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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 08-04-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Como de hábito, se tem promoção pra Porto Alegre, não recusamos. Viajamos para lá com certa assiduidade desde o começo da década, salvo engano ao menos uma vez por ano. Nos últimos anos temos alternado sucessivamente entre Porto Alegre, Gramado e arredores, e, nossa opção preferencial, Vale dos Vinhedos. Com mais uma passagem comprada para um fim de semana, era questão de escolher. Mas deu coceira de conhecer lugares novos pelo RS. Um lugar que está no meu radar há tempos para conhecer é Mostardas, mas Katia sempre recusa. Então bolei uma rota alternativa que cabia num fim de semana, no nosso esquema. Montei um roteiro para conhecer algumas atrações em Lajeado, Lagoa da Harmonia (em Teutônia), e onde fosse possível chegar na Ferrovia do Trigo, sobretudo nos viadutos (V13, Dois Lajeados, Pesseguinho, Mula Preta), Serafina Corrêa e sua Via Gênova, e alguma coisa de Cotiporã. De lá, retornaríamos a Porto Alegre por Bento Gonçalves, velha conhecida de tantas idas. Onde quer que parássemos num dia, dali seguiríamos o roteiro no dia seguinte. Seria muito tempo de carro, sim, estava no radar. Meu foco maior era conhecer a ferrovia do trigo e aquelas pontes vazadas que parecem flutuantes. Era o ápice. Mas curtiríamos também o barato dos visuais das estradas rurais por onde certamente passaríamos. Há vários e ótimos relatos da famosa travessia sobre a ferrovia do trigo aqui no mochileiros.com, que a galera geralmente faz em 3 dias. Foi inspirador ler, mas nosso foco era chegar mesmo de carro. Esquema conforto, em virtude (também) da premência de tempo. Acompanhando a previsão de tempo na semana anterior, o plano ficou por um fio de ser abortado. Num determinado momento havia previsão de chuva forte em todo o fim de semana. Se fosse assim, ativaríamos o plano B, que seria novamente Vale dos Vinhedos, que cuja curtição independe de tempo bom. Dica: acompanhar os relatos do @fernandos que vem explorando esses cantinhos menos badalados do RS. Inspirador! Chegamos na sexta de noite, dormimos em Canoas, e deixamos para escolher qual plano seguir no sábado de manhã. Previsão para sábado era sem chuva. Plano A mantido. Amem! Mas o roteiro acabou quebrado, porque choveu bastante na manhã de domingo, nos forçando a praticar um plano B parcial (Caminhos de Pedra, em Bento – sempre muito agradável!) naquele dia. No sábado conseguimos seguir até a Ferrovia do Trigo, especificamente Viaduto 13 e Pesseguinho (acabamos pulado o Dois Lajeados), e ainda esticamos até Serafina Corrêa, onde pernoitamos. Ficou faltando conhecer outros dois viadutos e Cotiporã, além de toda a paisagem rural que nos leva a esses cantinhos. Seguem abaixo os lugares que conhecemos: Jardim Botânico de Lajeado: pequeno, bonito, bem tratado. Parque dos Dick: com laguinho bacana e letreiro da cidade para curtir. Parque Histórico Municipal. Construções em estilo da época da imigração; muito bem transado, mas não muito cuidado. Lagoa da Harmonia: lindíssima. Propriedade privada, pagamos 15 pratas (os dois, acho que é por carro) para entrar. Tem chalés por lá, tem restaurante. Galera vai para curtir o lugar, fica no chimarrão e/ou no churrasco. Muito bacana. Curtimos um bom momento por lá. E ainda tem um mirante, que não dá vista para a Lagoa, mas para o vale na parte de trás. Vista panorâmica, aliás. Viaduto Brochado da Rocha: Imponente, uma prévia do que estava por vir. Viaduto 13: o mais alto das Américas, e segundo mais alto do mundo. Grande ponto turístico da região, com restaurante e camping na base lá embaixo. Chega-se facilmente de carro, tanto na parte baixa quanto na alta. Parte alta = onde efetivamente está a ferrovia. Tem o viaduto para vc curtir o visual. E tem tuneis para curtir também. Percorri três deles, fui até a cascata subterrânea (garganta do diabo), e voltei. Andando rápido dá uma meia hora de ida, mas levei mais tempo porque o visual das janelas e o barato do escuro absoluto dentro do túnel requer maior contemplação. Estava calor (era Março), mas dentro dos tuneis fazia até algum friozinho. O viaduto é facilmente caminhável, não é vazado, “flutuante” como os outros. Viaduto Pesseguinho: esse é vazado, um dos que chamo de “flutuantes”. Vc caminha sobre os trilhos ou sobre os dormentes. Se vc olha para baixo, enxerga o abismo a dezenas de metros abaixo sobre seus pés, entre os dormentes. Achei melhor prestar a atenção aos dormentes e onde eu pisava, enquanto andava. Sensação de olhar para baixo era bacana, mas aterrorizava também. Não tem parapeito, mureta ou qualquer tipo de proteção lateral. Há escapes laterais para vc se abrigar se por acaso passar algum trem. Mas somente de um lado que esses escapes têm base para vc se abrigar, do outro já não existe mais, a base já se foi. E há de se confiar naquela estrutura! Achei esses viadutos, essa ferrovia, tudo sublime. Gostei demais. Voltarei. Ao longo do caminho (rural) para chegar até o 13 é possível observar, além de belas paisagens rurais (belas para pessoas urbanas, como nós), os viadutos 11 e 12. Ou melhor, os viadutos que presumo que sejam o 11 e o 12. Podem ser vistos ao longe. Importante dizer que o google maps não mapeia todas as estradas rurais da região. Necessário ter algum senso de direção e apostar que aquela estrada em que vc está terá um fim! Serafina Corrêa: cidade pequena e bacana, onde jantamos e pernoitamos. Tem a Via Gênova, com réplicas de monumentos italianos, e tem um belo e simpático (e muito bem cuidado) centrinho com praça + igreja.
  2. 2 pontos
    Olá Mochileirxs ! Compartilho brevemente uma experiência (minha primeira) com o Cicloturismo. Pedi demissão do meu trabalho (trabalhei 8 anos em um escritório) e saí de Rio Claro-SP e fui para a Argentina de bicicleta. Não estava infeliz com a vida (como alguns pensam) nem nada do tipo, apenas quis viver uma aventura. E foi sem dúvida a aventura da minha vida até então. Sobre roteiro: Para viagens muito longas é importante voce ter uma idéia de onde voce que chegar, mas saber que isso pode ser alterado facilmente quando se esta de bicicleta pela estrada, e essa é a magia de cicloviajar! Você pode encontrar muita gente bacana pelo caminho que te façam mudar de direção ou simplesmente um ''Ja que estou aqui, vou por ali'' ou então, qualquer outro evento climático e de força maior que te obrigue a mudar o roteiro. Eu passei por Curitiba, contornei toda a costa catarinense, gaúcha e uruguaia. Entrei em Buenos Aires de barco e tive meus planos frustrados em chegar a Santiago pq era inverno e nao tinha como atravessar as cordilheiras pela quantidade de neve. Mudei o roteiro e ao invés de ir pra Bolivia, fui para Ushuaia! Em Bahia Blanca, ja nas regiões dos pampa argentino eu cruzei o pais e entrei no sul do Chile. Fiz parte da Carreteira Austral e voltei a Argentina rumo á Ushuaia. Enfrentei temperaturas abaixo de 0 e passei altos perrengues por isso. Mas no fim tudo saiu lindo e estou aqui pra contar historia haha A viagem foi repleta de grandes paisagens, mas as pessoas foi o que mais marcou a viagem. Muita gente bacana dispostas a ajudar um viajante (Principalmente na Argentina) e muita historia de vida, experiencia e aprendizado compartilhado com elas. Conheci uma garota no RS por qual me apaixonei, estamos em contato ate hoje e planejando uma viagem juntos (mais uma, pq recentemente fomos passar uns dias acampanando nas praias do RJ). Equipamentos: Fui com uma bike MTB e alforjes da Ortlieb. Alforjes impermeáveis valem muito o investimento! Mas vi muita gente viajando com a bike que dava e com alforjes totalmente improvisados. Enfim, nao ter um equipamento de qualidade nao é desculpa pra voce nao realizar um sonho. Aplicativos de hospedagem: Usei muito o Couchsurfing e o Warmshowers. O segundo principalmente. Couchsurfing chegou um momento que eu desisti, pois recebia poucos retornos das mensagens e o WarmShowers voce encontrara pessoas que amam Bike e tera muito aprendizado com essa galera! Alem de alguma ajuda em possíveis reparos que precisar fazer na bike. Levei também minha barraca (Azteq Nepal) e tive noites grandiosas acampando por varias lugares inusitados e outros simplesmente incriveis, como na Patagonia! Alimentação: eu sai muito preocupado com isso e LOTEI o alforje com comida. Desnecessário! Voce sempre encontra casas, fazendas e cidades pelo caminho onde voce pode comprar/pedir ja próximo do destino final, no ''fim do expediente'' do cicloturista rsrs. Alias, fazendas é um bom lugar pra voce pedir um pernoite! Converse com os moradores, peça agua, ganhe confiança, seja simpático e mostre que voce é realmente um viajante precisando de um lugar pra dormir (e tomar banho) e com quase sempre sucesso voce encontrara pessoas maravilhosas afim de te ajudar. Escrevi o relato meio correndo, mas esta aberto pra quem quiser tirar qualquer duvida, será um prazer ajudar! Espero que esse relato de alguma forma ajude quem quer também pedalar por ai! Abracos!
  3. 2 pontos
    Deu a louca na gente. Cansados da rotina, eu e a Marlene trocamos nossa casa por um apartamento pequeno, trocamos nosso conversível por um SUV, abandonamos a empresa para os funcionários administrarem e partimos para desbravar o Brasil, rumo a Fortaleza (CE), onde encontraríamos com nossos filhos e noras, que iriam de avião passear, quarenta dias após nossa partida. Sessenta e quatro dias de viagem de carro, mais de treze mil quilômetros percorridos e 205 horas dirigindo (quase nove dias no total), passando por nove estados e 85 lugares visitados, partindo de Chapecó (SC) e culminando em Jericoacoara (CE). Abaixo fotos de alguns dos melhores lugares que visitamos, alguns deles desconhecidos pela maioria. Morro do Campestre em Urubici, com esta interessante formação rochosa. Morro Santo Antonio, em Caraguatatuba, tem esta linda vista, do alto da rampa para saltos de asa delta. Paraty é muito linda, com seu casario histórico. Praia do Caixa d'aço em Trindade, próximo a Paraty, uma piscina natural acessada por uma trilha ou de barco, muito legal. Praia do Forno, em Arraial do Cabo, tem uma das mais belas vistas do país. Alto do Pico da Bandeira, em Pedra Menina (MG). Em Ilhéus ficamos em uma Pousada na beira da Praia dos Milionários, muito legal! Cachoeira da Fumaça, na Chapada Diamantina. Tirei esta foto enigmática na beira de uma pedra, sem proteção alguma, com 400 metros de queda livre até o chão. De tirar o folego! Cachoeira do Buracão, na Chapada Diamantina, o melhor dia da viagem, vale a pena! Visitamos a Cachoeira do Buracão por baixo e por cima. Lençóis, na Chapada Diamantina, tem muito charme à noite. Vista do alto do Morro do Pai Inácio, na Chapada Diamantina. Poço Azul, na Chapada Diamantina. Poço Encantado, na Chapada Diamantina. Em Fortaleza encontramos com nossos filhos e noras, que foram para lá de avião, e com nosso compadre que mora lá. Daí fizemos alguns passeios nas praias, como Canoa Quebrada, na foto. Pedra Furada, em Jericoacoara. A noite em Jeri é muito legal, gostamos muito da balada ao por do sol no Café Jeri. Falésias em Morro Branco (CE). Já na viagem de volta, passamos por João Pessoa, onde fizemos o passeio de barco até o Picãozinho. Em Maceió ficamos só descansando e procurando apartamento, pois pretendemos morar lá. Em Guarapari fizemos a trilha do Morro do Pescador, para a Praia do Ermitão, muito legal. Em Búzios fizemos um passeio de barco muito legal. Praia da Ferradurinha, em Búzios, uma das mais belas do Brasil. Virou o hodômetro do computador de bordo... 13.043,5 km percorridos... Quem quiser uma visão mais detalhada da viagem pode acessar o álbum que criei no Facebook, com fotos de todos os lugares visitados, com descrição em cada uma, no link a seguir. facebook.com/luciordbandeira/media_set?set=a.1298889086919382&type=3
  4. 1 ponto
    Formar grupo de whatssap para viajantes solteiros
  5. 1 ponto
    Fiz o roteiro e as passagens estão muito interessantes! 081992952528. Whatsapp
  6. 1 ponto
    TORRES DEL PAINE 15 A 24 DE NOVEMBRO 2018 Vou fazer meu relato sobre o Circuito O de Torres Del Paine, na Patagônia Chilena. Foram 9 dias de trilha, sendo 8 de caminhada. Um total de 97 km, porque não fiz algumas partes, como o Mirador Britânico ou a ascensão a Base das Torres em si, por dois motivos, que vou explicar mais pra frente no relato. Eu não tinha nenhuma experiência com trilha, ou acampamento, ou viajar sozinha. Sempre fui sedentária, não sou de praticar esportes ou exercícios físicos. Então esse é um relato de uma pessoa que foi fazer o Circuito O, sem nenhuma experiência, com praticamente nenhum treino, só com a força de vontade. Se você sonha em fazer, mas tem medo ou não tem preparação, esse relato é pra você mesmo. DIA 1 HOSTEL – TORRES DEL PAINE GUARDERIA/CAMPAMENTO CENTRAL – CAMPAMENTO SERÓN Dificuldade: Média (considerada fácil para a maioria das pessoas) Distância: 13 km Saí do Hostel em que eu estava às 6h40 da manhã, com muita pressa e quase correndo, porque teria que andar 500m de pura subida (até com escadas na calçada), com minha mochila de 12.720kg e o ônibus saía da Rodoviária às 7h! Cheguei até com tempo de sobra, acho que acabei me desesperando tanto que fui mais rápido do que precisava, peguei o ônibus. Paguei 15.000 pesos chilenos, passagem de ida e volta, eu comprei as passagem dois dias antes, assim que cheguei em Puerto Natales, justamente porque sabia que o tempo seria curto, porém comprei pela Bus Sur que tem horário fixo de volta, ou seja, se eu comprei para o ônibus das 13h, não posso embarcar no ônibus das 19h e mais tarde acabei descobrindo que outras companhias dão a possibilidade de embarcar em qualquer ônibus desde que seja no mesmo dia da passagem compra, o que é uma idéia melhor, visto que imprevistos podem (E VÃO) acontecer. Embarcada no ônibus, a caminho de Torres Del Paine, a ansiedade estava a mil, no pensamento só o medo de não conseguir completar o circuito. A paisagem é maravilhosa, muito linda, com montanhas e pastos verdes, com ovelhas e guanacos que são tão fofos quanto parecem ser pelas fotos. Chegando ao Parque desci na portaria que ia começar a trilha, a Laguna Amarga. Eu já tinha compro o ingresso do Parque online, então fiquei em uma fila para fazer meu registro, apresentar o ingresso e meu documento, e pegar minha autorização e mapa para entrar. Com essa autorização, pude pegar um transfer que paguei 3.000 pesos até a entrada da trilha (é possível já ir andando desde a portaria laguna amarga, muita gente faz isso, mas eu queria evitar a fadiga) onde tem uma recepção. Tive que mostrar as reservas de acampamentos, e preencher uma ficha com alguns dados, incluindo numero de contato de emergência, só assim pude começar na trilha. Uma informação útil: é possível se conectar ao wifi nessa recepção, desde que você tenha uma conta PayPal ou cartão de crédito, você paga por hora ou minuto. Depois de todo esse processo, as 10h30min comecei oficialmente a trilha. Nos primeiros 15 minutos caminhando, já tinha uma subida (que eu considerei terrível), não deu tempo nem de esquentar o corpo e essa subida logo de cara. Comecei a subir pensando “o que eu to fazendo? Eu deveria voltar antes que seja tarde demais! Eu não vou conseguir, isso é loucura” com esses pensamentos negativos já vem as lagrimas, dois anos de planejamento, 2 anos sonhando com isso e eu já pensando em desistir antes do primeiro quilometro. Mas continuei andando, um passo na frente do outro, sempre pensando “mais um passo, só mais um passo” e parando a cada 10 minutos. Chegou a um ponto, que a subida não acabava eu parei e pensei “chega, vou voltar”, mas então olhei para trás, e p*ta merda, já tinha andando demais. Então eu continuei, o caminho é bonito, não é lindo de tirar seu fôlego, mas é bonito, tem muitas arvores, tem SIM um sobe e desce sem fim, e o dia estava meio chuvoso como era de se esperar para essa época do ano. Andei pra caramba, e quando eu pensava “to chegando” via uma placa de localização, falando que estava na metade, eu queria morrer quando isso acontecia. Então andei e andei, passei por uns vales, por subidas e descidas, todo mundo da trilha passou por mim, passei por algumas pessoas também, que passaram por mim novamente. Tem muitos rios pelo caminho, então não precisa se preocupar com carregar peso de água. Por fim, fica plaino e você começa a caminhar em um bosque, cheio de arvores e um caminho que parece acessível de carro. AH! Também vi cavalos selvagens nesse dia, eles ficam andando no caminho, tranquilamente, como se as pessoas sequer estivessem ali, simplesmente maravilhoso. Depois de andar muito, com nada maravilhosamente especial no dia (a não ser os cavalos, e o vento patagônico que te desafia), cheguei ao acampamento, as 16h30m. Gastei 6 horas para caminhar o que no mapa e na maioria dos relatos que li, são 4 horas. Mas cheguei, que alivio. O psicológico pesa muito, depois de montar minha barraca, entrei e chorei. Me senti isolada, sem saída, pensava “para eu ir embora e desistir, tenho que andar isso tudo de novo, o que eu vou fazer?” seguindo em frente, no segundo dia seriam 18km, se eu sofri pra 13, imagina pra 18! No Serón, tem banho quente, o que pulei porque estava exausta até pra isso (risos), tem um lugar para cozinhar, e não é permitido cozinhar fora dos lugares indicados. A salvação pro psicológico é encontrar pessoas para conversar quando se está no acampamento. E nesse quesito tive sorte, encontrei um grupo de brasileiros maravilhosos, que me incentivaram, e me deram uma força gigantesca psicologicamente, falando “relaxa, você vai conseguir, é só ir com calma”. Aquilo foi ouro de se ouvir, fiquei mais tranqüila e fui dormir, porque estava extremamente cansada e o dia seguinte seria longo, literalmente, já que na patagônia nessa época amanhece as 05h30min e escurece depois das 22h! Informação útil: no acampamento Serón também tem internet wifi, mesmo esquema do da recepção, pago por hora ou minutos; você faz check in, e eles meio que sabem que você vai passar lá, isso da uma sensação de segurança maravilhosa e segue por todo o percurso; eu montei minha barraca perto de uma lixeira, no outro dia vi que tinha um ratinho lá, por sorte ele não tentou invadir minha casa rsrs mas vale a atenção; a vista do Séron já é maravilhosa e SÓ FICA MELHOR A CADA DIA, SÉRIO! Vou continuar os relatos dos outros dias nos comentários. Pode demorar um tempo. Esse é meu primeiro relato, então não deve ser muito maravilhoso, mas eu quero mesmo é ajudar com informações que eu não encontrei quando estava me planejando. Qualquer dúvida que tiverem, informações que precisarem, sintam-se a vontade para me perguntar, será um prazer ajudar com o que eu puder.
