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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 23-12-2018 em todas áreas

  1. 1 ponto
    Roteiro Islândia - 15 dias Paula Melo e Guilherme Mesquita Março 2018 Durante 15 dias demos a volta na ilha de carro pela Ring Road, estrada que contorna toda a Islândia. Dirigimos 2.560 km e passamos por cenários incríveis em meio a geleiras, vulcões, gêiseres, cachoeiras, cânions, piscinas naturais e praias de areia preta! Tivemos a sorte de ver a Aurora Boreal, um dos fenômenos mais fantásticos da natureza! Roteiro simplificado: Data Roteiro Onde dormimos 9/3 Voo da British Airways às 16h25 para Londres Avião 10/3 Chegada em Londres às 7h30. Voo da British Airways às 14h35. Chegada em Keflavik às 17h55. Alugar o carro na Budget. Keflavik Keflavík Airport Hotel 11/3 Golden Circle: Snorkel em Silfra no Parque Nacional Thingvellir às 13h30 / Strokkur e Geysir / Gullfoss no pôr do sol e à noite Tungufell (Gullfoss) Hotel Gullfoss 12/3 Piscina quente natural Hrunalaug / Seljalandsfoss Eyvindarholar (Skógafoss) Guesthouse Edinborg 13/3 Skógafoss / Kvernufoss / Praia Solheimasandur Plane Wreck Eyvindarholar (Skógafoss) Guesthouse Edinborg 14/3 Dyrhólaey / Praia Reynisfjara / Cidade Vík í Mýrdal / Campo de lava Eldhraun / Canyon Fjaðrárgljúfur. Kálfafell (Svartifoss) Fosshotel Núpar 15/3 Skeiðara Bridge Monument / Trilha de Svartifoss no Parque Skaftafell / Glaciar Svínafellsjökull / Diamond Beach / Jökulsárlón. Höfn Seljavellir Guesthouse 16/3 Montanha Vesturhorn / Aurora Boreal em Egilsstaðir Egilsstaðir Birta Guesthouse 17/3 Dettifoss e Selfoss / Goðafoss no pôr do sol e à noite Mývatn Hotel Laxá 18/3 Dimmuborgir Lava Fields / Região Geothermal Námafjall Hverir / Vulcão Krafla / Pseudo Crateras Skútustaðagígar e Lago Mývatn Mývatn Hotel Laxá 19/3 Aldeyjarfoss / Akureyri Akureyri Torg Guesthouse 20/3 Pedra Hvitserkur / Ólafsvík Ólafsvík North Star Hotel 21/3 Parque Nacional Snæfellsjökull (Vulcão Saxhóll - Praia Djúpalónssandur - Lóndrangar – Búðakirkja) / Kirkjufell e Kirkjufellsfoss Ólafsvík North Star Hotel 22/3 Baerjafoss – Ólafsvík / Arnarstapi Ólafsvík North Star Hotel 23/3 Reykjavík: Catedral Hallgrímskirkja / Escultura Solfar / Centro de Convenções Harpa / Lago / Cachorro quente Reykjavík 4th Floor Hotel 24/3 Blue Lagoon / Reykjavík Reykjavík 4th Floor Hotel 25/3 Voo às 10h35 de Reykjavik para Londres. Chegada às 14h50. Voo às 21h50 para GRU. Avião 26/3 Chegada em GRU às 5h45 Casa Curiosidades da Islândia: - Número de habitantes: 320 mil - Aproximadamente 80% dos habitantes descendem de noruegueses. - Tem o Parlamento mais velho do mundo, criado em 930. - Só se tornou uma República em 1944, quando se separou do Reino da Dinamarca. - É o segundo lugar com mais atividade vulcânica do planeta, só fica atrás do Havaí. - Está localizada sobre a junção de duas placas tectônicas: norte americana e euroasiática. - O impronunciável vulcão Eyjafjallajökull entrou em erupção em 2010 e provocou o cancelamento de mais de 100 mil voos na Europa. - Em todo o país tem água potável saindo das torneiras (não precisa comprar água na Islândia). - 100% da eletricidade no país vêm de fontes renováveis. - Tem a capital mais ao norte do mundo. - Foi set de filmagem da série "Game of Thrones". Vídeo da Viagem: Link: https://goo.gl/m2A5tC Relatos dia-a-dia: 1º Dia - 10/03/2018 Onde dormimos: Bed and Breakfast Keflavik Airport Hotel Locadora do carro: Budget Relato: Pousamos no aeroporto de Keflavik às 17h45. A fila da imigração estava enorme! Não nos perguntaram nada, apenas carimbaram o passaporte e entramos oficialmente na Islândia! Pegamos as malas, trocamos dinheiro em uma casa de câmbio do lado de fora da área de desembarque e fomos ao balcão da Budget, empresa onde alugamos nosso carro, um Duster 4x4. Custamos a encontrá-lo no estacionamento do aeroporto, olhamos todos os carros do corredor D, que foi onde o atendente informou que o carro estaria. O problema foi que a placa que estava escrita no chaveiro estava errada. Só encontramos o carro quando tivemos a ideia de ativar o alarme. Olhamos o papel onde registraram os “defeitos” que o carro já possuía e a placa que estava lá batia com a do carro. Então guardamos as malas e entramos correndo, as mãos já estavam congeladas! Estava -2 graus e já havia escurecido. O plano inicial era ir ao supermercado, mas já estava fechado. Os trâmites de chegada demoraram mais do que o esperado, então fomos direto para o hotel. As ruas próximas dele estavam com bastante neve e gelo, o carro derrapou várias vezes. Ficamos preocupados, pois se tão próximo ao principal aeroporto do país as ruas estavam daquele jeito, imaginamos como seria no norte, onde é menos povoado e menos turístico! Mas, para nossa surpresa, esse foi um dos piores trechos de toda a viagem. No geral, as condições das estradas nos surpreenderam positivamente, muito bem cuidadas pela “snow patrol”, não tivemos nenhum problema. Fizemos check-in no hotel, jantamos, reforçamos as roupas e saímos a pé para tentar ver a Aurora Boreal. Não quisemos sair de carro, pois as ruas estavam com bastante gelo e o estacionamento do hotel estava lotado, pegamos a última vaga. Além disso, a previsão de ter Aurora não era animadora. Baixamos o aplicativo “My Aurora Forecast & Alerts” que mostra a intensidade do KP e qual a probabilidade de vê-la, caso o céu esteja limpo. Caminhamos um pouco e conseguimos fotografar uma Aurora bem fraquinha, que praticamente não era visível a olho nu. Voltamos para o hotel tristes, pois mesmo com o céu limpo, não tivemos sorte com a intensidade, o KP estava baixo. Vista do voo da British Airways Carro que alugamos estacionado no hotel em Keflavik 2º Dia - 11/03/2018 Onde dormimos: Hotel Gullfoss em Tungufell Passeio: Snorkel em Silfra – empresa: www.adventures.is Relato: Saímos da cidade de Keflavik em direção ao Parque Nacional Thingvellir, local onde foi proclamada a independência islandesa em 1944. A ilha pertencia à Dinamarca até então. O lugar é muito bonito e em 2004 foi declarado Patrimônio da Humanidade. Além do valor histórico do parque, é o único lugar do mundo onde um movimento de placas tectônicas pode ser visto acima do nível do mar. O encontro das duas placas (América do Norte e Eurásia) formam fissuras na terra, que estão aumentando cerca de quatro centímetros por ano. As fissuras são preenchidas com a água derretida dos glaciares que vem sendo filtrada ao longo dos anos e por isso é tão transparente! Lá fizemos snorkel e pudemos ver com perfeição as placas tectônicas e as fissuras que chegam a 42 metros de profundidade! Usamos roupa seca para mergulhar, pois a temperatura da água estava 2 graus! Apenas as mãos e a cabeça tem contato com a água, pois as luvas e a touca são de neoprene. Mas é bem tranquilo, foi um passeio muito interessante e diferente! No final serviram cookies com chocolate quente para nos aquecermos. De lá fomos a uma região geotérmica onde está o famoso gêiser Strokkur, que entra em erupção a cada 7 minutos. Perto dele está o gêiser chamado Geyser, que foi o que deu nome a todos os outros do mundo! Porém, ele está adormecido desde 1915. Existem cerca de mil gêiseres no planeta, e metade deles está nos EUA! Os outros estão na Islândia, Nova Zelândia, Chile e Rússia. Vimos várias erupções do Strokkur, algumas são bem mais fortes que as outras. O mais interessante é observar a bolha meio azulada que forma segundos antes da água jorrar. O jato d’água pode chegar a 40 metros de altura, com temperatura entre 80 e 100º C. Depois seguimos para a terceira atração do dia, a cachoeira Gullfoss. Vimos o pôr do sol de lá, uma paisagem maravilhosa! O céu estava rosado e boa parte da cachoeira estava congelada e cercada de neve! Gullfoss quase se tornou uma hidrelétrica no século XX, mas graças aos protestos da filha do proprietário, os investidores internacionais não tiveram sucesso. Fomos ao hotel, jantamos e retornamos à cachoeira para tentar ver a Aurora Boreal. Ela apareceu, um pouco mais forte do que no dia anterior, mas ainda assim fraca. Ficamos lá sozinhos, curtindo o céu estrelado, o friozinho, a aurora e o barulho da cachoeira... perfeito! Onde foi criado o Parlamento mais velho do mundo – Thingvellir Indo fazer o passeio de snorkel Snorkel entre as placas tectônicas Roupa seca que usamos para mergulhar Estradas rodeadas de neve Bolha que forma segundos antes da água jorrar Gêiser Strokkur em erupção Gullfoss Aurora Boreal em Gullfoss 3º Dia - 12/03/2018 Onde dormimos: Welcome Guesthouse Edinborg Relato: Fizemos check-out no hotel e fomos em direção ao posto de gasolina mais próximo, que era na cidade chamada Flúðir. Aqui na Islândia não há frentistas e algumas vezes nem loja de conveniência. Há uma máquina na qual você escolhe o valor que deseja abastecer e o pagamento só pode ser feito com cartão de crédito. É bom levar mais de um como garantia, pois alguns postos só aceitavam cartões com senha de quatro dígitos. O nosso Bradesco tem seis e não conseguimos usá-lo em alguns postos. Uma dica que seguimos foi não escolher a opção “completar o tanque”, pois lemos relatos contando que cobraram uma quantia muito maior como garantia, como se fosse uma pré-autorização e que só devolveram o dinheiro algumas faturas depois. Não sabemos se isso ocorre sempre, mas para evitar dor de cabeça, optamos por escolher o valor exato antes de abastecer. E por causa disso, duas vezes aconteceu de colocarmos um valor e o tanque encher sem ter alcançado o valor total. Aí é só colocar o cartão de crédito novamente na máquina e um recibo será impresso com o valor que você realmente abasteceu. Na primeira vez que abastecemos tivemos um contratempo grave. Compramos o equivalente a 10 litros de diesel, mas quando fomos abastecer percebemos que a bomba não entrava direito no buraco do carro. Pensamos que estava com defeito, mas mesmo assim insistimos e conseguimos colocar bem devagarzinho. A bomba chegou a desarmar algumas vezes, achamos muito estranho. Tínhamos certeza que o atendente da locadora nos disse que o carro era a diesel e confirmamos isso no contrato. Estávamos olhando o manual do carro quando na bomba ao lado parou um Duster idêntico ao nosso. Pedimos ajuda ao motorista que rapidamente disse que o combustível do carro era gasolina e por isso a mangueira não encaixava! 😲 Pesquisamos no Google as consequências de colocar um combustível errado e, para nosso azar, falava que o carro poderia até andar alguns quilômetros, mas que pararia de funcionar em pouco tempo! Então ligamos para a locadora via Skype, relatamos o acontecido, enviamos o contrato por e-mail provando o tipo de combustível informado por eles e em menos de 10 minutos enviaram um mecânico onde estávamos. Ele nos pediu para segui-lo até a oficina e lá tiveram que retirar o combustível através do motor e filtrá-lo. No total perdemos 3 horas do nosso dia e ¼ do tanque. Depois do imprevisto seguimos para o próximo destino: uma piscina natural de água maravilhosamente quente, com uma vista incrível, cercada de montanhas e neve. Fizemos uma trilha de 5 minutos do estacionamento até a casinha rústica, onde trocamos de roupa. A temperatura fora d’água estava negativa, mas não sentimos frio, pois a água é muito quente, é até difícil entrar de uma vez! Queríamos ter ficado mais tempo curtindo o lugar, mas como nosso roteiro estava apertado devido ao problema com o carro, seguimos para a cachoeira Seljalandsfoss. No verão é possível caminhar atrás da queda d’água, mas no inverno o acesso fica fechado por causa da neve. Uma pena! O lugar é muito bonito, ao lado tem um paredão com várias outras pequenas cascatas. Estava bem cheio, muitos ônibus de excursão e vários asiáticos com suas máquinas e tripés profissionais! Fomos para o hotel, jantamos e ficamos monitorando a Aurora Boreal, mas ela não apareceu! 😔 Nosso carro na oficina na cidade de Flúðir Hrunalaug – piscina natural maravilhosamente quente Casinha rústica onde troca-se de roupa No verão é possível caminhar atrás da queda d’água Seljalandsfoss 4º Dia - 13/03/2018 Onde dormimos: Welcome Guesthouse Edinborg Relato: Na noite do dia anterior recebemos um alerta do aplicativo Veður, que monitora o clima e as estradas do país. Uma tempestade de vento estava prevista até às 12h do dia seguinte. Ventos fortes e rajadas que poderiam atingir até 144 km por hora!!! 