Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Mais curtidos da Semana


Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 10-04-2019 em todas áreas

  1. 2 pontos
    Olá , pessoal Adoro trilhas, é a minha brisa! Porém, a maioria dos meus amigos não estão morando no RJ, atualmente. Quem tem a mesma vibe que a minha e conhece grupos que curtem fazer trilhas pelo Rio, chama aí. Valeu.
  2. 1 ponto
    Eu e mais 2 amigas vamos para Chapada dos Veadeiros na última semana de maio.    Estamos querendo mais companhia para rachar aluguel de carro, passeios e guia, principalmente porque não sabemos dirigir.   Alguém anima?
  3. 1 ponto
  4. 1 ponto
    Olá, me chamo Bruna, em novembro saio de férias, e irei fazer minha primeira viajem sozinha. Estou a procura de companhia pra viajar, a princípio quero ir para Itália, França e Inglaterra, mas aceito sugestões de roteiro, e estou adepta a mudanças.
  5. 1 ponto
    Procuro cia para viajar pra qualquer destino das belas cidades de Minas Gerais. Sou nova por aqui, mas pretendo fazer do meu 2019 melhor e cheio de aventuras/histórias pra contar. Quem topa?! Bjssss
  6. 1 ponto
    Alguém indo p festival de 13 a 21 de Julho? Estou indo sozinha e pela primeira vez, gostaria de dicas de hospedagem, sugestões e acima de tudo fazer amizades.. alguém com grupo de Whats ou afim de juntar uma galera?
  7. 1 ponto
    Pessoal, alguém pode indiciar uma mochila relativamente boa e com um preço acessível de até R$200? Irei fazer um mochilão de 15 dias para o Peru e Bolívia, e a mochila que tenho é de 70L, como não conseguirei utilizar, e no momento estou sem condições de investir em uma mochila de qualidade superior que corresponda ao valor. Obrigada
  8. 1 ponto
    Olá a todos! Conforme diz o título do tópico, eu resolvi ir de bicicleta até a Parte Alta do Parque Nacional de Itatiaia, cuja entrada fica em Itamonte - MG. Escrevi um relato durante a viagem para compartilhar a experiência com vocês e quem sabe incentivar ou esclarecer dúvidas de outros que tenham interesse em fazer a mesma viagem. Infelizmente, sou muito prolixo, o que resultou em um relato de proporções bíblicas (tão grande que comecei a escrevê-lo em 30 de dezembro e só fui terminá-lo hoje; talvez eu tenha exagerado na procrastinação). Quem conseguir ler isso está de parabéns, mas se não conseguir, pelo menos há algumas fotos bonitas perdidas no meio de todo o texto. Planejamento (ou falta dele) Na empresa onde trabalho, temos férias coletivas no final do ano. Normalmente, eu passo as férias descansando em casa, talvez indo acampar em Paranapiacaba (na região cujo nome oficial é Serra do Mogi) em um fim de semana só para variar. Mas desta vez resolvi colocar em prática uma ideia que eu tinha na cabeça há algum tempo: viajar de bicicleta. Até então, eu não tinha um lugar em mente, mas há alguns meses eu havia descoberto por meio de uma amiga a existência do Parque Nacional de Itatiaia. Após passar algum tempo lendo o site oficial do parque e alguns blogs sobre aventuras, decidi que queria conhecer a Parte Alta dele, conhecida como Planalto do Itatiaia. Dia 18 de dezembro foi meu último dia de trabalho: eu só retornaria no dia 4 de janeiro. Tempo mais que suficiente para a viagem, segundo o roteiro de 17 h 49 min proposto pelo Google Maps. Só o que me faltava era a bicicleta. Após pesquisar na internet e em bicicletarias, descobri que uma bicicleta ideal para este tipo de viagem não me sairia por menos de R$ 2.000,00. Eu não tinha todo esse dinheiro e não estava disposto a passar os próximos 10-12 meses parcelando a bicicleta (até porque 10 vezes de 200 reais ainda é dinheiro demais para mim), então acabei comprando uma bicicleta mais básica: a Caloi Andes. Ainda no dia 19, no Carrefour perto de casa, eu a encontrei por R$ 619,90, parcelados em três vezes. Naturalmente, a bicicleta não inclui chaves para manutenção, cadeados, bagageiro, caramanhola ou alforjes, então eu tive que procurar pelas bicicletarias da região. Minha intenção era ter tudo pronto para partir segunda-feira, dia 21, mas algumas partes (especificamente, a bolsa de bagageiro) foram mais difíceis de encontrar. O lado bom é que eu aproveitei a busca para estrear minha bicicleta, já que eu não pedalava há cerca de onze anos. No fim das contas, consegui sair de casa na terça-feira, dia 22. Levei uma mochila cargueiro com roupas (apenas três mudas de roupa: para a ida, para a trilha e para a volta), lanterna, papel higiênico, escova de dentes, creme dental, sacolas e faca, um saco de dormir e uma barraca. Eu decidi comprar provisões em alguma cidade no caminho, para não sair com muito peso. Água, só da caramanhola, que eu reabasteceria em postos de gasolina. Com base no Google Maps, eu esperava chegar lá em dois dias, parando apenas uma vez para dormir na estrada. Custo da Bicicleta: Bicicleta _________________ R$ 619,90 Acessórios e ferramentas____ R$ 409,79 Capacete__________________ R$ 69,00 TOTAL__________________ R$ 1.098,69 Primeiro Dia: 22/12/2015 Ao invés de sair durante a madrugada, concluí que o melhor era sair descansado de casa e, portanto, não usei o despertador. O roteiro sugerido pelo Onisciente Google manter-me-ia circulando pelas ruas de várias cidades, exigindo que eu seguisse pela rodovia Presidente Dutra somente a partir do município de São José dos Campos.Eu gostei da ideia, já que seguir pelas ruas da cidade é muito mais seguro do que por uma rodovia cheia de caminhões a 90 km/h. Saí por volta das 9 h da manhã com a expectativa de chegar a Guaratinguetá ou Lorena ao anoitecer. Ygritte e Compadre Washington precisam ter uma palavrinha comigo. O início da viagem foi tranquilo. Eu moro na Penha, na zona leste de São Paulo, e meu primeiro passo era percorrer a ciclovia do Parque Ecológico do Tietê, que segue paralela à rodovia Ayrton Senna. Embora o Parque Ecológico esteja localizado a menos de uma hora de caminhada de minha casa, eu não o visitava há uns quinze anos ou mais. É um lugar bastante agradável, um pedaço de Mata Atlântica tão bem conservado que até faz você esquecer que o imundo rio Tietê corre ao longo do lado norte da ciclovia. A ciclovia, apesar de rachada e com um ou dois pontos parcialmente alagados (além de um carro sem rodas abandonado num ponto isolado, o que havia chamado a atenção de um grupo de ciclistas que eu suponho que estavam esperando pela polícia para remover o veículo), é surpreendentemente fácil de se percorrer. A ciclovia do Parque Ecológico do Tietê. As árvores ao redor abafam o barulho da rodovia Ayrton Senna, tornando o lugar agradavelmente pacífico. Só se ouvia o som dos pássaros. O rio Tietê e a rodovia Ayrton Senna estão além desta muralha de vegetação. Saindo da ciclovia, cheguei aos bairros mais orientais da cidade, como São Miguel Paulista e Itaim Paulista. São regiões as quais eu não conheço muito bem, então eu fui obrigado a consultar o roteiro do Google Maps frequentemente. Felizmente, havia uma ciclovia percorrendo um bom pedaço das ruas e calçadas (algumas sem guias rebaixadas, o que me levou a um solavanco que até inclinou meu selim para trás) do bairro de São Miguel Paulista e meu trajeto levava através dela durante algum tempo. Saindo da ciclovia, eu pedalei até chegar no município de Itaquaquecetuba onde as coisas desandaram. Cavalos em uma área rural em Itaquaquecetuba. O problema em Itaquaquecetuba é que muitas ruas não possuem identificação, ou possuem identificação em locais ilógicos (por exemplo, qualquer lugar que não seja a esquina). A princípio, o caminho foi fácil, já que passava por vias principais da cidade. Mas depois eu tive que entrar nas vias arteriais dos bairros suburbanos, onde eu era forçado a sair perguntando aos habitantes o nome da rua em que eu estava. E nem todo mundo dá informações certas. Eu aproveitei que estava na cidade para comprar provisões: biscoitos doces e salgados e amendoins. Quando já passava das 13 horas, alguns moradores garantiram que o caminho pelo qual eu estava seguindo era uma rua sem saída e eu decidi seguir pela rodovia Presidente Dutra a partir daí. Morrendo de sede e cansaço e com a pele ardendo por causa do sol (eu usei protetor solar, mas minha pele não aguenta muito sol), eu segui pela rodovia Mogi-Dutra (onde tive a sorte de encontrar um posto Ipiranga com bebedouro) até chegar à Presidente Dutra. Eu estava em Arujá, mas a partir daí a viagem transcorreu sem grandes dificuldades (eu ainda vou usar muito esta expressão em meu relato. Aproveitem para começar seu prórpio jogo de beber). Uma chuva apanhou-me em Guararema no fim da tarde, mas eu encontrei um pedágio desativado e aproveitei o abrigo para comer algo e pegar o agasalho que estava dentro de minha mochila cargueira. Quando já passava das 19 horas, eu estava em Jacareí, no km 165 da Dutra. Ali encontrei um posto de serviços grande, com restaurante e segurança 24 horas. A primeira coisa que fiz foi procurar um lugar para deixar a bicicleta. Eu a prendi a uma estaca de metal usando um cadeado de 1,5 m (com o qual travei a roda traseira e o bagageiro) e ainda travei a roda dianteira com outro cadeado. Depois, removi todos os alforges e partes não parafusadas e os prendi à minha mochila enquanto eu comia algo no restaurante. "Ninguém vai roubar essa coisa," pensei eu. "Ninguém." Felizmente, eu estava certo. Depois de comer um pouco (um sanduíche de frango e um litro de suco de laranja), comprar duas garrafas de 1,5 l de água (a R$ 5,80 cada, um verdadeiro assalto) e tentar sem sucesso encontrar um local para recarregar os créditos de meu celular (eu realmente sou o tipo que prefere remediar a prevenir), eu pedi permissão ao segurança para armar minha tenda no terreno do posto. Muito gentil, ele me disse que não haveria problemas e sugeriu um gramado atrás de uma sebe que costumava ser utilizado por viajantes em minha situação que passavam pelo local. E foi assim que terminou meu dia: com menos progresso do que eu esperava, mas ainda assim muito bem. A grama mais macia sobre a qual eu já dormi. Não estou exagerando quando digo que dormi melhor neste gramado do que durmo em minha cama. E a câmera que usei é uma porcaria para fotos noturnas, caso não tenha ficado claro. Custo do Primeiro Dia: Provisões para a trilha ________ R$ 30,30 Jantar e água________________ R$ 44,00 Bebidas durante o dia__________ R$ 8,00 TOTAL___________________ R$ 82,30 Distância percorrida: aprox. 90 km (cerca de 10 km desperdiçados procurando por ruas perdidas) Tempo de viagem: aprox. 10 horas Velocidade média: aprox. 9 km/h Segundo Dia: 23/12/2015 Após um café da manhã muito simples retirado de minhas próprias provisões, eu retomei a viagem às 8 h 30 min. Minha intenção no segundo dia era chegar à cidade de Cruzeiro, alguns quilômetros além de meu objetivo não concluído no dia anterior, Guaratinguetá. Eu estava me sentindo descansado e não cairia novamente na armadilha de seguir por dentro de cidades desconhecidas, então meu objetivo parecia fácil de cumprir. O sol foi tão impiedoso quanto no dia anterior, mas a paisagem compensava o sacrifício. Não aconteceu nada de realmente interessante na viagem, exceto pelas paisagens da estrada e um arco-íris que avistei em Guaratinguetá. A Serra da Mantiqueira, onde o Parque Nacional do Itatiaia está localizado, podia ser vista ao norte durante a maior parte de minha viagem. E meu maior erro foi não ter fotografado a linha do horizonte de Aparecida, com suas belas igrejas e torres. O arco-íris em Guaratinguetá. Já era possível vê-lo do município de Aparecida, mas não com tanta nitidez. Por volta das 18 horas, avistei o que seria a última parada pelas próximas três horas. E eu nem tive o bom senso de parar lá, já que não tinha ideia do que me aguardava: um longo trecho da Dutra (de Cachoeira Paulista a Lavrinhas, se não me engano) onde o acostamento dá lugar a uma faixa adicional exclusiva para caminhões. Para piorar, já estava escurecendo e eu estava cansado demais para pedalar nos trechos de subida. Eu passei boa parte daquele trecho andando o mais próximo da grama que podia enquanto caminhões passavam ao meu lado e ocasionalmente buzinavam em minhas orelhas. Confesso que considerei parar ali mesmo e armar minha barraca na grama, mas decidi que era mais sensato encontrar um lugar mais seguro para passar a noite. Acabei encontrando um posto de serviços em Lavrinhas, quando já era cerca de 21 horas. Eu estava tão cansado que quase não tive energia para jantar, mas acabei empurrando para dentro um prato de comida antes de dormir. Meu dormitório no segundo dia. Custo do Segundo Dia: Jantar___________________ R$ 40,88 Bebidas durante o dia______ R$ 55,00 TOTAL________________ R$ 95,88 Distância percorrida: aprox. 140 km Tempo de viagem: aprox. 13 horas Velocidade média: aprox. 10,8 km/h Terceiro Dia: 24/12/2015 Restando cerca de 50 km até a Garganta do Registro, que eu pensava ser a entrada da Parte Alta do Parque Nacional do Itatiaia, eu esperava concluir minha viagem de ida antes do fim da tarde, mesmo sabendo que metade do caminho seria subindo uns 1.600 metros de serra. Como o parque não permite a entrada de visitantes após certo horário (14 horas, se não me engano), eu sabia que não entraria no mesmo dia, mas eu esperava acampar do lado de fora enquanto esperava pelo dia seguinte. Lamentavelmente, a realidade mostrou-se mais complicada do que meu "planejamento" levou-me a crer. Eu estava pronto para continuar minha jornada às 8 h 10 min. Antes de partir, eu descobri que o posto onde eu estava possuía chuveiros que poderiam ser usados pelo preço de R$ 8,00. Sem banho há dois dias e pedalando debaixo de um sol escaldante, eu precisava desesperadamente de um banho, já que minha aparência estava nojenta e meu fedor, pior ainda (nem mesmo eu estava me aguentando). Mas eu não tinha shampoo, toalha ou sabonete e tinha esperanças de tomar um banho de cachoeira no dia seguinte, o que me levou a reconsiderar o uso dos chuveiros. Além disso, o custo daquela viagem, com as práticas criminosas de comércio dos postos de rodovia, estava me preocupando. Eu parti sem banho, decidido a tolerar minha imundície por mais um dia. E não, eu não costumo ser nojento assim em meu dia-a-dia. É incrível o que se pode descobrir a respeito de si próprio em um mochilão. O trecho da rodovia Presidente Dutra entre Lavrinhas e Queluz possui algumas das paisagens mais belas de toda a estrada. Ao sul da Dutra, eu podia ver o rio Paraíba do Sul, que cruza a região do Vale do Paraíba e é considerado o mais importante do estado de Rio de Janeiro. Assim como a maioria dos rios que passa por regiões habitadas por pessoas, o Paraíba do Sul é altamente poluído, mas é difícil acreditar quando você vê a vegetação e as aves ao redor dele. A placa o identifica como rio Claro, mas isto aí é o rio Paraíba do Sul, mesmo. Os mapas não mentem. Agora que eu estava chegando perto de meu destino, eu precisava sacar dinheiro para pagar pela entrada e pela área de camping. O Parque Nacional do Itatiaia aceita apenas dinheiro, o que significava que eu teria que achar algum banco 24 horas num dos poucos postos de serviços pelos quais eu ainda passaria ou perder tempo procurando por uma agência da Caixa na cidade de Queluz (em inglês: Whattalight City). Felizmente, acabei encontrando um terminal de auto-atendimento da Caixa no Graal Estrela, localizado num trecho da Dutra no município de Queluz. Um automóvel em exposição no posto onde saquei o dinheiro. Com isso fora do caminho, eu logo havia cruzado a fronteira para o estado de Rio de Janeiro e deixei a Dutra assim que surgiu a oportunidade, seguindo para o norte através da rodovia Sebastião Alves do Nascimento (BR-354). A BR-354 possui a distinção de ser a rodovia federal mais alta do Brasil, chegando a 1.670 m na Garganta do Registro, meu destino. Eu só fui descobrir este fato depois que cheguei em casa, mas o considero uma ótima notícia: significa que, não importa para onde eu vá em minha próxima viagem de bicicleta, nunca será tão cansativo quanto este trecho do trajeto foi. O cenário em toda a rodovia Sebastião Alves do Nascimento é incrível, além de o clima ser muito mais ameno do que na Dutra, graças à altitude e às árvores. Logo no início da BR-354, antes de a subida começar, encontrei uma área residencial com diversos estabelecimentos comerciais. Era cerca de 11 horas da manhã, então eu resolvi parar em um restaurante (Tempero da Roça, em Resende - RJ) para almoçar. Com apenas R$ 24,00, almocei mais do que meu estômago poderia suportar (mas ainda assim empurrei tudo para dentro: eu havia aprendido minha lição depois do que acontecera no dia anterior), bebi meio litro de suco de limão e ainda levei uma garrafa de meio litro de água. Foi o melhor negócio que fiz em toda a minha viagem. No decorrer da subida pela serra, eu quase não pedalei: embora não fosse uma rodovia íngreme, a BR-354 parecia não ter fim e minha bicicleta com a bagagem não é o que se pode chamar de leve. Havia longos trechos desertos, com apenas árvores à vista, mas sempre surgiam trechos com alguns sítios agrupados onde eu podia encontrar bares e mercearias. Eu sempre pedia água ou comprava sucos nestes trechos, pois meu organismo estava sendo desidratado em tempo recorde com aquela subida. Não era íngreme, mas parecia interminável. Lá pela metade superior da rodovia, comecei a encontrar canos de água de nascente pelo caminho, que foram minha salvação quando não havia mais estabelecimentos comerciais por perto. Os canos eram velhos e sujos, mas a água era fria e limpa, apesar de um ou outro grão de terra que vinha junto. Enchi minhas garrafas e minha caramanhola e bebi tanta água quanto pude. Ainda assim, eu estava cansado e minhas pernas estavam cobertas de arranhões causados pelos pedais da bicicleta. Andar ao lado da bicicleta quando se está cansado demais para seguir em linha reta não é recomendado quando se está usando bermuda. Parece nojento, mas quem garante que o encanamento da sua casa não está assim, também? Por volta das 17 horas, eu finalmente cheguei à Garganta do Registro, em Itamonte - MG. Fica a poucos metros da fronteira entre MG e RJ, com um pequeno povoado cheio de lojas e bares naquele ponto. Minha pressa em encontrar um lugar para armar minha barraca era tanta que eu nem parei para reabastecer suprimentos, até porque eu já tinha água o suficiente comigo. Mas eu não esperava pela péssima notícia que me aguardava: em uma placa na entrada do território do Parque Nacional do Itatiaia, havia um mapa indicando que o acesso à Parte Alta dava-se através do Posto Marcão, a verdadeira entrada para visitantes do parque. O problema é que o Posto Marcão fica no km 13 da BR-485, a Rodovia das Flores, cuja altitude é ainda maior do que a da BR-345 que eu havia acabado de subir. E isso não era o pior: assim que comecei a subir a Rodovia das Flores, percebi que a maior parte dela era de terra coberta de pedras soltas irregulares. Os poucos trechos asfaltados tinham rachaduras e pedaços faltando em toda a parte. Eu nunca tive a chance de viajar muito, mas posso dizer com certeza que nunca vi uma estrada pior em toda a minha vida, seja nas regiões mais carentes de São Paulo, seja nas mais afastadas do interior. A estrada parece ter saído de um filme de Sergio Leone. Como sempre nesta minha viagem, o cenário compensou quaisquer dificuldades que tive. Quando já passava das 21 horas, eu atingi o meu verdadeiro (e até poucas horas desconhecido) destino. No Posto Marcão, fui saudado por um guarda, que me indicou o banheiro e uma fonte de água potável. Ele também me deu algumas notícias piores do que todas as que eu havia recebido até então: em primeiro lugar, a área de camping do parque estava interditada. A notícia podia ser vista no site oficial do parque, mas eu não a havia percebido por alguma razão. Em segundo lugar, eu não poderia acampar nas proximidades do Posto Marcão ou no território do parque, o significava que eu teria que descer até o km 0 da Rodovia das Flores para dormir. E não, eu não poderia deixar minha bicicleta estacionada no posto, tampouco, embora o guarda tenha sugerido que eu tentasse falar com o pessoal do Instituto Chico Mendes (ICMBio - responsável por manter o parque) no dia seguinte, quando eu tivesse feito meu registro de visitante. Como já estava escuro e percorrer a Rodovia das Flores é um pesadelo, o guarda sugeriu que eu acampasse em uma pousada desativada uns três quilômetros abaixo. Apesar de proibido, eu estaria fora do caminho dos carros que viessem pela manhã. Eu parti, determinado a seguir a sugestão, mas meu cansaço era muito e o trecho final da estrada era o pior de todos, de tal maneira que eu perdi um pedaço do pedal de minha bicicleta ao tentar descê-lo. Derrotado, eu armei minha barraca em um gramado à beira da estrada, a menos de um quilômetro do Posto Marcão. Na pior das hipóteses, eu seria forçado a desmontar a barraca às 6 h 30 min, quando o pessoal do ICMBio subisse a estrada para abrir o parque. Meu acampamento à beira da Rodovia das Flores. Observe as maravilhosas condições da estrada na parte inferior da imagem. Até mesmo os motoristas que passavam precisavam ter cuidado com as pedras e buracos. Custo do Terceiro Dia: Almoço___________________ R$ 24,00 Bebidas durante o dia________ R$ 9,00 TOTAL_________________ R$ 33,00 Distância percorrida: aprox. 