  7. 1 ponto
    Há um tempo eu havia visto sobre a travessia da ferrovia do trigo, que é umas das travessias mais clássicas de Rio Grande do Sul e de cara fica fascinado, falei sobre ela a alguns amigos para ir comigo nessa grande aventura, poucos se mostraram interessados, então resolvi deixar para uma próxima oportunidade, então que um dia convidei meu amigo Jorge, que curtiu muito a ideia de ir, nesse mesmo tempo minha namorada Fernanda também iria, mas teve que desistir devido aos estudos, então eu e Jorge ficamos amadurecendo a ideia de irmos, até que mais dois amigos resolveram participar também, o Zé e o Franck. Então quando marcamos a data que seria no feriado de 7 de setembro, mais três amigos do Zé e do Jorge de Pato Branco embarcaram junto, o Cléber, o Randas e o Thomaz. Iríamos em dois carros, porém na véspera de ir, o Franck e o Thomaz tiveram que desistir devido a compromissos. Como estávamos em cinco, conseguiríamos ir em um carro só. Consegui contato com um hotel de Guaporé e reservei para nós 5, a maior preocupação era onde deixar o carro, pois iriámos de ônibus até muçum, e então subiríamos a ferrovia até retornar a Guaporé, o senhor do Hotel muito simpático falou que poderíamos deixar na garagem do Hotel, foi um alívio. Já liguei na rodoviária e peguei os horários de ônibus para nos organizar. Saímos de Coronel Vivida na quinta-feira, as 14:00hs no dia 06 de setembro, fomos a Pato Branco encontrar os piás e de lá continuamos com o carro de Cléber, que tinha espaço para colocar todas as mochilas cargueiras, foi uma viagem tranquila, paramos jantar em Casca/RS no Xis do Elvis, xis top. Chegamos no Hotel Rocenzi em Guaporé as 22:40, fomos bem recebidos. Como nosso ônibus saia as 7:30 com destino a Muçum, não daria tempo de tomarmos café no hotel, mas o tiozinho serviu o café da manhã mais cedo para que conseguíssemos comer antes de ir. Embarcamos no Ônibus e fomos de pé pois não tinha lugar para sentar, uma hora depois estávamos em Muçum. Começamos nos arrumar para dar início a caminhada quando Jorge deu conta de deixou o celular no ônibus, a próxima parada era em encantado a 7 km a frente, então Jorge pegou um taxi e foi atrás do ônibus, voltou meia hora depois com o celular na mão e com a boca nas orelhas. Caminhamos alguns quilômetros dentro de muçum até encontrar a escadaria que levaria a Ferrovia. Iniciamos a ferrovia do trigo era passada das 9:30, no começo era tudo muito fácil, todos estávamos descansados e aquecidos, logo de início já encontramos a estação ferroviária de muçum, que está abandonada. Andamos mais de uma hora até chegar no primeiro túnel. Como o sol estava quente foi um alívio, pois no túnel é muito fresco e gostoso de andar, os dormentes são mais conservados e alinhados, facilitando andar sobre eles, tem um bom espaço lá dentro, em caso de o trem vir é possível se proteger apenas ficando encostado na parede. Esse não tinha cheiro de mofo, então não era muito extenso. Logo mais à frente passamos pela primeira ponte, essa não era muito alta e sua estrutura não era vazada, então foi bem tranquilo. Já era 13:00 e a fome estava chegando, paramos para preparar o almoço em uma sombra próximo a um túnel. Foi nessa parada que percebi que minhas panturrilhas e meus pés estavam muito doloridos, devido aos pedregulhos da trilha e o peso da mochila, mas foi só começar a andar e aquecer o corpo que as dores diminuíram. Mais alguns quilômetros e aparece o primeiro viaduto vazado, chegou a dar um frio na barriga de ver ele lá de longe. Andar nessa ponte foi uma emoção muito grande, a vista é espetacular, nos primeiros passos na parte vazada já é alto, tem que andar se concentrando nos dormentes para não ficar tonto, mas logo vai se acostumando e fica menos tensa a passagem. Chegamos ao Viaduto 13 ou Viaduto do exército como também é conhecido, é o maior viaduto férreo das Americas, sendo o terceiro maior do mundo, com seus 143 metros de altura. Aqui o plano era descer até o camping que tem logo a baixo e ficar por lá, mas como chegamos cedo, era 15:30, não acampamos ali. Resolvemos continuar para aproveitar o tempo, passamos por um grupo de vinha de Guaporé que nos deram algumas informações, nos disseram que mais uns 8km teria um camping ao lado do viaduto pesseguinho, que ficava no meio da travessia, foi então que decidimos fazer em dois dias em vez de três e seguimos até lá. Logo a frente chegamos no túnel onde tem as aberturas em formas de arcos. Lugar muito propício para lindas fotos. Chegamos na Cachoeira que se chama garganta do diabo, esse túnel foi feito para desviar o fluxo do rio, onde ele passa por baixo dos trilhos. Enfim chegamos no viaduto pesseguinho com o sol já se pondo, mais uma ponte vazada para atravessar, acampamos na casa recanto da ferrovia, com uma ótima estrutura, chuveiro com banho quente, área para preparar as refeições. O zé queria chegar e comer todas as batatas fritas que tivessem, o Randas queria uma cerveja, mas estava cagado de fome também, a noite estava com um céu muito estrelado, após montar a barraca deitei e fiquei lá por uma meia hora relaxando. 2º dia, um amanhecer com muita serração, conseguimos descansar bem, as dores eram menores, o Cléber fez alguns calos na sola dos pés, mas conseguiu continuar a jornada mesmo com as dores. Andar na ponte com cerração dá mais medo, pois parece que está mais alto devido ao nevoeiro, uma sensação muito legal, ficamos por ali fazendo algumas fotos e seguimos com a caminhada, pois já era 9:30 e precisávamos chegar no fim da tarde em Guaporé. Nesse segundo dia, ainda tinha 24km para percorrer, no início da caminhada as dores eram grandes, mas foi só começar a caminhar que logo foi diminuindo, as paisagens eram muito lindas, com a serração ainda presente nos rendeu lindas fotos. Passamos por mais alguns túneis e pontes, e o tão esperado túnel de 2km, que foi uma meia hora para atravessa-lo, esse tinha cheiro de mofo, por ser longo. O cansaço e as dores já nos dominavam, não foi cansativa a caminhada, mas sim dolorida, caminhar sob dormentes e pedregulhos com uma mochila de uns 15 kilos acaba dificultando, começamos a fazer mais pausas, para relaxar, cada retorno de caminhada era um sacrifício, pois a musculatura esfriava e as dores voltavam, mas como eu sempre digo, quando mais difícil for, maior a sensação de conquista e prazer de ter conseguido concluir. Chegamos a Guaporé era passada das 17:00. Concluindo, andamos 50km de trilhos em dois dias, nunca havia feito nada igual, andar em terreno onde só tem pedras é totalmente diferente que andar em trilhas de mato, exige mais preparo e uma boa bota com solado mais firme, mas tive muitos aprendizados que levarei para minha vida, fiz grandes amizades, nos divertimos muito, registramos todos os momentos, por trás de todas essas fotos tem uma grande história. Até breve!
  8. 1 ponto
    Recentemente larguei meu trampo de 8 anos e cai na estrada com minha bike. Fui de Rio Claro-SP à Ushuaia-Argentina passando por toda a costa catarinense, gaucha e uruguaia. Também passei pelo sul do Chile. Passei pelo perrengue de me ver ensopado sob uma chuva torrencial no meio da Serra de Apiai-SP e me identifiquei com essa sensação de impotência descrita por voce. Minhas roupas ficaram molhadas por 2 dias. Mas sem duvida meu maior perrengue foi pedalar pela Patagonia sob temperaturas negativas e sem estar com roupas adequadas... O frio castigou demais. Sofria pra pedalar, cozinhar e descansar.... Mas to aqui vivo pra contar historia e no fim valeu tudo a pena e faria tudo novamente.. Como voce disse, os perrengues, as vezes, são os acontecimentos que mais marcam e interessam numa viagem! haha
  9. 1 ponto
    Fala galera.. Estou aqui para relatar a minha viagem a 10 cidades mexicanas (Cidade do Mexico, Oaxaca, San Cristobal de Las Casas, Palenque, Merida, Chichen Itza, Valladolid, Tulum, Playa Del Carmen e Cancun). Fui somente eu e minha esposa, embarcamos dia 26/05/2018 e retornamos dia 16/06/2018. Em anexo coloquei uma planilha de custos e planejamento onde temos detalhes de tudo relatado, inclusive com endereços e valores de hospedagens. Embarcamos dia 26/05 de Guarulhos com destino a Cidade do Mexico pela companhia aérea AeroMexico. Cheguei a pesquisar por outras empresas, mas essa era a que tinha voos mais baratos. O voo não teve escalas e a duração total foi de 8 horas. Ótima agencia e os voos ocorreram sem problemas. Tinhamos inclusive bebida alcoolica inclusa e tv onde pude acompanhar a final da Champions League (Liverpool x Real Madrid). A volta doi de Cancun para Guarulhos e teve uma escala na Cidade do Mexico de 5 horas e a duração total do voo foi de 14 horas (incluindo as 5 horas de escala). O valor da passagem foi de R$2200,00 por pessoa. OBSERVAÇÕES [*] É necessário o comprovante da anvisa de vacina de febre amarela (verificaram isso no embarque e desembarque); [*] É necessário um passaporte com no mínimo mais 6 meses de validade na data de embarque (também verificaram isso no embarque); [*] Levar blusa de lycra para utilizar nas aguas frias de alguns lugares (principalmente nos cenotes); [*] Todos os dados de hostel estão na planilha em anexo. [*] Para o transporte enter as cidades utilizamos a empresa ADO (www.ado.com.mx). Empresa muito boa, com onibus bons e que sempre cumpriu com os horarios. No site em linhas e horarios disponiveis para poder programar toda viagem. [*] Embaixada mexicana no Brasil +55 (61) 3204-5200 - http://embamex.sre.gob.mx/brasil [*] Embaixada brasileira no Mexico: Calle Lope de Armendariz, 130 – Colonia Lomas Virreyes – Delegacion Miguel Hidalgo - DF [*] Levar adaptador de tomadas. Mexico todo utiliza voltagem de 110V; [*] Moeda Peso Mexicano (R$1,00 = M$4,80 U$1,00 = M$17,30 em 2018) [*] Não acredite em vendedores de beira de estrada. Compre sua entrada na bilheteria principal [*] Itens que não podem faltar: Caneta, Caderneta de anotações, lanterna; [*] No México, zócalo é a praça principal da cidade, onde estão próximos os palácios de governo e as catedrais [*] Na Cidade do Mexico, pode-se trocar dolares por pesos mexicanos no segundo andar do aeroporto; [*] Pegamos dias agradaveis durante toda a viagem. Apenas em Cancun pegamos dois dias de chuva continua. Nos demais lugares tivemos chuvas esporadicas que não atrapalharam em nada nossa viagem. Durante dia tivemos uma média de 30 graus e a noite cerca de 20 graus. CIDADE DO MÉXICO Dicas da cidade [*] Utilizamos o metro bus para transporte do aeroporto ao Zocalo (onde estava o hostel). Foi super tranquilo por 30 pesos por pessoa. Basta se informar no aeroporto onde comprar um cartão magnetico (barato) ja com o valor necessário carregado (60 pesos para duas pessoas). [*] Comprar passagens de ônibus da empresa ADO no Walmart Portal Centro, frente ao caixa 15. Estação San Antonio Abad. Todos os dias das 11:00 as 14:30 e 15:30 as 20:00. Pode comprar para toda a viagem, ou apenas o trecho de interesse. Nós optamos por comprar todos os trechos de uma vez já que não pensavamos em mudar o itinerario. [*] Os ônibus chamados de Metrobús ligam o aeroporto ao centro da Cidade do México em apenas 30 min. Esse parece ser um meio mais confortável que o metrô, principalmente para quem tem mala. Entre os destinos na região central onde o Metrobús chega, estão o Paseo La Reforma, Bellas Artes e Museo de la Ciudad. Os ônibus saem do portão 7 (Terminal 1) e do portão 2 (Terminal 2). Consulte mais informações no site do aeroporto. É necessário comprar a passagem na máquina de auto-atendimento. O cartão custa 10 pesos e a passagem 30 pesos por pessoa. O cartão pode ser usado por mais de um ser humano e pode ser recarregado para viagens posteriores, a cobertura do metrobus pode ser consultada aqui: http://www.metrobus.cdmx.gob.mx/ [*] Zócalo (praça principal): Construída sobre as ruínas de Tenochtitlán, é a praça central. Também chamada de Plaza de la Constituición, a área concentra importantes pontos históricos, religiosos e culturais da cidade. É onde fica o Palácio Nacional, Templo Mayor e a Catedral Metropolitana. No Zócalo pode se encontrar inúmeros “guias” que oferecem passeios para vários cantos dos arredores do México. Acho interessante a contratação deste serviço pois não são nada caros e te fazem perder pouco tempo, além deles servirem como guias, te passando explicações sobre o povo, a cultura e o local visitado. Hospedagem Ficamos hospedados no hostel Mundo Joven Catedral e fizemos reservas pelo site Booking.com. Tudo com sucesso e sem problemas. Quarto privado para duas pessoas com banheiro privado. Hostel humilde, com quarto pequeno porem limpo e organizado. Localização perfeita, melhor impossivel. Atendentes prestativos que nos auxiliaram muito. Dia a dia Primeiro dia (26/05), chegamos a Cidade do Mexico no fim de tarde e fomos direto para o hostel utilizando o Metro Bus que nos deixou muito próximo ao Zocalo, onde fica o hostel. Fizemos check in e saimos para visitar a Torre Latino Americano. Construída em 1956, eleva-se a mais de 180 metros e tem 44 andares, oferece uma magnífica vista panorâmica da Cidade do México e apresenta, restaurantes, bares, um deck de observação com telescópios, etc. Fica aberto diariamente das 9h às 22h e fica bem próxima a praça Zocalo. No 42º andar, há um mirador onde se pode ver a gigante Cidade do México em 360 graus. Você tem acesso ao mirador quantas vezes quiser ao dia. Quando voce compra a entrada recebe uma pulseirinha que vale por todo o dia. Nós entramos no por do sol e depois retornamos ja a noite para ver a paisagem noturna. Custo de 110 pesos por pessoa. Neste mesmo dia visitamos tambem a Catedral Metropolitana que fica junto ao Zocalo. Possui uma fachada barroca e, por dentro, há cinco altares e 16 capelas laterais. A igreja é a seda da arquidiocese mexicana e traduz em sua arquitetura e obras de seu interior toda uma história de conquista e dominação. O único problema é que o edifício está afundando em algumas partes, já que foi construído sobre o lago Texcoco. Entrada gratuita. Por fim, jantamos e ficamos passeando pelos arredores do Hostel, onde temos diversos edificios antigos, sempre com muita segurança e tranquilidade. Cidade do México vista da Torre Segundo dia (27/06), resolvemos seguir o conselho de um atendento do hostel e fomos ao Zocalo logo cedo (por volta das 08:30) em busca de um guia para realizarmos um passeio completo. Conseguimos um guia por 700 pesos (não incluida as nossas entradas a nenhum lugar, incluida apenas a entrada do guia que é isento) que ficou conosco até umas 17:00. Com ele fomos primeiro ao Templo Mayor, onde na segunda metade do séc. XX, durante os trabalhos de construção de uma linha de metrô que cruzava o centro da Cidade do México, foi encontrado um dos maiores sítios arqueológicos da cidade. Esse templo para os astecas era um local para orações, sacrifícios humanos e rituais e faz parte da antiga cidade deTenochtitlán, que foi a capital do Império Asteca até a chegada dos colonizadores espanhóis. Sabe-se que Tenochtitlán era uma cidade próspera, com palácios e templos de grande riqueza. Não obstante, com a chegada dos espanhóis, todos os templos e edificações astecas foram destruídos, a fim de construir novas igrejas e palácios ao gosto dos conquistadores. Um fato curioso é que essas novas construções foram erguidas com as mesmas pedras resultantes da destruição das edificações astecas. Embora tenha sido bastante danificado, o Templo Mayor de Tenochtitlán ainda conserva as camadas mais antigas da pirâmide e desde 1987, as ruínas se tornaram um museu que também é possível visitar (Museo del Templo Mayor), com oito salas que mostram objetos encontradas durante as escavações arqueológicas usados em sacrifícios, figuras e estátuas, tal como a estátua da deusa Coyolxauhqui, além de muitos tesouros, tais como esculturas maias, jóias de ouro ou máscaras de jade e turquesa. O melhor é visitar por ordem, já que há uma seqüência cronológica. Fica aberto de terça a domingo das 9h às 17h ao custo de 70 pesos por pessoa. Zocalo da CIdade do Mexico Templo Mayor Depois disso passamos novamente pela Catedral, dessa vez com as devidas explicações do guia e depois partimos para o Palacio Nacional, que já foi morada dos vice-reis coloniais e sede da Presidência da República, abriga murais de Diego Rivera que contam a história do México. Palacio Nacional Palacio Nacional Na sequencia fomos ao Palácio de Bellas Artes que além de ser bonito por fora, funciona também como museu de arte por dentro. Entrada gratuita. Palacio Bellas Artes Depois pegamos o metro (3 pesos por pessoa) e fomos visitar o Castelo de Chaputelpec, que fica dentro do Bosque Chaputelpec e foi construído em 1785 pelos vice-reis espanhóis. Do castelo você poderá contemplar uma vista magnífica da cidade e para entrar tivemos um custo de 70 pesos por pessoa. Castelo Chaputelpec Tambem no bosque visitamos o Museu Nacional de Antropologia e Museu de História Natural onde começamos a peregrinação para conhecer as relíquias do México. É preciso estar descansado para percorrer as inúmeras salas que contam, por meio de seu acervo arqueológico, não só a história das civilizações pré-hispânicas, como também dos povos pelo mundo. Considerado o maior museu da América Latina e um dos mais visitados do planeta, o museu possui quatro edifícios, que cercam um pátio central. Nas primeiras salas, uma verdadeira aula de antropologia leva o espectador a uma interessante viagem ao tempo em que os mamutes conviviam com os nossos ancestrais. Os demais salões são divididos por regiões do México, o que é ótimo, já que se pode escolher aleatoriamente o que mais lhe interessar, sem seguir necessariamente uma ordem cronológica. Contudo, não deixe de passar pela sala asteca, onde vamos encontrar a famosa Pedra do Sol, também conhecida como Calendário Asteca. Neste museu o guia valeu muito mais a pena pois nos deu varias explicações sobre a história da civilização mexicana e que conhecemos depois em zonas arqueológicas por todo o México. Neste dia o museu estava com entrada gratuita. Museu Nacional Museu Nacional Passamos o resto da tarde passeando pelo Bosque Chaputelpec sem o guia. Terceiro dia (28/05), fizemos o checkout no hostel e deixamos nossas mala em uma sala do proprio hostel e contratamos um passeio (450 pesos por pessoa com entradas inclusas) para realizar a visita a Basilica de Guadalupe e a Zona Arqueologica de Teotihuacan. Fomos visitar primeiro a Basílica de Guadalupe: Uma das mais importantes do país, a igreja original foi construída no século 16, mas sua estrutura com o tempo ficou seriamente danificada. O prédio atual foi erguido entre 1974 e 1976 e abriga a imagem original da Virgem Maria que apareceu no manto do índio Juan Diego, para quem a Virgem de Guadalupe, segundo a história, apareceu em 1531. Não é à toa que milhares de fiéis visitam a Basílica, que nem é tão imponente por fora, mas por dentro impressiona. Basilica de Guadalupe Depois o tour partiu para a Zona Arqueologica de Teotihuacan. O impressionante sítio arqueológico recebe milhares de turistas o ano todo. A 48 km a nordeste da Cidade do México, as ruínas e pirâmides formam um esboço do que foi a primeira metrópole do hemisfério ocidental. Teotihuacan significa "lugar onde os homens se tornam deuses". Não se sabe muito sobre o processo de construção da cidade, nem sobre o seu fim. Mas arqueólogos e historiadores trabalham muito pela restauração e conservação das pirâmides e dos edifícios cerimoniais. No extremo sul, você encontra o Templo de Quetzalcóatl, decorado com grandes serpentes, já que foi construído em homenagem à Serpente Emplumada, deusa da guerra, da água, da alvorada e da agricultura. No outro extremo, há a Pirâmide da Lua, um mausoléu real, com cem degraus altos e estreitos. É cansativo, mas vale a pena subir e contemplar a paisagem. Do lado oposto da calçada, o visitante tem a chance de conhecer a terceira maior pirâmide do mundo, a Pirâmide do Sol, com 65 metros de altura e 244 degraus (não tão altos como as da Pirâmide da Lua, o que facilita a subida). Aos domingos não é permitida a entrada de estrangeiros no sítio arqueológico. Teotihuacan Ao retornar ao Zocalo, fomos a Feira de artesanato La Ciudadela onde você encontra artesanato e aqueles souvenirs tradicionais de viagem. Há muita coisa bacana e por preços bastante acessíveis- mesmo assim lembre-se de pechinchar, você conseguirá bons descontos. A Ciudadeula fica próxima da estação de metrô Juárez. Após as compras, retornamos ao Zocalo, comemos algo e retornamos ao hostel, onde tomamos um banho no banheiro comunitario e nos preparamos para tomar o onibus ao nosso proximo destino: Oaxaca. Pegamos um taxi e partimos para a rodoviaria onde nosso onibus partiria as 23:59. OAXACA Dicas da cidade [*] Dois dias inteiros ficou na medida. Um dia para ir ao Monte Albán e conhecer o centro de Oaxaca e outro para fazer a famosa tour Árbol del Tule+Mitla+Hierve el Água. Hospedagem Ficamos hospedados no hostel Casa ed Don Pablo e fizemos reservas pelo site Booking.com. Tudo com sucesso e sem problemas. Fica uns 30 minutos da rodovíária, bem perto do Zócalo e também dá pra ir pra muito lugares andando, como casas de câmbio, mercados, bancos. A estrutura deles é simples e limpo, mas tem tudo. Ficamos em um quarto duplo com banheiro privativo. Dia a dia Primeiro dia (29/05), chegamos a Oaxaca por volta de 06:30 ao hostel, onde fizemos check in, fechamos um tour para quatro locais: fabrica de tapetes, fabrica de Mezcal, Arbore de Tule, Zona Arqueologica de Mitla e Hierve Dágua por 250 pesos por pessoa (tirando as entradas a alguns desses lugares que citarei o valor). Tomamos um café e descansamos até o horario de saida do passeio por volta das 09:00. O tour visitou primeiro a fabrica de tapetes e fabrica de Mezcal, onde conhecemos a fabricação artesanal de tapetes tradicional da região e tambem a fabricação artesanal da bebida alcoolica chamada Mexcal (uma delicia, na minha opinião melhor que a Tequila). Depois disso, fomos conhecer a Arbore de Tule, que é considerada uma das maiores e mais antigas arvores do mundo. Entrada por 10 pesos por pessoa. Arbore de Tule Na sequencia fomos a Zona Arqueologica de Mitla que depois de Monte Alban foi o principal centro cerimonial da área. Seu nome significa "lugar dos mortos" e em seu tempo era habitada por Mixteca e Zapotecas, embora em momentos diferentes. Esta mistura de culturas resultou em um conjunto arquitetônico interessante que se destaca por sua beleza. Custo de entrada de 70 pesos por pessoa. Zona Arqueológica de Mitla Por fim, o tour finalizou com uma visita a Hierve d’ Água que é um local de cascatas petrificadas famosos que se formaram milhares de anos pelo escoamento de água de alta em minerais. Na área há também restos de um sistema de irrigação construído pelo Zapoteca atrás era 2.500 anos de idade. Não só isso, o lugar é agora um spa natural onde se pode desfrutar de águas termais com piscinas e piscinas naturais onde se pode admirar estas cascatas petrificadas maravilhosas. Entrada gratuita. Hierve Dágua O tour retornou ao hostel por volta das 19:00, com nós extremamente cansados e assim tomamos um banho, saimos para jantar algo rapido e logo caimos na cama. Segundo dia (30/05), realizamos nosso checkout e deixamos nossas malas guardadas no hostel e partimos para um passeio a Zona Arqueologica de Monte Alban. Este é o ponto alto da visita à Oaxaca. O Monte Albán (Monte Branco), uma das mais impressionantes capitais das antigas civilizações mexicanas, foi utilizado pelo povo Zapoteca devido à sua posição estratégica. Foi lá também que encontraram vestígios desta civilização datando desde 200 A.C até 950 D.C, quando, por alguma razão, a cidade foi abandonada. Para chegar no Monte Albán, é preciso pegar o ônibus turístico na rua Mina, 518 em frente ao Hotel Rivera del Angel. O ônibus turístico te leva até a entrada do Monte Albán e volta aproximadamente 3h depois da chegada. Na chegada, acertamos um tour guiado pelo valor de 260 pesos por pessoa alem de ter pago mais 70 pesos por pessoa de entrada, o que nos valeu muito a pena. Dica: Leve um chapéu e passe protetor solar, pois não há quase sombra alguma no local. Zona Arqueológica de Monte Alban Retornamos ao hostel por volta das 17:00, comemos algo no Burger King mesmo, tomamos um banho e ficamos no aguardo do nosso onibus que partiria as 21:00 para San Cristobal de Las Casas. SAN CRISTOBAL DE LAS CASAS Dicas da cidade Nenhuma Hospedagem Ficamos hospedados no hostel Rossco Backpackers e fizemos reservas pelo site Booking.com. Tudo com sucesso e sem problemas. Ficamos apenas uma noite, com otimo atendimento. Hostel bem simples, não tão limpo e com estilo bem alternativo. Ficamos em um quarto privado com banheiro privativo. Dia a dia Primeiro dia (31/05), chegamos a San Cristobal por volta das 08:30 devido a um protesto de professores nas estradas e já não tinha mais tours disponiveis. Como não tinhamos alternativa por ficarmos somente um dia na cidade, tivemos de gastar o dobro do valor por um tour privado ao Canion del Sumidero: 700 pesos por duas pessoas. Logo partimos ao Canion, porém, como já tinhamos passado das 10:00, não tinha quase pessoas mais interessadas em fazer o tour no Canion e demorou muito tempo até formar o numero minimo de pessoas para que o barco saisse. Porém, ao sair valeu muito a pena. O canion localiza-se a cerca de 80km de San Cristobal de las Casas e são 15 km ou 2h de passeio em lancha rápida por entre o Canion com seus 1000 m de paredes de