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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 09-05-2019 em todas áreas

  1. 5 pontos
    A maioria das pessoas passa por isto, e se você tem vontade de largar tudo e sair, faça, mas faça isto de forma planejada. E também não pense que é só alegria largar tudo e sair por ai, sem um bom planejamento e se você não tiver uma cabeça muito boa, é quase certeza que você vai acabar numa sarjeta da vida, sem dinheiro, sem emprego, sem saber fazer nada, todas as noites as marquises das grandes cidades ficam cheias de gente que estava de saco cheio da rotina cansativa e que resolverem largar tudo para sair por ai, ou então numa cadeia super-lotada de um pais qualquer por que se envolveu em coisa ilegal. Então se quiser largar tudo, planeje as coisas, faça uma avaliação bem crítica e realista de você mesma, para ver se você tem cabeça no lugar para uma vida destas, e se na primeira dificuldade que você tiver, você não vai entrar em crise ou se enfiar coisa que não deveria... Veja se você tem alguém que lhe possa apoiar financeiramente quando as coisas realente ficarem feias e você não tiver lugar para dormir e muito menos para comer, cansei de ver mochileiro que largou tudo, sem um tostão furado no bolso, sem lugar para dormir e nem o que comer, mendigando um prato de comida e um lugar para dormir lá na pousada que meus pais tinham... Ou seja, uma vida assim não é aquela maravilha que a maioria das pessoas idealiza nas suas cabeças, é cheia de dificuldades e perrengues. Mas se você quiser se jogar, planeje as coisas, veja se tem quem possa lhe apoiar nos momentos de dificuldade e se você tem psicológico para aguentar uma vida destas.
  2. 3 pontos
    "Apreciar o que há de melhor" é tudo o que queremos, porém tem que pensar o que vai fazer quando ocorrer "tudo que há de pior", também...
  3. 1 ponto
    Campo Base do Everest Algumas dicas e orientações para planejar seu trekking solo no Nepal MELHOR ÉPOCA . Outubro e novembro são o pico da temporada de trekking no Nepal. As chuvas trazidas pelas monções terminam em setembro e o céu fica mais limpo nesse período seguinte. Porém espere por trilhas e lodges lotados nos trekkings do Everest e Annapurna, os mais populares. Em dezembro, já perto do inverno, é possível fazer caminhadas também mas é melhor escolher altitudes mais baixas como o trekking do campo base do Annapurna. . Março e abril são o segundo período mais procurado. A grande atração desses meses é caminhar pelas florestas de rododendros em época de floração, o que deve ser um lindo espetáculo. HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO DURANTE O TREKKING Não há nenhuma necessidade de levar barraca para a grande maioria dos trekkings no Nepal. Ao longo do caminho dezenas de lodges e guest houses oferecem hospedagem simples e alimentação completa (café da manhã, almoço e janta). Para os trilheiros independentes é usual negociar o preço do quarto desde que se façam as refeições (café da manhã e janta) no próprio lodge, que sempre tem refeitório. Na maioria das vezes o quarto acaba saindo de graça (dependendo da negociação) uma vez que a comida custa duas ou três vezes o preço pago nas cidades. E o preço aumenta junto com a altitude e a distância das cidades. Para mostrar a variação de preços das refeições em cada povoado ao longo dos trekkings vou colocar nos relatos, ao final de cada dia, o preço do dal bhat e do veg chowmein, dois pratos bastante pedidos. Como referência esses pratos em Kathmandu custam por volta de Rs 250 (US$2,17) e Rs 160 (US$1,39), respectivamente. Em quase todos os vilarejos os moradores têm um pedaço de terra para trabalhar e cultivar os legumes e verduras para seu consumo e para suprir a demanda do restaurante. A dieta deles é basicamente vegetariana, inclusive pela dificuldade de armazenamento de qualquer tipo de carne. E para o trilheiro é bastante recomendável seguir essa dieta pensando no seguinte: os legumes são sempre frescos, a carne não. E ninguém quer ter uma infecção intestinal ou uma diarréia num lugar tão distante. Todos os lodges têm um caderno onde são anotados (pelo dono ou pelo hóspede) os pedidos para o jantar e café da manhã. Para o jantar costumam pedir que se anote até as 17h para eles se organizarem. Para o café da manhã geralmente pedem que se escreva o pedido no dia anterior, principalmente se houver necessidade de tomar o café muito cedo. Mesmo havendo refeição em todas as vilas do caminho é preciso ter algum lanche de trilha para os dias em que se sobe alguma montanha mais demorada (como o Tsergo Ri) ou se atravessa um passo de montanha, algo que leva bastante tempo e onde a distância entre os vilarejos é grande. CUSTOS DURANTE O TREKKING Os custos durante as caminhadas dependem diretamente do que se consome nos lodges pois a comida é bastante cara em comparação com o preço pago nas cidades, ao passo que a hospedagem pode ser negociada. Se você for econômico e pedir veg chowmein no café da manhã (você acostuma...), veg fried rice no almoço e dal bhat na janta, o custo diário com comida vai ser de US$8 a US$20 (o preço aumenta com a distância). Se for possível negociar o quarto sem custo, o valor acima vai ser a sua despesa diária durante o trekking. Um café da manhã completo com pão, geléia, omelete e café/chá vai aumentar bastante essa despesa. No meu trekking de 23 dias de Shivalaya ao Campo Base do Everest e Gokyo o custo total, seguindo o menu econômico acima e sempre barganhando o preço do quarto, foi de US$345. A média foi de US$15 por dia. Lembrando que eu não contratei nenhum serviço de guia ou carregador. Nessa conta entram apenas alimentação e hospedagem, não entram as permissões e as passagens de ônibus e avião. HOSPEDAGEM EM KATHMANDU O bairro mais conveniente para se hospedar em Kathmandu é o Thamel pois concentra todos os serviços que um trilheiro necessita: hotéis para todos os bolsos e exigências, restaurantes variados, casas de câmbio, padarias, mercadinhos, livrarias, farmácias, lavanderias, agências de trekking, lojas de equipamentos e roupas técnicas, etc. Além disso muitos atrativos turísticos da cidade estão a curta distância a pé a partir do Thamel. Mas prepare-se para dividir as ruas estreitas e sem calçada com muitas motos e carros buzinando o tempo todo. Sim, o Thamel é uma ilha da fantasia para turistas, repleta de lojinhas de todo tipo, e para ter a experiência de uma Kathmandu mais real vai ser preciso caminhar fora dali. Isso é verdade, mas o Thamel não deixa de ser o bairro mais conveniente para as necessidades de um viajante. Rua no Thamel ROUPAS E FRIO A temperatura interna durante a noite medida pelo meu termômetro chegou à mínima de -8,6ºC. Isso foi dentro do quarto em Gorak Shep. Normalmente ela está entre -3ºC e 3ºC à noite e de manhã dentro do quarto. Por isso é preciso ter um saco de dormir sempre na mochila pois o cobertor do lodge pode não ser suficiente. Eu levei um saco Marmot Helium (temperatura limite -9ºC) e usei em algumas noites apenas. Os quartos costumam ter duas camas com um cobertor bem grosso parecido com um edredom em cada uma. Como eu dormia sozinho no quarto podia pegar o outro cobertor e não precisava usar o saco de dormir. Para vestir recomendável levar uma blusa grossa de fleece, uma jaqueta de pluma (a única blusa que realmente esquenta naquele frio todo) e uma jaqueta impermeável que serve como corta-vento durante as caminhadas. Para as pernas importante levar uma calça de fleece ou ceroula térmica pois com frio nas pernas não se consegue dormir. Uma calça impermeável serve como corta-vento e eu usei em vários dias mesmo caminhando sob o sol pois o vento é gelado. Uma faixa para o pescoço que possa ser esticada para a boca e nariz também é fundamental para não expor tanto a garganta ao vento frio. Mesmo com isso eu tive infecção na garganta, tive que ir ao médico em Kathmandu e tomar antibiótico por 3 dias. Os lodges costumam ter um aquecedor no refeitório e esse é o único lugar para se refugiar do frio. Mas ele fica aceso somente do início da noite até os últimos hóspedes saírem do refeitório. Não é aceso de manhã, quando faz muito frio também (entre -3ºC e 3ºC, como disse). Para acender o aquecedor se usa lenha onde há árvores e esterco de iaque onde não há. O QUE PODE SER COMPRADO EM KATHMANDU Kathmandu tem ótimas livrarias onde se pode comprar mapas e guias de todos os trekkings do Nepal. E tem dezenas de lojas de equipamentos e roupas técnicas onde se deve pesquisar os preços pois variam muito de uma loja para outra. Há lojas de marcas famosas como The North Face e Mountain Hardwear que vendem produtos originais. Nas outras mil lojas vale o preço e não necessariamente a qualidade. Mas pelo que já li nos relatos é possível encontrar bons produtos a preços bem atrativos. Na hora da compra vale pechinchar também, e comprar vários itens na mesma loja (ao invés de um item em várias lojas) ajuda na negociação do valor total. Muitos itens podem ser alugados também. MAPAS Nas livrarias há mapas para todos os trekkings do Nepal, porém eu e outras pessoas encontramos muitos erros na marcação das altitudes, o que atrapalha um pouco o planejamento. Para ser mais prático, uma idéia é fotografar o mapa todo com o celular para ter acesso rápido a ele durante a caminhada sem ter que ficar dobrando e desdobrando o original toda hora. Dal bhat ACLIMATAÇÃO O Mal Agudo da Montanha (em inglês AMS, Acute Mountain Sickness) é um problema muito sério que não deve ser ignorado. Durante a caminhada do Everest eu soube que um japonês morreu em Gorak Shep porque não queria descer mesmo se sentindo mal em consequência da altitude (matéria aqui). É preciso ficar atento aos sinais do corpo e a melhor solução sempre é descer. Aconteceu comigo também. Fiquei quatro noites praticamente sem dormir, apesar de não ter nenhum outro sintoma, e precisei baixar dos 5160m aos 3800m para poder dormir, me recuperar do cansaço e dar um tempo maior para o meu corpo se adaptar à altitude. O Mal Agudo da Montanha atinge tanto atletas e esportistas de condição física perfeita quanto trilheiros de primeira viagem. E pode atingir também trilheiros já acostumados a caminhar na altitude. O processo de aclimatação é condição necessária para todos. Os sintomas mais leves a partir dos 3000m de altitude são dor de cabeça, tontura, náusea, perda de apetite, falta de ar, cansaço, irritabilidade e dificuldade para dormir. Nesse caso o corpo está dando sinais que não devem ser ignorados e o melhor é parar de subir, subir mais devagar (dormindo mais noites na mesma altitude) ou descer se não houver melhora. Do contrário pode-se desenvolver os sintomas mais graves do AMS. Os sintomas mais graves são perda de coordenação enquanto caminha e falta de ar mesmo em repouso. O primeiro sintoma pode levar a um edema cerebral e o segundo a um edema pulmonar. Nesse caso é preciso descer imediatamente. As regras básicas para que o organismo se adapte gradativamente à altitude (leia-se: aclimatação) acima dos 3000m são: . não dormir 500m acima do local onde se dormiu na noite anterior . fazer caminhadas de bate-volta até uma altitude superior àquela em que vai dormir (walk high, sleep low) . de preferência dormir duas (ou mais) noites na mesma altitude e fazer caminhadas a pontos mais altos durante o dia . beber no mínimo 3 litros de água por dia Por fim, a polêmica do Diamox. Alguns médicos são contra o uso desse medicamento para reduzir os sintomas da altitude, mas no Nepal quase todo mundo tem na mochila e até o médico em Kathmandu me receitou na consulta que fiz (sem eu pedir). Mas mesmo usando Diamox deve-se seguir as regras de aclimatação acima para não desenvolver os sintomas mais graves do mal de altitude. Muita gente faz uso mas não posso falar dos efeitos e benefícios porque não tomei. Quando tive quatro noites de insônia não tinha Diamox para testar se resolveria o meu problema. O que é consenso entre os médicos no caso de insônia é não tomar remédios para dormir. Máscara para enfrentar a poluição e poeira de Kathmandu TRATAMENTO DA ÁGUA A água mineral é vendida no Nepal em garrafas de 1 litro ou menores. Essa água, que custa Rs20 ou Rs30 em Kathmandu, chega a custar Rs450 em Gokyo. Além desse preço absurdo, o grande problema é a acumulação de garrafas pet nos lixões dos vilarejos e ao longo das trilhas. Comprar água mineral é a pior das soluções para matar a sede. O que fazer? Tratar a água de torneira dos vilarejos ou a água dos riachos, ambas abundantes e de fácil acesso em todos os trekkings. Há várias maneiras: 1. ferver a água . vantagem: o gosto não é alterado, custo muito baixo . desvantagem: não é tão prático e rápido, a água demora a ferver e a esfriar para colocar nas garrafas pet; quanto maior a altitude, menor a temperatura de ebulição da água, por isso é preciso ferver por mais de 5 minutos em altitudes mais elevadas 2. filtro Sawyer ou LifeStraw . vantagem: o gosto não é alterado, muito mais prático que ferver . desvantagem: filtra bactérias e protozoários, mas os vírus passam; não pode ficar exposto a temperaturas muito baixas 3. pastilha de cloro (Clorin) ou dióxido de cloro (Micropur) . vantagem: muito mais prático que ferver . desvantagem: o gosto é horrível, demora de 30 minutos a 4 horas para purificar completamente dependendo do tipo de pastilha 4. Steripen . vantagem: método muito prático e rápido (leva apenas 90 segundos para purificar 1 litro de água), o gosto não é alterado . desvantagem: custo alto, a água deve ser cristalina, dependência de um aparelho eletrônico (que dá bastante problema segundo as críticas no site amazon.com) 5. pastilha de iodo: não acho esse método recomendável pois não é eficaz contra o protozoário Cryptosporidium, não pode ser usado por um longo período (mais que 6 semanas) e não pode ser usado por pessoas com problema de tireóide Minha experiência: eu não tenho Steripen, então usei os 3 primeiros métodos sempre combinando dois deles. Levei um fogareiro e comprei cartuchos de gás em Kathmandu. Toda noite eu filtrava a água, depois fervia e esperava esfriar durante a noite. Ou eu filtrava e usava a pastilha de dióxido de cloro (Micropur), mas isso apenas se eu não pudesse ferver pois o gosto final era de sabão. Levei um filtro Sawyer Squeeze e nos lodges onde a temperatura no quarto poderia ser abaixo de 0ºC eu dormia com ele junto ao corpo. Conheci trilheiros que estavam tratando a água apenas com filtro Sawyer ou LifeStraw e não tiveram problema. Geralmente as pessoas usavam apenas um dos métodos que mencionei. É possível também comprar água fervida nos lodges, mas o custo ainda é alto. Vaquinhas sagradas TELEFONIA E INTERNET Vou colocar em cada relato de trekking no Nepal o nome das operadoras de celular que funcionam na maioria dos vilarejos. As mais comuns são NCell (www.ncell.axiata.com), NTC/Namaste, Sky e Smart (www.smarttel.com.np). A NCell tem lojas próprias em Kathmandu onde se pode comprar o chip e fazer a carga pelos preços oficiais, bem mais baixos que nas lojas turísticas do Thamel. A loja que eu ia fica na Durbar Marg, mas há outra perto da Praça Durbar (segundo o site). Para comprar o chip é preciso levar passaporte, uma foto 3x4 e preencher um formulário na loja. Para fazer a recarga não necessita de nada disso. Eles mesmos configuram o celular, mas é bom conferir se o chip está funcionando antes de sair da loja. Eu paguei Rs 100 (US$ 0,87) pelo chip e Rs 355 (US$ 3,08) pelo pacote de 1,3 GB por 30 dias (há muitos outros pacotes). Para as outras operadoras não vi lojas próprias, mas segundo o site a Smart possui lojas (esta é uma operadora que funciona em pouquíssimos lugares). Muitos lodges e cafés ao longo dos trekkings têm wifi mas é sempre pago e vale a mesma regra: o preço sobe junto com a altitude e distância das cidades. Para recarregar as baterias, alguns poucos lodges têm tomada no quarto, na maioria deles é preciso pagar pela carga. Levar alguns power banks a mais é uma boa idéia para não gastar muito com recargas. Lembrando que o frio descarrega as baterias mais rápido do que o habitual, por isso eu costumava colocar o power bank dentro da blusa na hora de usá-lo para recarregar o celular. No trekking do Everest há dois serviços de cartão pré-pago que dão acesso ao wifi dos lodges em diversas vilas: 1. Everest Link (www.everestlink.com.np) - custa Rs 1999 (US$ 17,35) por 10GB em um período de 30 dias (há outros pacotes); segundo o site funciona nas principais localidades ao norte de Lukla, inclusive no Kala Pattar e no Campo Base do Everest 2. Nepal Airlink (www.nepalairlink.com.np) - custa Rs 1260 (US$ 10,94) por um período de 30 dias (há outros pacotes); o site estava fora do ar quando publiquei esse relato mas pelo que pude entender o Nepal Airlink funciona apenas no trekking Shivalaya-Lukla e só no trecho entre as vilas de Junbesi e Kharte, e também em Phaplu. Não cheguei a usar nenhum desses dois serviços porque não sabia da existência e já tinha comprado o chip da NCell. PERMISSÕES A seguintes permissões podem ser obtidas no Tourist Service Center, próximo ao Ratna Park, em Kathmandu: 1. TIMS card - levar passaporte, 2 fotos 3x4 e preencher um formulário (importante: segundo a funcionária desde 16/11/2018 é obrigatório ter seguro-viagem para obter o TIMS card e deve-se fornecer o número da apólice no formulário). Valor: Rs2000 (US$17,36). O TIMS card é necessário para todos os trekkings exceto para o Everest (desde outubro de 2017) e válido apenas para um trekking específico, ou seja, no meu caso tive de pagar o TIMS para Langtang e depois para o Annapurna, num total de Rs4000 (US$34,72). Para o Everest o TIMS card foi substituído em out/2017 por uma permissão local que pode ser obtida em Lukla ou Monjo (não em Kathmandu) pelo valor de Rs2000 (US$17,36) e sem foto. 2. permissão de entrada do Parque Nacional Langtang - levar somente passaporte. Valor: Rs3400 (US$29,51) 3. permissão ACAP para o Annapurna Conservation Area - levar passaporte, 2 fotos 3x4 e preencher um formulário. Valor: Rs3000 (US$26,04) 4. permissão de entrada do Parque Nacional Sagarmatha - eu obtive essa permissão em Monjo, durante o trekking do Everest, mas há um balcão no Tourist Service Center em Kathmandu que a emite. Pediram apenas passaporte, nenhuma foto.Valor: Rs3000 (US$26,04) 5. permissão de entrada do Gaurishankar Conservation Area - eu obtive essa permissão em Shivalaya, durante o trekking do Everest, mas há um balcão no Tourist Service Center em Kathmandu que a emite. Pediram apenas passaporte, nenhuma foto.Valor: Rs3000 (US$26,04) Horário do Tourist Service Center em Kathmandu: . balcão Annapurna, Manaslu e Gaurishankar: diário das 9 às 13h e das 14h às 15h . balcão Everest e Langtang: de domingo a sexta-feira das 9h às 14h . balcão TIMS card: não havia horário afixado Esses horários mudam frequentemente. Banheiro ao estilo "limpo" (os outros melhor não publicar) BANHEIROS AO ESTILO OCIDENTAL E ORIENTAL Durante todos os trekkings é mais comum encontrar o banheiro ao estilo oriental, quer dizer, uma peça de louça no chão com um buraco no meio e lugares para colocar os pés nas laterais. A descarga quase sempre é com um balde ou caneca que fica ao lado. Quando raramente se encontra um vaso sanitário, a descarga normalmente é com o balde ou caneca mesmo. Nos lodges de maior altitude é preciso ter cuidado com a água congelada de manhã no piso do banheiro e ao redor do buraco. Vale dizer que durante todos os trekkings o banheiro é sempre compartilhado, não existe banheiro privativo, e costuma haver apenas um ou dois para todos os hóspedes. Papel higiênico deve ser comprado e levado sempre na mochila pois os nepaleses não usam e não se encontra em nenhum banheiro. Prefira comprar nas cidades pois nos lodges é bem mais caro. BANHO É possível tomar banho de ducha em muitos lodges durante os trekkings. Se não houver ducha eles preparam um banho de balde. Em ambos os casos é preciso pagar à parte e o preço aumenta à medida que se distancia mais das cidades. A água da ducha pode ser aquecida a gás ou por energia solar. Se for a gás o banho é ótimo, com a água bem quentinha. Se for com energia solar a água fica morna ou quase fria no fim da tarde ou em dias de céu encoberto. VACINAS Nenhuma vacina é obrigatória para entrar no Nepal porém é bastante recomendável tomar/atualizar as vacinas de febre tifóide e hepatite A pois a transmissão dessas doenças se dá por água e alimentos contaminados. Nenhuma das duas está disponível na rede pública no Brasil, é preciso pagar em uma clínica particular. Eu aproveitei para atualizar todas as outras vacinas recomendáveis: tétano, difteria, hepatite B, gripe, antirrábica e febre amarela. EMPRESAS AÉREAS QUE FAZEM O TRAJETO KATHMANDU-LUKLA PARA O TREKKING DO CAMPO BASE DO EVEREST Somente essas quatro companhias aéreas fazem o trajeto entre Kathmandu e Lukla: 1. Nepal Airlines: www.nepalairlines.com.np (clique em Domestic Flight) 2. Tara Air: www.yetiairlines.com 3. Sita Air: sitaair.com.np 4. Summit Air: www.summitair.com.np VIAJANDO DE ÔNIBUS NO NEPAL Os ônibus em que viajei no Nepal eram genericamente chamados de "local bus". Parece que há os tipos express, super express, mas não sei dizer a diferença. Todos eram muito lentos, apertados e sem banheiro. A dica que quero dar aqui é sempre pedir um assento no meio do ônibus. Os bancos do fundo pulam demais por conta das estradas de terra cheias de buracos e pedras. O último banco é muito mais desconfortável que qualquer outro - evite! Os bancos da frente não são muito convenientes porque é um entra-e-sai constante de pessoas, bagagens, sacos, etc. São feitas algumas paradas para banheiro durante as longas viagens, mas é bom não tomar muito líquido para não passar aperto. Em todas as viagens a mochila sempre ia comigo, o que era também um transtorno. Ônibus para Jiri e Shivalaya no terminal do Ratna Park PEDINDO INFORMAÇÃO DURANTE O TREKKING Não quero generalizar sobre esse assunto mas vou falar da minha experiência. Concluí que não é muito útil pedir informação aos nepaleses durante a caminhada. Ao necessitar de informação sobre o caminho o melhor é perguntar aos trilheiros, melhor ainda aos trilheiros independentes pois estes estudaram os mapas e sabem o nome das vilas de onde vieram e para onde estão indo. Trilheiros com guia muitas vezes não sabem nada também. Por que não perguntar aos nepaleses já que vivem ali? Em geral eles são bem confusos na explicação, alguns dão informação errada, muitos não entendem a pergunta e falam qualquer coisa. Geralmente eles sabem só o inglês necessário para falar sobre o quarto e a comida, ao serem questionados sobre as condições do caminho não entendem e não sabem explicar. Além disso, nepaleses têm a tendência de responder sim a tudo por cortesia (um não pode ser considerado indelicado), portanto não se deve perguntar: o caminho para a próxima vila é este? pois eles provavelmente vão responder sim. É melhor perguntar: qual é o caminho para a próxima vila? nesse caso eles não podem responder simplesmente sim. Depois confira a informação com outras pessoas, não confie na primeira informação que obtiver. CALENDÁRIO O Nepal usa um calendário diferente chamado Sambat. Neste ano de 2018 do calendário gregoriano eles estão no ano 2075. Em algumas situações eles podem usar a data do calendário Sambat em lugar do gregoriano. Comigo aconteceu de preencherem uma passagem de ônibus com essa data. NAMASTÊ O cumprimento habitual no Nepal é a palavra namastê. Questionei algumas pessoas sobre o significado dessa palavra e eles respondem que é somente um olá. Mas namastê tem um significado mais espiritual e literalmente quer dizer: Eu saúdo o divino dentro de você, Eu me curvo ao divino em você, O sagrado em mim reconhece o sagrado em você, O divino em mim se curva ao divino dentro de você, entre outros significados. RELATOS DO NEPAL PUBLICADOS AQUI NO MOCHILEIROS . Trekking Langtang-Gosainkund-Helambu (Nepal) - out/18 . Trekking do Campo Base do Everest desde Shivalaya em 3 partes: .. Trekking Shivalaya-Namche Bazar (Nepal) - out/18 .. Trekking Namche Bazar-Campo Base do Everest (Nepal) - nov/18 .. Trekking Pheriche-Lukla (Nepal) - nov/18 . Trekking do Campo Base do Annapurna e Poon Hill (Nepal) - dez/18 Rafael Santiago dezembro/2018 https://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
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    OlÁ, estou em busca de cia feminina (me sinto mais confortável) para passar uma mini férias em Nova York no segundo semestre de 2019. Estou sem roteiro ainda, então a gente pode montar juntas. obs: quero ficar só em nova york, visitar museus, baladinhas, bares, restaurantes, os bairros, pontos turísticos.
  5. 1 ponto
    Hello!! Então, me mudei para Floripa em setembro do ano passado e devido a correria do dia a dia, mudança e um término de relacionamento, acabei não curtindo e não aproveitando como deveria. Mas nunca é tarde para começar ne?! Li relatos inspiradores sobre viagens e passeios sem ser em grupo, e isso me motivou bastante. Portanto, se você estará de bobeira por aqui, é só dar um alô. Já conheci algumas coisas, mas Floripa é mágica mesmo, surreal a quantidade de locais pra conhecer.
  6. 1 ponto
    Formar grupo de whatssap para viajantes solteiros
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    Achou que não ia achar um relato completinho da Rota das Emoções? Achou errado! Depois de muita pesquisa, poucas informações, consegui juntar um pouco do que aprendi por aqui e fazer o meu roteiro que vou dividir agora com vocês. Dicas gerais: Melhor época: O ideal é no segundo semestre, e até mais ou menos set/out, período em que as lagoas estão mais cheias. Caso você vá em outra época, haverão menos opções de lagoas pra ir, pois não são todas que ficam cheias o ano todo. Depende também da temporada de chuva que teve o ano. Eu fui na segunda semana de julho, e não peguei nada de chuva, nas semanas anteriores ainda tiveram turistas que pegaram chuva. Celular / Internet – Não dependa apenas da Internet e do celular, pois os poucos lugares com sinais são bem instáveis, salve as informações principais sempre off-line, tenha crédito para eventuais ligações. Dinheiro/Cartão – Priorize levar dinheiro, algumas cidades não tem caixa eletrônico, muitos locais não aceitam cartão e eventualmente os que aceitam também apresentam instabilidades no sinal. Roteiro – São inúmeras as opções de roteiros e cidades que vc pode se hospedar e parar pra conhecer no caminho. Tudo deve ser baseado então na sua quantidade de dias disponíveis e locais de maior interesse. Você tb tem as opções do Trekking que atravessa os Lençóis caminhando (nesse caso necessita mais planejamento ou uma liberdade nas datas para ao chegar em alguma das cidades, procurar um grupo com vaga). Reservas Hospedagem/Passeio - Eu apenas reservei a primeira pousada só um 1 dia antes de viajar, não reservei tb nenhum passeio previamente antes da viagem, não que isso seja o mais recomendável, mas no meu caso deu certo. As demais hospedagens e alguns passeios fui fechando durante a viagem conforme eu seguia o meu roteiro, por WhatsApp ou pelo Booking. Segue o meu relato então, de acordo com o meu roteiro escolhido:
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    Iniciando a Trip 4 de maio de 2019, Bolívia e Peru TODOS OS VALORES EM DÓLAR. Não colocarei os valores ainda no Brasil, vou me concentrar em valores nesses 2 países apenas, para você ter uma ideia que quanto irá precisar para fazer a sua. Vou postar em dólares para facilitar, no dia que você decidir a ir nesse locais. Amanhã, será o início, já deixo a parte inicial do Tópico, pois irei postar diariamente, todos os finais dos dias. Pretendo ficar 24 dias, se não der para fazer todo o roteiro, poderei ficar mais uns dias para completar. Roteiro que tenho em mente, posso mudar, conforme o andamento da carruagem: Santa Cruz de La Sierra > Sucre > Uyuni > Salar > La Paz > Puno > Arequipa > Copacabana > Samaipata > Santa Cruz de La Sierra. SANTA CRUZ DE LA SIERRA. Compre o chip Tigo, funciona 100% aqui na Bolivia. Dicas: Tem 2 bancas que vendem os chips. Uma delas a U$ 1,45 e a outra a U$ 2,17. Uma em frente a outra. Outra dica: Peça para a moça configurar seu chip, é um pouco chato. U$ 8,68 o taxi do aeropuerto ao centro U$ 2,17 de centro ao terminal com muito choro. Aprendi a chorar kkkkkkk. Não encontrei a moça que iria conosco. Ela já tinha ido com uns Brazucas para Sucre. Se deu mal, pois o Soroche a atacou, fui saber disso, bem depois e por cima, ela esqueceu o celular em Santa Cruz. Então segue o roteiro, somente minha esposa e eu. Hospedagem em Santa Cruz de La Sierra, valor para casal: U$ 10, usando ora o AIRBNB ou BOOKING. SEGURO VIAGEM, usei sempre esses do links ou aplicativos. Ajudou bastante para comparar os valores.
