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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 04-03-2019 em todas áreas

  1. 1 ponto
    E ai galera beleza? Então, acabamos de retornar de nosso "mochilinho" pelo Rio Grande do sul e foi surpreendente. Quando minha esposa me disse que queria fazer um mochilão por Gramado e região confesso que torci o nariz, pois se tratar de uma região reconhecida pelo seu grau de 'careza', ainda mais por se tratar do natal luz. E como eu viajo a mais tempo que ela, sabia que seria um desafio e tanto fazer esta viajem sem estourar completamente o nosso orçamento. Mas no fim deu tudo mais que certo e deu para mochilar legal pela serra. Pois bem, vamos a alguns detalhes que nos ajudaram muito durante a viajem e, deixo como dica para os próximos que irão: -A principal delas é sobre os sites de compra coletiva muito usados na serra gaucha (laçador de ofertas, tchê ofertas...); para que vc realmente tenha um desconto real em sua compra vc precisa 'deixar' que o site lhe mande ofertas... Pois estas sim valerão muito a pena. -Compre suas passagens e hospedagem com antecedência. -Fujam do bustour e dos tranfer. durante este relato explicarei os motivos destas recomendações. 1° Dia- Porto Alegre (24/11/2018) Nós somos de uma cidadezinha no interior de São Paulo Chamada Tambaú, então no dia anterior tinhamos pegado um ônibus até a capital para ficarmos na casa de nossos padrinhos para no dia 24 seguirmos viajem. Pegamos nosso voo para Poa em congonhas, fomos de Latam, pagamos $641,70 + $98 de bagagem (2 pessoas), saímos de CGH por volta das 07:30hs, e chegamos a POA as 09:00hs... Estava chovendo em Porto Alegre e, com o aeroporto em obras, tivemos dificuldades para encontrar a entrada do aeromóvel que nos levaria até o metro... Por fim encontramos e pegamos sentido a rodoviária ($3,30 p/p)... Chegando na rodoviária já procuramos o guichê da empresa Unesul para comprar as passagens do dia seguinte para Bento Gonçalves. Estava chovendo muito, e foi um sacrifício para chegarmos a pé até o hostelRock, ($76 quaro duplo com banheiro compartilhado), ainda mais pq o GPS resolveu nos trollar nos mandando para o lado errado😵. O hostel é bem ok não tem nada de demais mas é bom para quem pretende passar poucos dias em Porto Alegre... E como nós só iriamos ficar 1 foi mais que suficiente. Como estava chovendo muito não pudemos sair de imediato então ficamos no hostel por um tempo e depois fomos para o shopping total ver um filme($12 p/p), pois ficar trancados dentro de um quarto não é muito nossa praia. Quando acabou o filme vimos que a chuva tinha dado uma trégua, resolvemos seguir a pé para explorar a cidade... Como já estava tarde as atrações já estavam fechadas mas mesmo assim fomos dar uma conferida😁... Depois disso fomos experimentar o famoso lanche de coração de frango de lá, (não é ruim, mas também não é a maravilha que falam, é bem normalzinho), e em seguida pegamos um uber($8,31), pois a região central de Poa a noite não inspira grande segurança, e fomos descansar pois acordaremos cedo no dia seguinte para viajar para Bento. Shopping Total Poetas da praça casa de cultura Mario Quintana O tal lanche com coração de frango (preços na comanda👍) 2° dia: Bento Gonçalves (25/11/2018). Antes de continuar vale deixar um comentario/ sugestão para se chegar a Bento, se vc é como eu que não pretende alugar carro, nem pagar um transfer caríssimo, o melhor jeito é ir de ônibus. E para que vc não perca muito tempo e dinheiro o melhor é deixar para fazer Bento antes, ou depois de Gramado. Por exemplo nós escolhemos ir antes então o nosso roteiro ficou: Poa- Bento-Gramado... Mas pode ser feito ao contrário. Pois ambas as rotas passarão por Caxias do Sul. Continuando... Acordamos por volta das 3:30hs para pegar nosso ônibus para Bento as 5hs. Foi recomendado para não ir a pé para rodoviária de madrugada então, pedimos um uber ($16,78) e pegamos nosso ônibus da UNESUL para Bento ($71,20 p/2)... Dois detalhes: O 1° é que sai apenas um bilhete para as duas passagens; e o 2° É que o ônibus é o que vai para Carazinho, então é bom se informar na plataforma. A viagem foi tranquila deu para dormir legal🤤😴, chegamos a Bento por volta das 8hs. Como estávamos de Mochila pedimos para guardar na rodoviária ($7 p/mochila)... Dica importante LEVEM DINHEIRO EM ESPÉCIE. Em seguida fomos a pé para a nossa 1° vinícola: Aurora. Como ela fica na área urbana da cidade pudemos ir aproveitando um pouco do que a cidade tinha para oferecer... Inclusive a famosa fonte de vinho. Fonte de vinho A cidade é extremamente limpa! Até nas lixeiras tem plantinhas. A cidade em si é uma graça. Chegamos a Vinícola Aurora, por volta das 9:45hs, esperamos alguns minutos para o tour (grátis). É um passeio mais técnico, contando sobre a elaboração dos vinhos e no final é feita a degustação, que se divide em: secos, suaves, licoroso e azeite, e suco. Saindo da Aurora, fomos caminhando até o Pórtico Pipa, e da lá pegamos um Uber (R$10,71) até a Via Trento, onde visitamos outras Vinícolas: Casa Valduga e Dom Cândido. O tour na Casa Valduga é R$40 por pessoa e ganha uma taça, a degustação é feita de uma maneira diferente e bem descontraída durante o passeio🤩. Na Dom Cândido, resolvemos não fazer o tour completo, só a degustação (R$35 por pessoa), a essa altura já estávamos meio alterados😅🤪😵. Depois fomos almoçar em no Vinhas do Vale, também na Via Trento, onde comemos um Sanduíche Talian (R$18) e um Sanduíche Gourmet (R$28), super indicamos é fenomenal😋👍. Após o almoço fizemos uma caminhada até o a capela de N.S. das Neves... Onde pedimos um uber para voltar a rodoviária, porém ninguém aceitou o chamado🤬, então tivemos que chamar um táxi ($35)😱😡 pois já era tarde, estávamos cansados, e tínhamos que pegar o ônibus para Caxias do Sul. Chegando na rodoviária fomos comprar as passagens e para nossa surpresa não aceitavam cartões. Então acabamos perdendo o ônibus que queríamos pegar e só pudemos ir no próximo das 17:16hs. A empresa que faz o trajeto Bento x Caxias é a OZELAME ($13). Chegamos em Caxias e pegamos um ônibus da CITRAL ($17,75) para Gramado as 19hs... e adivinha também não aceitavam cartões lá. Por fim chegamos a Gramado. Mas admitimos que devíamos ter deixado mais tempo para Bento pois a cidade tem MUITA coisa a oferecer. 3°Dia: Gramado (26/11/2018) Chegamos em Gramado no dia anterior à noite como estávamos cansados resolvemos ir direto para a casa que alugamos pelo Airbnb (119,46 p/dia)... Foi fantástico só tenho elogios para a nossa host Yra e sua acomodação.🤩😍👍🏿 Acordamos um pouco mais tarde e seguimos direto para o centro pois estávamos com fome e queríamos muito experimentar as famosas cucas e os pãezinhos da casa do colono... E vou te dizer falar que é uma delícia é POUCO!😋😋 Depois fomos dar uma volta a pé pela Borges de Medeiros para nos situar, aproveitamos para comer pela 1° vez o royal trudel 😋 ... Logo após demos uma passadinha rápida em casa e já voltamos para ver o show de acendimento, afinal era o NATAL LUZ! Loja crie seu amigo: é uma graça, mas se vc estiver com crianças e pouco dinheiro não entre. Rua coberta Não voltem sem experimentar. É MUUUUITO gostoso! Voltamos para ver o show de acendimento... Simplesmente lindo!🤩🤩 Em seguida fomos provar nossa primeira sequencia de fondue no Alpine la Table, que no geral acabou sendo o que mais gostamos. Palácio dos festivais a noite para o show de acendimento Estava delicioso compramos pelo laçador de ofertas (89,90 p/2) e ainda ganhamos uma garrafa de vinho🍷😋😋 4°dia: Gramado (27/11/2018) Levantamos dispostos neste dia com a intenção de ir a pé até o lago negro... Porém fomos novamente trolados pelo GPS😖 e acabamos indo parar na "periferia" de Gramado... e tenho que dizer também é um charme🤗. E acabamos sendo ' socorridos' pelo dono de um hostel (hostel doce amor), que foi super simpatico e nos deixou esperar por um uber lá, e ainda nos deu algumas dicas sobre a cidade.👍 Por fim chegamos ao lago negro... Pensa em um lugar bonito, aconchegante, com uma vibe muito boa... ADORAMOS! Fizemos até um piquenique lá.🥪😋 Saindo do parque do Lago Negro tem uma feirinha de artesanato demos uma boa olhada, e voltamos para o centro para conhecer o mini mundo. Chegando no mini mundo, demos muita sorte pois não pegamos as enormes filas que normalmente tem lá. Logo que entramos ficamos abismados com o tamanho do lugar, é bem maior do que pensamos, esperamos um pouco e fizemos o tour guiado pelo lugar... A riqueza nos detalhes nos encantou cheio de curiosidades e fatos históricos; (inclusive na parede tem replicas em alto relevo para que os deficientes visuais possam sentir,e eles ainda disseram que existem algumas obras em escala menor para que eles possam pegar na mão, super top👍), o lugar vale a pena a visita. Gramado é uma cidade encantadora, por isso, por querer ver cada detalhe nós ficamos muito tempo em cada lugar onde passamos.... E valeu muito a pena, pois queriamos curtir a cidade sem pressa.😎😊 Fomos jantar mais cedo neste dia pq decidimos ver o show de acendimento novamente😅, (dica importante aqui: se vc tem a intenção de ver o acendimento e depois ir jantar É MELHOR CORRER, por que os restaurantes ficam lotados depois disso, o melhor jeito que encontramos foi: ou ir antes, ou pelo menos uma hora e meia depois... Se vc não for ver o acendimento pode ir no horário do show que o restaurante vai estar vazio). Jantamos uma sequencia de pastel no Chalé do Pastel ( ) MUITO BOM! A principio pelo tamanho achei que nunca iria encher🤣😂, mas por fim acabou sendo perfeito pq assim pudemos aproveitar todos os sabores. E o chopp que eles servem lá é divino.👍 Logo após o acendimento fomos para a lugano experimentar o chocolate quente de lá e, o chopp também. Ambos são perfeitos e valem muito a pena conferir!🍺☕ Depois disso fomos para casa descansar. Parque do lago negro Um pedaço do mini mundo Palácio dos festivais aceso e com neve no show de acendimento. Rua Coberta à noite após o show de acendimento Chocolate Lugano e suas cadeiras gigantes.
  2. 1 ponto
    Realizei a ascensão a este vulcão em Outubro de 2012, durante uma viagem que incluiu o Norte do Chile e o Noroeste da Argentina. Dias 18 e 19/10/2012 Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa O Licancabur é uma montanha muito alta (5930 m.s.n.m), mas o local seco de sua localização faz com que quase não tenha neve. Para subí-la é necessário pernoitar no abrigo de alta montanha da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa (4340 m.s.n.m), poucos quilômetros após a fronteira do Chile com a Bolívia. É possível obter um guia local no próprio abrigo ou contratar uma excursão em San Pedro de Atacama. A segunda opção chega a ser algumas vezes mais cara, porém normalmente inclui toda a logística a partir do Chile. Optei pela primeira opção, e para maiores detalhes sobre o deslocamento até a reserva, segue o link do relato completo de minha viagem por Chile e Argentina, com os principais valores. http://www.mochileiros.com/santiago-atacama-vulcao-licancabur-jujuy-quebrada-de-humahuaca-salta-mendoza-t75972.html#p780225 Cheguei à reserva cerca de 10:30 da manhã vindo de San Pedro de Atacama. Perguntei por Macario, guia que me fora recomendado em minhas pesquisas, porém o funcionário da reserva disse que ele não estava mais por lá. Havia um outro guia, de nome Ruben, que fica no abrigo e realiza as ascensões guiadas. Perguntei por ele no abrigo, mas soube que chegaria apenas no fim da tarde. Aproveitei a oportunidade para fazer uma caminhada de aclimatação ao longo da Laguna Blanca, saindo às 11:00 horas e retornando após as 15:00. Com o Sol a pino e nenhuma nuvem no céu, fazia até um pouco de calor. Passei por um pequeno grupo de casas na margem da laguna, seguindo no começo a trilha dos jipes, e depois caminhando pelo solo quebradiço da margem até o ponto onde os jipes das excursões se reúnem sobre um pequeno morro. Regressei pelo mesmo caminho, margeando o lago. Laguna Blanca Povoado próximo à margem da Laguna Blanca. Licancabur ao fundo. Encontrei Ruben no abrigo e acertamos os detalhes da ascensão. O valor cobrado foi CLP 75.000,00 incluindo o transporte em sua caminhonete até a base da montanha. Não haviam mais hóspedes no abrigo, apenas uma senhora boliviana e um rapaz que fica na recepção. Após um jantar preparado pela senhora boliviana (sopa de legumes e macarrão), fui ao quarto organizar o equipamento. Utilizei botas de couro impermeáveis (simples), uma calça térmica por baixo da calça de caminhada, uma blusa térmica fina e uma blusa de lã por baixo de um casaco impermeável, luvas e meias térmicas. Depois de separar tudo, deitei para dormir cedo, antes das 21:00 horas. A madrugada Despertei às 2:00 horas da manhã, 1:00 da manhã no horário boliviano. Não percebi a mudança de fuso quando cruzei a fronteira, o que me fez esperar um pouco. Coloquei uma lanterna de cabeça e vaguei pelos cômodos escuros do abrigo; sentei em um sofá e fiquei contemplando as sombras que a lanterna projetava nas paredes de pedra. Após muitos minutos, Ruben apareceu e me convidou para tomar um mate. Saímos em sua velha caminhonete e rodamos por alguns quilômetros pelas trilhas da planície irregular que leva até a base do vulcão. O veículo esquentou e começou a fazer barulhos com o vazamento do líquido do radiador. A mangueira do fluido estava com buracos, remendada porém ainda vazando. Ruben colocou água de uma garrafa que estava na parte de fora, e seguimos. Paramos mais umas duas vezes pelo mesmo motivo, até que o líquido reserva acabou. Mantive uma garrafa de dois litros para a subida, e fizemos a aproximação até a base caminhando cerca de dois quilômetros, passando por umas colinas de areia e pedra que não exigiram muito esforço. Gradualmente, as colinas acentuaram-se até transformarem-se em vias íngremes. O frio desapareceu em poucos minutos e o silêncio dominou o caminhar, quebrado apenas por minha respiração um pouco ofegante e pelo ruído da areia sob as botas. Não ventava - o ar estava parado. Acima, o céu mais limpo que já pude contemplar revelava todas as estrelas que podiam ser vistas no hemisfério sul. A lua estava crescente, uma linha fina que não iluminava. Às vezes parava e olhava para trás, para leste, procurando algum sinal do Sol aproximando-se. Nada ainda, o dia estava longe. Ao norte via uma fraca luminescência: eram as lagunas Blanca e Verde que refletiam as estrelas. Concentrei-me na subida, tentando aproveitar cada esforço. Era difícil pisar aquele terreno, que cedia alguns centímetros a cada passo, aumentando a taxa de cansaço paga por cada metro. Aprendi a pisar nas rochas maiores, e assim o terreno cedia menos. Paramos para descansar um pouco; tomei alguns goles d’água e masquei uma barra de cereal. Ruben tomou uma cerveja que trouxe na mochila e me ofereceu; agradeci e recusei, não queria relaxar daquela forma antes de chegar ao cume. O cume Quando o Sol começou a mostrar as cores do céu atrás de nós, eu apenas pisava e respirava, determinado a não desistir apesar do cansaço crescente. Essa postura pode ser perigosa neste terreno hostil, mas eu via uma espécie de necessidade em completar a subida. A presença do guia me tranquilizava um pouco, me permitindo ir um pouco além dos limites que normalmente colocaria para meu esforço. Ruben emprestou-me seus bastões de caminhada, que carregava na mochila e que não usaria. Segui com eles o restante do dia, e embora não havia utilizado o equipamento antes, logo percebi a vantagem de ter quatro apoios em um terreno tão instável. Nas próximas horas, o terreno acentuou-se, e agora caminhava em direção a uma série de cumes falsos que encobriam o cume verdadeiro. Como subia lentamente, o esforço não era intenso demais, porém prolongava-se por um tempo que parecia interminável, à medida que os falsos cumes eram atingidos e revelavam uma enorme distância ainda a percorrer. A via que utilizamos não revelou o cume verdadeiro até estarmos muito próximos. Quando já era possível avistá-lo, Ruben adiantou-se para descer e pegar água sob o gelo do lago da cratera. Concluí sozinho a última meia hora de subida. Já estava bastante cansado, mas contente com a proximidade do objetivo. Via então o mastro de madeira colocado para sinalizar o ponto mais alto, e descuidando um pouco de meus limites, caminhei as últimas centenas de metros em um ritmo para o qual não estava preparado o suficiente. Faltando uns 70 metros para chegar ao mastro, senti enjoo e botei para fora o pouco que tinha ingerido na subida. Parte disso foi devido à altitude e ao cansaço, parte devido à janta da noite anterior, que não me caiu muito bem. Passei alguns instantes me recuperando, e então voltei a caminhar, atingindo o topo vazio. Olhei em volta e não havia nenhuma umidade no ar para obstruir a visão. Ao norte, as altas montanhas da Bolívia preenchiam o horizonte. Antes delas, bem abaixo, as lagunas refletiam o Sol com suas cores únicas. Eram cerca de 10:20 da manhã, e o dia já havia atingido o ápice de sua luminosidade. Ao sul pude ver a enorme cratera, estendendo-se por centenas de metros de largura, e muito abaixo, o lago congelado que existe em seu fundo. Era uma grande caminhada descer até lá e voltar, e dada minhas condições, decidi permanecer no cume. Em pouco tempo voltei a sentir um pouco de frio, que era amenizado pelo sol absorvido pelas roupas escuras. Lagunas Blanca e Verde, muito abaixo Montanhas da Bolívia Lago congelado no fundo da cratera. Ao fundo, a região do Atacama A descida O guia me chamou de longe, já muito abaixo, na face sudeste da montanha. Iríamos descer por uma outra via, repleta de placas de gelo, porém diretamente até a base do vulcão. Ruben não conseguiu quebrar o gelo da cratera para pegar água, então voltou com um pouco de neve dentro de uma garrafa. Encontrei muita dificuldade em descer pelas placas de gelo, que eram irregulares e tinham buracos e frestas onde se podia apoiar a bota. Os bastões facilitavam o equilíbrio, mas às vezes o gelo rompia, fazendo-me cair sentado. A descida por ali pode representar algum risco nestas condições, e Ruben decidiu alterar a rota, fazendo um caminho um pouco mais longo para desviar do gelo. Desci muito devagar por horas, beirando à exaustão. Não sentia as dores de cabeça próprias do soroche, porém ainda tinha um pouco de enjoo, e não quis forçar-me a um ritmo mais forte. Ruben avançava até sumir da vista, mas o caminho dali já era óbvio e segui sem alterar minha velocidade. O solo de areia e pedras misturadas era o maior desafio. Toda pisada fazia o solo ceder, e um descuido maior provocava uma avalanche e um tombo considerável. As pedras estavam sempre tão soltas na areia que não me machuquei nem um pouco nos muitos tombos que contei durante a descida. Com o tempo acostumei-me, e passei a descer quase esquiando as dunas, utilizando os bastões para equilibrar as passadas. O Sol agora me fervia dentro da jaqueta, e tive que tirar as blusas que levava, ficando apenas com uma camiseta sob a jaqueta. Quando estávamos na metade da descida, Ruben esperou para me avisar que seguiria na frente até a caminhonete para trazê-la mais perto da base do vulcão. Continuei descendo sozinho em meu ritmo, já exausto, parando apenas umas poucas vezes para beber água. A descida ficou mais fácil quando cheguei a uma espécie de trilha nas areias, que descia em zigue-zague até um platô de onde eram visíveis as ruínas incas da base do vulcão. Segui sem me deter, e em mais 40 minutos estava na borda do platô, já avistando Ruben e a caminhonete, muitos metros abaixo. Fiz um caminho descendo através de pedras mais firmes da encosta, passando por alguma vegetação rala e musgos verdes que pareciam corais. Cheguei ao veículo por volta de 15:00 horas. Rodamos até a Laguna Blanca, onde coletamos água para o tanque do radiador. Após isso, voltamos chacoalhando até o abrigo. Com o atraso na descida, não pude chegar a tempo de tomar um dos últimos transportes até San Pedro. Combinei mais uma noite no abrigo e dormi até a manhã seguinte. Acordei às 7:00 horas e, após colocar tudo na mochila, aguardei no lado de fora a chegada de algum jipe que ia até a fronteira com o Chile. Consegui um transporte cerca de 9:00 horas, e pouco depois fazia a migração na aduana.
  3. 1 ponto
    Estou querendo juntar pessoas do bem, parceiras e dispostas a mochilar para curtir e explorar a cultura local e os pontos turisticos, destas cidades (durante 20 dias no mínimo, aberto para decidir entre os meses de abril até junho 19, baixa temporada). Estou disposto a ajudar nos custos, rachar na hospedagem, e tenho dicas e disposição tbm para ganhar $$$ para custear, ou diminuir os custos da viagem para quem estiver precisando, e tbm aberto a combinar um roteiro alternativo, mas englobando Sul do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai De inicio, pensei, ir pra Foz do Iguaçu e depois, por dentro do Paraguai pegar Encarnacion, Posadas ARG, Rosario ARG, Buenos Aires, Montevideo Uruguai etc Ou ao contrario, Ir primeiro pra Buenos Aires ou Montevideo, depois Rosário, Posadas Argentina, Encarnacion, Cidade Del leste ( compras, se for o caso), Foz do Iguaçu e voltar pra casa. Este é o roteiro que pesquisei e estou preparando, pq sao cidades no caminho da outra, interessantes e não sao caras BORA MOCHILAR GALERA!!! Me add, (61) 9 8349-5046 whats ( tenho telegram tbm so avisar que add lá tbm). Muita luz, saúde, prosperidade e paz para todos!
  4. 1 ponto
    Nenhuma barraca aguenta 100% um alagamento pelas laterais, é barraca, não barco, rs. Muitas barracas possuem costura selada, mas com o tempo ela mesmo se degrada, os furos da costura se alargam, etc., que acabam deixando passar água. O certo é escolher locais onde o risco de alagamento é mínimo, e se certificar que a lona está bem armada. O objetivo é que a lona não tenha contato com o "quartinho" e assim, a condensação não ocorra. No caso da Zeus, é bem possível que acumule água dentro do avanço, mas se a lona estiver bem esticada, acredito que o quarto fica seco. A mor realmente produz barracas de baixíssimo nível. Ou pode ir para uma marca mais conceituada (uma quechua por exemplo)
  5. 1 ponto
    Nem sempre, as vezes se encontra mais barato nesses sites de pesquisa de viagem. Porém basta fazer a mesma pesquisa, no Decolar e na comapnhia aerea, para ver. O problema da Decolar é que, se tiver qualquer problema relacioando a passagem, não dá pra contactar diretamente a cia aerea, deve ser com a Decolar e eles vão contactar a cia.
  6. 1 ponto
    Adoraria conhecer a Fiesta de Los Muertos.... Vou verificar essa data. Se eu tiver 'free' com certeza abraço a causa ... ;)
  7. 1 ponto
    E então galera, beleza? De começo já vou informar que essa viagem foi realizada em Junho de 2017. SIM, 2017! Porém fiquei de fazer o relato e sempre enrolava, enrolava e agora estou com tempo e consigo fazer .. a viagem foi tão f*d que até hoje eu não consigo esquecer NENHUMA parte dela e vou passar minha experiência para todos vocês! (exceto a maioria dos gastos L) A minha viagem foi inspirada no relato do @RodrigoVix, com algumas alterações .. desde já agradeço @rodrigovix, seu relato foi inspirador e espero conseguir passar para outras pessoas também a minha experiência e dicas. ROTEIRO Rota “famosinha” aqui no site, fiz o mochilão entre 3 países, iniciando em Santa Cruz de La Sierra (BOLÍVIA), logo depois Atacama (CHILE), Peru e depois voltando à Bolívia. Tem pessoas que preferem o inverso, porém, pesquisando prós e contras, preferi dessa forma e foi TOP! 13/05 - Rio de Janeiro x São Paulo x Santa Cruz de La Sierra x Sucre 14/05 - Sucre x Uyuni 14/05, 15/05 e 16/05 – Salar de Uyuni 17/05, 18/05 e 19/05 – Atacama 20/05 – Atacama x Arica x Tacna 21/05 – Tacna x Arequipa 22/05 – Arequipa 23/05 – Arequipa x Ica x Huacachina 24/05 / Huacachina x Ica x Cusco 25/05, 26/07 – Cusco 27/05 – Cusco x Águas Calientes 28/05 – Águas Calientes 29/05 – Águas Calientes x Cusco x Puno 31/05 – Puno x Copacabana 01/06 – Copacabana 02/06 – Copacabana x La Paz 03/06 – La Paz 04/06 – La Paz x Santa Cruz de La Sierra x São Paulo x Rio de Janeiro O QUE LEVEI ? Fui com uma mochila de 45L qualquer, deu bastante coisa galera! Levei também uma mochila pequena, que serviu para usar em passeios rápidos, etc. (INDICO) Não lembro o número exato de camisas, tênis, etc. Mas levei o suficiente! Tente levar o máximo possível, NÃO ESQUEÇA CASACO (de preferência impermeável)! Antes de ir passei na farmácia e comprei MUITO REMÉDIO, e usei apenas 1, sério, gastei mais de R$ 100,00 em remédios, etc e usei nem 10%. Porém compraria novamente, uma viagem dessas pode haver diversos acontecimentos e se precisasse de algum remédio, já estaria na mão. Levei também uma pasta que serviu para guardar todos os meus documentos (Cartões de embarque, ingressos Machu picchu + huayna, cartão internacional de vacinação, seguro viagem e serviu para guardar todos os papéis de imigrações, entre outras coisas) .. INDISPENSÁVEL! PREPARATIVOS PARA A VIAGEM Bem, era +/- janeiro daquele ano, minhas férias estavam marcadas para maio e a meta seria viajar .. logo depois me questionei .. “viajar pra onde?”, “sozinho?” . Foi aí que eu comecei a procurar destinos na América do Sul .. encontrei um lugar chamado PUCÓN, fica no Chile, MEU DEUS! TOP DEMAIS! Decidi que iria para Pucón, comecei a ver passagens, relatos de viagens, entre outras coisas e tinha decido: VOU SOZINHO MERMO! Até que .. conversando com o Pietro, um amigo do trabalho, vi que ele iria tirar férias na mesma época e decidimos juntar idéias e mochilar juntos .. Falei de Pucon para ele e ele curtiu, mas vi que não levou muita fé .. depois de um tempo ele veio com papo de ROTA DAS EMOÇÕES, no nordeste .. NÃO! QUERIA IR PARA A AMÉRICA DO SUL, ele tentou ainda me enviar orçamentos, entre outras coisas, prontamente negado, estava centrado em mochilar .. hahahaha Até que navegando pelo mochileiros, vi o relato do @rodrigovix, sobre a viagem Bolívia x Chile x Peru, foi amor à primeira vista por esse roteiro, logo mostrei para o Pietro e ele curtiu a idéia, estava aí a viagem marcada e destino definido. Fizemos que nem o Rodrigo e garantimos somente algumas coisas antecipadas: · Passagens aéreas BRASIL X BOLÍVIA X BRASIL (R$ 1.119,00) e Santa Cruz de La Sierra x Sucre ($ 30) · Seguro Viagem Assist-Med 24 dias (peguei com um desconto de 30% na época) – R$ 189,71 · Machu Picchu + Huayna – +/- $90 · Ônibus Sucre x Uyuni - $15 O resto foi na marra e ficaria para acertar na hora mesmo! (melhor coisa que fizemos) Sobre o cartão de vacinação: Como na época teve surto de febre amarela aqui no Rio de Janeiro, foi HORRÍVEL de conseguir uma vaga, eu consegui a ÚLTIMA vacina do dia que eu fui (tinha sido a 3ª tentativa), isso mostrando passagem comprada, entre outras coisas. Pietro não teve essa sorte, tentou tomar e não conseguiu, FOI NA CARA E NA CORAGEM SEM O CERTIFICADO e deu sorte, não pediram em nenhum momento.
