; fui andar pela Floresta com um guia do Ibama( é necessário uma autorização p/ o passeio e estadia) que mostrou-me diversas espécies de animais, árvores, frutas, frutos e etc...... O acesso é feito ou de ônibus ou de barco (1hr e40)....prefiro de barco pelo visual e facilidade..... Bom pessoal, este foi um breve resumo da minha viagem. Aos realmente interessados, estou 100% à disposição para maiores detalhes/ajudas e informações. Grande Abraço, Rodrigo J
  28. 1 ponto
    Olá Pessoal, Apesar de já ter feito algumas viagens, hoje vai ser o meu primeiro Relato e o Destino é PARATY (RJ). Bem, sou do RJ e fui de carro, deu umas 5 horas de viagem um pouco cansativo, pois não parei, já que sai tarde da cidade que moro e era uma segunda feira. Fiquei De Segunda até Quinta feira passada na cidade, e sair de Paraty com vontade de voltar, rs... A cidade é muito linda e para um passeio relaxante aproveitando tudo na cidade teria que ser pelo menos 1 semana. Mas deu para aproveitar bem. Minhas viagens sempre tento ser o mais low custer possível. Então vamos lá. Para algumas pessoas pode ser interessante saber quanto de gasolina gasta em média, então comigo eu gastei 60 litros, que da um pouco mais de 1 tanque de combustível. Mas rodei bastante. Recomendo d+ ter um carro se possível para locomoção na cidade. Fiquei hospedado em uma pousada Chill Inn Eco Suites Paraty, A pousada fica 5km do centro então tem que ter carro, pra mim é uma pousada nota 8, ficou 107 por dia, chalé pequeno mais utilizamos só para dormir, com ar condicionado bom, Frigobar gelando, Ducha forte, café da manhã simples mas gostoso. Eles tem um pão Caseiro muito bom, e passa uma cachoeira dentro da pousada que da para curtir antes de ir embora ou quando chegar lá. Só achei o Box muito pequeno uns 30cm só, e um dia estava com um cheiro de esgoto. Atendimento muito bom, funcionários indicam onde ir, onde é o caminho e se quiser eles tem contato com o pessoal que faz passeio de Escuna e Jipe. Passeio de Jipe: O valor é de 60 por pessoa duração de 5 horas, param em 2 alambiques e 4 cachoeiras pelo menos duas cachoeiras tem que pagar e os alambiques também, Alambiques entre 3 e 5 reais e cachoeiras 5 reais( não sei se com o passeio do jipe tem desconto). Passeio de Escuna: entre 40 a 60 reais, duração de 5 horas com 4 paradas. Pelo que vi tem dois tipos de trajetos, então pesquise onde a Escuna Leva. Alugam óculos de mergulho entre 15 a 20 reais( não achei necessário). Passeio de Lancha: Valor em torno de 120 com 6 paradas, 5 horas de viagem, vai no Saco de Mamanguá, inclusive para onde gravaram a cena do Filme crepúsculo. Tem cooler no barco para levar bebidas, Emprestar as máscaras para mergulhar, não servem almoço. Segunda Feira Chegamos as 13:00, o quarto já estava todo arrumado, deixamos as coisas lá e partimos pro centro para almoçar, pois na estrada que passamos que é Sentido Cunha achei umas coisas caras, vi até um PF, mas a patroa não quis ir, Paciência rs... Então logo no centro paramos em um restaurante por peso, o KG custava 30 reais, Se não me engano o nome é Tempero Paulista, é logo o primeiro restaurante por KG quando entra sentido centro, comida média, parece que as coisas estavam requentadas, Prato deu menos de 20 cada e 7 o H2O. Não recomendo ir lá. Comemos mal e ainda deixei carne no prato porque estava muito ressecada. De lá voltamos para a pousada e partimos para conhecer as cachoeiras, pois de onde ficamos até as cachoeiras ficava 10 minutos do início da primeira. Como não sabíamos qual cachoeira fica em qual lugar, a moça da pousada disse que passando a ponte pode ir reto ou virar a direita, ambos lados tem cachoeira. Decidimos virar a direita, primeiro lugar que passamos é um Alambique, não paramos pois não bebemos e já era quase 15 horas, então pouco mais a frente saindo da rua de asfalto chegamos a cachoeira Pedra Branca, que é particular e tem que pagar 5 reais para entrar, não sabíamos, então quando vi que tinha que pagar e queríamos apenas conhecer, achei que não ia valer a pena pagar pra entrar, a pessoa que estava atendendo também não deu ideia pra gente, então eu peguei o carro novamente e fui para a mais alta que é a 7 quedas, bom salientar que é uns 30 minutos subindo em uma estrada de barro cheio de buraco e pedras chegando lá de novo tinha que pagar, ai falei com o rapaz que estava lá e ele autorizou a entrada sem pagar para conhece, mostrou onde era cada ponto. muito solícito. Tem um lago no começo também e uma cachoeira menor mais acima, Tem restaurante no lugar também, achei bonita, mas o céu já estava nublando e parecia que ia chover e de lá fomos embora. Então descemos tudo de novo até a ponte e parecia que o céu tinha dado uma limpada, então fui reto depois da ponte do começo para ver em qual cachoeira levava, e era para a melhor cachoeira de Paraty que é a Cachoeira do Tobogã e Poço do Tarzan. Tem estacionamento para pagar que custa 10 reais, e tem do lado da estrada que dizem que cobram só 5 reais, mas não paramos, pois já era quase 17 horas e só queria ver onde era. Voltamos pro Centro e fomos conhecer a praia Jabaquara achei meio "feinha", mas tudo bem. Aproveitamos que estávamos no centro e resolvemos comer uma pastel de 30CM no Pastelonni, muito bom por sinal, bem recheado, valor começa de 15 reais, pedimos um de carne com queijo que foi 17 e outro de banana com queijo que foi 16, e para finalizar passamos no mercado, tem vários, fomos no Carlão, Super mercado muito bom que da banho em muitos por aqui da cidade, compramos aguá e algumas coisas. E voltamos pra pousada para descansar da viagem de ida. Terça Feira Destino Trindade. Saímos as 9 da pousada. 