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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 05-02-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Travessia Sitio Bom Jesus / Morro do Chapéu - Travessia dos Veadeiros, Janeiro de 2019. Essa travessia vai surpreender os amantes do Trekking Por Mauro César - Trekking na trilha Dona Madalena e Silmênia Fomos recebidos por Dona Madalena uma pessoa de muita luz, responsável pelo Sitio Bom Jesus, um lugar de pura paz, tudo muito organizado e limpo, vale muito a pena visitar este lugar. Não visitamos o bosque, lugar onde dizem que é surpreendente. Igreja - Sitio Bom Jesus Entrada do Sitio - Exemplo de cuidados com o lugar Passagem pelo portal Saímos ás 11h00 do dia 25/01, percurso com nível difícil, ao longo do trecho o GPS ficou desnorteado, mostrava o caminho diferente e acusava o erro depois de vários metros percorridos, obviamente que tínhamos que seguir, confesso que o acesso foi muito complicado. Ao longo do trajeto dessa primeira etapa, a região mostra muito riqueza nas plantações de soja que sumiam de vista. Pausa para foto Sincronismo dos pássaros Botas na trilha Silmênia pulando a cerca Trekking Proteção do equipamento na hora do almoço, muita chuva Comendo mi Bora né Depois de caminhar em média uns 16 km, chegamos na casa da Miriam, onde nos recebeu de forma muito cativante, muita conversa e risos... tomamos aquele café. Olhem isso, moleque nem gosta de ovos Delicia de café Saída da casa da Miriam Será que rola uma carona? Vista do Heliporto Paredão impressiona Exuberância Trekking Sil superando limites - Nota máxima Cansado? Não apenas impressionado O percurso mais uma vez nos surpreendeu, as coordenadas nos levou por um acesso muito arenoso, sem trilha e direção, muito ingrime e perigoso, correndo o risco de sofrer algum tipo de acidente, rasgamos mata adentro e depois de muita dificuldade conseguimos encontrar a estrada que nos levasse a casa do Sr.Geraldo, estava escurecendo e tudo piorava, mas tínhamos que seguir. E assim foi, escureceu, a estrada estava nos levando ao caminho certo e felizmente por volta das 21h00 chegamos na casa do Geraldo. Logo na chegada fomos recebidos com esse licor..Será? comemorar a chegada sempre é importante. Jantamos aquela comida caseira feita pela Dona Marlene, sem comentários para essas pessoas, estávamos com muita fome, pois esse trecho exigiu muito de nós. Tudo combinado para o resgate e hora de descansar para o dia seguinte. Seu Geraldo - Saída para o segundo dia de trilha Vamos nessa!! A partida para o segundo dia de trilha foi mais cedo, por volta das 08h30m, muito estradão e por mais uma vez a natureza nos mostra seu valor, logo os papagaios fizeram seu papel. Pausa para o lanche Vista para o rio Paranã Seleções de fotos Olhando a paisagem - Muita chuva pela frente Café no bule Desce daí criatura Sejam bem vindos Pedreira, arquibancada para apreciação do lugar Serras que se perdem de vista E lá fomos nós, caminhamos bem este dia, a chuva veio com muita força, quase 4 horas de chuva intensa, e a previsão era de continuar por um bom tempo, saímos em uma mata fechada, com muitas bocainas e achamos melhor não continuar, próximo as 18h00 montamos acampamento onde pernoitamos (Hostel Curral fofo), hehe! nome adotado para aquele lugar. Hostel Curral fofo, assim foi batizado - Acampamento 2° dia Partindo para o trecho final Seleção de fotos Fonte da juventude Subidas e mais subidas, paisagens de tirar o folego, trecho final e nada de chegar na casa do Alex, passamos por entre as bocainas, pequenos rios e a vegetação úmida, assim dificultado nossa caminhada. Enfim conseguimos chegar na tão esperada casa do Alex, hehe. mais uma recepção fantástica, fizemos um lanche, café, peta caseira feita pela sua mãe e pão com mortadela, em meio a conversa Alex nos disse sobre sua trajetória e a escolha do lugar para morar. Em sua propriedade existem três cachoeiras, não deu tempo de visita-las, quem sabe em outra oportunidade. Café na casa desse camarada - Alex Vista da casa do Alex Vai entender Palmeiral Há 5 quilometros de completar o trecho final, fomos na casa da Dona Nilza, outro ponto de apoio, e mais uma vez aquele precioso café e um papo rápido. Casa da Nilsa e Virgílio - Lugar de ponto de apoio e venda de doces e Requeijão Subida para o morro do chapéu Vista panorâmica na subida do morro tão esperado Foram em média duas horas de subida, mais é subida mesmo que chega a pensar em desistir. Zé do facão No caminho encontramos essa figura, que por sua bondade nos ofereceu sua casa para descansar e nos alimentar, já era hora de completar a travessia, não tínhamos mais tempo, até porque o resgate combinado com Sr.Geraldo estava perto conforme horário combinado. Bateu uma tensão, não conseguimos contato com o mesmo, sinal de telefone péssimo, mas por generosidade ele chega para alegria dos caminhantes. Vencemos todas as diversidades. Final da travessia Em meio há tantos obstáculos, curiosidades, vistas magnificas, a travessia foi concluída com sucesso. Minha companheira de caminhada, Silmênia José Pereira superou e me encheu de alegria por essa conquista. Parabéns Sil...Essa travessia promete. Agradecimentos Tekking Brasilia - Samuel Schwaida Sr. Geraldo (Secretário de Turismo de São João da Aliança - GO) e Marlene Taralico Luan - Filho Sr.Geraldo Alex Nilza Sra.Madalena Aline Ferreira e Nara Niuma Respeite a natureza Recolha todo seu lixo. Se possível traga de volta também o de pessoas menos cuidadosas. Não abandone latas, garrafas e plásticos. Evite cortar lenha para fogueiras. Use só os galhos caídos e apague bem as cinzas. Faça sua fogueira em local descampado e longe da mata e de moitas de capim. Evite usar sabão em fontes, riachos e lagos. Monte seu acampamento afastado das nascentes. Escolha um lugar afastado para banheiro e não se esqueça de enterrar seus dejetos. Leve alimentação adequada. Evite enlatados, leite em caixa, vidros ou bebidas alcóolicas. Conheça as regras básicas de primeiros socorros e orientação na natureza. Planeje seu roteiro de viagem e deixe sempre alguém avisado sobre ele. Frequentadores da natureza têm maior responsabilidade pela preservação ambiental. Respeite e confraternize com os habitantes dos locais visitados. Não use fogo dentro ou perto da barraca. Tenha cuidado também com a vegetação. Pratique o bem!!!
  2. 2 pontos
    Muitas pessoas perguntaram: porque escolheram o Marrocos? Pesquisamos vários destinos, mas estamos numa vibe de conhecer lugares e coisas diferentes e não me arrependi nem um pouco de ter escolhido esse país exótico e fascinante. Como chegar ao Marrocos: Saímos de Recife em um voo direto para Madri (pela Air Europa e resumidamente a viagem foi tranquila, durou 8h e a cia aérea está aprovada). Em Madri pegamos um voo para Marrakesh, pela Ryanair e durou aproximadamente 2h. Chegando em Marraquexe: O aeroporto é muito lindo e moderno. A segurança lá é bem rígida, tudo seu é revistado nos mínimos detalhes, inclusive não pode nem entrar com drone no país. O aeroporto fica vazio, só pode entrar quem realmente vai pegar voo. As pessoas que estão esperando os passageiros, ficam na parte de fora. Como havíamos contratado um guia, ele estava já nos esperando. Contratando uma agência de turismo marroquina: Pesquisamos bastante como seria nosso roteiro pelo Marrocos. Tentamos fazer como de costume, tudo por conta própria, com mapa na mão e desvendando os lugares escolhidos. Depois de muitas pesquisas, decidimos fechar um roteiro com a agência Vamos a Marruecos e, sinceramente, foi a melhor decisão que tomamos. Vi que essa era a maneira mais segura e rápida. Com certeza aproveitaríamos melhor o pouco tempo que tínhamos. O Marrocos é um país bem diferente do nosso, com outras culturas e costumes. É um lugar famoso pela abordagem aos turistas, ou seja, constantemente aparecem pessoas e comerciantes querendo te vender algo ou te cobrando até por alguma informação que você peça na rua. Enfim, uns dos motivos pelo qual entramos em contato com algumas agências e fechamos com a que mais nos agradou. Fechamos um roteiro de 7 dias (virou 6 devido ao voo que perdemos), com motorista e guia o tempo todo a nossa disposição. Eles falam português muito bem, são muito simpáticos e prestativos e nos levaram a lugares maravilhosos. A propósito, todas as hospedagens foram escolhas deles. Sobre a agência Vamos a Marruecos: Pagamos um valor fechado, por uma excursão privada, que incluía transporte, ida e volta ao aeroporto, todas as hospedagens, guia local em todos os lugares visitados, algumas refeições e todo o passeio pelo deserto. Mais uma vez digo: foi a melhor escolha que fizemos. Foi tudo incrivelmente bom. Ficamos hospedados em lugares excelentes com os melhores atendimentos possíveis. O valor do pacote varia de acordo com suas preferências, pode até deixar claro se prefere ficar em hotéis mais sofisticados, quantos dias você vai querer ficar no total, etc. Nosso guia se chamava Mustapha. Assim que entramos em contato com ele, nos mandou um roteiro de acordo com a quantidade de dias que iríamos ficar e falamos mais ou menos nossas preferências, como por exemplo, fazíamos questão de dormir no deserto e queríamos ficar hospedados em Riads dentro das medinas (parte mais antiga das cidades). Para encontrar eles no TripAdvisor, é só clicar aqui. • Dia 1 Marraquexe: onde se hospedar Infelizmente tivemos um dia a menos no nosso roteiro (perdemos o voo em Madri e só conseguimos embarcar no outro dia a noite) e não conseguimos explorar Marraquexe como queríamos. Ficamos hospedados no Riad Bijoux. Explicando melhor o que é um Riad: são casas marroquinas que foram transformadas em locais para hospedar pessoas. Esse que ficamos é todo lindo, com detalhes apaixonantes e se falar que fomos recepcionados de uma forma bem alegre e acolhedora por Hassan, que toma conta do local. Como chegamos a noite, ele nos serviu um delicioso jantar com vinho. Ah, antes do jantar, tomamos um chá e comemos biscoitinhos, isso é bem comum quando você é recebido nos lugares (chá de boas vindas). Não conseguimos conhecer a medina, como estava programado, mas acordamos cedo, andamos um pouco pelas ruas e fomos conhecer a famosa praça Djemaa El Fna, aquela que fica uma loucura de tanta gente e turista. Tem povo com cobras, macacos (nem gostei do que vi, eles deixam os bichos acorrentados e presos em caixas), barracas de comida, entre outras coisas. Fomos até a frente da mesquita, tiramos umas fotos e depois pegamos o carro para continuar a viagem em direção a Ouarzazate. • Dia 2: Passando pelo Alto atlas: muita beleza e muita neve Cada paisagem de tirar o fôlego! Montanhas com muita neve e um céu bem ensolarado pra completar a perfeição. Durante o percurso, paramos para tomar um café em um lugar com uma vista linda. Depois, mais uma parada no ponto mais alto da viagem, Tizi-N-Tichka com 2260m de altitude e estava ventado bastante. Pense num frio! Também paramos pra conhecer uma cooperativa dos produtores de óleo de argan. Eles explicam todo o processo e lá vende vários produtos tanto para beleza quanto para comer. Compramos um mel com argan muito gostoso. Ait Benhaddou: patrimônio da UNESCO O Ksar mais famoso, uma aldeia fortificada, onde as casas são feitas de barro. Atualmente, poucas famílias ainda moram na região, mas encontramos lojas e vários artigos marroquinos sendo vendidos. Esse lugar serviu de cenário para algumas produções cinematográficas como: A Múmia, Gladiador, Alexandre, Príncipe da Pérsia, Indiana Jones, Game of Thrones entre outros. Não deixe de visitar esse lugar e vá com um guia. Você vai caminhar por ruas estreitas e cheias de detalhes até chegar ao ponto mais alto, na fortaleza, onde tem uma vista belíssima. Seguimos em direção a nossa próxima hospedagem, o Hotel Xaluca Dades. Grande, com uma decoração belíssima por toda parte. Jantamos com buffet livre e o café da manha também era no mesmo esquema. • Dia 3: Parada nas Gargantas do Todra: Desfiladeiros que chegam até 300m de altura São cânions de grande beleza, onde muita gente faz trilha e escalada nessa região. Fizemos apenas uma parada pra conhecer esse lugar que é realmente muito lindo. Tem bastante turistas e você encontra barraquinhas vendendo souvenirs. Seguimos em direção a Merzouga: Agora sim, chegamos na parte que me gerou mais ansiedade: conhecer o deserto do Saara e dormir no meio do nada. Antes de pegarmos os dromedários e seguirmos para o acampamento, decidimos fazer um passeio de quadriciclo pelas dunas e foi simplesmente uma experiência eletrizante (recomendo muito, pra quem curte aventura). Uma noite no deserto do Saara: dormindo em acampamento Pegamos os dromedários e seguimos viagem. No meio do caminho, uma parada estratégica para apreciar o belo por do sol (parecia uma pintura de tão linda que ficou a paisagem). Chegando no acampamento, fomos recebidos com chá de boas vindas e biscoitinhos. Depois, encaminhados a nossa tenda. Simplesmente me surpreendi com a estrutura. Como podem observar na foto, parecia um quarto de hotel, muito organizado e limpo. O banheiro tem todo estruturado, com pia, vaso sanitário e até banho quente. Fomos jantar numa tenda específica e estava tudo uma delícia. Mustapha (nosso guia), não estava presente no acampamento, mas nos mandou um vinho marroquino de presente e a noite foi ótima. Depois da janta, fomos pro meio do acampamento onde tinha uma fogueira. A noite foi bem animada com muita música, batuque e dança. Todos os funcionários foram maravilhosos, simpáticos e atenciosos. Havia um grupo de italianas, além de nós. Ainda fomos presenteados com um céu sem nuvem e muito estrelado. A dormida: confesso que não dormi direito, mas o fator foi o frio. Sim, fez um frio fora do normal de madrugada e não tinham mantas nem roupas que dessem jeito. A cama era confortável, tinham vários lençóis e mantas. Acordamos cedinho pra apreciar o nascer do sol (graças a Deus a temperatura já estava melhor). Tomamos um café e nos preparamos pra sair do deserto e encontrar nosso guia. Obs.: Existem vários tipos de acampamentos, dos mais rústicos aos quase comparados a um hotel 5 estrelas. Veja bem sua preferência. Nesse que ficamos, achei ideal: confortável, tinha uma estrutura ótima, energia elétrica, funcionários excelentes e levaram todas as nossas malas no carro deles (tem alguns que você leva apenas uma mochila com poucas coisas). Fomos e voltamos de dromedário, mas tem a opção de ir com eles de 4×4 (aviso logo que andar de dromedário não é muito confortável, porém queríamos vivenciar tudo intensamente). • Dia 4: Rumo ao norte do Marrocos atravessamos o palmeiral de Tafilalet até chegar ao vale de Ziz, onde paramos pra apreciar uma bela vista. A viagem de carro nos proporcionou cada cenário! Do nada, saímos do deserto e em poucas horas nos deparamos com neve. Tudo simplesmente apaixonante. Dessa vez estávamos passando pelo médio Atlas (midelt). Paramos em uma região que haviam uns macacos no meio da neve. Eles ficam loucos atrás de comida. E lá mesmo tem gente vendendo amendoim, pra quem quiser alimentá-los. Seguimos viagem até parar numa cidade muito linda, chamada Ifrane, a Suíça Marroquina. Estava cena de filme, toda coberta por neve. Foi apenas uma parada, mas achei tão fofa a cidade, que queria ter ficado hospedada pelo menos um dia (acho que preciso voltar ao Marrocos). Fes: A capital cutural do Marrocos Nos hospedamos Riad Dar Tafilalet. Já de cara amei o lugar que tem uma decoração linda. Ahmed, o cara que toma conta do Riad, é simplesmente uma figura que está sempre de bom humor e divertindo os hóspedes. Fomos recepcionados com chá de boas vindas e jantamos ali mesmo (estava tudo gostoso). • Dia 5: Conhecendo a medina de Fes, fábrica de cerâmica, tanques de tingir couro. Mustapha nos apresentou a um guia local, que também falava português. Primeiro, fomos conhecer a fachada do palácio real e saber mais sobre suas histórias. Seguimos para um mirante, que mostra uma vista panorâmica da cidade. Muito linda por