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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 30-01-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Descobrindo as maravilhas, histórias e superação pessoal na travessia a pé de 316 km - Cora Coralina Novembro de 2018. Mauro César Vieira Vitor Entrada do museu de Cora Coralina Inspirado em Santiago de Compostela, trajeto passa por oito cidades de Goiás. Pensando em reviver os passos de uma das maiores poetas brasileiras, pirei, hora de equipar o mochilão e rasgar trilha adentro, foi à proposta imposta por mim para a realização do Caminho de Cora Coralina. Aberto ao público em abril de 2018, atravessando cerca de 316 km, oito cidades históricas, três parques estaduais, sete vilarejos em Goiás. O primeiro caminhante com a tentativa de fazer o percurso completo sem hospedagem, apenas com modalidade de camping. (Vide observação no relato). Diante da curiosidade, resolvi pesquisar, me preparar e então, dar inicio a um propósito mais que especial. Acompanhem essa aventura: Data marcada. É hora de se aprontar, 03/11/2018. Saindo de Brasília-DF em direção a Corumbá de Goiás-GO, passagem baratinha, apenas R$23,00, onde pernoitei. Dia seguinte, hora de dar inicio, mas antes... Interessante àquela voltinha na cidade e apreciação do lugar. 1° dia – Corumbá de Goiás x Cocalzinho, 04/11 Domingo Com inicio ás 09:00 do dia 04/11 comecei a trilha bastante empolgado. Feito algumas vezes de mountain bike, já conhecia o percurso com chegada até Pirenópolis. Clima agradável, bastões firmes e mochilão lotado, 22kg para alegria das minhas costas e pernas, entretanto, a emoção contida me dava forças. Passando pelo portal dando inicio a trilha fechada, bastante sombra, em seguida pegando o asfalto, foi percorrida neste dia 23 km até Cocalzinho onde pernoitei, a caminhada foi de 12 horas, sinalização ótima. Momento de montar camping e relaxar, acampei as margens do parque logo na saída da cidade, antes passei em um Hotel (SÃO JORGE) para higiene pessoal, o que era feito em paradas antes de dormir ao longo do percurso, isso quando não havia possibilidades de me lavar em lugares nas proximidades ao local escolhido para acampar... Muita fome! Portal – Início da trilha Cidade de Corumbá de Goiás Frutas no caminho 2° dia – Cocalzinho x Pirenópolis, 05/11 Segunda–Feira Descanso para dar inicio a subida Sai ás 06h00 da manhã, tomei café reforçado e o tempo indicando que seria um dia favorável, em direção ao pico do Pireneus, lugar maravilhoso. Um dos trechos mais ricos em paisagens e o mais bem estruturado em apoios aos caminhantes, foi possível ver o espetáculo da natureza, são exemplos os cachorros do mato, tucanos, araras, varias espécies de aves e seus cantos, somado à vista sendo apreciada da capela Santíssima Trindade dos Pirineus, próximo de 1340m de altitude. O maior pico de todo caminho. Uma parcela deste percurso não faz parte do trajeto de Cora, o desvio foi feito devido minha ida à Cocalzinho, percorrido em média 11Km a mais do previsto. Dando continuidade a trilha segui sentido a Pirenópolis, um banho na cachoeira (Abade) e descanso no morro com vista à cidade, foi uma caminhada tranquila apesar da chuva no final do trecho, seguindo as sinalizações que ainda estavam muito bem orientadas, cheguei por volta das 17h40, um percurso de 24km um banho de rio para refrescar um pouco e encontrar repouso. Acampei em uma das margens do rio, lugar muito seguro para camping, muito seguro e bonito. Hora do jantar, imagine uma sopa gostosa! Obs: Dentro do parque não tem hospedagem, pode acampar, mas antes é preciso fazer contato com a administração. Frase de Cora Acampamento em Cocalzinho de Goiás Chegando ao Pico dos Pireneus Pico dos Pireneus Vista para a Cidade de Pirenópolis 3° dia – Pirenópolis x Caxambú, 06/11 Terça – Feira Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário Outras Até aquele momento o caminho era desconhecido, dando a sensação de que a trilha havia começado naquele instante, grandes fazendas, trecho de muita mata, entre outros. O percurso desse trecho exige umpouco de cuidado, até por que próximo à passagem tem um rio em que a água é forte, acredito que em toda época do ano, mais a frente há sinalização mostrando o sentido, porém deve-se atravessar saltando à cerca e dar continuidade a estrada de terra. “Que morro é esse?” Parte final até a chegada a cidade de Caxambu, nível de subida difícil, exigiu muito de mim até chegar ao topo, sensação de alivio ao ver a vista da cidade, muito cuidado com a descida também, trata-se de um terreno muito íngreme, se tornando pesada a descida. Dando sequência e com o dia próximo de escurecer, a caminho da cidade para cuidar do corpo, dei de frente com um carro onde o condutor me parou, mas que alegria! Sr.Kinzinho, o que dizer dessa pessoa? Feito o convite para me hospedar em sua casa, não tinha como não aceitar, a forma em que fui abordado foi irrecusável, naquela noite estava muito cansado e fraco, foram percorridos 28 km de percurso bem difíceis. Então aquele convite veio em um bom momento, em meio a muitas conversas, o jantar então, estava maravilhoso, feito à lenha tudo muito fresquinho e muito bem temperado, a cama muito aconchegante e quentinha, ao acordar aquele delicioso café da manhã feito pela dona Cleusa. Se recomendo? Super-recomendo. Casa do Sr. Kinzinho O percurso de Pirenópolis ao povoado de Caxambu é o último trecho de relevo mais acentuado, cruza remanescentes de mata primária e transpõe as serras Paraíso e Caxambu esta última com mais de mil metros de altitude. Percorre partes do antigo caminho dos escravos, que ligava a Fazenda Babilônia (1800) a Pirenópolis. 4° dia Caxambu x Radiolândia 07/11 Quarta – feira O percurso de Caxambu a Radiolândia cruza a BR-153 (Belém-PA – Brasília-DF), até atingir a Rodovia Bernardo Sayão, próximo ao povoado de Radiolândia. Acordei por volta das 05h00, sai ás 06h00, trilha adentro, em média 5 km o povoado de Caxambu, na saída da cidade à esquerda, sinalização muito boa, sem chances de erro, trecho onde passa por meio de muitas fazendas, tornando o acesso mais curioso e atrativo, decidi então fazer o percurso até Radiolândia, dia seguinte já sabia o grau de dificuldades para chegar até Jaraguá. Era melhor evitar esforços. O caminho foi tranquilo, completei em 09h40 até a cidade, caminhei em média 14 km depois do povoado a procura de um lugar para o camping, com o total de 32 km neste dia, estava formando chuva, o lugar de escolha para acampamento era aberto, a situação piorava a cada instante, muito vento e para completar veio àquela chuva das mais pesadas, nada que um bom material pra este fim não suprisse a situação. Dormi que foi uma beleza. Interessante visitar o principal atrativo desse trecho, fazenda Babilônia, não conheci, porem, segundo relatos vale muito a pena. 5° dia Radiolândia /São Francisco x Jaraguá, 08/11 Quinta-Feira Um dos dias mais difíceis da caminhada, sai do quilômetro 14 depois de Radiolândia até Jaraguá ás 04h00 da manhã com chegada ás 20h10 na cidade em destino, percorri 52 km passando por centro de produtores, por trechos de matas, inúmeras fazendas. A sinalização para este trecho ajudou muito. Em sequencia segue-se passando por estradas rurais até chegar à cidade de São Francisco. No caminho oportunidade para ver as Serras de Loredo e Chibio. O trecho entre São Francisco e Jaraguá de Goiás começa com aproximadamente 6,5 km todo em asfalto, quando entram na trilha as margens do Rio Pari, para deslumbrar a vista de um gigante chamado SERRA DO JARAGUAR, um monstro de morro, com mais de 610m de altitude, local para pratica de voo livre. A trilha cruza-se a BR-070, Os últimos quilômetros são feitos por uma trilha antiga que transpõe a porção Norte, o caminhante é contemplado de um maravilhoso visual da cidade de Jaraguá, uma pena o clima não está favorável para esta ocasião, finalizando o percurso na Igreja Nossa Senhora do Rosário. Hora do almoço Confesso que estava em uma situação complicada, muita chuva, cansado, exausto. Pensei em desistir, tinha que reabastecer com mantimentos, organizar a mochila e lavar umas mudas de roupas, depois de tudo organizado os ânimos e forças reaparecem, vou continuar, era só o que pensava, não poderia desistir, era questão de honra. Descansei o suficiente para dar continuidade, minha moral estava altíssima. Serra + Chuva 6° dia Jaraguá x Vila Aparecida, 09/11 Sexta–Feira Tudo ok, equipamento, mantimentos e muita energia, sai de Jaraguá ás 09h00, peguei o trecho sentido Vila Aparecida pelo asfalto, foram apenas 21 km neste dia. Atentar para a saída, dando inicio da Igreja Nossa Senhora do Rosário, contornando a serra percorrendo 1,5 km pela cidade até tomar a saída em estrada de terra em volta da serra com 3,2 km até o ponto mais baixo do trajeto no cruzamento da ponte sobre o rio Pari. Em seguida vira à esquerda, retornando pelo mesmo traçado sentido a São Francisco de Goiás, após 4,3 km da travessia da ponte, segue-se à direita sentido ao povoado de Vila Aparecida. Tive um pouco de dificuldade, pois no ponto de partida não existe sinalização ao longo de 2km. Região de grande cultivo de bananas, muitos pássaros, retorna a boa sinalização, bem tranquilas para prosseguir, acampei em um lugar fantástico, uma pequena serra a 3 km da cidade, queria ver o sol nascer, mais uma vez não fui contemplado com o mesmo, muita neblina e a danada da chuva continuava, fiquei encharcado, mais deu para aproveitar. Percorridos 21 km, cheguei à região por volta de 16h50 da tarde. 7° dia Vila Aparecida x Itaguari, 10/11 Sábado Coisas de lá Passando por Alvelândia e Palestina sentido a Itaguari, Região forte em agricultura e pecuária, destacando-se áreas de cultivo de bananeiras. Um trajeto curto e bem sinalizado até chegar ao povoado de Alvelândia nas margens BR-070. As vistas de grandes áreas e túneis de árvores entre as matas tornam um lugar surpreendente. Destacando a Fazenda Estaca, de valor histórico grandíssimo, diversos viajantes cruzaram essa região nos séculos XVIII e XIX. Acordei cedo esse dia, por volta das 04h00 da manhã, não consegui dormir direito, sai ás 05h00 mata adentro, O tempo estava nublado, mas sem chuva, os pássaros mais uma vez deram um show. O sol resolveu aparecer, estava bem animado, já havia completado mais da metade do caminho e queria muito chegar ao destino final. Levei algumas carreiras de bois e vacas nesse caminho hehe, correr com mochila nas costas não é tão agradável. O acesso passa por muitos currais e propriedades particulares onde tem criação de gados e outros. 