40 minutos de carro chegamos, cidade é bem pequena e as ruas muito estreitas, então não tem como estacionar em quase nenhuma Rua, logo no começo vimos estacionamento 10 reais o dia todo e em frente onde caminha para as famosas praia do meio, que acessa praia do cachadaço, piscina o Cachadaço e cachoeira da pedra que engole. Valor 30 conto... Lógico que dei meia volta para parar no estacionamento de 10 reais que dava uns 5 minutos caminhando até ali, mas por sorte encontrei uma rua com vaga pra parar( melhor ainda kkkk), E assim foi. Levamos duas garrafas de água e fomos de chinelo mesmo. Então é assim pessoal tem uma placa indicando a entrada, qualquer coisa só perguntar que é fácil, dali acessa bem rápido a praia do meio que é bem bonita e de lá da para os pontos dito antes. Primeiro fomos para a praia do cachadaço e a Piscina, Total até a piscina uns 40 minutos. a Praia do Cachadaço é uma praia comum e bate muito. Chega uns 5 minutos de trilha, bem rápido, e já fomos direto para a piscina, no caminho conhecemos um casal de SP. Chegando na praia do cachadaço tem que andar até o final da areia do outro lado para começar a segunda trilha, uns 15 minutos andando. Mas chegando na Piscina Natural vale o esforço, muito bonita. Tem muitos peixinhos da região conhecido como "sargentinhos". Ficamos lá algumas horas e decidimos ir na cachoeira pedra que engole, voltamos de trilha tb, mas tem barco que leva, não sei o valor da ida e volta, mas só para voltar é 15 por pessoa. A entrada da trilha para a cachoeira da pedra que engole fica em frente a trilha que vai para a praia do cachadaço, tem que cortar o riozinho tb, só que na parte mais funda. A entrada vem escrito "leve a sua sacola". Achei mal sinalizada, ficamos meio perdidos até pedir algumas informações e encontramos a entrada, ai vai uns 20 minutos de trilha. Chegando lá não tinha ninguém. CUIDADO as pedras escorregam muito na cachoeira, eu mesmo tomei dois tombos kkkk. E não me arrisquei a tentar ver onde que a pedra que engole kkkk. Mas a cachoeira é normal, só tem esse diferencial. E então ficamos uns 30 minutos e fomos almoçar quase as 15:00. Em trindade o PF é 20 reais, bem em conta. Almoçamos em um restaurante Rock em Roll que pode beber várias cachaças que eles tem lá de graça, segundo a placa que tinha no restaurante " Aqui ninguém sai Bêbado, só sai" kkkkk. Comida gostosa, recomendo e de lá fomos para o centro na região do Cais para vê o Passeio de Escunas, e paramos no Caiçara Tour (que não recomendo, falarei sobre isso mais adiante). O casal de lá são bem atenciosos e explicaram tudo muito bem, então tínhamos fechado com a Escuna Ilha Rasa 2, valor era 60 mais 3 do embarque por pessoa, mas vi que saiu Ilha Rasa 1 por 50 com mais 3 do embarque, então perguntei "é só isso, né? Tudo certo manhã as 11:30 ilha Rasa" e a moça respondeu, "sim, isso mesmo. O pessoal estará com o nosso uniforme lá, só procurar". E voltamos para a pousada para descansar. Quarta Feira Estava pensando em dar uma passada em Angra na Quinta antes de voltar pra casa, pois é caminho de volta. Então como o passeio era só as 11:30 decidimos ir na Cachoeira do Tobogã e Poço do Tarzan antes, e assim fizemos. Ficamos pouco tempo mais ou menos 1 hora e meia, mas pense em um lugar que da para ficar pelo menos meio dia ou o dia inteiro. A melhor cachoeira que já fui. Escorreguei várias vezes, logo depois que cheguei lá pareceu um menino que mora lá e "surfa em pé", que coisa sinistra kkkkk. Ele é Solícito, mostrou onde é melhor para escorregar e como fazer(sempre deitado com as costas na pedra). Não esqueça de dar a gorjeta merecida para eles... Logo no estacionamento tem uma igreja que foi feita em cima de uma Pedra. Bem bacana. No poço do Tarzan que fica logo em cima da Cachoeira do Tobogã tem uma pedra de 12 metros para pular, mas não tive coragem. Tem um restaurante lá dentro também. Então como dito da para ficar se divertindo até um dia inteiro lá. Então de lá partimos para o Supermercado Carlão para compra lanche para viagem de escuna(melhor coisa que fizemos), pois ainda estávamos em dúvida se iríamos almoçar no barco ou não. Compramos um pão recheado que tinha acabado de sair do forno, sabor pizza, que coisa boa, deu 10 reais dois pedaços. Levamos suco de caixinha gelado e aguá congelada. Quando fechamos o passeio de Escuna a pessoa informou que não poderia levar bolsa térmica, mas pode sim, muitos levaram. Me arrependi de não ter levado. Então fica a dica, leve algumas bebidas, biscoito, Sanduíche. As coisas são muito caras lá dentro, principalmente se você curte cerveja, a lata é 8 reais e heineken 10. Então como disse Anteriormente, fechamos o Passeio para embarcação Ilha Rasa, chegando lá perguntei onde ficava a pessoa apontou e disse "É ali, mas hoje não está funcionando", e realmente não estava, fui perguntando até que uma pessoa me disse "Pessoal da ilha rasa hoje vai embarca nessa aqui". Como os caras vendem uma passei em uma Escuna e não comunica nada que mudou para outra? Não tinha ninguém da Agência lá. Ou seja, total falta de profissionalismo, e olha que eles tinham até meu telefone. Então não recomendo essa Agência. Vendem 'Gato por Lebre". Pois bem, acabamos embarcando na Escuna Caminante, embarcação com dois andares também só que mais antiga. Logo uns 10 minutos uma moça se apresentou querendo tirar foto para fazer chaveiro, já descartei. Depois uma outra moça até simpática oferecendo para tirar fotos sem compromisso, deixamos ela tirar durante a viajem. Logo após parti para visitar os lugares eles praticamente empurram o almoço, quando vi o cardápio preços mais caros que informando na agência. Um prato simples de strogonoff com batata palha ainda, 40 reais, de peixes acima de 50. Já neguei, a moça até insistiu. e afirmei de novo que não queria. Melhor coisa foi ter comprado aquele pão fresquinho com recheio de sabor de pizza no Carlão... Primeira Parada: Depois 40 minutos depois da partida chegamos a Praia Vermelha. Pra mim uma Praia normal, não tem muito de diferente. Segunda Parada: Depois chegamos a Ilha comprida. Agora sim o passeio começou a valer a pena. Que lugar lindo, a ilha é particular. Novamente o peixinho colorido "Sargentinho", O pessoal joga arroz para eles aparecem mais, então se possível leve também, ou um pedaço de bolo, pão... Terceira Parada: Ilha a que chamam De Lagoa Azul. Muito bonita também, água clara igual da ilha comprida. Essa parada é para o almoço, então eu pedi um refri(que estava com uma sujeira estranha) com 2 copos e comemos com o pão recheado e logo depois fomos mergulhar um pouco, quem almoçou não deu nem para aproveitar pois ficaram 30 minutos só, poucas pessoas desceram.... Quarta e última Parada: Praia da Lula, praia muito bonita, aguá limpa também. Mas só a faixa de areia é pública o resto é particular... E voltando para o Cais Serviram