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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 27-01-2019 em todas áreas

  1. 1 ponto
    Antes de criar este relato, olhei a lista de tópicos e vi que praticamente todas a viagens de carro da página estavam com Atacama em destaque. Ainda assim, gostaria de compartilhar minha experiência, tanto para retribuir as dicas e informações que consegui em outros relatos lidos quanto para tentar acrescentar com a minha viagem que teve não teve um único objetivo ou foco, percorrendo diferentes regiões e desfrutando de diferentes níveis de conforto ao longo da jornada. Tentando contextualizar brevemente, eu moro em Presidente Prudente, sudoeste do estado de São Paulo, e minha namorada mora em Cascavel, oeste do Paraná, próximo já de Foz do Iguaçu, terra das Cataratas do Iguaçu e tríplice fronteira com Paraguai e Argentina. Percorro mensalmente essa distância de quase 500km para visitá-la. Também já fiz diversas viagens de carro pelo sul do Brasil. Já fui do Paraná ao Acre numa época em que meus pais moraram por lá. Então, posso dizer que estou habituado com trajetos médios e longos na estrada. Além disso, já aluguei carro em viagens internacionais por EUA, México e Aruba, porém sempre para deslocamentos próximos. Ainda assim, nunca tinha cogitado uma "roadtrip". Foi então que, entre o final de 2017 e início de 2018, buscando um roteiro de férias para março/abril de 2018, eu e minha namorada não conseguíamos ficar satisfeitos com destinos muito "manjados", passando, por exemplo, apenas por Buenos Aires ou Santiago. Começamos a aprofundar a ideia de ir até Santiago e alugar um carro lá para conhecer os arredores, mas queríamos algo mais para o lado de natureza e paisagens. Tentamos simular um "multi-trechos" incluindo Buenos Aires e El Calafate ou Ushuaia, mas os valores e a quantidade de atrações que queríamos conhecer não cabiam em nosso orçamento e nos dias que teríamos de férias. Foi então que, após alguns relatos de amigos locais, pensamos: porque não irmos de carro? E para onde conseguimos ir de carro, com um mínimo de conforto (sem precisa acampar e cozinhar), com um orçamento de uns 10mil reais e com 15 dias de férias, que inclua natureza e paisagens legais? Voltamos àquela ideia de Santiago, mas logo adicionamos o deserto do Atacama! Daí em diante, foram horas, dias e semanas de pesquisa. Consegui muita informação nos tópicos aqui do forum, juntei com algumas coisas de blogs de viagens e finalizei com decisões e escolhas pessoais. Foi aqui que saímos do foco da maioria que concentra a viagem numa região e tentamos colocar alguns contrastes: ver o deserto mais seco do mundo mas ver também o Pacífico pela primeira vez; ficar num povoado com ruas de terra como San Pedro do Atacama e depois numa metrópole como Santiago; se hospedar em hostels ou hotéis baratos na maioria dos lugares mas ostentarmos em hotéis chiques em La Serena e em Mendoza; e por aí vai... Nosso roteiro ficou assim: (ver imagem anexa) OBS: Não consegui colocar todas as cidades relevantes (pernoites/passeios) no mapa pois o Google limita. Mas a lista completa ficou assim: Presidente Prudente/SP Foz do Iguaçu/PR Resistencia/ARG Salta/ARG San Pedro de Atacama/CHI Antofagasta/CHI Copiapó/CHI La Serena/CHI Vinã del Mar/CHI Santiago/CHI Mendoza/ARG Santa Fé/ARG Nos próximos posts, vou relatar cada um dos dias, tentando destacar algo que considerei mais interessante ou que seja uma dica mais valiosa para quem interessar. Foram quase que exatamente 8.000 km percorridos, somando todos os deslocamentos (tanto estrada entre cidades quanto o que rodamos para os passeios etc), feitos em 19 dias, entre os dias 13/04/2018 e 01/05/2018 (feriado do dia do trabalhador) sendo que dois deles viajei sozinho: o primeiro de Presidente Prudente/SP até Cascavel para buscar minha namorada e irmos até Medianeira/PR dormir na casa dos meus pais, e o último fazendo o inverso. Atualizando com uma das fotos mais "sugestivas" que encontrei para resumir a viagem: Salinas Grandes by Elder Walker, no Flickr
  2. 1 ponto
    Boa noite a todos, Estou procurando uma turma animada para explorar a Espanha para Maio de 2019. Estou começando um roteiro. Estou saindo de SP/SP. Quem se anima ? SDS,
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    Olá pessoal do Mochileiros.com. Sempre que viajo, consigo dicas valiosas por aqui. Por isso, gostaria de retribuir e contar um pouco do roteiro que fiz no ano passado no Velho Mundo. Nesse post vou fazer um breve relato com os preços e as principais atrações de cada lugar. A vontade é postar várias fotos, mas não quero deixar o post mais gigante do que ele já está. Caso vocês queiram ver mais fotos ou entenderem mais a fundo os lugares que passei, vocês podem acessar o blog http://ontheroadwithmike.wordpress.com/. Também estou completamente a disposição para tirar qualquer dúvida! Explicação do roteiro: No ano passado, eu recebi um convite para participar de uma formatura em Moscou. Desde então, fiquei procurando passagens baratas. Eis que em um belo dia, encontrei um voo de ida e volta para Istambul por R$ 2300, pela Ethiopian. Não hesitei duas vezes, comprei e passei a organizar minha viagem a partir de lá. São Paulo - Istambul - Baku - Moscou - Kazan - Volgogrado - Moscou - Minsk - Kiev - Bucareste - Sofia - Atenas - Istambul Datas 23 de junho e 13 de julho, sendo: 24 - 26 - Istambul / 26 - 27 - Baku / 27 - 29 - Moscow / 29 - Kazan / 30 - Volgogrado / 01 - Moscow / 01 - 02 - Minsk / 02 - 05 - Kiev / 05 - 07 - Bucharest / 07 - 10 - Sofia / 10 - 12 - Atenas / 12 - 13 - Istambul Principais custos Transporte: Voo GRU - IST - GRU: R$ 2300,00 (Ethiopian) Voo Istambul - Moscow com escala de 20 horas em Baku - 92 dólares (Azerbaijan Airlines) Trem - Moscow - Kazan - 2700 rublos (Russian Railways) Voo - Kazan - Volgogrado - 5700 rublos (Aeroflot) Voo - Volgogrado - Moscow - 3550 rublos (Pobeda) Ônibus - Moscow - Minsk - 1500 rublos (Eurolines) Voo - Minsk - Kiev - 74 euros (Belavia) Voo - Kiev - Bucareste - 85 euros (Dniproavia) Voo - Bucareste - Sofia - 60 euros (Tarom) Voo - Sofia - Atenas - 20 euros (Ryanair) Voo - Atenas - Istambul - 71 euros (Aegean) Vários desses custos podem ser menores, caso você vá de ônibus ou de BlaBlaCar os preços podem ser menores. Como estava com dias contados, preferi fazer a grande maioria do preços por avião. Hospedagem: Couchsurfing - Com a exceção de Sofia e Atenas, onde não consegui Couchsurfing. Em Sofia paguei 15 euros por noite em Atenas 25. Gastos Diários: 30 euros diários (Alimentação, passeios e transporte na cidade) - Consegui manter em todas cidades, com exceção de Atenas. Vistos Para entrar no Azerbaijão é necessário tirar visto. O processo é simples e feito pela internet. Há um custo de 20 dólares. Nos outros países, não é preciso visto. Antes de viajar O alfabeto cirílico é sempre uma excelente ajuda na para desbravar a Rússia e os países da antiga URSS. Aproveite a oportunidade para aprender. Relato Aeroporto de Addis Ababa Post com mais detalhes: https://ontheroadwithmike.wordpress.com/2018/04/17/etopia-aeroporto-de-addis-abeba/ O Aeroporto de Addis Ababa é a porta de entrada para Etiópia e o principal hub da Ethiopian Airlines. Apesar dele estar sempre lotado e ser bastante confuso, é possível se organizar e esperar o voo com tranquilidade. Há espreguiçadeiras espalhadas pelo saguão e algumas opções de comida. O banheiro atrás da verificação de segurança da porta 14 também o mais limpo. Não hesiste de aproveitar as ótimas promoções da companhia. Istambul Post com mais detalhes: https://ontheroadwithmike.wordpress.com/2018/01/18/turquia-istambul/ Istambul é certamente uma das cidades mais mágicas do mundo. Encontrar a história em cada canto, viver uma cidade cosmopolita e provar uma culinária deliciosa. Fiquei quatro dias e não achei suficiente. Seguem os destaques: 1º dia - No primeiro dia eu foquei no Complexo de Museus Arqueológicos, na Hagia Sophia e no Topkapi Palace. Eu estava com mala, então dei preferência aos lugares próximos. 2º dia - No segundo dia eu fui conhecer a região da Sulamanye Mosque. É certamente a mais bonita da cidade. Perto de lá há cafés com vistas incríveis. Este era o dia do Ramadã e tive a oportunidade de jantar com amigos do Couchsurfing. 3º dia - Já no terceiro dia eu foquei no outro lado do rio. Conheci a região do Moda Park. Bairro cheio de cafés e lojas alternativas. Depois, através o rio e fui para a região do Dolmabahcce Palace. Incrível. 4º dia - No último dia concentrei na região dos bazares. Eles são lindos. Mas caso você queira comprar algo, minha sugestão é que você aproveite as lojas que ficam do lado de fora. Dicas: O transporte na cidade é bastante simples. Estive durante o ramadã e os preços eram ainda menores. De toda forma, abuse da caminhada. Vale super a pena. O ticket de museus é uma boa pedida. Caso você goste de museus, a economia é real. Você gasta o equivalente a 70 reais e consegue entrar em diversas atrações como o Complexo de Museus, Hagia Sophia e o Topkapi Palace. É possível se alimentar bem a preços módicos. Onde tiver bastante turco, entre. Geralmente é uma ótima dica. Do lado de fora do Grand Bazaar tem locais ótimos. Baku Post com mais detalhes: https://ontheroadwithmike.wordpress.com/2018/01/19/azerbaijao-baku/ Baku foi uma parada devido a um stopover em direção a Moscou. E não tenho dúvidas de que foi uma excelente decisão. A cidade é belíssima e com excelentes opções. Fiquei apenas um dia, mas certamente adoraria ter ficado outro. Organizei meu dia de forma a visitar as principais atrações da cidade. Há um Centro Antigo com um castelo secular, que combina com a nova fase do país. O resultado é uma cidade em crescimento, organizada e que está bastante focada em receber bem o turista. Seguem os destaques: Heydar Aliyev Centre - É um centro multiuso projetado pela Zaha Hadid. Simplesmente incrível. Dagustu Parque - Esse é um parque de origem soviética com vista para toda a cidade. Imperdível Como eu cheguei no meio da madrugada, achei melhor reservar um hostel. Fiquei no Coffee Inn e recomendo muito! Um dos melhores que já fiquei! Moscou Post com mais detalhes: https://ontheroadwithmike.wordpress.com/2018/01/20/russia-moscou-e-kazan/ Moscou é uma velha conhecida. Já tinha visitado a cidade em outra oportunidade. (Segue post aqui no Mochileiros) e resolvi retornar. Nesta vista foquei em lugares que não tinha ido da última vez. Seguem os destaques: Museu do Cosmonauta - Museu voltado para crianças, mas a arquitetura exterior é impressionante. De lá dá para ir caminhando para o Worker and Kolkhoz Woman. Imperdível também. Metrô - Na minha última visita eu não visitei várias estações. Quase perdi meu ônibus para Minsk dessa vez. Como participei da formatura da minha amiga, boa parte das atrações foi almoçar e jantar com a família e essas coisas a gente acaba não tirando foto ou compartilhando. De toda forma. ainda visitamos a Tetryakov Gallery, passeamos na Praça Vermelha, andamos pela universidade. Não dá para se cansar de Moscou. Kazan Post com mais detalhes: https://ontheroadwithmike.wordpress.com/2018/01/20/russia-moscou-e-kazan/ Kazan foi uma sugestão de uma amiga. A cidade tem bastante influência europeia e lembra em alguns momentos São Petersburgo. Há diversos lugares para visitar a e cidade é belíssima. Seguem os destaques: Bauman St - Uma das principais ruas da cidade concentra restaurantes, catedrais e leva para