48 km em 15h30 em movimento, acampamento montado a 2 km da cidade em uma propriedade de um novo amigo, Sr.Gumercindo, uma pessoa de muita graça. Achei esse trecho bem tranquilo com algumas subidas e descidas bem leves. Itaguari - GO 8° dia Itaguari x São Benedito, 10/11 Domingo Com saída ás 07h00, sem sinal de chuva para me abençoar, sentido a terra do polvilho. Os pés estavam bem judiados neste dia. Tudo estava perfeito, o sol radiante e muito barulho de Quero-quero. Trajeto feito em 14h00, com o total de 44 km. Tive um pouco de estorvo neste percurso, o cansaço voltou a incomodar, cheguei um momento em que dormi caminhando, nada melhor que um banho para relaxar em um pequeno córrego nas imediações, mas que valeu muito a pena, resolvi aproveitar e preparar o almoço ali mesmo, sem contar que em todos os dias pós almoço o cafezinho era preparado. Nesta parte passei por varias fazendas, trecho de muitas retas, o sol escaldante, região sem muita sombra, de volta a estrada, ânimo renovado continuei a trilha seguindo sempre a direção, bom ressaltar que não tive nenhum problema com sinalização nesse caminho, somente com os cachorros e a boiada novamente. ? Cheguei à cidade em plena tarde de domingo e por sinal não encontrei comércio aberto e comprar alguns mantimentos. Nenhuma pousada para coleta de informações e programar posteriores vindas, acredito que somente em casas de moradores, nenhumas das pessoas em que perguntei souberam responder. Percorri cerca de 5 a 6 km de asfalto, deve-se tomar bastante cuidado, foi um dos trechos que achei mais perigoso (em asfalto) devido ao grande fluxo de veículos, depois do asfalto a esquerda uns 400 m cheguei em um lugar, um bar, bem simples próximo a uma ponte, segundo o proprietário, os organizadores do caminho de Cora tiveram no local e informou que pode ser um lugar para repouso, o forte deles será o camping, até por que o lugar é muito confortável para este fim, esta passando por algumas reformas, mas que já comporta uma boa dormida. Acampei no local, próximo a esta ponte citada anteriormente, o barulho da água descendo rio abaixo foi uma maravilha, banho tomado, a água estava uma delicia, preparei o jantar e logo era hora de dormir. Coisas do Lugar 9° dia, São Benedito x Calcilândia x Ferreiro, 11/11 Segunda –feira Penúltimo dia de travessia, 36 km percorridos, a trilha passa por fazendas com poucas porteiras comparando com outras em que passei, muito estradão de terra batida e mais uma vez a natureza fez seu papel, o nível desse percurso foi muito puxado, tive dificuldades devido ao inchaço no pé esquerdo, mais era parte final e nada tirava mais a minha vontade de chegar, veio a chuva, não tão forte assim. Um dia bem agradável, por mais uma vez a receptividade do povo goiano me cativou, em parada não programada, tive o prazer de conhecer Dona Madalena em Calcilândia, onde me recebeu com bastante alegria, aproveitei para descansar, me serviu um almoço delicioso, café e um bom bate papo. Pé na trilha, saindo de Calcilândia. À direita, é possível visualizar a Serra de São Pedro que guarda muito de suas características naturais cheio de histórias e mitos. Percorri uns 2,4 km de asfalto até chegar na estrada e pegar sentido à esquerda estrada rural de terra. Nesse pequeno trecho, há um tráfego de caminhões considerável e por isso importante redobrar a atenção. Seguindo em media uns 7,5 km até chegar a uma pousada, aparentemente muito confortável. Com mais 10 km, passando por várias fazendas e paisagens perfeitas com vista da Serra Dourada, chega-se as ruínas de Ouro Fino. Foi uma das etapas em que a sinalização mais cooperou, lugar passa por matas fechadas e desertas. Passando pelas serras, fiquei encantado pela beleza rara do ambiente. Na reta final desse percurso veio uma pancada de chuva, porem, passageiras. Estava chegando à fase final da travessia, emoção e o sentimento de gratidão me deixavam mais forte. Chegando às proximidades de Ferreiro, acampei em uma serra pequena naquela noite. Tudo parecia muito calmo, até que o barulho e ruídos dos animais noturnos me intimidaram, sono chegou bem tarde por volta das 02h00, próximo à hora de levantar e concluir o percurso. Onde faltava apenas 8 km. 10° dia Ferreiro x Goiás Velho, 12/11 Terça–feira Museu da Cidade de Goiás O grande dia, reta final, trilha fácil, com algumas subidinhas de leve a passagem toma conta do lugar entre histórias de filhos ocultos e suas particularidades. Foram os quilômetros mais envolventes de toda travessia, comecei bem cedo em menos de 02h00, tinha que retornar a Brasília ainda aquele dia, pegando o asfalto a vista da cidade começa a aparecer anunciando que estava próximo de concluir. Enfim, a chegada depois de 8 km de muita emoção. Cidade maravilhosa, restaurada, cheia de encantos e suas histórias. Visitei dois museus, centro histórico, algumas igrejas e por fim uma casa em restauração. Considerações finais: · A intenção era de fazer o percurso todo com a modalidade de camping; · Foram coletados contatos para apoio, porém não publicados, entrar em contato caso tenham interesse; · As marcações em quilômetros foram marcadas não exatamente como os registros entre cidades, mas sempre próximas às imediações; · Alimentação foi transportada toda na mochila. Agradecimentos: · Familiares; · Filhos – João Vitor Neves, Mayara Neves; · Amigos, em especial Andreia Olivo, Nara Niuma, Aline, Gary, Etiene e Lidiano Pereira. · Workshop Trekking Brasília. · Aos apoiadores ao longo do Percurso Para maiores esclarecimentos entre em contato: E-mail – [email protected] https://www.facebook.com/profile.php?id=100004813188325&ref=bookmarks https://www.instagram.com/mauro_cesar_trekker/?hl=pt-br Fone: (61) 99100-3001 https://documentcloud.adobe.com/link/track?uri=urn%3Aaaid%3Ascds%3AUS%3A6d592790-a29d-4c62-b959-dd2a232c443f “Se temos de esperar, que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida. Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos, de solidariedade e amizade.” “O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.” Cora Coralina
  2. 2 pontos
    Glaucia já tem roteiro?Vai direto pra Itacare? Queria ir pra Caraíva tbm
  3. 1 ponto
    Procuro companhia para viajar em março/2019 para Porto de galinha saindo dia 17/03... Alguém que vá.
  4. 1 ponto
    Creio que todo mundo que mora em Brasília sabe disso, mas quem vem em Brasília a passeio, ou de passagem para explorar o entorno, Chapada dos Veadeiros ou outros pontos no estado de Goiás, geralmente não sabe. Taxi é uma das coisas mais caras em Brasília, mas existe uma rede de taxi que cobra 30% menos que as outras. Geralmente são carros mais velhos mais não tem nada de mais, oferecem o mesmo serviço. Quem chegar no aeroporto, tiver pressa e precisar pegar um taxi, pode economizar bem pegando essa rede de taxis. Basta sair do aeroporto no desembarque, no andar inferior, olhando para a rua e ir andando até o lado esquerdo, em frente à casa lotérica, do outro lado da rua, ficam esses taxis com 30% de desconto. O nome da rede é Radio Taxi Alvorada e caso não tenha nenhum taxi lá quando você chegar, basta chamar pelo telefone 61-3321-3030. No taxímetro roda o valor normal. Quando chegar o destino basta perguntar o preço com desconto que eles fazem o cálculo e fica 30% mais barato. Em corridas longas isso dá uma bela diferença.
  5. 1 ponto
    Olá,alguém indo para Itacaré nessas datas?
  6. 1 ponto
    Galera fizemos um confere em Formosa-GO onde visitamos o respeitado Salto do Itiquira. Vez ou outra fazemos esse bate e volta por ser bem próximo e achamos legal descrever um pouco para quem procura algo em família. O Salto do Itiquira é uma queda de água de 168 metros de altura, localizada no município de Formosa, em Goiás. Aqui seguem algumas informações. O trajeto de Brasília até o Parque demora em torno de 1 hora e 30 minutos, onde ao chegar em Formosa passamos pelo centro da cidade que é bem estruturada e possui vários lugares para almoço e comprinhas. Continuando pela principal ( via GPS ou perguntando todos explicam o trajeto além de ter placas indicativas ). Ao terminar a cidade continua-se em outra via por mais 30 Km até chegar na entrada do Parque ( isso a pista termina literalmente na entrada do parque) ao Paga-se um valor na época ( MAR2018 ) pagamos 12$ de entrada e o estacionamento(NÃO PRECISA PAGAR) fina na frente do parque, tudo muito bem organizado. TRILHA ATÉ O TOPO Para os mais aventureiros o parque tem uma Triha que vai até o topo da cachoeira, recomenda-se ir calçado e precisa assinar um termo de responsabilidade em baixo com um dos informantes do parque, existe também horário para fazer esse trecho. Outra recomendação além do tempo é ter um moderado preparo físico pois a subida é bem puxada. ONDE ALMOÇAR Sempre que vamos no Itiquira procuramos almoçar em lugares diferentes o caminho de ida e dentro da cidade recomendo um bom lugar e com baixo custo "Restaurante Casarão" ele fica bem na frente da praça principal onde situa-se a Catedral Imaculada Conceição que também é um dos maiores pontos turísticos da cidade, vale a pena conferir. Serve balança live (15 a 20$) e no peso (25$) valores bem baratos com churrasco simples, lugar bem organizado e atende muito bem. Outro lugar que super recomendo é o Dom Fernando Restaurante Rural este lugar vale super a pena se você estiver com um tempinho a mais... lá custa em média 50$ por pessoa com buffet livre ( sem balança) a gastronomia é estilo de Fazenda. O melhor desse lugar é o ambiente que te proporciona um cochilo dos melhores nos redários que possuem por lá, e não precisa levar rede... rs Caso optem na saída do Parque do Itiquira também tem um restaurante muito bom que serve sem balança também, este não tenho como descrever o local pois ainda não entramos mas é uma das opções.
  7. 1 ponto
    Oi Kely, Obrigado por compartilhar sua experiência. Seu relato me ajudou a organizar o meu roteiro por El Chaltén! Muito obrigado e bons ventos. o/
  8. 1 ponto
    Olá, @denisepsi! Irei de carro sim! Chegarei dia 10 ou 11 e ficarei no máximo até dia 20, 21...
