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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 23-01-2019 em todas áreas

  1. 3 pontos
    Realmente man, acontece muito isso, os bancos bloqueiam mesmo liberado as vezes por MOTIVO DE SEGURANÇA KKKKKK, quando a bandidagem vão clonar cartão, pega empréstimos não acontece o tal bloqueio .. e cada vez mais colocam empecilhos para os usuários e não pra bandidagem
  2. 2 pontos
    Olá pessoal, venho aqui humildemente relatar minha experiência, a viagem que eu fiz para Portugal, do dia 25-12 a 02-01-19. Como fiz tudo de maneira bem econômica, pode servir de informação para alguém com planos parecidos. Resolvi fazer só Portugal, gosto de envolver com um país por vez, acho que a experiencia fica mais rica. A imigração foi supertranquila, perguntou qual era meu destino, quanto tempo eu iria ficar, onde eu iria ficar hospedado, e depois repetiu a pergunta até que dia eu iria ficar. Hospedagem: Resolvi ficar hospedado somente em Lisboa e fazer outras cidades no esquema de bate e volta. Fiquei em um hostel no bairro de Misericórdia, perto do centro. Transporte: O transporte coletivo, em Portugal funciona extremamente bem, é muito tranquilo andar de metro, ônibus, bonde e trem. 25-12 Cheguei pela manhã em lisboa, como era feriado, não tinha nada aberto. Minha ideia era comprar um Chip de dados no aeroporto, só que estava fechado a loja. Tinha que arrumar um transporte para o centro. Fui para o metro, fica bem na saída do aeroporto. Para usar o metro e necessário ter um cartão chamado, Viva Viagem. Em todos os metros tem uma maquina de autoatendimento onde é possível carregar o cartão e se você não tem um cartão é só solicitar o cartão na mesma maquina. Adquirido o cartão e só recarrega-lo toda vez que for usar o metro. O cartão custa 0,50 euros, e uma viagem do metro custa 1,45 euros. Eu achei que não ia conseguir. pois a maquina só aceitava moedas e notas de até 10 euros e eu só tinha notas de 50 euros. Resolvi tentar usar meu cartão Nubank e não é que deu certo, as maquinas aceitam cartão internacional. As estações de metro de lisboa são super bem sinalizadas e cheias de informação. Olhei o mapa e indicava que deveria pegar essa linha vermelha do aeroporto, descer na estação Alameda e tomar a linha verde, rumo ao centro da cidade. Quando fui mudar de linha no metro, vi uma lojinha de celular aberta e comprei o chip de estava querendo, 15 euros, 5 giga de dados de internet por até mês. Fui procurar o hostel . Os checkin's em portugal são bem tarde só depois das 15:00. Mas eles deixam você deixar suas coisas e voltar mais tarde. Larguei tudo no hostel e fui bater perna pela cidade. Estava bem cansado da viagem e fiquei mesmo só andando sem pressa, fui até a praça do comercio, fiquei ali andando pelas margens do Rio Tejo. Mas tarde eu fui para o Miradouro São pedro de alcantra, onde tinha músicos de rua, varias barracas de comida e bedida da boa. Fui dormir cedo. 26-12- City tour, Castelo de São Jorge, Museus A primeira coisa que sempre gosto de fazer quando a disponibilidade é um City Tour. Achei na internet um Free walking tour que começaria as 10:30. Antes do tour começar eu vi uma barraca de apoio ao turista e resolvi comprar um Lisboa Card. Esse cartão tem validade de 24, 48 ou 72 horas e dá acesso gratuito e vários museus, descontos, e acesso gratuito a todo transporte urbano de lisboa. Comprei o de 48 horas. Não consegui achar um tour em português, só em espanhol e inglês. Escolhi o em inglês, no ponto de encontro tinha vários brasileiros todos eles foram fazer o tour em espanhol. No meu só tinha japoneses e franceses. O tour foi bem bacana ficamos rodando pelo bairro alto e pelo baixo chiado. Muita informação local e histórica. Toda vez que o guia ia falar alguma coisa relacionada ao Brasil ele olhava pra mim e perguntava se estava certo a informação. O tour durou cerca de 2 horas e meia. No final você contribui se quiser com quanto quiser. Terminado o tour fui comer alguma coisa e começar a usar os benefícios do meu Lisboa Card. Fui ao Castelo de São Jorge (desconto entrada lisboa card). Vista maravilhosa da cidade. Depois fui ao museu teatro romano, museu militar e museu do azulejo. Todos museus gratuitos com o lisboa card. A noite, peguei o metro e fui visitar o Shopping Colombo, é gigante, dá até para se perder. Alguns dizem que é maior shopping da Europa. Acabei aproveitando a oportunidade para assistir o filme do Aquaman, era em IMAX, uma tecnologia que ainda não tinha experimentado. 27-12 - Belém Tirei o dia para ir a Belém, e não me arrependi é espetacular. Não há linhas de metro, então fui pegar o bondinho, chamado de elétrico, 15E, ele leva exatamente para lá. Desci ao lado do Mosteiro dos Jerônimos. Ainda eram 9:00 e resolvi começar provando dos famosos pasteis de belém, muito saborosos. Depois visitei o mosteiro, lugar muito bonito. Ao lado do mosteiro tem o Museu de arqueologia, ambos free com lisboacard. Desci então a praça ao lado do mosteiro para achar o monumento Padrão do descobrimento. Depois voltei um pouco caminhando até o museu dos Coches e o museu MAAT. Faltava a cereja do bolo, e para terminar fui visitar a magnifica torre de belém. 28-12 - Sintra Ir de Lisboa à Sintra é bem simples. É só pegar o trem que sai da estação Rossio. Dá para aproveitar o mesmo cartão do metro, desde que ele esteja vazio, então só comprar na maquina a passagem. Peguei o comboio das 09:00 e 09:40 eu já estava em Sintra. Tirei a parte da manhã para visitar a Quinta da Regaleira, um dos lugares que eu mais queria visitar nessa viagem, e realmente não me decepcionei. Tem ônibus, mas achei caro 5 euros, e caminhei por cerca de 20 minutos até a entrada do parque. O lugar é imenso, fiquei umas três horas explorando o lugar e não foi suficiente para ver tudo. Voltei para o centro da cidade, almocei e fui pegar o ônibus 434 circuito pena. Desci no Castelo dos Mouros e fui explora-lo. A grandeza das muralhas e a vista que se tem do alto do castelo é de tirar o folego. Depois fui ao parque da pena, o lugar é imenso e explorei mais o palácio, ponto principal do parque e fui a alguns jardins. Começou a descer uma nevoa que dificultava até a andar e decidi encerrar minha visita. Voltei para o centro da cidade, fiz um lanche e fui para estação de Sintra pegar o comboio de volta para Lisboa. Ficou a sensação que se a viagem já tivesse terminado teria valido a pena. Dia 29-01 - Évora Para ir à Évora existem duas possibilidades, de trem ou ônibus. Os valores são bem parecidos e o tempo de deslocamento também. Optei por ir de ônibus, pois, os trem tem poucos horários disponíveis, já ônibus tem muitos horários, flexibilizando a viagem. Os ônibus saem do terminal rodoviário Sete Rios, dá para chegar lá rapidamente de metro pegando a linha azul e descendo na estação Jardim Zoológico. Cheguei em Évora e fui caminhar até centro histórico. Apesar de ter muitos turistas, a cidade tem um ar de muita tranquilidade. Escolhi visitar primeiro o templo romano, então coloquei no gps do celular e fui. No caminho cai bem na praça do Giraldo um dos lugares mais importantes de cidade onde tem uma belíssima igreja e os principais restaurantes da cidade. Visitei o templo, tirei umas fotos, bem em frente ao templo tem um pracinha bem tranquila, vale uma parada para tomar um café. Bem perto dali está a catedral de Évora, muito bonita. Tem varias opções de entrada. Eu peguei a completa e fui visitar a igreja, o claustro e o telhado. O telhado se tem um bela vista da cidade, vale a pena perder uns minutos só contemplando os vales que se perdem a vista. Depois fui visitar a bizarra capela dos ossos. O lugar é pequeno, mas vale a visita para tirar umas fotos e conhecer a história do lugar. Além da entrada na capela o ingresso também da direito a acessar algumas exposições que tem nos pisos superiores do prédio ao lado. Tinha uma exposição de presépios bem bonita, devia ter uma centena deles, de diversos tipos e materiais. Voltei para a praça do Giraldo, comi um lanche, e percebi que estava meio cansado e então resolvi voltar para terminal de pegar as 17:00 o ônibus de volta para Lisboa. Dia 30-12 - Cascais e Cabo da Roca Muito simples ir a Cascais desde Lisboa, é só pegar o trem que sai em intervalos curtos na estação Cais de Sodré. Cheguei em Cascais e já percebi a diferença na arquitetura da cidade, grandes mansões e casas de praia. Sai da estação e fui em busca de ver as praias próximas, apesar de pequenas são lugares até charmosos e bonitos. Por incrível que pareça a temperatura ambiente era 10 graus e tinha gente tomando banho. Visitei algumas praias, fiquei um tempo contemplando a paisagem, depois fui caminhando até a boca do inferno, ponto turistico. Voltei para o centro para almoçar. A tarde fui pegar um ônibus que leva ao famoso Cabo da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu. A estação de ônibus fica bem perto da estação de trem, a linha é a 403, que faz a rota de Cascais até Sintra e para no Cabo da Roca. O lugar é fantástico, uma paisagem muito bonita e uma energia muito boa. Passei horas simplesmente sentado contemplando o oceano e as formações rochosas. 31-12 Lisboa - Parque das Nações, Oceanário, Estádio do Benfica, réveillon. Ultimo de dia do ano, resolvi conhecer o parque das nações, fácil de chegar pela linha vermelha do metro, descendo na estação oriente. Fui ao Shopping Vasco da Gama. Depois desci para visitar o Oceanário de Lisboa, sensacional fauna marinha. Fiquei dando umas voltas pela região. Depois fui para outra ponta da cidade conhecer o estádio do Benfica. Infelizmente o estádio não estava aberto para visitação e visitei só o museu. Para encerrar fui a noite para o show da virada na praça do comercio, onde acompanhei a belíssima queima de fogos. 01-01 - Almada Nesse dia eu não tinha programado nada para fazer, acordei por volta do 12:00 devido a noite de réveillon. Acordei bem disposto e resolvi visitar o mercado da ribeira, não tinha muita coisa aberta, mas a gastronomia estava e deu para almoçar um belo Bacalhau a Braz. Ao caminhar pela beira do Tejo pensei porque não ir até o outro lado rio e assim o fiz. Tem uma estação hidroviária que leva de barco até Casilhas em Almada, viagem rápida, menos de 15min. É muito bonito ver Lisboa na outra margem, fiquei ali sentado um bom tempo contemplando-a. Explorando o lugar vi que tinha uma linha de ônibus que levava até o Santuário do Cristo e resolvi conhecer o lugar. O Santuário é muito bonito e vale a pena ser visitado até mesmo se você não for religioso. O miradouro de lá da uma vista fantástica de lisboa e em especial da ponte 25 de abril. 02-01 Porto Era um grande dilema ir ou não fazer um bate e volta até a cidade do Porto. Eu já sabia que a cidade merecia vários dias de roteiro, tempo com o qual eu não tinha. Há vários dias antes eu fiquei pensando se valia o risco de fazer uma coisa corrida dessas, pois é uma viagem longa e com certeza o dia ia ser muito corrido. Acabei achando na internet um relato de um viajante que tinha feito um bate e volta lisboa-porto e gostei do roteiro ( https://www.umviajante.com.br/portugal/127-roteiro-do-porto-portugal-parte-um ). Praticamente eu fiz o mesmo roteiro do rapaz, só a diferença que eu cheguei mais cedo e fui primeiro no estádio do clube do Porto. Peguei o trem as 7h em Lisboa na estação Santa Apolônia e por volta de 10h eu estava no Porto. Usei metro também, o esquema do é bem parecido com de Lisboa, tem que adquirir um cartão, que nesse caso se chama Andante. Primeira parada foi no estadio do Dragão, casa do Clube do porto, o metro te deixa na porta do estádio, dei sorte cheguei bem na hora que iria começar a visita guiada pelo estádio. Muito bonito conhecemos tudo dentro da arena, sala de imprensa e vestiário, gramado e arquibancadas vips. Visitei também o museu que conta toda história do clube, bem bacana e interativo. Peguei o metro até a estação trindade e de lá em peguei a linha amarela que leva até Vila Vila Nova de Gaia. Desci na estação que logo depois da passagem sobre a famosa Ponte Luiz I, meu objetivo. Sensacional a vista!!!!! É esplendido o rio Douro e a Ribeira vista de cima da ponte. Voltei caminhando por cima da ponte até o lado do Porto e desci para a ribeira. Fiquei um tempo por ali contemplando e curtindo os músicos de rua. Resolvi me dar o luxo de almoçar por ali naquela vista maravilhosa das margens do Rio do Douro. Resolvi experimentar a famosa francesinha acompanhada do famoso vinho do porto. Ali perto da ponte tem um funicular que leva até a parte alta do centro histórico e desci perto da praça Batalha. De lá segui andando até a catedral da Sé, muita bonita. Depois visitei algumas praças que tem por perto e foi ver a torre dos Clérigos. Fui também conhecer a famosa livraria Lelo, também conhecida como livraria do Harry Potter. Estava meio tumultuada, muito lotada, mas o lugar é muito bacana e bonito. Também dei uma passada na estação são bento, onde tem belos azulejos, fui a praça da liberdade fiquei um tempo por lá. Esse trajeto foi perfeito para eu chegasse na estação trindade e pegar o metro de volta a estação de trem de campanha e as 19h eu estava voltando para Lisboa. Valeu a pena fazer o bate e volta, mas realmente a cidade do Porto merece mais tempo de visita, tem lugares fantásticos. Um dia eu volto quem sabe. E na manhã seguinte bem cedo, para minha tristeza, voltando para o Brasil. The end.
