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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 01-02-2019 em todas áreas

  1. 1 ponto
    Tudo começou numa linda manhã de sol do dia 29 de setembro de 1986... Nasci 👶! E no meu DNA veio escrito o seguinte código genético EBC (confesso que, biologicamente falando, não sei se faz sentido, achava as aulas de biologia enfadonhas). Para quem não sabe, EBC, é como o Acampamento Base do Everest é conhecido pelos íntimos. Que ainda não é meu caso, mas em breve será. Diferente de todos os relatos de viagem que fiz até o momento, resolvi começar esse previamente, 33 dias antes da partida pra ser precisa. Pq? Quando descobrir conto! Mas suponha que seja a ansiedade, talvez seja uma forma de já está viajando e de acalentar a alma. Imaginava que essa viagem só fosse ocorrer após 2020, contudo, viagens sempre são um ótimo incentivo para entrar em forma, seja para se exibir nas belas praias da Tailândia ou para não passar vergonha durante um trekking pelo Himaláia. E eu precisava urgentemente entrar em forma, não que eu não tivesse uma forma definida, mas barril não é minha predileta. Então dei uma antecipada nos planos. Em janeiro de 2018 dei o ponta pé inicial (clichêzona 🙄), comecei com os treinos e em paralelo as buscas superficiais. Encontrei logo de cara o site da agência Morgado Expedições, engoli as dicas e informações contidas nele com a ferocidade de papagaio. Contudo o preço desanimava! Sabia que seria a melhor opção para mim, já que Morgado é um guia renomado, além disso, o público alvo da agência são os brasileiros, o que facilitaria muito minha vida já que não falo inglês. Ehhh pessoal, não falo nem entendo. Mas isso nunca me impediu de viajar, na verdade isso torna a viagem até mais interessante (para os outros rs não para mim, que se acabam de rir com algumas situações inusitadas que acabei relatado nas redes sociais). Melhor época do ano? 🔆 Confesso que me baseei nas datas do Morgado. Meu plano era, passear serelepe e pimpona pelas ruas de Carmandu, me esbarrar “acidentalmente” no grupo de brasileiros conduzido por ele. Mostrar toda minha simpatia e ser convidada a me juntar ao grupo por um preço acessível ao meu bolso. Mas para aqueles que não se baseiam em algo tão louco, informo que a primavera (março e abril) e o outono (outubro e novembro) são as melhores escolhas, já que a visibilidade é boa e a temperatura tb (na medida do possível, podendo chegar a -12°C). Compra das passagens ✈️ Gosto de comprar as passagens aéreas logo, isso me dá a sensação de inalterabilidade. Claro que sei que isso não passa de uma sensação, são vários os fatores envolvidos que podem jogar nossos planos no lixo. Percebi que os vôos direto para Catmandu estavam absurdamente caros, então coloquei alguns alertas de preço no Google Flight tanto para Catmandu quanto para Delhi. Esperei pacientemente uma oportunidade e ela surgiu em junho. O preço não era perfeito, mas não quis arriscar esperar mais. Ainda era possível fazer um stopover nos Emirados Árabes Unidos. Não pensei duas vezes, comprei! Aproveitei a deixa e comprei as passagens de ida e volta Delhi x Catmandu e Salvador x Guarulhos. Alguns custos: Passagens Salvador x GRU (ida e volta + bagagens): 684,72 BRL Passagens Emirates GRU x Dubai x Delhi (ida e volta): 4.136,79 BRL Passagem Jet Airway Delhi x Catmandu: 74 USD Passagem Nepal Airline Catmandu Delhi: 348,29 BRL Mala 🎒 Gosto de arrumar as malas, é tipo um hobby. Então comecei bem cedo dessa vez. Peguei a lista disponível no site da Morgado Expedições através desse link https://www.morgadoexpedicoes.com.br/trek-ao-everest/lista-de-equipamentos e usei como base para as compras. Boa parte das coisas eu já havia adquirido durante o trekking do Monte Roraima na Venezuela, reduzindo um pouco meu custo com as compras. Dei um pouco mais de atenção para as botas e não economizei com elas. Por sorte, achei um anúncio no Mercado Livre, cujo vendedor tinha o último par de uma bota Salomon, no modelo e tamanho que eu precisava e com o preço 20% abaixo das lojas brasileiras especializadas em produtos para trekking. Comprei com bastante antecedência, para poder amaciá-las. Aqui vão algumas fotos das malas já prontas, kkkkkkk já estão assim a mais de 5 meses, vou fazendo simulações de como arrumar e do que é possível retirar ou colocar. Dividi em 4 categorias: Vestuário: - 3 calças de trekking (Decathlon) - 1 Calça de moleton para dormir(Centauro) - 2 calças segunda pele (Decathlon) - 1 bermuda (Decathlon) - casaco pele de ganso (Decathlon) - 1 casaco moleton (made in China) - 2 casacos fleece (Decathlon) - 2 blusas segunda pele (Decathlon) - 5 blusas dry fit - 9 calcinhas - 1 par de botas impermeáveis (Mercado Livre) - 2 bandanas tubulares (Decathlon) - 1 Gorro (Decathlon) - 3 pares de luvas de diferentes materiais (Decathlon) - 6 pares de meias ( Decathlon, Pé na Trilha) - 5 Tops *Além do que pode ser visto na foto, levarei: sandália, chinelo, tênis, par de bastões de caminhada e cachecol. Percebam que não existe nenhum casado pesado na lista, isso pq a empresa que contratei fornecerá tanto o casaco quanto o saco de dormir apropriados para essa atividade. Higiene: - 1 necessaire - lenços umedecidos (também conhecidos como duchas) - lenços de papel - 40 pastilhas de Clorin (para purificar a água durante a trilha) - sabonete líquido - hidratante - shampoo - condicionador - cotonete e algodão - repelente - protetor solar - desodorante - enxágue bucal - creme dental - micropore (para minimizar as bolhas nos pés) - creme de pentear - escova de dente - pente - sabonete - suvacador - espelho - álcool - perfume *Além do que pode ser visto na foto, levarei: minâncora (para o chulé) Variedade: - 2 garrafas de 1 litro cada - caderninho e caneta para anotações - kindle - carregador portátil de 20.000mA - passaporte - adaptador universal de tomada - benjamim - balança - lente - pasta com documentos (reservas de vôos, agências, hospedagem, visto, seguro, contratos, etc) - bastão Gopro - fone de ouvido - 2 carregadores - óculos - cadeado - Gopro - relógio - lanterna de cabeça - acessório gopro - cabos - pilhas extras para lanterna - estojo para eletrônicos - pochete - saco impermeável - tapa olhos - kit costura - almofada inflável de pescoço - kit de primeiros socorros - mochila Curtlo de 63 litros (porter) - mochila Nautika de 40l (ataque) -mochila Curtlo de 17l (passeios) Esqueci de apresentar o mocinho aí do lado. Esse é o Grelhado, meu fiel companheiro de viagens. obs.: A quarta categoria está ainda em construção, será a de medicamentos. Na segunda semana do mês de fevereiro marcarei uma consulta médica para ver o que de fato levarei. Vistos 📜 Nepal: o visto de turista para o Nepal pode ser obtido no momento da chegada no aeroporto internacional de Catmandu. Bastando para isso o passaporte com validade mínima de 6 meses e pelo menos uma página em branco. Pagamento da taxa que varia de acordo com o tempo de permanência no país e permite entradas múltiplas. Preenchimento de formulário específico. Além de 1 foto 3x4. Índia: permite que o visto seja tirado eletronicamente (e-visa). Basta entrar nesse site https://indianvisaonline.gov.in/ e seguir as instruções desse outro aqui https://casalwanderlust.com.br/como-solicitar-o-visto-para-a-india-atraves-da-internet-passo-a-passo/ , escrito pela Camila e que está bastante didático! Já reserve uma foto com fundo branco e uma cópia do passaporte em PDF. Emirados Árabes Unidos: Desde 2018 não há mais exigência de visto de turista para brasileiros. Alguns Custos: Visto Nepal: 15 dias / 25 USD – 30 dias / 40 USD – 90 dias / 100 USD Visto Índia: 60 dias / 82 USD Seguro 👮‍♂️ Não estamos falando de qq viagem de “fundo de quintal” né galera? Logo, o seguro precisa estar à altura da façanha. Lendo bastante, percebi que a melhor opção nesse caso seria fazer o seguro da world Nomads, na modalidade Explorer que cobre resgate de helicóptero. Infelizmente só aceitam pagamento a vista! Alguns Custos: Seguro viagem (33 dias): 640 BRL Certificado Internacional de vacinação 📜 Alguns países exigem de seus visitantes um certificado internacional que comprove a vacinação contra a febre amarela. É o caso do Nepal e da Índia. Facílimo a obtenção. Basta se dirigir a uma unidade da Anvisa, após tomar a vacina e preencher um pré cadastro no site https://viajante.anvisa.gov.br , levando consigo a cartão nacional de vacinação e documento pessoal. Ahh, a boa notícia é que isso pode ser feito online também. Dá uma googlada pra saber mais!
  2. 1 ponto
    Salve Salve Mochileiros! Segue o relato do mochilão realizado no Sudeste da Ásia em 2018 batizado de The Spice Boys and the Girl. 1º Dia: Partida - 04/11/18 - 19h05min - São Paulo x Madrid - Empresa AirChina - R$3.680,00 Reais Partimos do Aeroporto de Guarulhos - GRU em São Paulo por volta das 19:30 do dia 04 de Novembro de 2018, fizemos um check-in tranquilo com a empresa AirChina e embarcamos para nossas primeiras 9 horas de vôo até Madrid na Espanha onde fizemos conexão. O vôo foi bem tranquilo, até conseguimos dormir, porém a comida do avião não é das melhores mas acabei comendo assim mesmo e já começava ali a sentir o cheiro e o gosto da Ásia hahahahah. Chegamos em Madrid na Espanha por volta das 5:00am e fizemos uma conexão de 3 horas, deu tempo de dar uma volta no Free Shop, banheiro, comer alguma coisa (caríssima), fazer os procedimentos burocráticos e embarcar novamente pois teríamos a China ainda pela frente. 2º Dia: Partida - 04/11/18 - 8h15min - Madrid x Pequim - Empresa AirChina Chegamos em Pequim ainda de madrugada com uma temperatura de 7º, quem se deu bem foi quem ficou com as cobertinhas que a empresa AirChina empresta para as pessoas no avião, pois não esperávamos passar tanto frio no aeroporto da China como passamos naquela conexão rss. Assim que descemos do avião caminhamos um longo caminho até os terminais eletrônicos onde se inicia os procedimentos burocráticos de conexão da China. Finalizamos depois de alguns minutos os procedimentos e dormimos um pouco em bancos do aeroporto sendo acordados e presenteados por um lindo nascer do sol no Aeroporto de Beijing. Procedimentos concluídos no Aeroporto de Beijing partimos para o nosso tão desejado e esperado destino final daquela cansativa viagem de aproximadamente 23 horas, a capital da Tailândia, a grandiosa Banguecoque. 3º Dia: Chegada - 06/11/18 - 15h15min - Pequim x Banguecoque - Tailândia (Taxi ฿1.000 Baht, Chip ฿600,00 Baht, Hostel ฿340,00 Baht) Chegamos por volta das 15:00 pelo horário local, fizemos os procedimentos de imigração, primeiro o health control depois na fila de imigração, carimbamos nossos passaportes, pegamos nossas mochilas e pronto, lá estávamos livres para explorar Banguecoque. Trocamos $100,00 dólares no aeroporto com um câmbio de $1,00 dólar = ฿31,60 baht, depois compramos um chip para o telefone por ฿600,00 baht com 6 Gigas por um período de 30 dias e chamamos um Graab, como se fosse o Uber no Brasil, onde pegamos na parte superior do Aeroporto Internacional Suvarnabhumi por ฿400,00 baht em torno de R$40,00 reais que nos levou em 30 minutos até o nosso hostel, o The Mixx Hostel. Ficamos hospedados na rua Ram Buttri que fica do lado da rua mais famosa de Banguecoque, a Kaoh San Road onde rola a grande noite da cidade, uma ótima opção para mochileiros. Muita comida típica e exótica boa e barata, cervejas baratas, diversos bares, baladas, artistas de rua, drogas, sexo e tudo que uma bela noite de Banguecoque pode te oferecer pra se divertir. Vale a pena conferir! Na hospedagem pagamos por dois dias ฿340,00 baht, ficamos em um quarto com quatro camas/beliche, ar condicionado, banheiro compartilhado e café da manhã incluso, o hostel é simples mas atende as necessidades com uma ótima localização. Conhecemos alguns templos na capital, alguns fomos a pé mesmo pois são muito próximos um do outro. Wat Pho (Buda reclinado), Wat Saket (Monte dourado) e Wat Arun (Templo do amanhecer). A cidade é bem frenética mas andar a pé pelas suas ruas foi uma bela escolha. caminhamos muito por essas ruas, muito das vezes sem um rumo certo, mas logo nos achávamos pelo google maps. A cada esquina que se vira na Tailândia você vê uma foto do rei. Embora o já tenha falecido, o povo Thai tem muito respeito pelo rei Bhumibol Adulyadej que morreu em Outubro de 2016 com 88 anos de idade após 70 anos no poder que hoje tem como rei o seu filho Maha Vajiralongkorn. A culinária asiática é muito exótica, a cada comida que você experimenta é uma surpresa de sabores. Experimentei o famoso prato típico de rua tailandesa Pad Thai, uma espécie de macarrão de arroz frito com frutos do mar ou carne de porco ou de frango, acompanhado de castanhas com pimenta que custa em média ฿100,00 Baths e se encontra em todo lugar da Tailândia, experimentei também o Thai Mango Sticky Rice, uma sobremesa tradicional tailandesa feita de arroz glutinoso, manga fresca e leite de coco, ambos baratos e deliciosos, mas existem uma infinidades de comidas para serem saboreadas na Tailândia. Ficamos 3 dias na capital Banguecoque e além de conhecer templos tentamos entrar na rotina das pessoas locais. No terceiro dia para chegar em um templo tivemos que pegar um transporte público BTS Skytrain no rio Chao Phraya. Passamos por alguns pontos e depois retornamos até chegar no templo Wat Arun. As passagens são muito baratas, pagamos por volta de ฿80,00 baths tanto ida quanto volta, então vale muito mais a pena o tour por conta e ainda tivemos uma vista maravilhosa totalmente diferente da cidade vista pelo rio. Ficamos no templo Wat Arun até fechar por volta das 19:00pm, depois fomos de barco pelo rio Chao Phraya até o porto que da acesso ao grande mercado Asiatique, um maravilhoso complexo de lojas e restaurantes, um verdadeiro shopping ao céu aberto localizado às margens do rio Chao Phraya situado nas antigas docas de uma empresa que realizava comércio na região portuária no século passado. Em função da sua localização e história, seu layout é temático e apresenta uma decoração especial com tema inspirado no reinado do Rei Chulalongkorn (1868-1910) e na atividade marítima. Ficamos umas boas horas comendo, bebendo e curtindo o local, depois pegamos um táxi por ฿200,00 baht para o hostel pois no outro dia logo de manhã tínhamos o nosso vôo para as belas praias da Tailândia. Assim que chegamos no hostel deixamos reservado nosso táxi para o aeroporto Don Mueang - DMK por ฿400,00 baht pois sairíamos bem cedo para o aeroporto. Acordamos por volta das 5:00am da manhã e o táxi já estava nos esperando na porta do hostel no horário combinado, após 30 minutos chegamos no aeroporto. Partiu praias... 6º Dia: Praia - 09/11/18 - 7h25min - Banguecoque x Krabi x Ao Nang - Empresa Air Asia - R$148,00 Reais (((((Continua no próximo post))))) Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  3. 1 ponto
    To precisando de uma cargueira que aguente uns 10 dias de tralhas dentro, e to muito em dúvida entre a gyzmo 60l a forclaz 60l e uma Montaintop 70l. O problema é que não consigo encontrar em nenhum canto da internet, mais de uma opinião pra nkt gyzmo. Então, alguém usa ela? É boa? Confortável?
  4. 1 ponto
    Oi, gente! Em meados de Abril eu embarquei pra Europa com meu mochilão e minha própria companhia por 29 dias, dos qual eu nunca imaginaria ser tão incrível. Sério, se ta em duvida se vai ou não, só vai, jamais, JAMAIS irá se arrepender. Quem quier acompanhar com mais dicas, fotos e stories corre la no instagram @monteseuroteiro Roteiro: Barcelona, 5 dias (12 a 17 de abril de 2018) Vienna, 5 dias (17 a 22 de abril de 2018) (Encaixado em Vienna, fui a um bate volta em Budapeste (dia 18/04), e amei tanto que voltei e fiquei 2 dias, 19 a 21 de abril) Praga, 4 dias (22 a 26 de abril de 2018) Berlin, 7 dias (26 de abril a 02 de maio de 2018) Amsterdam, 6 dias (03 a 09 de maio de 2018) Avião: Ida: Rio de Janeiro X Barcelona (Com conexão em Casablancas) - Pela Royal Air Maroc, R$1366. Voar pela Royal Air Maroc, ao contrario do que li em muitos relatos na internet, foi muito bom. O avião era novo, muita comida boa, eles davam kit tapa olho, lençol e travesseiro) e tambem tinha tv (mas todos os programas eram sem legenda em portugues) Volta: Amsterdam X Rio de Janeiro (Com conexão em Lisboa) - Pela TAP, R$999. Voar com a TAP foi bem bom tambem, mesma fartura de comidas, lençol e travesseiro mesmo no voo pela tarde. Minha experiência de conexão em Casablancas não foi das melhores. Eu não despachei mala em momento nenhum dessa viagem, fui com um Mochilão de 50l, não muito cheio, e uma mochila pequena preta. Saindo do avião já tem uma parte de perguntas-esteira-revista que não da nem pra respirar direito. Eles deixavam muita gente passar e vez ou outra mandava alguem pra passar os pertences na esteira e ir pra revista. Eu fui a escolhida, o cara não manjava nadinha de inglês e ficava repetindo "trabajo?" mesmo comigo falando minha profissão em ingles , bom...deixei minhas mochilas no scanner, peguei e dai me pediram pra ir pra trás de uma cortininha pra uma revista quase intima. Era com uma moça, claro, ela me apalpou inteira, tive que abrir doleira, tirar tudo, e verificou ate a haste do meu sutiã. AWKWARD demais. Depois você andava um pouquinho e dai sim, tinha a esteira, o detector de metal e o guarda para verificar passaporte e passagem, de novo! Dai de lá segui rumo ao meu portão de embarque pro Voo pra Barcelona.Em Barcelona por sua vez, na imigração, o moço não me respondeu nem o ''hello'' que dei, carimbou e me entregou o passaporte, ufa. Eu levei uma pastinha com TUDO que se tem direito. Reservas de hostels, voo, onibus, etc, não precisou, felizmente! mas sempre bom levar GASTOS DIÁRIOS: Barcelona, 5 dias - € 40/dia - €200 Vienna, 5 dias - €40/dia - €200 Budapeste - Como foi encaixado em Vienna, foi incluso no valor de lá por dia que fiquei, inclusive o valor do hostel (2 dias) Praga, 4 dias - €40/dia - €160 Berlin, 7 dias - €40/dia - €280 Amsterdam, 6 dias - €40/dia - €240 TOTAL: R$4750, euro a R$4,40 BARCELONA: Dia 12/04: Cheguei em Barcelona por volta das 19h, andei até o metro integrado com o aeroporto, comprei o Bilhete Único e fui em direção a minha segunda experiencia no Couchsurfing, a casa da Ester ficava ao lado da Basílica da Sagrada Família e de ótimo acesso a varios pontos. Acabei indo na loa Vodafone, comprar um chip de internet porque eu queria estar segura pra me locomover em algns pontos durante a viagem. Acabei comprando um de 6gb por $25 (e me serviu durante os 29 dias sim, na verdade, nos dias de AMS a velocidade tava reduzida porque tinha acabado mas mesmo assim nao deixou de funcionar um pouco). Me estabelecendo e conversando um pouco com a minha Couch, fui dar uma andada ao redor da Sagrada Família e logo voltei, pois estava bem cansada e ficamos comendo comida japonesa e bebendo vinho! Dia 13/04: No dia seguinte, fui novamente a Sagrada Familia, porque acho que nunca cansaria daquela vista, infelizmente eu não entrei por causa das filas grandes, mas se arrependimento matasse eu tava morta e enterrada (ainda volto pra entrar nessa lindeza) visitei o museu do Barcelona que fica ao lado e que vale muito a pena, principalmente se você for ou conhecer aquele parente doido por futebol. Acabei estiquei o caminho ao Parque Guell, onde eu já tinha comprado ingresso pela internet (€7). Antes, encontrei um restaurante onde paguei outros €7 euros pela comida (muita)+bebida (minha primeirissima cerveja na europa, eba). AH, importantissimo: Comprem o bilhete de metro T10, ele da direito a 10 viagens de metro e custa $10. Eu usei e abusei dele durante minha estadia. Algumas ruas que dão para o Park Guell tem escada rolante e tudo, o que foi ótimo! (trace o caminho de onde vc estiver até o park pelo google maps quando estiver com wifi e tire prints, ele te da o caminho certinho mesmo). O acesso pelo park é bem facil, e comprando antecipado você entra direto sem fila, e não tem necessidade de levar o comprovante impresso, pode ser no celular! E CUIDADO, o Park é alem da área paga. ele é muito maior e da pra ver mais coisa subindo cada vez mais, mas tem uma delimitação de onde é a área paga e se você sair, não tem como voltar. Então, minha dica, é olhar bastante aos arredores da parte paga do parque, e depois subir mais ainda além da limitação. Pra quem não quer pagar pra ver as artes de Gaudi de pertinho, da pra ir pra parte de graça e ter uma visão muito incrível e linda, mas não tão detalhada das artes. Area nao paga: Dia 14/04: Dia de Check-in no Hostel e conhecer os arredores do verdadeiro coração de Barcelona: a Las Ramblas. O Kabul Hostel Party fica MUITO bem centralizado, e inclusive se encontra na Plaça Reial, uma praça completamente rodeada por restaurantes(um pouco caros) mas que fica sempre cheio e com uma vibe muito gostosa! Fica bem próximo ao Metro Liceu e ao Mercado La Boqueria, o qual é incrivel pra pequenas a médias refeições de tudo quanto é tipo e gosto. O hostel é bem interativo, tem MUITAS atividades e é ideal se for sozinho. Os quartos são bons lockers que cabem o mochilão todo e bem limpo. Depois de bater muita perna e me perder nas ruas do Bairro Gótico (imperdivel), passei pela Catedral de Barcelona, algumas lojinhas e voltei ao Hostel. Conheci uma galera que tava hospedada por lá. Ficamos bebendo, jogando sinuca e nos aventuramos em uma balada e bar pelos arredores do Hostel. Tudo 10/10 e incrivel. Dia 15/04: O tempo já tinha aberto em Barcelona e o sol tava torrando!! Aproveitei pra dar uma volta na Barceloneta, pra quem não sabe, é a praia la de Barcelona. Fui andando pela beira do mar até chegar a praia, avistei um mercado, comprei um lanche, uma bebida e sentei na orla bem de boas, aproveitando o solzinho! Na beira da Barceloneta há vendedores de oculos e tenis (replicas), com precinho bem camarada, cerca de €20, me arrependi de não ter comprado um (ou vários). Aproveitei também a volta, visitei algumas lojas que eu queria, comi uma foccacia enorme + coca por €5 e terminei no hostel pra aproveitar os 30min de cervejinha gratis, porque não? hahah Acabei também, fazendo o Pub Crawl, que custou €12 (APROVEITEM PELO AMOR, foi o mais barato que paguei dentre os que eu fiz) e tinha direito a 3 shots em cada lugar que iriamos parar (2 bares+1 balada) Os bares ficavam num complexo enorme com muitas opções e a balada foi a Opium. Drinks caros, musica masomenos, mas tava lotaderrima e era segunda feira, então, valeu a experiencia. Dia 16 e 17/04 (manhã): Ultimo dia em Barcelona, dei umas voltas ao redor do bairro, andei muitissimo a procura de brechós e lojinhas e terminei a noite visitando o Arco do Triunfo, que é incrivel e lindo de ver, a noite ele tem uma iluminação especial e super vale a visita. De metro a partir do hostel eu cheguei rapidex, e com isso me restou só 1 passagem no bilhete T10. Lembra que eu comentei dele? O problema é que chegando la no aeroporto no dia 17 (super cedo, meu voo era as 9h) ele não é valido pra linha que permite você a sair da roleta pro aeroporto, então, você tem que acabar comprando um unitario só pra poder passar. VIENNA: Dia 17/04: Cheguei em Vienna de avião desde Barcelona, porque o trajeto é bem longo e de ônibus levaria 2 dias ou mais. Cheguei no hostel graças ao meu melhor amigo google maps que traçou minha rota bonitinha enquanto eu tava no Wifi e tirei print caso ficasse sem internet. A chegada do aeroporto até a estação de trem é bem curta e um pouco confusa. A estação é em uma capsula enorme mas sem nenhuma sinalização de que ali tem um trem passando...e ai, não tinha nenhum guarda, não vi nenhuma maquina de ticket e quando reparei ja tava na plataforma na cara do trem...achei estranho, subi as escadas de novo e vi uma maquina apenas, bem escondidinha aonde eu tinha que comprar o ticket pra embarcar. Custou cerca de €5, e me deixou na estação central de Vienna, que calhou de ser do lado do hostel.