57 km Tempo de viagem: aprox. 13 horas Velocidade média: aprox. 4,4 km/h Quarto Dia: 25/12/2015 O dia pelo qual eu esperara o mês inteiro: eu estava prestes a entrar no Parque Nacional do Itatiaia. Por volta das 7 h 45 min, eu estava de volta ao Posto Marcão. Um dos funcionários do posto lembrou-me de que eu havia acampado em local proibido, mas foi apenas um aviso: no fim das contas, o pessoal do ICMBio foi bastante compreensivo e ninguém tentou me acordar para eu desmontar minha barraca. Eu registrei meu nome para visitar o parque por 3 dias consecutivos e paguei a taxa de R$ 30,00 (R$ 15,00 pelo primeiro dia e R$ 7,50 para cada dia adicional). Sem saber exatamente qual trilha seguir no meu primeiro dia, acabei aceitando a sugestão de um dos guardas para seguir pelo Circuito dos Cinco Lagos até a Cachoeira das Flores. Além de ser uma trilha longa, eu encontraria alguns rios pelo caminho, os quais eu aproveitaria para tomar um banho. O Posto Marcão ainda podia ser visto durante os primeiros minutos de caminhada pelo Circuito dos Cinco Lagos. Logo no início da trilha, é necessário subir por um caminho bastante sinuoso. Apesar de não ser íngreme, a altitude da região é superior a 2 km, ou seja, o ar é rarefeito demais para alguém acostumado a viver 25 anos na cidade de São Paulo. Embora eu estivesse me sentindo descansado, tive de fazer várias pausas até me acostumar ao ar (e mesmo assim não cheguei a me acostumar completamente no decorrer de meus três dias). Mas o cenário era tão diferente de tudo o que eu conhecia (11% da flora local é endêmica, ou seja, não pode ser encontrada naturalmente em nenhum outro lugar do mundo), o aroma era tão agradável e os sons dos pássaros e insetos eram tão relaxantes que eu tinha a impressão de que estava sendo recompensado por minha falta de aptidão física. A foto não faz justiça à beleza da vegetação. E eu nem mostrei as flores mais interessantes do local. Minha favorita é a eryngium glaziovianum, embora não seja endêmica, até onde sei. Um detalhe curioso é que o som propaga-se por uma boa distância no Planalto do Itatiaia. Mesmo após vários minutos de caminhada (talvez até mais de uma hora), eu ainda podia ouvir vozes vindo do Posto Marcão e da Rodovia das Flores (a qual eu podia ver à distância. É uma rodovia inacreditavelmente sinuosa, a propósito). Foi assim que descobri que outros visitantes visitaram o local depois de mim. Aparentemente, passar o natal escondido no meio do mato não faz de mim o Diferentão dos Mochilões. Sabe o que é diferentão? Este rochedo. Eu não tentei subir nele por causa da grama alta no caminho, mas eu compensaria minha falha no dia seguinte, numa trilha mais rochosa (alerta de spoiler, desculpem-me). Não demorou muito para que tanto o Posto Marcão quanto a Rodovia das Flores saíssem de meu campo de visão. Um detalhe que não mencionei: na portaria do parque, há um guia de bolso disponível (cujo conteúdo pode ser visto aqui) contendo informações sobre a fauna, a flora, a história e o clima do parque, bem como mapas da região e de suas trilhas. Por razões desconhecidas (as quais eu não me preocupei em esclarecer: não seria uma aventura de verdade sem um elemento desconhecido, afinal de contas), o Circuito dos Cinco Lagos não aparece no mapa. De fato, nem mesmo a Cachoeira dos Cinco Lagos foi marcada. Até então, eu estava triangulando minha posição com base no Posto Marcão e na Rodovia das Flores, mas quando eu não pude mais avistá-los, só o que restava era usar as muitas formações rochosas como pontos de referência. Foi um fracasso, infelizmente: para um leigo como eu, era muito difícil saber qual delas era a Asa de Hermes, quais eram as Prateleiras, qual era o Morro do Couto, qual era o Pico das Agulhas Negras... Tudo o que eu sabia (com base na posição do sol, que esteve visível durante a maior parte do tempo) é que eu estava seguindo a nordeste, embora não fosse exatamente um caminho em linha reta. Uma espécie de brejo pelo qual a trilha passou. À distância, pensei que era um lago onde eu poderia tomar banho, mas a ideia acabou se mostrando equivocada. Uma foto que eu tirei com o auxílio de uma pedra e do temporizador da câmera. Acho que conta como selfie. Depois de umas duas ou três horas de caminhada, por volta das 11 h, eu comecei a ouvir o som de água corrente. Logo avistei uma nascente que se tornaria a Cachoeira dos Cinco Lagos. Eu comecei a me animar: finalmente, depois de três dias pedalando, eu teria a chance de tomar um banho (sim, é nojento, mas se eu quisesse conforto, estaria em casa ou viajaria pela CVC). Mas o ânimo não durou muito: a água era gelada. Alguém aqui já foi ao Lago de Cristal em Paranapiacaba/Serra do Mogi? A temperatura da Cachoeira dos Cinco Lagos estava mais ou menos no mesmo nível. Eu sou uma porcaria para lidar com temperaturas extremas, então só consegui me sentar dentro da água e molhar os braços durante alguns segundos. Não foi um banho de verdade, mas foi o bastante para que eu me sentisse melhor do que me sentira desde o início da jornada. Eu não sei que lugar é este. Se ao menos houvesse algum tipo de sinalização bastante óbvia... A propósito, este filete de água no canto inferior direito da foto é a "Cachoeira" dos Cinco Lagos. Engraçado, não é? Tentem entrar na água e vejam se é possível rir com os pulmões congelados, então. Depois de me secar ao sol (que estava agradavelmente quente naquele dia), continuei seguindo a trilha até chegar à uma região rochosa (em cujo início havia uma placa alertando sobre as pedras inclinadas e escorregadias) onde, ao invés da trilha, havia moledros e estacas vermelhas indicando o caminho. Se não fosse um dia sem neblina, eu poderia facilmente me perder ali, já que algumas estacas e moledros estavam muito distantes uns dos outros. Mas eu tive sorte com o clima, o que acabou me ajudando muito dois dias depois, quando eu voltaria a atravessar o Circuito dos Cinco Lagos sob uma neblina espessa (novamente, alerta de spoiler. Sou um péssimo contador de histórias). O que mais me chamou a atenção neste trecho, além do Pico das Agulhas Negras que estava cada vez mais próximo, foram os vários rochedos altamente escaláveis ao longo do caminho. Eu passei algum tempo andando em zigue-zagues para escalar todos eles, mas então percebi que já era quase meio-dia (pelas regras do parque, eu tinha que estar na portaria às 17 h) e comecei a me preocupar. Apertei o passo e parei de fazer desvios do caminho. Isto é um moledro. Se olharem atentamente, é possível ver uma estaca vermelha no horizonte, no canto direito da foto. logo ao lado da grama alta. Algum tempo depois, cheguei a outra placa indicando o piso inclinado e escorregadio, o que significava que eu estava saindo do rochedo. A propósito, a propaganda era enganosa: o caminho era inclinado, mas não havia nada de escorregadio, nem mesmo nos raros trechos onde a rocha estava molhada. Embora minhas botas certamente tenham ajudado no quesito "não escorregar." Talvez o caminho seja mais difícil quando as solas de seus sapatos não se ajustam tão perfeitamente às rochas ásperas do Planalto do Itatiaia. Poucos metros adiante, já na trilha e com vegetação por todos os lados, eu encontrei uma placa apontando o caminho para o Abrigo Rebouças, onde os visitantes podem passar a noite quando decidem pernoitar no parque e a fossa não está quebrada. Foi uma ótima notícia, na verdade: enfim eu tive a chance de confirmar minha posição no mapa e fiquei mais tranquilo com relação ao tempo restante para voltar ao Posto Marcão. A viagem transcorreu sem nada digno de nota (bebam um copo) durante algum tempo. Exceto pela paisagem (sim, este é o Pico das Agulhas Negras — e também é possível ver a Asa de Hermes no canto esquerdo da foto)... A todo o momento ela se mostrava digna de nota... Por vezes, digna até demais. Depois de cruzar a ponte de madeira da imagem acima, eu logo cheguei a um ponto no qual a estrada dividia-se em três. Não havia placa alguma indicando por onde ir, o que me obrigou a confiar nas minhas tentativas de triangulação e na orientação com base na posição do sol. Eu escolhi o caminho da direita, que acabou se mostrando o caminho certo. Pode parecer idiota, mas é uma sensação muito boa saber que você é capaz de se virar no meio do mato usando apenas seus conhecimentos, mesmo que para algo tão insignificante. Não levou muito tempo para eu chegar ao Abrigo Rebouças. Trata-se de uma casa de pedra muito bonita num local coberto de grama e ao lado de uma pequena represa. A área de camping também fica a apenas alguns metros de distância, com uma mesa de madeira e um banheiro externo. Em pleno natal e com a fossa quebrada, o lugar estava completamente deserto, então eu decidi fazer uma pausa para o almoço. Foi então que percebi que eu estava prestes a consumir os últimos doces em minha mochila. Nunca me senti tão desesperado: para que eu me sinta satisfeito, meu sangue deve conter açúcar o suficiente para que uma gota seja capaz de matar uma família de diabéticos. Mas não havia nada a fazer. A represa. O abrigo. A área de camping (normalmente, há espaços reservados para quinze barracas). Uma amizade que fiz na trilha. Era a ave mais corajosa da jornada: nem mesmo os carcarás que eu encontraria dias depois na rodovia Dutra aproximaram-se tanto de mim. Com as nuvens já começando a cobrir o sol, eu prossegui rumo à Cachoeira das Flores. O dia ainda estava claro e o sol ainda estava quente, então eu esperava tomar um banho de verdade desta vez. Do Abrigo Rebouças, eu só precisava retornar à Rodovia das Flores, no trecho que leva do Posto Marcão à Travessia Ruy Braga, e seguir em direção à Travessia Ruy Braga durante uns 20 minutos. Não levou muito tempo para que eu pudesse ver o rio Campo Belo ao norte, acompanhando a estrada. A Cachoeira das Flores podia ser alcançada através de uma trilha semi-oculta, sinuosa e íngreme no lado norte da rodovia. O rio Campo Belo e a Cachoeira das Flores vistos da Rodovia das Flores. Já na Cachoeira das Flores, descobri que a água era tão gelada quanto a da Cachoeira dos Cinco Lagos. Felizmente, as rochas no meio do rio estavam quentes e secas e as nuvens saíram da frente do sol durante alguns minutos. Eu consegui lavar a cabeça e entrar na água até a cintura e ainda tive tempo de me secar ao sol. Sem mais nada a fazer, eu retornei ao Posto Marcão. Ainda encontrei algumas paisagens interessantes no caminho, como dois rochedos que formavam duas pontes paralelas uma à outra sobre o rio Campo Belo (eu fiz questão subir em um deles) e a nascente do rio em questão. Também passei por uma área alagada da Rodovia das Flores, cujas poças são utilizadas pelos sapos-flamenguinho para reprodução. Por esta razão, o trecho final da rodovia é bloqueado aos veículos durante os meses de chuva no fim do ano. Quando eu cheguei ao Posto Marcão para registrar minha saída, o relógio marcava 16 h, o que significa que minha trilha durou 7 h 59 min. A nascente. Sim, o lugar inteiro está acima de 2.000 m de altitude. Seria a Machu Picchu brasileira se os incas tivessem passado pela região. As pontes naturais. Assim como a Ponte Octávio Frias de Oliveira, em São Paulo, estas pontes são grandes demais para o rio que cruzam. A natureza deve ter desviado verbas públicas durante sua construção. Um sapo-flamenguinho. Os maiores chegam a impressionantes (SQN) 3 cm. Eu tentei conseguir permissão para deixar minha bicicleta no Posto Marcão durante os três dias, para facilitar a jornada pela Rodovia das Flores, mas não consegui. Consequentemente, segui para o plano B (nunca houve plano A, a propósito): encontrar um lugar escondido ao lado da rodovia para passar a noite. Proibido, mas eu não acendo fogueiras em meus acampamentos e tenho o cuidado de guardar meu lixo numa sacola, então não foi tão ruim. Melhor do que subir e descer diariamente 13 km de estrada destroçada. Acabei encontrando uma trilha estreita cercada de grama muito alta onde eu poderia ficar longe do campo de visão tanto do posto quanto da estrada, embora ainda houvesse um trecho dela de onde eu poderia ser avistado por quem estivesse subindo para o Posto Marcão. A chance de detecção era muito baixa, então decidi arriscar: às 17 h 30 min eu já estava com a barraca armada, mais cedo do que eu jamais havia acampado durante toda a viagem até agora. Apesar de algumas pedras sob a barraca, eu consegui dormir bem. O "estacionamento." Dias depois, a ferrugem no selim e nas ferramentas dentro do alforje me fez perceber que talvez não tenha sido uma boa ideia. Meu dormitório. Por volta das 2 h, eu acordei com o som de alguma coisa se movendo do lado de fora da barraca. Soava como se fosse quadrúpede e pequeno, então eu imagino que tenha sido um gato-do-mato. Ou até um lagarto, embora seja improvável: eu não ouvi a barriga do réptil hipotético se arrastando pela grama. Custo do Quarto Dia: Entrada do parque_______________ R$ 15,00 Dois dias consecutivos adicionais___ R$ 15,00 TOTAL_______________________ R$ 30,00 Quinto Dia: 26/12/2015 Embora o chão não fosse dos mais confortáveis e o saco de dormir não fosse suficiente para manter meus pés aquecidos à noite (que aliás é muito fria no Planalto do Itatiaia), eu dormi bem e acordei com minha energia habitual (ou seja, hiperativo). Houve uma chuva forte à noite, então eu esperei um pouco para deixar o sol secar a minha barraca. Quando voltei ao parque, já passava das 9 horas. Conforme eu esperava, ninguém havia percebido que eu armei uma barraca no território do parque. Após usar o banheiro e reabastecer minhas garrafas de água, eu segui o conselho de um dos funcionários do parque e resolvi fazer a trilha até a base das Prateleiras, passando pelo Morro do Couto. Não só era um caminho que seguia por um lado do planalto que eu ainda não conhecia, como também já havia outros visitantes seguindo naquela direção, o que facilitaria a vida do pessoal do ICMBio caso houvesse necessidade de resgatar alguém. O lado ruim é que não havia rios naquele lado do planalto, mas isto não reduziu em nada a beleza da paisagem. No caminho eu devo ter passado por uns três grupos diferentes de visitantes, o maior deles com umas cinco pessoas. Havia também pelo menos um guia entre os visitantes, o que me fez pensar em como seria fantástico trabalhar assim. Já tentei pesquisar a respeito, mas só o que encontrei foi uma empresa em Paranapiacaba que afirma contratar apenas moradores da região. Mais um motivo para eu perceber que estou vivendo na cidade errada. Como eu havia mencionado anteriormente, o caminho pelo qual segui em meu segundo dia no parque era rochoso e oferecia várias oportunidades para escaladas. Muitos rochedos bons para se ter uma vista tanto do Planalto do Itatiaia quanto do Vale do Paraíba. O melhor destes rochedos foi uma formação de várias rochas empilhadas na beira de um penhasco. Era bem fácil de subir, mas o topo era uma rocha isolada das demais e "pendurada" acima de um abismo. Não havia como não sentir um frio na barriga na primeira escalada. Como sempre, não consegui tirar uma foto cuja perspectiva mostrasse o local como deveria ser mostrado. A ponta do penhasco, à esquerda, é a rocha isolada da qual estou falando. Entre ela e o restante da formação havia várias rochas menores. Depois de subir uma vez (um pouco mais devagar do que eu gostaria, devido ao supracitado frio na barriga), eu descansei um pouco (em outras palavras, comi alguma coisa, bebi água e atualizei meu relato de viagem, que aliás é muito mais completo em sua versão manuscrita), criei coragem e decidi tirar uma foto. Apoiei a câmera numa pedra, liguei o temporizador e subi feito um macaco para conseguir superar os dez segundos da câmera. Para minha alegria, o medo havia me abandonado. O resultado foi esta foto: A intenção era que o Vale do Paraíba aparecesse no fundo, mas a câmera estava num lugar muito baixo (só uns 2200 metros de altitude, eu acho). Esta era a vista que eu teria se olhasse para trás: Novamente, a perspectiva da foto não ajuda. Parecia muito mais alto ao vivo. E também parece uma imagem de Cyrodiil, a terra fictícia onde é ambientado o jogo de computador The Elder Scrolls IV: Oblivion. Depois de seguir em frente durante alguns minutos, eu ouvi vozes distantes e avistei um grupo de viajantes nos arredores do rochedo que eu acabara de escalar. Pelo que vi, eu fui o único a me empoleirar no penhasco, então estou esperando receber uma medalha do ICMBio pelo correio. Mas chega de falar da pedra na beira do abismo. A melhor parte da viagem (e a melhor foto, embora minha cara de neandertal a tenha arruinado um pouco) estava poucos metros adiante: o cume do Morro do Couto! Segundo a Wikipédia, "a nona maior elevação rochosa brasileira, com 2.680 metros de altitude." E