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Conteúdo Popular

Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 11-03-2019 em todas áreas

  1. 12 pontos
    Vejo muitos tópicos aqui do tipo "viajar sem dinheiro", "viajar pegando carona pra economizar", "como conseguir tal coisa de graça". Acho válido buscar formas de economizar na viagem. Tento salvar uma graninha sempre que possível, admito. Mas também temos que pensar: "o que eu posso dar em troca?". Pq senão fica uma via de mão única: só eu serei o beneficiado. Da mesma forma que tem muita gente que fica pegando dicas/informações nesse fórum mas não colabora com absolutamente nada. Pior: lê informações que vc postou e sequer posta um "obrigado". Eu estou sempre buscando ajuda aqui, mas por outro lado procuro sempre escrever relatos das minhas viagens e responder perguntas para ajudar outros mochileiros. Uma mão lava a outra. No caso do americano citado na matéria, ele fez isso para alertar sobre o desperdício de comida e não só pra "se dar bem e economizar". Pensem nisso. Boa viagem.
  2. 9 pontos
    @Silnei As pessoas deixaram de serem membros de comunidades para se tornarem protagonistas de seus próprios blogs e perfis de rede social e muitos já perceberam que esse caminho abriu um buraco que não foi e não será tapado com essas ferramentas. Esse novo cenário criou meia dúzia de pseudo celebridades, cada um na sua área e uma multidão de "ninguéns solitários" sedentos por likes. Kkkkkkkk Tem gente que foi ali, e acha que sabe tudo de viagem, pior que tem gente que acompanha. Certa vez num relato que postei, um participante perguntou para mim, pq eu ainda continuava a postar, visto que ninguém participava dele(relato) aqui no site. Simples, não estamos aqui atrás de like, aqui é onde escrevemos nossas historias que irão ajudar alguém por ai. Um dia estava fazendo o Caminho dos anjos ao contrário, encontrei com um senhor fazendo o caminho normal, depois de um bate papo, ele disse que estava fazendo o caminho seguindo o meu relato que postei aqui(tirou as copias dele da bolsa e me mostrou), aquilo foi a prova para continuar.....vai ajudar alguém ali na frente com certeza. Silnei, vamos continuar com a mesma pegada, só tenho a te agradecer por diaponibilizar esse espaço para todos nós. ..segue o baile!
  3. 7 pontos
    Vários amigos e familiares nos indagavam sobre nossas travessias, segundo eles, tudo era muito repetitivo(as fotos eram parecidas, repetimos várias vezes os mesmos caminhos, até pela falta de outros. Até tem, mas caminho particular, não faremos mais). De certa forma eles têm razão, visto que a visão do picos e montanhas não tem comparação com fotos de estradas e, tem um detalhe mais importante: as principais atrações das cidades(tirando algumas) não estão dentro delas, mas nos arredores (cachoeiras, picos, morros. ..). Nesses 2 meses, com certeza caminhamos mais de 800 quilômetros. Conhecemos pessoas maravilhosas por onde passamos, não tivemos nenhum problema mais sério, tudo muito tranquilo. O BRASIL É SIMPLESMENTE SENSACIONAL! E mais bonito visto de cima. Diante disso e, até para comemorar meus 60 anos de vida (ingressei na melhor idade), neste verão resolvemos fazer algo um pouco diferente : fomos conhecer e rever alguns parques nacionais /estaduais /municipais e privados, subir alguns picos/montanhas e alguns circuitos desses locais, região de cachoeiras, e Brumadinho(Inhotim), poderíamos estar no dia do rompimento da barragem, para nossa sorte desistimos em cima da hora. LOCAIS VISITADOS: Extrema - Mg (subida as base dos pico do lopo e do lobo) Munhoz - Mg(subida ao pico da antenas, caminhos) São Bento do Sapucaí - Sp(pedra do baú e roteiro) Marmelopolis -Mg(subida ao morro do careca, mirantes, pedra montada, roteiros e subida ao pico Marinzinho) Aiuruoca - Mg(subida ao pico do papagaio, matutu, cachoeiras) Visconde de Mauá-Rj - (subida a Pedra Selada) PN Ibitipoca - Mg (Janela do céu, pico, circuito das águas e grutas) São Tomé das Letras - Mg (cachoeiras e roteiros) Carrancas - Mg(cachoeiras e circuito serra de carrancas) Ouro Preto - Mg (centro histórico e subida ao pico do Itacolomi) Mariana-Mg: Bento Rodrigues, local destruído por outro rompimento de barragem da Vale. Serra do Cipó - Mg(todos circuitos dentro do parque e travessão) Conceição do Mato Dentro - Mg: cachoeira do Tabuleiro (base e mirante) Lapinha da Serra - Mg(subida aos picos da Lapinha e Breu, cachoeira Bicame e Lajeado, parte travessia Lapinha x Tabuleiro) Brumadinho - Mg(Inhotim) PN de Itatiaia - parte alta - Mg(base do pico das agulhas Negras e prateleiras, cachoeira Aiuruoca, circuito 5 lagos, subida ao pico do couto) Piquete - Sp(subida ao pico dos Marins) Infelizmente, por excesso de chuvas, não fizemos os picos do Itaguaré e da Mina( motivação da viagem). Entrou uma frente fria na semana que antecedeu o carnaval, tivemos que abortar por questão de segurança, pois não utilizamos guias e fazemos somente Bate/volta - fica para a próxima. As surpresas da viagem: Inhotim, Lapinha da Serra e Serra do Cipó A decepção: Carrancas-Mg (É até bonito, mas comparado com outras regiões do estado de Minas Gerais, fica muito aquém).
  4. 7 pontos
    Hola! Mochileiros do meu BR, hoje estou aqui para compartilhar com vocês como foi minha experiência na Patagônia Chilena fazendo a trilha do circuito W Invertido ficando em refúgios e com o pacote full board, no período de 01-03 a 06-03 CARNAVALLLL. FUI SOZINHA e com um puta friozinho na barriga, apesar de não ser a primeira viagem sola, esta possuía características especiais como: SE AUTO DESAFIAR caminhando por 72 K’S realizando uma reflexão da minha vida. Para resumir a SAGA especialmente para as MOCHILEIRAS que ainda possuem alguma dúvida sobre fazer este trajeto ou não: - AMIGAAAA pega essa dúvida coloca dentro da mochila e vá assim mesmo. É super possível, fazer o Circuito W com um bom planejamento, pouco tempo e mochila nas costas. P.S Aqui não vou colocar planilha de gastos, tipos de roupas, como funciona o parque, pois dentro deste fórum existem vários relatos compartilhando tais informações. Irei me atentar a fatos que foram determinantes para a realização deste sonho. PREPARACIÓN - Comecei a planejar a viagem em outubro de 2018, iniciei treinos mais intensos e de resistência na academia, li e reli vários relatos, blogs, para montar meu roteiro. Como eu sabia que teria pouco tempo dentro do Parque (4 dias) eu não poderia ERRAR de forma alguma em meu planejamento, entretanto, escorreguei em alguns pontos e vou discuti-los abaixo com vocês. 1. Cuidado ao reservar os refúgios, pois achei os sites das operadoras (Vértice Patagônia e Fantástico Sur) um pouco confusos e acabei reservando para o primeiro dia a área de acampar e não o refúgio propriamente dito. Só chegando lá, fui descobrir o que tinha acontecido, a sorte é que na recepção pedi se havia cama disponível e consegui fazer um Upgrade para o refúgio pagando no Cartão de Crédito a diferença. 2. Eu fiz o Circuito W invertido começando por Pudeto, porém, se teu lance principal for admirar as Torres del Paine, sugiro iniciar por elas. Digo isto pq como eu subi no último dia até o mirador das torres, meu horário estava bem apertado e não pude ficar lá por muito tempo, outro fator é que se o tempo estiver nublado você não terá a chance de optar por ficar mais um dia caso queira admirar as torres. 3. Prepare-se muito bem para fazer todo o trajeto, invista em calçados e roupas apropriadas para a ocasião. Digo isto, porque de roupa eu estava muito bem preparada, porém, de calçado levei apenas uma butina que uso para trabalhar e me ferrei pois acabou machucando meu pé. Então teste antes teu calçado em alguma trilha ou caminhada que seja mais que 4 horas. EMPEZAMOS EL VIAJE!!! Saí de Foz do Iguaçu de Ônibus até Assunção empresa (SOL DE PARAGUAY) e lá peguei um voo até Santiago e de Santiago a Punta Arenas. O Ônibus foi tranquilo com duração +- 6 hrs de viagem e tinha até serviço de bordo. Muita gente quando eu estava montando o roteiro disse que era loucura sair de Assunção, porém, uma amiga minha (THANKS JENNI) me disse que era tranquilo e que dava para fazer de boa o trajeto entre Brasil e Paraguai de Ônibus, fui com a opinião dela e deu certo. Só aí economizei 1.650,00 reais, pois quando comprei a passagem de Assunção a Punta Arenas estava 1500 reais e saindo de SP ou RJ estava em torno de 3600,00 devido ser feriado de carnaval e alta temporada em Torres del Paine. Segue então todo o roteiro do circuito W invertido. Incluindo horários, as estadias em refúgio com o pacote Full Board (alimentação completa: café- da -manhã, lanche para a trilha e jantar) os KM’s percorridos diariamente e algumas fotos da jornada. Aqui alguns links que foram essenciais para este roteiro: http://www.parquetorresdelpaine.cl/upload/images/MaptrekkingPNTP2017.jpg https://www.mochileiros.com/topic/63115-torres-del-paine-novas-regras-em-2017-circuito-w-5-dias-1-relato/ https://borala.blog.br/torres-del-paine-circuito-w-patagonia-chile/ http://escolhoviajar.com/trekkingcircuito-do-w-em-torres-del-paine-da-para-uma-mulher-fazer-sozinha/ http://escolhoviajar.com/torres-del-paine-perguntas-e-respostas/ https://www.fantasticosur.com/blog/useful-information/6135/the-ultimate-torres-del-paine-travel-guide-part-5-lodging/ http://www.verticepatagonia.cl/destino/1/mapa#nav A realização desta viagem só foi possível com uma organização de roteiro com os horários bem cronometrados srsrrssr foi muita pesquisa e perguntei a várias pessoas a medida que a viagem foi ocorrendo para que os horários se encaixassem e deu tudo certinhoooo Fiquem atentos porque o último ônibus que sai de Puerto Natales para Punta Arenas é as 21 hrs. Se você decidir pegar o último ônibus que sai as 19:45 da Laguna Amarga não dá tempo de pegar o último ônibus até Punta Arenas, então programe-se para sair do parque por volta das 14:45. A experiência é transcendental então por favor, farei um pedido: Vá!!!!! Se permita sentir a garra, coragem e resiliência que existe em você. A Patagônia realmente me ofertou a oportunidade de reconexão comigo mesma e acredito fortemente que ela fará o mesmo por você. Grande Abraço e se ficar alguma dúvida quanto ao que fazer e como fazer no circuito W invertido me inscrevam aqui ou no Instagram: @ayza_camargos. Gratidão!!!
  5. 6 pontos
    Prefácio. Segue meu relato desta viagem incrível que finalmente consegui realizar com minha Esposa Josi e nossos dois filhos, Ana Clara 9, Vitor Hugo 12, em Janeiro de 2019. Já vou avisando que sou um pouco detalhista demais, acabo me empolgando e escrevendo muito. Então se você não tem paciência, paciência, OK ? Infelizmente eu fui anotando algumas informações, como gastos, nomes de alguns lugares onde comemos ou dormimos, tudo em um aplicativo de notas do celular, e por alguma cagada minha, acabei apagando o arquivo, portanto algumas dessas informações serão baseados nas minhas lembranças que, vou confessar, já não está mais aquelas coisas... Tudo começou a muitos anos atrás, quando eu passava de bicicleta por uma Rodovia que cruzava a cidade, e vi um cara parado no semáforo com roupas de Couro, uma moto grande com vários adesivos colados de bandeira dos países vizinhos, cheio de malas na garupa, bandeirinha do Brasil balançando ao vento atrás, etc. A Moto estava toda suja, do tipo que rodou o mundo. Ele tirou o capacete por uns segundos talvez pelo calor que fazia no dia, e percebi que era um senhor já de idade, com barba fina e longa, cabelos compridos atrás mas careca em cima. Ele percebeu que eu o olhava com curiosidade e então acenou me comprimentando com a cabeça e com um Joinha. Eu retribuí o cumprimento, o semáforo abriu, ele seguiu seu rumo, eu o meu, e esqueci. Algumas semanas depois, assistindo TV tarde da noite, o cara tava lá dando entrevista no antigo programa Jô 11 e Meia. Eu quase caí do sofá. Caraca, conhecia ele, aquela barba fina e esticada, até me cumprimentou, era meu amigo. E foi aí que conheci sua história. Ele se chamava Miragaia Renê Angelino. Um advogado que morava em São Paulo e que já tinha feito viagens incríveis de Moto. Procurem no youtube que tem várias entrevistas dele. Nessa entrevista ele havia recém lançado um Livro chamado ‘Minha Moto eu e a América’ onde ele contava sua viagem por 45.000 KM rodados em 90 dias pela América do Sul com uma moto. E eu ali, nem piscava. Minha cabeça anos 90 pensava que essas coisas mirabolantes só existiam na Europa. Me empolguei tanto com a entrevista que comprei o livro do meu novo amigo que me cumprimentou no semáforo e que era escritor e aventureiro.. Eu, que até então estava acostumado a ler apenas Agatha Christie ou Os Sertões (mentira, só Agatha Cristie), fiquei tão fascinado com o livro que quando terminei de ler, disse pra mim mesmo ‘One Day I will do something similar´. Na verdaade, na verdaaade, eu disse ‘One Day, farei algo parecido’, pois só One Day que sabia falar em Inglês. O resto falei em Português mesmo. Aliás não sei falar inglês até hoje, usei o Google Tradutor na frase acima. Só que essa vontade de ganhar o mundo, na época soava mais ou menos como aquela vontade do garoto que sai do cinema querendo ser o Batman, ou da menina querendo virar a Cinderela... Soavam como coisas inalcançáveis. Quem nasceu na mesma época que eu, (façam as contas, não vou falar a década, ok?) sabe que as facilidades de hoje, com essa infinidade de informações, tecnologias, GPS e nichos de pessoas que compartilham os mesmos gostos, hobbies e principalmente valiosas informações e experiências, praticamente não existiam. Então tudo parecia ser algo distante ou até impossível, e a minha realidade era a de um garoto sem dinheiro, sem o Canal Discovery, sem informações, e que não tinha nem um gato pra puxar pelo rabo. Eu só tinha uma Bicicleta velha que ganhei de um tio, que só funcionava o freio traseiro e ainda tinha uma solda horrorosa no meio do quadro. Então, entre os estudos e espinhas, o tempo foi passando e aquele livro se perdeu no fundo do guarda-roupa. As responsabilidades, boletos, namoro, boletos, noivado, contas, casamento, móveis, faturas, filhos, carnês... vão chegando e tomando conta da sua vida. Alguns deles em proporções cavalares inclusive. De repente, eu tava chegando nos 40renta. Vira e meche, eu reencontrava o livro, pensava na vida, guardava o livro, e vida que segue. As vezes me pegava pensando: “Meu Deus, to aqui preocupado com o vencimento dos boletos, mas quem tá vencendo é minha vida, e vida não dá pra prorrogar, parceiro”. E quem entra na casa dos ´enta´ , não sai mais... Quarenta, cinquenta ... Quero deixar um parêntese aqui, antes que alguém tenha a impressão que eu não estava feliz com minha vida atual, ou infeliz com meu casamento, filhos etc... Muito pelo contrário, Sou eternamente grato a Deus pela família maravilhosa que tenho. Mas faltava pra mim, aquela cerejinha do bolo. Aquela conquista de fazer algo diferente. Um dia procurando qualquer coisa no guarda-roupas, achei o tal livro de novo. Fiquei olhando pra ele, pensando, remoendo... e então veio o estalo, decidi. Finalmente firmei um Contrato comigo mesmo, vamos conhecer San Pedro do Atacama. Isso foi a mais de 3 anos atrás. Hoje tenho 42 anos, Moramos em Maringá, interior do Paraná e temos um Renault Logan 1.0 ano 2012, batizado carinhosamente pelas crianças de BARTOLOMEU. É nosso pau pra toda obra, escola, trabalho, mercado, passeio, etc. Comprei ele já bastante rodado no final de Dezembro de 2017, mas estava bem conservado. 15 dias depois, Janeiro de 2018, já saímos para uma viagem com ele, e fomos conhecer o Uruguai. A ideia na época já era ir para o Deserto do Atacama, pois eu já tinha assinado aquele contrato comigo mesmo, só que adiamos porque uns amigos iam para o Uruguai de carro, já tinham tudo certo, roteiro etc, e eu não me achava ainda tão maduro o suficiente para encarar as cordilheiras, e então resolvemos ir juntos para o Uruguai. País lindo, maravilhoso e tudo mais. Nossa primeira viagem longa de Carro. Na verdade o meu contrato já almejava o Atacama ainda em Janeiro de 2017, um ano antes do Uruguai, mas uns amigos iam para o Rio de Janeiro de carro e mudamos os planos, resolvemos ir juntos também. Já viram que sou muito influenciável né?! Preciso trabalhar mais isso. Mas o Rio de Janeiro é outra História, o Uruguai também e já estou me desviando muito do assunto. Foco Leandro, foco... No fundo, a gente camuflava a insegurança de ir pro Atacama sozinhos trocando de planos aos 45 do segundo tempo. Não que as viagens com os amigos eram menos interessante. Foram igualmente ótimas. Mas não era aquela conquista que eu queria, sabe? Atacama soava como algo épico, sei lá. Eu tinha um certo receio de atravessar as Cordilheiras e chegar ao Atacama com o Bartolomeu. É um carro baixo, pesado e com motor de carro popular. Ainda mais pelos seus Cento e tantos mil KM que ele já tinha na bagagem. Ele já tava ficando banguela. E as subidas que encontraríamos nas cordilheiras talvez precisasse de um carro mais jovem, bombadão. Vez ou outra eu lia alguns relatos de uns malucos que fizeram viagens parecidas com carro baixo, mas quase sempre são carros menores, mais leves, mais novos ou com motores mais potentes. O Bartolo era o contrário de tudo isso. Outro detalhe que me fazia esquentar a cuca é que eu estaria com filhos e tudo fica mais complicado caso dê algum problema na estrada, ou talvez alguém passe mau com alguma comida diferente, ou com a Altitude. Já pensou dar algum problema no Carro num lugar deserto, num país pouco conhecido e ainda com crianças? Não rola. Mas também, se eu fosse esperar o Momento Ideal, ter dinheiro suficiente para poder ir de avião, com o preço que pagaria nas passagens ida e volta, depois contratar agências de Viagens para os passeios, tudo multiplicado por 4? Não to podendo. Outra opção seria então esperar conseguir dinheiro para comprar um Veículo maior, mais novo, mais potente, quem sabe até algum com tração 4x4 né? Só que essas opções acima me fariam entrar numa hibernação do tipo ‘A Espera de Um Milagre’. E vocês com certeza conhecem muitas pessoas que vivem assim, esperando o Momento Certo para dar o primeiro passo. Só pra ilustrar melhor, minha mãe que também mora em Maringá, tem 64 anos e um sonho de vida, conhecer Foz do Iguaçu. Só que ela ainda não foi porque as condições ideais que ela imagina que precisa, ainda não surgiram. E são só 400KM daqui até lá. Então Leandro, toma Jeito. Depois que voltamos do Uruguai, eu já tava deitando em viagens internacionais. Experiente e tudo. Então um dia olhei pro Bartolo, olhei pra Josi, fechei os olhos, estufei o peito, e falei: - Atacama 2019? - Bora! - Fechô! E então os preparativos começaram. Dai em diante minha vida meio que virou de cabeça. Agora eu só pensava nisso. Bitolado o tempo todo. Pesquisas e mais pesquisas, muitos cálculos de quanto preciso de dinheiro, quantos dias, rotas, curiosidades sobre os lugares que iriamos passar, vídeos no youtube etc etc etc... Se eu ouvia um Bom dia, eu já tava respondendo Buenos Dias. A vantagem de fazer uma viagem como esta viagem de carro, é que além de ficar bem mais barato, eu não ficaria preso à somente San Pedro de Atacama, pois teria todo o trajeto até chegar lá, e vi que tem lugares incríveis pelo caminho que valem a pena conhecer. E dá-lhe Google.. Seguro Carta verde, Cambão, Salinas Grandes, Mau de Altitude, Laguna Miscanti, Pesos Argentinos, Seguro Soapex, Cartão de Crédito Internacional, Costa de Lipan, Filhos, Kit de Primeiros Socorros, roupas, folha de Coca, Seguro viagem, Humahuaca, Protetor Solar, Paso Jama... Meu Deus, era uma infinidade de informações pra assimilar e organizar. Fui alimentando um Check-List de tudo que precisaria providenciar. Entre tantos itens para me preocupar teve um que eu não abriria mão, um Pneu estepe Extra. Pois seriam centenas de quilômetros sem estrutura nas cordilheiras, sem posto de gasolina, sem civilização. Seria só nós, o vovô Bartolo e Deus. E já dizia o ditado: Quem tem dois tem Um. Quem tem um não tem Nenhum... -Preciso de um estepe extra! Mas eu também iria fazer a troca dos pneus atuais. Eles estavam menos de meia vida, e para uso na cidade ou viagens curtas até daria. Mas para o Deserto com certeza seria arriscado. Fiz um orçamento e os 4 pneus passavam dos Mil Reais. Era o preço. Pneus bons não são baratos. Dai, fui pesquisar no OLX para comprar um estepe Extra, poderia ser usado sem problemas. Dai que encontrei um anúncio de um Cara que estavam vendendo 4 pneus novos com rodas e tudo. O valor era metade do preço que eu iria pagar só nos pneus em uma loja. E Vinha com as Rodas já. Que LUCK hein Leandro. Já resolvia 2 Problemas, ficava com 4 Pneus Novos e usava um dos que já tinha como Estepe Extra. Lá dizia que as medidas da furação das rodas que vinham era 4x100. Até então eu nem sabia o que significava isso, só sabia que alguns carros usam rodas com 4 parafusos, outros com 5 e assim por diante. Pesquisei então as medidas das rodas do meu carro e eram exatamente 4x100 também. Que sorte de novo, hein Leandro. Liguei pro cara, e em menos de 1 hora eu já tava com as rodas e pneus novos em casa. Coloquei um pneu no porta-malas para ver o espaço que ocupava. Minha esposa não gostou nem um pouco, pois um pneu extra ocupava um espaço enorme. Mas fazer o que ? A nossa segurança falava mais alto. Então, com o bico deste tamanho, ela desistiu de levar o guarda-roupa todo. Fui até um borracheiro, e pedi que ele passasse os pneus novos para as rodas que ja estavam no carro, e consequentemente os pneus velhos nas rodas que vieram pois elas eram de Ferro e mais feias. Uma outra coisa que eu queria muito, mas tava naquela indecisão, era de atravessar as Cordilheiras por um Caminho e Voltar por outro. A opção mais Curta, Sensata, econômica e Segura seria ir e voltar pelo Paso Jama, pois a pista é toda pavimentada desde a Argentina até o Chile e Relativamente mais movimentada. Outra opção e era a que eu queria, seria fazer a volta pelo Paso Sico, que dizem ter paisagens incríveis, mas a pista não tem pavimentação em um longo trecho na parte da Argentina, sendo toda de rípio, (tipo pedrinhas de construção) e bem mais deserta. Bem mais arriscado com certeza. Dizem que o rípio pode ser escorregadio em algumas situações, e que algumas das pedras são pontiagudas e podem cortar o pneu. Mas descidi sim ir por uma via e voltar por outra. Meio Loucura com as crianças eu sei. Mas eu tinha 1 Estepe extra, né? Desculpe, mas percebi que esse prefácio já tá grande demais, eu falo demais, e vocês já estão tendo paciência demais. Então sem mais delongas... vou pular pro dia da partida. >>FF>> Dia 06/01/2019 - 4hs – Madrugada de Domingo. .........