os principais locais da cidade. Dá para ir andando da estação de trem. De lá ainda dá para ir para o Kremlin (obrigatório). Park Pobedy - Pegando um tram, você chega ao Parque Pobedy, dedicado para a vitória russa na II Guerra. Lugar muito bonito e ótimo para relaxar. Dicas: Caminhar pela margem do rio também é uma atividade incrível. Artistas, lojinhas e ótimas vistas para a cidade. Volgogrado Post com mais detalhes: https://ontheroadwithmike.wordpress.com/2018/01/23/russia-volgogrado/ Volgogrado foi certamente a minha cidade favorita. ‘Stalingrado’ respira história e a Segunda Guerra Mundial em todos os cantos. A cidade é cheia de monumentos e estátuas que lembram o horror da guerra. Certamente quero voltar para a cidade. Recomendadíssimo. No roteiro, busquei conhecer os principais pontos da cidade. A dica é seguir o Tram da cidade e descer nas estações. Os highlights são o Museu da Guerra, a Lenin Square e o Motherland Monument. Emoção pura em todos lugares. A cidade ainda conta com restaurantes deliciosos e uma cidade ainda pouco explorada pelo turismo. Motherland Monument Lenin Square Minsk Post com mais detalhes: https://ontheroadwithmike.wordpress.com/2018/03/05/belarus-minsk/ A capital de Belarus é outra feliz surpresa na viagem. A parada foi originada devido a uma escala, uma vez que não há mais voos diretos entre Moscow e Kiev. Com isso, acabei ficando 1 dia completo na cidade. Tive uma sorte incrível de me hospedar com hosts incríveis do Couchsurfing. A cidade ainda tem bastante símbolos soviéticos e os laços culturais com a Rússia são muito presentes. Não deixe de visitar a Biblioteca Nacional e o Museu da II Guerra. National Library - Tem uma varanda ótima para observar a cidade Museu da II Guerra Kiev e Chernobyl Post com mais detalhes: https://ontheroadwithmike.wordpress.com/2018/03/10/ucrania-kiev-e-chernobyl/ Kiev é uma cidade que eu já queria visitar há bastante tempo. Quando eu descobri que eu poderia juntar com Chernobyl, ficou mais legal ainda. A parte mais interessante de tudo, é que a Ucrânia é muito barata. Eu queria viver dentro de uma loja do Puzata Hata. Uma rede de restaurantes deliciosa e muito barata. A cidade possui um complexo de igrejas incrível, um monumento da II Guerra que lembra muito o de Volgogrado e comida incrível (vou repetir várias vezes haha). Por aproximadamente 100 dólares, você visita o complexo de Chernobyl. Achei o valor bastante justo. Fiquei impressionado com o local, uma vez que achei que ele estaria mais preservado. Mas a cidade foi completamente saqueada. De toda forma, é uma experiência e tanto. Recomendo! Puzata Hata - Eles deveriam declarar Patrimônio Cultural da Ucrânia hahaha Usina de Chernobyl Kreshchatky Bucareste Post com mais detalhes: https://ontheroadwithmike.wordpress.com/2018/03/24/romenia-bucareste/ Bucareste é outra grande vontade que tinha de conhecer. No entanto, devo reconhecer que me decepcionei um pouco. Talvez por uma experiência não tão legal no Couchsurfing, mas na realidade acredito que 3 dias na cidade foram muitos. A cidade tem o segundo maior prédio administrativo do mundo (e isso é incrível), alguns parques e inclusive um Arco do Triunfo. No entanto, há muito tráfego e a cidade parece não ter uma identidade muito forte. De toda forma, conhecer é sempre incrível. Super recomendo almoçar no Kara CuBere. Maior cara de tourist trap, mas comida excelente e preço justo. Parlamento Herestrau Park Sofia Post com mais detalhes: https://ontheroadwithmike.wordpress.com/2018/04/16/bulgaria-sofia/ Sofia foi uma grande surpresa da viagem. Na realidade, eu não estava esperando tanto após Bucareste. Mas descobri um cidade viva, com uma história incrível e uma comida sensacional. A cidade tem grandes símbolos como a Alexander Nevsky Cathedral, mas também feirinhas, igrejas e um museu Soviético incrível. Uma das melhores experiências que tive na cidade foi um Walking Tour de comidas. Recomendadíssimo. Sofia vale muito a pena. Palácio de Cultura Alexander Nevsky Tour de comida em frente a um restaurante Iraquiano Atenas Post com mais detalhes: https://ontheroadwithmike.wordpress.com/2018/04/16/grecia-atenas/ Cidade conhecida por todos. Berço da cultura ocidental. Estava animadíssimo. Mas confesso, que também me decepcionou um pouco. A cidade é caríssima (meu budget foi pra Cochinchina) e não há tantas atrações para o tamanho da cidade. De toda forma, conhecer a Acrópole e comer queijo feta no café da manhã é maravilhoso. Eu certamente quero voltar para a Grécia e explorar as ilhas, mas certamente tendo mais grana. De toda forma, prepare o bolso e aproveite a beleza da cidade. Acrópole: Aos amantes das Olimpíadas, a cidade é um must Espero ter ajudado e inspirado vocês! Estou à disposição para quaisquer dúvidas! Abraços :)
  4. 1 ponto
    E aí, tudo bem Estou terminando de organizar minha viagem e preciso de algumas dicas... Meu voo de ida chega em Buenos Aires dia 19.01.19 (onde já tenho reservado no HOSTAL MILLHOUSE AVENUE até dia 22.01.19) e meu voo de volta sai de Ushuaia dia 23.02.19; concluindo assim 36 dias de roteiro. Meu segundo destino depois de BNA é Bariloche (vou de ônibus, empresa: VIA BARILOCHE). A partir de Bariloche a ideia é ir para el Bolsón, el Calafate-el Chaltén, Puerto Natales (parque Torres del Paine), e por fim, Ushuaia. Pretendo fazer todos esses trajetos de bus...  Minhas duvidas são em relação da quantidade de dias que reservo para cada cidade... Pensei da seguinte maneira: BUENOS AIRES: 3-5 dias BARILOCHE: 4 dias (até pensei em ficar mais, mas devido ao preço da cidade não sei se convêm) EL BOLSON: 4 dias EL CALAFATE: 3 dias EL CHALTEN: 5 dias PUERTO NATALES (P.TOR.PAINE): 6 dias USHUAIA: 5-7 dias. *Outras duvidas: 1.devo agregar no trajeto: Villa la Angostura??... vi que tem bastante coisa legal por lá. 2. de el Calafate vou para Puerto Natales, onde o objetivo é fazer o Parque Torres del Paine, acho que vou acabar optando pelo W, alguém tem alguma dica sobre?? 3. posterior ao Parque Torres del Paine, tenho que voltar para el Calafate pra descer até Ushuaia, trajeto que pretendo fazer de ônibus, vi que tenho que ir primeiro para Rio Gallegos... seria interessante reservar 1-2 dias para conhecer está cidade? ou melhor sigo direto para Ushuaia? 4. en el Calafate, no glaciar Perito Moreno... minitrekking vs. big ice... já li tanto sobre isso que ainda não consegui decidir... alguém que fez, tendo em conta os valores, vale a pena o Big Ice? 5. el Chaltén, pode fazer camping no Fitz Roy?? 6. Estendo para 5 dias em Buenos Aires antes de descer para Bariloche, ou 3 já está de bom tamanho?? quero conhecer Tigre tb...  Desde já muito obrigado galera
  5. 1 ponto
    Jonas, tem vários relatos deste trajeto aqui no site, vale a pena dar uma lida! Geralmente o pessoal vai primeiro ao Atacama e depois desce, mas nada impede de fazer ao contrário. Seria algo assim: Foz do Iguaçu > Corrientes ou Resistência > Salta ou San Salvador de Jujuy > San Pedro de Atacama via Paso de Jama > Antofagasta e costa do Pacífico > Santiago > Mendoza > Córdova > Corrientes ou Resistencia > Foz do Iguaçu! Mas esta é só uma das possibilidades! Tem que adequar o itinerário ao gosto do viajante!
  6. 1 ponto
    @kau moreira Grata pela informação! São Miguel dos Milagres também me atrai bastante, como vou ficar razoalvelmente perto hehehe não gostaria de deixar de fora estes lugares que parecem incríveis! Valeu pela dica! bjooo😘
  7. 1 ponto
    Obrigado por acompanhar @Pinnng, vou fazer o possível pra postar a cada três dias, assim consigo concluir em mais duas ou três semanas semanas tudo, forte abraço.
  8. 1 ponto
    Atualizando... Tive que descobrir tudo sozinha. Deixo a dica para quem precisar no futuro: O ônibus de Rio Gallegos (ARG) para Puerto Natales (CHL) sai três vezes por semana às segundas, quartas e sextas 16:45hs. A viagem costuma durar cerca de 5 horas, devido às paradas em ambas as fronteiras. De Puerto Natales para Rio Gallegos tem ônibus às segundas, quartas e sextas, às 07:45hs. Paguei 35 mil pesos chilenos para fazer o tour full day por Torres del Paine. O valor não incluiu alimentação e taxa de entrada no parque, de $ 21.000,00 para estrangeiros. Paguei outros $ 5.000,00 para visitar a Cueva del Milodón, atração próxima do parque. No mais, recomendo muitíssimo o We are backpackers hostel em Puerto Natales, que além de proporcionar muito conforto no espaço físico e atendimento do staff, fica bem próximo à avenida costanera, cartão postal da cidade.
  9. 1 ponto
    Amigo, seu convite ficaria mais visível neste tópico: https://www.mochileiros.com/forum/244-trilhas-e-trekking-companhia-para-viajar/
  10. 1 ponto
    Cara Milão é um pouco mais caro mas sempre da pra fazer programas baratos a pé. Da pra visitar o Duomo, Castello Sforzesco, dar uma volta em Brera que é um bairro mais "cool". Lá na Itália também existe um negócio chamado "Aperitivo", que seria o equivalente ao nosso Happy Hour. Você paga um drink e enquanto estiver bebendo pode comer a vontade um buffet que eles montam com petiscos nos bares. O melhor lugar pra fazer isso é em Naviglio Grande, um córrego que fica ao sul de Milão e tem vários bares em volta. Em relação ao roteiro dos carros, o museu da Ferrari de Turim nem se compara com os de Módena e Maranelo, tirando que as duas cidades respiram e vivem da Ferrari, além de você poder visitar o autódromo de Fiorano. Eu sou apaixonado por carros também e fiquei 5 dias ali naquela região, fiz os 2 museus da Ferrari, Lamborghini, Pagani, Ducati e Alfa Romeo. Lá em Maranelo tem mil lugares pra fazer test drive de Ferrari, mas o preço é meio salgado. Se você realmente quiser fazer o test drive eu sugiro você ir nesse lugar http://www.testdriveemmaranello.com.br/contato. O Gean e a Alexsandra são Brasileiros, ele que leva pra fazer os passeio e deixa enfiar o pé. Vou te dizer que pra quem gosta de carro existem poucas sensações parecidas com enviar o pé em uma 458 a 240km/h na estrada. San Marino sinceramente eu só fui pra visitar Ímola mesmo...
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    @Carla CSvie Eu fiz o trajeto inverso em setembro de 2017. Sai de Maceió, fui para Maragogi, depois Porto de Galinhas e, por último, Recife. Eu achei bem complicado usar ônibus nesse trajeto. Era a minha primeiro opção por querer economizar com transfer, mas não deu. Os ônibus de Maceió para Maragogi eram com a Real Alagoas, mas tinham só 2 horários, se não me engano. De Recife para Maragogi, não sei te informar como fazer para chegar de ônibus. Uma opção seria fazer Recife x Porto de Galinhas x Maragogi, você poderia fazer um bate volta para Maragogi ou se hospedar lá. Se quiser passar um tempo por lá, converse com a agência e faça como eu fiz: vá com uma excursão pagando metade do valor, deu menos de R$ 50. Usei essa estratégia nesse pedaço: Maceió x Maragogi x Porto de Galinhas porque foi a melhor opção de deslocamento que eu achei para os horários que eu queria. Acho que consegues fazer no sentido inverso, de boa. Se puder ficar 2 dias Maragogi, fique. Conheça a Praia de Antunes e São Miguel dos Milagres, vale super a pena. A cidade não tem agito norturno, mas para quem ama praia é fantástico.
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    Fora que essa ideia de usar a noite para deslocamento de trem vai te cansar muito a longo prazo, é tão ruim de dormir quanto no avião, tira sua disposição de encarar o dia seguinte, o que diminui seu ritmo na viagem...