pedra e durante este percurso é possível observar jacarés, aves diversas, camaleões e macacos. É incrível se ver tão minúsculo diante daquele colosso natural! Canion Del Sumidero De volta do passeio, comemos algo rapido e logo fomos ao hostel para dormir e descansar pois logo cedo pegariamos um tour rumo a Palenque que contratamos no proprio hostel. PALENQUE Dicas da cidade [*] Depois de ler varios relatos sobre Palenque, decidimos somente passar o dia nesta cidade e então fizemos o seguinte: contratamos um tour em San Cristobal para visitar Agua Azul, Misol-Ha e a Zona Arqueologica de Palenque pelo valor de 360 pesos por pessoa. Ao terminar o tour, ficariamos na cidade de Palenque e para isso procuramos um hostel que pudessemos apenas tomar um banho e aguardar o horario do nosso onibus para Merida. Hospedagem Após o tour, fomos ao hostel Cañada International afim de tomarmos um banho e aguardar o horario do nosso onibus para Merida. Foram extremamente atenciosos e nos cobraram 50 pesos por pessoa para esse serviço. Dia a dia Primeiro dia (01/06), saimos bem cedo de San Cristobal rumo a Palenque com o tour guiado. Levamos todas nossas malas e deixamos ela dentro da van, sem problemas. Nossa primeira parada foi no Parque Agua Azul e na sequencia a Cascata Misol-Ha. Lugares lindos com águas esverdeadas, cascatas e cachoeiras onde se pode entrar na agua. Parque Agua Azul Depois disso fomos a Zona Arqueologica de Palenque que é uma jóia da arqueologia no México,. É o mais importante conjunto de ruínas maias da América Central. Hoje é consenso entre os arqueólogos que Palenque foi culturalmente mais importante do que Tikal (na Guatemala), pela quantidade de expressões arquitetônicas, artísticas e religiosas encontradas ali desde que foi “redescoberta” por exploradores espanhóis que chegaram a Chiapas no século 16. O Templo das Inscrições, a imensa pirâmide que domina a praça central de Palenque, também conta o dia-a-dia de quem governava os maias da cidadela. Sua importância não para aí. O edifício é um dos mais estudados do mundo maia, não apenas por ter uma função crucial – servir de monumento funerário para o rei Pacal – mas também por ter as inscrições mais detalhadas e importantes já encontradas por quem pesquisa o mundo maia. Há, ainda, painéis esculturais dentro da tumba de Pacal. Há até bem pouco tempo era possível subir a escadaria que leva à entrada mais alta da pirâmide. Agora, está proibido. Primeiro, porque a respiração humana aumenta ainda mais a umidade na tumba, o que pode acelerar a degradação das inscrições. Segundo, porque muitas pessoas já se acidentaram nos degraus estreitos da íngreme subida. As ruínas de Palenque são sem duvida, uma das melhores e mais interessantes para se visitar, a área da zona arqueológica é bem grande, os monumentos estão em bom estado de conservação, você pode entrar em alguns monumentos, caminhar por tuneis, corredores e visitar algumas habitações. Pegamos um guia que nos cobrou 100 pesos por pessoa e foi muito valido. Zona Arqueológica de Palenque No fim do tour a van nos deixou no centro da cidade, bem proximo do hostel que iamos tomar banho. Fizemos isso e depois partimos a rodoviaria, onde iriamos tomar nosso onibus para Merida as 20:45. MERIDA Dicas da cidade [*] Nosso cronograma foi de passar o dia em Merida e no fim da tarde tomar um onibus rumo a cidade de Valladolid, que fica a cerca de uma hora da Zona Arqueologica de Chichen Itiza. Ou seja, não ficamos hospedados em Merida. Hospedagem Não teve Dia a dia Primeiro dia (02/06), chegamos a Merida por volta das 05:00 e ficamos na rodoviaria aguardando nosso onibus rumo a Zona Arqueologica Chichen Itza. Partimos com todas as malas as 06:30. Chegamos a Chichen Itza por volta das 08:30 (o onibus para no estacionamento do sitio arqueológico) e logo fomos em busca de um locker para guardar nossas malas, o que conseguimos sem muito esforço. Feito isso, fechamos um guia junto a um grupo de turistas no valor de 150 pesos por pessoa (total de 900 pesos) e demos entrada na maravilha de Zona Arqueológica de Chichen Itza que é uma cidade arqueológica maia do período pré-colombiano. É considerado um dos principais sítios arqueológicos da Península de Iucatã (México). O Templo de Kukulcán é um dos principais destaques de Chichén Itzá. Localiza-se no estado atual de Iucatã (México) e foi construída pelos maias por dos anos de 440 a 450. Representa os avançados conhecimentos urbanos, arquitetônicos e tecnológicos que esta civilização possuía. Esta cidade tinha várias funções para o povo maia: religiosa, política e econômica. A cidade é composta por várias construções como, por exemplo, pirâmide de Kukulcan, Campo de Jogos dos Prisioneiros, Templo de Chac Mool, Praça das Mil Colunas e muitas ruínas. A pirâmide de Kukulcan é o monumento mais conhecido deste complexo histórico-cultural. Chichén Itzá é considerada como Patrimônio Mundial da Unesco (Patrimônio da Humanidade) e em 2007, foi eleita como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo sendo um dos pontos turísticos mais visitados do México. É o lugar mais barato pra comprar lembrancinhas. Chichen Itza Encerrado nosso passeio pelas ruinas, deixamos nossas malas no locker e tomamos um onibus rumo ao Cenote Ik-Kil (20 pesos por pessoa no estacionamento do parque). Foi nosso primeiro contato com um Cenote e é algo magnifico e inesquecivel. Pagamos 100 pesos de entrada. O cenote tem um formato arredondado com cerca de 60 metros de diâmetro. Sua profundidade chega a 40 metros, por isso não ouse deixar cair nada lá dentro! A água é doce, gelada e tem uns peixinhos pequenos e escuros. Para entrar na água há escadas de madeira auxiliam a entrada e a saída dos visitantes. É possível alugar um colete salva-vidas tambem. Cenote Ik-Kil Após umas duas horas de mergulhos, tomamos um onibus de volta a Chichen Itza, onde retiramos nossas malas e ficamos aguardando nosso onibus, que partia as 16:30 rumo a nossa próxima cidade: Valladollid. Valladolid Dicas da cidade Nenhuma Hospedagem Ficamos hospedados no hostel Tunich Naj e fizemos reservas pelo site Booking.com. Tudo com sucesso e sem problemas. Ficamos apenas uma noite, com otimo atendimento. Hostel bem simples onde ficamos em um quarto com estrutura de madeira (parecido com uma cabana) e tivemos problemas por esse quarto ter muitoossss mosquitos. Como dito, o quarto era de madeira, e tinha muitas frestas que deixavam com que eles entrassem. Ficamos em um quarto privado com banheiro privativo. Otima localização. Dia a dia Primeiro dia (02/06), chegamos a Valladolid por volta das 17:30, fizemos o chek in no hostel, nos acomodamos e saimos para jantar. Logo retornamos e fomos dormir devido ao cansaço. Segundo dia (03/06), fizemos nosso check out e deixamos nossas malas em uma sala no proprio hostel. Alugamos duas bicicletas no proprio hostel e pedimos dicas para chegarmos aos famosos cenotes locais. Partimos de bicicleta e fomos primeiro no cenote Oxman que é sensacional. Agua profunda, bem fria mas linda. Um azul surreal que nos divertimos bastante inclusive saltando utilizando uma corda. A entrada neste cenote nos custou 150 pesos por pessoa, sendo que 50 pesos eram consumiveis. Cenote Oxman Depois de duas horas partimos para nossa proxima parada: cenotes Samula e Xkeken. Os dois cenotes ficam no mesmo local e voce paga 125 pesos por pessoa para ter acesso aos dois. O Cenote Samula é lindo, 50m de profundidade, e ficamos ali por 3 horas, aproximadamente, nadando, tirando fotos do local, selfies e admirando aquele lugar único. Já o cenote Xkeken é subterrâneo, tem estalactites e raízes de arvores que descem até a água. Tem bastante gente e lá você pode pegar bóias e coletes gratuitamente, mas é de bom tom pagar a propina pro cara que cuida do equipamento. É formidável, com uma belíssima iluminação. Cenote Samula Por fim, ja retornando no sentido do hostel, resolvemos parar e visitar mais um cenote chamado Zaci que teve o custo de entrada de 30 pesos por pessoa. Este cenote é aberto porém ja chegamos nele no fim da tarde (por volta das 17:30), então não tinha muito sol. È um cenote muito bonito e tem como atração seus pontos de salto. Vai desde pontos mais baixos (cerca de 1 metro de altura) até os mais altos (cerca de 7 metros de altura). Logicamente nós fomos apenas nos mais baixos, porém foi o suficiente para nos divertirmos muito e valeu muito a pena. Cenote Zaci Retornamos ao nosso hostel ja no fim da tarde mesmo, tomamos um banho rapido e partimos para a rodoviaria rumo a nossa proxima cidade: Tulum. Depois de tantar Zonas arqueológicas e cenotes era chegada a hora de conhecer o litoral mexicano. Obs: até este momento todos os cenotes visitados tinham agua doce. Tulum Dicas da cidade [*] Nesta cidade o transporte de Van é super recomendavel e é super facil de utilizar. Basta procurar a avenida principal (no nosso caso o hostel ficava ao lado) e se informar qual van tomar indicando o seu destino. Pode ser o parque Xel-Ha ou qualquer outra praia. Voce informa o motorista de onde quer ir e eles sempre educados ajudam e informam onde voce deve descer. E o custo sempre baixo (cerca de 4 pesos o trecho). Vale muito a pena. [*] Em Tulum decidimos comprar um isopor para levarmos nossas proprias cervejas para as praias, pois o preço nelas não são tão atrativos (como em todo o litoral brasileiro por exemplo). Foi a melhor ideia que tivemos e conseguimos poupar bastante desta forma. Hospedagem Ficamos hospedados no hostel Posada Malix Pek e fizemos reservas pelo site Booking.com. Tudo com sucesso e sem problemas. Hostel muito bom, que mais parece um hotel. Talvez o melhor que ficamos em toda a viagem. Localização muito boa, quarto limpo e muito confortavel. Perfeito. Ficamos em um quarto privado com banheiro privativo. Dia a dia Primeiro dia (03/06), depois de cerca de 1 hora e meia de viagem, chegamos a tulum umas 21:30 e procuramos nosso hostel que era bem proximo a rodoviaria. Fizemos o chek in e fomos passear ao redor do hostel e tambem buscar um lugar para jantar. Logo retornamos e dormimos. Segundo dia (04/06), neste dia alugamos bicicletas no proprio hostel e partimos para nosso passeio. Fomos primeiro a Zona Arqueológica de Tulum, onde os maias construíram sua fortaleza envolta por grandes muros em um morro com vista para o mar. As ruínas estão hoje entre as mais visitadas do país. O Castelo e o Templo de los Frescos são os destaques das construções. A cidade abrigava altares ancestrais, controlava o comércio marítimo dos maias e foi habitada quando da invasão espanhola. Foi completamente abandonada apenas 80 anos depois, em 1598. Se quiser driblar os turistas, chegue cedo (o parque abre às 8h). Depois disso, terá de disputar espaço para conseguir uma fotografia das ruínas. Duas horas é o suficiente para conhecer o lugar com calma. A entrada teve um custo de 70 pesos por pessoa. Zona Arqueológica de Tulum Depois das ruinas, partimos de bicicleta passear ao redor, conhecendo o comercio e as praias proximas, onde passamos o resto do dia. Curtimos tanto as praias que quando tentamos ir conhecer o Gran Cenote ele já estava fechado (fechas as 17:00). A noite saimos para jantar e fomos no restaurante El Camelo, onde comemos uma marinada espetacular por 400 pesos (servia duas pessoas). Obs: se quiserem fazer esses passeios de bicicleta, preparen-se para uma boa pedalada. Terceiro dia (05/06), reservamos para ir no conhecido e recomendado parque Xel-Ha. Fomos de van, que é super aconselhavel. Primeiramente ficamos na duvida devido ao valor (85 dolares a entrada por pessoa), mas quando chegamos já vimos que valia a pena. Lugar espetacular, lindo e com uma estrutura sensacional. Comida e bebida inclusa (inclusive cerveja) e que aproveitamos muito bem. Imagine um parque aquático integrado com um cenário natural rico e preservado, de águas naturais, cristalinas e repletas de peixes. Essa é a realidade do Xel-Há. O ingresso já lhe dá acesso a snorkel, máscara, pé de pato e armários sem taxas adicionais. Tem aividade para todos os gostos: saltar de alturas medianas (3 metros como da Pedra da Coragem), testar o equilíbrio sobre o rio nas cordas do Trepachanga, se divertir na tirolesa e toboagua. Entre as atividades mais relaxantes estão o mergulho com snorkel, a flutuação no rio sobre boias, as redes de frente ao lago dos golfinhos e as espreguiçadeiras para assistir ao pôr do sol. O parque também reserva atividades pagas à parte, a exemplo do nado com golfinhos, snuba (combinação de snorkel com mergulho autônomo – scuba), passeio na zip bike (tipo de bicicletas suspensas) e algumas outras. No site voce pode ter uma ideia melhor de tudo isso (http://www.xelha.com). Parque Xel-Ha Quarto dia (06/06), neste dia iniciamos indo ao Cenote Dos Ojos. Uma das nossas melhores atividade s da viagem. Lugar incrivel, onde existe dois cenotes (por isso “Dos Ojos”) e optamos por um passeio onde fizemos uma flutuação utilizando snorkel entrando pelo Ojo um e saindo pelo Ojo dois. É tipo uma gruta com estalactites e um poço bem fundo, água cristalina. Vc vai flutuando e passando pelas rochas, encantado com essa obra prima de Deus! Lindo demais e valeu muito a pena. Não deixe de ir. Tivemos um custo de 600 pesos por pessoa. Obs: tudo isso acompanhado pelo guia. A agua é muito fria e eles sugerem e emprestam roupas de borracha (inclusa no valor). Cenote Dos Ojos Cenote Dos Ojos Depois deste passeio maravilhoso, tomamos a van e fomos a praia Akumal. Uma linda praia e muito boa para passar o dia “sem preocupação”. Ficamos até o final do dia quando retornamos ao nosso hostel. A praia é reservada e tem um custo de entrada de 100 pesos por pessoa. Praia Akumal A noite fomos jantar no restaurante chamado La Nave, onde comemos um macarrão com frutos do mar delicioso (150 pesos por pessoa). Quinto dia (07/06), fizemos nosso check out e guardamos a mala no proprio hostes. Depois disso partimos para a visita ao Casa Cenote, onde pudemos entender de uma vez por todas o que é um cenote e recomendamos. Esse é um cenote de agua salgada, pois esta a beira mar. Contratamos um gui no local que nos levou a um tour de flutuação por todo caminho do cenote. Valeu muito a pena, pois o lugar e lindo, com um cenario deslumbrante e sua agua verde perfeita. Não deixe de ir. Só não me recordo do valor, mas foi algo em torno de 300 pesos para duas pessoas. Casa Cenote Após isso, resolvemos passar nossa ultima tarde de novo em Akumal, pois gostamos muito e assim fizemos. Retornamos ao hostel no final da tarde, onde pegamos nossas malas e fomos a rodoviaria pois nosso onibus a Playa Del Carmen partiria as 19:00. Playa Del Carmen Dicas da cidade [*] Na 5º Avenida há um sem número de lojas de souvenires. Porém antes de tudo, se possível, dê uma olhada no Walmart, e no Hipermercado Mega, que fica próximo. Em ambos há uma seção de lembrancinhas, além da seção de bebidas. Os preços são imbatíveis e melhores até que o Free Shop do Aeroporto. Hospedagem Ficamos hospedados no hostel Che e fizemos reservas pelo site Booking.com. Tudo com sucesso e sem problemas. Hostel muito bom e com muita animação. Possui um bar no terraço com atrações musicais e onde eles preparam um jantar diferente a cada dia: rodadas de pizza, empanadas, churrasco, etc. Todos eles a um preço acessivel. Pessoas de fora do hostel vem ao terraço para curtir devido a toda animação que existe. Para quem gosta de sossego, esse não é um lugar indicado. O barulho e o som rola até umas 02:00 da madrugada e realmente incomoda a quem quer dormir. Por outro lado, que gosta de curtição, aproveite que é o lugar indicado. Dia a dia Primeiro dia (07/06), chegamos por volta de 20:00, após uma hora de viagem de onibus. Fomos a pé para nosso hostel que era proximo e fizemos o check in. Tomamos um banho e logo saimos para jantar. Vou ser sincero e dizer que daqui por diante não cheguei a anotar os locais e datas exatos do que fizemos durante todo o dia, mas sobre os restaurantes tem as minhas indicações na planilha. Voltando ao relato, jantamos, passeamos um pouco pela cidade e logo voltamos ao hostel, onde tomamos umas cervejas e logo fomos dormir. Segundo dia (08/06), alugamos uma bicicleta e fomos passar o dia na Playa Mamitas que é uma das mais conhecidas de Playa del Carmen. Cheia de hotéis à beira-mar e clubes de praia. É um lugar muito legal e ponto de encontro de tudo que é tipo de gente. A água em Mamitas não é tão bonita como nas demais praias, mas a badalação está toda lá, a praia é muito bem movimentada, metade são mexicanos e a outra metade gringos dos USA e de outros cantos do mundo. Novamente estavamos com nosso fiel escudeiro: isopor com bebidas pois o valor é bem alto para consumo na praia. Os hoteis/resorts a beira mar montam estruturas de guarda sois com serviçoes de garçom e caixas de som na praia. Porém para utiliza-los voce deve desenbolsar um belo valor, além do que as bebidas são muito caras. Fora dos hoteis, tem locais que alugam guarda sois e cadeiras a um valor bem mais acessivel e nós optamos por eles. Playa Mamitas Após curtir o dia inteiro na praia, saimos para passear e fazer compras na quinta avenida, que é realmente impressionante: lojas de todas as marcas e tipos de coisas com valores bem abaixo que no Brasil, porém, pelo que dizem, mais alto que no EUA. Nesta noite tambem jantamos e aproveitamos um pouco a curtição dentro de nosso hostel e foi muito legal. Terceiro dia (09/06), neste dia resolvemos realizar um grande sonho nosso que era mergulhar na famosa barreira de corais mexicana. Para isso, haviamos entrado em contato ainda do Brasil com a agencia Blue Magic Scuba, que fica na ilha de Cozumel. Nós não temos certificação e tinhamos uma unica experiencia de mergulho feito em Porto de Galinhas que não foi muito prazeirosa para nós. Porém eles foram perfeitos, com um atendimento fantastico e um cuidado que fez com nosso sonho se realizasse da melhor forma possivel e sem dificuldades alguma. Haviamos combinado um horario com eles logo cedo, então acordamos e fomos logo ao ferry boat deles para tomar o barco até a ilha de Cozumel. Não me lembro do valor, porém lembro que compramos a passagem no dia anterior, com hora demarcada e foi muito tranquilo. Chegamos a Cozumel e fomos direto a agencia de mergulho onde fomos atendido de forme excepcional. Nos explicaram que eles tem dois tipos de mergulho: um mais simples e raso (cerca de 7 metros de profundidade) e outro onde, além deste primeiro mergulho, iria tambem até a barreira de corais com cerca de 13 metros de profundidade. Explicamos nossa dificuldade e medo, e o atendente nos deixou muito a vontade a ponto de combinarmos sair para realizar o primeiro mergulho e caso tenhamos ficado bem, topariamos ou não realizar o segundo. Ficaria a nosso criterio e pagariamos de acordo com o que escolhessemos. Fomos com nosso guia que foi fantastico e realizamos a primeira “entrada” através da praia e fomos nos acostumando com o equipamento e indo cada vez mais fundo, sempre de forma muito tranquila e sem problemas. Logo estavamos acostumados e, sem perceber, atingimos os 7 metros. Naquele mar que mais parecia uma piscina, o tempo voa e quando vimos já havia encerrado a primeira “entrada” sendo que haviamos ficado cerca de uma hora no mar. Nosso guia nos avaliou super bem e nossa insegurança ja tinha se tornado animação para realizar a segunda “entrada” que seria na barreira e assim partimos. Fomos de barco até o local indicado e entramos. Novamente tudo correu muito bem e conseguimos realizar nosso sonho: a barreira é maravilhosa, onde pudemos ver todo tipo de especie marinha. Sem palavras. Não podem deixar de ir, embora o valor seja um pouco caro é uma lembrança eterna. O custo desse mergulho foi em torno de 120 dolares por pessoa. Depois de mais uma hora de mergulho, nosso passeio encerrou (contra nossa vontade..rs). Mergulho Cozumel Ficamos passeando por Cozumel, onde almoçamos e ficamos na praia até o fim da tarde quando tomamos nosso barco de volta a Playa Del Carmen. Durante a noite passeamos e jantamos na Quinta Avenida, até que dormimos. Quarto dia (10/06), neste dia fomos conhecer o Cenote Azul. A entrada teve um custo de 70 pesos por pessoa. Lugar lindo, com agua cristalina e varios pontos de “piscina” além de uma pedra para saltar. Vale muito a pena. Cenote Azul Após passar umas 3 horas neste lugar, retomamos a Playa Mamitas e passamos o resto do dia nela. A noite novamente fomos passear e jantar na Quinta Avenida. Quinto dia (11/06), realizamos o check out no hostel e deixamos nossa mala na sala reservado por eles e então fomos passar o dia na praia de Puerto Morelos. A praia em si não tem nada demais e não acredito que valha a pena ir. Porém tinha uma empresa que nos levou para um passeio de snorkeling e foi maravilhoso. Fizemos este passeio por cerca de duas horas onde vimos uma vida marinha linda, com corais de todo tipo e cor e peixes tambem (inclusive arraias e barracuda). Valeu muito a pena por esse passeio. Puerto Morelos Retornamos ao hostel, tomamos nosso banho e fomos para a rodoviaria pois nosso onibus para Cancun sairia as 20:15. Cancun Dicas da cidade [*] Não demos sorte em Cancun. Passamos tres dias e em dois foi de chuva forte durante todo o dia. Isso nos fez perder várias praias lindas que citam. Então nossa dica é para que verifique a época do ano que menos chove afim de evitar esse tipo de coisa. Hospedagem Ficamos hospedados no Cancun Suites Hotel Zone e fizemos reservas pelo site Booking.com. Tudo com sucesso e sem problemas. Este hotel nada mais é que um prédio com quitenetes que o proprietario aluga a turistas. Possui um “zelador” que mora em um dos quitenetes e nos ajudou bastante com dicas sobre tudo. O quitenete é perfeito, com cama, tv, frigobar, wi-fi e ar condicionado. A localização dele é excelente, porém é importante combinar com o “zelador” o dia e hora de chegada, pois o endereço é bem dificil de ser achado. Seria bom marcar com ele um ponto de encontro (o predio é cercado de lojas, pode marcar em qualquer uma) Dia a dia Primeiro dia (11/06), chegamos por volta de 21:00 e depois de algum custo, encontramos nosso predio. Deixamos nossas coisas e fomos passear. Logo percebemos que de México a cidade de Cancun não tem nada. Embora nunca tenha ido aos EUA, a impressão que temos é que Cancun é um paraiso com o entorno criado para férias de americanos. Esqueça procurar algo barato: neste lugar tudo é caro e em dolar. Porém as lojas e estrutura impressionam: hoteis/resorts gigantescos e lindos, shoppings com as melhores lojas que conhecemos, baladas surreais com muita gente e badalação, etc. E as praias paradisiacas. Nesse primeiro dia passeamos bastante e jantamos em qualquer lugar que não me recordo. Segundo dia (12/06), fomos conhecer as praias e decidimos ir na Playa Chac Mool que foi o unico lugar que realmente pegamos sol em Cancun. Praia linda, com mar azul cristalino e alguns quiosquer gratuitos que servem de guarda sóis. Ficamos um bom tempo nela e depois partimos para Playa Delfines que é outra praia linda, porém maior que Chac Mool, com mais vendedores e maior faixa de areia. Depois de um tempo na Playa Delfines o tempo ficou nublado e começou a chover, para não parar mais durante nossa estadia. A noite novamente fomos passear e jantar até que retornamos para dormir. Playa Chac Mool Playa Chac Mool Terceiro dia (13/06), decidimos ir fazer o passeio para Isla Mujeres. O tempo ainda amanheceu com alguma esperança de melhora, porém ainda durante o barco começou a chover e estragou todo nosso passeio. Não consigo nem dizer se o local é tão maravilhoso assim pois com a chuva torrencial que deu a unica coisa que aproveitamos foi a comida que estava inclusa. Retornamos a Cancun e resolvemos ir passar a noite no Coco Bongo. A melhor coisa que fizemos em Cancun junto a Playa Chac Mool. Coco Bongo é mais do que uma balada, é uma serie de shows e apresentações em sequencia de idolos marcantes como Michael Jackson, Queen, Kiss, Beatles. Destaque para dois momentos: a apresentação classico do Mascara simulando a classica cena do filme e uma apresentação em homenagem ao Brasil, com imagens e muito samba brasileiros (o povo fica doido e adora). Pagamos um valor de 70 dolares por pessoa com todas as bebidas inclusas. Vale muito a pena e não deixem de ir. Coco Bongo Quarto dia (14/06), neste dia tinhamos programados mais um dia de praia, porém a chuva torrencial não deu tregua e resolvemos ficar de molho em casa assistindo videos e netflix. Saimos apenas para almoçar e dar mais uma volta pelo comercio. A noite passeamos e tomamos alguns drinks pelo centro e retornamos para dormir pois logo cedo tinhamos de partir. RETORNO Dia (15/06), nossa saga de retorno iniciou com um voo de Cancun para a Cidade do Mexico, onde tivemos uma escala de aproximadamente 7 horas e ficamos no aeroporto mesmo. Depois disso pegamos nosso voo de volta a Guarulhos onde chegamos no dia 16/06 as 06:25 (horario local devido ao fuso). Recomendamos a todos este roteiro e qualquer duvida podem me procurar por email. Grande abraço. Planilha de Planejamento.xlsx Mergulho.pdf
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    Vejo muita gente com medo de sair pelo mundo. Esse senhor continua sua saga em chegar ao Alaska. Saiu de Ushuaia e já caminhou mais de 15.000 quilômetros empurrando um carrinho. Atravessou a Argentina, Bolívia, Perú, Equador e agora está terminando a travessia da Colômbia (chegou a Cartagena). https://m.facebook.com/martineechegaray?fref=nf SENSACIONAL! !