😳 Acordamos várias vezes durante a noite com o barulho do vento! Às 8 horas da manhã despertamos, olhamos pela janela e vimos que o vento estava tão forte que chegava a balançar os carros que estavam estacionados. Decidimos então aguardar um pouco mais no hotel. Só saímos às 11 horas, mas o vento continuava forte. Dirigimos bem devagar (30 km/h) até a linda cachoeira Skógafoss! Tem 60 metros de queda d’água e, quando o sol saiu, um lindo arco-íris se formou, deixando a paisagem ainda mais bonita! Há uma escada que dá acesso à parte de cima da cachoeira. Subimos com dificuldade, quanto mais alto, mais o vento soprava! Chegava a nos empurrar! De lá fomos a outra cachoeira, Kvernufoss, que por ter acesso mais difícil, não costuma entrar no roteiro da maioria dos turistas. Estacionamos o carro em frente ao armazém que fica ao lado do museu Skógar. Para acessar a trilha é preciso passar por uma cerca que fica atrás do armazém. Há uma escadinha de ferro para ajudar a pular a cerca. Depois dela caminhamos cerca de 800 metros até a cachoeira. A trilha vai beirando o rio e em alguns pontos é preciso escalar umas pedras. Fomos bem devagar, por causa do vento. Do alto do morro avistamos a cachoeira, um visual lindo e estávamos sozinhos! Se não tivesse com tanta neve era possível caminhar por trás da queda d’água. Voltamos para o carro e dirigimos até o início da trilha que dá acesso à praia Sólheimasandur, onde estão os destroços do avião americano DC-3 que teve um pouso forçado em 1973. Todos os tripulantes sobreviveram. A trilha é longa, foram 8 km de caminhada, ida e volta! Há uns anos era possível ir de carro, mas o dono do terreno fechou o acesso. Vale a pena ir, a fuselagem do avião contrastando com a praia de areia negra cria um cenário muito bonito e único, além de ser bem interessante entrar no avião e imaginar como deve ter sido o acidente! A chuva e o vento forte deixaram a caminhada de volta ainda mais desafiadora, chegamos no carro ensopados! Seguimos para o hotel, tomamos um banho quente, jantamos e fomos dormir! Lindo arco íris em Skógafoss Na plataforma de observação em Skógafoss Pulando a cerca Na trilha Kvernufoss Destroços do avião americano DC-3 5º Dia - 14/03/2018 Onde dormimos: Fosshotel Núpar Relato: O dia amanheceu chuvoso e com muito vento. Nosso primeiro destino foi Dyrhólaey, que é um rochedo de 120 metros de altura com um grande arco esculpido pelo mar. Somente carros 4x4 tem acesso ao mirante. Vimos vários carros normais estacionados no início da estrada e o pessoal subindo a pé. A chuva atrapalhou bastante o visual e o vento estava quase nos carregando. Do lado direito do farol está uma praia de areia preta muito bonita, com vários pássaros voando perto dos paredões. De lá fomos à praia Reynisfjara, sua areia é bem preta e as formações rochosas pontudas que emergem do mar deixam a paisagem ainda mais incrível! Há também uma caverna em frente à praia, onde nos abrigamos da chuva forte que caiu enquanto estávamos fotografando. Tinham muitos turistas, custamos a conseguir tirar uma foto com as colunas de basalto, que são tão retinhas que parecem que foram feitas pelo homem. Mas são totalmente naturais, formadas pelo resfriamento do magma. Ficamos um bom tempo por lá curtindo o visual e depois fomos abastecer o carro e almoçar no vilarejo de Vík Í Mýrdal, que tem apenas 300 habitantes. Logo depois paramos no acostamento da estrada para ver de perto o campo de lava chamado Eldhraun. É uma área gigantesca que foi coberta de lava durante a erupção de um vulcão em 1783. Com o tempo as rochas arredondadas foram cobertas de musgos criando um cenário diferente e muito bonito. Como ele é enorme, há várias paradas no acostamento ao longo da estrada onde é possível estacionar e caminhar pelo campo. De lá fomos ao Canyon Fjadrárgljúfur que foi criado pela erosão das águas dos glaciares, formando um grande vale entre as rochas, por onde passa o rio Fjaðrá. Há uma trilha central e algumas ramificações com acesso a diferentes pontos de observação. No final da trilha há uma cachoeira e duas plataformas de observação. Fizemos a pequena trilha de volta até o estacionamento, onde comemos um skyr, espécie de iogurte tradicional islandês. Depois fomos para o hotel! Dyrhólaey em um dia chuvoso Praia ao lado de Dyrhólaey Praia Reynisfjara Praia Reynisfjara Colunas de basalto na praia Reynisfjara Caverna onde nos abrigamos da chuva Canyon Fjadrárgljúfur / Campo de lava Eldhraun / Almoço em Vík Í Mýrdal / Skyr, espécie de iogurte tradicional islandês. 6º Dia - 15/03/2018 Onde dormimos: Seljavellir Guesthouse (Höfn) Relato: Saímos do hotel em direção ao Parque Nacional Skaftafell. No caminho fizemos uma rápida parada no destroço de uma ponte que foi derrubada devido a uma enorme enchente que aconteceu anos atrás, por causa da erupção de um vulcão. Suas lavas derreteram boa parte de uma geleira, o que causou a enchente devastadora. O local, chamado Skeiðara Bridge Monument, não tem nenhuma estrutura, apenas algumas placas informativas. Seguimos para Skaftafell, estacionamos o carro no estacionamento do Parque (600 ISK) e fizemos uma trilha de 1,5 km até a cachoeira Svartifoss. O caminho até lá é bem bonito, vai margeando o rio e passa por algumas quedas d’água. Seu nome significa “cachoeira negra”. Ela serviu de inspiração para a construção da catedral Hallgrímskirkja, que é cartão postal da capital do país. A inspiração veio das colunas de basalto de origem vulcânica que estão ao redor da cachoeira. Elas são resultado da lava quente que passou por ali e que foi rapidamente resfriada quando entrou em contato com o ar super gelado do país. A queda d’água tem apenas 12 metros e não é muito volumosa. O que dá charme e beleza ao lugar são as suas colunas! Fizemos a trilha de volta e fomos ao Glaciar Svínafellsjökull. Não estava no nosso roteiro e foi uma ótima surpresa! Vimos alguns carros virando na estrada e decidimos ver o que era. Algo bem interessante é que a maioria das atrações do país, além de serem gratuitas, não são vigiadas. Os turistas têm bastante liberdade para caminhar e ir aonde quiserem. E, para nossa surpresa, foi possível caminhar bem pertinho da geleira por muito tempo. Só paramos de avançar porque o penhasco foi ficando cada vez mais íngreme e perigoso. Foi incrível poder admirar a imensidão de gelo e sua cor azulada, mesmo com o dia nublado. Sentamos em umas pedras e ficamos ouvindo o barulho estrondoso do gelo se quebrando e o som da água que corre por baixo da geleira. Seguimos para a praia “Diamond Beach”, que tem a areia bem preta e vários icebergs que desgrudaram das geleiras. É lindo o contraste do gelo com a areia escura! Do outro lado da estrada está a lago Jökulsárlón, que é bem grande e também tem areia negra e alguns icebergs. Onze por cento do país é coberto por glaciares! Ficamos decepcionados com o lago Jökulsárlón. Era um dos locais mais elogiados nos relatos que lemos, mas tivemos azar, quase não havia icebergs por lá, apenas um lago normal. Decidimos então sair do ponto principal, onde há a placa e o estacionamento oficial, e voltamos até um pequeno estacionamento logo após a ponte. De lá fizemos uma trilha não muito demarcada que ia margeando o lago e aí sim vimos muitos icebergs, de vários tamanhos! De lá dirigimos uns bons quilômetros até o nosso hotel, que ficava em uma região muito bonita, cercado de montanhas nevadas. Pena que estava bem nublado e chuvoso! Por isso, nada de Aurora Boreal. 😔 Skeiðara Bridge Monument / Diamond Beach / Svartifoss Glaciar Svínafellsjökull Jökulsárlón 7º Dia - 16/03/2018 Onde dormimos: Birta Guesthouse (Egilsstaðir) Relato: Após o café da manhã fomos até Vesturhorn, uma montanha muito grande e bonita que fica em frente a uma praia de areia preta. Para chegar até a praia, de onde se tem a melhor vista da montanha, é preciso passar por uma propriedade particular. O dono cobra a entrada por pessoa (800 ISK), que deve ser paga na lanchonete, onde tem wifi e banheiro. Dentro da propriedade há uma vila Viking que foi construída para ser cenário de um filme. Fomos até lá caminhando, mas não vale muito a pena. Voltamos para o estacionamento em frente à lanchonete e seguimos de carro até a praia, passando por uma cancela que é aberta com o cartão fornecido no pagamento da entrada. Estacionamos em frente a uma zona militar e seguimos a pé até a praia, passando por dunas e pedras. A vista da praia realmente é linda, mesmo com o tempo fechado! De lá continuamos dirigindo rumo ao leste do país. Essa região tem estradas sinuosas entre montanhas rochosas, praias de areia preta e paisagens lindas! Pena estar tão nublado. Chegamos à cidade de Egilsstadir, que tem cerca de 2.200 habitantes, abastecemos o carro e fizemos check-in no hotel. O clima estava melhorando, o que nos deu esperança de ver a Aurora Boreal. Conversamos com o dono do hotel que nos indicou um bom local para tentarmos vê-la. Ele nos contou que quando era criança pensava que todas as pessoas no mundo podiam ver as luzes do norte, até entender que aquele era um privilégio de poucos! Comemos uma pizza, esperamos anoitecer e fomos até o ponto indicado, no alto de uma montanha com vista para a cidade. Esperamos um pouco e as nuvens foram sumindo e dando lugar a um céu estrelado. E de repente lá estava a Aurora, veio fraquinha e tímida, e aos poucos foi ficando cada vez mais forte! Foi surreal ver novamente um dos fenômenos mais lindos da natureza! É mágico!!! Ficamos imensamente felizes e aliviados de ter conseguido ver algo que queríamos muito! 💚 Montanha Vesturhorn Pelas estradas do leste do país / Uma parada para ver de pertinho os típicos cavalos islandeses Aurora Boreal na cidade de Egilsstadir, norte da Islândia. 8º Dia - 17/03/2018 Onde dormimos: Hotel Laxá (Mývatn) Relato: Saímos da região leste da Islândia em direção ao norte do país. A Islândia é conhecida como a “terra do gelo”, mas poderia facilmente ser a “terra das cachoeiras”! Há dezenas delas pelo país e hoje fomos conhecer mais três! A primeira foi a Dettifoss, que tem 45 metros de altura, 100 de largura e uma quantidade de água enorme! É a maior cachoeira em volume d’água de toda a Europa! A segunda foi a Selfoss, que fica bem pertinho de Dettifoss. É preciso percorrer uma trilha de 1 km entre uma e outra. Selfoss é bem menor, mas também muito bonita. Fizemos um pequeno lanche por lá e seguimos para Goðafoss. Inicialmente só iríamos nela no dia seguinte, mas como o clima estava bom, decidimos alterar o roteiro e assistir o pôr do sol de lá! As cores do fim do dia deram uma tonalidade maravilhosa ao céu! Goðafoss é a cachoeira mais famosa do norte do país. Diz a lenda que o líder da Islândia, por volta do ano 1000, precisava decidir se o povo continuaria sendo pagão ou se seria convertido ao cristianismo. Ao decidir pelo cristianismo, foi até a cachoeira e jogou todas as imagens e artefatos pagãos por lá. Por isso ela foi nomeada “cachoeira dos deuses”. Como o céu estava limpo, decidimos aguardar o anoitecer para tentarmos ver a Aurora Boreal. Jantamos e aguardamos o céu ficar totalmente escuro. Esperamos no estacionamento, dentro do carro para nos abrigarmos do frio. Fomos ao mirante do lado esquerdo da cachoeira e de lá assistimos mais uma vez um lindo espetáculo da natureza! Além da cor verde, vimos uma tonalidade roxa, que é mais rara e muito linda! Foi incrível ver as luzes dançando ao som da cachoeira. Fizemos a trilha de volta até o estacionamento parando a cada minuto para observar cada novo formato que ia surgindo da Aurora. Dirigimos até o hotel muito felizes e agradecidos! Ter tido a oportunidade de ver a Aurora Boreal em um cenário como este é algo para nunca mais esquecer! Dettifoss Selfoss Goðafoss Na trilha da cachoeira, noite inesquecível 9º Dia - 18/03/2018 Onde dormimos: Hotel Laxá (Mývatn) Relato: O Hotel Laxá foi o nosso preferido da viagem, fica em frente ao lago Myvatn, em uma das regiões vulcânicas mais ativas do país e tem uma vista maravilhosa! O lago é enorme, tem 37 Km² e, por ser inverno, boa parte da sua água estava congelada! Foi nessa região que os astronautas fizeram treinamento antes de irem à Lua, entre 1965 e 1967, incluindo o famoso Neil Armstrong. A região é uma das mais parecidas com a superfície da Lua. O primeiro passeio do dia foi em “Dimmuborgir”, que é um campo de rochas vulcânicas provenientes da erupção de um vulcão que aconteceu há 2.300 anos. Não curtimos muito, fizemos uma trilha curta de uns 15 minutos, subimos em um mirante próximo ao estacionamento e seguimos para a região geothermal de “Námafjall Hverir”. Lá há várias saídas de vapor que exalam um cheiro fortíssimo de enxofre! Também há pequenos buracos de lama borbulhantes, que chegam a uma temperatura de 100 graus. Não pudemos chegar pertinho de alguns buracos, pois havia um canal de TV gravando reportagem no local. Essa região é muito interessante, vale a pena a visita! De lá seguimos para o vulcão “Krafla”. Um trecho da estrada estava com bastante neve, o carro deslizou um pouco, mas deu conta. O vulcão tem 813 metros e a última vez que entrou em erupção foi em 1727. Caminhamos um pouco ao seu redor (é possível dar a volta completa nele) e descemos a cratera no estilo tobogã, escorregando na neve até o lago que tem no centro, que estava completamente congelado! Foi bem divertido! O difícil foi subir depois, pois a cratera é enorme! Não tivemos coragem de caminhar no meio do lago, ficamos com medo do gelo não estar suficientemente duro, rs! Depois fomos visitar as “Pseudo Crateras”, que podem ser vistas em torno do lago Myvatn. Fomos na parte sul, chamada “Skútustaðagígar”. Fizemos uma trilha circular que passa por algumas crateras e vai rodeando o lago. É possível subir em algumas delas. As pseudo crateras foram criadas quando seguidas explosões de lava fundida entraram em contato com a água. Assistimos o pôr do sol de lá, com uma vista maravilhosa para o lago. Fomos ao hotel e antes mesmo do céu ficar completamente escuro já foi possível ver a Aurora Boreal de dentro do quarto! Ou seja, ela estava bem forte! Colocamos uma roupa bem quentinha e fomos correndo para a parte de trás do hotel. Outros hóspedes também estavam lá bastante eufóricos e maravilhados com o show de luzes que estávamos presenciando! Apesar de já termos visto a Aurora Boreal na Noruega e nos outros dias dessa viagem, ficamos muito impressionados com a intensidade e magnitude do que vimos! As luzes chegaram a preencher completamente o céu e dançaram para todos os lados sobre as nossas cabeças. Foi difícil decidir para onde olhar, um momento único que levaremos para toda a vida! Surreal! E foi a nossa despedida das luzes do norte, tivemos mais seis dias de viagem, mas em nenhum deles conseguimos vê-las novamente. Campo de rochas vulcânicas Dimmuborgir Região geothermal Námafjall Hverir Vulcão Krafla (Guilherme está na cratera, no lado esquerdo) / Lago Myvatn / Pseudo Cratera / Igreja na cidade de Myvatn Aurora Boreal vista da janela do quarto e do lado de fora do hotel! 