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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 20-12-2018 em todas áreas

  1. 2 pontos
    A menos a que você fique mendigando na rua um prato de comida e um lugar para dormir, normalmente uma pessoa que vive viajando tem contas bem mais altas do que uma pessoa que fixa residência em algum lugar. Pois pulando de cidade em cidade você terá que ficar em hostel ou depender de caridade alheia, e por mais vagabundo que o hostel seja, dificilmente você acha hostel por menos de R$ 30 o dia, o que dá uns R$ 900 por mês só com hostel. Se for alugar uma kitenete, você encontra locais por menos de R$ 500 na maioria das cidades grandes, meio afastado mas encontra. Mas é tudo contrato de longo prazo, de no mínimo 3 anos, e que você de emprego fixo e estável para conseguir alugar. Na hora de se alimentar, você nunca poderá fazer planejamento de longo prazo, tipo comprando comida para um mês, que sai mais barato, você sempre estará vivendo no curto prazo, de comida pronta ou semi-pronta, que sempre é mais cara... Agora somando uns R$ 900 de hostel, mais uns R$ 300 a 400 de alimentação, já dá uns R$ 1.200 a R$ 1.300 por mês só para você sobreviver, sem o que você gastar com diversão. E você vai conseguir juntar R$ 1.300 todo mês para pagar isto, sem ter experiência e saber fazer nada? Quanto a fazer uma faculdade, a menos que você tenha nascido com algum talento especial, infelizmente a realidade do mundo não é tão bonita como você imagina. Sem uma formação ou sem ter praticado pro anos alguma atividade, ficando pulando de cidade em cidade, muito provavelmente você nunca vai se especializar em nada, e nunca vai aprender a fazer nada direito, e vai chegar aos seus 40 anos sem nunca ter tido um emprego ou sem saber fazer nada... E não pense que estou exagerando, quem aqui não tem um cunhado, primo, irmão, tio, ou outro parente ou conhecido qualquer que sempre vive as custas dos outros, nunca tem emprego fixo, sempre está devendo favor ou vivendo as custas dos outros? As ruas e marquises das grandes cidades estão cheias de gente toda noite, muito deles são pessoas que resolveram largar tudo e se jogar no mundo sem dinheiro, e que geralmente não aguentam as privações que uma vida assim lhe exige, e acabam se entregando as drogas e coisas piores. Uma pessoa tem que ter a cabeça muito forte e no lugar para aguentar uma vida como a que você quer levar, e muitos poucos são dela bem sucedidos, a maior acaba mesmo é na sarjeta. Mas em todo caso, se quiser ir, se jogar no mundo, vá e se jogue, aqui ninguém vai impedir você, só estamos alertando que o mundo não é tão cor-de-rosa como muitos pintam ele, e que se você não tiver uma cabeça muito boa, ou uma boa reserva financeira ou família que fique lhe mandando dinheiro, invariavelmente você acaba numa sarjeta, mendigando um prato de comida ou um lugar para dormir.
  2. 1 ponto
    Achou que não ia achar um relato completinho da Rota das Emoções? Achou errado! Depois de muita pesquisa, poucas informações, consegui juntar um pouco do que aprendi por aqui e fazer o meu roteiro que vou dividir agora com vocês. Dicas gerais: Melhor época: O ideal é no segundo semestre, e até mais ou menos set/out, período em que as lagoas estão mais cheias. Caso você vá em outra época, haverão menos opções de lagoas pra ir, pois não são todas que ficam cheias o ano todo. Depende também da temporada de chuva que teve o ano. Eu fui na segunda semana de julho, e não peguei nada de chuva, nas semanas anteriores ainda tiveram turistas que pegaram chuva. Celular / Internet – Não dependa apenas da Internet e do celular, pois os poucos lugares com sinais são bem instáveis, salve as informações principais sempre off-line, tenha crédito para eventuais ligações. Dinheiro/Cartão – Priorize levar dinheiro, algumas cidades não tem caixa eletrônico, muitos locais não aceitam cartão e eventualmente os que aceitam também apresentam instabilidades no sinal. Roteiro – São inúmeras as opções de roteiros e cidades que vc pode se hospedar e parar pra conhecer no caminho. Tudo deve ser baseado então na sua quantidade de dias disponíveis e locais de maior interesse. Você tb tem as opções do Trekking que atravessa os Lençóis caminhando (nesse caso necessita mais planejamento ou uma liberdade nas datas para ao chegar em alguma das cidades, procurar um grupo com vaga). Reservas Hospedagem/Passeio - Eu apenas reservei a primeira pousada só um 1 dia antes de viajar, não reservei tb nenhum passeio previamente antes da viagem, não que isso seja o mais recomendável, mas no meu caso deu certo. As demais hospedagens e alguns passeios fui fechando durante a viagem conforme eu seguia o meu roteiro, por WhatsApp ou pelo Booking. Segue o meu relato então, de acordo com o meu roteiro escolhido:
  3. 1 ponto
    Eae pessoal, primeiro post no grupo e começando agora a viajar pelo Brasil que morei a vida toda e mal conheço sua historia Estou começando a fazer viagens no final de semana mas apenas em lugares na região de Sp pois trabalho no sábado até 12:00 e segunda preciso estar cedo na cidade pra voltar a rotina. Eu estava procurando cidades pra conhecer e passando em vários sites comecei a ver os relatos das pessoas nesse grupo, e estou precisando de dicas onde eu possa ir acampar e conseguir fazer algumas trilhas, conhecer cachoeiras ou só o contato com a natureza já é o suficiente pra relaxar no final de semana Moro na cidade de americana-Sp, então quanto mais próximo melhor pra viagem não ficar cansativa e eu conseguir aproveitar o máximo da cidade Desde já agradeço pelo grupo que ta me ajudando muito com os planos de viagem !!
  4. 1 ponto
    Olá Mochileiros!!!!! Após alguns meses vou relatar meu mochilão..... Sempre quis viajar sozinha, fazer um mochilão e finalmente tive coragem e dinheiro . Ano novo VIDA NOVA.....conversando com minha amiga Debora s2 pensei Por que não ir!!! Comecei a procurar relatos aqui no mochileiros, e no Google e achei vários relatos maravilhoso, todos detalhados.... Rodrigo Vix melhor relato ever!!! TEMOS UM GRUPO NO WHAT´s (e a maioria virou amigo) que acompanhou meu mochilão ao vivo praticamente, todos os meus perrengues, choros, risadas, fotos, desafios!! não seria ninguém se não fosse o Márcio e o Leo ao me colocarem nesse grupo do zap....... obrigada!!!!! A minha mamis que cuidou do meu pequeno para eu fazer essa loucura!!!! Bom vamos começar.... Viajar sozinha - é difícil, não é fácil mas apenas VÁ!!!!! Você nunca fica sozinho, sempre tem alguém para te fazer companhia, sempre tem um brasileiro (encontrei poucos na minha viagem mas esses poucos fizeram toda a diferença), nunca fale para taxista ou pessoas que está sozinha, diga que tem alguém te esperando no hostel ou que irá chegar mais tarde. em Lima e Cusco a primeira coisa que os taxistas perguntam é se você está sozinha, se tem marido ou namorado. diga que sim..... não sabemos o que eles podem fazer. Vacina FEBRE AMARELA: É obrigatória!!!!! Pessoal li em relatos que a galera teve que voltar pois não tinha a vacina, Não custa NADA, NÂO Dói, então tomem! Muitos dizem que chega na fronteira os policiais não pedem mas até ai pode ter sido sorte! Em fevereiro por conta da "epidemia! de ZIKA e DENGUE aqui no Brasil eles estavam olhando todas as carteirinhas, Vá ao posto de saúde, depois é so ir em algum posto para pegar o certificado internacional! link da ANVISA http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/quais-paises-exigem-vacina-de-febre-amarela-/219201?inheritRedirect=false Passaporte : Quem não tem ok pode ir somente com o RG pois os países do Mercosul (link http://www.brasil.gov.br/turismo/2012/04/mercosul-com-rg) não precisa apresentar o passaporte ..... Mas nada como colecionar os carimbos no seu passaporte ...... saber o idioma - Não se preocupe, mimica, apontar e falar devagar ajuda muito Seguro Viagem: FAÇAM! tem da Mondial, tem dos bancos, tem de vários jeitos e formar ...... Relatos da galera do grupo que passaram mal e utilizaram.... Eu não usei mas fiz pela Mondial, liguei lá pois no site não tinha promoção, paguei R$ 169 para 23 dias nos 3 países. Esse seguro não é só para quem passa mal, ele cobre várias coias como por exemplo perda de mochila , dinheiro - Eu levei apenas real..... na época o dólar estava $3,45, não valia a pena.... tem muitos relatos, fóruns (inclusive eu fiz um) e não me ajudou kkkkkkkkk, perder todos irão perder, ninguém sai ganhando..... então faça a conta.... e se valer a pena leve dólar se não leve real.... troquei com facilidade em todas as cidades grandes e com bom cambio.... apenas em Arequipa pagaram uma merreca e em Huaraz não trocavam então troquem sempre nas cidades grandes ou em aeroporto.... Levei R$ 5 mil em notas de 50, separei por bolinhos de mil.... deixei na doleira.... (horrível de levar no corpo então deixei dentro da mochila de ataque e fui com uma bolsinha de lado e deixava o dinheiro que iria usar no dia ali.... a doleira, a mochila de ataque ficava com cadeado e sempre comigo ou dentro de um locker (locker é um cofre grande que cabe um mochila ) . Onde comprar a doleira - 25 de março, revista da avon, decathlon, sites de vendas. Tomadas e voltagem : A maioria das tomadas pelo mundo é diferente, lá é a tomada de dois pinos ( igual a do celular) então se não for levar nada que tenha 3 pinos , não precisa levar adaptador.... Eu levei uma extensão que foi muito util pois em alguns hostel (quase todos ) tem poucas tomadas então minha extensão tinha 3 entradas para meu celular e minha maquina e um adaptador se precisasse e claro pra quem estivesse no quarto também poderia compartilhar. Levei meu SECADOR Siiiiiiiiiiiiiiim, por que odeio ficar com o cabelo molhado comprei um secador bivolt nas lojas americanas, pequeno , lindo compacto por R$70. (marca PHILCO). Internet : Eu usei apenas o WIFI dos restaurantes e hostel..... queria me desligar, então avisava quando tinha.... mas quem quiser compra o chip eles vendem, com pacote de dados e precisa do RG ou passaporte..... Roteiro... O roteiro eu copiei quase tudo do Rodrigo Vix e 3 dias antes eu li o relato da Mariana que tinha ido para Huaraz (foi ai que tudo mudou kkkkkk), mas chegando lá deixei de fazer alguns lugares para conhecer outros que achei mais interessante . A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz. Sobre a altitude: não senti os efeitos, no primeiro dia no UYUNI eu tomei o chá de soroche e tomei apenas um soroche pills, Levei NEOSALDINA e tomei quando sentia dor de cabeça, bebi muita água (não muita pois nos 3 dias de UYUNI não tem banheiro toda hora ahah ), não corram, não ande rápido, vá no seu tempo..... que esperem você chegar o que faz passar mal é a falta de oxigenação no cérebro por isso passamos mal. Quase 4.500 km rodados em 23 dias, de ônibus, Van, a pé...de táxi e avião Roteiro por dia..... 25/02 - SP - SUCRE - STL 26/02 - UYUNI 27/02 - UYUNI 28/02 - UYUNI/ATACAMA 01/03 - ATACAMA 02/03 - ATACAMA - CALAMA (21:30h saída) 03/03 - ARICA -TACNA-AREQUIPA (viajando) 04/03 - viajando - ICA (HUACACHINA) 05/03 - PARACAS - LIMA 06/03 - LIMA - HUARAZ 07/03 - HUARAZ 08/03 - LIMA - CUSCO (24h viajando) 09/03 - VIAJANDO 10/03 - CUSCO 11/03 - VALE SAGRADO (CUSCO) 12/03 - HIDROELTRICA (PARA ÁGUAS CALIENTES) 13/03 - MACHU PICCHU 14/03 - HIDROELÉTRICA - CUSCO 15/03 PUNO - COPACABANA - LA PAZ 16/03 - LA PAZ 17/03 - DOWHILL (LA PAZ) - STL 18/03 - RETORNO A SP Passagens: Comprei minha passagem pela GOL , Ida e volta por Santa Cruz de la Sierra .... saindo de GRU dica 1 - Se eu soubesse teria comprado ida por STL e a volta por la paz (a GOL não tem voos que fazem esse trecho ) mas poderia ter feito por outra companhia. As pessoas acham que comprando os voos mais baratos vão sair ganhando mas acabei gastando com passagem de STL a Sucre ( R$ 170 ) e mais R$ 35 de bus de SUCRE ao Salar do Uyuni e na volta acabei comprando a passagem de La Paz para STL..... pois não iria ter tempo de fazer o dohwill =/ Sobre as taxas que o pessoal sempre tem duvidas, eu paguei a taxa do aeroporto da Bolívia com a passagem, estava descrito no meu voucher. Dica 2 - Pense no seu roteiro.... muitas pessoas compram passagem para Santiago para ir até o Atacama e depois subir para La Paz pu Cusco (vejam a distancia mais de 1000 km) ou você terá que comprar uma passagem aérea para fazer esse trecho ou ir de bus (24h). Sobre as Roupas Comprei minha mochila na Decathon 50 litros ..... link: http://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/mochilas-de-trekking-de-varios-dias/mochilas-de-50-a-90-litros/mochila-de-trekking-forclaz-50-litros-feminina-quechua?skuId=2021263 Ela foi perfeita..... Perfeita para um mochilão pois não é tão grande nem pequena, a quantidade de roupa que você vai precisar não é muita pois em todos os países tem lavanderia. Lavam e passam a roupa, eles cobram por peso. Lavei 3 kg de roupa em Cusco após 15 dias de viagem paguei 6 soles. Levei a minha mochila de ataque também ( A que eu uso para levar meu note no trabalho kkkkk). Comprei também a capa para a mochila na decathlon... peguei muita chuva ahahahha SIM, mas ela protege muito quando você despacha ela no aeroporto e no bus.... ela protege bem! As bandeirinhas dos países comprei no mercado livre...... mas lá tem para vender.... Minha bota também comprei na Decathlon em promoção..... da Quechua paguei R$159. quentinha , a prova ´d'água (claro que não afoguei minha bota) mas ela serviu e não estrago, está pronta para a próxima trilha. lista do que levei: -passaporte -carteirinha de vacina -RG -xerox do seguro viagem -xerox das passagens -caderno de anotações/caneta -mini pasta para documentos -doleira -capa de chuva - celular - carregador de celular - maquina fotográfica Cannon / carregador / cartão de memoria -remédios (NEOSALDINA, POLARAMINE, DORFLEX, POMADA NEBACETIN, REMÉDIO PRA DOR DE ESTOMAGO) -repelente -protetor solar -óculos de sol -cadeado para a mochila e para o locker -creme para o corpo -pasta de dente/escova de dente/escova de cabelo -sabonete/shampoo/condicionador/desodorante/perfume -LENÇO UMEDECIDO ------- SEU MELHOR AMIGO!!! -Papel higiênico -pinça/lixa de unha -biquini - 14 calcinhas - 2 sutiã - 1 blusa de frio básica - 3 calça leggin - 1 shorts jeans - luva/lenço/toca (mas acabei comprando lá pois é mega barato) - 10 meias (la vende meias quentinhas) - chinelo - bota -rasteirinha -jaqueta corta vento (A jaqueta corta vento ela também é hemipermeável, comprei na decathlon para ir nas cataratas em 2009). - 5 blusinhas básicas - 1 FLEECE - A minha comprei na loja....por R$29,99 não achei no site ela mas segue o link para que possam ver como ela é..... http://www.decathlon.com.br/search/dept/roupas-femininas-de-trilha-e-trekking/fleece%20femo - 1 toalha de banho http://www.decathlon.com.br/fitness/bolsas-e-acessorios/outros-acessorios/toalha-fitness-feminino-rosa - 1 canga (para Paracas) Cheguei lá e comprei blusa... lá é tudo muito barato , pois na Bolívia o real vale o dobro kkkkkkkkk Sobre o Frio .... Faz muito frio a noite, na época que eu fui Fevereiro e Março estava chovendo muito, muito mesmo..... peguei neve no SAlar e na fronteira do Atacama, Choveu no Deserto do Atacama, perdi o tour astronômico (Que não é feito em dia de lua cheia por causa da luminosidade ) mas eu perdi por conta da chuva..... Mas peguei um lindo Arco Iris. "Provavelmente nunca serei rica, mas sempre terei as minhas lembranças e é isso que importa. Alguns dias são mais difíceis que os outros , mas de vez em quando aparece um arco-íris para lembrar que sempre há um pote de ouro , nem que seja um pote cheio de sonhos e esperanças de que dias melhores sempre virão ! E ele sempre vem" Borá para a viagem mais louca da minha vida!!!