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    @Lucascomics de qualidade ou atrasos não saberei te informar, mas com a regiojet já no momento da compra eu escolhi a poltrona e vem marcado no ticket.. no link que recebi para gerenciar minha passagem, diz que tem bebidas quentes grátis, opção de menu a bordo e entretenimento individual.. pela imagem o ônibus é bem moderninho...
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    @joshilton não sabe como me alegro em fazer outros viajantes felizes e que pude colaborar em algum de seus planejamentos. Tenho a planilha de custos sim, mas só lembrando que essa trip foi ano passado, então, pode ser que uma hospedagem, passeio ou transfer esteja com reajuste para 2019. Mas já dá pra se ter uma ideia. Qual o seu e-mail?
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    @kely.alves, amei, adorei, pois você fez o que pretendo fazer, daqui a 2 anos. Então Kely, tem como você passa os valores gastos (eu costumo dizer, investidos), valores a partir de Buenos Ayres, e se possível, valores em dólar, pois a inflação na Argentina, está galopante e fica difícil se não assim fizer. Te agradeço pela belíssima postagem. Muito obrigado mesmo.
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    Parabéns pelo tour, só conheço a capital,tem um erro no texto aonde diz que o metro custa 3 pesos,na verdade, custa 5. Pena não ter feito o walking tour pelo Centro,paga quanto quer,em geral 20 pesos e conhece muito.Não há necessidade de pagar guia,pois tem esse tour no centro e um outro, do próprio Museu,no Antropologia e também na Catedral,não sei no templo Mayor.
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    Geralmente os países Europeus, como Canadá e EUA, para você entrar, tem que ter uma quantia determinada por eles e já ter as passagens de ida e volta, como também as hospedagens, de onde você irá ficar. Essas hospedagens, você pode fazer uma simulação e fazer uma cópia para levar. É bom ficar atento a esses detalhes
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    @RViana10 Em termos de custo a itália é mais barata, portanto recomendaria a Itália. Amsterdam vou no mês que vem, ai posso te falar melhor, mas só pelas pesquisas, estadias etc... já da pra ter uma noção.
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    Tá tranquilo irmão,não precisa já dei uma estudada q no mapa é só uma rodovia BR 116 não tem erro,mais obrigado pela ajuda
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    Você quer a foto do mapa entre São Paulo e Rio de Janeiro ? e as cidades que você passará ?
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    @José Luiz Gonzalez o país é mesmo incrível e extremamente rico de paisagens e cultura!! Quanto à otter trail, pra vc ter uma ideia, a primeira reserva que fiz foi no começo de julho de 2017 e tinha reservado para final de maio, que era a única data disponível.. mesmo assim continuei acompanhando o site e em agosto abriram umas datas (acredito que de desistências ou pessoas que reservaram mas não pagaram a taxa) e consegui mudar para abril, que a temperatura estaria mais quente. A África do Sul tem diversos parques nacionais incríveis e vários outros com trilhas semelhantes à otter trail, mas não tão populares.
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    olá lucas, usei a omio (antiga goeuro) que o silnei sugeriu aí em cima pra pesquisar todos os trechos da minha viagem e depois fui nos sites das próprias companhias para comprar e todas foram bem tranquilas, inclusive a regiojet (trecho dresden-berlim) que tinha o melhor custo para este trecho. e ainda: a flixbus cobra uma taxa de €2 para compras no site e a regiojet não teve taxa nenhuma.. caso mesmo assim tenha trechos a comprar pela flixbus, compre todos juntos para pagar a taxa uma só vez!
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    Olá Rafael, vou comentar só sobre Keukenhof. Isso que vc escreveu "Tirar essa cidade do roteiro" não faz muito sentido. Keukenhof não é uma cidade, é um parque/jardim privado, no meio do nada, com horário de abertura. Vc encontra as infos no site, incluindo datas e horários de abertura: http://keukenhof.nl/en/ Não há porque visitar Keukenhof fora das datas de visitação, já que os portões estarão fechados, ok? Se mudar a data da viagem e pegar Keukenhof aberto: eu fiquei ali 4 horas (e isso que adoro flores). Já 2 dias acho meio exagerado, mas claro que vai do gosto de cada um. Pelo país há parques nacionais, se vc tem vontade de experimentar a natureza é uma opção para vc já que são públicos e abertos em qualquer horário / epoca do ano (e gratuitos) aqui uma lista: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_national_parks_of_the_Netherlands Eu visitei um parque nacional perto de Haarlem: http://www.np-zuidkennemerland.nl/299/national-park-zuidkennemerland é um parque bem pequeno e deu pra visitar tudo de bicicleta, num único dia. Adoro fazer pedaladas na natureza e pra mim valeu muito a pena.
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    Acho que só o mapa não ajuda muito nesse caso não, até porque ele já deveria ter estudado bastante um se quer cair no mundo assim (o mínimo que tem que fazer)... Dicas que sempre ajudam: - Compre mochila apropriada, barraca (aqui no site tem tópicos específicos disso) e cantil para água. Também um calçado que seja extremamente confortável, pois supõe-se que inevitavelmente vai precisar andar (e bastante) em algum momento; - Tenha também material que seja bom para fazer fogueira (tipo isqueiro, fósforo, e uma panela pequena. Só isso já te dará independência para cozinhar numa emergência; - Procure por caronas em postos grandes na beira da Rodovia (no seu caso na Av Brasil). Há um imenso tráfego no eixo RJ-SP então creio que conseguirá com certa facilidade, basta ter habilidade no convencimento; - Tente fazer permutas ao longo do caminho, por exemplo levantar um dinheiro em troca de algum serviço. Pode levar um item seu que acha que vá valer alguma coisa pra trocar também; - Em cidades grandes no Brasil, evite ficar até muito tarde perambulando em uma rodovia, a chance de assaltos é grande; - Leve algo que ajude a comprovar sua boa índole, como por exemplo uma certidão negativa de antecedentes criminais recente. Isso vai te ajudar caso alguém tenha receio de te ajudar por ser um estranho; De resto é como falou, meter a cara no mundo e acumular histórias...boa sorte!
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    @Alinemira Olha, não é boa ideia não. Por diversos fatores incluindo por passar em regiões inóspitas, onde o hospital mais próximo está a horas de distância. Isso por si só já seria argumento forte o suficiente, mas o principal receio é ele ter reações adversas em relação a combinação mal da montanha + frio + tempo seco + maior exposição a raios UVA/UVB. Faz uma viagem mais tranquila ou arruma alguém pra cuidar dele nesse período.
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    @tsop enloma, é do mapa que você precisa ?
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    Para viagem romântica, eu evitaria muitas cidades, se não fica muita correria e perde-se um pouco do romantismo. Uma idéia é fazer uma viagem Amsterdam -> Paris com paradas no meio do caminho. Outra é visitar os chateaux em volta de Paris, tem uns castelos muito bonitos, a região também
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    Já que é segredo, espero que ela não encontre esse tópico hahahaha Nunca fui a Europa, mas pesquisando rapidamente sobre as duas cidades citadas, me parecem bem interessantes. Ótima decisão trocar a festa pela viagem... Boa viagem, e aguardo o relato!
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    Muito bom, melhor coisa que irão fazer ! Em 2012 trocamos nossa festa de casamento por uma viagem de 8 dias ao Chile. Aliás, nem sequer cogitamos em festa de casamento. haha
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    Que legal esse roteiro @Karen M.! Eu fui pra África do Sul nov/dez de 2018 e fiquei 3 semanas e achei incrível o país! Devido ao tempo curto, acabei focando no Kruger e Rota Panorâmica + Garden Route e Cidade do Cabo. Aliás, quando comecei a pesquisar também fiquei doido pra fazer a Otter Trail mas como você comentou, é super concorrido e já não havia vagas quando pesquisei! Então o jeito foi me contentar com o trecho do Tsitsikamma até a cachoeira que já foi incrível! Também queria ter feito as trilhas na Drakensberg mas tive que deixar para uma outra oportunidade! Parabéns pela viagem e força pra continuar o relato! 😃
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    @marcioiamagute nao se esqueça de que quanto maior a mochila mais coisas desnecessárias voce irá levar. Nao importa se vc fará uma viagem de 30 dias, 180 dias, 1 ano ou sem data pra voltar, em tese a quantidade de roupas que vc irá levar será a mesma para todas essas hipóteses. O ideal seria levar roupas para no máximo uma semana e a medida que vão sujando voce vai lavando. Voce irá encontrar inumeras marcas de mochilas no mercado, mas de nada adianta pagar caro numa marca conceituada se a forma como vc ira cuidar da mochila nao for adequada. Nao guardar a mochila úmida ou molhada, sempre que possível fazer os deslocamentos com uma capa, quando a mochila tiver pesada nao levanta-la apenas por uma das alças para nao forçar muito as costuras, etc.. sao alguns dos cuidados básicos. E antes de bater o martelo sobre qual mochila comprar, tente ir em alguma loja do gênero como Centauro, Decathlon, etc.. e experimente a mochila no corpo, veja como é o conforto da mochila, as regulagens, o acabamento, etc..
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    @marcioiamagute Cara, se pode investir qualquer preço, sugiro a Deuter, Curtlo, Thule. A Deuter e a Curtlo possuem garantia vitalicia, então vale o investimento pra vida!
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    Eu também preferiria Salzburg que ir vistar Neuschwanstein, já que a primeira cidade é mais completa, tem a cidade, o rio, o castelo, etc. O castelo de Fussen é aquilo ali e pronto, terminou a visita volta pra Munique. Hoje eu já tenho um pouco de 'preconceito' de coisas imperdíveis. Tem muita coisa que é um local que todo mundo visita, porque todo mundo visita, então é famoso porque todo mundo visita então todo mundo visita o local, :p. Neuschwanstein é bonito, interessante, mas imperdível, acho que não. É como comprar só a cereja do bolo em vez de um bolo sem cereja.
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    Não me entenda mal, eu amei ir ao castelo e principalmente por pegar neve... foi mágico. Mas a questão é que em Fussen só tem os dois castelos (junto com o Hohen). Então quando está com a agenda apertada pegar um trem de duas horas para ver os dois castelos (sendo que nem dá para tirar fotos internas) para mim seria o que deixaria de fora. Salzburgo é mágico. A cidade é linda, cênica e em todos os cantos o rio aparece e deixa ainda as fotos incríveis. Agora 2,5 dias em munique é pouco! já repensaria em aproveitar ao máximo a cidade mais famosa da Alemanha porque lá tem muuuuuuita coisa para se fazer
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    ALÔ, galera mochileira! Lápis e papel na mão ou dedo a postos no CRtl+C/CRtl+V. Aqui vão dicas importantes, atualizadas e revisadas na versão 2018 sobre a dupla Costa Rica + Panamá. RESUMO: 20 dias de viagem. Intinerário: 3 noites em San José/Costa Rica. 4 noites em La Fortuna/Costa Rica. 1 dia em Siquirres/Costa Rica. 5 noites em Puerto Viejo/Costa Rica. 5 noites em Bocas del Toro/Panamá. 1 noite na Cidade do Panamá. Passagem Copa Airlines: R$ 2.300,00 Custo total de hospedagem + alimentação: US$ 2.000,00 Custo total com tours + entradas + shuttles: US$ 521 Dica número 1: Costa Rica e Panamá não são países baratos para se fazer turismo. Esteja preparado(a) financeiramente mesmo que esteja determinado(a) a guardar dentro da mochila as bananas do café da manhã do hostel para economizar na alimentação. ========== SAN JOSÉ/COSTA RICA ========== O voo teve duração de 7:00h até a Cidade do Panamá. Depois de mais 1:30h de voo cheguei na capital da Costa Rica. É importante dizer que em San José fiquei hospedado na casa de amigos. Então não tive custos com hospedagem nesses primeiros dias de viagem. [ MITO ] Li em diversos relatos que era pra passar batido por San José devido a alta delinquência na cidade. Bobagem. Como todo centro urbano, a população convive com furtos e assaltos (infelizmente). Mas o que quero dizer é que se você tiver o devido cuidado de não usar objetos de valor à mostra (relógios, cordões, celular e câmeras fotográficas) pode circular tranquilamente da forma que fiz. Durante três dias caminhei pelas ruas, entrei no temido Mercado Municipal, Museu Nacional, Teatro Nacional (imperdível), almocei em restaurantes onde só haviam costarricenses e não fui incomodado. [ DICA INÉDITA ] Os táxis comuns têm cor vermelha. Táxis executivos têm cor laranja. Ambos usam taxímetro. Não é necessário negociar o valor da corrida. O UBER é amplamente usado pelos moradores de San José mas não é regulamentado no país. Por isso os motoristas do aplicativo sugerem aos passageiros para sentarem-se no banco da frente do carro para evitar problemas com os taxistas e não chamarem a atenção da fiscalização. Usei táxis vermelhos e o UBER. Confesso que não há diferença no valor final das corridas. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ] Os costarricenses são extremamente amáveis, cordiais, solícitos e amam nós, brasileiros. Facilmente surgiam conversas com vendedores do Mercado Municipal ou moradores da cidade que dividiam comigo alguma mesa compartilhada. Aliás, não deixem de tomar o sorvete “Helado Sorvetera” que existe dentro do Mercado Municipal. Há um único sabor: Creme de baunilha com canela. A textura é diferente do nosso sorvete. Parece um mousse. A “tienda” é fácil de ser localizada, o Mercado é pequeno. [ OBRIGADO, BRASIL! ] Tanto na Costa Rica como no Panamá, as águas de garrafa não são águas minerais. São águas tratadas por algum método de filtração ou osmose. O Brasil é um dos poucos países no mundo com água mineral em abundância. O que isso quer dizer? As águas engarrafadas desses países não têm potássio, sódio e outros minerais que ajudam a regular a pressão e a circulação sanguínea. O calor e a umidade são intensos. Beba muita água. Mas dependendo do seu biotipo se hidratar apenas com água de garrafa não será suficiente. Lá pelo sétimo dia de viagem me deu uma moleza no corpo… Intercalei a hidratação entre água engarrafada e isotônicos e deu certo. (Exemplo: Gatorade, Powerade…) Saindo de San José: Os ônibus para qualquer outro destino do seu roteiro saem do Terminal 7-10 (http://terminal7-10.com/es/). O terminal é novo, limpo, seguro e organizado. Foi construído em 2015. Compre a sua passagem com antecedência. A companhia que opera o trecho para La Fortuna é a Transportes San Jose Venecia (ônibus de cores rosa e branca). A bilheteria desta companhia abre às 10:00h da manhã e está localizada no último andar do terminal. Pedi um UBER para ir até o terminal. Existe uma alta concentração de táxis e às vezes uns “rateiros” (delinquentes) pelas redondezas do Terminal. A dica é pedir ao motorista do UBER ou táxi para ele te deixar dentro do estacionamento do terminal (subsolo). Há uma placa que indica “parqueo/encomendas” como entrada do estacionamento. O custo por 15 minutos de estacionamento é de 100 colones (R$ 0,60). Dei os 100 colones ao motorista para que ele pagasse o estacionamento e para que eu pudesse desembarcar e pegar minha mochila e minhas coisas tranquilamente. ========== LA FORTUNA/COSTA RICA ========== Fui para La Fortuna no ônibus das 10:00h de uma quarta-feira. A maioria dos passageiros eram turistas. Ao todo foram 5 horas de viagem à uma velocidade média de 60km/h. [ MITO ] É fácil você encontrar relatos dizendo que as estradas da Costa Rica estão em péssimo estado de conservação. Não mais. De fato as estradas são de pista de mão dupla em via única para cada um dos sentidos. Mas estão com uma nova pavimentação e sinalização em todos os trajetos em que percorri. Obedecendo os preceitos de preservação do país, as estradas não são retas ou com túneis e viadutos megalomaníacos. Elas contornam morros e muitas vezes cortam cidades pequenas. Por isso a velocidade média é baixa. Deve-se evitar viajar à noite. Regiões como Turrialba não são seguras à noite. [ DICA INÉDITA ] A Costa Rica é conhecida internacionalmente pela alta qualidade do café e a melhor cidade para se comprar é em La Fortuna. Os preços estão mais baratos no Supermercado MegaSuper, ao lado do terminal rodoviário. Comprei dois pacotes do café Britt, a marca mais famosa no país. Se você tem interesse em fazer um tour para uma fazenda de café, de San José saem tours para diversos lotes, inclusive para a fazenda licenciada pela Starbucks. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ] Antes de embarcar para La Fortuna, comprei no Terminal 7-10 (San José) um chip da Claro para ter internet e poder me comunicar em caso de alguma emergência. Os planos pré-pagos são extremamente caros e a internet da operadora é muito deficiente. Além disso, os serviços são vendidos separadamente. Não há um combo telefonia + internet. Paguei R$ 60,00 para ter direito a 15 minutos de plano de telefonia em roaming para as Américas. Depois da Costa Rica fui para o Panamá, então imaginei que seria vantajoso comprar um plano de telefonia que funcionasse em toda a América. A internet custava mais R$ 90,00 adicionais para ter direito à 50MB durante 7 dias, apenas. Não comprei e me contentei com o Wi-Fi por onde eu passava. No aeroporto de San José há uma operadora oferecendo simcard com acesso ilimitado para turistas. Talvez valha à pena caso você queira estar 100% conectado. [ OBRIGADO, BRASIL! ] Enquanto aguardava no Terminal 7-10 reparei que os ônibus das companhias não eram tão novos… Viajei em ônibus melhores no Brasil, Peru, Chile e Argentina. Ri quando chegou o ônibus da Transportes San Jose Venecia em que eu faria o trajeto para La Fortuna. Caindo aos pedaços. Não tinha ar-condicionado e acreditem: Faltavam assentos em determinados conjuntos de poltronas! Fui lá pro fundão do ônibus, procurei um lugar em que não havia um assento no corredor e sentei na janela. Assim pude colocar as minhas mochilas ao meu lado. Detalhe: Os assentos não reclinam. Todos são soldados. Os que não estão soldados caem para trás. Hahaha… Faz parte da experiência. Há a alternativa de você percorrer o país com shuttles turísticos (microvans). A Interbus (www.interbusonline.com) é uma das empresas que oferecem esse serviço. A diferença de preços entre as companhias de ônibus e os shuttles turísticos é muito grande. Paguei US$ 5,00 pela passagem para La Fortuna. A Interbus oferece o mesmo trajeto por US$ 50. [ HOSPEDAGEM ] Em La Fortuna fiquei hospedado no Selina em um quarto para 4 pessoas. Hostel extremamente limpo e organizado. Todos os dias o quarto era limpo e as camas arrumadas. La Fortuna não é a cidade em que vi muitos mosquitos, mas eles estavam lá. É fundamental o uso do repelente concentrado tanto de dia quanto à noite. Procure por marcas que oferecem 10h - 12h horas de proteção. São fórmulas com icaridina. É fácil encontrar em boas farmácias de rede. Além do repelente levei barbante e um mosquiteiro da Quechua. Usei nas camas dos hostels em que me hospedei. Fácil de amarrar e proteger o seu sono durante a noite. Valor total da hospedagem por 4 noites: US$ 140. Fiz todos os tours no Sky Adventure (https://skyadventures.travel/) É uma empresa costarricense com 15 anos de tradição em La Fortuna. Eles instalaram um complexo de ecoturismo dentro da reserva florestal que está no entorno do vulcão Arenal. Também oferecem o transporte de ida e volta e almoço no complexo. São extremamente profissionais, cumprem à risca todas as normas de segurança e oferecem lockers e toalhas gratuitamente. As toalhas são oferecidas apenas para as atividades aquáticas. Tours/Passeios: Combo Sky Walk + River Drift (Pontes suspensas + Descida das corredeiras em boia individual) = US$ 92 + US$ 16 (transporte de ida e volta) + US$ 18,00 (almoço). Total de US$ 126,00. Arenal Sky Trek (Percurso de 6 tirolesas por cima da floresta) = US$ 81,00 + US$ 16,00 (transporte de ida e volta). Total de US$ 97,00. Sky Wild Kayaks (Passeio de Caiaque pelo lago Arenal) = US$ 47,00 + US$ 16,00 (transporte de ida e volta). Total de US$ 63,00. Comprei todos os tours antecipadamente aqui no Brasil através do site. Compras pelo site têm 5% de desconto com o código promocional ADVENTURE5. Todos os tours valeram muito à pena. O passeio de caiaque não tem muita procura… no dia em que fiz só havia eu e o guia remando pelo lago Arenal com o vulcão ao fundo. Uma paz sensacional. Reservei no horário mais cedo, um visual incrível. No decorrer da manhã aparecem barcos dos cidadãos locais que saem para pescar, beber e escutar música alta. Principalmente aos finais de semana. O River Drift também foi sensacional, a decida é longa e o rio cruza diversos cânions de mata fechada. Para chegar até a cabeceira do rio é preciso encarar 2 tirolesas + trilha + passagem suspensa sobre um riacho. Bem completo. 