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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 12-05-2019 em

  1. 1 ponto
    OlÁ, estou em busca de cia feminina (me sinto mais confortável) para passar uma mini férias em Nova York no segundo semestre de 2019. Estou sem roteiro ainda, então a gente pode montar juntas. obs: quero ficar só em nova york, visitar museus, baladinhas, bares, restaurantes, os bairros, pontos turísticos.
  2. 1 ponto
    Mais uma vez graças a esse site, minha trip rumo à Patagônia Argentina saiu e foi mais que perfeito. Gostaria de compartilhar minhas experiências e mostrar a vocês um pouco do que esse canto do planeta nos reserva. É simplesmente mágico. Antes de iniciar, informo que fui no verão e nisso há uma particularidade: os dias são mais longos, ou seja, temos luz até quase 20h30. 🌞✌️ E isso foi um grande diferencial para essa viagem ser aproveitada ao extremo. Mesmo sendo verão, não significa que pegamos dias extremamente quentes, portanto, como boa mochileira que se preze, usei e abusei das roupas em camadas. Tendo roupas de boa qualidade, é possível estar confortável, quente e ao mesmo tempo fresca para curtir a trip, e principalmente, leve. O que faz toda diferença de peso numa caminhada. Declathon é nosso templo!! 🙌 Itens do Mochilão: 3 fleeces; Jaqueta corta vento e à prova de água; 1 calça que vira bermuda e seca rápido; 2 calças segunda pele; 6 camisetas dry fit; 3 baby look de algodão; 8 pares de meias (diversificadas entre caminhadas leves e meias para lugares de neve); Bolsa de hidratação 2L; Toalha (daquelas que secam rápido); Higiene pessoal: sabonete, shampoo, condicionador, aerosol para pés, toalha umedecida e hidratante. Sugiro colocar na mala tb Bepantol (extremamente hidratante e não deixa a pele craquelar ou sagrar por conta dos ventos frios); Necessaire com itens de primeiros socorros: aí fica a critério de suas necessidades, na verdade, levei e não usei nada, com exceção do Dorflex e o gel para dores musculares (grandes amigos diários); Touca; Luva; Bota de trekking (a minha é da Timberland Chochorua GTX); Lanterna; Protetor para orelha de fleece (grata surpresa e aliado); Protetor auricular e venda para olhos; Óculos de sol; Carregador universal (pq as tomadas argentinas são diferentes das brasileiras); Câmeras e baterias reservas; Caderno para anotações e caneta; Bastão de caminhada (melhor parceiro da viagem).😍 Levei tb um arsenal de mix de frutas secas, barras de cereais e um fardinho de todinho para garantir os lanchinhos. Cronograma: Dia 1: São Paulo - Buenos Aires Dia 2: Buenos Aires - El Calafate Dia 3: El Calafate: Glaciar Perito Moreno + Minitrekking Dia 4: El Calafate - El Chaltén Dia 05: El Chaltén: Chorrillo del Salto (6km) + Mirador de Los Cóndores (2km) y de las Águilas (4km) = 10 km ida e volta Dia 06: El Chaltén: Laguna Capri (8km) ida e volta Dia 07: El Chaltén: Laguna Torre (18km) + Laguna Madre y Hija (8km) = 26km ida e volta Dia 08: El Chaltén: Laguna de los Tres (18km) ida e volta Dia 09: El Chaltén: Descanso Dia 10: El Chaltén: Loma del Pliegue Tumbado (24km) ida e volta Dia 11: El Chaltén - El Calafate Dia 12: El Calafate: Ríos de Hielo Dia 13: El Calafate - Torres del Paine (Chile) Full day Dia 14: El Calafate - São Paulo Apesar de ser Patagônia, o foco principal foi conhecer com tranquilidade as trilhas que El Chaltén pode oferecer. Enfim, bora começar esse relato que é o que interessa. Dia 1: São Paulo - Buenos Aires Para quem nunca foi para o aeroporto de Guarulhos de ônibus é bem tranquilo e econômico: sai um buso da estação Tatuapé direto para GRU por R$ 6,15 num trajeto de aproximadamente 50 min. Meu vôo para BA levou umas 2h30 e como o voô para El Calafate sairia no dia seguinte pela manhã, optei em ficar num hostel na capital para tomar um banho e esticar as pernocas. Me hospedei no 7030 hostel e curti. É bem localizado no bairro de Palermo e a 9km do aeroporto. Fiz esse trajeto de transporte público: comprei um cartão SUBE (equivalente ao nosso bilhete único de SP) e paguei ARG 25 pelo cartão + ARG 10 pelo trajeto. Lá eles cobram por trecho. Depois de uma caminhada por algumas quadras, finalmente cheguei. Fiquei feliz por estar movimentado com ruas e bares cheios às 23h. Admito que estava receosa em andar sozinha à noite num país desconhecido. Mas foi tranquilo. Dia 2: Buenos Aires - El Calafate - Batendo perna + Glaciarium: Logo cedo voltei ao Aeroparque e fui rumo à El Calafate para enfim a trip começar. Contratei com a empresa Vespatagonia o transfer de ida e volta http://www.vespatagonia.com.ar/ custou ARS 280 e foram muitos responsáveis com horários e prestação de serviço. Ficam dentro do próprio aeroporto no box 6. O hostel que fiquei foi o Bla. Está muito próximo da avenida principal e tudo pode ser feito à pé. Era bem limpo e organizado, mas o staff pouco informado e não muito prestativo. Aproveitei meu dia livre para conhecer o Glaciarum http://glaciarium.com/es/ que é um centro de interpretação de Glaciares. A entrada custou ARG 330 e o transporte é gratuito a partir do centro de informações turísticas. O lugar é bem tecnológico e mostra de forma dinâmica as transformações que a terra passou, como são criados os glaciares e icebergs, a importância desses gigantes no planeta e curisidades sobre seus exploradores, que nomeam as famosas cadeias de montanhas da região. Acho válida a visita, para poder olhar com olhos mais aguçados para o gigante que iria conhecer no dia seguinte. Dia 3: El Calafate - Perito Moreno + Minitrekking: Fechei esse passeio direto no hostel por ARG 3300 com minitrekking e chegando no parque foi necessário desembolsar mais ARG 500 para entrar no parque. É meus amigos, vir para essas bandas significa desembolsar muitas moedinhas, portanto, organizem-se! 😉 Uma van nos busca no hostel e nos leva para o Parque Nacional Los Glaciares onde a guia nos explica sobre sua importância, que foi criado em 1937 e quais as razões de manutenção de flora e fauna, fora a delimitação de limites com o vizinho Chile. Dá detalhes sobre o gigante Perito Moreno e tivemos tempo livre para passear pelas passarelas, comer algo e depois marcamos um ponto de encontro para irmos ao porto para fazer o minitrekking. O dia estava nublado e chuvoso, mas não tirou a magnitude e a felicidade de conhecer pessoalmente o famoso paredão azul que eu namorava por fotos há anos. A imponência desse gigante de gelo é incrível e só estando lá percebi que ele é extremamente móvel. A água que o circunda é de uma força descomunal e isso o faz se movimentar e não é raro presenciar os famosos desprendimentos. São estrondos que impõem respeito e merecerem toda a nossa atenção. No horário combinado, nosso buso saiu rumo ao porto para nos levar ao minitrekking e do barco foi possível enxergar o glaciar de outro ângulo. Por conta da força das águas, a gelereira é constantemente modificada e formam-se cavernas e túneis. Na véspera de nossa ida, tinha uma espécie de ponte de gelo formada pelos contantes desprendimentos, mas quando foi nosso dia de visita essa ponte tinha caído, por isso na foto acima tem esse imenso vão. Fomos recebidos pela empresa Hielo y Aventura que é única autorizada a operar no minitrekking. Eles dispõe de dois passeios: minitrekking e big ice. A diferença entre eles é o tempo e a distância de percurso. Como a diferença de preço era muito grande, optamos por fazer o minitrekking mesmo, mas sem arrependimentos. Foi lindo. O passeio dura 1h30 e antes de iniciar o guia explica sobre gelos e glaciares, mas eu estava bem antenada por conta da minha pré aula no Glaciarium 😅. Em seguida somos levados para colocar os grampones nas botas para que possamos ter uma melhor aderência no gelo. PS: Óculos de sol e luvas são obrigatórios! Depois das instruções de como andar usando os grampones com segurança e aproveitar melhor a caminhada, finalmente começa o passeio. Inicialmente é meio sujo porque muita gente passa por lá, mas depois nosso guia nos leva para partes mais altas, limpas, onde é possivel ver água cristalina (pode beber, é uma delícia) e por várias formações curiosas. Para finalizar o passeio, nos levam para uma gruta formada pela geleira onde é possível tomar água geladinha e cristalina e ver de perto a força dessa água que faz esse gigante ter a fama que tem. E o fechamento com chave de ouro é uma dose de whisky com gelo glaciar. Esse dia entrou pra história. É uma delíciar fazer "check" num lugar que estava na sua lista dos sonhos. Dia 4: El Calafate - El Chaltén Nosso buso rumo à capital nacional do trekking sairia no final da tarde, portanto, aproveitamos o dia para bater perna e conhecer um pouco El Calafate. Infelizmente Pedrão estava de torneirinha aberta e o tempo bem fechado, mas não desanimamos fotos fotografar as duas placas icônicas da cidade: Gosta de história? Passe na Intendência do Parque Nacional Los Glaciares. A entrada é gratuita: Está localizado no centro comercial, prédio construído em 1946, declarado Monumento Histórico Municipal. Você pode caminhar pela propriedade circundante, através de um caminho interpretativo, identificar a flora nativa, exótica ou introduzida. Também um caminho de interpretação histórica, amostras de máquinas antigas que foram usadas quando o Parque Nacional começou a operar, um evento que a transformou na instituição pioneira para o desenvolvimento da área. DICA DE OURO!! 🥇 Seguindo dicas de outros amigos que fiz nesse site e que estavam antes de mim, fiz as compras de provisões de comida para o período em El Chaltén em El Calafate por dois motivos: preço e variedade. Compramos pacotes de pães de forma para fazermos lanches nas trilhas, mais provisões para complementar nosso café da manhã e fazermos nosso jantar, já que é extremamente caro comer fora todos os dias. Infelizmente a Argentina está passando por uma recessão violenta e mesmo nosso dinheirinho valendo 6x mais, os preços são tão inflados que nossa conta saiu mais cara que num mercado em SP. Mas quem converte não se diverte, então vamos que vamos. Depois de bater mais perna e almoçar, retornamos ao hostel para os ajustes finais e esperar o horário de nosso buso. A viagem até El Chaltén durou aproximadamente 3h sem paradas. Nossa pousada nos próximos sete dias foi o hostel Cóndor de los Andes. El Chaltén é muito pequena no quesito ocupação humana, mas é nela que fica a maior parte do Parque Nacional e diferente de El Calafate não se paga para entrar em nenhuma das trilhas. Por conta de sua extensão é que recebeu o título de Capital Nacional do Trekking.😀 O hostel é limpo, bem climatizado, mas o café deles é bem ruinzinho, então usamos nossas compras complementares para nosso café como frutas, cereais e ovos para enriquecer nossa alimentação que seria meio prejudicada, pois sabíamos que iríamos gastar muita energia. P.S.: Sugiro colocarem na lista de comidas vindas do Brasil: cereais como aveia e linhaça (por estarmos acostumadas como nosso arroz e feijão de todos os dias, a comida dos vizinhos se baseia em carne e batata, portanto, muito seco para nós). Invistam em alimentos com fibras, é sucesso e água, muita água. Café solúvel (porque infelizmente o café de lá não tem muita cafeína). A variedade de frutas é limitada, mas dá pra se virar com o que tem por lá. Alimentação é uma das bases de sucesso de uma viagem como essa. Dia 05: El Chaltén: Chorrillo del Salto (6km) + Mirador de Los Cóndores (2km) y de las Águilas (4km) = 10 km ida e volta Nossa programação de trilhas de baseou em um formato progressivo. Iniciar com as trilhas mais tranquilas, fáceis e de pouca quilometragem para depois gradativamente aumentarmos o grau de dificuldade e exigência, e foi uma escolha bem acertada. Iniciamos com a cachoeira da região chamada Chorrillo del Salto. As trilhas são bem demarcadas e emplacadas, não tem como se perder ou se sentir insegura (no caso para nós mulheres que sempre temos que ter atenção redobrada em grandes cidades ou qualquer lugar). Essa cidade foi uma grata surpresa, pois em nenhum momento, andando pelas trilhas incríveis que vivenciei, senti minha segurança abalada. Portanto, MULHERADA, SE JOGA!!!💃🏽 É uma caminhada plana e tranquila e encontramos muitas pessoas da terceira idade pelo caminho. Aliás, isso é muito inspirador e estimulante. Muito bacana. Esse caminho é norteado pelo Río de las vueltas. São 3km do ponto inicial e como eu disse, bem tranquilo e sussa. A cachoeira é pequena, mas é um lugar bonito. Aproveitamos a vista para fazer nosso lanchinho. Animadas com a tranquilidade do percurso e que apesar de nublado, tínhamos aí mais tempo de luz, emendamos e fomos para a outra ponta do parque rumo às duas trilhas de nível fácil: Mirador de los Cóndores y de las Águilas. Sendo a qualidade de mirantes, o percurso era em forma de subida zigue e zague com vários pontos de paradas e para os cansados, bancos para descanso. No mirador de Los Cóndores vê-se El Chaltén em sua totalidade. E tivemos a sorte de ver um Cóndor dar show. É considerada a maior ave andina com envergadura de até 3m. Mesmo com o dia bem encoberto, a beleza de cadeia de montanhas que circunda a cidade é encantadora. Estava maravilhada com o pouco que pude ver, e torcia internamente para que os próximos dias fossem mais limpos. Esses caminhos foram nosso test drive com nossos bastões de caminhada que tiveram papel determinante para o sucesso da viagem. Já que infelizmente meus joelhos já não são tão 100%, mas esse bastão é salvador. Coloquem na lista de vocês, é um investimento mais que válido. Terminamos nossas contemplações e caminhadas bem no final da tarde, quase início de noite e foi sucesso. Dia 06: El Chaltén: Laguna Capri (8km) ida e volta O tempo infelizmente fechou de vez, mas não arruinou nossos planos de bater perna por aí. Tempo chuvoso, nublado e bem cinza. Frio, muito frio. Fomos conhecer a Laguna Capri. Durante minhas pesquisas vi fotos belíssimas desse local. Mas a neblina e o tempo fechado não nos deram essa sorte. De toda maneira, achei lindo. A vista de gelos glaciares, mesclado com o verde das árvores e o cinza das montanhas. A natureza é muito sábia. Referente ao clima isso era previsto, pois em todos os relatos nos diziam sobre essas oscilações. Fizemos uma caminhada tranquila, apesar do tempo gelado. Voltamos ao hostel para secar as roupas e ficar no quentinho. Pedrão, pregando uma peça fez questão de fechar a torneirinha e deixar o céu limpissimo. Mas aí estavamos no quentinho do hostel, bateu pregui de sair. Mas tínhamos a certeza de que o próximo dia seria mara! E foi!! Dia 07: El Chaltén: Laguna Torre (18km) + Laguna Madre y Hija (8km) = 26km ida e volta Como previsto no dia anterior, o clima estava melhorando e fomos rumo à Laguna Torre: Foi nosso primeiro longo trekking. O dia estava bem nublado, mas vimos melhoras no decorrer do dia. Essa trilha é muito bonita. Começa com uma subidinha para ver El Chaltén do alto e segue por uma reta sem fim. É um descampado margeado pelo rio e protegido pelas montanhas e seus picos nevados. Depois entra-se num bosque com árvores imensas e o rio sempre margeando. Portanto, se quiserem encher suas garrafinhas, é sucesso e água geladinha advinda dos glaciares garantida. Todas as trilhas que percorremos mostram a quantidade de km percorridos, então isso dá uma noção de espaço e tempo. Os dois km finais são de subida. Mas com nosso super bastão de caminhada, foi tranquilo. Antes de subir, se quiser, rola um banheiro. Subimos seguindo os demais grupos de pessoas que estavam por lá e antes de avistar o destino, a carinha das pessoas que lá já estavam eram de total felicidade e contemplação. Ao me virar para onde todos olhavam, tive certeza que tinham razão. É bonito. Apesar da montanha Cerro Torre estar encoberta, achei maravilhoso. Normalmente as pessoas emendam essa trilha com o Mirador Maestri que estava a 4km de lá. Mas por algum motivo minha amiga e eu não vimos placas que indicavam para lá e voltamos. No meio do retorno, o tempo abriu completamente e uma plaquinha nos chamou a atenção: Laguna Madre e Hija. Estávamos procurando por ela ontem, após a Laguna Capri, mas erramos alguma parte da trilha e voltamos para o ponto inicial. O tempo tb estava muito chatinho. Mas Pedrão como é nosso amigo, fechou torneirinha e nos proporcionou essa caminhada. Estávamos numa alegria e num pique master. Caminho reto e plano, mas para nossa alegria (SQN) vieram as subidas, que subidas!!! E diferente das outras trilhas essa não mostrava quantos km tinhamos percorrido, mas a panturrilha estava dizendo que foram muitos. Enfim, terminado o suplício das subidas sem fim, caminhamos por outra parte plana e mais fechada, de repente, abriu-se e vimos água! Todo o cansaço se foi. Era perfeito! Fizemos nossa parada para agradecimento e contemplação. Não sei precisar quanto tempo passamos por lá. Só olhando, admirando, sem pensar em nada e cumprimentando todos os viajantes que por lá passavam, já que era ponto de passagem para quem iria acampar e ficar próximo da Laguna de los tres. Voltamos muito felizes com esse dia produtivo e lindo. E finalmente pudemos ver a imponência de Cerro Torre pela primeira vez em sua totalidade. O parque nacional tem muitos moradores, fomos apresentados também a um pica pau. Esse dia foi memorável. Daqueles que nem dá vontade de ir embora. Mas lembramos que um longo trajeto de volta nos esperava, então partimos rumo à cidade. Dia 08: El Chaltén: Laguna de los Tres (18km) ida e volta Decididamente a trilha mais desafiadora de todas, e sem dúvida, uma das mais bonitas. O dia não poderia ser mais perfeito. Limpo, céu azul e o famoso mirador Fitz Roy na sua totalidade. O percurso foi bem lindo e tranquilo. Muitas montanhas, bosques, água, gente legal pelo caminho. . Cada lado que você olha, dá um encantamento sem fim. Até chegar o km final. Pensamos: 1h?! De boas!!! Mas era o senhor das subidas. Terreno íngrime e instável. Não conseguia ver o final, mas estava muito motivada a chegar logo. Foi quando vi uma parte mais plana e nevada e pensei: cheguei!!! Só que as pessoas que encontrava pelo caminho me diziam ao contrário. Mas incentivavam a continuar pq estava muito perto. 