  6. 6 pontos
    Sim, você não leu errado. Foram 5 meses. Eu demorei mais do que deveria para começar a contar essa história. Mas acho que devo isso a meus possíveis leitores. Afinal, tive muita ajuda desse site para planejar minha viagem. E acredito que posso fazer o mesmo por alguém. Eu vou tentar fazer um depoimento breve, que seja acessível e ao mesmo tempo divertido. Posso entrar em detalhes, postar fotos. Escrevo, acima de tudo, para partilhar experiências e encorajar quem queira viajar. Espero conseguir contribuir. Meu nome é Vitor, tenho 28 anos. Em 2015 tive a melhor oportunidade da minha vida. Me descobrir e descobrir nosso continente durante 5 meses. Sou enfermeiro, me formei final de 2013. Em 2014 atuei em um programa do governo com duração de um ano, sem prazo prorrogável. Meu contrato acabou em março de 2015. Na época do meu trabalho me mantive na casa dos meus pais e fui juntando dinheiro. Sei que é uma oportunidade que poucos tem. Não tinha filhos, namorada e emprego (continuo não tendo nada disso, mas atualmente falta dinheiro mesmo). Inicialmente planejei ir para Bolívia e Peru apenas. Sem data para voltar. E porque esses dois países? Tinha medo da grana acabar e eu estar longe. Sim, pode parecer até piada para quem já visitou. Mas foi um medo real de alguém que era extremamente inexperiente com esse tipo de viagem. Além disso, sentia uma vergonha de ter ido para Europa mas não conhecer os países vizinhos. Conforme visto no título, acabei passando por outros países. Meu roteiro deve começar como muitos outros aqui. Peguei um avião de Brasília (aonde vivo) para Campo Grande. Do Aeroporto para a Rodoviária com uma mochila de 10 kg nas costas de moto taxi. Recomendo. Porque é barato e porque só se vive uma vez na vida. Caso sua crença religiosa discorde disso, sugiro aceitar respeitosamente que pensamos diferente. Em tempo: não recomendo 10 kg de mochila. Pesava na época 80 kg. O ideal seria carregar até 8 kg. Mas é complicado essa relação de peso de mochila quando sua casa passa a estar nas suas costas. Da rodoviária de Campo Grande, peguei o ônibus noturno para Corumbá, que fazia fronteira com a Bolívia. Um detalhe: meu avião fez conexão com São Paulo. E quando cheguei a Corumbá percebi que tinha outra viajante que fez o mesmo itinerário que eu desde Brasília até Corumbá. Bom, preciso fazer uma pausa nesse depoimento coisa: algumas cidades acabam deixando as pessoas mais tímidas e introspectivas. Não é exatamente meu caso. Mas é o caso do Brasiliense comum. Fazer amigos viajando sozinho é fundamental. Ao longo do depoimento vou contar mais histórias de mais pessoas que conheci. Recomendo que pessoas tímidas, querendo viajar só, tentem em seu limite, quebrar essa barreira. A viajante em questão era bióloga e fazia pesquisa em Corumbá. Ela aguardava uma amiga local. Conversamos um pouco, contei da minha ideia de ir para Bolívia e Peru. Ela me recomendou outra rodoviária onde passariam moto taxi que poderiam me levar a fronteira. E me ofereceu carona com a amiga que estava vindo busca-la. Caso vocês passem por Corumbá: considerem andar de moto taxi. Caso tenham medo como eu: só se vive uma vez na vida. Mas em caso de acidente, não me responsabilizarei. Dito isso, um outro conselho da minha amiga Bióloga (que infelizmente esqueci o nome) que não precisei usar: considerem a possibilidade de comprar Furosemida para liberar liquido em caso de edema pulmonar causado pela altitude. Obvio, conversem com amigos Médicos antes para eles te detalharem melhor isso. Mas em caso de uma reação desagradável e prolongada a altitude, pensem nisso. Ou façam seguro saúde e não pensem em nada. Outra dica valiosa: vão ao banheiro sempre que tiverem vontade. Respeitem seu corpo. Perto da outra rodoviária tinha um hotel. O dono do hotel era moto taxista e topou fazer minha corrida até a fronteira. Antes pedi para ir ao banheiro. Ele me deu a chave de um quarto vazio. Esse quarto era maravilhoso. Tinha 3 camas, um ventilador, banheiro e só. A gente não precisa de muito pra ser feliz. Esvaziada bexiga, fomos a fronteira. Essa por sua vez estava fechada e demorava 3 horas para abrir. Por isso que enfatizei a dica do banheiro no início desse parágrafo. Bom gente, esse depoimento ta grande pra caralho, super detalhista, diferente do que planejei. Mas vou mandar assim porque a escrita foi espontânea e de coração aberto. De acordo com os comentários, sugestões, criticas ou dúvidas, posso mudando o ritmo da narrativa. Se você leu até aqui, você é um vencedor. Parabéns. Tópicos da viagem: O outro lado da fronteira, primeiras noções da Bolívia e a chegada em Santa Cruz de la Sierra As mochileiras, o avion pirata, meu preconceito contra israelenses e os riscos para se chegar em Sucre A estadia em Sucre, os primeiros efeitos da altitude e a participação na cirurgia. Sucre: os museus, as zebras e o parque cretácico. Memórias de um turista.
  7. 6 pontos
    As pessoas não sabem mais usar fóruns, estão na dinâmica do facebook e whatsapp. Não usam a aba de pesquisa, para muitos a lupinha é um mero ícone decorativo, querem apenas jogar a pergunta e ser respondidas de modo rápido e de preferência com uma resposta que agrade o ouvido/olhos delas...haha. Sou dinossaura e gosto da dinâmica dos fóruns. Entro aqui não só pra tirar dúvidas e ajudar, mas principalmente pra buscar conhecimento, muitas vezes pra destinos ou assuntos que nem irão me contemplar nessa vida...haha.
  8. 6 pontos
    PREPARAÇÃO: Passamos o natal com nossos filhos em São Paulo, capital, no dia 31.12.2018 partimos e ficamos em São José dos Campos-SP, descemos as 21 horas para ver a queima de fogos em Caraguatatuba, praia do litoral norte de São Paulo. Retornamos ao hotel em SJC e dormimos, no outro dia cedo rumamos para São Bento do Sapucaí-SP, e fizemos 2 roteiros (até a base da pedra do baú e pelo bairro do Quilombo subindo a serra e descemos até o distrito de Bocaina, retornando daí para SBS). Ficamos na Pousada Casabranca (ótimo custo/beneficio) $60 por pessoa com café da manhã (disponibilizou antes do horário) Recomendo. Foram +- 45 kms de caminhada nos dois dias. Queima de fogos em Caraguatatuba, 31.12.2019 Início da jornada de preparação Lindo amanhecer e visual pedra do baú Idem Começando caminho via bairro do Quilombo, pedra do baú por outro ângulo Terminando forte subida Mirante de São Bento do Sapucaí Outra subida forte em meio a muito verde Tínhamos dentista(o mesmo que nos atendeu no ano passado), marcado em Extrema-Mg, dia 09.01 em Extrema (um dente quebrou), ficamos lá fazendo os principais roteiros, (pedra do Lobo guara (como o sol estava muito forte só fomos até a última subida), rampa de asa delta, caminho das pedras......), foram cinco dias de caminhada +-100 kms. Como viajamos sem programação, depois que fomos atendidos pelo dentista, resolvemos nos preparar melhor na cidade de Munhoz (queríamos ficar em Pedra Bela-Sp, para subir até a rampa da tirolesa) mas na pousada não tinha ninguém e nem atendiam o telefone. Mirante rampa asa delta Extrema -mg
  9. 5 pontos
    Olá Mochileirxs ! Compartilho brevemente uma experiência (minha primeira) com o Cicloturismo. Pedi demissão do meu trabalho (trabalhei 8 anos em um escritório) e saí de Rio Claro-SP e fui para a Argentina de bicicleta. Não estava infeliz com a vida (como alguns pensam) nem nada do tipo, apenas quis viver uma aventura. E foi sem dúvida a aventura da minha vida até então. Sobre roteiro: Para viagens muito longas é importante voce ter uma idéia de onde voce que chegar, mas saber que isso pode ser alterado facilmente quando se esta de bicicleta pela estrada, e essa é a magia de cicloviajar! Você pode encontrar muita gente bacana pelo caminho que te façam mudar de direção ou simplesmente um ''Ja que estou aqui, vou por ali'' ou então, qualquer outro evento climático e de força maior que te obrigue a mudar o roteiro. Eu passei por Curitiba, contornei toda a costa catarinense, gaúcha e uruguaia. Entrei em Buenos Aires de barco e tive meus planos frustrados em chegar a Santiago pq era inverno e nao tinha como atravessar as cordilheiras pela quantidade de neve. Mudei o roteiro e ao invés de ir pra Bolivia, fui para Ushuaia! Em Bahia Blanca, ja nas regiões dos pampa argentino eu cruzei o pais e entrei no sul do Chile. Fiz parte da Carreteira Austral e voltei a Argentina rumo á Ushuaia. Enfrentei temperaturas abaixo de 0 e passei altos perrengues por isso. Mas no fim tudo saiu lindo e estou aqui pra contar historia haha A viagem foi repleta de grandes paisagens, mas as pessoas foi o que mais marcou a viagem. Muita gente bacana dispostas a ajudar um viajante (Principalmente na Argentina) e muita historia de vida, experiencia e aprendizado compartilhado com elas. Conheci uma garota no RS por qual me apaixonei, estamos em contato ate hoje e planejando uma viagem juntos (mais uma, pq recentemente fomos passar uns dias acampanando nas praias do RJ). Equipamentos: Fui com uma bike MTB e alforjes da Ortlieb. Alforjes impermeáveis valem muito o investimento! Mas vi muita gente viajando com a bike que dava e com alforjes totalmente improvisados. Enfim, nao ter um equipamento de qualidade nao é desculpa pra voce nao realizar um sonho. Aplicativos de hospedagem: Usei muito o Couchsurfing e o Warmshowers. O segundo principalmente. Couchsurfing chegou um momento que eu desisti, pois recebia poucos retornos das mensagens e o WarmShowers voce encontrara pessoas que amam Bike e tera muito aprendizado com essa galera! Alem de alguma ajuda em possíveis reparos que precisar fazer na bike. Levei também minha barraca (Azteq Nepal) e tive noites grandiosas acampando por varias lugares inusitados e outros simplesmente incriveis, como na Patagonia! Alimentação: eu sai muito preocupado com isso e LOTEI o alforje com comida. Desnecessário! Voce sempre encontra casas, fazendas e cidades pelo caminho onde voce pode comprar/pedir ja próximo do destino final, no ''fim do expediente'' do cicloturista rsrs. Alias, fazendas é um bom lugar pra voce pedir um pernoite! Converse com os moradores, peça agua, ganhe confiança, seja simpático e mostre que voce é realmente um viajante precisando de um lugar pra dormir (e tomar banho) e com quase sempre sucesso voce encontrara pessoas maravilhosas afim de te ajudar. Escrevi o relato meio correndo, mas esta aberto pra quem quiser tirar qualquer duvida, será um prazer ajudar! Espero que esse relato de alguma forma ajude quem quer também pedalar por ai! Abracos!
  10. 5 pontos
    E eu não disse o contrário. Sempre fui e sou contra a cobrança de bagagem, e tb sabia que as passagens não iriam diminuir com essa decisão. Isso é o capitalismo. Empresas privadas que praticamente fazem um cartel aqui no Brasil, mandam e desmandam, pq no fim os órgãos reguladores não servem de nada. Tendo isso, a partir do momento que as regras já estao estabelecidas (pq nem a justiça conseguiu derrubar) não tem muito o que se fazer a não ser cumprir as novas regras (coisa que eu mesma nem faço. Como já disse, minha mochila não tem as medidas corretas). Se existisse um bom senso, malas que ultrapassassem pouco das regras passariam com tolerância pelos funcionários (como a minha passou diversas vezes). A família que citei por exemplo, poderia ter 4 malas (uma para cada) dentro das regras (ou próxima delas), ao invés de levar uma gigante, que não cabe no bagageiro. Agora o que teremos são empresas terceirizadas que vão visar o lucro sem a menor tolerância com ninguém. Empresas em cima de empresas sugando o consumidor e oferecendo um serviço ruim, esse foi meu ponto.
  11. 5 pontos
    Sobre como é certos brasileiros: Atentem para o recado que ele dá para quem chega na casa dele. Saímos para ir até a Cachoeira do Lajeado em Lapinha da Serra-Mg, erramos o caminho e, depois de descobrir isso, continuamos caminhado pois caiu uma chuva fortíssima e vimos que tinha essa casa à uns 3 kms de um rio que atravessamos. Chegamos lá todo molhado e com frio, vimos na porta uma singela mensagem para entrar, vimos una cachorros no quintal, os mesmos não estavam nem aí pra nós. Batemos palma e ninguém apareceu...então entramos...e tinha café quente numa garrafa térmica, tomamos um pouco cada um, nisso a chuva passou e fomos embora, deixamos um pagamento pelo café. Liguei no telefone que estava na parede, para agradecer o que eles estão fazendo para os peregrinos perdidos ou não, a senhora foi super educada e disse ainda: lá tem lenha, macarrão, molho, temperos, fogão à lenha, vocês poderiam fazer e comer... ISSO É O BRASIL....
  12. 5 pontos
    Estava só de olho no assunto rs Cheguei aqui em 2007, de lá pra cá acho que o volume de informação e contribuição aumentou enormemente. Hoje dá para ir na busca e achar informações sobre destinos não muito populares que há 5 anos atrás nem sonhavam em aparecer pelo fórum Conforme o fórum foi se reestruturando o conteúdo prático ficou mais acessível, mas perdemos espaço para o bate papo e a socialização, o senso de comunidade que o Silnei falou. Gostaria que o pessoal novo que está ativo no fórum mas que não pegou essa época tivesse a mesma oportunidade de fazer amigos pra vida toda que eu tive no começo, tenho tantos amigos (daqueles de verdade mesmo) que conheci direta ou indiretamente através do Mochileiros, que sou eternamente grata ao fórum, e nunca deixo de aparecer por aqui, apesar de com frequência um pouco menor que naquela época.
  13. 5 pontos
    @joshilton Temos que sempre procurar coisas novas para deixar nossas vidas com algum sentido, o dia a dia das cidades são frias e sem emoção. @SilneiLivro sobre viagens e travessias, agora que comecei de fato a fazer viagens....Tô começando a aprender sobre as verdadeiras travessias. Uma pena que quando tinha idade para fazer as travessias difíceis, estava labutando. Já plantei uma árvore, já tive filhos, e também, já escrevi meus livros. .ou vc acha que meus 1000 posts aqui não é um livro... Escrever um livro é muito caro, não sei se o pessoal vai gostar de histórias de 2 idosos..... Mas, muito obrigado mesmo pela atenção.
  14. 5 pontos
    Vejo gente dando dicas óbvias sobre lugares que basta ir, selfies e fotos ultra processadas para o instagran. Quando buscamos aqui neste site são informações úteis e descobrir lugares e ouvir histórias das experiências de cada um. Obrigado Silvio! Obrigado Casal 100 por contar vossas histórias.
