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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 04-03-2019 em todas áreas

  1. 1 ponto
    Oi sou o filipe moro em fortaleza tenho 28 anos comesei a viaja aos 12 isso mesmo aos 12 anos de idade (fugia de casa das acresoes e dos abusos do pai alcoolatra ,mae domestica sempre alzemte) mas vim aqui fala de coisa boa perdoem o portugues orrivel sem acentos ou virgula ( nao se aprende a escrever caminhando na ce dia e noite?) Minhas primeiras viagens foram a praias pomtos turisticos de fortaleza beira mar praia de iracema praia do futuro barra do ceara ali com 12 anos de idade nao tinha medo de nada nem niguem apenas curiosidade queria saber tudo sempre pegava amidade com algum taxista que ficava semtado no calçadao emfremte o restaurante tia nair ate ganhava uma carona santana era tao famoço como o corolla é hoje andava e dormia nas jangadas a beira mar ria do idioma estranho dos turistas que aqui vinham e comtinuam a vim para ser estorquidos enganados e roubados muito me adimirava a cor branca na pele daquele povo na maioria velhos aposemtados uma vez eu estava semtado proximo a pomte dos ingleses ( pomte metalica pra quem nao sabe) quando um grupo de estrangeiros se aproximou e um amigo meu pediu dinheiro e eu o reprendi cara deixa de ser besta esses fi de p... nao sabe o que voce esta falando e o guia do grupo respondeu em alto e claro no mas perfeito portues eu imtendo sim ( foi nesse dia q eu descobri o que era um guia turistico) Descocemtado e esperando um cascudo me retirei dali mas rapido que um rato de praia ( rato de praia ladrao pe de chinelo pega as coisas dos banhistas e sai correndo) Depois de quase morrer de fome no litoral esperano a caridade dos ricos descobri q a serra ficava a 14 km em linha reta em uma das principas avenidas da cidade ai foi so alegria andar reto na avenida general ossorio de paiva na ciclovia ate serra do maranguape la era e é tudo de bom praças limpas festas junina 7 de semtembro plataçao de banana caju manga nos sitios ao redor da cidade subindo a serra rios pra toma banho lava a roupa isso mesmo a roupa so a do corpo hoje vejo esse negocio de protençao uv nas roupas tecidos respiraveis tenis ou uma bota de trekking 400 500 reais no meu tempo era roots de verdade nao tinha moleza nao era avahiana com prego mas é asim mesmo vivi algumas aventuras se voce leu ate aqui obrigado e descupa pela gramatica de segunda serie do eja (ecimo de jovens e adultos) conheci um universitario uma vez ele disse que minha vida dava um bom livro mas nao tenho isso em mente estou querendo me jogar no mundo viver outras historias conheser lugares paises mas nao pra documenta ou paga de ripao viajante nas redes sociais quero é semta nas pedras e ouvi os velhos comtando a historia deles de lugares amores perregues onde eu vou passar e lembra foi esse luga que o coroa passou Galera o texto esta orrivel tenho muitas historias pra comta mas asim nao da com esse meu portugues de nota zero do mec niguem vai imtender nada Me arrependo de nao ter voltado antes pra estrada eu prego o desapego a status grana luxo viva na comtramao desse lixo que te fizeram acredita se voce so quer muchilar blz viaje mas nao volte de cabeça vazia e a memoria do celular cheia de fotos viva de verdade nao seja ipocrita como os que te chamam de louco doido de sair porai sem grana sem comida mas na real em algum momento na vida deles ja semtiram essa vomtade louca de larga tudo e sair pelo mundo Comemte aqui por favor se voce for louco como eu e tem planos de viajar cada camto desse pais. Obrigado
  2. 1 ponto
    E ai galera beleza? Então, acabamos de retornar de nosso "mochilinho" pelo Rio Grande do sul e foi surpreendente. Quando minha esposa me disse que queria fazer um mochilão por Gramado e região confesso que torci o nariz, pois se tratar de uma região reconhecida pelo seu grau de 'careza', ainda mais por se tratar do natal luz. E como eu viajo a mais tempo que ela, sabia que seria um desafio e tanto fazer esta viajem sem estourar completamente o nosso orçamento. Mas no fim deu tudo mais que certo e deu para mochilar legal pela serra. Pois bem, vamos a alguns detalhes que nos ajudaram muito durante a viajem e, deixo como dica para os próximos que irão: -A principal delas é sobre os sites de compra coletiva muito usados na serra gaucha (laçador de ofertas, tchê ofertas...); para que vc realmente tenha um desconto real em sua compra vc precisa 'deixar' que o site lhe mande ofertas... Pois estas sim valerão muito a pena. -Compre suas passagens e hospedagem com antecedência. -Fujam do bustour e dos tranfer. durante este relato explicarei os motivos destas recomendações. 1° Dia- Porto Alegre (24/11/2018) Nós somos de uma cidadezinha no interior de São Paulo Chamada Tambaú, então no dia anterior tinhamos pegado um ônibus até a capital para ficarmos na casa de nossos padrinhos para no dia 24 seguirmos viajem. Pegamos nosso voo para Poa em congonhas, fomos de Latam, pagamos $641,70 + $98 de bagagem (2 pessoas), saímos de CGH por volta das 07:30hs, e chegamos a POA as 09:00hs... Estava chovendo em Porto Alegre e, com o aeroporto em obras, tivemos dificuldades para encontrar a entrada do aeromóvel que nos levaria até o metro... Por fim encontramos e pegamos sentido a rodoviária ($3,30 p/p)... Chegando na rodoviária já procuramos o guichê da empresa Unesul para comprar as passagens do dia seguinte para Bento Gonçalves. Estava chovendo muito, e foi um sacrifício para chegarmos a pé até o hostelRock, ($76 quaro duplo com banheiro compartilhado), ainda mais pq o GPS resolveu nos trollar nos mandando para o lado errado😵. O hostel é bem ok não tem nada de demais mas é bom para quem pretende passar poucos dias em Porto Alegre... E como nós só iriamos ficar 1 foi mais que suficiente. Como estava chovendo muito não pudemos sair de imediato então ficamos no hostel por um tempo e depois fomos para o shopping total ver um filme($12 p/p), pois ficar trancados dentro de um quarto não é muito nossa praia. Quando acabou o filme vimos que a chuva tinha dado uma trégua, resolvemos seguir a pé para explorar a cidade... Como já estava tarde as atrações já estavam fechadas mas mesmo assim fomos dar uma conferida😁... Depois disso fomos experimentar o famoso lanche de coração de frango de lá, (não é ruim, mas também não é a maravilha que falam, é bem normalzinho), e em seguida pegamos um uber($8,31), pois a região central de Poa a noite não inspira grande segurança, e fomos descansar pois acordaremos cedo no dia seguinte para viajar para Bento. Shopping Total Poetas da praça casa de cultura Mario Quintana O tal lanche com coração de frango (preços na comanda👍) 2° dia: Bento Gonçalves (25/11/2018). Antes de continuar vale deixar um comentario/ sugestão para se chegar a Bento, se vc é como eu que não pretende alugar carro, nem pagar um transfer caríssimo, o melhor jeito é ir de ônibus. E para que vc não perca muito tempo e dinheiro o melhor é deixar para fazer Bento antes, ou depois de Gramado. Por exemplo nós escolhemos ir antes então o nosso roteiro ficou: Poa- Bento-Gramado... Mas pode ser feito ao contrário. Pois ambas as rotas passarão por Caxias do Sul. Continuando... Acordamos por volta das 3:30hs para pegar nosso ônibus para Bento as 5hs. Foi recomendado para não ir a pé para rodoviária de madrugada então, pedimos um uber ($16,78) e pegamos nosso ônibus da UNESUL para Bento ($71,20 p/2)... Dois detalhes: O 1° é que sai apenas um bilhete para as duas passagens; e o 2° É que o ônibus é o que vai para Carazinho, então é bom se informar na plataforma. A viagem foi tranquila deu para dormir legal🤤😴, chegamos a Bento por volta das 8hs. Como estávamos de Mochila pedimos para guardar na rodoviária ($7 p/mochila)... Dica importante LEVEM DINHEIRO EM ESPÉCIE. Em seguida fomos a pé para a nossa 1° vinícola: Aurora. Como ela fica na área urbana da cidade pudemos ir aproveitando um pouco do que a cidade tinha para oferecer... Inclusive a famosa fonte de vinho. Fonte de vinho A cidade é extremamente limpa! Até nas lixeiras tem plantinhas. A cidade em si é uma graça. Chegamos a Vinícola Aurora, por volta das 9:45hs, esperamos alguns minutos para o tour (grátis). É um passeio mais técnico, contando sobre a elaboração dos vinhos e no final é feita a degustação, que se divide em: secos, suaves, licoroso e azeite, e suco. Saindo da Aurora, fomos caminhando até o Pórtico Pipa, e da lá pegamos um Uber (R$10,71) até a Via Trento, onde visitamos outras Vinícolas: Casa Valduga e Dom Cândido. O tour na Casa Valduga é R$40 por pessoa e ganha uma taça, a degustação é feita de uma maneira diferente e bem descontraída durante o passeio🤩. Na Dom Cândido, resolvemos não fazer o tour completo, só a degustação (R$35 por pessoa), a essa altura já estávamos meio alterados😅🤪😵. Depois fomos almoçar em no Vinhas do Vale, também na Via Trento, onde comemos um Sanduíche Talian (R$18) e um Sanduíche Gourmet (R$28), super indicamos é fenomenal😋👍. Após o almoço fizemos uma caminhada até o a capela de N.S. das Neves... Onde pedimos um uber para voltar a rodoviária, porém ninguém aceitou o chamado🤬, então tivemos que chamar um táxi ($35)😱😡 pois já era tarde, estávamos cansados, e tínhamos que pegar o ônibus para Caxias do Sul. Chegando na rodoviária fomos comprar as passagens e para nossa surpresa não aceitavam cartões. Então acabamos perdendo o ônibus que queríamos pegar e só pudemos ir no próximo das 17:16hs. A empresa que faz o trajeto Bento x Caxias é a OZELAME ($13). Chegamos em Caxias e pegamos um ônibus da CITRAL ($17,75) para Gramado as 19hs... e adivinha também não aceitavam cartões lá. Por fim chegamos a Gramado. Mas admitimos que devíamos ter deixado mais tempo para Bento pois a cidade tem MUITA coisa a oferecer. 3°Dia: Gramado (26/11/2018) Chegamos em Gramado no dia anterior à noite como estávamos cansados resolvemos ir direto para a casa que alugamos pelo Airbnb (119,46 p/dia)... Foi fantástico só tenho elogios para a nossa host Yra e sua acomodação.🤩😍👍🏿 Acordamos um pouco mais tarde e seguimos direto para o centro pois estávamos com fome e queríamos muito experimentar as famosas cucas e os pãezinhos da casa do colono... E vou te dizer falar que é uma delícia é POUCO!😋😋 Depois fomos dar uma volta a pé pela Borges de Medeiros para nos situar, aproveitamos para comer pela 1° vez o royal trudel 😋 ... Logo após demos uma passadinha rápida em casa e já voltamos para ver o show de acendimento, afinal era o NATAL LUZ! Loja crie seu amigo: é uma graça, mas se vc estiver com crianças e pouco dinheiro não entre. Rua coberta Não voltem sem experimentar. É MUUUUITO gostoso! Voltamos para ver o show de acendimento... Simplesmente lindo!🤩🤩 Em seguida fomos provar nossa primeira sequencia de fondue no Alpine la Table, que no geral acabou sendo o que mais gostamos. Palácio dos festivais a noite para o show de acendimento Estava delicioso compramos pelo laçador de ofertas (89,90 p/2) e ainda ganhamos uma garrafa de vinho🍷😋😋 4°dia: Gramado (27/11/2018) Levantamos dispostos neste dia com a intenção de ir a pé até o lago negro... Porém fomos novamente trolados pelo GPS😖 e acabamos indo parar na "periferia" de Gramado... e tenho que dizer também é um charme🤗. E acabamos sendo ' socorridos' pelo dono de um hostel (hostel doce amor), que foi super simpatico e nos deixou esperar por um uber lá, e ainda nos deu algumas dicas sobre a cidade.👍 Por fim chegamos ao lago negro... Pensa em um lugar bonito, aconchegante, com uma vibe muito boa... ADORAMOS! Fizemos até um piquenique lá.🥪😋 Saindo do parque do Lago Negro tem uma feirinha de artesanato demos uma boa olhada, e voltamos para o centro para conhecer o mini mundo. Chegando no mini mundo, demos muita sorte pois não pegamos as enormes filas que normalmente tem lá. Logo que entramos ficamos abismados com o tamanho do lugar, é bem maior do que pensamos, esperamos um pouco e fizemos o tour guiado pelo lugar... A riqueza nos detalhes nos encantou cheio de curiosidades e fatos históricos; (inclusive na parede tem replicas em alto relevo para que os deficientes visuais possam sentir,e eles ainda disseram que existem algumas obras em escala menor para que eles possam pegar na mão, super top👍), o lugar vale a pena a visita. Gramado é uma cidade encantadora, por isso, por querer ver cada detalhe nós ficamos muito tempo em cada lugar onde passamos.... E valeu muito a pena, pois queriamos curtir a cidade sem pressa.😎😊 Fomos jantar mais cedo neste dia pq decidimos ver o show de acendimento novamente😅, (dica importante aqui: se vc tem a intenção de ver o acendimento e depois ir jantar É MELHOR CORRER, por que os restaurantes ficam lotados depois disso, o melhor jeito que encontramos foi: ou ir antes, ou pelo menos uma hora e meia depois... Se vc não for ver o acendimento pode ir no horário do show que o restaurante vai estar vazio). Jantamos uma sequencia de pastel no Chalé do Pastel ( ) MUITO BOM! A principio pelo tamanho achei que nunca iria encher🤣😂, mas por fim acabou sendo perfeito pq assim pudemos aproveitar todos os sabores. E o chopp que eles servem lá é divino.👍 Logo após o acendimento fomos para a lugano experimentar o chocolate quente de lá e, o chopp também. Ambos são perfeitos e valem muito a pena conferir!🍺☕ Depois disso fomos para casa descansar. Parque do lago negro Um pedaço do mini mundo Palácio dos festivais aceso e com neve no show de acendimento. Rua Coberta à noite após o show de acendimento Chocolate Lugano e suas cadeiras gigantes. 5⁰ dia: Gramado e Canela (28/11/2018) Acordamos cedo e já fomos até o centro para pegar o famoso Bustur de Gramado, e tenho que confessar FOI UMA TREMENDA DECEÇÃO! 😞😖 O ônibus não é ruim, mas se perde MUITO tempo no deslocamento entre um ponto e outro. E se vc for como nós, que gosta de maximizar seu tempo, eu realmente não aconselho este ônibus. VÁ DE TRANSPORTE PÚBLICO! É mais rápido, barato e vantajoso. Continuando... Pegamos o Bustur no centro de Gramado e fomos em sentido Canela pois queríamos conhecer a cidade... Quando chegamos em Canela, (depois de uma eternidade, pq esse ônibus para em tudo quanto é hotel, e quando chega em uma atração fica uns 10 minutos parado😠 ... vai calculando o tempo que perdemos), fomos direto para a catedral de Pedra, ela é linda! Vale muito a visita, adoramos.👍🏿 Mas já estávamos em cima da hora para o almoço, pois queríamos almoçar "Na Mina" e depois de uma eternidade em cima do Bustur descobrimos que ele não parava onde queríamos almoçar😡... Por fim acabamos indo neste ônibus até o " Cristais Gramado" onde literalmente abandonamos ele. Detalhe importante já era por volta das 14 horas quando chegamos aos Cristais. Perdemos uma manhã inteira nesse busão 😥. Sobre o Cristais, vale a pena a visita. Eles mostram como são feitas as peças e tudo mais é bem legalzinho... De lá da para ir andando até o pórtico normando de Gramado... Como começou a chover não deu para tirar fotos😥... E o Le jardim também é bem perto da para ir de busão (coletivo).👍🏿 Voltamos para o centro com a van da própria Cristais, (Já ia esquecendo de falar, eles fazem o tranfer do centro até lá DE GRAÇA, e a volta também é free👍🏿🤩), e fomos finalmente fomos almoçar. Depois fomos provar o famoso chocolate na "velha bruxa" que é MARAVILHOSO A noite fomos até a rodoviária para pegar o busão (coletivo) para Canela, pq queríamos jantar na pizzaria "toca da bruxa" ($50 p/p)... O lugar é incrível adoramos cada detalhe a pizza é muito boa e de quebra ainda da para ver o show de luzes na Catedral de Pedra... ADORAMOS!🤩🤩 Por fim voltamos para Gramado para descansar. 6° dia: Canela (29/11/2018) Acordamos cedo e dispostos a fazer o caminho até Canela a pé. Pq queriamos aproveitar tudo o que tinha pelo caminho. Então pegamos a avenida das Hortencias e fomos passeando de vagar para não perder nada do que queriamos... Foi super legal pois tem muitas coisas pelo caminh, não vou descrever uma a uma para não me estender demais mas para se ter uma noção nós passamos pelo mirante Belvedere (não é nada demais), pela fabrica da Prawer, Caracol, Florybal, mundo a vapor, e por ai vai. (Nota importante: nós não fizemos os três museus mais vendidos; o museu de cera, hollywood dream cars, e o super carros... Simplesmente pq não nos atraiu. mas para quem gosta tbm fica na Av. das Hortências... Passamos em frente mas não paramos.) Chegando em Canela paramos para almoçar e depois demos uma volta com calma pela cidade... Com direito a pausa para o sorvete. Depois disso voltamos para Gramado para tomar um banho e voltar a noite para canela para ver a chegada do papai noel na catedral de Pedra. Voltamos a noite para ver o espetaculo e posso afirmar com toda a certeza.... É MARAVILHOSO!!!! Nem vou tentar descrever pq não tem jeito... só indo! Muito bonito mesmo! Todo feito pelo próprio pessoal da cidade, desde as interpretações até a confecção das roupas, com as crianças das escolas no coral... Olha é EMOCIONANTE! Depois voltamos a Gramado e fomos jantar no Armazém da Lolo, lemos muitos cometários positivos de lá mas infelizmente quando fomos não gostamos do que nos foi servido. Depois disso fomos descansar. 7⁰ dia: Gramado (30/11/2018) Após ponderar um pouco na noite anterior, resolvemos não perder os voucher para almoçar na "a mina", e conhecer o parque tomasini. Já acordamos tarde por conta da MARAVILHOSA noite anterior... Como amanheceu chovendo ficamos novamente receosos mas, resolvemos ir mesmo assim... Então chamamos um uber e partimos...(detalhe importante: Não pega celular lá então tem que pedir o Wifi caso vc queira voltar de uber). Vou confessar FOI MAIS UMA GRATA SURPRESA!😋🍷 O restaurante na verdade se chama carazal, e é uma gracinha, bem no estilo 'hotel fazenda', a comida é muito boa e farta, a vontade, tem música ao vivo (eles pedem uma contribuição, mas não é obrigado a pagar... nós pagamos 😉), refri ou suco a vontade, só é cobrado "por fora" bebidas alcoólicas. Depois de um almoço extremamente agradável fomos conhecer a tal MINA.. O passeio é bem legalzinho... É uma réplica de uma mina muito bem feita onde vc pode apreciar, e conhecer sobre muitos tipos diferentes de pedras e cristais e no final tem uma lojinha (quem diria 😅), mas é bem interessante o passeio. Vale lembrar que dentro deste parque tem tirolesa, kart, e muitas outras atividades.. Depois pedimos um uber para voltar ao centro de Gramado, o melhor uber da viagem😁👍, até se ofereceu para tirar foto para gente no pórtico da cidade e nos deu detalhes de como é de fato viver em Gramado.
  3. 1 ponto
    Realizei a ascensão a este vulcão em Outubro de 2012, durante uma viagem que incluiu o Norte do Chile e o Noroeste da Argentina. Dias 18 e 19/10/2012 Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa O Licancabur é uma montanha muito alta (5930 m.s.n.m), mas o local seco de sua localização faz com que quase não tenha neve. Para subí-la é necessário pernoitar no abrigo de alta montanha da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa (4340 m.s.n.m), poucos quilômetros após a fronteira do Chile com a Bolívia. É possível obter um guia local no próprio abrigo ou contratar uma excursão em San Pedro de Atacama. A segunda opção chega a ser algumas vezes mais cara, porém normalmente inclui toda a logística a partir do Chile. Optei pela primeira opção, e para maiores detalhes sobre o deslocamento até a reserva, segue o link do relato completo de minha viagem por Chile e Argentina, com os principais valores. http://www.mochileiros.com/santiago-atacama-vulcao-licancabur-jujuy-quebrada-de-humahuaca-salta-mendoza-t75972.html#p780225 Cheguei à reserva cerca de 10:30 da manhã vindo de San Pedro de Atacama. Perguntei por Macario, guia que me fora recomendado em minhas pesquisas, porém o funcionário da reserva disse que ele não estava mais por lá. Havia um outro guia, de nome Ruben, que fica no abrigo e realiza as ascensões guiadas. Perguntei por ele no abrigo, mas soube que chegaria apenas no fim da tarde. Aproveitei a oportunidade para fazer uma caminhada de aclimatação ao longo da Laguna Blanca, saindo às 11:00 horas e retornando após as 15:00. Com o Sol a pino e nenhuma nuvem no céu, fazia até um pouco de calor. Passei por um pequeno grupo de casas na margem da laguna, seguindo no começo a trilha dos jipes, e depois caminhando pelo solo quebradiço da margem até o ponto onde os jipes das excursões se reúnem sobre um pequeno morro. Regressei pelo mesmo caminho, margeando o lago. Laguna Blanca Povoado próximo à margem da Laguna Blanca. Licancabur ao fundo. Encontrei Ruben no abrigo e acertamos os detalhes da ascensão. O valor cobrado foi CLP 75.000,00 incluindo o transporte em sua caminhonete até a base da montanha. Não haviam mais hóspedes no abrigo, apenas uma senhora boliviana e um rapaz que fica na recepção. Após um jantar preparado pela senhora boliviana (sopa de legumes e macarrão), fui ao quarto organizar o equipamento. Utilizei botas de couro impermeáveis (simples), uma calça térmica por baixo da calça de caminhada, uma blusa térmica fina e uma blusa de lã por baixo de um casaco impermeável, luvas e meias térmicas. Depois de separar tudo, deitei para dormir cedo, antes das 21:00 horas. A madrugada Despertei às 2:00 horas da manhã, 1:00 da manhã no horário boliviano. Não percebi a mudança de fuso quando cruzei a fronteira, o que me fez esperar um pouco. Coloquei uma lanterna de cabeça e vaguei pelos cômodos escuros do abrigo; sentei em um sofá e fiquei contemplando as sombras que a lanterna projetava nas paredes de pedra. Após muitos minutos, Ruben apareceu e me convidou para tomar um mate. Saímos em sua velha caminhonete e rodamos por alguns quilômetros pelas trilhas da planície irregular que leva até a base do vulcão. O veículo esquentou e começou a fazer barulhos com o vazamento do líquido do radiador. A mangueira do fluido estava com buracos, remendada porém ainda vazando. Ruben colocou água de uma garrafa que estava na parte de fora, e seguimos. Paramos mais umas duas vezes pelo mesmo motivo, até que o líquido reserva acabou. Mantive uma garrafa de dois litros para a subida, e fizemos a aproximação até a base caminhando cerca de dois quilômetros, passando por umas colinas de areia e pedra que não exigiram muito esforço. Gradualmente, as colinas acentuaram-se até transformarem-se em vias íngremes. O frio desapareceu em poucos minutos e o silêncio dominou o caminhar, quebrado apenas por minha respiração um pouco ofegante e pelo ruído da areia sob as botas. Não ventava - o ar estava parado. Acima, o céu mais limpo que já pude contemplar revelava todas as estrelas que podiam ser vistas no hemisfério sul. A lua estava crescente, uma linha fina que não iluminava. Às vezes parava e olhava para trás, para leste, procurando algum sinal do Sol aproximando-se. Nada ainda, o dia estava longe. Ao norte via uma fraca luminescência: eram as lagunas Blanca e Verde que refletiam as estrelas. Concentrei-me na subida, tentando aproveitar cada esforço. Era difícil pisar aquele terreno, que cedia alguns centímetros a cada passo, aumentando a taxa de cansaço paga por cada metro. Aprendi a pisar nas rochas maiores, e assim o terreno cedia menos. Paramos para descansar um pouco; tomei alguns goles d’água e masquei uma barra de cereal. Ruben tomou uma cerveja que trouxe na mochila e me ofereceu; agradeci e recusei, não queria relaxar daquela forma antes de chegar ao cume. O cume Quando o Sol começou a mostrar as cores do céu atrás de nós, eu apenas pisava e respirava, determinado a não desistir apesar do cansaço crescente. Essa postura pode ser perigosa neste terreno hostil, mas eu via uma espécie de necessidade em completar a subida. A presença do guia me tranquilizava um pouco, me permitindo ir um pouco além dos limites que normalmente colocaria para meu esforço. Ruben emprestou-me seus bastões de caminhada, que carregava na mochila e que não usaria. Segui com eles o restante do dia, e embora não havia utilizado o equipamento antes, logo percebi a vantagem de ter quatro apoios em um terreno tão instável. Nas próximas horas, o terreno acentuou-se, e agora caminhava em direção a uma série de cumes falsos que encobriam o cume verdadeiro. Como subia lentamente, o esforço não era intenso demais, porém prolongava-se por um tempo que parecia interminável, à medida que os falsos cumes eram atingidos e revelavam uma enorme distância ainda a percorrer. A via que utilizamos não revelou o cume verdadeiro até estarmos muito próximos. Quando já era possível avistá-lo, Ruben adiantou-se para descer e pegar água sob o gelo do lago da cratera. Concluí sozinho a última meia hora de subida. Já estava bastante cansado, mas contente com a proximidade do objetivo. Via então o mastro de madeira colocado para sinalizar o ponto mais alto, e descuidando um pouco de meus limites, caminhei as últimas centenas de metros em um ritmo para o qual não estava preparado o suficiente. Faltando uns 70 metros para chegar ao mastro, senti enjoo e botei para fora o pouco que tinha ingerido na subida. Parte disso foi devido à altitude e ao cansaço, parte devido à janta da noite anterior, que não me caiu muito bem. Passei alguns instantes me recuperando, e então voltei a caminhar, atingindo o topo vazio. Olhei em volta e não havia nenhuma umidade no ar para obstruir a visão. Ao norte, as altas montanhas da Bolívia preenchiam o horizonte. Antes delas, bem abaixo, as lagunas refletiam o Sol com suas cores únicas. Eram cerca de 10:20 da manhã, e o dia já havia atingido o ápice de sua luminosidade. Ao sul pude ver a enorme cratera, estendendo-se por centenas de metros de largura, e muito abaixo, o lago congelado que existe em seu fundo. Era uma grande caminhada descer até lá e voltar, e dada minhas condições, decidi permanecer no cume. Em pouco tempo voltei a sentir um pouco de frio, que era amenizado pelo sol absorvido pelas roupas escuras. Lagunas Blanca e Verde, muito abaixo Montanhas da Bolívia Lago congelado no fundo da cratera. Ao fundo, a região do Atacama A descida O guia me chamou de longe, já muito abaixo, na face sudeste da montanha. Iríamos descer por uma outra via, repleta de placas de gelo, porém diretamente até a base do vulcão. Ruben não conseguiu quebrar o gelo da cratera para pegar água, então voltou com um pouco de neve dentro de uma garrafa. Encontrei muita dificuldade em descer pelas placas de gelo, que eram irregulares e tinham buracos e frestas onde se podia apoiar a bota. Os bastões facilitavam o equilíbrio, mas às vezes o gelo rompia, fazendo-me cair sentado. A descida por ali pode representar algum risco nestas condições, e Ruben decidiu alterar a rota, fazendo um caminho um pouco mais longo para desviar do gelo. Desci muito devagar por horas, beirando à exaustão. Não sentia as dores de cabeça próprias do soroche, porém ainda tinha um pouco de enjoo, e não quis forçar-me a um ritmo mais forte. Ruben avançava até sumir da vista, mas o caminho dali já era óbvio e segui sem alterar minha velocidade. O solo de areia e pedras misturadas era o maior desafio. Toda pisada fazia o solo ceder, e um descuido maior provocava uma avalanche e um tombo considerável. As pedras estavam sempre tão soltas na areia que não me machuquei nem um pouco nos muitos tombos que contei durante a descida. Com o tempo acostumei-me, e passei a descer quase esquiando as dunas, utilizando os bastões para equilibrar as passadas. O Sol agora me fervia dentro da jaqueta, e tive que tirar as blusas que levava, ficando apenas com uma camiseta sob a jaqueta. Quando estávamos na metade da descida, Ruben esperou para me avisar que seguiria na frente até a caminhonete para trazê-la mais perto da base do vulcão. Continuei descendo sozinho em meu ritmo, já exausto, parando apenas umas poucas vezes para beber água. A descida ficou mais fácil quando cheguei a uma espécie de trilha nas areias, que descia em zigue-zague até um platô de onde eram visíveis as ruínas incas da base do vulcão. Segui sem me deter, e em mais 40 minutos estava na borda do platô, já avistando Ruben e a caminhonete, muitos metros abaixo. Fiz um caminho descendo através de pedras mais firmes da encosta, passando por alguma vegetação rala e musgos verdes que pareciam corais. Cheguei ao veículo por volta de 15:00 horas. Rodamos até a Laguna Blanca, onde coletamos água para o tanque do radiador. Após isso, voltamos chacoalhando até o abrigo. Com o atraso na descida, não pude chegar a tempo de tomar um dos últimos transportes até San Pedro. Combinei mais uma noite no abrigo e dormi até a manhã seguinte. Acordei às 7:00 horas e, após colocar tudo na mochila, aguardei no lado de fora a chegada de algum jipe que ia até a fronteira com o Chile. Consegui um transporte cerca de 9:00 horas, e pouco depois fazia a migração na aduana.