  8. 1 ponto
    Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino "O monumento mais alto da Argentina foi erguido em homenagem ao general Roca, que no século XIX exterminou os índios da Patagônia." O paradoxo andante, Eduardo Galeano Eu estava dormindo, mas o Matheus disse que no caminho entre Ushuaia/Rio Grande nevou bastante. Queria ter visto, mas o sono me venceu. Acordei para dar entrada em território chileno e voltei a dormir. Fui acordar em definitivo próximo ao Estreito de Magalhães, o céu tava todo aberto e não havia sinal de chuva, muito menos de neve. A travessia pelo estreito não teve a mesma magia que da primeira vez. Entretanto, o céu estava mais bonito nesse dia. Foto 12.1 - Novamente, o Estreito de Magalhães Foto 12.2 - O caminhão adentrando a Terra do Fogo A viagem seguiu. Passamos pela aduana e voltamos para a Argentina. No fim de tarde, chegamos em Rio Gallegos. Descemos na rodoviária, saímos pra comer alguma coisa. Logo voltamos e entramos no ônibus com destino El Calafate. Agora cortávamos a Ruta 40. A viagem estava tranquila até sermos parados pela fiscalização policial. Os policiais entraram no ônibus, pediam os documentos e com isso: eu, Matheus, e mais três pessoas fomos "convidados" a descer do ônibus para revistarem nossas mochilas. Levaram-nos para uma salinha com mais uns seis policiais. As outras pessoas foram levadas para salas diferentes. Primeiro revistaram nossas mochilas. Eu só pedia para os céus para não serem policiais corruptos. Puta trampo que é ajeitar a mochila e agora tava todas nossas coisas jogadas na mesa. A inspeção continuava. O policial chamou a atenção para a quantidade de condimentos que levávamos conosco, perguntou por que de tudo aquilo, eu disse "Cozinhamos mal, ai usamos pimenta pra disfarçar o sabor" (risos). Pela primeira vez, os policias esboçaram uma amistosidade, até disseram que uma de nossas panelas era muito ruim. Chegou a hora da revista pessoal. Descobriram o dinheiro que carregava comigo espalhado pelo corpo. Tudo o que eu tinha estava na mão do policial. Era a hora de saber se eu iria me foder ou não. Congelei. O policial juntou todo o dinheiro e me devolveu. Ufa! Depois foi a vez do Matheus, quando tiraram o dinheiro dele (para a revista) pediram para ele ficar olhando para depois não achar que pegaram algo, achei legal isso. Ainda sim, depois de toda a revista, ficamos mais um tempo esperando, enquanto eles decidiam sobre nós. Creio que tudo durou mais ou menos uma hora. Foi muito tempo. Quando o policial me devolveu o passaporte, um alívio tomou conta de mim. A viagem seguiu tranquila até El Calafate. Chegamos era mais de uma hora da manhã. Estávamos sem internet, o Matheus pediu o celular emprestado para uma pessoa e conseguimos avisar a Cláudia que havíamos chegado. Ela veio nos buscar na rodoviária. Seguimos para a casa dela. Ela aprontou um mate. Conversamos muito pouco com ela nessa madrugada, ela tinha que trabalhar cedinho no mesmo dia. Depois de terminar o mate, eu capotei. El Calafate é uma pequena cidade com pouco mais de 20 mil habitantes, situada no extremo sul da parte continental da América do Sul. Seu nome é devido ao fruto típico de sua região, o Calafate, que é utilizado na confecção de doces. A cidade abriga dois dos principais pontos turísticos da Argentina: O Lago Argentino e o Glaciar Perito Moreno. Acordamos para o café da manhã. Agora com mais calma conversamos com a Cláudia. O Matheus havia conseguido o contato dela através do seu amigo Federico, que é um argentino que passou um tempo em Jericoacoara no hostel que ele trabalhava. Então, a conversa seguia entorno do Federico. Eu não conhecia-o, pouco falei. Pouco depois, ela seguiu para o trabalho. Cláudia é uma doçura de mulher, trabalha como pedagoga e gosta muita de música. Veio para El Calafate junto com o ex marido logo após o casamento, para fugir da falta de emprego que o norte do país enfrentava e tentar a vida no rico sul. Depois de todos os dias de abstinência musical, onde apenas ouvia música se tivesse tocando no ambiente em que eu estava. Resolvi usar o rádio da casa e, com o volume no máximo, ouvi as músicas que tinha vontade de ouvir. Devo ter colocado umas cem vezes pra tocar a música S.O.S. do Raul Seixas e outras cem vezes Entretanto com a Martnália e o Moska. Fiquei bastante pensativo nesse momento. Pela memória refiz toda a viagem e senti o quanto havíamos tido sorte até então. Uma decisão nasceu dentro de mim nesse momento. Saímos rumo a rodoviária. O entorno da casa da Cláudia é todo bonito com alguns morros em volta, destacando-se como o mais alto o Morro El Calafate. Porém, o que mais chama atenção é o Lago Argentino na parte baixa da cidade. Que lindeza de cor daquele lago. Seguimos caminhando lentamente. Chegamos na rodoviária e compramos nossas passagens para o ônibus de acesso ao Parque Nacional Los Glaciares. Foto 12.3 - Arredores da casa da Cláudia Foto 12.4 - Matheus nos arredores da casa da Cláudia e no fundo o belíssimo Lago Argentino Foto 12.5 - El Calafate Entramos no ônibus lotado de turistas de todos os cantos do mundo. Quase todo o caminho até o parque, margeia-se o Lago Argentino. Fiquei encantado por aquele lago e aquela cor. A viagem já valeria a pena, apenas por percorrer parte do lago. O dia estava muito bonito, mas quanto mais nos aproximávamos do parque, mais nuvens surgiam no céu. Na entrada é necessário pagar setecentos pesos argentinos para adentrar ao parque. Foto 12.6 - Lago Argentino O Parque Nacional Los Glaciares é um dos patrimônios naturais nomeados pela UNESCO, e é um imenso parque lotado de glaciares e montanhas por todos os lados. O parque é dividido entre norte e sul. Na parte norte do parque encontra-se El Chaltén e suas montanhas. Já na parte sul, que fica em El Calafate, é onde fica o famoso Glaciar Perito Moreno. No Parque Nacional Los Glaciares encontra-se os maiores glaciares do mundo fora das zonas polares. Poucos passos dentro do parque e já avistamos o Glaciar Perito Moreno. O que é aquilo? Lindo demais. Sempre achei que quando eu estivesse de frente com o Glaciar Perito Moreno eu me decepcionaria. Errei completamente, aquilo é um espetáculo para os olhos, era algo completamente diferente de tudo que eu havia visto na vida. Fiquei atônito nos primeiros minutos, ou melhor, fiquei atordoado. Nunca tinha visto o Matheus tão admirado com um lugar como com o Glaciar Perito Moreno. O Glaciar Perito Moreno foi batizado com esse nome em homenagem ao naturalista e explorador argentino conhecido como Perito Moreno. Ele realizou diversas viagens para Patagônia na segunda metade do século XIX, e em uma dessas viagens "descobriu" (ou seja, o primeiro a registrar a existência do glaciar) o glaciar que hoje leva seu nome. Foto 12.7 - A primeira visão do Glaciar Perito Moreno Foto 12.8 - Lindo, não? Foto 12.9 - Parque Nacional Los Glaciares Foto 12.10 - Eu me aproximando do glaciar Foto 12.11 - Glaciar Perito Moreno Foto 12.12 - Gigantesco Foto 12.13 - O morro e o glaciar Foto 12.14 - Matheus e o Perito Moreno A beleza do lugar é divina, mas o melhor de se estar de frente com o Glaciar Perito Moreno está no que se ouve. Geralmente, não se ouve nada. Silêncio absoluto. Pois, todos respeitam aquela divindade em forma de gelo e, apenas, contemplam sua beleza. Dificilmente, você vai ouvir pessoas conversando. O silêncio predomina. O êxtase surge no momento em que o silêncio é quebrado, os gelos se rompem do glaciar fazendo um som parecido com um trovão. Esse som te põe em outra dimensão. É demais. Faz te arrepiar todo. Depois de presenciar isso pela primeira vez, você só quer ficar parado e mudo, na esperança que isso aconteça de novo e de novo, para sentir toda aquela emoção outra vez. Apesar dos rompimentos de gelo constantes que ocorrem no Glaciar Perito Moreno, este é o único glaciar que ainda cresce na Patagônia. Enquanto que com o passar dos anos o glaciares diminuem e vão desaparecendo, o Perito Moreno continua a ser um glaciar estável, ou seja, com pouca alteração no seu tamanho, e até registrando um pequeno aumento em suas dimensões. Vale a ressalva, para falar sobre a estrutura do parque que é muito boa. Existem quilômetros e quilômetros de plataformas em volta do glaciar para poder apreciar de diferentes ângulos aquela beleza de lugar. Além de o parque oferecer outros tipos de passeios como a viagem de barco até bem próximo a parede do glaciar e um mini trekking em cima do glaciar. Esses passeios extras são bem caros, mas confesso que, principalmente o trekking, fiquei com muita vontade de fazer. Foto 12.15 - Glaciar Perito Moreno e o Lago Argentino Foto 12.16 - O mar de gelo Foto 12.17 - Onde o lago vira gelo Foto 12.18 - Eu e o glaciar Depois de muito tempo de frente com o Perito Moreno, andamos pelas plataformas em direção contrária ao glaciar. O Lago Argentino, por aqui, não tem aquela mesma coloração que me encantou nas proximidades de El Calafate. Isso deve-se ao desprendimento das geleiras que agitam o fundo do lago e modifica sua coloração. Ainda assim, é belo, mas de um jeito menos estonteante. Creio que isso acontece para o personagem principal daquele canto de mundo ser, apenas, o Glaciar Perito Moreno. Ficamos sentados o mais distante possível do glaciar. Sentamos numa pedra, ainda calados. Comemos. Os escandalosos trovões quebravam o silêncio de tempos em tempos. As únicas palavras que saiam de nossas bocas eram coisas do tipo "Caralho! Isso aqui é dahora demais". Foto 12.19 - Lago Argentino Foto 12.20 - Lago Argentino Foto 12.21 - Lago Argentino Foto 12.22 - Perito Moreno visto de longe Caminhamos de volta rumo a entrada para esperar o ônibus. O sol estava mais baixo e as cores do glaciar estavam mais bonitas. Agora, a iluminação era melhor e o que era belo se tornou belíssimo. Os passos eram lentos, o fascínio por aquele lugar não terminava. De certa forma, não queria que esse momento terminasse. Na espera pelo ônibus fiquei grudado no parapeito do primeiro mirante. Devo ter ficado mais de meia hora por ali, olhando fixamente para o glaciar e acompanhando o sol descendo ao fundo. Não conseguia parar de olhar. O olhar fixo, nesses últimos minutos no parque, era a minha maneira de me despedir daquela divindade em forma de paisagem. Não tem como não se sentir um cisco na Terra diante daquilo. A natureza tem esse dom, o de fazer você se sentir tão pequeno, mas ao mesmo tempo te fazer sentir tão privilegiado de presenciar sua própria pequenez. Acho que o respeito a mãe natureza nasce disso, de se sentir pequeno diante de sua imensidão e de enxergar que tudo está conectado nesse mundo. O ônibus chegou, dei uma última olhada no mar de gelo na minha frente. Sem olhar pra trás e sem pensar em nada, subi no ônibus. Foto 12.23 - Pouco lindo, né? Foto 12.24 - Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino Foto 12.25 - A última visão do glaciar Perito Moreno Voltamos para a El Calafate. Tínhamos prometido para a Cláudia que faríamos a comida pela noite, passamos no mercado para comprar os ingredientes do jantar. Caminhamos de volta para a casa. O vizinho da Cláudia, o José Luis e seu filho também jantariam conosco. Antes de chegarmos na casa da Cláudia, o José Luis se apresentou para nós, muito simpático ele. Começamos a preparar a nossa já "famosa" lentilha (receita do Matheus). Colocamos música alta para ajudar no preparo, enquanto que a Cláudia e o José foram atrás de cervejas. Preparamos a mesa. O filho do José Luis não quis comer nossa comida, ele trouxe um miojo. Enfim, comemos. A comida tava bem boa, desta vez preparamos uma salada também. Experimentei a cerveja Imperial, da qual gostei bastante. A música de fundo era boa, as conversas iam aumentando conforme as garrafas de cervejas iam esvaziando. José Luis é professor de geografia do ensino médio. Ele nos explicou muitas coisas sobre as questões políticas e sociais da Argentina. Passar a noite ali, tendo uma aula gratuita regada a cerveja foi bem bom. Ele nos explicou sobre a divisão da Patagônia entre Chile e Argentina. Falou sobre a Guerra das Malvinas. Questionou o governo Macri e sobre seu governo ser péssimo para o sul do país. José falou sobre os parques nacionais e nos informou que o Parque Nacional Los Glaciares era o segundo mais visitado da Argentina, só perdendo para o Parque Nacional Iguazú. Foto 12.26 - O jantar (Matheus, Eu, Ale, José Luis e Cláudia) Das coisas que mais me chamou a atenção nos ensinamentos de José Luis, foi a questão do presidente Roca e o povoamento da Patagônia. Eu já havia lido algumas coisas sobre o assunto, mas saber de detalhes e da forma fria que isso foi feito, me marcou bastante. O presidente Roca e a Patagônia estão diretamente ligados, é muito fácil ver o nome do Roca em tudo o que é lugar, só de lagos conheci dois lagos chamados Roca, avenidas são incontáveis. O fato é que o ministro da guerra/presidente Roca no final do século XIX estimulou a matança dos indígenas patagônicos, para assim dominar as terras do sul da América do Sul. Sua desculpa para tal fato é que se os argentinos não fizessem, os chilenos fariam e dominariam tais terras. Quem ia para guerra contra os desavisados índios ganhava uma porção de terra, e assim, a Argentina foi povoando a Patagônia com os de sangue de seu próprio sangue, leia-se o sangue de estrangeiros europeus. Matava um índio e colocava um "argentino" no lugar para cuidar das terras. Para resumir, o que aconteceu foi um genocídio dos índios mapuches na Patagônia Argentina, com a sempre eficaz desculpa do desenvolvimento e de um inimigo imaginário. Ainda falamos sobre futebol e a precoce eliminação do River Plate no mundial de clubes. A discussão Messi x Maradona surgiu e acabou de forma rápida. Pois, José Luis e a Cláudia diziam: "Maradona jogava sozinho, o Messi precisa de um time". Assim, a questão estava resolvida. Ficamos também um bom tempo comparando Brasil e Argentina na questão social, histórica, política e no futebol. Já era madrugada, quando o José Luis foi embora. Logo em seguida, fomos dormir. Agora quero voltar aquela decisão tomada no início deste dia. Primeiro, eu pensei na possibilidade e fui falar com o Matheus. Juntos transformamos a possibilidade em decisão, mas antes de falar sobre a decisão tomada quero falar um pouco dos nossos planos de início de viagem. Nossa viagem desde o início foi dividida em três etapas. A primeira era chegar em Ushuaia percorrendo a Ruta 3. A segunda etapa era conhecer El Calafate e El Chaltén. A terceira seria o caminho de volta. No caminho de volta, queríamos percorrer toda a Patagônia Andina pela Ruta 40, de El Calafate até Mendoza. O Matheus sonhava mais alto, queria chegar até Purmamarca, no norte da Argentina, que tem como acesso a própria Ruta 40. Quando saímos de Rio Claro, mal sabíamos se iríamos conseguir chegar em Ushuaia, e agora já estávamos em El Calafate. Dias antes, já estávamos fazendo planos e arrumando contatos de hospedagem para cidades que queríamos conhecer pela Patagônia Andina, tipo: Bariloche, San Martin de los Andes e El Bolsón. Voltar pela Ruta 40 era possível. No entanto, havia feito algumas contas na cabeça. O restante do nosso dinheiro dava para fazer o caminho de volta de ônibus até a fronteira com o Brasil e sobrava algum dinheiro que dava para conhecer El Chaltén. Outra opção seria apertar esse dinheiro, como havíamos feito até aqui, e seguir pela Ruta 40, o problema é que se precisássemos pegar ônibus pela Ruta 40 (que é muito mais caro que pela Ruta 3) quando caronas não rolassem, o dinheiro acabaria rapidamente e ficaríamos sem grana para comer (comida é caro na Patagônia). Enfim, escolhemos a opção conservadora. Novamente, acompanhamos a Cláudia no café da manhã. Ela sairia de férias daqui a dois dias e viajaria para rever a família em Formosa no norte argentino, estava bem animada por isso. Nessa manhã, ela contou a sua história, contou sobre seu casamento, os motivos dela ter viajado para o sul, sobre o término do casamento, sobre seu novo namoro, sobre a vida difícil que se tem no norte do país. Foi muito legal a conversa e a confiança que ela já depositava em nós. A Cláudia nos aconselhou em ir tomar mate nos arredores do Morro El Calafate naquela manhã. Esquentamos a água, colocamos na térmica e fomos. Estranho aquele cenário desértico no qual estávamos ser tão próximo do exuberante Glaciar Perito Moreno. Adentramos em diversas trilhas, nos perdemos bastante, mas conseguimos achar uma boa sombra para ficar de bobeira tomando mate. O arredor do Morro El Calafate é muito bonito, com um grande cânion e um rio embaixo para dar um charme ao lugar. Foto 12.27 - Trilha Foto 12.28 - O caminho para a sombra Foto 12.29 - O rio Foto 12.30 - O Lago Argentino anuncia-se ao fundo Foto 12.31 - Admirando o Lago Argentino Fomos para a rodoviária e compramos nossas passagens de ida e volta para El Chaltén, além de comprar nossa passagem de El Calafate até Buenos Aires. Depois, seguimos em direção ao Lago Argentino. Caminhando pelo centro da cidade encontramos o Bruno, o motoqueiro que havíamos conhecido em Ushuaia. Conversamos um pouco, ele passaria mais uns dias em El Calafate e depois rumaria para El Chaltén, combinamos de nos encontrar em El Chaltén. Seguimos a caminhada rumo ao Lago Argentino. Foto 12.32 - El Calafate Foto 12.33 - El Calafate Tem uma definição do Fernando Birri sobre utopia que é a seguinte: “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”. A busca pelo Lago Argentino neste dia tinha um pouco desta utopia, pois víamos o lago e ele parecia estar muito próximo. Caminhávamos, caminhávamos, e parecia que o lago ficava mais distante. Caralho! Teve uma hora que parecia que o lago estava a alguns passos, mas nada, andava, andava e a cada passo parecia que se distanciava mais. Uma hora, não aguentei e sai correndo. Cheguei a beira do lago, olhei para trás e uns pássaros esboçavam atacar o Matheus. Sentei e fiquei em silêncio por um tempo só observando o meu redor. O melhor de tudo foi ver uma infinidade de pássaros sobrevoando aquele azul vibrante. Não tenho muito o que falar, a não ser dizer que aquele lugar é lindo demais. Foto 12.34 - Esse lago que não chega Foto 12.35 - Lago Argentino Foto 12.36 - Lago Argentino Foto 12.37 - Matheus e o Lago Argentino Foto 12.38 - A paz A família Kirchner tem uma casa em El Calafate. O falecido ex-presidente Nestor Kirchner é natural de Rio Gallegos e já governou a província de Santa Cruz também (El Calafate é uma cidade da província de Santa Cruz, cuja a capital é Rio Gallegos.). Neste dia, tinha um rebuliço na cidade, pois existia um boato que a ex-presidenta Christina Kirchner estava na cidade. Voltamos para a casa da Cláudia. Fizemos cachorro quente a la brasileira. Comemos bastante. Conversamos e ouvimos muita música. A noite foi leve e muita boa. No dia seguinte arrumamos nossas coisas e ficamos de bobeira o resto da manhã. Esperamos a Cláudia para almoçar, comemos o restante do cachorro quente. Ela nos levou até a rodoviária, com um abraço apertado me despedi da Cláudia. Corremos para o ônibus que já estava partindo. El Calafate é um dos lugares mais incríveis que tive a oportunidade de conhecer. As fotos não traduzem em nada o que é o lugar, pois o melhor é a experiência sensorial que a cidade proporciona. Falando na cidade, ela tem uma ótima estrutura para receber turistas, cheia de hotéis, hostels e restaurantes. O clima no verão é muito agradável e como quase todos os lugares na Patagônia, é um lugar seguro de caminhar e de se estar. Os dias na cidade foram muito bons para mim e conviver com a Cláudia fez tudo ficar mais leve. Só tenho a agradecer a Cláudia por abrir a porta de sua casa e nos receber com sua alegria. Muito obrigado Cláudia, um beijo e toda paz em seu caminho.
  9. 1 ponto
    Olá! Sobre paradas na rodovia eu não posso te ajudar muito, pois não conheço o trajeto. Mas eu moro em Bombinhas, e acho que posso te dar algumas dicas. O foco do turismo aqui são as praias. São mais de 30 delas, então vou te listar algumas com características especiais: Praia de Bombinhas (centro) e Bombas: As praias com a melhor estrutura da cidade, possuem vários kiosques, pontos de aluguel de kaiaque, etc. Mar calmo, raramente possui ondas. Entre as duas opte pela de Bombinhas, Bombas eu não gosto muito. Praias da Lagoinha, Sepultura e Retiro dos Padres: As duas primeiras são verdadeiras piscinas, água transparente, peixinhos, ideal para mergulhar. A de Retiro dos padres possui ondulação, mas é muito bonita, com vegetação exuberante ao seu redor. Possui opções de kiosques. O porém fica em relação a super lotação, é realmente MUITA gente querendo ocupar um espaço não tão grande. Vá cedo. Praia de Mariscal e 4 Ilhas: É as minhas preferidas, com larga faixa de areia, não fica tão lotada. Águas limpíssimas. Boa estrutura no canto esquerdo de cada praia. O contra é que possuem bastante ondas, se for criança pequena tem de ter atenção. Praia da Tainha: A mais isolada, mais preservada e com o acesso mais difícil. Vale a pena conhecer, o acesso se dá por um morro com estrada de chão, que caso o carro de vocês seja pequeno, recomendo ir pela trilha, que leva cerca de 1h para chegar. Mas nem só de praias vive esta cidade, temos opções de trilhas também. A trilha do Morro do Macaco é a principal e mais visitada, o seu mirante em 360º a 220m de altura faz valer o esforço de aproximadamente 1 hora de subida. No mesmo morro, se faz a trilha da tainha, que dá acesso a Praia da Tainha. Há também a trilha da Costeira de Zimbros, essa eu recomendo que pesquisem bem antes, ou contatem um guia, pois para chegar até a cachoeira, ponto principal do percurso, leva aproximadamente 2 horas, e é necessário caminhar muito. Todas as trilhas possuem entrada gratuita. Na estrada de chão do Morro que eu comentei que vai para a trilha da Tainha, há também o Mirante ECO 360, lá se tem uma vista privilegiada da morraria do Morro do Macaco e do istmo de Mariscal/Canto Grande, porém a entrada é paga, não sei informar quanto, deve ser algo em torno dos 20/30 reais, mas realmente não tenho certeza. Bombinhas é a capital do mergulho ecológico, e realmente VALE MUITO A PENA fazer um mergulho aqui. Os preços assustam, mas existe operadoras menores (mas também de qualidade) que apresentam um ótimo custo benefício. Posso dar dicas sobre isso. Sinta-se a vontade para tirar mais dúvidas pelo whatsapp: (47) 99657-7368
  10. 1 ponto
    Parte 10 - Enfim, o fim do mundo "É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós." O conto da ilha desconhecida, José Saramago A Terra do Fogo é uma ilha localizada no extremo sul da América do Sul. A população total da ilha é menor que 300 mil habitantes (contando tanto a parte chilena quanto argentina). O clima na ilha é bastante instável e por estar localizada muito próxima da Antártida é de se imaginar que o frio é dominante na ilha. Então, por que um lugar que é tão frio se chama Terra do Fogo? Voltamos ao passado novamente. Antes do contato com os europeus, a América era inteiramente populada de norte ao sul. Isso não era diferente na Terra do Fogo. Existiram alguns povos que viveram por lá e todos eles faziam fogueiras permanentes para sobreviver ao frio intenso da região. Assim, navegadores europeus que margeavam a ilha avistavam uma infinidade de fogueiras. Consequentemente, a ilha foi batizada de Terra do Fogo. A principal atividade econômica da Terra do Fogo (parte argentina) é a extração de gás natural e petróleo, mas há também diversas empresas de eletrônicos, principalmente em Rio Grande, que conseguem competir no mercado nacional graças a incentivos fiscais. Hoje o turismo é parte importante da economia local, principalmente para as cidades de Ushuaia (Argentina) e Puerto Williams (Chile). A ansiedade de chegar em Ushuaia era muito grande. Nem consideramos o convite do Desiz de passar mais tempo em Rio Grande. Queríamos estar em Ushuaia. Acordamos cedo e nos despedimos do Desiz. Saímos caminhando rumo a saída da cidade. Desiz tinha nos informado para pegar um ônibus circular que nos deixaria a uns 15 km de Rio Grande num posto da YPF, bem na união das duas pistas que leva-se a Ushuaia. Então, era o melhor lugar a se pedir carona. Fomos até um ponto de ônibus e esperamos. Quando parou o ônibus, o Matheus conversou com o motorista e explicou aonde queríamos chegar. Enfim, a conversa foi desencontrada, pois o motorista nos deixou na entrada da cidade. O dia tinha começado mal. Voltamos a caminhar. Caminhamos e caminhamos. A ideia de começar a caronar cedo tinha ido pro espaço. Nisso um carro parou, o motorista veio conversar conosco. Ele já viveu uma vida de mochileiro também e se solidarizou com a nossa caminhada. Falou para entrarmos no carro e disse que nos levaria até o posto da YPF. O nome dele é Javier e trabalha como engenheiro de petróleo na cidade. O tempo com o Javier foi bem curto, mas muito agradável. Chegamos no posto da YPF, nos despedimos do Javier e ele já acelerando o carro disse sua última palavra para nós: "Suerte". Ficamos na saída do posto da YPF (pra variar!). O fluxo de carros estava bem baixo. A aposta dessa vez era que um caminhão seria o nosso salvador, pois na Argentina não havíamos conseguido até então uma carona de caminhão. Quando chegamos na pista eu tinha a certeza que essa carona seria a mais fácil de todas, pois agora todos veículos que passavam por ali, certamente, iriam para Ushuaia. Então, era só esperar. Foto 10.1 - Matheus se esforçando em segurar a plaquinha no vento de Rio Grande Na teoria não tinha como dar errado pedir carona ali. Porém, a prática sempre vem colocar à prova a teoria. Os carros e caminhões que passavam nem esboçavam uma carona para nós. E assim foi, erguíamos o dedão da esperança a todo carro que passava, mas sem nenhum sucesso. O pior que dessa vez estava tão frio e ventava tanto que nossa abordagem se resumia em segurar a plaquinha e erguer o dedão. Rio Grande é conhecida como a cidade dos ventos. Nos meus dias de Patagônia a única coisa que não faltou foram ventos fortes a todo momento. Entretanto, nada se compara aos ventos de Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos e Rio Grande. Ficar no relento nesses lugares é uma prova de resistência. O vento chega a machucar. Neste dia em Rio Grande era tão forte o vento, que você tinha que fazer força para ficar parado. Não estava nada gostoso ficar ali esperando. Para melhorar começou a chover depois de algum tempo. O mais difícil nos ventos patagônicos é mijar ao ar livre. É preciso conhecer um pouco de física para realizar um simples ato (risos). Se você não analisar a direção do vento, a chance de tomar um banho nada higiênico é grande. O problema fica mais difícil porque o líquido viaja por muitos metros antes de espatifar-se pelo chão. Então, é importante analisar todo o entorno antes de realizar o ato, senão você pode fazer cosplay de São Pedro e criar uma chuva passageira. Ficamos umas quatro horas pedindo caronas. Não estávamos mais aguentando ficar no relento. Estava muito frio e o vento era insuportável. A chuva fina que caía mais parecia uma tempestade somada ao vento. Um pingo de chuva que acertava o rosto era como uma pedrada. Decidimos que não valia a pena ficar mais tempo naquela situação. Assim, começamos a caminhar no sentido contrário, ou seja, de volta para Rio Grande. Continuávamos a pedir caronas para os carros que passavam por nós, mas sempre caminhando. Como de costume para todo carro que refugava a parada, nós cumprimentávamos e desejávamos boa viagem. Em um desses casos, minutos depois o carro retornou e o motorista veio falar comigo. Ele disse que podia nos levar até Tolhuin. Eu nem sabia da existência dessa cidade, mas o motorista disse que ficava no meio do caminho entre Rio Grande e Ushuaia. Então, entramos no carro. Conhecer o Beto foi o último grande presente da busca pelo fim do mundo. No começo da carona ele falava um espanhol incompreensível para mim e com o passar do tempo, a confiança dele em nós foi aumentando e o seu falar foi se transformando. Creio que ele estava nervoso com nossa presença, era a primeira vez que dava carona e não sabia o que iria encontrar. Beto é um nativo da Terra do Fogo, nasceu e mora em Toulhin. Ele trampa para a prefeitura da cidade, atendendo as ocorrências que acontecem na Ruta 3. O início da viagem foi tranquila e sem muitas conversas. O Beto parou no posto da YPF, comprou água quente e mate. Ainda parados no posto, ele preparou o mate. Agora em movimento compartilhávamos o mate e as conversas, timidamente, começaram a surgir. Fomos parados por uma fiscalização policial, tinha alguma coisa errada com o carro do Beto. O policial estava dando o maior sermão nele, ele se explicava dizendo que era o primeiro carro dele e que não sabia dessas coisas. Enfim, o policial nos deixou prosseguir viagem. Eu perguntei pro Beto quantas vezes ele tinha usado aquela desculpa, ele caiu na risada. Depois disso, tudo ficou mais fácil entre nós três. Foto 10.2 - Beto no volante e eu com a garrafa térmica Foto 10.3 - La ruta Foto 10.4 - Quase o fim da Ruta 3 Foto 10.5 - Não chove não! Foto 10.6 - O trajeto A chuva estava intermitente, aparecia e desaparecia. A música dentro do carro era boa demais, mas eu não conhecia nenhuma. De repente, o Beto parou o carro no meio da pista e desligou o som. Fiquei sem entender. Ele saiu do carro e foi até uma cruz que estava na beira da pista. Ajoelhou-se e começou a rezar. Depois de alguns minutos, voltou para o carro e sem falar nada acelerou o carro. Percorremos alguns quilômetros em silêncio. Beto quebrou o silêncio e nos explicou o porquê daquilo. Anos antes, seu tio estava dirigindo sentido Rio Grande quando teve uma parada cardíaca. Assim, o carro capotou e seu tio não resistiu aos ferimentos. Ele tinha muito apreço pelo tio, disse que era como um pai. Agora, toda vez que passa por ali, ele reza em memória do tio. Confesso, que foi uma cena bem bonita de presenciar. Foto 10.7 - A chuva que cai Foto 10.8 - As montanhas começam a aparecer Já viajei bastante por ai e das coisas que mais gosto de ver é a transição de vegetação pelo caminho. Nesse sentido essa viagem é bizarra, pois não há uma transição do deserto patagônico para a região verde. O que acontece é que num segundo você está no deserto e no outro está numa região completamente verde e cheia de montanhas em volta. Isso me chamou muita atenção. É como se houvesse um corte, de um lado é deserto e do outro floresta. Foto 10.9 - Chegando perto de Tolhuin Foto 10.10 - O entorno Foto 10.11 - O verde que surge após o deserto Chegamos em Tolhuin, a viagem tinha sido bem boa. Muita conversa e mate. Devia ser umas duas da tarde, o horário que o Beto entra no serviço é as cinco. Ele resolveu não parar em Tolhuin, perguntou se queríamos conhecer um mirante da cidade. Como de praxe, dissemos "Buera". Entramos num parque com estrada de terra. O entorno é lindo demais, demais mesmo. A boa música no carro do Beto continuava. Acho que a música alternava entre Reggaeton e Cumbia. Chegamos. Depois, fomos caminhando até o mirante. O céu estava carregado de nuvens, o que deixou o cenário meio melancólico, mas belo do mesmo jeito. Foto 10.12 - Sobe, sobe Foto 10.13 - O verde de Tolhuin e o lago Fagnano ao fundo Foto 10.14 - Lago Fagnano Foto 10.15 - Beto e Matheus Foto 10.16 - O verde Foto 10.17 - Matheus no mirante Foto 10.18 - Beto tirou uma foto do Matheus, mas também flagrou eu tirando uma foto Foto 10.19 - O registro oficial, Matheus, Beto e Diego Depois retornamos a Tolhuin. Beto nos levou as margens do encantador Lago Fagnano. Estava frio, mas o vento ali já era mais agradável e, consequentemente, suportável. Ficamos um bom tempo naquele canto, conversando e dando risadas. A timidez inicial do Beto, não existia mais, ele nos contava histórias e mais histórias. Dessas histórias a que eu mais me lembro é em relação aos cachorros da ilha. Ele disse que existem muitos cachorros na região de Tolhuin, a população não comportou todos eles e muitos viraram de rua. Na busca por comida esses cachorros foram afastando-se da cidade e nas florestas, como no livro do Jack London o Chamado Selvagem, foram tornando-se selvagens. Hoje eles são um "problema" para a cidade, pois invadem criação de ovelhas e matam boa parte do rebanho para se alimentarem, além de ter registros de ataque a humanos também. Foto 10.20 - As margens do Lago Fagnano Foto 10.21 - As ondas do lago Foto 10.22 - Beto e o celular Foto 10.23 - Matheus e o lago Foto 10.24 - O entorno Foto 10.25 - Matheus e o Beto Foto 10.26 - Das fotos que eu mais gostei Fomos até a padaria de Tolhuin, que é considerada, pelo próprio dono, a padaria mais famoso do mundo. Na entrada vê-se o tamanho da fama da padaria, fotos de diversas celebridades que passaram por ali. A padoca é bem bonita e cheia de doces. Cada um comeu um churros, que estava mais do que bom. Já era quase cinco horas, o Beto tinha que trabalhar. Assim, ele nos deixou na Ruta 3, aonde tentaríamos a sorte novamente. Agradecemos muito ao Beto por ter nos dado a oportunidade de conhecermos sua cidade. Matheus presenteou-o com a sua última fitinha do Senhor do Bonfim. O Beto é outro cara que chamo de irmão. Não tenho palavras (como sempre!) para agradecer o que ele fez por nós nesta viagem. Ele nos salvou quando já tínhamos desistido de pedir caronas, íamos seguir de ônibus. Depois, em pouco mais de uma hora de viagem ele se sentiu confortável em mostrar toda a gentileza de sua pessoa. Nos levou a lugares que nunca conheceríamos se ele não tivesse surgido em nosso caminho. Nos contou histórias que eu nunca haveria de ouvir. Ele foi o primeiro nativo da Terra do Fogo que conheci. O que fica é a lembrança da sua generosidade fora do comum. Por isso, o que me resta é dizer muito obrigado ao Beto. Espero que ele esteja agora do jeito que mais gosta, em cima de um cavalo cavalgando pelas pradarias patagônicas. Menos de cinco minutos na estrada e conseguimos uma carona até Ushuaia. Era a carona mais rápida da nossa história. Uma caminhonete do hospital de Tolhuin passou por nós e erguemos o dedo. A caminhonete avançou mais uns cem metros e parou. Corri para falar com o motorista, antes de eu chegar ele já fez sinal que era para irmos juntos. Voltei e peguei minha mochila, junto com o Matheus segui correndo. A única coisa que me lembro de falar foi "Caralho, man! Conseguimos.". A felicidade em nós era visível. A busca pelo fim do mundo estava prestes a terminar. Foto 10.27 - Lugar que pedimos carona em Tolhuin (Ushuaia tava tão perto) Entramos na caminhonete. Conhecemos os dois funcionários do hospital: José e Rodrigo. Eles estavam a trabalho e não saiam do rádio amador, por isso quase não conversamos com eles. Aproveitei para dar uma cochilada e ver o belíssimo caminho até Ushuaia. Foto 10.28 - O caminho para Ushuaia [1] Foto 10.29 - O caminho para Ushuaia [2] Dentro da caminhonete pensei muito sobre caronar e elaborei minha teoria final sobre o assunto. Pensemos naquelas experiências científicas (leia-se experiências toscas) com ratos, choques e queijos. Onde o rato na busca pelo queijo passa por um caminho onde ele toma diversos choques. O caminho é sofrido para o rato. Porém, a experiência final, a de comer o queijo, é tão boa que ele esquece o caminho árduo pelo qual passou e com isso, faz ele começar tudo de novo, sempre. Acho que caronar é exatamente isso. Sem querer romantizar nada, ficar na beira de estrada não é nada legal, ainda mais em condições naturais extremas. Porém, quando você consegue uma carona, parece que todo o processo de espera é esquecido pela vitória da ocasião. Assim, horas ou dias depois de dizer que nunca mais faria aquilo, está você se contradizendo e voltando na margem da pista somente com a memória das caronas bem sucedidas. Foto 10.30 - O caminho para Ushuaia [3] Foto 10.31 - O caminho para Ushuaia [4] Foto 10.32 - O caminho para Ushuaia [5] Foto 10.33 - O caminho para Ushuaia [6] Foto 10.34 - O caminho para Ushuaia [7] Chegamos em Ushuaia era um pouco mais de seis da tarde. Paramos bem na entrada da cidade. Nos despedimos do Jose e do Rodrigo. Seguimos caminhando em direção ao centro. O tempo estava meio esquisito, parecia que a qualquer momento começaria um temporal. Fomos em direção a orla. Só queria chegar logo naquela placa que diz "Ushuaia fin del mundo". Não estávamos mais pedindo caronas, mas um carro parou. O motorista era o gente boa do César que disse que nos levaria até o local. Entramos no carro, ele todo orgulhoso de sua cidade nos deu várias dicas do que fazer sem gastar dinheiro. Anotei tudo. Falamos de futebol e do seu time, o Rosário Central, que havia acabado de ser campeão da Copa da Argentina. Chegamos próximo ao nosso destino, com um aperto de mão nos despedimos do César. Foto 10.35 - Eu caminhando em busca da placa de fim do mundo Foto 10.36 - Caminhando se chega Creio que caminhamos mais uns duzentos metros até avistar a placa que é o simbolo de que havíamos concluído o nosso objetivo de chegar até o fim do mundo. Os passos foram lentos. O cansaço dos dias era evidente nas nossas caras. Quando eu avistei a borda da placa, fui tomado por uma sensação de dever cumprido. Apesar, de não haver obrigação nenhuma de estar ali. Depois de distribuir centenas de abraços ao longo da viagem, pela primeira vez abracei o Matheus e agradeci por ele ter topado estar ali comigo nessa viagem maluca. Foto 10.37 - O fim do mundo Foto 10.38 - Matheus, no fim do mundo Foto 10.39 - Eu, e o fim do mundo Quando decidi que o objetivo principal da viagem seria chegar no "fim do mundo", não tinha um motivo específico de querer chegar lá. Na Patagônia tinha dezenas de lugares que eu tinha mais vontade de conhecer primeiro que Ushuaia. Acho o que me levou a decidir pelo lugar foi o sex appeal de ser a cidade mais austral do mundo. Assim, seria o lugar mais longe que chegaríamos rumando ao sul. No meu inconsciente essa deve ter sido a motivação. Enfim, eu sei que é clichê, mas o que vale num destino é o caminho que se percorre. Então utilizando a seguinte frase do Saramago "Quero encontrar a ilha desconhecida, quero saber quem sou eu quando nela estiver." parafraseio-a para "Quero encontrar o fim do mundo, quero saber que sou eu quando nele estiver.". Esse foi o espírito da viagem que nos propomos a fazer. O Diego que chegou no fim do mundo, foi um cara bastante diferente do que saiu de casa um mês antes. Um cara, novamente, esperançoso com as pessoas, cheio de gratidão, com novas histórias pra contar, sorridente e mais dono do seu próprio destino. Por fim, agora me permito a falar do Matheus. Quando a insegurança bateu e decidi que precisava de uma companhia para percorrer este caminho, sabia que a única pessoa que toparia algo do tipo era o Matheus. Ele estava numa vida diferente e nova em Piracanga. Porém, estável. Só o fato dele dar uma pausa nessa nova vida para seguir comigo, significou muito para mim. Depois, veio os dias na estrada. No início eu era uma bomba relógio, não sabia como eu iria digerir tudo o que havia acontecido comigo nos dias que antecederam a viagem. Assim, respeitando as nossas diferenças fomos indo. Tudo foi fluindo da melhor maneira possível. Ele sempre com sua positividade, nunca desanimou ou me deixou desanimar nas horas e horas de espera na estrada, até mesmo com as incertezas da viagem. Com certeza, a minha melhor decisão foi chamar meu irmão Matheus para que juntos chegássemos ao fim do mundo. Poder compartilhar com ele tudo o que aconteceu e assim, ter a chance de conhecer outra visão e percepção dos acontecimentos, também foi incrível. Bom, falei e falei, mas o que eu quero dizer é mais simples e honesto. Quero agradecer ao Matheus por ter encarado essa viagem comigo, muito obrigado por estar presente quando mais precisei. Muito obrigado de verdade e de coração. Tamo junto. Foto 10.40 - Enfim, o fim do mundo O abrir de uma porta é o simbolismo desta etapa da viagem. Portas se abriram a todo momento. Algumas portas eram de casas, que se abriam para que pudéssemos dormir seguramente e ainda tivemos a chance de conhecer novas famílias e, de algum modo, fazer parte destas famílias por alguns dias. Outras portas eram de carros/caminhões, que surgiam para nos salvar de horas e horas de espera para que assim, chegássemos mais perto do nosso destino. Quantas histórias surgiram destas portas abertas. Como o destino foi bom conosco, colocou em nosso caminho as melhores pessoas de cada lugar. Como não ficar feliz com tudo isso? Queria que naquele momento da chegada ao fim do mundo, surgisse um portal ali, e desse portal saísse todas essas pessoas que nos ajudaram pelo caminho. Assim, poderíamos compartilhar com todos aquele momento, pois sem essas pessoas nada disso seria possível. Depois, sairíamos para tomar umas cervejas. Leandro, Capitão, José, Brunê, Mel, Rose, Pini, Leandra, Ailton, Karine, Mário, Wagner, Guilherme, Jadir, Mathias, Silvina, Carlota, Carlos, Ana, German, Micaela, Carlos, Luciana, Facu, Cynthia, José, Juan Carlos, Rosio, Martin, Desiz, Javier, Beto, José, Rodrigo e César, obrigado por confiar em nós e fazer do nosso destino algo palpável. Muito obrigado a cada um de vocês. Espero reencontrá-los. Um beijo na alma e muita vida em suas vidas. Bom, chegamos ao fim do mundo. Agora é hora de explorar o sul da Patagônia Argentina com mais calma..
