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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 04-01-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Campo Base do Everest Algumas dicas e orientações para planejar seu trekking solo no Nepal MELHOR ÉPOCA . Outubro e novembro são o pico da temporada de trekking no Nepal. As chuvas trazidas pelas monções terminam em setembro e o céu fica mais limpo nesse período seguinte. Porém espere por trilhas e lodges lotados nos trekkings do Everest e Annapurna, os mais populares. Em dezembro, já perto do inverno, é possível fazer caminhadas também mas é melhor escolher altitudes mais baixas como o trekking do campo base do Annapurna. . Março e abril são o segundo período mais procurado. A grande atração desses meses é caminhar pelas florestas de rododendros em época de floração, o que deve ser um lindo espetáculo. HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO DURANTE O TREKKING Não há nenhuma necessidade de levar barraca para a grande maioria dos trekkings no Nepal. Ao longo do caminho dezenas de lodges e guest houses oferecem hospedagem simples e alimentação completa (café da manhã, almoço e janta). Para os trilheiros independentes é usual negociar o preço do quarto desde que se façam as refeições (café da manhã e janta) no próprio lodge, que sempre tem refeitório. Na maioria das vezes o quarto acaba saindo de graça (dependendo da negociação) uma vez que a comida custa duas ou três vezes o preço pago nas cidades. E o preço aumenta junto com a altitude e a distância das cidades. Para mostrar a variação de preços das refeições em cada povoado ao longo dos trekkings vou colocar nos relatos, ao final de cada dia, o preço do dal bhat e do veg chowmein, dois pratos bastante pedidos. Como referência esses pratos em Kathmandu custam por volta de Rs 250 (US$2,17) e Rs 160 (US$1,39), respectivamente. Em quase todos os vilarejos os moradores têm um pedaço de terra para trabalhar e cultivar os legumes e verduras para seu consumo e para suprir a demanda do restaurante. A dieta deles é basicamente vegetariana, inclusive pela dificuldade de armazenamento de qualquer tipo de carne. E para o trilheiro é bastante recomendável seguir essa dieta pensando no seguinte: os legumes são sempre frescos, a carne não. E ninguém quer ter uma infecção intestinal ou uma diarréia num lugar tão distante. Todos os lodges têm um caderno onde são anotados (pelo dono ou pelo hóspede) os pedidos para o jantar e café da manhã. Para o jantar costumam pedir que se anote até as 17h para eles se organizarem. Para o café da manhã geralmente pedem que se escreva o pedido no dia anterior, principalmente se houver necessidade de tomar o café muito cedo. Mesmo havendo refeição em todas as vilas do caminho é preciso ter algum lanche de trilha para os dias em que se sobe alguma montanha mais demorada (como o Tsergo Ri) ou se atravessa um passo de montanha, algo que leva bastante tempo e onde a distância entre os vilarejos é grande. CUSTOS DURANTE O TREKKING Os custos durante as caminhadas dependem diretamente do que se consome nos lodges pois a comida é bastante cara em comparação com o preço pago nas cidades, ao passo que a hospedagem pode ser negociada. Se você for econômico e pedir veg chowmein no café da manhã (você acostuma...), veg fried rice no almoço e dal bhat na janta, o custo diário com comida vai ser de US$8 a US$20 (o preço aumenta com a distância). Se for possível negociar o quarto sem custo, o valor acima vai ser a sua despesa diária durante o trekking. Um café da manhã completo com pão, geléia, omelete e café/chá vai aumentar bastante essa despesa. No meu trekking de 23 dias de Shivalaya ao Campo Base do Everest e Gokyo o custo total, seguindo o menu econômico acima e sempre barganhando o preço do quarto, foi de US$345. A média foi de US$15 por dia. Lembrando que eu não contratei nenhum serviço de guia ou carregador. Nessa conta entram apenas alimentação e hospedagem, não entram as permissões e as passagens de ônibus e avião. HOSPEDAGEM EM KATHMANDU O bairro mais conveniente para se hospedar em Kathmandu é o Thamel pois concentra todos os serviços que um trilheiro necessita: hotéis para todos os bolsos e exigências, restaurantes variados, casas de câmbio, padarias, mercadinhos, livrarias, farmácias, lavanderias, agências de trekking, lojas de equipamentos e roupas técnicas, etc. Além disso muitos atrativos turísticos da cidade estão a curta distância a pé a partir do Thamel. Mas prepare-se para dividir as ruas estreitas e sem calçada com muitas motos e carros buzinando o tempo todo. Sim, o Thamel é uma ilha da fantasia para turistas, repleta de lojinhas de todo tipo, e para ter a experiência de uma Kathmandu mais real vai ser preciso caminhar fora dali. Isso é verdade, mas o Thamel não deixa de ser o bairro mais conveniente para as necessidades de um viajante. Rua no Thamel ROUPAS E FRIO A temperatura interna durante a noite medida pelo meu termômetro chegou à mínima de -8,6ºC. Isso foi dentro do quarto em Gorak Shep. Normalmente ela está entre -3ºC e 3ºC à noite e de manhã dentro do quarto. Por isso é preciso ter um saco de dormir sempre na mochila pois o cobertor do lodge pode não ser suficiente. Eu levei um saco Marmot Helium (temperatura limite -9ºC) e usei em algumas noites apenas. Os quartos costumam ter duas camas com um cobertor bem grosso parecido com um edredom em cada uma. Como eu dormia sozinho no quarto podia pegar o outro cobertor e não precisava usar o saco de dormir. Para vestir recomendável levar uma blusa grossa de fleece, uma jaqueta de pluma (a única blusa que realmente esquenta naquele frio todo) e uma jaqueta impermeável que serve como corta-vento durante as caminhadas. Para as pernas importante levar uma calça de fleece ou ceroula térmica pois com frio nas pernas não se consegue dormir. Uma calça impermeável serve como corta-vento e eu usei em vários dias mesmo caminhando sob o sol pois o vento é gelado. Uma faixa para o pescoço que possa ser esticada para a boca e nariz também é fundamental para não expor tanto a garganta ao vento frio. Mesmo com isso eu tive infecção na garganta, tive que ir ao médico em Kathmandu e tomar antibiótico por 3 dias. Os lodges costumam ter um aquecedor no refeitório e esse é o único lugar para se refugiar do frio. Mas ele fica aceso somente do início da noite até os últimos hóspedes saírem do refeitório. Não é aceso de manhã, quando faz muito frio também (entre -3ºC e 3ºC, como disse). Para acender o aquecedor se usa lenha onde há árvores e esterco de iaque onde não há. O QUE PODE SER COMPRADO EM KATHMANDU Kathmandu tem ótimas livrarias onde se pode comprar mapas e guias de todos os trekkings do Nepal. E tem dezenas de lojas de equipamentos e roupas técnicas onde se deve pesquisar os preços pois variam muito de uma loja para outra. Há lojas de marcas famosas como The North Face e Mountain Hardwear que vendem produtos originais. Nas outras mil lojas vale o preço e não necessariamente a qualidade. Mas pelo que já li nos relatos é possível encontrar bons produtos a preços bem atrativos. Na hora da compra vale pechinchar também, e comprar vários itens na mesma loja (ao invés de um item em várias lojas) ajuda na negociação do valor total. Muitos itens podem ser alugados também. MAPAS Nas livrarias há mapas para todos os trekkings do Nepal, porém eu e outras pessoas encontramos muitos erros na marcação das altitudes, o que atrapalha um pouco o planejamento. Para ser mais prático, uma idéia é fotografar o mapa todo com o celular para ter acesso rápido a ele durante a caminhada sem ter que ficar dobrando e desdobrando o original toda hora. Dal bhat ACLIMATAÇÃO O Mal Agudo da Montanha (em inglês AMS, Acute Mountain Sickness) é um problema muito sério que não deve ser ignorado. Durante a caminhada do Everest eu soube que um japonês morreu em Gorak Shep porque não queria descer mesmo se sentindo mal em consequência da altitude (matéria aqui). É preciso ficar atento aos sinais do corpo e a melhor solução sempre é descer. Aconteceu comigo também. Fiquei quatro noites praticamente sem dormir, apesar de não ter nenhum outro sintoma, e precisei baixar dos 5160m aos 3800m para poder dormir, me recuperar do cansaço e dar um tempo maior para o meu corpo se adaptar à altitude. O Mal Agudo da Montanha atinge tanto atletas e esportistas de condição física perfeita quanto trilheiros de primeira viagem. E pode atingir também trilheiros já acostumados a caminhar na altitude. O processo de aclimatação é condição necessária para todos. Os sintomas mais leves a partir dos 3000m de altitude são dor de cabeça, tontura, náusea, perda de apetite, falta de ar, cansaço, irritabilidade e dificuldade para dormir. Nesse caso o corpo está dando sinais que não devem ser ignorados e o melhor é parar de subir, subir mais devagar (dormindo mais noites na mesma altitude) ou descer se não houver melhora. Do contrário pode-se desenvolver os sintomas mais graves do AMS. Os sintomas mais graves são perda de coordenação enquanto caminha e falta de ar mesmo em repouso. O primeiro sintoma pode levar a um edema cerebral e o segundo a um edema pulmonar. Nesse caso é preciso descer imediatamente. As regras básicas para que o organismo se adapte gradativamente à altitude (leia-se: aclimatação) acima dos 3000m são: . não dormir 500m acima do local onde se dormiu na noite anterior . fazer caminhadas de bate-volta até uma altitude superior àquela em que vai dormir (walk high, sleep low) . de preferência dormir duas (ou mais) noites na mesma altitude e fazer caminhadas a pontos mais altos durante o dia . beber no mínimo 3 litros de água por dia Por fim, a polêmica do Diamox. Alguns médicos são contra o uso desse medicamento para reduzir os sintomas da altitude, mas no Nepal quase todo mundo tem na mochila e até o médico em Kathmandu me receitou na consulta que fiz (sem eu pedir). Mas mesmo usando Diamox deve-se seguir as regras de aclimatação acima para não desenvolver os sintomas mais graves do mal de altitude. Muita gente faz uso mas não posso falar dos efeitos e benefícios porque não tomei. Quando tive quatro noites de insônia não tinha Diamox para testar se resolveria o meu problema. O que é consenso entre os médicos no caso de insônia é não tomar remédios para dormir. Máscara para enfrentar a poluição e poeira de Kathmandu TRATAMENTO DA ÁGUA A água mineral é vendida no Nepal em garrafas de 1 litro ou menores. Essa água, que custa Rs20 ou Rs30 em Kathmandu, chega a custar Rs450 em Gokyo. Além desse preço absurdo, o grande problema é a acumulação de garrafas pet nos lixões dos vilarejos e ao longo das trilhas. Comprar água mineral é a pior das soluções para matar a sede. O que fazer? Tratar a água de torneira dos vilarejos ou a água dos riachos, ambas abundantes e de fácil acesso em todos os trekkings. Há várias maneiras: 1. ferver a água . vantagem: o gosto não é alterado, custo muito baixo . desvantagem: não é tão prático e rápido, a água demora a ferver e a esfriar para colocar nas garrafas pet; quanto maior a altitude, menor a temperatura de ebulição da água, por isso é preciso ferver por mais de 5 minutos em altitudes mais elevadas 2. filtro Sawyer ou LifeStraw . vantagem: o gosto não é alterado, muito mais prático que ferver . desvantagem: filtra bactérias e protozoários, mas os vírus passam; não pode ficar exposto a temperaturas muito baixas 3. pastilha de cloro (Clorin) ou dióxido de cloro (Micropur) . vantagem: muito mais prático que ferver . desvantagem: o gosto é horrível, demora de 30 minutos a 4 horas para purificar completamente dependendo do tipo de pastilha 4. Steripen . vantagem: método muito prático e rápido (leva apenas 90 segundos para purificar 1 litro de água), o gosto não é alterado . desvantagem: custo alto, a água deve ser cristalina, dependência de um aparelho eletrônico (que dá bastante problema segundo as críticas no site amazon.com) 5. pastilha de iodo: não acho esse método recomendável pois não é eficaz contra o protozoário Cryptosporidium, não pode ser usado por um longo período (mais que 6 semanas) e não pode ser usado por pessoas com problema de tireóide Minha experiência: eu não tenho Steripen, então usei os 3 primeiros métodos sempre combinando dois deles. Levei um fogareiro e comprei cartuchos de gás em Kathmandu. Toda noite eu filtrava a água, depois fervia e esperava esfriar durante a noite. Ou eu filtrava e usava a pastilha de dióxido de cloro (Micropur), mas isso apenas se eu não pudesse ferver pois o gosto final era de sabão. Levei um filtro Sawyer Squeeze e nos lodges onde a temperatura no quarto poderia ser abaixo de 0ºC eu dormia com ele junto ao corpo. Conheci trilheiros que estavam tratando a água apenas com filtro Sawyer ou LifeStraw e não tiveram problema. Geralmente as pessoas usavam apenas um dos métodos que mencionei. É possível também comprar água fervida nos lodges, mas o custo ainda é alto. Vaquinhas sagradas TELEFONIA E INTERNET Vou colocar em cada relato de trekking no Nepal o nome das operadoras de celular que funcionam na maioria dos vilarejos. As mais comuns são NCell (www.ncell.axiata.com), NTC/Namaste, Sky e Smart (www.smarttel.com.np). A NCell tem lojas próprias em Kathmandu onde se pode comprar o chip e fazer a carga pelos preços oficiais, bem mais baixos que nas lojas turísticas do Thamel. A loja que eu ia fica na Durbar Marg, mas há outra perto da Praça Durbar (segundo o site). Para comprar o chip é preciso levar passaporte, uma foto 3x4 e preencher um formulário na loja. Para fazer a recarga não necessita de nada disso. Eles mesmos configuram o celular, mas é bom conferir se o chip está funcionando antes de sair da loja. Eu paguei Rs 100 (US$ 0,87) pelo chip e Rs 355 (US$ 3,08) pelo pacote de 1,3 GB por 30 dias (há muitos outros pacotes). Para as outras operadoras não vi lojas próprias, mas segundo o site a Smart possui lojas (esta é uma operadora que funciona em pouquíssimos lugares). Muitos lodges e cafés ao longo dos trekkings têm wifi mas é sempre pago e vale a mesma regra: o preço sobe junto com a altitude e distância das cidades. Para recarregar as baterias, alguns poucos lodges têm tomada no quarto, na maioria deles é preciso pagar pela carga. Levar alguns power banks a mais é uma boa idéia para não gastar muito com recargas. Lembrando que o frio descarrega as baterias mais rápido do que o habitual, por isso eu costumava colocar o power bank dentro da blusa na hora de usá-lo para recarregar o celular. No trekking do Everest há dois serviços de cartão pré-pago que dão acesso ao wifi dos lodges em diversas vilas: 1. Everest Link (www.everestlink.com.np) - custa Rs 1999 (US$ 17,35) por 10GB em um período de 30 dias (há outros pacotes); segundo o site funciona nas principais localidades ao norte de Lukla, inclusive no Kala Pattar e no Campo Base do Everest 2. Nepal Airlink (www.nepalairlink.com.np) - custa Rs 1260 (US$ 10,94) por um período de 30 dias (há outros pacotes); o site estava fora do ar quando publiquei esse relato mas pelo que pude entender o Nepal Airlink funciona apenas no trekking Shivalaya-Lukla e só no trecho entre as vilas de Junbesi e Kharte, e também em Phaplu. Não cheguei a usar nenhum desses dois serviços porque não sabia da existência e já tinha comprado o chip da NCell. PERMISSÕES A seguintes permissões podem ser obtidas no Tourist Service Center, próximo ao Ratna Park, em Kathmandu: 1. TIMS card - levar passaporte, 2 fotos 3x4 e preencher um formulário (importante: segundo a funcionária desde 16/11/2018 é obrigatório ter seguro-viagem para obter o TIMS card e deve-se fornecer o número da apólice no formulário). Valor: Rs2000 (US$17,36). O TIMS card é necessário para todos os trekkings exceto para o Everest (desde outubro de 2017) e válido apenas para um trekking específico, ou seja, no meu caso tive de pagar o TIMS para Langtang e depois para o Annapurna, num total de Rs4000 (US$34,72). Para o Everest o TIMS card foi substituído em out/2017 por uma permissão local que pode ser obtida em Lukla ou Monjo (não em Kathmandu) pelo valor de Rs2000 (US$17,36) e sem foto. 2. permissão de entrada do Parque Nacional Langtang - levar somente passaporte. Valor: Rs3400 (US$29,51) 3. permissão ACAP para o Annapurna Conservation Area - levar passaporte, 2 fotos 3x4 e preencher um formulário. Valor: Rs3000 (US$26,04) 4. permissão de entrada do Parque Nacional Sagarmatha - eu obtive essa permissão em Monjo, durante o trekking do Everest, mas há um balcão no Tourist Service Center em Kathmandu que a emite. Pediram apenas passaporte, nenhuma foto.Valor: Rs3000 (US$26,04) 5. permissão de entrada do Gaurishankar Conservation Area - eu obtive essa permissão em Shivalaya, durante o trekking do Everest, mas há um balcão no Tourist Service Center em Kathmandu que a emite. Pediram apenas passaporte, nenhuma foto.Valor: Rs3000 (US$26,04) Horário do Tourist Service Center em Kathmandu: . balcão Annapurna, Manaslu e Gaurishankar: diário das 9 às 13h e das 14h às 15h . balcão Everest e Langtang: de domingo a sexta-feira das 9h às 14h . balcão TIMS card: não havia horário afixado Esses horários mudam frequentemente. Banheiro ao estilo "limpo" (os outros melhor não publicar) BANHEIROS AO ESTILO OCIDENTAL E ORIENTAL Durante todos os trekkings é mais comum encontrar o banheiro ao estilo oriental, quer dizer, uma peça de louça no chão com um buraco no meio e lugares para colocar os pés nas laterais. A descarga quase sempre é com um balde ou caneca que fica ao lado. Quando raramente se encontra um vaso sanitário, a descarga normalmente é com o balde ou caneca mesmo. Nos lodges de maior altitude é preciso ter cuidado com a água congelada de manhã no piso do banheiro e ao redor do buraco. Vale dizer que durante todos os trekkings o banheiro é sempre compartilhado, não existe banheiro privativo, e costuma haver apenas um ou dois para todos os hóspedes. Papel higiênico deve ser comprado e levado sempre na mochila pois os nepaleses não usam e não se encontra em nenhum banheiro. Prefira comprar nas cidades pois nos lodges é bem mais caro. BANHO É possível tomar banho de ducha em muitos lodges durante os trekkings. Se não houver ducha eles preparam um banho de balde. Em ambos os casos é preciso pagar à parte e o preço aumenta à medida que se distancia mais das cidades. A água da ducha pode ser aquecida a gás ou por energia solar. Se for a gás o banho é ótimo, com a água bem quentinha. Se for com energia solar a água fica morna ou quase fria no fim da tarde ou em dias de céu encoberto. VACINAS Nenhuma vacina é obrigatória para entrar no Nepal porém é bastante recomendável tomar/atualizar as vacinas de febre tifóide e hepatite A pois a transmissão dessas doenças se dá por água e alimentos contaminados. Nenhuma das duas está disponível na rede pública no Brasil, é preciso pagar em uma clínica particular. Eu aproveitei para atualizar todas as outras vacinas recomendáveis: tétano, difteria, hepatite B, gripe, antirrábica e febre amarela. EMPRESAS AÉREAS QUE FAZEM O TRAJETO KATHMANDU-LUKLA PARA O TREKKING DO CAMPO BASE DO EVEREST Somente essas quatro companhias aéreas fazem o trajeto entre Kathmandu e Lukla: 1. Nepal Airlines: www.nepalairlines.com.np (clique em Domestic Flight) 2. Tara Air: www.yetiairlines.com 3. Sita Air: sitaair.com.np 4. Summit Air: www.summitair.com.np VIAJANDO DE ÔNIBUS NO NEPAL Os ônibus em que viajei no Nepal eram genericamente chamados de "local bus". Parece que há os tipos express, super express, mas não sei dizer a diferença. Todos eram muito lentos, apertados e sem banheiro. A dica que quero dar aqui é sempre pedir um assento no meio do ônibus. Os bancos do fundo pulam demais por conta das estradas de terra cheias de buracos e pedras. O último banco é muito mais desconfortável que qualquer outro - evite! Os bancos da frente não são muito convenientes porque é um entra-e-sai constante de pessoas, bagagens, sacos, etc. São feitas algumas paradas para banheiro durante as longas viagens, mas é bom não tomar muito líquido para não passar aperto. Em todas as viagens a mochila sempre ia comigo, o que era também um transtorno. Ônibus para Jiri e Shivalaya no terminal do Ratna Park PEDINDO INFORMAÇÃO DURANTE O TREKKING Não quero generalizar sobre esse assunto mas vou falar da minha experiência. Concluí que não é muito útil pedir informação aos nepaleses durante a caminhada. Ao necessitar de informação sobre o caminho o melhor é perguntar aos trilheiros, melhor ainda aos trilheiros independentes pois estes estudaram os mapas e sabem o nome das vilas de onde vieram e para onde estão indo. Trilheiros com guia muitas vezes não sabem nada também. Por que não perguntar aos nepaleses já que vivem ali? Em geral eles são bem confusos na explicação, alguns dão informação errada, muitos não entendem a pergunta e falam qualquer coisa. Geralmente eles sabem só o inglês necessário para falar sobre o quarto e a comida, ao serem questionados sobre as condições do caminho não entendem e não sabem explicar. Além disso, nepaleses têm a tendência de responder sim a tudo por cortesia (um não pode ser considerado indelicado), portanto não se deve perguntar: o caminho para a próxima vila é este? pois eles provavelmente vão responder sim. É melhor perguntar: qual é o caminho para a próxima vila? nesse caso eles não podem responder simplesmente sim. Depois confira a informação com outras pessoas, não confie na primeira informação que obtiver. CALENDÁRIO O Nepal usa um calendário diferente chamado Sambat. Neste ano de 2018 do calendário gregoriano eles estão no ano 2075. Em algumas situações eles podem usar a data do calendário Sambat em lugar do gregoriano. Comigo aconteceu de preencherem uma passagem de ônibus com essa data. NAMASTÊ O cumprimento habitual no Nepal é a palavra namastê. Questionei algumas pessoas sobre o significado dessa palavra e eles respondem que é somente um olá. Mas namastê tem um significado mais espiritual e literalmente quer dizer: Eu saúdo o divino dentro de você, Eu me curvo ao divino em você, O sagrado em mim reconhece o sagrado em você, O divino em mim se curva ao divino dentro de você, entre outros significados. RELATOS DO NEPAL PUBLICADOS AQUI NO MOCHILEIROS . Trekking Langtang-Gosainkund-Helambu (Nepal) - out/18 . Trekking do Campo Base do Everest desde Shivalaya em 3 partes: .. Trekking Shivalaya-Namche Bazar (Nepal) - out/18 .. Trekking Namche Bazar-Campo Base do Everest (Nepal) - nov/18 .. Trekking Pheriche-Lukla (Nepal) - nov/18 . Trekking do Campo Base do Annapurna e Poon Hill (Nepal) - dez/18 Rafael Santiago dezembro/2018 https://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
  2. 2 pontos
    @Antonio83 Veja https://www.bahn.com/en/view/trains/on-board-service/luggage.shtml
  3. 2 pontos
    Quanto tempo em cada local depende dos seus interesses em cada um destes locais. Mas na minha opinião pessoal, não vai ser folgado, vai ser meio corrido em alguns locais, mas se realmente quiser ir a todos estes locais, seria sim viável e possível. Pessoalmente eu acho que o tempo em Praga está meio apertado, pessoalmente eu ficar mais um dia em Praga. Duas outras coisas que eu pensaria em alterar seriam os pernoites em Dresden e Bratislava. Em Bratislava pessoalmente eu não pernoitaria, pessoalmente não achei a cidade interessante, eu pegaria o ônibus ou trem de manhã cedo em Viena, deixaria a bagagem no guarda-volumes, visitaria a cidade e no final da tarde ou começo da noite voltaria para pegar a bagagem, e pegar o trem para Budapeste, num horário que chegue antes das 22:30, a tempo de ainda ir para o hostel sem precisar de táxi. Em Dresden, dependendo dos seus interesses, se por exemplo pretender ficar só na cidade, daria para fazer a mesma coisa. Mas se quiser visitar Königstein e ou Bastei, já precisaria de pelo dois dias inteiros em Dresden.