  15. 5 pontos
    A discussão é infinita rs... são conceitos e estilos de viagem diversos. Muitas vezes não tenho saco de cozinhar na minha própria casa e pago quase R$ 30,00 num Burger King da vida. Daí, vou investir 3k de passagem, mais seguro, mais hospedagem... e vou perder tempo cozinhando em hostel ou Airbnb? Quanto tempo vou gastar saindo do centro da cidade, indo para hospedagem, esquentando comida, lavando prato?? No meu conceito isso não é férias... Você esta investindo caro para desperdiçar tempo. Outro detalhe, a gastronomia faz parte da viagem. É uma oportunidade de conhecer novos sabores... vai ficar de Mc' Donalds o tempo inteiro? Vai em Paris e não vai conhecer o sabor de um foie grass? O que trara na bagagem além de fotos para ostentar nas redes sociais? Quem é que não gosta de sentar em um restaurante para fazer uma boa refeição? Ainda mais viajando... de férias ... Mas são conceitos. De repente a pessoa não esta com a grana suficiente e quer conhecer o destino de qualquer forma... aí entra o conceito do "passar privação". Dá para passar com 50 euros em Paris? Dá! Entra no Picard e compra comida congelada... vai gastar uns 20 euros/dia/pessoa. Visita uma atração paga por dia 15-20 euros. Pega um hostel afastado do centro, na proximidade das "portas de Paris" (não terá dinheiro sobrando para sair à noite mesmo - não vai correr risco estando no hostel ao anoitecer), um quarto compartilhado com 10+ pessoas. Aguá é de graça em qualquer lugar. E os passeios faz andando ou com o troco dos dias que gastar menos de 50 euros pega o metro. Te satisfaz assim? Bon Voyage. Lisboa e Berlin você já se vira melhor com 50 euros. Exceto hospedagem que é cara em Berlin. No leste confesso que com a conversão de moedas perdia noção de custos. Mas fato é que em 2017 cheguei no meu ultimo destino , depois de fazer Roma-Croácia - Praga e Budapeste) com metade da grana que tinha levado (rs). Por fim, quero dizer que nem todos tem condições de estourar 150 euros por dia em um destino, mas nem todo mundo é obrigado a adotar um padrão ultra econômico. Há que valorize uma boa mesa (que é o custo maior), fazer passeios mais estruturados (mini excursões, passeios com guias, etc..), sair a noite, como bem disse o amigo acima... SE PRESENTEAR! Para mim, viajar com dinheiro contato eu prefiro ficar menos dias no destino ou não viajar. Se não dá para ir a Paris... Londres ... Vá para Cracovia, Bucareste, Lisboa.... O que condiciona o tempo de viagem e os destinos é a disponibilidade financeira.
  16. 5 pontos
    Tem gente que acha que viajar é esbanjar dinheiro, pegar uber/táxi toda hora, entrar em todas as atrações, ir em restaurantes sem pesquisar... essas pessoas não são mochileiras :DD fiz europa central e parte do leste europeu no ano passado e gastei desde 80 euros por dia em viena, 60 por dia em berlim, 40 em moscou e sao petesburgo e cheguei até a 30 euros em alguns dias em budapeste e cracóvia. tudo isso com café da manhã do hostel (ou comprando café da manhã no supermercado), almoçando algo na rua, em restaurantes baratos ou fast food e jantando em lugares mais legais. fiquei em hostels legais em todas as cidades (nem os mais caros e nem os mais baratos), andando a pé sempre que possível, metrô quase todos os dias (compre os passes de 3,4,5 dias) e de uber só quando não tinha opção. visitei as principais atrações, mesmo as mais caras (schonbrunn, museuinsel, auschwitz, peterhof, hermitage), mas sempre usando também free walking tours e ainda sobrou um dinheiro todo dia pra uma cervejinha ou uma vodka :DD recomendo o site priceoftravel.com pra ter uma noção de quanto gastar em cada cidade. a europa é grande, tem várias realidades. tendo aqueles valores do site como referência e um cartão de crédito internacional pra emergências (ou pra comprar algum souvenir, ou pra sair pra alguma balada quando der vontade), vai dar tudo certo!
  17. 5 pontos
    Não é questão de ficar limitado, cada um tem um gosto. Se a pessoa quer cozinhar no ap pra economizar 20/30 euros qual o problema? Não é pq esta na Europa que tem que sair gastando. A não ser que você tenha bastante grana, aí é outra coisa, a pessoa que tem dinheiro sobrando não vem no fórum perguntar quanto dinheiro levar para uma viagem, simples...
  18. 4 pontos
    Olá amigos, voltei este ano com mais uma viagem e de volta à Patagônia. A primeira foi Ushuaia e agora foi a vez de El Calafate (ARG), El Chaltén (ARG) e Torres Del Paine (CHI). Foi uma viagem para a liberdade das trilhas, mesmo sabendo que algumas seriam dolorosas já que tenho problemas no joelho, mas valeu cada dorzinha. Para quem gosta de estar ao ar livre, vendo a natureza na sua forma mais pura e linda, recomendo esta viagem, mais especificamente El Chaltén Vamos às dicas e narração dos fatos mais importante que vivenciei. Fotos não são tá importantes, já que se pesquisae no Google encontra mais bonitas que as minhas, mas colocarei algumas no final da narração. Saímos de Florianópolis para El Cafalte pelas Aerolíneas Argentinas. Cabe uma observação aqui em relação a essa companhia aérea: é uma empresa que trata seus passageiros com muito respeito. Ocorrem imprevistos sim, porém são solucionados da melhor forma possível sem causar stress aos seus clientes. Não ficamos nem um minuto no limbo sem saber o que fazer devido a algum problema de mudança de horário ou cancelamento. Eles realocam de forma a não perder teus próximos vôos e se não houver essa possibilidade, acham uma solução nem que seja bancar estadia em hotel com refeição e táxi de/para aeroporto. EL CALAFATE Voltando, Chegamos em El Calafate para conhecer a cidade e o tão falado Glaciar Perito Moreno. Ficamos num Hostel (De Las Manos) e a cidade ficou sendo nossa base para as idas e vindas das outras cidades. O Hostel é bom em termos de acomodação, mas o café da manhã foi o pior que já comi em toda minha vida e o wi-fi é bem fraco. São dados que podem ser importantes para uns e não importantes para outros, por isso achei melhor colocar aqui. A cidade é limpa, bonita e com muitas opções de restaurante e suas famosas parrilhas. Os preços são similares em todos os restaurantes, mas a opção econômica continua sendo cozinha no hostel. Muitos cachorros nas ruas e dos grandes, o menos era um pastor alemão ... kkkk ... cada um mais lindo que o outro. Achei que só veria isso em São Pedro de Atacama, mas não pelo jeito na região Patagônica também estão na rua e são alimentados pelos restos dos restaurantes e açougues ... passam muito bem e são acariciados pelos turistas constantemente. No próprio hostel fechamos o transfer para a ida para Perito Moreno (lá nós ficamos livres, sem necessidade de seguir guias). Também fechamos o ônibus para El Chaltén e Puerto Natales (Chile - base para Torres Del Paine). Também há o transfer para o aeroporto que sai bem mais em conta do que táxi. Lá no aeroporto todos cobram $900,00 (hoje em torno de R$ 90,00) e da cidade para o aeroporto cobram $700,00. Com o transfer do hostel foi $400,00 para os dois ($200,00 cada). GLACIAR PERITO MORENO Dia de ir à Perito Moreno. Paga-se para entrar no Parque dos Glaciares não me recordo do valor, mas é um valor justo. O Glaciar Perito Moreno é uma maravilha que a natureza nos deu e ainda consegui tirar uma sequência de fotos de um pedaço de uns 50 m de altura se desprendendo do glaciar. Vibrei! o som de pedaços se desprendendo é contínuo e faz um estrondo ao cair. O caminho que se faz vendo o Glaciar de frente é perfeito. Não vi necessidade de fazer o passeio de barco ... do barco você vê de longe (o barco não pode chegar perto do glaciar) e de frente. Não tem a visão da parte de cima do glaciar que é fantástico. Dá tempo de fazer os dois se quiser. Há outras opções de passeios mais caras e que não me interessou em fazer, mas se procurar na internet ou lá mesmo nas agências vai ver todas as possibilidades. Passamos um dia percorrendo El Calafate, suas ruas, seu lago, enfim, muito tranquilo e agradável. Ficamos 3 dias em El Calafate. EL CHALTÉN Depois fomos para El Chaltén, onde ficamos 6 dias e ficaria mais se fosse possível. A vontade de volta se deu logo que saímos de lá. Peguem um mapa da cidadezinha e vejam as trilhas que possui, são inúmeras, mas em 5 dias consegue fazer a maior parte delas que estão mais próximas e parte da cidade mesmo. É tudo muito próximo. A cidade é uma graça, respira natureza e trilhas. Muitos bares e restaurantes charmosos e em todos um som de rock´n roll rolando. Ambiente pra lá de agradável e cercada de montanhas a o famoso Fitz Roy coroando a cidade, objetivo de todo caminhante. Não vou discursar de todas as trilhas que fizemos, porque seria só elogios, prefiro dar algumas dicas que acho ser importante. FITZ ROY: trilha de nível DIFÍCIL e é verdade. Bastante difícil, principalmente para quem tem problemas nos joelhos, devido aos últimos 1 km serem de subida intensa, forte. Não há quem chegue com cara de que foi mole. Eu tenho problemas e a descida pra mim foi um castigo, mas fiz e faria de novo (mas, não façam o que eu faço por favor). Valeu a pena? cada segundo, cada dorzinha que senti depois, cada suor ... suor SIM! na Patagônia você consegue ficar suado! A trilha normal é ida e volta pela mesma trilha. São 10 km só de ida. Eu recomendo reservar um transfer (no hostel mesmo) e ir bem cedo para a a trilha do Glaciar Piedras Blancas que fica na Ruta 41 a uns 30 km de El Chaltén. De lá vai para Laguna de Los Três (base do Fitz Roy). Além de conhecer outra trilha, ela já está um pouco mais acima, economizando um pouco de energia. A volta faz pelo trajeto normal que dá na cidade de El Chaltén. Ao chega na base da montanha, na laguna de Los três, à direita sobe mais um pouquinho que terá uma linda surpresa: outra laguna. Através das fotografias ou vídeos não se consegue mostrar o que nossos olhos captam ... é simplesmente lindo! Uma coisa importante é ter um dia limpo e sem vento de preferencia (muitas vezes difícil na Patagônia). Pode dar o azar de chegar lá na base e não ver as torres do Fitz Roy ... nós pegamos um dia inigualável. LAGUNAS MADRE Y HIJA: trilha deliciosa de ser feita, vistas incríveis, trechos de trilha diferentes um do outro, variação de vegetação (lá é tudo praticamente uma única árvore que é a Lenga. Você pode começar indo para a Laguna Torre e no meio do caminho desvia para esta. São ao todo em torno de 15 km só de ida, mas vc nem sente ... Em outro dia você faz a Laguna Torre. LAGUNA TORRE: são 12 km só de ida, mas também é um visual deslumbrante, vale a distância percorrida. Há diversas trilhas curtas para se fazer no entorno como de Las Águilas, Del Condor, Rio de Las Vueltas (belíssimo), Chorrillo Del Salto e andar à esmo pela cidade, seu rio e pontes. Ver os alpinistas subindo os paredões que cercam a cidade. Ficamos num Hotel pelo Booking com um café da manhã que foi pra gente esquecer do café de El Calafate, digno de caminhante que terá um longo dia de gastos de energia pela frente. O nome do Hotel é Lago Del Desierto. Próximo da rodoviária (qualquer lugar fica perto da rodoviária ... rsrsr). Local para comer barato: EL MURO DELICATESSEN ... há El Muro restaurante que tem preços normais de restaurante. A Delicatessen tem a comida do dia e vc compra ou por kg ou pelo pedaço, que é bem grande. Economizará pelo menos a metade do que gastaria num restaurante. Mas, cozinhar no hostel ainda é o mais barato. Como ficamos em hotel, não tivemos essa opção então foi delicatessen El Muro, que nos atendeu super bem. Não esqueçam do super lanche, chocolates, barrinhas de cereais, etc para as trilhas, vão precisar e muita água. Se der, podem levar algumas coisas daqui do Brasil para lá, mas se forem só de mochila, como nós, não vale ocupar espaço com isso. Comprem lá mesmo. Não se paga nada para fazer as trilhas, não precisa de guias porque é tudo muito bem cuidado e sinalizado e as saídas para as trilha partem de dentro da cidade mesmo. PUERTO NATALES _ TORRES DEL PAINE Para entrar no Chile não devem levar nada de frutas ou queijos ou presuntos. Só produtos industrializados podem entrar. Se pegarem terão que pagar multas. Não esqueçam disso. De El Chaltén voltamos para El Calafate por uma noite e partimos no dia seguinte para Puerto Natales, Chile, cidade mais próxima de Torres Del Paine. Fica a 2 horas de ônibus, isso parece ser uma dificuldade, mas não foi. Aqui ficamos no Hostel Alkázar. Um bom hostel, mas muito barulhento as descargas, chuveiros e torneiras ... o primeiro a acordar, acordava o hostel todo. Porque optei por não fazer o Circuito "W" ou "O" e acampar em Torres del Paine? por causa do joelho. Ficar nos Refúgios existentes dentro do parque é caríssimo e acampar significa carregar peso e caminhar muito com eles. Se seu tivesse qualquer problema, não teria opção a não ser continuar andando por dias. Para fazer o circuito W necessita-se de 3 a 4 dias dentro do parque.Daí vai a minha opção de ter Puerto Natales como base. Para ir à Torres del Paine saem diariamente de Puerto Natales inúmeros ônibus em diversos horários. Eu comprei um que saía mais cedo (7:00hr) e voltava mais tarde (19:45hr). Há duas entradas no parque: Pudeto e Laguna Amarga (esta é a entrada para subir até a base das Torres del Paine). Para entrar no parque paga-se em torno de R$ 170,00 e vale para 3 dias. Tem que avisar na entrada que você virá no dia seguinte. CAIAQUE: Nós já tínhamos fechado um pacote para fazer Caiaque na Laguna Grey e chegar perto de icebergs. Foram 5 horas de caiaque fora deslocamento, treino, enfim. Eles fornecem toda a roupa e equipamento necessário (claro que está embutido no preço que não é barato, mas era uma vontade que tínhamos e acabamos arcando com esse gasto a mais). Foi um dia fantástico, perfeito para caiaque, sem ventos e visual a cada curva do rio e do lago. Rodeamos icebergs azuis de doer os olhos. Nesse dia pagamos nossa entrada no parque onde retornaríamos pelo dois dias seguintes. Os lanches e almoço preparado pelos guias dos caiaques num local sensacional de vista magnífica. Este dia entramos no parque com a Van do pessoal do caiaque. FULL DAY: fizemos o Full Day para conhecer mais um pouco do parque, já que não iríamos fazer o circuito W, mas tá valendo fazer uma perna do circuito W, tipo entrar por Pudeto e subir Laguna Grey (vejam o mapa do W para entender melhor). Para quem pode caminhar, talvez seja uma opção mais interessante do que Tour. Foi muito legal, vimos lugares fantásticos e a caverna del Milodón que é um animal pré-histórico, herbívoro que habitava a caverna. Você verá muitas réplicas destes animais na cidade. Neste dia entramos no parque com a Van do Tour. TORRES DEL PAINE: finalmente o grande dia de subir até a base das Torres ... preparadíssimos, acordamos bem cedo e rumo à rodoviária (nosso hostel ficava próximo à rodoviária propositalmente, já que tínhamos que estar cedo lá), Já estávamos com tudo pronto, lanches e roupas para frio e chuva. Começamos efetivamente a subir por volta das 9:30 hr. E dá-lhe subir. Praticamente você sobe o tempo todo. Passa pelos refúgios, rios, montanhas. Trechos que a trilha dá até medo, embora larga, você vê o rio de uma altura que pode dar tonturas.E sobe, e sobe, e sobe e quando vc acha que até que tá indo bem ... ... você o que realmente tem que subir de verdade. São ao todo 9 km só de ida, sendo que o último km é somente pedras e muito vertical. Bem, não preciso dizer que todos chegam exaustos lá em cima, mas a visão que se abre para nós é tão linda que não há como lembrar de cansaço (só na volta ...) Depois de andar por aí, se deliciar com a visão que é única, voltamos e aí começou meu real martírio ... já com o joelho magoado por causa do Fitz Roy, agora era encarar a descida das Torres. Resumindo: cheguei ... hoje fui ao ortopedista ... kkkkkk Levem ou aluguem um par de bastões, ajuda muito. Eu não levei daqui senão teria que despachar minha mochila. Acabei alugando um par bem baratinho. Voltamos da trilha para espera do ônibus às 18:30, portanto o tempo foi mais do que suficiente, já que peguei o último. E isso que desci muuuuito devagar devido às dores .... portanto não se preocupem que dá tempo tranquilo, mesmo que o cara do hotel diga para vocês pegarem um grupo fechado. É muito mais caro, não precisa de guia e o tempo dá para fazer na boa. E assim voltamos para El Calafate mais uma noite e dia seguinte rumo à Florianópolis. Caso queiram mais alguma informação estou à disposição de vcs, tem meu e-mail e vamos cair no mundo galera ... ah! eu tenho 62 anos e fiz isso tudo, vc que tem idade para no mínimo meu filho, consegue fácil fazer qualquer coisa que deseje!
  19. 4 pontos
    Só um comentário, "filhadaputagem" é o pessoal embarcar com malas e mochilas enormes, fora do padrão, ocupar todo o espaço e depois os últimos passageiros se f.. por que não tem mais espaço dentro do avião. Ai começa toda a confusão, demora para os passageiros se acomodarem, tem tirar bagagens do avião e despachar no porão, o que por sua vez só causa mais confusão, brigas e atrasos. Então antes de chamar de "filhadaputagem", parem de pensar no seu próprio umbigo, atitudes como estas, tentar ficar burlando as regras, só prejudicam todos os demais passageiros, que estão viajando com a sua mala/mochila dentro dos limites e que querem que o seu voo saia na hora sem que seja atrasado por que meia-duzia de "f.d.p." resolveu levar uma mochilas enormes dentro do avião e está atrapalhando um monte de gente com a sua mochila enorme e fora dos limites permitidos.