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    Olá a todos. Em agosto de 2015 viajei para parte de Portugal e Espanha e montei minha viagem com a ajuda dos “mochileiros.com” e gostaria de compartilha-la em retribuição a toda ajuda que tive! Agradeço a todos que opinaram no meu tópico de roteiro e a todos que publicaram seus relatos. Gostaria de ter escrito antes, mas como estava estudando para concurso só agora deu para parar e escrever. 1. ORGANIZANDO O ROTEIRO Portugal nunca foi minha primeira opção de viagem para o exterior, mas tinha vontade de conhecer. Já havia passado pela Espanha há alguns anos atrás quando visitei Madrid e gostaria de voltar. Em 2015 resolvi junto a uma amiga que iríamos de férias a esses dois países. E foi sensacional! Eu tinha 18 dias completos para a viagem. Primeiramente eu li bastante sobre os dois países. Escolhi as cidades de acordo com meu interesse levando em conta o tempo total que eu teria e a facilidade de locomoção entre elas. Às vezes queremos visitar cidades muitos distantes e se temos pouco tempo isso pode significar “perder dias”. Após passar por diversas mudanças e reajustes o roteiro final foi: 16/08: Saída do Brasil 17 a 20/08: Lisboa (com daytrips) 21 a 23/08: Porto (com daytrips) 24 a 26/08: Madrid (com daytrips) 27 e 28/08: Granada 29 a 31/08: Sevilha 01 a 03/09: Albufeira 04/09: Retorno para Brasil OBS: Queria muito conhecer Barcelona, mas era longe e no final eu teria que voltar para Lisboa. Então decidi ficar na região da Andaluzia e em um outro momento conhecer Barcelona e arredores. 2. PLANEJAMENTO FINANCEIRO Como eu já pretendia viajar para o exterior (mesmo sem saber para onde) desde o final de 2014 eu fui acompanhando a cotação do euro e no final de janeiro de 2015 quando o euro estava a R$ 3,02 eu comprei uma parte e depois o restante quando eu vi que o euro só estava subindo. Fiz conta de levar entre 80 a 100 euros/dia. Deu e ainda voltei com dinheiro. Este dinheiro seria usado para alimentação, passeios, deslocamentos nas cidades e pagamento dos hotéis (com exceção de Lisboa que teve que ser pago aqui do Brasil). Transporte aéreo e trens de longa distância foram pagos adiantados. Embora seja sempre aconselhável não levar todo dinheiro in cash eu resolvi arriscar (e não foi a primeira fez que fiz isso). Cartão de crédito seria usado apenas em caso de última necessidade. 3. DESLOCAMENTOS Ida e volta – aéreo. Comecei a pesquisar pra qual cidade a passagem aérea era mais barata saindo do Rio de Janeiro e o melhor preço foi chegando a Lisboa. Como eu não sabia sobre multidestinos, comprei chegada e saída de Lisboa. Hoje conhecendo a possibilidade de multidestinos, ou seja, na mesma compra escolher um local de chegada e outro de saída a compra talvez teria sido diferente. Trechos interno. Sempre prefiro utilizar trem para deslocamentos entre as cidades, pois normalmente os países da Europa são bem servidos de trem, as estações não são tão distantes do centro como os aeroportos e não é necessário chegar muito antes. Então preferi buscar por trens, mas em alguns trajetos a solução encontrada foi ônibus e entre Porto e Madrid a melhor opção foi avião devido a grande distância e ao preço. Explico melhor durante o relato. Para cotação dos trens em Portugal o melhor site para mim foi http://www.cp.pt (faça cadastro para visualizar os descontos). Para trens na Espanha o site http://www.renfe.es (um site um tanto quanto confuso, mas foi a melhor opção). Levei todas as passagens impressas. 4. HOSPEDAGEM Todas as hospedagens foram feitas pelo booking.com. Sempre leio as avaliações e comentários e vejo o que mais se adéqua a mim. Procuro sempre por locais com boa localização, perto de estações de trens centrais, limpos e com banheiro privativo. A hospedagem para mim acaba sendo um local para tomar banho e dormir, pois fico o dia todo fora, então normalmente fico em locais simples. Minhas diárias foram em média 22-32 euros/noite. 5. DOCUMENTAÇÃO Imprimo sempre todos os comprovantes de tudo feito no Brasil (hotel, transportes, seguro, algum passeio comprado antes, etc.) e coloco numa pasta a qual levo comigo na mala de mão. Importante lembrar de que é essencial fazer um seguro viagem (nunca achamos que vai acontecer nada, mas podemos ler vários relatos de pessoas que precisaram). Para quem tem cartão de crédito platinum é oferecido um seguro viagem grátis. Basta entrar em contato com a sua bandeira que eles orientam o que deve ser feito. 6. ENFIM O RELATO... 16/08: Aéreo Rio-Lisboa às 17h10. 17/08: 1º dia - LISBOA Chegamos ao aeroporto de Lisboa às 5h30 da manhã. Lá mesmo compramos um Lisboa Card. Já havia lido sobre ele. Ele dá direito a transporte ilimitado de metro, transportes públicos da carris (ônibus, electricos e elevadores), trens da linha Sintra e Cascais e entrada grátis ou descontos em museus e monumentos. Fiz as contas e o de 72horas valeria a pena. Peguei um mapa da cidade, um mapa do metro e fomos de metro deixar as mochilas no hotel. Como o check in do hotel era somente a partir das 13h e ainda eram 7h, deixamos tudo no hotel e saímos para aproveitar o dia. Nesse primeiro dia aproveitamos para conhecer um pouco do centro histórico de Lisboa. Pegamos metro até o Rossio e de lá andamos pelo centro histórico de Lisboa – Rossio, Baixa Chiado, Praça do Comércio, rua Augusta, Largo da Sé, Catedral da Sé, Miradouro da Graça e um outro que não sei o nome até chegarmos ao Castelo de São Jorge onde entramos. É fácil andar a pé por Lisboa. Depois fizemos um passeio no electrico 28 que passa por ruelas e recantos de Lisboa. Depois de muito andar voltamos para o hotel umas 18h. Essa noite seria para dormir cedo, devido a viagem do dia anterior. Sobre o hotel: ficamos hospedadas no Lisbon City hotel no Anjos. Foi o hotel mais caro da viagem (31euros/noite/pessoa), mas também um dos melhores. Tinha supermercado próximo e era a menos de uma quadra da estação do metro anjos. Cama e banheiros bons, frigobar e ar condicionado. 18/08: 2º dia - LISBOA Acordamos cedo (sempre tento acordar cedo em viagens na tentativa de aproveitar o máximo possível) e fomos para Bélem. Pegamos metro até Cais de Sodré e de lá um ônibus para o bairro de Belém (tudo usando o Lisboa card, o que evitava filas para comprar tickts). Descemos em frente ao Mosteiro de Jerônimos e entramos na fila (que já estava grandinha). O lugar é muito bonito e vale a visita. Depois saímos e andando fomos até o monumento Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém. E foi neste momento que descobrimos nosso erro. A fila para entrar na Torre era gigantesca sob o sol de meio dia. A fila não andava, pois tinha número máximo de visitantes e dependia da saída de pessoas para a entrada de outras. Ficamos um tempo na fila e desistimos. Foi aí que descobri que se tivéssemos comprado entrada combinada Jerônimos+Torre na bilheteria do mosteiro, poderíamos entrar sem ficar na fila. Mas em nenhum lugar tem isso escrito. Dali pegamos um ônibus até o famoso pastel de Belém (dá para ir andando, mas como estava super calor e não iríamos pagar o transporte, fomos de ônibus que parou na porta). Não havia mesas vazias no interior e a fila para compra era enorme. Mas entramos na fila (que até andou rápido) e pedíamos pasteis para viagem. Vale a pena experimentar. No ponto de ônibus em frente pegamos um ônibus para a estação de metro/trem Cais de Sodré onde pegamos um trem para Cascais (sem pagar devido ao Lisboa Card). A viagem tem duração de 40min. Conhecemos o centro da cidade que é bem bonitinho e almoçamos por ali mesmo (comemos um bacalhau ruim), depois andamos pela orla até chegarmos na Boca do Inferno (um local bonito e famoso para tirar algumas fotos). Voltamos também a pé até a estação de trem para voltarmos para Lisboa. Isso já era fim do dia. Nesse dia ainda fomos jantar na casa de um casal de brasileiros amigos da minha amiga. O Jantar foi excelente. OBS: Estoril fica na mesma linha, duas estações antes de Cascais. Não paramos devido a falta de tempo. 19/08: 3º dia - LISBOA Nesse dia fizemos um bate/volta a Sintra. Lugar fantástico. Talvez o passeio que mais valha a pena. Adoramos aquele lugar. Acordamos bem cedo para pegar o trem para Sintra às 8h11 que partia da Estação Rossio (40min). Chegamos em Sintra e estava frio e não fomos preparadas para isso. Tivemos que comprar um lenço (5 euros) para colocar nas costas, mas ao longo da manhã foi esquentando e somente no final do dia voltou a esfriar. Decidimos visitar o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e a Quinta da Regaleira nessa ordem. Logo na saída da estação de metro tem ônibus para o centro histórico (o qual é relativamente perto e dá para ir andando). Mas como compramos bilhete para ir até o Palácio da Pena e esse dava direito para ir ao centro historio, fomos de ônibus e lá pegamos outro que iria para o Palácio. Como chegamos cedo não havia fila para comprar as entradas (dessa vez já compramos junto às entradas para o Castelo dos Mouros para evitar filas – ambos com desconto com Lisboa Card). O Palácio é bonito e possui um jardim enorme que levaria horas para ser percorrido por completo, por isso optamos por não passear pelos jardins; compramos um sanduíche, pois já era meio dia e descemos a pé para os Mouros (sim, tem que ser a pé, pois o ônibus que passa pelo Palácio da Pena vai direto para o centro histórico para depois subir tudo de novo e assim passar pelos Mouros). Outra opção é ir primeiro nos Mouros e depois subir a pé (ou de ônibus) para o Palácio da Pena, mas a nossa opção foi a melhor e já conto o motivo. Outro lugar super legal para se visitar: Castelo dos Mouros. Andamos por todo o muro do castelo e tiramos ótimas fotos do lugar. Nesse momento já estava extremamente calor com um sol muito forte. Quando acabamos a visita esperamos o ônibus em frente ao Castelo que subia para o Palácio da Pena e depois seguia para o centro. O ônibus sobe lotado, mas a quantidade de pessoas esperando o ônibus no castelo não se compara com a quantidade de pessoas esperando o ônibus no Palácio, desse modo, nem metade das pessoas que esperavam o ônibus no Palácio conseguiu subir no ônibus naquele momento. Descemos para o centro histórico (já era umas 16h), experimentei um doce típico chamado travesseiro (gostei bem) e fomos até a quinta da Regaleira (dá para ir a pé do centro histórico, mas fomos de mini ônibus porque não tínhamos certeza da distância e naquele momento tempo era precioso). Esse lugar é demais. Tem um Palácio sem grandes coisas, mas um jardim incrível que vale a pena ser explorado. Há vários monumentos, túneis subterrâneos, labirintos... Como está escrito no folder do lugar “o jardim é revelado pela sucessão de lugares imbuídos de magia e mistério. A demanda do paraíso é materializada em coexistência com um mundo inferus – um dantesco mundo subterrâneo (...)”. Vale a pena a visita. Um lugar único! Saímos de lá era um pouco mais de 18h. Voltamos para o centro histórico, visitamos as lojinhas e jantamos uma massa em um pequeno restaurante. Nessa altura já precisamos usar novamente o lenço comprado pela manhã que não teve utilidade nenhuma durante o dia. Depois subimos a pé para a estação de trem. Na subida existe a doceria da Sapa onde vendem as típicas queijadas da Sapa, mas o local já estava fechado. Conseguimos experimentar o doce em uma loja no caminho que revendia. Gostei mais dos travesseiros. Pegamos o trem de volta para Lisboa era mais de 20h. Chegando a Lisboa fomos para o hotel dormir. Foi um dia cansativo, mas muito produtivo. Cada momento valeu a pena. 20/08: 4º dia - LISBOA Nesse dia fizemos uma excursão de van para Óbidos/Nazaré/Fátima/Batalha. Valor 60 euros/pessoa. No hotel tinha várias propagandas de excursões para vários locais de várias empresas (inclusive para Sintra, Cascais, Estoril... as quais aconselho ir por conta própria), mas para esses outros lugares o transporte não era tão fácil e não conseguiríamos fazer tudo em um dia. Claro que fica corrido, mas achei que valeu. O dia estava muito quente! Inicialmente fomos para Fátima onde ficamos por 1h30. A Igreja mais antiga estava em reforma e não conseguimos entrar. Achei o tempo suficiente, pois não há muito que se ver. O tempo é pouco para quem quer assistir uma missa completa. Depois fomos conhecer o Mosteiro de Batalha; um mosteiro bonito e muito grande - local onde paramos para almoçar. Depois fomos até Nazaré (aí na verdade foi uma parada para ver do alto a vila de Nazaré e ver a capela onde Vasco da Gama rezou antes das grandes navegações). Por fim, fomos a Óbidos. Uma pequena vila cercada por um muro que se pode andar sobre ele. Local famoso pelo licor de ginja. Ficamos uma hora por lá. Chegamos a Lisboa antes das 18h. Saímos para comer na região perto do hotel mesmo, fomos ao supermercado e aproveitamos o resto do dia para descansar e dormir cedo já que no dia seguinte iríamos cedinho para o Porto. OBS: você que está lendo deve estar se perguntando: e o Parque das Nações? Resolvemos deixar para o dia que retornaríamos a Lisboa para pegar o voo de volta já que teríamos um dia completo. Mais para frente conto. 21/08: 5º dia - PORTO Saímos de Lisboa 8h09 da estação Oriente rumo à estação de Campanha na cidade do Porto. Chegamos ao Porto antes das 10h e fomos deixar as mochilas no hotel. Ficamos no hotel São Gabriel (25 euros/noite/pessoa) perto da estação de metro Bolhão e pertinho da rua comercial Santa Catarina. Hotel simples, com café da manhã simples, mas com boa localização. Só tivemos que usar metro no dia de ir embora. Fizemos tudo a pé. Nesse dia andamos pelas ruas do Porto até chegar à Ribeira; visitamos a Igreja de São Francisco. A entrada nessa Igreja é paga e pensamos duas vezes antes de entrar, mas que bom que entramos. A Igreja é pequena, mas muito bonita; toda trabalhada em madeira e ouro. O ingresso para a Igreja dá direito a conhecer um pequeno museu muito interessante onde tem um ossário. Achei que valeu a pena. Bem perto da Igreja está o Palácio da Bolsa. Apesar de caro (algo em torno de 12 euros) a entrada valeu muito a pena. A visita é guiada e é contada a história de cada local do palácio. O local é lindo e possui salas incríveis. Não deixe de entrar! Como a visita é guiada tem horários programados (em várias línguas) e número máximo de visitantes. Compramos o ingresso para a próxima visita em português e como tínhamos uma hora e meia de folga fomos até a torre dos clérigos. Claro que não deu tempo para subir na torre; foi tempo de chegar, conhecer a Igreja e voltar para o Palácio da Bolsa. Então, quando acabou nossa visita ao Palácio da Bolsa voltamos para Torre dos Clérigos, já era quase 18h e conseguimos comprar o bilhete antes do preço aumentar (sim, após 18h fica mais caro!). Na bilheteria a informação que estavam passando é que demoraria cerca de 2 horas para conseguir subir. Como estávamos ali pela segunda fez resolvemos ficar, mas a fila não demorou nem 40 minutos. A visão do alto é bonita. Bem perto dali se encontra a Livraria Lello (local que inspirou a autora do Harry Potter) e eu fazia questão de conhecer, mas ao sair da torre a livraria estava prestes a fechar. Voltaríamos em outro dia. 22/08: 6º dia – PORTO – BATE/VOLTA BRAGA Inicialmente (aqui do Brasil ainda) pensei em fazer bate/volta Braga e Guimarães no mesmo dia. Seria corrido, mas daria, pois já tinha pesquisado horários e transportes. Mas mudei de ideia durante a viagem. Nesse dia fomos a Braga com o objetivo de conhecer o Santuário Bom Jesus do Monte. Pegamos trem na estação São Bento (que por si só já vale a visita) e fomos até Braga (1h11min). Tem trem várias vezes ao dia). Em frente à estação passa um ônibus que vai até o santuário (aqui tem que ser de ônibus, pois é longe). Chegando ao santuário começou a chover e por isso subimos de funiculare, mas o objetivo era justamente andar pelas escadarias para apreciar o caminho. Ao chegar ao topo conhecemos a Igreja (que estava tendo um casamento no momento) e como a chuva estava fininha (e depois parou) descemos pelas escadarias. E é aí que vale a visita, descer ou subir pelas escadarias, pois a forma como foi construída a escada é que dá todo o brilho ao local. Achei que valeu a pena. Estávamos terminando a decida e começou novamente a chover fraco. Pegamos o ônibus e fomos para a cidade procurar um local para almoçar. Não achamos muitas opções e entramos em um restaurante que não tinha ninguém e que não dávamos nada por ele. Pedimos um bacalhau com batatas. Surpresa: estava delicioso!! Nesse momento a chuva já era muita e não deu para conhecer a cidade. Corremos para a estação (que não estava longe, mas foi suficiente para molharmos bastante) para tentarmos pegar o próximo trem que saía em 15 minutos. Chegamos ao Porto por volta das 17h e fomos novamente passear pela Ribeira. Tentamos de novo entrar na livraria Lello, mas a fila estava gigantesca e logo começou a chuviscar. Comemos e voltamos para o hotel. Tentaria a livraria no dia seguinte outra vez (o rapaz disse que domingo era o dia mais vazio). 23/08: 7º dia – PORTO – BATE/VOLTA GUIMARÃES Dia de conhecer Guimarães. Pegamos pela manhã na estação São Bento o trem (1h17min - tem vários horários por dia). Chegando a Guimarães é fácil ir ao centro histórico, basta descer toda vida uma rua até se deparar com a muralha da cidade em ruínas onde está o emblemático: “aqui nasceu Portugal”. Pegamos um mapa e fomos andando e conhecendo as Igrejas e praças locais. Entramos para conhecer o Museu Alberto de Sampaio onde além do acervo próprio tinha uma exposição de catapultas. Entramos nesse museu porque tinha um cartaz com uma frase do escritor José Saramago dizendo coisas bonitas sobre o local, como é um autor que tenho apreço entrei. Mas não valeu a pena! Não tinha praticamente nada para ser visto. Continuamos a andar pelas ruelas de Guimarães e pelas simpáticas praças locais com o objetivo de chegar ao Paço dos Duques e ao Castelo. Chegamos, conhecemos apenas algumas coisas no interior (pois tinha que pagar para entrar e era caro e parecia não ter muito que se ver). Começou a chover. Descemos na chuva até a Praça de Santiago onde paramos para almoçar. Aqui paro para explicar uma coisa. Desde que eu cheguei a Portugal eu estava procurando “bochecha de porco preto” prato típico da região segundo meu pai (que adora cozinhar!). Até o momento não havia encontrado em lugar nenhum e ninguém sabia me dizer onde encontrar. Pois bem, foi nessa pracinha que passando por restaurantes e lendo os cardápios das portas que encontrei o restaurante “tapas e manias” que tinha a tal bochecha de porco preto. Queria experimentar. E foi sensacional! Um dos melhores pratos que comi na viagem. A carne é macia e super saborosa. Tanto é que é o único restaurante da viagem que sei o nome. A garçonete me explicou que esse prato é mais comum nessa região de Portugal, sendo difícil encontrar na região de Lisboa ou no sul do país. Já era mais de 15h e como a chuva permanecia, a solução era voltar para o Porto. A visita já valeu pela bochecha de porco preto, mas a cidade é charmosa e mesmo na chuva deu para conhecer. De volta ao Porto fui finalmente conhecer a Livraria Lello. Três euros para entrar que pode ser convertido em compras. O local é lindo. Existe uma escada linda e super diferente, estantes até o teto e um teto lindo. Vale a pena conhecer. Minha vontade era passar horas lá dentro só admirando o local e aquele tanto de livros (eu adoro livros!!). No dia seguinte teríamos que pegar um voo para Madrid às 6h30. Horário péssimo, pois teríamos que madrugar para chegar a tempo, e o aeroporto era muito longe de onde estávamos; além disso, não teria metro nesse horário e o taxi ficaria muito caro. A outra opção que eu havia pesquisado aqui do Brasil era um trem noturno com duração 10h e o triplo do preço. Pois bem, compramos o avião (70 euros mais 25 para despachar o mochilão). A solução que encontrei foi: trocar de hotel um dia antes da viagem. E assim fizemos! No final do dia pegamos nossa mochila e fomos de metro até um hotel em frente ao aeroporto (hotel Ar e Sol – diária 42,50 euros para duas pessoas). Dessa forma já estávamos em frente ao aeroporto. Realmente foi a melhor coisa que fizemos. Acordamos e fomos andando para o aeroporto. Deu tudo certo, apesar da noite ter sido péssima. Não dormimos bem preocupadas com o horário. (.....continua....) PS:Não consegui inserir imagens.