  9. 1 ponto
    Oi Vitória tudo bem? Também irei para o Peru agora em 2019, e estava procurando exatamente uma bota que me atendesse para essa viagem e que fosse feita sem materiais de origem animal. Foi então que conheci a marca Vento https://botasvento.com.br/ (antiga Nômade), do nosso amigo @fabiomon , as botas da Vento têm todas essas características, as botas da Vento utilizam um material chamado Nanox ao invés do couro animal, este material é bem mais leve e muito mais resistente que o couro, e de quebra faz com que a bota fique muito mais leve e confortável por conta disso. Ela tem excelente aderência a maioria dos solos devido a solado de borracha (material proveniente de pneus), e além disso a bota utiliza uma membrana CLIMATEX que a torna impermeável e ainda sim permite que seu pé respire evitando que ele úmido. Da uma olhada neste modelo, acho que ele pode te atender. https://botasvento.com.br/bota-impermeavel-finisterre-nanox-marrom Agora tem o principal, e que foi o principal motivo que me fez escolher a Vento. Empresa Brasileira que atua neste mercado há anos, e fazendo equipamento de ponta, o atendimento do pessoal é sensacional, tanto na pré venda quanto no pós venda, e você não vai se sentir desamparada por não ter garantia de um equipamento caso tenha algum problema. Espero que tenha ajudado, de um viajante para outro
  10. 1 ponto
    Esqueci de dizer que essa trip ocorreu de 23/12/18 a 8/1/19. A viagem de ônibus foi tranquila, dormi praticamente toda. Passado umas 4 horas da viagem, o ônibus parou e escutei o motorista dizer: Pausa para 15 minutos de Banõ. Que maravilha, estava bem precisando... para minha surpresa descemos no meio do nada. Só tinha a estrada e o mato. Nenhuma luz, o banheiro era a modo Inca.. Ou seja... Dica 3: Carregue e valorize o papel higiênico tanto quanto seu passaporte. Acredite, você precisará muito disso... Só depois desse momento é que passei a valorizar... O bus chegou no horário previsto, 4 da manhã. UYUNi não tem rodoviária, é uma rua comum. É chegar, descer e boa sorte, as pessoas se espalham. Fui para o hostel que tinha reservado, e fui super mal atendida. Era cuidado por uma família muito estranha e não quis me deixar entrar ao menos que pagasse mais uma diária. Meu intuito era ficar em uma sala, algo do tipo, até dar a hora... Detalhe, o check in era as 10, então paguei por 6 horas, já que sozinha, não ficaria na rua. É bom se certificar quando chega de madrugada, se tem onde ficar , e tals. Depois encontrei um grupo de brasileiros que foram direto para um café que está aberto justamente para esse povo que chega, quer tomar um banho e entre 10 / 11 horas embarca para o deserto. Ai aqui cometi um erro, fiquei com medo do ônibus não chegar a tempo e deixei o dia livre. Genteeee, não façam isso, da p fechar passeios na hora. Exemplo, você chega as 4, procura onde ficar, e as 8 você fecha com alguma agência e fica lá até a hora de começar o passeio... Mas, é vivendo e aprendendo... Eu deveria ter feito isso, e ganho um dia em outro lugar mais legal, mas enfim, foi..... O problema é que além da praça, não tem onde você ir. Algumas feiras ao redor, mas nada mais do que isso. Aqui foi o único lugar que almocei em restaurante. Tinha tempo sobrando, achei um restaurante aparentemente limpinho e muita vontade de comer um arroz. Valeu a pena. Gastei 30 soles, mas comi muito. Durante a noite choveu muito. Choveu horrores na verdade e fiquei triste, achando que estragaria o passeio que tanto queria fazer. A agencia que contratei, chamava Esmeralda, paguei 350 soles os 3 dias, já havia contatado por whats aqui do Brasil. Porém, eles me colocaram junto a um grupo de outra agência. Fiquei chateada , pois haviam vários brasileiros, tipo, uns 10 que compraram lá também... Como não domino o inglês , seria o ideal, mas vamos lá.... A chuva cessou. Passeio começa pelo cemitério de trem, o guia ficou explicando uns 40 minutos e deu só 15 para caminharmos entre os trens e tirar foto.... affff … O lance foi respirar fundo, parecia que tudo estava contra mim.... saindo, fomos rumo ao deserto de sal.... tome chão ! As paisagens já começavam a aparecer.... Paramos em um vilarejo que vive de artesanato e tem um pequeno museu. Meu Deus, que pobreza, não sei como ser humano pode viver com tamanha precariedade.... Mais chão, até que chegamos ao MAIOR DESERTO DE SAL DO MUNDO. Ah como eu fiquei feliz.. Sabe aquele lugar que você olha em fotos e diz: “Um dia estarei lá”, assim foi. Paramos em frente ao monumento do DAKAR e ai foi livre para andar, bater fotos, visitar o hotel de sal e aquele monumento as bandeiras. É praticamente indescritível, única coisa que vinha na minha mente é a capacidade de Deus criar tudo isso, que maravilha. Os guias prepararam um almoço bem gostoso, mas o sol estava de torrar. Comecei a tirar as roupas que protegiam do frio... E da-le protetor solar. Uma pausinha para descanso e mais chão.... em minutos começou aparecer água, mas era bem ralinha.... Eu pensei, que frustração, vim aqui e não ver o efeito “espelhado”, mas como uma boa brasileira aproveitei as poças para tirar fotos, querendo ou não, decidi me dar por satisfeita e agradecida... Voltamos ao carro e para minha surpresa e realização, em um trecho havia água o suficiente para cobrir o pé. Dica 4: Levem botas impermeáveis. Chorei de emoção, aquele momento estava simplesmente se eternizando no meu coração. Foi exatamente do jeito que eu gostaria que estivesse. O guia insistiu em dizer que tínhamos sorte, pois em dezembro, janeiro, dificilmente chove o suficiente.... E eu respondia: “ Não é sorte. É Deus”.... E depois de 4513211 fotos, seguimos para a Ilha de Cactus. Olha, se minha viagem acabasse ali, naquele momento, eu daria por satisfeita. Hahahaha... A Isla Incahuasi fica no meio do deserto de sal, foi plantada pelos Incas é muito bonita, tem cactus bem grandes e você tem que pagar um ingresso a parte para manutenção, 30 soles se não me foge a memoria. È bem estruturada, com banheiros e restaurante, além do caminho entre os cactus, feito de pedra. Fica fácil andar, mas exige folego, já que é alto e grande. Seguimos rumo ao Hotel, mas no meio do caminho paramos para ver o por sol do sol. I.N.C.R.I.V.E.L. Os guias serviram batatas (tipo ruffles) e vinho. Se existe dia perfeito, esse foi um.
  11. 1 ponto
    Parte 4 - Do Brasil para a Argentina "Oh! Oh! Seu Moço! Do Disco Voador Me leve com você Pra onde você for Oh! Oh! Seu moço! Mas não me deixe aqui Enquanto eu sei que tem Tanta estrela por aí" S.O.S, Raul Seixas Logo que chegamos no posto já fomos sondar os caminhoneiros que haviam pernoitado por ali. Vinte minutos depois fui conversar com um caminhoneiro que estava escovando os dentes em frente ao seu caminhão. Me apresentei e expliquei rapidamente a viagem. Quando ele começou a falar só vi um monte de pasta de dente voando na minha direção. Tentei desviar. Porém, fui derrotado e como prêmio recebi uma enxurrada de saliva misturada com creme dental no rosto. O sangue subiu, mas quando eu ouvi o caminhoneiro dizer "Estou partindo agora, se quiser ir tem que ser já" engoli o orgulho e abri um sorriso, e respondi "Bora". Corri chamar o Matheus. Ajeitamos nossas coisas na cabine e partimos rumo a Itaqui. Foto 4.1 - Os arredores do posto Foto 4.2 - O caminhão vermelho no fundo foi o que viajamos O início da viagem foi esquisito demais. Wagner, o caminhoneiro, fazia diversas perguntas que mais se parecia com uma entrevista de um sequestro. "Vocês tem dinheiro ai?", "Alguém de suas famílias sabem que vocês estão aqui agora?", "Precisa ter muito dinheiro pra viajar assim!", "Vocês sabem que tem muito louco pela estrada!", "Já sofreram algum tipo de violência com um caminhoneiro?". Essas foram algumas das frases que me lembro, mas foram meia hora desse tipo de conversa. O Matheus ficou mudo, não dizia nada. Por alguns segundos pensei em pular do caminhão (risos). Aos poucos fui tentando levar a conversa pra outro rumo. Até que começou a tocar Raul Seixas. Caralho! Tinha até esquecido do quanto eu gostava de ouvir aquelas músicas. Comecei a cantar. O Wagner também começou a cantar. O som da música foi para as alturas. A cara carrancuda do Wagner começou a esboçar os primeiros sorrisos. Quando começou tocar S.O.S. e troquei o trecho "Oh! Oh! Seu Moço! Do disco voador me leve com você pra onde você for" por "Oh! Oh! Seu Moço! Do caminhão me leve com você pra onde você for" ele deu risada e nesse momento as conversas tomaram um rumo diferente. E assim, começamos a conhecer as teorias de Wagner. Foto 4.3 - O caminho A primeira teoria ele nos explicou quando tocava Cowboy Fora da Lei, no trecho que diz "Oh, coitado, foi tão cedo. Deus me livre, eu tenho medo. Morrer dependurado numa cruz" o Wagner logo emendou "Foi brincar com o Homem e logo morreu, claro que tem ligação!". Depois começamos falar de política (assunto perigoso quando se é caroneiro!) e ele começou a introduzir sua frase típica, pra qualquer político ele sempre dava mesma resposta: "O Lula aquele Zé Buceta! Nem sabe que eu existo, vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito.", "O Bolsonaro aquele Zé Buceta! Nem sabe que eu existo, vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito.". Depois foi a vez do futebol, e ele era assertivo na sua frase: "Jogadores de futebol são tudo Zé Buceta! Nem sabem que eu existo, pra que vou torcer se vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito." (risos). A sua opinião de mundo se resumia nisso "Zé Buceta! Nem sabe que existo, vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito", confesso que é uma boa visão de mundo, mas tornava o Wagner previsível até então. Foto 4.4 - Mais um pouco do caminho Quando começou tocar Quando Acabar o Maluco Sou Eu, o Wagner começou se autodenominar como maluco, mas logo fez uma mea culpa falando que era o único da família assim. E assim, começamos a conhecer o Wagner de verdade. Disse que tinha muitos irmãos e que a maioria era estudado e falava com orgulho de um irmão que morava e trabalhava na Alemanha. Depois, contou a história de sua mãe e como ele sentia ter perdido ela tão cedo. Falou da sua esposa e da sua filhinha. Disse que jogou futebol e foi da base do Santos junto com o Robinho. Seu pai era da aeronáutica e por agora ele estava tirando brevê de voo, mas logo emendou com a seguinte frase "Aqueles Zé Buceta cobram caro demais por aula! Ai tenho que trabalhar muito mais". Disse também que quase não parava na sua casa e que estava trabalhando muito, emendando uma carga na outra. E nos contou de quando era caminhoneiro em outra empresa e viajava pela Argentina rumo a Terra do Fogo. Ele não gostava de argentinos de jeito nenhum, não entendi o porque, mas toda vez que ele falava de argentinos ele se referia como aqueles Zé Buceta (risos). Quando acabou as músicas do Raulzito, começou a tocar Astronauta de Mármore do Nenhum de Nós e nesse momento ele disse "Vocês não tem fome não, sobe ali e pega um pacote de bolacha pra nós comermos.". Foto 4.5 - O carro vermelho no caminho Comemos. A distração do Wagner é buzinar pra