  4. 1 ponto
    Estou querendo juntar pessoas do bem, parceiras e dispostas a mochilar para curtir e explorar a cultura local e os pontos turisticos, destas cidades (durante 20 dias no mínimo, aberto para decidir entre os meses de abril até junho 19, baixa temporada). Estou disposto a ajudar nos custos, rachar na hospedagem, e tenho dicas e disposição tbm para ganhar $$$ para custear, ou diminuir os custos da viagem para quem estiver precisando, e tbm aberto a combinar um roteiro alternativo, mas englobando Sul do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai De inicio, pensei, ir pra Foz do Iguaçu e depois, por dentro do Paraguai pegar Encarnacion, Posadas ARG, Rosario ARG, Buenos Aires, Montevideo Uruguai etc Ou ao contrario, Ir primeiro pra Buenos Aires ou Montevideo, depois Rosário, Posadas Argentina, Encarnacion, Cidade Del leste ( compras, se for o caso), Foz do Iguaçu e voltar pra casa. Este é o roteiro que pesquisei e estou preparando, pq sao cidades no caminho da outra, interessantes e não sao caras BORA MOCHILAR GALERA!!! Me add, (61) 9 8349-5046 whats ( tenho telegram tbm so avisar que add lá tbm). Muita luz, saúde, prosperidade e paz para todos!
  5. 1 ponto
    Nenhuma barraca aguenta 100% um alagamento pelas laterais, é barraca, não barco, rs. Muitas barracas possuem costura selada, mas com o tempo ela mesmo se degrada, os furos da costura se alargam, etc., que acabam deixando passar água. O certo é escolher locais onde o risco de alagamento é mínimo, e se certificar que a lona está bem armada. O objetivo é que a lona não tenha contato com o "quartinho" e assim, a condensação não ocorra. No caso da Zeus, é bem possível que acumule água dentro do avanço, mas se a lona estiver bem esticada, acredito que o quarto fica seco. A mor realmente produz barracas de baixíssimo nível. Ou pode ir para uma marca mais conceituada (uma quechua por exemplo)
  6. 1 ponto
    Nem sempre, as vezes se encontra mais barato nesses sites de pesquisa de viagem. Porém basta fazer a mesma pesquisa, no Decolar e na comapnhia aerea, para ver. O problema da Decolar é que, se tiver qualquer problema relacioando a passagem, não dá pra contactar diretamente a cia aerea, deve ser com a Decolar e eles vão contactar a cia.
  7. 1 ponto
    Adoraria conhecer a Fiesta de Los Muertos.... Vou verificar essa data. Se eu tiver 'free' com certeza abraço a causa ... ;)
  8. 1 ponto
    E então galera, beleza? De começo já vou informar que essa viagem foi realizada em Junho de 2017. SIM, 2017! Porém fiquei de fazer o relato e sempre enrolava, enrolava e agora estou com tempo e consigo fazer .. a viagem foi tão f*d que até hoje eu não consigo esquecer NENHUMA parte dela e vou passar minha experiência para todos vocês! (exceto a maioria dos gastos L) A minha viagem foi inspirada no relato do @RodrigoVix, com algumas alterações .. desde já agradeço @rodrigovix, seu relato foi inspirador e espero conseguir passar para outras pessoas também a minha experiência e dicas. ROTEIRO Rota “famosinha” aqui no site, fiz o mochilão entre 3 países, iniciando em Santa Cruz de La Sierra (BOLÍVIA), logo depois Atacama (CHILE), Peru e depois voltando à Bolívia. Tem pessoas que preferem o inverso, porém, pesquisando prós e contras, preferi dessa forma e foi TOP! 13/05 - Rio de Janeiro x São Paulo x Santa Cruz de La Sierra x Sucre 14/05 - Sucre x Uyuni 14/05, 15/05 e 16/05 – Salar de Uyuni 17/05, 18/05 e 19/05 – Atacama 20/05 – Atacama x Arica x Tacna 21/05 – Tacna x Arequipa 22/05 – Arequipa 23/05 – Arequipa x Ica x Huacachina 24/05 / Huacachina x Ica x Cusco 25/05, 26/07 – Cusco 27/05 – Cusco x Águas Calientes 28/05 – Águas Calientes 29/05 – Águas Calientes x Cusco x Puno 31/05 – Puno x Copacabana 01/06 – Copacabana 02/06 – Copacabana x La Paz 03/06 – La Paz 04/06 – La Paz x Santa Cruz de La Sierra x São Paulo x Rio de Janeiro O QUE LEVEI ? Fui com uma mochila de 45L qualquer, deu bastante coisa galera! Levei também uma mochila pequena, que serviu para usar em passeios rápidos, etc. (INDICO) Não lembro o número exato de camisas, tênis, etc. Mas levei o suficiente! Tente levar o máximo possível, NÃO ESQUEÇA CASACO (de preferência impermeável)! Antes de ir passei na farmácia e comprei MUITO REMÉDIO, e usei apenas 1, sério, gastei mais de R$ 100,00 em remédios, etc e usei nem 10%. Porém compraria novamente, uma viagem dessas pode haver diversos acontecimentos e se precisasse de algum remédio, já estaria na mão. Levei também uma pasta que serviu para guardar todos os meus documentos (Cartões de embarque, ingressos Machu picchu + huayna, cartão internacional de vacinação, seguro viagem e serviu para guardar todos os papéis de imigrações, entre outras coisas) .. INDISPENSÁVEL! PREPARATIVOS PARA A VIAGEM Bem, era +/- janeiro daquele ano, minhas férias estavam marcadas para maio e a meta seria viajar .. logo depois me questionei .. “viajar pra onde?”, “sozinho?” . Foi aí que eu comecei a procurar destinos na América do Sul .. encontrei um lugar chamado PUCÓN, fica no Chile, MEU DEUS! TOP DEMAIS! Decidi que iria para Pucón, comecei a ver passagens, relatos de viagens, entre outras coisas e tinha decido: VOU SOZINHO MERMO! Até que .. conversando com o Pietro, um amigo do trabalho, vi que ele iria tirar férias na mesma época e decidimos juntar idéias e mochilar juntos .. Falei de Pucon para ele e ele curtiu, mas vi que não levou muita fé .. depois de um tempo ele veio com papo de ROTA DAS EMOÇÕES, no nordeste .. NÃO! QUERIA IR PARA A AMÉRICA DO SUL, ele tentou ainda me enviar orçamentos, entre outras coisas, prontamente negado, estava centrado em mochilar .. hahahaha Até que navegando pelo mochileiros, vi o relato do @rodrigovix, sobre a viagem Bolívia x Chile x Peru, foi amor à primeira vista por esse roteiro, logo mostrei para o Pietro e ele curtiu a idéia, estava aí a viagem marcada e destino definido. Fizemos que nem o Rodrigo e garantimos somente algumas coisas antecipadas: · Passagens aéreas BRASIL X BOLÍVIA X BRASIL (R$ 1.119,00) e Santa Cruz de La Sierra x Sucre ($ 30) · Seguro Viagem Assist-Med 24 dias (peguei com um desconto de 30% na época) – R$ 189,71 · Machu Picchu + Huayna – +/- $90 · Ônibus Sucre x Uyuni - $15 O resto foi na marra e ficaria para acertar na hora mesmo! (melhor coisa que fizemos) Sobre o cartão de vacinação: Como na época teve surto de febre amarela aqui no Rio de Janeiro, foi HORRÍVEL de conseguir uma vaga, eu consegui a ÚLTIMA vacina do dia que eu fui (tinha sido a 3ª tentativa), isso mostrando passagem comprada, entre outras coisas. Pietro não teve essa sorte, tentou tomar e não conseguiu, FOI NA CARA E NA CORAGEM SEM O CERTIFICADO e deu sorte, não pediram em nenhum momento.
  9. 1 ponto
    Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino "O monumento mais alto da Argentina foi erguido em homenagem ao general Roca, que no século XIX exterminou os índios da Patagônia." O paradoxo andante, Eduardo Galeano Eu estava dormindo, mas o Matheus disse que no caminho entre Ushuaia/Rio Grande nevou bastante. Queria ter visto, mas o sono me venceu. Acordei para dar entrada em território chileno e voltei a dormir. Fui acordar em definitivo próximo ao Estreito de Magalhães, o céu tava todo aberto e não havia sinal de chuva, muito menos de neve. A travessia pelo estreito não teve a mesma magia que da primeira vez. Entretanto, o céu estava mais bonito nesse dia. Foto 12.1 - Novamente, o Estreito de Magalhães Foto 12.2 - O caminhão adentrando a Terra do Fogo A viagem seguiu. Passamos pela aduana e voltamos para a Argentina. No fim de tarde, chegamos em Rio Gallegos. Descemos na rodoviária, saímos pra comer alguma coisa. Logo voltamos e entramos no ônibus com destino El Calafate. Agora cortávamos a Ruta 40. A viagem estava tranquila até sermos parados pela fiscalização policial. Os policiais entraram no ônibus, pediam os documentos e com isso: eu, Matheus, e mais três pessoas fomos "convidados" a descer do ônibus para revistarem nossas mochilas. Levaram-nos para uma salinha com mais uns seis policiais. As outras pessoas foram levadas para salas diferentes. Primeiro revistaram nossas mochilas. Eu só pedia para os céus para não serem policiais corruptos. Puta trampo que é ajeitar a mochila e agora tava todas nossas coisas jogadas na mesa. A inspeção continuava. O policial chamou a atenção para a quantidade de condimentos que levávamos conosco, perguntou por que de tudo aquilo, eu disse "Cozinhamos mal, ai usamos pimenta pra disfarçar o sabor" (risos). Pela primeira vez, os policias esboçaram uma amistosidade, até disseram que uma de nossas panelas era muito ruim. Chegou a hora da revista pessoal. Descobriram o dinheiro que carregava comigo espalhado pelo corpo. Tudo o que eu tinha estava na mão do policial. Era a hora de saber se eu iria me foder ou não. Congelei. O policial juntou todo o dinheiro e me devolveu. Ufa! Depois foi a vez do Matheus, quando tiraram o dinheiro dele (para a revista) pediram para ele ficar olhando para depois não achar que pegaram algo, achei legal isso. Ainda sim, depois de toda a revista, ficamos mais um tempo esperando, enquanto eles decidiam sobre nós. Creio que tudo durou mais ou menos uma hora. Foi muito tempo. Quando o policial me devolveu o passaporte, um alívio tomou conta de mim. A viagem seguiu tranquila até El Calafate. Chegamos era mais de uma hora da manhã. Estávamos sem internet, o Matheus pediu o celular emprestado para uma pessoa e conseguimos avisar a Cláudia que havíamos chegado. Ela veio nos buscar na rodoviária. Seguimos para a casa dela. Ela aprontou um mate. Conversamos muito pouco com ela nessa madrugada, ela tinha que trabalhar cedinho no mesmo dia. Depois de terminar o mate, eu capotei. El Calafate é uma pequena cidade com pouco mais de 20 mil habitantes, situada no extremo sul da parte continental da América do Sul. Seu nome é devido ao fruto típico de sua região, o Calafate, que é utilizado na confecção de doces. A cidade abriga dois dos principais pontos turísticos da Argentina: O Lago Argentino e o Glaciar Perito Moreno. Acordamos para o café da manhã. Agora com mais calma conversamos com a Cláudia. O Matheus havia conseguido o contato dela através do seu amigo Federico, que é um argentino que passou um tempo em Jericoacoara no hostel que ele trabalhava. Então, a conversa seguia entorno do Federico. Eu não conhecia-o, pouco falei. Pouco depois, ela seguiu para o trabalho. Cláudia é uma doçura de mulher, trabalha como pedagoga e gosta muita de música. Veio para El Calafate junto com o ex marido logo após o casamento, para fugir da falta de emprego que o norte do país enfrentava e tentar a vida no rico sul. Depois de todos os dias de abstinência musical, onde apenas ouvia música se tivesse tocando no ambiente em que eu estava. Resolvi usar o rádio da casa e, com o volume no máximo, ouvi as músicas que tinha vontade de ouvir. Devo ter colocado umas cem vezes pra tocar a música S.O.S. do Raul Seixas e outras cem vezes Entretanto com a Martnália e o Moska. Fiquei bastante pensativo nesse momento. Pela memória refiz toda a viagem e senti o quanto havíamos tido sorte até então. Uma decisão nasceu dentro de mim nesse momento. Saímos rumo a rodoviária. O entorno da casa da Cláudia é todo bonito com alguns morros em volta, destacando-se como o mais alto o Morro El Calafate. Porém, o que mais chama atenção é o Lago Argentino na parte baixa da cidade. Que lindeza de cor daquele lago. Seguimos caminhando lentamente. Chegamos na rodoviária e compramos nossas passagens para o ônibus de acesso ao Parque Nacional Los Glaciares. Foto 12.3 - Arredores da casa da Cláudia Foto 12.4 - Matheus nos arredores da casa da Cláudia e no fundo o belíssimo Lago Argentino Foto 12.5 - El Calafate Entramos no ônibus lotado de turistas de todos os cantos do mundo. Quase todo o caminho até o parque, margeia-se o Lago Argentino. Fiquei encantado por aquele lago e aquela cor. A viagem já valeria a pena, apenas por percorrer parte do lago. O dia estava muito bonito, mas quanto mais nos aproximávamos do parque, mais nuvens surgiam no céu. Na entrada é necessário pagar setecentos pesos argentinos para adentrar ao parque. Foto 12.6 - Lago Argentino O Parque Nacional Los Glaciares é um dos patrimônios naturais nomeados pela UNESCO, e é um imenso parque lotado de glaciares e montanhas por todos os lados. O parque é dividido entre norte e sul. Na parte norte do parque encontra-se El Chaltén e suas montanhas. Já na parte sul, que fica em El Calafate, é onde fica o famoso Glaciar Perito Moreno. No Parque Nacional Los Glaciares encontra-se os maiores glaciares do mundo fora das zonas polares. Poucos passos dentro do parque e já avistamos o Glaciar Perito Moreno. O que é aquilo? Lindo demais. Sempre achei que quando eu estivesse de frente com o Glaciar Perito Moreno eu me decepcionaria. Errei completamente, aquilo é um espetáculo para os olhos, era algo completamente diferente de tudo que eu havia visto na vida. Fiquei atônito nos primeiros minutos, ou melhor, fiquei atordoado. Nunca tinha visto o Matheus tão admirado com um lugar como com o Glaciar Perito Moreno. O Glaciar Perito Moreno foi batizado com esse nome em homenagem ao naturalista e explorador argentino conhecido como Perito Moreno. Ele realizou diversas viagens para Patagônia na segunda metade do século XIX, e em uma dessas viagens "descobriu" (ou seja, o primeiro a registrar a existência do glaciar) o glaciar que hoje leva seu nome. Foto 12.7 - A primeira visão do Glaciar Perito Moreno Foto 12.8 - Lindo, não? Foto 12.9 - Parque Nacional Los Glaciares Foto 12.10 - Eu me aproximando do glaciar Foto 12.11 - Glaciar Perito Moreno Foto 12.12 - Gigantesco Foto 12.13 - O morro e o glaciar Foto 12.14 - Matheus e o Perito Moreno A beleza do lugar é divina, mas o melhor de se estar de frente com o Glaciar Perito Moreno está no que se ouve. Geralmente, não se ouve nada. Silêncio absoluto. Pois, todos respeitam aquela divindade em forma de gelo e, apenas, contemplam sua beleza. Dificilmente, você vai ouvir pessoas conversando. O silêncio predomina. O êxtase surge no momento em que o silêncio é quebrado, os gelos se rompem do glaciar fazendo um som parecido com um trovão. Esse som te põe em outra dimensão. É demais. Faz te arrepiar todo. Depois de presenciar isso pela primeira vez, você só quer ficar parado e mudo, na esperança que isso aconteça de novo e de novo, para sentir toda aquela emoção outra vez. Apesar dos rompimentos de gelo constantes que ocorrem no Glaciar Perito Moreno, este é o único glaciar que ainda cresce na Patagônia. Enquanto que com o passar dos anos o glaciares diminuem e vão desaparecendo, o Perito Moreno continua a ser um glaciar estável, ou seja, com pouca alteração no seu tamanho, e até registrando um pequeno aumento em suas dimensões. Vale a ressalva, para falar sobre a estrutura do parque que é muito boa. Existem quilômetros e quilômetros de plataformas em volta do glaciar para poder apreciar de diferentes ângulos aquela beleza de lugar. Além de o parque oferecer outros tipos de passeios como a viagem de barco até bem próximo a parede do glaciar e um mini trekking em cima do glaciar. Esses passeios extras são bem caros, mas confesso que, principalmente o trekking, fiquei com muita vontade de fazer. Foto 12.15 - Glaciar Perito Moreno e o Lago Argentino Foto 12.16 - O mar de gelo Foto 12.17 - Onde o lago vira gelo Foto 12.18 - Eu e o glaciar Depois de muito tempo de frente com o Perito Moreno, andamos pelas plataformas em direção contrária ao glaciar. O Lago Argentino, por aqui, não tem aquela mesma coloração que me encantou nas proximidades de El Calafate. Isso deve-se ao desprendimento das geleiras que agitam o fundo do lago e modifica sua coloração. Ainda assim, é belo, mas de um jeito menos estonteante. Creio que isso acontece para o personagem principal daquele canto de mundo ser, apenas, o Glaciar Perito Moreno. Ficamos sentados o mais distante possível do glaciar. Sentamos numa pedra, ainda calados. Comemos. Os escandalosos trovões quebravam o silêncio de tempos em tempos. As únicas palavras que saiam de nossas bocas eram coisas do tipo "Caralho! Isso aqui é dahora demais". Foto 12.19 - Lago Argentino Foto 12.20 - Lago Argentino Foto 12.21 - Lago Argentino Foto 12.22 - Perito Moreno visto de longe Caminhamos de volta rumo a entrada para esperar o ônibus. O sol estava mais baixo e as cores do glaciar estavam mais bonitas. Agora, a iluminação era melhor e o que era belo se tornou belíssimo. Os passos eram lentos, o fascínio por aquele lugar não terminava. De certa forma, não queria que esse momento terminasse. Na espera pelo ônibus fiquei grudado no parapeito do primeiro mirante. Devo ter ficado mais de meia hora por ali, olhando fixamente para o glaciar e acompanhando o sol descendo ao fundo. Não conseguia parar de olhar. O olhar fixo, nesses últimos minutos no parque, era a minha maneira de me despedir daquela divindade em forma de paisagem. Não tem como não se sentir um cisco na Terra diante daquilo. A natureza tem esse dom, o de fazer você se sentir tão pequeno, mas ao mesmo tempo te fazer sentir tão privilegiado de presenciar sua própria pequenez. Acho que o respeito a mãe natureza nasce disso, de se sentir pequeno diante de sua imensidão e de enxergar que tudo está conectado nesse mundo. O ônibus chegou, dei uma última olhada no mar de gelo na minha frente. Sem olhar pra trás e sem pensar em nada, subi no ônibus. Foto 12.23 - Pouco lindo, né? Foto 12.24 - Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino Foto 12.25 - A última visão do glaciar Perito Moreno Voltamos para a El Calafate. Tínhamos prometido para a Cláudia que faríamos a comida pela noite, passamos no mercado para comprar os ingredientes do jantar. Caminhamos de volta para a casa. O vizinho da Cláudia, o José Luis e seu filho também jantariam conosco. Antes de chegarmos na casa da Cláudia, o José Luis se apresentou para nós, muito simpático ele. Começamos a preparar a nossa já "famosa" lentilha (receita do Matheus). Colocamos música alta para ajudar no preparo, enquanto que a Cláudia e o José foram atrás de cervejas. Preparamos a mesa. O filho do José Luis não quis comer nossa comida, ele trouxe um miojo. Enfim, comemos. A comida tava bem boa, desta vez preparamos uma salada também. Experimentei a cerveja Imperial, da qual gostei bastante. A música de fundo era boa, as conversas iam aumentando conforme as garrafas de cervejas iam esvaziando. José Luis é professor de geografia do ensino médio. Ele nos explicou muitas coisas sobre as questões políticas e sociais da Argentina. Passar a noite ali, tendo uma aula gratuita regada a cerveja foi bem bom. Ele nos explicou sobre a divisão da Patagônia entre Chile e Argentina. Falou sobre a Guerra das Malvinas. Questionou o governo Macri e sobre seu governo ser péssimo para o sul do país. José falou sobre os parques nacionais e nos informou que o Parque Nacional Los Glaciares era o segundo mais visitado da Argentina, só perdendo para o Parque Nacional Iguazú. Foto 12.26 - O jantar (Matheus, Eu, Ale, José Luis e Cláudia) Das coisas que mais me chamou a atenção nos ensinamentos de José Luis, foi a questão do presidente Roca e o povoamento da Patagônia. Eu já havia lido algumas coisas sobre o assunto, mas saber de detalhes e da forma fria que isso foi feito, me marcou bastante. O presidente Roca e a Patagônia estão diretamente ligados, é muito fácil ver o nome do Roca em tudo o que é lugar, só de lagos conheci dois lagos chamados Roca, avenidas são incontáveis. O fato é que o ministro da guerra/presidente Roca no final do século XIX estimulou a matança dos indígenas patagônicos, para assim dominar as terras do sul da América do Sul. Sua desculpa para tal fato é que se os argentinos não fizessem, os chilenos fariam e dominariam tais terras. Quem ia para guerra contra os desavisados índios ganhava uma porção de terra, e assim, a Argentina foi povoando a Patagônia com os de sangue de seu próprio sangue, leia-se o sangue de estrangeiros europeus. Matava um índio e colocava um "argentino" no lugar para cuidar das terras. Para resumir, o que aconteceu foi um genocídio dos índios mapuches na Patagônia Argentina, com a sempre eficaz desculpa do desenvolvimento e de um inimigo imaginário. Ainda falamos sobre futebol e a precoce eliminação do River Plate no mundial de clubes. A discussão Messi x Maradona surgiu e acabou de forma rápida. Pois, José Luis e a Cláudia diziam: "Maradona jogava sozinho, o Messi precisa de um time". Assim, a questão estava resolvida. Ficamos também um bom tempo comparando Brasil e Argentina na questão social, histórica, política e no futebol. Já era madrugada, quando o José Luis foi embora. Logo em seguida, fomos dormir. Agora quero voltar aquela decisão tomada no início deste dia. Primeiro, eu pensei na possibilidade e fui falar com o Matheus. Juntos transformamos a possibilidade em decisão, mas antes de falar sobre a decisão tomada quero falar um pouco dos nossos planos de início de viagem. Nossa viagem desde o início foi dividida em três etapas. A primeira era chegar em Ushuaia percorrendo a Ruta 3. A segunda etapa era conhecer El Calafate e El Chaltén. A terceira seria o caminho de volta. No caminho de volta, queríamos percorrer toda a Patagônia Andina pela Ruta 40, de El Calafate até Mendoza. O Matheus sonhava mais alto, queria chegar até Purmamarca, no norte da Argentina, que tem como acesso a própria Ruta 40. Quando saímos de Rio Claro, mal sabíamos se iríamos conseguir chegar em Ushuaia, e agora já estávamos em El Calafate. Dias antes, já estávamos fazendo planos e arrumando contatos de hospedagem para cidades que queríamos conhecer pela Patagônia Andina, tipo: Bariloche, San Martin de los Andes e El Bolsón. Voltar pela Ruta 40 era possível. No entanto, havia feito algumas contas na cabeça. O restante do nosso dinheiro dava para fazer o caminho de volta de ônibus até a fronteira com o Brasil e sobrava algum dinheiro que dava para conhecer El Chaltén. Outra opção seria apertar esse dinheiro, como havíamos feito até aqui, e seguir pela Ruta 40, o problema é que se precisássemos pegar ônibus pela Ruta 40 (que é muito mais caro que pela Ruta 3) quando caronas não rolassem, o dinheiro acabaria rapidamente e ficaríamos sem grana para comer (comida é caro na Patagônia). Enfim, escolhemos a opção conservadora. Novamente, acompanhamos a Cláudia no café da manhã. Ela sairia de férias daqui a dois dias e viajaria para rever a família em Formosa no norte argentino, estava bem animada por isso. Nessa manhã, ela contou a sua história, contou sobre seu casamento, os motivos dela ter viajado para o sul, sobre o término do casamento, sobre seu novo namoro, sobre a vida difícil que se tem no norte do país. Foi muito legal a conversa e a confiança que ela já depositava em nós. A Cláudia nos aconselhou em ir tomar mate nos arredores do Morro El Calafate naquela manhã. Esquentamos a água, colocamos na térmica e fomos. Estranho aquele cenário desértico no qual estávamos ser tão próximo do exuberante Glaciar Perito Moreno. Adentramos em diversas trilhas, nos perdemos bastante, mas conseguimos achar uma boa sombra para ficar de bobeira tomando mate. O arredor do Morro El Calafate é muito bonito, com um grande cânion e um rio embaixo para dar um charme ao lugar. Foto 12.27 - Trilha Foto 12.28 - O caminho para a sombra Foto 12.29 - O rio Foto 12.30 - O Lago Argentino anuncia-se ao fundo Foto 12.31 - Admirando o Lago Argentino Fomos para a rodoviária e compramos nossas passagens de ida e volta para El Chaltén, além de comprar nossa passagem de El Calafate até Buenos Aires. Depois, seguimos em direção ao Lago Argentino. Caminhando pelo centro da cidade encontramos o Bruno, o motoqueiro que havíamos conhecido em Ushuaia. Conversamos um pouco, ele passaria mais uns dias em El Calafate e depois rumaria para El Chaltén, combinamos de nos encontrar em El Chaltén. Seguimos a caminhada rumo ao Lago Argentino. Foto 12.32 - El Calafate Foto 12.33 - El Calafate Tem uma definição do Fernando Birri sobre utopia que é a seguinte: “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”. A busca pelo Lago Argentino neste dia tinha um pouco desta utopia, pois víamos o lago e ele parecia estar muito próximo. Caminhávamos, caminhávamos, e parecia que o lago ficava mais distante. Caralho! Teve uma hora que parecia que o lago estava a alguns passos, mas nada, andava, andava e a cada passo parecia que se distanciava mais. Uma hora, não aguentei e sai correndo. Cheguei a beira do lago, olhei para trás e uns pássaros esboçavam atacar o Matheus. Sentei e fiquei em silêncio por um tempo só observando o meu redor. O melhor de tudo foi ver uma infinidade de pássaros sobrevoando aquele azul vibrante. Não tenho muito o que falar, a não ser dizer que aquele lugar é lindo demais. Foto 12.34 - Esse lago que não chega Foto 12.35 - Lago Argentino Foto 12.36 - Lago Argentino Foto 12.37 - Matheus e o Lago Argentino Foto 12.38 - A paz A família Kirchner tem uma casa em El Calafate. O falecido ex-presidente Nestor Kirchner é natural de Rio Gallegos e já governou a província de Santa Cruz também (El Calafate é uma cidade da província de Santa Cruz, cuja a capital é Rio Gallegos.). Neste dia, tinha um rebuliço na cidade, pois existia um boato que a ex-presidenta Christina Kirchner estava na cidade. Voltamos para a casa da Cláudia. Fizemos cachorro quente a la brasileira. Comemos bastante. Conversamos e ouvimos muita música. A noite foi leve e muita boa. No dia seguinte arrumamos nossas coisas e ficamos de bobeira o resto da manhã. Esperamos a Cláudia para almoçar, comemos o restante do cachorro quente. Ela nos levou até a rodoviária, com um abraço apertado me despedi da Cláudia. Corremos para o ônibus que já estava partindo. El Calafate é um dos lugares mais incríveis que tive a oportunidade de conhecer. As fotos não traduzem em nada o que é o lugar, pois o melhor é a experiência sensorial que a cidade proporciona. Falando na cidade, ela tem uma ótima estrutura para receber turistas, cheia de hotéis, hostels e restaurantes. O clima no verão é muito agradável e como quase todos os lugares na Patagônia, é um lugar seguro de caminhar e de se estar. Os dias na cidade foram muito bons para mim e conviver com a Cláudia fez tudo ficar mais leve. Só tenho a agradecer a Cláudia por abrir a porta de sua casa e nos receber com sua alegria. Muito obrigado Cláudia, um beijo e toda paz em seu caminho.