  9. 1 ponto
    Pessoal, segue breve relato de uma viagem que fiz mês passado para Madri, tudo surgiu muito de repente, estava sem ideia de onde iria passar as férias até que vi uma passagem "barata" da Air China, e comprei, com antecedência de somente uma semana. Tinha a missão de fazer a viagem mais econômica possível, por este motivo optei por deixar a gastronomia espanhola um pouco de lado, e também por estar indo sozinho não via muito sentido em ir jantar em um restaurante, qualquer fast food já me satisfazia. A meta era tudo por menos de 5 mil reais, mas extrapolei um pouco, os detalhes estão na planilha em anexo. Outro ponto é que como estava com cartão de crédito estourado era uma viagem quase que toda em dinheiro vivo, então levei um pouco acima do mínimo exigido para entrar na Espanha de acordo com meu período de viagem (810 euros), mas voltei com uma boa parte sem gastar. AÉREO: Air China (Passagem aérea ida e volta GRU/MAD = 509,98 USD = R$ 2.116,41) Não havia voado com ela antes, o avião é o moderno Boeing 787-9 (Dreamliner) aperto tradicional no assento de uma econômica, atendimento cordial, sem novidades. A única coisa que me chateou foi que não consegui fazer o check-in online em nenhuma ocasião, o que fez com que na ida tivesse que ir no corredor (amo janela). IMIGRAÇÃO: Aeroporto Barajas T1 ENTRADA: Desembarcamos na parte velha do aeroporto, onde ficam as low-cost. Pouquíssima fila. Na imigração foi bem tranquilo, me perguntaram apenas o motivo da viagem, o que fazia no Brasil, se conhecia alguém por lá, e pediu para ver o comprovante de hospedagem. Menos de 2 minutos e já estava indo buscar minha mala, que num golpe de sorte chegou a esteira no mesmo instante. O aeroporto é bem sinalizado, basta procurar pelas placas indicando o metrô (losango vermelho, esqueci de tirar foto) e prepare-se pra caminhar por uns 20 minutos, pq a estação fica perto do T2. Podia ter pegado o Shuttle entre terminais mas preferi caminhar pra conhecer o aeroporto, e também esticar as pernas depois de 9h35 de voo. SAÍDA: Logo após o controle de passagens já chega a fila para o raio X, e além do processo normal de aeroporto eles também verificam se sua mão não contém vestígios de drogas e explosivos, passando um pano úmido na palma e parte superior dela e colocando num detector de íons que rapidamente analisa (menos de 10 segundos) e dá o resultado. Depois carimbam a saída do país e você entra na área internacional (air-side). O duty free tem preços bem melhores que os daqui, aproveitei para comprar uns chocolates para a família. METRÔ [Do aeroporto para qualquer lugar no centro da cidade, Zona A = EUR 7,50 / Viagem única (sencillo) entre estações no centro = EUR 1,60] Usei muito pouco na viagem, fiz mais de 90% dos deslocamentos a pé. Os trechos que fiz de metrô foi apenas para sair do aeroporto até o Hostel, e depois de ficar gripado em 3 ocasiões (da estação Atocha para o Hostel, e ida e volta até o Santiago Bernabeu). Ao chegar na estação do metrô do T2 do aeroporto, vai enxergar várias máquinas onde é possível comprar bilhetes pagando com cartão de crédito (Tarjeta) ou dinheiro. Dá pra mudar para o idioma inglês e francês salvo engano, mas eu que não entendo nada de espanhol consegui me virar nesse idioma mesmo). Você basicamente insere o nome da estação de destino e já te aparece o preço na tela, só pagar com cartão ou colocar as notas/moedas na máquina. DICA: Quem for comprar em dinheiro igual eu, leve uma nota de 10 euros, pois o troco máximo das máquinas não é maior que 20 euros. O bilhete do metrô é um cartão (não precisa de fazer nenhum cadastro na máquina), importante que você guarde ele pra recarregar depois, caso queira fazer outras viagens.O metrô é bem interligado, mas prepare-se para fazer no mínimo 2 baldeações se quiser ir para a zona central). A viagem leva cerca de 40 minutos. UBER: HOSTEL > AEROPORTO (EUR 23,14 = BRL 109,14) Só usei Uber para sair do Hostel até o aeroporto devido o horário do voo ser muito cedo. A corrida foi lá pelas 4:30 da manhã. O trajeto durou uns 25 minutos. TREM Utilizei duas vezes os trens da Renfe, nos bate-e-volta a Toledo (30 minutos) e Córdoba (1h40). Ambos saem da Estação Atocha. Comprei as passagens em dinheiro no balcão de atendimento da empresa, já que infelizmente as máquinas de venda só aceitavam cartão de crédito. Dica: Quem for comprar a passagem para Toledo na hora vá bem cedo pois esgota rápido devido à quantidade de gente. Eu cheguei na estação era perto de 11h e peguei uma baita-fila, fui o último a conseguir ida e volta para o período da tarde daquele dia. Há controle de raio-X devido aos atentados de 2011, e os trens não são tão pontuais assim, porém a viagem é sempre rápida e confortável. Os assentos reclinam consideravelmente. ACOMODAÇÃO: Hostel Generator Madri (BRL 640,51 - 7 diárias) LOCALIZAÇÃO: Numa travessa da Gran Vía, MUITO perto de locais como Porta do Sol (10 minutos a pé) e Plaza Mayor (15 minutos a pé) INSTALAÇÕES: Muito boas, no térreo tem bar com uma tela enorme (sempre ligada em alguma partida), uma área com mesas onde são servidas algumas refeições e mais uma tela enorme, área de convívio com puffs, cadeiras, sala de jogos e máquinas automáticas de venda de água e doces. O que falta para ser nota 10 é somente uma Lavanderia. Possui 3 elevadores, e tem um rooftop, que me esqueci de ir. QUARTO: Fiquei em um quarto misto com 8 camas divididas em 4 beliches, cada uma conta com um gaveteiro próprio e numerado, bem grande até, mas que não dá pra colocar uma mala inteira dentro. Eu levei uma mala pequena (10kg) e deixava fora com um cadeado com segredo. Com um outro cadeado simples eu trancava meu gaveteiro, não tive nenhum problema com isso. As únicas coisas que me incomodaram eram o banheiro bem em frente às camas, (vejam nas fotos abaixo como é próximo, em uma porta fica o vaso e na outra o chuveiro) e ainda com a pia do lado externo, ou seja, escovar os dentes por exemplo se faz na frente de todo mundo!. Eu acabei tomando banho todos os dias em um banheiro que fica no corredor, assim não atrapalhava quem já estava dormindo.O outro ponto negativo é que a beliche não é indicada para quem tiver mais de 1,80m por conta de ser fechada, eu (1,84m) tive dificuldade em esticar toda a perna, tinha que subir o travesseiro. A beliche é bem firme, ou seja, não é qualquer movimento que faz que mexe ela, atrapalhando menos o colega de cima/baixo. Na cabeceira de cada tem uma tomada normal e outra USB, luz de leitura, cesto para guardar coisas e um espaço que também dá pra guardar uma garrafa de água por exemplo Dica: Na Espanha o padrão de tomada atende o Brasileiro, veja na foto acima como consegui plugar o carregador do meu celular sem nenhum adaptador PASSEIOS (VISÃO GERAL) Meu roteiro segue na planilha que anexei aqui, mas resumia-se basicamente a conhecer os principais pontos da cidade, e ir a alguns museus, coisa que gosto muito. Tive a sorte de durante a minha viagem ter o Dia Nacional dos Monumentos e Sítios (18/04) onde quase todos os museus estavam aberto de graça. Nesse dia entrei no Reina Sofia e no Museu Arqueológico Nacional sem pagar nada. Outra coisa importante é que andei muito a pé, a média por dia era de uns 6km, em Toledo foi mais de 10. Fui com tênis de corrida para não ganhar muitas bolhas. Infelizmente fiquei gripado na metade da viagem, isso atrapalhou um pouco o ânimo de andar, comprei pastilha pra garganta (EUR 9,20) e comprimido (acho que era uns 10 euros) mas não adiantou muita coisa. Vou descrever minhas impressões de alguns dos lugares pelos quais passei: Porta do Sol: Uma praça que não achei nada demais, mas que tem bastante gente. Plaza Mayor: Linda, viva e cheia de energia. Tem muitos bares em volta dela. Mercado de San Miguel: Muito pequeno, muito charmoso, e muito cheio, qualquer horário que vá. Você compra o que quer comer e depois tenta a sorte de achar um lugar nos balcões que ficam lá dentro. Eu levei bem uns 10 minutos até achar um banquinho pra sentar, mas depois de pouco tempo cedi para uma senhora e terminei de comer em pé mesmo. Os preços variam bastante, dependendo do que estiver a fim de comer, eu peguei duas empanadas (EUR 7,00) e um copo de cerveja (EUR 5,00). Achei caro. Palácio Real: Imponente, mas não me convenceu a entrar nele. Fiquei só olhando de fora mesmo, numa próxima talvez... Templo de Debod: Esse eu gostei mesmo, qualquer coisa relacionado ao Egito me capta instantaneamente. Fica no meio de um parque aberto, várias pessoas correndo, sentadas no gramado curtindo a tarde, um dos melhores lugares que conheci lá. A mancada foi ter esquecido de voltar lá para ver como é dentro dele (no dia dessa foto já tinha fechado) Plaza de España: Outro lugar legal, tem muita mulecada que fica por lá tbm...vale a foto da Estátua de Cervantes e suas criações (Don Quixote e Sancho Pança) Parque Retiro: Fui já era bem tarde mesmo, é gigantesco, chuto ser umas 2,5x maior que o Ibirapuera. Minha segunda mancada foi não ter voltado lá quando tinha mais luz do sol, vale a pena gastar metade de um dia inteiro só passeando entre os bosques, talvez arriscar andar de barco no Estanque. BALADA (Pubcrawl oferecido no Hostel todos os dias = EUR 15,00) Fui só uma vez, e meio de surpresa (já que não estava programando algo do tipo), tava conversando com um Inglês no bar do Hostel e chegou um cara que trabalhava lá e perguntou se queríamos ir. Topamos, embora fosse uma segunda feira. Juntou galera de dois Hostels e fomos em 2 bares (um se chamava Nomad, o outro não lembro) e um clube (F***ing Monday), esse tava lotado, os outros dois estavam bem fracos. O ritmo que toca é Reggaeton, como curto Metal nem precisa dizer o que achei da música, mas a experiência como um todo vale a pena, deu pra conversar com bastante gente (marroquino, americano, italiano, e brasileiro tbm). O esquema é bem simples, vai andando de um local até o outro, é tudo bem perto, e vc tem direito a um shot (chupito) de Tequilla em cada lugar e descontos em cerveja (acho que era 10 euros e cerveja a vontade). Nos dois bares a Tequilla era bem vagabunda, fazia efeito nenhum, só no clube que deu pra ver que era melhor (José Cuervo). Saí 5h30 da manhã, e não repeti mais porque cansa passar o dia inteiro andando e ainda ficar a noite toda em pé. O resultado foi que só acordei depois as 14h30 e perdi metade de um dia na cidade. Toledo: Lugar incrível, lembra muito as cidades medievais da Toscana, o esquema de explorar é inclusive o mesmo: se perder nas vielas da cidade entre uma atração e outra. CURTI: A Catedral Primada de Toledo, tem uma torre em estilo meio gótico, e uns trabalhos em gesso muito bacanas; as Termas Romanas, que é outro tema que curto, e que basicamente são restos de um sistema de água e banhos de uns 2.000 anos atrás, e as Cuevas de Hercules, tudo gratuito (na igreja não entrei em nenhum passeio, só dei uma breve olhada interna no lado gratuito de quem vai pra missa); as vistas da parte alta da cidade; o Alcazar de Toledo, que só vi de fora e a Ponte San Martín. NÃO CURTI: A Igreja Cristo Luz (EUR 3,00), muito pequena, tem sua história por ter influência arquitetônica da época que ficou sob domínio árabe, mas dá pra ver bastante de fora, inclusive o que achei mais legal, um trecho de uma estrada da Era Romana. Córdoba: Definitivamente foi o ponto alto da viagem para mim. E não era esperado, pois tinha planejado ir para Segóvia, pois estava relativamente caro a passagem de trem para lá, porém como já estava perto do final da viagem e vi que tinha economizado bastante, decidi ir. E definitivamente não me arrependo, pois me deu uma ideia de como é a Andaluzia. Muito fácil sair da estação de trem e entrar no centro histórico, dá uns 15 minutos a pé, por umas praças (Jardines de La Victoria) cheias de Tangerina nas árvores, muito bonito. Logo depois se avistam as muralhas da cidade e o interior te dá a sensação de estar em uma mistura de Portugal com Grécia, devido a coloração branca das casas, ao estilo arquitetônico que remete ao colonial e à decoração das varandas com flores. As ruas são bem apertadas, e estava tudo muito mais cheio por lá devido a ser Sexta-Feira santa, estava tendo uma procissão que passava por alguns pontos turísticos inclusive, e acabou atrapalhando um pouco pois terminava na Mezquita-Catedral e por isso o horário de visita estava reduzido. Como ia comprar o ingresso ali na hora e eu tinha chegado bem quando havia encerrado o primeiro período de visitação (até 11h) eu decidi ver todos os outros pontos da cidade e voltar pra lá às 13h30 (meia hora antes de iniciar o segundo período de visitação, das 14h às 16h). Deu certo e não peguei uma fila muito grande quando voltei. Impressionante ver a mistura de culturas que há nesse lugar, encontra-se vestígios da ocupação Romana, Visigoda, Árabe, tudo num lugar só. A ponte Romana é muito bonita, embora estivesse apinhada de gente, mas a cereja do bolo é a Mezquita (EUR 10,00), vale cada centavo e muito mais, é um lugar único, aquele cheiro de incenso típico de igrejas católicas mesclado com um mihrab (nicho de oração árabe). Indescritível. Depois que saí ia passar nos Jardins de Los Reyes mas tinha fechado mais cedo por causa do feriado. Sem dúvidas vale dedicar uns dois dias a essa cidade, numa viagem com foco na Andaluzia. Santiago Bernabéu (EUR 25,00): Imperdível para quem gosta de futebol, mesmo que pouco. O Tour te leva as arquibancadas superiores, a sala de troféus que é quase um museu, aos vestiários e ao nível do campo (mas você não entra no gramado, fica só na área técnica) e no banco de reservas. Um detalhe que me chamou a atenção é o Wi-fi gratuito do lugar que tem um alcance gigantesco, já da rua da pra acessar, com uma velocidade ótima. Museo do Prado (EUR 0,00): ENORME, muito interessante para quem gosta de pinturas das eras medieval e renascentista, mas se prepare para pegar uma fila gigantesca caso não tenha comprado o ingresso com antecedência, ou se quiser aproveitar o horário de visitação gratuita (das 18h até as 20h, todos os dias). Cheguei 17h30 e a fila já dobrava um quarteirão do museu, que é imenso, chuto que tinha umas 300-400 pessoas. Gostei bastante das Pinturas Negras de Goya. Tem guarda-volume gratuito. Museu Reina Sofia (EUR 0,00): ENORME, mas a menos que você curte arte moderna (não é meu caso) vai se entediar rapidamente. De novo fila, como era dia dos Monumentos a entrada era livre, e a fila grande. Lá dentro tem guarda volumes, você deposita uma moeda de 1 euro e pega ela de volta quando sair. Fiquei umas 3h30 lá dentro, tentando fazer a pena o ingresso gratuito, mas não achei nada que me interessasse além do quadro de Guernica (Pablo Picasso), um painel gigante que te faz pensar bastante sobre a temática da pintura. Museu Naval (EUR 3,00): Foi o único museu que paguei, pois eles "sugerem" uma doação de 3 euros para a manutenção das instalações, e como a abordagem é bem incisiva e feita pessoalmente (diferente dos museus americanos onde apenas fica uma caixa para depositar a doação) fica difícil não pagar. Tem uma coleção interessante de material que remete ao poderio da Marinha Espanhola, vale a visita. Museu Arqueológico Nacional (EUR 0,00): O que mais gostei, tem muita coisa para ver, conta toda a História da península, e tem um acervo muito grande de cada era, desde a pré-História, passando pela época de dominação Grega, Romana, Visigoda, Árabe até a Reconquista e Idade Contemporânea. Também não paguei nada por entrar no dia dos Monumentos, e não tinha tanta gente assim igual aos outros museus. Enfim, isso é só um pouco de tudo o que vi por lá. Definitivamente valeu a visita. ORÇAMENTO FÉRIAS.xlsx
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    Olá! Eu quero muito viajar na virada do ano, mas nenhum dos meus amigos querem ir! Eu ainda estou pensando em qual lugar seria legal, mas topo qualquer coisa que não seja o preço de um rim. É isto
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    Seguindo um plano de viagem aqui postado, comprei uma passagem de BH para POA e para dez dias depois, de Montevideo para BH. O resto deixamos fluir. Sem hostel pre agendado pra ficar bem a vontade quanto aos dias nos lugares escolhidos. A idéia inicial era POA/Punta del Diablo/ Cabo Polônio/ Punta del Leste/ Montevideo/ Colônia del Sacramento/ Montevideo/ BH. Mas em POA, no Rock n' Hostel (muito bom inclusive) conhecemos um maluco uruguaio que por lá trabalhava, o TONY. Ao falar com ele dos planos de viagem, ele tirou Punta del leste de cabeça. Por ser um lugar onde tudo é muito caro e sugeriu Piriapolis. Piriapolis é muito massa, clima de cidade européia, arquitetura, friozinho... bom pra namorar! Outra coisa que saiu do plano pelo dinamismo da viagem foi esticar de Colonia del Sacramento para Buenos Aires, tinha esquecido o quanto esses argentinos são sem educação e cagam pra turista brasileiro. Então, no final das contas ficou assim: BH / Porto Alegre Hostel Rock n' Hostel, passeio naqueles onibus sem teto pra conhecer a cidade, passeio no parque da redenção (no domingo é melhor), passeio no Guaiba, rodízio de churrasco. Porto Alegre / Chuí Onibus Planalto saí às 23:30 e chega às 7:30, vai dormindo que nem dói. Em Chuí troca a grana por pesos Uruguaios. Lá todo mundo já começa a falar espanhol se vc não tem a manha, fale em portugues mesmo e faça mimica. tb funciona e vcs se divertem. Chuí/ Punta del Diablo hostel Casa de las boias, Punta é bonito pracaramba. praias lindas. Meio isolado. O Topless é liberado então pras mulheres que querem pegar um bronze é massa! Ninguém vai ficar te berando! O povo lá num é olho pelado não. Punta del Diablo / Castilhos/ Cabo Polônio Não me lembro bem de Cabo Polônio... ficamos no Hostel Las cores. Tinha um farol, bolinhos marley, leoes marinhos, bolinhos marley, planctons deixando a água do mar iluminada, bolinhos marley e estava na época da colheita do camarão verde, segundo o cara que nos atendeu em um bar. Cabo Polônio / Castilhos/ Piriapolis Hotel casa branca, frio, arquitetura bacana, cassinos, frio, porto bacana, tem o castelo de Pira tb, bacana. Pra voltar de lá pegamos carona. Inclusive se tiver disposição a galera dá carona mesmo. Piriápoles/ Montevideo/ Colônia del Sacramento Colônia é massa, alugue bike e vá aos pontos turísticos da cidade em duas horas. muito bom. Mas não vá no final de semana sem reserva. pode ter que dormir na rua kkkkkk. quase! Achamos um quarto lá mas para um dia só num lugar que pretendíamos ficar dois. mas tinha a péssima opcção de ir pra Argentina no outro dia. Colônia / Buenos Aires tem um catamarã que faz esse trajeto. Não é muito barato. fomos para Buenos Aires. Sem reserva. estava fechando no Booking um quatro no Hostel Milhouse tinha um quarto pelo aplicativo mas como estavamos perto fomos lá fechar pessoalmente e disseram que não tinha. que tinha só um quarto com seis camas que sairia por 600 reais a diária. (não recomendo pelo tratamento foi horrivel, pessoas achando que tinham o rei na barriga), fomos pra outro e a mesma coisa aconteceu. Até fecharmos pelo aplicativo um quarto de hotel. chegamos lá e falamos com o recepcionista que tinhamos uma reserva. O filha da puta surtou ( como, mas ninguém me disse nada! não tem nada reservado! cinco minuto e: Áh... mas vcs fizeram a reserva agora!) pau no c, algum problema? Argentina é um ótimo lugar... pra passar raiva! Tinha nada na cidade. Inauguraram uma rua e tinha um povo lá. No mais Mac Donalds, carros quase atropelando todo mundo, um cara veio falar pra gente tomar cuidado com assalto. Me senti aqui no centro de BH. Mesmo desespero.... Buenos Aires / Cabo Polônio/ Montevideo (graças à Deus!) Depois de deixarmos a Babilônia sinistra que é a Argentina fomos para montevideo e ficamos no Hostel Tche Lagarto ( recomendo), alugamos bike tb, se tivessemos mais tempo teriamos aproveitado mais esse lugar. rendeu comprar umas lembranças. Saldo 4 aviões/13 ônibus/ 3 caronas/ 4 bicicletas/ 3 catamarãs/ muitos km à pé/ muita disosição/ pra argentina muito saco/ e no mais uma excelente viagem!
  12. 1 ponto
    Bom faz muito tempo que tenho essa vontade no meu coração de ir embora e apreciar o que tem de melhor, desacelerar dessa rotina cansativa e que não me leva a nada.. penso em largar tudo e aproveitar, até mesmo usar o Worldpackers, tenho isso comigo de ajudar tanto as pessoas quantos os animais.. sinto que isso vai encher meu coração e me fazer feliz. se alguém aqui pensa em largar tudo e quer uma companhia me chama aqui, podemos trocar uma ideia e quem sabe até encarar essa juntos
  13. 1 ponto
    Irei no dia 05 de julho. As cidades são Cusco (3 noites total)sendo uma noite no Vale Sagrado e outra em Machu Pichu, Puno, Arequipa (3 noites) sendo uma no Valle del Colca, Lima (3 noites) Huaraz 5 noites. Isso dá um total de 20 dias lá. Mais o dia de ida e de volta. Fiquei querendo ficar mais dias. E espero na volta ter planos de retorno. Apesar do preço, escolhemos ir de trem para Machu Pichu, não confio em motoristas naquela estradinha a beira de um precipício, somente se eu estivesse dirigindo. (KKKK) Depois eu conto. Um problema de logística foi encontrar hospedagens com aquecedor ou ar-condicionado, bem localizado, etc. Isso demorou bastante. Então os preços subiram e muito.
  14. 1 ponto
    @Rafael_Salvador concordo contigo, mas é uma pesquisa e entram outros parâmetros para definição, como por exemplo despesa com saúde.
  15. 1 ponto
    @Isabela Galvan Oi Isabela, essa viagem fiz em dezembro de 2016, então os valores pode ter sofrido alterações. Entre todos os do Atacama, deu uns R$ 1.500,00. Como disse no relato, contratei uma agência que oferecia um pacote com os lugares que eu realmente queria conhecer (fora o tour astronômico que contratei a parte). Mas se pesquisar bem, tem agências que oferecem pacotes bem parecidos com preço menor e acredito que sem o problema de horário com os geisers.
  16. 1 ponto
    Estou preparando para largar tudo e cair no mundo desde adolescente, já cheguei aos 60, e ainda penso kkkk Para muita gente a vida é muito complicada mesmo (passei por isso e sei como dói), muitos problemas familiares...., que de certa forma contribuem para essa fuga. Isso é uma coisa. Mas tem meio para sair, o melhor é se preparar para o MUNDO. Por pior que seja a sua vida e sua casa, na rua é muito pior. Ninguém vai te cobrar nada na rua e não te pressionará(só uns bacus da polícia de vez em quando) , mas também não ganhará nada do mundo se não der algo em troca (trabalho, arte, colaboração. ...).
  17. 1 ponto
    @Tay.sena só complementando o que o pessoal comentou acima, nem tudo são flores mundo a fora. Se voce estiver com planos de pegar a estrada e arrumar um trampo pelo caminho, ok, porém saiba que nem sempre irá conseguir. Se estiver com planos de arrumar um local pra dormir, ok, mas tambem saiba que nem sempre irá conseguir. Entao inicie sua jornada já preparada para o pior, já sabendo o que irá fazer caso nao arrume grana, nao arrume comida e nem lugar pra dormir de graça. Imprevistos sempre irão acontecer, entao já esteja preparada para lidar com todo tipo de situaçao. Planeje sua jornada e saia de casa com um norte definido, saiba onde quer chegar e assim será melhor para conseguir seu objetivo. Sair sem rumo, sem saber o que quer e onde quer chegar talvez nao consiga ir muito longe. Boa sorte!
  18. 1 ponto
    Você meio que já tem o roteiro completamente definido. 5 dias em Londres, trem Eurostar para Paris, 5 dias em Paris, trem Thalys para Amsterdam, 2 ou 3 dias em Amsterdam, por que somente 1 dia em Amsterdam é desperdício de tempo e dinheiro, você gastaria um monte de dinheiro para não conseguir ver e fazer nada direito em Amsterdam, depois mais 1 dia de deslocamento de avião entre Amsterdam e Roma e 4 dias em Roma. Inclui na conta o dia que você sai do Brasil, o dia que você vai chegar na Europa, que geralmente é um dia meio perdido, onde não se consegue fazer quase nada, e você já tem 20 dias... Só falta mesmo comprar as passagens e reservar os hotéis.
  19. 1 ponto
    @casal100 Cara muito completa mesmo essa pesquisa, vou me debruçar a noite quando chegar em casa, estudar os pros e contras... obrigado pelo apoio...
  20. 1 ponto
    Oi Tay, tudo bem? Meu se o seu coração ta gritando por dentro e te pedindo pra voce fazer isso...entao faça! Voce precisa começar a planejar, colocar no papel o que tem vontade de fazer, como quer fazer, tempo, parte financeira e por ai vai Passei muito por isso e sei bem como é...mas esse ano ainda me jogo, estou no planejamento!! me add no insta se quiser ederbarretoo
  21. 1 ponto
    @fabiomon To muito afim de pegar uma Titã para a Salkantay.. agora em julho. podia rolar um cupom de desconto pra galera aqui do mochileiros nê?
  22. 1 ponto
    @Eduardo Brancalion bacana, vlw pelo relato!
  23. 1 ponto
    Olá, meu nome é Eliel, tenho 19 anos, sou natural de Juiz de Fora - MG Instagram: @eliel_kaled Bom galera, eu sempre tive vontade de fazer mochilão tradicional, ou seja, de carona mesmo.. então resolvi dar uma pesquisa melhor sobre isso, acabei descobrindo que pessoas viajam pelo mundo de bike.. como eu sempre pratiquei exercícios físicos, sempre andei de skate, bike, pulei corda e outros.. eu decidi viajar pelo mundo de bicicleta.. Meu sonho é pedalar a América do sul inteira, mas primeiro decidi pedalar daqui de Juiz de fora MG até Cabo frio RJ (300 Km) , para ver o meu desenvolvimento e tal.. até porque la eu já conheço, bom, acabou que eu fui, eu saí daqui dia 07 de janeiro, demorei 3 dias para chegar até lá, fiz 100 km por dia, minha bike é uma caloi 21 marchas, aro 26, veja bem.. eu fui sem dinheiro nenhum, dormia na praia, pedia comida nos restaurantes, tomava banho de mar, passei um ótimo perrengue, mas já peguei o jeito...AMÉM! Agora estou de volta a juiz de fora, eu voltei de carona no dia 07 de Março, exatamente 2 meses fora de casa nessa aventura, voltei para me preparar melhor para fazer a Bendita America do Sul, meu plano dará início dia 23 de Maio, vou viajar sem dinheiro e etc.. já estou preparando as coisinhas, vou fazer uma nova postagem sobre o pedal da américa do sul.. Gente, segue eu lá no instagram, ( @eliel_kaled ) para vocês acompanharem essa longa jornada, também preciso um pouco de reconhecimento.
  24. 1 ponto
    @casal100 Vou apenas comprar a mochila o resto nao vai dar . Que de tudo certo e so vamos. Estou apenas no aguarde dela chegar
  25. 1 ponto
  26. 1 ponto
    Olá boa tarde Sou do RJ Chego em Salvador dia 19/06 Fico até dia 28/06 Bora ? Chama no WhatsApp 21 9759-19394
  27. 1 ponto
    Vai sim irmão ! Pensamento positivo sempre irmão Vou te mandar mensagem quando eu poder,ai nós marca de mochilar junto
  28. 1 ponto
    Bom dia pessoal, tudo bem? To querendo viajar no ano que vem e minha ideia era fazer um mochilão de uns 35 dias pela patagônia e Atacama....qual a ideia de roteiro que vocês me recomendariam?
  29. 1 ponto
    Boa noite! Eu vou, mas a partir do dia 27/05 ou talvez posso antecipar para chegar lá no dia 25/05. Uma vez um nativo comentou que dos passeios pelo cerrado, lá era o mais caro. Mas não achei muito. Depende do que você quer fazer e usufruir em termos de comida e bebida. Já encontrei restaurantes com uma comida deliciosa e super prato por menos de R$20,00. É só questão de procurar. Os passeios que exigem guia você pode dividir com outras pessoas (geralmente os próprios guias arrumam). Depois me passa o seu roteiro. Como mencionei, vou em algumas cachoeiras que não são tão frequentes. Caso animar e o dia for compatível, podemos ir juntos e dividir as despesas. Abraço.