sinal. Depois, fomos conhecer o lugar que produz as famosas cerâmicas. Vimos todas as etapas e confesso que fiquei impressionada com o trabalho e a delicadeza de tudo. Não deu pra sair sem levar nada, não é? Muita coisa linda e você fica até na dúvida nas escolhas. Hora de percorrer as várias ruas da medina. Lugar fácil de se perder, por isso, sem dúvidas, vá com um guia. As ruas são estreitas e não passa nenhum transporte, apenas burrinhos transportando cargas e mesmo assim, tem lugares que nem eles podem passar. É um mundo dentro da medina. Você encontra de tudo: moradias, todo tipo comércio, hospedagem (como o nosso Riad), restaurantes, mesquitas, a universidade mais antiga do mundo… Fizemos uma parada especial nos tanques de tingimento de couro. Aquele cenário da novela o clone (que é uma novela bem famosa e querida pelo povo marrooquino). Você entra por uma loja que vende vários artigos de couro e lá tem uma varanda que dá para tanques, onde tem várias pessoas trabalhando e o cheiro é bem forte, logo na entrada lhe dão um galhinho de hortelã pra ficar cheirando. Outra parada foi numa loja que vendia artigos de prata com um preço bem em conta. Não resistimos e compramos até um bule lindinho e outras coisinhas. Almoçamos em um restaurante dentro da medina e seguimos andando pelos corredores até chegarmos no nosso Riad. Foi um passeio muito bom e as explicações do guia foram excelentes. A tarde, fomos com Mustapha conhecer a parte nova, mais moderna da cidade. Uma cidade grande como qualquer outra, com casas, prédio, shopping, restaurantes, avenidas largas… • Dia 6: Ultimo dia nesse país africano chamado Marrocos Passamos a manha no Riad. Arriscamos até uma andada, sem guia, pelas ruas da medina, mas não fomos muito longe com medo de ficar perdidos. A tarde, nos deixaram no aeroporto e pegamos um voo com destino a Sevilla. Dicas: Culinária: não deixe de experimentar o couscous marroquino e tajines, foram os pratos que mais gostei. Os docinhos deles são bem gostosinhos, o chá é fantástico (amo chá) e o suco de laranja é maravilhoso. A moeda é o dirham marroquino. Levamos euro (1 euro valia uns 11 dirham). Pode trocar no aeroporto ou pela cidade. Não é permitido entrar em nenhuma mesquita, só quem segue o islamismo. No Marrocos, apenas em Casa Blanca é permitido entrar em uma mesquita, a maior do país. Quando for comprar algo, negocie bastante os preços (sempre consegue um desconto bom). Dá uma olhada no roteiro do S2tation, tem várias dicas legais com uma visão diferente da nossa! Impressões: Achei o povo marroquino muito simpático. Inclusive me impressionei com a quantidade de gente que desenrola português e muitos falam espanhol, ou seja, a comunicação por lá, não achei um problema. Você pode escolher se hospedar dentro da medina e sentir mais como é a cultura local, ou há hotéis muito bons em todas as cidades. Em relação a segurança, achei tudo muito tranquilo. Porém, quando percebem que é turista, muitos mercadores ficam atrás de você, de forma bem insistente, tentando vender algo. Como estávamos com guia, sempre, isso não ocorreu com a gente. Também não me senti “estranha” por ser mulher. Já tinha ouvido relatos que não havia muito respeito, mas acho que pelo fato de estar com guia o tempo todo não fomos a nenhum lugar que me fez sentir mal. As medinas são muito grandes e confusas pra quem não conhece. Então, a melhor forma é ir com guia. Vi um povo perdido, durante o passeio e é difícil se achar. A gastronomia: gostei de tudo que comi, porém só comemos comida marroquina a viagem toda e no final estava sentindo falta do tempero brasileiro kkk. Então, foi demais conhecer esse país tão exótico com gente simpática. Passamos muito tempo viajando de carro, com nosso guia e foi simplesmente incrível. Passar por tantos lugares diferentes e lindos, com paisagens que pareciam cenas de filme, dava vontade de ficar tirando foto o tempo inteiro. Não quer ter dor de cabeça, nem perder tempo e conhecer o máximo de detalhes possíveis? Feche um roteiro personalizado com uma agência. Indico a que fomos sem medo de errar e chegamos nela, pela excelente nota no trip advisor e por tantos brasileiros já terem fechado com ela. Deixo aqui meu agradecimento especial a Mustapha, que sempre vinha falando com a gente desde o Brasil, nos recepcionou da melhor maneira possível, é um cara muito de bem com a vida, alto astral e ainda virou nosso amigo marroquino. Link de nosso blog e www.melhorviajar.com.br Link de agencia e www.vamosamarruecos.com Whatsapp Mustapha , 00212676461644
  3. 1 ponto
    Boa tarde galera, Pretendo fazer minha primeira Eurotrip entre os meses de agosto, setembro ou outubro. A intenção é ficar 20 dias. Ainda não tenho passagens compradas, só planejamento e roteiro. Quero me hospedar em hostels. Estou procurando companhia para essa aventura, de preferência feminina. Quem estiver a fim, me manda uma mensagem para conversarmos. Ps: sou de Sp capital - 29 anos. Bjs, Luana
  4. 1 ponto
    Belo Horizonte (Saída) Cidade do Panamá (Conexão) Cidade do México Pirâmides de Teotihuacan (México) Oaxaca (México) Chiapas de Corzo: Festa de Chiapas de Corzo; Cânion Sumidero (México) San Cristobal de Las Casas (México) Caracol Oventic: Cidade Autônoma Zapatista (México) Tulum: Ruínas de Tulum; Grand Cenote (México) Panajachel: Lago Atitlan (Guatemala) Feirinha de Chichicastenango (Guatemala) Antigua (Guatemala) Flores: Cidade Maia de Tikal (Guatemala) Belize City (Belize) San Pedro: La Isla Bonita (Belize) Playa del Carmen (México) Cancún (México) Cidade do México Cidade do Panamá: Canal do Panamá Belo Horizonte (Chegada) Foram 16 cidades em 4 países da América Central e do Norte. Visitamos desde lugares muito simples, especialmente na Guatemala, até a ostentação de Playa del Carmen e dos resorts de Cancún (que, até pela característica da viagem, não ficamos hospedados). Confesso que jamais me imaginei fazendo esse tipo de viagem, porque demanda um desapego que eu não tinha. Mas logo no primeiro mochilão fiquei encantado com a possibilidade de conhecer tantos lugares maravilhosos em tão pouco tempo. Além disso, fomos muito bem recebidos em quase todos os lugares que fomos. Isso nos fez programar outra viagem para Argentina e Uruguai no ano passado e a desse ano. No México, na Guatemala e no Panamá fomos maravilhosamente acolhidos, sempre recebidos com um sorriso no rosto. Já Belize foi um pouco diferente, especialmente em Belize City, porque lá, de um modo geral, as pessoas são frias e pouco acolhedoras. E em vários momentos me senti emocionado ao me deparar com paisagens incríveis, como as pirâmides de Teotihuacan da civilização Asteca, o passeio pelo cânion Sumidero, o Grand Cenote em Tulum, os vulcões no lago Atitlan, a subida ao vulcão ativo Pacaya, a cidade maia de Tikal, e o azul inacreditável das praias de Cancún. Sobre as pessoas que conhecemos ao longo desses 21 dias super intensos, só reforço a minha certeza de que o mundo está repleto de pessoas boas, e ao contrário do que muitos pensam, elas são a maioria. Na Cidade do México nosso querido colega @bernydiazz nos recebeu de forma extraordinária. Abriu sua casa pra gente como se fôssemos amigos de longa data. E fomos ajudados em diversos outros momentos de dificuldade, como nas fronteiras que atravessamos, quando adoecemos (um dia “perdido”, na cama, em função de uma infecção intestinal). Uma mãozinha aqui, outra ali e tudo dava certo. São momentos que, inevitavelmente nos fazem olhar pra dentro de nós. E o motivo é bem simples: a grandiosidade daqueles lugares nos faz ter a certeza de que algo muito poderoso comanda tudo, de que, definitivamente, nada está sob nosso controle. Dicas: Regra básica: leve dólares e pesquisa bastante em pelo menos duas casas de câmbio. Locais turísticos costumam ter um câmbio melhor. Nunca aceite a primeira oferta ao fechar um passeio, pesquise, pechinche. Em vários passeios é possível chegar de forma autônoma, você economiza e tem mais liberdade. As pirâmides de Teotihuacan, por exemplo, dá pra ir de forma independente. Se for visitar a Casa Frida Kahlo, na cidade do México, agende antes pelo site, porque a fila é enorme! Faça uma lista de hostels/hotéis das cidades que for visitar. Nós preferimos não agendar nada pra ter mais flexibilidade. O Museu de Antropologia, na cidade do México, é imperdível e tão gigante que não dá pra ser visitado num único dia. Em Cancún opte pela zona hoteleira, ficamos num bairro mais afastado e ficamos dependentes de transporte público. Se for a Coco Bongo, também em Cancún, compre o ingresso até as 22hs para pagar menos. Não espere encontrar muita coisa do Chaves, sou fã e fiquei decepcionado por ver tão pouca coisa dele no México. Nosso roteiro previa chegar em Belize pela Guatemala, depois do passeio na cidade maia de Tikal. Após o passeio, peça a van pra te deixar em Ixilu (um povoado na estrada), depois pegue uma van até a fronteira. Tentaram nos vender o transfer de Tikal até a fronteira por 500 Quetzal (R$250), sendo que o ônibus que vai de Ixilu até a fronteira custa 25 GTQ (R$12) por pessoa. Não aceite ser explorado! Viajar é assim: deixamos um pouquinho de nós e trazemos muito dos lugares que visitamos. Mais fotos em https://viagenseconquistas.wordpress.com/
  5. 1 ponto
    Oi, gente! Vou aos Lençóis Maranhenses em agosto e pelos relatos que li, vou escolher como base Santo Amaro. Li que lá muitas vezes é difícil de conseguir os passeios coletivos e muitas vezes por isso acaba saindo mais caro. Queria saber se ainda continua essa dificuldade de conseguir passeios e qual o preço aproximado. Obrigada!
  6. 1 ponto
    PARTE 1: UM NADA BREVE ENSAIO SOBRE UMA VIAGEM. Passado quase 1 mês de meu retorno ao Brasil meu coração se acostuma com a saudade e anseia pelo próximo destino... Afinal, viajar é isso: se tornar um pouco do lugar visitado e deixar um pouco de você lá, não é mesmo? Começo falando bem rapidamente de mim: até pouco tempo atrás, viagem não era algo que eu considerava nem tangível nem desejável (acho que faltava peças em meu cérebro) mas desde que encontrei minha metade da laranja, sinto um enorme desejo de desfrutar desse mundão de meu Deus com ela. Começamos em Campos do Jordão, fomos para Salvador, Arraial do Cabo, voltamos para Salvador (é bom demais lá <3) e outras viagens "pequenas" aqui e ali, mas sem nunca deixar as terras tupiniquins. Dito isso, apresento aqui os 3 personagens principais dessa história: este que voz fala, Marcos (ja previamente apresentado). Mozão, Juliana. E nosso primeiro destino internacional: Bolívia. Essa viagem era para ter saído em 2017, mas alguns problema$ a adiaram para 2018, ou seja, tivemos ai quase 2 anos de pesquisas, planejamentos e preparação. A primeira coisa foi definir onde ir: fazer o clássico, Chile - Bolívia - Peru? Escolher apenas um desses países? Escolher outro país? O que levamos em conta foi que, para nós, 30 dias (inicialmente eram 30 dias) era pouco tempo para mais de um país, para dizermos que de fato conhecemos um país, assim optamos por apenas um por viagem. A equação Barato x Uyuni x Huayna Potosi (já adianto que este não rolou, mais a frente direi o porquê) teve como resultado: vamos para a Bolívia \o/. Nosso roteiro foi esse: SANTA CRUZ DE LA SIERRA X SUCRE SUCRE X POTOSÍ POTOSÍ X UYUNI UYUNI X LA PAZ LA PAZ X COPACABANA (ISLA DEL SOL) COPACABANA X LA PAZ X COCHABAMBA COCHABAMBA X TORO TORO TORO TORO X COCHABAMBA X SANTA CRUZ DE LA SIERRA Deixamos o solo tupiniquim no dia 14/12/2018, em voo da Gol. Dentro da Bolívia todo o trajeto entre cidades foi feito de ônibus. Neste relato tentarei ser o mais detalhista possível em relação a agencias, como chegar, preços, etc.e sintam-se a vontade para me perguntar qualquer coisa, diversos relatos me ajudaram muito e se eu puder minimamente retribuir esta ajuda, já ficarei muito feliz. Dicas iniciais (para antes da Bolívia): Ir de ônibus, trem da morte ou qualquer outro meio terrestre tende a ser muito mais barato, com certeza é uma experiencia unica, mas é muito mais demorado. Motivo esse que nos fez optar por ir pelo ar. Ainda sim, ressalto que durante os meses que procurei passagens áreas, encontrei preços que ficavam mais em conta que ônibus, porém eram datas bem fora do que teríamos disponíveis. Só para terem uma noção da diferença: como moro em Jundiaí - SP, minha partida é da cidade de São Paulo, de lá eu pagaria R$350,00 o trecho (ou seja R$700,00 total) de ônibus saindo do tietê, numa viagem de 36 horas que se findaria em Santa Cruz de la Sierra. De avião, paguei R$1053,00 ida e volta em um voo de aproximadamente 3 horas de duração. Percebi também que o processo de entrada na Bolívia é muito mais rápido pelo aeroporto. Acredito ser sabido por todos (menos por Jon Snow, esse não sabe nada) que não é necessário Passaporte para visitar países da América do Sul, somente um RG em boas condições e dentro de um prazo aceitável (que agora me fugiu a mente se é 5 ou 10 anos da data de expedição) já é o suficiente, porém ouçam o tio aqui: se tiver passaporte, leva, se não tiver, faça. è muito menos burocrático o uso do passaporte, se for abordado por um policial só o carimbinho de entrada nele já resolve. Não que você vá ter problemas se for só com RG, mas o passaporte facilita a vida lá. Se você não tem ainda, pense que é melhor fazer agora do que esperar a taxa subir (e ela sempre sobe), ou não ter tempo para tirar (já pensou precisar do passaporte para viajar e encarar uma greve ou tempo de emissão de 3, 4 meses? Isso pode ser possível, então é melhor prevenir que remediar. Ah, CNH não conta como documento, é RG ou passaporte). A Bolívia exige a carteira internacional de vacinação de febre amarela, facilmente obtida caso você seja vacinado (se precisar de ajuda é só chamar) mas em nenhum momento alguem lá dentro pediu para ver a minha. Ainda sim, é melhor ter e não precisar do que precisar e ter que cry over spilt milk (escola de idiomas Mamonas Assasinas). Seguro viagem não é obrigatório, mas se você precisar de médico lá e não ter seguro, prepara o bolso. Vi relatos de pessoas que deixaram 10 mil trumps lá só com medico. Não feche passeios e/ou hostels aqui, não compensa. Lá as ofertas são muito maiores e consequentemente há maior margem para tentar barganhar um desconto, fora que há hostels que você não vai achar nos aplicativos e sites. Se quiser, de uma olhada (usei muito o booking, hostelworld e airbnb) para ter uma ideia de quais hostels procurar ou onde procurar por eles. A lingua não é um problema: Falo inglês e tenho um espanhol nivel duolingo (iniciado 2 meses antes da viagem). Levei também um livro de bolso de conversação em espanhol mas usei 2 vezes no máximo. Acontece que o povo Boliviano é solícito, seja educado e fale devagar, com mimica se necessário, que você se fará entender. Em ultimo caso tem o Google tradutor que pode ser usado até off, então não se preocupe com isso. Ah, entender eles é bem tranquilo até, é mais difícil para eles nos entenderem, mas como eu disse, é possível. Dicas iniciais (inside Bolivia): Não coma nada da rua: talvez pareça ríspido, eu li e ouvi muito isso, e ainda sim me arrisquei, porém só não como duas coisas: pedra quando esta sem sal e urubu quando voa. Ou seja, saiba seus limites. Se seu estomago for nível rambo e quiser encarar, só vai. Mas não é aconselhável. Não beba água da torneira: pelo motivo já citado, a água da torneira pode ser prejudicial. Conhecemos um casal brasileiro que se mudou para Cochabamba e tomaram a agua da torneira. Ganharam uma semana de cama severamente doentes. Uma saída barata é a água de saquinho, custa 0,50 BOBs um saquinho de 500ml. A altitude pode ser um grande problema, então não a subestime. Se aclimatar corretamente, um cházinho de coca, soroche pills, folha de coca mascada, tudo isso ajuda, mas não extrapole seus limites pois nada disso é milagroso. O que levar? Isso é relativo, então posso dizer o que eu levei: 3 calças (duas seriam o suficiente, porém acabei me sujando bastante no Uyuni). 7 camisas (um baita exagero). 1 calça de pijama (ok). 2 camisas e um shorts de pijama (ok). 4 camisas de manga comprida (exagero) 1 Segunda pele (ok). 1 blusa de moleton (não usei, mas mozão usou). 1 casaco que não sei nem como chamar, mas é daqueles que é quase um iglu, protege mais do frio que meu quarto (o tamanho dele na mala foi algo triste, mas lá eu usei bastante) 9 cuecas e 1 sunga (usei todas mas acho que dava para levar menos) 5 pares de meia (exagero) 2 pares de tenis e 1 par de chinelo (ok) 1 toalha fast dry comprada na Decatlhon (quem sabe rola um patrocínio??) Escova de dentes Creme dental Creme de pentear cabelo Alguns rolos de papel higienico (não lembro quantidade, mas como descumpri a regra de não comer nada da rua, todos os rolos foram muito úteis) 6 pacotes de leninhos umedecidos (3 comigo e 3 com mozão, mas foi exagero também) Kit de primeiros socorros (remédio para dor muscular, remédio para estomago, diamox, sal de fruta, ibrupofeno, dipirona, band-aid) Celular, carregador e carregador portátil. Doleira Mochila de ataque de 10L (não chegou nenhuma proposta de patrocínio então não haverá divulgação dessa vez u.u) Cartão de crédito para emergências (não usei) Desodorante Sabonete Jogos (A quem interessar possa: Coup, The resistance e baralho). Touca 1 par de Luva 1 óculos de Sol Manteiga de Cacau Cadeados Acredito que só, mas posso ter esquecido de alguma coisa. Tudo foi dentro de uma mochila de carga de 42L (que é maior que muitas de 50L), e de uma mochila de 35L. Ambas foram comigo dentro do avião, não houve despacho. E assim encerro a introdução. Na próxima vez que voltar a escrever já falarei sobre o inicio da viagem, e para você que ma acompanhou até aqui, deixo algumas fotos de aperitivo \o/ Até logo (espero)