também é ridiculamente fácil de escalar, o que não reduz em nada a diversão. Na base do morro há uma antena numa pequena área cercada. A cerca está cortada em alguns pontos, o que indica que alguns visitantes tenham tentado escalar a estrutura, mas para ser sincero a ideia nem me ocorreu na hora. Eu não viajei 300 km para ver uma estrutura feita por pessoas. Não quando posso ver várias do tipo em minha cidade. As pedras menores na área central do morro formam uma trilha para "escalaminhar" até o topo. Não parece grande coisa na foto, mas ao vivo as menores rochas tinham mais ou menos o meu tamanho. Há vídeos no YouTube de pessoas escalando o Morro do Couto. Recomendo que os assistam. O interessante é que a escalaminhada do Morro do Couto é parte da trilha: se vocês pretendem ir às Prateleiras por este caminho, precisam chegar quase ao topo do morro para depois descer por uma trilha de verdade: À direita da placa, havia algumas rochas que permitiam escalaminhar para o cume propriamente dito (e é coisa leve: não deve ser mais do que cinco metros acima da trilha). Naturalmente, eu não fotografei as tais rochas: estou começando a perceber que eu tenho uma péssima noção de prioridades na hora de fotografar. No cume do Morro do Couto, eu fui recompensado com uma vista espetacular não só do Vale do Paraíba, como também de boa parte do Planalto do Itatiaia. Eu poderia jurar que o céu ali é mais azul do que o céu daqui de São Paulo. De fato, todas as cores pareciam mais vivas no parque, coisa que minha câmera não foi capaz de mostrar com clareza. Ou talvez o fotógrafo seja o culpado. Ainda assim, eu acho que consegui acertar em pelo menos uma foto. Havia uma pequena rocha próxima à beira do abismo que era perfeita para apoiar a câmera. Eu usei novamente o método Peter Parker de fotografia para conseguir o que julgo ser a melhor foto de toda a viagem: Dá para ver o Vale do Paraíba nesta foto. E a vegetação do Planalto do Itatiaia. E eu. Mas acima de tudo (trocadilho digno de uma participação em A Praça É Nossa, eu sei), olhem para as nuvens. O contraste delas com o céu. Existe coisa mais bela do que o céu? Entretanto, por mais belo, atlético e viril que eu (não) seja, acho que vocês preferem ver fotos do cenário no cume do Morro do Couto. Aqui estão algumas: Eu pretendia mostrar o Planalto do Itatiaia, mas as nuvens não saíam do caminho. E, pensando bem, eu gosto de nuvens, então acho que a foto saiu perfeita. A base do Morro do Couto. Dá para ver a antena quase no meio da imagem. O trecho final da Rodovia das Flores, que percorre o parque durante uns 3 km até terminar no início da Travessia Ruy Braga. O Vale do Paraíba. É possível ver pelo menos uma cidade e algumas estradas espalhadas pela foto. Depois da sessão de fotos improvisada, resolvi descer pelo caminho que me levaria às Prateleiras. Novamente, havia muitos rochedos ao redor da trilha e eu estava me divertindo escalando todos aqueles que eram acessíveis o bastante, sem grama alta no caminho. Eu procurei evitar a grama alta durante toda a viagem porque o site do parque afirma que existem cascavéis e jararacas na Serra da Mantiqueira. Minha técnica favorita era saltar de rocha em rocha como um bode para chegar aos rochedos maiores, o que significa que eu treinei mais parkour nesta viagem do que em todo o ano de 2015 (eu meio que abandonei o parkour há tempos, mas estou tentando voltar a praticar). Um dos rochedos que encontrei estava ocupado por um abutre muito grande. Quando eu o vi, ele estava de frente para mim e de cabeça erguida, mas longe demais para eu tirar uma boa foto. Então eu comecei a andar devagar na direção dele, com a intenção de escalar o rochedo alto que aparece em primeiro plano na foto, à direita. Infelizmente, a ave virou as costas para mim e ameaçou levantar voo antes que eu pudesse dar cinco passos, o que me obrigou a usar o zoom da câmera para tirar a foto insatisfatória que vocês estão vendo agora. Olhando pelo lado bom, é possível ver ao fundo o Pico das Agulhas semioculto pela neblina e a Asa de Hermes alguns centímetros (na verdade, centenas de metros) à esquerda do Pico. Foi então que eu percebi que já passava das 14 horas. Menos de três horas para eu voltar até o Posto Marcão, pouquíssimo tempo, pelas minhas estimativas. Eu acelerei e parei de tentar subir em todos os rochedos que eu via, até porque eu havia chegado a uma área aberta e quase desprovida de rochedos e uma garoa começou repentinamente. Foi uma das poucas vezes em que precisei vestir a jaqueta que eu levava na mochila. Uma curiosidade que eu havia esquecido de mencionar: no dia anterior, meu primeiro dia no parque, um dos funcionários do ICMBio havia me alertado sobre a incidência de raios na região. Agora que eu estava andando por uma área descampada enquanto chovia, eu me lembrei do conselho e, admito, não fiquei muito contente com a possibilidade de ser atingido por um raio. Para piorar, embora a garoa não tivesse durado mais do que alguns minutos (o clima da Serra da Mantiqueira é bem variável, segundo dizem), os raios persistiram durante o resto do dia. Depois de um bom tempo descendo as encostas rochosas ao redor do Morro do Couto, eu cheguei a esta planície coberta de grama. No lado esquerdo, é possível ver uma trilha de grama em direção às Prateleiras (que também podem ser vistas no fundo, à esquerda). Mas não faço ideia do nome do rochedo no centro da imagem. Ao sair das planícies verdejantes, eu estava novamente caminhando entre formações rochosas. Foi então que tive a maior surpresa da viagem: uma espécie de túnel chamado Toca do Índio. É apenas um trecho curto da trilha que passa por baixo de algumas rochas imensas sustentadas por outras rochas tão gigantes quanto, mas é diferente de tudo o que eu havia visto até então no Planalto do Itatiaia. Mas imagens valem mais do que palavras, então vejam vocês mesmos: A Toca do Índio vista do lado de fora. O interior da Toca. Após horas ouvindo os ventos fortes do planalto, o silêncio da toca foi uma das melhores experiências de toda a viagem. Saindo da Toca do Índio. Eu deveria ter feito como a Liga da Justiça e acionado o Flash (eis aí outra sugestão de jogo de beber: um copo para cada piada infame que eu contar. Não há no mundo um fígado capaz de suportar algo tão extremo). A partir daí, eu tive que me apressar, pois já passava das 15 horas. Logo na saída da Toca do Índio, eu fui recompensado com uma vista incrível das Prateleiras, mas não havia tempo para eu me aproximar delas. Na verdade, eu acho que a Toca do Índio é a formação rochosa à esquerda. Não tenho certeza: estou escrevendo este trecho do relato em julho de 2016 (mais de seis meses depois da viagem) e já me esqueci dos detalhes da aventura. Preciso parar de procrastinar e terminar logo esta coisa. Apesar do horário, eu ainda não resisti à oportunidade de fazer uma última parada. Fora da trilha, havia um grande penhasco rochoso de onde eu podia ver boa parte do Planalto do Itatiaia. Eu tive que sair do trajeto e ver se não havia um caminho alternativo por ali. Não havia caminho algum, mas valeu a pena. OK, sem mais delongas, eu segui meu caminho de volta à Rodovia das Flores. O relógio já marcava mais de 16 horas quando eu cheguei ao final da estrada, o que significava que eu não conseguiria chegar ao Posto Marcão dentro do limite de tempo estabelecido. Eu acelerei meu passo (embora eu já caminhe bem rápido por natureza), mas já fui me preparando psicologicamente para ouvir umas reclamações merecidas dos guardas. Eu passei por vários pontos de referência no caminho, como a entrada da Travessia Ruy Braga, a Cachoeira das Flores, a trilha para o Abrigo Rebouças, as poças onde os sapos-flamenguinho procriavam e a nascente do rio Campo Belo. Aliás, eu já mencionei várias vezes a Travessia Ruy Braga, mas não expliquei até agora do que se trata. Trata-se de uma trilha com mais de 20 km que leva da Parte Alta à Parte Baixa do parque (e vice-versa). Do planalto para a mata. Deve ser uma aventura e tanto, mas eu não tinha tempo e nem provisões para isto, então decidi deixar para a próxima. Dependendo do seu ritmo, a travessia pode levar dois dias, motivo pelo qual há dois abrigos (Massena e Água Branca) em pontos diferentes do trajeto para que os viajantes passem a noite. Às 17 h 10 min, eu cheguei ao Posto Marcão. Felizmente, ao invés de uma bronca, acabei recebendo um elogio: aparentemente, eu estava indo muito bem em minha exploração do planalto, especialmente considerando que eu estava sozinho e nunca havia visitado o Parque Nacional do Itatiaia antes . Meus 10 minutos de atraso foram aceitáveis. Pronto para encerrar o dia, eu voltei ao meu "covil secreto do mal" da noite anterior e comecei a montar minha barraca. Uma charada para vocês: qual é a pior coisa que poderia acontecer quando se é um viajante dormindo em uma barraca? Se vocês responderam "chuva durante a armação da tenda," parabéns! Eu precisei montar a barraca às pressas, usando o sobreteto para protegê-la enquanto eu me atrapalhava com as estacas, as varetas e o frio. Quando eu terminei, eu estava encharcado e havia umas duas poças de água dentro da barraca. A solução? Peguei minhas roupas sujas de três dias pedalando pela Dutra e usei-as para puxar toda a água para um canto da barraca (sorte minha que o chão era desnivelado). Depois cobri a poça com as mesmas roupas para que a água fosse absorvida durante a noite. Também tive que tirar as roupas que usei durante o dia para que secassem. Pois é, para não passar frio, tive de dormir sem roupas. Esta é sua reação após ler as quatro últimas frases do parágrafo acima. ... — Tem uma barraca ali! — gritou alguém de algum ponto acima na rodovia. Vocês acharam que a chuva era a pior coisa que poderia ter acontecido? Eu vesti minha calça imediatamente e passei os próximos dez minutos paralisado, esperando para ver se eu seria obrigado a desmontar minha barraca e descer pela estrada até Itamonte. Felizmente, ninguém veio. Tenho quatro explicações prováveis: 1 - Eu me escondi tão bem que ninguém conseguiu achar a entrada de meu esconderijo. Improvável, mas talvez a escuridão tivesse atrapalhado a busca. 2 - Quem me viu à distância era um visitante que estava saindo mais tarde. Ou tentando entrar na hora errada. Ou tentando fazer o mesmo que eu estava fazendo (camping ilegal — caramba, a que ponto a humanidade chegou para que haja a necessidade de proibir acampamentos em áreas naturais? É tão difícil assim não emporcalhar todos os lugares por onde passamos?). Seja como for, foi alguém que não me denunciou e por isso eu sou grato. 3 - Eu fui avistado durante a troca de turnos. A pessoa que me viu estava voltando para casa e não estava interessada em fazer hora extra, portanto, decidiu não tentar me encontrar. 4 - Assim como dois dias antes, quando eu estava cansado demais e dormi às margens da rodovia, a pessoa que localizou minha barraca foi simplesmente piedosa. Eu não estava prejudicando o meio ambiente e nem fazendo barulho, então alguém decidiu me deixar pernoitar em paz. Custo do Quinto Dia: ZERO! HAHAHAHA! Suelo, Heidemarie Schwermer, Mark Boyle, Peace Pilgrim, eu ainda me juntarei a vocês na busca pela vida sem dinheiro! Sexto Dia: 27/12/2015 "E no sexto dia eu conversei com um viajante. E vi que era bom." Há dias eu não dormia tanto. Acordei às 6 h 30 min, mas eu havia dormido por volta das 19 horas do dia anterior. Verdade seja dita, eu acordei algumas vezes durante a noite graças às pedras embaixo de minha barraca (e também porque eu costumo acordar durante a noite quando acampo. Deve ser a empolgação). Mas eu estava me sentindo perfeitamente descansado. Antes de tudo, eu precisava secar minha barraca. O lado de dentro estava em bom estado: meu macgyverismo da noite anterior com as roupas sujas havia funcionado melhor do que eu esperava e o saco de dormir havia secado o que restou de água no chão enquanto eu me remexia durante o sono (já disse que sou hiperativo, fazer o quê?). Mas o lado de fora estava ensopado (aliás, percebi nesta aventura que minha barraca é muito boa contra a chuva: nenhuma gota de água entrou depois que ela estava armada e fechada), o que me obrigou a esperar algum tempo para que o sol a secasse. Felizmente, a manhã do dia 27/12/2016 foi ensolarada no Planalto do Itatiaia, embora o vento estivesse mais forte do que nos dias anteriores. Desmontar a barraca foi bem mais complicado com a ventania, até porque eu sou desajeitado a ponto de parecer um personagem de desenho animado, às vezes. Quando terminei (pouco depois das 8 horas), o volume era grande demais para a bolsa da barraca, o que me forçou a guardar as estacas no alforje da bicicleta. Chegando ao Posto Marcão, eu fui tão bem recebido quanto nos dias anteriores e ninguém comentou nada a respeito da barraca avistada na noite anterior. O que me leva a uma quinta possível explicação: 5 - Havia outra pessoa ou grupo de pessoas acampando na região! É tão óbvio que nem consigo entender por que não foi a primeira ideia que veio à minha mente. Infelizmente, a pessoa/grupo ou não pensou em se esconder, ou não se escondeu bem o bastante. De volta ao relato, desta vez eu iria até a Cachoeira Aiuruoca (é, eu precisei dos meus três dias no parque para decorar este nome. É fácil de falar e escrever, assim como o nome Jarlyelson, mas é tão bizarro que você acaba se esquecendo, assim como o nome Jarlyelson). Registrei minha saída às 9 h 10 min. Por ser a trilha mais longa da Parte Alta (sem contar as travessias), eu esperava novamente voltar no horário limite. O início da trilha é também o caminho para o Pico das Agulhas Negras, ou seja, é o mesmo percurso que fiz enquanto voltava da Cachoeira dos Cinco Lagos para o Posto Marcão dois dias antes. Ainda assim, sempre há alguma coisa nova para se ver: um beija-flor azul-esverdeado espetacular que eu não consegui fotografar, borboletas de cores diversas que eu também não consegui fotografar, rochas anteriormente ocultadas pela neblina, as quais eu consegui fotografar, pois permaneceram imóveis o tempo inteiro (também aproveitei para subir em algumas que eu havia ignorado em minha corrida contra o tempo da última vez)... Esta árvore gentilmente segurou esta rocha para que eu pudesse fotografá-la sem dificuldades. Eu continuei andando por mais alguns quilômetros (passei novamente pela ponte de madeira de dois dias atrás, aliás. Eu gostei daquela ponte) até chegar à bifurcação Asa de Hermes/Pedra do Altar. Segundo o mapa que eu tinha em meu bolso, o caminho para a Cachoeira Aiuruoca saía de uma bifurcação pouco antes da Pedra do Altar. Portanto, foi para a Pedra que eu segui. Ao lado da Pedra do Altar, a trilha seguia pela encosta de um monte. Naquela encosta, descansando entre as rochas, eu conheci Elias, um morador de Resende que estava mostrando o parque a dois amigos da capital do Rio de Janeiro. Após dias apreciando a solidão, sem falar com ninguém que não fosse do ICMBio, eu fiquei surpreso ao perceber que eu estava gostando de conversar com outro viajante. Talvez Thoreau estivesse certo: a sociedade transforma os homens em monstros. Alguns dias longe dela e eu me tornei uma pessoa sociável (ou tão sociável quanto sou capaz de ser)! Elias estava descansando por causa do ar rarefeito (ao qual eu ainda não havia me acostumado completamente, devo ressaltar), então ficamos conversando sobre a Parte Baixa do Parque Nacional do Itatiaia, que ele conhecia bem. Mata Atlântica, vários lagos, rios e cachoeiras e fauna em abundância (especialmente macacos) são alguns dos diferenciais da região, que eu ainda pretendo visitar no futuro. Ele me recomendou principalmente a Cachoeira do Escorrega, que é exatamente o que diz o nome: um toboágua natural. Quando eu falei sobre minha viagem, Elias disse que esse tipo de coragem só se tem quando se é jovem e recomendou que eu pedalasse até Angra dos Reis quando tivesse a chance, pois também há uma serra a subir no caminho. Eu continuei meu caminho e, alguns metros adiante, encontrei os amigos de Elias retornando da Pedra do Altar. Conforme este havia dito, ambos haviam ido ao parque sem bagagem alguma, apenas com as roupas no corpo. O mais legal é que a intenção deles era subir o Pico das Agulhas Negras: eles só mudaram de ideia ao descobrirem que era necessário levar equipamentos de escalada para ter permissão de visitar a atração. Os dois me cumprimentaram, perguntaram se eu havia visto Elias e me alertaram sobre a neblina à frente, que realmente estava muito mais espessa do que o que eu havia visto até então. Eu gosto de neblina: o fenômeno é muito frequente na Serra do Mogi e dá um ar de mistério a qualquer lugar. Mas senti falta do céu azul e do sol radiante dos dias anteriores. Depois de alguns metros, encontrei a placa apontando para a Cachoeira Aiuruoca. A partir daí, eu estava num trecho ainda desconhecido por mim. Até a vegetação era diferente, com arbustos altos e algumas flores que eu ainda não via visto. Parecia um jardim. Vários tons diferentes de verde, mas dá para ver flores amarelas e até mesmo algumas avermelhadas perto do solo. Algumas partes da trilha também estavam alagadas. Na verdade, nem havia água o bastante para entrar nas minhas botas, mas o chão estava mole e eu aproveitei a oportunidade para ficar pulando feito um bode, a fim de não ter de reduzir meu passo. Foi neste novo trecho que encontrei a primeira e, até agora, única cobra silvestre que vi na vida (sou da cidade grande. Não me julguem). Na verdade, ela me encontrou: eu apenas ouvi a vegetação se mexendo à minha esquerda e olhei a tempo de ver a cauda dela. Era um animal não muito grande, talvez uns 50-70 cm, e com escamas de um verde meio acinzentado que lembrava muito a cor de algumas espécies de grama do local. Segundo a foto do guia de bolso do parque, não era uma jararaca (jararacas têm um padrão bem distinto em suas escamas e acho que a única subespécie na cor verde é a arbórea, que tem uma cor muito mais viva do que a cobra que eu vi) e nem tampouco uma cascavel (também têm um padrão distinto e não são verdes, além de eu não ter ouvido o som dos guizos que são marca registrada da espécie). Provavelmente não era venenosa, mas decidi continuar a evitar entrar na grama alta só por precaução. Saindo dos "Jardins Alagados do Itatiaia®," deparei-me com o bioma mais incrível até então. Uma região diferente de tudo o que eu havia visto em toda a minha vida. A trilha continuava alagada pelo mesmo curso de água, mas o solo era alaranjado (não parecia areia, entretanto. Era uma terra vermelha desbotada) e a trilha passava entre pequenos "planaltos" de terra escura com cerca de 1,7 m (minha altura. Sim, sou um mochileiro de bolso, sintam-se à vontade para me levarem em suas mochilas ou porta-malas) e cobertos de vegetação no topo. Eu tive a impressão de que a trilha havia sido um rio outrora, antes de a água baixar e transformar-se naquele filete de água que esteve acompanhando a trilha desde os Jardins Alagados do Itatiaia®. Sei lá, não sou geólogo. Imagens valem por mil