  30. 1 ponto
    @NataliaCandido Olá, Natália, meu reveillon desse ano será em fortaleza e Jericoacoara. Não é barato mas tem tempo da pra se planejar. Vou fechar proximo mes o voo porque ja ta 2500. Eu ja conheço fortaleza, vou todo ano e Reveillon nunca passei la. Por conta desse preço salgado do voo cancelei uma viagem que faria em out e outra em nov. Sei que vale a pena. Tenho um amigo que parcela no boleto, se vcse interessar. Ficarei em hostel (todo reveillon fico em hostel), pq sempre vou sozinha e em hostel nunca ficamos sozinhos. O hostel ficou 423 reais de 26dez a 3 janeiro, pagarei metade ainda esse mes. Se tiver interesse nessa viagem, me contate: 019 981279902.
  31. 1 ponto
    @Anna Paula Piz Oii Anna tenho interesse em fazer essa viagem, vocês montaram grupo no whatsapp? Bjooo
  32. 1 ponto
    eu animo Morro de SP.. qq coisa manda msg. 85- 982079387
  33. 1 ponto
    @Dsvieira, quem sabe você possa ir em um encontro dessa página.
  34. 1 ponto
    Estou indo dia 17 de junho conhecer o São joao de Aracaju, tem um evento la o forrocaju que acontece todo junho. Bora la?
  35. 1 ponto
    Já subi o Kilimanjaro e pretendo ir em dezembro. De preferência chegando ao cume em 1º de janeiro. Se estiver afim de conversar, me manda um zap: 61 992021700
  36. 1 ponto
    Pico Moditse visto do Campo Base do Annapurna ao amanhecer Início: Kande Final: Nayapul Duração: 12 dias Maior altitude: 4121m no Campo Base do Annapurna Menor altitude: 1004m entre Birethanti e Nayapul junto ao Rio Modi Dificuldade: alta. Muita subida e muita descida todos os dias, com desníveis de 340m a 1680m diários, ultrapassando os 3000m, o que exige cuidado com a aclimatação Permissões: permissão ACAP (Rs 3000 = US$ 26,04) e TIMS card (Rs 2000 = US$17,36), ambos obtidos no Tourist Service Center em Kathmandu Obs.: antes de ler este relato sugiro a leitura do meu "Pequeno guia de trekking independente no Nepal" para ter as informações básicas para as caminhadas naquele país. Este trekking foi uma combinação de dois roteiros a partir da cidade de Pokhara, a noroeste de Kathmandu: Campo Base do Annapurna e Poon Hill. Os dois roteiros são extremamente populares e lotam completamente na alta temporada de outubro e novembro, por isso deixei para fazê-los na virada de novembro para dezembro. O trekking do Campo Base do Annapurna (ABC, na sigla em inglês), ou Santuário Annapurna, sai de uma altitude de 1710m em Kande e percorre florestas de rododendros e muitos vilarejos antigos com suas plantações em terraços para somente no 5º dia entrar numa paisagem de alta montanha onde se encontram os campos base das montanhas Machapuchare e Annapurna, numa altitude máxima de 4121m. Este trekking percorre altitudes bem mais modestas que o trekking do Campo Base do Everest e por isso é uma boa opção para o início de dezembro, quando as temperaturas já caíram bastante em relação a outubro e novembro. Outro fator que me levou a fazer esse trekking em dezembro, como disse, foi fugir da lotação da alta temporada. Algumas vilas do caminho têm uma oferta bem pequena de hospedagem e mesmo em dezembro tive que dividir o quarto com outras pessoas pois alguns lodges estavam lotados. O trekking Poon Hill sai de uma altitude de 1022m em Nayapul e percorre também muitos vilarejos e infinitas escadarias de pedras para alcançar a vila de Ghorepani (2874m) e sua famosa atração, a colina Poon Hill, de onde se tem uma das vistas mais espetaculares de toda a região do Annapurna e do Himalaia. Há uma conexão por trilhas entre esses dois bonitos trekkings, Campo Base do Annapurna (ABC) e Poon Hill, e nessa conexão eu fiz o trekking Poon Hill ao contrário do descrito acima (de Ghorepani a Nayapul). Para quem dispõe de tempo para combinar os dois roteiros e não quer se arriscar caminhando muitos dias numa altitude acima dos 4000m no Everest essa é uma excelente opção. Toda a região abrangida por esses dois trekkings é uma área de proteção e está sob a administração do ACAP (Annapurna Conservation Area Project). Ao longo do relato colocarei o nome das vilas com as variações de escrita mais frequentes e também pelos diferentes nomes que constam nos mapas e nas placas. No percurso desse trekking há muitas fontes de água, como riachos no meio da trilha e torneiras ou bicas nas vilas. Não cito todas no relato porque são muitas. A água deve sempre ser tratada, conforme explico no "Pequeno guia de trekking independente no Nepal". As operadoras de celular que funcionam em alguns dos povoados ao longo deste trekking são: . Australian Camp: NCell . New Bridge: NCell . Chomrong: NCell só na parte alta da vila . Sinuwa: NCell . Bamboo: NCell . Dovan: Sky Cdma . Himalaya: Sky Cdma . Deurali: Sky Cdma . Campo Base do Machapuchare: Sky Cdma . Campo Base do Annapurna: Sky Cdma . Ghandruk: NCell (internet muito lenta) . Tikhedhunga: NCell Todos os preços abaixo estão na moeda do Nepal (rupia nepalesa) e convertidos para dólar pela média dos câmbios que encontrei em Kathmandu entre outubro e dezembro de 2018 (US$ 1 = Rs 115,20). Para mostrar a variação de preço das refeições em cada povoado ao longo do trekking coloco ao final de cada dia o preço do dal bhat e do veg chowmein, dois pratos bastante pedidos. Como referência esses pratos em Kathmandu custam por volta de Rs 250 (US$2,17) e Rs 160 (US$1,39), respectivamente. Cânion do Rio Modi 23/11/18 - ônibus de Kathmandu a Pokhara No dia anterior (22/11) eu havia comprado a passagem de ônibus para Pokhara numa agência da IME Travels, na Avenida Kantipath, bem perto do bairro do Thamel onde eu estava hospedado, com a doce ilusão de que o ônibus sairia dali mesmo (saíam até julho de 2018). Mas depois a atendente me falou que ali agora era só um escritório, os ônibus saem mesmo de um lugar chamado Sorhakhutte. Felizmente não é longe do Thamel também, dá para ir a pé em cerca de 15 minutos (a partir do Hotel Discovery Inn onde eu estava). Ela me vendeu uma passagem da empresa Reed Travels & Tours. Esse é um ônibus "turístico", não é um ônibus local. O ônibus local não me foi recomendado pois trafega em alta velocidade pelas estradas e os motoristas são muito imprudentes. Ele é mais barato, mas a diferença de preço é pequena e não compensa o risco. Nesse dia 23/11 cheguei ao Sorhakhutte e me deparei com uma fila enorme de ônibus estacionados na calçada da Rua Swayambhu Marg. São muitas empresas diferentes fazendo esse trajeto a Pokhara. Tive que perguntar para várias pessoas e o ônibus da empresa Reed era um dos últimos. Foi o primeiro ônibus grande em que viajei no Nepal (por ser um ônibus "turístico"). Todos partiram às 7h. Felizmente o percurso é todo em asfalto, sem aquele terror de ficar pulando e chacoalhando dentro de um ônibus minúsculo, como foi no Langtang e em Shivalaya. A passagem que comprei de Rs700 (US$6,08) era num ônibus sem banheiro, mas há ônibus com banheiro também. São feitas duas paradas no caminho, com banheiros e fartura de comida para quem quiser almoçar. Esse que peguei oferecia uma garrafa de água mineral aos passageiros. Chegamos a Pokhara às 15h, no terminal Tourist Bus Park. Como Pokhara é uma cidade grande (a segunda maior do Nepal), pesquisei antes pela internet alguma hospedagem para ir direto e não ficar procurando hotel com a cargueira nas costas. Optei pelo Harry Guest House. O quarto com banheiro privativo saía por apenas Rs700 (US$6,08). Seguindo o gps caminhei do terminal até o Harry em 27 minutos (1,9km). A localização é muito boa, numa avenida central do bairro Nareshwor com várias opções de restaurante e bastante comércio. O centro de Lakeside Norte, o bairro mais turístico, com restaurantes, cafés, livrarias e mercadinhos fica a 550m do hotel. O Harry dá toda a informação necessária sobre trilhas na região do Annapurna e passeios na cidade. Ele me sugeriu que iniciasse o trekking do Campo Base do Annapurna por Kande e não por Phedi pois teria um visual muito bonito das montanhas em Australian Camp. Pokhara, mesmo sendo a segunda mais populosa do Nepal, é uma cidade bem mais simpática e tranquila que a caótica e poluída Kathmandu. O Lago Phewa dá um clima mais gostoso à cidade, que é frequentada por muitas "tribos" diferentes. Algumas das montanhas vistas a partir de Australian Camp: Annapurna Dakshin (Annapurna Sul), Moditse, Hiunchuli, Tarke Kang (Glacier Dome), Asapurna II e Asapurna 1º DIA - 24/11/18 - de Kande a Australian Camp Duração: 1h10 (descontadas as paradas) Maior altitude: 2046m Menor altitude: 1706m Resumo: nesse dia encarei a primeira subida da caminhada, mas num desnível de apenas 340m pois parei na vila Australian Camp para ter pela manhã a bonita vista das montanhas Annapurna e Machapuchare. À tarde as nuvens já não deixavam ver nada. Saí do Harry Guest House às 8h10 na direção leste pela Avenida Phewa Marg. Caminhei 21 minutos até um local chamado Zero Kilometer. Ali esperei o ônibus para Kande (eles pronunciam káre) na calçada da esquerda (lembrando que no Nepal a mão é inglesa) da Avenida Pokhara-Baglung. Como os ônibus têm as placas escritas somente em nepalês pedi ajuda a alguns homens que estavam ali conversando. Esperei 24 minutos e às 8h55 eles pararam o ônibus certo para mim, que já veio lotado, mas depois foi esvaziando e pude sentar. O ônibus, após deixar a cidade, sobe bastante por estradas ruins de asfalto. Saltei em Kande às 10h33 e era o ponto final desse ônibus (há outros que continuam para outros vilarejos à frente). Logo fui abordado por algumas mulheres dizendo serem refugiadas tibetanas, contando histórias, para depois oferecerem (e insistirem para comprar) o artesanato que faziam. Aproveitei para comer alguma coisa ali mesmo pois há alguns restaurantes e a comida dali para a frente na trilha só iria aumentar de preço. De Kande já é possível avistar no alto de uma serra ao norte-nordeste um dos lodges e algumas barracas de Australian Camp. Coloquei o pé na trilha às 11h10. O início, no meio dos casebres da estrada, está sinalizado com uma placa do ACAP. Altitude de 1710m. Segui na direção norte e noroeste por trilha que aos poucos foi se transformando numa estradinha de terra. Na primeira bifurcação havia placa apontando para a esquerda, mas na segunda não havia placa apontando para a trilha à direita da estrada, que é um atalho. Na subida pela trilha quem eu encontro? O casal húngaro Zita e Daniel, que conheci em Bhandar e reencontrei várias vezes no trekking do Everest. Eles não haviam pago as permissões para o trekking do Annapurna pois não tinham intenção de fazê-lo completo, foram apenas até Pothana, onde está o primeiro check post do ACAP. Ao final dessa trilha-atalho entronca à esquerda a estrada que abandonei alguns minutos antes. Uns 150m acima a estrada vira trilha. Esse trekking será repleto de escadarias de pedra e elas começaram a aparecer já nesse primeiro dia. Apareceu também pintada nas árvores uma sinalização de duas faixas horizontais em branco e vermelho, como nas trilhas GR da França, mas ela seria bastante esporádica nesse trekking. Às 12h31 fui à esquerda numa bifurcação com placa e cheguei a Australian Camp às 12h47. Apesar de muito cedo, resolvi parar para dormir ali pois diziam que o visual das montanhas era incrível e naquele horário as nuvens já não deixavam ver nada. Percorri os quatro lodges do vilarejo e só o Machapuchare Lodge tinha vaga. Era um sábado e dezenas de adolescentes nepaleses lotavam os lodges. Algumas pessoas estavam acampadas também. Como estava tudo cheio não tive muita margem de negociação no preço do quarto, que saiu por Rs250 (US$2,17). O banheiro ficava numa varanda nos fundos, exposto ao frio à noite. Tinha ducha a gás, vaso sanitário com descarga acoplada e lavatório sem torneira. Nessa noite comecei a minha rotina noturna diária de filtrar pelo menos 1,5 litro de água com o filtro Sawyer e depois ferver com o meu fogareiro para beber no dia seguinte. Altitude em Australian Camp: 2046m Preço do dal bhat: Rs 500 (o dobro do preço de Pokhara já no primeiro vilarejo) Preço do veg chowmein: Rs 350 Pico Machapuchare (Fish Tail) visto de Australian Camp 2º DIA - 25/11/18 - de Australian Camp a New Bridge Duração: 5h40 (descontadas as paradas) Maior altitude: 2150m Menor altitude: 1378m Resumo: nesse dia subi por bosques até a vila de Pitam Deurali (desnível de 104m) e desci por trilhas e estradas de terra toda a encosta da margem esquerda do Rio Modi até cruzá-lo (desnível de 772m) A mínima durante a noite dentro do quarto foi 10,1ºC. Às 7h50 da manhã estava 11,8ºC. De manhã vi que valeu a pena ter parado em Australian Camp. O visual dos grandes picos do Himalaia é realmente fantástico. De norte para nordeste: Annapurna Dakshin (Annapurna Sul), Moditse, Hiunchuli, Tarke Kang (Glacier Dome), Asapurna II, Asapurna, Gangapurna, Machapuchare (Fish Tail), Annapurna IV, Annapurna II (16º mais alto do mundo) e Lamjung Himal. Saí do lodge às 9h27 na direção norte e às 9h40 fui à esquerda na bifurcação, subindo. Apenas 4 minutos depois entroncou à direita a trilha que vem de Dhampus e Phedi, rota que eu originalmente ia fazer. Ali apareceu a sinalização do ACAP em forma de um poste metálico com placas dando as boas-vindas ao vilarejo e apontando os seguintes com o tempo de percurso. Às 9h54 cheguei à vila de Pothana, com lodges também, e fui parado no check post do ACAP para mostrar as permissões obtidas em Kathmandu (permissão ACAP e TIMS card). Um cartaz ali informa todos os tempos de caminhada entre os vilarejos e isso foi bastante útil para eu planejar a caminhada de cada dia. Há painéis sobre a trilha da montanha Mardi Himal também. Na saída de Pothana uma linda vista das montanhas, muito parecida com a de Australian Camp mas agora um pouco obstruída pela vegetação. Às 10h21 fui à direita numa bifurcação com placa apontando Pitam Deurali e desci, cruzando uma estrada de terra. Subi um pouco por uma mata e uma segunda placa causou alguma dúvida pois apontava Landruk tanto em frente quanto à esquerda. Fui em frente (parece que à esquerda se chega a Landruk por estrada). Tangenciei uma estrada duas vezes, passei pelo ponto mais alto do dia (2150m) e cheguei a Pitam Deurali às 11h05, parando para muitas fotos pois o vilarejo fica numa crista com linda vista para Annapurna Dakshin (Annapurna Sul), Moditse, Hiunchuli, Asapurna II, Asapurna, Gangapurna e Machapuchare (de norte para nordeste). Avistei pela primeira vez também o pico Dhaulagiri, 7º mais alto do mundo, que só voltaria a ver em Poon Hill, nos últimos dias desse trekking. E tive a primeira visão do vale do Rio Modi, bastante profundo, com o rio correndo cerca de 900m abaixo desse vilarejo. De Pitam Deurali sai a trilha para o campo base da montanha Mardi Himal, mas é preciso aclimatar ou já estar aclimatado pois ele está a 4500m de altitude. Num dos lodges vi pela primeira vez um dos painéis pintados a mão com um croqui da região e o tempo de percurso entre um vilarejo e outro. Esse tipo de painel de orientação aos trilheiros se tornaria muito comum dali em diante. A verdade é que não são muito precisos e os tempos variam de um para o outro. Seguiu-se uma longa e íngreme descida por escadarias de pedra que terminou às 12h05 numa estrada de terra, onde fui para a direita seguindo a placa de Tolka e Landruk. Passei pela minúscula Bherikharka, desci até uma ponte suspensa com piso de tábuas e subi à vila de Tolka, onde parei num dos primeiros lodges às 12h28 para almoçar um veg egg fried noodles no Popular Tourist Guest House com uma bonita vista do vale do Rio Modi. Retomei a caminhada às 13h10 pela estrada ainda (logo passou um jipe) e passei por mais casas e lodges do vilarejo. Às 13h24 fui à direita na bifurcação da estrada e 5 minutos depois subi numa trilha à direita com placa apontando Landruk. Passei pelo Ram Lodge e desemboquei na estrada de novo, indo para a direita e passando por mais um núcleo de casas da vila de Tolka. Cerca de 160m após essas casas desci uma escadaria à esquerda na direção do Lodge Sanctuary, abandonando por ora a estrada e tomando um atalho. Na descida em direção a um rio passei por uma sequência de lodges e fui à esquerda na bifurcação em T para evitar caminhar pela estrada. Cruzei a ponte suspensa com piso de tábuas às 14h06 e subi à esquerda até a estrada, onde fui para a esquerda. Passei por uma cachoeira à direita e depois por várias casas espalhadas pela estrada, com muitas plantações em terraços na encosta da margem esquerda (verdadeira) do Rio Modi. Às 14h41 desprezei uma placa apontando Chomrong e ABC à esquerda e continuei na estrada, mas 8 minutos depois subi uma escadaria de pedra à direita com placa "way to Landruk ABC", que me levou a uma ponte de concreto e uma trilha acima da estrada. Cheguei a Landruk às 14h55. Há muitos lodges ali e todos os donos/donas oferecem hospedagem, mas eu passei direto pois queria caminhar até o fim do dia. Cruzei o final da estrada por onde vinha caminhando e vi ali alguns jipes estacionados que devem ser jipes compartilhados com destino a Pokhara. A vila se espalha pela encosta da montanha e desci bastante por escadarias de pedra entre lodges. Às 15h10 fui à direita numa bifurcação com placa onde à esquerda se vai a Ghandruk (Ghandrung). Em 6 minutos desci a uma ponte suspensa de tábuas, mas ali tive uma emergência intestinal. Não sei se pela água estranha desse lugar, pelo óleo usado para cozinhar ou se comi algo estragado, mas a diarréia veio com tudo e tive que correr para o mato - felizmente havia mato... A água nesse trekking tem uma camada de óleo quando colocada na caneca para ferver, algo bem suspeito. Refeito da correria parei no riacho para comer alguma coisa. Continuei descendo às 15h39 e fui à direita numa bifurcação sem placa, passando por baixo de uma tubulação e entrando na mata ciliar do Rio Modi. Às 16h07 cruzei uma ponte suspensa mas antes desviei alguns metros à direita para fotografar uma bonita cachoeira no meio da mata. Descendo mais me aproximei da margem esquerda do Rio Modi, cujo vale era tão profundo quando o avistei pela primeira vez em Pitam Deurali. Ele é um importante rio da região e o seguirei até próximo de suas nascentes nos glaciares do maciço do Annapurna (Annapurna Himal). Ali a menor altitude do dia, 1378m. Atravessei sua mata ciliar, cada vez mais exuberante. Às 16h36 passei pela pequena vila de Himal Pani (com uma cachoeira) e cruzei a grande ponte suspensa sobre o Rio Modi, passando definitivamente para sua margem direita. Fui à direita ao final da ponte e à direita na bifurcação seguinte onde à esquerda se vai a Sewai, segundo a placa caída. Passei rapidamente por um deslizamento na encosta íngreme e cheguei à vila de New Bridge às 16h58. Perguntei nos três lodges que há ali e o melhor preço que consegui foi Rs100 (US$0,87) pelo quarto, no New Bridge Guest House. O banheiro ficava fora da casa e era no estilo oriental: uma peça de louça no chão com um buraco no meio e lugares para colocar os pés nas laterais. Um tambor com água e uma caneca servem para dar a descarga e para a higiene dos nepaleses já que eles não usam papel higiênico. A ducha a gás custava Rs100 (US$0,87). Para escovar os dentes havia torneiras na frente e nos fundos do lodge. Havia tomada no quarto, algo que eu só iria encontrar de novo em Ghandruk, no 8º dia da caminhada. Altitude em New Bridge: 1465m Preço do dal bhat: Rs 480 Preço do veg chowmein: Rs 350 A mais longa ponte suspensa que cruzei numa trilha no Nepal (em Samrung, entre New Bridge e Jhinu) 3º DIA - 26/11/18 - de New Bridge a Sinuwa Alta Duração: 4h45 (descontadas as paradas) Maior altitude: 2328m Menor altitude: 1465m Resumo: nesse dia comecei a percorrer a encosta da margem direita do Rio Modi, como faria nos quatro dias seguintes. Subi até a vila de Chomrong (desnível de 763m), desci ao Rio Chomrong (desnível de 346m) e subi de novo a Sinuwa Alta (desnível de 446m) A mínima durante a noite dentro do quarto foi 12,3ºC. Às 7h50 da manhã estava 12,9ºC. De manhã com o céu limpo, da frente do lodge podia avistar as montanhas Annapurna Dakshin (Annapurna Sul), Moditse e Hiunchuli ao norte. Saí do lodge às 8h56 subindo na direção noroeste. Aos poucos fui passando temporariamente do vale do Rio Modi para o do Rio Kimrong, afluente da margem direita do Rio Modi. Às 9h23 avistei uma ponte suspensa enorme, a mais longa de todas que já tinha visto no Nepal. Era tão alta que torci para não ter que cruzá-la. Em 3 minutos cheguei à minúscula vila de Samrung, com poucas casas, nenhum lodge e muitas plantações em terraço. Ao passar por baixo da longa ponte vi uma placa apontando Jhinu, meu próximo destino, na direção da cabeceira do vale do Rio Kimrong e fiquei aliviado. Mas quis confirmar o trajeto com um rapaz carregador que estava ali perto e ele disse que Jhinu estava logo após a ponte, a placa apontava um caminho antigo. Não teve jeito, tive que enfrentar o medo de altura e cruzar a tal ponte, que devia ter mais de 250m de comprimento, com o Rio Kimrong láááá embaixo. Do outro lado subi à vila de Jhinu, aonde cheguei às 10h12. Há seis lodges. Não me interessei em descer até as águas termais porque seria uma penosa subida de volta. Na saída da vila passei por uma placa de "safe drinking water", que é um programa do ACAP de disponibilizar água tratada para os trilheiros e diminuir assim a poluição ambiental com garrafas plásticas, porém o preço do litro não é um grande incentivo (entre Rs100 e Rs130 = US$0,87 e US$1,13). De Jhinu a Chomrong as escadarias de pedra vieram com tudo e para quebrar os joelhos mesmo. De tantos relatos que eu li antes dessa viagem nenhum enfatizava isso: as escadarias de pedra são de matar! Um ou dois bastões são imprescindíveis para distribuir o peso e não arrebentar os joelhos. Cheguei às primeiras casas de Chomrong às 11h26 e parei para descansar por meia hora. Dali se avistava a nordeste o Hiunchuli, Annapurna III (42º mais alto do mundo), Gandharwa Chuli, Machapuchare e Mardi Himal. Nesse local há uma bifurcação, onde fui para a direita nesse dia (para Sinuwa); na volta eu tomaria a direção de Ghandruk, que é a trilha da esquerda nesse momento. Retomando a caminhada, subi mais escadarias e a visão se abriu também para o pico Annapurna Dakshin (Annapurna Sul) ao norte. Atravessei mais um grupo de lodges, depois uma pequena mata e cheguei à parte mais alta de Chomrong. A partir daí é uma descida beeem longa passando por muitos lodges e com uma paisagem estonteante do vale e das montanhas mencionadas. Chomrong tem um total de 14 lodges! Parei às 12h33 para almoçar no Lucky Guest House e o veg egg fried noodles estava salgado demais. Voltei à caminhada às 13h13 e continuei descendo. Passei direto pelo check post do ACAP porque não estava com paciência de tirar as permissões de dentro da mochila. Às 13h37 passei por uma vendinha que se autointitula trekkers wholesale store e existe desde 1981, mas com preços caros como qualquer outra da região. Por ali deu para notar a grande extensão dos campos cultivados em terraços desse vilarejo. Às 13h44 fui à direita numa bifurcação e 2 minutos depois à esquerda em outra bifurcação, ambas com placa "ABC". As últimas casas de Chomrong foram ficando para trás e às 14h02 a descida terminou na ponte suspensa sobre o Rio Chomrong, outro afluente da margem direita do Rio Modi. A má notícia é que agora começava uma outra escadaria sem fim, desta vez para cima. Subi feito um pagador de promessa, passei pela minúscula Tilche com suas plantações em terraços e parei às 14h40 na frente de um lodge em Sinuwa Baixa (Bhanuwa) para descansar por 12 minutos. Continuei a subida e a escadaria só terminou em Sinuwa Alta às 15h38. A vila de Bamboo ainda estava 1h30 à frente e resolvi parar ali mesmo. Há apenas três lodges em Sinuwa Alta. Perguntei no Sinuwa Lodge e a dona me fez o quarto de graça desde que eu fizesse as refeições ali. O banheiro era no estilo oriental e fora da casa, exposto ao frio. Havia uma torneira na frente do banheiro para escovar os dentes e se lavar. A ducha a gás custava Rs200 (US$1,74) e a carga de baterias Rs100 (US$0,87). Para meu espanto havia ao lado do banheiro uma lavadora de roupa LG - como aquilo foi carregado até aquela lonjura? Num dos outros lodges de Sinuwa Alta vi pela primeira vez um dos purificadores de água de osmose reversa doados por uma empresa do Texas, também na tentativa de diminuir o lixo plástico nas trilhas e povoados. O litro custava Rs100 (US$0,87). Na hora do jantar conheci dois holandeses que estavam caminhando com uma espanhola e também um casal chinês. Todos eu iria reencontrar nos lodges dali em diante. Mas o que me chamou a atenção mesmo foi a quantidade de coreanos na trilha. Muitos lodges têm inclusive pratos coreanos no cardápio, ou seja, eles devem ser habitués mesmo nesse trekking. Altitude em Sinuwa Alta: 2328m Preço do dal bhat: Rs 540 Preço do veg chowmein: Rs 450 Macaco langur na trilha 4º DIA - 27/11/18 - de Sinuwa Alta a Deurali Duração: 5h40 (descontadas as paradas) Maior altitude: 3195m Menor altitude: 2281m Resumo: nesse dia continuei a subir pela encosta da margem direita do Rio Modi, porém agora por agradáveis bosques. Na vila de Deurali, acima dos 3000m de altitude, começou a aparecer a neve. A mínima durante a noite dentro do quarto foi 12,4ºC. Às 6h45 da manhã estava 13,5ºC. De manhã com o céu limpo, da frente do lodge podia avistar as montanhas Annapurna III (42º mais alto do mundo), Gandharwa Chuli e Machapuchare a nordeste. Saí do lodge às 8h35 na direção nordeste ainda pela encosta da margem direita (verdadeira) do Rio Modi. As plantações em terraço de agora em diante dão lugar à mata nativa e a caminhada se torna bastante prazerosa, com algumas fontes de água pelo caminho (que deve sempre ser tratada, conforme explico no "Pequeno guia"). Despontam no meio do bosque os rododendros, porém sua bonita floração só acontece em março e abril. O rododendro é a flor nacional do Nepal e aparece até como marca-d'água das cédulas de rupia. Mas para desespero geral as longuíssimas escadarias de pedra voltam à cena, neste momento descendo (e já penso como será a volta...). Pouco antes da vila de Bamboo há um pequeno templo de pedra com bandeirinhas de oração budistas e lenços cerimoniais. Um fato curioso: ali duas grandes placas advertem para que os caminhantes não carreguem carne nessa área de Sinuwa a ABC por ser um lugar sagrado, chamado por isso de Santuário Annapurna (mais curioso é que carne de bode e de carneiro pode...). Caso contrário calamidades naturais e acidentes pessoais podem ocorrer! Nessas placas a menor altitude do dia, 2281m. Passei por Bamboo às 10h, com cinco lodges. A trilha percorre a sombra da mata novamente. Cruzei uma ponte de troncos e na segunda ponte de troncos, às 10h27, parei por meia hora para descansar e comer alguma coisa. O trecho seguinte tem mais fontes de água. Cheguei a Dovan às 11h35 e a primeira vista da vila com o cume nevado do Machapuchare ao fundo lembrava uma bela paisagem dos Alpes. Passei pelos três lodges de Dovan e após cruzar mais alguns riachos parei em Dovan Alto às 11h58 para almoçar um egg veg fried noodles. Continuei pela mata às 12h41. Vários riachos depois parei para fotografar um grupo de macacos langur que estava bem à vontade mesmo com a presença de um grande grupo de trilheiros que parou para observá-los. Exatamente no local onde eles estavam ficava outro pequeno templo de pedra repleto de lenços cerimoniais bem no meio da floresta. A placa na entrada da vila de Dovan alertava para não cuspir ou deixar lixo próximo a esse templo. Cerca de 170m após o templo a trilha bifurca e tanto faz o lado que se tome pois se encontram mais à frente, porém o lado da esquerda é uma escadaria que se pode evitar. Aliás a última das intermináveis escadarias! Ao sair da mata se tem uma bonita vista do Rio Modi com a vila de Himalaya pendurada na encosta à sua esquerda. Cheguei a Himalaya às 13h54 e há apenas dois lodges ali. Descansei por 15 minutos e continuei, agora por uma mata menos densa que permite ver enormes cachoeiras despencando do paredão na outra margem do Rio Modi. Numa bifurcação às 14h27 subi à esquerda pois a direita leva a uma casa logo abaixo. A mata vai ficando cada vez mais rala nesta altitude já passando dos 2900m e a vegetação passa a ser predominantemente de bambus. Às 15h15 cheguei à Gruta Hinku, na verdade apenas um abrigo rochoso, de onde se avista a vila de Deurali. No caminho adiante duas grandes cachoeiras despencam do paredão à esquerda. A primeira enche de lama um deslizamento de pedras, a segunda forma um rio que se cruza através de alguns bambus que servem como ponte, mas com muito cuidado pois logo à direita há uma queda-d'água. Após uma bonita cachoeira em degraus à esquerda da trilha, cheguei a Deurali às 16h, porém continuei até a parte mais alta da vila, onde está o Deurali Guest House, o último dos quatro lodges. Busco sempre os últimos lodges do vilarejo pois costumam ser mais vazios, a maioria dos trilheiros chegam cansados e param no primeiro lodge onde encontram vaga. No Deurali Guest House negociei o quarto de graça, mas o dono