  4. 1 ponto
    Hey galerinha, depois de quase 9 meses meu roteiro nasceu 😂 Durante o próximo mês vou compartilhar por aqui meu roteiro pela América do Sul ( Bolívia, Chile, Peru) de forma detalhada e no instagram em um formato mais compacto. Quem quiser me seguir no instagram e já pegar algumas dicas, fiquem a vontade vocês me acham lá como @Mochilaetc . Link: Mochilaetc Está com viagem marcada e ainda tem alguma dúvida ? Pode me mandar mensagem que tento ajudar 🤩 Antes de começar, gostaria de agradecer a Maryana Teles do Vida Mochileira por todas as dicas ❤️ e por ter me inspirado a escrever esse roteiro o mais detalhado possível. IMPORTANTE !!! - TODAS AS INFORMAÇÕES ESTÃO COTADAS COM O GASTO PARA 2 PESSOAS ! - Em anexo está o roteiro inicial (com a previsão de gastos) Bora lá 🎒 Nosso estilo de viagem: Nossa intenção seria gastar em média R$ 12.000,00 (os dois) em 32 dias de viagem, não é o estilo de viagem mais econômico, mas também não seria o mais luxuoso. Optamos por fazer o roteiro e deixar um valor estipulado, dentro desse valor ao longo dos dias fomos escolhendo nossas prioridades. Nosso mochilão, acabou sendo uma viagem de férias em casal e nossa intenção era curtir do nosso jeito e no nosso tempo. Nada de passar perrengue, mas também nada de esbanjar. Hospedagem: Todas as hospedagens foram em quartos de casal (motivos: gosto de dormir em paz, segurança, conforto), não fechamos nenhuma hospedagem com antecedência. No roteiro, anotamos algumas dicas e a média de preço, e quando chegávamos no local procurávamos o melhor custo x benefício. *O único local que achamos que vale a pena reservar com antecedência é o Atacama. * Hotel / Hostel / Hostel badalado / ECÔNOMICO ? Tudo vai depender do seu estilo de viagem. - Viagem romântica: Existem boas opções de hotel em todas as cidades (PRINCIPALMENTE NO ATACAMA), - Hostel custo x benefício: Conforto, silêncio, café da manhã, quarto privativo (é possível achar ótimos preços, em geral nossa média de diária pra casal variou entre R$ 50,00 à R$ 120,00) * Se gosta de silêncio, fuja dos hostels mais badalados. - VIVA LA VIDA LOCA: Quer curtir noite e dia, como se não houvesse amanhã ? Procure os hostels mais conceituados ! A rede Wild Rover é uma ótima opção e existe em quase todas as cidades. Porém não costumam oferecer quartos privativos. Obs: nem sempre vai ser a opção mais barata. - Econômico: Para economizar o máximo possível, fique sempre atento as promoções relâmpagos do Booking, em todos os locais cheguei a achar diárias na faixa de R$ 20,00 (por pessoa), sinceramente acho que nem sempre é a melhor opção. Alimentação: Variou entre bons restaurantes, pf, podrão da rodoviária 😂. A realidade foi que na maioria dos dias comemos PIZZA ❤️ (minha comida preferida). "Cachaça" : Foi uma coisa que não abrimos mão. Pisco, singani, cerveja, vinho... todo dia era uma novidade alcoólica (trabalhamos com bar, então é tudo em nome do trabalho rs). Passeios: Só fechamos com agência os passeios necessários, a maioria fizemos por conta própria. Os que fechamos super valeu o preço. - Uyuni: Fechamos com a Esmeralda Tour, indicação da @Maryana Teles, anotamos algumas opções de agências bem avaliadas e no dia fizemos aquela busca pra saber qual seria o melhor custo x benefício. - Atacama: Fechamos com a FuieGosteiTrips, agência de brasileiros (Carla e Renato ❤️), indico de olhos fechados. Amamos tanto o atendimento e as dicas, que esse casal querido acabaram virando nossos amigos. A equipe da FuieGostei é enorme e conta com vários "agentes", eles montam o roteiro de acordo com o seu orçamento e estilo de viagem, tem opções para todos os gostos e bolsos. Sem contar que de brinde ganhamos ótimas dicas. Obs 1: Eles atendem São Pedro do Atacama, Santiago do Chile, Uyuni. Obs 2: Pra quem prefere fechar os passeios com antecedência, tem a opção de solicita o orçamento com antecedência. Obs 3: Também foi indicação da Mary Telles ❤️ - La Paz: Downhill - Estrada da Morte - Xtreme Downhill (uma das agências mais bem avaliadas e por incrível que pareça uma das mais baratas) a única coisa ruim são as fotos (não levamos equipamento para filmar com a nossa GoPro, então não conseguimos bons registros desse dia [email protected]), mas mesmo assim vale muito a pena fechar com essa agência / Chalcataya e Valle de La Luna - Buho's Tour - a única agência que não indico, nosso passeio saiu super atrasado e acabou atrapalhando o roteiro. Pré Viagem: Companhia: Mozão ( Bernardo) Roupas e itens de viagem: Compramos o necessário na Decatlhon Passagem: Milhas Smiles 2x Total: 77.000,00 ( passagem + bagagem despachada) + R$ 500,0 tx Seguro Viagem: Seguro viagem Mondial Br x 2 Total: R$ 300,00 Documentos necessários: RG + Certificado Internacional de Vacinação - CIVP Dolar ou Real ? Levamos os dois (mas teria sido mais vantagem levar tudo em Dólar) USD: 3.000,00 ( $1,00 = R$ 3,30) + R$ 1800,00 (Acabei sacando dinheiro em La Paz - Bs 1800,00 = R$ 2.000,00) Total gasto em real R$ 13.700,00 O que reservamos com antecedência ? Compramos o ticket para Machu Picchu + Montaña Picchu Obs: 1: Melhor opção é comprar com antecedência, principalmente se você pretende visitar alguma das montanhas do parque Obs2: Comprar ingresso para o 1° horário. Como programei o meu roteiro ? Escolhi o mês de março pois a ideia principal seria comemorar meu aniversário viajando (11/03), pesquisei bastante sobre condições climáticas já que março é conhecido com mês das chuvas. Queria pegar o salar alagado, mas fiquei com medo de pegar chuva durante o resto da viagem. A escolha de datas deu super certo, pegamos o salar MUITO alagado e pegamos pouquíssima chuva durante os 32 dias. Fora isso, montei meu roteiro baseado em fase da lua, dia de semana. *Atacama é lindo de todos os jeitos, mas a melhor opção pra quem gosta de observar o céu é chegar em SPA em época de lua nova / Em Pisac existe uma feirinha local em determinados dias da semana / Visite Isla del Sol com lua cheia - é SURREAL de tão lindo. Obs: Tudo isso está no roteiro que anexei. Apps : - Google Maps : existem outros apps de mapa online (a real é que em todos os lugares arrumamos um mapa de papel) - Booking e HostelWolrd: Não reservamos nenhum hostel com antecedência, mas o app nos ajudou bastante comparar preços e descobrir opções de hostel. Normalmente abríamos a plataforma, procurávamos as hospedagem que mais agradavam e anotávamos os preços. Depois disso íamos até o local e verificávamos se era melhor fechar no local ou pela plataforma 😂 Só fechamos uma hospedagem pelo app do Booking. - Rome2Rio: Tipo um Movit, um app que te diz a média de preços de transportes. Ao longo da viagem anotamos as melhores companhias, mas todas as passagem compramos direto nas rodoviárias. - Transporte: - Rio da Janeiro > Santa Cruz de La Sierra : AVIÃO (nem se quer cogitamos a hipótese de nos aventurarmos de ônibus) a única passagem que compramos com antecedência. - Santa Cruz de La Sierra > Sucre: Nossa primeira opção seria ir de avião, pesquisamos preço, tempo de viagem, condições de estrada e acabamos achando que não seria uma boa economia. Porém com medo de voo atrasar ou cancelar, deixamos pra comprar a passagem no aeroporto de VVR. - Sucre > Uyuni: Ônibus "semi leito" -não vá contando com isso- . Era a única opção, lemos muitos relatos sobre a estrada e condições dos ônibus, não é uma maravilha.. mas da pra chegar vivo. - Uyuni > SPA: 4x4, a maioria das agências usam o mesmo modelo de carro (os carros das agências do Atacam são mais novos) - SPA > Arica: Ônibus semi leito, um dos melhores deslocamentos. - Arica > Tacna: Taxi é a melhor forma de atravessar a fronteira. - Tacna > Arequipa: Ônibus "semi leito", a viagem foi super tranquila (essa viagem foi durante a tarde) - Arequipa > Cusco: Ônibus caindo aos pedaços, tinha uma goteira, poltrona quebrada, motorista dirigindo feito um louco. (não recomendo rs) - Cusco > Ollantaytambo: Van local (opção mais barata) - Ollantaytambo > Hidroelétrica Santa Maria: Ônibus (esse ônibus sai de Cusco e é um transporte oficial), bem confortável e deixa bem no "pé" da trilha. Se você gosta de aventura, vá sentado do lado do motorista rs. - Cusco > Copacabana: Ônibus semi leito, ok. - Copacabana > La Paz: Ônibus, ok. - La Paz> Santa Cruz de La Sierra: Ônibus leito, o melhor ônibus da viagem. * OBS: Se sua viagem for durante a noite, não economize, opte pela melhor cia terrestre e por bancos confortáveis. Perdemos um dia em Cusco, pois cheguei na cidade me sentindo péssima, depois de ter passado a noite toda acordada (foi a viagem mais tensa da minha vida rs) *OBS 2: Quando o ônibus tem 2 andares, a melhor opção é ir na primeira fileira, da pra apoiar o pé na janela (mas se por algum acaso acontecer algum acidente..rs) Dicas: - Voos RJ - Se o seu voo é na parte da manhã, a melhor opção é o Galeão. - Sempre chegue com antecedência. Conte com trânsito e outros imprevistos. - Se atente para regras de bagagem de mão da cia aérea escolhida. - Verifique sempre se suas bagagens são despachadas direto ou se você precisa despachar novamente entre uma conexão e outra.No meu caso na ida não foi necessário, mas na volta precisei despachar novamente e mudar de terminal. - Documentos exigidos, parece bobeira mas eu vi uma moça quase sendo barrada por conta do estado da carteira de identidade. Se você pretende viajar para algum país da América do Sul, pode viajar apenas com identidade, alguns como no caso da Bolívia, também pedem certificado internacional de vacina contra febre amarela. - Conte com surpresas desagradáveis da CIA aérea rs. Uma semana antes da minha viagem meu voo foi alterado, não consegui voar na data que planejei. - Verifique condições climáticas e notícias do seu destino. MOCHILA ! Documentos & outros (foi tudo na mochila de attack) - Passagem ou número de localizador - Identidade Carol - Identidade Bê - Comprovante + Certificado Vacina Internacional Carol - Comprovante+ Certificado Vacina Internacional Bê - Mini roteiro impresso - Caderno anotações - Livro - Uno - Pasta - Doleira Carol - Doleira Bê *Baixar filmes/musicas/jogos BOLSINHA DA HERMIONE ! Remédios - Vitamina C (tomamos todos os dias) - Remédio garganta (minha garganta vive ferrada) - Spray garganta - Remédio cólica - Diamox (não usamos) - Vicky (não usamos) - Band-aid - Cataflan - Pomada tattoo (usamos muito) - Paracetamol (não usamos, mas é bom levar) Cuidados Rosto - Sabonete rosto - Hidratante rosto - Esfoliante - Lenço rosto - Escova de dente Carol - Escova de dente Bê - Pasta de dente - Fio dental Make - Rímel - Batom nude - Gloss labial - Protetor/base * O QUE ESTA NESSA RELAÇÃO FOI DIVIDO ENTRE OS DOIS MOCHILÕES !!! * LEMBRANDO QUE ALGUNS ITENS FORAM NA MOCHILA DE ATTACK !!! Cuidados Corpo - Sabonete - Hidratante - Repelente - Álcool em gel - Hidratante mãos - Barbeador bê - Gilete Carol - Desodorante Carol - Perfume Carol - Desodorante Be - Perfume Be Cuidados Cabelo - Pente - Prendedor (muitos) - Shampoo neutro - Condicionador - Ampola hidratante (o cabelo vira palha no Uyuni) - óleo reparador Cuidados Geral - Lixa - Algodão - Cotonete - Cortador - Pinça - Palito - Absorvente - Lenço umidecido - Lenço de papel MOCHILA DE ATTACK ! Carol - Celular - Documentos (Identidades, comprovantes, caderno de anotação..) - Livro - 01 Muda de roupa (legging,segunda pele, calcinha,meia) - Manta - Fom (preso do lado de fora) - Anorak+fleece - Necessaire (hidratante mão, protetor rosto, corpo, boca, bepantol, dorflex, diomax, dramin, neosaldina, colírio, neosoro,lenço umidecido) * foram os remédios mais uteis, de resto usei muito pouco. - Óculos (sol e grau) - Acessórios (cordões, pulseiras e anéis) - Encharpe Roupa Aeroporto - Blusão Jeans, t-shirt, legging, tenis keds - Doleira Bê - Celular - Eletrônicos (GoPro, carregador portátil, fones, adaptador fone, benjamim,hd externo, lanternas,carreadores celular) - 01 Muda de roupa (calça 2-1, segunda pele, cueca, meia) - 01 Encharpe - 01 Anorak - 01 Luva - 01 Gorro - Snack's - Óculos de sol Roupa Aeroporto - Fleece, t-shirt, calça jeans, bota impermeável MOCHILÃO BERNARDO ! Blusas 01 Blusa segunda pele 01 Blusa xadrez 02 Blusas manga longa 04 T-shirts Calças 02 Calças segunda pele 01 Bermuda cargo preta 02 Bermuda tactel *Acessórios (alguns foram na mochila de attack e outros no mochilão) 02 Baterias extras (MUITO ÚTIL) 01 Carregador GoPro 01 Bastão X Acessórios GoPro 01 Lente celular (não usamos) 02 Cartões de memoria extra 01 Canivete 02 Isqueiros Underwear 01 Toalha secagem rápida 01 Canga 01 Roupa de dormir 01 Sunga 08 cuecas 04 meias Sapatos 01 Chinelo * LEMBRANDO DA ROUPA DE VIAGEM E ROUPA EXTRA MOCHILA ATTACK NÃO ESTÃO NESSA RELAÇÃO !!! MOCHILÃO CAROL ! Blusas 01 Segunda pele pretas 01 Blusa manga longa 05 Blusas sem manga 04 T-shirts Calças 01 Meia calça grossa 01 Leggings 01 Short Jeans 01 Calça moletom * LEMBRANDO DA ROUPA DE VIAGEM E ROUPA EXTRA MOCHILA ATTACK NÃO ESTÃO NESSA RELAÇÃO !!! Underwear 01 Toalha secagem rápida 01 Canga 01 Pijama 04 Meias 01 Echarpe 01 Maio 01 Biquíni 01 Top 04 Sutiãs 08 Calcinhas 01 Cinto Sapatos 01 Bota impermeável 01 Chinelo Mochila Etc - Bolívia, Chile, Peru.docx
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    Bom, vamos lá, me inspirei em 3 roteiros para fazer o meu, acho que esse roteiro já quase um classico para se fazer a patagonia em poucos dias, não optei pelo circuito W por uma questão economica já que eu precisaria ou comprar ou alugar os equipamentos de camping e achei um pouco caro, ate mesmo o aluguel das diarias nos campings. Não me arrependo, acharia um pouco puxado fazer El chalten + o circuito W. Fica para uma proxima apenas o circuito + ushuaia. Os 3 roteiros que usei de inspiração: https://www.mochileiros.com/topic/80519-uma-pitada-de-argentina-com-torres-del-paine-no-chile-novembro-de-2018/ @Thay Cavalcante https://www.mochileiros.com/topic/68775-trilhas-na-patagônia-argentina-10-dias-sozinho-em-el-calafate-e-el-chaltén/ @victoralex https://www.mochileiros.com/topic/75972-patagônia-el-calafate-el-chaltén-torres-del-paine-março-2018-14-dias/ @kely.alves Meu Roteiro: 05/12/2018 quarta-feira El Calafate Laguna Nimez + City Tour (3h) (12 km) Cheguei em El calafate as 9am, meu check in era apenas 4pm , deixei minhas coisas no hostel (Bla GuestHouse) Fui fazer o passeio na Laguna Nimez, um circuito de 1.30h com custo de 300$Arg, é um circuito plano e tranquilo, nele você observa a fauna de aves locais com pequenas lagoas pelo caminho, consegui ver alguns flamingos, na metade do circuito vc chega ao lago argentino com uma vista incrível, o lago é muito bonito, de fundo as montanhas e seus picos nevados. Voltei para o hostel e esperei dar o horário de check in. Depois de organizar minhas coisas no hostel, fui para o city tour por conta própria. A guia que estava no transfer do aeroporto para o hostel já havia indicado alguns lugares, falarei deles no final. A cidade é pequena e você consegue andar ela toda em poucas horas. Baixem o App maps.me, acho que foi o app que eu mais usei em toda viagem, nele você consegue baixar todas as informações no mapa da cidade e usar offline. Algumas fotos da cidade, casas e Laguna Nimez. Vizinhança Laguna Nimez Lago Argentino 06/12/2018 quinta-feira El Calafate Perito Moreno - Big Ice (7h) (12km) Ok, optei pelo BigIce por alguns relatos de pessoas que fizeram o minitrekking e se arrependeram de não ter feito o BigIce, ou que queriam voltar para fazer. Se você já esta lendo sobre essa viagem a algum tempo já deve saber que esse passeio (Big Ice e também o minitrekking) é fechado somente com essa companhia (Hielo y Aventura), você pode optar pelo transfer até a entrada do parque com eles mesmo ou pode ir por conta própria, a entrada no parque é de 700$Arg, se não quiser fazer um desses dois passeios, pode entrar no parque ir até o mirador do glaciar tirar algumas fotos que ainda vale a pena. Sobre o trekking, a Hielo y Aventura, oferece um guia desde o transfer do hostel até o parque, a guia falou um pouco da importância dos glaciares, algumas curiosidades depois nos deixou livres por 1 hora no mirador, que tem um caminho bem extenso, depois do mirador fomos para o porto, de lá pegamos uma embarcação até o glaciar em si, a turma que eu fiquei era toda do Big Ice, quem optar pelo minitrekking fara o mesmo caminho até então, mas o passeio é bem mais curto, não sei o que fazem depois. No Big Ice a trilha para entrada ao glaciar é outra, mais ao fundo, cerca de uma hora contornando o glaciar pela montanha, até então entrar de fato na trilha de gelo, peguei um dia com céu um pouco nublado, as vezes abria e conseguia umas boas fotos, mas é muito raro conseguir um dia de sol, já que o glaciar precisa de no mínimo 300 dias de neve ao ano para aumentar seu tamanho, então dias de chuva são importante. A paisagem é incrível, quem gosta de aventura e trekking opte por este passeio se estiver apto a gastar um pouco mais, vale a pena. São 4 horas de trekking no gelo, duas indo ao centro dele e duas voltando, os guias são legais e contam boas histórias e curiosidades. A volta ao barco é mais receptiva com whisky, bombons e um souvenir (chaveiro). Chegando ao Perito Moreno Vista do Mirador Entrando na trilha Já no glaciar Vista do lago Argentino voltando para calafate 07/12/2018 sexta-feira El Calafate / El Chalten - Translado (3h) + Laguna Capri (3.30h) (8km) + Mirador Fitz Roy + Mirador Rio de las vueltas (12km total) Acordei cedo, o transfer para el chalten estava marcado para as 7am, porém chegou apenas as 8am, são 3 horas até el chalten, sentei do lado esquerdo do micro-ônibus, a paisagem é bonita, a estrada é famosa (Ruta 40) por suas paisagens e pontos de parada para fotos, chegando a Chalten somos recepcionados pelo gigante Fitz Roy, numa estrada reta que encarava de frente a montanha, intimidador e lindo ao mesmo tempo, quem estava na primeira fileira do micro-ônibus conseguiu boas fotos. Já em Chalten, cidadezinha pequena, acho que em 40minutos você anda nela inteira, da rodoviária ao hostel, a cidade se ligava de ponta a ponta, em 15minutos estava no hostel, um dos melhores que já fiquei, serviço e limpeza excelente (Rancho Grande), tem um restaurante na recepção e uns taps (torneiras) com chops num pequeno bar. Deixei minhas coisas no quarto, preparei a mochila de ataque e fui em direção a trilha de Fitz Roy, que no caminho ficava a Laguna Capri. Ah! Detalhe importante que estava esquecendo, na entrada da cidade tem um centro de informações turísticas, parada indispensável já que lá os guias tanto em espanhol como em inglês, nos explicando sobre todas as trilhas, a importância de levar comida, pegar o seu lixo, encher sua garrafa de agua, passar protetor solar, e nos alertar sobre a previsão do tempo nos próximos dias, nos meus dois primeiros dias sofri com o sol e me queimei bastante, o céu estava literalmente aberto, decidi aproveitar esses dois dias para fazer a principal montanha que é o Fitz Roy. Voltando ao caminho a Laguna Capri, percebi que os relatos lidos na internet foram otimistas em relação a preparação física, não sou um cara sedentário, faço yoga, as vezes corro e prefiro metro do que carro, não estou gordo nem magro, mas as subidas realmente eram puxadas e cansativas, mas pelo caminho você era motivado pelas pessoas que estavam voltando ou por alguns casais de “idosos” (vi muitas pessoas que chutaria ter uns 50/60 anos) que subiam com tanta vontade quanto eu, claro mais devagar, mas subiam! Então se preparem para subidas intensas e íngremes, mas com recompensas incríveis, quanto mais difícil, melhor. Depois do primeiro Km, temos um mirador chamado Rio de las vueltas, aonde vemos um lindo vale com nuvens que pareciam ter sido desenhadas por algum artista e jogadas ao vento, aquela paisagem deu um gás para o resto da trilha. Chegando a Laguna capri depois de 4km de subida, foi incrível, acho que uma das paisagens mais bonitas que eu já vi em toda minha vida, estava sol, quente, a lagoa estava quieta, cristalina e sua agua pedindo para ser tomada, ao fundo antes que o azul do céu, o “monstro” Fitz Roy, encoberto por neve que combinava com as poucas nuvens que passavam por ele. Na pequena orla de pedras, haviam algumas pessoas deitadas, algumas tomando banho de sol e outras comendo seus lanches, deitei ali por no mínimo uma hora e só pude agradecer por estar ali. Na volta passei no mercado e comprei frios e pães para o trekking do dia seguinte que levaria o dia todo, e um macarrão para fazer naquela noite. Parada pela Ruta 40 Chegando a Chalten Centro de informaçoes turisticas do parque nacional Entrando na cidade Entrando na trilha ao Fitz Roy Orla 08/12/2018 sábado El Chalten Laguna de los Tres (8h) (24km) Os cafés da manha tanto em calafate quanto em chalten, são bem modestos, tem o essencial: café, leite, torrada, manteiga/requeijão/ e algumas geleias e frutas. Pela comodidade e acho que até pensando na economia que já teria por não almoçar na cidade e estar em trilhas, optei por hostels que ofereciam café da manha, assim sairia para o trekking bem alimentado e durante o dia comeria os mistos que preparei para a caminhada. Nesse dia tomei café com as espanholas: Blanca, Marina, Raquel e Cris. A conversa fluía fácil e por isso o caminho até a Laguna de los três, foi agradável e divertido, não poderia estar em melhor companhia. Foram 11km para ir e 11km para voltar, o começo e o final são as piores partes por serem mais íngremes, mas como disse, quanto mais difícil, melhor! Quando chegamos, entendemos o porque tantas pessoas vão até lá e o tamanho e magnitude da montanha, por fotos é impossível ter noção de seu tamanho, é lindo e valeu todo esforço. Quanto chegamos no hostel, estávamos exaustos, antes da ducha tomamos um litrao de Quilmes e comemos uma empanada. As meninas me contaram sobre uma tradição espanhola em que uma pessoa ou um grupo de pessoas, deixam uma cerveja paga para o próximo grupo de espanhóis que pararem no bar com um bilhete, esse bilhete pode ser muito pessoal ou contar dicas sobre a cidade ou apenas conselhos, no dia anterior quando elas chegaram no hostel receberam a cerveja de uma mulher que escreveria sobre o quanto foi magico ela estar em El chalten, e ver o nascer do sol na montanha. Havia mais coisas no bilhete, coisas mais bonitas e profundas mas não me lembro agora, ajudei elas a escreverem o bilhete que elas deixaram para os próximos espanhóis que ali parassem, tomamos algumas outras e depois descansamos... Recomendações: Encha sua garrafa de agua no começo da trilha, passe protetor solar, leva protetor labial, evite pesos desnecessários, se o tempo estiver aberto, não leve capa de chuva e blusas extras, você vai suar bastante no caminho, o pico é muito frio e vale a pena levar luva porque quando a gente para a gente esfria um pouco, mas o sol esquenta. Cuidado na volta pois a última parte o terreno é de pedrinhas, e na descida escorregam, um kit de primeiros socorros é valido e o bastão de trekking é essencial. Levei aquelas pastilhas de vitamina C e tomei todos os dias, acredito que ajudou bastante na resistência e recuperação muscular. Mirador rio de las vueltas 09/12/2018 domingo El Chalten Descanso Tirei esse dia para descanso, procurem comer proteínas para recuperação dos músculos e remédios como dorflex (relaxante muscular antes de durmir) 10/12/2018 segunda-feira El Chalten Laguna Torre + Mirador Maestri (7h) (24km) Depois de um dia de descanso, e um bom café da manha, estava pronto para mais um trekking de dia inteiro, dessa vez sozinho, as espanholas estava indo para Bariloche continuar seu mochilao, então sai do hostel as 10am., coloquei um fone de ouvido, as melhores playlists estavam prontas para serem ouvidas e segui rumo a Laguna Torre, que continuaria em torno dela para alcançar o mirador Maestri. Como já havia me alertado a guia do primeiro dia em chalten no centro turístico, o tempo fechou e ventava muito com alguns pontos de chuva, então a mochila estava mais pesada, estava com calça e jaqueta impermeável e também muita vontade, essa trilha é mais tranquila e menos íngreme. Foram 11 km para ir e 11 para voltar, quando cheguei na laguna, não me surpreendi muito talvez porque o dia não estava bonito, ainda assim valeu toda subida, o lugar é incrível, ventava muito e as vezes eu precisava abaixar ou me esconder atrás de grandes pedras