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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 09-02-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    TORRES DEL PAINE 15 A 24 DE NOVEMBRO 2018 Vou fazer meu relato sobre o Circuito O de Torres Del Paine, na Patagônia Chilena. Foram 9 dias de trilha, sendo 8 de caminhada. Um total de 97 km, porque não fiz algumas partes, como o Mirador Britânico ou a ascensão a Base das Torres em si, por dois motivos, que vou explicar mais pra frente no relato. Eu não tinha nenhuma experiência com trilha, ou acampamento, ou viajar sozinha. Sempre fui sedentária, não sou de praticar esportes ou exercícios físicos. Então esse é um relato de uma pessoa que foi fazer o Circuito O, sem nenhuma experiência, com praticamente nenhum treino, só com a força de vontade. Se você sonha em fazer, mas tem medo ou não tem preparação, esse relato é pra você mesmo. DIA 1 HOSTEL – TORRES DEL PAINE GUARDERIA/CAMPAMENTO CENTRAL – CAMPAMENTO SERÓN Dificuldade: Média (considerada fácil para a maioria das pessoas) Distância: 13 km Saí do Hostel em que eu estava às 6h40 da manhã, com muita pressa e quase correndo, porque teria que andar 500m de pura subida (até com escadas na calçada), com minha mochila de 12.720kg e o ônibus saía da Rodoviária às 7h! Cheguei até com tempo de sobra, acho que acabei me desesperando tanto que fui mais rápido do que precisava, peguei o ônibus. Paguei 15.000 pesos chilenos, passagem de ida e volta, eu comprei as passagem dois dias antes, assim que cheguei em Puerto Natales, justamente porque sabia que o tempo seria curto, porém comprei pela Bus Sur que tem horário fixo de volta, ou seja, se eu comprei para o ônibus das 13h, não posso embarcar no ônibus das 19h e mais tarde acabei descobrindo que outras companhias dão a possibilidade de embarcar em qualquer ônibus desde que seja no mesmo dia da passagem compra, o que é uma idéia melhor, visto que imprevistos podem (E VÃO) acontecer. Embarcada no ônibus, a caminho de Torres Del Paine, a ansiedade estava a mil, no pensamento só o medo de não conseguir completar o circuito. A paisagem é maravilhosa, muito linda, com montanhas e pastos verdes, com ovelhas e guanacos que são tão fofos quanto parecem ser pelas fotos. Chegando ao Parque desci na portaria que ia começar a trilha, a Laguna Amarga. Eu já tinha compro o ingresso do Parque online, então fiquei em uma fila para fazer meu registro, apresentar o ingresso e meu documento, e pegar minha autorização e mapa para entrar. Com essa autorização, pude pegar um transfer que paguei 3.000 pesos até a entrada da trilha (é possível já ir andando desde a portaria laguna amarga, muita gente faz isso, mas eu queria evitar a fadiga) onde tem uma recepção. Tive que mostrar as reservas de acampamentos, e preencher uma ficha com alguns dados, incluindo numero de contato de emergência, só assim pude começar na trilha. Uma informação útil: é possível se conectar ao wifi nessa recepção, desde que você tenha uma conta PayPal ou cartão de crédito, você paga por hora ou minuto. Depois de todo esse processo, as 10h30min comecei oficialmente a trilha. Nos primeiros 15 minutos caminhando, já tinha uma subida (que eu considerei terrível), não deu tempo nem de esquentar o corpo e essa subida logo de cara. Comecei a subir pensando “o que eu to fazendo? Eu deveria voltar antes que seja tarde demais! Eu não vou conseguir, isso é loucura” com esses pensamentos negativos já vem as lagrimas, dois anos de planejamento, 2 anos sonhando com isso e eu já pensando em desistir antes do primeiro quilometro. Mas continuei andando, um passo na frente do outro, sempre pensando “mais um passo, só mais um passo” e parando a cada 10 minutos. Chegou a um ponto, que a subida não acabava eu parei e pensei “chega, vou voltar”, mas então olhei para trás, e p*ta merda, já tinha andando demais. Então eu continuei, o caminho é bonito, não é lindo de tirar seu fôlego, mas é bonito, tem muitas arvores, tem SIM um sobe e desce sem fim, e o dia estava meio chuvoso como era de se esperar para essa época do ano. Andei pra caramba, e quando eu pensava “to chegando” via uma placa de localização, falando que estava na metade, eu queria morrer quando isso acontecia. Então andei e andei, passei por uns vales, por subidas e descidas, todo mundo da trilha passou por mim, passei por algumas pessoas também, que passaram por mim novamente. Tem muitos rios pelo caminho, então não precisa se preocupar com carregar peso de água. Por fim, fica plaino e você começa a caminhar em um bosque, cheio de arvores e um caminho que parece acessível de carro. AH! Também vi cavalos selvagens nesse dia, eles ficam andando no caminho, tranquilamente, como se as pessoas sequer estivessem ali, simplesmente maravilhoso. Depois de andar muito, com nada maravilhosamente especial no dia (a não ser os cavalos, e o vento patagônico que te desafia), cheguei ao acampamento, as 16h30m. Gastei 6 horas para caminhar o que no mapa e na maioria dos relatos que li, são 4 horas. Mas cheguei, que alivio. O psicológico pesa muito, depois de montar minha barraca, entrei e chorei. Me senti isolada, sem saída, pensava “para eu ir embora e desistir, tenho que andar isso tudo de novo, o que eu vou fazer?” seguindo em frente, no segundo dia seriam 18km, se eu sofri pra 13, imagina pra 18! No Serón, tem banho quente, o que pulei porque estava exausta até pra isso (risos), tem um lugar para cozinhar, e não é permitido cozinhar fora dos lugares indicados. A salvação pro psicológico é encontrar pessoas para conversar quando se está no acampamento. E nesse quesito tive sorte, encontrei um grupo de brasileiros maravilhosos, que me incentivaram, e me deram uma força gigantesca psicologicamente, falando “relaxa, você vai conseguir, é só ir com calma”. Aquilo foi ouro de se ouvir, fiquei mais tranqüila e fui dormir, porque estava extremamente cansada e o dia seguinte seria longo, literalmente, já que na patagônia nessa época amanhece as 05h30min e escurece depois das 22h! Informação útil: no acampamento Serón também tem internet wifi, mesmo esquema do da recepção, pago por hora ou minutos; você faz check in, e eles meio que sabem que você vai passar lá, isso da uma sensação de segurança maravilhosa e segue por todo o percurso; eu montei minha barraca perto de uma lixeira, no outro dia vi que tinha um ratinho lá, por sorte ele não tentou invadir minha casa rsrs mas vale a atenção; a vista do Séron já é maravilhosa e SÓ FICA MELHOR A CADA DIA, SÉRIO! Vou continuar os relatos dos outros dias nos comentários. Pode demorar um tempo. Esse é meu primeiro relato, então não deve ser muito maravilhoso, mas eu quero mesmo é ajudar com informações que eu não encontrei quando estava me planejando. Qualquer dúvida que tiverem, informações que precisarem, sintam-se a vontade para me perguntar, será um prazer ajudar com o que eu puder.
  2. 1 ponto
    Olá, viajantes! Deixo aqui alguns relatos e dicas de uma viagem que fiz com minha esposa no início de 2018 para Cusco, incluindo o Valle Sagrado e Machu Picchu. O roteiro completo sai por pouco menos de R$ 1.000,00 por pessoa – não incluindo as passagens – sendo bem aproveitado. É possível talvez reduzir um pouco mais, optando por refeições mais econômicas, por exemplo. Porém, com a excelente culinária peruana, fica difícil não ceder às tentações, rs. Obs.1: Alguns valores podem estar desatualizados, porém servem como base; Obs.2: Não estão incluídos custos opcionais, como souvenires e afins; Obs.3: O relato ficou um pouco longo, mas procurei fazê-lo bem completo e detalhado. Espero que gostem! DIA 1 - CUSCO Gastos (por pessoa): Almoço: 30 Soles Jantar: 15 Soles Total: 45 Soles Fomos até Cusco de avião, partindo de Curitiba com escalas em Guarulhos e Lima, chegando lá pela manhã. Como levamos dinheiro em dólares, trocamos uma parte já numa agência de câmbio no aeroporto mesmo, e em seguida pegamos um táxi até o hotel. Os valores das corridas são negociados com o próprio taxista no momento do embarque. Ficamos hospedados no hotel Pachacuteq Inn, na avenida Pachacuteq, a 1,3 km do centro, 15 minutos de caminhada até a Plaza de Armas. As diárias giram em torno de R$ 100,00 para duas pessoas, com café da manhã (simples, mas suficiente), banheiros privativos (suítes), televisão e wi-fi. O atendente chamou um guia turístico, Heber, da agência Andean A.W.E., para nos dar informações sobre pacotes e afins. Atencioso, nos deu explicações bem completas sobre os passeios, locais turísticos, diferentes opções de pacotes, e fechamos um cronograma completo conforme nossa disponibilidade de tempo e dinheiro (detalhado mais adiante). Obs.: Durante a conversa experimentamos o famoso chá de coca, que ajuda a amenizar os efeitos da altitude (Cusco está a cerca de 3.400m). No hall do hotel, folhas de coca e água quente ficam à disposição dos hóspedes 24h por dia. Ficamos com o primeiro dia livre, para nos aclimatarmos e darmos uma volta por Cusco. Sendo assim, saímos para uma caminhada e para almoçar. Aqui sentimos pela primeira vez os efeitos da altitude, nos deixando bastante ofegantes numa caminhada leve. Pelo menos sem dores de cabeça ou náuseas. Durante o passeio encontramos uma senhora com uma alpaca (parecida com a lhama), que nos persuadiu a tirar uma foto com ela por 5 Soles cada. Em seguida paramos para almoçar em um simpático restaurante, chamado Los Tomines, a cerca de uma quadra da Plaza de Armas. Os valores de todos os restaurantes que vimos giravam em torno de 30 Soles por prato, e neste que almoçamos este valor incluía uma entrada e sobremesa. Recebemos de cortesia de entrada uma bandeja de pãezinhos de alho, e duas taças pequenas do famoso coquetel Pisco Sour. A culinária peruana se caracteriza por ser bem condimentada, de sabores marcantes, e de fato não decepciona. Dica: carne de alpaca, um sabor excelente, semelhante a carne de boi. Após o almoço seguimos para a Plaza de Armas. Por aqui circulam diversos ambulantes – sempre oferecendo seus produtos e muito abertos a negociações, ou seja, pechinchar é fundamental! Ao redor da praça é possível encontrar diversas casas de câmbio, agências de turismo, e restaurantes. Aproveitamos para dar uma caminhada nas proximidades, conhecer as redondezas, e visitar algumas feiras de artesanato, com suas infinidades de produtos e cores. Final da tarde retornamos ao hotel – pela avenida El Sol, uma das principais – e depois saímos para jantar em um local próximo. Nossa opção foi uma pizzaria chamada Leños, que oferecia uma pizza média com uma jarra de suco ou chicha morada (bebida típica local, feita a base de milho) por 30 Soles, aproximadamente. Assim como no almoço, nos ofereceram pãezinhos de alho de entrada. Além disso, aqui e em diversos outros estabelecimentos, são oferecidas promoções de coquetéis. Dois pelo preço de um, cerca de 15 Soles, e, em alguns casos, quatro pelo preço de um. Uma ótima pedida para quem aprecia coquetéis. DIA 2 - CITY TOUR Gastos (por pessoa): City Tour: 30 Soles Entrada para Qoricancha: 15 Soles Boleto turístico: 130 Soles Jantar: 30 Soles Total: 205 Soles No dia seguinte, para o começo da tarde, estava programado o City Tour. Nos buscaram de van no hotel pontualmente, nos levando ao encontro de outros turistas e da Mariela, nossa bem humorada guia. Nosso ponto de partida foi o Convento de Santo Domingo, originalmente chamado de Qoricancha. grande templo com uma praça central, da época do império Inca e que foi saqueado durante a colonização espanhola. Diversas cerimônias eram realizadas no templo, que durante o império tinha suas paredes forradas de ouro, retirado pelos espanhóis. O que chama a atenção é a arquitetura do local, com as paredes construídas de pedras sobrepostas, encaixadas com perfeição. Após visitarmos o templo, seguimos caminhando por alguns minutos até o ônibus que nos levaria aos demais locais. Percorremos um trajeto de cerca de 15 minutos de ônibus até nossa segunda parada, Sacsayhuaman, a dois quilômetros ao norte de Cusco. Aqui compramos o boleto turístico, que da direito a entrada em praticamente todos os pontos turísticos (com exceção da Qoricancha e Salinas de Maras). Sacsayhuaman era uma fortaleza, hoje em ruínas, com propósitos militares para defender Cusco, na época capital do império Inca. O que mais impressiona são as dimensões gigantescas de algumas pedras ali utilizadas, pesando toneladas. Percorrendo os interiores da fortaleza chega-se a um mirante, com vista da cidade de Cusco. Em seguida fomos até as ruinas de Qenqo, a seis quilômetros de Cusco. Este local era dedicado ao rito e são de particular interesse seu anfiteatro de forma semi-circular e suas galerias subterrâneas. Além disso, há uma enorme pedra que na época era esculpida em formato de um puma sentado, animal símbolo da cultura inca. Nas galerias internas encontra-se um altar esculpido na rocha, extremamente fria, que por conta disso era utilizada em rituais de mumificação, uma vez que a baixa temperatura ajudava a preservar o corpo por mais tempo. Ao lado deste altar, como o local é escuro, era colocada uma placa de ouro que refletia a luz que entra por uma abertura superior, com o intuito de iluminar o recinto. Presume-se que Qenqo foi um dos santuários mais importantes da era inca. Nossa terceira parada foi a poucos minutos de Qenqo, nas ruinas de Puka Pukara, com suas enormes paredes, terraços e escadarias. Assim como Sacsayhuaman, este local tinha propósitos militares, principalmente no sistema defensivo de Cusco, e também era utilizado como quartel e hospedagem. Dali é possível ter uma bela vista dos vales e montanhas da região, um dos motivos de sua finalidade militar. Finalizando o roteiro deste dia chegamos a Tambomachay, local mais alto em que estivemos, a cerca de 3.800 metros de altitude. Da entrada até as ruínas é preciso caminhar um pequeno trecho, e aqui sentimos novamente o ar rarefeito. O nome vem do Quechua, idioma inca, que significa tambo = refúgio e machay = cavernas. O local possui diversas cavernas nas encostas dos morros, e era utilizado como refúgio para pastores e viajantes. Além disso, na parte edificada há uma fonte de água canalizada, cuja origem é desconhecida até hoje. Esta fonte é dividida em duas vertentes, e a vazão de ambos os lados foi calculado e constatado como idêntico, mais uma prova da engenhosidade dos incas. Cumprido o cronograma, já no final da tarde, foi hora de voltar para o ônibus e retornar para o centro de Cusco. No caminho fizemos mais uma parada em uma loja de tecidos na estrada, onde um senhor deu uma explicação detalhada sobre as diferenças entre lã sintética, de alpaca jovem, e de alpaca velha. Após a explicação, tivemos um tempo livre para conhecer o local e, caso desejasse, comprar os produtos. No trecho final para Cusco recebemos no ônibus a visita de uma jovem vendedora local, que trazia Sumaq Andino, uma bebida alcoólica a base de anis. Ela nos ofereceu uma prova e propôs um brinde, disponibilizando para venda a seguir. Segundo informações, o Sumaq é uma bebida com diversas propriedades medicinais, e pode ser consumido diariamente em pequenas doses. Chegando a Cusco, já de noite, fomos a um mercado de artesanatos próximo ao hotel, onde paramos para jantar, na mesma média de 30 soles por prato. Um delicioso ceviche, prato tradicional da culinária peruana, feito com peixe cru temperado com limão e outras especiarias, acompanhado de uma bela cerveja Cusqueña. Ao voltar para o hotel tivemos uma surpresa. Tínhamos agendado a ida para Machu Picchu para o dia seguinte, de van. Porém uma greve estava prevista, o que causaria bastante tumulto no trânsito. Heber, o guia da agência, estava nos aguardando para informar que iríamos antecipar nossa ida, e sairíamos dentro de 1 hora e meia aproximadamente. Sendo assim, arrumamos nossas coisas, e partimos em seguida. DIA 3 - AGUAS CALIENTES Custos (por pessoa): Pacote para Machu Picchu: 75 dólares Total: 75 dólares A opção que escolhemos para ir até Machu Picchu foi de van até a Hidrelétrica de Santa Teresa – uma viagem de 6 horas – e de lá percorrer uma trilha de 13 km até o vilarejo de Aguas Calientes, base para a visita a Machu Picchu. Escolhemos essa opção