10º Dia - 19/03/2018 Onde dormimos: Torg Guesthouse (Akureyri) Relato: Após o café da manhã seguimos em direção à cachoeira Aldeyjarfoss, que tem 20 metros de altura e várias colunas de basalto ao seu redor. O acesso final é por meio de estrada de terra (F-Road - F26) e apenas carros 4x4 podem passar. Porém, no inverno, essa estrada fica fechada devido à grande quantidade de neve e gelo. Estacionamos o carro em frente à placa turística com informações da cachoeira e caminhamos cerca de 2,5 km. Lemos alguns relatos com recomendações para estacionarmos o carro antes da ponte, mas, por sorte ou por estar no final do inverno, pudemos passar da ponte e dirigir um pouco mais. A estrada depois da placa turística estava com bastante gelo e não quisemos arriscar a ficar atolados em um lugar longe de tudo! O caminho que fizemos a pé (usamos crampons nas botas) é bem bonito, vai subindo e descendo a montanha com o rio ao lado. Levamos 45 minutos para chegar e valeu muito a pena, o dia estava lindo e ensolarado! Por estar fora do roteiro turístico comum e pelo acesso ser mais complicado, pouquíssimos turistas vão até lá, o que é muito bom! Ficamos um bom tempo sozinhos admirando a beleza do lugar, a força da água caindo e as lindas colunas de basalto. Era a cachoeira que mais queríamos ir, estávamos com a expectativa lá em cima e, com certeza, foi uma das mais impressionantes que vimos! Quando estávamos quase indo embora chegou um casal alemão. Conversamos um pouco, tiramos algumas fotos e até fomos convidados a nos hospedar na casa deles quando formos visitar a Alemanha. Iniciamos a trilha de volta e lanchamos no alto da montanha, com uma vista linda para o rio. Terminamos a trilha e seguimos para a cidade de Akureyri, onde passamos a noite. Ela é a quarta maior cidade do país, tem 17 mil habitantes e é considerada a capital do norte. O comércio fecha super cedo e quase não se vê pessoas caminhando nas ruas, talvez seja por causa do frio. Os semáforos vermelhos em Akureyri tem o formato de coração, muito fofo! Depois da forte crise econômica que a Islândia passou em 2008, criaram um projeto chamado “sorria com o coração”. O objetivo era fazer com que as pessoas tivessem motivos para sorrir, por menores que fossem. O tempo virou e o céu ficou completamente nublado, sem chances de ver a Aurora Boreal novamente. Onde estacionamos o carro Estrada para a cachoeira Aldeyjarfoss crampons Aldeyjarfoss Pracinha em frente ao nosso hotel em Akureyri Semáforos com formato de coração 11º Dia - 20/03/2018 Onde dormimos: North Star Hotel (Ólafsvík) Relato: Foi um dia de bastante estrada, dirigimos mais de 400 km até o vilarejo de Ólafsvík, que tem cerca de mil habitantes. Fica em uma região portuária e sua principal atividade econômica é a pesca. No caminho paramos para ver uma igreja típica da Islândia construída de pedra e coberta de palha, chamada “Víðimýrarkirkja”. Não pudemos entrar na propriedade, pois estava fechada. De lá fomos a “Hvítserkur”, uma formação vulcânica que parece um rinoceronte bebendo água. Há um mirante no local e também é possível descer o penhasco e caminhar na praia, que estava repleta de pássaros. Descemos e vimos algumas focas nadando e pulando no mar. De lá seguimos para Ólafsvík. Algumas partes do trajeto estavam com gelo e ventando bastante, por isso, é fundamental ter pneus próprios para neve. A velocidade máxima do país é de 90 km/h, mas em condições adversas, todos dirigem com mais cautela e bem mais lentos. As estradas são estreitas e na maioria das pontes só passa um carro por vez! Passamos por várias estradas de terra ao longo da viagem e quase todas estavam em ótimo estado. Sempre checávamos o site www.road.is que informa a condição de cada estrada e se ela está aberta ou fechada. No inverno é bem comum fecharem alguns acessos secundários, devido à neve. A principal estrada do país é a número 1, que dá a volta completa na ilha e tem 1.339 km de extensão. Até o momento nós já passamos dos dois mil km rodados! Por ser uma roadtrip e muitas vezes termos que dirigir em lugares ermos, é recomendável comprar um chip de internet para poder chamar ajuda, caso seja necessário, além de facilitar as pesquisas durante o trajeto. Nós compramos o chip da EasySim4u, uma empresa americana que fornece planos de internet para mais de 140 países. A internet é ilimitada, mas é um pouco lenta para carregar fotos e sites. Para whatsapp e ligação do Skype funcionou perfeitamente! Recomendamos, mas não espere nada muito rápido, custou 54 dólares. Formação rochosa Hvítserkur / Cavalos típicos islandeses / Estrada coberta de neve / Carro em um mirante / Pneu especial 12º Dia - 21/03/2018 Onde dormimos: North Star Hotel (Ólafsvík) Relato: O primeiro destino do dia foi o Parque Nacional Snæfellsjökull, que fica no oeste da Islândia e tem muitas paisagens lindas. Subimos na cratera do vulcão Saxhóll, que tem 109 metros de altura. Lá de cima dá para ver outras crateras e o oceano Atlântico. A Islândia tem mais de 200 vulcões! De lá seguimos para a praia Djúpalónssandur que, como todas as outras que fomos, tem a areia bem preta. Para chegar até a praia fizemos uma pequena trilha passando por pedras vulcânicas e um lago cheio de icebergs. Vários destroços de um navio britânico que naufragou em 1948 estavam espalhados na areia. Dos 19 tripulantes, apenas cinco sobreviveram. O mar estava bem agitado, batia nas pedras com força, espalhando água para todos os lados. Pena que estava bem nublado e garoando. Nossa última parada no Parque foi na região de Lóndrangar, situada na costa sul da península de Snæfellsnes. O que atrai muitos turistas até lá são as duas torres de pedra vulcânica que estão próximas ao desfiladeiro. Uma tem 75 metros e a outra 61, e juntas formam uma paisagem única e um visual incrível! Mesmo embaixo de chuva e forte vento, ficamos por lá cerca de uma hora. Se já estava bonito com o clima ruim, imagine com o dia ensolarado! Como estávamos muito molhados, decidimos voltar ao hotel, trocar de roupa e almoçar. No caminho passamos por uma igreja típica islandesa chamada Búðakirkja. Ela é pequena e charmosa, toda preta com as portas e janelas pintadas de branco. Ao lado dela tem apenas um hotel. À tarde fomos ao Kirkjufell, uma montanha cónica que é um dos símbolos da Islândia. Ficamos no carro mais de uma hora esperando o clima melhorar! Quando deu uma trégua saímos e fizemos uma pequena trilha até a cachoeira Kirkjufellfoss. É de lá que se tem uma vista perfeita da montanha. E apareceu um arco-íris para deixar a paisagem ainda mais interessante! Retornamos para o carro quando a chuva apertou, o frio estava intenso! Fomos embora às oito horas da noite e ainda estava um pouco claro! O plano inicial era tentar ver a Aurora de lá, mas o clima não ajudou, o céu estava completamente nublado! Desde que chegamos à Islândia o tempo de luz do dia aumentou quase uma hora, em 12 dias! No verão o sol chega a estar presente quase 24 horas por dia, esse fenômeno é conhecido como o “sol da meia noite”. Nessa época é impossível ver a Aurora Boreal! Praia Djúpalónssandur Destroços do navio britânico Lóndrangar Kirkjufellfoss 13º Dia - 22/03/2018 Onde dormimos: North Star Hotel (Ólafsvík) Relato: Acordamos tarde, tomamos café da manhã e saímos para dar uma volta na pequena cidade litorânea de Ólafsvík. Passamos pela igreja e pela escola, no caminho vimos várias crianças pequenas indo sozinhas para a aula. Depois subimos até a cachoeira Baerjafoss, cercada de montanhas nevadas que rodeiam o vilarejo. De lá seguimos para Arnarstapi, que também está localizada na península de Snæfellsnes. Lá fizemos uma trilha pela costa, entre a estátua de Bárður Snæfellsás, protetor da península e o pequeno porto de Stapi. O lugar é maravilhoso, cercado de penhascos enormes e repletos de gaivotas! A cada curva um cenário mais bonito que o outro! Ficamos horas passeando por lá! Pegamos chuva, vento, sol e neve! O clima na Islândia muda muito rápido, é impressionante! O arco de lava Gatklettur é a formação rochosa mais famosa da região. Atrás dele está o lindo monte Stapafell, com seu topo nevado em formato de pirâmide. Voltamos para Ólafsvík, abastecemos o carro (como bebe, rs!), comemos, tomamos banho e fomos dar uma volta em busca da Aurora Boreal, mas novamente o clima não ajudou, estava começando a nevar! Vilarejo de Ólafsvík Baerjafoss Arnarstapi e seus belos penhascos Gatklettur Monte Stapafell 14º Dia - 23/03/2018 Onde dormimos: 4th Floor Hotel (Reykjavík) Relato: Saímos da cidade de Ólafsvík rumo à capital do país. No caminho pegamos muita neve e alguns trechos da estrada estavam completamente brancos, muito bonito! Chegamos na hora do almoço e, por sorte, nosso quarto já estava liberado para check in! Deixamos as coisas lá, almoçamos e fomos conhecer a cidade a pé! Ela não é muito grande, tem apenas 126 mil habitantes (a Islândia tem 320 mil). Seu cartão postal mais famoso é a Catedral Hallgrímskirkja, que foi inaugurada em 1986 e levou 41 anos para ficar pronta. Sua arquitetura foi inspirada nas colunas de basalto presentes ao redor da cachoeira Svartifoss. De lá fomos até a orla, passando pelas casas coloridas e ruas estreitas repleta de lojas, restaurantes e barzinhos. Vimos a escultura “Solfar” que representa a história do povo islandês. Logo ao lado está o centro de convenções “Harpa”, com a fachada toda de vidro, muito bonito e moderno. Passeamos pelo lago da cidade que estava cheio de patos e gansos sendo alimentados por algumas criancinhas! De lá fomos comer o famoso cachorro quente da Islândia, que dizem ser o melhor do mundo! O trailer ficou famoso após o ex-presidente Bill Clinton comer um durante sua visita ao país. Os ingredientes são: cebola crua, cebola frita, ketchup, mostarda e salsicha de cordeiro. Não sei dizer se é o melhor do mundo, mas é delicioso e muito saboroso, até repetimos! Fomos a algumas lojinhas e ao supermercado Bônus, o mais tradicional do país. Depois voltamos para o hotel. Catedral Hallgrímskirkja O famoso cachorro quente da Islândia Centro de convenções Harpa Escultura Solfar 15º Dia - 24/03/2018 Onde dormimos: 4th Floor Hotel (Reykjavík) Relato: Fomos a uma das atrações mais famosas da Islândia, a “Blue Lagoon”, que é um spa geotermal com água aquecida naturalmente. Ele fica em um campo de lava a 45 minutos da capital, Reykjavik. A lagoa é enorme, tem 8.700 m², nove milhões de litros de água e temperatura média de 38°C. Ao lado tem uma usina elétrica chamada Svartsengí, que utiliza a atividade geotermal da região para gerar energia. Antigamente a água que sobrava dessa usina era depositada ao lado e como ela era rica em minerais, sílica e algas, algumas pessoas começaram a se banhar ali com o objetivo de curar doenças de pele, como psoríase. Com o tempo, várias outras pessoas passaram a frequentar o local para lazer. Daí, em 1987 criaram o Spa e desde então ele vem sendo constantemente ampliado e renovado. Possui restaurante, bar, área de massagem e até um hotel de luxo. Em 2012 foi considerado pela National Geographic uma das “25 maravilhas do mundo”! Na recepção todos recebem uma pulseira eletrônica que serve para abrir e fechar o armário e para a compra de bebidas. É obrigatório tomar banho antes de entrar na lagoa e tem que ser sem roupa de banho! Guardamos nossas coisas no armário e finalmente entramos naquela água maravilhosamente quente! O ambiente fica todo esfumaçado, o que dá um charme a mais ao cenário! Exploramos cada cantinho e tomamos o drink cortesia para comemorar a viagem incrível! Passei máscara de sílica no rosto que fica disponível em um quiosque no meio da lagoa. Tem que deixar de 5 a 10 minutos, até ficar dura e seca. Faz uma limpeza profunda na pele, dá para sentir a diferença na hora, a pele fica bem macia! Já o cabelo fica muito ressecado, a sílica o deixa duro, tive que ir algumas vezes ao vestiário passar condicionador, que fica disponível para todos. Ficamos um pouco mais de 4 horas por lá e não dá vontade de sair, de tão gostoso! Pegamos sol e neve, o clima na Islândia é realmente maluco! Foi lindo ver a lagoa azulada, a fumaça esbranquiçada e a neve caindo! E não sentimos frio, impressionante! Voltamos para Reykjavík, deixamos o carro no hotel e caminhamos sem rumo pela cidade. Adoramos fazer isso! Depois do jantar arrumamos as malas, pois nosso voo sairia cedo no dia seguinte! Triste partir de um lugar que gostamos tanto! Foi uma viagem incrível, dirigimos 2.560 km, vimos muitas paisagem maravilhosas e aprendemos muito! A Islândia com certeza vai deixar saudade! Blue Lagoon Gastos da viagem para o casal: Gastos Valores: Hotéis* R$5.401,25 Passagem - British Airways (112.000 milhas + taxas) R$883,00 Aluguel do carro - Budget R$6.270,10 Dinheiro R$1.405,45 Cartão de crédito (gasolina e estacionamentos) R$1.977,86 Passeio: Blue Lagoon R$718,61 Passeio: Snorkel Silfra R$1.021,50 Chip celular Easysim4u R$199,11 Seguro viagem Mondial** R$337,98 TOTAL = R$18.214,86 *Todos os hotéis foram reservados no site: www.hoteis.com **Sempre viajamos usando o seguro do cartão de crédito, mas quando a passagem é emitida com milhas, a Mastercard não disponibiliza mais o seguro gratuito.
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    Fala mochileiros, aqui ta o video da minha trip pra Budapest. As imagens falam por si próprias pq essa cidade é tão incrível! Se passarem pelo leste europeu, não deixem de visitar
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    @julio555 Fiz boa parte dos caminhos implantados no Brasil, todos que fiz mesclava trecho de asfalto com estrada de terra, alguns têm trilhas também(estrada real caminho novo, cora coralina. .). Sugiro o caminho da fé, pois todo ele é em estrada de asfalto ou de terra, sem trilhas. Tem trecho de até +-500 kns.