me avisou que eu talvez tivesse que dividir com alguém que chegasse mais tarde. O banheiro ficava fora e era no estilo oriental. Para escovar os dentes havia uma mangueira na frente do lodge, onde todo mundo passa. A ducha quente custava Rs250 (US$2,17) e a carga de baterias Rs200 (US$1,74). Um rolo de papel higiênico custava "só" Rs300 (US$2,60). Estavam hospedados ali também o casal holandês e a espanhola que conheci na noite anterior. Quando já caía a noite apareceu o chinês, mas estava sem a namorada. O dono do lodge mandou-o para o quarto onde eu estava. Ele se chamava Fei. Sua namorada voltou de Sinuwa para Bamboo pois as intermináveis escadarias fizeram estrago em seu joelho e ela não quis ir adiante. Foi a primeira vez que dividi o quarto com um total desconhecido durante as caminhadas no Nepal, mas isso iria se repetir nas noites seguintes. Imagino que durante a alta temporada (outubro) muita gente deve dormir no refeitório por falta de quarto. Nesse dia fiquei na expectativa de que o dono do lodge me procurasse no quarto a qualquer momento e não fervi o meu 1,5 litro de água para o dia seguinte (eles proíbem o uso de fogareiro no quarto porque tudo é de madeira, inclusive paredes e teto). Tive de usar o Micropur, que deixa gosto muito ruim na água. Nesse trekking do Annapurna e Poon Hill não me hospedei em nenhum lodge que tivesse o aquecedor a lenha ou esterco de iaque no centro do refeitório como nos trekkings do Everest e Langtang. O uso de lenha é proibido acima de Chomrong e iaques não há (eu não vi, pelo menos). O que se usa é um aquecedor a querosene embaixo da mesa comprida do refeitório, mas que só é aceso no inverno (a um custo de Rs200 = US$1,74 este de Deurali), ou seja, muito frio na hora do nosso jantar. Em Deurali havia bastante neve acumulada em alguns pontos, e até um pouco antes na trilha já havia manchas de neve também. Era possível ver também uma enorme área de neve na encosta deste lado do rio na direção do ABC e já fiquei pensando como seria atravessá-la no dia seguinte. Altitude em Deurali: 3195m Preço do dal bhat: Rs 620 Preço do veg chowmein: Rs 480 Campo Base do Annapurna e as montanhas Annapurna III (42º mais alto do mundo) e Gandharwa Chuli 5º DIA - 28/11/18 - de Deurali ao Campo Base do Annapurna (ABC) Duração: 4h (descontadas as paradas) Maior altitude: 4121m Menor altitude: 3179m Resumo: nesse dia o vale do Rio Modi afunila bastante e com isso passo a caminhar mais próximo dele, subindo (um desnível de 942m) entre altos paredões com risco de avalanche. No Campo Base do Machapuchare a trilha dá uma guinada de norte para oeste e já se entra numa paisagem de alta montanha, acima dos 4000m de altitude. A mínima durante a noite dentro do quarto foi 7,2ºC. Às 6h55 da manhã estava 8,7ºC. Fei saiu bem cedo pois pretendia ir ao ABC e voltar a Bamboo, onde estava sua namorada, no mesmo dia. Calculou mal as distâncias e não conseguiu fazer tudo isso num dia só. Encontrei-o no meio do caminho para o Campo Base do Machapuchare (MBC, na sigla em inglês) já voltando, não chegou até o ABC. Saí do lodge às 8h40 na direção nordeste e desci até próximo da margem direita do Rio Modi. Aqui a trilha se aproxima do rio pois os altos paredões estão cada vez mais próximos e mais verticais, formando quase um cânion. Uma placa logo no início alerta para o risco de avalanches. O perigo é real, alguns trilheiros e guias já morreram vitimados pela neve que desceu da montanha Hiunchuli, invisível deste ponto profundo do vale. O risco é maior após nevascas e fortes chuvas. Ali a menor altitude do dia, 3179m. Havia várias manchas de neve ao lado da trilha e logo cheguei àquela grande área de neve que avistava do lodge (talvez restos de alguma avalanche). Apesar de haver um caminho bem marcado na neve algumas pessoas estavam passando com dificuldade, mas não achei tão complicado. O bastão ajuda a manter o equilíbrio pois pode-se escorregar na neve ou nas pedras molhadas embaixo dela. A primeira grande faixa de neve tinha cerca de 55m de comprimento, logo em seguida vinha outra de 30m, depois uma curtinha de 10m e mais à frente mais uma de 30m. Nesse trecho se avista o cume do Machapuchare à direita, numa fresta dos paredões, e é o ponto onde o trekking mais se aproxima dele. Na cabeceira do vale se destaca o Pico Asapurna. Às 9h53 cruzei mais uma faixa de neve, mas logo depois alcancei uma área ensolarada e tive de tirar todas as roupas quentes que vestia. Seguiu-se uma longa ladeira onde as poucas árvores que ainda havia desaparecem de vez pela altitude acima dos 3600m. No alto avistei o primeiro lodge do Campo Base do Machapuchare (MBC) com os picos Asapurna e Gangapurna à direita. Às 10h57 passei pela escadaria que dá acesso a esse lodge, Gangapurna Guest House, mas em vez de subi-la continuei pela trilha à esquerda. Esse lodge fica separado dos outros quatro desse vilarejo, que se encontram mais acima, numa altitude de 3697m. Passei por eles 12 minutos depois a caminho do ABC. A quantidade de neve acumulada aqui já é bem grande e na horta nem os repolhos resistiram ao frio. Nas montanhas ao fundo (nordeste) dos lodges do MBC ainda se avista o Gangapurna e agora já se vê à sua direita o Pico Annapurna III (42º mais alto do mundo). A sudeste começa a se destacar o Machapuchare. À frente já se veem Hiunchuli (sudoeste), Moditse (oeste) e Annapurna Fang (Bharha Chuli)(noroeste). Todo o ambiente ao redor agora é de alta montanha, com vegetação rasteira e nenhuma árvore. A altitude de 3697m do MBC e a elevação de mais 424m até o ABC levam muita gente a optar por passar a noite no MBC e ir ao ABC na manhã seguinte bem cedo, evitando assim eventuais problemas com a altitude. Eu já vinha de outros trekkings de maior altitude por isso não me preocupei tanto com a aclimatação neste. Para saber mais sobre a importância da aclimatação e os riscos de não fazê-la sugiro ler este tópico no "Pequeno guia". O nome Campo Base do Machapuchare faz crer que há expedições de ascensão a essa montanha, porém ela foi escalada apenas uma vez em 1957 e os escaladores não chegaram a pisar no cume. Depois disso ela foi fechada pois é considerada sagrada para os hindus, associada com o deus Shiva. A subida em direção ao ABC continuou pela moraina lateral do Glaciar Annapurna Sul, um dos formadores do Rio Modi. Entre o Annapurna III e o Machapuchare foi aparecendo o Pico Gandharwa Chuli a leste-nordeste. O Annapurna I começou a ficar visível a noroeste à medida que eu subia mas com o cume um pouco encoberto pelas nuvens. Ele é o 10º mais alto do mundo e estatisticamente a montanha mais perigosa que existe, mas continua sendo escalado. Às 12h39 alcancei finalmente as três placas que saúdam e parabenizam pela chegada ao Campo Base do Annapurna! Dali foi subir mais 5 minutos para chegar aos 4 lodges do ABC. Altitude de 4121m. Havia muita neve já endurecida acumulada aos redor dos lodges. Iacof, um dos holandeses, já estava hospedado no Snow Land Lodge e dividi o quarto com ele. O quarto saiu a Rs100 (US$0,87) para cada um. Os banheiros ficavam no fim da varanda aberta ao frio, estilo oriental os dois. Não havia uma torneira fora para escovar os dentes. Ducha a gás ou banho quente de balde por Rs350 (US$3,04). Embaixo da mesa comprida do refeitório também havia um aquecedor a querosene, mas usado só no inverno (taxa de Rs250=US$2,17). Almocei um dal bhat e à tarde fui ao mirante a 130m do lodge de onde se avista bem abaixo o enorme Glaciar Annapurna Sul, todo coberto de pedras, e onde há diversos memoriais a escaladores mortos naquelas montanhas, sendo talvez o mais famoso o do russo Anatoli Boukreev, falecido em 1997. Iacof não se importou que eu usasse o fogareiro dentro do quarto para ferver a minha água do dia seguinte. Pelo contrário, ele aceitou a minha oferta e encheu suas garrafinhas também. Afinal água quente naquele frio todo não era algo para se recusar. Às 17h30 estava 1,9ºC fora do lodge. Altitude no Campo Base do Annapurna: 4121m Preço do dal bhat: Rs 670 Preço do veg chowmein: Rs 580 Picos Gandharwa Chuli e Machapuchare com o pequeno Campo Base do Machapuchare abaixo 6º DIA - 29/11/18 - do Campo Base do Annapurna a Himalaya Duração: 4h (descontadas as paradas) Maior altitude: 4121m Menor altitude: 2847m Resumo: nesse dia iniciei a descida de volta a Chomrong para dali seguir para Ghandruk. De ABC a Himalaya o desnível foi de 1274m. A mínima durante a noite dentro do quarto foi 1,9ºC. Às 7h da manhã estava 3,7ºC. Às 7h15 fora do quarto estava 1,1ºC. O meu problema de insônia acima dos 4000m de altitude voltou e passei horas acordado esta noite. Esse é o único sintoma que tenho do Mal de Altitude (AMS, em inglês). Todos que estavam hospedados no Campo Base do Annapurna esperavam por esse momento. Todo mundo saiu no frio de quase 0ºC às 6h30 da manhã para fotografar e admirar os primeiros raios do sol iluminando os picos do maciço do Annapurna (Annapurna Himal). O dia amanheceu com céu limpo e o espetáculo foi incrível, a recompensa depois de 5 dias de caminhada subindo e descendo escadarias sem fim. Mesmo com o céu quase todo limpo o cume do Annapurna I (10º mais alto do mundo) não deu as caras essa manhã, escondido atrás de nuvens que não dissipavam. O panorama a partir do ABC era: Hiunchuli a sudoeste, Moditse a oeste, Annapurna Fang (Bharha Chuli) e Annapurna I a noroeste, Kangshar Kang (Roc Noir), Singu Chuli (Fluted Peak), Tarke Kang (Glacier Dome) e Tharpu Chuli (Tent Peak) ao norte, Annapurna III (42º mais alto do mundo) e Gandharwa Chuli a nordeste e Machapuchare (Fish Tail) a sudeste. O profundo Glaciar Annapurna Sul parecia uma grande cicatriz interligando essas imensas montanhas. Além dos memoriais visitados no dia anterior, nesse dia encontrei um outro em homenagem a três coreanos mortos numa expedição em 2011. Depois me disseram que esse era o motivo de haver tantos coreanos percorrendo essa trilha. Talvez... Por volta de 10h começou o festival de helicópteros pousando na vila para os passageiros endinheirados fotografarem aquelas montanhas sem ter que dar nem um passo. E adivinha de onde era a maioria? Às 12h26 peguei minha mochila no lodge e iniciei a caminhada de volta a Chomrong e de lá rumo a Ghandruk, aonde chegaria dois dias depois. Desci pela moraina lateral do Glaciar Annapurna Sul parando muitas vezes para fotos, passei por MBC às 14h02, voltei ao cânion do Rio Modi, passei novamente por aquelas cinco línguas de neve e alcancei Deurali às 15h53. A neblina chegou. Passei pela Gruta Hinku às 16h25, reentrei na mata de bambus e cheguei à vila de Himalaya às 17h. Dovan Alto ainda estava a 1h dali e tive de parar pois não daria tempo de chegar com luz do dia. O problema é que Himalaya tem apenas dois lodges e estavam quase lotados. Consegui um quarto sozinho por Rs200 (US$1,74) no Himalaya Guest House mas logo chegou um casal (ela francesa e ele italiano) e tive que dividir pela terceira noite seguida. Mas eles não se importaram de eu acender o fogareiro no quarto para ferver a água do dia seguinte. O banheiro ficava fora do lodge, no estilo oriental e com ducha a gás por Rs200 (US$1,74). Não havia torneira no quintal para escovar os dentes. A carga de baterias custava Rs100 (US$0,87) e o wifi Rs300 (US$2,60), mas o italiano disse que não funcionou nem à noite nem de manhã. O outro lodge se chama Himalaya Hotel, nomes bem criativos. Ali se dorme ouvindo o barulho forte do Rio Modi logo abaixo. Altitude em Himalaya: 2847m Preço do dal bhat: Rs 620 Preço do veg chowmein: Rs 480 Vila de Dovan com o Pico Machapuchare ao fundo 7º DIA - 30/11/18 - de Himalaya a Chomrong Duração: 5h40 (descontadas as paradas) Maior altitude: 2847m Menor altitude: 1888m Resumo: nesse dia continuei o retorno descendo pela margem direita do Rio Modi até o Rio Chomrong e subindo até a vila homônima Às 7h45 da manhã estava 10,5ºC dentro do quarto. Apesar de já ter baixado 1274m desde o ABC, não dormi bem de novo. Passei horas acordado esta noite também. Saí do lodge às 9h16 na direção sudoeste ainda refazendo meus passos pela margem direita do Rio Modi. Reentrei na mata e reencontrei as escadarias. Passei por Dovan Alto às 10h23, por Dovan às 10h55 (com bonita vista do Machapuchare para trás) e parei às 11h56 nos primeiros lodges de Bamboo pois ali há sinal da NCell e eu precisava mandar mensagens para a família de que estava vivo. Por 44 minutos descansei e comi as bolachas que tinha na mochila (meu intestino ainda não estava bom). Continuei às 12h40. Após Bamboo vêm as piores escadarias. Na primeira, logo depois da vila, se sobe tanto que o Rio Modi acaba ficando bem distante, muito abaixo. Saí definitivamente da mata ao chegar a Sinuwa Alta às 14h28. Descansei por 8 minutos para enfrentar a interminável escadaria até o Rio Chomrong. Passei por Sinuwa Baixa (Bhanuwa) às 15h05 e às 15h31 a longa escadaria terminou na ponte suspensa do Rio Chomrong. Ali a menor altitude do dia, 1888m. Agora vinha a enorme subida para a vila de Chomrong, minha parada nesse dia. A vantagem de dormir ali é a farta quantidade de lodges, são 14. Cruzei com uma tropa de mulas pela primeira vez nesse trekking (no trekking Shivalaya-Namche elas eram um terror na trilha), mas iaque não vi nenhum. Subi bastante e ia passar direto pelo check post do ACAP às 16h14, mas um guia me chamou insistentemente para fazer o checkout. O guardinha não conferiu no livro se eu havia me registrado na ida. De tantos lodges quase vazios em Chomrong escolhi o Chhomrong Cottage, 3 minutos após o check post, e quem eu encontro hospedado lá? Fei, o chinês, agora com a namorada. Porém estava bem mal, com febre e diarréia líquida. Dei-lhe um Imosec e sais de reidratação oral que tinha na minha farmacinha, ele ficou muito agradecido. Negociei com a simpática dona do lodge o quarto por Rs100 (US$0,87) e ela ofereceu de graça a ducha quente, da qual eu necessitava muito. O banheiro era no estilo oriental no térreo e com vaso sanitário no primeiro andar, onde eu fiquei. Porém ambos no corredor aberto ao frio. Junto a eles um lavatório para escovar os dentes, coisa rara. A carga de baterias custava Rs100 (US$0,87) e o wifi Rs200 (US$1,74). Altitude em Chomrong: 2159m Preço do dal bhat: Rs 520 Preço do veg chowmein: Rs 400 Picos Annapurna Dakshin (Annapurna Sul) e Hiunchuli ao amanhecer em Chomrong 8º DIA - 01/12/18 - de Chomrong a Ghandruk Duração: 4h20 (descontadas as paradas) Maior altitude: 2261m Menor altitude: 1791m Resumo: nesse dia abandonei o trekking ABC e iniciei uma conexão por trilhas para o trekking Poon Hill. Essa conexão durou três dias e nesse primeiro dia fiz um desvio para o sul para conhecer a vila de Ghandruk. De Chomrong desci ao Rio Kimrong (desnível de 470m), subi até a vila de Komrong Danda (desnível de 430m) e desci novamente até Ghandruk (desnível de 224m) A mínima durante a noite dentro do quarto foi 10,9ºC. Às 7h10 da manhã estava 11ºC. Às 6h50 os primeiros raios de sol iluminavam os picos Annapurna Dakshin (Annapurna Sul) e Hiunchuli, num lindo espetáculo. Me despedi do Fei e sua namorada pois iam até a vila de Matkyu tomar o ônibus para Pokhara. Saí do lodge às 9h28 na direção sul, subindo o restante das escadarias até a parte mais alta de Chomrong, onde consegui sinal da NCell para poder trocar mensagens. Desci em seguida passando pelos outros lodges da vila e cheguei às 9h50 à bifurcação para Ghurjung, Kimrong Khola (Kimrung Khola), Tadapani e Ghandruk à direita, com Jhinu à esquerda (de onde vim no 3º dia). Parei para tirar a roupa mais quente e segui à direita nessa bifurcação (rumo noroeste) cruzando muitos campos cultivados em forma de terraço. Uma outra alternativa para ir a Ghandruk seria tomar a esquerda na bifurcação, descer àquela ponte enorme do 3º dia, cruzá-la e tomar a trilha que sobe em frente e à esquerda, mas desconfio que esse caminho tem estradas (e eu odeio andar em estrada!) Num suave sobe-e-desce para oeste passei por duas fontes de água e às 10h54 subi uma escadaria (de novo não...) que terminou na frente de um lodge, iniciando logo a longa descida ao Rio Kimrong. Ali a maior altitude do dia, 2261m. Às 11h04 me deparei com uma bifurcação sem placa e fui para a direita, evitando a escadaria de pedras que descia à esquerda. Uns 50m depois outra trilha descendo à esquerda. Pensei em continuar à direita mas esperei um grupo que vinha na direção contrária chegar para perguntar. Me disseram que aquele caminho à direita ia para Ghurjung e depois Tadapani. Mas eu queria ir para Ghandruk primeiro, então deveria descer a escadaria da primeira bifurcação ou a trilha da segunda. Optei pela escadaria e voltei até ela, tomando-a para a direita. Mas logo os degraus acabaram e a trilha a seguir era de terra fina solta, uma poeira só! E claro que nessa hora surgiu do nada uma tropa de mulas para me atazanar. Não podia deixá-las passar pois iam me fazer comer muita poeira, então tive de acelerar a descida. Numa bifurcação mais abaixo fui à esquerda mas tanto faz pois logo se fundem os dois caminhos de novo. Avistei lá embaixo no Rio Kimrong a ponte suspensa que teria de cruzar para subir a Komrong Danda e depois descer a Ghandruk. A descida continuou por escadarias e as mulas atrás. Às 11h43 apareceu uma outra escadaria à esquerda, mas era estreita e não estava sinalizada, então continuei descendo pela trilha principal mesmo. Mas depois de 200m vi que estava me distanciando da ponte e a trilha não dava sinais de que ia quebrar para a esquerda na sua direção. Resolvi voltar. Deixei as mulas passarem e subi um pouco de volta, tomei a estreita e íngreme escadaria (à direita agora) e desci rapidamente à vila de Kimrung Khola, com suas plantações em terraços. Parei ali às 12h04 para almoçar um veg egg fried noodles na Kimrung Guest House. O cozinheiro era muito atencioso e conversamos sobre a bonita horta que ele tinha nos fundos do lodge. Saí às 12h50 e terminei de descer até a ponte suspensa com piso de tábuas sobre o Rio Kimrong. Ali a menor altitude do dia, 1791m. Ao final dela fui para a esquerda e logo começou uma longuíssima subida até a vila de Komrong Danda, inicialmente por uma escadaria mas depois felizmente por trilha mesmo. Às 13h13 cruzei uma porteira de varas (coisa muito rara hoje no Brasil) com uma placa "way to Ghandruk" torta, depois atravessei um riacho por troncos. Na bifurcação às 13h38 uma placa apontava Ghandruk para a direita. E dá-lhe subida! Alcancei Komrong Danda às 14h24 e avistei Ghandruk pela primeira vez. Há 4 lodges nessa vila e a altitude é de 2221m. Logo iniciei a longa descida em direção a Ghandruk, em parte por escadarias de pedras até com corrimão. Às 15h06 entrei numa mata e 5 minutos depois cruzei uma ponte suspensa (com a antiga ponte de troncos ao lado). A trilha dá uma guinada para a esquerda (leste) e às 15h23 notei uma longuíssima escadaria subindo à direita ao lado de uma pequena stupa. A trilha dali em diante estava interrompida por uma obra então subi pelo desvio à direita. Logo apareceu uma escadaria à direita e subi por ela, chegando aos primeiros lodges de Ghandruk às 15h29. Parei no Bishow Guest House pois achei um lugar bem tranquilo e não me arrependi. Depois descobri que a grande maioria dos lodges se concentrava no centro da vila, que fica mais ao sul, mas talvez por ser um sábado havia muitos grupos de adolescentes fazendo festas por ali, e eu queria sossego. Alguém me disse que havia cerca de 40 lodges em Ghandruk. O Bishow Guest House fica perto da parte mais antiga do vilarejo, onde as casas têm uma linda arquitetura muito característica, com varandas na frente, janelas trabalhadas e telhados de pedra. A visão desse conjunto de casas de cima lembra uma cidade medieval, muito bonito, uma das melhores surpresas dessa caminhada. Valeu muito a pena o grande desvio que fiz para conhecer Ghandruk. Pena que a neblina não me deixava ver as montanhas, mas dali se avistam (de norte para nordeste) Annapurna Dakshin (Annapurna Sul), Moditse, Hiunchuli, Gangapurna, Annapurna III (42º mais alto do mundo) e Machapuchare. Esse lodge já era praticamente um hotel, dispondo de quartos com banheiro privativo. Eu negociei o preço do quarto de graça fazendo as refeições ali e o rapaz me ofereceu um quarto com banheiro compartilhado. Eu era o único hóspede. O banheiro tinha vaso sanitário com descarga acoplada (mas não funcionava), lavatório com espelho e ducha a gás grátis. Tomada no quarto e wifi por Rs100 (US$0,87). Dei um giro pelo centrinho do lugar e visitei o Museu Old Gurung (Rs75 = US$0,65), bem pequeno mas interessante, com utensílios, instrumentos musicais e roupas do grupo étnico que habita essas montanhas, os gurungs. Ghandruk é o segundo maior povoado gurung no Nepal. Ao ferver a água que peguei da torneira do banheiro apareceu uma sujeira estranha, pedacinhos brancos esquisitos por cima da água. Não quis filtrar aquilo. Pedi a água da cozinha, fervi e estava um pouco melhor, mas continuava turva e tive de filtrar depois. Altitude em Ghandruk: 1997m Preço do dal bhat: Rs 450 Preço do veg chowmein: Rs 400 A incrível vila de Ghandruk 9º DIA - 02/12/18 - de Ghandruk a Tadapani Duração: 3h (descontadas as paradas) Maior altitude: 2684m Menor altitude: 1967m Resumo: nesse dia continuei a conexão entre os trekkings ABC e Poon Hill encarando uma subida longa e constante por florestas de rododendros até Tadapani, num desnível de 717m Às 7h25 da manhã estava 11,9ºC. De manhã a neblina continuava e nada de montanhas. Dei mais uma passeada pelo centro de Ghandruk antes de iniciar a caminhada do dia. Fui conhecer o Centro de Artesanato, onde uma simpática moça me mostrou seus bonitos trabalhos no tear - roupas e tecidos confeccionados na mais pura tradição gurung. No caminho passei por uma bifurcação com placa em que à direita se vai a Tadapani, meu destino nesse dia. Depois fui ao German Bakery tomar um café e beliscar alguma coisa, mas tudo o que eu pedi estava ruim: café aguado, rolinho de canela seco e torta de maçã com gosto esquisito. Depois pensei em ir ao Templo Meshram Barah, mas quando vi a enorme escadaria que teria de subir questionei se valia a pena (mais tarde descobri que há três templos com esse nome no vilarejo). Em vez disso fui ao Museu Gurung and Old Gurung Culture (Rs75 = US$0,65 de entrada também), menos interessante que o Museu Old Gurung que havia visitado no dia anterior. Já estava voltando ao lodge quando vi alguns ônibus estacionados num descampado logo abaixo da vila e enfim descobri onde era o ponto final deles. Havia perguntado a duas pessoas onde era, mas eles são extremamente confusos para explicar e me disseram que eu teria que andar muito... Fui até lá perguntar os horários (só por curiosidade) e vi que no caminho eles passam por Birethanti e Nayapul, onde eu vou terminar esse trekking. Depois saí procurando o Centro de Visitantes do ACAP e acabei descobrindo onde era. O mais interessante ali é o filme que eles projetam três vezes ao dia (11h, 13h e 15h) de domingo a sexta-feira, mas eu não pude esperar porque tive receio de não dar tempo de chegar a Tadapani (teria dado). Em frente há um posto de saúde, informação importante para quem possa estar com algum problema de saúde, embora Pokhara esteja há poucas horas de ônibus dali e tem bons hospitais e clínicas. Na volta ao lodge ainda caminhei pelas ruelas da parte antiga da cidade, aquela que parece medieval, e realmente é um lugar muito especial. Voltei ao lodge para pegar a mochila e o rapaz me disse que eu poderia tomar outro caminho a Tadapani, voltando por onde cheguei no dia anterior e subindo a longuíssima escadaria ao lado da pequena stupa, e foi o que fiz. Saí do lodge às 12h13 na direção noroeste. Passei pelo desvio da trilha interrompida e cheguei à escadaria. Ali a menor altitude do dia, 1967m. Respirei fundo porque seriam centenas de degraus morro acima. Cruzei uma bonita plantação de chá e às 12h50 cheguei ao topo, onde está um dos três templos Meshram Barah e uma torneira com água. O caminho continuava à esquerda e voltava a sinalização de duas faixas horizontais branca e vermelha. A escadaria termina ali e a subida continua por uma trilha. Às 13h09 cheguei a uma bifurcação em frente ao Jungle Paradise Guest House, um lodge isolado: à esquerda se volta à vila de Ghandruk, exatamente naquela bifurcação com placa que vi de manhã, à direita se vai a Tadapani, minha meta desse dia. A trilha nivela. Cruzei uma ponte de madeira, passei pelo lodge Lonely Planet (também isolado) e a vegetação vai ficando mais densa. Às 14h14 cruzei uma ponte de concreto e subi uma escadaria de pedra com corrimão. Passei por uma cachoeira à esquerda da trilha e subi uma longa escadaria com outra cachoeira à direita. Às 14h56 passei pelo minúsculo vilarejo de Bhaisi Kharka, com dois lodges. A subida continua e entro numa extensa floresta de rododendros, a primeira mata só de rododendros desse trekking. Esse lugar deve ficar incrivelmente bonito na floração dessa árvore em março e abril. Avisto alguns macacos no alto. Às 15h34 entronca uma trilha que sobe da direita vindo de Komrong Danda, segundo a plaquinha amassada com um croqui. Ela tem uma sinalização pintada nos troncos de duas faixas também, porém branca e azul. Subi mais um pouco e às 15h51 alcancei o vilarejo de Tadapani, com 10 lodges. Ia passando direto pelo primeiro lodge, Himalaya Tourist Guest House, mas a garota me chamou. Perguntei-lhe se faria o quarto de graça se eu fizesse as refeições ali e ela aceitou (mas depois sua mãe veio me pedir para não comentar isso com ninguém, como eles sempre fazem). Os banheiros ficavam no corredor aberto ao frio: um com vaso sanitário com descarga acoplada e outro no estilo oriental. Lavatório no corredor. Ducha quente por Rs200 (US$1,74), wifi por Rs200 (US$1,74) e carga de baterias por Rs100 (US$0,87) (mas deixaram de graça). Dei uma passeio pela vila para ver os outros lodges. Há uma estação de água potável e muito artesanato à venda, mas quase ninguém para comprar... Altitude em Tadapani: 2684m Preço do dal bhat: Rs 600 Preço do veg chowmein: Rs 400 Vista do mirante Poon Hill ao amanhecer: Gurja Peak, Dhaulagiri VI, Dhaulagiri IV, Dhaulagiri V, Dhaulagiri III, Dhaulagiri II, Dhaulagiri I (7º mais alto do mundo) e Tukuche 10º DIA - 03/12/18 - de Tadapani a Ghorepani Duração: 4h20 (descontadas as paradas) Maior altitude: 3201m Menor altitude: 2504m Resumo: nesse dia alcancei a vila de Ghorepani e concluí a conexão entre os trekkings ABC e Poon Hill. Saindo de Tadapani desci a um rio e encarei mais uma longa subida até Deurali (desnível de 697m) pela mata junto a outro rio. Após Deurali percorri uma crista com neblina (perdi o visual) e desci a Ghorepani (desnível de 397m) A mínima durante a noite dentro do quarto foi 5,5ºC. Às 8h da manhã estava 7ºC. De manhã, com muitas nuvens, da frente do lodge se avistava com dificuldade o Annapurna III (42º mais alto do mundo), Gandharwa Chuli e Machapuchare a nordeste. Saí do lodge às 9h23 na direção oeste, seguindo a placa de Ghorepani e descendo por uma trilha calçada. Parei para colocar mais roupas porque dentro da floresta de rododendros estava muito frio. A descida se transformou numa escadaria e às 9h50 cruzei uma ponte de concreto. Logo depois dela a menor altitude do dia, 2504m, e em seguida a escadaria de pedras que inicia a exaustiva subida para Deurali. Às 10h16 alcancei o primeiro lodge da vila de Banthanti, que é dividida em três núcleos. Parei por 9 minutos para descansar da subida. Cerca de 280m adiante passei pelo segundo núcleo, cruzei uma ponte de concreto sobre um riacho e depois uma de madeira no terceiro núcleo de Banthanti. No total são 6 lodges nessa vila. A trilha sobe pela margem esquerda (verdadeira) desse riacho, mas após outra ponte de concreto às 11h06 volto à sua margem direita. Nesse trecho começou a aparecer muita gente no sentido contrário e resolvi parar por 13 minutos para um lanche. Às 11h54 subi uma longa escadaria com corrimão, desci um pouco, cruzei uma ponte de madeira e subi por outra longa escadaria. Passei pelo primeiro lodge de Deurali às 12h20 (essa é a terceira vila com esse nome nesse trekking) e resolvi parar no próximo, 10 minutos depois, para almoçar um veg fried noodle no Deurali Yak Hotel. Enquanto esperava tive uma surpresa. Vi um casal chegando no lodge ao lado e, conversando com a dona, disseram que eram do Brasil! O terceiro casal brasileiro que encontrei no Nepal em dois meses! Moravam no Acre e estavam indo de Ghorepani para Ghandruk nesse dia. A pequena Deurali tem também várias bancas de artesanato e da frente do Yak Hotel sai a trilha que sobe para Gurung Hill, mas naquele horário as nuvens já não permitiam apreciar o visual desse mirante. Voltei à trilha às 13h30. Em 20 minutos caminhando pela mata de rododendros atinjo uma crista. Mais 10 minutos e passei pelo ponto de maior altitude do dia, 3201m. Às 14h15 alcancei o mirante Thapla (Thabala), que dizem ter uma vista similar à de Poon Hill, mas sem as multidões e de graça, porém a neblina já havia chegado e não pude fazer essa comparação. Há ali um bar rústico e uma chautara (descanso