1h16 de subida depois e quase fôlego, entendi o que estava tão escondido: Finalmente a encontrei Laguna de Los Tres. Tão verde mesclada com o branco da neve. Linda!!!! Esforço que valeu a pena. Essa empreitada nos custou 9h. Sendo 5h de ida e 4h de volta. MIssão cumprida. Pela primeira vez pegamos o parque à noite, então deixem em suas mochilas uma lanterna pq ajudam nessas situações. Chegando no hostel, juntamos nossas últimas energias e fomos fazer nosso delicioso jantar regado a muita cerveja pq merecemos. Superamos totalmente nossas expectativas. Dia 09: El Chaltén: Descanso Depois da empreitada do dia anterior, decidimos tirar o dia de hoje para fazer absolutamente nada e dar ao corpo o descanso merecido. Coincidentemente o tempo virou e conhecemos os famosos ventos Patagônicos. Realmente são muito fortes e impossível fazer trilhas com eles porque desestabilizam qualquer pessoa. Dormimos até mais tarde, comemos com calma e ficamos só observando esse vento varrer tudo que vinha pelo caminho. Quando deu uma trégua, pela primeira vez fomos almoçar fora e nos demos de presente um bom churrasco e cerveja artesanal. Foi bem tranquilo e aproveitamos o dia livre para comprar nossas passagens de volta para El Calafate e fazer nossas últimas compras de mercado. Fizemos uma parada numa agência de viagens para tirar dúvidas e o dono muito prestativo nos brindou com uma boa conversa e aulas sobre diversos assuntos e tinha um programa mara que mostrava a quantidade de ventos da região e nos deu a boa notícia que o dia seguinte seria limpo, sem ventos e perfeito para um trekking e nos fez uma sugestão. Ansiosas para a chegada do dia seguinte e que a profecia do senhor da agência estivesse correta, fecharíamos El Chaltén em grande estilo. Esse day off foi essencial, necessário e produtivo. Dia 10: El Chaltén: Loma del Pliegue Tumbado (24km) ida e volta Corpo descansado e mega animada, corro para janela e tenho a seguinte visão: Era muito cedo e o sol já estava iluminando nossas queridas montanhas e a dúvida seguinte era: e os ventos?! Ficaram pra trás!! Portanto, seguindo a sugestão do dono da agência, fomos para a trilha de maior km da viagem: 24km ida e volta com uma visão 360º dos principais pontos de El Chaltén. É possível isso, produção? Vamos lá ver então com nossos próprios olhos. Antes de começar nossa empreitada, fizemos nossas provisões e alongamentos diários porque Laguna de los Tres tinha deixado nossas pernocas bem fadigadas. A entrada dessa trilha é a mesma dos miradores que fomos no primeiro dia, mas agora seguiríamos sentido contrário. Esse mirante tem uma altura de mais de 1400 metros, portanto, bora subir. Mas não há subidas íngremes pelo caminho. Aos poucos você El Chaltén se distanciando e se depara com um lindo bosque. Por conta do clima e dos ventos do dia anterior, esse bosque estava todo nevado. Muito legal. Terminado esse bosque vemos uma coisa maravilhosa e parecemos duas crianças: O mirante Loma del Pliegue Tumbado. Neve por todo canto e as montanhas em sua totalidade e céu perfeitamente limpo. Mas esse não é o fim do passeio. Afinal, a cereja do bolo é lá do alto. Tínhamos mais um tanto para caminhar. Nunca experimentamos neve na vida e foi tudo novidade e muito legal. Desse ponto até o final seriam 2km de caminhada. Os bastões foram grandes aliados, pois, apesar da neve fofa, haviam muitos pontos de gelo escorregadio e eles os deram firmeza para seguir a subida sem levar um capote, mas não nos livrou dos escorregões...rs. Esse foi o ligar que mais passei frio. Apesar da bota ser impermeável, ela não é feita pra neve, então, o frio entrava nos meu pés, isso me deixou meio desconfortável. Mas não desanimada. Corre que esquenta!! Finalmente chegamos: Que sensação, meus amigos!! Que beleza!! Vê-se a Laguna Torre de um ângulo lindo: Também é possível der o Lago Viedma: E o Río de la vueltas: Decididamente o lugar mais lindo de todas as trilhas que fizemos. Você olha pra todos os cantos e desacredita que chegou tão longe e não tem o que fazer senão agradecer, agradecer sempre pelas oportunidades que nos são dadas. Não sei por quanto tempo ficamos. Achamos um local abrigado do vento (que não era pouco), comemos e depois fizemos nosso caminho de volta com nossos melhores sorrisos: E na volta como passe de mágica, a neve tinha se desfeito. É impossível não ficar completamente apaixonada pelas montanhas que circundam o caminho. Tiramos muitas fotos, mas parece pouco. Elas são lindas demais. Não é à toa que essa cidade é a Capital Nacional do Trekking. Sabe receber muito bem viajantes de todas as partes do mundo com uma generosidade sem fim. Realmente um local que todo mochileiro se sente em casa e bem. Tudo isso foi possível por preparo no planejamento de roteiro e um preparo físico que nos foi cobrado e fizemos com louvor e não tivemos desistência em nenhuma das trilhas e nenhum acidente. Estávamos bem amparadas: Nossa última noite em El Chaltén foi nos esbaldar no happy hour com double beer e muitas empanadas para comemorar nosso feito. Cheers! Obrigada por nos proporcionar todas essas experiências, El Chaltén. ❤️ Dia 11: El Chaltén - El Calafate Deixamos com muita alegria El Chaltén para fazermos a parte final de nossa viagem. Retornamos a El Calafate e tivemos um final de dia tranquilo. Nossa última hospedagem foi o America Del Sur Hostel. Definitivamente o hostel mais bonito que fiquei. Tem um deck de madeira gracinha com vista para o lago argentino e é muito arborizado e tem o melhor café da manhã ever. A galera é muito animada e toda noite tem uma temática diferente: noite da pizza, noite do churrasco, ladies night, open bar, música boa, gente bonita. Nossa última noite livre foi de caminhar tranquilamente pela orla do lago e ver o pôr do sol e conversar com as pessoas que por lá estavam. Afinal, seria a última oportunidade de contemplação plena. Os dois dias seguintes seriam de uma maneira que nos desacostumamos, mas que iríamos fazer já que estávamos tão longe: passeios estilo turistão. Daqueles que você não faz esforço de nada a não ser de estar pronto para te pegarem e te levarem de volta. Vejamos como será. Dia 12: El Calafate: Ríos de Hielo Fechamos diretamente no hostel esse passeio que custa umas boas moedas: ARG 2400 + 500 de entrada para o parque. Nós brasileiros, nunca ousaríamos pagar isso num passeio aqui no Brasil, mas quando estamos longe, fazemos cada coisa. Esse passeio consiste num passeio de barco pelo braço direito do Lago Argentino e conhecer os maiores glaciares do Parque Nacional: Spegazzini e Upsala. Disseram que há anos atrás também contemplava Perito Moreno, mas como mudou de operadora, ele hoje está fora do roteiro. É um passeio que começa bem cedo. Por volta das 7h passam no hostel para pegar o pessoal e levar até o Porto Bandeira A embarcação tem dois andares climatizados e com bancos muito confortáveis. Lá tem cafeteria e lanchonete, mas como tudo é muito caro, sugiro levar seu lanchinho e ser feliz. Para que não quer se preocupar, é só sentar e ver o passeio, mas como somos curiosas, ficamos no frio do lado de fora para ver melhor esses gigantes. A primeira parada é no glaciar Upsala: Apesar o dia cinza, a cor azul é muito prediminante e sua altura impressiona: pode ultrapassar 100 metros de altura. Em seguida entramos no braço Spegazzini e conhecemos o glaciar de mesmo nome, prestem atenção na proporção barco x altura do glaciar: E por fim o glaciar Seco: Às 15h o passeio retorna ao Porto Bandeira. Dia 13: El Calafate - Torres del Paine (Chile) Full day Durante as pesquisas de roteiros para essa viagem, apareceu em um dos posts sobre o parque do país vizinho: Torres del Paine. Fiquei encantadíssma, mas lendo os relatos para se fazer alguns dos circuitos de lá eu precisaria dispor de pelo menos quatro dias. Como priorizamos El Chaltén, infelizmente nos sobrou fazer o full day que eles oferecerem. Se me perguntarem se gostei, não vou dizer que não. Mas por ser um passeio estritamentente de ônibus com aquelas paradas de 10 minutos para ver, tirar foto correndo e sair, eu achei ruim. Quando se pega gosto por fazer coisas dentro do seu tempo e à sua maneira, fica meio difícil voltar a se encaixar nesses moldes turísticos. Falando sobre esse full day, o passeio também foi fechado no hostel por ARG 2700 e a entrada no parque era em peso chileno (não aceitam dólares e nenhuma outra moeda). A entrada custa CPL 6000. Como é uma longa viagem, eles nos buscam no hostel cedo: 5h30. Para quem não tem peso chileno, não se preocupe: eles têm um ponto de parada antes do parque onde você pode trocar dinheiro pelo valor que eles querem 😫 Mas se você não tem o raio do dinheiro deles, de nada adianta, você não entra no parque. Mas que me senti assaltada, ah, isso me senti. Então fica outra dica: se forem fazer esse passeio já levem o peso chileno daqui. O câmbio certamente será melhor. O ônibus é bem estilo turístico mesmo com um guia falando num microfone que não dava pra entender direito por conta da interferência. Logo na entrada do parque é possível se avistar de longe e com bom zoom o maciço das famosas Torres del Paine: O primeiro ponto de parada foi de frente com o Lago Sarmiento: Corre que vocês têm 15 min para fotos!! Em seguida o ônibus sobe e para no mirante Torres del Paine: E também avistamos muitos Guanacos de boas na paisagem: Ai o guia disse que desceríamos e faríamos uma trilha. Olhinhos brilharam! Finalmente uma caminhada por algum lugar. Mas para nossa tristeza era um percurso de 15 min por um caminho plano, mas do nada veio uma ventania que não deixava ninguém em pé. Resultado: tivemos que ficar sentados para não sermos levados Com a mesma rapidez que a ventania chegou, ela se foi. E então pudemos ficar em pé novamente, nossa caminhada miou e o nosso guia logo nos indicou o local onde almoçaríamos (incluso no valor do passeio com entrada + prato principal + bebida + sobremesa). Muito bonita a vista até lá com margem com Lago Pehoé: Terminado o almoço era hora de voltar para El Calafate. Chegamos no hostel depois das 23h esgotadas. Por ser final de trip as energias já estavam quase no fim, mas foi uma experiência muito boa. Mas agora revendo essa história, creio que aproveitaria muito mais dedicando dias completos e conhecer melhor esse vizinho e suas belezas. O full day dá pinceladas, mas não nos dá a oportunidade de aproveitar nada, já que todo o tempo é cronometrado. Agora é dormir, porque voltamos para casa amanhã. Considerações finais: A Patagônia é um lugar mágico e mostra o que melhor que nós temos. Nossa força, generosidade, curiosidade, amizade e a capacidade diária de aprender e ensinar algo. E, acima de tudo, a troca com os demais viajantes. Portanto, espero ter colaborado um pouco para as pessoas que colocaram esse destino em sua lista de desejos, e, qualquer dúvida, estou à disposição. Tenho as planilhas de organização e custos, caso desejem para nortearem seus planejamentos.
  3. 1 ponto
    Olá mochileiros! Estava fazendo o meu relato em tópicos, mas agora que já cheguei em casa, chegou a hora de contar tudo de uma vez, enquanto ainda está fresco na memória. O inicio do Relato e da viagem, foi em Roma, e lá mesmo fiz meu primeiro post sobre esta viagem. Segue o link para quem desejar começar do começo rs https://www.mochileiros.com/topic/84446-roma-3-dias-3-pessoas-fotos-preços-e-itinerário Resumindo o inicio da viagem - Voo saindo de Florianópolis com escala em Guarulhos e chegando em Roma, Imigração foi uma piada - tanta preparação pra nada. Média de troca de euro foi 4,50, Comprei as passagens com MaxMilhas, Alugamos AirBnb. Monumentos maravilhosos, a cada esquina uma nova maravilha que nem estava na lista. Comida gostosa e farta, museus lindos! No relato acima tem, é claro, muito mais detalhes, com fotos e gastos que tivemos por lá. Saindo de Roma, foi a vez de irmos a Santorini, na Grécia. Dia 13/04 Voo marcado para 12h45, a partir do aeroporto de Fiumicino. Atrasou um pouco, e o voo em si demorou 1h45. Adicionando 1 hora a mais pelo fuso horario de Santorini, chegamos no aeroporto de Thera por volta de 16h15. Ficamos no hotel San Giorgio, que acima de 2 diárias oferecia transfer grátis de e para o aeroporto. Chegamos lá e o encanto foi imediato. Quarto recém reformado, cheiroso e super confortável! Deixamos as malas e saímos pra comer em um restaurante próximo (aliás, tudo é proximo, Thera é super pequena e tudo é de fácil acesso) chamado Greek Bites. Super delicioso, comida regional, maravilhosa! Passamos no mercado e compramos algumas coisas para o café, além de água, que não é potável na ilha. [agua 0,50 ; croissant 1 ; suco 1,50, snacks 1] Passeamos um pouco pelo centro (uma rua rs) e voltamos pro hotel para um merecido descanso. Dia 14/04 Acordamos cedo e fomos para o terminal de onibus. Vi em muitos relatos e sites que é indispensável alugar carro quando vier para Santorini; e discordo completamente. Não era viavel alugar carro pois ficariamos apenas 2 dias e não dirigimos, mas mesmo que esse não fosse o caso, achei suuper tranquilo andar de onibus. O terminal é bem localizado, onibus de viagem limpos e baratos. [1,80 a 2,40 dependendo do destino] Segue fotos dos horarios de onibus, não tem muitos, mas são precisos. Nosso destino nesse dia foi a maravilhosa Oia. Como saimos cedo, ainda estava bem vazio, e conseguimos aproveitar bem o lugar, sem multidões. Voltamos para Thera e almoçamos no restaurante Pelican Kipos. A decoração e ambiente encantam logo de primeira, e a comida fecha a experiencia com chave de ouro. Descansamos um pouco depois do almoço e no fim da tarde seguimos para uma igrejinha próxima, chamada Virgin Mary Church, pra ver o tão falado por do sol. Bom, não tem o que falar.. As fotos dizem tudo. Na volta, jantamos em uma lanchonete meio vintage, chamada D’s Burgers. Super gostoso e um ótimo atendimento! [Burger 6, Fritas 4, Refri 2] Dia 15/04 Café da manhã no Our Corner, no centro de Thera [waffle 10, sanduiche 6] De lá fomos até o terminal pegar um onibus para Perissa, a famosa praia de areia preta. Lá almoçamos e bebemos em um barzinho também chamado de Corner - Food and Drinks. O sol abriu e nos deu uma manhã maravilhosa de presente. No fim da tarde saimos pra ver a caldeira pela ultima vez, porém com o céu nublado não conseguimos aproveitar o por do sol novamente. Jantamos no Lucky’s Souvlakis, bem bom e barato, ótimo pra aproveitar a cozinha local. Dia 16/04 De manhã tomamos café em uma lanchonete próxima, chamada Crepe House. Também gostoso, porém demoradinho. De lá, voltamos pro hotel pra fazer o checkout e pegar novamente o transfer de volta pro aeroporto. E assim acabou nossa mágica viagem a Santorini, curta porém inesquecível. Links Hotel - https://bit.ly/2Jgv117 Preços para 3 dias, 3 pessoas Voo Roma - Santorini - 269 euros Hotel - 196 euros Almoço Greek Bites - 40 euros Mercado - 50 euros Onibus - 25 euros Pelican Kipos - 50 euros D's Burgers - 30 euros Our Corner - 30 euros Corner Food Perissa - 60 euros Lucky's Souvlakis - 30 euros Impressões e Dicas Sempre levem um casaco. O tempo foi completamente imprevisivel, mudando em questão de 1 hora, mas o vento era sempre constante. Cidade super calma, bem rural, estilo praia. Todas as lojas e supermercado ficam em apenas uma rua principal, tudo fácil de achar. Transito tranquilo, porém ninguém usa capacete, principalmente quem aluga quadriciclo rs Os pratos vinham sempre bem fartos, e sempre pedíamos pra dividir e provar de tudo. Continua em Atenas..
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    Olá, Ainda não fiz o roteiro (estou fazendo um levantamento dos melhores points), tenho os dias livres a partir de 10/12. Penso em torno de 7 dias, pq tbm não tenho muita grana... rsrsrs Procuro cia bem humorada (o) e com disposição.