melancia quente kkkkkk E olha que nos falaram que eram 2 tipos de frutas. Ah teve o Café frio tb... Logo depois a conta 5 reais do refri, 0,50 centavos dos 10%, mais 2 Couvert artístico 9 reais cada. Vai um cara cantando na frente que por sinal canta mal Demais... E ainda ficou 1 parada completa sem cantar nada. Lógico que não paguei. Logo depois a moça das fotos veio mostrar as fotos, até que ficaram algumas boas só tinha 14 fotos e ela ia adicionar outras de paisagem formando 30 no total e o valor era 40 reais, sem condições. E "olha" que ela só tirou fotos nas duas primeiras paradas. Não aceitei também . Mas por fim o passeio valeu a pena, lugares muito bonitos, realmente é obrigatório o passeio de Escuna, só aconselho a pesquisar algum lugar melhor pra fazer. Dai voltamos para a pousada tomamos um banho, descansamos um pouco e fomos ao centro para conhecer as lojas e jantar. Recomendo ir no centro a noite é bem bonito. Jantamos na rua principal sem ser das casas históricas, comi um PF de 28 e a Patroa peixe com molho de camarão foi 38, refri 2 litros 12(a lata era 6 cada, então...) Ambiente bacana com ar condicionado e comida gostosa. Valeu a pena. Quinta Feira Dia de ir embora, fiquei realmente triste gostaria de ter ficado mais 3 dias se tivesse tempo... Dormimos até mais tarde para descansar para a viagem. Saímos da Pousada as 10 e o Destino antes de ir embora mudou, então fomos para a praia de São Gonçalo.... Já que era caminho e duas pessoas indicaram pra gente. Fomos conferir, tem estacionamento na beira da estrada, não sei os valores. Mas um um pouco a frente tem uma rua transversal, e lá que deixei o carro. Perguntei a um funcionário do estacionamento onde era a entrada e ele deixou passarmos dentro do estacionamento que é privado. Antes da praia tem um canal que da para atravessar, mas de manhã a aguá bate na cintura, ou paga 1 real para um barquinho atravessar, lógico que paguei 1 real kkkk. Um jipe tentou passar e ficou agarrado cheio de turista, que mole que o cara deu... Logo quando atravessa, já tem o pessoal oferecendo barco para levar para a ilha do Pelado(já tinha pesquisado e falavam bem), mas como íamos ficar pouco tempo ficamos na dúvida, mas decidimos ir. Valor é 20 reais por pessoa para levar e pegar. Chegando na ilha ela tem uma pequena faixa de areia e dois restaurante, ficamos no da Dona Beth, comemos um pastel e um refri, muito bom, só não é muito recheado, custou 12 o de carne, camarão não lembro e o refri 8(caro demais). E Assim encerrou a nossa viagem, lugar lindo Paraty. Recomendo 1 semana, mas 4 dias deu para curti também.
  29. 1 ponto
    Trekking 8 dias Vale do Patí e Vale do Capão - CHAPADA DIAMANTINA - AGOSTO 2016 VÍDEO DO TREKKING COMPLETO: ( CLIQUEM EM HD ) Informações úteis sobre gastos, e sobre economizar no seu trekking ( coisa q eu não consegui fazer por falta de informação ) Período da viagem toda 01/08/16 á 15/08/16 Período do Trekking 06/08/16 á 13/08/16 Saída de: São Paulo/SP á Salvador/BA Gasto total da viagem: R$ 2.800,00 Gasto total somente do Trekking: R$1.600,00 ( Gasto do guia, com alimentação inclusa os 8 dias e hospedagem ) Roteiro da viagem: Saída de: São Paulo x Salvador ( vôo de 2 horas ) Salvador x Lençóis ( ônibus 7 horas ) Estadia em Lençóis de 02/08 á 05/08 ( para pesquisa de guias e agencias ) Trekking de 06/08 á 13/08 saindo de Lençóis para Guiné e iniciando o trekking por lá. Final do trekking no vale do Capão dia 13/08 Dia 14/08 sai do Capão destino Palmeiras para pegar o ônibus para Salvador Dia 15/08 vôo Salvador x São Paulo Roteiro do trekking: Dia 1 - saindo de Guiné até a Igrejinha ( Vale do Patí ) Dia 2 - saindo da Igrejinha para Morro do Castelo ( Vale do Patí ) Dia 3 - saindo da Igrejinha para Cachoeirão ( Vale do Patí ) Dia 4 - saindo da Igrejinho para Vale do Capão ( seguindo pelo Gerais do Vieira ) Dia 5 - saindo do Vale do Capão para Cachoeira da Fumaça Dia 6 - saindo da toca do macaco e seguindo para cachoeira do Palmital e finaliza em Lençóis Dia 7 - saindo de Lençóis para a caverna do Lapão ( travessia de 1km no subterrâneo ) Dia 8 - saindo do Vale do Capão para subir o Morrão, finaliza no Vale do Capão. Valores separados: Passagens aéreas : R$ 410,00 ( ida e volta ) pela GOL Ônibus de Salvador x Lençóis: R$ 75,00 Van do vale do Capão para Palmeiras: 15,00 Hospedagem em Lençóis: 35,00 diária ( 4 diárias ) Hospedagem no Capão: 25,00 diária ( 2 diárias ) Alimentação fóra do trekking: 235,00 Passeio de 1 dia: 200,00 ( fóra do trekking, passeio contratado em Lençóis com agencia para Grutas, pratinha e Pai Inacio ) Trekking de 8 dias : R$ 1.600,00 ( valor do guia, incluso alimentação e hospedagem nos 8 dias ) RELATOS: Iae galera, vamos lá. Antes de fazer essa viagem, pesquisei aqui no mochileiros.com e em outros sites, buscando informações uteis de como fazer um trekking econômico e sem gastar muito ( não consegui fazer isso, pois as informações sempre eram antigas de pelo menos 2 anos anteriores, ou seja, os valores mudam, tudo sobe de valor. Ou em alguns relatos as informações sobre valores são limitadas, dificilmente encontramos relatos que falam valores totais e separados, coisa q realmente é muito útil para quem quer fazer a mesma trip e não tem noção de quanto irá gastar ). Então, por falta desses valores totais, resolvi juntar uma grana e ir na cara e na coragem e pesquisar lá. A cidade principal de entrada na Chapada é Lençóis ( cometi um grave erro em iniciar tudo por lá, pois em Lençóis tudo é focado no turismo "gringo" e tudo é muito caro, desde agencias de turismo á guias avulsos). Cheguei dia 02/08 e fiz 4 dias de pesquisas em Lençóis, indo em agencias, indo na associação de guias da cidade e até encontrar um guia avulso que não faz parte nem de agencia e nem da associação ( Zé de Maninha, um nativo de 40 anos e já é guia a pelo menos uns 20 anos ), dei sorte de encontrar um grupo de franceses que tbm queriam economizar e fechamos com esse guia. Inicialmente o grupo era de 6 pessoas, e de 250,00 conseguimos negociar para 200,00 a diária por pessoa ( se vc esta achando caro, faça o trekking de 8 dias e depois vc verá que valerá a pena ter gasto isso, pois vc não se preocupará com nada, o guia fará todas as alimentações para o grupo e as hospedagens nas