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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 10-02-2019 em todas áreas

  1. 1 ponto
    Esse é um relato de uma volta quase completa por Ilha Grande. Primeiramente, queria agradecer o @Augusto por fazer o guia definitivo das trilhas de Ilha Grande (https://www.mochileiros.com/topic/1171-volta-completa-de-ilha-granderj-uma-caminhada-inesquec%C3%ADvel/). Salvei o relato e não tivemos problemas em realizar as trilhas. Então, esse relato não tem nenhuma pretensão em ser mais preciso ou descrever minuciosamente as trilhas, isso já foi muito bem feito pelo @Augusto . A ideia aqui é tentar transmitir as sensações que tive ao realizar a minha volta por Ilha Grande e tentar acrescentar algumas informações. Na minha visão, é possível realizar a volta (isso falando apenas da orientação no percurso) pela Ilha Grande tendo em mente apenas três coisas. A primeira é levar o relato do @Augusto , ele descreve muito bem as passadas das trilhas, os lugares e tudo mais. No meu caso, salvei o relato no celular e foi muito útil, principalmente nos dois primeiros dias, quando ainda não estávamos familiarizados com as trilhas. A segunda dica: no caso de dúvida siga à rede elétrica. A terceira, a mais importante, é interaja com as pessoas locais, em todas as comunidades da ilha haverá pessoas e todas elas conhecem as trilhas de acesso a comunidade em questão. Todas as pessoas que tivemos contato ajudaram-nos com informações e detalhes valiosos sobre as trilhas. Agora vamos ao relato! Desde a minha última viagem vinha pensando em qual seria o meu próximo destino, pois a data da viagem iria ser pelo final de ano. Queria algo não muito longe. Pensei na Serra da Canastra, Serra da Bocaina, Parque do Itatiaia e Paraty. Confesso que estava pendendo pelo Itatiaia, mas algumas lembranças vieram a tona e fizeram-me mudar de decisão. Agora estava decidido, seria Ilha Grande o destino e iria dar a volta na ilha. Das lembranças que alteraram o rumo da viagem, foram apenas vozes de uma amiga que sempre dizia-me para fazer a volta na ilha e naquele momento essas vozes me soavam como um chamado. Fazia alguns anos que eu viajava sozinho e mal planejava minhas viagens, apenas me deixava ir. Porém, final de ano é complicado, todos os destinos são invadidos por centenas/ milhares de pessoas, tudo fica mais escasso e os preços são todos mais altos. Ano passado já tinha me frustrado por não me organizar nessa data do ano e tive que mudar de última hora o meu destino. Dessa vez não cometeria o mesmo erro e teria que voltar a fazer algum planejamento antes de sair de casa. Como teria que me planejar porque não ter companhia? Fiz-me essa pergunta. A primeira pessoa que conversei sobre a viagem foi com o Vinicius, amigo que conheci no mestrado, e logo percebi que ele estava afim de fazer esse rolê por Ilha Grande. Depois entrei em contato com duas amigas que no primeiro momento tiveram interesse, mas com o tempo e outros planos não iriam conseguir embarcar nessa. Matheus é um velho amigo e está fazendo um mochilão de longa data pelo Brasil, falei com ele sobre a viagem e ele também animou de fazer parte da trupe. Assim, estava fechado o grupo: Eu, Vinicius e o Matheus. Dias antes de embarcar, pesquisei (no mochileiros.com) se haveria mais alguém fazendo a volta na mesma data e meio sem querer encontrei a Jordana. Ela estaria na ilha nas mesmas datas e estava procurando companhia para dar a volta na ilha. Entrei em contato com ela e consequentemente o grupo tinha mais uma nova integrante. Agora, éramos quatro. Confesso que não houve um super planejamento. O plano resumiu-se a levar comida para os primeiros dias, comprar as passagens para Angra com antecedência e ler alguns relatos. No entanto, é importante comentar que a decisão de fazer a volta na semana do Natal foi a mais acertada de todas, pois na semana entre o Natal e Ano Novo a maioria dos campings estavam trabalhando com pacotes e os preços aumentavam substancialmente devido a grande procura. Em questão de economia acho que o maior acerto da volta foi ser realizada entre os dias 20-27 de dezembro e não dos dias 27-02 como pensado inicialmente. Era uma terça-feira. Acordei cedo. Organizei minhas coisas, aprontei minha mochila e o relógio ainda marcava 09:00. A passagem para São Paulo era só para as 16:00. A ansiedade para mais um trekking era grande. Ouvi música, vi televisão e o tempo passava devagar. Às 13:30 decidi que era hora de partir, caminhei até a rodoviária. Lá fiquei esperando o tempo que restava. Sentei no ônibus que estava praticamente vazio. Li um pedaço do livro que eu levava comigo. Cochilei. Quando a marginal Tietê se tornou a paisagem na janela do ônibus percebi que, enfim, a viagem tinha começado. Na rodoviária de Sampa, logo encontrei o Vinicius. Vinícius é um amigo que conheci no meu mestrado. Ele faz parte do mesmo laboratório no qual eu trabalho e já está no final do seu mestrado. Essa viagem seria a primeira dele nesse estilo. Ficamos esperando e conversando até o Matheus chegar. O Vinícius e o Matheus não se conheciam até então. Foi feita as formalidades e saímos para achar algum lugar para jantar. Matheus é um amigo de longa data. Fizemos graduação, estágio e nossos primeiros mochilões juntos. Hoje em dia ele está em um período sabático viajando pelo Brasil e relata suas aventuras em seu blog (http://fazeraquelasuaviagem.com.br/). Às 22:00 embarcamos no ônibus. Eu, como sempre, levei um livro que eu sabia que não iria ler durante o percurso na ilha. Comecei a lê-lo e dez minutos depois desisti. Estava ansioso. Tentei dormir e não consegui. Depois me senti em viagem escolar, por causa que quase todos os outros passageiros do ônibus se conheciam e a viagem foi seguindo com música e violão. Isso até despertar a ira dos passageiros restantes. Enfim, mal dormi naquela noite. Quando consegui cochilar o ônibus tinha adentrado Angra dos Reis. Ficamos um tempo na rodoviária. Depois seguimos para TurisAngra e assim conseguimos a autorização para acampar na praia de Aventureiro. Logo em seguida pegamos um barco e navegamos até a ilha de codinome grande. Informação 1 - A TurisAngra fica no caminho para o porto. Saindo da rodoviária é só virar a esquerda e seguir caminhando na calçada até chegar na TurisAngra e depois no porto. Angra dos Reis Indo para Ilha Grande Já no barco ficamos fascinados pela cor da água, um verde bem escuro. Logo depois fomos margeando o trajeto de Saco do Céu até Abraão, que seria o percurso inverso do nosso primeiro dia. Atracamos no cais. A nossa espera estava a Jordana que havia chegado um dia antes. Antes da nossa chegada ela havia tentado a autorização no Inea para cruzarmos as praias do Sul e Leste para conseguirmos sair de Aventureiro e chegar em Parnaioca caminhando. Ela não havia conseguido a autorização e isso deu uma desanimada na hora. Jordana é uma guria tocantinense, estudante de medicina em Brasília e seria o seu primeiro trekking. Até aqui era tudo que eu sabia sobre ela. Conhecemos a Jordana e jogamos algumas conversas fora. Tomamos um café coado e logo seguimos para iniciar as trilhas (T01 e T02) até o Saco do Céu, onde iriamos dormir naquela primeira noite. O sentido do percurso foi determinado pelos relatos que consultamos antes de ir, pois todos falavam que o sentido anti-horário era mais tranquilo. Na minha opinião não existe muita diferença não, o principal ponto é entre Aventureiro e Provetá, onde no sentido horário a subida é numa tacada só, mas em compensação a maior parte do trajeto é descida. Enfim, acho que o sentido da volta não faz muita diferença na dificuldade do percurso. Informação 2 - Site com as informações oficiais das trilhas e suas nomenclaturas (http://www.ilhagrande.com.br/atrativos/atividades/trilhas-da-ilha-grande/) Bem-vindo a Abraão Nos primeiros metros vimos que seria difícil completar o dia. Levamos muita comida, o suficiente para uns quatro/cinco dias e assim, economizar o máximo com alimentação. Pra piorar fui na frente e segui a passos largos, sem perceber que estava forçando a passada do restante do pessoal que faziam algo do tipo pela primeira vez. Até o Aqueduto tudo estava tranquilo. Depois no caminho para a Cachoeira da Feiticeira o pessoal foi desanimando, até que o Matheus passou mal. Descansamos e depois fomos devagarinho. O clima entre nós era pesado, creio eu que ninguém além de mim estava curtindo caminhar naquele momento. A umidade também maltratava-nos. Quando chegamos na cachoeira da Feiticeira tudo mudou. Banhar naquelas águas renovou a energia de toda a trupe. Foi bom demais. À partir daí, começamos interagir como um grupo. Seguimos para a Praia da Feiticeira. A praia é bem bonita e muito movimentada. Tirei minha camiseta, torci ela e jorrou suor, parecia que havia acabado de lavar a camiseta. Ficamos por ali por um tempo, tomamos o primeiro banho de mar da viagem e depois seguimos caminhada. Aqui é importante ressaltar, voltando na trilha até uma bifurcação siga para onde continua a rede elétrica. Enfim, sempre siga a rede elétrica. A primeira foto do grupo - Matheus, Eu, Jordana e Vinicius Abraão Abraão Aqueduto Trilha T2 Mirante antes de chegar na Cachoeira da Feiticeira Cachoeira da Feiticeira Praia da Feiticeira Continuamos a caminhada. No meio do caminho tinha a indicação da Praia do Iguaçu, não fomos e seguimos adiante. A trilha desembocou na primeira praia da Enseada das Estrelas, a Praia da Camiranga. Já era final de tarde e a maré estava alta. Descansamos um pouco. Ao passar num trecho que a areia era toda coberta pelo mar, achei que conseguiria passar ileso (sem molhar o tênis) no momento em que a onda do mar recuasse, ledo engano, o trecho era grande demais para passar dessa forma. O resultado foi todos os tênis encharcados. Caminhamos descalços pelas praias de Fora e Perequê. A ansiedade de chegar logo no Saco do Céu era grande, caminhávamos lentamente e todas previsões de tempo que os nativos indicavam nunca confirmava-se em nossa passada. Chegar na Pousada Gata Russa foi um alívio. Próximo de Saco do Céu Eu tinha feito um pré contato com a Rilma, dona do lugar. O valor do camping é R$60 com café da manhã e R$40 sem café da manhã, logicamente ficamos sem o café e ainda demos aquela chorada básica e reduzimos o valor para R$35. Destruídos armamos as barracas e tomamos o merecido banho. Depois, como seria de praxe, cozinhamos bastante comida. Convidamos a Rilma para o jantar. Deitamos por um tempo nas redes. Fomos no cais tentar ver o céu, mas o tempo nublado não deixou as estrelas aparecerem. Logo depois fui para a barraca e desmaiei de sono. Gata Russa Gata Russa Na trilha até o Saco do Céu encontramos um bugio preto morto no meio da trilha. Foi meio chocante, nunca tinha visto um bugio e na primeira vez que vejo, vejo um morto. O Vinícius achou que era uma cobra que havia matado ele, mais especificamente uma jararaca. Eu fiquei preocupado com febre amarela. No entanto, comentei sobre isso com a Rilma e ela disse que o pessoal da comunidade havia falado que o bugio havia morrido eletrocutado. Isso deu um certo alívio. Não sou perito em coisa nenhuma, mas o bugio estava muito perfeitinho para ter morrido eletrocutado. Enfim, o que eu sei que foi triste ver aquela cena. Saco do Céu Na manhã seguinte, tomamos um café da manhã reforçado e assim aliviamos nossas costas com menos peso pra caminhada. Alongamos. Um pouco atrasado partimos, pois já tinha passado metade da manhã. Seguimos pela trilha T03 rumo a Freguesia de Santana. No início da trilha, do lado do campo de futebol, avistamos a diferente Praia do Funil. Particularmente, eu gostei bastante dessa praia, pois nunca tinha visto nada do tipo até então. O restante do pessoal não se encantou muito por ela. Acho que com a maré mais alta e o sol de fundo essa mini praia iria ficar demais. Praia do Funil Matheus e a Praia do Funil Depois seguimos para a Praia do Japariz e logo em seguida para a Praia de Freguesia de Santana. E assim, acabamos a trilha T03 que foi das mais tranquilas do percurso. Ficamos um tempo na praia. Mergulhamos. Tomamos uma coca gelada e descansamos. Praia de Japariz Praia de Japariz Trilha T03 Beleza de vista Trilha T03 Trilha T03 Trilha T03 Praia de Freguesia de Santana Preparando-se para partir de Freguesia Seguimos por detrás da igrejinha. Caminhamos um pouco e logo avistamos a placa indicando a trilha T04 sentido Bananal. A trilha começa com uma subida forte, porém nessa subida encontrei com a Dona Maria, ela mora na subida, e pedi algumas informações que ela prontamente respondeu e depois ela me disse que vendia sucos. Compramos os sucos. Escolhemos o de acerola. Cada um era R$5 e veio estupidamente gelado. Naquele momento senti que era o melhor suco que havia tomado na vida, era incrivelmente bom. Eu com minha mania de supor coisas, supus que haveria diversas Dona Maria pela volta da Ilha Grande, grande inocência a minha. Não surgiu em nenhum momento mais uma Dona Maria com seus sucos milagrosos. Não teve um dia que em nossas conversas não lembrássemos daquele suco de acerola gelado. Continuamos a caminhar. A trilha é cansativa. Quando avistamos o mar a nossa frente achamos que havíamos chegado em Bananal, mas era Bananal Pequeno. Paramos e descansamos um pouco. A praia de Bananal Pequeno é muito bonita e deserta. Voltamos a caminhar e depois de uns cinco minutos chegamos em Bananal, final da trilha T04. A igrejinha A Trilha T04 Bananal Pequeno Bananal Pequeno Chegando em Bananal Chegamos em Bananal - Na vendinha Bananal era um ponto de interrogação. Não sabíamos se passaríamos a noite aqui ou se seguiríamos para Matariz ou até mesmo para Maguariqueçaba. Resolvemos olhar o camping da Cristina, o espaço que ela tem no quintal da casa é bem bacana, mas o senhor que nos atendeu parecia meio confuso, dava informações contraditórias e resolvemos não ficar ali. Paramos numa casa para pedir informações e o dono da casa disse que poderíamos acampar no quintal da sua casa por R$30 (mesmo preço do camping da Cristina), ele com sua filha pareciam bem receptivos e então ficamos ali na casa do Juca Bala, na companhia do próprio e de sua filha Josi. Nos livramos das mochilas e fomos logo cozinhar o almoço. Pela primeira vez comi macarrão, molho de tomate e bacon. A fome é um bom tempero, mas estava muito bom esse rango. Depois fomos a beira mar. O Vinicius ficou no mar sozinho, como se fosse a primeira vez dele e o mar. Juntamos-se a ele e ficamos até a chuva nos expulsar do mar. Ficamos abrigado na vendinha. A chuva não cessava. A Jordana foi até a casa do Juca Bala e fez pipoca. Ficamos assistindo a chuva, que não tinha fim, debaixo da vendinha, de frente pro mar, comendo pipoca e bebendo as primeiras cervejas da viagem. Bananal Bananal Bananal A noite foi boa. Conversamos sobre tudo. Rimos demais. A Josi fez companhia por toda noite. Ela jantou conosco e a janta foi arroz com seleta de legumes, farofa e calabresa frita. A chuva não parou. Pedimos ao Juca se podíamos estender os sacos de dormir na área e dormir por ali mesmo, no relento. O Vinicius que estava sem saco de dormir montou a barraca na área e nós outros estendemos o sacos de dormir e dormimos com aquele ventinho frio que fazia na noite. Diferentemente do primeiro dia, nesse dia conseguimos desfrutar de todo o percurso, das praias, da comunidade, da nossa amizade e tudo mais. Esse dia foi um ótimo dia. A varanda Levantamos às 06:00. Tomamos o café e partimos para a trilha T05 rumo a Sítio Forte. A primeira parada seria a Praia de Matariz. Não sei ao certo o que aconteceu nesse percurso, foi o único no qual nos perdemos por um instante maior, apesar de ser pouco tempo. Seguíamos pela trilha e depois o caminho começou margear um mangue. O chão cada vez mais tinha buracos com ninhos de cobra. Quando os ninhos eram muitos decidimos voltar. Fomos voltando pela trilha e depois de uns cinco minutos avistamos uma ponte e a orla de Matariz. Creio que foi uma cegueira de olhar apenas pro chão que não nos deixou ver aquela ponte que estava logo ao nosso lado. Aliviados paramos um pouco em Matariz que estava deserta naquela hora do dia. Saindo de Bananal Rumo a trilha T05 Rumo a trilha T05 Trilha T05 Praia de Matariz Seguimos rumo a Praia de Passaterra. Cruzamos com uma gangue de cachorros. Quando chegou na bifurcação não fomos para a Praia de Jaconema e seguimos pela trilha principal. Chegamos em Passaterra e descansamos um pouco. O dia hoje seria o de maior quilometragem até então. Não perdemos tempo e seguimos a caminhada até Sítio Forte. Passamos pela Praia de Maguariqueçaba que estava vazia. Para mim Passaterra e Maguariqueçaba são praias bem parecidas. No final da praia seguimos pela trilha. Caminhamos por mais algum bom tempo e chegamos no final da trilha T05. Enfim, Sítio Forte. O lugar me agradou bastante, com um gramado amplo, alguns poucos moradores, um mar tranquilo, mas o melhor é o contorno da serra o fundo a quilômetros de distância. Ficamos abrigados em um sombra. Comemos, descansamos e enchemos as garrafas de água. O tempo parado ali foi grande. Trilha T05 Trilha T05 Praia de Passaterra Trilha T05 Trilha T05 Sítio Forte Sítio Forte Com as energias renovadas partimos para a trilha T06 com destino Araçatiba. Logo no início cruza-se a Praia da Tapera. Seguimos em frente. Caminhamos por mais uns trinta minutos e chegamos na Praia de Ubatubinha. Paramos só um pouco para descansar as costas e continuamos a caminhada que estava muito agradável. O dia estava nublado, em alguns momentos saiu algumas chuvas finas, mas sempre por pouco tempo. O clima facilitava a caminhada. O trecho entre as praias de Ubatubinha e do Longa é bem mais extenso e mais chato de caminhar. Porém, nada muito complicado. A trilha desemboca numa vendinha. Sentamos na vendinha e tomamos uma Coca 2 litros (R$10) bem gelada. Uma fato na Ilha Grande é que todas as bebidas, em qualquer lugar, vem muito gelada e isso me agradou muito. Ficamos descansando e vendo a bela Praia do Longa. Tínhamos combinado que de acordo com o horário e o clima seguiríamos ou não para a Lagoa Verde. Creio que era umas 13:00, portanto, tínhamos tempo de sobra e as nuvens de chuva tinham dado uma trégua. Resolvemos ir para a Lagoa Verde antes de ir para Araçatiba. Vendinha na Praia do Longa A trilha para a Lagoa Verde é tranquila. Acho que levamos uns quarenta minutos saindo da Praia do Longa. Chegar na Lagoa Verde é chegar em um paraíso. Desde do início do trekking já havíamos passados por muitos lugares de belezas ímpares, lugares muitos bonitos, mas agora a percepção de beleza estava num nível mais elevado, enfim, a Lagoa Verde é um paraíso. O verde da lagoa, principalmente pelo alto é encantador. Dentro de suas águas límpidas é possível ver cardumes e cardumes de peixes tão nitidamente como se estivessem em nossa palma da mão. Os peixes por lá são tão coloridos. Uma belezura de momento. Apesar de haver algumas pessoas no local somente nós estávamos nadando, portanto, por alguns minutos a lagoa foi nossa. Em certo momento fui queimado por uma água viva e o Vinicius pisou em um espinho. Assim, eu, ele e o Matheus resolvemos sair um pouco da lagoa enquanto a Jordana mergulhava com seu snorkel. Na saída, caminhando distraído eu pisei numa pedra. No ínicio achei que não havia cortado, mas depois de ver a poça de sangue que se formava debaixo de mim fiquei preocupado. Nesse momento surge o anjo, um anjo de dreadlocks, de nome Mari. Antes de eu esboçar qualquer reação ela já estava com o algodão na mão pressionando o machucado. Foi um corte bem grande na sola do pé. Com toda a paciência do mundo ela ficou ali esperando o sangue estancar. Ela me contou que é de São Paulo e sempre vem com seu pai e seu simpático irmãozinho para a Ilha Grande, mais especificamente a Praia do Longa. A Ilha Grande é sua segunda casa. Limpou o ferimento com álcool, aplicou os remédios que o Vinicius havia levado, fez o curativo e ainda ficou um tempo conversando conosco. Quanta gratidão. Fiquei tão feliz com aquela situação que nem mesmo lembrava do ferimento. Nunca irei esquecer a prontidão, a solidariedade e a doçura da Mari. Nunca é demais agradecer: Mari, muito obrigado! Lagoa Verde Lagoa Verde Lagoa Verde Lagoa Verde Depois de todo o ocorrido e a presença de nuvens carregadas decidimos partir. Ao colocar o tênis vi que seria difícil caminhar daquele jeito, mas seria suportável. Nos despedimos da Mari e fomos embora. Voltamos a trilha e na bifurcação subimos rumo a Araçatiba. Esse trecho de trilha é tranquila, porém pra mim foi difícil. A cada pisada do meu pé direito uma pontada de dor subia no corpo. O andar era complicado. Chegamos em Araçatiba. Iriamos ficar no camping Bem Natural. A praia de Araçatiba é bem grande e o camping fica no final da praia. Assim, caminhamos por mais uns vinte minutos debaixo de uma chuva forte até chegar no camping. O preço do camping é R$45 (caro!) sem café da manhã, mas é a melhor estrutura que encontramos em toda viagem. Ótima cozinha, muitos banheiros, alguns chuveiros quentes, locais cobertos para armar a barraca e tudo muito limpo. Conseguimos reduzir o valor para R$40. Montamos nossas barracas. Tomei o melhor banho da viagem. Chuveiro a gás com uma boa regulagem de temperatura, consegui massagear bem as costas. A Jordana refez o curativo do meu pé. Preparamos macarrão com molho de tomate, atum, bacon, milho e ervilha, fizemos suco e ainda ganhamos queijo parmesão ralado do Alexandre, um cara gente boa demais que estava acampado por lá também. Foi uma boa janta. Conversamos bastante com o Alexandre. Depois o Vinicius foi dormir. Eu, Matheus e a Jordana fomos beber umas cervejas num bar suspenso no mar. Antes das onze da noite estávamos de volta ao camping. Acordamos bem cedo porque queríamos chegar em Aventureiro o mais cedo possível. Fizemos café da manhã. Conversamos mais um pouco com o Alexandre e partimos para a trilha T08 rumo a Provetá. A trilha é bem agradável e as mochilas nesse momento já estavam bem leves em relação ao primeiro dia. Fomos em um bom ritmo. Chegamos em Provetá. Aqui é uma autêntica vila de pescadores. Não lembro de nenhum turista por lá. Paramos numa vendinha perto da igreja e compramos muitas frutas, destaque para a melancia que devoramos em instantes. Depois de uma dieta sem frutas era hora de comer frutas por todos os outros dias. Descansamos em uma sombra e por lá ficamos por quase uma hora. Finalzinho da trilha T08 Foto do grupo Provetá Provetá Provetá Provetá De Abraão até Araçatiba, caminhamos pela parte oeste da ilha que está voltada para o continente. O mar nesse trecho é caracterizado por suas águas plácidas e de coloração verde escura. Ao chegar em Provetá esse cenário muda drasticamente, pois agora inicia-se a caminhada pelo lado leste da ilha que está voltada diretamente ao mar aberto. O mar de Provetá até Lopes Mendes é mais bravo, com muitas ondas e sua coloração pende mais para o azul clarinho. Esse é um dos encantos de dar a volta na Ilha Grande conhecer dois tipos distintos de mar em um trecho tão pequeno de terra. Provetá Vinicius em Provetá Das muitas histórias que já ouvi nessa vida, talvez a melhor seja do João, morador de Provetá. João, um