  7. 1 ponto
    Data: 09-01-19 > 20-01-2019 Pessoal, fiz um mochilão com minha namorada este ano pelo Ceará. Decidi deixar o relato aqui pra ajudar quem estiver pensando em fazer o mesmo. Nossa intenção era viajar conhecendo vários lugares de ônibus e economizando o máximo de dinheiro que pudéssemos (mas sem ficar em campings, pois não levamos barraca). A única viagem de avião que fizemos foi a de BH pra Fortaleza, pois encontramos uma promoção muito boa ($630 reais por pessoa ida e volta). Já fizemos outros dois mochilões juntos, um no Sul de Santa Catarina e outro no sul da Bahia, na península de Barra Grande. Apesar disso, este é nosso primeiro relato. - Itinerário: Fortaleza (chegada) > Canoa Quebrada > Morro Branco (Beberibe) > Canto Verde > Flecheiras (Trairi) > Mundaú > Icaraí de Amontada > Jericoacoara > Fortaleza - Notas Gerais: A estadia no ceará não é tão cara. Chegamos a pagar menos de $50 por pessoa por noite em alguns lugares. Mas o preço varia muito, é preciso pesquisar e dar uma chorada. O preço dos petiscos nos restaurantes da praia varia bem, mas em geral são baratos comparados com o preço das cidades do sudeste. Uma porção de camarão alho e óleo varia de $15 e $45 reais. Bolinhos de camarão vão de $12 a $25. O côco vai de $2 a $5. Nós não comíamos muito na praia, comprávamos no supermercado e levávamos na mochila térmica. o Preço do supermercado é barato, considerando que são cidades de praia (gelo de $5 a $7, cerveja de $2 a $3, comida a preço normal). O preço dos passeios é que não é tão barato. Em praticamente todos os lugares havia opção de buggy, kitesurf, parapente, etc. Mas como queríamos visitar vários lugares e não tínhamos muita grana, acabamos deixando de fazer a maioria. Mas dá pra aproveitar sem isso também, com certeza. Uma coisa que notamos em praticamente todas as praias do Ceará, é que quase todas possuem muitas turbinas eólicas perto das praias. Isso infelizmente tira muito da beleza natural do lugar. Jericoacoara foi a única parada onde não víamos usinas eólicas ao redor da praia. - Relato: Chegamos em Fortaleza na madrugada do dia 09. Pegamos um Uber e fomos para a rodoviária de João Thomé (lá tem duas, mas disseram que esta é a maior e a mais usada). De lá pegamos um ônibus (empresa São Benedito) logo de manhãzinha para Canoa Quebrada. Canoa é conhecida por suas falésias, dunas, e esportes como kitesurf e parapente. Há várias barracas na praia que oferecem mesas, cadeiras e guarda sóis "de graça", com o cliente pagando apenas o consumo. As comidas não são tão baratas quanto em outros lugares do Ceará, mas não são caras comparadas ao sudeste. Nós não costumávamos comprar cerveja nas barracas, mas sim no supermercado, e levávamos na nossa mochila térmica. Dormimos dois dias em Canoa Quebrada. De lá pegamos outro ônibus da São Benedito. O ônibus da São Benedito vai para Beberibe, mas para na entrada que dá na vila de Canto Verde (são 6 km até a praia, mas há motoboys frequentemente que cobram R$ 6 por pessoa). Canto Verde é uma praia linda e bem mais preservada que Canoa Quebrada. Lugar de areia branca bem fininha com um mar muito bonito. Lá fizemos um passeio de charrete para conhecermos a reserva extrativista (com o francisco, $ 100 por 2 horas), e valeu muito a pena. O por do sol lá também é bastante bonito. Ficamos uma noite na casa de uma das lideranças comunitárias de lá, o seu Roberto. Canto Verde vive hoje uma disputa entre dois projetos, um baseado no turismo comunitário, e outro que tenta implantar o turismo comercial. É um lugar muito interessante por tudo, pela paisagem, pela história, e pelo momento que vive. De Canto Verde é possível pedir aos motoboys para te deixar novamente na BR, e de lá pegar um ônibus para Beberibe. Lá queríamos visitar Morro Branco, onde fica o labirinto das falésias. Descobrimos que, ao chegar na rodoviária de Beberibe, é possível pegar um taxi até a praia (cerca de 6 km). Nós demos sorte e fomos com um dos amigos do seu Roberto de Canto Verde. Descemos já em morro branco. Lá há vários guias locais que oferecem um passeio pelo labirinto das falésias (eles não têm um preço fixo, apenas pedem para contribuirmos de acordo com o que pudermos. pagamos $ 20 por duas pessoas). O labirinto não é tão grnade, mas é maravilhoso. Dá pra imaginar que se está em outro planeta. São falésias de várias cores, de onde os artesãos da cidade tiram sua areia colorida para produzir objetos muito bonitos (e não muito caros. Um vasinho custava cerca de $20. Um pacote com dez chaveirinhos, $10). A praia de Morro Branco em si não é tão bonita, e não ficamos por lá muito tempo. Vimos que é possível fazer passeios de buggy para conhecer os quatro ponto turísticos da cidade (morro branco, praia das fontes, Uruaú e um outro que não me lembro. não tínhamos tempo nem grana, então não fomos, mas ouvimos dizer que as praias são mais comerciais e não tão preservadas, então não nos preocupamos tanto). Precisávamos pegar um ônibus (empresa Fretcar) para nossa próxima parada, Flecheiras (na cidade de Trairi). Pegamos o ônibus pra Trairi, que desce pertinho da praia de flecheiras. Lá procuramos a pousada da Zena, que segundo ouvimos é a mais barata de lá (a diária mínima acho que fica em $70). Como lá estava lotado, fomos para a casa de uma amiga dela. A praia de Flecheiras é conhecida pelos esportes, principalmente o kitesurf, e também por suas pedras e piscinas, que se formam ao longo do dia na maré baixa (a partir das 13h). Infelizmente, quando fomos lá não conseguimos ver a maré muito baixa. Tirando isso, a praia de lá não é tão especial, e está bem tomada pelo turismo comercial. Tivemos uma noite muito legal em Flecheiras, onde há sempre música ao vivo nos bares da praçinha. Não me lembro como se chamava a banda de lá (acho que era chega de manha, ou chega na manha, mas era muito animada, melhor que todas as que escutamos em jericoacoara, por exemplo). A noite é meio família, e não muito badalada, mas essa banda fez com que a gente ficasse até de madrugada na rua, mesmo cansados de tanto andar de ônibus. Ficamos em flecheiras duas noites. De lá, pegamos o ônibus no mesmo ponto onde descemos (mas do outro lado da rua) e fomos pra Mundaú (ônibus Fretcar). Gostamos muito de Mundaú! Lá a praia é mais preservada que flecheiras e vimos muito mais nativos que turistas (talvez por ser dia de semana). A praia é bem bonita, com muitos coqueiros, e relativamente bem preservada. O ponto mais bonito que vimos é no encontro do rio com o mar. Vale muito a pena! Lá é possível fazer passeios de barco para ver outras partes do rio e passar pelo mangue (mas nós não fizemos). De Mundaú íamos pra Icaraí de Amontada. Pra chegar em Icaraí, é preciso pegar uma Topic pra Itapipoca ($15 por pessoa, sai às 14:45h, há poucas então é preciso ficar esperto). De itapipoca é possível pegar um ônibus da Fretcar para Icaraí de Amontada (cerca de $12,50 por pessoa, não me lembro). ATENÇÃO: pegue o ônibus para Icaraí, e não para Amontada, que é a cidade onde a vila fica localizada. Icaraí é bem bonita, e um lugar muito organizado. Apesar de não ser tão grande, tem uma infra-estrutura bem desenvolvida. Lá nós ficamos no restaurante Brisa do mar, com a Socorro, por um preço bem baratinho. Da praia de Icaraí, é possível visitar também a praia de Caetanos e a de Moitas. O passeio pelas praias pode ser feito de buggy, mas nós não tínhamos grana, então não fomos. Apesar disso, também é possível pegar uma Topic para a praia de moitas (por $3 ou $4). Fomos pra lá e ficamos realmente impressionados! A praia de moitas pra mim é maravilhosa. Lá também tem encontro de mar com rio, e é simplesmente lindo! Tirando Jericoacoara, foi a praia mais bonita que vimos. Ficamos o dia por lá e depois voltamos pra Icaraí (a última topic sai 12:20h, é preciso ficar esperto. Nós voltamos de carona depois com uma família que estava almoçando no restaurante e nos ajudou). No dia seguinte, íamos pra jericoacoara. Para sair de Icaraí de Amontada e chegar em Jericoacoara, é preciso pegar um ônibus da Fretcar para Amontada (sai às 5:50h), e de lá pegar outro ônibus para Jijoca de Jericoacoara (às 8:45h). Chegando em Jijoca, pega-se uma caminhonete, que saem em vários horários para Jericoacoara ($25 por pessoa). De tanto ouvir falar de Jericoacoara, e por saber que lá é um lugar bastante comercial, ficamos um pouco ressabiados a princípio. Mas lá realmente é um lugar paradisíaco. A primeira surpresa é nas dunas por onde se chega na vila. São simplesmente maravilhosas. Lá tem uma mistura de paisagens que nunca vimos em outras praias. É fenomenal. Em Jericoacoara, há basicamente 3 passeios a se fazer, e todos tomam um tempo razoável, então é bom separar um dia pra cada. O primeiro que fizemos foi o passeio do lado leste, que termina na Lagoa do Paraíso. São várias paradas e a paisagem é maravilhosa, apesar de ser bem cheio por conta do número de turistas. Na lagoa é possível fazer mergulho com cilindro ($150 por casal, 1:30h), deitar nas redes dentro da água, ou brincar num dos brinquedos que ficam na água (ao que parece de graça). São várias barracas ao longo da lagoa e a caminhonete para numa delas, mas pode te deixar em outra se preferir (a barraca que fomos é de graça, mas sabemos que se paga $20 pra ficar na alchemyst. Professores, estudantes, militares e idosos pagam meia). A lagoa é muito bonita e bem gostosa de se passar o dia. O segundo passeio que fizemos foi para o lado oeste (de 9:30h da manhã até 14:30h), que termina na lagoa de Tatajuba. Pagamos $60 pra ir numa caminhonete compartilhada (o buggy custa entre $350 e $400 e leva até quatro pessoas, mas você é quem tem que achar as 4. Além disso, eles não costumam dividir no cartão, e alguns nem aceitam cartão, então fomos de caminhonete). O passeio é simplesmente maravilhoso! Numa das paradas, é possível fazer um passeio de barco em camocim para ver o mangue e os cavalos marinhos ($15 por pessoa, achei que vale a pena, apesar de serem apenas 15min). Em outra, é possível descer de tobogã em um dos lagos($15 por pessoa para descer 3 vezes. E são 3, alguns tentam falar que são apenas 2, mas é preciso ficar esperto). Também é possível descer de tirolesa ($15 por pessoa, mas apenas uma vez). Os dois valem a pena, mas se for pra escolher, é melhor descer de tobogã. Por fim, no último dia fizemos o passeio da pedra furada de manhã. São cerca de 1,8 km a pé a partir da vila. O sol castiga muito e não há sombra, então é preciso levar bastante protetor. É possível ir de charrete até o topo do morro de onde se desce pra ver a pedra (são $20 por pessoa). A paisagem é muito bonita, há vários cactos e pedras no caminho e do topo do morro a vista é linda. Há uma fila gigante na pedra pra tirar foto, o que tira um pouco do encanto do lugar, mas o passeio vale muito a pena. Falta falar da praia de Jericoacoara e da noite de lá. A praia é bonita, mas nada comparada aos passeios, e de lá dá pra subir uma duna pertinho para ver o pôr do sol (lá o sol se põe muito cedo, 17:45h, e lá não tem horário de verão). Nós demos azar e não pegamos um dia com céu limpo, mas mesmo assim foi bem bonito. Imagino que deve ser realmente fantástico. A praia em si é bem cheia, e bastante comercializada. É preciso pagar $30 para sentar nas mesas próximas ao mar. Ficamos na sombra de uma árvore perto da calçada e tomamos nossa cervejinha de supermercado mesmo. A noite de Jericoacoara é bem movimentada. Há várias opções para se fazer alguma coisa. Há música ao vivo nos bares perto da praça. Tem um esquenta na praia com música eletrônica de 22 às 02h, e também há lugares que tocam forró, samba, etc. Vale a pena sair pelo menos uma noite pra conhecer. No nosso último dia, depois de conhecer a pedra furada, pegamos a caminhonete da Fretcar até Jijoca (14:45h), e de lá o ônibus da Fretcar até fortaleza (chegamos no aeroporto às 22:20h mais ou menos). Descobrimos que é possível pegar um outro transporte que vai direto pra lagoa do paraíso de manhã, e de lá vai pra Jijoca, de onde é possível pegar um transporte pra fortaleza. É até mais barato que a fretcar (pagamos quase $90 por pessoa pra ir até Fortaleza, e esse ficava cerca de $75), e é uma opção legar pra aproveitar o último dia, caso já se tenha feito todos os passeios completos. Sobre o preço em Jericoacoara: Todo mundo falou que Jericoacoara era absurdamente caro, mas a verdade é que dá pra fazer as coisas lá saírem relativamente em conta. Os custos fixos são $50 de transporte ($25 na ida e $25 na volta pra Jijoca), mais a taxa de $5 por pessoa por dia para permanecer na ilha, fora a estadia. Os passeios são no mínimo $60 para o lado leste e $60 para o oeste de caminhonete, fora $20 opcionais pra ir de charrete pra pedra furada. Somando isso dá $195 por pessoa para fazer os passeios em 3 dias. Fora isso, os passeios duram praticamente o dia inteiro, e, levando isso em conta, não é tão caro. Em relação a outras coisas, é possível encontrar almoço por $12, ou até $10. O supermercado não é caro comparado aos outros lugares do ceará (gelo a $5, cerveja lata brahma a $2,75, por exemplo). É preciso ficar esperto pra achar um lugar pra ficar, pois os preços variam absurdamente. Nós ficamos na Pousada do Véio. Quem cuida de lá são Pussá e Iara, um casal de pessoas muito amáveis e muito gente boa. A suíte onde ficamos por três noites era originalmente $180 por noite, mas explicamos nossa situação e eles fizeram por um preço bem mais em conta (um hostel barato ficaria por $140 para duas pessoas em quarto compartilhado). O quarto tinha ar condicionado liberado (em alguns lugares ele fica ligado em horários pré-determinados, por exemplo das 22h às 10h) e uma geladeirinha onde guardamos as coisas. O café da manhã era ótimo, e no último dia eles ainda nos ofereceram almoço com churrasco! Fora isso, a pousada é super bonitinha, com muito verde e bem aconchegante. Em relação a alguns dos Hostels que vimos, o preço não era quase o mesmo, e o conforto imensamente maior.Recomendamos muito. É isso pessoal, espero que nosso relato ajude. Abs
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    Olá pessoas, tudo bem? Estou indo em julho com um breve um roteiro entre salar, atacama, cusco, machu pichu e la paz. Gostaria de saber se tem alguém querendo ir na mesma época.