palavras. Parece até uma versão HD de Final Fantasy IX. Infelizmente, o valor das imagens não me impede de escrever um relato que já passa das 11 mil palavras. Saindo do Rio Seco®, eu cheguei a uma área pantanosa que indicava que eu estava perto da cachoeira. A vegetação era alta (pensando bem, a vegetação é alta em todo o Planalto do Itatiaia. Acho que já passou da hora de eu me habituar a isto) e havia um rio (estava mais para uma nascente) passando entre as muralhas de grama alta e a trilha. Em alguns pontos, o rio cruzava ou até mesmo era a trilha (o que soa como alguma frase de mestre sábio de filmes de kung fu. "Não cluze a tlilha, seja a tlilha!"). Como vocês já devem ter deduzido, eu percorri a maior parte do trajeto pulando de uma margem do rio à outra. Infelizmente, houve um momento em que molhei minhas meias, o que deixou meus pés ensopados e enrugados, o que levou a mais bolhas. Baixa estatura, uma pele delicada demais para o sol e pés que se enchem de bolhas: este relato está fazendo maravilhas por minha imagem de homem viril. Mas poderia ser pior: pelo menos só está faltando eu ser forte e formal. O trecho pantanoso antes de ser dominado pelo rio. O momento em que vocês vão molhar seus pés, independentemente do que façam. E não, não há placas indicando o caminho. Sem sol nem pontos de referência visíveis, eu acabei seguindo pelo caminho errado aqui. Enfim, após vagar um pouco pelo pântano, a trilha saiu do curso do riacho e passou a acompanhar a margem de um rio. E era um rio de verdade, como aquele que eu havia visto na Cachoeira das Flores, com uma correnteza razoavelmente forte e muito mais água do que as nascentes que predominam no Planalto do Itatiaia. Eu não precisava de placas ou mapas para saber que a Cachoeira Aiuruoca estava mais à frente no curso daquele rio. Mesmo com a neblina, a vista era magnífica, com um vale bem largo em cujas paredes várias árvores cresciam. Havia também uma trilha ao lado da cachoeira, mas ela parecia não levar a lugar nenhum. Acho que o mato cresceu e escondeu o caminho para o fundo do vale. Como eu disse antes, a neblina dá um ar misterioso ao lugar. Mas imaginem como deve ser este rio com o céu azul de um dia ensolarado! A Cachoeira Aiuruoca. O abismo tem cerca de 20 metros de altura, mas as pedras são firmes o bastante para uma pessoa parar no meio do rio e tirar fotos. Eu nem pensei em entrar na água desta vez: estava frio demais e o vento estava muito forte. Pelo visto, o curso do rio segue até a Parte Baixa do parque. Pena que eu não tinha um barril. Ou a vontade de me molhar no frio. A trilha ao lado da cachoeira. A vegetação era a mesma do Circuito dos Cinco Lagos, a área mais florida do Planalto do Itatiaia. Sem mais nada a fazer ali, eu decidi fazer o caminho de volta. Como ainda era cedo, eu voltei pelo Circuito dos Cinco Lagos, mas não aconteceu nada interessante no caminho. Se eu não tivesse seguido por este caminho antes, teria vagado para fora da trilha em alguns lugares. Com toda a neblina daquele dia, alguns moledros e estacas de sinalização não eram nem de longe tão visíveis quanto os da foto acima. Como podem ver nesta foto, àquela altitude, a neblina era na verdade uma nuvem. Eu estava literalmente andando nas nuvens. Precisei descer para sair de dentro delas. Parece bobagem, mas é uma coisa muito legal quando você começa a pensar a respeito. Quando eu cheguei ao Posto Marcão, ainda era bem cedo. Registrei minha saída às 15 h 40 min e saí do posto às 15 h 57 min. Chegara o momento de enfrentar aquilo que eu temia desde a noite em que adentrei o território do Parque Nacional do Itatiaia: a descida pela Rodovia das Flores. Felizmente para mim, a Rodovia das Flores era muito mais fácil de se percorrer à luz do dia e sem o cansaço causado pela subida de quatro horas que eu havia feito três dias antes. Os primeiros 3 quilômetros realmente são um saco, mas a estrada fica bem melhor a partir do Km 10, desde que se mantenham os freios acionados. E eu pude ver a paisagem daquele trecho superior da estrada, que era muito bonita. Em alguns pontos, a vegetação tinha um cheiro muito bom que me fazia lembrar daquela barraca de ervas que acho que existe em todas as feiras livres de São Paulo. E eu ainda vi uma formação rochosa na qual eu nunca havia reparado antes: a Pedra do Camelo. Meu terapeuta me disse que eu devo manter distância de uma coisa chamada Teste de Rorschach, mas nunca entendi o porquê. Deve ser porque eu sou fã do Dr. Manhattan. E vejam só, eu acabei de demonstrar que uma imagem pode valer 305 palavras, ao invés das mil que o dito popular nos leva a crer que são necessárias. Saindo da Garganta do Registro e voltando à BR-354, fui recompensado com a melhor parte da cicloviagem: descer os 1670 m de altitude da estrada. Eu não precisei pedalar, mas mesmo assim consegui ultrapassar alguns carros. Acredito que eu tenha chegado a 50 km/h, mas nunca saberei ao certo. Um velocímetro faz falta. Seja como for, eu decidi manter a velocidade dentro dos limites de 40 km/h da rodovia. Para isto, usei como referência um caminhão que descia a estrada lentamente: eu o segui de perto durante um bom tempo, usando os freios para impedir minha aceleração. Mas eu me cansei daquilo depois de uns quinze minutos e continuei a descer como um maníaco normal. Na metade inferior da estrada, num trecho totalmente deserto, encontrei um carcará parado no acostamento. Descansando, talvez? Era um animal magnífico, com o corpo castanho-escuro, a cabeça branca e uma crista preta (ou talvez apenas castanho-escuro). Mas alçou voo antes que eu pudesse sacar meu celular. Na rodovia Presidente Dutra, logo depois de entrar no território do estado de São Paulo, conheci um ciclista chamado Vinícius. Ao saber de minha viagem, ele pediu para tirar uma selfie comigo (na qual eu tive a chance de ver o quão cansado, sujo e, acima de tudo, feliz eu estava) e pedalou comigo em direção ao Graal Estrela, onde eu pretendia passar a noite. Vinícius mora (ou morava; estou demorando tanto para escrever este relato que é possível que o Pico das Agulhas Negras seja nivelado pela ação do tempo antes de eu conseguir publicar esta coisa) em Queluz e tem o hábito de andar de bicicleta pela Dutra, o que explica sua bicicleta speed. Nem preciso dizer que minha mountain bike (ou seria monster bike? Hahaha, adoro piadas infames e trocadilhos prassistas) não atingia a velocidade necessária para acompanhá-lo e eu só consegui ficar perto dele porque ele estava indo devagar para me ajudar. No Graal Estrela, um guarda recomendou que eu jantasse no restaurante Retiro dos Caminhoneiros, que oferecia comida por quilo a preços razoáveis. Segundo ele, os outros restaurantes do posto eram armadilhas para turistas, com preços abusivos pela quantidade oferecida. Eu deveria ter seguido o conselho dele, mas havia um NYC Burger ali e eu estava desesperado por um hambúrguer e um milk-shake. Eu não comia nada doce há dois dias, afinal de contas. Depois do "jantar," eu pedi permissão para acampar no local. Demorou um pouco mais do que nos postos anteriores, mas deu certo no fim. Armei minha barraca num gramado afastado e deixei a bicicleta travada do lado de fora da barraca. Já passava das 20 horas, mas a noite estava muito quente: toda a umidade que eu não consegui tirar da barraca no planalto secou em poucos minutos em Queluz. Depois veio outra chuva e molhou tudo de novo, mas desta vez a barraca estava armada e só precisei estender o sobreteto para impedir que entrasse água. Eu me senti dentro de um forno, mas pelo menos não precisei secar a parte de dentro da barraca no dia seguinte. Custo do Sexto Dia: Jantar___________________ R$ 26,00 TOTAL_________________ R$ 26,00 Distância percorrida: aprox. 44,5 km Tempo de viagem: aprox. 3 horas Velocidade média: aprox. 14,8 km/h Sétimo Dia: 28/12/2015 Fui acordado à 5 h 50 min por um dos guardas, que me perguntou a que horas eu pretendia sair. Embora eu estivesse cansado e apesar do tom amigável do guarda, eu entendi a mensagem e disse que já estava me levantando. [sarcasmo]Espero ansiosamente pela oportunidade de me hospedar novamente no terreno do Graal Estrela.[/sarcasmo] Olhando pelo lado bom, o guarda disse que, se eu precisasse, ele e seus colegas poderiam tentar me ajudar a conseguir o café da manhã. Acho que eles pensaram que eu era um mendigo (com a aparência e o cheiro que eu tinha, não posso culpá-los) e eu pensei seriamente em me aproveitar da situação, mas concluí que não seria nada ético e fui pagar pelo meu café da manhã como um turista normal, mesmo não sendo um (se vocês soubessem a significância desta última frase para mim...). Após um café da manhã reforçado (sanduíche de bauru — embora Bauru estivesse a 550 km de distância (piada nível "é pavê ou pacumê?") — , suco de goiaba e um pedaço razoável de bolo de chocolate), eu saí às 7 h 20 min com a intenção de chegar a São José dos Campos. Não sei se foi pelo clima mais ameno daquela manhã (o sol não estava impiedoso como da última vez em que eu passara pela Dutra), ou se foi pela minha alimentação reforçada nas duas últimas refeições, ou se foi por eu ter me habituado ao ar rarefeito das montanhas, mas eu nunca havia tido tanta energia até então. Eu consegui subir pedalando todas as ladeiras no caminho, atravessei aquele trecho perigoso de meu segundo dia de viagem (sem acostamento, sinuoso e com faixa exclusiva para caminhões à direita) em menos de uma hora e, mesmo com as pausas para pegar água, eu percorri cerca de 160 km no total. Eu até consegui parar num posto por volta da 12 h 30 min para tomar um banho, o que se mostrou um de meus maiores arrependimentos na viagem (R$ 10,00 para usar o chuveiro durante seis minutos e R$ 25,00 pelo shampoo e pelo sabonete? Eu deveria ter aguentado minha imundície um pouco mais). A viagem transcorreu sem dificuldades (bebam outro gole!) até umas 17 h 30 min, quando eu passava por São José dos Campos (sim, eu havia alcançado meu objetivo e agora pretendia ultrapassá-lo). A rodovia passa por dentro da cidade, o que significa que eu teria de entrar nas ruas do município se eu quisesse parar (e eu não queria parar). Ademais, começou a chover justamente enquanto eu passava por um trecho sem acostamento. Havia saídas por toda a parte, com carros entrando a todo o momento. E meus freios já estavam quase completamente gastos, embora na hora eu tivesse pensado que fosse apenas a chuva interferindo na aderência dos v-brakes. A chuva estava forte o bastante para me obrigar a parar debaixo de um viaduto durante uns 20 minutos. Um motociclista morador de São José dos Campos puxou assunto comigo e alertou-me da criminalidade alta na região. Honestamente, se eu desse ouvidos a todo mundo que me alertou sobre o risco de ser assaltado na estrada, eu nunca teria saído de minha casa. Existe perigo em toda a parte, pessoal: não adianta viver a vida com medo. Seja como for, eu me conformei com a chuva e resolvi seguir viagem daquele jeito, mesmo. Infelizmente, a cidade não acabava nunca, o que significava que eu não encontraria um lugar para acampar naquela noite. Eu comecei a ficar de olho nos preços das pousadas, mas dentro da cidade elas eram muito caras (R$ 70,00 ou mais por noite). Depois de algum tempo, cheguei a um posto da Polícia Rodoviária Federal. Eu tinha esperanças de conseguir permissão para montar minha barraca no terreno deles, mas não precisei perguntar para perceber que não daria certo: os Federais eram tão indiferentes quanto funcionários de hospitais públicos. Ao invés disso, perguntei a que distância estava a próxima pousada (eu já estava saindo da área mais urbanizada da cidade). A resposta: três quilômetros, em frente a uma passarela. Apesar da chuva, dos freios e do selim frouxo que se inclinava para trás sempre que eu passava por um buraco ou lombada, eu ainda estava com energia. Os três quilômetros foram percorridos sem dificuldade (outro gole!). Eu atravessei a passarela e cheguei à Pousada da Dutra, no sentido Rio de Janeiro da rodovia. A pousada era agradável. Fui bem atendido e o preço não era ruim (R$ 60,00 por um quarto sem banheiro e com direito a café da manhã, sabonete e toalha). Deixei minha bicicleta num canto não muito longe do quarto e fui tomar banho. Se eu soubesse, nunca teria gasto aquela fortuna pelo banho de seis minutos naquele posto de serviços por onde passei na hora do almoço. Sério, até hoje me arrependo daquilo. Nunca superarei a decepção. O jantar, infelizmente, não estava incluso. Mas valeu a pena: R$ 21,00 por um prato de pedreiro lotado de arroz, feijão, mandioca, cebola e filé de frango, acompanhados de um suco de laranja (um copo de 500 ml, pelo que me lembro). E era uma comida saborosa. Por volta das 22 horas eu fui dormir. Eu tinha o direito de permanecer até o meio-dia, mas pretendia ir embora antes. A Pousada da Dutra fica em Jacareí, o que significava que no dia seguinte eu já estaria em casa. Custo do Sétimo Dia: Café da manhã______________________ R$ 26,59 Banho _____________________________ R$ 10,00 Shampoo e sabonete ________________ R$ 25,00 Doces e sucos no decorrer do dia___ R$ 37,80 Pousada da Dutra + Jantar _________ R$ 81,00 TOTAL_____________________________ R$ 180,39 (e assim, em um único dia, eu desfiz toda a evolução espiritual pela qual eu passara no dia anterior. Mesmo não acreditando em espiritualidade, eu fiquei decepcionado comigo mesmo) Distância percorrida: aprox. 160 km Tempo de viagem: aprox. 12 horas Velocidade média: aprox. 13,3 km/h Oitavo Dia: 29/12/2015 Desta vez, eu acordei às 6 h 30 min. Aproveitei para atualizar o relato de viagem. Depois, fui tomar o café da manhã, que valeu todo o dinheiro gasto até então. A mesa era tão farta que até parecia núcleo rico de novela das oito. Havia uns quatro sabores de sucos, além de café (que eu detesto) e achocolatado (que eu amo mais do que amo minha própria mãe). Também havia bolos, pães, mortadela, presunto, queijos, requeijão, margarina, frutas... Eu comi tudo o que consegui forçar goela abaixo, embora o foco tenha sido nos sucos, mesmo. A maioria dos camelos desidratados bebem menos água do que eu. Às nove da manhã, eu segui viagem. Infelizmente, minha energia do dia anterior havia sido esgotada: eu estava descansado, mas nem de longe tão elétrico quanto antes. Além disso, uma garoa muito chata cobria toda a região de Jacareí e da Grande São Paulo. Como eu nunca passo por uma desgraça sem um fator multiplicador (eu precisaria de um relato de mais de 20 mil palavras só para descrever o quão cagado eu sou), foi então que eu percebi que meus freios estavam gastos, ao invés de apenas afetados pela chuva, como eu pensara no dia anterior. Imagino que as sapatas dos freios não aguentaram a descida da Rodovia das Flores e da BR-354. Assim que a sinalização da Dutra indicou, eu segui por uma saída que levava à rodovia Ayrton Senna, sentido Mogi das Cruzes. Minha intenção era passar por Mogi, Suzano e Itaquaquecetuba para chegar ao bairro paulistano de Itaim Paulista, de onde eu pegaria a ciclovia do Parque Ecológico do Tietê novamente. Fechar a viagem como ela começou, por assim dizer. Muito poético, mas como eu disse anteriormente, sou um sujeito completamente cagado. Em um trecho isolado (sem carros nem construções. Diabos, nem mesmo animais podiam ser vistos ali) da rodovia Ayrton Senna, minha sorte começou a mudar: os freios começaram a funcionar! Entretanto, eu estava me sentindo estranhamente cansado: mesmo para descer ladeiras, eu precisava pedalar com força. E havia um barulho estranho vindo de algum lugar atrás de mim, mas eu não conseguia ver nenhum veículo que pudesse estar emitindo algum som. Foi então que somei dois mais dois e descobri o motivo das três ocorrências: a câmara do pneu traseiro estava murcha. Em minha defesa, eu aceitei o contra-tempo com estoicidade. Normalmente, eu rio histericamente quando algo muito ruim acontece a mim, mas naquela hora eu só estava interessado em seguir viagem, até porque eu já estava morrendo de sede. Eu desmontei da bicicleta e andei pelo acostamento em busca de um posto de serviços. Eu não tinha ideia de quanto faltava para chegar ao próximo posto, então resolvi pedir informações num telefone de emergência que encontrei à frente. O atendente mencionou duas alternativas para mim: um posto de serviços na rodovia, a 25 quilômetros, ou um na cidade, pegando uma saída a 12 quilômetros. Eu agradeci e comecei a andar, tentando desesperadamente me convencer de que 12 quilômetros não era uma distância muito longa. Após caminhar uns dois quilômetros (o que não deve ter levado mais do que 20 minutos, mas eu me sentia como se tivessem sido duas horas), a salvação surgiu. Em um deus ex machina digno das primeiras histórias do personagem Tintin (leiam Tintin na América se quiserem entender a referência), dois ciclistas voltando de Aparecida passaram por mim e me cumprimentaram. Eu perguntei se alguém poderia me emprestar uma bomba e eles pararam para me ajudar. Para minha tristeza, eles descobriram que minha câmara estava furada. Um corte bem na base do pino de entrada de ar, impossível de remendar. Mas um dos dois ciclistas (eu nunca peguei o nome deles; eu realmente preciso desenvolver minhas habilidades sociais) tinha uma câmara reserva e simplesmente a deu a mim, sem exigir absolutamente nada em troca. Eu até tentei pegar o telefone dele para poder pagá-lo quando eu chegasse em casa, mas ele não queria nem falar em pagamento. Eu mal consegui acreditar em minha sorte. Além disso, os dois ensinaram-me a trocar a câmara (eu tinha as ferramentas, mas nunca havia feito aquilo antes. Não é nenhum bicho-de-sete-cabeças, mas é muito melhor aprender com quem já sabe como se faz) e, nesse meio tempo, um terceiro ciclista passou por nós (um que eu havia cumprimentado horas antes, ainda na rodovia Presidente Dutra) e também nos ajudou. Terminada a manutenção, nós nos despedimos e seguimos viagem (na mesma direção, mas minha bicicleta é uma mountain bike, lembram? Parece que o Brasil inteiro prefere os modelos speed, então eu sempre fico para trás), mas não sem antes eu ganhar dois adesivos de reparo de câmara daquele terceiro ciclista que havia nos ajudado. A partir daí, eu continuei meu caminho sem problemas (mais um gole!) até chegar em Itaquaquecetuba. A não ser que as estradas de Suzano e Itaquá possam ser consideradas problemas (podem, sim). Ou a chuva repentina que caiu enquanto eu passava por ambos os municípios, atrapalhando minha visão enquanto eu tentava pedalar sem freios pelas ruas sinuosas e cheias de ladeiras e lombadas. Pensando melhor, acho que não foi totalmente sem problemas. Mas tudo bem: as adversidades foram algumas das melhores partes da aventura. Infelizmente, minha jornada teve um final triste. A meros 33 quilômetros de minha casa, ainda no território de Itaquaquecetuba, eu parei em um posto para pedir informações. Um dos frentistas percebeu que o pneu traseiro de minha bicicleta estava murcho. Eu pensei que seria algo simples de resolver, já que havia um calibrador de