  20. 4 pontos
    TORRES DEL PAINE 15 A 24 DE NOVEMBRO 2018 Vou fazer meu relato sobre o Circuito O de Torres Del Paine, na Patagônia Chilena. Foram 9 dias de trilha, sendo 8 de caminhada. Um total de 97 km, porque não fiz algumas partes, como o Mirador Britânico ou a ascensão a Base das Torres em si, por dois motivos, que vou explicar mais pra frente no relato. Eu não tinha nenhuma experiência com trilha, ou acampamento, ou viajar sozinha. Sempre fui sedentária, não sou de praticar esportes ou exercícios físicos. Então esse é um relato de uma pessoa que foi fazer o Circuito O, sem nenhuma experiência, com praticamente nenhum treino, só com a força de vontade. Se você sonha em fazer, mas tem medo ou não tem preparação, esse relato é pra você mesmo. DIA 1 HOSTEL – TORRES DEL PAINE GUARDERIA/CAMPAMENTO CENTRAL – CAMPAMENTO SERÓN Dificuldade: Média (considerada fácil para a maioria das pessoas) Distância: 13 km Saí do Hostel em que eu estava às 6h40 da manhã, com muita pressa e quase correndo, porque teria que andar 500m de pura subida (até com escadas na calçada), com minha mochila de 12.720kg e o ônibus saía da Rodoviária às 7h! Cheguei até com tempo de sobra, acho que acabei me desesperando tanto que fui mais rápido do que precisava, peguei o ônibus. Paguei 15.000 pesos chilenos, passagem de ida e volta, eu comprei as passagem dois dias antes, assim que cheguei em Puerto Natales, justamente porque sabia que o tempo seria curto, porém comprei pela Bus Sur que tem horário fixo de volta, ou seja, se eu comprei para o ônibus das 13h, não posso embarcar no ônibus das 19h e mais tarde acabei descobrindo que outras companhias dão a possibilidade de embarcar em qualquer ônibus desde que seja no mesmo dia da passagem compra, o que é uma idéia melhor, visto que imprevistos podem (E VÃO) acontecer. Embarcada no ônibus, a caminho de Torres Del Paine, a ansiedade estava a mil, no pensamento só o medo de não conseguir completar o circuito. A paisagem é maravilhosa, muito linda, com montanhas e pastos verdes, com ovelhas e guanacos que são tão fofos quanto parecem ser pelas fotos. Chegando ao Parque desci na portaria que ia começar a trilha, a Laguna Amarga. Eu já tinha compro o ingresso do Parque online, então fiquei em uma fila para fazer meu registro, apresentar o ingresso e meu documento, e pegar minha autorização e mapa para entrar. Com essa autorização, pude pegar um transfer que paguei 3.000 pesos até a entrada da trilha (é possível já ir andando desde a portaria laguna amarga, muita gente faz isso, mas eu queria evitar a fadiga) onde tem uma recepção. Tive que mostrar as reservas de acampamentos, e preencher uma ficha com alguns dados, incluindo numero de contato de emergência, só assim pude começar na trilha. Uma informação útil: é possível se conectar ao wifi nessa recepção, desde que você tenha uma conta PayPal ou cartão de crédito, você paga por hora ou minuto. Depois de todo esse processo, as 10h30min comecei oficialmente a trilha. Nos primeiros 15 minutos caminhando, já tinha uma subida (que eu considerei terrível), não deu tempo nem de esquentar o corpo e essa subida logo de cara. Comecei a subir pensando “o que eu to fazendo? Eu deveria voltar antes que seja tarde demais! Eu não vou conseguir, isso é loucura” com esses pensamentos negativos já vem as lagrimas, dois anos de planejamento, 2 anos sonhando com isso e eu já pensando em desistir antes do primeiro quilometro. Mas continuei andando, um passo na frente do outro, sempre pensando “mais um passo, só mais um passo” e parando a cada 10 minutos. Chegou a um ponto, que a subida não acabava eu parei e pensei “chega, vou voltar”, mas então olhei para trás, e p*ta merda, já tinha andando demais. Então eu continuei, o caminho é bonito, não é lindo de tirar seu fôlego, mas é bonito, tem muitas arvores, tem SIM um sobe e desce sem fim, e o dia estava meio chuvoso como era de se esperar para essa época do ano. Andei pra caramba, e quando eu pensava “to chegando” via uma placa de localização, falando que estava na metade, eu queria morrer quando isso acontecia. Então andei e andei, passei por uns vales, por subidas e descidas, todo mundo da trilha passou por mim, passei por algumas pessoas também, que passaram por mim novamente. Tem muitos rios pelo caminho, então não precisa se preocupar com carregar peso de água. Por fim, fica plaino e você começa a caminhar em um bosque, cheio de arvores e um caminho que parece acessível de carro. AH! Também vi cavalos selvagens nesse dia, eles ficam andando no caminho, tranquilamente, como se as pessoas sequer estivessem ali, simplesmente maravilhoso. Depois de andar muito, com nada maravilhosamente especial no dia (a não ser os cavalos, e o vento patagônico que te desafia), cheguei ao acampamento, as 16h30m. Gastei 6 horas para caminhar o que no mapa e na maioria dos relatos que li, são 4 horas. Mas cheguei, que alivio. O psicológico pesa muito, depois de montar minha barraca, entrei e chorei. Me senti isolada, sem saída, pensava “para eu ir embora e desistir, tenho que andar isso tudo de novo, o que eu vou fazer?” seguindo em frente, no segundo dia seriam 18km, se eu sofri pra 13, imagina pra 18! No Serón, tem banho quente, o que pulei porque estava exausta até pra isso (risos), tem um lugar para cozinhar, e não é permitido cozinhar fora dos lugares indicados. A salvação pro psicológico é encontrar pessoas para conversar quando se está no acampamento. E nesse quesito tive sorte, encontrei um grupo de brasileiros maravilhosos, que me incentivaram, e me deram uma força gigantesca psicologicamente, falando “relaxa, você vai conseguir, é só ir com calma”. Aquilo foi ouro de se ouvir, fiquei mais tranqüila e fui dormir, porque estava extremamente cansada e o dia seguinte seria longo, literalmente, já que na patagônia nessa época amanhece as 05h30min e escurece depois das 22h! Informação útil: no acampamento Serón também tem internet wifi, mesmo esquema do da recepção, pago por hora ou minutos; você faz check in, e eles meio que sabem que você vai passar lá, isso da uma sensação de segurança maravilhosa e segue por todo o percurso; eu montei minha barraca perto de uma lixeira, no outro dia vi que tinha um ratinho lá, por sorte ele não tentou invadir minha casa rsrs mas vale a atenção; a vista do Séron já é maravilhosa e SÓ FICA MELHOR A CADA DIA, SÉRIO! Vou continuar os relatos dos outros dias nos comentários. Pode demorar um tempo. Esse é meu primeiro relato, então não deve ser muito maravilhoso, mas eu quero mesmo é ajudar com informações que eu não encontrei quando estava me planejando. Qualquer dúvida que tiverem, informações que precisarem, sintam-se a vontade para me perguntar, será um prazer ajudar com o que eu puder.
  21. 4 pontos
    Olá mochileiros, vim aqui compartilhar um pouco da minha experiência no Peru, lugar incrível e com uma cultura que vale muito a pena conhecer. Comecei a me programar uns três meses antes de viajar, fiquei de olho nas passagens e quando apareceu uma promoção boa pela Latam, não pensei duas vezes e comprei as passagens (minha e do meu esposo) por R$ 1.746 cada, ida e volta com destino saindo de Recife para Cusco. Pesquisei um pouco sobre como ir a Machu Picchu e perguntei também à dois amigos meus que já tinham ido e eles me deram algumas dicas. A primeira seria comprar as entradas de Machu Picchu e a do trem daqui mesmo do Brasil, o detalhe é que você tem que ter um cartão de crédito habilitado para realizar a compra em dóllar. E a segunda dica era que o trem só sai de Ollantaytambo e que eu teria que dormir em Águas Calientes para subir Machu Picchu bem cedinho. 1º Dia: Saída de Recife para Cusco. Saímos de Recife por volta das 5 hs da manhã, fizemos uma escala em Garulhos -SP e outra em Lima, em seguida pegamos o vôo para Cusco. Durante o vôo, na saída de Guarulhos os comissários de bordo te entregam um formulário que deve ser apresentado a imigração quando você chega ao destino final. Quando chegamos em Lima, eram umas 14hs da tarde e estávamos com bastante fome, trocamos um pouco do real que levamos no aeroporto e comemos, pegamos uma comida parecida com o risoto, era feita com arroz e frango e tinha um gosto meio adocicado com cítrico, uma delícia. já estava gostando do tempero peruano. Aguardamos o vôo e partimos para Cusco. Chegando em Cusco eu já tinha ouvido falar que os táxis cobravam muito caro e que do lado de fora a gente poderia conseguir um preço mais em conta. enquanto eu esperava as bagagens, o Bruno foi procurar um Táxi do lado de fora. Trocamos apenas R$ 100,00 e conseguimos o táxi por RS30,00,um pouco caro por que o centro é bem pertinho do aeroporto, mas como estávamos cansados e queríamos chegar logo no hostel para largar as embalagens e ir atrás dos passeios, aceitamos. O táxi nos deixou na rua do Hostel e acabamos nos perdendo um pouco...hahahah...Porque o hostel não tinha uma identificação muito boa na faixada e rodamos um pouco atrás dele. Ninguém sabia nos informar onde ficava e nem se quer conhecia pelo nome. Ficamos no Hostel Tukuna na Arequipa 250, no centro de Cusco, pagamos U$ 105, pegamos um quarto para casal, mas o banheiro era compartilhado, tudo era muito limpo e tinha recepção 24hs, passamos umas duas noites nesse local. Deixamos as coisas no quarto e fomos procurar um lugar para fazer cambio e fechar os passeios e depois comer. Achamos um lugar bacana para fazer o cambio, bem no final da rua principal, ficava ao lado de uma farmácia e fechamos um passeio para o dia seguinte para conhecermos (Sasaywaman, Q'enqo, Puca-Pucara e Tambomachay), pagamos 30 soles por pessoa. Escolhemos fazer o passeio pela manhã, desta forma teríamos a tarde livre para conhecer melhor. não fechamos mais nenhum passeio, pois eu queria saber se outra agência faria outro passeio por um preço mais em conta. Despois que trocamos os dólares e fechamos o passeio, fomos comer alguma coisa. Escolhemos um restaurante Tailandês, pois na frente tinha uma placa bem grande com vários tipos de sopa e eu sou louca por sopa e dizia que o preço era 9 soles a sopa. Entramos, sentamos e pedimos o cardápio, escolhi uma sopa de frango com cebola, gentix, eu juro que era muitaaaa sopa, dava para alimentar uma família, Bruno pediu um arroz com frango xadrez e também não aguentou comer, sobrou muitaaa comida. Eu particularmente não gostei muito do tempero e acabei deixando quase tudo, Bruno comeu bastante, mas também não aguentou e deixou acho que ele pagou uns 12 soles pelo frango xadrez que fica na rua por detrás do hostel. 2º Dia em Cusco. Acordamos e fomos conhecer o centro de Cusco, o dia tava lindo e eu vou postar muitas fotos para vocês ficarem loucos para conhecer esta cidade e a cultura dos peruanos. Tínhamos marcado de sair com a agência umas 9hs da manhã, eles acordam muito tarde e fecham as coisas muito cedo, umas 19hs às 20hs as agencias de turismo encerram o expediente. Então acordamos cedo para tirar fothênhas. A igreja católica chegou com tudo em Cusco durante a invasão dos espanhóis e obrigando os Incas a estudarem a "verdadeira" religião, têm várias igrejas no centro, tiramos fotos na Igreja central, mas tem várias mesmo. Não sou muito religiosa e não entrei em nenhuma delas para conhecer o interior, mas deve ser bonito. Fothênha do maridão... Agora são as minhas por que sou leonina e adoro aparecer...hahhaha Nesse ângulo, vocês já podem ver uma outra igreja. Os peruanos são pontuais, mas não são muito organizados. Marcamos o passeio e deduzimos que o carro sairia na frente da agência, só que não mesmo, os grupos saem dessa pracinha que mostra na foto acima, cada guia tem uma bandeirinha com um nome e uma cor diferente, fiquem atentos, pois as agências não abrem nem tão cedo e você pode perder seu passeio. Quando o nosso guia chegou e nos concentrou na praça, saímos atrás dele numa filinha e andamos mais de 200 metros para entrarmos num microônibus que sai na frente de um posto de gasolina, super complicado porque ele entrava e saí de ruas e a gente seguindo ele e ele andava super rápido. Finalmente chegamos no ponto de encontro e partimos para fazer o tour combinado. Abaixo está a foto do Bruno na Sasaywaman, que é uma fortaleza inca, hoje em ruínas, localizada dois quilômetros ao norte da cidade de Cusco, no Peru. Supõe-se que Sacsaihuaman foi construída originalmente com propósitos militares para defender-se de tribos invasoras que ameaçavam o Império Inca, já que lá de cima você consegue ter uma visão de toda Cusco. Essa foto abaixo está o Puka Pukara, que é um local de ruínas militares no Peru, situado na província de Cusco. Este forte é feito de grandes paredes, terraços e escadarias e fazia parte da defesa de Cusco em particular a do Império Inca em geral. Essa fot foi tirada em Puka Pukara, de lá de cima a gente tem uma visão linda da vegetação, no segundo dia eu já estava completamente apaixonada por Cusco. A foto abaixo foi tirada em Q'enqo, é um centro arqueológico localizado no Vale Sagrado dos Incas, a seis quilômetros a noroeste da cidade de Cusco, no Peru, a 3.580 metros de altitude. A foto mostra uma pedra onde na cultura Inca eram feitas sacrifícios de animais ou até mesmo de pessoas para adoração dos deuses. Já se passaram muitos anos, mas você consegue sentir a energia do lugar, é incrível. A foto abaixo mostra Tambomachay que está localizado próximo a Cusco, no Peru. É um sítio arqueológico que foi destinado ao culto à água e para que o chefe do Império Inca pudesse descansar. Este lugar também é denominado "Banhos do Inca" Fim do passeio, voltamos para o centro de Cusco, o microônibus te deixa no memso local que pegou, na frente do posto de gasolina e você tem que voltar andando e sem guia...hahhaha...Foi bom para conhecermos a cidade, tomei um sorvete de uma fruta típica de lá chamada de sauco, tem um gosto bom. e descobrimos vários restaurantes com o preço bem em conta. paramos em um e pedimos lasanha...hahhaha...pois não queríamos correr o risco de pedir uma comida e dar errado. A lasanha tava uma delícia e custou 10 soles por pessoa, já veio com o suco e uma entradinha de torradas. Depois fomos atrás das agências para fechar o passeio para o segundo dia o Maras e Moray. Não achei outro local em conta e acabamos fechando com a mesma agência. Voltamos para o hostel e fomos descansar, tirar um cochilo. Abaixo fotos do sorvete de sauco, o qual eu me apaixonei...hahah Gente, esqueci de citar à cima que para vocês entrarem nos locais à cima, vocês devem adquirir o boleto turístico, tem duas opções, a que vale para conhecer apenas alguns e spo tem validade de um dia e o que tem validade por 10 dias, eu aconselho que compre o que tem validade por 10 dias, porque vocês irão precisar para conhecer os outros locais. Abaixo, está a fotinha do boleto. 3° Dia Maras e Moray Acordamos cedo, tomamos café na pousada, nos organizamos e fomos para à pracinha onde foi o ponto de encontro com o guia. Moray fica a 50 km de Cusco, a aproximadamente 3500 metros de altitude (cerca de 100 metros acima de Cusco). Há várias teorias sobre o local, mas a principal diz que Moray foi um laboratório agrícola experimental Inca, onde eles conseguiam simular diferentes micro-climas e produzir uma variedade enorme de produtos. Com isso, os Incas desenvolveram novas variedades de alimentos, especialmente batatas e alguns tipos de milho. Abaixo estão algumas fotos de Moray. Maras é uma cidade no Vale Sagrado dos Incas, 40 quilômetros ao norte de Cusco. A cidade é conhecida por suas lagoas de evaporação de sal, localizadas em direção a Urubamba a partir do centro da cidade, que estão em uso desde os tempos incas. Abaixo tem uma foto desse lugar lindo. Durante o passeio nós visitamos também algumas comunidades, onde a gente pode tomar um pouco de chá de coca e admirar o artesanato local. É tão lindo a maneira que as chicas se vestem. Gente, o problema com o soroche (mal de altitude) é muitoooo sério, de verdade mesmo, eu passei super mal na descida de Machu Picchu e depois não consegui me recuperar mais e meu esposo também teve na descida da Montanha colorida. Tomem muito chá de coca, comprem uma erva que eles levam pra cheirar e comprem muita folha de coca pra mascarem porque estraga mesmo a viagem, eu ia fazer o passeio para o lago humantay e desisti porque eu tava muito mal mesmo e meu esposo também. Então a minha dica pra vocês que não querem perder o passeio é levem a sério todos os cuidados para não terem o soroche. Na volta do passeio, passamos na agência e fechamos o passeio para Pisac, Chinchero e Ollantaytambo sabendo que ficaríamos no último destino para pegarmos o trem para Águas Calientes. 4º Dia em Cusco Acordamos cedo, tomamos café, nos organizamos e fizemos o check out. Fomos para à praça para esperarmos o grupo, ficamos na praça por horas esperando o grupo com o guia e nada. Na agencia quando fechamos o pacote, eles esqueceram de nos dizer para esperarmos na frente da agencia, como eu já tinha falado, os peruanos são muitoooo pontuais, mas nada organizados e por pouco não perdemos o nosso passeio. Passaram-se horas e resolvemos pedir a ajuda de um rapazinho que estava nos oferecendo o passeio do City tour, perguntamos se ele tinha visto algum grupo ou se ele sabia a hora certa da agencia abrir. Como ele tinha o telefone local, ele pediu o número da agencia e ligou, por sorte o guia atendeu e disse que só estava esperando a gente pro microônibus sair, mandou que esperássemos na frente da agencia que ele iria nos pegar, corremos para lá e ele passou num táxi super apressado, nos pegou e levou até o microônibus que saia da frente do posto de gasolina e por pouco não perdemos esse passeio. Nosso anjo da guarda sempre atento! A primeira parada foi em Pisac, está localizado a 33 quilômetros da cidade de Cusco, no Peru. O seu local arqueológico é um dos mais importantes do Vale Sagrado dos Incas. Este povoado tem uma parte inca e outra colonial. Písac, e sua praça principal, é um lugar cheio de colorido e com diversos artigos artesanais à venda. Você pode tirar fotos com as artesãs e as lhamas e pagar o quanto você achar justo pela foto quando chegar no mercado de Pisaq, aproveitei para comprar um xadrez, porque sou super viciada nesse joguinho e o tabuleiro com os Incas são um charminho. Saindo de Pisac, fomos para Ollantaytambo é uma obra monumental da arquitetura incaica. É a única cidade da era inca no Peru ainda habitada. Em seus palácios vivem os descendentes das casas nobres cusquenhas. Os pátios mantêm sua arquitetura original. Gentixxx, que lugar lindo, que paz, que energia. Aproveitamos pra ficar horas relaxando nesse lugar, já que o nosso trem só sairia umas 17hs, conhecemos duas pessoas especiais nessa viagem, o Gonçalo que é Argentino e a Dai Bassi que é de Floripa, eu amo os amigos que as viagens me trazem. Marcamos de nos encontrar em Águas Calientes e experimentar algumas cusquenhas...hahahhahah...Abaixo estão as fotos de Ollantaytambo. Enquanto esperávamos o horário do trem, eu aproveitei para fazer uma apacheta, são altares em honra aos deuses incas. Utilizando pedras encontradas pelo caminho ou nos espaços em que vivem, as pessoas vão empilhando uma em cima da outra, em formato cônico, para pedir e agradecer principalmente a Pachamama (Madre Tierra) e aos Apus (deuses das montanhas). Pedir para que tenham proteção, para que tenham uma bela colheita, um bom ano, agradecer pela saúde, pela chuva, pela fartura, pelas estrelas, pelo sol, pelas riquezas da natureza. Serve também para meditação, pois encontrar o equilíbrio das pedras requer muita paciência, dedicação e sabedoria, a gente precisa esvaziar a mente e se concentrar apenas em equilibrar as pedras. Foi ótimo essa foto nessa posição só pra mostrar que consegui fazer...hahahha...Esse meu marido...hahhaha A gente, uma dica é não esqueçam de passar o protetor para pele e o labial, Cusco é super frio, mas o sol é intenso e os raios solares estão fazendo efeito o tempo todo, eu só vim sentir os efeitos nesse dia, se vocês perceberem, estou super vermelha e depois eu despelei todinha, por isso lembrei dessa dica. Depois que relaxamos bastante, fomos para o ponto de onde sai o trem, é um pouco distante e é bom vocês não se atrasarem. O trem é super confortável, tem gente que prefere economizar, paga uma Van que leva até uma usina hidroelétrica que fica próxima a Águas Calientes e o restante do percurso, faz a pé. Dizem que o caminho é uma delícia de se ver. Eu preferi ir de trem, até mesmo pelo horário. A baixo estão as fotos do trem, que por sinal é super confortável e ainda te dão um lanchinho. Chegamos em Águas Calientes e ficamos no Hostel que depois eu coloco o nome porque agora eu não me lembro, sei que ele tinha uma vista linda virada para as montanhas e um riacho que passa pela cidade, a recepcionista checou o meu nome, pediu a papelada da imigração que por sinal, não nos forneceram quando chegamos em Cusco e ainda bem que ela não implicou com isso porque tinha um outro casal que tava com o mesmo probleminha. Ela nos entregou as chaves e nos mostrou o quarto, mas esqueceu de nos avisar que a recepção não era 24hs. Deixamos as malas e fomos correndo comprar as passagens do micrôonibus para subir Machu Picchu, chegando lá a Dai já estava a nossa espera, o microônibus custou 18 dóllares por pessoa, esperamos o Gonçalo e fomos tomar nossas cusquenhas e experimentar a pizza de alpacha que por sinal, é uma delíciaaaaa. Experimentamos os três tipos de cusquenha, praticamente fechamos a pizzaria, os trabalhadores estavam loucos pra nos expulsar, saímos eram umas 23hs por aí de lá e a cidade estava super deserta, fomos para o nosso hostel e thanrânnn, surpresa,tudo fechado e só tínhamos as chaves do quarto. Batemos na porta, gritamos, fizemos um escândalo, até que uns trabalhadores de um restaurante ao lado que já estava fechando foi ver quem eram as pessoas que naquela hora da noite estavam na rua aos berros e éis que éramos nós, brasileiros...hahhahah...O bom é que tinha um cozinheiro que tava pegando a amiga da recepcionista do nosso hostel, então, ele ligou para ela que por sinal tava dormindo, e ela ligou para a nossa recepcionista que por sinal também estava dormindo, mas que graças à Deus acordou e veio nos abrir o portal...Uffa, salvos novamente pelo nosso anjo da guarda, porque gente, Águas calientes é puta frio e acho que não aguentaríamos passar à noite na rua... Entramos no quarto, tomamos banho e fomos dormir, nessa hora, bateu um enjoou, a cerveja preta não me fez bem, ou será que foi a de soja, ou a de trigo, em fim, na bôaaa, não aconselho que vocês façam isso um dia antes de subir Machu Picchu. 