pessoas distraídas na pista. Ele dava risada com isso e eu também. Nos cagamos de dar risada quando o Wagner disse "Olha que vaca rica!" ao vermos uma vaca sozinha num pasto imenso. Agora nós três eramos bons amigos e as conversas rolavam naturalmente. A partir daqui o tom das conversas foi mais para as brincadeiras e risadas, e a música acompanhou, nesse momento começou tocar só música de balada. Wagner deixou o volume no máximo. Tocou até Harlem Shake e seu "Con los terroristas". Foi engraçada e perplexa toda aquela situação. Confesso, que estava curtindo aquela balada ambulante pela qual viajávamos. Ai o caminhão parou, ele nos disse que ali deixaria nós. Era a entrada de Itaqui (cidade distante 100km de Uruguaiana). Ele seguiria para a Camil carregar o caminhão com arroz. E assim, nos despedimos dessa figura que é o Wagner e voltamos para a rodovia. Wagner foi um cara que lembraríamos por toda a viagem. Seu jeito esquisito no início deu lugar a um cara gente boa demais. A sua maneira ele é um cara de coração grande. Tanto que para mim a música tema dessa viagem é S.O.S. do Raul Seixas, toda vez que eu tinha uma chance eu colocava essa música durante a viagem. Creio que seu jeito esquisito de início foi uma defesa natural por dar carona para dois caras, ele estava em desvantagem naquela situação. Se nos sentimos em perigo por um momento, ele também deve ter se sentido em perigo também, apesar de nossas caras de bobos (risos). Gosto de gente como o Wagner, de fala fácil, sem papas na língua e que sai do comum e fala o que pensa (mesmo que isso resuma o resto do mundo em Zé Buceta). Depois seguimos caminhando pela rodovia. Toda vez que um veículo passava por nós erguíamos o dedão da esperança. E assim fomos até chegar num posto rodoviário. O movimento de caminhões e carros era baixo. Sondamos os caminhoneiros parados, mas a maioria iria carregar o caminhão de arroz ali perto. Tava quente demais. O Matheus deu uma olhada no BlaBlaCar e tinha um carro saindo por aquela hora para Uruguaiana. Era baratinho, acho que estava dez reais e resolvemos seguir de BlaBlaCar. Uns minutos depois do meio dia o Guilherme parou no posto rodoviário e seguimos viagem com ele. Foto 4.6 - A saída do posto Fiquei na parte de trás esmagado pelos mochilões. Matheus dessa vez tomou a dianteira das conversas. Eu pouco conversei e só ouvia a conversa dos dois. Guilherme é um ex militar que agora é vendedor da Convex. Estava se acostumando com essa nova vida. Tinha descoberto o BlaBlaCar no dia anterior, que sorte a nossa. E seguia para Uruguaiana para tentar fazer algumas vendas e fechar melhor o mês de novembro. Geralmente, eu não falava sobre o meu mestrado, mas nesse dia com o Guilherme eu descobri que falar o que eu fazia criava uma confiança entre a pessoa que nos dava carona, além de criar uma curiosidade e deixar a pessoa meio sem entender porque viajava daquele jeito. Enfim, fiz mestrado em inteligência artificial. Guilherme ficou bastante curioso conosco e sua conversa com o Matheus fluía bem. O caminho ao redor não muda nada de São Miguel das Missões até Uruguaiana. Muitos silos e plantações de arroz pelo caminho. Guilherme falou bastante sobre sua vida no exército. Ele é um cara articulado e fala muito bem, acho que a profissão de vendedor tem tudo haver com ele. Falou das suas muitas viagens e missões como militar. O curioso que ele se autodenominava ex milico, sempre achei que milico era um termo pejorativo pra militar. Ele é viajante também e está preparando uma viagem de moto até Ushuaia. Estava com saudades da mulher e da filha e depois de Uruguaiana seguiria direto pra sua cidade rever as duas. Atravessamos uma ponte com sinaleiro, onde só da pra passar carros por apenas um sentido por vez. Depois disso nos aproximamos de Uruguaiana. A viagem foi bem legal, o Guilherme é um cara gente boa demais. Ele nos deixou próximo a casa de câmbio e nos explicou por onde teríamos que seguir para atravessar a fronteira. Demos um abraço de despedida no Guilherme e seguimos nosso caminho. Foto 4.7 - A tal ponte Cambiamos parte do nosso dinheiro. A ideia era levar todo o dinheiro em espécie para melhor controlar ele e saber o momento de voltar. Assim, com uma parte em pesos argentinos e outra em reais, para cambiar no futuro, seguimos para a fronteira. Estávamos com fome e no meio do caminho paramos pra comer um lanche. Aproveitamos e compramos um adaptador universal para carregar os celulares na Argentina. Ficamos sabendo que não se pode cruzar a pé a ponte que une Brasil e Argentina. Quando eu conversava com o tiozinho do lanche para pegar mais informações das maneiras possíveis de atravessar a fronteira, um senhor veio falar comigo. Seu nome é Jadir e se ofereceu para nos levar até a aduana argentina. Colocamos as mochilas na caçamba e entramos na sua caminhonete. O trecho não durou dez minutos, mas deu pra conversar bastante com o Jadir. Ele é representante de produtos hospitalares e ficou bastante preocupado com a nossa viagem, dizia que a Argentina era um país muito perigoso atualmente. A conversa foi boa e ele no final parecia nosso pai, cheio de conselhos sobre segurança e ainda deixou seu cartão comigo caso precisássemos de algo por aquele dia ou no futuro. Que satisfação conhecer o Jadir, que ao ver nós com uma necessidade não hesitou em nos ajudar. Demos um tempo na aduana antes de cruzar a fronteira, pois ainda tínhamos internet no celular. Cruzar a fronteira foi bem tranquilo. Enfim, estávamos na Argentina. Agora caminhavamos por Paso de los Libres e assim, seguimos para a rodoviária da cidade. A cidade parece mais um bairro. Ouvimos dizer que a cidade é violenta, não sei ao certo, mas a cidade é bem pobre. Chegamos na rodoviária e todos guichês estavam fechados. Esperamos mais um pouco e logo os guichês começaram a abrir. Pesquisamos os preços dos ônibus para Buenos Aires. Na Argentina tem-se desconto pagando em dinheiro e somado que naquele final de semana começaria o G20 na capital (e ninguém queria estar na sitiada Buenos Aires), conseguimos um desconto de quase 50% no valor da passagem. Ficamos horas e horas na rodoviária da diferente Paso de los Libres. Com o passar das horas já estava acostumado com o espanhol. No meio da noite chegou o nosso ônibus. Agora a viagem seguiria para Buenos Aires. Esse dia foi um bom dia. Conseguimos duas caronas e uma carona por BlaBlaCar, além de pagar bem baratinho para chegar até Buenos Aires. Percorremos muitos quilômetros em companhia de diferentes pessoas e de muita conversa. Estar na Argentina era simbólico para nós, pois parecia que só agora a busca pelo fim do mundo tinha começado. Nesse momento o frio na barriga começou a me dominar. Agradeço de coração ao Wagner, Guilherme e Jadir pelas caronas. E como falei muito do Raulzito nessa parte, queria terminar com um pedaço de sua música Por Quem os Sinos Dobram (nome tirado do livro de mesmo nome do Ernest Hemingway): "Nunca se vence uma guerra lutando sozinho Cê sabe que a gente precisa entrar em contato Com toda essa força contida e que vive guardada O eco de suas palavras não repercutem em nada É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro Evita o aperto de mão de um possível aliado, é Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz Coragem, coragem, eu sei que você pode mais" Por quem os sinos sobram, Raul Seixas
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    Parte 3 - O casal das ruínas de São Miguel das Missões “Pretender-se que a vida dos homens seja sempre dirigida pela razão é destruir toda a possibilidade de vida.” Guerra e Paz, Leon Tolstoi Quando ainda estávamos em Urubici decidimos cruzar a fronteira entre Brasil/Argentina por Uruguaiana. Com isso quis passar por São Miguel das Missões. Eu já conhecia a cidade (e curto demais esse lugar), mas o Matheus não conhecia ainda. Assim, quis colocar uma cidade histórica no roteiro e de alguma forma presentear o meu amigo que parou sua vida na Bahia para me acompanhar nessa aventura aleatória até o fim do mundo. O problema que eu não tinha nenhum contato em São Miguel, somente em cidades vizinhas das quais não queria parar por agora. Tentei couchsurfing e nada. Resolvi entrar em contato com uma das pessoas cadastradas pelo facebook. Mandei uma mensagem explicando nossa viagem e pedindo um quintal no qual poderíamos acampar. Recebi uma resposta com o nome de um casal que poderiam nos receber. Entrei em contato com o casal e o inesperado aconteceu, eles iriam nos abrigar na nossa estadia por São Miguel. Confesso que fiquei com receio de usar essa tática do facebook e a pessoa me entender errado. Em contrapartida, fiquei mais feliz da conta com essa inesperada hospedagem. Chegamos em Lages pelo meio da tarde. A rodoviária é bem organizada e espaçosa. Um bom lugar para se dormir. Iriamos pegar um ônibus de madrugada para Vacaria. Então, passaria meu aniversário dentro da rodoviária de Lages. Sai caminhar pela cidade, enquanto o Matheus cuidava das mochilas. Lages impressionou pela quantidade de pessoas bonitas. Quando eu voltei o Matheus estava sendo interrogado pelo chefe de segurança da rodoviária. Queriam saber quem eram nós e o que era aqueles isolantes térmicos que carregávamos, depois que viram que tínhamos passagens deram uma sossegada. Logo, eu fiquei cuidando das mochilas, enquanto era a vez do Matheus caminhar pela cidade. Fiquei deitado num canto da rodoviária e por todo aquele tempo um segurança não tirava os olhos de mim. Achei engraçada essa higienização dentro da rodoviária e assim tirar baderneiros, indigentes ou pessoas que perturbem a "paz" da rodoviária, só deixar quem for embarcar. Não vou entrar no mérito se é certo ou errado. O que chamou a atenção foi um acampamento indígena Kaingang (acho que eram Kaingang, mas podem ser Xokleng) na parte de fora da rodoviária. A cidade faz um grande esforço para manter a ordem num espaço público como a rodoviária, mas fecha os olhos para um problema real como a dos indígenas que vivem no relento na fria Lages. Assim, preferem sitiar a rodoviária para que os índios não perambulem ou durmam por lá do que realmente resolver o problema. Já vi esse tipo de situação em diversas cidades do oeste de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Não sou muito fã de fazer aniversário. Pra mim estar ali aguardando na rodoviária e esquecer que fazia aniversário era o ideal. Quando a noite chegou o frio veio junto. As duas da madrugada seguimos para Vacaria. Chegamos era quatro horas da manhã. Na hora que sai do ônibus senti o maior frio da minha vida. Chegava a doer. A rodoviária de Vacaria estava fechada e não estava com a vestimenta mais adequada. Que frio da porra. Já não conseguia mais raciocinar. Até que achamos um hotel/bar que estava aberto e fomos até lá para nos abrigar. Pedimos um café e ficamos sentados tremendo. Permanecemos no local até quase oito horas da manhã. Depois fomos para a rodoviária e pegamos o ônibus para Santo Ângelo. A viagem foi tranquila. Pela janela ou eu via pastos ou eu via plantações de arroz. No fim da tarde chegamos em Santo Ângelo e seguimos para São