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    @Marcos Gentile belo relato! E muito obrigada pela menção. Fiquei extremamente feliz em saber que pude colaborar na viagem de outros amigos viajantes. TB quero muito fazer TDP masserá uma trip exclusiva para isso. Já que demanda planejamento financeiro e preparo físico de carregar a cargueira por todo o trajeto. Que venham novos destinos. Um feliz 2019
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    Decidi fazer o caminho muitos anos atrás quando li uma matéria sobre o assunto. No entanto, a oportunidade veio em agosto de 2014 quando eu tinha finalizado uma pós graduação e não estava trabalhando. Entre comprar as passagens para a Espanha e iniciar o caminho foram apenas 2 semanas, tudo muito rápido e sem preparação física. Como ideia do caminho utilizei o guia http://caminodesantiago.consumer.es/etapa-de-saint-jean-pied-de-port-a-roncesvalles , muito bom por sinal, possui mapas, ilustrações e um pouco de historias dos lugares, em espanhol. Neste relato vou tentar ser o mais objetivo possível e explorar o lado mochileiro do caminho, durante minha jornada eu escrevia diariamente sobre os acontecimentos do dia e vou transmitir parte de minhas anotações aqui. Resolvi comprar os itens necessários para o caminho em Madri pois estava muito mais barato que no Brasil, check list no final do relato. Também resolvi pedir a credencial do peregrino na associação de SP http://www.santiago.org.br/index.asp custou R$10 e chegou rápido em minha casa, no meu ponto de vista sair com esse documento do Brasil é mais garantia de não ter problemas na imigração no aeroporto em Madri. Comprei um voo de Palmas - TO – Madri para o dia 03/09/2014 e cheguei na capital da Espanha dia 04 bem cedo, são 11 horas de voo direto a partir de Guarulhos pela TAM. Madrid 04.09 Chegada tranquila, carimbo no passaporte sem nenhuma pergunta da imigração. Não despachei bagagem no Brasil, estava apenas com minha mochila velha como bagagem de mão, meu canivete Suíço passou nos embarques, mas perdi um Rexona, um protetor solar e um frasco com Arnica que estavam em recipientes maiores que 100ml (proibido em voos internacionais). Aeroporto de Barajas surpreende, foi o mais bonito que já conheci, uma estrutura super moderna com muita iluminação natural e um forro de madeira dando um toque de natural. No aero conectei gratuitamente 15min de wifi para enviar noticias ao Brasil, me dirigi ao metro e comprei um bilhete para 2 dias em Madrid validos em todos os transportes públicos, 14 euros. Fui comprar os itens do caminho, peguei partindo do terminal 4 para a estação Columbia e passei para linha 9 em direção à Arganda, em puerta de Arganda é necessário trocar de metro para seguir na mesma linha, é o limite da zona A e B. Desci na estação Rivas Futura e logo avistei a grande loja da Decathlon http://www.decathlon.es/ , fui as compras( lanterna de testa, calça/short para trilhas, anorak, meias para running...) tudo muito barato. Obs: essa loja fica muito distante do centro de Madrid e existe loja no centro, não tão grande quanto essa que fui mas é possível encontrar tudo que comprei, somente depois. Na volta, peguei um trem até a estação Atocha, de lá fui caminhando até o hostel http://madhostel.com/pt-br/# MAD, logo conheci meus companheiros de quarto, um americano, um australiano e um Espanhol. Hostal muito bem localizado, ambiente limpo e agradável, staff muito atencioso, internet boa também e somente 13 euros com café da manhã. Sai para reconhecimento da região em volta do hostal e comer alguma coisa, existem muitos bares e restaurantes, todos lotados e bastante animados. 05.09 Fui vencido pelo relógio biológico e acordei depois das 10 e perdi o café do hostal. Fui a pé até a puerta do Sol e comprei uma bateria extra para recarga de smartphone na loja FNAC, 22 euros, super útil e tem uma pequena lanterna ideal para usar nos albergues e não incomodar outros peregrinos a noite. Segui de metro para loja Media Market para comprar uma Gopro (fantástica câmera) 200 euros. Aproveitei que estava na via Castellana e fui até o estádio do Real Madrid, Santiago Bernadeu. A fome bateu e peguei um metro até a estação Servilla e fui conferir a dica do companheiro de hostal, um super almoço com uma caña por 2,50 euros, verdade!!! Foi na Sidreria El Tigre, Calle Infantas, 30. Depois fui visitar o museu Reina Sofia, fica ao lado da estação Atocha e tem uma grande coleção de obras de Salvador Dalí museoreinasofia.es vale conferir. Final de dia no hostel tomando uma cerveja e conversando com o espanhol Juan Carlos e outro Brasileiro... 06.09 Despedida rápida do amigo do hostal e segui a pé para estação de trem Atocha e 3h depois desembarquei em Pamplona, comprei essa pasaagem ainda no Brasil pelo site http://www.renfe.es. segui a pé até a estação de autobus onde comprei a passagem para Saint-Jean-Pied-de-Port SJPP de ônibus por 20 euros no local, empresa ALSA. Também tem as opções de Van http://www.expressbourricot.com/ ou taxi http://www.taxipamplona.com/ Meu primeiro grande erro! Separei uns 2 kg da minha bagagem para despachar pelos correios de Pamplona à Santiago em meu nome, prática comum entre os peregrinos, no entanto, era sábado e os correios estavam fechado! Peguei um o ônibus por volta das 16h e percebi que praticamente todos os passageiros eram peregrinos, o clima de ansiedade e certa insegurança eram visíveis e todos se olhavam, mas poucos se falavam. Neste mesmo ônibus estavam 3 pessoas que mais tarde se tornariam meus amigos no caminho. A descida dos Pirineus é muito bonita, íngreme e perigosa, em alguns trechos foi possível avistar peregrinos e em todo percurso fui me questionando como eu iria vencer aquela grande montanha a pé. Chegada em SJPP todos sem saber que rumo tomar, mas essa cidade francesa é bem pequena e também muito bonita. Segui o fluxo de peregrinos na rua principal até a Oficina de Peregrinos (Rua La Citadelle, 39), no meu caso que já tinha a credencial deveria ter ido direto ao albergue que fica na mesma rua, mas fiquei na fila para carimbar a credencial, pegar a concha que é gratuita e um mapa dos Pirineus. Enquanto isso o albergue municipal lotou e saí junto com outros em busca de outro albergue, fiquei no Le Chemin (21, rue d’Espagne) por 29 euros inclusos jantar e café da manha. No jantar foi possível sentir o clima de confraternização do caminho, numa mesa com francesas, um japonês e húngaros comecei interagir mesmo sem falar a língua deles. O japa estava vindo de Tóquio para fazer o caminho de bike e só falava japonês, e na mesa ele falava algumas palavras em inglês e começava falar japonês e todos ficavam um olhando para o outro sem entender nada, mas no final todos estavam falando a mesma língua, a língua do caminho. Na mesa ao lado conheci o casal de brasileiros Olga e Simão, eles planejaram 10 anos fazer o caminho e já estavam bem treinados e tinham feitos vários caminhos no Brasil. Primeira noite foi muito emocionante. 07.09 – SJPP - Roncesvalles Acordei um pouco tarde e fui um dos últimos a sair do albergue, inseguro e com um pouco de medo saí sozinho em direção ao caminho, de fato, estava iniciando a grande caminhada, era o km 0 dos 800 que estavam pela frente. Logo depois da porta de entrada de SJPP surge a primeira divisão do caminho, à esquerda segue pelo asfalto (muito perigoso, por conta dos carros) e evita trechos íngremes da montanha e pela direita é o caminho original e deve-se subir os Pirineus. Peguei o original e segue sozinho em meio a neblina e cruzando com alguns peregrinos, o sol foi surgindo e a paisagem foi ficando deslumbrante. No inicio da subida encontrei o inglês Robert que mais tarde cruzaria varias vezes com ele na caminhada. Chegada à Orisson muito difícil e eu estava muito cansado e um pouco tonto, estava passando mal e pedi um suco de laranja e fiquei muito tempo descansando por lá. Os 3 kg extra na minha mochila contribuíram muito para meu cansaço. Segui sozinho, paisagem encantadora com muitos pastos verdes, vacas gordas, cavalos e ovelhas, maior parte do trajeto em estreitas vias rurais asfaltadas. Existem 2 fontes de água nos Pirineus, muito boa e naturalmente gelada. No alto dos Pirineus existe um bar móvel onde se pode carimbar o ultimo selo francês. Comprei uma banana e fiquei sentado na grama descansando e apreciando a paisagem do alto. Encontrei nessa parte do caminho com Glauco e seu pai Antônio, brasileiros de Alagoas, o filho estava com uma mochila muito grande e pesada, também se queixou da câmera profissional que com lentes e outros acessórios pesavam uns 2 kg. Pensei comigo, acertei em comprar a Gopro, no entanto, eu estava com 2 kg extras em minha mochila. Na subida tem algumas mensagens bascas como “ Pilgrim you are in Basque country, welcome.” Na descida dos Pirineus não avistava ninguém nem pra frente nem pra trás, mas estava muito feliz por ter vencido a grande montanha. Chegando em Ibañeta perdi o caminho certo e ia seguindo pelo asfalto, mas depois avistei o caminho e retornei, chegada no albergue de Roncesvalles no fim da tarde, fiquei na parte antiga, onde era o antigo hospital de peregrinos, um grande galpão com mais de 100 camas, impressionante. Lavei roupas e depois fui jantar, conheci um grupo de pessoas das ilhas canárias e o grego George que também cruzou muitas vezes no meu caminho. Também um grupo de portugueses de Porto muito gente boa e que também iria reencontra-los muitas vezes, eles me indicaram utilizar o APP CAMINO PILGRIM, muito bom! 08.09 – Roncesvalles - Larrasoñia Partida as 7:20 em meio a mata a luz de lanternas, parada rápida em um supermercado para comprar frutas para o desayuno. Encontro com as espanholas Paquita e Sarah e fomos caminhando juntos até Zubiri. Elas ficaram nessa cidade e eu resolvi seguir, na saída da cidade encontrei Laura e Maria, uma argentina e uma espanhola. Nem imaginava que estava iniciando uma grande aventura com essa dupla. Seguimos até Larasoñia, onde nos hospedamos no albergue municipal. Fomos ao bar/minimercado para tomar uma cerveja e comprar os ingredientes para fazer a janta na cozinha do albergue, seria o primeiro jantar em conjunto. No bar encontramos um polonês que nos conhecemos no primeiro dia, ele estava um pouco bêbado e disse para a argentina que estava de olho nela e queria arrumar uma esposa no caminho, foi muito divertido essa parte, todos entendiam mesmo sem ele falar inglês ou espanhol. A noite no albergue outro episodio não foi divertido mas estupido, um jovem peregrino tinha bebido demais e quando chegou no albergue tarde da noite queria dormir junto com outra jovem peregrina que estava na parte de cima do beliche onde Maria estava dormindo, ele tentava subir “I love you” e ela tentava impedir “What are you doing?” e sei que todos acordaram até que um jovem esloveno agarrou ele e literalmente arremessou sobre a beliche que eu estava “dormindo”... no outro dia o cara não lembrava nada e todos falaram pra ele o que ele tinha feito e esse cara desapareceu... não vi mais ele no caminho. 09.09 – Larrasoñia – Cizur Menor Reencontrei no caminho com Robert, Antônio e Glauco e outros. Cheguei em Pamplona junto com Laura e Maria, estava querendo muito chegar nessa cidade para finalmente despachar os quilos extras da minha mochila. Fomos até um correios e despachei 2kg por 9,50 euros. Seguimos caminho juntos, chegamos em Czur menor onde ficamos no primeiro albergue, Ordem de Malta. Eu estava exausto! Esse albergue é muito aconchegante e tem um clima bem fraterno por lá, na cozinha tinha muitos alimentos deixados por outros peregrinos e resolvemos fazer um jantar coletivo, compramos vinho e fizemos pasta. O jantar foi do lado de fora e no surgimento da full moon, foi fantástico. Nesse dia conheci o casal alemão Corina e Tomas, ela fala português muito bem, já morou no Brasil. Nesse albergue resolvi abandonar o guia impresso que carregava, achei desnecessário seguir um guia, também eu tinha a versão digital em meu celular. 10.09 - Cizur Menor-Puente La Reina Iniciamos a caminhada cedo para encarar o Alto do Perdão, parecia um grande desafio mas de repente estávamos no alto, a descida é pior que a subida, pois é muito íngreme e com muitas pedras soltas. Paisagem muito bonita com torres de geração de energia eólica e o famoso monumento dedicado aos peregrinos, uma placa indicava a distancia para varias cidades do mundo, São Paulo, por exemplo estava 8500 km e Santiago a 700km. Laura tinha reservado um albergue em Maneru, depois de passar +/- 1km de Puente ela ligou no albergue e disseram que não tinha mais vagas e não tinha reservas, ficamos decepcionados e retornamos. Logo encontramos o albergue Puente, novinho e ficamos em um quarto privado pra nos 3 e com varanda e vista pra igreja da cidade. Fiz o jantar e comemos no terraço sob a luz da lua novamente. Antes do jantar, saímos pela cidade e reencontramos alguns companheiros de jornada, cidade muito bonita e histórica. Fomos até a ponte que dá nome a cidade e conhecida por ser o ponto de convergência de muitos caminhos que levam à Santiago. 11.09 - Puente La Reina-Estella Trecho de paisagens muito bonitas, muitos vinhedos, hortas e colinas. Reencontrei o inglês Robert, agora com sua família, seus três filhos adolescentes e sua esposa se juntaram a ele para acompanha-lo na caminhada por alguns dias, foi uma cena muito emocionante. Eu pretendia ir a igreja de Eunate, uma caminhada a mais que vale a pena fazer, no entanto, vi numa placa que a igreja estava fechada naquele horário e resolvi segui junto com Laura e Maria. Chegando em Estella fomos ao albergue paroquial, hospedagem gratuita, no entanto, um jovem estava assoprando um instrumento na porta e pareceu um pouco perturbador (foi preconceito, dias depois me tornei amigo desse cara). Resolvemos ficar no albergue Anfas, privado e muito bom. Estella se revelou uma cidade muito bela e agradável, final do dia as ruas estreitas e históricas ficam lotadas. No rio que corta a cidade a água é transparente e cheia de patos e pontes antigas. 