pescador com brilho no olhar e de fala mansa salvou um pinguim-de-magalhães, na qual deu o nome de Din Din, que encontrava-se machucado na orla de Provetá. Depois de meses juntos, Din Din partiu rumo a Patagônia. Depois disso, todo ano Din Din volta a Provetá para visitar o João pela gratidão e amizade, isso já ocorre por seis anos. Não tive o prazer de conhecer o João, mas teria sido imensamente gratificante dar um abraço nesse grande homem. Vou deixar o vídeo com ele contando a história que é muito melhor que minhas palavras: Gostamos bastante da Praia de Provetá, o clima menos turístico favorecia isso. Queria ter ficado mais tempo, talvez pernoitado, mas naquele dia queríamos chegar em Aventureiro. Pegamos a trilha T09 e seguimos a caminhada. No início da trilha é uma subida bem chata e sem vegetação, então há outro castigo aqui, além da subida, que é o sol. Difícil aquele trecho, e justo nesse dia o sol apareceu com toda a sua cara. Depois a trilha volta para a mata mais fechada, mas a subida nunca cessa. Sempre subindo. Com toda certeza, essa trilha é a mais pesada de todas. No final da subida, tem uns quatros bancos de madeira que de longe parecem troféus. Ficamos ali deitados por algum tempo. Resolvemos acabar logo com aquela caminhada e partimos para a descida. Nesse momento se desce em zigue-zague. Alguns escorregões e tombos. Descida até o fim. Víamos o mar, a descida estava no final e no fim estavam nossas energias. Depois de Abraãozinho, Bananal Pequeno e Araçatibinha, só faltava haver a praia de Aventureirinho antes de Aventureiro, falava o Vinicius enquanto dávamos risada, mas aquela risada com responsabilidade pois tínhamos um certo medo de haver mesmo uma praia de Aventureirinho. Pra nossa sorte não havia e pra melhorar o camping do Luís ficava bem do lado do final da trilha. Jogamos as mochilas no chão e pela primeira vez nos permitimos não cozinhar. Pedimos um PF (R$30) no camping. Início da T09 - Vista para Provetá Início da T09 - Vista para Provetá O fim da subida e a cara da derrota O início da descida Camping do Luís Camping do Luís Camping do Luís Camping do Luís Caminhei em direção ao coqueiro deitado que é o cartão postal da Ilha Grande. Não sei, coqueiro deitado não me parece um bom nome, o coqueiro está mais para sentado do que para deitado. Prefiro chamá-lo de coqueiro degrau. Entretanto, uma coisa que não tem como discordar que ele é lindo demais, merece o título de cartão postal. Aquele pequeno trecho de praia onde ele se esconde é de uma beleza ímpar. O coqueiro deitado O coqueiro deitado O coqueiro deitado Eu eu o coqueiro Jordana e o coqueiro Depois do almoço o Vinicius se sentiu mal. Ele ficou pelo resto do dia amoitado tentado recuperar-se. Fomos pro mar, ficamos nos divertindo com as ondas do mar que até então era novidade nessa viagem. O Matheus desfilou seu estilo de nado que mais parecia com um afogamento. A tarde naquele mar foi gostosa. Eu estava com certo receio de pisar em algo e abrir o pé novamente. Com isso sai do mar mais cedo que gostaria. Tomei banho. No resto do dia me encostei numa rede. Que delicia. Ficar de bobeira deitado numa rede me lembrava os dias viajando de barco pela amazônia. A noite veio e o lual em Aventureiro não aconteceu. O vento chegou e deixou a noite na rede mais delicia ainda. Só o Vinicius montou a barraca. De resto ficamos todos pelas redes do camping. Dormir na rede naquele cenário foi bom demais. No fim, até o Vinicius desistiu da barraca e se arranjou numa rede para dormir. Aventureiro Aventureiro Aventureiro Matheus e Aventureiro Matheus e Aventureiro Acordei, ainda tudo tava escuro. Caminhei a beira mar e fiquei ali a espera do nascer do sol. A Jordana juntou-se a mim. Pouco a pouco o sol ia erguendo-se e dando brilho aquela praia tão especial e de um mar de cor tão peculiar. Eu e o nascer do sol O nascer do sol em Aventureiro Jordana e o sol Senti muita vontade de passar o resto da viagem em Aventureiro. Desistir da volta e ficar ali em paz. Se algum dia eu voltar para Ilha Grande, será para ir direto rumo Aventureiro e ficar uma semana inteira ali, acampado à beira mar. Entre o céu, o mar, a areia da praia e uma sombra pra descansar. Que saudades de Aventureiro. Que saudades. Aventureiro O resumo de Aventureiro O Vinicius tinha acordado renovado. Tomamos um café da manhã reforçado com direito a pão e queijo deixado por um família que conhecemos no dia anterior. Tentamos uma conexão de internet (no camping tem wifi) para antecipar os votos natalinos com nossas famílias. Tentativa bem sucedida. Saímos era tarde da manhã. Fomos querendo ficar. Não tínhamos a permissão do Inea para atravessar as praias do Sul e Leste, mas fomos mesmo assim. Afinal, não tinha barcos para Parnaioca naquele dia. Logo no inicio da caminhada, no trecho em que caminha-se entre rochas até a Praia do Sul o momento de maior tensão da viagem. O Matheus distraído pisou na parte da pedra que tinha tipo uma cachoerinha, portanto estava molhado. E assim, foi descendo em direção do mar, escorregando pelo pedra que parecia um tobogã. Na hora que olhei bateu um desespero grande. Já estava tirando a mochila pra pular no mar quando o Matheus milagrosamente conseguiu travar-se num trecho inclinado da rocha. Fomos em sua direção, pegamos sua mochila. Ele saiu tranquilo, na visão dele ele nem tinha passado por nenhum perigo. Porém, eu e o restante do grupo ficamos em choque. Foi um grande susto. A caminhada infinita pelas também infinitas praias do Sul e do Leste foi de tensão inicialmente, mas a beleza do lugar logo nos fez esquecer do ocorrido. O Matheus ganhou o apelido de Quase Morte e a sobrevida que ele ganhou nesse dia fez ele disparar no percurso. Ele caminhou na nossa frente pela primeira vez e assim foi até não ser mais visível aos nossos olhos. Esse trecho judia, pois só se caminha pela areia e o sol estava forte demais. Eu me encantei pela travessia entre a praia do Sul e do Leste, na parte que atravessa-se pelo mangue. É de uma lindeza indescritível. Depois foi caminhar e caminhar debaixo de um sol escaldante, mas a beleza do lugar tornava tudo mais fácil. O trecho de pedra Praia do Sul Praia do Sul Belezura O Mangue O Mangue Praia do Leste Praia do Leste Fim de caminhada Praia do Leste Beleza é relativo. Direto eu digo que esse ou aquele lugar é o mais bonito que já vi em minha vida, para mudar de opinião cinco minutos depois. Sobre as praias de Ilha Grande isso também era uma verdade. Toda hora falava que essa ou aquela era a praia mais bonita da ilha. Porém, a verdade que para mim as praias do Sul e do Leste são as mais bonitas. Areia branquinha e mar límpido. Enquanto caminhávamos molhando os pés consegui ver uma raia que nos acompanhou por instantes nadando no rasinho. Lindeza. Naquela situação fiquei feliz demais em ver uma raia. A parte final da Praia do Leste em contraste com a vegetação é lindo demais e é a imagem que eu lembro quando recordo da ilha. Matheus no paraíso A imagem que grudou na retina - Praia do Leste Todas as trilhas que fizemos em nenhuma tivemos problemas com água, exceto essa. O trecho que caminha-se pelas praias do Sul e Leste era de se esperar que não haveria água. São quase duas horas exposto ao sol, então o consumo de água é alto. Ao chegar no trecho que liga a Praia do Leste a Parnaioca volta-se a caminhar em vegetação fechada. Entretanto, nesse trecho não há rios para encher as garrafas. No ínicio da trilha já estávamos sem água. Completar esse percurso foi um martírio, perdíamos muito água pelo suor e a boca estava seca. Quando avistamos o fim da trilha foi um alívio. Chegamos em Parnaioca não era nem uma hora da tarde, tínhamos todo o resto do dia para nós. Nesse dia era véspera de Natal. Seguimos para o camping do Silvio. Não tivemos o prazer de conhecer o Silvio que estava no hospital se recuperando de alguma enfermidade. Fomos recepcionados por seu filho Célio e sua família. Almoçamos. Organizamos nossas coisas e levantamos acampamento. Descansamos nos colchonetes do camping. Depois ficamos na praia. O dia estava ensolarado e Parnaioca estava linda demais. Pena que quase não registramos Parnaioca em fotos. No descer do sol voltamos ao camping. Tomamos banho e pedimos um PF para nossa ceia de Natal. Depois fomos convidados para uma fogueira à beira mar. Aceitamos. Ficamos pouco tempo, não entramos em sintonia com o outro grupo que estava em outra vibe. Voltamos para o camping e ficamos o resto da noite conversando e rindo. Foi boa demais aquela noite. Antes de irmos dormir, como um presente de Natal, o céu se abriu pela primeira vez durante a noite nessa viagem. Curto demais ver o céu estrelado e naquela noite o céu estava bonito de se ver. Fiquei admirando as estrelas até o cansaço me dominar. Parnaioca Parnaioca Acordamos cedo. Alongamos. Tomamos um café da manhã fraquinho, pois já não havia muitas coisas nas mochilas. Seguimos para a trilha T16 rumo a Dois Rios. No caminho para a trilha tirei as únicas fotos de Parnaioca que naquela hora do dia não estava nada bonita em comparação com a tarde anterior, na qual aproveitamos a Praia de Parnaioca. Essa trilha é chatinha apenas nos primeiros vinte minutos, mas depois é quase toda plana. Delicia de caminhar assim. A T16 é a trilha mais longa de Ilha Grande. Porém, nem de longe é a mais difícil. A trilha é cheia de bugios e ao atravessar algumas áreas de posse deles, eles gritam para espantar os invasores e os gritos de um bando de bugios é assustador, principalmente a primeira vez. Não consigo nem fazer um paralelo ou comparação. Acredite é assustador. Na terceira ou quarta invasão no territórios deles você acostuma com o barulho e começa até aproveitar aquele som peculiar. Quando avista-se a Toca das Cinzas a trilha está no final. Essa toca diz a lenda que era usada para deixar os presos mal vistos do presídio de Dois Rios apodrecendo até a morte. O final da trilha é em uma vegetação rasteira diferente de toda vegetação vista na ilha, não consegui identificar qual era essa vegetação, mas era bem bonita. O fim da T16 anuncia-se no mesmo momento que avista-se o presídio de Dois Rios. A trilha T16 A trilha T16 A Trilha T16 A Trilha T16 A Trilha T16 Comunidade de Dois Rios Dois Rios O presídio de Dois Rios é uma tentativa de isolamento e de dificultar a fuga dos detentos, como feito na ilha de Alcatraz nos Estados Unidos. Esse presídio abrigou alguns célebres prisioneiros. O caso mais famoso foi do traficante Escadinha que fugiu de helicóptero do presídio no seu banho de sol. O presídio era de segurança máxima e tal fuga vive até hoje no imaginário da sociedade, inspirando contos, livros e filmes. Porém, o preso mais famoso com toda certeza foi, o fora de série, Graciliano Ramos. Graciliano foi preso por subversão acusado de ser comunista no ano de 1936 no governo Vargas, que na época namorava com os regimes fascistas da europa. Como admitiu posteriormente, Graciliano na época não tinha afinidade com o comunismo, algo que foi só acontecer no pós guerra em 1945. Em Dois Rios, Graciliano terminou de revisar, que para muitos é seu melhor livro, o livro Angústia. Quinze anos depois (e pouco tempo antes de falecer) da sua prisão ele publicou Memórias do Cárcere em que conta seus dias na prisão em Dois Rios. Eu curto demais literatura e antes de embarcar nessa viagem li atentamente o livro Angústia do qual ainda não sei se gosto. Graciliano entrou na minha vida na época que eu prestava vestibular. Tive que ler pela primeira vez Vidas Secas nessa época. Esse foi dos melhores livros que já li. O livro foi muito importante na formação do meu caráter e na minha forma de ver e conceber o mundo em que vivemos. Portanto, estar de frente aquele presídio era estar de frente com uma parte da história de alguém que é importante em minha vida. Não foi especial estar ali, mas tinha que estar naquele lugar e ver um pouco da história. Hoje, resta apenas o paredão da entrada principal do presídio que foi implodido em 1994. O presídio O presídio Desde da caminhada até Aventureiro tomar uma água de coco gelada virou nossa obsessão. Não encontramos em Aventureiro e nem em Parnaioca. Chegamos em Dois Rios e tínhamos a certeza que naquele lugar conseguiríamos, por fim, tomar o coco gelado. Não rolou, nos lugares em que procuramos nada de coco. A comunidade estava meio deserta, afinal era dia de Natal. Tomamos outra Coca de dois litros estupidamente gelada e estupidamente cara, R$14. A comunidade de Dois Rios é bem estilo vilinha de cidade de interior. Eu gostei bastante, porque as casas ficam bem distante das praias. A comunidade é cheia de gramados, isolando a overdose de areia de todas as outras praias, areia que fica apenas na orla. Fomos pra praia e encontramos uma boa sombra. Ficamos na sombra. Dormimos. Almoçamos por ali. Passamos toda a tarde naquele lugar. Surgiu a ideia de montar acampamento, afinal aquela paisagem era demais. Mais uma vez o mar surpreendia por sua cor. Dois Rios não deve em nada em questão de beleza para nenhuma outra praia da ilha. No fim da tarde, o tempo já anunciava chuva. Já havíamos desanimado da ideia de seguir a volta da ilha por Caxadaço, Santo Antônio e Lopes Mendes e com aquele tempo decidimos cortar a pontinha norte da ilha e seguimos para a trilha T14 rumo a Abraão. Praia de Dois Rios Praia de Dois Rios Praia de Dois Rios Descanso na Praia de Dois Rios O almoço Cozinhando O contorno da Ilha Grande seria completo se seguíssemos pela T15 rumo a Caxadaço e terminasse a volta pela ponta norte da ilha. Para fazer isso teríamos que fazer um camping selvagem em Caxadaço. Não tínhamos informação de como era o reabastecimento de água por lá, a chuva viria muito forte naquela noite, tinha a questão da trilha entre Caxadaço e Santo Antônio que parece ser confusa e nossos corpos já começavam dar sinais de esgotamento. Decidimos assim, seguir a trilha T14 e ir direto para Abraão, e no dia seguinte faríamos esse trecho sem mochilas. E assim, partimos para nosso último trecho com nossos mochilões. A T14 na verdade é uma pista, a única que transita carros autorizados na ilha. A primeira metade é de subida e a outra metade é só descida. Já na descida tem um mirante bem bonito. A alegria do sucesso já dominava-nos e o cansaço parecia secundário. Demos bastante risada nesse trecho de caminhada. A maior parte dos assuntos eram recordações da volta. Quando chegamos em Abraão o alívio era o sentimento da vez. Agora era hora de comemorarmos. Fomos até o camping Cachoeira. Eu tinha feito contato, antecipadamente, com a Noé e conseguimos a diária de R$25 no camping, um achado por ser a semana dos preços caros. Arrumamos nossas coisas no camping e logo começou a chover. Chuva forte. Chuva que impediu de sairmos das barracas. Chuva que impediu nossa comemoração do final da volta. A chuva ficou até a manhã do dia seguinte, de maneira intensa. O que fez que a nossa decisão de cortar a ponta norte da ilha fosse acertada. O Vinicius nessa noite resolveu antecipar sua partida. Logo ao amanhecer ele partiu. A trilha T14 O mirante O grupo no mirante Abraão Abraão Volta completada O dia amanheceu chuvoso. Agora éramos três. Demoramos mais que o normal para sairmos das barracas, afinal, a volta estava dada e o descanso era merecido. Tomamos o café da manhã reforçado preparado pela Jordana e saímos caminhar por Abraão. O sonhado coco gelado surgiu nessa manhã, mas de forma melancólica veio em um copo plástico e não diretamente da fruta. Enfim, estava bom demais. Ficamos a olhar o finito mar com Angra ao fundo. De chinelos nos pés resolvemos ir até Lopes Mendes. Vinte minutos depois de entrar na trilha T10 bateu o arrependimento de ir, pois começou a chover e toda hora meu chinelo se desfazia, e ainda tinha a preocupação em machucar o machucado novamente (ou seria remachucar o ferimento existente?). Caminhamos em frente. Depois de uma hora de caminhada estávamos na praia de Palmas. A chuva cessou com a nossa chegada, avistamos umas espreguiçadeiras e ficamos por lá. As espreguiçadeiras em Palmas Almoçamos. Decidimos não mais avançar até Lopes Mendes, o tempo estava fechado e o sol já estava baixo. Ficamos por ali o resto da tarde. Quando a chuva iniciou-se, novamente, partimos rumo a Abraão. Apesar da chuva, essa trilha foi a mais tranquila, sem peso nas costas e por ser o último trecho de trilha que eu iria fazer naquele ano que se encerrava. Tive prazer em cada passo que dei nos últimos sessenta minutos de caminhada. A trilha escorregadia e a chuva incessante não atrapalhava em nada. E assim que avistei os primeiros telhados na enseada de Abraão a sensação de missão cumprida me dominou juntamente com a felicidade. Praia de Palmas Praia de Palmas O Pico do Papagaio é o segundo ponto mais alto da Ilha Grande com 982 metros. O ponto mais alto é o Pico da Pedra D’Água com 1035 metros. Porém, o Pico do Papagaio é acessível por trilha (T13) e sua vista é incrível. A trilha é considerada a mais difícil da ilha em questão de preparo físico. Queria fazer a trilha de madrugada para ver o nascer do sol de cima do pico. Não sei explicar a minha relação com as montanhas. Quando digo montanha, excluo a definição literal e jogo no mesmo significado morros, serras, pedras ou qualquer elevação territorial que se destaca no horizonte. Nasci numa cidade plana e por isso, que até onde eu saiba, tinha dos maiores índices de bicicleta per capita do país. Fui conhecer montanhas tardiamente, talvez isso fez eu ter essa fascinação. Só sei que do alto de algum pico, de onde a imensidão domina a paisagem, d'onde faça eu ver o quão pequeno sou é onde sinto-me melhor. Ali do alto é que eu acho o meu equilíbrio de tempos em tempos. Entre o mar e a montanha sempre irei ficar com a montanha. Por isso, o Pico do Papagaio para mim era o ponto alto dessa viagem. No início do dia quando tive a certeza que não daria para subir o pico naquele dia e nem no próximo (por causa das chuvas e da falta de visibilidade), achei que iria ficar frustado. A frustração não veio. Os dias a beira mar haviam compensado e de certa forma o mar me trouxe esse equilíbrio. Inicialmente iria partir no próximo dia no final da noite, mas com o tempo ruim decidi partir no início do próximo dia. Com ressalvas tinha conquistado o objetivo de dar a volta na Ilha Grande, estava satisfeito com tudo que eu havia vivido. Agora sobrava uma noite e era hora de comemorar. Saímos prum bar, comemos bem e bebemos até o inicio da madrugada. As recordações e as risadas deram o tom da despedida. A comemoração No outro dia acordei cedo. No escuro caminhei por Abraão rumo ao cais. O relógio marcava 06:00, sentei no cais e esperei. Na outra ponta havia um grupo - que imagino eu - que havia pernoitado lá e tocava alguma música. Me aproximei. Não reconheci a música. No momento que o sol se levantava acabei dormindo. Dois caras me acordaram e um deles me perguntou se eu estava procurando hospedagem, eu disse que estava partindo. Corri e consegui alcançar o barco que já estava saindo. Sentei no barco e dormi de novo. Acordei no porto. Novamente com pressa fui até a rodoviária. Subi no ônibus e mais uma vez dormi. Assim, me despedi de Angra e sua Ilha Grande, que facilmente poderia ser chamada de Ilha Bela ou, para evitar o plágio, melhor seria Ilha Linda. A última foto da ilha Para mim essa viagem foi muito especial. Reencontrar o Matheus foi muito bom, amigo que dividiu comigo tantas experiências, desde das aulas da época da universidade, passando pelo companheirismo nos projetos sociais nos quais nos envolvemos, nos dias de estágio no qual também dividimos o mesmo teto até chegar na nossa iniciação em mochilões, no mochilão pela América do Sul. Passar dias com o Vinícius fora do ambiente, por muitas vezes carregado, do laboratório e conhecê-lo de uma forma mais real também foi legal demais. Conhecer a Jordana de uma forma tão casual também foi muito bom, ela deu o toque feminino que faltava no grupo. Acho que formamos um belo grupo. Contornar cada canto da ilha foi surpreendente. Cada nova praia era uma beleza diferente. As trilhas são todas cheias de charme. Beleza não falta nesse trekking. Claro que existem os pontos altos como Lagoa Verde, Aventureiro e Parnaioca em que as belezas são mais gritantes e a paz prepondera nesses lugares tornando-os mais especiais ainda. Porém, caminhar esses dias sem a companhia da Jordana, Matheus e Vinicius fariam com que esses lugares não fossem tão belos. A soma dos lugares, do nosso grupo e das pessoas que cruzaram nosso caminho nessa jornada fizeram dessa viagem, uma grande viagem. Só tenho agradecer aos céus por mais essa oportunidade. Jordana, Matheus e Vinicius obrigado pela companhia e, principalmente, pelas boas memórias que teremos desses cansativos, porém incríveis dias. Muito Obrigado! E agradeço também os pacientes leitores que conseguiram chegar ao fim desse longo relato. Obrigado! Nos vemos pela estrada. Abraços, Diego Minatel
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    Ressalto que; esse texto à seguir foi publicado por mim mesmo no grupo do Mochileiros.com no Facebook. E segue o baile; Para Vocês que buscam aplicativos úteis para sua viagem/mochilão roots, segue a lista; 🌎Worldpackers - App para encontrar o seu work exchange(trabalho voluntário) em hostels, guesthouse's, ong's, ecovilas(e muito mais) e em troca recebe acomodação, um lanche, lavanderia e as vezes até almoço, super indico! E aproveita que o Mochileiros.com tem um código de desconto super bacana, basta inserir a palavra mochileiros no campo Código Promocional. 🏄‍♂️Couchsurfing - Funciona de forma similar ao worldpackers, é basicamente "uma rede social que faz a conexão entre viajante/mochileiro que quer hospedagem grátis durante uma viagem," em troca geralmente o hospede fornece uma ajudinha básica ou somente uma troca de conhecimentos/idiomas, e o CS pode ser utilizado de forma gratuita,. 🗺️MAPS.ME - Maaaaaaano do Céu, esse salva vidas quando não se tem internet hahaha! É simplesmente um app que funciona como GPS, podendo fazer o download do mapa da localidade para o lugar onde queres visitar/conhecer e utilizar. Detalhe; funciona em tempo real. - Se curtiram esse textinho, comentem abaixo! Ou compartilhem suas experiências. **precisando de uma ajudinha ou dica? É só me chamar no instagram.com/LCoteOficial
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    Olá pessoal! Estou querendo ir para a Chapada dos Veadeiros em março. Tinha pensado em ir no dia 9 e voltar no dia 16, mas sou flexível com as datas desde que seja em Março. Alguém a fim?
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    São mais de 8 horas de viagem entre as duas cidades via Copacabana. Caso queira conhecer a cidade e suas atrações você terá que se hospedar lá.
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    Show de bola a viagem! Mais um pra lista de Peugeots estradeiros!
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    @Estradasporaí pior que esse pedágio, é o trecho de SP até Foz do Iguaçu que foram quase 200 reais!
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    Muito show o relato. Pretendo, em breve, fazer a mesma viagem, saindo do RJ. Esse pedagio em fray bentos acaba com qualquer um mesmo.