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    Eu tenho medo de ir sozinha pq não sei falar inglês rsrs... Eu estou fazendo curso mas não sei me virar ainda... Eu vou comprar a passagem e vou de qualquer jeito ..mas se tivesse companhia seria melhor
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    @Analy por qual motivo voce está insegura? Os tailandeses são muito solícitos, voce pode andar por toda parte e nao há nenhuma sensaçao de insegurança. Na minha opinião voce deveria programar sua viagem sem condiciona-la a ter que arrumar uma cia, ou seja, se voce arrumar bem, se nao amém.. pé na estrada do mesmo jeito. O país tem inúmeras coisas pra se ver e fazer, várias ilhas com cada praia mais bonita que a outra dos dois lados do continente. Planeje e aproveite mesmo que seja sozinha, voce nao vai se arrepender. Boa sorte!
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    @Paula Souza Dos Santos Concordo com o brother acima, a principio sao muitos destinos para o tempo disponivel. Ao invés de colocar no seu roteiro países "aleatórios" simplesmente pelo fato de estarem proximos um dos outros, tente ver os países que possuem algo do seu interesse. Faça seu roteiro por países nao se esquecendo da "limitação" do tempo, onde voce pode pegar dias de chuvas, nevascas e nao conseguir fazer quase nada, sem falar que nessa época os dias são curtos, onde por volta das 16hs ja está escuro. Creio que cortar alguns países pode ser um boa escolha para poder aproveitar mais cada lugar e nao ter que viajar correndo e um deles que sugiro seria Malta, nessa época do ano voce nao vai nem pisar na agua e nao vai conseguir aproveitar nenhuma praia.
  17. 1 ponto
    Oi Cleitonm2014, tu ja tentou ver pela cia aerea Skyairlines? Essa cia é nova aqui no Brasil, uma low cost chilena, mas parte só do RJ, SP e Florianopolis. Pelo que ouvi dizer tem preços mais em conta. Tambem acho que a Aerolineas Argentinas tem bons preços pra santiago. Eu fui em juho do ano passado com o mesmo objetivo de ver neve. Mas estando lá cheguei a conclusão que em San jose del Maipo tem se mais acesso aos lugares que neva, inclusive fizemos um trekking na neve para Termas Colinas e no inicio da trilha, na base da montanha tinha muita gente da cidade que estava brincando na neve e fazendo trekking sozinhos, inclusive com bebes de colo! Alem de trekking na neve ainda dá pra tomar banho nas piscinas de aguas vulcanicas Um lugar que fiquei por uns 4 dias, foi Las Trancas e ali havia nevado na noite anterior e tinha neve por todo lugar, inclusive dava pra fazer trekking po caminho Shangrila que tinha muuuuuita neve em cima da montanha, alem de que ali tem se facil acesso de onibus ou vans pra outras piscinas de aguas vucanicas. Então vale a pena procurar ficar em outros luhgares alem de santiago pra ter mais contato com a neve. Boa viagem
  18. 1 ponto
    Dando continuidade à minha primeira caminhada (https://www.mochileiros.com/topic/55152-60-dias-a-pé-pelo-litoral-brasileiro/), me vi na mesma situação que a anterior (saí do emprego + férias da faculdade) e não pensei duas vezes antes de continuar de onde tinha parado. Parti em dezembro até a Paraíba, passei uns dias e logo depois do natal, fui pro Rio Grande do Norte onde dei continuidade de onde tinha parado. 1º DIA 26.12.2018, chegando na rodoviária da calorenta e ensolarada Natal, almocei bem baratinho por 8$ e peguei um coletivo com destino a Praia da Redinha. Chegando lá comprei água e uns lanches e parti pro mar pra dar uns mergulhos. Dessa praia temos uma bela vista da ponte Newton Navarro e de toda Capital potiguar, a água é verdinha e com aquela temperatura característica nordestina. Olhando a frente também é possível avistar o final da praia que já marca o início de Genipabu. Parti por volta das 15h com a maré baixinha e com trecho não muito vazio, com bastante casas. Rapidamente cheguei em Genipabu que é verdadeiro cartão postal, com dunas, maré baixa, algumas pedras e turistas por todo canto, hora de buggy hora de dromedário. Parti pra água pra dar mais uns mergulhos no mar calmo e depois subi a duna pra conhecer, esperei o sol se pôr e armei a rede no meio de uma moita. A noite foi sofrível com muito vento e com a falta de costume de dormir em rede e preparar comida nessas condições. Andei uns 8km. Genipabu-RN: 2º DIA Pra minha sorte a noite não choveu e assim que clareou levantei, comi alguma besteira e desci a duna pra começar a andança. Logo nos coqueiros dos restaurantes ao lado da duna consegui 2 cocos, os primeiros dessa viagem. Segui calmamente deixando Genipabu pra trás e uns 40 minutos depois surge a primeira barra pra atravessar, a do Rio Ceará-Mirim, que atravessei com água na cintura. Logo a frente próximo a Pitangui parei em umas das inúmeras casas abandonadas/vazias ou sei lá o que, e armei minha rede pra dar uma descansada. Minha ideia foi começar caminhando bem pouco pra tentar evitar as bolhas (funcionou!). Com as coxas assadas e os pés ardendo um pouco dei uma boa descansada (leia-se cochilada), enquanto os buggys passavam pra lá e pra cá. A orla de Pitangui é ligeiramente mais humilde, almocei um PF no restaurante da Maria por 10$ e segui, peguei mais 2 cocos antes de passar por uma lagoa com barracas vazias as margens da praia. Genipabu estava sempre a vista quando olhava pra trás, mais um pouco de caminhada vem Jacumã e mais belas praias surgem, um pouco mais a frente quase colado vem Muriú, cheguei já escurecendo e não achei um bom canto pra dormir, acabei armando a rede num quintal de uma casa que parecia vazia, ainda sem ritmo nenhum, apenas lanchei antes de dormir. Caminhei uns 18km. Sentido Jacumã-RN: 3º DIA Levantei cedinho e fui até a rua principal comprar meu café, depois de comer e chupar uns cajus que achei no caminho, parti na maré baixa e com mar agitado. Depois que acabam as casas vem uns 3km sem nada além de uma coqueiral bem ralo e uma faixa de areia bem extensa, ao fim da praia vem umas pedras e a barra do Rio Maxaranguape, que atravessei com água na coxa, do outro lado peguei a sombra de um quiosque vazio e descansei até o almoço. Única movimentação eram de poucas famílias se banhando no rio e pescadores trabalhando em seus barcos atracados. Almocei no mercado central por 10$ e voltei a descansar na orla que não tem nada de luxuosa. Da minha rede já conseguia avistar mais a frente a Árvore do Amor e o Farol de São Roque. Parti umas 15:30 com sol mais ameno e maré baixando, a esquerda a areia forma quase uma pequena falésia que esconde as casas por trás dela, uma dessas casas estava vazia e foi na varanda dela que armei minha rede pra dormir, antes ainda dei uma boa mergulhada, o dia foi bem tranquilo caminhando apenas uns 9km pra compensar o dia anterior. Sentido Maxaranguape-RN: 4º DIA No primeiro claro já levantei, comi e parti. Ao fim da praia vem uma falésia mais consistente e algumas pedras na areia, na praia seguinte a uns 200m vem a Árvore do Amor, que são duas gameleiras, árvore típica de lá, que parecem estar se abraçando. 300m depois vem o Farol de São Roque, que representa o ponto brasileiro mais próximo do continente africano. Ao fim da praia vem mais pedras e sempre um velho conhecido das praias, o lixo. Na praia seguinte já dá pra avistar a Praia de Caraúbas e mais distante Maracajaú. A caminhada segue tranquila com areia firme e maré baixa, as praias seguintes são muito bonitas, sempre com pedras, falésias e um formato bem curvado. Parei rapidamente em Caraúbas pra um lanche e continuei andando, um pouco a frente vem a Lagoa Peracabu, com muitas barracas e as típicas redes na água, que daqui pra frente são bem comuns. O trânsito de quadricículos e buggys é frenético entre a lagoa e Maracajaú. Ao final da praia surge um visual incrível com águas claríssimas e uma pequena lagoa formada pela maré. Cheguei em Maracajaú com a maré subindo e areia um pouco fofa, sem muita opção pra almoçar, acabei comendo um peixe por 18$ no restaurante Tereza Pança e descansei por lá o resto da tarde, alternando banhos de mar e chuveiro. Maracajaú não é muito grande, mas o que chamou mesmo atenção foi uma iguana gigante que circulava tranquilamente entre os moradores pela rua. Ao final das casas, encontrei uma abandonada parcialmente engolida pela areia e armei por lá minha rede, ainda consegui 3 cocos no coqueiral que tinha nos fundos, jantei e dormi muito bem aquela noite. Andei uns 14km. Maracajaú-RN: 5º DIA Saí cedo e comecei a andar aproveitando a sombra de uma imensa nuvem, mais a frente tem mais casas abandonadas boa pra um pernoite. A nuvem não durou muito e logo o sol brotou, com a maré ainda muito boa pra andar rapidamente alcançei o fim da praia, depois vem um retão de praia que ao final tem algumas pedras e uma bela vista do percurso que tem pela frente, daqui dá pra ver também a primeira grande sequência de parque eólico, que é bastante comum dali pra frente. A primeira praia é bem curvada, com bastante pescador puxando rede, depois de uma duna mediana começa Pititinga, descansei um pouco por lá e segui. Ao fim das casas, tem uma lagoa com algumas barracas, ainda vazia pelo horário, e uns coqueiros baixos espalhados, peguei 4 cocos e dei mais uma descansada. A praia dali pra frente é uma reta bem deserta, 3km a frente vem o Rio Tatu que tava bem rasinho sem problemas pra passar, um pouco mais a frente vem Zumbi, que já estava no clima de réveillon com suas ruas desordenadas. Almocei um frango na brasa com o melhor suco de graviola da viagem por 12$, depois fui mergulhar e descansar na praia que tinha muito quadricículo e a água com uma cor impecável. No fim da tarde fui até o final das casas e achei uma abandonada onde armei minha rede na varanda. O vento foi insano a noite toda e não consegui dormir muito bem, caminhei uns 13km nesse dia. Zumbi-RN: 6º DIA Pra compensar a noite mal dormida levantei um pouco mais tarde e a praia já tinha banhista caminhando. Amanheceu um pouco nublado, o que sempre ajuda na hora da caminhada, ainda na maré baixa logo cheguei no fim da praia onde tem muitas pedras e falésias, esse cenário segue praticamente até Rio do Fogo sempre com alguns catadores de marisco nas pedras. Faltando uns 2km pra chegar no centro um bugueiro me ofereceu uma carona até a cidade que gentilmente recusei, preferi ficar descansando embaixo de uma boa sombra de frente pro mar. Rio do Fogo tava com um trânsito insuportável de fim de ano, almocei um peixe num restaurante pela praia enquanto me molhava no mar e no chuveiro. Saí no fim da tarde com a maré alta, tive que ir descalço pra facilitar, peguei 2 cocos numa pequena duna antes de chegar em uma pequena vila, se não me engano se chama Perobinha de Touros. Mais à frente vem um hotel luxuoso com seguranças devidamente armados que me observavam enquanto andava. Mais pra frente achei 2 barracas de pescador onde armei a rede, porém devido aos fortes ventos, acabei inaugurando a barraca e dormindo nela, e foi como eu temia, muito abafado e quente. Realmente calor e corpo salgado não combinam com barraca de camping. Andei uns 10km. Sentido Rio do Fogo-RN: 7º DIA Acordei as 5h e me arrumei logo pra sair, a areia já estava bem durinha e a maré baixando. Caminhada bem tranquila e depois que passa por um imenso hotel em construção vem Carnaubinha, que é um lugar bem pequeno com a orla repleta de casas alugadas, algumas ainda em festa pela virada do ano. Quase colado em Carnaubinha vem Touros, que é bem maior e estava com a praia lotada do pessoal que passou a virada do ano ali. Fui até o centro comprar pão e estava saindo uma procissão da igreja, muita gente indo embora da festa e mais gente ainda já chegando pra aproveitar o feriado, achei uma sombra onde comi e descansei até o almoço. Almocei um frango na brasa por 10$ e vazei dali por volta das 14h, a praia entupida de gente me fazia lembrar Copacabana em dia de feriado, deixei toda a muvuca e lixo pra trás e segui andando embaixo