12.09 – Estella-Torres del Rio Saída de Estella uma subida um pouco árdua, no alto tem a famosa fonte de vinho Irache onde os peregrinos tomam vinho e agua a vontade. Do alto tem uma vista impressionante de uma montanha com paredões de pedra enormes. A nossa ideia era dormir em Los Arcos, mas passamos e fomos dormir em Torres del Rio, cidade bem pequena e muito bonita. Ruas e casas históricas, ficamos no albergue Casa de Mari, novamente um quarto em comum para nos três, essa era a ultima noite para Laura e Maria que completavam uma semana no caminho e tinham que retornar à Madrid e continuar o caminho no próximo ano. Reencontrei a médica baiana Maili no restaurante principal da cidade, o menu do peregrino nesse foi muito rico e valeu a pena. Nesse dia o Pueblo estava em festa e ficamos um pouco vendo a população se divertir na praça. 13.09 - Torres del Rio-Logroño Logo cedo tomamos café juntos e minhas companheiras me acompanharam até a saída da cidade, nos despedimos e segui sozinho. Trecho com muitas frutas, figos, uvas e pera. Muito sol muitos vinhedos. Cheguei no albergue paroquial de Logroño no inicio da tarde. Esse horário de chegar nas cidades não é muito bom para sair pra conhecer, por que em toda Espanha existe a hora da Siesta e tudo fecha e só reabre as 16 ou 17 da tarde. Depois de tomar banho e descansar no albergue, fui ao banco, a catedral e encontrei um bar onde comi pão com jamóm e uns mini sanduiches muito bom, com vinho da Rioja. Existem 2 pontes bem grandes na cidade, uma de pedra e outra de ferro. Esse foi o maior rio que vi no caminho. Logroño é a capital da Rioja, cidade bastante grande e animada. A noite no albergue fui assistir a missa e depois jantar com todos os outros peregrinos, comida muito boa e de graça, apenas donativos. Nesse dia fiz amizade com um grupo de jovens eslovenos, australianos, espanhola e alemã. Nesse dia aconteceu um fato interessante, um jovem coreano meio sem noção bebeu rapidamente seu copo de vinho e foi até a jarra e encheu novamente e o pessoal da igreja chamou sua atenção, vi muitos coreanos no caminho mas esse realmente foi o único sem noção, ele também ligou a luz do quarto coletivo pela madrugada e muitos reclamaram. Uma regra básica no caminho é saber compartilhar tudo e respeitar os demais peregrinos. 14.09 - Logroño-Nájera Acordei cedo e tomei café também free no albergue e segui sozinho ainda no escuro, nas ruas se via muitos jovens que estavam saindo das festas. Na saída da cidade tem um grande parque e muito bonito, encontrei o jovem alemão JJ, o mesmo que estava soprando o instrumento na porta do albergue de Estella, comecei a conversar com ele e ele pergunta minha idade e diz em voz alta “you are so old” um grupo de francesas a nossa frente começaram a rir e eu também, depois seguimos caminhada todos juntos. JJ de 18 anos fala além do alemão, inglês e francês fluente, ele terminou o ensino médio e resolveu viajar pelo mundo durante um ano. Sua mochila era enorme e pesava em torno de 20kg e carregava o trompete que ele tocava pelas praças pra arrecadar algum dinheiro pra se manter. Na saída da cidade passamos na tenda do famoso peregrino Marcelino e carimbamos a credencial. Segui em ritmo acelerado e com poucas paradas, antes das 14h eu estava na porta do albergue municipal de Nájera. Sinalização da cidade é muito ruim, a dica é depois de cruzar a ponte no meio da cidade pegar pela esquerda margeando o rio e chega-se no albergue municipal. Final da tarde sentado na grama à beira do rio e fazendo algumas anotações. 15.09 – Nájera-Santo Domingo Saída as 6:40 do albergue, ainda de noite e o céu estava estrelado e segui na luz da lua, foi um inicio de dia muito diferente, vale apena caminhar sob as estrelas. Antes de chegar a Azofra o tempo fechou, parei numa lanchonete para tomar o café da manha e fiquei usando o wi-fi por mais de 1h e conversando com o grego George. A chuva não parava e resolvemos seguir debaixo água, pela primeira vez usei as capas, luvas... muita lama e barro. Meu calcâneo esquerdo começou a doer muito, no dia anterior estava um pouco inchado, era uma tendinite! Cheguei em Santo Domingo pensando em ficar parado no próximo dia para recuperar da lesão. Fui ao supermercado Dia %, muito barato e tem em varias cidades, comprei algumas coisas com o amigo e dividimos em um banco de praça e ele seguiu pra próxima cidade, eu não tinha condições de seguir. No Albergue paroquial, reencontrei o grupo de portugueses e eles me convidaram pra jantar, Polvo com batatas, uma delicia e me deram um anti-flamatório, Ibuprofeno 600mg pra tomar a cada 12 horas, esse é muito bom. 16.09 - Santo Domingo – Belorado Acordei sem sentir dor e decidi seguir, fui o ultimo a sair do albergue e na saída reencontrei a baiana Maili. No caminho conheci a inglesa Pila e fomos conversando por um bom trecho. Logo cheguei em Belorado, no caminho passou um carro distribuindo água como cortesia do albergue Cuatro Cantones, então decidi ficar nele e foi a melhor decisão. Albergue familiar e muito aconchegante, o menu servido foi umas das melhores comidas que experimentei no caminho, no jantar novo reencontro com a baiana e ela me falou da ideia de fazer de bike o trecho Belorado-Burgos, topei, pois queria aliviar o tornozelo e experimentar um trecho sobre rodas. Por 25 euros locamos a bike, pode pedir informação da empresa que loca no albergue, pois agora não lembro o nome e não anotei. Conheci a alemã Nora que também resolveu fazer o trecho conosco de bike. 17.09 – Belorado-Burgos Por volta das 8:50 partimos de bike, eu carregando minha mochila e minhas companheiras tinha despachado para Burgos suas mochilas (esse tipo de serviço existe em todo o caminho, não utilizei mas se soubesse antes teria utilizado nos Pirineus) uma experiência fantástica cruzar por vários amigos que seguiam à pé e ter uma outra dimensão do caminho, vale a pena! Reencontrei Robert e ele me abraçou e disse “Buen Camino”, e foi a ultima vez que vi ele. Trecho bom pra bike, mas tem um pequeno trecho com muitas pedras e subidas, mas a maior parte vale a pena fazer de bike. Cheguei em Burgos por volta das 15h e fui ao local indicado para devolver a bike, passei em frente a catedral e fiquei surpreso com sua dimensão e beleza. Albergue municipal lotado, muitos começam o caminho em Burgos. A cidade estava lotada de peregrinos, a procura de um hostal por acaso reencontro Maili e Nora de Bike, elas me avisaram que também estavam sem hospedagem, enquanto elas foram devolver a bike fui ao hostel onde se encontravam suas mochilas e peguei o ultimo quarto pra nos 3 por 15 euros pra cada. À noite fomos jantar próximo a catedral. Muitos peregrinos interrompem um dia de caminhada e ficam em Burgos pra descansar e conhecer melhor a cidade. Outros evitam cidades grandes e passam direto, acho uma boa Idea por que geralmente se gasta mais em cidades grandes. 18.09 – Burgos-Hornillos Acordamos bem tarde, tomamos café em um bar próximo e passamos na catedral para selar a credencial, fizemos algumas compras em um supermercado na saída da cidade, deixamos Burgos as 12:30 e reservamos o hostal Meeting Point em Hornillos. Depois de sair da cidade me dei conta que não tinha sacado dinheiro e estava sem grana, minha companheira Maili me ofereceu emprestado e aceitei. Caminho com muitas áreas de plantio de grãos, também rodovias, trecho não muito atrativo, maior parte do trajeto fiz sozinho, pois eu caminhava mais rápido que as companheiras. Em Hornillos, o hostal foi muito bom, novo e ótimo atendimento, mas o café da manha de 3 euros não a pena. 19.09 – Hornillos-Itero de La Vega Novamente fomos os últimos a sair do albergue, por um lado sair tarde pega o caminho com menos peregrinos, por outro, chega-se tarde no próximo destino e corre o risco de não encontrar vagas nos albergues. Começávamos juntos e durante o caminho naturalmente agente se separava e cada um seguia no seu ritmo. Foi nesse trecho que encontrei o primeiro peregrino que estava fazendo o caminho de volta, ou seja, tinha chego em Santiago e estava voltando à pé a SJPP, totalizando 1600km. Esse trecho possui muitas áreas descampadas e campos de agricultura, no entanto, belas paisagens. Uma parada num vilarejo (Hontanas) pra tomar um café, encontrei um grupo de brasileiros que fazia o caminho de bike, logo depois chegou Nora e em seguida Maili com o novo companheiro brasileiro também, Cristian, ele tinha decidido fazer o caminho uma semana antes e estava com uma tendinite no tornozelo, lhe dei um anti-flamatório. Seguimos juntos e encontramos um grupo de turistas que faziam trechos do caminho à pé e trechos de ônibus, sempre tinha um ônibus acompanhando o grupo. Na chegada do convento de San Anton, as ruinas nos levam ao passado e a entrada da cidade de Castrojeriz é muito bonita, a cidade medieval fica num morro e no alto tem um belo castelo, uma cena épica. Entramos no hospital das almas, um local bastante místico e com uma atmosfera muito boa. Depois fomos a um restaurante com uma vista panorâmica onde almoçamos e tomamos 2 garrafas de vinho, estava chegando uma tormenta e decidimos seguir caminho rumo ao temporal, e aos poucos a chuva foi desviando de nós, éramos os únicos no caminho, uma longa subida na saída e uma vista espetacular. Já era noite quando chegamos no Hostal Fiteiro em Itero de La Veja, constava 6 euros na placa mas nos cobraram 10. Mas não tinha alternativa, um vilarejo muito pequeno e estava de noite, jantamos, tomamos vinho e fomos dormir. Nesse dia andamos 30km. 20.09 - Itero de La Vega – Villalcázar de Sirga Saímos por volta de 8:30, a paisagem desse trecho não é atrativa mas o dia estava bom pra caminhar. Passamos no em Boadilla e paramos pra um lanche no bar e restaurante TITAS na saída da vila, o dono foi extremamente grosseiro e nos disse que se não fosse consumir que saísse logo do bar, estávamos esperando por Maili e Cristian já estava tomando um café... único lugar que não fui bem tratado durante todo o caminho, por tanto, aconselho passar longe desse bar, despois também ouvi de outros peregrinos que também passaram por essa situação no mesmo bar. Voltamos ao bar na entrada na vila e encontrei um grupo de brasileiros que estavam fazendo o caminho de bike, eles tem um blog e estavam com um Drone fazendo altas imagens, vale conferir no retrip.com.br http://retrip.com.br/site/o-caminho-de-santiago-sjpp-roncescalles/ Passamos no canal de Castilla, uma atração a parte. Fui tirar uma foto para o Cristian e esqueci meu bastão no chão, segui o resto do caminho sem bastão. Chegamos em Fromista que é uma cidade muito bonita e movimentada, finalmente um banco Santander para sacar dinheiro e pagar o tinha pego emprestado com Maili. Paramos para um lanche e Cristian resolve nos deixar no bar e seguir sozinho, foi a ultima vez que vi ele. Em Poblacion de Campos existe uma bifurcação do caminho, segui pelo lado original. Nesse trajeto existem áreas de descanso para os peregrinos, o caminho é muito descampado, em alguns momentos me encontrava sozinho no meio do nada, olhava pra frente e pra trás e não avistava ninguém. Cheguei em Villalcázar por volta das 18h e exausto, fui muito bem recebido no albergue municipal pelo o casal que trabalha voluntariamente lá, logo depois chegaram as companheiras e mais um amigo russo, nesse dia conheci o espanhol Luiz que sempre que me avistava no caminho gritava Brasiiiiiiilllllll. Saímos pra passear na vila e fomos jantar no bar e restaurante Cantigas. Esse trecho é muito bom pra fazer de bike, muito plano. 21.09 - Villalcázar de Sirga-Calzadilla de La Cueza Últimos a sair do albergue pra variar! Carrion nos surpreende pela beleza e varias opções de bares, restaurantes e supermercados, muitos peregrinos escolhem essa cidade para dormir. Nessa cidade reencontrei com o jovem alemão JJ e ele me disse que precisava conseguir 6 euros pra garantir a hospedagem daquela noite, foi pra praça e começou a tocar o trompete, eu e Maili nos aproximamos dele tiramos fotos e deixamos algumas moedas, logo depois outras pessoas também fizeram o mesmo. A seguir passei pelo mais exaustivo trecho depois dos Pirineus, 17km sem arvores, sem villas, sem casas, quase sem peregrinos e apenas 2 áreas de descansos sem água. Reencontrei nesse trecho algumas pessoas que faziam dias não os viam. Calzadilla surge der repente como um oásis, fui direto ao albergue municipal logo na entrada da cidade, muito bom por sinal e bem novo, logo depois chegam exaustas Nora e Maili. Fomos ao único bar da villa, o dono Cezar viveu muito tempo no Brasil e adora os brasileiros, também conhecemos o baiano Sidney que trabalha a 11 anos por lá. 22.09 - Calzadilla de la Cueza-Sahagun Trecho muito bom pra fazer de bike. Na chegada a Sahagun quem não quiser passar na Ermita que tem o centro geodésico do caminho francês, basta seguir o pelo asfalto e chegar mais rápido a cidade. Passei pela Ermita mas acho que não vale a pena. Cheguei no albergue municipal e não tinha ninguém na recepção, então descobri que os peregrinos chegavam se instalavam e só no final do dia chegava alguém pra fazer o check-in. O albergue funciona num prédio histórico, bem antigo por fora mas moderno por dentro, o wi-fi muito bom. Cidade com muitas opções e boa para hospedar-se. 23.09 – Sahagun-Reliegos Na saída da cidade passsei por uma ponte histórica muito bonita e existem 2 caminhos, optei pelo original. Nada especial nesse trecho. Parada em El Burgo para almoço, não tínhamos costume de fazer isso durante a caminhada, sempre lanches e no jantar, geralmente o menu peregrino é muito bem servido e barato, algumas noites tive problemas pra dormir por comer demais. Encaramos a tarde 13km com ameaça de chuva, sem casas ou vilas nesse trecho. Cheguei primeiro em Reliegos e fui ao albergue municipal, onde o hospitaleiro me recebeu muito bem e reencontrei alguns companheiros de caminhada. Fui ao minimercado na entrada da cidade comprei frutas e queijo (um mix de leite de vaca e ovelha) muito bom! Na volta encontrei Maili e Nora que decidiram ficar em outro albergue, jantamos juntos e presenteei elas com alguns adornos de capim dourado, bem típico do Tocantins. 