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    Olá a todos. Em agosto de 2015 viajei para parte de Portugal e Espanha e montei minha viagem com a ajuda dos “mochileiros.com” e gostaria de compartilha-la em retribuição a toda ajuda que tive! Agradeço a todos que opinaram no meu tópico de roteiro e a todos que publicaram seus relatos. Gostaria de ter escrito antes, mas como estava estudando para concurso só agora deu para parar e escrever. 1. ORGANIZANDO O ROTEIRO Portugal nunca foi minha primeira opção de viagem para o exterior, mas tinha vontade de conhecer. Já havia passado pela Espanha há alguns anos atrás quando visitei Madrid e gostaria de voltar. Em 2015 resolvi junto a uma amiga que iríamos de férias a esses dois países. E foi sensacional! Eu tinha 18 dias completos para a viagem. Primeiramente eu li bastante sobre os dois países. Escolhi as cidades de acordo com meu interesse levando em conta o tempo total que eu teria e a facilidade de locomoção entre elas. Às vezes queremos visitar cidades muitos distantes e se temos pouco tempo isso pode significar “perder dias”. Após passar por diversas mudanças e reajustes o roteiro final foi: 16/08: Saída do Brasil 17 a 20/08: Lisboa (com daytrips) 21 a 23/08: Porto (com daytrips) 24 a 26/08: Madrid (com daytrips) 27 e 28/08: Granada 29 a 31/08: Sevilha 01 a 03/09: Albufeira 04/09: Retorno para Brasil OBS: Queria muito conhecer Barcelona, mas era longe e no final eu teria que voltar para Lisboa. Então decidi ficar na região da Andaluzia e em um outro momento conhecer Barcelona e arredores. 2. PLANEJAMENTO FINANCEIRO Como eu já pretendia viajar para o exterior (mesmo sem saber para onde) desde o final de 2014 eu fui acompanhando a cotação do euro e no final de janeiro de 2015 quando o euro estava a R$ 3,02 eu comprei uma parte e depois o restante quando eu vi que o euro só estava subindo. Fiz conta de levar entre 80 a 100 euros/dia. Deu e ainda voltei com dinheiro. Este dinheiro seria usado para alimentação, passeios, deslocamentos nas cidades e pagamento dos hotéis (com exceção de Lisboa que teve que ser pago aqui do Brasil). Transporte aéreo e trens de longa distância foram pagos adiantados. Embora seja sempre aconselhável não levar todo dinheiro in cash eu resolvi arriscar (e não foi a primeira fez que fiz isso). Cartão de crédito seria usado apenas em caso de última necessidade. 3. DESLOCAMENTOS Ida e volta – aéreo. Comecei a pesquisar pra qual cidade a passagem aérea era mais barata saindo do Rio de Janeiro e o melhor preço foi chegando a Lisboa. Como eu não sabia sobre multidestinos, comprei chegada e saída de Lisboa. Hoje conhecendo a possibilidade de multidestinos, ou seja, na mesma compra escolher um local de chegada e outro de saída a compra talvez teria sido diferente. Trechos interno. Sempre prefiro utilizar trem para deslocamentos entre as cidades, pois normalmente os países da Europa são bem servidos de trem, as estações não são tão distantes do centro como os aeroportos e não é necessário chegar muito antes. Então preferi buscar por trens, mas em alguns trajetos a solução encontrada foi ônibus e entre Porto e Madrid a melhor opção foi avião devido a grande distância e ao preço. Explico melhor durante o relato. Para cotação dos trens em Portugal o melhor site para mim foi http://www.cp.pt (faça cadastro para visualizar os descontos). Para trens na Espanha o site http://www.renfe.es (um site um tanto quanto confuso, mas foi a melhor opção). Levei todas as passagens impressas. 4. HOSPEDAGEM Todas as hospedagens foram feitas pelo booking.com. Sempre leio as avaliações e comentários e vejo o que mais se adéqua a mim. Procuro sempre por locais com boa localização, perto de estações de trens centrais, limpos e com banheiro privativo. A hospedagem para mim acaba sendo um local para tomar banho e dormir, pois fico o dia todo fora, então normalmente fico em locais simples. Minhas diárias foram em média 22-32 euros/noite. 5. DOCUMENTAÇÃO Imprimo sempre todos os comprovantes de tudo feito no Brasil (hotel, transportes, seguro, algum passeio comprado antes, etc.) e coloco numa pasta a qual levo comigo na mala de mão. Importante lembrar de que é essencial fazer um seguro viagem (nunca achamos que vai acontecer nada, mas podemos ler vários relatos de pessoas que precisaram). Para quem tem cartão de crédito platinum é oferecido um seguro viagem grátis. Basta entrar em contato com a sua bandeira que eles orientam o que deve ser feito. 6. ENFIM O RELATO... 16/08: Aéreo Rio-Lisboa às 17h10. 17/08: 1º dia - LISBOA Chegamos ao aeroporto de Lisboa às 5h30 da manhã. Lá mesmo compramos um Lisboa Card. Já havia lido sobre ele. Ele dá direito a transporte ilimitado de metro, transportes públicos da carris (ônibus, electricos e elevadores), trens da linha Sintra e Cascais e entrada grátis ou descontos em museus e monumentos. Fiz as contas e o de 72horas valeria a pena. Peguei um mapa da cidade, um mapa do metro e fomos de metro deixar as mochilas no hotel. Como o check in do hotel era somente a partir das 13h e ainda eram 7h, deixamos tudo no hotel e saímos para aproveitar o dia. Nesse primeiro dia aproveitamos para conhecer um pouco do centro histórico de Lisboa. Pegamos metro até o Rossio e de lá andamos pelo centro histórico de Lisboa – Rossio, Baixa Chiado, Praça do Comércio, rua Augusta, Largo da Sé, Catedral da Sé, Miradouro da Graça e um outro que não sei o nome até chegarmos ao Castelo de São Jorge onde entramos. É fácil andar a pé por Lisboa. Depois fizemos um passeio no electrico 28 que passa por ruelas e recantos de Lisboa. Depois de muito andar voltamos para o hotel umas 18h. Essa noite seria para dormir cedo, devido a viagem do dia anterior. Sobre o hotel: ficamos hospedadas no Lisbon City hotel no Anjos. Foi o hotel mais caro da viagem (31euros/noite/pessoa), mas também um dos melhores. Tinha supermercado próximo e era a menos de uma quadra da estação do metro anjos. Cama e banheiros bons, frigobar e ar condicionado. 18/08: 2º dia - LISBOA Acordamos cedo (sempre tento acordar cedo em viagens na tentativa de aproveitar o máximo possível) e fomos para Bélem. Pegamos metro até Cais de Sodré e de lá um ônibus para o bairro de Belém (tudo usando o Lisboa card, o que evitava filas para comprar tickts). Descemos em frente ao Mosteiro de Jerônimos e entramos na fila (que já estava grandinha). O lugar é muito bonito e vale a visita. Depois saímos e andando fomos até o monumento Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém. E foi neste momento que descobrimos nosso erro. A fila para entrar na Torre era gigantesca sob o sol de meio dia. A fila não andava, pois tinha número máximo de visitantes e dependia da saída de pessoas para a entrada de outras. Ficamos um tempo na fila e desistimos. Foi aí que descobri que se tivéssemos comprado entrada combinada Jerônimos+Torre na bilheteria do mosteiro, poderíamos entrar sem ficar na fila. Mas em nenhum lugar tem isso escrito. Dali pegamos um ônibus até o famoso pastel de Belém (dá para ir andando, mas como estava super calor e não iríamos pagar o transporte, fomos de ônibus que parou na porta). Não havia mesas vazias no interior e a fila para compra era enorme. Mas entramos na fila (que até andou rápido) e pedíamos pasteis para viagem. Vale a pena experimentar. No ponto de ônibus em frente pegamos um ônibus para a estação de metro/trem Cais de Sodré onde pegamos um trem para Cascais (sem pagar devido ao Lisboa Card). A viagem tem duração de 40min. Conhecemos o centro da cidade que é bem bonitinho e almoçamos por ali mesmo (comemos um bacalhau ruim), depois andamos pela orla até chegarmos na Boca do Inferno (um local bonito e famoso para tirar algumas fotos). Voltamos também a pé até a estação de trem para voltarmos para Lisboa. Isso já era fim do dia. Nesse dia ainda fomos jantar na casa de um casal de brasileiros amigos da minha amiga. O Jantar foi excelente. OBS: Estoril fica na mesma linha, duas estações antes de Cascais. Não paramos devido a falta de tempo. 19/08: 3º dia - LISBOA Nesse dia fizemos um bate/volta a Sintra. Lugar fantástico. Talvez o passeio que mais valha a pena. Adoramos aquele lugar. Acordamos bem cedo para pegar o trem para Sintra às 8h11 que partia da Estação Rossio (40min). Chegamos em Sintra e estava frio e não fomos preparadas para isso. Tivemos que comprar um lenço (5 euros) para colocar nas costas, mas ao longo da manhã foi esquentando e somente no final do dia voltou a esfriar. Decidimos visitar o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e a Quinta da Regaleira nessa ordem. Logo na saída da estação de metro tem ônibus para o centro histórico (o qual é relativamente perto e dá para ir andando). Mas como compramos bilhete para ir até o Palácio da Pena e esse dava direito para ir ao centro historio, fomos de ônibus e lá pegamos outro que iria para o Palácio. Como chegamos cedo não havia fila para comprar as entradas (dessa vez já compramos junto às entradas para o Castelo dos Mouros para evitar filas – ambos com desconto com Lisboa Card). O Palácio é bonito e possui um jardim enorme que levaria horas para ser percorrido por completo, por isso optamos por não passear pelos jardins; compramos um sanduíche, pois já era meio dia e descemos a pé para os Mouros (sim, tem que ser a pé, pois o ônibus que passa pelo Palácio da Pena vai direto para o centro histórico para depois subir tudo de novo e assim passar pelos Mouros). Outra opção é ir primeiro nos Mouros e depois subir a pé (ou de ônibus) para o Palácio da Pena, mas a nossa opção foi a melhor e já conto o motivo. Outro lugar super legal para se visitar: Castelo dos Mouros. Andamos por todo o muro do castelo e tiramos ótimas fotos do lugar. Nesse momento já estava extremamente calor com um sol muito forte. Quando acabamos a visita esperamos o ônibus em frente ao Castelo que subia para o Palácio da Pena e depois seguia para o centro. O ônibus sobe lotado, mas a quantidade de pessoas esperando o ônibus no castelo não se compara com a quantidade de pessoas esperando o ônibus no Palácio, desse modo, nem metade das pessoas que esperavam o ônibus no Palácio conseguiu subir no ônibus naquele momento. Descemos para o centro histórico (já era umas 16h), experimentei um doce típico chamado travesseiro (gostei bem) e fomos até a quinta da Regaleira (dá para ir a pé do centro histórico, mas fomos de mini ônibus porque não tínhamos certeza da distância e naquele momento tempo era precioso). Esse lugar é demais. Tem um Palácio sem grandes coisas, mas um jardim incrível que vale a pena ser explorado. Há vários monumentos, túneis subterrâneos, labirintos... Como está escrito no folder do lugar “o jardim é revelado pela sucessão de lugares imbuídos de magia e mistério. A demanda do paraíso é materializada em coexistência com um mundo inferus – um dantesco mundo subterrâneo (...)”. Vale a pena a visita. Um lugar único! Saímos de lá era um pouco mais de 18h. Voltamos para o centro histórico, visitamos as lojinhas e jantamos uma massa em um pequeno restaurante. Nessa altura já precisamos usar novamente o lenço comprado pela manhã que não teve utilidade nenhuma durante o dia. Depois subimos a pé para a estação de trem. Na subida existe a doceria da Sapa onde vendem as típicas queijadas da Sapa, mas o local já estava fechado. Conseguimos experimentar o doce em uma loja no caminho que revendia. Gostei mais dos travesseiros. Pegamos o trem de volta para Lisboa era mais de 20h. Chegando a Lisboa fomos para o hotel dormir. Foi um dia cansativo, mas muito produtivo. Cada momento valeu a pena. 20/08: 4º dia - LISBOA Nesse dia fizemos uma excursão de van para Óbidos/Nazaré/Fátima/Batalha. Valor 60 euros/pessoa. No hotel tinha várias propagandas de excursões para vários locais de várias empresas (inclusive para Sintra, Cascais, Estoril... as quais aconselho ir por conta própria), mas para esses outros lugares o transporte não era tão fácil e não conseguiríamos fazer tudo em um dia. Claro que fica corrido, mas achei que valeu. O dia estava muito quente! Inicialmente fomos para Fátima onde ficamos por 1h30. A Igreja mais antiga estava em reforma e não conseguimos entrar. Achei o tempo suficiente, pois não há muito que se ver. O tempo é pouco para quem quer assistir uma missa completa. Depois fomos conhecer o Mosteiro de Batalha; um mosteiro bonito e muito grande - local onde paramos para almoçar. Depois fomos até Nazaré (aí na verdade foi uma parada para ver do alto a vila de Nazaré e ver a capela onde Vasco da Gama rezou antes das grandes navegações). Por fim, fomos a Óbidos. Uma pequena vila cercada por um muro que se pode andar sobre ele. Local famoso pelo licor de ginja. Ficamos uma hora por lá. Chegamos a Lisboa antes das 18h. Saímos para comer na região perto do hotel mesmo, fomos ao supermercado e aproveitamos o resto do dia para descansar e dormir cedo já que no dia seguinte iríamos cedinho para o Porto. OBS: você que está lendo deve estar se perguntando: e o Parque das Nações? Resolvemos deixar para o dia que retornaríamos a Lisboa para pegar o voo de volta já que teríamos um dia completo. Mais para frente conto. 21/08: 5º dia - PORTO Saímos de Lisboa 8h09 da estação Oriente rumo à estação de Campanha na cidade do Porto. Chegamos ao Porto antes das 10h e fomos deixar as mochilas no hotel. Ficamos no hotel São Gabriel (25 euros/noite/pessoa) perto da estação de metro Bolhão e pertinho da rua comercial Santa Catarina. Hotel simples, com café da manhã simples, mas com boa localização. Só tivemos que usar metro no dia de ir embora. Fizemos tudo a pé. Nesse dia andamos pelas ruas do Porto até chegar à Ribeira; visitamos a Igreja de São Francisco. A entrada nessa Igreja é paga e pensamos duas vezes antes de entrar, mas que bom que entramos. A Igreja é pequena, mas muito bonita; toda trabalhada em madeira e ouro. O ingresso para a Igreja dá direito a conhecer um pequeno museu muito interessante onde tem um ossário. Achei que valeu a pena. Bem perto da Igreja está o Palácio da Bolsa. Apesar de caro (algo em torno de 12 euros) a entrada valeu muito a pena. A visita é guiada e é contada a história de cada local do palácio. O local é lindo e possui salas incríveis. Não deixe de entrar! Como a visita é guiada tem horários programados (em várias línguas) e número máximo de visitantes. Compramos o ingresso para a próxima visita em português e como tínhamos uma hora e meia de folga fomos até a torre dos clérigos. Claro que não deu tempo para subir na torre; foi tempo de chegar, conhecer a Igreja e voltar para o Palácio da Bolsa. Então, quando acabou nossa visita ao Palácio da Bolsa voltamos para Torre dos Clérigos, já era quase 18h e conseguimos comprar o bilhete antes do preço aumentar (sim, após 18h fica mais caro!). Na bilheteria a informação que estavam passando é que demoraria cerca de 2 horas para conseguir subir. Como estávamos ali pela segunda fez resolvemos ficar, mas a fila não demorou nem 40 minutos. A visão do alto é bonita. Bem perto dali se encontra a Livraria Lello (local que inspirou a autora do Harry Potter) e eu fazia questão de conhecer, mas ao sair da torre a livraria estava prestes a fechar. Voltaríamos em outro dia. 22/08: 6º dia – PORTO – BATE/VOLTA BRAGA Inicialmente (aqui do Brasil ainda) pensei em fazer bate/volta Braga e Guimarães no mesmo dia. Seria corrido, mas daria, pois já tinha pesquisado horários e transportes. Mas mudei de ideia durante a viagem. Nesse dia fomos a Braga com o objetivo de conhecer o Santuário Bom Jesus do Monte. Pegamos trem na estação São Bento (que por si só já vale a visita) e fomos até Braga (1h11min). Tem trem várias vezes ao dia). Em frente à estação passa um ônibus que vai até o santuário (aqui tem que ser de ônibus, pois é longe). Chegando ao santuário começou a chover e por isso subimos de funiculare, mas o objetivo era justamente andar pelas escadarias para apreciar o caminho. Ao chegar ao topo conhecemos a Igreja (que estava tendo um casamento no momento) e como a chuva estava fininha (e depois parou) descemos pelas escadarias. E é aí que vale a visita, descer ou subir pelas escadarias, pois a forma como foi construída a escada é que dá todo o brilho ao local. Achei que valeu a pena. Estávamos terminando a decida e começou novamente a chover fraco. Pegamos o ônibus e fomos para a cidade procurar um local para almoçar. Não achamos muitas opções e entramos em um restaurante que não tinha ninguém e que não dávamos nada por ele. Pedimos um bacalhau com batatas. Surpresa: estava delicioso!! Nesse momento a chuva já era muita e não deu para conhecer a cidade. Corremos para a estação (que não estava longe, mas foi suficiente para molharmos bastante) para tentarmos pegar o próximo trem que saía em 15 minutos. Chegamos ao Porto por volta das 17h e fomos novamente passear pela Ribeira. Tentamos de novo entrar na livraria Lello, mas a fila estava gigantesca e logo começou a chuviscar. Comemos e voltamos para o hotel. Tentaria a livraria no dia seguinte outra vez (o rapaz disse que domingo era o dia mais vazio). 