  5. 1 ponto
    Sempre que falo que viajei 5 países na América do Sul com menos de 800 reais, acabo gerando aqueles olhares de dúvida, tipo, ou esse cara é louco ou mentiroso. Vou te mostrar que é possível você fazer o mesmo com um pouco de coragem e planejamento. Primeiro explicando um pouco do meu estilo de viajante, sempre gostei de viajar sozinho e durante mais de uma década estou explorando esse mundo, tendo dado uma volta ao mundo por terra sem utilizar avião, cruzado o oceano Atlântico em navio de carga, escalado dezenas de montanhas e explorado todos os extremos da América do Sul. Foram 5 expedições, 25 países, mais de 110 cidades visitadas em cerca de 408 dias na estrada. Mais de 70.000 km rodados por superfície, sendo 15.000 desses km rodados em mares e rios amazônicos. Quebrei bastante a cabeça até desenvolver essa fórmula para viajar gastando muito pouco. Assista o vídeo da expedição Extremos América do Sul onde gastei muito pouco para fazer Vou descrever nesse artigo os seguintes temas, espero que você consiga tomar coragem e partir finalmente para sua grande aventura: 1. Tripé dos gastos em uma viagem 2. Como ganhar dinheiro enquanto viaja 3. Vale a pena viajar a América do Sul? Quanto eu gastei realmente nas minhas viagens pela América do Sul? Eu fiz 3 expedições pela América do Sul em baixo orçamento, quero citar aqui 2 delas: Expedição poeira e Expedição Extremos América do Sul. Na expedição Poeira, eu consegui fazer 5 países em 22 dias, gastando 780 reais. Na expedição Extremos América do Sul, fiz 7 países em 150 dias, gastando 5.800 reais. Se você fizer a conta verá que nas duas expedições o meu gasto diário rodou em torno de 35 reais. Como fazer para gastar pouco assim? Vamos falar de algo que eu chamo de tripé dos gastos de viagem. Basicamente os custos de um mochilão se fixam em 3 pilares: Transporte, alimentação e hospedagem. Você conseguindo enxugar os custos nesse tripé, reduzirá muito o quanto você gastará na sua viagem. - Transporte Faça as contas, dependendo do vôo, um trecho de avião aqui pela América do Sul já gasta mais que eu gastei na viagem inteira. Esqueça avião se você deseja viajar com baixo orçamento, essa é a dica número 1. Essa é a parte do tripé que mais pesa, você precisará se esforçar para viajar gastando pouco com transporte, mas não é nada impossível e com um bom planejamento é possível viajar sem gastar nada. Basicamente nas minhas viagens eu uso bastante ônibus e pego carona. Carona você consegue arrumar hoje em dia via redes sociais, nos hostels e no clássico levantando o dedão na estrada. V80304-115248.mp4 Já peguei carona muitas vezes sem problema e já fiquei horas e horas na estrada tentando sem sucesso. Na Argentina foi super fácil e no Chile super difícil, é tudo uma questão de paciência e tentativas e erros. Acabei viajando com amigos dividindo o valor do aluguel de carro, na caçamba de caminhões, em carros chiques e em ônibus de turismo. - Alimentação Essa é a parte que eu me orgulho de dizer que gasto o mínimo possível, deve ser por isso que perdi 22 kilos em 150 dias de viagem. Para gastar pouco com alimentação não tem segredo: Comprar comida no mercado e cozinhar no hostel. No Chile a comida mesmo no mercado estava muito cara, só reduzir as expectativas e mandar ver: Sopinha de tomate com cenoura. Eu tenho a vantagem de acampar muito em minhas viagens, em 150 dias de viagem, passei quase 40 dias acampado e quando eu estou acampando é basicamente arroz branco com alguma proteína barata como ovo e um temperinho. Acaba-se gastando muito pouco, nesse vídeo abaixo fiquei 1 semana acampado e me alimentando de arroz com alguns itens que ia encontrando pela mochila e pelo caminho. V80321-120347.mp4 Minha receita mais barata e que mantém meu corpo funcionando o dia todo de forma saudável é: Frutas como banana e maçã no café da manhã e eu fazia 2 sanduíches com pão, tomate, abacate e ovo cozido. Eu gasto em torno de 8 reais por dia com alimentação ( Café da manhã, almoço e jantar ). Uma dica é procurar hostels que já tenha café da manhã, encontrei lugares que valia muito a pena se entupir de comida do hostel e depois passar o dia sem comprar nada para comer. Ainda vou dar mais uma dica para você se alimentar bem e ainda ganhar um dinheiro com isso, isso lá no tópico sobre como ganhar dinheiro na estrada. - Hospedagem Hoje em dia temos tantas opções de sites e aplicativos que ajudam com hospedagem que posso quase que te garantir que você vai conseguir ótimas opções de hospedagem barata. O grande aplicativo que uso é o Booking, já encontrei muita pechincha no aplicativo que jamais encontraria andando e buscando lugar no boca a boca ( Faço muito isso também ). Se o aplicativo só está mostrando locais caros, vale a pena buscar da forma tradicional, andando e perguntando. Poucas vezes eu chego em uma cidade com hospedagem garantida, somente quando sei que vou chegar de noite ou em locais mais perigosos onde é melhor eu garantir pelo menos minha primeira noite. Uma dica que sempre dou é olhar os comentários dos usuários, eu particularmente sempre vou no mais barato que aparecer. O problema de escolher só pelo dinheiro é que você acaba se deparando com quartos como esse abaixo, se te mostro o telhado tu corre kkkk Eu acampo muito, em campings e em locais selvagens, livres de cobrança. Coachsurfing é uma ótima pedida, eu fiz bons amigos nessa categoria de hospedagem. O ideal é ir criando um perfil nessas redes e se engajar, dificilmente vão te aceitar sem um perfil já trabalhado, tente hospedar pessoas na sua casa antes de ir viajar, isso deixará seu perfil perfeito. Outra categoria bem diferente de hospedagem é fazer trabalho voluntário. Você pode usar sites como Workaway e Worldpackers, eu usei o Workaway para trabalhar na Europa com cavalos no inverno e em projetos de bio-construção no Brasil. Na América do Sul tive diversas oportunidades que os próprios amigos de estrada vão te indicando, se você está aberto a essa possibilidade, de vez em quando rola até alimentação nesses trabalhos voluntários. Agora, como ganhar dinheiro enquanto viaja? Sempre me perguntam como eu consigo ficar 150 dias viajando pela América do Sul ou 197 dias viajando o mundo, sou rico?? Longe disso, não é necessário ser rico para cair no mundo, minhas contas me dizem que é mais caro viver em SP do que viajar o mundo. Existem muitas formas de ganhar dinheiro viajando e vou falar algumas aqui que eu vi rolar e achei bem honesta a forma que encontraram de continuar viajando. Uma das mais interessantes é cozinhar no hostel. Junte um grupo, arrecade um pouco de dinheiro de cada um, compre os ingredientes no mercado e cozinhe para todos. Vi isso em muitos hostels ao redor do mundo, viajantes ganhando dinheiro cozinhando para a galera. Imagine você ganhando 2 reais por cada integrante do grupo, normalmente são 10 a 15 pessoas envolvidas. Um amigo meu que está viajando há 6 anos o mundo de moto, costuma parar em casas que faltam manutenção e se oferece para pintar a casa em troca de hospedagem. Ele diz: Olha, você compra uma latinha de tinta e eu pinto tudo para você, em troca eu posso acampar aí no seu quintal? Opções não faltam, eu já ganhei uns trocados dando aula de capoeira na praça, já vi fazerem isso com Yoga e alongamento. Já vi tatuadores trocando tattoo por comida, hippies vendendo sua arte nas ruas, fazendo malabares, entenda uma coisa: Tudo é possível quando se tem ânimo para ir a luta e trabalhar seu sonho. Mas, e aí? Vale a pena mochilar pela América do Sul ? Sou totalmente suspeito para falar, sou completamente apaixonado por esse continente, tanto que estou partindo em breve para minha 4° expedição por aqui. Só digo uma coisa: Ruínas incas, montanhas, desertos, praias, um povo simpático e câmbio favorável - Onde mais você encontra isso no mundo? Fiz uma palestra falando somente sobre isso, porque eu amo tanto a América do Sul, se você está em dúvida se deve ir ou não, peço que assista minha palestra e tire suas próprias conclusões, em breve no meu canal no Youtube, siga o canal para acompanhar os novos vídeos que vou colocar. Canal Trabalhe seu Sonho --- Espero que essas informações tenham te ajudado de alguma forma e fique à vontade para perguntar qualquer coisa, será um prazer te ajudar nesses primeiros passos da sua jornada por esse continente que eu amo tanto. Grande abraço e bons ventos!!