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    @Beno Chaves Barcelona é sede da vueling,as vezes lançam passagem de avião a Porto por 9,99 ou 12,99 euros.Se comprou por 41 pagou 3x mais.
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    Olá! Sobre paradas na rodovia eu não posso te ajudar muito, pois não conheço o trajeto. Mas eu moro em Bombinhas, e acho que posso te dar algumas dicas. O foco do turismo aqui são as praias. São mais de 30 delas, então vou te listar algumas com características especiais: Praia de Bombinhas (centro) e Bombas: As praias com a melhor estrutura da cidade, possuem vários kiosques, pontos de aluguel de kaiaque, etc. Mar calmo, raramente possui ondas. Entre as duas opte pela de Bombinhas, Bombas eu não gosto muito. Praias da Lagoinha, Sepultura e Retiro dos Padres: As duas primeiras são verdadeiras piscinas, água transparente, peixinhos, ideal para mergulhar. A de Retiro dos padres possui ondulação, mas é muito bonita, com vegetação exuberante ao seu redor. Possui opções de kiosques. O porém fica em relação a super lotação, é realmente MUITA gente querendo ocupar um espaço não tão grande. Vá cedo. Praia de Mariscal e 4 Ilhas: É as minhas preferidas, com larga faixa de areia, não fica tão lotada. Águas limpíssimas. Boa estrutura no canto esquerdo de cada praia. O contra é que possuem bastante ondas, se for criança pequena tem de ter atenção. Praia da Tainha: A mais isolada, mais preservada e com o acesso mais difícil. Vale a pena conhecer, o acesso se dá por um morro com estrada de chão, que caso o carro de vocês seja pequeno, recomendo ir pela trilha, que leva cerca de 1h para chegar. Mas nem só de praias vive esta cidade, temos opções de trilhas também. A trilha do Morro do Macaco é a principal e mais visitada, o seu mirante em 360º a 220m de altura faz valer o esforço de aproximadamente 1 hora de subida. No mesmo morro, se faz a trilha da tainha, que dá acesso a Praia da Tainha. Há também a trilha da Costeira de Zimbros, essa eu recomendo que pesquisem bem antes, ou contatem um guia, pois para chegar até a cachoeira, ponto principal do percurso, leva aproximadamente 2 horas, e é necessário caminhar muito. Todas as trilhas possuem entrada gratuita. Na estrada de chão do Morro que eu comentei que vai para a trilha da Tainha, há também o Mirante ECO 360, lá se tem uma vista privilegiada da morraria do Morro do Macaco e do istmo de Mariscal/Canto Grande, porém a entrada é paga, não sei informar quanto, deve ser algo em torno dos 20/30 reais, mas realmente não tenho certeza. Bombinhas é a capital do mergulho ecológico, e realmente VALE MUITO A PENA fazer um mergulho aqui. Os preços assustam, mas existe operadoras menores (mas também de qualidade) que apresentam um ótimo custo benefício. Posso dar dicas sobre isso. Sinta-se a vontade para tirar mais dúvidas pelo whatsapp: (47) 99657-7368
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    Parte 10 - Enfim, o fim do mundo "É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós." O conto da ilha desconhecida, José Saramago A Terra do Fogo é uma ilha localizada no extremo sul da América do Sul. A população total da ilha é menor que 300 mil habitantes (contando tanto a parte chilena quanto argentina). O clima na ilha é bastante instável e por estar localizada muito próxima da Antártida é de se imaginar que o frio é dominante na ilha. Então, por que um lugar que é tão frio se chama Terra do Fogo? Voltamos ao passado novamente. Antes do contato com os europeus, a América era inteiramente populada de norte ao sul. Isso não era diferente na Terra do Fogo. Existiram alguns povos que viveram por lá e todos eles faziam fogueiras permanentes para sobreviver ao frio intenso da região. Assim, navegadores europeus que margeavam a ilha avistavam uma infinidade de fogueiras. Consequentemente, a ilha foi batizada de Terra do Fogo. A principal atividade econômica da Terra do Fogo (parte argentina) é a extração de gás natural e petróleo, mas há também diversas empresas de eletrônicos, principalmente em Rio Grande, que conseguem competir no mercado nacional graças a incentivos fiscais. Hoje o turismo é parte importante da economia local, principalmente para as cidades de Ushuaia (Argentina) e Puerto Williams (Chile). A ansiedade de chegar em Ushuaia era muito grande. Nem consideramos o convite do Desiz de passar mais tempo em Rio Grande. Queríamos estar em Ushuaia. Acordamos cedo e nos despedimos do Desiz. Saímos caminhando rumo a saída da cidade. Desiz tinha nos informado para pegar um ônibus circular que nos deixaria a uns 15 km de Rio Grande num posto da YPF, bem na união das duas pistas que leva-se a Ushuaia. Então, era o melhor lugar a se pedir carona. Fomos até um ponto de ônibus e esperamos. Quando parou o ônibus, o Matheus conversou com o motorista e explicou aonde queríamos chegar. Enfim, a conversa foi desencontrada, pois o motorista nos deixou na entrada da cidade. O dia tinha começado mal. Voltamos a caminhar. Caminhamos e caminhamos. A ideia de começar a caronar cedo tinha ido pro espaço. Nisso um carro parou, o motorista veio conversar conosco. Ele já viveu uma vida de mochileiro também e se solidarizou com a nossa caminhada. Falou para entrarmos no carro e disse que nos levaria até o posto da YPF. O nome dele é Javier e trabalha como engenheiro de petróleo na cidade. O tempo com o Javier foi bem curto, mas muito agradável. Chegamos no posto da YPF, nos despedimos do Javier e ele já acelerando o carro disse sua última palavra para nós: "Suerte". Ficamos na saída do posto da YPF (pra variar!). O fluxo de carros estava bem baixo. A aposta dessa vez era que um caminhão seria o nosso salvador, pois na Argentina não havíamos conseguido até então uma carona de caminhão. Quando chegamos na pista eu tinha a certeza que essa carona seria a mais fácil de todas, pois agora todos veículos que passavam por ali, certamente, iriam para Ushuaia. Então, era só esperar. Foto 10.1 - Matheus se esforçando em segurar a plaquinha no vento de Rio Grande Na teoria não tinha como dar errado pedir carona ali. Porém, a prática sempre vem colocar à prova a teoria. Os carros e caminhões que passavam nem esboçavam uma carona para nós. E assim foi, erguíamos o dedão da esperança a todo carro que passava, mas sem nenhum sucesso. O pior que dessa vez estava tão frio e ventava tanto que nossa abordagem se resumia em segurar a plaquinha e erguer o dedão. Rio Grande é conhecida como a cidade dos ventos. Nos meus dias de Patagônia a única coisa que não faltou foram ventos fortes a todo momento. Entretanto, nada se compara aos ventos de Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos e Rio Grande. Ficar no relento nesses lugares é uma prova de resistência. O vento chega a machucar. Neste dia em Rio Grande era tão forte o vento, que você tinha que fazer força para ficar parado. Não estava nada gostoso ficar ali esperando. Para melhorar começou a chover depois de algum tempo. O mais difícil nos ventos patagônicos é mijar ao ar livre. É preciso conhecer um pouco de física para realizar um simples ato (risos). Se você não analisar a direção do vento, a chance de tomar um banho nada higiênico é grande. O problema fica mais difícil porque o líquido viaja por muitos metros antes de espatifar-se pelo chão. Então, é importante analisar todo o entorno antes de realizar o ato, senão você pode fazer cosplay de São Pedro e criar uma chuva passageira. Ficamos umas quatro horas pedindo caronas. Não estávamos mais aguentando ficar no relento. Estava muito frio e o vento era insuportável. A chuva fina que caía mais parecia uma tempestade somada ao vento. Um pingo de chuva que acertava o rosto era como uma pedrada. Decidimos que não valia a pena ficar mais tempo naquela situação. Assim, começamos a caminhar no sentido contrário, ou seja, de volta para Rio Grande. Continuávamos a pedir caronas para os carros que passavam por nós, mas sempre caminhando. Como de costume para todo carro que refugava a parada, nós cumprimentávamos e desejávamos boa viagem. Em um desses casos, minutos depois o carro retornou e o motorista veio falar comigo. Ele disse que podia nos levar até Tolhuin. Eu nem sabia da existência dessa cidade, mas o motorista disse que ficava no meio do caminho entre Rio Grande e Ushuaia. Então, entramos no carro. Conhecer o Beto foi o último grande presente da busca pelo fim do mundo. No começo da carona ele falava um espanhol incompreensível para mim e com o passar do tempo, a confiança dele em nós foi aumentando e o seu falar foi se transformando. Creio que ele estava nervoso com nossa presença, era a primeira vez que dava carona e não sabia o que iria encontrar. Beto é um nativo da Terra do Fogo, nasceu e mora em Toulhin. Ele trampa para a prefeitura da cidade, atendendo as ocorrências que acontecem na Ruta 3. O início da viagem foi tranquila e sem muitas conversas. O Beto parou no posto da YPF, comprou água quente e mate. Ainda parados no posto, ele preparou o mate. Agora em movimento compartilhávamos o mate e as conversas, timidamente, começaram a surgir. Fomos parados por uma fiscalização policial, tinha alguma coisa errada com o carro do Beto. O policial estava dando o maior sermão nele, ele se explicava dizendo que era o primeiro carro dele e que não sabia dessas coisas. Enfim, o policial nos deixou prosseguir viagem. Eu perguntei pro Beto quantas vezes ele tinha usado aquela desculpa, ele caiu na risada. Depois disso, tudo ficou mais fácil entre nós três. Foto 10.2 - Beto no volante e eu com a garrafa térmica Foto 10.3 - La ruta Foto 10.4 - Quase o fim da Ruta 3 Foto 10.5 - Não chove não! Foto 10.6 - O trajeto A chuva estava intermitente, aparecia e desaparecia. A música dentro do carro era boa demais, mas eu não conhecia nenhuma. De repente, o Beto parou o carro no meio da pista e desligou o som. Fiquei sem entender. Ele saiu do carro e foi até uma cruz que estava na beira da pista. Ajoelhou-se e começou a rezar. Depois de alguns minutos, voltou para o carro e sem falar nada acelerou o carro. Percorremos alguns quilômetros em silêncio. Beto quebrou o silêncio e nos explicou o porquê daquilo. Anos antes, seu tio estava dirigindo sentido Rio Grande quando teve uma parada cardíaca. Assim, o carro capotou e seu tio não resistiu aos ferimentos. Ele tinha muito apreço pelo tio, disse que era como um pai. Agora, toda vez que passa por ali, ele reza em memória do tio. Confesso, que foi uma cena bem bonita de presenciar. Foto 10.7 - A chuva que cai Foto 10.8 - As montanhas começam a aparecer Já viajei bastante por ai e das coisas que mais gosto de ver é a transição de vegetação pelo caminho. Nesse sentido essa viagem é bizarra, pois não há uma transição do deserto patagônico para a região verde. O que acontece é que num segundo você está no deserto e no outro está numa região completamente verde e cheia de montanhas em volta. Isso me chamou muita atenção. É como se houvesse um corte, de um lado é deserto e do outro floresta. Foto 10.9 - Chegando perto de Tolhuin Foto 10.10 - O entorno Foto 10.11 - O verde que surge após o deserto Chegamos em Tolhuin, a viagem tinha sido bem boa. Muita conversa e mate. Devia ser umas duas da tarde, o horário que o Beto entra no serviço é as cinco. Ele resolveu não parar em Tolhuin, perguntou se queríamos conhecer um mirante da cidade. Como de praxe, dissemos "Buera". Entramos num parque com estrada de terra. O entorno é lindo demais, demais mesmo. A boa música no carro do Beto continuava. Acho que a música alternava entre Reggaeton e Cumbia. Chegamos. Depois, fomos caminhando até o mirante. O céu estava carregado de nuvens, o que deixou o cenário meio melancólico, mas belo do mesmo jeito. Foto 10.12 - Sobe, sobe Foto 10.13 - O verde de Tolhuin e o lago Fagnano ao fundo Foto 10.14 - Lago Fagnano Foto 10.15 - Beto e Matheus Foto 10.16 - O verde Foto 10.17 - Matheus no mirante Foto 10.18 - Beto tirou uma foto do Matheus, mas também flagrou eu tirando uma foto Foto 10.19 - O registro oficial, Matheus, Beto e Diego Depois retornamos a Tolhuin. Beto nos levou as margens do encantador Lago Fagnano. Estava frio, mas o vento ali já era mais agradável e, consequentemente, suportável. Ficamos um bom tempo naquele canto, conversando e dando risadas. A timidez inicial do Beto, não existia mais, ele nos contava histórias e mais histórias. Dessas histórias a que eu mais me lembro é em relação aos cachorros da ilha. Ele disse que existem muitos cachorros na região de Tolhuin, a população não comportou todos eles e muitos viraram de rua. Na busca por comida esses cachorros foram afastando-se da cidade e nas florestas, como no livro do Jack London o Chamado Selvagem, foram tornando-se selvagens. Hoje eles são um "problema" para a cidade, pois invadem criação de ovelhas e matam boa parte do rebanho para se alimentarem, além de ter registros de ataque a humanos também. Foto 10.20 - As margens do Lago Fagnano Foto 10.21 - As ondas do lago Foto 10.22 - Beto e o celular Foto 10.23 - Matheus e o lago Foto 10.24 - O entorno Foto 10.25 - Matheus e o Beto Foto 10.26 - Das fotos que eu mais gostei Fomos até a padaria de Tolhuin, que é considerada, pelo próprio dono, a padaria mais famoso do mundo. Na entrada vê-se o tamanho da fama da padaria, fotos de diversas celebridades que passaram por ali. A padoca é bem bonita e cheia de doces. Cada um comeu um churros, que estava mais do que bom. Já era quase cinco horas, o Beto tinha que trabalhar. Assim, ele nos deixou na Ruta 3, aonde tentaríamos a sorte novamente. Agradecemos muito ao Beto por ter nos dado a oportunidade de conhecermos sua cidade. Matheus presenteou-o com a sua última fitinha do Senhor do Bonfim. O Beto é outro cara que chamo de irmão. Não tenho palavras (como sempre!) para agradecer o que ele fez por nós nesta viagem. Ele nos salvou quando já tínhamos desistido de pedir caronas, íamos seguir de ônibus. Depois, em pouco mais de uma hora de viagem ele se sentiu confortável em mostrar toda a gentileza de sua pessoa. Nos levou a lugares que nunca conheceríamos se ele não tivesse surgido em nosso caminho. Nos contou histórias que eu nunca haveria de ouvir. Ele foi o primeiro nativo da Terra do Fogo que conheci. O que fica é a lembrança da sua generosidade fora do comum. Por isso, o que me resta é dizer muito obrigado ao Beto. Espero que ele esteja agora do jeito que mais gosta, em cima de um cavalo cavalgando pelas pradarias patagônicas. Menos de cinco minutos na estrada e conseguimos uma carona até Ushuaia. Era a carona mais rápida da nossa história. Uma caminhonete do hospital de Tolhuin passou por nós e erguemos o dedo. A caminhonete avançou mais uns cem metros e parou. Corri para falar com o motorista, antes de eu chegar ele já fez sinal que era para irmos juntos. Voltei e peguei minha mochila, junto com o Matheus segui correndo. A única coisa que me lembro de falar foi "Caralho, man! Conseguimos.". A felicidade em nós era visível. A busca pelo fim do mundo estava prestes a terminar. Foto 10.27 - Lugar que pedimos carona em Tolhuin (Ushuaia tava tão perto) Entramos na caminhonete. Conhecemos os dois funcionários do hospital: José e Rodrigo. Eles estavam a trabalho e não saiam do rádio amador, por isso quase não conversamos com eles. Aproveitei para dar uma cochilada e ver o belíssimo caminho até Ushuaia. Foto 10.28 - O caminho para Ushuaia [1] Foto 10.29 - O caminho para Ushuaia [2] Dentro da caminhonete pensei muito sobre caronar e elaborei minha teoria final sobre o assunto. Pensemos naquelas experiências científicas (leia-se experiências toscas) com ratos, choques e queijos. Onde o rato na busca pelo queijo passa por um caminho onde ele toma diversos choques. O caminho é sofrido para o rato. Porém, a experiência final, a de comer o queijo, é tão boa que ele esquece o caminho árduo pelo qual passou e com isso, faz ele começar tudo de novo, sempre. Acho que caronar é exatamente isso. Sem querer romantizar nada, ficar na beira de estrada não é nada legal, ainda mais em condições naturais extremas. Porém, quando você consegue uma carona, parece que todo o processo de espera é esquecido pela vitória da ocasião. Assim, horas ou dias depois de dizer que nunca mais faria aquilo, está você se contradizendo e voltando na margem da pista somente com a memória das caronas bem sucedidas. Foto 10.30 - O caminho para Ushuaia [3] Foto 10.31 - O caminho para Ushuaia [4] Foto 10.32 - O caminho para Ushuaia [5] Foto 10.33 - O caminho para Ushuaia [6] Foto 10.34 - O caminho para Ushuaia [7] Chegamos em Ushuaia era um pouco mais de seis da tarde. Paramos bem na entrada da cidade. Nos despedimos do Jose e do Rodrigo. Seguimos caminhando em direção ao centro. O tempo estava meio esquisito, parecia que a qualquer momento começaria um temporal. Fomos em direção a orla. Só queria chegar logo naquela placa que diz "Ushuaia fin del mundo". Não estávamos mais pedindo caronas, mas um carro parou. O motorista era o gente boa do César que disse que nos levaria até o local. Entramos no carro, ele todo orgulhoso de sua cidade nos deu várias dicas do que fazer sem gastar dinheiro. Anotei tudo. Falamos de futebol e do seu time, o Rosário Central, que havia acabado de ser campeão da Copa da Argentina. Chegamos próximo ao nosso destino, com um aperto de mão nos despedimos do César. Foto 10.35 - Eu caminhando em busca da placa de fim do mundo Foto 10.36 - Caminhando se chega Creio que caminhamos mais uns duzentos metros até avistar a placa que é o simbolo de que havíamos concluído o nosso objetivo de chegar até o fim do mundo. Os passos foram lentos. O cansaço dos dias era evidente nas nossas caras. Quando eu avistei a borda da placa, fui tomado por uma sensação de dever cumprido. Apesar, de não haver obrigação nenhuma de estar ali. Depois de distribuir centenas de abraços ao longo da viagem, pela primeira vez abracei o Matheus e agradeci por ele ter topado estar ali comigo nessa viagem maluca. Foto 10.37 - O fim do mundo Foto 10.38 - Matheus, no fim do mundo Foto 10.39 - Eu, e o fim do mundo Quando decidi que o objetivo principal da viagem seria chegar no "fim do mundo", não tinha um motivo específico de querer chegar lá. Na Patagônia tinha dezenas de lugares que eu tinha mais vontade de conhecer primeiro que Ushuaia. Acho o que me levou a decidir pelo lugar foi o sex appeal de ser a cidade mais austral do mundo. Assim, seria o lugar mais longe que chegaríamos rumando ao sul. No meu inconsciente essa deve ter sido a motivação. Enfim, eu sei que é clichê, mas o que vale num destino é o caminho que se percorre. Então utilizando a seguinte frase do Saramago "Quero encontrar a ilha desconhecida, quero saber quem sou eu quando nela estiver." parafraseio-a para "Quero encontrar o fim do mundo, quero saber que sou eu quando nele estiver.". Esse foi o espírito da viagem que nos propomos a fazer. O Diego que chegou no fim do mundo, foi um cara bastante diferente do que saiu de casa um mês antes. Um cara, novamente, esperançoso com as pessoas, cheio de gratidão, com novas histórias pra contar, sorridente e mais dono do seu próprio destino. Por fim, agora me permito a falar do Matheus. Quando a insegurança bateu e decidi que precisava de uma companhia para percorrer este caminho, sabia que a única pessoa que toparia algo do tipo era o Matheus. Ele estava numa vida diferente e nova em Piracanga. Porém, estável. Só o fato dele dar uma pausa nessa nova vida para seguir comigo, significou muito para mim. Depois, veio os dias na estrada. No início eu era uma bomba relógio, não sabia como eu iria digerir tudo o que havia acontecido comigo nos dias que antecederam a viagem. Assim, respeitando as nossas diferenças fomos indo. Tudo foi fluindo da melhor maneira possível. Ele sempre com sua positividade, nunca desanimou ou me deixou desanimar nas horas e horas de espera na estrada, até mesmo com as incertezas da viagem. Com certeza, a minha melhor decisão foi chamar meu irmão Matheus para que juntos chegássemos ao fim do mundo. Poder compartilhar com ele tudo o que aconteceu e assim, ter a chance de conhecer outra visão e percepção dos acontecimentos, também foi incrível. Bom, falei e falei, mas o que eu quero dizer é mais simples e honesto. Quero agradecer ao Matheus por ter encarado essa viagem comigo, muito obrigado por estar presente quando mais precisei. Muito obrigado de verdade e de coração. Tamo junto. Foto 10.40 - Enfim, o fim do mundo O abrir de uma porta é o simbolismo desta etapa da viagem. Portas se abriram a todo momento. Algumas portas eram de casas, que se abriam para que pudéssemos dormir seguramente e ainda tivemos a chance de conhecer novas famílias e, de algum modo, fazer parte destas famílias por alguns dias. Outras portas eram de carros/caminhões, que surgiam para nos salvar de horas e horas de espera para que assim, chegássemos mais perto do nosso destino. Quantas histórias surgiram destas portas abertas. Como o destino foi bom conosco, colocou em nosso caminho as melhores pessoas de cada lugar. Como não ficar feliz com tudo isso? Queria que naquele momento da chegada ao fim do mundo, surgisse um portal ali, e desse portal saísse todas essas pessoas que nos ajudaram pelo caminho. Assim, poderíamos compartilhar com todos aquele momento, pois sem essas pessoas nada disso seria possível. Depois, sairíamos para tomar umas cervejas. Leandro, Capitão, José, Brunê, Mel, Rose, Pini, Leandra, Ailton, Karine, Mário, Wagner, Guilherme, Jadir, Mathias, Silvina, Carlota, Carlos, Ana, German, Micaela, Carlos, Luciana, Facu, Cynthia, José, Juan Carlos, Rosio, Martin, Desiz, Javier, Beto, José, Rodrigo e César, obrigado por confiar em nós e fazer do nosso destino algo palpável. Muito obrigado a cada um de vocês. Espero reencontrá-los. Um beijo na alma e muita vida em suas vidas. Bom, chegamos ao fim do mundo. Agora é hora de explorar o sul da Patagônia Argentina com mais calma..