(não esqueçam de validar o ticket antes de entrar no trem, por sorte tinha um guardinha la embaixo com uma maquina de validação na mão e me ajudou, porem, nunca mais vi disso na viagem, não arrisquem de ir sem ticket também porque se a fiscalização pegar é multa altissima). Deixei minhas coisas e fui bater perna. Vi que estava do ladinho do Palacio Belvedere, e fui até lá. O palácio e seus jardins são incriveeeeeeis! De lá, fui andando pro Stadtpark, que é muito bonitinho e confortável pra sentar na grama e fazer um pic nic, ou só pensar na vida. De lá, você já da de cara com o centrão de Vienna, com as ruas largas e com prédios lindos e lojas de todos os estilos e preços. É maravilhoso se perder pelas ruas também, fuçar tudinho, até dar de cara com a Catedral de St. Stephen, que com certeza, você não vai esquecer quando encontrar. É magnifica demais. AH, e tem que OBVIO provar o Schnitzel. Como meu dia já estava quase no fim, e eu não tinha gastado quase nada dos €40 reservados pro dia, me dei de presente um prato incrível de Schinitzel+batata frita do restaurante WienerWald, no valor de €16 e que estava simplesmente incrível. BUDAPESTE: Dia 18/04: Meu primeiro dia em Budapeste, na verdade, foi um Bate e Volta ja programado desde Vienna. Eu já tinha comprado ida e volta numa promoção da Flixbus coisa de um mês antes.Paguei €10 ida e volta de ViennaXBudapesteXVienna. MAS como nem tudo são flores, acordei atrasada e acabei perdendo o ônibus por 10 minutos. Na europa é assim, eles são pontuais DEMAIS. Dai, fui no Guiche ver quando seria a próxima ida e tive que pagar mais €10. Ok, um pouco bolada e mais de 2h de espera pro próximo, resolvi comprar anyway. Mesmo tendo pouco tempo pra curtir por la, porque afinal a volta tava mantida e era as 17h. De Vienna pra BP são 3h. Cheguei por volta de 11/12h e acabei indo da estação ate o centro andando pelas ruas. Me arrependi novamente hahahah fiquei 1h andando até chegar na Deak Ferenc U (A estação central de BP), ja tava meio cansadinha mas nada me impediu de bater muita perna. Aliás, quando dei de cara com o Parlamento vi que tudo fez sentido. Eu agradeci demais por ter persistido e ido apesar dos pesares. Cada rua que eu entrava em me impressionava ainda mais, era doido de ser ver a grandeza da cidade. Dia 19/04: Resumindo? Na volta de Budapeste pra Vienna, aproveitei o wifi do onibus e acabei vendo que reservando hostel pros proximos dois dias entrava na minha média do que eu podia gastar por dia. Era €9 a diaria, €10 ida e €10 volta, então me sobraria €21 para gastar por dia. (Pois no meu planejamento, eu teria €40/dia) e DEU, até porque me sobrou uns florint do dia do Bate e Volta. Sendo assim, reservei pra mais dois dias e voltei na manha seguinte bem cedo porque eu realmente me apaixonei por Budapeste como nunca antes aconteceu. Assim que cheguei no hostel, deixei minhas coisas e segui pra comer alguma coisa e conhecer um pouquinho mais do que eu não tinha visto no dia anterior. Mas acabei finalizando o dia, claro, no Parlamento pra ver o por do sol por lá e o acender das luzes e caraca! acho que entrou pras cenas que meu cérebro não tem nem coragem de esquecer de tão lindo. Voltei pro hostel, e como ja tinha conhecido uns amigos e outros que conheci em Vienna também tinham chegado em Budapeste, fomos todos pro bar mais famoso de lá: O Szympla Kert. O espaço é todo diferente e incrível. É todo decorado de objetos que iriam (ou foram) pro lixo. Tem vários e vários ambientes e dois bares bem distribuídos pra você não precisar se deslocar tanto só pra pegar uma cerveja. Lá lota qualquer dia da semana e ah, não paga entrada, só o que consumir. O pint da cerveja (500ml) é por volta de 500-600 florint, coisa de €2. De lá, depois de conhecer mais um galera super doida e divertida, fomos pro Instint, uma balada que você também não pagava pra entrar (pq era quinta feira, não sei muito bem dos outros dias) e tava tocando uma musica bem boa que eu gosto muito e dai ficamos noite afora por lá e era do lado do hostel então foi bem de boas e volta. Dia 20: Depois de acordar meio pra la do que pra cá, me estabeleci, tomei um banho e fui conhecer o lado de Buda, o castelo e o bastião do pescador. Optei por ir andando, porque como eu ja disse, AMO bater perna e acho a melhor maneira de se locomover (e porque não era tão longe assim, já que o Hostel era bem central). Tava bastante sol e eu com bastante ressaca, então fiz tudo no meu tempo, revezando entre muita água e sorvete hahaha Chegando no pé do Castelo, optei por ir a pé, porque a subida não era tão grande assim, e não demorei mais que 15min pra subir. Porem, existe a opção da Funicular. Percorri o castelo todinho e de lá se tem muitas vistas incríveis do lado Peste. Pra quem não sabe, Budapeste é dividida em dois lados. O lado Peste é o comercial, onde tudo acontece. E o lado Buda, é do outro lado do Rio Danubio, onde tem castelo e tudo é mais medieval e menor, inclusive as ruas. Essa é a historia resumida, historicamente falando, tem que dar uma pesquisada hahaha Segui ao Bastião do Pescador e acabei não comprando o ticket pra subir e ter uma vista ''melhor'', achei salgado o valor, era por volta de €7 e ja tinha visto quase a mesma coisa, inclusive do lado tem umas escadinhas que se tem a mesmissima vista. Na volta pro hostel, aproveitei pra dar uma descansada porque afinal, era sabado e meu ultimo dia naquele lugar incrivel. Acabei decidindo (junto de um dos meu roommate por dois dias e do qual virei amiga hahah) sair e entrar em bares que achássemos legal, tomar uma cerveja e fazer isso o quanto pudêssemos hahahha fomos a lugares incríveis que eu nem imaginaria que existia se não visse e resolvesse entrar de doida. Dos que me lembro, fui ao Kuplung, um complexo parecido com o Szympla Kert e muito animado e o IAI, que era uma espaço tipo um galpão gigantesco, que acredito rolar uma festa diferente a cada dia. Dia 21/04: Acordei catando cavaco mega atrasada pro Check Out, mas pro meu alivio eles foram bem legais mesmo com meu atraso de 20min. Era dia de voltar a Vienna, fuen. Fui caminhando ao metro da Deak Ferenc U em direção a estação de ônibus de Nepliget. (Não esquece de fazer o trajeto no google maps, ele te da certinho o que fazer, se precisa de baldiação e tudo mais). Chegando em Vienna, voltei pro hostel, deixei as coisas e segui de metro pra ver um pouquinho do que me faltava. A prefeitura, e o Palácio de Hofburg. Voltei ao hostel já de noite, morta com farofa de cansaço e aproveitei pra dormir tudo o que eu ainda não tinha dormido durante esses dias, me dei de presente belas 12h de sono e acordei plena no dia seguinte pra ida a Praga. PRAGA: Dia 22: Cheguei em praga por volta das 13h, pela estação de ônibus de lá. Ela é bem próxima ao centro e já de cara é bom trocar um pequena quantidade na casa de cambio (o suficiente pra sua locomoção até a hospedagem) Como do lado do meu hostel, possuía uma estação de metro, optei pelo metro. Foi a compra de bilhete mais confusa que eu vi nos metros da europa hahahah eu fiquei bons muitos minutos analisando as milhões de opções de tickets que oferecem. optei, depois de muito esforço pelo ticket de 24 centavos de CZK que dava direito a uma locomoção de até 30min, como tava dando apenas 15min do meu trajeto, achei a melhor opção. (aham, isso mesmo, 24 centavos. Já de cara eu comecei a perceber como tudo era barato). Chegando no hostel e feito o Check in, segui pra conhecer um pouquinho da cidade e comer alguma coisa. O hostel era bem proximo da Charles Bridge e sendo assim, percorri ela todinha até o outro lado pra visitar tambem a John Lennon Wall, continuei caminhando, meio sem rumo e acabei em um pequeno festival com algumas barraquinhas e palco com banda tocando em um parque próximo de lá. Assim que acabou, voltei por uma outra ponte, caminhei a beira do rio ate a Dancing House, e de lá, voltei pro começo da Charles pra ver o por do sol! finalizei o dia no hostel mesmo, bebendo umas cervejas e descansando. Dia 23/04: Tinha deixado meu nome na recepção pro free walking tour que ia passar la no hostel pra me buscar e levar pro ponto de encontro as 10h. O tour foi feito com a The Good Prague Tours e claro, como o nome diz, foi gratuito. POREM, o lance dos free walking é exatamente você curtir a tour a ponto de dar uma gorjeta no final! eu dei 250 CZK, por volta de $10 porque foi tudo muito bom e explicado pelo guia. Foi percorrido toda a old town square e o bairro judeu. A noite, passei no mercado Bila (anotem esse nome, ele é simplesmente otimo com varias refeições prontas só pra esquentar e muito em conta) comprei uma salada, um frango empanado e uma barra enorme de milka que tava na promoção e tudo me custou 170 CZK, cerca de $7. A noite, acabei fechando tambem na recepção, o Pub Crawl com o the drunk monkeys. Eles passam por 2 bares e uma balada, porem, eu recomendo muitissimo que seja feito num fds de preferencia hahaha o primeiro bar era também um open bar de 2h de cerveja, shots e drinks num bar próprio deles com mesa de totó, coisas de beer poing e tudo mais. A galera que conheci lá fez valer o resto da noite, porque era segunda feira e né, segunda feira é um pouco parecida em qualquer lugar. Dia 24, 25 e 26/04: Aproveitei que não tinha nenhuma atividade pra manhã e dormi até um pouquinho mais tarde. E as 14h fui ao ponto de encontro pro tour do castelo + beer tour com direito a 3 cervejas, o pacote foi um combo do The Good Prague tours e custou 590 CZK, cerca de $23, o que é SUPER barato. Depois do ultimo bar da beer tour, o guia nos indicou um outro muito irado e todo subterraneo onde a cerveja era bizarramente barata e se pagava com duas moedinhas APENAS (45 centavos de CZK). ficamos lá por um bom tempo (sem o guia) hahaha e foi MEGA divertido! No dia 25, eu tive o dia todinho off e andei muito, visitei muita loja (comprei quase nada) e terminei o dia numa jata coletiva por $3 que o Hostel oferecia. No dia 26, eu acordei tranquilamente e fui rumo a estação, porque meu onibus pra Berlim era por volta das 10h da manhã. BERLIN: Dia 26/04: Cheguei em Berlin por volta das 16h, mas me perdi muito que bem durante 1h na estação de metro de lá. É GIGANTE, com muitas plataformas e direções, e até eu conseguir me achar, vi que estava indo pro lado errado hahahha e dai tive que voltar tudinho pra finalmente chegar no hostel, isso já era lá pras 18h (pra vocês verem o tanto de tempo que fiquei zanzando, sendo que o trajeto seria de 30min da rodoviaria até o Hostel. Enfim, estabelecida, o Hostel que eu fiquei foi o Heart Of Golden. Foi o que mais me surpreendeu e o que eu mais tava apreensiva. Na reserva, optei pelo "MegaDorm", que nada mais era descrito como um quarto com aproximadamente 20-25 beliches, assusta né? Mesmo assim arrisquei e que bom que o fiz. O quarto é literalmente uma casa hahaha é ENORME e na verdade as 20 e tantas beliches sao divididas em dois quartos dentro do comodo, que contem lockers menores internos no quarto e maiores externos na área social que possui uma mesona com cadeiras etc. Possui dois banheiros também. A parte social do hostel é bem boa, tem sinuca, bar, computador pra uso comum e etc. Não achei os staffs lá muito simpáticos mas ninguém me tratou mal. Dei umas voltas ao redor do hostel, que ficava muito bem localizado, acabei fazendo uma friend de quarto e saímos juntas pra jantar alguma coisa no restaurante Peter Pane, o preço é um pouco salgado mas o ambiente é incrivel e vale a pena. Dia 27/04 Pra minha mega surpresa, o amigo que fiz em Budapeste, estaria em Berlim exatamente nas datas que eu, e ele já tinha morado por 2 anos lá, então, resolvi ir com ele andar de bike por ai e explorar um pouco da cidade na visão local, acrescentando só uns pontos turísticos porque afinal, eu era a turista né? Passamos pelo Treptower Park (que é a coisa mais linda ever), pelo Muro de Berlim, por complexo Raw (onde tem varias daquelas baladas famosas em berlin que você só entra se o segurança for com a sua cara), por alguns complexos de comida, o Aeroporto abandonado (que muita gente vai pra andar de bike, patins, etc e finalizamos o dia no Görlitzer Park, bebendo algumas cervejas locais. Dia 28/04: Dia de conhecer a Alexanderplatz e suas muitas lojas maravilhosas, incluindo, a Primark, foi a primeira vez que fui na primark e quase endoideci, muita roupa barata e linda de morrer, anotem esse nome pra vida, ela tem varias filiais por toda a Europa. Dei uma passada na topshop que fica em frente só pra babar mesmo (pq é bem mais cara) e depois de muita andança, acabei num restaurante maravilhoso e não tão caro (por volta de $7-10). A noite, fui conhecer a noite de berlim e suas famossisimas baladas eletronicas icônicas e olha, é incrivel, mesmo se a vibe não for exatamente a sua, é uma experiencia muito foda de estar, algumas festas duram o fim de semana todo, e com pulseira você pode ficar indo e voltando a hora que bem entender. A maioria das boates por lá, não é permitido gravar, fotografar nem nada do tipo (em algumas ate botam um adesivo na câmera do seu celular, e se te pegarem com ela sem, você é expulso). Antes de ir eu achei muito doido isso, mas depois de estar lá eu entendi o quanto era legal aquela ação. As pessoas tão ali e se doam inteiramente ao lugar (alem das drogas que rolam e coisa e tal) é uma sensação muito confortavel. Nesse dia eu fui numa festa nos arredores da estação Schlesisches Tor, acho que fui quase todos os dias pros lados de lá, onde o underground e lugares locais são muito fortes. Dia 29/04: O dia amanheceu com um sol de DOER. Aproveitei pra ir ao MauerPark, onde nesse fim de semana (e acho que rola em vários outros) tava acontecendo uma mega feira de brechó, segunda mão, roupas novas, decoração, foodtrucks e muita gente fazendo música. O parque é gigante, não fica longe do centro (eu fui até lá pelos trams), e cheguei a comprar uma blusa muito comfort de manguinha por $2. Fiquei por lá a parte da manha e quase a tarde toda. Voltei ao Centro pra ver o por do sol no Brandeburg Tour e no Parlamento Alemão. Ali perto, fui até o Memorial pra vitimas do Holocausto (funciona um museu gratuito embaixo dele) e finalizei o dia andando até o hostel pra conhecer Berlim a noite. Dia 30/04 Depois de chegar no hostel quase as 6am, dei uma dormida muito rápida, e logo acordei, me arrumei, e fui conhecer a Catedral de Berlin, o Museu DDR e os arredores do Museum Square. O museu DDR foi em torno de $19 e é muitoooo incrivel. Conta a historia inteirinha da Alemanha desde muitos e muitos anos e ele é TODO interativo. Você toca e interage com quase todos os objetos lá. Tem varias gavetas e armarios pra puxar e abrir e saber uma história diferente. Além de musicas, vídeos, audios de rádio, telefone e até uma recriação de uma casa alemanha da decada de 70. A tour dura em media 2h se for bem apreciada. A noite, lá fui eu pra Schlesisches Tor pra uma mini tour bares (que só passei por dois) e um deles doi o Madame Claude, o ambiente é mucho doido, a entrada é uma coloboração do que você achar melhor (eu dei $3). O ambiente é todo virado de cabeça pra baixo, mega underground e no subsolo tem OpenMic, que nada mais é, pessoas aleatorias, com talento ou não, que tocam por 40min cada um. Quando eu cheguei lá embaixo tinha um menino muito do doido tocando uma guitarra de qualquer jeito, ele apertava, puxava, pressionava as cordas e eu fiquei fascinada com a doideira de tudo e o quanto as pessoas estavam simplesmente amando aquilo. 01/05: PRIMEIRO DE MAIO FERIADO! Olha, nem nos meus maiores planos eu imaginaria que estaria em Berlin pra essa data (sem querer e sem saber) sabe carnaval? é tipo isso lá nesse dia. Ruas fechadas, lotadas, com shows, festas (eletronicas claro), parques tomados de gente, muita intervenção cultural e bebida permitida nas ruas, dai vocês imaginam né? Foi uma surpresa muito boa e doida que eu não tenho nem como descrever, só sentindo pra saber. 02/05: No meu último dia, eu fui conhecer o Campo de concentração de Sachsenhausen, ele fica há 40min de Berlim, e pra chegar lá é preciso comprar o ticket ABC do metro, porque a estação de Oranienburg fica na região C. De lá, é cerca de 15min andando ou 10min de onibus. É um passeio pesado, triste e necessário. É você viajar no tempo, num passado muito recente e ver com seus próprios olhos tudo aquilo que estudou por alto no ensino médio. A entrada no Campo é gratuita e eu aconselho demais alugar um audio guia, que custa $3 e tem em Portugues. Eu deixei muitas e muitas lágrimas por lá. Aconselho tambem, a ir na parte da manhã, por o passeio ocupa facil uma tarde toda. AMSTERDAM: 03/05: Meu onibus de Berlim pra AMS foi no trajeto noturno, então, economizei uma diária nesse esquema. Cheguei em Amsterdam por volta de 12h e foi super tranquilo achar o trem, chegar na Centraal Station e pegar um Tram até proximo ao meu hostel (Amém google maps traçando rotas).As primeiras impressoes do hostel foram magnificas. Atendimento bom, espaços sociais incriveis, quartos espaçosos e banheiro privativo. Foi o segundo hostel que eu tive café da manha (fora Barcelona) então se acostumem, porque servir Café da manha nos hostels da Europa não é muito comum. Já que ele ficava bem pertinho do Rijikmuseum, eu fui dar uma volta nos arredores, tirar umas fotos e entrei tambem a exposição que tava rolando do Banksy, custou $12,50 e eu meio que me arrependi. Não achei a exposição lá essas coisas, mas tudo bem, vida que segue. Nesse mesmo dia, ia rolar o show de um cantor que eu sou maluca e que talvez nunca rolasse a chance de ver de novo, como os ingressos estavam sold out, eu fui monitorando pelo evento da facebook se alguem vendia e TCHAN, achei. Paguei, entrei e fui. Foi íncrivel, obvio. 04/05: Dia de bater perna for real pelo centrão e Amsterdam, o Mercado das Flores e muito mais. Nesse dia tambem, eu fui ao heineken Experience e foi uma experiencia e TANTO. O lugar é foda demais e vale a pena ser visitado, eu paguei pela internet no mesmo dia e tinha horario disponivel, custou $17. No fim do dia, o pessoal que chegou no meu quarto virou tudo amigo e saimos juntos pra ver um pouco da noite de lá. De fato, é tudo muito agitada e incrivel. A cidade em si é apaixonante tanto de dia quanto de noite. Dia 05/05: Dia de acordar com 0 ressaca (alias eu quase nao tive ressaca nessa viagem, viu? amém cerveja europeia). No dia 05 eu tomei um café a manha mega reforçado no hostel e segui rumo ao Winkel 53, aonde tem, quiça, a torta de maça mais famosa de amsterdam, e olha vale CADA centavo. Ela é meio grandinha e da pra dividir entre dois. Em seguida, fui ao Museu da Anne Frank, que era uma das atrações que eu mais queria ver em toda a viagem. Eu li o livro da anne na minha adolescência e me marcou demais. Eu comprei pela internet mais de um mês antes (porque é BEM concorrido e tem que ficar de olho MESMO) As vendas abrem um mes antes da data que você irá, e custa $10, tem horario marcado e a demanda é gigante. A tour dura por volta de 1:30h e é dificil não segurar o choro no final, eu mesma, não me aguentei depois que li uma das frases dela e que eu nem vou dizer pra não estragar o fim da sua tour tambem, mas pra mim, foi um baque muito pesado POREM, é tudo MARAVILHOSO, ainda mais se você tiver tido a experiencia que eu tive de ler o livro antes, parece que tudo faz sentido e que você entrou dentro dele. Tem audio guide incluso no valor, mas é com Portugues de Portugal. Logo depois eu sai e encontrei meus roomates e caimos, sem querer, num festival mara que tava rolando num parque próximo a Centraal Station. Com varios palcos, bandas, estilos de música e tudo que um festival realmente tem, e o melhor, de graça. Terminamos a noite, no meu ultimo e melhor pubcrawl ever! Custou $20, porem com direito a 4 bares/balada+1 balada principal e enorme. Em cada lugar você ganhava um shot na entrada e uma cerveja lá dentro, então acabou valendo super a pena. Dia 06/05: Amsterdam amanheceu num calor de FRITAR qualquer um. E eu e o pessoal decidimos ir ao Vondelpark fazer um pic nic, com direito a vinho, queijo, frutas e tudo mais. Passamos no mercao da rede Albert Heijn que é o mais famoso e AMS e tem em cada esquina e fizemos a compra de vaáárias coisas e no total de só $20, ou seja, menos de $7 pra cada uma, e compramos muita coisa, viu? Ficamos a tarde toda por lá e no fim do dia, voltamos ao hostel, nos arrumamos e marcamos de ir em um restaurante comer, conversar e se despedir, porque no dia seguinte só ia ficar eu e uma das meninas faria o check-out. Acabamos terminando a noite na Sugar Factory, onde aos domingos rola um jazz mega dançante e maravilhoso. Ficamos até de manha, e dai, aroveitamos que estavamos ao lado da Iamsterdam Sign e fomos correndo pra lá tirar as fotos, e olha QUE FOTOS. Dia 07 e 08/05: No dia 7, depois de uma bela manha de sono, sai pra andar e bater o restante final de pernas e visitar o que eu ainda queria visitar. Voltei na Primark e provei ser o que dizem, a melhor batata no cone de Amsterdam, e olha, é boa mesmooooo! Acabei provando no mesmo dia uma das melhores pizzas que ja comi na vida, e ainda é de uma rede de pizzarias rapidas que tem em muitas partes da cidade. No dia 08, fui ao um bate e volta no Keukenhof, o famoso Parque das Tulipas, que só fica aberto durante 8 semanas por ano, sempre na primavera. O onibus pra lá sai do Aeroporto de Amsterdam e a viagem dura cerca de 40min. O pacote do ingresso+onibus ida e volta sai por $25 no guiche la mesmo no aero. O parque é a coisa mais linda da vida, não perca a oportunidade de visitar se tiver por lá nessa época. Dia 09/05: A VOLTA! sem um pedaço de mim que foi substituído por outro maior e melhor. Eu sabia que essa viagem ia ser uma grande marco na minha vida, mas eu nunca imaginei que seria maior do que eu pensei. Todas as expectativas foram maiores que eu pensava e todo sufoco foi menor do que eu tinha medo de ser. Se eu pudesse dar um conselho pra todo mundo que ficava chocado quando eu disse que iria sozinha, seria: vai também, tu não sabe o quanto é gratificante. Tudo e + dicas vocês podem ver tanto pelo @monteseuroteiro quanto do meu pessoal @karinerribeiro, se tiver pegunta, manda aqui tambem ❤️ Espero que inspire um pouquinho no fundo ai da alma de vocês de quere se jogar nesse mundão.