para não ser empurrado pelo vento. Tive a sorte de ver um falcão das montanhas, logo que cheguei na lagoa, acho que ele ficava por ali na esperança de conseguir uns restos de lanches ou que alguém o alimentasse (não aconselhável, perigo de perder um dedo) ahahhaha, a ave é linda, de asas fechadas tem o tamanho de um pinguin, mas quando pulava e abria suas asas, era gigante, ele planava com o vento forte não saindo do lugar apenas brincando de voar sem bater as asas. Depois de tirar algumas fotos, comer um lanche, e assistir a um louco entrar naquela agua gelada (vacilei e não registrei o momento), segui em direção ao mirador maestri, que o caminho contorna a lagoa torre, chegando perto do Glaciar Grande. Nesse dia me arrependi de não ter levado as luvas, esfriou muito e o vento esfriava ainda mais. Se a ida foi recompensadora com sua paisagem, a volta foi ainda mais com uma bela cerveja e uma boa conversa com duas brasileiras que tinham acabado de chegar ao hostel. Falconeo Cerro Torre, é nao tive sorte Mirador Maestri Voltando para o hostel 11/12/2018 terça-feira El Chalten Loma del Pliegue Tumbado (8h) (22km) Essa foi uma das trilhas mais difíceis na minha opinião, não sei se talvez por eu já estar um pouco fadigado ou se foi porque eu li em algum relato que essa era a trilha mais tranquila e segui a ela com isso na cabeça. Praticamente a ida toda é de subida, atravessando bosques e algumas planícies cheias de flores, com o lago viedma a sua esquerda e fitz roy a sua direita, conforme vc vai subindo vai percebendo o tamanho da beleza daquele lugar, patagônia argentina realmente é linda, fria mas linda. No "final” da trilha tem um mirador panorâmico aonde conseguimos ver Cerro Torre e Glaciar Grande, junto de Fitz Roy mais a direita, mais ao fundo vemos outros picos rochosos cobertos de neve, a visão como um todo, mais uma vez, incrível, talvez por conseguir ver todos os lugares aonde eu tinha conseguido chegar nos dias anteriores tão de cima e de longe, foi legal, me senti orgulhoso. Nesse dia o tempo não estava tão fechado, o sol saia as vezes. Coloquei o final entre aspas, porque o final da trilha mesmo é um pouco mais adiante, a subida mais íngreme de todas as trilhas que fiz na patagônia, confesso que pensei duas vezes antes de subi-la, mas fui, quase morri no caminho, parei varias vezes, acho que foi uma distância de 500m entre o mirador e o pico mais alto da trilha que pareceram 3km, incrível mais uma vez a quantidade de pessoas mais de idade que vi subindo aquilo, me perguntei como, já que eu estava com o coração batendo na boca. Enfim, foi o final mais recompensador, a visão 360º, lago viedma, cerro torre, fitz roy e el chalten. Ali eu finalizava com grande estilo El chalten. Ao fundo, Cerro Torre, Mirador Maestri e Fitz Roy Lago Viedma O Final 12/12/2018 quarta-feira El Chalten Descanso Mais um dia de descanso depois de duas trilhas bem pesadas um total de 50km de trekking em dois dias. Aproveitei para conhecer alguns restaurantes que eu queria e comprar um mate. 13/12/2018 quinta-feira El Chalten / El Calafate / Puerto Natales Translado (3h) (5.30h) Ainda não sei ao certo se errei no roteiro ou não, mas Calafate fica no meio do caminho de qualquer jeito indo para Chalten primeiro ou depois, iria precisar voltar para calafate para pegar o avião de volta a Buenos Aires. Esse dia passei dentro do ônibus, exceto pelas 3 horas que fiquei em Calafate esperando o ônibus das 16.30 em direção a Puerto Natales, que chegaria as 22horas no Chile. Nessas 3 horas, fiquei eu um bar/cafeteria que fica em frente a rodoviária, encontrei no tripadvisor, lá falava que havia algumas comidas brasileiras, e depois de não aguentar mais comer misto, hambúrguer e empanadas fui conferir o local. Conheci a Lara, uma brasileira que estava em calafate, sozinha, a um ano e havia largado seu emprego por uma louca paixão argentina que não deu muito certo, apenas o romance, porque o resto havia dado, ela conseguiu se libertar do sistema e foi atrás de seus sonhos, abriu esse barzinho depois de lutar com a máfia machista de donos de bares que havia na cidade, tentaram processa-la para que ela não pudesse abrir seu bar, ela chegou a conversar com o prefeito para no final conseguir. O lugar é muito aconchegante e Lara parecia levar uma vida muito mais tranquila e feliz da que deixou em são Paulo, trabalhava como diretora de arte da Rede Globo e vivia em função disso. Na argentina, já havia feito a Ruta 40 inteira, e me deu boas dicas de lugares para conhecer na patagônia, também pedi uma sugestão do cardápio (que continha bolinhos de feijoada, coxinha e outras opções vegetarianas), ela sugeriu o nachos, que vinha com “tipo um molho de feijoado” ao invés do tradicional caguamole, estava muito bom que até pedi outro. As 3 horas passaram voando e quase perdi o ônibus, fui o ultimo a subir. Em Puerto Natales, fui direto comprar a passagem de ônibus para o parque nacional Torres Del Paine que sairia na manha seguinte as 7, se atrasasse mais 20minutos ficaria sem ela, Li relatos de algumas companhias que esperam o ônibus lotar para entar sair da rodoviária em direção ao parque, então comprei pela empresa “maria jose” que saiu exatamente as 7. Como eu iria fazer a trilha inteira em apenas um dia, precisava de o máximo tempo possível, estava com medo de ser muito longe e não tempo suficiente de chegar ao mirador base torre. Depois disso, tive tempo apenas de arrumar minhas coisas no hostel e ir no única mercadinho de esqueina que encontrei para comprar 5 paes, presunto e manteiga, que seria minha refeição no dia seguinte a caminho das Torres. O Hostel era muito receptivo, conheci pessoas da korea, Inglaterra, italia, mas tive pouco tempo para conversas, já que cheguei, durmi, fui ao parque, voltei (22horas) e no dia seguinte fui embora as 7am 14/12/2018 sexta-feira Puerto Natales Torres Del Payne (9h) (26km) Ok, nesse dia confesso que estava com um pouco de medo, porque com todas pessoas que eu conversava e eu falava que iria fazer as Torres em um dia, se assustavam. Mas eu estava disposto e pronto, sem café da manhã, apenas com uma xícara de café instantâneo Nestle, peguei o ônibus em direção ao parque nacional torres del paine. Foram duas horas até chegar na entrada do parque, aonde várias pessoas de vários ônibus desciam e faziam uma fila gigante para pagar a entrada no parque, tentei ser rápido, logo paguei e vi que de lá as pessoas estavam indo em direção a outro ônibus ou mini van para ir para alguma lugar sentido as torres dentro do parque, eu não queria nem tinha mais dinheiro para gastar e ter esse luxo, haviam me restado exatos 3mil pesos chilenos no bolso, resolvi guarda-los. Perguntei a guia qual era a direção para o mirador das Torres, ela disse pegue a estrada a direita, aonde as vans e ônibus estão indo. Não quis nem perguntar quanto eram esses transfer para chegar até a então de fato entrada do parque e dos campings. Foram 1h.30 de caminhada até a recepção do parque e dos campings, no caminho encontrei algumas pessoas que também estavam apé mas descendo e não subindo, acho que de todos os ônibus eu fui o único a fazer o caminho a pé, acho que foram 3km, no caminho parei para tomar meu café, na minha mochila de ataque levava uma térmica com café, 4 pães com presunto e manteiga, algumas bolachas, minha garrafa de agua de 0.8l, minha calça de motoboy impermeável e minha jaqueta de chuva. De volta a real entrada do parque, mostrei meu ingresso que havia pago na “pré-entrada” (Laguna amarga), perguntei ao rapaz como estava a previsão do tempo e ele me mostrou no celular um monte de numero e cores diferentes, só entendi que quanto mais o dia passava mais a percentagem de nuvens durante o dia, perguntei se era possível fazer tudo naquele dia, e quantos km teria pela frente, ele me respondeu 18 no total, então sim, totalmente possível. Segui mais tranquilo, porém um pouco triste pelo tempo fechado e um pouco chuvoso. Achei que de todas as trilhas que fiz, essa foi a mais bonita, o começo foi igual a todas, subida difícil, cheia de pedras, depois entramos num vale, contornando a montanha beirando o pequeno riacho que desce as aguas das Torres, no caminho é possível se dar ao encontro com pequenos grupos de cavalos que descem ou sobem em direção aos acampamentos. Depois do vale entramos no bosque aonde vamos subindo e subindo e subindo eternamente, passei por alguns acampamentos e um pequeno “refugio” com bar, logo depois do chileno. Foi a trilha mais lotada que eu fiz, o final é incrível o tanto de gente que sobre devagar a parte mais íngreme, enfim chegando no mirador, quando se ve as torres de perto, de novo, por fotos impossível ter noção do tamanho e magnitude, a cor da lagoa é verde clara, um pouco transparente, que também pedia para ser tomada, estava um pouco lotado, foi difícil achar um espaço vazio para tirar fotos e tomar meu café e comer meu pão apreciando a incrível montanha e fazendo outro pedido a ela. Infelizmente meu tempo era curto, cheguei ao mirador as 14.30 e havia começado a trilha as 9.30, o ônibus de volta saia as 19, então apreciei um pouco e desci feliz, orgulhoso e realizado. A volta estava ensolarada, e as paisagens mais bonitas o tempo estava nublado apenas em cima das torres, infelizmente. Posso dizer que quem pega o dia sem nuvens e chega ao pico, realmente tem muita sorte, é muito lindo. Na volta, eu tive um pouco da sorte que não tive com o tempo, vi dois pica-paus brincando nas arvores, passei a viagem toda querendo encontra-los, adoro aves e pássaros e de tirar fotos deles, eles são grandes e rápido, estavam brincando, cantando e as vezes davam umas bicadas nos troncos, consegui registrar o momento, um pouco longe, mas foi mais uma vez – Incrivel. A palavra que descreve essa viagem. De volta a recepção do parque, descobri que o transfer para Laguna amarga de onde os ônibus saiam de volta a Puerto Natales eram exatos 3mil pesos, só o que eu tinha. Cheguei la por volta das 18, o ônibus sai a as 19. Não sentia minhas pernas, ainda havia um lanche e um pouco de café na mochila, sentei no chão, tirei o tênis, me alonguei um pouco e de longe mais uma vez apreciei a vista e descansei um pouco enquanto esperava o ônibus. Cheguei em Puerto Natales e estava louco para tomar uma cerveja e experimentar um hambúrguer que o Oliver, recepcionista do hostel havia indicado, tomei uma ducha e fui tentar ter esses pequenos prazeres depois de mais um dia de 22km percorridos. Infelizmente a hamburgueria não aceitava cartão e eu não tinha mais pesos, apenas uma nota de 100 dolares que eu não queria fazer cambio no chile. Andei mais um pouco, estava com tanta fome e sede que parei no primeiro restaurante de esquina que tinham algumas pessoas dentro, acho que a fome me deixou cego, mesmo o restaurante não parecendo ser nada chique, pedi duas cervejas e um cordeiro ao palo, a conta deu 150R$, quando eu vi já estava feito. Mas resolvi aceitar como presente de toda viagem, esses caras patagonicos realmente sabem como assar uma carne e fazer uma cerveja, estava muito bom. Os trekkings estavam feitos, no dia seguinte voltava para calafate as 7am para um dia de descanso e então voltar a SP o Caminho (subida) As Torres A volta Namorico de pica pau patagonicos 15/12/2018 sábado Puerto Natales / El Calafate Translado (5h) Dia de translado, tchau Chile, oi de novo argentina. Fiquei em hostel muito bom, nesses dois dias antes de ir embora, chamado Folk. Aproveitei para descansar e organizar as fotos e começar a escrever o relato. Tinha uns pesos sobrando e resolvi gastar com cerveja no ultimo dia, as dicas de lugares vou passar no final. Tchau Puerto Natales 16/12/2018 domingo El Calafate Descanso No último dia no hostel conheci Rafael um brasileiro de BH que era policial e iria fazer perito moreno e o circuito W no chile, dei algumas dicas a ele, trocamos algumas historias de viagens tomando um bom mate antes do almoço Passei o dia dando role na cidade, conhecendo lojas e tomando algumas boas cervejas. Um brinde a patagônia e suas histórias incríveis. 17/12/2018 segunda-feira El Calafate / São Paulo Voo para Buenos aires / São Paulo Obs: O que eu levaria que não levei: Binoculos, mochila de ataque mais leve. O que eu levei que não levaria: Tomada universal, meia supergrossa para neve O que eu levei e recomendo levar: Powerbank, protetor labial, vitamina C, bastão de trekking, botas impermeaveis, gorro e oculos. Lugares que recomendo: El Calafate - La Zorra (Pub), Acuarela Artesanal Icecream (Sorveteria). El Chalten - El Parador (Restaurante), Rancho Grande (Hostel e Restaurante) e Es La Vida (Barzinho da rodoviaria) Puerto Natales - GreyDog BurguerShop (Hamburgueria e Chopes) Se tiverem duvidas, podem me mandar mensagens. Até a proxima, abs!
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    Um pouquinho mais sobre esse lugar magnífico: http://viagensdaleticia.tumblr.com/post/178525482929/uma-jóia-um-tesouro-serra-da-capivara-pinturas Não é tão simples chegar à Serra da Capivara. Mas existem algumas opções. Tive bastante dificuldade pra encontrar informações. Agora, faria algumas coisas diferentes, de uma forma que o tempo pudesse ser melhor aproveitado. Mas toda experiência é válida. A Serra da Capivara é uma beleza natural maravilhosa, dá pra fazer trilhas, subir montanhas, ou visitar de maneira calma e andando pouco. Tem até acesso para cadeirante em alguns sítios. O tesouro arqueológico é interessantíssimo. O Brasil e o mundo precisam conhecer essa maravilha pra que tenhamos mais incentivos de pesquisa e preservação dessa riqueza. A cidade de São Raimundo é grande na região. A rede hoteleira é pouco explorada e pouco desenvolvida. Mas dá pra se hospedar com um mínimo de conforto e curtir bastante os passeios durante o dia. A cidade base para visitar o Parque Nacional da Serra da Capivara é São Raimundo Nonato, no sudeste do Piauí. A cidade tem aeroporto, porém atualmente só opera voos privados. Nenhuma companhia aérea está fazendo voos pra lá ainda. O aeroporto mais próximo então é o de Petrolina, em Pernambuco. A distância entre as duas cidades é cerca de 250Km. Chegada a Petrolina na madrugada de domingo pra segunda. Tive que dormir em Petrolina pois só achei transporte pra São Raimundo durante o dia. Tinha 4 contatos na mão, porém todos eram da mesma pessoa. O ônibus sai da rodoviária por volta das 11h da manhã. Acabei optando pelo transfer, que me pegou no hotel às 14h. O transfer do Neto opera de Petrolina pra São Raimundo de 2a., 4a. e 6a. as 14h e demora 6h o trajeto. O caminho inverso também opera nos mesmos dias, mas com saída as 6h da manhã. Perdi o dia todo viajando, um dia inteiro perdido apenas para deslocamento. Cheguei a São Raimundo por volta das 20h, depois de longo trajeto ouvindo sertanejo e Wesley Safadão o tempo todo, com diversas paradas, muitos animais na pista e uma menininha passando mal no banco logo atrás. Fiquei hospedada no Hotel Real, bem no centro da cidade. Tinha agendado com a guia Eliete para me guiar na visita ao parque. Não é possível visitar o parque sem guia. Li ótimas referências dela na internet, entrei em contato com pessoas que fizeram passeio com ela, e acabei fechando com ela. O valor do serviço de guia é meio tabelado - R$ 150/dia e como eu não tinha transporte, ela fechou por R$ 350/dia, sendo mais R$ 200/diária do carro dela. Porém ela teve um contratempo na segunda-feira e acabou me direcionando para outro guia, o Isomar. O Isomar é técnico de conservação do parque, já trabalhou na conservação de pinturas rupestres lá no parque e, apaixonado pelo trabalho, me contou toda a história das pinturas, da criação do parque, da cultura da região e um monte de outras informações. Ou seja, foi ótimo. Adorei o serviço do guia, além dele ser super gente boa. Então eu visitei o parque 4 dias, 3a. 4a, 5a, e 6a. O problema foi que o meu voo saía de Petrolina no sábado às 13h. E como chegar de São Raimundo a Petrolina no sábado? Não chega! O ônibus sai de São Raimundo às 11h e leva umas 5h até Petrolina. O transfer do Neto saía na 6a. às 6h da manhã. Ou seja, eu perderia mais um dia de passeio. Um táxi particular custa cerca de R$ 700 (totalmente fora das minhas possibilidades). Acabei achando duas cariocas no meu hotel que já tinham um táxi contratado no pacote que fizeram, e deixariam São Raimundo na 6a a tarde. Então foi minha única saída, viajar com elas. Porém sacrifiquei metade da 6a feira pra isso e tive que dormir mais uma noite em Petrolina. Meu destino seguinte era Palmas, mas quem disse que eu consegui informações de como chegar a Palmas de ônibus? Não consegui. Acabei fazendo uma rolê bem grande - São Raimundo (táxi)-Petrolina-Salvador-Brasília (avião) - Palmas (ônibus). E foi só quando cheguei a Rodoviária de Brasília que descobri que existe ônibus de Floriano (cidade vizinha de São Raimundo) até Palmas. Tudo bem que a viagem duraria 25h de ônibus, mas pelo menos eu teria aproveitado mais dois dias de passeio na Serra da Capivara e quiçá Serra das Confusões. Fica a dica: o trajeto de Floriano a Palmas é feito pela viação Real Maia. O que eu faria diferente: considerando os dias de transfer, vale a pena reservar uma semana pro passeio, pra perder esses 2 dias de deslocamento entre Petrolina e São Raimundo, e ainda aproveitar 3 ou 4 dias na Serra da Capivara e 1 dia na Serra das Confusões. contatos: guia Isomar: (89) 81123988 (89) 81383829 guia Eliete: (89) 81261435 transporte: voo direto da GOL de São Paulo a Petrolina (PE). Pernoite em Petrolina (voo de madrugada). De Petrolina a São Raimundo Nonato (PI) transfer do Neto hospedagem: Petrolina - Hotel Costa do Rio e Orla Guest House (ambos na costa, de frente pro Rio São Francisco). São Raimundo Nonato: Hotel Real Um pouquinho mais sobre esse lugar magnífico: http://viagensdaleticia.tumblr.com/post/178525482929/uma-jóia-um-tesouro-serra-da-capivara-pinturas veja fotos no meu instagram: @viagensdaleticia e na minha página do facebook: @viagensdaleticia
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    Salve galera! Entre Março e Dezembro de 2018 meu marido e eu fizemos uma viagem de carro pelo Brasil, o trajeto está demarcado no mapa abaixo. Para ver mais detalhes clique aqui (locais que paramos). Somos nômades digitais, então ficamos morando cerca de 3 semanas em cada local. Trabalhamos pelo computador durante a semana e no final de semana aproveitamos para fazer passeios e explorar a região. Deu para curtir bastante! Fizemos uma travessia a pé pelos Lençóis Maranhenses (+30k) e também uma pela Chapada Diamantina (50k). Mas hoje queria compartilhar com vocês como planejamos nosso roteiro, a condição das estradas e os trechos que consideramos mais bonitos para se passar de carro. Vou começar dizendo que não temos carro 4x4, então percorremos tudo com carro regular. O Brasil tem várias estradas off road, mas de todos os lugares que conhecemos apenas 2 foi necessário alugar 4x4 para acessar: Jalapão e Jericoacoara (a vila, pois até Jijoca chega-se de carro normal). Caso você estiver passando por uma rua de areia e atolar, retire 1/3 do ar dos pneus que você consegue desatolar e dirigir tranquilo (Por exemplo, nosso pneu vai 30 e tiramos cerca de o ar até chegar 20, cerca de 15 segundo de retirada de ar por pneu). Se você quer planejar o quanto vai gastar de combustível e pedágio na sua viagem de carro, o site http://rotasbrasil.com.br/ é bem útil. O valor médio da gasolina durante nossa viagem foi de 4,41 reais - só abastecemos em postos com bandeira conhecida, como ipiranga, shell, e BR. A BR 101 é confiável - tem bastantes postos de gasolina, tem bom movimento, poucos buracos. Tivemos muitos problemas com buracos e má sinalização em Tocantins - mas nada que dirigir com atenção e paciência (durante o dia!) não resolva. Mas assim - buracos gigantes, não dá para dirigir mais do que 40-50km/h. Fora esse TO, também pegamos bastante buracos entre Jericoacoara e a divisa com o Piauí, foram 150 km bem tensos. De maneira geral, até as rodovias mais desertas vão ter postos de gasolina a pelo menos cada 50 km e vai ter algum veículo passando a cada 5 min. Então não ficamos com medo em nenhuma delas (nem medo de assalto, nem de faltar combustível ou de não ter ajuda se houvesse algum problema mecânico). Maranhão foi o estado mais pobre que passamos, necessita um pouco mais de planejamento para não pegar estrada de chão e para achar um hotel para dormir. Passamos por uma comunidade que queria cobrar "pedágio" para passarmos. Mas queriam apenas 1 real e não foram de forma alguma agressivos. Quem quiser saber um pouco mais das nossas estratégias de como saber se a estrada é asfaltada ou não, clique aqui. Aqui está nossa opinião sobre os melhores trechos para passar em uma viagem de carro pelo Brasil (não apenas o litoral, mas estradas no geral): 1) Rota das Emoções - Trecho dos Pequenos Lençóis Maranhenses (cidade de Paulinho Neves) 2) Rota do Lagarto - Serras do Espírito Santos 3) BR 101 que passa pela Região de Angra dos Reis (Trecho RJ-Santos, o GPS tenta te mandar pela 116, mas fique na 101!) 4) Serra Catarinense - Rancho Queimado, Corvo Branco e descer a Serra do Rio do Rastro 5) Rota Romântica - Serra Gaúcha Em termos de cidades históricas: Ouro Preto e Brasília Rota das Emoções - Paulinho Neves, MA Rota do Lagarto ES Angra dos Reis Serra Catarinense (Pedra Furada) Rota Romântica - Serra Gaúcha Se quiserem acompanhar nossa viagem agora na próxima fase (outros países da América do Sul) que se inicia em março, estamos no instagram @vidaitinerantebr Qualquer dúvida poste nos comentários! Espero que essas informações possam lhe ajudar na sua próxima aventura, grande abraço! ___________________________________________________________________________________ Quem prefere vídeo, aqui fizemos um resumão das partes mais bonitas e dicas usando a BR 101 como base:
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    1º dia – Passeio no calçadão conhecendo a Praia de Ponta Verde e Praia de Pajuçara + Passeio de barco às piscinas naturais da Praia de Pajuçara. Valor: R$30,00. 2º dia – Praia do Francês +Barra de São Miguel + Praia do Gunga. Passeio bate-volta realizado por agência. Valor: R$25,00. Passeio de quadriciclo até as falésias e lagoa. Valor: R$50,00. Total: R$75,00. 3º dia – Maragogi e piscinas naturais do centro de Maragogi. Passeio bate e volta realizado por agência. Valor: R$40,00 transporte + R$80,00 catamarã para as piscinas naturais + R$120,00 mergulho com cilindro e fotos subaquáticas. Total: R$240,00. 4º dia – São Miguel dos Milagres + Praia do Patacho + Praia de Lajes. Passeio bate-volta realizado por agência. Valor: R$45,00. Passeio de buggy para conhecer a Praia do Patacho, Praia de Lajes e Mirante. Valor: R$50,00. Total: R$95,00. 5º dia – Praia do Francês. Fui para o Centro de Uber (R$7,00 reais da Praia de Ponta Verde), conheci o centro de Maceió, fui até a praça da faculdade e peguei uma van no valor de R$4,75 para Praia do Francês. Total: R$11,75. 6º dia – Praia de Ponta Verde e Praia de Pajuçara. *Como fui no Verão acredito que os valores estavam bem mais salgados. Em baixa temporada deve ser mais em conta.Quando foi realizada: Janeiro de 2018Quantidade de pessoas: 1 pessoaDuração: 6 DiasGastos total com Transporte: R$ 451,75 (passagem avião ida e volta de Belo Horizonte-Maceió + uber + ônibus)Gastos com Comidas: +/- R$ 300,00Gastos com Hospedagens: R$ 360,00Custo total: +/- R$ 1.111,75 Gastronomia: Chiclete de Camarão em Maceió é perfeito, num restaurante chamado Parmegiano! Sensacional. Hospedagem: R$60,00 a diária com café da manhã. Porém não indico o Hostel que fiquei e não conheço nenhum outro bom para indicar. Maceió é bem fraco de Hostel, mas nada que estrague a viagem. *Quanto a Maragogi, um amigo que conheci na viagem ficou em um Hostel chamado PRAIAS e disse que é excelente. Compartilho este roteiro pois tive muita dificuldade de encontrar roteiros e valores para Maceió. Espero ajudar. Qualquer dúvida é só chamar aqui ou no Instagram: @tatidosantos