por se enquadrar melhor no nosso orçamento, já que a opção tradicional, de trem, sairia bem mais caro. Fechamos por 75 dólares por pessoa, incluindo o transporte de ida e volta até a hidrelétrica, um pernoite em Aguas Calientes, almoço e janta, e também a entrada para Machu Picchu com acompanhamento de um guia. Somente a passagem de trem já sai mais caro que isso. Além do fato de que caminhando podemos admirar e aproveitar muito melhor o trajeto! Vale lembrar que também é possível fazer essa opção por conta, ao invés de contratar com uma agência. Saímos de Cusco por volta da meia noite, percorrendo uma estrada bastante sinuosa madrugada adentro. Dica 1: se possível, é bom tomar um remédio para enjoo, pois a viagem é bem torturante para quem fica enjoado na estrada. Fizemos uma parada para lanche e banheiros na metade do caminho, e chegamos na hidrelétrica pouco depois do amanhecer. A partir daqui, mochila nas costas e pé na trilha. O caminho acompanha os trilhos do trem que vem desde Ollantaytambo até Aguas Calientes, margeando o rio Urubamba, contornando as belíssimas montanhas da região, incluindo o conjunto Machu Picchu e Huayna Picchu. Dica 2: Importante levar algo para comer e água, pois no trajeto existem fontes de água mas de qualidade duvidosa. Após cerca de 2 horas de caminhada, a trilha chega a uma bifurcação que, para um lado leva a Machu Picchu e para o outro a Aguas Calientes. Mais uns 30 minutos e o vilarejo começa a surgir entre as montanhas. Um lugar extremamente charmoso, onde não existe circulação de veículos, cortado por um afluente do rio Urubamba e rodeado por enormes paredões rochosos e montanhas. Ao chegar fomos até a Plaza de Armas encontrar com o guia que nos levou ao hotel, onde deixamos as mochilas e recuperamos as energias após a longa caminhada. Em seguida o guia foi nos encontrar no hotel para nos levar ao restaurante onde iríamos almoçar e jantar. Um local pequeno na margem do rio, acolhedor e com uma comida excelente. Como o pacote que fechamos incluía as refeições, arcamos apenas com as bebidas. Aproveitamos a tarde para descansar, já que não dormimos quase nada na viagem durante a noite, e depois fomos conhecer um pouco a cidade e tirar algumas fotos. Visitamos o mercado local, onde compramos algumas frutas e um lanche para o dia seguinte. No início da noite voltamos ao restaurante para jantar, depois passamos numa farmácia para comprar remédios para o enjoo (pois sabíamos o que a viagem de volta nos reservava), e fomos para o hotel. Dica: em vários pontos da cidade há máquinas de venda de medalhas colecionáveis de Machu Picchu, uma ótima recordação, por 5 soles. DIA 4 - MACHU PICCHU Custos (por pessoa): Ônibus Aguas Calientes/Machu Picchu: 15 dólares Jantar: 15 Soles Total: 15 dólares + 15 Soles Saímos do hotel antes do sol nascer, com todas nossas coisas pois não retornaríamos mais. Nos deram um lanche de café da manhã, e fomos para a fila de embarque dos ônibus que levam até Machu Picchu. Este ônibus é pago a parte, no valor de 15 dólares por pessoa, e vão e voltam o dia inteiro. Optamos por comprar o ticket apenas para subir, a descida resolveríamos depois. O trajeto leva cerca de 30 minutos, subindo a encosta da montanha. Ao chegar na bilheteria de Machu Picchu os primeiros raios de sol iluminavam o topo das montanhas, um grande alívio, já que no dia anterior uma chuva fina e persistente caiu em Aguas Calientes. Encontramos o nosso guia e, enquanto aguardávamos os portões abrirem, deixamos algumas coisas no guarda volumes, pelo valor de 5 soles, para aliviarmos o peso durante a visita. A estrutura conta também com banheiros na entrada. Dica: ficar atento aos seus pertences antes de entrar, pois é um local com muita gente, e um descuido pode custar caro. Ao entrar o guia nos ofereceu folhas de coca para mascarmos, para amenizar os efeitos da altitude. Subimos um caminho de pedras até o mirante, que revela todo o esplendor da cidade perdida dos incas, o primeiro contato com a cidadela. A cidade é cercada por muros, e a única porta de entrada fica próxima ao mirante, pela parte alta da cidadela. Esta parte corresponde a área nobre de Machu Picchu, onde se encontram o Templo do Sol e a residência real, além de diversas outras residências e locais usados como estábulos, oficinas, entre outros. Percorrendo a parte alta passamos pela pedreira, de onde eram retiradas as pedras utilizadas na construção de Machu Picchu, e onde é possível observar algumas pedras inicialmente entalhadas. Um pouco adiante fica a Praça Sagrada, onde se localiza o Templo das 3 Janelas, o Templo Principal, onde eram realizadas cerimônias, e onde, curiosamente, uma enorme pedra que estava sendo transportada foi deixada. Seguindo o caminho, subimos por onde fica a Intihuatana, o calendário solar, uma pedra entalhada que foi relacionada com uma série de lugares considerados sagrados, a partir do qual se estabelecem claros alinhamentos entre acontecimentos astronômicos e as montanhas circundantes. Passando Intihuatana, descemos as escadas que levam até a Praça Central, uma enorme área de gramado que corta a cidade ao meio, dividindo a parte alta da parte baixa. Atravessando a praça entramos na área popular, e chegamos até a Rocha Sagrada, uma pedra de proporções imensas postada sobre um pedestal, que marca o extremo norte da cidade e é o ponto de partida para subir o Huayna Picchu. Dali percorremos a parte baixa, através de corredores entre diversas residências, passando por um mirante com uma vista espetacular do Cerro Putucusi e do vale do Urubamba, conhecendo os engenhosos canais de drenagem e irrigação da cidade, os espelhos d’água, e os impressionantes terraços agrícolas, responsáveis pelo cultivo de alimentos e também pela drenagem das chuvas, evitando a erosão da encosta da montanha. No final do percurso passamos por construções que eram utilizadas como armazéns, no extremo leste dos terraços, onde os telhados foram reconstruídos. Dica 1: Ao sair, há uma pequena bancada onde fica a disposição um carimbo de Machu Picchu para o passaporte. Curiosidade 1: As construções de Machu Picchu passam por manutenções constantes. As paredes são desmontadas para limpeza entre as pedras, e depois montadas novamente, exatamente da mesma maneira. Por conta disso, alguns setores podem estar fechados para acesso. Além disso, diversos funcionários se encarregam de raspar e tirar musgos que crescem nas pedras. Curiosidade 2: Os funcionários que trabalham na cidadela usam roupas com tons parecidos das pedras, para ficarem camuflados e chamarem o mínimo de atenção possível na paisagem. Ao sair pegamos novamente nossas coisas, carimbamos os passaportes, e decidimos descer a pé, tanto pela economia (30 dólares para os dois) quanto para conhecer a trilha de acesso à Machu Picchu. Consiste em uma escadaria de pedras entalhadas, com 1,7 km de extensão entre a mata nativa, que encontra os trilhos do trem no vale do Urubamba. No trajeto existem alguns pontos de descanso, um dos quais utilizamos para fazer um lanche. Após cerca de 1 hora de descida chegamos aos trilhos, onde retomamos os quase 13 km de trilha até a hidrelétrica. No trecho final existem áreas de camping e lanchonetes, onde é possível utilizar banheiros e comprar algo para comer ou beber. Chegando na hidrelétrica localizamos nossa van, tomamos nosso comprimido contra enjoo, e seguimos viagem para Cusco. Para quem quer fazer por conta própria, é possível contratar o retorno para Cusco ali mesmo. Chegamos em Cusco já de noite, e desembarcamos na Plaza de Armas, de onde fomos jantar (novamente a opção foi uma pizza) e depois ao hotel. DIA 5 - VALLE SAGRADO Custos (por pessoa): Pacote Valle Sagrado: 80 Soles Entrada para as Salinas de Maras: 10 Soles Total: 90 Soles O Último dia começou cedo. Novamente uma van foi nos buscar no hotel, pontualmente as 6:30 da manhã. Apanhamos outros passageiros, e então partimos para o Valle Sagrado. O pacote custou 80 soles por pessoa, incluindo almoço. Nossa primeira parada foi em Chinchero, uma cidadezinha a quase 3.800 metros de altitude e cerca de 30 km de Cusco, com suas ruas estreitas e uma praça, onde os espanhóis ergueram uma igreja sobre ruínas incas. A principal atividade econômica de Chinchero é a têxtil, e o nosso passeio incluía a visita a um casarão com um pátio onde são produzidos, expostos, e vendidos diversos tipos de tecidos, blusas, toucas, tapetes, e todo tipo de produto têxtil que se pode imaginar, dando ao local um colorido especial. Fomos brindados com uma excelente aula de uma jovem local – com um senso de humor apurado – sobre as técnicas e procedimentos utilizados na produção, que acontece todo de forma artesanal e sem produtos industriais. Desde o processo de tratamento da lã, tingimento – utilizando plantas e até insetos – até a confecção dos tecidos. Fomos servidos também com um chá de coca cortesia. Em seguida fomos até o vilarejo de Maras, onde o forte é o sal e chocolates. Paramos em um comércio ao lado da praça central, onde se pode adquirir o sal rosado dos Andes, flor de sal, sal medicinal, chocolates diversos, pedras, entre outras coisas. Pudemos também provar diferentes tipos de chocolate, incluindo chocolate com sal, um sabor peculiar mas muito gostoso. De lá partimos para as salinas, de onde são extraídos os famosos sais da região. Um complexo sistema de aproximadamente 3 mil piscinas, abastecidas pela água salgada que brota dos subterrâneos da montanha adjacente, com uma salinidade de 27%, bem mais alta do que a água do mar, que tem 17%. A extração é feita através da evaporação da água, resultando nas três camadas de sal: a primeira é a flor de sal, no meio o sal rosado, e embaixo o sal medicinal. Na entrada existem diversos produtos a venda, e uma estrutura com banheiros. Nossa próxima parada foi em Moray, um conjunto de terraços agrícolas esculpidos em uma depressão natural do terreno. O local era utilizado principalmente como um laboratório de plantios, devido a diferença de temperatura entre os níveis altos e os baixos. De lá é possível ter uma bela vista de alguns picos nevados da Cordilheira dos Andes. Em seguida partimos rumo a Ollantaytambo, descendo a encosta das montanhas por estradas sinuosas por cerca de 30 minutos. Ollantaytambo é a única cidade do império Inca ainda habitada, e é de onde parte o trem para Aguas Calientes. A cidade, como o nome sugere (tambo), servia de refúgio para viajantes, e logo na entrada há uma feira de artesanatos. Entrando na cidade nos deparamos com um imenso sistema de terraços entre duas montanhas. Nas encostas das montanhas existem construções que eram utilizadas como armazéns, pois a temperatura no alto é mais baixa, preservando melhor os alimentos. Subimos o sistema de terraços, e do alto é possível ter uma bela vista da cidade. Partindo de Ollantaytambo rumamos para a cidade de Urubamba, onde fizemos uma parada para almoço no Inkas House, um excelente restaurante, com uma área externa, buffet livre com ótima comida, e musica andina ao vivo. Como estava incluído no pacote, arcamos apenas com as bebidas. O custo do almoço é cerca de 40 soles para quem paga a parte. Após o almoço fomos para nossa última visita, as ruínas de Pisac, cuja área é maior que Machu Picchu. A cidade de Pisac fica a 33 km de distância da cidade de Cusco e a aproximadamente 3.500 metros de altitude. Pesquisadores acreditam que a cidade começou como um posto militar para combater invasores, mas virou um centro cerimonial e residencial, que foi povoado desde o século X. Chama a atenção, do outro lado do rio, um paredão rochoso com inúmeros pequenos buracos, que constituem o maior cemitério inca conhecido. Os buracos eram as tumbas, e são cerca de 3 mil conhecidas. No retorno paramos no centro comercial de Pisac, onde visitamos uma loja de pratas e pedrarias. O trabalho em prata de Pisac é reconhecido por utilizar prata .950, ou seja, pureza de 95%. Como em outras ocasiões, tivemos outra excelente aula sobre a produção – também artesanal – dos produtos, com demonstrações e explicações dos processos, tipos de pedras utilizadas, lapidação, até o produto final. O local também oferece inúmeros produtos em prata e pedras diversas para venda. Por fim retornamos a Cusco de noite, até a Plaza de Armas, onde paramos para tomar um café em uma das charmosas sacadas que rodeiam a praça, nos despedindo das belezas e riquezas culturais e históricas do Peru. GASTOS DIÁRIOS (POR PESSOA): 355 Soles + 90 dólares = R$ 733,00 (aproximadamente, na cotação atual). HOSPEDAGEM (POR PESSOA): R$ 50,00 x 5 DIAS = R$ 250,00 TOTAL DE GASTOS*: R$ 983,00 *NÃO INCLUSO PASSAGENS Para quem teve paciência para ler até o final (rs) espero que tenham gostado! E que sirva de inspiração para seus próximos roteiros! E para quem tiver interesse, deixo também este mesmo guia/roteiro em versão PDF, com alguns detalhes a mais, além de mapas e fotos! (disponível logo abaixo) Abraços a todos, e boas viagens! "O que importa é a jornada, e não o destino". ebook.pdf
  3. 1 ponto
    Salve Galera! Primeiramente gostaria de deixar aqui meus agradecimentos a todos que deixam seus relatos e tiram dúvidas diversas sobre destinos, mochilões e coisas relacionadas aqui. Foi de suma importância esse site pra definir meu primeiro mochilão, roteiros, informações turísticas, onde comer, onde pegar ônibus pra tal lugar e etc. Muito obrigada Mochileiros.com! Meu mochilão ficou entre as capitais e cidades mais próximas da região Nordeste. Não conhecia nada das terras nordestinas então optei por esse roteiro. Não me arrependi! Procurei economizar na onde dava pra economizar, por exemplo: procurando locais mais em conta para comer e andando de transporte público. Fechei alguns passeios com agências de turismo mas pesquisava sempre o menor preço antes (fechava mais por comodidade e também pra poupar tempo). Não fazia rolê noturno (tipo balada, barzinho etc), curtia a vibe do dia e dormia cedo já que lá 5 da manhã já tá um sol para cada um. Roteiro 27/02 São Paulo indo p/ Natal. 