do sol escaldante na maré alta, falei comigo mesmo que nunca mais andaria na maré daquele jeito. Apesar do trecho deserto sempre surgia alguma família pelo caminho, definitivamente era o dia mundial de ir à praia. Ao final da praia tem o Farol do Calcanhar, que tem esse nome por estar posicionado no “esquina” do Brasil, com 62m é o segundo maior farol de concreto do país e um dos maiores do mundo desse tipo, a partir daqui a caminhada deixa de seguir pro norte e passa a ser pro oeste. Logo a frente vem um restaurante e depois vem o marco do km0 da BR-101, chupei muito caju enquanto tirava foto das placas. Armei a rede numa espécie de coreto de um casarão abandonado onde assisti de camarote a lua cheia surgindo de dentro do mar. Dormi muito bem depois de andar 14km e compensei a noite mal dormida do dia anterior. km 0 BR-101-RN 8º DIA Acordei com o sol nascendo mas antes de sair ainda peguei 6 cajus pra completar o café e saí sem pressa esperando a maré melhorar. Uns 15 minutos dali tem um lugar chamado Cajueiro, que ainda estava amanhecendo, passei direto e uns 40 minutos depois vem uma bela praia que parece um lugarejo, mas é só uma praia de pescador, todas as cabanas existentes são pra guardar o material de pesca deles. Daqui pra frente começa um climão de deserto com solo mais avermelhado e com dunas realçam o cenário. Ao fim dessa praia começa uma sequência de falésias e pedras que só dá pra passar na maré baixa. Quando cheguei em São José uma família colombiana me ofereceu carona e aceitei, fui de carona de buggy até São Miguel do Gostoso, onde descansei numa sombra até a hora do almoço. São Miguel estava na ressaca do réveillon, na praia ainda estavam desmontando as estruturas da festa. A praia tem uma faixa de areia enorme, e na orla tem um banheiro público onde tomei uma bela ducha. Consegui almoçar por 12$ mas no geral lá é um lugar caro repleto de pousadas e restaurantes chiques. Deixei o local com o sol cozinhando e areia já ficando fofa. Ao chegar em um coqueiral baixinho bebi um coco e quando fui abri-lo arrebentei o dedo, pude então entender porque algumas pessoas chamam cortes feios de buceta. Mais a diante começa uma sequência de pedras diferente, elas se posicionam bem onde as ondas quebram te dando apenas duas opções: andar por cima delas ou por fora na areia fofa, elas se estendem por 1,5km. Mais à frente tem mais alguns coqueiros baixos, não me rendi e mesmo com o dedo arrebentado e com minha faca já quebrada, ainda bebi 3. Ao final vem a Praia de Tourinhos, pequena, bem curvada com água clarinha e muito mais bela que a vizinha famosa São Miguel, praia cheia e com algumas barracas, armei minha rede em um quiosque fechado. Nesse dia me desloquei 23km, sendo 8km de carona e 15km andados. Praia de Tourinhos-RN 9º DIA A noite foi bem clara com lua cheia e dormi muito bem, acordei cedo mas fiquei dando um tempo pra maré baixar, enquanto isso observava os turistas. Eles chegam tiram fotos, armam tripé, correm pra tirar uma foto sentado na areia como se tivessem contemplando o mar e voltam correndo pra ver como ficou a foto, porém não ficam sequer 10 segundos contemplando o mar de fato, ou então tiram fotos fazendo poses de yoga... não aguentei ficar assistindo aquilo e vazei dali. A 500m dali tem o Suspiro da Baleia, uma pedra que quando a onda bate jorra água pra cima como uma baleia, passei na maré inadequada e não vi nada acontecer. Essa primeira praia toda segue com a estradinha paralela, ao final dela começa um enorme parque eólico. Duas belas praias a frente vem uma pequena vilinha só com cabana de pescador, um pouco adiante mais uma sequência de pedras, que eu já tava aprendendo a andar sobre elas, com bastante cuidado, elas se estendem até a Praia do Marco. Tava difícil a caminhada pois foi a primeira manhã sem vento, mas por volta das 8h cheguei na Praia do Marco, uma belíssima praia de aguas claras e calmas, com algumas dunas e praticamente sem turismo. Aqui tem o primeiro marco do Brasil, e alguns estudiosos ainda defendem que o Brasil foi descoberto por lá, polêmicas à parte, descansei num restaurante até o almoço e comi um peixe cozido por 12$. A Tarde fui embora mas a calmaria do lugar dava até vontade de ficar por lá mais tmepo. Caminhar no sol da tarde é foda, dá muita sede, ainda mais naquele climão de deserto com mar. Com a maré baixa, algumas praias a frente cheguei em Enxu Queimado, que é muito pequena, típica vila pesqueira, fiquei pela praça descansando, a noite fiz um lanche no pequeno centro e armei a rede em um quiosque fechado. Andei 17km. Praia do Marco-RN 10º DIA Fiquei a manhã toda ainda em Enxu Queimado, almocei por 12$ uma carne de bode no que parece ser o único restaurante do lugar e parti depois do almoço com maré baixa. A primeira praia logo acaba e surge outra bem comprida, totalmente deserta que vai beirando o parque eólico. Pelo caminho no meio do nada tem umas barracas de pescador muito boas pra dormir, ao logo da praia não dá pra ver muito bem o que existe terra a dentro pois os morros de areia encobrem a vista. Lá pela terceira praia dá pra ver o imenso deserto que tem, ao fim da praia começam umas pedras que vão lentamente virando falésias. Na quarta praia resolvi parar armei minha rede numa pequena vegetação ao lado de um cata-vento, deixei a barraca armada caso chovesse, mas dormi na rede mesmo ao som das hélices girando, embaixo do céu estrelado. Esse trecho tem boas praias que são quase particulares, não tem banhista num raio de quilômetros, nessa tarde andei por 8km. Saindo de Enxu Queimado-RN: 11º DIA Parti não tão cedo esperando a maré baixar mais, as 2 primeiras praias são bem parecidas, são curtas e com muitas pedras que são vencidas facilmente. No início da terceira praia apenas uma casa de pescador e um mar lindo de cor verdinha, daqui já é possível avistar o farol bem distante. Mais adiante vem uns viveiros (eu acho) com cheiro terrível de esgoto, uma ou outra habitação pelo caminho e uma família vindo na direção contrária. Ao final da imensa praia tem o Farol de Santo Alberto e o início de mais uma bela praia, a Praia do Farol, que tem apenas uns restaurantes, pousadas e algumas famílias se banhando, depois vem uma bela duna e o centro de Caiçara do Norte, que é considerada a que tem o maior número de barcos pesqueiros do Brasil, em proporção ao tamanho do município, que deve ser verdade pois a praia é lotada de barcos e as ruas cheias de peixarias. Almocei por 12$ no restaurante da Maria, um dos poucos da cidade e fiquei o resto da tarde mergulhando e assistindo ao vai e vem das jangadas e barcos, embalados pelo vento furioso que veio de tarde. Jantei um espetinho de carne e dormi pelo centro mesmo, numa peixaria detonada pela maré. Andei 11km. Caiçara do Norte-RN: 12º DIA Como no dia anterior esperei pra sair depois do almoço pra pegar a maré boa, almocei no mesmo lugar e fui embora depois do almoço pra encarar o que seria um dos maiores trechos sem nada pelo caminho. Uma sequência de cabanas de pesca marca o final da cidade, a partir daí é só praia deserta, duna e muito vento. Vão surgindo dunas maiores e limpas, sem vegetação, e após uma longa praia voltam os cata-ventos do parque eólico. O vento em certos momentos me fazia andar torto, ele batia forte pelas costas e ficava o tempo todo balançando minha mochila. Tentei andar um trecho descalço pisando somente na lâmina d’água, mas não compensou, depois a sola do pé ficou pegando fogo e voltei pro chinelo pela areia seca. Nesse dia só passaram por mim dois vaqueiros que estavam seguindo pro interior das dunas pra buscar os bois que estavam pastando por lá. Vez ou outra passava alguma moto ou carro aproveitando a maré baixa, mas no geral é uma caminhada solitária pela praia deserta. Parei no que parece ser o meio do caminho, onde tem umas instalações do parque eólico, armei a rede nunca casa sem telhado e dormi sob o céu muito estrelado porém, sem lua. Andei 14km. Sentido Galinhos-RN: 13º DIA Apesar de não ter chovido a noite, acordei com a rede toda úmida do sereno, me arrumei rápido e parti já com a areia firme, e sem nenhum vento. Numa caminhada constante, em menos de uma hora, chego no final dos cata-ventos, e uns 50 minutos depois vem um lugar chamado Galos, lá tem poucas casas e uma bela praia. No final dessa praia vem Galinhos, um pouco maior e com outra praia bem bonita. Passei o resto d amanhã mergulhando nas águas claras e descansando na sombra, a essa hora o sol já estava castigando e a praia não parava de encher, afinal era um domingo ensolarado. Em Galinhos só se chega de balsa, carro 4x4 ou moto, sendo as duas últimas opções pela praia em maré baixa. É uma cidade pequena bem simpática, infelizmente devido seu isolamento é tudo bem caro, almocei a comida mais cara de toda viagem, uma frango parmegiana sem graça por 22$. Descansei o resto da tarde na praia onde ficava o vai e vem dos “uber-jegue” rsrs, boa parte da cidade não tem calçamento então existe esse serviço regulado de transporte de charrete, praticamente destinado a quem vem de fora a passeio. Jantei um espetinho que custou o olho da cara e dormi numa barraca uns 500m depois do centro em direção ao farol. Andei 12km. Galinhos-RN: 14º DIA Depois de Galinhos começa uma espécie de delta, com uma grande sequência de barras, que se estende até Porto do Mangue, aqui eu planejei meu primeiro trecho de transporte. Cheguei cedo pra pegar a balsa das 07:30, é preciso chegar cedo pra garantir uma senha de acesso, a balsa até Guamaré é gratuita, todos vão sentados, a viagem é lenta mas bem tranquilinha, chegando lá não me informei direito sobre os transportes até Macau e acabei indo nos carros alternativos que fazem lotada, paguei 15$ até Macau. Fiquei na rodoviária e de lá peguei um ônibus por 5$ até Pendências, lá eu me dirigi até a saída da cidade e fiquei esperando algum transporte ou carona. Carros de passeio passavam fingindo que nem me enxergavam, mas quando passou um caminhão caçamba, bastou eu acenar que o coroa parou na hora e me perguntou se queria carona, e assim fomos até Porto do Mangue, pelo caminho estradinha horrorosa, muita seca e muita carcaça de boi morto. Chegando na cidade, fui logo almoçar no único restaurante do mercado público, comida farta e barata. Descansei me abasteci de água e segui com o sol mais fraco, basta ir beirando a orla até o mangue e seguir margeando até o mar. A extensa faixa de areia é a maior de todas até aqui, tão grande que se perde de vista, alguns trechos repletos de conchinhas. Durante o percurso, apenas uma ou outra moto passava aproveitando a maré baixa e areia firme, da praia é possível ver as dunas do Parque de Dunas de Rosado, com suas dunas brancas e avermelhadas, resultado dos sedimentos que vem das falésias, no horizonte a frente tem mais parque eólico. Cheguei na pequena Rosado no fim da tarde, com a praia e barracas desertas, fiquei descansando e batendo papo com um pescador, e armei minha rede em uma dessas barracas vazias. Me desloquei 114km, sendo 5km de barco, 98km de estrada e 11km a pé. Orla de Porto do Mangue-RN: 15º DIA A noite foi terrível, acordei no meio da madrugada vomitando toda minha janta (miojo com sardinha era o que jantava na maioria das noites), levantei assim que clareou, o mesmo pescador do dia anterior já estava por lá, me despedi e segui. A estrada segue paralela à praia até Ponta do Mel, por coincidência, o velho que me deu carona de caminhão passou e deu uma buzinada. O sol seguia encoberto pelas nuvens e corria uma brisa agradável, pelo caminho só dunas e alguns casarões pelo caminho. No fim da primeira praia vem Pedra Grande, um lugarejo minúsculo, ao final da segunda praia surge um farol meio escondido, dali pra frente já é Ponta do Mel. Descansei o resto da manhã em um dos diversos bares da orla que estavam fechados, consegui achar um restaurante pra comer por 12$ com direito a suco da fruta e armei a rede pra descansar a tarde. O vento