  6. 1 ponto
    EXPEDIÇÃO 4x4 - Curitiba a Uyuni e Atacama via Jujuy e Paso Sico (15 dias em Novembro de 2018) Após ir de São Paulo a Fortaleza via Jalapão e Lençóis (relato aqui), foi vez de se inspirar neste blog e se aventurar de Toyota Bandeirante rumo a Bolivia, Chile e Argentina. Principais pontos: Argentina: Jujuy (Tilcara, Purmamarca, Humahuaca) e Cafayate. Bolívia: Salar do Uyuni e Chiguana, Deserto de Siloli, Reserva Eduardo Avaroa, Lagunas, Geiser Sol de la Mañana. Chile: San Pedro de Atacama e atrações Duração: 15 dias e 6.854 km, 700 L de diesel Veículo: Toyota Bandeirante 4x4 jipe curto, ano 2001, motor diesel 14B com Turbo (K16) e intercooler, pneus AT 32", jumelos conforto, A/C e DH, guincho Equipamentos: Pá, macaco hi-lift, esteira de desatolagem, 45L diesel adicionais em galões, bomba encher pneus, extenso kit de ferramentas e peças sobressalentes Viajantes: Gustavo e seus pais Eli e Joel (idades: 33, 60 e 62 anos, respectivamente) Navegação: Aplicativo “maps.me” com mapas offline e bookmarks previamente marcados Hospedagem: pousadas via booking.com, porém estávamos preparados para dormir no carro e de fato o fizemos 1 noite Fronteiras: Dionísio Cerqueira-SC (BRA) - Bernardo de Irigoyen (ARG); La Quicaca(ARG) - Villazón(BOL); Hito Cajon (BOL-CHI); Paso Sico (CHI-ARG) Obs: Viagem para 4x4 apenas, e requer pneus resistentes devido ao terreno e pedras. Usamos bastante creme labial e hidratante, protetor solar, e quantidade absurda de ÁGUA. Parte A – Curitiba a Jujuy (2.128 km em dois dias) Dois dias de bastante estrada. Saímos cedo para cruzar o Paraná e pegar a fronteira de Dionísio Cerqueira-SC, que é menos movimentada que a de Foz, além de encurtar caminho para nós. Os procedimentos foram rápidos e feitos de dentro do carro. Carta Verde foi solicitada duas vezes no processo, acho que mudou uma regra e não rola mais fazer o seguro após cruzar para a Argentina. Após entrar, pediram para estacionarmos o carro e irmos fazer mais um trâmite em outro prédio, foi tranquilo. Saímos com carimbo em uns pequenos papéis (boletas) que depois nos pediram várias vezes em hotéis e fronteira. Já na Argentina, sacamos uns pesos em um caixa automático e avançamos até Posadas onde dormimos em um lugar excepcional chamado Irová Apart Hotel. Cruzamos o retão do Chaco em uma pegada de 1.200km que surpreendentemente não foi tediosa. Pelo contrário, achamos a paisagem agradável e o dia foi gostoso, acumulamos centenas de insetos no parabrisa e encontramos dois passarinhos atropelados: preso um na grade dianteira, e outro no guincho. Passamos por dezenas de barreiras policiais. Quase todas as vezes nos perguntavam origem e destino, e frequentemente nos paravam para pedir documentos e olhar o carro. Porém correu tudo bem. Vimos uma cobra grande morta na estrada, e outra viva que fez menção de “morder” nosso pneu. Vimos um tucano, muitas maritacas, e infinitos passarinhos. Estrada é ótima (com exceção de pequeno trecho no fim) e pouco movimentada. Dormimos em um apartamento em San Salvador de Jujuy, que é bastante urbana, desviando Salta pois nosso objetivo era avançar rumo a Bolívia. Parte B – Jujuy (ARG) e passagem para Bolívia Fomos a Purmamarca logo cedo. Além de simpaticíssima, a cidade é cercada por morros coloridos que propiciam vistas incríveis. Essa foto abaixo requer subir um mirante a pé por uns 20 minutos, valeu a pena. Há uma praça central com artesanato, e bastante fluxo de turistas. De lá fomos a Tilcara, onde almoçamos no centrinho na companhia de cães sarnentos e uma geladíssima cerveja – uma das poucas da viagem. Conhecemos as ruínas de Pucará de Tilcara que foram medianamente interessantes. Seguimos para Humahuaca, onde dormimos, e fomos conhecer a serra de Hornocal onde está o mirante das 14 cores. Esta estrada é bem íngreme e leva a 4.350m, nos propiciando os primeiros episódios de Soroche – mal da altitude. Nós sentimos basicamente perda de fôlego, que era facilmente resolvida com pausa + respiração profunda. A Toyota sobreaqueceu na subida da serra, exigindo que parássemos duas vezes. Na segunda parada, percebemos que o sistema de arrefecimento estava bem vazio e com pouco aditivo, o que assustou bastante pois havíamos completado o radiador com água pela manhã do mesmo dia. Na volta, o posto YPF tinha os aditivos (refrigerantes) que precisávamos para o radiador já que eu só carregava um litro no carro. Acordamos no dia 4 e encaramos 481km até a cidade de Uyuni, parando apenas na Duna Huancar (lagoa e duna interessante para visitar) e na fronteira em La Quiaca / Villazón onde a burocracia foi rápida, apesar da confusão com as diversas “janelinhas” onde deveríamos passar (inclusive acho que pulamos uma). Aqui tem o detalhe de pegar a declaração juradae tratar como um filho. Fizemos fotocópias dela e tiramos fotos de todos os celulares. Já saindo da imigração, um policial parou e ficou fazendo firula, aí pediu o equivalente a uns 20 reais por um carimbo... fui embora fingindo que nem escutei. Trocamos uns dólares e seguimos para a cidade de Uyuni, que é bastante seca e sem graça porém é o último lugar (semi-)civilizado pelos próximos 3 dias da viagem. Visitamos o cemitério de trens (sem graça) e ficamos em um baita hotel legal (Cristales Joyas de Sal) – nosso parceiro durante as crises noturnas de Soroche. Falando nisso, compramos uma garrafinha de oxigênio e umas pílulas aqui, que acabamos não usando. Enchemos o tanque naquele preço bacana para estrangeiros (8,8 versus 3,4 para locais) e ficamos prontos com 65+20+25 litros de diesel (isso é muito importante pois não há mais infra até San Pedro de Atacama, e maioria dos carros locais é a gasolina então precisa mesmo se garantir. Parte C – Salar do Uyuni e Chiguana Se ir pra Bolívia sem muito planejamento nem experiência já era uma baita cag*ada, partir para o Salar do Uyuni em um jipe antigo próprio, sem guia nenhum, levando os pais sexagenários para passar 3 dias isolados, sem infra e incomunicáveis era realmente o ápice da irresponsabilidade! Tínhamos lido na internet o suficiente para saber que muita coisa poderia dar errado. Os relatos de perrengues homéricos e fatalidades são abundantes. Mas bah, o dia clareou e adentramos no Salar sem pensr muito, só com o frio na barriga. A euforia foi grande ao ser engolido por aquela imensidão branca! Chegamos nos monumentos (Dakar, Bandeiras, Palácio de Sal) cedo e já quebramos a regrinha de 10 fotos por dia que queríamos tentar respeitar como máximo. O solo estava bastante rígido como uma highway, e o track do GPS coincidia com marcações de pneus pelo trajeto. Paramos pra tirar fotos e vimos apenas um ou dois carros no horizonte durante toda a manhã. Dirigimos uns 65km rumo a ilha de Incahuasi (cactos gigantes), com a curiosidade de que a pequena ilha já era visível desde uns 25 km antes como se estivéssemos chegando! Visitar a ilha foi bem bacana, tanto pela infraestrutura impecável como pelo visual show do Salar, das demais ilhas, e dos antigos cactos gigantes. Muitas agências turísticas somente vem até aqui e retornam a Uyuni, porém nós seguiríamos por mais duas noites sem muita clareza do caminho então pegamos logo “a estrada” com a Toyotona, desta vez rumo extremo sul do Salar do Uyuni. Ao avistar “terra firme”, sentimos grande alívio de que a tenebrosa e incerta fase da viagem estava prestes a ser vencida. Chegamos a dizer que o Salar não era tão macabro e que “dá pra vir de fusca tranquilamente”... mas é claro que mordemos a língua e os últimos 200 metros tinham atoleiros profundos que freavam a Toyota muito melhor que seu próprio freio e exigiram alguma perícia no 4x4 para sairmos ilesos do outro lado. Agora sim, em terreno firme, achamos uma sombrinha de pedra e cozinhamos um strogonoff pra comemorar! Próxima parada seria a noite para dormir no alojamento da Laguna Hedionda, para onde íamos seguindo um track do Wikiloc que passava por dentro um outro extenso Salar (de Chiguana), paralelamente a um trilho de trem. De fato, precisávamos cruzar o trilho mas ele estava em um morro muito alto, até que achamos um ponto onde os locais ajeitaram o morro para poder passar de carro. Cruzamos o trilho e voltamos pro track do Wikiloc, porém o terreno já não estava tão rígido e a Toyota ia dando o melhor de si de atoleiro em atoleiro, até que entramos em um trecho onde o sal simplesmente quebrava e dava lugar a um lodo super mole que foi freando, freando, freando até que freou completamente nossa pesada Bandeirante. Atolamos! Bom, nem deu tempo de lembrar daqueles relatos macabros de viajantes que passaram 3 dias atolados e isolados, morrendo de frio nas noites do deserto... pegamos a pá e começamos a tirar os toletes de barro que bloqueavam nossos diferenciais, jumelos, sapatas, etc. Coletamos uns pedaços rígidos de areia e fomos colocando junto aos pneus, além de pequenas tábuas que carregávamos conosco. Tudo parecia ok, “vamos tentar sair?” mas o jipe apenas patinava as 4 rodas de uma vez sem se mexer sequer 1 cm. Já passava das 17hs e logo cairia a gélida noite. Não havia a menor possibilidade de encontrar alguém por ali, e a cidade mais próxima estava a dezenas de quilômetros, então o jeito era continuar trabalhando sem dar menor atenção ao Soroche que provavelmente nos tentava assolar. Enquanto Seu Joel retirava meia tonelada de barro de baixo da Band, Dona Eli rodou o perímetro a pé e encontrou uma carcaça de pneu estourado que serviria para calçar uma das rodas traseiras. Na outra roda, usaríamos nossa esteira de desatolagem. Para levantar a traseira e desenterrar o diferencial, usamos o macaco Hi-lift. Baixamos o macaco e a situação parecia melhor: com as rodas traseiras agora apoiadas, havia menos coisas presas no barro. O terreno a frente já começava a ficar mais rígido, então bastava vencer uns 2 metros de atoleiro. Porém pouco conseguimos avançar, ainda patinavam as 4 rodas repletas de barro. Repetimos a operação. O pouco progresso, no entanto, já permitia andar um pouco de ré para pegar embalo, avançando uns centímetros a cada iteração. O incansável trabalho com a pá continuava abrindo espaço para o jipe se movimentar para frente, até que as 18 hs nós conseguimos sair do buraco! Gritei um milhão de palavrões e xinguei muito “Cochabamba” (não sei da onde me surgiu essa palavra na hora) pra comemorar. Decidimos voltar para o outro lado do trilho e seguir no caminho mais seguro (e longo) que levaria a uma cidadezinha chamada Avaroa, e de lá iríamos no dia seguinte para as Lagunas. Ainda dirigimos pela parte traiçoeira novamente no caminho de volta, quaaaase atolando. Já que não dava mais pra chegar no alojamento em prazo razoável, pesquisei no maps.me e vi 4 hotéis perto de Alvaroa com boa avaliação. Chegamos lá as 19h15 e encontramos uma baita placa de "ADUANA": a bendita cidade com 4 hotéis ficava no Chile, aquilo era - inesperadamente - uma fronteira! Estávamos em um vilarejo Boliviano que basicamente só tinha os containers da imigração e aduana, mais nada. Era desolador pensar em passar a noite ali, resolvemos tentar a todo custo atravessar a fronteira apenas para dormir bem do outro lado e voltar na manhã seguinte. Bati no container e um oficial boliviano me confirmou que já estava tudo fechado. Chorei um pouco alegando que não tinha onde dormir, que ia fazer muito frio a noite, e que eu sabia que do outro lado haveria hotéis, e o oficial simpaticamente fez uma exceção e nos recebeu. Após cancelar nossa declaração juradae cancelar os papéis que ganhamos na fronteira de La Quiaca, ele carimbou os passaportes saindo da Bolivia e mandou seguir. Sucesso!! Quer dizer, mais ou menos. Andamos 3 km e nos deparamos com a imigração Chilena fechada. Bem fechada, aliás, pois lá já eram 20h30 no horário deles. Encontrei um moço da Interpol e outro chileno que disseram que não havia a menor possibilidade de entrarmos na cidade para dormir e que seríamos presos imediatamente se não retornássemos. Ou seja, ficamos largados entre os dois países em um verdadeiro limbo, no meio de uma noite que já estava esfriando muito rápido. Me arrependi profundamente de ter tentando cruzar para o Chile, pois agora estava sem declaração juradae ia ter que me explicar mil vezes pra conseguir retornar oficialmente para a Bolívia no outro dia, sendo que poderia simplesmente ter estacionado em qualquer lugar e dormido sem nada dessa loucura. Como não tinha nada a perder, voltei para os containers bolivianos tentar fazer imigração novamente no meio da noite. Me informaram que