  3. 2 pontos
    Eu tive uma experiência na Argentina.. tinha que voltar para o Chile, porém, a fronteira tinha fechado.. já estava a 3 dias parado e pra não perder o restante da viagem resolvi voltar de avião para o Chile, cia lowcost. Tinha habilitado a opção de viagem.. inclusive paguei hostel com o cartão normal. Porém, não conseguia finalizar a compra da passagem aérea. Meu banco Itaú.. um amigo que estava comigo o banco dele é Santander e também não conseguiu. O banco bloqueou os cartões! Minha sorte é que estava com Nubank que bloqueou na primeira tentativa e em um clique desbloqueie e autorizei para efetuar a compra. Detalhe, o Nubank também estava desbloqueado para uso internacional e mesmo assim bloqueou para compra pela internet. Como estava em outro país eu não conseguia receber SMS.. então, não consegui desbloquear o cartão.. só quando voltei.
  4. 1 ponto
    Olá, galera! Tudo bem? Pretendo fazer uma viagem de carro do Rio até Ushuaia, passando pelo Chile (região do Atacama) e voltar pro Brasil, com minha namorada, um cachorro e um gato, tudo isso no meu Clio Sedan 1.6. hehe As minhas maiores dúvidas são sobre a questão dos animais, um roteiro, já que pretendo utilizar dessa viagem pra criar portfólio como fotógrafo de natureza e paisagem, e saber se o carro aguenta. Qual seria o melhor roteiro, quais cidades são interessante de visitar e tudo mais? e sobre animal, alguém já levou, tem alguma restrição? E o Clio, é um bom carro pra fazer esse tipo de viagem? Obrigado!
  5. 1 ponto
    INTRODUÇÃO E PREPARATIVOS para quem quiser, tem a versão mais bonitinha em PDF aqui -> RELATO TRIP - @der_wanderlust .pdf PROMESSA FEITA, PROMESSA CUMPRIDA... Fala galera mochileira e não-mochileira, Depois de ter colocado o pézinho pra fora desse Brasilzão pela primeira vez na vida na minha primeira trip internacional, me sinto na obrigação moral de retribuir a toda ajuda que eu recebi de outros mochileiros que já tinham feito esse rolê antes, e que compartilharam suas experiências de viagem, para que pessoas como eu, que nunca tinham comprado sequer uma passagem aérea antes, pudessem viver uma das experiências mais incríveis da vida: mochilar!!! Então, cumprindo a promessa que fiz antes de viajar, cá estou eu, escrevendo este relato, que também espero que inspire muitas outras pessoas a pegarem sua mochila e partirem pro mundo, porque viajar é preciso!!! RESUMÃO O clássico mochilão pelos três países, 40 dias, desembarcando em Lima, indo pra Ica, Arequipa, acampando com escoteiros do mundo todo em Cusco, depois indo pra Puno, passando por Copacabana, La Paz, fazendo a travessia do Salar do Uyuni e chegando no Atacama e descendo até a capital chilena para pegar o voo de volta para casa. Tudo realizado entre julho e agosto de 2018, rodando mais de 5.000 km, só andando de bus entre cidades (porque pobre tem que fazer o dinheiro render kkkk). E por falar de dinheiro, vamos a parte interessante. João, quanto custou essa brincadeira toda? Pois bem, vamos por partes: Comida, transportes, hospedagens e passeios fora do acampamento (30 dias) R$ 4743 (1000 euros) Lembrancinhas e bugigangas pra família toda R$ 667 (parte em dólar, parte em reais) Passagens Áereas (Londrina-Lima/Santiago-Londrina) R$ 1476 (em reais mesmo) Acampamento em Cusco (10 dias, tudo incluso) R$ 1409 (exclua isso da sua planilha) Chip Internacional EasySIM4U R$ 120 (e ganha 6 revistas super tops) Seguro Viagem (40 dias) R$ 110 (economizei 500 dólares com ele) Excluindo o monte de blusa, chaveiro, cobertor, poncho que eu comprei lá (tudo é muito barato no Peru e na Bolívia), foram R$ 7850 tudinho mesmo. O que mais me pesou foram as passagens aéreas, por eu ter que sair do meu país Londrina-PR (pequena Londres com preços de Suíça), que só tem um aeroporto regional, as passagens saíram uns 300 reais mais caras do que se saísse de Guarulhos, só que ai gastaria com ônibus até São Paulo e no fim das contas daria na mesma. Então, considerando os 30 dias que eu estava na viagem “regular”, ou seja, que eu não estava acampado, minha média foi de R$ 163 por dia (alimentação, passeios, ingressos, hospedagem e transporte). Saiu um pouco caro, mas muito mais barato do que se eu tivesse ido de pacote de agência de viagem que se vende aqui no Brasil. O ROTEIRO O roteiro eu mostro detalhado aí embaixo com o mapa do My Maps (usem o My Maps, é muito bom pra quando você está planejando que lugares quer conhecer, ver quais cidades são próximas, quanto tempo de deslocamento e coisas assim). O roteiro por cidades ficou desse jeito: 20 jun – Londrina/Lima 21 jun – Lima - (City Tour) 22 jun – Lima/Ica - (Miraflores) 23 jun – Paracas/Huacachina - (Reserva Nacional e Islas Ballestas) 24 jun – Arequipa - (City Tour) 25 jun – Arequipa - (Trekking Canion del Colca) 26 jun – Arequipa/Cusco - (Trekking Canion del Colca) 27 jun/05 ago - Acampamento Vale Sagrado 06 ago – Cusco - (Maras e Moray) 07 ago – Cusco - (Dia no Hospital) 08 ago – Cusco/Águas Calientes - (Trilha hidrelétrica) 09 ago – Machu Picchu - (Huayna Picchu) 10 ago – Águas Calientes/Cusco - (Trilha de volta) 11 ago – Cusco - (Montanha Colorida) 12 ago – Cusco - (Laguna Humantay) 13 ago – Cusco/Puno - (Mercado San Pedro) 14 ago – Puno/Copacabana - (Islas Flotantes de Uros) 15 ago – Copacabana/La Paz - (Isla del Sol e Isla de la Luna) 16 ago – La Paz - (City Tour) 17 ago – La Paz - (Downhill Estrada da Morte) 18 ago – La Paz/Uyuni - (Chacaltaya e Vale de la Luna) 19 ago – Uyuni -(Salar 3 dias) 20 ago – Uyuni - (Salar 3 dias) 21 ago – Uyuni/San Pedro de Atacama - (Salar e Vale de la Luna) 22 ago – San Pedro de Atacama - (Lagunas Escondidas e Tour Astronomico) 23 ago – San Pedro de Atacama/Santiago - (Geyseres del Tatio) 24 ago – Santiago - (1700 km rodados pelo Chile) 25 ago – Santiago - (City Tour) 26 ago – Viña del Mar/Valparaíso - (Bate e volta) 27 ago – Santiago - (Cajón del Maipo) 28 ago – Santiago/Londrina Quando eu sai do Brasil, planejava ficar mais dias em Huacachina e menos em Arequipa, planejava fazer o tour do Vale Sagrado Sul em Cusco, assim como outros passeios em San Pedro de Atacama, mas como não viajei com o roteiro amarrado, ou seja, não tinha comprado passagem de bus nenhuma, nem reservado passeios ou hostels (exceto por Machu Picchu), pude muda-lo na hora, seja por amizades que fiz no caminho, ou por perrengues como o dia 07/08 que eu passei no hospital (isso eu conto depois). Por isso eu não recomendo comprar nada daqui do Brasil, nem reservar passeios, nem passagens de ônibus, nem hospedagem, tudo você consegue lá na hora, pechinchando e barganhando, assim você consegue preços melhores e não fica com o roteiro amarrado, você tem mais flexibilidade caso mude de ideia ou aconteça alguma coisa. Não tem segredo, tem que pesquisar, na internet, em blogs de viagens, no Mochileiros.com, em relatos de quem já foi, no meu caso, peguei um roteiro de 20 dias num blog, e fui adaptando, adicionando cidades e passeios, vendo os ônibus e hostels que eu poderia usar. Para os passeios, eu procurava nos relatos do Mochileiros.com e via as agências que a galera recomendava e já ia anotando o nome e o preço que pagaram pelos passeios. Para a hospedagem, eu procurava no Booking.com o nome da cidade, ordenava pelo menor preço, e ia vendo as avaliações da galera, se tinham curtido o lugar, mas sem reservar nada, só anotava o nome, o preço da diária, e quando chegava na cidade, ia direto nele (muitas vezes reservava o hostel pelo Booking quando chegava na cidade, pra não ter que pagar em caso de cancelamento). Para os transportes entre cidades, procurava no Rome2Rio as empresas que faziam o trajeto, o preço médio das passagens e já deixava anotado, mas também comprava só quando chegava na cidade, teve alguns que deixei pra comprar no dia da viagem mesmo. Para a alimentação, era na raça mesmo, perguntava para os locais mesmo onde tinha lugar bom e barato para comer, mas para planejamento, calculava R$ 40,00 por dia com comida. Tinha vez que gastava R$ 10,00, tinha dia que gastava R$ 50,00, mas fome não passava kkk. QUANTO LEVAR? Depois de definir o roteiro, ia anotando numa planilha no Excel mesmo, o roteiro por dia, os preços médios dos passeios, dos ônibus, das hospedagens, mais uns R$ 40,00 por dia pra comer, somei tudo e levei uns 20% a mais, só pra garantir. Funcionou bem, pelas minhas contas, eu precisava levar 1400 euros, trouxe 400 de volta, que já estão guardados para a próxima trip. Mas ainda levei meu cartão de crédito internacional, já desbloqueado para operações no exterior, só para uma possível emergência. Felizmente não precisei usá-lo. PREPARATIVOS Passagens Aéreas As duas piores partes da viagem são: comprar passagens aéreas e comprar moeda estrangeira, porque independentemente do quanto você pesquisa, parece que sempre você tá perdendo dinheiro. As passagens eu recomendo comprar uns 4 ou 5 meses antes da viagem. As minhas, comecei a procurar em janeiro, comprei em março, pra uma viagem para julho. Como eu tinha definido o roteiro primeiro, sabia que queria chegar por Lima e sair por Santiago, então procurava em todos os sites de busca possível na vida. Usei a opção “Múltiplos Destinos” ou “Várias Cidades”, passagens Londrina-Lima (20/07) e Santiago-Londrina (27/08), o Skyscanner tinha os melhores preços, mas ainda assim estava meio caro (R$1600). No site da Latam, Avianca, tudo acima de R$1800. Aí por acaso eu fui andar no centro da cidade um dia e passei em frente a agência da CVC, estava com sede, aí pensei, vou entrar, fingir que quero um orçamento e tomar uma água né? Tinha certeza que na agência de turismo seria o lugar mais caro. A atendente fez a busca no sistema dela, aí me disse: “R$ 1500 e pouco com bagagem despachada”, e eu: “como assim???? Mais barato que no site da Latam”. Acabei comprando lá, e como paguei a vista, teve um descontinho lá e saiu por R$1476 (comprei a passagem em março, minha viagem era em julho). Depois, de vez em quando eu olhava nos sites de busca