dos carregadores) com bandeirinhas de oração budistas. Comecei a descer e logo cruzei outra mata de rododendros. Às 14h44 cheguei a uma bifurcação com outra chautara. Havia uma sinalização branca e vermelha apontando para a escadaria que desce à direita, mas eu decidi seguir pela trilha calçada em frente que desceu muito. Ao chegar a Ghorepani às 15h18 é que entendi que havia a vila baixa (onde chegam os trilheiros que vêm de Nayapul e onde eu cheguei) e a vila alta com muito mais opções de hospedagem. Decidi ir à vila alta e percebi que naquela bifurcação da sinalização branca e vermelha devia ter ido para a direita pois é um caminho mais direto à vila alta. Dali onde eu cheguei virei à direita e subi pela escadaria principal. Apenas 100m acima, numa bifurcação em que segui à direita, fui parado num checkpoint da polícia turística para mostrar as permissões. Nessa bifurcação, à esquerda se vai ao mirante Poon Hill. Continuei subindo à direita e cheguei a Ghorepani Alta (também chamada de Ghorepani Deurali... mais uma Deurali!) às 15h34, com muitos lodges mais. Apesar da baixa temporada havia muita gente ali, muitos nepaleses inclusive. Queria ficar num lodge bem tranquilo e fiz a escolha certa: Poon Hill Guest House. Negociei o quarto de graça e fui o único hóspede nessa noite. Atendimento muito simpático e comida deliciosa, fiz questão de elogiar o cozinheiro. O banheiro era dentro do lodge e tinha vaso sanitário com descarga acoplada. Lavatório no corredor e ducha quente por Rs100 (US$0,87). Tomada no quarto e wifi por Rs100 (US$0,87). Altitude em Ghorepani Alta: 2874m Preço do dal bhat: Rs 600 Preço do veg chowmein: Rs 450 Vista do mirante Poon Hill ao amanhecer: Nilgiri, Annapurna Fang (Bharha Chuli), Annapurna I (10º mais alto do mundo) e Annapurna Dakshin (Annapurna Sul) 11º DIA - 04/12/18 - de Ghorepani a Tikhedhunga Duração: 30 minutos (subida de Ghorepani a Poon Hill) e 4h (de Ghorepani a Tikhedhunga, descontadas as paradas) Maior altitude: 3185m em Poon Hill Menor altitude: 1503m Resumo: nesse dia desci de Ghorepani a Banthanti (desnível de 607m) pelo vale de um rio por dentro de bosques, depois baixei até Tikhedhunga pela encosta da margem direita do Rio Bhurungdi (desnível de 764m) A mínima durante a noite dentro do quarto foi 3,0ºC. Às 5h da manhã estava 3,6ºC. O melhor espetáculo no mirante Poon Hill seria o nascer do sol, então enfrentei o frio de quase 0ºC e saí às 6h06 do lodge com lanterna para não perder o show. Subi até o Hotel Hill Top e de lá tomei a trilha dentro da mata. Cheguei à portaria do mirante e paguei a taxa de Rs100 (US$0,87) no guichê. Continuei subindo por longuíssimas escadarias de pedras entre rododendros e alcancei o mirante às 6h35, a tempo de assistir ao nascer do sol junto com a multidão que já estava lá e o povo que ainda estava subindo. Os primeiros raios de sol vieram às 6h43. Dos 3185m de altitude de Poon Hill a visão do Himalaia realmente é de tirar o fôlego, a melhor de todo esse trekking. A lista de montanhas é extensa e pode ser dividida em dois grandes blocos. De noroeste para norte: Gurja Peak, Dhaulagiri VI, Dhaulagiri IV, Dhaulagiri V, Dhaulagiri III, Dhaulagiri II, Dhaulagiri I (7º mais alto do mundo), Tukuche e Dhampus. De norte para nordeste: Nilgiri, Annapurna Fang (Bharha Chuli), Annapurna I (10º mais alto do mundo), Annapurna Dakshin (Annapurna Sul), Hiunchuli, Annapurna III (42º mais alto do mundo), Gandharwa Chuli, Machapuchare e Annapurna II (16º mais alto do mundo). Há uma torre para tirar fotos ainda melhores de uma posição mais alta, banheiros e uma casinha onde se vendem café e chá a preços ainda mais caros que em Ghorepani. Poon Hill tem esse nome porque foi criada e divulgada como ponto turístico pelo major Tek Bahadur Pun, um apaixonado pelo lugar e pela vista que se tem dali. Iniciei a descida às 8h50, quando o mirante já estava praticamente vazio, e parei muitas vezes para tirar mais fotos. Ao passar pelo guichê (já fechado) notei à direita o caminho que desce para Ghorepani Baixa, mas eu tinha de passar pelo lodge primeiro. Cheguei ao Poon Hill Guest House às 10h21, tomei o café da manhã, arrumei a mochila e saí às 12h na direção sul. Desci até Ghorepani Baixa, passei pelo portal do vilarejo e tomei a trilha larga pela floresta descendo para a reta final desse trekking. Queria saber quanto de estrada eu teria de andar dali até Nayapul e se haveria algum caminho alternativo por trilha, mas novamente as informações do pessoal local foram muito confusas e até erradas. Me disseram que em Ulleri eu cairia numa estrada e não haveria alternativa por trilha, mas não foi nada disso. Passei pelos primeiros lodges de Nangethanti às 12h56, cruzei uma ponte de concreto e depois mais alguns lodges dessa vila. Reentrei na mata e às 13h22 cruzei para a direita outra ponte de concreto sobre um pequeno cânion e um rio de água transparente muito bonito. Esse rio forma logo abaixo uma bela cachoeira. Depois de mais duas pontes de concreto parei 16 minutos para comer alguma coisa que trazia na mochila. Logo a floresta daria lugar à vegetação mais baixa. Passei às 14h23 pela vila de Banthanti Alta (o mesmo nome de uma vila do dia anterior) e 7 minutos depois por Banthanti Baixa, com lodges. Reaparecem os campos cultivados em forma de terraço. Continuei descendo e às 15h05 cheguei à vila de Ulleri, onde há jipes para Pokhara pela bagatela de Rs6000 (US$52) para 5 pessoas. O ônibus de Nayapul estava bem longe ainda porém custava só Rs200 (US$1,74). Nessa vila inicia uma famosa escadaria que dizem ter mais de 3300 degraus (segundo o guia Lonely Planet) e lá fui eu, dando graças por ser descida e por não ter que caminhar na estrada de terra, como haviam me informado em Ghorepani. Odeio andar em estrada! Cruzei toda a vila de Ulleri descendo pela escadaria. Cruzei também com muita gente subindo e vários perguntavam se faltava muito para Ghorepani - muito! E eu lhes perguntava se teria que andar por estradas mais à frente pois já avistava muitas estradas de terra abaixo. Às 16h11 teve fim essa escadaria terrível e cruzei uma ponte suspensa com o Rio Bhurungdi (Baraudi) formando duas lindas cachoeiras, uma acima e outra abaixo da ponte. Ali a menor altitude do dia: 1503m. Ao final da ponte fui à direita e na bifurcação a seguir à esquerda seguindo as setas apontando Pokhara. Já estava chegando à vila de Tikhedhunga e seus primeiros lodges. Subi e cruzei outra ponte suspensa com outra bela cachoeira acima. Fui à direita e parei às 16h31 num dos primeiros lodges, Laxmi Guest House. A dona me fez o quarto de graça, só pagando as refeições. O banheiro ficava no fim do corredor aberto ao frio, com vaso sanitário com descarga acoplada (mas não funcionava). Para escovar os dentes havia uma pia na frente do lodge. O atendimento não foi dos melhores mas a localização era muito bonita, com muita vegetação ao redor. Só os primeiros lodges da vila têm essa vista para a mata e barulho do rio próximo. Altitude em Tikhedhunga: 1519m Preço do dal bhat: Rs 450 Preço do veg chowmein: Rs 350 Cachoeira no Rio Bhurungdi em Tikhedhunga 12º DIA - 05/12/18 - de Tikhedhunga a Nayapul Duração: 2h30 (descontadas as paradas) Maior altitude: 1519m Menor altitude: 1004m Resumo: nesse dia percorri o vale do Rio Bhurungdi (Baraudi) por sua margem esquerda por trilhas e estradas até o ponto do ônibus em Nayapul A mínima durante a noite dentro do quarto foi 9,9ºC. Às 6h35 da manhã estava 10,8ºC. Saí do lodge às 8h06 na direção sudoeste ainda pela margem esquerda do Rio Bhurungdi (Baraudi). Passei pelos outros lodges do vilarejo e continuei descendo. Às 8h20 cheguei aos primeiros lodges de Hille, atravessei todo o povoado e 10 minutos depois lá estava ela, a estrada de terra. Fui para a direita descendo e por enquanto não havia alternativa por trilha. Às 8h50 passei pela vila de Sudame. Ali, numa curva fechada para a direita peguei um curto atalho à esquerda e continuei descendo pela estrada. Às 9h15 passei por Ramghai (Lamdawali). Às 9h38 entrei num atalho à direita com placa "way to Birethati" e a sinalização de faixas branca e vermelha de novo. Cruzei a vila de Matathanti com casas bem antigas, atravessei uma ponte suspensa e voltei à estrada de terra às 9h50, seguindo para a direita. Numa bifurcação 4 minutos depois continuei à direita pela estrada. Às 10h07 entrei em outro atalho à direita com placa e logo comecei a cruzar o casario da extensa vila de Birethanti, onde o Rio Bhurungdi (Baraudi) deságua no Rio Modi. Às 10h16 cheguei a uma estrada e uma ponte de ferro sobre o Rio Modi. Ao lado há um check post do ACAP, mas passei direto. Me recomendaram caminhar até Nayapul pois lá os ônibus são mais frequentes, então cruzei a ponte de ferro e continuei pela estrada na margem esquerda do Rio Modi. Passei por um check post do TIMS card 80m após a ponte mas não parei e nem fui parado para fazer checkout. Nesse trecho registrei a menor altitude de todo o trekking: 1004m. Subi um pouco e nas primeiras casas de Nayapul entrei num caminho à direita da estrada, às 10h32. Não há nenhuma sinalização mas para chegar à parada dos ônibus para Pokhara tem que entrar mesmo nesse caminho. Na bifurcação 300m depois desci à direita, cruzei a ponte suspensa e na subida seguinte cheguei às 10h42 à estrada e ao centro de Nayapul, com bastante comércio. Altitude de 1022m. Consegui alcançar um ônibus que seguia bem devagar, confirmei se ia para Pokhara e entrei. Ele foi até o fim da rua e tomou a estrada de terra para a esquerda, perto de onde fica a parada de todos os ônibus. A estrada é parte asfalto e parte terra batida, mas não pula muito. Essa estrada é a mesma que me levou a Kande, no início do trekking, e passamos por essa vila às 11h40. Desci do ônibus em Pokhara às 12h48, porém em frente a um terminal chamado Baglung Bus Park, muito distante de Nareshwor ou Lakeside. Perguntei para algumas pessoas se havia ônibus para esses bairros mas não souberam dizer, então resolvi ir a pé mesmo. Levei 1 hora até o Harry Guest House, mas poderia ter tomado um ônibus para Zero Kilometer, o que teria me poupado 2,2km de caminhada. Informações adicionais: Eu sempre faço o possível para conseguir as informações mais precisas sobre horários, preços, etc, porém no Nepal isso é bastante complicado pelo problema da comunicação e da falta de organização geral das coisas. Assim, coloco aqui as informações obtidas mas com essa ressalva. . ônibus turístico Kathmandu-Pokhara: 7h (8h de viagem) Em Kathmandu os ônibus saem de um local chamado Sorhakhutte, 500m ao norte do Kathmandu Guest House, no Thamel Preço: Rs700 (US$6,08) o ônibus sem banheiro . ônibus turístico Pokhara-Kathmandu: de manhã entre 7h e 8h e mais 3 horários à noite (8h de viagem) Em Pokhara os ônibus saem do terminal Tourist Bus Park, a 2,5km do centro de Lakeside Norte, mas pode-se comprar a passagem no hotel e tomar o ônibus em Lakeside Preço: Rs700 (US$6,08) o ônibus sem banheiro . ônibus Pokhara-Kande: a cada 20 minutos segundo me disseram (esperei 24 minutos) (1h40 de viagem) Em Pokhara pode-se tomar o ônibus em Zero Kilometer ou no Baglung Bus Park Preço: Rs100 (US$0,87) . ônibus Ghandruk-Pokhara: de 8h30 a 14h, de hora em hora Preço: Rs500 (US$4,34) . ônibus Nayapul-Pokhara: a cada 15 minutos até 18h30 (2h de viagem) Preço: Rs200 (US$1,74) . Melhor mapa: Around Annapurna 70k, 1:70.000, editora Himalayan MapHouse/Nepa Maps, código NA524, encontrado facilmente nas livrarias de Kathmandu (Rs550 = US$4,77). Site: himalayan-maphouse.com. Rafael Santiago dezembro/2018 https://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
  37. 1 ponto
    Everest e Nuptse vistos do Kala Pattar Início: Namche Bazar Final: Pheriche Duração: 9 dias Maior altitude: 5643m no cume do Kala Pattar Menor altitude: 3313m na vila de Phunki Thenga Dificuldade: alta. Muita subida e muita descida quase todos os dias, com desníveis de 600m a 800m diários, sempre acima dos 3300m, o que exige aclimatação. O Passo Kongma La, de 5530m, impõe uma dificuldade a mais. Permissões: entrada do Parque Nacional Sagarmatha (Rs 3000 = US$ 26,04) e permissão local que substituiu o TIMS card para a região do Everest (Rs 2000 = US$17,36). Obs.: antes de ler este relato sugiro a leitura do meu "Pequeno guia de trekking independente no Nepal" para ter as informações básicas para as caminhadas naquele país. O trekking Namche Bazar-Campo Base do Everest é a segunda parte de uma caminhada de 23 dias que foi de Shivalaya até o Campo Base e percorreu dois dos três passos de montanha que levam a Gokyo. A primeira parte está descrita aqui e a terceira parte está descrita aqui . Como esta etapa do trekking ocorre acima dos 3000m de altitude, foi preciso dedicar alguns dias às caminhadas de aclimatação. Para saber mais sobre a importância da aclimatação e os riscos de não fazê-la sugiro ler este tópico no "Pequeno guia". Ao longo do relato colocarei o nome das vilas com as variações de escrita mais frequentes e também pelos diferentes nomes que constam nos mapas e nas placas. No percurso desse trekking há muitas fontes de água, como riachos no meio da trilha e torneiras ou bicas nas vilas. Não cito todas no relato porque são muitas. A água deve sempre ser tratada, conforme explico no "Pequeno guia de trekking independente no Nepal". As operadoras de celular que funcionam em alguns dos povoados ao longo deste trekking são: . Namche Bazar: NCell . Pangboche: NCell (somente em alguns lugares da vila) . Dingboche: só Everest Link . Chukhung: só Everest Link . Pheriche: só Everest Link . Lobuche: só Everest Link . Gorak Shep: Everest Link, NCell muito instável O cartão pré-pago de wifi Everest Link promete funcionar em toda a região do Everest desde Lukla até o Campo Base. Não o testei porque não sabia da existência e já havia comprado o chip da operadora NCell em Kathmandu. Mais informações no "Pequeno guia". Todos os preços abaixo estão na moeda do Nepal (rupia nepalesa) e convertidos para dólar pela média dos câmbios que encontrei em Kathmandu entre outubro e dezembro de 2018 (US$ 1 = Rs 115,20). Para mostrar a variação de preços das refeições em cada povoado ao longo dos trekkings vou colocar ao final de cada dia o preço do dal bhat e do veg chowmein, dois pratos bastante pedidos. Como referência esses pratos em Kathmandu custam por volta de Rs 250 (US$2,17) e Rs 160 (US$1,39), respectivamente. Mirante próximo ao Hotel Everest View (da esq para a dir): Cholatse, Taboche, Nuptse (20º mais alto do mundo), Everest, Lhotse (4º mais alto do mundo), Lhotse Shar e o magnífico Ama Dablam 8º DIA - 31/10/18 - de Namche Bazar a Khumjung e Khunde (aclimatação) Duração: 5h30 (descontadas as paradas) Maior altitude: 4050m Menor altitude: 3430m Resumo: como havia ultrapassado os 3000m de altitude, segui a recomendação de fazer caminhadas de aclimatação a partir de Namche Bazar. Nesse dia subi até o Hotel Everest View para fotos do Everest e outras montanhas em 360º, depois percorri as vilas de Khumjung e Khunde, e ainda subi ao mirante Gong Ri View Point (ou Hillary Memorial View Point). Voltei para dormir novamente em Namche. Saí do lodge às 7h03 e subi pela escadaria central da vila, passando à direita do Khumbu Resort. Mais acima a escada de pedra termina, o caminho quebra para a direita e se transforma numa ladeira com degraus espaçados. Na bifurcação sem placa fui à esquerda subindo. Mais acima fui à esquerda numa bifurcação com placa apontando Tyangbuche à esquerda e hotéis (e um museu) à direita. Cerca de 90m acima fui à esquerda na placa apontando Khumjung Khunde à esquerda e Tengboche Gokyo à direita (meu destino no dia seguinte). A subida continua por trilha estreita e em zigue-zague. Segui pela trilha principal até um hotel no alto, o Everest Sherpa Resort. Contornei-o pela direita e subi a um morrote às 7h59. Ali está a primeira visão do Everest para quem inicia a caminhada em Lukla (para mim a primeira visão do Everest foi em Phurtyang, no 4º dia de caminhada). Desse mirante se avistam muitas outras montanhas. Na sequência da esquerda para a direita a nordeste estão: Cholatse, Taboche, Nuptse (20º mais alto do mundo), Everest, Lhotse (4º mais alto do mundo), Lhotse Shar e o magnífico Ama Dablam. A leste estão o Kangtega e o Thamserku, a sudeste o Kusumkangaru (Kusum Kanguru) e ao norte o Khumbila. Dali poderia seguir pela trilha mais batida mas o Christopher (o austríaco) me sugeriu subir um pouco mais e caminhar por uma crista que dava visão para o outro lado, para a vila de Khumjung aos pés do Pico Khumbila. E foi o que fiz, saindo às 8h27. A trilha é estreita e pouco usada, mas se funde à principal ao descer da crista. Com mais 300m já estava no Hotel Everest View, às 9h05. Não se deve entrar no hotel pela escadaria (como eu fiz) para tentar acessar a frente dele e ter a melhor visão das montanhas, mas sim subir à sua direita até algumas antenas, onde a panorâmica de 360º é bastante parecida com a do mirante anterior. Porém a vista na direção do Everest é mais desimpedida e pode-se enxergar a vila de Phortse, por onde eu passaria no 17º dia, e a vila de Tengboche na crista de uma serrinha a 4,5km dali, com o caminho subindo até ela (passaria por ela no dia seguinte). Desse mirante das antenas, a 3886m de altitude, se avista também a Ponte Larja, a ponte dupla por onde havia passado no dia anterior. Parei para contemplar a paisagem mas quando começou a encher muito e ficar muito ruidoso o lugar, saí em direção a Khumjung, às 10h33. Os pousos e decolagens de helicópteros de voos panorâmicos ali são constantes (ou serão hóspedes vip chegando e saindo do hotel?). Caminhei de volta ao hotel, desci a escadaria por onde cheguei e entrei na trilha sinalizada com "way to Khumjung" à direita. A trilha atravessa uma pequena mata e na descida para Khumjung desviei à direita até uma stupa para mais fotos. Essa stupa tem uma placa de dedicatória a sir Edmund Hillary, primeiro homem (junto com Tenzing Norgay) a atingir o cume do Everest, em 1953, e que dedicou sua vida a ajudar o povo sherpa através da organização Himalayan Trust, que ele fundou em 1960. Retomei a trilha principal mais abaixo e desci à vila de Khumjung. Atravessei-a toda e ao chegar a uma praça central com mais stupas entrei à direita seguindo a placa "Khumjung Gomba". Segui pelos caminhos cercados por muros de pedras e alcancei a gomba (monastério) Samten Choling às 11h46. Tirei fotos externas apenas pois havia uma taxa para entrar e eu já havia entrado em vários monastérios budistas. Havia duas rodas mani enormes ao lado. Sentei por ali para comer alguma coisa que trazia de lanche e às 12h02 me encaminhei à vila de Khunde. Voltei apenas 70m pelo mesmo caminho e na primeira bifurcação entrei à direita seguindo a placa. Esse é um caminho secundário de ligação entre as duas vilas, o caminho principal sai da praça central das stupas. Alcancei a vila de Khunde às 12h23 e passei perto do Hospital Hillary, o único hospital do Khumbu (não espere um grande hospital, por fora parece mais um posto de saúde). Avistei o monastério de Khunde no alto, entre as árvores de uma colina, e fui na sua direção. Ao chegar ao pé da colina havia uma placa: Khunde Gomba (monastério) à direita e Gong Ri View Point à esquerda. Fui primeiro ao monastério e é linda a vista das duas vilas com seus telhados verdes e extensos muros de pedras contra as montanhas nevadas ao fundo. Desci de volta à placa e às 12h47 segui à direita para conhecer o Gong Ri View Point (ou Hillary Memorial View Point). Subi dos 3886m dessa placa até os 4050m do mirante em 24 minutos. Ao atingir a crista fui para a esquerda na bifurcação e cheguei a um mirante murado com vista para Namche Bazar bem abaixo, as vilas de Khunde e Khumjung a nordeste e o vale do Rio Bhote Koshi a oeste. As nuvens da tarde já estavam atrapalhando um pouco a visão das montanhas mais distantes, mas ainda estavam visíveis o Khumbila ao norte, o Ama Dablam a nordeste, o Kangtega e o Thamserku a leste, o Kusumkangaru (Kusum Kanguru) a sudeste. O Everest seria visível desse mirante também, não fossem as nuvens. Depois voltei à bifurcação e fui para o lado oposto, onde estão as três stupas brancas de pedra em homenagem a Sir Edmund Hillary, sua primeira esposa Louise e a filha do casal Belinda, ambas falecidas num acidente aéreo em Kathmandu em 1975. Ele faleceu em 2008 em Auckland, Nova Zelândia, sua cidade natal. O local para prestar essa homenagem a Edmund Hillary e família não poderia ser mais espetacular. Iniciei a descida de volta pelo mesmo caminho às 14h06 e em 17 minutos estava na placa próxima ao monastério. Dali voltei mais 130m pelo caminho da chegada e fui à direita na primeira bifurcação, depois caminhei na direção do portal da vila, ao sul. Na saída passei por uma grande stupa em reforma, atravessei o portal budista às 14h41, subi uma escadaria de pedras e iniciei a descida de volta a Namche Bazar. Às 15h06 entroncou à esquerda o caminho largo que vem da praça central de Khumjung. Passei pelo vilarejo de Syangboche (com uma pista de pouso de terra) e às 15h13 fui à esquerda numa bifurcação com placa apontando Thame e Thamo à direita. Às 15h28 tive uma bonita visão de Namche Bazar do alto, em forma de anfiteatro. Desci mais, passei pelo monastério (gompa) de Namche e às 15h49 estava de volta à vila. Tratei logo de encontrar outro lodge para ficar já que fui "expulso" do Shangri La esta manhã. Procurei algum outro em que o quarto saísse de graça também, mas não encontrei. Resolvi ficar no Valley View Lodge por Rs100 (US$0,87) o quarto. O banheiro ficava dentro do lodge e tinha vaso sanitário com descarga acoplada. Para escovar os dentes havia um lavatório no corredor. Saí para conhecer mais de Namche e comprar algumas coisas. Comprei por Rs1000 (US$8,68) um par de microspikes (pequenos crampons) para ter mais segurança na passagem pela geleira do Passo Cho La, no caminho entre o EBC (Campo Base do Everest) e Gokyo. Numa padaria tomei um chá de gengibre (Rs 150 = US$1,30) enquanto esperava recarregar o celular (de graça para quem consome alguma coisa). De volta ao lodge tomei um delicioso banho quente na ducha aquecida a gás por Rs300 (US$2,60). No refeitório fiz amizade com um francês e uma americana que falava um pouco de português por ter amigos no Brasil. Ambos muito simpáticos. Ao contrário do Lodge Shangri La, este tem mais trilheiros independentes e é mais fácil fazer amizade. A comida e o banho são mais baratos também. Continuo na minha rotina noturna diária de filtrar pelo menos 1,5 litro de água com o filtro Sawyer e depois ferver com o meu fogareiro para beber no dia seguinte. Altitude em Namche Bazar: 3430m Preço do dal bhat: Rs 490 Preço do veg chowmein: Rs 450 Monastério de Tengboche 9º DIA - 01/11/18 - de Namche Bazar a Pangboche Duração: 5h30 (descontadas as paradas) Maior altitude: 3943m Menor altitude: 3313m Resumo: nesse dia percorri a vertente da margem oeste do Rio Dudh Koshi, cruzei esse rio para subir a Tengboche e em seguida passei a caminhar pelo vale do Rio Imja até a vila de Pangboche. Saí do lodge às 7h25 pelo mesmo caminho do dia anterior subindo a escadaria central e indo à esquerda na placa Tyangbuche, porém logo acima fui à direita na placa Tengboche Gokyo. Logo encontrei com grupos e mais grupos indo na mesma direção. O caminho pela encosta da margem oeste do Rio Dudh Koshi é bem largo para comportar tanta gente. O Rio Dudh Koshi é um dos principais rios da região. Venho acompanhando seu curso desde o 5º dia de caminhada, vou segui-lo nesse dia até o povoado de Phunki Thenga e depois no trajeto de Phortse a Gokyo, onde estão suas nascentes. Já era possível avistar a vila de Tengboche 4km à frente (em linha reta). Às 8h53 passei pelos lodges de Kyangjuma. Às 9h duas trilhas saem para a esquerda, mas em direções opostas. A da frente (nordeste) vai para Gokyo, subindo. A de trás (sudoeste) vai para Khumjung, também subindo. Eu fui em frente à direita, seguindo a placa de Tengboche. Às 9h04 passei pela vila de Sanasa e às 9h25 pelo povoado de Tashinga (Lawishasa, Laushasa). Às 9h50, ao cruzar a ponte suspensa após a vila de Phunki Thenga (Fungithang, Phungitanga), encontrei quem voltando? o Christopher, o austríaco ligeirinho. Porém não estava bem, seu joelho inchou e ele não podia seguir mais. Contratou um carregador para a sua mochila e ia voltar para casa. Uma pena... um amigo a menos para encontrar e reencontrar no caminho para o Everest. Atravessei a ponte (sobre o Rio Dudh Koshi) e tive uma surpresa não muito agradável: uma guarita ao lado da trilha onde se devia pagar a hospedagem nas próximas vilas (Tyangboche, Debuche e Pangboche) e no valor padrão de Rs500 (US$4,34). Ou seja, foi por água abaixo a negociação do quarto de graça se as refeições fossem feitas no próprio lodge, como tinha sido de Shivalaya até aqui (e foi no Langtang também). Após a ponte há mais lodges e restaurantes da vila de Phunki Thenga (Fungithang, Phungitanga). A altitude é a mais baixa do dia: 3313m. Parei ali na chautara (descanso dos carregadores) às 10h03 para comer alguma coisa que trazia na mochila. Ao sair sou logo parado no checkpoint na saída da vila para mostrar as permissões pagas em Monjo (permissão local e entrada do Parque Nacional Sagarmatha). Ali começa uma longa subida em direção a Tengboche, em parte à sombra da mata de rododendros e pinheiros. Às 10h23 desprezei uma trilha subindo à esquerda e continuei em frente, mas parece que as duas trilhas se encontram mais acima. Nos trechos fora da mata era possível ter uma bonita visão dos picos Kangtega e Thamserku a sudeste. Alcancei Tengboche às 11h35 depois de um desnível de 533m desde a ponte do Rio Dudh Koshi. Ali visitei o maior monastério do Khumbu, caprichosamente decorado desde seu belo portal. Da grande praça central de Tengboche se avistam Ama Dablam, Khumbila, Taboche, entre muitos outros picos nevados. Também seria possível ver o Everest se as nuvens já não o tivessem encoberto. Parei para almoçar um veg fried rice e às 12h51 prossegui descendo pela mata de pinheiros e rododendros. Passei pela vila de Debuche às 13h05 (não visitei o convento) e Milinggo às 13h25. Às 13h37 cruzei a ponte suspensa sobre o Rio Imja e continuei acompanhando esse rio subindo pela margem direita verdadeira. O Rio Imja será meu companheiro pelos próximos dias. Após um portal budista (kani), fui à direita na bifurcação descendo (a esquerda leva à parte alta de Pangboche, onde está o monastério). Alcancei Pangboche às 14h18 e me instalei no Himalayan Lodge. Entreguei uma via do recibo de pagamento do quarto. O banheiro ficava dentro da casa, tinha vaso sanitário mas a descarga era com balde. Havia uma pia no corredor para escovar os dentes e se lavar. Tentei sinal da NCell e consegui apenas um sinal fraco perto da Hermann Bakery. Mais tarde no refeitório conheci um casal muito simpático que seria minha companhia por muitos dias ainda: Lando e Rosanne, holandeses. Na chegada a Pangboche à tarde havia conhecido três amigos russos muito legais também (e com um deles eu cruzaria várias vezes ainda). Altitude em Pangboche: 3943m Preço do dal bhat: Rs 600 Preço do veg chowmein: Rs 450 Campo Base do Ama Dablam 10º DIA - 02/11/18 - de Pangboche a Dingboche Duração (descontadas as paradas): 2h (subida ao Campo Base do Ama Dablam), 1h20 (descida do Campo Base do Ama Dablam), 2h (de Pangboche a Dingboche) Maior altitude: 4596m no Campo Base do Ama Dablam Menor altitude: 3910m na ponte do Rio Imja Resumo: de manhã fiz uma espetacular caminhada de aclimatação até o Campo Base do Ama Dablam com um desnível de 680m de altitude e à tarde segui pelo vale do Rio Imja até Dingboche A temperatura mínima durante a noite dentro do quarto foi 7,2ºC. Saí do lodge às 6h52 na direção nordeste, cruzei uma ponte metálica, subi as escadarias e na trifurcação seguinte desci em frente junto ao muro de pedra de um lodge. Cruzei a ponte de ferro sobre o Rio Imja às 7h16 e comecei a longa subida em direção ao Campo Base do Ama Dablam. O caminho é bem marcado e fácil de navegar, sempre subindo em direção às duas incríveis montanhas que formam o Ama Dablam. Parei muitas vezes para fotos e para curtir o incrível visual das montanhas ao redor (antes que as nuvens chegassem): Karyolung, Khatang e Numbur a sudoeste; Taboche a noroeste; Khangri Shar e Pumori ao norte; Nuptse, Everest, Lhotse e Lhotse Shar a nordeste. A nordeste também se viam a vila de Dingboche e a subida para o mirante Nangkartshang. Cheguei ao campo base às 9h33. Altitude de 4596m. No caminho o casal holandês (Lando e Rosanne) havia me alcançado e ficamos um bom tempo ali curtindo o lugar. Foi a primeira vez que pisei num campo base com as barracas das expedições ali montadas, é muito bonito de se ver. Escaladores esperando o melhor tempo para subir e outros já se preparando para ir embora. Uns brincando de boulder, outros simplesmente tomando sol. Entre tantos escaladores encontrei dois brasileiros, ele de Campinas e ela de São Paulo. Conversando com eles e com outros por ali me contaram que apesar do dia lindo e sem nuvens os ventos no alto da