eu só ia poder voltar pra Bolívia depois de entrar no Chile, pois já tinha dado baixa da Bolívia. Só que no dia seguinte já não me adiantava nada entrar no Chile, pois o caminho continuava pela Bolívia. Sei lá qual foi o chororô que funcionou, mas o pessoal começou gentilmente a me ajudar... refizeram a declaração juradapra eu entrar de novo, mas só iam me dar quando eu apresentasse carimbo de entrada no passaporte. Isso era no outro container onde ninguém me atendia. Já estava muito frio e tarde, e algum dos caras da aduana foi gentil ao ponto de ir buscar o oficial de imigração no alojamento dele no meio da noite e convencer ele a fazer nossa papelada. Esse cara apareceu fora de controle querendo me matar, batendo na mesa e gritando loucamente comigo... mas acalmaram ele, – como num passe de mágica – desfizemos toda a cagada e voltamos a estaca zero! Eram umas 21hs quando voltei pro lado Boliviano, parei o carro atrás de uma mureta (pra parcialmente abrigar dos fortes ventos), e dormimos o três dentro da Toyota como se fosse o melhor hotel do mundo – e, naquela situação, era!!! Parte D – Lagunas, Deserto de Siloli, Reserva Andina Eduardo Avaroa Acordamos enrolados em todas nossas roupas, saco de dormir e cobertor de emergência. Temperatura era negativa, mas por alguma razão nós dávamos muita risada e fazíamos piada da situação. Bora seguir caminho, pois este dia era talvez o mais lindo da viagem: primeiro, as lindíssimas Lagunas Cañapa, Hedionda, Chiar Kkota, Honda. Então cruzar o deserto de Siloli por um trajeto espetacular, seguindo uns fios de água (as vezes congelados) com vistas de tirar o fôlego (ou seriam os 4.950 metros que atingimos nesse dia?), e chegar na esplêndida Laguna Colorada. Na Colorada, fizemos nosso almoço com uma vista indescritível e nos ajeitamos no pobríssimo alojamento. Para o banho, tínhamos que ficar pelados primeiro, aí gritar “listoooooo”para que o antipático senhor abrisse a água. Só o cup noodlesque cozinhamos no fogareiro salvou do frio que senti depois do banho gelado que o véio me concedeu!! Dia seguinte acordamos sem pressa e fomos conhecer os Geiser Sol de la Mañana, uma cena realmente de outro planeta: Toda água mineral que levamos para os 3 dias fora da civilização tinham acabado e estávamos usando pastilhas de Clorin para purificar o que íamos beber. Na rota para San Pedro de Atacama, ainda tomamos banho em piscina termal (Thermes de Polques) na laguna Chilviri e passamos pelas belas lagunas Blanca e Verde. Chegando a fronteira com o Chile, nova supresa: “a aduana boliviana foi embora naquela Hilux senhor, eles não voltam mais hoje. Você precisará ir a Pachaca a 70km (ou 170, não lembro) fazer documentação de saída do seu veículo então retornar aqui”. Esse foi o anti-climax total.. eram 13hs, já tínhamos usado nosso galão reserva de 25L, e aquelas estradas péssimas iam comer horas e horas. Decidimos ignorar o conselho e seguir para o próximo checkpoint boliviano, onde encontramos um casebre de imigração fechado para almoço. Como mágica, seu Joel enfiou a cara numa janela e viu alguém lá dentro que, muito gentilmente, nos atendeu e carimbou os passaportes. Partimos sem o processo aduaneiro, agora em rodovia extremamente bem asfaltada e sinalizada assim que o território virou chileno. No Chile, fomos tratados com muito profissionalismo nos procedimentos e verificaram bem o conteúdo das nossas bagagens (por segurança alimentar/agrícola). Pegamos então a descida incrível que vai do Hito Cajon até San Pedro do Atacama. Parte E – San Pedro de Atacama, Paso Sico, Cafayate-ARG Foi muito bom chegar em San Pedro do Atacama e comer uma boa refeição, tomar um bom banho, dormir em uma boa cama. Passamos 4 dias excelentes em SPA fazendo os passeios tradicionais que nem vou detalhar pois são bem documentados no site, mas reforço que gostamos muito das Lagunas Escondidas de Baltinache e achamos caríssimo o Geiser del Tatio (15000 pesos por pessoa). Por sina, preços no Atacama foram bem maiores que no restante da viagem. Nosso retorno para Argentina foi pelo Paso Sico onde as paisagens são absolutamente incríveis! No caminho, estão as lagunas Miñique e Miscanti, de tirar o fôlego. O trâmite aduaneiro costumava ser feito em SPA antes de pegar estrada, porém informaram que agora se faz tudo no próprio Paso Sico. Aduana integrada (CHI/ARG) onde fomos bem tratados. Falaram que só passam uns 4 carros por dia ali. Estrada no lado argentino estava muito pior porém igualmente linda e interessante. Chegamos em San Antonio de los Cobres para dormir (cidade de pior custo benefício da viagem), e no dia seguinte pegamos a Ruta 40 rumo a Cafayate para passar uns dias de qualidade relaxando por lá. A Ruta 40 neste trecho é inteirinha de costelas de vaca e despenhadeiros. Paisagens surpreendentes que nos faziam parar fotografar de 10 em 10 minutos, mas ao final do dia os 380km de costela de vaca já tinham acabado com nosso humor (e quebrado um amortecedor dianteiro). Demos carona para 3 locais no pouco espaço que tínhamos, foi divertido! Fizemos uma feijoada Vapsa em uma sombra de árvore, vimos senhoras locais pastoreando ovelhas, chegamos a maior altitude da viagem (4.992m) e começamos a ver paisagens verdes após muito tempo de secura. Por fim, chegamos em Cafayate que foi um oásis de conforto perfeito por duas noites para concluir esta aventura. Preços excelente de acomodação e alimentação, pratos deliciosos, vinícolas abundantes, e um estilo muito charmoso. . Visitamos a quebrada e ainda pegamos uma bela cena por cima das nuvens no caminho para Tafi del Vale. Fizemos a volta em três pernas: Cafayate – Resistência – Pato Branco – Curitiba. Fechamento Não tivemos nenhum problema de saúde nem mecânico, embora as condições do ambiente e da estrada sejam extremas, e por isso muito gratos. Mais fotos no instagram @botija4x4. Agradeço aos viajantes que deixam relatos inspiradores, em particular ao toyoteiro Guilherme Adolf cujas histórias foram o embrião dessas nossas expedições. Resumo dia-a-dia Origem Destino Kms Dia 1 Curitiba Posadas 923 Dia 2 Posadas San Salvador de Jujuy 1205 Dia 3 San Salvador de Jujuy Humahuaca 195 Dia 4 Humahuaca Uyuni 481 Dia 5 Uyuni Avaroa (não há alojamento) 272 Dia 6 Avaroa Laguna Colorada 165 Dia 7 Laguna Colorada San Pedro de Atacama 166 Dia 8 San Pedro de Atacama SPA 146 Dia 9 SPA SPA 212 Dia 10 SPA Santo Antônio de lós Cobres 381 Dia 11 Santo Antônio de lós Cobres Cafayate 312 Dia 12 Cafayate Cafayate 130 Dia 13 Cafayate Resistência 991 Dia 14 Resistência Pato Branco-PR 801 Dia 15 Pato Branco-PR Curitiba 475 Total 6854
  7. 1 ponto
    Meu irmão esteve no Japão e usou um wi-fi de bolso. Detalhes aqui: https://pt.japantravel.com/tóquio/o-incrível-wi-fi-de-bolso/15089 Edit: veja também: http://blogrumo.com.br/onde-comprar-um-chip-pre-pago-no-japao/
  8. 1 ponto
    @Sozinho no mundo Se fracassar da primeira vez, não desista, mais à frente outras oportunidades aparecerão. Fracassei várias e várias vezes e estou vivo até hoje. Viva a vida.
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    @FABIOLA ZUCKERT muito obrigado Fabíola, você entendeu o que quis dizer, realmente o custo de vida em SP é caro, vai ser bem difícil juntar dinheiro, essa é uma dica muito boa, ficar uns meses, se não der certo eu volto, vou descobrir uma maneira para ganhar dinheiro para sobreviver e realizar esse sonho, Obrigado!
  10. 1 ponto
    https://exame.abril.com.br/brasil/parque-nacional-da-chapada-dos-veadeiros-e-concedido-a-iniciativa-privada/ Mochileiros. O que já era discutido há tempos, finalmente está começando a acontecer. Se antecipem para os futuros roteiros, fiscalizem, e vamos torcer para que tal mudança resulte não apenas em ganho monetário por parte das empresas, mas também em melhorias na infraestrutura para o visitante e manutenção do parque. É importante ressaltar que o parque ainda será de responsabilidade do ICMBIO, conforme as fontes consultadas
  11. 1 ponto
    Ainda não tive o prazer de ir na diamantina, mas no caso de veadeiros, no entorno existe uma cidade pequena (Alto paraíso) e uma Vila (São Jorge). São Jorge é do lado da entrada do parque, vc indo para lá tem total acesso, sem necessidade de carro. E a distância de São Jorge pra Alto não é tão grande (uns 36km mais ou menos). Entre Alto e São Jorge tem opção de táxi (valores variados) e caronas, que se forem arrumadas pelos grupos do face, ficam na faixa de 30, 35 mangos (eu enfatizo Alto pq lá tem estação rodoviária, com bus pra Brasília, inclusive, e vale a visita tbm).
  12. 1 ponto
    Olá, sou o José Assunção Viajo em fevereiro de 2019 pra Frankfurt e de lá pra outras cidades da Alemanha indo rumo ao leste e depois Budapeste, Praga, Sofia, Bucareste, Skopje, Sarajevo, São Petersburgo, Moscou e Sóchi. Vou sozinho e com pouca bagagem. Eu ficaria encantado em conversar com alguém que vá fazer roteiro semelhante nesta época. Abraços!
  13. 1 ponto
    @Sozinho no mundo eu absorvi o que vc está querendo dizer: não se sente interessado ainda por nenhum curso! De coração, fiz uma faculdade que eu não gostaria e se eu pudesse voltar atrás eu não teria feito, o dinheiro que eu investi numa faculdade infeliz eu poderia justamente ter saído pelo mundão muito antes! Só que na minha opinião, esquece esse lance de São Paulo, o custo de vida lá é muito alto, praticamente impossível vc ir sem emprego certo e ainda conseguir guardar dinheiro, é um tiro no pé! Se vc tem essa vontade de sair mochilando por todos os estados do Brasil, acho legal vc pensar em algo contínuo, um dom que vc tenha, uma forma de virar dinheiro viajando.. pq vc precisa se alimentar, precisa de lugar pra dormir e precisa de transporte, muitos meios hoje ajudam muito nisso, mas tudo com planejamento e força de vontade não há como dar errado, se planeje e siga seu coração! Experimente isso por um ano da sua vida, se tudo der certo, continue, se não der, volte e estude, vc só vai saber se tentar
  14. 1 ponto
    Complementando o que a kau falou, Antes de se jogar no mundo sem dinheiro e sem saber fazer nada, tente aprender alguma profissão ou fazer algum curso que você goste e possa trabalhar em qualquer lugar pela internet, ou então que lhe permita arrumar facilmente um emprego em qualquer cidade. Um pouco de sacrifício, e depois você conseguirá aproveitar a vida viajando por ai de forma muito mais fácil e prazerosa, sem passar necessidade e apertos toda semana. Eu tenho alguns amigos que trabalham com informática e que são "nômades digitais", a cada 3 ou 6 meses eles estão mudando de cidade ou mesmo de país, tudo o que eles precisam para trabalhar é um laptop e uma conexão com a internet. Eu mesmo trabalhei assim, enquanto eu estava estudando 6 meses na Alemanha, e depois emendei mais 6 meses nos EUA, estudava de manhã, e após o almoço corria para "casa" conectar na internet e trabalhar. Mas isto não é algo que venha sem investimento de tempo e dinheiro, é preciso dedicar no mínimo uns 3 uou 4 anos em estudo e algum dinheiro até conseguir experiência para que alguém lhe contrate. E nem todo mundo gosta ou se dá bem nesta área...
  15. 1 ponto
    @Sozinho no mundo todos os comentários acima foram bem realistas. Obviamente, há exceções... mas são apenas exceções. Viver como nômade digital, ou seja, se manter com dinheiro de trabalho na internet é algo bem distante e até pra isso, há um investimento - seja de tempo, dinheiro ou conhecimentos anteriores. Acho que você fez uma pergunta já sabendo o que queria, apenas queria uma confirmação de algo. Se você acha que realmente será mais feliz viajando e conseguindo um sub-emprego em cada parada, se programe e faça. Mas não posso deixar de concordar com a opinião dos meninos. Eu trabalho com internet há 4 anos, antes disso, tive que passar pela faculdade e por alguns empregos que não eram tão legais, mas me deram base (financeira e intelectual) para me permitir fazer o que eu faço hoje. Curso superior não é tudo, mas é uma boa forma de conquistar espaços aqui no Brasil e, sim, te abre portas. Minha dica: procure um emprego melhor, que pague mais, já que não tem interesse em faculdade e faça uma reserva de emergência antes de sair pelo mundão. Há muitos imprevistos em todas as viagens e ter como lidar com isso é importante, nem sempre você vai encontrar pessoas dispostas a te ajudar, então é bom estar seguro para resolver perrengues repentinos. No mais, fazer o que dá vontade é libertador, mas até para isso é preciso planejamento! Boa sorte na caminhada.