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    Depois de algumas torrões de sol e algumas bolhas nos pés, sobrevivi para compartilhar (e tentar atualizar) informações sobre a nossa trip (marido e eu) nas férias. Bora lá: foram 14 dias de viagem pelas seguintes cidades: Los Angeles: 3 dias Las vegas: 2 dias Willian - Grand canyon: 02 dias Page: 1 1/2 dia Monument Valley: 1 dia Moab : 1 dia Salina: só pernoite Las vegas: 1/2 periodo compras + 1 noite Los angeles: 1/2 periodo compras + 1 noite. Total gasto: 20 mil para o casal para os 15 dias de viagem. (é minha gente o dolar tá custando qse um rim). Segue a planilhinha em anexo. Mochilão grand Canyon sem presentes.xlsm WhatsApp Video 2018-10-12 at 13.27.37.mp4
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    Partindo de São Paulo, eu e mais quatro amigos passamos 12 dias nessa viagem, incluindo o trekking do Monte Roraima e os passeios turísticos mais tradicionais de Manaus, entre outros programas mais alternativos que agradam qualquer mochileiro com espírito de aventura. Fizemos tudo da forma mais econômica possível sem comprometer a segurança e o mínimo de conforto, disso saiu um rolê bastante acessível, exótico e simplesmente fantástico. Acompanhe nesse relato dia a dia com todas as informações necessárias pra te ajudar a planejar e aproveitar ao máximo sua viagem e evitar perrengue. Essa foi também a primeira viagem internacional do grupo Trilhando na Faixa, então inscreva-se no canal para ver o vídeo assim que estiver disponível: https://www.youtube.com/channel/UCw7K-Ri4mgpVsG4WIBdIbSg Lembrando que os valores são aproximados e referentes a Julho de 2018, podendo apresentar variações. Os valores discriminados são em despesas essenciais, não esqueça de reservar um pouco do orçamento para uma regalia ou outra que não conste na lista. Bônus para os Veganos: O autor que vos escreve é um também, então acompanhem pra terem informações específicas sobre a alimentação vegana em cada local. Índice de dias (use o Ctrl+F para navegar): Dia 1 – De São Paulo a Manaus a Boa Vista Dia 2 – De Boa Vista a Santa Elena de Uairén Dia 3 – De Santa Elena ao Paratepuy ao Acampamento do Rio Têk Dia 4 – Do Rio Têk ao Acampamento Base Dia 5 – Do Acampamento Base ao Hotel Índio e circuito no topo Dia 6 – Vale dos Cristais Brasileiro, Ponto Tríplice, El Foso e o cume Dia 7 - Do topo ao Rio Têk Dia 8 - Fim do trekking e Gran Sabana Dia 9 - De Santa Elena a Boa Vista, Lethem e Manaus Dia 10 – Manaus, praia da Lua e Mercado Municipal Dia 11 – Rios Negro e Solimões, INPA e bar Dia 12 – Teatro Amazonas e retorno pra São Paulo Antes de mais nada – Preparação O planejamento da viagem foi montado em torno de seu prato principal, o trekking do Monte Roraima, então as outras coisas entraram como um adicional oportuno. Para o trekking em si Juntamos um grupo de 6 pessoas com disponibilidade de duas semanas em Julho para subir o Roraima de forma econômica, nosso plano foi de contratar um guia local e fazer o trekking sem recorrer a porteadores de equipamentos ou serviços de agência. Estando todos habituados a atividades outdoor, não seria problema algum transportar nossas cargueiras ou cozinhar nos acampamentos, então o serviço de que precisaríamos seria o mais básico possível. Procuramos por guias que trabalhassem dessa forma e encontramos algumas boas opções, sempre indo atrás de indicações e comentários sobre cada um. Tendo sido o que prestou melhores esclarecimentos sobre tudo que precisávamos e estando numa faixa de preço bastante razoável, além de ter sido recomendado por uma conhecida, optamos pelo Jesus (WhatsApp: +5804266940599 / +5524992802417 ), contratamos o serviço de guia para uma expedição de 6 dias e um porteador para a estrutura de “banheiro” (mais sobre isso adiante) e transporte de lixo e dejetos, já que o Parque Nacional Canaima exige que se traga de volta isso tudo. Lá não existe levar pazinha e enterrar os dejetos, os porteadores trazem tudo de volta em sacos plásticos grossos com cal. É incluso também o transporte em 4x4 de Santa Elena ao Paratepuy, onde começa a trilha, e a volta. Os guias não cobram por pessoa, mas pelo trekking em si, independentemente do número de participantes. Cada guia pode levar até 6 pessoas. O valor acordado foi de 3000 mil reais, totalizando 500 de cada um de nós. Antes da viagem, uma das pessoas envolvidas precisou desistir da viagem e o custo final foi de 600 por cabeça. Nos oferecemos para pagar parte do valor em equipamentos de camping, já que eles são muito caros e difíceis de conseguir na Venezuela, e Jesus incluiu um passeio em algumas cachoeiras da Gran Sabana no último dia do trekking como uma troca de gentilezas. Todo mundo saiu feliz, rs. Pagamos uma parte do preço antecipadamente para reservar o serviço, o restante seria pago em mãos na véspera da expedição. Mantivemos contato com o guia nos meses antes da viagem para preparamos os equipamentos e afins, partimos da seguinte lista de itens essenciais, que pode ser ajustada de acordo com as necessidades de cada um: É perfeitamente possível reduzir o número de trocas de roupa; uma para o dia e uma para a noite, mais uma de reserva, só é muito importante ter todas as peças para o sistema de aquecimento em camadas e também um bom número meias, se possível utilize as específicas para trilha, são caras mas valem muito a pena para o conforto e saúde dos pés na expedição. Do contrário, improvise um liner colocando uma meia social sob a comum, isso ajuda a reduzir o atrito dos pés com a bota e previne bolhas. Truque simples e funcional. Julho é temporada de chuvas no Roraima, então pra quem vai nessa época é muito importante ter uma barraca resistente a água (o sobreteto sim, mas também o piso, atenção pra isso); roupas impermeáveis; saco estanque para os eletrônicos, saco de dormir e roupas; sacos plásticos para o restante; capa de chuva pra mochila e possivelmente ainda um poncho. IMPORTANTE: Não use barraca que não seja autoportante, no topo do Roraima é bem capaz que ela dê trabalho ou seja simplesmente inútil no chão de pedra e areia dos hotéis (parapeitos rochosos ou pequenas grutas que servem de cobertura natural, provendo locais de acampamento protegidos de chuva e vento). O tempo lá é imprevisível e muda muito rápido por conta dos ventos alísios. Chove com frequência, em geral em baixo volume, mas às vezes a aguaceira pode vir mais forte. Não tem hora pra cair a chuva, as previsões do tempo dão uma ideia do que esperar, mas inevitavelmente vão errar em algum momento. Esteja sempre preparado. Uma boa mochila é essencial para quem vai levar suas próprias coisas, escolha uma que se ajuste bem e fique confortável com o peso, aprenda a regulá-la corretamente de antemão. O uso do bastão de caminhada é opcional, mas é um equipamento extremamente útil para a subida e descida íngreme do Roraima, bem como para a travessia dos rios no caminho e outras possíveis utilidades Leveza é palavra-chave para se equipar, busque dividir barracas e investir em equipamentos leves e compactos, bem como em não levar nada além do que vai ser preciso e suas margens de segurança. Isso vale pra comida também, seja o mais eficiente possível. Dica Vegana: Para as refeições principais, levei 3 pacotes de Carne de soja, arroz integral com lentilha e purê de batatas da LioFoods, cada pacote dá pra duas refeições e apenas o purê não é vegano, basta dá-lo pra algum colega e voilá, dá pra comer até sem água quente, se necessário. Levei também um pacote de sopão de legumes da Kitano, levinho e faz até 8 pratos. Foram 14 refeições potenciais em 1066 gramas, 6 mais encorpadas e 8 mais leves. Para cafés da manhã e lanches, fui de amendoins, paçoca, biscoitos, barrinhas e Rap10 integral. Deram conta muito bem. É importante ter um método de purificar a água. Quando estiver no acampamento é preferível aproveitar a possibilidade de fervê-la, mas no caminho você vai ter de se virar com o cloro (ou um Lifestraw, se você tiver). Eu costumo utilizar o Hidroesteril ao invés do Clorin, é mais barato, fácil de achar e rende mais. É possível também pegar Hidrocloril gratuitamente em postos de saúde. Escolha o que preferir. Não é possível transportar os cartuchos de gás de fogareiro no avião, então reservamos alguns em uma loja em Manaus próxima ao aeroporto, a Apuaú Pesca. Os cartuchos ficaram 20 reais cada. Se sua alimentação não for excessivamente demorada para preparar, só um já dá conta muito bem para uma pessoa. Eu recomendaria levar dois só por garantia, o segundo podendo ser o backup de outro colega também, talvez. O Roraima não é um trekking difícil, mas ir com cargueira é pedreira nos trechos de subida. Não é necessário ser um atleta, mas não é programa pra sedentário, quiçá com porteador pra levar as coisas, mas mesmo assim é melhor adquirir condicionamento e experiência com outras trilhas menos exigentes. É possível para iniciantes, mas é essencial se informar e equipar muito bem, e ter a resiliência pra encarar dificuldades que são de praxe pra quem já tem o costume de travessias e acampamentos. Quanto menos delas forem novidade, mais tranquila será a experiência. Um resgate de helicóptero lá no alto é perfeitamente possível por conta das áreas planas do topo, mas custa uns 6 mil reais, e diferente das agências que já cobram alguns milhares de antemão, ir com guia contratado quer dizer que quem vai arcar com esse custo será você caso precise. Se prepare e se informe antes de ir, a montanha não vai sair de lá se você precisar esperar algum tempo pra conhecê-la. Para o caminho Para fazer o trekking, precisamos ir até Santa Elena do Uairén na Venezuela, cidade fronteiriça com Pacaraima, vizinha da capital roraimense Boa Vista, que conta com um aeroporto, mas para o qual os voos de São Paulo estavam tanto caríssimos quanto muito longos. Acabamos optando por ir por Manaus e pegar um ônibus noturno a Boa Vista, mas na trilha encontramos um casal que conseguiu um preço bom de voo pra lá, então fique de olho pro que for melhor, talvez consiga uma boa promoção. Compramos as passagens de ida e volta antecipadamente pelo Guichê Virtual. De Manaus a Boa Vista o ônibus não lota, dá pra comprar na rodoviária, mas pro caminho de volta é bom comprar com antecedência. Para entrar na Venezuela basta o RG, e o processo é até mais rápido do que com Passaporte, então se não fizer questão do carimbo, pode deixa-lo em casa. Para sair de Santa Elena para o interior da Venezuela, é preciso o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela. Você vai precisar disso se por acaso for parado num posto de controle na estrada. Não precisamos apresentar o documento em nenhum momento, mas é bom tê-lo em mãos pra evitar problemas, é fácil, rápido e gratuito solicitá-lo, então não tem desculpa. Já deixamos feita nossa reserva para a hospedagem em Santa Elena, na Posada L’Auberge, lugar seguro e confortável com chuveiro quente, camas limpas, ar condicionado e wi-fi, todo o necessário para uma boa noite de descanso. O preço ficou bem em conta e a pousada está localizada no coração da área turística da cidade, próxima a bons restaurantes. O único ponto negativo é a parca iluminação em alguns quartos, que nos fez tirar as lanternas da mochila antes mesmo do trekking, mas só isso. Dito isso, vamos ao dia a dia da viagem. Custos na preparação: R$ 3000 pelo Guia, valor divisível em até 6 pessoas; R$ Variável de alimentação e equipamentos pro trekking; R$ Variável de transporte aéreo; R$ 367 nas passagens de ônibus Manaus-Boa Vista e retorno (compradas via Guichê Virtual); R$ 20 por cada cartucho de gás em Manaus (a quantidade a levar vai da preferência de cada um); R$ 40 de reserva de diária na hospedagem em Santa Elena, valor aproximado, varia de acordo com o quarto. Dia 1 – De São Paulo a Manaus a Boa Vista No primeiro dia pegamos nosso voo de São Paulo a Manaus pela manhã, chegamos a nosso destino na hora do almoço e fomos recebidos pelo contraste do bafo quente do clima manawara com a temperatura amena do ar condicionado do avião. Entramos logo num Uber para irmos comprar os cartuchos de gás que havíamos reservado. O próximo destino foi a rodoviária, onde retiramos nossas passagens para o ônibus a Boa Vista. Deixamos as cargueiras no guarda-volumes da rodoviária e partimos a pé para um Carrefour que fica lá pertinho, para pegar o resto dos mantimentos que faltavam pro trekking e também para beliscar na viagem de ônibus. É bom não deixar pra comprar nada em Boa Vista ou Santa Elena, se possível, já que não há muitas opções no caminho, e definitivamente nenhuma com tanta variedade quanto esse Carrefour. Dentro do supermercado há um caixa Itaú, já retiramos o dinheiro para a Venezuela lá mesmo, mas há caixas eletrônicos 24 Horas tanto na rodoviária de Manaus quanto na de Boa Vista. Fica a gosto do freguês onde fazer o saque. Depois disso, fomos passar o resto da tarde no Amazonas Shopping, boa opção próxima à rodoviária para fazer hora antes do horário do ônibus. Jogamos uma partida de airsoft e comemos na modesta praça de alimentação. Dica vegana: Foi aqui que eu já tive o primeiro indício de que Manaus não é lá muito fácil pra vegano, não tinha nada no cardápio de nenhum dos restaurantes que fosse livre de produtos de origem animal. Pedi pra adaptar um prato no Alemã Gourmet e foram bastante solícitos, aceitaram substituir os ingredientes animais por outros vegetais sem custos a mais nem nada. Foi uma boa opção considerando custo, também. No fim da tarde voltamos pra rodoviária pra esperar o horário do ônibus. Pra quem suar demais sob o sol manawara, lá há a opção de pagar um valor módico para tomar um banho. Próximo a uma das paredes há tomadas para carregar o celular. O ônibus partiu às 20h para chegar em torno de 6h30 no destino. O semi-leito já é confortável por si só, mas ele partiu com tão pouca lotação que foi possível que quase todo mundo tivesse duas poltronas lado a lado para si, permitindo deitar de forma muito mais à vontade do que o normal, o que foi ótimo. A TV do ônibus saiu de Manaus exibindo uma novela da Globo e depois um filme de ação genérico. O veículo contava com wi-fi, mas este só funcionou até sair da cidade, depois disso ficamos sem sinal com o mundo exterior. A estrada a Boa Vista é bem cuidada, é uma viagem bastante tranquila por entre vegetação densa pontilhada por alguns pontos de luz que despertam a curiosidade de o que seriam. Eu não sabia o que esperar da parada, definitivamente não um Graal como os das rodovias de São Paulo, mas fiquei surpreso com o quão modesta era a lanchonete escolhida. Apenas o básico do básico, então é bom estocar o necessário em Manaus mesmo. Foi engraçado reparar que, apesar de estarmos no meio da madrugada numa cidade minúscula na Amazônia, a algumas quadras dali rolava um estrondoso pancadão de funk. Acho que algumas coisas são as mesmas em todos os lugares, rs. Dia 2 – De Boa Vista a Santa Elena de Uairén Chegamos em Boa Vista bem cedo de manhã. A rodoviária de lá é um pouco melhor do que a de Manaus, mas não tem nada em volta dela. Para ir a Santa Elena de Uairén há táxis que vão até a fronteira e voltam, eles ficam numa outra rodoviária lá perto, basta tomar um táxi comum até lá que não deve passar de 10 reais. Nessa outra rodoviária, é possível aguardar até o carro pra Santa Elena encher para dividir o valor entre mais pessoas. Conseguimos ir os 5 em um carro só, de 7 lugares, os espaços restantes ficaram para as cargueiras. 50 reais por pessoa. Há ônibus que vão e voltam da fronteira também, mas não vale tanto a pena pelos horários. A estrada de Boa Vista até Santa Elena, passando pela última cidade brasileira antes da fronteira, Pacaraima, é uma linha reta cortando plantações perfeitamente planas. Não há nada pra ver na estrada, o caminho leva pouco mais de duas horas, é o momento perfeito pra tentar dormir um pouco e encurtar a percepção do percurso. A entrada na Venezuela é bem rápida e tranquila, basta passar pelo posto da polícia federal, responder algumas perguntas de identificação e retirar seu Permiso de entrada. Você vai precisar apresentá-lo na hora de voltar pro Brasil, guarde-o seguramente. Verifique se seu taxista pode te deixar em sua hospedagem em Santa Elena, é uma opção bem conveniente se ele concordar. Se preferir, já aproveite pra agendar a volta também, mais uma vez verificando se é possível partir já da porta do hotel. Muito mais prático do que pegar outro táxi até a fronteira, mesmo se ficar um pouquinho mais caro. Chegamos ao L’auberge no começo da tarde e nos hospedamos, já fazendo agora a reserva para o dia do retorno do trekking. Jesus já se encontrou conosco lá mesmo, onde também havia se hospedado, e deu breves explicações sobre o percurso do trekking e sobre Santa Elena, o briefing de verdade seria à noite. Feito isso, nos convidou para ir almoçar nas redondezas e já aproveitar pra trocar o dinheiro. Comemos em um restaurante bem simples lá perto, com poucas opções. Fiquei só no arroz e macarrão mesmo, e estranhei um pouco este porque os venezuelanos parecem utilizar um molho de tomate muito mais doce do que o nosso. Percebi também que todos os pratos vieram excepcionalmente bem servidos, nenhum de nós conseguiu terminar de comer tudo. Muita comida é uma constante lá na Venezuela, então vá com a barriga preparada para fartas refeições, rs. Experimentamos uma bebida popular de malte, o Maltín, é bem gostoso, vale a pena conhecer. Pagamos em reais, coisa de 15 por pessoa. O câmbio do dinheiro é totalmente informal e complicadíssimo a primeira vista pelos valores estratosféricos em bolívares. Andamos pelas ruas buscando a melhor conversão entre os vários cambistas nas esquinas e em frente às lojas. O melhor que conseguimos foi 1:175k. Troquei 100 reais e foi o suficiente pra tudo que precisei pagar em bolívares, incluindo lembranças pra trazer pra casa, mas as coisas são bastante instáveis por lá no que se refere a dinheiro, o que se paga em duas cervejas comuns em Santa Elena é o valor de um almoço inteiro com bebida numa comunidade indígena na Gran Sabana. Sobre o câmbio, esse foi um bom valor para a conversão na rua, mas para moradores com contas em bancos venezuelanos há a possibilidade de conversão por transferência bancária, em que é possível trocar a 1:800k. A maioria das lojas e restaurantes em Santa Elena aceita pagamento em reais, e geralmente o faz a taxas bem acima de 1:175k, então o recomendável é deixar os bolívares para as comunidades indígenas na Gran Sabana e pagar o que for possível em reais. Mesmo nelas há frequentemente a possibilidade de pagar em reais, e parece até preferível por parte dos moradores, então talvez nem seja necessário trocar o dinheiro, mas é bom ter um pouco de bolívares só pra garantir. Minha impressão foi de que o bolívar está tanto quanto fora de controle, a inflação fez com que ficasse bastante instável a ponto de até mesmo dentro do parque nacional o guarda-parque me informar que só poderia comprar um mapa do Tepuy Roraima pagando em reais. Não deixa de ser uma experiência divertida, porém, ter nas mãos aquelas pilhas enormes de notas para travar uma guerra com os amigos ou fazer chover dinheiro. Não é sempre que a gente pode se sentir tão ryco, afinal, rs. Depois do almoço e de uma volta pra conhecer um pouco de Santa Elena, voltamos à pousada pra deixar tudo arrumado pra partida no dia seguinte. Repousamos até a noite quando saímos novamente com Jesus, seu irmão Randy e o sr. Leotério, que também iriam conosco no trekking, para um jantar no Papa Oso Pub, uma pizzaria bacaníssima a uns 5 minutos de lá. Dica vegana: Em Santa Elena também não encontrei opções veganas nos cardápios, mas foi tranquilo de adaptar, pedi uma pizza sem o queijo e ela veio muito melhor do que qualquer uma que já comi no Brasil desse jeito. A culinária venezuelana é muito rica em variedades vegetais e as usa de forma bem inventiva, então lá é um ótimo lugar pra ser vegano, eu diria. Eu pelo menos consegui comer muito bem. Comemos pizzas artesanais absolutamente deliciosas e tomamos uma cerveja local popular, Zulia, mais suave do que as brasileiras e bem saborosa, gostei bastante. Aparentemente os venezuelanos gostam muito da nossa Itaipava, que é pra eles como uma Stella ou algo do tipo é pra nós, fato interessante. A conta ficou bem alta em bolívares, mas em reais a coisa mudou de figura, foi um preço baixíssimo considerando o naipe da refeição. 138 reais numa refeição espetacular para 8 pessoas. Voltamos pra pousada, deixamos na recepção algumas bolsas com coisas que não usaríamos no trekking e fomos dormir cedo pra partir ao amanhecer para o trekking. Custos no dia 2 R$ 10 de transporte de uma rodoviária a outra em Boa Vista, divisível por 4 pessoas; R$ 50 de transporte de Boa Vista a Santa Elena de Uairén; R$ 40 de reserva de diária na hospedagem em Santa Elena para o dia do retorno, valor aproximado, varia de acordo com o quarto; R$ 15 de almoço; R$ Variável de câmbio de reais a bolívares; R$ 20 reais de jantar; Dia 3 – De Santa Elena ao Paratepuy ao Acampamento do Rio Têk Sair com o nascer do sol não foi bem o que aconteceu, porém. Explico: Abastecer o carro em Santa Elena é uma tarefa demorada. Demorada tipo umas 12 horas numa fila gigante em que as pessoas deixam seus carros à noite e vão pra casa dormir pra abastecerem de manhã quando o posto abre. É uma coisa realmente impressionante, e bem inconveniente quando você tem hora pra sair. Íamos partir com a luz do sol, acabamos saindo umas quatro horas depois, que foi quando nosso motorista conseguiu encher o tanque. Os veículos que fazem esse serviço são, como já nos havia sido dito, rústicos. Um 4x4 antigo com uma gambiarra aqui e outra alí, várias marcas de uso e idade, e música animada tocando a todo volume, várias vezes versões modificadas de músicas populares do funk ou sertanejo brasileiros. É uma experiência veicular divertidíssima. Um dos nossos teve uma situação de saúde que, apesar de não ser grave, seria impeditiva para fazer o trekking. Depois de muita deliberação, conjectura, replanejamento e insistência, Jesus chamou um táxi para deixá-lo seguramente na fronteira, donde voltou a Boa Vista, e nós quatro restantes partimos para o parque, com pesar pelo companheiro. Enfim, embarcamos tardiamente com Jesus, Randy, Leotério e os pais de Jesus, que foram junto porque a mãe, de origem indígena, daria um voto de confiança para nosso grupo frente aos que regulam a subida ao Paratepuy e entrada na trilha do Monte Roraima. Só um método de agilizar o processo. Os pais de Jesus também foram extremamente simpáticos conosco, foi uma reunião familiar bem agradável de participar, rs. No processo de obter as autorizações necessárias, já deixamos reservado e pago nosso almoço na comunidade indígena do Kumarakapuy, por onde passaríamos antes de ir ao passeio da Gran Sabana alguns dias depois. 2 milhões de bolívares com bebida inclusa, pouco mais de 10 reais. 