Miguel das Missões. São Miguel das Missões é uma cidadela de quase dez mil habitantes. A cidade teve origem nas reduções jesuíticas presentes na região pelo século XVII conhecidas como os sete povos das missões. Os setes povos das missões são São Borja, São Nicolau, São Miguel, São Lourenço, São João, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo. Esses setes povos são o berço da colonização do Rio Grande do Sul. São Miguel das Missões abriga o sítio arqueológico de São Miguel do Arcanjo, que é um patrimônio mundial declarado pela UNESCO, que acomoda as ruínas das reduções jesuíticas daquela época. Chegamos em São Miguel já era mais de sete horas da noite. Caminhamos rumo a casa da Karine e do Mário. Passamos pelas ruínas. A casa deles ficam muito perto da entrada das ruínas. Batemos na casa e o quarteto de cachorros veio nos recepcionar. Todos latiam. Logo a Karine chegou com seu sorriso característico. Sentamos pra conversar e nos conhecer. O quarteto peludo foi apresentado, são três shitzus (Marley, Maia e Zeca) e a poodle Laica. Gostei de todos, mas o Zeca é um cachorrinho especial, ele é amoroso, companheiro, farrista, engraçadinho e quando você está sentado ao bater palmas ele pula no seu colo e fica só no chamego. A conversa com a Karine foi bem boa. Ela contou sobre a sua história e explicamos melhor nossa viagem. O tempo estava meio chuvoso e a previsão era que para o dia seguinte seria chuva o dia todo. A Karine disse para aproveitarmos e já ir assistir o espetáculo Som e Luz nesse mesmo dia. Então, fomos. O espetáculo Som e Luz é algo realmente diferente, é uma belezura de espetáculo. Todos os dias pela noite é contada a história das missões jesuíticas na região com apenas luzes apontadas nas ruínas e com narração da Fernanda Montenegro. Tudo isso ao ar livre. Saber um pouco mais sobre a relação de dominação dos jesuítas com o povo guarani e depois a resistência guarani com os colonizadores é de encher os olhos. É a verdadeira história do nosso país contada de uma forma magistral e bela. Gosto demais da forma que é contada, alçando verdadeiros heróis da nossa história como o índio Sepe Tiaraju, o líder da resistência guarani. Vou copiar aqui o trecho que explico melhor o motivo da guerra, esse texto fiz no outro mochilão que passei por São Miguel. "A ruína na verdade é o sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo (patrimônio mundial da UNESCO), na época das missões jesuítas foram instauradas várias "comunidades" onde viviam os evangelizadores (jesuítas) com os ameríndios, que nesse caso foram os Guaranis, com propósito de impor a crença cristã e os costumes de vida do europeu. Vale a pena dizer que nessa época esse território era espanhol, e depois de dezenas de anos vivendo em "harmonia" (jesuítas e guaranis), os espanhóis queriam restaurar o domínio de Colônia do Sacramento e assim "trocaram" a região das missões por Colônia com os portugueses, assim as comunidades teriam que ser esvaziadas. Os guaranis não aceitaram sair de onde, agora, eram suas terras. Guerra-pós-guerra os portugueses dizimaram os guaranis da região e reassumiram a "ordem", mas não sem antes criar um herói entre os guaranis, Sepé Tiaraju, líder da resistência guarani. As guerras também foram às responsáveis por deixar em ruína o lugar." Caminhando por quase todo o Brasil, Uruguai e um pouco de Venezuela em seis meses de estrada, Diego Minatel Foto 3.1 - O espetáculo Som e Luz no sítio arqueológico São Miguel de Arcanjo Voltamos já era quase onze horas da noite. Conhecemos o Mário, marido da Karine, e o filho do casal, o João que tinham acabado de voltar do futebol. Nessa noite a pacata São Miguel teve um capítulo que tirou a tranquilidade da cidade. Enquanto eu, Matheus, Karine e Mário conversávamos pela noite, os vizinhos do lado bebiam mais além da conta e ficaram badernando a noite toda. O problema que um deles saiu de carro bêbado e atropelou uma senhora e saiu sem prestar socorros. No outro dia só se ouviu falar sobre esse acontecimento pela cidade. Acordamos cedo (já virou redundante escrever isso). Dormimos no ateliê do Mário. Mário e Karine são artesões e boa parte dos artesanatos vendidos nas lojinhas que ficam em frente da entrada do sítio arqueológico são feitos por eles. O Mário ainda trabalha como segurança nas ruínas pelas noites. Ou seja, eles tem uma relação direta com as ruínas, mas isso é história pra depois. Nesse dia, ao acordar o Marião já veio com sua térmica do Internacional e com a cuia de chimarrão. Fizemos uma roda de mate ao som de música gaúcha. Gosto de música gaúcha. Ficamos ali conversando mais um pouco e se conhecendo melhor. Acho interessante a função social do chimarrão. As pessoas se reúnem em volta dele e aproveitam para colocar a conversa em dia. Enquanto tem água na térmica a conversa continua. E a roda de chimarrão é feita várias vezes ao dia. Gosto de chimarrão, mas gosto mais de estar numa roda de chimarrão jogando conversa fora. E foi numa dessas rodas de chimarrão com o Mário que ele se mostrou um cara todo participativo na vida da cidade. Ele é treinador de futebol de salão da garotada da cidade e também na comunidade indígena. Ainda é presidente de associação de turismo de São Miguel. Acompanha o grupo de dança do centro de tradições. Eu e o Matheus brincávamos com ele dizendo que ele seria o próximo prefeito da cidade, mas de verdade, seria uma boa. Depois fomos para as ruínas. A entrada custa quatorze reais. Não vou falar muito sobre as ruínas, vou deixar as imagens falarem por si. É uma belezura de lugar. A energia que o lugar transmite é demais. Apesar do passado relacionado as missões jesuíticas, as ruínas de São Miguel das Missões também é um símbolo da resistência guarani contra os colonizadores. E isso que me encanta. Afinal, máximo respeito aos guaranis. Foto 3.2 - As Ruínas de São Miguel das Missões ou Sítio Arqueológico de São Miguel de Arcanjo Foto 3.3 - Que belezura Foto 3.4 - Tentando o enquadramento perfeito Foto 3.5 - Sou a resistência, todo respeito ao povo guarani Foto 3.6 - A vista do interior Foto 3.7 - A minha foto favorita Foto 3.8 - Matheus e as ruínas Foto 3.9 - A porta Foto 3.10 - O fundo Foto 3.11 - O topo Foto 3.12 - Outro ângulo Foto 3.13 - Minha cara amassada e a beleza das ruínas Não fomos os primeiros viajantes que a Karine e o Mário hospedaram. Por incrível que pareça eles hospedaram por duas oportunidades pessoas que também estavam viajando para Ushuaia. Nessas duas ocasiões eram casais que viajavam de Kombi. Porém, foram situações diferentes de hospedagem. No nosso caso fomos cara de pau ao extremo entrando em contato no facebook. Com esse pessoal de Kombi a Karine conheceu pela cidade enquanto os mesmos turistavam e assim, trouxe-os para casa. Karine tem um coração gigantesco. O curioso é que essas duas viagens de Kombi tiveram problemas mecânicos no meio da viagem, com isso os viajantes tiveram que desistir de Ushuaia e voltar pra casa ou mudar o rumo da viagem. Confesso que fiquei com um pouco de medo desse histórico da Karine (risos). Brincávamos que tiraríamos essa zica dela. Depois de voltar das ruínas almoçamos com a Karine. Conversamos mais um pouco com ela. Sempre bom conversar com a Karine. Um tempo depois caminhamos para conhecer a fonte missioneira. Fomos caminhando devagarzinho. Chegamos na fonte e ficamos trocando ideia por bastante tempo. Quando estávamos voltando veio um temporal. Tomamos muita chuva. Encontrávamos abrigo, secávamos e quando achávamos que dava pra seguir, chuva novamente. E foi assim, tomamos chuva umas quatro vezes. Nesse dia a Karine nos contou a história dela e do Mário. Quando ela era estudante do ensino médio em Constantina/RS veio numa excursão escolar conhecer as ruínas em São Miguel das Missões. Nessa viagem ela conheceu alguns meninos da cidade de São Miguel e um deles, chamado Lucas, se encantou por ela e ficou todo o dia pentelhando ela. Eles acabaram se beijando e trocando telefones. Por meses trocaram cartas, mas depois veio um hiato de mais de um ano. Num dia o Lucas ligou para Karine convicto que queria voltar a vê-la. Ele viajou até Constantina e conheceu toda sua família. Assim, os dois foram estreitando as relações. Em um dia foi a vez da Karine ir visitar o Lucas em São Miguel. Nesse dia ela descobriu que ele não se chamava Lucas, e sim Mário (risos). Mário quando era moleque aproveitava o fluxo de turistas nas ruínas para paquerar as gurias de outras cidades, e sua tática em conjunto com os amigos era trocar de nome ao se apresentar pras gurias, e Lucas foi o usado com a Karine. Ele só não imaginou que se apaixonaria naquele dia. E depois continuou com a mentira para não se passar por mentiroso (risos). No fim, ele se explicou para a Karine e se acertaram de vez. E estão juntos a quase vinte anos e são o casal símbolo das ruínas de São Miguel. Foto 3.14 - Karine e Mário, o casal das Missões (foto que peguei no facebook da Karine) E o mais curioso de tudo é que naquele dia faziam exatos vinte anos que os dois se conheceram. Eles iam sair numa noite romântica, mas no inicio da noite o Mário nos chamou pra tomar umas cervejas. Fiquei meio encabulado a principio. No fim, eles decidiram passar essa noite conosco. Que honra a nossa. Na frente da casa tomamos umas brejas, e eu não parava de rir com o Mário contando a sua versão da história do Lucas. O Mário é um cara gente boa demais. Depois saímos de carro, ao som de Raça Negra e do desafinado coral dentro do carro conhecemos um pouco mais do interior da cidade. Raça Negra une os povos (risos). Foi bom demais esse momento. Depois voltamos e comemos umas pizzas pra comemorar. No final do jantar, eu e o Matheus agradecemos a Karine e ao Mário por aqueles dias mais que especiais. Na verdade, não há palavras para agradecer tudo que eles fizeram por nós, mas tentamos. Terminamos o dia assistindo o final do jogo do Atlético Parananense contra o Fluminense pela semifinal da sulamericana. Antes de dormir eu e o Matheus conversamos sobre como tudo aquilo tinha sido bom demais. Estávamos atraindo coisas melhores que imaginávamos e tínhamos certeza que no dia seguinte as caronas aconteceriam. Foto 3.15 - João, Mário, Laica (no chão), Karine, Zeca (escondido entre a Karine e o Matheus), Matheus, Marley, Maia e eu. Antes das sete da manhã saímos de São Miguel das Missões. O Mário nos deixou no posto que fica no trevo que dá acesso a cidade (mais ou menos 15km). Nos despedimos pela última vez do Marião e agora outra vez iriamos tentar seguir nosso caminho por meio de caronas. Nunca imaginaria que voltaria para São Miguel tão cedo. Três anos depois estava eu lá, novamente. Da outra vez foi só uma visita, já dessa vez vivi um pouquinho a cidade e tive o prazer de conhecer o casal que as ruínas uniu. Karine e Mário, não consigo traduzir em palavras o que vocês significaram para mim nessa viagem ou o quanto gosto de cada um de vocês. Nada do que eu falar vai equiparar o quão bom vocês foram, o que eu tenho que fazer é aprender com o exemplo de vocês e tentar ser um cara melhor daqui pra frente. Muito obrigado por tudo, de coração.