pneus naquele mesmo posto. Mas descobri que o pino da câmara que eu ganhara era diferente do padrão usado por automóveis e pelas câmaras que vieram com minha bicicleta: a tampa que era um tipo de parafuso que não saía completamente e não se encaixava no calibrador do posto. Para piorar, quando tentei abrí-la, o ar que restava na câmara escapou, o que me fez pensar que talvez eu não a tivesse tampado direito desde o início e foi isto que fez com que ela murchasse. Mas nunca saberei ao certo. Eu tentei ir a uma borracharia ao lado do posto, mas eles só trabalhavam com pneus de carros. Numa última tentativa, um frentista encontrou uma bomba na garagem de troca de óleo cuja mangueira se encaixava perfeitamente no pino da minha nova câmara. No entanto, descobrimos tarde demais que aquela bomba liberava ar em grandes quantidades: assim que a encostamos no pino da câmara, esta arrebentou-se como um balão. Desta vez eu ri, embora não de maneira histérica. Minha bicicleta ao final da aventura. Até hoje me sinto culpado por ter estragado a câmara que ganhei. Isto é que é cuspir no prato em que se come. Já dizia o alegre Caetano Veloso com seu ritmo contagiante (é claro que estou sendo sarcástico): Terra... Terraaa... Minha primeira ideia para terminar a viagem foi voltar até Suzano (que não estava muito longe) e pegar o trem da Linha 11 da CPTM, mas eu estava sem Bilhete Único e não queria sacar dinheiro. Além disso, era uma terça-feira, o que significava que eu só poderia entrar no trem com a bicicleta após as 20 horas. Os frentistas sugeriram que eu seguisse até a estação mesmo assim, pois havia uma bicicletaria na região. Mas eu já estava cansado de carregar a bicicleta e já havia gasto muito mais dinheiro do que queria, então apelei para um último deus ex machina: meu pai. Meu pai mora em Rio Grande da Serra, um município que muitos mochileiros paulistanos devem conhecer (de fato, ele mora numa rua quase no limite da região urbanizada da cidade, ou seja, a cerca de meia hora de caminhada da entrada da famosa — e ilegal — Trilha da Cachoeira da Fumaça de Paranapiacaba). Fica ao lado de Suzano, o que significa que ele estava relativamente perto do Posto Itaquano, onde eu estava esperando. Como ele possui um carro e estava de férias naquele dia, eu resolvi usar o que restava da bateria de meu celular para telefonar para ele. E foi assim que eu terminei minha viagem: um derrotado. Mas um derrotado feliz, mais feliz do que muitos vencedores. Meu maior arrependimento foi ter que voltar para casa e para a velha rotina capitalista à qual estou preso até hoje. Pois é, minha história tem um final triste. O que vocês esperavam de um relato cuja primeira imagem é uma captura de tela da série Game of Thrones? Custo do Oitavo Dia: Bebidas (uma parada em Suzano)_______ R$ 15,50 Sundae (enquanto esperava por meu pai)____ R$ 3,50 TOTAL____________________________ R$ 19,00 Distância percorrida: aprox. 75 km Tempo de viagem: aprox. 5,5 horas Velocidade média: aprox. 13,6 km/h Custo Total da Viagem: Bicicleta e acessórios_______ R$ 1.107,06 Dia 1______________________ R$ 82,30 Dia 2______________________ R$ 95,88 Dia 3______________________ R$ 33,00 Dia 4______________________ R$ 30,00 Dia 6______________________ R$ 26,00 Dia 7_____________________ R$ 180,39 Dia 8______________________ R$ 19,00 TOTAL_________________ R$ 1.573,63 Considerações Finais - Levem shampoo, chinelos e sabonete de casa. - Comprem o máximo de barras de cereais e amendoins (energia é essencial numa viagem dessas) que puderem e evitem gastar dinheiro com comida na estrada. Sugestão: estabeleçam um limite diário de gasto que seja suficiente apenas para uma refeição reforçada por dia. É o que pretendo fazer da próxima vez. - Mesmo que não estejam com sede, SEMPRE parem nos postos de gasolina para beber o máximo de água que conseguirem. Sério, às vezes a próxima parada está a horas de distância e a sede vem no meio do caminho. - Eu não encontrei um lugar para encaixar esta informação no relato, mas antes de eu pegar a rodovia Ayrton Senna, quando eu passava por Guararema, um segundo carcará voou sobre minha cabeça a uma altitude de uns 3 metros. - Apesar de eu ter incentivado um jogo de beber com base em meu relato, eu não bebo. Nunca consegui apreciar o sabor repulsivo do álcool. - Levem câmaras reserva, bomba, adesivos para câmaras, enfim, tudo o que é necessário para consertar/trocar pneus furados. FATO CURIOSO: uns dois meses depois, enquanto eu chegava ao trabalho de bicicleta, a câmara traseira estourou novamente. Eu estava a uns 2,5 quilômetros de distância de meu local de trabalho, mas à noite tive de voltar para casa a pé o caminho inteiro. A distância entre meu trabalho e minha casa? Exatos 20 quilômetros, segundo o Google Maps. Façam as contas: parece que era meu destino percorrer aqueles 25 quilômetros carregando minha bicicleta com a câmara furada. Nem preciso dizer que, desde então, eu comprei uma bomba e uma câmara reserva e eu sempre as carrego em meu alforje. Acima de tudo, se vocês estiverem pensando em fazer uma viagem do tipo, parem de pensar e apenas façam. - É arriscado? Sem dúvidas, mas tudo na vida é arriscado: não faz sentido viver com medo, até porque isso não é viver. Como podem ler no relato acima, eu não tive problemas com criminosos (exceto pelas práticas criminosas de comércio dos restaurantes de estrada), não caí da bicicleta uma única vez, mesmo estando há uns dez ou onze anos sem praticar (eu me distraí e fui parar no gramado além do acostamento umas três ou quatro vezes, mas consegui frear e me recuperar em todas as ocasiões) e não tive problemas para achar um lugar para dormir em nenhum momento (a pousada foi um capricho estúpido do qual eu me também arrependo até hoje. Eu deveria ter pedalado um pouco mais e enfrentado a chuva). - Nenhum de seus amigos quer ir? Problema deles. Admito que sou antissocial e realmente estava precisando de um pouco de paz nas férias, mas sempre havia a oportunidade de trocar histórias com os ciclistas que passavam pela Dutra e os turistas e trabalhadores dos postos de serviços. Há mais de 7 bilhões de pessoas no mundo: a não ser que vocês se enfiem no mato por três dias, nunca estarão completamente sozinhos. - É cansativo? Honestamente, quem estiver preocupado com isso nem deveria pensar em viajar. Fiquem em casa assistindo séries: eu considero isso uma forma perfeitamente válida de passar as férias. As duas melhores coisas no mundo são descansar e ficar cansado, afinal de contas. Eu ainda estou pensando a respeito de minha próxima viagem. Minha ideia original era conhecer o PETAR, mas descobri que é proibido entrar nas cavernas sem o acompanhamento de um guia, o que acaba totalmente com a aventura para mim (o desconhecido, lembram? É importante para mim). Depois pensei em ir ao Pico dos Marins. Agora estou pensando em ir à Serra do Cipó, que possui trilhas onde se pode andar de bicicleta. O único porém é a distância: é possível que, devido ao tempo curto de férias que eu recebo em meu emprego atual, eu tenha de voltar antes de chegar ao destino. Mas a própria viagem pode valer a pena, mesmo que eu não consiga sair da estrada. Sei lá, até dezembro eu pensarei em uma aventura interessante o bastante. Talvez eu siga o conselho de Elias e vá a Angra dos Reis. Ou não. Aceito sugestões. Para ver todas as fotos que eu consegui tirar antes de a bateria de minha câmera acabar, sigam o link abaixo para visualizar meu álbum no Facebook. As fotos estão com as cores originais, bem menos interessantes do que as versões publicadas neste relato. https://www.facebook.com/lucas.leite.1000/media_set?set=a.1033838183324396.1073741832.100000946730155&type=3
  9. 1 ponto
    Boa tarde, pessoal. Eu e eu namorado estamos planejando nossa viajem para Maceió/Recife, com algumas paradas pelo caminho. Vamos sair de avião aqui de SC direto para Maceió, onde vamos alugar um carro, ir até a Ilha de Itamaracá e retornar à Maceió para voltarmos p casa. Vamos entre 25 de setembro e 8 de outubro, então temos aí uns bons dias para curtir esse litoral que nos parece tão lindo. Na programação chegaremos em Maceió e ficaremos 3 dias (em Jatiúca). Vamos à praia do Francês, na praia do Gunga, nos indicaram ir ao Hibiscus tb. Temos algumas sugestões para ir no fim do dia/noite, tipo o Lopana, o Wnachako... aceitamos mais indicações . De lá seguiremos para Maragogi, ficaremos dois dias ali. Queremos fazer passeios de mergulho (indicações, please), não decidimos ainda se esses passeios de buggy valem a pena, alguém já fez? (alguma sugestão?!). De Maragogy vamos para a Praia dos Carneiros. A ideia é passar uns 3 dias de relax mesmo, pé na areia, rede, paz . Conhecer Porto de Galinhas numa dessas tardes. (algum a sugestão por esses locais?). Depois vamos passar o dia em Recife (nos indicaram ida ao Instituto Ricardo Brennand, o centro histórico, o Marco Zero, o centro de artesanato) e no mesmo dia dar uma chegada em Olinda - alguma sugestão de local que "não podemos deixar de conhecer"? . Ao final do dia seguiremos para a Ilha de Itamaracá. Ficaremos dois dias lá. Vimos que tem o Forte Orange, teria um parque Mamíferos Aquáticos, mas parece que está fechado ... se tiver mais alguma dica de local para conhecer ou passeio para fazer, agradecemos muito . No último dia desceremos de Itamaracá direto p Maceió. Já estamos pesquisando e reservando algumas pousadas, o aluguel do carro... e pesquisando passeios legais, locais p conhecer... gostaríamos de sugestões, dicas, contatos bacanas. Depois vamos fazer um relato de como foi, o que achamos, dicas p pessoal que vai depois tb... Valeu galera!!
  10. 1 ponto
    Siiiim!!! É um país imensamente rico de culturas, paisagens... conhecer todos os estados é incrível, uma hora chegaremos lá tb Sempre há novos caminhos, novas culturas, novas paisagens a se desbravar! Obrigada!!
  11. 1 ponto
    Oi Joshilton!! Então, já compramos as passagens. Não vamos até o RN dessa vez, é tanto lugar bonito pelo Nordeste que decidimos "dividir" em algumas viagens Vamos planejar outras viagens por lá, e aí para Paraíba/RN/Ceará. Piauí/Maranhão. Bahia. Sergipe.
  12. 1 ponto
    @ffabioh Os problemas são infinitamente piores do que aqui. O dólar desvalorizou mais lá do que aqui, por isso ainda dá pra fazer bons negócios por lá. Se aprovarem as reformas aqui, acho que até eu voltarei para lá pra gastar os meus Reais.
  13. 1 ponto
    Olá! Na verdade meu roteiro já está todo fechado...compartilhando caso tenha alguém de passagem por algum dos lugares na mesma data, podemos encontrar por lá! check in check out hotel local 23/07/2019 25/07/2019 Clink Noord Amsterda 25/07/2019 29/07/2019 Tomorrowland Boom 29/07/2019 30/07/2019 Meininger Hotel Amsterda 30/07/2019 05/08/2019 Ozora Festival Budapeste 05/08/2019 07/08/2019 Ibis Budapeste 07/08/2019 10/08/2019 wombat's city Viena 10/08/2019 14/08/2019 Sophie's hostel Praga 14/08/2019 19/08/2019 The Circus Hostel Berlim 19/08/2019 22/08/2019 Les Piaules hostel Paris segue meu contato (whatsap) (11) 98222-4865 Abraço, Fernando
  14. 1 ponto
    Boa noite Wdefreitas, eu tive que mudar minhas férias para setembro, então se tiver disponibilidade, para min teria que ser em setembro. Depois de muito consultar achei esse site com um roteiro e um valor bem interessante. https://www.machupicchupacotes.com/vale-sagrado-machu-picchu-laguna-humantay-montanha-colorida-8d/ Neste roteiro tem na minha opinião, os pontos que parecem ser os mais interessantes de Peru. Mas da uma olhada para vc ter uma ideia. Os valores também diminuem se for escolher quarto single, duplo ou triplo.
  15. 1 ponto
    Vou para o Perú entre maio e Junho de 2019. Estou montando o roteiro, depois te comento.
  16. 1 ponto
    Eu vou meio que repetir o que o colega acima disse, mas vc tentou colocar todas as cidades que vc quer ir no google maps? Nápoles e Pompéia ficam bem mais longe e fora do eixo do que vc quer fazer. Daí ainda tem que articular horário de transporte e quanto mais transporte, mais gasto. Reduzindo seu roteiro pra 11 dias, ficaria assim 1-chegada em Roma + Roma 2-Roma 3-Roma 4-Roma (Vaticano) + transporte para Florença 5-Florença 6-Florença 7-Florença 8-Florença (bate volta em San Geminiano) 9-Florença (bate e volta em Pisa + Luca) + transporte Florença -Veneza 10-Veneza 11-Veneza + volta (daria pra voltar de Veneza?) *Vc pode tirar 1 dia de Florença e colocar em Roma, se preferir Roma quando eu fui, eu fui mtoooo na pobreza! rs Comi uma refeição típica decente e os outros 3 dias só kebab/fast food. Hostel e entradas em algumas atrações (Vaticano, Coliseu e tal). Tenho amigas que trouxeram perfumes, mas não entraram no Coliseu. Eu não trouxe nada e entrei. São sempre escolhas. Em Florença tem gastos com Galeria Uffizi, Academia, mas tem walking tour tb naquele esquema de gorjeta que sempre economiza rs, lá eu fiquei num hostel perto da estação do trem, que me recomendou uma bisteca fiorentina por 15 euros (enquanto nos outros restaurantes era sempre mais caro), tinha pizza barato também, quer dizer, dá pra viver e até tomar um gelatto! =D Veneza a dica é sempre ficar fora da ilha (em Mestre tem um hostel top), vc paga o metrô/trem pra ir e voltar e fica o dia inteiro lá.
  17. 1 ponto
    Olá, sou de Minas, conheço lá, se precisar de dicas me fale....mas nao vou pois irei para Ceará em Julho...veja lá se interessa: https://www.mochileiros.com/topic/84385-ceará-em-julho2019/
  18. 1 ponto
    @Aninha Moraes, Se você ainda não comprou as passagens, o ideal é iniciar por Recife, pois você facilmente irá ao RN, no caso Natal e arredores, voltando a Recife, pois ir descendo. Foi o que fiz. Gastei muito menos se tivesse iniciado em Alagoas. Verifique essa possibilidade.
  19. 1 ponto
    Porque pedalar?? Porque Cicloviajar?? Porque não competir?? Que grande paixão e vício é este pela “Bicicleta”... Pois é, constantemente sou questionando do porque gosto tanto de Bicicleta e de assuntos relacionados ao Ciclismo de uma forma geral, na maioria das vezes por colegas de trabalho e amigos. Bem sempre gostei de pedalar, fui criado em meio a primos e parentes que usavam a bicicleta como meio de diverso e transporte, dessa forma minha primeira bicicleta foi uma “Berlineta” aro 16’ que ganhei quando eu tinha meus 05 anos de idade, e acreditem me lembro dela como se fosse hoje....kkkkk....acho que a paixão começou ai...;) Foto retirada da Internet. Minha vida sempre foi rodeada por bicicletas, já tive várias de modelos diversos e até diferentes, quem ai lembra da Caloi Fórmula? Pois é tive o prazer de ter uma também, com aquele “Maravilhoso” sistema de mudança de marchas em forma de alavanca o meio do quadro e a incrível engenhoca que mudava a “relação” dentro do eixo traseiro.....na época aquilo era o que havia de mais TOP pra gente...kkkkkk...Hoje sistema muito parecido com o NEXUS da Shimano. Foto retirada da Internet Dessa forma o tempo foi passando e a Paixão sempre aumentando, andei muito com as pernas por dentro do quadro em bicicletas dos meus tios e primos, já que era pequeno pra elas, usei muito o “Freio Chinelão” (só que usou sabe), já tive motos barulhentas com os benditos copos de danone e etc. por idas e vindas depois já de algum tempo já namorando e após casando, acabei por ficar muito tempo sem pedalar, voltei a comprar uma ou outra bicicleta, mais nada como era antes, não sei precisar o tempo, mais foram bem mais que uns 10 anos parado sem pedalar. Mais em meados de Fevereiro de 2012, surgiu aquela “coceirinha” de comprar uma bike novamente e voltar a pedalar sério (rotineiramente), e ai já viu né...kkkk....voltou o vício, pois uma vez Ciclista, sempre ciclista....começei por uma bike mais simples, comecei a dar os famosos UPs na guerreira, no começo me assustei muito com a quantidade de novidades das relações e etc, e também com os preços....como é caro mecher com bikes.....kkkk Assim fui começando, treinando, ganhando novamente a resistência física perdida, emagrecendo uns quilinhos e assim me aprofundando no “Mundo” das bikes novamente, mais não ficou só nisso....pois é....dessa vez a idéia era outra, sim eu já lia muito sobre o tão famoso e pouco falado “Cicloturismo”, assim fui baixando rotas, estudando lugares, pousadas, gastos diversos pra uma viagem de bike....e isso me rendeu uma das maiores alegrias da minha vida, Minha fiel companheira, esposa, mulher, amiga Andreia Correa, sabendo dos meus planos de viagens (a primeira para Paraty-RJ) em uma de nossas conversa me olha e diz: “Você vai mesmo pra Paraty de bike né..??” ...eu disse que sim, já estava decidido...”Eu vou com você”, na hora nem pensei muito e já respondi, tudo bem amanha começamos a treinar. Exatamente 4 meses depois eu e ela depois de um treino intenso e muito cansativo para ela (reclama até hoje...kkkk), pois ela não ia nem até a esquina de bike, iniciamos a nossa 1ª viagem de Bike saindo de Mogi das Cruzes-SP até Paraty-RJ, essa viagem foi muito especial para nós dois, pois a experiência de conhecer novos lugares, paisagens maravilhosas e o próprio desafio pessoal de cumprir vários Kms em um dia, dormir e continuar no outro dia foi muito bom e até hoje as vezes paramos pra relembrar as diversas situações vivídas sobre duas rodas. Já fizemos várias outras viagens, e sempre que acaba uma, já planejamos outra...sim o vício é inerente a nossa vontade, a sensação de liberdade é magnifica, o prazer conquistar aquela “Pirambeira” e de lá poder admirar uma bela paisagem nos inebria, traz sensações que causam euforia, nos emociona, traz a tona a verdadeira sensação do estar VIVO. Ai respondendo as perguntas iniciais dessa postagem....... Sim eu treino o corpo para poder desfrutar de Cicloviagens cada dia mais desafiadoras, mais longas, e dessa forma mais desafiantes e emocionantes, não gosto de competições “explosivas” onde se paga as vezes muito caro por um “Pedal” de 30kms, prefiro usar a mesma grana pra financiar uma viajem por lugares que ainda não fui, ou até mesmo repetir um roteiro, por mais simples que seja, que fique claro, não sou contra competições e etc. eu apenas não curto, se for pra pagar por uma “Prova”, que seja uma de longa distância no estilo BRM/AUDAX onde o desafio é pessoal e não ganha que chega 1º. Espero que tenham gostado do post, segue abaixo os links dos relatos da primeira Cicloviagem com minha esposa conforme mencionei acima...;) http://forcanopedalmogi.blogspot.com.br/2014/06/cicloviagem-mogi-das-cruzes-sp-x-paraty.html http://forcanopedalmogi.blogspot.com.br/2014/06/cicloviagem-mogi-das-cruzes-sp-x-paraty_10.html http://forcanopedalmogi.blogspot.com.br/2014/06/cicloturismo-mogi-x-paraty-rj-3-capitulo.html “Acredito que quanto mais pessoas aderirem ao hábito saudável de pedalar e utilizar-se desse meio para ir trabalhar, viajar e etc. , mais pessoas felizes existiram no mundo...” Grande Abraço e até a próxima
  20. 1 ponto
    Você estaria aberto a ir para outros lugares? digo outro continente. Com esse orçamento, você faz uma viagem tranquilo pela África do sul.