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    CAPÍTULO 18: La Paz, Teleférico, o famoso Mercado das Bruxas, Chacaltaya e Valle de La Luna. 8 Meses depois aqui estou terminando o meu relato. Peço desculpas a todos que me acompanharam até aqui e até mesmo alguns que já viajaram e não chegaram a ver o final para pegar as dicas. Foi massa receber mensagens da galera de todos os lugares interessados em fazer o mochilão e também estar podendo acompanhar uma galera concretizando os planos. Se tudo der certo, em maio embarco com destino ao Equador e Colômbia, mas antes darei uma passada por Huaraz e Mâncora no Peru. Se alguém animar só vem! Quando cheguei em La Paz a ficha foi caindo do tempo que já estava na estrada e como tinha passado tão rápido. Eram meus últimos dias antes de chegar em Santa Cruz novamente e voltar para o Brasil. Novamente quem tiver interesse segue aí: @diegomoier e se tiverem alguma dúvida fiquem a vontade para perguntar. Sobre La Paz: A cidade ergueu-se em meio a cordilheira dos Andes situando-se a mais de 3.600 metros de altitude. La Paz conta com quase 1 milhão de habitantes, sendo a maior parte descendentes dos povos andinos. Faz muito sentido quando dizem que é em La Paz que se entende o que é a Bolívia. Todo mundo sabe que a Bolívia é um país com grandes dificuldades sociais e econômicas. As classes sociais mais baixas estão nos lugares mais altos, como nas encostas do El Alto por exemplo. Quando decidi incluir La Paz no meu roteiro, quis ficar pelo centrão, principalmente perto do mercado das bruxas. Pelo que tinha lido, La Paz seria a cidade que eu precisaria ter mais cuidado com furtos, batedores de carteiras, principalmente nos mercados. Tomei esses cuidados, porém não tive nenhum problema e olha que andei tudo, mas, pode acontecer, então tomem cuidado mesmo assim. O que me encantou foi perceber que é uma cidade com uma cultura muito rica, com museus, templos, mercados e tantas outras coisas que nem dá para enumerar. Os grandes mercados mostram como é um povo trabalhador. Olha essa mini Boliviana que fofinha ❤️ Copacabana x La Paz: Como já disse no capítulo anterior, compramos a passagem de Copacabana para La Paz na agência que fechamos os passeios para as Islas. Pagamos 20 BOL. Chegamos em Copacabana do passeio das Islas mais ou menos 17h. 18h30 pegamos o ônibus no lugar indicado pela agência. Esse trajeto merece um pouco de atenção. Mais ou menos umas 19h30, chegará em uma ponto onde não tem como fazer a travessia por terra, então todo mundo desce do ônibus, deixa suas malas lá dentro, paga um pedágio de 2 BOL e faz a travessia de barco. O ônibus atravessa em uma barca e pega a galera do outro lado novamente. Eles avisam rapidamente para o pessoal desder e quem não sabe disso fica bem perdido sem saber o que tá acontecendo. Vi gente com cara de assustado achando que deu merda. kkkkk Quando atravessamos ficamos um tempo esperando o ônibus, tem umas barracas de comida de rua e o clima é bem agradável. Todo mundo dentro do ônibus novamente, seguimos caminho para La Paz. Nem falei, mas o ônibus não era muito confortável. Poltronas apertadas, algumas não abaixavam, foi uma viagem um pouco desconfortável. Estava morto de cansado de tanto andar na Isla del Sol. Hostel em La Paz: Já tínhamos dado uma olhada em alguns hostels por perto do mercado das bruxas e fomos em direção a eles. Era bem perto da rodoviária de carro. O aplicativo de mapa offline ajuda muito neste caso. Escolha um que mesmo offline mostra os hostels disponíveis. No primeiro capítulo falei de um que usei e gostei muito. Chegamos em La Paz era aproximadamente 22h. Quando desci do ônibus senti um frio de cortar a alma, virei uma estátua de gelo. Nessas situações fica complicado pensar em pechinchar, massss não é impossível. Fomos direto para o Taxi e o cara cobrou 60 BOL. Oi? Mano eu virei estátua de gelo, mas ainda tenho consciência. Tá Maluco? Chamei a galera e falei que não dava, tava muito caro, afinal tinha um resto de roteiro a zelar. Qualquer grana que eu economizasse ajudaria. Fomos então para fora da rodoviária e o outro cara cobrou 30 BOL. Que diferença não? Não contente, falei que era muito perto e que a gente pagava 20 BOL. Foi os vintão. 0/ Pagamos 5 BOL cada um e descemos na rua Sagarnaga. Primeiro fomos no hostel que a galera tinha visto, porém estava tudo muito caro, pesquisamos alguns ali por perto, mas continuavam inviáveis. Era de 100 BOL para cima a diária. Já estava tarde e o frio castigando. Um menino me falou do Cactus hostel pelo grupo de mochileiros do whatsapp. Fica praticamente dentro do mercado das Bruxas, na calle Jimenez, do lado do hostel Jimenez. Fomos lá para ver qual é. Dois foram no Jimenez ver se tinha vaga e eu e a Angéllica fomos no Cactus. O Jimezes não tinha vaga e o Cactus tinha, porém em quartos separados. 30 BOL a diária. Decidimos que seria ali mesmo, por mais que a primeira impressão que ficou não foi legal. Foi péssima na verdade. Vinicius e eu ficamos em um quarto com mais uma pessoa. O Quarto não tinha janela e estava com um fedor que pqp. Um cara estava vendo um filme e ficava rindo, tossindo muito, fiz uma oração, me concentrei, entrei no modo avião e acabei apagando. Não tive como tomar banho, pois o banheiro estava impossível de usar e o chuveiro não esquentava. Foi apenas uma primeira impressão mesmo. Hoje até indico o Cactus para quem não gosta de muito luxo e pensa em economizar. Hostel Cactus Nosso primeiro dia em La Paz: Pela manhã rodamos tudo para achar um outro hostel, mas estava tudo acima do que a gente queria pagar. Foi quando eu decidi que ficaria ali mesmo no Cactus e dei a opção de cada um ir para outro lugar caso se sentisse a vontade. Tem hora que infelizmente você não pode querer que todo mundo faça tudo com você, mas infelizmente não tinha como pagar lugares mais caros. No final todo mundo decidiu ficar ali para minha felicidade, afinal a companhia do pessoal era massa. Quando voltamos conseguimos mudar para um outro quarto que tinha vagado para 4 pessoas. Quarto com janela, estava limpo, arejado, coberta limpa, os banheiros já estavam limpinhos e o chuveiro esquentando. As vezes é só a primeira impressão mesmo, depois vimos que chegamos muito tarde e realmente estava tudo uma zona. Tudo se normalizou e ficamos felizes naquele quarto, tirando o fato de ter uma família do lado do nosso que não dormia e ficavam fazendo barulho até de manhã. Eu particularmente não tenho problema em dormir, então não incomodou tanto. Esse primeiro dia seria para conhecer a cidade, andar, descansar, fechar os passeios e aclimatar o corpo. UMA DICA SUPER IMPORTANTE: Não faça passeio nesse primeiro dia, se puderem. Tira esse dia para descansar, se acostumar com a altitude e o clima, pois La Paz foi o lugar que mais senti a altitude. Fiquei muito cansado, desanimado e esse primeiro dia serviu para dar um gás para continuar. Quarto tudo OK, saímos em direção a praça, fui trocar dinheiro (Meus últimos dólares), já estava no nível desesperador. Sabia que não iria dar e teria que partir para o plano B. Mais pra frente falo sobre a missão e como a Camila foi uma pessoa que me ajudou pra caralho nessa hora. Sobre a cotação de La Paz, não vai adiantar muito eu ficar falando disso, pois já se passaram tantos dias e os valores com certeza mudaram, mas o dólar estava 6,94, 6,95 e o real 1,70. Um detalhe importante é que lá as notas de 100 dólares novas são muito valorizadas, chegaram a pagar 6,96. O real como sempre não é tão valorizado. Muito cuidado com câmbio de rua. Uma estratégia que eu adotei foi ir em mercados locais e pedir para eles me ensinarem a identificar as notas falsas de lá. Consegui pegar algumas dicas e trocar a grana tranquilamente. Notas velhas e rasgadas eu sempre pedia para trocar por outras. Fechando os passeios: Ta aí uma coisa que me deixou bem frustrado... Eu queria muito fazer o Downhill na estrada da morte, mas infelizmente não teria tempo e muito menos grana. A Camila, amor de pessoa que é, ofereceu pagar e depois eu dava a ela, mas não achei justo e não quis abusar, apesar de ela ter me deixado muito a vontade para isso. Conhecer essas pessoas na viagem, nos fazem acreditar que as melhores pessoas estão de mochila nas costas viajando. De verdade! Decidi que fecharia com a agência apenas Chacaltaya + Valle de La Luna (Esse passeio é feito no mesmo dia). Detalhes da agência: Nome: Maya Tours Endereço: A agência ficava na mesma rua do Cactus (Jimenez), quase no final da rua, porém tem outras endereços e contatos e indicações no mapa (Acredito que era só um ponto de apoio): Illampu Street, 765 - Phone: 2-459389 - 72516104 Linares Street, 791 - Phone: 2-900489 - 2-480560 (24H) Foi umas das mais baratas que achamos, apesar de não ter pesquisado muito. Lá mesmo pegamos um mapa da cidade e orientações de como pegar o teleférico e ir até o mirador. Segue imagem do mapa com a referência de onde fica a agência (Marcado com uma bola vermelha): Depois de fechar os passeios (Conto detalhes e valores mais a frente), fomos achar um lugar para comer. Sei que quando a fome bate a vontade é de parar no primeiro lugar que aparece, mas todos queriam economizar, então saímos pelas ruas procurando restaurantes, apesar de não ser difícil encontrar restaurantes baratos (Mas queríamos o MAIS barato, porém limpinho e com cara boa ahahaha). Resultado: Entrada (Sopa) + Arroz + Batata + Frango + Salara + Coca = 14BOL. Tinha direito a um refresco lá, mas que desde Santa Cruz de La Sierra tinha decidido não beber. A próxima missão antes de conhecer melhor o mercado das Bruxas e ir até o Teleférico era achar um supermercado para fazer o lanche para levar para Chacaltaya no outro dia de manhã. Não tem lugar para almoçar lá e a agência não dá o almoço. Andamos um pouco até achar um supermercado (Detalhe que não é fácil achar supermercado grande pelo centro de La Paz). Gastei 20 BOL comprando coisas para fazer lanche, água e frutas. Comprei uns pães em uma padaria também. Mercado das Bruxas: O Mercado das Bruxas é cheio de ladeiras, ruas estreitas e barraquinhas onde é comercializado de tudo. A maioria são objetos místicos de todos os tipos, ervas, pedras, amuletos, etc. Estava bem ansioso na verdade para conhecer. O que chama mais atenção são os fetos de lhama pendurados na frente das lojas. Os fetos são enterrados no terreno antes de construir a casa para dar sorte. Esses fetos são de abortos naturais e não mortos para virar amuletos como alguns pensam. Que bom né? Coitadinhos! Mercado das Bruxas Mercado das Bruxas Outros mercados Mercado e uma apresentação de Teatro Teleféricos e Mirador: Esse dia foi muitcho loko... kkkk A agência nos explicou certinho como a gente fazia para chegar até o teleférico e nos indicaram pegar a linha vermelha que era onde tinha a melhor visão, assim fizemos. O valor do teleférico é 3 BOL, ida e volta 6 BOL. A infraestrutura da parada é surreal. Com cerca de 13 km, a rede de teleféricos passa por 11 estações. É a mais longa rede de teleféricos no mundo. Tudo muito organizado e limpo. Os teleféricos funcionam como meio de transporte para a população e é nítido como isso facilitou a vida de todo mundo e mudou a cara da cidade. Na saída do teleférico encontramos uma barraquinho de um tio que estava vendendo hambúrguer por 3.50 BOL. Vocês não tem noção de como aquilo tava bom. Entrada do Teleférico Mirador Observaram que tem um vidro aí? Pois é, a gente cismou que queria ver o pôr do sol pela frente, para ter uma visão panorâmica de toda a cidade. Assim fizemos, saímos do terminal do teleférico, entramos em umas ruas estreitas, passamos quase dentro de um quintal e fomos andando até chegar quase na frente desse vidro. Estava um frio surreal e eu fui de bermuda (Não sei o que deu na minha cabeça). Paramos em um lugar que era quase os fundos de um quintal de uma casa, porém imaginamos que estava tudo de boa. Começou a entardecer, o frio apertava mais e mais, ligamos um som e ficamos ali esperando o pôr do sol e a cidade se ascender. Entardecer As cores vão ficando maravilhosas, e ver a cidade se ascendendo é incrível. Detalhe que quando anoiteceu tivemos uma surpresa daquelas: Uma lua indecente saiu por trás da montanha Illimani ( A segunda montanha mais alta da Bolívia e a maior altitude da Cordillera Real. Atinge os 6.462 m de altitude) e posso dizer que tive um dos melhores momentos da viagem. Ver a lua aparecendo com aquela visão incrível da cidade foi maravilhoso, até surgir um cara da casa e fazer um monte de pergunta pra gente, mandando a gente sair dali e pra variar ele soltou um cachorro em cima da gente. O cachorro reconheceu que éramos brasileiros gente boa e começou a balançar o rabo e pular em cima de todo mundo brincando. Como garantia, voltamos no escuro no meio de um monte de mato e conseguimos finalmente entrar na estação novamente e descer. Quase levar uma mordida de cachorro valeu muito a pena. FOI INCRÍVEL! A foto não está tão maravilhosa como merecia, mas olha que maravilha. Nosso segundo dia em La Paz: Chacaltaya e Valle de La Luna: Esse passeio é um dos clássicos para quem vai visitar La Paz. A maioria das agências estavam cobrando 80, 90 Bolivianos, porém na Maya pagamos 65 cada pessoa (grupo de 4 pessoas). Tem uma taxa de entrada de 30 BOL que deve ser pago a parte. A 5421 metros Chacaltaya é um pico da Cordilheira dos Andes a cerca de 30 km da cidade de La Paz, e próximo a Huayna Potosí. Para chegar a base é necessário percorrer um caminho construído em 1930. É conhecido como a estação de esqui mais alta do mundo, porém devido ao aquecimento global está atualmente desativada. Acordamos às 6h30, preparamos nosso lanche e ficamos esperando o carro chegar (entre 8h e 8h30). Confesso que foi tenso e bem cansativo tendo em vista que são 5.400 metros: :@ Falta ar, tontura com força, um vento gelado de cortar a alma. Inicialmente fizemos a subida de carro. Estradas estreitas, muitos precipícios, um ziguezague sem fim, muitos pedregulhos. pode-se dizer que é um pouco pior do que a estrada que vai para Machu Picchu. Fiquei um pouco tenso, confesso! A base de esqui fica a 5.300 metros. Chegando na base a gente começa a subida a pé para chegar ao ponto mais alto. Quem fizer, vá devagar no seu tempo, respeite o limite. Fui o primeiro a chegar. Mas me preparei bem. Masquei folha de coca, tomei o Diamox (Consulte seu médico ahaha) e fiz um chá dentro de uma garrafa e fui bebendo durante todo o percurso. Me ajudou muito. O visual é espetacular, inclusive é a foto que coloquei no início do relato. É FANTÁSTICOOO! Vários picos nevados, vales, cores, contrastes. É lindo e vale muito a pena. Repetindo: Não aconselho a fazer esse passeio assim que chegar em La Paz. Faça uma aclimatação primeiro, pois seu corpo sentirá muito. Duas meninas resolveram não subir e ficar ali na base mesmo. Outras chegaram lá em cima quase morrendo, ser ar, boca roxa e sem voz (Famoso morreu, mas passa bem). Na volta, você pode parar na casinha para ir ao banheiro, tomar um fôlego para voltar em direção ao Valle de La Luna. Concluída a missão Chacaltaya, bora para o Valle de La Luna. Chegando lá na entrada a guia deu as explicações de como o Valle se formou, outras coisas lá de ver imagens e caras nas rochas, mas confesso que não prestei muita atenção. O Valle é legal, não é muito grande, é bem sinalizado e demarcado, mas se mistura muito com a paisagem urbana, o que perde um pouco a sensação de estar na Lua. Mesmo assim acho que vale muito a pena conhecer. Chegando no hostel e conhecemos um brasileiro de BH (Gente boa que esqueci o nome) e fomos dar uma volta pelos mercados e ruas e procurar o tio do Hambúrguer novamente, mas para nossa tristeza ele não estava lá. Fiquei muito decepcionado, pois andamos pacas para chegar lá. Em compensação encontramos uma barraquinha fazendo nachos, PQP como tava gostoso. Nachos: 8BOL + Refri: 2.50BOL. DINHEIRO ACABOU! ÇOCORRO! Não seria uma boa ideia vender meu corpo por ali. Hora do plano B. Quem acompanhou sabe que eu levei 100 dólares falsos e descobri só lé em Uyuni. Entrei em contato com a pessoa que me passou e pedi para depositar na minha conta os 350 reais e quando chegasse daria a nota falsa para ela ver o que ia fazer. Só que a merda seria retirar do banco, pois iria me comer uma taxa do cão. Lembrando que ainda teria que ter grana para pagar busão para Santa Cruz de La Sierra, pagar uma diária lá, comer e ainda pegar outro busão de SP para minha cidade no Rio de Janeiro. Tava ferrado resumindo. Com certeza eu conseguiria fazer a missão, porém ia ser muito apertado. Novamente a Camila (Anjo, ser humano incrível) me ofereceu dar a grana e eu poderia transferir para a conta dela. Ela me salvou muito PQP. Transferir 100,00 para a conta dela e ela me deu em real para trocar. Deu 170 Bolivianos. Era a grana que eu teria para terminar a viagem. Nosso terceiro e último dia em La Paz: Era hora de cada um seguir seu rumo. A Camila foi fazer a estrada da morte, o Vinicius ver no jogo de futebol e eu e Angéllica iríamos para SCLS. Nosso objetivo era viajar a noite para economizar na diária. Andamos pelos mercados, porém não tinha muita coisa aberta, pois era feriado. Deu nossa hora, hora de partir. La Paz x Santa Cruz de La Sierra (Como conseguimos economizar uma grana?) A maioria das agências vendem passagens para os mais diversos lugares em ônibus turísticos, porém o valor é absurdamente mais caro. Tinha agência vendendo passagem por 280 BOL. Era mais do que eu tinha para terminar a viagem toda, ahahaha. Foi aí que fomos até a rodoviária no dia anterior verificar e sondar para ver como a gente poderia economizar. Chegando lá descobrimos o grande, não tão grande, segredo, pois já tínhamos feito isso antes. Tem diversas empresas de ônibus na rodoviária de La Paz, para os mais variados lugares, inclusive Cusco, Uyuni, etc, porém os valores sofrem alteração a qualquer momento. Muita procura = mais caro, pouca procura = mais barato. Ônibus saindo vazio = bem mais barato. Claro que vão ter lugares onde tenha uma empresa apenas, ou que a procura é sempre grande. Minha experiência foi indo para SCLS. Aconselho a sempre ir um dia antes na rodoviária para sondar o que fica melhor para você e não se enrolar na hora. Nos aconselharam a não comprar antecipadamente, mas no dia da viagem, chegar mais cedo e ir sondando os valores, até achar um que vale a pena. Assim fizemos, chegamos umas 2 horas antes do horário que programamos (16h30) e começamos a correr preço. Começou em 150 BOL, depois achamos por 130, 120, 100 e por fim uma empresa veio até nós ofereceu por 80 Bolivianos. Fechamos! Saída de La Paz: 18h. Chegada em Santa Cruz: 11h30. Tempo de Viagem: 17h30 (É MUITA HORA!) Empresa: Trans Lucero. Valor: 80 BOL. O que precisa ficar claro é: Economia na maioria das vezes quer dizer abrir mão de conforto. O ônibus saiu vazio da rodoviária, eu fiquei todo feliz, caraca, que sorte, posso deitar, levantar, correr, deitar no corredor, etc etc.... Lembram quando falei que o pessoal mais pobre estava concentrado no El Alto? Pois muito que bem, o ônibus parou lá. Kkkkkk Irmãos, era caso de oração, o ônibus ficou lotado em 2 minutos, era bolsa, caixa, galinhas, criança chorando, cheiro de CC, gente que não parada de entrar, um vende milho, outro salgado, outro doce, outro criança, brincando, criança não kkkkk. Um senhor sentou do meu lado, o cheiro não estava tão bom, mas percebi que eram trabalhadores, provavelmente tinham acabado um dia daqueles. Inicialmente a gente sempre fica um pouco apático e estressado com essas situações, mas a gente está propenso a isso e muito mais. É deixar levar e vida que segue. Troquei uma ideia com ele, muito simpático e gente boa por sinal. Ele me contou algumas histórias da vida dele que me fizeram refletir bastante e seguimos viagem. Consegui dormir boa parte da viagem, a poltrona era confortável e deitava bastante. Em um momento da viagem fiquei acordado e tinha uma lua linda. Nesse momento pude refletir sobre toda a viagem e como eu tinha mudado. Certo que voltaria para o Brasil uma nova pessoa. Inevitavelmente as lágrimas desciam de alegria e ao mesmo tempo uma sensação de realização muito grande. No meio do caminho teve uma parada onde comi um salgado duro e sem gosto, mas tava com muita fome. Chegamos em Santa Cruz aproximadamente 11H30 com uma leve chuvinha. Chegada em Santa Cruz de La Sierra: Olhei no mapa e estávamos muito longe do centro, porém não passava ônibus por ali e não achamos ponto de taxi, foi ai que resolvemos ir andando para achar um hostel. A gente tava muito longe do que ficamos quando iniciamos a viagem. Olhei no mapa alguns, cheguei a procurar um que não existia, outro com valor super diferente do que estava anunciado, foi quando achamos um com preço bom e perto. Hostel: Residencial Ikandire II. Endereço: Calle Barron, 571 Valor: 35 BOL cada (Quarto para duas pessoas). Supimpa né? Super limpo, banho quente e cama muito confortável. A noite fomos dar uma volta pela praça e comer alguma coisa. Ficamos no segundo andar, quando voltamos a noite fomos para o quarto e do nada escutei uma voz conhecida, desci e era a Camila. Não tínhamos planejado nada, ela nem sabia onde estávamos, mas o destino nos uniu novamente. Foi aquela gritaria: "MANOOOOO COMO ASSIM?" kkkkk. Acordamos as 5 da manhã e fomos juntos para o aeroporto, o voo dela era mais tarde. Despedida e mais despedida, aquela sensação de tristeza, vendo tudo acabar, mas era hora de voltar para a realidade. O resto da viagem já foi aqui no Brasil, consegui chegar em casa de boa, dormi várias horas para recuperar as forças, comi muito feijão e carne vermelha. Kkkkk. Fiquei algumas semanas sem comer frango. A Camila teve o voo cancelado, teve que ficar mais dias em SCLS, mas no final deu tudo certo. Gastos (La Paz e Santa Cruz): Taxi dividido por 4 (Rodoviária x mercado das bruxas): 5 BOL. 3 diárias hostel Cactus: 90 BOL. Passeio Chacaltaya + Valle de La Luna: 65BOL. Sorvete: 2 BOL. Salgado: 3 BOL. Almoço: 14 BOL. Supermercado: 20 BOL. Padaria: 5 BOL. Teleférico (Subida e descida): 6 BOL. Hambúrguer delicioso: 3.50 BOL. Suspiro: 1 BOL. Nachos: 8 BOL Refri: 2.50 BOL. Pochete: 20 BOL. Passagem La Paz x Santa Cruz de La Sierra: 80 BOL. Taxa rodoviária La Paz: 1.50 BOL Salgado + Suco de caixinha + Laranja: 8 BOL. Diária em Santa Cruz: 35 BOL. Salgado + Refri: 6 BOL. Ônibus para Aeroporto: 6 BOL. Lanche aeroporto: 10 BOL. Total em Bolivianos: 391,50. Total em Reais: 230,29. Gasto total da viagem: R$ 5.409,76. Eu depois do mochilão: Quando estamos planejando o mochilão ou até mesmo durante, o medo bate em diversos momentos (o que fazer? Vai valer a pena? Será que estou sendo enganado? Estou pagando mais do que deveria? Esse lugar é seguro? Será que é de boa ficar nesse hostel? E se der merda? Se a grana não der? O que ferra tudo é o "SE"). Além disso ter que lidar com todos os questionamentos, se enturmar, conhecer pessoas novas é uma luta para quem é mais fechado e tímido como eu. A gente descobre portanto (repetindo o que já falei), que as melhores pessoas estão com a mochila nas costas pelo mundo. Conheci pessoas dos mais diversos tipos, mas todos me proporcionaram grandes momentos. É encorajador ver o sorriso estampado na cara delas. Elas podem ser pessoas ruins no seu dia a dia, podem ser ranzinzas na sua realidade, mas ali elas estão abertas para entregar o que há de melhor nelas. É claro que conheceremos pessoas que só ferram com o rolê, ou que não estão nada abertas para isso, mas em sua maioria as pessoas são as mais lindas que podemos conhecer. Tenho uma gratidão enorme pelo aprendizado, pela ajuda, pela amizade de todos, especialmente a Angéllica que me aturou muito. Aprendi a respeitar as diferenças sejam elas de personalidade, opinião, conhecimento ou cultura. Aprendi que por trás de uma roupa suja, com cheiro ruim, tem uma história de vida linda e uma experiência pronta para ser compartilhada. Que uma cara fechada pode guardar um lindo sorriso e nem sempre se esse sorriso não for oferecido para você, tornará aquela pessoa menos merecedora de sua bondade. Aprendi acima de tudo que ser mochileiro é para quem está aberto para doar o que há de melhor dentro do peito. Agradeço quem me acompanhou até aqui e todos que elogiaram o relato, comentaram, compartilharam com os amigos... Enfim... Nos vemos em breve, e o conselho para a vida é: "Enfia a cara e vai, que o mundo te espera".