23/08: 7º dia – PORTO – BATE/VOLTA GUIMARÃES Dia de conhecer Guimarães. Pegamos pela manhã na estação São Bento o trem (1h17min - tem vários horários por dia). Chegando a Guimarães é fácil ir ao centro histórico, basta descer toda vida uma rua até se deparar com a muralha da cidade em ruínas onde está o emblemático: “aqui nasceu Portugal”. Pegamos um mapa e fomos andando e conhecendo as Igrejas e praças locais. Entramos para conhecer o Museu Alberto de Sampaio onde além do acervo próprio tinha uma exposição de catapultas. Entramos nesse museu porque tinha um cartaz com uma frase do escritor José Saramago dizendo coisas bonitas sobre o local, como é um autor que tenho apreço entrei. Mas não valeu a pena! Não tinha praticamente nada para ser visto. Continuamos a andar pelas ruelas de Guimarães e pelas simpáticas praças locais com o objetivo de chegar ao Paço dos Duques e ao Castelo. Chegamos, conhecemos apenas algumas coisas no interior (pois tinha que pagar para entrar e era caro e parecia não ter muito que se ver). Começou a chover. Descemos na chuva até a Praça de Santiago onde paramos para almoçar. Aqui paro para explicar uma coisa. Desde que eu cheguei a Portugal eu estava procurando “bochecha de porco preto” prato típico da região segundo meu pai (que adora cozinhar!). Até o momento não havia encontrado em lugar nenhum e ninguém sabia me dizer onde encontrar. Pois bem, foi nessa pracinha que passando por restaurantes e lendo os cardápios das portas que encontrei o restaurante “tapas e manias” que tinha a tal bochecha de porco preto. Queria experimentar. E foi sensacional! Um dos melhores pratos que comi na viagem. A carne é macia e super saborosa. Tanto é que é o único restaurante da viagem que sei o nome. A garçonete me explicou que esse prato é mais comum nessa região de Portugal, sendo difícil encontrar na região de Lisboa ou no sul do país. Já era mais de 15h e como a chuva permanecia, a solução era voltar para o Porto. A visita já valeu pela bochecha de porco preto, mas a cidade é charmosa e mesmo na chuva deu para conhecer. De volta ao Porto fui finalmente conhecer a Livraria Lello. Três euros para entrar que pode ser convertido em compras. O local é lindo. Existe uma escada linda e super diferente, estantes até o teto e um teto lindo. Vale a pena conhecer. Minha vontade era passar horas lá dentro só admirando o local e aquele tanto de livros (eu adoro livros!!). No dia seguinte teríamos que pegar um voo para Madrid às 6h30. Horário péssimo, pois teríamos que madrugar para chegar a tempo, e o aeroporto era muito longe de onde estávamos; além disso, não teria metro nesse horário e o taxi ficaria muito caro. A outra opção que eu havia pesquisado aqui do Brasil era um trem noturno com duração 10h e o triplo do preço. Pois bem, compramos o avião (70 euros mais 25 para despachar o mochilão). A solução que encontrei foi: trocar de hotel um dia antes da viagem. E assim fizemos! No final do dia pegamos nossa mochila e fomos de metro até um hotel em frente ao aeroporto (hotel Ar e Sol – diária 42,50 euros para duas pessoas). Dessa forma já estávamos em frente ao aeroporto. Realmente foi a melhor coisa que fizemos. Acordamos e fomos andando para o aeroporto. Deu tudo certo, apesar da noite ter sido péssima. Não dormimos bem preocupadas com o horário. (.....continua....) PS:Não consegui inserir imagens.
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    Cara, na rua paralela a Avenida florida, tem um banco chamado Bino. Acho que é esse o nome ou é Pino. lá é aonde tem a melhor cotação.
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    @Érica Martins , o que eu leio geralmente é isso que você relatou... por isso queria ver se tinha mudado hahahaha Santo Amaro é muito mais meu estilo que Barreirinhas, mas eu vou em duas pessoas só e se realmente estiver assim fica inviável para o meu orçamento... Ahh eu vou em Agosto (acho que é alta temporada) 🤔
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    E ai pessoal, beleza? Estou planejando uma viagem para os EUA ano que vem. Com isso, queria saber se alguém aqui já fez viagens usando o workaway, worldpackers e afins lá? Vejo várias informações na net, sobre o tipo de visto para isso e estou em duvida sobre isso.
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    @Edson Cândido Estive em Paris em março de 2018 por volta do dia 15, fazia frio, mas de dia o céu era limpo de 10/14 graus, não choveu. (vide minha foto de perfil aqui do site, é de um dia lá) A noite caia um pouco mais, porém não chegou nem perto de 0. É um frio de boa, mas depende muito se venta ou não. Lembro que uns dias depois de sair de lá, chegou até a nevar.
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    Show de bola! Legal saber a atual condição da 40 neste trecho. E parece muito bonito mesmo... isso é que é viagem de carro! Rodovias cênicas, vários atrativos... muito legal mesmo! Vou lendo e me imaginando fazendo o mesmo caminho! Aliás, no meu roteiro, eu desceria pela 40 justamente até Esquel, pegando a 259 para entrar no Chile por Futalefu rumo à Carretera Austral. Mas o plano B, se não arrumar um carro mais altinho nos próximos anos, seria seguir pela 40 mesmo até El Chalten e El Calafate, que parece ter sido o seu roteiro... Vou continuar acompanhando!
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    Berlim e Praga são muito frias para nosso padrão. Pode ter alguns dias quentes (acima de 10), outros frios (abaixo de 0), mas na media entre 0 e 9. Ano passado variou entre -13 e 17, sendo que na maioria dos dias bem abaixo de 10. Paris é menos frio, mas ainda frio. A maioria dos sites de tempo, mostram medias, recordes e dados de anos anteriores. março 2018: https://www.accuweather.com/en/fr/paris/623/month/623?monyr=3/01/2018 https://www.accuweather.com/pt/de/berlin/10178/month/178087?monyr=3/01/2018 https://www.accuweather.com/en/cz/prague/125594/month/125594?monyr=3/01/2018
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    @Edson Cândido nessa época ainda é frio para os nossos padrões. De toda forma nao da pra afirmar com precisão se vai fazer frio de mais ou esquentar muito, mas no geral as temperaturas podem variar entre uns 2 graus (mínimo) até uns 15 graus (maximo). Vale lembrar que a percepçao de frio varia de pessoa pra pessoa, sem falar dos ventos que podem aparecer, que ai a sensaçao termica pode diminuir. O melhor a se fazer é levar uma jaqueta corta vento e outra pra vestir por baixo.
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    Penso que as rotas tem locais muito longes um do outro, principalmente por começar em Lisboa, se você tirar as suas férias para conhecer bem Portugal, que é linda, Espanha e a costa da França, já da pra ter uma experiencia incrível e sem "perder" tanto tempo se deslocando.
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    Parte 8 - O anjo do carro vermelho "Qual é a sua estrada, homem? - a estrada do místico, a estrada do louco, a estrada do arco-íris, a estrada dos peixes, qualquer estrada... Há sempre uma estrada em qualquer lugar, para qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Como, onde, por quê?" On the Road, Jack Kerouac Conversamos com os caminhoneiros parados, nenhum sucesso. Fomos para a saída do posto da YPF, por ali erguemos o dedão e ficamos. Era um domingo bem cedo em Puerto Madryn, quase não havia fluxo de carros e caminhões. Estávamos animados e nos divertíamos ali na estrada. Os minutos passavam e o que eu mais via eram motoqueiros viajando no sentido contrário. Possivelmente, eles estavam voltando de Ushuaia. Caminhamos um pouco mais avante, quem sabe não daria sorte um novo lugar. Depois de mais alguns minutos um ônibus vazio passou por nós, ergui o dedão com um sorriso no rosto. O ônibus parou e o motorista nos convidou a subir. Foto 8.1 - Tentando carona na Ruta 3 na saída de Puerto Madryn José, o motorista, nos avisou que iria até Trelew, uma cidade vizinha a quase 70km ao sul de Puerto Madryn. Sentamos no ônibus vazio. José logo passou seu tereré com suco de laranja. Caralho, como estava bom aquele tereré. Logo ele nos explicou que estava indo buscar os engenheiros da Aluar que vivem em Trelew para um dia mais de trabalho. A Aluar é uma empresa de alumínio argentina, sua filial em Puerto Madryn é a principal geradora de empregos da cidade. Ele falou que é prestador de serviço da Aluar e os seus dois ônibus trabalham diariamente na rota Puerto Madryn/Trelew transportando os funcionários da empresa. Foto 8.2 - A visão do Matheus no ônibus O José é um cara bacana demais. Como eu gostei dele, sei lá, ele transmite uma buena onda. Ele já foi caminhoneiro por muitos anos, morou no Paraguai e Itália, e conhecia a Argentina toda. O tereré era herança dos seus dias de Paraguai. Ele gostava de falar sobre o vento patagônico, dizia "Aqui venta forte 330 dias por ano". O vento de Puerto Madryn era forte até, mas me abstenho de falar dos ventos por enquanto. Toda vez que José falava, ele falava sorrindo. Ele começou a nos contar sobre os dinossauros da Patagônia. Disse que os maiores dinossauros que existiram viveram pelas terras patagônicas. Enfim, a Patagônia é a terra dos gigantes, primeiro os dinossauros gigantes e depois os homens gigantes que assustaram Fernão de Magalhães. Falava com orgulho dos dinossauros, disse para visitarmos o Museu Paleontológico de Trelew. Quase na chegada de Trelew tem uma estátua de tamanho real de um Titanossauro, o maior dinossauro de que se tem notícia, com mais de 20 metros de altura e 40 metros de largura. José parou o ônibus para que pudéssemos conhecer o maior dinossauro já descoberto. Foto 8.3 - Titanossauro Foto 8.4 - Titanossauro por outro ângulo (Não ter ninguém ao lado do Titanossauro não dá a noção exata do seu tamanho gigantesco) Depois seguimos viagem até chegarmos em Trelew. Já era quase a hora dele recolher os funcionários e voltar para Puerto Madryn. Mesmo assim, o José cortou toda a cidade e nos deixou no posto da Axion na saída para Comodoro Rivadavia. A porta do busão se abriu, nos despedimos do José com um abraço. Pulamos para a fora do ônibus, com uma buzinada o José se despediu pela última vez. Foto 8.5 - Eu, Matheus e o José O tempo com o José foi curto, não mais que uma hora e meia, mas foi daqueles momentos que depois que passam você diz "Mano, que cara gente boa da porra!". Não bastou ele dar uma carona pra gente, ele desviou o caminho para conhecermos o Titanossauro, depois foi até a saída da cidade para facilitar a nossa vida. Tenho quase certeza que ele chegou atrasado para buscar os funcionários da Aluar. Sabendo disso as atitudes dele se tornam muito mais especiais para mim. O objetivo agora era conseguir uma carona para a próxima cidade que era Comodoro Rivadavia, distante a 400km de Trelew. Começamos pelo começo e fomos conversar com os caminhoneiros que estavam estacionados no posto. Algumas boas conversas surgiram disso, mas nenhum êxito em relação a carona. Fomos para a saída do posto e ali começamos o revezamento de dedões erguidos. Meia hora cada um a beira pista. Só tinha nós pedindo carona. A rodovia estava meio deserta. Os poucos carros que passavam, paravam logo adiante num campeonato de futebol infantil que estava tendo naquela tarde. Eu tinha certeza que um carro vermelho nos daria carona naquele dia e repetia isso toda hora. Foto 8.6 - As mochilas na saída do posto da Axion em Trelew Nessa tarde começamos elaborar algumas teorias sobre as caronas para passar o tempo na beira da estrada. A primeira delas é que toda pessoa que não pode mesmo dar carona faz questão de expor isso de alguma forma, acho que isso alivia um pouco a consciência. Tipo uma pessoa com carro cheio faz o gesto com a mão que está cheio ou uma pessoa que vai parar logo adiante indica com o dedo que vai parar logo ali. Ninguém tem obrigação de parar o carro, mas ver pessoas precisando de ajuda e saber que não pode mesmo ajudar deve fazer bem para o ego, mesmo não tendo a intenção de ajudar se pudesse. Já as pessoas que realmente poderiam dar carona e não tem a intenção de dar evitam olhar para os pedintes de beira de pista. A segunda teoria boba que elaboramos é que caminhonetes nunca param para caroneiros. Depois fizemos uma lista de tipo de carros que eram mais propícios a parar, mas para mim, desde a Península Valdés, que eu tinha certeza que algum carro vermelho nos salvaria. Elaborar essas bobeiras e conversar sobre elas faziam a longa espera ser mais leve na quente Trelew. As horas passavam. O dia era muito quente, quem não estava pedindo carona ficava dentro do posto se escondendo do sol e tentando a abordagem direta. Esse dia era o dia da final entre River x Boca em Madrid. O posto começou a se encher de torcedores dos dois times. Pensei por um momento abortar a tentativa de carona, por um tempinho, para ver o jogo, mas decidimos melhor continuar. De vez em quando eu ia espiar o placar. Na hora do jogo a deserta pista ficou mais deserta ainda. Raramente, passava alguém pela Ruta 3. No máximo algumas pessoas correndo ou pedalando. Aliás, toda pessoa que passava por nós dizia "Suerte", era bem bom ouvir isso. Todo carro que erguíamos o dedão, ao saber que o carro não pararia, cumprimentávamos o motorista com um sinal de mão. Essa era outra forma de deixar mais leve as horas pedindo carona. Já estávamos torrados de sol. Nesse dia não desanimamos por nenhum momento, mesmo com fome. Já era quase sete horas da noite, resolvemos sair dali, mas não sabíamos se iriamos armar acampamento no posto ou caminhar pela cidade ou tentar seguir de ônibus. Decidimos colocar nossas mochilas e fazer qualquer coisa diferente, pois ali já nenhum carro passava mais. Estávamos tranquilos, tínhamos tentado por todo o dia seguir de carona. Apenas não tinha rolado. Coloquei a mochila nas costas. Quando comecei andar, surgiu um carro vermelho na minha frente. Por que não tentar? Ergui o dedo pela última vez naquele dia. O carro parou. Corri até o motorista, ele perguntou "Vas a Comodoro Rivadavia?" e eu sem acreditar disse "Si, si, si". Incrédulos e meio estabanados tentávamos colocar nossas coisas no carro, o senhor achando graça da situação disse "Calma, calma, no me voy sin los dos". E assim, o carro vermelho (leia-se anjo vermelho) da minha premonição veio nos salvar naquele dia. Não consigo traduzir a alegria daquele momento. Como aconteceu na Península Valdés, novamente éramos salvos no último instante possível. Parecia até uma pegadinha do além ou uma provação qualquer. Nos últimos dias tinha enchido tanto o saco do Matheus com a história do carro vermelho e agora ver nós dois em movimento dentro de um carro vermelho era no mínimo curioso. Não tinha sonhado e nem tido visão nenhuma, comecei a falar do carro vermelho sem pretensão alguma. Acho que era uma forma de manter a esperança da carona viva. Assim, ficava sempre a espera do carro vermelho. A espera tinha acabado e fiquei meio abobado