  5. 1 ponto
    Estou querendo ir para Santiago em Fevereiro pois estarei de férias a partir do dia 10 até o carnaval. Vi que o preço de passagens e hospedagens em hostel está bem em conta. Alguém teria alguma sugestão de roteiro? Já andei lendo algumas coisas, mas é sempre bom ouvir de quem já foi. Alguém para companhia? Vou sozinha 🙂 Ainda não comprei nada, mas estou quase😁
  6. 1 ponto
    Oi pessoal, em janeiro, eu, Bruno, minha namorada, Karine, e um casal de grandes amigos, Matheus e Sara, fizemos um mochilão pela Bolívia,Peru e Chile, durou 22 dias e fizemos varias cidades. Nos apresentando : Esse mais da direito sou eu, Bruno, do meu lado a Karine, Sara e Matheus respectivamente, somos estudantes e moramos no Acre, na cidade de Rio Branco. Agora nosso trajeto : Como somos do Acre, ficou fácil pra gente sair ou pela Bolivia ou pelo Peru, mas como moramos muito perto dos destinos principais, para não repetir cidades escolhemos pegar um voo de Cobija, na fronteira Brasil-Bolivia até o Uyuni, que foi onde começou nossa viagem. No final das contas, se você nao quiser ver o mapa no link que deixei, o que fizemos foi o seguinte : Cobija > Uyuni por vôo Uyuni > Atacama de van, direto do fim do passeio do Uyuni Atacama > Calama > Iquique de ônibus ( Calama como conexão) Iquique > Arica de ônibus Arica > Tacna > Arequipa de ônibus (Tacna como conexão) Arequipa > Puno de ônibus Puno > Cusco de onibus Cusco > Puerto maldonado de ônibus Puerto maldonado até a fronteira de van Fronteira pra Rio Branco em táxi lotação Esse mapa tá disponível no Google My Maps se vocês quiserem utiliza-lo, podem copia-lo e editar de forma conveniente, ta ai o link : https://drive.google.com/open?id=1FCoC3J21DVm5miZ0E23D5eIupodRbs0z&usp=sharing Começando no aeroporto de Cobija, chegamos lá num dia anterior, um amigo nosso mora na fronteira e deixou a gente ficar na casa dele, no dia seguinte pegamos um táxi e fomos pro aeroporto cedo, porque estávamos com medo de ter algo de errado com a passagem que foi comprada em um site muito suspeito da companhia BOA, mas no final tudo correu bem e o voo foi de boas, pode comprar lá no site que da certo kkk Apresentados e trajeto traçado, aqui vão os gastos médios da viagem , por uma infelicidade eu acabei perdendo meu celular logo no inicio da viagem e não anotei os meus gastos especificamente, mas nenhum de nós 4 gastou mais de 3500 reais durante todo o passeio. ( não inclui a passagem que foi 750 reais ) . ESSES VALORES SÃO POR PESSOA !! COBIJA (Dia 06 e 07 ) Hotel: 0 Comida ( refeições e lanches ) : 45 bol Passeios: 0 Transporte: 15 reais Câmbio : 750 reais = 1320 bol (1 REAL PARA 1.75 BOL ) Cambiamos esses 750 reais e foi só isso que gastamos cada um na Bolivia até sairmos dela, ainda sobrou um pouco. UYUNI (07,08,09,10) HOTEL : 62 bol ( apenas para o dia de chegada do voo) COMIDA: 20 bol ( somente besteiras e agua pois o passeio do uyuni ja inclui comida) PASSEIOS : 870 bol ( 3 DIAS E 2 NOITES, ENTRADAS DE PARQUES ,BANHEIRO E TUDO MAIS) TRANSPORTE: 85 bol ( taxis e onibus para san pedro) SAN PEDRO DO ATACAMA (10,11,12,13) HOTEL: 51.000 PESOS ( 4 DIARIAS) PASSEIOS: 48.000 PESOS ( ENTRADAS E PASSEIOS) COMIDA: 15.000 TRANSPORTE: 12.300 PESOS ( ÔNIBUS PARA IQUIQUE) CÂMBIO TOTAL NO CHILE : CERCA DE 1100 REAIS > 200.200 PESOS ( CAMBIO DE 1 REAL PRA 180 PESOS ) IQUIQUE ( 13,14,15) HOTEL : 75 reais ( valor em real porque foi reservado no airbnb e pago no cartão) PASSEIOS: 2.500 pesos ( somente um passeio de barco pelo porto ) TRANSPORTE: 11.600 pesos ( táxis e onibus pra Arica) COMIDA: 11.800 ( o chile é cara pra carai...) ARICA (15,16,17) HOTEL: 90 REAIS ( também reservado pelo airbnb) PASSEIOS: 0 TRANSPORTE: 9.000 pesos (onibus tacna e arequipa e taxis) COMIDA : 10.000. AREQUIPA ( 17,18,19,20) HOTEL: 55 soles PASSEIOS: 80 soles ( CITY TOUR, MONASTÉRIO E ENTRADAS DOS PONTOS DO CITY TOUR) TRANSPORTE: 25 soles (táxis e onibus para Puno) COMIDA : 110 soles CÂMBIO : 2400 soles ( MAS SOBRARAM CERCA DE 1100 PRA CADA UM ) PUNO ( 20,21,22) HOTEL: 17 soles ( uma diaria) PASSEIOS: 110 soles ( passeio no titicaca com dormida inclusa e "gorgetas" obrigatorias pros nativos) COMIDA: 65 soles TRANSPORTE: 40 soles ( taxis e onibus pra cusco ) CUSCO ( 23,24,25,26) HOTEL : 86 soles PASSEIOS: 195 soles ( VALE SAGRADO, MARAS E MORAY, HUMANTAY, BOLETO TURISTICO E ENTRADAS ) COMIDA: 95 soles TRANSPORTE: 35 soles ( onibus para puerto e taxis ) (27) PUERTO MALDONADO TRANSPORTE : 25 SOLES VAN PARA INAPARI COMIDA : 5 SOLES CAFÉ DA MANHÃ (27) INAPARI TRANSPORTE: 110 REAIS TAXI ATÉ RIO BRANCO. COMIDA : 20 REAIS ALMOÇO ( CHURRASCO, FINALMENTE !!!). MOCHILA A gente pediu de lugares diferentes, a ka pediu uma 45l da treebo e eu uma de 50l da quechua Não tenho certeza se é a melhor opção para compra, uma vez que moramos em Rio Branco, não tínhamos muitas opções a não ser pedir da internet. a Ka comprou a dela na Netshoes eu na Decathlon e os meninos nas Americanas, seguem os links ( 29/01/2018) Bruno: https://www.decathlon.com.br/mochila-de-trekking-forclaz-50-litros-quechua/p [ 300 reais ] Karine: https://www.netshoes.com.br/mochila-treebo-caravelas-45l-azul-N03-0042-042 [ 200 reais ] Matheus e Sara: https://www.americanas.com.br/produto/22387454/mochila-camping-cargueira-60-litros-denlex?DCSext.recom=RR_search_page.rr1-SolrSearchToView&nm_origem=rec_search_page.rr1-SolrSearchToView&nm_ranking_rec=3&pfm_carac=produtos relacionados à sua busca&pfm_index=2&pfm_page=search&pfm_pos=search_page.rr1&pfm_type=vit_recommendation [ 090 reais ] Todas resistiram tranquilamente sem quebrar nada, as mochilas de ataque foram as que usamos pra faculdade mesmo ! O que levamos : Vou exemplificar comigo e a ka, que aí fica um exemplo pra homem e outro pra mulher. Ka : 3 camisas de manga longa (lã) 5 camisas de manga curta 2 regatas 1 camisa térmica 1 calça térmica 2 leggings 1 calça 1 toalha 1 gorros 1 par de luvas 1 boné 4 cachecóis 1 havaiana 1 rasteira 8 meias 3 biquinis 12 calcinhas 2 shorts 1 babyliss 3 óculos (um de grau) 2 cintos 1 desodorante 1 shampoo a seco 1 perfume 1 frasco de shampoo 2 de condicionador 1 leite de rosas pequeno 1 pacote de lenços umedecidos 1 protetor solar 1 repelente Maquiagem Brincos/ Colar Bruno : 3 blusas de manga longa 10 camisas de manga curta 3 regatas 1 camisa térmica 1 calça térmica 2 calças jeans 1 toalha 1 gorro 1 boné 1 havaiana 8 meias 1 sunga 12 cuecas 2 shorts 1 óculos 1 canivete 1 Go pro 1 desodorante 1 perfume 2 casacos impermeáveis corta vento. Na minha mochila também foi a minha farmacinha que era da ká também, levamos tudo quanto é remédio que podiamos precisar. Se tiverem em casa, levem cadeados, sabiamos que era necessário mas esquecemos de comprar, tivemos que comprar na viagem. Agora que ja falei do que todo mundo procura saber, vou deixar os gastos específicos da Sara anexados nesse link aqui , aqui você pode ver o quão bem ou mal nós comemos, eu particularmente poderia dizer que comemos o que queríamos, claro que tudo no seu limite, se queria um cachorro quente ou um ceviche, comíamos, mas buscávamos o mais barato, tudo era assim , com passeios, hotel comida e transporte. PRIMEIRO DIA COBIJA Chegamos logo pela tarde na fronteira e fomos logo atrás de um restaurante, comemos em um dos melhores de cobija que fica bem perto da praça principal, chama Las Palmas e cada prato saiu por cerca de 30 bolivianos e tem de tudo. Almoçados, fomos para casa do nosso amigo Vitinho que fica do lado Brasileiro da fronteira e ficamos até o dia seguinte, tomamos um táxi e fomos pro aeroporto as 09, o voo era as 11, comemos algumas besteiras e partiu. Nois no aero de Cobija, voo com conexão de 4 horas em La Paz. LA PAZ E O VOO Chegamos em La Paz em um voo curto e tranquilo, tremia um pouco mas ninguém morreu, o avião da BOA era meio barulhento e tinha um aspecto velho, mas voou como qualquer outro. O aeroporto de La Paz é bem grande e tem tudo que você precisa caso vá ficar muito tempo lá, é meio caro pra comprar besteira, mas tem comida barata e uma vista legal . O voo que pegamos era daqueles do tamanho de um jatinho com 20 cadeiras e pra nós que não temos o costume de viajar nesse tipo de avião, foi bem assustador kkkk. UYUNI Chegamos no Uyuni pela noite, o aeroporto é bem pequeno mas ainda é maior que o de Cobija, o voo foi tranquilo, até tremeu menos do que o pra La Paz, pegamos um taxi ( QUE EU ESQUECI MEU LINDO CELULARZINHO ) até o hotel que havíamos reservado pelo booking, um dos poucos que fizemos com antecedência pois era em dia que poderíamos prever nossa chegada. O nome do Hostel é Chostel B&B, não vimos muitas pessoas lá, mas a recepcionista era OK, o quarto estava limpinho, banheiros com agua quente, e café da manhã bom, o preço também ajudava muito. O café é o de sempre, ja sabem né : Decidimos ir amanhã bem cedinho procurar o tour, ja que tínhamos informação que saiam do Uyuni por volta das 10 am , então não nos preocupamos muito em esquentar cabeça logo no dia que chegássemos. Eu e o Matheus saímos umas 07:30 do hotel no dia seguinte e fomos em uma direção aleatória em busca de agencias, são dezenas delas no mesmo lugar com diferenças minimas de preço, fechamos com uma agência que não anotei o nome🤦‍♂️ mas que você pode ficar tranquilo, a grande maioria conta com o mesmo tipo de carro, guia caladão, uns almoços que os próprios guias preparam, fotos em perspectiva com seus dinossauros e valores que cabem no teu bolso, encontramos algumas pessoas ao longo da viagem e sempre falavam sobre os guias do Uyuni, e diziam que geralmente as paisagens eram autoexplicativas, porque o guia não explicava muita coisa kkkk Fechamos o passeio de 3 dias e 2 noites que saiu por cerca de 350 reais para cada pessoa, com tudo incluso, 2 dormidas, almoço, café, janta, turismo e tudo mais. Nossa van ia com 7 pessoas ( com o guia) e por incrivel que pareça, as 2 pessoas alheias ao nosso grupo eram dois Acrianos, supeeer gente boas, pai e filha, o Alex e a Lu, que aparecem nas fotos do Salar com a gente. No primeiro dia fomos ao cemitério de trens e ao salar propriamente dito, é gente pra caral*o, centenas dessas camionetes enfileiradas que você acha que não vai saber mais qual o seu. o visual é esplendor. A gente ficava constantemente buscando lugares sem pessoas pra poder tirar nossas fotinhas, por isso as fotos com a gente nao mostra o cemiterio completo, se não só ia aparecer pessoas kkkk. Antes de irmos para o Salar, paramos numa feirinha onde podemos fazer umas comprinhas de artesanato e essas coisas, almoçamos por alí perto, em um restaurante que so foi usado pra servir a comida que o Diego, nosso guia, preparou pra gente, Diego cozinhava até bem galera. Depois de almoçarmos em cerca de uma hora um frangão com arroz e legumes, partiu Salar. Apesar de termos ido em uma época em que o Salar estava ALAGADO, e era possível ver o espelho dagua, não pegamos chuva em nenhum momento que estavamos lá . O Diego sempre fazia as recomendações das poses e tal kkkkkk. Eu tirei minha bota pra testar a "quentura" da agua e tava gelada que só. Ah, aconselho pra quem vai pro Salar nessa época, levar na mochila de ataque uma havaiana, como nem todos nós temos grana pra uma botona impermeavel de 1000 reais, o salar alagado pede um chinelão e quem sabe até um short pra nao molhar a barra da calça. Todas as agencias fazem o mesmo trajeto, no mesmo espaço de tempo, infelizmente eu achei que, no primeiro dia, poderíamos sair mais tarde, apesar de os lugares visitados no primeiro dia serem coisa de outro mundo, você dificilmente ficará 4 horas no mesmo lugar tirando fotos, ficamos muito tempo parados no salar a espera do por do sol, neste primeiro dia, após o por do sol, voltamos pra cidade do Uyuni e dormimos em um hostel que a agencia oferece, o nosso tinha quarto privativo pro casal, banheiro compartilhado com água quente e bem limpinho, adoramos ! Por do sol no salar. Dormimos e as 6:00 levantamos. Um menininho a cerca de 8 da manhã aparece no hotel e pede pra que a gente siga ele para o desayuno. Umas 4 quadras dalí era uma padaria, tomamos café lá, o Diego havia reservado pra gente. Tinha o basico de sempre, pão, geleia,manteiga,chá e essas coisas. Tomado o café voltamos ao hotel, pegamos nossa mochila e partiu laguna colorada. Na paisagem da janela, um visual mais " Atacama " já é visto, deixando pra trás a do salar. Paramos em um vilarejo no caminho para almoçarmos, teve um bife a milanesa, arroz, salada e até uma coca cola. Nesse vilarejo tinha um mercadinho com umas moças que vendiam suas plantinhas e umas bebidas. Ganhamos umas Pacenãs do Alex ❤️ Depois do almoço, mais 2 ou 3 horas de viagem até a laguna e com uma vista que UAU ! umas 3 ou 4 paradas se não me engano, primeiro em um rochedo e depois em 3 lagunas, uma mais bonita que a outra. No caminho o Diego foi passar em uma possa gigante de agua e a placa do carro dele caiu, eu e o Matheus fomos procurar kkkkk. Passado o grande e belíssimo caminho até a laguna e encontrada a placa do Diego , finalmente chegamos, precisamos apresentar documento de identificação e pagar a entrada, passamos cerca de 40 minutos por lá até irmos pro hotel bem pertinho também. Chegamos no hotel rapidinho depois de ter tirado algumas fotos na laguna, nessa minha segunda foto lá atrás, como nao tinhamos camera profissional, nao saiu muito nitido, mas esses vários pontinhos na água são flamingos, não são as melhores fotos que tiramos, mas como disse, perdi meu celular e não tenho todas as fotos do grupo comigo, todas tenho que pegar com a Ka O hotel é um grande corredor, com alguns quartos , um banheiro compartilhado unisex, uma cozinha lá atras e uma salinha de jantar que pertence ao corredor, lá tivemos pra janta uma deliciosa macarronada que o mestre Diego preparou pra gente, a Sara e a Ka comeram pelo resto do mochilão. Ainda sobre o hotel, lá tem água quente, você paga 5 bols pra poder tomar, fica um velinho alí do lado do box controlando o aquecimento que é feito a gás, voce entra no box tira suas roupinhas e grita LISTO SEÑOOOOOOOOOOOOOR dai ele grita QUE DICEEEEEEEEEEEEES ? LISTOOOOOOOOOOOOOOOO Dai ele abre o chuveiro e você pode ficar quanto tempo quiser, depois você grita pra ele de novo pra poder fechar o chuveiro pra você. Não só de dia, mas durante a noite é bem louco de frio, leve roupas leves e quentes pra dormir confortável. Saímos durante a noite com 30 agasalhos pra conferirmos o céu, é lindo. Depois de jantar, tomar um vinho que os guias levam pra gente, dormimos e levantamos as 4 da manhã, ainda escuro, pra irmos em direção aos 5k de altitude, visitar os gêisers. Para os gêiseres levamos cerca de 2 horas, a paisagem é linda e extrema. Só desceu eu e a Sara, a Karine e o Matheus estavam mal demais pra descer. Depois dos gêiseres partimos pra uma especie de clube, o Alex gravou um video pra mim, o mochileiro fajuto que nao entrou na agua kkkkk Saindo do clube, nos despedimos do Alex e da Lu e fomos para o Chile, o Diego simplesmente seguiu deserto a dentro como numa viagem normal que fizemos no salar e do nada chegamos na barreira com a bolivia, lá a gente ja tinha os tickets, apenas demos saída, os meninos apresentaram o papelzinho lá de saida e partiu, ressaltando a importância de guardarem os papeizinhos de entrada !!! e pra sair da Bolivia se paga uns 10 bols, acho que é ilegal, mas ou paga ou vaza kkk. Até o Atacama de van leva umas 2 horas, se vocês nao ficarem presos na alfandega que nem a gente umas 3 hs. Tinha uma fila enorme de vans e como o Chile tem uma politica de controle de pragas bem rigorosa, todos da van tem que ter suas mochilas revistadas Portanto nao leve nada de origem vegetal ou animal não processada da Bolivia pro Chile. você corre o risco de ser multado caso pegue um agente chatinho ou acabe declarando algo errado no papelzinho que vão te entregar. Chegamos no ATACAMA Ca estamos, o onibus nos deixou a cerca de 6 quadras do grande centro do Atacama, que nada mais é que um grande labirinto de agencias, restaurantes e umas quitandas que vendem maçãs a preço de caviar. Sem internet, hotel, com fome e sede resolvemos ir em busca de um restaurante com WI-FI para tentarmos reservar um hostel bom e barato sem andar muito. Convertemos o dinheiro depois de pesquisar umas duas ou tres casas de cambio e partimos em busca da comida com wifi. Depois de procurarmos por horas, algo barato e que nos parecia gostoso e com o plus do wifi, optamos por um restaurante que ficou lembrado como o Trucho e a grande desilusão de ter pedido uma grande coxa de frango mal assada na esperança de que fosse uma truta deliciosa por 3.000 pesos. Nossa cara de felizão, mal sabiamos que seria a pior comida de toda a viagem, sentimos muito pelo dinheiro. Eu não lembro o nome do restaurante, ele parecia servir boas comidas, apesar de termos errado no pedido. O Booking só tinha opções caras e até o momento nao tinhamos o Airbnb como uma opção valida para reservas. Comemos com certo desgosto e desilusão vosso frango e seguimos na busca de um hostel. Depois de cerca de 2 horas novamente procurando por algo Encontramos um hostel, o preço nao era o ideal, mas foi o mais barato e bem localizado que encontramos disponivel no dia. Claro que teria mais barato e com certeza vocês podem encontrar, mas ficamos felizes com a escolha, o hostel era muito agradavel e oferecia uma estrutura top. Eu infelizmente nao tenho vocabulario de seja lá qual lingua essa seja para escrever ou pronunciar o nome desse Hostel, mas era algo muito perto de Corvatsch, la na sala de tv tinham alguns recortes de jornais que falavam algo sobre suiça e chile, então acredito que seja de suiços ou algo assim. Cerveja na area de lazer do hostel. Assim que chegamos no hostel, organizamos nossas coisas e partimos pra fechar logo os passeios. Pesquisamos em umas 20 agencias, literalmente, e todas ofereciam preços muitíssimo semelhantes, eu nao falei no uyuni, mas lembrei de falar aqui que NÃO VALE A PENA RESERVAR NENHUM PASSEIO PELA INTERNET ANTECIPADAMENTE, OS PREÇOS SÃO ABSURDAMENTE MAIS CAROS. Resolvemos fechar com a segunda mais barata, era com uma portuguesa e ela nos passou bastante confiança. A empresa chamava Adventure e ficava lá na rua Caracoles, lá tem muita agencia de BR, uma das que mais ouvi recomendações foi a Flamingo, apesar de não ter fechado com ela. Fechamos três passeios, Vale de la Luna, Lagunas Escondidas e Lagunas altiplanicas, os preços eu ja citei la em cima ❤️ Ficou assim, lagunas, vale e altiplanicas a ordem, e só de citar isso aí ja bate a dor no coração de descobrir que nos fomos os responsaveis por essa escolha de ordem e acabamos inconscientemente fazendo uma escolha ruim. As lagunas altiplanicas são o maior ponto turistico do atacama e optamos por fazer ela por ultimo mas só pelo fato de que " precisariamos de tempo pra secar nossas roupas de banho" e o vale de la luna nao teríamos que nos molhar kkkkk. Acontece que como as lagunas altiplanicas ficaram pro final de semana, o parque lotou e a gente simplesmente foi impedido pela agencia, a qual foi impedida pelo parque, de visitar o local. Resumindo, a gente só descobriu isso no dia, quando chegamos na agencia, a qual tambem tinha acabado de descobrir também e um dos nossos principais destinos do mochilão foi resumido em 2 passeios A gente nao quis fazer geisers nem a Cejar porque eram paisagens muito parecidas ao Uyuni e não queriamos gastar nossa graninha pra ver coisas muito repetitivas, apesar de depois ter ouvido de brasileiros que mesmo tendo feito o Uyuni disseram que Cejar vale muuuito a pena. Bom, façam suas apostas ! Para as lagunas escondidas, saimos de tarde, não demora muito acho que uma hora ou uma hora e meia até lá, paga-se uma entrada e você pode escolher entre a primeira ou a ultima lagoa, das sete para se banhar, as outras lagunas nao estao abertas ao banho, vale muito a pena porque você boia, devido a grande quantidade de sal, o visual também é lindo e unico. Matheus, que fez questão de apontar onde estava a verdadeira beleza da foto kkkkkk A gente toma um banho lá na ultima ( mas eu recomendo que você tome na primeira, apesar do contra de que voce terá que percorrer as 6 lagunas todo cheio de sal, a primeira nem se compara a ultima, que é funda, não é cristalina e vai ta cheiaa de gente) Eu até mostraria pra vocês o quão vale mais a pena a primeira com um video, mas as meninas ficariam bravas comigo porque elas tão bem descontraídas se divertindo na agua que não afunda. Depois a gente vai pra um banheiro compartilhado com ducha de agua doce pra tirar o sal não molhem o rosto na laguna galera !!! E seguimos, paramos por um tempo em meio ao nada, onde tem um onibus abandonado no deserto, tiramos algumas fotos e seguimos para ver o por do sol em um mirante que se nao me engano se chama pedra do coiote ou algo muito perto. Lá rola umas azeitoninhas, pisco souer, um salaminho e um visual foda pra carai. Também tem uma galera que vende umas empanadas la, eu comprei uma de uns menininhos e tava uma delicia. Voltamos cerca de 8 horas pro hostel. É meio dificil lembrar tudo com exatidão, mas acho que foi nessa noite que saímos pra comprar uma pizza carissima mas que meu deus do ceu valeu muito a pena. No dia seguinte, o passeio também é de tarde. Leva um tempinho pra chegar no valle a estrada é em sua maioria de asfalto até entrar no valle, depois é de chão, mas é de boa, melhor que das lagunas. Passamos primeiro numa especie de guarita com conveniência e tudo para pagar os ingressos e seguimos, no caminho você ve uma galera que faz isso de bike, eu nao sei como faz pra fazer, mas que dá, dá, tinha muita gente fazendo desse jeito. Lá a gente chega em um ponto e o guia deixa a gente andar, tem tipo umas trilhas que são moldadas com pedrinhas fazendo o caminho, a gente sobe, depois desce alguns morros de areia e depois vamos até uma caverna conhecer, é interessante que as pedras tem tipo uns cristais que são feitos de sal. o Valle de la luna é isso : Areia, pedra e deserto, mas é a melhor passeio que se pode ter pra quem quer ver o deserto em si, foi muito legal, adoramos a caverna e uma especie de ruína de cidade que tinha em um determinado ponto do passeio. Eu adorei, no caso, ja a