soprava quente, o sol tava rasgando e a terra avermelhada me fazia pensar que estava no meio de algum deserto. A praia seguinte é bem curvada, com mais dunas e cata-ventos, foram 10km de muito calor, maré baixa e pernas começando a ficar doloridas, ao final da praia vem um restaurante, muitas pedras, falésias e conchinhas. Tem uns bares abandonados na altura do cemitério, fiquei por lá e armei a rede logo cedo pra descansar mais. Andei 18km. Rosado-RN: 16º DIA Dormi bem demais, dei uma boa descansada, acordei sem pressa e fui embora. A primeira praia que surge é a principal do lugar, Cristóvão, somente com alguns barcos e pescadores na água, pela orla as casas são bem distantes, todas grandes e com varandas. A manhã toda foi de nuvens com o sol saindo de vez em quando e bem abafada, daqui já dá para ver todo o caminho restante até o Ceará. Ao fim da primeira praia tem umas pedras e uns 3km depois um pequeno lugarejo, e bem mais a frente vem Baixa Grande, outro lugar bem pequeno apenas com casas de veraneio que estavam 90% vazias, parecendo uma cidade fantasma. Seguindo a dica de um morador, fui por trás das casas pra passar pelo mangue e cruzar a barra com água na coxa, a praia depois dessa barra é típica de pescador também vazia. Depois de um trecho de praia deserta chega Upanema, a essa altura o sol já tinha saído por completo e castigava, eu estava seco de sede e parei num bar pra pedir um pouco de água e seguir até Areia Branca. Entrei em uma rua que dava acesso ao centro e um mototáxi me deu uma carona me fazendo poupar uns kms. Almocei numa churrascaria por 10$, matei minha fome e sede e como precisava lavar roupa, fiquei na Pousada Central por 50$. Andei 21km. Cristovão-RN: 17º DIA Lavei as roupas pela manhã, peguei a balsa e atravessei o Rio Mossoró ou Rio Apodi por 3$, a balsa deixa no município de Grossos a 4km da praia, estendi as roupas ainda molhadas e fiquei aguardando o sol pra secá-las. Com as roupas secas e com fome tentei uma carona até a barra do rio, mas foi uma tarefa difícil, quando você pede carona parece que ganha o super poder de ficar invisível, mas não desisti e consegui uma caroninha de carroça puxada por um burro rsrs. Foi desconfortável e lento mas cheguei na barra e matei minha fome com um PF de 15$. Chegando na praia ela estava com uma cor azulada muito bonita, com poucas crianças dali mesmo tomando banho. Passando as casas vem uma reta que se estende até Tibau, pelo caminho é comum avistar muitos grupos de cavalos andando livremente pela praia deserta e também alguns playboys de quadrículo. Cheguei em Tibau no fim da tarde, a praia estava lotada de turistas, todos uniformizados com suas ridículas blusas UV manga longa, que me olhavam meio torto ao cruzar a orla repleta de mansões. No final da praia fica a divisa de estados, mas a cidade continua do lado cearense, tomei uma bela ducha em um restaurante e armei a rede já no escuro numa varanda de uma casa vazia. Apesar da noite com muito vento, eu estava com muito ânimo por chegar no Ceará, esse dia andei 19km. Sentido Tibau-RN: 18º DIA Parti cedo de Tibau, demora um pouco até a praia ficar sem casas. Precisava chegar em São Luís-MA em até 25 dias, então estabeleci uma média de 18km por dia pra conseguir chegar a tempo. Depois que somem as casas não demora muito pra chegar em Tremembé, lugar minúsculo, com alguns restaurantes e poucas pousadas, lugar onde a tranquilidade reina. Parei na barraca do Juarez que ainda estava abrindo, dei uns mergulhos no mar quentinho e descansei até a hora do almoço. Fiquei batendo papo com o pessoal gente boa da barraca e ainda almocei uma moqueca de arraia que saiu de graça. Parti de tarde, com maré baixando e areia firme, surge mais um lugar bem pequeno chamado Quitéria, e o mar vai ficando com cara de manguezal, as casas se estendem até quase o final da praia. Chegando na barra tem um mangue enorme que afunda até o peito além do rio que não tem como passar, por sorte encontrei 3 biólogos que estudavam os passarinhos maçaricos do local, e me deram uma carona até o outro lado. Ainda percorri toda a Praia de Requenguela até o final das casas pra achar um local pra dormir, armei a rede numa cabana de pescador, muito vento a noite e uma chuva rápida que me fez trocar a rede de lugar. Andei 21km. Sol nascendo em Tibau-RN: 19º DIA Parti com o céu um pouco nublado e com a praia ainda cheia de algas, que estavam se estendendo desde Quitéria. Ao final da praia se acabam as casas e tem início uma sequência de falésias. A primeira praia é pequena e deserta, a segunda tem alguns casarões, é a bela praia de Picos, a terceira é Peroba, praia cercada pelas falésias e a mais bela da região, com alguns casarões e casas de pescador, depois vem a quarta praia, a Redonda, um pouco mais extensa e mais simples, com alguns restaurantes e chalés ao longo da orla. Descansei ali o resto da manhã, almocei um belo peixe e fiquei mergulhando na Barraca da Boneca. Parti a tarde na maré alta mas parei na sombra da falésia ao fim da praia pra descansar mais. Aqui as dunas e falésias alternam cores brancas e avermelhadas, a praia seguinte é bem pequena e ao final dela não há saída, tive que continuar por cima do morro, valeu a pena a subida pois a paisagem vista de lá é única. Mais a frente tem uma descida por uma duna gigante e muito íngreme que dá acesso a Ponta Grossa, que é uma praia bem reservada com alguns chalés. Uns metros adiante é preciso cruzar um mangue grande com um cheiro terrivelmente podre com água até a coxa, basta ir margeando as ondas que logo chega na praia seguinte. Parei logo numa cabana de pescador e armei minha rede por ali mesmo um pouco antes de Retiro Grande. Foram 17km andados. Peroba-CE ? Picos-CE ? não lembro... : 20º DIA Parti cedo, 1km a frente termina a praia, Retiro Grande fica acima das falésias. A praia seguinte é um cenário do paraíso, praia bem curvada, com apenas uma mansão, um belo mar e falésias a perder de vista. Uma manhã bem ensolarada porém com um vento fresco e areia boa pra caminhar. Uns kms a frente tem um pequeno lugarejo de pescador, depois vem Fontainha, também bem pequena com casas de pescador e algumas de veraneio, passei direto por ela. Às vezes eu me esquecia em que dia da semana estava, mas bastava ver o transito irresponsável e intenso de buggys e hilux que já entendia que era domingo. As falésias vão deixando o vermelho de lado e passam a ficar mais clarinhas e começam a surgir fontes de água doce, algumas delas infelizmente cheias de lixo. Chegando em Lagoa do Mato só tinha um restaurante na praia, acabei seguindo em frente só parei pra almoçar em Quixaba, que tava lotada, fui até o centro onde descansei e almocei uma “leve” panelada cearense (dobradinha). Só uns 30 minutos a frente fica Marjolândia, que estava igualmente lotada, andei mais e parei depois da praia numa cabana vazia, armei a rede, descansei o resto da tarde e fiquei ali mesmo pra dormir. Andei 21,5km. Partindo de Retiro Grande-CE: 21º DIA A tarde anterior teve um belo pôr do sol e o dia começou com um nascer do sol espetacular. Enquanto me arrumava para sair um pescador já chegou me oferecendo um burrinho (garrafa pequena) do elixir cearense, a famosa Ypioca, nem eram 6h e o cara já tava dando um talento na cachaça rsrs. Me despedi e segui a caminhada, bem perto dali tem um resort abandonado, meio cenário de filme de terror mas um bom local pra dormir. No fim dessa praia tem algumas pedras que marcam o início de Cano Quebrada. Com a praia ainda vazia, passei pelas falésias pintadas e subi a escadaria até o centro, providenciei meu café da manhã. O centro é todo turístico e voltado para o consumo, aquilo me deu arrepios e vazei o quanto antes. Não sei porque mas tinha nas minhas anotações que deveria contornar de Canoa Quebrada até Parajuru, talvez devido alguns rios e barras que teria pela frente, analisando hoje acho que me precipitei e acabei deixando de conhecer uns 25km do paraíso, enfim, fica pra uma próxima. Peguei uma típica Topic até Aracati por 3$ e depois outra de 6,50$ até Parajuru. Em plena segunda feira encontrei um mar azul com uma praia belíssima e vazia, que não deixa e desejar em nada a nenhum dos litorais famosos do nordeste, local ainda desconhecido do turismo da moda, que espero que continue assim, isso acabou me dando a impressão de que ali era um dos grandes achados da viagem. Parei em uma barraca onde fiquei o resto da manhã descansando na rede, e mergulhando nas piscinas formadas na maré baixa. Almocei uma carne de sol com um bom suco por 15$ e continuei a descansar. Parti umas 15h com a maré já subindo mas com areia ainda boa pra caminhar, o dia inteiro sem nenhuma nuvem no céu. Quando voltei a andar foi preciso desviar de duas casas onde as ondas já batiam nos muros, na praia seguinte tem diversas barracas de palha vazias pra dormir, muitas construções destruídas pela maré, muito lixo e um parque eólico que se estende pela praia sem fim, uns 6km tem umas barracas de pescadores vazias onde dormi, teve mais um belo pôr do sol e tive uma boa noite de sono. Me desloquei 53km sendo 40km de transporte e 13km andando. Parajuru-CE: 22º DIA Levantei cedo e parti enquanto chegavam os primeiros pescadores preparavam o material pra entrar no mar. A Prainha do Canto Verde é uma vila pesqueira bem pequena, passei direto por ela, a praia continua numa reta longa, com mar agitado e presença de lixo na areia. 8km a frente tem a Lagoa do Pequiri, com águas claras e barracas com rede na água, era terça e o lugar tava vazio, parei pra mergulhar e dar uma boa descansada. Logo 1km a frente se acaba a praia e começa outra com belas falésias brancas que vão até Barra do Sucatinga, lugar bonito demais, onde se formam piscinas na maré baixa, mas o lugar é mais conhecido mesmo por ter sido cenário das gravações da primeira versão do programa “No Limite”. Almocei peixe na barraca do Belarmino por 15$ e descansei enquanto já avistava no horizonte a Praia de Uruaú. A tarde antes de partir ainda roubei 4 cocos pelos quintais, a maré ainda não estava totalmente alta mas a areia já estava ruim pra caminhar. Em Uruaú só tem casarão e hotel, sequer tem barco de pescador por perto, passei direto, ao fim das casas tem uma lagoa que serve de parada para os passeios turísticos, lotada de farofa também passei direto. Ao final da praia começam as falésias e as bicas de água doce, em uma delas parei pra banhar e uma onda molhou a mochila e deu um banho na minha máquina fotográfica que quase me deixou na mão o resto da viagem. Parei na Praia do Diogo, na barraca Dodô do Mar, não demorou 15 minutos e o dono me chegou com 4 pastéis e uma garrafa de água geladinha, mostrando o quão gente fina é o cearense. Comprei uma cocacola e dormi na rede ali mesmo. Andei 22km. Sentido Morro Branco-CE: 23º DIA Parti cedinho, os mosquitos me perturbaram a noite mas deu pra dormir. Maré baixando, caminhada bem fácil e com uma brisa agradável, ao final da primeira praia foi preciso contornar umas casas devido as ondas. Mais a frente surgem várias bicas de água doce pelas falésias, em um momento é preciso ir andando bem devagar entre pedras que surgem na areia, depois dessas pedras já é o centro de Morro Branco, daqui até Barra Nova só tem casarão de luxo, muitas delas até vazias. Barra Nova é bem bonito, atravessei a extensa barra do Rio Choró sem problemas e descansei até o almoço, comi um farto PF de peixe e fui pra uma barraca as margens do rio pra descansar, não demorou muito e já encostou um pescador e o salva vidas local pra bater papo, aprendi mais sobre a relação lua x maré, e sobre kitesurf. Saí com a maré subindo e sol castigando, ao fim da praia tem a barra do Rio Malcozinhado, aqui já é a famosa Águas Belas do Ceará, rio e praias lotadas de banhista e kitesurf. Fiquei do outro lado e logo surgiu uma balsa que me atravessou de graça, o lugar é bem pequeno. Tomei uma ducha numa barraca e lanchei no centro a noite, voltei até as