montanha estavam muito fortes para tentar uma escalada. Dali se destacam na paisagem, além do próprio Ama Dablam a leste, o Kangtega ao sul, o Khumbila a oeste e o Taboche a noroeste. Às 11h22 iniciei o retorno pelo mesmo caminho porém ao cruzar a ponte sobre o Rio Imja tomei a trilha à esquerda que subiu e terminou na escadaria de pedra próxima à ponte metálica. Na ida não percebi que havia uma trilha ali saindo à direita no meio da escadaria. Às 12h43 estava de volta ao lodge para almoçar e pegar minha mochila. As nuvens chegaram por volta de 13h e até o fim do dia a neblina tomaria conta de tudo. Nessa altitude é bastante comum isso, sol e céu limpo de manhã, muitas nuvens e até neblina à tarde. Por isso é bom sair para caminhar e fotografar as montanhas bem cedo. Às 13h19 saí do lodge em direção a Dingboche. O caminho é o mesmo pela ponte metálica e a escadaria na direção nordeste porém na trifurcação toma-se a esquerda para percorrer a trilha na encosta da margem oeste do Rio Imja. Subindo passei pela vila de Somare às 14h e ali já fui parado numa guarita para pagar a hospedagem da próxima vila. De novo foram Rs500 (US$4,34) e a impossibilidade de negociar o valor do quarto diretamente com o dono/dona do lodge. Acredito que em breve toda a região do Khumbu (de Namche Bazar para o norte) deverá estar usando esse sistema de pagamento. A partir desse povoado, a 4056m de altitude, as árvores desaparecem e fica só a vegetação rasteira. Com a ausência de lenha os moradores passam a recolher, secar e estocar esterco de iaque para usar nos aquecedores. Às 14h34 cheguei a uma bifurcação bastante importante porém sem nenhuma placa. É pra isso que a gente paga Rs 3000 (US$ 26,04) de ingresso... para caminhar num parque sem sinalização. À direita é o caminho que leva a Dingboche e Chukhung, mais utilizado pelos trilheiros que vão fazer o trekking dos 3 Passos; à esquerda o início da subida para Pheriche e Lobuche para quem vai diretamente ao EBC. Meu caminho seria para a direita. Ali eu estava a 4172m de altitude e havia já um trilheiro vomitando muito e outro andando feito um zumbi apesar da mochila pequena. Consequências da falta de aclimatação! Desci até a ponte de ferro sobre o Rio Khumbu (ou Rio Lobuche), afluente do Rio Imja, e a cruzei às 14h45. Dali encarei a subida final pela encosta da margem oeste do Rio Imja até Dingboche, aonde cheguei às 15h17 com neblina. Como já havia pago a hospedagem podia escolher o lodge que quisesse, somente prestando atenção aos preços do menu. Escolhi o Moon Light Lodge e o atendimento era razoável (podia ser bem melhor). Um aviso no quarto alertava para fazer as refeições ali mesmo, caso contrário o quarto custaria Rs1000 (US$8,68). O banheiro ficava dentro da casa e era no estilo oriental, uma peça de louça no chão com um buraco no meio e lugares para colocar os pés nas laterais. Para escovar os dentes havia uma pia no corredor e sobre ela um tambor com torneira (e uma água bastante suspeita). Altitude em Dingboche: 4294m Preço do dal bhat: Rs 550 Preço do veg chowmein: Rs 500 Pico Taboche (dir) visto da montanha Nangkartshang 11º DIA - 03/11/18 - de Dingboche a Chukhung Duração (descontadas as paradas): 2h (subida ao Nangkartshang), 1h25 (descida do Nangkartshang), 2h (de Dingboche a Chukhung) Maior altitude: 5076m no Nangkartshang Menor altitude: 4294m Resumo: de manhã fiz uma bonita caminhada de aclimatação subindo a montanha Nangkartshang com um desnível de 780m de altitude e à tarde subi à vila de Chukhung pelo vale do Rio Imja A temperatura mínima durante a noite dentro do quarto foi -1,2ºC. Às 5h50 da manhã estava 5,3ºC. De manhã com o céu limpo é que pude ver as montanhas ao redor de Dingboche: Lhotse, Lhotse Shar e Island Peak (Imja Tse) a nordeste, Ama Dablam a sudeste, Kangtega e Thamserku ao sul, Taboche e Cholatse a oeste. Depois de tomar o café servido com o maior mau humor por causa do horário (6h) saí do lodge às 6h42. Voltei 120m na direção da entrada da vila e peguei a trilha à direita que leva a uma stupa, logo iniciando a subida à montanha Nangkartshang. Inicialmente aparecem várias trilhas pois é possível começar essa subida pela outra extremidade da vila (ao norte), mas é só subir e subir que não há erro. Alcancei o cume, de 5076m, às 9h09 e só havia mais uma pessoa, um australiano. Logo começaram a chegar mais montanhistas e bem depois apareceram Lando e Rosanne, que haviam dormido esta noite em Pangboche. Do cume se avistam: Taboche e Cholatse e o Lago Chola Tsho (Cholatse Tsho) a oeste; Cho Oyu (6º mais alto do mundo) a noroeste; Island Peak e Makalu (5º mais alto) a leste; Ama Dablam a sudeste; Kyashar, Kangtega e Thamserku ao sul; Karyolung, Khatang e Numbur a sudoeste. Logo abaixo a sudoeste estão as vilas de Pheriche e Dingboche. Iniciei a descida às 11h09 e às 12h38 já estava de volta ao lodge para almoçar e pegar a mochila. Parti às 13h19 em direção a Chukhung ainda pela margem direita verdadeira do Rio Imja. Passei por 4 pontos de água limpa, mas que ainda assim deve ser tratada (mais detalhes no "Pequeno guia"). Parei nesse trecho por 19 minutos para um lanche. Por volta de 15h o Rio Imja se afasta para leste e eu passo a acompanhar um afluente seu que tem origem no Glaciar Lhotse. Após cruzar duas pontes, uma de troncos e outra de madeira com gelo nas laterais do rio, cheguei às 15h39 a Chukhung. Na entrada da vila passei por uma barraca de camping montada onde seria feito o pagamento do quarto, como nas duas vilas anteriores, mas estava com o zíper fechado e não havia ninguém. Percorri todos os 5 ou 6 lodges da vila e resolvi ficar num grande desta vez para ver como é. Escolhi o Chukhung Resort, o maior de todos. Os banheiros ficavam dentro do lodge, todos no estilo oriental. Para escovar os dentes havia uma pia no corredor com um balde e uma torneira adaptada, mas eu preferia escovar os dentes com a água que eu pedia na cozinha. A cobrança das Rs500 (US$4,34) do quarto foi feita na hora da janta por uma pessoa da comunidade, não do lodge. Altitude em Chukhung: 4720m Preço do dal bhat: Rs 595 Preço do veg chowmein: Rs 595 Campo Base do Island Peak 12º DIA - 04/11/18 - de Chukhung ao Campo Base do Island Peak (aclimatação) Duração: 2h40 na ida e 2h25 na volta (descontadas as paradas) Maior altitude: 5105m Menor altitude: 4720m Resumo: nesse dia fiz uma caminhada de aclimatação subindo ao Campo Base do Island Peak (Imja Tse) com um desnível de 385m de altitude. A temperatura mínima durante a noite dentro do quarto foi -1,1ºC. Às 6h25 da manhã estava -0,4ºC. As montanhas que se vê da vila de Chukhung: Karyolung, Khatang e Numbur a sudoeste; Taboche a oeste; Nuptse, Lhotse e Lhotse Shar a nordeste; Ama Dablam ao sul. Saí do lodge às 6h57 tomando uma trilha na direção sudeste que em 4 minutos me levou a cruzar um riacho por uma ponte de madeira. Subi e passei a caminhar pela crista da moraina lateral sul do Glaciar Lhotse, mas não uma geleira branquinha de gelo puro e sim um vale cinzento coberto de pedras. Mais à frente, já na direção leste, desço pela vertente da moraina e reencontro o vale do Rio Imja, que acompanho de perto até uma bifurcação com placa, às 9h13. À direita o Passo Amphu Laptsa e à esquerda o Island Peak, para onde segui. O Lhotse, 4ª montanha mais alta do mundo, me acompanha o tempo todo, à minha esquerda. Numa curva para a direita já avisto as barracas do campo base, 1,6km distante ainda. Agora à minha esquerda deixo de ter o Glaciar Lhotse e passo a ter a encosta do Island Peak (Imja Tse). Alcancei o primeiro acampamento às 10h30. Demorei assim porque parei muitas vezes para fotos. O segundo acampamento estava 340m à frente, com altitude de 5105m. Ainda caminhei mais 300m para fotos do incrível Lago Imja Tsho, formado pela fusão de vários glaciares e que dá origem ao Rio Imja. A água não é tão bonita por ser leitosa e não cristalina, mas o lugar todo é impressionante pela grandiosidade. A montanha que se ergue ao norte é o próprio Island Peak (Imja Tse), os campos base estão exatamente aos seus pés. Parei para comer alguma coisa e ver o movimento de escaladores e carregadores chegando e saindo. Iniciei o retorno às 13h18 pelo mesmo caminho. Como sempre as nuvens vieram à tarde e nesse dia se formou de novo uma forte neblina. Cheguei ao lodge às 16h07. Cume do Chukhung Ri com o Cho Oyu (6º mais alto do mundo) à esquerda e Nuptse à direita 13º DIA - 05/11/18 - de Chukhung ao Pico Chukhung Ri (aclimatação) Duração: 2h20 para subir e 1h25 para descer (descontadas as paradas) Maior altitude: 5558m Menor altitude: 4720m Resumo: nesse dia fiz uma caminhada de aclimatação subindo a montanha Chukhung Ri com um desnível de 840m de altitude. A temperatura mínima durante a noite dentro do quarto foi -3,4ºC. Às 7h10 da manhã estava -1,9ºC. Havia gelo no vidro da janela, coloquei o termômetro lá fora e estava -6,4ºC às 7h25, pouco antes de eu sair para a caminhada do dia. Não dormi quase nada essa noite... insônia é um dos sintomas do Mal da Montanha (AMS, em inglês). Saí do lodge às 7h44, atravessei toda a vila e continuei pela trilha na direção nordeste. Cruzei uma ponte de madeira e comecei a subir a vertente leste da montanha Chukhung Ri. O caminho é bem batido. Ao atingir um primeiro platô é magnífica a vista para o conjunto Nuptse, Lhotse e Lhotse Shar a nordeste. Às 9h48 atingi um falso cume com dezenas de totens a 5375m de altitude. Continuei subindo, agora pela crista, e aos 5433m a trilha virou um trepa-pedras um pouco chato. Cruzei com o russo que conheci em Pangboche e ele me recomendou caminhar pela crista dessa montanha de pedras e não cair para a direita pois o caminho iria piorar mais à frente. Assim cheguei às 10h42 ao cume de 5558m de altitude do Chukhung Ri e a panorâmica era de cair o queixo: Nuptse ao norte; Lhotse e Lhotse Shar a nordeste; Island Peak e Makalu a leste; Ama Dablam ao sul; Thamserku a sul-sudoeste; Karyolung, Khatang e Numbur a sudoeste; Taboche, Cholatse e o Passo Kongma La a oeste; Kongma Tse (Mehra Peak), Cho Oyu, Chumbu, Khangri Shar e Pumori a noroeste. Havia só mais um trilheiro solitário quando cheguei mas logo apareceram outros. Novamente chegaram mais tarde Lando e Rosanne, acompanhados de um americano. Todos desceram e eu fiquei um pouco mais ainda. Estava difícil aguentar o vento gelado lá em cima mesmo com roupas impermeáveis (que servem como ótimo corta-vento), luvas, gorro, capuz e pescoceira de fleece cobrindo o nariz e a boca. Todo esse ar gelado teve consequências: à noite comecei a sentir a garganta estranha, depois veio a famosa Tosse do Khumbu (que durou até o final de dezembro!) e para piorar tive uma infecção na garganta que teve de ser tratada com antibiótico em Kathmandu. Iniciei a descida às 13h12 e parei por 20 minutos no falso cume para mais fotos. Às 15h04 estava de volta à vila de Chukhung. Mais tarde fui ao lodge Yak Land conversar com o casal holandês e combinamos de cruzar juntos o Passo Kongma La no dia seguinte. Lago visto do Passo Kongma La com o pico Makalu (5º mais alto do mundo) à esquerda 14º DIA - 06/11/18 - de Chukhung a Lobuche pelo Passo Kongma La Duração: 6h50 (descontadas as paradas) Maior altitude: 5530m Menor altitude: 4720m Resumo: nesse dia encarei o primeiro dos 3 Passos, o Kongma La, com 5530m de altitude, para descer em seguida à vila de Lobuche cruzando o Glaciar Khumbu, uma geleira coberta de pedras um pouco complicada. A temperatura mínima durante a noite dentro do quarto foi -1,3ºC. Às 7h da manhã estava 0ºC dentro do quarto e -4ºC fora, pouco antes de sair do lodge. De novo não dormi quase nada essa noite... apesar das muitas caminhadas de aclimatação meu organismo ainda não se adaptou completamente à altitude. Logo cedo fui ao lodge Yak Land para encontrar Lando, Rosanne e o americano para irmos juntos para o Passo Kongma La. Saímos às 7h24 na direção norte e logo cruzamos uma ponte de madeira, tomando aos poucos a direção oeste. Havia sinalização. Deu logo para perceber que nossos ritmos eram bem diferentes, eu caminho mais devagar e paro muitas vezes para fotos e registros no gps. Eles andavam mais rápido e tinham que parar para me esperar. Tentei acompanhar o ritmo deles durante a subida e consegui por bastante tempo, mas isso me desgastou muito (principalmente por estar já há duas noites sem dormir) e às 10h50, aos 5429m, tive de parar para descansar por meia hora. Não adianta, cada um tem seu ritmo e não dá para acompanhar o ritmo do outro, seja para mais ou para menos. Retomei a caminhada e em apenas 60m me deparei com um maravilhoso lago de águas verdes... se soubesse teria parado um pouquinho mais acima. Contornei-o pela direita e veio a subida final até o Passo Kongma La, de 5530m, aonde cheguei às 12h04. Os três ainda estavam me esperando lá, mas desceram logo. O passo é uma crista bem extensa e repleta de pedras soltas, onde não faltam totens, bandeirinhas de oração budistas e lenços cerimoniais, como nas outras montanhas que subi. Dali se avistam Nuptse, Lhotse e Lhotse Shar a nordeste, Island Peak e Makalu a leste, Ama Dablam ao sul-sudeste, Taboche e Cholatse a oeste, Cho Oyu e Chumbu a noroeste. Comi alguma coisa (importante levar lanche e água por causa da distância entre as vilas), tirei ainda muitas fotos e iniciei a descida às 12h55 primeiro por um caminho de pedras soltas, mais abaixo é que volta a ser trilha. Passei por uma cachoeira congelada à direita e logo o gelo estava tomando conta da trilha também, mas havia lugares seguros para pisar fora dele. Já desde o passo podia avistar a vila de Lobuche e o Glaciar Khumbu, um mar de pedras que teria que cruzar para chegar lá, e isso parece que me causava mais cansaço ainda. Parei para descansar e comer alguma coisa. Terminei a descida do passo e subi em seguida a moraina lateral da geleira. Ao chegar ao topo da moraina às 15h22 e ver de perto o que teria de enfrentar sentei para descansar um pouco mais. Dali em diante segui pegadas, parei para estudar o caminho em alguns pontos e segui na direção de outros trilheiros que já estavam mais à frente para vencer o enorme glaciar. Foi um sobe-e-desce terrível por pedras soltas e sem um caminho marcado, com pegadas para vários lados. Lembrando que esse tipo de formação tem a aparência de um "mar" de pedras soltas mas embaixo de tudo aquilo é puro gelo, então é preciso ter cuidado onde pisa e para que lado ir. Pelo movimento e derretimento do gelo não é possível existir um caminho fixo e bem definido. O local é impressionante mas ao mesmo tempo aterrador. Às 15h58 tive de cruzar o rio principal que corre no meio da geleira e fiz isso exatamente onde duas pessoas já estavam fazendo. O lago formado abaixo do rio estava com a superfície congelada e era uma camada tão grossa que resistia a pedradas. Depois de mais sobe-e-desce consegui chegar a Lobuche às 16h44 mais morto que vivo. Felizmente meus três amigos estavam me esperando e não precisei procurar hospedagem, eles já haviam feito isso e estavam instalados no Sherpa Lodge. Dividi o quarto com o americano. Não havia cobertor no quarto, tive de pedir mas não foi cobrado. O valor do quarto, que aqui é de Rs700 (US$6,08), o mais caro de todo o trekking, novamente foi cobrado mais tarde por uma pessoa da comunidade e não do lodge. Os banheiros ficavam dentro da casa e era um no estilo oriental e outro com vaso sanitário. Para escovar os dentes havia uma pia no corredor com um balde e uma torneira adaptada. Altitude em Lobuche: 4916m Preço do dal bhat: Rs 850 Preço do veg chowmein: Rs 700 Everest e Nuptse vistos do Kala Pattar 15º DIA - 07/11/18 - de Lobuche a Gorak Shep e Kala Pattar Duração (descontadas as paradas): 2h (de Lobuche a Gorak Shep), 1h10 (subida ao Kala Pattar), 1h05 (descida do Kala Pattar) Maior altitude: 5643m Menor altitude: 4916m Resumo: esse foi o grande e esperado dia de ver o Everest o mais próximo possível e em seu melhor ângulo, que é a partir da montanha Kala Pattar. De Lobuche a Gorak Shep o desnível foi de 245m e de Gorak Shep ao Kala Pattar de 480m. Dormi em Gorak Shep para ir ao Campo Base do Everest no dia seguinte. Às 7h da manhã a temperatura dentro do quarto era 3ºC. Não dormi quase nada pela terceira noite seguida, mas como não tinha nenhum outro sintoma de Mal da Montanha segui meu roteiro. Saí do lodge às 7h31 na direção nordeste e segui por trilha paralela ao Glaciar Khumbu. A visão dos picos Pumori, Lingtren, Khumbutse e Nuptse à frente é muito inspiradora e nos prepara para o grande momento que está chegando. Às 8h48 tive que cruzar o Glaciar Changri repleto de pedras também mas sem as dificuldades da geleira do dia anterior pois nessa pelo menos há um caminho bem marcado. Depois de algum sobe e desce por essa geleira alcancei Gorak Shep às 9h42 e de cara encontrei a guarita de cobrança do valor do quarto de Rs500 (US$4,34). Pago o quarto, fui percorrer os lodges da vila para escolher em qual ficar. Optei pelo Buddha Lodge. Fiz uma mochila de ataque rapidamente com roupa de frio e de chuva (nunca se sabe...) e saí para subir o Kala Pattar e ver o Everest de seu melhor mirante. Na saída encontrei Lando, Rosanne e o americano chegando. Eles continuavam hospedados em Lobuche e vieram somente para subir o Kala Pattar, não iam ao Campo Base. Precisavam abastecer as garrafas de água mas os lodges da vila não fornecem água da torneira por causa da escassez, é preciso coletar a água na base do Kala Pattar, que é o que eles fazem para abastecer o lodge. E foi o que nós fizemos, porém a água fica em poças, então tratá-la é primordial. Iniciei a subida na direção norte às 10h54 e não fiz nenhuma parada até o topo pois queria tirar fotos do Everest e seus vizinhos sem nenhuma nuvem, céu completamente azul. Alcancei o cume do Kala Pattar às 12h02 e tratei de tirar todas as fotos possíveis antes de as nuvens chegarem. A altitude é de 5643m, que passou a ser o meu recorde de altitude já atingida. O mirante Kala Pattar está numa crista que culmina no Pico Pumori. Dali se avista, entre outras montanhas: Ama Dablam, Kongma Tse (Mehra Peak), Kyashar, Kangtega e Thamserku ao sul; Taboche e Cholatse a sudoeste; Chumbu a noroeste; Khangri Shar e Pumori ao norte; Lingtren, Khumbutse, Changtse a nordeste; Everest e Nuptse a leste. Meus três amigos desceram primeiro pois não estavam aguentando o vento gelado mesmo se abrigando atrás das pedras. Eu ainda fiquei um tempo para ter uma boa conversa com as montanhas. Esse era o momento mais esperado da viagem de dois meses no Nepal e um dos momentos mais esperados de toda a minha vida. A emoção foi bastante grande. Iniciei a descida às 14h06 e via no rosto das pessoas que subiam o mesmo esforço e a mesma expectativa que eu tive minutos antes. Todos querem coroar sua longa jornada ao Himalaia com esse instante sublime de estar diante da maior montanha de todas. Às 15h14 estava de volta a Gorak Shep. No Buddha Lodge os banheiros ficavam dentro da casa e havia um no estilo oriental e outro com vaso sanitário, mas a descarga sempre com balde (com a água congelada de manhã). Para escovar os dentes havia uma pia no corredor com um balde e uma torneira adaptada. Nesse lodge havia quartos de solteiro, com apenas uma cama, porém claustrofóbicos de tão pequenos. Havia um só cobertor para cada hóspede e o extra custava Rs300 (US$2,60). Tive de usar o meu saco de dormir (Marmot Helium, temperatura limite -9ºC). Às 20h15 a temperatura dentro do quarto era 1,6ºC e fora era -8,6ºC. Altitude em Gorak Shep: 5160m Preço do dal bhat: Rs 850 Preço do veg chowmein: Rs 700 Picos Changtse, Nuptse e no meio só a pontinha do Everest 16º DIA - 08/11/18 - de Gorak Shep ao Campo Base do Everest e descida a Pheriche Duração (descontadas as paradas): 1h10 (ida ao EBC), 1h15 (volta do EBC), 4h15 (de Gorak Shep a Pheriche) Maior altitude: 5264m a caminho do EBC Menor altitude: 4265m Resumo: de manhã subi até o Campo Base do Everest e à tarde desci o máximo que pude (até Pheriche) para poder dormir novamente e descansar, abortando com muita dor no coração o Passo Cho La. A temperatura mínima durante a noite dentro do quarto foi -8,6ºC, a mais baixa que registrei. Às 6h da manhã estava 0ºC. Não dormi quase nada pela quarta noite seguida e decidi baixar de altitude para poder dormir e me recuperar. Com isso estava tomando a difícil decisão de abortar o Passo Cho La, o segundo dos 3 Passos, pois seguir para ele significava ficar mais algumas noites sem dormir. Mas não poderia deixar de conhecer Gokyo e seus incríveis lagos sagrados, por isso iria fazer um contorno enorme pelo sul, descendo muito para depois subir tudo de novo até Gokyo. Pelo menos nas duas noites em altitude mais baixa durante esse contorno eu poderia dormir e descansar para enfrentar possíveis novas noites de insônia. Se eu tivesse Diamox teria tomado para ver se me ajudaria na aclimatação e eu voltaria a dormir. Eu tinha Dramin mas não é nada recomendável tomar remédio que induz ao sono nessa situação de insônia por altitude. Saí do lodge às 7h48 na direção nordeste e a caminhada foi com pouco desnível até o Campo Base do Everest, de 5257m de altitude, aonde cheguei às 9h. Esse lugar eu só visitei por seu valor simbólico mas é um "ponto turístico" meio fake. O verdadeiro campo base se estende por uma área bem maior e não é fixo, muda de lugar a cada ano em consequência da movimentação da geleira que vem da Cascata do Khumbu. Outra: dali praticamente não se vê o Everest, apenas uma pontinha dele, o que frustra muita gente. Não havia nenhuma barraca pois a temporada de escalada da maior montanha do mundo ocorre em abril/maio. Iniciei o retorno às 9h47 pelo mesmo caminho e às 11h estava de volta ao lodge. Às 11h41 comecei a descer na direção de Lobuche e além. Cruzei todo o Glaciar Changri, parei no final dele por 22 minutos para comer e tentar sinal da NCell - consegui mandar algumas mensagens. Passei por Lobuche às 13h56 e às 14h16, logo antes de uma ponte, fui à esquerda na bifurcação em que à direita se vai ao Passo Cho La. Subi e passei por um conjunto de stupas que são memoriais aos que morreram nas montanhas da região. Dali seguiu-se uma longa descida pela moraina terminal que limita ao sul o Glaciar Khumbu. Alcancei a minúscula vila de Thukla às 15h15 e tive de perguntar pelo caminho para Pheriche pois não era evidente. Desci uma rampa à esquerda e 35m adiante entrei numa trilha à direita, descendo. Ao chegar à margem do rio formado pelo Glaciar Khumbu tive de subir pelas pedras até uma ponte precária de madeira uns 140m rio acima. Cruzei-a às 15h27 e segui primeiro pela margem esquerda pedregosa, depois por uma trilha batida na encosta. Às 15h34 fui à direita numa bifurcação com placa em que a trilha da esquerda vai para Dingboche. Desci bastante em direção ao vale do Rio Khumbu (ou Rio Lobuche) e passei por três pontos de água. Às 16h35 alcancei a vila de Pheriche e arrisquei dar uma olhada no primeiro lodge, de nome Thamserku. Negociei o preço de Rs300 (US$2,60) com as refeições ali mesmo. Estava cansado (quatro noites sem dormir...) e com muito frio para ir a outros lodges procurar por melhor preço. O banheiro ficava dentro da casa e era no estilo oriental. Nesta noite os hóspedes desse lodge eram apenas eu e um grupo de alemães com guias e carregadores, dois dos carregadores com 15 e 16 anos. Altitude em Pheriche: 4265m Preço do dal bhat: Rs 700 Preço do veg chowmein: Rs 450 Às 20h35 a temperatura dentro do quarto era 2,2ºC. A mínima durante a noite dentro do quarto foi -3,4ºC. Às 7h30 da manhã estava -1,4ºC. Informações adicionais: Melhor mapa: Jiri to Everest Base Camp, 1:50.000, editora Himalayan MapHouse/Nepa Maps, código NE521, encontrado facilmente nas livrarias de Kathmandu (Rs500 = US$4,34). Site: himalayan-maphouse.com. Rafael Santiago novembro/2018 https://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
  38. 1 ponto
    Dia 4 – Barreirinhas Em Santo Amaro, eu pedi pro pessoal da pousada agendar um transfer pra mim até Barreirinhas, 5 da manhã passou na porta uma Jardineira. Leve sempre uma blusa de frio, imagina viajar na estrada, 5 da manhã em uma jardineira toda aberta, e ventando muito. Valor do transfer: R$ 30,00 Chegando em Barreirinhas a Jardineira me deixou direto no Hostel. Hostel Casa do Professor – R$ 40 a diária, quarto compartilhado com 8, ventilador, wi-fi e café da manhã. Reservado pelo Booking. Foi o mais indicado que achei por aqui, e realmente o local tem uma vibe muito boa, o atendimento foi ótimo tb. Apenas tive um contratempo que não estava funcionando o wi-fi quando eu cheguei, e eu estava negociando meu passeio por Whatsapp com uma agência, fiquei meio apreensivo pois não estava conseguindo entrar em contato com eles, tive que sair andando lá pro Centro, procurar a agência, e terminar de fechar o passeio. Por isso disse pra não ficar só dependendo da internet, eu não tinha nem o endereço da agência dessa vez. Agência Ilha turismo 98 – 8838-1320 A Agência não teve nenhum diferencial, mas me atendeu rápido via Whatsapp, e foi relativamente bem nos passeios, mas lá em Barreirinhas há muitas opções. Eu cheguei por volta de 8h e já tinha um passeio pré-reservado pra 09h, que eu estava fechando via Whatsapp conforme informei, então nesse dia eu cheguei e já fui fazer meus dois passeios. Os dois principais passeios da cidade são Lagoa Azul e Lagoa Bonita, ambos tem saída manhã ou tarde, se fizer os dois no mesmo dia, o ideal é ir na Lagoa Bonita à tarde, pra mais um pôr-de sol sensacional. Manhã – Lagoa Azul – R$ 70,00 No meu caso que estava vindo das Lagoas de Santo Amaro, achei dispensável esse passeio, Barreirinhas é bem mais cheio, diferente de Santo Amaro. Mas a lagoa é muito bonita sim. Vc retorna ao Centro e aguarda o próximo passeio, e já almoça esperando a saída do passeio da tarde. Não tem tempo de voltar ao hostel. Almoço no Centro – Restaurante do Gaúcho – R$ 23,00 Tarde – Lagoa Bonita – R$ 70,00 Esse passeio eu gostei bem mais, pois a vista nesse passeio é beeeem do alto, então dá pra ter uma vista panorâmica bem bonita, além do pôr-do-sol . Se vc tiver em um grupo, uma ideia boa é tentar fazer em um único passeio as duas lagoas, combinando um trekking de 1 até a outra, combinando com a jardineira de te buscar na última lagoa. Novamente leve uma blusa, pois na volta já estará ventando muito na Jardineira. E esse é um percurso mais demorado com bastante aventura. A jardineira do passeio me deixou no hostel à noite. Jantar no Centro – Restaurante do Gaúcho – R$20,00 À noite após o jantar, dei uma volta na beira do Rio, onde há vários barzinhos para ir por lá em uma espécie de “Calçadão”. No hostel vc deve conhecer uma galera pra sair pra beber, pois em Barreirinhas tem mais agito, mas esse dia foi bem corrido pra mim. Só fui conhecer a galera tarde da noite. Outras opções do que fazer: Tem um bar/lanchonete famoso chamado Z18, não fui mas me recomendaram. Um restaurante mais caro que me indicaram mas não fui chama “A Canoa” Também tem um passeio de bóia cross, conheci um grupo que não curtiu, eu pensei em fazer mas não tive tempo
  39. 1 ponto
    Dia 3 - Passeio para Betânia – R$ 80,00 É um passeio de dia inteiro, o melhor que fiz em minha opinião, nele vc tem a oportunidade de andar tanto de 4x4 quanto de barco, irá passar por diversas lagoas durante todo o dia, irá almoçar (não incluso) no povoado de Betânia, e em uma das paradas poderá fazer gratuitamente o skibunda e cair em uma lagoa de água cristalina. Almoço em Betânia: R$ 35,00 Ao chegar de volta na pousada, banho e ir comer antes que feche tudo rs. Jantar restaurante do Gordo – R$ 40,00 (Prato mais sofisticado Camarão com arroz de Cuxá) Outras opções do que fazer: Lagoas emendadas – Esse é um passeio que eu não fui porque não formou grupo na data que eu estava, mas dizem que é muito bom também, para quem ficou com vontade de fazer o Trekking, essa é uma opção que te dá um pouco desse gostinho, pois vc caminha duas horas pra ir e duas para voltar. Também me indicaram a sorveteria da Marinilde, a Ben Sorvetes, que fica em frente o restaurante Sol de Amaro, eu fui lá dois dias mas estava fechada, por favor se for me conte se é a melhor mesmo, pois fiquei bem curioso, mas recomendo tb a sorveria Quero-quero, que como disse tem um bom atendimento. Outro local que recomendo é o Boteco das Manas, lá é aberto para refeições e também tomar uma cerveja à noite, novamente o diferencial fica com o bate-papo dos funcionários, que também oferecem passeios de quadriciclo. Fica próximo da praça principal, em frente a Mirotur. Ilzilene e Hayrann - 98-98500-9963 -
  40. 1 ponto
    Dia 2 - Lagoa Américas – R$ 60,00 É um passeio tb de meio período, vc vai para uma lagoa de barco, o passeio e a lagoa são bem legais. Eu fiz o passeio no período da manhã, devido à disponibilidade de grupo. Acho que é possível negociar de ficar lá o dia todo, se tiver alguém pra te pegar depois, vc pode checar na cooperativa essa possibilidade. Há uma casa que oferece almoço e água de coco próxima. À tarde fiquei de bobeira, também tem um rio na cidade que é possível nadar Sorvete de Bacuri – Sorveteria da Praça – R$ 5,00 – 1 bola