Sara e a Karine adoravam qualquer pedra grande que tinha no caminho que dava pra subir em cima e tirar uma foto kkkk. Eu não sou muito de tirar foto, quase sempre tirei para registro, mas pessoas que gostam de foto conseguem excelentes cliques, esse lugar é unico. Fiz um pequeno video pra mostrar como é mais ou menos o passeio durante a caminhada livre : Eu também tenho umas fotos na caverna, mas não vou postar para preservar o Matheus com a identidade heterossexual que ele tenta passar kakakakakka. O terceiro dia ia ser as lagunas, mas infelizmente aconteceu o que aconteceu, simplesmente pegamos nossa grana de volta e ficamos atoa no hotel, esse dia foi o daquela foto minha tomando uma na área pra acalmar a dor de não fazer o melhor passeio. No dia seguinte fomos pela manhã para a rodoviária, com os tickets ja em mãos que o Matheus foi em um determinado dia qualquer até lá comprar e partir para Iquique, cidade a qual decidimos comprar todas as passagens para a próxima cidade já na chegada, então ao chegar já compramos a passagem pra Arica. IQUIQUE Chegando de onibus, tomamos um taxi direto pro hostel, antes compramos as passagens pra Arica, ja que ja sabiamos quantos dias ficariamos. Em Iquique nos reservamos um Hostel que parecia uma coisa de terror, kkkkkk, apesar de termos nos dado super bem com o pessoal de lá, e termos depois sentido como em casa, o hotel a primeira vista era bem assustador, ele tinha o teto muito alto, as paredes tinham um pouco de mofo na parte alta e a decoração era cheia de coisas infantis a moda antiga, tipo umas bonecas de pano e uns "apanhadores de sonho" se é que se chamam assim mesmo. Foi bem barato e o Hostel se chamava Hostal BVC, ficava bem pertinho da praia, o preço foi absurdo de bom e as pessoas atenciosíssimas, inclusive a dona de lá lavou nossas roupas por um total de 0 reais. Iquique nao foi uma cidade de muitos passeios, e além do mais ficamos pouco tempo, dedicamos os dias para andar pela cidade, curtir uma praia, comer algo gostoso e conhecer um pouco da cultura. No dia em que chegamos tava tendo como se fosse um desfile, semelhante a um carnaval menos colorido kkkk, o festival tinha como ponto marcante a união dos paises andinos e ele lotou a orla de pessoas e varias banquinhas que vendiam churros e uma bebida que chamam de mote, apesar de eu nao ter gostado muito, você deve provar, é uma bebida feita de suco de pêssego e tem uns grãos de milho no fundo que você pode comer, é até bom mas bastante enjoativo. Iquique foi a cidade que definitivamente a gente mais andou, mas foi muito bom, a cidade é muito agradável, tem muita coisa pra fazer e a praia é top. O único passeio que fizemos em Iquique foi um que fica disponível lá pelo porto, é um passeio a barco que da uma volta por entre os navios que estão no porto e por umas pedras com uns lobinhos marinhos, alí do lado você pode comer ceviche fresquinho a nada mais nada menos que 1500 pesos ❤️❤️❤️ ( lá na parte de baixo, não vão na de cima pq é pra rico e é caro) Potinho de ceviche por 1500 Passeio de barco pelo porto ( dura cerca de 1 hora e se você enjoa facil não aconselho) Orla de Iquique, super agradavel Em frente a orla tem vários desses cactos gigantes e umas fontes, lá pro final da orla movimentada tem uma especie de peninsula, onde tem vários restaurantes e um cassino que se paga pra visitar. Sobre os lugares em que fizemos as refeições em Iquique foram bem simples, todos muito bons, mas como a gente andou pra todo canto na cidade, não saberia dizer nem qual direção está cada restaurante, o que eu poderia dizer é que ficamos em um determinado dia horas e horas procurando comida e depois de quase morrer de fome encontramos esse lugar que serve pizza de metro e compramos uma, muito felizes, não tenho foto da pizza, mas tenho do Bilz, nosso companheiro de toda refeição, o melhor e mais barato refri de todos, Lindão 😍 Passamos o dia de bobeira pela cidade, voltamos pro hotel, dormimos e pela manhã ja era hora de partir pra Arica, onde ja tínhamos reservado com nosso amigo Patricio uma acomodação que não iria agradar a todos. Uma viagem meio longa, de Iquique pra Arica. Cerca de 3 horas ou 4 e estavamos lá. Tomamos um taxi da rodoviaria até a casa do Patricio, nosso anfitrião do Airbnb. Sobre o fato da acomodação nao agradar a todos explico : Veja nesse print do mapa de Arica a playa chinchorro A maior parte da cidade, o movimento e tudo mais se encontra perto de todas as praias, com exceção da nossa. Apesar da playa de chincorro ser a mais visada para banho e lazer, ela não é a mais bem localizada, ela so fica perto de uns condominios. Você tem que ir de taxi ou onibus para todos os lugares movimentados da cidade No primeiro dia ao chegarmos na casa do patricio, fomos andando até a praia e seguimos a orla até onde deu. Encontramos no maximo uns restaurantes e banquinhas de cachorro quente, foi meio decepcionante, mas depois vimos que nao era um grande problema, até porque ficariamos só dois dias na cidade e nao doeria no bolso ir de taxi até o centro uma ou duas vezes. No primeiro dia durante a noite os meninos ficaram em casa depois de voltarmos da praia. Eu e a Ka fomos até o centro, entramos num cassino e ganhamos o equivalente a 40 reais. Desde então começou o incrivel vicio em jogos e desde então perdemos toda nossa grana e voltamos zerados pra casa que se estendeu até o cusco como passatempo preferido kakakak Depois do cassino fomos até o centro, a 21 de maio, visitamos uns bares e algumas boates, so de passagem mesmo, era tudo muito caro. Voltamos pra casa e no dia seguinte voltamos ao centro, so que com os meninos, passamos a manha e a tarde toda lá, subimos o morro para o mirante, comemos um ceviche no potinho igual em iquique ( um pouco mais caro ) e até ganhamos um city tour grátis de uma familia chilena super top gente finissima que paramos para pedir informação e eles simplesmente nos botaram dentro do carro e levou pra ver a orla e até o topo do morro que caminharíamos por cerca de 1 hora para chegar. Passados nossos poucos dias em Arica, aqui vamos nós rumo ao Peru, Arequipa seria nossa primeira parada peruana, lugar que fizemos poucos passeios e reservamos alguns dias pro bom e velho "fazer nada" Como eu sou vacilao ( e a partir dessa parte ) nao lembro com exatidao detalhes de valores e dias porque enrolei quase 6 meses pra voltar a escrever o post, me perdoem a queda de qualidade 😩. Chegada em Arequipa em um inicio supeeeer conturbado e muito "????" Haviamos reservado o Hotel pelo Air BNB, ja comentei sobre ele aqui mas vou dar mais detalhes pra poder contar a historia. A gente fechou um quarto de hostel pra nos 4 pelo app, funciona assim, como qualquer pessoa pode colocar um quarto pra alugar pelo app, vc encontra de hotel a quartos em casas normais, o anunciante anuncia o quarto pelo valor x , vc pesquisa e solicita a vaga pelo valor anunciado, se ele aceitar, voce ja tem sua reserva pras datas solicitadas. Acontece que, solicitamos a vaga, foi aceita, descontou do cartao do Matheus e tcharam : Quando chegamos lá o dono do hostel se negou a hosperdar a gente pq disse que o valor era mto baixo ( mas ele que anunciou o valor e aceitou a solicitacao), nao o bastante, ele se negou a nos devolver o dinheiro porque dizia ele que o app nao o pagava ha meses. la foi nois, policia, buscamos um posto até que encontramos, ta lá a gente tentando explicar num espanhol mal falado pra pessoas que nao sabiam como o app funcionava que estavamos sendo roubados. 1 hora depois esperando a boa vontade dos nossos policiais peruanos partimos junto com um deles em direcao ao hostel, chegando lá, o dono deu sua versao mal contada e no fim das contas disse que ja tinh devolvido nosso dinheiro, que so veio cair 30 dias dps. Olá Arequipa, 10 kg nas costas depois de 8 hs de viagem, vamos em busca de um hotel. ( a proposito o nome do hostel é Casona arequipa) Encontramos um backpackers na mesma rua que foi top, fechamos um quarto pra nos e foi inclusive melhor do que se ficassemos naquele outro. O peru tem mtas coisas parecidas em suas grandes cidades, reservamos o primeiro dia, ja que estavamos puuutos e mto cansados pra passear pela plaza e comer algo. Eu sei, eu sei, o canion del colca é foda e com certeza nos perdemos muito em deixar de visita-lo mas pra mochileiros de primeira viagem e em suas respectivas parcelas de Nutella estavamos muito cansados desse tipo de rolê e queriamos algo mais easy, optamos por nao ir. Passamos o dia rolezando, indo em cassinos, comendo as maravilhosas comidas do peru extremamente baratas e aproveitamos pra conhecer o vilarejo das freiras que com o perdão da palavra, pqp, é grande pra porra !!! serio, a gente lê sobre e nao consegue imaginar a dimensao, vc precisa andar sem parar por horas, e isso fica no meio da cidade. Vale muito a pena, o ingresso, n lembro com exatidao, mas foi cerca de 40 soles, mas pra quem gosta de historia, o sentimento é de estar na era medieval. Sao varios quartos e comodos, que ja nao sao mais habitados pelas freiras ( que hoje continuam confinadas porém em uma area inacessivel aos turistas) tem moveis e objetos, tipo remedios e especiarias beeeem antigas, muito interessante, jardins e etc, fomos infelizes nas fotos e nao pensamos nos relatos na hora de tirar, esquecemos de fotografar os objetos ( desculpa ) kkk So tem essa da Ka vulgarizando o patrimonio publico peruano. ( era um pinico das freiras) Terceiro dia, fazendo jus a nossa preguica e no intuito de maximizar nosso aproveitamento do dia, contratamos aquele bus tour por 30 soles, que passa nos principais pontos "De nuestra ciudad A RE QUI PA" ( contrate o serviço e entenda a piada ) Visitamos o museu de lã Pontos de visão dos vulcoes ( tinha mta neblina e n deu p ver nda ) Alem de conhecer os bairros paramos em varios outros lugares historicos que pagava pra entrar, e a gnt n quis pagar. Fomos aqueles caras que vao pra perto do estadio ouvir o show de fora. Kkk Ka alimentando as vicunhas ou lhamas ( n aprendi direito) na fabrica de lã Arequipa é uma cidade muito grande, tem muitas coisas pra se fazer, tem paisagens naturais incriveis, sei que fizemos muito pouco, mas fomos felizes em fazer nda, as vezes é so o que precisamos.
  7. 1 ponto
    Pessoal, estou estudando um roteiro para o Leste Europeu e queria ver o que vocês acham. A viagem seria realizada no verão europeu (sei que não é o ideal, mas infelizmente é o que conseguimos). Como já temos uma certa experiência de viagem e iremos no verão, viajaremos leve (só com uma mochila de ataque bem recheada), de modo a possibilitar deslocamentos ágeis. A ideia seria deixar o roteiro num estilo freestyle moderado... Isto é, não seria um roteiro engessado (todos os hotéis já reservados), nem um roteiro freestyle (nenhuma reserva feita... procurando hotel depois de chegar na cidade!). O objetivo seria ir sentindo o clima das cidades (Berlim já conheço) e ir analisando caso a caso, se encurtaríamos ou alongaríamos o última dia da cidade, a depender do que fossemos sentindo... Dessa forma, faríamos a reserva da cidade seguinte, no último dia da cidade anterior, possibilitando, inclusive, reduzir (Viena?) ou aumentar (Praga?) um dia, a depender das circunstâncias vivenciadas! Tentei deixar o roteiro mais sereno (focando em quatro noites), porque não gosto muito de maraturismo. Além disso, ficar 3 dias numa cidade é o mesmo que ficar, realmente, de férias, apenas um. Os únicos tiros curtos seriam em cidades que realmente são bem menores. Meu plano inicial seria este: Berlim – 4 noites (como gostei bastante de Berlim, a cidade tem muita história e minha esposa ainda não conhece, penso em alongar o último dia, até umas 6/7 da tarde) Trem 2h30/3hrs Dresden – 1 noite (A ideia de conhecer Dresden seria basicamente para dar uma quebrada nessa perna relativamente longa da viagem de forma a jantar numa cidade diferente ali pelas 9/10 e curtirmos o dia seguinte até o horário que entendermos mais adequado). O que acham? Quanto tempo vocês sugeririam em Dresden? Trem de 2hrs Praga – 4 noites (Pessoal, diante desse roteiro, vocês acham imperdível colocar Cesky Krumlov? Se ficasse 3 noites em Praga e 1 noite em Cesky, vocês acham que seria uma maldade com Praga? Nesse caso, recomendariam sacrificar um dia de Viena, que alguns acham que é o "patinho feio"? Considerando o tempo entre Praga e Cesky, que é de 3 horas, entendo que não seria muito agradável fazer um bate e volta de Praga, concordam? Se for para visitar Cesky Krumlov penso que seria agradável jantar lá e passar uma manhã tranquila, antes dos ônibus turísticos chegarem, o que acham? Também cogitei o Parque Nacional Bohemian Switzerland para dar um quebrada no turismo urbano...) Ônibus Praga-Viena parece ser o melhor custo-benefício 4/5hrs Viena – 4 noites (Eu gosto de museus e cidades com pegada cultural, mas depois de conhecer a Suíça fiquei um pouco decepcionado com esse estilo silencioso, esterilizado e quase inerte e não queria repetir a experiência. Prefiro cidades turísticas que tem uma personalidade vibrante como Roma, Cusco, Bangkok. Vocês sugeriam chegar a noitinha em Viena e sair na manhã do 5º dia ou sugeriam reduzir uma noite em Viena?). Minha ideia seria ir de barco pelo Danúbio, para acrescentar mais uma experiência à viagem. Bratislava – 2 noites (Pelo que eu li, Bratislava parece ser um destino bastante agradável e subvalorizado, por este motivo, pensei em colocar duas noites aqui para evitar ficar só uma noite e ter que chegar num dia e sair já no seguinte). Ônibus Bratislava/Budapeste parece ser o melhor custo benefício 2/3hrs Budapeste – 4 noites (Vocês acham que Budapeste comporta 4 noites?) Pessoal, o que acham da divisão de dias? Recomendariam algum daytrip imperdível? Fico aberto a sugestões e agradeço desde já a ajuda!
  8. 1 ponto
    Sempre que falo que viajei 5 países na América do Sul com menos de 800 reais, acabo gerando aqueles olhares de dúvida, tipo, ou esse cara é louco ou mentiroso. Vou te mostrar que é possível você fazer o mesmo com um pouco de coragem e planejamento. Primeiro explicando um pouco do meu estilo de viajante, sempre gostei de viajar sozinho e durante mais de uma década estou explorando esse mundo, tendo dado uma volta ao mundo por terra sem utilizar avião, cruzado o oceano Atlântico em navio de carga, escalado dezenas de montanhas e explorado todos os extremos da América do Sul. Foram 5 expedições, 25 países, mais de 110 cidades visitadas em cerca de 408 dias na estrada. Mais de 70.000 km rodados por superfície, sendo 15.000 desses km rodados em mares e rios amazônicos. Quebrei bastante a cabeça até desenvolver essa fórmula para viajar gastando muito pouco. Assista o vídeo da expedição Extremos América do Sul onde gastei muito pouco para fazer Vou descrever nesse artigo os seguintes temas, espero que você consiga tomar coragem e partir finalmente para sua grande aventura: 1. Tripé dos gastos em uma viagem 2. Como ganhar dinheiro enquanto viaja 3. Vale a pena viajar a América do Sul? Quanto eu gastei realmente nas minhas viagens pela América do Sul? Eu fiz 3 expedições pela América do Sul em baixo orçamento, quero citar aqui 2 delas: Expedição poeira e Expedição Extremos América do Sul. Na expedição Poeira, eu consegui fazer 5 países em 22 dias, gastando 780 reais. Na expedição Extremos América do Sul, fiz 7 países em 150 dias, gastando 5.800 reais. Se você fizer a conta verá que nas duas expedições o meu gasto diário rodou em torno de 35 reais. Como fazer para gastar pouco assim? Vamos falar de algo que eu chamo de tripé dos gastos de viagem. Basicamente os custos de um mochilão se fixam em 3 pilares: Transporte, alimentação e hospedagem. Você conseguindo enxugar os custos nesse tripé, reduzirá muito o quanto você gastará na sua viagem. - Transporte Faça as contas, dependendo do vôo, um trecho de avião aqui pela América do Sul já gasta mais que eu gastei na viagem inteira. Esqueça avião se você deseja viajar com baixo orçamento, essa é a dica número 1. Essa é a parte do tripé que mais pesa, você precisará se esforçar para viajar gastando pouco com transporte, mas não é nada impossível e com um bom planejamento é possível viajar sem gastar nada. Basicamente nas minhas viagens eu uso bastante ônibus e pego carona. Carona você consegue arrumar hoje em dia via redes sociais, nos hostels e no clássico levantando o dedão na estrada. V80304-115248.mp4 Já peguei carona muitas vezes sem problema e já fiquei horas e horas na estrada tentando sem sucesso. Na Argentina foi super fácil e no Chile super difícil, é tudo uma questão de paciência e tentativas e erros. Acabei viajando com amigos dividindo o valor do aluguel de carro, na caçamba de caminhões, em carros chiques e em ônibus de turismo. - Alimentação Essa é a parte que eu me orgulho de dizer que gasto o mínimo possível, deve ser por isso que perdi 22 kilos em 150 dias de viagem. Para gastar pouco com alimentação não tem segredo: Comprar comida no mercado e cozinhar no hostel. No Chile a comida mesmo no mercado estava muito cara, só reduzir as expectativas e mandar ver: Sopinha de tomate com cenoura. Eu tenho a vantagem de acampar muito em minhas viagens, em 150 dias de viagem, passei quase 40 dias acampado e quando eu estou acampando é basicamente arroz branco com alguma proteína barata como ovo e um temperinho. Acaba-se gastando muito pouco, nesse vídeo abaixo fiquei 1 semana acampado e me alimentando de arroz com alguns itens que ia encontrando pela mochila e pelo caminho. V80321-120347.mp4 Minha receita mais barata e que mantém meu corpo funcionando o dia todo de forma saudável é: Frutas como banana e maçã no café da manhã e eu fazia 2 sanduíches com pão, tomate, abacate e ovo cozido. Eu gasto em torno de 8 reais por dia com alimentação ( Café da manhã, almoço e jantar ). Uma dica é procurar hostels que já tenha café da manhã, encontrei lugares que valia muito a pena se entupir de comida do hostel e depois passar o dia sem comprar nada para comer. Ainda vou dar mais uma dica para você se alimentar bem e ainda ganhar um dinheiro com isso, isso lá no tópico sobre como ganhar dinheiro na estrada. - Hospedagem Hoje em dia temos tantas opções de sites e aplicativos que ajudam com hospedagem que posso quase que te garantir que você vai conseguir ótimas opções de hospedagem barata. O grande aplicativo que uso é o Booking, já encontrei muita pechincha no aplicativo que jamais encontraria andando e buscando lugar no boca a boca ( Faço muito isso também ). Se o aplicativo só está mostrando locais caros, vale a pena buscar da forma tradicional, andando e perguntando. Poucas vezes eu chego em uma cidade com hospedagem garantida, somente quando sei que vou chegar de noite ou em locais mais perigosos onde é melhor eu garantir pelo menos minha primeira noite. Uma dica que sempre dou é olhar os comentários dos usuários, eu particularmente sempre vou no mais barato que aparecer. O problema de escolher só pelo dinheiro é que você acaba se deparando com quartos como esse abaixo, se te mostro o telhado tu corre kkkk Eu acampo muito, em campings e em locais selvagens, livres de cobrança. Coachsurfing é uma ótima pedida, eu fiz bons amigos nessa categoria de hospedagem. O ideal é ir criando um perfil nessas redes e se engajar, dificilmente vão te aceitar sem um perfil já trabalhado, tente hospedar pessoas na sua casa antes de ir viajar, isso deixará seu perfil perfeito. Outra categoria bem diferente de hospedagem é fazer trabalho voluntário. Você pode usar sites como Workaway e Worldpackers, eu usei o Workaway para trabalhar na Europa com cavalos no inverno e em projetos de bio-construção no Brasil. Na América do Sul tive diversas oportunidades que os próprios amigos de estrada vão te indicando, se você está aberto a essa possibilidade, de vez em quando rola até alimentação nesses trabalhos voluntários. Agora, como ganhar dinheiro enquanto viaja? Sempre me perguntam como eu consigo ficar 150 dias viajando pela América do Sul ou 197 dias viajando o mundo, sou rico?? Longe disso, não é necessário ser rico para cair no mundo, minhas contas me dizem que é mais caro viver em SP do que viajar o mundo. Existem muitas formas de ganhar dinheiro viajando e vou falar algumas aqui que eu vi rolar e achei bem honesta a forma que encontraram de continuar viajando. Uma das mais interessantes é cozinhar no hostel. Junte um grupo, arrecade um pouco de dinheiro de cada um, compre os ingredientes no mercado e cozinhe para todos. Vi isso em muitos hostels ao redor do mundo, viajantes ganhando dinheiro cozinhando para a galera. Imagine você ganhando 2 reais por cada integrante do grupo, normalmente são 10 a 15 pessoas envolvidas. Um amigo meu que está viajando há 6 anos o mundo de moto, costuma parar em casas que faltam manutenção e se oferece para pintar a casa em troca de hospedagem. Ele diz: Olha, você compra uma latinha de tinta e eu pinto tudo para você, em troca eu posso acampar aí no seu quintal? Opções não faltam, eu já ganhei uns trocados dando aula de capoeira na praça, já vi fazerem isso com Yoga e alongamento. Já vi tatuadores trocando tattoo por comida, hippies vendendo sua arte nas ruas, fazendo malabares, entenda uma coisa: Tudo é possível quando se tem ânimo para ir a luta e trabalhar seu sonho. Mas, e aí? Vale a pena mochilar pela América do Sul ? Sou totalmente suspeito para falar, sou completamente apaixonado por esse continente, tanto que estou partindo em breve para minha 4° expedição por aqui. Só digo uma coisa: Ruínas incas, montanhas, desertos, praias, um povo simpático e câmbio favorável - Onde mais você encontra isso no mundo? Fiz uma palestra falando somente sobre isso, porque eu amo tanto a América do Sul, se você está em dúvida se deve ir ou não, peço que assista minha palestra e tire suas próprias conclusões, em breve no meu canal no Youtube, siga o canal para acompanhar os novos vídeos que vou colocar. Canal Trabalhe seu Sonho --- Espero que essas informações tenham te ajudado de alguma forma e fique à vontade para perguntar qualquer coisa, será um prazer te ajudar nesses primeiros passos da sua jornada por esse continente que eu amo tanto. Grande abraço e bons ventos!!