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    Olá pessoal.... Tô planejando ir fazer mochilao pela Chapada Diamantina agora em Junho. Mas meu plano é visitar o máximo que der, de cima a baixo, aproveitar bastante. Nem que dure um mês. Quem tiver interesse e quiser entrar em contato pra acompanhar....sinta-se livre pra entrar em contato ^^ Sempre bom ter companhia SE possível. Se não o plano segue como o mesmo claro kkkkkkk
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    Estou procurando companhia para conhecer o Peru em outubro de 2019. Ainda não tenho um roteiro pronto Instagram: arthur_nss
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    Roteiro de cidades: Belo Horizonte - MG Alfenas – MG Botucatu – SP Prudentópolis – PR Serra do Rio do Rastro – SC Urubici – SC Cascata do Avencal – SC Morro da Igreja e Pedra Furada – SC Serra do Corvo Branco – SC Laguna – SC (Marco do Tratado das Tordesilhas e Pedra do Frade) Imbituba – SC Bombinhas – SC Blumenau – SC Cananéia – SP Ilha do Cardoso – SP Bertioga – SP São Sebastião – SP (Praia de Maresias) Ubatuba – SP (Praia da Enseada, Praia Vermelha do Centro e Praia do Cedro) Pindamonhangaba – SP Campos do Jordão – SP São João Del Rei – MG Rio Casca – MG Belo Horizonte – MG Total gastos com gasolina: R$1,623,72 Total gastos com pedágios: R$123,70 Total gastos com hospedagens: aproximadamente R$ 900,00 (sendo cerca de R$500,00 de estadia em Botucatu) Total gastos com passeios/guias: aproximadamente R$ 200,00 Total gastos com alimentação: aproximadamente R$ 800,00 Total gastos aproximado: R$ 3.650,00 Juntando as minhas férias e alguns dias de hora extra do trabalho, acumulei 39 dias de folga, que tirei entre os dias 23 de março a 5 de maio de 2019. Nesse período, passei os primeiros 25 dias em Botucatu (SP) fazendo um estágio na UNESP. Eu já fui de Belo Horizonte para Botucatu 3 vezes, sendo duas de carro, e sempre tento fazer caminhos diferentes para conhecer novas cidades em paradas (BH a Botucatu são mais de 800 Km e eu faço em 2 dias para não cansar muito). A primeira vez que eu fui de carro para Botucatu foi em janeiro de 2017 e desci de BH até Extrema - MG (que é uma cidade muito boa pois é um destino de aventuras, sendo cheia de cachoeiras, atividades de rafting, rapel, trekking, asa delta…), depois segui até Campinas (BR 381), onde peguei as Rodovias SP050 e 373 até Botucatu. Esse é o melhor e mais rápido caminho de BH a Botucatu. As estradas são duplicadas ou triplicadas, com acostamento, com asfalto impecável… mas tais benefícios custam muito. Eu não lembro por quantos postos de pedágios eu passei, mas gastei mais e 100 reais só de pedágios. Dessa vez, em 2019, eu fui de BH até Alfenas (MG), onde parei para descansar e conhecer a cidade, e de lá segui para Botucatu. Alfenas é uma cidade tranquila, mas que não tem muitas coisas para fazer ou conhecer, embora seja perto do lago sul de FURNAS. Esse caminho que fiz desta vez foi praticamente a mesma quilometragem da viagem anterior, mas muito mais demorado. Praticamente todas as estradas que peguei eram simples, sem acostamento, com asfalto bem ruim (alguns lugares eram PÉSSIMOS, com buracos demais), com muitas curvas perigosas. Embora eu tenha fugido de alguns pedágios (principalmente no Estado de São Paulo) e visto uns cenários lindos (passei por muitas serras e lagos), não sei se valeu a pena. O risco foi bem grande, o tempo de direção foi bem maior pois a velocidade é bem menor, além da possibilidade do carro estragar na buracaiada. 19/04/19 (sexta) - Depois de fazer muita balbúrdia na Universidade, eu saí de férias propriamente dita no dia 19 de abril. Saí de Botucatu por volta das 6 horas da manhã e parei em Prudentópolis (PR), terra conhecida como “cidade das cachoeiras gigantes”, por voltas das 14h. Cidadezinha linda! Pequena, organizada e limpa. Estava toda enfeitada com coelhinhos e ovos de páscoas gigantes por causa do feriado de páscoa. As cachoeiras de lá realmente são muito grandes (mais de 100 metros), porém elas são mais afastadas da área urbana e pra acessá-las você deve pegar estrada de chão de terra batida com alguns buracos. Um carro popular (eu tenho um Palio Attractive) passa tranquilamente, só precisa ir mais devagar por causa da trepidação. As cachoeiras ficam entre 10 a 40 Km da cidade. Eu visitei os Saltos Barão do Rio Branco, São Sebastião, São João e São Francisco. Haviam outros lugares para ir, mas eles ou estavam fechados ou não deu tempo. As quedas das águas são impressionantes. O Salto São Sebastião foi o que eu mais gostei por ser bastante diferente. São duas cachoeiras literalmente uma em frente a outra. Para acessar essa cachoeira, paguei R$10,00 (fica em uma propriedade particular) e tem que descer um barranco bem grande (cerca de 20 minutos de descida). É bastante cansativo e exige um esforço físico grande, pois muitas vezes você precisa usar cordas, seja para subir ou para descer. 20/04/19 (sábado) - Saí de Prudentópolis (8h) em direção a Serra do Rio Rastro (SC), na Serra Catarinense na cidade de Bom Jardim da Serra, chegando lá por volta das 17h. Lugar muito legal de se visitar e ver a estrada do alto da serra fazendo um super ziguezague. A região é muito movimentada e cheia de motoqueiros. Em frente ao mirante da Serra do Rio Rastro, tem uma propriedade particular (entrada R$10,00) que você vai praticamente de carro (1km da portaria) até umas torres de produção de energia eólica e também em um mirante do Cânion do Ronda. Lugar imperdível. Saí de lá já estava escuro para ir para Urubici, a cidade mais fria do Brasil. Cheguei em Urubici por volta das 20h e realmente lá é bem frio. Estava fazendo 14°C e segundo informações dos comerciantes da área, estava quente para aquele período do ano. Como era feriado de páscoa, a cidade estava lotada e não consegui nenhuma hospedagem barata. Acabei dormindo no carro para economizar uma grana. Além disso, eu tava tão cansada de dirigir naquele dia que nem percebi desconforto. O único problema foi o frio. Tive que vestir umas duas blusas de frio, mais o saco de dormir, pois a temperatura abaixou mais ainda durante a madrugada. 21/04/19 (domingo) - Fui para a Cachoeira do Avencal e para o Parque Nacional São Joaquim para visitar a Pedra Furada e o Morro da Igreja. O parque exige que você retire uma autorização de visita junto à sede do ICMBio na cidade. Lá eles te dão uma pulseirinha que permite a sua entrada no parque. Segundo informações do ICMBio o parque está ficando fechado para reformas pelo exército (o parque também é uma área controlada pelo exército e qualquer outra atividade lá dentro, como trilhas para trekking, tem que ter a autorização deles), mas como era feriado de páscoa, eles abriram para visitação. SORTE! (Eu basicamente fui para SC para visitar esse parque. Imagina se não tivesse conseguido?!). Isto é, com exceção de feriados, a visitação está fechada para a Pedra Furada e o Morro da Igreja (fica no mesmo lugar). Com a minha pulseirinha na mão, fui primeiro para a Cachoeira do Avencal (entrada RS12,00), que fica cerca de 15km de Urubici. A cachoeira é gigante também e não tem que andar para chegar no mirante. Você chega de carro até ele. Lá tem duas propriedades, que oferecem a mesma visão da queda. Mas a que eu fui, tinha uma infraestrutura melhor. Da Cachoeira do Avencal eu fui para o Parque Nacional São Joaquim. O número de veículos lá é controlado e só pode subir para as atrações 30 carros por vez. Ou seja, encheu as 30 vagas você tem que esperar alguém retornar para seu acesso ser liberado. Eu cheguei lá por volta das 9h e esperei cerca de 10 minutos na fila (3 carros na minha frente). A recomendação é que cada um não permaneça lá mais de 15 minutos, para que todos tenham acesso. O que é bem difícil, pois o lugar é bem bonito e dá vontade de ficar um tempão admirando a paisagem. Vá bem agasalhado pois lá venta muito e é bem gelado. Quando saí de lá a fila de carros já estava bem grande. Conversando com o soldado que controla a entrada e saída de veículos, ele disse que no dia anterior, no sábado de páscoa a fila chegou 2,5 Km e o tempo de espera de mais de 2 horas. Isto é. Chegue muito cedo. Não só para não pegar a fila de carros, mas também porque existe um limite por dia de pulseiras que o ICMBio distribui. A menina da padaria onde tomei café me disse que era 200, mas não confirmei essa informação no ICMBio. Depois que saí da Pedra Furada fui para o mirante da Serra do Corvo Branco. Lugar bem diferente! Dois paredões gigantes de pedras cercam uma parte da estrada, que tem um visual incrível e curvas que você acha que o carro não vai dar conta de fazer de tão fechadas. Bem no mirante da Serra do Corvo Branco tem uma propriedade particular (R$20,00) que você acessa a Serra pela parte de cima. Vale demais a visita. Primeiro pela aventura de subir com o carro lá. Tinha hora que ele mal saía do lugar em uma subidas extremamente íngremes de cascalho e com um desfiladeiro do lado! Hahaha! Segundo pelas paisagens. Tem umas trilhas lá em cima e dá pra ver alguns cânions e locais famosos. Infelizmente eu peguei muita nuvem, mas ainda assim foi surreal! Desci a Serra do Corvo Branco e fui para Laguna, minha primeira cidade do litoral, onde cheguei por volta das 16 horas. Laguna é uma cidade histórica e bem bonitinha. Dentre seus atrativos, eu fui na Pedra do Frade e no Marco do Tratado das Tordesilhas. Já a noite segui para Imbituba, onde dormi. 22/04/19 (segunda) – O dia amanheceu muito chuvoso e acabei tendo que mudar meus planos. A ideia seria curtir a praia de manhã e seguir para Florianópolis. Mas realmente estava chovendo muito e a estrada bastante congestionada. Um percurso de 2 horas e meia, gastei mais 5 horas. Acabei indo para Bombinhas, onde cheguei a tarde e fui direto para a praia. Mas a chuva continuava. Não deu nem para passear pelo centrinho da cidade, que aliás é bem charmoso. Porém as coisas eram extremamente caras. O centrinho me lembrou a vila da Praia do Forte, na Bahia. Acabei ficando só no hostel. 23/04/19 (terça) – O dia continuou chuvoso e acabei não indo para Balneário Camboriú, que seria minha próxima parada. Mas fui direto para Blumenau, que não estava no meu roteiro, e valeu a pena ter ido para lá. A cidade é boa, mas ela não é toda no estilo alemão, como eu imaginava. A arquitetura alemã basicamente está concentrada no Parque Vila Germânica (entada gratuita). Esse é o local onde ocorre a Oktoberfest e realmente o ambiente me fez sentir que estava no Centro de Munique, na Alemanha. Para quem aprecia cervejas, lá é o point. Da Vila Germânica fui para o centro da cidade conhecer alguns pontos turísticos, mas acabei não indo em alguns museus que eu queria. Estava de sentindo um pouco mal nesse dia e resolvi pegar estrada mais cedo. A ideia seria ir para o Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange para fazer uns trekkings, mas o tempo continuava ruim e vi alguns relatos na internet que as trilhas necessitavam de guia ou que estavam fechadas. Além disso, começaram aparecer notícias de que haveria uma nova paralisação dos caminhoneiros no domingo, dia 29. Daí fiquei muito receosa de nesse período tá longe demais de casa e ficar sem gasolina ou parada em algum lugar da estrada por tempo indeterminado. Assim, fui direto para Iporanga (SP), chegando na parte da tarde. Lá é uma das entradas com atrativos do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). Este parque é recheado de cavernas e trilhas. Praticamente todos os passeios no PETAR exigem guia, independente da cidade que esteja acessando o parque. Indo para a entrada do Parque, parei em um vilarejo em busca de um guia para me acompanhar ainda naquele dia e acabei conhecendo o Eduardo (contato: [email protected], (15) 99802.3308). Cara muito legal, guia credenciado, treinado e que têm todos os equipamentos de segurança necessários. Após uma choradinha no preço pra ele me acompanhar, paguei R$50,00 pelo serviço dele pois além de estar sozinha, não daria tempo de irmos em todas as áreas do parque pela a entrada por Iporanga, uma vez que era por volta das 15h e o parque fecharia às 18h. Além do valor do guia, também tive que pagar a entrada do Parque (não lembro o valor, mas se eu não me engano era R$15,00). Lá no PETAR o Eduardo primeiro me levou na Caverna do Santana (caverna super grande e sem iluminação artificial) e depois na Caverna Morro Preto (que é considerada um sítio arqueológico e tem vestígios lá). Saímos do parque por volta das 17h e eu segui em direção à Eldorado (SP), que é a cidade mais próxima da entrada da Caverna do Diabo. No meio do caminho, próximo a uma comunidade quilombola e já anoitecendo, ainda faltava, 48 Km para a cidade, mas eu estava somente a 5 Km da entrada do Parque. A estrada era de asfalto, mas uma das piores que eu já passei na minha vida, de tanto buraco. Acabei dormindo no carro de novo em frente à Escola da comunidade Quilombola. Se eu tivesse continuado para Eldorado, além da buracaida e gasolina, eu teria que dirigir os 48 km da ida para Eldorado, 53 Km de volta até à entrada do PETAR e retornar em direção à Eldorado novamente mais 53 Km para seguir viagem para Cananéia (SP). A noite foi bem difícil dentro do carro, pois como estava muito próxima ao PETAR, a umidade e o calor da Mata Atlântica da região deixou a noite bem complicada. 24/04/19 (quarta) – Logo cedo fui para a Caverna do Diabo, mas o parque só abria às 8h, então tive de esperar. A entrada custou R$30,00 já com o valor do guia incluso. Depois da Caverna do Diabo (ela é iluminada artificialmente e é bem bonita. A maior do Brasil até hoje das que eu já fui), subi até o Mirante do Governador. A maior parte da paisagem estava coberta, mas ainda assim valeu a pena a EXTENUANTE subida. No total gastei entre 2 a 2:30h entre a subida e descida e cerca de 800 degraus de rocha de diferentes tamanhos e dificuldades. Na parte da tarde eu segui para Cananéia (SP). O que valeu super a pena. Cananéia é um lugar pouco conhecido pelos turistas e é um local encantador. A cidade é cercada por ilhas, mangues e dois parques de Mata Atlântica conservada. Além disso, a cidade é super tranquila e parece mais uma vila de pescadores, do que uma cidade propriamente dita. Cheguei na cidade a tarde, passeei pelo centro e agendei meu transporte para a Ilha do Cardoso no dia seguinte. 25/04/19 (quinta) - O barco saiu por volta das 08:30h e demorou cerca de 20 minutos para chegar à Ilha do Cardoso. O dia estava um pouco nublado, mas quente e sem chuva. Quem fez o passeio comigo foi o pescador Ilso, um dos pescadores da região mais famosos e queridos pela população. E foi uma sorte conhecê-lo e recomendo demais ele. O passeio custou R$40,00. Junto comigo foi uma escola particular de ensino fundamental da região para passar o dia estudando o bioma marinho na Ilha do Cardoso, que é um Parque Estadual de conservação da Mata Atlântica. Antes de chegar na Ilha, durante o percurso, paramos em uma armadilha fixa de pesca sustentável da região e acabei escutando a explicação de um colega biólogo marinho que havia sido contratado para acompanhar a escola como monitor. E foi bem enriquecedor. Chegando na Ilha, conversando com o Ilso, perguntei dicas sobre as trilhas do Parque Estadual, mas recebi a triste notícia de que ele estava fechado/abandonado e que não tinha mais passeios (necessitam de guias). Mas por ser morador da ilha e ativista no Parque, ele me levou, juntamente com um outro cara que visitava também a ilha, até a sede do Parque, no manguezal e no museu de lá. Nos deu uma verdadeira aula sobre os animais e biomas de lá. Foi ótimo. O cara que estava visitando a ilha se chamava Belmiro e era um fotógrafo que mora em Cananéia (que aliás, faz um trabalho belíssimo! Recomendo muito o seu trabalho – Contato: José Belmiro, (13) 997503326 Vivo). Ele já havia ido à ilha do Cardoso algumas vezes, mas naquele dia ele tinha ido para fazer uma caminhada pela praia até um marco do descobrimento que tem lá. Acabei me juntando ao Belmiro e fomos caminhando (cerca de 14 km ida e volta, mas que pareceu ser mais pelo fato de tá andando na areia) até o marco. Tivemos a companhia de um cachorro comunitário da Ilha chamado Radar. Vira-lata animado aquele! Corria de um lado pro outro sem parar, nadava… aliás ele tem esse nome de Radar porque está sempre atento ao aparecimento de golfinhos na praia (que nadam bem perto da beira da água e você os vê toda hora com muita facilidade). Quando o Radar vê um golfinho, ele entra na água e fica nadando/brincando com bicho! O Ilso me disse que inclusive o golfinho de vez enquanto joga ele pra cima. A Ilha do Cardoso tem dois quiosques, que aceitam somente dinheiro. Passamos o dia todo na ilha e voltamos para Cananéia no final da tarde. O biólogo que eu conheci me deu uma dica que a noite teria uma apresentação de dança/música regional e tradicional em um dos restaurantes da cidade. Assim fui pra lá. A apresentação foi bem interessante, mas bastante inusitada. Tinha uma banda de senhores tocando uma música (que me lembrou Congado) e um outro grupo de diferentes faixas etárias fazendo uma dança com tamancos de madeira no pé em um tablado de madeira. Era tanto barulho dos tamancos que mal dava pra ouvir a música. Hahaha! 26/04/19 (sexta) – Na manhã seguinte fui para Bertioga (SP). Inicialmente eu iria dormir lá, mas ao chegar à praia desisti. A orla era arrumadinha, mas a água da praia suja, pois o esgoto descia na areia livremente. Tudo bem que eu fui na praia da área urbana, que geralmente não é recomendável em nenhum lugar. Mas as praias “boas” de Bertioga eram bem afastadas. Por conta disso, segui viagem. Fui para a praia de Maresias, em São Sebastião. Essa praia é famosa por ser o berço da maioria dos surfistas famosos do Brasil. A areia é bem clara e fininha, a água é mais clara, mas as ondas são muito grandes e fortes. Acabei nem entrando. No final da tarde segui para Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, onde passei na Praia da Enseada, antes de ir para o hostel onde dormi. De Cananéia até Ubatuba (passando pela BR101) são aproximadamente 470 Km, mas demorei cerca de 8 horas pra fazer caminho (sem considerar minhas paradas nas praias de Bertioga, Maresias e Enseada). Tem que ter uma paciência de Jó. A pista é simples, sem acostamento, LOTADA (e olha que era a tarde de uma sexta-feira de uma baixa temporada. Feriados e finais de semana fica impossível), com muitas serras e cheias de radares de 40 Km/h (que era a velocidade média). É um saco e tornou a viagem bem cansativa. Pelo menos o asfalto não é ruim. 27/04/19 (sábado) – Na noite anterior fiquei conversando com a galera que estava no hostel, que era muito gente boa. E como o mundo é pequeno, entre essas pessoas tinha um outro biólogo que foi orientado de um colaborador meu do doutorado (BH é um ovo!). Pela manhã (estava um sol de rachar!! Finalmente!) fui para o projeto TAMAR, para o aquário de Ubatuba e depois encontrei com o pessoal do hostel na praia. Inicialmente fomos para a Praia Vermelho do Centro e depois para a Praia do Cedro (que foi a minha preferida dentre todas as praias que passei desde Santa Catarina). Em Ubatuba a água é bem clara (nada comparado ao litoral de Alagoas, que para mim são as praias mais bonitas do Brasil) e com uma temperatura agradável (achei que ia ser super fria, como no Rio de Janeiro, mas não). A Praia Vermelha do Centro é maior e tem ondas mais fortes, mas a Praia do Cedro praticamente não tem onda. A noite fizemos um churrasco no hostel e ficamos papeando até de madrugada. 28/04/19 (domingo) – Queria ter ficado pelo menos mais um dia em Ubatuba, mas por conta da possibilidade da greve dos caminhoneiros fui embora, e segui para Pindamonhangaba (SP) para visitar um casal de amigos. Acabei dormindo na casa deles. 29/04/19 (segunda) – Saí cedo da casa dos meus amigos e fui para Campos do Jordão (SP), onde passei a manhã. A cidade é realmente bonitinha, mas sinceramente eu esperava bem mais pelo fato dela ser super famosa. Estava tendo uma festa lá em comemoração aos 145 anos da cidade e várias instituições e escolas estavam desfilando pela avenida central em um ato cívico. Dentre as opções de pontos turísticos, o único que me chamou atenção foi o passeios do Parque Amantikir, que é uma propriedade particular (R$40,00 a inteira. Doadores de sangue, professores, idosos e estudantes podem pagar meia) cheia de jardins com plantas de todo o mundo. O lugar é muito bem cuidado e o paisagismo é fantástico. Além disso, você tem uma visão exuberante de alguns pontos da Serra da Mantiqueira. Recomendo demais a visita. A tarde segui para São João Del Rei (MG). 30/04/19 (terça) – Na parte da manhã conheci São João Del Rei, a tarde fui para Tiradentes (me lembrou bastante Paraty – RJ) e voltei para São João. O centro histórico de São João é bem pequeno, assim como Tiradentes. Embora eu tenha adorado a visita a essas cidades, achei que as cidades eram maiores, como Ouro Preto (que dentre as cidades históricas do Brasil, continua sendo a minha preferida, disparadamente). A noite, junto com um pessoal que conheci no hostel, fui em uma apresentação de Jazz gratuita no Centro de Convenções da UFSJ e de lá seguimos para um barzinho. As igrejas de ambas as cidades históricas são bem bonitas e algumas pagam entre R$3 a 5. Mas de longe a Igreja mais bonita para mim era a Igreja Igreja do Pilar, que é gratuita e fica em São João. 01/05/19 (quarta) – De São João Del Rei segui para Rio Casca (MG), cidade da família do meu melhor amigo. Era aniversário da sobrinha dele de 1 aninho e fui comemorar com eles. Aproveitei e me empaturrei de docinhos! Rs! 02/05/19 (quinta) – Retorno para Belo Horizonte. No total rodei 5.500 Km cravados. E foi uma viagem linda, mas bastante cansativa, uma vez que bati volante sozinha o tempo inteiro e por muito tempo. Queria ter tido mais tempo em alguns lugares, pois foi tudo muito corrido e intenso. Mas conheci lugares incríveis que só poderiam ser acessados de carro. Muita gente até hoje se espanta com as minhas viagens sozinhas, principalmente de carro. E vejo muita gente com vontade de fazer o que eu faço: pegar o volante e sair por aí. Já tive experiências diversas no Brasil e algumas fora do Brasil. E eu digo que nada é mais libertador do que viajar sozinha, ainda mais de carro. Nessa viagem eu replanejei de última hora meu roteiro pelo menos umas 4 vezes. Muitos me perguntam se eu eu não fico com medo ou insegura. Claro que eu fico. Mas eu vou com medo mesmo. Porque eu não quero que nada me impeça de fazer aquilo que eu quero da minha vida. Principalmente que essa limitação seja interna. Se confrontar é um dos maiores desafios da vida e até agora sinto que estou no caminho certo. E você? O que te limita? Liberte-se.💪❤️ Alfenas - MG Avencal - SC Blumenau - SC Campos do Jordão - SP Campos do Jordão - SP Campos do Jordão - SP Campos do Jordão - SP Caverna do Diabo - PETAR, SP Caverna do Santana - PETAR, SP Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Marco do descobrimento, Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Ilha do Cardoso - SP Pedra do Frade, Laguna - SC Praia do Cedro, Ubatuba - SP Prudentópolis - PR Prudentópolis - PR Prudentópolis - PR Serra do Rio Rastro - SC São João Del Rei - MG Tiradentes - MG Prudentópolis_(1).mp4 Prudentópolis - PR Cânion do Ronda - SC (não sei o motivo, mas não consigo desvirar essa foto de jeito nenhum...) Serra do Corvo Branco - SC Pedra Furada - Parque Nacional São Joaquim, SC
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    verdade.... acho que os jovens estao deserperançosos com relaçao ao futuro que nao eh nada promissor, emprego , aposentadoria... e os que nao tem condicoes financeiras pior... Mas eu acho muita coragem sair pra viajar sem rumo e sem dinheiro.... Pois o gostoso eh viajar mas sabendo que tem um teto te esppeando para voltar.