28/02 Natal/Pipa 01/03 Natal (esse dia choveu o dia inteiro e uma chuva forte, dei um rolê na orla da praia de guarda-chuva mesmo só pra não perder o dia kk) 02/03 Natal indo p/ João Pessoa 03/03 João Pessoa 04/03 João Pessoa indo p/ Recife 05/03 Recife/Olinda 06/03 Recife 07/03 Recife indo p/ Maragogi 08/03 Maragogi/Praia do Antunes e Ponta do Mangue 09/03 Maragogi 10/03 Maragogi indo p/ Maceió 11/03 Maceió/São Miguel dos Milagres 12/03 Maceió/Praia do Gunga 13/03 Maceió indo p/ Piranhas 14/03 Piranhas/ Cânions do Xingó 15/03 Piranhas/Rota do cangaço (manhã) - Canindé de São Francisco (tarde) indo p/ Aracaju (noite) 16/03 Aracaju 17/03 Aracaju indo p/ Salvador 18/03 Salvador 19/03 Ilha de Itaparica e Frades 20/03 Salvador 21/03 Salvador indo p/ São Paulo Natal Cheguei a tardezinha no Aeroporto que fica em outro município. Dá pra ir de ônibus mas optei por ir de transfer. Fiquei hospedada em Ponta Negra, polo turístico de Natal, achei legal várias opções de comida barata e mercadinhos. Fiquei hospedada no Rock'n Hostel, hostel legal o único problema é que não havia um funcionário pra realizar a limpeza diária dos quartos e banheiros e necessitava de alguns reparos no local, fora isso, boas acomodações, ar-condicionado (item importante no Nordeste né? ), café da manhã ok e localização ok também. Pipa, não pernoitei lá por questões de vacilei mesmo, poderia sim ter ficado lá mas enfim. Fechei um passeio bate-volta pra lá com uma agência Natal Praias, a van passou no hostelde manhã levou ate a praia central de Pipa e depois de mais ou menos 2 horas ou 3 nos encontramos num ponto x para irmos até a praia do amor. Se vc for a Pipa de excursão não caia na cilada de deixar para almoçar no restaurante da Praia do Amor, nesse dia eu cai no pega-turista e fiz a minha refeição mais cara de toda viagem! Comam no centrinho da vila que tem opções bem baratas, andando e perguntando vc encontra. O passeio é legal te deixa no mirante da Praia de Cacimbinhas, que tem um visual MARAVILHOSO. Assim, se vc tiver numa viagem pocket vale a pena, se não, pernoita lá que é sem erro. No dia depois eu iria a João Pessoa, mas choveu horrores e acabou eu ficando mais um dia em Ponta Negra, sendo assim fui com chuva mesmo dar um role nas redondezas, fui a orla e almocei num pf baratinho, o resto do dia eu dormi. Não sai a noite, comprava umas brejas no mercadinho e ficava tomando no hostel mesmo, trocando ideia com o pessoal. Para ir até a rodoviária peguei um ônibus na av. principal de Ponta Negra, Av. Roberto Freire, o ponto que passa os ônibus para a rodoviária é no sentido oposto ao morro do careca. Ônibus 66-Cidade Esperança (Via Bom pastor) 3,35 a passagem, só pedir pra descer na Rodoviária. Demora um pouco, tanto o trajeto quanto o ônibus então é bom sair mais cedo. A viação que eu viajei para JP foi a Progresso, comprei a passagem no guichê deles ali mesmo na rodoviária antes de embarcar, peguei os horários que me interessavam mas dá pra entrar no site e vê os demais: 11:00 / 15:00 / 17:40. Há também outra empresa a Viação Nordeste, passagem mais cara em 10 reais de diferença, com horários: 11:30 / 15:30 /18:30. Gastos: Hospedagem (3 diárias de 35$) 105,00 + transfer aero/hostel 40,00 + passeio pra Pipa 45,00 + alimentação 130,00 + ônibus p/ rodoviária 3,35 + ônibus para João Pessoa 40,15 = 363,50 Total. João Pessoa São só 3 hrs mais ou menos de Natal a João Pessoa. Cheguei na rodoviária e de frente tem um terminal de ônibus, lá passa ônibus para maioria dos lugares. Vc precisa pagar pra entrar no terminal numas catracas, atravessar ela e entrar, quando passar o ônibus vc entra pela porta do meio. Me hospedei no Jampa Hostel (Atenção pagamento somente em Dinheiro) na Praia do Bessa, hostel ok, só meio chato a parte que quando dá 20:00hrs vc entra pelo hotel que tem atrás do hostel pois a recepção não funciona depois desse horário, na real não entendi se não funcionava a recepção ou era só pra complicar a vida do hóspede kk, no mais era tudo ok. Em Jampa, eu deixei pra conhecer a cidade mesmo, andar de ônibus e tal. Fui ao centro histórico, pra ir da onde eu estava hospedada (praia do bessa) eu tinha opção de dois ônibus 601 ou 513 (não lembro o nome deles, mas vai de número que é certo) passava na av. do hostel e me deixou bem perto da praça antenor navarro, dali eu perguntei como fazia pra chegar na Igreja São francisco (a mais famosa e que possui uma visita guiada bem como um centro cultural, paga-se 5,00 ou 6,00 pra entrar, se não me engano) e do outro lado da praça o Hotel Globo que no dia em que estive lá estava em reforma, mesmo assim adentrando pela área externa consegue-se ter a vista do Rio sanhaua. Eu pedi pro cobrador do ônibus me deixar no ponto próximo a Igreja que é no alto de uma ladeira punk mas ele me deixou na praça, se acontecer isso tudo bem, se informa e a praça liga os dois pontos turísticos, pra voltar é só espera no mesmo ponto que desceu (caso não se lembre em qual ponto desceu, basta ler as placas, tá informando os números dos ônibus que param naquele ponto, tem uns três na mesma calçada então veja onde para o seu e fique nele.) Dali eu peguei o mesmo ônibus e fui para a Praia de Tambaú, no mercado de artesanato Paraibano, gente é muito lindo tudo e na Paraíba é tudo mais em conta, se quiser levar lembrancinhas e tal compre lá em João Pessoa. A praia é legal e mais movimentada do que a do Bessa, eu achei a do Bessa mais bonita. Aqui eu faço um adendo: descobri um restaurante maravilhoso de comida típica e/ou trivial mais em conta de toda a viagem. Panela's di Barro, fica ali na Praia do Bessa próximo ao hostel na AV. Presidente Nilo Peçanha nº 159, Bessa. Manooo, 10 REAIS um Prato feito (comida muuuito boa) COM SUCO. O dono uma pessoa super simpática, a decoração é mais nordeste que tudo. Eu amei. Fui embora no domingo cedo, e o mesmo ônibus que peguei para todos os lugares me servia pra ir a rodoviária também. Lindo lindo, cheguei e comprei minha passagem para Recife também da Viação Progresso, mesmo valor de Natal x João Pessoa 35,00+ 5 taxa de embarque, com horários: 07:30/08:30/09:30/10:30/12:00/13:30/14:30/15:30/16:30/17:00/19:15. Tem a viação Total que é o mesmo valor com horários: 7:00/8:00/9:00/10:00/11;15/12:45/14:00/15:00/16:00/17:00/18:30. Gastos: Hospedagem (2 diárias de 38$) 76,00 + Alimentação/Lembrancinhas 75,00 + Transporte público 17,75 + Centro Cultural São Francisco 3,00 + Passagem ida Recife 40,20 = 212,00 Total. Recife Cheguei em Recife cedo e da Rodoviária até o hostel foi demorado o trajeto de transporte público, a rodoviária é bem longe de tudo. Peguei o metro sentido Estação Recife, como era domingo paguei 1,60 de passagem, desci na estação Joana Bezerra e de lá peguei um onibus até Boa viagem onde eu ficaria hospedada, há duas opções de ônibus desse terminal: 026 (Aeroporto/Joana Bezerra) ou o 080 (Boa Viagem/Joana Bezerra). Fiquei no hostel Piratas da Praia (Atenção Pagamento somente em Dinheiro) hostel sensacional, gente bacana, vários gringos, a decoração impar, localização 10 só que não tem café da manhã, sem problemas pra mim pois havia um mercado do lado do hostel e um extra gigante na av. próxima a ele. Como era domingo, eu fui correndo pro centro antigo, do hostel até o centro eu peguei o onibus 032 Setubal e pedi pro cobrador me avisar o ponto mais próximo do marco zero, ele me deixou bem antes pq como era domingo algumas ruas e av. ficam fechada para onibus e carros transitarem. Fui ate o marco zero, show de bola! Muita gente no recife antigo de domingo e isso é bom pq vc se sente mais confiante para andar nas ruas sozinha, Recife antigo vá aos domingos! Vi de grátis ensaio de maracatu, forró e de quebra a Feirinha de Bom Jesus com muuuuuita coisa bonita e baratinha! Fui ao Museu Cais do Sertão, vale a pena, da pra ir a pé e depois voltar para visitar o Paço do Frevo.Na hora de ir embora eu andei ate a praça do diário, precisa atravessa a ponto do Rio Capibaribe não sei explicar direito mas sempre ia perguntando e chegando ainda confirmei se ali passava o onibus e fiquei aguardando. Segunda-feira fui dar uma volta na Praia de Boa Viagem, para mim é igual andar nas praias do Guarujá, vários prédios e carros. Dali, voltei ao hostel eu fui a Olinda, de ônibus, na mesma av. que passa onibus para o centro passa o 910 Piedade a diferença que esse é mais caro, 4,40. Pedi pra descer próximo ao centro de informações turísitcas e o ônibus todo desceu no ponto também. Há muitos guias oferecendo o serviço para se conhecer Olinda, como estava com uma menina que conheci no hostel optamos por fazer sozinhas, no centro de informação turísticas eles fazem um roteiro pra vc num mapinha da cidade e vc consegue ver isso em uma tarde. Foi o que fizemos começamos pela Igreja São Francisco que é na lateral da Praça do Carmo, assim a subida era menos intensa pq começando ao contrário vc já pega a Ladeira da Misericórdia que pelo nome já diz tudo. Vimos a Olinda pocket kkkk, Alto da Sé, Igreja e mais Igreja, Casa do Alceu Valença e etc.. Terminamos o circuito e fomos comer alguma coisa ali perto e pegamos no ponto de frente da praça do carmo o ônibus de volta 910 que demora bastante mas uma hora passa. kk Deixei pra ver o museu-memorial de Chico Science e Luiz Gonzaga, Casa da Cultura e Mercado São José na terça-feira, só que era feriado lá e os museus estavam fechados, o mercado na hora que cheguei tava fechando e na Casa da Cultura pouquíssimas lojas abertas. Enfim, devia ter feito outro passeio mas acontece. Pra fazer essa parte que fica do outro lado do Marco Zero peguei no mesmo ponto da av. o ônibus 061 ou 071 e pedi pra descer no Mercado, o ônibus para no Cais de Santa Rita e vc atravessa e o mercado já está de frente, dali perguntei como fazia para ir no Pátio São Pedro onde ficam os museus-memoriais e é pertinho mas como não havia nada na mesma rua eu perguntei como ia a Casa da Cultura e foi numa reta só dali que eu cheguei no lugar, vi algumas lembrancinhas e fui para ver a rua aurora, também perguntei e beirando o Rio, avistei a Rua que ficava do outro lado, mas não fui, vi dali onde eu tava de frente para as casinhas coloridas e cansada de andar fui pra Praça do diário pegar o onibus de volta pro hostel. Na quarta-feira fui para Maragogi, e nesse trajeto ficou muito vago várias informações que busquei aqui no site e no google. Bem, há duas opções pra ir a Maragogi de Recife, a primeira que é pegar o onibus da Real Alagoas com destino a Maceió, pagar a tarifa cheia (80 e poucos reais) para descer na BR e ir andando, sendo que só tem um único horário desse ônibus que passa por Maragogi, se não me engano é por volta das 18:00 hrs ou na segunda opção que escrevendo parecerá complicado mas é mais fácil na prática. Em Recife eu peguei o ônibus 062 Piedade e desci na Av. Dantas Barretos, essa avenida é bem conhecida e movimentada, andei na av. sentido Forte de 5 pontas e ali na av. saem ônibus para cidades do interior, é na calçada mesmo vc paga ao motorista (Atenção Pagamento só em Dinheiro) e embarca no ônibus, qualquer coisa só perguntar onde saem onibus para Barreiros e São José da Coroa Grande, dá pra descer nessas duas cidades e pegar uma van até Peroba, primeira praia de Maragogi. O ônibus é da Viação Progresso, eu optei por ir até São José, paguei 22,00 reais cheguei na cidade e peguei a van até Peroba 2,00 reais (não há mais vans que vão direto ao centro de Maragogi, acho q rolou alguma treta desses transportes alternativos e não podem atravessar a divisa dos estados PE / AL, ai eles vão até essa primeira praia mas chegando no ponto final já tem várias outras vans indo pra Maragogi que custam 4,00. Ps: Horários dos ônibus para São José da Coroa Grande: 9:15/13:40/15:00/18:10 Horários p/ Barreiros 07:30/ 08:30/ 10:30/ 11:30/ 12:30/ 14:30/ 15:30/ 16:40/ 17:10 Gastos: Hospedagem (3 diárias sendo q um dia eu fiquei no quarto de 50$ depois eu fui para o de 40$) 130,00 + Alimentação/ lembrancinhas 146,00 + transporte público 26,40 + Museu 5,00 + Passagem para Maragogi 28,00 = 326,00 total. Maragogi Peguei o ônibus em Recife as 9:15 e cheguei a tarde por volta das 15 hrs em Maragogi pq o onibus para em muitas cidades entre Recife e São José. Fiquei hospedada no Tropicalista Hostel, de longe o ambiente q mais me senti em casa, os donos são maravilhosos, peguei várias dicas com a Dani sobre o meu próximo destino (Piranhas) e o ambiente mega limpo, boa localização, e staff sensacional. Não fiz os passeios para as Piscinas Naturais, não senti vontade. Fui a Praia de Antune e Ponta do Mangue, e pra mim valeu mais que tudo! Joguem no google e as imagens que aparecer é o q vc vai ver na realidade, sem truque de photoshop! São paradisíacas de verdade!! E o melhor de tudo, você pega uma van no centro de Maragogi, por 3,00 reais e elas te deixam na praia, na verdade na estrada mas até ai é só vc andar alguns metros e já da de cara com aquele marzão. Pra voltar, só atravessar e pegar do outro lado. Sem problemas, só tomar cuidado ver se não vem carros dos dois sentidos e correr, por não ter pontos de onibus não se preocupe em qualquer lugar que vc ficar a van vai para pra vc, só da o sinal kk . Aqui eu faço uma observação, em Maragogi vende-se muito passeio de buggy pro litoral norte a preços de 50 ou mais por pessoa, vendendo passeios pra praias que na verdade são a mesma praia, por exemplo Praia do Xáreu e Praia da Bruna, essas praias são na verdade a Praia de Antunes, xáreu pq é o nome de uma fazenda que tem no trecho da praia de antunes e praia da bruna pq um dia Bruna Lombardi foi a Praia de Antunes, tomou um banho e já era, a galera inventou esse nome. Sem contar que todas essas praias de Peroba a praia de Maragogi vc pode fazer de van pagando 3 ou 4 reais. Fica a dica. Na Praia de Maragogi vc andando sentido sul tem o encontro do rio com o mar, lá é maravilhoso, calmo e limpo. Vale a pena ficar pra ver o por do sol. Sábado fui embora para Maceió na Van das 12:00 hrs. Essas vans saem onde todas as outras saem, que é numa praça no centro de Maragogi mesmo. Tem um barzinho na rua de traz da rua da praia que chama Pallets, lá é foi o único lugar que fui pra tomar uma breja e escutar um som, funciona até as 2 hrs da manhã eu acho e a breja com preço justo. Os horários das vans de Maragogi para Maceió é: 4:50 / 5:50/ 9:20/ 12:00/ 14:40/ 17:00. E de Maceió pra Maragogi é 5:30/8:40/11:20/13:25/16:30/18:20 Gastos: Hospedagem (3 diárias de 40$) 120,00 + Alimentação 119,00 + Transporte 6,00 + Passagem para Maceió 22,00 = 250,00 total Maceió Em Maceió eu fiquei hospedada pelo Airbnb, num quarto de um ap localizado na Jatiúca, era um bairro caro e longe das praias de Ponta Verde e Pajuçara. Fiquei sabendo que o hostel Brazuka é uma boa opção por lá, mas como fiquei na dúvida eu optei por esse tipo de acomodação, me arrependo pois não conheci ninguém e acabei fechando dois passeios para os dois dias na cidade. Domingo fui a São Miguel dos Milagres de excursão ( na real não é passeio, é só translado mesmo e eles botam o nome de passeio)por 50,00 reais com a Maceió Turismo, foi bom por ser um bate e volta, a grande sacada desses passeios é os chamados "passeios opcionais" que são os passeios que não está incluso, tipo buggy, lancha e tal. Era 50$ para ir de buggy até as praias 5 estrelas, top five do Brasil, a Praia da Laje e Patacho. Não fiz, fiquei só na praia que paramos e fui pra parte mais deserta que é bem mais bonita sem a muvuca de guarda-sol. Lá em São Miguel é bacana, havia uma outra praia mais bonita cheia de coqueiros e casarões só que tinha que atravessar um pedaço de mar que eu fiquei com medo por não saber se dava pé então não fui. Talvez vale pernoitar por lá e explorar mais, é bonito. Não opinarei pq fiquei por pouco tempo lá. Com a mesma empresa eu fechei o passeio (translado) para a Praia do Gunga, parando na Praia do Francês e Barra de São Miguel para foto. As duas praias, Francês e Barra, achei bem menos que a do Gunga, essa é uma praiona da porra, a parte central onde tem guarda-sol e restaurante pra mim pareceu a disney aquática do nordeste, várias banana boat, escorregador na areia e tal. Fui para parte mais deserta e fiquei por lá na sombra de um coqueiro (a primeira praia que pude contemplar uma sombra natural). Novamente, os passeios de buggys e lanchas como atrativos eu não fiz, até queria ver as famosas falésias do Gunga , maaaas dispensei. No geral Maceió é só um ponto de apoio para passeios nas praias de municípios próximos, o que é uma pena, por ser uma capital achei bem fraco centro histórico e lugares para propagar a cultura e história Alagoana, não sei, talvez tenha e eu que mosquei mas foi essa minha impressão. Outro ponto bem triste é que as empresas de turismo não jogam limpo com o turista, por exemplo, nos dois passeios que fiz me informaram para não sair andando pela praia pq havia assalto pelas partes "desertas", fazendo um terror psicológico para você ficar no restaurante parceiro deles consumindo ali. Acho sacanagem pq realmente vc fica pensativo se deve caminhar pela praia ou não devido esses comentários de guias turísticos, e acabam também difamando o lugar. Não me abalei e ia andando pela praia de boa, sempre alerta é claro só que não vi nada e não me aconteceu nada, então não se deixe levar pelo que eles dizem vai na sua e tá tudo certo. No outro dia fui a Piranhas, e também achei meio vago informações de como chegar lá de Maceió e alguns caminhos loucos que a galera falava. Bem há algumas opções de chegar em Piranhas de Maceió. Há opção de pegar um ônibus para Delmiro Gouveia na rodoviária de Maceió e pedir para o motorista parar no trevo das cidades, Olho d'água do Casado x Delmiro x Piranhas e pegar um moto táxi pra descer pra parte histórica (a verdadeira Piranhas) ou a opção (que eu escolhi) de pegar uma van que sai da rodoviária de Maceió direto para Piranhas. Essa segunda opção é limitada pois sai apenas um horário de segunda a sexta 12:40 e aos sábados se não me engano 11:30 e 12:40, ela passa por Arapiraca São José da Tapera, enfim é um rolezão e vc acaba chegando a noite em Piranhas mas para mim foi a melhor opção. O motorista da van é o Ricardo, gente finíssima (o whatsapp dele é 82- 988273802) e até rola de marcar algum ponto para ele buscar mas precisa fazer parte da rota dele. É tranquilo, a van é com ar-condicionado e credenciada pela ARSAL (as mesmas