  9. 1 ponto
    Conseguimos promoção de milhas para o Uruguai para passar os 4 dias de Natal. Já visitamos o pais outras vezes, passamos um réveillon por lá. De modo que dessa vez a ideia era explorar novas regiões, sair do trio MVD-Punta-Colônia. A escolha foi percorrer o litoral uruguaio, trajeto a que os gaúchos viajantes devem estar até acostumados. Não era nosso foco curtir praia (sol, mar, etc.), era mais conhecer os lugares e curtir a vibe local. Seria também uma viagem muito rodoviária, quicando de lugar em lugar. A ideia dessa vez era alugar carro e percorrer o litoral. Disparar até Punta del Diablo e vir descendo de volta. Em princípio a ideia era não reservar acomodação e deixar rolar. Depois vi que isso seria má ideia, visto que é alta temporada. Risco de ter de ficar fazendo turismo hoteleiro (percorrendo pousadas e hotéis) e pagar mais caro. Optei por reservar antecipadamente, mas fiz isso somente a um mês da viagem. Foi difícil, e relativamente caro, acabamos pagando entre 50 e 65 USD pelas diárias. Nossa ida era na 6ª de noite, via São Paulo. Conexão era curta. De modo que, não de todo inesperado, o voo atrasou e fomos convidados a remarcar nosso voo. Fomos lá remarcar. Felizmente havia um direto saindo no dia seguinte de manhã. Havia somente duas pessoas na nossa frente, mas ainda assim levou mais de uma hora para resolver. Dentre outros motivos, porque pessoas furavam a fila -- e eram prontamente atendidas. Enfim, depois de algum stress, resolvido. (e o voo para Montevidéu atrasou mais do que o do Rio para São Paulo, ou seja, haveria tempo – mas sei que não se trabalha dessa forma) Chegamos no fim da manhã em Montevidéu, pegamos o carro e partimos. Pegamos algum trânsito, mas fomos numa boa. Pegamos sol, chuva, neblina e tudo o mais. E chegamos ao nosso primeiro destino, já no meio da tarde, a Fortaleza de Santa Teresa. Muito bacana, bem cuidada, bonita e organizada. Curtimos um tempo por lá. A Fortaleza fica pertinho de Punta del Diablo, nosso destino seguinte e ponto de parada. Dias antes conseguimos reservar uma pousada bem no centro (havíamos reservado uma anterior um pouco afastada – a mudança foi ótima!), e com alguma vista do mar. Delícia de lugar. Largamos as coisas e fomos curtir a vibe dessa outra Punta. O centrinho de Punta del Diablo é mais roots, é de rua de terra, pousadinhas e lojinhas, pescadores e peixarias, bares e restaurantes. Tem farol, tem pedras, areia e mar. Curtimos o clima relax do local. Compramos um vinho para curtir o entardecer na nossa varandinha com vista para o mar. O sol cai e o frio vem. Ao menos naquele dia. Tive de usar casaco pra sair e andar de noite, o vento era bem frio. Em pleno dezembro antes do Natal. E a lua estava cheia. Passeamos, jantamos, bebemos, curtimos, e fomos dormir. Tinha gente nas ruas, mas não muita. Talvez o frio espantasse, talvez a temporada. Talvez seja assim mesmo (são Puntas diferentes!). Gostamos. Domingo acordamos com uma ressaquinha das misturas da noite anterior, acabamos saindo um pouco mais tarde que o previsto. Talvez fôssemos no Parque que tem logo ao lado, mas decidimos partir direto para conhecer Cabo Polônio. Fazia um dia de céu estalando de azul. Consta que as jardineiras que transportam as pessoas do estacionamento até Cabo Polônio saem a cada hora e meia. Mas era verão e alta temporada, estavam saindo em série. Chegamos em cima da hora, mas houve tempo tranquilo. A jardineira saiu cheia, e logo já vinha outra. O estacionamento estava cheio também. Cabo Polônio tem também uma vibe diferente. Um pouco na linha de Punta del Diablo, mas com o diferencial de ser mais isolado. Só se anda a pé, na terra ou na areia. As construções são esparsas, uma aqui, outra ali. No centrinho elas estão mais próximas. Tudo muito roots. Curtimos o farol, e a caminhada até lá já é muito visual. Depois andamos pelas praias. Primeiro para um lado, o mais pobrezinho, ou o mais hippie. Fomos pela praia, voltamos por dentro, desviando dos charcos, poças e tudo o mais. E curtindo as casinhas que encontrávamos aqui e acolá. Imaginando como deve ser viver ali, ainda que algumas sejam pousadas e outras pareçam destinadas a temporadas. De volta ao centro, fomos conhecer o lado mais rico de Cabo, a outra praia (a rigor é a praia por onde passa a jardineira no trajeto de ida/volta). Foi a água mais clarinha que vimos na viagem, piscininha mesmo. Subindo pelo morro, fomos explorar os visuais dos penhascos e, de quebra, as casas – também esparsas, mas muito mais abastada que as do outro lado. Ali é região da elite local. Salvo engano, é a que chamam de Praia do Sul. Em ambas as praias vimos lobos marinhos mortos na areia. De tamanhos (e idades) diversos. Presumo que seja comum, li isso em outros relatos. De resto ficamos de relax, rodando para cá e para lá. Até pausarmos no Lo de Dany para comer alguma coisa (buñuelos de algas!) antes de partir de volta. Preços de dezembro de 2018: - Estacionamento: 190 URU - Transporte: 230 URU - Farol: 30 URU De volta ao estacionamento, seguimos nossa viagem ao sul. Paramos em La Pedrera, outro lugar bem legal. Paramos na Playa del barco e ficamos rodando a pé um pouco pela área. Belos visuais dos penhascos, galera curtindo praia, e aquele dia espetacular de sol e céu azul. Outro destino relativamente pacato, mas que certamente aumenta sua população nos meses de verão. E seguimos para nossa parada final, onde pernoitaríamos, La Paloma. Largamos as coisas na pousada e fomos curtir a pé. Lá tinha farol, então lá fomos curtir mais um! O dia ajudava qualquer visual. No mais, ficamos passeando pela praia curtindo as casas litorâneas. Fomos andando até La Balconada, onde apreciamos um espetacular pôr do sol. La Paloma pareceu um lugar também bem pacato (isso sempre em comparação com lugares mais conhecidos do Uruguai, como as badaladas Punta e Montevidéu), com praias amplas, um farol e uma larga avenida central, onde jantamos muito bem. Na 2ª feira, véspera de Natal, ainda fomos conhecer uma praia que eu havia mapeado em La Paloma. Galera chegando cedo na praia. Vimos uma menina chegando sozinha de bicicleta, deixando na areia junto com as coisas dela, e partindo para o mar. Coisas simples, ou que deveria ser simples, mas que não vemos nas praias do Rio de Janeiro (por motivos óbvios). Seguimos então em direção à ponte redonda, ou ponte circular, também chamada Puente Laguna Garzon. Para chegar lá, pegamos um razoável trecho de terra no litoral com raras casas. Uruguai é tão pequeno, e ainda tem muito espaço. A ponte estava novinha, quase ninguém por lá. Paramos num clube de kyte que fica logo abaixo para fotografar – mas as fotos bacanas mesmo são do alto. E seguimos para José Ignácio, reduto já próximo de Punta del Este. Paramos o carro numa rua interna e ficamos um longo tempo andando por lá. Vendo casas, vendo visuais, galera na praia (tava cheia!), as praias, etc. O lugar é bacana. Vimos muitas, mas MUITAS placas de carros da Argentina. Salvo enganos, eram maioria. Lá tinha farol também, mas estava fechado por ser dia 24. Lá é praticamente uma península, de modo que circularmos ‘externa e internamente” pelas ruas. Curtimos bastante. Seguimos viagem para Punta. A ideia era ir no Museu do Mar. Chegamos lá e estava fechado. Vimos que naquele dia fechava às 15hs, excepcionalmente. Eram 15:07! Pena. Quanto mais perto de Punta chegávamos, mais gente e carros havia. Um razoável contraste com a outra Punta do começo da viagem, a do Diablo. No caminho nos deparamos com a sorveteria argentina Volta, em Manantiales. Demos meia volta e paramos para re-saborear aquele doce de leite sublime deles, que nos é parada obrigatória em Buenos Aires. Chegamos em Punta e largamos o carro no hotel. O que eu mais gostei de Punta, da única vez em que estivéramos lá, é a Península. É mais calma, acho mais bonita, e sobretudo é mais baixa. Melhor dizendo, as construções são mais baixas, não tem os espigões característicos da região. Mas não achamos hotéis a tarifas aceitáveis lá dentro, de modo que ficamos a perto de lá. Uma breve caminhada e lá estávamos passeando pela área. Passamos a tarde quase toda andando por lá. E fomos lá curtir o pôr do sol em Punta Ballena. Esperava por um trânsito intenso, mas nada. Talvez por ser véspera de Natal, havia pouca gente. Achamos um espaço – dessa vez não entramos no Casapueblo – e ficamos admirando e contemplando a beleza da natureza. E pensar que da outra vez tínhamos ido de bicicleta desde Punta! Na volta tentamos uma churrascaria tradicional – El Palenque – para nossa janta, mas estava fechada. Assim como vários outros restaurantes na véspera de Natal. Paramos numa rua com algumas opções abertas em Punta, já na península, e tivemos nossa “ceia”. Os preços em são caros de doer! Fizemos nossa janta de natal (não memorável) e fomos curtir um vinho com queijo que compramos no mercado para nossa ceia ‘oficial’ de Natal. Mas acabamos dormindo antes da meia noite, ahahahaha. Terça feira, dia 25, acordei cedo e fui fazer uma caminhada pela península. Mesmo bem cedo pela manhã, e do dia 25!, havia gente nos dedos para tirar fotos. Fui praticamente margeando a península a pé, em ritmo acelerado. Vi ainda um resto de night de Natal rolando ainda de manhã, vi grupos e pessoas esparsas alcoolizadas, e vi pessoas acordando cedo para passear com o cachorrinho, ou ir para a praia. Vida que segue! De volta ao hotel, tomamos café e partimos. Rodamos por Punta Colorada, com belos visuais (e as dunas invadindo a estrada!), depois Piriápolis. Subimo o Cerro San Antonio de carro, o teleférico não funciona há anos. Belo visual lá do alto, sobretudo com mais um belo dia de céu azul. Curtimos um tempo por lá. Tentamos conhecer dois castelos que eu havia listado, ainda que com mínima esperança de estarem abertos. Castillo de Francisco Piria e Castillo Pittamiglio. De fato, os dois estavam fechados. Admiramos a fachada, ao menos. Bem bacana, de ambos. Ainda passamos em La Aguila, que era um ponto que, no nosso roteiro original, curtiríamos logo na chegada (nossa primeira noite seria em Atlantida, não tivéssemos nossa ida cancelada pela Gol). La Aguila é uma construção um tanto exótica, de frente para o mar. Atrai a galera, é bacana. A praia fica lá embaixo, mas não atrai muito. Foi nossa última parada, partimos então direto para o aeroporto para nosso voo de volta no meio da tarde. E assim foi mais um feriado desbravando novos cantos pelo mundo!
  10. 1 ponto
    Tem inúmeros hostels e hotéis, a cidade vive do turismo. A última vez que tive por lá fiquei no Hotel Júlia, quarto com TV a cabo, café da manhã bom para os padrões locais e ainda aquecedor no quarto, acredite, vai precisar viu. Tem quartos com banheiro privativo e compartilhando,fiquei em um quarto privativo com banheiro compartilhado, paguei Bs90,00 depois de negociar pela noite, mais caro, mas valeu cada centavo, o quarto estava muito limpo. Fica em praticamente em frente da estação de trem. Tem gente que pega um ônibus que sai de Sucre a noite e chega de madrugada em Uyuni, muita gente fica em cafés esperando as agências abrirem, se não importa de passar desta forma, vale a economia. Eu fiquei no Hotel.pq estava vindo de Potosí, cheguei lá antes das 10 da noite.
  11. 1 ponto
    Na realidade eu acho caro hehe, por 600 ou 650 você faz o de três dias. Uma dica, caso tenha tempo faça o de 2 dias, você vai dormir no vilarejo de Coqueza, aos pés do Vulcão, a vista de lá do céu estrelado é fantástica, no dia seguinte você pode optar por subir até um mirante para ver a cratera do Vulcão, além de visitar uma caverna que tem umas múmias.
  12. 1 ponto
    Olá pessoal, lendo aqui várias dicas de vocês, montamos um pré roteiro para 25 dias de viagem pela Bolívia, Chile e Peru. Aceito dicas e sugestões! Será nosso primeiro mochilão (eu + maridão + 2 amigos) Pré Roteiro Viagem (período Janeiro/fevereiro - 24 dias) Aéreo - Brasília x São Paulo | SP x La Paz | La Paz x Uyuni o restante é na tora, de busão... trem.... hahahaha La Paz Dica de Hostel: The Adventure Brew Downtown Hostel, Hostal Pancha, York B&B, Loki Hostel, Sol Andino Hostal, Iskanwaya Dicas de compras: - Dar uma olhada a noite na Rua Calle Illampu Comércio (parte próxima a Plaza Murillo), pois lá vende de tudo. - Nessa mesma rua Illampu, perto da rua Sagarnaga, tem mais um monte de lojas que vendem mochilas e acessórios para trekking e afins, com preços bons. - Tienda de Miguel Angel, na calle Graneros (rua lateral da calle Illampu, é onde tem muitas tendas de rua - cobertura azul), muito bom para comprar roupas de frio. - E na Tienda Camping Melany, na calle Isaac Tamoyo (que é a rua atrás da calle Illampu). - Para você chegar nesses dois locais subindo da igreja de são francisco, é somente seguir a calle Sagarnaga e dobrar para a direita na calle Illampu, nessa rua tem várias lojas de materias out door nelas barracas e mochilas de várias marcas tem um bom custo x benefício, mas sacos de dormir os melhores que encontrei foi calle Isaac Tamoyo e na calle Graneros, você vai caminhando pela calle Illampu e acha as placas dessas outras transversais. Essas ruas do centro de La Paz são todas bem sinalizadas. ____________________________________________________________ La Paz x Uyuni (542 km - Voo pela BOA decolagem 08:40 - 1h de voo) Em Uyuni devemos logo procurar uma agência de turismo para fechar o passeio de 3 dias no deserto de sal ____________________________________________________________ ­­­­­­­­­­­­Uyuni x Salar de Uyuni (Deserto de sal) O melhor pacote é o de 3 dias e 2 noites no deserto do sal. OBS: Lá estaremos incomunicáveis. Não pega telefone e nem tem Wifi. No último dia o carro em que estaremos nos deixará na divisa Bolívia x Chile, e de lá uma van nos levará até San Pedro de Atacama (1h mais ou menos). Dica de Agência: Esmeralda Tour e Agência Thiago Tours. Expediciones Estrella Del Sur Bolivia - Av. Ferroviaria | entre calle Arce y Bolivar, Uyuni, Bolivia. Temos que ver se na agência está tudo incluso Hostel + alimentação + transfer para San Pedro do Atacama. ***Comprar galão de 5l de água mineral por pessoa para a viagem ao deserto de sal, comprar tbm snacs para comer nessa viagem *** *e-mail: [email protected] Dica: Na Av. Ferroviária cerca de duas quadras da agência há um escritório da migración boliviana. Assim que você fechar o passeio para o Salar vá até lá e carimbe seu passaporte com a saída do país (caso você vá para o Chile depois, senão não precisa). É só chegar lá e falar que vai para o Chile depois do Salar e ele vai perguntar quantos dias é o passeio e então cari,bar seu passaporte já com a data de saída, lembre-se que você tem que apresentar o seu papel de entrada no país, guarde sempre muito bem. o detalhe é que não se deve pagar taxa nenhuma para carimbar o passaporte aqui e dizem que se vc carimbar na migración no salar você paga uma taxa então já aproveite. O meu demorou menos de 2 min pra ser carimbado Dica: Não ficar no Hostelling International Salar de Uyuni O passeio em Salar de Yuni é basicamente o seguinte: 1º DIA: Cemitério de trens, Colchani, Monumento do Dakar Bolívia / Monumento Las Bandera, Meio do Salar (fotos perspectivas), Incahuasi (Isla del Pescado - Bs. 30,00) 2º DIA: Mirante para observar o Volcán Ollague, Lagunas Altiplânicas, Laguna Cañapa, Laguna Hedionda (pausa pro almoço), Laguna Honda/Romadita, Deserto de Siloli (árbol de Piedra), Reserva Nacional Eduardo Avaroa (Bs.150,00) onde tem a Laguna Colorada 3º DIA: Geisers Sol da Mañana (frio -10ºC), Águas Termales, Deserto Salvador Dalí, Laguna Blanca, Laguna Verde, Vulcão Lincancabur. OBS 1: Reservar Bs. 300,00 para os passeios no Salar de Uyuni que são cobrados a parte e levar 5 litros de água por pessoa + biscoitos salgadps + chocolate + barra de cereal. OBS 2: IMPORTANTE: no último dia de tour pelo deserto de sal o carro que estará nos vai nos deixar na divisa com Peru para irmos para San pedro. Não pagar a taxa de Bs. 15,00 que vão tentar nos cobrar na imigração. Apresente sua passagem e seu boleto de imigração e bata o pé dizendo que não vai pagar. Se precisar chame seu guia boliviano. ____________________________________________________________ San Pedro Atacama (3 dias e 2 noites) Ideal é chegar e ir para um hostel e tomar um belo banho, pq certamente todos iremos precisar. Rola fazer o passeio (procurar agência) que sai às 15h (Valle de la Luna e Valle de la muerte), Valle de La Luna, minas, Pedra três Marias, Valle de la muerte, Pedra do Coyote (pôr do sol), Salar de tara. Neste dia a noite já devemos comprar a passagem para Arica pq eh concorrido. A dica de empresa de ônibus é a TurBus, com busão leito (Salón Cama). O ideal é sair de San Pedro a noite, para economizar no hostel - são em média 11h de viagem). Depois passear pela cidade. Encontrar ag. de turismo para passeios. Dicas de passeios: Termas de Puritama, Lagunas Miscanti y Miniques, Vale de La Luna, Laguna Cejar. O PASSEIO MAIS LINDO! Toconao, Socaire (café da manhã), Piedras Rojas (ou Salar de Aguas Calientes), Lagunas Altiplanicas, Laguna Chaxa e Piedras Rojas. Dicas de hostels: Na Rua Caracoles - Hostal Ayni, Hostel Laskar, Hostel Pangea, Hostel Pangea Norte, Hostel Rural, Mantra Desert ,Hostal Kirckir ____________________________________________________________ San Pedro Atacama x Arica (697 km) Chegada à Arica é pela manhã - APENAS TRASLADO OBS: A parada em Arica é obrigatória por causa da imigração, o fim da linha do busão é lá. ____________________________________________________________ Arica x Tacna (58 km) - APENAS TRASLADO Tem duas opções para chegar em Tacna (Peru - vai passar pela imigração): A- ÔNIBUS: 2.000 pesos por pessoa B- TÁXI DE DENTRO DA ESTAÇÃO (tem uma rodoviária pequena do lado da rodoviária que você desce): 4.000 pesos por pessoa para 5 passageiros (os taxistas, às vezes, esperam encher os 5 passageiros). AMBAS AS OPÇÕES PRECISAMOS PAGAR TAXA DE EMBARQUE DE 350,00 PESOS POR PESSOA (optar pelo táxi é MAIS RÁPIDO) ____________________________________________________________ Tacna x Arequipa (372 km) Buzão. Em Arequipa conhecer o Canyon de Colca (maravilhoso) - tour de 2dias. Dicas de Hostels: Arequipay, Hostel Wild Rover Dicas de passeios: Plaza de Armas e Catedral. Em Arequipa: colocar roupas para lavar (serviço bom e barato) TROCAR EM AREQUIPA GRANDE PARTE DO DINHEIRO PARA O RESTO DA VIAGEM NO PERU (costuma ser de longe o MELHOR CÂMBIO) ____________________________________________________________ Arequipa x Nazca (568 km) - Não tem nada além do sobrevoo das linhas. Então dependendo do hr q chegarmos lá, podemos fazer o passeio e seguir para dormir no oásis de Huacachina, em Ica. Em Nazca temos que fazer o sobrevoo pelas linhas de Nazca + aquedutos + necrópoles. (É aconselhável não comer muito antes do sobrevoo e tomar remédio de enjoo). Levar lanterna e repelente para o passeios dos aquedutos. Não ir ao museu de cerâmica - Cilada BINO corre!! ____________________________________________________________ Nazca x Ica (162 km) - Dicas de passeios: Em Ica não tem muita coisa legal, então podemos chegar e já pegar um táxi para conhecer Huacachina, um oásis no meio do deserto, o melhor é pernoitar lá, a indicação é o Hotel Casa de Arena ou o Hostel Desert Nights. Em Huacachina dá para fazer Passeio de Buggy (pegar o das 16h) e Sandboard. Dá tempo de curtir mais um pôr do sol FODA do alto das dunas de Huacachina. ____________________________________________________________ Ica x Paracas (72 km) - Oceano Pacífico Dica de passeio: Islas Ballestas + Reserva Nacional de Paracas: El Candelabro de Paracas, Islas Ballestas, Reserva Nacional de Paracas, Playa Yumaque, Playa Roja, Playa Lagunilla. Dica de Hostel: Kokopelli (hostel de frente pro mar) __________________________________________________________ Paracas x Cusco/Machu Picchu (808 km) - Botar roupa para lavar em Cusco, preço bom! Comprar passagem com antecedência pq a viagem é longa, 17h e temos que garantir um busão leito - Salón Cama. Viajar a noite é a melhor opção. Empresas de ônibus (Oltursa e Cruz Del Sul) Dica de passeio em Cusco (1 passeio por dia pq é tudo mto longe): Valle Sagrado dos Incas: Pisaq, Ollantaytambo, Chinchero, e a Rainbow montain viagem de 3h até lá. Opção 1 para ir a Machu Picchu: Nesse link tem uma trilha para fazer entre Hidrelétrica e Águas Calientes 3h de caminhada, dormindo uma noite em Águas Calientes (Andino Hotel). Deixar o mochilão no hostel e ir só com a mochila de ataque. Opção 2 para Machu Picchu no primeiro dia a melhor escolha é ir de trem no final da tarde até Aguas Calientes (3:45 min de viagem), dormir lá (Andino Hotel) para se adaptar a altitude e no dia seguinte pegar um busão ANTES DE AMANHECER para Machu Picchu (05:30 sai o primeiro bus) a fila para o ônibus é imeeeensa, chegue UMA HORA ANTES…. para aproveitar o passeio ao máximo. No dia em que chegar à Águas Caliente já comprar o bilhete de viagem para Machu Picchu ida e volta e tbm o ingresso para entrar no Parque. Os guias são contratados lá na hr msm eles ficam na entrada oferecendo serviço. OBS: Muitos relatos aconselham contratar um guia para fazer o passeio por lá, para entender a magnitude da parada. dica de hostel em Cusco: Pariwana Hostel, Pirwa Posada del Corregidor, Dica de agência de turismo em Cusco: EXPEDICIONES WAYNAPICCHU (Samuel +51 984511511 whatsapp) para fechar os passeios. ____________________________________________________________ Cusco x Copacabana (531 km) Em Cusco tem agências de viagens que vendem - SEMPRE PROCURAR PELO ÔNIBUS DIRETO - que faz uma pequena parada em Puno, mas ninguém precisa descer. - Titicaca Tours PEGAR O ÔNIBUS NOTURNO, são 10h de viagem. Pagando a taxa de embarque da rodoviária em Cusco (1,40 soles por pessoa), você ganha o direito de usar o banheiro, então se na passagem nao tiver a taxa de embarque, já teremos que comprar. Dicas de passeios: Lago Titicaca, Isla del Sol e o primeiro templo inca. Na Isla Del sol tem uma das trilhas mais legais da América do Sul, de 8 km, do norte ao sul da Isla del Sol. Não podemos perder o Pôr do sol no Titicaca. ____________________________________________________________ Copacabana x La Paz (148 km) Nesta estadia em La Paz temos que conhecer: - Downhill pela Death Road (estrada da morte) - Monte Chacaltaya + Valle de la Luna - Sítio Arqueológico Tiwanaku cidade pré incas. ____________________________________________________________ La Paz x SP (Voo de Retorno) SP x Bsb
  13. 1 ponto
    @LF Brasilia Ja acertei a hospedagem por fora. Essa grana é só o que eu vou levar pra usar la mesmo.
  14. 1 ponto
    Meados para o final de Abril já começa o Spring Break... Mas fora essa festa as coisas estão fracas ainda. Maio ainda chove muito dificultando as praias... até porque ainda não esta quente (principalmente para quem vive em cidade quentes do Brasil). Junho, Julho e Agosto é alta temporada para praia e festas! Ate meados de Setembro rolam festas... mas as praias já ficam comprometidas.
  15. 1 ponto
    Porque não seria o ideal? É a época que tem mais agito na Europa... os dias são longos sobrando mais tempo para passear... Eu so gosto de ir no verão!! É o maior risco que você corre. Se a imigração lhe pedir as comprovações e você não tiver... nem entra! Vai imigram em que cidade? Além de elevar o custo reservando em cima da hora... Inclusive com o risco de não encontrar passagens a um preço acessivel, seja de trem ou avião. Dentro do seu perfil... vai fazer o que la mesmo?? Cidade muito cara e erudita. Gosta de opera e musica clássica? Pense e pesquise bem se quer Viena mesmo!! 1001 noites! Cidade fantástica, jovial, vibrante... atmosfera incrível, uma das melhores noites da Europa! Se for ficar em Hostel recomendo o The Hive Party ... rola ate show dentro do Hostel... pertinho dos ruins pubs. Budapeste, Paris, Amsterdam, Barcelona.... se encaixam nessa descrição (é pessoal). Além de Cesky, tem a interessantíssima visita ao Ossuário de Sedlic e a visita a Terezin, a cidade que virou que gueto judaico e seu famoso Campo de Concentração que servia de cenário para a enganosa propaganda nazista enquanto nos bastidores servia de entreposto para os Campos na Alemanha e Polônia.... de 144.000 que entraram la, sobreviveram pouco mais de 20.000. Berlin-Dresden-Praga, comprando pela Dbhan voce pode fazer um stopover em Dresden de ate 48:00. Tem muito deslocamento para 19 dias (esses 19 esta contabilizando o dia chegada e o dia de retorno ao Brasil???). Embora tudo aí pode ser feito de trem...
  16. 1 ponto
    Com um pouco de insegurança e muita disposição, eu (João) e a Manu subimos em cima da moto e descemos a América do Sul rumo à capital da Argentina. Com um pouco de planejamento e duas semanas de tempo livre, a intenção era passar o Natal em Montevidéu e o fim de ano em Buenos Aires. Como a moto é pequena, tivemos que improvisar algumas coisas para ficarmos mais confortáveis. Para conseguir viajar por mais tempo, fizemos almofadas com espuma e tecido e prendemos no assento. Já para diminuir a vibração nos pés, que acontecia após algum tempo de viagem, costuramos espumas na sola das botas. E não poderia faltar os equipamentos padrão como a balaclava, luvas, calças e jaquetas com proteção para queda. Para a moto, levamos algumas ferramentas e vacinamos os pneus com aquele líquido selante de furos. Também levamos óleo para motor. Felizmente, não precisamos usar nada disso! 1º dia. De Guarapuava – PR até São Sepé – RS: Saímos bem cedo, lá pelas 5:00 e só paramos para tomar café, almoçar e algumas vezes para conferir no GPS do celular se estávamos no caminho certo. Mesmo assim, pegamos uma saída errada e tivemos que rodar 20km em estrada de chão com muito barro. Como a moto é uma Naked e tem pneus lisos, perdemos uma hora e com muita dificuldade chegamos ao asfalto de novo. Depois disso, começamos a prestar mais atenção nas placas. Logo após o almoço já pegamos chuva. No começo foi só garoa, mas depois foi forte e até o hotel. Pensamos em parar, mas já estávamos muito molhados mesmo usando os forros impermeáveis da roupa, então seguimos viagem para chegar no destino com o dia claro. Pousamos num hotel de beira de estrada. 740 Km percorridos. 2º dia. De São Sepé – RS até Montevidéu: Saímos de madrugada de novo pois queríamos chegar no destino o quanto antes. As roupas estavam todas molhadas e passamos muito frio com o vento. Só depois de 3 horas elas começaram a secar. Decidimos passar pela fronteira em Aceguá – RS, mesmo sem achar muitos relatos do pessoal que passa por lá. A entrada no Uruguai foi bem tranquila. Trocamos dinheiro com um rapaz na rua mesmo pois era Domingo e estava tudo fechado. As estradas do país vizinho são muito boas, porém tem poucos postos de combustível e pontos de parada. Chegamos na capital e achamos o Hostel bem fácil. Ficamos lá por 3 dias e seguimos para Buenos Aires. 693 Km percorridos. 3º dia. De Montevidéu até Buenos Aires: A intenção era subir até a fronteira dos dois países em Fray Bentos, mas a previsão era de temporal, então no dia anterior compramos as passagens de Ferry Boat pela empresa Colonia Express. Rodamos até Colonia del Sacramento de moto e de lá pegamos Ferry. Chegando em Buenos Aires queríamos passar pela avenida mais larga do mundo com a moto e ver o Obelisco, mas como o trânsito de BsAs é um pouco caótico e lento e a moto começou a esquentar muito, pois rodávamos umas 3 quadras por minuto, desistimos. Decidimos então mudar a rota e sair daquele trânsito rumo à casa que alugamos pelo AirBnb. Passamos 6 dias conhecendo a cidade, que na minha opinião foi pouco tempo. 181 Km percorridos. 4º dia. De Buenos Aires até São Borja – Rs: Estradas ótimas, todas duplicadas e com limite de velocidade de 120 Km/h e às vezes até 130Km/h. Foi o dia que mais rodamos. Na fronteira demoramos um pouco. Tivemos azar de uns ônibus chegarem na nossa frente na hora de fazer a imigração. Chegamos em São Borja lá pelas 17:00 e fomos até o centro da cidade para achar um hotel. 860 Km percorridos. 5º dia. De São Borja – RS até Passo Fundo – RS: Aproveitamos para dormir até mais tarde e descansar. Rodamos pouco nesse dia, pois tínhamos parentes em Passo Fundo e decidimos fazer uma visita e acabamos posando por lá. 380 Km percorridos. 6º dia. De Passo Fundo – RS até Guarapuava – PR: Viagem tranquila. Como a quilometragem foi pequena, não cansamos muito. 460 Km percorridos. Rodamos 3500Km no total. Felizmente com poucos imprevistos. A moto se comportou bem, fazendo uma média de 32Km/litro. A gasolina (Nafta) do Uruguai e Argentina não tem álcool e isso provavelmente contribuiu para a média alta, visto que estávamos em 2 pessoas, 2 alforges (23L cada) e um baú de 45L. Rodamos em torno de 100Km/h. Essa foi nossa primeira viagem longa de moto e, sinceramente, foi muito legal. Mesmo com o cansaço, chuva e dificuldades, o que sobra são ótimas histórias.