casas de nativos já estão inclusas ). Chegamos ao valor de 200,00 por pessoa a muito custo, pois o valor normal cobrado nas agencias em Lençóis é de 350,00 por pessoa a diária... e na associação o valor chega á 300,00 a diária por pessoa ... já no nosso caso, como era guia avulso conseguimos negociar após um dia inteiro de conversa, pois devido ao grupo ter 6 pessoas o guia resolveu sair do valor inicial de 250,00 por pessoa para 200,00 por pessoa ( dessa forma ficou agradável para todos, e com a ressalva de que não poderíamos falar sobre isso com ninguém rsrsrsrsrs, pois todos os guias tem uma tabela fixa a seguir ) Ou seja, entendendo os valores: Agencias 350,00 a diária por pessoa / Associação 300,00 a diária por pessoa / Guia avulso nativo 250,00 a diária por pessoa ( choramos muito e fechamos a 200,00 pq o grupo era grande ) . Por que optei por guia? Porque me senti mais seguro, afinal eu não conhecia nada na chapada e há muitos relatos de pessoas que fazem as trilhas sem guia e se perdem e passam por muitos problemas. Há um desaparecido desde dezembro 2015, um gringo espanhol q fez o trekking vale do pati sozinho, ainda está desaparecido, com cartazes com a foto dele colados em postes nas cidadezinhas das redondezas. Durante o trekking encontrei poucos aventureiros solitários fazendo as trilhas sozinhos, alguns já conheciam bem o local, pois já era a segunda ou terceira vez que faziam... ja outro que encontrei sozinho, era sua primeira vez lá, estava sozinho com o auxilio de um aplicativo de trilhas, porém ele já é bem experiente em trilhas, estava bem equipado, com vestimentas corretas, nesse caso ele estava seguro de sí. No meu caso, eu não estava seguro de mim rsrsrs para arriscar fazer um trekking de 8 dias sozinho em trilhas q não conhecia ( apesar de estar bem equipado e com vestimentas corretas ) Sobre guias: Dependendo do seu bolso, vc pode optar em fechar direto com uma agência, valores mais caros, porém vc não terá trabalho para ficar pexinxando valores ou caçando guias mais baratos. Ou pode ir direto na associação em Lençóis que tbm tem seu preço fixo. Porém, se vc não esta com tanta grana assim, o ideal é sair pesquisando, existe muitos guias avulsos pela cidade, oferecendo passeios curtos, basta perguntar se fazem o trekking do vale do pati e do vale do capão, lembrando que, quanto maior for grupo mais fácil de negociar os valores. O guia avulso mais barato que encontrei foi de 140,00 a diária por pessoa, mas não senti confiança, pois o mesmo estava com um bafo de cachaça terrível rsrsrsrsr ... após 4 dias de pesquisas, encontrei o guia Zé de Maninha que já estava com um grupo de franceses e inicialmente eramos em 6 pessoas e negociamos um bom valor por pessoa. fechamos com ele. Existe muitos guias avulsos em Lençóis, muito cuidado, alguns são novatos e não tem nem noção de nada, estão alí somente pela grana, afinal 250,00 por pessoa a diária é uma baita grana. Cuidado!!! Abaixo vou indicar uma excelente guia. Sobre em qual cidade é melhor para iniciar seu trekking: A cidade maior e principal entrada na chapada é Lençóis ( mas não recomendo pois é muito cara ), Lençóis é bem estruturada com uma pequena rodoviária, no centrinho tem 2 mercadinhos, 2 farmácias, 1 agencia do banco do Brasil e 1 Lotérica e muitos restaurantes, 1 loja grande de roupas de trekking e vários utensílios, 1 agencia dos correios, 1 batalhão da PM, muitas agências de turismo e varios hostels e pousadas de valores q variam de 40,00 a diária há 400,00, além de ter super-megas hotéis de luxo de alto padrão. O que mais complica nessa cidade é o valor fixo tabelado dos guias para fazer trekking . Existem outras cidadezinhas menores, mais baratas, porém, menos estruturadas, que tbm fazem parte da chapada e são focadas no turismo, como: Andaraí, Guiné, Mucugê, Igatú e Vila do Capão ( todas elas tem agencias de turismo, hostels, pousadinhas, guias avulsos ) ... de todas essas conheci apenas a vila do Capão que faz parte do vale do Capão, é uma pequena vila, não existe bancos, apenas 1 mercadinho, varias pousadas e hostels e campings. Tem algumas pequenas agencias de turismo lá com valores fixos de diárias para trekking á 250,00 por pessoa , porém há guias avulsos tbm que de primeira lhe oferecem o mesmo valor de diária para trekking, porém se vc estiver com um um grupo razoável, esse valor pode cair bem... uma vez já estando na vila do Capão fica muito mais fácil de se iniciar a trilha para o vale do Patí por lá, sem a necessidade do guia ter q alugar um carro... o custo de um aluguel de um carro para fazer transporte até o inicio de alguma trilha sai muito caro. Por isso aconselho quem quiser economizar em guia, melhor é ir direto para a vila do capão e já vá com dinheiro sacado, pois lá não existe nenhum tipo de caixa eletrônico. Como chegar na vila do Capão indo direto de Salvador? Pegando o ônibus na rodoviária de Salvador com destino a Lençóis, na hora da compra da passagem, ao invés de vc informar q irá descer em Lençóis, vc avisa que vai descer uma cidade depois q é a cidade de Palmeiras, terá um acréscimo de uns 10,00 na passagem por isso... Descendo em Palmeiras já terá carros ou Van q vão para a vila do Capão á espera dos passageiros do ônibus, eles já abordam os turistas informando que tem carro ou van para o Capão, o valor é fixo e custa 15,00 por pessoa, e pronto, basta pegar esse carro ou van e descer no Capão. Lá é só procurar hostel ou camping que vc encontrará com facilidade. Tenho boas indicações do Capão: Hostel do Marivaldo ou Mariva ( Hostel trekking Bahia ) valores de diária a 30,00 por pessoa ... ou a pousada Sempre Viva com quartinhos separados com banheiro individuais, custo de 35,00 por pessoa e no mesmo lugar tem camping que custa 15,00 por pessoa. No Capão indico a guia Luana 75 992897498 Instagram @luanaharf e site: https://www.luartrekkingchapada.com/ ... excelente guia, conhece todas as trilhas do vale do patí e do vale do capão, seu valor médio é 250,00 a diária por pessoa, mas caso esteja com grupo grande pode ser negociável. vale muito a pena, pessoa de energia muito boa, 100% conectada com a natureza, centrada, educada e muito bem informada. Sobre o aplicativo de trilhas: existem vários aplicativos de trilhas, algumas