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    @LF Brasilia fico feliz em saber que esteja curtindo esse relato também. Ainda tenho muita coisa pra escrever
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    Fala Rafa!! 200 pila de orçamento numa barraca pra aguentar esse tranco em particular é complicado. Só se vc achasse uma importada, lá fora, e boa mesmo. E a julgar pelos países para onde pretende viajar, o ideal seria vc adquirir uma barraca 4 estações pra aguentar extremos (chuva e frio), que costumam ter valor elevado. Até pq mochilão roots é sempre aquela incerteza de ter um teto para dormir no dia seguinte, então.... "ah, mas aquela barraquinha que vi no supermercado todo mundo usa, e vejo imigrantes usarem nos centros urbanos, e acampamentos de igreja e...." NÃO!!!!! A mais em conta que vc encontraria por aqui no Brasil nos dias atuais seria a Windy 1 da Nautika, na faixa de 200 a 300 mangos, lançamento do ano passado se não me engano, tem 2.500mm de coluna d'água (já aguenta bons temporais), fácil montagem, mas ela é minúscula, servindo só pra dormir mesmo. E ela não chega a ser aquela maravilha de barraca. Citei ela pq a nautika faz até umas barraquinhas decentes, vez ou outra. Outra barraca a ser considerada seria a falcon para 2 ou 3 pessoas, numa faixa de preço parecida, mais espaçosa, porém menos resistente a chuvas e ventos. Mas um conselho que poderia dar é: veja se vc pode juntar mais uma grana e comprar uma melhor, já que precisará de um teto confiável para sua jornada por tempo indeterminado. Aconselho fortemente a minipack da azteq (na faixa de 500 reais, mas é aquele investimento bom pra ocasião), ou alguma Arpenaz da quechua, encontrada nas lojas da decathlon (valores variados)
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    @Diego Minatel, sempre gosto de ver como você narra a experiência humana das suas viagens, a marca das pessoas que você encontrou pelo caminho. As fotos ficaram incríveis! E gostei da legenda da foto 2.5!
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    Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez "Somos assim. Sonhamos o voo, mas tememos as alturas. Para voar é preciso amar o vazio. Porque o voo só acontece se houver o vazio. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Os homens querem voar, mas temem o vazio. Não podem viver sem certezas. Por isso trocam o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram." Religião e Repressão, Rubem Alves Desde que comecei o mestrado, eu sabia que no final iria viajar pela patagônia. Em duas oportunidades havia planejado conhecer a terra dos ventos e nessas duas vezes refuguei para ver outros lugares. Dessa vez não tinha como fugir, seria a patagônia. Porém, não sabia como seria essa viagem. Não havia nada planejado, somente recordações de planejamentos passados. Depois do turbilhão, pelo qual passei, contatei o Matheus e disse somente: - Bora viajar até Ushuaia com pouca grana?. Não fazia ideia de como seria, nem sei mesmo se tinha certeza da viagem, mas ele topou e agora tinha que ir. Matheus é um amigo que conheci na graduação. A proximidade entre nós veio a partir de trabalhos sociais dos quais participávamos. Depois disso, fizemos estágio na mesma empresa, dividimos um apartamento e fizemos o nosso primeiro mochilão juntos após o fim da faculdade. Depois cada um seguiu sua vida em lugares distintos do Brasil. Antes da viagem o Matheus estava morando em uma ecovila em Piracanga na Bahia. Costumeiramente, toda sexta-feira noite o pessoal de casa toma umas cervejas em frente de casa. Numa destas sextas o Leandro e Flávia pararam para conversar. A Flávia trabalhou muitos anos com minha mãe e o Leandro é caminhoneiro. Conversando com o Leandro, ele disse que estava sempre fazendo o trajeto até Joinville. Na hora já perguntei se teria como dar carona pra duas pessoas. Prontamente, ele disse que sim, mas que não necessariamente seria ele o caminhoneiro que iria nos levar. Assim, de maneira inusitada a viagem ganhou forma. Iriamos começar por Joinville. Depois de definido a primeira parada da viagem, veio em mente um destino que eu sempre tinha muita curiosidade em conhecer, a Serra Catarinense. Dei uma pesquisada rápida no couchsurfing e entrei em contato com a Leandra. Desde o princípio ela mostrou-se disposta a nos receber e, consequentemente, marcamos a data da nossa chegada em Urubici conforme a disponibilidade da Leandra. Entre a data de chegada em Joinville e o início dos dias em Urubici tinha cerca de quatro dias. Precisava preencher esses dias. Anos antes tinha iniciado meu mochilão solo pelo Brasil por Timbó, uma pequena cidade próxima de Blumenau, e tinha sido muito bem recebido pela família Nasato nesses dias, além de ter sido muito feliz ao lado deles. Tinha saudades daqueles dias. Assim, entrei em contato com a Brunê e expliquei a minha nova viagem que se iniciava e da minha vontade de estar ali de novo. Ela topou nos receber também. Agora o início do mochilão estava definido, sabíamos que iriamos pra Joinville, Timbó, Urubici e em algum momento Ushuaia. Era um domingo, dia 18 de novembro, acordei cedo e arrumei a mochila. Fiquei a manhã toda ouvindo música, pois sabia que sentiria falta disso. (Nas minhas viagens não levo música no celular e muito menos fones de ouvido. O motivo disso é porque gosto de estar em contato em todo momento com o lugar que estou, observando cada detalhe.) Almocei e fiquei aguardando o Matheus chegar de Piracicaba. Creio que era umas duas horas da tarde quando o Matheus chegou junto a seu pai. Nos cumprimentamos e ele parecia muito animado pela viagem que se anunciava. Depois de uns vinte minutos o Leandro chegou. O Leandro não seria o caminhoneiro que ia conosco até Joinville, mas ele veio nos buscar para levar até a empresa que sairia o caminhão. Colocamos nossas mochilas no carro, me despedi da minha mãe e partimos. Chegamos na transportadora e logo o Leandro nos apresentou ao Capitão, o caminhoneiro que iria nos levar. Ficamos um tempo conversando. Ajeitamos nossas mochilas junto a carga. O Matheus nunca havia viajado de caminhão e estava todo animado com tudo aquilo. Subimos na gigantesca cabine do caminhão e pela janela demos o último adeus para o Leandro. Foto 1.1 - A transportadora Acho que o Leandro é o personagem mais importante desta viagem. Se não fosse ele e seu pontapé inicial, talvez nem tivéssemos saído de casa. Mesmo não viajando por aquela rota nesses dias, ele foi atrás de alguém que faria o trajeto e conseguiu nos colocar naquele caminhão. Nos dias que antecederam a viagem eu e o Matheus pouco nos falamos, pois eu estava recluso pela perda da minha vó. Apesar de ter fechado passar por Timbó e Urubici, a partida não era certa. Quando recebi a ligação do Leandro com a confirmação do caminhão, senti que tinha que partir e deixar a estrada me levar. Só nesse momento tive a certeza que partiria. Leandro, muito obrigado por tudo e por fazer acontecer essa viagem. Estamos na estrada e vamos percorrendo a Washington Luís. Logo seguimos pela Anhanguera sentido São Paulo. A excitação de todo começo de mochilada me contamina. O clima dentro do caminhão é muito bom. Seguimos o caminho dando risadas. O Capitão é um cara gente boa demais, mineiro que há muito tempo vive em Rio Claro, é chamado de Capitão por causa do futebol, diz ele que fala bastante durante o jogo e sempre é o capitão dos times que joga. Os assuntos orbitavam entre futebol e mulheres. Clima leve, pista sem congestionamento. Entramos na Régis Bittencourt e, em seguida, paramos pra tomar um café e aproveitamos pra ver um pouco do jogo do tricolor. Seguimos na estrada. Chovia muito. Paramos pra outro café e comemos a torta feita pela minha mãe. Antes da meia noite chegamos em Curitiba. Paramos em um galpão da transportadora e arrumamos nossas coisas pra dormir ali, lá pelas quatro/cinco da manhã pegaríamos carona com outro caminhão até Joinville. Foto 1.2 - A estrada Quase não dormi nessa noite, até ali estava sem isolante térmico e dormi direto no chão e estava frio, mas não foi esse o motivo de eu não pregar o olho. Tinha uma cadela no cio no galpão e com isso uns vintes cachorros estavam na frente do galpão do lado de fora. A algazarra era grande. Eles ficavam se batendo no portão, enquanto a cadela uivava. Quando o silêncio tomou conta do galpão, já era hora de partir. Nos despedimos do Capitão e pegamos carona com o José. José é um cara muito tranquilo e que gosta muito de música sertaneja. Apesar de estar com muito sono, consegui conversar bastante com o José. Gostei bastante dele. A viagem foi tranquila. Foto 1.3 - O galpão Chegamos em Joinville e nos despedimos do José. Fomos até a rodoviária e checamos que não havia mais linhas que faziam Joinville/Timbó, com isso teríamos que ir pra Blumenau e depois Timbó. Compramos nossas passagens para o início da tarde e fomos até a Decatlhon comprar algumas coisas que faltavam. Comprei uma calça e uma camiseta segunda pele e também o isolante térmico. Na rodoviária vimos ônibus saindo para a cidade de Doutor Pedrinho (risos), já vi muitos nomes ruins de cidade, mas acho que Doutor Pedrinho é o pior deles, se alguém me falasse que era de Doutor Pedrinho (antes de saber da existência da cidade) eu ia achar que ela morava em um clínica ou estava de favor na casa do Pedrinho. Fomos pra Blumenau e chegando na rodoviária já estava saindo o bus para Timbó. Entramos no ônibus. No final da tarde estávamos em Timbó. Saímos caminhando pela cidade e todo carro que passava por nós buzinava ao nos ver com aquelas mochilas. Imaginamos naquele momento que seria muito fácil