2 guias acompanham todo o trajeto. ========== SIQUIRRES/COSTA RICA ========== Não há como ir para a Costa Rica, paraíso do ecoturismo, e não fazer o rafting pelo Rio Pacuaré (Lê-se: Pacuáre). Esse é o quarto melhor rio do mundo na prática de rafting. Eu era o único brasileiro de uma excursão de 40 pessoas e 15 botes. Nosso país é tetracampeão mundial em rafting. Impossível perder esse passeio. Não há nada para fazer em Siquirres a não ser esse rafting. A cidade está localizada no meio do caminho entre La Fortuna e a costa do Caribe, no estado de Turrialba. Costarricenses haviam me alertado a não sair às ruas caso passasse uma noite em Siquirres. Não foi o meu caso. Depois de longas pesquisas para incluir Siquirres em meu roteiro, descobri a agência Exploradores Outdoors (https://exploradoresoutdoors.com). A agência é muito bem recomendada aqui no Fórum e eu assino embaixo. São especialistas em rafting. Além disso, oferecem um pacote sensacional: Te buscam em La Fortuna às 6:00h da manhã, te levam até Siquirres, fazem a atividade de rafting com café da manhã e almoço incluído e depois te levam até Puerto Viejo (meu próximo destino). Também fazem o trajeto inverso. O rafting tem duração de 4 horas com uma parada para o almoço improvisado (sanduíches e wraps) no meio da mata. Em todo o percurso as paisagens são fenomenais. O custo é US$ 99,00. Há lockers gigantes em que é possível você guardar toda a sua bagagem enquanto faz a atividade. Consulte a agência antes de planejar sua viagem e decidir fazer o rafting. Em uma determinada época do ano está suspenso devido à grande vazante do rio (época das chuvas). ========== PUERTO VIEJO/COSTA RICA ========== Confesso que eu estava com certo receio da vibe de Puerto Viejo. Por tudo que li, havia imaginado um lugar abandonado e pouco turístico na costa caribenha. Me enganei redondamente. Foi uma surpresa tão boa que fez com que Puerto Viejo fosse o melhor destino de todo o meu roteiro. Puerto Viejo é praia, bicicleta, sunga/biquíni e chinelos. Só vida boa! Uma pequena estrada asfaltada e plana corta todo o vilarejo e faz com que as bicicletas sejam o principal meio de transporte de todos os turistas. [ MITO ] Por causa da influência Jamaicana o reggae está presente mas o lugar é uma verdadeira mistura de ritmos e de gente do mundo inteiro. Um lugar democrático e onde o tempo passa bem devagar. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ] Para aproveitar Puerto Viejo é preciso acordar cedo. Fiquei hospedado no Selina Puerto Viejo. Aqui peguei um quarto individual com banheiro compartilhado para ter mais sossego. 4 noites saíram por US$ 274,82. Os quartos individuais ficam longe da piscina, cozinha e bar do hostel. É uma boa pedida. O melhor almoço que tive foi no próprio Selina. Apesar de existirem bons restaurantes em Puerto Viejo, a maioria deles está nivelado ao poder aquisitivo dos norte-americanos e europeus. [ Prato servido no Selina Puerto Viejo ] O cardápio do Selina tem um excelente custo benefício e pratos saborosos que vão além do tradicional casado. Já o café da manhã não vale à pena. Na unidade Selina de Puerto Viejo o café da manhã é um buffet à quilo. 100g = US$ 1,00. Na unidade Selina La Fortuna o buffet é liberado (coma à vontade) por US$ 5,00. O espírito brasileiro “se vira nos 30” sempre presente fez com que eu fosse ao mercado comprar coisas para preparar o café da manhã na cozinha do hostel. Existem 2 geladeiras e 2 fogões e todos os equipamentos disponíveis. Foi a melhor opção para economizar uma grana. [ OBRIGADO, BRASIL! ] Nesta altura do campeonato eu já estava enjoado de comer sempre o mesmo prato no almoço, o casado. Em comparação ao Brasil e outros lugares do mundo, a Costa Rica não tem uma vasta variedade gastronômica. O Selina Puerto Viejo foi uma boa opção para dar uma variada na mistura diária. Aproveitando o embalo do assunto “comida”, em Puerto Viejo não deixem de ir à loja de chocolates artesanais, a Cho.co (http://cho.co.cr/). Eles revendem os chocolates artesanais produzidos pelas cooperativas da região. Puro cacau. E pode levar pra viagem porque não derrete, mesmo. Tours/Passeios: A caminhada pela Reserva de Cahuita é uma boa pedida. Tem a Playa Blanca e animais fáceis de serem avistados. Mas chegue cedo se a sua intenção é atravessar todo o parque. A trilha é fácil mas bem extensa. Os ônibus saem em horas partidas desde o centro de Puerto Viejo. Por exemplo: 8:30h / 9:30h / 10:30h… Esteja atento(a) ao horário do último ônibus. Para acessar o parque é preciso fazer uma contribuição voluntária em dinheiro. Manzanillo é bem bonito mas é uma pena que a reserva esteja abandonada. Foi neste lugar em que vi um bicho-preguiça mais de perto durante toda a viagem. [ Praia de Manzanillo ] O parque está sem sinalização, não há banheiros, segurança e as trilhas estão sendo engolidas pelo crescimento da mata. Também vi certa quantidade de lixo durante a caminhada pela reserva. Para chegar até Manzanillo, fui de bicicleta com um casal de chilenos + 1 canadense de Toronto. O trajeto de ida e volta somam 24 km. Não posso andar muito de bicicleta por conta de um problema no joelho. Principalmente subidas (tenho 35 anos). Mas não há dificuldades no trajeto. Em sua maioria é totalmente plano. Encontramos apenas uma leve subida em que precisei descer da bicicleta e subir caminhando. Em Manzanillo há um bicicletário improvisado antes de atravessar a ponte suspensa para acessar o parque. Sempre use a trava/cadeado ao estacionar a sua bicicleta. Sobre as praias, estive em Cocles, Playa Chiquita e Punta Uva. Todas com temperatura muito boa para se passar horas dentro d’água. Playa Chiquita é a mais bonita de todas e pouco movimentada. O acesso se dá por uma trilha que está no meio da estrada. Em Puerto Viejo visitei o Centro de Resgate Jaguar Rescue. É uma ONG responsável por reabilitar animais que estão em estado crítico de saúde. Existem duas modalidades de tour. Paguei pela mais simples (US$ 20,00). Estava com a expectativa bem alta para fazer essa visitação. É uma excelente oportunidade para ver animais de perto, como o bicho-preguiça, mas confesso que achei o tour muito superficial. Tem duração aproximada de 40 minutos. Existem outros tours mais privativos que têm o valor de US$ 60,00. Informações sobre horários de funcionamento e outras modalidades de passeio estão neste link: http://www.jaguarrescue.foundation ========== BOCAS DEL TORO/PANAMÁ ========== Confesso que imaginar atravessar a fronteira por terra entre a Costa Rica e o Panamá me dava um certo frio na barriga. Eu já havia cruzado fronteiras terrestres entre o Chile e a Argentina e entre a Argentina e o Uruguai. Mas essa aqui estava no meu imaginário dias antes de começar a viagem. Antes que esse processo também se instale no seu imaginário gerando algum tipo de preocupação, tranquilize-se. É seguro, confuso e divertido. Não me atrevi a fazer essa aventura por conta própria. Por mais que a gente leia todas as informações possíveis no Google, o cagaço toma conta e a amnésia é efeito colateral. Contratei o shuttle da Caribean (US$ 35,00 www.caribeshuttle.com) para fazer a travessia. Esse valor inclui a passagem de lancha no Porto de Almirante para Bocas del Toro. Compre com dias de antecedência porque esta rota é disputada. É fácil localizar o quiosque da companhia no centro de Puerto Viejo. [ Fronteira entre a Costa Rica e o Panamá ] Programe-se para fazer essa travessia nos horários das 6:00h ou 8:00h. Dizem que no decorrer do dia o fluxo na fronteira aumenta e a sua passagem por lá pode demorar horas sob o sol escaldante. Quando entrei na mini-van e o guia informou que havia wi-fi gratuita, me senti no primeiro mundo. Foi como um abraço quando se está sozinho rumo à fronteira. Toda a região parece um gigante canteiro de obras. Estão ampliando uma das pontes que dá acesso ao Panamá. Atravessar a fronteira significa você cumprir 3 etapas: Ao chegar na fronteira, a van estaciona em frente a uma lojinha onde é preciso pagar US$ 7,00 para o Ministério da Fazenda da Costa Rica. O rapaz te entregará um recibo carimbado. De porte deste recibo + seu passaporte é preciso caminhar cerca de 100 metros até um segundo posto de imigração da Costa Rica onde a Polícia Federal carimbará o seu passaporte. É IMPORTANTE LEMBRAR QUE NESTA ETAPA VOCÊ PRECISARÁ APRESENTAR A SUA PASSAGEM AÉREA DE RETORNO AO BRASIL + CONFIRMAÇÃO DE RESERVA DE HOSPEDAGEM NO PANAMÁ. Sem esses papéis impressos a sua entrada não será liberada. Tickets de ônibus de saída do Panamá não são aceitos. Ao sair do posto da PF da Costa Rica, é preciso atravessar uma ponte à pé em direção ao Panamá em meio à constante passagem de caminhões de banana. Há muita gente por ali, logo na entrada do Panamá: Vendedores, guias, pessoas que não consegui identificar o propósito de estarem ali, exército… Ou seja, não dê sorte ao azar. Faça exatamente o que o guia da Caribbean orienta. Neste momento seja o brasileiro agilizado ou brasileira agilizada que todos nós somos. Não fique esperando amigos recém conhecidos durante a viagem, não pare para tirar fotos, não dê mole com as suas mochilas, não fique com medo de vir um caminhão buzinando… Trace uma reta, atravesse a ponte e quando chegar em terra firme no Panamá aviste no alto, do seu lado esquerdo, uma pequena placa amarela informando “imigración”, dentro de uma “galeria” coberta. Faça os trâmites e depois entre em outra van da Caribbean que estará esperando ali, do lado panamenho. Ao sair da fronteira e seguir pela estrada rumo à Bocas del Toro haverá no meio do caminho uma blitz do exército com parada obrigatória para verificar se todos os passageiros da van estão com o passaporte carimbado. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ] Depois de cerca de 40 minutos de lancha você chegará à Bocas Town (Isla Colón), ilha principal de Bocas del Toro. Desta ilha partem todos os tours. Durante a fase de pesquisa da viagem, eu havia visto algumas fotos de Bocas Town em relatos antigos e sinceramente já esperava algo sujo e desordenado. Mas me surpreendi positivamente. As fotos mostravam entulhos e montanhas de lixo espalhadas pela rua. Percebi um melhoramento… Há lixeiras espalhadas pela cidade e propagandas de conscientização para os moradores da ilha. Também vi duas ruas interditadas porque estavam em obras para a instalação dos dutos de saneamento do esgoto. Mas ainda sim é fácil avistar lixo doméstico em certos pontos da cidade. [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO - PARTE II ] Bocas Town é um lugar muito bem policiado. Tanto de dia como à noite. Por volta das 22:00h desembarquei no cais retornando de um dos tours, caminhei em direção ao meu hostel de bermuda e com a camiseta pendurada no meu ombro. Em uma das mãos eu carregava uma pequena mochila. Há poucos metros do meu hostel fui abordado por uma dupla de policiais. Me perguntavam para onde eu estava indo… Expliquei que eu era turista e estava retornando para o meu hostel. Gentilmente me disseram que é proibido circular sem camisa pela ilha. Em um primeiro segundo fiquei estarrecido com a abordagem mas rapidamente pedi desculpas, disse que eu não sabia desta lei, coloquei a mochila no chão e vesti a camisa. Desejei boa noite e segui caminhando para o hostel. Há 5 dias atrás meus trajes em Puerto Viejo/Costa Rica eram sunga, chinelos e uma bicicleta. O fato de eu ser carioca e ter vivido muito tempo em uma cidade de praia provocou esse choque cultural. Fiquem atentos. [ O MITO QUE É VERDADE ] À primeira vista os panamenhos não são um povo simpático e receptivo. A diferença é grande no comparativo com os costarricenses. A maioria dos panamenhos caminham de cara amarrada pelas ruas e não são pró-ativos para ajudar os turistas. É claro que guias de turismo e funcionários do comércio dedicado ao turista não se aplicam de forma alguma à essa descrição. Enfim, é uma particularidade da cultura do país que deve ter alguma explicação histórica e deve ser respeitada. [ HOSPEDAGEM ] Fiquei hospedado no STAY Bocas (www.staybocas.com). É um Bad & Breakfast localizado próximo ao aeroporto de Bocas Town e a poucos metros da rua principal. Está longe de ser o point dos mochileiros ou mochileiras que querem/precisam economizar com estadia mas valeu cada centavo investido na reta final da minha jornada. Paguei US$ 390,00 por 5 diárias em uma suíte privada com ar-condicionado e um banheiro para chamar de meu. Esse valor inclui toalhas, café da manhã, bicicleta free e toalhas de praia. [ Restaurante flutuante na Ilha Solarte ] Tours/Passeios: Durante os 5 dias em que estive hospedado em Bocas del Toro, fiz apenas 2 passeios através de agência. Os demais dias desbravei praias em voo solo. O primeiro passeio que contratei desde o Brasil foi o tour noturno da bioluminescência (US$ 30,00). Sempre tive vontade de ver o plâncton que brilha à noite. Esse tour acontece somente durante a lua minguante. Ou seja, está disponível apenas durante uma semana a cada mês do ano. Inicialmente achei que seria uma furada. Embarquei na lancha já certo de que não veria muito coisa ou quase nada. Mas é realmente mágico! E ao final do tour eles fazem um mergulho em águas rasas onde você pode ver o plâncton iluminar à medida em que você mexe o corpo dentro d’água. O segundo tour que contratei foi o trivial que engloba: Ilha dos bicho-preguiça, Isla Solarte y Cayo Zapatilla (US$ 35,00). Contratei a Hello Travel Panama (https://hellotravelpanama.com) para fazer ambos os tours. Além de ser uma das poucas autorizadas a fazer o tour da bioluminescência, eles são os únicos que tem uma prancha de acrílico patenteada para fazer o Anfibia Board (A prancha fica amarrada à lancha e puxa você vagarosamente enquanto admira os corais no fundo do mar usando uma máscara de mergulho). Os valores dos passeios incluem bebidas (cervejas, água, sangria e refrigerantes). Playa de las Estrellas: Esqueçam as fotos que estão publicadas no Google sobre essa praia. Infelizmente o turismo predatório acabou com este lugar. Muitos panamenhos construíram quiosques de madeira na areia da orla que deveria ser a margem de um manguezal preservado. Você facilmente vê uma grande quantidade de lixo doméstico na trilha que dá acesso a esse lugar que é o cartão postal da ilha (latas de spray aerosol, desodorante, embalagem de óleo para barcos, fraldas usadas…). Catei algumas coisas que estavam ao alcance com um saco de lixo improvisado e ao retornar para o Centro despejei em uma lata de lixo da Praça Central. Além disso, a quantidade de estrelas não é a mesma que anos atrás. Avistei uma estrela do mar a cada 100 metros que caminhava dentro da água. O que ninguém conta é que as estrelas do mar se alimentam dos materiais vivos e orgânicos dos corais e fazem a filtragem da água. No fim do processo, elas excretam partículas muito finas de coral que “espetam” a nossa pele. Um argentina me havia alertado sobre isso no hostel. As partículas são invisíveis ao olho nú. Usei sapatilhas náuticas na praia. Não usei chinelos. Mas de nada adiantou. Em 20 minutos dentro da água eu já sentia algo “espetar” o meu corpo por toda parte. A dor não é absurda mas incomoda. [ DICA INÉDITA ] Uma feliz descoberta na Isla Colón foi a Playa Paunch. Peguei um táxi coletivo na Praça Principal (US$ 8,00) e pedi para que me deixasse no Paki Point que está localizado na Playa Paunch. Cheguei lá por volta das 10:00h da manhã achando que iria encontrar um point de badalação à beira-mar mas o lugar ainda estava fechado. Só abre às 11:00h! Notei no caminho um outro Beach Bar e resolvi caminhar até lá… Decisão acertada! Acabei descobrindo o Skully’s Beach Bar. Na verdade, o Skully’s é um hostel descolado com toda a infra de Beach Bar e o melhor: O acesso é gratuito mesmo para quem não está hospedado. Existem espreguiçadeiras, redes, mesas, bar, restaurante, mesa de Ping-pong, piscina… Chegue cedo caso queira assentar em uma espreguiçadeira acolchoada. Existe uma barreira de corais na extensão da Playa Paunch. Em muitos trechos os corais estão no raso e impedem até mesmo molhar as canelas… Mas justamente no trecho em frente ao Skully’s, os corais formam uma rasa piscina para você ficar ali em banho-maria tomando uma cerveja gelada. O bar/restaurante tem excelentes smothies e a comida e os preços são bem honestos. Não há taxa de consumação. [ Skully's / Playa Paunch ] ========== CIDADE DO PANAMÁ ========== A viagem de ônibus de Bocas del Toro até a Ciudad de Panamá pode durar 10 horas ou mais. Um casal de amigos chilenos fizeram esse trajeto e me disseram que a viagem é massacrante. Antes de sair do Brasil, investi em uma passagem de avião da AirPanamá (US$ 130) e fiz o trajeto em 1:00 hora. Existem preços mais baratos para esse voo mas decidi pagar pela tarifa cheia porque ela garante a remarcação ou reembolso total em caso de desistência. O fato de estar hospedado ao lado do aeroporto também facilitou a hora de carregar a mochila pesada até lá. É importante dizer que esse voo permite apenas despachar uma única bagagem de até 14kg. A aterrissagem é feita no aeroporto Albrook (em frente ao shopping Albrook), na capital. O UBER do aeroporto até o meu Hotel na Av. Cincuentenario custou US$ 6,61 (11km percorridos de distância). A capital definitivamente não é uma cidade para se explorar à pé. Prepare-se para alugar um carro ou rodar de UBER ou Cabify. No último dia de viagem pedi um Cabify para me levar ao Aeroporto Internacional Tocumen (US$ 20,61 para 20km percorridos). Assim como no Brasil, a qualidade do serviço e o carro do Cabify foram muito superiores às corridas de UBER que fiz pela Ciudad do Panamá. [ HOSPEDAGEM ] Passei apenas uma noite na “Casa Ramirez”, no bairro Coco del Mar. Um bairro nobre e seguro, próximo às ruínas de Panamá Viejo e aos melhores restaurantes da capital. Fiz a reserva pelo Booking. As fotos do site me deram a impressão de ser um lugar bacana e novo. Tem até piscina. Mas o valor que paguei pela diária (US$ 77,00) não fez jus às instalações. Vi alguns pontos de infiltração pelo quarto e o ar-condicionado era bem antigo. Demorava horas para gelar. Tours/Passeios: Costumo dedicar o último dia de viagem à um bom almoço ou jantar pra fechar a viagem com chave de ouro. Afinal, a gente merece depois de encarar perrengues mantendo o bom-humor das férias. Almocei no Botánica e jantei no famoso Maito (ranqueado em 2016 entre os 20 melhores restaurantes da América Latina). Esqueça o Maito. Atendimento fraco e comida sem novidades. Prefira o Botánica (http://www.botanicapanama.com/) CONCLUSÃO: Dois destinos pouco explorados pelos brasileiros e que valem o investimento de planejar uma viagem em modo slow motion, sem correrias. A decisão de viajar no período da seca é fundamental para que a sua viagem esteja garantida com praia e boas paisagens.