  13. 1 ponto
    Olá a todos. Em agosto de 2015 viajei para parte de Portugal e Espanha e montei minha viagem com a ajuda dos “mochileiros.com” e gostaria de compartilha-la em retribuição a toda ajuda que tive! Agradeço a todos que opinaram no meu tópico de roteiro e a todos que publicaram seus relatos. Gostaria de ter escrito antes, mas como estava estudando para concurso só agora deu para parar e escrever. 1. ORGANIZANDO O ROTEIRO Portugal nunca foi minha primeira opção de viagem para o exterior, mas tinha vontade de conhecer. Já havia passado pela Espanha há alguns anos atrás quando visitei Madrid e gostaria de voltar. Em 2015 resolvi junto a uma amiga que iríamos de férias a esses dois países. E foi sensacional! Eu tinha 18 dias completos para a viagem. Primeiramente eu li bastante sobre os dois países. Escolhi as cidades de acordo com meu interesse levando em conta o tempo total que eu teria e a facilidade de locomoção entre elas. Às vezes queremos visitar cidades muitos distantes e se temos pouco tempo isso pode significar “perder dias”. Após passar por diversas mudanças e reajustes o roteiro final foi: 16/08: Saída do Brasil 17 a 20/08: Lisboa (com daytrips) 21 a 23/08: Porto (com daytrips) 24 a 26/08: Madrid (com daytrips) 27 e 28/08: Granada 29 a 31/08: Sevilha 01 a 03/09: Albufeira 04/09: Retorno para Brasil OBS: Queria muito conhecer Barcelona, mas era longe e no final eu teria que voltar para Lisboa. Então decidi ficar na região da Andaluzia e em um outro momento conhecer Barcelona e arredores. 2. PLANEJAMENTO FINANCEIRO Como eu já pretendia viajar para o exterior (mesmo sem saber para onde) desde o final de 2014 eu fui acompanhando a cotação do euro e no final de janeiro de 2015 quando o euro estava a R$ 3,02 eu comprei uma parte e depois o restante quando eu vi que o euro só estava subindo. Fiz conta de levar entre 80 a 100 euros/dia. Deu e ainda voltei com dinheiro. Este dinheiro seria usado para alimentação, passeios, deslocamentos nas cidades e pagamento dos hotéis (com exceção de Lisboa que teve que ser pago aqui do Brasil). Transporte aéreo e trens de longa distância foram pagos adiantados. Embora seja sempre aconselhável não levar todo dinheiro in cash eu resolvi arriscar (e não foi a primeira fez que fiz isso). Cartão de crédito seria usado apenas em caso de última necessidade. 3. DESLOCAMENTOS Ida e volta – aéreo. Comecei a pesquisar pra qual cidade a passagem aérea era mais barata saindo do Rio de Janeiro e o melhor preço foi chegando a Lisboa. Como eu não sabia sobre multidestinos, comprei chegada e saída de Lisboa. Hoje conhecendo a possibilidade de multidestinos, ou seja, na mesma compra escolher um local de chegada e outro de saída a compra talvez teria sido diferente. Trechos interno. Sempre prefiro utilizar trem para deslocamentos entre as cidades, pois normalmente os países da Europa são bem servidos de trem, as estações não são tão distantes do centro como os aeroportos e não é necessário chegar muito antes. Então preferi buscar por trens, mas em alguns trajetos a solução encontrada foi ônibus e entre Porto e Madrid a melhor opção foi avião devido a grande distância e ao preço. Explico melhor durante o relato. Para cotação dos trens em Portugal o melhor site para mim foi http://www.cp.pt (faça cadastro para visualizar os descontos). Para trens na Espanha o site http://www.renfe.es (um site um tanto quanto confuso, mas foi a melhor opção). Levei todas as passagens impressas. 4. HOSPEDAGEM Todas as hospedagens foram feitas pelo booking.com. Sempre leio as avaliações e comentários e vejo o que mais se adéqua a mim. Procuro sempre por locais com boa localização, perto de estações de trens centrais, limpos e com banheiro privativo. A hospedagem para mim acaba sendo um local para tomar banho e dormir, pois fico o dia todo fora, então normalmente fico em locais simples. Minhas diárias foram em média 22-32 euros/noite. 5. DOCUMENTAÇÃO Imprimo sempre todos os comprovantes de tudo feito no Brasil (hotel, transportes, seguro, algum passeio comprado antes, etc.) e coloco numa pasta a qual levo comigo na mala de mão. Importante lembrar de que é essencial fazer um seguro viagem (nunca achamos que vai acontecer nada, mas podemos ler vários relatos de pessoas que precisaram). Para quem tem cartão de crédito platinum é oferecido um seguro viagem grátis. Basta entrar em contato com a sua bandeira que eles orientam o que deve ser feito. 6. ENFIM O RELATO... 16/08: Aéreo Rio-Lisboa às 17h10. 17/08: 1º dia - LISBOA Chegamos ao aeroporto de Lisboa às 5h30 da manhã. Lá mesmo compramos um Lisboa Card. Já havia lido sobre ele. Ele dá direito a transporte ilimitado de metro, transportes públicos da carris (ônibus, electricos e elevadores), trens da linha Sintra e Cascais e entrada grátis ou descontos em museus e monumentos. Fiz as contas e o de 72horas valeria a pena. Peguei um mapa da cidade, um mapa do metro e fomos de metro deixar as mochilas no hotel. Como o check in do hotel era somente a partir das 13h e ainda eram 7h, deixamos tudo no hotel e saímos para aproveitar o dia. Nesse primeiro dia aproveitamos para conhecer um pouco do centro histórico de Lisboa. Pegamos metro até o Rossio e de lá andamos pelo centro histórico de Lisboa – Rossio, Baixa Chiado, Praça do Comércio, rua Augusta, Largo da Sé, Catedral da Sé, Miradouro da Graça e um outro que não sei o nome até chegarmos ao Castelo de São Jorge onde entramos. É fácil andar a pé por Lisboa. Depois fizemos um passeio no electrico 28 que passa por ruelas e recantos de Lisboa. Depois de muito andar voltamos para o hotel umas 18h. Essa noite seria para dormir cedo, devido a viagem do dia anterior. Sobre o hotel: ficamos hospedadas no Lisbon City hotel no Anjos. Foi o hotel mais caro da viagem (31euros/noite/pessoa), mas também um dos melhores. Tinha supermercado próximo e era a menos de uma quadra da estação do metro anjos. Cama e banheiros bons, frigobar e ar condicionado. 18/08: 2º dia - LISBOA Acordamos cedo (sempre tento acordar cedo em viagens na tentativa de aproveitar o máximo possível) e fomos para Bélem. Pegamos metro até Cais de Sodré e de lá um ônibus para o bairro de Belém (tudo usando o Lisboa card, o que evitava filas para comprar tickts). Descemos em frente ao Mosteiro de Jerônimos e entramos na fila (que já estava grandinha). O lugar é muito bonito e vale a visita. Depois saímos e andando fomos até o monumento Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém. E foi neste momento que descobrimos nosso erro. A fila para entrar na Torre era gigantesca sob o sol de meio dia. A fila não andava, pois tinha número máximo de visitantes e dependia da saída de pessoas para a entrada de outras. Ficamos um tempo na fila e desistimos. Foi aí que descobri que se tivéssemos comprado entrada combinada Jerônimos+Torre na bilheteria do mosteiro, poderíamos entrar sem ficar na fila. Mas em nenhum lugar tem isso escrito. Dali pegamos um ônibus até o famoso pastel de Belém (dá para ir andando, mas como estava super calor e não iríamos pagar o transporte, fomos de ônibus que parou na porta). Não havia mesas vazias no interior e a fila para compra era enorme. Mas entramos na fila (que até andou rápido) e pedíamos pasteis para viagem. Vale a pena experimentar. No ponto de ônibus em frente pegamos um ônibus para a estação de metro/trem Cais de Sodré onde pegamos um trem para Cascais (sem pagar devido ao Lisboa Card). A viagem tem duração de 40min. Conhecemos o centro da cidade que é bem bonitinho e almoçamos por ali mesmo (comemos um bacalhau ruim), depois andamos pela orla até chegarmos na Boca do Inferno (um local bonito e famoso para tirar algumas fotos). Voltamos também a pé até a estação de trem para voltarmos para Lisboa. Isso já era fim do dia. Nesse dia ainda fomos jantar na casa de um casal de brasileiros amigos da minha amiga. O Jantar foi excelente. OBS: Estoril fica na mesma linha, duas estações antes de Cascais. Não paramos devido a falta de tempo. 19/08: 3º dia - LISBOA Nesse dia fizemos um bate/volta a Sintra. Lugar fantástico. Talvez o passeio que mais valha a pena. Adoramos aquele lugar. Acordamos bem cedo para pegar o trem para Sintra às 8h11 que partia da Estação Rossio (40min). Chegamos em Sintra e estava frio e não fomos preparadas para isso. Tivemos que comprar um lenço (5 euros) para colocar nas costas, mas ao longo da manhã foi esquentando e somente no final do dia voltou a esfriar. Decidimos visitar o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e a Quinta da Regaleira nessa ordem. Logo na saída da estação de metro tem ônibus para o centro histórico (o qual é relativamente perto e dá para ir andando). Mas como compramos bilhete para ir até o Palácio da Pena e esse dava direito para ir ao centro historio, fomos de ônibus e lá pegamos outro que iria para o Palácio. Como chegamos cedo não havia fila para comprar as entradas (dessa vez já compramos junto às entradas para o Castelo dos Mouros para evitar filas – ambos com desconto com Lisboa Card). O Palácio é bonito e possui um jardim enorme que levaria horas para ser percorrido por completo, por isso optamos por não passear pelos jardins; compramos um sanduíche, pois já era meio dia e descemos a pé para os Mouros (sim, tem que ser a pé, pois o ônibus que passa pelo Palácio da Pena vai direto para o centro histórico para depois subir tudo de novo e assim passar pelos Mouros). Outra opção é ir primeiro nos Mouros e depois subir a pé (ou de ônibus) para o Palácio da Pena, mas a nossa opção foi a melhor e já conto o motivo. Outro lugar super legal para se visitar: Castelo dos Mouros. Andamos por todo o muro do castelo e tiramos ótimas fotos do lugar. Nesse momento já estava extremamente calor com um sol muito forte. Quando acabamos a visita esperamos o ônibus em frente ao Castelo que subia para o Palácio da Pena e depois seguia para o centro. O ônibus sobe lotado, mas a quantidade de pessoas esperando o ônibus no castelo não se compara com a quantidade de pessoas esperando o ônibus no Palácio, desse modo, nem metade das pessoas que esperavam o ônibus no Palácio conseguiu subir no ônibus naquele momento. Descemos para o centro histórico (já era umas 16h), experimentei um doce típico chamado travesseiro (gostei bem) e fomos até a quinta da Regaleira (dá para ir a pé do centro histórico, mas fomos de mini ônibus porque não tínhamos certeza da distância e naquele momento tempo era precioso). Esse lugar é demais. Tem um Palácio sem grandes coisas, mas um jardim incrível que vale a pena ser explorado. Há vários monumentos, túneis subterrâneos, labirintos... Como está escrito no folder do lugar “o jardim é revelado pela sucessão de lugares imbuídos de magia e mistério. A demanda do paraíso é materializada em coexistência com um mundo inferus – um dantesco mundo subterrâneo (...)”. Vale a pena a visita. Um lugar único! Saímos de lá era um pouco mais de 18h. Voltamos para o centro histórico, visitamos as lojinhas e jantamos uma massa em um pequeno restaurante. Nessa altura já precisamos usar novamente o lenço comprado pela manhã que não teve utilidade nenhuma durante o dia. Depois subimos a pé para a estação de trem. Na subida existe a doceria da Sapa onde vendem as típicas queijadas da Sapa, mas o local já estava fechado. Conseguimos experimentar o doce em uma loja no caminho que revendia. Gostei mais dos travesseiros. Pegamos o trem de volta para Lisboa era mais de 20h. Chegando a Lisboa fomos para o hotel dormir. Foi um dia cansativo, mas muito produtivo. Cada momento valeu a pena. 20/08: 4º dia - LISBOA Nesse dia fizemos uma excursão de van para Óbidos/Nazaré/Fátima/Batalha. Valor 60 euros/pessoa. No hotel tinha várias propagandas de excursões para vários locais de várias empresas (inclusive para Sintra, Cascais, Estoril... as quais aconselho ir por conta própria), mas para esses outros lugares o transporte não era tão fácil e não conseguiríamos fazer tudo em um dia. Claro que fica corrido, mas achei que valeu. O dia estava muito quente! Inicialmente fomos para Fátima onde ficamos por 1h30. A Igreja mais antiga estava em reforma e não conseguimos entrar. Achei o tempo suficiente, pois não há muito que se ver. O tempo é pouco para quem quer assistir uma missa completa. Depois fomos conhecer o Mosteiro de Batalha; um mosteiro bonito e muito grande - local onde paramos para almoçar. Depois fomos até Nazaré (aí na verdade foi uma parada para ver do alto a vila de Nazaré e ver a capela onde Vasco da Gama rezou antes das grandes navegações). Por fim, fomos a Óbidos. Uma pequena vila cercada por um muro que se pode andar sobre ele. Local famoso pelo licor de ginja. Ficamos uma hora por lá. Chegamos a Lisboa antes das 18h. Saímos para comer na região perto do hotel mesmo, fomos ao supermercado e aproveitamos o resto do dia para descansar e dormir cedo já que no dia seguinte iríamos cedinho para o Porto. OBS: você que está lendo deve estar se perguntando: e o Parque das Nações? Resolvemos deixar para o dia que retornaríamos a Lisboa para pegar o voo de volta já que teríamos um dia completo. Mais para frente conto. 21/08: 5º dia - PORTO Saímos de Lisboa 8h09 da estação Oriente rumo à estação de Campanha na cidade do Porto. Chegamos ao Porto antes das 10h e fomos deixar as mochilas no hotel. Ficamos no hotel São Gabriel (25 euros/noite/pessoa) perto da estação de metro Bolhão e pertinho da rua comercial Santa Catarina. Hotel simples, com café da manhã simples, mas com boa localização. Só tivemos que usar metro no dia de ir embora. Fizemos tudo a pé. Nesse dia andamos pelas ruas do Porto até chegar à Ribeira; visitamos a Igreja de São Francisco. A entrada nessa Igreja é paga e pensamos duas vezes antes de entrar, mas que bom que entramos. A Igreja é pequena, mas muito bonita; toda trabalhada em madeira e ouro. O ingresso para a Igreja dá direito a conhecer um pequeno museu muito interessante onde tem um ossário. Achei que valeu a pena. Bem perto da Igreja está o Palácio da Bolsa. Apesar de caro (algo em torno de 12 euros) a entrada valeu muito a pena. A visita é guiada e é contada a história de cada local do palácio. O local é lindo e possui salas incríveis. Não deixe de entrar! Como a visita é guiada tem horários programados (em várias línguas) e número máximo de visitantes. Compramos o ingresso para a próxima visita em português e como tínhamos uma hora e meia de folga fomos até a torre dos clérigos. Claro que não deu tempo para subir na torre; foi tempo de chegar, conhecer a Igreja e voltar para o Palácio da Bolsa. Então, quando acabou nossa visita ao Palácio da Bolsa voltamos para Torre dos Clérigos, já era quase 18h e conseguimos comprar o bilhete antes do preço aumentar (sim, após 18h fica mais caro!). Na bilheteria a informação que estavam passando é que demoraria cerca de 2 horas para conseguir subir. Como estávamos ali pela segunda fez resolvemos ficar, mas a fila não demorou nem 40 minutos. A visão do alto é bonita. Bem perto dali se encontra a Livraria Lello (local que inspirou a autora do Harry Potter) e eu fazia questão de conhecer, mas ao sair da torre a livraria estava prestes a fechar. Voltaríamos em outro dia. 22/08: 6º dia – PORTO – BATE/VOLTA BRAGA Inicialmente (aqui do Brasil ainda) pensei em fazer bate/volta Braga e Guimarães no mesmo dia. Seria corrido, mas daria, pois já tinha pesquisado horários e transportes. Mas mudei de ideia durante a viagem. Nesse dia fomos a Braga com o objetivo de conhecer o Santuário Bom Jesus do Monte. Pegamos trem na estação São Bento (que por si só já vale a visita) e fomos até Braga (1h11min). Tem trem várias vezes ao dia). Em frente à estação passa um ônibus que vai até o santuário (aqui tem que ser de ônibus, pois é longe). Chegando ao santuário começou a chover e por isso subimos de funiculare, mas o objetivo era justamente andar pelas escadarias para apreciar o caminho. Ao chegar ao topo conhecemos a Igreja (que estava tendo um casamento no momento) e como a chuva estava fininha (e depois parou) descemos pelas escadarias. E é aí que vale a visita, descer ou subir pelas escadarias, pois a forma como foi construída a escada é que dá todo o brilho ao local. Achei que valeu a pena. Estávamos terminando a decida e começou novamente a chover fraco. Pegamos o ônibus e fomos para a cidade procurar um local para almoçar. Não achamos muitas opções e entramos em um restaurante que não tinha ninguém e que não dávamos nada por ele. Pedimos um bacalhau com batatas. Surpresa: estava delicioso!! Nesse momento a chuva já era muita e não deu para conhecer a cidade. Corremos para a estação (que não estava longe, mas foi suficiente para molharmos bastante) para tentarmos pegar o próximo trem que saía em 15 minutos. Chegamos ao Porto por volta das 17h e fomos novamente passear pela Ribeira. Tentamos de novo entrar na livraria Lello, mas a fila estava gigantesca e logo começou a chuviscar. Comemos e voltamos para o hotel. Tentaria a livraria no dia seguinte outra vez (o rapaz disse que domingo era o dia mais vazio). 23/08: 7º dia – PORTO – BATE/VOLTA GUIMARÃES Dia de conhecer Guimarães. Pegamos pela manhã na estação São Bento o trem (1h17min - tem vários horários por dia). Chegando a Guimarães é fácil ir ao centro histórico, basta descer toda vida uma rua até se deparar com a muralha da cidade em ruínas onde está o emblemático: “aqui nasceu Portugal”. Pegamos um mapa e fomos andando e conhecendo as Igrejas e praças locais. Entramos para conhecer o Museu Alberto de Sampaio onde além do acervo próprio tinha uma exposição de catapultas. Entramos nesse museu porque tinha um cartaz com uma frase do escritor José Saramago dizendo coisas bonitas sobre o local, como é um autor que tenho apreço entrei. Mas não valeu a pena! Não tinha praticamente nada para ser visto. Continuamos a andar pelas ruelas de Guimarães e pelas simpáticas praças locais com o objetivo de chegar ao Paço dos Duques e ao Castelo. Chegamos, conhecemos apenas algumas coisas no interior (pois tinha que pagar para entrar e era caro e parecia não ter muito que se ver). Começou a chover. Descemos na chuva até a Praça de Santiago onde paramos para almoçar. Aqui paro para explicar uma coisa. Desde que eu cheguei a Portugal eu estava procurando “bochecha de porco preto” prato típico da região segundo meu pai (que adora cozinhar!). Até o momento não havia encontrado em lugar nenhum e ninguém sabia me dizer onde encontrar. Pois bem, foi nessa pracinha que passando por restaurantes e lendo os cardápios das portas que encontrei o restaurante “tapas e manias” que tinha a tal bochecha de porco preto. Queria experimentar. E foi sensacional! Um dos melhores pratos que comi na viagem. A carne é macia e super saborosa. Tanto é que é o único restaurante da viagem que sei o nome. A garçonete me explicou que esse prato é mais comum nessa região de Portugal, sendo difícil encontrar na região de Lisboa ou no sul do país. Já era mais de 15h e como a chuva permanecia, a solução era voltar para o Porto. A visita já valeu pela bochecha de porco preto, mas a cidade é charmosa e mesmo na chuva deu para conhecer. De volta ao Porto fui finalmente conhecer a Livraria Lello. Três euros para entrar que pode ser convertido em compras. O local é lindo. Existe uma escada linda e super diferente, estantes até o teto e um teto lindo. Vale a pena conhecer. Minha vontade era passar horas lá dentro só admirando o local e aquele tanto de livros (eu adoro livros!!). No dia seguinte teríamos que pegar um voo para Madrid às 6h30. Horário péssimo, pois teríamos que madrugar para chegar a tempo, e o aeroporto era muito longe de onde estávamos; além disso, não teria metro nesse horário e o taxi ficaria muito caro. A outra opção que eu havia pesquisado aqui do Brasil era um trem noturno com duração 10h e o triplo do preço. Pois bem, compramos o avião (70 euros mais 25 para despachar o mochilão). A solução que encontrei foi: trocar de hotel um dia antes da viagem. E assim fizemos! No final do dia pegamos nossa mochila e fomos de metro até um hotel em frente ao aeroporto (hotel Ar e Sol – diária 42,50 euros para duas pessoas). Dessa forma já estávamos em frente ao aeroporto. Realmente foi a melhor coisa que fizemos. Acordamos e fomos andando para o aeroporto. Deu tudo certo, apesar da noite ter sido péssima. Não dormimos bem preocupadas com o horário. (.....continua....) PS:Não consegui inserir imagens.