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    Bom dia, realmente o tem é muito apertado. A forma mais rapida que encontrei foi pela empresa https://www.lebusdirect.com/itineraire.html Dura cerca de 1:10h. É direto. Táxi ou Uber seria alguns minutos a menos, e muitos Euros a mais.
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    Maravilha de viagem! Poxa, que pena esse negócio da polícia. Fui praticamente 2 meses antes que você e não tive problema nenhum desse tipo. Me pararam diversas vezes, mas sempre liberaram. Exceto uma vez, mas não pediram dinheiro e nem multaram. Mas pediram pra eu arrancar o insulfilm do parabrisa. Vou contar lá no meu relato mais pra frente.
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    02/11 - Perito Moreno - El Chalten Saímos de Perito Moreno por volta das 10:30, depois de um café da manhã bem gostoso, feito pelos próprios proprietários do hotel. Tínhamos visto um folheto da Cueva de Las Manos e como era a caminho, resolvemos dar uma passada por lá. Andamos por volta de 90km e chegou a entrada, indicava 27km de ripio. Algumas partes da estrada estavam bem ruins, com aquelas costeletas que tive que andar a 20km/h pra não desmontar o carro. Chegamos as 13:00 em ponto e pagamos 200 pesos por pessoa para uma visita guiada. Considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, a Cueva de Las Manos abriga pinturas de 9 mil anos atrás feitas por ancestrais do povo Tehuelche. Bem bonito de se ver e indica alguns costumes que esse povo tinha antigamente. No final da visita perguntei pra guia: quanto tempo estamos de El Chaltén? Ela disse: umas 8 horas. Eu fiquei assustado, pois eu não esperava tanto tempo assim e já eram 14:30, chegaríamos muito tarde na cidade. Seguimos adiante e começa os 70 km de ripio da Ruta 40. Na maior parte do percurso estava tranquilo, mas num determinado ponto eu tava um pouco rápido, apareceu um coelho na frente e um carro na mão contrária, o único lugar que eu pude desviar foi uma pedra, que pegou no meio do carro e amassou o escapamento. O ronco do carro ficou diferente, mas eu já sabia o que tinha acontecido porque já não era a primeira vez. Asfalto novamente, que alívio! As placas já indicavam "poucos" km para El Chaltén. Chegamos na cidade por volta das 22h. Logo na entrada, um caixa eletrônico e sacamos dinheiro. Só faltava o sinal de internet para procurar algum hotel. Achamos mais fácil ir jantar em algum lugar que tivesse wi-fi. Fomos na hamburgueria Monte Rojo. Comemos bem e conseguimos achar um hotel de ultima hora, achei bem caro por ser um quarto com banheiro compartilhado, mas foi a única opção que nos restou. Fizemos o check-in quase meia noite. Nessa volta que fizemos na cidade, achamos que valeria gastar mais uma diária lá. Aproveitando o Wi-Fi do hotel, consegui fazer o seguro SOAPEX para o Chile. Fiz o pagamento online com cartão de crédito e deixei salvo no computador para uma oportunidade de imprimir. KM rodados: 753 Duração da viagem: 11:00 Combustível: $900 ($33.85/L) + $850.65 ($32.24/L) Hospedagem: USD 54.45 (Nothofagus Bed & Breakfast)
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    01/11 - Bariloche - Perito Moreno Saímos às 11:20 de Bariloche. Ruta 40, na maior parte da rota em boas condições, economizamos 30 minutos de trajeto. Passamos pela Germanderia que apenas perguntou onde íamos e perguntaram se éramos palmeirenses, pois o Palmeiras tinha perdido pro Boca Juniors no dia anterior. Muitos animais pela estrada, mas quase não paramos para fotografar porque precisávamos adiantar o trajeto. Atenção aos postos de combustível, há poucos no trajeto. Paramos em um YPF que estava sem combustível, mas nosso carro tava com uma boa autonomia, então conseguimos chegar no próximo posto ainda com meio tanque. Ficamos na estância turística La Serena, que reservamos na noite anterior. Estávamos na dúvida pois aqui não havia wifi e como estamos decidindo nosso roteiro sempre 1 dia antes, isso iria dificultar. Procuramos por alternativas, mas era a única viável em questão de valores. Para nossa surpresa, o lugar é excelente e também servem jantar (entrada + prato + sobremesa + garrafa de vinho = 450 pesos por pessoa), o café da manhã está incluso no valor de 1200 pesos. Os proprietários são ótimos anfitriões. Na falta do wi-fi para nos programarmos, nada que uma boa conversa não resolva. Decidimos então ir para El Chaltén e no dia seguinte para El Calafate, a caminho de Torres del Paine no Chile. A noite, saí do quarto para fumar um cigarro (eu sei, péssimo hábito) e vi o céu extremamente estrelado! Da última vez que vi isso foi no Deserto do Atacama. Saquei a câmera e tentei fazer algumas fotos. KM rodados: 821 Duração da viagem: 09:07 Combustível: $1000 ($32/L) Hospedagem: $1200 (Estancia La Serena)
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    30/10 - Neuquen - Bariloche Acordamos e já seguimos viagem. Na estrada, paramos algumas vezes para tirar fotos. Passamos novamente por um posto de vigilância Zoofitosanitária, mas ninguém nos parou. Chegando em Bariloche, paramos mais vezes para tirar fotos na estrada, era o primeiro contato com a paisagem de montanhas e neve dessa viagem, o que já começou a dar uma empolgada a mais. Já na cidade, resolvi procurar por um caixa eletrônico para poder sacar dinheiro. Saquei mais alguns trocados e fomos até o Camping El Cohiues, onde fomos muito bem recebidos pelo proprietário Sebastian. A área de camping é um pouco pequena em comparação aos que ficamos anteriormente, mas eles possuem quartos num hostel e quartos individuais também. Além de uma cozinha coletiva totalmente equipada e com calefação. KM rodados: 426 Duração da viagem: 06:00 Combustível: $900 ($32.50/L) Hospedagem: $500 (Camping El Coihues - 2 diárias) 31/10 - Bariloche Íamos para o Cerro Serrano, porém, estava um tempo feio e resolvemos não ir, já que não ia aproveitarmos a vista panorâmica. Ficamos andando pelo centro e aproveitamos para fazer algumas compras de acessórios de frio (luva, cachecol, gorro). Almoçamos em um restaurante e em seguida fomos até Villa Angostura, uma cidadezinha bem simpática. Era Halloween e tinha muitas crianças fantasiadas pedindo doces nas lojas do centrinho. Passamos no Centro de Informações Turísticas, pegamos um mapa e fomos para a Ruta dos 7 lagos. Fomos até o primeiro lago e voltamos para o camping. Nesse dia comecei a ouvir um barulho da roda, comecei a desconfiar que algum rolamento tinha começado a aparecer sinais de desgaste. A fez tanto frio que a grama do camping ficou toda branca congelada. Mas ainda assim, conseguimos dormir bem dentro da barraca. Combustível: $750 ($31.54/L)
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    Acompanhando! Parabéns pelo relato e aguardando as próximas aventuras.
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    Primeiramente, gostaria de avisá-los sobre dois pontos importantes: 1: o meu relato está sendo feito um ano após a minha viagem. 2: Se você quer uma viagem inesquecível em algum país na América do Sul, então com certeza você deve conhecer o Chile! Estando ciente destes dois pontos, então vamos iniciar com meu relato, minhas dicas e experiências. Bora lá? A Recepção que tive ao chegar em Santiago Iniciando que tive muita sorte antes mesmo de chegar em Santiago, pois eu não tinha Transfer marcado e pretendia pegar um táxi ou Uber para me levar até o Hostel que eu ia ficar (reservarei um tópico unicamente sobre o hostel). Entretanto, não foi necessária nenhuma destas opções, pois tive a incrível oportunidade de sentar do lado de uma senhora no avião e fiz amizade com a mesma. Ela era brasileira, de São Paulo assim como eu, mas morava há alguns anos no Chile com seu marido. E ela ofereceu uma carona até o meu Hostel que era caminho da casa dela. Como senti confiança nela e realmente parecia ser uma ótima pessoa, logo, aceitei. E pra início de viagem, já me senti bem naquele país e bem recebido. Assim sendo, minha grande preocupação era que estivesse tudo OK a reserva que eu havia feito do hostel, porque eu nunca tinha feito uma viagem para fora do Brasil e também não havia feito reserva de hotel/hostel da forma que fiz. Contudo, ao chegar no hostel eu também fui super bem recepcionado pela equipe e deu tudo certo, logo, percebi que seria um viagem única e assim foi! Fui bem tratado em absolutamente todos os lugares que fui e irei relatar ao longo do texto. Onde eu me hospedei nestes 5 dias? Fiquei hospedado em um hostel. Para quem não sabe, hostel é um espaço compartilhado, ou seja, como um hotel, porém com quartos compartilhados. Na maioria das vezes utilizado justamente por viajantes, para troca de experiências, boas conversas, novas amizades, além de ser mais barato que um hotel. Se você se identifica com estes itens que citei, um hostel é uma ótima opção, caso contrário, reserve um hotel. O hostel que me hospedei foi o CLH Suites Santiago, o Che Lagarto. Ele fica localizado na San Antonio 60, Santiago. Para quem não conhece, a San Antonio fica bem no centro de Santiago, então você ficará super bem localizado e próximo de muitas coisas para ver e fazer na cidade. O tratamento da equipe do hostel é simplesmente excelente, desde a sua entrada até a saída. Se você precisar de dicas de roteiros, onde ir, chamar um Uber ou qualquer coisa, saiba que os funcionários estarão dispostos a ajudá-lo. O hostel contava com café da manhã já incluso e se você quisesse, dentro de um determinado horário, você podia utilizar a cozinha para você mesmo preparar a sua comida. Ah, o café da manhã era excelente, com bastante opções de comidas e isso porque sou ovolactovegetariano! De noite, você podia optar ao invés de ficar no saguão do hotel, poderia ficar no terraço do hostel, pois lá tinha um DJ tocando diversas músicas e no terraço tem lugar pra você ficar bebendo, conversando e se divertindo. Os quartos que fiquei dispunham de beliches confortáveis e um banheiro compartilhado, mas limpo e com boa estrutura. A grande sacada do hostel é você conversar com as pessoas hospedas, fazer amizades e ter ótimas experiências e isso no Che Lagarto eu encontrei! Fiz amizade com brasileiros, argentinos, uruguaio, colombiano, canadenses e norte-americanos. Veja só! Mais lá na frente do texto irei especificar quanto foi que gastei com hospedagem, passagens e tudo mais. Onde eu fui? O que conhecer? Não irei fazer em ordem cronológica a minha viagem, somente irei apontar e comentar brevemente sobre alguns dos locais que fui. Vamos lá? Catedral Metropolitana de Santiago - Para os fiéis ou não, a Catedral de Santiago é um ponto a ser conhecido, seja por ser um dos pontos turísticos de Santiago, quanto pela sua bela arquitetura Neoclássica. O interior da catedral é simplesmente maravilhoso! Lembrando que não é pago para entrar e conhecer o ambiente, ou seja, é gratuito! Endereço: Plaza de Armas, Santiago, Región Metropolitana. Iglesia de San Augustin- Se ainda você quiser permanecer em contato com artes sacras e belas arquiteturas de igrejas católicas chilenas, outro local a ser conhecido seria a Iglesia de San Augustin. Uma igreja consideravelmente pequena, da Ordem de Santo Agostinho, porém muito linda! Vale a visita. Endereço: Estado 180, Santiago, Región Metropolitana. Cerro San Cristobal: Esse sim é um lugar que você não pode deixar de conhecer quando for ao Chile, com uma vista simplesmente única lhe dá condições de visualizar boa parte da capital chilena, além de uma vista maravilhosa das cordilheiras, tanto em solo quanto pelo passeio pelo oferecido por teleférico. Para chegar até o Cerro você irá pagar um valor (que não me recordo quanto, porém bem barato) para te levar até o Cerro assim como você também pagará uma taxa caso queira passear de teleférico (e vale muito a pena, tenha certeza disso!). Casa Museo "La Chascona" - Para quem ama poesia tanto quanto eu, considero como outro lugar que você não deve deixar de conhecer. La Chascona foi a casa onde viveu na minha modesta opinião, um dos maiores poetas de todos os tempos e uma das figuras mais importantes da história chilena, Pablo Neruda. Ao visitar a sua casa/museu você entenderá que Pablo Neruda não somente fora importante para a literatura chilena, mas sim também, para a luta política/social no Chile. A visita é interativa, pois você recebe uma espécie de "telefone" e nele contém botões com números, cada número representa um cômodo da casa e ao apertar o botão você terá uma narrativa sobre a história de cada cômodo e objeto da casa. A narrativa é feita em espanhol! A entrada não é gratuita, custou na época cerca de $ 7.000 pesos (não é tão barato), mas se você é fã de Neruda, deve ir! Outro detalhe importante, não é permitido fotos no ambiente. Endereço: Fernando Márquez de La Plata 0192, Santiago, Providencia, Región Metropolitana. Museo Chileno de Arte Precolombino - O Museu de Arte Pré-colombiana vai inspirar e te encantar através da maravilhosa arte pré-colombiana, nos conectando com as raízes indígenas não somente do Chile, mas também da América. Certamente um dos melhores museus da América do Sul! Bem informativo, mas não somente informativo, mas contendo certas exposições até interativas. Contém lindas peças de cerâmicas, metal, algodão, lã, pedra, osso, madeira e etc. Utilizando-se de diversas técnicas para fazer a arte, sendo elas feitas antes da chegada dos europeus na América. Muito válida a visita, porque você vai se encantar e agregar muita cultura e conhecimento. A entrada custou $4.500 pesos. Endereço: Bandera 361, Santiago. Mercado Central: Para quem é paulista, sabe o Mercadão no Centro de São Paulo? Certo, pensou!? Esse é o Mercadão, porém o de Santiago, mas ainda acho nosso Mercado Central mais atrativo que o deles, mas ainda a visita é válida. Lá eles vendem peixes frescos, tem restaurantes e barracas vendendo souvenirs. A entrada evidentemente é gratuita. Você pagará pelo que consumir/comprar. Endereço: San Pablo, Santiago, Región Metropolitana Bellavista: O bairro da Bellavista é um local também obrigatório para conhecer no Chile, porque ele tem diversos bares, restaurantes, galerias e é um local ótimo seja no período diurno ou então para curtir à noite, pois também para quem gosta, oferece diversas baladas de diferentes gêneros. Não deixe de visitar! Valparaíso e Viña del Mar Fui um único dia para os dois lugares que são bem próximos. Consegui ir pegando um ônibus com saída no Terminal de Santiago. Infelizmente vou ficar devendo qual foi o valor que paguei nas passagens, mas lembro-me que não foi um valor tão caro e a viagem não é tão desgastante, levando um pouco mais de duas horas se não me falha a memória, porém você irá apreciar a vista no decorrer da sua viagem. Valparaíso é uma cidade simplesmente encantadora, muito bonita! Nela você encontrará organização, lindos restaurantes e casas com pinturas a óleo nas paredes, além de muros grafitados. As ruas também são muito lindas, muitas delas de paralelepípedo. Outro detalhe é que a cidade não fica longe do mar, tornando-a assim com uma paisagem deslumbrante! Museo Municipal de Bellas Artes/Palacio Baburizza: Um local que gostei de ter ido em Valparaíso foi o Museu de Belas Artes da cidade. O Museu contém peças de grande valor artístico, principalmente pinturas a óleo de artistas sejam chilenos ou estrangeiros. A fachada do museu por si só já vale ser vista. Veja a foto abaixo! A entrada custou: $4.000 pesos. Endereço: Paseo Yugoslavo 176 C°, Alegre, Valparaíso. Já em Viña del Mar eu aproveitei para conhecer alguma praia e pegar um pouco de Sol. Me deparei com uma praia simplesmente limpa e bonita. Conhecia a Playa Reñaca e recomendo muito! Fui juntamente com os amigos que fiz no próprio Chile, de diversas nacionalidades, estes da foto abaixo. Eu sou o de camiseta vermelha e óculos! Considerações finais Galera, fica impossível eu apontar absolutamente todos os lugares que fui e conheci. Os restaurantes eu vou apontar numa outra postagem, pois fui em restaurantes vegetarianos/veganos, ou seja, não agradará todos os públicos. Porém, o que mostrei até então são locais que ao meu ver, lhe trará uma experiência diferente para a sua viagem, tornando-a inesquecível, pois é o que esperamos de uma viagem assim. O Chile é o lugar ideal para curtir a noite, buscar aventuras, ver belas paisagens e acima de tudo, fazer belas amizades. Você com certeza irá voltar para casa com a mala cheia! Cheia de histórias e novas experiências. Custo da viagem: Passagens Ida e Volta: R$684,00 (Voo oferecido pela empresa aérea Avianca) 5 dias de hospedagem no Che Lagarto: R$ 420,00 Dinheiro que converti de reais para peso: R$ 727,92 o que me deu em pesos chilenos $120,000,00 (cobrando R$7,92 de IOF pela casa de câmbio aqui no Brasil). Total de gastos = R$ 1.832,00.
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    O site é seguro sim, Tenho fogareiro, canivete e alguns outros itens que comprei por lá, produtos maiores e pesados tem maiores chances de serem taxados pela receita.
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    Realmente as pessoas falam bem em todo quesito, nunca usei, espero m dia usar!
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    Não moro no sul, mas uso com frequência em São Paulo e vale muito a pena. o percurso Santos x SP em ônibus rodoviário custa cerca de R$ 30,00, já no Blablacar é possível achar tarifas de R$ 12,00 a 15,00. Muito mais barato e econômico. Para ver se o motorista é confiável, usar a mesma estratégia do Uber, vendo avaliações e comentários sobre o condutor. No mais, recomendo fortemente o Blablacar.
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    Uso direito oferecendo e pegando, vale muito a pena. Usei umas 30 vezes esse ano no trecho Caxias-Santa Maria/RS. É uma ótima pedida, visto o preço das passagens de ônibus.
  30. 1 ponto
    Já usei no trecho Joinville/Florianópolis - Florianópolis/Joinville. Mais rápido, mais barato, no meu caso foi bem seguro e a turma que tava no carro era bem legal. Usei só essas duas vezes mas usaria de novo.
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    Em espécie é suficiente, juntando com o valor de crédito dos cartões acho que dá numa boa.
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    Fui roubado em 100 pila por causa deste jaleco na 14 antes de Chajarí, legal seu relato e acompanhando aqui. Estou começando o meu agora.
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    Tirando Praga, as demais cidades são carinhas. Tem que ver seu padrão de alimentação, as atrações que pretende visitar e se esse dinheiro sera usado também para hospedagem e deslocamentos internos.
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    Olá, ainda não planejei datas. Posso tirar férias em qualquer época. Esse ano em especial à partir de Maio.