e o preço não abaixava mais, então acredito que peguei a passagem com o preço mais barato possível kkk. A única coisa, é que em junho, a Latam trocou as escalas do meu voo de volta, ai a CVC me ligou para avisar que se eu voltasse no dia 27/08, teria uma escala noturna gigante no Rio de Janeiro, e acabaria chegando no dia 28/08, então ela me propôs voltar dia 28/08 num voo que eu pegaria escalas menores e chegaria no mesmo dia. Aceitei, o que foi a melhor coisa, porque ganhei um dia extra no fim da viagem. Chip Internacional Vou ser bem sincero, eu queria muito não ter comprado, mas como estava com tudo sem reservar, não conhecia nada, e queria dar um up no meu Instagram, fazer uns stories legais e postar tudo (pobre quando viaja tem que mostrar pra meio mundo, né?), e ainda por cima apareceu uma promoção da Revista Aprendiz de Viajante, que na compra de 6 revistas por R$ 120,00, de brinde ganhava um chip da EasySIM4U, com 4G ilimitado por 30 dias em todos os países, acabei comprando, não me arrependo, a internet funcionou muito bem mesmo, nas cidades, em alguns passeios, até em Machu Picchu funcionava, só no Salar do Uyuni que não tinha sinal nenhum. Também é possível comprar os chips nos países, não custa caro, mas tem que por crédito, troca o número, e tem franquia limitada, além de trocar o chip sempre que troca de país. Esse chip internacional funcionou nos 3 países, mas não servia pra ligações, apenas dados móveis. Além disso, como viagem era de 39 dias, e o chip só funcionaria por 30 dias, coloquei sua data de ativação para a partir do 9° dia, assim teria internet nos últimos 30 dias. Nos primeiros dias teria que me virar pedindo “la contraseña del wifi”. Usar chip brasileiro no exterior é pedir para pagar absurdos no fim do mês. Moeda Estrangeira Essa parte é com certeza a mais complicada, como levar dinheiro para a viagem? Reais, dólar, euro, cartão internacional, tele sena? Primeiramente, o cartão, mesmo sendo mais seguro, cobrava muitas taxas, fora os impostos que eram altíssimos para uso no exterior, além disso, muitos lugares não aceitam, então já risquei da minha lista. Bem, a moeda do Peru é o Novo Sol (S/)(PEN), da Bolívia é o Boliviano (Bs.)(BOB), e do Chile é o Peso Chileno ($)(CLP), por serem moedas “fracas”, suas cotações para compra no Brasil são as piores, então, ou compre dólar/euro no Brasil para trocar lá, ou leve real e troque lá. No meu caso, depois de muitas contas, cheguei à conclusão de que compensaria levar dólar ou euro, ao invés de reais. Para saber se compensa é só usar a formulinha que eu desenvolvi kkk (Quanto consigo em Soles levando Dólares) / (Quanto consigo em Soles levando Reais * Preço do Dólar em Reais) Se essa conta for maior do que 1, leve dólar, caso contrário, leve reais. Essa fórmula serve para todas as outras moedas, substituindo Soles por Bolivianos, Pesos, ou qualquer outra moeda fraca. Também pode ser substituído o Dólar por Euro, ou Libra, ou outra moeda forte. País Peru Bolívia Chile Real 0,77 PEN 1,65 BOB 152 CLP Euro 3,80 PEN 8,00 BOB 753 CLP Dólar 3,25 PEN 6,90 BOB 650 CLP As cotações estavam assim, então preferi comprar euros. No Banco do Brasil a cotação estava melhor que nas casas de câmbio, e para funcionários, não é cobrada a taxa de operação, então se você tem algum parente ou conhecido que trabalhe lá...#ficaadica. Enfim, comprei 1400 euros por R$4,72 para levar, depois comprei mais 250 dólares por R$4,04, e na véspera, minha tia ainda me deu mais R$300 para comprar um poncho de lhama kkk. Toda essa grana devidamente guardada num saquinho de plástico com um papelão no meio para não amassar, dentro de uma doleira que eu usava amarrada na coxa (na cintura é muito manjada) por baixo da calça, com medo de alguém roubar aquilo assim que eu saísse do aeroporto. Importante, não dobrar as notas de dólar ou euro, lá eles são bem chatos com isso. Voltei para casa com R$200,00, 400 euros e 20 dólares. Seguro Viagem Aproveitei a Black Friday de 2017 e comprei o seguro viagem da Allianz Mondial, por R$109, plano América do Sul Standart, para 30 dias, estava com 50% OFF. Aí, em março, quando comprei a passagem para mais de 30 dias, liguei lá, expliquei a situação, aí cancelaram minha apólice, devolveram todo meu dinheiro, e fizeram uma nova apólice de 40 dias por R$110, pasmem. E pelo menos no meu caso, não foi um gasto, foi um investimento muito bem usado. Certificado Internacional de Vacinação Essa porc%#** desse certificado, teoricamente é obrigatório para entrar na Bolívia ou Amazônia Peruana, aí todo mundo se mata pra conseguir, tendo que ir em algum posto da ANVISA para tirar (é de graça), aí chega na hora da viagem e ninguém nem pede (ninguém me pediu). Mas é a famosa Lei de Murphy, se você viajar sem, tenha certeza de que te pedirão, então não arrisque, procure onde é o posto da ANVISA mais próximo da sua casa e faça esse certificado. Ingresso para Machu Picchu O famoso ingresso, como eu ia na alta temporada (junho a agosto) e queria subir a Huayna Picchu (aquela montanha que aparece no fundo de MP), tive que comprar o ingresso em abril para poder subir em agosto. Caso você não queira subir nenhuma montanha ou vá na baixa temporada, não precisa de tanta antecipação. O acesso ao parque é limitado a 2000 pessoas por dia. Pedi para um guia turístico que mora em Cusco que conheci num grupo de viagens do Whatsapp, para que ele comprasse para mim, para que eu conseguisse o desconto de estudante. Mandei foto da minha carteirinha (ISIC e normal) e ele conseguiu comprar com desconto, de 200 soles, paguei 125. Mas caso você não tenha carteirinha, pode comprar pelo site oficial http://www.machupicchu.gob.pe/, ou pode deixar para comprar lá em Cusco mesmo. Mochilas De bagagem de mão, eu levei uma mochila de ataque de 30 L daquelas da Decathlon (comprem essas coisas na Decathlon que é top e barato), com uma pastinha com o passaporte, certificado de vacinação, passagens aéreas e minha caderneta de anotações. Já pra despachar foram: uma cargueira de 85 L da Conquista que eu já tinha há anos, com praticamente tudo dentro, além de um saco de dormir para -15° (emprestado de um amigo), um isolante térmico inflável (também da Decathlon e também emprestado de um amigo) e minha barraca Azteq Katmandu 2/3. Para não despachar esse monte de coisa amarrado e correr o risco de perder tudo ou alguém enfiar drogas na minha mochila cheia de zíperes (minha mãe assiste aquelas séries de aeroportos no NetGeo e ficou morrendo de medo kkk), eu pedi pra um amigo que trabalha com tapeçaria e ele costurou um saco para colocar tudo dentro e com um zíper só para poder passar um cadeado e deixar a mãe tranquila (ficou parecido com uma bolsa de academia). O que levar? Para detalhar melhor, tá aí uma lista completinha de tudo que eu levei: · 1 bota impermeável (Yellow Boot Timberland), 1 tênis (All Star velho), 1 par de chinelos e 1 par de alpargatas. · 2 toalhas de banho (1 normal e 1 daquelas da Decathlon que seca rápido) e 1 toalha de rosto, Kit banho (shampoo, condicionador, sabonete e bucha). · 1 estojo (pasta, escova, fio dental, desodorante, perfume, repelente). · Hidratante e protetor labial (levem, senão a boca e o rosto de vocês esfarelam no deserto). · 4 calças (2 jeans, 1 de sarja com elástico e 1 de moletom) e 2 bermudas (1 jeans e 1 de praia). · 8 camisetas. · 12 cuecas e 7 pares de meia. · 2 camisetas segunda pele. · 3 blusas (2 de lã e 1 de moletom). · 1 casaco impermeável corta-vento (R$199 na Decathlon, melhor investimento). · Pacote de lenços umedecidos. · Remédios usuais (antialérgico, sal de fruta, band-aid, para dor de garganta, Dramin) · Pasta com os documentos. · Doleira com a grana (dólar e euro). · Carteira com a grana trocada, cartão de crédito internacional para emergências, carteirinha de estudante. · Celular, carregador, fones de ouvido, bateria extra, adaptador. · 2 cadeados e algumas sacolinhas plásticas. · Caderneta e caneta. · 1 óculos de sol e relógio de pulso. · 1 rolo de papel higiênico. · 1 pacote de paçoca rolha e 1 saco de bala de banana (pra fazer a alegria da gringaiada). Me arrependi de levar tantas blusas porque lá acabei comprando mais (Mercado São Pedro em Cusco é sucesso), luvas, toucas e cachecóis não compensa levar daqui, porque lá tem mais bonitos e mais baratos. Devia ter levado e acabei me esquecendo, protetor solar, lá é caríssimo, aí tinha que ficar pedindo emprestado pros outros, e não esqueçam que nos Andes o Sol é mais forte, fora o vento e a secura do ar, então levem creme, hidratante para o rosto e lábios porque vão usar e muito! DIÁRIO DE BORDO Nos capítulos seguintes, vou contar como que foram os passeios, dia por dia, tentei lembrar e ser o mais fiel possível com todos os fatos passados, contando os perrengues, minhas impressões, também tentei contar tudo do modo mais descontraído que eu consigo ser (uiii ele é superdescontraído ele hehe). Coloquei algumas fotos para tentar ilustrar o que eu vivi, os lugares por onde passei, a grande maioria delas foi tirada do meu celular mesmo, como não tenho câmeras profissionais, nem GoPro, tive que me virar nos trinta com meu Galaxy S7 Edge, mas felizmente, a câmera dele é bem razoável, algumas poucas fotos, lá na parte do Atacama, foram tiradas com um iPhone X de um desconhecido que eu pedi para tirar do celular dele, porque o meu estava sem bateria e ele me mandou pelo Whatsapp depois. O relato em si acabou ficando mais longo do que o planejado, então, caso você não esteja com muita paciência para ler tudo, ou queira só um resumo, no final de cada dia eu coloquei um quadrado cinza com todos meus gastos diários, nome das empresas de bus, de algumas agências, dos hostels onde fiquei hospedado. Além disso, coloquei também algumas caixas coloridas com informações importantes em destaque, deem uma olhada nelas. Do mais, é isso, espero que curtam, e qualquer coisa, pergunta, dúvida, me chamem no Instagram @der_wanderlust que eu respondo com o maior prazer. Bora lá!!!