  14. 1 ponto
    Depois de muito enrolar, aqui vai meu primeiro relato para o mochileiros.com, site que tanto me ajudou em praticamente todas minhas viagens. Espero que possa ajudar a quem se interessar, é meu único propósito, retribuir de alguma forma. Essa viagem foi longa (83 dias), passando por Marrocos (um dia), Portugal (19 dias), Suíça (8 dias), Itália (19 dias), Londres (seis dias), Paris (seis dias), Espanha (cinco dias), Marrocos novamente (15 dias) e cidade de São Paulo no restante dos dias. Fez parte de um projeto bacana de transformar 2017 em um ano semi-sabático depois de trabalhar desde os 13 anos, e desde os 14 com carteira de trabalho. Sou professor de geografia, moro em Nhandeara (interior de São Paulo), tenho 45 anos e sou mochileiro nato. A maior parte do trajeto foi feito com hospedagens em hostels, que geralmente adoro. Acho que mesmo se tivesse um dinheirão, ainda optaria pelos hostels e seus tipos humanos “universais”. Adquiri as passagens de ida e volta pela “Decolar.com”, a 2.600 reais, em março de 2017, ou seja, com 5 meses e alguns dias de antecedência. Optei por fazer relatos separados por país. Assim, vou pular o primeiro dia no Marrocos e ir direto pros 19 dias portugueses. Já fiz várias viagens interessantes na vida, mas todas pela América Latina, de onde nunca tinha saído. Então, reuni os destinos europeus que povoavam meus sonhos, nessa viagem de arromba. São destinos em que depositava muitas expectativas (Suíça, Cinque Terre, Roma) ou outros obrigatórios, como Veneza, Londres e Paris (não tinha muita expectativa, mas queria ver qual é a delas e o que poderiam me ensinar. Além do que, será preciso ter expectativas pra gostar delas? Acho que não). Portugal eu tinha certeza que seria muito agradável, por conta da língua e do povo, e Marrocos é o destino exótico que precisa ser desmitificado e que tá logo ali, então precisei aproveitar a oportunidade. A Espanha, nas minhas pesquisas, foi dos que mais me surpreenderam, então resolvi passar ali apenas como trampolim pro Marrocos e voltar exclusivamente pra ela numa outra oportunidade (além do que, tenho passaporte espanhol, meu avô veio de lá). Pra você que se interessar, uma boa viagem! Vou tentando postar algumas fotos aqui, mas quem quiser poderá encontra-las no meu facebook, por país em “álbuns”. Dia 01/09 – Chegada em Lisboa. Ônibus do aeroporto (aerobus) ao Cais do Sodré: € 4,00 (é possível ir de metrô - € 1,75 cada utilização – obs: só descartar o bilhete após sair do metrô, pois ele será necessário tanto para entrar quanto para sair), mas o ônibus permite ver a cidade neste primeiro contato, ainda mais que é um trecho significativo que te dá uma boa base do que é Lisboa, e não decepciona; o Sunset Destination Hostel, a € 22,49 a diária para quarto com 6 pessoas mix (muito bom – café-da-manhã, banheiros, quartos, funcionários, tudo maravilhoso, é considerado um dos melhores do mundo) fica no prédio da própria estação de trem e metrô Cais do Sodré. Além dessa vantagem gigantesca, ainda tem um mercadinho “Pingo Doce”onde é possível encontrar desde água mineral, até lanches, biscoitos, pilhas, frutas, tudo a preços justos. Depois de deixar as coisas no hostel, fui dar uma volta pela cidade, nos bairros do Chiado e Rossio, à procura de um tênis. Paixão à primeira vista. Incrível a sensação de se perder por uma cidade encantadora como Lisboa. Fui meio que na direção de uma loja de calçados indicada pelo funcionário do hostel e dali meio que ao léu fui entrando por ruas interessantes e curtindo muito o visual, com azulejos, construções históricas, praças-sonho, docerias, quiosques bonitinhos... Enfim, Lisboa me conquistou de primeira. Dia 02/09 – Não comprei nem o passe turístico nem o passe de transportes pois sou “andarilho” profissional e sabia que iria “camelar” ao máximo pela cidade, confiante nas minhas pernas. Além do que, o Cais do Sodré é mega-bem localizado, o que favorece os deslocamentos, e Lisboa é uma cidade pra se caminhar, tão linda é. Primeira visita: Museu arqueológico do Carmo (era um igreja que foi seriamente afetada pelo terremoto de 1755, como quase tudo em Lisboa; mas conservaram o que restou e inseriram um museu ao fundo, com acervo interessante); caminhada até o Castelo de São Jorge (€ 8,50 ), passando pelo bairro famoso de Alfama. Tanto no caminho quanto no Castelo, temos vistas panorâmicas incríveis da cidade. Consegui fotos bem interessantes ao final da tarde no Castelo, todo envolto em jardins e pinheiros “cênicos”. Dia 03/09 – Visita às praias da Costa da Caparica, aproveitando o dia com sol fortíssimo e tempo limpo. Terminal Fluvial do Cais do Sodré, ticket para Casilhas: € 3,00 (ida); ônibus ida e volta entre Casilhas e Caparica: € 5,50; Trem para se deslocar entre as 20 praias de Caparica: € 8,00 – se compra ali mesmo na praia, não é um trem convencional; ticket do Terminal Fluvial de Casilhas, de volta pro Cais do Sodré: € 3,00. O interessante na Costa da Caparica é o mar e as praias que são lindas. Mas muito parecidas com as que temos no Nordeste, inclusive com paredões naturais ao fundo. Tem muita gente que pratica nudismo nas praias mais distantes, da 17 até a 19. E muita paquera gay nessa altura nas trilhas por ali já mais afastadas da praia. Pegação mesmo. Então, acho que não é uma visita obrigatória, a não ser que nudismo, pegação e praia seja seu forte. Dia 04/09 – Sintra. O trem para Sintra sai próximo da estação Rossio do metrô. É necessário sair dessa estação e procurar um café Starbucks num dos cantos da praça. É ao lado do café. É fácil de achar pois é muito bonita, um prédio histórico. Se estiver difícil achar, é só perguntar onde fica a estação de comboio (trem) para Sintra, todos os locais vão informar. Esqueci de anotar o valor, mas acho que não passa de € 5,00. Chegando-se em Sintra, há várias opções de visita, como caminhar pela via principal até o Palácio Nacional de Sintra, no centro histórico. Nessa caminhada de uns 10 minutos, temos as legítimas e tradicionais queijadas da Sapa (é uma portinha super discreta, cuidado). Justamente na segunda-feira estava fechada, mas dizem que é a melhor queijadinha de Portugal. Comi outra e é praticamente a mesma queijadinha que se encontra no Brasil. Visita ao Palácio de Sintra: € 10,00; Quinta da Regaleira: com desconto para professor (50%): € 4,00; visita ao Castelo dos Mouros e Palácio da Pena (com um micro-desconto de 5% caso compre os dois ingressos simultaneamente: € 20,90; ônibus entre Sintra e Cascais: € 4,15. Trem entre Cascais e Cais do Sodré: € 2,20. De tudo isso, acho que são obrigatórios a Quinta da Regaleira e o Palácio da Pena. Se estiver com pouco tempo e tiver que sacrificar algo, que seja o Palácio de Sintra ou o Castelo dos Mouros (esse vale principalmente pelas vistas panorâmicas, com certeza seu ponto forte). São interessantes, mas não tanto quanto os outros. Particularmente, me encantei principalmente com a Quinta, pois é diferente de tudo que já vi na vida e vale a pena se perder por ali, atravessar os túneis, explorar os numerosos detalhes dos chafarizes, lagos, faunos esculpidos, vasos, jardins e museu. Tem muita sombra, verde constante, o que me agrada demais. E as construções parecem brotar em meio ao bosque. É uma harmonia só. Pra quem é maçom ou demolay, parece ser uma visita mais que obrigatória, pois tá cheia de detalhes que só os iniciados entenderão (não sou nem uma coisa nem fui a outra, mas é o que ouvi dizer). Dia 05/09 – Tive que aproveitar ao máximo este dia, pois não sabia ainda se voltaria pra Lisboa (tinha uns cinco dias “vagos” na minha programação e considerei essa possibilidade). Adquiri um Lisboa Card para um dia (19 euros). Assim, comecei pelo Mosteiro dos Jerônimos (belíssimo), fui pra Torre de Belém (pelo tamanho da fila desisti de entrar), Padrão do Descobrimento (monumento aos navegantes, tem como chegar até o topo, de onde se tem incrível vista panorâmida de Lisboa, a € 5,00 por adulto, com desconto pra quem tem Lisboa Card, ficando em € 3,50 – fui e adorei, a vista da praça logo em frente com o mapa das descobertas portuguesas ao redor do mundo – além de toda cidade e arredores - é incrível e garante fotos “antológicas”) e Oceanário (€ 15,30 pela exposição permanente, já com desconto de 15% pra quem tem o Lisboa Card – é impagável, adorei com intensidade máxima - e pela exposição temporária, no caso, florestas tropicais submersas, coisa linda). Minha referência de visita a “aquários” é o de Santos (SP) e sou do interior, sem muito contato com a vida marinha. Mesmo contando que a “caipirice” possa ter influenciado, achei o máximo do máximo do máximo o tal do Oceanário. Além de que, ao ter que desembarcar do metrô na estação Oriente, automaticamente se encontra uma Lisboa moderníssima, com prédios espelhados, toda a estrutura construída para abrigar a Expo-1997, como o pavilhão das nações, com as bandeiras dos países que participaram, além de um desenho urbano que favorece a visitação, centros de compras para os consumistas, muitos espaços de uso comum como praças e gramados agradáveis para piquenique e descanso, além da arquitetura da própria estação Oriente, assinada por ninguém menos do que Santiago Calatrava, ela mesma uma atração em si. Amei descobrir essa Lisboa inusitada. Dia 06/09 – Ida pra Lagos, de trem (saindo da estação de trens e metrô de Santa Apolônia, foram três trechos incluídos na mesma passagem, com troca de trens, sendo o mais extenso, da estação Oriente até Tunes, feito no trem de alta velocidade Alfa-Pendular, que chegou a 219 km/h), com passagem comprada antecipadamente pela internet no site do CP – Comboios de Portugal: € 11,10. Pelo caminho, muitas plantações de frutas (uva, figo, pera, laranja, romã), oliveiras, sobreiros (árvores de extração de cortiça) e um tipo de pinheiro rústico (menos alto e mais arredondado). Sol de rachar. Chegada no hostel da rede Hostelling International, a € 15,00 a diária (hostel bom), na rua Lançarote de Freitas, número 56. Pra quem possa interessar, Lagos tem camping a € 4,50 no Clube de Futebol Esperança de Lagos, fica na estrada da Ponta da Piedade, Rossio da Trindade, Apt. 680 (é o melhor lugar pra quem quer aproveitar as praias – bem próximo da praia da Dona Ana e do Camilo, as melhores de Lagos, e está a cerca de 500m da Praça do Infante, uma boa referência – fones: 351-282048328 e 351-282767696). Pra quem não tem barraca, eles alugam a € 6,00 uma barraca para duas pessoas. É possível também alugar um trailer. Estes preços são para alta temporada, que vai de 1 de junho até 30 de setembro. Uma das praias é de nudismo, já bem próximo à Ponta da Piedade. Muita arborização urbana com o sul-americano jacarandá-mimoso. Cidade jovem, não frequentei mas acho que a vida noturna é das melhores. Fiz o check-in no hostel e já fui pras praias. Brasileiro na praia tende a não se maravilhar com nada, pois as nossas são sim muito bacanas. Mas em Lagos elas são diferentíssimas. Saindo da cidade pelo acesso à Ponta da Piedade (a pé, sem problemas, nada muito distante), dá pra ir entrando e saindo delas e voltando pro acesso principal pra chegar na próxima, é super prático. Ou até mesmo ir caminhando pela praia, mas há trechos em que os penhascos não permitem seguir adiante. E é aí que está o diferencial. São penhascos, arcos, ilhotas, promontórios, cabos, pontas, toda uma geografia louca e acidentada que não temos no Brasil. E lanchas e caiaques pra todo lado explorando esses trechos. Muuuito legal. Não é possível alugar um caiaque sozinho e seguir ao léu. Obrigatoriamente, há grupos que saem do canal ao lado da praia da Batata e seguem com guia por um circuito padrão. São vinte e cinco euros mas vi quem fechasse por trinta. Já pra quem quer ir de lancha, me pareceu também muito legal e sai da própria ponta da Piedade. Tem umas escadinhas que levam até as lanchas e cobram 15 euros por pessoa. Apesar de um barqueiro ter informado que com maré baixa seria melhor, me pareceu o contrário, pois a maioria dos arcos não são acessados nessa circunstância. E eles são grande parte da atração. Acho que o barqueiro queria mesmo era garantir córum pros momentos de baixa procura. Sou bonzinho, perdoei-o e segui adiante. Mas não entrei no barco. Achei que a praia em si era minha melhor opção (nada, é que fiquei magoado e com orgulho ferido. Façam sim o passeio de barco que parece incrível). E lá fui eu pra praia de nudismo, um sossego só. Dia 07/09 – Acordei tarde, me enrolei com o facebook e telefonemas pra casa e perdi a chance de fazer um passeio mais longo. Problema nenhum, já que Lagos e suas praias são motivo mais que suficiente pra ser feliz por dias. Sucedem-se as praias da Batata, do Pinhão, Dona Ana, Camilo e Grande, assim chegando à incrível Ponta da Piedade, com penhascos que eles chamam de falésias (mas que, tecnicamente, são barreiras, diria o finado geógrafo Aziz Ab´Saber). Dia 08/09 – Faro e Tavira. Fui primeiramente de trem até Tavira, o destino mais longo, a € 9,30. Trem de Tavira para Faro: € 3,15; no caminho, novamente muitas plantações de frutas (laranja, uva, pera, figo) e, em Portimão, algo inusitado e que se repetiria depois na ida de ônibus pra Évora: no que pareciam ser chaminés desativadas de antigas fábricas, mas também em postes mais altos e em torres estratégicas de igrejas, ninhos de cegonha com uma ou outra delas por ali, na maior harmonia com a paisagem urbana. Além de resorts, campos de golfe e condomínios, mas sem aqueles muros ostensivos que só o Brasil tem, afinal a violência urbana deve ser imensamente menor em Portugal. Em Tavira almocei na Casa Simão, âs margens do rio Gilão, um filé de atum acebolado delicioso, a € 9,50 já com a entrada e o refrigerante. Em Faro, o Museu Municipal (cidade velha): € 1 (desconto de 50% para professor); Museu e Catedral da Sé – conjugados, sendo possível visitar a torre do sino: € 3,50; trem de Faro para Lagos: € 7,30. Em Távira, é possível alugar uma bike pra pedalar em um circuito à beira mar. Eu não fui, mas na Abílio Bikes (www.abiliobikes.com) o aluguel de uma bicicleta vai de 7 a até 35 euros por dia, a depender do modelo. Távira é muito simpática e preserva mais sua história, cultuando-a, com castelo, praças, ruas estreitas. Já Faro, tem um lado moderno ao redor da Cidade Velha protegida por muralhas. Equivocadamente, achando que fosse Faro, desci em Olhão. Andei um pouco até me dar conta do erro, e é muito simpática, com um passeio público bem agradável. Uma típica cidade-balneário do Algarve, sem culto à história das outras regiões mais ao norte. Dia 09/09 – Ida para Sagres. Ônibus (Eva Transportes, sai da rodoviária, mas tem outra opção que sai do centro, em um ponto de ônibus ao lado do correio): 3,90 €; visita à Fortaleza de Sagres: € 3; ônibus de volta: € 3,90. Aqui, me decepcionei um pouco, pois esperava mais da Fortaleza e da própria Sagres, isso por conta dos livros de história e da importância que teve pras Grandes Navegações. Pra quem gosta de praias, são lindas, mas tem que descer as escadarias/trilhas dos penhascos. Haja escada, os penhascos são altos. Só avistei, não desci. Dia 10/09 – Ida pra Évora. Passagem de ônibus (Rede Expressos, 4 horas de viagem): 18,30 €. Bacana, pois passa dentro de Portimão, Armação da Pêra, Albufeira (todas do Algarve), depois Beja, já no Alentejo, entre outras, vendo as paisagens. Sempre gostei de viajar de ônibus, ainda mais passeando. E todos aqueles ninhos de cegonha pra todo lado (e eventualmente uma delas). Um sol de fazer inveja aos trópicos. De novo muita oliveira, cortiça, romãs, laranjeiras e uva. No Algarve, paisagem mais acidentada sem ser montanhosa. No Alentejo, bem mais plano. Daí, cheguei em Évora às 16:30 e fui pro Old Évora Hostel, a € 14,00 por dia por quarto pra quatro pessoas (mas só tinha eu, apesar das 8 camas), com café-da-manhã. No dia seguinte, uma surpresa: a vantagem virou desvantagem. Colocaram mais cinco pessoas no mesmo quarto. Ficou quites. Reservei pelo site do Hostelworld no dia anterior , apesar do contratempo, afinal você paga mais por um quarto pra quatro pessoas, e está a menos de 10 minutos a pé da rodoviária. A localização compensa tudo pra quem tem malas com rodinhas. Fica dentro das muralhas da cidade velha e lá fui eu explorá-la. Moçada, preparem-se pra quando visitar Évora. É uma cidade medieval e também foi afetada pelo terremoto de 1755, mas bem menos do que Lisboa. Assim, conserva um ar realmente medieval. É impressionante. Ainda vou nessa viagem em outubro pra algumas cidades italianas medievais, mas não consigo imaginar como outra poderia ser mais impressionante do que Évora. Já fora das muralhas tem aqui uma arena pras touradas. Conforme apurei, já não podem matar o touro, mas ainda espetam o bicho, ou seja, há muito sofrimento ali. Dali, adentrando as muralhas já na cidade velha, fui parar no Paço de São Miguel onde há um complexo com um palácio onde se hospedou por longo tempo a realeza portuguesa. Como já eram quase oito horas (hora que encerram as visitas), fui autorizado a fazer um passeio rápido pelas instalações (vinte minutos) e são deslumbrantes. Dali, já apaixonado por Évora e um tanto empolgado, fui ao famoso templo romano que é o símbolo da cidade. Frutração. Está em reformas e cheio de tapumes e proteções que impedem de ser contemplado. Mas... ali do lado tem um restaurante cênico da pousado dos Lóios, chamado “Cinco Quinas”, muito simpático ainda mais na parte externa, onde fiquei. Jantei um bacalhau com legumes e suco de laranja a € 17,00 (delicioso, mas uma facada pra quem tem que pensar em economizar), mas não tinha visto nenhum outro restaurante aberto. Lei de Murphy: saindo dali de mapa em punho pra encontrar o hostel, passo por uma praça repleta de outras opções pra se comer por bem menos. Dia 11/09 – Grande expectativa pra conhecer Monsaraz. Vi num programa de viagens da Titi Muller (que eu adoro) sobre Portugal. A logística é complicada: saída 10:30 até Reguengos de Monsaraz (€ 3,90). Dali, ônibus às 13:45 para Monsaraz (mais € 3,10), onde tem um castelo e um vilarejo ao redor (não se paga nada pra visitar o castelo e o vilarejo, incluindo suas igrejas). Almoço delicioso na Casa do Forno, um bacalhau a Bráz com refrigerante, por 10 euros. Haveria uma tourada no pátio do castelo às 17:30, no mesmo horário do ônibus. Volta às 17:30, é o último ônibus. Assim sendo, daria pra tomar o café no hostel, explorar Évora até às 10:00 e depois ir pra lá. Quando as aulas começam, aumenta o número de ônibus que fazem o trajeto. Passeio bacana e, por ter ficado em Reguengos por uma boa hora e meia, deu pra transitar por ali e saber como é uma típica cidade portuguesa não-turística (coisa de professor de geografia). Dia 12/09 – Évora: ida à Universidade. Geralmente há uma taxinha pra visitá-la, mas, nesse dia, como estavam ocorrendo matrículas, não houve. Visitei a Catedral da Sé (legal), por € 4,00 incluindo o claustro e a torre com vista panorâmica. E também a igreja de São Francisco e a Capela dos Ossos (feita disso mesmo, para nos lembrar da “finitude da vida”, bem interessante) e o museu do Presépio (muito interessante), tudo por € 4. Almocei um filé mignon com queijo roquefort e tomando vinho sugerido pelo garçom, no restaurante Dona Inês, rua Diogo Cao, n.3. Tudo por € 13,50. Depois, peguei um ônibus (Rede Expresso, € 12,50 e duas horas de duração) para Lisboa (hostel Hub Lisbon, 18 euros, a cerca de 3 minutos da estação de metrô Picoas, muito bom). Às 20:30, fui ao encontro de uma ex-aluna incrível prum bate-papo. Dia 13/09 – Em Lisboa, minhas prioridades eram comer o pastel de Belém ali ao lado do Mosteiro dos Jerônimos, por € 1,00 cada (nada muito diferente dos demais, não vi grande vantagem, apesar da fila monstruosa que se forma e sair fresquinho, tal é a procura), e visita ao Museu do Azulejo (rua Madre de Deus, número 4), € 5,00 – incrível, principalmente o acervo de uma antiga igreja contígua ao museu e que não foi tão afetada pelo terremoto de 1755, conservando quase todo patrimônio, e um painel de 1700 em azulejos, de 23 metros, com a representação de Lisboa anterior ao terremoto, sendo o maior registro de como era a cidade antes da tragédia. Para se chegar até ele, tem as linhas de ônibus (aqui eles dizem autocarros, acham ônibus muito antiquado) 718, 742 e 794. O metrô mais próximo é a estação de Santa Apolônia. Dali, ou se pega um dos autocarros ou se caminha 20 minutos. Nesse dia, fui para Tomar, de comboio (trem), da estação Santa Apolônia (€ 9,95). Cheguei em Tomar após o horário do check in (até às 22:00) do Hostel 2300, e tive que procurar outro lugar pra ficar. Achei o Residencial Lux, a meia quadra da praça central, na rua Serpa Pinto, onde me cobraram € 18,00 por um quarto bem legal, com banheiro. Costumam receber peregrinos rumo a Santiago de Compostella (Espanha), pois há um caminho português (aliás, descobri ali que há várias opções além das duas principais, entre França e Espanha). Dia 14/09 – Visita ao Convento de Cristo e Castelo dos Templários (incríveis e míticos lugares principalmente pra quem gosta das histórias do Santo Graal, estão ligados um ao outro: € 6,00 e por si só já justificariam uma passagem por Tomar). Passagem rápida pelas Igrejas do Convento de São Francisco e de São João Batista (esta na praça da República, a mais central) - simpáticas. Museu do Fósforo: inusitado. Almoço na “Legenda Medieval” (Rua Cândido Madureira, 83), uma mini-sopa de feijão verde e um mini “entrecosto com favas”, além de dois pastéis de nata grandes, tudo por € 6,65. Janta incrível no Snack Bar (rua Aurora Macedo,25), um menu do dia a € 5,55 pela Feijoada Transmontana e uma taça de vinho, pechincha, ainda mais pela qualidade do prato. Comentário: apesar do mal-humor por ter perdido o horário do check-in do hostel, a passagem por Tomar foi incrível pelo que a cidade é. Pequena, bem cuidada, um rio piscoso de águas transparentes a corta de fora a fora, sem nenhum traço de poluição. Em suas margens, um parque urbano com verde abundante e quadras poliesportivas. Mesmo sem ser um destino turístico de massa (a maioria passa por ali apenas pra visitar sua maior atração, o Castelo dos Templários e o Convento de Cristo, o que é possível em uma única tarde), vi ao final da tarde bares cheios e famílias e estudantes frequentando os espaços públicos, creio que habitantes locais. Uma paz inabalável. Adorável. É tudo que eu espero de uma cidade. Dia 15/09 – Trem para Aveiro (7:11, com troca em Entrocamento, a € 15,55). Nessa passagem rápida por Aveiro, a ideia era ir até à beira mar e explorar os arredores e centro da cidade mas... se tivesse encontrado onde deixar a bagagem. Fui a pé da estação do trem (não tem bagageiro) até o centro (uns quinze minutos andando), na “Informação Turística”, que sugeriu um porta-volumes próximo mas que estava fechado, mas parecia mesmo que o local foi indicado erroneamente pela funcionária no mapa que me deu. Então, o que deu pra fazer foi zanzar pelo centro histórico carregando as tralhas, sem muita liberdade, comer a “tripa” e os “ovos moles”, pratos típicos locais, e dar uma espiadinha e tirar umas fotinhas do canal que atravessa a cidade tornando-a praticamente uma Veneza portuguesa, com passeio de barco e tudo. Também atravessei a Ponte da Amizade, sobre o canal, onde amarram fitas e botam cadeados “à moda de Paris”. Ou seja, valeu pra se ter uma noção da cidade. Trem para Porto: € 3,95. Me hospedei no Gaia Porto Hostel, por quatro noites, a 20 euros por dia. Fica na rua Cândido dos Reis, n.374-376 e é muito bom, tem metrô próximo (5 minutos da Estação General Torres), fica pertinho do rio Douro, ligado ao centro da cidade por ponte mas próxima a significativo agito às margens do rio. Só não é melhor pois pra ir do metrô ao hostel é descida e, pra voltar, subida, quem for preguiçoso vai espernear. Chegando na estação São Bento do metrô, já comprei um cartão do metrô (€ 0,60) carregado com quatro viagens (€ 1,20 cada). Brasileiros vão estranhar o uso do metrô, pois na maioria deles, nem bilheteria tem. Você valida a entrada numa máquina, o que permite que você não valide coisa nenhuma, caso queira. Mas funciona na base da confiança e não somos nós que vamos quebrar o sistema, né? Dia 16/09 – Visita à Torre dos Clérigos (subi até ao topo, mas não achei tão interessante), igreja e museu contíguos (tudo por € 5,00, mas quem quer conhecer só a igreja, ela fica quase sempre aberta gratuitamente e é linda); fui ali do lado à Praça da Cordoaria – simpática - e Igreja do Carmo – linda e gratuita; no almoço, um menu do dia por € 5,00, com sopa de entrada, bacalhau com natas de prato principal, e refrigerante , uma pechincha e a qualidade excepcional, além de estar no meio do buchicho, ali pertinho da Torre dos Clérigos (Alma Portuense, Praça Parada Leitão, 17, junto à Praça dos Leões - é como está no cartão do restaurante); peguei o trem pelo vale do Douro até Pocinhos. Sai da estação Campanhã, na qual se chega tanto por trem quanto por metrô (€ 23,65 ida e volta - bacana, mas não visitei nenhuma vinícola, que é o que a maioria faz; daí, quando o trem volta recolhendo o pessoal, a alegria abunda, muita gente bêbada ou quase isso depois de provavelmente tanta degustação); queria mesmo era ver como se sucede a paisagem do litoral até quase a divisa com a Espanha, coisa de professor de geografia; me decepcionei um pouco, esperava bem mais dessa paisagem. Na verdade, é um padrão que se repete quase o trecho todo: socalcos (terraços) com videiras, oliveiras eventuais e frutas, vilarejos e vinícolas. É possível fazer um pequeno trecho dessa viagem (o mais significativo, de Régua até Tua, passando por Pinhão, ou seja, a parte mais interessante) por um trem turístico (42,50 euros) da própria CT - Comboios de Portugal, a empresa responsável pelo transporte ferroviário no país. Parece interessante, principalmente pra quem gosta muito de vinho e nunca visitou uma vinícola. Mas não me interessei. Depois, retornando ao Porto, dei uma voltinha nas margens do Douro (o melhor “programa” na cidade do Porto, na minha opinião) antes de voltar pro hostel – ali na margem estava tendo festival de música italiana, bem legal, animado e gratuito, pois a banda se apresentava em um palco a céu aberto. Os artistas se revezavam a cada dia. Dia 17/09 – Explorei a cidade do Porto. Fui do hostel na Vila Nova de Gaia até a Ponte do Infante, fotografei tudo, fiz piquenique, andei que nem um doido pra cima e pra baixo, fotografei aquela paisagem da beira do rio Douro que não tem igual, as casas e pequenos prédios coloridos à beira do rio que eu achei que só fosse ver na Itália, em Cinque Terre e na Costa Amalfitana. Almocei umas sardinhas grelhadas (acho que a 8 euros, não lembro o nome do lugar, mas todo lugar tem mais ou menos a esse preço). Fiz o roteiro a pé sugerido pelo Lonely Planet, ou seja, Torre dos Clérigos, Praça da Liberdade, Estação São Bento, Catedral do Porto e seu claustro (2 euros, lindona), Rua das Flores, Igreja de São Francisco (a mais cheia de ouro de todas que vi em Portugal e na vida, incrível - € 5,00 para visita-la mais o claustro) e cais da Ribeira fechando o passeio. Dia 18/09 – entre Braga e Guimarães, escolhi Braga por esta ao lado da Igreja de Bom Jesus, na qual tinha grande interesse. Então, peguei o trem na estação São Bento para Braga. Lá chegando, fui explorar o centro antigo, perto da estação de comboios (trens), coisa de uns 10 minutos a pé ou nem isso. Fui à Catedral da Sé (€ 3), dei uma zanzada pelo centro histórico meio sem rumo (simpático), até que resolvi pegar o ônibus pra visitar a igreja de Bom Jesus. É um ônibus que para em vários pontos do centro. Se você ir até o local em que temos o letreiro “Braga”, onde todo mundo tira fotos, este ônibus passa na avenida que desce à sua frente. Paga-se € 1,65 para ir, mais outro tanto pra voltar, e acho o passeio obrigatório pois o conjunto de escadarias pra se chegar lá é qualquer coisa de incrível, além da própria igreja, que não é tão ornamentada mas não se paga nada pra visitar. Assim se encerrou a etapa portuguesa de minha viagem. Ela continua na Suíça.