27 km de estrada de terra acidentada depois, estávamos no Paratepuy. Lá foi o momento de assinar a ficha de entrada no parque e ter nossas bagagens revistadas brevemente por itens ilegais. Coisa rápida, só foram bastante enfáticos quanto à proibição de entrada de drones. O mesmo senhor que coleta as assinaturas e faz a vistoria vende mapas do Monte Roraima ao valor de 25 reais cada, é um preço um pouco salgado, mas é um item bem feito e informativo, pra mim valeu a pena como recordação. Por volta de 14h, horário limite de entrada na trilha, começamos o trekking, esse primeiro dia é tranquilo, um pouco de subidas e descidas, mas o perfil altitudinal do percurso é praticamente plano ao longo de seus 14 km. O que dificultou foi a má fortuna de sermos pegos numa chuva relativamente forte, e de ter chovido bastante no dia anterior também. Sacamos roupas impermeáveis e capas, até aí tudo bem, o problema de verdade foram os rios, que sobem bastante com as chuvas. Mais de uma vez tivemos que parar para esperar a água baixar no que seriam travessias triviais sobre pontes ou pedras. O resultado foi que já nesse dia tivemos que meter o pé na água. Adeus a pés secos pelo resto do trekking. Fora isso, esse primeiro dia é muito tranquilo, chegamos a nosso destino em torno de 17h30. O acampamento do Rio Têk conta com casas de pau a pique que os indígenas usam como espaços de comércio para os trilheiros durante a alta temporada. Não é o caso em Julho, mas podemos usar a cobertura para deixar as coisas, cozinhar e comer, garantindo um pouco de conforto. Para montar a barraca, há espaços de grama alta que podem servir como um colchão relativamente macio. Alguns cachorros ficam por lá de olho na comida que podem conseguir dos trilheiros, dê uns pedaços pra eles, rs. No acampamento do Rio Têk é muito importante tomar cuidado com a fauna, há alguns formigueiros no local e, na época de chuvas, é comum avistar cascavéis. Uma delas inclusive deu uma volta por perto de nossa barraca durante a noite. Eu estava dormindo profundamente, mas meu colega ouviu movimento na grama e no dia seguinte uma testemunha ocular confirmou, hahaha, então aplicam-se os cuidados de verificar suas coisas fora da barraca antes de mexer nelas, e evitar de andar sem botas. É lá que você vai ter seu primeiro encontro com os puri-puri também, mosquitos minúsculos e extremamente irritantes que vem em horda e mordem em qualquer lugar desprotegido, deixando marcas cabulosas. Ainda ostento algumas nos braços duas semanas depois do trekking, rs. Provavelmente o seu não será o único grupo acampando lá, então se estiver se sentindo sociável, deve ter uma galera diferente pra conversar. Nesse primeiro dia compartilhamos a mesa com um casal de brasileiros. Ele, fotógrafo, não colocou suas câmeras em sacos estanque e uma delas acabou totalmente encharcada na chuva, um prejuízo de dar dó, então é bom ter muito cuidado com o que não pode molhar. No dia seguinte cedi alguns sacos plásticos pra eles protegerem um pouquinho melhor as coisas. Uma dica que eu dou é a de levar um rolinho de sacos de lixo com a litragem que você achar mais adequada, eu levei de 15L. É sempre bom ter esse recurso em abundância, alguém sempre acaba precisando. Custos no dia 3 R$ 15 de reserva de almoço com bebida inclusa no Kumarakapuy, pago em bolívares, valor aproximado; R$ 25 de mapa do Monte Roraima, opcional. Dia 4 – Do Rio Têk ao Acampamento Base Despertamos com o sol no segundo dia de trekking e tomamos um café da manhã reforçado, a trilha hoje seria um pouco mais dura pelo ganho de altitude. Jesus compartilhou um pouco da culinária local conosco: pão com uma pimenta tradicional indígena; domplins, que são como pasteizinhos; e apenas uma beiçada para cada de um fermentado indígena de batata doce, bebida com sabor bem peculiar mas que não pudemos tomar muito pois ela tem histórico de mexer com o intestino de quem não está acostumado, rs. Acordamos cedo, mas tardamos a sair, aguardando o nível do rio Têk baixar. Não era ele o problema maior, explicou Jesus, mas logo depois teríamos que cruzar também o Kukenán, mais largo e bravo. O Têk serviu como uma espécie de diagnóstico para quando o Kukenán fosse estar transponível, desse modo. Enquanto esperávamos, tivemos vista limpa do Roraima e do tepuy vizinho, chamado Kukenán também, igual ao rio. A vista para ele é melhor do que para o Roraima, provavelmente a maioria das fotos que você já viu do Acampamento do Rio Têk com uma montanha no fundo eram dele. E é lindíssimo. Saímos às 9h e atravessamos o Têk para iniciar a caminhada de 9 km até o acampamento base. Poderíamos ter tirado as botas para atravessar, mas como já estavam molhadas mesmo, não ia fazer muita diferença. Entre o Têk e o Kukenán, há uma colina com uma pequena igreja construída com pedras do rio, e perto dali há rochas com inscrições antigas em relevo, litóglifos, representando animais e pessoas. Duas vistas muito interessantes para os curiosos com o aspecto humano em torno desse território. Atravessar o Kukenán realmente foi um pouco mais pedreira, a travessia é feita onde um afluente se junta a ele, o que resulta numa distância relativamente longa a ser percorrida de uma margem a outra. O bastão de caminhada é item essencial aqui, se você não tiver um seu, provavelmente usará um emprestado do guia. Do outro lado, paramos por uns 20 minutos para entrar na água num ponto em que ela é mais lenta, ótimo lugar para banho. Afastando-se um pouco da margem já se chega ao acampamento Kukenán, também com estruturas de pau a pique. Pareceu tão confortável quanto o acampamento do Rio Têk. A partir daí é só subida, subida e mais subida. É cansativo com a cargueira, sobretudo se o sol forte da savana abrir por entre as nuvens, mas dá pra ir tranquilo. Paramos no meio do caminho, no Acampamento Militar – este apenas uma área aberta no meio da vegetação – para um lanche. Tivemos aqui nosso segundo (e felizmente último) encontro com uma cascavel, que estava camuflada entre as rochas bem perto de onde nos sentamos. Cuidado. Vimos também diversos lagartos, grilos enormes, e os malditos dos puri-puri, rs. Mais uma pernada de subida em subida e chegamos ao Acampamento Base no meio da tarde, uma ampla área para montar barracas, com água bem perto. Nele não há as estruturas que há no Têk e Kukenán, mas os guias costumam estender lonas presas a árvores para permitir que se cozinhe e coma a abrigo da chuva. Há muitos pássaros diferentes e bonitos nessa área, e encontramos uma amoreira com alguns frutos silvestres dando sopa. Ainda não estavam maduros, mas nada que prejudicasse a experiência de poder comer alguma coisa fresca por entre nosso cardápio de industrializados, rs. Quando caiu a noite, tivemos ainda a boa fortuna de ter céu limpo. Tão longe da cidade, é claro que estava completamente estrelado e magnífico, a ponto de avistarmos diversas estrelas cadentes passando. O Acampamento Base é um lugar belíssimo, em suma, e estar tão perto da parede do Roraima, com toda aquela expectativa para o dia seguinte, só fez aumentar a apreciação. Foi uma ótima noite. Dia 5 – Do Acampamento Base ao Hotel Índio e circuito no topo Esse seria um grande dia. Acordamos bem cedo para nos preparar, Leotério mais cedo ainda, já que subiu antes para garantir nosso lugar de acampamento lá em cima. Jesus optou pelo Hotel Índio, mais próximo do acesso ao topo, mas bem pequeno, então seria preciso essa segurança, já que outros grupos iriam subir no mesmo dia. Conforme nos foi dito, os guias e porteadores tem uma organização tácita entre si para levar coisas de volta desde o Acampamento Base até o Paratepuy, e por isso poderíamos, sem precisar desembolsar nada, deixar pra trás algumas coisas que não iríamos utilizar no topo, e as pegaríamos de volta quando retornássemos à comunidade. Essa foi a hora de separar o essencial da tranqueira, a subida até o topo é íngreme e longa, quanto menos peso melhor. Tendo removido tudo que não seria preciso, iniciamos o percurso, que adentra em mata mais fechada e vai se aproximando do paredão. Mesmo com a vegetação mais densa, é uma trilha bem aberta, sem dificuldades. Só exige uso de mãos em alguns poucos trechos de escalaminhada, mas nada complicado. Logo se chega à parede do Roraima e aí se pega o único caminho conhecido para o topo que não exige escalada em Big Wall, a famosa La Rampa. Sem surpresa, é uma subida constante rumo ao topo, sem muito a se dizer aqui. O ponto digno de nota é logo antes da chegada ao topo, trata-se do Paso de Lagrimas, uma pirambeira em pedras soltas sob uma cascata semipermanente, é o trecho mais complicado do percurso, e onde é preciso ter mais atenção para evitar acidentes, sobretudo na época chuvosa, quando a queda de água está mais forte. Ênfase em forte, proteger bem seus equipamentos contra a água é muito importante, pois apesar de ser um trecho curto, molha bastante, e não dá pra se dar ao luxo de atravessar com pressa. Passado o crux do caminho, chega-se em pouco tempo ao topo do Monte Roraima, um momento bastante emocionante. O topo mostra desde cedo suas características únicas e justifica seu apelido frequente de “O Mundo Perdido”, as formações geológicas são impressionantes e a vida expõe toda sua gana de se manter num ambiente tão estéril. A água, a rocha e o vento desenham formatos que não existem em qualquer outro lugar do mundo, e é espetacular não por se parecer com algo fora da Terra, mas justamente pelo quão terreno é, pelo tanto que diz de inacreditável sobre os processos que o planeta e a vida enfrentam há milhões de anos. Imagino que para geógrafos, geólogos, biólogos e afins, aqueles que saibam realmente ler essas marcas, a experiência seja ainda mais fantástica, mas o leigo não perde nada no quão marcante ela é. Enfim, andamos mais alguns minutos do acesso ao topo até o Hotel Índio, montamos nosso acampamento sob a proteção da cobertura rochosa e partimos ávidos para conhecer mais do Tepuy. Partimos sob chuva e vento fortes, mas aliviados por estarmos caminhando leves. Nesse dia faríamos um circuito nas proximidades, começamos pelo Vale dos Cristais do lado venezuelano, um local onde cristais de quartzo cobrem o chão. Quartzos podem não ser lá tão impressionantes por si só, mas a mera quantidade deles torna a vista lindíssima. Seguimos para ver algumas das Ventanas, áreas próximas ao abismo de onde se pode ver o Kukenán e outras faces do Roraima. As nuvens densas do topo não ajudaram muito, mas por entre as curtas aberturas no branco tivemos visões maravilhosas, a mais marcante para mim sendo quatro cachoeiras lado a lado num ponto longínquo do Roraima. Vimos também o Salto Catedral, uma grande cachoeira lá no alto do Roraima, na qual é possível banhar-se dado um clima favorável. Ainda assim, não seria um local tão bom quanto as famosas jacuzzis, pequenas piscinas naturais de água tão cristalina que mal se vê onde ela começa nas margens mais rasas, e com o fundo coberto de quartzos. Não há descrição que faça jus a elas. Depois disso seguimos para a parede sul do Tepuy, onde adentramos na Cueva de los Guácharos, uma caverna que corre por vários quilômetros até acabar num buraco no paredão. Claro que só entramos por algumas dezenas de metros, para ver as formações geológicas. Cavernas são sempre lugares interessantíssimos, quase alienígenas, e essa não foi diferente, é um ponto muito bacana pra se visitar. Pertinho, há um mirante, do qual não conseguimos ver nada, e outro hotel, esse bem maior, ocupado pela turma de uma agência de Boa Vista. Voltamos a nosso acampamento e jantamos muito confortavelmente num patamar superior do hotel Índio, que forma como se fosse uma mesa onde podemos colocar o fogareiro e as panelas, e uma suave curva na parede onde se pode sentar. É como se tivesse sido esculpido. Durante a noite fez bastante frio, tivemos que recorrer a toda gama de roupas para ficarmos aquecidos. Senti que meu isolante térmico – um basicão de EVA e alumínio já surrado pelos anos – não deu conta. Não que eu tenha ficado em risco de hipotermia nem nada, mas perdi muito em conforto nessa noite, um equipamento um pouco melhor (ou ao menos mais novo) talvez seja uma boa pedida. Também tivemos um visitante noturno inesperado. Durante a madrugada ouvimos algumas coisas caindo na “cozinha”. Meu pensamento foi que outra pessoa estivesse lá fazendo algum lanche noturno ou algo do tipo, mas descobrimos depois que foi um quati esguio que foi pra lá tentar abocanhar alguma coisa. Eu sei que tem um hotel chamado Quati lá em cima, mas fiquei surpreso de saber que eles realmente conseguiam viver lá em cima, quatis são impressionantes. Depois disso deixamos as coisas mais fora de alcance. Não posso afirmar com certeza, mas suspeito seriamente que tenha sido isso que aconteceu com um saco de chá instantâneo que eu perdi depois de uma refeição e não encontrei mais, rs, só espero que não tenha feito mal pro bicho. Dia 6 – Vale dos Cristais Brasileiro, Ponto Tríplice, El Foso e o cume Esse seria o dia do circuito longo no topo, o prato principal do trekking por assim dizer. O dia amanheceu frio e chuvoso, características bem pouco promissoras para proporcionar belas vistas de paisagem, mas que dão ao Roraima seu ar misterioso. Calçamos as botas, jogamos as mochilas de ataque às costas e partimos. No caminho, fomos atribuindo formas às rochas encobertas pela neblina enquanto andávamos no que parecia um plano sem fim e indistinto. Percebi como a navegação no Roraima pode ser complicada, sem visibilidade não há pontos de referência claros para orientar a caminhada, alguém andando sozinho e sem conhecimento do terreno poderia facilmente se perder. Depois de margear um rio em um vale entre duas paredes altas de rocha. chegamos ao Vale dos Cristais do lado brasileiro, e se o outro já é impressionante, este é simplesmente fantástico. Os cristais de quartzo cobrem o chão como neve e afloram aglomerados em grandes rochas. Em algumas cortadas, é possível perceber os traços do longo processo de formação dos cristais. Nenhum de nós jamais havia visto algo parecido. Bem perto de lá, num ponto elevado, encontra-se o famoso Ponto Triplo, que marca o encontro de Venezuela, Guiana e Brasil. Não há muito para se ver, mas a sensação de estar lá vale o percurso. É apenas uma pirâmide triangular em que cada face corresponde a um dos países. Nos lados de Brasil e Venezuela há placas identificando o país, datas etc. No lado de Guiana, a placa é arrancada pelos militares venezuelanos sempre que é instalada pelos guianenses, consequência do ainda vivo debate entre os dois países pelo território da Guayana Esequiba. Me pareceu um tanto cômico que os militares dos dois países fiquem nessa disputa por uma placa no alto da montanha, rs. Enfim, o terceiro ponto de interesse desse circuito é não menos magnífico que o primeiro, no que se refere a obras naturais. El Foso, um belo cenote no meio da paisagem. Com tempo bom é possível banhar-se, mas pelo alto nível da água o caminho estava até mesmo intransponível, com as galerias que levam ao poço alagadas. A próxima parada foi um quase-hotel sob o qual nos sentamos para uma refeição, já que a caminhada de volta seria longa e rumo ao Maverick, ponto culminante do tepuy, convenientemente bem próximo do Hotel Índio. Maverick porque teoricamente o formato de alguma rocha por lá se parece com o veículo de mesmo nome, nem reparei, e creio que a associação seja um tanto forçada, já que esse nome deriva do original imaweru (ou algo parecido com isso, a memória não ajuda a lembrar de nomes, rs), relacionado à lenda de Makunaima. A aproximação foi por terreno um pouco mais pantanoso, tivemos de evitar a lama e as poças fundas, mas a subida em si não é comprida e não apresenta dificuldades técnicas. Rápido e fácil. A sensação de chegar ao cume, porém, não é menos fantástica. Creio que não importa quantas montanhas você já tenha subido, nunca perde a magia, e o Roraima parece ter algo que aumenta ainda mais o sentimento. Beijei a rocha e coloquei uma nova pedrinha no totem que marca o ponto mais alto. A montanha não me deu uma vista da Gran Sabana, mas de si própria. Tive vista para os pontos longínquos do tepuy e para seu abismo, e nunca vou me esquecer da imagem. Após desfrutarmos do cume, retornamos ao acampamento, o que tomou pouco tempo. Durante o jantar adiantado, ainda ao fim da tarde, o céu se abriu um tanto e deu vista perfeita para o Kukenán, bem de frente para nós. Refeições com uma vista maravilhosa, quando as nuvens colaboram, mais uma vantagem do Hotel Índio Esse foi o último dia no topo, na manhã seguinte sairíamos ao amanhecer. Durante a noite choveu e ouvimos trovões à distância, no Kukenán. Dia 7 - Do topo ao Rio Têk Saimos cedo, com alguma urgência, pois as nuvens de chuva ainda se acumulavam no paredão do Kukenán, na cabeceira do rio que leva seu nome e que teríamos que atravessar mais tarde. O Paso de Lagrimas foi de novo a parte mais difícil, descer mais ainda. A cascata caía forte e as pedras tornavam as passadas arriscadas, não à toa é nessa descida onde ocorre a maioria dos acidentes. Calma e cuidado. O resto da descida é tranquila, mesmo os trechos mais verticais do caminho até o acampamento base são surpreendentemente simples para descer, em pouco tempo estávamos lá embaixo, onde descansamos brevemente antes de seguir rumo aos rios. Como se diz, pra baixo todo santo ajuda, a descida é uma delícia, seguimos com bastante espaço entre nós, cada um a seu ritmo apreciando um momento de introspecção solitária na savana. Pelo caminho, já desde La Rampa, cruza-se com porteadores descendo pela mesma rota. Eles podem ser contratados para levar as bagagens de quem estiver moído pelos dias na montanha. Uma das nossas contratou um deles para levar sua cargueira nesse dia e no próximo, 35 reais por dia. É uma opção. O sol abriu forte por entre as nuvens depois de um tempo. Queimou-me o braço exposto em questão de minutos, a marca da fita do bastão de caminhada ainda está visível nas costas da minha mão. Não dispense o protetor solar, o sol equatorial é bruto. Chegamos com alguns minutos de intervalo entre cada um ao Rio Kukenán, e atravessamos apressadamente, Jesus estava claramente preocupado, o rio subia rápido e ficava cada vez mais forte. Cruzamos poucos minutos antes de ficar perigoso. O Têk já estava alto também, tivemos que margeá-lo até encontramos um ponto adequado para cruzar, mas o fizemos sem qualquer traço da preocupação que marcou a travessia do Kukenán. Estávamos em casa, de volta ao acampamento do Rio Têk, com seus cães amigáveis e os malditos puri-puri. Compartilhamos o vasto espaço com um pequeno grupo de agência que conhecemos brevemente no topo. Não falamos muito com eles. Desci sozinho ao Rio Têk num momento para lavar nas pedras uma camiseta que eu estava usando como pano. Me vi sozinho na imensidão da savana, com o Kukenán imponente entre as nuvens exercendo uma atração magnética sobre meus olhos, e a sinfonia do rio preenchendo meus ouvidos. Nada além disso. Lavar roupa num rio, um dos momentos mais pacíficos de toda minha vida, seguido pela sensação agridoce de saber o quanto eu sentiria falta desse lugar. Dormimos cedo, na manhã seguinte deveríamos estar caminhando já antes do sol nascer. Dia 8 - Fim do trekking e Gran Sabana Acordamos antes das 5 e tomamos um café da manhã generoso, agora fazia menos sentido racionar. Saimos em silêncio, no escuro, para não acordar o outro grupo. Sair tão cedo teve o objetivo de chegarmos logo ao Paratepuy para termos mais tempo nas cachoeiras da Gran Sabana. Ninguém reclamou. A caminhada foi acelerada, de meus companheiros, eu fui o único que não contratou um porteador para esse dia. Estava me sentindo muito bem e queria terminar o percurso com minhas próprias forças. O Roraima fez me sentir mais forte e disposto do que havia há muito tempo na rotina de São Paulo. Depois de andar com peso pelos últimos dias, a única coisa no meu corpo que não estava a 100% eram os pés que passaram tanto tempo em botas molhadas, mas o incômodo era só no começo da caminhada. E as picadas de puri-puri, não dá pra se acostumar com isso tão rápido. Ajudou, também, que todos os trechos de água que dificultaram muito nosso percurso no primeiro dia estavam agora muito mais baixos. A diferença era simplesmente espantosa, se não soubesse o quanto a água podia subir, não teria nem mesmo registrado esses trechos, de tão insignificantes que pareciam agora. Roraima e Kukenán nos deram uma esplendorosa despedida, pela primeira vez vimos os dois juntos livres de nuvens. Imaginei o quão espetacular estaria a vista do cume em que eu havia estado dois dias atrás. Mas aceitei de bom grado que a montanha não tenha me concedido essa visão, não fez falta nenhuma A chegada ao Paratepuy veio com gosto de sucesso, completamos o trekking, concluímos uma experiência que será para sempre grandiosa em nossas memórias. E ainda era cedo, logo teríamos um almoço de verdade e um dia pelas maravilhas fluviais da Gran Sabana. Eu demorei muito pra ficar impaciente, nas cerca de 4 horas de atraso de nosso transporte. O grupo que deixamos dormindo no acampamento do Rio Têk inclusive acabou descendo antes de nós, apesar do veículo deles também ter atrasado bastante. E quando fiquei impaciente, foi só isso, já falamos sobre as condições do abastecimento lá em Santa Elena, todo mundo foi compreensivo. Eventualmente o 4x4 chegou, trazendo um grande grupo de coreanos que aparentemente não tinham ideia de que estavam ingressando num trekking de vários dias com quantidades cavalares de lama e chuva. Trouxe também um grande isopor cheio de cerveja, para brindarmos o trekking concluído. A descida foi emocionante, pode-se dizer. Perrengues veiculares são algo por que já passei um milhão de vezes, então minha reação ao ouvir o carro inguiçando foi um “bem, acho que isso era inevitável” mental. Quando tivemos que parar pro motorista fazer alguma gambiarra pro carro voltar a andar eu fiquei calculando de quantas horas poderíamos precisar para estarmos de volta em Santa Elena se ele quebrasse ali no meio do nada no caminho do Paratepuy. Seriam muitas, na certa. Mas no fim do tudo certo, chegamos ao Kumarakapuy e o motorista foi embora levar o carro pra consertar, em breve viria uma substituição. Foi o tempo de darmos uma volta pelas poucas lojinhas abertas - já que era sábado e os moradores são de maioria adventista - e almoçar. Fiquei surpreso com o prato vegano que chegou: arroz, feijão vermelho, repolho, mandioca, banana da terra e abacate, todos maravilhosamente temperados. Eu pessoalmente não gosto de abacate e nem de comer bananas fora de seu estado mais natural possível, mas as duas coisas caíram muito bem com um pouquinho da pimenta tradicional dos indígenas. Tudo acompanhado por um belo suco natural de maracujá, o favorito dos venezuelanos, pelo jeito. Nas lojinhas comprei um modesto chaveiro representando o Roraima, um suporte de incenso para minha noiva e um pote da famosa pimenta. Eles tem uma versão dela com o acréscimo de cupins inteiros na receita, o que achei bastante curioso. Tudo muito barato mesmo em bolívares. Isso feito, embarcamos já um pouco tarde para o passeio pela Gran Sabana, concordamos em tirar uma das cachoeiras do roteiro para aproveitarmos bem as demais, e partimos na road trip mais divertida que já fiz. O carro voava pela estrada enquanto dentro soavam de novo as músicas animadas que no Brasil seriam de uma cafonice extrema. A primeira parada foi o Oasis, uma cachoeira que faz jus ao nome, praticamente ao lado da estrada. Queda pequena no meio de uma concavidade formada por um paredão, resultando num poço simplesmente magnífico e perfeito para nadar. A água estava ótima, o dia seguia quente apesar de ameaçar chuva nas próximas horas. Passamos um bom tempo curtindo o local, não há nada melhor do que uma bela piscina natural após uma montanha. Quando subimos de volta ao carro, começou a chover, mas nada que fosse interferir com os planos. Partimos para o próximo ponto enquanto ríamos de nosso colega no banco de carona quando ele, ao tentar fechar a janela, constatou que não havia vidro. O passeio definitivamente não seria tão divertido num carro novo e arrumadinho, de forma alguma. E a chuva não durou o bastante pra aquilo ser realmente um problema, afinal. Seguimos até uma ponte onde paramos para observar o rio Yuruani, um curso de água bastante largo e que corria forte. Ficamos tirando algumas fotos no meio da estrada com a turma toda, correndo de um lado para o outro para procurar os melhores ângulos. Dalí, o carro avançou pela margem direita do Yuruani, nosso próximo ponto de interesse era uma queda um pouco acima no rio, a Cortina do Yuruani. Desembarcamos numa área de picnic aparentemente abandonada há algum tempo, seguimos perto da margem parando nos pontos de visibilidade para a cascata, ficando mais próximos dela a cada um. A Cortina do Yuruani é uma queda não muito alta, mas muito bonita, que vai de uma margem a outra do rio e cai uniformemente. Pelo que disseram, com o rio baixo é possível caminhar por trás dela de uma margem a outra. Definitivamente não era o caso, o rio estava violento, impressionantemente bravio, uma queda ali seria morte certa, mas fiquei curioso de como seria na época de baixa, quando é comum as pessoas praticarem rafting e nadarem perto das margens. Já perto do fim da tarde, subimos no carro para voltar a Santa Elena, agora mais calados conforme a escuridão se assentava. Chegando à cidade, demos entrada na pousada e combinamos de nos encontrarmos em uma hora para jantar lá perto, tempo suficiente de tomar um banho e colocar roupas limpas. Pegamos de volta as bolsas que havíamos deixado na recepção, sem incidentes. A uns cinco minutos da hospedagem, jantamos em uma pizzaria, esta bem mais modesta – e – do que o Papa Oso, mas que também não devia no sabor. Uma deliciosa massa pan. Eu, o vegano, pedi uma pizza individual, a que tinha mais vegetais no cardápio, sem o queijo. Pensei