  41. 1 ponto
    Dia 1 - São Luis – Santo Amaro Apenas pousei em São Luis, optei por não conhecer a cidade devido à minha restrição de dias, do aeroporto de lá segui a viagem. . Quando você for pesquisar sobre os Lençóis, vai ouvir muito falar sobre Barreirinhas como porta de entrada, mas isso é pras famílias que vão pela CVC, pra vc que é mochileiro(a) tem um roteiro beeeem mais interessante, que é iniciar por Santo Amaro. Como chegar de São Luis até Santo Amaro: Existem opções de transporte público, que é ainda mais complicado, vou deixar as opções de vans que podem te pegar em São Luis, tanto em sua hospedagem, quanto no aeroporto. Você deve agendar a sua ida, com um desses contatos abaixo: Jeriel – 98-8838-3029 - Todos os dia – 04 da manhã – R$ 60,00 Denilson – 98 – 8488-6346 - Seg à sábado – 03 da manhã / 13h – R$ 60,00 Thilan – 98 – 8717-5357 – Todos os dias - 06h30 da manhã / 11h30 – R$ 80,00 (Confirmar antes datas/valores e horários pois podem ser alterados de acordo com a época) Sugiro os horários da madrugada, pois a viagem pode ser cansativa, no calor do dia. Cheguei no aeroporto de São Luis às 0h00, optei por esperar no aeroporto mesmo a minha van da madrugada, no horário marcado ele não apareceu, já tava preocupado, aí liguei e ele foi me buscar, utilizei o serviço com o Jeriel. A viagem até Santo Amaro dura aproximadamente 4 horas. A Van me levou diretamente pra Santo Amaro, ao chegar na cidade, trocamos de Van para uma Jardineira (Caminhonete Toyota 4x4 com cadeiras adaptadas na carroceria), para atravessarmos o rio, e ele me deixou na minha pousada. ( A Jardineira está inclusa no preço). Existem outras vans que te deixam em um município antes chamado Sangue, onde vc faz um transfer pra Santo Amaro. Cheguei em Santo Amaro pela manhã em minha pousada que havia reservado no dia anterior pelo Whats App. Pousada Maria do Rosário – 98 – 9981-6497 Valor: R$ 70 – Quarto individual, banheiro, ar-condicionado, wi-fi e café da manhã. Pousada bem simples, banho frio, mas com um ótimo atendimento, proprietários bem prestativos. Gostei da localização também, apesar de à noite ter que passar por ruas escuras e desertas, mas todos dizem que é bem seguro ficar lá. Conheci pessoas que estavam em pousadas do outro lado do rio, que durante à noite tinham uma acesso mais difícil pro “mini” Centro. A cidade é beeeeem tranquila, até demais, eu saí 21h na praça principal e tava vazia, mal encontrava um lugar pra jantar, e tem diversos passeios na região. Cheguei pela manhã e já fui fechar os passeios da tarde e dos próximos dias. Para fechar os passeios, vc pode ver na pousada ou ir direto na Cooperativa da Praça e fechar com eles, há também algumas agências no centro. Vou deixar aqui o contato da Cooperativa, que você pode consultar e programar previamente se preferir. Cooperativa de Transporte Turístico 98-98861-7358 Facebook.com/santoamarocoop/ Outra agência para consulta: Mirotur / Thilan - 98-8717-5357 Fechei na Cooperativa os passeios dos 3 dias e fui almoçar. Almoço: Restaurante Pontual – (Pertence à Pousada Pontual, ao lado da Cooperativa) R$ 16,00 - PF de peixe frito + Guaraná Jesus ( o primeiro da vida) Após o almoço, o primeiro passeio: Lagoa Gaivotas + Andorinhas – R$ 60,00 Esse é um único passeio, meio-período, tem opções de saída de manhã e de tarde, eu sugiro fazer o passeio à tarde para pegar um pôr-do-sol que será um dos melhores da sua vida. Jantar – Restaurante Bom Sabor – R$ 16,00 PF de Peixe frito + Guaraná Jesus ( o segundo e último da vida, só foi pra experimentar mesmo) Sorveteria quero-quero – R$ 7,00 – 2 bolas (ótimo atendimento e bate-papo com o proprietário)
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    CHEGUEI NO CHILE ... E AGORA ? Parece que está em TWD-CHILE, acabaram de roubar seu feijão e seu milho de pipoca... Você não sabe o que fazer, tem malas, papéis, documentos, um dinheiro que você nunca usou, está escutando um idioma que você não entende, e precisa de um transporte para chegar no seu destino ... Todos tem essa dúvida e é um dos pontos mais importantes da nossa chegada , depois é claro de ficar um tempo na fila da PDI e descobrir que não podemos trazer para Santiago feijão e nem milho pipoca... Existem duas empresas de ônibus, tem aplicativos de táxis e duas empresas de vans compartilhadas, todas são ótimas opções e cada uma tem suas vantagens dependendo do seu tipo de viagem, quantidade de pessoas que estão com você e horário que você deseja utilizar ... Vou escrever sobre todas elas, espero que te ajude - TRANSVIP/DELPHOS - TRANSFER COMPARTILHADO É a primeira banca que tu vê no aeroporto de Santiago quando sai do raio x ... São mini vans com espaço para até 7 pessoas, elas são divididas por bairro, você faz sua compra - que normalmente custa 7.800 pesos( cerca de R$35,00) - mencionando o bairro para onde vai, ou a rua, , ai sai lá fora e pronto, a van está a sua espera. As vezes você não espera quase nada para van encher, as vezes demora um pouco, mas nem tanto . Você coloca suas malas no bagageiro, entra na van e espera. A viagem até seu hotel/hostel se estiver hospedado na área central de Santiago, leva entre uma hora e meia ou duas horas... Esse é um meio de transporte muito seguro e bastante utilizado, principalmente se você chega à noite ou de madrugada no aeroporto. - ONIBUS CENTROPUERTO/TURBUS + METRO Com saídas a cada 10min, entre as 06h e 23h, com um valor baixíssimo cerca de1800 CL - 10R$. A viagem demora cerca de 40min e tem 8 paradas até a estação final, essa é a melhor opção de transporte para quem não tem muita mala, chega durante o dia ou vai ficar perto da linha vermelha... A estação onde vai descer é Los Heroes, de lá você deve continuar sua até o destino final... Se você ficar na área central de Santiago, a linea1 te levara até seu destino, caso fique mais longe fará uma combinação - sem pagar- em outra linha, as mais comuns depois da vermelha são a linha verde e a amarela. O valor do metro é entre 600-800 pesos - média R$3,50, mas nesse ano de 2018 temos que comprar a Tarjeta Bip!, Um cartão que é usado tanto em metro como para andar de ônibus, e ela custa 1.500 pesos - R$8,00. Então para inicio de viagem você precisa de no mínimo 4.000 pesos, 1800 pesos do ônibus, e 2300 pesos para tarjeta já recarregada! - UBER/CABIFY/BEAT Existe em Santiago, creio que no Chile em geral, um problema muito grande entre Taxistas y AppTaxi... Taxistas são regularizados, pagam impostos e tudo mais, os outros não. Por isso, não estranhe se seu Uber pedir que fique no banco da frente ou se ele parar algumas casas antes da qual você deseja, dizem que eles são ilegais, mas eu não entendo muito bem o que acontece. Todos usam Uber, Cabify y Beat e recomendam... Em valores, a viagem em um TaxiBeat de casa ao aeroporto sai cerca de 8.000 pesos, R$40, um Uber ou Cabify sai cerca de 14.000 pesos, R$70. Porque essa diferença? Beat é novo e chegou para roubar a concorrência, roda apenas em Santiago e tem poucos motoristas... Ambos são confiáveis, e são uma ótima opção de transporte para familias e grupos, ou se você for voltar para o aeroporto pela noite! Se você leu até aqui e gostou do assunto da um LIKE Conta pra gente o que você escolheu e como foi sua experiencia ... Ficarei feliz em saber que tem alguém por ai que está curtindo e sendo ajudado pelos meus relatos Um beijinho e BoaViagem
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    Nem estava planejando viajar no mês de maio, mas vi uma promoção da Gol que não dava para perder: GRU/BEL/GRU por R$ 197 reais! Estavam tão baratas as passagens que aumentei em uma perna a viagem: por R$ 116 comprei o trecho BEL/MCP/BEL pra conhecer também a capital do Amapá. Seria bacana conhecer uma nova cidade, mas isso diminuiria a minha estadia em Belém em um dia, o que de certa forma não foi tão bom assim: Belém é uma cidade cheia de possibilidades e onde gasta-se pouco para se divertir muito! Em quatro dias nas duas cidades, gastei R$ 600 (excluída as passagens aéreas, óbvio). Aéreo Ida: GRU/BEL 07MAY 22:35/02:35 // BEL/MCP 08MAY 06:07/06:59 // MCP/BEL 08MAY 19:14/20:04 Volta: BEL/GRU 11MAY 14:54/18:25 Hospedagem: Fiquei no hostel Residência B&B, que achei no site booking.com. Preço de R$ 40 a diária em quarto coletivo, com café da manhã. A vantagem deste hostel é a localização, em frente à praça da República e ao Theatro da Paz, e bem perto dos vários pontos turísticos. 1° dia - sexta Cheguei no aeroporto de Belém aproximadamente 02:30 da manhã, e teria que ficar enrolando por lá até pegar o vôo que iria para Macapá às 06:07. Rodando pelo aeroporto, um achado: em frente a uma loja de sapatos no segundo piso o encosto de braço de um dos bancos está quebrado, assim dava para deitar e tirar um cochilo! Dormi até quando deu, embarquei e cheguei em Macapá. Tinha visto no Google que perto do aeroporto de MCP tinha linhas de ônibus para o centro. Perguntei para a atendente de informações da Infrazero, que não soube me explicar direito como chegar ao tal lugar que sai o ônibus. Resolvi ir a pé mesmo, demorei uns 40 minutos até chegar ao Trapiche Eliezér Levy, que é uma espécie de plataforma que te leva 300 metros adentro do Rio Amazonas. Tem até um trenzinho, mas pelo que parece não funciona há tempos. Esse que deveria ser um dos principais pontos turísticos da cidade está em total estado de abandono: existem tábuas soltas que podem causar acidentes, o lugar está sujo (o banheiro está além de qualquer possibilidade de uso) e me parece ser perigoso à noite. Saí de lá e fui para o Forte de São José, é pertinho, não dá nem 10 minutos andando. O Forte de Macapá tem entrada gratuita, é bonito (mais do que o de Belém) mas como ponto fraco é que não tem praticamente acervo historiográfico. Entrando nas casamatas vi muito material de construção e reparo, o que indica que o forte deve estar (ou estará futuramente) em processo de restauração. Saí do forte, atravessei a avenida e lá estava o mercado municipal de Macapá, que não é nada além de alguns botecos e restaurantes populares. Como estava muito calor resolvi tomar uma breja e esperar a chuva passar. Macapá é uma cidade de clima muito instável: Chove-pára-chove-pára-chove-pára. Tomei uma Draft, que é uma linha popular da cervejaria Cerpa, muito comum no Norte e melhor do que as cervejas populares da Ambev, na minha humilde opinião. No mesmo bar que eu estava um mototaxista, perguntei pra ele quanto custaria me levar ao Monumento do Marco Zero. Fechamos por 10 reais e segui para lá. O Marco Zero não é nada demais, vale mais pelo simbolismo de saber que a linha do Equador passa exatamente ali, e dizer que esteve no hemisfério norte e sul ao mesmo tempo No piso inferior do monumento tem uma lojinha, comprei umas lembranças e tomei sorvetes de cupuaçu e tapioca (bons!) antes de subir as escadas que levam ao marco divisório de hemisférios. Tirei algumas fotos, desci para usar o banheiro, estava fechado. Então caminhei para um posto Ipiranga que tem ali perto, usei o banheiro e já tomei mais uma breja (dessa vez a Tijuca, também da cervejaria Cerpa) e conheci o lado externo do estádio Zerão, cuja peculiaridade é que a linha do meio de campo é alinhada à linha do Equador, de forma que cada time joga em um hemisfério diferente Meu próximo destino era o Museu Sacaca, em frente ao citado posto Ipiranga tem um ponto de ônibus, peguei o busão (R$ 2,30) que subiu a Avenida Hildemar Maia, saltei e fui andando até a Avenida Feliciano Coelho, que é onde fica o museu. Ao chegar lá descobri que eles fecham (parcialmente) do meio dia às duas horas. A decepção só foi atenuada porque mesmo com algumas partes do museu fechadas, dá pra ver muita coisa interessante. A parte aberta do museu é uma pequena reserva de floresta amazônica, dá pra ver as espécies de árvores típicas da região, além de algumas esculturas que representam os ribeirinhos, índios e povos em geral que compõe a população do Amapá. Minha próxima parada era o Museu Histórico de Amapá Joaquim Caetano da Silva. Após rodar muito para achar, vi que estava fechado. Um funcionário que mexia em alguma coisa na calçada do museu me disse que estava em reforma e restauração. Pelo estado do museu que vi pelo lado de fora, estava precisando mesmo de um trato. Em frente fica a catedral São José de Amapá, que não me chamou a atenção, então voltei à orla do rio Amazonas perto do trapiche onde escolhi um bar e fiquei bebericando até dar a hora de ir ao aeroporto. Não tinha mais nada para fazer em MCP, então fui para o aeroporto andando novamente. Já em Belém, a missão era chegar ao hostel. Peguei o busão 638 – Presidente Vargas e desci na Praça da República, pertinho do hostel. Fiz checkin no hostel, tomei banho e fui dar uma caminhada nas imediações. Descendo a rua do hostel e virando à direita tem uma balada frequentada principalmente por rockeiros e universitários, tomei umas duas brejas, fiquei enrolando por ali e fui dormir. 2° dia - sábado Acordei cedo e o primeiro local do dia era o Mangal das Garças. Resolvi ir a pé, o que fiz em mais ou menos 30-40 minutos com sol castigando. Chegar lá a pé é fácil: saindo da praça da República é só pegar a rua Gama Abreu (que ao longo do caminho muda de nome para Av Almirante Tamandaré) e ir direto. Não paga para entrar no Mangal, mas algumas atrações à parte são pagas, como subir a Torre de Belém, o Museu de Navegação, o Borboletário e o Orquidário. Cada atração custa R$ 5 para entrar, ou paga-se 15 reais para ir em tudo. O que me interessou de verdade foi a torre, então paguei 5 mangos e subi de elevador. A vista é sensacional! Dá pra ter a vista aérea do paisagismo do parque, ver o rio atrás de você e boa parte da cidade à sua frente. Calor infernal na moringa, eu andava um pouco e procurava uma sombra, assim devagarinho conheci o parque todo, as garças, as iguanas, flamingos, borboletas... antes de ir embora subi uma plataforma de madeira, que leva ao restaurante e ao Museu da Navegação, e também a um espaço com bela vista do rio Guamá e bancos para descanso. Saindo do Mangal das Garças e chegando na praça do Arsenal, virei è esquerda e segui direto na Rua Doutor Assis. Nessa rua dá pra ver muitos casarões históricos, tinha um que estava muito bem conservado e era bonito demais, mas infelizmente não tirei fotos. Ainda seguindo na Dr Assis cheguei na Praça do Carmo, onde parei pra tomar uma cerveja e apreciar a parte externa da Igreja do Carmo, que tem aquela arquitetura barroca característica. Vi uma fachada de um bar bacana naquela praça e o ambulante me disse que só abria a noite e que enchia: era o Bar do Carmo. Voltaria ali à noite para tirar a prova. Ainda seguindo pela mesma rua cheguei numa praça bonita, bem conservada, e que fica de frente para o Complexo Feliz Luzitânia. Não entrei neles, fiquei rodando naquele entorno. Fui no Museu de Arte de Belém (R$ 4), um antigo casarão residência dos governadores coloniais. Arquitetura bonita, tinha uma exposição de um artista local no piso térreo e um acervo interessante para quem gosta de História no piso superior. Passeio bacana e que rende boas fotos, mas não se perde muito tempo aqui. Bem ao lado tem o Museu Histórico do Estado do Pará (gratuito), mas que não está no mesmo nível de seu vizinho. Do lado de fora percebe-se que está precisando urgente de um restauro, e do lado de dentro não tinha monitores, e ao que parece, nem exposição. Ninguém veio me atender, fui embora. Voltei andando à praça florida, resolvi entrar no Forte do Presépio (gratuito). Não tem acervo historiográfico, o que tem de mais interessante são os canhões, originais de época, e um terraço que dá para tirar algumas fotos do Ver-O-Peso de longe. Achei menos interessante que o Forte de Macapá. De lá segui para a Casa das Onze Janelas, onde aconteceu o primeiro problema com horários. Não sei o que acontece em Belém, mas várias atrações turísticas reduzem o horário de funcionamento aos fins de semana e feriados, que é justamente quando tem o maior fluxo de turistas! E também não dá para acreditar nos sites deles. Pelas informações obtidas na net, imaginei que ficaria aberto até 16hs, mas fui entrar (era 13h30 aproximadamente) e já estava fechado, o segurança informou que fecha às 13h00 aos fins de semana. Lá dentro tem um restaurante, pedi para usar o banheiro, e pelo menos deu para ver muita coisa do lado de dentro. O Museu de Arte Sacra também já estava fechado, e eu achando que era aberto até as 16hs... Próxima parada: Ver-O-Peso. Não dá nem dez minutos de caminhado do Forte até o Mercado, fui observando tudo. O mercado é dividido por setores, na parte de ervas as vendedoras ficam tentando atrair os turistas, fui lá pois tinha uma encomenda de óleo de bôta (R$ 5) para uma amiga. Passei pela parte de polpas, vende-se polpas congeladas de tudo quanto é fruta amazônica, passei na parte de artesanato e comprei os meus imãs de geladeira pra coleção... fui andando, tem a parte de mercearia, de frutas, de farinha, de mandioca, tudo bem dividido, cheguei na parte de comida! No Box 66 – Barraca da Carioca provei o caldo de tacacá (R$ 10). Bem diferente para o padrão paladar de um paulistano, vem com camarão e jambú, a erva que dá dormência na língua Delícia! Continuando o tour gastronômico fui no vizinho chique do Ver-O-Peso, a Estação das Docas. Fui direto na Amazon Beer, provar as cervejas locais, todas muito boas (preços entre R$ 5,20 a R$ 8,50, chopp ou long neck), mas eu destaco a Witbeer feita com taperebá (ou cajá, dependendo da região do Brasil), principalmente para quem gosta de cervejas frutadas. Até pensei em comer alguma coisa, mas os preços estavam proibitivos, além do fato de que não oferecem meia porção: uma porção com 20 pastéis é muito grande para uma pessoa só por mais ogra que ela seja. Outro problema recorrente no Pará para quem viaja sozinho: porções individuais praticamente non ecziste! Coladinho com a Amazon Beer tem a celebrada Sorveteria Cairú: só provando pra saber porque é celebrada! Pedi um sorvete na casquinha de doce de cupuaçu com castanha do Pará (R$ 6,50 a bola) e certamente foi uma das experiências sensoriais mais incríveis da viagem toda! É muito bom, é a Ana Maria Braga passando debaixo da mesa 1000 vezes! Resolvi descansar, voltar pro hostel é fácil: ao sair da Estação das Docas é só caminhar para o lado oposto do Ver-O-Peso, que se chega no cruzamento da Av Presidente Vargas. Só seguir na Vargas direto (uns 10 minutos) e você chegará na Praça da República. Voltei pro hostel louco pra tomar um banho, chegando lá descobri que o bairro estava sem água (raiva). Então bora bater perna de novo, fui à Basílica de Nazaré (uns 15-20 minutos a partir do hostel). Estava acontecendo uma missa bem na hora, não quis entrar e atrapalhar, então fiquei admirando só do lado de fora, o que por si só já valeria a pena ter me deslocado até lá. A praça em que se situa a Basílica é bonita e bem cuidada, e apesar disso ainda estava ocorrendo algumas obras de melhoria. Fim de tarde, já começando a escurecer... fui gastar sola de sapato de novo, pra ir na Portinha (Rua Doutor Malcher, 434), uma sensacional casa de salgados na Cidade Velha. Mas não são salgados comuns como coxinha de frango ou esfiha de carne... os salgados d’A Portinha são feitos com ingredientes locais, como a esfiha de camarão com jambu ou o salgado de pato no tucupi. Apesar de não ser barato (R$ 6 a unidade) vale demais a pena, porque é um tipo de coisa que você não vai provar em qualquer lugar, só lá mesmo. Pirei nesse lugar, e do lado tem um pequeno armazém de secos e molhados, onde uma turma de velhotes tomava cerveja, jogava baralho e ouvia coisas como Nelson Gonçalves, Don e Ravel, Odair José... parecia ter sido transportado para algum ponto do passado, achei bem bacana a cena e me aproxeguei para comprar uma cerveja. Fiquei ali comendo, bebendo e observando por um tempo, até que resolvi ir ao bar que havia visto anteriormente na Praça do Carmo e que estava fechado. Pertinho, nem cinco minutos de caminhada cheguei no Bar do Carmo, onde um público jovem tomava cerveja Tijuca e acompanhava uma roda de samba que ia levando com competência vários clássicos (Jovelina, João Nogueira, Nelson Cavaquinho, Beth Carvalho...). A decoração do bar é bem bacana com vários discos de vinil nas paredes e quadros com caricaturas dos grandes mestres da música brasileira. O pessoal não cabe todo no bar que não é muito grande e vai se espalhando pela praça, levando mesas, ocupando bancos... o tipo de coisa que não se vê mais em São Paulo. Voltei pelo mesmo caminho, subindo a Av Almirante Tamandaré até chegar na Praça da República novamente e como não havia comido nada no bar, encostei no Lanches do Rosário, um grande trailer onde se fazem lanches diversos, inclusive o cachorro-quente sem salsicha: colocam carne moída no lugar. Os lanches em geral são grandes e baratos, ideal para forrar o estômago gastando pouco. Enquanto esperava meu lanche engatei uma conversa sobre futebol com um funcionário e outro cliente. É impressionante como os paraenses são fanáticos por futebol e orgulhosos dos times locais, a grande maioria é Remo ou Paysandu e se vê gozações mútuas desses torcedores por todas as partes. Já tarde da noite voltei ao hostel, e a água tinha resolvido voltar também (haha), tomei um bom banho e descansar para o próximo dia. 3° dia – domingo Minha primeira missão no domingo seria conhecer o Theatro da Paz. Verifiquei previamente no site deles o horário de funcionamento, que constava das 09h as 11h aos domingos. Na quarta-feira anterior à viagem liguei para confirmar o horário e parecia que estava tudo OK. Mas... quando cheguei no teatro, pouco antes das 09h perguntei para um funcionário sobre a visita e ele me disse que de domingo só começa às 10h. Fiquei putíssimo, louco de raiva mesmo mas tentei não demonstrar. Tirei umas fotos do lado de fora e fui andando até a Basílica de Nazaré, onde dessa vez conseguiria ver o interior dela. A igreja é bonita demais! Vitrais, estátuas, pinturas e a arquitetura, tudo é maravilhoso, o negócio é ver com os próprios olhos. Ali pertinho da Basílica (uns 5 minutos a pé entre eles) fica o Museu Paraense Emílio Goeldi (R$ 2), uma espécie de mix de jardim botânico, zoológico, museu e área de preservação ambiental amazônica. Rodei por ali, vi antas, araras, tucanos, vitórias-régias, taperebazeiras e várias outras espécies animais e vegetais. Tem alguns espaços em que se pode sentar à sombra e apreciar a vista. Por fim tem um museu em que estava rolando três exposições temporárias: uma sobre lendas indígenas, outra de fotografias sobre a ilha de Marajó e a última sobre arte rupestre em Monte Alegre, uma cidade paraense perto de Santarém com diversas formações rochosas que já viraram um desejo de viagem pro futuro. Queria ir na Ilha do Combu, para tanto deveria chegar na Praça Princesa Isabel. Resolvi ir a pé, o que é teoricamente fácil , pois basta sair do Museu Emílio Goeldi e descer a Avenida Alcindo Cancela direto. Porém o sol forte tornou a caminhada cansativa, então parei num posto de gasolina e tomei uma breja. Depois parei num bar e tomei outra. Esta avenida é lotada de bares e restaurantes populares, principalmente quando se vai chegando ao fim dela, já perto da Pç Princesa Isabel, de onde partem os barcos para Combu. A passagem do barco custa R$ 4 (sai a cada 20 minutos) e só me lembro que a travessia é rápida, mas não sei quantificar o tempo. O barco tentou parar em um ponto da ilha, já tinha dois barcos atracados então foi tentar atracar em outro. Descemos, logo de cara tem um restaurante, o Combu da Amazônia, atrás dele tem uma espécie de portal com os dizeres “Trilha da Amazônia”. Fui seguindo nessa trilhazinha que é suspensa, mas a madeira em péssimo estado de conservação é um convite para acidentes. A trilha é bem curtinha mesmo, nem 5 minutos, mas pelo menos dá pra ver a floresta em um estado mais selvagem do que no Emílio Goeldi. Voltando ao restaurante pedi uma cerveja Tijuca 600 ml (R$ 7), fiquei enrolando por ali até que pedi o cardápio. Totalmente fora de cogitação para quem está mochilando com pouca grana. Um prato de comida por R$ 70, não tem pratos individuais, e as porções de petiscos são grandes e caras demais para alguém sozinho. Fiquei batendo papo com o atendente do bar, comentei que tudo que tinha ali eu já havia comido no Ver-O-Peso por 3, 4 vezes menos dinheiro. Ele me falou que a ilha é assim mesmo, para turistas endinheirados, e que o outro restaurante da ilha, o Saldosa Maloca é mais caro ainda. Talvez tenha sido nesse lugar que o barco tentou atracar e não conseguiu quando estávamos chegando. Meu veredicto: a Ilha de Combu é a maior furada! Programa pega-turista mesmo. Saindo de Combu e voltando em terra firme, percebi que tinha um clube em que ia rolar as famosas festas de aparalhagem paraense. A festa ia começar por volta das 16h, então o objetivo era almoçar e depois enrolar até dar o horário em que a festa estivesse mais ou menos cheia. Resolvi parar no Restaurante do Careca, que de vista parecia ser bem popular, mas me levou 30 mangos em um PF! Mas pelo menos o peixe que acompanhava o rango estava maravilhoso e o objetivo de enrolar um tempo foi atingido, fiquei conversando com o irmão do dono do restaurante sobre a cidade, Remo e Paysandu, e ele me disse que a Fafá de Belém quando está na cidade sempre vem almoçar no Careca... um velho contador de estórias e muito generoso, se dispôs a pagar as cervejas (haha) Saí do restaurante e voltei para a aparelhagem, já era mais de 18h e perdi a promoção que até este horário não pagava para entrar e o balde de long neck com 5 unidades custaria R$ 10. Então paguei 10 mangos para entrar, e fui entender o que é o brega paraense. É um ritmo animado, com batidas mais ou menos rápidas dependendo da música, mas mesmo nas mais agitadas se dança agarradinho. Boa parte das músicas são versões de sucessos internacionais, adicionados de um tecladinho e uma bateria eletrônica ao ritmo paraense, sem a menor preocupação com direitos autorais. Mesmo em clubes simples como o que eu fui a preocupação com a estrutura de luz e som faz parte da cultura dessas aparelhagens, o som estava melhor do que o de muitos shows com ingresso caro que fui em São Paulo, e as luzes eram um show a parte. Na minha concepção, ir numa festa dessas meio que equivale a visitar o Ver-O-Peso, não dá para compreender totalmente o espírito do paraense sem ir num lugar desse (sem contar o Círio de Nazaré, mas aí é outra história).Percebi que o dinheiro estava acabando (e lá não aceita cartão), então guardei o trocado do ônibus e bebi o resto. Acabando a grana saí da festa, voltei no restaurante do Careca pra perguntar qual busão pegar para voltar para o hostel. Indicação tomada, segui caminho. Quando estava quase chegando vi uma sorveteria Cairú e resolvi descer. Como aceitava cartão de crédito, tomei dois sorvetes, um de taperebá e outro de açaí com tapioca. Os dois absurdamente deliciosos. Após tomar banho, voltei à Praça da República para fechar a noite, novamente Lanches do Rosário e o hot dog sem salsicha, chamado de massa fina (R$ 4,50). Bucho forrado, hora de dormir. 4° dia - segunda Tirei o dia para andar a toa na Cidade Velha. Para quem gosta de casarões coloniais e construções históricas Belém é tipo um parque de diversões. Diferente de outras cidades que possuem um centro histórico com o casario localizado num lugar só, Belém possui estas construções em diversos pontos da cidade. Na Cidade Velha é onde tem a maior quantidade, mas no Reduto e no bairro Nazaré também tem bastante. Andei, andei e andei, vendo toda aquela arquitetura que contrasta com os prédios todos iguais em estilo neo-clássico que vejo em minha cidade. Fui novamente no Ver-O-Peso, dessa vez para comprar frutas e provar o peixe com açaí. Adorei o peixe, mas não vi graça no açaí que o acompanhava, não sei se a preparação foi ruim ou se o açaí em seu estado natural é meio sem gosto mesmo. Após as compras voltei para o hostel, acertei as contas e bora pro ponto de ônibus para ir ao aeroporto. Um rapaz que estava no hostel iria no mesmo vôo que eu de volta para São Paulo, então fomos para o ponto descobrir o busão para o Val-de-Cans. Saindo da rua do hostel, é só virar à esquerda, no segundo ponto de ônibus. O busão demorou uns 40 minutos para chegar ao aeroporto, como cheguei muito cedo resolvi tomar um chopp Tijuca (R$ 6) enquanto meu recém-amigo resolveu comer um arroz de jambu (R$ 6). O nome do restaurante é Muiraquitã, e é realmente um achado, com comidas e bebidas a preço justo, nem parecia que estávamos dentro de um aeroporto! Antes de voltar a São Paulo, um contratempo: fomos avisamos pelo alto-falante que o vôo atrasaria. E só. Ninguém da GOL veio à sala de embarque explicar ou dar qualquer assistência. Uma passageira que estava esperando ao nosso lado disse que isso é freqüente nos voos da Gol chegando e saindo do Val-de- Cans. Não duvidei, pois outro vôo deles também estava atrasado. Após uma hora e meia de atraso, embarquei de volta para a selva de pedra.