  15. 1 ponto
    De tudo que vivi em Portugal, acredito que algumas das experiências imperdíveis foram: 1 - Lisboa: que linda, que agradável, que gostoso andar por ali, se perder naquelas ruas, comer em qualquer lugar, parar pra contemplar o Tejo e deixar a vida passar. E tão mais barata que a maioria das outras metrópoles europeias. Sem falar que tem Sintra logo ali, e o mar do outro lado, com as praias da Caparica e Cascais a um "pulinho", e o Oceanário. É um "pacote" meio imbatível! Por tantas e tão empolgantes opções (e tão integrada à natureza), tornou-se, junto de Londres, minha metrópole favorita na Europa. 2 - Praias e cidades do Algarve: nem na minha mais otimista perspectiva turística eu imaginava que o litoral do Algarve seria tão incrível. É como disse no relato, praias "acidentadas" pra todo lado, com seus penhascos, águas transparentes, arcos, ar agradável, sol permanente... e bem diferentes das praias brasileiras. Ou talvez minha sorte foi ter ficado em Lagos (e dali ido visitar os arredores: Faro, Sagres, Tavira, Olhão), que é uma pequena cidade linda de viver, onde dá pra fazer tudo a pé, sem pressa. 3 - Eu simplesmente amei Tomar. É tudo o que eu queria que uma cidade fosse: limpa, bem cuidada, arborizada, tranquila, e seu rio serpenteante e de águas transparentes, criando cada recanto lindinho que não dá vontade de ir embora tão cedo dali. E animada. Repleta de estudantes e povo local muito simpático que lota os bares ao fim da tarde. Dá pra entender a harmonia que paira por lá. E, de lambuja, o Convento de Cristo e Castelo dos Templários, sua mística, sua história e sua beleza. Mas tem até Museu do Fósforo. Foram ali dois dias que eu não me incomodaria se fossem dois meses. 4 - Évora foi a cidade medieval que mais me impressionou de todos os países europeus que conheci (e olha que isso inclui São Gimignano e Siena, na Itália, ou o centro histórico de Berna, na Suíça). A catedral da Sé, a Igreja de São Francisco com a Capela dos Ossos, o Museu do Presépio... ou o simples andar pra explorar o centro e deixar a vida passar. Incomparável! 5 - Comer, comer e beber. Começa pelas sardinhas grelhadas com um azeitinho, passa pelas mil maneiras de se degustar um bacalhau ("com natas" ficou na história, entre outros), uns vinhozinhos (nem sou tão chegado, mas não resisti às sugestões dos garçons), o sorvete do "Amorino", em Lisboa, e os doces do país inteiro (pastel de nata, travesseiro... e por aí vai), só não recomendo a "tripa" e os "ovos moles" de Aveiro, estes são meio enjoativos.
  16. 1 ponto
    OLA PESSOAL, VOU PASSAR A EXPERIENCIA QUE TIVE EM PORTUGAL DE 11 A 23 DE SETEMBRO DE 2018. ANTES DE IR, LI UNS RELATOS AQUI E ME AJUDARAM MUITO HORA DE DIVIDIR COM TODOS. BEM, VOEI DIRETO DE RECIFE A LISBOA, MAS DE CARA ALGO JA HAVIA MUDADO: A TAP ESTA COM MUITA DEMANDA, E POR ISSO ESTA TERCEIRIZANDO OUTRAS COMPANHIAS AEREAS PARA FAZER VOOS INTERNACIONAIS E DOMESTICOS. NA OCASIÃO FOI PELA PELA WHITE AIRWAYS. OTIMA EXPERIENCIA. FORAM 7 HORAS E 40 MINUTOS DE MUITA TRANQUILIDADE. REALMENTE O AEROPORTO DE LISBOA É GRANDE. É NECESSARIO DESCER AS ESCADAS DA AERONAVE, NÃO HÁ TUBOS. SE TIVER PROBLEMA DE LOCOMOÇÃO, PEÇA ASSISTENCIA LOGO AO FAZER O CHECK IN NO BRASIL. AS MALAS SÃO DESPACHADAS NUMA ESTEIRA SUPER LONGE. A SINALIZAÇAO É BOA. HÁ ESCADAS MAS TAMBEM HÁ ELEVADORES. NAO SE PREOCUPEM. COMPREI LOGO O TAL CHIP DA VODAFONE, 2O EUROS, COM VALIDADE DE 30 DIAS. O QUE TEM A OFERECER? 5 GB, 500 MINUTOS LIG NACIONAL, 30 MINT LIG INTERNACIONAL. DETALHE: AO LIGAR PARA O BRASIL COLOCA O SINAL DE + 55 COD DE AREA (11, 21, 81...) E NUMERO, A OPERADORA DIZ QUE NÃO TEM CREDITO, MAS DESCONSIDERE, E A LIGAÇAO É COMPLETADA. NÃO É PRECISO DIGITAR CODITO DE OPERADORA COMO SE FAZ AQUI. DEPOIS VEIO A BRONCA: ATRASO CONSECUTIVOS NO VOO DOMESTICO PARA PORTO! SIMPLESMENTE PERDI A TARDE O VOO QUE ERA PRAS 16H SO FOI FEITO AS 19:30h. NOVAMENTE A TAP TERCEIROU POR CONTA DE OVERBOOKING. E SO ME DERAM 6 EUROS PARA ALIMENTAÇAO PORQUE FUI PEDIR. VOCE NAO COME NADA DE BOM COM 6 EUROS. TODO MUNDA SABE OS PREÇOS EM AEROPORTOS! CONSELHO: NAO COMPRE PASSAGEM AEREA DOMESTICA PARA GANHA TEMPO: VÀ DE TREM (COMBOIO) ENFIM: CHEGUEI NO HOTEL EM PORTO A NOITE. AS COZINHAS DOS RESTAURANTES FECHAM AS 23 HORAS NO MAXIMO. SE ADIANTE PARA NAO FICAR COM FOME. PORTO CIDADE LINDA, CALMA, LIMPA E DE TERRENO ACIDENTADO. A PARTE HISTORICA DA CIDADE É CHEIA DE LADEIRAS. O MELHOR A FAZER É CAMINHAS PELA RIBEIRA, A MARGEM DO RIO DOURO, PASSEAR DE BARCO, QUE CUSTA DE 12 A 15 EUROS, TRAJETO QUE PASSA PELAS 6 OU 7 PONTES, POR QUASE 1 HORA. VALE MUITO A PENA. DEPOIS ATRAVESSE A PONTE LUIZ I, A DE FERRO E MAIS FAMOSA DA CIDADE! E VA ALMOÇAR E BEBER NOS DIVERSOS RESTAURANTES EM GAIA, A OUTRA CIDADE DO LADO OPOSTO A PORTO. VOCE PODE BAIXAR O APP DO GUIA DA CIDADE AO PROCURAR NO GOOGLE: EL GUIDE. TEM DE PORTO E LISBOA MUITO BOM, NAO BAIXEI PORQUE TINHA O IMPRESSO EM MAOS. OU TAMBEM WWW.VISITPORTO.TRAVEL NO OUTRO DIA FIZ UM PASSEIO COMPRADO AINDA AQUI NO BRASIL, PARA CIDADES DE BRAGA E GUIMARAES. FORAM 95 EUROS. QUEM QUISER, ACESSE O SITE DIRETAMENTE DA EMPRESA: LIVINGTOUR.COM SAO SUPER PONTUAIS. NAO SE ATRASE AO SAIR DO HOTEL. A NOSSA GUIA FOI PAULA, UMA PORTUGUESA SUPER PROFISSIONAL E CONHECEDORA DE HISTORIA. GUIMARAES É MUITO SHOW. CENARIO DE CINEMA. JA BRAGA, ACHEI SEM GRAÇA. UMA IGREJA E LOJAS POR PERTO. ELA TAMBEM NOS LEVOU NO ALTO ONDE HA IGREJAS, HOTEIS E ATE UM TEMPLO ONDE JOAO PAULO II VISTOU. VALEU CADA EURO INVESTIDO. RETORNAMOS AO HOTEL AS QUASE 18 HORAS. OUTRO DETALHE: EM SETEMBRO OU NO VERAO, OS DIAS SAO LONGOS E AS NOITES CURTAS. RAPIDAMENTE O DIA AMANHECE. NO OUTRO DIA FOMOS DE COMBOIO PARA UM CENTRO DE COMPRAS AFASTADO DA CIDADE, FAMOSO VILA DO CONDE. GASTAMOS DE IDA E VINDA POUCO MAIS DE 6 EUROS. A MAQUININHA É COMPLICADA, MAS RECEBEMOS AJUDA DOS PATRICIOS. COMBOIO MUITO LIMPO E ORGANIZADO, NEM SE SENTE A DISTANCIA DE QUASE 30 MINUTOS. O OUTLET É DE UM PISO SO, PLANO. MUITAS MARCAS BOAS, MAS PARA NOS BRAZUCAS AINDA FICA CARO. MESMO ASSIM, VALE PORQUE FICA MENOS CARO. NESSA IDA E VINDA, SE FOI O DIA TODO. ACHO QUE 3 DIAS EM PORTO TA DE BOM TAMANHO, SE QUISER MAIS, É PARA FAZER BATE E VOLTA NAS CIDADES VIZINHAS. PORTO É ENCANTADORA, DA PENA SAIR DELA. MAS É O JEITO, RUMO A LISBOA O UBER DO CENTRO DE PORTO AO AEROPORTO DA CERCA DE 12 EUROS. SE TIVER SORTE, PODE SER MENOS. A CIDADE É GRANDE, DETALHE DO UBER EM PORTUGAL: A UNICA FORMA DE PAGAMENTO É POR CARTAO DE CREDITO, NA MODALIDADE CREDITO. LISBOA PENSE NUMA CIDADE BONITA, CHEIA DE VIDA E ANIMADA. MAS ESSA ANIMAÇAO É DOS TURISTAS, PORQUE O PORTUGUES É MORGADO E GROSSO, DE MODO GERAL. FOMOS DE UBER, QUE SÓ É PEGO NO TERMINAL 1, UM POUCO AFASTADO DA AGITAÇAO PRINCIPAL DO AEROPORTO. É PRECISO IR NO 3º PISO PARA TER ACESSO. MAS É FACIL. MAS ANTES DISSO, PREPARE AS PERNAS, PORQUE A ESTEIRA DA BAGAGEM ( ELES CHAMAM DE TAPETE) Nº 2 FICA BEM LONGE DO DESEMBARQUE. EM SETEMBRO TODOS OS DIAS FORAM ENSOLARADOS. CERCA DE 30 GRAUS EM LISBOA. MAS NAO FAZ CALOR. VENTO É FRIO E SECO. OTIMO, FIQUEI NO HOTEL INN ROSSIO, COM 7 DIARIAS, QUASE 2 MIL REAIS, PORQUE FOI RESERVADO COM ANTECEDENCIA. O HOTEL É MUUUUITO BEM LOCALIZADO. TEM TUDO PERTO QUE VOCE POSSA IMAGINAR COMO TURISTA. UM PEQUENO MERCADO NO TERREO: PINGO DOCE. ESSE MERCADO TEM EM TODO LUGAR DE LISBOA. ACHO QUE SO TEM ELE. KKKKK LISBOA NAO TEM GRANDES MERCADOS COMO NO BRASIL, ENCONTREI OUTRO DENTRO DO SHOPPING VASCO DA GAMA: CONTINENTAL, TIPO CARREFOUR. E SÓ, BEM DO BAIRRO ROSSIO, VOCE PODE SEGUIR EM FRENTE E IR A PRAÇA DO COMERCIO, SUBIR DE UM LADO PARA O ALFAMA OU SUBIR PARA O OUTRO LADO: CHIADO E BAIRRO ALTO. TUDO VALE A PENA. NAO COMPREI O CARTAO LISBOA, TAO PROPAGADO, PQ NAO TINHA NEM TEMPO DE VISITAR TANTO MUSEU. MAS RECOMENTO IR NO CASTELO DE SAO JORGE, ENTRADA DE 8,5 EUROS DE MODO GERAL, VER NO SITE: WWW.CASTELODESAOJORGE.PT. O QUE MAIS ME CHAMOU ATENÇAO FOI O SILENCIO DO LOCAL, MUITO TURISTAS E NENHUM BARULHO. ACHO MELHOR IR A TARDE PELA BELEZA DO POR DO SOL. DE LA SE AVISA QUASE TODA LISBOA. VALE MUITO A VISITA. PODE DESCER ANDANDO MESMO, CADA LOJA E CASA SÃO UM ESPETACULOS A PARTE. ANDEI DE "ELETRICO" QUE É O NOSSO BOMDINHO, MAS SE TIVER DISPOSIÇAO, VA A PÉ. É ATE MAIS RAPIDO, PORQUE O ELETRICO RODA MUITO. O BILHETE E VENDIDO EM TODO LOCAL. FACIL DE COMPRAR. NO OUTRO DIA FUI DE METRO AO OCEANARIO, PEQUE A LINHA VERMELHA, COM NOME "AEROPORTO" E DESCA NA ESTAÇAO ORIENTE, PAGUEI 15 EUROS PARA VISITAR O OCEANARIO, MARAVILHOSO, TEM TAMBEM UM TELEFERICO, QUE NAO ME INTERESSOU, NA VOLTA PAREI NO SHOPPING VASCO DA GAMA, TUDO BEM PERTINHO. ONDE FIZ UMA COMPRINHAS. LA TEM MERCADO CONTINENTAL. MUITO BOM POR SINAL. A PRAÇA DE ALIMENTAÇAO ( QUE ELES CHAMAM DE "RESTAURAÇAO") DO SHOPPING É PEQUENA, MAS ALMOCEI UMA COSTELINHA DE PORCO MARAVILHOSO COM UMA TAÇA DE VINHO, TUDO POR MENOS DE 10 EUROS. É UM RESTAURANTE QUE FICA COM UNS FRANGOS ASSANDO A MOSTRA, AO LADO DE OUTRO DE COMIDA ARGENTINA. DEPOIS PEGUEI O METRO, FIZ A "CABEAÇÃO" QUE É A TROCA DE LINHAS E CHEGUEI NO ROSSIO. SIM, O CARTAO É 0,5 EUROS, VALE POR 1 ANO, VOCE PODE OPTAR POR CARREGAR 1 OU MAIS PASSAGENS, TEM TAMBEM COMO DEIXAR ELE COM ACESSO TODOS OS MEIOS DE TRANSPORTES OU POR 24 HORAS, PREFERI RECARREGAR SO QUANDO PRECISAVA, AS MAQUINAS RECEBEM MOEDAS E CEDULAS. SIM, ANDE COM COMPROVANTE DE COMPRA DO BILHETE, PODEM LHE PEDIR, É PELA CARA DA PESSOA KKKKK NUNCA SE SABE, A VALIDAÇÃO DE ACESSO É NA ENTRADA E SAIDA FINAL. NO OUTRO DIA FUI NO LADO OPOSTO DA CIDADE, CONHECER A TORRE DE BELEM E MONUMENTO DO PADRAO DOS DESOBRIDORES. DETALHE, NAO HÁ METRO. É PRECISO IR DE ELETRCO Nº 15 OU OUTRO LA, NOVAMENTE VOCE RECARREGA AQUELE CARTAO COM 2,90 IDA E VOLTA E TUDO BEM. EM 20 MINUTOS VOCE CHEGA LA. MAS AS PARADAS NAO DIZEM ONDE VOCE ESTA. MELHOR DEIXAR O GOOGLE TE DIZER, A TORRE NEM É TAO GRANDE ASSIM, PARECE ENORME MAS É PEQUENA. 6 EUROS A ENTRADA BASICA. CRIANÇAS E IDOSOS ACIMA DE 65 PAGAM METADE EM TUDO, A FILA É GRANDINHA MAS ANDA RAPIDO. DE LÁ VOCE PODE IR CAMINHANDO AO PADRAO DOS DESOBRIDORES. MUITO SHOW. LINDO DE MORRER A IMPONENCIA DESSE MONUMENTO DE 1960 E REFEITO EM 1985, NELE HA UMA EXPOSIAÇAO FOTOGRAFICA DE LUIZ PAVÃO SOBRE AS ETAPAS DE REFORMA DO MONUMENTO, QUE ACHEI IMPERDIVEL, ASSIM COMO A VISITA AO MIRANTE NO 6º ANDAR, MOMENTO UNICO. AINDA PROXIMO HA O CENTRO CULTURAL DE BELEM, MOSTEIRO DE SAO JERONIMO E UM IGREJA ANEXA ONDE SE VÊ O TUMULO DE CAMOES, MARAVILHOSO ESSE TUMULO, NAO ENTREI NEM NO CENTRO CULTURAL NEM NO MOSTEIRO POR CONTA DA HORA, DALI SE VAI CAMINHANDO SENTIDO CENTRO DE LISBOA, QUANDO SE DEPARA COM A FAMOSA CASA DOS PATEIS DE BELEM, 1,10 CADA UM. CAIXA COM 6 É 6 EUROS. MUITO GOSTOSO E QUENTINHO, A FILA ANDA RAPIDO E HÁ DIVEROS LUGARES PARA SE SENTAR, PARECE UM LABIRINTO AQUELA PADARIA KKKKK NA VOLTA A PRACA DO COMERCIO HA O CAFE MARTINHO DA ARCADA, FUNDADO EM 1727, ONDE A COMIDA É ESPETACULAR POR UM PREÇO JUSTO E NAO ABUSIVO. NESSE LOCAL FERNANDO PESSOA FAZIA SUA REFEIÇOES, A CADEIRA E MESA AINDA ESTAO LÁ. NO MESMO CANTINHO. TENHA A SORTE DE SER ATENDIDO PELO GARÇON NUNO TEIXEIRA, UM PORTUGUES MUITO CULTO E SIMPATICO QUE TRABALHA LÁ HA 17 ANOS, SALVO ENGANO. SIM, IA ESQUECENDO DE DIZER QUE FUI A SINTRA, NUM BATE E VOLTA. VISITEI O MUSEU DA PENA, 14 EUROS ENTRADA INTEIRA, FAÇA LOGO A AREA INTERNA PORQUE A FILA FICA IMENSA. FUI PELA ROTA CONTINENTAL, COM ALMOÇO FOI 69 EUROS, ALMOÇO MARA. GUIA EXCELENTE: DEBORA. UMA ITALIANA SUPER SIMPATICA E CANTANTE, ADORA MUSICAS BRASILEIRAS EM ESPECIAL MARISA MONTE. VOU COLOCAR POSTAR UMA FOTOS COM PREÇOS E PAISAGENS PARA FACILITAR AOS CAROS LEITORES QUE TIVERAM A PACIENCIA DE LER ATE AQUI. ABRAÇO A TODOS
  17. 1 ponto
    Foz do iguaçu é uma cidade incrível né? Eu sinto saudades. Quando fui pra lá fiz alguns passeios por conta própria de ônibus que tem um ótimo acesso na cidade e outro fiz por uma agência de turismo, a Combo Iguassu (http://www.comboiguassu.com.br/) que tem um ótimo serviço e a forma de pagamento é bacana! Por questão de comodidade escolhi ficar hospedada em um hotel, escolhi um bem no centro da cidade o que possibilitava conhecer tudo em todos os lados da cidade e não ficava presa na Av. das Cataratas, eu fiquei hospedada no Tarobá Hotel (https://www.hoteltarobafoz.com.br/).
  18. 1 ponto
    Olá Dani, Muito obrigada pelo retorno, ajudou bastante, mas confesso que estou bem inclinada a ir de Delhi para Rishikeshi de avião, hehe. Quanto tempo você vai passar em Rishikeshi? Está hospedada em Ashram? Eu consegui reservar no Parmath Niketan e acho que vou me hospedar lá mesmo. Namaste, Ananda
  19. 1 ponto
    Olá, Ananda!! Te escrevo de Rishikesh! Estou viajando sozinha pela Índia há 3 semanas e te digo q é bem tranquilo!! Tenho feito todo meu deslocamento por trem e não me arrependo! As viagens são bem de boa! Comecei a viagem em Delhi, de lá fui pro Rajastão (Jaipur, Jodhpur e Jaisalmer), Delhi novamente e Rishikesh. Daqui parto em direção a Calcutá passando por Agra, Khajuraho, Varanasi e Ranchi... Mas, como tudo na vida, temos q ficar ligadas em alguns detalhes.. Então seguem algumas dicas bem práticas! - Compra das passagens: vc precisa fazer o cadastro na IRCTC pra poder comprar online. Achei um post bem bacana e super explicado no blog 'getoutside' dá uma olhada lá q tem tudo! - Assentos e classe: NUNCA, NUNCA viaje na sleeper ou second seat!!! Essas são aquelas das cenas clássicas de gente pendurada em tudo qto é canto, imunda e sem ar condicionado!! Só viaje, no mínimo, na 3AC! A air con chair tb vale! Em relação ao assento prefiro as upper beds pq fico lá quietinha dormindo! As lower e as do meio (não lembro o nome agora!) são complicadas pq as pessoas fazem de poltrona durante o dia! Então se vc não quiser dividir seu assento com uma família de indianos, escolha as upper!! As laterais tb são de boa! A lower side tem janela, aí durante o dia dá pra ver o visual e saber onde está, já q ninguém anuncia em qual estação vc chegou! A upper side é mais reservada... - Estações em Delhi: lá tem umas 5 estações. A principal e melhor é a New Delhi (NDLS). A outra grande é a Old Delhi (DLI) caótica, mas dá pra se achar! Fiz burrada qdo comprei minha passagem pra Jaipur saindo de Delhi Cantt pq é uma estação na periferia e bem complicada pra chegar... Não foi legal! Já pra Rishikesh, saí de Old Delhi e foi meio confuso pq o trem estava anunciado pra sair da plataforma x e saiu da y! A sorte q era uma em frente a outra! - Identificação do trem: fica ligada no número do trem e do vagão!!! Tem uma placa pequena pregada nos vagões indicando o número e mais alguma coisa (q não sei o q é pq é escrito em hindi!) e tb costuma ter uma lista com os nomes dos passageiros pregada ao lado da porta. É difícil conseguir informações pq quase ninguém entende inglês e nem os raríssimos funcionários me entenderam! No mais acho q isso é o principal... Não se assuste com as multidões deitadas pelo chão, com a sujeira, com as pessoas fazendo suas necessidades pelos trilhos e nem com a bagunça! Tudo isso faz parte da viagem por esse país muito doido e lindo!! Namaste e boa viagem!
  20. 1 ponto
    Eu acho que nesses casos o interesse maior do cidadão é a fuga da realidade... Viajar para longe tem a vantagem de que você adquire outra perspectiva, mas não se resolve os problemas fugindo deles, cedo ou tarde o cara vai ter que voltar e encarar a realidade. Quanto aos problemas levantados pelo João, eu acho que mesmo as pessoas que decidem viver viajando, ainda sim voltam para a terra natal para visitar os velhos amigos e a família. Fora isso, eles acabam fazendo amigos por muitos lugares do mundo e devem acabar revendo alguns deles. Além disso, eles viajam com um passo BEM mais lento do que a gente quando viaja 1 ou 2 meses... as vezes param meses no mesmo local, é uma viagem completamente diferente. Mas concordo que não é para todo mundo, eu mesmo não tenho esse objetivo. Pretendo fazer uma viagem bem longa quando possível mas depois fazer viagens menores. Abraços
  21. 1 ponto
    Eu falo por mim, não por todos. Não consigo ver (hoje em dia) algum jeito de viver mochileiro. Não posso simplesmente me disvincular do trabalho, pq sei que quando voltar não encontrarei outro fácil. Além disso, não conseguiria trabalhar, juntar uma grana e ficar mêses, anos viajando, pq sei que a grana acabaria rápido. Eu to mais do que feliz trabalhando e conseguindo manter a média de uma viagem por ano, mas viver mochileiro? Isso é uma realidade muito, mas muito distante de mim. E por mais que alguns reclamem da vida cotidiana, viver viajando deve ser muito menos legal do que muitos pensam. Primeiro, pq é necessário ter um local fixo, um "lar doce lar", onde vc tenha seus amigos, faça sua vida, e não precise estar se mudando toda hora. Segundo, pq não teria a mesma emoção conhecer novos lugares se comparado a alguém que trabalha duro e faz no final do ano seu mochilão feliz da vida. É minha opinião, mas eu não gostaria de viver viajando. Gostaria sim de ganhar melhor e aumentar o número de viagens para 2, 3 por ano. Aí sim estaria realizado!