  13. 1 ponto
    Depois de muito enrolar, aqui vai meu primeiro relato para o mochileiros.com, site que tanto me ajudou em praticamente todas minhas viagens. Espero que possa ajudar a quem se interessar, é meu único propósito, retribuir de alguma forma. Essa viagem foi longa (83 dias), passando por Marrocos (um dia), Portugal (19 dias), Suíça (8 dias), Itália (19 dias), Londres (seis dias), Paris (seis dias), Espanha (cinco dias), Marrocos novamente (15 dias) e cidade de São Paulo no restante dos dias. Fez parte de um projeto bacana de transformar 2017 em um ano semi-sabático depois de trabalhar desde os 13 anos, e desde os 14 com carteira de trabalho. Sou professor de geografia, moro em Nhandeara (interior de São Paulo), tenho 45 anos e sou mochileiro nato. A maior parte do trajeto foi feito com hospedagens em hostels, que geralmente adoro. Acho que mesmo se tivesse um dinheirão, ainda optaria pelos hostels e seus tipos humanos “universais”. Adquiri as passagens de ida e volta pela “Decolar.com”, a 2.600 reais, em março de 2017, ou seja, com 5 meses e alguns dias de antecedência. Optei por fazer relatos separados por país. Assim, vou pular o primeiro dia no Marrocos e ir direto pros 19 dias portugueses. Já fiz várias viagens interessantes na vida, mas todas pela América Latina, de onde nunca tinha saído. Então, reuni os destinos europeus que povoavam meus sonhos, nessa viagem de arromba. São destinos em que depositava muitas expectativas (Suíça, Cinque Terre, Roma) ou outros obrigatórios, como Veneza, Londres e Paris (não tinha muita expectativa, mas queria ver qual é a delas e o que poderiam me ensinar. Além do que, será preciso ter expectativas pra gostar delas? Acho que não). Portugal eu tinha certeza que seria muito agradável, por conta da língua e do povo, e Marrocos é o destino exótico que precisa ser desmitificado e que tá logo ali, então precisei aproveitar a oportunidade. A Espanha, nas minhas pesquisas, foi dos que mais me surpreenderam, então resolvi passar ali apenas como trampolim pro Marrocos e voltar exclusivamente pra ela numa outra oportunidade (além do que, tenho passaporte espanhol, meu avô veio de lá). Pra você que se interessar, uma boa viagem! Vou tentando postar algumas fotos aqui, mas quem quiser poderá encontra-las no meu facebook, por país em “álbuns”. Dia 01/09 – Chegada em Lisboa. Ônibus do aeroporto (aerobus) ao Cais do Sodré: € 4,00 (é possível ir de metrô - € 1,75 cada utilização – obs: só descartar o bilhete após sair do metrô, pois ele será necessário tanto para entrar quanto para sair), mas o ônibus permite ver a cidade neste primeiro contato, ainda mais que é um trecho significativo que te dá uma boa base do que é Lisboa, e não decepciona; o Sunset Destination Hostel, a € 22,49 a diária para quarto com 6 pessoas mix (muito bom – café-da-manhã, banheiros, quartos, funcionários, tudo maravilhoso, é considerado um dos melhores do mundo) fica no prédio da própria estação de trem e metrô Cais do Sodré. Além dessa vantagem gigantesca, ainda tem um mercadinho “Pingo Doce”onde é possível encontrar desde água mineral, até lanches, biscoitos, pilhas, frutas, tudo a preços justos. Depois de deixar as coisas no hostel, fui dar uma volta pela cidade, nos bairros do Chiado e Rossio, à procura de um tênis. Paixão à primeira vista. Incrível a sensação de se perder por uma cidade encantadora como Lisboa. Fui meio que na direção de uma loja de calçados indicada pelo funcionário do hostel e dali meio que ao léu fui entrando por ruas interessantes e curtindo muito o visual, com azulejos, construções históricas, praças-sonho, docerias, quiosques bonitinhos... Enfim, Lisboa me conquistou de primeira. Dia 02/09 – Não comprei nem o passe turístico nem o passe de transportes pois sou “andarilho” profissional e sabia que iria “camelar” ao máximo pela cidade, confiante nas minhas pernas. Além do que, o Cais do Sodré é mega-bem localizado, o que favorece os deslocamentos, e Lisboa é uma cidade pra se caminhar, tão linda é. Primeira visita: Museu arqueológico do Carmo (era um igreja que foi seriamente afetada pelo terremoto de 1755, como quase tudo em Lisboa; mas conservaram o que restou e inseriram um museu ao fundo, com acervo interessante); caminhada até o Castelo de São Jorge (€ 8,50 ), passando pelo bairro famoso de Alfama. Tanto no caminho quanto no Castelo, temos vistas panorâmicas incríveis da cidade. Consegui fotos bem interessantes ao final da tarde no Castelo, todo envolto em jardins e pinheiros “cênicos”. Dia 03/09 – Visita às praias da Costa da Caparica, aproveitando o dia com sol fortíssimo e tempo limpo. Terminal Fluvial do Cais do Sodré, ticket para Casilhas: € 3,00 (ida); ônibus ida e volta entre Casilhas e Caparica: € 5,50; Trem para se deslocar entre as 20 praias de Caparica: € 8,00 – se compra ali mesmo na praia, não é um trem convencional; ticket do Terminal Fluvial de Casilhas, de volta pro Cais do Sodré: € 3,00. O interessante na Costa da Caparica é o mar e as praias que são lindas. Mas muito parecidas com as que temos no Nordeste, inclusive com paredões naturais ao fundo. Tem muita gente que pratica nudismo nas praias mais distantes, da 17 até a 19. E muita paquera gay nessa altura nas trilhas por ali já mais afastadas da praia. Pegação mesmo. Então, acho que não é uma visita obrigatória, a não ser que nudismo, pegação e praia seja seu forte. Dia 04/09 – Sintra. O trem para Sintra sai próximo da estação Rossio do metrô. É necessário sair dessa estação e procurar um café Starbucks num dos cantos da praça. É ao lado do café. É fácil de achar pois é muito bonita, um prédio histórico. Se estiver difícil achar, é só perguntar onde fica a estação de comboio (trem) para Sintra, todos os locais vão informar. Esqueci de anotar o valor, mas acho que não passa de € 5,00. Chegando-se em Sintra, há várias opções de visita, como caminhar pela via principal até o Palácio Nacional de Sintra, no centro histórico. Nessa caminhada de uns 10 minutos, temos as legítimas e tradicionais queijadas da Sapa (é uma portinha super discreta, cuidado). Justamente na segunda-feira estava fechada, mas dizem que é a melhor queijadinha de Portugal. Comi outra e é praticamente a mesma queijadinha que se encontra no Brasil. Visita ao Palácio de Sintra: € 10,00; Quinta da Regaleira: com desconto para professor (50%): € 4,00; visita ao Castelo dos Mouros e Palácio da Pena (com um micro-desconto de 5% caso compre os dois ingressos simultaneamente: € 20,90; ônibus entre Sintra e Cascais: € 4,15. Trem entre Cascais e Cais do Sodré: € 2,20. De tudo isso, acho que são obrigatórios a Quinta da Regaleira e o Palácio da Pena. Se estiver com pouco tempo e tiver que sacrificar algo, que seja o Palácio de Sintra ou o Castelo dos Mouros (esse vale principalmente pelas vistas panorâmicas, com certeza seu ponto forte). São interessantes, mas não tanto quanto os outros. Particularmente, me encantei principalmente com a Quinta, pois é diferente de tudo que já vi na vida e vale a pena se perder por ali, atravessar os túneis, explorar os numerosos detalhes dos chafarizes, lagos, faunos esculpidos, vasos, jardins e museu. Tem muita sombra, verde constante, o que me agrada demais. E as construções parecem brotar em meio ao bosque. É uma harmonia só. Pra quem é maçom ou demolay, parece ser uma visita mais que obrigatória, pois tá cheia de detalhes que só os iniciados entenderão (não sou nem uma coisa nem fui a outra, mas é o que ouvi dizer). Dia 05/09 – Tive que aproveitar ao máximo este dia, pois não sabia ainda se voltaria pra Lisboa (tinha uns cinco dias “vagos” na minha programação e considerei essa possibilidade). Adquiri um Lisboa Card para um dia (19 euros). Assim, comecei pelo Mosteiro dos Jerônimos (belíssimo), fui pra Torre de Belém (pelo tamanho da fila desisti de entrar), Padrão do Descobrimento (monumento aos navegantes, tem como chegar até o topo, de onde se tem incrível vista panorâmida de Lisboa, a € 5,00 por adulto, com desconto pra quem tem Lisboa Card, ficando em € 3,50 – fui e adorei, a vista da praça logo em frente com o mapa das descobertas portuguesas ao redor do mundo – além de toda cidade e arredores - é incrível e garante fotos “antológicas”) e Oceanário (€ 15,30 pela exposição permanente, já com desconto de 15% pra quem tem o Lisboa Card – é impagável, adorei com intensidade máxima - e pela exposição temporária, no caso, florestas tropicais submersas, coisa linda). Minha referência de visita a “aquários” é o de Santos (SP) e sou do interior, sem muito contato com a vida marinha. Mesmo contando que a “caipirice” possa ter influenciado, achei o máximo do máximo do máximo o tal do Oceanário. Além de que, ao ter que desembarcar do metrô na estação Oriente, automaticamente se encontra uma Lisboa moderníssima, com prédios espelhados, toda a estrutura construída para abrigar a Expo-1997, como o pavilhão das nações, com as bandeiras dos países que participaram, além de um desenho urbano que favorece a visitação, centros de compras para os consumistas, muitos espaços de uso comum como praças e gramados agradáveis para piquenique e descanso, além da arquitetura da própria estação Oriente, assinada por ninguém menos do que Santiago Calatrava, ela mesma uma atração em si. Amei descobrir essa Lisboa inusitada. Dia 06/09 – Ida pra Lagos, de trem (saindo da estação de trens e metrô de Santa Apolônia, foram três trechos incluídos na mesma passagem, com troca de trens, sendo o mais extenso, da estação Oriente até Tunes, feito no trem de alta velocidade Alfa-Pendular, que chegou a 219 km/h), com passagem comprada antecipadamente pela internet no site do CP – Comboios de Portugal: € 11,10. Pelo caminho, muitas plantações de frutas (uva, figo, pera, laranja, romã), oliveiras, sobreiros (árvores de extração de cortiça) e um tipo de pinheiro rústico (menos alto e mais arredondado). Sol de rachar. Chegada no hostel da rede Hostelling International, a € 15,00 a diária (hostel bom), na rua Lançarote de Freitas, número 56. Pra quem possa interessar, Lagos tem camping a € 4,50 no Clube de Futebol Esperança de Lagos, fica na estrada da Ponta da Piedade, Rossio da Trindade, Apt. 680 (é o melhor lugar pra quem quer aproveitar as praias – bem próximo da praia da Dona Ana e do Camilo, as melhores de Lagos, e está a cerca de 500m da Praça do Infante, uma boa referência – fones: 351-282048328 e 351-282767696). Pra quem não tem barraca, eles alugam a € 6,00 uma barraca para duas pessoas. É possível também alugar um trailer. Estes preços são para alta temporada, que vai de 1 de junho até 30 de setembro. Uma das praias é de nudismo, já bem próximo à Ponta da Piedade. Muita arborização urbana com o sul-americano jacarandá-mimoso. Cidade jovem, não frequentei mas acho que a vida noturna é das melhores. Fiz o check-in no hostel e já fui pras praias. Brasileiro na praia tende a não se maravilhar com nada, pois as nossas são sim muito bacanas. Mas em Lagos elas são diferentíssimas. Saindo da cidade pelo acesso à Ponta da Piedade (a pé, sem problemas, nada muito distante), dá pra ir entrando e saindo delas e voltando pro acesso principal pra chegar na próxima, é super prático. Ou até mesmo ir caminhando pela praia, mas há trechos em que os penhascos não permitem seguir adiante. E é aí que está o diferencial. São penhascos, arcos, ilhotas, promontórios, cabos, pontas, toda uma geografia louca e acidentada que não temos no Brasil. E lanchas e caiaques pra todo lado explorando esses trechos. Muuuito legal. Não é possível alugar um caiaque sozinho e seguir ao léu. Obrigatoriamente, há grupos que saem do canal ao lado da praia da Batata e seguem com guia por um circuito padrão. São vinte e cinco euros mas vi quem fechasse por trinta. Já pra quem quer ir de lancha, me pareceu também muito legal e sai da própria ponta da Piedade. Tem umas escadinhas que levam até as lanchas e cobram 15 euros por pessoa. Apesar de um barqueiro ter informado que com maré baixa seria melhor, me pareceu o contrário, pois a maioria dos arcos não são acessados nessa circunstância. E eles são grande parte da atração. Acho que o barqueiro queria mesmo era garantir córum pros momentos de baixa procura. Sou bonzinho, perdoei-o e segui adiante. Mas não entrei no barco. Achei que a praia em si era minha melhor opção (nada, é que fiquei magoado e com orgulho ferido. Façam sim o passeio de barco que parece incrível). E lá fui eu pra praia de nudismo, um sossego só. Dia 07/09 – Acordei tarde, me enrolei com o facebook e telefonemas pra casa e perdi a chance de fazer um passeio mais longo. Problema nenhum, já que Lagos e suas praias são motivo mais que suficiente pra ser feliz por dias. Sucedem-se as praias da Batata, do Pinhão, Dona Ana, Camilo e Grande, assim chegando à incrível Ponta da Piedade, com penhascos que eles chamam de falésias (mas que, tecnicamente, são barreiras, diria o finado geógrafo Aziz Ab´Saber). Dia 08/09 – Faro e Tavira. Fui primeiramente de trem até Tavira, o destino mais longo, a € 9,30. Trem de Tavira para Faro: € 3,15; no caminho, novamente muitas plantações de frutas (laranja, uva, pera, figo) e, em Portimão, algo inusitado e que se repetiria depois na ida de ônibus pra Évora: no que pareciam ser chaminés desativadas de antigas fábricas, mas também em postes mais altos e em torres estratégicas de igrejas, ninhos de cegonha com uma ou outra delas por ali, na maior harmonia com a paisagem urbana. Além de resorts, campos de golfe e condomínios, mas sem aqueles muros ostensivos que só o Brasil tem, afinal a violência urbana deve ser imensamente menor em Portugal. Em Tavira almocei na Casa Simão, âs margens do rio Gilão, um filé de atum acebolado delicioso, a € 9,50 já com a entrada e o refrigerante. Em Faro, o Museu Municipal (cidade velha): € 1 (desconto de 50% para professor); Museu e Catedral da Sé – conjugados, sendo possível visitar a torre do sino: € 3,50; trem de Faro para Lagos: € 7,30. Em Távira, é possível alugar uma bike pra pedalar em um circuito à beira mar. Eu não fui, mas na Abílio Bikes (www.abiliobikes.com) o aluguel de uma bicicleta vai de 7 a até 35 euros por dia, a depender do modelo. Távira é muito simpática e preserva mais sua história, cultuando-a, com castelo, praças, ruas estreitas. Já Faro, tem um lado moderno ao redor da Cidade Velha protegida por muralhas. Equivocadamente, achando que fosse Faro, desci em Olhão. Andei um pouco até me dar conta do erro, e é muito simpática, com um passeio público bem agradável. Uma típica cidade-balneário do Algarve, sem culto à história das outras regiões mais ao norte. Dia 09/09 – Ida para Sagres. Ônibus (Eva Transportes, sai da rodoviária, mas tem outra opção que sai do centro, em um ponto de ônibus ao lado do correio): 3,90 €; visita à Fortaleza de Sagres: € 3; ônibus de volta: € 3,90. Aqui, me decepcionei um pouco, pois esperava mais da Fortaleza e da própria Sagres, isso por conta dos livros de história e da importância que teve pras Grandes Navegações. Pra quem gosta de praias, são lindas, mas tem que descer as escadarias/trilhas dos penhascos. Haja escada, os penhascos são altos. Só avistei, não desci. Dia 10/09 – Ida pra Évora. Passagem de ônibus (Rede Expressos, 4 horas de viagem): 18,30 €. Bacana, pois passa dentro de Portimão, Armação da Pêra, Albufeira (todas do Algarve), depois Beja, já no Alentejo, entre outras, vendo as paisagens. Sempre gostei de viajar de ônibus, ainda mais passeando. E todos aqueles ninhos de cegonha pra todo lado (e eventualmente uma delas). Um sol de fazer inveja aos trópicos. De novo muita oliveira, cortiça, romãs, laranjeiras e uva. No Algarve, paisagem mais acidentada sem ser montanhosa. No Alentejo, bem mais plano. Daí, cheguei em Évora às 16:30 e fui pro Old Évora Hostel, a € 14,00 por dia por quarto pra quatro pessoas (mas só tinha eu, apesar das 8 camas), com café-da-manhã. No dia seguinte, uma surpresa: a vantagem virou desvantagem. Colocaram mais cinco pessoas no mesmo quarto. Ficou quites. Reservei pelo site do Hostelworld no dia anterior , apesar do contratempo, afinal você paga mais por um quarto pra quatro pessoas, e está a menos de 10 minutos a pé da rodoviária. A localização compensa tudo pra quem tem malas com rodinhas. Fica dentro das muralhas da cidade velha e lá fui eu explorá-la. Moçada, preparem-se pra quando visitar Évora. É uma cidade medieval e também foi afetada pelo terremoto de 1755, mas bem menos do que Lisboa. Assim, conserva um ar realmente medieval. É impressionante. Ainda vou nessa viagem em outubro pra algumas cidades italianas medievais, mas não consigo imaginar como outra poderia ser mais impressionante do que Évora. Já fora das muralhas tem aqui uma arena pras touradas. Conforme apurei, já não podem matar o touro, mas ainda espetam o bicho, ou seja, há muito sofrimento ali. Dali, adentrando as muralhas já na cidade velha, fui parar no Paço de São Miguel onde há um complexo com um palácio onde se hospedou por longo tempo a realeza portuguesa. Como já eram quase oito horas (hora que encerram as visitas), fui autorizado a fazer um passeio rápido pelas instalações (vinte minutos) e são deslumbrantes. Dali, já apaixonado por Évora e um tanto empolgado, fui ao famoso templo romano que é o símbolo da cidade. Frutração. Está em reformas e cheio de tapumes e proteções que impedem de ser contemplado. Mas... ali do lado tem um restaurante cênico da pousado dos Lóios, chamado “Cinco Quinas”, muito simpático ainda mais na parte externa, onde fiquei. Jantei um bacalhau com legumes e suco de laranja a € 17,00 (delicioso, mas uma facada pra quem tem que pensar em economizar), mas não tinha visto nenhum outro restaurante aberto. Lei de Murphy: saindo dali de mapa em punho pra encontrar o hostel, passo por uma praça repleta de outras opções pra se comer por bem menos. Dia 11/09 – Grande expectativa pra conhecer Monsaraz. Vi num programa de viagens da Titi Muller (que eu adoro) sobre Portugal. A logística é complicada: saída 10:30 até Reguengos de Monsaraz (€ 3,90). Dali, ônibus às 13:45 para Monsaraz (mais € 3,10), onde tem um castelo e um vilarejo ao redor (não se paga nada pra visitar o castelo e o vilarejo, incluindo suas igrejas). Almoço delicioso na Casa do Forno, um bacalhau a Bráz com refrigerante, por 10 euros. Haveria uma tourada no pátio do castelo às 17:30, no mesmo horário do ônibus. Volta às 17:30, é o último ônibus. Assim sendo, daria pra tomar o café no hostel, explorar Évora até às 10:00 e depois ir pra lá. Quando as aulas começam, aumenta o número de ônibus que fazem o trajeto. Passeio bacana e, por ter ficado em Reguengos por uma boa hora e meia, deu pra transitar por ali e saber como é uma típica cidade portuguesa não-turística (coisa de professor de geografia). Dia 12/09 – Évora: ida à Universidade. Geralmente há uma taxinha pra visitá-la, mas, nesse dia, como estavam ocorrendo matrículas, não houve. Visitei a Catedral da Sé (legal), por € 4,00 incluindo o claustro e a torre com vista panorâmica. E também a igreja de São Francisco e a Capela dos Ossos (feita disso mesmo, para nos lembrar da “finitude da vida”, bem interessante) e o museu do Presépio (muito interessante), tudo por € 4. Almocei um filé mignon com queijo roquefort e tomando vinho sugerido pelo garçom, no restaurante Dona Inês, rua Diogo Cao, n.3. Tudo por € 13,50. Depois, peguei um ônibus (Rede Expresso, € 12,50 e duas horas de duração) para Lisboa (hostel Hub Lisbon, 18 euros, a cerca de 3 minutos da estação de metrô Picoas, muito bom). Às 20:30, fui ao encontro de uma ex-aluna incrível prum bate-papo. Dia 13/09 – Em Lisboa, minhas prioridades eram comer o pastel de Belém ali ao lado do Mosteiro dos Jerônimos, por € 1,00 cada (nada muito diferente dos demais, não vi grande vantagem, apesar da fila monstruosa que se forma e sair fresquinho, tal é a procura), e visita ao Museu do Azulejo (rua Madre de Deus, número 4), € 5,00 – incrível, principalmente o acervo de uma antiga igreja contígua ao museu e que não foi tão afetada pelo terremoto de 1755, conservando quase todo patrimônio, e um painel de 1700 em azulejos, de 23 metros, com a representação de Lisboa anterior ao terremoto, sendo o maior registro de como era a cidade antes da tragédia. Para se chegar até ele, tem as linhas de ônibus (aqui eles dizem autocarros, acham ônibus muito antiquado) 718, 742 e 794. O metrô mais próximo é a estação de Santa Apolônia. Dali, ou se pega um dos autocarros ou se caminha 20 minutos. Nesse dia, fui para Tomar, de comboio (trem), da estação Santa Apolônia (€ 9,95). Cheguei em Tomar após o horário do check in (até às 22:00) do Hostel 2300, e tive que procurar outro lugar pra ficar. Achei o Residencial Lux, a meia quadra da praça central, na rua Serpa Pinto, onde me cobraram € 18,00 por um quarto bem legal, com banheiro. Costumam receber peregrinos rumo a Santiago de Compostella (Espanha), pois há um caminho português (aliás, descobri ali que há várias opções além das duas principais, entre França e Espanha). Dia 14/09 – Visita ao Convento de Cristo e Castelo dos Templários (incríveis e míticos lugares principalmente pra quem gosta das histórias do Santo Graal, estão ligados um ao outro: € 6,00 e por si só já justificariam uma passagem por Tomar). Passagem rápida pelas Igrejas do Convento de São Francisco e de São João Batista (esta na praça da República, a mais central) - simpáticas. Museu do Fósforo: inusitado. Almoço na “Legenda Medieval” (Rua Cândido Madureira, 83), uma mini-sopa de feijão verde e um mini “entrecosto com favas”, além de dois pastéis de nata grandes, tudo por € 6,65. Janta incrível no Snack Bar (rua Aurora Macedo,25), um menu do dia a € 5,55 pela Feijoada Transmontana e uma taça de vinho, pechincha, ainda mais pela qualidade do prato. Comentário: apesar do mal-humor por ter perdido o horário do check-in do hostel, a passagem por Tomar foi incrível pelo que a cidade é. Pequena, bem cuidada, um rio piscoso de águas transparentes a corta de fora a fora, sem nenhum traço de poluição. Em suas margens, um parque urbano com verde abundante e quadras poliesportivas. Mesmo sem ser um destino turístico de massa (a maioria passa por ali apenas pra visitar sua maior atração, o Castelo dos Templários e o Convento de Cristo, o que é possível em uma única tarde), vi ao final da tarde bares cheios e famílias e estudantes frequentando os espaços públicos, creio que habitantes locais. Uma paz inabalável. Adorável. É tudo que eu espero de uma cidade. Dia 15/09 – Trem para Aveiro (7:11, com troca em Entrocamento, a € 15,55). Nessa passagem rápida por Aveiro, a ideia era ir até à beira mar e explorar os arredores e centro da cidade mas... se tivesse encontrado onde deixar a bagagem. Fui a pé da estação do trem (não tem bagageiro) até o centro (uns quinze minutos andando), na “Informação Turística”, que sugeriu um porta-volumes próximo mas que estava fechado, mas parecia mesmo que o local foi indicado erroneamente pela funcionária no mapa que me deu. Então, o que deu pra fazer foi zanzar pelo centro histórico carregando as tralhas, sem muita liberdade, comer a “tripa” e os “ovos moles”, pratos típicos locais, e dar uma espiadinha e tirar umas fotinhas do canal que atravessa a cidade tornando-a praticamente uma Veneza portuguesa, com passeio de barco e tudo. Também atravessei a Ponte da Amizade, sobre o canal, onde amarram fitas e botam cadeados “à moda de Paris”. Ou seja, valeu pra se ter uma noção da cidade. Trem para Porto: € 3,95. Me hospedei no Gaia Porto Hostel, por quatro noites, a 20 euros por dia. Fica na rua Cândido dos Reis, n.374-376 e é muito bom, tem metrô próximo (5 minutos da Estação General Torres), fica pertinho do rio Douro, ligado ao centro da cidade por ponte mas próxima a significativo agito às margens do rio. Só não é melhor pois pra ir do metrô ao hostel é descida e, pra voltar, subida, quem for preguiçoso vai espernear. Chegando na estação São Bento do metrô, já comprei um cartão do metrô (€ 0,60) carregado com quatro viagens (€ 1,20 cada). Brasileiros vão estranhar o uso do metrô, pois na maioria deles, nem bilheteria tem. Você valida a entrada numa máquina, o que permite que você não valide coisa nenhuma, caso queira. Mas funciona na base da confiança e não somos nós que vamos quebrar o sistema, né? Dia 16/09 – Visita à Torre dos Clérigos (subi até ao topo, mas não achei tão interessante), igreja e museu contíguos (tudo por € 5,00, mas quem quer conhecer só a igreja, ela fica quase sempre aberta gratuitamente e é linda); fui ali do lado à Praça da Cordoaria – simpática - e Igreja do Carmo – linda e gratuita; no almoço, um menu do dia por € 5,00, com sopa de entrada, bacalhau com natas de prato principal, e refrigerante , uma pechincha e a qualidade excepcional, além de estar no meio do buchicho, ali pertinho da Torre dos Clérigos (Alma Portuense, Praça Parada Leitão, 17, junto à Praça dos Leões - é como está no cartão do restaurante); peguei o trem pelo vale do Douro até Pocinhos. Sai da estação Campanhã, na qual se chega tanto por trem quanto por metrô (€ 23,65 ida e volta - bacana, mas não visitei nenhuma vinícola, que é o que a maioria faz; daí, quando o trem volta recolhendo o pessoal, a alegria abunda, muita gente bêbada ou quase isso depois de provavelmente tanta degustação); queria mesmo era ver como se sucede a paisagem do litoral até quase a divisa com a Espanha, coisa de professor de geografia; me decepcionei um pouco, esperava bem mais dessa paisagem. Na verdade, é um padrão que se repete quase o trecho todo: socalcos (terraços) com videiras, oliveiras eventuais e frutas, vilarejos e vinícolas. É possível fazer um pequeno trecho dessa viagem (o mais significativo, de Régua até Tua, passando por Pinhão, ou seja, a parte mais interessante) por um trem turístico (42,50 euros) da própria CT - Comboios de Portugal, a empresa responsável pelo transporte ferroviário no país. Parece interessante, principalmente pra quem gosta muito de vinho e nunca visitou uma vinícola. Mas não me interessei. Depois, retornando ao Porto, dei uma voltinha nas margens do Douro (o melhor “programa” na cidade do Porto, na minha opinião) antes de voltar pro hostel – ali na margem estava tendo festival de música italiana, bem legal, animado e gratuito, pois a banda se apresentava em um palco a céu aberto. Os artistas se revezavam a cada dia. Dia 17/09 – Explorei a cidade do Porto. Fui do hostel na Vila Nova de Gaia até a Ponte do Infante, fotografei tudo, fiz piquenique, andei que nem um doido pra cima e pra baixo, fotografei aquela paisagem da beira do rio Douro que não tem igual, as casas e pequenos prédios coloridos à beira do rio que eu achei que só fosse ver na Itália, em Cinque Terre e na Costa Amalfitana. Almocei umas sardinhas grelhadas (acho que a 8 euros, não lembro o nome do lugar, mas todo lugar tem mais ou menos a esse preço). Fiz o roteiro a pé sugerido pelo Lonely Planet, ou seja, Torre dos Clérigos, Praça da Liberdade, Estação São Bento, Catedral do Porto e seu claustro (2 euros, lindona), Rua das Flores, Igreja de São Francisco (a mais cheia de ouro de todas que vi em Portugal e na vida, incrível - € 5,00 para visita-la mais o claustro) e cais da Ribeira fechando o passeio. Dia 18/09 – entre Braga e Guimarães, escolhi Braga por esta ao lado da Igreja de Bom Jesus, na qual tinha grande interesse. Então, peguei o trem na estação São Bento para Braga. Lá chegando, fui explorar o centro antigo, perto da estação de comboios (trens), coisa de uns 10 minutos a pé ou nem isso. Fui à Catedral da Sé (€ 3), dei uma zanzada pelo centro histórico meio sem rumo (simpático), até que resolvi pegar o ônibus pra visitar a igreja de Bom Jesus. É um ônibus que para em vários pontos do centro. Se você ir até o local em que temos o letreiro “Braga”, onde todo mundo tira fotos, este ônibus passa na avenida que desce à sua frente. Paga-se € 1,65 para ir, mais outro tanto pra voltar, e acho o passeio obrigatório pois o conjunto de escadarias pra se chegar lá é qualquer coisa de incrível, além da própria igreja, que não é tão ornamentada mas não se paga nada pra visitar. Assim se encerrou a etapa portuguesa de minha viagem. Ela continua na Suíça.
  14. 1 ponto
    De tudo que vivi em Portugal, acredito que algumas das experiências imperdíveis foram: 1 - Lisboa: que linda, que agradável, que gostoso andar por ali, se perder naquelas ruas, comer em qualquer lugar, parar pra contemplar o Tejo e deixar a vida passar. E tão mais barata que a maioria das outras metrópoles europeias. Sem falar que tem Sintra logo ali, e o mar do outro lado, com as praias da Caparica e Cascais a um "pulinho", e o Oceanário. É um "pacote" meio imbatível! Por tantas e tão empolgantes opções (e tão integrada à natureza), tornou-se, junto de Londres, minha metrópole favorita na Europa. 2 - Praias e cidades do Algarve: nem na minha mais otimista perspectiva turística eu imaginava que o litoral do Algarve seria tão incrível. É como disse no relato, praias "acidentadas" pra todo lado, com seus penhascos, águas transparentes, arcos, ar agradável, sol permanente... e bem diferentes das praias brasileiras. Ou talvez minha sorte foi ter ficado em Lagos (e dali ido visitar os arredores: Faro, Sagres, Tavira, Olhão), que é uma pequena cidade linda de viver, onde dá pra fazer tudo a pé, sem pressa. 3 - Eu simplesmente amei Tomar. É tudo o que eu queria que uma cidade fosse: limpa, bem cuidada, arborizada, tranquila, e seu rio serpenteante e de águas transparentes, criando cada recanto lindinho que não dá vontade de ir embora tão cedo dali. E animada. Repleta de estudantes e povo local muito simpático que lota os bares ao fim da tarde. Dá pra entender a harmonia que paira por lá. E, de lambuja, o Convento de Cristo e Castelo dos Templários, sua mística, sua história e sua beleza. Mas tem até Museu do Fósforo. Foram ali dois dias que eu não me incomodaria se fossem dois meses. 4 - Évora foi a cidade medieval que mais me impressionou de todos os países europeus que conheci (e olha que isso inclui São Gimignano e Siena, na Itália, ou o centro histórico de Berna, na Suíça). A catedral da Sé, a Igreja de São Francisco com a Capela dos Ossos, o Museu do Presépio... ou o simples andar pra explorar o centro e deixar a vida passar. Incomparável! 5 - Comer, comer e beber. Começa pelas sardinhas grelhadas com um azeitinho, passa pelas mil maneiras de se degustar um bacalhau ("com natas" ficou na história, entre outros), uns vinhozinhos (nem sou tão chegado, mas não resisti às sugestões dos garçons), o sorvete do "Amorino", em Lisboa, e os doces do país inteiro (pastel de nata, travesseiro... e por aí vai), só não recomendo a "tripa" e os "ovos moles" de Aveiro, estes são meio enjoativos.