pessoas já fazem uso, mas existe um pequeno problema nisso: o parque nacional da chapada diamantina é uma reserva florestal, e de tempos em tempos, algumas trilhas são fechadas para que possam se reestruturar de forma natural, pois devido ao grande fluxo de trilheiros, vegetações vão sendo degradadas e é preciso reestruturar isso. E com o aplicativo as vezes lhe mostrará uma trilha e na hora vc irá perceber que a trilha não existe mais, pelo simples fato dela estar em processo de reestruturação, a vegetação cresceu e cobriu a trilha. Nesse caso é muito fácil se perder. O próprio cara q estava sozinho com aplicativo, havia se perdido numas trilhas da cachoeira da fumaça por baixo, devido a vegetação já ter coberto toda a trilha. Sem contar q após o grande incêndio que teve na chapada no ano de 2015, muitas trilhas foram perdidas e muitas áreas estão em processo de reestruturação ambiental, com restrições de acesso. Nesse caso, melhor mesmo é fechar o trekking com um guia experiente, pois o mesmo tem o conhecimento e sabe por onde ir sem afetar as áreas protegidas. E com guia tudo é muito mais seguro. Sobre o cuidado com a natureza: existe aquela velha frase "leve seu lixo de volta com vc" , e essa frase é levada ao pé da letra mesmo pelos frequentadores da chapada diamantina, os próprios guias tem total conscientização disso e sempre alertam para não deixarmos nada durante o caminho, caso durante a trilha for encontrado algum lixo ou objeto o próprio guia recolhe para jogar no lixo na próxima cidade ( aliás, lixo quase não se vê nas trilhas da chapada, todos estão de parabéns pela conscientização e que continuem preservando aquele paraíso ) Sobre fazer suas necessidades "xixi e coco": Assunto muito importante a ser tratado, durante as trilhas é inevitável não fazer "xixi ou coco" afinal, as vezes, dependendo da urgência, não conseguimos segurar. Então a melhor dica é fazer fóra das trilhas, numa moita qualquer, para não ter cheiros desagradáveis... já o seu "coco" é aconselhável cavar um pequeno buraco na terra fóra da trilha e depositar lá suas fezes junto com o papel higiênico, após o término, cubra com a terra. O papel higiênico se degrada muito rápido e não afetará gravemente a natureza. Sobre o grande incêndio que devastou boa parte da chapada em 2015: Segundo informações dos guias, o motivo do grande incêndio foi de uma turista carioca que fez "coco" e ao invés de enterrar o papel higiênico junto com as suas fezes, ela decidiu queimar o papel, com isso o fogo pegou na baixa vegetação seca da região e com a ajuda do vento se espalhou por boa parte da chapada e durou cerca de 32 dias de devastação. varias espécies animais morreram, a degradação ambiental ainda é visível nas áreas afetadas. E durante muito meses a população local ficou sem seu ganha pão, q é focado no turismo. Então é realmente importante não fazer nenhum tipo de fogo, nem fogueiras, sem jogar bitucas de cigarro, nem ter a brilhante ideia de colocar fogo em papel higiênico usado. ( VAMOS TER CONSCIÊNCIA ) Vale a pena fazer o trekking Vale do Patí? Com certeza! rsrsr... se vc for uma pessoa que gosta da natureza, curte essa conexão, gosta de admirar paisagens, montanhas, vales, cachoeiras, bixos e aprecia o silencio e paz da natureza, então o trekking do Vale do Patí é ideal pra vc. Sempre houvi falar que o Vale do Patí era a trilha mais bonita do Brasil, e realmente é. Vale muito apena para quem curte trekking. Mas se vc não é adepto a longas caminhadas, oriento a não fazer, pq vale do Pati exige um bom esforço físico. O que levar num trekking desse e como se preparar? Foram 8 dia de trekking, caminhando durante 7h ou 8h por dia com a mochila cargueira contendo 10kg nas costas e a noite apenas descanso ( dormir ) para o dia seguinte fazer tudo dinovo. Então leve apenas o necessário levar... esqueça shampoos e condicionadores, perfumes e coisas q não serão uteis. Sobre se preparar fisicamente para um trekking longo desses, é fundamental. Eu já estou acostumado a trilhas e longas caminhadas, mas nunca havia feito um trekking de 8 dias seguidos, eu sofrí um pouquinho rsrsrs. Mas mesmo com todo o cansaço, joelho doendo e pés; Viver tudo aquilo valeu muito a pena. Conexão com a natureza, respeito mútuo, e as experiencias trocadas com outros pessoas. Não tem preço! O que levei foi: 1 mochila cargueira de 60 litros da Quechua 1 mochila de ataque de 8 litros da Quechua 1 peça de roupa para fazer as trilhas durante o dia ( a mesma para todos os dias, só q todo final de tarde, eu lavava essa roupa e de manhã já estava seca, tecido correto para caminhada e trilha, secagem rápida e absorvição de suor ) 1 peça de roupa para dormir ( calça leg específica dry-fit, bermuda dágua, camiseta manga longa dry-fit, e uma camiseta manga curta dry-fit .. esse tipo de tecido é muito bom pois mantém a temperatura do corpo, absorve suor e vc não sente frio, para a chapada q no mês de agosto chega a registrar 12º a noite dentro do vale do patí , passei muito bem somente com essas roupas... peças leves e que não fazem volumes e de secagem rápida ) 1 bota para trilha 1 chinelo havaianas para tomar banho ou descançar os pés a noite 1 bolsinha necessaire, pequena, apenas pra guardar pasta de dente, escova de dente,sabonete, remédios, desodorante e pomadas 1 capada de chuva fina, e leve 3 pares de meia dry-fit 4 cuecas dry-fit 1 oculos de sol 1 bastão para trilha ( isso foi fundamental para mim, algumas pessoas não usam ) 1 garrafa de alumínio 1 litro de água Comprimidos de purificação de água Clorin 1 1 toalha de banho 1 protetor solar 1 repelente 1 lanterna pequena de led com pilhas extras ( recomendo aquelas para fixar na cabeça, assim vc fica com as mãos livres ) Outros itens somente no meu caso ( câmera fotográfica e GoPro com baterias extras ) e ( 500g de frutas secas, desidratadas e castanhas, para aquele lanchinho fóra de hora ) Acredite, somente esses itens lotou minha mochila e chegou a 10kg... e 10kg em 8 horas de caminhada diárias, vc sentirá com certeza rsrsrs Por que é importante a vestimenta correta? Existe roupas e tecidos específicos para cada atividade física. Algumas pessoas podem achar frescura ter que comprar alguma peça de roupa especifica para trekking. Eu não achei frescura, para