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    Olá pessoal como estão? Bem há um tempo que venho me planejando para viajar e vi diversos mochilões pela internet, até que descobri esse site e gostei como tem muitas informações. Como todos nós amamos viajar nada melhor que pagar barato e conhecer novas culturas, novos países, novas línguas, e esse é o meu objetivo, conhecer o maior numero de lugares com o meu orçamento. Gostaria de ajuda e opiniões de como eu posso usar o dinheiro que tenho no momento para viajar para EUROPA. No momento tenho a possibilidade de gastar de 6 a 7 mil reais, seria uma boa grana para viajar e conhecer lugares bacanas por lá ? Desde já agradeço e estou no aguardo de opiniões e sugestões.
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    Obrigada, Vinicius e Thiago! Vou fechar então! Está muito mais em conta!
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    Já realizei também algumas reservas no site do hoteis.com.... A vantagem de comprar no site, em compras internacionais, é que se paga em reais, se livrando do IOF...
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    Já fiz umas 30 reservas no site hoteis.com e nunca tive problemas... ainda tem a vantagem de pagar em reais e parcelado na maioria dos hotéis, mesmo no exterior... e ainda acumulando 10 diárias vc ganha uma grátis se vc se inscrever no rewards... quando o preço está menor ou igual aos outros sites, só reservo no hoteis.com
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    Complementando, o site rome2rio é confiável viu e são duas empresas que fazem o trajeto.
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    Pode ficar tranquilo que existe este ônibus, em 2017 eu vi o pequeno guichê da empresa no terminal de Santa Cruz, não sei te falar sobre os valores, é um trajeto de pouco mais de 24 horas, já pesquisei sobre este ônibus a muito tempo. Aqui no site tem relatos antigos de pessoas que fizeram este trecho, só que partindo de Assunção. Semana que vem vou a Assunção, se tiver um tempinho, quando chegar no terminal de Assunção confiro certinho o nome da empresa.
  15. 1 ponto
    @Victor Freitas brother, dê uma lida tambem nos relatos de viagem, com certeza voce encontrará muita coisa interessante que vai contribuir na construçao do seu roteiro. https://www.mochileiros.com/forum/13-relatos-de-viagem/
  16. 1 ponto
    Olá! Estou me formando esse ano (2019) e pretendo fazer mochilão pela América Latina em 2020, queria a ajuda de vocês mais experientes com algumas coisas: -Saco de dormir, barraca e isolante térmico (marcas, custo/beneficio, portabilidade, etc) -Hostels -Picos legais para conhecer -quantidade de roupa pra levar (sou minimalista) Se quiser dar outras dicas, agradeço. Lembrando que não tenho data de voltar desse mochilão.
  17. 1 ponto
    Por mais batido que seja, de eu já ter morado por 4 meses no Rio, e de eu já ter ido umas 20 vezes ao Rio, toda vez que eu voo para lá me encanto com a beleza da cidade. Então não se preocupe com o fato de ser um destino batido, se você tem vontade de conhecer algum local, por mais batido que seja, vá, aproveite e seja feliz. como você está desempregado, o melhor momento seria agora mesmo, semana que vem mesmo, rsss Pois se ficar esperando muito tempo para fazer a viagem, você pode arranjar um emprego e inviabilizar a viagem. você não falou onde morra, mas na semana que vem mesmo eu daria uma olhada nos preços das passagens de ônibus para o Rio, aproveita que agora em maio é baixa temporada e os hosteis estão um pouco mais baratos no Rio.
  18. 1 ponto
    Viajar de onibus pode até sair mais em conta dependendo do seu ponto de partida, caso contrario pode sair tao caro quanto uma passagem aerea, sem falar do tempo perdido na estrada e o cansaço. Veja certinho pra onde quer ir e comece a pesquisar o preço das passagens, as vezes poderá encontrar algum promoçao interessante.
  19. 1 ponto
    Sobre em qual época do ano ir depende do que vc quer ver/fazer por lá. Se pretende ver como é o frio do sul do país, ver as serras com bastante geadas e tal, realmente a época ideal seria agora no inverno, meados de maio - junho. Caso queira pegar praia no sul ai terá que ir no final do ano já no verão. Em Santa Catarina tem muitas prias bonitas
  20. 1 ponto
    Se são locais batidos ou nao pouco importa, o que vc tem que pensar é que sao destinos que voce tem vontade de conhecer. Então se seu interesse é naquela região comece a pensar onde ir e o que fazer.
  21. 1 ponto
    Desde já muito grato pelos norteamentos!! Infelizmente não conseguiria guardar mais, pois estou desempregado. Então quero partir que terei esse valor para isso e o tempo queri pensar em aproveitar essa questão de estar desempregado para fazer também... Eu sempre quis conhecer o Rio, Porto Alegre e Sanca Catarina, mas não sei se é batido sabe... Não sou muito de trilhas, faria algumas para conhecer lugares mas não pensaria em acampar inicialmente, curtiria conhecer pontos turísticos diurnos e noturnos da cidade se possível. A época do ano é algo que não saberia dizer também pois não sei qual a melhor época imagino que primavera ou verão seriam melhores, mas espero estar empregado até lá o que possivelmente inviabilizaria... haha Partindo do princípio que não tenho precisão de achar algo, também não tem uma quantidade em mente, gostaria de aproveitar o máximo de dias que eu pudesse!! Não tenho problema nenhum em dormir em hostels ou albergues com mais pessoas, no fim gostaria de ter um cama minimamente confortável para descansar e um chuveiro para tomar banho pro próximo dia haha Quanto ao transporte, talvez eu conseguiria parcelar as passagens, mas também não tenho problema em ir de ônibus para economizar!! Alimentação também não faço questão de luxo, consigo me virar com o simples!!! Penso que é isso!!! Novamente, muito obrigado pela atenção!!!
  22. 1 ponto
    @antoniolussari A grana que voce tem pra fazer a viagem seria apenas esses R$3000.00 ou seria possivel juntar mais um pouco? Se for possivel reunir mais uma grana, qual seria o montante total que voce conseguiria reunir? - Ninguem melhor do que voce mesmo pra decidir pra onde ir, as vezes o que é interessante pra mim pode nao ser pra voce. Voce pensa em fazer trilhas/acampar, conhecer grandes centros/museus, praias, neve, etc... - Qual a época do ano que pretende viajar? Terá quantos dias disponíveis? - Pensa em ficar hospedado em hotel ou seria um estilo de viagem mais econômica se hospedando em albergue? Deu pra perceber que são muitas variáveis que dependem de sua resposta para podermos opinar em algo. De toda forma supondo que voce tenha apenas esses R$3000.00 pra fazer toda a viagem, seu itinerário ficará bem limitado por conta das passagens aéreas que dependendo do destino poderá ti custar quase uns 50% do que vc tem ou quase o valor todo. Se puder parcelar a passagem aérea ótimo, caso contrário o que lhe restará para hospedagem, alimentaçao e algum passeio será muito pouco. Uma viagem pra fora do país com essa grana é inviável, entao veja aqui dentro do Brasil pra onde quer ir e quanto terá de grana liquida pra gastar la no destino. Reponda as perguntas acima e/ou coloque mais informaçoes do que voce ja tem em mente para podermos ti ajudar. Boa sorte!
  23. 1 ponto
    Eu acho que vou usar muito a barraca e adjacentes, já que não tenho data pra voltar e quero gastar o minimo, diversas vezes devo acampar em lugares próximos às estradas, praias e outros, além de que eu quero passar um tempo completamente afastado da sociedade e sem barraca acho bem difícil. Sobre os hostels, eu procuro os baratos e seguros, como eu vou levar um penny (skate mini cruiser, leve e prático) não me importo muito em me locomover nas cidades Sobre os picos, sou bem eclético quanto a isso, me agrado fácil, qualquer coisa que me recomendarem eu agradeço e é claro que nem todos os picos estão na internet Obrigado por tudo, lobo_solitario!
  24. 1 ponto
    Leve roupa para no maximo uma semana, independente se voce ficara uma semana, um mes ou um ano viajando. Lembre-se de que quanto mais coisas levar, mais peso terá que carregar. Poucas peças de roupa serão suficientes pra vc fazer longas viagens, à medida que for usando vc vai levando.
  25. 1 ponto
    Lugar pra ficar existe aos montes, pesquise no site https://hostelworld.com e avalie o melhor custo beneficio, veja se as atraçoes de interesse estao relativamente proximas à sua hospedagem. Porque de nada adianta pagar muito barato numa hospedagem se vc tiver que pagar onibus, taxi, etc para ter que ir em qualquer lugar. Lugares bacanas depende do perfil de cada pessoa, nem sempre o que é bom pra mim pode ser bom pra outra pessoa. Veja pra onde vc quer ir e pequise o que ha de interessante pra voce.
  26. 1 ponto
    Voce precisa avaliar pra onde será sua viagem e se há áreas de camping para montar a barraca, caso contrario irá apenas carregar peso atoa.
  27. 1 ponto
    Oi! Estou um pouquinho atrasada pra responder essa dúvida, mas talvez ajude outras pessoas. Pelo que eu entendi, essa informação de vacina pra cólera no Marrocos tá meios confusa. No site do Brasil, está escrito assim "É exigido comprovante de vacina anti-cólera", porém depois embaixo ele especifica que a vacina seria necessária só se vc vem de países onde tem cólera: "Certificado de vacinação anti-cólera é obrigatório, caso o visitante venha de área com ocorrência da doença, tais como América Central (Haiti, República Dominicana, Cuba, México) e Saara Ocidental, Mali, Burkina Faso, Guiné, Costa do Marfim, Gana, Nigéria, Camarões, Congo, República Democrática do Congo, Angola, Zâmbia, Tanzânia, Moçambique , Zimbabwae, Iraque, Paquistão, Malásia (as duas ilhas) e Filipinas (todas as ilhas)", o que não é o caso do Brasil. No site do CDC, não fala nada dessa vacina também não. E caso vc tenha dúvidas quanto as vacinas necessárias pra determinado destino, qual é disponível no sus, se ainda vale esse certificado internacional, etc, existe um serviço de medicina do viajante gratuito na Fiocruz. Seguem os links que podem ajudar: BR: http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/seu-destino/marrocos#saude CDC: https://wwwnc.cdc.gov/travel/destinations/traveler/none/morocco?s_cid=ncezid-dgmq-travel-single-001 FIOCRUZ: https://portal.fiocruz.br/servico/medicina-do-viajante
  28. 1 ponto
    Só para complementar o que já foi dito, o problema é que nas rotas que partem do Nordeste (Recife e Salvador) a Air Europa usa o A330-200, um avião já bem antigo e sem entretenimento individual...já na rota partindo de São Paulo ela usa o Boeing 787-800, bem mais novo (Dreamliner) e que já conta com tela individual. A questão do check-in antecipado nas tarifas mais baratas da imensa maioria das cias aéreas hoje em dia é pago, não seve como parâmetro de avaliação.
  29. 1 ponto
    @Ericalourenço oi eu to planejando viajar pra fora quero ir para os Estados Unidos procuro meninas que vão
  30. 1 ponto
    Dê uma lida nos topicos abaixo, ja vai ti dar uma norte https://www.mochileiros.com/blog/mochilao
  31. 1 ponto
    Sobre o civ de febre amarela com mais de 10 anos, eu preenchi o formulário do site da Anvisa e fui no local indicado pra emitir. Fiz o procedimento como se não tivesse o civ. Lá eu apresentei o civ "vencido" e eles me disseram que a vacina continua válida, mas que eu fiz bem em trocar o documento pq vai que algum pais embaça pelo fato da anterior trazer uma "data de validade" expirada? Não custa nada e a gente vai mais tranquilo!
  32. 1 ponto
    Olá , procuro companhia para fazer uma viagem para algum destino da América do sul , uma viagem barata e divertida, interessados entrem em contato comigo whats 11992200745
  33. 1 ponto
    19/02 Primeiro dia em Ushuaia. Nesse dia ficamos livres pra fazermos o que quisermos. Então, rodamos a cidade, conhecemos alguns pontos dela. Há um free shop bem na rua principal. “Atlantico Sur Free Shop”. Vá por mim: VALE A PENA. E, dependendo, você encontra ainda mais barato no free shop do aeroporto. Só pra comparar: uma garrafa de absolut no Free Shop do Aeroparque, em Buenos Aires, e em Guarulhos, custava cerca de R$ 70 reais quando convertidos. No aeroporto de Ushuaia custava o equivalente a R$ 30,00. Dentre varias outras bebidas, comidas, perfumes, roupas, etc. Pela manhã, rodamos alguns pontos. Procuramos a famosa placa de Ushuaia – Fin del Mundo, e depois almoçamos no restaurante chamado “La Casa de Los Mariscos”. Observei que os preços por aqui eram bem mais em conta do que nas cidades Chilenas. A comida era boa, tomamos um sorvete de Calafate, bem gostoso também. Em determinado momento a cidade toda ficou sem energia, então almoçamos “à luz de velas.” Sorvete de Calafate Depois do almoço, fizemos um passeio de 1h num trem/ônibus que roda pela cidade, contando um pouco sua história. Monótono, mas já estávamos lá mesmo.. então fomos. Começou a chover assim que acabamos o passeio.. então retornamos pro Hotel, já era quase 18h. Estávamos bem cansados.
  34. 1 ponto
    Olá, com o preço que o dólar e euro estão atualmente, 6 ou 7 mil Reais é pouco dinheiro e não dá para fazer muita coisa. Algumas continhas para você se situar na realidade: Uma passagem de avião Brasil x Europa x Brasil em baixa temporada está custando em média entre R$ 2.500 e R$ 3.000 dependendo da cidade que você sair do Brasil e do seu destino lá na Europa. Mas este valor também pode chegar facilmente em 4 ou 5 mil dependendo de onde você estiver saindo do Brasil e se só puder viajar na alta-temporada que é entre julho e agosto e entre dezembro e começo de janeiro. Supondo que consiga uma passagem barata por R$ 2.500, sobrariam R$ 4.500 dos seus 7 mil reais. O euro está custando atualmente R$ 4.90 depois dos impostos e taxas, e os seus 4.500 Reais valeriam somente uns 900 Euros arredondando. Num mochilão o pessoal aqui gasta em torno de 70 euros por dia entre hospedagem, alimentação, metrô, ingressos e passeios, isto sem baladas, pois se for sair, o céu é o limite. Assim os seus 900 euros em teoria seriam suficientes para uns 12 dias de viagem, mas você terá outros gastos com a viagem, como por exemplo passagens entre as cidades, passaporte, seguro saúde que é obrigatório, mala/mochila se não tiver, roupas adequadas para o frio caso viaje no inverno, etc... Supondo que você fosse visitar 3 cidades na Europa, você teria que comprar pelo menos 2 passagens locais lá, ou mesmo 3 passagens caso for chegar e voltar pela mesma cidade. O preço destas passagens varia muito dependendo das cidades envolvidas, pode ser desde 10 euros ou mesmo 100 euros cada trecho. então sem saber as cidades que você vai visitar uma boa prática é reservar pelo menos uns 50 a 60 euros para cada passagem local, pois não se sabe quando que vai custar. O que reduziria o seu orçamento para uns 750 a 800 euros. Seguro, passaporte e outras coisitas mais, devem lhe custar outros 50 a 100 euros, o novamente reduz o seu orçamento para uns 650 a 750 euros. Na prática então você teria em torno de 650 a 750 euros livres para gastar lá, o que mal e mal dá para uns 10 dias de viagem. e com somente 10 dias de viagem, não dá para fazer muita coisa, no máximo visitar 2 cidades grandes como Paris e Londres ou então 3 cidades médias como Lisboa, Madrid, Barcelona, Amsterdam, Roma, Praga, Budapeste, etc... Mas tem outro porem você estaria no limite do limite do seu orçamento, qualquer imprevisto, como por exemplo você perder um trem ou ônibus, passar mal algum dia por que comeu algo estragado ou pegar um resfriado e ter que comprar remédio, já faria vocês estar com um problemão, sem dinheiro para terminar a sua viagem, então sempre é bom ter uma reserva de pelo menos uns 200 Euros para imprevistos. Ou seja, com um orçamento destes, no atual momento, seriam no máximo 2 ou 3 cidades, agora quais, tem literalmente dezenas de ótimas opções para todos os gostos e bolsos, tem locais mais caros como Londres, Paris, Amsterdam, Viena, Suíça, Bruxelas e Munich, locais com custo intermediário como Barcelona, Madrid, Roma, Berlin, Praga, Berlin e Dublin e locais mais em conta como Lisboa, Porto, Budapeste, etc...