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    Entendi. Então farei desta maneira. Muito ruim essa "fama" que tem a imigração em Madrid. Imagina você com toda a viagem pagar, meses de programação, hotéis separados, translados, dinheiro trocado e um fiscal não autorizar sua entrada... Penso que os que são barrados realmente não possuem todos os comprovantes necessários para entrada. Me recuso a acreditar em algum tipo de má fé ou de "o fiscal não foi com minha cara"....rs Mas nunca se sabe. Obrigado pelas informaçõ[email protected]
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    Esse é o relato da viagem que eu e meu marido fizemos pela Península Ibérica, entre janeiro e fevereiro deste ano, durante 22 dias - 8 em Portugal e 14 na Espanha. Tínhamos bastante vontade de conhecer a Espanha, e Portugal era meio que um "já que é ali do ladinho mesmo"... Mas conforme fomos lendo a respeito para planejar a viagem, fomos nos encantando pelo país! Muitos lugares lindos, diferentes opções para todos os gostos: lugares históricos, castelos, praias, turismo religioso, serra com neve, e por aí vai. Foi realmente difícil escolher o que entraria no nosso roteiro, e com certeza muita coisa boa ficou de fora. Eu diria que os 22 dias que passamos lá poderiam tranquilamente ser passados somente em Portugal (assim como somente na Espanha). Voltamos encantados! E a Espanha correspondeu a todas expectativas, simplesmente demais! VISÃO GERAL DA VIAGEM ROTEIRO Dia 1 – Chegada em Lisboa Dia 2 – Lisboa Dia 3 – Bate-volta Sintra Dia 4 – Lisboa Dia 5 – Bate-volta Évora Dia 6 – Ida para Porto (trem) Dia 7 – Bate-volta Braga e Guimarães Dia 8 – Porto Dia 9 – Porto / Ida para Barcelona (avião) Dia 10 – Barcelona Dia 11 - Barcelona Dia 12 – Bate-volta Montserrat Dia 13 – Barcelona / Ida para Madri (trem) Dia 14 – Madri Dia 15 – Bate-volta Segóvia Dia 16 – Madri Dia 17 – Bate-volta Toledo Dia 18 – Ida para Granada (trem) Dia 19 – Granada Dia 20 – Ida para Sevilha (trem) Dia 21 – Bate-volta Pueblos Blancos Dia 22 – Sevilha Dia 23 – Retorno PASSAGEM AÉREA Vínhamos acompanhando o preço das passagens, e os trechos Porto Alegre / Lisboa + Porto / Barcelona + Sevilha / Porto Alegre estavam sempre na faixa dos R$3300 por pessoa. No final de julho teve uma promoção da TAP e compramos exatamente os voos que queríamos por R$2633. HOSPEDAGEM Lisboa: Hotel Turim Suisso €195 (5 diárias) – localização excelente, a um minuto da Praça Restauradores. Bom hotel, aparenta ter sido reformado, o quarto é todo novinho. Café-da-manhã, wi-fi, cofre inclusos. Porto: Hospedaria Almada €75 (3 diárias) – localização muito boa, fica pertinho de uma estação de metrô e da estação de trens São Bento. Bem simples. Quarto de bom tamanho, com móveis antigos porém bem conservados. Banheiro todo novo. Proprietária simpática e prestativa. Wi-fi incluso. Barcelona: Hostal Girona €140,60 (4 diárias) – bem localizado, a 5 minutos da Plaça Catalunya. Bom quarto. Recepcionistas prestativos. Wi-fi incluso. Madri: Hostal Buelta €136 (5 diárias) - Localização nota 10, a uma quadra da Estação Atocha. Bom quarto. Tipo uma companhia aérea low-cost, todo serviço extra era cobrado: café-da-manhã, cofre, guardar bagagens após check-out... O wi-fi era incluso. Granada: Hostal Mesones €60 (2 diárias) – bem localizado junto ao centro histórico, mas a uns 20 minutos de caminhada da estação de trens. Ótimo atendimento da proprietária. Café-da-manhã e wi-fi inclusos. O wi-fi em teoria seria somente na área comum (há uma sala de convivência junto à recepção), mas no nosso quarto havia sinal a maior parte do tempo (o quarto ficava logo acima da sala de convivência). O único dessa viagem com banheiro compartilhado. Sevilla: Hotel Zaida €96 (3 diárias) – necessário pegar um ônibus da estação de trens Santa Justa, mas próximo às atrações turísticas. Próximo do ponto final do Aerobus. Bom quarto, banheiro com banheira. Wi-fi incluso. Todos foram reservados pelo Booking, com exceção do Girona que tinha um preço melhor no próprio site (pagamento antecipado com cartão de crédito). GASTOS TOTAIS Após bastante leitura e planejamento, estabelecemos que queríamos fazer essa viagem gastando até 80 euros por dia por pessoa, incluindo tudo que não fosse a passagem aérea. Tudo mesmo: hospedagem, alimentação, trechos de trem e outros transportes, atrações turísticas, souvenirs... E conseguimos! Nossos gastos tiveram média de €79/pessoa/dia! Isso inclui alguns gastinhos maiores que tivemos, como uma diária de aluguel de carro, jogo do Real Madri e algumas garrafas de vinho que trouxemos na bagagem (cinco para ser mais exata). Só excluí desse cálculo algumas comprinhas de roupas que fizemos no Freeport de Lisboa e no El Corte Inglês de Barcelona. Janeiro e fevereiro é a época das liquidações de fim de inverno, vale a pena dar uma conferida!
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    Belo relato, me senti viajando com vocês! Obrigado por compartilhar, esperando ansiosa as próximas postagens.
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    @MARCELO.RV Pois é, terão próximas oportunidades! heheheh. Valeu! E obrigado a todos que compartilham informações e dicas para que uma viagem dessa se torne possível!
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    21º dia 11/01 – El Chaltén X El Calafate – 223km – Começo com um comentário sobre El Chaltén de um sentimento compartilhado por mim e minha esposa, claro que pessoas são diferentes e outros podem ter opiniões diferentes, mas El Chaltén deixou saudades, o lugar é mágico, o clima do lugar(não quis dizer no sentido meteorológico), as pessoas, os locais, extremamente acolhedor, simplesmente tudo, ficaríamos lá fácil por mais uns 5 dias, mas infelizmente tivemos que seguir. Por uma coincidência trágica poucos dias depois que saímos tivemos a notícia de que 2 brasileiros morreram tentando escalar o Fitz Roy, e provavelmente eles estavam lá quando também estávamos, triste mas... Então chegou a hora de partir, noite tensa, não dormir direito pensando se a solução no carro iria resolver definitivamente, um vento absurdo a noite toda que até balançava o quarto que estávamos hospedados, apesar de ter andado no carro por lá e ido até a estrada para fazer um teste e estava tudo normal, fiquei ansioso. Mas enfim deu tudo certo, chegamos El Calafate sem problemas, aí desencanei de vez, vida que segue, pensei comigo e comentei com minha esposa, só olho para isto agora quando chegar em casa, e assim foi. El Calafate é muito bacana, cidade pequena e a rua principal é onde tem as principais atrações, inclusive o bar gelado que fomos a noite, vários restaurantes e casas de câmbio por ali também, no bar gelado pagamos aproximadamente 28,00 por pessoa e ficamos lá dentro por cerca de 25min, tem mais 2 bares iguais, um na mesma rua e outro a 8km do centro onde tem o museu, mas os bares são praticamente idênticos e os valores não mudam, como não tínhamos interesse no museu ficamos no centro mesmo. Tem várias opções de restaurantes para todos os gostos e lanchonetes. Tem opções em conta em que 2 pessoas comem bem uma porção de polo com papas por exemplo, em muitos restaurantes estas porções são bem generosas e paga-se em torno de 40,00 a porção, então para 2 pessoas que não comem muito fica até barato. No nosso caso estávamos em 3, então sempre pedíamos 2 porções, era mais que o suficiente para nós.
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    Conclusão Foi a melhor aventura que já fiz na minha vida. Sempre gostei de viajar de carro, pois dá uma sensação de liberdade de você ir para os lugares que você quiser, a hora que você quiser. E nessa ainda tive a sensação de chegar no Ushuaia, literalmente Fim do Mundo! A pergunta que eu mais ouvia: "você vai com um Peugeot? tá maluco...", pois bem, cheguei lá e voltei! hahahaha. Como vocês puderam ver, não tive problema nenhum com o carro, exceto um amassado no escapamento e um rolamento ruim (que na verdade foi por tempo de uso mesmo). Mas tenho que fazer alguns adendos. Como puderam ver no relato, esse roteiro de viagem foi bem corrido para nós. Ficávamos praticamente o dia todo na estrada. No começo eu ainda tava empolgado com a ideia de acordar muito cedo e pegar a estrada para ainda conseguir aproveitar o dia na cidade seguinte, mas o cansaço vai batendo e na verdade eu fui vendo que nem valia a pena fazer isso. Era melhor aproveitar no nosso ritmo que acabava ficando menos cansativo. Infelizmente deixamos de visitar muitos lugares por questões de tempo também. Daria pra visitar mais? Daria. Mas daí também exige uma certa saúde pra viver mais intensamente esses 28 dias. Fizemos essa viagem com um custo baixo-médio. Economizamos muito em comida, pois quase não comemos em restaurantes. E em hospedagem também. Se você for com um motorhome, camper ou tiver barraca de teto para carro, você não precisa gastar nada com hospedagem se não quiser. Há muitos pontos para esse tipo de acomodação em lugares públicos e seguros. Nosso maior custo da viagem foi com combustível.
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    20/11 - Tapes/RS - Barra Velha/SC Mais estrada, dessa vez com destino a Santa Catarina. A ideia inicial era ficar em Florianópolis e curtir mais uma praia, mas como eu teria que estar em São Paulo no dia seguinte, resolvi dar uma esticada a mais para não ficar tão pesado no último dia. Encontrei um camping em Barra Velha. Um camping à beira da praia, com piscina, área para motorhomes e barracas, uma área comum/cozinha coletiva bem grande e os melhores banheiros que vi nessa viagem. KM rodados: 663 Duração da viagem: 07:00 Combustível: R$ 202 (R$ 4.89/L) Hospedagem: R$ 60 (Camping Rota 89) 21/11 - Barra Velha/SC - São Paulo Nesse dia resolvemos fazer um almoço com calma, aproveitamos a piscina do camping e descansamos um pouco. Saímos já era umas 17:00 de lá rumo à São Paulo. A viagem é tranquila até chegar na Serra do Cafezal. Apesar de estar toda duplicada, tem muitos caminhões e pegamos muita chuva o que atrapalhava muito a visibilidade. Tive que vir bem devagar. Parei em um Graal para jantar e chegamos em São Paulo por volta da 01:00. KM rodados: 554 Duração da viagem: 07:30 Combustível: R$ 180.83 (R$ 4.23/L)
  16. 1 ponto
    19/11 - Punta del Este - Tapes / RS Saímos do camping direto pra estrada, dia da última fronteira da viagem. No caminho, passamos em frente ao Forte de Santa Tereza e entrei pra tentar visitar, mas nada feito. Já é a segunda vez que passo por lá e está fechado. Só dei uma volta de carro por fora e prossegui viagem. Dei aquela parada básica no Chuí pra ver se tinha alguma coisa que valia a pena e segui viagem. Quando chegamos na fronteira, não há barreira nenhuma na pista e a casa onde se faz todo o processo de imigração é do lado esquerdo da pista. Na minha cabeça eu pensei que aquilo servia só para quem estava dando entrada no Uruguai e fui em frente. Daqui a pouco chegou o posto da Polícia Federal brasileira, desci e perguntei se eu tinha que ter dado saída no posto anterior do Uruguai, o atendente disse que sim, que eu teria que voltar. Voltei, parei o carro e carimbei a saída no passaporte. A ideia era ficar em Pelotas, mas acabei achando um camping em Tapes e resolvi ir pra lá. Chegamos já a noite, dava a impressão de que o camping estava fechado, mas logo que encostei o carro na entrada, o segurança já saiu para nos atender. O camping é bem bonito com acesso para uma lagoa, cozinha coletiva e banheiros bons. Eles também disponibilizam alguns quartos para quem preferir. KM rodados: 674 Duração da viagem: 10:00 Combustível: $ 870.44 ($ 54.92/L) Hospedagem: R$ 36 (Camping Recanto da Lagoa)
  17. 1 ponto
    17/11 - Colonia del Sacramento - Punta del Este Acordamos, tomamos café com calma, desmontamos a barraca e pegamos a estrada. O tempo amanheceu nublado e começou a chover durante a viagem. O Google Maps me jogou por umas rotas que deram muitas voltas e paguei vários pedágios desnecessários. Pelo menos não lembro de ter pagado tudo isso dá outra vez que estive aqui. Paguei tudo em reais e pesos argentinos que tinham sobrado. Fora que vim direto e demorei muito pra chegar, apesar das rodovias do Uruguai serem mais lentas que as Argentinas. Cheguei no camping, bem estruturado, aceitava até cartão. Montamos a barraca e fomos dar uma volta por Punta. Mesmo de baixo de chuva foi difícil conseguir uma foto dos Dedos simbólicos da cidade. Abasteci o tanque e espero que o combustível dure até depois da fronteira com o Chuí, porque não foi fácil pagar isso. Compramos uma carne e fizemos um churrasco no camping. KM rodados: 329 Duração da viagem: 04:45 Combustível: $ 2000 ($ 54.96/L) Hospedagem: $ 600 (Camping Punta Balleña - 2 diárias) 18/11 - Punta del Este Acordamos com sol nesse dia e resolvemos ir à praia, depois de pegar tanto frio, ia fazer bem. Fomos até a Bikini Beach que tava bem tranquila, porém, com umas rajadas de vento que ficamos com muito frio. Ficamos escondidos atrás de uma pedra, mas mesmo assim o vento era muito forte. Saímos de lá e fomos para a praia de José Ignácio, que estava bem cheia. Ficamos um pouco por lá e voltamos para dar mais uma volta na cidade.
  18. 1 ponto
    16/11 - Buenos Aires - Colonia del Sacramento Tomamos café da manhã no hotel, tomamos um banho (já pra garantir, pois a noite seria acampando) e partimos. Como os preços da Argentina eram bem chamativos, resolvi parar num Carrefour bem na entrada de Gualeguaychu, que paramos quando acampamos por lá, para abastecer de comida e bebida para o restante da viagem. Além de abastecer o tanque do carro também, pra aproveitar o preço da gasolina que é bem mais em conta que o Uruguai. Feito isso, partiu fronteira. Seguimos rumo a Fray Bentos. Depois da ponte, se paga um pedágio bem caro (desculpem, eu anotei todos os valores de pedágio da viagem e não sei onde tão essas anotações) e logo a frente já são as cabines para migração. Eu tinha lido no iOverlander que os processos eram separados (tinha que dar saída antes da ponte e dar entrada depois do pedágio). Agora é tudo junto, eles só carimbaram a entrada no Uruguai. Ainda perguntei se tinha mais algum processo, o cara falou que só iam revistar meu carro e seguir em frente. Passei por onde tavam revistando o carro, parei e vi o policial que faz a revista lá do outro lado da rua. Acenei pra ele e ele disse pra seguir. Mais a frente entreguei o papel de saída do carro e pronto, estávamos no Uruguai. Chegando em Colonia, peguei uma estrada de rípio bem curta para chegar no camping. Acabei pagando 420 pesos argentinos porque eu nem fiz câmbio para pesos uruguaios. To com 300 pesos de uma outra viagem que fiz para cá e vou guardar pra quando precisar. Armamos a barraca e fomos até o centro histórico. Comemos uma coisa rápida por lá e voltamos pro camping já a noite. KM rodados: 476 Duração da viagem: 08:00 Combustível: $ 950 ($ 41.98/L) Hospedagem: $ 420 (Camping Brisa del Plata)
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    12/11 - Rada Tilly - Puerto Madryn Saímos por volta do meio-dia do camping rumo à Puerto Madryn. A viagem foi tranquila e "curta". Ficamos no camping ACA. Um camping bem grande e bem estruturado também. Foi o camping com mais pessoas que encontramos na viagem toda. Decidimos ficar 2 dias, pois iríamos no dia seguinte para a Península Valdes. Montamos nossa barraca onde já tinham uma turma de pessoas acampadas. Foi um "erro" na verdade. As pessoas não calavam a boca e dormiram muito tarde. Na barraca do lado, tinham dois que beberam todas, tavam gritando até que resolveram deitar. Porém, eles tavam em duas barracas separadas e continuaram conversando de suas respectivas barracas, ou seja, o tom não diminuiu. Mas eu tava tão cansado que acabei capotando de sono. KM rodados: 450 Duração da viagem: 05:30 Combustível: $ 1030 ($ 32.56/L) Hospedagem: $ 260 (Camping ACA - 2 diárias) 13/11 - Península Valdes Acordamos, tomamos café e fomos pra Península Valdes. A entrada foi a mais cara que a gente pagou. 560 pesos por pessoa. A primeira parada foi na cidade de Puerto Pyramides. Uma cidade bem estruturada, com hotéis, mercado, posto de gasolina e as agências que você pode contratar os passeios. Compramos algumas coisas no mercado para poder comer durante o dia e fomos para a pinguinera. É um caminho de pelo menos 1:30 em rípio até chegar lá. Saímos de Puerto Pyramides morrendo de calor, chegamos lá num puta frio e vento. Dava pra ver os pinguins muito perto, coisa de menos de 1 metro de distância. De lá, fomos para a Punta Norte, onde tínham os Elefantes e Leões Marinhos. Fizemos algumas fotos e aproveitamos o estacionamento para fazer um rápido lanche. De lá, voltamos para Puerto Pyramides e ficamos apreciando a orla, de onde saem os barcos para ver a baleias, que da costa não era possível ver, só contratando os passeios de barco. Dica: para quem for de motorhome ou camper, eles dizem que o valor do ingresso é válido somente para 1 dia. Mas se você dormir por lá, não vão te cobrar na saída. Pelo menos comigo e com outros relatos que ouvi, não me pararam na saída. A não ser que você fique hospedado em algum hotel por lá que eles devem dar algum tipo de voucher para abater essa entrada. Voltamos para o camping, fizemos nossa comida e dormimos. Dessa vez a galera do camping tava menos agitado e dormi. No meio da madrugada, do nada, um puta som alto vindo de algum carro. Até pensei em ir ver o que tava acontecendo, mas o cansaço era tanto que voltei a dormir. Combustível: $ 1300 ($ 32.56/L) Entrada do Parque: $ 560 por pessoa
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    @Jonatas Piardi Felix o grupo que fiz é só para mulheres, mas posso te add em outros grupos de mochileiros aqui, me passa seu contato
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    Parte 9 - Cruzando o Estreito de Magalhães com San Martin "Sim, às vezes o pensamento mais louco, o mais impossível na aparência, implanta-se com tal força em nossa mente que acabamos acreditando em sua realidade… Mais ainda: se essa idéia está ligada a um desejo forte, apaixonado, acabamos acolhendo-a como algo fatal, necessário, predestinado, como algo que não pode deixar de ser nem de acontecer! Talvez ainda haja mais: uma combinação de pressentimentos, um extraordinário esforço de vontade, uma autodireção da própria fantasia, ou lá o que seja – não sei." O Jogador, Fiódor Dostoiévski A viagem até Rio Gallegos foi tranquila, dormi na maior parte do trajeto. Quase não vi o caminho que percorremos. Chegamos na rodoviária e fomos ver os horários de ônibus para Ushuaia. Não havia mais ônibus com destino a Ushuaia naquele dia. Na verdade só tem um ônibus que faz o trajeto Rio Gallegos/Ushuaia, esse ônibus sai as 9 horas da manhã diariamente. Era quase dez horas manhã. Saímos caminhando pela cidade. Todas as pessoas para quais pedíamos informações davam respostas desencontradas que nos faziam caminhar pra lugar nenhum. Lembro de uma cena engraçada. Fui pedir informação para uma garota. Queria saber por qual caminho teríamos que seguir pra chegar na Ruta 3 sentido fronteira com o Chile. Abordei ela na rua, educadamente. Ela olhou para mim e eu disse que precisava de uma informação. Nesse momento ela saiu correndo, literalmente. Fiquei sem entender a principio o porquê daquilo. Depois me veio a ideia que eu devia estar num estado visual de calamidade (risos). No entanto, Rio Gallegos é mesmo um lugar difícil de se conseguir informações, e quando se consegue geralmente são informações desencontradas ou erradas. Foto 9.1 - Rio Gallegos Encontramos uma senhora que enfim nos deu a direção correta. Caminhamos e caminhamos. Passamos pelo exército. Paramos em frente de um memorial de Gauchito Gil e começamos as pidanças por caronas. Ficamos um bom tempo ali. O fluxo de carros era bem pequeno. O vento era insano, muito insano na verdade. Queríamos cruzar o Estreito de Magalhães naquele dia. Então, o negócio era suportar o vento, ficar na estrada e esperar. Foto 9.2 - Treinamento em Rio Gallegos Foto 9.3 - Gauchito Gil Foto 9.4 - Gauchito Gil Foto 9.5 - O pedinte Foto 9.6 - Uma carona, por favor! Avistamos um cara vindo de bicicleta cheio de alforjes. Pedimos carona para o ciclista. Ele parou e falou para subirmos. Para nossa surpresa era um brasileiro. Seu nome é Hugo, natural de Santos, e estava viajando desde Curitiba até Ushuaia de bike. Hugo é um cara muito gente boa e malucão. Conversamos um pouco. Hugo também queria chegar na fronteira com o Chile naquele dia , mas estava sofrendo com o vento contra, mal saia do lugar quando pedalava. Depois de alguns minutos conosco, Hugo subiu em sua bike e seguiu com sua viagem. Foto 9.7 - Matheus, eu e o maluco do Hugo Mais um tempo se passou, até que um carro passou por nós e depois voltou de ré ao nosso encontro. A mulher do carro disse que aquele lugar não era um bom lugar para pedir carona, que o ideal seria a uns dez quilômetros a frente, em um ponto de encontro entre a Ruta 3 e o desvio que os caminhoneiros fazem para não entrar em Rio Gallegos. Ela se ofereceu a nos levar até esse ponto. Entramos no carro da moça. Ela se chama Rosio e é do norte do país, veio a alguns anos tentar a vida no sul. No carro também estava seu filho, um gurizinho de uns 5 anos que ficou todo curioso com nossa presença. Rosio é uma gentileza de pessoa, ela falou da dificuldade de deixar o norte onde é fácil ter amigos, mas quase não há empregos, para morar no sul onde se ganha muito, mas amigos e contato humano é coisa rara. Uns vinte minutos de viagem e chegamos no nosso ponto. Demos um toque de mão no garotinho, um forte abraço na Rosio e seguimos caminhando. Rosio seguiu de volta para Rio Gallegos. Caminhamos alguns metros e avistamos um casal pedindo carona de uma forma bem tímida. Eles estavam atrás de uma placa de trânsito enorme (para se proteger do vento) e quem passava por eles nem conseguia vê-los direito. Fomos ao encontro do casal. Eles são de Rio Gallegos mesmo, o cara é tatuador e tinha que estar naquele dia em Punta Arenas no Chile para um festival de tatuagem, mas não havia mais ônibus saindo nesse dia. Assim, eles vieram para a rodovia tentar a sorte e seguir de carona. Os dois são bem gente boa. Demos as dicas para eles da melhor maneira de se pegar