  16. 1 ponto
    @Giovanni Santos Oi, Giovanni. Sou de Floripa! A água aqui é meio fria, não tem jeito de fugir disso, mas se for programar pensando no momento em que a ilha estará mais tranquila, final de março é a melhor escolha. Em janeiro e fevereiro geralmente faz bastante calor, mas a cidade está lotada. Espero ter ajudado! Se precisar de alguma dica, pode contar comigo.
  17. 1 ponto
    Salve galera, Estou programando uma viagem de 8 dias para a chapada dos veadeiros, vi que lá rola rapel em algumas cachoeiras. Eu sou paraquedista, apesar de estar um pouco afastada, eu procuro lugares onde haja possibilidade de esportes de aventuras e claro, cachoeiras e vistas incríveis. Alguém pode me dar umas dicas sobre hospedagem e lugares imperdíveis na chapada? Tenho previsão de ir em abril. Valeu!!
  18. 1 ponto
    @analugcs Olha, eu vejo isso com bons olhos, você já começou certo: colhendo informações num site de mochileiros Muita gente que trabalha muito, estuda tem muita dificuldade e tempo para programar uma viagem longa. Por isso sua consultoria pode dar certo. Mas acho que você já poderia cobrar um preço mais justo, sugiro no mínimo $50, e ir subindo se a demanda aumentar. Faça um contrato para deixar bem claro qual serviço vai ser executado. Muito boa sorte! Obs.: fórum tem pessoas educadas e outras nem tanto, desculpe pelas grosserias que fizeram contigo.
  19. 1 ponto
    Henrique, Cara é legal esse Hostel? Quero fazer esse Volunturismo pela nossa Latino América Passei um fim de semana lá poucos meses depois que eles inauguraram. Achei incrível e os donos (Gustavo e Leon) são muito gente boa. Fiquei de voltar pra fazer voluntariado lá mas acabei seguindo outros rumos.
  20. 1 ponto
    A Itália é enorme, nao tem como ti falar exatamente o que fazer pois depende dos seus gostos e tambem de onde vc vai ficar, em qual comune estará. Dê uma lida nos relatos de viagens aqui no fórum e no mais é google mesmo: https://www.mochileiros.com/forum/599-itália-relatos-de-viagem/
  21. 1 ponto
    O que define o preço de um produto ou serviço é a necessidade do consumidor ou o que ele agrega de valor a ele. Tenho um amigo que presta serviço exclusivo para um público bastante restrito. Quando falo em exclusivo, chega ao ponto desta pessoa ser guia particular de um casal de idosos que deseja conhecer a Turquia. Ele sai daqui, acompanha o grupo ou casal e depois volta. Quem banca esse custo da viagem, hospedagem e alimentação, além da margem de lucro dele é o contratante. É um serviço caro, mas ele faz muito do que você está propondo. Não conheço ninguém que tenha reclamado do serviço e do preço cobrado, pois a diferenciação gera valor aos contratantes. Claro que o público é muito restrito, mas existe. Agora, se coloque no lugar de um potencial cliente: Você quer ir a Paris com a pessoa amada ou fazer um Safari na Africa. Você contrataria uma agência que te cobrasse 15 reais para preparar tudo? Eu particularmente não contrataria, pois o valor que o serviço prestado iria me gerar é desproporcional aos 15 reais... No mínimo eu iria achar que é golpe e eu teria muita insegurança de chegar no destino e haver algo errado... É por isso que as agências de viagem cobram o que cobram e ainda tem muitos clientes, pela seguraná e confiança que eles passam no processo. Montar um roteiro completo, com qualidade, entendendo o gosto do cliente e adequando a necessidade dele toma tempo. É muito trabalhoso pois são muitos detalhes. Ainda acho que há um equívoco na precificação. Não quero que você me entenda errado, mas independente do tipo de viagem, não é por um valor relativamente baixo que a pessoa viaja ou deixa de viajar para o exterior. Por exemplo, você conhece alguém que deixou de viajar para Europa porque tinha que fazer um seguro de R$200? Se o serviço gerar valor ao cliente e você cobrar R$500, entendo que terá o mesmo número de clientes ou até mais que cobrando R$15. Grande abraço, Fi
  22. 1 ponto
    Minha opinião é que no Brasil é meio arriscado isso de ir se aventurar sem muito dinheiro, contando que vai arrumar emprego em cada etapa para se financiar para a próxima. Ao contrário dos países desenvolvidos, no Brasil mesmo empregos simples ("bicos") não são tão fáceis de conseguir e pagam uma merreca, mal dão pra vc se sustentar. Dificilmente vc vai conseguir um lugar decente para morar gastando só 300 reais/mês, fora os outros custos. E pode pintar algum imprevisto (tipo ficar doente, ser assaltado, etc.) e vc ter de gastar ainda mais. Eu entendo que vc tem vontade de viajar, e não se imagina paradão num mesmo emprego muito tempo. Mas, se vc não tem uma reserva de dinheiro ou um "paitrocínio" por trás, tem de pensar bastante antes de chutar tudo para o alto. Minha opinião: Vc é novo ainda. O caminho mais seguro é vc pensar um pouco mais na sua carreira agora, e encaminhar seu futuro. Depois de formado ou estabilizado em um emprego, a sua condição financeira vai te possibilitar viajar com muito mais segurança nos seus meses de férias. Ou então junta uma grana e se planeja pra ficar tipo 1 ano viajando. Depois vc volta e toca sua vida. Isso de ficar viajando, juntando dinheiro em bicos, e partir para outro lugar, enfim, mesmo que vc consiga, pode ter certeza que vc vai se cansar muuuuito antes dos 30 anos, e vai querer criar raízes em algum lugar. O que hoje vc acha que é chato, vai ser seu objetivo logo logo. É o normal do ser humano. Conversa com seus pais, veja a opinião de mais pessoas, e boa sorte!
  23. 1 ponto
    Que seja a primeira de muitas. Com respeito, se vai onde quer. Como diz a música "Deixe-me ir, preciso andar, vou por aí a procurar, sorrir pra não chorar".
  24. 1 ponto
    Já viajei pela Indonésia, Filipinas, Tailândia, Malásia, Singapura, Vietnã e India, enquanto eu ainda tinha dólar em espécie fiz o câmbio por eles, depois que acabaram eu sacava da minha conta corrente com meu cartão do banco. Quando precisava fazer saques eu realizava uma quantidade maior para durar pelo menos 1 semana ou mais para diluir as taxas cobradas e assim nao ter ficar pagando por elas constantemente. Minha conta e no Itaú e meu cartão é Master internacional. Voce chegou a pedir a liberaçao do uso do cartao no exterior porque mesmo que o cartao seja internacional é preciso libera-lo.
  25. 1 ponto
    Resumindo... a gnt precisa se arriscar né e deixar de ficar apenas no achismo pensando se eu fizesse isso, se eu fizesse aquilo...
  26. 1 ponto
    @SiSchiavo , gratidão mana! Sua ternura em forma de palavra teve precisão acupuntúrica. Estava precisando ouvir isso ❤️
  27. 1 ponto
    Analugcs, acredito que tenha havido alguma confusão na interpretação de sua intenção no inicio do tópico. No meu entendimento você quer montar uma Startup de apoio a viajantes. A idéia é muito válida e há mercado para isto em minha opinião. Hoje há muitas agencias de viagem que fazem isto, mas não com tanta personalização como entendi que você quer oferecer. Agora, você precisa montar um plano de negócios para entender a viabilidade do projeto. Sinceramente, o que você deseja oferecer não me parece viável ao custo de R$15. Fazendo algumas contas básicas, com esse valor você deve ter que organizar 133 viagens para um faturamento bruto de 2mil reais por mês. 133 viagens você precisa montar 4,5 roteiros personalizados por dia (trabalhando de domingo a domingo), o que é impossível na sua proposta. A ideia é valida, mas precisa pensar em como operacionalizar isto, sem oferecer um serviço "meia boca" e sem ter prejuizo.
  28. 1 ponto
    Sei que eu tô relapso com esse relato, galera. Mas não desistam de mim hehe. Até 2050 ele termina.
  29. 1 ponto
    Algum motivo específico para ir até Umuarama? A partir de Campo Grande, você poderia ir também sentido Nova Andradina, Rosana, Nova Londrina, Paranavaí e, então, Curitiba.
  30. 1 ponto
    BR 116 é melhor,vai até Feira e lá entra para Sergipe.
  31. 1 ponto
    Desde sempre que Noronha está no radar. O problema sempre foi preço e logística. Não cabe num fim de semana e, para mim, não cabia num feriado. Dado que perdemos o dia de chegada e boa parte do dia da volta, um feriado de 4 dias resultaria em 2 dias cheios somente. Eu arbitrei para mim que precisava de pelo menos 4 dias cheios. Noronha caía então num limbo: não cabe num feriado, e nas férias vamos para fora. Mas eis que a oportunidade chegou. O Rio de Janeiro tem feriado no dia 20 de Novembro. Junte esse com o do dia 15 e temos um mega emendão de 6 dias. Assim que identifiquei isso, no começo de 2018, corri para emitir passagens com milhas. Foram as milhas mais caras que já usei (25 mil por perna com o smiles), mas usei com muita felicidade. Sabendo dos altos preços na ilha, logo reservei uma pousada – Flat do Indio, a mais em conta que encontrei no booking com ar condicionado e banheiro privativo. Por 300 a diária. Chegamos em Fernando de Noronha conforme previsto, por volta das 16hs. Fizemos rapidamente o check in na ilha – já havíamos pago a taxa antecipadamente – e, como não tínhamos mala, fomos os 1os a sair. Mas eis que... não havia taxis no aeroporto na chegada! Primeira coisa estranha. Não demorou 5 minutos para que um aparecesse, e assim fomos para nossa pousada. Apenas largamos as coisas por lá e imediatamente partimos para curtir o pôr do sol em algum canto próximo. Podia ser no forte da Vila dos Remédios, mas preferimos as praias. Fomos mapeando o lugar a pé, e logo descobrimos as ladeiras de que tanto falam. De onde estávamos – ficamos na Vila do Trinta -- até a praia era só descida. Primeira praia foi a do Cachorro. Era pequena, naquela época com muito pouca areia (muita pedra) e não daria pra ver o pôr do sol na plenitude. Seguimos para a Praia do Meio. Melhor, mas seguimos antando ainda assim. E estacionamos no Bar do Meio, que fica entre a Praia do Meio e a da Conceição. Depois soube que é um bar famoso e badalado. Tinha a long neck mais cara que vi na ilha: 20 reais. O preço padrão de Noronha era 15 reais. Curtimos o pôr do sol a seco mesmo. O primeiro pôr do sol de tantos outros, de todos os outros dias. Sempre um belo espetáculo. Da Conceição, após escurecer, seguimos andando novamente, agora para o Boldró. Dá uma boa caminhada, por estrada de terra desinteressante, mas tranquilamente caminhável. A ideia era já fazer a carteira do ICMBio, que permite a entrada nas 2 regiões principais da ilha: Golinhos/Sancho/Mirante dos Porcos, e Sueste. Cerca de 100 pratas pelo ingresso. Perguntamos sobre as trilhas, e a galera do próprio ICMBio disse que, se quiséssemos fazer a do Atalaia, o ideal era chegar às 4 da madrugada pra ficar na fila e esperar abrir, o que só ocorreria às 8:30. Não, obrigado. Sem trilhas. Na verdade, do que apurei, tem fila sempre. Mesmo para trilhas com pouca demanda, como a Capim-Açu. Queremos fila não, dispensamos as trilhas. Ao lado do ICMBio tem o Projeto Tamar, sempre bem legal. E o de Noronha é grátis! Coisa rara na ilha. Todos os dias às 20hs tem palestra sobre alguma coisa, e creio que seja sempre interessante. Nesse primeiro dia demos a sorte de ser sobre como é viver em Noronha, ou seja, praticamente uma introdução geral para quem chega. Excelente! Às 19hs geralmente também tem outras atividades, sejam visitas guiadas sobre as tartarugas, sejam apresentações de vídeos. Um bom lugar para curtir. Depois da palestra ainda voltamos andando até a Vila dos Remédios. Como havíamos almoçado no aeroporto do Recife, só queríamos uma coisa tipo pizza. Encontramos uma na praça, a 40 pratas por cabeça, e que eu diria que era beeem mais ou menos. Enfim, fomos dormir. Sexta-feira. Era nosso primeiro dia cheio na ilha, previsão de tempo bom. Vamos logo para o filé mignon, é claro! Chamamos um taxi logo cedo para ir direto para o PIC do Sancho. (PIC = Posto de Informação e Controle, onde verificam sua credencial – aquela que vc precisa tirar no ICMBio). O PIC só abre às 9 (ou será 8?), mas vc pode chegar antes que o pessoal libera acesso para quem quer ir até a Baía dos Golfinhos observar os golfinhos nadando. O Projeto Golfinho Rotador tem sempre gente por lá observando e fazendo contagem dos golfinhos, e também disponibilizando binóculos para quem quiser ver mais de perto (vale a pena!). Nesse dia, conseguimos uma façanha: não havia golfinhos. Nenhum! Nada. Era um belo dia, águas estavam