  22. 1 ponto
    Existem várias formas de se viver mochileiro: - Viajando e trabalho a vida toda nos locais - Arrumar um trabalho que possa ser feito a distância e viajar trabalhando - Com muita grana investida (mais de 200K) e gastando nas viagens menos do que sua grana rende (viajando quase exclusivamente em países do 3º mundo) O ser humano não segue nenhum padrão. Desde sempre houveram peregrinos, nômades, ciganos etc... Existem povos inteiros nômades (os mongóis por ex). Acho improdutivo criticar o capitalismo, ele é o melhor modelo econômico e não proibe ninguém de valorizar o interior , ele só não permite que pessoas vivam sem trabalhar. O consumismo não é fruto do capitalismo, é fruto de problemas de auto estima dos homens , principalmente quando não procuram nenhum crescimento filosófico/espiritual. Muito interessante essa colocação. Eu já refleti muito sobre o assunto, principalmente tentando ver tudo isso pela ótica budista. É verdade que se praticarmos o desapego , veremos que não precisamos de tantos bens materiais, que não precisamos estudar para ter trabalhos melhores nem ter que trabalhar tanto. Podemos ser felizes trabalhando pouco e tendo uma vida simples, apenas com algum abrigo e com comida (simples!). Mas se você começar a refletir sobre isso, também verá que para ser feliz você também não precisa de viajar. A vontade de viajar também é um apego. Como eu não sou uma pessoa nem um pouco próxima dessa condição, eu tento valorizar o caminho que eu acredito que vá me permitir chegar mais perto de ser uma melhor pessoa. Eu estudo sim, não só pelo conhecimento técnico, mas por todas as oportunidades que isso pode me abrir. Se eu não tivesse ido para minha faculdade, eu não teria me tornado um mochileiro, não teria contato com pessoas de todo o Brasil e não teria acesso a muita coisa que tive. Eu trabalho, para ter a liberdade para fazer as coisas que sonho. Também valorizo as viagens, por que assim posso ter contato com pessoas diferentes, com filosofias e culturas diferentes, e talvez encontrar algo que me ajuda a melhor compreender meu mundo e minha vida, e assim eu possa crescer. Se eu chegar a um ponto que eu perceba que não preciso mais trabalhar, estudar, nem viajar, que bom! Mas será uma decisão baseada em experiências e reflexões que vieram disso, e não simplesmente uma decisão estritamente intelectual.
  23. 1 ponto
    Detesto trabalhar, mas é o que dá dinheiro pra viajar. Resumi.
  24. 1 ponto
    eu acho q tudo é a sua percepção sobre o q é felicidade... às vezes vc consegue o melhor cargo na empresa q trab, adquire bastante responsabilidade, fica estabilizado, mas a sensação não é a esperada... tipo, ainda falta alguma coisa, ou vc tá trab mto, sei lá... acho q é legal vc pegar essa grana e viajar... depois vc ve, qdo achar q o dinheiro vai acabar, e vc ñ pensou em uma forma de ter um ganho, volta... começa denovo... eu já fui morar em cidades onde cheguei com uma mão na frente outra atrás, e tô bem... a gente sempre fica bem agora, descobrir uma forma de ganhar a vida assim... eis o desafio rsrs
  25. 1 ponto
    Bua bua tenho 26 anos e nunca mochilei bua mas agora tenho um lindo filho com 3 meses e uma esposa maravilhosa heheh com alguns amigos e contatos logo logo vou começar a mochilar por enquanto por perto mas qdo meu bebe estiver maior ele vai mochilar comigo só estou esperando ele fikar mais velho né muito novo acho que nun da. E sobre o topico (estava me afastando muito dele) acho que sim, conheço a historia de um casal que viaja de "mochileiro" a mais de 30 anos. Eles são "mochileiros" a muito e tempo e vivem da mochilada eles trabalhavam em uma fabrica se demitiram e compraram um trailer e agora vivem do bico de fotografia e meteorologia. Fotografia e Meteorologia??? Sim eles vendem as fotos de paisagens do povo ou seja da viagem para revistas especializadas tipo national geografic e tem alguns instrumentos meteorologicos instalados no trailer para se eu não me engano o IMPE onde eles mandam as estatisticas do locais por onde eles passam heheheh acho que para o primeiro post no forum ja ficou longo de mais tx galera
  26. 1 ponto
    Eu acho que dá p/ viver assim, tipo vc viaja um tempo, trabalha, viaja, trabalha e etc. E é difícil falar vai, não vai, tem que ver o que vale p/ vc e não a opinião dos outros, mas não desanime, se é o que vc quer siga em frente. Mas que é possível é. Fiz duas viagens que para mim pareciam impossíveis, pq não tinha muito dinheiro e nunca tinha feito isso na minha vida, tipo sempre fui superprotegida e viajar sozinha para outro país era coisa que meus pais nunca pensariam que eu faria, mas eu fui para Portugal e para Argentina, claro que foi difícil mas deu tudo certo. Para Argentina só gastei 1000 reais, no melhor estilo mochileira, dormi nos lugares mais baratos possíveis e não comi muito bem, mas conheci pessoas, lugares e obtive experiências que nunca vou esquecer, e tudo começou com um pensamento. se vc pode pensar em algo vc pode realizar.
  27. 1 ponto
    Meu parceiro...Você tem que tentar! seu perfil fala de liberdade...isso você tem, não deixe nada atropelar seu sonho, não deixe a rotina desfazer suas vontades para seguir a vida que vemos a maioria por ai seguir. Minha vó me ensinou uma frase que adoro... Uma cicatriz pode até ser bonita. Se ela for conseguida na tentativa de ser feliz. Portanto tente, enfrente o "medo" o anseio e vá...O que virá depois será um aprendizado além de qualquer faculdade, trabalho pode te proporcionar... "A maioria esquece que caixão não tem gaveta, e que dessa passagem aprendizagem é a Única bagagem levada" Forfun Um dia vou também e nos trombamos por ai! Abrass
  28. 1 ponto
    Já venho acompanhado o forum algum tempo, mais esse é o primeiro post o/ Como já foi dito, sim acho que é possivel viver de mochileiro, mais com aquele esquema de ir trabalhando por onde passa Outros usuarios falaram de sonhos e objetivos que tem, agora irei dizer o meu Já faz alguma tempo que andanda desanimado com as coisas, pensando se estava seguindo a vida certa, sabe aquela vida que seria a "ideal" faculdade, trabalhar, namorar, então começei assistir um programa na NAT Geo "Volta ao mundo em 52 semanas" (Sim eu sei que o rapaz do programa, tem os pais, a namorada ajudando ele) então meu desanimo ficou maior, porque eu vi que o mundo é imenso, com tantas coisas interessantes e eu "preso" em um cidade do interior, seguindo um objetivo que seria o "certo" terminar a faculdade para conseguir um bom emprego e me casar. Começei a pesquisar sobre fazer um mochilão, então li um entrevista muito interessante do Jossano Marcuzzo, que viajou durante 2 anos com uma pequena quantia de dinheiro, então começei a frequentar o mochileiros.com e vi esse topico, aonde vi depoimentos muito interessante. Depois que começei a pensar em fazer um mochilão sem data para voltar, vi que é isso que eu quero, essa é uma das poucas coisas que tenho certeza, meus planos é de parar em cada local aonde eu ir e trabalhar por um periodo para levantar mais dinheiro e tentar conheçer os costumes locais e as pessoas, pensei em fazer pela america do sul, mais como já vi muitas pessoas falam que por aqui é dificil conseguir trabalho, então não tenho ainda certeza de por onde começar estava pensando em ir para Australia, Nova Zelandia, então depois de estar lá, pensar para aonde ir, meus planos era sair daqui uns 3 anos, assim terei terminado minha faculdade e nesse tempo conseguir juntar a maior quantidade de dinheiro possivel
  29. 1 ponto
    esse tópico traduz tudo que pensei mais uma vez, em mais uma grande noite de insônia, diante do natal e outras festividades que promovem a vida estável. david, estou com você. também cheguei em um ponto de nossas vidas que os modelos pre-fabricados não servem mais, e não posso estabelecer uma morada definitiva aqui - casa, profissão, cachorro - sem conhecer as infinitas possibilidades de vida que existem lá fora. passagens compradas, lá vamos, e dessa vez, pra voltar sei lá quando.
  30. 1 ponto
    Olá! É possivel viver mochileiro? Acho que só vc pode responder a essa pergunta. Vi algumas respostas, mas nenhuma (tirando o Xaliba) respondeu o que no fundo vc quer saber, isso na minha opinião. Ninguém, mais ninguém mesmo, pode saber o que vc está vivendo nesse momento e nem o quanto vc precisa de algo para viver uma vida completa, sendo que cada um tem um proposito de felicidade, com sonhos e projetos. Então, 15mil não é muito para alguns e uma fortuna para outros. A maioria vai falar assim, investe para conseguir mais e mais e assim "curtir a vida", mas não sabemos de amanhã e se não der? Depois vc segue essa vida convencioanl arruma mulher e filhos e daí tem que juntar mais pra levar eles tbm e o negocio vira uma bola de neve. O segredo é não correr atrás da grana, ela tem que vir pra suprir os nossos desejos, tenta arrumar uns empregos temporários pelo caminho e segue até vc sentir que deve voltar, confia sempre na vida pq ela te leva ao melhor sempre. Se é isso que vc quer vai, arrisca! Arrisca tudo mesmo, vai acreditando que vai dar certo, que vc vai viver experiencias únicas, vai passar aperto sim.....mas quando vc voltar e contar as suas aventuras, muitas pessoas e são muitas mesmo, vão falar assim: pq não fiz isso tbm?!!!! Aproveita essa é a hora, vc ainda é jovem e pode arriscar, pode errar (os erros fazem parte!), pode recomeçar sempre e sempre. Desejo muito sucesso na sua escolha!
  31. 1 ponto
    Deve ser possível sim! Mas claro, será necessário um trabalho e tudo isto... E como meu amigo que se mudou pra o Japão disse para mim: "Uma vida de merda(na questão financeira), mas a vida que queremos!" Estou viajando o sul do país inteiro agora, com uma mochila nas costas, fico em albergues e conheço os lugares de ônibus! Se vocês tem um meio de transporte (moto, de preferência), não se desfaçam dele! Vai ser uma grande ajuda para sua viagem! Talvez até mais que o dinheiro, pois com moto pode trabalhar como entregador, motoboy e outros trabalhos pequenos que já dão uma graninha a mais, e ainda por cima é pago por semana.
  32. 1 ponto
    Amigos, embora o autor do post aparentemente sumiu, quero também deixar aqui minha pequena contribuição. Um pouco longo o texo, mas acho que vale a pena. Não existe verdade absoluta e em toda e qualquer discussão sempre iremos encontrar argumentos prós e argumentos contras para aquilo que estamos discutindo. Tendo isso como premissa é difícil dizer se devemos ou não sair pelo mundo, fazer a faculdade ou não, vender tudo ou continuar no emprego público. Não há resposta "certa" pra nada. Basta olhar as respostas aqui postadas e veremos argumentos válidos tanto para ir como para não ir. Sendo assim pretendo deixar essa questão de lado, pois acredito que cada um deve saber o que é melhor para si e o que quer da vida. Já do ponto de vista prático, sou mais um que engrossa o coro daqueles que gostariam de sair viajando pelo mundo. E estou me preparando para isso. Só ainda não sei como e nem quando, mas é algo que farei mais cedo ou mais tarde, pois é visceral. Aliás, pouco tempo atrás vi uma entrevista de um psicoterapeuta que afirma que essa característica de querer "desbravar" o mundo está fortemente arraigada principalmente no DNA masculino, portanto não me estranha o fato de tanta gente ter essa mesma vontade. Mas enfim, a entrevista é longa e depois posto aqui um link para o conteúdo total. Acredito também que, SIM, é possível viver mochileiro, mas não "abestadamente". Por mais contraditório que pareça, até para sair sem rumo, numa viagem "eterna", é preciso um pouco de pé no chão. Como muitos, estou tentando descobrir a melhor fórmula (a minha) para viver viajando. Cheguei a algumas conclusões: 1. Sim, é bom ter um porto seguro para onde poderemos voltar caso tudo de errado, nem que seja a casa dos pais, dos tios, avós ou quem quer que seja. 2. A viagem deve ser auto-sustentável. Aliás, acho que esse é o principal quesito, porque sem grana, por menor que seja a coisa não evolui. Não adianta sair por aí, torrar todas as economias e depois ficar perdido sem saber o que fazer, fora do mercado, sem emprego, etc. A menos que voce dê sorte e se arranje pelo caminho, mas prefiro não contar exatamente com a sorte, pois a verdadeira sorte aparece sempre pros mais preparados. Sendo assim, a principal pergunta a ser respondida é como ganhar alguma grana para sustentar a viagem. A palavra chave pra mim nesse caso é LINGUAGEM UNIVERSAL. Você tem que pensar algo globalizado. Voce tem que pensar em "linguagens"/profissões universais. É claro que voce pode trabalhar de garçom, de faxineiro, lixeiro, etc, mas o ideal é que você tem que pensar em algo que poderá fazer mesmo quando estiver de volta para casa, ou simplesmente numa pausa entre uma viagem e outra. Vou ser mais objetivo: 1a coisa. Aprender inglês. Suas chances aumentarão muito. 2a coisa. Quando penso em LINGUAGENS UNIVERSAIS penso em música, fotografia, internet, websites, aulas, artes plásticas... só para dar alguns exemplos. São coisas que podem ser feitas em qualquer lugar do mundo para praticamente qualquer pessoa do mundo. Terminando, viajar pelo brasil de bicicleta por exemplo não é caro. Talvez com 1.000 a 1.500 reais/mes voce consiga uma vida com certo conforto. Se fizer paradas programadas em alguns destinos poderá desenvolver suas atividades e angariar os fundos que necessita para continuar. Afinal, vender e viajar são duas das profissões mais antigas do mundo. ABRACOS
  33. 1 ponto
    Caraca, enfim encontro pessoas que falam a mesma lingua que eu. Sou novo no site, sabe me identifico tanto com as coisas que leio aqui... assim até parece que não sou tão "louco" como dizem que sou. Sabe tenho 19 anos e sinto que ainda não vivi, minha vida foi inteira desenhada de acordo com esse sistema estranho, escola, faculdade, casar, pagar contas , morrer. "Mais tenho que fazer isso para garantir minha aposentadoria, quem sabe com os meus 60 anos eu consiga viver de verdade ", é revoltante isso trabalho e estudo e faços coisas que não parecem ter sentido algum. Eu não me vejo preso em uma caverna atual ( escritório) a vida inteira para pagar as contas e doar meu esforço ao governo de merda que não faz porra nenhuma. As minhas melhores recordações foram em viagens mais simples possíveis.Isso estava muito forte na minha cabeça, mas por causa do APEGO como disse o cara acima eu não tive coragem, fui criado apenas pela minha mãe e tia e minha mãe estava ficando muito mal por minha causa, então parei de comentar sobre viver diferente, mas não quer dizer que não penso, parece que as pessoas se incomodam quando alguém não está de acordo com o modo de vida, parece que é como ameaçasse a continuidade do sistema. Bom eu to puto comesse modo de vida , falam que eu só reclamo, mas vivo numa cidade caótica, numa selva de pedra, onde as pessoas só se comunicam com algum interesse econômico, busco o significado real da palavra liberdade e nunca me sinto livre, sou escravo de gestos, de costumes, de modos, de comportamento, enfim tenho uma vontade imensa que me consome de VIVER! Quanto ao CDB que vocês estão falando eu faço economia, ele pode render através de diferentes indicadores mas geralmente utiliza-se a rentabilidade de acordo com a taxa Selic como ela nunca fica abaixo de 10 % seu capital pode render de 10 a 12 % ao ano, depende da quantia que você investir e se o banco vai te pagar os 100 % . O CDB não é um investimento de risco é mais para quem quer guardar seu capital com uma rentabilidade maior que a da poupança . A poupança não rende nada.Por ano 6 % aproximadamente levando em conta que o Brasil nunca fica abaixo de 4 % do indice de inflação seu capital renderá míseros 2 % isso caso você tiver menos que 50 mil na poupança porque agora até na poupança quem tiver acima de 50 mil vai incidir imposto de renda de 20 % . O Brasil é foda, revoltante. A mair carga tributária real do mundo em troco de nada. relevem os erros de português de concordancia e talz ... aiuehiuahe cheguei da facul e to com sonoo... a e no trabalho qualquer dia sou demitido em vez de trabalhar fico no site lendo, sonhando acordado, e é lei de murphy né... sempre o chefe aparece. aiheiuaee Obrigado amigos.
  34. 1 ponto
    Fala galera!! Tudo certo? Gente, acompanho este tópico desde sua criação! O curioso é que o maya, criador do tópico nunca mais apareceu por aqui para nos contar o que ele resolveu fazer!! Será que ele foi mesmo?? Mas o mais legal é que ele fez com que pudessemos compartilhar diversas experiencias sensacionais!! Cada desejo e experiencia aqui relatado foi de muita valia para mim e acho que para muitos também!! Muito legal este tópico. Abraços...
  35. 1 ponto
    O post já tem um tempo desde a primeira mensagem, o Maya retornou? Só para adicionar, vi mais de uma vez um pessoal comentando sobre a possibilidade de unir as viagens "sem rumo" à necessidade de ganhar algum dinheiro e se manter com algo para a próxima parada através da ONU, OEA, etc. Há uns dois anos atrás passei por algumas coisas ruins e tinha a mesma perspectiva do Maya. Já tinha entrado antes em algumas roubadas nessa história de nômade caindo no mundo, então fiquei calejado. No final, busquei a mesma possibilidade levantada pelo pessoal e que comentei acima. Eu me alistei para Darfur e Serra Leoa como voluntário. Na época tinha 24 anos e há uma série de exigências sobre as quais eu só tive informações depois de já ter me inscrito! Por exemplo, uma delas, era ter pelo menos 25 anos. Só ano passado (hoje tenho 26) entrei na fila de espera. E, caramba, já mudei muitas coisas no peito desde então. Tanto que estou revendo o projeto. No entanto, eu serei voluntariado lá fora. É algo que farei. Ponto final. Amigos próximos ficaram bastante preocupados. Voluntários MORREM em Darfur. É um risco sério. Nossa, Serra Leoa tem melhorado, mas a coisa ainda é perigosa. Voluntariar-se lá fora e adotar um guri aqui. Tirar da rua! São dois planos que realmente coloco como meta. Eu cheguei a passar no IRBR para diplomacia e na última fase... medrei. Queria pôr a mão na massa! Também tenho sérios problemas com a vida no escritório. Mas para não desviar muito da razão da minha postagem, eu só queria mesmo avisar ao pessoal que tenho algumas informações sobre o assunto e posso repassar alguns links. Dei uma buscada rápida (estou atrasado pro trampo!) e não encontrei um tópico atual sobre o assunto. Fica aí a dica. Para pessoas com espírito de aventura e querendo conhecer muitos lugares diferentes, não ligam para o desconforto e possuem, acima de tudo, uma vontade de ajudar os outros (porque a gente sabe o quão ruim as coisas são aqui, mas pessoal, de verdade, lá fora tem coisa que só vendo de perto), os organismos internacionais são realmente uma boa opção. Mas, como disse, é preciso informar-se. E muito. Por exemplo, há cargos para a UNESCO em que você ganha razoavelmente bem para os padrões Europeus - o que significa muito bem para os nossos padrões! E você ainda vai estar lá fora. E não é campo de refugiado! É com burocracia. Mas é fazendo algo que você sente ser a diferença para muita gente. Hoje trabalho com comércio exterior, mas minha graduação é em tradução. Há excelentes oportunidades para tradutores nos organismos internacionais. Há vagas para ser simplesmente assistente nos campos. Ajudando a dar aulas de inglês. Às vezes você vai só limpar crianças! Mas crianças que tiveram partes do corpo amputadas, que os pais foram mortos na sua frente quando ainda mal andavam. Crianças de 14 anos que desde os 8 pegavam em fuzis para matar treinados como soldados de guerrilha, roubados da família ainda bebês... Por isto que, é importante dizer, não basta querer viajar. Às vezes não basta nem só querer ajudar. É preciso saber se realmente suporta o tranco. Muitos dos cargos dos organismos internacionais de ajuda exigem que você tenha pós-graduação, experiência na área, algum dinheiro inicial para o início da viagem. Você recebe remuneração, mas eles não pagam sua passagem, por exemplo. Pelo menos não na maioria das vezes, o que é outro erro cometido pelo pessoal, o de achar que é a legião estrangeira e eles te colocam no avião até onde você queira ir para virar militar. Aliás, nem a Legião Estrangeira faz isto. Tenho dois amigos que pensaram na Legião. Um era só fogo de palha. O outro, entrou. E passou maus bocados. Mas hoje ele tem entrada garantida na Europa e ainda mudou de nome (!!!) graças à Legião. Enfim, é preciso separar (e os próprios organismos filtram isto quando você peleja pela oportunidade de se alistar) o desejo de viajar do de ajudar. É uma boa combinação, mas é preciso ir porque se deseja ir! E há riscos. Mas há um bom suporte também. Quem se interessar pode me mandar uma PM. E se houver um tópico específico sobre o assunto, editor, favor mover a postagem. De resto, espero que todos nós nunca deixemos de ir atrás. Mais do que conseguir, ir buscar! O espírito da viagem para o outro lado do mundo precisa ser o mesmo para ir até a padaria da esquina: coração aberto para receber o inesperado! Que venha para se aprender, arrepender ou regozijar! Aloha! Henrique Silva
  36. 1 ponto
    Olá pessoal, tbm sou novo aqui, pelo menos em postagem, venho acompanhando a um certo tempo o forum, mais o topico em questão me fez dar o ponta pé inicial na minha postagem. A pergunta em si é interessante, é talvez facil de se responder, É possivel viver mochileiro? Na minha opinião é sim, vejamos. Se existem no brasil pessoal que vivem com valor das bolsas alguma coisa, ou salario minino, se consegui viver mochilando, vc tem um grana, se realmente consegui viver em situações de pouco conforto, vc consegui e vai longe e o melhor de tudo, vai aprender muito na sua vida, que faculdade nenhuma vai lhe ensinar. Eu sou da seguinte opinião se vc vive com pouco, tudo que vier a mais é lucro, se vc vive com muito, tudo que faltar vira desespero, se vc está acostumado ou não liga pra muito, acho que vc devia sim realizar seu sonho, até pq a vida é muito curta para se ficar pensando em tantas possibilidades, amanha vc tem um problema de saude que te impossibilita realizar esse sonho, pronto acabou. Eu digo que as pessoas tem que ser um pouco mais sonhadoras e menos capitalistas, é isso que esta acabando com nosso mundo o capilismo e abitolação por dinheiro. Em ultimo caso depois de um ano de viagem e conhecimento, vc pode trabalhar temporario em agências de viagem, vai ter conhecimentos de lugares e um outro idioma, e vai ganhar mais um grana e continua viajando. Eu só não faço isso pq hoje eu tenho pessoas que dependem de mim, pq se não tivesse, talvez nem estaria aqui te respondendo. Mas boa sorte a vc, seja em qual decisão tomar, a unica coisa que não pode se perder é alma aventureira.
  37. 1 ponto
    Bom!!! Não me ligo muito nesse lance de internet(prazer), mas trabalho na frente do Pc o dia todo, também sou editor de vídeo meu camarada e também é minha primeira postagem. Lendo todas essas postagem vejo que um grupo que se julga parecido , pode ter muitas idéias e maneiras difeerente de agir , isso é fascinante , comentários que engradece cada vez mais o modo de viver livremente, mas sempre com os pés no chão também. Estou visitando esse site faz pouco tempo não tenho experiência alguma em viagens de mochilas, mas sempre tive esse sonho, estou me deparando com várias dificuldades que nunca imaginei que existiam, mas está valendo a pena "davidmarinho" também estarei no trem da morte em setembro quem sabe a gente se trmba por lá! Mas Rodrigo não sei se 15 mil é pouco o muito para o que tem em mente, mas sei que tens um sonho bem mais bonito que uma casa, entre de cabeça nisso cara corra atras quem sabe pode encontrar a sua casa nessas andaças por aí! Abraço a todos espero ter mais idéias e ajudar também Obrigado
  38. 1 ponto
    Caraaaaaca... por que fui entrar nesse tópico? Não consegui parar de ler e tenho que dizer que ,da mesma forma que me surpreendi entrando nesse site apenas buscando informações pra uma viagem e acabar caindo num tópico desse (com todas essas explanações) você vai se surpreender com a vida buscando através dela estabilidade financeira ou não!!! Faça o que você sonha cara!! Deixa essa história de estabilidade do lado, meu! Se você conseguir lutar pelas duas (porém dando prioridade aos seus desejos) melhor! Mas do contrário... procure sempre pelo mel... se preocupe com os favos se houver tempo! Digo isso porque parto do seguinte pensamento... a vida nos traz surpresas boas mas tbm podem surgir as desagradáveis... e se você tiver se poupado dos seus desejos, por uma vida segura, pode estar certo que o "acaso" pode acabar com essa sua "segurança" em dois tempos, meu caro!! E aí eu te pergunto, terá valido a pena largar seus ímpetos??? Eu, particularmente, e satisfatoriamente, acredito que não!!! Li aqui que um amigo nunca tinha viajado, mas com isso alcançou estabilidade e um puta emprego e agora viaja com conforto e com frequencia... e um outro amigo sempre curtiu de tudo.. e hoje está na pior... o que será esse "na pior"? Não ter no bolso as chaves de um puta carro da hora e de um apartamento bacana, e títulos de investimento? Será que se vc se sentar por um instante com esse "amigo na pior" e bater um lero com ele não vai acabar descobrindo que, os olhos deles estão cheios de histórias pra contar e memórias pra reviver... tão intensas que não cabem dentro dele mesmo...não sei, apenas indago! Meus pais não puderam me oferecer estrutura alguma pra minha vida, além do básico: (alimentação, teto simples, educação pública e roupas) pq? Pq gastaram tudo que ganharam fazendo o que queriam, curtindo a vida deles... e hoje eu sigo a mesma receita... pq por mais que eu os veja sem grandiosos recursos hoje em dia... eles de longe são felizes como raríssimas pessoas estáveis são!!! Meu pai tentou me colocar no caminho que ele não traçou, ou seja, quis que eu fizesse faculdade, pós, etc etc... tentei, fiz relações internacionais por dois anos, recusei essa rota... mas estudei o que eu sempre amei, idiomas! Hoje, ganho 8 vezes mais do que minha prima que é formada e pós graduada em nutrição (e ela trabalha na área e muito bem colocada, excelente profissional)! Minha prima é infeliz? Muito pelo contrário.. só estou querendo dizer que buscando pelo que eu amo, fiz da paixão combustível pra grana entrar sempre no meu bolso... e é isso o que importa!!! Não se prostitua vendendo a sua pessoa pra um emprego 8h-18h se não for o que vc realmente gosta! Mas filosofia de vida é como religião... até que pode ser discutida saudavelmente, como aqui, mas deve ser respeitada sempre! Mas se você fosse meu amigo pessoal, meu caro... eu estaria te empurrando pra estrada... e dizendo que vc já está atrasado!!! Hahaha Um abração... e boa sorte!!!