barracas onde armei minha rede as margens do rio. Andei 20km. Águas Belas-CE: 24º DIA Levantei cedo com o céu totalmente nublado e parti com a maré já baixando. Apenas 3km de Águas Belas já vem o centro de Caponga, com sua orla totalmente tomada por jangadas e pescadores. Depois de dar uma reforçada no café da manhã segui com um leve chuvisco caindo, é preciso contornar algumas casas parcialmente destruídas pelas ondas até sair numa praia que segue reto. Areia durinha clima fresco, logo vem a Praia do Balbino com alguns barcos, restaurantes fechados e poucas casas, a praia aqui tem algumas pedras que parecem lama, troncos e raízes pela areia, como se ali fosse um antigo mangue que vai até Batoque, a praia seguinte com cenário semelhante a anterior. Depois vem mais uma reta extensa e bem deserta até chegar em Barro Preto, nesse trecho uma vegetação com alguns lagos seguem junto a praia, que estava com mar agitado desde Caponga. Depois das primeiras casas de Barro Preto surgem algumas pedras e uma belíssima praia, no final dela tem uma duna que marca o início de Iguape. A essa altura o sol já tinha saído um pouco tímido e o mar estava com cor impecável, almocei um PF por 10$, armei a rede pela orla e fiquei o resto do dia descansando, dormi numa varanda das inúmeras casas abandonadas pela orla, dormi muito mal, caí 3 vezes após a corda que amarrava a rede se arrebentar, e acabei armando a barraca, na madrugada choveu algumas vezes. Caminhei 19,5km. "Caponga do Peixe-CE": 25º DIA Parti logo no amanhecer ainda um pouco nublado mas antes de sair do centro já dei de cara com um manguezal intransponível desaguando na praia, voltei até o centro e peguei um ônibus até Fortaleza por 7,50$, de lá peguei outro até Caucaia por 3,20$ onde fiquei até o almoço, um delicioso PF com churrasco de 10$. Depois do almoço peguei mais um ônibus de 2,50$ que me levou até Cumbuco, a essa altura o sol já brilhava forte. A praia é lotada de turista, hotéis e restaurantes, olhando pra trás da pra ver boa parte de Fortaleza e a frente, no fim da praia, o enorme Terminal Marítimo de Pecém. As águas de cumbuco estavam com tons de marrons e verde mais ao fundo, ao longo da praia só tem um coqueiral meio ralo, e no fim dela uma lagoinha com algumas barracas vazias. Passei pelo terminal, onde um pescador pegava um peixão jogando rede de mão, segui pela areia fofa e grossa até a orla de Pecém, que tava lotada de jogos de futebol, não me agradei do local pra dormi e continuei seguindo em frente. Depois que passa o centro, vem um pequeno manguezal e após ele muitas pousadas e casarões, já estava quase escurecendo, minhas costas estavam moídas de dor quando achei o que parecia ser uma pousada parcialmente engolida pela areia, armei minha rede nela ao lado de uma sinuca, as tomadas estavam até funcionando só faltou um chuveiro rsrs. Percorri 93km sendo 82km de ônibus e 11km andando. Cumbuco-CE: 26º DIA Dormi muito bem, parti sem pressa depois de carregar meus eletrônicos, com maré ainda um pouco alta, algumas nuvens com sol e pouco vento. Um bicho do pé que surgiu no meu dedão já começava a incomodar mas não comprometia a caminhada. Esse primeiro trecho não tem nada, só areia sem fim e mais um parque eólico que vai até Taíba. Surgem os primeiros casarões, e algumas ondas medianas bem disputadas pelos surfistas, mesmo ainda sendo bem cedo. Após contornar algumas pedras vem a belíssima praia do centro, com água na cor do paraíso, no centro tem um comércio bem barato onde tomei mais um café da manhã, voltei a praia e armei minha rede na sombra de uma casa fechada, onde rolava uma discreta boca de fumo. Descansei até a hora do almoço, comi uma galinha ensopada por 10$ e voltei a praia. Depois do centro vem mais 2 praias, uma mais bela que a outra com pedras formando pequenas piscinas, resumindo, Taíba é perfeita, é um lugar barato, com praias lindas porém bem menos agitada que outros destinos, e torço pra que continue assim. A frequência das casas vão diminuindo até na Lagoa da Barra, que tem algumas barracas boas pra pernoite todas vazias, na lagoa mesmo só havia a galera do kitesurf. Alguns rios que tinham em minhas anotações estavam tão ralos que nem localizei, pelo caminho de vez em quando surge um coqueiral, depois vem 2 casas isoladas, mais umas barracas de pescador, algumas peças metálicas gigantes vindas do terminal encalhadas na praia e muito chão depois vem o Bar do Kite, são uns restaurantes isolados na praia onde é o point do kitesurf, que tava lotada de gringo, parei pra uns mergulhos e uma chuveirada, andei mais um pouco e parei pra dormir numas barracas de pescador, a noite os mesmos surgiram pra alimentar os gatos com peixe e como sempre, me deixaram muito a vontade pra descansar e ainda insistiram pra que eu aceitasse um pouco do pescado deles. Andei 24km. Taíba-CE: 27º DIA Choveu algumas vezes na madrugada e amanheceu meio nublado, fui embora e logo a frente vem um terminal da Petrobrás com alguns restaurantes. Depois do píer, vem uma praia linda onde as ondas batem direto do paredão das dunas, as praias seguintes são uma mais bela que a outra, água esverdeada/azulada impecável. Segue nesse ritmo até a Praia do Farol, no centro, onde tomei um café enquanto descansava e observava todo o percurso dali pra gente. 9h da manhã e o sol ainda brigava pra sair, já havia chovido 2 vezes, cada chuva com menos de 1 minuto de duração, as 10h o sol saiu pra valer. Passei a manhã mergulhando e pegando as mangas que caíam na areia, tomei umas duchas nas bicas de água doce e almocei um PF de 10$. A tarde segui meio contrariado, pois Paracuru é um lugar digno de se passar 1 semana de férias somente ali. Saindo do centro vem outra sequência de praias lindas que vão até a barra do Rio Curu, que apesar da maré baixa não secou completamente formando 3 rios menores para atravessar com água no estomago. 2km a frente no meio do deserto de areia tem uma barraquinha de pescador com rede armada e tudo, dei uma parada pra descansar e botar a máquina pra secar novamente no sol. Decidi que ia andar 1h e descansar 10 minutos sempre, isso funcionou e amenizou as dores nas costas. Continuei pela praia deserta apenas com alguns coqueiros velhos até o final da praia, achei outra barraca de pescador já com rede, um balanço e até uma mesa improvisada, pernoitei ali mesmo depois de andar 17km. Paracuru-CE: 28º DIA Dormi muito bem, e parti pra Lagoinha logo cedo, logo ao fim da praia vem umas pedras e surgem as primeiras casas, nas pedras eu pude ver o mesmo Suspiro da Baleia que não consegui ver em Tourinhos, trata-se da onda batendo por baixo das pedras que faz com que jorre água por um buraco, fazendo um barulho e esguicho bem parecido com da baleia, minha câmera tava dando problema e não consegui registrar. Lagoinha é bem bonita, com uma bela praia cheia de bicas de água doce e muito casarão, além de um hotel gigantesco sendo construído. Seguindo em frente só tem kms de praia deserta e coqueiral ralo, parei em um deles pra descanso e o destino tratou de colocar justo ali um ganho de pegar coco e arranquei 1 pra beber. A frente vem o Rio Trairi, que atravessei com água na coxa, do outro lado tem algumas barracas mas todas fechadas, depois vem um pequeno lugar chamado Canabrava, e volta o deserto, pelo caminho apenas os jegues (contei mais de 25) pastando livremente. Depois vem Guajirú, lotada de mansões, hotéis e muita construção, a maré baixa deixava a praia com centenas de metros. Guajirú é lugar de barão, com tudo caro, mas consegui um PF por 15$ na rua de trás. Descansei o resto da tarde na rede que armei num restaurante fechado, fiquei o olhando o mar azulado enquanto bebia 3 cocos roubados de um quintal. No fim da tarde segui pra Flecheiras que fica a menos de 20 minutos, por lá as mansões se multiplicam e surgem os playboys com seus quadricículos. Dormi no 2º andar de uma casa abandonada na orla. Andei 22km. Guajiru-CE ? : 29º DIA Acordei quase as 7h com o tempo bem nublado, fui até o centro tomar um café. Na orla ficam as mansões e hotéis, nas rua paralelas vem as casas mais simples, comi na praça do centro junto com umas mangas que achei pelo caminho. O resto da manhã foi só chuva com raios, fiquei passando o tempo junto com o pessoal que aluga quadricículo na praia. Na hora de almoçar, tem que cruzar a rodovia, pois lá tem um centrinho onde turista não frequente, tudo com preço justo, comi um PF de 10$ mas um cara do quadricículo, o Rubens, fez questão de pagar meu almoço. Voltamos pra praia e fiquei no aguardo do sol pra poder dar uns mergulhos, como ele não saiu completamente fui assim mesmo, dei uma mergulhada nas piscinas naturais de Flecheiras e parti depois das 16h. Flecheiras vem ganhando fama de paraíso (e realmente é), e aumentando consideravelmente o turismo por lá, aos poucos vai deixando de ser uma vila pesqueira pra se tornar mais um destino da moda. Parti na maré baixa e com clima fresco, caminhada sem dificuldade até Emboaca, que é bem pequena, segui adiante sempre com a estrada paralela a praia, ambas vazias, apenas os jegues e eu. Vendo que não tinha nenhum lugar legal pra dormir embiquei pra dentro das dunas pra ver e avistei uma casa de longe que aprecia abandonada próximo a um coqueiral no meio das belas dunas e de um parque eólico, estava longe mas fui até lá e não deu outra, estava vazia e armei minha rede dentro dela. Dormi muito bem depois de andar apenas 9km. Flecheiras-CE: 30º DIA 24.01.2018, meu aniversário de 31 anos. Acordei cedo, não achei nenhum coco e fui embora. Praia boa pra caminha tempo fresco e maré baixa e em torno de 1h já estava em Mundaú. Na praça ao lado da rio peguei 1 coco e depois fui pro outro lado da duna dar uns mergulhos, chupar mais manga e descansar o corpo que tava bem dolorido. Mundaú é lindo demais, tem umas dunas bem grandes e o rio tem uma água verde incrível. Fiquei nesse ritmo o resto da manhã toda, enquanto os turistas faziam os típicos passeios de buggy. Almocei no centro e voltei, atravessei o rio na balsa por 2$ e continuei a descansar do outro lado. Parti na maré baixa e com a praia deserta, pelo caminho um pescador me ofereceu uma carona mas recusei. Cheguei em Baleia, outro belo lugar repleto de piscinas naturais e bons lugares pra pernoitar, mas acabei indo pra uma cabana de pescador meia boca. Durante a madrugada choveu 2 vezes e me molhei todo, essa foi a pior noite de todas. Andei 16km. Mundaú-CE: 31º DIA Levantei logo cedo pra arrumar as coisas molhadas, enquanto os barqueiros chegavam pra pegar os materiais na barraca, como de costume todos me deixaram bem à vontade pra ficar o quanto quisesse. Deixei a bela Baleia pra trás e parti com a maré subindo e o céu bem nublado, caminhada razoável com o corpo muito dolorido, pelo caminho apenas algum pescador ou outro e muitas jangadas entrando no mar, moradores circulando de moto também era comum. Pouco tempo depois chega Apiques, que se resume a uma fileira de casas com um cemitério no final, bem no meio da praia, dei uma descansada rápida e segui até o próximo lugarejo, os Caetanos de Cima, colado nele vem os Caetanos de Baixo, ambos bem calmos e vazios sem nada de comércio, com muito coqueiro baixo, porém com os donos de vigia rsrs, acabou que pedi informação pra um morador e o mesmo me convidou pra almoçar na sua própria casa, não recusei, comi um dos melhores peixes de todos, pescado na noite anterior, insisti com ele e paguei 15$ pelo almoço. Passei o resto do dia na rede da bodega dele descansando e tentando secar a máquina que devido a umidade deu pane novamente. O sol só ameaçou sair umas 14h, parti umas 15h, achei um coco seco que fui comendo pelo caminho até que em algum trecho de praia deserta um cara passou de quadricículo me ofereceu carona e aceitei, fui até onde começa a primeira casa de Icaraí, onde tem umas armadilhas de peixe parecidas com um cercado de madeira, dormi num barraco abandonado ao lado de uma mansão, dormi logo