carona. Assim, como eles estavam primeiro ali, demos a preferência e o melhor lugar para eles pedirem carona. Eles ficaram num ponto bem visível, onde os veículos passam numa velocidade baixa. Eu e o Matheus ficamos uns vinte metros atrás deles. Foto 9.8 - 2616km percorridos dos 3079km da Ruta 3 O calor que nos acompanhou pela Patagônia até aqui, não existia em Rio Gallegos. Estava frio, muito frio e o vento era igual de Comodoro Rivadavia. Tive que vestir luva e touca. Um ambiente completamente diferente. Ficar na pista esperando foi bem difícil. Depois de umas três horas de espera, um caminhão parou para o casal, achei que eles haviam conseguido, mas o caminhão continuou sem levar eles. O caminhão parou na nossa frente, disse que podia levar apenas um de nós até a fronteira com o Chile. Fiquei numa dúvida cruel, queria que o Matheus fosse, depois eu tentaria sozinho e nos reencontraríamos na fronteira. Por fim, resolvemos não entrar. Confesso que na hora me arrependi, mas o futuro iria dizer que aquele teria sido a melhor decisão a se fazer. Minutos depois surgiu uma mini van em velocidade bem baixa. Parou e falou com o casal que estava logo na nossa frente. A mini van seguiu viagem. Erguemos o dedo no momento que ela passou por nós. A mini van parou. Logo pensei que seria igual ao caminhão, que ele falaria que só poderia levar um, imaginei que esse teria sido o motivo do casal não ter entrado. Nisso já bateu o arrependimento de ter refugado a carona solo com o caminhoneiro. Enfim, fui derrotado falar com o motorista. Ele perguntou onde iriamos e respondi que o objetivo era chegar em Ushuaia, mas se ele nos deixasse na fronteira já estaria bom. Ele disse que iria até Rio Grande, que é uma cidade na Terra do Fogo e fica a 200km de Ushuaia. Quando ele disse isso, perguntei se podíamos seguir com ele, com seu jeito característico ele sorriu e disse para entrarmos. Um detalhe importante que vale a pena destacar neste ponto do relato é a conversa que o casal teve com o Martin, o motorista da mini van. Logo que entramos no carro o Martin perguntou se éramos amigos do casal que estava ali na rodovia. Dissemos que tínhamos conhecido eles algumas horas antes ali mesmo na Ruta 3. Explicamos que era a primeira vez que eles estavam pedindo carona e que tentamos ajudá-los de alguma forma. Com isso o Martin falou que iria dar carona para o casal, mas que só não deu porque o casal sabendo do destino final, do Martin, pediu para que ele levasse eu e o Matheus. (Punta Arenas fica no continente, então a carona para eles seria até a fronteira, que ficava uns 70km do ponto que estávamos, pois o Martin atravessaria o Estreito de Magalhães e seguiria pela Terra do Fogo). Cara, isso é do caralho. É do tipo de coisa que me deixa muito feliz. Aquele casal, que mal nos conhecia, abriu mão de algo que ajudaria-os para nos ajudar. Seguimos com o Martin. Nos primeiros minutos de viagem avistamos o ciclista Hugo parado na rodovia se protegendo do vento, atrás de uma placa de trânsito. Tentei gritar, mas não consegui abrir o vidro do carro. Ficamos sentados os três no banco da frente do carro, na parte de trás tinha uma infinidade de bolsas e as nossas mochilas. Martin é o único representante de vendas na região da Patagônia de marcas esportivas como: The North Face, Caterpillar, Patagônia e muitas outras. Então, ele está sempre viajando pela Patagônia para vender os produtos. Como ele dizia: é um trabalho fácil, pois as marcas já se vendem sozinhas. Martin nasceu na cidade de Viedma e, atualmente, mora em Puerto Madryn. Aqui está outra carona que é muito difícil escrever sobre ela. Dessa vez pelo motivo contrário do Juan Carlos. Martin é um cara que eu gosto demais, demais mesmo. A viagem com ele teve uma sinergia fora do comum. Como nos divertimos dentro daquele carro. Ele é um cara interessado por tudo, acho que as intermináveis horas que ele passa dirigindo fez ele ter essa sensibilidade. Ele se diverte com qualquer coisa que ele vê pelo caminho. Enfim, Martin é um cara gente boníssima e de coração enorme. A viagem seguiu bem leve. Martin nos serviu Sprite. Contamos um pouco das nossas vidas, Martin também contou bastante sobre a sua vida. Nos contou que conhecia o Brasil, já tinha visitado o Rio de Janeiro e Porto de Galinhas, e agora estava prestes a viajar com a namorada para passar o final de ano em Nova York. Essa seria sua última viagem a trabalho do ano, depois férias nos Estados Unidos. Ele viaja quatro vezes por ano para a Terra do Fogo, e ele faz isso a mais de dez anos. Então, ele conhece bem aquela região e nos deu diversas dicas sobre toda a Patagônia. Foto 9.9 - A viagem que segue Chegamos na aduana chilena. Martin pediu para declararmos se tivéssemos algum tipo de alimento que a entrada é proibida no Chile, assim evitaríamos transtornos para ele. Ele fez todos os trâmites necessários para entrar de carro em outro país e ainda nos orientou com a nossa papelada. O Chile é um pouco mais burocrático que os outros países da América do Sul. Declaramos as lentilhas, que levávamos em nossas mochilas, que prontamente proibiram. Deixamos as lentilhas na aduana e seguímos por solo chileno com destino ao Estreito de Magalhães. Martin sempre observava que o asfalto em solo chileno era bem melhor que em solo argentino. Foto 9.10 - Em terras chilenas Foto 9.11 - A ótima pista Você deve estar se perguntando: "Por que diabos ele foi para o Chile, se ele quer chegar em Ushuaia que fica na própria Argentina?". Senta que lá vem história. Primeiro vou falar um pouco da divisão da Patagônia. Após a independência das colônias espanholas, liderada por San Martin na parte sul do continente, a Patagônia virou terra de ninguém. Chile e Argentina aos poucos foram avançando em direção ao sul e se auto denominando donos das terras patagônicas. Isso gerou um impasse, pois não era possível determinar qual território era chileno e qual era argentino. No decorrer da história vários tratados foram acordados entre os dois países, mas nenhum dos países saía satisfeito dos acordos. Argentina e Chile compartilham mais de 5 mil quilômetros de fronteira (a terceira maior fronteira terrestre do mundo) e é meio que óbvio que o Chile reclame parte do território argentino e vice-versa. Esse é o principal ponto da rivalidade histórica entre Chile e Argentina. O último episódio dessas disputas foi no ano de 1978, onde a briga em questão estava nos territórios próximos do canal de Beagle (extremo sul da ilha da Terra do Fogo). A guerra foi evitada por intervenção do Papa João Paulo II que mediou um acordo entre os dois países. Porém, na Guerra das Malvinas o Chile se declarou neutro, mas permitiu que os ingleses instalasse uma estação de radares, em terras chilenas, para monitorar a movimentação argentina na guerra. Os argentinos até hoje não perdoaram esse episódio, que na palavras deles foram uma traição por parte chilena. Em um destes acordos a Terra do Fogo foi a questão. No acordo dividiram a Terra do Fogo ao meio por meio de um meridiano, o lado oeste ficou para o Chile e o leste para Argentina. Até ai tudo bem. O problema é que quase todo o território que margeia o Estreito de Magalhães é chileno. (O Estreito de Magalhães é uma porção de mar que separa fisicamente a América do Sul da Terra do Fogo). A Argentina tem uma pontinha deste território e que fica em alto mar, bem distante da Terra do Fogo. Tendo que navegar em alto mar em latitudes altas é bem perigoso e que em um determinado trecho o estreito mede quatro quilômetros. O mais conveniente quando se está com veículo terrestre pela Argentina e queira-se avançar até a Terra do Fogo, é adentrar em território chileno, atravessar com a balsa até a Terra do Fogo, dirigir por solo chileno e depois deixar o país na divisa entre os dois países na Terra do Fogo. É um baita rolê e o que mais cansa é a burocracia de entrar e sair dos países diversas vezes em um trecho minúsculo. Chegamos no Estreito de Magalhães e havia uma fila de carros. O Martin estacionou no último lugar da fila e saímos do carro para conhecer o entorno daquele lugar tão místico e importante para a história da humanidade. Ficamos um tempo admirando a orla. Nisso os carros começaram a entrar na balsa para cruzar o estreito. Depois de alguns segundos que fomos entender que também deviríamos estar entrando na balsa. Saímos os três correndo em direção ao carro, fazia tempo que não corria daquele jeito. Entramos no carro e caímos na risada. Martin acelerou o carro e entramos na balsa. Foto 9.12 - A chegada no Estrecho de Magallanes Foto 9.13 - Que belezura Foto 9.14 - A chegada da balsa Foto 9.15 - A chegada da balsa Foto 9.16 - Um pouco mais do estreito Martin estacionou o carro, saímos do carro para conhecer a balsa e a visão do estreito que ela proporciona. Ficamos na parte de cima, meio que sem acreditar que estávamos ali. A cor do mar é mais que demais, o céu também colaborava. Martin contou que em dias de tempo ruim, forma-se ondas que passam por cima da balsa. Avisou para termos cuidado ali na beira. Também falou que quando o mar está muito brabo, pode ser que as balsas fiquem paradas, então é tipo uma roleta russa a travessia, como pode ser muito rápida, mas também você pode ficar parado ali por horas ou até dias. Estava de bobeira no parapeito da balsa, até que uma onda gigante veio molhando eu e o Matheus, o Martin correu antes de se molhar. Outra coisa interessante e meio que óbvio também, é que quando a balsa transporta caminhões-tanque (que carregam gasolina) de um lado para outro do Estreito, só pode haver dentro da balsa caminhões-tanque e nada mais. Depois de mais de meia hora de viagem de balsa atracamos na Terra do Fogo. Foto 9.17 - Adeus, continente Foto 9.18 - A balsa vizinha Foto 9.19 - Os carros na balsa Foto 9.20 - Cada vez mais longe do continente Foto 9.21 - A felicidade dos caras que não acreditam que estavam ali Foto 9.22 - Rumo a Terra do Fogo Foto 9.23 - Outra foto dos carros Foto 9.24 - A frente da balsa A importância histórica do Estreito de Magalhães é notável. Pois, por mais de quatrocentos anos foi a principal passagem entre Oceano Atlântico e Oceano Pacífico. Apesar do Estreito de Magalhães ter uma largura pequena para navegação e suas águas serem ameaçadoras, o Estreito era a principal rota comercial que conectava países de Europa, América e Ásia. Existiam outras opções de navegação, por exemplo: Cabo da Boa Esperança e a Passagem de Drake. Entretanto, são dois dos piores lugares de navegação existentes. O Estreito de Magalhães perdeu sua importância comercial com a inauguração do Canal do Panamá. Particularmente, atravessar o Estreito de Magalhães era um sonho. Fernão de Magalhães e sua inaugural circum-navegação por anos estiveram no meu imaginário. Quase quinhentos anos atrás Magalhães navegou entre o continente americano e a Terra do Fogo, essa passagem que hoje leva seu nome provou que navegando tanto para leste quanto para oeste era possível chegar as Índias. Enfim, a prova prática que a Terra é redonda. Estar ali em um lugar tão importante para história me encheu de alegria, pois uma coisa é você ler e imaginar um lugar, outra coisa é você viver e sentir esse mesmo lugar. Seguimos a viagem em solo chileno. Martin se divertia em buzinar para as ovelhas que víamos pelo caminho. Ele buzinava e elas saíam todas correndo. Mesmo quando estávamos entretidos numa conversa, ele não esquecia de azucrinar as ovelhas. Ele dava risada com isso. Para os guanacos e as vacas ele não buzinava, dizia que de nada adiantava, que esses animais só o encaravam. Foto 9.25 - Eu, Matheus e o Martin Uma história que o Martin contou que me chamou muita atenção e resume muito bem o quanto esse cara é gente boa. Em uma de suas viagens de mini van pela Patagônia, ele estava saindo de Bariloche e avistou um caroneiro e deu carona. Logo depois, avistou um casal de caroneiros e deu carona também. E assim, foi indo. Quando ele foi ver já tinha sete caroneiros dentro do carro. Pelo que eu lembro o tempo tava ruim nesse dia, estava chovendo. No meio da viagem ele viu um ciclista e colocou o ciclista e a bike dentro do carro. O carro foi lotado para Ésquel. Ele disse que foi uma farra só essa viagem. Todos viraram amigos. Quando chegaram em Ésquel todos os caroneiros compartilharam o mesmo quarto de hostel. Foto 9.26 - Viajando pela Terra do Fogo Foto 9.27 - Chile Futebol, como é de praxe na Argentina, foi um dos assuntos na viagem. Martin é fanático por futebol, torce para o Independiente. Discutimos o eterno dilema: Quem é melhor Cristiano Ronaldo ou Messi. Obviamente, Messi ganhou. Discutimos sobre a Copa do Mundo e a final da Libertadores. Martin disse que tem certeza que a final da Copa América 2019 vai ser entre Brasil e Argentina. Falou que vai vir pro Brasil para assistir os jogos da Copa América. Foto 9.28 - O caminho para o fim do mundo Foto 9.29 - O deserto patagônico Passamos pela aduana. Estávamos, novamente, na Argentina. A vegetação na Terra do Fogo pelo caminho que estávamos percorrendo é parecido com a vegetação patagônica que vimos no continente. A diferença está na arquitetura das casas, do lado chileno da ilha as construções são todas do mesmo estilo trazendo uma harmonia bem bacana no ambiente, quando cruza-se para o lado argentino é notável a diferença e a desarmonia arquitetônica das construções. Foto 9.30 - Beleza de lugar Foto 9.31 - A viagem tem que continuar Matheus havia conversado com o Desiz pelo couchsurfing, que aceitou nos receber em Rio Grande. Porém, fazia dias que não tínhamos internet. Martin sabendo disso, quando o sinal do telefone voltou, ligou para o Desiz para avisar que estávamos a caminho de Rio Grande, mas o Desiz não atendeu. Eu não estava preocupado se teríamos teto ou não naquele dia, estava feliz demais em estar avançando num ponto tão próximo de Ushuaia. Qualquer coisa acamparíamos em algum posto da cidade. Foto 9.32 - Os guanacos Foto 9.33 - De vola a Argentina Depois de quase oito horas de viagem, chegamos em Rio Grande. Fomos direto para o hotel que o Martin tinha reservado para si. Enquanto o Martin subiu no seu quarto para arrumar suas coisas, aproveitamos para usar a internet no saguão e avisar as nossas famílias que estávamos vivos. Nada do Desiz responder. Martin desceu animado, nos convidou para tomarmos umas brejas. Dissemos "Buera". Fazia quatro dias que eu não tomava banho, e ainda estava vestido com uma camiseta segunda pele na cor verde marca texto, que chamava pouca atenção. Matheus estava sujo igual. Martin era o contrário de nós. Fomos para o único bar aberto da cidade. Entramos. Todos no bar estavam bem apresentáveis, éramos a exceção. Foda-se, queríamos comemorar. Pedimos as cervejas e brindamos pelo bom dia maluco que tivemos. Foto 9.34 - Os sujismundos e o Martin Já era quase onze horas da noite, mas olhava para fora e ainda estava claro. Não tínhamos comido quase nada durante o dia, só algumas bolachas no caminho. A fome era muita. Pedimos uma pizza. Martin, sempre carismático, fez amizade com boa parte do pessoal que estava a nossa volta. A pizza chegou e segundos depois não havia mais nenhum pedaço para contar história. Depois ficamos conversando e dando risadas. Nessa noite batizamos o Martin de San Martin, o salvador de caroneiros. Foto 9.35 - A mesa do bar O bar fabrica sua própria cerveja, são quinze tipos diferentes de cervejas produzidas neste lugar. Existe no cardápio a opção de degustação de todos estes tipos. O lógico a se fazer é pedir o combo de degustação no início para decidir as cervejas que se irá tomar no resto da noite. Mas como nada faz sentido nesse mundo maluco, pegamos a degustação no fim da noite quando já tínhamos tomado nossas cervejas. O garçom ficou sem entender. No fim, vale muito a pena, pois na degustação ao todo tem 1,5 litros de cerveja num preço honesto, sendo muito mais barato que pedir três copos de 500 ml. Foto 9.36 - A degustação do fim da noite Ficamos mais um pouco no bar dando muita risada. Finalmente, o Desiz respondeu, disse que estava dormindo e falou que não havia problemas em ficarmos na casa dele nessa noite. Já era tarde, resolvemos partir. Na hora de pagar a conta, o Martin resolveu pagar tudo e disse que era presente. Não achamos justo aquilo, queríamos ratear o valor. Assim, o Martin pegou uma nota de baixo valor minha e outra do Matheus, e disse sorrindo "Agora nós três dividimos a conta, fim da discussão.". Martin nos deixou na frente do apartamento do Desiz. Ficamos mais um tempo conversando. Sabíamos que aquela despedida não seria a final. Afinal, ele tinha negócios por Ushuaia. Combinamos de nos encontrarmos por lá. Com um abraço forte e um "Até Breve!" nos despedimos do Martin. Depois subimos as escadas do condomínio. Conhecemos o Desiz na porta do apartamento. Eu estava sonolento, pouco conversei com ele. O Matheus ficou tempo falando com o Desiz. Eu fui tomar banho. Caraca! Como era bom tomar banho depois de tanto tempo e de tanta sujeira acumulada/alojada. Abrir o chuveiro e sentir as primeiras gotas de água no corpo é libertador. Estava muito cansado. Lembro de dizer "buenas noches" para o Matheus e o Desiz, que continuavam conversando. Depois disso, fui para a cama e capotei. Esse dia foi muito bom e maluco ao mesmo tempo. Viajamos mais de 700km de Comodoro Rivadavia até Rio Gallegos pela madrugada. Depois conhecemos a doçura da Rosio e o doido do Hugo. Ajudamos e fomos ajudados por aquele casal (queria recordar seus nomes) de bom coração. Passamos muito frio nas rodovias, muito mesmo. Reconheci meu irmão, Martin. Viajamos mais de 400km em sua ótima companhia. Depois fomos comemorar, sem saber o que comemorávamos. Me diverti como a tempos não me divertia. E no fim, ainda teve a camaradagem do Desiz. Mesmo que eu tentasse inventar algo para reclamar desse dia, eu não conseguiria. Agora quero terminar esta parte do relato falando do meu irmão Martin. Qualquer palavra que eu usasse para descrever o quão bom ele foi para nossa viagem, não seria suficiente. Ele nos proporcionou um dia incrível, cheio de boas conversas, paisagens lindas, risadas e companheirismo. Acho que a palavra companheirismo é a que chega mais perto da veracidade sobre o Martin. Ele mergulhou na nossa viagem como se fosse mais um integrante. As nossas diferenças sociais e culturais só serviram para nos aproximar mais. Já cansei de agradecer ele pessoalmente, mas quero mais uma vez fazer isso, agora por aqui. Martin, meu irmão, muito obrigado por ser esse cara do bem, cheio de alto astral, gentil e dono de um coração do tamanho da Patagônia. Espero te reencontrar mais vezes nessa vida maluca. Mais uma vez, muito obrigado de coração Martin, e que sua vida seja cheia de vida. Forte abraço, irmão.
  22. 1 ponto
    @Rachelcx maio é um período que antecede o inverno neozelandês entao vá preparada para pegar dias frios. Quando estive lá foi na primavera (final de Outubro) e passei frio igual nunca tinha passado na vida rs, e olha que gosto de frio. Sobre a dúvida se vale a pena ou nao viajar pra lá nessa época pode ter certeza que vale sim, o país é muito bonito e creio que em todas as épocas do ano há suas belezas e particularidades. Eu sempre priorizava fazer os deslocamentos durante o dia para poder ficar olhando as paisagens. Se voce fosse viajar no período de inverno rigoroso iria sugerir para se programar certinho pois há locais que nao é possivel chegar devido à neve. Dependendo do lugar estradas podem ficar fechadas, etc.. Mas em maio isso ainda nao deve acontecer, entao aproveite! Boa sorte
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    Sempre uso o Praiômetro para pesquisar praias. https://www.viajenaviagem.com/2012/10/praiometro-nordeste-caribe/
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    Junho é uma época complicada. O ponto forte da ilha são as praias e baladas... e tudo morre nessa época.
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    Fala ai mano, Então sou do Rio e já estou com passagem comprada para Brasilia e vou para a chapada no dia 08 ou 09 devo ficar até o dia 18. Bora?
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    Procura o Charruá Sport & Adventure, mais especificamente o Pablo, que gerencia. Ele vende a Katmandu (embora não saiba te dizer se ele a tem no momento). Mas veja o preço primeiro, e tenta chorar um pouquinho, pq barraca geralmente é mais cara no norte. Quanto às duas que vc perguntou, creio que ambas estão num patamar bem parecido, mas a katmandu tem o avanço que a Arpenaz não tem, então ponto pra katmandu. Mas se vc não puder gastar muito, vai de quechua.
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    Oi gente! Vamos viajar juntas! Sempre aquele rolo pra conseguir juntar um pessoal pra viajar, né? Grana, tempo, gente enrolada hahah Vamos montar um grupo de gente que realmente tá interessada em viajar por aí e planejar juntas de um jeito que seja legal e seguro pra gente Bora lá? Link para o grupo: https://chat.whatsapp.com/KM7DJGEaWDd1ldT8HovNKL
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    RESUMO KRUGER De manhã era bem frio, de dia muito calor e de noite agradável! Foi uma das experiências mais lindas da vida, de verdade! Me lembro quando mergulhei pela primeira vez e me senti no Procurando Nemo... aqui me senti no Rei Leão, inclusive botamos a música no carro, kkkkkk!!! Ficar dentro do parque não é baratinho, mas vale muito a pena. Não tem essa de que ficar fora é a mesma coisa... só quem está dentro do parque tem estas experiências antes das 6h da manhã e depois das 18h... e tudo de mais legal ocorreu nestes horários restritos! Quem está fora só pode fazer os games das 6h às 18h, ou self-drive! Supondo que vc não vai passar a vida no parque e que tem opções de alojamentos até mais baratas do que a que pegamos, vale a pena o esforço pra ficar lá dentro. No nosso caso ficamos com orçamento bem limitado em Joburg por exemplo, mas valeu DEMAIS. Os games foram sensacionais e gostamos muito, mas poder dirigir pra onde quiser tb é sensacional, recomendo muito ir de carro! Não digo que vou voltar pro Kruger, que eu não sou de voltar, mas pra África, com certeza quero! É muita lindeza pra ver ainda! No próximo post: a surpresa do caminho de volta a Joburg e a sensacional Cidade do cabo! CONTINUA...