  39. 1 ponto
    Confesso que esse também é meu sonho de vida...mas o que me falta é coragem. Somando todas as dicas dadas aqui, resume o meu caso: tenho medo de ir sozinha por ser mulher (o que piora certas situação que possam vir a acontecer), medo de quando voltar ter que começar do zero (aí penso que se hoje sou infeliz por conta de tudo isso, imagine depois de ter vivido momentos tão felizes) e por aí vai... tenho uma amiga que vendeu carro, largou emprego e foi com uns 30 mil reais para madrid. Ficou por lá seis meses. Curtiu muito e tal, mas quando voltou ficou dois anos sem conseguir emprego. E mesmo assim teve que pegar qualquer trabalho, e nao na área dela. E na época em que ela largou tudo, era tinha um bom trabalho, ganhava super bem, tava juntando grana para comprar casa, essas coisas todas. Então entro muito em conflito. Largo tudo e aposto no escuro pra ver qual é? ou é melhor eu ficar nessa vida sem sentido, mas que pode me dar uma segurança financeira mais pra frente... A vida é muito difícil! Nos faz seguir caminhos uqe muitas vezes não gostamos...mas o que fazer? Por isso admiro pessoas assim, que apostam no desconhecido e vão, sem medo do depois.
  40. 1 ponto
    Sou freqüentador deste site faz algum tempo, mas nunca postei. Agora resolvi portar já que ultimamente estava triste com meu estilo de vida, que é acordar cedo ficar 8h trancado em um escritório, chegar tarde em casa e não ter tempo para praticar as coisas que gosto e fico nessa rotina durante 5 dias. No fim de semana, procuro correr, andar de bike e sair para conhecer pessoas, fora estudar inglês feito um retardado. Passei por momentos difíceis de estar triste com tudo, sem saber se era meu trabalho ou algo comigo, mas percebi que era meu estilo de vida, pois sempre fui uma pessoa que fiz esporte, viajei e fiz diversas coisas do lado de fora do escritório. Só que certo dia, este ano, pensei que poderia fazer algo diferente para mudar tudo na minha vida. Minha mãe acabou se mudando para Itália e ficou por la durante 2 anos. Quando voltou era outra pessoa. Então pensei, porque não faço uma trip dessas e volto outra pessoa? Foi então que comecei a procurar coisas que sempre gostei de fazer na minha vida e uma delas é viajar e conhecer pessoas. Pesquisando no famoso pai dos burros (google) encontrei este site. Aqui percebi que existem várias pessoas com os mesmos pensamentos e gostos que os meus. A partir daí resolvi que tenho que fazer uma viajem para Europa sem data para voltar. Coloquei na minha cabeça que preciso fazer esta viajem para encontrar o meu “Eu”, entendem!? Acho que vivendo outros ares posso, ou não, encontrar algo diferente ou voltar com outras idéias, talvez nem voltar, mas ter o prazer de viver algo totalmente diferente do que já vivi me alimenta a alma. Tenho essa fome absurda de sair pelo mundo para conhecer pessoas, culturas e lugares novos. Não tenho nenhuma rota traçada, nem idéia pra qual país ir e o que fazer, mas estou amadurecendo isto a cada dia, pois pretendo ir em fevereiro de 2011. Desculpem pelo texto meio confuso, mas é que estou sem tempo para escrever aqui no trabalho, quando chegar em casa posso dar uma revisada e esclarecer melhor alguns pontos. Só que quis postar agora, pq foi a hora que criei coragem, pois faz um tempo que gostaria de postar isso, mas não tive coragem.
  41. 1 ponto
    Sabe o que eu acho estranho? Pessoas totalmente diferentes e desconhecidas terem ideais parecidos... Há pouco tempo achava que só eu era a "louca", desisti por muito tempo dos meus sonhos por medo do desconhecido e também por pressão familiar, ouvi coisas do tipo, "você estudou quatro anos pra ficar vagando por aí?". Por isso fui escondendo o desejo e a vontade de ver o mundo embaixo do tapete, porque achava que não merecia me livrar das amarras que foram impostas a mim. Pode parecer um tanto filosófico, mas é a mais pura verdade, acabamos ignorando nossos sonhos por conveniência. Por incrível que pareça, nesses últimos quatro anos, as únicas vezes em que me senti feliz foi longe de casa, fiz viagens pequenas, com conforto e sabendo que depois de 10 dias voltaria pra casa, mas já li aqui no Mochileiros que é assim que se começa, a coceirinha vai ficando cada vez mais incontrolável até que finalmete passa a insuportável e você simplesmente vai... Espero que os comichões se iniciem logo, porque do jeito que as coisas andam, ou viajo ou murcho! Acho que é possível viver mochileiro, desde que esse seja seu ideal de vida, não precisa ser um ideal definitivo, mas momentaneo enquanto a vontade dure. Vou fazer 25 anos, quem sabe aos 30 tenha estórias pra contar???
  42. 1 ponto
    Olha, confesso que não tive paciência de terminar de ler todas as respotas, e por esse motivo vou tentar não enrolar muito também. 4 anos atrás fui para a Austraia. Cheguei lá com visto de estudante, sem inglês, com AU$2400.00 no bolso e claro a passagem de volta também. O primeiro visto era só para passar 8 meses e passei 3 anos e 10 meses. Em dois meses voltarei para lá. Quer saber o porque? Vá para algum lugar onde será fácil de ganhar dinheiro. Onde exista trabalhos casuais e por ai vai. Aprenda a trabalhar com o que você gosta de fazer. Eu era programador, mas na Australia começei lavando pratos, fui garçon, bar men, barista e hoje em dia também começei como fotógrafo. Invista no que você gosta. Desde quando eu deixei o Brasil vivo sem nenhum luxo. Acordo super cedo para trabalhar, muitas vezes durmo tarde, não tenho residencia fixa e por ai vai. Mas normalmente eu trabalho uns 3 ou 4 meses e enão viajo. Na vez que eu passei 6 meses trabalhando levei minha mãe para viajar comigo. Nos fomos para París para nos encontrarmos ( eu fui de Sydney e ela de Belo Horizonte) onde passamos 3 dias e então passamos para a Thailandia onde passamos 4 semanas curtindo. Resumão: Viva sem luxo, minimize suas contas a pagar, cozinhe sua própria comida sempre que possivel, sempre sorria pois essa linguá é mais entendida do que qualquer outra, esteja disposto para trabalhar ganhando pouco para aprender novas coisas e então depois ganhar mais, tenha um pé de meia para emergências físicas, trabalhei onde a moeda valha mais e gaste onde vale menos. E entregue na mão de Deus, pois quando você está sozinho, quebrado, dormindo em um internet café com sem dinheiro para renovar o visto vencendo em 1 mês é nele que você confia. E ele te dará o que for bom. Qualquer coisa... estamos ai.
  43. 1 ponto
    Galera, muito foda esse tópico. Li todas as mensagens com calma e parabenizo todos pelos depoimentos. São 22:55 e amanhã acordo as 6:00 da manhã para trabalhar, como a maioria por aqui, mais um dia de rotina (ou mais um dia para juntar grana para viajar como alguém falou nas mensagens anteriores,rs). Agradeço pelo trabalho que tenho, mas com certeza várias vezes já passou pela minha cabeça largar a rotina e sair e me aventurar em outros trabalhos em lugares e países diferente. Enfim, nada muito diferente do que a galera já falou anteriormente. Quem sabe um dia...e que não demore muito... Abraços Alex Santos
  44. 1 ponto
    Fala Brothers and Sisters!!! Desculpem-me se de alguma maneira fui redundante, más não achei nada falando a respeito disso. Hoje sem qualquer sombra de duvida a internet eh um meio pelo qual se consegue tudo.... e honestamente, até ganhar dinheiro fazendo o que gosta... Eu andei pensando sobre isso, más não tenho bagagem o suficiente para iniciar um projeto desse tipo... Acredito que você, por ser mergulhador pode e deve iniciar algo do tipo. Há relatos de pessoas que juntaram todas as informações que dispunham com relação a determinado assunto e fizeram um blog... no seu caso seria sobre suas aventuras e dicas de lugares, equipamentos e afins a respeito de mergulho ou qualquer outra coisa relevante... (pode ser até um blog sobre aquilo que você faz no trabalho ow sobre aquilo que você estudou para ser... sei lah... a fonte eh você que decide) Se o material for bom e proveitoso, com um conteúdo confiável e plausível você ganhara vários acessos, você pode aumentar seus acessos divulgando em comunidades, ouros blogs, aqui no mochileiros.com e talz... eh um plano a médio prazo... Mais c der certo e você angariar patrocínio para seu blog ( o que é muito comum hoje em dia) você poderá sair do trabalho e viajar, buscando novas fontes de matéria para seus posts... uma vez que isso acontece, a inércia cuida de tudo. Dês de que o site seja atualizado constantemente ele mantêm visitas constantes... você poderia fazer reuniões e convidar os interessados a irem em um mergulho com vc por diversão... assim alguns verão o quao voce é experiente ou apenas bom para se manter uma relação... e quando algo é bom... ai deslancha de vez.... seja no boca a boca ow no Google... Dessa maneira voce pode trabalhar escrevendo e publicando artigos, o que nao demana um grande apego ou gasto de tempo, visto que vce pode sentar com um PC durante a noite, depois de ter surfado, mergulhado, desbravado e escrever um otimo artigo a respeito dos equipamentos novos no mercado, sobre os luares que voce esteve, sobre os animais que encontrou etc... CLARO QUE FALANDO AQUI FICA FACIL... FALAR É SEMPRE MAIS FACIL QUE FAZER... MÁS EU ACREDITO QUE CONHECENDO AS PESSOAS CERTAS E FOCANDO NESSE OBJETIVO NAO TEM ERRO... POR MAIS QUE NAO DE CERTO, NAO É UMA GRANDE QUANTIA INVESTIDA (A NAO SER PELO TEMPO GASTO)... MAIS ESSA EH UMA OPÇAO... ESTA AI... para QUEM INTERESSAR, ESSE PODE SER UM DOS CAMINHOS... ABRAÇO A TODOS E BOAS TRIPS...
  45. 1 ponto
    Eu penso que não vai só pela questão do apego, mas passa pela idéia do depois, de como ficará a nossa vida após uma trip dessas de 3 ou 4 anos. Somos levados a crer que para sermos felizes temos que ter carro, casa, dinheiro, etc. Perdemos muito tempo perseguindo isso e, às vezes, acontece de deixarmos passar a vida diante de nossos olhos. Aí, acontece o que aconteceu no caso que o amigo narrou aí em cima. Creio que se deve aproveitar à vida, mas a prestação, aos poucos. O que você conhece em 5 anos, pode conhecer em 30, se for viajando aos poucos. Tenho um amigo que mochilou por muito tempo e quando voltou tava fora do mercado, teve um trabalho danado para se reencontrar na profissão. Por isso não me arrisco nessas empreitadas de tanto tempo.
  46. 1 ponto
    Viagem como fuga da realidade (é Adriano, virou terapia mesmo rsrs) Não creio que funcione. Se você não está feliz aqui não adianta sair pelo mundão sem rumo, isso não vai te ajudar. A não ser que nunca ter feito algo do tipo seja o motivo da sua infelicidade. Fugir não adianta, resolva seus problemas. Se o namoro terminou arranja outra, não precisa dar a volta ao mundo !!! (ainda bem que a Gí nunca lê o que escrevo aqui rsrsrs) Desapego à rotina Rotina sempre tem uma definição pejorativa, mas na minha concepção nem sempre é assim. Eu gosto de chegar do trabalho, pegar um livro e um copo de refri e sentar no sofá só com o abajur ligado, aquele silêncio, só eu e o universo. Não preciso estar no cume do Aconcágua para entrar em estado comtemplativo. Gosto de ir no mesmo restaurante japonês toda semana. Gosto de ir ao cinema 2 vezes por semana. Gosto de ir ao parque 1 vez por semana. Gosto de fazer uma trilha sempre que posso. Gosto de ir na livraria cultura com a Gí e ficar horas fuçando as prateleiras, quase toda semana. Gosto de ir na galeria do rock, quase todo mês. Ou ligar a TV na Discovery Channel (nossa, eu não viveria sem Discovery). E acreditem, eu sou muito feliz !!! Tem gente como o Xaliba que é totalmente desapegado à rotina, ou melhor, avesso, e prefere viver sem saber o dia de amanhã, e isso é questão de gosto. Ele vai vivenciar coisas que eu nunca vivenciarei, mas posso chegar perto viajando de forma comum, de forma planejada. Desapego ao luxo Como já foi citado antes, ficar 30 dias no perrengue é legal, agora 1 ano é diferente. Novamente digo que é um preço que se paga por vivenciar coisas que os que gostam de segurança nunca vivenciarão. Trabalho no exterior Nos países desenvolvidos tudo bem, agora nos sub aqui da América ... não tem emprego nem para os nativos, que dirá para os estrangeiros. Quem pretende uma mochilada no estilo ''trabalhando e viajando'' nas Américas vai enfrentar problemas. O Xaliba é uma rara exceção de viajante sem rumo que conseguiu trabalhar e se qualificar aos mesmo tempo, pois a maioria só consegue emprego bunda. Tenho um projeto de especialização na escola de gastronomia ''Le Cordon Bleu'' de Lima para daqui 3 anos. Já estarei casado e um pouco mais estabilizado. Depois não sei se ficarei por lá ou irei para outro país. Mas é tudo PLANEJADO. Viagem Planejada X Se jogar no mundo Concluindo, ainda acho que a moderação é a chave. O cara que se joga no mundo vai vivenciar coisas que eu nunca sonharei, em contrapartida vai abrir mão de uma série de coisas por isso. Ainda sim posso vivenciar experiências parecidas em viagens planejadas, mas não com o mesmo tempero de aventura. Quero deixar claro que não sou um tipo de turista ''CVC' adepto de pacotes, e sim que posso vivenciar uma aventura no período de 1 ou 2 meses com a grana contada. Eu faria ? Isso seria totalmente viável aos 18 anos. Na verdade, acho que todos deveriam fazer !!! Com 28 não me acho velho para tal façanha, mas minha vida tomou um rumo e não posso largar meus projetos agora. Quero me especializar e constituir minha família. Gosto é Gosto !!! abraços Rodrigo
  47. 1 ponto
    Complicado dar algum tipo de conselho ou opinião sem colocar nosso viés pessoal. _maya, acho que vale a pena se fazer 3 perguntas: - Você quer sair pelo mundo ou apenas está de saco cheio da vida atual? Veja se não está buscando uma resposta errada pra um problema diferente. Às vezes seu problema pode ser resolvido com um trabalho diferente, que dê mais oportunidade de viagens, menos escritório, que não seja Horário Comercial. Pela sua curiosidade sobre ONU e OEA, quem sabe a resposta não é por aí? - Você quer sair viajando ou se estabelecer em outro lugar? Acho que faz uma bela diferença. Uma coisa é não ter um "porto seguro" e outra é simplesmente mudar sua "base" pra outro país. Isso pode ajudar até a responder pra onde ir. Na Europa, você tem bem mais facilidade de arrumar bicos que permitam juntar uma grana e viajar. Na América do Sul, talvez você seja mais itinerante. - O que você pretende pra sua vida em 5 ou 10 anos? Aquela velha pergunta de entrevista de emprego, mas é pertinente. Você se mostra preocupado com montar um patrimônio, juntar uma família e tem que ver se os objetivos são excludentes ou não. Agora, se não conseguir de jeito nenhum responder a essa pergunta, talvez a viagem seja a resposta. Só mais dois pitacos: - Sobre a questão de confortos e perrengues. Uma coisa é passar isso numa viagem de 20 ou 30 dias e outra é passar anos assim. Teve um casal de australianos que conheci no trem de volta de Machu Picchu que estava viajando havia 11 meses e passariam ainda mais 1 mês antes de voltar pra casa. Já tinham rodado o mundo inteiro e a América do Sul era a última perna da viagem. Por mais que estivessem curtindo a viagem e se divertindo pra caramba, o que mais sentiam falta era de ter um lar, um lugar esperando por eles. Mesmo tendo a casa deles esperando na volta, estava difícil aguentar o fim da viagem, com saudade das suas coisas: a cama, o banheiro, a cozinha, as roupas, os livros. Estavam sem referência. Mas, não se arrependiam nem por um instante. - R$ 15 mil, na melhor das hipóteses vai te garantir 1 ano de vida América do Sul, se você for beeeeem econômico. Seria viver com pouco mais de R$ 40 por dia, o que certamente já o limitaria em termos de passeios e hospedagem, que costumam ser os itens mais caros (já estou supondo que você viajará quase sempre de carona). Em 2 ou 3 anos de viagem, você pode certamente se dar ao luxo de parar meses em algumas localidades, podendo juntar uma grana. Então, procure ver desde já, quais são os seus talentos que permitiriam ganhar dinheiro: cozinhar, guiar grupos, ensinar línguas, consertar computadores, montar websites, sei lá. Tem muitas cidades por aí que têm carência de mão de obra especializada e quanto maior o "valor agregado" daquilo que que você faz melhor. Não vá com a idéia de "qualquer emprego", pois esses só pagam bem na Europa, onde ninguém quer fazer. Aqui, pra fazer qualquer coisa, tá cheio de gente disposta a ganhar muito menos do que o que você precisa pra viajar.
  48. 1 ponto
    Meu broder, to na mesma situação que voce, mesma idade, mesmo sonho, mesma situação profissional. Sou engenheiro ambiental, meu mercado ta em alta, achar emprego nem é um dos meus piores problemas. Também tenho essa inquietação doida, essa vontade de sair da gaiola, sai por aí e ver o que pode acontecer, o que o destino nos reserva. Não é algo fácil, ainda mais se você tem laços afetivos mto grande com familia, amigo, cachorro, bairro, etc etc. Conheço muita gente que ia pra fora só pra passar uns 3 meses. Ia estudar ingles, ia estudar qqer coisa. a maioriadeles acabou voltando mais de 16 meses depois da volta, ia se virando ali, se virando aqui (europa ou sudeste asiatico ou oceania) e a coisa ia andando. Depois eles todos acabaram voltando por saudade mesmo, mataram essa larica de aventura de despreendimento. Sei lá. Faça um teste piloto, com menos de 15 mil voce consegue um desses intercambio, aproveita para aprender alguma coisa de novo na sua vida. Aì você aproveita a experiencia, se gostar vai ficando..ficando.....ou volta. Dificil né. Voce tem familia que ta apoia, despreendimento, votande de conhecer ...... Agora... perguntar pros outros é bacana... mas nao pode pensar muito nao....se pensar...ai vc fica.
  49. 1 ponto
    Olá a todos. Esta é minha primeira postagem. Logo que me registrei e comecei a navegar pelo mochileiros.com dei de cara com este tópico e não podia deixar de postar alguma coisa. Aliás, bote coisa nisso! Tenho planos de "ganhar o mundo" nesse ano. Eu e um amigo vamos começar a viajar, inicialmente sem data pra voltar, motivados por razões bem parecidas com as do xaliba e do _maya. Se ilude muito quem acha que estabilidade financeira é a única garantia de felicidade na vida. É garantia, sim, de viver pra sempre em função dessa preocupação vã. Faz você se acomodar geograficamente, socialmente, emocionalmente, espiritualmente; quando na verdade você tem muito mais a ganhar expandindo seus horizontes. Após (mais) uma grande crise pessoal percebi que o que me frustrava era persistir no erro de tentar me adequar a modelos pré-fabricados de vida. Percebi também que todas essas tentativas, no fundo, eram pra agradar/orgulhar outras pessoas, fossem elas pais, familiares, namorada... Por fim, percebi que a única pessoa a quem eu NÃO estava tentando agradar era eu. Mergulhei em mim mesmo, na busca de uma forma de viver que me parecesse fazer sentido. Não demorou muito pra perceber que o ÓBVIO pra mim era cair na estrada e viver (n)o mundo inteiro. Coincidentemente(?) acabei me reaproximando de um amigo de longas datas, e conversando sobre nossas inquietudes descobrimos que tínhamos planos semelhantes. De um ano pra cá viemos amadurecendo a idéia de "zarparmos" juntos. O único pesar, desde então, foi o fim de um lindo namoro de cinco anos, mas que no fundo não caminhava a lugar algum, por causa dessas minhas inquietações. Depois disso vi que todo o medo que impede a maioria das pessoas de sair "por aí" foi embora. Esse medo se chama APEGO. Apego a lugares, pessoas, situações, sentimentos, bens materiais duráveis ou não-duráveis. Depois que se percebe isso, tudo fica tão simples e claro... Enfim, depois de quase um ano sonhando juntos, cogitando possibilidades, esperando meu amigo se formar e juntando grana, decidimos começar a jornada pela Bolívia, rodar a América do Sul por alguns anos, depois voltar a Teresina pra rever pessoas queridas e traçar uma nova rota (quem sabe Ásia ou Europa). A nossa intenção é que a coisa seja auto-sustentável, ou seja, queremos depender o mínimo da grana da poupança. A idéia é passar vários meses num mesmo lugar, absorvendo a cultura local, estudando música e buscando trabalho pra garantir pão e teto (e umas cervejas de vez em quando). Pretendemos levar uma vida simples, sem posses e sem luxo. Sou formado em publicidade (não que eu me orgulhe) e atuo profissionalmente na área do audiovisual, principalmente como editor de vídeo (pra quem conhece, editei o filme AI QUE VIDA). Mas também sei consertar computador, cozinhar, limpar, carregar peso... Só mesmo muita preguiça pra me fazer passar fome. Estamos agora entrando numa etapa mais prática do projeto: AGIR! Como queremos levar uma vida bem musical (e na medida do possível obter algum sustento disso) mas não somos (ainda) músicos profissionais, estamos estudando música e juntando um repertório de violão e flauta transversa. Também estamos fazendo tratamentos médicos, tentando largar o cigarro, cuidando de burocracias e pesquisando. Tudo, enfim, para que em agosto ou setembro de 2010 estejamos entrando no Trem da Morte! Temos em mente que nossos planos provavelmente mudarão conforme O INESPERADO for acontecendo, e é exatamente atrás dele que estamos indo. Pela primeira vez na vida estou conseguindo traçar uma meta pra mim e me dedicar a ela com plena confiança, satisfação e otimismo! Dê no que dê, não tenho dúvidas de que estou fazendo a coisa certa. O principal é cair na estrada, do resto o acaso/destino se encarrega. PS.: _maya: Acho que temos muito o que conversar! Me adiciona no MSN: [email protected]
  50. 1 ponto
    Sou daquelas que guarda o dinheiro no colchão e confiro cada 5 centavos de troco. Não me importo de pagar caro em algo que eu queira muito, mas detesto deixar a torneira pingando e desperdiçando coisas que resultam em menos dinheiro no meu bolso. Minha opinião é de que R$ 15 mil é pouco para uma trip longa, mas é mais que o suficiente para um start em novas perspectivas. Acredito tbm que o meio termo é o mais adequado. Aplica uma parte da grana (10 mil) e com 5 mil vc faz uma viagem bacana por aqui de uns 60 dias. Trabalha mais um pouco, aplica mais um pouco e viaja de novo. No final de 5 anos, se NADA na sua vida melhorar - nem um pouco - e vc continuar na mesma (o que é um cenário ruim), v terá 50 mil aplicados que renderão num CDB uma quantia considerável, uma entrada melhor para sua casa (o que significa um financiamento menor) e, no mínimo, 5 boas viagens e experiências diferentes. Dessa forma, vc terá as viagens, a liquidez pra comprar uma casa e não ficará se culpando por ter sido emocional ou impulsivo e gastar a grana de 2 anos em algo que não deu tão certo qt vc gostaria. A gente mora no Brasil... temos que trabalhar, fazer 50 faculdades pós + mestrados + outras línguas + outras especializações e nos submetermos a salários menores que o que merecemos (na maioria dos casos). Somos capacitados, mas p reconhecimento não vem em forma de $$$. Então, penso que vc deve ser mais cauteloso e agir com prudência.
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