calmas para o período, mas eles não estavam lá. Nem estiveram antes (eventualmente vc vai ler que precisa estar lá às 6 da manhã pra ver). Não era dia. Desistimos e seguimos a trilha que vai margeando o paraíso, com sucessivos mirantes para os édens locais. Leia-se Praia do Sancho. Estava um dia sublime, fazendo jus à fama da praia. Do alto de algum dos mirantes, observamos alguns tubarões fazendo a festa com cardumes de sardinhas. Esses cardumes geralmente são identificados como uma mancha escura na beira da praia. Os tubarões vão fazendo strike no cardume para o café da manhã. Logo eles vão embora, e a praia fica acessível a todos. Mas tinha gente nos mirantes que dizia não entrar mais naquela água. Chegamos então ao Sancho. E logo pegamos a famosa escada, que parece impor algum medo às pessoas. Não é pra tanto, é mais fácil do que parece, só é eventualmente apertado. E, claro, pessoas inaptas à atividade física não devem se arriscar. Descemos e chegamos ao Sancho. Havia gente por lá, mas ainda muito pouca. Ficamos do lado com sombra. E partiu snorkel. De cara me deliciei com uma enorme arraia, pertinho da areia. E vários peixes. Visibilidade excelente, como esperado. Curtimos um bom tempo ali no Sancho, areia, snorkel, areia... Não vi tubarões, acho que àquela altura eles já tinham saciado a fome matinal. No fim da manhã decidimos subir e conhecer o mirante da Baía dos Porcos. Na hora de subir, havia uma longa fila, então demos mais um tempo na praia. Qdo a fila diminuiu, vimos que havia horários de subida e descida! É coisa nova que começaram a implantar em Novembro mesmo. E naquele horário era descida. Então curtimos mais uma horinha no Sancho, agora do outro lado (naquela hora o sol estava em cima, praticamente não havia sombras). Mais areia, snorkel, areia, e enfim subimos. Fomos andando pelos mirantes até finalmente nos deparamos com o (ou mais um) cartão postal de Fernando de Noronha, os Dois Irmãos. O visual a partir do mirante da Baía dos Porcos é mesmo extraordinário. Curtimos outro longo tempo por lá. Tem uma fortaleza por lá (na verdade, Fernando de Noronha tem uma série de fortalezas que hoje são meras ruínas em grande parte – mas há planos de revitalizá-las, tanto que a principal, dos Remédios, está em processo), o Forte São João Baptista dos Dois Irmãos, de onde se tem espetacular vista dos Dois Irmãos, da Baía dos Porcos, e do outro lado da Praia do Sancho. Ótimo lugar, de onde pelo visto modelos (e aspirantes) tiram sempre um mesmo tipo de foto deitadas numa árvore com o Dois Irmãos ao fundo. Encerramos nossa visita e seguimos de volta. Uma outra coisa muito bacana de lá são os atobás, que de alguma forma me lembraram os boobies de Galápagos. Tem vários ninhos, e vários deles voando por lá. Demos saída do PIC e fomos andando para a Cacimba do Padre, que era a praia seguinte, e que é onde há acesso à Baía dos Porcos por baixo. Na hora em que chegamos a maré estava crescendo, então tivemos de subir tudo pelas pedras (na baixa vc faz uma pequena parte pela areia mesmo). É tranquilo. Na Baía dos Porcos, mais snorkel. Mais arraia! E a peixarada de sempre. Ótima visibilidade novamente. O mar não estava nos dias mais calmos – a temporada de mar calmo consta que é de julho a setembro, mais ou menos. A de surf vai de dezembro a março. Então estávamos prestes a entrar na época de surf. Mas o máximo que ocorria era o mar te levar para cá e para lá um pouco, nada que atrapalhasse o snorkel. Curtida a Baía dos Porcos, seguimos. Maré então já estava baixando de novo, de modo que pudemos seguir pela praia, passando pela Cacimba do Padre (lá tinha cerveja; nos PICs não vendem álcool), Quixabinha (que é uma praia escondidinha entre as outras duas) e Bode, onde havia belas piscinas naturais no cantinho. Na Cacimba e no Bode rola aluguel de barraca + 2 cadeiras a 50 pratas. Fora o consumo. Do Bode pegamos trilha. A ideia era seguir pela praia, mas a descida para a praia seguinte, a do Americano, nos pareceu meio complicada, então seguimos pela trilha. Até que nos deparamos com um lugar com barzinho e um forte na frente. Depois do Americano (com vista para lá) e antes do Boldró. Já estava perto do fim de tarde, decidimos estacionar ali para curtir o pôr do sol. Descobrimos que era ali o famoso forte do Boldró, dos locais mais famosos para se assistir ao pôr do sol na ilha. De fato, um espetáculo. E local de parada de diversos buggies e vans e etc. da galera que, presumo, tenha passeado por todo o dia. Fica cheio. Mas tem espaço para todos. E ainda rola música do bar. Encerrado o espetáculo nosso de cada dia de admirar o pôr do sol, seguimos por trilha novamente, agora para o Boldró. Não estava sinalizada (a sinalização na ilha em geral é muito boa), mas facilmente identificável – e a galera local nos mostrou. Chegamos não na praia do Boldró, mas no alto. Curtimos o Tamar novamente. Nesse dia teve música (forró) e comidinhas na parte externa depois da palestra. Simples e bacana. Foi onde finalmente comemos. Depois de visita guiada, palestra e showzinho com comidinhas, chamamos um taxi e fomos para a pousada dormir. Sábado. Nesse dia tomamos um café (a pousada deixa um café para galera beber, embora não ofereça café da manhã) e pegamos um busum para o Sueste. Eu achando que saímos tarde, mas chegamos lá e o PIC do Suste ainda estava fechado: só abre às 9. Chegamos pouco antes disso. Se tivesse chegado muito antes, ideal era ir para o Leão. O Sueste é outro espetáculo. Mas sem sombras. Andamos a praia toda, depois estacionamos na área onde se pode banhar. Existem áreas delimitadas na praia: onde ninguém pode entrar, onde todos podem entrar, e onde só se pode entrar com colete para não pisar nos corais. Lá vc pode contratar um guia para fazer snorkel. Ele leva onde geralmente se encontra mais bichos (arraias, tubarões, tartarugas). Sai por 60, cai para 50 por pessoa se for mais de 1. O aluguel do colete custa 10. Eu fui. Vimos tartaruga, arraia e uma cobra (esqueci o nome correto! E não era moreia). A correnteza tava meio forte, acabei me cansando na quase uma hora de natação. De volta à areia dei uma descansada e logo vimos que tinha um tubarãozinho bem na beirada da praia nadando para lá e para cá. E lá fomos nós atrás dele. Nós e vários outros – felizmente apenas para filmar, ninguém cometeu a insanidade de tentar segurar ou mesmo cercar bicho. Deve ser um raro lugar de praia onde as pessoas falam “tubarão” e a galera sai correndo *pra ver* o tubarão, não pra fugir. Salvo engano, era um tubarão-limão. Ele (mas podia ser mais de um) ficou um bom tempo ali nas redondezas, volta e meia alguém apontava e tal. Reconheci um dos integrantes do projeto Tamar por lá, que na verdade era um estagiário de turismo. Ficamos trocando ideia por um tempo (estagiar em Noronha deve ser um paraíso para estudantes de turismo!) antes de mergulhar novamente. Fiz novas incursões de snorkel, mas agora solo. E foi paradoxalmente bem melhor do que com guia! Nadei para longe (nadadeiras ajudam muito nesse ponto!), vi tartarugas grandes e um tubarão lixa que estava recluso debaixo de uma pedra. Já valeu pelo snorkel! Com o sol do meio dia, decidimos levantar acampamento e seguir para o Leão. Andando. No caminho, um casal de buggy nos ofereceu carona – a única que tivemos em toda a estadia. Bem simpáticos. O visual da chegada à Praia do Leão é estonteante. Estão construindo uma estrutura que vai servir de mirante também. Por ora é no improviso. Mas o espetáculo é o mesmo. Descemos e curtimos um pouco da praia, num canto onde as águas batem com mais calma. Dá até pra ficar de piscininha. Mas era maré alta naquela hora, então as ondas, mesmo ondinhas, davam uma chacoalhada. Não há infra no Leão. Curtimos um tempo na praia e depois seguimos de volta. Fomos percorrer os mirantes da região até Caracas. Todos são sublimes, mas destaco o mirante para o Sueste. Pelas cores do mar que vimos daquela posição. Andamos de volta para o PIC do Sueste, onde pegamos o busum para a outra ponta da ilha, a Praia do Porto. Estacionamos por lá. Fui verificar o mergulho para fazer no dia seguinte. Tinha a dica do Bodão, mas acabei indo primeiro na Sea Paradise, onde já tive uma boa referência de como seria o mergulho. 250 para credenciados, no cartão, para 1 mergulho. Fui no Bodão e era um pouco acima disso (acho que 270), mas com um percurso mais limitado – era o mesmo do batismo. Na verdade, entendi que ali, em ambos os casos – seja vc mergulhador ou não --, vc vai fazer praticamente a mesma coisa. Optei pela Sea Paradise e marquei para o dia seguinte. Só tinha saída ao meio dia. Ficamos de relax no Porto até o pôr do sol. Descobrimos o Recanto da Graça, que tinha cervas de 600ml (Original, Heineken, Bud, Stella) a 18 pratas -- em Noronha, na praia, isso é barato. Foi onde estacionamos. Aproveitamos para petiscar e sair do jejum. Fomos andando de volta para a Vila dos Remédios, em direção ao Forte. Haveria às 19hs um showzinho por lá, do Projeto Música no Forte. Violino pop, foi bacana, curtimos. Depois ainda fomos curtir uma saideira comendo nachos num barzinho em frente ao cachorro. Muito bom. Domingo. Saímos cedo para conhecer o Buraco do Galego, que fica na Praia do Cachorro. Maré tava baixa, mas crescendo. Maior galera na fila para fazer foto, ninguém curte. Não tem como curtir. Tem mais gente que espaço, e todos querem foto. Desencanei de entrar, e logo voltamos. Ficamos um tempo numa sobrinha na Praia da Conceição de relax, aproveitando para mergulhar na maré baixa. Aproveitei para ver o esquema das barracas. Aluguel por 40 da barraca com 2 cadeiras. Na barraca do DudaRei, se vc consumir mais de 50, não paga. Ou pode ficar no restaurante deles, logo atrás. Depois fomos andando para a Praia do Porto. Estacionamos novamente na Graça (pegamos a última mesa!), e fui para o mergulho. Eu e mergulho: Em 2012 estivemos em San Andres e foi quando me veio à cabeça aprender a mergulhar. Acabei não levando o plano adiante, mas no ano seguinte eu fiz o curso para logo depois mergulhar na Grande Barreira de Corais, num liveaboard na Austrália. Inesquecível. Mergulhei ainda esporadicamente naquele ano em Arraial (novamente, além dos mergulhos do curso), no Rio e no Abismo Anhumas, no Natal de 2013. Foi quando tive uma inflamação no ouvido. E nunca mais. Passei por algumas grandes oportunidades de mergulho (Caribe, Tailândia, Galápagos), sempre me contentando com snorkel. Mas decidi que voltaria em Noronha. Só que já somavam 5 anos sem mergulhar. A rigor, eu já havia esquecido boa parte do que aprendi. Precisava de uma boa reciclagem, o que felizmente fizemos. Mergulhamos 3 pessoas, além do guia. Os outros 2 também eram mergulhadores credenciados que não mergulhavam havia algum tempo, ou seja, todos precisávamos de uma reciclagem. O guia, Rafael, foi ótimo: nos relembrou as coisas básicas, as coisas necessárias, fez um rápido treinamento e seguimos adiante. Um Scuba review express, mas muito útil (ao menos para mim!). Mergulhamos na praia mesmo (na Praia do Porto há duas barracas: a do Sea Paradise e a do Bodão; ambas descem ali mesmo). Vc entra na água e vai baixando. O começo foi realmente de adaptação para mim, de reencontrar o equilíbrio de respiração, sobretudo a calma. Levou um tempinho, e relaxei. E curti. Mas curti muito. Nós fomos nos dois naufrágios, o Eleni e o Maria Stathatos, além do Trator de Esteira (que também afundou e lá ficou). Vimos tartaruga, arraias, moreias e muitos peixes coloridos. Passamos por um túnel do naufrágio que é local de peixes praticamente estacionados, muito bacana. Visibilidade excelente. Deu quase uma hora de mergulho, que achei um barato. Por ver o naufrágio, pela peixarada que vimos, e pela minha volta ao fundo do mar. Saí muito feliz. Passei o resto do dia mergulhando de snorkel na Praia do Porto, que achei excelente para ver bichos. Vi tartarugas facilmente, e até duas de uma só vez, nadei atrás de um tubarão lixa, e ainda cheguei de novo na área do naufrágio. Praia do Porto para snorkel é ótima! De resto, ficamos de relax na Graça com as cervas e petiscos. Tentei descolar passeio de barco para o dia seguinte, mas a galera dizia que estava para entrar um swell que tornaria o passeio mais “agitado”. Como Katia veta solenemente passeios de barco que não sejam absolutamente tranquilos, desencanei. Pegamos