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    Frank, muito bem relatado e fotografado. De todas as fotos, destaco a foto entre as sapopemas (raízes da árvore) e de tudo que você escreveu destaco este trecho que indica uma enorme sensibilidade de sua parte "Por onde passamos ninguém se falava em dinheiro nem valores, era como se fossemos da família, mas claro que tudo tem custos e não fomos pra explorar ninguém,..." . O espírito é esse mesmo, parabéns! Minhas saudações também para Thalita Figueiredo que fez o primeiro comentário, ela e sua turma foram brilhantes companhias na Serra do Divisor há dois anos em que produzimos dois bons e saudosos relatos nos Mochileiros. Abraços capixabas de Hilton
  30. 1 ponto
    Ícone em preservação das florestas, Chico Mendes, lutou e pagou com a vida para que hoje, após quase 30 anos de sua morte a floresta siga em pé, e foi atrás de mais sobre essa história e das vivencias das pessoas dessa região que seguimos viagem. Colhi o máximo de informação de quem já havia ido até essa região, botei no bisaco junto com mais umas tralharias e fomos, Eliézio e Úrsula (um casal de amigos), minha esposa Ana e Eu. 1° Dia, Sexta Feira 13/07/2018 Saímos os quatro de Rio Branco de carro as 14:00 com destino a estrada de Assis Brasil (Estrada do Pacífico) km84, saímos "tarde" por conta do trabalho, não tivemos opção, no km84 entrada a direita, percorremos 16km de estrada de chão até a propriedade de dona Luiza Carlota, onde acampamos, já passava das 21:00hs, 320kms percorridos de carro. Boa noite🌙⭐ 2° Dia, Sábado 14/07/2018 Tomamos café da manhã😋 regado de uma boa conversa com Dona Luiza, de cara um leve impacto com o que estamos acostumados numa cidade mais "avechada", pessoa calma que nos acolheu em sua casa de braços abertos, arrumamos tudoooo, barracas, bikes e todas as tralhas para de fato entrar na floresta para o "desconhecido", eram 8:00hs. Logo nos primeiros metros a floresta já começa a se mostrar como uma modelo se mostra na passarela, árvores centenárias, sons de muitos animais "notando" nossa presença, fazendo sons que parece estarem incomodados com intrusos que somos, a cada metro que nos aprofundamos na mata densa vemos a beleza de tudo aquilo ao qual muitos defensores da natureza deram suas vidas tentando preservar, mas a cada metro que avançávamos e animais que víamos como Paca, Macaco, Arara, etc, Eliézio e Eu vimos um Gato Maracajá (uma onça em miniatura, do tamanho de um cão doméstico🐈) o medo do inesperado, desconhecido e conhecido tomava conta principalmente da nossa amiga Úrsula, era como se o "espírito" da floresta a consumisse com a possibilidade de um encontro com a rainha das florestas das Américas, a temida onça pintada 🐈, por mais que tentássemos acalma la e incentiva la a apreciar o caminha, parecia que era em vão, por vezes as lágrimas saíram mesmo que ela não quisesse, como estávamos de bike naquele percurso que exige muita técnica e agilidade🚴‍♂️, até essa função motora ia ficando comprometida, mas ela não desistiu de lutar contra aquilo que a consumia e fomos avançando e conhecendo tuuuuuudo aquilo. Já perto das 11:00 chegamos a propriedade do seu André, ele estava na lida de suas plantações para o sustento da família, não achamos justo lhe incomodar, visto que estávamos de passagem, mas fomos muito bem recebido por sua Esposa e uma outra moça (não recordo o parentesco), tomamos uma água fria do seu filtro de barro, depois ficamos sabemos que essa água é conhecida na região por ser fria 😍😍, uma breve conversa sobre o que poderíamos encontrar mais a frente e seguimos. Por volta das 13:00 chegamos a propriedade Cariri do seu Nunes que parece um oásis no meio da floresta, chegamos numa hora das mais "impróprias" pra essas bandas, a hora que se senta pra ouvir o rádio, mas ele o largou em que estava ouvindo os recados e notícias e veio nos abrir a porta também como se fossemos da família, nos acolheu, nos deu água e como estávamos com fome, fomos direto ao ponto, passamos até aquele momento comendo biribotes (pequenas guloseimas), estávamos precisando de algo mais consistente, de imediato ele chamou sua esposa e ela com uma incrível rapidez nos preparou um delicioso almoço com uma carne de sol 'dahora', era como se ele estivesse recebendo aqueles entes queridos a muito tempo sem ver, por vezes nos fez o convite de dormimos lá mesmo para conversar mais mais e mais, deu um aperto de sairmos daquele lugar e daquelas pessoas, conversamos tanto que seu Nunes "esqueceu" de mencionar os Geoglifos na sua propriedade, saímos em busca de um sr. ao qual eu já tinha uma referencia, Sr Anacleto "o homem que cultiva um Apuí gigante de 300 metros de raiz", não demorou e chegamos, encontramos ele construindo sua nova residência e ele parou e veio nos atender com um entusiasmo contagiante, disse para entrarmos que logo ele terminaria e vinha até nós, lugar lindo lindo, no alto de um morro com uma vista espetacular, ficamos ali admirando, não demorou e ele veio nos falando de seu plano de construir um mirante naquele alto pra se ver por sobre a floresta, estávamos ansiosos e ele também, o Apuí gigante ☺️, ele parecia que esperava por isso 😏, fomos conhecer aquela árvore gigante de centenas e centenas de anos, fotos e mais fotos, olhando o que dava daquela senhora da floreta e escutando o seu Anacleto nos falando de tudo o que ele pesquisara sobre o que talvez seja a moradora mais antiga da sua propriedade, mais a frente outra gigante, uma Samaúma, depois nos mostrou todo o processo da fabricação de rapaduras(ele havia feito no dia anterior, perdemos o ato😪), já escurecendo voltamos e fomos conhecer o restante da família e nos acomodar enquanto o jantar não fica pronto, cardápio de iguarias da floresta, com aquela grande mesa, ué....mais tudo nesse lugar é grande???? NÃO! seu Anacleto é pequeno igual a mim, mesa que tinha de tudo, comi feito um perdido . Depois do Jantar com toda a sua família, esposa, filhos, nora, e netos, ele nos levou a um cômodo e com todo orgulho de brilhar os olhos nos mostrou um vídeo em mais uma de suas criações/invenções, ligando fios, baterias, alto falante improvisados alimentados por uma pequena placa solar, visto que não há eletricidade, vimos vídeos raríssimos que conta muito da história de luta da preservação, muitos seringueiros ainda em vida (antes de serem assassinados) tentando reunir forças entre si liderados por Chico Mendes ao qual o sr Anacleto também fazia parte ainda adolescente, a cada sena ele nos explicava revivendo todo o ocorrido, momento únicos. Já por volta das 21:00hs resolvemos nos acolher em nossas barracas, ele insistiu para que dormíssemos na casa com eles, mas gosto de paixão de acampar vigiado pelas estrelas. Boa noite 😍😍⭐. Seu Nunes e sua Família Seu Anacleto e sua Família Samaúma Apuí Nova casa sendo construída 3° Dia, Domingo 15/07/2018 Acordamos quando o sono acabou🤣🤣🤣(combinamos em não colocar despertador), e sem tanta pressa, fomos aos poucos arrumando tudo, tomamos café, e novamente nos despedimos com aquela vontade de ficar um pouco mais, mas o caminho nos esperava e tínhamos informes que eram muitos kms com infindáveis ladeiras, dito e feito, saindo de lá nosso próximo ponto de referencia era o rio Xapuri, o seu Anacleto no ensinou uma preciosa vendinha mais a frente um pouco afastada do caminho, não resistimos, fomos lá em busca de algo gelado, e pasmem, tinha, também alimentados com uma pequena placa solar e uma espécie de conversor de energia, tomamos um refrigerante dahora, uma breve conversa, e seguimos, pouco mais a frente um pequeno perrengue, pneu rasgou num pau, "normal" no MTB , mas a magrela teve que passar por uma cirurgia e precisamos seguir com mais dificuldade , nada que tirasse o brilho da nossa trilha. O Eliézio comprou um mel do seu Anacleto no intuito de levar pra casa mas tomamos quase tudo no caminho, ficou só a raspa no fundo da garrafa Esses dois dias foi também um teste de ferro pra cada um de nós que precisamos vencer nossas próprias dificuldades, Eliézio foi pegar um balde de água e deu um mau jeito nas costas ainda na sexta feira, a Úrsula com medo incontrolável da felina (ainda bem que não vimos), a Ana com hemorragia interna, vulgo menstruação, e Eu com um pneu rasgado que preenchemos com um lençol e uma pequena toalha de rosto, mas ninguém desanimou, e o sabor que se tem ao termino é indescritível. OBRIGADO a todos que encontramos no caminho nesse final de semana incrível que passamos na floresta, boa parte dela intocável. Por onde passamos ninguém se falava em dinheiro nem valores, era como se fossemos da família, mas claro que tudo tem custos e não fomos pra explorar ninguém, todos as três propriedades onde paramos ou dormimos eles não queriam aceitar dinheiro pela comida/dormida, sei também que o dinheiro as vezes não pode comprar/pagar certas coisas, principalmente quando vem do coração, mas era como poderíamos agradecer naquele momento e em duas das residencias "tive" que deixar o dinheiro em cima de um móvel da casa pois eles não queriam pagamento por aquelas gentilezas, espero nos encontrarmos outras vezes para continuar a retribuir. Um pouco sobre a trilha, distância e altimetria Obrigaduuuuuuu, até a próxima
  31. 1 ponto
    Que viagem maravilhosa! Nossa primeira vez na Europa e nas terras do nosso colonizador rsrs! Dia 01 a 16/01/18. Acompanhe tbm nossas viagens pelo Insta e Face @polymsousa. Obs: os valores são relativos a 1 pessoa. Câmbio: cambiamos no Brasil a R$4,00/euro. Roteiro: 01 a 08 – Lisboa 08 a 09 – Sintra (Lisboa-Sintra de comboio €2,25) 09 a 14 – Porto (Lisboa-Porto de comboio €15) 14 –Braga (Porto-Braga-Porto de comboio €6,40) 15 – Coimbra (Porto-Coimbra de comboio €13,40) 16 – Retorno (Coimbra-Lisboa de comboio €14) Avião: Campinas-Lisboa-Campinas com programa de milhagens da Azul. Hospedagem – Dicas de onde ficamos: https://www.mochileiros.com/topic/69684-dicas-de-hospedagem-em-portugal-lisboa-sintra-e-porto/ Restaurantes – Nossas experiências gastronômicas: https://www.mochileiros.com/topic/69753-onde-comer-em-portugal-nossas-experi%C3%AAncias-gastron%C3%B4micas-em-lisboa-sintra-porto-braga-e-coimbra-jan2018/ Dicas úteis de Portugal: https://www.mochileiros.com/topic/70071-dicas-%C3%BAteis-portugal/?tab=comments#comment-707985 Relato: Dia 01 (segunda): Lisboa Chegamos 6h em Lisboa, pegamos uma fila gigantesca de 2:30h para imigração (já inclua esse tempo no seu roteiro). Fomos de metrô (€1,45+€0,50 do cartão) para o hotel no Baixa-Chiado e deu uns 30 min. Deixamos as malas e fomos para nosso primeiro passeio: -Free Walking Tour com o Lisbon Chill Out Tour (clique no link para Facebook Free Tours em Lisboa e Site Free Tours em Lisboa). Essa é nossa forma preferida de conhecer as cidades que viajamos. Sempre procure os Free Tours (ao final vc colabora com o valor que achar que deve, é livre). Gosto de fazer esses tour já no primeiro dia para dar um panorama do local. Fizemos o tour com o José. Foi excelente! São guias locais que mesclam a história oficial com histórias que eles escutam desde pequenos e lendas. É muito divertido. O trajeto percorreu baixa-chiado até alfama finalizando no maravilhoso Miradouro da Glória. -Fim do tour, pegamos o famoso Electrico 28 (é o que passa por mais regiões bonitas e turísticas). Prepare-se pra enfrentar filas quilométricas, demoramos mais de 1h pra conseguir entrar. Mas vale a pena, vc tem uma visão geral dos pontos turísticos da cidade de uma forma diferente, além de andar no tradicional bondinho (€1,45). O Electrico 28 finaliza no Campo de Ouriques. Pra voltar vc pode pegar o mesmo bonde de volta (pagando novamente e pegando fila novamente). Nós preferimos voltar caminhando. A região é linda. -Fomos direto pra o Parque Eduardo VII. Estava acontecendo o último dia do Wonderland Lisboa, um mercado de natal. Lindo, decorado, parecia cenas de filme. Amamos. Na volta para o hotel fomos pela Av. da Liberdade. Numa ponta da avenida está a praça Marquez de Pombal e na outra a Praça Restauradores.Lindíssima e ainda iluminada por causa do natal. Dia 2 (terça): Lisboa -Começamos o dia pela Livraria Bertrand fundada em 1732 e é a mais antiga livraria em funcionamento de Portugal. O primeiro salão ainda conserva como era na época. -Fomos andando até o Museu do Azulejo. É bem bonito, interessante tanto o prédio histórico quanto as informações dos azulejos e não pode faltar no roteiro por ser um dos símbolos de Portugal. Eles dão um mapa do museu e pedem pra vc baixar um aplicativo que tem o áudio –guia (leve um fone de ouvido). Custou €7,00 (bilhete conjunto com o Panteão, se não seria €5,00). - Panteão Nacional: prédio onde era a Igreja de Santa Engrácia. Lindo, imponente e uma vista belíssima 360°. Vale demais. -Saindo do Panteão, se for terça ou sábado, ande pela Feira da Ladra, uma feira de antiguidades e objetos turísticos. Tem bons preços. -Pelos caminhos fomos no Mercado Pingo Doce. Coisa mais difícil é encontrar um mercado grande. Bom, adoramos ir ao mercado nas cidades que visitamos pra comprar as novidades de comida kkkk mas pra nossa decepção não encontramos nada diferente que valesse a pena. Esse mundo globalizado acaba com nossas surpresas nos mercados kkk -Fim de tarde fomos para o LX Factory, uma antiga área de indústrias que foi revitalizada e ali agora estão lojas e restaurantes. Muito legal, super moderno e preservando a idéia industrial. Vale a pena ir, bem diferente. Dia 3 (quarta): Lisboa -Já havíamos passado mil vezes pela Praça do Comércio (ou Terreiro do Paço) mas desta vez fomos dar a devida atenção a ela kkk. Linda praça emoldurada por prédios históricos (palácio) e o Arco da Rua Augusta e de frente para o Tejo. Linda demais, milhões de fotos por lá. OBS: lá tem mtos batedores de carteira e vendedores de drogas mas é só cuidar dos seus pertences que dá td certo. -Lisboa Story Centre: museu interativo sobre a história de Lisboa evidenciando o terremoto de 1755. São €7,00, tem áudio-guia. É muito legal, interativo e divertido, vale a pena. -Martinho da Arcada: um restaurante bem turistão na praça do comércio mas vale entrar pois lá era onde Fernando Pessoa sempre estava. Tem sua mesa cativa e alguns objetos. Pode entrar de boa só para olhar. -Arco da Rua Augusta: não subimos mas tem essa opção. Como Lisboa tem muitos miradores não incluímos esse. O arco é maravilhoso e imponente, porta de entrada para a Rua Augusta. -Rua Augusta: linda rua em que vc avista o arco o tempo todo. Cheia de lojas e estavam com bons preços pois janeiro é a época das promoções. -De lá fomos conhecer a Rua Cor de Rosa no Cais do Sodré, região antes conhecida pelos bordéis e que foi transformada. O Bar Sol e Pesca é decorado com o tema de pescaria. A Pensão do Amor, antigo bordel, é tbm todo tematizado...fomos de dia e estava vazio, dizem que ferve a noite kkk. Vale conhecer. -Perto está o Time Out Market que fica no Mercado da Ribeira. São vários restaurantes, muitos deles com chefes renomados em Portugal. Lotado, tá mto famoso entre turistas. Só fomos conhecer mas dizem que a comida é ótima. -Voltando pro hotel entramos no Café a Brasileira (onde tem a estátua de Fernando Pessoa), fundado em 1905 e foi point de escritores e artistas. Dia 04 (quinta): Lisboa -Começamos o dia na igreja da Sé. Enorme, mas achei mais bonita por fora que por dentro, talvez por ser mto escura não dava pra ver com detalhes. Do lado de fora ficam parados mtos Tuk Tuks e a Linha 28 do Electrico passa ali resultando em milhões de fotos kkkk. -Continuamos subindo até o Miradouro Santa Luzia. Vista linda. Abaixo do mirador tem uma igrejinha que por fora tem um mural de azulejos lindo representando a praça do comércio e em frente tbm é mirador (não sei se tudo faz parte do mirador santa Luzia). -Depois, Castelo de São Jorge. Olha, não sobrou mta coisa do castelo kkkk tem somente as muralhas mas tenho certeza que vc vai ficar horas lá vendo os vários ângulos de Lisboa. É a vista mais linda que tivemos e dizem que é a mais linda de Lisboa de fato. Vale demais! Se tiver pouco tempo em Lisboa ou tiver que optar por 1 mirador, vá no castelo. Custa €8,50. -De tarde fomos convidados a ter uma experiência mto diferente para nós e que marcou a nossa viagem. Fizemos um passeio de veleiro, exclusivo, pelo rio Tejo! Para o mundo que quero descer!!!! O veleiro é conduzido pelo Luís e pela Joana que são um encanto. O passeio percorre o rio Tejo passando pela Ponte 25 de Abril, Belém, Praça do Comércio. Vc avista todos os monumentos de um ângulo totalmente diferente enquanto tem informações do local. O coroamento do passeio é com o pôr do sol tomando um vinho português! Mágico, indescritível, inesquecível. E ainda teve pastel de nata para finalizar a experiência. O passeio dura em torno de 2:30h e eles tem outras modalidades de passeios tbm para mais pessoas. Para uma viagem de experiência inclua no seu roteiro. http://lisbonsightsailing.com/ Dia 5 (sexta): Lisboa -Ai esfriou, a temperatura caiu mto e pra completar chuva o dia inteiro. Lisboa continua linda com chuva, fica até com mais charme, ideal para ficar num café olhando a garoa nas lindas paisagens. Seria o ideal mas diante de tanta coisa pra conhecer não foi o que fizemos kkkkkkk . Verdade seja dita, é bem ruim turistar com chuva, mas vamos lá estamos em Lisboa, animação! -Primeira parada foi no Museu da Farmácia. Custa €5 e conta 5000 anos de história da farmácia e boticas no mundo e em Portugal. Tem representações das antigas Boticas e até uma farmácia trazida de Macal, tem os medicamentos e objetos utilizados em uma expedição da Nasa. Como somos farmacêuticos adoramos, mas até quem não é gostaria. -Igreja do Carmo: Igreja em que o teto foi destruído com o grande terremoto de 1755. Inclusive foram feitos estudos (naquela época) para descobrir pq as paredes resistiram e foi devido a forma que as pedras foram assentadas (irregularmente) permitindo mais flexibilidade na estrutura. A visita, portanto, é feita na igreja sem teto (se puder escolher um dia sem chuva é melhor kkkk). É lindo. Ao fundo tem o museu arqueológico (coberto). Vale a visita. Custa €4. -De metrô fomos para o Estádio do Benfica. Pega essa dica: tem uma loja do Benfica na rua Augusta. Se vc comprar a partir de €40 vc ganha 2 ingressos para visita no museu + estádio. O valor normal do ingresso é €17,50, logo gastaríamos €35. Compramos uma camiseta de €40 e ganhamos o ingresso, assim uma camiseta do Benfica saiu por €5. Olha, se gosta mto de futebol ou é fã do Benfica reserve várias horas para o museu pois é enormeeeeeeees. Tem informação demais mas é mto legal, interativo, os vídeos são demais. Por fim tem a visita guiada ao estádio. É lindo. Estruturas internas modernas e tudo novo. Pegamos a última visita (17h) e pegamos o estádio escurecendo, se puder vá mais cedo que ainda terá a chance de pegar o treinamento das águias (símbolo do Benfica). Pegamos elas pós treinamento kkk são lindas! -Em frente ao Benfica tem o shopping Colombo. Lá vc encontra o Continente, mercado enorme (no centro de Lisboa só tem mercado pequeno sem mta opção diferente). É nesse shopping tbm q está a Primark. Loja em que os euros dos brasileiros se vão kkkkkk. É uma perdição de fato. Qto a qualidade é equivalente a C&A/ Riachuelo etc mas com preços mais atrativos como blusinha de alcinha a €1,50. Vale a pena! Dia 6 (sábado): Lisboa -Andamos pela Av. da Liberdade (dessa vez de dia) desde a praça dos Restauradores até a praça Marquez de Pombal. Muito linda essa avenida. -Próximo da praça Marquez de Pombal fica a Decathlon, fomos lá ver se algo valia a pena. E vale, vários itens pela metade do preço em relação ao Brasil principalmente tênis. -Voltando, fomos conhecer a área do Príncipe Real. Região bem arborizada e linda. A praça Jardins do Príncipe Real é rodeada por prédios históricos. O Miradouro de São Pedro de Alcântara é a melhor vista depois do Castelo de São Jorge (na minha humilde opinião kkk). -No fim da região tem a igreja de São Roque. Estava achando as igrejas em Lisboa muito comuns em relação às igrejas históricas que temos no Brasil (em especial em Ouro Preto), até que visitamos essa. Enorme, linda e com mto ouro. É do século XVI. Dia 7 (domingo): Lisboa -Nosso último dia de Lisboa, dia de conhecer Belém. Fomos de Electrico 15 e demora uns 30min. A região é linda, à beira do rio Tejo e com a visão dos monumentos e da ponte 25 de abril. -Começamos pela Torre de Belém. Construção de 1520 com a função de defesa e que resistiu ao grande terremoto de 1755. Lindo monumento. Não entramos. -Padrão dos Descobrimentos: construído em homenagem as eras das navegações. É em forma de barco com os descobridores e na ponta o Infante dom Henrique q foi o visionário propulsor das navegações. Em frente tem uma enorme Rosa dos Ventos. Também não subimos. -Mosteiro dos Jerônimos (€10): ahh nesse entramos. Monumento belíssimo por fora, impressionante, e por dentro tbm, além de ter o túmulo de Fernando Pessoa e Alexandre Herculano. É lindo demais e ao final vc vai na Igreja D. Maria (gratuito), a entrada é qdo sair do claustro, que além de linda e grandiosa tem os túmulos de Vasco da Gama e Luis de Camões. Dia 8 (segunda): Sintra -Como nosso hotel está entrando em reformas transferiram nosso café da manhã para a outra unidade, mto mais luxuosa, Se o nosso café já era ótimo esse então foi divino! Que delícia! Fizemos check out e partimos rumo a Sintra. -O comboio sai do Rossio (€2,25) e demora 40 min. Em Sintra fomos guardar as malas no Posto de Turismo do centro (dá 800m da estação) e custa €2,50 por mala (das 9:30h às 18h). -Corremos para encontrar com a turma do free walking tour Take Lisboa que nesse dia faria o tour em Sintra. O tour dura em torno de 2:30h e a guia Mariana conta a história de Sintra envolvendo os reis que moraram na cidade de uma forma leve e mto divertida. O tour finaliza com uma linda vista e com o presente da Mariana: cantando um Fado. Foi lindíssmo! Vale mto a pena. Recomendo fazer pois vai te dar uma visão histórica da cidade. A guia ainda te ajuda a montar o roteiro diante do tempo que vc terá em Sintra. -Finalizado o tour fomos para a Quinta da Regaleira. Um lugar mágico, cheio de labirintos e mistérios. A criação dele foi com a proposta de integrar o homem a natureza. Tem palácio, capela, o poço iniciático (que é uma torre invertida com cerca de 37m para baixo do chão). Se tiver com tempo faça um piquenique pq é lindo. -Ficamos aproveitando a cidade que parece q saiu de um conto de fadas. Pegamos as malas e fomos fazer o check in no airbnb que fica ao lado da estação. Dia 09 (terça): Sintra -Maior chuva com vento em Sintra e não conseguimos fazer mais nada. Fomos para o Posto Turístico, pois lá tem wifi e lugar pra sentar (véia kkk). Ficamos esperando ver se a previsão do tempo acertaria que a chuva ia passar após as 14h. Bingo! Parou! Pegamos o ônibus turístico que custa €5,50 (ida e volta) e fomos para o Castelo dos Mouros. Tínhamos ganhado os ingressos do hotel de Lisboa quando dissemos que viríamos a Sintra pois ele tinha e não iria usar (mas custa €7,50). Mta neblina e mto vento mas mto legal andar nas muralhas. É bem bonito e romântico com a neblina subindo. Quando o céu está limpo dizem que tem uma vista mto bonita dando pra ver até o mar. -Subimos no ônibus de novo (descidas e subidas inclusas) e fomos para o Palácio da Pena. Como achamos o ingresso para entrar no palácio mto alto (€11,50) resolvemos comprar só o ingresso da entrada no parque que é €7,50, mas nossa surpresa foi que dá pra vc ir em várias partes externas do Palácio , mto mais que imaginávamos e valeu super a pena. Dizem que os jardins tbm são lindos mas como estávamos com o tempo apertado e a alta neblina resolvemos não ir. Mas voltamos mto felizes com o que vimos. Se tiver sorte de ser um dia aberto tbm terá a msm vista que tem do castelo dos mouros. -Fizemos check-out e voltamos para Lisboa (estação Oriente) para irmos para Porto (tudo de comboio). -Chegamos no Being Porto Hostel depois das 23h e tivemos que pagar uma taxa de Late Check-in de €8. CONTINUA NA PARTE 2/2 Clique aqui
  32. 1 ponto