que fazem para Maragogi, Japaratinga e etc ), como eles dizem é um transporte complementar, que ajuda muito a vida do mochileiro. A van custa 45,00 até Piranhas. Gastos: Hospedagem (3 diárias de 48 + taxas do Airbnb ) 150,00 + Alimentação 77,00 + Passeios 80,00 + Onibus até a rodoviária acho que foi uns 4,00 + Van para Piranhas 45,00 = 360,00 total Piranhas Nessa cidade se prepare para gastar um bucadinho e leve dinheiro em espécie, lá os pontos são muito distantes então você precisará andar de moto táxi e a cidade histórica não possui mercado só alguma coisa e outra de conveniência, o lugar mais estruturado é no bairro Xingó, onde denominam de Piranhas Alta que é distante e nada turística, tem mercados posto de gasolina enfim, bem bairro mesmo. Eu fiquei hospedada num hostel (eu achei bem difícil hostel ou hospedagem em conta) que a Dani (proprietária do hostel em Maragogi) me indicou, foi na Casa do Turista - Ctur, eles são novos estão há um ano lá e achei bem arrumadinho, café da manha excelente e as diárias por 60,00, o mais barato ( whatsapp 82-981693185, tem instagram que eles respondem via direct é Casa do turista de Piranhas). Há um Albergue, Albergue Maestro Egildo, que era minha primeira opção de hospedagem na cidade, só que é um albergue mesmo e sei lá já ouvi galera falando que é ok e tal mas preferi ficar nesse depois de ótimas indicações. Tem também Hospedaria Casa, alguma coisa assim que é em conta também. Esse Casa do turista fica bem na entrada da cidade histórica e os donos Kiko e Taynan são sensacionais. Como o passeio para os cânions e pra pegar o onibus para Aracaju saiam de Canindé, negociei com eles os translados e foi a melhor coisa, cômodo e mais econômico. Para o passeio nos Cânions eu fechei com o Restaurante Castanho e foi o mais barato, 90,00 reais. Esse passeio o embarque e desembarque é na Praia da Dulce e é menos muvucado que aqueles que saem do Restaurante Karrancas. Achei muito lindo também o restaurante que é em outro ponto do Rio São Francisco, opção de self-service é 40,00 mas havia tomado um cafézão e não comi lá. Para fazer o passeio dentro da Gruta do Talhado, precisa-se ir de barco menor pois lancha nem catamarã entram, o valor é de 10,00 reais e vale a pena. Já a Rota do Cangaço fiz com a Estação Ecológica Angicos, por 60,00 reais, esse passeio sai de Piranhas mesmo no Porto e vai até o Restaurante que fica na Fazenda Angicos. De lá vc paga 10,00 reais e faz a trilha da Gruta Angicos. Gente, é muito louco. Ali onde Lampião e outros cangaceiros foram mortos numa emboscada. A trilha não é muito punk não, dá pra encarar, vá de tênis e chapéu e tá de boa. Não sei quanto era o almoço lá pq não almocei, fiquei tomando banho de rio. O passeio para os Cânions via Castanho saem as 10:30 retorna umas 15 hrs e o passeio da Rota do Cangaço saem as 9:00 e retorna as 14hrs. Tem também o museu do Sertão que fica no centrinho e abre as 9 e o mercado de artesanato que abre no mesmo horário e fica em frente ao museu. Piranhas dá pra ficar dois dias tranquilos, dá pra subir nos dois mirantes da cidade e ver um por do sol muito lindo no mesmo dia ir a um dos dois passeios e ainda visitar o museu e mercado. Para ir de lá para Aracaju, eu comprei a passagem na rodoviária de Maceió pela viação ROTA que faz Paulo Afonso x Aracaju passando por Canindé de São Francisco e mais 3 cidades eu acho, foi 36,50 reais. Aqui é uma informação que eu não sabia, o dono do hostel sabia e me informou. Quando comprei a passagem lá em Maceió o cara do guichê disse que eu ia espera o onibus na rodoviária de Canindé, porém, o onibus as vezes não passa por lá, ele passa e para para embarque e desembarque num "ponto de apoio" que é uma Lanchonete ( nome: Ótimo Lanche na av. Ananias Fernandes) na av. principal da cidade, logo na frente tem uma placa da Rota bem grande e todo mundo e os moto taxi sabem onde é, ali é tranquilo vc fica aguardando dentro da lanchonete mesmo o onibus que vem de paulo afonso. É importante e se possível comprar a passagem antes pois tendem a ficar bem cheio o bus. Existem outra maneira de ir para Aracaju, também via Canindé pelas Vans alternativas da CoopertalSE que dominam a rodoviária da cidade (talvez por isso o onibus da viação Rota não passe por lá) e passam por todo o Sergipe até chegar em Aracaju rsrsrsrs além de informações sobre assaltos frequente a elas. Se vc quiser, não deixa de ser uma opção. Não sei quanto custa a passagem deles. Obs: Para comer eu vi aqui num relato o Restaurante da Dona Madalena que fica próximo ao Mercado de Artesanato, não é um restaurante, na verdade Dona Mada faz quentinhas (marmitex) então ela não possui estrutura de restaurante mas caso vc esteja só ou com mais uma pessoa e queira comer ali ela abre a casa dela para vc sentar-se a mesa e comer, literalmente comida caseira kkkk.. O preço é imbatível: 12,00 bem servido! Gastos: Hospedagem (2 diárias de 60,00) 120,00 + Alimentação 60,50+ Passeios 170,00 + translado dos passeios e embarque para Aracaju 50,00 + Passagem de onibus para Aracaju 36,50= 440,00 total Aracaju É umas 4 horas de Canindé até Aracaju. Fiquei hospedada no hostel Luar da Praia, no bairro Coroa do Meio, nota 10, Gibson é um cara super bacana e o hostel é bem grande com psicina e tudo mais, super limpo e com ar-condicionado nos quartos. Aracajú me surpreendeu positivamente, cidade organizada, limpa e muito cultural. Conheci o centro histórico em um dia e valeu super a pena passar nessa capital. O mercado de artesanato é gigante e tem muita coisa, bem barato, tanto quanto em João Pessoa, e bem cara de mercadão mesmo, ali me senti realmente nos mercados do nordeste. O centro cultural havia um guia, Pedro, que fala de Aracaju com muito amor e não teve como não adimirar depois das explicações e curiosidades dessa cidade. Amei. Não deixem de conhecer Aracaju! Dali do hostel até o Centro pode pegar os onibus que saem de Atalaia que é o polo turístico de Aracaju e é o bairro do lado, tem o 008 ou 051 , comecei pelo Museu de gente Sergipana (museu show, super interativo, vale a visita e é gratuito) onde o onibus para em frente é só atravessar a av. e para ir ao centro cultural e ao mercado é só seguir reto pela av. Achei super fácil andar lá, na volta fui conhecer a orla de Atalaia, é bem turistão, bonita e tal mas por estar cansada eu nem vi muita coisa e fiquei ali na ponta onde tem a feira do turista e o centro cultural j. inácio, bem caro e curti mais o centro De Aracaju eu fui de carona pelo Bla blá car até Salvador, e foi 50,00 reias, gerlamente a passagem pra lá é de 65,00 pra cima e é demorado pois passa em algumas cidades levando mais de 6 hrs pra chegar em Salvador de Aracajú, se surgir uma carona nesse esquema compensa ir pq em menos de 5 :30 hrs vc já está lá. Gastos: Hospedagem (2 diárias de 40$) 80,00 + Alimentação/Lembrancinhas 60,00 + transporte público 7,00 + uber da rodoviária ate hostel x hostel para rodoviária 43,00 + Passagem p/ Salvador 50,00 = 240,00 total Salvador Ai mermão, foi onde eu desandei kkk não contabilizei mais o que gastei pq encontrei uma amiga lá e acabamos dividindo algumas coisas e tal, mas por cima vou dizendo o que gastei. Fiquei hospedada no Pelourinho rua de cima da Baixa dos Sapateiros no Açaí Hostel, bacana o hostel, camas espaçosas, ar-condicionado e o dono nunca estava então a galera dava uma arrastada rsrs, bem legalize, muito gringo acho que de brasileiro havia eu, minha amiga e uma menina do Rio Grande do Sul. Salvador é um mundo a parte, muita coisa rolando. Acho q 4 dias que fiquei foi ok. Tipo a cidade é histórica, achei o Pelourinho mais bonito que Olinda arquiteturamente falando, terça e domingo são dias bacanas pra ficar andando por lá, segunda a noite já achei meio sinistro, há opções baratas para comer e também o artesanato não é absurdo de caro como no mercado modelo, mas é aquilo o que já ouvimos falar de lá, muita gente em situação de rua, pedintes, galera do bem e galera do mal. Fiz o que chamam de passeio as ilhas na segunda-feira, fomos na Ilha de Frades e Itaparica, achei o passeio muito rápido pq é longe e vc chega a ficar no máximo 2 hrs em cada lugar, de barco leva 1:30 pra chegar em frades e pra voltar pra salvador de itaparica. Paguei 30,00 reais no dia do passeio pela Cassi Turismo, acho pq chegamos já tava em cima da hora o cara fez esse preço, então uma dia é arriscar fechar no ultimo segundo kkkkk Na terça fui aos museus afro e de arqueologia da UFBA, achei maneiro. Quarta-feira na Fundação Casa do Jorge Amado a entrada é gratuita. Da onde estávamos fomos para a Igreja do Senhor do Bonfim de onibus, é super fácil, descendo o elevador lacerda de frente de um ponto bem grande de ônibus espera o 0201 Ribeira - Bonfim e pedi pra descer na igreja. Nesse ponto passa outros ônibus pra lá, só perguntar que a galera ensina. Da igreja é bem perto o forte de Mont Serrat e a Ponta do Humaitá, na frente da igreja tem a av. que vc desce do ônibus, pega essa av. e vai direto até final, eles ficam um do lado do outro, é bem bonito o por do sol de lá. Pra voltar é só caminhar de volta pela av. e tem um ponto que passa o onibus Campo Grande, vai até próximo ao elevador lacerda ai é só pedir pro cobrador avisar quando chegar o ponto pra descer. O resto (farol da barra, ir até o aeroporto ) eu fiz de uber como estava em três, ficava baratinho mas caso queira tem onibus para todos os lugares, na maioria saem do elevador lacerda na parte de baixo ou próximo a Praça da Sé na parte de cima. O metrô também atende algumas regiões, por exemplo á rodoviária que é ótimo. No hostel não havia café da manhã, então dois lugares que achei super em conta comer foi na lanchonete a cubana (mais a que tem no elevador lacerda, pq a que tem no pelourinho é cara) um salgado e um suco ficava 3,90 reais e na Lanchonete do Cleyton em frente ao terreiro de Jesus do lado do butequinho O Cravinho. Achei também uma pizzaria/restaurante na travessa do pelourinho do lado da universidade que oferecia de noite uma pizza grande + refri por 24,90, na mesma rua um pouco mais próximo do terreiro de jesus tinha a Tropicália um restaurante com PF a 15 reais ou 34,90 o kg. Gastos : Hospedagem (4 diárias de 35$) 140,00 + Passeio as ilhas 30,00 + Alimentação/Museu/Transporte/Uber Lembrancinhas 300,00 = 470,00 total Gasto total da viagem de 22 dias: Passagem aero 600,00 + Hospedagem 921,00 + Transporte entre cidades 300,00 + Alimentação/Deslocamento dentro das cidades/Lembrancinhas/Museus e Centro Culturais 1.145.00 + Passeios/Excursões 325,00 = 3.300,00 +/- Conclusões Explore seu país! Divulgue e admire mais a cultura Nordestina! Não caía na mão dos pega-turista com passeios chavões, dá pra conhecer muita coisa de transporte público, comer barato nas ruas de trás das av. principais. Para as manas que querem viajar só, VÁ! Não deixem as pessoas te botar pânico, vi muita mina, mulher e senhoras viajando sozinha e felizonas. Lugar perigoso, no Brasil todo tem, basta vc ficar ligada, sempre alerta e já era!
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    Olá pessoal, começando aqui mais um relato da minha segunda viagem pela América do Sul, rodamos 30 dias, saímos de casa dia 22/12 e chegamos dia 21/01, somos eu, minha esposa e minha filha de 13 anos, vou tentar detalhar o que for mais relevante para os viajantes. Em relação a preços, por onde passamos tem hotéis, hostels e campings para todos os gostos e preços, então esta parte aconselho uma boa pesquisa para adequar melhor o orçamento ao estilo da viagem, o que foi bom e barato pra mim talvez não seja para outra pessoa e vice-e-versa, todas as minhas reservas foram feitas pelo Booking e pelo AirBnB, e outros não reservei, cheguei na hora e procurei ou pesquisei antes pela internet e já fui como uma referência. Vale lembrar que viajo com criança, então todo meu planejamento tento considerar no máximo 2 dias seguidos de estrada, senão fica desgastante demais, na parte final da viagem tocamos 6 dias direto, mas não tivemos muita alternativa e vou contar no decorrer do relato. Todos os valores que eu colocar serão em reais, abaixo algumas informações: Equipamentos: cambão, extintor, kit primeiros socorros, 2 triângulos, carta verde(Argentina e Uruguai, fiz com a Sul América, 156,00 para 30 dias), Soapex(Chile, faz no site da HDI, super tranquilo a 11 dólares) e colete reflexivo, levem todos, fui roubado em 100,00 por causa do colete, situação que vou narrar abaixo. Gasolina: Na minha região o preço estava 4,79 o litro, abasteci em São Paulo a 3,83, em Gramado o preço chegou a 5,00, então não abasteci lá, voltei a abastecer novamente a 4,69 depois de descer a serra. Na Argentina região de Federación 4,59 e descendo rumo a patagônia por volta de 3,35, na patagônia o governo dá um subsídio para a gasolina, então é mais barata. Nossa rota principal foi : Gramado/Canela, Federación, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Chaltén e El Calafate, mas ao longo de toda a rota tivemos diversos lugares interessantes. 1º dia 22/12 – Cons. Lafaiete – MG X Curitiba – 1000km – Apenas deslocamento, sem nada de atrativo na estrada, ficamos preocupados em passar por São Paulo sendo véspera de feriado, mas correu bem, sem congestionamento que era o meu medo. Basicamente saindo da minha cidade pego a Fernão Dias em Carmópolis de Minas e depois de São Paulo a Régis até Curitiba. 2º dia 23/12 – Curitiba X Canela – 734 km – Dia também para deslocamento, sem muita coisa, apenas estrada. 3º dia 24/12 – Canela – Coloquei no planejamento ficar em Canela e passear em Gramado que estava espetacular por causa do Natal Luz, conseguimos uma apartamento montado por 710,00 as 2 diárias, pela época o preço foi razoável, e o lugar muito bom. Subimos a serra que é muito bonita e pouco antes de Canela a estrada começa e ficar florida com belas plantações de hortênsias. Apart em canela https://booki.ng/2G1d7yq
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    Fala pessoal, tudo tranquilo?? Bom, eu vou passar 3 meses em Paris em virtude de um intercâmbio e pretendo visitar outras cidades nos arredores de Paris (Chartres, Rouen, Bruxelas), assim como também pretendo visitar outros países aos finais de semana via companhias low cost. Como essa vai ser minha primeira viagem internacional, gostaria de algumas dicas em relação às mochilas adequadas para esses trajetos de curta duração a partir de Paris (3/4 dias). Eu li que uma mochila média já seria o suficiente, e gostaria de saber quais são as marcas mais recomendadas. Ontem eu encontrei uma tal de Standard Luggage que me pareceu super completa mas também bastante cara..em torno de 660 reais.. Enfim, quais mochilas vocês indicam? Sou todo ouvidos e valeu pela atenção até aqui 😃 Abraço!
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    Olá conterrâneo viajante, com certeza precisamos nos encontrar, serão muitas histórias. Só mandar um mandar e-mail [email protected] ou zap 31-99213-7660 que combinamos. Será um prazer.
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    Realmente sua tocada foi bem "punk".😬 Mas não rem preço que pegue para uma experiência destas, e na verdade o lugares que não visitamos estará nos esperando na próxima. Te informando o valor do pedágio na fronteira por Fray Bentos, aproximadamente R$45,00😨, um absurdo. E também estranhei esta de não ter carimbo de saída da Argentina na aduana por Fray Bentos, perguntei e todos falaram que não precisava, então bora tocar.... Parabéns pela trip.👏👏👏👏
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    Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros.
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    Vou aguardar por mais. Está muito bom, e é serve de inspiração.
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    Fala @Paulo Pittarello, belezera? Sim, o massa de viajar desta forma é nunca saber o que vai acontecer no momento seguinte. O negócio é se deixar levar e aceitar/aproveitar o que a estrada está te proporcionando naquele momento. Cara, fico muito feliz que esteja acompanhando e curtindo o relato, acho que vou tentar dar uma acelerada para terminar o quanto antes a escrita. Grande abraço, Paulo. Fica com a paz.