5º Dia Águas Calientes No dia seguinte o Bruno e eu acordamos de ressaca e super atrasados e lá fora, caía uma chuvinha fina e ainda tava super escuro, eram 4hs da manhã. Tomamos café no hostel, pois eles servem cedo já sabendo que temos que acordar cedo para subir Machu Pichu. Tomamos café nas pressas, deixamos nossas coisas na recepção e fomos para à fila do micro ônibus, Gentix, tava caindo uma chuvinha e nós compramos umas capinhas de chuva que o pessoal vende na fila, até então, não tínhamos guia, pois eu tinha lido que lá você consegue um por um preço mais em conta. Nesse momento, surgiu um rapaz querendo formar um pequeno grupo de seis pessoas para guiar, fiquei um pouco desconfiada, ele pedia cerca de 30 soles por pessoa, achei super caro, choramos um pouco e ficou por 50 soles o casal, ele marcou de nos encontrarmos na portaria quando chegássemos lá e aceitamos. Enquanto eu estava na fila, vi que numa lojinha bem em frente a mim, vendia moedas para colecionadores, aproveitei para comprar uma pra mim e pra um amigo querido de infância que tenho no Brasil, Pytter. Fica aí mais uma dica pra quem gosta de colecionar moedas. A subida à Machu Picchu pelo micro ônibus é encantadora e eu me senti a pessoa mais feliz do mundo, filmei tudo e postei no meu instagram @aurea.freire.7. O nosso guia foi um presente dos deuses, ele contou várias histórias e a cultura Inca é muito linda, tirou fotos lindas e super valeu a pena o investimento, em Machu Picchu você só pode passar por um caminho uma vez e o seu ingresso é válido para você entrar duas vezes ao parque. no primeiro momento apenas escutamos o guia e tiramos fotos em casal e no segundo momento, entramos e ficamos lá por horas descansando e recebendo a energia daquele local. Bom, pra subir Machu Picchu nós subimos de micro ônibus e pra descer, pra descer qualquer santo ajuda e nós descemos à pé, foi super divertido, o caminho é longo, não vou mentir, mas pra quem é acostumado a mochilar, a gente tira de letra. Ficamos em Machu Picchu até 12hs e depois descemos porque lá pras 16hs nosso trem de volta à Cusco já saia, fomos andando até o centro de Água Calientes, chegando lá, o Bruno estava com fome e pediu um sanduiche, eu já estava com o Soroche e não quis comer nada, o Soroche causa falta de apetite e enjoos. Voltamos para o hostel, pegamos as malas e fomos para a estação ferroviária. Eu tava tonta e fiquei sentada o tempo todo, bruno ficou super preocupado, mas eu consegui segurar a onda, na volta no trem eu só tinha vontade de vomitar e nem sei como não vomitei, por isso que eu digo, muito cuidado com o soroche. Chegando em Ollantaytambo, a gente desce e pega um micro ônibus que eu já tinha comprado junto com a passagem de trem para nos levar de volta a Cusco, chegando em Cusco pegamos um táxi até o hostel que tínhamos reservado desde o Brasil, o Gringo Bill's Hostel, ficava mais afastado do centro, mas foi o lugar com o melhor café da manhã que conseguimos, reservamos duas noites nesse lugar. Eu tava muito mal, mas mesmo assim, deixamos as malas no hostel e fomos para a rua, Bruno queria comer e reservar o passeio do dia seguinte para Winicunca (Montanhas das sete cores). Conseguimos reservar com uma outra agência, em frente à praça da igreja central, trocamos mais alguns dóllares e eu não quis comer nada. 6° Dia em Cusco Acordamos cedo e a Van foi nos buscar no hostel, de fato, os Peruanos são muitooooo pontuais, esse passeio estava incluso o café da manhã e o almoço, pois a gente saía muito cedo. Acordei mal e com dor de barriga, uma diarréia muito forte, mas como sou brasileira e não desisto nunca, tomei um remédio para ajudar na reconstrução da flora bacteriana do intestino e fui na fé. E aindabem, porque se eu não fosse iria me arrepender pro resto da vida. Pegamos um cavalo para subir os primeirs 5.200 metros de altitude, a cada não sei quantos metros tem um banheiro pra você dar uma aliviada se quiser e foi exatamente o que eu fiz, beachooo, eu tava muitooo desidratada, mas como eu disse, fui na fé. Chega um momento em que os cavalos não podem mais subir, fiz amixade com um rapaz no Micro ônibus e ele me deu uma substância para eu cheirar, não sei o que tinha direito eu sei que me ajudou a chegar no topo. E finalmente chegamos aos 5.800 metros de altitude. Gente,na foto eu pareço estar bem, mas a verdade é que quase que desmaio quando cheguei ao topo, o soroche é terrível, só não desmaiei por que lá em cima tinha uns guias com aquele negocinho milagroso pra você cheirar e na descida tinha um chico subindo com uma sacola cheia de folhas de coca e nós pedimos um pouco para mascar, nessa hora eu fiquei bem e o bruno é quem tava começando a ficar com o Soroche. Na volta para o hostel, o cozinheiro sentou na nossa frente e o cheiro de fritura estava tão forte que misturado com o soroche quase fez o Bruno vomitar, eu também não estava nada bem e foi por isso que desistimos de fazer a laguna humantay, fato que eu me arrependo até hoje. 7° Dia em Cusco No dia seguinte, seria o nosso último dia em Cusco e já votaríamos ao Brasil, então tiramos o dia para relaxar e fazer uma massagem, no centro tem muitas mulheres oferecendo massagens, fomos no mercado que tem próximo e compramos lembrancinhas para os amigos e familiares, aproveitamos para comer bem. A comida em Cusco não é caro e geralmente um prato executivo dá pra dividir pra dois se os dois comerem pouco, porque tem entradinhas, prato principal, bebida e sobremesa, tudo isso custando 20 soles, comemos uma parrilhada e bebemos um pisco sour. À noite fomos a uma pastelaria que tem no centro, super top, lá tem uma árvore de recadinhos, foi a dica que a Dai me passou e eu não poderia deixar de passar para deixar o meu. Fim de viagem, no dia seguinte voltamos ao Brasil, espero que tenham gostado. Eu ainda vou colocar preço de algumas coisas, fiz um texto mais corrido para aproveitar as lembranças, mas quando eu for fazer a segunda leitura, vou adicionando os valores. Pra quem vai para santiago, eu tenho um outro post aqui nos mochileiros falando sobre a minha experiência no Chile. Abraço e até o próximo relato!!!
  22. 4 pontos
    Olá galera mochileira, Volto aqui para tentar retribuir de alguma forma toda a informação que aqui consegui. Este foi meu 1º mochilão e graças a esta plataforma me senti segura para montar todo o meu roteiro e ir de forma (quase) completamente independente. Vocês fazem parecer tão fácil!!! E foi! E foi uma delícia também! *já faz um tempo que comecei a escrever esse relato e tinha abandonado por causa de correrias da vida, mas quero terminar antes que o facebook pare de me lembrar que eu fiz essa viagem foda há 1 ano! PARTE 0 - Planejamento e preparativos Viajar ao continente africano sempre foi um de meus maiores sonhos e ele começou a se tornar verdade há 4 anos, quando ouvindo uma discussão sobre quanto se gastaria para assistir a 1ª fase da copa do mundo na Rússia eu pensei “com esse dinheiro vou conhecer a África”. E eu tinha a companhia perfeita: minha grande amiga (e na época roommate) Camila estava disposta a encarar a aventura comigo, se eu provasse a ela que viajaríamos por 1 mês com relativo conforto e não gastaríamos mais de R$10mil... E eu provei! *imprevisto: a viagem ficou mais cara (não dá pra comparar dólar de 2014 com de 2018!), durou 39 dias e incluiu aventuras que até agora não acreditamos que vivenciamos! (Parênteses: certeza que é possível fazer este roteiro gastando menos, mas tínhamos algumas premissas que não queríamos abrir mão. Estas seriam as primeiras férias em algum tempo para nós 2 e já estávamos em ritmo de corta-tudo-e-tira-leite-de-pedra para economizarmos para A viagem, então queríamos ter algum conforto e, muito importante: queríamos tomar cerveja todo final de tarde! :D) Logo no início das pesquisas a África do Sul se mostrou o país que melhor se encaixava nos nossos planos, seja pelo custo benefício ou mesmo pela facilidade de encontrar informações. Nem sempre nossa ideia foi de planejar tudo e ir sozinhas, até mesmo pelo fato de que nenhuma de nós 2 dirige, e lendo (milhares de) blogs, cheguei ao site Pangea Trails, de um cara que tem um roteiro de van por todo o país que dura 21 dias. Esse era o plano inicial. Chegada a época que íamos realmente afinar tudo e colocar o plano em prática, os custo deste pacote já estava tomando quase todo o nosso orçamento e começamos a pesquisar a coisa toda independentemente, mas ainda assim com o roteiro dele como base, pois já sonhávamos com muitos locais por onde a Pangea Trails passava. Tínhamos então os locais que queríamos passar e mais ou menos definidos quantos dias ficar em cada um, quando a história começou a tomar outro rumo: um perfil de turismo da África do Sul que eu seguia no instagram, publicou por 5 dias seguidos fotos da Otter Trail, uma travessia de 5 dias e 4 noites que acompanha a costa selvagem do Tsitsikamma National Park através de paisagens cênicas e eu fiquei completamente obcecada. Pronto! A paisagem era tão espetacular que eu tinha que presenciar aquilo! E eu devo ser muito mais persuasiva do que imagino, pois eu, que de travessia tinha apenas feito a Salcantay para Macchu Picchu, mas que contava com uma equipe que levava a bagagem mais pesada e provia comida e acampamento (foi um esquema meio princesa mesmo), queria levar comigo nesta trilha totalmente independente a minha amiga Camila, que nunca tinha feito trilha na vida. Bom, nem sei bem como, mas a convenci! Foi a primeira reserva que fizemos. E quase choramos de emoção quando recebemos a confirmação! A questão é que esta é uma trilha bem exclusiva e as reservas se esgotam com cerca de 1 ano de antecedência, pois apenas 12 pessoas por dia podem percorrê-la. Comecei a monitorar o site do parque e checar todas as condições de tempo e maré (o caminho inclui algumas travessias de rio que podem ser bem perigosas a depender da maré do dia) para conseguir a data ideal para as nossas férias. Feito isso, o resto da viagem começou a se desenhar melhor em torno da trilha. Alguns destinos que queríamos tiveram que ser cortados, pois a logística para a Otter Trail precisava de 6 dias da nossa viagem. Numa destas decisões, cortamos Drakensberg, pois esta parada era principalmente para fazermos algumas trilhas e este assunto já estaria muito bem garantido! Na sequência compramos as passagens, fechamos o overland tour para o trecho que passaria pelo Kruger Park e a Suazilândia e compramos nosso ticket de ônibus Baz Bus. A Baz Bus oferece um serviço de vans que funcionam no estilo hop-on hop-off com foco em mochileiros que atravessam o país, recolhendo os passageiros na porta do hostel e deixando no seu próximo destino. A logística é bem bacana e a rota vai desde Joanesburgo até Cape Town, com paradas obrigatórias em Durban e Port Elizabeth, pois as vans só circulam de dia. Eles têm uma lista de hostels que são atendidos pelo roteiro e diversas opções de tickets, a depender da quantidade de dias que se quer viajar, se viaja apenas em uma direção, etc... O valor dos tickets não é muito barato, mas pela comodidade e segurança achamos que valeu a pena. Quando já estávamos lá ficamos sabendo de outra empresa que presta o mesmo tipo de serviço, tem uma rota semelhante e parece ser um pouco mais barata, a Mzansi. O roteiro então ficou mais ou menos assim: 10.03 a 15.03.18 Chegada por Joanesburgo e estadia em Maboneng; 16.03 a 22.03.18 Overland pela região do Kruger Park, Rota Panorâmica, Suazilândia, Greater St Lucia, chegando a Durban; 23.03 a 01.04.18 Seguimos de Baz Buz pela costa passando por Coffee Bay, Chintsa, Port Elizabeth e Jeffreys Bay até Storms River; 02.04 a 06.04.18 Estabelecemos base em Storms River para percorrer a Otter Trail; 07.04 a 10.04.18 Seguimos novamente de Baz Buz pela Garden Route passando por Wilderness e Mossel Bay; 11.04 a 16.04.18 Exploramos Cape Town, de onde voltamos para São Paulo. mapinha das nossas andanças.... MEDICINA DO VIAJANTE Já tinha lido algumas vezes sobre este serviço público (e totalmente gratuito) de avaliação e orientação de acordo com o local de destino e áreas de risco para doenças, mas nunca tinha utilizado. Resolvi testar e não me arrependi! O atendimento em São Paulo é no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o agendamento é feito por e-mail. No dia da consulta é necessário levar documento com foto e carteira de vacinação. Então começa uma entrevista na qual você conta qual o destino e as características da viagem, com a maior quantidade de detalhes possível. Daí eles te dão todas as orientações em relação à sua saúde durante a viagem e atualização de vacinas. Aproveite para tirar todas as dúvidas! Saindo da consulta já te encaminham para as vacinas e pronto. Quem precisa do Certificado Internacional de Vacinação da Febre Amarela (CIVP) deverá antecipadamente acessar o site da Anvisa para realizar seu pré-cadastro, necessário para a emissão da CIVP. A preocupação principal da maioria das pessoas que viaja à África do Sul, em especial à região do Kruger, é em relação à malária. Não existe vacina e a melhor profilaxia é evitar o contato com o mosquito através de barreiras físicas (roupas protegendo a maior parte do corpo, tela mosquiteira sobre a cama, etc..). Existe também um repelente (exposis) que foi recomendado e também os comprimidos, embora não tenham garantia total. A orientação que recebi foi: usar o repelente para a pele e para a roupa (existe um spray específico para passar na roupa e dura algumas lavagens) e tomar os comprimidos (aqui vale uma observação que o médico só indicou os comprimidos pois passaríamos pelas regiões de incidência no início da viagem e depois ainda teríamos um período longo antes de retornar ao Brasil, passando por áreas remotas e o receio era termos qualquer sintoma e não conseguirmos atendimento imediato.. se fossemos apenas ao Kruger e voltássemos em seguida, o médico não indicaria o remédio porque em qualquer emergência conseguiríamos atendimento fácil em SP). O que de fato aconteceu: levamos o exposis, mas não comprei o spray para roupa e tomamos os comprimidos que compramos em uma farmácia em Joanesburgo (parece que o melhor é comprar no próprio aeroporto, mas esquecemos e enfrentamos uma pequena burocracia para conseguirmos o remédio, que é controlado e não é barato). No início do overland, o guia fez um terrorismo de que nenhum repelente trazido de países que não tem malária é eficaz e sugeriu comprar outro, o peaceful sleep, que acabamos comprando também. Não sei se foi o remédio ou a mistura disso tudo com sol e suor, mas tive uma alergia forte na pele (rosto, pescoço e costas) que só foi sumir mesmo em Cape Town. Camila ficou enjoada nos primeiros dias do overland, o que logo relacionamos com o remédio também. Para mais informações sobre a Medicina do Viajante: http://www.emilioribas.sp.gov.br/pacientes-e-acompanhantes/medicina-do-viajante/ MOCHILA, O DRAMA... A principal dificuldade neste tema foi: precisaríamos de uma mochila que aguentasse o tranco e boa o suficiente para utilizar na trilha (tenho problema na cervical e essa era minha maior preocupação) e isso costuma ser bem caro! No final das contas: uma amiga que estava de mudança para a Austrália tinha uma mochila usada Trilhas & Rumos Crampon 72L e deu pra gente. Camila acabou ficando com esta, pois eu não queria uma mochila tão grande. Outra amiga ofereceu a mochila dela emprestada, uma Deuter Futura Vario 45 + 10, que eu me neguei a pegar até quase a véspera da viagem. Mas de tanto ela insistir e de tanto faltar dinheiro, aceitei.. Resultado: olha, quando estava pesquisando pra comprar uma cargueira pra esta viagem, li muita coisa positiva sobre a T&R, então simplesmente não sei dizer o que aconteceu, mas a mochila praticamente se desfez durante a viagem. Na arrumação ela já rasgou um teco (o que levou Camila ao desespero antes mesmo da gente ir pro aeroporto) e no restante da viagem ela se rasgou inteira! Tentamos remendar com um bocado de fita e nada adiantou... enfim, outro ponto fraco que percebi é que ela ficava visivelmente desestruturada nas costas. Quanto à que eu levei, ela foi perfeita. Nas 1ªs horas da trilha precisei fazer alguns ajustes, mas ela segurou bem! O que levei: Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois) Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc.. 7 calcinhas 2 pares de meia para trilha 3 pares de meia de algodão 2 sutiãs 2 tops 2 biquinis 2 calças legging 1 calça-bermuda 1 calça jeans 2 camisetas dryfit 7 camisetas 1 blusa térmica (fleece) 1 jaqueta impermeável 2 blusinhas manga longa 1 shorts de corrida 2 shorts 1 saia jeans 2 vestidos 1 pijama 1 canga de praia 2 lenços 1 toalha microfibra 1 capa de chuva 1 chinelo 1 sandália kit de higiene / cuidados pessoais maquiagem básica kit primeiros socorros (com umas coisas bem específicas pra trilha, mas que não precisamos usar.. ufa!) saco de dormir lanterna de cabeça + pilhas 2 cantil + tabletes para purificação da água 1 canivete 1 bastão de trilha 1 capa protetora mochilão (comprei uma Arienti www.territorioonline.com.br/bolsa-para-transporte-arienti-m para despachar a cargueira, que até por ser emprestada merecia um cuidado mais especial e também porque precisávamos de uma bolsa pra deixar nossas coisas no hostel durante a trilha) 1 binóculo Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois) Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc.. leite em pó (levei em saquinho zip lock apenas o necessário pra preparar 5 canecas de manhã) *confesso que quando estava separando o leite em pó no saquinho pra levar na mochila me bateu uma sensação mega ruim de que aquilo podia dar muito errado no aeroporto, mas deu em nada não... toddy (2 colheres de sopa / dia - levei em saquinho zip lock) geléia (aquelas individuais de cestas de café da manhã) castanhas semente de girassol cuscuz marroquino (em zip lock) quinoa (em zip lock) arroz + lentilha (em zip lock) temperos: sal (aqueles saquinhos de restaurante), pimenta do reino (não vivo sem!), azeite barras de cereais e proteínas 2 pratos plásticos rígidos, 1 caneca alumínio + kit talher de plástico Esta lista era basicamente para o meu café da manhã (com alguns itens complementares que compraria fresco na véspera da trilha) e jantar para nós 2! A Camila levou com ela o que iria precisar para o café da manhã dela e levaria o kit de panela. Além disso levei uma pequena mochila de ataque (aquelas dobráveis da decathlon, que viram uma bolinha compacta) com pasta completa de documentos e comprovantes de reservas impressas, bloco de anotação, travesseiro de viagem (meio dispensável pra mim, mas até que garantiu um conforto quando acampamos), carregador de celular, 2 power banks, câmera (uma véia digital que tenho, levei mais como garantia se a memória do celular faltasse). Acho que foi isso. A maioria das coisas que não tiveram utilidade durante a viagem foi levada por alguma indicação específica para a trilha e não acho que deixaríamos de levar (mesmo sabendo agora que não usamos), pois poderiam ter sido necessárias.. mas confesso que daria pra ter cortado umas peças de roupa e a sandália.... No final deu isso aí.. mochila pronta... O relato diário irei postando em partes para não ficar tãããão comprido... Até!