um busum para a Vila dos Remédios e fomos ver o pôr do sol do alto do Forte. Passamos no mercado e compramos umas cervas para acompanhar (latinhas geladas de Heineken a 6). Mais um espetáculo. Encerramos o dia repetindo o anterior, com nachos no barzinho em frente ao Bar do Cachorro. Segunda-feira. Acordamos mais cedo e saímos pra ver o sol nascer do forte da Vila dos Remédios. Chegando lá, tinha mais gente. Acho que o melhor lugar deve ser o Buraco da Raquel, que dá de frente. De qq forma, foi bacana, curtimos. Vimos golfinhos ao longe lá do alto do forte. Ainda passamos na Praia do Cachorro pra ver o Buraco do Galego sendo castigado pelas ondas. Aproveitamos para passear pela área quando todos ainda estão acordando, e ir no mercado comprar suprimentos para comer no café da manhã. Depois do café, fomos pegar o busum. Como era dia de swell, conforme previsões – a discussão era quanto à intensidade --, optamos por pegar praia. Escolhemos a Cacimba do Padre para a 1ª parada. Descemos do busum e fomos andando, via Bode. Estacionamos numa das barracas de 50 pratas e passamos a manhã por lá. A Baía dos Porcos estava com o mar bem agitado. A maré baixa embeleza bastante o cenário, mas mar estava agitado mesmo. Conforme o dia foi passando, e a maré aumentando, a força do mar foi aumentando também. Houve momentos em que era difícil resistir ao mar puxando pra dentro. Era dia pra não entrar no mar. Ainda assim vimos alguns barcos – ou seja, rolou passeio. Mas vimos ao longe como eles chacoalhavam entre as ondas. Consta que a Cacimba do Padre é a praia que os surfistas buscam, mas na temporada de surf. De tarde fomos para a Praia da Conceição, passando novamente pela Quixabinha, Bode e Boldró. Maré estava um pouco alta pra passar, mas dava. Entre a Quixabinha e o Bode, me estrepei nas pedras (se beber, evite as pedras!), mas foi coisa leve. Com maré alta e swell, nada de piscinas no Bode. Na Conceição estacionamos no DudaRei, onde ficamos observando as ondas altas. Nesse dia fomos curtir o pôr do sol no Bar do Cachorro, com direito a sax. Não tinha visão direta do sol, mas o clima é bem bacana. Nesse dia nos permitimos uma esbanjada e fomos jantar em restaurante pela 1ª e única vez – era nossa última noite. Escolhemos o Cacimbas, e foi realmente ótimo. Terça-feira. Decidimos rever o principal de Noronha, então partimos cedo de taxi para o PIC do Sancho. Mais cedo que da 1ª vez. Direto para a Baía dos Golfinhos. E dessa vez, sim, eles estavam lá! Dessa vez havia vários – e havia bastante gente pra ver também, tanto que não havia mais binóculos disponíveis. Curtimos um longo tempo por lá, aprendemos mais sobre os golfinhos conversando com o pessoal do Projeto Golfinho-Rotador. E seguimos nosso passeio. Além de o céu estar um pouco nublado, a Praia do Sancho estava bem diferente nesse dia. O swell tinha entrado firme, e era nítido como o mar estava remexido. Longa faixa de espuma, onde antes víamos o azul, a mancha escura de sardinhas e os tubarões passeando. Manchas de areia espalhadas, indicando como o mar estava levantando a areia daquelas áreas. E ondas mais fortes batendo na praia, que dias antes estava calma. Seguimos para o Mirante da Baía dos Porcos e a diferença era ainda maior. Onde eu havia feito snorkel dia antes agora era um mar de espuma e areia, visto do alto. O cenário de beleza da praia fica intacto praticamente, no entanto. Mas não estava interessante para banho de mar. Voltamos para o PIC, e a ideia era tentar o Sueste. Mas mudamos de ideia, presumindo que toda a ilha estaria afetada pelo swell. Fomos então conhecer o Buraco da Raquel e arredores. Pegamos o busum para lá. Descemos no Porto e vimos como estava a praia. O que antes eram ondinhas mínimas, ideal para a criançada e para ficar flutuando de snorkel, agora era onda que atraía surfistas. Completamente diferente. As barracas de mergulho (Bodão e Sea Paradise) nem deram as caras. Era outro cenário. Conhecemos o Buraco da Raquel, visitamos o Museu do Tubarão – muito bacana, bem informativo não apenas sobre os tubarões (ensinava até mesmo o swell!), e grátis – depois fomos seguindo até a pontinha, onde se chama Air France, onde tem o encontro do mar de dentro com o mar de fora. Ambos agitados. Mirante dos tubarões, onde possivelmente se enxerga o bichão, estava lá, também com o mar agitado. Nada de ver tubarões. Fizemos um relax na praia. Só tinha surfista. Depois pegamos o busum de volta para a vila. Na vila ficamos visitando algumas atrações culturais que deixamos para o final. Tinha um museu, mas que estava fechado (mas a placa na porta indicava que ele deveria estar aberto...), tinha o Palácio, e outras atrações menores. Noronha é praia mesmo, de modo que descemos para o Cachorro para admirar o swell batendo firme na praia e puxando para o mar o que tinha pela frente. O som do mar recuando em meio às pedras era um barato. E o Buraco do Galego lá ao longe, sendo castigado. Encerramos nossa estadia com uma saideira no Bar do Cachorro. Voltamos para a pousada, banho, taxi, aeroporto, Recife. A Gol mudou algumas vezes os vôos desde a emissão da passagem e, no fim das contas, a volta acabou prejudicada. O que antes era uma simples conexão de uma hora em Recife chegando de noite no Rio, virou uma longa conexão de mais de 9 horas, chegando ao Rio de manhã no dia seguinte. Passamos a noite na Boa Viagem e aproveitamos para jantar e rever amigos. Dia seguinte estávamos de volta ao Rio e ao batente. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Quantos dias? Eu sempre tive para mim que pelo menos 4 dias cheios eram necessários. Eu hoje diria que o mínimo para Noronha são 3 dias cheios. Eu dividiria +- como fiz: 1º dia percorrendo Golfinhos, Sancho, Porcos, Cacimba e etc. Mar de dentro. 2º dia com Sueste, Leão e qq outro canto que sobrar para o fim de tarde. 3º dia para mergulho, passeio de barco e praia do Porto. E os bônus eventuais de tempo dos dias da chegada e partida. Necessário ter sorte para todos os dias estejam bons e sem swell. Mas esse é o mínimo. Quanto mais, melhor (e mais caro!). Quanto $$$$$? Isso vai de cada um. Vc pode ficar no albergue com banheiro compartilhado, pode ficar na pousada finesse das celebridades. Idem para comida. Mas vamos a alguns preços comuns (em Novembro de 2018): Garrafinha de água (500ml) varia entre 5 e 6 reais. Cerveja long neck é praticamente tabelada a 15 nos bares (20 no Bar do Meio, 16 no DudaRei, 12 no Recanto da Graça). Nos mercados esse preço cai pela metade. Barracas de praia: aluguel de guarda sol e 2 cadeiras sai a (acho que) 25 no PIC Sueste, 50 na Cacimba e no Bode. Na Praia do Porto era 40. Mas no bar Recanto da Graça você se sentava de graça (desde que consumisse, claro). Na Conceição o 1o que perguntei falou em 30. Em seguida o bar DudaRei disse cobrar 30 mas se consumir 50 reais não paga pelo aluguel. Corridas de taxi custam entre 30-40. Busum sai a 5 reais. Guarde o número da cooperativa de taxis – mas qualquer pessoa na ilha vai ter. Onde ficar? Vila dos Remédios. É onde tem o agito, é onde tem mais opções. Fiquei na Vila do Trinta e também achei muito bom, fica um pouco mais afastada e basta caminhar (não temos problemas em caminhar – vide o relato). Mas é importante saber que é ladeira. Por exemplo: Da praia do cachorro até o ponto do nortaxi é subida em pedra antiga. Ruim de andar de chinelos. Depois é subida em asfalto. E segue subindo, até a Vila do Trinta. Tem pousadas no Sueste, mas só se vc alugar carro e/ou quiser isolamento, ou se quiser se dedicar ao Sueste. Curiosidades linguísticas: Fernando de Noronha é como a galera começou a chamar Fernão de Loronha, que foi o primeiro “dono” da ilha, ainda nos tempos das capitanias. Boldró é como ficou conhecida a região em que os americanos ocuparam (daí a Praia do Americano, logo ao lado) e que chamavam de “bold rock”. Bold rock = boldró. Durante a 2GM, os americanos fizeram base na região e chamavam a região de bold rock.
  32. 1 ponto
    No mês de maio de 2018 viajei para a Itália com o objetivo de assistir a duas etapas do Giro d’Italia, uma das competições de ciclismo mais importante do mundo ao lado do Tour de France. Ao todo são 21 etapas. Nessa edição as três primeiras etapas foram em Israel antes de chegar na Sicília, já na Itália, e subir até o Norte e depois retornar ao Sul para a última disputa em Roma. Meu objetivo era assistir a 14ª etapa, com partida de San Vito Al Tagliamento com chegada no Monte Zoncolan. Assistir de perto uma final de etapa sobre o mítico Zoncolan na região do Friuli é o sonho de qualquer ciclista ou apreciador do esporte. Considerada a montanha mais dura da Europa, com 10,2km e com ganho de elevação de 1.225 metros, torcedores do mundo todo disputam espaço ao longo de toda subida para ver de perto o sofrimento e a garra dos melhores ciclistas de estrada do mundo. Na tarde do dia 19 de maio eu e o amigo Tacio Puntel, que mora no país há 13 anos, estávamos estrategicamente colocados sobre a Montanha para assistir à chegada. Milhares de pessoas chegaram cedo ou até acamparam no local, onde a temperatura mínima naquela madrugada tinha ficado abaixo de zero. Mas tudo é festa. Ali ficou evidente para mim como a cultura do ciclismo é tão importante para a sociedade italiana e europeia. Mas para a alegria de alguns e a tristeza de outros quem ganha a etapa é o britânico Chris Froome (que se tornaria o campeão do Giro) seguido de perto por Simon Yates e em terceiro colocado o italiano Domenico Pozzovivo. No outro dia fomos até Villa Santina para assistir a passagem da 15ª etapa com 176km, que teve início em Tolmezzo e chegada em Sappada, também na região do Friuli. A passagem dos ciclistas ocorreu dentro da cidade. Sentados em um bar ao lado rua, podemos ver toda a estrutura envolvida para dar suporte as 22 equipes que somam quase 180 ciclistas. Ônibus, Vans, Carros de abastecimentos, motos, equipes de televisão, ambulâncias. Uma grande logística para um negócio milionário que percorreu mais de 3.571 mil quilômetros em terras israelenses e italianas. Mas nem só de assistir ao Giro se resumiu essa viagem. Após passar alguns meses planejando roteiros para pedalar na Itália, Áustria e Eslovênia, chegava a hora de pôr em prática. Narro a partir de agora alguns trechos de cicloturismo que realizei nos três países. Cleulis (Itália) – Passo Monte Croce - Dellach (Áustria) – 70km. Acordei decidido que iria almoçar na Áustria. Para chegar até lá teria que enfrentar o Passo do Monte Croce Carnico, ao qual já tinha subido e tinha noção que não era muito difícil. O retorno porém, era uma incógnita. O dia estava bonito, a minha frente a espetacular Creta de Timau, a montanha de 2218m, me mostrava o caminho. Uma parada rápida para foto na capela de Santo Osvaldo e cruzo Timau, a última frazione antes de chegar à fronteira. A partir dali, só subida e curvas. Muitas curvas. Eram incontáveis os grupos de motociclistas, trailers e cicloturistas que desciam a montanha. A cada curva um novo panorama se abria. Placas indicavam a altitude, 900m, 1000m, 1200m, até alcançar os 1375m na fronteira Itália/Áustria. Depois, só alegria... Descida de 12km até Mauthen. Parada em Kotschach para foto e planejar o próximo passo. Viro à direita na 110 e o vale que se abre a minha frente (e que se estende por quase 80km até Villach) me faz recordar da Áustria dos cartões postais e filmes. Campos verdes infinitos e montanhas que ainda conservavam a neve do inverno. O que mais me impressionou foi o aroma. Um frescor no ar. Uma mistura de terra molhada com lenha verde recém cortada. Segui por esse vale até encontrar a primeira cidade, a segunda, a terceira. Resolvi que era hora de voltar. Encontro a Karnischer Radweg R3, uma ciclovia que acompanha um belo Rio de águas cristalinas. Chego novamente em Mauthen, compro um lanche reforçado e quando vejo já estou subindo os 12km em direção a Itália. Começa a chover faltando poucos quilômetros para a fronteira. Parada obrigatória no Gasthaus Plockenhaus. Tempo depois a chuva diminui e começo o último trato até a fronteira. Mais um túnel congelante. Pedalo forte para esquentar o corpo. Na fronteira, já aquecido, vou beber um café no Al Valico, no lado italiano. Como ainda tinha algum tempo até anoitecer e querendo aproveitar ao máximo a viagem, deixo a bicicleta no restaurante