que a pequena seria menos adequada do que a média, afinal, os últimos dias me autorizavam a comer bastante. Acabou que a média tinha 8 pedaços, e dali pra cima entrávamos numa terra de gigantes. Acabei comendo 7 dos pedaços, estava delicioso. Voltamos para a pousada, confirmei nossa partida na manhã seguinte com o taxista, que viria nos pegar às 8 horas. Nos encontraríamos antes com Jesus e Randy para um café da manhã típico e despedidas. Dormir numa cama foi uma mudança bem-vinda. Custos no dia 8 R$ 15 de jantar em Santa Elena, pago em bolívares, valor aproximado. Dia 9 - De Santa Elena a Boa Vista, Lethem e Manaus Depois de uma semana em campo, o relógio biológico já está regulado ao tempo da natureza, despertei pouco antes do amanhecer e não voltei a dormir. No meu típico hábito de estar com tudo pronto antes da hora, já deixei todas as minhas coisas preparadas, quando o táxi chegasse era só pegar tudo e partir. Nos encontramos com Jesus e Randy em frente à pousada e fomos comer o que Jesus disse que seriam as coxinhas de padaria da Venezuela. Arepas e domplins com os mais variados recheios. Nenhum vegano, claro, então pedi um domplin simples, pra comer puro. Bem, o domplin que comemos no Roraima não era frito em óleo, obviamente, então fiquei um pouco surpreso de receber um enorme pastel redondo, do tamanho de uma pizza brotinho. Melhor. Café. Da. Manhã. De. Todos. Era mesmo um pastel, só com a massa um pouco mais grossa. Nada saudável, que seja, mas muito bom. Acompanhou novamente um suco de maracujá. Voltamos à pousada e nos despedimos calorosamente de nossos guias e agora amigos, já pensando em reencontros quando voltássemos à Venezuela ou eles fossem ao Brasil. Vendi os cartuchos de gás que não utilizamos para eles, a menos do que paguei na loja, só para recuperar um pouco do valor. No horário, embarcamos no táxi de volta para Boa Vista. A saída da Venezuela foi muito mais rápida e tranquila do que imaginei que seria, apenas entregamos os permisos e seguimos a longa viagem pro Brasil. O valor ficou em 75 reais por pessoa, agora que estávamos em quatro pessoas. Passaríamos a tarde em Lethem, para ir pra lá é possível pegar um ônibus sentido Bonfim, no valor de cerca de 35 reais, que para na fronteira da Guiana, e de lá ir de táxi para o centro comercial da cidade. Para voltar é a mesma coisa. É possível também pegar um dos mesmos táxis que fazem o percurso a Santa Elena, em torno de 500 reais para o grupo. Questão de ver o mais rentável. O caminho para a Guiana passa pelo Rio Branco, e na época de cheia a visão é bem impressionante, a estrada cortando campos alagados pontilhados por árvores e construções. Depois disso vai plano por entre plantações até chegar a seu destino. A fronteira Brasil-Guiana é completamente diferente da Brasil-Venezuela, se nesta há um monte de gente pra todos os cantos e filas grandes, naquela há muito menos movimento, entra-se rápido no país e a primeira coisa que se nota é a mão inglesa do trânsito. A mudança súbita do lado da estrada por onde se deve trafegar causa certo estranhamento, rs. A cidade de Lethem é minúscula, e evidencia a austeridade do país, as largas ruas sem asfalto acumulam lama, os prédios são baixos, pouco luxuosos, não há nada de particularmente vistoso por lá. O centro comercial é uma área com lojinhas de tranqueiras, é um bom lugar pra comprar presentes pra trazer de volta pro Brasil. Eu havia ouvido falar sobre um refrigerante de banana que só existe lá na Guiana, e fiquei de olho para ver se encontrava, é de uma marca chamada I-Cee. Acabei encontrando num pequeno restaurante, paguei 5 reais por garrafa de 710 ml, e valeu a pena, é bom. Há algumas opções de almoço por lá, desde comida brasileira até umas opções mais locais, que não são muito diferentes da comida chinesa mais simples que encontramos por aqui, o que se explica pelo grande influxo de imigrantes orientais que a Guiana recebeu historicamente. Com 20 reais se paga um bom almoço com bebida. Percebam que estou dando os valores em reais, lá não é preciso trocar dinheiro, as lojas aceitam reais. A língua da Guiana é o inglês, mas presumo que os lojistas estejam acostumados a se comunicarem com brasileiros de uma forma ou de outra, se for necessário. Não imagino que não-falantes do inglês tenham dificuldades para se virar por lá. Enfim, não é um passeio espetacular, mas é uma experiência definitivamente muito interessante, até porque não é muita gente que pode dizer que visitou a Guiana, não é mesmo? De volta para Boa Vista, fizemos hora na rodoviária - já que não há nada de interessante pra se ver por perto dela - até a partida do nosso ônibus. Dessa vez ele saiu cheio, todas as poltronas ocupadas, muitas delas por passageiros venezuelanos. Fui sentado ao lado de uma moça bem falante que me deu várias dicas sobre Manaus. Num momento o ônibus parou e adentraram dois militares ordenando que todos mostrassem os documentos. Os estrangeiros foram tirados do ônibus para uma verificação ou algo do tipo. Fiquei um pouco espantado, mas aparentemente, é de rotina. Só mais um sintoma da situação fronteiriça. O ônibus logo partiu, adentrando a escuridão por entre as árvores. E eu dormi até o amanhecer. Custos no dia 9 R$ 75 de táxi de volta a Boa Vista; R$ 100 de transporte para ir e voltar de Lethem, valor aproximado; R$ 20 de refeição em Lethem; R$ 15 de refeição simples e petiscos para o ônibus na rodoviária em Boa Vista. Dia 10 – Manaus, praia da Lua e Mercado Municipal Acordei novamente com os primeiros raios de sol, quase chegando a Manaus. Nosso camarada que não fez o trekking já estava lá, em um hostel perto do centro histórico da cidade. Da rodoviária pedimos um Uber para lá. O Hostel Manaus, onde ficamos, é uma hospedagem a preço bastante razoável, limpa e com excelente atendimento, fica a recomendação. Dividi um quarto privativo com um colega ao valor de 45 reais a diária para cada um, há diárias mais baratas nos quartos coletivos. O hostel pede um caução de 20 reais, que pode ser usado em consumo de cervejas e refrigerantes vendidos por lá, ou recuperado no check-out. Depois do check-in deixamos as coisas nos quartos e partimos logo para conhecer a cidade. Nesse dia, quente e abafado, optamos por visitar uma das praias do Rio Negro, e o atendimento do hostel foi muito solícito em nos dar informações e sugestões. Optamos pela Praia da Lua, para chegar lá pegamos um Uber para a Marina do Davi e, de lá, um barco até a praia. O lugar é fantástico, uma faixa de solo corta o Rio Negro entre a floresta inundada. A água é boa e ver sua própria pele parecer vermelha sob a água escura do rio é bem interessante. Lá há quiosques para comer e beber, bem como aluguel de pranchas de Stand Up Paddle. A água calma e as copas das árvores despontando formam um lugar excelente para marinheiros de primeira viagem, como eu, terem uma experiência bastante divertida, rs Passamos um bom tempo lá, quando cansamos apenas voltamos ao pequeno píer para esperar o próximo barco voltando para a Marina. Embarcamos e chegando lá já pedimos um Uber para mais um rolê, agora no Mercado Municipal. O lugar é enorme e tem muitas opções de presentes e lembranças para levar pra casa, acabei trazendo uma garrafa de cachaça de jambu, uma fruta do Norte que provoca efeito anestésico na boca, não é pra todos os gostos mas é muito interessante e gerou muitas reações engraçadas com o pessoal aqui, hahaha. Experimentei algumas marcas e a que mais gostei foi a Meu Garoto, que foi a que comprei. Meus colegas foram comer um almoço tardio no Mercado, pratos tradicionais de peixe. Eu como não encontrei nada de vegano, comprei um açaí. Eu sabia que era diferente do que conhecemos aqui em São Paulo, e honestamente achei o nosso muito melhor. Questão de hábito, talvez. Não que tenha achado ruim, mas realmente é um pouco amargo. Enfim, se não me agradou no sabor, na sustância não deixou a desejar. Feito isso, fomos dar uma volta na avenida em frente ao Mercado para analisar as opções para nosso passeio do dia seguinte. Havíamos pegado contato com a companhia que nos levou e trouxe da Praia da Lua e negociamos um barco privativo no valor de 600 reais para fazer o passeio turístico tradicional pelos Rios Negro e Solimões. O melhor valor que conseguimos nos operadores de rua, para ir num barco lotado com mais 30 pessoas, foi de 100 reais por cabeça. Pagando 120 cada um, preferimos ter o conforto do barco privativo, até pra podermos ver tudo rapidamente e termos tempo de emendar algum outro passeio depois desse. A quem possa interessar, seguem os contatos do barqueiro, chamado Grande: (92)99981-8463/99157-8495/99227-3999 (WhatsApp). A pé, fomos para um Carrefour nas redondezas comprar comida pra fazermos no hostel e seguimos para ele na sequência. Não saímos à noite nesse dia, aproveitamos para organizar nossas coisas, descansar e jogar umas cartas entre nós. O Hostel Manaus é populado principalmente por mochileiros estrangeiros, pelo que pude perceber, então as interações por lá foram consideravelmente internacionais, o que é sempre muito interessante. É fantástico ter três línguas diferentes sendo faladas ao seu redor num mesmo lugar. Fomos dormir não muito tarde, o passei no dia seguinte seria nas primeiras horas da manhã. Custos no dia 10 R$ 20 de Uber ao hostel, divisível por 4; R$ 90 de duas diárias de hospedagem em quarto privativo pra duas pessoas; R$ 20 de caução no hostel, podendo ser recuperado no check-out ou usado em consumo; R$ 15 de Uber à Marina do Davi, divisível por 4; R$ 10 de barco para a Praia da Lua, já contando ida e volta; R$ 15 de Uber ao Mercado Municipal, divisível por 4; R$ 8 de açaí no Mercado Municipal; R$ 30 de comidas e bebidas no supermercado, para dois dias. Dia 11 – Rios Negro e Solimões, INPA e bar O café da manhã incluso na diária do hostel era simples, mas suficiente e saboroso, o suco natural de cupuaçu ou graviola na certa era a melhor parte. Comemos bem e partimos para a Marina do Davi novamente. Encontramos nosso barqueiro, Grande, e embarcamos na Apuaú III, uma lancha grande e confortável que tínhamos só para nós. Navegamos pelas águas escuras do Rio Negro até chegar ao primeiro ponto de interesse do passeio, uma aldeia indígena bem pequena, claramente apenas um espaço de recepção de turistas. Lá há artesanato para comprar, algumas coisas interessantes para fotografar e, pra quem é dessas, a opção de degustar as saúvas defumadas consumidas pelos indígenas. Para quem quiser pagar, há a opção de assistir a uma apresentação e realizar pintura de pele, mas como não era de nosso interesse, logo seguimos viagem. A próxima parada foi num braço do rio, e é ponto polêmico considerando meus colegas veganos: É o rolê de nadar com os botos. Acessa-se o local por uma plataforma flutuante onde os operadores solicitam que se remova todo o protetor solar da pele e dão instruções para os visitantes sobre como interagir com os animais sem incomodá-los. Os bichos vêm soltos do rio, atraídos pelos peixes que um funcionário dá no bico deles. Esse tipo de interação meio domesticada com animais selvagens é sempre questionável, sobretudo considerando que depois do nosso barco chegaram dois daqueles que carregam 30 pessoas cada. Enfim, questão de consciência, esse passeio é cobrado separado de qualquer forma, 10 reais por pessoa. Daí, seguimos por um igarapé do Rio Solimões, um curso de água por entre as árvores que, nessa época do ano, estavam inundadas. A passagem é simplesmente magnífica, a vista da flora e da fauna é linda, tiramos muitas fotos belíssimas no caminho até o restaurante flutuante de onde sai o caminho elevado para se ver as vitórias-régias. Eu quando criança, depois de uma aula na escola sobre essas plantas, sonhava com viajar à Amazônia para conhecê-las enquanto ainda era leve o bastante para que suportassem meu peso. Eu não teria podido subir nelas, de qualquer modo, então o atraso de alguns anos não mudou nada para a realização do sonho, eu acho. A vista das vitórias-régias é linda, mas por entre tantas coisas maravilhosas acaba não se destacando tanto assim, acho que dentre meus colegas eu fui o que mais se deslumbrou, considerando meu velho desejo infantil. Fora as plantas, há a exuberante fauna amazônica para pontilhar a paisagem: macacos, sapos, aves, insetos etc. O restaurante flutuante é um ponto de parada para almoço nos passeios tradicionais. Também há artesanatos indígenas para serem adquiridos, a preços mais altos do que na aldeia. Como Já havíamos decidido não parar para almoçar ali, seguimos logo para o próximo ponto de interesse. No caminho pelo rio, passamos pelas ferragens de várias grandes embarcações abandonadas e vimos botos despontarem hora ou outra na superfície, passamos por baixo da grandiosa Ponte Jornalista Phelippe Daou e enfim chegamos ao gran finale, o Encontro das Águas, o local onde os rios Negro e Solimões se encontram para formar o Amazonas. As águas de diferente densidade, velocidade e temperatura não se misturam, empurram uma à outra como se competindo pelo espaço. A vista é um espetáculo, e botando a mão na água pode-se perceber a diferença da temperatura. Alguns dizem que não vale a pena ir até tão longe no rio para ver esse fenômeno, mas discordo. Esse foi o último ponto do tour, na volta contornamos a cidade e vimos o grande porto, a Zona Franca, os vários postos de gasolina para barcos (o que é curioso para nós que não vivemos às margens de um rio como esse, rs). Grande nos deixou no píer em frente ao Mercado Municipal, onde comemos uma coisinha rápida (eu fui de açaí de novo) e logo pedimos um Uber para nos levar ao Bosque da Ciência do INPA (Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia), uma pequena área de preservação com animais silvestres soltos e recintos de animais resgatados sendo cuidados pelo instituto, além de um museu com exibições biológicas e históricas. O bosque é um local bem agradável, e é fácil avistar diversos animais por entre as árvores. Vimos macacos, preguiças e uma paca jovem. Junto com os animais em cativeiro: peixes-boi, jacarés, tartarugas e uma ariranha, o instituto oferece uma amostra bem diversificada da fauna amazônica. E bem, se Manaus é difícil para veganos, pelo menos tem tapioca pra todo canto, e mesmo a simples – lembrando de pedir sem a manteiga - já é uma refeição relativamente saborosa e de sustância. O melhor de tudo é que é extremamente barata, normalmente 2 reais. Aproveitei e comi uma numa lanchonete lá dentro pra complementar, e ela e o açaí de antes já foram o bastante até chegarmos de volta ao hostel. Voltamos já eram umas 17h e fomos arrumar as coisas para partirmos sem problemas no dia seguinte. Com tudo pronto, começamos a falar sobre sair à noite para ir a um bar, decidi jantar antes para não ter problema de não encontrar comida pra mim. Pouco depois partimos de Uber para a praça do Teatro Amazonas, que não fica longe, mas todo mundo nos alertou pra não andarmos por aí de noite. O seguro morreu de velho e a tarifa mínima do Uber não ia quebrar a banca de ninguém. Nosso destino foi a Casa do Pensador, um bar legal com preços bons e um cardápio diversificado. Entornamos algumas cervejas, mandamos umas porções de batata pra dentro e experimentamos uma caipifruta de Graviola que, apesar de um pouco fraca no álcool, estava deliciosa. Enquanto estávamos lá, um grupo de mochileiros profissionais artistas de rua parou lá perto pra fazer uma apresentação de música e acroyoga, foi bem interessante. Voltamos pro hostel quando o bar começou a fechar. Eu já estava um pouco tonto pela bebida, então quando deitei não demorei a adormecer. Custos no dia 11 R$ 15 de Uber à Marina do Davi, divisível por 4; R$ 120 de passeio Rios Negro e Solimões; R$ 8 de açaí no Mercado Municipal; R$ 15 de Uber ao INPA, divisível por 4; R$ 5 de ingresso no Bosque da Ciência do INPA; R$ 2 de tapioca no Bosque da Ciência do INPA; R$ 15 de Uber ao hostel, divisível por 4; R$ 10 de Uber à praça do Teatro, divisível por 4; R$ 20 de comes e bebes no bar; R$ 10 de Uber ao hostel, divisível por 4. Dia 12 – Teatro Amazonas e retorno pra São Paulo Dormi como uma pedra e fiquei surpreso quando, no café da manhã, estava todo mundo admirado com a chuva cabulosa que caiu durante a noite e sobre a qual fiquei sabendo apenas naquele momento. Os benefícios de um sono suavemente etílico, hehehe. Acordei cedo querendo aproveitar a manhã para fazer o tour do Teatro Amazonas e ir ao Palacete Provincial, que abriga cinco museus. Ninguém mais quis ir comigo e, desdenhoso da falta de espírito de exploração de meus colegas, parti sozinho pelas ruas manawaras sob o sol que já desde cedo escaldava a pele. Cheguei no Teatro antes dele abrir e entrei com a primeira turma, o tour custa 20 reais a inteira e passa pelo interior do prédio com uma guia explicando detalhes da História, Arte, Arquitetura e curiosidades do local. É um passeio bastante interessante, apesar do tamanho do prédio não impressionar o paulistano frequentador do nosso enorme Theatro Municipal. Mais do que compensando por isso, o Teatro Amazonas é magnífico e os detalhes de sua construção e decoração são tantos e de tal esmero que impressionam qualquer um. Como um apreciador da ópera, devo dizer que acrescentei na minha lista de coisas a fazer antes de morrer uma visita ao Teatro quando estiver ocorrendo seu famoso Festival Amazonas de Ópera, evento anual com diversos artistas internacionais e apresentações que me pareceram fantásticas. O tour, infelizmente, demorou bem mais do que eu esperava, o que me deixou sem tempo hábil para a visita ao Palacete, então retornei ao hostel para encontrar meus camaradas. Antes de fazer o check-out, fomos fazer uma refeição numa lanchonetezinha simples mas gostosa lá perto, a Skina dos Sucos, onde comi uma tapioca com recheio de uma raiz da região, o tucumã, que se parece um pouco com cenoura, e tomei um suco de uma fruta cítrica também local, o taperebá. Tudo muito bom. Voltamos para o hostel, fizemos o check-out e usamos a grana do caução para tomar uma saideira da geladeira de lá. Seguimos para o aeroporto e logo embarcamos no voo de volta pra São Paulo. O último presente que Manaus me deu foi a vista aérea do Encontro das Águas, magnífica. Chegamos em casa no começo da noite, findando assim essa viagem fantástica e exótica que agora compartilho com vocês. Custos no dia 12 R$ 20 de tour do Teatro Municipal (ou 10 a meia); R$ 15 de suco e tapioca na lanchonete; R$ 20 de Uber ao aeroporto, divisível por 4. Acaba aqui o relato, agradeço a você que chegou até aqui e fico alegremente disponível para auxiliar na medida do possível com qualquer dúvida que os leitores possam ter. Não hesitem em mandar mensagens, rs, e boa viagem!
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    @RodrigoDigão Com certeza...eu gosto muito de História e Arquitetura, e lá é um prato cheio...E também nunca é tarde para viajar. Bora aproveitar.
  12. 1 ponto
    @ricardo.barros Também fico fascinado nisso dos modais! Acredito que tudo isso faz parte da viagem e contam muito como experiências. Só fui uma vez para Europa ano passado e este ano vou novamente e assim pretendo ir até o fim... Só me arrependo de não ter viajado desta forma antes, comecei com 31 anos, mas agora não quero parar, quando falo pro pessoal que vou pra Europa, eles falam assustados "de novo!?". kkkkk Ai eu falo a Europa é grande, da pra ir uns 10 anos seguidos tranquilo.
  13. 1 ponto
    Se tiver a oportunidade de comprar fora, eu indico a Eureka Midori. https://eurekacamping.johnsonoutdoors.com/tents/backpacking/midori-2-person-tent
  14. 1 ponto
    man .. buque é mais caro, tem lojas maiores, bares maiores .. com os horarios a frente das demais! mas uma viagem q fiz pela colonia, foi dormindo, peguei um dia antes por motivo de segurança para n ferra c meu roteiro e tal, nunca se sabe ne. pague 1000 pesos uruguaios = media 180,00! caro, mais as demais, buque e a seacat estavam mais cara devido um feriadão q se aproximava lá, então corri p n arriscar! opto pela colonia ainda, mas lá voce pode verificar os preços.
  15. 1 ponto
    obg .. Buque bus ou Colonia express ?
  16. 1 ponto
    Pra aguentar as chuvas daqui, uma de 1.500 ou 2.000mm já serve. Eu tenho a Venus e a Everest da Guepardo, e nunca me deixaram na mão. A Venus custa uns 300 bonoros, em média. Tirando a remota possibilidade de encontrar a katmandu da azteq em Manaus (pq sei onde vende), te adianto que Guepardo será a melhor marca que encontrará por aqui, caso comprar no norte (a gente carece de variedade e qualidade). Se for trazer de outra região do Brasil, passa na decathlon e tira uma Quechua Arpenaz 2+ ou uma Arpenaz 3 fresh & black, são ótimas opções.
  17. 1 ponto
    Então, tem os ensaios abertos das escolas de samba , o Carnaval já quero esta em Salvador.
  18. 1 ponto
    Viajo neste fim de semana e aceito todas as sugestões de bons HOSTELS e AGÊNCIAS DE TURISMO em El Calafate, Ushuaia e El Chalten. Em El Calafate aluguei via airbnb, e achei que valeu muito a pena. Fiquei no La Torre Aparts , coloquei o link abaixo. É um apart hotel, um pouco distante do centro (1 km) mas perto da rodoviária, então fica fácil de sair para TDO ou El Chalten. Ótimo o apartamento e um preço acessível. O dono (Fernando) tem vários imóveis no airbnb. https://www.airbnb.com.br/rooms/5738043?location=El Calafate%2C Argentina&adults=1&check_in=2019-03-16&check_out=2019-03-17&guests=1&s=B7BqbmBk Os passeios são todos tabelados em El Calafate. Eu usei a agência Cal Tur porque gostei do atendimento e, na ida da El Chalten, eles me buscaram com as malas no hotel. Ushuaia os preços são parecidos, mas não são tabelados, porque algumas empresa organizam os próprios passeios. A brasileiros em Ushuaia foi a que usei. Os preços que aparecem no site deles são caros. Lá o preço é praticamente a metade. Se fizer vários passeios vc ganha desconto e/ou transfer do/para aeroporto. Em El Chalten não precisa agencia de turismo. Você faz as trilhas por conta (vale apenas pegar um transfer para a hosteria Pilar quando for fazer a trilha do Fitz Roy). Tem um hostel lá, El Rancho, que achei bom. Bem localizado e com restaurante com comida boa e preço bom. Eu fui a Puerto Madryn depois de Ushuaia. Foi 1,5 hora de voo pela aerolíneas até Trelew, depois mais um transfer de 45 minutos (reserva pela internet que tem desconto: www.transferpmy.com). É o caminho de volta para casa. Puerto Madryn fica a 1 hora de voo de Buenos Aires. Lá eu usei a agência arrieros patagônicos. Como eu ia chegar em Puerto Madryn no domingo a tarde, combinei com eles por e-mail e a dona foi na agência me atender. São dois os passeios principais: punta tombo e isla escondida (neste vc vê pinguins e leões marinhos, se for a época) e península valdez (neste vc vê baleias, se for a época). Se vc for fazer punta tombo, nao precisa ir na pinguineira de Ushuaia, pois a daqui é maior. Em Puerto Madryn eu fiquei no hotel Gran Madryn, que é de frente a praia, então fica perto de tudo. Em relação a TORRES DEL PAINE, eu não fiz o bate e volta (fiz o circuito w), e não sei se vale a pena. São 6 a 7 horas de ônibus entre El Calafate, então vc vai pegar 12 a 14 horas de ônibus para passar poucas horas em TDP. É muito cansativo. Mas, se vc não ligar de ficar este tempo todo no ônibus, pode ser legal. Se você tiver uns 2 ou dias para passar em TDP, sugiro ir de ônibus até a portaria Pudeto. se hospedar no refúgio Paine Grande e fazer a visita ao Glaciar Grey e ir até a portaria Laguna Amarga, se hospedar no refúgio Torre Central, e fazer a visita ao mirante das torres (se tiver apenas 1 dia, faz este). Mas eu não sei como vc faz para ir de pudeto até laguna amarga (eu sei que o ônibus faz este trajeto, mas creio que é só para quem vem ou vai para Puerto Natales). Se tiver mais alguma pergunta, é só falar. Se eu souber responder... Christian
  19. 1 ponto
    Como disse o @SBustamante só é preciso reservar o passeio que faz a caminhada com os pinguins. Somente uma agência faz esse passeio, a Piratour. Não fiz pq não tinha mais data enquanto estava lá. Mas não me arrependi, pois é bem caro (6000 pesos = 600 reais). Com o barco vc chega bem perto dos pinguins. Outro passeio que talvez seja bom reservar é o minitrekking no Perito Moreno, pois esse tb tem número limitado de pessoas.