com a força do pensamento. Sentei no banco da frente, o Matheus ficou na parte de trás. O motorista logo se apresentou como Juan Carlos, e começou perguntando se estávamos a muito tempo ali esperando, eu disse que fazia quase oito horas que estávamos ali na beira da pista. Ele disse que escolhemos um dia ruim, que domingo era difícil mesmo. Ele estava voltando de uma visita a um amigo. A conversa seguiu ou melhor a partir dali começou o monólogo do Juan. Foto 8.7 - Juan e Eu Falar deste trecho é meio complicado para mim, pois é complexo demais falar dessa carona, em especifico do Juan Carlos. Toda vez que me recordo desses momentos junto do Juan vivo um dilema. Sou muito grato a tudo o que ele fez por mim e pro Matheus, mas ao mesmo tempo não consigo gostar dele. Me sinto mal por falar isso, pois dá a impressão de ingratidão da minha parte. Pelo contrário, como disse sou grato demais ao Juan, mas ficar na sua companhia por quase cinco horas foi das coisas mais difíceis que já fiz na vida. Juan é soldador subaquático, dono de uma vinícola em Mendoza, ex militar que lutou na Guerra das Malvinas e se dizia um caçador de mão cheia, sempre repetia "Não morro de fome em lugar nenhum, aqui mesmo se eu for caminhado por qualquer canto, horas depois te trago comida". As falas do Juan se estendiam por muitos minutos, no início ele nem percebeu que eramos estrangeiros, assim falava num espanhol rápido e de difícil compreensão. Ele não pausava entre um raciocínio e outro, emendava tudo e não dava espaço para nós falarmos. Creio que ele tinha uma necessidade de mostrar quem era o Juan e qual era sua visão de mundo antes de tudo. No início era interessante isso, mas passado uma hora minha cabeça estava para explodir. O Matheus estava tranquilo atrás, mas eu tinha estar ali atento nas frases que eram ditas rapidamente e a todo momento. Manter a atenção exigiu muito mentalmente de minha pessoa. O pior foi quando eu comecei a compreender com mais clareza seu espanhol atropelado e consegui entender sua visão turva de mundo. Bom, vou me abster de tentar reproduzir suas falas intermináveis que eram carregadas de muito preconceito e tentar resumir mais ou menos o Juan. Pra começar digo que ele é um cara com uma visão simplista de tudo e um tanto contraditório. O maniqueísmo é forte em seu pensar, então tudo é dividido entre bem e mal, não existe meio termo pra ele. Assim, ele divide as pessoas em úteis e inúteis. Repetia quase sempre que o problema da Argentina era que a maioria da população era composta de inúteis. Ele enchia o peito para se dizer nacionalista, mas ao mesmo tempo só denegria a imagem de seu país para nós, o famoso complexo de vira-lata. Ele contou a sua versão da higienização social que ocorreu na Coréia do Sul, onde fizeram uma limpa nos corruptos e bandidos antes de reconstruir o país. Emendou com a seguinte frase "Agora no Brasil vai acontecer o mesmo, vocês escolherem um bom presidente.". Era a primeira vez que topávamos com algum argentino que era favorável a decisão tomada no Brasil. Falava com saudosismo da ditadura militar argentina e da Guerra das Malvinas. Porém, pediu baixa do exército, assim que acabou a guerra. Perdeu muitos amigos ali no campo de batalha. Pelo que eu entendi, ele foi totalmente contrário de a maior parte do soldados argentinos que foram para a guerra serem do norte do país e em sua maioria garotos. Na Guerra das Malvinas, a maior parte dos soldados não estava acostumado com o frio patagônico. Assim, frio, vento e fome mataram mais soldados argentinos que as armas inglesas, importante frisar que o exército nem cedia roupas adequadas a esses soldados. Enfim, os fazedores da guerra (os engravatados) não estavam nas trincheiras e quem morria era a população pobre do norte do país. Esse tipo de pensamento do Juan que me deixava confuso. Ele era favorável do extermínio de parte da população para "reconstruir" um "país melhor", mas logo depois se solidarizava com os pobres coitados que foram jogados em uma guerra para defender um país que nunca deu bola para eles. Se solidarizou a ponto de largar o exército. Eu me considero um sujeito meio contraditório, mas ao conhecer o Juan passei parar de achar isso de mim mesmo. Lembro que, em algum momento, tentei desviar o assunto para algo mais leve, disse uma frase do tipo "A mulherada aqui na Argentina é show de bola né?". Antes mesmo de eu terminar a frase ele já emendou "Algumas até que são bonitas, mas são tudo burra. Não dá pra conversar com mulher na Argentina.". Logo ele fez uma mea culpa e disse "No Brasil é diferente né? As mulheres são mais inteligentes, não são umas portas como aqui.". Dei um sorriso amarelo nesse momento. Ele continuou com sua linha de raciocínio, dizendo: "Só dei caronas para vocês porque são homens, se fossem mulheres não daria não. Com homem da pra ir conversando a viagem toda, assim como nós estamos conversando. Se fosse mulher não dava pra conversar não". Imaginei comigo, devo ter dito umas dez palavras ao todo até agora (risos). A misoginia era evidente nele. Pensei em abrir a porta do carro e me jogar diversas vezes. Na verdade eu só pensava nisso em determinado momento. Eu ficava olhando a velocidade do carro e tentava calcular o quão machucado sairia daquela queda. Depois de mais de duas horas e meia de viagem, paramos em um posto. Aproveitei para dar uma mijada. Depois fui na loja de conveniência para ver qual tinha sido o desfecho do jogo. River campeão. Eu e o Matheus fomos sentar numa mesa do lado de fora. Logo depois o Juan chegou com uns pacotes de bolacha e uns lanches para nós comermos. Juan estava feliz com o resultado do jogo. Pela primeira vez comemos a bolacha Macucas, que depois seria nossa companheira diária. Nessa hora a conversa foi bem mais agradável e menos unilateral. O Juan se propôs a ouvir um pouco. Até então ele não tinha tido a curiosidade em saber sobre nossas vidas, de onde viemos ou mesmo o que fazíamos. Nessa hora ele perguntou sobre tudo, falamos quem era Diego e Matheus. Depois quis chutar quantos anos tínhamos. Ele me deu 19 anos (risos). Falou da sua cirurgia que tinha feito pouco tempo antes e que os médicos desacreditavam que ele sobreviveria. Mostrou a cicatriz gigantesca nas costas que é a marca que ele carrega da operação. Falou da sua filha com bastante orgulho, ela faz mestrado em Mendoza. Disse que estava feliz que sua mulher pela primeira vez, depois de mais de trinta anos de casados, foi acompanha-lo numa pescaria. Parecia que o cara que estava ali não era o mesmo que estava dirigindo o carro minutos antes. Ele ainda foi comprar água quente para preparar um mate. Fizemos uma roda de mate e conversamos um pouco mais. Eu fiquei preocupado que ele nos associa-se na sua divisão de mundo com os inúteis e nos deixasse ali. Pelo contrário, agora ele parecia mais um pai cheio de conselhos e entendia a nossa necessidade de viajar mesmo que com pouco dinheiro. Confesso que essa parada no posto foi muito agradável. Voltamos a pista e o Juan voltou a ser o que era. Voltou com suas filosofias erradas de vida (isso no meu entender). Não consegui não associar ele com aquele episódio do Pateta que se transforma ao entrar no carro. Pateta é todo tranquilão e respeitoso, mas quando entra no carro vira um nervosão, briguento e mal educado. Sei que pode ser inocência minha, mas pode até ser que o Juan queria passar uma imagem de machão incorrigível, apesar de não acreditar muito nisso. A viagem prosseguiu. O legal do trecho Trelew/Comodoro Rivadavia é que ele é um pouco diferente de todo o resto da Ruta 3. Por este trecho tem algumas curvas sinuosas, no caminho é possível se avistar cânions e tem muitas elevações na rodovia. A natureza é muito bonita em volta também, é possível avistar um montão de guanacos e alguns zorros pelo caminho. O Juan era bom em avistar zorros, mesmo os bichinhos estando longe ele conseguia identifica-los. Já os guanacos ficam em bandos a beira da pista, e com isso tem muitas acidentes, creio que vi uns três guanacos atropelados neste trecho. Foto 8.8 - O caminho até Comodoro Rivadavia Foto 8.9 - Mais um pouco do caminho Cada vez que descíamos mais pela Argentina o sol se punha mais tarde. Em Claromecó o sol se escondia um pouco depois das nove da noite. Em Puerto Madryn e Trelew isso acontecia quase as dez da noite. Agora indo para Comodoro Rivadavia já tinha passado das dez da noite e ainda o céu estava claro. A viagem continuava. Eu tinha muito sono, não conseguia mais dar muita atenção ao Juan. Ouvimos rádio por um tempo. Escureceu. A viagem prosseguia. Juan continuava com suas afirmações erradas sobre tudo. Eu só queria chegar, a cabeça estava a ponto de explodir. Quando chegamos em Comodoro Rivadavia o Juan disse que era de uma cidade chamada Caleta Olivia, uns 70 km mais ao sul. Deixou a opção de nos deixar ali em Comodoro ou em Caleta Olivia. Preferimos ficar em Comodoro. Ele foi bastante bacana em nos deixar em um posto mais seguro possível para acamparmos. Paramos num posto da Petrobras, já era madrugada. Entramos na loja de conveniência e o Juan pegou um café pra ele. O Juan voltou a ser aquele cara bacana da outra parada. Conversou sem pretensão de impor seus pensamentos. Foi gentil ao passar seu telefone caso tivéssemos problemas no decorrer da viagem. Ainda quis pagar uma janta para nós, mas recusamos, pois ele já havia feito muito por nós. Deu a impressão que ele não queria ir embora, queria ficar ali conversando conosco. Não sei ao certo, mas acho que ele estava bastante carente de conversas e de amigos. Nos despedimos do Juan com alguns abraços. Antes de partir ele ainda tomou outro café. Depois fomos montar a barraca para dormir atrás do posto. O vento que estava naquela noite, naquela cidade era surreal de tão forte. Comecei a montar a barraca, mas não tinha como, a chance dela voar para longe era muito maior de eu ter sucesso na montagem. Depois de algum tempo conseguimos montar a barraca. Eu estava capotado, só queria dormir. Usei o banheiro da loja de conveniência e em seguida capotei na barraca. Foto 8.10 - Eu, Juan e o Matheus Agora aqui em casa, relembro toda a trajetória com o Juan e não sei o que achar dele. A sua visão de mundo é totalmente contrária da minha. Me chateou bastante ficar ao lado dele ouvindo um monte de baboseiras e não poder falar nada, uma porque ele não dava espaço pra eu falar e outra porque tinha receio de falar algo que ele não gostasse e perder aquela carona que tanto precisávamos. Me senti um merda por isso. Por outro lado, me senti injusto em certos momentos em não aceitá-lo e ver nele um cara carente que queria falar, conversar e ter contato com outras pessoas. Ele sentia muita necessidade em falar. Também tem que ele conosco foi muito bom mesmo. Foi a única pessoa que confiou na gente e parou seu carro. Percebeu que não tínhamos comido, não hesitou em compartilhar sua comida. Também se preocupou com nossa segurança passando por diversos postos, analisando qual seria o mais seguro para nós pernoitarmos. Sei lá, é tudo muito confuso para mim. Me pego muitas vezes pensando nesse trecho da viagem. O anjo do carro vermelho não tinha nada de anjo, na verdade esse carro vermelho tornou-se uma pegadinha ou qualquer coisa do tipo, pois foi a parte de maior complexidade da viagem. Mas e ai? O que pensar quando uma pessoa com ideias esquisitíssimas te ajuda a ponto de você questionar a si próprio? De qualquer forma, sou muito grato ao Juan e a sua carona salvadora. Acordamos assim que o sol nasceu. Desfiz a barraca, mas foi muito difícil dobra-la, o vento era intenso. Usei o banheiro do posto para me limpar um pouco e escovar os dentes. Fomos pedir água para fazer o mate e percebemos que tínhamos perdido nossa bomba. A atendente nos deu água quente, ainda nos presenteou com uma bomba novinha. Foi bem legal isso. Tomamos o mate e comemos um último pacote de bolacha que tínhamos. Seguimos caminhando para a saída da cidade. A caminhada durou mais ou menos uma hora até um bom ponto para pedir carona na Ruta 3. Paramos e começamos a pedir carona. Enquanto, um pedia carona o outro tentava se proteger das rajadas de areia que o vento não cansava de criar. Passamos horas e horas ali. Nada de caronas. Ficar ali era uma prova de resistência, ainda mais com fome. Tentamos e tentamos. No meio da tarde eu já não estava mais aguentado aquele misto de calor insuportável, ventos fortíssimos junto com terra e areia. Minha cara estava áspera de tanta terra que tinha grudada nela. Matheus estava só o pó também. O dia anterior tinha sido pesado fisicamente e mentalmente. Então, resolvemos ir para rodoviária e seguir aquele trecho de ônibus. Foto 8.11 - Caminhando até um ponto bom para pedir carona em Comodoro Rivadavia Foto 8.12 - Ruta 3 Foto 8.13 - Enfim, um ponto que todos os carros seguiriam para o sul e passavam devagarinho Foto 8.14 - Revezamento, vez do Matheus pedir carona Foto 8.15 - Revezamento, minha vez Chegamos na rodoviária, compramos passagens para Rio Gallegos, o ônibus só sairia pela madrugada. Fomos caminhar pela cidade. Comemos um choripan na rua. Nesse dia quase morri de lombriga. No lugar em que comemos o choripan, tinha um lanche que eles chamam de lomito que tava bonito demais, mas era muito caro. Olhei as pessoas comendo o lomito e fiquei com muita lombriga de comer aquilo, mas me segurei e comi o choripan que era infinitamente mais barato. Depois achamos uma sombra na orla de uma praia, ficamos o resto do dia por ali. Foi bem gostosa essa tarde, fazia tempo que não ficávamos debaixo de uma sombra só descansando, pois os últimos dias tínhamos sido torrados pelo sol nas rodovias. Depois fomos no mercado, vimos a bolacha Macucas que o Juan havia dado para nós. Um pacote de bolacha na Argentina gira em torno de 3 e 4 reais, mas a Macucas era menos de um real e mais gostosa. Compramos um monte de pacotes de Macucas para o restante da viagem. Foto 8.16 - Centro de Comodoro Rivadavia Foto 8.17 - A avenida Foto 8.18 - A orla da cidade Foto 8.19 - O outro lado da orla Voltamos para rodoviária e conhecemos o caroneiro Sergio. Ele é argentino da cidade de Corrientes e estava trabalhando de garçom por todas as cidades que passava. Agora iria pra Puerto Madryn de ônibus, depois seguiria de carona até Corrientes, tinha esperança de chegar antes do Natal para passar com a família. O que me chamou atenção do Sergio foi que ele tava viajando de carona com mais dois brasileiros. Eram três. Eu já achava difícil viajar de carona em dois. Imagine eles em três. Os dois brasileiros tinham acabado de seguir pro Brasil. Sergio tava sem comida, demos uns pacotes de bolacha Macucas para ele e subimos no ônibus. Comodoro Rivadavia foi a única cidade da qual eu não gostei nessa viagem. O vento é muito forte, do tipo que quando eu estava andando e ao erguer o pé de apoio para caminhar, senti como se fosse um chute na perna, virei xingando o Matheus "Porra, por que tá me chutando?", vi que ele estava a uns vinte metros de distância. O vento havia me "chutado". A cidade é toda envolta de areia e terra. A mistura de terra e vento é terrível, a cada cinco minutos tirava uma bolota de areia da minha orelha. O ambiente na cidade é bem esquisito também, não sei se é por causa de ser uma cidade petroleira. Entretanto, das cidades da Patagônia, Comodoro Rivadavia é o único lugar que eu não me senti cem por cento seguro. José e Juan Carlos, duas caronas e duas pessoas completamente diferentes. O José me identifiquei com ele mesmo antes dele começar a falar, o Juan até hoje não sei o que sentir por ele. Uma viagem foi rápida, tranquila e leve, a outra foi longa, demorada e pesada. Enquanto um era só sorrisos, o outro não sorria nunca. Duas caronas distintas, mas as duas tiveram a mesma importância e nos deixaram mais próximos do final do mundo. Enfim, o resumo da estrada é isso: você nunca vai saber quem irá abrir a próxima porta. Assim, algumas experiências vão ser bem legais, outras nem tanto. No fim, tudo é aprendizado.