24.09 – Reliegos-Leon Cheguei as 7:40 no albergue onde minhas companheiras estavam hospedadas mas estava tudo fechado, muito frio mas resolvi seguir sozinho. Paisagem predominante de plantações de trigo. Já chegando a Leon conheci a alemã Rosa Maria, fomos conversando até Leon. Próximo à majestosa catedral, pedi informações para encontrar o albergue das freiras Beneditinas, o sr. a quem perguntei me levou até ao albergue. Impressionante como o peregrino é bem recebido e bem servido durante todo o caminho. Leon foi uma das cidades mais bonitas que vi, muito acolhedora e com todas as opções, uma cidade grande. Por coincidência Nora e Maili estavam no mesmo albergue. Saímos para passear na cidade, visitar a catedral e resolvemos ter um jantar mais arrojado pra comemorar a chegada a Leon, fomos no restaurante Las Termas pertinho da catedral, 15 euros o prato mas vale muito a pena, fabuloso! Retorno ao albergue, fomos assistir as freiras beneditinas cantar, muito lindo e uma simpática freira fez um discurso encorajando os peregrinos. Aconteceu algo muito engraçado, essa freira tinha pedido pra desligar os celulares, enquanto ela falava um barulho de grilo incomodava a todos, ela então parou e perguntou de onde vinha esse barulho, ninguém soube responder, então ela continuou e o barulho voltou, foi quando alguém disse que estava vindo do bolso dela, ela pôs a mão no bolso e era o seu celular, todos riram muito nessa hora e ela também,e ficou muito vermelha e perdeu o raciocínio do discurso. 25.09 – Leon-S. Martin Tomei café no albergue, oferecido gratuitamente, donativos são optativo. Minhas companheiras resolveram ficar mais tempo em Leon para reservar passagens e fazer outras coisas. O traçado do caminho dentro de Leon leva aos principais pontos turísticos da cidade, na saída de Leon parei num bar chamado Los Angeles, ótimo café da manha, barato e excelente atendimento e bom wifi. Segui sozinho até S. Martin, passei pelo primeiro albergue, entrei no albergue Santana, não recomendo! Alias recomendo passar direto e não ficar nessa cidade. Comida ruim e cara, apenas um minimercado na cidade com poucas coisas também ruins e caras. À noite no albergue reencontro com Nora e Maili e jantar com um grupo de senhoras francesas que só falavam francês, mesmo assim conversei com elas mesmo sem falar francês. 26.09 – S. Martin-Astorga Saída do albergue super tarde, tomamos café no albergue e saímos por volta das 10, trecho paralelo à rodovia até Orbigos, onde existe uma ponte medieval enorme e muito bonita. Compensava ter dormido naquela cidade. No caminho para Villares de Órbigos, nos deparamos com pomares repletos de maças e peras, na vila um senhor estava passando com um carrinho de mão cheio de ameixas frescas e doces e nos presenteou com muitas. Mais adiante outro morador nos convidou pra entrar em sua casa e nos presenteou um melão super doce também. Foi o dia das frutas! Depois de Orbigos a paisagem se torna muito bonita. Parada no espantalho peregrino para um lanche com a Nora. Depois segui sozinho e me senti realmente só em meio a tanta natureza, não era possível avistar ninguém nem pra frente nem pra trás. Antes de chegar a San Justo uma paisagem impressionante e repentina de uma cadeia de montanhas. Logo cheguei em um local a beira do caminho chamado Casa de Los Dios, encontrei um espanhol que fazia um documentário, ficamos conversando um pouco, nesse lugar também é possível carimbar a credencial e eles oferecem frutas, biscoitos e agua de graça, tem uma caixinha pra donativos. Isso é mantido por um peregrino que decidiu passar o resto de sua vida alí servindo outros peregrinos. Também encontrei lá uma inglesa que ficou conversando um pouco comigo e me disse que naquele dia iria dormir por alí, em baixo de alguma arvore. Na chegada á Astorga o albergue municipal estava lotado e o outro fechado, paramos em um bar para tomar café e pensar no que fazer, Nora foi buscar informações e uma pessoa lhe entregou um mapa explicando onde nos poderíamos encontrar abrigo, seguimos o mapa e ficamos hospedados no melhor lugar de todo o caminho! Quase de frente a linda catedral, uma das mais belas que vi e ao palácio de Galdi. Fiquei em suíte privada e tudo perfeitamente limpo como um hotel e as companheiras ficaram em outra suíte com varanda. Tudo isso mantido por freiras ...... Astorga merece ficar mais tempo, uma cidade muito bonita e cheia de historia. Também vale experimentar o bolinho típico da cidade que agora esqueci o nome. 27.09 – Astorga-Rabanal Passei sem perceber na entrada de Castrillo, a cidade de pedra que todos dizem valer a pena conhecer. Segui caminho a maior parte do tempo sozinho, trecho com belas paisagens. Em Rabanal cheguei ao albergue Pilar e reservei lugar para Nora e Maili, o albergue estava quase lotado. Conheci alguns italianos que dias depois me tornaria mais próximo deles. 28.09 – Rabanal- Molinaseca Trecho em subida, as meninas despacharam as mochilas, eu coloquei algumas coisas minhas na mochila da Maili, isso foi uma boa ideia, e reduzi uns 2 kg em minha mochila. Paisagens muito bonitas nesse trecho. Ao avistar a cruz de ferro é impossível não se emocionar! Fiquei sabendo de uma peregrina que seguia próximo a nos que chegou na cruz deixou sua pedra e disse que pra ela o caminho terminava alí e retornou pra sua casa. Deixei uma pequena pedra ao pé da cruz, levei de Taquaruçú, lugar onde moro em Palmas-TO, depois fiquei sentado ao longe observando os peregrinos chegarem e se emocionarem ao pé da lendária cruz. Segui caminho, no topo da montanha existe um bar móvel chamado “La Parada”, funciona de maio-out, parada para um bocadilho de pão com jamón e uma coca. Depois do bar peguei uma trilha cheia de pedras e debaixo de uma forte chuva, foi um pouco perigoso, um verdadeiro rio pela trilha, correnteza e muitas pedras, foi o dia mais sofrido no caminho. Deveria ter pego o asfalto!!! Em Molinasseca ficamos no albergue Santa Marina, o dono é bem conhecido no caminho e possui estampado na parede varias matérias de jornais e revista falando sobre ele e seu trabalho no caminho. Nos albergues tem jonais para colocar dentro dos calçados molhados, excelente, no outro dia está seco. Albergue muito bom por 7 euros. Fomos jantar no restaurante El Palacio ao pé da ponte na entrada da cidade, fabuloso. 29.09 – Molinaseca-Cacabelos Saímos juntos as 9:20, pegamos o caminho pelo asfalto, a trilha estava muito molhada devido as chuvas da madrugada. Chegada em Ponferrada foi rápida e fomos direto ao castelo dos Templários, um dos mais bonitos do caminho. Em frente tomamos um chocolate com churros no GODIVAH, um lugar fantástico, preço justo e atendimento sem igual, esse lugar tem o espirito do caminho. Após isso, todos se separam, passei pela catedral e segui sozinho, falta sinalização na saída, no monumento aos Pimentos, não vi mais as setas amarelas mas segui em frente e estava no caminho certo. Trecho suave, muitas hortas, fruteiras e casas, parada na Viña de Bierzo para uma taça de vinho e um petisco, foi quando reencontro os italianos, pai e filho que tinha conhecido em Rabanal. Logo depois entrou no bar um espanhol e começou a falar comigo, Fernando que mais adiante nos tornaria amigos. Chegada em Cacabelos as 16:30, o albergue municipal fica na saída da cidade, depois da ponte, foi o mais diferente que fiquei, são pequenos quartos de madeira com duas camas cada ao redor da igreja, mas muito bem limpo e moderno. Mais tarde encontrei Nora na rua sem Maili, fomos jantar e nesse dia tomamos quase 2 garrafas de vinho, pois no menu peregrino pra 2 pessoas inclui uma garrafa, no entanto, na mesa do lado sobrou uma garrafa quase cheia e fizemos a troca pela nossa vazia. Esse dia me aproximei de um grupos de Búlgaros que nos reencontravam a vários dias mas eles só falavam em búlgaro então a comunicação era difícil. 30.10 – Cacabelos-Vega Saída de Cacabelos as 8 com Nora, em Pieros, parada pra tomar café e foi quando conhecemos um casal porto riquenho e o Sírio Shafic que logo começou a conversar e pediu pra tirar uma foto comigo e Nora, pois nós representávamos Brasil e Alemanha e logo começamos a falar sobre copa do mundo. No caminho acompanhei Shafic e fomos conversando sobre vários assuntos, ele é casado com uma mexicana e mora no Canadá, fala árabe, inglês, francês e espanhol fluente. Ele tinha decido fazer o caminho semanas atrás quando nunca tinha ouvido falar no caminho, viu alguma coisa na internet sobre o caminho e decidiu de imediato fazer. Shafic é uma pessoa do bem! Na chegada a Villafranca del Bierzo, primeira pessoa que encontro Jesus Jato, http://www.caminhodesantiago.com.br/artigos/refugio_rato_xandi.htm eu queria muito conhece-lo, sem eu dizer nada, ele aponta o dedo pra mim e diz você é brasileiro! Falei um pouco com ele abracei e tirei fotos, Shafic também fez o mesmo. Minha ideia no dia anterior era ter caminhado até Villafranca pra dormir no albergue da família Jato, no entanto, pela manha encontra-lo foi uma grande coincidência e agradável surpresa. Nesse trecho existe uma bifurcação, eu decidi seguir pelo caminho mais fácil, margeando uma rodovia e um rio, opção muito boa, por que existe muita natureza e é muito tranquilo, sempre se ouvi o barulho da água nas corredeiras. A outra opção era pelas montanhas, foi a opção de Nora, que depois me disse não valer a pena. Estava passando na porta do bar e albergue Camynos http://www.camynos.es/ e avisto Chafic lá dentro, logo ele sai na porta e me grita e fui tomar um vinho com ele e os donos Gerrado e Javier adoram brasileiros e tiraram uma foto comigo e a bandeira do Brasil que eles tem. Logo chegou Maili e ficamos numa festa nesse bar, tomamos ORUJO uma bebida típica destilada feita de casca de uva, é como nossa cachaça. Eu e Maili resolvemos ficar em Vega e Chafic resolveu seguir pra próxima cidade, foi um dia especial. Nos não sabíamos do paradeiro de Nora. 01.10 Vega-Fonfria Logo cedo fomos a padaria artesanal da entrada da cidade e reencontro o casal de porto riquenhos, estávamos prontos pra encarar o Cebreiro, um pouco aflito pois todos falavam que era o segundo Pirineus do caminho. No sopé encontramos um grupo que estava preparado pra subir a cavalo, existe essa opção por 30 euros. Entre eese pessoal estava Chafic à cavalo. A subida é íngreme, no entanto, rápida. Quando chegamos no topo, em uma vila reencontro com Nora e seguimos novamente nos 3 juntos e logo depois nos separamos todos novamente. Ao chegar ao Cebreiro, existe ao lado direito um mirante muito grande e bonito com mesas e bancos pra descanso. O Cebreiro é ponto de dormida pra muitos peregrinos, mas resolvi seguir. Lá reencontro com o esloveno Mathei que me disse que seu amigo teve uma grave tendinite e estava em repouso em Ponferrada. Reencontrei vários outros amigos no Cebreiro. Descida rumo à Fonfria muito linda, muito verde e muitos vales. No caminho reencontro Nora e seguimos juntos até o albergue Reboleira em Fonfria. É uma pequena vila, mas compensou muito ficar nesse albergue, um estilo rustico e muito confortável e familiar o jantar foi coletivo em uma casa de pedras em formato circular próximo ao albergue. Reencontro os búlgaros, agora conseguindo me comunicar melhor com eles, pois o Struman falava um pouco de inglês e as duas mulheres, Katia e Onka só falavam em Búlgaro. 02.10 – Fonfria- Sarria Trajeto longo com belas paisagens. Também tem uma bifurcação, optei pelo caminho original por Sanxil e valeu muito a pena. Acho que foi o trecho mais solitário e em meio a natureza, muito bonito mesmo. Em determinado ponto encontrei a húngara Nora 2, assim apelidamos ela, já tínhamos nos conhecido antes, caminhamos um pouco juntos e depois nos separamos e nos reencontramos novamente em um bar no meio do nada. Sarria é muito mal sinalizada na entrada, na chegada encontrei um cara de Niterói muito maluco, ele estava acompanhado com outras brasileiras que tinha conhecido no caminho, ficamos no mesmo albergue, o municipal que é o pior que fiquei, não recomendo. No albergue conheci um chinês que estava iniciando o caminho em Sarria, alias muitos começam nessa cidade que está a pouco mais de 100 km de Santiago, percurso mínimo pra se obter a compostelana. A noite reencontro com Maili e Nora que estavam em outro albergue, jantamos juntos e tomamos vinho. 03.10 – Sarria-Gonzar Sai bem cedo e sozinho, encontrei o maluco de Niterói que me disse que tinha caído da cama durante a noite e estava todo dolorido. Segui caminho a luz de lanterna, um subida íngreme logo na saída. Reencontro com o porto riquenho Rafaele e seguimos caminho juntos até encontrar com Fernando que eu tinha conhecido dias atrás, Rafaele e Fernando também já tinha se conhecido em algum momento atrás. Chegada em Portomarín é muito bonita e passa por uma porte muito alta, essa era cidade que eu planejava dormir, no entanto, após alguns chops com meus novos amigos e outros que foram chegando no bar, Beatriz, Andreas e Luciano, resolvemos todos partir naquele mesmo dia e dormir em outra cidade a 8km à frente. Chegando em Gonzar encontramos outros amigos e foi uma grande festa, ganhamos vinhos e ficamos tomando do lado de fora do albergue até a madrugada. Luciano um jovem de 18 anos e Andreas de 40 são italianos e faziam o caminho acampando numa pequena barraca, foram 2 personagens marcantes no caminho. 04.10 – Gonzar-Palas de Rey Saída cedo com Rafaele, os demais já tinham partido, eu estava num ritmo muito lendo e avisei o companheiro que podia seguir sem mim. Após as 10 tive uma grande ressaca, estava realmente mal e precisava parar um pouco. Reencontrei os Búlgaros e fomos comer um lanche juntos. Chegada em Palas debaixo de chuva fina, durante esse trajeto os amigos estavam colhendo cogumelos para o jantar no albergue. Fiquei no albergue Camino, muito bom e estava quase vazio, um quarto imenso para mim e mais outro. À noite por caso reencontro Nora na rua, ela não tinha noticias de Maili. Depois de andar um pouco pela cidade, fomos ao supermercado, banco, comprei uma nova credencial, pois a minha já não tinha mais espaço pra carimbos. Importante depois de Sarria carimbar a credencial ao menos 2 vezes ao dia em lugares diferentes pra se obter a Compostelana em Santiago. Fomos jantar pulpo (polvo) com batatas e vinho, perfeito. Depois do Cebreiro é a região da Galícia e se come muitos frutos do mar e o espanhol é mais parecido com o português. 