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    Conclusão Foi a melhor aventura que já fiz na minha vida. Sempre gostei de viajar de carro, pois dá uma sensação de liberdade de você ir para os lugares que você quiser, a hora que você quiser. E nessa ainda tive a sensação de chegar no Ushuaia, literalmente Fim do Mundo! A pergunta que eu mais ouvia: "você vai com um Peugeot? tá maluco...", pois bem, cheguei lá e voltei! hahahaha. Como vocês puderam ver, não tive problema nenhum com o carro, exceto um amassado no escapamento e um rolamento ruim (que na verdade foi por tempo de uso mesmo). Mas tenho que fazer alguns adendos. Como puderam ver no relato, esse roteiro de viagem foi bem corrido para nós. Ficávamos praticamente o dia todo na estrada. No começo eu ainda tava empolgado com a ideia de acordar muito cedo e pegar a estrada para ainda conseguir aproveitar o dia na cidade seguinte, mas o cansaço vai batendo e na verdade eu fui vendo que nem valia a pena fazer isso. Era melhor aproveitar no nosso ritmo que acabava ficando menos cansativo. Infelizmente deixamos de visitar muitos lugares por questões de tempo também. Daria pra visitar mais? Daria. Mas daí também exige uma certa saúde pra viver mais intensamente esses 28 dias. Fizemos essa viagem com um custo baixo-médio. Economizamos muito em comida, pois quase não comemos em restaurantes. E em hospedagem também. Se você for com um motorhome, camper ou tiver barraca de teto para carro, você não precisa gastar nada com hospedagem se não quiser. Há muitos pontos para esse tipo de acomodação em lugares públicos e seguros. Nosso maior custo da viagem foi com combustível.
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    20/11 - Tapes/RS - Barra Velha/SC Mais estrada, dessa vez com destino a Santa Catarina. A ideia inicial era ficar em Florianópolis e curtir mais uma praia, mas como eu teria que estar em São Paulo no dia seguinte, resolvi dar uma esticada a mais para não ficar tão pesado no último dia. Encontrei um camping em Barra Velha. Um camping à beira da praia, com piscina, área para motorhomes e barracas, uma área comum/cozinha coletiva bem grande e os melhores banheiros que vi nessa viagem. KM rodados: 663 Duração da viagem: 07:00 Combustível: R$ 202 (R$ 4.89/L) Hospedagem: R$ 60 (Camping Rota 89) 21/11 - Barra Velha/SC - São Paulo Nesse dia resolvemos fazer um almoço com calma, aproveitamos a piscina do camping e descansamos um pouco. Saímos já era umas 17:00 de lá rumo à São Paulo. A viagem é tranquila até chegar na Serra do Cafezal. Apesar de estar toda duplicada, tem muitos caminhões e pegamos muita chuva o que atrapalhava muito a visibilidade. Tive que vir bem devagar. Parei em um Graal para jantar e chegamos em São Paulo por volta da 01:00. KM rodados: 554 Duração da viagem: 07:30 Combustível: R$ 180.83 (R$ 4.23/L)
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    19/11 - Punta del Este - Tapes / RS Saímos do camping direto pra estrada, dia da última fronteira da viagem. No caminho, passamos em frente ao Forte de Santa Tereza e entrei pra tentar visitar, mas nada feito. Já é a segunda vez que passo por lá e está fechado. Só dei uma volta de carro por fora e prossegui viagem. Dei aquela parada básica no Chuí pra ver se tinha alguma coisa que valia a pena e segui viagem. Quando chegamos na fronteira, não há barreira nenhuma na pista e a casa onde se faz todo o processo de imigração é do lado esquerdo da pista. Na minha cabeça eu pensei que aquilo servia só para quem estava dando entrada no Uruguai e fui em frente. Daqui a pouco chegou o posto da Polícia Federal brasileira, desci e perguntei se eu tinha que ter dado saída no posto anterior do Uruguai, o atendente disse que sim, que eu teria que voltar. Voltei, parei o carro e carimbei a saída no passaporte. A ideia era ficar em Pelotas, mas acabei achando um camping em Tapes e resolvi ir pra lá. Chegamos já a noite, dava a impressão de que o camping estava fechado, mas logo que encostei o carro na entrada, o segurança já saiu para nos atender. O camping é bem bonito com acesso para uma lagoa, cozinha coletiva e banheiros bons. Eles também disponibilizam alguns quartos para quem preferir. KM rodados: 674 Duração da viagem: 10:00 Combustível: $ 870.44 ($ 54.92/L) Hospedagem: R$ 36 (Camping Recanto da Lagoa)
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    17/11 - Colonia del Sacramento - Punta del Este Acordamos, tomamos café com calma, desmontamos a barraca e pegamos a estrada. O tempo amanheceu nublado e começou a chover durante a viagem. O Google Maps me jogou por umas rotas que deram muitas voltas e paguei vários pedágios desnecessários. Pelo menos não lembro de ter pagado tudo isso dá outra vez que estive aqui. Paguei tudo em reais e pesos argentinos que tinham sobrado. Fora que vim direto e demorei muito pra chegar, apesar das rodovias do Uruguai serem mais lentas que as Argentinas. Cheguei no camping, bem estruturado, aceitava até cartão. Montamos a barraca e fomos dar uma volta por Punta. Mesmo de baixo de chuva foi difícil conseguir uma foto dos Dedos simbólicos da cidade. Abasteci o tanque e espero que o combustível dure até depois da fronteira com o Chuí, porque não foi fácil pagar isso. Compramos uma carne e fizemos um churrasco no camping. KM rodados: 329 Duração da viagem: 04:45 Combustível: $ 2000 ($ 54.96/L) Hospedagem: $ 600 (Camping Punta Balleña - 2 diárias) 18/11 - Punta del Este Acordamos com sol nesse dia e resolvemos ir à praia, depois de pegar tanto frio, ia fazer bem. Fomos até a Bikini Beach que tava bem tranquila, porém, com umas rajadas de vento que ficamos com muito frio. Ficamos escondidos atrás de uma pedra, mas mesmo assim o vento era muito forte. Saímos de lá e fomos para a praia de José Ignácio, que estava bem cheia. Ficamos um pouco por lá e voltamos para dar mais uma volta na cidade.
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    16/11 - Buenos Aires - Colonia del Sacramento Tomamos café da manhã no hotel, tomamos um banho (já pra garantir, pois a noite seria acampando) e partimos. Como os preços da Argentina eram bem chamativos, resolvi parar num Carrefour bem na entrada de Gualeguaychu, que paramos quando acampamos por lá, para abastecer de comida e bebida para o restante da viagem. Além de abastecer o tanque do carro também, pra aproveitar o preço da gasolina que é bem mais em conta que o Uruguai. Feito isso, partiu fronteira. Seguimos rumo a Fray Bentos. Depois da ponte, se paga um pedágio bem caro (desculpem, eu anotei todos os valores de pedágio da viagem e não sei onde tão essas anotações) e logo a frente já são as cabines para migração. Eu tinha lido no iOverlander que os processos eram separados (tinha que dar saída antes da ponte e dar entrada depois do pedágio). Agora é tudo junto, eles só carimbaram a entrada no Uruguai. Ainda perguntei se tinha mais algum processo, o cara falou que só iam revistar meu carro e seguir em frente. Passei por onde tavam revistando o carro, parei e vi o policial que faz a revista lá do outro lado da rua. Acenei pra ele e ele disse pra seguir. Mais a frente entreguei o papel de saída do carro e pronto, estávamos no Uruguai. Chegando em Colonia, peguei uma estrada de rípio bem curta para chegar no camping. Acabei pagando 420 pesos argentinos porque eu nem fiz câmbio para pesos uruguaios. To com 300 pesos de uma outra viagem que fiz para cá e vou guardar pra quando precisar. Armamos a barraca e fomos até o centro histórico. Comemos uma coisa rápida por lá e voltamos pro camping já a noite. KM rodados: 476 Duração da viagem: 08:00 Combustível: $ 950 ($ 41.98/L) Hospedagem: $ 420 (Camping Brisa del Plata)
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    14/11 - Puerto Madryn - Monte Hermoso Saímos cedo de Puerto Madryn porque a viagem ia ser longa até a cidade de Monte Hermoso com a ideia de acampar. O Google Maps sugeriu que não seguissemos direto pela Ruta 3 e sim pegar a RP 251 na cidade de San Antonio Oeste e no final seguir pela RP 22 até Bahia Blanca. Foi o que caminho que fizemos. Quando passamos pela cidade de Bahia Blanca, logo no acesso à Ruta 3 fomos parados em uma blitz. Policiais bem mal educados que mal sabiam o que tavam fazendo, me pediu os documentos e entreguei o passaporte e o documento do carro. Daí ele me pediu a carteira de habilitação, que entreguei de prontidão. Mas ele nem conhecia nossa carteira e foi consultar o outro policial, que confirmou que estava tudo certo e nos deixaram ir. Chegamos na cidade já era no fim do dia. Logo na entrada da cidade, um outdoor gigante do camping que íamos ficar, era coisa de 9km até lá. E eu com 1 pontinho de gasolina no tanque (autonomia de uns 100km em rodovia). Pensei: amanhã na volta eu abasteço. Bora pro camping. Seguimos o caminho - e que caminho! Chegamos numa parte que eram dunas, a beira mar, avistando o por do sol maravilhoso - chegamos no complexo e nenhuma alma viva. Desci do carro e fui procurar a pé. Até que encontrei o tal do camping e um cara lá. Perguntei se era ali o camping e ele respondeu: sim, mas está fechado para reforma, vão reabrir daqui 1 mês. O problema é que ali próximo não tinha mais nada. Fiz uma busca rápida no Booking e o hotel mais barato era na faixa de 250 reais. Bom, resolvi voltar para o centro e procurar alguma coisa por lá. Com o carro em movimento, resolvi procurar no GPS por algum posto de combustível, que tava acabando. Lembram das dunas que tivemos que passar na ida? Então, no que eu tava com o olho no GPS, só senti o carro dando aquela parada e afundando. Quando olhei, já tinha atolado. Por sorte, veio um carro atrás (não sei da onde ele surgiu, porque não tinha ninguém naquele lugar) e me ajudou a empurrar o carro que saiu com certa facilidade. Mas nessa acelerada o combustível entrou na reserva. Fui suando frio, mas chegamos no posto de gasolina. Abasteci e fui dar uma volta no centro, que por sua vez, também não tinha NADA aberto. Passei na frente de um hotelzinho e resolvi perguntar quanto era a diária. 1000 pesos. Podem passar no cartão? (Eu só tinha 500 pesos em dinheiro). Pode, mas daí fica 1200 pesos. Fechou! Passa o cartão na máquina. Cartão inválido. Acho que essa máquina não está habilitada com Mastercard. Eu só tenho 500 pesos. Ok, amanhã você me paga o restante. No final das contas, "alugamos" um apartamento que era meio quarteirão pra frente do hotel, com cozinha e garagem. Um lugar meio assustador, mas era o que tinha pro momento. O bom é que conseguimos cozinhar com o que tínhamos em estoque e dormimos. KM rodados: 790 Duração da viagem: 09:30 Combustível: $ 660 ($ 32.56/L) Hospedagem: $ 1000 (Hotel Saul) 15/11 - Monte Hermoso - Buenos Aires Acordamos bem cedo, fui sacar dinheiro. Paguei o restante do hotel e tchau. Viagem bem tranquila até a Capital Federal. Chegamos antes do anoitecer e resolvi ficar só 1 noite por lá. Não tava afim de ficar dirigindo e se locomovendo em cidade grande. Deixamos as coisas no hotel e saímos para dar uma volta. Pedi um Uber, que nos deixou no Caminito e de lá fomos a pé até Puerto Madero. Foi nostálgico eu visitar os lugares depois de uns 10 anos da minha primeira visita à cidade. Comemos e bebemos por lá e voltamos pro hotel. KM rodados: 790 Duração da viagem: 09:30 Combustível: $ 1400 ($ 41.44/L) Hospedagem: $ 1000 (Hotel Irum)
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    12/11 - Rada Tilly - Puerto Madryn Saímos por volta do meio-dia do camping rumo à Puerto Madryn. A viagem foi tranquila e "curta". Ficamos no camping ACA. Um camping bem grande e bem estruturado também. Foi o camping com mais pessoas que encontramos na viagem toda. Decidimos ficar 2 dias, pois iríamos no dia seguinte para a Península Valdes. Montamos nossa barraca onde já tinham uma turma de pessoas acampadas. Foi um "erro" na verdade. As pessoas não calavam a boca e dormiram muito tarde. Na barraca do lado, tinham dois que beberam todas, tavam gritando até que resolveram deitar. Porém, eles tavam em duas barracas separadas e continuaram conversando de suas respectivas barracas, ou seja, o tom não diminuiu. Mas eu tava tão cansado que acabei capotando de sono. KM rodados: 450 Duração da viagem: 05:30 Combustível: $ 1030 ($ 32.56/L) Hospedagem: $ 260 (Camping ACA - 2 diárias) 13/11 - Península Valdes Acordamos, tomamos café e fomos pra Península Valdes. A entrada foi a mais cara que a gente pagou. 560 pesos por pessoa. A primeira parada foi na cidade de Puerto Pyramides. Uma cidade bem estruturada, com hotéis, mercado, posto de gasolina e as agências que você pode contratar os passeios. Compramos algumas coisas no mercado para poder comer durante o dia e fomos para a pinguinera. É um caminho de pelo menos 1:30 em rípio até chegar lá. Saímos de Puerto Pyramides morrendo de calor, chegamos lá num puta frio e vento. Dava pra ver os pinguins muito perto, coisa de menos de 1 metro de distância. De lá, fomos para a Punta Norte, onde tínham os Elefantes e Leões Marinhos. Fizemos algumas fotos e aproveitamos o estacionamento para fazer um rápido lanche. De lá, voltamos para Puerto Pyramides e ficamos apreciando a orla, de onde saem os barcos para ver a baleias, que da costa não era possível ver, só contratando os passeios de barco. Dica: para quem for de motorhome ou camper, eles dizem que o valor do ingresso é válido somente para 1 dia. Mas se você dormir por lá, não vão te cobrar na saída. Pelo menos comigo e com outros relatos que ouvi, não me pararam na saída. A não ser que você fique hospedado em algum hotel por lá que eles devem dar algum tipo de voucher para abater essa entrada. Voltamos para o camping, fizemos nossa comida e dormimos. Dessa vez a galera do camping tava menos agitado e dormi. No meio da madrugada, do nada, um puta som alto vindo de algum carro. Até pensei em ir ver o que tava acontecendo, mas o cansaço era tanto que voltei a dormir. Combustível: $ 1300 ($ 32.56/L) Entrada do Parque: $ 560 por pessoa
  18. 1 ponto
    11/11 - Rio Gallegos - Rada Tilly Acordamos, tomamos café no hotel e já saímos em seguida. Quando saímos, pensei: "vamos ter que pegar um trecho urbano na rodovia e com certeza vamos passar na frente de algum posto de gasolina". O problema é que o Google Maps sempre traça uma rota menos movimentada, ou seja, andamos uns 20km e nada de posto, até que resolvi fazer o retorno para voltar a Rio Gallegos abastecer. Aí começou a desandar tudo. Bem no retorno havia um controle policial. Tavam parando todo mundo, inclusive eu. Mostrei meu passaporte para os policiais da Germanderia, sempre simpáticos, me perguntou se eu estava gostando da Argentina e me deixou passar. À frente, um outro policial acho que ia fazer a revista no carro, mas ele bateu o olho no parabrisa e já falou: você vai ter que tirar a película. Pensei: que merda! Vai dar um trabalhão da porra. Ele ficou lá me aguardando tirar, por sorte saiu por inteiro e quando terminei ele disse: te explico, aqui na Argentina temos casos de sequestros e não é seguro andar com película escura no parabrisa, ainda mais por serem estrangeiros. Enfim, a mesma história do Brasil. Na verdade eu nem fiquei puto, pois eu to sempre preparado psicologicamente para um dia ter que tirar, nem no Brasil é permitido, mas ainda assim eu prefiro. Ele só pegou a película pra jogar no lixo e me liberou. Fiz o retorno pra abastecer. Voltei pra cidade, abasteci e quando voltei nesse mesmo ponto (acho que foram uns 30 minutos de intervalo), não tinha mais nenhum policial lá! Daí sim, fiquei puto. Hahahaha Seguimos viagem tranquila pela Ruta 3 que começou a ficar cheia de buracos próximo à Rada Tilly. Eu não sabia, mas é uma cidade litorânea e bem jovem. Ficamos no camping municipal, bem organizado e estruturado, com poucas pessoas acampando. Acabamos conhecendo um casal de brasileiros que também estavam voltando do Ushuaia. KM rodados: 764 Duração da viagem: 11:00 Combustível: $ 1550 + $ 900.28 ($ 32,80/L) Hospedagem: $ 300 (Camping Municipal de Rada Tilly)
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    @MARCELO.RV po, na real eu achei bem apertado em questão de dias pra essa viagem que eu fiz. quero um dia voltar com mais calma também!
  20. 1 ponto
    Parabéns pelo relato Diego! É muito legal estar acompanhando como se desenrolou a sua viagem! Cada situação inesperada, não? Mas com certeza são essas situações e pessoas que fazem valer a pena... estarei acompanhando até o final, obrigado por compartilhar!