mim foi muito útil. Mêses antes, fui comprando aos poucos essas peças de roupas, claro que pesquisando antes, lendo em fóruns na internet e até mesmo na própria loja. Aqui em São Paulo tem a loja Decathlon, especializada em todo tipo de esportes, inclusive trekking... lá comprei quase tudo que levei: Mochila cargueira Quechua 60litros, muito boa com suporte para as costas e lombar, não senti nenhum incomodo nas costas durante todo o trekking. Roupas dry-fit para caminhada e trilhas, calça balyhoo ( aquela que tem zipper na altura do joelho e vira bermuda, muito boa, tecido de secagem rápida ) Investi bem em tecido dry-fit, por absorver o suor e mantém a temperatura do corpo, seja no calor ou no frio razoável, peguei noite de 12º no vale do pati e não passei frio, não levei nenhum agasalho pesado, somente a calça leg adidas dry-fit para caminhada e corrida, a camiseta manga longa adidas dry-fit para caminhada e corrida, e uma camiseta manga curta tbm dry-fit da adidas ( todas para o calor e para usar no sol, com proteção UV50, devido as longas caminhadas no sol e a absorvição de suor, mesmo sendo para calor, elas protegeram bem no friozinho da noite. Caso vc for fazer algum trekking para regiões muito frias, existe outros tipos de roupas dry-fit específicas para o frio) ... Claro q essa loja é muito cara, mas vale a pena o investimento, afinal o que vale é o conforto e leveza na hora de carregar tudo dentro da mochila. E algumas dessas peças dry-fit estou fazendo uso na academia, ou seja, acabei não só comprando peças de roupa para uso somente do trekking, esta servindo para meus treinos diários de musculação e croosfit. Mas se vc é daqueles trilheiros que não se importam com essas "frescuras", somente aconselho a não ir de calça jeans, nem de bermuda jeans e nem de tênis que não seja apropriado para longas caminhadas... recomendo uma boa e velha bota de trilha, pois depois de tando andar, a bota correta segura bem e amortece corretamente o peso do seu corpo e da mochila. Curiosidades da Chapada: Dependendo do mês que vc for a chapada, vc se sentira em outro país, pois o numero de turistas gringos é surpreendente. No mês de agosto, ví muito franceses por lá, vários grupos, tinha até guia francês ... além dos franceses, tinha muitos holandeses, alemãs, belgas, Britânicos, Espanhóis, Irlandeses, Árabes.. ou seja, é um prato cheio para fazer novas amizades e conhecer um pouco da cultura de outros países. Na primeira noite do trekking, fizemos uma fogueira no local correto orientado pelos guias, e em volta da fogueira juntaram-se todos os grupos, umas 30 pessoas +ou- ... sendo que desses 30 turistas apenas Eu e meu amigo eram brasileiros rsrsrsrs Outra curiosidade é sobre Ufologia. Existe muitos relatos de avistamentos de Ovinis na chapada e região. Mucugê é a cidade onde mais há avistamos. O Morrão é um ponto forte de avistamentos no vale do Capão. Existe muitas expedições de ufólogos do mundo inteiro para essa região, devido ao grande numeros de relatos. Infelizmente eu não ví nada rsrsrs... ( Há quem acredite e há quem não acredite... mas se existe E.T ou não, somente o mistério que ronda a chapada já vale a pena ). Sem contar no céu mega-estrelado nas noites sem nuvens do vale do Patí... vc vê claramente a via láctea inteira... é fantástico... quem gosta de ver estrelas e planetas, pode baixar o aplicativo Carta Celetes e viajar apontando o celular na direção do céu, o aplicativo mostra cada estrela com seu nome e cada planeta, vale a pena! É isso galera, espero ter ajudado alguém com essas informações. Qualquer duvida é só perguntar que na medida do possível vou respondendo!!!
  30. 1 ponto
    Olá pessoal! Conheci o site mochileiros em uma pesquisa para um mochilão que fiz em janeiro agora. Porém antigamente não saia de cima da bike fazendo curtas viagens de fim de semana nos entornos de São Paulo, quando em 2003 sai de férias e pude colocar em prática uma idéia que a muito vinha me cutucando. Decidi que iria de bike até a casa de uma tia no interior do Rio de Janeiro. Assim sendo, comecei os preparativos, que nem foram tantos assim. Comprei um bagageiro comum desses de R$10, e fiz umas adaptações na minha bike para que ele ficasse bem fixado e suportasse o peso da bagagem. Nada que umas 2 ou três entortadas com alicate e novos parafusos resolvessem. Para prender bem a barraca e o saco de dormir nas laterais desse bagageiro, fiz uma espécie de rede com abraçadeiras plásticas, que impediam que a roda pegasse nesses equipamentos. Adaptação feita era só esperar pelas férias na semana seguinte! Não tinha planejado onde ficaria, mas a idéia era rodar 100km por dia para gastar no máximo 6 dias de estrada. Assim sendo, no Domingo por volta das 7:00 sai da zona leste de São Paulo com destino a Ribeirão Pires, onde peguuei a Rodovia Indio Tibiriçá até Suzano, seguindo até Mogi e depois pela Mogi-Bertioga. Como nunca tinha passado pela Mogi-Bertioga a expectativa era grande para a chegada da serra até porque a bicicleta estava bem pesada e os freios a cantilever preocupavam. Mas tudo correu bem e por volta das 13:00 com 125km rodados alcançava a praia de Boiçucanga em Bertioga e decidi acampar ali. Negociando com o dono do camping, por R$5,00 teria direito ao local para a barraca e um chuveirão frio! Ótimo esse era o intuito da viagem! Um banho de mar para relaxar um pouco e depois de comer um PF, fui descansar na barraca. Mais a noite fiz um miojo com o fogareiro que tinha levado e fui dormir cedo, pois a idéia era sair as 6:00 no dia seguinte. Acampamento levantado as 7:00 seguia viagem agora com destino a Ilha Bela. Esse foi o trecho mais curto da viagem com menos de 80km, onde tive e fiz companhia a uma ciclista muito inusitada. Na subida da serra de Maresias encontrei com a Aurora, na época com 59 anos e que tinha saido de Tramandaí-RS e tinha como destino final Fortaleza-CEhttp://www.anoves.flogbrasil.terra.com.br/sobre.html Conversamos bastante e andamos um bom pedaço juntos e depois de Maresias, trocamos contatos e eu segui pois ela pararia ali por mais tempo. Chegando um pouco antes do almoço a Ilha, procurei um camping e novamente montei a barraca. Uma volta por alguns lugares próximos e descanso de novo e dormir cedo para seguir viagem