05.10 – Palas de Rey-Arzua Sai sozinho, trajeto com muitos bosques, estava com a sensação de reta final do caminho, um misto de alegria e tristeza. Cheguei à cidade de Melida, muito movimentada e com feiras e também mal sinalizada. Essa cidade é famosa pelo Pulpo à feira, logo na entrada se ver as Pulperias, locais onde se come polvo. Muito interessante e vale a pena experimentar. Trecho com muitos morros e cansativo, reencontro com Eriberto, o maluco de Niterói, ele começou me contar sua historia no caminho, eu não parava de rir das maluquices que ele aprontou. Me disse que fazia dias que estava querendo se livrar de uma paulista enjoada que estava na cola dele... chegando em Arzua por azar dele a paulista chegou também no mesmo albergue e a hospitaleira entendeu que eles eram um casal e queria coloca-los no mesmo quarto, ele quase teve um infarto e desesperado pediu pra ficar em outro quarto... foi muito engraçado. Reencontrei o casal brasileiro que tinha conhecido no primeiro dia, Simão e Olga, durante esses dias todos não os tinha visto, começamos juntos e iriamos terminar juntos. 06.10 – Arzua-Monte do Gozo Trecho com chuva, maior parte fiz sozinho e já não sabia de noticias da Nora e Maili. Ansiedade toma de conta, estava caminhando sem saber ao certo onde iria dormir, iria caminhar até cansar. Foi quando encontrei meus amigos JJ, Fernando, Andreas, Rafaele, Luciano e Beatriz. Depois nos separamos novamente e nos reencontramos em Monte do Gozo, estava finalmente na porta de Santiago. Eles insistiram pra eu seguir com eles até Santiago e comemorar o fim da caminhada, mas eu preferi dormir naquele lugar e seguir no outro dia e chegar descansado em Santiago, foi a melhor opção, pois a missa dos peregrinos é meio dia. 07.10 – Monte do Gozo-Santiago de Compostela-Finisterra Saída cedo com Simão e Olga, iria chegar a Santiago com o casal que conheci no meu primeiro dia de caminhada. A ansiedade é grande e não falávamos em outra coisa senão da nossa conquista em está chegando com saúde após um mês de caminhada, fomos contando sobre nossas historias do caminho. De todos os pontos era possível avistar as torres da catedral de Santiago, quanto mais nos aproximávamos mais emocionados ficávamos, finalmente chegamos, a emoção é inevitável em ficar de frente pra catedral e ver centenas de peregrinos chegarem e alguns caírem em pranto diante do ponto final do caminho. Fomos à oficina do peregrino para pegar a compostelana, ao lado da oficina tem um lugar pra guardar a mochila por 2 euros o dia, não pode entrar de mochila na catedral. Depois reencontrei já dentro da catedral com os amigos Fernando, Andreas, Rafaele, Luciano, Beatriz e agora também Maria que tinha aderido ao grupo. A missa é um espetáculo a parte. O Botafumeiro espanhando a fumaça sobre os peregrinos foi como um presente pelos 800km de caminhanda. Depois de visitar o tumulo do apostolo e passar pelo portal da glória, que estava interditado para reformas, fui para o lado de fora da catedral e reencontrei Rosa Maria, a alemã que conheci em Burgos. Reencontro com outros amigos do caminho e decidimos locar um carro e ir até Finesterra, eu, Fernando, Maria, Rafaele e Jessica os demais seguiram a pé, mais 3 dias de caminhada até Finesterra. Eu não tinha tempo de fazer a pé, pois tinha um voo dia 10 pra Madrid, então não achamos carro pra locar e eu e Maria fomos pra rodoviária pegar um ônibus e os demais seguiram de taxi, foi a ultima vez que os vi. Viagem tranquila de ônibus, chegando em Finisterra ficamos no albergue Por Fim, 10 euros e muito bom! Atendimento cordial. 08.10 – Finisterra-Santiago de Compostela Fomos cedo em direção ao cabo de Finisterra que fica uns 4km da cidade, tinha a opção de ir de ônibus, mas optamos ir à pé debaixo de chuva com vento, no albergue pegamos um guarda chuva. Mas foi muito legal e divertido, chegando ao cabo a chuva parou e o céu ficou limpo, hora de fazer o ritual da queima de roupas, tinha comprado um álcool e separado algumas peças de roupas que tinha usado durante o caminho, então eu e Maria queimamos nossas roupas em meio as pedras. No retorno reencontro o grupo de búlgaros, eles me chamam pra fazer um brinde, tinha vinho em uma garrafa Pet e alguns copos plásticos, fizemos um brinde ao pé da cruz de Santiago no Cabo Finisterra, alí comemoramos realmente o fim do caminho. Na descida, reencontrei a coreana Jey e outro peregrino que não o conhecia até então, o Olivier. Despedimos-nos de forma emocionante. Tomamos o ônibus de volta a Santiago, fui ao correos para retirar meu pacote e tudo certo. De volta a Santiago ficamos no albergue, Seminario Menor muito bem estruturado e enorme, por tanto, distante do centro e apenas um pouco mais barato. Não compensou ficar lá. 09-10.10 -Santiago de Compostela-Madrid Dia de ficar em Santiago e conhecer melhor a cidade. Fui pra a Catedral e reencontrei alguns amigos que estavam chegando. Alguns chegaram durante minha ida pra Finisterra e outros ainda estavam pelo caminho e outros já estavam em suas casas. Encontrei Luiz, um espanhol de Estella que conheci no caminho, fomos ao museu do povo galego e fizemos o passeio no trem turístico, vale a pena. Depois fui almoçar no famoso restaurante Manolo http://www.casamanolo.es/indexD.html , comida realmente boa e bem típica da Galícia e preço adequado para peregrinos, o restaurante tem fila de espera, em sua grande maioria são peregrinos famintos. Dia seguinte peguei um ônibus as 6:30 da manha na praça de Galicia, em frente a loja ZARA direto para o aeroporto, chegando lá reencontro a Nora húngara e fomos no mesmo voo pra Madrid, chegando na capital fui ao encontro de Laura, argentina que conheci na primeira semana do caminho, logo depois encontramos com Maria também do caminho e fomos ao mercado São Miguel pra comer uns tapas (petiscos) e tomar umas cañas (chop). Na verdade o caminho nunca terminou e nunca terminará, as amizades feitas durante o caminho são como uma irmandade, mantenho contatos com eles por email, facebook ou telefone, e já visitei alguns em suas cidades assim como aguardo visitas de alguns em minha casa. O caminho é algo impossível de descrever, tem que ser vivido. Além de uma jornada espiritual, é uma grande aventura, um grande desafio! Oportunidade única de fazer amigos de verdade e de se divertir muito também, para mim também foi uma viagem turística, passei por mais de 200 lugares!, viagem histórica/cultural, gastronômica e enóloga também, acima de tudo, uma viagem que conforta e ensina a alma e o mais importante é que qualquer um pode experimentar, por que é sem limites de idade, sexo, religião ou aptidão física. Durante a caminhada vi de tudo! Por exemplo um homem que tinha iniciado o caminho em Barcelona de bicicleta carregando seus 4 cães em uma carrocinha adaptada na bike, um outro que tinha começado andar desde Paris, casal com criança de colo, senhoras e senhores com mais de 70 anos, alguns cegos acompanhados inclusive com cão guia, um casal de uma brasileira e um alemão que se conheceram no caminho a mais de 10 anos, casaram e todos os anos voltam ao caminho. Enfim, o caminho reflete bem a diversidade de pessoas de todo o planeta assim como as diferentes causas que motivam cada um fazer a caminhada, é um grande ensinamento percorrer o caminho de Santiago! Dicas: • Comprar o que puder para o caminho em Madrid!!! Lojas Decathlon. • Levar toalha OxDry Towel (não precisa secar e absorve 5x mais que as normais, comprei no Brasil loja Centauro). • Frascos pra shampoo e condicionador (colocar em frascos pequenos pra diminuir o peso, é possível reabastecer nos banhos dos albergues). • Frutas, pão e Jamón (lanche ideal pra fazer durante a caminhada, não é recomendável parar para almoçar e depois seguir caminhando). • Compartilhar lavagem de roupas (nos albergues paga-se para usar a maquina de lavar e secadora, reunir 3 ou 4 peregrinos e dividir o valor e fazer tudo em uma única lavagem). • Saco de dormir (necessário em muitos albergues que a higiene dos lenções de cama não são adequadas, comprar o mais leve possível, o meu comprei na Decathlon marca Quechua 700g). • Vaselina para os pés (alivia muito a dor e evita bolhas). • Meias de running (muito boas, usei durante todo o caminho e não tive uma bolha). • Camel back (cantil utilizado por ciclistas, muito pratico pra tomar agua durante a caminhada). • Fazer algum trecho de bike. • Comprar tampão para os ouvidos ou colocar algodão, em alguns albergues as camas são muito próximas e alguns peregrinos roncam muito alto!!! • Comprar comida em supermercado (sem dúvida a melhor maneira de economizar). • Comprar vinho no supermercado (pode também colocar o vinho em garrafa PET pra levar na caminhada). • Assistir ao filme The Way. • Usar o APP Pilgrim Camino. Erros • Peso da mochila superior a 10% do meu peso corporal nos 3 primeiros dias do caminho. • Não ter enviado a mochila nos trechos muito íngremes ou nos dias de corpo muito cansado. • Chegar tarde em Burgos, poderia ter aproveitado mais a cidade. • Não possuir uma capa de chuva leve, comprei uma cara e pesada no inicio do caminho. • Não trazer o Floratil, umas 2 x senti que a comida não tinha feito bem. Check-List mochila • Tênis Timberland com mais de 1 ano de uso; • 2 camisetas de secagem rápida; • 1 manga longa fina marca Quechua; • 2 calças shorts tactel, marca Quechua; • 1 calção tipo surfista; • 1 Anorak marca Quechua; • 3 cuecas marca Quechua; • 3 pares de meias; • 1 canga/saída de banho; • 1 boné com saia que protege o pescoço do sol, marca Quechua; • 1 óculos de sol Rayban; • 1 canivete suíço; • 1 mochila 60 litros; • 1 pochete (dinheiro, passaporte e credencial) levar inclusive para o banho; • 1 capa de chuva para mochila; • 1 capa de chuva para mim; • 1 bateria extra com lanterna; • 1 lanterna de testa; • 1 smartphone Sansung S3; • 1 Câmera Gopro; • Alguns broches para pendurar roupas molhadas na mochila; • 1 par de sandálias havaianas; • Gorro e luvas de lã; • Baton cacau; • Agulha e linha de algodão (não usei, por que não tive bolhas) • Remédios: Benegripe, Sorrisal, Antialérgico, Neuzadina, antiflamatorio, esparadrapos, gases, algodão, Salonpas e Pó antisséptico. • Adaptador de tomadas (não é necessário, o padrão brasileiro serviu em todos os lugares) A quantidade de coisas que você deve levar também é de acordo com a época do ano, fiz o caminho entre setembro e outubro, uma época muito boa e não estava quente e nem frio, minha roupas foram tipo Dryfit ou Tactel, nada de jeans ou agasalhos. Outra época muito boa é Maio/Junho que é a primavera e as temperaturas são agradáveis. Em julho e agosto é muito quente e dezendo e janeiro muito frio. Gastos do dia 06/09 - 09/10 898 euros com uma média de gasto de 26 euros por dia de caminhada. Todas as minhas despesas no caminho foram anotadas e estão distribuídas conforme o gráfico abaixo. A categoria outros do gráfico, inclui compra de Bastão, capa de chuva, aluguel de bike, correios, internet, taxi, passagem de ônibus pra Finisterra, compra da nova credencial, entrada em museu e trem turístico em Santiago. A categoria lanche corresponde a lanches feitos em bares ou restaurantes. O caminho pode ser feito gastando-se mais ou menos do que eu gastei, conheci pessoas que gastavam em torno de 40 euros por dia e também conheci outras que gastavam uma media de 15 euros por dia, no entanto, depende da quantia que você tem disponível e sua disposição em fazer comida nos albergues e dormir em albergues gratuitos ou mesmo acampar como foi o caso de alguns que conheci. DICAS DO CAMINHO FRANCÊS http://www.santiago.org.br/camihnos-frances.asp SITES UTEIS (MUITO BOM!!!) http://www.meucaminhodesantiago.com/category/super-dicas/ http://www.bicigrino.com/en/ http://www.urcamino.com/camino-frances/route http://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/65956-sites-ajudam-peregrinacao-a-santiago-de-compostela.shtml Outros comentários e dicas (post de outro mochileiro) * O seguro viagem é obrigatório para entrar na Europa e eu precisei. Muito importante. http://www.mondialtravel.com.br * Conheci peregrinos que quando machucados, faziam o trajeto de Ônibus. é uma opção para quem tem pouco tempo. * Um horário bom para começar a caminhar são entre 6 e 7h. Se for primavera verão, recomendo até sair mais cedo por causa do calor. * Se molhar as botas ou tênis, coloque jornal para ajudar a secar * Bastão de caminhada ajuda a poupar seus joelhos em trechos com declive * Na Espanha vende um adesivo chamado Compeed, muito bom para quem tem bolhas, mesmo assim o melhor ainda acho que é a agulha e linha. * Empresa de ônibus que faz a maioria dos trajetos no Caminho: http://www.alsa.es * Empresa aérea que faz voos domésticos na Espanha, barata, porém sua mochila tem que ter menos de 10kg e você tem que imprimir o bilhete antes: http://www.ryanair.com/pt - Útil para o trecho Santiago x Madrid * Usei o cartão vtm feito através do http://www.cotacao.com.br (consultava o saldo por internet). * Antes de subir os Pirineus, olhar a previsão do tempo é muito importante. Evite fazer esse trajeto sozinho, principalmente no inverno com neve. * Os albergues municipais e alguns privados tem cozinhas, o que barateia muito seu Caminho. Antes de fazer as compras, sempre passe na cozinha, os peregrinos costumam deixar muitas coisas para os próximos. Assim como roupas e remédios. Não esqueça que você pode fazer isso também, exemplo deixe aquele pacote de cebolas ou molho que você teve que comprar e não usou todo. * Durma com seu dinheiro e documentos dentro do saco de dormir. * Refúgios com acolhida religiosa: Albergues do Caminho Francês, com acolhida religiosa (útil para o peregrino que vai com pouco dinheiro) * Telefones celulares, esqueça-os ! Aproveite o caminho para desconectar do mundo ou desse vício moderno. A grande maioria dos refúgios tem internet ou telefone público (compre um cartão de ligação internacional). * Sempre siga as setas amarelas, totens, a concha (vieira), postes de luz com símbolos da viera, placas nas estradas ou coladas nas calçadas e quando houver dúvida, descanse, sempre aparece algum peregrino Outras dicas: Telefone ao Brasil Se estiver na Espanha, para fazer suas ligações à cobrar ao Brasil, ligue para o número 900 99 00 55. Você vai ter a grata surpresa de ser atendido em português. Caso inicie seu Caminho por S. Jean, na França, para chamar o Brasil direto você terá que ligar para 0800 99 00 55. Telefones Visa Visa Electron - 900 991 124 / 900 991 216 Visa Internacional - 900 991 216 Embaixada do Brasil Em Madrid: Fernando el Santo,6, tel. 91 700 46 50 Assistência a Brasileiros e Assuntos Consulares: e-mail: [email protected] Tel.: (+34) 91 702 12 20 Fax: (+34) 91 310 16 30 Banco do Brasil, S.A. - Madri Calle José Ortega y Gasset, 29, 1ª planta e-mail: [email protected] Tels.: (+34) 91 423 25 00 / 91 423 25 20 Fax: (+34) 91 423 25 20 Horário: de 2ª a 6ª - 10h às 13hs.