  20. 1 ponto
    @Ana Carla de Sousa Passeio se reserva na hora menos os barcos na Carretera Austral,não sei se vai andar por lá.
  21. 1 ponto
    @Andréa.FAraujo Tem tempo apenas de fazer Lisboa e Madrid,mas ficam longe,terá que viajar rapidamente. Mesmo não gostando de Porto, te sugiro com Lisboa ou Madrid e Barcelona, mas o ideal é ficar com uma dessas capitais como base e visitar o que está perto,o que tem e muito.
  22. 1 ponto
    Gosto do Porto bastante! Não curtia muito Lisboa...mas até que em 2018 me diverti bastante por lá no único dia que fiquei na cidade fazendo uma conexão de 24 hrs...
  23. 1 ponto
    Por esse valor somente fast-food, street-food (dependendo muitoooo) ou comprando em supermercado para preparar no hostel ou APT. Uns 10 euros já da para comer em Portugal em restaurante. Bem certo que da para entrar num supermercado de fazer um belo cafe por metade!
  24. 1 ponto
    @Regiscruzbr cara, conheço baiano, até mesmo casais, que saem sim no meio do povão. Mas como falei... São pessoas que sabem por onde chegar na festa, por onde sair, onde ficar parado, qual atração gratuita acompanhar... Como levar dinheiro e celular... Um turista sozinha, que não conhece a cidade, que não conhece os pontos estratégicos, é um prato cheio para um furto... Tomar um soco no meio do tumulto... Ser extorquido por um taxista. Da para vir só? Até que dá... Mas tem que estar c uma grana p investir. Ou ter alguém da cidade para dar suporte. Outra coisa... É cansativo. Geralmente eu saio três dias. Vou na sexta, descanso o sábado. Domingo volto p casa assim q acaba o bloco e na segunda pego um camarote. Tem pontos onde pode ficar parado... Bebendo e vendo o Carnaval passar, mas sozinho n sei se seria interessante. Então p cair na folia sozinho e em completa segurança teria que investir em um bloco. Se sua intenção é paquera... Sexo... Teria q pegar os camarotes tops! Puts... Quer boa notícia? Dá para parcelar no cartão em 10x! Se couber no seu orçamento 10 parcelas de uns R$ 250,00... Você curte uns três dias em alto estilo. Outros três dias descansa... Pega uma praia... Ou curte com as paquera q rolarem na folia kkkk. Se sentir a vontade em dizer quanto dispõe... Posso te dar uma noção do q poderia fazer com essa grana p ter uma boa experiência. Não desista. Minha intenção é somente lhe orientar para não achar que está no paraíso. É preciso estar realmente muito ligado para desfrutar da festa em paz. Rola de TUDO no Carnaval aqui... Tem apenas que saber como fazer a coisa certa!
  25. 1 ponto
    @Ana Carla de Sousa O único passeio que seria adequado reservar com antecedência é a Pinguinera. Ele esgota fácil pq tem um limite de pessoas por dia para a visitação. Os demais acredito que vc consegue na hora sem problemas.
  26. 1 ponto
    @Sidney Santos É isso cara, um roteiro bem distribuído. Onde você terá conforto e prazer para absorver nessas cidades o que não consta no blogs, na internet... você terá tempo e tranquilidade para explorar as coisas que vao te chamar a atenção e vivenciar suas próprias experiencias. É muito diferente que você chegar em um ponto e meramente bater uma foto e ja sair correndo para outro lugar ... o que voce vai trazer de novo na bagagem assim?
  27. 1 ponto
    É muito subjetivo gente...cada um sabe bem o que quer ver e o quanto tempo quer passar em cada lugar...por isso não dá pra afirmar categoricamente que fulano está certo ou errado só com base em nossos gostos e experiências...vale sempre o alerta que @Rafael_Salvador @poiuy e o restante do pessoal aqui bem fazem de que ver as coisas rápido compromete um pouco a qualidade da viagem, mas no fim é decisão pessoal. Eu costumo estudar muito bem o lugar antes de ir pra decidir se vale uma olhada rápida ou se tenho que ficar mais tempo. Informação é poder.
  28. 1 ponto
    Tem pessoas impacientes ou que se contentam em só dar uma olhadinha e já ir embora, mas outras não.... Por exemplo meu pai, é uma pessoa que não tem muita paciência para viajar, lembro que quando eles vieram a Europa me visitar, nós fomos visitar Paris, chegamos na Torre Eiffel, ele deu uma olhada, tirou uma foto e já estava impaciente para ir embora, e foi assim em todo lugar que passamos, 5 minutos e uma foto e ele já estava pronto para ir embora. Já minha esposa é totalmente ao contrário, se deixar, ela fica horas e horas sentada apreciando a paisagem ou circulando pelo local tirando milhares de fotos, metendo o nariz em tudo que é canto... rsss Sempre tenho que chamar a atenção dela, se não, por exemplo ela ficaria o dia inteiro tirando foto da torre Eiffel e de cada cantinho da Champ de Mars (praça onde fica a torre). Em Versailles tivemos que ir 2 vezes, no primeiro dia visitamos o palácio e uma parte pequena do jardim, mas como ela parava em tudo que é canto, tivemos que voltar um segundo dia para visitar os jardins... Então cada um tem que achar o seu ritmo, se você é daqueles impacientes, que não aguenta 5 minutos num lugar, pode apressar um pouco as coisas, mas se for daqueles que gosta de fazer tudo com muita calma, melhor aumentar o tempo. No caso de Amsterdam, pessoalmente eu recomendo 3 dias/noites em Amsterdam, por que é o mínimo para não virar uma correria sem fim, e nem tempo demais para aquelas pessoas impacientes, que depois de 5 minutos já querem ir embora. Mas ai cada um tem que fazer os ajustes com base no seu perfil. Meu pai por exemplo ficaria super entediado em 5 dias em Amsterdam, mas minha esposa pelo contrário, se deixasse ela no ritmo dela, não teria nem terminado de visitar a Museumplein em 5 dias... rsss
  29. 1 ponto
    @Vivendo Viajando É controversa a questão. Mas você fez 14 cidades em 20 dias. É uma correria tremenda, perde-se um tempo absurdo se deslocando - principalmente se o deslocamento for por via aérea, a imersão na cultura local fica muito prejudicada, a própria visitação nas atrações turísticas fica comprometida... uma trip assim, resume as suas experiencias na cidade a um mero "rolé" e algumas fotos nos cartões postais... Você acaba apenas passando pelas cidades! Isso da uma ideia aos mochileiros inexperientes daqui que é possível "conhecer" o mundo de uma vez... e na verdade acabe-se não conhecendo quase nada. Duas noites em Paris... na primeira você chegou de alguma outra cidade, provavelmente final da manha ou mais que isso... até o check in abrir ... na segunda noite já dorme cedo pq no outro dia tem novo deslocamento. No final das contas o que dá para ver? O Louvre leva um dia inteiro e você não vê 1/3 do museu... a Eiffel mesmo com hora marcada é um passeio que demora umas 03 a 04 horas... em dois dias você n desfruta quase nada de uma cidade do porte de Paris... Pode até estar registrado no facebook a fotinha com a torre ao fundo, mas experiencias novas não são acrescentadas ao viajante que se joga nesse esquema (Afinal a torre esta todo mundo cansado de ver nos filmes, internet, etc.... todo mundo sabe que a Eiffel existe em Paris... o que ele vai agregar efetivamente inédito para si de uma ida a Paris?). São questões! Vejo pessoas recomendando 03 noites em Amsterdam. Ja tenho 15 dias em Amsterdam somando as vezes que estive la.... estou planejando ir pela quarta vez (na verdade pela eternidade kkk) e não conheci tudo! Esse corre-corre é extremamente cansativo, dispendioso, perde-se muito tempo em deslocamento e reduz substancialmente a experiencia onde realmente interessa - Nas cidades alvo!!
  30. 1 ponto
    Então rola de boa um hostel, de acomodação simples com café da manhã sai por cerca de 40,00R$, em Cartagena no coletivo feminino , individual vai para uns 75,00 R$ , mais pode ter certeza você passará uns 10 dias de ricaaaaaaaaaaa!!! Pq a cidade Cartagena é maravilhosa.
  31. 1 ponto
    @andresa da silveira Tudo vai depender do quanto tempo tem disponível, bem como dinheiro. Alguns exemplos: Europa: praticamente qualquer país é uma boa pedida, porém é verão e vai estar tudo lotado e por consequência mais caro, passagens aéreas incluso. Faz bastante calor em Portugal, sul da Espanha, Grécia e Itália (temperaturas rondando os 40º), se gostar, é a melhor época. América do Norte: Canadá, EUA mesma coisa. Caribe: Alta temporada de Furacões, pode ser um problema em destinos como Punta Cana, Cancún, e ilhas de barlavento e sotavento como St. Maarten, por vezes Aruba e Curação. América do Sul: Colômbia (clima favorável), Argentina, Chile, Uruguai... Enfim, n opções...
  32. 1 ponto
    fechado man, qlq coisa .. 81 991439973 abraz
  33. 1 ponto
    @kinho johnson Mas o Carnaval começa dia 1 de março...
  34. 1 ponto
    Olá mochileiros, Passei o natal/2018 em Foz do iguaçu, para atualizar cotaçoes do peso argentino pra quem passar pela regiao. No centro de Foz as agências estão fazendo entre R$1.00 = 7.5 pesos a R$1.00 = 8.5 pesos. Enquanto em puerto iguazu peguei uma cotaçao de R$1.00 = 9.6 pesos e no shopping paris em Ciudad del este chega a absurdos R$1.00 = 9.85, bem proximo da cotaçao comercial (R$1.00 = 10 pesos). Resumindo, se for passar em ciudad del este ou puerto iguazu, nao vale a pena comprar pesos em Foz do iguaçu.
  35. 1 ponto
    @Rafael_Salvador É o que disse,América espanhola é espanhol e pronto. Perfeita colocação.
  36. 1 ponto
    @poiuy Você que mora na Alemanha, nunca pegou um táxi ou UBER em Berlin que não fala nada de Inglês? Então eu dei muito azar! Praga... Budapeste ... é muito comum se bater com pessoas que não falam um bom Inglês... e duas pessoas que não falam um bom Inglês juntas a coisa não vai fluir. Agora dá para ir na cara e na coragem, da! Vai na mímica até onde der. Você senta para pedir um bife e a garçonete vai perguntar o ponto da carne... os acompanhamentos... o molho ... e ai? Faz como? Agora você pode ir naquele restaurante turistão e apontar a fotografia do cardápio e o cara te trazer qualquer coisa para você comer ... reza e pede a Deus sorte. Você vai visitar um museu e não vai saber o que esta vendo porque não consegue ler as explicações? Vai fazer um walking tour sem entender outro idioma? Vai pegar um site seeing sem compreender as explicações dadas no áudio guide? São questões... O que esta querendo se dizer aqui é que esta estoria de Ingles UNIVERSAL é falácia e também que não vai ser facilidade pura como muitos querem afirmar! É perrengue! Já encontrei Brasileiro na Europa que tinha dois dias sem beber água e só comia Mc'Donalds porque não conseguia se comunicar... Por outro lado você não pode se limitar a viajar somente se conhecer a língua local... se não a pessoa terá que ser um poliglota! Haaa o cara vai para Grécia e tem que falar Grego????? Impossível. Tem lugares que um Inglês razoável resolve, tem lugares que mesmo com o Inglês você passa aperto! Agora um nivel básico de Ingles não resolve muito... mas MUITA gente vai assim!
  37. 1 ponto
    Sensacional dá vontade de fazer mas tem que ter mais do que coragem, tem que ter preparo e experiência, jogo de cintura e equipamento.A melhor track que eu já vi no sul do Brasil.O relato é um livro pra ler com calma...
  38. 1 ponto
    Olá mochileiros.... E então gente linda, meu nome é Sonia, sou nordestina e tiro ferias em fevereiro 2019. Estou pensando em um tur pela america do sul e/ou pelo nosso Brasil lindo e Procuro companhia para se aventurar comigo.... Segue me zap 087988239232
  39. 1 ponto
    Nos relatos de viagens tem todas dicas que você precisa. Para economizar comece não se hospedando em hostels badalados, almoçando em restaurantes que ofereçam menu do dia ( seria como um prato executivo ou pf ), existem várias maneiras de economizar em uma viagem. Até mais.
  40. 1 ponto
    Olá! Nos hospedamos neste hotel abaixo em Bruxelas, um pouco retirado dos pontos turísticos (embora dê para ir à pé, pois fomos) e, por isso, mais em conta. De Bruxelas, pegamos um trem e fomos passar o dia em Bruges, que merece um dia inteiro. Espero ter ajudado e boa viagem! https://mapanamao.com.br/onde-se-hospedar-em-bruxelas-ibis-centre-gare-midi/ https://mapanamao.com.br/o-que-fazer-em-bruges-belgica/
  41. 1 ponto
    Dia 07 - Grand Canyon Destinamos o dia todo para o Grand Canyon e valeu a pena. Saindo de Willians para o portão de entrada do parque foram 85 km passando pela cidadezinha de Tusayan (cidade base do Grand Canyon porém com hospedagens de deixar um rim). Dica: vá na velocidade certa mesmo que pareça parado pois vi uns apressadinhos sendo parado pela polícia. Na entrada do parque vc paga por veículo e ganha 2 mapinhas. Vá ate os locais de estacionamento deixe o veículo e siga para o centro de visitantes pois bem ao lado deste é que saí os ônibus (azul e laranja) explico: O parque é dividido entre area central (azul) braço esquerdo (vermelho) e braço direito (laranja) segue mapinha: o azul é a parte onde fica os hoteis, restaurantes, centro do visitante e serve mais para te levar até os pontos de início do lado vermelho e do lado laranja. Começamos pegando o ônibus azul e indo até o ponto final dele para então pegar o ônibus do lado vermelho. Pagando o ônibus vermelho fomos até o final da linha dele (hermits) e lá descemos. Cadarço amarrado e óculos na cara começamos a nossa trilha e andamos por entre e todos o mirantes. Foram 15 km de trilha que valeu cada passo pois vc não tem só aquela visão do mirante com milhões de turistas fotografando e saindo nas suas fotos. Você tem vários pontos lindos e locais com árvores e até mesinhas para descansar e fazer um lanche. Amei e faria esses 15 km de novo pois mesmo estando calor, ventava e refrescava sem falar q sentar e comer um paozinho com aquele visual é sensacional. Fazendo a trilha você acaba voltando ao ponto onde se pega o ônibus azul (centro). Lá tem torneiras para abastecer as garrafinhas de água, banheiros, e amigos inusitados (sim fiz amizade com um esquilo interesseiro que queria meu pão) e assim voltar ao ponto onde ele se encontra com ônibus da linha laranja (braço direito) Como já havíamos andado por 4 horas (3h de movimentos e 1h para fotos e alimentação), olha o caminho pelo app strava https://www.strava.com/activities/1831241700 , resolvemos que o outro lado seria feito de ônibus com parada só nos mirantes pois a trilha era de mais ou menos uns 8km. Assim fizemos e não nos decepcionamos pois o visual é incrível também. Sinceramente os dois lados merecem ser visitados pois são igualmente lindos. São belezas diferentes e iguais. sei lá. Inexplicável. Indico: protetor solar (não esqueça de passar na panturilha tá - morri), óculos, água, um sanduíche e um docinho. E lógico máquina fotográfica com bateria full. Resumindo: andamos o dia todo no parque e saindo ao por do sol com direito a ver alces pela rodovia toda (então vá devagar pq os carros vão parando na rodovia mesmo ta). Ahh não deu tempo de ir no museu la dentro. Voltamos para Willians, tomamos banho , saimos para jantar e lavamos as roupas na lavanderia do hotel. (U$ 6, para lavar e secar) Gastos do dia: Alimentação: U$ 41 (casal) lavanderia: U$ 6 Parque: U$ 35 (por carro)
  42. 1 ponto
    Dia 06 - Dia da Rodovia. O dia foi destino a curtir os 400km que vai de Vegas até Willians . Escolhemos Willians pela proximidade do Grand Canyon e pelo preço visto que Tusayan era preços de resort..rsrs. 1ª parada - Represa Hoover Dam . Fica super perto de Vegas (50km) e sabe aquelas represas que a gente vê nos filmes do X-man, que se rompe e tal , então é essa aqui! Vamos à logística: no caminho para os estacionamentos da represa vai ter um memorial PAREEEE , porque atrás do memorial tem uma trilhinha que vai na ponte da rodovia e de lá se tem um visual da barragem. Continuando depois dessa paradinha vá ate os estacionamentos e existe o pago e gratuito sendo que a diferença é que o gratuito vc anda tipo uns 700 mt a mais pra chegar na represa, não esqueça de levar uma garrafinha de água pois terá bebedouro de água (coisa sagrada no deserto). tem a opção de pagar pra ir no mirante principal mas achei bobeira pois de tds os lugares ela é fotogênica. 2ª parada: Dollan Springs. (+80km) Cidadezinha no meio da nada com cerca de 2 mil habitantes mas que tem aquelas caixas de correios enfileiradas na beira da rodovia. Já que era um desvio de 5 km valeu a pena pela foto. 3ª parada: Chloride Ghost Town: (+ 30km) uma pequena cidade que antigamente abrigava minas de prata, ouro, zinco e turquesa, por onde passava a linha do trem.É minuscula mas é lindinha pois tem coisas muito antigas , vc vai conhecer a agência dos correios mais antiga do Arizona, ainda em funcionamento e o melhor todos os locais são abertos e não pagos. Vale a pena a passadinha. 4ª parada: Kingman(+35km) nessa cidade está o entroncamento que vc escolhe ir pela rodovia de transito rápido e dupla oooooouuu a Famosa Rota 66. Almoçamos no Denny´s (tipo um Girrafas compratos por 10 doletas) e partiu Rota 66. 5º destino: Rota 66: é a primeira rodovia americana que cruzou os EUA de leste a oeste. A rodovia é simples porém bem cuidada, a velocidade é mais baixa pra curtir o caminho mesmo e tem pouquíssimos carros circulando. Tem as plaquinhas da Rota66 porém não tem aqueles logos pintados no chão. 6º destino: Seligman: só passamos mas pra quem não sabe é a cidade do Relâmpago McQueen, protagonista do filme Carros, da Pixar! logo depois de passar por Seligman a rota 66 vai meio que se fundir com a rodovia nova mas ela continua existindo. 7ª parada: Willians. Sabe aquele momento que vc está triste porque acabou a rota 66 então , aqui em Willians a sua alegria vai voltar poiissss um dos restaurantes mais antigos da Rota está nessa acolhedora cidade. Adorei Willians, moraria lá tranquilamente. Cidade limpa, pequena, com lojinhas, restaurantes à espera dos turistas que querem um descanso antes ou após o Grand Canyon. Hospedagem: Motel 6 Williams West - Grand Canyon -185US. O motel que para nós é hotel fica bem no começo da avenida da cidade que tem 1,2 km. Tem supermercado a 1 quadra do hotel. Tem lavanderia (6 dolares para sabão, lavar e secar) . Check in feito banho tomado fomos andando para jantar pela city. Repetindo: cidadezinha carismática. Alimentação: Cruiser's Route 66 Cafe. Comemos aqueles lanches que para nós seria os Gourmets muito saboroso. Paramos no supermercado e compramos comidinhas para o café e para o parque do dia seguinte e voltamos para o hotel. Ahh já aviso que tem um restaurante bem antigão (70 anos) na city e que faz parte dos famosões da Rota 66. É o Rod´s Steak House. Gastos do dia: Alimentação : 68 dolares (casal) Hospedagem: 185 dolares (casal)
  43. 1 ponto
    5º dia - Las vegas Passeios: Passamos a manhã toda na freemont strett. Minha gente, minha vó diria que aquilo é a perdição, stripers em plena luz do dia na rua preparadas para cobrar fotos abraçadinhas contigo. . Enfim, andamos aquelas 5 quadras umas 4 vezes, entramos nas lojinhas, casinos, e já almoçamos por lá. Período da Tarde: lojas best buy e walmart - achar um relógio Garmin para o marido. Tardezinha: Tirolesa, tirolesa, uhuu. ops que medo. Voltamos para a freemont pq tinhamos horário marcado para descer a tirolesa slotzilla. Compramos pelo site do tripierge http://tripierge.com/las-vegas/atividades/ e o atendimento do Sergio foi show de bola mandando os vouchers por e-mail. Foi rapidão, chegamos lá na bilheteria da slotizilla e apresentamos o voucher e bora subir de elevador. Minha Nossa Senhora das Alturas te juro que vi Jesus lá mas ele só respondeu " ainda não tá no teu dia minha filha ". Eu tenho pânico de altura e toda vez me meto nessas loucuras e só penso: "eu me odeio, só pode, eu to pagando pra sentir medo, não sou certa das idéias" . Mas fuiiii, nem grito saiu , agarrei aquele colete como se não houvesse amanhã e no meio do caminha comecei a relaxar e curtir o povo, as luzes e tudo mais. Indico muito ir as 20h pq daí ta tudo iluminado e fica muito lindo. Ahh não pode ir de gopro tá. A gente tinha levado o suporte de abraçadeira de mão e não deixaram viu. Noite/madrugada: Carro deixado no hotel, solicitamos um Uber e fomos para a strip (realmente em Vegas a vida é noturna), jantamos fast food e andamos por td q é hotel (bellagio, Venetian, Cesars, ) e vi que existe pobre, rico, milionário e o ser que nunca pediu o preço das coisas. Voltamos para o hotel as 2 da madrugada andando a avenida toda a pé. Super seguro e tranquilo viu. Gastos do dia: Almoço Freemont: 28 Supermercado:21U$ Jantar: 27U$ Slotizilla: 248 Reais. Estacionamento: 26U$ (manha 6U$ e a noite 20) Uber: 8,8U$
  44. 1 ponto
    4º dia - Los Angeles - Las vegas Transporte: Abastecemos o possante com 23 doletas (pasmem isso encheu o tanque). Com combustível para rodar tranquilamente os 450 km e se adentrar o deserto e com muitas guloseimas e litros de água partimos para Vegas e após 5 horas de viagem lá estávamos no hotel. Hospedagem: Nos hospedamos no Stratosphere por U$ 168 por 2 diárias para o casal. Explico que esse valor não dava direito a ir nos brinquedos que ficam no topo da torre (uns custavam 130 doletas ). Check in feito, saímos achar um lugar para fazer um lanche. Passeios: Loja do Trato Feito, Outlet e Placa do Welcome to Las Vegas. O Hotel era bem próximo da loja Trato Feito ( a loja de penhores que passa na tv a cabo) então fomos a pé mesmo pra já curtir o clima da cidade do pecado (leia-se curtir o mormaço do calor). Chegamos na loja e ela parece até menor do que aparece na tv e os donos não ficam lá (acho que ficam nos fundos da loja pq pelo lado de fora é imensa e por dentro é pequena, ou seja tem escritórios e tal la pro fundo). Compramos uma lembracinhas (militares tem desconto é so apresentar a funcional) e partimos para o outlet Las Vegas Outlet North (que tb era pertinho) e pra quem ta precisando de tênis, e roupas de trilha, lá tem nada mais q a Columbia e Adidas (tem loja madame tb). Comprinhas feitas e bora para a famosa welcome to Las Vegas Sigh, e lá depois de um fila básica foi nossa foto noturna. Gastos do dia: Presentinhos: U$ 39 Alimentação: U$ 21 Gasolina: U$ 30 (2,95 o galão de 3,5 litros no posto arco - 300 mt do hotel) Hotel: U$ 168
  45. 1 ponto
    3º Dia - Studios da Universal...iupiiii. Dicas sagradas: 1 não encha a pança no café pra não dar vexame no brinquedos tááááá. 2 baixe o app da Universal pq vc consegue se localizar no mapa e também consegue ver o tempo das filas e ainda colocar lembretes de ir para os brinquedos em determinado tempo. 3 Só almoce depois de ter ido nos brinquedinhos mais violentos. 4 A parte de baixo (mais louca) abre só as 11h. Filas: Fomos de carro por volta das 9h e o estacionamento custou U$ 25 e as entradas na hora custou U$ 129. Não pegamos fila em lugar nenhum (estacionamento e nem bilheteria) Então começamos pela parte de cima com Simpsons, Studio Tour (demora 45min), e só desses 2 já deu o horário para descer para a parte baixa do parque. Não deixe de ir no transformers e na Mumia na parte baixa e depois dessa torturinha suba para os outros Harry Porter, Minions, Efeitos especiais, Animals Actors, etc pq depois dos transformers e mumia seu estomago não sera mais o mesmo. Enfim o parque fecha as 18h porem algumas atrações o ultimo horário é as 17h depois disso td começa a fechar. Voltamos mortos e esgualepados de tanto andar , ser virado, ser jogado, chacoalhados,mas valeu muito a pena. Libere seu lado criança !!! Saindo de lá jantamos num fast food e passamos no mercado para comprar comidinhas para a viagem do dia seguinte. Dia todo na rodovia pra ir parando e ver td. Gastos do dia: Estacionamento universal: U$ 25 Ticket parque: U$ 129 por pessoa. Almoço+janta +mercado: U$ 176
  46. 1 ponto
    2º Dia - Los Angeles Passeios: Calçada da Fama, Teatro Dolbi, Teatro Chines, Observatório Grifith, Beverly Hills, Bairro das casas dos famosos. O Hotel era 2 quadras da calçada da fama resolvemos começar por ela, bem cedinho, até para evitar os milhões de turistas. Na calçada da fama são umas 2 mil estrelas (dos artistas honrados pela câmara do comércio) mas os mais conhecidões estão em frente ao teatro chinês e ao Dolbi (local da entrega do Oscar). Mas a estrela do Chuck Norris eu sofri para achar (umas 2 quadras a esquerda do teatro chines). Te digo que quando mais vai ficando tarde mais pés irão sair do seu lado na foto com as estrelas . Depois pegamos o carro e fomos no Observatório Griffith, o caminho é bem lindo e o estacionamento la em cima é pago numas maquininhas que só aceitam cartão de crédito, da pra subir e ainda entrar em um dos globinhos que tem o telescópio e de lá tb já da pra ver o letreiro de hollywood e tb toda Los Angeles. Pra quem é esportista já aviso que tem segmento do Strava porém não se preocupe com isso e curta o visual. Ahh para aqueles fotógrafos de plantão o melhor é ir de manha pq a tarde o sol fica contra a luz para fotos na frente do observatório. De volta com o carro fomos sentido Beverly Hills passando pela loja Amoeba (maior loja de disco dos EUA), e na Rodeo Dr (Beverly) me senti naquele filme das Patricinhas de Beverly Hills. Pasmem, mas ali naquele hotel 4 seasons (aquele do filme Uma linda mulher) tinha umas menininhas todas vestidas e arrumadas no puro glamour e riqueza em plena luz do diaaaaa. me senti a mochileira mais mendiga do mundo mas olhei minha mochila e td que ela ja fez comigo e me senti RICAAAA (de vivências né).rsrs. Ahh se for pela manha a foto ali no letreiro de Beverly ficará meio contra a luz. Depois de ver todas aquelas lojas lindas, chiques, glamourosas, sem nenhum preço na vitrine, e com gente saindo das lojas com sacolas. Achei melhor guardar o meu rico dindin (pra trocar minha Gopro - 350 doletas na loja REI) e revolvemos ir para o Bairro com as casas dos famosos e me frustrei pq a gente só vê aqueles muros altos, fechados e td trancado . Confesso que ficou faltando ir no letreiro de Hollywood. Gastos do dia: Estacionamento: 6 Grifith + 1 Beverly: U$ 7 Alimentação: U$ 60 Presentinhos: U$ 27
  47. 1 ponto
    1º dia = Brasil - Los Angeles. Aéreo: Compramos as passagens aéreas da COPA Airlines por 2200,00 com taxas e conexão na cidade do panamá com total de 15h30 de viagem. Gostamos muito da cia aérea (bancos espaçosos, 🍴 muuuuita comida, atendimento simpático, enfim gostamos). A conexão se deve ao avião ser pequeno. Comunicação: CHIP celular Confesso que ja fui uma mochileira mais raiz e que a idade está me tornando meio nutella, rsrsr, e dessa vez me dei ao luxo de comprar um chip para o celular (acreditem mas eu viajava sem celular e com mapa de papel). Compramos da empresa FlexiroamX que na verdade é um chip adesivo que fica por cima do chip da sua operadora do Brasil (apelidei de chupachip) e que vc pode reabastecer para viagem em 140 países. O custo foi de R$ 99,00 (reais) do chip e u$ 37,50 do pacote de 5gigas de dados para 15 dias. AAAAMMMEEIII. funcionou super bem, e ainda sobrou 1,5g e eles ainda dão suporte por watsapp caso dê algum problema. https://www.flexiroam.com.br/preco.php?gclid=Cj0KCQjwrZLdBRCmARIsAFBZllHwwH5AgTz3kJZMe77pYWkGc5Yl_NTjv_sNRXzgpgJ9ZJwCb6iQrG4aAnRxEALw_wcB Transporte: Chegando em Los Angeles e na saída do próprio aeroporto tem um monte de ônibus das locadoras de veículos que ficam passando e levando a galera para as agências deles pois elas ficam um pouquinho longe dali. Pegamos o ônibus da BUDGET e bora pegar nosso fiel escudeiro. Alugamos um carro Sentra da Nissan, automático com 6900 milhas rodados por U$ 400 + U$ 107 seguros extras por 14 dias com km ilimitados e o carrinho foi ecomônico chegando a 17km/L. Passeio:. Com o nosso passante em mãos, fomos conhecer a praia de Santa Monica e Muscle Beach. Achamos um estacionamento a preço amigável e fomos caminhando até o pier. Lá tem muuuuito turista mesmo, tem aquele parque com montanha russa inacreditavelmente se equilibrando no pier, tem a placa do final da rota66, tem restaurantes, muvuca, alternativos, e um visual lindo do pacífico. Continuamos a caminhada até a Muscle Beach (aquela que o Arnold Schwarzenegger fazia altas musculação) e o pessoal bem ativo nos equipamentos no meio da areia. Lá da pra alugar bike e fazer um pedal a beira areia com direito a faixa exclusiva para ciclistas. Depois demos um passeio pelas ruas próximas para ver os preços das lembrancinhas de viagem e com o carro fomos tomar um sorvete na Coolhaus (que é um sanduiche de sorvete dos deuses) Hospedagem: Depois dos passeios na praia fomos fazer check in no Days Inn by Wyndham Hollywood Near Universal Studios, por U$ 495 - 3 diárias para 1 casal com cafe da manhã. O hotel é muito bem localizado (cheio de loja, mercado, restaurante e claro 2 quadras da calçada da fama), tem um cafe da manha daqueles continental mas com bastante coisinhas pra comer, e é bem silencioso. O estacionamento é U$ 15 por dia. Gastos do dia: Aéreo: R$ 4566,00 para o casal. Comunicação: U$ 62 Aluguel de Carro: U$ 487 Hospedagem: U$ 495 Alimentação +supermercado: U$ 77
  48. 1 ponto
    Como assim? Como entrar em favelas? Classe C? Trilha para a Pedra da Gávea, Pico do Papagaio, Pico da Tijuca, Trilha para o Cristo, as Cachoeiras do Horto, Pedra Bonita. Se tu mora no Rio e nunca foi tu não sabe o que está perdendo. Os maiores bandidos dessa cidade andam de terno e gravata e desfilam pelos bairros nobres. Rio de Janeiro não é só a zona sul.