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    OLA PESSOAL, VOU PASSAR A EXPERIENCIA QUE TIVE EM PORTUGAL DE 11 A 23 DE SETEMBRO DE 2018. ANTES DE IR, LI UNS RELATOS AQUI E ME AJUDARAM MUITO HORA DE DIVIDIR COM TODOS. BEM, VOEI DIRETO DE RECIFE A LISBOA, MAS DE CARA ALGO JA HAVIA MUDADO: A TAP ESTA COM MUITA DEMANDA, E POR ISSO ESTA TERCEIRIZANDO OUTRAS COMPANHIAS AEREAS PARA FAZER VOOS INTERNACIONAIS E DOMESTICOS. NA OCASIÃO FOI PELA PELA WHITE AIRWAYS. OTIMA EXPERIENCIA. FORAM 7 HORAS E 40 MINUTOS DE MUITA TRANQUILIDADE. REALMENTE O AEROPORTO DE LISBOA É GRANDE. É NECESSARIO DESCER AS ESCADAS DA AERONAVE, NÃO HÁ TUBOS. SE TIVER PROBLEMA DE LOCOMOÇÃO, PEÇA ASSISTENCIA LOGO AO FAZER O CHECK IN NO BRASIL. AS MALAS SÃO DESPACHADAS NUMA ESTEIRA SUPER LONGE. A SINALIZAÇAO É BOA. HÁ ESCADAS MAS TAMBEM HÁ ELEVADORES. NAO SE PREOCUPEM. COMPREI LOGO O TAL CHIP DA VODAFONE, 2O EUROS, COM VALIDADE DE 30 DIAS. O QUE TEM A OFERECER? 5 GB, 500 MINUTOS LIG NACIONAL, 30 MINT LIG INTERNACIONAL. DETALHE: AO LIGAR PARA O BRASIL COLOCA O SINAL DE + 55 COD DE AREA (11, 21, 81...) E NUMERO, A OPERADORA DIZ QUE NÃO TEM CREDITO, MAS DESCONSIDERE, E A LIGAÇAO É COMPLETADA. NÃO É PRECISO DIGITAR CODITO DE OPERADORA COMO SE FAZ AQUI. DEPOIS VEIO A BRONCA: ATRASO CONSECUTIVOS NO VOO DOMESTICO PARA PORTO! SIMPLESMENTE PERDI A TARDE O VOO QUE ERA PRAS 16H SO FOI FEITO AS 19:30h. NOVAMENTE A TAP TERCEIROU POR CONTA DE OVERBOOKING. E SO ME DERAM 6 EUROS PARA ALIMENTAÇAO PORQUE FUI PEDIR. VOCE NAO COME NADA DE BOM COM 6 EUROS. TODO MUNDA SABE OS PREÇOS EM AEROPORTOS! CONSELHO: NAO COMPRE PASSAGEM AEREA DOMESTICA PARA GANHA TEMPO: VÀ DE TREM (COMBOIO) ENFIM: CHEGUEI NO HOTEL EM PORTO A NOITE. AS COZINHAS DOS RESTAURANTES FECHAM AS 23 HORAS NO MAXIMO. SE ADIANTE PARA NAO FICAR COM FOME. PORTO CIDADE LINDA, CALMA, LIMPA E DE TERRENO ACIDENTADO. A PARTE HISTORICA DA CIDADE É CHEIA DE LADEIRAS. O MELHOR A FAZER É CAMINHAS PELA RIBEIRA, A MARGEM DO RIO DOURO, PASSEAR DE BARCO, QUE CUSTA DE 12 A 15 EUROS, TRAJETO QUE PASSA PELAS 6 OU 7 PONTES, POR QUASE 1 HORA. VALE MUITO A PENA. DEPOIS ATRAVESSE A PONTE LUIZ I, A DE FERRO E MAIS FAMOSA DA CIDADE! E VA ALMOÇAR E BEBER NOS DIVERSOS RESTAURANTES EM GAIA, A OUTRA CIDADE DO LADO OPOSTO A PORTO. VOCE PODE BAIXAR O APP DO GUIA DA CIDADE AO PROCURAR NO GOOGLE: EL GUIDE. TEM DE PORTO E LISBOA MUITO BOM, NAO BAIXEI PORQUE TINHA O IMPRESSO EM MAOS. OU TAMBEM WWW.VISITPORTO.TRAVEL NO OUTRO DIA FIZ UM PASSEIO COMPRADO AINDA AQUI NO BRASIL, PARA CIDADES DE BRAGA E GUIMARAES. FORAM 95 EUROS. QUEM QUISER, ACESSE O SITE DIRETAMENTE DA EMPRESA: LIVINGTOUR.COM SAO SUPER PONTUAIS. NAO SE ATRASE AO SAIR DO HOTEL. A NOSSA GUIA FOI PAULA, UMA PORTUGUESA SUPER PROFISSIONAL E CONHECEDORA DE HISTORIA. GUIMARAES É MUITO SHOW. CENARIO DE CINEMA. JA BRAGA, ACHEI SEM GRAÇA. UMA IGREJA E LOJAS POR PERTO. ELA TAMBEM NOS LEVOU NO ALTO ONDE HA IGREJAS, HOTEIS E ATE UM TEMPLO ONDE JOAO PAULO II VISTOU. VALEU CADA EURO INVESTIDO. RETORNAMOS AO HOTEL AS QUASE 18 HORAS. OUTRO DETALHE: EM SETEMBRO OU NO VERAO, OS DIAS SAO LONGOS E AS NOITES CURTAS. RAPIDAMENTE O DIA AMANHECE. NO OUTRO DIA FOMOS DE COMBOIO PARA UM CENTRO DE COMPRAS AFASTADO DA CIDADE, FAMOSO VILA DO CONDE. GASTAMOS DE IDA E VINDA POUCO MAIS DE 6 EUROS. A MAQUININHA É COMPLICADA, MAS RECEBEMOS AJUDA DOS PATRICIOS. COMBOIO MUITO LIMPO E ORGANIZADO, NEM SE SENTE A DISTANCIA DE QUASE 30 MINUTOS. O OUTLET É DE UM PISO SO, PLANO. MUITAS MARCAS BOAS, MAS PARA NOS BRAZUCAS AINDA FICA CARO. MESMO ASSIM, VALE PORQUE FICA MENOS CARO. NESSA IDA E VINDA, SE FOI O DIA TODO. ACHO QUE 3 DIAS EM PORTO TA DE BOM TAMANHO, SE QUISER MAIS, É PARA FAZER BATE E VOLTA NAS CIDADES VIZINHAS. PORTO É ENCANTADORA, DA PENA SAIR DELA. MAS É O JEITO, RUMO A LISBOA O UBER DO CENTRO DE PORTO AO AEROPORTO DA CERCA DE 12 EUROS. SE TIVER SORTE, PODE SER MENOS. A CIDADE É GRANDE, DETALHE DO UBER EM PORTUGAL: A UNICA FORMA DE PAGAMENTO É POR CARTAO DE CREDITO, NA MODALIDADE CREDITO. LISBOA PENSE NUMA CIDADE BONITA, CHEIA DE VIDA E ANIMADA. MAS ESSA ANIMAÇAO É DOS TURISTAS, PORQUE O PORTUGUES É MORGADO E GROSSO, DE MODO GERAL. FOMOS DE UBER, QUE SÓ É PEGO NO TERMINAL 1, UM POUCO AFASTADO DA AGITAÇAO PRINCIPAL DO AEROPORTO. É PRECISO IR NO 3º PISO PARA TER ACESSO. MAS É FACIL. MAS ANTES DISSO, PREPARE AS PERNAS, PORQUE A ESTEIRA DA BAGAGEM ( ELES CHAMAM DE TAPETE) Nº 2 FICA BEM LONGE DO DESEMBARQUE. EM SETEMBRO TODOS OS DIAS FORAM ENSOLARADOS. CERCA DE 30 GRAUS EM LISBOA. MAS NAO FAZ CALOR. VENTO É FRIO E SECO. OTIMO, FIQUEI NO HOTEL INN ROSSIO, COM 7 DIARIAS, QUASE 2 MIL REAIS, PORQUE FOI RESERVADO COM ANTECEDENCIA. O HOTEL É MUUUUITO BEM LOCALIZADO. TEM TUDO PERTO QUE VOCE POSSA IMAGINAR COMO TURISTA. UM PEQUENO MERCADO NO TERREO: PINGO DOCE. ESSE MERCADO TEM EM TODO LUGAR DE LISBOA. ACHO QUE SO TEM ELE. KKKKK LISBOA NAO TEM GRANDES MERCADOS COMO NO BRASIL, ENCONTREI OUTRO DENTRO DO SHOPPING VASCO DA GAMA: CONTINENTAL, TIPO CARREFOUR. E SÓ, BEM DO BAIRRO ROSSIO, VOCE PODE SEGUIR EM FRENTE E IR A PRAÇA DO COMERCIO, SUBIR DE UM LADO PARA O ALFAMA OU SUBIR PARA O OUTRO LADO: CHIADO E BAIRRO ALTO. TUDO VALE A PENA. NAO COMPREI O CARTAO LISBOA, TAO PROPAGADO, PQ NAO TINHA NEM TEMPO DE VISITAR TANTO MUSEU. MAS RECOMENTO IR NO CASTELO DE SAO JORGE, ENTRADA DE 8,5 EUROS DE MODO GERAL, VER NO SITE: WWW.CASTELODESAOJORGE.PT. O QUE MAIS ME CHAMOU ATENÇAO FOI O SILENCIO DO LOCAL, MUITO TURISTAS E NENHUM BARULHO. ACHO MELHOR IR A TARDE PELA BELEZA DO POR DO SOL. DE LA SE AVISA QUASE TODA LISBOA. VALE MUITO A VISITA. PODE DESCER ANDANDO MESMO, CADA LOJA E CASA SÃO UM ESPETACULOS A PARTE. ANDEI DE "ELETRICO" QUE É O NOSSO BOMDINHO, MAS SE TIVER DISPOSIÇAO, VA A PÉ. É ATE MAIS RAPIDO, PORQUE O ELETRICO RODA MUITO. O BILHETE E VENDIDO EM TODO LOCAL. FACIL DE COMPRAR. NO OUTRO DIA FUI DE METRO AO OCEANARIO, PEQUE A LINHA VERMELHA, COM NOME "AEROPORTO" E DESCA NA ESTAÇAO ORIENTE, PAGUEI 15 EUROS PARA VISITAR O OCEANARIO, MARAVILHOSO, TEM TAMBEM UM TELEFERICO, QUE NAO ME INTERESSOU, NA VOLTA PAREI NO SHOPPING VASCO DA GAMA, TUDO BEM PERTINHO. ONDE FIZ UMA COMPRINHAS. LA TEM MERCADO CONTINENTAL. MUITO BOM POR SINAL. A PRAÇA DE ALIMENTAÇAO ( QUE ELES CHAMAM DE "RESTAURAÇAO") DO SHOPPING É PEQUENA, MAS ALMOCEI UMA COSTELINHA DE PORCO MARAVILHOSO COM UMA TAÇA DE VINHO, TUDO POR MENOS DE 10 EUROS. É UM RESTAURANTE QUE FICA COM UNS FRANGOS ASSANDO A MOSTRA, AO LADO DE OUTRO DE COMIDA ARGENTINA. DEPOIS PEGUEI O METRO, FIZ A "CABEAÇÃO" QUE É A TROCA DE LINHAS E CHEGUEI NO ROSSIO. SIM, O CARTAO É 0,5 EUROS, VALE POR 1 ANO, VOCE PODE OPTAR POR CARREGAR 1 OU MAIS PASSAGENS, TEM TAMBEM COMO DEIXAR ELE COM ACESSO TODOS OS MEIOS DE TRANSPORTES OU POR 24 HORAS, PREFERI RECARREGAR SO QUANDO PRECISAVA, AS MAQUINAS RECEBEM MOEDAS E CEDULAS. SIM, ANDE COM COMPROVANTE DE COMPRA DO BILHETE, PODEM LHE PEDIR, É PELA CARA DA PESSOA KKKKK NUNCA SE SABE, A VALIDAÇÃO DE ACESSO É NA ENTRADA E SAIDA FINAL. NO OUTRO DIA FUI NO LADO OPOSTO DA CIDADE, CONHECER A TORRE DE BELEM E MONUMENTO DO PADRAO DOS DESOBRIDORES. DETALHE, NAO HÁ METRO. É PRECISO IR DE ELETRCO Nº 15 OU OUTRO LA, NOVAMENTE VOCE RECARREGA AQUELE CARTAO COM 2,90 IDA E VOLTA E TUDO BEM. EM 20 MINUTOS VOCE CHEGA LA. MAS AS PARADAS NAO DIZEM ONDE VOCE ESTA. MELHOR DEIXAR O GOOGLE TE DIZER, A TORRE NEM É TAO GRANDE ASSIM, PARECE ENORME MAS É PEQUENA. 6 EUROS A ENTRADA BASICA. CRIANÇAS E IDOSOS ACIMA DE 65 PAGAM METADE EM TUDO, A FILA É GRANDINHA MAS ANDA RAPIDO. DE LÁ VOCE PODE IR CAMINHANDO AO PADRAO DOS DESOBRIDORES. MUITO SHOW. LINDO DE MORRER A IMPONENCIA DESSE MONUMENTO DE 1960 E REFEITO EM 1985, NELE HA UMA EXPOSIAÇAO FOTOGRAFICA DE LUIZ PAVÃO SOBRE AS ETAPAS DE REFORMA DO MONUMENTO, QUE ACHEI IMPERDIVEL, ASSIM COMO A VISITA AO MIRANTE NO 6º ANDAR, MOMENTO UNICO. AINDA PROXIMO HA O CENTRO CULTURAL DE BELEM, MOSTEIRO DE SAO JERONIMO E UM IGREJA ANEXA ONDE SE VÊ O TUMULO DE CAMOES, MARAVILHOSO ESSE TUMULO, NAO ENTREI NEM NO CENTRO CULTURAL NEM NO MOSTEIRO POR CONTA DA HORA, DALI SE VAI CAMINHANDO SENTIDO CENTRO DE LISBOA, QUANDO SE DEPARA COM A FAMOSA CASA DOS PATEIS DE BELEM, 1,10 CADA UM. CAIXA COM 6 É 6 EUROS. MUITO GOSTOSO E QUENTINHO, A FILA ANDA RAPIDO E HÁ DIVEROS LUGARES PARA SE SENTAR, PARECE UM LABIRINTO AQUELA PADARIA KKKKK NA VOLTA A PRACA DO COMERCIO HA O CAFE MARTINHO DA ARCADA, FUNDADO EM 1727, ONDE A COMIDA É ESPETACULAR POR UM PREÇO JUSTO E NAO ABUSIVO. NESSE LOCAL FERNANDO PESSOA FAZIA SUA REFEIÇOES, A CADEIRA E MESA AINDA ESTAO LÁ. NO MESMO CANTINHO. TENHA A SORTE DE SER ATENDIDO PELO GARÇON NUNO TEIXEIRA, UM PORTUGUES MUITO CULTO E SIMPATICO QUE TRABALHA LÁ HA 17 ANOS, SALVO ENGANO. SIM, IA ESQUECENDO DE DIZER QUE FUI A SINTRA, NUM BATE E VOLTA. VISITEI O MUSEU DA PENA, 14 EUROS ENTRADA INTEIRA, FAÇA LOGO A AREA INTERNA PORQUE A FILA FICA IMENSA. FUI PELA ROTA CONTINENTAL, COM ALMOÇO FOI 69 EUROS, ALMOÇO MARA. GUIA EXCELENTE: DEBORA. UMA ITALIANA SUPER SIMPATICA E CANTANTE, ADORA MUSICAS BRASILEIRAS EM ESPECIAL MARISA MONTE. VOU COLOCAR POSTAR UMA FOTOS COM PREÇOS E PAISAGENS PARA FACILITAR AOS CAROS LEITORES QUE TIVERAM A PACIENCIA DE LER ATE AQUI. ABRAÇO A TODOS
  16. 1 ponto
    Foz do iguaçu é uma cidade incrível né? Eu sinto saudades. Quando fui pra lá fiz alguns passeios por conta própria de ônibus que tem um ótimo acesso na cidade e outro fiz por uma agência de turismo, a Combo Iguassu (http://www.comboiguassu.com.br/) que tem um ótimo serviço e a forma de pagamento é bacana! Por questão de comodidade escolhi ficar hospedada em um hotel, escolhi um bem no centro da cidade o que possibilitava conhecer tudo em todos os lados da cidade e não ficava presa na Av. das Cataratas, eu fiquei hospedada no Tarobá Hotel (https://www.hoteltarobafoz.com.br/).
  17. 1 ponto
    24/08: 8º dia – MADRID – BATE/VOLTA TOLEDO Chegamos ao aeroporto de Madrid 8h45. O aeroporto é longe do centro, mas é servido de metro. A compra do ticket para embarcar tinha que ser em máquinas e as máquinas eram confusas até se familiarizar com elas e com a intricada rede de metro de Madrid. Mas compramos o ticket até a estação Sol e fomos procurar o hotel. Ficamos no Hostal Tijucal (20 euros/noite/pessoa), o pior hotel da viagem. Quarto muito pequeno e banheiro mínimo. Para usar o ar condicionado tinha que pagar uma taxa por dia (não lembro exatamente o valor). A localização era boa, pois era perto de estações de metro e restaurantes, mas havia barulho a madrugada inteira devido a um bar embaixo do hotel. Deixamos as mochilas no hotel, almoçamos em um lugar ali por perto e fomos andando para a estação Puerta de Atocha pegar um trem para Toledo. Compramos passagens na hora para às 13h50. Não foram passagens baratas (cerca de 40 euros ida e volta de trem rápido – 33min), mas não quis comprar adiantado aqui do Brasil (era sim mais barata) porque iria engessar demais a viagem. Não sabíamos ao certo quando iríamos a Toledo e nem a hora que iríamos. Chegando na estação de Toledo o ônibus 62 leva até a Plaza Zocodover no centro histórico. Tem a opção de comprar aqueles ônibus de dois andares sightseeing, mas não compensa, pois chegando ao centro histórico dá para fazer tudo andando. E o legal é andar e se perder pelas ruelas de Toledo. Chegando ao centro, com um mapa na mão e às vezes pedindo informações, fomos até a Catedral de Toledo. Entramos e pela primeira vez alugamos um fone com a história do local. Foi a coisa mais acertada que fizemos. A Catedral é impressionante! Gigantesca! E foi muito legal ouvir a história do lugar. Passamos horas ali. A entrada e o fone não foram muito baratos, mas valeu a pena. Depois fomos andando até Alcazar de Toledo, Monastério de San Juan de Lós Reys (não entramos) e Sinagoga de Santa Maria Blanca (estava fechada). Minha amiga estava super cansada e não aguentava mais (a noite anterior tinha sido ruim, pois madrugamos para pegar o avião), então voltamos andando pelas ruelas de Toledo até encontrar novamente a Plaza Zocodover. Dali pegamos um ônibus de volta a estação e voltamos para Madrid. Nesse dia não fizemos mais nada. Fomos direto dormir. 25/08: 9º dia – MADRID. Hoje não madrugamos. Acordamos por volta das 9h e gastamos o dia em Madrid. Seria o único dia inteiro para Madrid. Um dia para Madrid é muito pouco, mas eu já conhecia Madrid e minha amiga achou ok. Fomos a Plaza Mayor, Palácio Cibeles, Plaza Colon, Templo de Debod. Paramos para almoçar e para comprar ingressos para o musical STOMP no teatro Calderón que era praticamente vizinho do nosso hotel (mas só abria após 13h). Depois andamos pela Av. Gran Via e fomos para o Parque Del Retiro. Um parque agradável, com um lago bonito. Como minha amiga queria muito, andamos de barquinho pelo lago – serviu para tirar ótimas fotos. Andamos pelos jardins do parque e íamos parando sempre que tinha algo para se ver até chegarmos no palácio de cristal. Depois andamos um pouco mais pelo centro até chegar a Plaza Del Sol. Voltamos para o hotel, pois teríamos musical nessa noite. Adoro musicais e teatros. Quando estava montando a viagem eu havia pesquisado se teria algo em cartaz. Encontrei STOMP e Rei Leão (que já havia assistido, mas iria de novo se minha amiga quisesse). Só conseguimos comprar STOMP, pois Rei Leão estava esgotado. Compramos ingresso por 27 euros (quase o lugar mais barato do teatro). Era menos de um minuto do hotel. Chegando lá o rapaz da portaria falou algo sobre nosso assento e nos mostrou uma escada. Entendi que era para subir as escadas e entrar no primeiro pavimento. Fizemos isso. Ao procurar o assento indicado já tinha um casal sentado e fui falar com eles que deveria ter algum engano porque aquele era nossos lugares. Tivemos que chamar um ajudante do teatro para tirar dúvida e aqueles assentos eram realmente do casal. Os nossos lugares eram de mesmo número, mas no piso superior (bem que eu estava achando muito bom para o que tínhamos visto no mapa na hora de comprar). Pedi desculpas para o rapaz, mas disse que o atendente de baixo que havia orientado a subirmos para aquele piso. Aí que veio a surpresa! O rapaz disse: “ah sim! Hoje não vamos abrir o terceiro piso, pois poucos ingressos de lá foram vendidos. Vocês podem sentar aqui, venham comigo”. E nos levou a um camarote! Assistimos todo o musical de um camarote ótimo. Musical excelente. Incrível. Quem algum dia tiver a oportunidade assita! Ao término voltamos para o hotel para dormir. Dia seguinte era dia de acordar cedo! 26/08: 10º dia – MADRID – BATE/VOLTA SEGÓVIA Dia de conhecer Segóvia. Compramos na hora passagens de trem AVE (rápido) saindo da estação Chamartin pela manhã que custou em torno de 30 euros ida e volta (35min). O trem rápido é realmente mais caro, mas a diferença de tempo gasto era enorme e achamos que valeria a pena. A estação de trem em Segóvia é no meio do nada. Parecia que havíamos chegado a um deserto. Chegamos sem pressa, fomos ao banheiro sem pressa e depois fomos procurar o jeito de ir ao centro. Aqui estava o nosso erro!! Quando fomos ver o ônibus que vai até o centro já tinha passado e levado todos os passageiros que desceram na estação; o último táxi levava o último casal em frente da estação. O próximo ônibus seria dali a 2 horas. Não tinha mais táxis. Andando levaria mais de uma hora. Bateu um desespero. Aí apareceu um casal de japoneses também desinformados que queriam ir até o centro. Ficamos por lá resolvendo o que fazer por uns 15minutos até que apareceu um táxi (ufaa!!!). Chamei o casal de japoneses para dividir o táxi com a gente e por fim, chegamos no centro histórico de Segóvia. O motorista do táxi muito simpático contou histórias da cidade durante o trajeto. Ao descer do táxi a paisagem já impressionava: um aqueduto enorme diante dos nossos olhos. Enorme e lindo! Impressionante! Logo na praça onde o táxi nos deixou (mesmo lugar aonde o ônibus vindo da estação para) tem um local de informações turísticas. Pegamos um mapa, o atendente muito simpático nos deu dicas do melhor percurso a percorrer (a pé). Dali andamos e passamos por Plaza Mayor, Catedral de Segóvia (nesse momento da viagem já tínhamos entrado em muitas catedrais, como era paga e mais de 6 euros não entramos; nenhuma “ganharia” da Catedral de Toledo), bairro judeu até chegar no Alcazár onde entramos. O local é bonito e achei que valeu a visita. Tem ônibus sightseeing que leva até lá, mas o gostoso é andar pela cidade e ir observando o caminho. Durante o trajeto passa-se por parte do muro da cidade onde pode subir. No dia que estavámos lá a entrada era grátis (normalmente 3 euros). O prato típico de Segóvia é o Cuchinillo, um porquinho assado. O restaurante El Bernadino é tradicional e o mais cheio e dizem que muito bom. Queríamos experimentar, mas o porquinho inteiro seria um tremendo exagero. Em alguns restaurantes havia a opção de pedir um pedaço que vinha acompanhado com batatas. Não conseguimos vaga no El Bernardino e por isso entramos em outro restaurante. Gostamos médio do prato. É bastante gorduroso; uma refeição pesada. Não comeria de novo. Nossa volta estava comprada para 16h. Pegamos o ônibus na praça aonde chegamos e fomos para a estação. Ao chegar em Madrid fomos conhecer o Palácio Real. Entrada 10e, mas às 18h a entrada era franca. Chegamos lá e a fila já era gigantesca. Conseguimos entrar e teríamos até 19h para conhecer (horário que fecha), mas deu tempo. O Palácio tem cada sala inacreditável. Papel de parede e lustres extremamente chiques. Depois fomos ainda para o Museu Del Prado que também seria grátis a entrada. Eu já conhecia, mas minha amiga não. O museu ficava aberto naquele dia até às 22h. Andamos pelas imensas salas até quase o horário de fechar. Depois voltamos para o hotel. No dia seguinte iríamos para Granada. 27/08: 11º dia – GRANADA Acordamos cedo para pegar o trem na estação Porta de Atocha às 7h20 com destino a Granada. Esse trem vai até metade do caminho, depois temos que pegar um ônibus até o terminal de Granada (incluído na própria passagem). Não tem trem direto. Chegamos às 11h15 em Granada. Na estação pedimos informação e nos ensinaram a chegar ao centro da cidade. Teríamos que pegar um ônibus de um ponto ali perto. O motorista nos orientou onde descer. Descemos atrás da Catedral de Granada e dali fomos andando até a praça Bibrrambla onde estava nosso hotel. Ficamos no hotel Los Tilos (42e/quarto/noite). Hotel ótimo! Quarto, localização e staff excelentes. Quando chegamos à praça havia muitos bombeiros e uma aglomeração de pessoas; tinha um prédio pegando fogo, mas a situação logo foi contornada. Deixamos as mochilas no hotel, fomos almoçar em um dos vários restaurantes da própria praça e depois andar pela região e pelo bairro mulçumano de Albacín até chegarmos ao Mirador de San Nicolas onde tem uma vista muito bonita para Alhambra. Fizemos tudo a pé. O calor estava muito e a subida para o mirador não foi fácil, mas com algum esforço chegamos. No retorno para o hotel, perto a um dos muros da catedral iria começar uma apresentação de tango. Paramos para assistir. Foi bem legal. Voltamos ao hotel, tomamos banho e saímos para a praça onde ficamos olhando lojinhas e jantamos. Estávamos muito cansadas. Em Granada (como em outras cidades da Espanha) os estabelecimentos comercias fecham de 13h/14h às 17h/18h e depois ficam abertos até 21/22h. 28/08: 12º dia – GRANADA Dia de visitar ALHAMBRA! Tínhamos comprado os ingressos adiantados aqui do Brasil. Acho que é o ideal a se fazer. Os visitantes são muitos e pode acontecer de não ter ingressos na hora. Compramos para a parte da manhã com visita ao Palácio Nazaries 10h30. Para chegar a Alhambra existem dois ônibus: C3 e C4. Os dois saem do ponto de ônibus atrás da estátua da Rainha Isabel Católica e Cristovão Colombo no final da Gran Via. É fácil de achar e pedir informações se necessário. Na própria Gran Via, perto desse local, há uma loja de informações sobre Alhambra, onde pegamos nossos tickets de entrada. Ao comprar pela internet, você deve levar o cartão de crédito com o qual foi feita a compra e lá colocá-lo em máquinas específicas para retirar os ingressos. Os portões de Alhambra abrem 8h30. Pegamos o ônibus C3 (saem vários do ponto. Não precisamos esperar praticamente nada) e descemos na Puerta de la Justicia (pois já havíamos ingressos e sai perto do Palácio Nazaries). Quem não tem ingresso ou precisa pegá-los deve descer na entrada principal (pabellón de acesso). Chegamos e preferimos ficar pela região do Palácio de Nazaries, pois como o horário é marcado, não podíamos correr o risco de perder nossa entrada. Então conhecemos o Palácio Carlos V onde havia uma exposição belíssima de fotografia de Alhambra. Logo depois já entramos na fila para Nazaries. O lugar é lindo. Possui paredes de estilo árabe maravilhosas. Depois fomos conhecer a Alcazaba (uma das áreas mais antigas de Alhambra) e depois fomos andando até chegar no Generalife (os jardins). Só saímos de lá quando iria fechar as 13h30 para os visitantes da manhã. [*] Alhambra é lindo! Vários tipos de arquitetura em um só lugar. Fomos a Granada só para conhecer Alhambra e não me arrependi em nenhum momento. Mas Granada por si só já é um local que vale a visita. A cidade com suas diversas barraquinhas de chás e frutas secas, seus redutos árabes, os shows de tango nas praças publicas e sua gente simpática e prestativa fez toda a diferença. Depois de Alhambra descemos de ônibus (o mesmo C3) para o centro onde almoçamos. Já havíamos feito check out no hotel, pois iríamos naquela noite de ônibus para Sevilha. Ficamos um tempo andando pelo centro, mas como o sol estava muito forte, fomos fazer hora no hotel. As mochilas estavam guardadas e ficamos um bom tempo na recepção esperando o sol baixar para depois andar um pouco mais e encontrar um novo show de tango na praça. Nosso ônibus para Sevilha sairia 20h30 da rodoviária de Granada. Empresa ALSA (10 euros). Foi o melhor jeito (talvez o único) de ir para Sevilha. Saímos 17h30 para pegar ônibus para o terminal. Pegamos na Gran Via o ônibus LAC, descemos no ponto que o motorista orientou e com a mesma passagem pegamos o SN1 para a rodoviária. Seriam 3h de viagem e chegaríamos por volta das 23h30 em Sevilha. 29/08: 13º dia – SEVILHA A viagem até Sevilha foi péssima! Um calor horrível (um ar condicionado fraco) e duas crianças mal educadas no banco de trás que ficavam batendo nas cadeiras e falando alto. Chegamos era meia noite. Acho muito ruim chegar à noite em uma nova cidade. À noite tudo fica mais difícil. A rodoviária de Sevilha fica na Plaza de Armas e eu sabia que era bem perto do nosso hotel. Mas as pessoas que pedimos informação não conhecia o nome da rua do hotel. Mas andamos para onde achamos que podia ser e por sorte, era! Achamos o hotel. Quando estou montando a viagem eu já sei mais ou menos onde ficam os hotéis. Sempre tenho alguma noção de onde estão localizados, justamente para me ajudar a achá-los sem depender muito dos outros. Ficamos hospedadas no Hotel AACR Museo. Hotel muito bom. Boa localização, quarto e banheiros ótimos (40e/quarto/noite). Chegamos mortas. Tomamos banho e fomos dormir! Não acordamos muito cedo naquela manhã porque estávamos mortas. Acordamos por volta das 9h, tomamos café em um lugar perto do hotel e fomos conhecer Sevilha. Fomos até a Catedral que tinha uma fila gigante para entrar e custava 10e. Não entramos. Como disse já tínhamos entrado em várias Igrejas e a Catedral era no mesmo estilo da Catedral de Toledo. Fomos e entramos no Real Alcazar de Sevilha. Depois dos semelhantes que havíamos conhecido, o Alcazar de Sevilha não impressionou. Continuamos a andar e fomos até a Plaza de Espanha. Que lugar! Achei linda a praça. Nesse momento já fazia um calor insuportável. Estava difícil andar sob aquele sol quente. Já era mais de 13h e estávamos com fome. No mapa vimos uma plaquinha RENFE depois de umas três quadras da Plaza de Espanha. Concluímos que poderíamos comprar passagens para Córdoba. Que arrependimento. Era mais longe do que parecia, não tinha nada aberto na região e quando chegamos era uma estação de trem, mas que não vendia passagens inter cidades. O único lugar para comprar naquele sábado a tarde e no dia seguinte (domingo) era na estação de trem Santa Justa. Já que estávamos ali pegamos um trem até Santa Justa para comprar as passagens e depois tivemos que voltar de ônibus, pois não valia a pena ir de novo para aquela estação longe de onde saímos. Perdemos um tempão. Fomos comer alguma coisa já era 15h. Nesse dia fomos mais cedo para o hotel devido ao calor. Era um calor incapacitante, seco e insuportável. Que lugar quente é Sevilha no verão. Voltamos a sair ao entardecer para comer e dormimos cedo nesse dia. 30/08: 14º dia – SEVILHA – BATE/VOLTA CÓRDOBA Acordamos cedo, pegamos ônibus de um ponto a uns 10 minutos do hotel para ir para a estação Sevilha Santa Justa. Nosso trem para Córdoba sairia às 8h50. Da estação de Córdoba dá para ir andando até o centro histórico, basta descer a avenida que corta a estação. Logo encontramos a Catedral-Mesquita e entramos de imediato, pois ela iria fechar para visitação, pois teria missa. Poderíamos entrar para assistir a missa sem pagar ingresso, mas não daria para conhecer direito, tirar fotos e tinha gente vigiando. Vale a vista! Uma beleza diferente de todas as outras catedrais que havíamos entrado. Gostei muito! Depois andamos um pouco pelo centro, juderia, rua das flores (que não estava muito florida). O Alcazar estava fechado e não conseguimos entrar. Mais uma vez o sol castigava. Almoçamos rabo de touro, prato típico da cidade e bastante gostoso. Entramos no museu da tortura, pequeno museu com vários exemplares de “aparelhos” usados para tortura na época da inquisição. Muito interessante. Não sei se era porque era domingo, mas muitos locais estavam fechados. Voltamos para Sevilha no final da tarde e não fizemos mais nada nesse dia a não ser sair para comer por perto do hotel. 31/08: 15º dia – SEVILHA Acordamos cedo e fomos andando pelas margens do Rio Guadalquivir. Chegamos a Plaza de Toros e lá descobrimos que a entrada era gratuita das 15-19h nas segundas-feiras (no caso hoje!). Voltaríamos. Não conhecia uma arena de tourada, nunca havia entrado em uma. Andamos até chegar à Torre de Ouro e subimos (nesse dia também entrada livre). Dentro dela tem um pequeno museu com mapas, painéis das grandes navegações e miniaturas incríveis de caravelas. No topo a vista é bonita. Depois atravessamos a ponte para tentarmos ir ao Museu da Carruagem, mas estava fechado. Depois andamos até chegar perto da Catedral onde se encontra o Arquivo das Índias, um lugar cheio de mapas e arquivos da época dos descobrimentos. Tinha um vídeo muito bom contando sobre Sevilha antiga. Repleto de história e conhecimento. Achei legal conhecer a história do local. A entrada é franca. Paramos para almoçar e retornamos para Plaza de Toros umas 14h20. Surpresa para nós: já existia fila que só foi aumentando cada vez mais. As visitas são guiadas e há número máximo em cada visita. Conseguimos ingresso para a visita de 15h45 pela nossa posição na fila. Tentamos encontrar uma sombra e fizemos hora por ali mesmo já que não daria para ir a lugar nenhum nesse tempo. A visita é guiada e passamos pelos pontos principais do local, bem como por um museu com fotos, quadros e roupas típicas. A guia contou sobre a história das touradas, o que significava os prêmios, os símbolos (...). Foi muito legal. Eu não sabia nada sobre o assunto. De qualquer forma, continuo contra esse tipo de prática, pois acho que é muito sofrimento para um animal. Depois andamos mais para ir até o monumento metropol parasol na Plaza de La encarnación. Um monumento moderno (e estranho) que pode-se subir como mirante. Fomos até ele, sentamos um pouco na praça, mas não subimos. Já tinha lido que era um pouco sem graça e compartilho dessa opinião. Depois voltamos para o hotel andando pelas ruelas de Sevilha e observando tudo por onde passávamos. Era o nosso último dia ali! [*] Sevilha é quente demais no verão. É um calor insuportável e que chega a atrapalhar o passeio. Já tinha lido sobre isso, mas só depois que você sente na pele é que dá valor. [*] Queria assistir uma ópera em Sevilha, mas não havia nenhuma no período que estivemos por lá. Na verdade em agosto é difícil achar alguma, pois é período de férias. 01/09: 16º dia – ALBUFEIRA Tínhamos que voltar para Portugal, especificamente Lisboa, no final da viagem. Então quando estava preparando o roteiro achei que passar por Albufeira para depois ir a Lisboa seria uma boa opção. Diminuiria o tempo de viagem, teria transporte fácil e ainda conheceria um lugar que tinha ouvido falar bem em outros relatos por aqui. Pegamos um ônibus com saída às 9h do terminal Sevilha Armas da companhia Eurolineas (12e) para Albufeira. Chegamos meio dia em Albufeira. O terminal em Albufeira é longe do centro e tivemos que pegar um ônibus circular. Existem algumas rotas de ônibus em Albufeira que são divididas por cores (vermelho, azul, amarelo...). Expliquei onde queria ir para a atendente do balcão de informações que orientou pegar a linha vermelha. Depois com a ajuda da motorista (muito simpática) descemos no ponto que era praticamente do lado do nosso hotel. Foi mais fácil achá-lo do que imaginávamos. Ficamos no Hotel Vila Recife (41e/quarto/noite). Um lugar muito bem localizado. Acomodações simples e antigas com ar condicionado. Estávamos com fome e paramos em um restaurante perto do hotel que tinha uma varanda com vista para o mar. Sentamos com aquele vista linda e eu pedi um espeto especial que vinha peixe, camarão e legumes. Excelente! Depois usamos o dia para conhecer a cidade. Andamos pelo simpático centro de Albufeira, andamos pela praia. Subimos de escadas rolantes para um mirante que visualizava o mar e onde passava um trenzinho. Pegamos esse trenzinho porque achamos que daria para conhecer um pouco da cidade. Não foi tão bom assim, pois não passava por muitos locais. E passamos o dia assim andando pra cima e pra baixo no simpático centro histórico de Albufeira. Voltamos para o hotel para tomar banho e depois saímos para comer. São vários os restaurantes e as ruas estavam cheias a noite. Super agradável de andar. Agendamos para o dia seguinte um passeio de barco que passaria por diversas praias bonitas da região, algumas cavernas. Achamos que seria bom fazer o passeio, pois não tínhamos muito tempo por ali e decidimos que não alugaríamos carro. 02/09: 17º dia – ALBUFEIRA Acordamos, saímos para tomar café e aproveitar a manhã por ali mesmo. Não fizemos nada de diferente ou especial. Almoçamos e pegamos um taxi para a marina de Albufeira de onde sairia nosso passeio de barco. Antes do passeio de barco que seria 16h50, marcamos um parasailing para às 15h. Uma lancha que puxa uma estrutura tipo um paraquedas há vários metros de altura. Minha amiga queria muito ir e então fomos. Nunca tinha visto algo parecido no Brasil (mas parece que agora já tem algo semelhante em algumas praias). Dá medo, mas é emocionante. Foi muito legal. O passeio acabou em cima da hora de embarcarmos no nosso outro passeio, foi uma correria. O passeio é feito em uma embarcação do tipo catamarã (não sei explicar diferenças de embarcações) e passamos por várias praias, paisagens e chegamos perto de algumas cavernas. Dizem que essa seria a rota dos Golfinhos, mas não vimos nenhum deles. Vimos o pôr do sol no trajeto de volta. Na volta ventava muito e passamos frio. Desembarcamos na marina era umas 19h30 e aí iniciou o problema. Fomos para o ponto de ônibus pegar um ônibus ou um taxi de volta para o centro. Ponto esse que fica em frente a Marina. Já estava escuro. Não tinha nenhum taxi no ponto de taxi e não passava ônibus. Pessoas que estavam também esperando tinham tentado ligar para o número que estava no ponto de taxi, mas ninguém atendia. Depois de uns 30 minutos passou um taxi cheio e pedimos para ele avisar para outros taxistas, mas passou mais uns 30 minutos e nada. Vi um ônibus passando longe, mas que não entrou na rua que estávamos; achei, então, que deveria ter outro ponto por perto. Eu, minha amiga e uma mãe chinesa com dois filhos fomos andando até chegarmos à avenida. Fomos subindo por ela até encontrarmos um ponto de ônibus. Ficamos ali mais um pouco até que passou um ônibus vazio com um motorista super mal humorado que não respondia nada direito para nós. De qualquer forma conseguimos chegar ao centro histórico, paramos para comer um sanduiche e fomos para o hotel dormir. 03/09: 18º dia – LISBOA Madrugamos para ir até a estação de trem que não era exatamente em Albufeira, mas em Ferreiras. Nosso trem sairia às 7h23. Como li que a estação era distante, chamamos um taxi (1e para o hotel chamar...afff ) às 6h (mineiro não perde o trem!!!! ). Um taxista super simpático e falante nos levou em menos de 15 minutos a estação, naquele horário não tinha trânsito algum! Tivemos que ficar um tempão esperando. Chegamos a Lisboa por volta das 10h30. Fomos ao hotel deixar a mochila e aproveitar nosso último dia de viagem. Ficamos no Pátria Hotel (45e/quarto/noite), um hotel extremamente simples, mas ok para se passar uma noite. Esse hotel foi escolhido em uma localização proposital. Como no dia seguinte teríamos que pegar o metro cedo para o aeroporto, escolhi um hotel na “boca”da linha vermelha do metro - no caso estação Saldanha, pois assim iríamos direto para o aeroporto sem fazer baldeações. Deixamos as mochilas no hotel e pegamos o metro para a estação Oriente que está de frente para o shopping Vasco da Gama. Atravessando o shopping e saindo pelo outro lado estamos no Parque das Nações! Como já estávamos com fome, almoçamos na praça de alimentação do shopping e depois fomos visitar a região. O Parque das Nações é uma região moderna de Lisboa construído para a Expo de 98. Andamos pelas margens do Tejo, pelos jardins locais e visitamos o oceanário de Lisboa. O local é legal para crianças e adultos. Grandes tanques com diversas espécies de animais marinhos. Existe no parque um teleférico que liga uma ponta a outra do parque, mas não fomos, pois achamos sem graça. Depois de passearmos pelo Parque das Nações rodamos um pouco pelo shopping e pegamos o metro de volta para o hotel. Tomamos banho e depois andamos um pouco pela região, comemos e fomos dormir. 04/09: RETORNO PARA BRASIL Acordamos cedo e pegamos o metro para o aeroporto. Nosso voo era 9h35. Não gosto de voos durante o dia, mas quando compramos não havia a opção de voos noturnos de volta. [*] Portugal. Estávamos deixando Portugal com uma imensa vontade de retonar aquele país. Portugal me surpreendeu positivamente em todos os aspectos. País de belas paisagens, de um povo educado e hospitaleiro, de culinária deliciosa. O meu apreço e respeito por esse país cresceu demais. É um lugar que indico a todos que puderem conhecer e que quero voltar um dia. [*] Espanha. Conheci apenas uma parte de um país rico em história e cultura. Para dizer que eu conheço a Espanha ainda falta muito! Posso dizer que a Andaluzia é linda e cheia de cultura. E que vale muito a pena viajar por ela. Agora é escolher um novo destino para as próximas férias (que ainda nem sei quando serão) e ler, pesquisar, planejar (...) um roteiro.