no dia seguinte. O próximo dia se revelaria o mais longo de todos. A idéia era dormir em Ubatuba, mas as hospedagens estavam muito caras e decidi ir seguindo. Almocei em um bar na beira da estrada e continuei viagem, pois me informaram que na divisa bem mais afastado do centro as coisas eram mais baratas. E assim foi. Parei na praia de Cambury das Pedras, última praia em território Paulista e lá consegui um camping rustico e baratinho. Porém como havia chegado tarde fui logo tomar um banho e descansar... acordei mais tarde na escuridão total e mandei um miojão pra dentro e fiquei conversando com um motoqueiro que iria embora no dia seguinte. Aliás para um cicloturista conversa não falta. Basta parar para pedir um copo d'água que a conversa logo se inicia: Ta indo pra onde?? Vem de onde??? É promessa??? rsrsrsrs Assim feito iniciei o quarto dia da viagem, passando por Paraty e seguindo com destino a Angra dos Reis. O local de parada mais uma vez não me agradou, então almocei e decidi pedalar ate mais tarde de novo. Esse dia não foi o maior em kilometragem, mas foi sem dúvida o mais puxado. Depois de passar pelas Usinas Nucleares, tomei rumo Oeste na RJ-155 deixando para trás a Rio-Santos e seguindo sentido Lídice. Pelo mapa seriam mais 35km, porém isso era uma serra de mais ou menos 25km. Era possível ver os caminhões que passavam por mim buzinando, depois de 15 ou 20 minutos menores que uma formiga no alto da serra... E tome carboidrato em gel. Nesse ponto vi a desvantagem que foi não ter alforje na frente pois a bicicleta empinava muito. Depois de uns 15km subindo em asfalto, outra surpresa... Paralelepipedo úmido! Seguindo com calma por conta do peso da bike e depois de atravessar 2 túneis escavados em rocha e sem iluminação acabava a serra e com mais uns 5km alcançava o povoado de Lidice... Pensei comigo, e agora, onde tem camping?? e perguntando para um e outro, consegui achar uma senhora que alugava quartos, como pousadas por R$10! Com chuveiro quente!!! Dormi muito bem e descansei para o próximo dia. Começo do quinto dia e fazia muito frio em Lidice, mas me garantiram que logo ia esquentar... ia nada, tive que pegar a blusa, pois estava congelando, apesar do sol que fazia. Segui rumo na estrada sentido Rio Claro e depois para Piraí, onde cruzei com o través da via Dutra (para quem vai de SP para RJ esse ponto está antes da serra das Araras) e segui as indicações do mapa que indicava estrada de terra dali até Paulo de Frontin. E nada de achar as estradas de terra, e depois de conversar com algumas pessoas descobri que todo o caminho estaria asfaltado. Ótimo, ganharia tempo e talvez conseguisse chegar em Miguel Pererira ainda nesse dia. Isso deu um fôlego extra e por volta de 12:00 já estava em Mendes onde almocei e fiz as contas: mais 40km e chegaria a MP. Não sei o que foi mas a adrenalina começou a agir e pedalei como um ciclista em fuga no Tour de France e mesmo com todo o peso por volta das 15:00 chegava ao meu destino com pouco mais de 580km rodados desde SP. Uma viagem que ficou na história para mim, pelo pioneirismo e carência de informações e também pela aventura que me representou. As paisagens foram as mais bonitas que já havia experimentado e a tranquilidade e liberdade são indescritiveis. Nada como vc ver uma quedinha d'agua na beira da estrada e parar para lavar o rosto e descansar.. Depois vou postar umas fotos aqui do trecho! Abraços Cicloturistas!
  31. 1 ponto
    Estranhaaaa, acabei de ler o relato! Como sempre sua organização me surpreende demais!!! Obrigada mais um milhão de vezes por dividir essa jornada tão linda comigo! Vc superou todas as minhas expectativas é um presente do Chile que levarei para a vida toda!!! Que o universo e todas as coisas possíveis conspirem para uma nova aventura das "mochileiras styles"!
  32. 1 ponto
    Dia 18 - Vinícola, parques e shoppings No final de semana, Santiago foi vítima de uma chuva absurda que paralisou a cidade no domingo e muitos lugares tiveram corte de água. Eu tinha reservado o tour pela Vinícola Cousiño Macul na segunda às 10h, que é uma das mais tradicionais e bem menos comercial que Concha Y Toro. No dia anterior (domingo) mandei email para me confirmarem se haveria o tour e não fui respondida. Logo, apesar de ter dormido pouco, acordei cedo e fui lá. Desci na estação Quillin do metrô e peguei um táxi (2000clp) que me deixou na porta. Um funcionário apareceu e me disse que não teria tour porque não tinha fornecimento de água. Achei um desrespeito muito grande, principalmente por não terem me respondido o email. Peguei o ônibus na frente da vinícola e o ponto final dele é no estacionamento do shopping Quillin. Dei uma voltinha ali e resolvi voltar para o hostel, para pesquisar o que já estaria aberto na cidade e o que eu faria, visto que ainda estava chovendo. Cheguei no hostel e me dei conta de que toda a chuva do domingo fecharia a estrada para Embalse el Yeso (joguem no Google e contemplem a maravilha que é esse lugar). Eu já tinha fechado o passeio para o dia seguinte (terça) com a Ticket Tour e mandei whatsapp para o Leandro, que primeiro disse que teria o tour, depois disse que as estradas estavam fechadas e não teria como fazê-lo, infelizmente e propôs que eu mudasse para o Valle Nevado, porque com toda essa chuva em Santiago, a Cordilheira tinha enchido de neve. Não tinha muita alternativa e já que tinha pago o Embalse (35000CLP), troquei o passeio e eles devolveram 15000clp da diferença. Fica aqui a dica: se você pretende ir até Embalse, não crie muitas expectativas. O passeio não acontece no inverno e as estradas não são pavimentadas, o que favorece o fechamento sempre que as condições não forem favoráveis. Uma pena, porque era um lugar que eu queria (QUERO) muito conhecer! Bom, pesquisei o que já estava aberto e o que não, e decidi continuar com o roteiro que eu tinha planejado para esse dia. Peguei o metrô e desci na estação Manquehue para conhecer o Parque Araucano. Gente, até sem sol o lugar é lindo! Eu amo parques e me apaixonei muito por esse. Ele fica super perto do Shopping Arauco, um dos mais chiques da cidade (me senti pobre no meio de tanta grife), então fui andando até lá e almocei no Taco Bell (menos de 3500CLP). Saí do shopping e fui caminhando