  7. 1 ponto
    Quando a correnteza puxa muito forte não adianta tentar nadar contra, você fica muito cansado... Lembro que naquele programa do Bear Grills, no Discovery Channel, ele fala que nessas situações é melhor você tentar ir junto com a correnteza pois chega uma hora em que o fluxo acaba te levando para as pedras ou para a praia.
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    Então... Tenho uma Quechua de 60 litros. Tiro as varetinhas de sustentação para ela parecer mais murcha. E transfiro um pouco das coisas para uma menor que passa como artigo pessoal. No Brasil nunca nem mediram. Já passei umas 4 ou 5 vezes em voos da latam e da gol, de boas. Fui para Colômbia com ela e as duas vezes que viajei pela wingo me pediram pra colocar na caixinha. Com as manobras que falei acima, coube legal. Fui para o México e viajei duas vezes pela viva aerobus. No primeiro trecho só pediram pra pesar toda a bagagem que eu tinha. Deu 8kg e foi tranquilo. Já da segunda, pesaram tudo e mediram também e coube de boas. Só que sempre fico tensa com isso. Naqueles gabaritos metálicos ela cabe com folga. Agora nunca testaram na tal da caixinha e a impressão que tenho é que não entra ali não. Pelo que vejo depende da companhia, do bom humor dos funcionários e se o voo tá cheio ou não (em voos mais cheios eles costumam ser mais chatos). É uma loteria kkk
  9. 1 ponto
    @l3andro dê uma pesquisada sobre o chip Easysim4u pode ser uma boa opção pra voce.
  10. 1 ponto
    @rodolfofarias Cara, pelo visto é sua primeira viagem. Me permita dizer, sem querer desestimular voce, que tem erros clássicos no seu planejamento. 1 - Você deve cotar os preços em Euro, afinal você não tem como prever as variações cambiais e a depende de como faça as reservas não ira pagar em real. Todos esses trecho você deve cotar por trem. Alem de mais barato (comprando com 03 meses de antecedência), você economizara tempo. Vamos a um exemplo básico: Um voo de Lisboa a Madri as 09:00! Você tem que estar no aeroporto no minimo as 07:00 (os aeroportos são enorme e cheios). Para estar no aeroporto as 07:00, você deve sair da sua hospedagem as 06:00 (afinal, você é um turista na cidade e não sabe perfeitamente onde fica o local de pegar o transporte, onde comprar a passagem, o trajeto, se tem ou não transito naquele horário...). Para sair do hotel as 06:00, você deve acordar as 05:00 para tomar um banho e um cafe da manha pelo menos! Se tudo der certo e o voo não atrasar você aterriza em Madri as 10:20 (1:20 de voo + fuso)... dai vem todo o processo de desembarque da aeronave, andar ate a sala de bagagem, esperar suas malas, sair do aeroporto, procurar o local de transporte para o centro da cidade (os aeroportos não ficam no Centro!), facilmente o relógio bate em 13:00. Agora é o momento de localizar sua hospedagem, fazer o check in (lembrando que muitos hoteis e hosteis o check in abre após as 14:00)... pós check in, desde cinco da manha acordado o que mais vai querer é um banho e comer... facilmente chegara 16:00 horas! Percebe que não ira simplesmente se teletransportar de Lisboa a Madri e aparecer magicamente na Praça del Sol? Quantas horas lhe sobrariam para conhecer Madri se vai ficar por lá somente 01 noite e no outro dia você parte para nova maratona de aeroporto? E sua disposição como estará depois de ter acordado a 05:00 da manha? E depois de 10 dias de viagem nessa corrida louca?? - Dica: a) Reduzir ao máximo deslocamentos de avião entre cidades. Trem para viagens de até 04 horas de duração é a melhor saída. b) Escolher uma cidade grande como base, explorar esta cidade no minimo 03 dias e nos dias restantes fazer bate e volta para cidades próximas. Essa é a forma de otimizar roteiros para conhecer o máximo de cidades possíveis. c) Escolher cidades que sejam próximas e possíveis de se deslocar de trem para montar o roteiro. Não é possível conhecer toda a Europa em 20 ou 30 dias. No máximo 01 ou 02 voos internos. Cidades como Roma, Barcelona, Madri... em 01 ou 02 noites, considerando o exemplo do aeroporto acima, não da para conhecer nada praticamente. Você ira meramente bater foto nos cartões postais! Um Louvre da vida... você fica o dia todo e não vê 40% do museu! Uma visita a Eiffel você gasta 04 horas fácil! Resumindo seu roteiro: Tem muitas cidades, poucos dias em cada cidade, muito deslocamento aéreo... alguns sem sentido! Vai sair de Ibiza para dormir uma noite em Barcelona e outro dia ir para Paris????? Não seria melhor voar direto a Paris??? Com balada tudo fica mais caro(rs)! É muito pessoal essa conta... Os custo não se resumem a comida e balada, tem transporte publico (Amsterdam 3 euros um ticket de 02 horas e 7,50 um valido para o dia todo; Paris 1,90 euros...), tem os gastos com as atrações (museus, monumentos, etc...)... gastos diversos (bebe água? usa sanitário? vai querer um cartão para se conectar a internet e usar os mapas? Um café para espantar o sono?...) Especifique seus hábitos alimentares para poder ser mais preciso. Almoço e jantar em restaurante? Comer fast food? Comida de supermercado esquentada no microondas do hostel?? Baladas de que tipo? Barzinho, balada de hostel ou boates? Os lugares que citou são caros! Principalmente a vida noturna... em ordem temos ai : Londres => Paris => Amsterdam... Copenhage e Estocolmo não ficam atras ( Estais a falar no Norte da Europa, amigo. Os donos da grana do mundo... é efetivamente primeiro mundo... um outro padrão de vida e consumo diferente de Lisboa ou Madri por exemplo). Alguns preços: Uma cerveja na holanda entre 05 e 10 euros o caneco. Uma taca de vinho em Paris 06 a 15 euros. Uma dose de vodka em Port Olimpic em Barcelona 10 euros. Uma long Neck em Ibisa 10 a 15 euros nos clubs noturnos.... Um almoço completo em Roma (entrada+massa+prato quente+sobremesa+cafe+agua) 25 euros. Um menu turístico na maioria das cidades entre 15 e 25. (mais barato em Lisboa e Madri). Enfim, os custos variam de cidade para cidade e depende dos locais na cidade que pretende visitar. Uma media de 100 euros/dia é considerada boa. Enxuga seu roteiro e posta aqui que fica mais fácil ajudar. Are you exactly sure??? Já tive 03 vezes em Amsterdam e não esgotei tudo. No dia que esgotar continuarei voltando para curtir a cidade. Essa coisa de não ter muito o que fazer é bem relativo!! Paris... como dizer que não tem o que fazer? Sempre haverá o que fazer.... Mil dias em Paris são nada rs... Vai de você se identificar e se sentir bem na cidade. Barcelona? Mais mil dias para tomar cafe da manha na Boqueria comendo pulpitos e bebendo cava ou se perdendo a noite em Bari Gotic kkkkk... tomar sol em Barceloneta ... Lisboa para comer polvo a lagareiro nas escadarias do Carmo...
  11. 1 ponto
    @willgittens Poxa que maravilha que está fazendo. Isso sim é ser mochileiro e viver a vida na sua plenitude. Pode ficar doente, claro, morrer, ter dor de barriga, evidente que sim. A vida é sua e você faz o que quer dela. Pode dar tudo errado, pode! É daí. Ou você acha que na vida "normal " não pode dar. Mas qual a diferença de morrer numa viagem dessa, pelo menos estará fazendo o que ama; ou dentro dum hospital público por aqui. Pelo menos estará aproveitando a vida, conhecendo lugares maravilhosos, pessoas magníficas, respirando ares diferentes, encontrando a paz. .que muitas pessoas não conseguem encontrar. O dia que enjoar dessa vida é só voltar a ser um cara "normal"!
  12. 1 ponto
    Leonardo, o país mais perigoso da América do Sul é o Brasil. Eu já rodei todo o país, menos Sucre, em um total de uns dois anos. Pra te falar a verdade, nunca vi um roubo ou furto. O Chile, que os brasileiros adoram exaltar, é muito menos seguro que a Bolívia. Do Mato Grosso do Sul seria interessante sair por Corumbá e pegar a estrada para Santa Cruz de la Sierra. De lá para Cochabamba - La Paz ou direto de Santa Cruz de la Sierra para La Paz.
  13. 1 ponto
    Eu fui pra Sta Cruz de trem a dois meses, na classe super pullman, comprei os tickets pela ticket bolivia.com e foi tudo super tranquilo. Cheguei lá ao meio dia, o trem tava marcado pras 13 horas, eles me deram o bilhete e pediram pra aguardar. Quanto a comprar na hora, é melhor porque eles fazem mais barato se você fizer um teatrinho, mas tem tbm o risco de estar sem vagas ainda mais nessa epoca de fim de ano....
  14. 1 ponto
    Iniciante no Mochileiro queria relatar minha experiencia no Parque Itatiaia no dia 15/10/2016. Sou de São Paulo capital e esse ano esta sendo diferente tomei folego e coragem e saímos da zona de conforto, eu e minha esposa Sheila fizemos o convite para alguns amigos e a Cida e o Tião toparam então saímos de Sp no dia 14/10 as 13:30 rumo ao Parque Itatiaia são cerca 270 km pela Carvalho Pinto e depois Dutra, combinei com o guia MONTANHASITATIAIA Evandro de fazer a subida do Pico das Agulhas Negras no sábado as 7:00 hs. Houve um pouco de duvida onde ficar mas segui a orientação do guia e fui para Itatiaia chegando por volta as 17:00 hs, que foi equivocada pagamos pedágio atoa pois a entrada do Parque fica em MG, assim que percebi partir para Itamonte MG 354 local onde ja havia planejado ficar e mais próximo da entrada da Garganta do Registro cerca de 25 km, chegamos por volta das 19:00 hs a noite estrada requer muita atenção sinuosa do começo ao fim, achamos um Hotel simples e barato na beira da 354 THOMAZ R$128,00 casal. No sábado dia 15/10 tomamos cafe e partimos, esclarecendo os valores Guia para ate 4 pessoas R$ 450,00 acima de 5 caia para R$ 90,00 por pessoa foi que fechamos mais entrada de R$ 16,00 para cada um, chegando na entrada do Parque pela 354 Garganta do Registro são mais 14km de subida de carro ate a portaria, chegamos no horário combinado e aguardamos a chegada de mais algumas pessoas. Nosso grupo era formado pela Guia Ingrid, Sr Eduardo 72 anos de idade isso mesmo incrivel e que exemplo terceira vez no Pico , Antonio vulgo Thiago Leifer rs , Tião , Cida, Sheila e Eu. Caminhada longa ate o abrigo Rebouças numa estrada cheia de pedras para depois fazer a escalada, paisagem incrivel, com nascente e montanhas por todo lado, fizemos uma parada no abrigo para dai começar a trilha ate a base do Pico das Agulhas Negras, o lugar é muito bonito. Na base avistamos um grupo mais adiantado já no paredão é de tirar o folego a altura. A escalada exigiu bastante de nós ninguém com experiencia em escalada, esse foi aquele momento de adrenalina onde tinha que usar os quatro apoios para escalar com segurança, mesmo ouvindo relatos foi acima de minhas expectativas minha esposa passou por um momento de superação ao escolhermos o atalhos tivemos desafios de equilíbrio e concentração foi momento mais tenso apos alguns minutos vencemos o atalho. Mas ai vem um pouco de minha frustração, um pouco antes a Guia estava hesitando de chegar ao cume devido ao tempo mas insistimos popis havia pouca neblina e continuamos mas a chegar topo ela novamente refugou, ai estava claro que estava deixando de completar por causa do nosso amigo de certa idade todo meu respeito pela vontade dele, mas ficou bem claro que não era pelo tempo que não atingimos o Cume mas pela dificuldade em prosseguir com Sr. Eduardo que por varias vezes auxiliamos eles... Que nem por isso ficamos chateados foi uma escalada incrível ficamos a uns 40 mts do cume. Estou enviando fotos para ilustrar todo meu relato, e espero poder ter contribuído com alguma coisa.
  15. 1 ponto
    Muito legal! Vi que já colocaram um tanto de coisas, então vou só add algumas que acho interessantes: Já que você vai para Auschwitz, não deixe de passar em Cracóvia. Lá tem vários museus que contam a história da Segunda Guerra, inclusive a Fábrica do Schindler, no antigo gueto. O bairro judeu também é muito interessante. Em Varsóvia, você pode visitar o gueto. Em Praga, adorei visitar o Castelo, sede do poder durante o governo de Heydrich, o museu judaico e o Memorial aos Mártires do Terror Heydrich, na Igreja de São Cirilo. Acho que amei esse lugar em parte por causa do livro HhHH, que conta a história do atentado, o único bem sucedido contra um nazista de alto escalão. A um hora de Praga fica Terezín, um campo de concentração bem diferente de outros como Auschwitz por causa do seu uso como campo de propaganda, que a Cruz Vermelha chegou a visitar. O tour guiado é incluído e muito bom. Em Berlim, o museu judaico é simplesmente incrível! Em Budapeste, vale muito a pena ver os sapatos na margem do Danúbio e visitar a sinagoga Dohany, para saber mais sobre a que era uma das maiores comunidades de judeus da Europa. Em todas essas cidades e milhares de outras, você pode encontrar Pedras do Tropeço, pequenos memoriais em dourado no chão em frente a casas de onde pessoas foram deportadas para campos de concentração. É uma coisa pequena, mas super tocante, e quando você encontra uma sem esperar, não tem como não sentir algo.
  16. 1 ponto
    Continua... Mandei um lanche por peito, um torcilax e bora descer. A parte do trepa pedra foi difícil. Muito apedra pra descer e a câimbra pegando forte. Cansaço, mas a sensação de estar descendo era muito confortante. kkkk Descemos a rampa no estilo 5 apoios: pernas, braços e bunda. kkkkk Mais um trechinho punk: Da esquerda pra direita: Fernandão, Ângelo, Armênio, Leonardo, Marcus, Laís, Paulo, Fábio e tiagokxuera: Quando chegamos na trilha leve, mal acreditei. Ufa! Vencemos de verdade. Uma olhadinha pra trás, pra ter certeza que a imagem vai ficar na lembrança: Montei na motoca e saí rasgando pra Garganta do registro pra mandar aquele sanduba de linguiça, ovo e queijo. Comprei duas latas de cerveja e levei pro hostel. Banho quente, digo, fervendo/pelando, conversamos um pouco, toemi as 3 cervas e capotei. Acordei no outro dia, pronto pra ir embora, com o corpo destruído. ehehheheheh Na volta ainda parei pra umas fotinhas na altura de São Lourenço, trecho da estrada real... Cheguei em casa, limpei tudo, olhei as fotos e Meu Deus! Onde é que eu fui me meter! kkkkkk Valeu galera, o fim de semana foi show de bola! Bora bora animar mais outro! Abrass,
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