  6. 1 ponto
    Olá,mochileiros!Meu propósito é deixar a rotina e viver o meu sonho de viajar.A idéia é ir para SC dia 31/01/19,me hospedar em Airbnb e vender brigadeiros durante o mochilão para custear a viagem.Tenho a mochila,400 reais e a passagem,agora só falta a coragem!Acham que seria possível?Me ajudem....
  7. 1 ponto
    Gostei do relato/história. Ano passado passei várias vezes por Araxá, Pirapora, Montes Claros, Guanambi e Caetité a caminho de Salvador. Já dormimos uma vez no hotel Cariris em Pirapora, mas atualmente mudamos para o hotel Mundial.
  8. 1 ponto
    Olá, amigo mochileiro.... É isso aí, meu brother!! É possível, sim!!! Se joga! Você já tem a passagem, lugar para ficar, uma graninha para sobreviver e a coragem eu sei que você vai ter.... O medo é algo que se perde com o primeiro passo. E a cada degrau que você sobe você vai querer subir mais um.... Depois conta pra gente!!!! Abração e Bons Ventos!
  9. 1 ponto
    Nem tento entender o que acontece. rs Depois dessa eu sempre recomendo o Nubank. 😂😂 Mas, estamos sujeitos a tudo, infelizmente. Boa sorte bro. Que a gerente consiga te ajudar.. 👊
  10. 1 ponto
    @Elder Walker ah sendo assim, com certeza é o site que esta tentando comprar, pois geralmente o Itaú é bom pra resolver esses B.O's.
  11. 1 ponto
    Aconteceu parecido comigo no Itaucard Mastercard, bloquearam, porém na mesma hora liguei lá e com o atendente na linha fui comprando, e ele liberou. A partir dai, funcionou normal em compra internacional.
  12. 1 ponto
    questão é .. seu cartão estava liberado pra uso internacional ?? se estiver como voce falou, pode ser o site deles mesmo por ser de banco internacional .. tenta comprar por sites como decolar.com , que opera no nosso país!
  13. 1 ponto
    Pesquisando no google cheguei na "decolar.com" e pelo preço comprei lá...
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    @Dion Cunha , essa combinação de voos foi vendida pela própria empresa aérea? Ou foi montada num buscador? Acho um absurdo quando as empresas fazem esse tipo de coisa. .. certamente você poderia ter sido encaixado em outro trecho nacional. Mas enfim, é como o pessoal expkicou. :s
  15. 1 ponto
    Aos mais ansiosos, está quase tudo no Instagram @tuilemes. Mas aqui vou descrever como foi detalhadamente, aos poucos. Afinal, 41 dias não tem como "resumir" em poucas palavras. Sempre foi meu sonho conhecer a Patagônia. Se alguém chegasse para mim e dissesse que pagaria uma viagem a qualquer lugar do mundo, que era só eu escolher o destino, eu ainda escolheria a Patagônia. Outro ponto é que sempre fiz trabalhos sociais voluntários e palestras sobre o assunto, incentivando as pessoas a fazerem o mesmo, praticarem o bem e ajudar ao próximo sem esperar nada material em troca. Mas era muito fácil eu fazer as ações e palestras falando isso e depois voltar pra minha casa tendo água quente para banho e comida na mesa, enquanto algumas pessoas que eu ajudei naquele dia, no dia seguinte já teriam que batalhar por sua sobrevivência de novo. Então decidi fazer de carona, e quando não tivesse seguiria a pé. Agora queria estar do outro lado, de ser ajudado. Estar em um país diferente, cultura e idioma diferentes (apesar de semelhantes), onde a cada dia que acordava não sabia onde iria dormir, onde iria comer, onde iria chegar. Cada passo dado era um passo no escuro. Só pesquisei lugares que não poderia deixar de visitar, mas como seria, como chegaria, qual iria primeiro, tudo se resolveria conforme aconteceria a viagem. Nada programado. Contei a poucas pessoas, ninguém da família, somente amigos, e uma amiga de muitos anos “pediu” para ir junto, Alessandra. Falei que sim, mas não botei fé, achei que logo desistiria da idéia. Mas entrou de cabeça na viagem e foi comigo. Por achar perigoso pegar carona no Brasil, pegamos avião de Guarulhos a Buenos Aires através de milhas que tinha. Única coisa que tínhamos para essa viagem eram as passagens (ida 10/03 e volta 20/04). Nosso vôo era para ter saído na quinta feira (10/03/2016) de Guarulhos pra Assunção, no Paraguai, onde faríamos uma conexão e pela manhã seguiríamos até Buenos Aires. Vôos de Assunção a Buenos Aires só tem uma vez ao dia, e pela manhã. Mas o tempo estava fechado em Guarulhos, o que fez o aeroporto fechar. Só conseguimos decolar as 7 da manhã (!!). Chegamos em Assunção no horário que era previsto chegar em Buenos Aires. Ou seja, nos atrasamos, e consequentemente, perdemos o único vôo diário para a capital argentina. Mas os passageiros não deixaram por menos. Brasileiros, argentinos, chilenos e peruanos fizeram um “auê” no aeroporto, até que “criaram” um vôo novo para nós. Mal começou a viagem e já com altas emoções, e imprevistos rs. Chegamos na sexta feira (11/03) em Bueno Aires de tarde, e fomos para a casa de Isa. Isa é uma brasileira que estudou um período na mesma universidade que eu (Universidade Estadual de Maringá), e por termos amigos em comum, acabaram me indicando ela, e ela gentilmente aceitou nos hospedar em sua casa nesse primeiro dia de viagem. No sábado fomos atrás para comprar passagem de trem para sair de Buenos Aires. Esse seria nosso único transporte pago, pois é perigoso pedir carona em Buenos Aires. Maior cidade do país, como se fossemos pedir carona em São Paulo. Não queríamos correr o risco de sermos assaltados e comprometer toda viagem logo no primeiro dia. Porém, os trens só funcionam de dia de semana. Ou seja, teríamos que esperar até segunda feira. Como esperar até lá teríamos gastos também ficando em Buenos Aires, mesmo mais caro decidimos pegar um ônibus até Bahia Blanca (640km). Então, na mesma noite pegamos um ônibus direto. A passagem custava 700 pesos, mas conversando com simpatia com a atendente, convidando-a para visitar o Brasil (era o sonho dela), ela nos deu um “desconto estudante” e pagamos 560 pesos em cada passagem. *Dica: na Argentina é comum dar às pessoas que guardam as malas no ônibus um dinheiro, um trocado, uma gorjeta, quantia pouca, que eles chamam de “propina”. Isso evita qualquer situação chata que eles podem criar. (e tem quem ache ruim e pede a propina). Chegamos domingo logo cedo e Juan foi nos buscar no terminal. Juan já tinha hospedado um amigo de Alessandra, que nos indicou ele e Juan aceitou nos hospedar. Do terminal Juan passou na padaria, comprou vários croissants e fomos à sua casa. Depois de um café da manhã de domingo e conversas para nos conhecermos, ele quis nos levar para Sierra de la Ventana, um lugar muito bonito e aconchegante, pouco mais de 100km de Bahia Blanca. Lá parecia um povoado, uma vila com casas de requinte, algumas no formato triangular (como se fosse uma casa de anão dos desenhos), de madeira robusta, com todas características de uma casa no campo. As casas eram uma ao lado da outra e não havia cercado que as separasse. Uma boa vizinhança onde qualquer um gostaria de viver. Um riacho com águas cristalinas passava sob uma ponte de trilhos de trem, e todos que tinham casa ao redor podiam ir até lá, fazer um “asado argentino” e desfrutar da paisagem. Paramos em um restaurante para almoçar ates de voltarmos até a casa de Juan, para no dia seguinte sairmos tentar carona. EIS QUE Alessandra recebe uma mensagem. Pretendíamos fazer o máximo possível de nossa viagem as hospedagens através de Couchsurfing, pois além de ser mais barato, os locais podem indicar lugares que não são tão conhecidos mas tão belos quantos os mais populares. Além do fato de trocar experiências e fazer novas amizades. E a mensagem que Alessandra recebeu foi de Samuel, um jovem que vivi em Comodoro Rivadavia e aceitou nos hospedar em sua casa. Comodoro fica 1.100km pra baixo de Bahía Blanca, mas Samuel tinha ido com um amigo a um show em uma cidade pra cima de Bahía Blanca, e mandou mensagem dizendo que se quiséssemos carona tinha dois lugares. Pode parecer mentira, mas não é! Eu e Ale pretendíamos passar em Puerto Madryn para conhecer a Península Valdés, mas não podíamos perder uma oportunidade dessa. Então obviamente aceitamos. Voltamos com Juan até Bahia Blanca para pegarmos nossas coisas em sua casa. A cama já estava arrumada para dormirmos. Fiquei com dó do Juan, por sentir o prazer que tinha em receber viajantes, mas ele entendeu. Então nos levou até um posto na saída da cidade onde nos deixou. Esperamos por uma hora até Samuel e seu amigo chegarem e nos pegarem. Viajamos a noite toda, conversamos muito, principalmente futebol (assunto que nunca falha entre brasileiros e argentinos). Samuel era torcedor do River Plate e eu do São Paulo, e nossos times tinham jogado dias antes. Então papo não faltou. Além de muito mate. Saímos de Bahía Blanca umas 8 da noite, e às 7 da manhã já havíamos rodados todos os 1.100km e chegamos em Comodoro Rivadavia. Samuel estrategicamente tinha pedido aquela segunda feira de folga do trabalho, então dormimos sem hora para acordar. Como ganhamos muito tempo com essa carona, e acordamos de tarde nesse dia, resolvemos partir só no dia seguinte. Conhecemos um pouco de Comodoro, a praia, e a noite Samuel chamou alguns amigos para comermos um “asado napolitano”, que na real era uma carne, tipo bife mesmo só que bem grande, com molho de tomate presunto e queijo por cima. Comemos, bebemos e rimos um monte. O verdadeiro espírito do Couchsurfing. Na manhã seguinte Samuel saiu para ir ao trabalho e Alfonso, um dos amigos, que nos levou até a estrada, deixando-nos num trevo onde havia grande fluxo. Lá nos deparamos já com um mochileiro pedindo carona, um francês. Então resolvemos caminhar um pouco. Era de fato o primeiro momento da viagem que pediríamos carona na beira da estrada. Caminhamos até uma reta longa, onde todo carro que viesse pudesse nos ver de longe, e ainda havia espaço para estacionarem. Muitos passaram reto por nós, até que Gabriel parou. Uhull!! Nossa primeira carona conseguida na estrada! Ele disse que poderia nos levar por uns 80km, pois depois desviaria do nosso caminho. Aceitamos (lógico) e partimos. No meio do caminho, encontramos uma manifestação de civis contra o governo (chamam de “côrrrte” – lê-se como escrito), e bloqueavam toda rodovia, não deixando nenhum carro passar, formando aquela fila imensa de carro. PORÉM Gabriel já havia passado por essa manifestação pela manhã quando foi até a cidade. Os manifestantes disseram que quando ele voltasse lhes dessem um “regalo” (presente) e eles o deixariam passar. Então ao chegar na manifestação, fomos nos enfiando por entre os carros até chegarmos na frente. Quando os manifestantes vieram nos abordar, Gabriel pegou um chouriço no chão do passageiro e entregou. Feito isso, eles liberaram nosso carro e seguimos. INACREDITÁVEL!!! Tantos carros passando reto por nós, e o único que parou para nos dar carona foi o único a passar pela manifestação. Demais!!! Gabriel nos deixou onde ele viraria para outra direção. Porém, 50 metros atrás, tínhamos passado por uma fiscalização policial. Então caminhamos até lá, conversei com os policiais e pedi ajuda, para que as pessoas que eles abordassem pedirem para nos dar carona. De bom coração o chefe topou, e os carros que eles paravam perguntavam se podiam nos dar carona. Em 10 minutos conseguimos uma, por mais 60km, até um posto de gasolina. Eram pai e filho no carro. Eles seguiriam por mais 12km pelo sentido que pretendíamos, depois tomariam outro rumo. Então decidimos ficar no posto e tentar carona ali. Abordamos alguns carros e uma coisa interessante: alguns que pedíamos carona falavam “mas como já estão aqui?? Passei reto por vocês lá atrás!”