pegar carona, ledo engano. Sentados no meio fio esperando a Brunê (que estava voltando de um camping) viramos atração turística e os carros continuavam com o buzinaço. Depois de um tempo a Brunê surgiu na rua, que saudades eu estava. Foto 1.4 - Única foto de Joinville que tiramos Brunê é uma guria cheia de talentos. Hoje em dia junto com a Mel, comanda um restaurante vegano em Timbó chamado Aruanda. Ela está sempre sorrindo e coloca em prática quase todas as ideias que tem, enfim, ela tem atitude. Seguimos pra casa dela e fomos recepcionados pela Mog e suas lambidas. De longe vi a Rose (mãe da Brunê) e eu abri o sorriso nesse momento, parece clichê ou repetição, mas tinha muitas saudades. Na outra vez que estive na casa dos Nasatos, passei boa parte do meu tempo conversando com a Rose, é muito fácil ficar horas jogando conversa com a Rose. Dei um abraço forte e logo estávamos conversando na mesa da cozinha. Em seguida o Pini (pai da Bruna) apareceu também pela cozinha. Pini é um cara gente boa demais e logo que soube que nossa próxima parada seria Urubici tentou verificar com seus contatos se havia algum caminhão que podia nos levar pra lá. Não havia nenhum caminhão, mas só a atitude dele querer ajudar me deixou muito feliz naquele momento, fez eu ter mais certeza que tinha tomado a decisão correta de ter partido. Foto 1.5 - Grafite mais que bacana no quintal da casa da Brunê Timbó é uma cidade de pouco mais de quarenta mil habitantes. A maioria dos seus habitantes dormem com o portão aberto e quase não há problemas de violência na cidade. Apesar de ser pequena, Timbó tem um importante polo industrial com diversos tipos de industrias. Diferentemente do restante do Brasil, a cidade tem empregos de sobra e a saúde familiar instaurada no município funciona muito bem. Resumidamente, é um lugar calmo e cheio de oportunidades, e com certeza eu moraria ali. Foto 1.6 - Belezura de casa em Timbó No outro dia, acordamos cedo e fomos para o centro de Timbó. Resolvemos a questão de banco para o restante da viagem e sacamos o dinheiro que levaríamos em espécie. Depois compramos uma panela com tampa para cozinhar na estrada. De resto ficamos na frente do rio Benedito apreciando o cartão postal da cidade, que é uma ponte que atravessa o mesmo rio. No meio da tarde fomos pra Aruanda apreciar a gastronomia das meninas. Que comida boa. Nesse dia tinha um feijão com beterraba que era mais que bom. Depois voltamos para casa dos Nasatos e ficamos proseando com o Pini pelo resto da noite, ele ainda nos apresentou a iguaria pão com presunto, queijo e picles. Gostei bastante. Foto 1.7 - Cartão Postal de Timbó Foto 1.8 - Rio Benedito e a casa enxaimel Foto 1.9 - Matheus modelando No dia seguinte o Matheus acordou cedo e foi ajudar as meninas no restaurante. Ele trabalhou um pouco com gastronomia vegana na ecovila que ele morava e havia comentado sobre uma receita de lasanha que conhecia, as meninas gostaram da ideia e resolveram colocar no cardápio neste dia. Enquanto Brunê, Matheus e Mel trabalhavam no restaurante, eu fiquei na casa e coloquei a prosa em dia com a Rose, ficamos quase a manhã toda conversando e depois fui para a Aruanda almoçar. Aruanda é uma quebra de paradigma em Timbó, pois numa cidade onde há dois grandes frigoríficos e pouca gente conhece a alimentação vegana é um negócio arriscado abrir um restaurante vegano, mas as meninas abraçaram a ideia e abriram o primeiro restaurante vegano de Timbó. E nos dias que fiquei pelo restaurante muita gente comeu por lá, parece que está dando muito certo. Foto 1.10 - Entrada da Aruanda Foto 1.11 - Aruanda Foto 1.12 - Aruanda Foto 1.13 - Aruanda Foto 1.14 - Aruanda Depois do almoço eu e o Matheus fomos caminhar até o jardim botânico da cidade. O lugar é bem longe do centro da cidade. Paramos por um momento pra tomar o primeiro Laranjinha da viagem. Sou viciado nesse refrigerante que mais se parece com um líquido radioativo e que só acho por Santa Catarina. O jardim botânico é um lugar bem bonito e como é de se esperar cheio de verde. Esse dia estava muito quente. Passamos boa parte da tarde ali e voltamos para a Aruanda. Foto 1.15 - Jardim Botânico de Timbó Foto 1.16 - Jardim Botânico de Timbó Foto 1.17 - Jardim Botânico de Timbó Na volta para a Aruanda, a Brunê perguntou se queríamos ir para Rio dos Cedros, pois ela iria levar uns equipamentos no centro holístico de lá. Dissemos "Bora". Aqui pela primeira vez minha vista ficou encharcada de tanta beleza nesta viagem. O caminho entre Timbó e Rio dos Cedros é lindo demais, cheio de morros, rios e verde, é coisa de cinema. Fiquei em silêncio e como um cachorrinho coloquei a cabeça pra fora do carro pra ficar admirando aquela belezura de caminho. Chegamos no centro holístico, caminhamos um pouco pelos arredores e conhecemos o Luis. Foto 1.18 - Matheus, Mel, Brunê e eu (foto tirado momentos antes de irmos para Rio dos Cedros) Foto 1.19 - Centro holístico em Rio dos Cedros Luis é um uruguaio de uns quarenta e cinco anos (um chute!) e que vive no Brasil desde o segundo Rock in Rio. Ele é um artista plástico que utiliza materiais recicláveis em suas obras. Sua história com o Brasil é meio maluca. Ele viajou para o Brasil de carona para assistir o Rock in Rio. Chegando em Porto Alegre ele teve algum problema e não conseguiu viajar para o Rio, e teve que ver numa televisão o show. Depois seguiu até Santa Catarina de carona, ao cruzar o estado ele ficou uns três dias na pista sem conseguir carona, ele queria chegar em Balneário Camboriú. De saco cheio resolveu ir caminhando e depois de trinta dias ele chegou em Balneário e é onde está até hoje. Ele enfatizava que caminhava 7km a cada período, ou seja, 7km pela manhã, 7km a tarde e 7km de noite, todos os dias. Luis é um sujeito peculiar e nos cantou a bola dizendo: - Aqui em Santa Catarina é muito difícil conseguir carona. Foto 1.20 - A belezura de casa em Rio dos Cedros Foto 1.21 - Matheus, Brunê e Luis Foto 1.22 - Eu camuflado no verde de Rio dos Cedros Foto 1.23 - O centro holístico Ficamos a noite vendo as obras do Luis. Confesso que fiquei fascinado por uma que era o desenho de uma rua comum cheia de casas em volta, mas com a diferença que a faixa de pedestre ocupava toda a rua. Quando ele explicou que a intenção da obra era dizer que a rua é dos pedestres e não dos carros, nesse momento eu só podia sorrir. Na volta paramos em um bar no centro de Timbó. Bebemos umas brejas, filosofamos sobre a vida e a situação política do país, e demos muitas risada também. Chegamos de madrugada na casa dos Nasatos, arrumamos nossas mochilas, pois queríamos sair bem cedo para a rodovia. Tinhamos que chegar em Urubici no dia seguinte e a ideia era fazer o trajeto de carona, então decidimos sair o mais cedo possível. Acordamos bem cedo e seguimos para Indaial. Saímos sem se despedir da Rose e o Pini (eles estavam dormindo), isso me deixou meio mal. A Brunê nos deixou na pista. Acho que dei uns três abraços de despedida nela. Agora era eu, o Matheus e a rodovia. Nesta parte da viagem eu ainda estava meio travado por tudo que havia me acontecido. Não conseguia aproveitar com plenitude a viagem, mas estar junto da família Nasato me fez mais que bem. As conversas com a Rose me fizeram pensar muito sobre como encarar toda aquela bagunça na qual estava minha mente. Sou só gratidão a Brunê, Rose e Pini por ter me recebido mais uma vez e dessa vez com o Matheus. Muito obrigado de coração, e espero que tenham muita vida nessa vida maluca. Um beijo na alma.
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    @NeideBen muito obrigada! Quanto você gastou em média? Acha que é preciso levar barraca de camping? Só faltam essas informações para eu me jogar de cara nessa aventura!
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    https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2018/12/25/corpo-de-quinta-vitima-de-tromba-dagua-em-rapel-e-enterrado-bombeiros-retomam-buscas.ghtml
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    Obrigada @D FABIANO e @lobo_solitário. Eu pensei no seguinte roteiro, a ideia é aproveitar os passeios mais históricos e ao ar livre mesmo. Bebidas e baladas estão fora do roteiro, hospedagem vai ser hostel com quarto compartilhado mesmo e alimentação vai rolar uns miojos haha. - Bolívia Santa Cruz Sucre Salar de Uyuni (3 dias) Laguna coloroda - Chile San Pedro de Atacama Tour do vinho Por do sol na Laguna Chaxa Tour astronomico - Peru Arequipa Chivay Vale do Colca Águas calientes Machu Picchu Vale sagrado dos incas Cusco - Bolívia Copacana - Isla del sol e Titicaca La Paz - Tiwanaky e Killi Killi Santa Cruz Eu só estou insegura porque parece muita coisa pra 25 dias, não sei bem como vai ser o tempo de deslocamento de um lugar pro outro.
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    @Viviane Pedrosa nao da pra afirmar com precisão se o valor será suficiente ou nao, tudo vai depender do seu estilo de viagem (tipo de hospedagem, tipo de alimentaçao, quantidade de passeios, se vai curtir balada, bebidas, etc). Faça uma estimativa do tipo de hospedagem que pretende ficar, procure o valor dos passeios que pretende fazer juntamente com os deslocamentos entre as cidades. Fazendo isso vc ja terá uma certa noçao do quanto irá sobrar desses 3k e de toda forma tenha uma cartao de credito para alguma emergência, mesmo que vc nao vá utiliza-lo é bom ter caso imprevistos aconteçam.
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    @Viviane Pedrosa Peru é o mesmo preço do país e Chile um pouco mais caro.Você sabe do estilo de viagem que gosta,então saberá quanto vai gastar,fazendo as contas como estivesse no Brasil.