  35. 1 ponto
    Fala pessoal! Assim como a grande maioria das pessoas que utilizam esse site como fonte de informações antes da viagem, também fiquei em dívida, e irei fazer um relato sobre a viagem que realizei agora em Novembro/2013. Foi minha primeira viagem internacional, fui atrás de tudo sozinho e eu não tinha idéia do quão trabalhoso é organizar um passeio. Quase fiquei louco com a quantidade de documentos necessários, mas no fim, valeu cada segundo gasto atrás das informações. No começo, como mochileiro de primeira viagem, quase cometi o erro de conhecer 15 países em 15 dias, aos poucos fui tirando uma cidade aqui, outra ali,e no final eu pensei: O que eu REALMENTE quero conhecer? Sei que já foi dito, exaustivamente, aqui no fórum, mas não custa reforçar: se você não tiver muito tempo, não vale a pena conhecer um país só pq ele é "pertinho". Uma viagem dessas é muito cansativa, e ficar por mais tempo em uma mesma cidade vai ser muito mais prazeroso. Tive 2 semanas de férias em Novembro, e decidi conhecer Paris e Londres, infelizmente, no auge do Euro e da Libra =(, e senti certas dificuldades em achar relatos de viagens nesse período. Portanto, meu objetivo aqui vai ser mais contar como é viajar nesse mês e passar algumas dicas! Bom pra começar, alguns gastos e considerações pré-viagem. - Passagens aéreas: Vôo São Paulo - Paris; Paris - Londres; Londres - São Paulo. Preço: $850,00 Consegui esse valor, em uma promoção da Air France, que tinha direito a stop-over grátis (antes da viagem, eu nem sabia o que era isso, ahahahah) em Paris, com volta por Londres. Achei o preço consideravelmente bom, visto que não tiveram lá boas promoções pra Europa esse ano. Aqui vale a dica já recomendada aqui no fórum: Não compre no decolar.com, apenas use o site pra dar uma pesquisada geral nos preços, e depois entre no site próprio da empresa e compre por lá. O site da KLM-Air France é muito fácil de se usar. Se eu tivesse comprado pelo decolar, teria saído uns R$300,00 a mais. Pra quem não sabe, stop-over é quando você tem direito a descer do avião, ficar alguns dias nessa cidade "intermediária", e no dia de seu interesse, pegar o vôo para seu "destino final", com o preço já "incluso" na passagem, ficando beeeeeeeeem mais barato do que comprar as passagens separadamente, caso o stop-over seja oferecido de graça. Agora pra comprar, funciona assim: Não adianta você comprar a passagem, por exemplo: Brasil > Londres, com escala em Paris, e querer sair feliz e contente atrás de sua mala no aeroporto de Paris, achando que pode remarcar a qualquer hora o vôo para Londres, ahahaha. Você tem que fazer o seguinte: No site da companhia aérea, você tem que ir na opção "Múltiplos Destinos" e ir preenchendo de acordo com o seu planejamento. Por exemplo, o meu ficou assim: Ida: São Paulo - Paris, dia tal. Paris - Londres, dia tal. Volta: Londres - São Paulo, dia tal. No site da KLM, alguns horários ficam grifados em amarelo. São horário mais baratos! Vale a pena dar uma olhada, pois a economia pode ser interessante! - Albergues. Pra mim, foi a parte mais difícil de decidir durante o planejamento, são várias opções, todas com pontos positivos e negativos. Usei 3 sites para saber a opinião de quem já tinha ficado: tripadvisor, hostelworld e o booking. Reservei os 2 que eu fiquei através do site hostelworld, sem nenhum problema. Agora a dica é: no site, tem um aviso (não muito visível, diga-se de passagem) de "Deals", que são promoções entre os hostels e o site. Os que eu fiquei, foram: Paris: St. Christopher Gare du Nord Deal: 4 noites pelo preço de 3 - Quarto quádruplo. Preço: €110,00 (paguei 10% no ato da reserva, e o restante lá com o Cash Passport) Pontos positivos: Olha, tendo em vista que foi a minha primeira experiência em hostel, sim, eu o indico e provavelmente ficaria lá de novo! Era quase um hotel! É muito limpo, as camas são bem confortáveis, o café da manhã, incluso no preço, é bem aceitável, e fica numa rua sem saída, então não é lá tão barulhento, apesar de ter um bar no térreo. Particularmente, eu sou meio chato na questão de dividir quartos com estranhos, então uma coisa que eu gostei muito desse hostel foi que cada cama tinha um local para colocar sua mala, cortininha, luzes, tomadas e entrada USB. Além disso, tinha elevador, locker-room, cada hóspede tinha um cartão magnético para entrar nos quartos e corredores, o staff era bastante solícito e nas proximidades tinha de tudo, supermercado, farmácia, padarias, restaurantes, etc. E o mais importante: era muuuuuuito perto da estação Gare du Nord. Então pra quem precisa pegar o Eurostar é uma mão na roda, além de te levar pra qualquer canto da cidade. Ponto negativos: Não é necessariamente em relação ao hostel, mas é uma situação que você vai enfrentar todo dia, caso opte for ficar nele. A estação Gare du Nord é simplesmente gigantesca e difícil de se encontrar lá dentro. Ela é interligada com várias linhas de metrô e trem, e ao me deparar com aquele mapa de metrô, me bateu um leve desespero no começo, já que tinha mil e uma formas de chegar no mesmo lugar. Dependendo de qual linha eu tinha q pegar, eu gastava fácil uns 10 minutos andando por lá. Mas assim que eu peguei o jeito de andar de metrô, tudo ficou mais tranquilo, além disso tem pontos de informação. Outra coisa, a região não é das mais bonitas de Paris, e à noite, ficava um pessoal meio estranho do lado de fora da estação, mas não vi nada de suspeito, ninguém mexeu comigo e até tinha uma caixa eletrônico à céu aberto, onde o pessoal sacava dinheiro tranquilamente. Quanto ao hostel, a única coisa que eu relataria como ponto negativo, é que vc precisa pagar €5,00 para deixar sua mala no locker-room (bem moderno e seguro) durante 24 horas, então considere mais este gasto caso você chegue antes do horário do check-in (14h), ou saia depois do check-out (10h). Outra coisa, só tem 4 chuveiros por corredor, com vários quartos, então pode ser que em altas estações fique um pouco lotado. Londres: Safestay Elephant and Castle Deal: Promoção à um preço fixo para ficar 7 noites. Eu fiquei 6, mas caso eu comprasse as 6 separadas, ficaria mais caro. Preço: £120,00 - Quarto com 6 camas misto. Eu não tirei fotos dele, mas as imagens que estão nos sites hostelworld e booking representam fielmente como ele é! Pontos positivos: Assim como o de Paris, esse é mt bem equipado e tudo bem limpo. Também ofereciam aquele esquema de segurança, cada hóspede com seu cartão magnético para entrar nos quartos e elevador. Os quartos não são tão bons, mas as camas têm as cortininhas! ^^ Café da manhã típico de hostel tbm incluso. Vários ônibus na porta. Bem perto do metrô Elephant and Castle, uns 5 minutos andando, que dá acesso aos principais pontos turísticos bem rapidamente, por exemplo, London Eye e o Big Ben ficam a 2 estações. Na verdade, se você tiver pique, dá até pra ir andando. Região bem tranquila, mas tirando um McDonald's que tem do lado, não tem mais nada por ali. Pontos negativos: O staff não era dos mais simpáticos, o locker-room é bem pequeno e sem segurança nenhuma. No tempo q eu estive lá, a porta permanecia aberta, e suas coisas ficavam à vista em uma prateleira. Como eu já sabia disso, levei dois cadeados e prendi minhas malas nessa estante. A estação Elephant and Castle, apesar de pequena, tbm é bem chatinha, vc perde um tempinho andando lá dentro. A rua do hostel é bem movimentada, então tinha bastante barulho à noite. Clima Na minha opinião, cenas mais bonitas do que a Europa durante o outono, não há. Fiquei deslumbrado com aquela paisagem tão diferente da nossa aqui no Brasil. Estava bem frio, entre 5º e 10º, na França peguei todos os dias nublados com apenas algumas horas de sol. Já em Londres, ahhh..em Londres, aquele clima é maluco, então não adianta olhar previsão do tempo pra lá! auhahuauhauh...mas resumindo, de 6 dias...2 dias inteiros de sol, e outros nublados com chuvas que começavam e paravam a cada 10 minutos, me estressando um pouco! ahauhauhauhauha Mas oq me irritou mesmo, não foi o frio, mas sim o calor INSUPORTAVEL dentro dos estabelecimentos e metrô! Sério, uma das coisas mais chatas da viagem foi o sufuco que eu passava dentro do metrô, cheio de gente, com aquele aquecedor ligado! Ai a tríade mochila+blusa de um lado+ guarda-chuva molhado do outro, me perseguiu durante a viagem inteira! =// Quanto ao anoitecer, 17h30 em Paris e um pouco antes em Londres, já estava tudo escuro. Amanhecia lá pelas 8h00. Turistas Sinceramente, eu não consigo imaginar como deve ser Paris no verão, de tão entupida de turista. Deve ser insuportável! Não aconselho à ninguém ir pra lá nesse período se não gosta de multidão. Em Novembro, as únicas filas q eu vi foram pra subir na Torre Eiffel e pra subir na Notre Dame. E lotado, LOTADO mesmo, estava o Louvre, mas mesmo assim acho que nem se compara aos meses de férias, por ex, tirei minha foto com a Monalisa, sem maiores problemas. Em Londres, muito menos turistas, tudo mais tranquilo. Porém, uma coisa é certa: vc terá a companhia de excursões escolares, q por mais q bonitinhas e educadas sejam as criancinhas, te trará momentos de ódio. E o pior, vc verá milhares de asiáticos seguindo uma pessoa com um guarda-chuva fechado erguido pra cima. Tive vontade de jogar todos, sem piedade, Arco do Trinfo abaixo! . Eles só serão úteis para tirar suas fotos, isso eles fazem como ninguém! Mala Conselho: levar daqui apenas uma blusa e as coisas essenciais pra não congelar no primeiro dia, e deixar pra comprar o resto por lá. Comprei uma segunda pele, luva, cachecol, toca e outra blusa beeem quente na Decathlon de Paris, e foram mais do q suficientes, além de serem mt mais baratas do que aqui! Levei tbm, uma farmácia inteira, doença nenhuma iria estragar minha viagem! Levei a receita de todos os medicamentos, mas em nenhum lugar chegaram a me barrar por portar 200 mil comprimidos! ahahaha Imigração Um capítulo a parte, levei vários documentos: extrato de cartão de crédito, dos cartões pré-pagos internacionais, reservas de hostel, passagem de volta, seguro saúde e tudo que vocês possam imaginar. Após aquela perdida básica no Charles de Gaulle, e finalmente achar a fila da imigração, eu fui na que, até aquele momento, era a mais feliz e sorridente das funcionárias, mas na minha vez, ela incorporou algum espírito ruim e pediu simplesmente TODOS os documentos q eu tinha levado, ela verificou tudo, nos mínimos detalhes, me encheu de pergunta. Por um momento achei q ia voltar, mas no final deu tudo certo. Já em Londres, que teoricamente seria pior, foi super tranquilo. Peguei um senhorzinho que parecia ter saído de algum filme do Harry Potter, que fez as perguntas básicas e só...se não fosse o carimbo, q estava sem tinta, e me fez esperar os 3 minutos mais longos da minha vida (até q outra pessoa trouxesse um novo) na fila da imigração, eu teria saído em 30 segundos . Seguro viagem: Uma vez que eu comprei a passagem com o cartão de crédito, o seguro foi fornecido pela operadora (VISA). Compras aqui no Brasil Entrada da Torre Eiffel: €13,00 (até o topo) Estava com medo de pegar um dia chuvoso e feio, mas não estava! \o/..Compensou bastante, já que a fila de compras lá no dia (domingo), estava quilométrica. London Pass de 6 dias: £91,00 Pra mim, valeu MUITO a pena. Acompanhem o site, pois às vezes tem promoção com 10% de desconto. Comprei aqui e retirei lá, sem enrosco! Compras feitas lá Paris Museum Pass de 4 dias €54,00 (comprei no aeroporto) Se vc pretende conhecer apenas Louvre e Versailles, não compensa. Mais do q isso, é indispensável, corta filas e te dá acesso à banheiros! Paris Visite Pass de 5 dias - todas as zonas €57,00 (tbm comprei no aeroporto) Eu estava muito em dúvida se comprava esse passe, ou o carnê de 10 viagens por €13,30. Mas no final das contas, foi a melhor coisa que eu fiz. Esse passe cobre as viagens de/para aeroporto-centro e Versailles. Eu usei bastante o metrô, principalmente nos dias de chuva, e quando as minhas pernas já estavam pra lá de destruídas, sem me preocupar em comprar mais passes naquela correria q é dentro das estações. 7-day Travelcard zonas 1 e 2 - €30,40 (comprado no aeroporto de Londres, com a ajuda de um senhor muito prestativo, já que eu não tava entendo nada de como funcionava/comprava aquele Oyster Card) Indispensável, te dá direito à andar em onibus e metrô, quantas vezes quiser por 7 dias. Alguns sites úteis: http://www.londresparaprincipiantes.com/4-dias-em-londres-roteiro-de-viagem/ http://www.conexaoparis.com.br/2008/05/07/paris-em-4-dias-primeiro-dia/ http://www.londontourist.org/planning.html http://viagensesouvenirs.blogspot.com.br/ http://meusplanosdeviagem.wordpress.com/category/reino-unido/ http://www.rodei.com.br http://www.europapraturista.blogspot.com.br Bom galera, é isso. Nos próximos tópicos vou descrever um pouco das aventuras do meu dia-a-dia e contar pq eu adorei Londres, e não achei Paris lá grandes coisas! Qualquer dúvida, podem ir perguntando! Tentarei ajudar com oq eu aprendi! ^^
  36. 1 ponto
    argentina com uruguai sem aereo dá q sobra ... peru com bolivia sem aereo dá que sobra... o lance de ir sozinha sem problema, ninguém nasce e morre colado com alguém .. sempre viajo só e encontro pessoas na mesma vibe ... quando fui com pessoas junto, acabaram c minhas viagem de tanta frescura
  37. 1 ponto
    A vacina contra a cólera não é muito eficaz e por isso não é muito utilizada... Nem sabia que algum país exigia, quando fui ao Marrocos não precisei. Até onde sei não é disponível pelo SUS, acredito que só vai conseguir em clinicas particulares mesmo. Agora sobre a febre amarela, o meu acabou de completar 10 anos, e já virou consenso que não precisa repetir a vacina, mas não sei quanto a burocracia como está, tenho a mesma dúvida que você.
  38. 1 ponto
    Olá, irei em novembro também, chego em lisboa dia 18, pretendo fazer Lisboa / Barcelona / Paris / Bruxelas / Berlim / Milão. Se alguém tiver afim de fazer esse roteiro, ou alguma dessas cidades me avise
  39. 1 ponto
    Bom pessoal, fiz este mochilão em setembro deste ano, e foram 20 dias de pura emoção! Foi minha primeira viagem internacional e como a maioria de todos aqui, peguei muitas dicas neste site então nada mais justo do que compartilhar as minhas! Assim que decidi fazer este mochilão, comecei a pesquisar bastante sobre os locais e montei o seguinte roteiro: Então a ideia principal do Roteiro era conhecer a Turquia, principalmente os pontos turísticos do interior como a Capadócia e Pamukkale! Como era bem perto da Grécia aproveitei para conhecer Atenas, Delfi e as 2 famosas ilhas gregas Mykonos e Santorini! E como não existe vôos diretos para Atenas, optei por fazer um stopover na Itália de 4 dias, onde pude conhecer Roma, Nápoles e Pompeia! Resumo, foi tudo uma correria mas deu tudo certo!!! No início planejei toda a viagem para ir sozinha, mas 2 meses antes da viagem, consegui a companhia de uma amiga! Vamos ao que interessa então: ITÁLIA Planejei 2 dias em Roma. No primeiro fomos conhecer os pontos turísticos principais como Coliseu, Foro Romano, Palatino e Fontana de Trevi. Ficamos no Hostel Alessandro's Palace, bem próximo da Estação Termini então fizemos esses passeios por metrô ou por Open Bus, aqueles famosos ônibus de 2 andares que pagamos 20 euros e valia por 48 horas. Achei que valia muito a pena, pois podíamos sempre descer em qualquer ponto turístico e esperar outro ônibus. Compramos o ticket com um indiano na saída do Palatino, mas em todos os pontos de parada sempre tem alguém, (normalmente um indiano,rs) vendendo. No segundo dia, reservei para conhecer o Vaticano e também para fazer um passeio pela Necrópoles!!! Este passeio foi dica de um amigo da minha amiga e nunca tinha ouvido falar! É um passeio pelas escavações embaixo do Vaticano, onde descobriram estar o túmulo de São Pedro. É tão tão secreto que não é divulgado e você precisa reservar com antecedência mandando email aqui do Brasil para o Escritório de Escavações do Vaticano dizendo sua disponibilidade e quantas pessoas farão o passeio. [email protected] Em todos os blogs que lemos sobre o passeio, sempre comentavam sobre a dificuldade de conseguir agendar o passeio pois somente são permitidos 200 visitantes ao dia e nem todos os dias ele é realizado. São feitos grupos de 12 pessoas e quase sempre é um padre ou seminarista que guia o grupo. Pois bem, a Melissa enviou o email e acho que tivemos sorte pois no dia seguinte recebemos uma resposta com data e já confirmamos e efetuamos o pagamento via cartão de crédito. Custou 12 euros por pessoa. A história é bem interessante até mesmo para quem não é católico. As escavações que descobriram este lugar foram patrocinadas pelo próprio Vaticano nos anos de 1939 a 1949, a pedido do Papa Pio XII em realizar um desejo de seu antecessor que gostaria de ser enterrado próximo do túmulo de São Pedro. Não só o túmulo foi encontrado, mas uma série de mausoléus da época pagã romana. É terminantemente proibido tirar fotos lá dentro o que é uma pena porque realmente o local está bem conservado e com várias tumbas e símbolos pagãos. Neste dia sobrou tempo para conhecer o Circus Maximus, A Boca de La Veritá, Basílica de Santa Maria Maggiore, a Piazza Navona e o Pantheon (apenas de fora) pois já estava fechado! No 3º dia fomos conhecer Pompeia, a famosa cidade do antigo império romano que foi destruída pela explosão do vulcão Vesúvio!! Tínhamos comprado já os tickets de trem aqui de SP mesmo, pelo site da Trenitalia. De Roma, tem que ir até Nápoles e de lá pegar o trem da Cia Circunvesuviana que nos leva até Pompéia! O sítio arqueológico é impressionante! Passamos 5 horas lá dentro andando e nem assim conseguimos ver tudo!!! Claro, os corpos dos sobreviventes que parecem ser de pedra estão lá espalhados pelas ruínas e chocam pelas expressões de espanto e medo ainda em seus rostos. Voltamos para Nápoles e fomos experimenar a famosa e original Pizza Napolitana numa Pizzaria bem tradicional chamada Di Matteo. Nápoles é bem feia , pelo menos a parte que vimos, o trânsito é caótico, mas a cidade tem seu certo charme. Quem sabe com mais tempo dá para achar lugares mais bonitos! O que deixamos de fazer é ir no Museu onde estão muitas obras encontradas em Pompéia GRÉCIA ATENAS No dia seguinte fomos para Atenas! Tive meu sonho de visitar a Acrópole realizado! Ficamos no Athens Backpackers, bem próximo da Acrópoles e do