. Hahaha! Nós, de carona, andamos mais rápido que eles com carro próprio, graças a Gabriel. Nesse posto passamos mais de hora e nada, estávamos apreensivos já, pois o cenário era de extremo deserto. Então Ale falou “Tui, vamos entrar e comer algo. Quando sairmos NÓS VAMOS CONSEGUIR!”. E não é que foi dito e feito. Almocei um bife com batatas. O bife era enorme, então cortei e enrolei num guardanapo para levar, afinal, não sabia quando iria comer novamente. Ao sair do restaurante, caminhando em direção às bombas de combustível, encontramos Ivan, um chileno gente boa que estava viajando sozinho de camionete. - Para onde vão? - Rio Gallegos - Entrem, eu levo vocês! Alegria sem tamanho! Ganhamos uma carona de 700km! Ivan é representante da Under Armor no Chile. Um cara super bem humorado e amante da gastronomia, além de conhecedor da música brasileira. Durante a viagem reparei e perguntei sobre o som, e ele disse que não tinha. Então cheguei à seguinte conclusão: ali estávamos tanto ele nos ajudando quanto nós a ele. Imagina viajar sozinho, por 700km, no deserto patagônico, sem som nem sinal algum de celular ou rádio. Tédio absurdo! No caminho pegamos outro "côrrte", mas dessa vez tivemos que esperar. Pouco mais de uma hora. Interessante é que era meia dúzia de manifestantes. Teve carro que tentou pegar um caminho de terra contornando, eles foram atrás. Apesar de poucos, sabíamos que estavam armados. Então só nos restava esperar liberarem. Chegamos umas 9 da noite em Rio Gallegos e paramos logo num posto na entrada da cidade. Posto grande com polícia 24hrs, conveniência e restaurante. Por esses motivos decidimos ficar por ali. Ivan já seguiria para Puerto Natales, enquanto nós queríamos descer até Ushuaia. Ficamos tempo ali na conveniência, e convesando com o policial ele sugeriu para dormirmos no fundo do posto se quiséssemos descansar. Disse que lá já haviam outros mochileiros com barracas armadas. Então demos a volta e fomos. Logo encontramos dois espanhóis (mal poderíamos imaginar o que ainda passaríamos juntos), um argentino e outro chileno. Conversamos um pouco, mas já montei a barraca para descansar o pouco tempo que tínhamos. Já era 1 da manha nesse momento, e perguntei aos demais que horas acordariam para pegar estrada. Como disseram as 7:00, falei para Ale que teríamos que acordar as 5:30. Afinal, querendo ou não, eles eram nossos “concorrentes”. Então, se saíssemos antes, maior a chance de conseguirmos. 6:00 já estávamos pedindo carona a quem parava no posto, mas até as 7:00 não tínhamos conseguido nada. Vimos os outros mochileiros levantarem e irem para a conveniência tomar café. Então eu e Ale decidimos sair do posto e começamos a caminhar em direção à cidade (lembrando que estávamos no posto na entrada da cidade). Íamos andando e pedindo carona, até que paramos um tempo onde achamos um lugar que os carros poderiam estacionar. Mas os carros passavam em alta velocidade, seria difícil. Até que parou um senhor, desceu e nos disse “Aqui vocês não vão conseguir nada. Os carros não podem parar aqui. Claramente vocês não sabem disso. Entrem que levo vocês até a saída da cidade.” Que alma boa! Deu uma carona de uns 7 minutos, mas essencial! Na saída da cidade onde o senhor nos deixou havia outro “côrrte”, mas como estávamos a pé, não houve problemas. Passamos caminhando por entre eles. Até ouvimos um “boa viagem” rs. Como bloqueavam o trânsito tanto para quem vem quanto para quem vai, alguns carros decidiam voltar para onde antes estavam. Passamos caminhando pela manifestação e seguimos. Uma camionete que chegou até o “côrrte” resolveu retornar, seguindo o mesmo sentido que agora andávamos. Então parou para nós. Era Mariano, trabalhador de uma fazenda alguns quilômetros dali. Jogamos as mochilas na carroceria e subimos. Humilde e muito boa gente, Mariano nos levou até a fronteira com o Chile, 12km depois da entrada de sua fazenda. Ele retornou e nós entramos na aduana para regularizar o passaporte. Esse é um trecho onde temos que adentrar o território chileno e depois sair, retornando ao argentino seguindo até Ushuaia. Ficamos na aduana, pois era mais fácil abordar as pessoas, visto que todos têm que parar ali. Logo conseguimos uma carona de um pai com a filha. Nos deixaram no trevo onde virava rumo Ushuaia. Eles seguiriam reto em direção a Punta Arenas. Então começamos a caminhar no deserto patagônico. Já estávamos a quilômetros da aduana, só nos restava torcer. Eis que pára nossa primeira carona de caminhão. Achávamos que ela seria quase toda de caronas de caminhoneiros, mas estava praticamente sendo feita por carros particulares. *OBS: muitos caminhoneiros são boa gente e até querem dar carona, mas por ordem da empresa são proibidos. Isso deve-se a uma ocasião que um caminhoneiro deu carona para um mochileiro e houve um acidente, daí a empresa foi notificada pelo seguro. Então eles não dão para evitar problemas. Mas ainda têm alguns que ignoram e têm prazer em ajudar os mochileiros. O caminhoneiro nos levou até a balsa, onde atravessamos com ele, e sugeriu que descêssemos logo depois de cruzar, pois ele seguiria para outra cidade, e ali era onde todos carros que atravessavam pela balsa passam. Descemos e ficamos na frente do restaurante que tem logo do outro lado. Ficamos pouco mais de duas horas ali pedindo carona e nada. O fluxo é menor, pois temos que esperar a balsa ir até o outro lado, voltar com os veículos, e ainda torcermos para algum desses poucos nos dar carona. Começamos a ficar apreensivos depois de duas horas ali. Então tive a idéia de atravessar novamente a balsa, pois os carros que viriam para este lado tinham que parar lá para esperar, assim era mais fácil de abordar. Atravessamos novamente e, logo que descemos da balsa avistamos Juan, um dos espanhóis que conhecemos acampando no posto em Rio Gallegos e também ia para Ushuaia. Ele estava de carona com um caminhoneiro e tinha se separado temporariamente de seu amigo, que estava em outro caminhão sabe-se lá aonde. Juan estava conversando com o caminhoneiro que estava lhe dando carona e outro caminhoneiro companheiro dele de empresa. Dissemos que estávamos tentávamos carona há mais de 2 horas e nada. Então Juan nos ajudou, convencendo o outro caminhoneiro a nos dar carona. O caminhoneiro era Guilherme, um argentino que conhecia bastante o Brasil, mas tinha receio de dar carona pois já tinha levado um tiro na perna de um caroneiro (Juan me contou depois). Juan dizia “Eles são boa gente. Já os conheço. Leve eles até Ushuaia conosco”. Guilherme respondeu “tá bom, eu levo!”. Ou seja: passamos mais de duas horas do outro lado e nada. Voltamos, e em 5 minutos conseguimos carona até o destino final. Aeee!!! Carona até o ponto final da rota, até “el fin del mundo”!!! Cruzamos a balsa novamente e seguimos viagem. Mas nem imaginávamos a estrada que pegaríamos. Era um trecho de uns 114km absolutamente de pedra, sem placas ou informações, fazendo com que por várias vezes eu pensasse se estaríamos no caminho certo ou não. E várias vezes olhava o velocímetro e via 5, 10, 15km/h. Percorremos esse trecho desgastante de 114km em 4 HORAS!!! De noite chegamos à aduana para regularizar passaporte e podermos adentrar a Argentina novamente. E Guilherme ainda nos deu uma “hamburguesa” para cada e um suco para todos. Estávamos a uns 400km de distância de Ushuaia, e percebemos que Guilherme estava com sono, “pescando” ao volante. Eu já não conseguia ficar com olhos abertos também para ajudar, pois estava quase 40 horas sem dormir. Então sugerimos que parássemos os caminhões para descansar. Guilherme ligou para seu companheiro no caminhão da frente, que levava Juan, e fez a sugestão. Aceitaram e encostaram os caminhões no acostamento. Mas como nos caminhões só havia espaço para os próprios caminhoneiros dormirem, tivemos que armar a barraca do lado de fora. A barraca de Juan era bem mais prática, então armamos a dele e dividimos nós três. Estávamos dormindo literalmente à beira da estrada, sobre pedras. Durante a madrugada ventou demais, fazendo com que a barraca balançasse várias vezes e nós tivéssemos que apoiar as mãos por dentro para ela não sair do lugar. Pra ajudar, começou a chover, e nossas coisas que deixamos fora tivemos que arrastar pra dentro para não molhar. Que sufoco! Às 6 da manhã ligaram os caminhões, levantamos, ajeitamos as coisas e desmontamos a barraca. Motoristas descansados, hora de partir. Cada quilômetro que passava ficávamos mais empolgados. Quando começamos a ver a neve caindo na estrada, a ansiedade aumentou mais ainda. Mas a estrada era perigosa, cheia de curvas com um penhasco do lado. Um deslize e adeus! Mas Guilherme era um caminhoneiro prudente, como ele mesmo enfatizara, e estávamos indo bem tranquilos, sem pressa, e apreciando a linda paisagem que tínhamos ao redor. No final do penhasco havia o Rio Grande, em meio a árvores cobertas de neve.Parecia cena de filme tipo "estrada da morte" rs. Quando estávamos na última curva antes da entrada em Ushuaia, eis que encontramos outro "côrrte" não deixando nenhum veículo entrar ou sair da cidade. Paramos os caminhões, descemos e ficamos conversando com Juan, que vinha no caminhão de trás. Então veio a notícia de que, diferente dos outros cortes, este não havia previsão para liberarem a passagem. Estávamos tão perto, não poderíamos ficar ali perdendo tempo com Ushuaia já ao alcance dos nossos olhos. Então decidimos pegar nossas coisas e irmos a pé. Eu, Ale e Juan. Nos despedimos dos caminhoneiros e seguimos, cada um com sua mochila e Juan ainda com seu violão em mãos. Que cena mais poética três pessoas chegando a pé numa cidade, debaixo da neve, e um ainda com violão em mãos. Paramos no portal de entrada para o registro do final daquela aventura de estrada e seguimos até um posto da YPF logo na entrada da cidade onde Juan tinha combinado de esperar por seu amigo. Resumindo: desde Buenos Aires até Ushuaia, só gastei 560 pesos (ônibus para sair de Buenos Aires) com locomoção, o que na cotação que peguei dá R$ 135,00. Cento e trinta e cinco reais para