  38. 1 ponto
    Continuando DIA 2 CAMPAMENTO SERÓN – REFÚGIO DICKSON Dificuldade: ALTA. (Exige do seu psicológico) Distância: 19 km No segundo dia de trilha, acordei mais tranquila. Planejei acordar bem cedo, antes das 7h, para desarmar a barraca, tomar meu café da manhã e organizar minha mochila com tranquilidade, e mesmo assim sair cedo, porque o dia seria longo, 18km de caminhada. Nos relatos que vi, diziam que era o dia mais puxado, por ter muito sobe e desce, e ser um percurso extenso. Realmente é cansativo, exige muito do psicológico, porém não tem tanta subida como me fizeram acreditar. Café da manhã tomado, mochila nas costas, saí antes de todo mundo do Serón, em direção ao Dickson. O plano era sair bem cedo, assim não terminaria o dia sozinha e por último na trilha, por questão de segurança mesmo, mas o plano falhou um pouco, porque mesmo saindo antes dos outros, no fim do dia eu estava sozinha e um pouco desesperada para chegar no acampamento. (Na verdade depois descobri que tinham ainda duas brasileiras (UNS AMORES) que chegaram depois de mim, que estavam caminhando de boa e apreciando a vista). Começando a trilha saindo do Serón, a paisagem é maravilhosa, ali começam os lagos e as caminhadas ao longo de vários deles. Tem algumas subidas leves, e um campo de verde extenso, você consegue ver a trilha até onde os olhos enxergam. Saí muito animada do Seron, sem pensamentos pessimistas como do dia anterior, eu estava no gás. Tirei muitas fotos, parei sempre que me sentia cansada, fiz vídeos divertidos, apreciei a paisagem, conversei com os lagos e com as flores. Até que BOOM, a primeira subida real, olha não vou adoçar a pílula, é pesada. Quando cheguei na metade da subida, um casal passou por mim, eu estava sentada na minha décima pausa, uma pedra que encontrei para descansar, a mulher estava usando um GPS de mapeamento do trajeto, e me falou “uau, andamos esse tanto, e só deu 4km” QUATRO QUILÔMETROS, DE 18! Meu coração chegou a pular uma batida, eu não queria nem acreditar. Mas continuei subindo, subida também até onde os olhos enxergavam, olhando parecia que não tinha nada depois da subida, só céu. Demorei 2 horas para terminar essa subida, que não tinha 1km de extensão, eu acho. Mas quando cheguei lá em cima, que vista, que paisagem, o vento te pega ali, quase me tacou de volta tudo o que eu tinha subido, mas é deslumbrante. Depois a gente desce praticamente tudo o que subiu, por uma trilha na encosta, um escorregão feio e é possível cair em um lago, mas não dá tanto medo, já que o vento te empurra em direção ao morro, não ao contrário. Depois disso tem um pequeno sobe e desce, mas bem suave se comparado a primeira subida do dia. Até chegar na Guarderia Coiron, onde demarca metade do percurso entre Serón e Dickson. Na guarderia tive que me registrar, e foi onde fiz meu almoço, já eram 14h quando cheguei, as 15h a passagem fecha e eles não deixam passar para o Dickson mais naquele dia. Comi um purê de batatas em pó com uma água morna, que a Guarda Parque gentilmente me deu. Não pode usar fogo no Coiron, mas como os guardas moram lá, eles têm um fogão. Fiquei com ranço do purê de batatas e calabresa depois desse dia, porque não deu muito certo no meu estomago e o resto do dia apesar de lindo, foi um pouco puxado e traumático. Sai da guarderia perto das 15h, e faltava ainda metade do caminho pela frente, 9km. Ponto positivo: as subidas tinham acabado, com exceção da subida da chegada, mas se está chegando tá tudo bem, certo? O caminho é muito bem demarcado, uma grande maioria entre um campo de flores, é magnifico. Tem muitos lagos, pontes pequenas e rios correntes no caminho. Não estava um sol terrível, nem chovendo, o tempo estava muito agradável. O vento, constante, mas nada que atrapalhasse o progresso da caminhada. Meu psicológico pesou muito depois do Coirón, só conseguia imaginar que chegaria tarde demais no acampamento, e talvez até no escuro, mais pro final do dia fui ficando sozinha na trilha, e bateu um pequeno desespero e medo. Nessas horas eu me questionava sobre a sanidade de estar fazendo aquele circuito sozinha, ou de estar fazendo o circuito, ponto. Se tem uma coisa que aprendi com Torres Del Paine, é que trilhas em lugares remotos existem sim, para testar nossa mente, nosso psicológico, por isso tantas pessoas com problemas na saúde mental procuram algo assim para fazer, por isso EU procurei algo tão extremo para fazer, não é um clichê, é saudável, te ajuda. Você coloca em perspectiva sua vida no cotidiano, algumas dificuldades que antes pareciam uma montanha no seu caminho, passa a ser um morrinho, quando você compara com o fato de ter ficado sozinha no meio de uma trilha de 19km no meio do nada, só com o destino de chegada como referência. Me ajudou demais, eu sou grata até pelo medo que passei. Enfim, por fim cheguei finalmente na subida, que eu sabia por relatos que li, que significava que estava praticamente chegando ao acampamento dickson, que felicidade. Quando subi tudo aquilo, e lá de cima avistei o dickson próximo a um lago, com icebergs e as montanhas ao fundo, com verde e topo branco de neve. Eu chorei. De alegria, eu estava chegando, terminando o dia que mais tinha me aterrorizado em todos os relatos. Desci, ali é bem perigoso, então vá devagar, é escorregadio e tem uma ladeira complicadinha. Por fim cheguei ao dickson antes do que imaginei, eram apenas 18h, o dia estava claro o sol no céu. O Dickson é um acampamento lindo, maravilhoso mesmo, todo lugar que você olha tem montanhas cobertas em neve, e tem a vegetação toda verde ao redor. E andando menos de 10 passos, você se vê em uma praia de pedras para um lago com ICEBERGS. Indescritível a sensação de terminar mais um dia, estar mais próxima do destino. Ter conseguido! Dicas uteis: No Dickson tem um lugar para cozinhar, fechado, bem quentinho. Quando estive lá, estava em reforma, imagino que estejam melhorando ainda mais; Tem banho quente, quente MESMO! Uma delícia depois de um dia sofrido na trilha, o corpo agradece. As duchas ficam dentro do refúgio, você passa pela cantina dele para chegar, dá uma fome e uma vontade de ter compro o pacote com comida inclusa (risos); O banheiro é descente. O acampamento é lindo, de verdade, um dos mais lindos do circuito, sem dúvidas; Com relação ao vento, que era uma dúvida que eu tinha e ninguém realmente falava sobre isso. Eu fui com uma Naturehike cloud up, 1 pessoa, e ela resistiu maravilhosamente bem, no Dickson venta um pouco, mas nada exagerado, pelo menos não onde eu coloquei a minha barraca; NÃO TEM Wi-Fi, cuidado, eu fui acreditando que talvez tivesse, e não tinha. Minha família quase enlouqueceu, porque só volta a ter internet no Grey, e eles ficaram preocupados por eu ter falado que talvez TERIA internet, um GRANDE erro; NÃO ACREDITEM NAS PLACAS “USTED ESTÁ AQUI”, ELAS MENTEM! Relatos muito extensos, eu sei. Mas, vou contando tudo o que lembro, e espero ajudar.
  39. 1 ponto
    Obrigado. Esta é a estrada correta, compare com a visualização do Google e altere. Ou seja não vá por Varzea Grande até Urbano Santos e sim em direção a São Luis. Sim para Santo Amaro tem asfalto novo e quando fui estava à 1 km da cidade e um rio para atravessar (de Toyota Bandeirantes) que custou esse traslado em torno de R$ 10, por pessoa. O estacionamento também era baratinho não precisa se preocupar. Atins é dispensável principalmente com companhia idosa. Todos os passeios são feitos em pick-ups com bancos, "pau-de-arara", os caminhos tem muitos solavancos mas dá até para meu pai que tem 86 anos. A principal limitação é ter frescuras que parece não ser o caso, pela disposição em ir contigo. O único mais difícil é o passeio da Lagoa Bonita que tem que subir uma duna de uns 30 metros de altura sendo o "corrimão" uma corda e se não subir não verá nada além de cajueiros pois esta duna separa a vegetação dos lençóis propriamente ditos. Então acho melhor pular este passeio. Procure vir passando por Brasília ao invés de Goiânia, pois as estrada que cortam Goiás estão em péssimo estado. Moro no Tocantins e fui a Goiânia pelo Natal então tenho certeza desta informação. Por Brasília, veja no mapa Alto Paraíso, Campos Belos, Arraias-TO, Natividade, Palmas, Miracema, Miranorte, então BR-153 em direção ao Maranhão. No Maranhão após Grajaú a estrada tem bastantes buracos. Qualquer dúvida será um prazer responder. Boa viagem e que desfrute bastante.
  40. 1 ponto
    Olá mochileiros *_* Eu e o Dan passamos 8 dias - janeiro de 2017 - em terras bolivianas como parte do nosso pequeno mas sensacional mochilão de 20 dias pela América do Sul, onde passamos pelo Chile, Bolívia (no qual dedico esse relato) e o sul do Peru. Relato Chile: o-fantastico-chile-santiago-embalse-el-yeso-valpaiso-vina-e-san-pedro-de-atacama-com-fotos-roteiro-e-gastos-2017-t140000.html Relato sobre Puno/Peru: https://www.mochileiros.com/o-lindo-sul-do-peru-puno-lago-titicaca-e-ilhas-uros-e-taquile-janeiro-2017-com-roteiro-e-fotos-t142889.html Viemos direto do Chile, onde contratamos o tour de 3 dias pelo deserto saindo de San Pedro de Atacama(custou 100 mil pesos chilenos por pessoa - 500 reais - e inclui todo o transporte, alimentação e hospedagem ),nessa que foi a experiência mais exótica e inesquecível de nossas vidas , onde vimos inúmeros vulcões, lagoas, geysers e até neve Além de passarmos pelo deserto da Reserva Eduardo Avaroa e pelo salar de Uyuni (incluído nesse tour) visitamos também as cidades de Uyuni, La Paz e Copacabana, o lago Titicaca e a linda Isla del Sol Apesar da maior parte dos relatos sobre a Bolívia falarem de eventuais perrengues (principalmente no salar) não tivemos nenhum tipo de contratempo, UFFA Ao todo gastamos cerca de 5.500 reais por pessoa no mochilão, já incluindo as passagens (parte mais cara da viagem, 2 mil reais ida e volta ), sendo que na Bolívia gastamos um pouco mais de 500 reais (tirando o passeio pelo deserto, pago no Chile) um valor relativamente baixo, o que comprova que o país é um dos mais baratos para se viajar Para ver mais fotos, acesse meu insta: https://www.instagram.com/rafah.meireles/?hl=pt-br ou face: https://www.facebook.com/rafael.henriquecarter A Bolívia é um país de contrastes, com uma pobreza explicita e que tem uma cultura forte e unica, completamente diferente da nossa. E é justamente essa diferença cultural que nos encanta e que nos faz ficar impressionados com esse pequeno país de pouco mais de 10 milhões de habitantes. Pelas ruas das cidades e vilarejos que visitei percebi coisas como o modo de vida simples, a influência do campo em boa parte da população e a forte presença até hoje de elementos das culturas originárias, como o uso da língua quechua, por exemplo. As cholas, mulheres que usam roupas típicas, são o mais claro exemplo da resistência boliviana contra a cultura ocidental. Interessante também são as diferenças nos costumes entre os bolivianos de diferentes regiões, principalmente em La Paz, a mais 'americanizada' cidade do país. Os bolivianos são, no geral, bem tímidos e não gostam de se comunicar tanto, principalmente as cholas, que só falam o básico do que é perguntado a elas. São bem acolhedores e prestativos, principalmente em La Paz, porém também tivemos atendimentos bem duvidosos, diria até grosseiros, em vários lugares. Alimentação: Um dos pontos que mais me impressionou no país foi a alimentação, tanto em sabor quanto em variedade de pratos - na maioria dos restaurantes que fui as entradas custavam entre 15 e 20 bolivianos e as sopas são as entradas mais populares (destaque para a sopa de tomate ), já o prato principal fica entre 40 e 60 bolivianos e o suco natural 8 bolivianos. Bolos e doces no geral saem entre 5 e 15 bolivianos e são bem gostosos, melhores que os doces chilenos Porém, como a higiene não é um dos fortes do país, é preciso escolher bem o lugar onde você irá comer. Dê preferência a cafés e restaurantes que já foram indicados por outros viajantes e tente evitar a tradicional comida de rua, já que a comida fica exposta sem nenhuma proteção e é quase sempre servida com a mão, com isso as chances de você ter um piriri são grandes Ande sempre com um alcool em gel, pois na maior parte dos banheiros, além de não haver limpeza, não há agua para lavar as mãos Em Uyuni, a avenida Potosí e a Plaza Arce são repletas de pubs e pizzarias com ambientes bem legais. Em La Paz, eu super indico o Café del Mundo (Calle Sagarnaga, 324), que apesar de ser um pouco caro se comparado com outros cafés da região, tem uma ótima localização e um dos melhores e mais gostosos cardápios da cidade - foi aqui que tomei o chocolate quente mais gostoso da minha vida . Em Copacabana eu comi em um restaurante muito gostoso e barato na Calle Baptista, porém não lembro o nome dele Altitude e temperaturas: Sinceramente nós não tivemos nenhum problema com a altitude em toda a Bolívia - e olha que chegamos a 5 mil metros de altitude . O máximo que senti foi um pouco de falta de ar em algumas subidas, mas ao longo da viagem vi muitos relatos de pessoas que vomitaram e até desmaiaram devido ao mal de atitude, então é sempre bom andar com algum remédinho e claro, mascar muitas, mas muitas folhas de coca Outra coisa importante: apesar de janeiro ser verão no país, não se engane, faz muitooooo frio - Durante o dia as temperaturas até sobem e faz um calor gostoso, nada excessivo, porém a noite venta muito e as temperaturas despencam, principalmente no deserto e no salar (chegamos a pegar 0 grau na primeira noite ). Leve segunda pele, casaco corta vento, luvas e toca. Dê preferência também a tênis de escalada ou algum outro sapato de sola alta e que não escorregue com facilidade, pois o chão do deserto é bem escorregadio em alguns pontos e se o salar tiver alagado, vc evita de molhar os pés Câmbio: Em basicamente toda a Bolívia a cotacão estava em 1 real = 2 bolivianos, mas sempre vale dar uma pesquisada. Em Uyuni, as casas de cambio ficam na Avenida Potosí, na região da Plaza Arce. Em La Paz, elas ficam espalhadas pela região da avenida 16 de Julio. Já em Copacabana, você consegue encontrar na região da avenida Costanera. Trocamos o equivalente a 1.200 bolivianos e foi mais que sificiente para passarmos 8 confortáveis dias no país. Hospedagem: Como fizemos o passeio de 3 dias pelo deserto saindo do Chile, as duas primeiras noites ficamos em alojamentos conveniados com a agência - porém no hotel que ficamos hospedados em Uyuni, a diária saia 100 bolivianos por pessoa, por quarto privativo ou casal e ducha quente (que não estava nem um pouco quente, mas o hotel é bem confortável). Em La Paz ficamos no The Adventure Brew, um gigantesco mix de hostel e hotel na avenida Ismael Montes, bem pertinho da Rodoviária - o quarto compartilhado com 12 pessoas saiu por 63 bol. e a estrutura do hotel me surpreendeu positivamente. Em Copacabana ficamos no Mirador, um dos maiores hoteis da cidade e que fica de frente ao Lago Titicaca - saiu 50 bol. a diária por pessoa por um quarto com vista para o lago No geral, as acomodações são bem simples mas confortáveis e o melhor, super baratas Fique atento se o hotel oferece ducha quente, pois você vai ver a diferença! Transporte: Infelizmente a Bolívia ainda carece de infraestrutura em muitas coisas e tanto as rodovias quanto as companhias de ônibus do país deixam muito a desejar. As estradas do país em sua maioria não tem asfalto e as ruas dos centros urbanos não tem eletricidade e o esgoto corre a céu aberto. Felizmente a rodovia que liga Uyuni a La Paz foi recentemente asfaltada, o que deixou a viagem de 8 hrs de ônibus entre as duas cidades bem mais confortável (120 bol. por pessoa). Já as viações (com exceção da Todo Turismo, que faz a rota anteriormente citada) contam uma frota de ônibus extremamente antigo, com assentos apertados (alguns estão quebrados e não tem sinto de segurança) e o atendimento é bem desorganizado (muitas empresas não tem sistema computadorizado e os assentos comprados são marcados em papéis). Inclusive, quando estávamos indo para Copacabana, a empresa Titicaca vendeu os mesmos assentos que compramos para outras duas pessoas, olha só a confusão Segurança: Não é porque um lugar é pobre que necessariamente é violento e a Bolívia é um claro exemplo disso, já que em nenhum momento me senti inseguro, mesmo com alguns moradores locais nos contando que a violência urbana é bem comum nas grandes cidades. Então é bom sempre pesquisar sobre as regiões que você vai visitar, evitar grandes aglomerações, não ostentar objetos caros e ficar sempre de olho no celular e na carteira no bolso Dia 1: Como disse anteriormente, compramos nosso passeio pela Reserva Ecológica Eduardo Avaroa em San Pedro de Aatacama, no Chile, por 100 mil pesos chilenos (algo em torno de 500 reais) na Colque Tours (localizada na Calle Caracoles). Essa agência tem unidades tanto em San Pedro quanto em Uyuni e tem um atendimento bem legal, apesar de ter vendido algumas informações erradas - no folheto dizia que passaríamos a segunda noite hospedados no Hotel de Sal, o que não ocorreu e os nossos companheiros de viagem compraram o pacote com um guia bilingue, o que também não aconteceu O guia nos pegou no hostel na manhã de terça e nos levou até um restaurante para tomar café da manhã. lá conhecemos nossos companheiros de viagem: A Anja e a Cindy, ambas da Suíça e o Cédrick do Canadá - demos muita sorte já que o pessoa eral super legal, pq passar 3 dias com gente chata não dá Depois de uma hora e meia (o guia estava atrasado) fomos de van até a imensa fila da imigração chilena. Tudo certo seguimos até divisa com a Bolívia, onde fica a imigração - é uma pequena casinha no meio do nada cercada por várias montanhas - foi aqui que trocamos de carro e seguimos viagem em um 4 X 4 com o guia Victor, um boliviano muito simpático e gente boa , que adora musica brasileira e que morre de vontade de conhecer o Brasil Os destinos do dia foram: Laguna Blanca Laguna Verde Águas Termais Geysers Sol de Mañana Laguna Colorada Um lugar mais lindo que o outro. Todos eles ficam dentro da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa - é necessário pagar uma taxa de 150 bolívianos para entrar no parque. Eles lhe entregam um bilhete que é necessário devolve-lo no dia seguinte, na saída do parque, então tome cuidado para não perde-lo :'> É bom também levar uns bolivares a mais para pagar banheiro ou comprar alguma coisa nas paradas. Na volta da laguna Colorada começou a nevar do nada . Claro que foi uma neve bem fina e rápida, mas que pra quem nunca viu isso, foi demais Seguimos então para o nosso refúgio da noite, uma pequena hospedaria no meio das montanhas, a quase 5 mil metros de altitude - sem água quente, sem eletricidade e com um jantar delicioso (foi nosso primeiro dia sem tomar banho haha, já que a ninguém tem coragem de nefrentar um banho gelado a quase 0 grau). Dia 2: Acordamos cedo, tomamos café da manhã e seguimos para o dia mais longo do tour, onde visitamos: Deserto Siloli Arbol de Piedra Deserto Salvador Dalí Lagunas Altiplânicas Vilarejo de Alota Cidade de San Cristóbal Cemitério de trens - arbol - terma Depois seguimos por conta da agencia até um hotel no centro da cidade de Uyuni. Apesar da ótima localização, de ter quartos individuais, ter Wi-fi e ser bem confortável, não tinha água quente novamente Para quem se interessar, o hotel se chama Kutimuy e as diárias custam 100 bol. por pessoa (achei caro para o padrão da cidade). Dia 3: Acordamos antes as 4 da manhã e seguimos até o ponto alto de todo o passeio, o incrível Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo. Por ser temporada de chuvas, parte do deserto estava alagado o que me proporcionou a paisagem mais linda que vi na vida . É FANTÁSTICO, SENSACIONAL, MARAVILHOSO ver o nascer do sol refletido no salar alagado, algo que não tem explicação, fiquei arrepiado e até emocionado. Sério, é demais !!!! Depois seguimos até o famoso hotel de sal que fica no meio do salar para tomar café da manhã e depois fomos tirar várias fotos no Monumento Dakar Rali, no Monumento das Bandeiras e claro, tirar as engraçadas fotos de ilusão de ótica na parte seca do salar Com isso chegava ao fim nosso tour pelo deserto e nosso grupinho iria se separar O Cédrick iria voltar para San Pedro, a Cindy iria para Sucre e a Anja seguiria conosco até La Paz naquela mesma noite - compramos as passagens na noite anterior por 120 bol. em um bus super confortável, com tv, jantar e café da manhã incluso. Mas antes demos uma volta na cidade de Uyuni para conhecer melhor a cultura boliviana. A cidade em si é bem bagunçada, mas a região da Plaza Arce é bem interessante (cheia de pubs e restaurantes que ficam repletos de turistas). Dia 4: Depois de 8 hrs de viagem finalmente chegamos em La Paz, uma das cidades mais altas do mundo e o principal centro financeiro e comercial da Bolívia e onde estava muito frio Fomos para nosso hostel, tomamos banho quente (uffa), dormimos e depois fomos bater perna na cidade. Visitamos nesse dia: Plaza Mayor Museu San Francisco Igreja de San Francisco Mirador Killi Killi Plaza Murillo Palácio do Congresso Palácio do Governo Catedral Metropolitana Teatro Municipal A início pretendiamos ficar 3 dias na cidade, porém como a cidade não tem muitos atrativos fora o Chacaltaya, decidimos pular a escalada a essa montanha e irmos para o Peru, algo que não estava nos nosso planos haha. Puno, cidade base para visitar o lado peruano do Lago Titicaca, fica a apenas 7 horas de La Paz e a passagem custa apenas 80 bolivianos. Ficamos 3 dias incriveis na cidade. Para ver meu relato sobre Puno: https://www.mochileiros.com/o-lindo-sul-do-peru-puno-lago-titicaca-e-ilhas-uros-e-taquile-janeiro-2017-com-roteiro-e-fotos-t142889.html Dia 5: Depois que saímos de Puno, no Peru, finalmente chegamos em Copacabana, a turística cidade as margens do Titicaca. No primeiro dia na cidade visitamos o Cerro do Calvário, uma grandiosa montanha no centro da cidade e que oferece uma vista espetacular de toda a região . mas prepara-se, porque a subida é ingrime e a altitude também não colabora muito, quase morremos !!! haha Hj brincamos que a parte mais dificil da viagem foi chegar no calvário Dia 6: Nesse dia acordamos cedo para irmos até a famosa Isla del Sol , que fica no Lago Titicaca. Qualquer agência na cidade realiza esse que é o passeio mais famoso da região - compramos em uma das cabines que ficam localizadas na avenida Costanera, com os caras que ficam gritando ''isla del sol, isla del sol'' . Existem várias opções de passeio: a que leva vc até apenas a parte sul da ilha, a que leva vc apenas até a parte norte, o passeio que inclui isla del Sol e isla de la Luna, e tem passeio apenas de ida ou apenas de volta, fica a sua escolha. Compramos os bilhetes para conhecer a parte norte da ilha (30 bol. cada um) que é a parte mais bonita da ilha e onde ficam as antigas ruínas incas O passeio até a ilha é feito em um barquinho bem velho, sem cinto, sem coletes salva-vidas, sem nada!!! O dia estava bem nublado e chovia um pouco na hora, ou seja, as águas do Lago Titicaca estavam super agitadas e o barco balançava demais . Foram momento de muito medo haha, mas sobrevivemos Por sorte, assim que chegamos na ilha, o sol saiu e pudemos apreciar as fantásticas paisagens da ilha emoldurada pelas águas azuis do lago Lindo demais!!! Dia 7: Nosso último dia em Copacabana e também o dia mais chuvoso e frio de toda a viagem haha. Como nosso bbus para La Paz saía apenas as 18 hrs (Fomos com a empresa Titicaca, 30 bolivares, 4 hrs de viagem) fomos dar uma volta pelo centro antigo de Copa. Conhecemos a grandiosa e bela Basílica da Virgem de Copacabana, um dos lugares mais sagrados do país e depois fomos visitar o cemitério da cidade (sim, adoro arte tumular ). Como a chuva não parava de jeito nenhum, ficamos enrolando no hostel e depois enrolando mais ainda no restaurante onde almoçamos (aproveitamos o wifi tbm haha). Depois embarcamos no bus - fizemos uma viagem super tranquila - chegamos na rodoviária de La Paz. Pegamos um táxi até o pequeno, mas moderno aeroporto El Alto (60 bolivianos) e passamos a noite lá. Dia 8: As 5 da manhã embarcamos em nosso voo Latam com destino a Lima, onde faríamos uma escala de 6 horas. As 12 hrs embarcamos novamente e as 20 hrs chegamos em terras brasucas, no aeroporto de Guarulhos. Chegava ao fim nosso sensacional mochilão . Espero que tenham gostado do relato
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    Ola....adorei as dicas super agradeço a gentileza e toda atenção em me ajudar ,pois passa uma segurança essas dicas de quem já viajou para lá. No mais só tenho a te agradecer.