  21. 1 ponto
    @henriquefarage a Peru Rail me respondeu, são esses horários... Mas tô pensando em ir andando...ou correndo...kkk Muito caro só esse trecho Foda que envolve o transporte de Santa Teresa até a hidrelétrica, teria que começar a trilha no máximo às 6h, tô com receio de dar errado...
  22. 1 ponto
    Atualizando os valores mínimos para admissão na Espanha! E se cair na amostragem da imigração e não tiver com a agrana eles devolvem mesmo!! Depois... muito brasileiro volta chorando para o Brasil dizendo que teve a entrada recusada injustamente... http://www.exteriores.gob.es/Portal/en/ServiciosAlCiudadano/InformacionParaExtranjeros/Paginas/RequisitosDeEntrada.aspx In order to substantiate economic means, the provisions of Order PRE/1282/2007, of 10 May, on economic means, shall be taken into account, which provides that foreigners must demonstrate that they have sufficient means of support available in order to enter Spain. The minimum amount that must be substantiated is € 90 per person per day, with a minimum of € 810 or its legal equivalent in foreign currency. Ficou claro ne? Independente de passar 01 dia ou 90 dias... tem que ter 810 euros. E o seu total de dinheiro, dividido pelo numero de dias, tem que dar um minimo de 90 euros.
  23. 1 ponto
    Já tive a oportunidade de conhecer esse lugar gostoso e voltaria fácil....
  24. 1 ponto
    Quem sabe até saia o "Encontrão" ainda antes de 2020, ou seja, duas ou mais pessoas. Você está fornecendo as razões para visitar essa região tão conhecida apenas pela TV. E tomar umas cervejas também.... Abraço!
  25. 1 ponto
    Dia 31/05, 1, 2, 3 estarei em Frankfurt!!!
  26. 1 ponto
    Não se preocupe Casal100! Moro numa região mega turística (sul da Espanha), com hoteis e campings ao meu redor. A maioria (99.999999999%) dos meus hóspedes até hoje eram europeus com condições de pagar camping. Tenho certeza que todos os brasileiros que chegam até aqui de bicicleta conseguem pagar o camping também. Mas se os cicloturistas gastaram muito na passagem de avião/ bici/ alforges/ garmin/ strava premium/ iphone/plano de dados etc e não sobrou para o camping? Aqui na Espanha é muito tranquilo, seguro e perfeitamente legal praticar a "acampada livre". Ou seja: vc pode armar sua barraca num campo/matinho/praia deserta e ninguém vai te importunar. Eu já fiz isso pela europa sem qualquer problema. Viajar de bicicleta por aqui é a coisa mais barata e tranquila que alguém pode fazer. Enfim, eu não estava providenciando nenhum serviço indispensável no meio do nada, era apenas uma gentileza que eu fazia com o intuito de conhecer e socializar com pessoas com os mesmos interesses. E realmente conheci gente super bacana, inclusive um dos meus hóspedes de 2005 se tornou um grande amigo, em 2009 estive na África para o seu casamento, ano passado ele esteve aqui na Espanha me visitando com sua esposa e filhas, pessoas assim fazem tudo valer a pena. Mas ultimamente aconteceu de abrir a porta da casa para cicloturistas que na verdade só queriam toda a comodidade que eu estava oferecendo + a senha do wifi. A interação comigo foi praticamente zero, não vi sentido nenhum nisso. Cansei e mudei meu perfil: agora estou indisponível até novembro de 2020. Estou precisando tirar férias disso tudo. Faz mais de 15 anos que recebo estranhos na minha casa (não apenas no warmshowers, já fui anfitriã no HC também) - muita água já rolou por baixo da ponte. Mas chega de falar das minhas experiências, me contem de vcs? Casal 100, sempre leio os relatos mas ainda não gravei os nomes de vcs, diz aí vcs também costumam receber desconhecidos em casa? E vc @Cleber Vieira qual tem sido sua experiência como anfitrião no warmshowers? Quais critérios vc usa para receber pessoas, ou todo mundo é bem vindo mesmo sem pestanejar (já que a esmagadora maioria é gente super boa)? Para mim o ponto alto de fazer cicloturismo é sempre o contato humano, quando viajamos de bicicleta a recepção é geralmente positiva, a bicicleta vai abrindo portas e desarmando as pessoas.. né mesmo? talvez por ser um veículo tão inofensivo, desperta a simpatia e curiosidade. Então Cleber, fique a vontade para nos contar mais dessas interações que vc teve ao longo do caminho. Achei interessante isso que vc escreveu sobre aniversários. Sabe, eu não me ligava muito para aniversários, até que uns anos atrás faleceu uma amiga muito querida e bem mais jovem que eu. Passei a ver a vida (não só os aniversários, mas a vida toda, inclusive o processo de envelhecimento) como um imenso PRESENTE, que nem garantido não é, então temos mais é que comemorar cada dia mesmo! Que bom que vc teve um aniversário especial pelo caminho. Durante sua viagem vc deve ter passado por lugares sensacionais. É possível também adicionar fotos nos relatos, se vc tem alguma que queira nos mostrar.
  27. 1 ponto
    Use a que vc já tem. Bem.mais simples.
  28. 1 ponto
    @xexelo, pode acreditar, é show de loca, e tudo é bem barato. Muitas coisas, são melhores que os artigos do Paraguai e bem mais em conta.
  29. 1 ponto
    @FlavioToc, em um grupo, as pessoas disseram a mesma coisa, então resolvi postar muitos passeios pela região, Logo postarei um, inteiramente GRÁTIS, em um tour de ônibus, pelos locais turísticos de Manaus. Já tenho até o texto pronto
  30. 1 ponto
    Minha querida, vou te dar uma sugestão e aumentar sua lista de possibilidades, rsrsrs. Este último final de semana estive em Curitiba e fiz o passeio no Bus Tour da cidade e achei muito bom!! Passa por mais de 20 locais, entre parques, museus, Jardim Botânico, espaços públicos, teatros, pela torre panorânica (visual lindo da cidade!!), etc...a passagem é R$ 50,00 e você pode subir e descer do ônibus quantas vezes quiser no período de 24h. E crianças até 5 anos não pagam tarifa!! Dá uma olhadinha no link... http://www.turismo.curitiba.pr.gov.br/conteudo/linha-turismo/10 Qualquer coisa, dá um grito, rsrsrs. Beijos!!
  31. 1 ponto
    SÃO THOMÉ DAS LETRAS - MG 3° dia - 02.02.2019 - Sábado Saída da pousada e chegada a Cachoeira dos antares e retorno à cidade pela estrada Cruzilia x São Thome. +-28 kms em aprox. 06:00horas Saímos rumo a pirâmide, numa pracinha viramos à esquerda e a primeira à direita, caminhamos até o final da rua e viramos à direita. Entramos numa estradinha de terra estreita(a mesma que subimos de carro quando viemos de Caxambu), depois de 1 hora chegamos num entrocamento e segue à direita, mais alguns minutos chega noutro entrocamento e vira à esquerda, mais à frente numa bifurcação viramos à direita. Depois de 01:30hrs chegamos noutra bifurcação e viramos à direita, um pouco à frente outra bifurcação continue à direita. Depois de uma forte subida tem outra bifurcação continue à direita. Após 02:36 hrs chegamos noutra bifurcação viramos à esquerda atravessamos mata-burro e continuamos à esquerda, entramos no trecho para Cachoeira, 100 metros depois chegamos no restaurante, seguimos estrada, atravessamos a porteira. E começamos a descer por uma trilha na mata. Chegamos em 02:48hrs na linda cachoeira Antares, dentro dum bosque. Acesso é gratuito(mas segundo o pessoal do restaurante, vão cobrar ingresso no futuro). No restaurante serve refeição a $25 à vontade por pessoa e $18 o prato feito. Retornamos pela mesma estrada até certo ponto, resolvemos completar passando por outras cachoeiras (véu de noiva, Fábio. ..), então chegamos na estrada de terra que vai para Cruzilia-Mg(muito movimento de veículos) e viramos à esquerda. Como o calor estava muito forte, resolvemos não passar nas cachoeiras dessa vez, pegamos a forte subida até São Thomé. Passamos no mesmo restaurante do dia anterior (fica defronte hospital, embaixo da pousada Chico taguara) $16 por pessoa à vontade e $10 prato feito. No fim da tarde fomos novamente ver o pôr-do-sol na pirâmide que estava lotada. E o rapaz que tocava violino na praça matriz estava lá tocando suas lindas músicas (um repertório bem eclético). Hospedagem: a mesma do dia anterior. Estradinha de terra que subimos de carro uns dias atrás Lindo amanhecer Rejeitos de mina de pedra são Thomé Trecho da estradinha com buracos, aqui quando chove não sobe de carro nem a pau Subida forte já na estrada entre São Thome e Contendas Cachoeira dos Antares Trecho com movimento de veículos, muito poeira e sol forte Trecho de subida para São Thomé em bloquete de concreto Outro entardecer na pirâmide Lindo pôr-do-sol
  32. 1 ponto
    @Adriana T-Tresch Que triste heim! Você abre sua casa para as pessoas e elas não tem um pingo de educação, felizmente é a MINORIA. Nas minhas andanças encontro com muitos ciclistas, posso assegurar também que a ínfima MINORIA é sem noção, sempre param para perguntar se está tudo bem, se precisamos de alguma coisa e dar uma moral. Adriana, não desista de receber, muitas pessoas do bem precisa de pessoas igual a você!
  33. 1 ponto
    Poxa que chato voce ter tido experiências ruins... Sinceramente em toda casa que fiquei eu só ouvia boas historias em relação aos cicloviajantes que receberam, só um que entre centenas de viajantes recebeu uma pessoa extremamente ingrata e pregiçosa em sua casa. Enfim... da mesma forma que o mundo esta cheio de pessoas boas, ha pessoas idiotas por todas parte também haha
  34. 1 ponto
    @MMarttins Boa tarde! Por favor, se puder me passar o roteiro, seria muito bom. E se não for pedir muito, poderia me passar o gasto total que teve na viagem, por gentileza?
  35. 1 ponto
    @Davi Leichsenring Entendi, o ruim é que nos prendemos muito no orçamento... mas você acha que se retirássemos algumas cidades e alguns dias, ficaria um pouco mais viável com esse orçamento? Roma (Vaticano) - 4 dias Pompeia - 1 dia Nápoles - 1 dia Florença - 3 dias / Pisa - 1 dia Veneza - 2 dias Verona - 1 dia Milão - 1 dia
  36. 1 ponto
    Por 7mil tudo, acho pouco para 15-20 dias. Digamos que compra a passagem por 2500, então lhe sobra 3500, que dá cerca de 800 euros. Isso dá 40 euros por dia, possível, é, mas é basicamente para comer e dormir, sem entrar em nenhum canto. Bom, porém, opinião a parte do roteiro. Roma em 4 dias já dá pra incluir Vaticano, os pontos turísticos da cidade são um tanto concentrado, então dá pra fazer bastante coisa em 3 dias, e no quarto ir para Vaticano. Veneza 3 dias é bastante, além de ser uma cidade cara, em 2 dias dá para conhecer de ponta a ponta. Milão, acredito que seja a cidade da volta, pois em um dia se vê o necessário (é a cidade mais sem graça da Itália), então o segundo dia seria mesmo para voltar.
  37. 1 ponto
    Nova por aqui, gostaria de dicas de lugares na América do Sul para passar a virada desse ano! Se possivel sendo incrível e barato!! Hahahaha
  38. 1 ponto
    Galera, decidi fazer uma viagem sozinha de duas semanas na Europa, porém, depois de tudo comprado e faltando um mês pra viagem minha amiga resolveu ir comigo. O relato é com intuito de passar algumas informações e valores se isso puder ajudar alguém: - Mês da Viagem: Novembro/2018 - Final de Outono. - Aéreo Alitalia - Comprado em Junho/2018 - R$ 2.464,00 Voos: SP x Roma (15/11) ** Barcelona x Roma e Roma x SP (29/11) - Trem Paris x Barcelona - € 49 = R$ 260,30 (Comprado em Agosto/2018) Site: https://en.oui.sncf/ - Vueling: Voo interno de Roma x Paris: € 50 = R$ 305,06 Site: https://www.vueling.com/pt - Tickets: Comprei os principais no Brasil, pra evitar as filas: R$ 497,25 Louvre € 17 / Torre Eiffel € 25 (Subida até o topo) / Sagrada Familia € 15 / Colisseu € 14; Vaticano € 28,00 (esse valor pq aluguei áudio guia); Seguro Viagem: Sem custo. Meu cartão de crédito me beneficia cm isso. - Chip Vodafone: € 55,00 Desembarcando em Roma, sentido a Saída tem algumas lojas de Chip pré pago. É super fácil adquirir um chip, em 1 hora o chip é ativado para uso. Quando mudar de País, somente necessita desligar e ligar o celular pra ativar o roaming. Achei caro o valor pra ser sincera, esse chip na verdade eram 02 chips de 2 Gb cada (usei apenas 1) que poderia ser usado em toda a viagem. A intenção inicial era eu comprar um da Tim (em torno € 25), mas na hora conheci um brasileiro que me falou tão bem da Vodafone que confiei e comprei. Gente, usei internet a viagem toda, o sinal é ótimo, em Barcelona é super rápido, já que a Vodafone é de lá. Super indico. - App: Google Maps (rotas caminhando) e CityMapper (o melhor pra quem usar metro/ônibus); Baixei o maps.me pra usar offline e mais alguns, mas não funcionaram direito e eu desisti deles. **************************************************************************************************************************************************************************************************** Chegando em Roma: O aeroporto FCO é uma zona, a fila de imigração fica toda desorganizada, são poucos policiais para o tanto de pessoas, demorei umas 2H para passar na imigração, porém, o policial apenas carimbou nosso passaporte sem fazer qualquer pergunta, foi super fácil. Saindo do FCO a intenção era pegar o Leonardo Express (€ 14) e ir direto até a estação principal da cidade Termini e de lá me virar até o hostel. A sorte que fui no guiché oficial do Leonardo, a atendente me deu a opção por 15 euros em ir de transfer até a porta do hostel. Melhor coisa, 1 euro a mais valeu meu descanso....rs Hostel até Aeroporto: uns 45 Km. Hostel: The Rome Hello: Super Indico, dividi quarto misto 4 pessoas. Super limpo, confortável, bem localizado (perto da Termini); Fiz tudo a pé, sem preguiça de andar. Tem mercados/restaurantes/metro/ponto de ônibus tudo bem próximos. Ah em Roma, o Táxi é mais barato que Uber. Usei um dia apenas por que fui em Trastevere de ônibus (€ 1,50) e esqueci de comprar passagem de volta. Roma, é linda, ficou no meu coração. Que lugar incrível, cheio de cultura, comida e bebida boa e barata; Do hostel até o FCO na volta, chamei novamente o Transfer da Leonardo Express que foi nos buscar as 6:00 manhã pontualmente. Dá pra ir até a Termini e de lá pegar o metro até o aeroporto, mas a diferença de valores acaba sendo pouca. Dica: Mala média é mais que suficiente pra viajar 15 dias. Ok, vc terá que repetir roupa, lavar se possível como eu fiz, mas, vc estará mais leve pra se locomover. Minha mala foi com 13 quilos e já achei pesada pra carregar de um lado pro outro. Quem é mochileiro de verdade, encara uma mochila nas costas e é feliz da vida, eu como não sou ainda, levei uma mala média e me virei com ela. Lavei roupa por 2x, e fui cm poucas peças. ******************************************************************************************************************************************************************************************* Voo da Vueling até Paris, foi ótimo, pontual e tranquilo. Cheguei pelo aeroporto ORLY que é no Sul da França. As vezes prefiro chegar em aeroportos menores, que é menos complexo, e mais rápido do que os maiores. Procurei a Saída até achar o Guiche do ORLYVAL (€ 12), funciona assim, o orlyval é um trem que te leva em menos de 10 minutos numa cidade chamada Antony, na saída dessa estação Antony você pega outro metro/trem pra chegar no centro de Paris. Eu nunca tinha ido pra Paris, consegui andar de metro todos os dias pq o app CityMapper me dava as coordenadas, baixe, é super útil. Achei confuso de primeiro momento, me confundi com as placas, meio que me perdi, tinha poucas infos em inglês, mas, com fé e com celular na mão, todo mundo se vira. Por isso acho importante ter internet em todos os momentos. Hostel: Generator Paris, maior conveniência na frente do metro Colonel Fabien. Mas não me hospedo novamente, eles fazem racionamento de água das 22h as 06h durante a semana. Paris é linda, com muitosssss imigrantes e turistas, as atrações são longes uma das outras, então usei metro umas 3x por dia e todos os dias. A pé nem sempre dava pra ir nos lugares. Comprei um talão com 10 tickets (T+) € 14,90; Quando acabou, comprei novamente individual (1,90); Tudo em Paris é mais caro que em Roma/Barcelona, comida/bebida, mas é Paris né gente!! O melhor lugar de Paris é sem dúvidas Montmatre, me arrependi pq só fiquei uma noite passeando por lá, durante o dia deve ser bem melhor. Fiz um passeio de Barco nos pontos turísticos de Paris (€ 17), tem duração de 1:30h mas se quiser, pode descer em qq momento. Achei lindo pra ser sincera, mega agradável pra quem nunca fez. ********************************************************************************************************************************************************************************************** Trem de Paris x Barcelona: Nunca tinha viajado de trem na vida. Cheguei com antecedência na estação pra entender como funcionava. Beleza, entendi. Em torno de uns 20 minutos antes do trem partir, indica no quadro qual plataforma está seu trem. Bom vc tem o vagão e o número do seu assento, é só vc procurar, guardar sua mala e sentar confortavelmente e ser feliz. Eu entrei no vagão errado, meu vagão era 16 eu entrei no 06, eu vi algum número 16 na Porta que não era o número do vagão. Ai foi um sufoco, depois de 1h dentro do trem a fiscal passou conferindo os bilhetes, e viu que meu destino final era Barcelona, acontece que a senhora só falava francês, não conseguia falar inglês, ninguém conseguia me ajudar, e eu só entendia que o destino final não era Barcelona Em resumo, procurei outro fiscal, usei o google tradutor em francês e entendi que meu vagão ia até uma cidade no Sul da França chamada Perpinhã (detalhe os fiscais não fazem questão em te ajudar, tá). Desci na próxima parada, e sai CORRENDO até achar o vagão 16 (correndo por que a parada do trem é de apenas 5 minutos). Foi o único momento da viagem que deu zica, o trem se desconecta, se eu tivesse continuado dentro do vagão errado, eu ficaria na metade do caminho. Que sufocoooooo! NUNCA MAIS cometo esse erro na vida. Os fiscais não estão nem aí se vc não fala francês. Prestem atenção no número correto. Cheguei na Estação central de Barcelona e dentro dela, peguei o metro até meu hostel em Barcelona. Ahhhh foram 6:30h de trem, achei mega confortável, vale super a pena. Se for mais tempo que isso, não indico, se torna cansativo. *********************************************************************************************************************************************************************************************** Hostel: St Christopher In. Melhor localidade do mundo, os banheiros são estilo vestiário, mas funcionam bem. Fiz tudo novamente a pé. A Sagrada Familia, fica uns 4km andando, praia Barceloneta uns 5km. A 300 metros na Plaça Catalunya é o ponto final do Aerobus (€ 5,90) esse ônibus faz trajeto aeroporto em 30 minutos. Vale muito a pena. Super prático. Comer/beber em Barcelona é ótimo, vc tem todas as opções de preços e variedades. *********************************************************************************************************************************************************************************************** Considerações: Roma: 4 dias inteiros / Paris: 3 dias inteiros / Barcelona: 3 dias inteiros - mais os dias de cada chegada. Áudio guia do Vaticano: aluguei, mas não achei legal. São vários áudios bem demorados de cada obra. Eu não tive paciência pra escutar 30 áudios seguidos. Torre Eiffel: Meu ingresso era até o topo, mas, não aproveitei a visão do segundo andar. O dia estava com muita neblina. Mas a torre é incrível. Roupas: Levei 02 casacos térmicos que comprei na Decatlon, não vale a pena. Aprendi a lição, por mais que seja térmico, é gastar dinheiro a toa. As temperaturas de 8 graus em Roma e 15 em Barcelona, ok esses casacos me foram útil. Em Paris peguei máxima de 7 graus, e dias com 0 e 1 grau. Tive que comprar um casaco na H&M por 40 Euros, e usei ele todos os dias. o tecido de lá é feito para Países frios, então economize dinheiro daqui, vá com um casaco na mala, e no seu primeiro destino compre apenas 1. Voo da Alitalia, comida é fenomenal, mas o VOO é péssimo, sem multimídia a bordo, no meu voo da ida foi horrível. Na poltrona, tinha como fosse um ferro na altura da coluna que tivemos que colocar a manta e o travesseiro para proteger do incomodo. O barato sai caro as vezes. Espero ter ajudado. Beijo
  39. 1 ponto
    Saco maleável e grande , fita isolante e uma fita tic tac tipo macho e fêmea . Dobrar a beirada do saco até preencher a fita tic tac toda cobrindo-a por igual ; passar fita isolante sobre ela fechando-a por completo fazendo assim a finalização.