andar 3.068km em 6 dias. Até agora só foi estrada. A partir de Ushuaia começam os passeios e lugares. Ainda tem Torres Del Paine, Calafate, Chaltén, Bariloche, região dos Siete Lagos... Em breve retorno com os relatos seguintes. CONTINUANDO... Juan tinha combinado de se encontrar com Victor, mas não tínhamos notícias dele há um dia. Achávamos que Victor estava atrás de nós, então ficaríamos no posto esperando até ele chegar. Eu e Ale ficaríamos juntos pois Juan nos ajudou muito e nos tornamos companheiros de viagem. Mas eis que, para nossa surpresa e alegria imensa de Juan, Victor já estava no posto nos esperando. Se abraçaram com uma alegria imensa de irmãos de viagem, bonito de ver. Demos um tempo, tomamos um café e com o wifi do posto atualizamos nossas famílias com notícias. Como estava tendo o "côrrte" ali na entrada da cidade, não estava passando veículos por aquelas ruas. Então não tinha outro jeito se não fosse a pé. Seguimos os quatro pela avenida em direção ao centro de Ushuaia. Juan parou para ajeitar sua barraca na mochila e Victor o ajudava enquanto avistei um ônibus vindo. O ônibus parou uns 50 metros à nossa frente num ponto de ônibus. Saímos os quatro correndo. Conseguimos chegar a tempo, conversamos com o motorista se iria para o centro e ele disse para entrarmos. Fomos de ônibus até a esquina de um hostel que nos fora indicado de carona com o circular, já que o motorista disse que não precisávamos pagar. Chegamos ao hostel, mas estava caro (280 pesos). Então seguimos em busca de outra opção. No meio de uma rua importante, bem em frente à Casa do Governo, haviam manifestantes com barracas estilo sem-terra, barris com fogo, cena de acampamento medieval, mas foram muito simpáticos e acolhedores. Nos deram água e comida, e ficamos um bom tempo conversando, principalmente sobre as situações políticas de Brasil e Argentina. Em conversas com muitos argentinos, mais ainda com esses manifestantes, chegamos à conclusão de que brasileiros e argentinos são bem parecidos, e estão passando por problemas similares na política. O tempo estava fechando e nós quatro decidimos sair dali para encontrar um lugar que pudéssemos passar a noite. Encontramos uns artesãos que ofereceram a casa por cem pesos (barato), mas era uma hora e meia de caminhada, não valia a pena. Então fomos a um café para tomarmos algo quente e nos aquecer, e também conseguir wifi. Sentamos na mesa e todos conectamos. Cada um começou a averiguar o que queria. Eu fui direto no Couchsurfing. Procurei em Ushuaia e mandei para a primeira pessoa que apareceu, dizendo que já estávamos na cidade e não tínhamos ainda onde ficar. EIS QUE, mais rápida que casal de namorados adolescentes quando estão conversando, ela me respondeu. Juro, não demorou 15 segundos. Até achei que fosse uma notificação atrasada do celular, algum bug, sei lá. Ileana, uma jovem professora de matemática, me respondeu dizendo que no momento não estava pensando em hospedar alguém, mas como dissemos que não tínhamos lugar, e ela vendo que o tempo estava fechando para chuva e neve, disse que não era um bom dia para alguém ficar na rua, então nos aceitou. Disse ainda que estava de carro pela rua e nos passaria pegar em 2 minutos. Como assim?? Não tínhamos onde ficar e, em menos de 3 minutos, uma pessoa já tinha aceitado e estava indo nos buscar. Sério, são tantas coisas boas acontecendo que parece exagero. Eu mesmo talvez não acreditaria, pelo menos na rapidez com que os fatos aconteceram. Mas é a mais pura verdade!! Nos despedimos de Juan e Victor. Parecia meio chato largar os dois ali, mas eles entenderam. Desejamos sorte uns aos outros, e dissemos que iríamos atrás deles em Ushuaia ainda para revê-los. Eu e Ale ficamos esperando na porta do café, e em alguns minutos Ileana chegou. Fomos conversando, nos conhecendo, até chegarmos à sua casa. Nos mostrou as camas, tomamos banho e logo fomos dormir. Estávamos muito cansados. Quase 48 horas direto sem dormir. Ileana também estava cansada. Em poucos minutos, estávamos sem casa e sem saber o que aconteceria, para tudo mudar rapidamente e estarmos dormindo em colchões aconchegantes e cobertas quentes. Que delicia dormir limpo em colchões confortáveis e com cobertas. Acordei e fui a uma padaria próxima da casa de Ileana, e ali comecei um relacionamento sério com os alfajores e croissants argentinos. Meu Deus!! Que coisa maravilhosa! Não conseguia passar na frente de uma padaria sem comprar algum. Voltei pra casa, tomamos café da manhã e resolvemos ir ao Parque Nacional. Iríamos "haciendo dedo" (é como eles dizem "pedir carona"). Ileana nos eixou no centro, e fomos caminhando pela beira dágua, onde havia um navio abandonado que formava uma linda paisagem. Da cidade até o parque eram 12km. Não é possível que conseguimos carona pra mais de 1.000km e não vamos conseguir uma de 12km rs. Seguimos caminhando, e só no sétimo quilômetro que alguém parou para nós. Senhor Miguel, que morava numa casinha rural pouco antes do Parque, mas gentilmente nos levou até a entrada. Pagamos o ticket de entrada (100 pesos para Mercosul) e seguimos caminhando, por volta das 3 da tarde. Esse caminho ainda é a Ruta 03. Ela passa pelo Parque Nacional, por isso ainda há um pequeno fluxo de carros. Entretanto, seu fim é justamente no final do parque. Seguimos caminhando sem saber o quanto teríamos que andar, até que num cruzamento de caminhos encontramos com Florencia, uma argentina mochileira que estava desde manhã no parque e vinha de outro pico. Nós apresentamos e decidimos seguir juntos os 3. Fomos conversando, nos conhecendo, e Florência mostrou ser uma mulher totalmente independente, daquelas que não espera ninguém resolver ou tomar iniciativa. E os carros continuavam a passar, até que parou uma camionete com quatro pessoas de idade e nos deixaram seguir com eles na carroceria. Que graça! Foi muita sorte, pois só depois que subimos vimos o tanto que teríamos que caminhar (cerca de 12km) e jamais conseguiríamos conhecer o parque a pé naquele dia (já eram 3:30 da tarde). Pelo caminho avistamos raposas e um grupo lindo de cavalos selvagens, soltos pelo parque. Chegamos ao famoso ponto final da Ruta 03. Último pedaço de terra da América do Sul. Se seguir dali em diante numa linha reta chegará à Antartida. Estacionaram a camionete onde já haviam outros carros estacionados. Todos tiramos fotos ao lado da placa que indica o final da Rota, além das distâncias até Buenos Aires e o Alasca. Passando pela placa, encontrei algo que me chamou muito a atenção, felizmente: um caminho de maneira que leva mais adiante até um mirador, e outro caminho de maneira mas para pessoas com deficiência de mobilidade. Acessibilidade até o fim do mundo. Aquilo me alegrou muito! Fomos até o final, tiramos algumas fotos com águas e montanhas de fundo e, ao retornar em direção aos carros, o senhor que conduzia a camionete nos convidou a seguir com eles. Que se quiséssemos poderíamos continuar junto, e depois eles voltariam pra cidade. CLARO!! Além de termos rápida mobilidade dentro do parque onde a distância entre os pontos eram longe, ainda teríamos carona para retornar a Ushuaia. Voltamos à carroceria eu, ale e Florência. A senhora que pegamos no caminho seguiu seu instinto aventureiro e decidiu ficar mais ali e que depois dava um jeito de retornar. Admiração total por esses jovens de alma. Já tínhamos nos tornado amigos daquele grupo que de idosos tinham apenas a faixa etária. Um pique invejável! Seguimos pelo mesmo caminho em direção à saída do parque, mas no caminho paramos e caminhamos um pouco para ver o "trabalho" dos castores do parque. Muito interessante ver a sapiência dos animais através de suas manifestações de sobrevivência. Tiramos algumas fotos da paisagem, tirei do grupo e tiramos todos juntos também, pena ter sido só na câmera deles e eu não ter esse registro para mostrá-los. Retornamos à camionete e seguidos sentido Ushuaia. Esse posso dizer que foi um dos momentos que mais senti o frio real do fim do mundo. Fim de tarde, termômetro por volta dos 6°C mas com sensação de negativo, ainda mais exposto ao vento na traseira da camionete. Todos encolhidos, abaixados ao máximo para nos protegermos do vento gelado cortante. Parecíamos aquelas pessoas que querem ultrapassar ilegalmente qualquer fronteira haha. Em frente ao posto turístico de Ushuaia, o grupo de amigos da terceira idade nos deixou. Nos despedimos deles e também de Florência, pois cada um seguiria para um lado. Então eu e Ale fomos ao mesmo café que fomos quando estávamos com os espanhóis, pois precisávamos de wifi. Quando saímos pela manhã, não me lembrei que eu não tinha nenhum contato de Ileana, quem estava nos hospedando. Não tinha WhatsApp, não tinha Facebook, somente mensagem no aplicativo do Couchsurfing. Então recorri a ele novamente. Não demorou muito e Ileana nos respondeu dizendo que passaria nos buscar. Alessandra tomou um chá para se esquentar e até esperarmos Ile chegar, o que não demorou. Fomos para casa, tomamos banho, comemos algo e mais à noite fomos a um Pub tradicional em Ushuaia onde vários turistas também vão. Ileana é amiga do dono e nos reservou mesa. Comemos, bebemos, conversamos e rimos, com mais uma amiga de Ile. Mesmo o cansaço sendo visível, quem estava mais era Ileana, que logo puxou o bonde do sono. Pagamos e partimos. Chegamos os três em casa todos cansados e querendo uma cama quente. 10 minutos depois estavam todos com o desejo realizado! haha O dia seguinte amanheceu fechado e chovendo. Perguntei a Ileana o que poderíamos conhecer mesmo com chuva, e ela nos indicou o Glaciar Marcial. Não era tão longe, mas disse que poderia nos levar até a entrada e nos poupar de gastar energia desde a porta de casa. Mesmo com chuva, quis ir. Tinha otimismo de que no caminho abriria o sol, mas de qualquer forma estávamos preparados para a chuva com capas para mochilas e jaquetas corta chuva. Chegamos à base do Glaciar sob garoa, mas tranquilo. Começamos a subir pelas margens de um riacho, cenário de fundo de Windows. No caminho juntou-se a nós William, um senhor inglês que havia acabado de chegar em Ushuaia de navio. O navio ficaria apenas um dia na cidade, então os tripulantes tinham só esse tempo para conhecer. E Sir William optou pelo Glaciar. Como tinha horário, acelerou o passo e nos despedimos dele. Que lugar fantástico! Subindo por caminhos de pedras, passando por pontes de madeira com neve dos lados, lindo! Até que chegamos na base do Glaciar, onde de fato começava a neve. Haviam dois trekkings: um de 800 e poucos metros de 1 hora e dificuldade alta, e outro de 425 metros de dificuldade baixa. Óbvio que escolhi o mais alto. Que paisagem! Parecia cenário de "O Senhor dos Anéis". O caminho nem é longo, mas o tempo de uma hora deve-se à dificuldade frente à neve encontrada.