metrô numa excelente localização e indico muito o hostel! Adorei! Tem wifi que pega legal, é um hostel bonitinho, tem um bar que dá pra ver a Acrópoles a noite iluminada! Perfeito! Em Atenas nos locomovemos muito com metrô que é super moderno . Inclusive para ir do aeroporto de Venizelos até a estação Acrópoles, bata pegar um metrô por 8 euros , descer na estação Syntagma e fazer baldeação para a linha vermelha para descer na estação para a Acrópolis. Daí vc dá uns 10 passos, vira a esquina e tchanran chegou no hostel! Mapa do metrô de Atenas Acrópoles á noite toda iluminada Templo de Parthenon Num mesmo dia visitamos a Acrópoles, a Antiga Ágora, a Ágora Romana, o Estádio Panathenaico e os bairros de Plaka e Monastiraki que são lindinhos,charmosos e perdição para as compras!! Jantar á noite em Plaka é uma delícia! Naquelas ruazinhas estreitas, em mesas pra fora do restaurante iluminadas à luz de velas! O ingresso para visitar a Acrópole você comprar na própria entrada do local e este te dá direito a visitar mais uns 5 lugares como as Ágoras e o Templo de Zeus Olímpico. Vale à pena! Numa ruazinha de Plaka Pista de Atletismo do Estádio Panathenaico: o estádio onde foram criados os Jogos Olímpicos! A comida da Grécia é sensacional! Experimentem o famoso iogurte grego, é divino! E amei um prato chamado Saganaki queé o queijo Feta empanado! Delicioso! DELFI No dia seguinte em Atenas fomos visitar Delfi, onde fica o Templo do Deus Apolo. Pagamos cerca de 75 euros pelo passeio de dia inteiro com ônibus que nos levava . O percurso durou 3 horas de ida e 3 de volta. Compramos este passeio numa das agências de turismo de Plaka mesmo. Passamos por paisagens lindas pelo caminho como a cidade de Arahova, que é uma espécie de Campos do Jordão grega! A cidade fica no alto de um morro, muito alto mesmo e no inverno faz muitooo frio! Amei, fiquei com vontade de voltar lá no inverno! O local onde fica o templo é impressionante. Muito no alto, se já é de difícil acesso hoje, imagina naqueles tempos da Grécia antiga onde as pessoas subiam com animais nas costas para levar de sacrifício e obter respostas do famoso oráculo! O passeio todo foi feito com uma guia grega que falava inglês e nos transmitia toda a história do local. No final visitamos o Museu do Templo também. Verdadeira aula de História! E pra fechar o passeio almoçamos num restaurante gracinha ali por perto com vista para uma piscina maravilhosa ! A cidade de ARAHOVA (Campos do Jordão grega.rs) Templo de Apolo onde ficava o Oráculo em Delfi ] SANTORINI Fomos de avião de Atenas para Santorini. O vôo durou 40 minutos. Fomos pela cia aérea grega Aegean Airlines. SAntorini é perfeita!!! Uma ilha cheia de paisagens de tirar o fôlego e praias diferentes para explorar. Ficamos no hotel Dina´s Place localizado em Fira(Thira)a parte central da ilha! Amamos a localização pois era perto Do centrinho com as ruazinhas cheias de restaurantes e comércio e do ponto de ônibus central de onde saem os ônibus para os ptos turísticos da ilha, como Oia, Perissa Beach, Kamari. Estes ônibus são uma mão na roda pois são ônibus de turismo, super confortáveis e muito baratos. Você paga cerca de 1.60 ou 2,00 euros por cada trajeto. Compensa bemmais do que alugar um carro ou um quadriciclo, até porque dirigir na ilha é meio complicado. Tem partes cheias de curvas que parece que você vai cair num precipício. Para quem prefere ficar mais tranquilo, com certeza é a melhor opção. os ônibus possuem horários de saída, mas em tdos os momentos que precisamos deles, sempre tinha algum saindo para onde estávamos indo. A vila de Oia é o passeio principal para quem estiver em SANTORINI. É de lá que saem as famosas fotos de pôr do sol com as casinhas bancas e as igrejas de teto azul! Normalmente os locais para ver o pôr do sol ficam apinhados de gente, tente chegar cedo, antes das 17h00 para garantir um bom local! O pôr do sol realmente é um espetáculo! Gostaria de ter ficado mais tempo em Oia. Lá dá pra perceber que é a parte mais cara da ilha. Imagine ficar num hos hotéis com vista para o mar! Quanto às praias, conhecemos a Red Beach, White Beach e Perissa Beach! Praias exóticas mas imperdíveis. Fomos de bus até Red Beach e de lá pegamos barco até a White Beach e a Perissa Beach. Bem tranquilo e sai baratinho, coisa de 10 ou 15 euros cada trecho. Fizemos também um passeio para a Cratera do vulcão que originou Santorini. Fechamos no hotel mesmo esse passeio.Muito legal. Vamos de escuna apreciando o mar com sua coloração azul impressionante e na metade do caminho paramos em um local chamado Hot Springs, que é um encontro de águas geladas e quentes. Lugar lindo demais. Pulamos da escuna e ficamos um tempo nadando naquelas águas. A cratera do vulcão exige disposição, é enorme, não parece um vulcão de verdade e se você quiser ver todas as crateras têm que andar bastante mas olha a vista compensa! Dá pra tirar fotos incríveis e na volta pra Santorini, ver a ilha se aproximando lá em cima é incrível! Ah para descer para a escuna, como a ilha é muito alta usamos uma espécie de bondinhos! é muito prático e rápido. Pra ganhar a tempo e economizar as pernas pq é uma descida enorme. Tem muita gente que desce no lombos de pobres coitados burrinhos. Não recomendo, acho que ou se vai a pé mesmo ou de bondinho,rs! Deixamos a parte da agitação e baladas para Mykonos! Pôr do sol na Vila de Oia Cratera do Vulcão Red Beach White Beach Perissa Beach Vila de Kamari MYKONOS Pegamos um ferry-boat de Santorini para Mykonos. Levamos 3 horas e fomos de classe executiva porque a econômica estava esgotada. Isso porque tínhamos comprado aqui no Brasil, há 1 mês antes da viagem pelo site da Hellenics Seaways. Ficamos num hotel lindinho chamado Aeolos e o dono do hotel Panos é muito gentil e preparado! Quando chegamos no hotel ( ele foi nos buscar no porto), ele já tinha mapas da ilha prontos e com indicações dos melhores pontos turísticos na opinião dele e várias dicas! O hotel é lindo e o atendimento perfeito, o único porém é que não é perto de tudo como em SANTORINI! Para irmos para Chora que é o centrinho da ilha, tivemos que andar uns 20 minutos, uns 7 de asfalto e o resto descendo a encosta,rs. Resultado: quase tudo que fizemos em Mykonos foi de táxi, mas saía baratinho, não era absurdo! Sempre combinando o preço antes é claro! A maioria dos taxistas já possuem uma média de quanto cobram para cada lugar e não hesitam em parar o táxi na metade do caminho e pegar mais passageiros, cobrando o mesmo preço para eles...rs. Mas em geral são bem simpáticos e é o ganha pão deles né. Conhecemos uma praia perfeita chamada Elia Beach! Depois de barco fomos passamos pela Super Paradise e paramos em Paradise Beach onde tinha a balada diurna e ao ar livre Tropicana Club. Foi hilário! Myknos é a ilha das festas mas nós já estávamos no final da temporada então as coisas tendiam a ficar menos animadas,rs. Mesmo assim lá estava no Tropicana Club o Dj de Milão Sassa que é como um agitador do local e ficou famoso por andar pelo local apenas de fio dental e na frente uma trombinha de elefante. Sim, bizarro mas mega divertido,rs!! Á noite, aproveitamos que era a última balada da temporada e fomos na famosa Cavo Paradiso! Foi muito legal, inclusive porque encontrei alguns amigos mochileiros que havia conhecido aqui pelo site! A Paradisíaca Elia Beach Paradise Beach Pôr do sol nos Moinhos Ruazinha de Chora Little Venice Voltamos para Atenas por avião pela Aegean novamente e o vôo levou apenas 20 minutos!!! imagine que as comissárias nem conseguiram terminar de servir bebida para todos os passageiros... De Atenas pegamos uma conexão para Istanbul TURQUIA ISTAMBUL Turquia é realmente incrível!!! Sem palavras pra descrever este país que de primeira impressão é tão exótico e diferente do nosso, mas é possível perceber várias semelhanças, seja na alegria ou na espontaneidade do povo! Bom em Istanbul, tínhamos contratado um serviço de transfer do aeroporto para o hostel e mandaram um motorista que não falava inglês,rs, mas tudo bem, era simpático e nos levou direitinho pro hostel. Ficamos no Sultan Hostel, mega bem localizado no bairro turístico de Sultahnamet. Ali era perto da Mesquita Azul, da Hagya Sofia,Topkapi Palace e do Grand Bazar, tanto que fizemos tudo a pé sem problemas. Fizemos amizades com uns turcos de um café/bar na rua do hostel e fomos para Taksim Square à noite, numa balada bem divertida onde tocava músicas pop turcas e outras músicas de sucesso dance,rs. Andar por Istanbul é bem fácil e o povo é muito gentil, mesmo não falando inglês tão bem. No Grand Bazar encontramos vários vendedores que falavam espanhol e até arriscavam um português! Para visitar o interior do país nós contratamos um pacote turístico há uns 2 meses antes da viagem, aqui do Brasil mesmo. Deu tudo certinho e em 6 dias conhecemos Çanakkale onde fica a Anzac Cove, Eceabat, Tróia , Kusadasi, Ephesus,Pamukkale, Hierapolis e Capadocia!! O pacote incluía hospedagem e a maioria das refeições e também o famoso vôo de balão pela Capadócia! Foi tudo perfeito. Acho que as fotos falam por si só! Consegui realizar meu sonho de conhecer estes locais e com certeza penso em voltar e em breve. Quem quiser maiores informações, estou á disposição e também estou escrevendo tudo em detalhes no meu blog: ---> http://diarioradical.blog.br/category/viagens/turquia/ Abraços É isso aí, espero ter contribuído relatando essa minha experiência! Mesquita Azul à noite Grand Bazar Gallipoli Çanakkale- cavalo usado no filme de Tróia Ruínas de Tróia Éfesus Última casa onde viveu a Virgem Maria Hierápolis Pamukkale Capadócia Vôo de Balão na Capadócia
  40. 1 ponto
    Há tempos que eu maturava a ideia de conhecer Mendoza. Já estivemos em alguns cantos argentinos, Mendoza ainda não. Sabia que era terra do vinho e da alta montanha. E sabia também do espetáculo que é a estrada para Santiago do Chile. Daí comecei a bolar uma viagem que começasse por Mendoza e terminasse em Santiago, para justamente aproveitar o trajeto pela janela do ônibus. Tal roteiro cabia, portanto, no feriadão de 5 dias de Carnaval. Tentei isso no ano passado, mas não consegui promoção. Para este ano rolou. Viva! A Gol anda fazendo voos direto de São Paulo em alguns dias da semana, e, salvo engano, em temporadas específicas. Mas os horários não são muito convenientes, com voos no meio do dia. Pegamos uma ida de madrugada para Santiago, conectando para Mendoza pela manhã de sábado. E o voo de volta de Santiago de noite. Ideal para aproveitar ao máximo os dias. Fechada a logística, reservei a 3ª-feira para a viagem de busum para Santiago. Comprei antecipadamente as passagens, fomos na frente. Mas... tinha um raio de uma propaganda bem no vidro da frente, o que atrapalhava a visão frontal. De todo modo, a visão lateral, de onde quer que seja, é espetacular. Com a 3ª-feira bloqueada para a viagem, restaram dois dias cheios para Mendoza, mais duas partes – na chegada e na partida. Até considerei de fazer o tradicional passeio à Alta Montanha, mas logo desisti: era muito tempo de estrada, e na mesma estrada que percorreríamos na ida a Santiago. E tenho pra mim que o Parque do Aconcágua merece maior dedicação. Um dia espero voltar. Decidi então que os dois dias cheios seriam dedicados aos vinhos. Estamos muito bem habituados a incursões pelo Vale dos Vinhedos (e arredores), onde já degustamos alguns dos melhores vinhos do Brasil. É um ritual que muito nos agrada, de modo que a ideia era repetir em Mendoza. Um tanto perto da viagem (faltava pouco mais de um mês), fui buscar esquemas de transporte e descobri que tinha de reservar os locais, e com horários. Meio chato isso, mas imaginei que a demanda fosse grande. Em termos de logística, havia a opção de bicicleta (tour ou por conta própria), que a galera que foi comigo não iria topar. Havia o esquema guerreiro total, de busum. E havia o esquema patrão, com motorista dedicado e disponível para o dia inteiro. O esquema patrão ainda incluía a reserva nas vinícolas. Rapidamente achei o contato do Fernando Verá (+54 9 261 545 1540), recomendado por diversos outros brasileiros. Mandei msg para ele por whatsapp, e ele logo retornou me ligando, para saber melhor o que me interessava. Disse que preferia vinícolas menores, mais familiares, não famosas. Ele avisou que era alta temporada (juntava Carnaval, com brasileiros invadindo geral, com vindima). Pra dificultar ainda mais, nossos dias eram num domingo e numa 2ª-feira, dias em que algumas bodegas fechavam. Mas ele arrumou lugares ótimos para nós – nunca tinha ouvido falar de nenhum deles. E todos foram ótimos. Esquema-patrão é outra coisa! Em geral, os preços para esse esquema patrão são cerca de 130 USD por carro para as duas regiões mais próximas a Mendoza (Maipu, Lujan de Cuyo), e 160 USD se for para esticar para Valle de Uco, que fica mais afastada. São 3 degustações por dia, sendo a terceira já com almoço. Além do motorista, vc tem de pagar pelas degustações, diretamente às bodegas. Salvo engano, são ao menos 4 degustações. Dependendo do lugar, vc pode repetir, eventualmente recebe mais degustações do que o programa, etc. Escolados por diversas visitas ao Vale dos Vinhedos, eu bem que gostaria de redesenhar o formato, sobretudo cortando almoço e incluindo mais vinícolas. Mas aí eu teria que organizar logística e reservar bodegas, coisa que não fiz. Topei o esquema patrão completo. Depois de ajustar aceitar o roteiro proposto (pedi ao Fernando para retirar duas bodegas cujos vinhos eu já conhecia), recebi por whapp o roteiro com horários e preços. Muito bom! Nossa chegada a Mendoza já me proporcionou algo novo: viajar de dia. Estamos tão acostumados aos voos noturnos que até me esqueci de reservar assento na janela para observar os Andes no rápido trajeto aéreo entre Santiago e Mendoza. Mas pude ver o espetáculo ao longe, ao menos. O comandante sequer desliga o sinal de apertar os cintos, em função da permanente possibilidade de turbulência ao cruzar os Andes. Chegamos a Mendoza e logo pegamos um taxi (270 ARS, lembrando que esse valor rapidamente estará defasado em função da alta inflação argentina) para nosso albergue. Apenas deixamos as mochilas por lá e partimos para passear pela cidade. Ideia era andar um pouco e pegar o ônibus Vitivinícola, que percorre algumas vinícolas pela tarde. O céu estalava de azul. Fomos numa agência e não tinha mais ingresso para o Vitivinícola. Mas eles nos ofereceram um outro tour, de van, que tbm passaria por algumas vinícolas. Mais barato que o busão e já com o ingresso das degustações incluso. Pareceu ótimo negócio, e topamos. Sairia no começo da tarde. Fomos então fazer câmbio e forrar um pouco o estômago. Nosso tour começou pela vinícola Dante Robino. Lugar muito bonito. Mas achei os vinhos meio marromeno... Em seguida fomos na Don Arturo. Tbm achei tudo marromeno... Além de considerar que era pouco vinho para degustar. Fiquei com medo de aquele ser o padrão dos dias seguintes (mas na verdade era correspondente ao preço que estávamos pagando). Os vinhos tinham preços muito bons para quem quisesse comprar – não era nosso caso, queríamos apenas degustar mesmo. Dante Robino Um lugar muito bacana desse primeiro passeio foi a parada numa Olivícola, ou coisa parecida. Pasrai é o nome do lugar. Lugar de azeites. Uma bela e farta prova de sabores diversos. Galera saiu comprando azeites, que me pareceram muito bons (com a ressalva de que, se já mal conheço vinhos, imagine azeites). No fim ainda paramos numa vinícola especializada em vinhos doces, Florio. Azeites na Pasrai Vinhos doces na Florio Encerrado o tour, voltamos para nossa base. Ficamos bem perto da Avenida bacana da cidade, a Arístides. Com acento no primeiro i. É onde estão os bares e restaurantes, é onde rola o agito noturno da turistada. Muitas cervejarias artesanais, talvez para compensar os dias de vinho. Rodamos pela área e ainda demos a sorte de ter um evento naqueles dias, a Megadegustación. Várias bodegas traziam seus vinhos para que a galera experimentasse. Evento de rua mesmo. Não era grátis, claro, vc comprava uma cartela que dava direito a meia dúzia de provas. E ganhava uma taça. Tinha a degustação normal e a premium. Compramos a normal. Vinhos em geral marromeno, valia pela diversão e pelo evento, que era bem bacana. Tinha uma bodega que servia de graça, não marcava na cartela, então bati ponto por lá, ahahahah. O preço era de 350 ARS por 6 provas de 50ml cada. Ou 500 ARS por 4 provas premium, que, salvo engano, eram mais do que os 50 ml cada. Tinha algumas áreas para a galera sentar e relaxar, e recostamos numa delas. Um casal local puxou conversa e ficamos de papo por um tempo. Bacana ver que o evento não era para turistas somente. Jantamos muito bem (carne!) e depois voltamos. Era meia noite e o evento estava cheio. A Av. Arístides também cheia. Era sábado à noite! Mas fomos dormir. Dia seguinte encararíamos nossa empreitada vinícola. Domingo. Nosso motorista foi nos buscar no horário previsto. Primeira bodega a visitar foi a Benegas. Em todas elas tem a parte de contar a história do local, e na Benegas foi bacana. Provamos um suco do vinho ainda em fermentação, o que foi interessante. No fim do tour vem o que (nos) interessa, que é provar os vinhos. Tudo é feito com cerimônia e parcimônia, mesmo que vc não entenda muito de vinhos – como nós, que geralmente avaliamos de forma simplória: gostei, não gostei. E então eu finalmente tive aquela sensação de conforto: os vinhos eram muito bons! Estava com receio de que fossem meio nhé, tal qual os do dia anterior. Não eram, eram muito melhores. Chamada gama alta. Amem. A primeira visita atrasou um pouco, então chegamos atrasados na seguinte, que era longe. Levamos uma horinha até lá. A bodega agora era a Solocontigo, que ficava no meio de uma região bem árida, repleta de parreiras. Era uma construção moderna meio que isolada naquela área. Havia outras bodegas por lá tbm. Eu sei o seguinte: o lugar é muito bonito. Um jardim daqueles que vc quer passar uma tarde (um dia? uma temporada?) inteira, ainda mais depois de bebericar umas taças, e ainda mais com o céu azul que estalava novamente naquele dia. Nessa bodega já fomos direto para degustação. Um vinho melhor que o outro, um sommelier (ou guia?) que engrena uma conversa muito bacana (e que ainda nos trouxe extras!), aquele cenário, enfim, um momento de felicidade. Não tenho dúvidas de que o (bom) vinho, o álcool, influencia nessa avaliação. Dividimos a mesa com uma família brasileira de São Paulo que também conhecia os vinhos do Vale dos Vinhedos, o que permitiu uma rápida conversa entre supostos conhecedores de vinhos. Uma coisa que me angustiava era o sommelier jogando fora (restos de) vinho. Um pecador. Felizes da vida pelos bons momentos, e pelo vinho na veia e na cabeça, partimos para a terceira e última do dia. Com almoço. Outro lugar de visual estonteante, na Monteviejo. Primeiro curtimos o visual, depois fomos almoçar. No processo do almoço somos apresentados aos vinhos para degustar. A experiência é toda muito boa, mas eu preferiria experimentar os vinhos sem almoço. Minhas papilas (de?)gustativas são limitadas e têm as atenções divididas. Enfim, comemos bem, bebemos bem (e muito), e voltamos. Chapei na viagem de volta. Nesse dia demos um relax no albergue e depois fomos passear pela Arístides. Era domingo, último dia da Megadegustación, e lá fomos nós encarar mais provas de vinho, usando o restante da nossa cartela do dia anterior. Fomos dormir tarde novamente. 