cedo exausto. Andei uns 20km e fui uns 5km de carona. Fiquei sem máquina esse dia. Lua cheia nascendo do mar, km 0 BR-101-RN: 32º DIA Parti sem pressa e com o céu um pouco melhor que o dia anterior, mesmo sem sol o mar aqui é absurdamente bonito, muito verdinho e com muito recifes e algumas piscinas. No centro de Icaraí a praia é bem curvada com muitos coqueiros, pousadas e mansões, caminhada fácil até chegar uma sequência de pedras no final da praia onde tem mais um cemitério a beira mar, mais um pouco adiante já começa Moitas, lugar pequeno demais com quase nada na orla, fiquei numa barraca na praia botando a máquina no sol, descansando e dando uns mergulhos, almocei o melhor peixe de toda a viagem, um verdadeiro banquete por 15$, com direito a típica “cambica” cearense, prato típico de lá. Fiquei boa parte da tarde descansando e mergulhando no mar verdinho até partir por volta das 15h. Depois de uns 800m do centro é preciso entrar nas trilhas até sair no local da travessia, basta seguir a marca dos pneus na areia, pelo caminho ainda roubei 2 cocos de um restaurante vazio. Pra atravessar um dos braços do enorme Rio Aracatiaçu, tem que pagar 5$ que só leva até o outro lado, então é preciso atravessar um longo trecho na lama do manguezal até sair num estradinha e ir direto. Pelo caminho ainda pulei uma cerca pra pegar umas frutas, saldo: 3 cocos, 3 cajus e 2 mangas. Depois de passar por alguns postes eólicos é só pegar a direita na bifurcação que sai em Morro dos Patos, outro lugar minúsculo com uma vista paradisíaca. Segui beirando o lago até sair na praia sempre com a presença dos jegues, no meio da praia deserta surgem 3 barracas de pescador vazias, dormi em uma delas depois de andar 20km. Morro dos Patos-CE: 33º DIA Levantei como de costume umas 5:30 com tudo ainda nublado e um leve chuvisco. Rapidamente cheguei em Torrões, onde atravessei outro braço do Rio Aracatiaçu com 2 pescadores que estavam chegando do mar, daqui eu resolvi logo fazer mais um contorno da sequência de barras que vinha adiante e acabei pegando um carro tipo pau de arara até Itarema por 5$, depois outro por 8$ até Acaraú, andei até o fim da cidade e peguei uma van por 3$ até Cruz, almocei no mercado popular por 8$, depois de não conseguir nenhuma carona, voltei pra rodoviária pra descansar e pegar o único ônibus pra Aranaú por 2$, que só sairia as 22h. Ao longo do dia muita chuva forte, dia totalmente perdido. Chegando em Aranaú fui direto até a praia onde dormi num restaurante fechado, dormi pouco, porém bem. Percorri 44km de transporte e 5km a pé. Fiquei sem máquina esse dia. Carona de charrete em Grossos-RN: 34º DIA Levantei cedo, comi e parti com céu tampado de nuvem mas sem nenhuma chuva. A primeira parte da praia é um mangue seco seguido de um parque eólico desativado, pois a água do mar já está encostando neles. Pela praia só alguns pescadores, o mar nessa manhã estava uma verdadeira piscina, com muito curral pra pegar peixe, e as jangadas já começam a dar lugar aos primeiros barcos com motor. Quando se acabam os cataventos começam alguns coqueiros e pequenas dunas, a praia continua com uma faixa de areia extensa e sempre dá pra avistar porcos e jegues circulando, a esquerda mais distante vão surgindo algumas dunas maiores. Muito chão depois se chega em Barrinha, que só tinha algumas barracas vazias, mais um chão a frente vem Preá, na primeira barraca que passei tava repleta de turista, escondi a mochila dei uma disfarçada e fui lá dentro nas piscinas tomar uma ducha no chuveiro. Era um dia de domingo e a praia estava insuportável, acabei almoçando um PF por 15$ e fui descansar na guarita do Parque Nacional, fiquei por lá até a polícia me convidar pra sair, fiquei o resto da tarde batendo papo com Reginaldo, um viajante pernambucano que vive em Preá a alguns anos, tomei 3 cocos na casa onde ele toma conta e no fim da tarde me dirigi até uma barraca na praia onde dormi. O trânsito irresponsável e legalizado dos carros, a maioria turístico, dão nojo e me deixaram uma má impressão do lugar. A rota Preá x Jericoacoara pela praia tem trânsito constante de veículos de deixar qualquer cidade grande com inveja. Andei 23km. Preá-CE: 35º DIA Depois de comer alguma coisa parti rumo a Jijoca de Jericocoara, pra isso é preciso embicar pra dentro do parque e seguir toda vida pra sudoeste que fatalmente vai sair na Lagoa do Paraíso. Boa parte do Parque Nacional é enorme pasto com algum gado e jegues pastando, pequenas lagoas secas e o resto é duna, depois de passar pelo limite das dunas é só seguir por dentro da vegetação que sai na lagoa, depois é só ir beirando uns 6km até chegar no centro de Jijoca, pelo caminho os funcionários já começavam a passar vassoura retirando pequenas algas pra limpar a água pros visitantes mais fresquinhos. No final da lagoa chupei muita manga e me informei sobre algum camping, descobri o Camping do Tião, talvez o mais famoso ou mesmo o único, paguei 20$ pela diária e fui direto lavar minhas roupas. Almocei um peixe de 20$ farto porém caro pro meu bolso, armei barraca e passei o resto da tarde chupando mais manga, tomando banho e deitando nas redes da lagoa que estava deserta em plena segunda feira, a noite fiz um lanche no centro e dormi todo quebrado no chão duro da barraca. Andei 12km. Lagoa do Paraíso, Jijoca-CE: 36º DIA Saí bem sem pressa lá pelas 9:30 em direção a Vila de Jericocoara, diferente dos dias anteriores o sol saiu pra valer, quando cheguei na altura das dunas o calor já judiava demais. Pra fazer o caminho da volta, chegando nas dunas basta seguir pra noroeste em direção aos morros mais alaranjados, lá onde fica a Pedra Furada. Durante o percurso muito sobe e desce cansativo e várias paradas pra descanso, chegando na praia tem mais 1 km até a Pedra, que pra variar estava cheia de turista em fila pra tirar foto. Com a maré enchendo é preciso contornar os paredões por cima até chegar no centro, almocei por 18$ pensando que estava pagando pouco mas na rua paralela à principal tem vários restaurantes a 10$, fiquei triste como se tivesse perdido dinheiro. O resto da tarde foi só mergulho no mar e chuveirada nos hotéis rsrs. No fim da tarde segui em frente, turistas e moradores já começavam a caminhada pra Duna do Pôr do Sol, sendo que os moradores estavam voltando do trabalho e seguiam até o povoado de Mangue Seco. Logo depois da duna vem uma lagoa cheia de kitesurf, e a praia aqui é bem curta e naturalmente uma divisa entre a lagoa e o mar, um cara voltava do trabalho de buggy e me deu uma carona até a altura de Mangue Seco, fiquei ali mesmo numa barraca quase engolida pela areia, mas com mesas e cadeiras de plástico, o dono surgiu e já foi mandando eu passar a noite nela. Assisti um pôr do sol particular e espetacular ao mesmo tempo que já nascia uma imensa lua cheia. Andei um 18mk e peguei 3km de buggy. Jericoacoara-CE: 37º DIA Levantei as 5:30, e parti depois de comer. Pra bela, sol tímido e céu limpo, pequenas dunas pela praia e paralelo a ela corre sempre um mangue. Até Guriú foram uns 5km, atravessei de carona na balsa e segui. Guriú é muito pequena, as ruas são de areia e mal tem comércio. Segui pela orla que tem um daqueles projetos de cavalo marinho e muita barraca, todas praticamente dentro do manguezal. Quando acaba o mangue voltam as pequenas dunas, pelo caminho somente algumas pessoas catando marisco nas pedras. Praia enorme na maré baixa, mar verdinho e sol rasgando com nuvens de vez em quando passando pra fazer uma sombra e aliviar por uns instantes. Quando surgem os primeiros coqueiros, já é Tatajuba, um lugar bem pequeno que se resume a calmaria do paraíso, descoberto apenas pela galera do kitesurf e gringos. É preciso atravessar a barra que parece um mangue com água/lama no joelho pra chegar nas barracas, almocei na orla um PF bem farto de galinha por apenas 10$. O resto da tarde passei deitado na rede do restaurante sentindo o vento e assistindo o movimento das marés. Quando parti, o sol já rasgava e o mar não formava onda nos primeiros kms, a água só vai subindo gradativamente conforme a maré vai enchendo, depois surgem dunas e vegetação, aqui as ondas já quebram nas dunas e é preciso fazer uns contornos por fora. Acabei achando um coqueiral de altura mediana e peguei 6 cocos, do lado tinha um quartinho com porquinhos e umas lacraias, acabei optando por armar a rede nela a ter que dormir na barraca. Antes ainda teve mais um pôr do sol fantástico simultâneo com lua cheia. Andei 26km. Lua cheia nascendo nos coqueiros, sentido Camocim-CE: 38º DIA Parti umas 6h entupido de água de coco, maré baixando, tempo nublado e sem vento. Com as ondas ainda batendo nas árvores, é preciso fazer alguns contornos por dentro do mangue. Quando acaba a vegetação vem uma enorme reta de praia deserta até a barra do Rio Coreaú. A travessia de balsa custou 3$, aqui as embarcações maiores do tipo traineira já são mais comum. Fui pela calçada de Camocim até chegar no Farol do Trapíá, lá começa a praia com uma faixa de areia absurdamente grande. Caminhada boa com sol já dando as caras e aquele climão de deserto dando sensação de estar em outro planeta, somente raros catadores de marisco apareciam. Ao final da primeira praia, começa mais uma e a terceira é Maceió, lugar que se resume a uma rua com coqueiros, dunas, praia, somente 1 mercadinho e muito lote a venda. Cheguei por volta de 12h na merda de fome e sede e almocei um PF de peixe por 10$. Dei uma chuveirada e armei minha rede num restaurante vazio na praia pra descansar. Quando parti, a paisagem volta a ficar deserta, o sol fritava e a maré já começava a subir lentamente sem formar ondas, mais a frente vem um lugar minúsculo chamado Barrinha, somente umas 10 casas e três restaurantes. Aqui a maré sobre de um jeito que forma uma baita lagoa e até mesmo uma ilha. Depois de Barrinha volta o deserto de areia sem fim, sem chance nenhuma de achar um bom lugar pra dormir, acabei armando a barraca ao lado de uma moita e passei uma noite sem muito desconforto. Andei 29km. Sentido Praia de Maceió-CE: 39º DIA Parti umas 6:30, céu nublado com sol saindo aos poucos maré baixando e areia boa pra caminhar. Logo começa um parque eólico e depois vem umas casinhas de pescador, colado nelas vem Xavier, vila ainda menor que Barrinha com apenas 1 casa que vendia alguns suprimentos, nem pra da chamar de mercadinho rs. Kms depois vem a Barra dos Remédios, que tem o título de a “5º praia deserta mais bela do Brasil”, depois de tanto andar por praias vazias essa fama não faz sentido nenhum pra mim, mas ainda assim é um belo lugar. Atravessei de balsa por 5$, parei numa barraca do outro lado pra dar uma descansada e esperar passar uma chuva passageira. O bicho do pé que doía no meu dedo sumiu por conta própria. Desde Jericoacoara é bem nítida a percepção de estar andando de leste para oeste numa linha reta perfeita. Mais adiante vem o vilarejo Praia Nova, com poucas casas desalinhadas e quase engolidas pela areia, muitos moradores já se mudaram de lá, em breve essa vila vai sumir, uma pena pois deu pra perceber que aqui a simplicidade e paz reinam. Vivem da pesca, só vão pescar quando precisam, no tempo livre famílias inteiras brincam tranquilamente pela praia, com crianças pequenas correndo a centenas de metros dos pais, não há celulares nem muro separando as casas, coisas que foram comuns um dia mas que precisei andar até aqui pra lembrar que ainda existem. Muita areia depois vem umas cabanas de pescador, as nuvens faziam sombra mas quando o sol vinha descontava. Somente 12h cheguei em Curimãs, lugar pequeno e bonito, almocei um PF de 10$ na barraca da Neide, que fica bem ao lado de um rio represado que forma um piscinão de água doce. Descansei de tarde e segui com sol mais fraco, depois de muita areia e uma chuva fina, cheguei em 2 barracas isoladas no meio da praia, o céu ficou preto de chuva e esfriou um pouco, dormi aqui mesmo depois de andar 28km. Praia Nova-CE: 40º DIA