  23. 4 pontos
    Nunca escrevi um relato, sempre acho que já tem muitas informações e que não é necessário acrescentar nada. Resolvi escrever este, porque não tem muitas informações sobre o deserto de Tatacoa e Guajira, além disso não quero que ninguém passe pelo que eu passei! Deserto de Tatacoa Existem dois relatos sobre tatacoa bem completos, mas aí vai minha opinião... Como toda boa mochileira, eu sempre tento fazer tudo da forma mais econômica possível, e eu estava sozinha...oque fica mais complicado para esse tour... Eu entrei em contato com um guia local e solicitei orçamento, eu chegaria umas 14hs em um dia e pegaria um ônibus para Medelin no outro dia. Ele me cobrou um preço absurdo em dólares...que com certeza eu não iria fazer, eu disse que como estava sozinha, entraria em contato mais próximo da data para que talvez pudesse me encaixar em algum grupo. Esse cara ficou no meu pé...sempre puxando assunto, até que mais próximo a data eu disse que eu iria ficar em um hostel, porque a desculpa de ficar mais caro que ele disse, é que na hospedagem dele (casa dele) eu teria um quarto privado e TV....bla, bla, bla. Eu disse que eu queria uma opção mais barata que não me importava de ficar em um quarto coletivo, no final das contas ele me convenceu a ficar na casa dele por 40000, com café da manhã. Disse que tinha conseguido uma opção de passeio mais barata para mim que seria uma moto e tal...ok Ao chegar em Neiva de ônibus eu pequei um taxi que me levou até o terminal de ônibus por 9000 pesos, do terminal peguei um coletivo para Villavieja por 8000 pesos. Cheguei em Villavieja umas 14 horas, ele estava me esperando na praça, fomos para casa dele e ele me apressou disse que eu tinha que ser rápida para sair para o passeio e que já estava tudo programado...me deu o preço de 210000 pesos que estava incluso: minha hospedagem, passeio pelo deserto esse fim de tarde e o outro dia, almoço e entrada no piscilodo. Eu achei meio caro, mas ele me colocou tanta pressão que acabei concordando. O pior de tudo foi quando eu vi uma moto em uma péssima condição e sem capacete... que cilada!!! Como turista sofre!!! Quem me levou foi o Herman, um velhinho muito legal, mas eu fui por que sou maluca, a condição da moto era péssima. Fomos ao labirinto e ficamos aguardando a abertura do observatório de noite (12000 pesos), onde observamos a lua e as estrelas. Eu adorei o observatório, valeu a penas a experiência. No outro dia saímos novamente...um calor de rachar e eu lá, de moto, sem capacete...moto caindo aos pedaços... Na minha opinião, o labirinto é a parte mais bonita do deserto, as outras partes são muito cinzas... ainda tem a opção de curtir piscinas, mas como estava sozinha, achei sem graça de entrar, além disso, tive dúvidas se estavam limpas e tratadas. O fato é que o segundo dia foi muito repetitivo e na minha opinião não tinha muito para ver no segundo dia. Entretanto o guia tinha me dito que havia atividades para 4 dias no deserto kkk... me senti muito enganada por esse guia, pq tenho quase certeza que ele não passou todo dinheiro do tour para o Herman, que foi quem realmente trabalhou e guiou....esse guia local, iria me cobrar uma fortuna se eu tivesse ido em tuck tuck, disse que a moto era bem mais econômico... mas não me avisou das condições da moto, eu achei uma grande irresponsabilidade e só fui, pq sou mochileira casca grossa, mas tenho certeza que a maioria das pessoas não teriam feito o que eu fiz. Resumindo: Acho que no máximo 2 dias são suficientes para o deserto, é muito longe também e se vc está sozinho fica complicado os preços. Minha sugestão é chegar em Villavieja e tentar negociar, não tem tantos turistas assim, mas eu vi alguns durante os meus passeios na motinha... vá com um tempinho para avaliar as possibilidades na cidade, achei que eles cobram muito caro e sim, me senti um pouco enganada...no final do dia eu só queria ir embora.... o melhor mesmo foi conhecer o labirinto e o observatório que gastaram apenas umas 2horas pra isso. Fora as trilhas que ele disse que eram difícil... as trilhas são todas nutelas, não tem perigo de se perder no labirinto na minha opinião. Deserto de guajira Existem muitos poucos relatos sobre o deserto de Guajira, agora sei porque...é um lugar muito longe, que não possui muita infraestrutura também. Existem algumas formas de chegar, duas delas são: ir de Santa Marta ou do aeroporto de Rioracha. Em Santa Marta tem tours que vão para Guajira, acredito que seja bem mais cômodo, mas mil vezes mais caro... e como uma boa mochileira...sempre quero economizar Cheguei em Santa Marta e fui para o terminal de ônibus, peguei um ônibus para Rioracha que custou 20000 pesos, saí já era umas 10:30-11 hs, cheguei em Rioracha umas 15 hs da tarde (peça para parar perto dos taxis coletivos, eu desci longe e gastei 3000 pesos de taxi para chegar, fiquei puta), achei muito tarde para continuar, acabei me hospedando lá. Achei Rioracha uma cidade estranha, sem opções do que se fazer, as pessoas não são lá muito gentis. No outro dia a ideia era pegar um taxi coletivo para Uribia, disseram que saiam a partir de 5 da manhã...eu cheguei as 5, mas o taxi só saiu as 6 horas, quando completou 4 pessoas (triste rsrs) Chegando em Uribia (depois de 1 hora) o taxista me levou em uma agencia que queria me vender um pacote por 170000 para chegar a Punta de galineas, eu fiquei puta pq achei que estavam me enganando, saí de lá e fui para praça encontrar os 4x4 coletivos que sairiam. Não tinha nenhum, já estava quase desistindo... tudo parecia tão difícil, eu achava que estavam me enrolando. Até que o taxista me levou na entrada da cidade, onde tinha um 4x4 quase saindo, ainda furou o olho pq cobrou 25000 e o carro saiu lotado. A sorte é que tinha um casal de colombinos de Bogotá, que eram muito gente boa, me ajudaram demais. Chegando em cabo e la vela (mais 1,5 horas depois), o cara ofereceu uns passeios para o Pilond de azucar e ojo del agua, aceitamos, pagamos mais 20000. Meu conselho, se vc gosta de caminhar, dá pra ir a pé mesmo. Eu fui para fazer companhia para o casal de Colombianos que conheci. Pagamos nesse dia 25000 de hospedagem e 20000 de jantar. No deserto não tem fonte de água doce, então a água e demais coisas são bem caras...é bom levar lanche e bastante água. Acabamos fechando através desse cara o passeio para punta de gallineas por 130000, foi um erro...Disseram que iriam nos pegar as 5 da manhã, chegaram 5:30...eles nos colocaram em um carro adaptado que a parte de trás são dois bancos, um de frente pro outro e colocaram em um lugar que cabia 8 pessoas,9 pessoas exprimidas. Esse caro balançava muito, ficamos como porcos no carro, balançando e quicando. Além disso, descobrimos que cada pessoa tinha pago um valor diferente. Foi horrível, péssimo... eu caminhei 8 dias pra chegar no Monte Roraima e não sofri tanto. O nome da agencia é Mochileros People. Estou contando essa experiência para que se informem antes, perguntem em qual carro vão... e negociem bem. Chegamos em Punta de Gallineas meio dia, depois de muito sofrimento. Houve uma parada de 01 hora nas dunas e outra parada no mirador. Eles tinham dito que faríamos uma parte de barco, mas fizemos o trajeto todo de carro (não sei o motivo). Almoçamos por 20000 e eu peguei um quarto por 30000. Tinha opção de rede que era 15000 eu acho. No outro dia voltamos as 05 horas da manhã. Fiz todo o trajeto de volta e cheguei em Santa Marta as 15 da tarde. O deserto é muito lindo!!!! Vemos também muita pobreza, pessoas pedindo, vendendo bolsas (até comprei uma bolsa), é triste ver pessoas como a que conversamos, que trabalhava na pousada, ganhando meio salário mínimo e trabalhando muito. O coração dói. Resumindo: O deserto de Guajira é um lugar maravilhoso, mas eu não faria de novo nas mesmas condições, achei muito sofrido, mas isso é sorte e opinião de cada um, tirem suas conclusões pelas fotos. Se quiser chegar em cabo de la vela, tem que sair muito cedo de santa Marta, pq não tem muitas opções de taxi 4x4 de tarde. Cartagena (roubo em Cartagena) Sobre Cartagena, não vou contar todo o meu relato, apenas uma experiência que tive lá para que sirva de aviso. Fiquei em um hostel que tinha locker (um baú de madeira que era possível trancar com o cadeado), durante a tarde quando regressei ao hostel, vi que minha mochila tinha sido roubada. Parece que alguém entrou com identidade falsa, pagou pelo quarto e ficou no hostel por uns 40 min. Nesse tempo ele arrombou o locker, roubou minha mochila e um tênis de outro rapaz. Acho que ele jogou a mochila da sacada ou passou pelo telhado, pois ele saiu com a mesma mochila que entrou. Gente, que situação horrível, eu saindo as 20hs para comprar biquíni para ir em uma ilha no outro dia. A sorte é que já estava no final da viagem, então comprei apenas um biquíni (horrível) e um vestido. A dona do hostel disse que vai entrar em contato com o seguro e transferir o dinheiro, eu não estou muito crente, vou aguardar. Se não ressarcirem vou colocar nas redes sociais para que as pessoas evitem esse hostel. Cartagena é uma cidade perigosa, muitas pessoas na rua que tentam tirar proveito do turista, muito cuidado... principalmente com roubos. Ficar em quarto coletivo me pareceu uma coisa meio perigosa lá, nunca tinha me acontecido isso em 8 anos de viagem. Cuidado gente!!! É triste ver tanta desigualdade, assim como aqui no Brasil, eu vi muita desigualdade social na Colômbia. Como podem os políticos e outras pessoas que podem intervir para mudar isso, não sentir vergonha de tanta corrupção e roubo?! Acredito que cada um de nós deve fazer sua parte, tentando ser ético e honesto, mesmo quando a maioria acha vantagem em enganar e enriquecer às custas do trabalhador, que muitas vezes só quer sustentar sua família e viver em paz. Deserto de Tatacoa (labirinto) Deserto de Tatacoa Cabo de la vela Cabo de la vela Cabo de la vela Dunas em Punta de gallineas Punta de gallineas Por do sol em cabo de la Vela
  24. 4 pontos
    Vamos nos encontrar ? Em um local e data, que iremos decidir aqui. Um local que a maioria possa ir, Centro Oeste ou Sudeste, a data e local a ser escolhida. Vamos lá, ideias de locais e data. Vamos montar um grupo no WhatsApp, então, caso você tenha interesse, salve o meu aí (92) 99123-4083, dê um "Oi, Olá", já dizendo seu nome e que está interessado em entra no grupo do encontro. https://chat.whatsapp.com/D3PmvzXNlO0BeOblhv0e4x Link para entrar no grupo do whatsapp
  25. 4 pontos
    @Dan Wollker Difícil definir com um ano de antecedência. Não gosto de programar nem com um mês de antecedencia, mas estão certos de conversar muito. Depois o consenso prevalece.
  26. 4 pontos
    Agradeço muito ao reforço positivo dado aqui. Sim, escreverei mais. Só não sei se conseguirei hoje. Mas tenho isso como um compromisso.
  27. 4 pontos
    @Rogerio K C eu acho que depende muito do tipo do terreno que voce irá passar. Se for uma caminhada com muita subida, pedras e degraus íngremes talvez seja válido o bastão para dar apoio, porém se for uma caminhada de nível fácil eu acho que o bastão será apenas um incômodo. Sobre usar um ou dois vai de cada pessoa tambem. Usando dois vc sempre terás suas maos ocupadas e dependendo do que ocorrer talvez nao tenha o reflexo de soltar o bastao para algum tipo de açao. Na minha opinião um bastão já é suficiente para o apoio necessário.
  28. 4 pontos
    @joshilton São Paulo talvez seja a melhor opção mesmo, a uns 100 kms tem Extrema, mais alguns kms Monte Verde e Gonçalves em Minas Gerais e Pedra Bela-Sp (a maior tirolesa do Brasil) Se for no verão podemos considerar Campos do Jordão, mas são +-200kms (pois nesta época os preços são bons), tem Santo Antônio do Pinhal e São Bento do Sapucaí -SP(pedra do baú). Se for no inverno tem praias próximas, como será baixa temporada, os preços cairão também.
  29. 4 pontos
    No dia anterior, saímos de Munhoz de carro, pegamos rodovia asfaltada até Toledo-Mg e chegamos na rodovia Fernão Dias em Extrema, paramos para almoçar num restaurante na estrada que serve leitoa assada à vontade (acho que $20 ou 22 por pessoa). Continuamos na Fernão Dias até Cambuí-Mg, viramos à direita e pegamos estrada de terra e passamos por Consolação, pegamos rodovia asfaltada até Paraisopolis, passamos em Brazopolis e chegamos a Itajubá, atravessamos a cidade e pegamos rodovia asfaltada até Marmelopolis. AQUI A MOSCA DA MONTANHA NOS PICOU E CONTAMINOU! MARMELOPOLIS 1° dia - 16.01.2019 - Quarta-feira Saída de Marmelopolis e chegada ao pico do Careca e retorno à cidade. +-32 kms em aprox. 06:20hrs A previsão do tempo informou que haveria chuva com raio depois das 11 da manhã, por isso nossa previsão era ir até a pousada Maeda e retornar à pousada em Marmelopolis. Saímos cedo, rumamos pela rua da pousada(1260msnm) até um pequeno bairro, entramos numa estradinha de terra e subimos bastante até ela terminar numa fazenda, perguntamos a um senhor que estava tirando leite dumas vacas, onde era a estrada para o Maeda, ele disse que estávamos errados. Pulamos a cerca da pousada e entramos noutra estrada de terra, subimos mais um pouco e pegamos uma descida fortíssima até um riacho, tivemos que tirar os tênis para atravessá-lo, viramos à esquerda noutra estradinha de terra, voltando tudo que tínhamos andado. Mais alguns quilômetros chegamos num entrocamento (reto chegaríamos ao Maeda e à direita ao Pico do Marins), como tínhamos caminhado bem forte no trecho anterior, viramos à direita e entramos noutra estradinha de terra (Marmelopolis x Piquete). Subida longa, uns 7 kms até a base do pico dos Marins. Conversamos com o dono da pousada que tem lá, ele nos disse que o MORRO DO CARECA era bem próximo e que talvez não teria chuva tão cedo. Pensamos, pq não! Animamos e fomos até lá. Aqui a mosca da montanha nos picou. Ali percebemos que poderíamos subir picos mais altos, o que de fato aconteceu no transcorrer da viagem. Até pedra do careca +-1800msnm - 03:25hrs(desde a cidade). Pegamos estrada de terra à primeira entrada à direita vindo do camping viramos, mais à frente atravessamos uma porteira e começa subida forte em pedras até o morro do careca. Lindíssimo visual do pico do Marins e de várias cidades do interior de São Paulo. A chuva realmente não deu as caras, descemos até a base e tomamos um cafezinho. Retornamos até aquele entrocamento e viramos à esquerda, depois de umas casas viramos novamente à direita(estrada que teríamos que ter vindo), começou uma longa e forte subida até o topo, com lindo visual do pico dos Maris(atrás de nós) e de toda região. Após o topo, começa forte descida até a cidade. Almoçamos Self-service à vontade por $18 por pessoa. Até base(Camping) do pico dos Marins (1520msnm)- 02:45hrs - +- 12 kms. Na base tem uma pousada bem simples, 012 99799-7524, quarto simples compartilhado e um de casal, com banho quente, sem wifi, $50 por pessoa com café da manhã e não paga estacionamento. Estacionamento $20(pra quem não está na pousada. Preço fixo). Camping $10 por barraca. Almoço $30 por pessoa à vontade no fogão à lenha. Hospedagem: Pousada Bella Vista-Marmelopolis-Mg, camas ótimas, tv aberta, wifi, banheiro privado, limpo e confortável. Preço $60 por pessoa com ótimo café da manhã(para quem sai bem cedo, o Domingos deixa o café pronto) RECOMENDO Amanhecendo em Marmelopolis Atravessamos esse riacho Chegando num bairro antes da estrada que vai para a base do Marins Visual do imponente pico dos Marins Chegando à base do Marins, estaionamento + restaurante + hospedagem simples Subida forte com muito barro, devido às chuvas da noite anterior Chegada ao Morro do careca e o Marins à nossa frente - lindo que depois de alguns dias tivemos a maior felicidade em subir. INCRÍVEL Retorno sobre as pedras escorregadias e íngremes
  30. 4 pontos
    Infelizmente, só fazia pacotes com agencias. Tinha pavor de fazer mochilão. Medo puro, só viajava com tudo comprado com antecedência, por empresas do ramo de turismo. Chega um dia que a gente, vai aos poucos percebendo .... como dizia Paulo Sérgio ...... Li um comentário de um mochileiro, saindo de Porto Velho até Cusco de Ônibus e de lá, até Machu Pichu. Machu Pichu era um sonho de infância, e li esse relato, li, reli, li outras vezes. Criei coragem e entrei em contato com esse mochileiro. (Ele me indicou vários sites de mochileiros), Me detalhou tão preciso, esse mochilão, tão preciso, que eu falei a minha esposa, -"Vamos a Machu Pichu", e ela se animou, prensando que iriamos com intermédio de alguma empresa. Haaaa, quando ela soube que iriamos sem ter nem hotel reservado, nem o ônibus de Porto Velho a Cusco, quase ela desmaia. Conversei com ela, fiz os calculos, pois vários outros mochileiros me respondiam, me tiravam as dúvidas, que não eram poucas. Finalizando, fomos a Cusco, Machu Pichu, Vale Sagrado, dei um pulo a Arequipa, tudo de ônibus e tudo comprado no mesmo dia. Sabes quando voltei a comprar pacotes com as CVCs da vida ? NUNCA MAIS, só viajo com a mochila nas costas e uma mala pequena para as roupas de minha esposa Agora em maio, voltaremos a Bolívia, e dessa vez, ela vai com uma mochila. Agora sim, a felicidade está completa Quando você vê uma jovem senhora, com uma mochila na cor ROSA e um jovem senhor com uma mochila, já surrada pelo tempo e viagens, somos nós. Um dia, nos encontraremos em alguma lugar do mundo.
  31. 4 pontos
    @Silnei Nós aqui esperando o final da nossa vida e vem você nos motivar a escrever um livro. Se realmente for para motivar as pessoas, principalmente os idosos, e coloborar para consolidação das trilhas de longo curso no Brasil, podemos sim escrever um livro sobre o assunto, isso depende muito do custo. E vc sabe que cada centavo pra nós vale muito, já estamos correndo atrás de dinheiro pra próxima viagem. Você pode perceber nos meus relatos, que dificilmente criticamos hospedagens.... .... nos caminhos que passamos, pois sabemos da dificuldade que é tocar alguma coisa neste país. Se for pra ajudar essas pessoas que estão lá no interior aguardando os peregrinos na maior boa vontade....acho que pode sair um livro mesmo...
  32. 4 pontos
    O que acontece, na minha opinião, é que muita gente acha que ser mochileiro é ser "descolado". Então gente que não tem afinidade nenhuma com esse estilo de viagem "cai de paraquedas" aqui. Soma-se ao fato de muitos também não ter muita educação ao ponto de nem agradecer a informação que foi dada à ele. Tem os folgados também que acham mais fácil criar um tópico com uma pergunta do que procurar pelo assunto antes. ----- O estilo mochileiro sempre foi fazer viagem de baixo custo. Isso é inegável. Mas antes disso eu acho que ser mochileiro é querer conhecer mais a fundo a cultura local. Diferentemente de viagens com pacotes turísticos, o mochileiro tem mais liberdade de explorar os locais que quer conhecer e, principalmente, ter contato com as pessoas, costumes e ideologias do país/cidade que está visitando. Desculpem o desabafo, mas há tempos estava pensando nesse assunto e "descarreguei" tudo aqui.
  33. 4 pontos
    @Taynara Mello olá! Estive em Foz em setembro e vou dar algumas dicas desse lugar maravilhoso. O primeiro dia reserve para conhecer o lado brasileiro das Cataratas durante o período da manhã (se puder faça o Macuco Safari, vale cada centavo). Depois do almoço, emende com o Parque das Aves, que fica bem em frente ao Parque Nacional do Iguaçu. Tire um dia também para ir ao Paraguai (se interessar) e conhecer o complexo de Itaipu, fiz a visita panorâmica e foi um passeio bem legal. Também conheça o Marco das 3 Fronteiras em um final de tarde, vale a pena do ponto de vista geográfico e o pôr do sol de lá é lindo. Reserve um dia completo para conhecer o lado argentino das Cataratas. O parque de lá é bem maior, com vários circuitos de trilhas e você fica mais próximo das cataratas. É bem grande, então procure chegar assim que abrir (às 09hrs) para aproveitar bem o dia. Também vá a feirinha de Puerto Iguazu, tem alfajores e doce de leite a bons preços. Uma última dica: por toda a cidade existem pontos de venda do "Ticket Loko", que são quiosques onde você compra ingressos para os passeios com descontos.