  49. 1 ponto
    Olá amigos do Mochileiros, no começo do ano - janeiro de 2017 - resolvi fazer uma viagem solo pro Vale do Pati na Chapada Diamantina, no último dia, conversando com um casal que também usou o fórum pra se preparar, resolvi que faria um relato pra postar aqui, seria uma forma de agradecer pelas muitas informações que tirei deste fórum pra passar uma semana incrível. Como já existem outros posts muito bons explicando as trilhas pro vale, eu vou falar bem pouco desta parte, neste relato vou focar na minha percepção sobre a aventura, o que senti e o que achei de toda a experiência... Ainda assim vou colocar algumas informações sobre preços, fotos e algumas dicas de roteiro pra quem pretende conhecer. Então vamos lá, pra começar você pode estar se perguntando o motivo do "desregulado" no título. Isso surgiu de uma brincadeira durante uma conversa logo no primeiro dia, numa pausa para descanso minha falta de preparo entrou em pauta. Após constatar que eu estava com praticamente nenhum equipamento apropriado pra trekking, vim sozinho, com nada mais que um mapa pra me orientar, sem experiência e preparo físico pra um desafio deste tamanho, o guia de um grupo olhou pra mim e falou: "Meu irmãozinho, tu tá todo desregulado". Além de engraçado, achei o termo perfeito pra me definir nessa viagem he-he. Quero deixar claro que meu intuito aqui não é incentivar ninguém a ser irresponsável. Minha intenção com este relato é mostrar que quase todas as desculpas que você possa encontrar não passam disso mesmo, são só desculpas esfarrapadas que encontramos pra nos conformar e não sair da inércia diante de uma tarefa ou sonho difícil de realizar. Se você está afim de conhecer este lugar incrível e tem encontrado dificuldades, cola aqui que eu vou te mostrar que com um pouquinho de coragem, um pouquinho de conhecimento, um pouquinho de dinheiro e muita atitude positiva você pode não só conhecer, mas também aproveitar, curtir e sair muito satisfeito do Vale do Pati. Minha passagem pelo vale durou 7 dias, fui embora quando achei que tinha feito tudo o que queria fazer. Se o primeiro mandamento do mochileiro desregulado é ter atitude positiva, o segundo é viajar com tempo. Não consigo me imaginar realmente desfrutando a viagem se estivesse com o prazo definido e apertado, também por isso nem me preocupei em procurar um guia, prezo muito pela liberdade de mudar os planos, pela flexibilidade. Além do mais, nem tinha grana pra pensar em contratar um mesmo... Comecei e terminei a jornada no povoado Bomba na Vila do Capão, não vou entrar em detalhes nesta parte porque embora seja simples é muito diferente pra cada um, preços e prazos vão variar bastante dependendo de onde você mora. Se não estiver de carro você só precisará pegar um ônibus pra cidade de Palmeiras e pegar uma van pro Capão (R$ 15,00), as vans saem da rodoviária mesmo, é só perguntar os horários lá que todo mundo sabe. Quando chegar na vila pegue um moto táxi pro Bomba (R$ 15,00) e o motoqueiro te deixará bem no início da trilha. Aqui a aventura começa de verdade, o primeiro trecho já é uma subida complicada para os despreparados, com muito peso ou com mochilas impróprias. Poucos minutos depois já conheci a primeira figura da viajem, um colombiano que ficou zuando minha camisa da Argentina, me disse que morou por lá um ano e que não gostou tanto do povo argentino, elogiou bastante o Brasil e falou que brasileiros e colombianos são irmãos. Me disse ainda que havia morado no Vale do Pati durante 2 meses e que a trilha é linda. Depois de mais de uma hora, já no final da subida, encontrei um pessoal descansando e pegando água num córrego, entre eles, um goiano -que já estava há um mês viajando de carona pelo Brasil- e duas argentinas que faziam a trilha também sem guia me convidaram pra juntar-me a eles. Passando do córrego a trilha vai entrar nos Gerais do Vieira, é um trecho bem tranquilo, o terreno é plano e você verá morros e serras até não querer mais, aqui é só se atentar pra pegar o caminho que segue à direita, beirando a Serra do Candombá. Pela esquerda é o caminho que vai entrar no Vale do Pati pela Cachoeira do Calixto -que foi o caminho que peguei pra voltar. Seguindo a trilha da direita, após andar por algumas horas a gente passa por alguns "córregozinhos", num deles -segundo ou terceiro se não me engano- vai ter uma trilha saindo pra direita, indo reto na direção da serra, essa é a trilha mais tradicional e que leva à famosa subida do quebra-bunda, passando direto no córrego dá pra perceber a trilha desviando um pouco pra esquerda e em poucos minutos uma bifurcação bem evidente, pegando à esquerda nessa bifurcação, rapidinho você chegará no Rancho dos Vaqueiros, um ponto de apoio que todos usam pra se refrescar, descansar e pegar água, à direita é a trilha das mulas, um dos caminhos pra chegar no Pati. Geralmente a galera fica alguns minutos descansando e comendo no rancho e logo segue pro Pati, acho que uma opção bem válida é acampar ali mesmo. Tem um bom poço de água gelada, árvores frutíferas, lugar pra cozinhar... Eu já estava bem cansado e preferi ficar acampado no rancho saindo cedo no outro dia rumo ao vale, assim dá pra chegar antes de 11:00 e evitar o sol forte no coco. Além do mais, é um lugar bem agradável pra acampar, uma salvação pra quem estiver sem pernas pra andar mais 3 ou 4 horas, pra mim foi uma experiência muito diferente, acampei sozinho lá, o último grupo que passou foi embora umas 16:00, daí em diante fiquei só com meus pensamentos e o kobo pra aproveitar uma leitura em paz. O guia do último grupo me disse pra tomar cuidado que aquele era um território de onça, não foi muito bom ele plantar essa ideia na minha mente, no começo da noite fiquei meio apreensivo e podia jurar que ouvi uma rugindo he-he. Depois que peguei no sono a noite foi bem tranquila, acordei cedo, comi e deixei o território dos felinos pra trás haha. Saindo do rancho a gente volta pro córregozinho pra pegar a trilha que segue pro quebra-bunda, existe ainda a possibilidade de pegar a trilha das mulas que é mais curta e mais fácil, porém, pelo visual menos atraente acho que é uma das menos utilizadas. Por falta de pernas foi essa a trilha que peguei, você entra nela pegando a direita naquela bifurcação poucos minutos antes do rancho. Achei o caminho bem tranquilo, a trilha é bem marcada e tem ótimas referências pra se orientar, caso escolha este caminho basta se certificar que a serra do candombá está a sua direita e que o morro branco está bem na sua frente. Seguindo assim, pode ir na fé que uma hora você chega no Pati. Chegando no vale, tem algumas casas de nativos pra se hospedar, banhar, comer... O preço é praticamento o mesmo pra todas e a estrutura pra falar a verdade é muito boa, há opções de cama (R$ 35,00), isolante (R$ 25,00) e camping (R$ 20,00), tem ainda a diária completa com jantar, hospedagem e café da manhã (R$ 110,00). Todas as casas em que fiquei possuem pequenos mercadinhos onde se encontra uma boa variedade de produtos. O jantar (R$ 40,00) estava ótimo em todas as casas e os pães (R$ 1,00) são maravilhosos. Fiquei bastante impressionado ao ver tanta coisa boa num lugar onde tudo que chega vai de mula. A primeira casa que fiquei foi a igrejinha, é a que fica mais próxima pra quem vem do Capão pela trilha das mulas ou pra quem desce a rampa - caminho usado por quem vem do Capão pelos gerais do rio preto ou de Guiné. Na igrejinha tirei um dia de descanso, foi onde reencontrei um grupo que conheci no rancho, comi um escondidinho de soja no jantar que estava ótimo, curti um som da hora que tocaram à noite e conheci um casal de mineiros dos quais me despedi algumas vezes durante a viagem e incrivelmente acabava reencontrando depois, foi assim até no dia de ir embora kkk. Essas felizes coincidências que às vezes acontecem deixam a experiência ainda mais gratificante. No dia seguinte levantei acampamento e segui para a cachoeira dos funis, que na verdade é um complexo de cachoeiras, a gente passa por várias quedas d'água de vários tamanhos até chegar na principal. Fica há uns 40 minutos de caminhada da igrejinha e chegando no rio o caminho fica muito divertido, precisa passar pelo leito, por rochas, trechos íngremes, subir e descer árvores... Aproveitei que estava um dia de pouco movimento e passei a manhã de boa na cachoeira, o barulho constante da água caindo me enche de paz, é perfeito pra ler, pensar, escrever e refletir, deve ser muito bom pra meditar também. À tarde segui pra casa do Agnaldo, é uma casa mais simples que a igrejinha mas igualmente aconchegante, inclusive foi a que mais gostei, o rio Pati passa bem na frente, a Dona Patrícia é muito gente boa e uma ótima cozinheira, o Mingau que é gato da casa é extremamente folgado, Agnaldo e Seu Miguel contam muitas histórias ao redor da fogueira durante a noite, além de tudo isso, é a casa que fica mais perto do morro do castelo, uma das atrações obrigatórias pra quem visita o Vale do Pati. Tudo isso me fez tomar a feliz decisão de ficar dois dias nessa casa, lugar onde passei ótimos momentos, conheci algumas pessoas, reencontrei as argentinas e o goiano que me acompanharam até o rancho no primeiro dia, também reencontrei meus amigos de minas, de quebra ainda tive a oportunidade de curtir o "forró da lua cheia", como foi carinhosamente apelidado o forró que teve lá perto, na casa de Raquel, que é mãe do Agnaldo. Até pensei em não ir e passar a noite descansando já que iria pro castelo no dia seguinte, mas aí pensei: Quantas vezes na vida a gente tem a chance de estar no Vale do Pati no mesmo dia em que duas bandas passavam por lá e resolveram se juntar pra fazer um som? Tudo iluminado pela lua cheia que saía lentamente de trás do morro do castelo? Com pessoas de várias partes do Brasil e até de outro país? Mesmo não sendo um fã de forró, não tinha como deixar essa passar... O dia seguinte começou nublado e com temperatura bem amena, clima perfeito pra subir o morro do castelo, a trilha começa bem perto da casa do Seu Agnaldo e é basicamente subida, pode subir sem dó que uma hora você vai parar na entrada de uma gruta, ela é bem curta, mas é preciso levar uma lanterna para atravessá-la. Saindo da gruta tem mais um pouco de subida, mas agora precisa meio que escalar umas rochas grandes, nada complicado, parte bem divertida até. Em poucos minutos cheguei no mirante, a paisagem é realmente muito bonita, destaque pra visão da cachoeira do calixto, lá de cima também dá pra ter uma boa noção da topografia do vale. Também imagino que assistir o pôr do sol dali seja incrível. Passei a manhã no morro e à tarde fiquei de boa na casa de Seu Agnaldo, relaxei bastante na água gelada do rio e fiquei descansado pro dia seguinte. O próximo dia foi o que saí da casa de Agnaldo rumo à prefeitura, que é cuidada pelo Jaílson, irmão do Agnaldo. Lá encontrei novamente o casal de minas que conheci na igrejinha. O principal destaque da prefeitura é a visão do morro do castelo de frente, impressionante! Tem um poço bem perto também, que aliás é um banho muito bom, água geladinha... Cheguei na prefeitura de manhã e à tarde fiquei no poço da árvore, como sugeri antes, é um lugar bem agradável. O Jaílson é muito hospitaleiro, no fim da tarde ficamos prosando na varanda com a vista do castelo no horizonte e à noite quase morri de tanto comer, a comida estava boa demais. Antes de dormir ainda passei alguns minutos olhando pro céu estrelado, como não há poluição luminosa lá as estrelas estavam bem destacadas, principalmente a constelação de orion. Belíssimo céu noturno, pena eu não ter uma câmera com qualidade para fotos de paisagens assim, dessa vez ficou registrado apenas na mente mesmo. No dia seguinte levantei cedo e segui pra cachoeira do calixto, só de pensar que quase desisti de passar por lá pra voltar pelo Guiné me dá calafrios. Se for no Pati não deixe de passar um dia nesta cachoeira, se precisar, adapte o roteiro, se estiver muito cansado fique descansando o quanto for preciso pra ir, pra mim foi o ponto mais alto da viagem, vale muito a pena. O plano inicial era passar o dia curtindo a cachoeira e no final da tarde seguir pro córrego do sebo, uma hora de caminhada adiante. Ainda bem que mudei de ideia lá, além da cachoeira imponente e do clima super agradável de mata atlântica, contemplei o que pra mim foi a vista mais incrível da viagem... Um pouco depois do pôr do sol, antes de ficar completamente escuro os vagalumes começam seu show. Lembro perfeitamente do momento, lá estava eu, sentado tomando um leite quente com café e atrás de mim tinha o barulho constante de água caindo da cachoeira, à frente dava pra ver o contorno dos morros, as estrelas começavam a aparecer e à esquerda vi um show de luzes verdes piscando, tinha bem pouca claridade, então só dava pra ver os contornos das árvores altas e as luzes piscando. Me veio à mente imagens de histórias encantadas, me lembrou uma daquelas florestas escuras, com elfos, fadas e outros seres imaginários que vemos em produções cinematográficas por aí... Após uma noite um pouco desconfortável - quando fui armar minha barraca os melhores locais já estavam ocupados - saí assim que acordei rumo ao Capão novamente, confesso que fiquei preocupado, pois o sofrimento que passei uma semana antes ao fazer um caminho tão grande ainda estava bem fresco na memória. Bom, não havia tempo pra deixar a insegurança tomar conta de mim, ainda mais ali perto do final. Além do mais, ninguém poderia fazer o caminho por mim mesmo, eu teria que encarar de qualquer jeito. Coincidentemente a camisa do último dia acabou sendo a mesma do primeiro, e lá fui eu, um maluco com a camisa da Argentina pegando sozinho um caminho completamente desconhecido, nos primeiros minutos encontrei um grupo bem alto astral chegando na cachoeira, conversamos um pouco e segui adiante. Pouco mais a frente passei pelo córrego do sebo e falei com um pessoal que estava acampado lá. Depois disso, acho que fiz o maior percurso sozinho de toda a viagem, não vi mais ninguém até chegar na toca do gaúcho onde parei pra almoçar. Neste trecho tive bastante tempo pra refletir sobre toda a minha aventura, pensei nas pessoas que conheci, nas coisas que aprendi, nos perrengues que passei... Também me surpreendi com meu desempenho físico neste último dia, cheguei no Capão e ainda tinha energia pra bastante coisa, incrível como nosso corpo se adapta rapidamente. No fim, o saldo foi super positivo, fiquei muitíssimo satisfeito porque conheci ótimas pessoas, aprendi a me virar em situações adversas, a reconhecer meus limites e principalmente a lidar com eles. Depois de tudo isso, sinto que posso realizar muitas coisas que eu nem imaginava ser capaz, descobri que tenho a capacidade de me manter calmo mesmo quando seria perfeitamente normal perder a cabeça e que é possível curtir uma viagem dessas sozinho. Sempre quis visitar o Pati, mas sempre esbarrava na falta de gente pra ir junto, por n motivos sempre dava uma zica pra alguém, quando apareceu essa oportunidade resolvi ir sozinho mesmo e ver no que dava... Fui muito feliz nessa escolha, pois saí bem satisfeito e senti que fiz tudo o que queria fazer, que não deixei nada inacabado... Trouxe comigo só boas memórias, a saudade e a certeza que um dia voltarei ao Vale do Pati pra mais uma grande aventura, pra mais um tempo curtindo paz absoluta e paisagens maravilhosas... PS: Ainda reencontrei o casal de Minas que conheci lá no começo, entraram na mesma van que eu no dia de ir embora, nem se fosse combinado tinha acontecido isso kkkkk.
  50. 1 ponto
    Oi Adriano! Primeira coisa é pensar nos gastos que você pode quitar antes mesmo da viagem acontecer. Tente comprar e pagar com antecedência o seguro viagem, as passagens aéreas, de trem e/ou ônibus bem como a reserva de hotel, aí vc viaja sem se preocupar com essas despesas. De Nova York para Philadelfia, por exemplo, você pode gastar U$39,00 em um trecho de trem ou U$5,00 (isso mesmo, 5 dólares) em uma passagem de ônibus. E podem ser compradas com mais de 3 meses de antecedência pela internet http://www.amtrak.com - passagens de trem // us.megabus.com - passagens de ônibus. NY possui opções de hostel também, ta certo que menos em conta do que hostels em outras cidades, mas mesmo assim mais em conta do que um hotel 3 estrelas. Consulte o hostel através de email ou pelo site se tem como pagar com antecedência, ainda aqui no Brasil. Caso negativo, reserve o dinheiro da hospedagem para pagar lá (cash ou limite no cartão). NY tem muitos pontos turísticos e passeios que são de graça, como a Times Square, Central Park, passeio pela beira do Hudson. Passeios muito bons que você pode fazer a pé e levar apenas o dinheiro da alimentação. Para os outros pontos turísticos você pode comprar o New York City Pass que lhe dará acesso as atrações pagas com um bom desconto e ainda prioridade na fila. Vale muito a pena e você também pode comprar com antecedência no site http://pt.citypass.com/new-york. Para alimetação, se ficar hospedado em hostel, você pode fazer compras em um supermercado e guardar na geladeira do hostel para ir consumindo à medida que tiver necessidade. É mais barato do que comer todos os dias em restaurantes. Pegue um hostel com café da manhã, eles não tem um bom café da manhã mas você pode comprar um queijo/presunto e incrementar seu café. Além disso, Nova York tem uma série de fast foods que você gastará U$7,00 a U$10,00 se estiver na rua entre um passeio e outro.
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