  16. 1 ponto
    Salve time! Falamos, falamos e 2018 passou sem batermos perna por lá. Este ano temos que fazer. Voltar no Chapéu de Sol e fechar aquela crista acima do Tangará até o Arapongas. Falamos.. Abs!
  17. 1 ponto
    @Dion Cunha Sim cara, sei que as vezes é muito tentador por ser uma oferta, mas as vezes o barato pode sair caro...estou torcendo aqui que dê tudo certo pra vc e que volte com muitas histórias para nos contar.
  18. 1 ponto
    @ricardo.barros, sim eu entendo a questão de custos e fazer esquentar uma rota mais fria... mas isso é uma tremenda sacanagem com a pessoa que não conhece e acredita que os aeroportos são próximos.... @Dion Cunha , A melhor coisa é vc alugar um carro... o risco é grande, principalmente pelo fato de você ter comprado pela decolar.com...
  19. 1 ponto
    @f0soare Toda cia aérea tem um, e apenas um objetivo: lotar seus aviões com passageiros pagantes. Então se você tem um rota que eventualmente esteja andando mais vazia as vezes compensa pra empresa criar uma rota em code-share com outra cia que faça um voo internacional, para captar um passageiro que preencha esse lugar disponível ,por exemplo: BEL - VCP = R$ 300,00 GRU - TEL = R$ 2.800,00 x BEL - TEL = R$ 2.500,00 - Vende a passagem dos dois trechos num só por um valor um pouco menor, e deixa o pepino da troca de aeroporto para o passageiro, que optou por isso. @Dion Cunha Cara, não vai dar tempo se quiser ir de transporte público...vamos lá: De sair do avião, retirar mala, passar pela alfândega e sair do aeroporto (esse horário é início do pico de chegada de vários voos vindo da Europa) se vão facilmente 40 minutos. Aí vem um sina de baldeações, vou colocar o que me parece ser o caminho mais rápido para você: - Transfer do Terminal 3 de GRU até a estação Aeroporto da CPTM Linha 13: 10 minutos (gratuito) - Linha 13 CPTM da Estação Aeroporto até a Estação Engº Goulart (Linha 12 CPTM): 15 minutos (R$ 4,40) --> "Se conseguir chegar até 6h20 na estação Aeroporto dá pra pegar um trem do Serviço Connect que vai direto até a Estação do Brás, economizando 1 baldeação" - Linha 12 CPTM até Estação Brás: 15 minutos (Integração gratuita) - Linha 11 CPTM até a Estação da Luz: 5 minutos (Integração gratuita) - Linha 1 Metrô da Estação da Luz até Tietê: 6 minutos (Integração gratuita) Chegada na Rodoviária do Tietê: 7h10 Aí pega o Cometa pra Campinas (esse tem a cada 20 minutos) das 7:31 que chega às 9:10 já estourando completamente teu tempo pra embarcar em VCP. Assim sendo, concordo que o mais certo no seu caso é pegar um Uber rasgando pra Viracopos, o motorista vai até beijar seus pés com essa corrida hahaha
  20. 1 ponto
    @MarisaBrugnara Adoramos a indicação do site da ndr. Olharemos com atenção. Mais uma vez, obrigada pelas dicas de Hanôver 😉. Abraço!
  21. 1 ponto
    Caracas heim, Dion? Essas companhias são assim mesmo. Quando você vai comprar tudo é muito fácil, mas quando você precisa deles é aquela ladainha. Fui pra Israel recentemente é é uma viagem maravilhosa. Foi uma das que mais provocou emoção. Estes probleminhas não vão atrapalhar sua trip. Você vai gostar muito de Israel!!!
  22. 1 ponto
    Galera obrigado pelos comentários, acho que todos vocês tem um ponto de razão, e decidi seguir um pouco das dicas de cada um e vou passar 1 mês imerso em inglês só treinando pra dar aquele boost pra não chegar lá no gelo, pra pelo menos sair daqui com alguma segurança hahaha @Luka Izzo Assisti seu video, muito manero! hahahaha parabéns pelo trabalho, ficou bem legal de assistir, me sinto até mais confiante pra viajar pro mediterraneo hahahahah valeu pelas dicas!
  23. 1 ponto
    Oi gentee!!! Estive sozinha no Cairo em maio de 2018. Seguindo as dicas deste tópico escolhi o guia Fathy Taher para ser meu guia e eu não podia ter escolhido melhor. Não me senti insegura por nenhum momento. Todos falam que em todo o cairo e principalmente ao redor das pirâmides o assédio é muito grande e estando com ele não senti nada. O Fathy é um ser humano incrível e conhece muito da história egípcia. Recomendo altamente os serviços dele que além de todas as dezenas de guias que pesquisei ele foi o melhor preço que consegui. Alguns guias famosos lá sempre querem te extorquir e ele super entendeu por eu estar sozinha e fez o melhor preço. Outra coisa é que ele é sempre pontual e cuidadoso com toda a programação! Adorei!!!
  24. 1 ponto
    Renato Não sei se você já não conhece mas uma boa opção de trip seria ir para o Sul até Key West para incrível rodovia US1, passar uns dois dias por lá e depois ir a Tampa, no Golfo do México, e conhecer suas praias de areias brancas e mar muito limpo como Clearwater, St. Petesburg e Siesta Key. Depois emendar para Orlando com seu mundo encantado de parques da Universal e Disney e dar uma passada em Cabo Canaveral,que também é muito legal. Retornando a Miami a melhor opção é pela US1-S que vem costeando o Atlântico por um sem numero de belas prais como Cocoa Beach, Palm Beach e, pouco antes de chegar em Miami, passear pela linda Fort Lauderdale.
  25. 1 ponto
    Olá Mochileiros! Como peguei váárias dicas de ouro por aqui, resolvi compartilhar as minhas também! Dividirei a postagem em alguns tópicos pra facilitar o relato. Informações Gerais Fomos para Buenos Aires em 4 pessoas dos dias 15 a 20 de Abril de 2018. Não troquem pesos no Brasil! Troquei por 1 real por 5,60 pesos aqui, e por 6,20 no Banco de La Nacion. Aquele famoso cambio paralelo da Calle Florida não está mais valendo a pena, então decidi trocar no aeroporto mesmo e não arriscar. Farei as conversões utilizando a base de 6,20. Ida voo direto Florianópolis - Ezeiza, e a volta Aeroparque - Guarulhos - Florianópolis. Comprei na Black Friday e saiu por 930 reais por pessoa. Como estávamos em 4, AirBnb saiu mais em conta, utilizamos este apartamento, por 190 reais a diaria - https://www.airbnb.com.br/rooms/2288937 Aqui está meu código caso alguém queira se cadastrar e ganhar 130 reais em créditos para a proxima viagem. www.airbnb.com.br/c/valeriab2886 Utilizei uber a viagem inteira. Nem sempre foi fácil achar wifi na rua, mas resolvi não comprar chip, e deu tudo certo no final! Código uber pra ganhar 5 reais de desconto - duw3jd Os preços de lá foram mais caros do que tinha antecipado, nos próximos posts colocarei preços dos locais que fui e o relato dos 5 dias.
  26. 1 ponto
    Amsterdam é uma cidade relativamente pequena, qualquer local no centro é bom. Somente teria algumas ressalvas quanto ao red light district. Até umas 22:00 horas é super sossegado na rua, mas depois os turistas vão embora, ficam na rua basicamente só os bêbados, drogados, prostitutas e seus clientes e os traficantes de drogas...
  27. 1 ponto
    Comprei os ingressos para a visita à Disney em janeiro, durante uma promoção no site em que o ingresso para os dois parques saiu pelo preço de um parque só, ou seja, €47!! Tivemos sorte com essa promoção pois o ingresso promocional poderia ser usado até exatamente o nosso último dia inteiro em Paris. Por outro lado, em razão da promoção, o parque estava mais cheio que o normal para época. Acordamos cedo e pegamos o metrô na Colonel Fabien até a Nation. De lá, pegamos o RER-A até a estação Marne la Vallée, que para na porta do Parque. Fica a dica de observar se o nome desta linha estará aceso no painel que indica as paradas da mesma (tem as orelhinhas da Disney indicando). Se estiver apagado, não vai pra Disney! Chegamos tranquilamente com o nosso cartão NaviGo. A brasileira que estava conosco estava com os passes individuais do metrô, pois havia comprado o kit com 10 bilhetes. Na saída da estação Gare de Marne la Vallée Chessy ela não conseguiu sair da catraca, assim como várias outras pessoas. O bilhete para Disney é diferente dos normais e custa mais caro. O funcionário do metrô explicou para as pessoas que elas precisariam comprar como um suplemento para este trecho (salvo engano, custa cerca de €7). Começamos a visita pelo Walt Disney Studios Park e seu eu puder resumir a visita em uma palavra seria: filas! Hahaha Passamos cerca de 5 horas no parque e conseguimos ir em apenas 3 brinquedos. Não tinha fast pass, fila para singles nem nada que desse jeito. O parque é pequeno, então o tempo foi só pra fila mesmo.. Por volta das 15h seguimos para o Disneyland Park. O parque é bem maior e não conseguimos conhecer quase nada – nos arrependemos de não termos vindo antes. Também tem mais opções de restaurantes e lanchonetes. Almojantamos por aqui (os preços são bem razoáveis, inclusive. Esperava até que fossem mais abusivos..) Vimos a Parada e o Disney Dreams – ambos imperdíveis! A parada começa entre 17h e 18h, saindo da Fantasyland, passa em frente ao castelo e segue pela Main Street. Dura cerca de 15 minutos. Já o Disney Dreams começa às 20h e dura cerca de 20 minutos. Ao fim da parada, o parque encerrou suas atividades. Fizemos o caminho de volta do RER e do metrô, jantamos no restaurante do hostel e depois aproveitamos um pouco da night por lá..