  34. 4 pontos
    Para a @gialia: A estimativa de 80 euros por dia em Paris é razoável. Menos que isso, você abrirá mão de algumas coisas, como museus, passeios, extravagâncias baratas e souvenirs. Em termos de alimentação, te digo com certeza absoluta: separe no mínimo 15 euros/dia (2 sanduíches e uma bebida, se quiser algo diferente de água). É o mínimo sem apelar pra inanição ou freeganismo ou pacote de bolachas em supermercado. Comer em Paris pode ser muito barato. Um sanduíche que te forra bem num dos milhares de restaurantes e lanchonetes árabes\turcos\etc... custa 6.50 euros. Vem um sanduíche monstro com fritas. Se for nos indianos, mesma coisa: um crepe monstro sai por 5.50 euros. Um chá gelado da Lipton custa 2 euros ou menos nos mesmo lugares. Água é de graça. Comer em bistrôs e cafés "pega turista" sai mais caro, entre 12 e 20 euros, em média, por refeição. Se for pra restaurante mais chiques, aí o céu é o limite. No transporte, o Metrô custa 1.80 (se não me falha a memória). Você pode economizar andando de um ponto turístico a outro, pois as coisas são próximas no centro. Paris não é tão grande assim (obviamente você não andará de ponta a ponta à pé). O RER é um pouco mais caro, do aeroporto para outro ponto qualquer onde se encontre sua hospedagem. Em termos de hospedagem, nunca fiquei em albergues. Fico sempre no Ibis budget, que tem um quartinho bacaninha pra dormir, e um café da manhã honesto (café, suco, croissant, queijos e nutella liberado). Se você for gastar até 45 euros num albergue, acho válido ficar no albergue. Mais que isso, você já pega um Ibis Budget nos arrondissements mais populares. O que é caro, pra mim, são os passeios e entradas à museu e afins. Como gosto de ir em um monte, acabo gastando muito dinheiro com isso. Planeje os pontos que você quer visitar, quantos dias ficará e a partir daí, veja os custos. Ficou caro? Reduza o escopo da viagem. É assim que faço sempre. Para referência, na primeira vez que fui, 2014, gastei 15 Mil reais para 2 pessoas, Lisboa, Paris, Besançon e Alsácia, 14 dias, tudo incluído (aéreo, terrestre, ingressos, comida E presentes). Na última, 2018, gastei 14 mil reais para duas pessoas, 10 dias em Paris, com tudo também. Quem dá a medida da economia é você. O que é caro pra um colega de fórum, pode ser barato pra outro. Se quiser mais dicas, só falar!
  35. 4 pontos
    A questão é que este site já acabou em comparação ao que era, só continua no ar, lembro-me de quando registrei, você postava algo, tinha inúmeras interações, logo a tópico estava lá na segunda, terceira página de tantas informações que circulavam aqui. Hoje muitos visitantes só sugam informação e não abastecem com novas, não agradecem, não sabem ler e pesquisar, não sabem usar um site deste formato.
  36. 4 pontos
    Perfeito, e não são poucos. A pessoa posta uma dúvida, você responde e ela sequer comenta "obrigado", simplesmente enfia outra pergunta pra você responder. Eu adoro contribuir, mas pessoas que sequer se dão ao luxo de agradecer antes de perguntar algo mais eu já largo mão, deu pra ver o naipe.
  37. 4 pontos
    Penso que ao se fazer um planejamento de viagem a pessoa ja tenha em mente o que pretende fazer em cada lugar. Uma rapida googlada é possivel ter noçao dos valores das atraçoes pagas e com isso a pessoa consegue tranquilamente saber por alto quanto gastará com hospedagem, passeios, deslocamentos e o que vai faltar será alimentaçao, que nao da pra dizer quanto será o gasto pq depende da barriga de cada um. Independente da estimativa inicial é sempre recomendado ter uma margem de segurança para imprevistos e gastos adicionais. Nao tem coisa pior do que fazer um viagem, querer fazer algo e nao poder pois a grana está curta e poderá fazer falta la na frente. O que nao dá é fazer uma estimativa de x euros por dia e ja sair do Brasil com (x-30%) e achar que ao chegar lá a grana vai se multiplicar.
  38. 4 pontos
    Continuando DIA 2 CAMPAMENTO SERÓN – REFÚGIO DICKSON Dificuldade: ALTA. (Exige do seu psicológico) Distância: 19 km No segundo dia de trilha, acordei mais tranquila. Planejei acordar bem cedo, antes das 7h, para desarmar a barraca, tomar meu café da manhã e organizar minha mochila com tranquilidade, e mesmo assim sair cedo, porque o dia seria longo, 18km de caminhada. Nos relatos que vi, diziam que era o dia mais puxado, por ter muito sobe e desce, e ser um percurso extenso. Realmente é cansativo, exige muito do psicológico, porém não tem tanta subida como me fizeram acreditar. Café da manhã tomado, mochila nas costas, saí antes de todo mundo do Serón, em direção ao Dickson. O plano era sair bem cedo, assim não terminaria o dia sozinha e por último na trilha, por questão de segurança mesmo, mas o plano falhou um pouco, porque mesmo saindo antes dos outros, no fim do dia eu estava sozinha e um pouco desesperada para chegar no acampamento. (Na verdade depois descobri que tinham ainda duas brasileiras (UNS AMORES) que chegaram depois de mim, que estavam caminhando de boa e apreciando a vista). Começando a trilha saindo do Serón, a paisagem é maravilhosa, ali começam os lagos e as caminhadas ao longo de vários deles. Tem algumas subidas leves, e um campo de verde extenso, você consegue ver a trilha até onde os olhos enxergam. Saí muito animada do Seron, sem pensamentos pessimistas como do dia anterior, eu estava no gás. Tirei muitas fotos, parei sempre que me sentia cansada, fiz vídeos divertidos, apreciei a paisagem, conversei com os lagos e com as flores. Até que BOOM, a primeira subida real, olha não vou adoçar a pílula, é pesada. Quando cheguei na metade da subida, um casal passou por mim, eu estava sentada na minha décima pausa, uma pedra que encontrei para descansar, a mulher estava usando um GPS de mapeamento do trajeto, e me falou “uau, andamos esse tanto, e só deu 4km” QUATRO QUILÔMETROS, DE 18! Meu coração chegou a pular uma batida, eu não queria nem acreditar. Mas continuei subindo, subida também até onde os olhos enxergavam, olhando parecia que não tinha nada depois da subida, só céu. Demorei 2 horas para terminar essa subida, que não tinha 1km de extensão, eu acho. Mas quando cheguei lá em cima, que vista, que paisagem, o vento te pega ali, quase me tacou de volta tudo o que eu tinha subido, mas é deslumbrante. Depois a gente desce praticamente tudo o que subiu, por uma trilha na encosta, um escorregão feio e é possível cair em um lago, mas não dá tanto medo, já que o vento te empurra em direção ao morro, não ao contrário. Depois disso tem um pequeno sobe e desce, mas bem suave se comparado a primeira subida do dia. Até chegar na Guarderia Coiron, onde demarca metade do percurso entre Serón e Dickson. Na guarderia tive que me registrar, e foi onde fiz meu almoço, já eram 14h quando cheguei, as 15h a passagem fecha e eles não deixam passar para o Dickson mais naquele dia. Comi um purê de batatas em pó com uma água morna, que a Guarda Parque gentilmente me deu. Não pode usar fogo no Coiron, mas como os guardas moram lá, eles têm um fogão. Fiquei com ranço do purê de batatas e calabresa depois desse dia, porque não deu muito certo no meu estomago e o resto do dia apesar de lindo, foi um pouco puxado e traumático. Sai da guarderia perto das 15h, e faltava ainda metade do caminho pela frente, 9km. Ponto positivo: as subidas tinham acabado, com exceção da subida da chegada, mas se está chegando tá tudo bem, certo? O caminho é muito bem demarcado, uma grande maioria entre um campo de flores, é magnifico. Tem muitos lagos, pontes pequenas e rios correntes no caminho. Não estava um sol terrível, nem chovendo, o tempo estava muito agradável. O vento, constante, mas nada que atrapalhasse o progresso da caminhada. Meu psicológico pesou muito depois do Coirón, só conseguia imaginar que chegaria tarde demais no acampamento, e talvez até no escuro, mais pro final do dia fui ficando sozinha na trilha, e bateu um pequeno desespero e medo. Nessas horas eu me questionava sobre a sanidade de estar fazendo aquele circuito sozinha, ou de estar fazendo o circuito, ponto. Se tem uma coisa que aprendi com Torres Del Paine, é que trilhas em lugares remotos existem sim, para testar nossa mente, nosso psicológico, por isso tantas pessoas com problemas na saúde mental procuram algo assim para fazer, por isso EU procurei algo tão extremo para fazer, não é um clichê, é saudável, te ajuda. Você coloca em perspectiva sua vida no cotidiano, algumas dificuldades que antes pareciam uma montanha no seu caminho, passa a ser um morrinho, quando você compara com o fato de ter ficado sozinha no meio de uma trilha de 19km no meio do nada, só com o destino de chegada como referência. Me ajudou demais, eu sou grata até pelo medo que passei. Enfim, por fim cheguei finalmente na subida, que eu sabia por relatos que li, que significava que estava praticamente chegando ao acampamento dickson, que felicidade. Quando subi tudo aquilo, e lá de cima avistei o dickson próximo a um lago, com icebergs e as montanhas ao fundo, com verde e topo branco de neve. Eu chorei. De alegria, eu estava chegando, terminando o dia que mais tinha me aterrorizado em todos os relatos. Desci, ali é bem perigoso, então vá devagar, é escorregadio e tem uma ladeira complicadinha. Por fim cheguei ao dickson antes do que imaginei, eram apenas 18h, o dia estava claro o sol no céu. O Dickson é um acampamento lindo, maravilhoso mesmo, todo lugar que você olha tem montanhas cobertas em neve, e tem a vegetação toda verde ao redor. E andando menos de 10 passos, você se vê em uma praia de pedras para um lago com ICEBERGS. Indescritível a sensação de terminar mais um dia, estar mais próxima do destino. Ter conseguido! Dicas uteis: No Dickson tem um lugar para cozinhar, fechado, bem quentinho. Quando estive lá, estava em reforma, imagino que estejam melhorando ainda mais; Tem banho quente, quente MESMO! Uma delícia depois de um dia sofrido na trilha, o corpo agradece. As duchas ficam dentro do refúgio, você passa pela cantina dele para chegar, dá uma fome e uma vontade de ter compro o pacote com comida inclusa (risos); O banheiro é descente. O acampamento é lindo, de verdade, um dos mais lindos do circuito, sem dúvidas; Com relação ao vento, que era uma dúvida que eu tinha e ninguém realmente falava sobre isso. Eu fui com uma Naturehike cloud up, 1 pessoa, e ela resistiu maravilhosamente bem, no Dickson venta um pouco, mas nada exagerado, pelo menos não onde eu coloquei a minha barraca; NÃO TEM Wi-Fi, cuidado, eu fui acreditando que talvez tivesse, e não tinha. Minha família quase enlouqueceu, porque só volta a ter internet no Grey, e eles ficaram preocupados por eu ter falado que talvez TERIA internet, um GRANDE erro; NÃO ACREDITEM NAS PLACAS “USTED ESTÁ AQUI”, ELAS MENTEM! Relatos muito extensos, eu sei. Mas, vou contando tudo o que lembro, e espero ajudar.
  39. 3 pontos
    Alguém já ouvir dizer que é melhor visitar Cuba antes que o país mude? Concordo plenamente com isso! E posso garantir: Cuba já começou a mudar. Nos últimos anos o país vem passando por muitas mudanças, sendo hoje possível para os cubanos praticar o comércio de carros, propriedades, acessar a internet e até mesmo administrar empresas privadas. E muitos cubanos já pegaram o estilo empreendedor!! Foi possível ver isso naqueles que oferecem suas casas como forma de hospedagem, nos taxistas que aprendem falar inglês e nos muitos bons restaurantes modernos. É muito interessante sentir essa atmosfera, ver algo que para nós brasileiros já é tão normal acontecendo com um gosto real de vitória para eles! Ao mesmo tempo me bateu aquela preocupação de Cuba se tornar mais um país escravo da tecnologia excessiva, do consumismo desenfreado entre outras coisas do “mundo moderno”. Mas se eu puder dar apenas um conselho, eu diria “aproveite para se desconectar do mundo e acima de tudo curtir os momentos da viagem”. É bom demais lembrar como era viver sem tecnologia, quando o contato com as pessoas era real e não digital, onde você faz perguntas a pessoas e não simplesmente digita no Google. Então vamos lá, nesse artigo irei contar o que fiz em Havana nos três dias que estive por lá. E já adianto, aproveitei muito!! Chegando em Havana Voamos do Rio de Janeiro pela Copa Airlines com uma conexão curta na Cidade do Panamá, onde foi necessário mostrar o visto cubano (tarjeta turística) para embarcar no voo para Havana. Chegando em Havana no aeroporto José Martí a fila da imigração estava gigantesca e ficamos cerca de uma hora para passar. Eu tinha levado toda a documentação obrigatória (seguro de viagem, carteira de vacinação da febre amarela e a tarjeta turística), porém a única coisa solicitada foi a tarjeta e o passaporte! Sem perguntas, bem tranquilo! Depois de todo processo, fomos trocar umas moedas locais em uma Cadeca (cambio oficial do governo cubano) para então ter dinheiro em mãos visto que dificilmente outro tipo de pagamento é aceito em Cuba. Segundo pegamos um táxi em frente ao aeroporto por 35 CUC para Habana Vieja, onde ficamos hospedados em uma casa de cubanos. Li em outros blogs que o preço varia de 20 a 35 CUC. Pagamos caro… mas também geral estava oferecendo esse mesmo valor. Para ter um contato melhor com a cultura de Cuba optamos ficar hospedados em casas particulares (ou também chamadas de renta de habitacion) e em Havana reservamos diretamente pelo AirBnb. Nosso quarto Eu super indico a casa que fiquei! A casa La Madrina fica muito bem localizada na rua Teniente Rey pertinho do Capitólio. 1º Dia – Habana Vieja Assim que terminamos de nos alojar em nossa casa e bater um pouco de papo com La Madrina, finalmente era hora de iniciarmos nossos passeios por Habana Vieja (Havana Velha). A região de Habana Vieja é classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO por ser considerada uma das mais belas cidades coloniais do mundo. E o que tem de mais gostoso para fazer em Habana Vieja é andar a pé pelas suas ruas apreciando a arquitetura, o cotidiano dos cubanos e ouvindo música por todos os lugares. Acho que nenhum lugar do mundo ouvi tanto música quanto em Cuba. Em Habana Vieja é onde está a maioria das atrações da cidade, então anotem pontos imperdíveis para conhecer nesse primeiro dia do roteiro: Plaza Vieja Essa antiga praça foi construída em 1559 para servir de espaço para celebrações públicas, além de mercado popular e vem sendo palco de diversos eventos através dos anos. Ao seu redor existem belos prédios coloniais datados dos séculos XVII, XVIII e XIX. A praça fica sempre movimentada. No entanto, é um ambiente bem agradável. Plaza de San Francisco de Asis Um dos lugares que mais gostei em Havana!! A praça fica em frente ao porto da cidade e é cheia de atrações interessantes como a Fuente de Los Leones um importante símbolo de Havana, o Terminal Sierra Maestra, a belíssima Igreja e Convento de San Francisco de Asís que hoje abriga o Museo de Arte Religioso (Museu de Arte Sacra). Sierra Maestra Fuente de Los Leones Também fica na praça o Museo del Ron. Imperdível né? Calle Obispo Certamente em algum, ou alguns momentos você vai passar por essa que é a rua mais famosa de Habana Vieja! Ela começa na Plaza de Armas e vai até o Museu Nacional de Bellas Artes. Na Calle Obispo fica a famosa Drogueria Johnson fundada em 1886. Vale dar uma passada e presenciar quase uma volta no tempo naqueles filmes antigos onde os remédios eram dispostos em grandes prateleiras, todos em potes de porcelana. Um fato sinistro foi que em 2006 o prédio pegou fogo. Consequentemente, foi tudo destruído e só após um longo tempo de restauração o lugar voltou a funcionar, mas agora como uma espécie de museu. A visita é gratuita! Plaza de Armas No período colonial, a praça era onde celebravam desfiles militares e concertos musicais, sendo considerada um centro político e administrativo de Havana. A praça é rodeada de edifícios históricos de pelo menos quatro séculos. Achei bem agradável o clima e um local bem bonito! Ela é toda arborizada o que a torna um convite para relaxar tomando um sorvete para se refrescar nos dias quentes de Havana! Castillo de la Real Fuerza Seguindo pela extremidade da Plaza de Armas, sentido Malecón, você chegará no forte construído para proteger a entrada da Baía de Havana nos tempos de pirataria. Atualmente o forte funciona apenas como um museu (Museu Marítimo). Além disso, o lugar é famoso por ser considerado o forte mais antigo das Américas. Não visitei o museu, mas vale a pena pelo menos dar uma passadinha para contemplar a arquitetura do lugar. Quem quiser fazer a visita, a entrada custa 3 CUC. O funcionamento é de terça a domingo das 9h30 às 17h. Plaza de la Catedral Catedral às 7h Para mim a mais mais linda da cidade!! Ela é rodeada de edifícios barrocos e com a belíssima Catedral de San Cristóbal de la Habana. A também chamada de Catedral de la Habana é a grande, literalmente, atração principal da praça! Catedral a tarde Além de linda, a arquitetura da Catedral é muito interessante e inspirou outras obras pela cidade. Notem que as duas torres têm diferentes tamanhos! Seu horário de funcionamento é das 10h30 às 15h de segunda a sexta e sábado até as 14h. La Bodeguita del Medio Quem ama Mojito levanta a mão! La Bodeguita é o restaurante onde é preparado o mojito mais famoso do mundo! Diz a lenda que foi onde a receita original surgiu. No restaurante é servido almoço, mas não acho que vale a pena comer por alí. O que vale mesmo é comprar um mojito e tomar na calçada ouvindo a música! Então depois de todo esse percurso voltamos para casa e apagamos!! Até tinha pensado em sair a noite, porém, o cansaço do voo e de um dia bem cheio venceu! Dormi 12 horas seguidas! Detalhes da arquitetura Por Habana Vieja 2º Dia – Vedado e as Fortalezas Como a noite de sono foi bem intensa, o resultado foi acordar super cedo! Portanto, antes de começar o roteiro programado do dia, fui dar uma passadinha na Plaza de la Catedral para tirar foto sem ninguém! Aquela foto que postei no primeiro dia às 7 da manhã. Nosso segundo dia se iniciaria conhecendo Vedado, que é a parte mais nova da cidade. Cheia de mansões e ruas largas, com uma atmosfera mais cosmopolita com um toque de século passado! Todavia, sendo andarilha como sou, decidi ir caminhando desde Habana Vieja até Vedado, visitando as atrações a seguir. Castillo de San Salvador de la Punta Não era programado, mas chegando pelo início do Malecón me deparei com um belo cenário! A fortaleza está numa localização estratégica ao lado do porto e fazia parte das construções que funcionavam como defesa de Havana nos tempos coloniais. Hoje o lugar funciona como um museu, que conta a história da fortaleza em si. Castillo del Morro ao fundo Cubanos pescando cedinho... Estive só de passagem mas, garanto que a vista do pátio é uma das mais bonitas que vi em Havana. El Malecón O famoso calçadão a beira-mar que segue por uma boa parte da costa de Havana. Ouvi dizer que a noite vira point dos cubanos que costumam ir para lá beber e conversar. Visto que, para eles os barzinhos e pubs saem muito caro. A vista é simplesmente incrível! Por todo o caçadão você vê a paisagem mudando em vários ângulos fotogênicos! Heladeria Coppelia A sorveteria mais famosa de Cuba! Com formas futuristas, ela virou sucesso quando inaugurada e se mantem sempre lotada! Eu achei a experiência um pouco estranha, uma vez que, quando