  21. 1 ponto
    19º dia 09/01 – Trilha básica em El Chaltén, como perdi toda a tarde do dia anterior resolvendo o problema do carro, só começamos a andar pela cidade neste dia. Fomos para a cachoeira Chorillo del Salto e ao Mirador das Águias, céu azul e dia espetacular, total de 10km, trilhas tranquilas para quem está com criança quase adolescente, sempre reclamando que tudo está doendo, reclama mas vai. El Chaltén é basicamente uma vila encravada num vale rodeada de montanhas, várias delas com os picos nevados, a rua principal tem Hostels, restaurantes, campings, hotéis, padarias e mercados, além de algumas belas construções, tudo gira praticamente ali. Para a cachoeira é praticamente tudo reto, segue direto até o final da rua principal e depois estrada de rípio, ao longo da caminhada passa-se bosques com belos visuais, a cachoeira é muito legal, mas o que mais agrada mesmo é a caminhada em si, belas imagens dos rios e a visão de El Chaltén são fantásticas. Na volta subimos por uma trilha que sai no topo de um morro de onde se tem uma visão privilegiada da cidade também, ao descermos demos de cara com um ônibus de excursão de Maringá-PR com 44 passageiros, eles estavam hospedados em El Calafate e foram fazer trilha em El Chaltén, os motoristas nos disseram que fazem esta excursão todo ano. Não ficamos sabendo a faixa etária, agora com certeza deve ser muito bem organizada uma excursão dessas, senão dá não, é muito tempo dentro de ônibus com tantas pessoas!!!! Depois fomos ao Mirador das Águias, tem uma boa subida mas dá para ir tranquilo, também com belo visual e as águias voando bem perto de você. Show. Neste mesmo dia peguei o carro para fazer um teste e pegar a saída da cidade até o lago Viedma para tirar umas fotos, que na verdade do lago mesmo não tiramos, mas o visual do Fitz Roy é show, passamos meio tensos por ali no dia anterior. Demos muita sorte com o tempo, já vi relatos de viajantes que chegam lá com céu encoberto e não conseguem ver nada, o dia estava espetacular. Na volta paramos no mirador que tem antes da entrada da cidade e também rendeu boas fotos com o Fitz Roy ao fundo, e fomos ao posto de combustível abastecer, o posto é basicamente um contêiner da YPF, o único por sinal, às vezes tem uma certa fila. Pensamos que seria o lugar que mais gastaríamos com refeição e para nossa surpresa não foi, para almoço não vi muitas opções pois a cidade durante o dia fica meio morta, tem movimento mas pouco, as pessoas estão nas trilhas, então as padarias montam os kits para quem vai para os trekkings, o kit seria um enorme pão com presunto e queijo ou de carne, as duas opções com salada, uma fruta, um suco, água e acho que um iogurte também, se não me falha a memória este kit custa 35,00 aproximadamente, dá para 2 pessoas tranquilo, não compramos o kit completo pois sobraria, mas compramos o generoso pão que vende separado também, 2 pães comemos nós 3 e ainda sobrou, o pão custa aproximadamente 22,00 e por sinal muito gostoso. A noite jantamos num restaurante que não lembro o nome, na verdade fomos tão bem atendidos e comida tão boa que só jantamos lá todos os dias, nossa janta ficava em aproximadamente 100,00 com bebida, e tem opções de carnes, macarrão, pizza e sanduiches, preço dentro da média que estávamos pagando, dando uma volta percebemos que os preços não eram muito diferentes, por ser um lugar tão isolado achamos até bem em conta. Resultado do teste do carro, entrei debaixo de novo e observei a conexão, sem vazamento, carro normal. Mais aliviado. Desta vez acho que exagerei nas fotos.😊
  22. 1 ponto
    Show de bola! Baita trecho de estrada, heim? Legal suas fotos das estradas que dá pra ter uma boa noção do que esperar. A vegetação amareleda e rasteira, com os guanacos por perto me lembrou um pouco a região do Atacama. Deu uma lavada no possante neste trecho? Parece mais limpinho que nos dias anteriores! haha! AH, e escolheu essa cidade Gob. Gregores por algum motivo ou é o que encaixava na distância do dia?
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    17º dia 07/01 – Esquel X Gob. Gregores – 890km – Este era um dos 2 trechos que mais me preocupava, pois era longo, teoricamente mais sem recursos, e consegui poucas informações atualizadas sobre ele, basicamente imagens do Google Maps que eram antigas e perguntas a vários outros viajantes pelo YouTube, Facebook e até algumas informações aqui no mochileiros mesmo, todos dizendo que a 40 estava boa, o outro trecho que também me preocupava conto abaixo. Na verdade tentei mapear pelo Google Maps os trechos de rípio existentes na Ruta 40 entre Bariloche e Três Lagos, depois de Três Lagos já tinha boas informações de que as condições da 40 estavam excelentes, e o Google me mostrava o rípio 22km antes de Los Tamariscos, 5km antes de Rio Mayo, e os tensos 72km depois de Gob. Gregores até Tres Lagos, então seguimos para os 890km que nos esperava. Saímos por volta de 07:30 de Esquel, primeira parada no YPF em Gob. Costa 180km para abastecer e pipi, até aqui pista top. Depois seguimos para Perito Moreno 360km mais abaixo, aí duas surpresas boas, os trechos de rípio que havia mapeado não existem mais, em Los Tamariscos nem percebi passar, e em Rio Mayo tem uma base do exército Argentino que acho que é nova, então tem muito asfalto novo antes e depois da cidade, parece que deram geral na região em relação a estrada. As imagens do Google são mais antigas então pra mim foi realmente uma boa surpresa pois até Perito Moreno fomos direto sem parar desde Gob. Costa, em Perito Moreno paramos num posto na entrada da cidade, um Axion(acho), entrando na cidade tem um YPF mas sem estrutura nenhuma, e queríamos comer alguma coisa melhor e lá não tinha, então voltamos para o Axion, tinha de tudo inclusive internet livre. Depois de Perito Moreno a 40 continua boa, mas com alguns trechos com buracos e asfalto irregular, inclusive peguei alguns buracos que pensei ter perdido pneu e roda, mas nada aconteceu, então no trecho de Perito Moreno até Gob. Gregores é bom ir devagar e com atenção, num determinado trecho vi 2 motociclistas vindo em direção contrária, eles estavam com a visão melhor que a minha então um deles passou pela ponte que íamos passar e apontou para baixo, neste momento reduzi a velocidade e dei de cara com a ponte bem esburacada, ele foi super gente boa. Além de alguns buracos e trechos com asfalto irregular, tem também os guanacos e nandús(uma ave da região que parece uma ema e andam em bandos) que atravessam a pista sem avisar, demos de cara com um monte. O problema do Guanaco é que a cor dele confunde com a vegetação, então muitas vezes quando se enxerga ele já está em cima, vimos vários atropelados pela estrada e digo que se atropelar um deles o estrago via ser grande, provavelmente a viagem acaba, andam também em bandos, então quando se avistar um fique atento que tem mais. Então vai a dica de novo, de Perito Moreno até Gob. Gregores, pista boa mas com ressalvas, atenção redobrada. Notei que neste trecho mais especificamente, nas partes ruins não há nenhum sinal de trabalho para arrumar, então imagino que se tivesse um trânsito mais intenso estaria muito pior, por outro lado os trechos bons são relativamente novos, espero que estejam aos poucos arrumando. O visual da estrada nesta parte da Patagônia é incrível, temos uma visão tão ampla e distante do horizonte que vimos o horizonte em um tom azulado incrível, em alguns momentos vimos formar uma tempestade a direita e à esquerdo um céu azul, só estando lá mesmo para se ter uma noção da beleza. Em Gob. Gregores ficamos no hotel Canadon Leon, hotel e restaurante, o mesmo preço de Esquel 255,00, como tinha restaurante nem saímos de lá, comemos por ali mesmo, preço mais salgado que o anterior mas não tinha muita opção, pagamos 117,00 o jantar. Vista do nosso quarto em Esquel ao amanhecer.
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    14º dia 04/01 – Pucón X Puerto Varas – 320km : Saindo de Pucón segue-se em direção a Ruta 5, pista top mas com pedágio, em 3 pedágios pagamos aproximadamente 50,00. Chegamos em Puerto Varas por volta do 13:30 pois antes paramos em Fritullar, cidade pequena, a parte bonita está em Frutillar Bajo, que fica em frente ao lago e tem o famoso teatro, ali paramos para tirar algumas fotos, tinha uma livraria itinerante montada em ônibus parada em frente ao lago, muito legal. Depois partimos para Puerto Varas, cidade show, em frente ao belo Osorno, tivemos sorte de o tempo estar aberto então conseguimos ter uma visão espetacular do vulcão na praça em frente ao lago. Alugamos pelo AirBnB um apartamento montado num prédio novo no centro, o melhor de toda a viagem, pagamos 290,00 por dia.
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    9º dia 30/12 – Bariloche – Tiramos o dia para passear pela cidade a fazer o Circuito Chico, em toda sua extensão tem vários pontos de parada com diversos mirantes e visuais fantásticos, não cheguei a marcar mas o circuito todo deve dar uns 50km. Depois subimos também o Cerro Otto só que de carro, na verdade não observamos que domingo estava fechado, não sei se é por ser baixa temporada, não chegamos a ir nem no teleférico, já pegamos o caminho de terra que sobe para o cerro e fomos, chegando na base onde tem um funicular e estava tudo fechado, atravessamos a cancela e subimos até próximo a confeitaria mas não tinha ninguém e resolvemos descer. De qualquer forma valeu pelo visual lá de cima, tem-se uma visão linda do lago Nahuel Huapi e de toda cidade, e vale a dica, se quiser economizar alguns reais e estiver de carro, vale a pena subir pela estrada de rípio, dá pra ir tranquilo com qualquer carro.
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    Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn "A viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores. A viagem acontece quando acordamos fora do corpo, longe do último lugar onde podemos ter casa." O Outro Pé da Sereia, Mia Couto Fomos para a saída do posto da YPF em Tres Arroyos na Ruta 3. Ficamos com o dedão erguido por pouco mais de uma hora. Até que escutamos alguém gritando, olhamos para trás e tinha um carro parado, uma moça quase saindo pela janela fazia sinal para irmos com eles. Pegamos nossas coisas e saímos correndo rapidamente com medo que o carro partisse sem nós. Entramos no carro e conhecemos o German e a Micaela, pai e filha. O Matheus logo se ofereceu para preparar o mate. Olhei do lado e ele tinha derrubado um monte de erva no carro, era a primeira vez que preparava mate numa carona. Depois que a cuia passeou por todos nós e recebemos a aprovação do mate, a conversa começou. Foto 7.1 - Mochilas em Tres Arroyos Os dois estavam indo pra Bahia Blanca, a Micaela tinha acabado de se formar em bioquímica e estava indo buscar seu diploma. Mal começou a conversa e a pergunta já veio "Brasil, como puede eligir Bolsonaro?". Demos risada, afinal todo mundo perguntava isso. A conversa prosseguiu e descobrimos que o German é educador físico. Ele faz todo tipo de esportes e é torcedor do River Plate. O assunto girou em torno de futebol por um tempo. A Mica é torcedora do San Lorenzo. Depois falamos o que fazíamos da vida e explicamos a nossa viagem, German ficou bastante curioso com a inteligência artificial. A Micaela nos contou sobre a sua viagem caronando pela Patagônia antes de entrar na faculdade. Falaram dos planos de conhecer o Brasil, em especifico Balneário Camboriú (Balneário faz muito sucesso na Argentina). German gosta de subir montanhas e no final de ano ia subir um vulcão perto da divisa com o Chile. Foto 7.2 - German, Matheus, Micaela e Eu O German sempre buzinava quando passava na frente de uma mini estátua cercada de aparatos e bandeiras vermelhas na estrada. Como a curiosidade é grande perguntei o porquê daquilo. Ele contou que a estátua se referia ao Gauchito Gil, esse gaúcho é tipo um santo protetor (ou companheiro) de quem está dirigindo na estrada. A adoração é visível, em todos os lugares a beira pista tem esses santuários e todos os motoristas buzinam ao ver a imagem de Gauchito Gil na estrada. Foto 7.3 - Gauchito Gil (Foto tirada em Rio Gallegos, coloquei aqui só pra ilustrar) Depois de quase três horas de viagem e de boas conversas, chegamos em Bahia Blanca. A Micaela desceu do carro para ir em busca do seu diploma. Só deu tempo de falar tchau. Nós seguimos com o German que foi mais avante na cidade para facilitar nossa vida. Demos um abraço bem forte no German e o Matheus presenteou-o com duas fitinhas do Senhor do Bonfim. Nos despedimos do German e seguimos caminhando até a Ruta 3 novamente. Caminhamos por mais de uma hora para chegar numa bifurcação que diziam que era o melhor caminho para pedir carona. Era um ótimo lugar, pois tem um posto da Axion gigante e tinha centenas de caminhões parados ali. Tinha certeza que seria fácil prosseguir dali. A ideia era seguir adiante, não importava qual cidade iríamos ser deixados, desde que fosse caminho para o sul. Assim, fomos primeiro conversar com os caminhoneiros parados. Recebemos um monte de não. Uns diziam que o caminhão era rastreado. Outros diziam que iam no sentido contrário, mas minutos depois seguiam rumo ao sul. As conversas só renderam com os caminhoneiros que realmente seguiriam sentido Buenos Aires. Fizemos amizade com um caminhoneiro que a mulher dele é brasileira. Depois fomos para a pista, havia umas três pessoas que também tentavam seguir pro sul. Ficamos um pouco ali, mas como fizemos fila a nossa chance era pequena. Voltamos para o posto e tentamos a abordagem direta novamente. O curioso que tinha um caminhoneiro maratonista no posto, ele saiu do caminhão de shortinho e tênis de corrida e ficava correndo em círculos no posto. Não entendi bem porque ele andava em círculos, ele poderia seguir pela pista e depois voltar, mas ele rodava como dentro de um autorama. Era engraçada essa cena. Continuamos com as abordagens e não obtivemos sucesso. Logo começou uma chuva bem forte, o que nos forçou a continuar por ali dentro do posto. A chuva prosseguiu por toda a tarde. Já era quase noite e resolvemos desistir das caronas e prosseguir de ônibus. Nesse ponto é importante fazer algumas reflexões. Eu acredito muito em energia, dessas que você sente ao estar do lado de uma pessoa. Quando fomos para a pista pedir carona, tinha um cara lá pedindo carona também. Conversei um pouco com ele e senti que ele transmitia uma energia muito ruim. Não quis ficar perto dele e por isso abortamos pedir carona na pista, pois ele meio que seguia a gente. Quando a chuva veio com força ele se abrigou dentro do posto também, mais uma vez conversei com ele e dessa vez me senti pior ainda ao lado dele. O Matheus disse que sentiu o mesmo. Não gosto de fazer diferença com ninguém, mas aquele cara me passava algo muito ruim. Eu e o Matheus tínhamos combinado que dormiríamos ali mesmo no posto naquele dia. Tinha um monte de caroneiro ali, ninguém conseguiu sucesso naquela tarde e já estava pra escurecer. Assim, as chances de prosseguir com carona eram mínimas. Não quis dormir no mesmo lugar que aquele cara e decidimos ir para rodoviária e seguir de ônibus noturno para Puerto Madryn. O pouco de dinheiro que tínhamos nos tornou conservadores naquele momento. Esse nosso conservadorismo fez ficarmos frustados no caminho até a rodoviária. Talvez tenha sido a maior frustração da viagem, pois sabíamos que dali uma hora a carona ia surgir. Era questão de tempo apenas. Mas nessa hora resolvemos deixar a racionalidade de lado e ouvir o coração. Coração que dizia pra sairmos correndo dali. Chegamos na rodoviária e tivemos sorte, pois compramos a passagem para Puerto Madryn com outro super desconto. Depois fui no mercado comprar uns pães para comermos de janta. Voltei e sentamos para comer num lugar isolado da rodoviária. Uns cachorros gigantes vieram conosco. Dava uma dó comer em volta dos pidões. Cada mordida que eu dava eles avançavam um pouco mais em minha direção. Pareciam esfomeados. Então, joguei pão para eles, mas se mostraram frescos por não ter quase recheio e não comeram (risos). Foto 7.4 - Dois dos famintos Foto 7.5 - Moço dá um pedaço O ônibus chegou já era quase uma hora da manhã. Subimos no ônibus e segundos depois de me sentar na poltrona já estava dormindo. Acordei era noite ainda. Olhei o céu pela janela e o céu estava estrelado demais. Que maravilha. Paramos em Viedma para mais passageiros entrar. Agora oficialmente estávamos na Patagônia. A viagem prosseguiu. Depois de passarmos por Las Grutas o dia já se anunciava. O busão acelerava e agora só ia no sentido sul. Pela janela via guanacos correndo pela paisagem. Eram muitos guanacos. No meio da manhã o ônibus estacionou na rodoviária de Puerto Madryn. Enfim, pisei com meus próprios pés na tão esperada Patagônia. Foto 7.6 - A Ruta 3 pela janela