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    Chapada dos Veadeiros, 7 dias, junho de 2017 (Passeios - fotos - gastos - curiosidades) Bom irei deixar meu relato de uma semana na chapada dos veadeiros. Tem muita informação na internet, mas como bom mochileiro sempre venho aqui no site fuçar, e nada mais justo do que retribuir a ajuda da galera. Primeiramente, queria dizer que fui fora de epoca, junho, inverno no pais mas como bem sabemos a regiao centro-oeste é bem quente e seca. Nao houve um dia de chuva ou frio extremo. Os dias eram ensolarados e a noite fazia um frio suportavel com uma blusa mediana. Resolvi a viagem em cima da hora, entao o aviao ficou bem caro, e acabei optando ir de Sampa para Brasilia de busão ( otimo pela economia, mas pessima ideia pela lerdeza e falta e conforto) Real expresso. (200 reais, ida e volta = SP- BSB) Pense num bus desconfortavel. Hoje vejo que ( pra mim) nao dá mais pra andar em onibus por mais de 6, 7 horas, é muito ruim...Foras as intermináveis paradas... Após alguma breve pesquisa, resolvi dividir os quase 7 dias na chapada da seguinte maneira: metade na vila de sao jorge e a outra metade em Alto paraiso. Por que ? EU ESTAVA SÓ E SEM CARRO, entao como queria explorar o parque, resolvi ficar logo do lado, que da pra ir tranquilamente a pe ( 15 min andando) Dia 1 - cheguei em SAo jorge vindo de BSB, por volta de 15 hrs da tarde.. ja na dava pra fazer nenhum passeio, ate dava mas nao quis ficar correndo,entao resolvi bater perna em Sao jorge , comer e visitar algumas lojinhas. E me misturar com os locais tambem ! ( bem simpaticos diga-se de de passagem...) Dava tempo de fazer o vale da lua, mas eu mudei de opiniao apos ouvir diversos relatos de lugares melhores pra visitar. Me falaram que é muito legal pra tirar fotos e só. Coisa de uma hora no maximo. Mas gosto é gosto, quem sabe da proxima eu vá ! Dia 2- Dia de explorar o Parque nacional da chapada. Entrada gratuita. Nao é necessario guia, entao vc tem gasto ZERO. As trilhas sao auto-guiadas, super bem sinalizadas, nao tem erro. Neste dia fizemos a trilha dos saltos 120 mts e 80 mts, a trilha é nivel médio - dificil, tem muitas descidas e subidas, cuidado pra nao escorregar e recomendavel usar bota pra trekking. Vi uns loucos de chinelo, esses deveriam ser barrados na entrada, pq eh bem facil de se machucar nesses passeios !total da trilha da uns 9 km ida e volta, eh bom ter no minimo um bom condicionamento, sedentarios podem ter certa dificuldade, mas indo devagar se chega. Na queda de 80 mts, tbm chamada de cachoeira do garimpão, tem uma enorme piscina natural, a agua é bem gelada ( como em toda a chapada) e se ve alguns cardumes de peixes. Na volta, da ainda pra fazer no mesmo dia as corredeiras, que sao simples, mas da pra dar uma boa relaxada nas pedras lisas e em formato de mesas. Dia 3 - Mais um dia no parque. Neste dia fazemos a trilha dos Canions e cachoeira Cariocas, trilha nivel medio, é mais longa que a dos saltos, porem é mais plana e acaba sendo mais rapida, dá uns 10 km ida e volta. Levem sempre muita água, fruta e barra de cereal , ja que esses passeios consomem o dia todo. Cariocas é uma cachoeira incrivel e é bem legal passar o dia lá, na volta fizemos os canions, bonito, mas nem tao interessante pra ficar na água. na volta senti um pouco a perna, e tive que mudar o passeio do dia seguinte. Dia 4 - como senti muito a perna doer no dia anterior, cancelei meu passeio original; mirante da janela ou cachoeira do segredo(ambos com trilhas dificies, acessos complicados e longos) e fiz algo mais leve. Fui pro Novo portal da chapada, reduto do Guru Prem BABa, paguei 15 reais e por lá passei um dia muito agradavel ( café, restaurante vegano, acesso as piscinas, cachoeira São Bento ( muito boa pra nadar), redes, satsang, aula de yoga) .Cheguei la por volta das 11 e sai as 18 hrs. Tem tambem uma trilha elevada na mata de 3 km, bem interessante, da pra ver bastante passaros, corregos, etc. Com esse passeio encerro minha estadia em sao jorge e parto para Alto Paraiso. Dia 5 - Ja devidamente instalado em Alto paraiso ( ficamos no hostel jardim da nova era, bem legal e localizado, recomendo) conheci uma galera e resolvemos ir pra fazenda sao bento, fazer as cachoeiras Almecegas I E II. É perto de Alto paraiso, dá uns 10 km.... do lado do Prem Baba. Paga-se 30 reais pra entrar, e vc usa uma pulseira. da portaria da fazenda até a primeira cachoeira, dá quase 3 km, uns 45 minutos andando. O problema é que a trilha pra lá é bem irregular, A PIOR TRILHA que fiz na chapada, com muitas subidas e descidas bem ingremes, varios locais com pedras soltas e achei bem chatinha...pior que a do parque. Chegando na almecegas I vc tem o mirante, e de la pra baixo, ate acessar a cachoeira, anda mais uns 10 minutos numa descida bem ingreme. A cachoeira fica no fundo de um vale, uma bela vista, porem o sol bate só no paredao, a agua FOI A MAIS GELADA QUE ENTREI NA CHAPADA, serio, ninguem do grupo aguentou mais de 3 minutos, me deu ate dor de ouvido. Saimos de lá meio tarde a fim de conseguir ir na Almecegas I. 1,5 km andando dentro da fazenda.....cachoeira bonita porem com pouco volume de agua. porem tem uma vista para o vale muito bonita , rende excelentes fotos. Nao entrei na água, que tava geladissima tambem. Fim do passeio, pegamos carona de volta pra Alto Paraiso com uma galera do proprio hostel que estavamos. Dia 6 - Catarata dos couros - Consegui fechar com um guia num preço bem abaixo do que é praticado, pagamos 70 reais cada um, Couros é bem longe de Sao jorge, demoramos quase uma hora e meia pra chegar la, uma boa parte é estrada de terra; passamos por uma fazenda invadida pelo MST, vimos SEriemas e outras aves, ate chegarmos na entrada da trilha. Nao se paga NADA pra couros, mas tem uns locais lá recepcionando, é bom deixar uma contribuiçao, 5, 10 reais, foi o que fizemos. Tinha grande expectativa nesse passeio e realmente Couros é sensacional, pela dimensao e volume de agua, pela beleza, é um dos locais tops da chapada, nao da pra deixar de fora ! Fomos ate a ultima queda dagua que tem uma enorme piscina natural, e depois ficamos na catarata mesmo, na parte de cima. Sao 3 piscinas naturais embaixo das quedas, agua bem gelada mas suportavel. Dia 7 - CAvalcante - Cachoeira de SAnta Barbara e Capivara- Saimos de alto paraiso rumo a Cavalcante as 6:30 da manha, ja que a viagem seria longa e queriamos pegar o sol da manha, felizmente deu tudo certo. Chegamos na comunidade kalunga, cada pessoa paga 20 reais, fora o guia local, que é 70, dai vc rateia entre as pessoas do seu grupo. outro gasto é a gasolina, enfim, este passeio me custou uns 120 reais ( bem mais em conta do que é cobrado normalmente) Apos os tramites, seguimos de carro ate um ponto la dentro da comunidade. apos, somente a pé ! uma trilha de meia hora mais ou menos e chegamos na Cachoeira SAnta Barbara. REalmente é impressionante a cor azulada da agua, como é cristalina, nas fotos parece pequena a piscina, mas pessoalmente ate que achei maior. beleza inigualavel, por isso esta entre os locais top da chapada. Nao da pra deixar de ir ! rendes fotos surreais !!! Como a mata é bem fechada, o sol nao bate muito, mas se vc for la pelo meio dia, o sol bate bem no centro do piscinão da cachoeira, deixando o local ainda mais espetacular. Vale a pena demais. Apos Santa barbara, fomos pra cachoeira da Capivara. outro local que eu nao tinha nos planos/ nao conhecia, mas é de uma beleza sensacional tbm ! agua esverdeada, com uma vista sensacional para um vale. Porem.....neste ultimo dia eu peguei carrapatos ! sim..carraptos. tinha me avisado que issso ocorre em algumas cachoeiras, e eu dei azar kkk. Nao sei se peguei na SAnta barbara ou na Capivara ! Uma das duas COM CERTEZA....! mas quem ta no mato é pra se coçar ne, kkkk Dia 8 - volta bem cedo de carro pra Brasilia, ( consegui por 60 reais) tem muita gente oferecendo esse servico. Vale mais a pena que o bus que é 10 reais mais em conta porem mais lerdo e com horarios pessimos. consulte seu hostel/ pousada . Chegando em brasilia, as 13 hrs, hora de voltar pra Sampa. Fim da trip ! :'( Vídeo que eu gravei na cachoeira Santa Bárbara: Vídeo / Catarata dos Couros ( 3 níveis) **Curiosidades/ avisos *** - Parque Nacional: Tem limite diário de pessoas ! 500 se nao me engano ! Deem uma olhada no site oficial, pra evitar chegar la a toa. Entao, se for em alta temporada, feriadao prolongado e afins, trate de chegar na portaria o mais cedo possivel ( 7 da manha) pq corre o risco DE NAO ENTRAR ! e isso nao é nada dificil ocorrer. Conheci uma mulher que ja tinha ido varias vezes la, em duas ocasioes, chegou as 8:30 da manha e nao conseguiu mais entrar. Fica o alerta. - usem bota para trekking. É bem facil se machucar nesses passeios, torcer um tornozelo ou coisa do tipo. Nao abuse.Chinelo e sandália nem pensar,vai machucar o pé com certeza... -Carrapatos: nao deixe mochila ou roupas jogadas no mato, forre com alguma coisa e no final faça uma inspeçao visual pra ver se tem algo... -lanches e agua: leve sempre . Os passeios sao longos e cansativos, andar dá uma fome do cão. Deixe pra comer a noite na cidade, ou leve marmita, rs. _ Caronas: funcionam super bem, tanto em sao jorge quanto em alto paraiso. Pegamos 6 caronas e nao tivemos problema. O unico problema é carona apos as 18:30 quando ja tiver escurecendo, a maioria dos carros nao vao parar, entao faça isso somente de dia pra sua segurança! -filtro solar: leve sempre, o sol do cerrado durante o dia castiga legal, repelente eu levei , so usei em duas cachoeiras, as outras foram de boa; - Recolha seu lixo. Preserve a natureza, nao arranque flores e nao destrua galhos que tiverem na sua frente. Dentro do parque achei um chinelo velho e um copo plastico, nao pensei duas vezes, pus na minha mochila e joguei fora quando cheguei em Sao jorge. Lamentável este comportamento. _ Alto paraiso: a avenida principal é a Ary valadao, la concentra tudo, hostel, bancos, lojas, CAT, rodoviaria, etc. nao da pra ser perder . A cidade tem menos de 9 mil habitantes. Tem gringos, muitos alternativos, miçangueiros, todos cordiais, bem como os proprios locais, QUE sao bem gentis com todos. - São jorge: um vilarejo com meia duzia de ruas, colado ao parque nacional. Tem hostel e pousadas ( mais caros que alto paraiso) tem restaurantes, cafes e bares pAra todos os bolsos. Varias lojinhas tambem . Ruas de terra que em breve serao asfaltadas. local tranquilo pra relaxar e curtir a natureza. -Cachoeira Santa barbara - OUvi relatos que ha um projeto para que o acesso a esta cachoeira para banho seja definitivamente FECHADO. motivo: sua preservaçao. o local nao é muito grande e o numero de visitantes so aumenta, o que tem causado um certo impacto no local. No pos feriado de junho agora, ficou fechada uma semana quase. Entao nao creio que seja boato, mas sim algo plausivel. - A chapada é um local magico, uma otima vibe, pessoas gentis e natureza exuberante. Espero ter ajudado com meu relato, pretendo voltar pra lá com certeza ! -Bom passeio !!!
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    Boa noite, Massa o relato, estou planejando ir pro Uruguai final de dezembro ou em alguma data em janeiro.
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    Uau, que relato! Muito legal mesmo. Nós fomos para lá ano passado e começamos a relatar tudo no nosso Blog do Uruguai. Mas tem muita coisa ainda para conhecermos e queremos voltar agora no final do ano. Parabéns pela viagem!
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    Então... um breve resumo. Férias, 8 de junho, fiz a mochila e cai na estrada no dia seguinte com a mochila nas costas. fiz quase tudo de carona e a pé, rodei 4 estados e 8 cidades, perdi uns 3 quilos e meio, sofri com frio e preconceito por estar com uma mochila, aprendi muita coisa e saiu tudo como esperava... Enfim. vou contar! No dia 9 de junho pela manhã, botei a mochila nas costas e fui em direção ao RJ, minha primeira parada. Peguei uma carona de Nova Lima-MG ate Duque de Caxias no RJ... fiquei na casa da minha irmã por 4 dias. Conheci vários lugares (de bike e metrô pq era mais em conta). Fiz a trilha do pão de açucar, passando pela Praia Vermelha no bairro da Urca. Conheci umas praias, passei pela praia do Arpoador, é um lugar incrivel!!! Gastos = 45 reais No dia seguinte (sex 12/6 )... segui rumo ao sul, Curitiba. peguei carona pra SP, desci na vila dos remédios no (dom 14/6)... dormi no posto, pq era umas 5:30 da manha e depois fiquei na casa de um Couch, muito gente boa, ate na (seg 15/6)... parti na segunda mesmo e peguei um carona no mesmo posto, direto pra Curitiba. Gastos= 15 reais No mesmo dia já estava em Curitiba (tava 1° grau! ). Fiquei na casa de uma Couch tbem. Era pra ficar 3 dias, fiquei 8!!! kkkk. Cortei Floripa da rota, por ficar mais em CWB. Conheci a cidade, muitos pub's, praças, culturas, pessoas, trabalhei, muitas amizades, comi muito pinhão, fiz pão de queijo e cafezin pra metade da cidade , vendi brigadeiro pra levantar uma grana, aprendi a fazer uns bolos veganos mas não me pergunte a receita . Aprendi tbem, que, (DINHEIRO NÃO É TUDO). Curitiba é demais!! (palmas) Gastos= 100 reais Segui, mesmo com o coração apertado... Não queria ir embora! Sai do centro da cidade (23/6) e fui p estrada, sentido MS... (ñ foi fácil chegar). peguei uma carona de Curitiba ate Ponta Grossa-PR (dormi no posto e mais frio ) andei uns 9 km p chegar em outro posto melhor de carona. Não consegui a carona direto , então, fui parando em algumas cidade, ate chegar o mais próximo do destino... Cheguei em Londrina (24/6) fiz um tour pela cidade, graças a um "futuro viajante" bem empolgado com a "vida de mochileiro", resolveu me mostrar Londrina. Bebemos e trocamos muitas idéias... finalizamos o rôle no lago Igapó, era umas 3:30 AM. Gastos= 20 reais (25/6)... Decidi ir em Tapejara - PR, fazer uma visita especial. Obs: (Tapejara é [email protected]) Conheci a cidade em 22 minutos! Kkkk. Pequena, mas aconchegante... fomos num churrasco, troquei idéia com uma galera massa e parti no dia (26/6). Gastos= 30 reais Ganhei uma carona ate Maringá - PR. Andei uns 6 km ate um posto e pedi informação, acabei ganhando uma carona até outro posto, ainda em Maringá. E no mesmo dia (26/6) peguei mais uma carona ate Presidente Prudente-SP. Era sábado, Decidi pegar ônibus, por falta de carona... de Presidente Prudente p/ Presidente Venceslau e outro ônibus ate Andradina-SP e de Andradina p/ Três Lagoas -MS \o/ (27/6). Gastos com ônibus= 20 reais de passagem. Um almoço= 9 reais Enfim em Três lagoas – MS. Fui pra casa de um Tio. Nunca vi, uma cidade tão plana na vida!! bicicleta, tem prioridade nas ruas (palmas). Várias empresas e a diversão maior é a pesca. lugar é cortado pelo Rio Sucuriú e Rio Paraná, divisa com SP. queimei as vistas com reflexo da água, nos dias da pesca. (sim, isso é possível). E mais uma vez, me diverti bastente!!! Gastos= 2 sucos grande 8 reais Parti (30/6) p/ ficar o mais próximo de casa, pois ja estava acabando as férias. desci com uma carona até Sumaré-SP, andei uns 5 km ate um "ponto de carona" melhor. Consegui uma carona até Itatiba-SP (Dormi em mais um posto) e mais uma carona ate Atibaia-SP. Andei mais 6 km pra chegar ate outro posto e pegar carona, já na BR 381. Peguei uma carona ate Pouso Alegre - MG e outra ate Três Corações-MG. Claro que não podia deixar de passar em São Thomé das Letras (02/7) pra recarregar as energias . Muito frio, cachoeiras, trilhas, muita gente bacana, fiz umas amizades como de costume e parti pra rodoviária (06/7). Ia comprar uma passagem já pra descer em casa! Mas acabei conhecendo uma viajante, na rodoviária mesmo e nas conversas decidimos ir pra Ouro Preto –MG. Eu tinha mais um dia de férias, então aceitei. Pegamos umas carona ate Belo Horizonte e pegamos um ônibus q ia direto... Gastos= 45 reais Dormimos em uma republica, que não sei pq, mas tava rolando uma festa muito massa!! Entramos e bebemos com a galera. Fizemos um tour pela manha e eu parti no mesmo dia (07/07) a tarde. Nesse mesmo dia, fui trabalhar e muito feliz com tudo que aconteceu. Deu tudo certo, a rota teve uns cortes, mas eu que decidi isso. Não gastei metade do que eu previa, a mochila voltou cheia, mas só de lembranças e saudades... Já estou programando a próxima. Finalizando... “Viajar é muito mais que conhecer lugares. Conhecer o mundo pelo lado turístico é um interesse que acontece naturalmente, pois o diferente desperta a curiosidade automaticamente. Mas já parou para pensar que viajar é muito mais do que conhecer lugares? Viajar é se colocar a frente da realidade de outros povos, é conhecer e se encantar pela cultura que não faz parte da sua, é mudar de pensamentos, deixar pré conceitos e aprender a aceitar as pessoas do jeito que elas são. Viajar te levará a ser alguém muito melhor, a ser mais compreensivo perante as relações humanas, vai te ensinar a se questionar e você nunca mais será o mesmo." "Deixe o mundo mudar você, e então você poderá mudar o mundo" Che Guevara.