chegamos, um guarda veio já perguntando se era pra tomar sorvete. E disso, fomos indicados para mais um guarda, depois outro que no indicou uma escada nos fundos para subirmos... Lá tinha uma portinha com um balcão e umas cadeiras com mesas. E foi ali que tomamos nosso sorvete, meio que escondidos. Porque no pátio oficial me pareceu ser apenas para cubanos. Sinceramente, não vale a pena na minha opinião! O sorvete tá longe de ser delicioso, não é barato e você ainda tem que ficar numa salinha trancado. Plaza de La Revolución Um dos principais cartões postais de Havana, além de ser um ponto chave da Revolução Cubana! Quem nunca viu uma fota da praça com a imagem estampada do Ernesto Che Guevara? A praça em si não tem nada além dos prédios do governo cubano.. Mas é um lugar emblemático que vale muito a pena ser visitado por toda sua história! Memorial José Martí Bem em frente à Plaza de La Revolución fica uma grande estátua de José Martí, criador do Partido Revolucionário Cubano e uma enorme estrutura com cerca de 130 metros de altura, sendo considerado o ponto mais alto da cidade. Quem quiser fazer uma visita ao memorial e subir no elevador do monumento para apreciar a vista lá do alto precisa pagar 5 CUC. Passeio de carro clássico Só em pensar na viagem para Cuba eu já sabia que em algum momento iria querer dar uma volta num belo carro clássico conversível!! Eles estão espalhados por todos os lados da cidade e são incríveis!! Alguns muito bem conservados, outros bem acabadinhos... No entorno da Plaza de La Revolución ficam vários motoristas oferecendo passeios. Os preços são variáveis e negociáveis. Em média custa 40 CUC por hora. Fechamos nosso caminho para o outro lado da ilha onde iremos visitar as fortalezas. Nosso motorista era super gente boa!! De cara já colocou para tocar Havana uh nana! Saímos da Plaza, passamos pelo centro e então chegamos no alto da colina! Foi incrível!! E esse tour custou 25 CUC. Castillo de los Tres Reyes Magos del Morro De vários pontos de Havana é possível avistar essa bela fortaleza, não é a toa que é a mais emblemática de Cuba. A fortaleza foi uma das principais defesas da cidade durante os conflitos entre outros países que desejavam dominar o país! O farol é lindo!! Mas infelizmente estava em reforma e não foi possível subir. Mas vale chegar até a parte mais alta para apreciar a vista de Havana e passear entre os canhões. Vista do lado de fora do Castillo Horário de funcionamento: 9h às 17h de segunda a sexta e das 8h às 16h aos sábados e domingos Entrada: 6 CUC + 2 CUC Farol. Fortaleza de San Carlos de La Cabaña Essa foto de Fortaleza de San Carlos de la Cabaña é cortesia do TripAdvisor Considerada a maior fortaleza de toda América Latina e um Patrimônio Mundial da Unesco. Antigamente serviu de escritório de Che Guevara, onde traçava os seus comandos de tropas cubanas. Acabei não fazendo a visita, mas acredito que vale a pena!! Ela fica próxima ao Castillo, então é uma boa combinar as duas atrações. Horário de funcionamento: 8h às 23h diariamente Entrada: 6 CUC Finalizando todos esses passeios, era hora de voltar para casa!! A essa altura estava pra lá de cansada de tanto andar!! 3º Dia - Centro Habana O último dia completo em Havana começou cedo novamente.. Confesso que adorei essa prática de acordar antes que o turismo aconteça!! Esse também foi praticamente um dia de book fotográfico! Passando por vários lugares imperdíveis! Capitólio Nacional Iniciei o dia, literalmente, no Capitólio! O prédio mais emblemático de Cuba lembra muito o Capitólio de Washington nos Estados Unidos, isso porque realmente foi construído sob influência americana em Cuba, antes da Revolução. Atualmente o Capitólio sedia a Biblioteca Nacional e Academia Cubana de Ciências, porém o local está fechado devido obras de restauração! Contudo, já faz muito tempo!! Paciência! Mas a verdade é que esse lugar não pode ficar de fora de nenhum roteiro por Havana, pois é uma construção belíssima e um ponto histórico. Gran Teatro de La Habana Bem do lado do Capitólio fica o belo Gran Teatro de La Habana!! Mais uma construção maravilhosa que vale muitas fotos!! O local hoje sedia o Ballet Nacional de Cuba, onde é possível assistir a espetáculos de dança. Vocês podem checar a programação no site oficial. El Asturianito Mais um local que não se pode perder para se ter uma bela foto é a fachada do restaurante que fica do lado oposto ao Capitólio, na mesma rua. Na verdade, os prédios ao lado do restaurante também são super fotogênicos, então não perdi tempo e tirei fotos de vários ângulos!! Plazuela del Angel Agora vai uma dica de rua linda para fotografar!! Ainda mais aproveitando por estar na rua cedo!! Na praça funciona um café, todo ligado em moda e modernidade! Além da igreja del Santo Angel Custodio. Vale a pena passar por lá! Endereço: Calle Compostela esquina com Calle Cuarteles Então, depois desse monte de foto! Voltamos para casa para tomar café da manhã! Uma dica para quem se hospedar em casa de família cubana é fechar o café com eles! Das vezes que tomei valeu muito a pena!! Sempre farto e saboroso!! Custa 5 CUC por pessoa, mostrei foto lá no começo do artigo quando mostrei a Casa de La Madrina. Paseo del Prado Com a barriguinha cheia, é hora de seguir nosso passeio!! O Paseo del Prado é considerado o mais elegante de Havana, inclusive já foi palco de desfile de moda!! O extenso calçadão arborizado que fica na Avenida Martí, que vai do Capitólio até o Malecón. É super agradável percorrer toda sua extensão. Além disso, é aquele lugar ideal para observar o cotidiano das pessoas, que estão indo e vindo. O Paseo é ponto de passagem de muitos cubanos que trabalham no centro. E a arquitetura no entorno é incrível. Claro que dali voltamos até o Capitólio para tirar mais um milhão de fotos! El Floridita O famoso bar onde o escritor americano Ernest Hemingway frequentava constantemente nas décadas de 1930 a 1950. O lugar homenageia o escritor com uma estátua em tamanho real e no menu o seu drink favorito o daiquiri "Papa Doble". Museu de La Revolución Quem se interessa pela história de Cuba não pode perder o museu! Um pouquinho de história: em 1959 Fidel Castro e Ernesto Che Guevara lideraram o movimento nomeado de Revolução Cubana, onde foi derrubado o governo ditatorial de Fulgêncio Batista e foi quando o país se tornou socialista. Antes da Revolução, Cuba era dominada pela influência dos Estados Unidos, sendo totalmente dependente deles, onde o governo favorecia somente as camadas mais ricas. Isso foi gerando muita revolta por parte dos cubanos e com isso, Fidel foi ganhando toda força que ganhou! Meu conselho é que façam o tour guiado (custa somente 2 CUC a mais), visto que o acervo do museu não é tão vasto e todos os objetos, documentos e fotos só farão sentido de verdade se você estiver sabendo muito da história ou se tiver com um guia! Janela emblemática Horário de funcionamento: 9h30 às 16h diariamente Entrada: 8 CUC + 2 CUC para tour guiado Callejon de Hammel Seguindo nosso roteiro, resolvemos ir andando pelo lado menos turístico da cidade. O Callejon fica no centro, mas é próximo de Vedado, sendo uma vila de total cultura africana! Cuba tem muita influência da cultura e religião africana. Tanto que a religião Santeria é a mais praticada em todo país. É uma religião que lembra muito o Candomblé do Brasil. Sinceramente, achei o lugar muito estranho! Acima de tudo o que valeu mesmo foi o percurso até lá, visto que pudemos sentir melhor a raiz do cotidiano cubano. Paladar la Guarida Não foi uma atração programada, mas por acaso voltando a pé do Callejon, passamos pelo La Guarida que é um dos restaurantes mais famosos de Havana. O restaurante fica nos andares superiores de um prédio colonial, portanto ai que está a pegada do lugar: a escadaria! Para jantar por lá é preciso fazer reserva e já adianto que pelo que li é um lugar caro, porém com uma bela vista da cidade! Então deixo como dica, se vocês forem depois me contem! Bem, essas foram todos os lugares e atrações que visitei em Havana!! Espero que tenham gostado e se empolguem para conhecer esse país tão interessante! Mapa do roteiro Havana Antes de finalizar, salvei para vocês todos os pontos que passamos! É só salvar o mapa e se inspirar!! Leia todos os artigos sobre Cuba no Blog Mochila, Câmera e Ação: Tudo que você precisa saber antes de viajar para Cuba: guia de viagem! Quanto custa viajar para Cuba? Guia de gastos! O que fazer em Havana: Roteiro de 3 dias O que fazer e como chegar em Cayo Guillermo e Cayo Coco O que fazer em Trinidad, Cuba: Roteiro de 2 dias
  40. 3 pontos
    Apresentando... Quando a gente começa a viajar, seu corpo e sua mente vão querendo cada vez mais, é como uma droga viciante mesmo. No começo, a maioria das pessoas, eu acho, vai realizando aquele sonho que geralmente tem a ver com lugares do nosso cotidiano, que a gente vê muito na TV, nos filmes, nas músicas etc. tipo Estados Unidos e Europa. Comigo não foi diferente. Conheci esses lugares, mas aí eu fiquei com vontade de mais e mais, eaí a África começou a invadir meus pensamentos e eu só conseguia pensar em ir pra lá. Entretanto, por vários motivos, entre eles (principalmente) o acovardamento em ir sozinha, eu fui adiando. Já viajei sozinha várias vezes, mas na África eu não queria ir somente no roteiro tradicional: Cape Town, Joanesburgo, Safari… queria mais, e quantos países vizinhos por ali eu conseguisse ir. Por isso, viajar sozinha estava sendo um grande entrave, pois teria que alugar carro e fazer muitos trajetos sozinha, fiquei com medo do perrengue. Então… como a vida dá voltas, apareceu uma amiga que também queria pra ir África. Mas pro roteiro tradicional. Aos poucos fui introduzindo a beleza da Namíbia e logo ela já estava convencida a conhecer o deserto. E pra fechar o grupo (ou não), meu primo também resolveu ir. Todo mundo conseguiu conciliar as férias, a vontade de ir pra África por um ou outro motivo e resolvemos. Compramos as passagens pela Latam, ida e volta por Joanesburgo por R$ 2.027,47 com taxas, saindo de Brasília. Pausa para dizer o básico, assim que você comprar a sua passagem desligue todos os alertas de decolar.com, googleflights, viajanet ou outro que você tiver feito. Eu esqueci, e uma semana depois a mesma passagem, na mesma data, no mesmo trajeto estava R$ 300 mais barata. Enfim, bateu aquele remorso básico que poderia ter sido evitado pela simples ignorância de não ter nem ficado sabendo que a passagem estava R$ 1.700. Como dizia o sábio: santa ignorância! Mas beleza, passagem comprada, todo mundo me olhando um pouco torto, porque eu queria coisa demais na viagem, começaram os planejamentos e as conversas. Geralmente a gente deixa pra falar como as pessoas eram maravilhosas ou não no final, mas já vou falar logo aqui que o grupo foi sensacional, muita cumplicidade, foi muito fácil resolver tudo já que todo mundo abria mão de alguma coisa pela vontade do outro, abrir mão de algo que eu queria ver não foi tão difícil, na verdade nem me lembro mais do que abri mão, pq a viagem e a cias foram maravilhosas. Então resumindo, quem somos nós: Deise (essa que humildemente vos relata essa viagem), Gabi (minha amiga), FH (meu primo), LC (namorado da Gabi, mas só resolveu ir depois). Fiquei meio que encarregada de fazer o roteiro, acho que me beneficiei nessa parte, pois ia colocando o que eu queria, mas ao mesmo tempo, ia tentando encaixar o que os outros queria também, sendo bem democrática. Tipo, não faço questão de vinícola, mas um deles queria abrir mão do tubarão pela vinícola, como não colocar. Então ficamos sem tubarão, mas com vinícola e foi ótimo, todo mundo satisfeito (eu acho rsrs). Quanto mais eu pesquisava e procurava roteiros, via que a maioria (90%) só fazia o chamado roteiro tradicional, que é aquele do começo do texto: Cape Town, Joanesburgo, Safari. Estava difícil achar informações sobre a Namíbia, Zimbábue, Zâmbia, Botsuana, não que a gente fosse nesses países, mas eu queria ver os relatos pra ver as possibilidades. Principalmente o deslocamento entre esses países, parecia ser bem complicado fazer por terra se você não fosse fazer algum safari de no mínimo 7 dias. E não tínhamos tempo pra fazer safári de 7 dias. Daí também que surgiu a ideia de fazer esse relato, a princípio eu não faria o relato, mas acho que pode ser útil pra quem busca informações e principalmente opiniões sobre lugares fora do roteiro tradicional. Então continuei a busca por relatos e catando algumas informações picadas aqui e ali, montei um roteiro, que pelo visto não foi o melhor, pois toda vez que conversávamos com alguém na viagem sobre o nosso trajeto a pessoa ria. Várias vezes eles comentavam tipo: - nossa, não faz muito sentido, ou: - uau vocês fizeram um belo zigue-zague aí ein. Bom, eu prefiro culpar a falta de informações do que a minha falta de habilidade em fazer planejamento, mesmo que muito provavelmente tenha sido o segundo motivo. Antes de finalizar o roteiro, ainda incluímos Victoria Falls pelo lado do Zimbábue. Pra vocês terem uma idéia, o roteiro final foi esse, quase não tem vai e volta, SQN. roteiro.mp4 Como chegamos nesse primor de deslocamento: simplesmente não tem como ou eu não achei outra maneira de chegar no deserto da Namíbia saindo da África do Sul que não seja de Safári, é claro que você pode alugar carro e rodar até lá, mas pensa na perda de tempo. E os tours são todos bem caros e de 6 dias no mínimo. Então, achamos (eu) melhor ir de avião até a capital da Namíbia: Windhoek, já que de lá saem vários tours para o deserto. E o deserto era a nossa principal razão de ter escolhido a Namíbia. Existem outros passeios bem famosos por lá, como o Parque Etosha, Walvis Bay etc. Mas o nosso foco era o deserto. Então fomos pra Windhoek e já saímos do Brasil com o passeio comprado pela agência Detour Africa, mas quem realmente fez o passeio foi a Wild Dogs (ótima por sinal), a Detour parece ser apenas uma intermediadora, tipo uma agência de turismo. Ops, peraí, já estou entrando realmente no relato, deixa essa parte pra depois. Então beleza, chegaríamos pela África do Sul, porque não teve jeito, a passagem do Brasil chegava e saía por ela, mas já teríamos o primeiro trecho de avião por fora, para a Namíbia. Aí depois, numa reunião com o grupo da viagem, já que o Zimbábue foi escolhido de última hora, deixamos ele para os últimos dias, então a África do Sul ficou no meio da viagem. Ou seja: 07/03 Brasília -- São Paulo -- Joanesburgo 08/03 São Paulo -- Joanesburgo 09/03 Joanesburgo 10/03 Joanesburgo 11/03 Joanesburgo -- Windhoek 12/03 Windhoek - Sossusvlei 13/03 Sossusvlei 14/03 Sossusvlei -- Windhoek 15/03 Windhoek -- Cape Town 16/03 Cape Town 17/03 Cape Town 18/03 Cape Town 19/03 Cape Town 20/03 Cape Town 21/03 Cape Town -- Joanesburgo -- Victoria Falls 22/03 Victoria Falls 23/03 Victoria Falls -- Joanesburgo 24/03 Joanesburgo -- São Paulo -- Brasília Aí sim, roteiro fechado, vamos para o relato. Durante o relato não vou me ater aos valores mas vou colocar um orçamento detalhado ao final, com valor das passagens, hospedagem, passeios etc. Foram 17 dias no total. Nota dramática: 17 dias inesquecíveis. Relato dia-a-dia Já faz alguns dias que voltei, e quase um mês do começo da viagem. Foram dias bem intensos e corridos então não vou lembrar com muitos detalhes de tudo que fizemos, mas vou fazer o melhor possível aqui. A seguir...
  41. 3 pontos
    @janes87 As sugestões estão ótimas e aquilo que pode facilitar em muito para alguns é complicado para outros. Também sou a favor de uma "media" por isso pensei inicialmente em Caldas Novas (apenas uma sugestão) por ser +/- próxima a Brasília ou Goiânia. Pirinópolis tem por perto Goiás Velho e Corumbá. Minha sugestão é um encontro sem um único foco. Ou seja, o principal é e ter opções para aqueles que querem e podem prolongar. Aqui tem gente bastante experiente para compartilhar ideias. Está tudo meio confuso mas no caminho.
  42. 3 pontos
    @Dan Wollker Próximos dos grandes centros relamente é melhor. Podemos incluir num raio de +-100 kms: Serra do Cipó mg(próximo de Bh) Extrema mg(próximo de São Paulo) São Roque Sp(próximo Sp Um lugar no inverno que é barato e de fácil aceso é Florianópolis.
  43. 3 pontos
    maioria dos lugares ai requer tempo, então feriado ficaria carissimo.. o mais viavel ai seria piri ou uma capital msmo pelo tempo e csusto
  44. 3 pontos
    Bem, acho que poderiam marcar outros encontros em lugares diferentes. Assim, quem não pudesse (ou não quisesse) ir em Ubatuba nessa época de frio teria outras opções. Mas o que seria importante na escolha do lugar: - Que fosse relativamente de fácil acesso; - Que não ficasse muito cheio de gente (se você for em alta temporada nas praias de SP vai ver como é legal ficar pegando trânsito carregado nas estradas e ficar na fila de manhã pra comprar pãozinho na padaria); - Que tivesse alguma atividade interessante para se fazer (algum trekking, por exemplo);
  45. 3 pontos
    @Dan Wollker Minha nossa, Tá muito longe. Nem sei se estarei viva ou viajando até lá. Poderiam marcar algo para 2019 ainda... Mudaram totalmente o assunto do tópico... E esses meses não são bons para curtir Ubatuba...
  46. 3 pontos
    O mais importante seria colocar o encontro numa cidade (ou perto dela) que tenha aeroporto com voos para qualquer cidade importante do país. E essas seriam São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Sendo nessas três, todo mundo consegue chegar com um voo direto, o que economiza um tempo absurdo.
  47. 3 pontos
    Alagoas é lindo, o passeio de lancha com mergulho em Maragogi (do Mércio) e o passeio de quadriciclos na Praia do Gunga até as falésias são imperdíveis. Devemos postar em breve o roteiro que fizemos de Alagoas aqui no site. Parabéns pela organização do encontrão.
  48. 3 pontos
    Eu estou por aqui desde 2008/2009, mas perdi meu primeiro cadastro. Nessa época rolava mesmo muitos encontros da galera daqui. Sei que ainda rola encontro anual do pessoal aqui de MG. Normalmente e galera vai para a Serra do Cipó. Nunca participei, mas pude notar que com os anos a interação e a quantidade de pessoas interessadas nesse encontro foi diminuindo muitooo. A questão é que essa vida moderna, a correria e a facilidade de interação por redes sociais ao mesmo tempo que juntou as pessoas nesse ambiente virtual, afastou todos dos encontros físicos. As pessoas estão cada vez mais individualistas e isso a gente percebe claramente nesse ponto que eu disse primeiramente. Elas querem apenas as SUAS respostas, conseguindo isso elas saem fora e seguem a vida, a troca e o aprofundamento não é uma possibilidade.
  49. 3 pontos
    É. Eu também, sempre que posso, costumo dar um "joinha" em relatos/posts que acho interessante.
  50. 3 pontos
    @FlavioToc Aproveitem a vida na sua plenitude, vcs são jovens, podem desfrutar o nosso Brasil. @RicardoRM Tive que cortar muita coisa, inclusive "descobri" Lapinha da Serra quando estava na Serra do Cipó. Viajo a mais de 50 anos e achava que conhecia o Brasil. .kkkkkkkk O verão limitou muito, choveu bastante, tive que retornar ao PN Itatiaia/ouro preto e Marins 2 vezes devido às fortes chuvas. Tomamos muita chuva na Lapinha e no Itatiaia. Tivemos que deixar os picos do Itaguaré e da Mina para outra oportunidade.
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