2af. Mesmo esquema do dia anterior, mas hoje em bodegas mais próximas. Primeira parada foi na RJ Viñedos. Desde que recebi o programa que fiquei na cabeça com essa coisa de RJ, que me remete imediatamente ao Rio de Janeiro. Mas no caso são as iniciais do patriarca da bodega, Raul Joffre. A bodega é pequena, familiar, bem do jeito que eu tinha pedido. Mesmo scrpit de outras, vc conhece a história e depois faz degustação. Nesse caso havia algumas opções de degustação, e todos escolhemos provar os malbecs. Foi ótimo. Nossa segunda bodega foi na Alandes, outra pequena e com um jardim muito aconchegante. Lá juntamos com um casal chileno com quem papeamos (eles passavam férias no Rio, mas desistiram nos últimos vários anos em função da perspectiva de guerra civil permanente que exportamos ao mundo). Novamente o script, agora com direito a prova do vinho ainda em ‘desenvolvimento’ no barril. E depois as provas, generosas eu diria. Um dos grandes baratos dessa coisa é deixar ser guiado pelo sommelier (guia?), em meio a conversas eventualmente de outros temas. Ótimo novamente, curtimos muito. A terceira do dia era a do almoço. Finca Agostino era o nome. Outro lugar belíssimo (um padrão da região). Salão de almoço estava mais cheio, e de alguma forma achei a experiência aqui melhor. O chef foi até nós se apresentar, comida muito saborosa, momento feliz (e consegui ao menos saborear os vinhos antes de comer!). A receita das degustações sucessivas e mais o almoço tem resultado direto: chapei na viagem de volta. Era coisa de meia hora, mas pareceu uma longa sesta para mim. Depois de um descanso no albergue, saímos novamente para passear pela Arístides. Fomos comer uma carne (sempre!) antes de dormir. Nesse dia não tinha mais a Megadegustación, fomos dormir mais cedo. Atividade na Arístides caiu bastante naquela 2ª-feira. 3af. Choveu bastante de noite, o que nos disseram ser incomum. Mendoza é tipicamente um lugar seco, inclusive com antigo e ainda utilizado sistema de irrigação que aproveita água das montanhas. Sem isso seria complicado para as bodegas. Amanheceu nublado e nossa programação para a manhã era passear pelo Parque San Martin. E assim fomos. O parque é bonito e grande, tem inclusive um mirante. Rodamos por lá, chuvinha chegou a cair fininha novamente. Depois de uma pausa para um café bem transado, partimos para a Rodoviária. Como falei, comprei com antecedência os tíquetes desse ônibus. Queria que fosse de dia, e queria ir na frente. Ideia era mesmo curtir o visual. Na rodoviária foi necessário fazer meio que um check in, afinal cruzaríamos fronteira. A viagem é mesmo um espetáculo. Logo em Potrerillos já tem um lago que é de cair o queixo. Melhor ainda foi ver o sol abrindo conforme avançávamos para o Chile. Vimos raros lugares com neve pelo caminho, por conta da temporada. Ao longo de boa parte do trajeto, trilhos de trem vão acompanhando (e eventualmente cruzando) a estrada. Estão abandonados, tal qual diversas (ou todas) as estações que vimos pelo caminho. Passamos por diversos túneis também. Vimos estações de esqui sem uso, teleféricos esperando pela nova temporada de inverno. A famosa Puente Inca, que faz parte do passeio da Alta Montanha, fica do lado esquerdo, mas não dá pra ver. Vimos cicloturistas fazendo o percurso – isso deve ser sensacional. Sobre lados, eu diria que no começo o lado direito é mais privilegiado. Depois muda para o esquerdo, se não me engano após Uspallata. De maneira que qq lado é bom. Num determinado momento, logo após a entrada no Chile, há uma longa sequencia de curvas que proporciona democraticamente um visual sensacional para ambos os lados. Lembrou muito a descida da Serra do Rio do Rastro (SC), outra estrada de beleza ímpar. Trata-se da famosa estrada de Los Caracoles. O ônibus era confortável, semi-leito (mas eu mal reclinei a cadeira). Servem um sanduba, café, suco e biscoitos. Infelizmente tem TV com filme e som. Coloquei um headphone como antídoto e melhorou. Carregadores USB não funcionavam. A aduana chilena é um ponto sacal da viagem. Não tivemos registro de saída da Argentina (ao menos não tive carimbo de saída), e a parte de imigração no Chile é tranquila. Mas a parte de aduana, PQP, segue a mesma de sempre. Já cruzei fronteira para o Chile em outras ocasiões (Torres del Paine, e voltando de Uyuni), e foi sempre um processo demorado e chato. Continua assim. Levou cerca de uma hora para vencer essa etapa. Chegamos a Santiago de noite, quase 21hs. Tínhamos partido de Mendoza às 13hs. Pegamos o metrô para nosso albergue na Bellavista, largamos as mochilas e fomos curtir a noite na região. 4af. Ficamos flanando pela cidade, revendo lugares onde já estivemos outras vezes, e conhecendo outros tantos. De tarde batemos ponto no sempre excelente Boulevard Lavaud antes de seguir para o aeroporto e encerrar a viagem. Mais um feriadão explorando algum canto do planeta! Dicas gerais de Mendoza: - Como em qq outro canto que conheço da Argentina, aproveite as happy hours! Os preços das cervejas caem bem, geralmente pela metade ou uns 40%. - Se eu voltar, ficarei novamente nos arredores da Av. Arístides, que é onde rola o agito noturno. Além de ser uma parte muito charmosa da cidade. - Em geral achei os preços mais baratos em Mendoza do que eu outros cantos argentinos, sobretudo Buenos Aires. Mas pode ser a corrosão da inflação também. - Não se engane: vinhos de alta qualidade (alta gama) terão preços correspondentes. O tour baratinho que percorre x vinícolas e que tem preço das entradas incluso vai ter vinhos mais guerreiros. - As degustações de vinhos, acho que em qq canto do mundo, partem geralmente do mais leve para o mais forte. - Preços variam conforme bodega e conforme programa. Eventualmente vc tem degustação simples, degustação somente de malbecs, degustação premium, etc. E cada uma tem um valor; você escolhe. A do almoço é preço fixo, e nos dois casos foi meio que bebida liberada (mas vc não dá conta, vai por mim). - Li isso em vários lugares e duvidei, mas agora atesto: depois do almoço vc não quer mais saber de vinho. - Faça o que eu digo, não faça o que eu faço: vc não precisa beber tudo nas degustações. Mas eu bebia. Era bom demais. - Para todas as dicas ref vnhos acima, levem em consideração o seguinte: não somos enochatos, queremos apenas diversão e bons momentos, somos fáceis de se conquistar (mas se o padrão de Mendoza fosse as bodegas do primeiro dia, seria decepcionante pra mim).
  41. 1 ponto
    Gostaria de compartilhar com vocês minha viagem para Marrocos, muito embora ela tenha sido mais por motivos pessoais do que turísticos. A moeda do Marrocos é o Dirham marroquino. A maioria dos estabelecimentos também aceita euros, mas não cartão de crédito. 1 euro = 11 dirham. Casablanca Casablanca é a maior cidade de Marrocos. Hospedagem Fiquei hospedado na casa de parentes, localizada no bairro de Ain-Diab, bem próximo ao mar e longe do centro da cidade. Transporte O transporte público não funciona bem, com exceção do Casablanca Tramway (bastante limitado, mas pode lhe levar para a praia ou para a estação de trens). As pessoas se deslocam mais de táxi do que de ônibus (segundo alguns relatos que ouvi, o uber é mais caro do que o táxi). Existem dois tipos de táxi: Grand Taxis (brancos) - Possuem rotas definidas (levam do ponto A ao B). Petit Taxis (vermelhos) - Funcionam como um táxi normal. O detalhe interessante é que o táxi é compartilhado. Ou seja, ele pega vários passageiros pelo caminho (exceto se você quiser pagar por todas as vagas). Aeroporto O Aeroporto Mohammed V fica a + ou - 30 km do centro da cidade. É bastante moderno e seguro (só viajantes podem entrar nele). Possui apenas 2 terminais que ficam no mesmo prédio (desembarques no térreo e embarques no primeiro piso). Além do raio-x e de algumas entrevistas e revistas pessoais, você precisa entregar uma espécie de ficha especificando local de hospedagem, profissão, motivo da viagem, etc, tanto na chegada como na saída de Marrocos. Importante: brasileiros precisam mostrar o conteúdo de suas malas na chegada. Pontos turísticos - Mesquita Hassan II É a terceira maior mesquita do mundo e a única que pode ser visitada por não-muçulmanos em Marrocos. Comporta, aproximadamente, 25.000 pessoas. Visitas são guiadas e ocorrem às 09h, 10h, 11h e 14h (na sexta-feira os horários são diferenciados). O valor do ingresso é 120DH. Por mais 10DH você pode visitar o museu da mesquita (não vale a pena, só se você tiver tempo sobrando ou gostar de molduras). - Morocco Mall É o maior shopping center da África. Tem um aquário gigante e vista para o mar na praça de alimentação. Para entrar, você precisa passar por detectores de metal. - Catedral Notre Dame de Lourdes É a maior igreja católica em Casablanca. Vale a visita mesmo se você não for religioso. - Catedral do Sagrado Coração de Casablanca (Catedral Branca) Apesar do nome, deixou de ser igreja em 1956 e hoje é um centro cultural. Bonita por fora, mas infelizmente fechada para reformas. - Quartier Habous Bairro bonito e organizado em Casablanca. Além da arquitetura que se destaca, você também pode visitar o Mercado de Habous (para comprar azeitonas, frutas, roupas típicas e tecidos). - Velha Medina Lá você pode encontrar roupas, joias, peças de metal, louça, madeira e itens de couro. - La Corniche É a praia mais badalada de Casablanca e que possui os melhores restaurantes. Rabat É a capital do Marrocos. Apenas passei o dia na cidade. Foi o bastante para visitar os principais pontos turísticos. Pontos turísticos - Mausoléu de Mohammed V É onde está sepultado o pai e o avô do atual rei de Marrocos. Destaca-se pelo luxo e é protegido pela guarda real. - Torre Hassan É uma mesquita não terminada, ou melhor, é uma torre. Fica no mesmo sítio do mausoléu. - Kasbah dos Oudaias. É uma antiga e bonita fortaleza à beira-mar com corredores estreitos. - Jardim Andaluz É um jardim que fica no caminho para a Kasbah. Marrakech É a cidade mais conhecida do Marrocos e não é à toa: respira e transpira turismo. Porém, se eu tivesse que defini-la em uma única frase: nada é de graça em Marrakech. Uma simples pergunta, uma foto qualquer, uma visita a uma casa marroquina, tudo tem um preço. Hospedagem Fiquei hospedado no Riad Akka. Paguei 65 euros a diária, mas valeu a pena. Localizado dentro da Medina, é seguro, confortável, bonito e limpo. Fica ao lado do Palácio da Bahia e a 800 metros da Praça Jemaa El Fna. Transporte Se você se hospedar dentro da Medina, você não vai precisar usar táxis, exceto para chegar/partir do aeroporto/estação de trem ou para visitar alguns poucos pontos turísticos que vou destacar abaixo. Atenção: Estabeleça o preço antes da corrida ou exija que o taxímetro seja ligado, senão a chance de você ser enganado é de 100%. Pontos turísticos - Palácio da Bahia Palácio maravilhoso onde foram gravados cenas do filme Lawrence da Arábia, dentre outros. O ingresso custa 80DH. - Palácio El Badi Na verdade, são as ruínas que sobraram do palácio. Algumas pessoas adoram, outras acham horrível. Eu gostei bastante, especialmente pela história. o ingresso custa 80DH. - Praça Jemaa El Fna É onde tudo acontece. Durante o dia, você encontra vendedores de frutas, especiarias ou qualquer coisa que você queira comprar, além de encantadores de cobras, macacos para fotos, músicos, mulheres que fazem hena. Mas é durante a noite que a mágica acontece: luzes e sons por todas as partes, barracas de comidas típicas espalhadas pela praça inteira e mais turistas do que você pode imaginar. Vale a pena jantar ou beber algo nos restaurantes que ficam em algum lugar alto ao redor da praça. De cima o show parece maior ainda. Nas redondezas da praça você encontrará a maior parte dos souks que vendem de tudo, desde roupas até perfumes ou peças de metal. - Bairro Judeu Vale a visita pelo contexto histórico e fica no caminho para o Palácio El Badi. - Bab Agnou É um antigo portal da Medina que ainda resiste ao tempo. 2 minutos para olhar o portal e mais 1 minuto para tirar uma foto. - Mesquita Koutoubia Esta mesquita destaca-se na cidade de Marrakech. Próxima à praça Jeema, infelizmente não pode ser visitada por não-muçulmanos. - Tumbas Saadianas Embora não pareça interessante, é um lugar muito bonito. O ingresso custa 80DH. - Museu de Marrakech A arquitetura do local é fascinante. O ingresso custa 80DH. Dentro do museu há um senhor que escreve seu nome em árabe (ou de quem você quiser) em cartões postais. Lindo trabalho. Custa 20DH. - Jardim Secreto É um lugar bonito, mas que deve se destacar mais na primavera. Vale a visita pela calma, paz e silêncio (e pelo wi-fi grátis, pra quem se interessar). O ingresso custa 80DH. Se você quiser visitar a torre tem que pagar mais 30DH (não vale muito a pena). - Museu do Perfume O museu em si não é muito interessante, porém você pode ter uma aula sobre perfumes e fazer um especialmente pra você (com os ingredientes que você escolher). O ingresso custa 40DH. Para fazer um perfume seu (e pela aula), você terá que desembolsar 400DH. - Jardim Majorelle, Museu Berbere e Museu Yves Saint Laurent Para visitar estes locais você vai precisar usar táxis ou tuk tuks ou charretes, pois eles ficam localizados na parte nova da cidade, fora da Medina. O ingresso conjunto para os 3 locais custa 180DH. O Jardim é muito bonito e colorido. Yves Saint Laurent morou dentro do jardim por anos e lá foram espalhadas suas cinzas. O Museu Berbere destaca roupas e joias típicas de várias partes do Marrocos. Vale muito a pena, mas fotos não podem ser tiradas. O Museu Yves Saint Laurent conta a história do estilista por meio de fotos em ordem cronológica e de um filme de uns 10 minutos. Lá você também pode ver as peças de roupa que ele criou (manequins vestidos com as roupas). Infelizmente fotos não podem ser tiradas. - Souks de Marrakech Souks (mercados) são os locais em que você pode comprar desde echarpes/lenços/vestidos até itens de couro, metal, perfumes, especiarias ou recordações da cidade. São muitos, mas a maioria está próximo da Praça Jeema, como salientei acima. Não existe preço tabelado para nada nos souks, exceto comida. O vendedor sempre lhe dará um preço absurdo por aquilo que você quiser comprar. A partir daí começa a negociação: você oferece menos, ele pede mais. Minha dica é: tente pagar 30% do valor pedido inicialmente. Na pior das hipóteses, nunca pague mais do que 50%. Estabeleça seu preço e vá embora se ele não concordar (ele te buscará no corredor, não se preocupe). De qualquer forma, você sempre sairá pensando que pagou demais, mas não deixe este pensamento estragar sua viagem. Procure não demostrar interesse por algo que você não pensa em comprar e/ou não dê atenção aos vendedores, senão eles vão lhe incomodar para você "só dar uma olhada" ou "conferir as promoções". Alguns até lhe seguem, lhe seguram pelo braço, gritam, é bastante chato e constrangedor. Marrakech é o lugar para você ser mal educado: nem responda "bom-dia" aos vendedores (ou responda em francês para que eles não saibam de onde você é e siga em frente sem olhar pra trás). Dicas específicas para Marrakech Como salientei acima, tudo gira em torno de dinheiro em Marrakech. Se você parecer perdido, um bom samaritano surgirá do nada para ajudá-lo e depois pedirá um valor absurdo pela ajuda. Por isso, indico que você tenha um celular com internet ou um bom mapa consigo e, se precisar de ajuda, peça aos policiais ou a outros turistas. Se você tirar fotos das cobras ou dos macacos sem estabelecer um preço antes, os donos pedirão um valor absurdo pelas fotos. Se você precisar trocar dinheiro (câmbio), recomendo o do Hotel Ali. É seguro comer pratos quentes nas barracas da Praça Jeema à noite. Entregue-se...mas confira bem a conta no final (na verdade, confira o troco SEMPRE, em qualquer situação). Guias em Marrakech Cuidado com guias baratos em Marrakech. Na melhor das hipóteses, eles são apenas motoristas que mal falam qualquer língua além do árabe e só atuam como taxistas e não guiais (lhe deixam nos locais com prazo para voltar ao carro). Eu contratei um guia e valeu a pena cada centavo. Paguei caro pois estava sozinho, mas o preço é negociável sempre (quanto mais gente, melhor). Fiquei 3 noites e 4 dias em Marrakech, mas contratei ele por 2 dias (das 09h às 13h, embora ele tenha ficado comigo até às 14h.) Paguei 1400DH. Ele é espetacular e me dava dicas até de preços das coisas. Se alguém tiver interesse, o nome dele é Najib Khelfi. Ele fala árabe, francês e inglês e entende italiano também. Telefone: +212 6 63 09 17 64 (ele responde ao whatsapp). E-mail: [email protected] Também recomendo o Riad Marhbabikoum. Ele é considerado um dos melhores da cidade. Entrei em contato com o dono Khalil e ele me disse que não tinha vagas, mas que conseguiria pra mim em outro local, e assim o fez. É uma pessoa confiável em Marrakech para qualquer indicação. O telefone dele é +212 6 61 34 81 14. Minha viagem para Marrakech foi planejada em cima da hora, então acabei pagando preços mais salgados do que eu esperava com hospedagem e guia, mas valeu MUITO a pena mesmo assim. Não se assuste! Apesar de tudo que narrei de ruim, a cidade é maravilhosa. Sem dúvidas, a viagem mais incrível da minha vida. Eu não sei se posso postar links/endereços aqui, mas meu instagram é carlosrigoni, caso alguém queira ver minhas fotos.