  44. 1 ponto
    Paris - 3º dia Roteiro: Museu das Armas, Montmartre e Champs Elysées Museu das Armas: Começando o dia mais feio de Paris, devido à chuva quase que durante todo o dia, decidi ir no Museu das Armas (entrada inclusa no PMP). Cheguei por volta das 10h, horário que ele abre, e vi que tava tendo alguma movimentação, semelhante à uma "troca de guarda" da Inglaterra. No começo ainda tava bem vazio, mas depois de uns 15 minutos começaram a chegar os meus queridos grupos de turistas e as criancinhas acompanhadas dos seus professores . Como eu não tava entendendo muito o que estava acontecendo e não tava achando aquilo a coisa mais legal do mundo, decidi entrar antes de todos e aproveitar que as galerias ainda estavam vazias. Fiquei quase 1 hora andando sozinho por aquele museu (a celebração era interminável) até o pessoal começar a entrar. Muita coisa pra se ver, armas de todas as épocas imagináveis, armaduras incríveis, escudos, canhões e vários objetos remetendo à era Napoleônica. Gostei muito desse museu, recomendo ! Quando eu estava indo pro túmulo do Napoleão, aí que a galera que esperou até o fim começou a entrar no museu, então praticamente tive um momento à sós com o Napoleãozinho! Dica: Resolvi comer na lanchonete do museu. Em Paris é mt comum o tal do "formule" que consiste de um salgado+café+suco, por € 5,50. Pelo preço até que vale a pena, mas eu que sinto fome à toda hora, logo depois já tava procurando outro lugar pra comer! Saíndo do museu, vc estará pertinho da Ponte Alexandre III e do Grand e Petit Palais, não deixe de passar por lá nem se for pra ver só por fora, são lugares muito bonitos! Como nesse dia tava chovendo e um frio de rachar, que fez valer todas as minhas compras do dia anterior, não pude ficar horas apreciando o movimento das águas do Sena e parti pra Montmartre! Montmartre: Se fosse pra escolher um momento da viagem de Paris pra esquecer, seria esse! Como eu sabia que é comum o golpe das fitinhas nas escadarias da Sacre Couer, uma opção para subir até a igreja e evitar passar por isso, seria subir pelas ruas laterais! Pra isso, eu deveria descer na estação Blanche, ao invés da Abbesses, que é a mais comumente usada. Pois bem, lá fui eu pra dita cuja, mal sabendo o que me esperava. Descendo do metrô, fui recepcionado pelo cheiro de urina mais INSUPORTÁVEL que eu já senti na vida! Muito banheiro de rodoviária fica no chinelo!! Aquilo impregnou de uma forma que eu não conseguia pensar em mais nada, só queria sair correndo dali! Saindo da estação quase vomitando, dei de cara com o Moulin Rouge...e pensei: "Não acredito que o tal badalado Moulin Rouge é só isso, um prédio vermelho perdido no meio de outros!!! Se não fosse aquele moinho, passaria despercebido por mim. Decepção total... Subindo a rua Lepic, eu fui conhecer o famoso café do filme da Amélie Poulain. Estava bem vazio, e como eu sabia que as coisas eram bem caras e não eram das melhores, minha intenção era só conhecer mesmo. Me senti dentro do filme, quando dentro do café, começou a tocar uma das músicas da trilha sonora! E eu sentadinho na cadeira em frente ao pôster, folheando o cardápio, com cara de quem ia pedir alguma coisa, só pra confirmar que era tudo muito caro mesmo! Continuei a subida até a igreja, meio perdido, pq eu já não tava mais me achando no mapinha que eu tinha feito. Do nada, a basílica apareceu! Muito bonita! Completamente diferente da Notre Dame! Não entendi o porquê, mas não pude entrar. Como o tempo nesse dia tava uma caca, o visual de Paris lá de cima não foi dos melhores. Do alto, já pude ver nas escadarias vários africanos aplicando o famoso golpe das fitinhas em todos que passavam por eles...tinha uns 5 grupos, com uns 7-10 homens em cada (isso pq tava chovendo e frio, imagino no verão!). Como o passe de transporte inclui o funicular de Montmartre, resolvi ir até o balcão de informações perguntar quando era o próximo. - Só daqui à 1 hora, a mulher respondeu.... Eles tiveram algum problema, e teria um certo atraso no horário. OK. Resolvi voltar pelo mesmo caminho, já que eu tava morrendo de fome e com frio. Já voltando, eis que me deparo com um grupo desses africanos! Olho pra um lado, ninguém...olho pro outro ninguém...nenhuma loja por perto...eram eles me encarando e eu, com cara de turista assustado cheio de dinheiro pra dar, pronto pra cair na deles! Nesses 2 segundos, já pensei neles roubando meu passaporte, meus cartões, meu dinheiro, minha câmera e a dor de cabeça que isso tudo ia me dar. O que eu resolvi fazer? Correr é claro! Descida de Montmartre e tudo molhado, era mesmo a melhor opção ! Não deu outra! Caí um belo de um tombo, digno de filme! Quando eu me vi, estava quase debaixo de uma quitanda, com o dono me olhando assustado! Gentilmente ele me ajudou, contei o que tinha ocorrido, e segundo ele, não fui o primeiro a escorregar por ali! É incrível que em um país como a França isso ainda aconteça, todo mundo sabe que isso é comum por lá, e eu não vi um policial sequer. Pra piorar, eu consegui ralar o cotovelo, mesmo estando todo encapotado, e lembra daquela farmácia que eu levei? Sim, deixei no hostel... Ao menos o senhorzinho me deu uma maçã de consolo! Os caras? Quando levantei, nem sinal daqueles fdp! Na descida, rumo ao metrô, e de frente com a basílica, tem várias lojinhas de souvenirs (caros, não compre lá) e lojas de chocolate (prove! um mais gostoso que o outro). É realmente uma região bem bonita, mas à essa altura do campeonato eu não tava achando nada legal! Nessa rua tbm tem 2 lojas de roupas, chamadas SYMPA, uma para homem e outra para mulher, o preço é bem em conta, mas é um caos achar qualquer coisa, haja disposição e paciência pra revirar aquelas roupas! Dica 1: Próximo ao metrô Anvers, tem um lugar que se chama "Bip Burger". Comi um crepe muito gostoso e chocolate quente por €5,00. Atendentes extremamente simpáticos! Sente-se no andar de cima e veja o movimento da rua! Dica 2: Uma coisa INDISPENSÁVEL é um porta-dólar! Eu só não fiquei mais inseguro em Paris, pq todas as minhas coisas de valor estavam nele. Champs Elysées: De costas pro arco, percorri inicialmente pelo lado esquerdo e voltei pelo direito. Muitas lojas, tudo muito bonito e caro. Infelizmente as luzes de natal ainda não estavam prontas. Apesar do frio, não resisti e entrei na Häagen Dasz *.* ! Quando saí, começou um toró! Meu guarda-chuva virou e quebrou em 3, lógico! Se é pra quebrar, que seja na Champs Elyssés! Ahh...constatei tbm, pra minha infelicidade, que do lado esquerdo da avenida tem muito mais entradas pra metrô do que do lado direito! Eu não achava uma nem por decreto! Assim, com chave de ouro, terminou meu 3º dia em Paris. Se minha estadia por lá tivesse acabado nesse dia, eu teria dado uma nota 4.0 pra Paris! O que eu faria diferente numa próxima viagem: Esperaria aquele bendito funicular nem que demorasse o dia todo! ahahah ...Quanto aos lugares, acho que o Museu das Armas é bem interessante pra quem gosta do assunto, caso contrário, pode parecer entediante. Montmartre é um ítem obrigatório para quem visita Paris, espero que vocês tenham mais sorte por lá! Pra compensar, o próximo post será sobre Versailles! O que foi, pra mim, o melhor dia por lá!
  45. 1 ponto
    Paris - 2º Dia Roteiro: Centre George Pompidou, Hotel de Ville, Notre Dame, Sainte-Chapelle, La Conciergerie e Louvre. Descansado, era o dia que a viagem ia começar pra valer. A empolgação no primeiro dia era tanta, que minhas pernas começaram a doer antes do previsto! Saí do Brasil, com um roteiro básico diário que eu pretendia seguir. Muita coisa deu certo, mas claro que lá eu tive que fazer algumas modificações. Um conselho óbvio é planejar de acordo com a localização das atrações para evitar muito deslocamento, mas o legal tbm é sempre ter um plano B com alguma atração em ambiente fechado para quando começar a chover. Além disso, em Paris alguns lugares principais fecham nas segundas/terças, ou possuem horários especiais, então é bom estar atento. Alguns exemplos: Segunda estão fechados: Palácio de Versailles, Museu D'Orsay, Museu das Armas. Fechado na terça: Louvre Quarta-feira: Louvre aberto até as 22h (melhor dia pra ir lá) Domingo: Entrada gratuita no Arco do Triunfo E uma coisa bem interessante, é que no 1º domingo de cada mês, vários museus possuem entrada gratuita, dentre eles o Louvre! E de Novembro até Março, Versailles também! No excelente site conexão paris, tem uma lista completa: Link: http://www.conexaoparis.com.br/2011/03/30/museus-gratuitos-no-primeiro-domingo-de-cada-mes/ Então planejem direitinho para aproveitar melhor o tempo e evitar aborrecimentos! Bom, vamos lá. Foi nesse dia que eu ativei o Paris Museum Pass (PMP) Centre George Pompidou: Entrada inclusa no Paris Museum Pass. Não sou um exímio conhecedor de arte, então não entrei. Só uma visita externa mesmo! Hotel de Ville: Na minha opinião, um dos monumentos mais bonitos de Paris! É pertinho do Pompidou, tinha algumas barraquinhas na frente vendendo comida, lá comprei o meu primeiro crepe de nutella (€ 3,50). Notre Dame: A entrada na igreja é de graça. Como ainda era bem cedo, não tinha muita gente então deu pra ver tudo direitinho e com bastante calma. Como admiro muito arquitetura gótica, achei realmente linda. Além de toda a história que a envolve. Tinha um audio-guide pago (não incluso no PMP), não lembro exatamente o preço, mas não paguei. Depois, segui pra fila pra subir nas torres. O PMP dá direito, mas sem fila preferencial. Foi o lugar que eu peguei a fila mais demorada durante toda a viagem (10 minutos ). Se você subir no Arco do Triunfo, não recomendo subir na Notre Dame, a não ser que você queira muito ver as gárgulas. As escadas sem fim começam a ficar muito estreitas à medida que você vai chegando no topo, muita gente fica tonta e empaca, a visão lá de cima não é das melhores e não tem muito espaço para você ficar. Dica: Na rua em que se forma a fila pra subir (lado esquerdo de quem olha a catedral de frente), tem um restaurante com comida muito boa (não lembro o nome, mas tem uma barraquinha de crepe em frente) à preços aceitáveis. Nesse dia, comi um prato enorme de spaghetti à bolonhesa, por € 6,00 (só aceitam dinheiro). Foi nessa mesma rua, pertinho do restaurante, que eu encontrei os souvenirs menos caros de lá,e olha que eu rodei procurando os melhores preços! Nas proximidades tbm, você pode provar o famoso sorvete Berthillon. € 8,00 por duas bolas. Tá, é bem gostoso, mas achei muito caro. Na Champs Elysees, tem uma sorveteria da Haagen-Dazs com o preço bem mais em conta. Sainte-Chapelle: Entrada inclusa no PMP. Bem pequena, com 2 andares. Vi rapidamente o andar de baixo e subi pra ver os principais atrativos, que são os vitrais. São IMPRESSIONANTES, foto nenhuma passa uma imagem real do que se vê quando está lá. Tem um vídeo mostrando como parte daquele trabalho foi feito e alguns guias impressos explicando as principais imagens! La Conciergerie: Entrada inclusa no PMP. A principal atração é sem dúvida a cela onde ficou Maria Antonieta. Algumas obras também ficam em exposição na entrada, que diga-se de passagem, achei bem mais interessantes. Louvre: Entrada inclusa no PMP. Minha intenção era ir na quarta-feira à noite, no mesmo dia que eu iria à Versailles, mas começou a chover e resolvi ir na segunda mesmo. Melhor coisa que eu fiz, não façam os 2 museus no mesmo dia, pq é MUUUUITO cansativo. Bom, no Louvre todo mundo já sabe para onde rumar: Monalisa, é claro...e confesso que não achei o quadro tão pequeno quanto falam, era o que eu esperava mesmo. Pensei que eu ia chegar na sala dela e ver milhões de pessoas se acotovelando para conseguir a foto, mas não, tava relativamente vazio e tranquilo! O museu é muito grande, cansa demais andar por todas aquelas alas, e mesmo que eu tenha planejado algumas coisas em específico, me perdi váaaarias vezes. Agora uma coisa fundamental é ser persistente e ir atrás do que eu considerei o lugar mais legal dentro do Louvre: os aposentos de Napoleão. Depois de quase desistir de encontrá-lo, toda a caminhada valeu a pena. Como são bonitas aquelas salas! Não pode deixar de ir! Dica: Não entre pelo acesso da pirâmide de vidro, está sempre lotada, apesar de ter filas preferenciais para quem tem o passe. Contenha-se e vá pela entrada que tem dentro da estação de metrô Palais Royal Musée du Louvre! O que eu faria diferente numa próxima viagem: Primeiramente, não subiria nas torres da Notre-Dame. Se você tiver o passe e muita vontade ( mas MUITA vontade mesmo), OK...mas não compensa pagar separado! A Sainte-Chapelle é muito bonita, mas se você tiver pouco tempo em Paris, não é indispensável! Achei a Conciergerie muito bonita por fora, mas é uma atração em que eu não voltaria. Uma coisa que eu esqueci de mencionar e acho importante, é que poucas lojas abrem aos domingos, então meu plano de comprar roupas pro frio no primeiro dia não deu certo! Nesse dia, fui até à Decathlon próxima do metrô Madelaine onde comprei várias peças de roupas que foram mais do que suficientes pra suportar o frio que fez por lá! Outra coisa, eu pensava que por ser uma época fria, eu não teria tantos problemas com àgua, já que supostamente eu teria menos sede. Comprei algumas garrafas em um mercado MONOPRIX (guarde esse nome) e achei q bastaria. Doce engano, eu nunca senti tanta sede na minha vida! ãã2::'> Eu não agüentava mais comprar água, minha boca e garganta secavam à toda hora, à noite então era que a coisa atacava! Conversando com alguns nativos ou outras viajantes, todos relatavam a mesma coisa! Então, estejam sempre munidos de água!
  46. 1 ponto
    Paris - 1º dia Roteiro: Arco do Triunfo e Torre Eiffel Desembarquei no aeroporto Charles de Gaulle às 8h00 da manhã (ainda tava tudo escuro), e na saída já comprei o Paris Museum Pass e o Paris Visite Pass no ponto de informações turísticas. Segui as placas “Paris by train” até chegar na estação do trem que me levaria pra Gare du Nord (€9,50 o trecho caso eu não tivesse comprado o passe de transporte). Ali já tive meu primeiro perrengue: tinha 2 trens parados, com gente entrando em ambos, então a tática de seguir o fluxo não se aplicava, e eu não achava de jeito nenhum a indicação do sentido do trem, que segundo o que eu tinha lido era pra ser “Robinson”. Arrisquei e entrei em qualquer um, e já lá dentro, olhei as próximas estações e vi que estava no sentido certo. Claro, confirmei com umas três pessoas antes de me sentar. Estampei a faixa de turista perdido naquele momento, mas os franceses foram muito simpáticos. Primeira impressão positiva. No trem, tomei um baita susto. Estava eu, sentado e observando boquiaberto aquelas casinhas de filmes, sem acreditar que eu estava realmente ali, quando de repente, escuto um barulhão atrás do meu banco. Era um músico, com sua caixa de som e acordeão, se preparando pra entreter os passageiros durante a viagem. Tudo muito bonito, mas além de eu não ter moedas naquele momento, não pude me dar ao luxo de contribuir em euro. A viagem até a estação Gare du Nord demorou aproximadamente 30 minutos Chegando na estação, uma senhora simpática já prevendo que eu me perderia assim que eu descesse do trem, me ajudou a chegar na saída certa. Deixei minhas coisas no hostel, peguei um mapa do metro, rodei e rodei perdidamente até achar a linha de metrô que me levaria para o meu primeiro ponto turístico: Arco do Triunfo: de graça aos domingos, então não precisei usar o Paris Museum Pass! Não esquecer que, para atravessar aquela rotária maluca, usar a passagem subterrânea que tem lá. Completamente sem fila para entrar, e sinceramente achei que a subida ia ser pior (a pior, disparada, é pra subir a Notre Dame). Do alto, tive minha primeira vista de Paris, e claro da Torre Eiffel, além da região da La Defense e a Sacre Couer. Foi aqui, que tive tbm o primeiro contato com um grupo de excursão asiático, que literalmente ocupou todos os espacinhos livres que tinham lá em cima! Torre Eiffel: Como ainda era por volta das 13h, e o meu ticket de entrada era só às 15:30, resolvi ir andando até lá. Chegando no trocadero, comi por lá mesmo (eu sei que é abominável comer perto das atrações, mas não teve jeito, não tinha comido nada até aquela hora) pedi um lanche (que não estava muito bom) que custou €4,50, entreguei pro vendedor uma nota de €5,00, e fiquei esperando, em vão, o meu troco. Um rapaz, ao ver a cena e minha cara de interrogação, me disse que é costume essa prática de pegar o troco pra eles. OK, então. Não quis causar e deixei por isso mesmo. A torre superou e muito as minhas expectativas, ela é muito maior e muito mais bonita do que parece nas fotos. Só que, aquela quantidade de ciganas te enchendo o saco perguntando “Do you speak English?”, e africanos querendo te vender miniaturas da torre, irrita qualquer um. Mesmo que eu não dava bola nenhuma e nem olhava na cara, eles insistiam muito! Na hora marcada, fui pra fila, e aguardei um pouco até conseguir pegar o elevador pro 2º andar. No segundo, mais fila pra subir pro 3º, e no 3º, uma fila pra descer que demorou mais de 1hora. Avisos para ter cuidado com os “pick-pockets” em vários lugares me deixou um pouco inseguro lá em cima. Sem dúvida, vale a pena comprar pra subir até o topo. O restante do dia foi destinado à "apenas" apreciar a Torre, fiquei um bom tempo por lá. Aquele foi o dia mais frio que eu peguei em Paris e somado ao meu cansaço da viagem, fui pro hostel descansar umas 20h. O que eu faria diferente numa próxima viagem: Pra essa época do ano, acho que o melhor seria ter agendado pra subir na Torre um pouco antes, por volta das 14:30, já que começa a escurecer mais cedo, e vc tem que considerar o tempo necessário pra chegar até o topo. Por favor, me digam o que estão achando, se está muito detalhado, detalhado de menos, se querem alguma informação específica, etc! Conforme eu for lembrando de alguma coisa, vou atualizando os posts! Algumas fotos!
  47. 1 ponto
    1-Chegando no centro vc pode fazer um cartão turista pra pegar onibus, que quando for embora te devolvem o valor do cartão que custa 3,00 reais rsrs.Sim vc pode pagar uma passagem só e pegar varios onibus fazendo integrações nos terminais;passagem cara custa 2,60 coloque sempre valores que somem passagens exatas pq ao fim não devolvem o saldo do cartão. 2-sempre que passar pelo centro coma lá é mais barato. 3-Se for com amigos pode alugar uma casa que sai muito mais barato e vai poder cozinhar la oq é muito bom(acredite),tbm pode alugar kits muito baratas.Em toda parte tem anuncios de aluga-se. 4-se for pegar apenas um onibus tbm pode pedir carona que rola muito na ilha (benção divina) que polue menos e traz novas amizades. 5-saia sempre de manha para os passeios(pq muitos só funcionam ate meio dia,uma hora etc. 6-Léve sempre lanche para as trilhas(em muitos lugares não tem onde comer principalmente se for fds, muita agua e sacolas para recolher o lixo tbm. 7-Vc pode alugar bicicletas por 15$ o dia em alguns lugares,infelizmente na barra da lagoa não tinha como alugar. 8-O ponto estrategico para pegar onibus pra toda a ilha não é o centro e sim a lagoa da conceição(proximidades do terminal da lagoa).eu pessoalmente preferi ficar num lugar q fosse médio estrategico e com praia é claro. 9-gosta de lugares mais badalados e com muita gente?-jurere,ingleses e santinho sempre com muitos ricos e mulheres bonitas. surfe joaquina e praia mole, do lado leste. 10-praias lindas armação,matadeiro e lagoinha do leste(esta é a melhor e só de trilha),daniela e naufragados todas só natureza sem casaróes e muita gente. 11-Reserve um dia para ir pro continente (guarda do embáu),não vai se arrepender,vc pega um onibus 10$ que sai da rodoviaria no centro da ilha e em 1:30 jah esta na guarda do embau lindissssssima de la pode ir para o ferrugem,praia do rosa e até garobapa mais ao sul...eu preferi ir numa trilha que segue pro norte onde vc passa pelo vale da utopia e cai na praia da pinheira 1:30 de trilha linda.onibus dez pila pra voltar pra ilha, atenção aos horarios pq passa de uma em uma hora. 12-na ilha va tambem pra ilha do campeche linda tbm,pra ir pegue um barco da praia da armação 30r$ 20min jah ta na ilha,ou barco da barra da lagoa 50r$ 1;20 passeio mais longo pela costa e não esueça de levar esnorkel. 13-Va para a ilha do anhato-mirim , muitos sitios arqueologicos e beleza, pra ir pegue um barco da praia de canasvieiras ou jurere custa 45r$. 14-Léve repelente e cuidado com os ouriços em piscinas naturais e pedras...lugares com muita alga é sinal de que a agua é impropia para banho;algas são uma defesa natural do meio ambiente . 15-FAça o sandyboard nas dunas da joaquina,uma hora 20$,mas vc pode organizar um grupo e pagar 10$ como eu.Alias é bom vc organizar grupos pra tudo, por que os barcos não saem pra passear com menos de seis pessoas e vc sempre pode negociar preços em grupo. 16-Vale a pena dizer leve sempre sacolar para recolher seu lixo e recipientes para bitucas de cigarro o micro lixo mata mais que tudo...se for com crianças muita atenção com o lixo deles, oq mais encontrei nas areias foi canudinho de pirulito,pedaços de brinquedos e chupetas... oque anualmente mata centenas de tartarugas.
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