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    Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn "A viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores. A viagem acontece quando acordamos fora do corpo, longe do último lugar onde podemos ter casa." O Outro Pé da Sereia, Mia Couto Fomos para a saída do posto da YPF em Tres Arroyos na Ruta 3. Ficamos com o dedão erguido por pouco mais de uma hora. Até que escutamos alguém gritando, olhamos para trás e tinha um carro parado, uma moça quase saindo pela janela fazia sinal para irmos com eles. Pegamos nossas coisas e saímos correndo rapidamente com medo que o carro partisse sem nós. Entramos no carro e conhecemos o German e a Micaela, pai e filha. O Matheus logo se ofereceu para preparar o mate. Olhei do lado e ele tinha derrubado um monte de erva no carro, era a primeira vez que preparava mate numa carona. Depois que a cuia passeou por todos nós e recebemos a aprovação do mate, a conversa começou. Foto 7.1 - Mochilas em Tres Arroyos Os dois estavam indo pra Bahia Blanca, a Micaela tinha acabado de se formar em bioquímica e estava indo buscar seu diploma. Mal começou a conversa e a pergunta já veio "Brasil, como puede eligir Bolsonaro?". Demos risada, afinal todo mundo perguntava isso. A conversa prosseguiu e descobrimos que o German é educador físico. Ele faz todo tipo de esportes e é torcedor do River Plate. O assunto girou em torno de futebol por um tempo. A Mica é torcedora do San Lorenzo. Depois falamos o que fazíamos da vida e explicamos a nossa viagem, German ficou bastante curioso com a inteligência artificial. A Micaela nos contou sobre a sua viagem caronando pela Patagônia antes de entrar na faculdade. Falaram dos planos de conhecer o Brasil, em especifico Balneário Camboriú (Balneário faz muito sucesso na Argentina). German gosta de subir montanhas e no final de ano ia subir um vulcão perto da divisa com o Chile. Foto 7.2 - German, Matheus, Micaela e Eu O German sempre buzinava quando passava na frente de uma mini estátua cercada de aparatos e bandeiras vermelhas na estrada. Como a curiosidade é grande perguntei o porquê daquilo. Ele contou que a estátua se referia ao Gauchito Gil, esse gaúcho é tipo um santo protetor (ou companheiro) de quem está dirigindo na estrada. A adoração é visível, em todos os lugares a beira pista tem esses santuários e todos os motoristas buzinam ao ver a imagem de Gauchito Gil na estrada. Foto 7.3 - Gauchito Gil (Foto tirada em Rio Gallegos, coloquei aqui só pra ilustrar) Depois de quase três horas de viagem e de boas conversas, chegamos em Bahia Blanca. A Micaela desceu do carro para ir em busca do seu diploma. Só deu tempo de falar tchau. Nós seguimos com o German que foi mais avante na cidade para facilitar nossa vida. Demos um abraço bem forte no German e o Matheus presenteou-o com duas fitinhas do Senhor do Bonfim. Nos despedimos do German e seguimos caminhando até a Ruta 3 novamente. Caminhamos por mais de uma hora para chegar numa bifurcação que diziam que era o melhor caminho para pedir carona. Era um ótimo lugar, pois tem um posto da Axion gigante e tinha centenas de caminhões parados ali. Tinha certeza que seria fácil prosseguir dali. A ideia era seguir adiante, não importava qual cidade iríamos ser deixados, desde que fosse caminho para o sul. Assim, fomos primeiro conversar com os caminhoneiros parados. Recebemos um monte de não. Uns diziam que o caminhão era rastreado. Outros diziam que iam no sentido contrário, mas minutos depois seguiam rumo ao sul. As conversas só renderam com os caminhoneiros que realmente seguiriam sentido Buenos Aires. Fizemos amizade com um caminhoneiro que a mulher dele é brasileira. Depois fomos para a pista, havia umas três pessoas que também tentavam seguir pro sul. Ficamos um pouco ali, mas como fizemos fila a nossa chance era pequena. Voltamos para o posto e tentamos a abordagem direta novamente. O curioso que tinha um caminhoneiro maratonista no posto, ele saiu do caminhão de shortinho e tênis de corrida e ficava correndo em círculos no posto. Não entendi bem porque ele andava em círculos, ele poderia seguir pela pista e depois voltar, mas ele rodava como dentro de um autorama. Era engraçada essa cena. Continuamos com as abordagens e não obtivemos sucesso. Logo começou uma chuva bem forte, o que nos forçou a continuar por ali dentro do posto. A chuva prosseguiu por toda a tarde. Já era quase noite e resolvemos desistir das caronas e prosseguir de ônibus. Nesse ponto é importante fazer algumas reflexões. Eu acredito muito em energia, dessas que você sente ao estar do lado de uma pessoa. Quando fomos para a pista pedir carona, tinha um cara lá pedindo carona também. Conversei um pouco com ele e senti que ele transmitia uma energia muito ruim. Não quis ficar perto dele e por isso abortamos pedir carona na pista, pois ele meio que seguia a gente. Quando a chuva veio com força ele se abrigou dentro do posto também, mais uma vez conversei com ele e dessa vez me senti pior ainda ao lado dele. O Matheus disse que sentiu o mesmo. Não gosto de fazer diferença com ninguém, mas aquele cara me passava algo muito ruim. Eu e o Matheus tínhamos combinado que dormiríamos ali mesmo no posto naquele dia. Tinha um monte de caroneiro ali, ninguém conseguiu sucesso naquela tarde e já estava pra escurecer. Assim, as chances de prosseguir com carona eram mínimas. Não quis dormir no mesmo lugar que aquele cara e decidimos ir para rodoviária e seguir de ônibus noturno para Puerto Madryn. O pouco de dinheiro que tínhamos nos tornou conservadores naquele momento. Esse nosso conservadorismo fez ficarmos frustados no caminho até a rodoviária. Talvez tenha sido a maior frustração da viagem, pois sabíamos que dali uma hora a carona ia surgir. Era questão de tempo apenas. Mas nessa hora resolvemos deixar a racionalidade de lado e ouvir o coração. Coração que dizia pra sairmos correndo dali. Chegamos na rodoviária e tivemos sorte, pois compramos a passagem para Puerto Madryn com outro super desconto. Depois fui no mercado comprar uns pães para comermos de janta. Voltei e sentamos para comer num lugar isolado da rodoviária. Uns cachorros gigantes vieram conosco. Dava uma dó comer em volta dos pidões. Cada mordida que eu dava eles avançavam um pouco mais em minha direção. Pareciam esfomeados. Então, joguei pão para eles, mas se mostraram frescos por não ter quase recheio e não comeram (risos). Foto 7.4 - Dois dos famintos Foto 7.5 - Moço dá um pedaço O ônibus chegou já era quase uma hora da manhã. Subimos no ônibus e segundos depois de me sentar na poltrona já estava dormindo. Acordei era noite ainda. Olhei o céu pela janela e o céu estava estrelado demais. Que maravilha. Paramos em Viedma para mais passageiros entrar. Agora oficialmente estávamos na Patagônia. A viagem prosseguiu. Depois de passarmos por Las Grutas o dia já se anunciava. O busão acelerava e agora só ia no sentido sul. Pela janela via guanacos correndo pela paisagem. Eram muitos guanacos. No meio da manhã o ônibus estacionou na rodoviária de Puerto Madryn. Enfim, pisei com meus próprios pés na tão esperada Patagônia. Foto 7.6 - A Ruta 3 pela janela frontal do ônibus A Argentina é um país dividido em vinte e três províncias (semelhante aos estados brasileiros) e mais a cidade autônoma de Buenos Aires. Cinco dessas províncias estão localizadas na Patagônia e são elas: Rio Negro, Néuquen, Chubut, Santa Cruz, Tierra del Fuego. O território patagônico corresponde a metade do território argentino. Quando passamos por Viedma e Las Grutas cortávamos a província de Rio Negro, ao cruzar para Puerto Madryn ingressamos na província de Chubut. A Patagônia tem esse nome por causa do Fernão de Magalhães. Como se sabe Fernão de Magalhães foi o homem que planejou circum-navegar o globo terrestre. Essa viagem foi a primeira circum-navegação da história da humanidade. Porém, Fernão morreu antes de terminar essa façanha, faleceu nas Filipinas. Entretanto, foi o primeiro homem a navegar pela Patagônia e posteriormente pelo Estreito de Magalhães. Quando atracou na Patagônia (ainda não tinha esse nome a região) pela primeira vez, avistou os ameríndios da região e pensou que fossem gigantes (pois a média européia naquela época era de 155 cm e os ameríndios da patagônia mediam mais de 180 cm). Ao escrever essa experiência para a coroa espanhola, descreveu aqueles seres como patagão, ou seja, aqueles que tem pés grandes. E assim, foi que a região foi batizada como Patagônia, a terra dos gigantes ou a terra do pé grande. A rodoviária de Puerto Madryn é muito bonita e organizada. Estava um calor do cão. Ficamos sentados um pouco nos bancos, planejando os próximos passos. Precisávamos de internet e o wifi da rodoviária estava fora do ar. Caminhamos até o shopping. Antes caminhamos pela orla da cidade. Que mar maravilhoso, uma das colorações mais bonitas que já vi. Chegamos no shopping e conseguimos acessar a internet e mandar mensagem para o Carlos avisando que havíamos chegado. O Carlos estava pelo centro e falou que já passava pra nos buscar. Cinco minutos depois ele parou com o carro na frente do shopping. Entramos no carro e logo começamos a conversar. Ele nos levou para o mirante da cidade, bem bonito por sinal. Depois nos levou para a casa dele. Ele teria que trabalhar pela tarde. Foto 7.7 - O mirante Foto 7.8 - As bandeiras Encontramos o Carlos pelo couchsurfing, fazia alguns dias que estávamos em contato com ele. Não sabíamos o dia exato que iriamos chegar, mas por sermos brasileiros ele sempre foi muito solicito. Não tínhamos 3g no celular, então depois que saímos de Claromecó não conseguimos mais falar com o Carlos. Ele sabia que podíamos chegar a qualquer momento. Nisso ele hospedou uma francesa sob a condição se nós chegássemos ela teria que procurar outro lugar pra ficar. Só fui saber disso depois. A francesa partiu para um hostel e nós chegamos. Ao menos ela ficou na casa do Carlos por alguns dias. Carlos é professor de inglês do ensino público. Ele é um cara que já morou em tudo que é lugar da Argentina, desde do extremo sul da argentina (Ushuaia) até o norte, na realidade ele é do norte argentino. Ele é o cara mais apaixonado pelo Brasil que já conheci. Os programas televisivos que assiste são brasileiros, as músicas que ouve são brasileiras, as comidas que mais gosta são do Brasil. Ele fala muito bem português e o motivo principal de ter nos aceitado em sua casa era pra treinar o seu português. Pela tarde fomos caminhar pela orla. Levamos nossa térmica e ficamos boa parte da tarde mateando a beira mar. Depois fomos até o cais, onde os cruzeiros atracam. Tava rolando um protesto com algum desses navios, mas eu não entendi o porquê do protesto, queria ter compreendido aquela situação. Depois fomos até o Museu Oceanográfico. O museu é todo organizadinho e cheio de boas informações da rica fauna marítima de Puerto Madryn. A cidade é o principal ponto de estudo da baleia franca no mundo, pois nessa região é onde ocorre o acasalamento desses mamíferos, em consequência disso a baleia franca é o grande símbolo da região. Uma coisa que me chamou atenção nesse museu é que dizia que o aumento de lixo, aumentou o número de gaivotas cocineras por ali e com o aumento dessas gaivotas começou a diminuir o número de baleias francas. Fiquei uns minutos tentando adivinhar o porquê disso. Não achava uma relação entre gaivotas e baleias. Desisti de encontrar as resposta por mim mesmo e li a explicação. O motivo era que as gaivotas atacavam as baleias causando ferimentos que infeccionam e levam essas baleias ao óbito. Nunca iria imaginar isso. Diziam que quando era poucas as gaivotas elas bicavam as baleias mortas somente, para retirar algum nutriente, mas com o excesso da população de gaivotas elas começaram a atacar as vivas também. Achei bizarra essa situação, nem na minha imaginação fértil iria supor que uma população de gaivotas colocaria em risco a sobrevivência das baleais franca na Terra. Foto 7.9 - O lado B de Puerto Madryn Foto 7.10 - A orla de Puerto Madryn Foto 7.11 - Eu e o mar Foto 7.12 - A visão do cais Depois fomos olhar os preços dos rolês mais famosos de Puerto Madryn. Tudo caro demais. Acho que o lugar mais caro da Patagônia. Os dois passeios mais famosos são Península Valdés e Punta Tombo. Peninsula Valdés é uma reserva ambiental onde a fauna é riquíssima e concentra todo os tipos de animais da região, além de ser o principal ponto de observação das baleias francas. Punta Tombo é um local que abriga uma gigantesca colônia de Pinguins de Magalhães, onde vivem mais de um milhão de pinguins em determinada época. Por agências não havia chance de nós conhecermos nenhum dos dois lugares. O interessante de Puerto Madryn é que tem bandeiras do País de Gales por todo o canto da cidade. A cidade foi colonizada e fundada por galeses, assim como as cidades vizinhas Trelew e Rawson. Voltamos para a casa do Carlos já era noite. Carlos apresentou sua playlist de música só com músicas brasileiras. Tocou desde É o Tchan até IZA. Ele prefere as músicas mais animadas. Ivete Sangalo quase sempre aparecia na lista. Enquanto a música rolava, eu e o Matheus começamos a preparar a lentilha para a janta. Carlos ficava meio tímido em falar português, mesmo sabendo a palavra que usar ele nos perguntava antes para ver se tava certo. Sempre tava certo. Ele conhece gírias que nem eu conheço. A lentilha ficou pronta. Carlos comeu conosco e elogiou bastante a comida. E tava muito boa mesmo. Comemos muito nessa noite. Depois falamos com o Carlos sobre os altos preços das agências. Ele nos aconselhou a tentar a sorte por carona. Decidimos ir até a entrada da Península Valdés no dia seguinte e ficar ali esperando uma carona. A península é gigantesca e só tem como fazer de carro, pois de um ponto para outro tem mais de cem quilômetros. Para chegar na Península Valdés é necessário ir até Puerto Pyramides uma cidadela distante cem quilômetros de Puerto Madryn. Ainda era noite quando caminhamos rumo a rodoviária. Seis horas da manhã e já estávamos partindo para Puerto Pyramides. Dormi boa parte do trajeto. Uma hora o guarda me acordou para eu pagar o valor da entrada, por estar adentrando numa reserva ambiental. Seguimos até o ponto final em Puerto Pyramides. Caminhamos até a orla e água tinha uma cor lindíssima. Conseguia ser mais bonita que de Puerto Madryn. Depois ficamos sabendo que teríamos que voltar muitos quilômetros para a bifurcação que leva na Península Valdés. Caminhamos de volta. O sol estava muito quente. Não havia nuvens no céu. Continuamos a caminhada. Erguíamos o dedão da esperança pra quem passava de carro. Depois de caminhar por mais de meia hora a Luciana parou seu carro. Ela achava que estávamos indo para Puerto Madryn, explicamos que queria irmos pra entrada da península. Ela é muito simpática. Depois de alguns minutos nos deixou na bifurcação. Despedimos-nos da Luciana e fomos tentar a sorte ali, na esperança que alguém se solidarizasse conosco e assim, teríamos a oportunidade de conhecer a Península Valdés. Foto 7.13 - O início do dia em Puerto Pyramides Foto 7.14 - Caminhando no sentido contrário de Puerto Pyramides Ficamos postados na frente da placa que indica o início da península. O calor estava insuportável, mas o vento estava muito forte. Assim, não dava para tirar o corta vento. Os carros que passavam por ali eram poucos. Alguns carros até paravam para conversar, mas nada de sucesso. O misto de calor e vento tava infernal. Para amenizar a espera, ficávamos imaginando qual seria o carro que pararia para nós. Eu tinha certeza que seria um carro vermelho. Todo carro vermelho que passava eu ia com mais gana pedir carona, mas nada. Com o tempo aquela famosa frase "O não você já tem, só falta a humilhação" fez valer. Tentávamos de todas as formas (nem todas, risos) chamar a atenção dos motoristas para conseguir uma carona. Foto 7.15 - A cara da derrota O passeio na península é demorado, precisa de no mínimo umas seis horas. Já era quase meio dia e o fluxo de carros ali já não existia mais. Decidimos ir pra orla Puerto Pyramides e aproveitar o resto do dia na praia. Quando estávamos saindo avistamos um motorhome vindo em nossa direção. Tentamos uma última vez. Para nossa surpresa eles pararam. Antes de falarmos algo, o motorista perguntou se queríamos seguir com eles. Não me contive de felicidade naquele momento. Agora pela primeira vez viajaria em um motorhome. Foto 7.16 - A serenidade no olhar de quem viajaria de motorhome pela primeira vez O casal dono do motorhome é o Facu e a Cynthia. Facu é argentino e a Cynthia alemã, se conheceram em Santigado do Chile enquanto a Cynthia tirava seu tempo sabático e viajava o mundo, e Facu trabalhava por lá. Depois disso ela voltou algumas vezes para Argentina para rever o Facu. Quando o dinheiro acabou foi a vez do Facu ir pra Alemanha ver a Cynthia. Depois disso nunca mais se separaram. Eles já viveram em diversos países por quase todos os continentes. A forma deles viajar é trabalhar por um tempo, ajuntar dinheiro e depois viver outro tempo viajando. Agora estavam iniciando uma viagem de motorhome (recém comprado) que sairiam da Patagônia e terminaria na Península de Yucatán, no México. Tem um terceiro integrante nessa casa ambulante, é o Chihuahua Seymour. Eu e o Matheus estávamos animados de estar ali. Facu e Cynthia são gente boa demais. O Facu estava dirigindo bem devagarinho, pois era a primeira vez que o motorhome era posto num terreno daquele. Assim, fomos devagarinho e conversando. O cenário em volta pouco mudava. Vegetação rasteira por todos os lados. De vez em quando avistávamos alguns guanacos no caminho. Quando isso acontecia a Cynthia ficava toda animada. Depois paramos, pois o Facu queria testar seu drone. Acho que não pode drone ali, mas mesmo assim o Facu ergueu voo. Foto 7.17 - Facu e Cynthia Foto 7.18 - O caminho Foto 7.19 - O olhar, do gente boa, do Seymour Foto 7.20 - Eu fazendo amizade com o Seymour e a Cynthia Foto 7.21 - Facu levantando voo Foto 7.22 - A foto aérea Foto 7.23 - Matheus e o motorhome Foto 7.24 - Hahahaha Foto 7.25 - Viagem que segue A viagem continuou. Lembro de uma cena bacana demais. Estávamos todos quietos e a Cynthia começou gritar para o Facu parar. No primeiro momento achei que tinha acontecido algo, mas logo que saímos a Cyhthia apontou para um montão de aves (parecido com avestruz) correndo. Subimos em cima do motorhome para ver melhor. Aquele momento me lembrou aquele cena de Jurassic Park que os dinossauros correm pelo parque. Foi demais aquilo. Foto 7.26 - Facu, Eu, Matheus e Cynthia (Eu e o Matheus parecemos dois cachorrinhos, horrível a foto) Depois de mais de uma hora de viagem chegamos a Punta Delgada. A entrada fica do lado de um restaurante. Quando começamos caminhar com o Seymour, veio uns guardas falar que não era permitido cachorros. Foi uma choradeira até permitirem a entrada do Seymour na condição que ele sempre estaria no colo de alguém. Fomos até o mirante. Aquele mar é magnífico. Hoje olho para as fotos daquele lugar e de forma alguma as imagens conseguem descrever a beleza que tenho guardada nos olhos. Colocando o óculos de sol do Facu o cenário ficava mais encantador ainda, tudo ficava fluorescente. Foto 7.27 - O caminho Foto 7.28 - Punta Delgada Depois seguimos viagem. No interior do motorhome não tinha ventilação e toda areia que entrava no carro ficava alojada por ali, então viajávamos num poeirão. Vimos mais um monte de guanacos pelo caminho. Pouco tempo depois chegamos na Punta Cantor. Saímos para conhecer o lugar. Fiquei junto com o Seymour e ficamos bem amigos, algo que surpreendeu a Cynthia, pois ele era bem grudado com ela. Não tivemos sorte em relação as baleias, não conseguimos ver nenhuma. Por dezembro elas seguem para a Antártida e começam a voltar para Puerto Madryn entre junho e julho. Foto 7.29 - Punta Cantor Continuamos a viagem e uns cinco minutos depois chegamos em uma Pinguinera. A Cynthia estava maluca para ver pela primeira vez os pinguins, na verdade acho que todos nós estávamos. Conseguimos chegar bem pertinho deles, era possível ver eles dentro das tocas. O jeito de caminhar do Pinguim de Magalhães é bem engraçado e ver aquilo ao vivo é demais. Lembro que um pinguim chegou pertinho de um grupo de turistas e todos os turistas ficaram se derretendo por ele, o pinguim se agachou, virou a bunda pra cima e deu um cagão que mais parecia um tiro. Dei muita risada. A sensação de estar ali naquela natureza intocada, vendo a vida selvagem em seu esplendor é de encher os olhos. Eu era só risos e sorrisos ali. Foto 7.30 - A Pinguinera Foto 7.31 - Pinguins ao fundo e a natureza do lugar Foto 7.32 - Outra visão do lugar Foto 7.33 - O pinguim Foto 7.34 - A chegada do pinguim Foto 7.35 - Matheus na Pinguinera Foto 7.36 - A pose do pinguim Ficamos por ali perto e comemos. Tava quente demais, a sorte que eles tinham muita água gelada, pois a nossa água já tinha acabado fazia um tempo. Esse dia estava lindo, não havia nem sinal de nuvens no céu. Eu procurava nuvens e não encontrava, dos céus mais bonitos que já vi na vida. Descansamos um pouco e antes de partimos de volta para Puerto Pyramides tiramos a foto oficial do grupo. Foto 7.37 - Seymour, o motorista Foto 7.38 - Eu, Seymour, Facu, Cynthia e Matheus A volta foi tranquila. Facu nos disse que só costuma dar carona para pessoas que não têm cara de maluco, mas que no nosso caso abriu uma exceção (risos). Chegamos em Puerto Pyramides e era hora de se despedir desse trio que nos proporcionou um dia fora de série. Já nos referíamos um ao outro como irmão ou hermano. E foi com um "Gracias, hermano!" que abri os braços para dar um forte abraço no Facu. Ele ainda disse "Viajero ayuda viajero, siempre!". Depois fui dar o forte abraço na Cynthia. Por fim, fui me despedir do meu parceirinho Seymour. Facu e Cynthia iriam ajeitar suas coisas, pois partiriam no outro dia cedo para Esquel e depois Bariloche. Nós seguimos para aproveitar um pouco da praia de Puerto Pyramides. Foto 7.39 - Puerto Pyramides Foto 7.40 - A praia Foto 7.41 - O mar Foto 7.42 - Puerto Pyramides de frente Foto 7.43 - Belezura de lugar Voltamos para Puerto Madryn e os efeitos do sol já era visível em nossas peles. Não havíamos passado protetor solar. O Matheus estava rosa. Descobri que a exposição solar na Patagônia é muito mais danosa do que em outros lugares. A Patagônia está localizada sob um grande buraco na camada de ozônio. Assim, quase não existe proteção natural contra raios ultra violetas. Os índices de pessoas com câncer de pele na Patagônia Argentina é muito maior do que nas outras partes do país. Nesse dia nunca vou me esquecer do presente que o Carlos me deu. Pela noite queria sair até a orla para fugir da iluminação e assim conseguir ver as estrelas na Patagônia. Carlos olhou meio cético dessa minha ideia. Ele tinha planejado sair com uns amigos nessa noite. Por diversas vezes ele disse que levaria nós de carro até a praia, não queria que ele mudasse seus planos pra seguir uma ideia boba minha. Enfim, acabamos cedendo e entramos no carro do Carlos. Visitamos toda a orla de Puerto Madryn e para minha surpresa a orla é mais iluminada que o interior da cidade, ai entendi o ceticismo do Carlos. Foi bem legal ver a orla e observar que toda a cidade vai para lá nas noites de calor. Já era onze horas da noite e tinha centenas de rodas de mate por toda praia, famílias inteiras reunidas, crianças brincando, muita conversa e risadas por todos os cantos. Foi bonito de se ver aquilo. A população aproveitando a cidade. No carro o som que nos acompanhava era do Queen. Depois o Carlos seguiu pela rodovia, cada vez mais o escuro ficava mais escuro. Tocava Radio Ga Ga e aumentamos o som no máximo. Não fazia ideia para onde estávamos indo, mas a energia do momento estava boa demais. Mais alguns minutos cortando o escuro de carro e o Carlos parou o carro no meio do nada. Não entendi direito o porquê daquilo. Ai ele me disse para sair. Quando sai nada entendi, não via nada. Até que eu olhei pro céu. Tinha até me esquecido das estrelas. Que belezura de cena. O céu tava tão tão povoado. O Carlos ainda teve a sensibilidade de desligar o som do carro. Fiquei por alguns minutos ali de cabeça pra cima olhando o céu estrelado. Tão bonito tudo aquilo. Dei um abraço no Carlos como forma de agradecimento e voltamos pro carro. O Queen voltou a tocar no rádio e o volume foi no máximo. Agora enquanto avançávamos na pista as luzes de Puerto Madryn ficavam mais intensas. Voltamos pra casa. Carlos se arrumou e ainda deu tempo de encontrar seus amigos. Fui dormir felizão. Na manhã seguinte o Carlos comprou faturas para comermos de café da amanhã. Faturas são como os nossos pães doces, mas com uma variedade maior e vem tudo misturado os sabores. Fizemos café que havíamos trazido do Brasil para complementar o desayuno. Ele nos contou que quando morava num apartamento a beira mar ali em Puerto Madryn, na estação das baleias era possível escutar o esguichar das baleias por toda a noite. Deve ser demais vivenciar aquilo. O dia estava muito quente e decidimos passar a tarde na praia. Fomos pro mercado comprar umas cervejas, gelo e uns salgadinhos. Seguimos para uma praia fora da cidade, a preferida do Carlos. Chegamos e tive uma surpresa em ver que a praia toda era de pedras e pra completar tinha um navio naufragado na nossa frente. Primeira vez que estava num lugar como aquele. Foto 7.44 - Eu, Matheus e o Carlos (nunca imaginei que tiraria uma foto no supermercado rsrs) Foto 7.45 - O caminho da praia Foto 7.46 - O caminho da praia [2] Colocamos nossas cadeiras de praia no lugar. Havia muita gente. O legal é que cada pessoa se protegia de um jeito. Muitas pessoas levavam barracas pra se proteger do sol e do vento. Outros ficavam dentro das cabines das caminhonetes. O sol castigava, devia estar uns quarenta graus. Nunca imaginei que estaria sentado numa cadeira de praia num sol tipico brasileiro no meio da Patagônia. Ai fui pro mar, molhei os pés e congelei. Desisti da ideia do mar e voltei a sentar. Pouco tempo depois o Matheus foi pra água, com mais coragem ele mergulhou naquele mar glacial. Meio segundo depois ele se levantou e saiu correndo do mar. Não parava de tremer. Dizia que doía até os ossos. Eu só dava risada com aquela cena e me senti o espertão em abortar o mergulho. Foto 7.47 - A chegada na praia Foto 7.48 - A praia e o náufrago Foto 7.49 - Nós e a praia Horas depois chegou uma família amiga do Carlos. Um casal com três crianças. Eles trouxeram uma bebida bem boa, era tipo uma ice de limão e vodka muito comum na Argentina, mas não me recordo o nome. Com gelo ficava melhor ainda. Ficamos ali trocando ideia por muito tempo e a temperatura cada vez ficava mais quente. De repente o tempo mudou completamente. Uma tempestade de areia começou. O vento era forte demais. Juntamos nossas coisas e nos protegemos no carro. A tempestade durou uma hora mais ou menos. Naquela hora fiquei feliz que aquela praia era de pedras, pois nas praias de areia no centro de Puerto Madryn aquela tempestade deve ter sido terrível. Seguimos de volta. Paramos no topo de um morro onde avistamos toda a praia por ângulo diferente. Chegamos na casa do Carlos e ficamos de bobeira pelo resto da noite. Foto 7.50 - Matheus e a praia de pedras Foto 7.51 - A praia Conversamos com o Facu uns dias depois e descobrimos que eles estavam na estrada no momento daquela tempestade. O motorhome saiu da pista. Eles ficaram bem assustados com a situação e decidiram que aquele carro não estava preparado para os ventos da patagônia. Abortaram a ida para Esquel e Bariloche, estavam retornando para Buenos Aires. De lá começariam a subida para o México. Fiquei triste em saber disso. Facu e a Cynthia estavam animados com a Patagônia e deve ter sido difícil para eles tomarem essa decisão. Porém, a viagem tem que continuar. Era uma segunda-feira, acordamos e comemos o resto das faturas. Fizemos as plaquinhas de papelão para os nossos próximos destinos. Tomamos mate e café. Terminamos de arrumar as mochilas. Carlos nos deu uma carona até o posto YPF na saída de Puerto Madryn. Demos um abraço forte no Carlos e mais uma vez eramos nós e a estrada. Recordar este trecho da viagem é muito bom para mim. Tanta coisa aconteceu nesse intervalo de poucos dias. Primeiro tivemos a oportunidade de conhecer e viajar com o German e a Mica. Quanta gratidão por isso. Em seguida, assumimos os riscos (mesmo que imaginários) e não bancamos os cabeçudos, deixamos a viagem flexível e mais uma vez mudamos os planos. Adentrar a Patagônia para mim era pagar uma dívida com o passado. Muitas vezes tinha planejado e me imaginado ali, mas agora realmente pude colocar os meus pés na terra dos ventos. E que bom que foi nesse momento. Conhecer o Carlos e seu coração gigantesco foi demais. Não tenho palavras para agradecer tudo o que ele fez por nós e por ter sido nossa companhia em nossos dias em Puerto Madryn. Depois no 45 minutos do segundo tempo na Península Valdés apareceu o trio Cynthia, Facu e Seymour. Tento não ser repetitivo, mas quanta gratidão por tudo isso. Pela primeira vez (sei que digo isso toda hora!) me desconectei de todo o passado recente e fui só presente. Presente no presente. Esses dias foi um presente do presente. Na pista novamente eu compreendi o que estava escancarado desde o início, as pessoas que estavam surgindo no caminho eram as melhores de cada lugar. E tinha que ser assim, quebrando a cara num momento para ser presenteado com o melhor depois. German, Mica, Carlos, Cynthia e Facu muito obrigado por tudo, um beijo na alma de cada um de vocês. Para o pequeno Seymour desejo uma vida cheia de carinho em forma de cafunés.