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    O Quiriri, ah! O Quiriri... Após várias trilhas pela nossa serra do mar, eu estava com saudades do Quiriri. Já estava cansado de trilha fechada, sobe e desce por escadinha, corrente, bambu enroscando... queria os campos livres e desimpedidos, a ausência de sombra, caminhar por lugares sem trilha. Minha última aventura por lá foi em 2014, no Marco da Divisa, com tempo fechado durante todo o final de semana. Acampamos na nuvem e em momento algum o tempo abriu. O mês de julho foi de intensas chuvas no Paraná e Santa Catarina, e somente no início de agosto o tempo firmou por uma semana, e melhor, durante o final de semana. Como uma parte da galera da AMC ia fazer uma remada no Rio Iguaçu (e por isso não daria pra fazer o 5 Cumes) aproveitamos para nos pirulitar pro Quiriri. O caminho seria o mesmo que o Getúlio, Matias e Thomas fizeram ano passado, a Pedra da Divisa saindo do Alto Quiriri, próximo à fazenda da Ciser. Para a empreitada aceitaram o convite Márcio e Cláudia, Matias, Serginho, André e Alex , além é claro da minha pessoa. Depois de um pequeno atraso para deixar o carro do Alex no estacionamento da Rodoferroviária partimos em dois jipes para o alto Quiriri. Como a estrada estava seca, vários carros normais estavam lá em cima, mas a estradinha está bem ruinzinha e a subida é puxada, se chover só 4x4... Chegamos até o local do início da caminhada, uma mangueira (cercado para confinamento de gado) um pouco antes da mina de talco. Deixamos as viaturas numa casa uns 50 metros estrada abaixo, mas tanto na ida como na volta não vimos ninguém, tudo fechado. A trilha começa pela estrada da propriedade ao lado da mangueira, sentido leste, e o tempo bom anima o pessoal. Vistas desimpedidas para os quatro cantos, os campos do Quiriri a perder de vista... Depois de aproximadamente 45 minutos de caminhada chegamos noutra mangueira, esta na encosta do Monte Quiriri, montanha de maior altitude de toda serra com 1538 m. Resolvemos contornar o mesmo pelo leste, e deixar a sua subida para a volta. Continuamos pela estradinha até um local de alimentação do gado, com algumas manilhas de cimento usadas como cochos. Mudamos o rumo para nordeste e prosseguimos nossa caminhada debaixo de muito sol. Próximo às 11:00 hs paramos para um rápido lanche e decidimos tocar pelo vale ao lado da Pedra da Divisa, o famoso Vale Encantado. Aqui deixo um parêntese: sempre surge a dúvida de qual é o Vale Encantado que sempre ouvimos falar. Eu afirmo que é este que pegamos, o mesmo que Jorge Soto seguiu alguns anos atrás e descreveu em seu relato neste mesmo fórum. Já outras pessoas falam que é o vale logo ao lado da Pedra da Tartaruga. Na verdade todos os vales de lá são encantados, de beleza ímpar. São pelo menos 4 vales paralelos que percorrem o Quiriri sentido oeste-leste, mas este que percorremos (o número 4, sentido sul-norte) tem a maior cachoeira de todos e fica bem ao lado da Pedra da Divisa. Depois de banho de cachoeira, almoço numa pequena sombra a beira do rio e muitos cliques, começamos a subir para o local de nosso acampamento, numa pequena elevação ao lado de um afluente do rio do vale encantado, aos pés da Pedra da Divisa. O local é estratégico, o cume da Pedra da Divisa está a 2km do acampamento, e o Monte Quiriri a aproximadamente 7 km, seguindo praticamente em uma linha reta. Armamos as barracas e vamos subir um morrote ao lado para ver o por do sol, que foi prejudicado por nuvens insistentes que surgiram ao final de tarde. O ponto triste da caminhada ocorre no final de tarde. Do alto do morro escutamos barulho de motocicletas, e logo depois avistamos dois motoqueiros andando pelas encostas do Padre Raulino e vale encantado 3. Logo após vimos um foco de fogo, e depois mais um... os motoqueiros estavam colocando fogo no Quiriri!!! Contei 6 focos de incêndio iniciados por eles na encosta do Pe. Raulino e nos vales 3 e 4. Ficamos apreensivos com nosso lugar de acampamento, mas o vento levou o fogo pro outro lado. No dia seguinte ele seguia queimando, indo em direção da Pedra da Tartaruga, tendo queimado todo Pe. Raulino e suas encostas. À noite tiramos algumas fotos, jantamos, batemos papo e logo fomos dormir, para acordar no dia seguinte cedo e apreciar o nascer do sol... Depois do café da manhã seguimos para a Pedra da Divisa, que é uma das mais altas montanhas da região, e também uma das maiores, pois sua “proa” está bem distante do cume, aproximadamente 500 m. Muitos cliques e voltamos para o acampamento para desarmar as barracas e iniciar a volta. Saímos sentido sul, em direção do Morro do Quiriri, passando por vales e montes, a paisagem característica do Quiriri. Perto da hora do almoço paramos num rio para nosso lanche, e em seguida partimos para a subida do Quiriri. O Monte Quiriri também é uma montanha “esparramada”, com vários cumes. A visão de lá de cima é linda, de 360° e podemos ver todos os vales e morros ao redor. Subimos o Quiriri pela encosta norte e vamos descer a encosta sul, saindo exatamente na segunda mangueira. Estamos perto do final, agora é só seguir a estrada por 45 minutos até o carro. Na volta encontramos bastante gente passeando no alto Quiriri; alguns retornando da fazenda da Ciser, outros apenas curtindo a estradinha ruim em motos, jipes e carros “normais”. O Quiriri está ficando popular... Seguimos até a BR 376 para encarar um congestionamento básico de final de semana com tempo bom na principal ligação entre Curitiba e o litoral catarinense. E foi assim, mais um final de semana abençoado por Deus, aonde pudemos desfrutar de toda a beleza da Sua criação. Pena que alguns ainda não entendem isso e achem que o Quiriri é apenas pasto para gado, e continuem fazendo queimadas.
  47. 1 ponto
    Ola! Vou em Outubro sozinha passar 5 dias no Uruguay e gostaria de saber onde exatamente voce comprou pesos ao chegar no Uruguay e quanto voce sugere comprar no Brasil de pesos ate conseguir comprar mais pesos por precos melhores? Obrigada!
  48. 1 ponto
    PEDRA DA TARTARUGA E VALE ENCANTADO Relato de um fim de semana na Serra do Quiriri Segue um relatinho antigo, de pernada realizada no ano passado (10 e 11/03/2012), mas ainda válido para compartilhar algumas de nossas experiências na região. Assim elimino as “pendências” da minha gaveta... O INÍCIO - PLANEJAMENTO Dando sequência às nossas explorações na belíssima região da Serra do Quiriri, localizada na divisa sudeste entre os estados do Paraná e Santa Catarina, passo a relatar a trip realizada no fim de semana dos dias 10 e 11 de março de 2012 por um grupo da AMC – Associação Montanhistas de Cristo... Tudo começou em nossa investida anterior naquela região, em out/2011 (veja o relato AQUI). Voltamos para casa naquela ocasião com uma pontinha de frustração por não termos cumprido com todos os objetivos traçados, resultado em parte da brusca deterioração das condições climáticas que prejudicaram a visibilidade e nos impediram de explorar em profundidade as imediações da Pedra da Tartaruga e do Vale Encantado, além de nos fazer abortar a pernada até a área da Pedra da Divisa. Assim, decidimos ainda na estrada de retorno da fazenda que retornaríamos no verão para excursionar pela região de modo a explorar e conhecer o tal vale em condições mais favoráveis. Três meses se passaram e, no início do mês de fevereiro de 2012, após relembrar nossa agenda de programas para o verão comecei a colocar pilha nos companheiros da AMC para retornarmos ao Quiriri e efetivamente realizarmos a investida que tinha ficado no ar. A ideia do roteiro a seguir era bem próxima do que já havíamos tentado empreender em outubro/2011: em linhas gerais, partir da Fazenda Alto Quiriri rumando para o Norte passando pelo Monte Bradador (antenas) para depois derivar ao Leste em direção à Pedra da Tartaruga no primeiro dia (sem o erro que cometemos da outra vez), montar acampamento em suas proximidades e aproveitar as últimas luzes do dia na exploração de pelo menos um dos dois vales que ladeiam a sua crista para confirmar a localização correta do tal Vale Encantado. No segundo dia, desmontar acampamento e rumar cedo em direção à Pedra da Divisa e se possível ao Marco da Divisa, adiante, cortando os vales e a linha de cristas montanhosas que a antecedem (isso para quem partiria da Pedra da Tartaruga, onde estaríamos acampados). A TRIP - PRIMEIRO DIA Preparativos realizados, grupo formado, autorização requerida e concedida junto à Administração da Fazenda Alto Quiriri, a pequena expedição tomou forma para os dias 10 e 11 de março de 2012 e lá fomos nós. Nossa saída madrugueira, programada originalmente para ocorrer às 6h da matina da casa de um companheiro onde nos encontraríamos para distribuir as caronas e as mochilas nas viaturas acabou atrasando por obra de um celular que ficou programado para despertar apenas de segunda à sexta-feira. Com isso foi necessário realocar emergencialmente as caronas e remarcar, por telefone, nosso ponto de encontro, que passou a ser na BR-376 depois do contorno rodoviário sul, já fora de Curitiba, para otimizar o horário da nossa partida. Rapidamente atravessamos as cidades de Curitiba e S. J. Dos Pinhais em direção ao ponto de encontro e encontramos a porção atrasada do grupo. Redistribuímos as cargueiras e o pessoal nos veículos e tocamos no rumo de Tijucas do Sul, onde logo depois sairíamos do asfalto para galgar rapidamente as curvas poeirentas da sinuosa estradinha de terra (ou de “chão”, como se diz por aqui) que leva à Fazenda Alto Quiriri, margeada ora pelas incontáveis áreas de reflorestamento de pinus, ora pela vista das montanhas das Serras da Papanduva e Araçatuba, já que com o tempo limpo a visibilidade era quase total. Empolgados com o tempo bom, fizemos pequena parada na divisa dos estados, delimitada por um remanso formado pelas águas do Rio Negro. Ali encontramos, logo após a ponte metálica, uma placa bem recente (posterior à nossa última passagem por ali) com indicações sobre os campos do Quiriri. Esticadas as pernas, moitas devidamente regadas e várias fotos, seguimos viagem estrada acima. Dali para frente o trajeto é em sua maior parte subida, com paisagens cada vez mais belas, já que do alto nosso horizonte visual com o céu azul e a baixa nebulosidade era cada vez mais amplo. Com isso atrasamos um pouco mais pois foram inevitáveis as paradas para fotos e contemplação, visto que na trip anterior, com a nebulosidade na ida e o tempo chuvoso na volta, havíamos perdido todo aquele material. Lá pelas 10h da manhã, já bem atrasados em relação ao nosso plano inicial, adentramos os limites da Fazenda Alto Quiriri e somos recepcionados na porteira pelo Sr. João, um dos caseiros. Depois de nos identificar e ter a passagem liberada e antes de estacionar as viaturas, combinamos com ele de ir até a sede da fazenda para deixar a cargueira do nosso companheiro Wilson, que viria de moto algumas horas mais tarde com a namorada por força de um compromisso e iria seguir depois os nossos rastros, se possível nos encontrando no acampamento à noite. Estacionadas as viaturas e após breves preparativos e ajustes nas mochilas partimos rapidamente rumo ao alto do Monte Bradador pela estradinha que sobe da fazenda, num trecho chato que mistura saibro, erosões e pedras soltas. Antes da metade do percurso somos interceptados por um grupo de motocross que vinha da fazenda e lá estavam passando o final de semana, já que as instalações da fazenda podem ser alugadas para eventos. Ficamos sabendo antes, pelo caseiro, que se tratava de um grupo de amigos de um funcionário que trabalha no grupo empresarial ao qual pertence a fazenda e que passavam o final de semana ali. Continuamos a nossa subida ao topo do Monte Bradador, referência visual das mais importantes da área com suas grandes antenas repetidoras de rádio, ponto de passagem quase que obrigatório para quem sai da parte baixa da fazenda e sobe a serra em direção aos campos e montanhas do norte, no Alto Quiriri, como fazíamos. Ainda que o ponto de partida na fazenda já seja uma grande vantagem por estar a uma altitude considerável (cerca de 1269m), a relativamente pequena altimetria do desnível de cerca de 234 m entre o estacionamento e o cume do Bradador cobra seu preço, especialmente sob o sol forte de uma manhã de verão sem nuvens e com pesadas mochilas nas costas. O grupo nessa altura já estava dividido em blocos menores de 3 ou 4 caminhantes cada, cujas afinidades eram o ritmo próprio da caminhada e o teor da prosa durante a subida. Como eu estava no pelotão fecha-trilha, lá por 1h de caminhada já avistava o grupo da vanguarda atingindo o alto do Bradador. Uns 20 min depois e o grupo todo já estava novamente reunido e almoçando sob a pequena mas providencial sombra da casinha de cimento que abriga os painéis solares e as baterias da repetidora de rádio no cume do Monte Bradador, pois já passava das 12h. Neste trecho já havíamos percorrido pouco mais de 2 km. Revigorados com a hidratação, alimento e descanso na breve parada, tocamos morro abaixo, agora pela sua face norte, descendo a encosta coberta de capim que esconde vários pequenos buracos, vislumbrando todo o esplendor dos famosos Campos do Quiriri. Nosso guia visual a partir dali seria por um tempo o rochoso Monte Pe. Raulino, uma das elevações dominantes nas imediações e por isso visível de muito longe. Rapidamente cruzamos o sobe e desce das porções de campos que separam a encosta norte do Bradador e a “praça verde” por assim dizer, formada por uma sucessão de pequenos e suaves vales entre os Montes Bradador, Quiriri (o mais alto daquela área, com seus 1538 m), a Oeste, e Pe. Raulino. O último destes pequenos vales antes do Mt. Pe. Raulino, que na primavera anterior estava todo florido e por isso foi por nós apelidado de “vale das flores”, desta vez não estava tão exuberante mas continuava indicando a necessidade de, dali, derivarmos para a direita pela vereda de capim batido que preguiçosamente se estendia rumo Leste acompanhando suavemente as curvas de nível, ora subindo, ora descendo para vencer desníveis nos “campos do Windows”, brincadeira que fizemos em alusão à similitude daquela paisagem àquele papel de parede padrão que acompanha o famoso sistema operacional e que retrata um verdejante campo ondulado emoldurado por um vívido céu azul e nuvens branquinhas... Justamente a paisagem que vislumbrávamos naquele trecho da pernada! Novamente nosso grupo se estendia no horizonte, desdobrando-se em destacamentos menores que se seguiam, cada um no seu ritmo de caminhada. Bradador – vale das flores – campos do Windows e mais alguns morrotes intermediários. Na retaguarda, após cerca de 1,5h de caminhada depois do Bradador e algumas breves paradas para hidratação sob o forte calor do sol que derretia nossas cacholas, retomada do fôlego (com a desculpa dos cliques e da contemplação da exuberância daqueles campos), já avistávamos a formação característica da Pedra da Tartaruga no horizonte e os elementos mais avançados do grupo, ao longe, já se aproximavam dela. Cerca de mais 45min de caminhada e várias paradinhas para molhar a garganta, fotografar e contemplar agora os campos salpicados de pedras e o grupo de retaguarda também alcança uma bela e providencial sombra formada nas costas da Pedra da Tartaruga. Mesmo àquela hora do dia (cerca de 16h) os raios solares ainda nos castigavam com um calor terrível. A sombrinha ainda espantou outro inimigo terrível desta caminhada: as butucas do Quiriri, que mais tarde descobrimos se tratar de versões minúsculas de pequenos vampiros sedentos de sangue, mas que ao contrário de sua versão maior odiavam a escuridão, preferindo carne “de sol” (Rsrsrs) pois só nos atacavam sob a iluminação e calor do astro rei. Após nos refazermos sob alguns minutos na já referida sombra, confabulamos sobre o local de acampamento e, dadas as condições de alguns integrantes do grupo (2 com pé machucado - bolhas e torção em recuperação de outra trip e 2 outros bastante desgastados pelo calor e noite mal dormida), decidimos em conjunto que seria melhor montar acampamento no mesmo lugar em que o fizemos em nossa última visita, ou seja, no platô a nordeste da pedra, local plano e favorável eis que relativamente protegido do vento, ainda que bem no alto. Tratamos então de contornar a enorme formação rochosa enquanto alguns subiam a pedra para acessar uma caixa de cume que se revelaria vazia. Acampamento montado, feridos e cansados descansando (eu entre eles) e lá se foi o pelotão principal descendo o vale que desce por S-N, à esquerda da pedra e do acampamento(para quem olha o mapa com o Norte no topo), sob o pretexto de buscar água e desbravar o curso do rio que corre por ele. Nisso os acampados tiram um cochilo, remendam seus ferimentos e se refazem da extenuante pernada sob o sol escaldante. Cerca de 1h30min depois, já passando das 18h retorna o grupo que descera o vale, maravilhados com o visual do rio (alguns até banharam-se nas águas, gélidas mesmo com o calor e sol forte), apesar do visual das redondezas ter ficado prejudicado por um nevoeiro que começou a se formar no fundo do vale e impediu maior alcance visual. Com o retorno de nossos companheiros expedicionários somos surpreendidos com o belíssimo visual do mar de nuvens que se forma no final de tarde à nossa frente, encobrindo totalmente a vista do mar e da planície litorânea à frente do acampamento. Sem dúvida que aproveitamos para registrar os momentos e muitos cliques foram dados... Começa então a faina da janta. Mexe daqui, remexe dali e vão surgindo as panelas e fogareiros, café, salame, e as panças alvoroçadas e roncantes vão sendo abastecidas com alguns quitutes antes do jantar propriamente dito, já que foi anunciado e combinado que teríamos a tal polenta campeira, que o pessoal concordou em preparar mais tarde. Rola o tradicional escambo de alimentos entre os companheiros, assim como a troca de experiências e aquela boa conversa que surge ao pé dos fogareiros, especialmente nas noites mais enluaradas como a que passaríamos a apreciar (seria lua cheia mas ela ainda não havia surgido no céu). Sensação na roda de conversa foi a pequena cafeteira italiana levada pelo Papael, que rapidamente passou de mão em mão, com as devidas orientações de uso fornecidas pelo proprietário, que logo também ficou sem o precioso pó de café, cuja carga não tinha sido tão abundante quanto o interesse pelo artefato... Fotos daqui e dali, aproveitando os últimos resquícios de luz do sol refletidas na atmosfera e as primeiras luzes das cidades e estrelas que surgiam no horizonte. Serginho e o seu novo tripé fotográfico foi um caso à parte, tendo capturado muitas imagens com ótima qualidade com a ajuda do novo brinquedo. Inclusive a qualidade das fotos da lua e do acampamento à noite se devem a ele, que gentilmente emprestou o acessório a vários fotógrafos diferentes. Lá pelas 20h00min a fome começou a bater na galera e vamos que vamos preparar a refeição quente da noite, que apesar de ainda ser verão, revelou-se bem amena. Juntamos algumas panelas (que como eram pequenas tiveram que ser usadas em conjunto) para o preparo da famigerada polenta campeira, iguaria que já encontra-se descrita nos mais diletos livros de receitas culinárias 'outdoor'. Enquanto dois refogavam na chapa-forma a calabresa, bacon e lombinho defumado, previamente cortados e misturados com cebola e alho, outros dois preparavam a massa da polenta em duas panelas maiores, juntando tudo assim que cozida a massa, faina que não dura mais do que 10 minutos. Concluído o preparo, eis que rapidamente surge uma fila de pratos, apressados, ávidos por garantir a sua porção do alimento. Natural que nestas horas reine o silêncio e, logo depois o rápido ruído de pratos sendo raspados, sinal de que as porções servidas foram rapidamente devoradas. Nessa hora o rádio Talk About, até então quieto, começa a chamar: “Wilson AMC chamando Zeca, na escuta? Câmbio!” ... “Wilson AMC chamando Zeca, na escuta? Câmbio!”. Era o nosso companheiro Wilson, que há pouco chegara no cume do Bradador, após algumas horas de atraso ao sair de moto de Curitiba e pegar a trilha, iniciada já no final de tarde. Relatava logo em seguida que tudo correra bem, mas dado o avanço da hora não quis percorrer a trilha à noite com a namorada e resolveram montar seu acampamento no alto do Monte Bradador, onde relatava ter encontrado um escorpião preto na área de acampamento. Encerrado o contato de rádio as conversas voltam ao ar, agora em grupos menores de 2 ou 3 pessoas, primeiro na “cozinha” no centro do acampamento e depois nesta ou naquela barraca. O pessoal começa a se arrumar para dormir. Alguns, mais inquietos, buscam uma posição nas pedras para admirar o horizonte, cujo luar abundante revela ao longe num céu praticamente isento de nuvens em várias direções. Mas e a Lua? Nada da Lua?! Procuramos no céu e, apesar de ser lua cheia, o satélite não aparece... Logo percebemos que a Lua nascera por trás do vulto da Pedra da Tartaruga, em razão principalmente da sombra que se forma sobre nosso acampamento. Lá pelas 21h45min ela vence a elevação do rochedo e se projeta diretamente sobre nós, passando a ficar visível. Grande espetáculo. As fotos que o digam. Nestes momentos que antecedem o sono dos justos e merecedores trekkers, fazemos algumas brincadeiras com as câmeras, aproveitando o tripé do Serginho. Pintura com luzes, fotos das estrelas, do próprio acampamento iluminado pelas lanternas das barracas e dos vultos das montanhas são alguns dos afazeres noturnos antes de nos recolhermos aos nossos sacos de dormir. Logo reinaria o silêncio quase absoluto, entrecortado apenas pelo ruído, ao longe, de um ou outro caminhão passando na distante BR-376, no vale mais profundo à nossa frente (dessa vez o Luis não foi conosco, rsrsrs). ... CONTINUA...
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