  40. 1 ponto
    Olá pessoal, estou aqui para deixar mais um breve relato de uma viagem que fiz para a Coréia do Sul, breve mesmo, porque a viagem foi apenas de 1 semana. Consegui as passagens em uma barbada de promoção pela Qatar Airlines, por apenas R$ 1500,00 ida-e-volta, com o vôo saindo de Florianópolis. O vôo segue para Buenos Aires, operado pela GOL, volta para São Paulo (parada técnica), e depois e são 18h até Doha no Qatar, e mais 8h até Seul. A viagem é puxada, nunca tinha ido “tão longe”. Vale a pena todas aquelas dicas para vôos longos, de se alongar, e exercitar nos corredores do avião. Sobre a Qatar Airlines, sem comentários, muito bom o serviço de bordo, refeições, e até o espaço nos assentos da econômica, para mim de 1,92m, foram o suficientes. Sempre fico de olho em promoções como esta no site MelhoresDestinos.com Chegando em Seul, pelo aeroporto de Incheon, a melhor forma de chegar até a cidade é pelo metrô. Sem dúvidas, um dos melhores sistemas de metrô do mundo. Logo na saída do aeroporto há maquinas onde você pode comprar o cartão do metrô, uma espécie de bilhete único, e na máquina ao lado já carrega-los com os créditos necessários. Para tanto, você precisará já estar em posse da moeda local, wons. Para facilitar nossas contas, aproximadamente 1000 wons = 1 dólar americano (em fevereiro 2018). As máquinas têm menu e inglês e são bem intuitivas para comprar o cartão e recarrega-lo. As tarifas do metrô são conforme o trecho que você anda, havendo “catracas” na entrada e na saída da estação, onde você deve encostar o seu cartão. Os trechos custam em média 1500 wons. O trecho do aeroporto até o “centro” da cidade, fica em média 4500 wons. Você pode considerar em média 4 passagens de 1500 wons por dia, para bater perna e turistar pela cidade. O cartão pode ser utilizado nos ônibus também e taxis. Porém só utilizei metrô por lá. Fiz uma simulação pra ver um preço de Uber lá um dia, mas absurdamente caro, sem chance para nós plebeus. Comprei a passagem em junho de 2017, para fevereiro de 2018, que seria o “auge do inverno”, tanto que estavam para começar os jogos olímpicos de inverno por lá. Portanto fui preparado para um frio e neve que chegaram a menos 20ºC. Comprei dois jogos de calça-térmica e blusa-térmica (chamada também de segunda-pele) na Decathlon, que foram muito úteis. Hospedagem: optei em ficar no bairro de Hongdae, que pelas minhas pesquisas era o bairro “noturno” da cidade, com vários bares, boates, restaurantes, além da proximidade com as universidades da cidade, que o torna frequentado por um público mais ‘hipster’. De fato, o bairro é muito movimentado e agitado, e quase tudo funciona 24h, desde o comércio, até as tradicionais lojas de conveniência, que há praticamente uma em cada esquina. Há muitos hostels concentrados por lá. Há outras pequenas concentrações em outros bairros da cidade. Entre as prioridades, o melhor é ficar próximo à uma estação de metrô. Por toda a Seul há muitas lojas de conveniência 24h, praticamente uma em cada esquina. Não ria do nome... Fiquei no Hostel chamado SEUL I GUESTHOUSE, fiz a escolha baseado no hostelworld, pois haviam mais avaliações para este hostel, e estava localizado há apenas 1 quadra da estação de metrô Hongnik University. Isso facilitou muito a minha vida por lá. O hostel não tem nada de mais, é muito simples, com todas as facilities funcionando bem (wi-fi, aquecimento....). É uma grande casa de 3 andares; o curioso é que não fica nenhum funcionário lá a partir das 19h; apenas os hóspedes. Quando cheguei, já havia sido informado por e-mail, para fazer um self check-in. Havia na porta um envelope colado com meu nome na porta do hostel, com as chaves e orientações para minha hospedagem. Na cama e quarto indicados estavam o enxoval (toalhas, lençóis, etc). Não tive problemas. No dia seguinte, compareci a recepção para fazer o pagamento e etc. Há muitos outros hosteis na região, vale a pena pesquisar bem, qual perfil você prefere mais. O importante é ficar próximo a uma estação de metrô. Este hostel é muito simples, porém esta peculiaridade de ficarem apenas os hóspedes a noite pode ser legal para ser fazer mais amizades e enturmar com os mochileiros. Visita a Zona Desmilitarizada (DMZ). Fronteira entre as Coréias do Sul e do Norte Sim, é possível visitar este local, apesar do clima tenso entre as duas coréias; vale muito a pena para quem gosta de História, Política e afins este passeio. Pelo que pesquisei só é possível fazê-lo por meio de agências de turismo. O passeio consiste em visitar o lado sul-coreano da fronteira entre os dois países, onde há uma linha de 4km de comprimento que se estende entre as coréias, servindo como uma fronteira. Tal “linha” existe desde o acordo de cessar-fogo entre os países, que teoricamente nunca terminaram a guerra iniciada entre eles anos 50. Visita a um dos museus na Zona Desmilitarizada No lado sul coreano, há uma base militar, administrada pela ONU, com militares de alguns países, como os EUA por exemplo, sul-coreanos, e etc. É possível visitar algumas instalações, e outros locais como por exemplo, a sala onde ocorrem as conferências entre as duas coréias, alguns museus e memoriais; tudo sob um clima meio tenso. Nosso passeio foi assistido por um guia, muito simpático da empresa de turismo, e um soldado norte-americano mal encarado. Lembrei um pouco meus tempos de quartel aqui no Brasil, andar em fila, e obedecendo ordens (como por exemplo, tirar fotos, só dos locais autorizados). Visita a uma das salas de conferência na DMZ. Sempre vigiados pelos soldados. Os pontos altos do passeio são uma visita a um mirante, onde pode-se avistar a primeira cidade Norte-Coreana, chamada de Peace Village, a alguns metros dali, e também a visita aos túneis de infiltração, construídos para uma provável invasão à Coreia do Sul pela Coréia do Norte. Os túneis foram descobertos nos anos 90, e é possível entrar em um deles para conhecer. Realmente é um passeio muito interessante para quem gosta deste tipo de assunto. O almoço ocorre por lá mesmo, vi outras pessoas dizendo que foram levadas à um restaurante lá na base. Estação de trem na zona desmilitarizada, rumo à Coreia do Norte. No nosso caso, nos levaram até um “refeitório”, desses de quartel mesmo, onde inclusive comiam os soldados. O almoço era pago a parte, por 10.000 wons, e estava muito bom, no estilo “bandeijão”, com comida (e Yakult, hehe) a vontade. Pode-se levar o próprio lanche também (para os mais muquiranas) e comer por lá mesmo. Você poderá encontrar várias informações em outros sites e blogs, inclusive com indicações das agências de turismo. Eu fiz pela KORIDOOR, e não tive problemas. Pelo menos com 2 semanas de antecedência, procure reservar o passeio, por meio do site deles, é bem simples, e todo em inglês; depois envie os documentos (cópia do passaporte e dados do seu cartão) para confirmar a reserva. Eu fiquei com algumas dúvidas, e fui enviando e-mails, demorava as vezes pouco mais de 24h, mas tive todas as dúvidas respondidas. Fiquei receoso de enviar os dados do cartão de crédito (incluindo o código CVV), mas deu tudo certo. A minha reserva do Hostel também foi desta forma. (É preciso estar na agência as 7h da manhã, os passeios saem geralmente as 7h30, e retornam por volta as 16h. É muito fácil chegar na agência, fica ao lado de uma Base Militar Norte-Americana em Seul. Há uma estação de metrô próxima. Como deveria estar lá cedo as 7h, sai de Hongdae as 6h15, e logo cheguei lá, com os metrôs vazios ainda. O passeio pela KORIDOOR saiu 92,00 dólares. Certifique-se que você está indo fazer o tour completo, que inclui a visita à DMZ, JSA e ao Terceiro Túnel de Infiltração. Existem passeios mais baratos e mais enxutos, que não visitam todos os pontos, mas na minha opnião não vale a pena. Noitada / Balada Como eu mencionei, o bairro onde me hospedei, Hongdae, é um centro de bares e baladas. A maioria delas têm entrada gratuita, e os bares, são pequenos e “charmosos”, onde você pode comer várias comidas típicas. Eu fui á um encontro do Couchsurfing (uma rede social de viajantes, que tem pessoas do mundo todo, procure pesquisar sobre...), que ocorre semanalmente em um bar. Era um barzinho simples, meio de subsolo, Platte Bar, imagino que eles possam eventualmente alterar o dia e local do encontro, neste caso, foi em uma sexta-feira. Tinham umas 30 pessoas, gente do mundo todo, mochileiros em geral, e alguns locais, sul-coreanos. Galera muito simpática e gente boa, o bar bem “barateza”, comparado à outros por ali. Lembro que o shot de tequila estava 1000 wons, aí já viu né. Lá pelas tantas, o pessoal animou de ir em uma balada, já deviam ser umas 2h00 da manhã, as ruas estavam cheias, apesar do frio de -10º C. Sei que a balada era perto, não tenho idéia onde, ou o nome do local. Como a maioria era de graça para entrar, e estava rolando em geral hip-hop e hits americanos. Ficamos lá até de manhã quase. Voltei para o hostel caminhando, lá pelas 5h00. Estava muito frio, e nevando; mas foi uma noite muito legal. Para quem gosta de agito, vale a pena informar-se sobre o Couchsurfing e seus encontros. Encontro (Meeting) com o pessoal do Couchsurfing Roteiro de passeios: Fiz o roteiro em Seul, baseado em vários sites que indicavam os pontos turísticos da cidade. A grande dica foi locar estes pontos no Google Maps, para dividir conforme os dias, quais pontos visitar, quais linhas de metro pegar e etc. Feito isso, imprimi os mapas, e salvei também no meu celular, já com os pontos marcados (no PaintBrush mesmo), isso foi muito útil para se localizar nas ruas, pegar algum senso de direção, e eventualmente pedir informações no meio da rua, mesmo sem falar coreano, apenas apontando no mapa para as pessoas. E sim, os coreanos no geral eram muito simpáticos e solícitos quanto à isso. Bastava tirar o mapa do bolso, no meio da rua e parava alguém perguntando se eu queria ajuda. Nem todos falam inglês por lá; mas sempre era possível entender algo. Primeiro pesquisei os pontos de interesse em outros sites e relatos. Depois fui juntando pelo Google maps e dando printscreen, os mais próximos e fiz meus roteiros. Verifique no Google Maps, qual a saída da estação de metrô mais próxima do ponto que você deseja ir. As estações são muito grandes, as vezes tinham até 16 saídas. Logicamente há placas em todas elas indicando, isso vai facilitar muito seu rolê. Locais próximos de interesse: 1º) Saindo da Estação de Metrô Anguk, pode-se seguir a pé até o Palácio CHANGDEOKGUNG, visitar ainda a ALDEIA HANOK DE BUKCHON (bairro e casas antigas). Se estiver disposto a andar um pouco mais, volte até o KWANGJANG MARKET (GWANGJANG) para almoçar aquelas comidas típicas dos mercados municipais. Pessoal almoçando no mercado, comidas típicas Neste mercado é um dos poucos lugares que você encontra lembrancinhas “pra turista” do tipo chaveiros, canetas e etc, aproveite. Depois ande pela região de MYEONDONG. Ao lado do mercado há o Rio CHEONGGYECHEON, que é totalmente despoluído e cristalino no meio da cidade, ótimo lugar para se caminhar. Almoço no mercado municipal NORYANGJIN. 2º) Na estação de metro City Hall, você pode conhecer o lugar de mesmo nome, uma enorme galeria de arte, com arquitetura bem peculiar, é lindo o local. Nas proximidades você ainda pode conhecer o Palácio GYEONGBOKGUNG, que é absurdamente enorme, um conjunto de vários palácios. Neste local é comum os turistas, sobretudo os coreanos alugarem roupas típicas dos antigos moradores da Coréia, os hanoks, para visitar o local tipicamente vestidos e tirar umas fotos legais. Turistas com roupas típicas Centro comercial proximo a MYEONDONG Fica a dica. No palácio GYEONGHOERY você pode ver a troca de guarda, conforme o horário. Digitando este nome no google você encontra o site, com os horários prévios. Ao final do dia, pode-se visitar o MONTEM NAMSAM (teleférico, SEOUL TOWER), pegando o metrô em JONGNO 2 GA e descer na estação MYEONG-DONG. Um outro roteiro muito legal, é visitar o MUSEU NACIONAL DA KOREIA. Museu Nacional da Coreia Um lugar de arquitetura espetacular, quando fomos, o espelho d’água à sua frente estava congelado, e a região cheio de neve, imagine a vista. A entrada é gratuita e você pode passear por toda a história da Coréia Sul e boa parte da Ásia, vale muito a pena. Na volta, próximo, aproveite para conhecer o mercado de frutos do mar. NORYANGJIN. O museu fica um pouco mais longe do eixo turístico, há uma estação bem na sua frente. Saindo de Hongdae você poderá gastar em média 1h30 para chegar até lá City Hall DICAS ÚTEIS - Não tem muitas casas de câmbio em Seul, nem nos pontos turísticos. Em Hongdae vi apenas 2, portanto planeje bem o seu câmbio. Obviamente no aeroporto a taxa era maior, troque apenas o suficiente. - Vale a pena comprar um SIM CARD, para dados, será muito útil para consultar o Google Maps, e outras coisas mais. Nas casas de câmbio em geral vendiam chips, paguei 15.000 wons em um chip 4G para 1 semana. No caso, era uma companhia da China, portanto tinha que mudar a configuração do celular para “usar dados em roaming”, para o chip funcionar. É possível “alugar” uma espécie de aparelhinho que transmite os dados em wi-fi, sei que tem no aeroporto, mas não fui atrás de pesquisar. Overdose de miojos - Alimentação no geral, muito cara em restaurantes, porém os lamens (miojo tipo cup nuddles salvaram o rolê, nas lojas de conveniência você verá muitos deles). - Para perguntar o preço dos produtos nas lojas, tenha sempre em mãos o seu celular, para digitar os números e entender o valor que eles estão dizendo. Tentei aprender os números em coreano, mas sem chance. - Os metrôs funcionam até em dia as 0h30, você pode conferir os horários nas estações, portanto planeje bem o seu rolê ou volta para o aeroporto. Se for pra balada, prefira uma no bairro do seu hostel, para voltar a pé, ou esteja disposto a virar a noite fora. - Fiz um seguro saúde pelo site do decolar.com, a epoca 120,00 reais. Não sabia se seria obrigatório. Na dúvida.... Na imigração um funcionário do Ministério da Saúde te examina rapidamente, e tira sua temperatura para poder entrar no país. - Não é obrigatório visto para Coréia do Sul, apenas o passaporte em dia. - A "média universal" de gastos para Seul, tirando a hospedagem, fica na casa dos 100 dolares com folga. Os estabelecimentos passam cartão de crédito, sem a necessidade de digitar a senha. Comprei estas passagens em junho de 2017, para viajar somente em fevereiro de 2018, devido a promoção da Qatar, então pude ler bastante e preparar um roteiro para aproveitar o máximo, pois tinha apenas 1 semana. Só pude escrever este relato agora (Maio), mas espero que possam ajudar nas informações e custos da viagem.