Dormi muito bem e acordei com o tempo ainda fechado sem previsão de melhora, andei pouco mais de 2km e cheguei em Bitupitá, o último lugar do Ceará, daqui é preciso faz um contorno pra vencer o delta dos rios Timonha e Ubatuba. Peguei uma van por 7$ até Barroquinha, daqui só consegui um ônibus pra Parnaíba as 15h, por 12$, cheguei já escurecendo e como não havia mais transporte pra Luís Correia, acabei dormindo num pulgueiro lotado de ciganos em frente a rodoviária por 30$. Fiquei sem máquina esse dia. Tatajuba-CE: 41º DIA Depois de comer tudo que tinha direito no café grátis, segui pra Luís Correia de Topic por 3$. Foi um domingo de praia vazia e tempo totalmente fechado, com chuva a todo momento, pela praia rolava um futebol, uma roda de capoeira, algumas excursões mas pouca gente mesmo dentro d’água, a orla é repleta de quiosques padronizados (preços baratos pra uma orla), casarões pra alugar e hotéis, a maioria vazio, porém é uma orla meio largada onde o lixo ainda tem presença forte, até garrafas de champanhe da virada do ano ainda tinham na areia. Depois de ir até a barra do Rio Parnaíba e ver que não ia conseguir barco barato pra atravessar, voltei até um restaurante vazio e passei o resto do domingo. Almocei um PF por 15$ e continuei na praia, dormi no restaurante da praia mesmo. Fiquei sem máquina esse dia. Em algum lugar sentido Morro dos Patos-CE: 42º DIA Acordei cedo e voltei pra Parnaíba, a ideia era pegar transporte até Pedra do Sal e talvez andar um pouco mais até a divisa do Maranhão, mas o tempo chuvoso dos 2 últimos dias me desanimaram e encerrei minha caminhada em 05.02.2018. Fiquei sem máquina esse dia. Pedra Furada-CE: Ainda continuei viajando, mas dessa vez me locomovendo de transporte. De Parnaíba parti até São Luís e de lá fui pra Santo Amaro do Maranhão onde passei o carnaval com a namorada, pra minha sorte foram todos os dias de muito sol e depois voltou a chover pra valer naquela região, tem sido um dos anos mais chuvosos e com lagoas cheias, o que não ocorreu nos anos anteriores. De São Luís peguei um trem de passageiros da Vale do Rio Doce e fui até o Pará visitar familiares, ainda voltaria ao Maranhão pra viajar mais uma semana mas tive que retornar ao RJ por motivos de força maior. A segunda caminhada foi tão boa quanto a primeira e menos sofrida, dessa vez eu fui ligeiramente mais equipado, com fogareiro a gás e barraca pra usar caso não tivesse lugar bom pra rede. Levei 2 cartuchos de gás e usei um + metade do outro, cozinhei minha janta uns 85% dos dias, sempre um miojo e depois que vomitei passei a usar mais arroz. Quanto a barraca continuo com a mesma impressão de que não combina com o calor da praia, mas foi útil quando precisei dela. Não tive bolhas dessa vez, comecei aumentando as distâncias andadas aos poucos e sempre parando pra descansar. Atravessei o litoral do nordeste no auge da zica e chicungunha em 2015 e passei pelo RN em plena crise da segurança pública e greve da polícia em 2018, mas nada disso me atrapalhou, essa parte do litoral brasileiro é linda demais, recomendo a quem tiver vontade de conhecer seja andando, de bike, ou qualquer outra coisa, que faça o quanto antes, pois as casas só aumentam e as praias diminuem. Boa caminhada a todos !
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    Ei! Você já a recebeu? Estou planejando uma viagem para o Chile em julho desse ano... caso você esteja indo tb me chama no whats (31) 992971725
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    20 dias para essa quantidade de lugar é inviável. Tenta enxugar esse roteiro, escolher os locais que tem mais vontade de conhecer, tentar otimizar o deslocamento entre cidades/países.. daí sim você conseguirá aproveitar mais a trip.
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    Estando com a documentação em dia é tudo muito tranquilo, sem qualquer dor de cabeça. Atravessei a fronteira n vezes (quase todo final de semana) no periodo que fiz meu intercambio no Canadá, e algumas dessas vezes o passaporte não era nem carimbado haha
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    Oi Juliana. Realmente, as estradas de Minas deixam a desejar. Estrada boa só a 146, de Araxá à Br 365 em direção a Patos de Minas. Asfalto novo e bom com pouco movimento. Fui visitar as cidades históricas de Minas faz muitos anos. Em 2017 passei por Mariana e Ouro Preto, mas não entrei, na volta do Caminho dos Diamantes. Também gosto muito de viajar de carro.
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    @StanlleySantos Verdade! Acho que o Brasil precisa começar do zero novamente. Leis tem até o suficiente, falta fiscalização, mas sobretudo EDUCAÇÃO do nosso povo para respeitá-las. O governo de Goiás fomentou a criação do CAMINHO DE CORA CORALINA, na intenção de, também, gerar renda, através do turismo. Vi a destruição de várias placas alusivas a patrona do caminho.
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    Não sei o que o resto do pessoal acha disso, por isso até levanto a questão aqui. Nos diversos locais de acampamento, ou trilhas, travessias, enfim, vemos basante modificação humana na natureza. Falo quase que especificamente do lixo, gerado por alguns praticantes especialmente em locais de abrigo, que é mesmo muito comum. Me parece que esse é um empecilho que nos afasta de termos algo parecido com os EUA, por exemplo, com parques nacionais abertos para acampar (maioria exige cadastro e licença se quiser pernoitar nos parques). Com lixo, fogueiras, necessidades na beira da trilha, nem nós mochileiros aceitaríamos ver nossas belezas naturais tratadas assim, estragando o trekking. É como o Stanlley diz, precisamos dessa ideia sustentável dentro do nosso ecoturismo. O que pensam a respeito? Abraços
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    @Wesley Felix valeu cara, tudo em dobro pra ti, forte abraço.
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    Realmente man, acontece muito isso, os bancos bloqueiam mesmo liberado as vezes por MOTIVO DE SEGURANÇA KKKKKK, quando a bandidagem vão clonar cartão, pega empréstimos não acontece o tal bloqueio .. e cada vez mais colocam empecilhos para os usuários e não pra bandidagem
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    Tem vaga para ir com vocês ? , Se tiver eu topo em ir haha
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    Tive uma Laredo GT da Nautica e não decepcionou nem um pouco. Aguentou chuva leve informo pois pelos comentários a fama da Náutica não era muito boa aqui no forum, porem eu indico tranquilamente esta barraca para quem quer conforto. Usada apenas na praia em Camping com Box proprio para barraca.
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    @fepereiramat Eu vou. Irei a 2 desfiles na Sapucaí: sábado do Grupo de Acesso e Segunda do Grupo Especial. Não sei como funcionam os bloquinhos de rua
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    Aqui no fórum voce encontra muita informaçao sobre a Bolívia (relatos de viagem e dicas de roteiro), é um dos mais destinos mais comuns entre os brasileiros. No link abaixo tem informaçoes sobre relatos que podem ti ajudar a ter um norte para criar seu próprio roteiro: https://www.mochileiros.com/forum/463-bolívia-relatos-de-viagem/
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    CAPETOWN Dia 30/08/2018 (Quinta-feira): Retorno a Joanesburgo, devolução do carro até 13h, ida a Cape Town (voo 15h). Eu estava bem preocupada com este dia, nosso voo era as 15h, a devolução do carro às 13h e nós só poderíamos deixar o camp de Letaba às 6h. Apesar de termos 7h para sair do Kruger e chegar no aeroporto de Joburg, nada podia acontecer no caminho, e não gosto muito desta pressão. Acordamos 5h, empaçocamos (isso, do verbo empaçocar, rs) nossas coisas no carro e antes das 6h já estávamos no portão, saímos pontualmente neste horário. Como estávamos ao norte do parque, saímos pelo portão Phalaborwa e seguimos pra Joburg pelo caminho que o google maps indicava. Quase 500km. E do nada, no caminho, a estrada começou a ficar sensacional... montanhas coloridas, paredões rochosos, cânions... meeeooo, estávamos na rota panorâmica! Antes de ir tínhamos visto que tinha esta rota, mas imaginamos que tanto na ida quanto na volta não teríamos tempo de andar por ela... e deixamos pra lá. E agora estávamos nela, sem saber e sem planejar! É linda demais... tem gente que passa até dois dias pela região, e imagino que tenha muita coisa linda pra se ver por lá... o gostinho que tivemos da estrada já valeu demais! VIDEO 1 e 2 PANORAMICA 5.mp4 VIDEO 1: trecho da rota panorâmica PANORAMICA 9.mp4 VIDEO 2: mais da rota panoramica Paramos pra um café rápido no caminho e no fim das contas conseguimos chegar sãos e salvos no aeroporto antes das 13h. Almoço 100 Rands. Tendo rodado 1282km em 4 dias, devolvemos o carro imundo e com meio tanque na Bidvest (que debitou mais 55 dólares no cartão, provavelmente da gasolina, limpeza e pedágios) e fomos atrás de fazer nosso check-in na “MANGO”, subsidiária da South African Airways. Deu tudo certo, apesar da pouca vontade do atendente da Mango, e as 15h10 decolamos rumo à Cidade do Cabo. Duas horas depois estávamos lá. Nos dirigimos ao balcão da Budget pra pegar nosso carro, um Fiesta Ecoboost marrom cocô horrendo, kkkkkk! Tb botamos mais 4Gb de internet no chip por 150 Rands cada casal. Internet não é das coisas mais baratas na AS não. E fomos pra casa. Combinei o check-in com o anfitrião pras 19h e chegando no endereço ele estava na porta nos aguardando. Anteriormente ele tinha nos dito que quem faria nosso check-in seria sua esposa Margareth, pois ele estaria na Australia, mas ele acabou voltando naquele dia e estava lá, exausto, nos esperando. Andrew e Margareth foram hiper fofos! Nos deram várias dicas e conversamos um pouco sobre a crise da água. Em Jozi e no Kruger tinha alguns avisos com relação a economia de água, e o tempo estava tão seco que os olhos ficavam irritados, a pele muito seca e o nariz chegava a sangrar. No kruger 99% dos rios pelos quais passamos estavam secos... Mas em Capetown a falta d’água era realmente uma ameaça e eu já tinha conversado com o Andrew ainda antes de ir. Na casa que alugamos existem 2 cisternas de coleta de água da chuva e esta água é usada nos vasos sanitários. Tb nos orientaram a tomar banhos rápidos (tem até aplicativo pra controlar o tempo se quiser) e a coletar a água do banho, enquanto a água não esquenta, pra usar nas privadas. A máquina de lavar tb deveria ser usada no programa rápido, sem maiores problemas. Quase todos os dias tomamos banhos dentro do tempo sugerido, só quando eu tinha que lavar os cabelos é que ficava difícil, rs. E a casa? LINDAAAAAAA! Queria morar. Dois quartos com suíte, uma sala e cozinha enormes, quintal... decoração super linda, com alguns quadros do próprio Andrew, que aliás, era nosso vizinho. Bairro tranquilíssimo, com vista da Table Montain, um sossego! Fomos logo num mercadinho perto de casa, bem diferente, com muita coisa orgânica, quase todo dia a gente ia lá ficar pirando nas comidas diferentes, kkkk... compramos comidas e bebidas e em casa fomos planejar o dia seguinte! A previsão do tempo tava péssima, com tempo instável todos os dias... e tinha algumas coisas que a gente tinha que fazer com tempo bom... compramos as entradas pra Robben Island no primeiro horário pela internet pra não correr o risco de chegar lá e não ter mais, seja o que deus quiser! As entradas da Robben Island são caras... 360 Rands cada um! Gastos do dia: 1000 Rands CONTINUA...
  35. 1 ponto
    http://www.ega.com.uy/ https://www.buscaonibus.com.br/horario/florianopolis/montevideo empresa e site de compra abrazz
  36. 1 ponto
    Não, no exterior somente passaporte, e no caso da America do Sul, RG em bom estado e de preferência recente, são aceitos como documento de identificação.
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