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    Modelo A Arábia Saudita, Aruba, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Bermudas, Bolívia, Brasil, Cambodja, Canadá, China (com barras metálicas nos plugs ligeiramente mais curtas do que as utilizadas nos outros países), Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Filipinas, Guam, Guatemala, Guianas (as três), Haiti, Honduras, Ilhas Cayman, Jamaica, Japão, Laos, Líbano, Libéria, Maldivas, Nicarágua, Nigéria, Panamá, Peru, Porto Rico, Tailândia, Taiti, Taiwan, Venezuela, Vietnam e Yemen. Modelo B os mesmos países que adotam o tipo A, exceto Bangladesh, Bolívia, Cambodja, China, Maldivas, Peru, Tailândia, Taiti, Vietnam e Yemen. Também é encontrado nos Açores, Belize e Trinidad e Tobago. Modelo C Açores, Albânia, Alemanha, Algéria, Angola, Argentina, Áustria, Bangladesh, Bélgica, Bolívia, Bósnia, Brasil, Bulgária, Burundi, Cabo Verde, Casaquistão, Chile, Congo, Coréia, Croácia, Dinamarca, Djibuti, Egito, El Salvador, Eritréia, Espanha, Filipinas, Finlândia, Gabão, Gibraltar, Grécia, Guadalupe, Guinéia, Hungria, Ilhas Canárias, Ilhas Madeira, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Israel, Iugoslávia, Kuwait, Laos, Líbano, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Madagascar, Marrocos, Martinica, Mauritânia, Mauritus, Moçambique, Mônaco, Nepal, Netherlands, Nigéria, Noroega, Omânia, Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Romênia, Ruanda, Rússia, Senegal, Síria, Somália, Sudao, Suécia, Suíça, Surinane, Tailândia, Togo, Tunísia, Turquia, Uruguai, Vietnam, Zaire, Zâmbia. Modelo D Afeganistão, Bangladesh, Benin, Botswana, Camarões, Chad, El Salvador, Emirados Árabes, Equador, Etiópia, Gana, Grécia, Guadalupe, Hong-Kong, Índia, Iraque, Israel (Jerusalém), Jordânia, Kênia, Líbano, Líbia, Macau, Madagascar, Maldivas, Martinica, Mônaco, Namíbia, Nepal, Níger, Nigéria, Paquistão, Quatar, Senegal, Serra Leoa, Sri Lanka, Sudão, Tanzânia, Yemen, Zâmbia, Zimbabwe. Modelo E Bélgica, Burundi, Camarões, Chad, Congo, Djibuti, El Salvador, Eslováquia, Guiné Equatorial, França, Guiana Francesa, Grécia, Guadalupe, Ilhas Canárias, Indonésia, Laos, Lituânia, Madagascar, Mali, Martinica, Mônaco, Marrocos, Nigéria, Polônia, Senegal, Síria, Taiti, Tunísia. Neste tipo de tomada é possível encaixar plugs do tipo C. Modelo F Açores, Alemanha, Algéria, Aruba, Áustria, Bulgária, Cabo Verde, Chad, Coréia, Croácia, El Salvador, Finlândia, França, Grécia, Guiné, Hungria, Ilhas Madeira, Indonésia, Itália, Jordânia, Laos, Luxemburgo, Moçambique, Mônaco, Netherlands, Nigéria, Noroega, Portugal, Romênia, Samoa, Suécia, Surinane, Turquia, Uruguai. Neste tipo de tomada é possível encaixar plugs do tipo C. Modelo G Arábia Saudita, Bangladesh, Belize, Botswana, Brunei, Camarões, China, El Salvador, Emirados Árabes, Gâmbia, Gana, Gibraltar, Granada, Guatemala, Guianas (as três), Hong Kong, Ilhas Seychelles, Inglaterra, Iraque, Irlanda, Jordânia, Kuwait, Líbano, Macau, Malásia, Malawi, Maldivas, Malta, Mauritus, Nigéria, Oman, Quatar, Serra Leoa, Singapura, Tanzânia, Uganda, Vietnam, Zâmbia, Zimbabwe. Modelo H Gaza, Israel. Modelo I Argentina, Austrália, China, El Salvador, Guatemala, Ilhas Fiji, Nova Zelândia, Okinawa, Panamá, Papua, Tadjiquistão, Tonga, Uruguai. Modelo J El Salvador, Etiópia, Madagascar, Maldivas, Ruanda, Suíça.(brasil) Modelo K Bangladesh, Dinamarca, Groelândia, Guiné, Madagascar, Maldivas, Senegal, Tunísia. Modelo L Chile, Cuba, El Salvador, Etiópia, Itália, Maldivas, Síria, Tunísia, Uruguai. Modelo M África do Sul, Moçambique, Suécia (esse modelo possui os pinos mais grossos).
  23. 1 ponto
    Lembro no meu íntimo quando assisti pela primeira vez Na Natureza Selvagem. Na época, eu era um balde transbordando sonhos. Nunca antes tinha me aventurado. Viagens só aconteciam por trabalho ou férias familiares. A vida era uma linha a ser seguida. Nunca antes um filme tinha me perturbado tanto. A minha primeira reação foi admirar a beleza das imagens. A cena dele correndo na orla da praia ou entre os cavalos é de uma boniteza sem tamanho. Meus olhos suam nestes momentos do filme e ainda tem a trilha sonora do Eddie Vedder. O Sean Penn é de uma sensibilidade sem tamanho neste filme. Tudo é belo. Porém, ao me deitar neste dia as perguntas vieram na minha cabeça. Porque essa porra de Alasca? Porque não o deserto de Mojave? Porque não o Himalaia? Porque não qualquer floresta? Acordei apressado no dia seguinte, revi o filme e nada de respostas. Voltei a assistir ao filme várias vezes. No fim a pergunta sempre voltava na minha cabeça: - Porque essa porra de Alasca? Volta e meia essa pergunta retornava. Anos depois comprei o livro de mesmo nome para tentar responder essa maldita pergunta que tanto me perturbava. O livro é escrito por Jon Krakauer que é jornalista e montanhista. Ele é autor do livro No Ar Rarefeito que conta a história de uma trágica subida ao Monte Everest, na qual ele estava presente. No Ar Rarefeito, na minha opinião, é um livro muito melhor que Na Natureza Selvagem. No entanto, ler na Natureza Selvagem foi um misto de sentimentos. O livro é um trabalho jornalístico onde o autor tenta entender os passos e os porquês do Alex. O livro de nada tem de poesia e de beleza como visto no filme. Alex era um leitor assíduo e conhecer um pouco das suas preferências literárias ajuda entender um pouco suas atitudes. David Thoreau, Jack London, Leon Tolstoi, Mark Twain eram de seus autores favoritos. Fácil perceber a influência de Thoreau e Tolstoi na sua negação do status quo e do seu rompimento inevitável com seu cotidiano. Porém, a pergunta do Alasca ainda não estava respondida. Para isso tive que conhecer Jack London, autor que nunca havia lido anteriormente. Jack London na sua vida viveu algumas aventuras e viajou para o Alasca na época da febre do ouro. Enfim, uma pista. Em um dos seus livros mais famosos, O Chamado Selvagem, London conta a história do cachorro Buck. Buck era um cão doméstico que vivia na quente Los Angeles cheio de mimos e facilidades. Num dia qualquer foi roubado e levado para o gelado Alasca para trabalhar como cão de trenó na corrida pelo ouro. Com o tempo Buck vai se transformando e voltando as suas origens. Perdido no Alasca precisa se sustentar e evocar seus instintos primitivos para conseguir sobreviver em terras desconhecidas e selvagens. Esse processo elimina todo o seu passado domesticado e o torna um selvagem, ou em outras palavras um lobo. Alex via no Chamado Selvagem um chamado para ele. Se Buck o cão doméstico do livro se tornou um lobo porque ele também não se tornaria um selvagem vivendo nesse mesmo Alasca? Buck era feliz em sua ignorância. Creio que Alex também era feliz em sua ignorância de mundo. Buck resgatando sua origem selvagem também resgatava a vida que não havia vivido até ali. Alex acreditava que isso aconteceria com ele também. No momento, em que ele começou a negar a sua vida atual, ele se apegou no Buck e consequentemente no Alasca para sua salvação. Fez como Thoreau e Tolstói e largou a comodidade de sua vida para viver com quase nada e assim, viveu histórias de aventuras como nos livros de Mark Twain para que no fim encontrasse a ruptura final, do seu antigo-eu para o seu novo-eu, no Alasca, como o Buck de London. A não ser que você seja o Paulo Coelho no caminho de Santiago de Compostela onde tudo que acontece é um significado para reforçar seu pensamento de mundo. Em Diário de um Mago, Paulo Coelho percorre o Caminho de Compostela para recuperar sua espada e tornar-se um mago. Todos os seus dias no caminho são cheios de significados e aprendizados que só servem para reafirmar seus pensamentos. Alex não era um mago. E como toda pessoa comum que vai em busca de respostas, ele encontrou mais perguntas que respostas. E as respostas encontradas são sempre para questionar as certezas que temos. Alex ao chegar no Alasca não tinha mais certeza de torna-se lobo, ao olhar para seu caminho ele questionou a sua busca, mas a tragédia da vida não deixou-o saber se aquele Alex, que escreveu em seu leito de morte "A felicidade só é real quando compartilhada", era o Alex que ele buscava para si. Antes via o Alex como um messias mochileiro, uma inspiração. Hoje revejo Na Natureza Selvagem e ainda vejo muita beleza no filme. Porém, não sei ao certo o que pensar. Às vezes acho o Alex um tanto quanto egoísta em sua inflexibilidade. Outras vezes acho ele muito foda. A intermitência de sentimento deve-se muito ao meu estado de espírito. Entretanto, nunca mais questionei o porquê do Alasca. Não por ter encontrado uma explicação plausível para o significado do Alasca para ele. E sim, porque na busca por entender o Alasca, entendi que nos apegamos em uma coisa qualquer para poder percorrer um caminho. O Alasca foi o caminho do Chris para torna-se Alex. Um dia Machu Picchu foi meu Alasca, em outro dia foi o Roraima e cada dia surge novos Alascas. Para algumas pessoas o Alasca é Aurora Boreal, para outras é o Caminho de Santiago de Compostela, para outras a Disney, para muitas outras é o Nepal ou a India. A inspiração pode surgir na literatura, numa fotografia, numa conversa ou num filme. Agora ao terminar de ver o filme, a pergunta que fica é: - Se Alex estivesse vivo, qual seria o próximo Alasca que ele iria buscar?
  24. 1 ponto
    >>> O Raj vale muito a pena<<< Victor, encontrei esse seu post aqui na semana passada, já em estado de desespero por não conseguir comprar bilhetes de trem no site da IRTC. Entrei em contato com o Raj e digo que vale a pena. Comprei com ele todos os meus bilhetes de trem, ao total 4 e paguei via paypal. Não tive problemas e foi super fácil. Fizemos todos o processo via e-mail e Skype. Ele cobrou 23 rúpias de taxa pela emissão de cada ticket , porém nesse custo já está incluído taxa de paypal e diferenças cambiais. Ele é muito transparente. Te mostra a cotação no próprio site da IRTC para te mostrar que ele não está superfaturando etc. Além disso, ele me passou uma cartilha de como identificar plataforma do trem, porque nas estações as informações são bastante confusas. Me passou também cuidados e instruções de segurança (por eu ser mulher viajando sozinha de trem). Enfim, obrigada pela sua super dica. Achei importante relatar aqui como foi minha experiência e recomendar também este serviço para xs viajantes desesperadxs com essa burocracia dos bilhetes de trem na Índia. Atualizo aqui o contato dele para quer quiser: Whatsapp, Viber and voice calls: +91 8962129008. E-mail: [email protected] and [email protected] Skype: rajneeshya Facebook: https://www.facebook.com/rajneesh.yadav.528 É isso aí!! Namastê!
  25. 1 ponto
    Roger, Deve dar de uns R$15 a R$25 estou desatualizado dos preços de lá. quando for utilize esse taxi, fone: 3321-3030 é o mais barato.
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