  18. 1 ponto
    Olá Dani, Muito obrigada pelo retorno, ajudou bastante, mas confesso que estou bem inclinada a ir de Delhi para Rishikeshi de avião, hehe. Quanto tempo você vai passar em Rishikeshi? Está hospedada em Ashram? Eu consegui reservar no Parmath Niketan e acho que vou me hospedar lá mesmo. Namaste, Ananda
  19. 1 ponto
    Eu falo por mim, não por todos. Não consigo ver (hoje em dia) algum jeito de viver mochileiro. Não posso simplesmente me disvincular do trabalho, pq sei que quando voltar não encontrarei outro fácil. Além disso, não conseguiria trabalhar, juntar uma grana e ficar mêses, anos viajando, pq sei que a grana acabaria rápido. Eu to mais do que feliz trabalhando e conseguindo manter a média de uma viagem por ano, mas viver mochileiro? Isso é uma realidade muito, mas muito distante de mim. E por mais que alguns reclamem da vida cotidiana, viver viajando deve ser muito menos legal do que muitos pensam. Primeiro, pq é necessário ter um local fixo, um "lar doce lar", onde vc tenha seus amigos, faça sua vida, e não precise estar se mudando toda hora. Segundo, pq não teria a mesma emoção conhecer novos lugares se comparado a alguém que trabalha duro e faz no final do ano seu mochilão feliz da vida. É minha opinião, mas eu não gostaria de viver viajando. Gostaria sim de ganhar melhor e aumentar o número de viagens para 2, 3 por ano. Aí sim estaria realizado!
  20. 1 ponto
    Como muitos aqui, já frequentava o mochileiros.com a algum tempo, me cadastrei a pouco tempo, e não tinha postado nada até então. No trabalho comecei a ler, e não conseguia parar. A respeito. Eu acredito sim, que da pra viver mochilando por um bom tempo com essa grana. Depende só de você, do que esta disposto a ""largar mão"" para uma aventura inesquecível! Que aposto, faltara fôlego na hora em que escrever suas passagens para nós! Sim digo da minha parte, pois já vivi algum tempo em lugares, com pouquíssima grana, e essa grana, foi de outros lugares que vim... e etc... Mas aqui esta explícito. 15mil da e sobra para alguns, já outros nem tanto. e alguns ainda investiriam e etc. Claro que planejado é mais fácil e eu recomendo planejar. Mas do seu jeito, e acredito que não leve anos pra planejar.... Eu mesmo quando decido sair de onde estou, não demoro para planejar, para onde, como e quando eu vou! E isso pra mim já é planejar heHEHHE mesmo que muitos chama de porra-louca! Eu só desejo, suerte, força e criatividade. Você vai looonge..... Aproveitando a deixa do que chamam de mochileiros anônimos... Antes eu morava no MT, rodei em alguns lugares por lá, hoje moro em Curitiba, e conheci alguns lugares também no sul desse pais, que é maravilhoso.... Como muitas pessoas, me apaixonei por floripa, e conssegui um canto lá, e logo estarei morando por lá. E se tudo caminhar bem, esse ano ainda, pretendo ir à machu picchu.... Então galera, fica ai minha opnião e um "desabafo" ehHEhHE
  21. 1 ponto
    eu acho q tudo é a sua percepção sobre o q é felicidade... às vezes vc consegue o melhor cargo na empresa q trab, adquire bastante responsabilidade, fica estabilizado, mas a sensação não é a esperada... tipo, ainda falta alguma coisa, ou vc tá trab mto, sei lá... acho q é legal vc pegar essa grana e viajar... depois vc ve, qdo achar q o dinheiro vai acabar, e vc ñ pensou em uma forma de ter um ganho, volta... começa denovo... eu já fui morar em cidades onde cheguei com uma mão na frente outra atrás, e tô bem... a gente sempre fica bem agora, descobrir uma forma de ganhar a vida assim... eis o desafio rsrs
  22. 1 ponto
    Bua bua tenho 26 anos e nunca mochilei bua mas agora tenho um lindo filho com 3 meses e uma esposa maravilhosa heheh com alguns amigos e contatos logo logo vou começar a mochilar por enquanto por perto mas qdo meu bebe estiver maior ele vai mochilar comigo só estou esperando ele fikar mais velho né muito novo acho que nun da. E sobre o topico (estava me afastando muito dele) acho que sim, conheço a historia de um casal que viaja de "mochileiro" a mais de 30 anos. Eles são "mochileiros" a muito e tempo e vivem da mochilada eles trabalhavam em uma fabrica se demitiram e compraram um trailer e agora vivem do bico de fotografia e meteorologia. Fotografia e Meteorologia??? Sim eles vendem as fotos de paisagens do povo ou seja da viagem para revistas especializadas tipo national geografic e tem alguns instrumentos meteorologicos instalados no trailer para se eu não me engano o IMPE onde eles mandam as estatisticas do locais por onde eles passam heheheh acho que para o primeiro post no forum ja ficou longo de mais tx galera
  23. 1 ponto
    Eu acho que dá p/ viver assim, tipo vc viaja um tempo, trabalha, viaja, trabalha e etc. E é difícil falar vai, não vai, tem que ver o que vale p/ vc e não a opinião dos outros, mas não desanime, se é o que vc quer siga em frente. Mas que é possível é. Fiz duas viagens que para mim pareciam impossíveis, pq não tinha muito dinheiro e nunca tinha feito isso na minha vida, tipo sempre fui superprotegida e viajar sozinha para outro país era coisa que meus pais nunca pensariam que eu faria, mas eu fui para Portugal e para Argentina, claro que foi difícil mas deu tudo certo. Para Argentina só gastei 1000 reais, no melhor estilo mochileira, dormi nos lugares mais baratos possíveis e não comi muito bem, mas conheci pessoas, lugares e obtive experiências que nunca vou esquecer, e tudo começou com um pensamento. se vc pode pensar em algo vc pode realizar.
  24. 1 ponto
    Meu parceiro...Você tem que tentar! seu perfil fala de liberdade...isso você tem, não deixe nada atropelar seu sonho, não deixe a rotina desfazer suas vontades para seguir a vida que vemos a maioria por ai seguir. Minha vó me ensinou uma frase que adoro... Uma cicatriz pode até ser bonita. Se ela for conseguida na tentativa de ser feliz. Portanto tente, enfrente o "medo" o anseio e vá...O que virá depois será um aprendizado além de qualquer faculdade, trabalho pode te proporcionar... "A maioria esquece que caixão não tem gaveta, e que dessa passagem aprendizagem é a Única bagagem levada" Forfun Um dia vou também e nos trombamos por ai! Abrass
  25. 1 ponto
    Já venho acompanhado o forum algum tempo, mais esse é o primeiro post o/ Como já foi dito, sim acho que é possivel viver de mochileiro, mais com aquele esquema de ir trabalhando por onde passa Outros usuarios falaram de sonhos e objetivos que tem, agora irei dizer o meu Já faz alguma tempo que andanda desanimado com as coisas, pensando se estava seguindo a vida certa, sabe aquela vida que seria a "ideal" faculdade, trabalhar, namorar, então começei assistir um programa na NAT Geo "Volta ao mundo em 52 semanas" (Sim eu sei que o rapaz do programa, tem os pais, a namorada ajudando ele) então meu desanimo ficou maior, porque eu vi que o mundo é imenso, com tantas coisas interessantes e eu "preso" em um cidade do interior, seguindo um objetivo que seria o "certo" terminar a faculdade para conseguir um bom emprego e me casar. Começei a pesquisar sobre fazer um mochilão, então li um entrevista muito interessante do Jossano Marcuzzo, que viajou durante 2 anos com uma pequena quantia de dinheiro, então começei a frequentar o mochileiros.com e vi esse topico, aonde vi depoimentos muito interessante. Depois que começei a pensar em fazer um mochilão sem data para voltar, vi que é isso que eu quero, essa é uma das poucas coisas que tenho certeza, meus planos é de parar em cada local aonde eu ir e trabalhar por um periodo para levantar mais dinheiro e tentar conheçer os costumes locais e as pessoas, pensei em fazer pela america do sul, mais como já vi muitas pessoas falam que por aqui é dificil conseguir trabalho, então não tenho ainda certeza de por onde começar estava pensando em ir para Australia, Nova Zelandia, então depois de estar lá, pensar para aonde ir, meus planos era sair daqui uns 3 anos, assim terei terminado minha faculdade e nesse tempo conseguir juntar a maior quantidade de dinheiro possivel
  26. 1 ponto
    Olá! É possivel viver mochileiro? Acho que só vc pode responder a essa pergunta. Vi algumas respostas, mas nenhuma (tirando o Xaliba) respondeu o que no fundo vc quer saber, isso na minha opinião. Ninguém, mais ninguém mesmo, pode saber o que vc está vivendo nesse momento e nem o quanto vc precisa de algo para viver uma vida completa, sendo que cada um tem um proposito de felicidade, com sonhos e projetos. Então, 15mil não é muito para alguns e uma fortuna para outros. A maioria vai falar assim, investe para conseguir mais e mais e assim "curtir a vida", mas não sabemos de amanhã e se não der? Depois vc segue essa vida convencioanl arruma mulher e filhos e daí tem que juntar mais pra levar eles tbm e o negocio vira uma bola de neve. O segredo é não correr atrás da grana, ela tem que vir pra suprir os nossos desejos, tenta arrumar uns empregos temporários pelo caminho e segue até vc sentir que deve voltar, confia sempre na vida pq ela te leva ao melhor sempre. Se é isso que vc quer vai, arrisca! Arrisca tudo mesmo, vai acreditando que vai dar certo, que vc vai viver experiencias únicas, vai passar aperto sim.....mas quando vc voltar e contar as suas aventuras, muitas pessoas e são muitas mesmo, vão falar assim: pq não fiz isso tbm?!!!! Aproveita essa é a hora, vc ainda é jovem e pode arriscar, pode errar (os erros fazem parte!), pode recomeçar sempre e sempre. Desejo muito sucesso na sua escolha!
  27. 1 ponto
    Deve ser possível sim! Mas claro, será necessário um trabalho e tudo isto... E como meu amigo que se mudou pra o Japão disse para mim: "Uma vida de merda(na questão financeira), mas a vida que queremos!" Estou viajando o sul do país inteiro agora, com uma mochila nas costas, fico em albergues e conheço os lugares de ônibus! Se vocês tem um meio de transporte (moto, de preferência), não se desfaçam dele! Vai ser uma grande ajuda para sua viagem! Talvez até mais que o dinheiro, pois com moto pode trabalhar como entregador, motoboy e outros trabalhos pequenos que já dão uma graninha a mais, e ainda por cima é pago por semana.
  28. 1 ponto
    Amigos, embora o autor do post aparentemente sumiu, quero também deixar aqui minha pequena contribuição. Um pouco longo o texo, mas acho que vale a pena. Não existe verdade absoluta e em toda e qualquer discussão sempre iremos encontrar argumentos prós e argumentos contras para aquilo que estamos discutindo. Tendo isso como premissa é difícil dizer se devemos ou não sair pelo mundo, fazer a faculdade ou não, vender tudo ou continuar no emprego público. Não há resposta "certa" pra nada. Basta olhar as respostas aqui postadas e veremos argumentos válidos tanto para ir como para não ir. Sendo assim pretendo deixar essa questão de lado, pois acredito que cada um deve saber o que é melhor para si e o que quer da vida. Já do ponto de vista prático, sou mais um que engrossa o coro daqueles que gostariam de sair viajando pelo mundo. E estou me preparando para isso. Só ainda não sei como e nem quando, mas é algo que farei mais cedo ou mais tarde, pois é visceral. Aliás, pouco tempo atrás vi uma entrevista de um psicoterapeuta que afirma que essa característica de querer "desbravar" o mundo está fortemente arraigada principalmente no DNA masculino, portanto não me estranha o fato de tanta gente ter essa mesma vontade. Mas enfim, a entrevista é longa e depois posto aqui um link para o conteúdo total. Acredito também que, SIM, é possível viver mochileiro, mas não "abestadamente". Por mais contraditório que pareça, até para sair sem rumo, numa viagem "eterna", é preciso um pouco de pé no chão. Como muitos, estou tentando descobrir a melhor fórmula (a minha) para viver viajando. Cheguei a algumas conclusões: 1. Sim, é bom ter um porto seguro para onde poderemos voltar caso tudo de errado, nem que seja a casa dos pais, dos tios, avós ou quem quer que seja. 2. A viagem deve ser auto-sustentável. Aliás, acho que esse é o principal quesito, porque sem grana, por menor que seja a coisa não evolui. Não adianta sair por aí, torrar todas as economias e depois ficar perdido sem saber o que fazer, fora do mercado, sem emprego, etc. A menos que voce dê sorte e se arranje pelo caminho, mas prefiro não contar exatamente com a sorte, pois a verdadeira sorte aparece sempre pros mais preparados. Sendo assim, a principal pergunta a ser respondida é como ganhar alguma grana para sustentar a viagem. A palavra chave pra mim nesse caso é LINGUAGEM UNIVERSAL. Você tem que pensar algo globalizado. Voce tem que pensar em "linguagens"/profissões universais. É claro que voce pode trabalhar de garçom, de faxineiro, lixeiro, etc, mas o ideal é que você tem que pensar em algo que poderá fazer mesmo quando estiver de volta para casa, ou simplesmente numa pausa entre uma viagem e outra. Vou ser mais objetivo: 1a coisa. Aprender inglês. Suas chances aumentarão muito. 2a coisa. Quando penso em LINGUAGENS UNIVERSAIS penso em música, fotografia, internet, websites, aulas, artes plásticas... só para dar alguns exemplos. São coisas que podem ser feitas em qualquer lugar do mundo para praticamente qualquer pessoa do mundo. Terminando, viajar pelo brasil de bicicleta por exemplo não é caro. Talvez com 1.000 a 1.500 reais/mes voce consiga uma vida com certo conforto. Se fizer paradas programadas em alguns destinos poderá desenvolver suas atividades e angariar os fundos que necessita para continuar. Afinal, vender e viajar são duas das profissões mais antigas do mundo. ABRACOS
  29. 1 ponto
    Bom, vamos dar também nosso pitaco nesse excelente tópico. Estamos viajando há 6 meses, percorremos Uruguai, Paraguai, Bolívia e parte da Argentina, indo devagarinho e ficando cerca de dois meses em cada país, como a Grace sugeriu. Honestamente, no nosso ritmo de gastos, podemos ficar numa boa viajando com R$ 15 mil por um ano. Em países caros como Uruguai e Argentina você pode fazer couch surfing e pegar carona boa parte do tempo. Já em países mais baratos como Bolívia e Paraguai é difícil caronear e fazer couch, mas tudo é mais econômico. Isso que estamos EM DOIS! Se você está com R$ 15 mil pra viajar SOZINHO pela América do Sul, é grana para passar dois anos na estrada. Basta ser humilde e se organizar. Quanto a viver de mochilagem, o negócio é se aventura e descobrir. Acho que muita gente que se joga numa viagem longa talvez esteja querendo dar-se o tempo de realmente descobrir do que gosta de fazer. Foi o que aconteceu conosco, depois de alguns meses, muitas coisas se clarearam. De repente você pode se dar conta de que quer é voltar para o lar, ou então que vai virar nômade de vez. O importante é que você vá atrás disso que você não sabe o quê é, mas sente que só a estrada pode te ensinar. Então aceite o desafio, descubra-se.
  30. 1 ponto
    Caraca, enfim encontro pessoas que falam a mesma lingua que eu. Sou novo no site, sabe me identifico tanto com as coisas que leio aqui... assim até parece que não sou tão "louco" como dizem que sou. Sabe tenho 19 anos e sinto que ainda não vivi, minha vida foi inteira desenhada de acordo com esse sistema estranho, escola, faculdade, casar, pagar contas , morrer. "Mais tenho que fazer isso para garantir minha aposentadoria, quem sabe com os meus 60 anos eu consiga viver de verdade ", é revoltante isso trabalho e estudo e faços coisas que não parecem ter sentido algum. Eu não me vejo preso em uma caverna atual ( escritório) a vida inteira para pagar as contas e doar meu esforço ao governo de merda que não faz porra nenhuma. As minhas melhores recordações foram em viagens mais simples possíveis.Isso estava muito forte na minha cabeça, mas por causa do APEGO como disse o cara acima eu não tive coragem, fui criado apenas pela minha mãe e tia e minha mãe estava ficando muito mal por minha causa, então parei de comentar sobre viver diferente, mas não quer dizer que não penso, parece que as pessoas se incomodam quando alguém não está de acordo com o modo de vida, parece que é como ameaçasse a continuidade do sistema. Bom eu to puto comesse modo de vida , falam que eu só reclamo, mas vivo numa cidade caótica, numa selva de pedra, onde as pessoas só se comunicam com algum interesse econômico, busco o significado real da palavra liberdade e nunca me sinto livre, sou escravo de gestos, de costumes, de modos, de comportamento, enfim tenho uma vontade imensa que me consome de VIVER! Quanto ao CDB que vocês estão falando eu faço economia, ele pode render através de diferentes indicadores mas geralmente utiliza-se a rentabilidade de acordo com a taxa Selic como ela nunca fica abaixo de 10 % seu capital pode render de 10 a 12 % ao ano, depende da quantia que você investir e se o banco vai te pagar os 100 % . O CDB não é um investimento de risco é mais para quem quer guardar seu capital com uma rentabilidade maior que a da poupança . A poupança não rende nada.Por ano 6 % aproximadamente levando em conta que o Brasil nunca fica abaixo de 4 % do indice de inflação seu capital renderá míseros 2 % isso caso você tiver menos que 50 mil na poupança porque agora até na poupança quem tiver acima de 50 mil vai incidir imposto de renda de 20 % . O Brasil é foda, revoltante. A mair carga tributária real do mundo em troco de nada. relevem os erros de português de concordancia e talz ... aiuehiuahe cheguei da facul e to com sonoo... a e no trabalho qualquer dia sou demitido em vez de trabalhar fico no site lendo, sonhando acordado, e é lei de murphy né... sempre o chefe aparece. aiheiuaee Obrigado amigos.
  31. 1 ponto
    entao meu amigo.... vou te contar minha jornada aqui hj na Florida... sempre gostei muito d viajar, viajar sozinho entao, p mim e o melhor q existe... mas p sair d casa msm, sou d Bh(MG), eu fui p Paraty(RJ).... do nada eu canceiiii de Bh, e como temporada na praia sempre da dinheiro...resolvi a ir!! pedi demissao do meu serv., peguei meu acerto e fui!! chegando la, proucurei me instalar em algum Albergue, pousadinha meia boca.... pq nao sabia quanto tempo poderia ficar com o dinheiro q eu tinha...entao ja fui decidido a ficar!! logo em seguida, proucurei jornal da cidade, classificados! consegui emprego em uma escuna.... d Help msm...ajudante, lavava a escuna, carregava ela com tudo q precisa!!! muitas vezes eu pensei em voltar p casa, por ser um trabalho forcado... e nao vou mentir q muitas vezes me vinha na cabeca q muitas vezes eu ia p praia com a familia e sempre tinha aquela pessoa ali ajudando e muitas vezes passava despecebida.... 1 mes e meio, eu consegui um emprego em restaurante, garcon... eu vivia da gorjeta na verdade.... pq 400 reais por mes em uma das 7 cidades mais cara do Brasil nao dava msm!! trabalhei muitoooo, muito msm... nesse meio tempo, eu aproveitei dmaissssssss... muitas praias, trilhas, cidades ao redor...maravilhosooo!! voltei p Bh 5 meses depois... comecei a trabalhar em um restaurante dnovo... mas como cozinheiro... eu vi q la em Paraty dava dinheiro ser sushiman... entao fiz um cursinho rapido, depois pedi p aprender durante um mes e um rest. da zona sul da minha cidade... treinei e fui ser chefe d comida japonesa em outro rest... eu fui chefe durante 10 meses... juntei um bom dinheiro e pensei e da um passo maior... eu ja tinha o visto para os USA, pq tinha vindo na Disney quando mais novo... sinceramente, eu levantei um belo dia e disse q vinha p America... em um mes eu agilizei tudoooo!!! em um mes eu ja estava com passagem comprada p vir!! outra coisa, eu vim sem ingles nenhum.... cheguei aqui falando so "the book on the table" hehehe mas tb so por causa do funck, se nao, nao ia saber!! cheguei e fui me familiarizando, proucurando jornal.... internet.... proucurando saber onde q tinha os Brazuca e tal!! pq eu falava Portonhol dmais... hahahahha depois d 20 dias aqui, eu consegui um emprego em um mercado d donos Brasileirosss.... foi o melhor p mim em partes.... pelo seguinte: fui acolhido, trabalhei honestamente... dei meu suor la durante 8 meses... praticamente 12:40 hrs por dia o pau quebrava.... ai eu fui conhecendo mais pessoas "Brasileiros" aqui dos USA.... te digo uma coisa, te muitoooossss q valem ouro, mas a maioria deles sao uma cambada d desumanos... me sacaniaram muitooooo aqui ja!! hj eu sei onde eu piso, sei com quem eu ando, tenho amizade, lugares a frequentar!! entao nao pense pq e da sua terra, q vao ser os melhor, pq nao sao!! nao confie em todo mundo...pq sera pior p vc quando cair do cavalo... mas te digo uma coisa: se vc tem a disposicao, junta as suas coisas e vai... esse mundo e maravilhoso... mas isso aqui e como todo lugar do mundo, tem suas dificuldades, mas vc depois tem a recompensa!! e te digo mais...a vida passa muitooooooooooooo rapido, e mais rapido do q todos imaginam!! estou aqui 11 meses.... ja consegui d volta o dinheiro q gastei todo... ja tenhu um dinheirinho guardado aqui comigo e ja estou planejando ir pro Canada ou europa.... e se Deus me permitir, fazer o msm.... trabalhar e me manter!!! vc so vai saber se vai dar certo se vc tentar.... pq com cada um e uma coisa!!! entao nao tenha medo d viver...so nao vai pensando so em gastar, pq um dia acaba...entao vai pensando em ganhar primeiro, p depois gastar... coloque uma meta e a siga!! Te desejo toda a sorte do mundo e q Deus lhe acompanhe!! e depois me conta ... abracooo
  32. 1 ponto
    Fala galera!! Tudo certo? Gente, acompanho este tópico desde sua criação! O curioso é que o maya, criador do tópico nunca mais apareceu por aqui para nos contar o que ele resolveu fazer!! Será que ele foi mesmo?? Mas o mais legal é que ele fez com que pudessemos compartilhar diversas experiencias sensacionais!! Cada desejo e experiencia aqui relatado foi de muita valia para mim e acho que para muitos também!! Muito legal este tópico. Abraços...
  33. 1 ponto
    O post já tem um tempo desde a primeira mensagem, o Maya retornou? Só para adicionar, vi mais de uma vez um pessoal comentando sobre a possibilidade de unir as viagens "sem rumo" à necessidade de ganhar algum dinheiro e se manter com algo para a próxima parada através da ONU, OEA, etc. Há uns dois anos atrás passei por algumas coisas ruins e tinha a mesma perspectiva do Maya. Já tinha entrado antes em algumas roubadas nessa história de nômade caindo no mundo, então fiquei calejado. No final, busquei a mesma possibilidade levantada pelo pessoal e que comentei acima. Eu me alistei para Darfur e Serra Leoa como voluntário. Na época tinha 24 anos e há uma série de exigências sobre as quais eu só tive informações depois de já ter me inscrito! Por exemplo, uma delas, era ter pelo menos 25 anos. Só ano passado (hoje tenho 26) entrei na fila de espera. E, caramba, já mudei muitas coisas no peito desde então. Tanto que estou revendo o projeto. No entanto, eu serei voluntariado lá fora. É algo que farei. Ponto final. Amigos próximos ficaram bastante preocupados. Voluntários MORREM em Darfur. É um risco sério. Nossa, Serra Leoa tem melhorado, mas a coisa ainda é perigosa. Voluntariar-se lá fora e adotar um guri aqui. Tirar da rua! São dois planos que realmente coloco como meta. Eu cheguei a passar no IRBR para diplomacia e na última fase... medrei. Queria pôr a mão na massa! Também tenho sérios problemas com a vida no escritório. Mas para não desviar muito da razão da minha postagem, eu só queria mesmo avisar ao pessoal que tenho algumas informações sobre o assunto e posso repassar alguns links. Dei uma buscada rápida (estou atrasado pro trampo!) e não encontrei um tópico atual sobre o assunto. Fica aí a dica. Para pessoas com espírito de aventura e querendo conhecer muitos lugares diferentes, não ligam para o desconforto e possuem, acima de tudo, uma vontade de ajudar os outros (porque a gente sabe o quão ruim as coisas são aqui, mas pessoal, de verdade, lá fora tem coisa que só vendo de perto), os organismos internacionais são realmente uma boa opção. Mas, como disse, é preciso informar-se. E muito. Por exemplo, há cargos para a UNESCO em que você ganha razoavelmente bem para os padrões Europeus - o que significa muito bem para os nossos padrões! E você ainda vai estar lá fora. E não é campo de refugiado! É com burocracia. Mas é fazendo algo que você sente ser a diferença para muita gente. Hoje trabalho com comércio exterior, mas minha graduação é em tradução. Há excelentes oportunidades para tradutores nos organismos internacionais. Há vagas para ser simplesmente assistente nos campos. Ajudando a dar aulas de inglês. Às vezes você vai só limpar crianças! Mas crianças que tiveram partes do corpo amputadas, que os pais foram mortos na sua frente quando ainda mal andavam. Crianças de 14 anos que desde os 8 pegavam em fuzis para matar treinados como soldados de guerrilha, roubados da família ainda bebês... Por isto que, é importante dizer, não basta querer viajar. Às vezes não basta nem só querer ajudar. É preciso saber se realmente suporta o tranco. Muitos dos cargos dos organismos internacionais de ajuda exigem que você tenha pós-graduação, experiência na área, algum dinheiro inicial para o início da viagem. Você recebe remuneração, mas eles não pagam sua passagem, por exemplo. Pelo menos não na maioria das vezes, o que é outro erro cometido pelo pessoal, o de achar que é a legião estrangeira e eles te colocam no avião até onde você queira ir para virar militar. Aliás, nem a Legião Estrangeira faz isto. Tenho dois amigos que pensaram na Legião. Um era só fogo de palha. O outro, entrou. E passou maus bocados. Mas hoje ele tem entrada garantida na Europa e ainda mudou de nome (!!!) graças à Legião. Enfim, é preciso separar (e os próprios organismos filtram isto quando você peleja pela oportunidade de se alistar) o desejo de viajar do de ajudar. É uma boa combinação, mas é preciso ir porque se deseja ir! E há riscos. Mas há um bom suporte também. Quem se interessar pode me mandar uma PM. E se houver um tópico específico sobre o assunto, editor, favor mover a postagem. De resto, espero que todos nós nunca deixemos de ir atrás. Mais do que conseguir, ir buscar! O espírito da viagem para o outro lado do mundo precisa ser o mesmo para ir até a padaria da esquina: coração aberto para receber o inesperado! Que venha para se aprender, arrepender ou regozijar! Aloha! Henrique Silva
  34. 1 ponto
    Olá ^^ Eu já fiz isso duas vezes, a primeira durou quase dois anos eu tinha 20 e poucos, vendi meu carro enchi uma mochila com tudo que me servia (pouca roupa, material de desenho e xilogravura) fui até a Via Dutra em São Paulo e iniciei a viagem com o objetivo de chegar a Manaus, encontrar um trabalho e comprar o equipamento fotográfico necessário para começar minha carreira de fotografo, porque com pintura eu não conseguia pagar as contas. Quiz ir devagar, de carona, conhecendo o Brasil. Só que lá pelo norte da Bahia meu dinheiro já tinha quase acabado porque, bah! eu gastava^^ Então peguei mesmo um ônibus até a ultima cidade antes do rio Amazonas, Belém do Para. Lá eu conheci pessoas maravilhosas que me convidaram a ficar por uns dias e foi então que conheci um artesão, pulseiras brincos colares etc... Pedi que me ensinasse, fomos juntos comprar o material necessário e viajamos para Manaus. Eu paguei minha passagem no navio (de segunda) ele, apareceu do nada quando o navio já tinha partido... Em Manaus eu comprei uns colares daquela pedra, ágata, desmanchei-os e juntando coisas naturais como espinhos conchas e madeira fazia coisas que vendiam muito bem. Tão bem que podia pagar estadia barata e umas caldeiradas de tucunaré por ex ^^ Pude também mudar o foco da viajem e prosseguir, rio acima até o Peru e voltando pela trans-amazônica percorrer o nordeste todo até voltar a São Paulo Vocês podem imaginar que no meio de tudo isso que resumi, mil coisas aconteceram, que meu caminho cruzou o de muitíssimas pessoas ótimas e más...mas isso é muito texto para este espaço ^^ Claro, a carreira fotográfica decolou, iniciando com uma maquina fotográfica comprada a prestação e terminando varios anos depois com meu estúdio fotográfico, tendo feito capa da Veja, trabalhos para agencias publicitárias importantes etc.. Daí Europa, vendi o estúdio todinho até o ultimo flash e parti. Fiquei na europa, mais na Itália, por 18 anos onde fui fotografo, tive estúdio de Computação gráfica e por último Web design. A 4 anos voltei ao Brasil e agora mesmo, semana que vem vou partir para o nordeste, encontrar um lugar, abrir um bar na praia, iniciar uma carreira política, plantar um jardim, não sei, mas é por aí. Porque isso? Porque um dia iniciei a me mover. É possivel? Sim é só começar ^^ Sorte na tua viagem e.... mmmm... trilha SÓ o caminho que dita o teu coração...