  42. 1 ponto
    Nossa nem lembrava que tinha começado esse relato! Rs.. vou terminar o quanto antes!! 🙏🏻🙏🏻
  43. 1 ponto
    Travessia Sitio Bom Jesus / Morro do Chapéu - Travessia dos Veadeiros, Janeiro de 2019. Essa travessia vai surpreender os amantes do Trekking Por Mauro César - Trekking na trilha Dona Madalena e Silmênia Fomos recebidos por Dona Madalena uma pessoa de muita luz, responsável pelo Sitio Bom Jesus, um lugar de pura paz, tudo muito organizado e limpo, vale muito a pena visitar este lugar. Não visitamos o bosque, lugar onde dizem que é surpreendente. Igreja - Sitio Bom Jesus Entrada do Sitio - Exemplo de cuidados com o lugar Passagem pelo portal Saímos ás 11h00 do dia 25/01, percurso com nível difícil, ao longo do trecho o GPS ficou desnorteado, mostrava o caminho diferente e acusava o erro depois de vários metros percorridos, obviamente que tínhamos que seguir, confesso que o acesso foi muito complicado. Ao longo do trajeto dessa primeira etapa, a região mostra muito riqueza nas plantações de soja que sumiam de vista. Pausa para foto Sincronismo dos pássaros Botas na trilha Silmênia pulando a cerca Trekking Proteção do equipamento na hora do almoço, muita chuva Comendo mi Bora né Depois de caminhar em média uns 16 km, chegamos na casa da Miriam, onde nos recebeu de forma muito cativante, muita conversa e risos... tomamos aquele café. Olhem isso, moleque nem gosta de ovos Delicia de café Saída da casa da Miriam Será que rola uma carona? Vista do Heliporto Paredão impressiona Exuberância Trekking Sil superando limites - Nota máxima Cansado? Não apenas impressionado O percurso mais uma vez nos surpreendeu, as coordenadas nos levou por um acesso muito arenoso, sem trilha e direção, muito ingrime e perigoso, correndo o risco de sofrer algum tipo de acidente, rasgamos mata adentro e depois de muita dificuldade conseguimos encontrar a estrada que nos levasse a casa do Sr.Geraldo, estava escurecendo e tudo piorava, mas tínhamos que seguir. E assim foi, escureceu, a estrada estava nos levando ao caminho certo e felizmente por volta das 21h00 chegamos na casa do Geraldo. Logo na chegada fomos recebidos com esse licor..Será? comemorar a chegada sempre é importante. Jantamos aquela comida caseira feita pela Dona Marlene, sem comentários para essas pessoas, estávamos com muita fome, pois esse trecho exigiu muito de nós. Tudo combinado para o resgate e hora de descansar para o dia seguinte. Seu Geraldo - Saída para o segundo dia de trilha Vamos nessa!! A partida para o segundo dia de trilha foi mais cedo, por volta das 08h30m, muito estradão e por mais uma vez a natureza nos mostra seu valor, logo os papagaios fizeram seu papel. Pausa para o lanche Vista para o rio Paranã Seleções de fotos Olhando a paisagem - Muita chuva pela frente Café no bule Desce daí criatura Sejam bem vindos Pedreira, arquibancada para apreciação do lugar Serras que se perdem de vista E lá fomos nós, caminhamos bem este dia, a chuva veio com muita força, quase 4 horas de chuva intensa, e a previsão era de continuar por um bom tempo, saímos em uma mata fechada, com muitas bocainas e achamos melhor não continuar, próximo as 18h00 montamos acampamento onde pernoitamos (Hostel Curral fofo), hehe! nome adotado para aquele lugar. Hostel Curral fofo, assim foi batizado - Acampamento 2° dia Partindo para o trecho final Seleção de fotos Fonte da juventude Subidas e mais subidas, paisagens de tirar o folego, trecho final e nada de chegar na casa do Alex, passamos por entre as bocainas, pequenos rios e a vegetação úmida, assim dificultado nossa caminhada. Enfim conseguimos chegar na tão esperada casa do Alex, hehe. mais uma recepção fantástica, fizemos um lanche, café, peta caseira feita pela sua mãe e pão com mortadela, em meio a conversa Alex nos disse sobre sua trajetória e a escolha do lugar para morar. Em sua propriedade existem três cachoeiras, não deu tempo de visita-las, quem sabe em outra oportunidade. Café na casa desse camarada - Alex Vista da casa do Alex Vai entender Palmeiral Há 5 quilometros de completar o trecho final, fomos na casa da Dona Nilza, outro ponto de apoio, e mais uma vez aquele precioso café e um papo rápido. Casa da Nilsa e Virgílio - Lugar de ponto de apoio e venda de doces e Requeijão Subida para o morro do chapéu Vista panorâmica na subida do morro tão esperado Foram em média duas horas de subida, mais é subida mesmo que chega a pensar em desistir. Zé do facão No caminho encontramos essa figura, que por sua bondade nos ofereceu sua casa para descansar e nos alimentar, já era hora de completar a travessia, não tínhamos mais tempo, até porque o resgate combinado com Sr.Geraldo estava perto conforme horário combinado. Bateu uma tensão, não conseguimos contato com o mesmo, sinal de telefone péssimo, mas por generosidade ele chega para alegria dos caminhantes. Vencemos todas as diversidades. Final da travessia Em meio há tantos obstáculos, curiosidades, vistas magnificas, a travessia foi concluída com sucesso. Minha companheira de caminhada, Silmênia José Pereira superou e me encheu de alegria por essa conquista. Parabéns Sil...Essa travessia promete. Agradecimentos Tekking Brasilia - Samuel Schwaida Sr. Geraldo (Secretário de Turismo de São João da Aliança - GO) e Marlene Taralico Luan - Filho Sr.Geraldo Alex Nilza Sra.Madalena Aline Ferreira e Nara Niuma Respeite a natureza Recolha todo seu lixo. Se possível traga de volta também o de pessoas menos cuidadosas. Não abandone latas, garrafas e plásticos. Evite cortar lenha para fogueiras. Use só os galhos caídos e apague bem as cinzas. Faça sua fogueira em local descampado e longe da mata e de moitas de capim. Evite usar sabão em fontes, riachos e lagos. Monte seu acampamento afastado das nascentes. Escolha um lugar afastado para banheiro e não se esqueça de enterrar seus dejetos. Leve alimentação adequada. Evite enlatados, leite em caixa, vidros ou bebidas alcóolicas. Conheça as regras básicas de primeiros socorros e orientação na natureza. Planeje seu roteiro de viagem e deixe sempre alguém avisado sobre ele. Frequentadores da natureza têm maior responsabilidade pela preservação ambiental. Respeite e confraternize com os habitantes dos locais visitados. Não use fogo dentro ou perto da barraca. Tenha cuidado também com a vegetação. Pratique o bem!!!
  44. 1 ponto
    EL CALAFATE 2º dia O grande dia de conhecer o gigante Perito Moreno chegou!!! Como nosso hotel era muito próximo a agencia da Hielo y Aventura, o combinado foi encontrar com o transfer para o Parque Los Glaciares lá mesmo na agência, de manhã bem cedo. Infelizmente não nos informaram que o ingresso para o parque não estava incluso no pacote e meu namorado teve que ir atrás de câmbios paralelos, já que a casa de câmbio estava fechada. Ele conseguiu trocar em um kiosko por um preço bem abaixo da cotação. Subimos no minibus da agência e partimos seguindo a Ruta 11, parando em um mirador que fica em frente ao Cerro Frias. Cerca de 1h depois, chegamos no Puerto Bajo las Sombras para pegar a embarcação que nos deixaria na Base do Perito Moreno. Toda a viagem é visualmente bem agradável. A navegação é muito bonita, você pode ter uma visão panorâmica do lado leste do glaciar por bons e frios 20 minutos. Todos sabem que é bem comum que grandes pedaços de gelo desprendam do glaciar e caia com tudo na água, por isso as embarcações não podem chegar muito perto da geleira. Por toda a cidade você verá imagens surreais do barco bem perto do gelo para divulgar as navegações, mas são todas montagens bem feitas. Essa ida foi o interessante o suficiente para que não me desse vontade de comprar o passeio da navegação. O Perito Moreno apesar de ser o 3º maior glaciar, é o único que pode ser visto bem de perto. Ao desembarcar, dividiram o grupo em espanhol e inglês e fomos direcionados para um refúgio onde guardaríamos nossas coisas. Você não é obrigado a deixar sua mochila/bolsa por lá, mas facilita bastante na hora da trilha. Esse refugio possui estrutura de banheiros, armários, mesas dentro da casa de madeira ou mesas de piquenique com visão para a geleira. Dica: LEVE COMIDA! Você estará faminto depois do trekking. Depois de um tempinho distribuíram as luvas (que são obrigatórias) para quem não tinha e começamos a caminhada para a base por dentro de um bosque muito agradável e uma praia de areia escura cheia de pedaços de gelo, onde nos foi passado informações sobre o glaciar, sua composição, história e comportamento. Demos sorte, pois no dia não chovia, não ventava e não fazia sol, clima perfeito! A expectativa só aumentava. Chegou a hora de colocar os grampões e minha outra dica é ir com um calçado que cubra os tornozelos, pois as amarras do negócio são firmes e apertadas e dependendo do estilo do calçado, vai machucar. Fui com um tênis normal, incomodou mas eu sustentei e molhou um pouco mas é recomendado ir de bota impermeável. Meu namorado, por exemplo, pisou em uma camada de gelo traiçoeira e o pé foi com tudo na água gelada! Começamos o minitrekking e... Veja por você mesmo! Não tenho palavras para explicar o quanto essa experiência foi maravilhosa em todos os sentidos possíveis, tudo é majestoso, tudo é muito lindo, interessante e especial. De certa forma, me senti naquele filme Interestrelar, uma formiguinha insignificante andando naquele monstro de gelo, não parecia desse planeta! O dinheiro vale a pena e é o ponto alto da viagem. Vi inúmeras fotos e vídeos desse passeio e nenhum chegaram perto de captar a grandiosidade e beleza do lugar, é quase como se as câmeras não fossem capazes de fazer tal registro. Enfim, vá! E vai sem medo!! Ao terminar, voltamos para o refúgio e nos deram 1h30 para almoçar e ficar explorando o lugar e depois pegamos a mesma embarcação para o Bajo las Sombras pois seguiríamos para as passarelas, onde ficaríamos por mais 1h30. O tempo começou a fechar e, como tinham poucas pessoas no parque, o ar ficou com um aspecto meio sombrio e silencioso que contrastava com o ranger do gelo se movimentando e formava uma atmosfera que me fez ter um imenso respeito por aquele lugar, até mesmo falar parecia que iria quebrar aquela magia. A administração do parque é impecável, tudo limpo e bem cuidado. Se tivéssemos mais tempo, com certeza voltaríamos para andar por mais tempo nas passarelas, lembrando que apenas o Minitrekking é feito em tempo hábil o suficiente para visita-las. Há algumas opções de trilhas, que são divididas em cores, sendo que a amarela é a mais curta e onde tem a melhor vista. Caso você não faça um dos trekkings, digo que ir apenas às passarelas é igualmente incrível. Como o tempo naquela região é bem instável, recomendo fortemente levar capa de chuva ou roupas impermeáveis. Quando estávamos indo embora começou uma chuva que só iria dar trégua dali três dias. Ao chegar na pousada, resolvemos cozinhar no quarto mesmo: omelete feio com Chandon Rosé 😁 e descansar para o próximo dia, mas por mim eu poderia morrer naquela noite mesmo, de tão feliz que estava. Ruta 11 Para quem não bebe whisky, foi servido água mesmo! P.S: Esse Chandon custou ARS 100!!!
  45. 1 ponto
    [align=center][/align] Ao longo dos anos venho vendo muitas pessoas repetindo como regra geral que o peso máximo de uma mochila carregada deve ser proporcional a 10% do peso de cada indivíduo. Se pegarmos como exemplo uma pessoa que pesa 70 quilos pela regra ela não pode carregar mais que 7 quilos de peso bruto. Considerando que muitas mochilas cargueiras a partir dos 60 litros pesam em torno de 2,5 quilos a carga a ser transportada por esta pessoa deve ficar por volta de 4,5 quilos de peso líquido. Diante destes valores que acabam sendo muitas vezes pouco para a maioria dos viajantes, principalmente os que acampam eu me perguntei: Será mesmo que esta proporcionalidade de 10% deve servir como regra quando falamos de mochilas cargueiras? Para responder esta dúvida eu precisei descobrir quem definiu esta proporção, quais os critérios adotados para se chegar nela e como foi executado os exames. Minha busca se deu na leitura de vários artigos médicos relacionados à questão, onde quase não encontrei pesquisas realizadas em indivíduos adultos. Grande parte dos estudos existentes teve como objetivo determinar o peso máximo que uma criança poderia carregar de material escolar sem ter sua saúde comprometida. O peso máximo varia conforme os pesquisadores entre 7% e 20% do peso corporal, havendo um consenso maior para a proporção de 10%. A Organização Mundial da Saúde sugere o máximo de 7% do peso da criança. Apesar disso, os trabalhos ainda são insuficientes e com amostras pequenas para estipularem os índices mais seguros. Na verdade, existem muitas variáveis interpostas para se determinar o peso máximo, como distância percorrida, desenho da mochila, condicionamento físico da criança e sua maturidade esquelética. Um trabalho desenvolvido nos EUA, chamado Plano de Seleção Preventiva, usa a escala de dor de Borg da seguinte maneira: as crianças são submetidas a mochilas pré-pesadas a partir de 1 quilograma, aumentado-se de meio em meio quilograma. A primeira mochila que machucar, será a referência de peso da mochila ideal pra aquela criança. Retira-se então meio quilograma desta mochila referência encontrando-se o peso mais adequado. Tendo obtido estas informações me senti capaz de responder de forma embasada a minha pergunta. “Será mesmo que esta proporcionalidade de 10% deve servir como regra quando falamos de mochilas cargueiras?” A minha resposta é não. Considerando que as pesquisas referendadas pela Organização Mundial da Saúde e pela maioria dos estudos independentes tem como base o desenvolvimento corporal de crianças e adolescentes não pode servir como regra para indivíduos adultos que já possuem um desenvolvimento muscular e esquelético mais desenvolvido. Assim sendo os estudos que estipularam carga em torno de 20% foram seletivos com indivíduos mais maduros se aproximando de uma proporção condizente à realidade que estamos mais habituados carregar em nossos mochilões. [col]|Considero também o fato dos estudos terem sido realizados com mochilas de duas alças para ombros apenas, ao passo que uma mochila cargueira quando corretamente ajustada ao corpo transfere para o quadril através da barrigueira até 70% do peso da carga, aliviando esse peso da coluna vertebral. Por hora dou-me por satisfeito com essas avaliações, mas tendo em mente as implicações que o sobrepeso pode causar em várias partes do nosso corpo como ombros, pescoço, joelhos, pés e principalmente a coluna vertebral. Os problemas que se apresentam de forma mais imediata decorrentes do uso de uma mochila muito pesada são as dores musculares, de nervos e tendões por esforço continuado ou lesão por esforço abrupto. Os que podem se apresentar na coluna vertebral surgirão lentamente em decorrência de deformação óssea tais como: Hipercifose, que é o aumento da curvatura da região dorsal, mais facilmente percebido quando a pessoa está de lado, pois as costas ficam arqueadas, o tórax retraído e os ombros projetados para frente; a Hiperlordose, quando há o aumento anormal da curvatura lombar na região do quadril e a Escoliose, quando a coluna se desvia para o lado.[/col] [align=center][/align] Os mesmos estudos científicos também identificaram que um dos fatores que mais contribuem na produção de dor está no ato de colocar, retirar ou suspender a mochila. É preciso tomar cuidado nestas ações independente do peso, um mau jeito nas costas pode trazer consequências dolorosas comprometendo sua viagem. Para isso é importante treinar uma técnica correta para estas manobras. Forma adequada para colocar e retirar a mochila 1 - Ponha-se de frente para a mochila antes de levantá-la. 2 - Posicione uma das pernas um pouco à frente da outra e flexione os joelhos. 3 - Suspenda a mochila do chão utilizando as duas mãos e a força dos músculos das pernas evitando curvar a coluna para frente ou para trás, desta forma o peso ficará distribuído em várias partes do corpo sem sobrecarregar apenas a coluna. 4 - Apóie primeiro a mochila sobre a coxa da perna que estiver à frente. 5 - Com cuidado, passe um dos braços por uma das alças e em seguida o outro braço pela outra alça. [align=center][/align] Pronto! Agora pode inclinar o tronco um pouco para frente, ajustar a barrigueira e todo o conjunto procedendo como instruído no tópico "Ajustando a mochila": http://www.mochileiros.com/ajustando-a-mochila-t44380.html Outra observação importante é que as dores nas costas podem ser produzidas não só por mochilas muito pesadas, mas também por aquelas mal feitas, mal ajustadas, mal arrumadas ou transportadas de forma inadequada. Para finalizar: É recomendável sempre fazer exercícios de alongamento de pescoço, braços, costas e pernas antes de vestir sua cargueira e durante longos períodos de caminhada fazer intervalos de descanso retirando a mochila. Para saber mais: Pesquisa para doutorado muito interessante sobre o limite médio de carga recomendado para mochila baseado em fisiologia e psicofísica de Denise Helen Bauer para o Colégio de Engenharia da Universidade Estadual da Pennsylvania EUA: https://etda.libraries.psu.edu/paper/7927/3225
  46. 1 ponto
    Fernando, sua colocação é bem interessante, e esse sentimento de medo é mais do que normal. Depois de 10 anos mochilando sozinha por aí, uma das principais coisas que aprendi é que o medo não pode impedir a gente de fazer nada. É claro que hoje muitas das coisas que me preocupavam no começo viraram banais, mas ainda assim existem algumas situações que ainda causam medo. Muita gente me diz que não sabe como eu tenho coragem de sair por aí sozinha, mas a verdade é que medo todo mundo tem em algum momento, a questão é só não deixar de fazer o que se quer por causa dele Mas falar assim é fácil... a dica que dou para quem está começando é que leia o máximo possivel sobre como é a rotina de uma viagem assim, leia a experiência de outros viajantes, leia tudo que você puder. Quanto mais você planejar, mais segurança você vai sentir. E não espere que em algum momento depois de ter lido tanta coisa você vá sentir que estará pronto, provavelmente vocÊ não vai sentir isso, mas você tem que ir mesmo assim!
  47. 1 ponto
    Olá, eu não lembro quanto tempo leva, mas tem um site do catamarã que te informa direitinho tanto preço quanto duração. http://www.intickets.gr/en/greekferies/seajets.asp
  48. 1 ponto
    Ola Estou hospedado no V&S Hostel Club http://www.hostelclub.com E razoavel, pago 40 pesos a diaria em quarto misto para 6 pessoas, as acomodaçoes estao ok mas o locker ñ cabe minha mochila, o q e excelente e a localizaçao, bem no centro a 2 quadras da Calle Florida Desculpe a falta de acento, sem paciencia de ficar procurando nesse teclado.
  49. 1 ponto
    Veronica, O pacote que fizemos junto a aquela agencia de Turismo foram 3 dias e 2 duas noites. Uma das noites foi em um acampamento Berbere no meio do deserto. Muito legal ! Inclusive vc vai para o acampamento de camelo. A noite estrelada entao, nem se fala. Se prepare para ficar sem tomar banho por um bom tempo ! Com relação a Essaouira saímos de Marrakesh. Chegando cedo, dá pra ir e voltar no mesmo dia. Só da pra ir de onibus . É bem legalzinha a cidade. Compre a passagem de volta no momento em que você chegar na cidade. Corre-se o risco de não encontrar mais passagem se você for comprar no final do dia quando for você for embora. Vimos um casal que literalmente ficou na mão e não estava mais conseguindo comprar passagem. Tiveram que voltar de taxi. Fica mais caro. Dentro da cidade, use o petit taxi. É bem mais barato que os Grand Taxis (mercedões velhos). Com relação a comida, os pratos que vc mais vai encontrar é Tagine de alguma coisa (frango, vaca, etc...), Brouchette (espetinho de alguma coisa tb) e Cuscuz de alguma coisa tb. No começo é bom, mas depois fica enjoativo. Sem ir naqueles restaurantes muito luxuosos, vc acaba gastantdo uns 6EUR por pessoa. Ahhh, não deixe de ir a praça Jema el Fna em Marrakesh à noite e fazer uma refeição naquelas inúmeras barraquinhas. Se você não ligar muito pra questão de higiene, é bem legal !!! Em Marrakesh ainda, vc vai encontrar McDonalds e Pizza Hut. Foi nossa salvação ! Já não aguentava mais Tagine ! O Marrocos é um lugar barato. O problema é que muitas coisas para turistas eles metem a faca. O taxi (Petit Taxi) é bem barato e é um opção legal para transporte dentro da cidade. Para viajar entre cidades, usamos Trem e Onibus, que também é barato. Acho que no site da CTM (http://www.ctm.co.ma) tem os preços e horários. Com relação ao hotel, é aquilo que te falei. Tem hoteis muito bons que são caros. Um médio fica em torno de 30EUR a 50 EUR por casal por noite. Agente deve ter gasto algo como 70 EUR para o casal, na média, sem contar as comprinhas. Abraços Turzito
  50. 1 ponto
    TEnham um pouco de cuidado em Tânger, a cidade é um porto, por onde entram e saem muita gente da europa, e tem muitos ladrões, também muitos espertinhos, que falam espanhol e se fingem de guias para tentarem tirar algum proveito.. CUIDADO. P.C em Alq.
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