  28. 1 ponto
    Acordamos bem mais tarde que o previsto e, por isso, tivemos que cortar alguns locais que pretendíamos visitar (culpa dos muitos quilômetros andados no dia anterior - e também dos mojitos da noite). Perdemos o horário do café e acabamos seguindo a dica do funcionário da recepção super simpático que fala português (esqueci o nome dele!) e fomos até uma típica padaria francesa na rua de trás do hostel – SENSACIONAL! (não lembro o nome prá variar, mas fica atrás do Generator e tem a parede azul turquesa..) Nos acabamos em baguetes, croissants e macarrons que eram deliciosos!! Pegamos o metrô até a estação Trocadero para: 1º: ver a Torre pelo Trocadero de dia. 2º pegar um barco para passearmos pelo Rio Sena. São várias empresas que fazem o passeio de barco com roteiros, preços e modalidades variadas. Já havíamos decidido pela Batobus tendo em vista que poderíamos subir e descer em qualquer um das 09 paradas ao longo do dia pelo preço de um único bilhete. As paradas estão no mapinha abaixo. O valor do passeio é €17. Na hora de pagar descobrimos que com o cartão Navigo sairia por €11 (mais um ponto pro Navigo!) Começou a chover, o que atrapalhou um pouco nossas subidas e decidas. Vale dizer que neste barco não há aquele guia que fala sobre os lugares que estamos passando: ele apenas cita o ponto e quais as atrações turísticas próximas a eles. Para quem tem mais dias, o passeio em dois dias consecutivos sai por €19. Após a volta completa (dura umas duas horas e meia), no meio da tarde descemos próximo à Notre Dame para almoçarmos na mesma região do dia anterior, pois gostamos das opções e dos preços. De lá, decidimos ir para Montmartre e a Sacre Coeur. A igreja é realmente linda e a vista é apaixonante!! Aqui vem mais um ponto pro Navigo: a subida do furnicular também está inclusa no passe. De lá de cima, enquanto apreciávamos a vista, vimos os golpistas na escadaria aplicando o famoso golpe da fitinha nos turistas.. Incrível como tudo acontece tão escancaradamente e ninguém faz nada! Vale dizer que há uma escadaria lateral mais tranquila, no canto esquerdo de quem olha de baixo. De lá fomos ao Marais, mas estava chovendo e não achamos nada demais no bairro. Decidimos retornar aos locais que já tínhamos ido para vê-los iluminados – só não contávamos com o fato da chuva ficar quase que torrencial e o frio estar de lascar. Só conseguimos mesmo ir à Champs Elysse e ao Arco, tudo de metrô, mesmo em distâncias curtas (ponto pro Navigo!) – estávamos congelando e o combo guarda-chuva e capa de chuva não estava dando conta mais Já se aproximava das 20h e fomos pra torre vê-la piscar. Retornamos felizes pro hostel. Tão felizes que paguei €9 euros numa TAÇA (sim, uma taça!) de espumante pra brindar esse dia! Ainda fizemos uma horinha na night club de lá antes de dormirmos.
  29. 1 ponto
    Havia comprado o ingresso do Louvre antecipado pro horário das 09h30. A brasileira que decidiu nos acompanhar não tinha ingresso. Eu queria ir bem cedo pra evitar a lotação e assim fizemos. Fomos de metrô até a estação Palais-Royal Musee do Louvre. Chegamos pouco depois das 8h ao museu e havia uma pequena fila tanto pra quem estava com ingresso quanto pra quem não tinha. Tiramos algumas fotos no exterior do museu e entendi quando as pessoas falavam que o museu é enorme: é mesmo! De fora já é bem impactante. Nesta foto aqui embaixo dá pra ver o tamanho das filas: na esquerda quem tem ingresso, na direita quem ia comprar – a brasileira que estava conosco entrou uns 20 minutos depois da gente. Vale dizer que mesmo nosso ingresso sendo pras 09h30 entramos as 09h, quando o museu abriu. Entramos na fila por volta de 08h40 – já estava um pouco maior. O frio estava de lascar e os 20m na fila até a abertura do museu foram puxados.. Mas sobrevivemos e depois de passar pelo detector de metais e pela conferencia dos ingressos, saímos correndo atrás da bendita Monalisa. Se você, como eu, também quer ir logo atrás da bonitona, não se preocupe: o museu é todo sinalizado com a direção que você deve seguir até alcança-la. Fomos quase correndo e quando chegamos na sala onde o quadro está exposto havia umas 10 pessoas, no máximo. Contemplamos, tiramos fotos, fizemos homenagem pra minha irmã que leva o seu nome e tudo mais.. alguns minutos depois, a sala foi enchendo e a nossa companheira brasileira chegou. Mas ainda estava suportável. Fomos em busca da ala egípcia (enorme e muito interessante) e ficamos um bom tempo nos perdendo no museu até que nós três decidimos que já tava bom de museu ... saímos por volta do meio dia e, gente do céu, que fila era aquela? Estava gigantescaaa!!!! Do Louvre saímos andando com direção ao Arco do Triunfo, passando pelos Jardins de Tuileries, Praça da Concórdia e Champs Elysee. Lanchamos uma baguete numa feirinha que tem próximo da Roda Gigante na Praça da Concórdia – tudo muito caro por lá. Estavamos no iniciozinho da primavera e o caminho foi bem florido. Do Arco pegamos o metrô até o Hotel de Ville e seguimos andando até a Notre Dame que é linda, por fora e especialmente por dentro. Atravessamos a ponte Saint Michel e uma rua atrás encontramos diversos restaurantes com menu do dia por 10 euros (incluindo entrada, prato principal e sobremesa). Optamos por um com cardápio em português, wi-fi e aquecedor potente - parecia o paraíso. hahaha De lá, pegamos o RER até a Torre. Eu e minha mãe tínhamos ingresso para as 17h30 – comprei com antecedência na esperança de ver o por do sol lá de cima, resultado: estava nublado. E frioooo! Vida que segue... Ao sair da estação do RER e me deparar com a torre meu pobre coração disparou! A primeira visão dela, bem de pertinho, é inesquecível. Tiramos muitas fotos no entorno até chegar próximo ao horário da nossa entrada. Pegamos uma filinha pra o detector de metais e seguimos para a fila dos que tinham ingresso, enquanto nossa amiga seguia para a dos sem ingresso. Entramos na fila uns 10 minutinhos antes das 17h30 e assim que deu o horário fomos liberadas pra subir (tinham 5 pessoas em nossa frente, bem tranquilo). Nossa amiga pegou cerca de meia hora de fila e nos encontramos lá em cima. Nem preciso comentar sobre a vista.. É realmente estonteante! Ficamos lá em cima até as luzes da torre serem acesas e a cidade luz se iluminar! Começou uma chuva fina e fomos até o Trocadero. Estava muito frio e, sabe Deus porque, nós três esquecemos completamente de esperarmos para ver a torre piscando – só lembramos quando entramos no metrô com destino ao Hostel. Acho que o frio afetou os neuronios! Arrasei! Prometemos voltar no dia seguinte só prá isso. No hostel, fomos ao bar que tem no terraço e passamos o resto da noite conversando entre brasileiros e tomando bons drinks com uma vista linda de Paris. Eu já estava completamente apaixonada pela Cidade Luz!
  30. 1 ponto
    Dia de embarcarmos pra Paris! O voo era no comecinho da tarde e foi só o tempo de tomarmos café e fazermos o checkout e seguirmos pro aeroporto. Eis que na saída do hostel minha mãe cai da escada! Foi uma queda muuuuito feia, pq ela se embolou com as malas e tudo. Na minha cabeça só veio o relato que Tia Polly fez aqui contando da queda dela no Peru .. É aquela fração de segundo que vc pensa que a viagem acabou ali.. Felizmente a bicha deu um pulo, bateu o pé no chão (com medo de alguma lesão) e começou a se acabar na risada. Ufaaaa! Seguimos pro aeroporto de metrô e o voo foi super tranquilo até o aeroporto de Orly, onde chegamos por volta das 16h55 (Paris tem 1h a mais que Lisboa). Houve uma demora absurda na entrega das malas e acabamos saindo tarde do aero. Foi a partir de Paris que começamos a ver um esquema de segurança mais forte, com muitos policiais com fuzis em todos os lugares. No aeroporto já foi bem impactante. Minha mãe estava bem reticente com a ida a Paris, com muito medo mesmo. Além disso, houve um atentado em Londres quando já estávamos na Europa, o que a deixou mais aflita ainda. Quanto à saída do aeroporto, eu já cogitava em pegarmos um taxi. Com a queda de minha mãe (ela estava bem dolorida), optei pelo taxi mesmo. Saindo de Orly em mais de uma pessoa, é vantajoso! A saída de taxi tem um preço fixo de €35 para o lado oposto do Rio Sena. Outra opção seria pegarmos o Trem Orly Val mais o RER B, o que nos custaria €12,05 cada uma. Ainda, teríamos que pegar o metrô para chegar até o hostel. Fomos pelo mais prático, já que a diferença de valor era mínima. O caminho de táxi até o hostel tá até hoje gravado em minha memória.. Parecia que eu estava em um filme! A hospedagem foi no Generator Paris. O hostel é sensacional.. tem uma pegada de hotel, moderno, enorme (7 andares), bem equipado e tem uma estação do metrô bem em frente. O staff foi bem atencioso. Vale dizer que tem um restaurante/café muito bom no térreo, uma boite no subsolo e um bar rooftop com uma vista linda de Paris. Os preços dos drinks são bem salgados, mas a comida tem um preço bacana e é muito gostosa (acabamos jantando lá todos os dias – recomendo a lasanha e o hambúrguer generator). Após o chekin, fomos até a estação do metrô para fazer o cartão NaviGo. Pesquisei um monte para ver qual opção de tickets do metrô seria melhor para o período que estaríamos lá e achei um post no blog Conexão Paris falando sobre este cartão e que o mesmo tinha sido dezonado, ou seja, comprando o cartão, valeria para ir a qualquer lugar de Paris. O cartão custa €5 e a recarga semanal €22,15. Vale dizer que o cartão é vantajoso para quem chega em Paris no começo da semana, pq a recarga semanal tem validade fixa das segundas-feiras aos domingos. Ou seja, se vc chega numa sexta, o seu cartão só vale até o domingo mesmo. No meu caso, cheguei uma terça e fiquei até o sábado. Comprei no cartão de crédito e levei daqui do Brasil uma foto minha impressa (na impressora mesmo..) no tamanho 2,5 x 3cm. É um pouco menor que a 3x4, mas se tiver uma 3x4 da pra usar.. basta cortas as bordas. Conhecemos umas brasileiras em nosso quarto e jantamos no hostel. Uma das meninas resolveu colar em nosso roteiro e combinamos a programação do dia seguinte antes de dormir.
  31. 1 ponto
    Nosso voo para Lisboa era no começo da tarde. Acordamos, arrumamos as malas, tomamos nosso café e fizemos o check out no hostel, seguindo de metrô + trem até o aeroporto. Embarcamos às 14h20 e chegamos em Lisboa às 14h45 (Lisboa tem o fuso de 1h a menos). Voo pela TAP, super tranquilo. Para locomoção em Lisboa compramos o cartão Viva Viagem (€0,50) – necessário um para cada uma – e recarregamos com €10 cada cartão (sobrou e perdemos dinheiro ) na modalidade Zapping. Fizemos a compra e recarga nas máquinas de autoatendimento no próprio aeroporto. A recarga nessa modalidade permite que o cartão possa ser utilizado em qualquer tipo de transporte (ônibus, metrô ou bonde). O cartão é de papel e é bom ter cuidado, pois se estragar não há reembolso dos valores. Fomos de metrô do aeroporto até bem próximo ao Hostel, na estação Baixa-Chiado. O Metrô de lisboa também é ótimo e tranquilo de usar. A recepção no Home Lisbon Hostel foi com uma Ginginha, bebida típica portuguesa. O hostel é bem charmoso e super bem localizado, próximo à Rua Augusta. Já estavámos azuis de fome e fomos até o Armazens do Chiado, um shopping bem próximo ao hostel, pois queríamos comer rápido. Há boas opções de restaurantes com um precinho bacana. A partir daí, passamos a percorrer o centro de Lisboa. No fim da tarde, achamos um barzinho que fica no canto esquerdo da Praça do Comércio com uma vista linda para o por do sol chamado Cais da Favorita. A estrutura do bar é em um barco e tem umas cadeiras de praia ao ar livre, voltadas para o Tejo (gostamos muito e acabamos voltando outro dia também!). A noite fomos até o Mercado da Ribeira onde funciona o Time Out Market. Assim como o Mercado de São Miguel em Madrid, eles revitalizaram o local, dando um ar mais gourmet e convocando grandes chefs para colocarem seus stands. Vale dizer que os preços não são dos melhores – gourmetizaram, né? Mas tem excelentes opções pra comer e tomar uns drinks.
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00


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