  35. 1 ponto
    Olá pessoal, tbm sou novo aqui, pelo menos em postagem, venho acompanhando a um certo tempo o forum, mais o topico em questão me fez dar o ponta pé inicial na minha postagem. A pergunta em si é interessante, é talvez facil de se responder, É possivel viver mochileiro? Na minha opinião é sim, vejamos. Se existem no brasil pessoal que vivem com valor das bolsas alguma coisa, ou salario minino, se consegui viver mochilando, vc tem um grana, se realmente consegui viver em situações de pouco conforto, vc consegui e vai longe e o melhor de tudo, vai aprender muito na sua vida, que faculdade nenhuma vai lhe ensinar. Eu sou da seguinte opinião se vc vive com pouco, tudo que vier a mais é lucro, se vc vive com muito, tudo que faltar vira desespero, se vc está acostumado ou não liga pra muito, acho que vc devia sim realizar seu sonho, até pq a vida é muito curta para se ficar pensando em tantas possibilidades, amanha vc tem um problema de saude que te impossibilita realizar esse sonho, pronto acabou. Eu digo que as pessoas tem que ser um pouco mais sonhadoras e menos capitalistas, é isso que esta acabando com nosso mundo o capilismo e abitolação por dinheiro. Em ultimo caso depois de um ano de viagem e conhecimento, vc pode trabalhar temporario em agências de viagem, vai ter conhecimentos de lugares e um outro idioma, e vai ganhar mais um grana e continua viajando. Eu só não faço isso pq hoje eu tenho pessoas que dependem de mim, pq se não tivesse, talvez nem estaria aqui te respondendo. Mas boa sorte a vc, seja em qual decisão tomar, a unica coisa que não pode se perder é alma aventureira.
  36. 1 ponto
    Bom!!! Não me ligo muito nesse lance de internet(prazer), mas trabalho na frente do Pc o dia todo, também sou editor de vídeo meu camarada e também é minha primeira postagem. Lendo todas essas postagem vejo que um grupo que se julga parecido , pode ter muitas idéias e maneiras difeerente de agir , isso é fascinante , comentários que engradece cada vez mais o modo de viver livremente, mas sempre com os pés no chão também. Estou visitando esse site faz pouco tempo não tenho experiência alguma em viagens de mochilas, mas sempre tive esse sonho, estou me deparando com várias dificuldades que nunca imaginei que existiam, mas está valendo a pena "davidmarinho" também estarei no trem da morte em setembro quem sabe a gente se trmba por lá! Mas Rodrigo não sei se 15 mil é pouco o muito para o que tem em mente, mas sei que tens um sonho bem mais bonito que uma casa, entre de cabeça nisso cara corra atras quem sabe pode encontrar a sua casa nessas andaças por aí! Abraço a todos espero ter mais idéias e ajudar também Obrigado
  37. 1 ponto
    Caraaaaaca... por que fui entrar nesse tópico? Não consegui parar de ler e tenho que dizer que ,da mesma forma que me surpreendi entrando nesse site apenas buscando informações pra uma viagem e acabar caindo num tópico desse (com todas essas explanações) você vai se surpreender com a vida buscando através dela estabilidade financeira ou não!!! Faça o que você sonha cara!! Deixa essa história de estabilidade do lado, meu! Se você conseguir lutar pelas duas (porém dando prioridade aos seus desejos) melhor! Mas do contrário... procure sempre pelo mel... se preocupe com os favos se houver tempo! Digo isso porque parto do seguinte pensamento... a vida nos traz surpresas boas mas tbm podem surgir as desagradáveis... e se você tiver se poupado dos seus desejos, por uma vida segura, pode estar certo que o "acaso" pode acabar com essa sua "segurança" em dois tempos, meu caro!! E aí eu te pergunto, terá valido a pena largar seus ímpetos??? Eu, particularmente, e satisfatoriamente, acredito que não!!! Li aqui que um amigo nunca tinha viajado, mas com isso alcançou estabilidade e um puta emprego e agora viaja com conforto e com frequencia... e um outro amigo sempre curtiu de tudo.. e hoje está na pior... o que será esse "na pior"? Não ter no bolso as chaves de um puta carro da hora e de um apartamento bacana, e títulos de investimento? Será que se vc se sentar por um instante com esse "amigo na pior" e bater um lero com ele não vai acabar descobrindo que, os olhos deles estão cheios de histórias pra contar e memórias pra reviver... tão intensas que não cabem dentro dele mesmo...não sei, apenas indago! Meus pais não puderam me oferecer estrutura alguma pra minha vida, além do básico: (alimentação, teto simples, educação pública e roupas) pq? Pq gastaram tudo que ganharam fazendo o que queriam, curtindo a vida deles... e hoje eu sigo a mesma receita... pq por mais que eu os veja sem grandiosos recursos hoje em dia... eles de longe são felizes como raríssimas pessoas estáveis são!!! Meu pai tentou me colocar no caminho que ele não traçou, ou seja, quis que eu fizesse faculdade, pós, etc etc... tentei, fiz relações internacionais por dois anos, recusei essa rota... mas estudei o que eu sempre amei, idiomas! Hoje, ganho 8 vezes mais do que minha prima que é formada e pós graduada em nutrição (e ela trabalha na área e muito bem colocada, excelente profissional)! Minha prima é infeliz? Muito pelo contrário.. só estou querendo dizer que buscando pelo que eu amo, fiz da paixão combustível pra grana entrar sempre no meu bolso... e é isso o que importa!!! Não se prostitua vendendo a sua pessoa pra um emprego 8h-18h se não for o que vc realmente gosta! Mas filosofia de vida é como religião... até que pode ser discutida saudavelmente, como aqui, mas deve ser respeitada sempre! Mas se você fosse meu amigo pessoal, meu caro... eu estaria te empurrando pra estrada... e dizendo que vc já está atrasado!!! Hahaha Um abração... e boa sorte!!!
  38. 1 ponto
    Confesso que esse também é meu sonho de vida...mas o que me falta é coragem. Somando todas as dicas dadas aqui, resume o meu caso: tenho medo de ir sozinha por ser mulher (o que piora certas situação que possam vir a acontecer), medo de quando voltar ter que começar do zero (aí penso que se hoje sou infeliz por conta de tudo isso, imagine depois de ter vivido momentos tão felizes) e por aí vai... tenho uma amiga que vendeu carro, largou emprego e foi com uns 30 mil reais para madrid. Ficou por lá seis meses. Curtiu muito e tal, mas quando voltou ficou dois anos sem conseguir emprego. E mesmo assim teve que pegar qualquer trabalho, e nao na área dela. E na época em que ela largou tudo, era tinha um bom trabalho, ganhava super bem, tava juntando grana para comprar casa, essas coisas todas. Então entro muito em conflito. Largo tudo e aposto no escuro pra ver qual é? ou é melhor eu ficar nessa vida sem sentido, mas que pode me dar uma segurança financeira mais pra frente... A vida é muito difícil! Nos faz seguir caminhos uqe muitas vezes não gostamos...mas o que fazer? Por isso admiro pessoas assim, que apostam no desconhecido e vão, sem medo do depois.
  39. 1 ponto
    Sou freqüentador deste site faz algum tempo, mas nunca postei. Agora resolvi portar já que ultimamente estava triste com meu estilo de vida, que é acordar cedo ficar 8h trancado em um escritório, chegar tarde em casa e não ter tempo para praticar as coisas que gosto e fico nessa rotina durante 5 dias. No fim de semana, procuro correr, andar de bike e sair para conhecer pessoas, fora estudar inglês feito um retardado. Passei por momentos difíceis de estar triste com tudo, sem saber se era meu trabalho ou algo comigo, mas percebi que era meu estilo de vida, pois sempre fui uma pessoa que fiz esporte, viajei e fiz diversas coisas do lado de fora do escritório. Só que certo dia, este ano, pensei que poderia fazer algo diferente para mudar tudo na minha vida. Minha mãe acabou se mudando para Itália e ficou por la durante 2 anos. Quando voltou era outra pessoa. Então pensei, porque não faço uma trip dessas e volto outra pessoa? Foi então que comecei a procurar coisas que sempre gostei de fazer na minha vida e uma delas é viajar e conhecer pessoas. Pesquisando no famoso pai dos burros (google) encontrei este site. Aqui percebi que existem várias pessoas com os mesmos pensamentos e gostos que os meus. A partir daí resolvi que tenho que fazer uma viajem para Europa sem data para voltar. Coloquei na minha cabeça que preciso fazer esta viajem para encontrar o meu “Eu”, entendem!? Acho que vivendo outros ares posso, ou não, encontrar algo diferente ou voltar com outras idéias, talvez nem voltar, mas ter o prazer de viver algo totalmente diferente do que já vivi me alimenta a alma. Tenho essa fome absurda de sair pelo mundo para conhecer pessoas, culturas e lugares novos. Não tenho nenhuma rota traçada, nem idéia pra qual país ir e o que fazer, mas estou amadurecendo isto a cada dia, pois pretendo ir em fevereiro de 2011. Desculpem pelo texto meio confuso, mas é que estou sem tempo para escrever aqui no trabalho, quando chegar em casa posso dar uma revisada e esclarecer melhor alguns pontos. Só que quis postar agora, pq foi a hora que criei coragem, pois faz um tempo que gostaria de postar isso, mas não tive coragem.
  40. 1 ponto
    Sabe o que eu acho estranho? Pessoas totalmente diferentes e desconhecidas terem ideais parecidos... Há pouco tempo achava que só eu era a "louca", desisti por muito tempo dos meus sonhos por medo do desconhecido e também por pressão familiar, ouvi coisas do tipo, "você estudou quatro anos pra ficar vagando por aí?". Por isso fui escondendo o desejo e a vontade de ver o mundo embaixo do tapete, porque achava que não merecia me livrar das amarras que foram impostas a mim. Pode parecer um tanto filosófico, mas é a mais pura verdade, acabamos ignorando nossos sonhos por conveniência. Por incrível que pareça, nesses últimos quatro anos, as únicas vezes em que me senti feliz foi longe de casa, fiz viagens pequenas, com conforto e sabendo que depois de 10 dias voltaria pra casa, mas já li aqui no Mochileiros que é assim que se começa, a coceirinha vai ficando cada vez mais incontrolável até que finalmete passa a insuportável e você simplesmente vai... Espero que os comichões se iniciem logo, porque do jeito que as coisas andam, ou viajo ou murcho! Acho que é possível viver mochileiro, desde que esse seja seu ideal de vida, não precisa ser um ideal definitivo, mas momentaneo enquanto a vontade dure. Vou fazer 25 anos, quem sabe aos 30 tenha estórias pra contar???
  41. 1 ponto
    Olha, confesso que não tive paciência de terminar de ler todas as respotas, e por esse motivo vou tentar não enrolar muito também. 4 anos atrás fui para a Austraia. Cheguei lá com visto de estudante, sem inglês, com AU$2400.00 no bolso e claro a passagem de volta também. O primeiro visto era só para passar 8 meses e passei 3 anos e 10 meses. Em dois meses voltarei para lá. Quer saber o porque? Vá para algum lugar onde será fácil de ganhar dinheiro. Onde exista trabalhos casuais e por ai vai. Aprenda a trabalhar com o que você gosta de fazer. Eu era programador, mas na Australia começei lavando pratos, fui garçon, bar men, barista e hoje em dia também começei como fotógrafo. Invista no que você gosta. Desde quando eu deixei o Brasil vivo sem nenhum luxo. Acordo super cedo para trabalhar, muitas vezes durmo tarde, não tenho residencia fixa e por ai vai. Mas normalmente eu trabalho uns 3 ou 4 meses e enão viajo. Na vez que eu passei 6 meses trabalhando levei minha mãe para viajar comigo. Nos fomos para París para nos encontrarmos ( eu fui de Sydney e ela de Belo Horizonte) onde passamos 3 dias e então passamos para a Thailandia onde passamos 4 semanas curtindo. Resumão: Viva sem luxo, minimize suas contas a pagar, cozinhe sua própria comida sempre que possivel, sempre sorria pois essa linguá é mais entendida do que qualquer outra, esteja disposto para trabalhar ganhando pouco para aprender novas coisas e então depois ganhar mais, tenha um pé de meia para emergências físicas, trabalhei onde a moeda valha mais e gaste onde vale menos. E entregue na mão de Deus, pois quando você está sozinho, quebrado, dormindo em um internet café com sem dinheiro para renovar o visto vencendo em 1 mês é nele que você confia. E ele te dará o que for bom. Qualquer coisa... estamos ai.
  42. 1 ponto
    Galera, muito foda esse tópico. Li todas as mensagens com calma e parabenizo todos pelos depoimentos. São 22:55 e amanhã acordo as 6:00 da manhã para trabalhar, como a maioria por aqui, mais um dia de rotina (ou mais um dia para juntar grana para viajar como alguém falou nas mensagens anteriores,rs). Agradeço pelo trabalho que tenho, mas com certeza várias vezes já passou pela minha cabeça largar a rotina e sair e me aventurar em outros trabalhos em lugares e países diferente. Enfim, nada muito diferente do que a galera já falou anteriormente. Quem sabe um dia...e que não demore muito... Abraços Alex Santos
  43. 1 ponto
    Nossa Maya, eu tô totalmente nessa sua vibe, eu já cheguei a tentar dar um start neste tipo de experiência quando fui trabalhar em cruzeiros maritimos. Fiquei 12 meses embarcado, aproveitei muito mesmo, conheci 24 países, desenvolvi meus idiomas (hoje sou fluente em inglês e espanhol) e fiz amigos de todas as partes do mundo. Dei como encerrada essa etapa da minha vida e hoje estou trabalhando em um hotel no Rio de Janeiro, juntando uma grana e ganhando uma experiência que pode ser mais um ponto para um leque de opções em termos de trabalho que é preciso ter quando se quer ganhar o mundo. Cara, não sei se chegou a assistir o filme "Na Natureza Selvagem", te recomendo. Óbvio que o cara radicalizou, você precisa de um minimo de planejamento, senão morre até de fome no exterior. Bom, resumindo, também estou com planos de exterior, mas quero ficar mais solto, a experiência acaba sendo muito mais rica e cheia de possibilidades, no navio você curte mas fica muito preso, aí rola depressão e o escambau. Não sei o que você tá fazendo no momento, mas vamos fazer contato que podemos nos aconselhar, sei lá. Me add no msn: [email protected] Abs, Max
  44. 1 ponto
    Fala Brothers and Sisters!!! Desculpem-me se de alguma maneira fui redundante, más não achei nada falando a respeito disso. Hoje sem qualquer sombra de duvida a internet eh um meio pelo qual se consegue tudo.... e honestamente, até ganhar dinheiro fazendo o que gosta... Eu andei pensando sobre isso, más não tenho bagagem o suficiente para iniciar um projeto desse tipo... Acredito que você, por ser mergulhador pode e deve iniciar algo do tipo. Há relatos de pessoas que juntaram todas as informações que dispunham com relação a determinado assunto e fizeram um blog... no seu caso seria sobre suas aventuras e dicas de lugares, equipamentos e afins a respeito de mergulho ou qualquer outra coisa relevante... (pode ser até um blog sobre aquilo que você faz no trabalho ow sobre aquilo que você estudou para ser... sei lah... a fonte eh você que decide) Se o material for bom e proveitoso, com um conteúdo confiável e plausível você ganhara vários acessos, você pode aumentar seus acessos divulgando em comunidades, ouros blogs, aqui no mochileiros.com e talz... eh um plano a médio prazo... Mais c der certo e você angariar patrocínio para seu blog ( o que é muito comum hoje em dia) você poderá sair do trabalho e viajar, buscando novas fontes de matéria para seus posts... uma vez que isso acontece, a inércia cuida de tudo. Dês de que o site seja atualizado constantemente ele mantêm visitas constantes... você poderia fazer reuniões e convidar os interessados a irem em um mergulho com vc por diversão... assim alguns verão o quao voce é experiente ou apenas bom para se manter uma relação... e quando algo é bom... ai deslancha de vez.... seja no boca a boca ow no Google... Dessa maneira voce pode trabalhar escrevendo e publicando artigos, o que nao demana um grande apego ou gasto de tempo, visto que vce pode sentar com um PC durante a noite, depois de ter surfado, mergulhado, desbravado e escrever um otimo artigo a respeito dos equipamentos novos no mercado, sobre os luares que voce esteve, sobre os animais que encontrou etc... CLARO QUE FALANDO AQUI FICA FACIL... FALAR É SEMPRE MAIS FACIL QUE FAZER... MÁS EU ACREDITO QUE CONHECENDO AS PESSOAS CERTAS E FOCANDO NESSE OBJETIVO NAO TEM ERRO... POR MAIS QUE NAO DE CERTO, NAO É UMA GRANDE QUANTIA INVESTIDA (A NAO SER PELO TEMPO GASTO)... MAIS ESSA EH UMA OPÇAO... ESTA AI... para QUEM INTERESSAR, ESSE PODE SER UM DOS CAMINHOS... ABRAÇO A TODOS E BOAS TRIPS...
  45. 1 ponto
    Eu penso que não vai só pela questão do apego, mas passa pela idéia do depois, de como ficará a nossa vida após uma trip dessas de 3 ou 4 anos. Somos levados a crer que para sermos felizes temos que ter carro, casa, dinheiro, etc. Perdemos muito tempo perseguindo isso e, às vezes, acontece de deixarmos passar a vida diante de nossos olhos. Aí, acontece o que aconteceu no caso que o amigo narrou aí em cima. Creio que se deve aproveitar à vida, mas a prestação, aos poucos. O que você conhece em 5 anos, pode conhecer em 30, se for viajando aos poucos. Tenho um amigo que mochilou por muito tempo e quando voltou tava fora do mercado, teve um trabalho danado para se reencontrar na profissão. Por isso não me arrisco nessas empreitadas de tanto tempo.
  46. 1 ponto
    Viagem como fuga da realidade (é Adriano, virou terapia mesmo rsrs) Não creio que funcione. Se você não está feliz aqui não adianta sair pelo mundão sem rumo, isso não vai te ajudar. A não ser que nunca ter feito algo do tipo seja o motivo da sua infelicidade. Fugir não adianta, resolva seus problemas. Se o namoro terminou arranja outra, não precisa dar a volta ao mundo !!! (ainda bem que a Gí nunca lê o que escrevo aqui rsrsrs) Desapego à rotina Rotina sempre tem uma definição pejorativa, mas na minha concepção nem sempre é assim. Eu gosto de chegar do trabalho, pegar um livro e um copo de refri e sentar no sofá só com o abajur ligado, aquele silêncio, só eu e o universo. Não preciso estar no cume do Aconcágua para entrar em estado comtemplativo. Gosto de ir no mesmo restaurante japonês toda semana. Gosto de ir ao cinema 2 vezes por semana. Gosto de ir ao parque 1 vez por semana. Gosto de fazer uma trilha sempre que posso. Gosto de ir na livraria cultura com a Gí e ficar horas fuçando as prateleiras, quase toda semana. Gosto de ir na galeria do rock, quase todo mês. Ou ligar a TV na Discovery Channel (nossa, eu não viveria sem Discovery). E acreditem, eu sou muito feliz !!! Tem gente como o Xaliba que é totalmente desapegado à rotina, ou melhor, avesso, e prefere viver sem saber o dia de amanhã, e isso é questão de gosto. Ele vai vivenciar coisas que eu nunca vivenciarei, mas posso chegar perto viajando de forma comum, de forma planejada. Desapego ao luxo Como já foi citado antes, ficar 30 dias no perrengue é legal, agora 1 ano é diferente. Novamente digo que é um preço que se paga por vivenciar coisas que os que gostam de segurança nunca vivenciarão. Trabalho no exterior Nos países desenvolvidos tudo bem, agora nos sub aqui da América ... não tem emprego nem para os nativos, que dirá para os estrangeiros. Quem pretende uma mochilada no estilo ''trabalhando e viajando'' nas Américas vai enfrentar problemas. O Xaliba é uma rara exceção de viajante sem rumo que conseguiu trabalhar e se qualificar aos mesmo tempo, pois a maioria só consegue emprego bunda. Tenho um projeto de especialização na escola de gastronomia ''Le Cordon Bleu'' de Lima para daqui 3 anos. Já estarei casado e um pouco mais estabilizado. Depois não sei se ficarei por lá ou irei para outro país. Mas é tudo PLANEJADO. Viagem Planejada X Se jogar no mundo Concluindo, ainda acho que a moderação é a chave. O cara que se joga no mundo vai vivenciar coisas que eu nunca sonharei, em contrapartida vai abrir mão de uma série de coisas por isso. Ainda sim posso vivenciar experiências parecidas em viagens planejadas, mas não com o mesmo tempero de aventura. Quero deixar claro que não sou um tipo de turista ''CVC' adepto de pacotes, e sim que posso vivenciar uma aventura no período de 1 ou 2 meses com a grana contada. Eu faria ? Isso seria totalmente viável aos 18 anos. Na verdade, acho que todos deveriam fazer !!! Com 28 não me acho velho para tal façanha, mas minha vida tomou um rumo e não posso largar meus projetos agora. Quero me especializar e constituir minha família. Gosto é Gosto !!! abraços Rodrigo
  47. 1 ponto
    Meu broder, to na mesma situação que voce, mesma idade, mesmo sonho, mesma situação profissional. Sou engenheiro ambiental, meu mercado ta em alta, achar emprego nem é um dos meus piores problemas. Também tenho essa inquietação doida, essa vontade de sair da gaiola, sai por aí e ver o que pode acontecer, o que o destino nos reserva. Não é algo fácil, ainda mais se você tem laços afetivos mto grande com familia, amigo, cachorro, bairro, etc etc. Conheço muita gente que ia pra fora só pra passar uns 3 meses. Ia estudar ingles, ia estudar qqer coisa. a maioriadeles acabou voltando mais de 16 meses depois da volta, ia se virando ali, se virando aqui (europa ou sudeste asiatico ou oceania) e a coisa ia andando. Depois eles todos acabaram voltando por saudade mesmo, mataram essa larica de aventura de despreendimento. Sei lá. Faça um teste piloto, com menos de 15 mil voce consegue um desses intercambio, aproveita para aprender alguma coisa de novo na sua vida. Aì você aproveita a experiencia, se gostar vai ficando..ficando.....ou volta. Dificil né. Voce tem familia que ta apoia, despreendimento, votande de conhecer ...... Agora... perguntar pros outros é bacana... mas nao pode pensar muito nao....se pensar...ai vc fica.
  48. 1 ponto
    Olá a todos. Esta é minha primeira postagem. Logo que me registrei e comecei a navegar pelo mochileiros.com dei de cara com este tópico e não podia deixar de postar alguma coisa. Aliás, bote coisa nisso! Tenho planos de "ganhar o mundo" nesse ano. Eu e um amigo vamos começar a viajar, inicialmente sem data pra voltar, motivados por razões bem parecidas com as do xaliba e do _maya. Se ilude muito quem acha que estabilidade financeira é a única garantia de felicidade na vida. É garantia, sim, de viver pra sempre em função dessa preocupação vã. Faz você se acomodar geograficamente, socialmente, emocionalmente, espiritualmente; quando na verdade você tem muito mais a ganhar expandindo seus horizontes. Após (mais) uma grande crise pessoal percebi que o que me frustrava era persistir no erro de tentar me adequar a modelos pré-fabricados de vida. Percebi também que todas essas tentativas, no fundo, eram pra agradar/orgulhar outras pessoas, fossem elas pais, familiares, namorada... Por fim, percebi que a única pessoa a quem eu NÃO estava tentando agradar era eu. Mergulhei em mim mesmo, na busca de uma forma de viver que me parecesse fazer sentido. Não demorou muito pra perceber que o ÓBVIO pra mim era cair na estrada e viver (n)o mundo inteiro. Coincidentemente(?) acabei me reaproximando de um amigo de longas datas, e conversando sobre nossas inquietudes descobrimos que tínhamos planos semelhantes. De um ano pra cá viemos amadurecendo a idéia de "zarparmos" juntos. O único pesar, desde então, foi o fim de um lindo namoro de cinco anos, mas que no fundo não caminhava a lugar algum, por causa dessas minhas inquietações. Depois disso vi que todo o medo que impede a maioria das pessoas de sair "por aí" foi embora. Esse medo se chama APEGO. Apego a lugares, pessoas, situações, sentimentos, bens materiais duráveis ou não-duráveis. Depois que se percebe isso, tudo fica tão simples e claro... Enfim, depois de quase um ano sonhando juntos, cogitando possibilidades, esperando meu amigo se formar e juntando grana, decidimos começar a jornada pela Bolívia, rodar a América do Sul por alguns anos, depois voltar a Teresina pra rever pessoas queridas e traçar uma nova rota (quem sabe Ásia ou Europa). A nossa intenção é que a coisa seja auto-sustentável, ou seja, queremos depender o mínimo da grana da poupança. A idéia é passar vários meses num mesmo lugar, absorvendo a cultura local, estudando música e buscando trabalho pra garantir pão e teto (e umas cervejas de vez em quando). Pretendemos levar uma vida simples, sem posses e sem luxo. Sou formado em publicidade (não que eu me orgulhe) e atuo profissionalmente na área do audiovisual, principalmente como editor de vídeo (pra quem conhece, editei o filme AI QUE VIDA). Mas também sei consertar computador, cozinhar, limpar, carregar peso... Só mesmo muita preguiça pra me fazer passar fome. Estamos agora entrando numa etapa mais prática do projeto: AGIR! Como queremos levar uma vida bem musical (e na medida do possível obter algum sustento disso) mas não somos (ainda) músicos profissionais, estamos estudando música e juntando um repertório de violão e flauta transversa. Também estamos fazendo tratamentos médicos, tentando largar o cigarro, cuidando de burocracias e pesquisando. Tudo, enfim, para que em agosto ou setembro de 2010 estejamos entrando no Trem da Morte! Temos em mente que nossos planos provavelmente mudarão conforme O INESPERADO for acontecendo, e é exatamente atrás dele que estamos indo. Pela primeira vez na vida estou conseguindo traçar uma meta pra mim e me dedicar a ela com plena confiança, satisfação e otimismo! Dê no que dê, não tenho dúvidas de que estou fazendo a coisa certa. O principal é cair na estrada, do resto o acaso/destino se encarrega. PS.: _maya: Acho que temos muito o que conversar! Me adiciona no MSN: [email protected]
  49. 1 ponto
    Isso me lembra os dizeres do Garfield sobre comerciais de TV - muito longos para se assistirem, muito curtos para se ir a geladeira pegar alguma coisa. Estes R$ 15000,00 são uma grana boa para se fazer uma viagem, talvez de 6 meses, ou mais ou menos, dependendo do lugar que for. Mas acho que o dinheiro não daria para fazer os 5 anos. Mais recomendável seria que você fizesse esta viagem por etapas - nem que sejam de um mês apenas - até ter visitado todos os destinos que quer, Muitos gringos fazem este tipo de coisa, de passar até um ano fora de casa viajando e depois voltar para trabalhar ou estudar. Mas vamos e convenhamos, nestes países a vida é bem mais fácil que a nossa. Uma vez conversei com uma irlandesa que pediu demissão de seu emprego - trabalhava num banco na irlanda e a irlanda já estava em uma crise braba -, estava viajando há quase 6 meses, tinha mais 1 mês de viagem a fazer ainda e, depois que terminasse ,iria para a Austrália procurar emprego - não tinha visto nada antecipadamente - para voltar a ganhar algum. Se você é um cara dado a aventuras no estrangeiro, eu recomendaria procurar junto a Onu - talvez a Oea também tenha algo similar, ainda mais que quer viajar pela américa latina - programas que este organismo desenvolve em algumas nações. Muitas vezes há vagas interessantes ou próximas de lugares interessantes. Lembro que por volta de 2000 ou 2001, haviam vagas para trabalhar em timor leste. Certa vez, ouvi falar de um navio que faz uma viagem RTW com pessoas de quase todos os países e que faz parte de um projeto que visa mostrar que é possível a convivência humana das mais diferentes culturas. Que é difícil conseguir uma parada dessas, isso tenha certeza, mas se não procurar - e bem - não vai achar nunca.
  50. 1 ponto
    Sou daquelas que guarda o dinheiro no colchão e confiro cada 5 centavos de troco. Não me importo de pagar caro em algo que eu queira muito, mas detesto deixar a torneira pingando e desperdiçando coisas que resultam em menos dinheiro no meu bolso. Minha opinião é de que R$ 15 mil é pouco para uma trip longa, mas é mais que o suficiente para um start em novas perspectivas. Acredito tbm que o meio termo é o mais adequado. Aplica uma parte da grana (10 mil) e com 5 mil vc faz uma viagem bacana por aqui de uns 60 dias. Trabalha mais um pouco, aplica mais um pouco e viaja de novo. No final de 5 anos, se NADA na sua vida melhorar - nem um pouco - e vc continuar na mesma (o que é um cenário ruim), v terá 50 mil aplicados que renderão num CDB uma quantia considerável, uma entrada melhor para sua casa (o que significa um financiamento menor) e, no mínimo, 5 boas viagens e experiências diferentes. Dessa forma, vc terá as viagens, a liquidez pra comprar uma casa e não ficará se culpando por ter sido emocional ou impulsivo e gastar a grana de 2 anos em algo que não deu tão certo qt vc gostaria. A gente mora no Brasil... temos que trabalhar, fazer 50 faculdades pós + mestrados + outras línguas + outras especializações e nos submetermos a salários menores que o que merecemos (na maioria dos casos). Somos capacitados, mas p reconhecimento não vem em forma de $$$. Então, penso que vc deve ser mais cauteloso e agir com prudência.
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