pela Alonso de Cordova, no bairro Vitacura até chegar no Parque Bicentenário. Esse é um bairro mais rico, então as calçadas eram largas, muitas árvores com coloração de outono e lindas casas e prédios. O parque também era muito bem cuidado e achei curioso que tinha guarda-sol no gramado. Todos estavam fechados, mas imaginei que legal deve ser num dia de calor ir até o parque, abrir o guarda-sol e sentar ali embaixo para aproveitar. De lá, mais uma caminhada até o shopping Costanera. Essa região de Providencia foi a mais atingida pela chuva do domingo porque o rio Mapocho encheu, então a praça de alimentação do shopping estava fechada, bem como o mirante Sky Costanera (entrada a 5000CLP), pois a chuva atingiu os elevadores e eles estavam em manutenção. Nas ruas próximas ao shopping, a lama tomava conta de tudo e funcionários da prefeitura trabalhavam para limpar o caos. Segundo programa do dia falhou (vinícola e Sky Costanera), mas os parques e essa região da cidade me conquistaram. Achei tudo lindo e gostaria de ter voltado com mais calma. Fui andando até o hostel pela Andres Bello (uns 4km) e passei, sem querer, no Parque das Esculturas. Como era final de tarde, foi gostoso ver aquele povo saudável andando de bicicleta, correndo e ainda me deparar com arte! Ainda na volta, entrei no Centro Artesanal Santa Lucia, comprei uns lenços de pescoço para dar de presente (2000CLP cada) e um globo de neve de Santiago (6990CLP) de recordação para mim. Ajudei a Alessandra a arrumar a mala porque no dia seguinte ela iria embora cedinho e fui dormir cedo, com o corpo dolorido da caminhada longa do dia. Dia 19 - Valle Nevado Meu sonho não era ver neve, mas acordei cedo e às 7h30 a van da TicketTour me pegou no hostel e só deu brasileiros (no total éramos em 12 pessoas). O motorista era um amor de pessoa, um excelente guia e disse que fomos privilegiados com a chuva, porque há 60 anos não tinha neve na cordilheira durante o mês de abril e no dia anterior tinha até nevado enquanto o grupo dele estava lá em cima. Imagina que louco?! Paramos no bairro Las Condes para o aluguel de roupas. O traje completo (bota, calça, casaco, óculos e luva) saía por 24000CLP. Achei um abuso o aluguel ser mais caro que o passeio em si (que foi 20000CLP) e aluguei apenas a bota para neve por 5000CLP, até porque ninguém ia esquiar, só brincar na neve, tirar fotos e tal. O vendedor nos informarou que a temperatura do Valle Nevado estava em torno de -2ºC e acredito que ele fez isso para fins de convencimento alheio. Como eu peguei mais frio nos Geisers, não caí nessa e fui com a minha jaqueta mesmo. No final, tava frio, mas tinha sol, então todo mundo passou calor com aquele tanto de roupa alugada. O caminho é lindo além de sinuoso, então fui me empolgando para o passeio. Em determinado momento, tivemos que parar para colocar as correntes nos pneus porque o asfalto estava congelado e ali foi nosso primeiro contato com a neve: tão fofinha, tão branquinha, tão legal! Super entendo agora os turistas que se jogam mesmo no chão, fazem anjinho e toda essa coisa cafona. Só não fiz igual porque não aluguei roupa impermeável! rsrs Fomos direto para o Valle Nevado, sem parar em Farellones, pois tinha pouca neve por lá segundo nosso guia. Valeu a pena ir direto pois fomos os primeiros e pegamos a neve sem nenhuma marquinha, toda para nós. Nenhum teleférico estava funcionando e os hotéis estavam todos fechados, mas nosso guia disse que a procura é muito grande até para o ano seguinte e as diárias custam em torno de US$500, mas o lugar é tão bonito e tão mágico que até eu pagaria isso durante o inverno, para desfrutar pelo menos uma noite ali. Durante o nosso passeio, apenas uma lanchonete/cafeteria estava aberta e fomos avisados que o preço era abusivo, então fiquei com a minha bolacha e chocolate mesmo, nem entrei para ver o que tinha no menu. Na volta, o guia me deixou no Shopping Costanera, porque eu sou brasileira e queria ver se o Sky já tinha aberto. Encontrei um brasileiro trabalhando lá que disse que os técnicos estavam fazendo o reparo e poderia levar mais 2h para abrir, ou talvez não abrisse. Fui "almojantar" na praça de alimentação, demorei um pouco ali e decidi ir embora. Porque duas horas eram muita coisa e nem era certeza se abriria mesmo. Dessa vez, peguei o metrô, porque a caminhada do dia anterior ferrou com o meu joelho (já bixado). Fui comprar mais lembrancinhas no Centro Santa Lucia, voltei para o Hostel e quando estava arrumando minha mochila, vi que o Sky tinha ABERTO! Fiquei puta da vida, mas já era quase 19h e eu chegaria lá já à noite e minha ideia era ver tanto de dia como de noite, pegando o pôr-do-sol. Me contentei com tudo que eu já tinha visto em todos esses dias incríveis, assisti 2 episódios de seriado no meu celular (wifi do che lagarto é ) e fui dormir (sozinha num quarto compartilhado com 8 camas, diga-se de passagem). Dia 20 - Volta para casa Fiz o checkout no hostel, fui até o metrô, desci no Terminal Alameda onde peguei TurBus para o aeroporto e cheguei bem mais cedo do que precisava. Dei tchau para o Chile prometendo que um dia eu volto, com imagens incríveis da Cordilheira na minha janelinha. P.S.: Mesmo que não seja do seu estilo, mesmo que não seja o que você busca, esteja aberto para conhecer pessoas, assim como você viaja para conhecer novos lugares. São oportunidades únicas e pessoas incríveis podem estar bem do seu lado. Minha família me chamou de doida, amigos me olharam torto, mas quer saber? Valeu super a pena! Ale, você é demais, estranha!
  33. 1 ponto
    Bruna, acho que isso é muito pessoal, não que sua duvida não seja validade, é sim e muito. Mas por exemplo, eu escolhi passar minha virada do ano na Isla eu e minha namorada, eu não ligo para festa de final de ano, então quero passar em um lugar diferente, tranquilo, já que o começo de um novo ano, acho um lugar incrivel de estar. Sinceramente, se terá luz ou não, festa ou não, pra mim pouco importa, mais eu quero estar lá, e minha primeira visão ao clarear o dia quero que seja o Titicaca. Agora, pode ser que você curta balada e agitação e fogos e por ai vai, a isla não é o lugar indicado. Se escolher Isla, estaremos por lá. Abraço
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