  19. 1 ponto
    @filipelyrio também não sabia dessa regra. Os 90 dias para turismo sim, e outra os planos podem ter mudado e você querer ficar mais tempo turistando. Não necessariamente que você queira morar / trabalhar lá.
  20. 1 ponto
    Além de tudo o que citaram, ficar os 28 dias pingando de local em local cansa qualquer um. Vai chegar uma hora que não terá mais esse gás todo. Conforme os dias vão passando, o cansaço vai chegando.
  21. 1 ponto
    Sempre uso o Praiômetro para pesquisar praias. https://www.viajenaviagem.com/2012/10/praiometro-nordeste-caribe/
  22. 1 ponto
    Junho é uma época complicada. O ponto forte da ilha são as praias e baladas... e tudo morre nessa época.
  23. 1 ponto
    O segredo você mesmo já descobriu, muitos deslocamentos para pouco tempo. Passara mais tempo "viajando" do que realmente aproveitando as cidades... Tem centenas de comentários no tópicos falando a mesma coisa. Não se faz roteiro com "países" e sim com cidades. Exemplo didático: Uma situação é você sair de Berlin para Praga e outra completamente diferente é você sair de Frankfurt para Praga, sendo que ambas cidades estão na Alemanha. É com base nas cidades que poderá simular custos, tempo de permanência e deslocamentos. Recomendo 4 ou 5 cidades para fazer base. A partir destas cidades base você conhece cidades próximas no esquema de bate e volta. Exemplo: Esta em Amsterdan, um dia vai cedo pela manha para Haia e volta no inicio da noite. Assim você evita troca de hospedagem e a consequente espera para check-in e check-out, tempo perdido com deslocamentos entre cidades... etc. Brexit foi rejeitado. Independente, UK não fazia parte do acordo Schengen e nunca foi empecilho para se visitar... faz-se imigração normalmente, basta estar com as exigências ok e tudo tranquilo. Possível, porem com limitações. Optando por um hostel barato (20 euros), 28 dias saem por 560 euros. Considerando 06 deslocamentos entre cidade uma média de 300 euros, te sobram 1740 euros. Ficariam 62,14 euros/dia. Ai vai depender muito das cidades que optar, tipo de alimentação que pretende fazer, almoço e jantar em restaurante? Vai cozinhar em hostel? Quais atrações vai entrar em cada cidade que passar? Para ficar claro... 62,14 é um valor muito tranquilo para Lisboa e bem limitado para Paris se optasse por comer na rua (duas refeições turisticas - comida simples como um peito de frango com fritas, não típica - ficam numa media de 40 euros... se for comer algo melhor, pode colocar entre 25 e 35 por refeição - não estou me referindo a restaurantes de luxo!). Baladas? Bebida alcoólica? É do perfil que gosta de andar ou vai usar transporte publico para se deslocar dentro das cidades? Tudo influencia.
  24. 1 ponto
    Aqui vai o resumo do roteiro: Dia Roteiro 1 Saída do aeroporto de Salvador para Guarulhos no fim da noite 2 Saída do aeroporto de Guarulhos com destino à Dubai 3 Saída do aeroporto de Dubai com destino a Nova Delhi / Nova Deli com destino a Kathmandu 4 Kathmandu 5 Trekking Everest / Kathmandu (1360m) - Lukla(2840m) -Phakding(2612m). 6 Trekking Everest / Phakding - Namche Bazaar (3440m). 7 Trekking Everest / Rest in Namche Bazaar for Acclimatization 8 Trekking Everest / Namche Bazaar - Tengboche(3860m). 9 Trekking Everest / Tengboche - Dingboche(4410m). 10 Trekking Everest / Exploration/ Acclimatization at Dingboche . 11 Trekking Everest / Dingboche - Lobuche(4910m). 12 Trekking Everest / Lobuche - ABE - Gorakhshep(5140m). 13 Trekking Everest / Gorakhshep - Kalapatthar(5545m)- Dingboche(4410m). 14 Trekking Everest / Dingboche – Namche Bazaar(3440m). 15 Trekking Everest / Namche - Lukla(2840m). 16 Trekking Everest / Lukla(2840m) - Kathmandu(1360m) 17 Kathmandu 18 Kathmandu - Holi Festival 19 Saída de Kathmandu com destino à Nova Deli - Jaipur 20 Holi Festival em Jaipur 21 Jaipur, Cidade Rosa 22 Jaipur - Agra - Faterpur 23 Agra 24 Agra para Orccha 25 Orccha para Khajuraro 26 Khajuraro 27 Khajuraro para Varanasi 28 Varanasi para Delhi 29 Delhi 30 Saída de Nova Deli com destino à Dubai, tarde livre 31 Dubai 32 Abu Dhabi 33 Saída de Dubai com destino à Guarulhos / Guarulhos x Salvador Acho que cheguei ao final do pré-relato, agora é só aguardar o grande dia! Se tiverem alguma dúvida ou se lembrarem de algo que esqueci de colocar aqui, só avisar. To be continued...
  25. 1 ponto
    Boa noite, @GreciaAugusta O que fazer é uma questão individual. Se você informar seus interesses e sobre o quê você quer dicas, talvez possamos ajudar. Não é a melhor companhia que existe? 😁 Certamente! E você verá que falar o mínimo de francês lhe ajudará MUITO. Bon voyage!
  26. 1 ponto
    Dá tranquilo. Salvo um grande imprevisto, o que pode inclusive acontecer no Brasil.
  27. 1 ponto
    Carta que comprova que tenho um emprego
  28. 1 ponto
    Porque não seria o ideal? É a época que tem mais agito na Europa... os dias são longos sobrando mais tempo para passear... Eu so gosto de ir no verão!! É o maior risco que você corre. Se a imigração lhe pedir as comprovações e você não tiver... nem entra! Vai imigram em que cidade? Além de elevar o custo reservando em cima da hora... Inclusive com o risco de não encontrar passagens a um preço acessivel, seja de trem ou avião. Dentro do seu perfil... vai fazer o que la mesmo?? Cidade muito cara e erudita. Gosta de opera e musica clássica? Pense e pesquise bem se quer Viena mesmo!! 1001 noites! Cidade fantástica, jovial, vibrante... atmosfera incrível, uma das melhores noites da Europa! Se for ficar em Hostel recomendo o The Hive Party ... rola ate show dentro do Hostel... pertinho dos ruins pubs. Budapeste, Paris, Amsterdam, Barcelona.... se encaixam nessa descrição (é pessoal). Além de Cesky, tem a interessantíssima visita ao Ossuário de Sedlic e a visita a Terezin, a cidade que virou que gueto judaico e seu famoso Campo de Concentração que servia de cenário para a enganosa propaganda nazista enquanto nos bastidores servia de entreposto para os Campos na Alemanha e Polônia.... de 144.000 que entraram la, sobreviveram pouco mais de 20.000. Berlin-Dresden-Praga, comprando pela Dbhan voce pode fazer um stopover em Dresden de ate 48:00. Tem muito deslocamento para 19 dias (esses 19 esta contabilizando o dia chegada e o dia de retorno ao Brasil???). Embora tudo aí pode ser feito de trem...
  29. 1 ponto
    Em Orly o taxi e tabelado. Paguei 35 euros ate Republique. Em CDG deve rolar o mesmo esquema. O problema é a imprevisibilidade do transito para taxi, onibus, shuttler, etc,! Vai chegar que dia da semana e que horário?? metro e trem não atrasam! Cheguei em Orly as 16:00 e antes da 18:00 já estava no quarto do meu hotel... agora CDG e muito maior que Orly. De qualquer sorte se comprou as passagens juntas se der galho a companhia tem que resolver. Por segurança, faça um seguro que cubra perca de conexão!! Se der merda.... voce ja ganha uma grana extra.
  30. 1 ponto
    Oi Victor! 😀 Respondendo sua pergunta e já dando continuidade ao pré-relato(se é que isso existe)! Agência Depois de descartar a possibilidade de fazer com o Morgado, resolvi buscar maneiras alternativas de chegar até lá. Vi que existem basicamente duas formas: indo por conta própria ou contratando uma agência. A primeira descartei desde o primeiro momento. Sozinha não rola! Sei que são muitas variáveis a serem controladas. E se eu passar mal com a altitude como já aconteceu na Colômbia? E se eu me perder? E se eu reservar o vôo pra Lukla e o aeroporto fechar por conta do mau tempo? E se me faltar algum equipamento/acessório/roupa por falta de conhecimento? E se... são muitos IS SIS. Fui convencida por um ex companheiro de aventura a fazer a contratação da agência assim que pisasse em solo catmanduzense. O que sairia em torno de 1000 dólares segundo ele, com tudo incluso. Pesquisa vai, pesquisa vem... Encontrei algumas empresas com valores próximos ao que ele pagou, sendo que ainda incluía um algo mais, como transfer ida e volta para o aeroporto, hospedagem antes e depois do trekking (3 diárias), jantar... Além de emprestar tanto o saco de dormir quanto o casado mais pesado. Então entrei em contato com Aiming Adventure e fechei com eles, pagando cerca de 20% do valor antecipadamente. Quando retornar da trip prometo fazer uma avaliação dessa agência! Fala mochileiros! Conforme prometido vim aqui falar como foi a experiência com a Aiming Adventure. Posso resumir em uma palavra: PERFEITA . Além do que o pacote oferecia e que foi rigorosamente cumprindo, Bikal o dono na agência, me deu total apoio no resgate... Ehhh precisei ser resgatada no sétimo dia. Quando estava indo de Dingboche para Lobuche. Passei a noite muito mal, falta de ar, ruído no peito ao respirar, sangue ao tossir, dor de cabeça. Na manhã seguinte tentei superar a noite e me preparei para partir. Mas ao dar os 5 primeiros passos na saída do hotel já era impossível respirar. Então decidimos acionar o seguro. O guia Manu fez contato com o Bikal que por sua fez contatou a Nomads Seguros. Dentro de 1 hora eu estava subindo em um helicóptero em direção a kathmandu, onde uma ambulância já estava me aguardado para me levar para o hospital. L Chegando lá, Bikal já estava me aguardando. Contarei mais detalhes de como foi o atendimento médico mais pra frente. O link para entrar em contato com Aiming Adventure é www.aimingadventure.com o email [email protected] e o zap do Bikal +977 984-9211457 Só tenho a agradecer a equipe. Manu nosso guia, a Machra e Susan, nossos carregadores e Bikal. O pacote do Everest inclui: Aeroporto - Hotel- Aeroporto - veículo turístico privado Hospedagem compartilhada padrão em Katmandu em hotel padrão turístico com café da manhã para três noites Passeio de dia inteiro com guia pela cidade em Katmandu por um veículo particular Jantar de boas-vindas e despedida de cortesia em um dos restaurantes com programa cultural Toda a documentação necessária, autorizações do Parque Nacional e Cartão Tim Voo doméstico para Ktm-Luk-Ktm Todas as refeições padrão durante uma caminhada (café da manhã, almoço e jantar) Casa de chá de montanha na trilha Frutas frescas e temperadas depois de cada jantar, enquanto em uma caminhada Chá / café servido em um copo Água potável purificada durante a caminhada Governo licenciado e bem treinado falando Inglês guia de trekking local e todas as suas despesas O número necessário de funcionários locais e porteiros para levar sua bagagem durante a caminhada. Nós atribuímos um porteiro para cada dois convidados Seguro de Guia e Porter e todas as despesas Jaquetas e sacos de dormir (a serem devolvidos após a conclusão da viagem) Mapa de rotas de Free Aiming Adventure duffel bag, & Trekking Certificado de aventura (após a conclusão da caminhada) Kits de Primeiros Socorros (Básico) Todos os nossos impostos governamentais, IVA, taxas de serviço turístico O pacote do Everest exclui: Taxa de visto de chegada Nepal Excesso de bagagem (s) (15 kg incluído) Acomodação noturna extra em Katmandu por causa da chegada antecipada, partida tardia, retorno antecipado da montanha (devido a qualquer motivo) do que o itinerário programado Almoço e jantar em Kathmandu, exceto jantar oficial Vôos internacionais Taxas de entrada no Patrimônio Mundial Equipamento de trekking pessoal Seguro de viagem e resgate Despesas pessoais (telefonemas, lavanderia, contas de bar, recarga de bateria, carregadores extras, garrafa ou água fervida, banho extra, etc.) Gorjeta para as equipes de funcionários Alguns custos: Agência: 1235 USD (pacote de 15 dias)
  31. 1 ponto
    Não tem nada barato ai... Para chegar nas Baleares é avião ou catamarã. Não tem muito movimento essa época. E o forte de lá são as baladas e as praias no verão. Valencia.