  41. 1 ponto
    Oi, gente! Em um primeiro momento, achei que criar um tópico com essa finalidade fosse o mesmo que "chover no molhado". Mas não raro eu encontro pessoas que ficam surpresas e agradecidas quando se deparam com dicas de aplicativos, por mais conhecidos que eu ache que eles são. Pelo sim, pelo não, achei uma boa ideia compilar alguns apps aqui e ajudar o máximo de pessoas possível. GoEuro: Partiu Europa eeeee! Esse app é para aqueles que têm a Europa como destino. Ele é um buscador de passagens entre países e cidades europeias que, ao informar a origem e o destino - e as datas - da viagem, compila os preços mais baratos de avião, ônibus ou trem. Ele também informa direitinho detalhes da rota (tempo de viagem, trechos que precisa caminhar até outra estação, etc.) e as vezes, quando ele não encontra nenhuma rota possível, ele sugere preços do BlaBlaCar (app de caronas). HostelWorld: Esse é um buscador de hostels, como você já deve ter deduzido hahaha. Você pode filtrar os resultados da busca por preço e outros critérios. A comunidade do HostelWorld é bem ativa, então é bem comum que você encontre muitas avaliações dos locais anunciados, para não ter erro ou surpresas na hora de se acomodar em algum lugar. O app ainda conta com a função de criar WishLists e salvar seus hostels favoritos para consulta futura, ou para ficar namorando eles antes da viagem, uma aba onde constam suas viagens futuras, outras onde ficam suas reviews e um tradutor próprio, estilo Google, bastante útil quando se viaja para um país do qual não conhecemos a língua muito bem. Melhores Destinos: esse app reúne quase que diariamente promoções de passagens nacionais e internacionais. Toda vez que uma promoção é garimpada por eles, você recebe uma notificação. A única desvantagem é que não há (ou não descobri ainda) como filtrar para que você receba notificações apenas de destinos do seu interesse. De qualquer forma, vai que surge aquela promoção milagrosa bem na hora que você está com o celular na mão? Airbnb: Ok, talvez esse não seja novidade, mas: essa é uma plataforma que permite que pessoas ofereçam suas casas e apartamentos para que viajantes possam se hospedar neles. No anúncio de cada hospedagem há as regras do anfitrião e as avaliações dos que já passaram por lá, além de fotos do local. Você tem a opção de mandar mensagens para o anfitrião antes de fazer uma reserva, para tirar dúvidas ou se conhecer melhor. Na hora de buscar hospedagens, um mapa da cidade em questão é aberto, onde aparece a localização e o preço de cada opção disponível - eu acho que isso economiza bastante o tempo de você checar o endereço de cada opção, quando não se conhece muito as ruas e bairros de um lugar por nome. O Airbnb é uma opção maravilhosa para quem viaja com acompanhante, já que assim a diária pode ser dividida. Ou seja, um quarto com cama de casal - ou com duas camas separadas - pode custar R$100 no anúncio, e não aumentará para R$200 por conta da pessoa adicional, então você pode dividir e pagar só R$50. Decolar.com: esse é um app que eu considero confiável para comprar passagens, desde que você se comprometa a comprar a passagem direitinho e não precise de assistência deles mais tarde - por experiência própria e de conhecidos, se você errar algo ou precisar fazer uma mudança, vai se estressar para conseguir ser atendido e para ter o problema resolvido (e provavelmente vai pagar alguma multa). De qualquer forma, o app te permite criar alarmes (com preço máximo, datas e destinos prédeterminados por você) para quando surgir a sua passagem ideal. Além disso, você pode usar o Decolar para buscar os voos que deseja, e depois consultar o mesmo voo direto na companhia aérea para ver qual a diferença no valor. Hoteis, carros e pacotes também podem ser consultados nesse app. AroundMe: Chega de jogar no Google "restaurantes em tal cidade". O AroundMe permite que você cheque estabelecimentos existentes perto de você, além de informar contatos e endereço exato do local e distância até lá. É possível procurar de tudo: ATMs, mercados, hospitais, cinemas, teatros, estacionamentos, farmácias, táxis e outras categorias. Maps.me: nesse app você pode baixar previamente os mapas das cidades para onde você vai viajar para consultá-los offline durante a viagem. Legal e importante, né? O app também mostra restaurantes, estações de metrôs e pontos turísticos. CityMapper: Esse app tem várias capitais e grandes cidades pré-selecionadas. Você seleciona a que você está, informa qual a origem e destino de seu passeio e o app te mostra qual a melhor maneira de ir: se é de uber, táxi, metrô, etc. Você também pode consultar os mapas das linhas metrôs e de ônibus nele. A interface é um amorzinho, e para cada cidade tem um bonequinho que a corresponde. Por exemplo, em Londres há um bonequinho de monóculo e cartola. Google Translate: bem, esse também não é uma novidade, mas é indispensável ter um tradutor sempre à mão. É respeitoso ir a um país e tentar usar o idioma local para, pelo menos, falar coisas básicas como "olá", "com licença", ou "obrigado". Isso mostra que, mesmo sem saber o idioma, você respeita a cultura local. Duolingo: ainda sobre arriscar umas palavrinhas do idioma alheio: o Duolingo não te torna fluente, mas te ensina várias frases e gramática básica de outro idioma (e são vários disponíveis, hein). O app funciona como um game: a interface é bonita e você vai completando a lição como se fossem joguinhos, para ganhar experiência e passar de nível. TripAdvisor: não abre mão de saber detalhes sobre o seu destino antes de viajar? Então baixe o Trip! Aqui você vai encontrar uma rede bastante ativa de usuários que avaliam restaurantes, atrações, lugares e etc. Pra você saber tudo o que deseja antes de decidir para onde ir, ou o que visitar. Rome2Rio: esse também é um app que serve para você informar sua rota e ver o preço, distância e tempo estimado para ela. Ele também informa os detalhes: a linha de ônibus que você precisa pegar primeiro, se há trecho de caminhada até a segunda estação, o próximo metrô, etc. Accuwather: não deixe que o clima te pegue de surpresa e cague com sua viagem. Esse app mostra desde as previsões mais simples do tempo, como também permite que você acompanhe o nível de chuva e atualizações de minuto a minuto sobre o clima em cada cidade. Dropbox/Google Drive: pelo amor de qualquer coisa que cês acreditem: façam backup de suas fotos ainda durante a viagem! Não sejam como eu que fui pro Rio de Janeiro (primeira viagem de avião na vida, primeira viagem com o namorado, feliz da vida) e estraguei o celular por ter confiado naquelas capas impermeáveis sem vergonha e perdi metades das fotos. Por favor, façam o backup automático das fotos sempre!!! XE Currency: Você é Team Quem Converte Não se Diverte, ou Team Quem Converte Não Empobrece? Seja qual for, é sempre útil ter um app que te ajude a converter moedas durante sua viagem, né? Além de fazer as conversões simples, ele também mostra gráficos e taxas (caso você entenda algo disso hehe) Dreamdays: esse é totalmente dispensável, na verdade! Ele é apenas um app que faz a contagem regressiva de alguma data ou evento que você crie, pra você ir contando os dias. Como ansiosa assumida que sou, já adicionei nele minha próxima viagem e, como ela vai demorar uns sete meses ainda, adicionei vários outros pequenos eventos na minha vida pro tempo parecer passar mais rápido. hahahaha Desde o dia que decidi o dia da viagem e adicionei no app até hoje, mais de 80 dias se passaram - e toda vez que percebo que muito tempo passou eu penso "aimeudeus, vai chegar!!!! " Revirei minha cabeça e meu celular para listar tudo isso! hahaha Todos esses apps eu já usei e testei, espero que a lista ajude! É certeza que há ainda muitos outros apps bacanas para viajantes, então, se você conhecer algum que não foi listado, vai fazer a felicidade de geral se comentar aqui nos contando como ele é.
  42. 1 ponto
    confesso que não li tudo, mas parabéns...
  43. 1 ponto
    E aí pessoal, para ajudar os usuários menos experientes que sempre tem dúvidas recorrentes sobre como organizar sua mochila, segue uma matéria com algumas dicas e um vídeo que pode auxiliar. Abraços! Segue o texto publicado pelo Pé na Trilha Curitiba: " E aí pessoal que acompanha nossas atividades! (...) Este post é para você, iniciante ou praticante regular de trekking, montanhismo ou outra atividade de aventura, que exija pernoite com acessórios de camping, que antes de sair para a natureza selvagem pensa: "Puxa como vou fazer tudo isso caber dentro de uma mochilinha?". Ainda, pensa: "Ah! Vou deixar algumas coisas, pois não vai caber tudo mesmo, então vou virar minimalista na marra!". Talvez você pense: "Como carregar tudo sem prejudicar minhas costas e ficar com aquela abominável dor nos ombros e costas?". A resposta é simples, aprenda a arrumar e organizar bem a sua mochila. Hoje nós trazemos para você a arrumação de uma mochila de médio porte, ou seja, aproximadamente 30 litros. O modelo que utilizaremos é a mochila Futura Vario da Deuter, com capacidade volumétrica de 32 litros. Obviamente cada mochila possui sua particularidade, umas com mais bolsos, outras com menos, algumas com vários acessos, outras um pouco mais limitadas. Enfim, muito embora existam vários tipos de mochilas e infinitas possibilidades e meios de as arrumar, fato é que algumas regras básicas sempre devem ser observadas. No vídeo que apresentaremos, Amend fala como levar todo o necessário para um trekking, com um ou dois dias de duração, sem deixar de lado itens essenciais, bem como sem deixar itens que elevam o conforto do aventureiro. Não obstante isso, o fato é que conforme a sua experiência aumenta, você consegue fazer mais coisas com menos recursos, ou seja, torna-se com o tempo minimalista, isto é, quanto menos peso e volume melhor a diversão! Mesmo assim, quando necessário o usuário experiente consegue de forma exemplar armazenar muito mais itens em uma mochila do que um usuário despreparado. Então a melhor dica de hoje: A experiência é o mestre maior! Ainda assim, sabendo que não há nada melhor do que a boa e velha experiência, algumas dicas devem ser levadas em conta, facilitando sua vida na hora de arrumar sua mochila para a aventura, certamente sem deixar de zelar pelo conforto segurança e saúde do corpo. Lembre-se sempre, carregar peso é coisa séria! Busque aprender e estudar acerca do tema e verás que pode levar muito mais do que imagina realmente conseguir! Mas chega de conversa vamos ao vídeo: Então é isso aí pessoal! Arrumem suas malas e boas aventuras! Aguardem nossos relatos sobre o Pico Paraná e o Conjunto Marumbi! Em breve mais estudos e reviews de equipamentos!" Fonte: http://penatrilhacuritiba.blogspot.com.br/2012/11/saiba-como-arrumar-sua-mochila-pequena.html
  44. 1 ponto
    1º. DIA – SALVADOR X LENÇÓIS Saímos de Salvador em torno de 08:00hs da manhã, com uma parada para abastecer o carro e outra na BR-324, no Café da Manhã, próximo a Feira de Santana. O café é muito bom, a quilo, com um pãozinho caseiro maravilhoso, além das comidas típicas de interior. Pegamos o anel rodoviário e depois a BR-116 direção Sul. A intenção era ir por Ipirá, mas não havia nenhuma placa informando a entrada da pista e acabamos passando direto, seguindo pela própria BR-116, que é muito movimentada, atrasando a viagem. Em seguida, pegamos a BR-242 até Lençóis. No entroncamento da cidade, demos carona para duas professoras moradoras de lá, Errilândia e Hilda. Esta nos indicou seu filho Diego como guia. Entramos na cidade por volta das 13:00hs e nos hospedamos na Pousada das Árvores. A diária saiu R$ 100,00 o casal e valeu muito a pena, pois é bastante tranqüila, rodeada de muitas árvores e com um café da manhã perfeito. Almoçamos no restaurante O Bode, uma comida a quilo bem regional, com cortado de palma, bode cozido e outras iguarias. Ligamos para Diego, mas ele estava com dengue, então nos indicou Adriano, outro guia da associação. Os preços são tabelados em R$ 100,00 por pessoa por dia. Negociamos o preço, fechando em R$ 1.050,00 todo o percurso: fumaça por baixo – 1 pessoa/3dias + Vale do Pati – 2 pessoas/5dias. A noite valeu uma parada para uma batida de coco na Fazendinha e Tal. 2º. DIA – FUMAÇA POR BAIXO (Lençóis X Toca da Capivara) Eu e Adriano saímos em direção ao Ribeirão do Meio às 09:00hs, cruzamos o rio e subimos a Serra do Veneno. É uma subida demorada, meio chata, mas sem muitas dificuldades. Após uma longa descida, chegamos ao córrego da Muriçoca, paramos um pouco para reabastecer a água. No início não entendi o porquê desse nome, mas após 5 ou 10 minutos tinha tanto mosquito e tanta muriçoca que foi difícil até tirar uma foto. Subimos o morro até a Toca da Onça. Lá tem um visual legal de todo o vale abaixo e da cachoeira do Capivari. Vale a pena parar e fazer um lanche. Depois seguimos em direção à Cachoeira do Palmital. A água é muito fria. Seguimos sem dificuldades até a Toca da Capivara, chegando às 16:00hs. Tomamos banho no Poção, preparamos a gororoba e fomos dormir. Vista da Toca da Onça Cachoeira do Palmital Toca da Capivara / Vista da Toca 3º. DIA – FUMAÇA POR BAIXO (Toca da Capivara X Toca do Macaco) Acordamos bem cedo, arrumamos as mochilas e seguimos em direção à Toca do Macaco. Mais ou menos 1h de caminhada. Armamos a barraca, preparamos as mochilas de ataque e subimos para os cânions da Fumaça por Baixo. A subida é pouco íngreme, mas é muito escorregadia, exige cuidado. Segundo Adriano, a depender da quantidade de chuva, as águas da Fumaça inundam o caminho, inviabilizando a subida. Chegamos ao poço da Fumaça, após 2 horas de caminhada e alguns escorregões. Lá tem um visual incrível, para mim, o mais bonito da Chapada. Vêem-se os cânions com paredões com mais de 400m de altura. Faço um desafio a quem conseguir ficar mais que 5 minutos na água do poço . Permanecemos por lá em torno de 1h e meia até retornarmos para a Toca do Macaco, onde dormimos. Poço da Fumaça Vista da Fumaça por Baixo Toca do Macaco 4º. DIA – FUMAÇA POR CIMA (Toca do Macaco X Fumaça por Cima) Acordamos cedo e subimos a Serra do Macaco. A trilha começa por traz da toca. É uma subida bem íngreme e bastante difícil, acho que meu coração chegou a bater 200/minuto em alguns trechos. A primeira hora é mais difícil, pois temos que escalar várias pedras. Há pouca água pelo caminho, por isso é bom encher os vasos antes. Fizemos o trecho em 3h e 15min. Lá em cima, encontrei com minha namorada, que preferiu fazer a Fumaça por Cima, partindo do Capão. A Fumaça por Cima tem a sua beleza, mas não se compara com sua vista por baixo. Para quem tem coragem de sentar na pedra que se projeta sobre o cânion da Fumaça, a vista é indescritível, parece que estamos sobrevoando a cachoeira de 380m. Provoca vertigem em algumas pessoas, inclusive em mim. Do outro lado há uma pequena trilha que permite visualizar a cachoeira quase de frente. Vale a pena chegar até lá. Descemos a trilha da Fumaça em direção ao Vale do Capão. É uma descida um pouco cansativa, mas proporciona uma vista do vale e do Morrão. Nos hospedamos na Pousada Pé no Mato, logo na entrada da vila. A diária para casal ficou em torno de R$ 85,00 e é muito aconchegante, os chalés são cercados de plantas e jardins e o café também é muito bom. Há outras opções mais simples e bem mais baratas também. Comemos um PF caprichado em Dona Belly, por R$ 10,00 o prato. Rodamos um pouco pela vila e fomos dormir cedo para repor as energias. Subida da Serra do Macaco Fumaça por Cima Continua!!!!! 5º. DIA – VALE DO PATI (Bomba X Dona Raquel) Fretamos um carro com Seu Luciano para nos levar ao Bomba no valor de R$ 50,00. Pode-se ir de moto (R$ 10,00/pessoa) ou caminhando por 6km. Mas preferimos guardar o fôlego para os 22km até o Pati. O guia que nos acompanhou a partir desse dia foi Milson, já que Adriano teve que retornar a Lençóis por motivos de saúde de seu irmão. Começamos a subir o Bomba às 09:20h, horário tarde. A subida é um pouco demorada, mas é uma trilha bem feita. No córrego da galinha paramos para encher os vasos de água. Seguimos pelos Gerais dos Vieira, a trilha é tranqüila já que é plana. Daqui tivemos uma vista completa do Vale do Capão que deixamos para traz. Paramos no Rancho, onde algumas pessoas acampam, e fizemos um lanche. Era em torno de 14:00h. Chegamos na subida do Quebra-Bunda, é praticamente uma escadaria de pedras, mas é mais curta que a subida do Bomba. Em cima é os Gerais do Rio Preto, trecho plano e muito longo, de onde se tem a vista do Morro Branco, do Morro do Castelo lá em baixo, no Pati. No caminho, encontramos uma jararaca pequena, que foi embora depois de ficar um pouco irritada com nossa presença. Chegamos na Rampa umas 16:30h. Dali se pode avistar abaixo à esquerda a Igrejinha, mas preferimos ir para Seu Wilson. A descida da Rampa poderia se chamar quebra-bunda, porque é íngreme e às vezes temos que sentar nas pedras para descer. Após essa descida, temos que subir uns 15 minutos por uma trilha e depois pegar a trilha para Seu Wilson. A chegada na casa dele parecia uma eternidade porque já estávamos cansados. O guia se adiantou na frente para pedir que a nossa comida fosse preparada. Ao chegarmos em Seu Wilson, ele estava viajando, tivemos que seguir até a casa de Dona Raquel. Já estava anoitecendo às 17:30h. Lá já estavam alguns turistas tomando uma cervejinha e tocando violão. A casa, como todas as outras, é simples, mas bem confortável: uma cama de cimento, com um cobertor bem grosso e um mais fino. A água do banho faz qualquer um despertar, geladinha, vinda direto dos morros. O jantar saiu um pouco tarde, lá pelas 21:00hs. A diária de R$ 60,00 por pessoa inclui o jantar e café da manhã, ambos muito fartos. Vale do Capão Visto do Bomba Gerais dos Vieira Vista do Quebra Bunda Gerais do Rio Preto Vale do Pati, Visto da Rampa Morro do Castelo Continua!!!
  45. 1 ponto
    Volume do Saco enrolado (não recomendo dobrar, e sim enrolar) Saco aberto, cabem até duas pessoas confortavelmente, pelo menos o que eu fiz cabe. Olha a parte da cabeça ai Mariana. Parte de dentro. Como disse, cabem duas pessoas.
  46. 1 ponto
    se vc fizer o saco de dormir de cordura, vai ficar duro, desconfortável e pesado pra burro, hehehe... recomendo usar nylon comunzinho, tipo de guarda chuvas, o mais fino e leve possível; o enchimento pode ser o tecido "nuvem" (é parecido com uma manta de algodão) que é de poliéster (não absorve água). pena de ganso pro nosso clima úmido é bobeira... ela acaba sendo muito menos confiável e menos eficiente. se vc achar enchimento siliconado, é bem melhor! só não confuda com o enchimento de almofadas siliconado (que nào é tecido). vc pose usar duas camadas de "nuvem", uma costurada no lado interno do saco e outra no externo. o importante é fazer com que as costuras nào coincidam. pra costurar a nuvem no forro, a não ser que vc tenha disponível uma maquina de costura própria (ela usa uma rodinha ao invés do "esqui") pode ser necessário usar fita crepe colada por cima do forro. olha, construir uma saco é BEM difícil, até se pegar o jeito - mas seguramente é muitísimo mais barato que comprar qualquer um...é provável que com uns 50 reais vc consiga fazer um saco eficiente pra uns -20 graus facinho (com uns 10cm de espessura, hehehe...)
  47. 1 ponto
    Moçada olha só, pesquisando e arquitetando algo pra revestir minha mochila, para que está não sofra tanto nos maleiros dos onibus e nas esteiras dos aeroportos (eles jogam elas de qualquer jeito e se rasgar a alça ), resolvi fazer um saco de um tevido que se chama Cordura, e este mesmo saco pode servir de revestimento externo para meu fabuloso saco de dormir de SOFT. Características de Cordura Cordura apresenta altíssima resistência nos itens abrasão, rasgamento e perfuração, além de não formar pilling (bolinhas). O tecido Cordura, que pode ser tinto ou estampado, é leve, fácil de lavar, seca rapidamente, não mofa e mantém aparência de novo por muito mais tempo. Quando submetido a acabamento de resinas ou Teflon , pode adquirir características de repelência a água, óleo, retardante de chamas, etc. Bjim
  48. 1 ponto
    pessoal,eu vi estes tempos atras um material (não sei o nome,vende em lojas de tapeçaria e estofamento), que lembra aqueles cobertores de feltro "tomara que o dia amanheça"...mas ele tem um grande diferencial!ele é bem grosso,e se não bastasse,ele tem um dos lados forrado com uma camada de aluminio...deve servir bem como um bedroll!vou ver se consigo pegar o nome do produto e posto aqui!
  49. 1 ponto
    Elloco, vc vai achar meu estranho mas qd fui para Bolivia tb tava sem grana p comprar o famoso saco de dormir, então o que fiz, peguei um cobretor de SOFT costurei as laterais deixando é claro a parte de cima para que eu possa entrar nele, e levei dois sacos de lixo daqueles pretos enortmes para que pudesse conservar melhor o calor além de ser impermeável, vesti um dos pés até a cintura e o outro cortei o fundo dele para que tampasse o resto, hehehehe a falta de dinheiro faz coisas né, não peguei nenhum frio abaixo de 0° portanto não sei qual será sua situação, mas me serviu muito alé de não fazer tanto volume na mochila. Espero ter ajudado.
  50. 1 ponto
    meu...basicamente vc vai precisar de material que sirva de isolante termico (como vc vai usar em temperaturas abaixo de 0°,o melhor é as plumas de ganço...),e um matrial ipermeável (nylon por ex!) basicamente,vai ser isto...o problema vai ser vc arranjar penas de ganço pra vender barato!agora...se for pra fazer um saco de dormir pra outras temperaturas,ai tem outros materiais!
Líderes está configurado para São Paulo/GMT-03:00
×
×
  • Criar Novo...