    Dia 04/01 – Ida para Granada Acompanhamos o site da Renfe por muito tempo para comprar as passagens Madri-Granada com antecedência e conseguir um bom preço, mas nunca abria a venda para a data que queríamos. Acabamos comprando na estação Atocha, no dia em que chegamos em Madri, e pagamos €49,60 cada. Pegamos o trem das 09h05, a viagem durou 4h40min. A estação de trens fica a uns 25 minutos de caminhada do centro histórico, onde fica o Hostal Mesones. Fizemos o check-in, a proprietária nos recebeu e foi super atenciosa, nos deu um mapa e explicou todo o necessário. Nesta hospedagem tivemos o melhor atendimento da viagem toda. Largamos as coisas e saímos pra rua. Paramos para almoçar em um restaurante/lancheria/fast-food de comida árabe (Shawarma King), onde havia uma salinha de orações ao lado da área das mesas e dava para ver alguns homens ali rezando. Já deu para sentir a influência árabe na cidade. Quase ali em frente há uma livraria onde fica a máquina para retirar os ingressos comprados antecipadamente para Alhambra, passamos ali e retiramos os nossos. É preciso inserir na máquina o cartão de crédito usado para a compra. Compramos antecipadamente, o que é bastante recomendado, pagamos €15,40 cada. Caminhamos até o Albaicín, passeamos por suas ruas, até chegarmos no Mirador San Nicolás. O tempo estava um tanto fechado, mas mesmo assim o cenário é sensacional. E foi aí que começou a nevar! Adivinha o que fizemos? Começamos de novo a pular que nem bobos, e a neve já estava mais forte do que tinha sido em Segóvia, então percebemos que ela estava molhando nossas roupas. Entramos na igreja que tem junto ao Mirador, e ficamos um tempinho ali esperando passar. Em seguida parou, e voltamos ao Hostal. O Hostal tem umas sacadinhas para a rua, ficamos ali curtindo a neve que tinha recomeçado, as pessoas passavam com os guarda-chuvas abertos tapados de branco, muito legal. Mais tarde saímos à procura dos famosos bares de tapas de Granada. Uma das regiões com maior concentração é a da Calle Elvira, e foi para lá que fomos. Primeiro conhecemos o El Castillo Viejo, que é um bar de tapas gourmet. Tu pedes a bebida, pode ser cerveja, sangria etc, e escolhe uma tapa grátis no cardápio, tipo “montadito com salmão e cream cheese”, ou “anéis de lula empanados”. São porções pequenas (é claro: são tapas), mas era tudo muito gostoso. Depois de umas sangrias, fomos para outro bar, o La Antigualla 2. Esse estava mais cheio, com bastante gente em pé. As tapas aqui eram mais simples porém mais fartas, e pelo que notamos eles servem uma sequência fixa conforme o número de bebidas: na 1ª bebida veio um hamburguerzinho com fritas, na 2ª bebida veio uma espécia de biscoito salgado recheado com frios e fritas também, e aí paramos porque já estávamos com a pança cheia de tanto comer. Um copo de “caña” (um copinho de cerveja, de uns 250ml) custava €1,20 e vinha um lanche grátis! Surreal! As sangrias eram um pouco mais caras, uns €3. No final de tudo que comemos e bebemos nos dois bares gastamos €16,20. Dia 05/01 – La Alhambra Logo que saímos do Hostal, notamos que tinha nevado bastante à noite (fez -5º). É tranquilo de subir a pé até a entrada do complexo de La Alhambra, mas optamos por pegar o ônibus que sai da Plaza Isabel La Catolica (€1,20 cada ticket). Conforme o ônibus ia subindo, o visual ia impressionando cada vez mais, pois a vegetação estava toda branquinha, coberta de neve. Quando descemos do ônibus o visual era indescritível! Talvez as fotos deem uma ideia. Foi emocionante ver um cenário tão lindo e completamente inesperado! Como falei antes, tínhamos esperança de ver neve em Segóvia, mas não passou pela nossa cabeça ver neve em Granada, mesmo sabendo que seria bem frio. E menos ainda que nevaria com abundância para deixar tudo branquinho! Fantástico. Entramos no complexo e começamos a visita pelo Generalife. Tudo lindo demais, e a neve deu um toque a mais de beleza. Caminha-se muito nessa visita, há muitos recantos bonitos para ver. É interessante dar uma planejada para não ficar andando perdido de um lado para o outro, esse site aqui ajuda: http://www.alhambradegranada.org/es/info/itinerariosorganizaciondesuvisita.asp. Quando chegamos no Alcazaba, estava fechado pois o chão estava coberto de gelo. Pena! Compramos uns chocolates quentes na máquina automática de bebidas, já estava quase no nosso horário de entrada nos Palácios Nasridas, tínhamos marcado para 12h. A fila é grandinha mas vai rápido. Os Palácios Nasridas são, sem dúvida, o ponto alto da visita! A riqueza nos detalhes esculpidos, os azulejos, as cores, a arquitetura. Recomendo muito deixar isto para o fim da visita, para não achar “sem graça” o restante depois. Lindo demais! Fomos embora a pé, uma caminhada superagradável. Passamos no Hammam Al Andalus (detalhes em http://granada.hammamalandalus.com/) para marcar nosso horário de banho árabe. Um horário de banho (1h30) com massagem de 15 minutos custava €36, e apresentando o bilhete da Alhambra ganhava 10% de desconto. A atendente disse que um dos ambientes estava fechado, não entendi direito se era uma piscina ou uma sauna, e por isso nos cobrou €30. Agendamos para 18h. Almoçamos em um restaurante pertinho da Catedral, Casa Cepillo, almoço de dois pratos com uma bebida e sobremesa, €9,90 por cabeça. Boa a comida. Depois, um passeio pelo mercado de artesanato para comprar umas lembrancinhas. Voltamos para o Hostal para dar uma ajeitada na mala, no outro dia íamos embora cedo. Fomos novamente ao Mirador San Nicolás, desta vez o tempo estava mais aberto e a vista estava espetacular. Dava para ver perfeitamente as montanhas da Sierra Nevada. Descemos para o nosso banho árabe. Que ma-ra-vi-lha! Não são permitidas fotos no seu interior, mas quem ficar curioso pode ter uma ideia no site. Tudo lá dentro é suave: a temperatura quentinha, iluminação toda feita por velas, há uma música de fundo que só se escuta prestando bastante atenção, um cheirinho delicioso de óleos aromáticos… eles deixam um bule de chá para que todos se sirvam, que também era uma delícia. 1h30 só se preocupando em trocar da piscina morna para a quente, da piscina quente para a sauna, e depois a massagem, e voltar para a piscina morna… Enfim, €30 muito bem gastos. Saímos novinhos em folha, completamente relaxados! Fomos direto para a rua dos bares de tapas. Começamos na Casa de Todos, tomamos só uma caña e nos serviram um sanduichinho, gostoso, mas queríamos conhecer outros bares. Fomos então ao Babel World Fusion, tinha um menu de tapas bem diferente e nos pareceu interessante. O lugar estava muito cheio, e o atendimento não dava conta. Anotaram errado nosso pedido, e a tapa que veio era ruim! Resolvemos ir novamente no bar da noite anterior que gostamos bastante, tanto da sangria e das tapas, quanto do ambiente e do atendimento, o Castillo Viejo. Nessa peregrinação toda de cañas+sangrias+tapas gastamos €18,60. Que baita dia! Visita à Alhambra, cenário de neve inesquecível, banho árabe com tratamento de rainha/rei, e, para fechar, bebidas e petiscos deliciosos! Dia 06/02 – Ida para Sevilha Tínhamos comprado bilhetes de trem para Sevilha no dia em que chegamos em Granada, custou €30,15, para as 8h43. Caminhamos até a estação, o trem atrasou uns 10 minutinhos. Em pouco mais de 3 horas de viagem chegamos. Em frente a Estação Santa Justa pegamos o ônibus 32 (€1,40 a passagem), até a Plaza del Duque, e dali caminhamos até o Hostal Zaida. No check-in recebemos um mapa, e mais uma vez a recepcionista foi bem atenciosa e nos explicou várias coisas sobre a cidade. Largamos as bagagens e saímos. Almoçamos em um lugar ali perto, simples e barato (€7 cada), foi o único lugar da viagem toda onde fomos atendidos de maneira grosseira. Engolimos a comida e saímos dali o mais rápido possível. Saímos a caminhar pela cidade. Fazia uns 15 graus e um lindo dia ensolarado. Depois de Madri e Granada, estávamos nos sentindo em uma praia do Nordeste ! Passamos pela Catedral, depois até a beira do rio Guadalquivir, pela Torre de Oro, e fomos até a Plaza España. Ali sentamos e ficamos um bom tempo à toa, aproveitando o sol. Voltamos, passamos pela Plaza de Toros, mas não quis fazer a visita. Passamos por um 100 Montaditos e tomamos um "Tinto Verano". À noite fomos ao Bairro Santa Cruz, atrás dos bares de tapas e quem sabe de um show de flamenco. Primeiro paramos para tomar umas cañas na Cervezeria La Grande, o lugar mais parece um açougue, todo revestido em azulejos brancos . Cerveja barata, e uma porçãozinha de camarões grátis (pequenos, mas deliciosos). Depois fomos à Cervezeria Albaceá, comemos um rabo de toro, uma carne feita no molho e servida com pão, muito bom, e mais cañas. Nestes dois lugares gastamos €15. Pedimos ao garçom uma dica de lugar onde rolasse um flamenco mais frequentado pelos locais, e não uma coisa turística. Ele explicou como chegar. Não sei se não entendemos direito a explicação ou se ele nos passou o conto, mas chegamos lá e não tinha absolutamente nada. Fomos embora. Dia 07/02 – Pueblos Blancos Tínhamos alugado um carro ainda antes da viagem, através do Booking. Como era a primeira vez que alugaríamos um carro no exterior, lemos todas as entrelinhas de diversas locadoras antes de tomar uma decisão. Acabamos locando pela Sixt, por €51 a diária. Fomos até a estação Santa Justa, o quiosque da locadora fica do lado de fora da estação, mas perambulamos um pouco até descobrir isso. O trâmite foi rápido. Acabamos pagando um up-grade por um carro um pouco mais potente (segundo a atendente, para subir os morros dos Pueblos) e mais a gasolina adiantada, aí foram mais €39. Depois apanhamos um tantinho do GPS em espanhol , e finalmente partimos em direção aos Pueblos Blancos. A primeira parada, depois de mais de uma hora de viagem, foi Zahara de La Sierra. Um visual maravilhoso daquele monte de casinhas brancas tapando parte da montanha, com um lago de um azul incrível aos seus pés. Subimos por ruazinhas muito estreitas, chão todo de pedras, até chegar no mirante lá em cima. Uau! Deslumbrante! Diversas amendoeiras carregadas de flores complementaram o cenário, magnífico! Ficamos um tempo ali, depois entramos em um barzinho para tomar um café, e partimos porque ainda havia duas cidades no roteiro. A minha vontade era ficar ali mais, o lugar era muito lindo e agradável. A segunda cidade foi Ronda. Quando chegamos a neblina tapava quase toda a vista do desfiladeiro. Procuramos um lugar para almoçar, nos arredores da Plaza de Toros há diversos restaurantes com preços razoáveis. Comemos em um de comida italiana, deu €22 para nós dois. Voltamos para o mirante do desfiladeiro e o tempo tinha aberto! Muito legal a vista da ponte sobre o desfiladeiro e todo o resto da paisagem. Pagamos €2,50 cada para conhecer o interior da ponte, achando que dali o cenário seria ainda mais bonito, mas não foi grande coisa. Rapidinho percorremos tudo e voltamos para fazer a trilha que leva até a parte de baixo da ponte. Essa sim foi muito boa! A trilha não é difícil, a gente vai olhando tudo e curtindo e logo está lá. O desfiladeiro e a ponte vistos por baixo são bem interessantes, e o rio que passa ali tem uma cor diferente, verdinha, bonita. Bem legal. Subimos de volta e caminhamos mais um pouco pela cidade, e rumamos para conhecer Setenil de Las Bodegas. O carro tinha ficado em um estacionamento próximo da Plaza de Toros, pagamos €6 por cerca de 5 horas. Setenil de Las Bodegas tem as ruas ainda mais estreitas que Zahara. Deixamos o carro em um estacionamento público logo na entrada da cidade e caminhamos para conhecê-la. Os poucos carros que circulavam tiravam fininhos das casas, é certo que eles perdem muitos espelhos por lá ! O legal de Setenil é a maneira que eles aproveitam as rochas para suas construções, como paredes e muitas vezes até como teto. Tomamos um café em um barzinho e o teto do banheiro era pura rocha! Mais um Pueblo muito bonitinho! Todas as casinhas brancas, chão de pedras… Já começava a anoitecer e fomos embora. Gostaria de ter ficado mais tempo em cada uma dessas cidades, mas valeu muito a pena ter apertado um pouquinho e conhecido as três. Cada uma com suas particularidades, todas são lindas! E o aluguel do carro também, não foi barato, mas valeu cada centavo! Esse foi um dos melhores dias da viagem, por conhecer uma Espanha mais autêntica, mais tranquila, menos turística, além dos cenários naturais que não se veem nas cidades grandes. Mais tarde, fomos assistir ao flamenco no La Carboneria, mais uma dica dada em diversos relatos por aqui no Mochileiros. O lugar é bem simples, tipo um galpão, um senhor bem simpático na recepção mandou a gente entrar que o flamenco já ia começar. A entrada é grátis. Claro que todos os assentos próximos aos músicos estavam cheios. Pegamos umas bebidas e uns petiscos e sentamos. Os músicos começaram a tocar, primeiro uma música bem lenta, e bem aos poucos o ritmo foi ficando mais forte. Aí a gente começou a pensar “cadê a bailarina? Será que vai entrar alguém para dançar daqui a pouco?”, quando de repente a moça que está sentada ao lado de um dos músicos, usando roupas normais (sem aqueles vestidos típicos) se levantou e começou a dançar. A dança foi no mesmo embalo, começou com movimentos mais suaves e foi ficando mais intensa, e mais intensa... o negócio é alucinante! De tirar o fôlego! A apresentação durou uns 20 minutos. Ficamos bebericando e petiscando até tudo recomeçar, mais ou menos uns 45 minutos depois, e a apresentação rolou toda da mesma maneira. Demais! Ficamos andando um pouco procurando um bar de tapas, vários já estavam fechando e os que estavam abertos estavam meio vazios. Tomamos uma caña em um e fomos embora. Dia 08/02 – Sevilha Último dia da viagem. Caminhamos bastante pela cidade e pela beira do rio. A beira-rio estava cheia de pessoas correndo, andando de bicicleta, de patins. Mais um lindo domingo de sol! Ficamos por ali um tempão. Depois de almoçar, fomos conhecer o Real Alcázar. €9,5 por pessoa. O lugar é lindo, mas nos bateu um cansaço de fim de viagem, junto com a melancolia de ter que ir embora… Caminhamos bastante pelas partes internas e pelos jardins. Depois entramos na Catedral, mas não nos animamos a pagar para subir na Torre de La Giralda. À noite fomos novamente ao Bairro Santa Cruz, o movimento já era mais fraco que nos dias anteriores. Voltamos em direção à Catedral e fomos ao 100 Montaditos para um lanche de despedida. Pedimos ao Hostal para chamar um táxi para 4h45, o único táxi da viagem toda em função do horário. Com as ruas praticamente desertas, antes das 5h chegamos no aeroporto, esse trecho custou €30! Voamos de Sevilha para Lisboa, com 4 horas de conexão e muitas “olhadinhas” nos free shops para passar o tempo, e depois para Porto Alegre. Adoramos os dois países, recomendo muito! Espero ter ajudado a quem busca informações para sua viagem, pois obviamente nosso planejamento foi feito usando muitos relatos daqui. Se eu puder auxiliar em algo, fique à vontade para perguntar!
  33. 1 ponto
    Dia 31/01 – Alguns pontos turísticos de Madri e... futebol! Desde que colocamos o pé para fora do hostal, vimos uma movimentação de pessoas que pareciam estar se dirigindo a alguma passeata ou algo do tipo, todas com camisetas ou portando uma bandeira roxa. Ficamos curiosos. Caminhamos até a Plaza de Cibeles, e dali fomos até a Puerta de Alcalá. Voltamos, e demos uma olhada no valor da entrada para o prédio do Palacio de Comunicaciones, mas resolvemos andar mais pela cidade. Fomos até a Puerta del Sol, a movimentação de pessoas envolvidas com aquela manifestação só aumentava. Voltamos em direção à Plaza de Cibeles, mas a movimentação de pessoas tinha se transformado em uma multidão! A rua estava tomada, com muitos policiais, camburões, etc, o clima parecia tenso ! Percorremos um outro caminho para fugir daquele tumulto, e fomos para o Parque del Retiro. O parque é muito gostoso, e o dia estava muito bonito, o que ajudava. Famílias passeando, pessoas correndo, pedalando, passeando com seu cachorro... enfim, aquele clima legal de parque. Ficamos ali um bom tempo, curtindo. Nos dirigimos a uma estação do metrô. Lá compramos o passe que dá direito a 10 viagens, e que pode ser usado por mais de uma pessoa, custou €12,20 – muito vantajoso, pois só uma viagem custa entre €1,5 e €2. Compramos na máquina de autoatendimento, bem tranquilo. Mas na hora de passar o cartão no leitor, nada acontecia. Procuramos um funcionário que estava por ali, que verificou que o cartão não funcionava. Ele trocou nosso cartão por um novo, nos perguntou onde estávamos indo, explicou qual linha pegar, onde descer etc, foi super gentil. O metrô de Madri, apesar de possuir muitas linhas, é fácil de usar. É muito bem sinalizado, com gráficos das linhas, tudo que a gente precisa. E então chegamos no aguardado Santiago Bernabeu! Ao sair da estação de metrô a gente já dá de cara com ele. Como eu já relatei antes, não tínhamos conseguido comprar entradas pela internet, então fomos direto à bilheteria. Os ingressos mais baratos estavam esgotados, compramos o segundo mais barato que foi €50! Tudo bem, não é qualquer hora que a gente assiste ao Real Madrid! Como chegamos um pouco cedo (com medo de não conseguir ingressos), fomos procurar um lugar para lanchar/almoçar. As opções de almoço não eram interessantes, então comemos uns bocadillos de tortilla, que é bem típico na Espanha. Aproveitamos para fazer um programa que nunca fazemos juntos: tomar cerveja antes de entrar no estádio. Costumamos ir a jogos, mas não juntos: sou colorada, e ele é gremista! Quando finalmente entramos no estádio... uou! Sensacional! Nosso assento era lá em cima, bem longe do campo, mas quem se importa? O único porém é que ventava bastante, aumentando o frio de cerca de 1º que fazia. Estávamos sentindo muito, muito frio, mesmo cheios de roupas. Não se engane com a foto acima, até começar o jogo o estádio encheu! E começa o jogo! Cristiano Ronaldo tinha feito o favor de ser expulso no jogo anterior, então estava suspenso. Tivemos que nos “contentar” com James Rodrigues, Tony Kroos, Benzema, Bale, Sérgio Ramos e por aí vai... uma seleção! Logo que começou o jogo, começou a passar a sensação de frio. Não que tenha ficado quente, mas ficou confortável. Olhamos para cima, e havia aquecedores enormes presos sob a cobertura do estádio! Surreal! O jogo terminou Real Madrid 4 x 1 Real Sociedad, uma experiência inesquecível. Pegamos o metrô, e voltamos até o Museu Reina Sofia. Antes comemos um bocadillo de calamares (sanduíche com anéis de lula empanados), que também é típico espanhol. Achei gostoso, e eu nem gosto de lulas. Aproveitamos o horário grátis do Reina Sofia, das 19h às 21h. Vimos, é claro, o Guernica, além de uma seção de obras do Dalí e artistas do seu período. No mais, não nos interessou muito, não curtimos arte moderna. Diferente do que aconteceu no Museu do Prado, nesse aqui saímos antes de acabar o horário, e sem dó de não ter visto mais coisas. O Rodrigo tinha se empolgado e comprado uma manta do Real Madrid antes de entrar no jogo, e vários funcionários do museu conversaram com a gente por causa disso, perguntando se o jogo estava bom, se tínhamos gostado, quem tinha feito os gols. Aproveitamos e pedimos para um deles uma dica de mercado perto dali, pois não havíamos visto nenhum. Ele explicou direitinho como chegar. Compramos alguns biscoitos, água, suco, coisinhas para levar no bate-volta do dia seguinte e também para lanchar mais tarde, gastamos menos de €5. Vimos notícias de que aquela manifestação que estava acontecendo reuniu cerca de 100 mil pessoas! Eles estavam reivindicando mudanças diversas, pois a Espanha atualmente tem uma taxa de desemprego superior a 20%! Fazendo um parênteses no relato, tanto em Portugal quanto na Espanha vimos muitas pessoas mendigando. Pessoas com plaquinhas que diziam que estavam desempregadas e precisavam de ajuda, ou então pessoas de idade simplesmente abordando quem passava e pedindo dinheiro. Bem triste! Dia 01/02 – Bate-volta a Segóvia Pegamos o metrô até a estação Moncloa, entramos no terminal de ônibus que fica anexo, e procuramos o guichê da empresa Sepulvedana (horários e preços atualizados: http://www.lasepulvedana.es/). Chegamos a tempo de pegar o ônibus das 9h15, mas já estava lotado e só conseguimos para o das 10h. Custou €14,76 por pessoa, com o horário da volta em aberto. Aproveitamos para tomar café no Dunkin Donuts da estação e usar o wi-fi até o horário do ônibus. 55 minutos de viagem e chegamos em Segóvia. Colocamos o pé para fora da estação e já sentimos como seria o dia: muito frio! Em poucos minutos caminhando chegamos em frente ao aqueduto, lindíssimo! Ali mesmo há um posto de informações turísticas, pegamos um mapa e diversas informações com um atendente super atencioso. Exploramos um pedaço da cidade, subindo pela lateral do aqueduto e caminhando pelas ruas até a Catedral. Entramos nela, olhamos um pouco, estava iniciando uma visita guiada à torre. A visita custava €5 e durava cerca de 1 hora, optamos por não fazer (na verdade já estávamos meio enjoados de ver igrejas e catedrais e com ainda menos vontade de ter que pagar por isso). Fomos até o Alcázar, nos informamos sobre a visitação, e voltamos para almoçar. Comemos no restaurante El Patio de la Catedral, boas opções de comidas típicas da região a preços amigáveis e ambiente aconchegante. Provamos o cochinillo assado (leitão) e a sopa castellana, pratos bem gordinhos para encarar o inverno segoviano. Estavam gostosos, gastamos €31,77 com vinho, sobremesa e café. Fomos fazer a visitação no Alcázar, €7 por pessoa. O lugar é muito legal, tanto a sua arquitetura quanto os ambientes e objetos expostos ali. Lá de cima a vista é linda, vendo a cidade e ao fundo as montanhas da Serra da Guadarrama com seus cumes nevados. Saímos do Alcázar e fomos caminhar pelas ruas do Bairro Judeu. Por ser domingo, muitas coisas estavam fechadas e o lugar estava um pouco deserto, mas é bem bonitinho. Desde o início do planejamento dessa viagem tínhamos esperança de ver neve justamente em Segóvia, por ser a cidade mais fria pela qual passaríamos. E foi durante nosso passeio pelo Bairro Judeu que começaram a cair aqueles floquinhos minúsculos, mas devagar demais para serem pingos de chuva. Uhu, estava nevando! Começamos a pular feito crianças, foi a primeira vez que vimos neve na vida. Era tão fininha que nem aparecia nas fotos, e estava longe de cobrir as coisas de branco, mas mesmo assim ficamos ali pulando que nem bobos ! Mais para o fim da tarde voltamos à rodoviária para marcar a volta para o ônibus das 17h15, mas este também já estava lotado, e marcamos para o das 18h. Eu disse “deixa, quem for embora nesse ônibus não vai ver a neve mais forte que vai cair daqui a pouco!”. Voltamos até o aqueduto, e fizemos um lanche com chocolate quente em uma lancheria ali em frente. Quando retornamos para a estação, começou mesmo a cair uma neve um pouco mais forte! Todo mundo ficou dentro da estação, e nós saímos para o pátio para de novo pular sob a neve, que ainda não era abundante, mas pra nós era uma nevasca! Valeu a pena esse dia que foi o mais frio que já passei. Voltamos para o hostal, e à noite fomos jantar em um restaurante de comida tailandesa bem ali pertinho. O restaurante é o Pad Thai, eu não tinha levado muita fé de que ele seria bom e o Rodrigo insistiu para irmos, mas depois de provar a comida... uau! De entrada uma sopa de coco que estava divina, e depois um prato de pad thai de camarão (massa de arroz, vegetais e temperos tailandeses). Salivo só de lembrar daquela comida! Gastamos €30, com vinho e sobremesa. Dia 02/02 – Conhecendo mais de Madri Pegamos o metrô até a estação Plaza España, e fomos conhecer a praça de mesmo nome e a sua estátua do Dom Quixote. Dali fomos ao Templo de Debot. Não conhecemos sua parte interna, estava fechado por ser segunda-feira. Passeamos por dentro dos jardins ao lado do Palácio Real, depois por sua frente, ainda não sabíamos se faríamos a visitação e decidimos não fazer. Passamos em frente à Catedral de Almudena e também não entramos. Fomos ao Mercado San Miguel. Não é um mercado normal, onde a população vai fazer suas compras de dia-a-dia, é bem mais bonitinho e arrumado, e vende produtos mais requintados. Tem diversos estabelecimentos que vendem montaditos e pinchos (porções de petiscos). As coisas eram meio carinhas, mas eram tão bonitas e apetitosas que tivemos que provar. Pegamos duas sangrias e uns pinchos que eram umas azeitonas enormes recheadas com salmão e outras coisinhas, estava bom. Dali é um passo da Plaza Mayor. Muito legal. Caminhamos de volta até o restaurante tailandês, gostamos tanto que fomos almoçar lá. Menu fixo de entrada+prato principal+bebida por incríveis €8,95 por pessoa, digo incríveis por que a comida é espetacular. Depois de almoçar, fomos aproveitar o horário grátis do museu Thyssen-Bornemisza, que fica bem próximo dali. A entrada é gratuita às segundas-feiras, das 12h às 16h. Adoramos o museu, especialmente alguns quadros de Van Gogh, Rembrandt, Renoir e Monet. À noite, fomos à estação de trens comprar passagens para ir a Toledo no dia seguinte, €20,60 ida+volta por pessoa. E depois, fomos jantar/bebericar no 100 Montaditos em frente à estação. Às segundas-feiras eles fazem uma promoção em que os montaditos saem pela metade do preço, e fomos lá aproveitar para provar mais alguns, acompanhados de canecos de tinto verano! Delícia! Dia 03/01 – Bate-volta a Toledo Pegamos o trem das 8h50 para Toledo (horários e preços em http://www.renfe.com/), em meia hora de viagem se chega lá. Existe um ônibus que passa em frente à estação e leva à praça principal da cidade, mas fomos caminhando, é perto e tem um visual bonito. A gente passa por uma ponte sobre o rio Tajo (que é o mesmo Tejo que corta Lisboa), e entra pela Puerta de Alcantara, que é uma das entradas da parte murada da cidade. Chegamos na praça Zocodover, passamos no posto de informações turísticas que tem ali, pegamos mapa e informações. Fomos até a Mesquita del Cristo de la Luz, com a intenção de ver uma construção diferenciada, pois trata-se de uma construção de arquitetura e decoração islâmicas. Pagamos €2,50 cada e ficamos decepcionados, o lugar é até bonitinho, mas 10 minutos de visita são mais do que suficientes, é minúsculo. Fomos ao Alcázar, e há duas formas de entrar nele: visitando o Museu do Exército, que não me interessava, ou a Biblioteca Pública da cidade. Pensamos que por ser dentro do Alcázar, a biblioteca conservaria características da sua arquitetura. Depois de subir a pé 8 andares (para completar o elevador estava estragado), chegamos em um ambiente tão normal quanto qualquer outra biblioteca que já conhecemos na nossa escola ou faculdade. Existem diversas lojas pela cidade que vendem espadas e outras armas, e suas vitrines são muito bonitas, com armaduras completas expostas. É uma atração à parte. Chegamos em frente à Catedral, que possui uma fachada belíssima, mas não entramos. Começamos a buscar um lugar para almoçar, e entramos no La Campana Gorda. O ambiente era bem bonitinho, mas a comida... variava entre o comum e o bem ruim. Os restaurantes, tanto em Portugal quanto na Espanha, costumam dar o preço da refeição com o “IVA incluso”, é um imposto deles, e essa informação geralmente está na placa dos preços ou no menu. Para nossa surpresa, na hora da conta nesse restaurante, o IVA era cobrado à parte, e não satisfeitos, havia uma taxa de serviço de 2 euros por pessoa! Saímos indignados. Paramos em um boteco mais adiante para tomar um cafezinho, pedimos no balcão mesmo para não ter nenhuma sobretaxa, mas custou €2 cada café! A essa altura estávamos nos sentindo os verdadeiros turistas explorados: primeiro aquela mesquita sem graça, depois a biblioteca do Alcázar que não tinha nada demais, depois o almoço, e agora o café! Chegamos ao Monastério de San Juan de Los Reyes, e ao lado deste inicia uma trilha que sai dos muros e passa pelas margens do Tajo. Ficamos com a opção na qual ninguém nos cobraria alguma entrada ou taxa ou coisa do tipo. Essa trilha foi a coisa mais legal que fizemos em Toledo. Em meio à natureza, andando rente ao rio, com belas vistas da muralha e das construções na margem oposta. Cerca de uma hora de caminhada bem tranquila, parando para curtir e tirar fotos, até chegar no outro acesso para retornar à cidade. Ali já era bem pertinho da Sinagoga del Trânsito, fomos conhecê-la (€3 cada). Essa achamos legal, não é muito grande mas possui exposição de diversos objetos da cultura judaica. Depois, fomos em uma exposição dos Cavaleiros Templários. Eram diversos manequins com roupas típicas, e painéis contando a história da Ordem. €4 o ingresso por pessoa. Logo ali ao lado, entramos no Museu da Cultura Visigótica. Pouca coisa exposta e com poucas informações, mas era grátis. Nos dirigimos à estação, nosso trem para retornar era às 17h e pouco. Apesar dos poréns, gostamos muito de Toledo, é uma cidade muito bonitinha e que deve sim ser visitada . À noite, saímos para encontrar um colega meu de trabalho que também estava em Madri, fomos beber e petiscar, foi uma despedida bem legal da cidade. Na manhã seguinte seguimos para Granada.