frontal do ônibus A Argentina é um país dividido em vinte e três províncias (semelhante aos estados brasileiros) e mais a cidade autônoma de Buenos Aires. Cinco dessas províncias estão localizadas na Patagônia e são elas: Rio Negro, Néuquen, Chubut, Santa Cruz, Tierra del Fuego. O território patagônico corresponde a metade do território argentino. Quando passamos por Viedma e Las Grutas cortávamos a província de Rio Negro, ao cruzar para Puerto Madryn ingressamos na província de Chubut. A Patagônia tem esse nome por causa do Fernão de Magalhães. Como se sabe Fernão de Magalhães foi o homem que planejou circum-navegar o globo terrestre. Essa viagem foi a primeira circum-navegação da história da humanidade. Porém, Fernão morreu antes de terminar essa façanha, faleceu nas Filipinas. Entretanto, foi o primeiro homem a navegar pela Patagônia e posteriormente pelo Estreito de Magalhães. Quando atracou na Patagônia (ainda não tinha esse nome a região) pela primeira vez, avistou os ameríndios da região e pensou que fossem gigantes (pois a média européia naquela época era de 155 cm e os ameríndios da patagônia mediam mais de 180 cm). Ao escrever essa experiência para a coroa espanhola, descreveu aqueles seres como patagão, ou seja, aqueles que tem pés grandes. E assim, foi que a região foi batizada como Patagônia, a terra dos gigantes ou a terra do pé grande. A rodoviária de Puerto Madryn é muito bonita e organizada. Estava um calor do cão. Ficamos sentados um pouco nos bancos, planejando os próximos passos. Precisávamos de internet e o wifi da rodoviária estava fora do ar. Caminhamos até o shopping. Antes caminhamos pela orla da cidade. Que mar maravilhoso, uma das colorações mais bonitas que já vi. Chegamos no shopping e conseguimos acessar a internet e mandar mensagem para o Carlos avisando que havíamos chegado. O Carlos estava pelo centro e falou que já passava pra nos buscar. Cinco minutos depois ele parou com o carro na frente do shopping. Entramos no carro e logo começamos a conversar. Ele nos levou para o mirante da cidade, bem bonito por sinal. Depois nos levou para a casa dele. Ele teria que trabalhar pela tarde. Foto 7.7 - O mirante Foto 7.8 - As bandeiras Encontramos o Carlos pelo couchsurfing, fazia alguns dias que estávamos em contato com ele. Não sabíamos o dia exato que iriamos chegar, mas por sermos brasileiros ele sempre foi muito solicito. Não tínhamos 3g no celular, então depois que saímos de Claromecó não conseguimos mais falar com o Carlos. Ele sabia que podíamos chegar a qualquer momento. Nisso ele hospedou uma francesa sob a condição se nós chegássemos ela teria que procurar outro lugar pra ficar. Só fui saber disso depois. A francesa partiu para um hostel e nós chegamos. Ao menos ela ficou na casa do Carlos por alguns dias. Carlos é professor de inglês do ensino público. Ele é um cara que já morou em tudo que é lugar da Argentina, desde do extremo sul da argentina (Ushuaia) até o norte, na realidade ele é do norte argentino. Ele é o cara mais apaixonado pelo Brasil que já conheci. Os programas televisivos que assiste são brasileiros, as músicas que ouve são brasileiras, as comidas que mais gosta são do Brasil. Ele fala muito bem português e o motivo principal de ter nos aceitado em sua casa era pra treinar o seu português. Pela tarde fomos caminhar pela orla. Levamos nossa térmica e ficamos boa parte da tarde mateando a beira mar. Depois fomos até o cais, onde os cruzeiros atracam. Tava rolando um protesto com algum desses navios, mas eu não entendi o porquê do protesto, queria ter compreendido aquela situação. Depois fomos até o Museu Oceanográfico. O museu é todo organizadinho e cheio de boas informações da rica fauna marítima de Puerto Madryn. A cidade é o principal ponto de estudo da baleia franca no mundo, pois nessa região é onde ocorre o acasalamento desses mamíferos, em consequência disso a baleia franca é o grande símbolo da região. Uma coisa que me chamou atenção nesse museu é que dizia que o aumento de lixo, aumentou o número de gaivotas cocineras por ali e com o aumento dessas gaivotas começou a diminuir o número de baleias francas. Fiquei uns minutos tentando adivinhar o porquê disso. Não achava uma relação entre gaivotas e baleias. Desisti de encontrar as resposta por mim mesmo e li a explicação. O motivo era que as gaivotas atacavam as baleias causando ferimentos que infeccionam e levam essas baleias ao óbito. Nunca iria imaginar isso. Diziam que quando era poucas as gaivotas elas bicavam as baleias mortas somente, para retirar algum nutriente, mas com o excesso da população de gaivotas elas começaram a atacar as vivas também. Achei bizarra essa situação, nem na minha imaginação fértil iria supor que uma população de gaivotas colocaria em risco a sobrevivência das baleais franca na Terra. Foto 7.9 - O lado B de Puerto Madryn Foto 7.10 - A orla de Puerto Madryn Foto 7.11 - Eu e o mar Foto 7.12 - A visão do cais Depois fomos olhar os preços dos rolês mais famosos de Puerto Madryn. Tudo caro demais. Acho que o lugar mais caro da Patagônia. Os dois passeios mais famosos são Península Valdés e Punta Tombo. Peninsula Valdés é uma reserva ambiental onde a fauna é riquíssima e concentra todo os tipos de animais da região, além de ser o principal ponto de observação das baleias francas. Punta Tombo é um local que abriga uma gigantesca colônia de Pinguins de Magalhães, onde vivem mais de um milhão de pinguins em determinada época. Por agências não havia chance de nós conhecermos nenhum dos dois lugares. O interessante de Puerto Madryn é que tem bandeiras do País de Gales por todo o canto da cidade. A cidade foi colonizada e fundada por galeses, assim como as cidades vizinhas Trelew e Rawson. Voltamos para a casa do Carlos já era noite. Carlos apresentou sua playlist de música só com músicas brasileiras. Tocou desde É o Tchan até IZA. Ele prefere as músicas mais animadas. Ivete Sangalo quase sempre aparecia na lista. Enquanto a música rolava, eu e o Matheus começamos a preparar a lentilha para a janta. Carlos ficava meio tímido em falar português, mesmo sabendo a palavra que usar ele nos perguntava antes para ver se tava certo. Sempre tava certo. Ele conhece gírias que nem eu conheço. A lentilha ficou pronta. Carlos comeu conosco e elogiou bastante a comida. E tava muito boa mesmo. Comemos muito nessa noite. Depois falamos com o Carlos sobre os altos preços das agências. Ele nos aconselhou a tentar a sorte por carona. Decidimos ir até a entrada da Península Valdés no dia seguinte e ficar ali esperando uma carona. A península é gigantesca e só tem como fazer de carro, pois de um ponto para outro tem mais de cem quilômetros. Para chegar na Península Valdés é necessário ir até Puerto Pyramides uma cidadela distante cem quilômetros de Puerto Madryn. Ainda era noite quando caminhamos rumo a rodoviária. Seis horas da manhã e já estávamos partindo para Puerto Pyramides. Dormi boa parte do trajeto. Uma hora o guarda me acordou para eu pagar o valor da entrada, por estar adentrando numa reserva ambiental. Seguimos até o ponto final em Puerto Pyramides. Caminhamos até a orla e água tinha uma cor lindíssima. Conseguia ser mais bonita que de Puerto Madryn. Depois ficamos sabendo que teríamos que voltar muitos quilômetros para a bifurcação que leva na Península Valdés. Caminhamos de volta. O sol estava muito quente. Não havia nuvens no céu. Continuamos a caminhada. Erguíamos o dedão da esperança pra quem passava de carro. Depois de caminhar por mais de meia hora a Luciana parou seu carro. Ela achava que estávamos indo para Puerto Madryn, explicamos que queria irmos pra entrada da península. Ela é muito simpática. Depois de alguns minutos nos deixou na bifurcação. Despedimos-nos da Luciana e fomos tentar a sorte ali, na esperança que alguém se solidarizasse conosco e assim, teríamos a oportunidade de conhecer a Península Valdés. Foto 7.13 - O início do dia em Puerto Pyramides Foto 7.14 - Caminhando no sentido contrário de Puerto Pyramides Ficamos postados na frente da placa que indica o início da península. O calor estava insuportável, mas o vento estava muito forte. Assim, não dava para tirar o corta vento. Os carros que passavam por ali eram poucos. Alguns carros até paravam para conversar, mas nada de sucesso. O misto de calor e vento tava infernal. Para amenizar a espera, ficávamos imaginando qual seria o carro que pararia para nós. Eu tinha certeza que seria um carro vermelho. Todo carro vermelho que passava eu ia com mais gana pedir carona, mas nada. Com o tempo aquela famosa frase "O não você já tem, só falta a humilhação" fez valer. Tentávamos de todas as formas (nem todas, risos) chamar a atenção dos motoristas para conseguir uma carona. Foto 7.15 - A cara da derrota O passeio na península é demorado, precisa de no mínimo umas seis horas. Já era quase meio dia e o fluxo de carros ali já não existia mais. Decidimos ir pra orla Puerto Pyramides e aproveitar o resto do dia na praia. Quando estávamos saindo avistamos um motorhome vindo em nossa direção. Tentamos uma última vez. Para nossa surpresa eles pararam. Antes de falarmos algo, o motorista perguntou se queríamos seguir com eles. Não me contive de felicidade naquele momento. Agora pela primeira vez viajaria em um motorhome. Foto 7.16 - A serenidade no olhar de quem viajaria de motorhome pela primeira vez O casal dono do motorhome é o Facu e a Cynthia. Facu é argentino e a Cynthia alemã, se conheceram em Santigado do Chile enquanto a Cynthia tirava seu tempo sabático e viajava o mundo, e Facu trabalhava por lá. Depois disso ela voltou algumas vezes para Argentina para rever o Facu. Quando o dinheiro acabou foi a vez do Facu ir pra Alemanha ver a Cynthia. Depois disso nunca mais se separaram. Eles já viveram em diversos países por quase todos os continentes. A forma deles viajar é trabalhar por um tempo, ajuntar dinheiro e depois viver outro tempo viajando. Agora estavam iniciando uma viagem de motorhome (recém comprado) que sairiam da Patagônia e terminaria na Península de Yucatán, no México. Tem um terceiro integrante nessa casa ambulante, é o Chihuahua Seymour. Eu e o Matheus estávamos animados de estar ali. Facu e Cynthia são gente boa demais. O Facu estava dirigindo bem devagarinho, pois era a primeira vez que o motorhome era posto num terreno daquele. Assim, fomos devagarinho e conversando. O cenário em volta pouco mudava. Vegetação rasteira por todos os lados. De vez em quando avistávamos alguns guanacos no caminho. Quando isso acontecia a Cynthia ficava toda animada. Depois paramos, pois o Facu queria testar seu drone. Acho que não pode drone ali, mas mesmo assim o Facu ergueu voo. Foto 7.17 - Facu e Cynthia Foto 7.18 - O caminho Foto 7.19 - O olhar, do gente boa, do Seymour Foto 7.20 - Eu fazendo amizade com o Seymour e a Cynthia Foto 7.21 - Facu levantando voo Foto 7.22 - A foto aérea Foto 7.23 - Matheus e o motorhome Foto 7.24 - Hahahaha Foto 7.25 - Viagem que segue A viagem continuou. Lembro de uma cena bacana demais. Estávamos todos quietos e a Cynthia começou gritar para o Facu parar. No primeiro momento achei que tinha acontecido algo, mas logo que saímos a Cyhthia apontou para um montão de aves (parecido com avestruz) correndo. Subimos em cima do motorhome para ver melhor. Aquele momento me lembrou aquele cena de Jurassic Park que os dinossauros correm pelo parque. Foi demais aquilo. Foto 7.26 - Facu, Eu, Matheus e Cynthia (Eu e o Matheus parecemos dois cachorrinhos, horrível a foto) Depois de mais de uma hora de viagem chegamos a Punta Delgada. A entrada fica do lado de um restaurante. Quando começamos caminhar com o Seymour, veio uns guardas falar que não era permitido cachorros. Foi uma choradeira até permitirem a entrada do Seymour na condição que ele sempre estaria no colo de alguém. Fomos até o mirante. Aquele mar é magnífico. Hoje olho para as fotos daquele lugar e de forma alguma as imagens conseguem descrever a beleza que tenho guardada nos olhos. Colocando o óculos de sol do Facu o cenário ficava mais encantador ainda, tudo ficava fluorescente. Foto 7.27 - O caminho Foto 7.28 - Punta Delgada Depois seguimos viagem. No interior do motorhome não tinha ventilação e toda areia que entrava no carro ficava alojada por ali, então viajávamos num poeirão. Vimos mais um monte de guanacos pelo caminho. Pouco tempo depois chegamos na Punta Cantor. Saímos para conhecer o lugar. Fiquei junto com o Seymour e ficamos bem amigos, algo que surpreendeu a Cynthia, pois ele era bem grudado com ela. Não tivemos sorte em relação as baleias, não conseguimos ver nenhuma. Por dezembro elas seguem para a Antártida e começam a voltar para Puerto Madryn entre junho e julho. Foto 7.29 - Punta Cantor Continuamos a viagem e uns cinco minutos depois chegamos em uma Pinguinera. A Cynthia estava maluca para ver pela primeira vez os pinguins, na verdade acho que todos nós estávamos. Conseguimos chegar bem pertinho deles, era possível ver eles dentro das tocas. O jeito de caminhar do Pinguim de Magalhães é bem engraçado e ver aquilo ao vivo é demais. Lembro que um pinguim chegou pertinho de um grupo de turistas e todos os turistas ficaram se derretendo por ele, o pinguim se agachou, virou a bunda pra cima e deu um cagão que mais parecia um tiro. Dei muita risada. A sensação de estar ali naquela natureza intocada, vendo a vida selvagem em seu esplendor é de encher os olhos. Eu era só risos e sorrisos ali. Foto 7.30 - A Pinguinera Foto 7.31 - Pinguins ao fundo e a natureza do lugar Foto 7.32 - Outra visão do lugar Foto 7.33 - O pinguim Foto 7.34 - A chegada do pinguim Foto 7.35 - Matheus na Pinguinera Foto 7.36 - A pose do pinguim Ficamos por ali perto e comemos. Tava quente demais, a sorte que eles tinham muita água gelada, pois a nossa água já tinha acabado fazia um tempo. Esse dia estava lindo, não havia nem sinal de nuvens no céu. Eu procurava nuvens e não encontrava, dos céus mais bonitos que já vi na vida. Descansamos um pouco e antes de partimos de volta para Puerto Pyramides tiramos a foto oficial do grupo. Foto 7.37 - Seymour, o motorista Foto 7.38 - Eu, Seymour, Facu, Cynthia e Matheus A volta foi tranquila. Facu nos disse que só costuma dar carona para pessoas que não têm cara de maluco, mas que no nosso caso abriu uma exceção (risos). Chegamos em Puerto Pyramides e era hora de se despedir desse trio que nos proporcionou um dia fora de série. Já nos referíamos um ao outro como irmão ou hermano. E foi com um "Gracias, hermano!" que abri os braços para dar um forte abraço no Facu. Ele ainda disse "Viajero ayuda viajero, siempre!". Depois fui dar o forte abraço na Cynthia. Por fim, fui me despedir do meu parceirinho Seymour. Facu e Cynthia iriam ajeitar suas coisas, pois partiriam no outro dia cedo para Esquel e depois Bariloche. Nós seguimos para aproveitar um pouco da praia de Puerto Pyramides. Foto 7.39 - Puerto Pyramides Foto 7.40 - A praia Foto 7.41 - O mar Foto 7.42 - Puerto Pyramides de frente Foto 7.43 - Belezura de lugar Voltamos para Puerto Madryn e os efeitos do sol já era visível em nossas peles. Não havíamos passado protetor solar. O Matheus estava rosa. Descobri que a exposição solar na Patagônia é muito mais danosa do que em outros lugares. A Patagônia está localizada sob um grande buraco na camada de ozônio. Assim, quase não existe proteção natural contra raios ultra violetas. Os índices de pessoas com câncer de pele na Patagônia Argentina é muito maior do que nas outras partes do país. Nesse dia nunca vou me esquecer do presente que o Carlos me deu. Pela noite queria sair até a orla para fugir da iluminação e assim conseguir ver as estrelas na Patagônia. Carlos olhou meio cético dessa minha ideia. Ele tinha planejado sair com uns amigos nessa noite. Por diversas vezes ele disse que levaria nós de carro até a praia, não queria que ele mudasse seus planos pra seguir uma ideia boba minha. Enfim, acabamos cedendo e entramos no carro do Carlos. Visitamos toda a orla de Puerto Madryn e para minha surpresa a orla é mais iluminada que o interior da cidade, ai entendi o ceticismo do Carlos. Foi bem legal ver a orla e observar que toda a cidade vai para lá nas noites de calor. Já era onze horas da noite e tinha centenas de rodas de mate por toda praia, famílias inteiras reunidas, crianças brincando, muita conversa e risadas por todos os cantos. Foi bonito de se ver aquilo. A população aproveitando a cidade. No carro o som que nos acompanhava era do Queen. Depois o Carlos seguiu pela rodovia, cada vez mais o escuro ficava mais escuro. Tocava Radio Ga Ga e aumentamos o som no máximo. Não fazia ideia para onde estávamos indo, mas a energia do momento estava boa demais. Mais alguns minutos cortando o escuro de carro e o Carlos parou o carro no meio do nada. Não entendi direito o porquê daquilo. Ai ele me disse para sair. Quando sai nada entendi, não