  36. 1 ponto
    essa rota parece com a minha, vou em junho e voce?
  37. 1 ponto
    @dinhag , esse orçamento inclui a hospedagem? Ou essa parte você já acertou?
  38. 1 ponto
    Ah! Ansiosa pela continuação! Vocês fizeram o câmbio em San Pedro do Atacama, certo? Estou fazendo um orçamento aqui bem por cima de quanto vamos gastar por lá (viajamos semana que vem). Com esse câmbio ta valendo bem mais trocar dinheiro no Chile mesmo. Bonitas fotos!
  39. 1 ponto
    http://www.boipebatur.com.br/ilha-de-boipeba/como-chegar/lancha-rapida-valenca-para-ilha-de-boipeba opção do catamarã
  40. 1 ponto
    Show de bola Joao, estou me animando para fazer uma dessa, me da uma luz ai para os equipamentos, comprou algo pelo mercado livre? pode indicar alguma marca e/ou modelo de bau, suporte, afastador e algo mais que tenha usado. Valeu!
  41. 1 ponto
    Salve companheiros! Acabei que vi somente hoje este relato... Atrasadinho. Uma grande pena não ter conseguido acompanhar vocês nesta, mas sem dúvida, como se diz, há males que vem para bem. Outras virão! Forte abraço!
  42. 1 ponto
    Viajei sozinha. Desembarquei. E agora? Essa foi a pergunta que fiz quando cheguei a meu primeiro destino sozinha, Salvador... Foi nesse momento que iniciei o processo de auto conhecimento, tudo era novidade, tudo era incerto, não fazia ideia do que me aguardava. Se você pensa em viajar sozinha e tem medo, vá coleguinha, deu tudo certo pra mim e vai dar tudo certo pra você também. A dica é: Se permita, esteja aberto a conhecer pessoas, ouvir novas histórias, contar as suas histórias, da mesma forma que as outras pessoas são novidade para você, você também é uma novidade para elas, interaja, e a dica de ouro, RESPEITE, você vai conhecer outras culturas, outras religiões, outras opiniões, vá com o coração e a mente abertos... O mundo é uma diversidade, vamos lá, se mexa, levante o bumbum do sofá, saia da sua zona de conforto, vá viajar, vá mudar sua vida também, o mundo é nosso, mas a decisão de conhecer o mundo é toda sua.
  43. 1 ponto
    @sara1997 Desculpa, eu dei uma desligada do site. Mas olha, eu usei ela umas duas vezes até agora, e tá de boa. Mas vou colocar ela a teste mesmo, só mês que vem, eu volto a comentar aqui, caso você ainda esteja interessada em saber.
  44. 1 ponto
    Adorei o post, me fez recordar o dia em que me joguei na BR com 20,00 no bolso, um saco de dormir, um fogareiro de latinha e o coração explodindo de felicidade. Dormi embaixo de pontes, dormi em abrigos públicos, dormi em calçadas... reitero tudo o que tá escrito sobre a paciência, a gratidão, a solitude e o revisar de valores. Passar fome na BR e precisar bater em portão pra pedir resto de comida, pegar legumes do lixo em CEASA, mudou tudo o que eu achava que sabia sobre a vida. Precisa nem ir tão longe, só de achar uma fonte d'agua pra tomar banho depois de caminhar 20, 30 km no dia anterior que você dormiu sujo pq não tinha onde se banhar, e após o banho você perceber que tá emocionado, que tá saindo do posto de gasolina cantando, gesticulando sozinho pq não se contém de tanta alegria. A vida na BR muda sua cabeça, te vira do avesso. Voltei pro Rio (minha cidade natal) há uns meses, arrumei um trampo de garçom e aluguei um quarto, meu plano é passar 2018 me aprimorando no violão e voltar pra BR no fim do ano, fazendo da viola meu sustento. Outro plano pra 2018 tbm era resolver pendências de documentos, e tô correndo atrás disso, já tirei até o passaporte. América Latina que me aguarde, ou até distâncias maiores hehe não descarto uma carona num veleiro pra desembarcar sabe lá onde... Em relação à bike, admiro muito, mas sou dos que prefere ir a pé/carona justamente pela questão da manutenção da bike e de te limitar em certos roles. Só discordo de um detalhezinho no relato: acho sim válido a pessoa se preparar antes e pesquisar muito em relação a alguns aspectos técnicos de se viver na estrada, por mais que, sim, é a própria estrada quem vai ensinar quase tudo. Mas ter um isolantezinho térmico, ou um pára-vento simples de papelão e papel alumínio pra você cozinhar um macarrão ou umas batatas com mais eficiência no seu fogareirozinho podem fazer muita diferença rs Uma coisa que aprendi na BR é que de barriga devidamente cheia seu moral consegue te levar até a China, você encara qualquer parada. Com fome seu moral fraqueja. No mais, adorei o post, adoro relatos com esse perfil, a là Supertramp, pois também sou parte disso. Sinto falta de mais posts e blogs assim. Tenho planos de fazer um blog/diário quando voltar pra BR. Valeu
  45. 1 ponto
    Eu uso. Não é muito grande mas cabe tudo! Boa cargueira.
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    Hola chicos de Brasil!!! Vou relatar minha experiência nesse tradicional mochilão entre Bolívia Chile e Peru que aconteceu entre os dias 01 e 30 de junho. Lembrando que o fato de ser comum, de forma alguma faz com que seja uma viagem "mais ou menos", aliás eu diria que se o que te falta é um incentivo, nem leia este relato, pegue sua mochila e vá. Eu garanto que será a melhor experiência da sua vida No entanto devo lembrar que o fim da viagem é muito difícil, bate uma deprê enorme na hora de voltar, mas vale a pena! Fiquei cerca de 6 meses planejando essa viagem que por sinal conheci por meio do mochileiros.com, praticamente todas as informações que colhi foram daqui então o mínimo que poderia fazer é um relato como forma de agradecimento e quem sabe como incentivo a outras pessoas também fazerem esse mochilão. Foi minha primeira viagem internacional e foram 30 dias sensacionais. Desertos de areia, de sal, montanhas nevadas, mata, grandes cidades, pequenas cidades, cidades perdidas etc. O ganho é enorme, cultural, visual, social e álcoolicamente falando. heheheh. Em 30 dias conheci pessoas maravilhosas, fiz diversos amigos, sim, amigos e não colegas, no mundo inteiro. É uma viagem onde é possível conhecer lugares incríveis, festejar muito e refletir sobre a vida (a minha com certeza ganhou um rumo diferente). Passei por alguns apuros durante a viagem mas não tem como fugir dos imprevistos. Vou tentar detalhar bastante mas não adianta, muitas informações se perdem no meio do caminho mas não tem problema, quando está lá as coisas acontecem bem naturalmente. Vamos ao que interessa Antes de tudo vou deixar um vídeo que dá uma boa ideia do que foi esta viagem: O roteiro O roteiro final foi o seguinte: Santa Cruz de la Sierra Sucre Potosi Uyuni San Pedro de Atacama Arica Tacna Arequipa Nazca Paracas Huacachina Cusco (com Salkantay) La paz Santa Cruz de la Sierra As únicas diferenças do roteiro original foram a inclusão de Nazca e a exclusão de Copacabana devido a acontecimentos no meio da viagem Para a galera ter uma noção melhor da localização das cidades, vou colocar o roteiro que eu fiz no Tripline antes de viajar. No final as anotações nesse roteiro não bateram totalmente com o que aconteceu então é só pra ter uma ideia mesmo(eu editei para excluir Copacabana e incluir Nazca). Gastos Passagens Guarulhos x Santa Cruz: R$ 447,00 ida e volta pela Gol. Comprei com 2 meses de antecedência mas pelo que vi esse é o preço normal. Passagem Santa Cruz x Sucre: US$ 57,00 pela BOA http://www.boa.bo/brasil/inicio (comprei pela internet no cartão de crédito, rápido e sem problemas) Levei comigo em dinheiro R$ 2000,00 e US$ 600,00 (cerca de R$ 3200,00) e sobrou mesmo depois de comprar alguns presentes. Exageramos principalmente com comida no Peru (que é ótima) a ponto de desperdiçar e posso dizer que se você for mais controlado, dá pra fazer com pouco menos de 3000,00 tranquilamente. Pra quem não quis calcular, o gasto total foi de R$ 3700,00 aproximadamente OBS: não tenho nenhuma planilha de gastos, não fiz e acho que não fez falta em nenhum momento, muitos gastos estão detalhados no meio do relato, acho que o importante é saber mais ou menos quanto dinheiro precisa no total e o valor de alguns passeios mais caros ou de transporte em alguns trechos mas não tem por que saber quanto custa um pirulito na banquinha de doces em frente ao terminal de ônibus de Sucre por exemplo. DICAS - Primeira e mais importante, se você vai viajar nos próximos meses NÃO compre passagens pela Aerosur, a empresa está em situação crítica, ainda não se sabe se vai falir mas para se ter uma ideia, no aeroporto de Viru Viru não há ninguém nem mesmo atendendo nos balcões da companhia mesmo assim o site e diversas agências de viagens continuam vendendo suas passagens. Fique esperto, não compre. Dois amigos que estavam comigo compraram e se deram mal, também encontramos outras pessoas na mesma situação. - Não quis apostar em VTM e coisas do tipo pois já vi varias pessoas tendo problemas como maquinas engolindo ou dificuldade em achar lugares pra gastar, então resolvi ficar só com o moneybelt (R$19,90 na Decathlon :'> ), ficava 99% do tempo comigo, pode ser arriscado mas não tive problemas. - O trecho Santa Cruz x Sucre decidi fazer de avião pois dizem que não é muito bom fazer de ônibus devido às condições da rodovia, além de levar cerca de 17 horas, portanto como o preço indo de avião é bem acessível, eu recomendo afinal você também não perde um dia de viagem. - Provavelmente só mudaria uma coisa na viagem toda e deixo aqui a dica: leve dólar, se puder, tudo em dólar. Resolvi levar real e realmente não há problemas em fazer troca, ele é aceito em casas de câmbio em quase todas as cidades mas eu perdi dinheiro sempre. Vou exemplificar. Comprei meus dólares na semana da viagem (brasileiro deixa tudo pra última hora né heheh) e paguei R$ 2.10 no câmbio e por exemplo na Bolívia no aeroporto Viru Viru o câmbio era o seguinte: Real: 3,00 bolivianos Dólar: 6,84 bolivianos Então vamos lá, calculadora em mãos, rssss. Com R$ 2,10 eu compraria 6,30 bolivianos, mas com os mesmos R$2,10 eu compraria US$ 1,00 e trocaria ele por 6,84 bolivianos e estamos falando de dinheiro para um mês todo, no final esses centavos fazem muita diferença. Com a moedas dos 3 países isso acontecia, a única diferença era quanto dinheiro eu perdia as vezes mais, as vezes menos por isso hoje eu digo leve dólar Preparativos Posso dizer que pra algumas coisas sou meio despreocupado mesmo, a única coisa que fiz basicamente foi definir o roteiro e ir. Mesmo indo em alta temporada(para o Peru pelo menos devido ao Inti Raymi) não reservei nada, hostel, passeios, nada e digo que podem fazer da mesma forma sem medo pois por mais incrível que pareça, reservando algumas coisas com antecedência você pode pagar mais caro. Como não tinha nenhum amigo que podia ir junto no mesmo período me programei psicologicamente para ir e ficar sozinho. Santa ingenuidade Se você quiser ficar sozinho nessa viagem tem que fazer um esforço enorme pra isso (e mesmo assim acho difícil conseguir ) mas eu não sabia disso então comecei a procurar pessoas aqui mesmo no mochileiros que fossem fazer a viagem nessa época. Troquei mensagens com várias pessoas e montei um grupo no Facebook porém a maioria das pessoas não ia na mesma data então acabamos usando mais pra trocar informações porém um deles, o Thiago iria na mesma data que eu juntamente com o Rogi e até o Salar de Uyuni nosso roteiro era o mesmo. Depois viemos a descobrir que nosso voo era o mesmo saindo de Guarulhos. Pronto, já não estava mais sozinho e nem tinha saído do Brasil. Conheci também Fernando e Beatriz que estavam em outro grupo com 90% do roteiro igual ao meu porém eles iriam sair de SP um dia depois de mim. Como haveria essa diferença de um dia, pelos meus cálculos, não conseguiríamos nos encontrar no começo da viagem então decidi não me comprometer a fazer parte do grupo mas mantive contato planejando me encontrar com eles em Uyuni ou Atacama. Minha ideia o tempo todo foi me preparar para estar sozinho e se algo diferente acontecesse seria lucro, mas se eu planejasse estar acompanhado o tempo todo e não conseguisse isso, seria bem pior. Tive problemas com o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela mas vou contar no relato. No começo estava em dúvidas se começava o roteiro por La Paz para comprar roupas por lá pois não tinha nada para aguentar o frio do Salar mas desisti da ideia e comecei por santa cruz mesmo então fui na Decathlon ver se achava algo que desse pra usar por lá a um preço aceitável. Encontrei na seção de Snowboard uma jaqueta em promoção, me pareceu boa. Comprei ela, uma calça underwear por 39,90, o moneybelt e só, rssss (lembra q sou meio relaxado? heheh). O resto foram roupas comuns, jeans, camisetas dry fit, umas de algodão,blusas leves, nada demais! Mochila foi uma de 55L se não me engano. Aconselho uma de 65 pelo menos principalmente se for mulher pois tem algumas tranqueiras a mais hehehe mas somente por praticidade pois a minha serviu bem. Mas se você for daqueles que gosta de comprar bastante coisa no caminho como lembranças e etc, lembre-se que terá que guardar em algum lugar. DICAS - Nessas horas tem gente que acha que até a escova de dente tem que ser adaptada para mochileiros e eu sou prova viva de que não é bem assim. Claro que isso é uma opinião bem pessoal mas só digo que não é essencial ok? :'> Nem mesmo bota eu usei. Fui com um tênis Olympikus velho com um ano de uso (e olha que eu fiz a Salkantay hehe) e não me arrependo. 1° dia - Guarulhos x Santa Cruz de La Sierra Acho que nem preciso dizer o tamanho da ansiedade nesse dia né? rsss. Acordei cedo e fui no Instituto Emílio Ribas que fica relativamente perto de casa, pois lá conforme consta no site da Anvisa, emite o Certificado Internacional de Vacinação para a febre amarela que (teoricamente) é exigido nesses países. Bom, chegando lá descobri que eles realmente emitem o certificado mas APENAS se você tomar a vacina lá ( o mesmo acontece com todos os outros postos credenciados que estão na lista do site da ANVISA) e eu já havia tomado a vacina 2 anos antes portanto o que eu deveria fazer seria me dirigir a um posto da própria ANVISA e não um posto credenciado. OBS: Essa informação consta em letras minúsculas na lista da ANVISA e eu é claro, não vi.Lá no instituto a mulher me disse que não havia problemas pois o posto da anvisa funcionava 24H no aeroporto de guarulhos pois era internacional e bla bla bla, só o de Congonhas que fechava as 17H. Pedi pra usar o telefone dela pra ligar na ANVISA e confirmar somente por precaução, ela até deixou mas quem disse que funcionou? provavelmente o número estava errado. Ela falou mais algumas vezes, eu acabei me convencendo e pensei "saio mais cedo de casa, passo na ANVISA no aeroporto e tá tudo tranquilo". Hehehehe você acha que deu certo??? Continue lendo. Meu voo era as 22:00, saí mais cedo de casa mas tranquilo pois a ANVISA funcionava 24H então teria tempo de sobra . Busão, metrô, adrenalina a mil. Cheguei no aeroporto as 18:45 e me dirigi ao balcão de informações perguntando onde era a ANVISA, nisso a mocinha vira e manda na lata: "você quer pegar o certificado agora? A ANVISA fechou às 18:00 mas vai la e vê se tem alguém". Hahah nessa hora só pensei: "Fod*u" mas mesmo assim foi la e adivinhem......estava aberta??? Claro que não. Voltei ao balcão e perguntei pra moça se era realmente obrigatório o certificado, ela não tinha certeza mas ligou pra alguém que disse enfaticamente "sim é obrigatório". Hehhe eu estava rindo pra não chorar, já pensei que teria remarcar minha viagem e estava pensando nos transtornos. Passados uns 5 minutos de reflexão pensei: "já estou aqui mesmo, vou arriscar, tenho minha carteira de vacinação brasileira, com isso mais uma boa conversa ou quem sabe no máximo um "cafezinho" eu consigo passar", no máximo eu seria deportado acusado de tentar subornar um oficial hahah, mas eu estava de férias, viajando....... que se dane. Enrolei um bom tempo no aeroporto, fui fazer o check-in com medo de me pedirem o certificado, vi que tudo estava transcorrendo bem e então no final perguntei pra moça da GOL e ela me disse que dificilmente pedem mas lá na Bolívia então ja me senti mais aliviado, pelo menos do Brasil eu iria conseguir sair hehehe. Enrolei mais um pouco e quando deu a hora fui pra sala de embarque. Resolvi então enviar uma mensagem para o Thiago e ele me disse que estava tomando uma no bar do aeroporto mas como eu ja estava na sala de embarque não pude me juntar a eles, fiquei então namorando as coisas no Duty Free (a primeira vez lá você nunca esquece hehehe). Pouco antes de embarcar só ouvi um "eaee", eram Thiago e Rogi. Conversamos um pouco e de cara vi que eles eram super gente boa então iríamos nos dar bem. Como eu havia dito, nosso roteiro era o mesmo até Uyuni. No primeiro dia chegaríamos em santa cruz às 1:20 da manha e teríamos o voo pra Sucre por volta das 9:00, a única diferença é que eu iria de BOA e eles compraram passagens da AEROSUR (pois é eles se deram mal). Nosso voo saiu no horário em Guarulhos, fizemos a escala em Campo Grande e então consegui sentar mais próximo deles no avião para conversarmos. Nisso eles já estava conversando com um senhor boliviano gente boa que nos deu algumas dicas do que fazer em Santa Cruz. Chegamos em Santa Cruz e a felicidade era facilmente perceptível mesmo antes dos tramites aduaneiros. Era o começo da tão sonhada viagem, o primeiro dos 30 dias o primeiro carimbo no passaporte (no meu caso), sensação muito boa. Preenchemos e entregamos os formulários, eu ainda com medo de ser questionado a respeito da carteira de vacinação mas no final deu tudo certo. Passamos pela "inspeção" de bagagem e estávamos liberados. Oficialmente em território boliviano, e livres. Rafael, Rogi e Thiago. Estava apenas começando. Agora não tem volta. Ok, eram 1:30 da manhã e nosso voo para Sucre só iria partir as 09:00. O que fazer então? dormir no segundo andar como a galera faz? Tá de sacanagem né? heheheh. Conforme preciosas informações colhidas durante o voo com nosso colega boliviano, resolvemos explorar a noite boliviana hehehe. Antes de tudo fomos guardar nossas mochilas no aeroporto mesmo, por um período maior que duas horas paga-se 50 bolivianos e foi o que pagamos mas as mochilas dos 3 couberam em apenas um armário então estava tranquilo. Os armários não tinham cadeado e eu tinha que deixar meu moneybelt lá pois estava com o dinheiro da viagem toda e não iria andar por ai com tudo mas ficava um tiozinho tomando conta da sala com os armários e controlando quem colocava e retirava as coisas então resolvi arriscar afinal não havia muito o que fazer. Se precisar, a casa de câmbio do aeroporto está aberta nesse horário e no dia estava coma cotação que mostrei no começo do tópico. Antes de tudo fomos ao balcão da Aerosur para ver se Thiago e Rogi teriam algum problema e descobrimos que não havia nenhum funcionário da Aerosur no aeroporto, ou seja eles estavam ferrados. Encontramos um jovem casal brasileiro com o mesmo problema. A saída? Comprar outra passagem. Livres de mochilas tomamos um táxi até o centro de santa cruz. Custava 60 bolivianos mas chorando ficou por 50. Dica: se não sabe pechinchar já vá praticando, rssss, será muito útil. Fomos até uma praça que não sei o nome mas tinha uma baladinha nela que se chama Buffalo (ou algum outro bicho grande não lembro bem). Até que tinha um bom movimento na praça (não fomos na balada) e logo que chegamos fomos tomar nossa primeira Paceña. Eu não sou de beber cerveja, não gosto mas isso mudou bastante nessa viagem hehehe. Comprávamos as primeiras latinhas logo ao chegar na praça e já fomos abordados, isso mesmo abordados por duas simpáticas bolivianas. Descobri que brasileiro tem cara de brasileiro e é facilmente reconhecido por lá, segundo elas, rsss. Conversamos, bebemos, papo vai papo vem e demos um perdido nas duas, ou elas deram na gente, tb não lembro hehehe. As primeiras Paceñas e as primeiras experiências sociais na Bolívia!! Viva a Paceña!!! Fomos então dar uma volta pela rua e então reparei um grupinho passando e uma menina estava olhando e rindo então pensei: "será q to cagado?" hehehe mas continuamos andando, voltamos pra onde estávamos na praça e vi que essa menina estava lá com suas outras amigas, mais uma vez fomos intimados (acho que isso acontece bastante por lá hehehhe) e então conhecemos Karmiña, Paola e Yoseli com quem conversamos e bebemos a noite toda. Acabamos descobrindo que os brasileiros tem muita fama por lá segundo elas. Algumas acham uma fama boa, outras, ruim. durante a noite conhecemos outras pessoas também, como a maioria ali estava borracho, se enturmar era muito fácil. Tinha um boliviano que parecia falar chinês, ninguém entendia o que ele falava, rssss. Ficamos em frente essa balada e do lado de fora pudemos perceber que na praça estava melhor que lá dentro. Aliás não pudemos deixar de nos emocionar quando mesmo da rua ouvimos tocando Kaoma lá dentro heheheh. Mas para ter certeza se valia a pena entrar ou não conversamos com o cara da porta da balada e usei a velha tática do "deixa um de nós entrar pra ver como está lá dentro e ele volta pra falar". Foi então que o Thiago entrou e realmente percebemos que estava melhor lá fora. Ficamos até umas 6 da manha e garanto que foi ótimo, muito melhor que dormir em aeroporto no nosso caso, deu pra beber bastante, conhecer pessoas legais e já sentir o clima da Bolívia e da viagem.......... Se você for chegar nesse voo da madrugada e vai em clima de curtição eu aconselho bastante ir pra praça no centro, agora se for num clima mais light, melhor o segundo andar do aeroporto mesmo ou alguma outra coisa. Paola, Rafael, Yoseli, Karmiña, Thiago e Rogi O boliviano que falava chinês! Borracho! hehehe O clima era esse . Quando foi umas 6 da manhã nos despedimos de nossas novas amigas, trocamos contatos e voltamos para o aeroporto pois o Thiago e o Rogi ainda tinham que resolver a questão da passagem para Sucre afinal haviam comprado na Aerosur. Pagamos mais 50 bolivianos no táxi para a volta. A despedida Chegamos no aeroporto e fomos verificar nas companhias BOA e TAM preços e disponibilidades para Sucre. Se não me engano na BOA não tinha então os dois compraram outra passagem na TAM. OBS: não é a mesma TAM que temos aqui, essa é Transporte Aéreo Militar mas pelo que vi, parece ser confiável. Eles compraram as passagens por algo em torno de 60 ou 70 dólares para a mesma manhã porém havia um detalhe, o voo não sairia de Viru Viru e sim do outro aeroporto, o El Trompillo, então fiquem espertos ao comprar na TAM pois tem que ir ao outro aeroporto. Em frente ao Viru Viru sai um busão que custa meio caro (não tenho certeza mas acho que uns 100 bolivianos para o outro aeroporto). Comemos um lanche no Subway, conversamos um pouco, pegamos as malas e fizemos nossa programação para nos encontrarmos em Sucre. O voo de Thiago e Rogi chegaria cerca de 1 hora e meia antes do meu pois eu teria uma conexão em Cochabamba então combinamos de eles darem um role pela cidade e nos encontraríamos no terminal de onibus de Sucre pois já partiríamos para Potosi. Será que deu certo??????? Aeroporto Viru Viru Continua....
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