  34. 1 ponto
    Dia 27/01 – Barcelona de Gaudí Tínhamos comprado com antecedência as entradas para a Sagrada Família (http://visit.sagradafamilia.cat/?lang=en#tickets), €19,50 cada entrada incluindo subida a uma das torres. Fomos caminhando desde o Hostal, no caminho paramos para tomar café-da-manhã. A empolgação vai aumentando quando as torres começam a aparecer por trás dos prédios e de repente... uau! Ali está ela, gigantesca e maravilhosa! Aquela sensação incrível de estar vendo pessoalmente algo tantas vezes visto em filmes e fotos! Já havia uma fila para entrar, nosso horário era o primeiro do dia e todos ainda esperavam a abertura. Levamos as entradas recebidas por e-mail no tablet, o funcionário passou o leitor do QRCode assim mesmo, não é necessário imprimir nada. Um bom tempo admirando de perto os detalhes da fachada, até finalmente entrarmos. Apesar do impacto ao ver a parte interna, fomos direto procurar o elevador para subir na torre, que também tinha horário marcado. A subida na torre foi legal, mas eu diria que não é imprescindível. A vista da cidade fica meio atrapalhada pelos guindastes da própria obra da igreja. Logo descemos para enfim olhar com calma o interior da Basílica. Ela é alta e bastante imponente, mas o mais lindo de tudo sem dúvida são os vitrais. A entrada da luz natural através deles dá um colorido maravilhoso no lugar. Caminhamos, olhamos, sentamos... até criar coragem de sair dali para a próxima atração. Caminhamos algumas quadras para a esquerda da saída da Basílica, para pegar um ônibus para o Park Guell. No caminho pedimos informações para um homem, que nos indicou direitinho onde era o ponto e qual era o ônibus (6ª quadra a partir da Basílica, na própria Carrer de La Marina, ônibus 92). A passagem foi €2,15 para cada. Pedimos para o motorista nos indicar onde descer, e em pouco tempo estávamos em frente a uma das entradas do parque. €8 cada ingresso. Entramos na parte que é de livre visitação, que já é muito bonitinha, e logo chegamos no acesso à área dos banquinhos coloridos. Dali descemos para a parte onde tem a salamandra, e depois ficamos caminhando por diversos caminhos do parque. Subimos em um parte de onde se tem uma vista incrível da cidade. Enfim, adoramos o Park Guell. Fomos embora pela saída em direção às escadas rolantes que tem na rua, e que são bem úteis para quem está vindo por esse caminho, pois a subida é íngreme. Na estação de metrô Vallcarca compramos o T-10, que é o passe de 10 viagens e pode ser usado por mais de uma pessoa, custou €9,95. Voltamos para o hostal para usar o wi-fi. Tinha aberto a venda de ingressos pro jogo do Real Madri na data que estaríamos lá, e queríamos comprar. Resumindo a história, passamos os dias seguintes tentando várias vezes por dia comprar, através do smartphone e do tablet, e o site simplesmente não aceitou nossos cartões de crédito. Almoçamos ali perto da Plaça Catalunya, apelamos para um Burguer King porque as outras opções não estavam muito econômicas. Seguimos para a Casa Batlò, caminhando pela Passeig de Gracià. Nunca vi tanta ostentação na minha vida! Lojas de todas as marcas que eu já tinha ouvido falar, no meio de outras bem bodosas que eu nem conhecia. A entrada para a Casa Batlò custa €21 e inclui um áudio-guia, e por €4 pegamos também um vídeo-guia. A visita é bem legal, especialmente porque o áudio-guia explica como foi pensada a casa, com formas fluidas, aproveitamento da luz natural etc. Mas o vídeo-guia foi a cereja do bolo, dá à visita um tom fantástico. São imagens que se sobrepõem aos ambientes, por exemplo tu aponta o equipamento para uma lareira que existe no ambiente e o vídeo mostra ela se transformando em um animal que cospe fogo, e assim vai pela casa toda: animais voadores, salas se inundando... legal demais! Recomendo muito. Depois dali fomos até La Pedrera. Olhamos só por fora, achamos demais pagar mais €20,50 para entrar em outra casa. O resto do dia tiramos para fazer comprinhas na Decathlon e no El Corte inglês, como já comentei antes estava tudo em liquidação e foi difícil escolher apenas poucas coisas para não pesar na bagagem. À noite jantamos perto do hostal, comemos a primeira paella em terras espanholas, acompanhada da primeira sangria. A paella estava gostosa, e a sangria melhor ainda. Gastamos €34,50. Dia 28/01 – Bairro Gótico e Montjuic Durante nosso planejamento de viagem conhecemos esse site: http://www.passaportebcn.com . É o melhor site que já vi sobre um destino, tem tudo a respeito de Barcelona e arredores. Ele sugere diversos roteiros, e nesse dia fomos fazer o roteiro do Bairro Gótico: http://www.passaportebcn.com/roteiro-barri-gotic/. Só que, os boca-abertas em vez de salvar o roteiro para consulta offline, no dia anterior traçamos à mão no mapa o percurso, e na hora ficamos brincando de jogo da memória: “que que tinha nessa praça mesmo? Ah, era aquela igreja ali, com marcas de bombardeio. E nessa rua aqui? Ah, era aquele desenho do Picasso, ali”! De qualquer forma, o passeio foi sensacional, descobrimos uma Barcelona que nunca tínhamos ouvido falar, com resquícios de ocupação romana. Os poucos turistas que andavam pelo local estavam em pequenos grupos com guia, do tipo walking tours. São coisinhas e detalhezinhos que se tu não vai sabendo o que são e onde estão, passa batido. Incluímos no roteiro que o site sugere uma passeio pelo Mercat Santa Caterina, e deixamos de entrar na Catedral. Após o Bairro Gótico, fomos para o Mercat La Boquería. Muita variedade de frutos do mar, frutas, verduras, produtos locais... Saímos pelos fundos do mercado e logo achamos um restaurante indiano onde resolvemos almoçar, Preet Restaurant. Era um lugar bem simplório, com um menu fixo que incluía bebida e sobremesa, mais café saiu €20,40 para nós dois, e a comida estava bem boa. Seguimos em direção a La Rambla, antes passamos em frente ao Palau Guell. Fomos até o monumento a Cristóvão Colombo e a marina, e seguimos para pegar o funicular para subir a Montjuic. Nos confundimos um pouco com as placas, descemos na estação de metrô, saímos de novo, até entender que de fato o funicular sai de dentro da estação de metrô mas que ele estava fora de funcionamento para reparos e um ônibus estava fazendo sua substituição. Para o ônibus também se usa o passe T-10. Descemos do ônibus em frente à entrada do Teleférico. Dá para subir até o Castelo a pé, mas pegamos o teleférico para curtir a vista (€7,80 só ida para cada). A melhor coisa do Castelo (€5 o ingresso) é a vista do mediterrâneo, da orla e da cidade. Depois do Castelo, descemos em direção ao Estádio Olímpico onde aconteceram diversos eventos da Olimpíada de 1992. A entrada é aberta. Muito legal. Descemos até o Museu Nacional de Arte da Catalunha, por mais escadas rolantes ao ar livre. Viajar no inverno deles tem diversas vantagens, a menor quantidade de turistas é a maior delas, mas tem algumas desvantagens também: as quedas d'água em frente ao MNAC estavam todas desligadas, e o show da fonte mágica acontece somente às sextas e sábados, ou seja, não conseguimos assistir. Fomos até as Torres Venezianas e pegamos o metrô na Plaça Espanya para voltar ao hostal. Paramos em uma lancheria para provar o tal churros com chocolate quente. É bem diferente daquele que conhecemos, prefiro o nosso que é recheado. Passamos ainda em um mercadinho para comprar lanches e água para o dia seguinte, À noite pegamos pizzas em um restaurante ali pertinho (Giorgio's). Pegamos duas pizzas por €19 e ainda ganhamos de brinde uma garrafa de vinho. Jantamos no quarto. Tentamos achar um canal para assistir Atletico de Madrid x Barcelona, mas só achamos um que mostrava uma meia-dúzia de pessoas que ficavam comentando o jogo enquanto assistiam a ele, mas sem passar imagens do jogo propriamente dito! Bizarro! Certo que daqui a pouco essa moda pega aqui! Dia 29/01 – Bate-volta a Montserrat O site do PassaporteBCN também dá todas as dicas. Pegamos o metrô até a estação Plaça Espanya, e dentro da estação mesmo tem um balcão da FGC. Queríamos comprar o combo de trem+cremalheira+funiculares, mas nos disseram que os funiculares estavam fechados para reparos, então compramos trem+cremalheira por €19 cada. Além disso, queríamos subir até o monastério pelo teleférico (aeri) e somente descer de cremalheira, mas o teleférico também estava fechado para reparos . Contratempos da baixa estação... A beleza da paisagem vai se superando uma vez após a outra: o trem se aproximando de Montserrat, o desembarque do trem, a subida na cremalheira, a chegada em frente ao Monastério... Foi um dos lugares mais lindos desta viagem. Passamos o resto da manhã andando pelos arredores, e paramos para almoçar. Claro que as poucas opções existentes lá em cima deixam as coisas um pouco mais caras, mas almoçamos um prato bem servido de massa com frango, acompanhado de um copão de cerveja, por €24,60 para os dois. Queríamos assistir à apresentação do coro de meninos, que acontece dentro da basílica às 13h. Nos atrasamos uns 10 minutinhos no almoço, e quando entramos na basílica deu tempo de ver uns 3 meninos se retirando por uma portinha lateral. Nunca vi tanta pontualidade, pegar o exato momento em que o espetáculo acaba ! Descobrimos lá que dos dois funiculares existentes, um estava em funcionamento, o que leva à parte alta. Compramos o ticket para este trecho por €9,50 ida+volta (sim, é possível fazer a pé, porém são trilhas beeem longas). Ou seja, nisso aí já gastamos mais do que se eles tivessem nos vendido o combo trem+cremalheira+funicular que seria €27,50 (eu queria saber quem foi o querido que teve a ideia de não vender o ticket combinado ). O visual lá em cima consegue ficar ainda melhor! Há plaquinhas sinalizando diversas trilhas e o tempo necessário para cada, algumas acima de 2h. Fizemos algumas das trilhas mais curtas, e foi fantástico. Não me canso de dizer que o lugar é lindo demais. Quando descemos, fomos conhecer com calma o interior da Basílica e o altar de La Moreneta. No final da tarde fizemos todo o caminho inverso: cremalheira, trem, metrô até o hostal. À noite fomos conhecer a famosa rede 100 Montaditos, tinha um bem pertinho da nossa hospedagem. Como o nome diz, o cardápio oferece cem variedades de montaditos (=sanduichinhos), além de outros petiscos e bebidas. Escolhemos algumas variedades de montaditos e acompanhamos com Tinto Verano, um vinho tinto que eles servem com gelo e não sei se leva mais alguma coisa, mas é uma delícia. Tudo bem gostoso, a bons preços, ambiente legal. Viramos fregueses! Dia 30/01 – Barceloneta / Ida para Madri / Museu do Prado Última manhã em Barcelona! Fomos em direção ao Parc de la Ciutadella, passando antes pelo Arc de Triomf. Passeamos um pouco por dentro do parque, e andamos até Barceloneta. Belo lugar, deve ser uma delícia no verão! Fomos até a Basílica de Santa Maria del Mar e entramos um pouquinho. Seguimos caminho até o Palau de La Musica Catalana, lindíssimo por fora, mas seu interior vai ficar para uma próxima vez. Voltamos em direção ao Bairro Gótico, queríamos encontrar a caixinha do correio da Casa de L'Ardiaca, que não tínhamos encontrado no dia do roteiro por esse bairro. O lugar não tem nada de imperdível, é só porque tínhamos tempo de brincar um pouco de caça ao tesouro. Entramos também na Catedral, que não tínhamos entrado no outro dia. Almoçamos novamente no Burguer King da Plaça Catalunya, e voltamos ao hostal para pegar as bagagens. Estava na hora de partir de Barcelona! Ah não! Pegamos o metrô até a estação de trens Sants. As passagens tinham sido compradas pelo site da Renfe com uns dois meses de antecedência (€49,10). Mostrei os e-tickets no tablet mas não aceitaram, tinha que passar em um balcão e imprimir os bilhetes. Todos passam suas bagagens em um raio-x como dos aeroportos, e embarcamos no trem das 14h rumo a Madri. O trem para em algumas cidades no caminho. Um pouco depois das 17h chegamos na imensa estação de Atocha. O hostal ficava muito perto dali. Fizemos check-in, a atendente foi super atenciosa e nos deu várias informações. Largamos as coisas e rumamos rápido para o Museu do Prado para pegar o horário gratuito das 18h às 20h. Só paramos no caminho para tomar um café. Chegamos no Museu e a fila estava imensa! Mesmo sendo grátis, todos tem que passar na bilheteria e pegar o seu ingresso, e quem estava com bolsa ou mochila pegava mais uma fila para passar no raio-x. Entramos de fato no museu uma 18h20. E agora, por onde começar? Bate aquela loucura de querer ver tudo e ao mesmo tempo saber que não dá para ver tudo. Pegamos um folheto do museu que indicava as 50 obras principais e suas respectivas salas, escolhemos as obras que mais queríamos ver e tentamos agrupar as coisas que estavam próximas pra não perder tempo indo e voltando. No fim das contas, conseguimos ver e parar para realmente apreciar todas aquelas obras que queríamos, mas tinha tanta coisa ainda por ver... Às 19h50 os funcionários começam a tocar todo mundo para fora e fechar as salas. A dica que dou é: quem quiser aproveitar o horário grátis do museu, pelo menos entre no site e planeje melhor o que quer ver e trace um roteirinho para otimizar o tempo. E pra quem quer realmente curtir o museu, com calma, com paz, que pague o ingresso. O horário gratuito, além de ser curto, é muito cheio! Jantamos em um Museu del Jamon próximo dali, comida nada demais, €16,20 para nós dois.
  35. 1 ponto
    25/01 – Curtindo a cidade do Porto Encontramos uma boa opção para tomar café-da-manhã na Avenida dos Aliados: Low-Cost.come. Fica perto do prédio da Câmara Municipal. Várias opções de café, salgados, sanduíches, doces etc, a ótimos preços. Depois, passamos no posto de informações turísticas, bem pertinho dali, e compramos o Porto Card com validade para 24h (€5 euros, sem incluir transporte). Demos início ao uso do cartão na Torre dos Clérigos (€1,5 com cartão). Muitas escadas para subir, e uma vista recompensadora de 360º da cidade. Descemos em direção ao rio, por ruas estreitas e sem apelo turístico, simplesmente ruas normais de moradores – muito legal! Fomos para o Museu do Vinho do Porto. Vários painéis que contam a história do vinho do Porto e da própria cidade e da região do Douro, e alguns objetos antigos relacionados ao tema. Mas, degustação que é bom, nada. Voltamos caminhando pela beira do rio, o dia estava lindo e a temperatura estava super agradável. Entramos na Casa do Infante, foi um pouco decepcionante, havia poucas coisas expostas. Chegamos na Ribeira. Por ser domingo, havia uma feira de artesanato rolando. As mesas externas do restaurantes estavam cheias, música ao vivo rolando, muitos moradores e turistas passeando... Climão sensacional! Entramos no único mercadinho que tem ali e pegamos cervejas geladinhas (portuguesas, Sagres e Super Bock, ambas muito boas), compramos umas castanhas assadas de uma senhora simpática na rua, sentamos na beira do rio e ali ficamos por um bom tempo, curtindo o sol, o movimento e o visual. Saímos à procura de uma empresa que fizesse passeio de barco, o Porto Card dá desconto em algumas. Fechamos com uma empresa que não lembro o nome, saiu por €10 por pessoa. Nessa época do ano o único passeio que as empresas fazem é o das seis pontes. O passeio dura mais ou menos uma hora, é bem gostoso de fazer. Claro que o dia maravilhoso que fazia ajudou. Mais no fim da tarde fizemos a visita ao Palácio da Bolsa. Só é possível fazer visita guiada, €3,5 com o Card. Foi legal, o interior do Palácio é muito bonito. Ainda deu tempo de subir até a Sé do Porto e assistir um pôr-do-sol magnífico. À noite, como era a última em Porto e em Portugal, fomos procurar um lugar melhorzinho para jantar na Ribeira. Vários restaurantes já estavam fechando! Escolhemos o Porto Escondido, pedimos um prato de bacalhau e um de salmão, ambos muito gostosos. Com entrada, vinhos e café, deu €23. Dia 26/01 – Mais um pouco de (vinho do) Porto e ida para Barcelona Tomamos café novamente no Low-Cost.come, e fomos ao Mercado do Bolhão comprar uns souvenirs. Tudo que compramos estava mais barato na feira da Ribeira do dia anterior ! Pegamos o metrô em direção à Casa de Música, já aproveitamos para carregar o valor que usaríamos mais tarde para ir para o aeroporto. A Casa da Música oferece visitas somente guiadas, às 11h e às 16h. Chegamos lá nos últimos momentos da validade do nosso Porto Card, e o ingresso custou €2. A visita foi guiada pelo João, que é músico e arquiteto, ou seja, completamente apaixonado ao falar sobre o que é e como foi pensada e projetada a Casa. A visita foi além das expectativas, interessantíssima. Viemos embora a pé, e no caminho paramos para almoçar em um restaurante que não parecia ter nenhum turista. Sopa e pão de entrada + prato principal com salada + uma bebida à escolha, tudo muito bem servido e gostoso, a incríveis €6 por pessoa! A opção sem bebida saía por €5! Só tivemos que dividir a mesa com uma senhorinha que não parava de nos encarar como se fôssemos alienígenas ! Fomos conhecer a Livraria Lello. Uma graça, com uma escadaria de madeira linda. Só é permitido tirar fotos entre 9h e 10h, e eles ficam de olho para que ninguém fotografe. Atravessamos para Vila Nova de Gaia, para fazer visita a alguma cave. Fizemos a visita guiada com degustação da Ferreira, €6 por pessoa. Vinhos deliciosos. Depois, entramos em uma loja de vinhos e que tinha degustações (pagas) também, de variadas marcas. Provamos um outro tipo e acabamos comprando um da Ferreira que estava mais barato ali na loja do que na própria cave. Estava na hora de ir para a Espanha, passamos na pousada para pegar as bagagens. Pegamos a linha violeta do metrô em direção ao aeroporto. Chegamos com folga no horário, deu tempo de comer o último bolinho de bacalhau em terras portuguesas antes de embarcar no aviãozinho minúsculo rumo a Barcelona. Nos despedimos desse país que nos surpreendeu e nos encantou, com dúzias de lugares lindos e agradáveis, povo hospitaleiro e ótima gastronomia. Descendo no aeroporto El Prat, o primeiro contato foi engraçado: todas as placas estavam escritas primeiro em catalão, depois em inglês, e depois em espanhol. Sabíamos que o povo catalão tem muito orgulho de ter uma identidade própria, à parte da Espanha, mas não imaginávamos o quanto. Saindo do aeroporto já tem um ponto do Aerobus, €5,90 por pessoa. Descemos no ponto final na Plaça Catalunya, e caminhamos alguns minutos até o Hostal Girona. Estávamos um pouco preocupados em caminhar até ali com as bagagens e tudo, pois já era quase uma da manhã, mas pegar um táxi para ir tão perto, acho que o taxista não iria gostar nem um pouco. Foi tranquilo, alguns bares estavam abertos e tinha um certo movimento de pessoas. Fizemos o check-in, comemos um lanche no quarto mesmo e capotamos.