  32. 1 ponto
    A média recomendada é de 100 euros/dia. varia principalmente a depender do seu padrão de alimentação (Quantas refeições? Vai preparar comida em hostel ou comer em restaurante? ); vai entrar nas atrações? Vai curtir vida noturna? Pretende fazer os passeios andando ou usar transporte publico? ... Um hostel fica em torno de 20 euros.... um almoço em restaurante pode variar entre 15 e 35 em restaurantes simples a medianos. Jantar sempre mais caro que almoço. Cada cidade é uma realidade. Precisa definir as cidades e a forma de deslocamento entre elas, as atrações que vai visitar, a localização da hospedagem para ver os custos com transporte e valor da diária da hospedagem. Para inicio de conversa, arriscaria um valor de 460 euros... (cafe da manha no hostel + demais refeições comprando em supermercado e preparando no hostel + 01 atração paga por dia + diária do hostel + 02 transportes públicos).
  33. 1 ponto
    O que dizer de paris? A cidade mais visitada, fotografada e falada do mundo. Um lugar praticamente incomparável, só indo para saber o que é, essa é a verdade. Um lugar suntuoso, uma obra prima da arquitetura, feito por imperadores para imperadores, prédios majestosos, antiguissimos, mas extremamente bem conservados, muito ornamentados, cheios de rococó e rebuscamento, ornamentos dourados por toda a parte. Isso é o que se vê de dia, a noite, tudo cintila, ficando mais incrível ainda, a cidade toda brilha, em luzes infindáveis, nos fazendo entender que o nome cidade luz, não é um exagero. Devaneios a parte, voltemos a vaca fria. 1ª Dia em Paris: Chegamos em Paris dia 28.12.2018, as 17 horas, ou melhor Créteil, cidade satélite a uns 45 min do centro Paris, onde alugamos um airbnb. mas o transporte foi facílimo, um metrô rapidíssimo, depois outro trem, e "voilá" estávamos no centro de Paris. Aí uma das primeiras impressões de Paris, os cheiros do metrô, a maioria não muito agradável. Os odores são vivos, e penetram na gente, mas depois acostumasse. A cidade é sim uma metrópole, e corre, urge, muita gente pegando metrô, e circulando por seus labirintos. Descemos próximo do Rio Sena, e a cidade nos recepcionou toda iluminada, vestida de gala. Fomos a Notre-Dame, que de longe não surpreende, mas fascina no detalhamento e perfeição das esculturas encravadas em sua fachada. Próximo a prefeitura de Paris, iluminada nas cores da bandeira da França, mais uma caminhada leve e fomos no centro, onde jantamos em um bistrô, experimentei o magré, adocicado de mais para meu paladar bagual. 2ª Dia em Paris: Acordamos as 7 horas, e partiu desbravar a cidade. Fomos direto a Torre Eiffel, selfies, de dia é imponente, mas teríamos um reencontro, magistral logo logo. Decidimos alugar bicicletas para nos locomovermos pela cidade, foi a melhor decisão de toda viagem. Uma aventura e tanto na verdade, uma emoção só, cortar as ruas de Paris de bike, entre pedestres, ônibus, carros, pedalando desvairadamente, realmente muito divertido. deixamos as bikes e andamos pela champs elysees, até o Arco do triunfo, voltamos pela Shamps, com suas magnificas grifes, que fez brilhar os olhinhos de nossas esposas. Bate-perna em lojas a parte seguimos para o museu Petit Palais, com entrada gratuita, onde desfrutamos de uma linda exposição. Seguimos para a Praça da Concordia, onde existe um intrigante Obelisco Egípcio, seguindo de bike até a ponte Alexandre III. Depois um descanso para as pernas e embarcamos no passeio de Barco pelo Sena, legal, passa pelos principais pontos do centro, mas meio monótono, para que estava no ritmo alucinante do pedal. É que nosso guia, nosso amigo francês, não faz o estilo, passeador, estava mais para montain bike. Passamos em frente ao Louvre, com filas quilométricas, e optamos por não perder 4 ou 5 horas, em filas. E a visita mataria o resto do nosso dia. Me desculpem os fãs aficionados de arte, mas este não é meu caso, entendo pouco de arte, então passamos. Fomos ao Pompiduo, museu de arte moderna, e também filas imensas. Ok. Não era dia para museus. Passamos pela Place de Vosges, bem interessante, com alguns artistas se apresentando no local, seguimos caminhando atravessando a Praça da Bastilha, depois pegamos as bicicletas até o Panthéon, e ali perto fomos almoçar, no Le Soufllé, lugar muito charmoso, onde comi Scargot, uma experiencia divertida. Passamos umas três horas no local, descansando as pernas tomando uma 1664, e degustando os pratos e sobremesa. Umas voltas pelas lojas, e ao anoitecer fomos a Galeria Lafayette, cheia de marcas famosas um luxo só, e a galeria é resplandecente, enfeitada em dourado. Subimos até o terraço, onde tivemos a sorte de mal chegarmos e vermos a Torre Eiffel acender suas luzes ao longe, um show e tanto para fechar nosso dia. 3ª Dia em Paris: Acordamos cedo como se costume e partimos rumo a Montmartre o bairro bohemio, reduto dos pintores e artistas. O lugar lembra muito San Telmo em Buenos Aires, tem uma praça onde os artistas expõem suas obras, alguns café, lojinhas, e caminhamos até a Basílica de Sacré Cœur, bem bonita por fora, a frente podemos ter uma boa vista de quase toda Paris, como era inverno, e estava meio nublado, não conseguimos ver muito. Tomamos um gostoso cafezinho em frente a praça dos artistas, e seguimos para a Moulin Rouge, o famosos cabaré parisiense, com seu moinho vermelho no terraço, mais um metro, depois o Jardim de Luxemburgo, bem bonito eu achei, com um lago onde crianças e outros nem tão crianças brincavam com seus barquinhos de controle remoto, e submarinos. Seguimos ao bairro de Saint Germain, point da burguesia, passando pelo Café de Flore, que ficou famosos por ser frequentado por artistas, intelectuais, escritores do quilate de Picasso, Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre. E dai foi seguir as luzes e aguardar ela se apresentar. A Torre Eiffel a noite. Como uma Diva em seu vestido de luxo. A Torre é iluminada a noite, mas de hora em hora, ela pisca brilha, e se torna Esplendida. Um show imperdível, pra mim a imagem que ficará de Paris, que sintetiza a cidade, seu charme , luxo e fama. Fotos: Rota:
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  35. 1 ponto
    Amei o relato. Achou perigoso em algum momento??? E quanto ao tempo. Mto calor?
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    Fique hospedada em Veneza e conheça Florença no esquema de bate e volta. A chave do sucesso em Paris em SEMPRE iniciar o contato em Frances... Fazer as saudações... e depois pedir permissão para conversar em Inglês. Feito isso as portas se abrem. O Inglês deles também é intermediário na maioria dos casos kkkk ... vai tranquila!
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    Vc já comprou os deslocamentos internos?
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    @GreciaAugusta Achei o trecho Veneza-Florença apertado. Se vc puder fique ao menos 2 noites em Veneza, pois dessa forma vc não vai conseguir conhecer muita coisa. O dia 20 é praticamente perdido em função do deslocamento. Florença, depende se vc quer conhecer outras cidades da região como Pisa, Lucca e Siena, então são necessários mais dias (vale a pena). Paris e Roma estão com quantidade de dias suficientes.
  39. 1 ponto
    Cara que relato foda, está de parabéns 👏👏👏👏, muito detalhado, estou indo fazer esse mochilão no dia 1 abril saindo de SP e cara ansiedade a mil, falta pouco, medo de morrer ser sequestrado, roubado, morto, engado hahahahah mais vamo que vamo vou ficar 30 dias fechado,to acompanhando des do inicio o seu relato e de novo fodastico vai me ajudar muuuuitoo mas me de um conselho, qual cidade vale ficar mais tempo? e que é barato?
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    Oi Joao, estou planejando minha eurotrip para julho também. meu planos eh de ir sozinho, mas seria legal encontrar com alguém la tambem. pretendo passar 1 mes pela europa ou ate mais.
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    Seus planos de fazer a eurotrip em jul/19 continuam de pé? Vc tá em SP?............... Obs.: não é para mim. É para meu filho de 22 anos. (estou apenas atuando como agente de viagens não remunerado...rs).... Abs
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    @Thaissa PantojaIsso é loucura,na Europa os trens são caríssimos quando oferecem qualidade e os onibus impossíveis de dormir de tão apertados que são. Vai gastar muito,se cansar e não conheçera nada com esse pouco tempo.Além de que há lugares que fala em 1 noite,chegar, conhecer o que?Ir embora no outro dia?Isso não é viajar,mas jogar dinheiro fora.
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    Bom galera, vocês vão me perdoar, mas eu pedi ideias sobre o que fazer nos 10 dias de folga. E não para broxar minha ideia de viajar por aí conhecendo pessoas novas, lugares novos e ter uma experiência bacana.. Seja ela boa ou ruim, servirá de aprendizado e de bagagem. Se eu for seguir tudo de negativo que me disseram aqui eu não vou fazer é nada, pq de tudo que foi dito não encontrei nada positivo. Não sei como está a vida de vocês, a minha vai bem, bem pra cara*** graças a Deus, e sou uma pessoa bem positiva. Não procuro encontrar os pontos ruins, procuro me focar nos bons. Os ruins vão acontecer e tenho certeza que servirão de experiência e histórias pra contar. Eu sei o que acontece em hostel tô de boa. Pra mim não é problema algum. Airbnb já pesquisei, casa inteira pra mim em várias cidades do Brasil, de norte a sul, média de 450 a 500 reais 8 a 10 dias. Tá ótimo! O que eu quero é viver essa experiência, se ela será boa ou ruim, acho que depende muito mais de mim do que dos outros, ou do cara que chega fedendo, ou do anfitrião que é chato. Quem fará valer a pena sou eu não terceiros! De qualquer forma agradeço a preocupação dos senhores e as dicas, mas prefiro me concentrar nas coisas positivas. Valeu galerinha e good vibes pra todos aí. Fiquem com Deus. Vou me virar aqui sozinho mesmo hehe.
  44. 1 ponto
    @eduu_frnds salvee Eu fui para Salvador primeiro e vale a pena ficar uns dias lá. Tinha ido para Tiradentes uma vez e fiquei impressionado com as igrejas, que são duas ou três. Mas em salvador tem 365, então vale a pena. Peguei um ônibus de salvador para lençois, expresso federal é a empresa. E de lençois você começa a viagem pela chapada, é minha dica. Lençois fica bem próximo de Palmeiras, cidade onde tem o Vale do capão. Onde tem a cachoeira da fumaça e é onde o tempo acompanha seu ritmo. Ambos no Norte do mapa. Depois de lençois e Vale do capão, pedimos ao nosso grande guia Jussemar, que foi o motivo desse link, para nos levar até o sul da chapada na cachoeira do buracão. Nisso ele passou nós poços Azul e Encantado que fica mais ou menos no meio do mapa, passamos no cemitério bizantino em Mucugê e seguimos até Ibicoara. No dia seguinte conhecemos a cachoeira do buracão que é a mais incrível, sendo que no meio do caminho até ela vc passa por uma outra cachoeira que também é sensacional. O que valeu a pena de descer ao sul do mapa foi conhecer a estrada que vai beirando a chapada de cima embaixo. Na volta nos passamos num alambique que chama cachoeira do buracão, que fica no caminho da cachoeira mesmo. Subimos o mapa de numa alegria sem fim, com aquele visual que parece filme na parte do final feliz. KKK Fazer a flutuação na gruta da Pratinha vale muito a pena, parece filme tbm, muito peixe, tartaruga e uma caverna que vc vai de lanterna 80 metros pra dentro. Quando eu voltar irei de carro, primeiro pra fazer essa estrada dirigindo e depois que acaba fazendo seu próprio horário. Em Lençóis foi onde fizemos mais amigos e onde tem uns bares. Se vc vier de ônibus por Minas gerais, vai conhecer fazendo a rota oposta, mas não afeta em nada. Chegando pelo sul da chapada é indo até o norte. Se acabar ficando só no sul ou só no norte já vale mais a pena. E sugiro que a opção seja o norte. Tem muito o que se ver lá, por exemplo o morro do pai Inácio que fica ao lado no monumento que marca o centro da Bahia. Foi uma viagem inesquecível. Voltamos de ônibus até feira de Santana, pegamos outro até Valença e atravessamos de barco até morro de São Paulo. Que é outro lugar massa, mas eu não teria saído da chapada hoje eu penso. Vai que vai! Boa viagem. Vai perguntando que se descola. Em Lençóis tem que fazer o roteiro 1. É caro mas vale a pena. Se negociar bem, cada passeio sai 200 reais com almoço. Qualquer dúvida estamos aqui. Tem foto dessa viagem no meu face e insta. @caiomarquesbens
  45. 1 ponto
    Estou planejando a minha, mas ainda vai ser pra 2020 pra juntar uma grana legal Parabéns pelo post ! Aguardo o relato sobre gastos rsrs. Abs
  46. 1 ponto
    Dá sim. Vou te contar um pouquinho sobre a minha historia. Trabalhava como professora no Brasil, 12h por dia, sem contar os finais de semana e feriado prolongado. Ganhava um bom dinheiro (para o meu ponto de vista) tinha minha casa toda linda mobiliada , meu carro e minha dog. Fui de ferias para Mendoza, queria conhecer a neve, e para minha surpresa conheci o gerente desse hostel, nos apaixonamos e iniciamos um relacionamento a distancia, mas queriamos estar juntos, so que a ponte Argentina - Brasil acaba saindo cara. Foi ai que cheguei nesse mesmo dilema. Largo tudo que eu conquistei, todo o conforto da minha casa/carro e vou para a Argentina viver num hostel como voluntaria (sem salario fixo - trabalhar em troca de comida e hospedagem) Ou ele vem para o Brasil trabalhar tambem 12h por dia e nao ter tempo nem paciencia (ja que o estress de sao paulo nos engole) para desfrutar do relacionamento? Muitas dúvidas na cabeça, perguntas sem respostas... mas eu decidi. Vendi algumas coisas, dei outras , me desfiz de muitas... no final me encontrei com 1 mala e muita empolgação. Fazem 7 meses que levo essa vida e posso te garantir, foi a melhor escolha que poderia ter feito. Não me arrependo de absolutamente nada. Eu, assim como vc, ja havia ajuntado um dinheiro e me peguei com muito medo de nao ser suficiente. Passado esse tempo, meu dinheiro continua intacto, quer dizer, consegui aumentar ainda mais... Como? No hostel nao preciso pagar absolutamente nada (agua, luz, internet, cafe da manha nem almoço) meu custo é para materiais de higiene, janta, passeios e cachaça... rsrs De onde tiro esse dinheiro para os custos mencionados? Dos trabalhos que realizo fora do voluntariado - ensino idioma, bicos, comissões.... Uns dizem ser loucura, outros se impressionam pela coragem e desapego. Eu, vivo cada dia! Hoje estou no Brasil, comprei um carro e vou levar minha cachorrinha para completar essa história! Boa sorte em todas as suas decisões, acredite, no final só tem lucro! E se quiser fazer voluntariado em Mendoza é só me escrever! ☺️ Inta: @kaarubio
  47. 1 ponto
    Em El Salvador fui só a Santa Ana subir o vulcão Santa Ana e acabei ficando 3 dias nesse hostel só pq achei muito bom! Todo dia almoçando no Rancho Santaneco e jantando pupusas!
  48. 1 ponto
    Estou fazendo o seguinte roteiro em junho/julho, Uruguay x Argentina x Chile e pelo que pesquisei, em termos de valor, compensa ir pelo Chile mesmo!
  49. 1 ponto
    Tudo que você precisa saber sobre El Salvador é o nome de um hostel em Santa Ana (a cidade que achei mais original, que usei como base por lá): chama-se Casa Verde! O Carlos é o dono do hostel Casa Verde e é uma figura... o hostel é impecável, com áreas excelentes, ventilador individual, chuveiro absurdo, piscina, terraço... enfim... mas o que vale são as dicas e o convívio no hostel que tem uma atmosfera legal demais. (não, eles não me pagaram para falar de lá... rs mas fica a dica). Abraços
  50. 1 ponto
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