via nada. Até que eu olhei pro céu. Tinha até me esquecido das estrelas. Que belezura de cena. O céu tava tão tão povoado. O Carlos ainda teve a sensibilidade de desligar o som do carro. Fiquei por alguns minutos ali de cabeça pra cima olhando o céu estrelado. Tão bonito tudo aquilo. Dei um abraço no Carlos como forma de agradecimento e voltamos pro carro. O Queen voltou a tocar no rádio e o volume foi no máximo. Agora enquanto avançávamos na pista as luzes de Puerto Madryn ficavam mais intensas. Voltamos pra casa. Carlos se arrumou e ainda deu tempo de encontrar seus amigos. Fui dormir felizão. Na manhã seguinte o Carlos comprou faturas para comermos de café da amanhã. Faturas são como os nossos pães doces, mas com uma variedade maior e vem tudo misturado os sabores. Fizemos café que havíamos trazido do Brasil para complementar o desayuno. Ele nos contou que quando morava num apartamento a beira mar ali em Puerto Madryn, na estação das baleias era possível escutar o esguichar das baleias por toda a noite. Deve ser demais vivenciar aquilo. O dia estava muito quente e decidimos passar a tarde na praia. Fomos pro mercado comprar umas cervejas, gelo e uns salgadinhos. Seguimos para uma praia fora da cidade, a preferida do Carlos. Chegamos e tive uma surpresa em ver que a praia toda era de pedras e pra completar tinha um navio naufragado na nossa frente. Primeira vez que estava num lugar como aquele. Foto 7.44 - Eu, Matheus e o Carlos (nunca imaginei que tiraria uma foto no supermercado rsrs) Foto 7.45 - O caminho da praia Foto 7.46 - O caminho da praia [2] Colocamos nossas cadeiras de praia no lugar. Havia muita gente. O legal é que cada pessoa se protegia de um jeito. Muitas pessoas levavam barracas pra se proteger do sol e do vento. Outros ficavam dentro das cabines das caminhonetes. O sol castigava, devia estar uns quarenta graus. Nunca imaginei que estaria sentado numa cadeira de praia num sol tipico brasileiro no meio da Patagônia. Ai fui pro mar, molhei os pés e congelei. Desisti da ideia do mar e voltei a sentar. Pouco tempo depois o Matheus foi pra água, com mais coragem ele mergulhou naquele mar glacial. Meio segundo depois ele se levantou e saiu correndo do mar. Não parava de tremer. Dizia que doía até os ossos. Eu só dava risada com aquela cena e me senti o espertão em abortar o mergulho. Foto 7.47 - A chegada na praia Foto 7.48 - A praia e o náufrago Foto 7.49 - Nós e a praia Horas depois chegou uma família amiga do Carlos. Um casal com três crianças. Eles trouxeram uma bebida bem boa, era tipo uma ice de limão e vodka muito comum na Argentina, mas não me recordo o nome. Com gelo ficava melhor ainda. Ficamos ali trocando ideia por muito tempo e a temperatura cada vez ficava mais quente. De repente o tempo mudou completamente. Uma tempestade de areia começou. O vento era forte demais. Juntamos nossas coisas e nos protegemos no carro. A tempestade durou uma hora mais ou menos. Naquela hora fiquei feliz que aquela praia era de pedras, pois nas praias de areia no centro de Puerto Madryn aquela tempestade deve ter sido terrível. Seguimos de volta. Paramos no topo de um morro onde avistamos toda a praia por ângulo diferente. Chegamos na casa do Carlos e ficamos de bobeira pelo resto da noite. Foto 7.50 - Matheus e a praia de pedras Foto 7.51 - A praia Conversamos com o Facu uns dias depois e descobrimos que eles estavam na estrada no momento daquela tempestade. O motorhome saiu da pista. Eles ficaram bem assustados com a situação e decidiram que aquele carro não estava preparado para os ventos da patagônia. Abortaram a ida para Esquel e Bariloche, estavam retornando para Buenos Aires. De lá começariam a subida para o México. Fiquei triste em saber disso. Facu e a Cynthia estavam animados com a Patagônia e deve ter sido difícil para eles tomarem essa decisão. Porém, a viagem tem que continuar. Era uma segunda-feira, acordamos e comemos o resto das faturas. Fizemos as plaquinhas de papelão para os nossos próximos destinos. Tomamos mate e café. Terminamos de arrumar as mochilas. Carlos nos deu uma carona até o posto YPF na saída de Puerto Madryn. Demos um abraço forte no Carlos e mais uma vez eramos nós e a estrada. Recordar este trecho da viagem é muito bom para mim. Tanta coisa aconteceu nesse intervalo de poucos dias. Primeiro tivemos a oportunidade de conhecer e viajar com o German e a Mica. Quanta gratidão por isso. Em seguida, assumimos os riscos (mesmo que imaginários) e não bancamos os cabeçudos, deixamos a viagem flexível e mais uma vez mudamos os planos. Adentrar a Patagônia para mim era pagar uma dívida com o passado. Muitas vezes tinha planejado e me imaginado ali, mas agora realmente pude colocar os meus pés na terra dos ventos. E que bom que foi nesse momento. Conhecer o Carlos e seu coração gigantesco foi demais. Não tenho palavras para agradecer tudo o que ele fez por nós e por ter sido nossa companhia em nossos dias em Puerto Madryn. Depois no 45 minutos do segundo tempo na Península Valdés apareceu o trio Cynthia, Facu e Seymour. Tento não ser repetitivo, mas quanta gratidão por tudo isso. Pela primeira vez (sei que digo isso toda hora!) me desconectei de todo o passado recente e fui só presente. Presente no presente. Esses dias foi um presente do presente. Na pista novamente eu compreendi o que estava escancarado desde o início, as pessoas que estavam surgindo no caminho eram as melhores de cada lugar. E tinha que ser assim, quebrando a cara num momento para ser presenteado com o melhor depois. German, Mica, Carlos, Cynthia e Facu muito obrigado por tudo, um beijo na alma de cada um de vocês. Para o pequeno Seymour desejo uma vida cheia de carinho em forma de cafunés.
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    No geral, as grandes cidades na Bolívia são mais seguras que aqui no Brasil, mas sempre é bom ter as mesmas precauções que temos por aqui, furtos podem ocorrer em qualquer cidade do mundo, por isso sempre mantenha seus pertences com cuidado. Já andei por La Paz as 5 da madrugada com muitas ruas praticamente vazias sem nenhum problema, um local que recomendam evitar é El Alto, mesmo assim me aventurei nas ruas mais movimentadas. Nas cidades pequenas é mais fácil algum Brasileiro furtar ou assaltar alguém rsrsrs. Até mais.
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    A questão da segurança hoje em dia é muito relativa...já fui abordado por pessoas suspeitas em Chicago, colega meu do trabalho já presenciou assalto com troca de tiros em Miami...Cuide dos seus pertences e não tente se parecer muito com um turista e evitará 80% dos problemas.
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    Passei quase 2 meses na Bolívia e não tive sensação de insegurança em nenhum momento. Acho tranquilo demais. Aliás, é difícil imaginar algum lugar nos países vizinhos que se compare a insegurança do Rio.
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    @Carfeina nao acho que lá seja nem parecido com o Rio. Voce pode andar pelas ruas que nao terá nenhuma sensação de insegurança. De toda forma, mesmo que nao se tenha tal impressao do lugar nao quer dizer que voce sairá pelas ruas dando sopa, sempre é válido ficar atento com seus pertences para evitar furtos e nem andar por lugares ermos fora de hora exibindo coisas caras, afinal em todo lugar tem os oportunistas que aproveitam da situaçao.
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    Pessoalmente eu acho pouco tempo em Munich. Um dos passeios mais legais de Muniche é ir a Neuschwanstein, e isto demanda um dia inteirinho. Nürnberg é outro bate-volta "imperdível" que você pode fazer a partir de Munich e consome outro dia inteiro. Ai se você for descontar mais meio dia para chegar em Munich, meio dia para ir embora de lá, sobra nada de tempo. Então pessoalmente eu colocaria mais 1 dia em Munich
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    procuro parceira para viajens de motor home brasil e america latina final 2019 litoral do sul ao norte
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    que maximo o trerkking de vcs!!! fiquei com mais vontade de ir... estou pensando em ir apos o natal passar o reveillon, mas vc disse que fica td mais caro... tem algum contato dos lugares q dormiram para eu me informar ? Acredito q sendo alta temporada precisarei reservar... E tbm estou insegura qto a questao de seguranca... vi uma reportagem q o Augusto postou que esfaquearam um casal em 2016... vcs se sentiram seguros ? obrigada!!
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    Quase nada atrasada, chego o terceiro dia! 3º Dia – 03/02/18 – Uyuni, o lugar mais lindo que meus olhos já viram! Acordamos descansados e bem humorados. Apesar da bagunça do dia anterior a viagem só estava começando o pensamento era "o que deu errado ontem foi ontem". Aproveitamos que estávamos em um hotel para tomar banho que seria escasso nos próximos dias. Fizemos o check-out e fomos procurar a agência Esmeralda Tour. Nem mesmo olhamos o preço de outras agências, seguimos as dicas e recomendações dos mochileiros por aquí, entramos e fechamos o pacote. Em eu verdade já tinha entrado em contato com eles aqui do Brasil então já sabíamos o preço e não quisemos arriscar achar algo mais barato, comprar e e nos arrependermos depois. Ainda na agência conhecemos a Fatou, uma francesa MARAVILHOSA que passou esses 4 dias conosco. Assim que acertamos a compra dos pacotes (800BOL por pessoa para os 3 dias com todas refeições inclusas + 50BOL para o transfer até o Atacama), deixamos as mochilas na agência mesmo e fomos tomar café no Snack Noris. As 10h30 depois de comprar água papel higiênico e bobagens para comer e darmos uma volta pelas redondezas da cidade voltamos para a agência onde conhecemos os outros três passageiros. Um casal de Noruegueses e um Sul-Coreano, os três excelentes companhias também. As 11h00 em ponto saímos para a primeira para da viagem, o já famoso Cemitério dos trens. É legal? Sim. É lotado? Muito. Todas as agências saem no mesmo horário e fica difícil sentir o abandono dos trens ou tirar uma foto sem que todos os demais turistas atrapalhem (provavelmente eles estejam reclamando de nós também). Ficamos uns 40 minutos lá e seguimos para a segunda parada o povoado de Colchani. Lá existe uma feira simples e um museu do Sal e banheiro, nossa parada foi rápida pois uma nuvem de chuva começava a nos seguir pelo céu e nosso destino importante era o próximo, o Salar. Entramos no Salar Alagado e eu não consigo encontrar palavras para descrever esse lugar. Sem dúvida nenhuma é um dos lugares mais lindos desse mundo inteirinho. Você não sabe para que lado olhar e quanto mais olha mais encantado fica. Sugiro levar um chinelo ou simplesmente tirar o calçado e sentir a água quente e salobra do Salar. É um a troca de energia absurda! Depois de alguns poucos km para dentro do Salar o nosso guia parou o carro e pudemos fica um bom tempo tentando entender a beleza surreal daquele lugar. Seguimos viagem até o símbolo do Dakar e ao Monumento das bandeiras, se você estava descalço coloque o calçado antes de descer, pisar na parte seca de sal ira certamente cortar/machucar o seu pé. Os dois lugares são bem próximos e ficam ao lado de onde todos os tours param para almoçar então é preciso um pouco de paciência para conseguir aquela foto que você estava imaginando. Almoçamos em uma grande estrutura toda feita de sal também anexa ao monumento Dakar e das bandeiras e quente como a porta do inferno haha. Depois do almoço voltamos para o carro, paramos novamente no meio do Salar para mais muitas fotos e muita gratidão pela experiência até que nosso motorista nos chamou pois precisávamos seguir caminho. Aqui o roteiro muda bastante do que acontece quando se está com o Salar Seco ou menos alagado do que o nosso. Com nos nos foi explicado ainda na agência, com ele alagado não é possível, por exemplo, chegar até a Isla del Pescado ou ficar até o pôr do Sol, isso porque é preciso pegar a estrada de terra e circundar todo o Salar. Há risco de ao atravessar o Salar alagado como estava a água salobra atingir o motor e causar pane no sistema nos deixando abandonados no meio do nada. Em alguns lugares o Salar estava realmente alagado com muitos centímetros de água, muito além do espelhor d'água que é o ideal. Nesse caminho alternativo levamos horas de carro mas não é um trajeto chato. O guia vai conversando as pessoas vão interagindo, a paisagem vai mudando e quando você vê chegou em um lugar absolutamente isolado para passar a noite. Nesse dia dividimos o quarto em 4 pessoas, eu o Vini a Fatou e o Chê o Coreano (esse não era o nome dele mas ele disse para chamar assim que era mais fácil). O casal de Noruegueses foram acomodados em um quarto. Aproveitamos o tempo livre para conversar e nos conhecermos melhor mas depois do jantar fomos todos dormir para aproveitar o dia seguinte. E os gastos (+-): Tour 3 dias duas noites + translado para o Chile: 1700 BOL Café da Manhã Snack Noris: 25 BOL Mercadinho: 20 BOL Total: 1745,00 BOL o casal || 872,50 BOL p/pessoa.
  38. 1 ponto
    Acho que quando falamos em Nordeste, a primeira coisa que vem a mente quando falamos de turismo são as praias incríveis. Mas ele é bem mais que isso! Dia desses resolvi me aventurar pelo sertão alagoano e conhecer o Cânion do Xingó e Piranhas. Tem mais detalhes aqui: https://pelosquatrocantos.com/category/brasil/alagoas/piranhas/ Muitos turistas optam por fazer um bate e volta saindo de Maceió. Só que acho um desperdício passar 8 hororas do dia ( 4 pra ir e 4 pra voltar), dentro do ônibus para conhecer os cânions e não aproveitar o tanto de atrações que a região tem para oferecer. Acabei fazendo uma road trip, saindo de João Pessoa, e percorri 566 quilômetros para chegar em Piranhas (AL). O caminho é longo, mas vale a pena. A estrada é boa e é muito legar ver a mudança de paisagem ao longo do caminho. Para quem sair de Maceió, o caminho é bem mais curto - são apenas 290 km e a estrada é boa. Só evite dirigir à noite, pois ouvi vários relatos que não é seguro dirigir depois que escurece por lá. De ônibus "normal" a única opção é saindo de Aracaju e ir até Canindé do São Francisco (SE), que fica a 15 km de Piranhas. As passagens custam entre R$32 e R$36. No centro de Piranhas, tem o Albergue Maestro Egídio Vieira, que é bem arrumadinho: https://www.facebook.com/Alberguemaestroegidiovieira/ ( Dei uma olhada no lugar, realmente achei legal, mas tinha feito reserva em outro local). Piranhas tem um centro histórico lindo, fica às margens do São Francisco e é a cidade de interioro mais bonita que visitei no Nordeste. O passeio mais caro é o do Cânion do Xingó, em Sergipe, que custa R$ 100. A rota do Cangaço, que passa por um vilarejo na primeira parada e depois leva os visitantes para uma trilha onde o grupo de Lampião foi morto, custa R$ 50. Como os passeios são longos, é interessante levar sempre água e algum lanche na mochila. As refeições são bem baratas. Dá para gastar cerca de R$ 30 com alimentação. No centrinho, tem agumas mercearias onde dá para comprar umas besteirinhas e água. Lá é absurdamente quente, então ficar hidratado e retocar sempre o protetor solar é essencial.
  39. 1 ponto
    Uma dica que gostaria de ter recebido: Muito cuidado ao combinar com o seu guia turístico (obrigatório contratar um para ingresso e deslocamento no Parque) os termos de sua diária com o mesmo. Alguns podem te cobrar o valor de um grupo, e mesmo assim te encaixar em outro, sem desconto e sem te avisar. Cuidado para que ele não tente encurtar o seu dia de atividades no Parque. Exija, se assim quiser, que o passeio seja manhã e tarde. Em 2016, a diária do guia custava R$ 150,00 para um grupo de até 8 pessoas, assim seria vantajoso previamente encontrar outras pessoas para dividir essa despesa. Se possível use carro próprio ou alugado para se deslocar no interior do Parque, porque se cobra caro para usar veículos pequenos ( me cobraram uma diária de R$ 200, 00 extras para rodar pouquíssimo lá dentro, com o veículo do próprio guia), no dia seguinte fui com um FOX próprio e serviu bem, pois as estradas do Parque nas principais trilhas são muito boas. O Parque da Serra das Confusões está a 98 km de São Raimundo Nonato. A Hospedagem em São Raimundo Nonato é mais confortável, e você fica mais "conectada". Mas se vc ficar no Albergue da Serra da Capivara, no Povoado de Sítio do Meio, terá uma experiência mais natural. Próximo ao Albergue, tem um camping básico. visite o Museu do Homem Americano em São Raimundo. Recomendo que passe pelo menos 2 horas, para entender bem a coleção. O Parque é lindo, singular. AS inscrições abundantes alí, são de uma importância inestimável e te darão uma ampla visão do homem pré-histórico. Aproveite bem sua aventura!
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