  36. 1 ponto
    Dia 22/01 – Bate-volta Évora Pegamos o metrô usando os últimos momentos de validade do LC, para ir até a estação de trens Entrecampos. Já havíamos consultado no site que saía o trem para Évora às 8h59, e a passagem de ida+volta custou €22 por pessoa. Em uma hora e meia chegamos. Uma pequena caminhada saindo da estação de trens e entramos na muralha da cidade. Seguimos reto até a Praça do Giraldo, onde há um Posto de Informações Turísticas, peguei um mapa e uma tabela de horários e preços das atrações. Visitamos primeiro a Catedral. Queríamos subir na sua torre, mas para isso tivemos que comprar o ingresso igreja+claustro+torre por €3,5 cada. A vista lá de cima é bem legal, apesar de não ser muito alto, é um bonito ângulo da cidade, do aqueduto e dos campos ao redor. O claustro e o interior da Catedral são bem bonitinhos, mas não demandam muito tempo. Logo ao lado dali conhecemos o Templo de Diana. É muito interessante aquela construção ali, chega a parecer fora de contexto. Está muito bem conservado. Caminhamos mais um pouquinho pelas ruazinhas, e começamos a procurar um lugar para almoçar. Em uma vielinha encontramos a Tasquinha do Zé. Um restaurantezinho minúsculo, com atendimento familiar, onde comemos simplesmente o melhor bacalhau da viagem (em Portugal comemos bacalhau todos os dias, nem que fosse pelo menos um bolinho), e um dos melhores da vida! Dois pratos bem servidos, acompanhados de salada, vinho e cafés deu €18 ao todo. Pra quem se interessar, ele consta no Tripadvisor. Depois do almoço, fomos caminhar nas ruazinhas ao redor do aqueduto. É uma região muito bonitinha, as casinhas em branco e amarelo, com sacadas floridas, e muitas das construções utilizam o próprio aqueduto como parede. Saímos por um dos portões da muralha, passamos sob o aqueduto e entramos novamente em outro portão, do outro lado. Nós adoramos esses passeios de caminhar a esmo por ruazinhas típicas de uma cidade, e esse foi muito legal. Seguimos então para a Capela dos Ossos. Muitas coisas fecham no horário de almoço, e estava quase no seu horário de reabertura. A entrada custou €2 cada, mais €1 pelo “ticket fotográfico” (taxa para poder fotografar lá dentro). A Capela é legal, apesar de não ser muito grande. Sei que muita gente acha bizarro, ou até de mau gosto, nós achamos interessante. A visita é curta, pois não há muito o que ver. Depois disso caminhamos mais pela cidade, tomamos um sorvete, e fomos ao Jardim Público da cidade. Esse foi um tanto decepcionante, estava um tanto mal cuidado. A única coisa interessante era uma construçãozinha chamada de “Ruínas fingidas” e que estava cheia de pavões caminhando livremente. Voltamos para a estação de trens para pegar o das 16h55. Chegando em Lisboa, precisamos comprar passes de metrô. Uma passagem custa €1,40 e tem que ser carregada em um cartão reutilizável que custa €0,50. Aproveitamos para carregar o valor do passe do dia seguinte. O cartão é passado no leitor na entrada E na saída da estação, então acho que ele não pode ser usado por duas pessoas, na dúvida adquirimos um cartão para cada. Passamos no super e pegamos diversas coisinhas gostosas para jantar no hotel mesmo, com alguns lanches para o dia seguinte, novamente gastamos pouco mais de €7. Dia 23/01 – Ida para Porto Nesse dia a gente só sabia que iria para Porto. Ficou como um dia “coringa”, poderíamos ter usado a manhã e até mesmo a tarde para conhecer mais alguma coisa de Lisboa. Resolvemos acordar um pouquinho mais tarde, fomos direto pegar o metrô até a Estação Oriente, e lá o trem para Porto. Relaxamos tanto na ideia de não programar nada para esse dia, que não nos prestamos nem a ver os horários dos trens antes de ir para a estação. Tivemos mais sorte do que juízo, tinha um trem prestes a sair, e só pegamos ele porque estava atrasado 40 minutos. Cada passagem custou €30,30. A viagem foi ótima, a 300km/h, trem confortável, com wi-fi. Chegamos na estação Campanhã umas 14h. Compramos o ticket de metrô (€1,2 o trecho + €0,6 do cartão recarregável, nos mesmos moldes do metrô de Lisboa), e descemos na estação Trindade. Uns 5 minutinhos de caminhada chegamos na Hospedaria Almada. Fizemos o check-in, largamos as malas e saímos pra rua, para procurar um lugar para comer. Bem próximo à Hospedaria havia muitas opções para refeições e lanches, e ficamos boquiabertos com os preços. Porto foi sem dúvida o lugar mais barato para comer da viagem inteira. Opções de almoço durante a semana chegavam a €5! Claro, são comidas simples, mas satisfatórias. Comemos um lanche rápido e fomos conhecer as atrações mais próximas. Primeiro, Capela das Almas. Não entramos, mas o seu exterior é fantástico, todo em azulejos decorados. Passamos no Mercado do Bolhão, olhamos um pouquinho de artesanato, e partimos em direção à Ribeira. Entramos na Estação de trens São Bento, rica decoração em azulejos, linda. Chegamos na parte superior da Ponte Luís I. O visual do rio Douro e da Ribeira é maravilhoso! O sol da tarde estava batendo nas construções à beira do rio, simplesmente lindo. Atravessamos a ponte e no lado de Vila Nova de Gaia pegamos o teleférico para descer. €5 por pessoa só ida e ganhava uma dose de degustação de vinho do Porto na Cave Quevedo. Caminhamos um pouco à beira-rio, e fomos atrás da tal da Cave Quevedo, que nunca tínhamos ouvido falar. É tipo um galpão, com várias mesinhas e... estava rolando um fado ao vivo! Duas moças, uma no piano e outra cantando. Além da degustação gratuita, há a opção de comprar doses de diferentes vinhos do Porto e petiscos para acompanhar, tudo a bons preços. Ficamos ali mesmo, petiscando, bebericando e curtindo um fado. Por essa a gente não esperava ! Fomos embora, dessa vez passando pela parte baixa da ponte. À noite comemos um bacalhau perto da Pousada mesmo, comida barata, nada demais. Dia 24/01 – Bate-volta Braga e Guimarães Fomos para a Estação São Bento para pegar o trem para Braga que saía 7h45. Após apanhar um tanto da máquina de compra de bilhetes, fomos comprar no guichê e o atendente disse que a máquina não dá troco para nota de €20. Cada passe custou €3,10, mais €0,50 do bendito cartão que não é o mesmo usado no metrô. Em uma horinha chegamos em Braga. Caminhamos até a Avenida Liberdade onde há um posto de informações turísticas. Peguei um mapa, horários das atrações, horários dos ônibus para Bom Jesus do Monte e dos ônibus para Guimarães. O próximo ônibus para o Santuário de Bom Jesus do Monte era em uns 20 minutos, deu tempo de tomar um café. Em uns 15 minutos se chega na entrada do caminho que leva à igreja. Há a opção de subir de ascensor, mas fomos a pé mesmo. A subida é muito bonita, um caminho entre árvores e com diversas capelinhas. Havia muitos moradores praticando exercícios, e um que outro turista. Em pouco tempo, se alcança a famosa escadaria barroca. A subida por ela é ainda melhor, pois é toda decorada com estátuas e fontes. Muito linda. A escadaria está passando por um processo de restauração, pois as esculturas estão bem escurecidas. Chegando lá em cima, entramos na igreja (já que estávamos ali mesmo), mas não achamos nada demais. Curtimos bem mais o visual que se tem da cidade vista lá de cima. Descemos de ascensor (€1,20 por pessoa) para dar tempo de pegar o próximo ônibus de volta ao centro de Braga. Caminhamos um pouco pelo centro, e paramos no Jardim de Santa Bárbara. É uma praça pública, totalmente aberta, com lindos jardins. Mesmo sendo inverno, estava repleto de flores. Ficamos um tempo ali, curtindo o visual e o sol que fazia. Até o último momento estávamos divididos entre ir para Guimarães, que era o programado, e ficar em Braga, que ainda tinha muita coisa para ser vista. Resolvemos ir. O terminal dos ônibus não é muito longe, e a passagem para Guimarães custou €3,20 cada. Compramos um lanche para almoçar no bus mesmo e não perder tempo. Uns 45 minutos depois descemos no terminal de Guimarães. Primeira parada: o famoso muro com a inscrição “Aqui Nasceu Portugal”. Passamos pelo Largo do Brasil, e fomos para o Castelo de Guimarães (entrada grátis). Não tem nada do Castelo para ver dentro, mas estava acontecendo uma pequena exposição de um criador de aves de rapina, que deu uma aula sobre os bichos. Legal! Depois entramos no Paço dos Duques de Bragança (€5 cada). Muito bonito e bem conservado, com muitos móveis, objetos e decoração de época. Voltamos em direção ao Largo do Brasil, caminhando sem pressa pelas ruas superbonitinhas da cidade, felizes pela decisão de ter vindo a Guimarães. Na verdade cada uma das cidades mereceria um dia inteiro, mas uma correria dessas para ver as duas valeu a pena. Sentamos bem na esquina do Largo, nas mesas de rua de uma lancheria. Pedimos uns bolinhos de bacalhau, choppinhos e um doce para arrematar. Precisa mais? Um lanche gostoso, em um local super agradável, custou €5 para nós dois. Nos dirigimos à estação de trens. Na hora de comprar os tickets estávamos de novo sem troco para a máquina de auto-atendimento, só que dessa vez não tinha guichê aberto. Voltamos em um supermercado que tínhamos visto a umas quadras dali, compramos umas coisinhas e trocamos o dinheiro, ainda bem que estávamos tranquilos no horário do trem. A partir daí ficamos mais atentos em guardar os trocadinhos para essas situações. O passe Guimarães-Porto foi €3,10. Não esqueça de validar o cartão antes de embarcar, tanto no trem quanto no metrô. As estações não tem catracas, são completamente abertas, e há diversas maquininhas para validar a passagem. Durante a viagem um fiscal pegou um rapaz oriental que estava sem bilhete validado e o retirou do trem. Seguimos viagem e não vimos mais o rapaz! À noite jantamos novamente perto da pousada, comidinha barata e simples.
  37. 1 ponto
    DIA 20/01 – SINTRA Pegamos o trem das 8h53 para Sintra, grátis com o LC. É só consultar os horários dos trens, de ida e de volta, no site http://www.cp.pt/passageiros/pt, chegar na Estação do Rossio uns minutos antes, passar o LC no leitor da catraca e embarcar. Em 39 minutos de viagem se está lá. Descendo na Estação Sintra (não desça na estação “Portela de Sintra”, que é mais longe), já há uma parada do ônibus hop on/ hop off logo em frente. Esse ônibus passa pelas principais atrações da cidade, e custa €5 por pessoa para o dia todo. Deixamos o ônibus para mais tarde. Caminhamos em direção à Quinta da Regaleira, é só ir seguindo as placas nas ruas da cidade. No caminho, paramos no Centro de Informações Turísticas, pegamos um mapa da cidade e os horários do hop on/ hop off. Logo em seguida chegamos à Quinta da Regaleira (€4,80 com LC). O grande atrativo do lugar é o seu imenso jardim, cheio de caminhos, torres, fontes, escadas, túneis... é muito legal! O ponto alto é o Poço Iniciático, e os túneis que partem do seu fundo e levam a outros pontos do jardim. Enfim, é um lugar ótimo para caminhar sem pressa, explorando os seus recantos. Gostamos muito! Voltamos para almoçar, um restaurantezinho quase ao lado do Centro de Informações Turísticas. O nome do lugar é Xentra, uma portinha estreita e uma escada que leva ao subsolo, mas o lugar é ajeitadinho e tem um buffet livre bem satisfatório. €10 por pessoa com uma taça de vinho. Pegamos o ônibus quase ali em frente, em direção ao Castelo dos Mouros. Dá para ir a pé? Sim, mas é uma enooorme subida, não sei estimar em quanto tempo daria. O Castelo dos Mouros (€5,52 por pessoa com LC) na verdade é um conjunto de muralhas que restou do castelo. As vistas que se tem lá de cima são sensacionais, de um lado o Oceano Atlântico, e do outro lado Lisboa (se enxerga direitinho a ponte 25 de Abril), além é claro da própria cidade de Sintra (Quinta da Regaleira, Palácio da Pena etc). Seguimos depois para o Palácio da Pena, pegando o ônibus novamente. Há uma entrada mais barata que dá acesso só ao parque ao seu redor e às áreas externas do Palácio, mas optamos pela que inclui a visitação à parte interna (€10,35 cada com LC). Após a entrada ainda há uma subida de uns 10 minutos até o Palácio, ou então um ônibus que faz esse transporte, algo em torno de €3 ida+volta. Fomos a pé. O Palácio é lindo, mesmo só o seu exterior já vale a subida. A parte interna é bem interessante, com móveis e decoração da época que a realeza utilizava o Palácio. Tanto o Castelo dos Mouros quanto o Palácio ficam em pontos muito altos, logo ventava muito e fazia muito frio! Após o dia todo de chove e para, no final de tarde o sol apareceu um pouquinho entre as nuvens: Lá pelas 5h30 pegamos o ônibus em direção à estação de trens. Fizemos ainda um lanche em frente a ela, e embarcamos no trem de volta à Lisboa ali pelas 18h e pouco. Adoramos Sintra! Dá fácil fácil para ficar mais um dia vendo outras atrações. À noite usamos o LC para subir no Ascensor da Glória. Caminhamos um pouco pelo Bairro Alto, muitos bares legais abertos mas vazios, acho que ainda era cedo (umas 21h e pouco). Jantamos em um restaurante de comida tradicional portuguesa, mas não era nada demais. €27 para o casal com uma garrafa de vinho. Dia 21/01 – Belém Eba! Dia de conhecer o bairro de Belém! Pegamos o Elétrico 15 na Praça do Comércio, e descemos bem em frente ao Mosteiro dos Jerônimos. Caminhamos até o Padrão dos Descobrimentos. Após curtir um pouco o lugar, fomos até a Torre de Belém. Entramos nela (grátis com LC), é bem bonita por dentro e está super bem conservada. Saímos, sentamos em frente à Torre e ficamos um temo curtindo o movimento e o visual. Voltamos ao Padrão dos Descobrimentos e entramos nele (€3 cada com LC). Não tem nada para ver dentro, é só a vista mesmo, mas é legal. Então, fomos conhecer os famosos Pastéis de Belém. Ao chegar o lugar parecia estar lotado, mas conforme se entra é salão depois de salão e depois outro salão... o lugar é enorme! Pedimos uns salgados de entrada, e os esperados pastéis de nata. Eu não tinha muita expectativa, pois tinha lido relatos de pessoas que amaram assim como de quem não achou nada demais... Mas eu achei DE-LI-CI-O-SO! Comi outros pastéis de nata em outros lugares e nenhum chega nem perto da maravilha que é este. A fama não é à toa! Me arrependi de não ter comprado outros para levar, nem que eu comesse de lanche da tarde. Maravilha! Não lembro o valor exato da unidade do pastel, mas tudo que consumimos deu €11,30. Fomos então para o Mosteiro dos Jerônimos. Começamos entrando na sua igreja, que é linda, com vitrais coloridos e colunas que na sua parte superior lembram copas de árvores. Depois, fomos conhecer o claustro, também lindíssimo. Ambas entradas foram grátis com LC. Pegamos o Elétrico 15 novamente e voltamos à Praça do Comércio. Ali, fomos na Wine Tasting, uma loja de vinhos com um sistema de degustação que varia o valor da dose entre €0,50 e €2, conforme o vinho. Gastamos 5 euros, mais um crédito que o LC dá direito(€0,50 por cada), e saímos de lá bem alegrinhos . Depois disso fomos ao Freeport, o maior outlet da Europa, para umas comprinhas. Pegamos o metrô na Praça do Comércio até a estação Oriente. O metrô é super fácil de usar, muito bem sinalizado. Lá, pegamos o ônibus 431 para o Freeport. Esse ônibus não está incluso no LC, e comprando ida+volta saiu €12,70 por pessoa. Em cerca de 20 minutos, incluindo a travessia da Ponte Vasco da Gama, chegamos lá. As compras acabaram não sendo tão produtivas como eu esperava. O outlet tem muitas lojas de marcas caras, como Tommy Hilfiger, Lacoste, Carolina Herrera, e por aí vai, e mesmo os produtos com preço de outlet eram muito caros (pelo menos para os meus padrões). Para quem se interessa em fazer compras dessas marcas, acredito que valha a pena. Mas tem também algumas lojas desconhecidas com bons preços, acabamos encontrando algumas coisas interessantes. Na volta, já de noite, esperamos quase uma hora o ônibus para voltar à estação Oriente, depois metrô etc. Jantamos no mesmo buffet bom e barato e pertinho do hotel do primeiro dia da viagem.
  38. 1 ponto
    Vamos ao relato. DIA 18/01 – CHEGADA EM LISBOA O voo Porto Alegre – Lisboa saiu com cerca de duas horas de atraso. Então, a chegada prevista para onze da manhã se transformou em uma da tarde, e para completar, mais uns 45 minutos esperando que as malas fossem disponibilizadas na esteira. Saímos do aeroporto quase duas da tarde. Logo na saída do Aeroporto há o ponto de ônibus do Aerobus (sai de 20 em 20 minutos, deixa em diversos pontos de Lisboa e custa 3,50). Descemos na Praça Restauradores, e caminhamos não mais do que 300 metros para chegar no nosso hotel. Foi só o tempo de fazer o check-in, largar as malas e sair pra rua. Fomos caminhando em direção à Praça Martim Moniz, de onde sai o Elétrico 28, famoso bonde que percorre as ruas do bairro de Alfama e passa por vários pontos turísticos da cidade. Eu tinha lido em algum lugar que o bilhete do Aerobus é válido por 24 horas nos ônibus, então perguntei no hotel se isso incluía qualquer ônibus do transporte público de Lisboa. E o recepcionista: “Esse bilhete é válido por 24 horas em qualquer meio de transporte, incluindo metrô e bonde”. E lá fomos nós bem felizes pegar o Elétrico 28 com o mesmo bilhetinho do Aerobus. O condutor olhou e disse: “isso aqui é válido somente no Aerobus”. Aí, já que estávamos dentro do bonde, pagamos a tarifa comprada a bordo de €2,85 (ui! A antecipada custa €1,40). O trajeto do elétrico é bem legal, passando pelas ruas estreitas de Alfama, pelo Miradouro de Santa Luzia, pela Igreja da Sé. Quando ele começou a se afastar um pouco do centro histórico, descemos. Tínhamos planejado ir no Museu Calouste Gulbenkian, que tem entrada grátis aos domingos. Caminhamos um pouco e chegamos no Miradouro de São Pedro de Alcântara. A vista é muito legal! A essa altura percebemos que seria uma correria doida para chegar ao Museu antes das 17h (ele fecha às 18h), e optamos por não ir. O atraso do voo fez com que tivéssemos que escolher entre o Museu ou andar por Lisboa, ficamos com a segunda opção, com a ideia de que se sobrasse tempo nos demais dias iríamos lá (no fim das contas, não fomos). Descemos então a rua do Elevador da Glória, só que a pé, até a Praça Restauradores. O Elevador da Glória é bem carinho, mais de €3 por um trecho de 500m. Tudo bem, é bem íngreme, mas nenhum absurdo, ainda mais para descer! Passamos pela Praça do Rossio e pela estação de trens de mesmo nome, pela Rua Augusta, até a Praça do Comércio. Assistimos a um belíssimo pôr-do-sol às margens do Tejo. Mais tarde saímos para jantar perto do hotel, comemos no Buffet do Leão por incríveis €7,90 por pessoa. Buffezinho bem bom, uns 6 pratos quentes, 4 tipos de carne assadas tipo churrasco, diversos tipos de saladas. Ótima opção! DIA 19/01 – LISBOA Começamos o dia no Posto de Informações Turísticas na Praça Restauradores, fomos lá para comprar o Lisboa Card. €39 válido para 72h, desconto ou isenção em muitas atrações, e todos os meios de transporte público, inclusive trem para Sintra e Cascais. Como qualquer cartão turístico, é preciso botar na ponta do lápis todas as coisas que se quer conhecer, e no nosso caso valia muito a pena adquirir o Card. A atendente foi bem legal, perguntou qual seria o nosso uso com o cartão para orientar se não era melhor pagar os ingressos avulsos, e alertou que por ser segunda-feira diversos lugares estariam fechados e poderíamos “queimar” um dia de validade. Mas já estava tudo planejadinho! Cartão comprado, fomos fazer seu primeiro uso no Elevador de Santa Justa (grátis com LC – Lisboa Card; €1,40 sem). Seu exterior está sendo restaurado, mas está funcionando normalmente. A vista do Mirante no seu topo é muito bonita! Saindo da parte superior do Elevador, já é o Convento do Carmo (2ª a Sábado 10h-17h, €2,8 com LC; €3,50 sem). O lugar tem uma beleza bem interessante, com suas arcadas que sustentavam o teto e resistiram ao terremoto. Saindo dali e fomos até a estátua de Fernando Pessoa em frente ao café À Brasileira. Uma pequena fila de pessoas para tirar fotos com o poeta, e era isso. Descemos até a Rua Augusta, onde pretendíamos ir no Núcleo Arqueológico. As visitas são gratuitas e somente guiadas, e pelo jeito bem procuradas, pois só havia vagas para 16h. Poderíamos deixar marcado, mas preferimos ter mais flexibilidade e acabou sendo mais um lugar que ficamos sem ir. Não faz mal, assim temos desculpas para voltar à Lisboa! Bem pertinho dali pegamos o Elétrico 28, e dessa vez não pagamos nada (grátis com LC). Descemos no Miradouro de Santa Luzia. Como nos outros miradouros, a vista é belíssima, e o dia lindo estava ajudando! Bem em frente a esse miradouro há uma placa indicando a direção do Castelo de São Jorge. Uns 5 minutos de subida e se chega a ele. O Castelo abre de 9h-18h, custa €6 com LC e €7,5 sem. É um passeio bastante agradável, os jardins e as muralhas são bem bonitos, e mais vistas bonitas da cidade e do Tejo. Saimos para o primeiro almoço em Portugal, queríamos o quê? Bacalhau, é lógico! Logo na saída do Castelo entramos no “O Conquistador”. Bacalhau à Brás, acompanhado de salada, pão, uma taça de vinho e um café, €8 por cabeça. Estava uma delícia! Com as barriguinhas forradas, fomos caminhando até a Igreja da Sé. A toda hora o bonde passa na frente, para aquela foto clássica: Entramos nela só para uma olhada rápida, e seguimos caminho até o Terreiro do Paço, passando em frente à Fundação José Saramago. Ali pegamos o metrô em direção ao Parque das Nações. Andamos pela beira do Tejo por um tempo em direção à ponte Vasco da Gama, aproveitando a calma do lugar, e depois voltamos para ir ao Oceanário. O Oceanário funciona das 10h-19h no inverno, e custa €11,90 com LC/ €14 sem. Sensacional! Um ambiente enorme que representa a unidade de todos os oceanos, e quatro ambientes menores cada um com características de um diferente ponto do planeta. Muitos tipos de peixes, arraias, tubarões... Além de lindo, é muito educativo. Passeio excelente para crianças, pequenas ou grandes. Antes de chegar no hotel, passamos no mercado Pingo Doce, que fica próximo. Pegamos queijos, presunto cru, um vidrinho de molho pesto, uns pães, uma garrafa de vinho e levamos tudo para jantar no quarto. Compramos também umas frutas para o dia seguinte, água mineral e copos plásticos, tudo deu pouco mais do que €7.
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