e parto rumo a um trekking montanha acima, rumo ao Pal Piccolo. O local foi cenário de um dos episódios mais sangrentos da Primeira Guerra Mundial e hoje abriga um museu a céu aberto, onde mantém em perfeito estado as trincheiras e equipamentos utilizados nas batalhas entre o Império Austro-Húngaro e Itália. Seria uma caminhada de 2km com quase 600m de subida. Logo comecei a ver alguns animais selvagens e neve. Nenhuma palavra pode descrever o que eu senti lá. É emocionante estar em um local de Guerra tão bem preservado a quase 2 mil metros de altitude. Ali as trincheiras ficam a menos de 30 metros umas das outras. A bateria da Gopro e do celular já tinha acabado. A minha também. Apenas uma foto registrou a chegada. Não demorei muito e comecei a descer. Depois de 40 minutos de descida até a fronteira, pego a bicicleta e desço em direção a Cleulis, sob chuva e vento forte. Grossglokner Alpine Road – Áustria – 30km O corpo cobrava o preço do esforço dos últimos pedais e do cansaço da longa viagem. O sábado amanheceu bonito na região da Carnia na Itália e fazia calor quando partimos rumo a Heiligenblut na Áustria. O contraste do verde das montanhas com alguns pontos de neve com o céu azul e a brisa leve nos lembravam que a primavera havia chegado e não iria demorar muito para o verão dar as caras. Por volta do meio dia chegamos a Heiligenblut. A partir dali eu seguiria pedalando. Rapidamente preparo a Mountain Bike, me visto, respiro fundo e começo a “escalar” os 15 quilômetros até o mirante do Grossglockner, a maior montanha da Áustria e a segunda da Europa, com 3797m de altitude. Os primeiros metros, com uma inclinação de 15% já demonstravam que o desafio seria vencido com paciência e força. O calor me surpreende, o Garmin marca 33 graus e uma altitude de 1295m, o que só aumenta o desconforto, que iria diminuir conforme ganharia altura. Pra quem já subiu a linha São Pedro, Cortado, Cerro Branco, Lajeado Sobradinho, Linha das Pedras ou Linha dos Pomeranos pode ter uma pequena ideia do que foi. Chegava na marca dos 11km de subida, na altitude de 2000 mil metros. Pausa para hidratação e para admirar a paisagem. Picos nevados, cachoeiras, mirantes, campos verdes. Impossível não ficar hipnotizado com tamanha beleza de uma das estradas alpinas mais bonitas do mundo. Depois de 2 horas e 15 minutos e algumas paradas para hidratação chegava a 2.369m com uma visão espetacular do Glaciar Pasterze com 8,5km de comprimento e do imponente Grossglockner. Depois de comprar alguns souvenires e comer um pouco, iniciei a descida que em alguns pontos era possível ultrapassar facilmente os 80km/h. Triglav - Kranjska Gora (Eslovênia) Tarvisio - Pontebba - Chiusaforte - Moggio Udinese (Itália) Parque Nacional Triglav, Eslovênia. Passava do meio dia quando inicio mais uma pedalada. O trajeto do dia seria quase todo em ciclovias através de vales. Segui até a fronteira em Ratece e dali até Tarvisio na Itália onde encontrei a ciclovia Alpe Adria que inicia em Salsburgo na Áustria e vai até Grado no litoral do mar Adriático. Feita sobre uma antiga ferrovia, asfaltada e bem sinalizada é considerada uma das mais bonitas da Europa. Diversos túneis, pontes, áreas para descanso e pontos para manutenção das bikes com ferramentas a disposição. Durante o dia cruzei por centenas de ciclistas e fui cumprimentado por japoneses, espanhóis, alemães, holandeses e claro, italianos. É um parque de diversão só para ciclistas. Um ponto de encontro de apaixonados por bicicleta de diferentes nacionalidades. Ali famílias pedalam tranquilamente, sem pressa. Mais do que uma atividade física, percorrer a Alpe Adria é uma viagem na história e nos valores culturais e ambientais do Friuli. A paisagem mudava constantemente, ao fim de cada túnel se abriam bosques selvagens, montanhas rochosas e rios com água em tons de azul. Parei na antiga estação de Chiusaforte que foi transformada em um bar para cicloturistas. Dessa cidade as famílias Linassi, De Bernardi e Pesamosca emigraram para a Quarta Colônia na década de 1880. Recarreguei as energias com café e cornetto e segui em frente encantado com a beleza do Rio Fella. Após alguns quilômetros, ao lado do Rio Tagliamento encontrei a cidade medieval fortificada de Venzone. Próximas paradas: Buia terra das famílias Tondo e Comoretto e a cidade de Gemona Del Friuli das famílias Copetti, Forgiarini, Baldissera, Londero, Brondani, Papis, Rizzi, Patat e tantas outras que dali saíram para colonizarem a região central do nosso Estado. Nos últimos quilômetros encontrei a belíssima planície friulana e Údine, Palmanova e Aquileia, a antiga cidade romana fundada em 181 a.C. que conserva vestígios arquitetônicos do Forum, do porto fluvial e os 760 metros quadrados de mosaico do século III na Basílica de Santa Maria Assunta. Já era tarde da noite quando cheguei em Grado. Degustei uma pizza e um bom vinho tocai friulano e adormeci ao som do Mar Adriático. Pendenze Pericolose Pendenze Pericolose é um hotel para ciclistas de estrada em Arta Terme. Estrategicamente localizado próximo das subidas mais desafiadoras da Europa como o Zoncolan e o Monte Crostis é também cenário para diversas competições esportivas. Foi ali que conheci seu idealizador, o romano Emiliano Cantagallo que deixou o emprego de Guarda do Papa para se dedicar inteiramente ao ciclismo e a hotelaria na região da Cárnia. Eu já acompanhava seus vídeos na internet com ciclistas profissionais em lugares incríveis onde ele demonstrava a paixão que sentia por aquela terra. Estando tão perto eu não poderia perder a oportunidade de ter essa experiência. Através dos amigos Tácio e Marindia Puntel o encontro foi marcado. No outro dia já estávamos na estrada, eu, Emiliano e Alessandra que também veio de Roma e estava hospedada no hotel. Fiquei espantado com seus níveis de condicionamento físico. Normal para quem faz por volta de 150km todos os dias. Nesse dia aliviaram para mim, seriam 100km e “apenas” duas montanhas. Foi um dia inesquecível, apesar do ritmo forte, conversamos muito. Emiliano contava sobre cada lugar: Sella Nevea, Tarvisio, Montasio... Falamos sobre o acaso da vida. Dois romanos e um brasileiro nas montanhas da Cárnia unidos por um esporte e com visões de mundo semelhantes. No meio do caminho, fizemos uma parada no Lago del Predil. Contemplamos o lago cercado por montanhas e nos abraçamos como velhos amigos. Foram mais de 500 quilômetros pedalados entre Áustria, Itália e Eslovênia durante a primavera do hemisfério norte. Foram 15 dias de imersão cultural, descobrindo e aprendendo. Permaneci a maior parte do tempo entre Arta Terme e Paluzza. Sentia-me em casa convivendo com pessoas que possuem uma ligação genealógica e afetiva com nossa região. Daquela área saíram as famílias Anater, Prodorutti, Puntel, Maieron, Dassi, Muser e Unfer. Se não fosse pela língua e pelas montanhas, diria que estava na Linha dos Pomeranos ou na Serraria Scheidt. Na fração de Cleulis, em Paluzza, conheci as casas que foram de alguns emigrantes. Construções em sua maioria de dois pavimentos e que ainda se mantem intactas e bem cuidadas. Foi de Cleulis que iniciei mais uma pedalada, agora até o Lago Avostanis. Não fazia ideia do que ia encontrar quando parti às 7 horas de um domingo ensolarado e frio. Logo comecei a subir por uma estrada de terra que serpenteava a Floresta de Pramosio. Muitas curvas. Seriam mais de cinquenta nos dez quilômetros até o topo. A inclinação era absurda. A mata fechada permitia que apenas alguns raios de sol atingissem a estrada. Quanto mais alto, mais a temperatura diminuía e a paisagem se transformava. Parei em uma placa indicativa que mostrava em detalhes como a vegetação se dividia conforme a altitude. Assustei-me quando percebi que havia percorrido apenas um terço do caminho. O silêncio era quase total, ouvia apenas a minha respiração e o barulho do atrito dos pneus com o cascalho. O ambiente, muito bem preservado, é lar de cervos e coelhos selvagens que saltavam de um lado para o outro. Na altitude de 1500 metros está a Malga Pramosio. Malga é uma espécie de estabelecimento alpino de verão, geralmente um restaurante ou bar com produtos típicos. Segui em frente. O caminho a parti dali só é possível ser feito a pé ou de bicicleta. Ainda havia muita neve em alguns pontos, o que exigia colocar a bicicleta nas costas e caminhar sobre o gelo ao lado de um precipício. Foi assim que cheguei a quase 2 mil metros de altitude no Lago Avostanis que ainda estava congelado. Foi o lugar mais bonito de toda a viagem, uma beleza que só se revela para aqueles dispostos a enfrentar a si mesmos e a respeitar o poder da natureza em sua forma bruta. Durante esse tempo pedalando por antigas estradas romanas, cidades medievais, atravessando fronteiras e exposto a uma diversidade de culturas e tentando me adaptar a cada uma delas, percebi uma coisa que mais me chamou atenção: o respeito. O respeito não só com o ciclista, mas com o ser humano em si. E o respeito se transformava em solidariedade, em empatia. Por diversas vezes, em bares e restaurantes principalmente no Friuli, recusavam-se que eu pagasse a conta. Não sofri qualquer tipo de preconceito por ser brasileiro ou por não ter sangue “puro” italiano. Havia apenas curiosidade e fascínio de ambas as partes. Foram tantos os detalhes que me chamaram atenção durante esses dias que são difíceis de enumerá-los. Desde beber água direto das fontes à beira da estrada até a generosidade daquele povo. É poder conhecer coisas assim quer torna o ciclismo tão especial. Não é apenas o lugar em si. Mas o modo que você o visita. As pessoas e as histórias que conheceu. O que você precisou fazer para chegar até ele e o quanto dele ficou em você quando foi embora. Roberto Tonellotto Vice presidente do Fogolar Friulano de Sobradinho - RS - Brasil
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    @Vânia Galceran Parto agora em Dezembro para uma jornada por todas as praias do Atlântico de Ilhabela até Ushuaia na Argentina. Dá uma olhada na página do projeto: http://trabalheseusonho.com.br/lowresourceman/ Se nossos caminhos se cruzarem será um prazer, me add no Facebook, vamos conversar.
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    @casal100 É bem esse o espírito, eu tenho muito mais medo de morrer em uma cama de hospital do que em uma montanha ou no mar velejando. Eu particularmente gosto de perrengue, gosto da sensação de missão cumprida após o término da aventura, as melhores pessoas que cruzaram meu caminho ou estavam se ferrando igual eu ou estavam lá para me ajudar com alguma coisa, verdadeiros anjos. Obrigado pela mensagem, que os ventos lhe sejam sempre favoráveis!! Abração.
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    @D FABIANO Já eu sou o contrário, se começo a viver uma vida cheia de confortos eu já começo a me sentir molenga e fracote. Para mim só vale a pena uma vida de desafios, gosto de sentir a adrenalina do perigo e zona de conforto para mim é zona da morte. Infelizmente uma vida indoor para mim é um pesadelo, quem sabe na próxima vida eu não venha mais suave, gostando de vinhos franceses e férias em Dubai. Grande abraço!!
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    @willgittens Poxa que maravilha que está fazendo. Isso sim é ser mochileiro e viver a vida na sua plenitude. Pode ficar doente, claro, morrer, ter dor de barriga, evidente que sim. A vida é sua e você faz o que quer dela. Pode dar tudo errado, pode! É daí. Ou você acha que na vida "normal " não pode dar. Mas qual a diferença de morrer numa viagem dessa, pelo menos estará fazendo o que ama; ou dentro dum hospital público por aqui. Pelo menos estará aproveitando a vida, conhecendo lugares maravilhosos, pessoas magníficas, respirando ares diferentes, encontrando a paz. .que muitas pessoas não conseguem encontrar. O dia que enjoar dessa vida é só voltar a ser um cara "normal"!
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    @Rogerio K C Eu não me preocupo com isso, nem seguro viagem eu levo pois raramente fico doente na vida, só passei mal 1 dia em todos esses anos de viagem. Eu levo comigo alguns remédios de dor de cabeça, dor muscular, anti-inflamatório e para diarreia, ainda bem que nunca precisei usar, mas sempre está na mochila.
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